MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
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NÃO ESTÁ FÁCIL PARA NINGUÉM A Argentina venceu a seleção belga pelo placar mínimo e em alguns momentos do jogo sofreu pressão do adversário. Já a Holanda, só conseguiu eliminar a zebra Costa Rica nos pênaltis. Agora, a Albiceleste e a Laranja Mecânica se enfrentam na semifinal. Após 16 anos as equipes se enfrentam em fase mata-mata da Copa do Mundo. O último confronto foi pelas quartas de final em 1998, com vitória holandesa por 2 a 1. Pódio E4 e E5
Os oito minutos do primeiro tempo, Higuaín acertou chute de primeira e decretou a vitória argentina
FOTOS: FIFA
O goleiro Krul entrou no jogo somente nos pênaltis e defendeu duas cobranças na vitória holandesa
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
CHARGE
HERÓIS DA COPA * MARCUS VINÍCIUS PESSOA
Falcão: a maravilhosa seleção de 1982
Paulo Roberto Falcão foi um dos maiores craques que o mundo viu jogar. Era meio-campo naquela histórica seleção de 1982, que acabou perdendo a Copa depois de mostrar ao mundo o futebol arte. O ex-jogador ainda tem de responder, vez por outra, à pergunta: por que a seleção perdeu a Copa de 1982? O motivo foi o futebol envolvente apresentado por aquela equipe, com estilo de toques de primeira e ultrapassagens que encantou imprensa, torcedores e até adversários. Forma de atuar que, para muitos, foi herdada pelo Barcelona e pela seleção espanhola. Pela primeira vez na história, 24 países participavam de uma Copa. A seleção
estreou contra a União Soviética. A vitória por 2 x 1, de virada, veio no segundo tempo, com gols de Sócrates e Éder. A segunda partida foi diante da Escócia, um consistente 4 x 1, com gols de Zico, Oscar, Éder e Falcão. No terceiro duelo, contra a Nova Zelândia, goleada por 4 x 0. Anotaram Zico, duas vezes, Falcão e Serginho. Na segunda fase, 12 equipes seguiram na disputa, divididas em quatro grupos. O Brasil caiu ao lado de Argentina e Itália. Eram três campeões mundiais e uma vaga na semifinal. O Brasil venceu o clássico com a Argentina, que era a então campeã do mundo, por 3 x 1. A decisão de
quem se classificaria para a semifinal ficou entre a “Canarinho” e a “Azzurra”. A seleção começou atrás no placar, com um gol de Paolo Rossi aos cinco minutos. Sócrates igualou sete minutos depois. Ainda na primeira etapa, Rossi pôs os italianos na frente. O Brasil foi buscar o empate aos 23 do segundo tempo com o golaço de Falcão. No entanto, o camisa 20 da Itália estava inspirado naquela tarde e anotou o terceiro dele e dos italianos aos 29 minutos. A campanha brasileira terminou com quatro vitórias e uma derrota, com 15 gols marcados e cinco sofridos.
* MARCUS VINÍCIUS PESSOA É REDATOR PUBLICITÁRIO
Tabela da Copa do Mundo
6
ARTILHARIA
JAMES RODRÍGUEZ
COLÔMBIA
GOLS
49
1
CHILE
1
57
SEGUNDA 30/0613h00 Brasília - Mané Garrincha
SEXTA 04/07 13h00 Rio de Janeiro - Maracanã
SEXTA 04/07 17h00 Fortaleza - Castelão
SÁBADO 28/0613h00 Belo Horizonte - Mineirão BRASIL
OITAVAS DE FINAL
QUARTAS DE FINAL
OITAVAS DE FINAL
BRASIL
2
0
FRANÇA
COLÔMBIA
1
1
ALEMANHA
58
2
FRANÇA
0
NIGÉRIA
53
PÊNALTIS: BRASIL 3 X 2 CHILE
SÁBADO 05/0713h00 Brasília - Mané Garrincha
SÁBADO 05/07 17h00 Salvador - Fonte Nova SÁBADO 28/0617h00 Rio de Janeiro - Maracanã
50
59
COLÔMBIA
2
URUGUAI
0
HOLANDA
0
1
ARGENTINA
COSTA RICA
0
0
BÉLGICA
PÊNALTIS: HOLANDA 5 X 3 COSTA RICA
SEMIFINAL
51
HOLANDA
2
MÉXICO
1
61
DOMINGO 29/0617h00 Recife - Arena Pernambuco
52
COSTA RICA
1
GRÉCIA
1
63
2
ALEMANHA
1
ARGÉLIA
54
QUARTA 09/07 17h00 São Paulo - Itaquerão
TERÇA 08/07 17h00 Belo Horizonte - Mineirão DOMINGO 29/0613h00 Fortaleza - Castelão
SEGUNDA30/0617h00 Porto Alegre - Beira-Rio
60
BRASIL
ARGENTINA
ALEMANHA
HOLANDA
3º LUGAR
FINAL
SÁBADO 12/07 17h00 Brasília - Mané Garrincha
DOMINGO 13/07 16h00 Rio de Janeiro - Maracanã
PERDEDOR JOGO 61
VENCEDOR JOGO 61
PERDEDOR JOGO 62
VENCEDOR JOGO 62
62
TERÇA 01/0713h00 São Paulo - Itaquerão
1
ARGENTINA
0
SUÍÇA
55
TERÇA 01/0717h00 Salvador - Fonte Nova
64
2
BÉLGICA
1
ESTADOS UNIDOS
56
PÊNALTIS: COSTA RICA 5 X 3 GRÉCIA
Paulo Vinícius Coelho
COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO
A terceira cicatriz Nunca uma seleção perdeu três vezes seguidas a semifinal, mas a Alemanha tem medo do Brasil Uma das perguntas mais frequentes da história das Copas é por que a Holanda não venceu a Alemanha na final de 1974. As cicatrizes explicam. Beckenbauer foi apresentado ao planeta na Inglaterra em 1966, mas era jovem e sua seleção levou a virada na prorrogação contra os donos da casa. Quatro anos depois, Schnellinger tirou forças de onde não tinha, empatou com a Itália no último minuto, mas levou três gols na prorrogação e perdeu a maior par-
tida da história das Copas. Ficou em terceiro lugar. Beckenbauer e Netzer tiraram o gosto de derrota da boca ganhando a Eurocopa de 1972. Aquela equipe ficou conhecida como a maior seleção alemã de todos os tempos e, um pouco mexida, começou a disputa de sua Copa em casa. Beckenbauer nega até hoje ter pedido o afastamento de Netzer, mas não eram amigos. Paul Breitner liderou motim e já confirmou no programa “Bola da Vez”, da ESPN, que o time não
estrearia na Copa se não resolvesse a pendenga pelo prêmio. Havia marcas espalhadas pelos corpos daquela seleção vencedora contra a encantadora Holanda, que voltava à Copa depois de 36 anos de ausência e só porque o árbitro não validou um gol legal de Verheyen, da Bélgica, nas eliminatórias. Se o juiz não errasse, Cruyff jamais disputaria um Mundial. O maior perigo da semifinal contra a Alemanha é esse. Jamais uma seleção perdeu três semifinais seguidas
e esta geração de Lahm, Schweinsteiger, Klose, Podolski e Mertesacker já caiu nesta fase duas vezes. Todos estes estavam em 2006 e mais Kroos, Neuer, Boateng, Thomas Müller, Khedira e Özil em 2010. Terça (8), será preciso dosar a juventude e saber a hora certa de acelerar e trocar passes. Essa medida às vezes a seleção não tem. Quem vencer será a seleção mais vezes finalista de Copas --hoje há empate 7 x 7. A Alemanha sempre morre de medo do Brasil.
O maior perigo da semifinal contra a Alemanha é esse. Jamais uma seleção perdeu três semifinais seguidas e esta geração de Lahm, Schweinsteiger, Klose, Podolski e Mertesacker já caiu nesta fase duas vezes
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Tragédias têm assombrado a
seleção brasileira A
seleção brasileira chegou à Copa do Mundo com pompa. Campeã da Copa das Confederações em cima da até então toda poderosa Espanha, torcida a favor e um clima de total confiança. Tanto que o coordenador técnico Parreira chegou a afirmar que o Brasil estava com as mãos na taça. Mas, uma nuvem negra se instalou no ambiente canarinho antes mesmo do inicio dos jogos do Mundial e insiste em permanecer assombrando o Brasil. A primeira má notícia foi no dia 25 de maio, quando Nei Canabarro, cunhado do técnico Luiz Felipe Scolari morreu aos 72 anos vítima de um câncer. Na ocasião, Felipão deixou a concentração brasileira em Teresópolis e foi dar apoio à irmã Cleonice no velório e enterro em Canoas, interior do Rio Grande do Sul. Passados apenas 14 dias, o comandante canarinho teve que conviver com outra morte na família. O sobrinho de Luiz Felipe Scolari, o empresário Tarcísio Schneider, 48, estava em um carro que colidiu com uma carreta na BR-285, também no Rio Grande do Sul, e
morreu na hora. A dois dias do jogo de estréia na Copa diante da Croácia, Felipão decidiu não ir ao enterro e permanecer concentrado com os jogadores na Granja Comary. O clima pesado talvez explique a fraqueza emocional do elenco e a insistência de Luiz Felipe Scolari em re-
BOA NOTÍCIA
Nem só de notícia ruim conviveram os jogadores brasileiros na preparação para a Copa. No dia 5 de junho, o meia Oscar foi liberado para acompanhar a esposa no parto de sua filha Júlia correr a ajuda da psicóloga Regina Brandão. Perda dupla Um dia após a seleção brasileira perder Neymar por fratura na vértebra esquerda, depois de uma joelhada do colombiano Zuniga, pelas quartas de final da Copa do Mundo, e ficar
órfã de seu principal jogador e artilheiro no Mundial, teve que conviver com mais uma notícia desagradável. O lateral-esquerdo Marcelo foi informado na manhã deste sábado (5), do falecimento do avô, um dos principais incentivadores de sua carreira. Pedro Vieira da Silva Filho morreu por volta das 8h (de Manaus) de ontem. De acordo com a assessoria de imprensa da atriz Clarice Alves, mulher de Marcelo, o avô do lateral lutava contra o tumor na medula. Além disso, ele estava internado na UTI do hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro com uma pneumonia. No último dia 18, quando a seleção brasileira estava de folga, o lateral chegou a visitá-lo no local. O avô foi um dos grandes responsáveis pela carreira de Marcelo. Era ele, por exemplo, que levava o lateral para treinos e peneiras. A comissão técnica liberou Marcelo para deixar a concentração da seleção brasileira na Granja Comary e se juntar à família, mas o lateral não aceitou. Clarice confirmou que o jogador não irá ao enterro de seu avô.
AP
A equipe, além de superar a desconfiança da torcida, convive com morte de parentes e agora a ausência de Neymar
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Argentina volta
às semifinais após 24 anos
Desde 1990, hermanos não chegavam tão longe num Mundial. Higuaín tratou de decretar triunfo argentino diante da Bélgica CÉLIO MESSIAS / STR/GAZETA PRESS
Gonzalo Higuaín fez o gol solitário da vitória Albiceleste sobre a Bélgica no Mané Garrincha
FICHA TÉCNICA ARGENTINA BÉLGICA
1 0
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF) Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e José Basanta; Mascherano, Lucas Biglia e Messi; Lavezzi (Palacio), Di María (Enzo Peres) e Higuaín (Gago) Técnico: Alejandro Sabella Bélgica: Courtois; Alderweireld, Van Buyten, Kompany e Vertonghen; Witsel, Fellaini, Mirallas (Mertens), De Bruyne e Hazard (Chadli); Origi (Lukaku) Técnico: Marc Wilmots
Gols: ARGENTINA: Higuaín, aos 8 minutos do primeiro tempo Cartões Amarelos: Biglia (Argentina). Hazard, Alderweireld (Bélgica)
O
atacante Higuaín enfim marcou seu primeiro gol nesta Copa do Mundo. Na tarde de ontem, a Argentina contou com gol de seu camisa 9 para derrotar a Bélgica por 1 a 0, no Mané Garrincha, quebrando um jejum de 24 anos para garantir a classificação para a semifinal do torneio. Presente em todos os jogos da equipe de Alejandro Sabella neste Mundial, Higuaín vinha sofrendo com as cobranças por não balançar a rede, mas marcou o gol da vitória logo aos oito minutos de partida, quando mandou de primeira para a rede. A vitória fez a Argentina ultrapassar as quartas de final da Copa pela primeira vez desde 1990, quando alcançou a decisão. Já a Bélgica, que até deu espaços demais a Messi, ainda tentou sobreviver insistindo
no fim, mas não conseguiu evitar a eliminação. O criticado sistema defensivo argentino se segurou até o fim para festejar a classificação. Portanto, a Argentina tem compromisso da semifinal na quarta-feira, às 16h (de Manaus), na cidade de São Paulo (SP). O adversário será a Holanda, que bateu a Costa Rica na tarde de ontem. Gol no começo A Bélgica não teve uma atenção tão especial com Lionel Messi, que tentou aproveitar a liberdade dada pelo adversário. Logo aos dois minutos, o camisa 10 avançou com a bola pela direita e fez a invertida para a esquerda, onde Lavezzi recebeu com liberdade, mas, em vez de chutar, preferiu tentar o passe para Higuaín, facilitando para a defesa. A equipe de Alejandro SaWAGNER MEIER/ AGIF/GAZETA PRESS
Atacante argentino mostra habilidade ao dominar a bola no peito
bella começou o jogo com uma postura mais forte na marcação, trabalhando para impedir a saída do adversário do sistema defensivo. A estratégia surtiu efeito rapidamente. Aos oito, os argentinos roubaram a bola no meio-campo, e Messi trabalhou individualmente até servir a Di María, que tentou o passe para Higuaín. A bola desviou na defesa, mas o atacante girou na área e finalizou de primeira, acertando o canto direito do goleiro Courtois, sem chance de defesa. A partir daí, a Bélgica buscou formas para responder, mas esbarrou no sistema defensivo do adversário, que teve mudanças em relação ao jogo passado. Demichelis atuou entre os titulares, no lugar de Fernández, enquanto Basanta assumiu o lugar do suspenso Rojo. No meiocampo, Sabella ainda colocou
Biglia na vaga de Gago. Como não conseguia se aproximar da área adversária, a Bélgica enfim ameaçou em chute de longe, aos 25 minutos, quando De Bruyne
RECORDAÇÃO
Após vencer a Bélgica, a Argentina enfrentará a Holanda nas semifinais e o duelo trás boas lembranças aos hermanos. Em 1978, a Abiceleste conquistou o primeiro título Mundial em cima do próximo rival dominou a bola pela intermediária e soltou um chute forte, exigindo a defesa de Romero. A resposta argentina foi imediata, pois Messi fez lançamento nas costas
de Kompany para Di María, que dominou e chutou, mas acertou o zagueiro. Depois da jogada, o atacante argentino reclamou de dores na coxa direita e precisou de cuidados dos médicos. Neste instante, os torcedores presentes no Mané Garrincha aproveitaram para gritar “ole, ole, olá, Neymar, Neymar”, em apoio ao atacante da seleção brasileira, que está fora da Copa por conta de fratura na vértebra. Enquanto isso, Di María recebeu atendimento médico no lado de fora do campo e voltou para a partida, mas não suportou as dores e teve de ser substituído por Enzo Peres. A Argentina voltou à etapa final dominando. Assim, na primeira jogada da etapa final, Higuaín pegou a bola perto da linha de fundo, na esquerda, puxou para o meio
da área e finalizou, mas acertou a marcação. Pouco depois, depois de um contra-ataque mal organizado pela Bélgica, Higuaín arrancou em velocidade, tocou por entre as pernas de Kompany e soltou um chute forte, carimbando o travessão. Ao perceber a dificuldade de sua seleção, Marc Wilmots fez logo duas alterações, recolocando na equipe dois jogadores que já foram titulares, Mertens e Lukaku, nas vagas de Mirallas e Origi. Os argentinos suportaram a pressão até o fim, como no chute de fora da área de De Bruyne, que desviou na zaga e enganou o goleiro, mas foi para fora. Messi até teve a chance de ampliar nos acréscimos, mas Courtois defendeu o chute do astro, que não fez falta para a equipe de Sabella.
Atacante argentino fez as pazes com o gol Higuaín chegou para o duelo contra a Bélgica, válido pelas quartas de final da Copa do Mundo, com a titularidade contestada por muitos torcedores da Argentina. Porém, foi do camisa 9 o gol da classificação albiceleste, aos oito minutos da primeira etapa, após um passe desviado de Di María. Depois do feito, o dianteiro do Napoli-ITA mostrou tranquilidade e procurou não de-
sabafar com quem questionava seu potencial. “Nunca me apavorei, pois sei lidar com a pressão. Estou muito feliz por isso. Um grande momento chegou e pude corresponder. Porém, nada disso aconteceria sem a presença deste grupo maravilhoso. Não tenho palavras para descrever o que a seleção significa para mim”, disse o atacante. Adiante, Higuaín expôs oti-
mismo ao tratar da ansiedade em figurar na final da Copa do Mundo. “Teremos as semis pela frente, mas sei que podemos chegar adiante. Mesmo sofrendo nas eliminatórias e durante o início do Mundial, reunimos forças para atingirmos o limite dentro das quatro linhas. Não dá para escolher Costa Rica ou Holanda, mas vamos chegar com força, independente do
adversário”, avisou. Além de balançar a rede defendida por Courtois na primeira etapa, Higuaín foi responsável por um belo lance no segundo tempo: em contragolpe rápido, aos dez minutos, o camisa 9 se livrou do zagueiro e capitão Kompany com uma bela “caneta”, mas acabou carimbando o travessão dos diabos vermelhos em sua firme finalização.
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
Kru(e)l, Holanda espanta zebra costa-riquenha
FIFA
Seleção holandesa lutou para furar o bloqueio defensivo da Costa Rica durante os 90 minutos, mas vitória só chegou nos pênaltis
T
im Krul saiu do banco no último minuto da prorrogação, só para a disputa de pênaltis. E cumpriu sua missão. O goleiro defendeu dois pênaltis após o empate sem gols diante da Costa Rica e garantiu a atual vice-campeã mundial na semifinal da Copa do Mundo, enfrentando a Argentina na próxima quarta-feira, no estádio de Itaquera, em São Paulo (SP). Bryan Ruiz e Umaña desperdiçaram suas cobranças e colocaram fim ao sonho do time que sai do torneio como melhor defesa. Na noite de ontem, na Fonte Nova, os caribenhos contaram com grandes defesas do goleiro Keylor
Navas e também com a trave, que parou Sneijder, duas vezes, e Van Persie durante o tempo normal e extra. A grande surpresa da competição só não conseguiu ser eficiente nos pênaltis, perdendo dois, enquanto Van Persie, Robben, Sneijder e Kuyt converteram. Os centro-americanos, no entanto, saem marcados por terem se classificado na chave que tinha Uruguai, Itália e Inglaterra e ainda pode reclamar de pênalti não-marcado diante dos holandeses. O time laranja, entretanto, teve depois da prorrogação a eficiência nas finalizações que lhe faltou ao longo de mais de 120 minutos em Salvador (BA). Agora, encara a Argentina
no estádio de Itaquera com o objetivo de buscar sua quarta final de Mundial e, enfim, conquistar o título. Estilo diferente A Holanda mostrou que não abre mão de basear sua estratégia nos contra-ataques, mas, diante da retranca da Costa Rica, compactou mais seu time, colocando todos os seus jogadores entre as intermediárias. Van Gaal armou a equipe no 3-4-3, com Kuyt na ala direita, Blind do outro lado e o volante Wijnaldum saindo do lado de Sneijder como surpresa para se juntar aos pontas Robben e Depay e ao centroavante Van Persie. Os caribenhos, por sua vez,
alternavam-se no 4-5-1 ou no 5-4-1, com González sendo zagueiro ou volante de acordo com a pressão dos europeus. A surpresa do Mundial, contudo, começou a se incomodar por tanto esperar o time laranja no seu campo e começou a avançar para ajudar o solitário Campbell na frente. Acabou dando espaço para sofrer. Sem ter tantos colegas próximos, a multidão de defensores costarriquenhos começou a errar passes e entregar a bola ao rival perigosamente na entrada de sua área. E expunham ainda mais a falta de noção de marcação. Por sorte, contaram com o goleiro Keylor Navas, que fez duas grandes defesas no mesmo lance ao rebater
as finalizações de Depay e Van Persie. Aos 27, parou Van Persie de novo. Retranca A Costa Rica voltou do intervalo ainda mais disposta a se defender, convicta de que não poderia se empolgar como antes e ir à frente, deixando espaços para os rápidos rivais. Irritou tanto os holandeses que, em rara aparição no ataque, viu González cabecear por cima do travessão, aos 19. Para manter o fôlego no único que jogaria na frente, o técnico Jorge Luis Pinto trocou o cansado Campbell por Ureña. A reta final do tempo normal, porém, foi de imposição holandesa para dar trabalho a
Navas nem que fosse na marra. Com Sneijder e Kuyt ajudando Robben e Blind pelas pontas, os comandados de Van Gaal deixaram só seus três zagueiros atrás do meio-campo e se dispuseram a definir logo a classificação. Enfim, conseguiram animar a partida. Aos 36 minutos, Sneijder acertou a trave em cobrança de falta. Dois minutos depois, Navas fez milagre ao defender chute à queima-roupa de Van Persie na pequena área. O centroavante ainda deu uma furada bisonha no mesmo lugar, de frente para a meta e, já nos acréscimos, a bola atravessou a área até Van Persie chutá-la e Tejeda desviá-la no travessão.
REUTERS/FOLHAPRESS
Decisão ficou para os pênaltis A pressão holandesa continuou e, com quatro minutos de prorrogação, Navas já tinha realizado outra grande defesa em cabeçada de Vlaar e visto um desvio de sua zaga deixar a bola passar rente à trave. A Costa Rica, contudo, cansou de sofrer e se aproveitou do cansaço holandês para se espalhar no campo e afastar o perigo do campo de defesa. Aos sete minutos do primeiro tempo, ainda viu Ureña ser deslocado por Vlaar na grande área e o árbitro ignorar o pedido de pênalti, assim como o encontrão sem bola de Martins Indi em Bryan Ruiz. O perigo laranja, no entanto, já estava contido e não apareceu nem quando Van Gaal trocou o zagueiro Martins Indi por Huntelaar, que pouco fez.
FICHA TÉCNICA
O segundo tempo da prorrogação foi da Costa Rica. Bolaños começou a entrar na área driblando quem quisesse, prendendo seu time no campo holandês e, nessas investidas, Ureña só não marcou o gol da classificação aos 11 minutos porque o goleiro Cillessen fez grande defesa com os pés. Aos 13, no desespero, Sneijder ainda acertou o travessão. Dedo do técnico Com a certeza de decisão nos pênaltis, Van Gaal abriu mão do goleiro Cillessen para apostar em Krul debaixo das traves nas cobranças. E o reserva defendeu as cobranças de Bryan Ruiz e Umaña, contando com as conversões de Van Persie, Robben, Sneijder e Kuyt para ser herói holandês em Salvador.
HOLANDA 0 COSTA RICA 0
P 4 P 3
Local: Fonte Nova, em Salvador (BA) Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão) Holanda: Cillessen (Krul); Vlaar, De Vrij e Martins Indi (Huntelaar); Kuyt, Wijnaldum, Sneijder e Blind; Robben, Van Persie e Depay (Lens) Técnico: Louis Van Gaal Costa Rica: Navas; Gamboa (Myrie), Acosta, González, Umaña e Díaz; Tejeda (Cubero), Borges, Bryan Ruiz e Bolaños; Campbell (Ureña) Técnico: Jorge Luis Pinto Pênaltis: HOLANDA: Van Persie, Robben, Sneijder e Kuyt converteram COSTA RICA: Borges, Gonzalez e Bolaños converteram. Bryan Ruiz e Umaña perderam Cartões Amarelos: Martins Indi e Huntelaar (Holanda); Díaz, Umaña, González e Acosta (Costa Rica)
Louis Van Gaal mostrou ousadia ao tirar o goleiro titular no último minuto da prorrogação
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DIVULGAÇÃO
MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
Tetra da Itália e cabeçada de Zidane na final
Capitão da seleção italiana, Zagueri Fábio Cannavaro ergue o troféu de tetracampeão Mundial da Azzurra
Seleção italiana garantiu o quarto título mundial ao derrotar a França na decisão por pênaltis
Í
cone da conquista francesa em 1998, Zinedine Zidane também marcou a Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha. Mas, dessa vez, a imagem que o francês passou ao mundo foi negativa. O craque conseguiu levar a França a outra final de Mundial. Mas em vez de se consagrar definitivamente, Zidane acabou perdendo a cabeça: caiu na provocação do italiano Marco Materazzi, agrediu-o e acabou expulso no seu último jogo em Copas. No fim, a Itália venceu nos pênaltis e comemorou o tetracampeonato.
A conquista foi uma consagração do sistema defensivo dos italianos. A Azzurra terminou a Copa com apenas dois gols sofridos, a melhor marca da história dos Mundiais. Não à toa, o zagueiro e capitão Fabio Cannavaro foi eleito pela Fifa como o melhor jogador do mundo em 2006. Na primeira fase, os italianos não tiveram muitas dificuldades. Foram duas vitórias, sobre Gana e República Tcheca, e um empate diante dos Estados Unidos. Nas oitavas de final, um jogo duro contra a Austrália, mas o meia Francesco Totti
salvou a pátria ao marcar, de pênalti, já nos acréscimos da partida. Diante da Ucrânia, nas quartas de final, os italianos fizeram 3 a 0, sem grandes problemas, e eliminaram a última zebra do torneio. Uma pedreira apareceu no meio do caminho da Itália na semifinal. O adversário era a Alemanha, dona da casa, treinada por Jürgen Klinsmann e que conquistara a torcida jogando um futebol envolvente. O jogo foi duro e o 0 a 0 perdurou no tempo regulamentar. Mas, na prorrogação, coube a Fabio Grosso abrir o placar. E
Del Piero marcou o segundo dos italianos, acabando com o sonho alemão. Consolo Alemão A Alemanha ainda chegaria ao terceiro lugar, vencendo Portugal, e terminaria a Copa com o melhor ataque da competição, com 14 gols. Miroslav Klose se tornou o artilheiro ao marcar cinco vezes. Os números da Copa também mostraram que os alemães cumpriram muito bem o desafio de organizar o Mundial pela segunda vez. No total, 3.359.439 torcedores compa-
receram aos 12 estádios. Depois de uma primeira fase irregular, com dois empates e uma vitória, a França engrenou a partir das oitavas de final, quando conseguiu uma bela vitória por 3 a 1 sobre a Espanha. Nas quartas de final, o adversário foi o Brasil. Melhor para Zidane e Thierry Henry. A semifinal contra Portugal também terminou em final feliz para os franceses, com um gol de pênalti de Zidane. Mas, na decisão, o camisa 10 francês não aguentou a provocação de Materazzi e revidou com uma
cabeçada no peito do italiano. Zidane foi expulso e a imagem de seu destempero rodou o mundo. Melhor para os italianos, que além de acabarem com o trauma de perder uma Copa do Mundo nos pênaltis, ainda se consagraram tetracampeões mundiais, atrás apenas do Brasil. A conquista veio justamente na cobrança de pênaltis, depois que o 1 a 1 perdurou até o fim da prorrogação. Os italianos não perderam nenhuma cobrança, enquanto os franceses, já sem Zidane, viram Trezeguet bater no travessão.
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
FOTOS: DIEGO JANATÃ
Eles fizeram história
na Colina Idolos da história do São Raimundo, os exjogadores Santarém e Delmo são homenageados antes da reabertura do estádio Ismael Benigno
N
a última quintafeira (3), o estádio Ismael Benigno viveu mais um dia histórico. A praça esportiva foi reinaugurada após dois anos com o clássico GaloPreto. Antes da partida começar, Santarém e Delmo, ex-jogadores que são ídolos do São Raimundo receberam homenagens, por terem servido com louvor o time dos bucheiros. Maior artilheiro da história do São Raimundo Esporte Clube, Nilo Pereira Maranhão ou simplesmente Santarém ficou marcado pelos gols que fez com a camisa alviceleste do clube. No total, foram 110 gols em 12 anos de serviço ao Tufão da Colina. O ex-atacante ajudou a construir o antigo estádio do clube tricampeão do Norte e ficou emocionado ao ver a beleza da nova Colina. “Na minha época o futebol era amador. Jogávamos por amor. Eu carreguei tijolo e ajudei a levantar os murros do antigo estádio. Admito que chorei quando vi o resultado final da reforma”, disse Santarém que tem 75 anos. Torcedor do clube, Santarém espera que nas próximas temporadas possa comemorar muitas vitórias de sua equipe. O ídolo tentou, mas não conseguiu explicar tudo o que sente pelo clube que defendeu com tanto carinho. “O São Raimundo é o clube do meu coração. Fiz minha historia no clube. Criei minha família aqui. Não sei como descrever meu sentimento”, finalizou Santarém que terminou o relato chorando.
Delmo fez história no time da Colina. Ele fez parte da era mais vitoriosa do clube alviceleste e até hoje é lembrado pela torcida
Ídolo do tri Dono da camisa 11 do clube no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, o ex-atacante Delmo é ídolo maior da geração de torcedores que viram o tricampeonato da Copa Norte e o acesso para a segunda divisão do futebol nacional. O atacante se aposentou, mas continuou trabalhando no clube como treinador dos times de base. No antigo Ismael Benigno, Delmo marcou muitos gols e deixou sua marca. Claro
que não poderia ficar fora da partida de reinauguração do local, onde teve alegrias. “É um orgulho muito grande ver o estádio totalmente reformado. Não só para mim, mas para todos os antigos jogadores que atuaram aqui. Os torcedores do São Raimundo estão encantados com a nova casa. Agora precisamos nos conscientizar para cuidar desse patrimônio que o governo está deixando. É um legado da Copa e temos que cuidar. Espero que com essa nova Colina, o clube possa voltar às primeiras divisões do futebol brasileiro”, disse o ídolo. Recebendo o carinho dos torcedores em todos os jogos em que está presente, Delmo se diz realizado profissionalmente. “O São Raimundo foi muito importante para a minha carreira. Foi aqui que tive
OBRA A Colina foi reformada para servir como Campo de Treinamento Oficial (COT) para as seleções que vieram jogar em Manaus durante a Copa do Mundo. Porém, nenhuma equipe treinou no local as maiores alegrias, a onde o futebol do Delmo apareceu. Fiquei sete anos, entre a Série C e B. Ajudei a mostrar o clube e o futebol do amazonas nacional e internacionalmente”, citou o ex-atacante, que admite ser muito bom ver o carinho que a torcida tem por ele. Acreditando que o novo Ismael Benigno pode ajudar no surgimento de uma nova era no clube, o centroavante que atuou pelo clube durante 12 anos, sendo três passagens, espera que o Tufão volte a usufruir do patrimônio. Espero que o time volte a treinar e a mandar suas partidas na Colina. Sobre o futebol amazonense, o treinador que tem passagens pelo próprio São Raimundo admite que teve uma decadência na última década, aredita em dias melhores.
Ídolo Santarém quer Tufão forte Lamentando o atual momento vivido pelo clube, o ex-jogador que brilhou na década de 60 acredita que a atual direção deve se movimentar atrás de soluções para os problemas que atrapalham o crescimento do time que já foi três vezes campeão da Copa Norte. “Tenho a vaga impressão que falta dinheiro e patrocínio. Infelizmente, não passo mais tanto tempo na sede. Fazia isso antigamente porque sou conse-
lheiro. Parece que tudo que entra não é suficiente para montar um elenco forte. Acredito que a diretoria deve se movimentar. Ir ao Distrito Industrial atrás de parceiros. Agora é a oportunidade, tem que contratar jogador que preste para o elenco do ano que vem”, falou o atacante, um dos maiores ídolos do time da Colina, que ficou extremamente emocionado quando a torcida gritou seu nome antes da partida inaugural do novo estádio começar.
Ex-atacante ficou emocionado com a homenagem
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
Neymar lamenta não disputar finais da Copa
DESCULPAS
Colombiano Zuñiga se defende nas redes sociais
FABIO TEIXEIRA/FOLHAPRESS
Antes de viajar para o Guarujá (SP) ele se encontrou com os companheiros e foi aplaudido de pé. Agora o atacante do Barcelona se recupera da lesão em casa
O colombiano Zuñiga, que deu a joelhada que tirou Neymar da Copa lamentou a lesão do brasileiro nas redes sociais. “Sinto muito por esta situação que resultou de uma ação normal de jogo, na qual não tive má intenção, maldade, ou
imprudência. Te admiro, te respeito e te considero um dos melhores jogadores do mundo. Espero a sua recuperação, que volte logo, para que nos continue animando a ver no futebol um esporte cheio de virtudes e qualidades”, publicou o jogador.
PERDA
Avô de Marcelo morre, mas lateral permanece na Granja O avô de Marcelo, lateral esquerdo titular da seleção brasileira, morreu na madrugada deste sábado (5), em um hospital do Rio de Janeiro. Tido como um dos maiores incentivadores da carreira do atleta, Pedro Vieira da Silva
Filho lutava contra um tumor na medula óssea. Aval Marcelo foi liberado pela comissão técnica para ir ao enterro do familiar, mas optou em ficar concentrado com a seleção na Granja Comary
ARTILHEIRO
Craque da seleção canarinho deixou a concentração da seleção brasileira na Granja Comary de helicóptero ontem pela manhã
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ora da Copa do Mundo após fraturar a terceira vértebra lombar Neymar lamentou a lesão, mas afirmou que o seu sonho de ser campeão do torneio ainda não acabou. “Me tiraram o sonho de disputar uma final de Copa do Mundo, mas o sonho de ser campeão mundial ainda não
acabou. Faltam dois jogos e tenho certeza de que meus companheiros vão fazer de tudo para levantar esta taça”, disse ao site da CBF. Ontem (5), ele deixou a Granja Comary, em Teresópolis (RJ), de helicóptero e foi para sua casa no Guarujá, interior paulista. Antes de embarcar, Neymar se reuniu com os jogadores da
seleção no refeitório da Granja Comary. De acordo com a CBF, ele foi aplaudido de pé pela comissão técnica e pelos jogadores da delegação brasileira. Punição O Comitê Disciplinar da Fifa analisa vídeos da dividida entre Zuñiga e Neymar que culminou na lesão do brasileiro.
A entidade máxima do futebol divulgará nos próximos dias se Zuñiga será suspenso. De acordo com o código disciplinar, um atleta é passível de pena mesmo após a partida. Como o árbitro espanhol Carlos Velasco sequer apitou falta no lance, a responsabilidade para julgar a joelhada fica a cargo da própria Fifa.
Matthäus cobra Miroslav Klose titular contra o Brasil O ex-líbero alemão Lothar Matthäus, capitão do título mundial de 1990, cobrou a permanência do atacante Klose no time para o jogo contra o Brasil. “Quando ele está em campo, tem o respeito dos zagueiros, é diferente. Afinal, ele é o grande artilheiro da
história das Copas, junto com o Ronaldo”, disse Matthäus. Veterano da Copa de 2002, Klose já marcou 15 gols em Mundiais e igualou a marca do Fenômeno. Ele igualou a marca no empate da Alemanha diante de Gana em 2 a 2, no último dia 21, em Fortaleza.
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
FESTA TÍMIDA Dois últimos jogos das quartas de final da Copa do Mundo registraram número menor de torcedores, em Manaus THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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iferentemente do que aconteceu no dia do jogo do Brasil contra a seleção colombiana, a maioria do público que foi assistir aos jogos das quartas de finais da Copa do Mundo no Fifa Fan Fest era formada por famílias. Mais calmo do que o normal, o evento foi o programa ideal para quem quis aproveitar o sabadão com os filhos. “Estou achando tudo bem legal. Meus filhos estão se divertindo com as brincadeiras que tem na Fan Fest. Outra coisa legal é o local onde foi instalada. Podemos aproveitar a praia da Ponta Negra também”, disse o motorista Emerson Lima, 28, que estava com os filhos Pablo, 7, e Enzo, 2.) O pai coruja apenas lamentou os altos preços cobrados pelos produtos vendidos no evento. Um fato que chamou a atenção foi o baixo número de torcedores que estiveram presentes, principalmente durante o primeiro jogo do dia, entre as seleções de Argentina e Bélgica. O público só começou a melhorar minutos antes do confronto entre Holanda e Costa Rica começar. “Preferi chegar apenas para o segundo jogo. A primeira partida começa muito cedo em Manaus. Acordei tarde nesse sábado porque ontem a festa pela vitória da seleção brasileira foi até tarde. Na hora do jogo da Argentina, estava com minha família almoçando. Outra coisa também era o forte calor. Agora está mais fresco
e melhor para meus filhos”, explicou o bibliotecário Anderson Matias, 33. Seu filho Lucas, 13, só era alegria. Aproveitando todas as brincadeiras do evento, o garoto aprovou a organização da Fan Fest. Os torcedores brasileiros que estavam no local abraçaram a seleção da Costa Rica, que chegou às quartas de final como a grande surpresa do torneio. Lutando para passar pela forte seleção holandesa, a equipe caribenha que tem como craque o meiocampista Bryan Ruiz virou a segunda escolha dos torcedores manauenses. “Eles mostram muita raça em campo. Isso motiva as pessoas e mostra que não existem mais bobos no futebol. Seria muito legal ver a Costa Rica nas semifinais eliminando a Argentina”, falou o estudante Luiz Silva, 16. Ponta Negra aprovada Segundo a empresária Elizete Mendonça, 37, que estava passeando pela orla do ponto turístico da cidade com os três filhos e o marido, a reforma do espaço veio na hora certa e ajudou a embelezar Manaus. “Aproveitei o belo dia para vir passear com a família. As crianças adoram. Após a reforma, tudo melhorou bastante. Ganhamos mais uma opção de lazer na cidade. Está mais organizado e seguro. Ainda falta melhorar muitas coisas pela cidade, mas estamos no caminho certo”, disse Elizete, que apenas reclamou da falta de estacionamento.
Torcida holandesa marcou presença no largo São Sebastião e comemorou a vitória nos pênaltis
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Mais calmo do que o normal, a Fifa Fan Fest recebeu uma tímida torcida argentina
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Envio de fotos por celular bate recorde nos estádios
FOTOS ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Trinta e oito mil fotos foram compartilhadas até agora por torcedores de dentro dos estádios da Copa do Mundo 2014
Independentemente da nacionalidade, o importante é registrar a Copa
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canã, com quase 1,4 milhão de fotos enviadas, assumindo o quarto lugar em maior número de tráfego de dados em toda a Copa até agora. No jogo entre Brasil e Chile, no Estádio Mineirão, 1,1 milhão de fotos foram enviadas, o que significou o maior tráfego de
nas redes sociais. Em segundo lugar, aparece a partida entre Bélgica e Rússia, disputada no dia 22 de junho, no Maracanã, em que os torcedores enviaram 1,5 milhão de fotos, com tamanho médio de 0,55 MB. Na terceira posição, vem o jogo Argentina e Bósnia, também no Maracanã, com pouco mais de 1,4 milhão de fotos. O maior volume de tráfego tem sido observado exatamente nos estádios com maior capacidade de público. Na rede de telefonia móvel, o maior volume de dados trafegados ficou concentrado na tecnologia 3G. Nas 56 partidas disputadas até agora, foram feitas 3,3 milhões de ligações telefônicas. Ao todo, 4.738 antenas foram instaladas pelas operadoras de telefonia nas arenas que recebem jogos da Copa. Para a instalação da infraestrutura de telefonia móvel e banda larga, as prestadoras fizeram uma parceria para a implantação de um projeto único, com investimentos de R$ 226 milhões e infraestrutura compartilhada.
MAIS FOTOS
O jogo em que mais foram compartilhadas fotos foi entre Brasil e Camarões, em 23 de junho, em Brasília, quando os torcedores enviaram ou postaram 1,6 milhão de fotos nas redes sociais dados já registrado no estádio de Belo Horizonte. Mas o recorde de envio de fotos na Copa continua sendo o da partida entre Brasil e Camarões, no dia 23 de junho, no Estádio Nacional, em Brasília, quando os torcedores enviaram ou postaram 1,6 milhão de fotos
DIVULGAÇÃO
s torcedores que foram aos estádios para acompanhar os jogos das oitavas de final da Copa do Mundo fizeram 500 mil ligações telefônicas e enviaram 6,5 milhões de fotos. Com isso, o volume total de comunicações de dados na Copa, até o momento, equivale a 38,5 milhões de fotos com tamanho médio de 0,55 megabyte (MB), segundo balanço apresentado no último dia 2 pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil). Em média, foram enviadas oito mil fotos por minuto no período de maior tráfego de dados nas últimas oito partidas. Este desempenho superou em 33% o registrado na primeira fase, quando foram enviadas seis mil fotos por minuto no período de maior tráfego, que é de cerca de uma hora antes do início da partida até o intervalo. Nas oitavas de final, o maior envio de dados foi registrado na partida entre Colômbia e Uruguai, no Estádio do Mara-
Brasil e Argentina é o palpite da maioria dos torcedores
Selfies são os que mais agradam os torcedores
Celulares disputam a atenção com os jogadores
TORCEDORES
Sonho é ter final entre latinos Torcedores de vários países da América Latina vibraram durante todo o jogo de ontem, entre o Brasil e a Colômbia, em um bar especializado em música latino-americana, no Lago Sul de Brasília. Eram cerca de 200 torcedores, sendo 60% brasileiros, 20% colombianos e 20% de outros países. As torcidas se dividiam a cada lance bonito. Se a jogada era dos craques brasileiros, a comemoração era feita por cerca de 80% dos torcedores. Se o lance era dos colombianos, havia um silêncio dos brasileiros e um grito dos colombianos, que
estavam em minoria na festa. Mesmo sentindo que o jogo estava difícil, os colombianos demonstravam alegria pelo sucesso que a seleção deles vinha tendo na Copa do Mundo. Há 16 anos a seleção colombiana não participava da Copa. A última vez que os colombianos disputaram o campeonato foi em 1998, na França. Além disso, a Colômbia nunca tinha conseguido passar da primeira fase do torneio. A colombiana Carmem Elena Ramirez Meneses, 27, que faz mestrado em engenharia civil na Universidade Brasília
há mais de um ano, disse que torceu para a Colômbia, mas reconhece que os brasileiros jogaram melhor o primeiro tempo, embora os colombianos tenham melhorado no segundo. Durante todo o jogo, ela tinha esperança na virada do placar. O médico argentino Omar Vilca, 40 anos, da cidade de Córdoba, que chegou ontem a Brasília para o jogo de hoje entre a Argentina e a Bélgica, torceu muito pela vitória da seleção brasileira. “Estou torcendo para o Brasil vencer e para que a final seja com a Argen-
tina, com vitória para nós”. A empresária e advogada Paola Santacruz, natural de Lima (Peru) e radicada em Brasília, também torceu muito para a vitória da seleção brasileira. Paola é uma das sócias do bar que reuniu os torcedores. Ela disse que se sentia emocionada por ver pessoas de vários países juntas em uma confraternização como aquela. “Esporte une todos os povos. O mais importante no momento é o espírito esportivo de todos durante essa confraternização entre brasileiros, colombianos e povos de vários países”.
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
Se todas as entradas forem vendidas, o Mundial do Brasil vai superar, em público, o da Alemanha em mais de 72 mil pessoas
Copa ainda pode
bater dois recordes Mundial que acontece no Brasil tem duas oportunidades de entrar para história: número de gols e recorde de público
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seis jogos do encerramento, a Copa do Mundo no Brasil ainda pode quebrar dois recordes: o de maior número de gols em uma só edição e o de público em copas com 32 países. As boas médias nos dois quesitos, até agora, indicam que a edição de 2014
da Copa tem boas chances de superar essas marcas. O recorde de gols em uma única Copa foi em 1998, na França, quando a bola balançou as redes 171 vezes. A Copa de 2014 teve 158 gols até agora. Para que a marca de 1998 seja superada, os ataques terão
que caprichar mais 14 vezes, em uma média de 2,25 gols por jogo. A média de gols do Mundial atual está em 2,75 gols por jogo. Vale notar, no entanto, que as partidas das oitavas de final tiveram resultados menos generosos do que na primeira fase.
Resta torcer para que os ataques caprichem mais do que as defesas na retafinal do torneio. Já o maior público em copas é da edição de 1994, nos Estados Unidos, que teve 3.587.538 espectadores e média de 68.991 pagantes. Essa Copa, que contou com
24 seleções, reina absoluta e reinará, pelo menos, até a edição de 2018, na Rússia. Considerando apenas mundiais realizados com 32 times, o recorde pertence à edição de 2006, na Alemanha. Lá, o público total foi 3.359.439. O público na Copa de
2014, nas próximas partidas, pode chegar, no máximo, a 520.163 pessoas. O total de público no Brasil até agora é 2.911.381 pessoas. Se todas as entradas forem vendidas, o Mundial do Brasil vai superar, em público, o da Alemanha em mais de 72 mil pessoas.
PÓS-COPA
Estádio não pode ser só para elite O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que o governo federal estuda maneiras para que o público de baixa renda não seja afastado dos estádios depois da Copa do Mundo por causa do preço dos ingressos das partidas de futebol. Segundo Rebelo, já houve uma reunião do ministério com gestores de arenas e presidentes de clubes. “Fizemos um levantamento do custo de manutenção dessas novas arenas e eles são mais elevados. É preciso uma diversificação de receitas para que o público de baixa renda não seja excluído dos estádios”,
afirmou o ministro. Rebelo lembrou que o governo federal distribuiu 48 mil ingressos da Copa do Mundo para alunos de escolas públicas brasileiras participantes do programa Mais Educação e outros 2 mil bilhetes para comunidades indígenas por meio da Funcação Nacional do Índio (Funai) e do Comitê Intertribal. “Nosso maior desafio é depois da Copa. Excluir a população de baixa renda vai contra a natureza do futebol brasileiro, que é de projeção da igualdade”, disse o ministro. O secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Toninho Nascimento, também
falou a respeito. “O governo tem a preocupação de que não haja uma elitização das arenas. Algumas delas estão simplesmente trazendo para o Brasil o modelo europeu e implantando. Não acreditamos que esse seja o caminho adequado”, explicou. Segundo Nascimento, houve aumento do preço dos ingressos logo depois da Copa das Confederações, mas de 1 ano para cá eles baixaram. O público dos novos estádios também tem aumentado. “Vamos acompanhar se, depois da Copa do Mundo, os bilhetes vão continuar nesta tendência de baixar. O Brasil não é a Inglaterra, a França. Somos diferentes. A população de baixa renda tem uma importância muito grande para o nosso futebol”, pontuou o secretário.
DIVULGAÇÃO
Ministro do Esporte, Aldo Rebelo disse que já houve reunião com gestores de novas arenas e clubes para negociar medidas
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
RICARDO OLIVEIRA
Setor de hotelaria teve que se adequar a valores tabelados
Rússia quer aprender com
o Brasil a ‘fazer’ Copa
Rússia vai receber o Mundial em 2018 e quer detalhes quanto a integração montada pelos órgão de defesa do consumidor
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Brasil vai apresentar à Rússia detalhes do esquema de integração montado pelos órgãos de defesa do consumidor para atendimento do turista consumidor durante a Copa do Mundo. Segundo a secretária nacional do Consumidor, Juliana Pereira da Silva, como será sede do próximo Mundial, em 2018, a Rússia quer saber como o Brasil se organizou para fazer o atendimento a esse tipo de turista. “Tem que pensar na multiplicidade cultural dos turistas que serão recebidos”, disse Juliana, em entrevista no Centro Aberto de Mídia, no Forte de Copacabana. Ela destacou que os dois países têm em comum um território grande e um idioma “peculiar”. “Aqui neste continente (América do Sul), só nós falamos português. Lá, se fala russo. Até
isso a gente discutiu”. Juliana ressaltou que o turista que vem para o Mundial é muito especializado. “A Copa tem dois grandes públicos: os turistas que adoram a Copa e vão acompanhá-la em qualquer lugar e os turistas executivos, os grandes patrocinadores, os organizadores, a mídia internacional. Todo esse legado brasileiro os russos pediram para compartilhar com eles.” A discussão do tema Proteção do Consumidor Turista interessa ao Brasil e, por isso, o governo brasileiro apresentou, em abril, durante conferência, em Haia, na Holanda, uma proposta sobre o assunto e mostrou o quanto o turista de hoje é global. Depois da conferência, o Brasil recebeu o convite do governo russo. Juliana Pereira informou que o governo brasileiro já está desenvolvendo esse tipo de
INFORMAÇÕES
Russos querem informações detalhadas sobre as medidas de defesa de consumidor implementadas durante a Copa do Mundo e que inibiram que algumas situações de exploração fossem evitadas debate com a China e com outros países da América Latina. “Por isso, o nosso legado aqui vai ser compartilhado com outros países.” Na entrevista, a secretária avalou o funcionamento do esquema de atendimento ao turista consumidor, que começou a ser estruturado com os Procons estaduais 15 meses antes da Copa, mas o balanço só vai ser divulgado após o fim do Mundial. DIVULGAÇÃO
Juliana citou dois casos que, segundo ela, foram resolvidos em pouco tempo, graças à integração dos órgãos envolvidos no planejamento. O primeiro envolveu turistas da Colômbia que contrataram a Tesoro Tours, empresa colombiana credenciada pela Fifa. Em Mato Grosso, a questão ficou emblemática porque a empresa pagou por um número menor de vagas que o de turistas e cerca de 250 não tinham onde ficar. A situação foi normalizada após entendimento entre a empresa e a Fifa. “A informação que nós temos, até o momento, é que há um consórcio entre a própria agência e a Fifa, pagando todos os hotéis para que os turistas sejam bem assistidos”, disse a secretária. O outro problema foi com torcedores mexicanos que contrataram um voo charter com a empresa norte-ame-
ricana Dinamics, mas ficaram retidos no aeroporto do Recife. “Era uma agência de serviços que estava irregular no Brasil. Mesmo assim, todo trabalho foi feito para sanar o problema”, ressaltou Juliana. De acordo com ela, nos dois casos, foram acionados os órgãos de defesa dos dois países, que atuaram em conjunto com os correspondentes brasileiros. Apesar de ainda não ter o fechamento do número de atendimentos feitos pelos esquemas de defesa do consumidor desde o início da Copa, a secretária disse que a maioria eram pedidos de informações sobre retirada de ingressos, acessibilidade e deslocamento dos estádios e das arenas. A secretária comentou ainda que o aumento do preço das diárias de hotéis verificado antes do início do torneio acabou se revertendo.
De acordo com ela, com a especulação, pediu-se à rede hoteleira que apresentasse notas fiscais referentes aos períodos de alta temporada. “A partir das notificações, de maneira inteligente, o setor hoteleiro começou a recuar um pouco da especulação do período pré-Copa”. Juliana Pereira acrescentou que foram abertas averiguações e que alguns casos ainda estão sendo investigados pela secretaria. “O hotel em que ficar comprovado aumento de preços do além do razoável, do ponto de vista econômico, pode ser autuado”, explicou a secretária. Segundo ela, diminuiu o número de reclamações sobre esse tipo de abuso e começaram a surgir promoções em algumas cidades, por causa da baixa taxa de ocupação hoteleira, com o cancelamento de eventos executivos.
RELATÓRIO
Segurança no Maracanã falhou
O estádio do Maracanã receberá o jogo da final da Copa do Mundo no próximo dia 13 de julho
Relatórios produzidos pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) da Policia Militar (PM) mostram falhas na segurança do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, durante jogos da Copa do Mundo. Os documentos foram divulgados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). Os documentos mostram, inclusive, que pessoas armadas entraram no estádio sem ser incomodadas, nos jogos entre a Argentina e a Bósnia, no dia 15 de junho, e entre o Chile e a Espanha, no dia 18. “As revistas apresentaram várias falhas, permitindo que garrafas, latas, líquidos diversos e pessoas armadas entrassem no estádio sem ter sua identidade e o competente porte de arma verificados. Tal fato foi constatado em razão de policiais militares do Gepe terem sido
abordados por policiais de folga, já no interior do estádio, que solicitavam informações sobre possível acautelamento de armas”, diz um dos relatórios. Conforme a PM, os policiais
SEM CONTROLE
Os detectores de metal do estádio falharam e pessoas armadas conseguiram entrar nas dependências do Maracanã, durante a realização de partidas, sem que fossem abordadas pela segurança
de folga que estavam armados dentro do estádio disseram que não foram abordados pelos seguranças privados e que os detectores de metal do Maracanã não estavam funcionando.
O problema não foi relatado nos dois jogos seguintes (Bélgica x Rússia, no dia 22, e França x Equador, no dia 25), mas voltou a ocorrer no jogo das oitavas de final, na partida entre Colômbia e Uruguai, no dia 28 de junho. Ainda segundo os relatórios, não existe controle sobre a autenticidade dos ingressos nas primeiras entradas do Maracanã, o que permitiu que pessoas com bilhetes falsos invadissem o estádio e praticassem furtos. O número de vigilantes também foi considerado insuficiente para controlar a entrada dos torcedores. Foi relatado ainda a entrega de garrafas e latas de bebida aos torcedores nos bares do Maracanã, em vez de fornecer apenas a bebida em um copo descartável. Problemas com torcedores embriagados foram registrados em alguns jogos.