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Pódio E2 IONE MORENO
MANAUS, DOMINGO, 6 DE MARÇO DE 2016
Colombiano fala sobre expectativa
DIEGO JANATA
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NACIONAL
ARENA
o legado da Copa Na próxima quarta-feira (9), a Arena da Amazônia completa dois anos de existência. O estádio é o maior legado deixado pela Copa do Mundo, realizada no Brasil em 2014. Nesta matéria especial, conheça as curiosidades e relembre os principais fatos ocorridos na praça esportiva. Pódio E4 e E5
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FOTOS: DIEGO JANATÃ
Tresso MORENO
‘AQUI ENCONTREI uma estrutura DE CLUBE DE Série A’ Apesar de ser colombiano, sua primeira equipe profissional foi o Alianza Lima, do Peru, em 1998. Agora, aos 37 anos, o meia Tressor Moreno desembarca em Manaus com a missão de ser um dos motores do Nacional na temporada 2016. Com muita experiência internacional, o atleta coleciona passagens por clubes como Once Caldas (Colômbia) e Necaxa (México). Fora isso, durante três temporadas defendeu as cores do Metz, da França. Moreno também defendeu a seleção de seu país durante 10 anos. Em 2011, o meia teve sua primeira passagem pelo futebol canarinho, quando participou da campanha do Bahia que terminou na 3ª colocação no Estadual. Mais experiente, Tressor aceitou o desafio de ser o camisa 10 do Leão da Vila Municipal neste ano. Em um rápido batepapo com o PÓDIO, o jogador revelou a sua expectativa para a temporada, as primeiras impressões do novo clube e o seu começo de carreira como profissional. THIAGO FERNANDO
Eu posso jogar atrás do centroavante e também, as vezes posso jogar pelos lados. Depois posso falar com o treinador para saber o que ele acha melhor para mim e para o time. O maior desafio vai ser sempre jogar melhor. Temos que jogar bem e criar uma aliança com os torcedores”
PÓDIO – Por qual motivo você aceitou a proposta do Nacional? TRESSOR MORENO – É um novo desafio na minha carreira, porque o Nacional tem muitas coisas para fazer neste ano. Queremos fazer uma Série D muito boa para acender um pouco e conseguir jogar no ano que vem a Série C. É um desafio difícil, mas não impossível. Temos que trabalhar muito para conseguir tudo isso. As primeiras impressões do elenco foram muito boas, porque o time tem qualidade e a gente pode fazer muitas coisas no Nacional. PÓDIO – Qual foi a sua primeira impressão da estrutura do clube: centro de treinamento, fisioterapia, vestiários? TM – Aqui encontrei uma estrutura de clube de Série A. O clube tem tudo. A gente
só tem que trabalhar a cada dia para melhorar e poder agradar os torcedores. Todos queremos que o clube comece a jogar bem e ganhar. Isso nos ajudará a chegar ao final do ano com o acesso para a Série C. PÓDIO – Como chegou a proposta do Nacional? TM – Foi por meio do meu empresário, Jeferson Fernandes. Ele conseguiu falar com o senador (Omar Aziz-PSD) e com os diretores do clube, e a proposta chegou rapidinho. Gostei de tudo, da cidade, do clube, da possibilidade de disputar várias competições, então, espero trabalhar bem para logo começar a jogar. PÓDIO – Como você avalia a sua primeira passagem pelo futebol brasileiro, quando defendeu o Bahia em 2011? TM – A passagem pelo Bahia foi muito boa. A torcida tinha muito carinho para comigo. Eu também gostei, mas fiquei apenas oito meses. Cheguei e logo comecei a atuar, mas o Bahia trocou de treinador e foi ruim para mim. Gostei muito, trabalhei sério, fiquei feliz com tudo na equipe, mas ficou difícil continuar por causa da relação com o treinador. PÓDIO – O que a torcida do Nacional pode esperar de Tressor Moreno? TM – Não gosto de falar de mim. Prefiro que os torcedores possam tirar suas próprias conclusões após as partidas. Mas venho há muito tempo jogando futebol e espero satisfazer os torcedores. Porém, o mais importante é satisfazer o treinador e ajudar o elenco a alcançar todos os objetivos. PÓDIO – Como foram os seus primeiros passos no futebol? TM – Apesar de ser colombiano, comecei a minha carreira profissional no Peru. Logo em seguida, voltei para a Colômbia. Daí fui para a França, México, onde atuei por muitos anos, joguei nos
Estados Unidos e Chile nos últimos anos. Minha experiência no futebol é boa e espero que possa passar tudo por aqui. PÓDIO – Era um sonho de criança atuar pela seleção do seu país? TM – Este é um sonho de todas as crianças que começam a jogar futebol. Jogar na seleção de seu país é um objetivo para tordos os jogadores. Joguei de 2000 até 2010 pela Colômbia. Aprendi muito. Joguei diversas competições. Foi muito bom. É uma experiência que levamos para o resto da vida. PÓDIO – Como avalia o momento do futebol sul-americano, principalmente por ser um mercado que exporta muitos jogadores para as principais ligas do mundo? TM – A América do Sul passou a exportar muitos jogadores. Isso desde a categoria de base. Agora todos olham para cá. Isso é muito bom e temos que aproveitar. O mercado da Europa e Ásia sempre procuram jogadores daqui. Isso abre oportunidades para os atletas. PÓDIO – Em quanto tempo estará à disposição para estrear pelo Nacional?
TM – Espero que possa estar relacionado para o próximo jogo do Nacional que acontecerá na quarta-feira (9). Espero estar regularizado. Estou treinando, vou me esforçar para aprimorar a parte física e quero estar pronto para jogar, mas quem decide quem entra em campo é o treinador. PÓDIO – Quais foram as suas referências no esporte, tanto no futebol, quanto em outras modalidades? TM – Gostei muito do Ronaldo. Na Colômbia, gostava muito do Asprilla. Tem muitos jogadores bem, mas o meu favorito sempre foi o Ronaldo. PÓDIO – Em qual posição você acredita que rende mais e onde o técnico pode te escalar? TM – Eu posso jogar atrás do centroavante e também, as vezes posso jogar pelos lados. Depois posso falar com o treinador para saber o que ele acha melhor para mim e para o time. O maior desafio vai ser sempre jogar melhor. Temos que jogar bem e criar uma aliança com os torcedores. Estou trabalhando a pouco tempo com o treinador. Tenho que mostrar serviço. Assim, ele vai saber onde posso ajudar e como tirar o meu melhor rendimento dentro do jogo. Tudo pode acontecer no futebol.
Queremos fazer uma Série D muito boa para acender um pouco e conseguir jogar no ano que vem a Série C. É um desafio difícil, mas não impossível. Temos que trabalhar muito para conseguir tudo isso. É um desafio difícil, mas não impossível. Temos que trabalhar muito para conseguir tudo isso”
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Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo
Tobias no Galo da Praça da Saudade em 1982 DIVULGAÇÃO
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osé Benedito Tobias nasceu em Agudos (SP), no dia 13 de maio de 1949. Ainda menino, foi morar na cidade de Piracicaba e praticava basquete pelo Esporte Clube XV de Novembro, retornando mais tarde para Agudos aos 12 anos de idade. Ainda jogando basquete, debutou no futebol em um time de várzea mantido por uma cervejaria, quando foi notado por um dirigente do E.C. Noroeste de Bauru, cidade localizada a 15 quilômetros de sua terra natal. Desde 1963 nas categorias de base do Noroeste, iniciou sua carreira profissional alguns anos depois. Ganhou experiência e credenciais suficientes para ser pretendido pelo Guarani, equipe que o contratou em 1968. Tobias foi o herói da semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976, frente ao Fluminense, no famoso jogo da Invasão Corintiana no Maracanã. Muralha durante a partida, ele defendeu exatos três pênaltis, levando a equipe à final do Brasileiro. Na disputa contra o Tricolor carioca, Tobias jogou ao lado de craques como Zé Maria, Moisés, Givanildo, Wladimir, Ruço e Geraldão. No ano de 1982, Tobias chegou ao Atlético Rio Negro Clube para a disputa do certame amazonense e brasileiro.
Colunista do PÓDIO
Goleiro Tobias (camisa de mangas compridas) foi um dos craques do futebol nacional que jogaram no Amazonas na década de 1980
O time do técnico Ivan Gradim contou com Jair, Marcão, Darinta,Tonho, Dalmo, Patrulheiro, Berg, Pedrinho, Alcindo, índio, Tiquinho, Beto, Zelito, Jaime, Charligton, Renato, Adãozinho, Toinho, Bosco, e Aarão na campanha do título. Ele ainda assinou com o Bangu, onde per-
maneceu até 1986, encerrando definitivamente sua carreira profissional. Participaram do Campeonato Amazonense de 1982 as equipes do Rio Negro (campeão), Nacional, Sul América, América, Penarol, Fast e Libermorro. O atleta esteve defendendo
também as cores alvinegras do time da Praça da Saudade no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1983, originalmente nomeado de Taça de Ouro pela CBF, foi a vigésima sétima edição do Campeonato Brasileiro e foi vencido pelo Flamengo (RJ), que se tornou o quarto
clube brasileiro a conquistar um bicampeonato (como Santos, Palmeiras e Internacional), e o terceiro a chegar a três títulos, igualando os feitos de Internacional, Palmeiras e Santos. O arqueiro jogou ainda em equipes como Guarani (SP), Sport (PE) e Atlético (PR).
Tobias foi o herói da semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976, frente ao Fluminense, no famoso jogo da Invasão Corintiana no Maracanã. Muralha durante a partida, ele defendeu exatos três pênaltis, levando a equipe à final do Brasileiro”
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Na semana em que completa seu segundo ano de existência, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima festeja a oportunidade de receber mais um grande evento esportivo, desta vez os jogos de futebol das Olímpiadas ANDRÉ TOBIAS
N
a próxima quartafeira (9), a Arena da Amazônia Vivaldo Lima completa seu segundo ano de vida e nem em seus melhores sonhos, o amazonense poderia imaginar que um dia teria a possibilidade de ver de perto grandes estrelas do futebol mundial desfilando suas habilidades e classe em gramados locais. Feras como Cristiano Ronaldo, eleito pela Fifa como o melhor do mundo em três oportunidades, Steven Gerrard, ídolo e principal jogador do Liverpool por mais de 10 anos, e Gianluigi Buffon, considerado um dos melhores goleiros de todos os tempos, passaram por Manaus em 2014. Construída para receber quatro jogos da Copa do Mundo, a Arena da Amazônia foi o palco por onde passaram esses e muitos outros craques. Acostumados com os estádios europeus, eles não tiveram do que reclamar no novo santuário do futebol amazonense, que não deixa a desejar a nenhum complexo esportivo do mundo, seja no quesito beleza ou instalações. Mais do que um estádio apto a receber apenas partidas de futebol, o novo complexo esportivo baré tornou-se um espaço multiuso, capaz de acomodar grandes shows, eventos, feiras e visitações.
Arena da Ama
Com algumas adaptações, jogos de beach soccer, futsal, vôlei e até mesmo basquete podem ser disputados no local. Porém, são matrizes ainda não exploradas por quem o administra. Localizada no coração de Manaus, no mesmo espaço ocupado pelo antigo Vivaldão, o estádio chama a atenção pela imponência e arquitetura, que, inspirada na Floresta Amazônica, tem sua fachada e cobertura compostas por uma única estrutura metálica com design semelhante ao um grande cesto de palha indígena. Com suas obras iniciadas em junho de 2010, o estádio, com capacidade para receber 44,3 mil torcedores, ficou pronto poucos meses antes da Copa do Mundo. Inaugurada em 9 de março de 2014, dois “reis da selva” tiveram a honra de debutar no gramado da Arena da Amazônia: Nacional x Remo. Em duelo válido pela segunda fase da Copa Verde, o jogo acabou empatado por 2 a 2 e o time amazonense se despediu da competição regional.
desa IONE MORENO
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Primeiro gol foi paraense Autor do primeiro e do segundo gol da arena, o zagueiro Max, do Remo, recorda os momentos que antecederam o duelo frente ao Nacional. Dada a importância da partida - já que ela valia vaga na semifinal do torneio -, a expectativa entre os jogadores do time paraense era ainda maior pelo fato de se tratar da inauguração do estádio, que meses depois receberia jogos da Copa do Mundo 2014. Ciente de que o principal objetivo dos defensores é evitar gols, o zagueiro remista lembra do momento em que escreveu seu nome na história da Arena da Amazônia. “Fui feliz em abrir o placar do jogo, mas no calor da partida e pela importância do jogo nem estava pensando na situação. Quando veio o intervalo foi que a ficha caiu que eu estava entrando para a história de uma arena da Copa. Na volta para o segundo tempo fui feliz em fazer o segundo gol do jogo e do estádio, ou seja, inaugurei as duas traves”, brinca. A partida inaugural contou com 23.034 mil pessoas, capacidade liberada para aquele confronto por ser o primeiro teste do estádio antes da Copa do Mundo.
O primeiro jogo na Arena da Amazônia Vivaldo Lima válido pelo Campeonato Amazonense aconteceu no dia 15 de março de 2014, na final do primeiro turno do certame, entre Fast e Princesa do Solimões. Na ocasião, 11 mil torcedores viram o empate em 0 a 0 entre as duas equipes. A primeira vitória de um
ZAGUEIRO Rede balançou pela primeira vez pelos pés do zagueiro Max, do Clube do Remo (PA). Duelo de time paraense foi contra o Nacional que empatou em 2 a 2 pela segunda fase da Copa Verde time da terra dentro da arena só veio na quarta partida dentro do estádio. No dia 9 de abril, em duelo válido pela primeira fase da Copa do Brasil, o Nacional fez 2 a 1 no São Luiz-RS e avançou na competição. Porém, 21 dias depois, a equipe acabou eliminada após perder por 3 a 0 para o Corinthians, no primeiro jogo vencido por goleada dentro do estádio.
DE A D I S CURIO Construída para ser uma das sedes da Copa do Mundo 2014, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima custou R$ 605 milhões
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
zônia
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Copa do Mundo em casa Passados os testes era hora de apresentar um dos estádios mais bonitos do Brasil ao mundo. E o jogo não podia ser melhor: Inglaterra x Itália. Manaus iniciava ali sua participação na Copa. Pelo lado dos britânicos tinha Hart, Johnson, Baines, Terry, Gerrard, Rooney e Sturridge. Os italianos não ficavam por baixo e contavam com Buffon, Chiellini, Marchisio, Candreva, Pirlo e Balotelli. Eram cinco títulos mundiais em campo (quatro da Itália e um da Inglaterra). Nas arquibancadas e nos arredores da arena, os ingleses fizeram a festa, mas dentro de campo a camisa azul pesou e a os italianos venceram a partida por 2 a 1. O meio-campista da Juventus, Marchisio marcou o primeiro gol na arena na Copa do Mundo. O atacante do Liverpool, Sturridge, deixou tudo igual. Na segunda etapa, Balotelli garantiu a vitória italiana em Manaus. No segundo jogo do Mundial, a Croácia não tomou conhecimento da seleção camaronesa e enfiou impiedosos 4 a 0. Titular no ataque do Bayern de Munique, Mandzukic marcou
duas vezes, enquanto Olic e Perisic fizeram um gol cada. Na penúltima participação da arena na Copa todas as atenções estavam voltadas para o astro português, Cristiano Ronaldo. Considerado um dos melhores jogadores do mundo, o CR7 desfilou seu futebol no gramado baré. Contudo, diante dos americanos, ele viu sua seleção ficar no 2 a 2 com os Estados Unidos. Pouco inspirado, o craque luso não empolgou, mas os amazonenses puderam apreciar de perto um dos maiores atletas de todos os tempos. Considerado o duelo menos badalado do estádio, Suíça x Honduras fecharam a participação da Arena da Amazônia Vivaldo Lima na Copa do Mundo. Apesar de reunir seleções pouco tradicionais, o confronto entrou na história do estádio por dois motivos: o meia-atacante suíço Shaqiri é, até hoje, o artilheiro da arena, ao marcar os três gols da vitória da seleção europeia sobre os hondurenhos, além disso, o duelo registrou o maior público já recebido pelo estádio, com 40.322 torcedores.
realizações e afios do futebol
Atrações pós-Copa do Mundo Passada a Copa do Mundo, a arena recebeu alguns jogos de times cariocas válidos pela Série A do Campeonato Brasileiro, shows e eventos religiosos, além de um torneio amistoso disputado entre Flamengo, São Paulo e Vasco no começo de 2015. E foi neste mesmo ano, após 19 jogos, que o estádio viu o primeiro amazonense balançar suas redes. No duelo entre Nacional x Princesa do Solimões, pela grande final do Barezão, o veterano atacante Nando, do time de Manacapuru, escreveu seu nome na história do estádio. “Aos 38 anos consegui escrever meu nome na história no principal estádio
do Amazonas. Eu até não corri atrás em ser o primeiro amazonense a marcar um gol na Arena da Amazônia, tanto é que quando terminou o jogo falaram isso para mim e eu não sabia, mas sou muito feliz por isso”, declara o atacante. Apesar de ter marcado, Nando viu o Nacional vencer aquela partida por 2 a 1 e levantar o primeiro troféu de Campeonato Amazonense na arena. Neste ano, o principal palco do futebol baré ganhará mais um capítulo em sua curta história. Escolhida para ser uma das sedes do torneio de futebol olímpico, o estádio receberá seis jogos pelas Olimpíadas do Rio de Janeiro.
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Amazonenses se destacam em competição de Crossfit F
orça, condicionamento físico e resistência. Essas são algumas das capacidades que os atletas do crossfit precisam ter. O esporte, que apesar de novo, tem cada vez mais reunido adeptos por todo o mundo. Recentemente no Brasil, os adeptos puderam participar do Campeonato Monstar Games 2016 – edição São Paulo, que foi disputado entre 18 e 21 de fevereiro no ginásio Geraldo José de Almeida no Complexo do Ibirapuera. O evento contou com a participação de cinco atletas amazonenses. Uma etapa Norte/Nordeste está prevista para acontecer de 26 a 29 de maio, com cidade sede a ser definida. O evento foi dividido em diversas categorias entre: scale individual, scale times, amador individual, amador times, RX individual, RX times e elite individual, tanto para participantes masculinos quanto femininos, que receberam troféus e medalhas, assim como prêmios em dinheiro para os três primeiros colocados. Aproximadamente R$ 50 mil foram distribuídos em premiação. De acordo com o participante amazonense, Caio Rodrigues, 21, embora esta tenha sido a primeira participação de sua equipe, a 19º colocação serviu de incentivo para outras categorias. Ele participou do campeonato com mais dois amigos, Felipe Guimarães, 25 e Ewerton Rodrigues, 30. “De 60 equipes selecionadas, ficamos em 19º lugar. Foi a nossa primeira participação no evento, o que gerou uma sensação muito boa, de dever cumprido. Eu também treino judô há mais de 15 anos e conheci o crossfit e me interessei. Treino crossfit há pouco mais de cinco meses e a participação no campeonato foi maravilhosa para todos do nosso Estado, uma vez que participaram atletas de toda a América Latina”, disse. Entre os programas de treinamento, o atleta conta com atividades físicas com ferramentas básicas, como cordas, pesos, caixas, elásticos, correntes, entre outros que auxiliam na execução de alguns exercícios. “É um misto de diversas técnicas de esportes. Denomino como um circuito, pois é uma mistura de ginástica olímpica com levantamento de peso e você usa muita força, velocidade e toda a sua resistência”, explicou Caio.
Auxiliando o desempenho da equipe, Felipe Guimarães, 25, disse que ficou sabendo do esporte após influência de amigos. “Meus amigos estavam se envolvendo com o esporte e me disseram que era muito bom. Então eu resolvi comparecer aos treinos e me identifiquei. Ele me ajudou a perder peso e ganhar definição corporal”, complementou. Participante do campeonato realizado em São Paulo, pela categoria scale individual, Felipe Chaves, 28, explicou que já pratica o exercício há sete meses. Ele, que também treina jiu-jitsu, foi apresentado ao esporte por amigos. “De 866 atletas inscritos, 40 foram selecionados e desse número eu fiquei em oitavo lugar”, comemora. Em alta Criado com o objetivo de treinar equipes militares dos Estados Unidos, o crossfit é um programa de treinamento de força e condicionamento geral De 60 equipes selecionadas, ficamos em 19º lugar. Foi a nossa primeira participação no evento, o que gerou uma sensação muito boa, de dever cumprido. Eu treino judô há mais de 15 anos e conheci o crossfit e me interessei Caio Rodrigues, atleta de crossfit
que proporciona a mais ampla adaptação fisiológica possível para qualquer pessoa, independente de idade ou nível físico. A aula de ginástica, que nasceu na década de 1990, se popularizou nos últimos anos no Brasil. Em Manaus, diversas academias oferecem o serviço da atividade, com preço médio de R$ 200 a mensalidade. Segundo o treinador de crossfit, o professor Gustavo Maquiné Batista, 34, muitos benefícios podem ser adquiridos para quem pratica o esporte. “A pessoa que treina, ganha força, flexibilidade, autoestima, tira o estresse, aumenta a energia, entre outros. São inúmeros benefícios que podem ser adquiridos. Embora tenha crossfit kids (desenvolvido para crianças), o esporte é indicado para maiores de 16 anos”, orientou. Cuidados Embora o esporte esteja em pleno crescimento no Brasil
Trio do Amazonas ficou na 19ª colocação entre 60 equipes que participaram do Monstar Games 2016, realizado em fevereiro na cidade de São Paulo
e no mundo, a cardiologista Márcia Regina Silva e Silva, explicou que para iniciar uma rotina de treinos como o caso do crossfit, é necessário reali-
zar alguns exames para verificar as condições cardiológicas de um determinado paciente. “Qualquer pessoa, quando pensa em praticar qualquer
exercício físico, deve realizar avaliações para que não se tenha surpresas indesejáveis no decorrer de treinos. O médico verifica questões
cardiológicas e verifica ainda as contraindicações do paciente, para que o mesmo não realize esforços além do permitido”, lembrou.
Esporte requer muito preparo físico de seus participantes
DIVULGAÇÃO
LUIS HENRIQUE OLIVEIRA
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Esporte que virou “febre” na cidade já começa a revelar talentos no Amazonas. Caio Rodrigues, 21, é um deles
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‘Pelada’: lazer que requer cuidados para ser saudável Saiba o que os peladeiros de fins de semana devem fazer para não tornarem a diversão um problema para a saúde
Amigos se reúnem todo sábado para se confraternizar jogando a tradicional pelada
LINDIVAN VILAÇA E DANIEL PRESTES
A
pós uma semana de trabalho pesado, o designer Juscelino Clementino, 44, mais conhecido como Duti, não pensa outra coisa no fim de semana que não seja reunir os amigos e “bater” a tradicional pelada de sábado. A atividade já é uma realidade há 32 anos, e segundo ele, é o momento em que recarrega as baterias para do stress da labuta. “Se eu não jogar minha pelada eu adoeço. É um momento de diversão e comunhão com os meus amigos. Não sei o que seria de mim sem meu futebol. Ele é sagrado”, afirma. A história de Juscelino é compartilhada por várias pessoas Brasil afora. Diversão e lazer nos fins de semana, a pelada de futebol proporciona momentos de confraternização com os amigos e, claro, algumas horas de atividade física. No
entanto, adotar cuidados para evitar problemas de saúde é fundamental, principalmente para prevenir as lesões. “Atletas de fim de semana realizam um esforço que seu organismo não está acostumado, não está preparado para executar. A pressão arterial pode elevar-se a níveis preocupantes, além dos riscos de infarto, de arritmias e até de morte súbita”, alerta o cardiologista Anderson Rodrigues. “Convém lembrar também dos riscos ortopédicos como torções, contusões, fraturas”, adverte o médico. O especialista recomenda a prática da pelada, desde que os “profissionais” obedeçam a sua condição física. Nada de exagerar na corrida atrás da bola. O ideal é evitar a fadiga, que pode levar tanto à queda quanto ao aumento da pressão arterial, um risco para a saúde. “O condicionamento físico é a resistência que o atleta possui para realizar exercícios aeróbicos (corridas, peladas, natação,
vôlei) e anaeróbicos (levantamento de pesos)”, diz Anderson Rodrigues. Ele explica que fazer aquecimento antes do jogo é essencial para preparar o corpo a executar um esforço maior. “É importante fazer um exer-
SEDENTARISMO Jogar futebol é uma ótima forma de praticar atividade física prazerosa e sair do sedentarismo, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) mata mais de 300 mil brasileiros por ano cício preliminar para fortalecer o coração. A falta de condicionamento físico deixa o coração menos fortalecido e bombeará uma menor quantidade de sangue em cada batimento. Assim, o sangue bombeado liberará menos oxigênio para todo o
organismo. O risco é um mal súbito”, comenta o cardiologista. Não há, segundo o médico, recomendação específica para medir a pressão antes da pelada. Mas não custa nada fazer avaliação médica periódica. “Caso seja identificado algum problema, há tempo para a interrupção da atividade física (ou treinamento) na presença de sintomas ou elevações na pressão arterial”, diz Rodrigues. “Em indivíduos hipertensos, é bom evitar esforços prolongados como em jogo de futebol”, recomenda. Afinal, o que importa na pelada é a diversão e não se submeter a algum risco de saúde. O preparador físico do Nacional Futebol Clube, Hudson Barros, destacou a importância de o atleta amador praticar qualquer tipo de atividade física durante a semana, e não deixar para realizar apenas aos sábados e domingos. “Tem vários espaços e locais para praticar atividades físicas. As
prefeituras hoje colocam praças, pistas de caminhadas ou pistas de bicicletas e para você cuidar da sua saúde você tem que praticar uma atividade física regulamentar, não só a sua peladinha de sábado. Se você puder ir para academia durante algum dia antes do final de semana, fizer uma bicicleta ou qualquer tipo de atividade física, já ajuda’’, afirma. Hudson deixou claro que o quanto mais cedo a pessoa procurar um acompanhamento e tentar se cuidar, melhor será sua saúde no futuro, não importando o sexo. “De maneira geral, sendo homem ou mulher, a pessoa deve praticar atividade física. Isso é bom para a saúde e para o futuro. Então a gente costuma deixar ficar mais velho, aparecer os problemas para praticar alguma atividade regulamente, e isso não está certo. Temos que aproveitar as vantagens quando
está mais novo e entrar em uma academia. Quem não gosta de ficar restrito ao espaço de uma academia, deve praticar atividades ao ar livre mesmo, qualquer que seja, como caminhadas, patins, corridas e skate. O estudante de Odontologia, Paulo Melo, disse que não tem um acompanhamento especifico para praticar suas rotinas de peladas no final de semana. Segundo ele, muitas pessoas, por falta de tempo, seja pelo trabalho ou estudo, acabam não dando tanta atenção para esse detalhe tão importante de cuidar da saúde. “Os cuidados que eu tenho quando eu vou jogar é tentar jogar calçado e fazer aquele aquecimento básico antes de começar a pelada. Não uso caneleiras e nem esses outros equipamentos. Alimentação eu não faço nenhuma coisa em especial, apenas as três alimentações básicas do dia para dar consistência”, confessa.
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Santos e Corinthians se enfrentam na Vila Belmiro
BOTAFOGO
Neilton e Salgueiro serão novidade contra Boavista
Mesmo líderes de seus grupos no Paulistão, Peixe e Timão vivem momentos diferentes neste início de ano. Alvinegro da capital deve jogar com time misto
se e Vasco. Já o uruguaio Salgueiro foi contratado como um dos principais reforços para a temporada, mas foi usado apenas alguns minutos nos dois últimos confrontos. Ambos são tratados como titulares. Dos jogadores que vinham atuando, apenas o goleiro Jéfferson e o atacante Ribamar devem começar entre os titulares. O time deve ter a seguinte formação: Jéfferson, Diego, Emerson Silva, Renan Fonseca, Jean, Diérson, Fernandes, Gervasio Núñez, Salgueiro, Neilton e Ribamar. DIVULGAÇÃO
ARTHUR CASTRO
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antos (SP) – Em momentos opostos, Santos e Corinthians se enfrentam neste domingo (6), às 15h (de Manaus), na Vila Belmiro, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Enquanto o Timão vem embalado pela vitória sobre o Independiente Santa Fé, pela Libertadores da América no meio de semana, o Peixe vive ambiente pesado após a derrota por 2 a 0 para o RB Brasil na última rodada, e o atraso de salário dos jogadores. Santos e Corinthians são líderes dos Grupos A e D, com 12 e 17 pontos, respectivamente. Mesmo em meio a dificuldade, o clássico é visto pelo elenco santista como oportunidade para dar a volta por cima. Se o clima não é dos melhores no CT Rei Pelé, o técnico Dorival Junior ao menos tem motivos para comemorar. O goleiro Vanderlei e o atacante Ricardo Oliveira, recuperados de dores no joelho direito e virose estarão à disposição para o derby. O zagueiro David Braz também deve ser relacionado. A tendência é de que o Peixe seja escalado para o clássico com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique, Zeca, Thiago Maia, Renato, Serginho, Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira.
Rio de Janeiro (RJ) – O Botafogo enfrenta neste domingo (6), às 15h (de Manaus), em São Januário, o Boavista pela última rodada do Campeonato Carioca. Para o duelo, o técnico Ricardo Gomes confirmou que o atacante Neilton e o meia uruguaio Salgueiro começam jogando. Neilton lesionou a coxa direita no início do ano e retornou ao time contra a Cabofriense, há duas semanas. Entrou no segundo tempo e marcou, de pênalti, o gol da vitória. Depois, atuou na etapa final dos clássicos contra Fluminen-
Atacante Ricardo Oliveira volta ao time titular do Santos no clássico após ser novamente convocado para seleção
Corinthians Em uma maratona de jogos neste início de temporada, o técnico Tite vive um dilema para o clássico deste domingo: poupar jogadores para preservar o condicio-
namento físico ou mandar o time titular para entrosar a equipe? A resposta final será dada somente minutos antes da bola rolar, porém, é possível que o zagueiro Felipe e o meia Rodriguinho
tenham descanso. O Timão deve ir a campo com: Cassio, Fagner, Yago, Balbuena, Uendel, Bruno Henrique, Giovanni Augusto, Maycon, Guilherme, Lucca e André.
Meia Salgueiro terá sua primeira oportunidade como titular