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Pódio - 5 de julho de 2014

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DIVULGAÇÃO

ZAGUEIROS RESOLVEM Com a má fase de Fred e Neymar bem marcado durante todo o jogo, coube aos zagueiros Thiago Silva e David Luiz, em jogadas de bola parada, decretarem a vitória da seleção brasileira por 2 a 1 sobre a Colômbia. Agora, os comandados de Felipão enfrentam a Alemanha pelas semifinais da Copa do Mundo.

THIAGO BERNARDES/FRAME

Pódio E4 e 5

Classificação ofuscada Camisa 10 da seleção brasileira sofreu uma fratura na vértebra após joelhada na região lombar e não poderá mais jogar o Mundial. Pódio E4 e 5

MANAUS, SÁBADO, 5 DE JULHO DE 2014

Argentina e Bélgica se enfrentam em Brasília... Pódio E7

esportes@emtempo.com.br

... E a Holanda quer eliminar a zebra Costa Rica Pódio E7


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MANAUS, SÁBADO, 5 DE JULHO DE 2014

CHARGE

HERÓIS DA COPA * MARCUS VINÍCIUS PESSOA

Após o retumbante fracasso na Copa de 1966, na Inglaterra, a seleção brasileira viveu um período de instabilidade que só viria a acabar em 1969, quando o jornalista João saldando assumiu o comando e transformou a seleção nas “feras de Saldanha”. Foi uma escolha inesperada por parte da diretoria da antiga CBD, que se revelaria o caminho da recuperação do futebol brasileiro. O novo técnico surpreendeu o Brasil inteiro ao anunciar seu time titular e batizar os jogadores de “feras”, ou seja, “as feras do Saldanha”. Nas Eliminatórias para a Copa de

AS FERAS DO SALDANHA

1970, a Seleção venceu todos os seis jogos, marcou 23 gols e sofreu apenas dois. Tostão foi o artilheiro e grande destaque. A passagem de Saldanha serviu para reabilitar jogadores que saíram marcados do fracasso de 1966, como Tostão, Jairzinho e Gérson. No ano da Copa, João Saldanha, que era do Partido Comunista, se desgastou com as autoridades militares que comandavam o país e ainda travou duelos verbais muito quentes com Iustrich, que treinava o Flamengo. Em meio a boatos de procedências variadas, inclusive sobre a pressão do presidente Gar-

rastazu Médice sobre o técnico para convocar Dadá Maravilha, do Atlético, Saldanha teria disparado a frase fatal: — Escale seus ministros que eu escalo meu time! Foi o bastante para o ditador demitir Saldanha. João Havelange, que presidia a CBD convidou Zagallo para o seu lugar. A seleção foi TriCampeão no México, em 1970 mas com um time que tinha a marca de João Saldanha. Era realmente uma seleção fora de série com Pelé, Rivelino, Tostão, Jairzinho, Gérson, Carlos Alberto. UJm time de feras, “As Feras do Saldanha”

* MARCUS VINÍCIUS PESSOA É REDATOR PUBLICITÁRIO

Tabela da Copa do Mundo

6

ARTILHARIA

JAMES RODRÍGUEZ

COLÔMBIA

GOLS

49

1

CHILE

1

57

SEGUNDA 30/0613h00 Brasília - Mané Garrincha

SEXTA 04/07 13h00 Rio de Janeiro - Maracanã

SEXTA 04/07 17h00 Fortaleza - Castelão

SÁBADO 28/0613h00 Belo Horizonte - Mineirão BRASIL

OITAVAS DE FINAL

QUARTAS DE FINAL

OITAVAS DE FINAL

BRASIL

2

0

FRANÇA

COLÔMBIA

1

1

ALEMANHA

58

2

FRANÇA

0

NIGÉRIA

53

PÊNALTIS: BRASIL 3 X 2 CHILE

SÁBADO 05/0713h00 Brasília - Mané Garrincha

SÁBADO 05/07 17h00 Salvador - Fonte Nova SÁBADO 28/0617h00 Rio de Janeiro - Maracanã

50

59

COLÔMBIA

2

URUGUAI

0

HOLANDA

ARGENTINA

COSTA RICA

BÉLGICA

SEMIFINAL

51

HOLANDA

2

MÉXICO

1

61

DOMINGO 29/0617h00 Recife - Arena Pernambuco

52

COSTA RICA

1

GRÉCIA

1

63

2

ALEMANHA

1

ARGÉLIA

54

QUARTA 09/07 17h00 São Paulo - Itaquerão

TERÇA 08/07 17h00 Belo Horizonte - Mineirão DOMINGO 29/0613h00 Fortaleza - Castelão

SEGUNDA30/0617h00 Porto Alegre - Beira-Rio

60

BRASIL

VENCEDOR JOGO 59

ALEMANHA

VENCEDOR JOGO 60

3º LUGAR

FINAL

SÁBADO 12/07 17h00 Brasília - Mané Garrincha

DOMINGO 13/07 16h00 Rio de Janeiro - Maracanã

PERDEDOR JOGO 61

VENCEDOR JOGO 61

PERDEDOR JOGO 62

VENCEDOR JOGO 62

62

TERÇA 01/0713h00 São Paulo - Itaquerão

1

ARGENTINA

0

SUÍÇA

55

TERÇA 01/0717h00 Salvador - Fonte Nova

64

2

BÉLGICA

1

ESTADOS UNIDOS

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PÊNALTIS: COSTA RICA 5 X 3 GRÉCIA

Paulo Vinícius Coelho

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

A segunda cicatriz Os dois últimos jogos criaram cicatrizes na seleção; e cicatriz ajuda muito a ganhar taça Nos primeiros seis minutos no Castelão, o Brasil não fez só o gol contra a Colômbia. Também roubou duas bolas no campo de ataque e numa delas conquistou uma falta que Neymar cobrou com perigo. Também levou perigo num contra-ataque iniciado por um desarme de Fernandinho. E fez o gol numa cobrança de escanteio. Teve pressão, contra-ataque e bola parada. Não faltou repertório, porque

sobrou tranquilidade. Fernandinho foi um gigante na marcação a James Rodríguez. A saída de bola da defesa melhorou muito com Paulinho chamando a bola em seu pé. Também houve mais segurança defensiva com Maicon no lugar de Daniel Alves -Felipão foi bem! Só não precisava tomar contra-ataque, como aconteceu numa jogada de Cuadrado desarmada por Thiago Silva.

Para a atuação ser perfeita, faltou só um pouquinho mais da mesma mescla, contraataque, bola parada e posse de bola, na segunda etapa. O contra-ataque resultou na falta, cobrada por David Luiz no segundo gol. A melhor atuação da seleção na Copa anima, mas em alguns momentos é preciso mais paciência. Trocar passes, tirar o rival de seu campo. Houve três razões para o su-

foco no fim: 1) faltou tocar a bola; 2) a Colômbia é ótimo rival; 3) é time do Felipão. Torcedores do Cruzeiro, do Grêmio, do Criciúma e do Palmeiras sabem o que é isso. Com Felipão, não existe título sem sofrimento. A aflição final não deve tirar a certeza da evolução. Fica a certeza de que os dois últimos jogos criaram cicatrizes na seleção. E cicatriz ajuda muito a ganhar taça

A melhor atuação da seleção na Copa anima, mas em alguns momentos é preciso mais paciência. Trocar passes, tirar o rival de seu campo


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COMBATE

UFC: Machida e Weidman

lutam por cinturão Chris Weidman, que tomou o título dos médios do UFC de Anderson Silva e fez a primeira defesa contra ele, pega na madrugada deste domingo (6) o também brasileiro Lyoto Machida, em Mandalay Bay, Las Vegas, nos EUA. O norte-americano Weidman, que tem como especialidade a luta greco-romana, nunca perdeu em 11 lutas. Com um cartel de 21 vitórias e 4 derrotas e oriundo do caratê, Machida busca novamente ser campeão - já vestiu o cinturão dos meiopesados do UFC. Na pesagem realizada ontem, os americanos cha-

maram atenção por mostrar um outro lado. Os principais lutadores do país no evento não tiverem a recepção esperada, já que as vaias superaram os aplausos para Chris Weidman e Ronda Rousey. A lutadora, no entanto, arrancou suspiros dos torcedores no local. A cada peça de roupa que Ronda tirava os torcedores se manifestavam nas arquibancadas, o que até mesmo arrancou risadas tímidas da americana. Lyoto, por outro lado, sequer ouviu vaias e foi muito reverenciado pelos torcedores americanos. Ele disse estar preparado e demonstrou muito respeito por Weidman.

CONFIRA O CARD COMPLETO DO UFC 175 Chris Weidman x Lyoto Machida Ronda Rousey x Alexis Davis Stefan Struve x Matt Mitrione Uriah Hall x Thiago Marreta Marcus Brimage x Russell Doane Urijah Faber x Alex Caceres Kenny Robertson x Ildemar Marajó Chris Camozzi x Bruno Carioca George Roop x Rob Font Luke Zachrich x Guilherme Bomba Kevin Casey x Bubba Bush

Mercedes domina

treinos livres Com o apoio da torcida, Lewis Hamilton ficou à frente do seu companheiro de equipe, Rosberg

Ninguém para as Mercedes. Nos treinos livres realizados ontem, a escuderia fez nova dobradinha e a corrida promete fortes emoções

A

ssim como durante toda a temporada, a disputa acirrada entre os pilotos da Mercedes segue sendo o destaque. Após ser superado pelo companheiro no primeiro treino livre para o GP da Inglaterra, Lewis Hamilton melhorou seu desempenho em Silverstone e liderou a dobradinha da escuderia na segunda sessão de testes, ontem. Diminuindo o tempo em quase 1s em relação à primeira

atividade, Hamilton fez a alegria da torcida local e garantiu a ponta ao registrar 1min34s508, 0s228 mais rápido do que Rosberg. Assim como na parte da manhã, Fernando Alonso garantiu a Ferrari na terceira colocação com o tempo de 1min35s244. Destaque da primeira parte dos treinos por ter batido seu carro no muro e causado uma paralisação de 15 minutos, Felipe Massa voltou à pista e ficou apenas na 11ª colocação, com

1min36s671. Assim como Alonso, quem também manteve o mesmo posto foi Daniel Ricciardo, que terminou em quatro, logo à frente do companheiro Sebastian Vettel, que marcou 1min35s627. Campeão do Grande Prêmio da Grã-Bretanha em 2008, o piloto Lewis Hamilton quer voltar a vencer em casa. Em 2013, o piloto foi o mais rápi-

do no primeiro e no terceiro treino livre, além do treino classificatório, mas foi apenas o quarto colocado na corrida. Os pilotos voltam à pista nesta sábado, a partir das 6h (horário de Brasília), para a terceira sessão de treinos. O treino classificatório está marcado para o mesmo dia, às 9h.


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Brasil bate Colômbia

Brasil mantém soberania sobre rivais, vence com gols dos zagueiros e decreta fim da dancinha colombiana na Copa do Mundo. A alegria da vitória foi ofuscada com a notícia de que o craque brasileiro não jogará mais o Mundial em casa

SERGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS

David Luiz extravasa após marcar o segundo gol brasileiro na partida

FICHA TÉCNICA BRASIL COLÔMBIA

2 1

Local: Castelão, em Fortaleza (CE) Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha) Brasil: Júlio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho e Paulinho (Hernanes); Hulk (Ramires), Oscar e Neymar (Henrique); Fred Técnico: Luiz Felipe Scolari Colômbia: Ospina; Zuñiga, Cristian Zapata, Yepes e Armero; Guarín, Carlos Sánchez, Cuadrado (Quintero) e Ibarbo (Adrián Ramos); James Rodríguez e Téo Gutierrez (Bacca) Técnico: José Pekerman Gols: Brasil: Thiago Silva, aos seis minutos do primeiro tempo; David Luiz, aos 23 minutos do segundo tempo Colômbia: James Rodríguez (pênalti), aos 34 minutos do segundo tempo Cartões Amarelos: Thiago Silva e Júlio César (Brasil); James Rodríguez e Yepes (Colômbia)

S

e não chegou a jogar por música, a seleção brasileira ditou o ritmo da partida contra a Colômbia ontem (4), na arena Castelão, em Fortaleza (CE). O Brasil venceu por 2 a 1 e impediu o adversário de comemorar mais uma vitória com danças à beira do campo, como tem feito em toda a Copa do Mundo. Os gols dos zagueiros Thiago Silva e David Luiz arrancaram lágrimas de alegria da torcida local e confirmou a vaga na semifinal contra a Alemanha. O artilheiro James Rodríguez descontou de pênalti. Nem a vitória e a boa atuação do time foi capaz de tirar um sorriso do rosto dos atletas após a notícia de que Neymar não poderá mais jogar o Mundial. A classificação faz o Brasil ga-

nhar confiança para alavancar uma campanha que começou de forma controversa, com um contestado pênalti sobre Fred na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, e continuou com um frustrante empate sem gols com o México. A animação agora passa a ser a mesma da goleada por 4 a 1 sobre a frágil equipe de Camarões, apesar das preocupações momentâneas que a disputa de pênaltis com o Chile provocou. A barreira emocional das quartas de final também está finalmente superada. Derrotado por França em 2006 e Holanda em 2010, o Brasil não alcançava uma fase semifinal de Copa do Mundo desde 2002, quando se sagrou campeão justamente em cima da Alemanha, adversária da próxima terça-feira, no Mineirão. O time europeu avançou com uma vitória por 1

JUCA KFOURI

a 0 sobre os franceses, também ontem (4), no Maracanã. Análise do jogo Maicon foi o primeiro jogador de linha do Brasil a pisar em campo na hora do aquecimento. O substituto de Daniel Alves, em má fase técnica, pareceu assumir a responsabilidade de mudar o estilo brasileiro na Copa do Mundo. Logo aos sete minutos, Thiago Silva encontrou a sua redenção. Neymar cobrou um escanteio da esquerda, e David Luiz tentou dividir com a zaga adversária pelo alto. A bola sobrou limpa para o capitão brasileiro empurrar para dentro e comemorar com irritação, soltando palavrões para o ar. O gol deu a tranquilidade necessária para o Brasil controlar o jogo contra a Colômbia. O time

visitante até tentou responder à base da sua velocidade, porém esbarrou na truculência de Fernandinho, tão seguro como primeiro volante quanto o suspenso Luiz Gustavo. Com mais volume de jogo, o Brasil não conseguiu traduzir a superioridade em grandes chances de gol. Mais recuado do que de costume, para ajudar a armação, Neymar cedeu espaço para Hulk avançar com a sua força característica e incomodar Ospina. Em uma tabela ele obrigou o goleiro a fazer grande defesa, aos 20 minutos. O ímpeto brasileiro foi tamanho da metade para o final da primeira etapa que enervou a Colômbia. James Rodríguez, o grande destaque do time visitante, socou o gramado e o ar algumas vezes para externar a sua irritação com as jogadas

mais ríspidas de Fernandinho e com a passividade da arbitragem. Quando conseguiu chegar mais adiante, Thiago Silva apareceu para tranquilizar a torcida da casa. Intervalo No intervalo, o técnico José Pekerman decidiu tomar uma atitude e trocou Ibarbo por Ramos. Deu resultado. A Colômbia tirou proveito de uma queda de rendimento do Brasil e até colocou a bola na rede, aos 21 minutos com Yepes, mas o árbitro viu impedimento no lance e fez a torcida local festejar como se fosse um gol. Dois minutos se passaram, e a alegria do público foi ainda maior. David Luiz bateu uma falta de longe no ângulo. Um golaço. Aos 34 minutos, contudo, a

Colômbia voltou para o jogo, quando após vacilo de Maicon Júlio César foi obrigado a derrubar Bacca dentro da área. James foi para bola, descontou para a Colômbia e anotou seu sexto gol na Copa do Mundo se isolando ainda mais na artilharia da competição. Preocupado, Felipão tratou de proteger a defesa com as entradas de Ramires e Hernanes nos lugares de Hulk e Paulinho. Só não esperava ter de sacar também Neymar, que saiu de maca depois de mais uma falta dura de Zúñiga e acabou trocado pelo zagueiro Henrique. A postura fechada do Brasil trouxe emoção até o final para a Colômbia, que fez a melhor campanha de sua história em Copas do Mundo. Mas dançou de vez.

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Hey, Deutschland! Superada a Colômbia, chegou a hora de os grandões se encontrarem para repetir a final da Copa 2002 Como a Folha de São Paulo revelou ontem, entre as frases que Felipão distribuiu para seus comandados estava um inspirada no cientista alemão Albert Einstein: “Nada na vida e neste mundo se consegue sem enfrentar dificuldades. A dificuldade sempre deve ser entendida como um desafio, como uma oportunidade de chegar a objetivos. Nada nesta vida se consegue vacilando”. Pois Felipão não vacilou e escalou Maicon na lateral direita para

enfrentar a Colômbia e fechar a avenida Daniel Alves. Assim seguiu outra frase do célebre elaborador da Teoria da Relatividade que um dia escreveu também que “fazer, todos os dias, as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é a maior prova de insanidade”. O técnico saiu da mesmice, fez diferente e se deu bem. Muito bem. Se o técnico da Colômbia, o brilhante argentino José Pékerman, esperava encontrar fa-

cilidades pelo lado direito da defesa brasileira, encontrou-o fechado pelo vigor de Maicon, que, além do mais, chega à linha de fundo adversária sem maiores problemas. O gol de Thiago Silva, no sétimo minuto, desafogou a tensão e fez muita gente chorar no Castelão. De alegria. A mesma que saía dos pés de Fernandinho, bem assessorado por Paulinho, num fim de tarde em que nem Oscar, nem Fred e nem Neymar luziam.

Então, quando Hulk, cujo nome é trabalho, sofreu a falta que David Luiz fez explodir na rede colombiana, ficou claro que a melhor atuação da seleção teve o prêmio que mereceu por ousar e que a fará se encontrar com os alemães nas semifinais, mesmo depois do sufoco com o gol colombiano. Quem ganhar em Belo Horizonte passará o rival com oito finais de Copas do Mundo. E Bogotá dormiu triste como suas prostitutas.

Felipão não vacilou e escalou Maicon na lateral direita para enfrentar a Colômbia e fechar a avenida Daniel Alves


MANAUS, SÁBADO, 5 DE JULHO DE 2014

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a, mas perde Neymar Thiago Silva leva amarelo e desfalca Brasil na semifinal O Brasil não terá o seu capitão na semifinal da Copa do Mundo. Thiago Silva levou o segundo cartão amarelo na vitória por 2 a 1 da seleção sobre a Colômbia e provavelmente será substituído por Dante na partida da próxima terça-feira, em Belo Horizonte. O zagueiro foi advertido pelo árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo aos 18 minutos do segundo tempo no Castelão, quando a equipe verdeamarela tinha vantagem de 1 a 0. Ele entrou na frente do goleiro Ospina, que tentava uma reposição rápida para o campo de ataque. O provável titular no confronto semifinal conhece bem seus adversários, uma vez que Dante atua no Bayern de Munique, onde jogam alguns dos principais atletas da Alemanha. O outro con-

REGRA

Ninguém entrará pendurado nas semifinais. Os cartões são zerados nessa fase para que ninguém perca a decisão ou a disputa pelo terceiro lugar por suspensão corrente à vaga é Henrique, que entrou no finalzinho do embate com os colombianos. Os demais jogadores do Brasil que entraram pendurados nas quartas de final escaparam da segunda advertência. Neymar, que nem disputará mais o Mundial, Ramires e Hulk completaram o jogo sem um novo cartão. Jô e Daniel Alves nem entraram em campo. A advertência de Júlio César foi a sua primeira na Copa.

James chora e é consolado por brasileiros Artilheiro da Copa com seis gols marcados, o colombiano James Rodríguez não segurou o choro após a derrota para o Brasil. Ao término da partida, o meia-atacante foi consolado por Daniel Alves e David Luiz, que elogiaram o desempenho do jogador e o abraçaram no gramado. “Disseram que eu era um bom jogador. Isso fica”, contou o camisa 10 da equipe comandada por José Pékerman. “Agora é levantar a cabeça. Obrigado também, Colômbia, por isso”, acrescentou. Mesmo tendo sido eliminados, os colombianos fizeram história neste Mundial, foi a primeira vez que o time chegou em uma quartas de final. “Estou chorando porque demos tudo lá dentro de campo”, lamentou James Rodríguez. Vestido com a camisa de James, David Luiz fez questão de elogiar a Colômbia antes de responder às perguntas sobre a vitória da seleção, em Fortaleza, nas quartas de final. “Primeiro quero parabe-

nizar as duas equipes. Foi um grande jogo. A Colômbia fez um excelente Mundial, com um futebol bonito, alegre”, disse. Eleito o melhor jogador da partida no Castelão, o camisa 4 do Brasil já havia sido escolhido pela Fifa como o melhor atleta da Copa após as oitavas de final do Mundial. Autor do segundo gol da seleção no Castelão, em uma caprichada cobrança de falta, David Luiz afirmou ter treinado “o ano inteiro” para esse momento. “Foi o ano inteiro treinando no Chelsea. Sabia que alguma hora eu seria recompensado”, comemorou. Com a ausência de Thiago Silva, que levou o segundo cartão amarelo e está suspenso para a partida contra a Alemanha, na terça (8), David Luiz deve assumir a braçadeira de capitão da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari. “É um grupo muito tranquilo, é muito fácil ser líder”, opinou.

FIFA

Daniel Alves abraçou e deu apoio ao jogador após a partida

THIAGO BERNARDES/FRAME

Joelhada tira camisa 10 da Copa O principal jogador e único capaz de dar um toque refinado na seleção brasileira durante a Copa, Neymar está fora da Copa do Mundo. O atacante fraturou a vértebra na região lombar e ficará fora de combate de quatro a seis semanas. O atacante não se recuperará a tempo de disputar a semifinal contra a Alemanha, nem uma possível final (ou disputa de terceiro lugar, em caso de derrota) no dia 13 de julho. “Infelizmente ele teve uma lesão benigna no processo transversal da terceira vértebra. A lesão não precisa de cirurgia, só precisa usar uma cinta e fazer fisioterapia. Não é possível precisar o tempo que ele volta, provável algumas semanas, mas ele não tem mais como jogar a Copa”, disse Rodrigo Lasmar, médico da seleção. A lesão foi sofrida quando

Neymar saiu de campo chorando, após joelhada violenta do lateral-direito Zuniga

Tostão

Neymar levou uma joelhada de Zuñiga, aos 40 minutos do segundo tempo. Jogadores lamentam Em entrevista à Rede Globo, Fred chegou a lagrimar ao comentar a lesão que tirou o companheiro Neymar da Copa do Mundo. “Triste porque ele trabalhou tanto para estar com a gente. A importância que ele tem para a gente, lógico que agora vamos olhar para o grupo, que tem muita qualidade. Deus vai te curar o mais rápido possível, pode ficar tranquilo, estamos juntos, cada vez mais junto”, disse o atacante quase chorando. Autor do gol da vitória sobre a Colômbia, o zagueiro David Luiz também teve dificuldades para falar sobre o assunto e pediu maturidade para superar a perda. “Cara, difícil até falar

algo agora. Precisamos ter maturidade para superar uma baixa dessa. Ficamos tristes pelo desfalque do atleta e pelo ser humano que perde a chance de realizar um sonho. Sabemos o quanto ele se prepara e sonha em brilhar com um título. Fiz os gol, estamos classificados, mas saio daqui triste. Precisamos conversar, passar apoio para ele e buscar este título”, falou. O lateral Maicon, que foi titular da equipe, também falou sobre a lesão do companheiro de seleção brasileira. “É chato a gente perder um jogador tão importante para nossa equipe. Mas agora temos que dar apoio a ele, aos familiares, vamos torcer para que ele se recupere o mais rápido possível. Vai estar com a gente na Granja com certeza”, completou.

COLUNISTA DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO

Só faltam dois Mais uma vitória dificílima. No primeiro tempo, o time melhorou em relação aos jogos anteriores, porque Oscar atuou mais pelo meio do que pela ponta, e Fernandinho, além de marcar muito bem, deu um toque de classe ao setor, com bons passes e por jogar no meio-campo, e não apenas à frente dos zagueiros. O time repetiu também, no primeiro tempo, sua grande qualidade, de pressionar quem está com a bola. Assim, saíram as melhores jogadas ofensivas. Pena

que Neymar não esteve bem durante todo o jogo, embora, mais uma vez, tenha cobrado muito bem o escanteio, no gol de Thiago Silva. No segundo tempo, a atuação do time foi muito ruim. Não trocou passes nem pressionou o adversário. A Colômbia dominou o jogo e fez um gol de pênalti, corretamente marcado, quando o jogo estava 2 a 0. Se não fosse o espetacular gol de David Luiz, de falta, seria mais uma prorrogação. Novamente, o Brasil ganhou,

graças, principalmente, às excepcionais atuações dos dois zagueiros e ao envolvimento emocional dos jogadores, guerreiros, apoiados pela torcida. Jogar em casa tem sido decisivo. Marcelo e Fernandinho foram muito bem. Fred, muito mal. Maicon ganhou a vaga. Oscar, Hulk e Paulinho alternaram bons e maus momentos. As vitórias do time brasileiro, com boa chance de ser campeão, mesmo com dois adversários melhores que os anteriores pela frente, mostram que o resultado

das partidas, com frequência, ocorrem mais pela qualidade dos jogadores, por lances isolados, por bolas paradas, por jogadas aéreas, do que pela atuação coletiva. O técnico Pekerman disse, antes do jogo, que tradição não ganha. Mas ajuda. A Colômbia, como o Chile, foi um bravo e difícil adversário, porém perdeu, como se fosse impossível fugir da história, da tradição, do que parece programado, do que está no inconsciente coletivo e imaginário do futebol.

Novamente, o Brasil ganhou, graças, principalmente, às excepcionais atuações dos dois zagueiros e ao envolvimento emocional dos jogadores, guerreiros, apoiados pela torcida


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MANAUS, SÁBADO, 5 DE JULHO DE 2014

Alemanha vence França e continua viva na disputa FICHA TÉCNICA FRANÇA ALEMANHA

0 1

Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) Árbitro: Nestor Pitana, da Argentina França: Lloris; Debuchy, Varane, Sacko (Koscielny) e Evra; Matuidi, Cabaye (Remy) e Pogba; Valbuena (Giroud), Benzema e Griezmann Técnico: Didier Deschamps Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos (Kramer); Ozil (Gotze), Klose (Schurrle) e Muller Técnico: Joachim Low

Gols: Matt Hummels, aos 12 minutos do PT (Alemanha) Cartões amarelos: Khedira e Schweinsteiger (Alemanha)

Maracanã realizou sua centésima partida após passar pela última reforma. Estádio carioca sediará a grande final da Copa do Mundo no dia 13 de julho e a expectativa é que o Brasil esteja em campo

C

omo em 1982 e 1986, a Alemanha eliminou a França em uma fase decisiva da Copa do Mundo. No início da tarde de ontem (4) pelas quartas de final. Mesmo sob um forte calor (que beirou os 30 graus) e com sete jogadores com sintomas de gripe nos últimos dias, a equipe tricampeã venceu por 1 a 0 e saiu classificada do Maracanã. O único gol foi marcado aos 11 minutos por Mats Hummel, zagueiro que não atuou na fase anterior justamente por estar resfriado e febril. O adversário na semifinal (na terça-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte) será o Brasil, que derotou a Colômbia, jogando na Arena Castelão, em Fortaleza (CE) . À França, restou uma viagem de volta para casa e o retrospecto ainda mais negativo contra os alemães em Mundiais – a única vitória em quatro confrontos foi em 1958, na decisão do terceiro lugar. O time treinado por Didier

Deschamps lutou muito para evitar a eliminação, em especial na volta para o segundo tempo. Campeão mundial como jogador em 1998, o comandante viu a França voltar mais incisiva do intervalo e também gastou substituições no sentido de deixá-la mais ofensiva. Mas a Alemanha soube se portar muito bem defensivamente, valendo-se muitas vezes de faltas e cartões amarelos para frear a investida rival. Uma Alemanha que soube, para começar, ceder à pressão da torcida e escalar Phillip Lam na lateral direita, deixando o meio-campo a cargo de Sami Khedira e Bastian Schweinsteiger, recuperados fisicamente, além do já titular Toni Kroos. Na zaga, Mats Hummels, recuperado da gripe que o havia tirado das oitavas, retomou a posição ocupada por Shkodran Mustafi, que foi cortado devido a uma lesão coxa esquerda. Com essa formação, o time de Joachim Low tomou a iniciati-

va do jogo desde os primeiros minutos. Logo aos dois, uma bola cruzada à meia altura por Thomas Muller exigiu trabalho da defesa adversária. Mas a primeira grande chance da partida foi criada pelos franceses. Aos seis minutos, Mathieu Valbuena chegou à linha de fundo, pelo lado esquerdo, e levantou para Karim Benzema. O atacante bateu de primeira, à direita do gol de Manuel Neuer. Foram assim os primeiros dez minutos. Os alemães detinham a posse de bola na maior parte do tempo, porém era a equipe da França quem mais levava perigo, com poucos passes, à base de longos lançamentos. Em um deles, Valbuena cruzou rasteiro e viu a defesa se salvar. Logo na jogada seguinte, foi a vez de Antoine Griezmann chegar à linha de fundo e colocar a bola no meio da área, para novamente a retaguarda francesa afastar de lá. A solução para a Alemanha transformar seu domínio ter-

NEUER

AGÊNCIA ELEVEN/GAZETA PRESS

Goleiro alemão é o que mais corre

Arqueiro do Bayern de Munique joga quase como um líbero

A participação do goleiro Neuer nos jogos da Alemanha nesta Copa do Mundo vão além das defesas realizadas embaixo das traves ou intervenções em cruzamentos. Como também joga muito bem com os pés, o camisa 1 funciona como se fosse um “líbero” na defesa da seleção alemã, e exerce funções como a cobertura defensiva, além de ser utilizado para a manutenção da posse de bola quando o seu time está sendo pressionado pelos adversários. Segundo dados da Fifa, Neuer é o goleiro que mais corre entre todos os arqueiros que estão nas quartas de final da competição.

Com uma média de 5 km por jogo, o goleiro alemão já percorreu 20,35 Km no total das quatro partidas que disputou até agora no Mundial. É a maior marca individual entre todos os goleiros restantes no torneio. A maior distância percorrida por ele neste período foi no confronto contra a Argélia, pelas oitavas de final, quando deixou a sua grande área várias vezes para cortar os lançamentos do adversário nas costas da sua defesa, correndo 5,5 Km O comportamento de Neuer é adotado em todas as partidas da sua equipe. Isso porque, o time do técnico Joachim Löw joga fazendo marcação pressão, avançando todos os seus jogadores de defesa e, por isso, tem a última linha defensiva sempre posicionada de maneira adiantada.

ritorial em gol veio em jogada de bola parada. Aos 11 minutos, Kroos disputou com Paul Pogba e caiu. O árbitro assinalou falta, na meia esquerda, e o próprio Kroos fez a cobrança. Quase na marca penal, Hummels ganhou de Raphael Varane pelo alto e desviou de cabeça. A bola inda tocou o travessão antes de passar pelo goleiro Hugo Lloris e abrir o placar do Maracanã. Foi o segundo gol do zagueiro em quatro jogos na competição. A França até que assimilou bem o golpe e passou a povoar mais o campo de ataque. Mas a estratégia de buscar seus homens de frente com lançamentos não mudou. Atenta, a linha defensiva alemã se posicionava de modo que Benzema estivesse quase sempre impedido. Do outro lado, Miroslav Klose se esforçava tanto para furar a dupla de defesa francesa, formada por Varane e Mamadou Sakho. A França tentava chegar à frente, mas sem sucesso. Na

melhor delas, aos 33 minutos, Neuer fez uma grande defesa em chute cruzado de Valbuena, pelo lado esquerdo da área. A bola sobrou para Benzema, de frente para a meta, e o atacante chutou em cima de Hummels. Antes do intervalo, ele ainda chamou atenção da defesa alemã duas vezes. Na primeira, cabeceou no corpo de Hummels. Depois, recebeu a bola no bico esquerdo da área, passou por dois marcadores e finalizou no centro do gol, facilitando o trabalho de Neuer. Volta do intervalo Na etapa final, já com o sol encoberto em metade do gramado, a seleção francesa promoveu uma blitz. A defesa da Alemanha foi se salvando como podia dos cruzamentos e arremates à distância. Em alguns momentos, o único jeito era cometer faltas. Como a que fez Khedira, aos oito minutos, depois de levar um drible da vaca e puxar Griezmann pela

camisa. Um cartão amarelo providencial e não lamentado, já que pôs fim a um bom contragolpe rival. Seis minutos depois, quando enfim a França finalizou, Neuer agarrou a bola após fraco cabeceio de Varane à queima-roupa. Notando seu time inferior fisicamente, Joachim Low sacou Klose e pôs o atacante Schuerrle. A resposta de Didier Deschamps veio pouco depois. Além de trocar um zagueiro por outro (Sakho deu lugar a Laurent Koscielny), o treinador francês tirou o volante Cabaye para deixar sua equipe ainda mais ofensiva, com o atacante Loic Remy. Mas a sorte estava ao lado de Hummels, que travou um chute perigoso de Benzema e, mais tarde, livrouse de um gol contra, vendo a bola desviada em si sair para escanteio. Da defesa, ainda viu Schuerrle perder uma grande chance de ampliar diante de Lloris, mas que não faria falta para garantir a vaga.

ADVERSÁRIO

Deschamps destaca experiência Após a terceira eliminação da França para a Alemanha em Copas do Mundo, o técnico francês Didier Deschamps, que foi campeão mundial em 1998, admitiu a superioridade alemã e ressaltou a experiência como diferencial para o triunfo bávaro. “Acho que a gente fez o que tínhamos que fazer. A Alemanha é uma equipe mais experiente, administrou bem a vantagem de um gol. Aproveitaram nosso defeito e marcaram de bola parada”, argumentou o comandante dos “Bleus”. Deschamps ainda lamentou a queda francesa ainda nas quartas de final e destacou a atuação do goleiro alemão Neuer, que fez ótima defesa em chu-

NÚMEROS

Apesar da derrota, a seleção francesa demonstrou, novamente, um bom futebol. Contudo, os “Bleus” pecaram nas finalizações. Do total de 13, nove foram na direção do gol, mas nenhuma entrou te de Benzema no último lance do jogo “Temos uma equipe acostumada a grandes encontros e não passaram muito longe da vitória. Sabemos que a Alemanha era um time experiente e de alto nível e não conseguimos passar por pouco. O Neuer fez boas defesas

e colaborou para manter o placar. Paramos nas quartas de final. Tinhamos vontade e ambição de ir mais longe, mas não conseguimos”, concluiu. Visivelmente abatido com o resultado, o meia Valbuena lamentou as chances perdidas na partida e afirmou que a sorte alemã fez a diferença no resultado final da partida: “Faltou eficiência para acertar a meta. Os alemães não tiveram muitas oportunidades e levaram sorte em um lance de bola parada. Nós criamos mais oportunidades e não conseguimos concluir em gol”, e ainda acrescentou: “Jogamos todas as armas na batalha, mas não conseguimos vencer, estamos bem decepcionados com o resultado”, observou.

FERNANDO SOUTELLO/AGIF/GAZETA PRESS

Pela quarta Copa do Mundo seguida os alemães chegam às semifinais e pela terceira vez eliminam os franceses em Mundiais


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Argentina de Messi encara força coletiva da Bélgica WAGNER MEIER/AGIF GAZETA PRESS

Ainda em busca de apresentar um futebol convincente, as seleções que chegaram ao Mundial cercadas de expectativa, duelam por uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo

FICHA TÉCNICA ARGENTINA BÉLGICA Local: Estádio Nacional, em Brasília (DF) Horário: 12h(de Manaus) Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

ARGENTINA: Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Federico Fernández, Ezequiel Garay e Ezequiel Basanta; Javier Mascherano, Fernando Gago (Lucas Biglia), Ezequiel Lavezzi (Rodrigo Palacio), Ángel Di María e Lionel Messi; Gonzalo Higuaín Técnico: Alejandro Sabella BÉLGICA: Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Vincent Kompany, Daniel Van Buyten e Jan Vertonghen; Axel Witsel, Marouane Fellaini, Dries Mertens, Kevin de Bruyne e Eden Hazard; Divock Origi Técnico: Marc Wilmots

Com Lionel Messi em campo e Sergio Aguero liberado para ficar no banco de reservas, Argentina sofrerá ausência do lateral esquerdo Marcos Rojo, suspenso por ter recebido o segundo cartão amarelo

E

m um duelo que tem tudo para ser muito disputado e movimentado, Argentina e Bélgica se enfrentam neste sábado, às 12h (de Manaus), no estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2014. Os argentinos sofreram para eliminar a Suíça nas oitavas, com um triunfo por 1 a 0 e um gol marcado praticamente no fim da prorrogação. Os belgas também precisaram do tempo extra para despacharem os EUA com um triunfo por 2 a 1. As dificuldades encontradas pelos dois times nas oitavas de final e a trajetória de ambos até aqui deixam todos na expectativa de um duelo equilibrado. De

um lado a genialidade de Lionel Messi, que tem feito a diferença a favor dos argentinos. Do outro o jogo coletivo da Bélgica, capaz de encantar em alguns momentos, como nas rápidas tabelas contra os norte-americanos. “Será mais um jogo muito equilibrado. Em nenhum momento esperamos facilidades nesta Copa do Mundo. Vamos lutar muito para chegarmos à final, mas sabemos que se isso acontecer será sofrimento até o fim”, disse Messi. O técnico da Argentina, Alejandro Sabella, alerta para os perigos belgas. “Vamos precisar encurtar os espaços. Contra a Suíça nosso adversário abdicou de atacar para nos impedir de jogar. A FERNANDO DANTAS/GAZETA PRESS

Bélgica não faz isso. Se preocupa em buscar gols e chega com toques rápidos e com muita facilidade na frente. Teremos problemas para pará-los, mas, por outro lado, os espaços podem aparecer e permitir que a gente jogue mais solto”, analisou. Marc Wilmots, técnico da Bélgica, acredita que a Argentina carrega o favoritismo, mas espera a vitória. “Vamos enfrentar o rival mais forte que tivemos até aqui. A Argentina carrega o favoritismo, mas espero que meu time jogue bem. A minha expectativa é a de que vamos passaram pois nosso jogo está começando a entrar”, disse. Argentina tem um problema para este jogo, pois o lateral

BÉLGICA

Embora Marc Wilmots não tenha confirmado a escalação, não deverá promover mudanças para a partida, já que o treinador ficou encantado com a maneira como o time acuou os EUA em campo defensivo esquerdo Marcos Rojo vai cumprir suspensão devido ao acúmulo de cartões amarelos. Ezequiel Basanta assume o posto. Outras mudanças não estão descartadas, já que a equipe segue sem render. Tentando melhorar a saída de bola para

o ataque, o volante Fernando Gago pode perder o posto para Lucas Biglia. Ainda com lesão na coxa direita, o atacante Sergio Agüero, mesmo que fique à disposição, deverá começar no banco. Assim, Ezequiel Lavezzi, que foi mal contra a Suíça, e Rodrigo Palacio, que tornaria o time mais ofensivo, disputam posição. Dúvidas que mostram que Sabella ainda procura sua formação ideal. Confronto Argentina e Bélgica já se enfrentaram em mata-mata de uma Copa do Mundo. Foi nas semifinais da edição de 1986, no México, quando os sul-americanos ganharam por 2 a 0. Naquela ocasião Diego

Maradona, grande destaque daquele Mundial, que seria conquistado por sua equipe, fez a diferença, marcando um gol que entraria para a história após se livrar de vários marcadores belgas, arrancando do meio-de-campo. Os belgas terminaram o torneio na quarta colocação. O jogo foi um troco ao que aconteceu quatro anos antes, quando os argentinos fizeram o jogo de abertura do Mundial de 1982, na Espanha, e acabaram derrotados por 1 a 0 pelos Diabos Vermelhos. O vitorioso pega na semifinal o ganhador do encontro entre Holanda e Costa Rica, que jogam um pouco mais tarde, às 16h(de Brasília), na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

JOGO DURO

Holanda tenta espantar zebra

Atacante Robin Van Persie é uma das armas da Holanda no jogo

O choque entre um time que vem tendo grande desempenho e é o atual vice-campeão mundial e outro que é a grande zebra da competição. Esse será o duelo entre Holanda e Costa Rica, que se esbarram neste sábado, às 16h (de Manaus), na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2014. Os holandeses brilham com 100% de aproveitamento e eliminaram o México nas oitavas com direito a uma virada histórica por 2 a 1, já que perdiam o jogo até os quarenta minutos do segundo tempo. Os costarriquenhos, porém, também têm história para contar, já que avançaram em primeiro lugar em uma chave que tinha três campeões do mundo - Uruguai, Itália e Inglaterra. Além disso, nas oitavas, eliminaram a Grécia nos pênaltis, após se-

gurarem empate por 1 a 1 com um homem a menos desde a metade do segundo tempo. Diante de tantas coisas positivas, os dois treinadores garantem que não vão alterar em nada o estilo de jogo de suas respectivas equipes. Jorge Luis Pinto, da Costa Rica, por exemplo, descarta usar a retranca contra os holandeses. “Vamos enfrentar uma grande equipe que é a Holanda. Mas jogamos contra outros gigantes do futebol mundial, como Itália, Uruguai e Inglaterra. Conseguimos grandes resultados contra eles e por isso não vejo motivos para mudarmos agora o que vem dando certo e o que nos levou até aqui”, disse. Louis van Gaal, técnico da Holanda, também vai manter o estilo de jogo agressivo da Laranja Mecânica. O treinador, porém, se irrita quando pergun-

tam sobre obrigação de vitória ou sobre o fato de cruzarem com a zebra do torneio. “A Costa Rica deixou de ser uma surpresa desde que ganhou do Uruguai na estreia. Com o futebol que estão mostrando é uma realidade. Obrigação de ganhar é algo que não existe para nenhuma equipe em uma partida de quartas de final de Copa do Mundo. Só fala isso alguém que possa ter algum interesse em nossa eliminação”, afirmou. A Holanda não poderá contar com o volante Nigel de Jong, que sofreu uma lesão na virilha direita no duelo contra os mexicanos e fica de fora. Van Gaal faz mistério sobre o substituto. Jonathan De Guzman seria a opção mais natural, mas ele pode promover a entrada do lateral esquerdo Bruno Martins Indi, deslocando Daley Blind

para o meio-de-campo. Existe ainda uma dúvida de ordem técnica na lateral direita, com Paul Verhaegh e Daryl Janmaat disputando posição. A Costa Rica também tem um problema para este jogo. O zagueiro Óscar Duarte, que foi expulso diante da Grécia, fica de fora para cumprir suspensão. Sendo assim, Roy Miller assumiria o posto. O problema é que este se recupera de lesão na coxa direita e não estará apto, assim, o treinador vai ter que rcorrer a Johnny Acosta, que seria a última opção em condições normais. A boa notícia é que o goleiro Keylor Navas, recuperado de dores nas costas, tem escalação assegurada. O vitorioso pega na semifinal o ganhador do encontro entre Argentina e Bélgica, que jogam um pouco mais cedo, às 12h(de Manaus), em Brasília (DF).


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goleiro da Costa Rica

Arqueiro costa-riquenho ganhou o prêmio de melhor goleiro da última temporada no Campeonato Espanhol

Keylor Navas vem despertando o interesse de vários gigantes europeus. Já foi especulado, inclusive, no Real Madrid

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estaque na classificação da Costa Rica às quartas de final da Copa do Mundo, ao pegar um dos pênaltis ao contra a Grécia, o goleiro Keylor Navas é o mais novo desejo do poderoso Bayern de Munique. O clube bávaro já entrou em contato com Ricardo Cabañas, representante do atleta, para ter o conhecimento do valor da multa rescisória que o arqueiro tem com o Levante (ESP), seu clube atual. As informações são dos jornais espanhóis Marca e AS. Outro diário espanhol, o Las Provincias, noticiou que o Levante deverá receber uma proposta do Bayern nas próximas horas. “Nas próximas horas Quico Catalán (presidente do Levante), que não para de receber ligações de clubes interessado pelo costa-riquenho, receberá uma chamada do Bayern de Munique. Seria a maior transferência da história do Levante”, noticiou. De acordo com os mesmo diários, Atlético de Madrid (ESP) e Porto (POR) também estão na briga para contar com o goleiro na próxima temporada.

Caso as partes se acertem, Navas chegaria para ser o reserva imediato de Neuer, que é titular absoluto do Bayern de Munique. Navas sentiu uma dor no ombro após o jogo contra os gregos no último domingo, porém o médico da seleção costarriquenha, Vladimir Ba-

INTERESSE

Eleito melhor goleiro do campeonato espanhol na última temporada pelo modesto Levate, Keylor Navas é alvo de interesse de clubes como Real Madrid, Barcelona, Porto e Bayern de Munique dilla, tratou de deixar os torcedores da “La Tricolor” mais tranquilos e confirmou que Keylor estará pronto para o jogo de sábado. “Não tem uma lesão que limite o desempenho dele, ele tem um trauma e o que foi feito foi dosado para que renda da melhor maneira. Estará pronto para a partida”, disse o médico costa-riquenho.

Filho de vice da Fifa fala sobre ingressos O nome do filho do vice-presidente da Fifa e mandatário da Associação Argentina de Futebol (AFA), foi encontrado com um ingresso comercializado de forma ilegal por cambistas. Julio Grondona é pai de Humberto Grondona e o jornalista argentino Andrés Burgo publicou uma imagem de um ingresso com o nome em uma rede social. Em entrevista ao canal TyC Sports, da Argentina, Grondona admitiu ter vendido entradas a um amigo não-identificado, mas garantiu desconhecer como elas foram parar nas mãos de cambistas. “Como instrutor da Fifa, me ofereceram entradas para comprar e disse que

sim. Comprei quatro para o primeiro jogo, quatro para o segundo, quatro para o terceiro, quatro para as oitavas, quatro para as quartas, dois para uma semifinal, dois para outra semifinal e dois para a final por mil e poucos dólares. Comprei porque sempre há amigos que querem vir e queria presenteá-los, queria que passassem bem. Nesse caso, até as oitavas vendi entradas a um amigo que acabou de me dizer que as deu a outro amigo para ele ir com sua família”, explicou. Exaltado, ele justificou que não precisaria vender um ingresso para ganhar dinheiro. “Você acha que eu me mancharia por 220 dólares?”, indagou. DIVULGAÇÃO

Bayern de olho no

CAMBISMO

Humberto Grondona negou envolvimento com cambistas


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FOTOS: DIEGO JANATÃ

Torcida “explodiu” em um só coro quando a seleção brasileira garantiu a ida às semifinais da Copa do Mundo no Brasil. Seleção brasileira joga agora contra a Alemanha

Fan Fest lotada para ver vitória do Brasil

Trinta e três mil pessoas estiveram no evento organizado pela Fifa e que teve como atração a dupla Maria Cecília e Rodolfo BRUNO MAZIERI Especial EM TEMPO

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spaço cativo durante toda a Copa do Mundo, a Fifa Fan Fest, evento realizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), reuniu 33 mil pessoas na Ponta Negra, na tarde de ontem, durante a partida entre Brasil e Colômbia, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Após o jogo, o público pôde conferir o show da dupla sertaneja Maria Cecília & Rodolfo, que subiram ao palco no início da noite. Entre as autoridades presentes na Fan Fest estavam o governador José Melo, que fez questão de ressaltar o sucesso do Mundial realizado no Brasil e, claro, em Manaus. “Na primeira fase fomos sucesso e isso, não fomos nós que dissemos, foi a própria Fifa. Mesmo com os fins dos jogos na capital do Estado, hoje podemos perceber o quanto o amazonense está engajado nessa festa tão bonita. O clima de comemoração é perceptível nessa Fan Fest”, diz. Sobre a seleção brasileira, o governador afirma que “agora sim estamos preparados para ir para a final”. “O Felipão (técnico do Brasil) corrigiu a maioria dos erros. Ele está trabalhando com ligação, defesa e ataque. Usando isso, temos grandes chances de chegar até

a final, sem dúvida”, fala. Acertando o time O prefeito de Manaus Arthur Neto também esteve no local para torcer pela seleção. Para ele, o sucesso da Fan Fest e da Copa como um todo se deve a ação entre a própria prefeitura com o governo do Estado e da união da população. “Cumprimos todas as exigências da Fifa, tudo que foi pedido oferecemos. E, sem dúvida os amazonenses foram essenciais para esse sucesso. Fomos considerados a melhor sede do país e isso só foi possível porque o povo acreditou e nos ajudou desde o início”, conta. Quando o assunto é o time de Felipão, ele salienta que o zagueiro Thiago Silva é peça fundamental durante os jogos. “Acredito que se fosse o Parreira (técnico de 1994 e 2006), ele tiraria o Thiago, mas o atual técnico fez diferente. Viu que era preciso dar chance ao jogador, era a hora de prestigiá-lo, dar esse volto de confiança”, opina. Agora, sobre o jogador Fred, ele faz ressalvas. “Não é local para ele. Não era para ele estar na seleção. Vamos torcer para que no decorrer do Mundial ele faça gols. Se fizer, se ‘acertar a mão’, quem sabe possa se redimir com o resto do time e também do Brasil”, finaliza.

Torcedor não cansou de demonstrar amor e orgulho pelo país

Dupla apresentou em Manaus repertório já conhecido pelo público e também a música de trabalho intitulada “Espalhe Amor”

Dupla sertaneja anima público local Após a vitória do Brasil, os amazonenses e turistas puderam conferir todo o talento da dupla sertaneja Maria Cecília & Rodolfo. Na estrada desde 2008, os artistas disseram estar felizes em voltar a Manaus e em uma ocasião tão especial. “Sempre fomos muito bem recebidos aqui. Sentimos o calor dos fãs e isso, para nós, é muito importante”, diz Maria Cecília. No ano passado, eles gravaram um DVD que reuniu 200 mil pessoas no Campo Grande. “Foi maravilhoso.

Estávamos em casa, no Mato Grosso do Sul, e reunir esse tanto de gente, que nos viram em barzinhos, foi algo incrível e maravilhoso”, fala entusiasmada. Atualmente, eles estão trabalhando a música “Espalhe Amor”, lançada em janeiro deste ano. “Ela possui uma mensagem muito bonita. Quando começamos a cantar nos shows, a resposta do público é imediata. Estamos felizes pela receptividade tanto dos fãs quanto do público em geral”, relata. Sobre os projetos ainda para

2014, a dupla adianta um novo CD. “Acho que em agosto esse trabalho deve chegar às lojas. Ainda não temos título, mas estamos na fase final da escolha do repertório. Certamente, muito em breve, saíremos em turnê por todo o Brasil e Manaus não ficará de fora”, finaliza, Rodolfo. A atração nacional de hoje da Fifa Fan Fest hoje seria a banda paulista Funk Como Le Gusta, mas o show foi cancelado por problemas de logística por parte do grupo. A banda iria se apresentar às 18h e agora

será substituída pela banda de forró 100% Abusado. A programação do evento continua normalmente, com abertura dos portões às 11h e transmissão ao vivo dos jogos das quartas de final. Às 12h, Argentina e Bélgica se enfrentam no estádio Nacional, em Brasília (DF), e às 16h, Holanda e Costa Rica decidem lugar na semifinal diretamente da Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). O cantor Júnior Rodrigues se apresenta no intervalo da transmissão entre os dois jogos.


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IVO GONÇALVES/PMPA

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Franceses saem da Copa do Mundo nas quartas de final e deixam para trás uma torcida antes confiante

Adeus

Torcidas francesa e alemã viveram a angústia das quartas de final, que despachou Benzema e companhia

‘le bleu’ RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

CAMILA SOUZA/GOVBA

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duelo entre Alemanha e França, que levou ontem o time germânico a mais uma semifinal da Copa do Mundo e despachou os franceses, deixou torcedores aflitos em dois pontos da capital amazonense: no tradicional bar alemão Frankfurt, no Parque 10, e na sede da Aliança Francesa. Nos dois ambientes lotados de torcedores das seleções europeias foi consenso que a partida foi menos interessante do que a alta expectativa que girava em torno do confronto. Foi com rodadas de cervejas alemãs que os torcedores da seleção assistiram aos germânicos manterem uma tradicional freguesia, eliminando mais uma vez a seleção francesa de um Mundial na fase do matamata. O feito já havia sido registrado em 1982 e 1986. A partida no local começou aquecida, tendo a seleção marcado aos 12 minutos do primeiro tempo o gol que decidiu o duelo. Apesar do feito, torcedores afirmaram que a expectativa de um grande jogo no Maracanã não se comprovou em campo. “Tivemos um gol da vitória marcado logo no início, mas todo o resto da partida foi apertada, com passes frustrados e uma tentativa de manter o jogo congelado no gol dos 13 minutos”, disse o biólogo Kans Kochham, enquanto experimentava o “caldo de feijão” oferecido no cardápio do estabelecimento. Já para o professor de alemão radicado em Manaus Hans Weiser, o jogo alemão tem sido bonito pelas marcas da vitória. “Jogo bonito é quando

há vitória e isso nós temos tido”, afirmou, ao lado de alunos. Não convenceu Para a surfista profissional Ann-Kathrin Brommel, o jogo emocionou pelo resultado positivo mas, segundo ela, apesar da vitória, a Alemanha não apresentou um futebol convincente. “Ganhou quem fez um pouco mais. A Alemanha tentou ditar o ritmo desde o começo”, afirmou. Prejudicados pelo forte calor do Rio de Janeiro, tanto a Alemanha quanto a França não repetiram o mesmo jogo intenso que fizeram nas oitavas de final contra Argélia e Nigéria, respectivamente. No prédio da Aliança Francesa, pelo menos 40 torcedores assistiram à seleção deixar o Mundial sem repetir o vexame de 2002 e 2010, quando saiu na primeira fase dos torneios. Franceses em temporada em Manaus e alguns radicados na capital amazonense acompanharam a partida servidos da tradicional caldeirada de peixes regionais e cervejas. “Nós não perdemos porque a França é ruim, mas porque a Alemanha é uma seleção muito maior”, disseram Jean Baptiste e Charlie, de férias na capital. Frustrado com a partida da seleção que foi campeã do mundial em 1998, o empresário francês Yvon BH protagonizou uma cena inusitada ao fim do duelo. Ele retirou a camisa da seleção francesa e trocou pelo verde e amarelo da seleção brasileira. “Apesar da perda, aqui no Brasil eu fui contaminada pela futebol, me sinto parte de algo que não acompanhava na França”, disse Veronique, 38, em Manaus desde janeiro deste ano. *Colaborou Loic Koutana Apesar do desempenho abaixo do esperado, Alemanha fez a alegria da torcida


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Torcida sofre, confia e apoia seleção nas ruas Mais uma vez os torcedores de Manaus foram às ruas incentivar os jogadores da seleção brasileira FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

O largo São Sebastião recebeu um público de mais de oito mil pessoas para assistir ao jogo decisivo contra a equipe da Colômbia, pelas quartas de final da Copa THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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seleção brasileira deu mais um passo para conquistar o tão desejado hexacampeonato na tarde de ontem, quando venceu a forte equipe da Colômbia por 2 a 1. Em Manaus, muitos manauenses se reuniram para apoiar a equipe comandada pelo treinador Luis Felipe Scolari na tradicional rua Santa Isabel, localizada na Praça 14, Zona Sul. O pontapé inicial para o confronto foi dado somente às 16h, mas a movimentação na rua começou cerca de três horas antes. A estudante universitária Milena Rios, 22, decidiu prestigiar o local antes do jogo da seleção canarinho. Aproveitando para registrar o momento com muitas fotos, a torcedora mostrava confiança em uma vitória do Brasil antes mesmo da bola rolar. “Estou muito confiante na equipe. Acredito que não será tão sofrido quanto na última partida. A Colômbia tem uma boa seleção, mas venceremos por 2 a 1”, disse Milena. Um momento que emocionou muitos torcedores foi a hora em que o hino nacional brasileiro começou a ser tocado. Os presentes cantaram com força e festejaram o começo da partida. Porém, logo os sorrisos começaram a sumir e a preocupação aparecia no rosto dos fãs da seleção brasileira. O clima de tensão tomou conta do lugar. Isso mudou quando o zagueiro Thiago Silva marcou o primeiro gol do Brasil na partida. Novamente, a rua voltou a ficar alegre e a festa recomeçou.

Renda extra Alguns moradores da rua decidiram colocar barracas em frente suas casas para vender comidas típicas e bebidas no local que vira ponto turístico em tempos de Copa do Mundo. A moradora Evellyn Barbosa, 26, decidiu inovar para atrair mais clientes e colocou dois sofás na calçada de sua residência. “Coloquei os móveis para dar mais conforto aos meus clientes. Eles vêm e aproveitam bebendo e comendo. O clima está

Famílias escolheram como point

Rua Santa Isabel mais uma vez lotou para assistir à seleção

VENDAS

Muitos moradores da rua Santa Isabel estão aproveitando os jogos da Copa do Mundo e o fato de a rua ter virado ponto de encontro da torcida para conseguir uma renda extra com a venda de produtos Torcedores festejaram muito a vitória ao final da partida

muito bom na rua e espero que a cada dia o movimento cresça mais”, falou a moradora. Outro que também aproveitou a grande movimentação na rua para ganhar um dinheiro extra foi o mecânico de manutenção, Gerson Nascimento, 50. Nascido e criado no local, ‘Maradona’, como é conhecido pelos vizinhos, explica que todo o comércio que acontece na rua ajuda a atrair mais visitantes. “Aqui tem gente vendendo de sorvetes à pizza. Decidimos não explorar as pessoas. Vendemos tudo no preço mais justo e bem acessivo para todos. Isso chama as pessoas. Elas sabem que aqui vão curtir os jogos com toda tranquilidade e não gastarão muito”, explicou Gerson.

Jogo emocionante e vibrante O principal ponto turístico da capital amazonense, o largo São Sebastião foi invadido por mais de oito mil pessoas, que acreditavam na classificação da seleção brasileira. Mesmo enquanto o Brasil vencia por 1 a 0 a torcida mostrava preocupação, já que no jogo contra o Chile, na última rodada, a equipe canarinho levou o empate e não conseguiu vencer durante o tempo normal. O alívio só veio após o segundo gol da família Scolari. Nesse

momento, o largo explodiu e a festa foi total. O público animado começou a cantar a música “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. Mesmo o gol de James Rodriguez, no final da partida, não estragou a comemoração dos presentes. “O jogo foi emocionante e sofrido. Agora estamos nas semifinais. Foi o primeiro jogo que assisto aqui e foi demais. A emoção é totalmente diferente”, disse a atendente Maria Gama, 40.

Uma curiosidade sobre o público que marcou presença no largo São Sebastião foi a grande quantidade de famílias que foram assistir à partida do Brasil no local. Com muitas crianças brincando no ponto turístico, a atmosfera de festa tinha um aspecto familiar. A administradora Érika Lage, 30, aproveitou a folga do trabalho para ir à praça com o noivo Edilberto Sampaio, 31, e com o cunhado Ítalo Fernandes, 15. Sabendo que encontraria tranquilidade no local para apoiar a seleção, Érika mostrava confiança com a vitória. “Foi uma outra seleção que entrou em campo. Totalmente diferente da partida contra o Chile. Muita garra e mais força. Foi muito bom ver o jogo aqui. Todos se divertindo sem estresse, sem brigas e confusões. Acho que o largo pode virar um point para outras copas. Depois dessa vitória, a confiança é total. Vamos para cima vencer esse Mundial”, finalizou a administradora.


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Colômbia torceu pelo Brasil Cidade homônima do país rival do Brasil, eliminado por 2 a 1 nas quartas de final da Copa do Mundo, abraça a equipe de Luiz Felipe Scolari e rejeita “xarás”. Município paulista tem até time de futebol, cuja cor é o dourado

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á uma Colômbia onde não importa o tanto que você ande e não vai encontrar um pé de café em meio a um horizonte infinito de cana-deaçúcar. Onde, para comprar um pãozinho, é melhor pedir em português ou ninguém vai te entender. Onde James Rodríguez é reconhecido, elogiado e até temido, mas ninguém o coloca acima de Neymar. Há uma Colômbia que, ontem, se reuniu na praça da igreja para torcer pelo Brasil, mesmo que o jogo fosse justamente contra... a Colômbia. É longe, mas dá para ir de carro. São 485 quilômetros de São Paulo, em direção ao norte do Estado, a última cidade antes de a terra ganhar o nome de Minas Gerais. Calma a ponto de se ouvir os gorjeios dos pombos que fazem de lar o forro do telhado da igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora do Carmo. O povo é hospitaleiro e para o que estiver fazendo para trocar duas ou três palavras com um forasteiro qualquer. Guarda com a Colômbia mais famosa, o país mesmo, apenas a semelhança do nome. E nem essa história se explica direito. Contam os mais antigos que ali na beira do Rio Grande havia o povoado de Porto Cemitério, chamado assim, de forma pouco simpática, por causa dos episódios de violência que envolveram boiadeiros que acompanhavam as comitivas de bois.

LEONARDO LOURENÇO/PORTAL DA COPA

No fim da década de 1920, porém, a Companhia Paulista de Estrada de Ferro construiu ali uma estação que seguia ao porto de Santos. O engenheiro chefe da obra seria colombiano e sua nação teria sido homenageada ao batizar o local que depois se desenvolveria ao redor até a emancipação de Barretos, em 1959. “Mas não há registros disso. Nem mesmo se sabe o nome desse engenheiro colombiano. Esse é o depoimento de pessoas

De dourado, cor do novo uniforme, os garotos do Colômbia torcem pelo Brasil

ECONOMIA

O total de riquezas geradas na cidade em 2011 foi de R$ 200,6 milhões – insuficientes para fazer uma oferta por Neymar, avaliado em R$ 206,3 milhões pela consultoria Pluri da época”, explica o assessor jurídico do município, Evandro Maximiano Viana. Depois disso, o que mais aproximou Colômbia (SP) dos andinos foi uma placa enviada pelo governo do país homônimo para parabenizar pelos 50 anos de aniversário da cidade. Aplicada numa das paredes do paço, a homenagem foi retirada numa reforma recente e está, provavelmente, em algum lugar nos arquivos da prefeitura.

Tem até ‘coordenadora’ de bolão

Hoje zeladora da igreja matriz, a baiana Valdice de Sousa Carvalho, 69, saiu do sertão há 50 anos para trabalhar com a família na roça em Colômbia. Ali do lado, enquanto limpa o quiosque de sorvetes da esposa, o paraibano Antônio Benício da Silva, o Tuíca, conta que trabalha levando pescadores de fora para os pontos de pesca do Rio Grande. Ambos deixaram o Nordeste para se arriscar nos dois principais suportes da economia de Colômbia: o campo e o turismo. “Aqui pega muito tucunaré, corvina, dourado, pintado”, enumera Tuíca, que atua principalmente nos finais

Débora Lopes gerencia o bolão local: confiança no Brasil

Se faltam ligações mais fortes entre colombienses e colombianos, o nome da cidade não basta para que ali, entre os cerca de 6 mil moradores, forme-se alguma simpatia pela seleção que ontem enfrentou o Brasil em Fortaleza por uma inédita vaga nas semifinais da Copa do Mundo. “Não vou torcer por estrangeiro, não. A gente, como brasileiro, tem que torcer pelo Brasil”, resume o pescador Sérgio Bonifácio, 60, que nas oitavas de final torceu para que o Uruguai eliminasse a Colômbia “porque é mais perto”. Para

Cidade vive da agropecuária

esta sexta, apostou num 2 x 1, com gols de Neymar e Hulk. Acertou o placar, mas errou os nomes. Na principal avenida da cidade, a atendente Débora Lopes, 27, coordena o bolão que reflete o espírito – e confiança – dos moradores. Por R$ 5, qualquer um pode dar seu chute no placar do confronto entre as seleções sul-americanas. Mas das 36 apostas feitas até então, só duas apontavam derrota brasileira, ambas por 1 x 0. Um dos profetas do caos ainda colocou outros R$ 5 num 0 x 0 difícil de acreditar,

dado o apetite por gols dos times. “Essa Copa é nossa, o pessoal está otimista”, diz Débora, munida de um megafone de brinquedo que toca o coro “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. “O negócio é torcer pelo Brasil. Que eles até fizessem um golzinho, só para sentirem o gosto”, completa. “Eles têm um camisa 10 (Rodríguez) que jogou bem. Mas Brasil é Brasil, precisa melhorar um pouco, mas da Colômbia passou”, disse o cabelereiro Edgard Silva, 35.

de semana, quando a cidade recebe a maior parte dos visitantes que querem fisgar seus peixes no rio que demarca a fronteira entre São Paulo e Minas Gerais. “Colômbia agora está grande. Quando cheguei, eram só duas ruas”, diz Valdice, que nunca mais voltou à Bahia. “Aqui é bom demais, aqui chove”. Ao redor do centro urbano que ela viu crescer, agora estão enormes plantações, especialmente de cana, hoje mais visível do que os pés de laranja que por anos foram o principal produto da região. “A cidade é pequena, mas o município tem uma gran-

de área territorial”, explica o prefeito Endrigo Bertin, 31. Segundo ele, a maior fonte de arrecadação da prefeitura são os impostos gerados pelas usinas que atuam por ali. “E tem o rio, que é um atrativo muito grande”, diz. Aproximadamente 56% do PIB (Produto Interno Bruto) de Colômbia é proveniente da agropecuária. O total de riquezas geradas na cidade em 2011 foi de R$ 200,6 milhões – insuficientes para fazer uma oferta por Neymar, avaliado em R$ 206,3 milhões pela consultoria Pluri, que produz relatórios econômicos esportivos.

Tricampeão de torneio amador Por anos o estádio Wataro Maibashi – batizado assim por um ex-prefeito, membro da comunidade japonesa, em homenagem ao pai – foi o palco onde os principais jogadores locais se exibiam com a camisa do Colômbia Futebol Clube, equipe que ostentava o amarelo, azul e vermelho, tal qual a seleção colombiana. Era a principal referência aos vizinhos latinos na cidadezinha.

Era, porque há cerca de 2 anos o Colômbia deixou de ter um time adulto. Tricampeão (2008, 2009 e 2010) de um torneio amador que envolve cidades do norte-paulista e sul-mineiro, hoje mantém o trabalho de base com jovens de até 20 anos. “Sou apaixonado por fundamentos e dou muito valor ao talento individual do atleta”, explica o técnico Alvacir Donizete Tavares de Lima, 34, o Val, ao apontar

a filosofia que guia suas orientações. “Gosto de jogar ofensivamente”. De dourado, a cor adotada no novo uniforme, os meninos de Colômbia veem os jogos da Copa sem desgrudar das próprias ilusões. “Vamos torcer muito para o Brasil”, garante o volante Anderson Machado de Sá, 20. “Sonhamos com a seleção brasileira, em defender o país em um Mundial. É isso o que todo garoto pensa”.

ESPECIAL COPA 2014 EDIÇÃO Michele Gouvêa Tricia Cabral

REPORTAGENS Bruno Mazieri, Deny Câncio, Emerson Quaresma, Isabella Siqueira, Raphael Lobato e Thiago Fernando

REVISÃO Dernando Monteiro e Gracicleide Drummond

DIAGRAMAÇÃO Klinger Santiago, Marcelo Robert, e Pablo Filard

TRATAMENTO DE IMAGENS Adriano Lima


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Pódio - 5 de julho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu