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Empolgado após vencer o Botafogo na última rodada, o Flamengo encara a Chapecoense confiante que poderá vencer dois jogos seguidos pela primeira vez na competição, e sair da incômoda zona de rebaixamento. Pódio E7
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Delmo
Valeu MUITO a pena
RAIMUNDO VALENTIM
DIVULGAÇÃO
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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aior artilheiro do campeonato amazonense, ídolo de uma geração e tricampeão da Copa Norte vestindo a camisa do São Raimundo. Esses são alguns adjetivos que o ex-atacante Delmo Arcângelo Coelho Monteiro pode receber. Nascido em Parintins, Delmo atualmente é um dos treinadores do projeto Bom de Bola, iniciativa do governo do Amazonas. O ex-jogador que ficou marcado por sempre utilizar a camisa 11 por todas as equipes por onde passou, conversou com a equipe Pódio e relembrou um pouco sobre sua carreira e seu trabalho no futebol, agora fora das quatro linhas.
Foi ótimo viver aquela época no clube. Como atacante, sempre coloquei em mente que tinha que fazer gols. Tínhamos um grupo muito bom. Existia respeito entre todos os jogadores. A amizade era grande também fora de campo e não tinha vaidade. O companheirismo era acima de tudo
Pódio – Ser jogador de futebol sempre foi um desejo pessoal? Meu pai foi jogador em Parintins e isso me influenciou. Acabei levado, por ele, para jogar pelo Amazonas FC. Era menor de idade e ele que tinha que assinar. Gostaria de ter começado no Nacional de Parintins. Fiquei 5 anos na equipe até ser chamado para a seleção da cidade. Pódio – Como foi o seu início de carreira? Comecei na Copa dos Rios jogando pela seleção parintinense. Disputei por 3 anos esse campeonato. Em 95, chamei atenção do Nacional e de seu treinador que na época era o Adinamar Abib. Fizeram um convite e aceitei treinar na equipe. Fiz a temporada seguinte pela equipe e em 98 fui para o Rio Negro. Acabei fazendo um ótimo estadual e terminamos na segunda colocação. No mesmo ano fechei com o São Raimundo e minha carreira explodiu. Foi no time da Colina que conquistei os títulos mais importantes da minha carreira, incluindo o tri-
campeonato da Copa Norte. Pódio – Como lidou com as dificuldades no seu começo? A primeira dificuldade foi se acostumar com o calçado porque comecei sem base, jogando peladas descalço. A primeira regra de um jogador é ter seu material de trabalho. O outro foi os treinamentos porque são eles que fazem à diferença no trabalho de um atleta. Não tive essa escola nem o costume de treinar. Hoje trabalho no Bom de Bola e faço questão de mostrar isso para os garotos. A importância de eles estarem praticando o esporte ao invés de passarem o dia na rua correndo risco. Pódio – Como foi viver o auge do São Raimundo? Quem me levou para o São Raimundo foi o Ivan Guimarães (ex-dirigente). Foi ótimo viver aquela época no clube. Como atacante, sempre coloquei em mente que tinha que fazer gols. Tínhamos um grupo muito bom. Existia respeito entre todos os jogadores. A amizade era grande também fora de campo e não tinha vaidade. O companheirismo era acima de tudo. Era um time muito unido. Sabíamos a hora certa de atacar. Tínhamos jogadas e não desperdiçávamos chances de gol. Era o diferencial. Time grande não perde oportunidade. O São Raimundo foi assim, quem viu, sabe que não estou exagerando. Pódio – Enquanto defendia o São Raimundo, você recebeu propostas para sair, mas decidiu ficar no clube. Por que dessa sua escolha? Recebi muitas propostas, mas a última foi do Náutico (PE). Eles chegaram com uma proposta forte, porém tinha contrato com o clube e uma multa rescisória alta. Os dirigentes negociaram, mas não chegaram a uma solução. Não deu certo e fiquei. Acho que o destino também ajudou
muito nisso. Ficava de dezembro a fevereiro sem assinar contrato, apenas treinava no São Raimundo. Não aparecia nenhum interessado. Quando renovava com o clube, começava a aparecer propostas. Pódio – Qual foi o jogo inesquecível? Difícil escolher só um, porque tiveram vários. Lembro de um que aconteceu na Colina contra o América de Natal. Era um jogo que precisávamos da vitória para não cair de divisão. Alem do América, tínhamos o Nacional que ofereceu bicho para derrotar nossa equipe. Aos 49 minutos, o Alberto acertou uma bela cobrança de falta e comemoramos a vitória como se fosse um titulo. Outro foi contra o Náutico no Vivaldão. Fiz um gol do meio campo, após receber a bola do Garanha. Mirei o gol, mas não sabia que entraria no ângulo. Pódio – Como foi tomada a decisão de pendurar as chuteiras? Parei porque tive decepções no futebol. Você é profissional, mas infelizmente os diretores não valorizam o seu trabalho. Essa foi uma decisão difícil porque sabia que seria vaiado, pois uma andorinha só não faz verão. Você se planeja, tem contas para pagar, mas o salário atrasa. Os dirigentes não cumprem com sua parte. Hoje trabalho na área que gosto, no meio do futebol com a criançada. Por incrível que pareça, não sinto falta. Joguei na inauguração da Colina e foi ótimo reencontrar os amigos e bater aquele papo da antiga. Pódio - Agora você trabalha na base, como é essa experiência? Sempre gostei de ensinar o que aprendi. Mostrar como é a vida de um jogador. Ensinar como é ser profissional. Tive a felicidade de trabalhar em 2009 no Manaus Compen-
são e conquistei o título da segunda divisão. Seguir carreira aqui na cidade é difícil porque os diretores não dão valor aos profissionais da terra. Muitos não entendem que os craques são formados na base. Essa formação é importante porque os garotos absorvem tudo e aprendem rápido. Acredito que a base é a solução para o futebol amazonense. Os ex-jogadores têm um pensamento diferente dos dirigentes. Sabemos da realidade. Está aí o Paulão (treinador do Manaus FC), que foi um ótimo zagueiro, provando isso tendo resultado na base. Os jogadores novos aprendendo com os mais velhos. Pódio – Em sua opinião, os dirigentes dos clubes amazonenses têm uma mentalidade antiquada em relação à forma de fazer futebol? Eles no começo prometem muito e depois não têm como cumprir o combinado. Os atletas que vêm de fora recebem de maneira diferente. Os daqui não são valorizados. Muitas vezes os do Estado pensam em parar por isso. Infelizmente acontece isso no futebol profissional. Sabemos que governo e prefeitura ajudam os times, mas falta organização e planejamento. Pódio – Valeu a pena tudo o que viveu no futebol? Não tive a estrutura que os garotos têm hoje. Comecei muito tarde e tive muitas contusões no decorrer da carreira, porém, valeu muito a pena. Construí um nome dentro do futebol. Sou respeitado pelos clubes por onde passei. Deus ajuda quem trabalha. O Delmo jogador é reconhecido por todos e espero também ser reconhecido pelo trabalho que faço hoje. É gratificante porque até os atletas que ainda estão na ativa falam comigo e dizem que sou um exemplo. Isso é muito importante para mim. Valeu muito a pena.
Parei porque tive decepções no futebol. Você é profissional, mas infelizmente os diretores não valorizam o seu trabalho. Essa foi uma decisão difícil porque sabia que seria vaiado
Tínhamos jogadas e não desperdiçávamos chances de gol. Era o diferencial. Time grande não perde oportunidade. O São Raimundo foi assim, quem viu, sabe que não estou exagerando”
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Atacante Branco desperdiça chance de gol durante treino do Princesa do Solimões em Manaus
Princesa vai a Rondônia para desencantar na Série D Time de Manacapuru ainda não venceu na competição nacional e está na penúltima posição do grupo A1. Hoje enfrenta o Genus ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
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om apenas um ponto em seis disputados no Campeonato Brasileiro da Série D e ocupando a penúltima posição do grupo A1, o Princesa do Solimões encara o Genus neste domingo (3), às 16h, no estádio Aluizio Ferreira, em Porto Velho (RO), em busca da primeira vitória na competição nacional. O técnico do Tubarão do Norte, Charles Guerreiro, mandará a campo a terceira formação diferente do time no torneio. Insatisfeito com o rendimento do lateral esquerdo Alberto na última partida diante do Rio Branco-AC, em casa, Guerreiro promoverá a estreia do jovem Guilherme na posição. Aos 19 anos, o garoto que é cria das divisões de base do Princesa, está confirmado
na equipe titular. “Você vê que o Gelvane está machucado. O Alberto é um jogador que vinha jogando, mas a gente observou que no jogo não foi tão bem. Precisamos mudar. Não estamos aqui para tapar o sol com a peneira, nós temos que corrigir. Temos que buscar a vitória. É um jogador novo e um dia ele vai ter que estrear. E o momento é esse, fora de casa, longe da torcida, ele vai poder mostrar sua qualidade”, explica o comandante alvirrubro. O garoto, por sua vez, é só alegria com a possibilidade de ajudar o time de Manacapuru a buscar a primeira vitória na Série D. Contudo, ele sabe da responsabilidade que terá ao entrar em campo com a camisa alvirrubra, mas acredita numa boa apresentação da equipe longe de casa. “É o jogo da minha vida. Como sou o mais novo do elenco vou
dar o meu melhor e tentar sair de lá com a vitória, pois nós estamos precisando demais. A gente está trabalhando aí firme e forte e Deus vai nos abençoar. As vitórias vão chegar e, se Deus quiser, vamos dar sequencia”, confia Guilherme. Sem maiores problemas para escalar a equipe, Charles Guerreiro deve mandar a campo o time com Paulo Wanzeler, Delciney, Lídio, Leandro Camilo, Guilherme; Rondinelle, Amaral, Renato Medeiros, Michell Parintins; Branco e Somália. Lourinho e Nando agradaram o comandante alvirrubro no último treinamento antes do embarque para Rondônia e podem pintar no time titular nos lugares de Renato Medeiros e Somália, respectivamente. “Pode ser, a gente não descarta (mudar o time), até porque aqui ninguém tem contrato para ser titular”, despistou Guerreiro.
Genus repete time do último jogo Embalado pela primeira vitória na competição, o treinador do Genus José Francisco não deve fazer mudanças na equipe titular para o jogo de hoje diante do Princesa do Solimões, no estádio Aluízio Ferreira. Com o elenco montado as pressas para a disputa da Série D, já que herdou a vaga do Ariquemes, o time aurigrená ocupa a quarta colocação na tabela de classificação do campeonato. Foram dois jogos, com uma vitória e uma derrota. Para o jogo de logo mais, que pode colocar o time rondoniense na zona de
classificação para a Série C, José Francisco deve mandar a campo a equipe no 4-4-2. O Genus vai a campo com Dida; Guarape, Thiago Vela, Vagner, Marlon; Chana, Pinóquio, Walter Maicon (Cavalo), Ronan; Marcos Canhoto e Rafael Pato. A expectativa da diretoria é de casa cheia no Aluizão. Se na vitória contra o Atlético-AC 498 torcedores pagaram para assistir a partida, espera-se casa cheia para o duelo diante do Tubarão do Norte, já que a capacidade máxima do acanhado estádio é de 700 pessoas.
FICHA TÉCNICA GENUS PRINCESA
Estádio Aluizio Ferreira Aluizio (RO) Local: Estádio Ferreira (RO) 16h Horário: 16h (de Manaus) Rafael Odílio Ramos dos Santos Odílio(MT) Ramos Árbitro: Rafael dos Santos (MT)
Genus: Dida; Guarape, Thiago Vela, Vagner, Marlon; Chana, Pinóquio, Walter Maicon, Ronan; Marcos Canhoto e Rafael Pato. Técnico: José Francisco Princesa: Paulo Wanzeler, Delciney, Lídio, Leandro Camilo, Guilherme; Rondinelle, Cleiton Amaral, Renato Medeiros (Lourinho), Michell Parintins; Branco e Somália (Nando). Técnico: Charles Guerreiro
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
Oito combates agitam a 12ª edição do Mr. Cage O principal duelo da noite será entre o amazonense Diego Davilla e o carioca André Lourenço. Vale o cinturão do evento
Amazonense Diego Davilla castigando o adversário com agressividade, sua marca no octógono
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Mr. Cage Championship chega a sua 12ª edição, neste domingo (3). Um dos maiores evento de Mixed Martial Arts (MMA) do Amazonas contará com oito combates, sendo um deles a defesa de cinturão categoria 61 kg. Entre os duelos, cinco lutas serão de atletas da capital amazonense contra lutadores do Rio de Janeiro. O Mr. Cage 12 será realizado a partir das 20h, no Centro de Convenções do Studio 5, bairro Japiim, Zona Sul de Manaus. O grande confronto da noite será entre o amazonense Diego Davilla e o carioca André Lourenço. O anfitrião da noite, o amazonense Diego Davilla (CTP/ SDSystem), 26, diz que há dois meses vem treinando pesado para mais uma edição do evento. Ele, que manteve o cinturão da edição em maio, ressaltou que está pronto para finalizar ou nocautear o adversário no primeiro round. “Estou só esperando a hora da luta para fazer o que eu sempre fiz, que é vencer no primeiro round. Tenho estudado meu adversário e se ele levar para o chão, estarei em casa, pois jogo melhor no chão, que minha praia é o jiu-jítsu”, disse o lutador amazonense. Diego Davilla vem de três vitórias consecutivas em 2014. Em sete anos de carreira no MMA, ele já venceu 16 vezes e perdeu quatro. Já foi campeão do Bitetti Combat, Nitrix Champion Fight e Mr. Cage. Já o carioca André Lourenço, 21, informou que desconhece seu adversário, mas ressaltou que está preparado para levar o cinturão para o Rio de Janeiro. “Estou tranquilo. Vou administrar a luta round por round. Vai dar para ganhar. Vai ser a vontade de Deus”, falou. André iniciou no MMA aos 13 anos de idade. Ele começou a carreira na luta livre e já foi
campeão no Jungle Fight e outras competições cariocas. Em seu cartel constam seis vitórias e duas derrotas. O melhor Para o organizador do Mr. Cage, Samir Nadaf, esta é a maior edição de todos os tempos pelo número de combates de alto nível com atletas amazonenses e cariocas. Ele ressaltou que quatro atletas manauenses, crias do Mr. Cage, já estão prontos para integrar o maior evento de MMA do mundo, o UFC. “Naldo Silva, Diego Davilla,
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Dois dos maiores centros da luta no mundo, Manaus e Rio de Janeiro, protagonizarão uma disputa direta neste edição do Mr. Cage. Serão quatro lutas entre manauenses e cariocas Heliton Dias e Dileno Lopes são os meus atletas que estão prontos para os maiores eventos internacionais da modalidade e, também, para o UFC”, revela. Samir Nadaf relembrou que algumas feras amazonenses que já ganharam espaço no UFC passaram pelo Mr. Cage. “É o caso do Adriano Martins que lutou pela última vez em Manaus no Mr. Cage. Tem o Diego Brandão que lutou no Brasil pela última vez, também, no evento. Já o Michel Sassarito, saiu do evento para XFC Internacional”, relembra. Os ingressos para assistir ao Mr. Cage 12 serão vendidos na bilheteria do Studio 5. O amante de lutas poderá comprar nos valores de R$ 70 (estudante/plateia), R$ 100 (plateia premium) e R$ 130 (VIP com comida japonesa inclusa/estudante).
Naldo Silva quer nocautear o adversário A luta principal do Mr. Cage 12 coloca frente a frente o amazonense Diego Davilla e o carioca André Lourenço. Mas antes da defesa de cinturão na categoria 61 kg, o evento será palco para da superluta entre Naldo Silva (AM) e Alvino Torres (DF). Naldo Silva, 27, conhecido como Naldo Faveloso, há 8 anos se dedica ao mundo do MMA. No currículo, ele tem 21 lutas, sendo 17 vitórias e quatro derrotas. Já conquistou competições nacionais e regionais como Shooto Brasil e Bitetti Combat. Para o mais novo desafio da carreira, Naldo ressaltou que estudou bem os pontos fortes e baixos do seu adversário. O amazonense, que cresceu no esporte por meio do boxe e muay thai, espera nocautear Alvino para melhorar no ranking. “Vai ser uma luta de alto nível porque os dois lutadores têm estilos de ir para a trocação. Ele gosta de lutar em pé. Vamos para cima dele. Eu quero nocauteá-lo para me valorizar ainda mais no cenário nacional”, comentou. Alvino Torres, 38, também promete um embate de pura trocação dentro do octógono. De acordo com ele, as características dos dois lutadores falam por si só, e o duelo tem tudo para ser um dos melhores da noite, já que ambos buscarão o nocaute.
Naldo Silva aplicando um belo chute em seu adversário durante luta este ano
CARD DE LUTAS DEFESA DE CINTURÃO (61 KG) Diego Davilla (AM) x André Lourenço (RJ) SUPERLUTA (61 KG) Helinton dos Santos (AM) x Carlos Eduardo (RJ) Naldo Silva (AM) x Alvino Torres (DF) PRELIMINARES Adail Aranha (RR) x Igor Maxx (DF) Deigrisson Jacarezinho (AM) x Lincon Sá (RJ) Matheus Ortiz (AM) x Jamilson Daduzinho (RJ) Rafael Dias (AM) x Carrilho Coari (AM) Fernando Tourinho (AM) x Max Douglas (AM)
Chuteiras, meião e short. Dessa maneira que Duda se sente mais à vontade. Completa a lista com uma bola de futebol
Sonho americano Preconceito Segundo Vânia Pavão, mãe de Duda, a filha sempre sofreu com o preconceito por jogar futebol. Ela conta que teve vezes em que estava acompanhando na arquibancada o jogo de sua filha e ouvia pessoas comentando o fato de ter uma menina no meio dos garotos. “Uma mãe chegou a falar que nunca deixaria a sua filha jogar futebol. Nunca me importei com isso porque sempre soube que era a diversão favorita dela. Quando dava uma boneca, a Duda brincava bem pouco e já deixava de lado, ia para o quintal chutar a bola”, explicou a mãe coruja que sempre acompanhou sua filha em todos os campeonatos. Ela lembra que teve um jogo em que ela e sua família escutaram comentários maldo-
sos na arquibancada durante a peleja. Ao término da partida, Duda jogou tão bem que as mesmas mulheres que antes falaram mal foram cumprimentar e aplaudir a jovem na saída do ginásio. Duda acredita que esse preconceito pode diminuir no país após a realização das Olimpíadas de 2016, que acontecerá no Rio de Janeiro. “O evento ajudará a alavancar o esporte no Brasil. Nosso povo, que ainda tem preconceito, vai ver a seriedade da modalidade e respeitará o futebol feminino. Sinto preconceito aqui ainda, nos EUA não. Chega a ser estranho não ver uma menina praticando o esporte lá. No passado já me xingaram, mas nunca desisti. Ganhei o respeito dentro de campo e na teimosia”, disse a bemhumorada menina.
Duda mostra a camisa do Brasil autografada por CR7 na Copa
‘Futebol nos EUA é organizado’ Aos 15 anos, Duda se mudou para os EUA e foi atuar pela IMG Academy. Chegando lá, a jovem sentiu a primeira diferença: a organização do esporte. Acostumada com a estrutura que tinha em Manaus, a atleta se deparou com outra realidade no país do Tio Sam. “Não tem comparação a estrutura dos EUA com a daqui. Lá temos várias ligas e varias divisões. Eles apóiam você desde pequeno. Tem vários colégios e
universidades apoiando e dando bolsas de estudo para os atletas. É um incentivo extra. Acho que o Brasil está bem atrás da realidade americana. Tive a oportunidade de ir ao Rio de Janeiro, joguei com alguns times de lá, nenhum clube daqui (Brasil) é tão bom quanto os dos EUA. Lá tratam o futebol masculino e feminino da mesma forma”, citou Duda, que está indo para o segundo ano da faculdade de comunicação social.
RAIMUNDO VALENTIM
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abilidosa, talentosa e persistente. Essa é a jogadora de futebol Eduarda Pavão, 19. Nascida em Marilia (SP), a jovem que morou por mais de dez anos em Manaus, hoje desfila seu belo futebol em gramados norteamericanos atuando pela universidade de Stetson. Duda, como é carinhosamente chamada, está fora do país desde os 15 anos e vai aos poucos conquistando seu espaço nos EUA. O primeiro contato de Duda com o esporte aconteceu aos quatro anos, ainda em Marilia (SP). A própria atleta fala que via os meninos mais velhos jogando futebol e constantemente pedia para seu primeiro professor, apelidado de Russo, para jogar também. “O Russo não deixava porque os meninos eram mais velhos e eu seria a única menina. O futebol foi sempre uma paixão em minha vida. Brincava em frente de casa. Quando comecei a jogar, tive total apoio da minha família e na escola. Cheguei a Manaus e isso não mudou”, conta a atleta que aos sete anos teve que pedir uma autorização judicial para poder atuar no campeonato amazonense de futsal justamente porque era a única menina. A jovem ainda cita que no começo foi estranho porque os meninos não aceitavam treinar com ela, mas com
o passar do tempo e vendo a qualidade de seu futebol, se acostumaram e faziam até questão de sua presença nos times.
RAFAEL VALENTIM
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
RAIMUNDO VALENTIM
A jogadora de futebol Eduarda Pavão brilha nos gramados americanos e sonha em chegar à seleção brasileira. Nascida em Marília (SP), Duda, como é conhecida, morou 10 anos na capital amazonense até ir se aventurar na terra do Tio Sam
O amor de Duda pelo futebol expressado por um beijo na bola, objeto mais amado do esporte
Eduarda mostrando a sua habilidade, que tem agradado nos EUA
Sonho é chegar à seleção brasileira A garota, que já treinou com a seleção de base do Brasil na Granja Comary, mira agora uma chance na seleção brasileira. Por incrível que pareça, jogar fora do país pesa negativamente para que isso aconteça, pois as jogadoras que estão fora não têm a mesma visibilidade que as que atuam aqui. Prova disso são as ultimas convocações. A grande maioria joga em clubes nacionais. Duda afirma que a realidade do futebol feminino brasileiro está melhorando. O problema é que os clubes não conseguem se manter por muito tempo na ativa. Exemplo disso foi o Santos, que montou um time recheado de craques da seleção brasileira, como Maurine e Marta, mas não continuou por falta de recurso. “No Brasil, as pessoas que investem no esporte ainda estão fechadas para o futebol feminino. Não dá para comparar com a Europa nem os EUA. A liga feminina nos EUA está muito forte. O soccer como um todo, está crescendo muito lá. Exemplo disso é a ida de jogadores famosos como Kaká, Lampard e David Beckham”, falou a jogadora, que teve a oportunidade de trabalhar como voluntária nos jogos realizados na Arena da Amazônia Vivaldo Lima durante a Copa do Mundo 2014. Experiência que a jovem levará para sempre, pois teve a chance de ver ídolos como Pirlo, Balotelli, Modric, Rooney e Cristiano Ronaldo de perto.
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Duelo
Ángel Romero comandará o ataque corinthiano no jogo
de apostos no sul Na zona de rebaixamento, o Coritiba recebe o vice-líder Corinthians no estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
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oritiba e Corinthians entrarão em campo hoje (3) às 15h (de Manaus), no Couto Pereira, com um objetivo em comum, ampliar o bom momento. Os anseios na tabela do Campeonato Brasileiro é que serão bem diferentes. Os donos da casa lutam para deixar a zona do rebaixamento e os visitantes seguem na caça ao líder Cruzeiro. Cinco pontos atrás do primeiro colocado no início da rodada, o time do Parque São Jorge não perdeu desde a retomada da competição após a Copa do Mundo e vem de vitória sobre o rival Palmeiras. Com bons resultados em seu estádio, os comandados de Mano Menezes esperam fazer o mesmo longe de casa. “É sempre melhor jogar dentro de casa, conseguimos cumprir o que a gente pretendia
nessa sequência. Agora, temos que continuar desempenhando um bom futebol fora”, afirmou o meia Jadson, que volta ao time titular depois de cumprir suspensão no clássico. Guerreiro, suspenso, dá lugar para que Romarinho forme a dupla de ataque com o paraguaio Ángel Romero no duelo. Do lado do Coxa, a equipe deverá ser a mesma que derrotou o Grêmio, em Porto Alegre. Poupando alguns titulares, o Coritiba bateu também o Paysandu, na quinta-feira, pela Copa do Brasil. “O jogo contra o Corinthians é diferente, é como o do Grêmio. Não é o que vocês viram contra o Paysandu, com o time adversário jogando por uma bola. As equipes que estão na ponta da tabela vêm para cá para ganhar, para atacar o Coritiba”, analisou o técnico Celso Roth.
DJALMA VASSÃO/GAZETA PRESS
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Palmeiras quer afastar o perigo no centenário O Palmeiras, que chegou a gritar “é campeão” com o troféu Julinho Botelho nas mãos após vencer a Fiorentina na quarta-feira, volta ao Pacaembu para melhorar a sua realidade. O time iniciou a 13ª rodada do Brasileiro a três pontos da zona de rebaixamento e enfrenta o Bahia às 16 horas (de Brasília) deste domingo com a missão de não deixar, desde já, qualquer perigo de descenso se aproximar. O zagueiro Lúcio volta após ser desfalque por fratura no rosto e Josimar ganha vaga no meio-campo. O argentino Allione teve problemas com a documentação e não joga.
Internacional e Santos se enfrentam pelo Brasileirão FICHA TÉCNICA CORITIBA-PR CORINTHIANS-SP Local: estádio Couto Pereira (PR) Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS) Coritiba: Vanderlei; Norberto, Welinton (Leandro Almeida), Luccas Claro e Dener Assunção; Germano, Baraka, Robinho (Élber) e Alex; Dudu e Zé Love Técnico: Celso Roth Corinthians: Cássio; Fagner, Cleber, Gil e Fábio Santos; Ralf, Elias, Petros e Jadson; Romarinho e Romero Técnico: Mano Menezes
Internacional e Santos viveram semanas parecidas. Depois de vencerem pelo Brasileirão no último sábado, ambos perderam suas partidas pela Copa do Brasil no meio de semana. Agora, o objetivo de ambos é o de vencer hoje (3), às 17h30 (de Manaus), no Beira-Rio, resultado que pode valer uma vaga no G-4 para os dois ao final desta 13ª rodada do Brasileirão. A carta na manga de Oswaldo pode ser Leandro Damião. Ex-jogador do Inter, Damião está em fase final da recuperação de um entorse no tornozelo esquerdo e pode aparecer no banco de reservas.
Sport visita o lanterna em busca de continuar boa fase Em realidades totalmente opostas, Figueirense e Sport se enfrentam hoje (3), às 15h (de Manaus), no estádio Orlando Scarpelli, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto os catarinenses lutam para deixar a lanterna da competição e iniciar uma recuperação capaz de tirá-los da zona do rebaixamento, os pernambucanos flertam com o G-4. Invicto há seis jogos no Campeonato Brasileiro, o Sport aposta na solidez da defesa, que sofreu apenas um gol nessa sequência de invencibilidade, para voltar ao Recife com os três pontos. Rithely e Patric, que cumpriram suspensão na última rodada, voltam ao time diante do combalido Figueirense, que já sofreu 20 gols nos 12 jogos disputados.
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Fla quer embalar
contra Chapecoense
Cariocas vêm de vitória sobre o Botafogo e querem vencer dois jogos seguidos pela primeira
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espirando ares mais tranquilos por conta da vitória de 1 a 0 sobre o Botafogo, o Flamengo tenta ganhar embalo hoje (3), quando visita a Chapecoense às 15h (de Manaus), na Arena Condá (SC), pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do bom resultado no clássico, o clima é de preocupação, pois o time tem apenas dez pontos e figura na zona de rebaixamento. Pelo lado do anfitrião a palavra de ordem é reagir após a derrota de 3 a 0 para o Santos, que manteve os catarinenses com 11 pontos, flertando com o Z4. Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo, vem trabalhando com seus jogadores um discurso bem realista e vê a situação ainda preocupante. Para ele o confronto deste do-
mingo deve ser tratado com caráter decisivo, como um choque direto. Isso porque, em caso de triunfo, os flamenguistas ultrapassam a Chape na tabela de classificação.
lante Luiz Antonio jogará na lateral direita. Gabriel entra na vaga do machucado Paulinho no ataque. O argentino Canteros fará a marca-
Escalação “Trata-se de um confronto direto, de um jogo muito complicado, mas que é uma final para a nossa equipe. O ambiente melhorou contra o Botafogo e as pessoas já nos olham com outra cara. Mas é preciso dar sequência a isso, senão as coisas podem voltar a piorar. Já estive em Chapecó em algumas situações e sei que é muito complicado ganhar lá”, disse Vanderlei, que inclusive conseguiu antecipar a viagem para o interior de Santa Catarina em um dia para evitar um desgaste ainda maior de seus comandados. Em relação à escalação não há mistério. O vo-
ç ã o do meio, substituindo Cáceres, expulso contra o Botafogo. No gol, Paulo Victor segue entre os titulares. “O Flamengo ganhou novo ânimo, os jogadores estão mais leves e isso vai fazer com que o jogo deles possa fluir com mais facilidade. Não podemos permitir, portanto, que eles tenham o controle das ações. Jogando em casa somos muito fortes e temos que usar o que temos de melhor a nosso favor para somar os três pontos”, afirmou o zagueiro da Chapecoense, Rafael Lima.
O volante argentino Héctor Canteros vai estrear pelo Rubro-Negro carioca
PEDRO MARTINS/GAZETA PRESS
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PELO TOPO
Fluminense enfrenta o Goiás com Fred no banco Após as vitórias do fim de semana, Fluminense e Goiás se enfrentam hoje (3), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Os tricolores estão na briga pela liderança, enquanto que os goianos miram uma vaga no G-4. Para os donos da casa, a grande novidade será o retorno do atacante Fred ao time após a disputa da Copa do Mundo. O técnico Cristovão Borges afirmou que já decidiu sobre a presença do jogador desde o início, mas só vai divulgar no dia da partida. A parte física do camisa 9 do Fluminense é a preocupação do treinador. Caso Fred fique
como opção no banco, Rafael Sóbis seguirá na equipe. O Fluminense vem de atuação quase perfeita contra o Atlético-PR, fora de casa. No entanto, Cristóvão Borges não crê que os tricolores tenham desempenho semelhante neste fim de semana. Já no Goiás, o pensamento é de muito respeito ao adversário. Em termos de escalação, o técnico Ricardo Drubscky deve repetir a equipe que venceu o Tricolor paulista na semana passada, com o ataque sendo formado por Erik e Bruno Mineiro.
EM MINAS
Atléticos duelam no estádio Independência Sem Ronaldinho Gaúcho, o Atlético-MG volta a campo pelo Brasileiro hoje, recebendo o Atlético-PR, às 17h30 (de Manaus), no Independência. O pensamento alvinegro é somente de vencer para iniciar uma reação na competição. Os mineiros ocupam a 11º posição com 15 pontos. O técnico Levir Culpi escolheu Guilherme como substituto de Ronaldinho. Com isso, a tendência é que seja mantida a base da equipe
que perdeu para o Sport na rodada passada. Pelo Furacão, o técnico Doriva será obrigado a modificar. O goleiro Weverton está supenso e Santos assume a meta rubro-negra. Se optar pela volta do 4-4-2, o que parece mais lógico no momento, Bady entra no lugar do atacante Éderson que negocia sua saída do clube. Se insistir no 4-3-3, as opções aumentam. Dellatorre, Mosquito e Cléo são as opções.
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