RICARDO OLIVEIRA
F utebol A mazonense F alido No fundo do poço. Esse é o atual cenário do futebol amazonense, que amarga, ano após ano, tentativas frustradas de se destacar na quarta e última divisão do Campeonato Brasileiro. Dos tempos áureos para a decandência em menos de quatro décadas. Quais os motivos para tal declínio? A equipe do PÓDIO tentou desvendar o mistério que assombra o futebol local nesta edição especial. Pódio E2 a E9
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esportes@emtempo.com.br
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Maneca
‘O Nacional LEVOU O NOME do Amazonas para O MUNDO’
RAIMUNDO VALENTIM
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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istórico dirigente do Nacional FC, Manoel do Carmo Chaves, mais conhecido como Maneca, presenciou os melhores momentos do futebol amazonense. À frente do Leão da Vila Municipal, Maneca foi multicampeão estadual. Apesar de sua ligação com o Nacional, o dirigente é um apaixonado pelo futebol do Estado e ajudou outras equipes, como o São Raimundo. Fazendo parte da história do futebol amazonense, Maneca conversou com a equipe do PÓDIO. Ele analisou o atual momento dos clubes regionais e revelou sua visão sobre o futuro do futebol amazonense.
O Nacional tem uma história riquíssima e tem que buscar uma solução para o futebol do Amazonas. O Nacional já tem nome no cenário esportivo nacional e só falta reconquistar a credibilidade, porque outras equipes do Amazonas não conseguiram fazer boas campanhas nos últimos anos”
Pódio – Como você vê o atual momento do futebol amazonense? Maneca - Vejo com muitas expectativas favoráveis. O Nacional terá um calendário integral em 2015. Terá várias competições, como a Copa Verde, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro. Vejo com um alento muito grande isso. Vamos nos esforçar para formar um elenco de alto nível. Vamos buscar o sonho de todos os nacionalinos, que é subir para as principais divisões do futebol brasileiro. Vamos galgar um caminho no cenário nacional. O Nacional tem uma história riquíssima e tem que buscar uma solução para o futebol do Amazonas. O Nacional já tem nome no cenário esportivo nacional e só falta reconquistar a credibilidade, porque outras equipes do Amazonas não conseguiram fazer boas campanhas nos últimos anos. O Nacional, em 2013, ficou entre os 16 melhores na Copa do Brasil. Na disputa da Série D, tínhamos um treinador que não avaliou o melhor momento da partida e não conseguimos sucesso diante do Salgueiro. Tínhamos o resultado em baixo dos braços e não conseguimos passar, porque o treinador não agiu de forma certa. O Nacional, naquela oportunidade, poderia sair vitorioso. Precisamos reconstruir a credibilidade do time. Temos que formar um time vitorioso e competitivo para o próximo. Temos que começar bem na Copa Verde contra o Vilhena (RO). Temos que atropelar todos no campeonato Brasileiro da Série D.
Isso é o mínimo que devemos fazer e ficar entre os quatro melhores. Vamos atrás do título e subir para a Série C. Precisamos reconquistar a confiança dos torcedores. Eles devem voltar aos estádios com a certeza de que o Nacional vai vencer qualquer adversário que enfrentar em Manaus. Pódio – Qual a sua opinião sobre a gestão do Díssica à frente da FAF? Maneca - Não posso falar mal do Dissica porque a presidência da federação significa que aquilo tudo é um contexto. A CBF tem os direitos gerais do futebol brasileiro e os presidentes das federações, em sua grande maioria, não têm condições de tocar projetos de sua própria cabeça. Tudo é monitorado. Exemplo disso é o calendário dos clubes. Nenhuma federação do país pode se tornar autônoma e dizer que o campeonato vai ser do jeito a ou b. A CBF publica um calendário e os clubes são obrigados a seguir. Só acho que a presidência da federação poderia estudar um mecanismo que fosse igual a outros campeonatos que se adotam no Pará e em alguns Estados do Nordeste. Pega os quatro primeiros colocados do estadual e deixa separado. Faz uma seletiva para que, no máximo, quatro outras possam entrar. Dez clubes significa um campeonato deficitário, com certeza. Como conciliar as datas que a CBF bota com tantos jogos? Acabamos tendo jogos deficitários. Eles só não dão prejuízos maiores porque nossos governantes apoiam o futebol do Amazonas. Se fosse viver só das rendas dos espetáculos, o rombo seria imenso. Temos que evitar isso para que não tenhamos, em algum momento, um prejuízo muito grande. O governo não poderá ajudar para sempre. Pódio – O que falta para um time amazonense chegar novamente à elite do futebol nacional? Maneca - Falta jogar com o espírito vitorioso. Temos quer formar uma equipe forte. Tenho certeza que o elenco que será formado pelo Nacional vai ser bem competitivo. Todos os torcedores vão se orgulhar, tanto os nacionalinos quanto os torcedores amazonenses. Eles vão saber que teremos uma chance maior de sair vitoriosos de campo.
Pódio – Quais os principais fatores para a queda do futebol amazonense? Maneca - Primeiro ficamos sem nosso estádio de referência, o Vivaldo Lima. Não tínhamos onde sediar nossas partidas. Os jogos eram realizados no estádio do Clube do Trabalhador, mas a lotação era no máximo de cinco mil pessoas. Tanto é que contra o Vasco da Gama não tínhamos como colocar mais torcedores no estádio. Esse foi um dos fatores, falta de local adequado. Hoje não existe mais isso. Agora, temos a Colina (Ismael Benigno, capacidade para 11 mil pessoas) que pode abrigar jogos de porte médio. Temos o Carlos Zamith (Coroado, capacidade para cinco mil torcedores) que vai ser utilizado, provavelmente no começo da nossa campanha da Série D. Temos uma infraestrutura que antes não tínhamos. De 2009 para cá, ficamos sem local de jogo. Não tínhamos onde jogar. Só podíamos atuar no Sesi, que mesmo muito gostoso de jogar, não tinha a capacidade de receber grandes jogos. O futebol amazonense ficou sem condições de realizar suas competições e encarar as grandes equipes nacionais. Agora temos todas as condições para fazer bonito novamente. Pódio – Acredita no ressurgimento do futebol do Estado? Maneca - Graças a Deus, temos na política Omar Aziz e José Melo, que se reuniram com os clubes e disseram que vão fazer de tudo possível para tirar o futebol amazonense da Série D e subir. Nós que somos de outra época e convivemos com o Amazonas na primeira divisão, temos certeza que é possível subir. Chegar à Série B é quase que obrigação do futebol do Amazonas. Para isso, temos que ter muita dedicação. Espero que o presidente Dissica Valério, agora, bem mais amadurecido, possa, com a proximidade que tem com os dirigentes eleitos na CBF, fazer nosso futebol ocupar o lugar que já ocupou no passado. Pódio – Em sua opinião, qual foi o principal momento do futebol amazonense? Maneca - Tivemos alguns momentos. Em 72, quando trouxemos o Campos do Atlético–MG, enfrentamos em Manaus, pela primeira
FALÊNCIA FUTEBOL CLUBE divisão, o Vasco, Flamengo com Paulo César e Zagallo como técnico, vencemos o Corinthians. Esse time lavou a alma dos torcedores amazonenses. Outro foi em 84, quando disputamos um torneio no Marrocos. Ganhamos por 6 a 0 contra o time mais importante do país. Tínhamos um timaço com Reginaldo, China, Galvão, Marcão e Antonio Carlos; Marinho Macapá e Hidalgo; Bendelak, Carlos Alberto Garcia, Dario e Edu. Era um senhor time. Darío e Edu foram campeões mundiais em 70. Esse foi um momento de muita emoção. O Nacional levou o nome do Amazonas para o mundo. São momentos que não esquecemos. Pódio – Qual time deixou saudade? Maneca - Nós tivemos várias equipes boas, desde o final da década de 60, quando a FAF começou a organizar o futebol amazonense. O time formado por Marialvo, Pedro Hamilton, Berto, Sula e Téo; Bell e Rolinha; Pepeta, Holanda, Bosco, Almir e Pretinho. Esse time está na memória de todos os nacionalinos. Em 72, vencemos o Amazonense com gol de Julião no Vivaldão contra o nosso maior rival, o Nacional Fast Clube. Ganhamos o direito de ocupar a vaga do amazonas na primeira divisão do campeonato Brasileiro naquele ano. Na minha administração, fomos seis vezes seguidas. Em 75, ficamos em 16º na classificação geral, à frente do Santos e do Vasco da Gama. Em 86, nos classificamos para a segunda fase do Brasileirão. Enfrentamos o Vitória da Bahia, quando o Aderbal Lana era o treinador e nos classificamos para a fase final. Essas coisas ficam na memória dos torcedores, falo isso como se estivesse vendo os jogos. Esses são exemplos. O público ia porque o clube tinha credibilidade. Isso que precisamos resgatar.
Como conciliar as datas que a CBF bota com tantos jogos? Acabamos tendo jogos deficitários. Eles só não dão prejuízos maiores, porque nossos governantes apoiam o futebol do Amazonas. Se fosse viver só das rendas dos espetáculos, o rombo seria imenso”
Tínhamos um timaço com Reginaldo, China, Galvão, Marcão e Antonio Carlos; Marinho Macapá e Hidalgo; Bendelak, Carlos Alberto Garcia, Dario e Edu. Era um senhor time. Darío e Edu foram campeões mundiais em 70. Esse foi um momento de muita emoção”
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ANOS DOURADOS do futebol do Amazonas
FALÊNCIA FUTEBOL CLUBE
Fazendo história: aos 8 minutos do segundo tempo, Mário Motorzinho lança Pepeta, nas costas do zagueiro Cisca, do Maringá, e o matado amazonense domina e parte em direção ao gol, chutando no canto
MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO
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anaus, 26 de agosto de 1969. Quem olhasse de longe aquela romaria de milhares de pessoas, numa terça-feira à tarde, poderia pensar que se tratava de uma procissão nos moldes do Círio de Nazaré. Era, sim, uma procissão de fieis, mas fieis por futebol. O destino era o aeroporto de Ponta Pelada, na Zona Norte da cidade, o que movia aquela multidão era o feito histórico do Nacional Futebol Clube: a vitória sobre o Maringá em pleno Maracanã, com o gol de Pepeta, o carismático ponta direita. Vinha gente de todos os lados das ruas de Manaus. De carros (eram poucos na época), lambretas, bicicletas e a pé. Exibiam bandeiras, camisetas t-shirt estampadas com o leão azul, bonés e faixas. O time do Nacional desembarcaria do Caravelle da Cruzeiro e entraria em um carro de bombeiros para desfilar pela cidade, acompanhado por milhares de torcedores ensandecidos gritando “Naça é Naça o resto é fumaça!”, enquanto as pessoas acenavam das janelas das casas. A sensação é de que tínhamos acabado de ganhar a Copa do Mundo. Radialistas como Luiz Eduardo Lustosa, José Augusto, Arnaldo Santos e Carlos Carvalho transmitiam ao vivo a chegada do Naça. Nos impressos, as manchetes do outro dia eram: “Manaus para no retorno do Nacional”; “Pepeta, o herói do Maracanã”. Meninos, eu vi. Eu estava lá, adolescente, naquela romaria para saudar nossos heróis. Mergulhei no túnel do tempo – e fiz o leitor vir comigo — para provar às novas gerações que Manaus já teve futebol. Aqueles que nos obrigava a ouvir a resenha esportiva todos os dias para saber a quantas andavam Nacional, Rio Negro, Fast Clube, América, São Raimundo, Sul-américa e Olímpico. Aquela façanha histórica do Nacional no Maracanã começara na disputa do Torneio Centro/Sul e
Norte/-Nordeste. O Nacional tinha conquistado o título de campeão Norte e Nordeste e o Maringá, do Paraná, sagrara-se campeão do torneio Centro/Sul. A final seria no Maracanã, no dia 24 de agosto de 1969, e Pepeta fez história ao marcar o único gol da partida aos 35 minutos do segundo tempo. Em seu livro “Pepeta: páginas da vida e história”, Carmen Novoa Silva narra com perfeição a emoção que tomou conta da cidade naquele distante 26 de agosto de 1969, um ano histórico. Em junho, Neil Armstrong havia pisado pela primeira vez na Lua. “Impossível descrever o impacto emocional que o fato ocasionou aos aficionados do esporte. Decreto governamental de ponto facultativo por dois dias. Torcedores
ABERTURA
O “VIVALDO LIMA” FOI INAUGURADO PELA SELEÇÃO BRASILEIRA. NÃO UMA SELEÇÃO QUALQUER, MAS AQUELA DE PELÉ, TOSTÃO, RIVELINO E JAIRZINHO de todos os times rumaram para o aeroporto de Ponta Pelada. (...) Era difícil suportar tanta emoção. Por isso extravasaram em euforia, em choro, em promessas sacrificantes, ou seja, em crises e descontroles emocionais”. A época de ouro do futebol amazonense aconteceu entre as décadas de 1960–1970. Pelo menos nessa época, mesmo sem a televisão, que só chegaria em Manaus por volta de 1969, qualquer garoto era capaz de escalar os principais times da época. O plantel inesquecível do Nacional era formado por Marialvo, Pedro Hamilton, Sula, Berto e Théo; Mário e Rolinha; Zezé, Rangel, Pretinho e Pepeta. Já o Rio Negro, o bicho-papão do Nacional, entrava em campo com outro esquadrão de ouro: Clóvis, Edmil-
son, Maravilha, Catita e Walter; Nonato e Ademir; Rubens, Jadir, Milton Marabá e Paulinho. Isso sem contar com o Olímpico de Procópio, Irailton e Santiago e o Fast Clube, dos irmãos, Edson, Antônio e Zequinha Piola. Com apenas dois estádios, o Parque Amazonense e a Colina, nosso futebol era uma festa. Nos domingos de Rio-Nal, a cidade parava. Os moleques corriam para as avenidas principais para ver a “passeata” do Rio Negro e Nacional – naquela época, a mídia ainda não tinha inventado a “carreata”. As rádios Difusora, Baré e Rio-Mar até só falavam no jogo e, quando era no Parque Amazonenses, as torcidas chegavam ao campo a pé. “Como em procissão no início da tarde de domingo, centenas de pessoas desciam a alameda ainda de barro, como se brotasse da suntuosa Vila Municipal de todos os luxos na direção do Parque Amazonense, templo sagrado do futebol para o ritual da alegria, onde seu time era sempre o melhor e só perdia por azar ou erro do juiz”, narra o jornalista e hoje promotor, Nicolau Libório, em seu livro “Memórias do Esporte Amazonense”. Do outro lado da cidade, chamado de estádio da Colina outro símbolo do futebol. “Pouco de Colina, apenas um platô, e menos de estádio, só pequenas arquibancada para fazer inveja às gerais”, lembra Libório. O amazonense sempre foi fanático por futebol. Foi por isso que o governador Danilo Areosa resolveu, em 1969, construir o “Vivaldo Lima”, projeto assinado pelo premiadíssimo arquiteto Severiano Mário Porto e inaugurado no dia em 5 de abril de 1970. Aliás, houve pré-inauguração com os amistosos entre a seleção brasileira e o selecionado do Amazonas. “Não era uma seleção qualquer, mas aquela formada por Pelé, Rivelino, Tostão, Jairzinho, Gerson, etc.”, conta o livro de Libório. Foi o último jogo da seleção em solo brasileiro, antes de partir para o México e conquistar, em definitivo, a Jules Rimet. Mas isso é uma outra história.
Flavino Limongi e Carlos Zamith; fundadores da FAF e uma amizade que perdurou por toda a vida
Houve uma vez um futebol em Manaus Em 1995, quando a seleção brasileira veio jogar contra a Colômbia, tive a oportunidade de conversar com o lendário jornalista Oldemário Touguinhó, então editor de esportes do “Jornal do Brasil” e um dos maiores repórteres, que cobria não apenas esportes, mas qualquer evento que surgisse no seu caminho. “Por que os amazonenses só vestem a camisa dos clubes do Rio?” – perguntou–me Touguinhó. — Porque aqui todo mundo torce pelos times do Rio, mas não foi sempre assim – expliquei -, eu por exemplo, sou botafoguense mas fui apaixonado, na minha infância, pelo Nacional. Contei ao jornalista – que viria a falecer em 2003, aos 68 anos – os descaminhos que levaram o futebol amazonense à falência, fazendo ver que, de fato, houve uma época em que o futebol amazonense nada deixava a desejar ao de Belém, onde até hoje o clássico Remo e Paissandu faz estremecer o chão. Ou ao futebol carioca. Só que os desmandos e a incompetência dos cartolas foram tamanhos que eles
acabaram por assassinar o nosso futebol. O homem responsável pela era de ouro do futebol amazonense chama-se Flaviano Limongi. Foi o primeiro presidente da federação Amazonense de Futebol (FAF), criada por cronistas esportivos, depois de um racha na antiga F.A.D.A. (Federação Amazonense de Desportos Atléticos), que foi fundada em 21 de Novembro de 1917, tendo como primeiro presidente o Doutor Aristóteles Melo. Jornalista, Limongi era um apaixonado por futebol. Seu nome foi sugerido para a presidência da nova federação pelos jornalistas Belmiro Vianez e João Bosco e aprovado por todos. — Limongi entrou na guerra e, por incentivo de Artur Teixeira, presidente do América, chegou a conversar com Laércio para que o desmembramento do futebol ocorresse de forma pacífica”, narra Nicolau Libório em “Memória do Esporte no Amazonas”. Mas isso não foi possível por proibição estatutária, o que motivou ainda mais o movimento liderado pela Associação dos Cronistas e Locu-
tores Esportivos do Amazonas (Aclea). Assim, a FAF, que foi fundada no dia 26 de setembro de 1966, foi oficialmente reconhecida pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) no dia 21 de agosto de 1967, com a presença do coronel Souza Carvalho, emissário da CBD, no auditório do Departamento de Estradas e Rodagens do Amazonas (DER-AM). Como presidente da FAF, Limongi estimulou o governador Danilo Areosa a construir o Vivaldo Lima, conseguiu incluir no Amazonas no campeonato Nacional, trouxe para Manaus a seleção brasileira que foi tricampeã do mundo, no México; promoveu os campeonatos mais motivados em todos os tempos, adquiriu e pagou a atual sede da entidade e, se mais não fez, foi porque decidiu, após 8 anos dedicados à FAF, dar mais atenção à sua família, que estava ficando em segundo plano. Ele foi o melhor entre os melhores do futebol amazonense. Limongi morreu no dia 13 de abril de 2013, deixando para sempre seu nome cravado na história como o “patriarca do futebol do Amazonas”.
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Maracanã, 1969: o Nacional jogou com Marialvo, Pedro Hamilton, Sula, Valdomiro e Téo, Mário e Rolinha, Zezé, Rangel, Pretinho e Pepeta. Na foto também estão Alfredo Ferreira Pedras e o massagista Júlio
Pepeta, para sempre no coração da torcida Autor do gol histórico no Maracanã, o herói nacionalino aponta que falta administração eficaz de clubes e cartolas para soerguer nosso futebol. “Falta também um líder nato como Flaviano Limongi” MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO
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eu nome é Ricardo dos Santos Silva, mas ficou tatuado no coração dos apaixonados por futebol como Pepeta, o craque que melhor representou a época de ouro do futebol amazonense. Era o ídolo da torcida nacionalina, principalmente depois que voltou como herói daquele inesquecível jogo no Maracanã. O ponta esquerda jogava de meiões arriados e, vez por outra, incorporava o estilo Garrincha. Recebia o lançamento do meio, quase sempre dos pés de Mário Motorzinho ou de Rolinha, parava a bola e, como o anjo das pernas tortas do Botafogo, caminhava para cima do zagueiro. Uma queda de corpo, uma ginga, uma firula e pronto, mais um zagueiro ficava para trás. Depois do drible, que acontecia num piscar de olhos, Pepeta cruzava a bola certeira na cabeça de Pretinho ou Pratinha e aí era só correr para o abraço. “Tem neném chorando na rede do Galo”, narrava o locutor Luiz Eduardo. Quando não, ele partia em direção ao gol e aí ia driblando quem encontrava pela frente, até bater forte, rasteiro e no canto. A gente explodia de felicidade na arquibancada do Parque Amazonense (ou da Colina), enquanto o ponta esquerda do Nacional abria os braços e o sorriso mais bonito do mundo e corria ao encontro de sua torcida. Nesta entrevista, Pepeta, hoje um respeitado empresário de 70 anos, lembra aquela época e aponta o que, de fato, causou a falência do futebol do Amazonas. Confira: EM TEMPO – Que épo-
ca era aquela do futebol amazonense em que você brilhou como o maior craque daquela era de ouro e o Nacional montou um time histórico? Pepeta – Uma época rica de talentos no gramado, de homens sérios no comando dos clubes e das federações. Uma época em que a torcida era apaixonada e lotava os estádios. Uma época em que o futebol regional investia nos jogadores da terra, inclusive motivou a construção do estádio Vivaldo Lima (Colosso do Norte) com o dinheiro do empresariado nativo, com colaboração da torcida e com a assinatura de um arquiteto premiado nacionalmente, o Severiano Mário Porto. EM TEMPO – O que diferenciava o futebol daquela época para o de agora? Os cartolas tinham mais respeito pela torcida e pelo jogador? Não havia opção de lazer e a torcida prestigiava mais o futebol ou corria mais (ou menos) dinheiro? Pepeta – Hoje falta identidade da terra com os clubes amazonenses. Parece que as empresas investem em jogadores “importados”, que já estão em fim de carreira. Não trabalham a base nem revelam novos talentos como antigamente. Isso desestimula jogadores e torcidas da nossa terra. Falta de compromisso com Manaus que, por ser hoje cosmopolita, não vê nenhum obstáculo em torcer por time A e B do Brasil. Deixando em segundo ou em último plano os daqui. Isso não poderia ocorrer! EM TEMPO – O que representavam os clássicos RioNal, Pai e Filho, Galo Preto
naquela época? É verdade que esses confrontos paravam a cidade? Pepeta – Representavam a competitividade da técnica e talento aliados à emoção e ao entusiasmo. Não só das equipes como da imensa torcida amazonense. Os confrontos com torcidas acirradas faziam com que a cidade não falasse em outro assunto. EM TEMPO – Na sua visão, o que de fato acabou com o futebol amazonense? Pepeta – Na minha visão são três itens principais: administração eficaz dos clubes; a falta de um líder nato como Doutor Flaviano Limongi, que mobilizava todos os ângulos atualizados no esporte; e a falta de compromisso com os clubes, com a disciplina esportiva. EM TEMPO – Que caminhos você aponta para recuperar esse futebol que há mais de 20 anos não sai da Série D? Pepeta – Conscientizar as novas gerações na valorização dos valores esportivos da terra amazonense. EM TEMPO – Qual é a maior lembrança que você tem do futebol do passado? A vitória no Maracanã contra o Maringá é uma delas? Pepeta – Sim. Não só a vitória mas também conquistamos nesse dia o torneio nacional Centro-Sul/NorteNordeste trazendo a taça prêmio da vitória de 1 a 0, com um gol meu. É tão referencial o assunto da conquista do Naça no Maracanã que o fato consta no museu do futebol do Pacaembu [São Paulo].
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Do Santos ao Cosmos, uma época de fortes emoções Antes da insensatez que o colocou abaixo em 2011, o estádio Vivaldo Lima foi palco de jogos históricos. A seleção brasileira, formada pelas eras de Saldanha – já sob o comando de Zagalo –, pisou o nosso gramado em 1969 antes de partir para o México, onde seria Tri-Campeã, em 1970. Quer dizer, nosso Vivaldão estreava com o pé direito. Em 1971, por exemplo, o Nacional recebeu o Santos em Manaus — com Pelé e companhia –, em amistoso em que o Peixe meteu 5 a 1. Foi outra grande festa, com a torcida chegando a pé, debaixo de chuva e com os pés atolados na lama porque um dos trechos da pista da avenida Constantino Nery rompeu. Mas o jogo mais festejado
foi mesmo do Cosmos, dos Estados Unidos, contra o Fast Clube, realizado em março de 1980. A ousada empreitada foi obra do Fast, que contou com o patrocínio da Emamtur, de acordo com o Baú Velho – coluna do saudoso Carlos Zamith, que virou lenda no jornalismo amazonense. “O estádio Vivado Lima apanhou o maior público de todos os tempos, um recorde cuja capacidade era na época de 50 mil lugares”. O jogo reuniu uma verdadeira constelação de grandes nomes, como Carlos Alberto Torres, Oscar, Beckenbauer e Romerito. “Desde as primeiras horas da tarde, o movimento era grande nas imediações do Vivado Lima. Uma enorme fila de ônibus
despejando torcedores que na correria procuravam as melhores acomodações”, escreveu Carlos Zamith no velho Baú. Marcado para as 16h30, começou às 16h45. O jogo em si agradou pela grande movimentação, mas não houve gol. Tudo terminou como começou: 0 a 0. Para animar a festa, o capitão de 70, Carlos Alberto Torres, foi expulso por agredir fisicamente o bandeirinha do jogo. De acordo com Zamith, “valeu, principalmente, o esforço dos fastianos, um time humilde, sem grandes estrelas, a não ser o ex-campeão mundial Clodoaldo, que veio a Manaus como atração e que por aqui ficou disputando alguns jogos pelo mesmo Fast”.
Pepeta com Edson Piola, centroavante do Fast Clube, no intervalo de um jogo no Parque Amazonense
Categoria de base: causa mortis do futebol do Estado Ex-jogadores e profissionais ligados ao esporte são unânimes ao afirmar que o declínio do futebol amazonense deve-se ao antiprofissionalismo na formação de atletas
Campeonato de base foi terceirizado para escolinhas de times do Sudeste do país
THIAGO BOTELHO Equipe EM TEMPO
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24 de setembro de 1972. Estádio Vivaldo Lima, em Manaus. O lateral Antônio Piola avança pelo flanco direito do ataque, levanta a cabeça e consciente cruza na área. Lá estava Campos. Os zagueiros batem cabeça com a presença do garoto de 19 anos. Ele aproveita a bobeira dos beques e faz o primeiro gol do Nacional na vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians pela elite do Campeonato Brasileiro. Mais tarde, o atacante mineiro do Leão da Vila Municipal se tornaria o terceiro maior artilheiro da competição naquele ano, com 16 tentos marcados. Quarenta e dois anos depois, precisando apenas de um empate para se manter vivo na competição, o inesperado acontece. O goleiro Diego, do Santos (AP), cobra falta com perfeição aos 38 minutos do segundo tempo, vira o jogo para 3 a 2 e elimina o Princesa do Solimões na primeira fase da quarta e última divisão do futebol brasileiro. Os dois fatos, bem extremos, demonstram com clareza o definhamento vivido pelo futebol local ao longo do tempo. De protagonista a mero coadjuvante em quatro décadas. Neste intervalo, apenas uma ascensão do São Raimundo no final dos anos 90 e início de 2000, quando foi tricampeão da Copa Norte (atual Copa Verde) e disputou por sete anos a Série
B, e nada mais. Já se vão mais de 15 anos sem que os clubes amazonenses consigam acesso de divisão do Campeonato Brasileiro. Para tentar entender o porquê dessa decadência, o PÓDIO conversou com ex-jogadores e cronistas esportivos para tentar desvendar o mistério que assombra o futebol local e todos afirmam que baixo investimento na categoria de base é a causa mortis do esporte do Amazonas. “Manaus antigamente tinha dois tipos de divertimento. Ir ao cinema e assistir futebol. As pessoas iam aos estádios prestigiar porque os times tinham bons jogadores. Naquela época, final dos anos 60 e início dos anos 70, os clubes tinham calendário. Jogavam o ano todo, existia categoria de base para revelar jogadores. Hoje os times disputam três meses de campeonato e ficam o resto do ano parados. Isso precisa ser repensado”, explicou Nicolau Libório, excronista esportivo e atual procurador de Justiça do Estado, revelando uma conversa recente que teve com o ex-goleiro do Rio Negro, Clóvis. “Falei com o Clóvis esses dias. Ele me contou que o Rio Negro está montando um time para disputar a segunda divisão do Campeonato Amazonense na base do improviso. Isso é difícil. Na base do improviso pode acontecer coisas boas e também lamentáveis”, afirmou. Piola “São Tomé”
FALÊNCIA FUTEBOL CLUBE O ex-lateral direito e técnico Antônio Piola, que fez história no futebol amazonense ao defender diversos clubes locais, viveu na pele o que é jogar em um Vivaldão lotado e de “igual para igual” com os clubes do Sul e Sudeste do país. No entanto, analisando o atual momento do esporte no Estado, ele desacredita que em médio e longo prazo tal fato possa ser revivido. Para Piola, o principal fator que contribuiu para o enfraquecimento do futebol amazonense é a falta de investimento na categoria de base. “O principal fator que contribuiu para o futebol do Amazonas ter chegado ao fundo do poço é os clubes não trabalharem a categoria de base. Colocam pessoas sem capacitação para cuidar do desenvolvimento dos jovens. Não tem profissionais da área de educação física. A maior parte são homossexuais que se aproveitam desses garotos. É triste essa situação. Para se ter uma ideia, o Nacional já
disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior umas 15 vezes e nunca revelou nenhum jogador para o time profissional. Tem alguma coisa muito errada”, observou Piola, enumerando também outros fatores menos importantes, mas que também contribuíram para o declínio do futebol. “Muita coisa desandou. 30 anos de presidência da federação da mesma pessoa (referindo-se a Dissica), clubes desorganizados e os campos de pelada que não existem mais. Eu jogava pelada num campo onde fica atualmente o Hospital Getúlio Vargas. Os bairros próximos tinham uma guerra sadia nos campos, onde eram revelados craques. Hoje não tem campo de pelada. Os que tem são de barro e areia. Não tem mais aquele campo gramadinho, gostoso de bater bola”, disse. Perguntado se acredita no Projeto Série A em 10 anos do Nacional, ele se disse parecido com São Tomé. “Eu tenho conversado com o Mario Cortez [presidente do Nacional]. Ele é um entusiasta. Ele vai tentar. Tenho assistido jogos da Serie B e C. Se tivermos um time bom, nós vamos subir. Ele prometeu um Nacional forte em 2015. Eu torço para isso. Torço para o Rio Negro sair desse marasmo da segunda divisão. Quero ver todos bem. Eu torço pelo futebol amazonense, embora não acredite. Eu sou igual São Tomé, quero ver investimentos para crer”, concluiu.
Times da Europa vivem da base O jogador amazonense de maior destaque internacional foi o volante Lima. Com passagens por São Raimundo e São Paulo, ele viveu seu melhor momento ao ser titular no time da Roma campeão italiano da temporada 2000/2001. Além disso, jogou na Rússia, Estados Unidos e Arábia. Segundo ele, todos os clubes de ponta do futebol vivem da formação e venda de jogadores, por isso, a categoria de base é o pilar da gestão das agremiações. Segundo Lima, os clubes amazonenses fecharam os olhas para essa verdade e, por isso, ano após ano, acumulam vexames nos campeonatos nacionais. “É lamentável o atual momento do futebol amazonense. Chegamos a um nível que perdemos para times de qualquer Estado sem tradição no futebol. Eu fico revoltado com isso. Os dirigentes precisam entender que se não houver investimento na base, não tem como haver crescimento. Todos os clubes grandes vivem da categoria de base. Eu joguei em vários times na Europa, Estados Unidos e até na Arábia e todos têm categoria de base forte. Daí que vem o lucro. A diretoria dos clubes daqui têm que se dedicar para
organizar isso. Manaus tem muitos talentos. Vai em um campeonato de bairro que você vai ver. São garotos bons de bola que só precisam de um acompanhamento sério. Não é difícil”, analisou. O ex-goleiro do Rio Negro, Clóvis, também é categórico ao afirmar que é essencial o investimento na base. Ele cita o exemplo do Atlético-PR neste quesito.
LEMBRANÇA
Segundo Clóvis, em 1969, no mesmo dia que o homem subia à Lua, o Rio Negro bateu o Nacional na Colina com mais de 16 mil pessoas, quando Manaus tinha 300 mil habitantes “O Atlético formou o Paulo Rink e vendeu para o futebol alemão. Com esse dinheiro construiu a arena da baixada. Não tem outro caminho. Com bons atletas você faz bons campeonatos e atrai os torcedores. Assim como ninguém vai assistir um filme ruim, da mesma maneira que ninguém vai ao estádio ver um jogo de baixo nível”, observou.
DIEGO JANATÃ
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Fazer futebol aqui é difícil, mas clubes se ‘aventuram’ Apesar das constantes reclamações de dirigentes, equipes não desistem e continuam disputando futebol profissional no Amazonas, mesmo sem tantos incentivos financeiros
pensa é desenvolver um trabalho bom”, aponta o dirigente.
ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
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o fundo do poço. Esse é o atual momento vivido pelo futebol amazonense no cenário nacional. Sem conseguir um acesso há 15 anos, as equipes locais se revezam ano após ano na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, acumulando fracassos. Os motivos são os mais diversos, passando pela falta de apoio e se estendendo ao amadorismo de seus dirigentes. Mesmo com todas as dificuldades de se fazer futebol no Amazonas, há quem ainda se arrisque e busque profissionalizar um novo clube. O mais recente caso é o do Nacional Borbense. Presidido por Rodenilson Fonseca, em seu primeiro ano de vida, o clube interiorano terminou o Campeonato Amazonense de 2014 na quarta colocação, à frente de equipes tradicionais como São Raimundo e Penarol. “Não está fácil. Quando a gente era amador, gastávamos entre R$ 8 e R$ 10 mil. Mas vale a pena, é mais pela satisfação de se fazer futebol profissional. O que pesa mesmo é a questão financeira, que para colocar o time em qualquer competição precisa de pelo menos R$ 100 mil. Mas
FALÊNCIA FUTEBOL CLUBE todo ano o governo nos ajuda, alguns usam o dinheiro para fazer um time competitivo e outros não”, afirma Fonseca. Para ele, a boa campanha na primeira disputa de Campeonato Amazonense pode render bons frutos na próxima edição do certame. Com dificuldade para manter o financeiro do clube em dias, o presidente do Nacional Borbense sonha em realizar uma partida amistosa com um grande clube do futebol brasileiro para “fazer caixa”. “Se não souber administrar não tem como, você não consegue manter. Nós temos uma vantagem, já que ficamos em quarto no último campeonato, fica mais fácil, dá credibilidade. Tivemos sucesso por isso, não visamos ganhar dinheiro com o clube. O que a gente
Falta estrutura Educador físico, ex-presidente de diversas federações e atual mandatário do Rio Negro, Thales Verçosa preza pelo treinamento contínuo. Para ele, a falta de estrutura e a ausência de continuidade comprometem os trabalhos dos clubes amazonenses em busca de uma melhor colocação no cenário nacional. “A principal dificuldade do clube é não ter um centro de treinamento em que a gente possa treinar nossas equipes. Você tendo um local para treinar, as coisas vêm naturalmente. Então, esse que é o problema, tanto que estamos pensando em começar a construir nosso CT no próximo ano. Falta ciência no nosso trabalho. Eu tiro pelo Rio Negro, que em 100 anos não tem um CT. Eu acho que as coisas agora estão sendo mais pensadas”, afirma Verçosa. Já para o vice-presidente do Fast, Cláudio Nobre, falta credibilidade ao futebol local. Segundo ele, isso acarreta a ausência de investimentos e de apoio por parte de patrocinadores. “Falta organização de um modo geral, dos clubes, da federação, e de quem trabalha no meio”, opina.
Ocupando a presidência da Federação Amazonense de Futebol (FAF) há 23 anos, Dissica Tomaz Valério foi reeleito por unanimidade e comandará a entidade pelos próximos quatro anos. Apesar de muito criticado pelos torcedores e mídia local, grande parte dos dirigentes, misteriosamente, apoiaram a continuidade do mandatário à frente do futebol “baré”. O presidente do Nacional Borbense, Rodenilson Fonseca, isentou Dissica de qualquer culpa sobre o atual momento vivido pelo futebol amazonense. Mesmo com pouco tempo convivendo com o mandatário, ele reconhece o bom trabalho feito pela FAF e ataca os presidentes de clubes. “A federação não faz futebol, quem faz são os dirigentes dos clubes. Não adianta você ter uma federação atuante e os clubes não fazerem o trabalho dele. Ter um bom presidente na federação e um mau gestor no seu clube. Veja o caso de Santa Cantarina, a federação é uma m... lá, mas os times estão na primeira divisão. Depende do trabalho que os clubes desenvolvem. Futebol
não se faz só, se os clubes não tiverem juntos, nada vai mudar”, avalia o dirigente. Fonseca destaca a reforma feita por Dissica no espaço físico da FAF. Se antes a sede da entidade não apresentava um bom aspecto, com a repaginada ela ganhou outra cara, e agora pode receber mais confortavelmente os presidentes de clubes e de ligas. “Tem muita gente que critica a federação, mas não faz o dever de casa”, pontua. Cortez isenta Dissica Principal clube do Estado, o Nacional também tratou de minimizar as críticas à gestão de Dissica à frente da FAF. De acordo com o presidente do Leão da Vila Municipal, Mário Cortez, os cartolas locais precisam fazer mais pelo futebol da terra ao invés de somente apontar os erros. “Todos só criticam, mas ninguém se dispõe a arregaçar as mangas e ir somar na federação. Criticar é muito fácil, mas dar solução e buscar um ideal é mais difícil. Vemos que o Dissica, nesses anos
todos, vem trabalhando praticamente sozinho. Os críticos não se dispõem a ajudar, nem acham uma solução para tudo isso. Aprendemos na vida que dar opinião é a coisa mais fácil, o difícil é achar solução”, ressalta Cortez. Esperançoso quanto ao novo mandato no qual Dissica iniciará em janeiro de 2015, Cortez acredita que o presidente da FAF terá totais condições para mudar a realidade do futebol local. “Tem que haver um somatório de esforços de todos os clubes profissionais para se reerguer. Devemos dar as mãos ao Dissica e ajudá-lo a fazer o grande ressurgimento do futebol amazonense”, acrescenta. Quem também faz mea culpa e isenta a federação pelas mazelas do futebol local é o presidente do Holanda, Sidney Bento. Assim como o mandatário do Naça Borbense, ele reafirma o apoio do clube na nova gestão de Dissica. “A culpa é dos dirigentes locais, que não apresentam propostas para melhorias do futebol local”, reconhece.
DIEGO JANATÃ
Dirigentes apoiam gestão da FAF
Presidente do Nacional, empresário Mario Cortez propõe que clubes sejam parceiros da FAF
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Reformada, sede da FAF não deixa a desejar a federações do Sudeste do país
IONE MORENO
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Nacional quer elite em 10 anos Lançado no dia 23 de março deste ano, na preleção da equipe antes do confronto contra o Manaus, no estádio Roberto Simonsen (Sesi), em partida válida pela primeira rodada do segundo turno do campeonato estadual, o projeto Série A 2024 alcançou os dois primeiros objetivos traçados ao conquistar o título amazonense e, consequentemente, ganhar o direito de disputar o Brasileirão da Série D em 2015. De acordo com o presidente do clube, Mário Cortez, chegou a hora de o Nacional elaborar um planejamento e segui-lo à risca. “Estávamos tentando planejar desde o ano passado. Mas como tudo isso demanda tempo, preferimos esperar, criar a estrutura necessária para isso e lançar esse projeto”, destaca. As duas primeiras metas
Postulante à disputa pela presidência da FAF, o servidor público federal Adriano Campelo por pouco não fez frente ao atual presidente da entidade no pleito deste ano. Conforme ele, faltou maior clareza nos prazos para montar uma chapa apta a concorrer ao mais alto cargo do futebol amazonense. “Não posso nem afirmar que tentei. O tema ‘eleições da FAF’ e suas respectivas datas sempre foram tratados de maneira muito vaga pelo atual presidente. Ultimamente, ele havia sinalizado para algumas pessoas que seria em dezembro deste ano, mas, de uma hora para outra, divulgou o edital das eleições para outubro, bem no meio do tumulto do segundo turno das eleições para presidente e governador”, explica. “Esse anúncio repentino das eleições deixou um tempo muito curto para que eu conseguisse apresentar minhas propostas para as ligas do interior, que possuem a maioria dos votos, e montar uma chapa com reais condições de vitória”, continua.
Para montar uma chapa apta a disputar a presidência da FAF, é necessário um presidente, um vice-presidente e nove vices-presidentes regionais. Qualquer cidadão acima de 21 anos pode se candidatar a um dos cargos. A chapa deve ser subscrita por um quinto dos clubes afiliados e um quinto das ligas amadoras afiliadas à entidade. Como desportista, Adriano atua no movimento Hora do Futebol Amazonense. Em 2012, ele participou da direção do time sub-18 do Tarumã, e desde 2013 colabora no setor de planejamento do Manaus. Atualmente, está afastado das funções por questões particulares e profissionais. Sobre a gestão de Dissica à frente da Federação, Adriano avalia como regular. Conforme ele, mesmo com poucos recursos, a entidade tem conseguido cumprir com suas obrigações. Contudo, ele acredita que a FAF precisa de alguém capaz de inovar no modelo gestão. Ponderado, ele também culpou os clubes
pelo atual momento vivido no futebol local e os 15 anos sem acesso no nível nacional. “Não concordo. Apesar da FAF ter sua parcela de culpa, haja vista ser de alguma forma omissa por não liderar nenhum tipo de movimento pelo soerguimento do futebol
Esse anúncio repentino das eleições deixou um tempo muito curto para que eu conseguisse apresentar minhas propostas para as ligas do interior Adriano Campelo, servidor federal
local, esse jejum tem a ver mesmo é com a falta de profissionalismo nos clubes, além do menosprezo dado ao futebol de base”, alfineta. Um dos projetos de Adriano, caso fosse eleito, seria liderar um grande pacto pela reestruturação do fu-
tebol amazonense, com a participação de todos os segmentos direta e indiretamente envolvidos. “Além do grande movimento citado antes, trabalharia juntamente com os clubes e ligas pela reestruturação e modernização do estatuto da federação. Sou a favor de apenas uma reeleição para a presidência. Outra medida seria disponibilizar as contas da entidade para toda a sociedade, via internet”, esclarece Adriano. Agora, o servidor público federal terá de esperar mais quatro anos para concorrer à presidência da FAF. Enquanto isso, ele espera que o mandatário reeleito realize um bom trabalho à frente da entidade. “Como afirmei antes, tratase de uma gestão abaixo de boa, está mais para regular. De qualquer modo, percebo que o presidente eleito tem assimilado bem as duras críticas que tem recebido, e acho que tem tudo para fazer uma boa gestão nesses próximos quatro anos. Estou na torcida por ele e pelo futebol amazonense”, finaliza.
Falta profissionalismo dos clubes Questionado sobre os principais motivos pelos quais o futebol baré se encontra no fundo do poço, o presidente da FAF aponta a falta de identidade e profissionalismo dos times. “Precisa haver profissionalização dos nossos clubes. Isso é a primeira coisa a se fazer. É preciso que o profissional tenha identidade, saber onde fica o campo de treinamento, a sede do clube. Mas fica difícil ter referência, ter identidade, sem categoria de base”, adverte o dirigente. Uma medida tomada pela FAF no campeonato estadual de base foi dar oportunidade para novas equipes participarem. “Esse ano abrimos para escoli-
nhas, que são franquias de alguns clubes de fora. Já avisamos que todos os presidentes dos clubes profissionais terão de ter categoria de base para que a gente possa recomeçar mesmo”, avisa. Incomodado com as críticas, principalmente feitas por grande parte das torcidas de clubes locais, o presidente da FAF diz não entender o motivo das reclamações, uma vez que a entidade cumpre com todas suas obrigações. “Quero saber o porquê. Só sabem meter o pau na federação e deixam livres a diretoria dos clubes. São eles que fazem o futebol. Mas é mais fácil transferir essa responsabilidade para os outros”, esbraveja. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Servidor federal sonha presidir federação
do projeto Série A 2024 foram alcançadas neste ano, quando o Nacional conquistou o Campeonato Amazonense e a vaga na Série D de 2015. A próxima meta é ficar entre os quatro primeiros da última divisão do Brasileirão até 2017. Para 2020, o objetivo é subir à segunda divisão do Campeonato Brasileiro. O penúltimo passo é disputar a Série B até 2023 e, finalmente, chegar à elite em 2024. Segundo o novo diretor de marketing do Leão da Vila Municipal e principal responsável pela elaboração do projeto, Roberto Peggy, os investimentos que serão feitos em busca de alcançar os objetivos traçados no audacioso projeto serão captados por meio de parcerias, patrocínios e da “Rede Leão de Descontos”, novo programa de sóciotorcedor do clube.
Dissica afirma que a federação não influencia nos clubes
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Indústria ‘lava as
mãos’ para o futebol ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
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O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, afirma que o principal motivo que desencoraja as fábricas do PIM a investirem no futebol amazonense é a falta de retorno financeiro e comercial que esse tipo de aporte vai trazer para as empresas. “O campeonato amazonense é fraco. Não tem um time sequer na elite do futebol nacional. Se tivesse pelos menos uma equipe na segunda divisão, como ocorreu com o São Raimundo até 2006, as empresas locais, com certeza, investiriam, pois haveria um retorno para a imagem da marca no Brasil. Hoje, não dá para investir no futebol amazonense, pois
ÔNUS
Segundo o presidente do Cieam, Wilson Périco, criar uma lei para obrigar o PIM a patrocinar o esporte local não é uma boa ideia, pois será mais uma forma de onerar as empresas da região o retorno praticamente não existe”, enfatiza. Seriedade Para Périco, é preciso haver seriedade por parte dos clubes amazonenses para formar equipes competitivas que convençam ao empresariado “abrir os cofres” e investir no futebol do Amazonas. “A iniciativa precisa partir dos clubes para conquistar a confiança dos empresários. É uma questão de negócios”, salienta o presidente do Cieam.
Time do Corinthians teve patrocínio da Samsung, que possui unidade no PIM
PIM patrocina ações sociais e mantém UEA No Amazonas, a lei 2.826/2003, que regulamentou a Política Estadual de Incentivos Fiscais e Extrafiscais, criou mecanismos que permitem às empresas instaladas na região fomentar a área social e a de educação. Segundo a Suframa, os principais exemplos
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mbora o Amazonas seja o abrigo de um dos parques fabris mais pujantes do país, o futebol amazonense está longe de gozar dos milhões que jorram para os cofres das empresas instaladas na região. As equipes locais, até agora, fracassaram em convencer o empresariado sobre a importância de a indústria destinar recursos para desenvolver o esporte mais popular do mundo no Estado. Dinheiro é o que não falta. Em 2013, o faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) atingiu a marca recorde de aproximadamente R$ 83,4 bilhões, volume que representa um incremento de 13,47% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Contudo, deste montante, nenhum centavo sequer é destinado ao patrocínio do futebol amazonense, que passa hoje por um período de decadência, após vivenciar épocas de ouro. De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), não há uma lei federal específica que obrigue as empresas do PIM a investirem no futebol amazonense ou em qualquer outro esporte, a exemplo de outras regras que concedem incentivos às fábricas que investem na área de tecnológica e na educação. Porém, a autarquia lembra que há uma lei dederal, de nº. 11.438/06, cujo texto permite que empresas invistam até 1% do valor devido do pagamento de Imposto de Renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte.
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Responsáveis por um dos parques fabris mais pujantes do país, empresas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM) não destinam um centavo sequer para reerguer os clubes amazonenses
FALÊNCIA FUTEBOL CLUBE
são o Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviço e Interiorização do Desenvolvimento do Estado do Amazonas (FTI), o Fundo de Fomento às Micro e Pequenas Empresas (FMPES) e o Fundo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Juntos, esses fundos repre-
mente, o parque fabril contribui para o esporte local. Isso porque as empresas do polo são responsáveis pela maior parte dos impostos arrecadados pelo Estado. Portanto, desta forma, o dinheiro da indústria banca ações governamentais para o esporte amazonense.
ÉPOCA DE OURO
Aporte financeiro ‘jorrava’ no AM EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
Jogador Delmo foi um símbolo que marcou a geração de vitórias dos times do futebol local
sentam o “quinhão” da indústria – cuja soma foi superior a R$ 1,2 bilhão em 2013 -, como contrapartida para o desenvolvimento social e educacional do Estado. Apesar de não haver lei específica que obrigue o PIM a patrocinar atividades esportivas no Amazonas, indireta-
O último melhor momento do futebol amazonense começou há 17 anos, quando o São Raimundo Futebol Clube obteve um bom desempenho da série C do Campeonato Brasileiro, e naquele ano de 1998, com pequenos patrocínios, conquistou vaga na série B. No ano seguinte, para sobreviver àquela categoria, o clube inaugurou a fase das grandes ajudas financeiras dos governos do Estado e do município. Uma regra que segue até os dias de hoje quando um clube vai para a série D, mas que não é suficiente para fazê-los subir para outras categorias. O ex-técnico do São Raimundo, Aderbal Lana, lembra que quando o clube alcançou a série B, era uma época que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não pagava nada para os times daquela categoria. “A CBF não dava nem passagem aérea e nem estadia”, conta. Segundo ele, as viagens para participar das partidas eram compradas por conta
própria. Lana diz que a ajuda governamental veio logo em seguida, em 2009. A principal ocorreu com o projeto Eu Quero a Nota, que possibilitava aos amazonenses trocar cupons fiscais por ingressos. “O ex-governador Amazonino Mendes montou o vale lazer e todos ganharam. Não sobrecarregou o Estado e bateu recorde em arreca-
INTERESSE
Embora não invistam no Amazonas, empresas do PIM patrocinam times de outros Estados, como é o caso da Samsung, que beneficiou equipes como o Corinthinas o Palmeiras, em São Paulo dação. Depois começamos a caminhar com as próprias pernas com a renda das partidas e patrocínios de algumas empresas”, aponta. Conforme o ex-atacante do clube, Delmo Arcângelo Coelho Monteiro, depois que o São Raimundo ganhou vi-
sibilidade, o time que tinha como patrocinadores locais a antiga loja HM, a empresa de ônibus Vical, a Pé Colection e a Scoring, chegou a ter a camisa assinada pelas marcas de renome nacional Penalty e a internacional Wilson. Depois da gestão Amazonino, o São Raimundo e outros clubes receberam ajuda na época do prefeito Serafim Corrêa. Em 2006, ele aportou recurso de R$ 660 mil mensais para a Federação Amazonense de Futebol (FAF). Apesar do recurso, uma série de coincidências somou para a queda do time para a série C do brasileirão, naquele ano. A primeira delas ocorreu quando o conselho diretor do clube demitiu Aderbal Lana, que ficou até 2005. A segunda foi quando no ano do rebaixamento, em 2006, o time perdeu Delmo, que passou por cirurgia no joelho. A terceira foi a imposição de contratações de jogadores de fora que não renderam vitórias ao time. “Impuseram contratações milionárias de jogadores, mas não jogavam nada. Vieram para fazer turismo”, critica Delmo.
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FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Campos de excelência para futebol de quarta divisão Jogos do Campeonato Amazonense da base e projetos para formação de jogadores utilizam os Centros Oficias de Treinamento da Copa, no entanto, a beleza dos estádios contrasta com momento do futebol local
Estádio Municipal Carlos Zamith foi construído para a Copa do Mundo
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e dentro de campo o futebol do Amazonas vem deixando a desejar, as linhas, traves, gramado e arquibancada dos Campos Oficiais de Treinamento (COTs) construídos para a Copa do Mundo, chamam a atenção pela beleza. Com investimentos públicos de aproximadamente R$ 15 milhões, o estádio municipal Carlos Zamith não deve ficar ocioso ao contrário da maioria dos times locais após o termino do Campeonato Amazonense. Pelo menos foi o que informou a assessoria da Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel), que explicou que o espaço tem sido cedido para o treinamento de jovens talentos, recebendo jogos do Campeonato Amazonense da categoria de base. O estádio, localizado na alameda Cosme Ferreira, no bairro Coroado, Zona Leste, tornou-se - de acordo com informações repassadas por representantes da Sejel - espaço para desenvolvimento de projetos sociais como o Bom de Bola, criado em 2004. Neste ano, os jogos da 8ª edição da Copa Bom de Bola vêm sendo realizado tanto no Zamith como no estádio Ismael Beningo, na colina, no bairro São Raimundo, Zona Oeste. Atualmente a competição encontrase na fase de quarta de finais e a previsão da organização é de que até a final, pelo menos oito mil alunos da rede pública participem do projeto.
Coordenado pelo professor James Furtado, a competição acontece nas categorias sub 12, 14, 16 e 18 além das categorias femininas. São 44 núcleos que participam da competição na capital, com mais de oito mil alunos da rede pública de ensino. Os núcleos são divididos pelas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste. Já no interior, aproximadamente seis mil atletas são beneficiados nos 20 núcleos do projeto. Feito para Copa O Zamithão, como vem sendo chamado, foi construído para abrigar os treinos das seleções estrangeiras durante os jogos do mundial, em junho. Contudo, nenhum time gringo utilizou o espaço e o campo permaneceu intocado até o dia 6 de julho, quando recebeu uma partida oficial do Campeonato Amazonense de Juniores. Houve também, o treino da equipe do Flamengo no dia 24 de outubro, que atraiu cerca de 3 mil torcedores. Inaugurado em 24 de maio de 2014, sete meses após o início nas obras, no dia 5 de agosto de 2013, o campo foi construído por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Manaus, que repassou o terreno para o governo do Estado. O local, que tem capacidade para 5 mil pessoas, foi construído pela empresa J. Nasser Engenharia Ltda. A estrutura possui três lanchonetes, dois vestiários, duas salas de im-
FALÊNCIA FUTEBOL CLUBE prensa, uma cabine transmissão, seis banheiros e salas de administração. O local também possui uma caixa d’água com capacidade para 180 mil litros responsável por abastecer o complexo e irrigar o gramado, de maneira independente. O nome do estádio foi dado em homenagem ao jornalista esportivo e historiador Carlos Zamith, que morreu em julho de 2013, aos 87 anos. A reportagem do EM TEMPO entrou em contato com a Sejel para saber se há planejamento do governo em utilizar o espaço em outros projetos a fim de promover atividades com mais frequência no estádio, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta. Colina O estádio Ismael Benigno, a Colina, foi a casa do Prin-
cesa do Solimões na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. No local, o gol de falta do goleiro Diego, do Santos (AP) aos 38 minutos do segundo tempo, culminou com a eliminação Tubarão do Norte na primeira fase da última divisão do campeonato nacional. Fundado desde 1961, a Colina é o estádio do São Raimundo Esporte Clube. Localizado na avenida Presidente Dutra, Zona Oeste de Manaus passou por duas reformas, a última foi este ano, pois foi escolhido como Centro de Treinamento para as seleções que vieram jogar em Manaus, no período da Copa do Mundo. A Colina passou por duas reformas a primeira ocorreu no ano de 1997, pois o cenário era desagradável, desde a falta de gramado até a falta de iluminação, apresentava o quanto o estádio precisava melhorar para acolher torcedores e fanáticos pelo futebol amazonense, além da imprensa local. Depois da primeira reforma, o estádio Ismael Benigno recebeu uma grama e drenos, como iluminações adequadas para a realização dos jogos noturnos. Cabines para a imprensa e cadeiras cativas também foram colocadas. Toda a obra durou quase 3 anos com a reabertura da “Colina” no ano 2000.
Colina recebeu English Team Com 53 anos de existência, a Colina passou pela sua segunda reforma este ano orçada em R$ 21 milhões com financiamento do Ministério do Esporte. Considerada como um dos importantes legados que ficou na cidade após a Copa do Mundo, o estádio atendeu a todas as normas de acessibilidade quanto à circulação mínima. Nas normas estão as questões de rampa de acesso às arquibancadas, banheiros dimensionados e equipados para uso de portadores de necessidades especiais, barras de apoio e o cuidado na escolha dos acabamentos do piso. Além da atenção para as normas de saídas de emergência quanto à largura
de corredores, saídas acessíveis e rotas de fuga. A nova Colina conta com 10,4 mil lugares. Desse número 2,8 mil está na área coberta, das cadeiras 244 são destinadas para área VIP e há 32 espaços reservados para portadores de necessidades especiais com seus acompanhantes. Reinaugurado nem 3 de junho deste ano, com o clássico “Galo Preto”, entre São Raimundo e Sul-América, a Colina viveu seu momento de glória ao receber em pouco mais de 30 minutos um treinamento físico da seleção da Inglaterra, antes do duelo contra a Itália na Arena da Amazônia na Copa do Mundo.
Estádio atende os padrões de acessibilidade da Fifa
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Santos recebe Internacional com foco na Copa BR Time da Vila Belmiro está preocupado, de fato, no compromisso da próxima quarta-feira, diante do Cruzeiro em casa
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antos e Internacional se enfrentam na Vila Belmiro, neste domingo, às 15h (de Manaus), com objetivos distintos nesta 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe entra em campo com a cabeça na semifinal da Copa do Brasil, na próxima quarta, contra o Cruzeiro. Enquanto isso, o Colorado sabe que não pode tropeçar se quiser continuar na briga pelo título do Brasileirão ou até mesmo para se manter no G-4. Após a derrota por 1 a 0 no meio de semana para a Raposa, o time de Enderson Moreira teve pouco tempo para descansar e se preparar para a partida deste domingo. Por isso, alguns titulares devem ser preservados. Geuvânio, com uma lesão no musculo femural reto da coxa, também segue fora, assim como Thiago Ribeiro, que sofreu com problemas estomacais, perdeu muito peso e não deve ter condições de voltar à equipe. A possibilidade de o Peixe poupar titulares não traz conforto extra para o Internacional. Afinal, para continuar no G-4,
o Colorado terá de quebrar um tabu: a equipe gaúcha nunca venceu na Vila Belmiro. Em 17 partidas oficiais até hoje, foram cinco empates e 12 derrotas. O desconforto pode aumentar ainda mais, já que Grêmio, Corinthians e Fluminense, seus três maiores perseguidores, jogarão um dia antes, no sábado, o que pode fazer o time de Abel Braga começar o duelo em Santos na sétima colocação. O principal desfalque de Abel é o meia Alex. Com dores no tornozelo, o camisa 12 não atuou na vitória por 2 a 0 sobre o Bahia e seguirá de fora no confronto deste final de semana. A tendência é que ele volte apenas no Gre-Nal da semana que vem. Assim, Alan Patrick e Jorge Henrique mais uma vez dividirão a tarefa da articulação com D’Alessandro. A equipe que jogará na Vila Belmiro será a mesma que bateu os baianos na última rodada. A defesa segue rejuvenescida: além de Alisson, jogarão Cláudio Winck na lateral e Alan Costa no miolo de zaga.
Com vários jogadores poupados, o atacante Leandro Damião terá nova oportunidade de começar entre os titulares do Peixe
GUILHERME DIONIZIO/GAZETAPRESS
CONTRA Z-4
Sport recebe o Figueirense A sequência de resultados negativos já acendeu o alerta no Sport, que a cada rodada se aproxima mais da zona de rebaixamento. Neste domingo, às 15h (de Manaus), na Ilha do Retiro, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe pernambucana tentará novamente voltar a vencer, diante do Figueirense, outra equipe ameaçada. Antes brigando na parte superior da tabela, o Sport passou a se preocupar com a permanência na Série A por causa da sequência de oito partidas sem vitória. O último triunfo aconteceu há mais de um mês, contra o Coritiba, na Ilha do Retiro. Os pernambucanos ocupam a décima segunda posição na tabela, uma à frente do adversário deste domingo, com 37 pontos. O Botafogo é a primeira equipe dentro do Z-4, com 33 pontos, já o Figueira tem 36. O técnico Eduardo Baptista promoverá outras mudanças em relação ao time da última partida. O volante Rithely retorna ao time por opção e Ananias entra no lugar do suspenso Wendell. No Figueirense, o técnico Argel Fucks também não terá todos os jogadores à disposição. O lateral direito Leandro Silva, que ainda não se recuperou de lesão, dará lugar ao volante Jefferson, que será improvisado.
Com foco mudado, Fla recebe a Chapecoense Após boa vitória na Copa do Brasil, Rubro-Negro se concentra no Brasileirão para escapar de vez do Z-4
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esmo nas semifinais da Copa do Brasil e com boa vantagem após confronto de ida, o Flamengo vai a campo neste domingo para encarar a Chapecoense, no Maracanã, com todos os titulares. Os Rubro-Negros buscam afastar de vez o risco de rebaixamento enquanto que os catarinenses querem sair de perto da degola. Com 40 pontos, os RubroNegros miram mais seis, número mínimo considerado pelo matemáticos. Por conta disso, os jogadores sabem que o momento é de superação para esquecer o cansaço e conseguir os objetivos propostos pelo treinador. Para a partida, Luxemburgo terá o retorno do zagueiro Wallace, que se recuperou de lesão. No entanto, não terá o meia Everton, que sentiu um problema na coxa e foi vetado. O atacante Nixon é o favorito para formar dupla de ataque com Eduardo da Silva. Pelo lado da Chapecoense o clima é de tensão. A equipe catarinense está na 15ª posição, com 36 pontos,
PAULOCAMPOS/GAZETAPRESS
EM MINAS
Lateral esquerdo Júnior César em treinamento tático
Líder Cruzeiro faz duelo dos opostos com Botafogo Em um choque de opostos, Cruzeiro e Botafogo se enfrentam neste domingo, às 15h (de Manaus), no Mineirão, em confronto válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. A Raposa lidera o Brasileirão com 61 pontos e caminha a passos largos para o bi. Com uma empolgação a mais após bater o Flamengo por 2 a 1 em clássico estadual, o Glorioso está na outra parte da tabela de classificação, com 33 pontos, tentando deixar a zona de rebaixamento. Para conseguir vencer um jogo contra o líder da competição, os alvinegros acreditam que o mais importante é neutralizar os pontos fortes do Cruzeiro. “O Cruzeiro tem um time que não pode ter liberdade para jogar ao seu estilo. Vamos ter que nos preocupar sim em neutralizar seus pontos fortes, principalmente porque eles vão partir para cima em busca do resultado desde
os primeiros momentos. O Botafogo tem um time em condições de jogar de igual para igual e acredito que a melhor estratégia é tentar impedir os avanços deles para encontrarmos o melhor momento de ganharmos a partida”, disse o meia Carlos Alberto. Em termos de escalação o Cruzeiro não poderá contar com o atacante Willian, que fraturou a costela. Assim, Marquinhos será o seu substituto. O Botafogo terá uma mudança em relação ao jogo contra o Flamengo. O atacante Wallyson, vetado por conta de lesão no tornozelo direito, cederá seu posto ao jovem Murilo. No primeiro turno do Campeonato Brasileiro as duas equipes se enfrentaram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), e empataram por 1 a 1. Naquela ocasião, Edilson abriu o marcador para os alvinegros, mas Leo garantiu a igualdade.
CONTRA Z-4
Bahia recebe o Palmeiras Mesmo somando 11 pontos em seis jogos, o Palmeiras não vence há três rodadas no Campeonato Brasileiro e, neste domingo, reencontrará um velho conhecido em uma oportunidade decisiva para se afastar de vez da zona de rebaixamento. Às 18h (de Manaus), a equipe enfrenta na Fonte Nova, em Salvador, o Bahia. Para somar três pontos em partida que considera fundamental, o técnico do Palmeiras Dorival Junior aposta na dinâmica do meio-campo, que terá Renato e Marcelo Oliveira como volantes e Wesley saindo de trás para ajudar Mazinho e Valdivia na armação. O chileno está livre para encostar em Mouche e ajudar o único atacante na escalação. O Palmeiras tem 36 pontos, cinco a mais em relação ao Bahia, que iniciou a rodada na penúltima posição e se cobra por resultados imediatos para diminuir os já altos riscos de cair para a segunda divisão. O time não venceu os seus seis últimos compromissos no Brasileiro e Gilson Kleina, que levou o elenco para treinar na Praia do Forte antes do jogo, deve apostar no veterano meia Lincoln como novidade no meio-campo. A dúvida é Titi, zagueiro que se recupera de lesão e pode dar vaga a Adaílton. A certeza é a necessidade de resultados.
CONTRA LANTERNA
ATLÉTICOS
São Paulo visita Criciúma para manter líder na mira O São Paulo diminuiu para cinco pontos a distância para o Cruzeiro. Porém, como a diferença ainda é considerável, a estratégia psicológica para as sete rodadas finais passou a ser preocupar-se em vencer para não deixar o G-4, o que, consequentemente, pode resultar em algo a mais. É com esse pensamento que a equipe de Muricy Ramalho vai a campo, às 15h (de Manaus), deste domingo, contra o lanterna Criciúma, em Santa Catarina. A vantagem sobre o quinto colocado é de três pontos e duas vitórias. Logo, mesmo uma derrota não a tiraria do G-4 nesta rodada, mas não só ameaçaria sua vaga para a próxima edição da Copa Libertadores como também diminuiria a probabilidade de ser campeão. “Não podemos pensar só no Cruzeiro e nos descuidarmos de quem está atrás. Temos que focar na gente. Ganhando, a gente se mantém no G-4. É uma prio-
Furacão e Galo duelam
ridade jogar a Libertadores do ano que vem. Além disso, ganhando nossos jogos, continua a possibilidade de sermos campeões”, resumiu Michel Bastos. Kaká poderá ser sacado neste domingo para descansar. Certo é que o zagueiro Rafael Toloi e o atacante Alexandre Pato, ambos machucados, não jogam. O momento do adversário é completamente oposto. Concentrado exclusivamente em não ser rebaixado à segunda divisão nacional, o Criciúma desceu à lanterna na última rodada depois de perder a terceira partida consecutiva. O que também pode renovar os ânimos é a mudança realizada no comando técnico. Toninho Cecílio foi contratado nesta semana depois da demissão de Gilmar Dal Pozzo e tem como missão salvar o time, neste momento com quatro pontos a menos do que o Vitória, primeiro fora da faixa de descenso. DIVULGAÇÃO
Mesmo cansado, Leo Moura não será poupado do jogo
pouco acima da zona de rebaixamento. Por conta disso, o técnico Jorginho deve optar por uma escalação mais conservadora, sem armadores. Assim, Tiago Luís e Fabiano devem formar o ataque com Leandro, com três volantes ocupando o meio. Jorginho destacou que a Chapecoense precisa marcar para não sofrer gols. Somente depois disso, a equipe poderá atacar com mais qualidade para surpreender o Flamengo no Maracanã. “Não adianta só criarmos, precisa marcar. E pra corrigir isso nada melhor do que repetição”, disse. Durante a semana, o treinador trabalhou o posicionamento da equipe e reforçou seu pensamento com conversas individuais com alguns jogadores. Um deles foi Tiago Luís, destaque da Chapecoense, principalmente após a chegada de Jorginho. “O Jorginho fala bastante sobre posicionamento. Ele, desde que chegou, tem confiado no meu trabalho. Então, vamos fazer por onde retribuir essa confiança”, comentou.
Rogério sonha encerrar a carreira como campeão brasileiro
Reta final de Campeonato Brasileiro e os xarás Atlético-PR e Atlético-MG entram em campo neste domingo, às 17h30 (de Manaus), na arena da Baixada, em busca de pontos decisivos para seus objetivos na competição. De um lado, os donos da casa precisam fazer sua parte para garantir permanência na Série A. De outro, a luta é para se manter no G-4, de olho na Libertadores da América. A derrota para o Fluminense quebrou uma boa sequência do Rubro-Negro que quer a reabilitação diante do torcedor. Para isso, o técnico Claudinei Oliveira contará com o retorno do atacante Cléo e do zagueiro Gustavo, que cumpriram suspensão automática no Rio de Janeiro e retornam ao time. O técnico Levir Culpi não poderá contar com o goleiro Victor, que foi expulso na vitória contra o Sport e está suspenso. Giovanni irá a assumir a meta do Galo O zagueiro Leonardo Silva, recuperado de lesão muscular, deverá reassumir a titularidade ao lado do jovem Jemerson. Com isso, Edcarlos, que foi decisivo na classificação contra o Corinthians, volta ao banco de reservas. O atacante Jô, que chegou a se afastado por indisciplina, também pode aparecer no time titular.
PAULOCAMPOS/GAZETAPRESS
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MANAUS, DOMINGO, 2 DE NOVEMBRO DE 2014
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No Grande Prêmio dos EUA, Hamilton vai em busca da quinta vitória consecutiva na temporada. Rosberg quer evitar o feito, para se manter na disputa do título
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pós três semanas de descanso no calendário do Mundial de Fórmula 1, o Grande Prêmio dos Estados Unidos será disputado neste domingo, no Circuito das Américas em Austin, no Estado do Texas. A prova é a antepenúltima da temporada e assume caráter decisivo para a disputa do título. Restrita à dupla de pilotos da Mercedes, que se sagrou campeã entre os construtores na etapa passada em Sochi, na Rússia, a maior responsabilidade recai sobre os ombros de Nico Rosberg. Regular, o alemão foi líder durante a maior parte desta temporada, mas viu o companheiro Lewis Hamilton engrenar uma reação e vencer as últimas quatro provas: Monza, Cingapura, Suzuka e Sochi. No ano, o britânico já soma nove vitórias, contra apenas quatro de Rosberg. Com o momento claramente em favor de Hamilton, atual líder do Mundial com 291 pontos contra 274 de Rosberg, o piloto alemão tenta minimizar a pressão. “Ainda está tudo por ser jogado na batalha pelo título de pilotos, e eu não vou desistir da luta até a bandeirada final em Abu Dhabi”, avisou. O retrospecto também favorece Hamilton. Nos dois GPs disputados no circuito do Texas, o britânico venceu na prova inaugural em 2012 e foi o quarto colocado no ano seguinte. Já o alemão registrou um oitavo e um nono, respectivamente. A quinta vitória consecutiva de Hamilton lhe renderia ainda uma marca histórica relevante. Com 32 vitórias na carreira, ele se tornaria o piloto britâ-
nico com maior número de vitórias na Fórmula 1, superando Nigel Mansell, com quem está atualmente empatado. Mas essa marca se mostra de importância secundária para Hamilton neste momento decisivo do Campeonato. “Eu não penso tanto nisso, porque eu quero vencer o Campeonato. Talvez no final do ano eu seja capaz de olhar para trás e realmente pensar sobre isso. Mas eu quero vencer o Mundial. Isto é o mais importante”, disse Hamilton, que se mostra muito preocupado com a nova regra que estabelece pontos dobrados na etapa final em Abu Dhabi. “Eu estou ciente de que posso ir para a última corrida tendo feito todo o trabalho até aquele ponto, e aí seu carro pega fogo e você não chega no classificatório. Eu já estive lá, perdendo o título mundial na última corrida, então eu sei como é. Mas isso é energia negativa que eu não vou colocar lá”, declarou. A regra introduzida este ano pode acabar provocando uma situação inusitada. Se Hamilton vencer as duas próximas provas, em Austin e em Interlagos, com Rosberg em segundo, ele chagará em Abu Dhabi com 27 pontos de vantagem na tabela e 11 vitórias contra as quatro do companheiro. Se ele por alguma razão não terminar a corrida ou chegar fora dos pontos, Rosberg será o campeão mesmo se cruzar a linha de chegada em terceiro lugar. Para este domingo em Austin, a previsão é de tempo seco e temperaturas em torno de 25 graus. A largada para o GP dos EUA está marcada para as 16h (de Manaus).
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De olho na quina Lewis Hamilton caminha a passos largos para mais um título da Fórmula 1