Duelo e d Leões MANAUS, DOMINGO, 31 DE MAIO DE 2015
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Penarol e Nacional vão se enfrentar no estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara, pela primeira partida da semifinal do Barezão 2015. O Leão da Vila Municipal joga por dois resultados iguais. Pódio E3
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FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
Mestre NONATO MACHADO
O reconhecimento É GRATIFICANTE
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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m dos maiores incentivadores do jiu-jitsu no Amazonas: esse é o mestre Nonato Machado. Com mais de 40 anos dedicados a modalidade, o faixa-coral é responsável pelo surgimento de atletas como Marcos Loro, Alisson ‘Kiki’ Melo e José Aldo Jr. Nome forte da academia Nova União no Amazonas, ele levantou a bandeira da arte suave na década de 90. De quatro anos para cá, Nonato voltou a se dedicar aos treinamentos para competir e passar mais tempo praticando a modalidade que mudou sua vida. O PÓDIO conversou com o Mestre, que relembrou histórias e falou sobre projetos futuros na carreira.
No Catar, todas as crianças praticam jiujitsu. A arte está implantada nas escolas como educação física Mestre Nonato Machado, faixa-coral de jiu-jitsu
PÓDIO – Como foi o seu primeiro contato com a arte suave? Nonato Machado – O primeiro contato com o esporte foi no final da década de 80. Em 79, conheci alguns amigos que praticavam o jiu-jitsu. Fui à academia e comecei a treinar com a família Façanha, que eram nadadores, como eu, e praticavam a arte. Comecei e logo me apaixonei. Foi amor à primeira vista. Nunca mais parei de treinar. Fiquei um tempo fora, em 2009, por causa da família e trabalho, mas logo voltei. PÓDIO – Como manter a motivação após tanto tempo dentro da modalidade? NM – Minha motivação foi gostar do esporte por ser uma arte suave, um xadrez. É preciso ter uma técnica e muito equilíbrio. A cada dia você vai aprendendo e cria uma fantasia que tem envolve. PÓDIO – É gratificante ter revelado tantos atletas que conquistaram su-
cesso no esporte? NM – Para mim, esse é o melhor troféu que existe. Graças a Deus, posso bater no peito e dizer que fui o primeiro treinador do estado do Amazonas que fez um trabalho social com a garotada. O mestre Reizo Gracie disse que esse Estado é coberto de atletas com biótipo criado para o jiu-jitsu, e realmente isso é verdade. PÓDIO – Você acredita que o jiu-jitsu deveria ser introduzido nas escolas do Amazonas? NM – Isso seria excelente. Gostaria muito que nosso governador e nosso prefeito, que é da arte suave, incentivasse mais nosso esporte nas escolas. No Catar, todas as crianças praticam jiu-jitsu. A arte está implantada nas escolas como educação física. Então, seria bom se nosso prefeito, que foi um excelente lutador, corresse atrás de um incentivo maior para a arte suave e os projetos sociais que englobam o esporte. PÓDIO – Como você vê a falta de apoio ao esporte no Amazonas? NM – Está pouco. Muito pouco na realidade do nosso Estado. Vejo assim, o jiu-jitsu, além de ser cultura, lazer e educação, é o principal esporte do Amazonas. Não desmereço nenhuma modalidade. Aliás, amo muito todas. Pratiquei natação e handebol no René Monteiro, mas ninguém pode tirar os méritos do jiu-jitsu. A arte suave levou o nome do Estado ao mundo todo. Você pode chegar aos quatro cantos do mundo com a bandeira do Amazonas e vão reconhecer você graças ao jiu-jitsu. Logo perguntarão se você pratica o esporte. Nossa força no mundo é o jiu-jitsu. Graças a Deus, estou tendo a sorte de viajar nestes últimos anos e consegui comprovar isso.
PÓDIO – Qual a importância da década de 90 para o jiu-jitsu amazonense? NM – A década de 90 foi a de ouro do esporte. Fico orgulhoso de falar que teve uma mão minha nisso. Eu que expandi a arte suave no estado do Amazonas. O jiu-jitsu evoluiu muito. Criaram varias movimentações. É um xadrez. Exemplo disso é a “De La Riva”. Foi uma posição criada pelo mestre De La Riva, que originou vários golpes como a “50 por 50”, que acabou dando uma amarradinha no jiujitsu. As pessoas vão criando novas posições. Essa é a beleza do jiu-jitsu. PÓDIO – Como lidar com o rótulo de ídolo do esporte do Estado? NM – Isso é gratificante. Mais importante que dinheiro. Estava conversando com o Kiki, que começou desde novo comigo. Hoje, ele está na Suíça dando aula e mandou fotos da academia lotada. Ele me falou que agradece muito todo o esforço e carinho dedicado na sua formação. PÓDIO – Qual a importância de referencias como Osvaldo Alves, Ajuricaba e Nonato Machado para as novas gerações de atletas? NM – O brasileiro ainda não consegue ver a importância desse ídolo. Ainda falta valorizar mais. Nos Estados Unidos eles valorizam a história. Temos que tirar o chapéu para eles por isso. Isso está melhorando aqui. Fiquei emocionado quando fui para os EUA e vi os praticantes de lá falando com tanta admiração dos atletas locais. O povo brasileiro perde as suas raízes. Espero que isso mude aqui. Já vi uma melhora. Falando do Ajuricaba, foi uma perda muito grande para mim. Estava em Natal (RN) quando recebi a notícia. Foi uma pessoa que começou comigo. Era um excelente amigo. Ele tinha um ótimo coração.
PÓDIO – Quais são os seus futuros projetos? NM – O que puder fazer, ainda farei, principalmente se for na base. Sempre falei que o esporte só pode se manter se tiver trabalho de base. Sempre fiz campeões. Soube fazer o trabalho de base. O governo devia apoiar esse trabalho, porque assim tiramos várias crianças do caminho errado e colocamos no tatame. Esse é o caminho. PÓDIO – Qual a diferença dos atletas amazonenses? NM – A habilidade e a raça, essa é a grande diferença dos lutadores amazonenses. A única coisa que ainda devemos melhorar é o nosso jiu-jitsu adulto. Conseguimos criar muitas promessas até o juvenil. Depois, eles começam a trabalhar e cuidar da família. Acabam parando de treinar e nunca chegam ao alto rendimento igual na época do Loro, Kiki, Jacaré, Saulo e Xande Ribeiro. Eles procuraram fazer isso e conseguiram levar o nome do Amazonas para fora. Infelizmente, estamos pecando nisso. PÓDIO – Olhando para sua carreira, valeu a pena cada esforço? NM – Claro que valeu. Valeu cada suor, treinamento e momentos dedicados. Posso dizer que poucos atletas não têm uma raiz minha no estado do Amazonas. Isso em várias academias. Isso é muito gratificante. Hoje, estou fazendo o que não fiz no passado. Passei muito tempo dando aula, nas academias e na federação. Hoje quero viajar e competir. Infelizmente, os corais não estão se inscrevendo. A partir do próximo campeonato, vou me inscrever de preta, porque quero pegar um ritmo de luta e treino. Esse agora é meu hobbie.
Falando do Ajuricaba, foi uma perda muito grande para mim. Estava em Natal (RN) quando recebi a notícia. Foi uma pessoa que começou comigo. Era um excelente amigo. Ele tinha um ótimo coração
Infelizmente, os corais não estão se inscrevendo. A partir do próximo campeonato, vou me inscrever de preta, porque quero pegar um ritmo de luta e treino. Esse agora é meu hobbie
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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Em casa, Penarol tenta diminuir vantagem do Nacional Comandados do técnico Marcos Piter buscam primeira vitória contra o time de Aderbal Lana no Barezão 2015 ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
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este domingo, às 15h, Itacoatiara vai parar. Despedindo-se do estádio Floro de Mendonça, o Penarol encara o Nacional pelo duelo de ida das semifinais do Campeonato Amazonense 2015. A partida será a última do Leão da Velha da Serpa em seus domínios, até mesmo em caso de passagem para a final. De acordo com o regulamento do certame, o local do primeiro jogo da decisão será definido pelo finalista de melhor campanha e o segundo será disputado na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, anulando as chance dos comandados do técnico Marcos Piter voltarem à Cidade da Pedra Pintada. Motivado pela chance de chegar a sua terceira final de Barezão consecutiva e com possibilidade de conquistar seu segundo título Estadual, o técnico penarolense, Marcos Piter, espera que neste domingo o Leão da Velha Serpa consiga um resultado diferente dos obtidos durante a fase classificatória, quando perdeu para o Nacional por 1 a 0 no Floro, e 4 a 0 na Colina. “Nós estamos felizes por tudo o que aconteceu durante a semana. Já tivemos dois resultados negativos diante deles e que isso sirva de exemplo para quando chegar domingo (hoje) não aconteça o que aconteceu. Vamos fechadinhos, com humildade, respeitando, mas não temendo”, avisa Piter. Em termos de escalação, o comandante do Penarol terá todo o elenco à disposição, exceto o meia-atacante Leozinho, que foi expulso na última rodada
do segundo turno. Sobre o time que mandará a campo, Piter adotou o tradicional mistério e despistou sobre os titulares. “Estou trabalhando muito treinamento tático, trabalho de marcação, finalização, bola parada, mas a escalação já está praticamente definida. Ainda não posso divulgar”, disse o descontraído treinador, que aposta na força da torcida interiorana para sair do Floro de Mendonça com um resultado positivo. Nacional Enquanto o Penarol treinou em dois períodos durante alguns dias da semana que antecedeu a semifinal, a comissão técnica nacionalina preferiu pegar um pouco mais leve com os atletas. Segundo o técnico Aderbal Lana, a semana sem jogos foi importante para readquirir o condicionamento físico de alguns e fazer descansar outros. “Apesar da semana cheia, diminuímos a carga de trabalho, porque percebemos que bateu o cansaço na equipe, principalmente no último jogo. Trabalhamos só um período essa semana para tentar recuperar o condicionamento e dar um período de descanso para os jogadores”, explica Lana. Com 16 vitórias em 18 jogos, o Leão da Vila Municipal foi o responsável por fazer a melhor campanha da primeira fase. Por conta disso, a equipe joga por dois resultados iguais (dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols), o que para o treinador azulino não chega a ser tão vantajoso, mas pode fazer diferença ao final dos dois confrontos. “É 90 minutos, mas não considero isso uma grande vantagem, considero como ponto
Aderbal Lana minimizou a vantagem do Leão da Vila Municipal na semifinal e acredita em jogo difícil diante do Penarol
crucial em dois times que tenham um bom nível técnico. Infelizmente a gente joga no interior. Você faz toda essa campanha e vai ao interior para encarar uma equipe forte. Não tem vantagem, porque você perde o jogo de 1 a 0 e outro de 1 a 0, acabou”, cutucou o comandante nacionalino. Assim como Piter, Lana também não adiantou a escalação dos 11 titulares que devem pisar no gramado do Floro. A única certeza é que o treinador não poderá contar com o atacante Leonardo, que se recupera de lesão.
FICHA TÉCNICA
De olho no ‘homem de preto’ Prejudicado algumas vezes e beneficiado em outras por conta de erros de arbitragem durante o campeonato, Piter espera que os “homens de preto” não prejudiquem o andamento da partida. Ele torce para que João Batista Cunha de Brito faça um bom jogo e não interfira no resultado do jogo. “Eu só peço que a arbitragem que vem ao Floro não estrague o espetáculo. Eu quero ganhar, mas não com erro de arbitragem. Se eles ganharem, que também não seja com erro de arbitragem. Sei que no nosso Estado
temos árbitros de qualidade, que têm personalidade e capacidade. Que eles façam um grande jogo. Sabemos que erros acontecem, não estou falando por maldade, é uma critica construtiva”, declara o técnico do Penarol. Já Lana questionou um aspecto importante do jogo: o fair play. Bastante chateado pelo comportamento da arbitragem em Borba, quando, segundo ele, a bola rolou apenas 18 minutos na segunda etapa por conta do cai-cai adversário, pulso firme por parte dos árbitros podem coibir este tipo de artifício.
“Eu não reclamo daquilo que ele fez soprando o apito, o que reclamei é que o juiz não tomou nenhum posicionamento enquanto a isso. Eu acho que não é justo esse negócio de fair play, de ter que jogar a bola para fora e eles devolverem para o meu goleiro e o time ter de reconstruir toda a jogada para chegar ao ataque. Espero que isso não possa acontecer”, argumenta Lana, que na sexta-feira acompanhou, junto aos jogadores, uma palestra sobre as novas recomendações à arbitragem e aos atletas.
PENAROL
Téc.: Marcos Piter
MARCOS MENDONÇA/PENAROL
Pablo Piru Endy
Maceió
Filipe Cristiano
Rafael Vieira
Célio
Thompson
Tety
Kitó Junior Neymar Tiago Verçosa Charles
Fininho Felipe Manoel Dênis Andrézinho
Lídio Peter
Robinho Mauricio Leal Rodrigo Ramos
NACIONAL
Téc.: Aderbal Lana Local: estádio Floro de Mendonça, Itacoatiara (AM) Horário: 15h Árbitro: João Batista Cunha de Brito (AM)
Marquinhos Piter tenta chegar à terceira final de Campeonato Amazonense consecutiva e busca bicampeonato
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Trampolim para a disputa Josiel Costa encara Wilgson Jamaica pelos meio-médios enquanto Helrison Leite duela com Marcos Marajó no RSC5 THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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menos de um mês da realização da 5ª edição do Rei da Selva Combat, os lutadores se preparam para dar espetáculo para ao público que irá comparecer no dia 20 de junho na quadra da escola de samba da Aparecida, localizada na avenida Ramos Ferreira. O evento de MMA é muito esperado pelos fãs de luta no Amazonas desde o anúncio do card completo. Entre as lutas mais esperadas está o confronto da categoria dos meio-médios (até 77,6 quilos) entre Josiel ‘The Tiger’ Costa, do Team Cardoso, e Wilgson ‘Jamaica’ Batista. Com três vitórias em quatro lutas disputadas, o atleta Josiel Costa, 25, chega confiante para o confronto. O lutador revela que ficou feliz com o convite para participar do Rei da Selva, porque sempre sonhou participar do evento de MMA, que em sua opinião, é o melhor do Estado. “Estou muito feliz de conseguir lutar no Rei da Selva. Na minha opinião, é o melhor evento da cidade. Só tenho que agradecer ao Sammy e ao Diogo pela confiança depositada. Pretendo fazer uma luta boa. Estou treinando forte
para representar minha equipe. Espero que o Jamaica esteja treinando para dar um show para o público que vai lotar as arquibancadas no dia do evento”, disse Josiel. Josiel entrou no mundo das lutas aos 17 anos quando decidiu praticar jiu-jitsu. Atualmente, o atleta é faixa-roxa da arte suave. Há apenas dois anos, Josiel passou a
LUTAS
No total, o card do Rei da Selva será composto por nove lutas. Entre elas, acontecerão as disputas de cinturão na categoria meio-médio (até 77,6 quilos) e Galo feminino (61,2 quilos) treinar MMA. O motivo é simples: o lutador encontrou mais espaço na modalidade que virou febre no mundo. “Ainda gosto e admiro o jiu-jitsu, mas passei para o MMA porque tenho mais oportunidades. As minhas últimas três lutas venci e pretendo manter essa boa fase. Minha maior motivação é minha família. Quero dar uma vida melhor para meu filho e minha esposa”, afirmou
o lutador, que garante entrar preparado no octógono. Adversário Com 23 anos, Wilgson Jamaica fez sua primeira luta de MMA no final de 2014. Dominando o centro do octógono e controlando bem a distância, o atleta do Centro de Treinamento de Lutas (CTL) conseguiu vencer por nocaute técnico no segundo round. Assinando com o Rei da Selva, onde poderá realizar três combates, Jamaica afirma estar pronto para comprovar que pode brigar pelo título da categoria nas próximas edições do evento. “Vou entrar no combate para nocautear. Tenho certeza que meu adversário também vai entrar para vencer. Então, a luta vai ser boa. A porrada vai comer. Sou um atleta bem versátil. Gosto de trocar, mas sou um cara do chão. Estou treinando muita grade. Espero dar meus 100% nesse combate. O nervosismo da estreia passou. Agora, estou mais tranquilo e quero dar meu melhor em cima do octógono”, afirmou o faixa azul de jiu-jitsu. Jamaica começou a treinar MMA em 2013. Seu tutor foi o faixa-preto de jiu-jitsu, Marcelo Belota. Segundo o atleta, sua decisão foi tomada porque através do esporte ele pode melhorar de vida.
Wilgson Jamaica é aluno do lutador Cosme Júnior
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a do cinturão
FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
Josiel ‘The Tiger’ Costa é faixa roxa de jiu-jitsu
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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
O objetivo é dar espetáculo Na categoria até 65,8 quilos, Helrison Leite, da academia de MMA Mestre Fran, vai encarar Marcos Marajó, da SD System/ CheckMat. A luta marcará a estréia de ambos no Rei da Selva. Defendendo as cores do município de Nova Olinda do Norte, o Helrison, 22, entra no octógono para confirmar a sua boa fase no esporte. Apesar de novo, ele já tem cinco lutas em seu cartel, sendo que vem de duas vitórias seguidas. Segundo o atleta, o começo irregular dificultou seu crescimento no MMA. “Tinha 16 anos quando fiz minha primeira luta de MMA. Depois disso, minha carreira deu uma caída por causa das derrotas. Apesar disso, consegui evoluir e me recuperei. Sou um striker. Meu objetivo é entrar no octógono e fazer o meu melhor”, afirmou Leite. Diferente da maioria dos atletas de MMA, a primeira arte marcial de Helrison foi a capoeira. Pouco tempo depois, o jovem passou para o jiujitsu e logo migrou para o boxe. Segundo ele, entrar no mundo das lutas foi fundamental para adquirir disciplina. “Era muito indisciplinado em casa. O esporte me ensinou a respeitar meus pais, ter responsabilidade
e pensar nos meus companheiros. Treino todos os dias. Sei que essa disciplina foi importante para formar meu caráter”, revelou o atleta que admite ter pesquisado o jogo de seu adversário. Com oito lutas profissionais, Marcos Marajó conta com maior experiência ao seu lado. Apesar disso, nas últimas três lutas, o atleta venceu apenas a mais recente, que aconteceu no em novembro de 2014.
O nocauteador Helrison Leite vem de duas vitórias seguidas no MMA profissional
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A arte de movimentos misturados e intensos Diferentemente da rotina das academias, o CrossFit chegou para atrair aqueles que estão cansados das práticas esportivas comuns e buscam algo novo THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
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le virou febre nos Estados Unidos. Chegou ao Amazonas há pouco tempo e já atraiu vários adeptos. Esse é o CrossFit. O esporte é formado por movimentos da ginástica com a musculação, todos feitos em séries com alta intensidade. Os principais exercícios são funcionais e naturais para o corpo humano. Em Manaus, uma boa sugestão para quem deseja se aventurar nessa nova modalidade é o box (academia) CrossFit CAF, que fica localizado na rua Jerusalém, Dom Pedro 2, zona CentroOeste de Manaus. Segundo o Head coach (treinador principal) do espaço, Thiago Teixeira, 28, a procura pelo treinamento está grande, muito pelos resultados obtidos com pouco tempo de prática. “Estamos a quase quatro meses funcionando e não temos público alvo. O CrossFit é para todas as idades, vai de crianças a vovôs. O que vai mudar é apenas a intensidade do treinamento. A modali-
dade é formada por uma série de exercícios funcionais feitos em alta intensidade. Por ser uma modalidade nova, as pessoas chegam procurando apenas melhorar a estética, perder gordura. Mas, quando conhecem o CrossFit, percebem que o grande objetivo do esporte é a melhora da qualidade de vida e o bem estar”, disse Thiago, que aproveitou para explicar como funciona a rotina de treinamentos. “Nunca repetimos um treinamento, porque o nosso objetivo é a saúde, ganho de massa, condicionamento físico e a perda de gordura. Se repetirmos um treino, o metabolismo acaba acostumando. Esse não é o nosso objetivo. Queremos manter o metabolismo acelerado”, afirma o head coach. A eficiência do treinamento é tão grande que o CrossFit foi introduzido na rotina de treinamentos das forças armadas americanas. No país do tio Sam, a popularidade é tanta que é possível encontrar boxs em várias esquinas das principais cidades. “O CrossFit começou nos Estados Unidos. Um ginasta americano percebeu que precisava de um melhor treinamento para aperfeiçoar
o seu condicionamento. Então, ele resolver misturar todas as atividades que conhecia em um treino de alta intensidade. Com o passar do tempo, as forças armadas americanas passaram a adotar o CrossFit na sua preparação e treinamento. Rapidamente aconteceu esse boom. Na Califórnia, existe um box em cada esquina. O esporte foi crescendo e acabou chegando ao Brasil, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo”, explica o treinador, que reafirmou a idéia de que a modalidade estimula todas as partes do corpo humano com total segurança para os praticantes. “Trabalhamos com todas as especificações do corpo: equilíbrio, agilidade, controle, potencia, resistência muscular e cardiovascular. Então, você vai melhorar todas as partes do seu corpo. Os movimentos apresentados são seguros. O corpo foi projetado para fazê-los. No caso, são movimentos funcionais, como fazer um agachamento ou levantar uma caixa. A primeira coisa que pensamos é na segurança do praticante. Não utilizamos máquinas, nos transformamos em uma máquina. A pessoa deve vim disposta a conhecer um esporte que vai mudar seu estilo de vida”, conclui Thiago.
O esporte, que tem origem nos EUA, chegou ao Amazonas no começo de 2015 e já virou febre entre os esportistas locais
Com movimentos da musculação e ginástica, o CrossFit trabalha todos os músculos do corpo
Ideia é sair da zona de conforto Normalmente, as pessoas procuram as academias para fugir do sedentarismo. Porém, logo enjoam da prática repetitiva e voltam à velha rotina. Esse foi o caso do instrutor de autoescola, Janderson Melo, 27. Buscando a melhor forma física, o praticante foi apresentado ao CrossFit e não largou mais o treinamento. Segundo ele, o grande diferencial da modalidade é que todos os dias os exercícios são diferentes e isso estimula os adeptos. “O CrossFit foi apresentado por um amigo. Já queria há muito tempo um esporte Sem distinção de sexo ou faixa etária, o esporte pode ser praticado por crianças e mulheres
para praticar. A academia é muito entediante, na minha opinião. Ele me trouxe uma vez, gostei, acabei me viciando e não parei mais. O CrossFit tenta sugar o nosso máximo. Na primeira vez que vi, como estou acima do peso, pensei que não conseguiria, mas os coach’s tem o cuidado de ensinar as técnicas e fica mais fácil. Eles são zelosos e isso ajuda a prevenir lesão”, argumenta o instrutor. Com menos de 15 dias de treinamento, Janderson conseguiu perder cerca de nove quilos. Apesar disso,
para o praticante a maior diferença é no bem estar que o atleta sente ao passar dos dias treinando. “O primeiro benefício foi na perda de peso. Buscava isso e rapidamente consegui. Outra coisa foi o aumento da resistência e o sentimento de bem estar que passei a sentir. Falo para quem me pergunta que eles não devem perder tempo. Aqui no treinamento, seu medo passa e você vai começar a sentir o beneficio. Em 12 dias, perdi nove quilos. Isso foi uma vitória muito grande”, finaliza Janderson.
GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO
Cristóvão Borges estreia no Urubu diante de seu ex-time
Novo técnico rubro-negro debuta no comando do time da Gávea justamente contra a última equipe por onde passou: o Fluminense
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io de Janeiro (RJ) - O mais charmoso clássico do futebol carioca será disputado neste domingo, às 17h30 (de Manaus), quando Flamengo e Fluminense entrarão no gramado do Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro em busca de dias melhores. O Tricolor, que vem de empate sem gols com o Corinthians, soma quatro pontos, está na parte intermediária da tabela de classificação e busca a regularidade. O Rubro-Negro tem um caminho um pouco mais longo. Demitiu Vanderlei Luxemburgo após a derrota de 2 a 1 para o Avaí, que jogou o time, com apenas um ponto, na zona de rebaixamento. Cristóvão Borges, contratado para a vaga de Luxa, assume o posto, mas, antes de chegar, o time ainda empatou por 1 a 1 com o Náutico, na Copa do Brasil, deixando a torcida ainda mais desconfiada. Se o mau momento do Flamengo tem se tornado uma das Cristovão assumiu o comando do Flamengo após demissão de Luxemburgo
principais atrações do clássico, na visão dos tricolores, isso não vai interferir no andamento do jogo. “Clássico é sempre c o m plicado, independentemente do momento dos times na competição e do que aconteceu nos jogos anteriores. O Fluminense sabe que não existe jogo tranquilo no Campeonato Brasileiro e que vamos precisar estar muito atentos a cada momento. Respeitamos o Flamengo e não esperamos tranquilidade. Mas vamos procurar nos impor e construir a vitória”, disse o volante Jean. Mesmo de lado oposto, Cristóvão Borges, o estreante da noite, pensa de maneira parecida. “Acredito que será um jogo marcado pelo equilíbrio, como todos os clássicos. Não vejo vantagem de nenhum dos dois lados. Acho que quem entrar em campo mais concentrado vai atingir seu objetivo”. Os jogadores flamenguistas, inclusive, prometem que garra não vai faltar para começar a mudar a realidade do time no Campeonato Brasileiro. “Precisamos demais começar a somar pontos importantes e pensar em metas maiores. Garra
não tem faltado a nosso time, e vamos jogar com ainda mais empenho por ser um clássico. Queremos muito um
triunfo contra o Fluminense para entrarmos em outro momento na competição”, disse o atacante Alecsandro. Em termos de escalação, Enderson Moreira, mesmo dizendo que faria experiências até encontrar a formação ideal, decidiu dar um voto de confiança aos atletas que empataram com o Corinthians e vai repetir a escalação daquele jogo. Pelo lado do Flamengo, Cristóvão Borges deixou claro que conta com o retorno do atacante Marcelo Cirino ao time, mesmo com o jogador não estando tão bem fisicamente. Assim, ele vai formar dupla de frente com Alecsandro, enquanto Gabriel, que cumpriu suspensão contra o Náutico, e Everton, preservado daquele confronto, formarão a dupla de criação no meio. Enderson Moreira busca no clássico a primeira vitória à frente do Fluminense
NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.
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Corinthians e Palmeiras medem força no Itaquerão
MARCELO D’SANTS/F RAME
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Volante Elias estará como opção no banco de reservas
ão Paulo (SP) – Neste domingo, às 16h, o Itaquerão recebe o segundo clássico entre Corinthians e Palmeiras no ano. As equipes vivem momentos distintos em campo e fora dele. Enquanto o Timão está invicto no Brasileirão, o Verdão passa por crise técnica. Em relação à gestão, o time do Parque São Jorge enfrenta crise financeira e perdeu Guerrero e Emerson durante a semana. Enquanto o rival segue na “crista da onda” e está com cofre cheio. Mas o que importa é dentro de campo. E nele as equipes estão praticamente definidas. O Corinthians acertou o time que mandará a campo no treinamento da tarde de sexta-feira (29), onde o técnico Tite exercitou as jogadas de bola aérea e repetiu a formação que já havia testado no dia anterior. Dessa maneira, o paraguaio Ángel Romero será mesmo o substituto de Paolo Guerrero, agora jogador do Flamengo. O Corinthians entrará em campo
assim: Cássio; Fagner, Edu Dracena, Gil e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique, Jadson, Renato Augusto e Petros; Romero. Essa equipe foi bastante exigida por Tite em uma série de levantamentos na área, feitos pelo preparador de goleiros Mauri Costa Lima. A comissão técnica simulou cobranças de escanteio e de falta, preparando a defesa corintiana para tentar corrigir um problema recorrente em 2015. Em outro gramado do CT Joaquim Grava, os reservas exercitaram principalmente as finalizações. O atacante Vagner Love, que faz trabalhos específicos para aprimorar o condicionamento físico e técnico, aparentou ser um dos mais empenhados. Quem não apareceu em campo foi Emerson. Com contrato válido até 31 de julho e já ciente de que não permanecerá no Corinthians, o Sheik fez apenas fortalecimento muscular na academia do CT, de acordo com o departamento de comunicação do clube. Dúvidas O Palmeiras ainda prioriza a recuperação de quem foi titular contra o ASA, na quarta-feira, mas tem apenas uma dúvida. Oswaldo de Oliveira revelou que Kelvin, Cristaldo e Leandro
Pereira disputam a única vaga que resta na escalação para enfrentar o Corinthians. “Ainda não sei quem será o centroavante. O Rafa me dá muitas opções, pode atuar nas quatro posições da frente, chegando à área ou já na área. Mas o Tite sabe, eu que não sei tudo ainda”, sorriu o treinador. O técnico confirmou a provável escalação do Palmeiras com: Fernando Prass; Lucas, Vitor Hugo, Jackson e Egídio; Gabriel e Arouca; Kelvin (Cristaldo ou Leandro Pereira), Valdivia e Zé Roberto; Rafael Marques. Mas a volta de Rafael Marques, recuperado da forte gripe que o tirou dos dois últimos jogos, foi confirmada e comemorada pelo técnico. “O Rafael faz falta para a nossa equipe, é muito tático, muito técnico, tem leitura boa da partida. É um jogador que vinha demonstrando bastante entrosamento, ajudando bastante. Restabelecido, vai iniciar o jogo no domingo”, anunciou Oswaldo, que pode contrariar o próprio atacante, escalando-o como centroavante no clássico.
ANDERSON RODRIGUES/FRAME
Em momentos distintos no campeoanto, tanto dentro quanto fora de campo, rivais se enfrentam para espantar a crise
Atacante Kelvin busca primeiro gol no certame