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O futuro da O engenheiro Leandro Moreira pontua detalhes da profissรฃo que escolheu ainda na escola. Pรกgina 3
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Editorial O poder do cálculo na construção O curso de engenharia civil ainda é considerado uma das melhores opções para quem gosta da área de exatas
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Matéria e energia Importante para o desenvolvimento tecnológico, o curso de física ainda é um dos mais procurados pelos estudantes
Estudo da Terra e do homem Licenciado em Geografia, o amazonense Eduardo Papi Lemos das Neves é professor no Colégio Dom Bosco
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A relação do homem com o mundo
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Desbravando a história Mestrando em Sociedade e Cultura da Amazônia, Fabiano Santos atua como professor na rede pública de ensino
As quatro profissões abordadas no terceiro exemplar deste guia tem algo em comum: uma forte relação entre o homem e o mundo. No ramo da engenharia civil, a necessidade de estudar a física é indispensável e juntamente com ela, a relação entre os seres humanos. Paralelo a isso, a matéria e a energia, que tanto ouvimos falar durante o ensino médio, ganha um aprofundamento para quem opta pelo curso de física. No quesito do estudo da Terra e do homem, as áreas políticas e sociais se fazem presentes e acabam por abranger o modo de vida de muitos povos, dando uma amplitude ao curso de geografia. E como toda civilização necessita saber e estudar cada vez mais a sua origem, o historiador é peça fundamental em debates que questionam o desenvolvimento e suas raízes. Finalmente nesta terça-feira, um forte time de administradores e empreendedores participa de uma palestra importante que terá como foco o mercado de trabalho. Olinda Marinho explica como tratará do assunto. Anote tudo e leia com atenção. Aproveite seu dia e um ótimo domingo! Bruno Mazieri Editor do Guia Profissões 2016
Expediente EDIÇÃO/REPORTAGEM Bruno Mazieri
FOTOGRAFIAS Diego Janatã, Ione Moreno e Marcio Melo
Inovar para empreender Olinda Marinho completa o time de palestrantes que abordará o tema empreendedorismo durante palestra no auditório do UniNorte
DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva
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REVISÃO Dernando Monteiro TRATAMENTO DE IMAGENS Kleuton Silva
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Para Leandro Moreira, a ética profissional ainda se faz necessária no mercado de trabalho
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nvolvido com as matérias de exatas ainda na época da escola, Leandro Moreira acabou seguindo os passos do pai: o da engenharia civil. “Apesar desse detalhe, sempre tive facilidade com as áreas que envolviam números. Porém, é bom deixar claro para quem opta pelo curso, que ele vai muito além da matemática”, explica. Com 15 anos de formado, ele conta que durante o vestibular, o curso de engenharia era um dos que ofereciam uma projeção econômica positiva. “Era a melhor opção. Isso foi essencial, além de conhecer bastante sobre o ramo. Mas é claro que as coisas foram se transformando com o pasESTÁGIO sar dos anos”, ressalta. O engenheiro Ele lembra civil acredita que que apesar o estágio é inda facilidade dispensável, pois para entrar, o agrega uma banível de desisgagem profissiotência era basnal que sempre tante grande, será colocada justamente em prática pelo aprofundamento nos cálculos. “É preciso gostar das três físicas. Além disso, ter ciência de que ele poderá trabalhar com gerenciamento, planejamento e com projetos. Todos possuem perfis bem diferentes. O primeiro atua na gestão das obras e funciona como um administrador. Já o segundo funciona no setor de compras e discute soluções. E o terceiro estuda os fundamentos da engenharia, cálculos, estruturas”, diz. Como em qualquer profissão, o estágio é indispensável. “O contato com a área deve começar ainda no nível acadêmico, para que ele saia como um profissional experiente, isso é fundamental. É bom ter uma certa vivência. Afinal de contas, o estagiário é uma mão de obra qualificada,
Atualmente, Leandro Moreira reveza seu tempo entre consultorias e obras particulares
pois possui um conhecimento técnico sobre o assunto”. E é claro que, juntamente com isso, as responsabilidades só aumentam. “Dependendo da área de atuação, o engenheiro não tem hora, não tem dia. Ele precisa estar ciente de que será full time, sempre buscando conseguir seu espaço no local de trabalho, ficando alerta para as possíveis necessidades”, revela. Para ele, o mercado da construção civil está passando por um grande problema, tendo em vista a crise que assola o país. “Os empresários estão com medo de tomar uma decisão. Devido as grandes taxas de financia-
mento, as construtoras pararam de lançar novos empreendimentos. E o efeito dessa crise chegou em todos os setores da construção. Desde os operários até os engenheiros”, conta. Ainda segundo Moreira, o mercado esteve aquecido até meados de 2014. “Até 2013 e 2014 a área estava em um excelente momento. Em 2012, por exemplo, alguns profissionais escolhiam até com quem queriam trabalhar. Mas com a recessão o cenário mudou completamente”. Remuneração Sobre a carga horária de trabalho, o engenheiro comenta que o
Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) determina que o profissional deva trabalhar em média 8 horas por dia e receber até nove salários mínimos. “Mas com a crise, conheço colegas que se submetem a trabalhar por menos para se manterem seus empregos”. De olho futuro, Moreira acredita que o segmento ainda está formando bons profissionais, mas que o nível precisa ser mantido. “Assim como em todas as áreas existem os bons e os ruins. Independentemente disso, é preciso trabalhar com ética, tendo noção de que é preciso ter cuidado com quem vai conduzir o mundo”, finaliza.
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Matéria e Importante para o desenvolvimento tecnológico, o curso de física ainda é um dos mais procurados pelos estudantes
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egido pelo mestre Isaac Newton, o curso de física continua sendo um dos mais procurados pelos universitários. Para Adriano Silva, mestrando na área, o primeiro passo para quem deseja se aprofundar nos estudos é ter proximidade com as ciências exatas como química, matemática e, claro, física. “A partir do momento que você passa a estudar o assunto, descobre uma aplicação mais profunda de seu entendimento”, comenta. Com duração de 4 anos, Silva explica que o curso possui dois direcionamentos. “Ele pode ser encontrado tanto em bacharelado quanto em licenciatura. Em ambos os casos é preciso seguir estudando e buscar um mestrado ou um doutorado, para que se possa adquirir cada vez mais conhecimento sobre a área”, diz. Entre as áreas de atuação para quem cursa bacharelado, estão as partes industriais, de dispositivos eletrônicos e condutores. “O que acontece bastante é a substituição de um físico por um engenheiro, por exemplo. Apesar de ele possuir um conhecimento sobre a física, o mais indicado seria contratar um profissional especializado. No caso dos licenciados, o caminho é seguir a docência com foca nas aulas básicas e superiores”. Apesar da grande demanda, ainda faltam profissionais especializados no mercado. “É um índice bastante negativo. O que acontece é que muitos alunos iniciam o curso, mas acabam desistindo. Minha turma, por exemplo, começou com 60 pesso-
Para o físico, o Amazonas ainda é uma promessa no desenvolvimento da atividade1
SENADO
as e finalizou com duas: eu O físico amazo- e uma amiga. Então é uma nense Adriano quantidade Silva comenta que, atualmen- muita pequena de profiste, tramita no sionais para Senado um um universo lei que visa a grande de regualizar a oportunidaprofissão des”, explica. Para o bacharelado esse cenário é ainda pior. “A única saída é investir na formação continuada ou entrar para o universo dos laboratórios nacionais e internacio-
nais. Existem os concursos também e a opção para as polícias civil e federal, mas na área de perito. Apesar disso tudo, as indústrias não reconhecem o perfil desse profissional. Muitos, como disse, preferem um engenheiro”. Silva lembra que, atualmente, tramita no Senado a regulamentação da profissão de físico e restringe a atuação de profissionais formados em outras áreas e que, de alguma forma, exercem a função que poderia ser de um egresso especializado. “O rendimento para as empresas seria bem maior”, complementa. Sobre a remuneração, os salários transitam entre R$ 3 mil e R$ 4 mil
para os que buscam atuar na docência. Já no caso de um perito criminal, esse valor pode chegar até em R$ 15 mil. “Recentemente foi publicado um edital pela Polícia Federal do Distrito Federal no qual o salário beirava os R$ 15 mil ou R$ 16 mil”. Para o futuro, o físico crê que a Região Norte ainda é uma promessa. “Existem grupos de pesquisas. O desafio é grande, mas muitas pessoas estão interessadas em trabalhar nessa área. Sempre vamos esbarrar em problemas que envolvem investimento, ainda mais com o atual cenário da crise, mas mesmo com essas limitações conseguimos publicar artigos e realizarmos nossos estudos”, finaliza.
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Estudo da Terra e do Licenciado em Geografia, o amazonense Eduardo Papi Lemos das Neves é professor no Colégio Dom Bosco
FOTOS: DIVULGAÇÃO
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uando Eduardo Papi Lemos das Neves ainda estava no ensino médio e estudando para o PSC, em 2010, teve aulas de geografia do Amazonas, o que acabou lhe despertando interesse pelo curso de geografia. “O professor Marco Antônio ensinava a matéria de uma forma tão especial que acabei me apaixonando, mas ele nunca induziu nenhum aluno. E esse interesse só aumentou com um maior acesso aos livros especializados”, conta. E toda essa paixão foi sedimentada ao entrar na universidade para cursar licenciatura. “Aí me apaixonei de vez. Tive importantes professores como José Alberto Carvalho de Lima, que me deu a oportunidade de trabalhar com ele na Ilha do Careiro. Hoje, tenho consciência de que aprendi muito, mas pretendo cursar o bacharelado na área”, diz. Segundo ele, geralmente a geografia é dividida em humana e física, o que deixa o curso vago em alguns sentidos. “Estudamos áreas urbanas, físicas, humanas, políticas, econômicas, mas tudo isso é dividido nessas duas categorias”. Um ponto curioso abordado por Neves, é que alguns alunos tratam a matéria como algo decorativo. “Mas isso é uma cultura antiga. Busco justamente mostrar esse outro lado, o lado da importância que a geografia possui. Na universidade estudamos desde de conflitos a guerras, é bastante abrangente”, comenta. Entre os pré-requisitos para entrar no curso está o conhecimento da geografia do Amazonas. “Se um geógrafo chega a um congresso, certamente ele será questionado por outros profissionais. É preciso ter uma leitura básica sobre a nossa região. Isso é um grande diferencial e pode ser estimulado por meio de projetos de pesquisa”. Para o Amazonas, as opções de trabalho ainda são poucas. “Diferentemente do Pará, que conta com mineradoras
e órgãos voltados para a questão do petróleo. Aqui, o mais provável é participar de concursos de instituições como o Ibama, Ipaam e CPRM. No caso da licenciatura, as escolas estão encontrando dificuldade para encontrar professores, tendo em vista que muitos acabam desistindo do curso”, revela.
Assim como no caso dos historiadores que optam pela docência, o geógrafo pode ganhar até R$ 1.600 por mês, trabalhando 20 horas por semana. “O aperfeiçoamento contribui bastante na hora de contratar. No caso das escolas particulares esse valor pode sofrer alteração para mais”, finaliza.
Eduardo das Neves pretende cursar, em breve, o bacharelado em geografia
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passado sempre desperta curiosidade em pessoas de diversas idades. Seja por algum fato marcante ou pela simples necessidade de saber a origem das civilizações. Formado desde 2014, Fabiano Santos Souza é um dos mais recentes historiadores do Estado. Seu encontro com o curso aconteceu por meio de afinidade. “Ainda tentei a área de informática, mas meu perfil me levou para humanas e a proximidade com a leitura me fez cursar história”, explica. Para ele, um pré-requisito para entrar para o curso é justamente a paixão pela leitura. “Na verdade, isso é essencial para todas áreas de humanas, a base é a leitura. Outro ponto
PROFESSOR importante é com relação à docência. O historiador Se você busca conta que para esse caminho, aqueles que é preciso ter concluem o curso afinidade com de licenciatura, um público. é preciso desenO que mais volver um trato acontece é de para com os um profissiofuturos alunos nal se formar, ficar pensando somente na rentabilidade e esquecer que é necessário desenvolver um trato com as pessoas, uma didática”, comenta. Atualmente mestrando em Sociedade e Cultura da Amazônia, Souza afirma que os campos de atuação de um historiador são bastante vastos. “Se você possui licenciatura, pode ministrar aulas no ensino fundamental, médio e superior. Neste último caso, só é possível com o diploma de
uma pós-graduação ou mestrado. Já para um bacharel, as áreas são mais abrangentes. Ele pode trabalhar em museus, órgãos públicos, pesquisas... Inclusive, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) possui vagas para o cargo de historiador”, lembra. O profissional salienta que os estágios são obrigatórios, caso contrário o universitário não consegue concluir o nível superior, além da expansão do mercado. “Da minha turma, cerca de 90% das pessoas estão empregadas
e trabalhando na área. Volta e meia as escolas particulares estão em busca de professores de história. O mercado está aberto para aqueles que estão aptos”, afirma. Segundo Souza, um professor da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) recebe em média R$ 1.600 por mês, tendo carga horária de 20 horas semanais. Mas isso sofre uma variação dependendo da instituição de ensino. Além disso, tramita no Senado a regulamentação da profissão de historiador. “As pessoas estão, cada vez mais, dando importância para esses profissionais. Seja na parte de restauração de peças, como em museus, em pesquisas. Quanto mais se debate e discute política, mais necessária se faz a presença de um historiador, pois é um profissional que possui embasamento para argumentar. A tendência é ampliar e amplificar as áreas de atuação”, finaliza. Fabiano Santos Souza está formado desde 2014 e atua como professor
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Mestrando em Sociedade e Cultura da Amazônia, Fabiano Santos atua como professor na rede pública de ensino
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ormada em administração e mestre em turismo e hotelaria, Olinda Marinho completa o time de palestrantes que abordará nesta terça-feira, dia 19, no auditório do Centro Universitário do Norte (UniNorte), o atual cenário do mercado de trabalho e a importância do empreendedorismo. Ocupando o cargo de subcoordenadora do Centro de Empreendedorismo do UniNorte, ela afirma que está será uma grande oportunidade não apenas dos universitários, mas da comunidade
em geral, em saber a importância de empreender. “Essa oportunidade precisa ser aproveitada e promovida, pois é uma forma direta de estar frente a frente com um público que precisa dessas informações, que sai da faculdade muitas vezes perdido”, comenta Olinda. Entre os principais assuntos está o intraempreCRISE endedorismo. Trata-se da promoção de Olinda Marinho uma inovaafirma que a ção dentro da crise ajuda a empresa da tirar os profissioqual a pessoa nais da zona de atua. “Você conforto e abre começa a oboportunidade servar toda a para novas ativiestrutura dadades rentáveis quela empresa, quais suas necessidades e passa a sugerir melhorias. Passa a promover mudanças agregando valor”, explica. Segundo ela, a iniciativa não fica restrita somente a um setor específico. “A partir do momento que proponho essas mudanças, acabo por inovar e, ao mesmo tempo, intraempreen-
der. E isso tudo sem medo de ter uma ideia roubada ou qualquer coisa do tipo. Nunca tive medo de ter uma ideia roubada. Com isso, você transforma-se em referência, podendo até criar um novo setor, uma nova profissão”. Apesar da crise, Olinda possui uma visão bastante otimista do momento. “Costumo dizer que amo a crise. Ela tira as pessoas da zona de conforto. Há 15 anos, as profissões que mais se destacavam era medicina, administração, arquitetura e engenharia. Tudo porque os salários variavam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. Porém, as profissões que proporcionam algum tipo de inovação, como os técnicos de informática, por exemplo, acabam superando essas expectativas e proporcionando grandes salários”, destaca. Outro pronto que será abordado pela administradora é a questão do desenvolvimento de habilidades. A necessidade de aperfeiçoamento e desenvolvimento de novas ações é extremamente importante para um destaque profissional. “Para isso preciso de pesquisas, preciso estudar. Para desenvolver uma técnica, tenho que estudar e para construí-la preciso de técnica ou de pessoas que a possuam. Não podemos mais descartar a habilidade humana”, finaliza. MARCIO MELO
A administradora Olinda Marinho completa o time de palestrantes que abordará o tema empreendedorismo durante palestra no auditório do UniNorte
Formada em administração, Olinda Marinho é subcoordenadora do Centro de Empreendedorismo do UniNorte