Está chegando a hora da verdade
Faltando menos de um mês para as eleições municipais, os candidatos à Prefeitura de Manaus revelam algumas estratégias para ganhar a corrida eleitoral e são unânimes em dizer que não medirão esforços para conquistar os eleitores. Política A5
RICARDO OLIVEIRA
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ANO XXIV – N.º 7.759 – MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES - DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00
EXEMPLO
Retrato de vida
Série de reportagens que será publicada aos domingos mostra o cotidiano de pessoas como Raimundo Drago, que driblou as tragédias da vida com persistência e dignidade. Dia a dia C4 e C5 JERÔNIMO MARANHÃO
‘Não entro em disputa para não ganhar’
BIA ALVES/AE
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Eleições 1
ALIADA
Banana ajuda a combater o vício do cigarro
OPORTUNIDADE
Venda de sorvetes dispara e aumenta oferta de emprego
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Saúde & Bem-estar 2
DIVULGAÇÃO/STCK
Economia B5
HOMENAGEM
Obra de Claudio Santoro vira documentário Plateia D1
BRASILEIRO
Tricolor defende liderança e série invicta de 10 jogos Novo líder, Fluminense enfrenta o Internacional com o privilégio de jogar com a melhor defesa e o melhor ataque do campeonato. Lance! 4 e 5
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO TEM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ELEIÇÕES, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, LANCE!, ELENCO E CONCURSOS
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Opinião/Última Hora
Passageiros feridos no naufrágio recebem alta
Contexto 3090-1017/8115-1149
MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012
marioadolfo@emtempo.com.br
Oito turistas que estavam na embarcação do Ariaú que naufragou na última sexta-feira, tiveram ferimentos leves JOEL ROSA
Tão logo foram avisados, equipes do Samu e Corpo de Bombeiros foram resgatar os passageiros
Linha de montagem Não tem jeito: a exatos 30 dias da eleição para vereadores e prefeito, os nove candidatos à Prefeitura de Manaus parecem ter saído de uma máquina de xérox; são cópias do mesmo perfil original. Iguais em tudo. Principalmente no elenco de propostas para a “transformação” da cidade, que um “colou” do outro, num momento em que a fiscalização do TRE estava olhando para outro lado. Como o Amazonas não tem candidato à Presidência da República, como Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo, a submissão ao Palácio do Planalto é constrangedora. Nenhum candidato(a) eleito(a) conseguirá mover uma palha, se não tiver a bênção da presidente ou do governador do Estado, que aliás faz mais pela cidade do que qualquer prefeito já tentou fazer. Artur fora do PSDB? Artur Neto não esconde seu descontentamento com a postura provinciana do PSDB que, na esteira do seu principal adversário, o PT, pensa um Brasil do tamanho de São Paulo, como tem demonstrado o governador Geraldo Alckmin, pretenso candidato à Presidência da República, se outro tucano, o mineiro Aécio Neves não fizer naufragar seus planos nunca realizados. Artur, que era PSB ao governar Manaus (1989-1992), talvez abandone o voo rasante dos tucanos ao término (ou antes mesmo) desta campanha que lidera, mais uma vez, em direção à Prefeitura de Manaus. Outro que voa Também já se veiculou que Serafim Corrêa aproveitaria o esforço de campanha para mudar de partido, o PSB, onde se mantém desde que era secretário na administração municipal de Artur Neto. Outro que voa 2 Acontece que o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com ótimos índices de aceitação popular está agarrado com unhas e dentes à ideia de suceder Dilma Rousseff na Presidência da República, mesmo que Lula volte a usar barba. Outro que voa 3 Então, Serafim pensaria duas vezes antes de abandonar uma sigla que tem
uma direção com inequívoca visibilidade nacional, embora, neste momento, dissidente da antiga aliança com o Planalto. Mas Sarafa pode pensar três vezes e mudar de partido, sim. Afinal, o que significa mudar de partido no Brasil, que registra a cada momento uma agremiação nova, sem rumo ideológico, sem nada? Não acaba tudo sob o mesmo telhado de zinco de uma nova base aliada, seja lá o que for isso. Realinhamento As eventuais mudanças de partido desses dois líderes são prenúncio do realinhamento daquilo que os políticos costumam chamar (para justificar comportamentos nem sempre éticos), até sem motivo, de correlação de forças. Políticos de carreira não pensam apenas do voto de hoje; ele projeta o eleitor de amanhã. O amanhã são as majoritárias, puxadas pela eleição do sucessor de Dilma Rousseff. Se ela “desencarnar”, como não fez Lula até hoje, desacostumado a estar fora do (co)mando. Medida acertada Os desfiles de homenagem às independências do Amazonas (5 de setembro) e do Brasil (7 de setembro) foram corretamente para o fim da tarde desses dias. Razão: o forte calor de Manaus, que parece só agora foi notado pela sensibilidade dos promotores desses eventos. Medida acertada 2 A mesma mudança na
APLAUSOS
agenda aconteceu com algumas outras cidades. Mas houve cidade em que o grau de umidade ficou tão baixo que os desfiles foram cancelados. Em Brasília, a pedido da presidente Dilma Rousseff, o desfile, que costumava superar duas horas, foi reduzido para uma hora e 40 minutos. Quem quer faz ... Quando o Legislativo abdica do seu trabalho de criar leis e fiscalizar as ações do Executivo, por falta de tempo ou por incompetência, é o Judiciário que acaba decidindo questões importantes do país, sob o protesto tão inútil quanto tardio dos legisladores. ... quem não quer O governador Omar Aziz cansou de ser mero observador dessa pelenga entre a empresa concessionária do serviço de água e a prefeitura em torno da tarifa a ser cobrada ao usuário, que apenas sonha por água na torneira. Cansou e abriu as torneiras. Agora, que vão se queixar ao bispo. ... muda de assunto O mais impactante nesse contexto de desencontros é que ao menos um terço da cidade está sem água e o foco da discussão está, há muitos anos, centrado no valor que deve ser cobrado. A questão emergencial de não ter água e que essa falta aumente os agravos de saúde da população não foram levados em conta, em nenhum momento.
VAIAS
Para todos os gostos
Carretas da Mulher DIVULGAÇÃO
DIEGO JANATÃ
Para os artistas amazonenses que calam a boca dos que dizem não haver o que fazer em Manaus. Só neste fim de semana mais de 30 espetáculos, para todos os gostos, estavam em cartaz.
Para o sistema de atendimento médico chamado de “Carreta da Mulher”. Sob sol e chuva, no meio da rua as mulheres esperam, com a maior paciência, pelo tal atendimento. Uma desumanidade.
MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO
O
s oitos passageiros do barco Ariaú Açu, do Hotel Ariaú Amazon Tower, que foram hospitalizados após o acidente com a embarcação na tarde da última sexta-feira, receberam alta do hospital. De acordo com a proprietária do complexo turístico, Helen Honorato, os passageiros tiveram fraturas leves e pequenos cortes. Uma das passageiras sofreu um traumatismo craniano, mas passa bem. Helen contou que a rápida atuação das equipes do Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBAM) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
GUARDA
Familiares revoltados em velório O assassinato do agente Gerson Félix (61), morto por traficantes com quatro tiros nas costas, na última quinta-feira, no conjunto Ouro Verde, Zona Leste, gerou indignação nos demais membros da Guarda Municipal. Eles cobraram mais ação das autoridades para garantir a integridade dos agentes, que em muitos casos não possuem meios de se defender da bandidagem. “Já fizemos o treinamento para atuar junto com a Polícia Militar. Queremos andar com armamento e participar das rondas ostensivas para combater o crime”, afirmou um guarda municipal, que se identificou como Mascarenhas. Outro agente, que pediu anonimato, disse que o colega assassinado era dedicado ao trabalho. “ Não podemos ficar passivos diante da perda de uma pessoa que gostava do que fazia”, frisou. Segundo testemunhas, Gerson Félix foi morto por traficantes, que estariam incomodados com sua atuação no combate ao tráfico na Zona Norte. Ele já havia sido alvo de outras três tentativas de assassinato, conforme informou colegas de profissão.
(Samu) foram fundamentais durante o procedimento de socorro. “Eu queria destacar e agradecer a rapidez com que eles agiram. Nunca vi nada parecido. Socorreram e foram prestativos minutos após o ocorrido”, comentou. Ainda na sexta-feira, os pertences dos passageiros foram retirados de dentro da embarcação pelas equipes do CBAM e reunidas numa pequena balsa colocada para auxiliar o trabalho. No total, 39 passageiros e seis tripulantes estavam na embarcação retornando do hotel de selva. A maioria, segundo Helen, são pessoas que moram em Manaus. “Havia duas famílias estrangeiras, uma de americanos
e uma de japoneses. As bagagens dos americanos não foram recuperadas”. Essas famílias estão acomodas num hotel em Manaus e estão recebendo assistência dos proprietários da embarcação. “Eles perderam documentos, como passaportes, estamos auxiliando em tudo, inclusive com os órgãos envolvidos para solicitar a permissão de viagem”, afirmou a proprietária. O barco foi levado para o porto Bertolini, no Santo Agostinho, Zona Oeste, ainda na sexta-feira. O acidente ocorreu por volta das 16h, próximo à praia da Lua, quando o barco retornava do hotel a Manaus e foi atingida por fortes ventos de um temporal.
PROUNI
Alunos superam dificuldades para estudar em Salamanca JOSÉ CRUZ/ABR
Em 2010, o ex-presidente Lula enviou alunos para Salamanca
Ex-alunos de escolas públicas deixaram para trás a família, o casamento e os filhos para correr atrás de uma oportunidade que eles mesmos definem como única: estudar na Universidade de Salamanca, na Espanha, uma das mais antigas e tradicionais do mundo. Já são 28 jovens brasileiros, bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni), estudando na instituição. O grupo que chegou mais recentemente ao país, em abril deste ano, conta as surpresas e os problemas de adaptação que tiveram que enfrentar. A diferença climática, a culinária local e principalmente o idioma dificultam a adaptação – além da saudade dos amigos e parentes que ficaram no Brasil. O convênio ProUni-Salamanca teve início em 2010 e seleciona anualmente os dez mais bem classificados no programa de bolsas para estudar na Espanha, com o curso e as despesas pagas em parceria com o Banco Santander. Dois desistiram e retornaram ao Brasil. Todos
os participantes chegaram à Salamanca sem falar espanhol. Eles tiveram um mês para aprender a língua antes de prestar “vestibular” para poder ingressar na universidade. Muitos não foram aprovados e terão nova chance em setembro – caso não passem, devem retornar ao Brasil. “Ter que estudar em um mês para se preparar para a seleção é muita pressão. Principalmente porque não temos o apoio da família aqui”, explica Talles Vinicius Medeiros, de 22 anos, de Belém (PA). Ele conta que nos primeiros dias queria voltar ao Brasil. Mas agora, fluente em espanhol, está confiante que vai passar na próxima prova. Ele quer cursar matemática. A vice-reitora de Relações Internacionais da universidade, Noemí García, diz que é um “milagre” a velocidade com que os bolsistas brasileiros aprenderam espanhol. Na instituição, eles fazem aulas intensivas da língua e recebem apoio do Centro de Estudos Brasileiros da universidade.
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012
A3
Fala leitor
Editorial
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Minas também repercute ‘independência ou morte’ Já estava claro para todo o país que Minas Gerais e São Paulo estavam criando obstáculos aos interesses do Palácio do Planalto, isto é do Partido dos Trabalhadores, mas particularmente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente já decidira que não subiria em palanques aliados nestas eleições municipais. Mas Belo Horizonte e São Paulo, onde os candidatos petistas têm dificuldades de convencer o eleitorado a votar contra os governos do PSDB (Aécio Neves, em Minas, e Geraldo Alckmin, em Sampa), fez Dilma Rousseff mudar de ideia e declarar que irá, sim, ao palanque mineiro de Patrus Ananias, que anda em grande dificuldade. Outra frente de resistência ao PT concentra-se em Pernambuco, onde o candidato do governador Eduardo Campos também ameaça a vitória do candidato petista, neste momento, por uma diferença considerável. Em Belo Horizonte, a participação de Lula foi intensa e irritou o candidato Márcio Lacerda (PSB), que aproveitou o Dia da Independência para dar sua versão do lema da bandeira de Minas Gerrais: “Liberdade ainda que tardia”. E pôs a questão nos seus devidos lugares, considerando que a intervenção do Planalto não é sentida apenas em Belo Horizonte e no Recife. Para se contrapor às personalidades nacionais vinculadas à candidatura do PT, o programa de Lacerda apresentou gravações dos ex-presidentes Tancredo Neves e Juscelino Kubitschek falando sobre liberdade. Lacerda abriu sua fala dizendo: “Insinuam que o governo central que está no poder quer que elejamos alguém do seu grupo, sob a alegação de que BH teria negados alguns direitos caso não o fizesse ou não se curve às suas ordens”. E prosseguiu, desafiante: “Nossa população não aceita ordem despropositada, nem crê que possa ser perseguida politicamente por lutar pela liberdade. [...] BH é livre e não se abala com intimidações, em especial as que se fazem nas entrelinhas ou nos discursos vagos, desvalidos de consistência e verdade”. Para um bom entendedor um monte de palavras é um clarão na escuridão.
Você é bela porque é feliz, ou você é feliz porque é bela? A resposta dependerá da forma como você encara a própria vida, de seus próprios valores e da menor ou maior importância atribuída aos cuidados que garantem o perfeito equilíbrio entre a beleza do corpo e a paz interior. Esses conceitos aliamse a um terceiro, não menos importante: o da beleza como expressão de uma vida saudável,
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que vem sendo incorporado pelas clínicas mais avançadas. A opinião comum é de que a beleza está aliada a um conceito de perfeição, em que traços e formas se harmonizam com a natureza. Mesmo assim, é um conceito subjetivo, pois o que é belo para uns não necessariamente será belo para outros. Cada um tem o seu bonito. Normalmente, as pessoas se pautam por padrões construí-
dos pela sociedade de sua época ou de seu país, ditados pela moda e pela propaganda. Assim, além de ser algo abstrato e subjetivo, a beleza também depende muito de você, de como você está “por dentro”, de seu estado de espírito. Por que temos tantas pessoas que se tornam escravas de tratamentos estéticos, cirurgias e remédios? Pessoas enfrentando o efeito sanfona e sempre
insatisfeitas consigo mesmas? É ai que entra o tratamento “por dentro e por fora”, a orientação segura para a obtenção de resultados consistentes. Daniele Perez
Charge elvis@emtempo.com.br
Olho da Rua
Dora Kramer
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opiniao@emtempo.com.br HUDSON FONSECA
Não dá tempo de prestar atenção a esse raro exemplar de uma cidade que começou com um traçado urbanístico objetivo e cuja construção era orientada por sanitaristas. Esse espécime de um outro tempo continua instalado na avenida Constantino Nery, aquela que tem um terminal de ônibus, que só alguém que odiasse tanto Manaus poderia ter construído.
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Aos amigos e inimigos O julgamento do mensalão até agora tem sido “um massacre”, como diz o advogado Márcio Thomaz Bastos numa avaliação de premissa reta e conclusão torta quando aponta “retrocesso” no trato rigoroso que o Supremo Tribunal Federal tem dado aos réus e na interpretação “flexível” das exigências legais para a configuração dos crimes. Realmente massacrante para os réus em geral e para o PT em particular o relato detalhado e quase diário de um episódio que os envolvidos prefeririam ver esquecido e do qual imaginavam já ter se livrado depois de o partido ganhar duas eleições presidenciais desde então. Errático, porém, o arremate com o qual, em última análise, Thomaz Bastos compara a Corte Suprema do país a um tribunal de exceção, na medida em que acusa o STF de solapar garantias constitucionais. A referência enviesada ao AI-5 e ao alerta de Pedro Aleixo sobre o uso que o “guarda da esquina” faria do instrumento de arbítrio soou especialmente fora de esquadro na boca de um ex-ministro da Justiça cuja influência, como ele mesmo gosta de lembrar, se fez presente nas indicações de vários ministros alvos de sua diatribe. Compreende-se a chateação do comandante em chefe da tese do caixa dois a defensor vencido por unanimidade na condenação de seu cliente José Fernando Salgado, do Banco Rural. Mas isso não o credencia a desqualificar a fundamentação exaustiva, lógica e majoritariamente convergente de votos que, sem combinação prévia, partem de diferentes cabeças para chegar a um mesmo lugar. Não sendo mera coincidência, dada a impossibilidade de o acaso atuar nessa amplitude, tal convergência só pode ser obra do vigor dos fatos cotejados com a lógica e a percepção da realidade. Como bem reiteraram alguns ministros na sessão de quinta-feira na
defesa do tribunal como guardião e garantidor da Constituição, o STF não retrocede. Antes contribui para que o Brasil evolua e almeje ser um País onde a aplicação da lei não fique refém do cinismo que, sob o argumento da legalidade estrita, presta serviço à impunidade. O Supremo vai fazendo muito mais que condenar. Vai dando um aviso aos navegantes da vida política e adjacências para que andem devagar com os respectivos andores, porque os santos não precisam ser de barro para se quebrar. Podem ser de ouro, podem integrar um governo popular, podem contar com o benefício da desinformação do eleitor, podem pagar fortunas a medalhões da advocacia. Podem ter base social, podem ter abrigo na intelectualidade, podem ter base de sustentação parlamentar, podem agir sob o guarda-chuva de uma figura de grande apelo popular, podem muito e algo mais. Só não podem esperar que a Corte Suprema dê as costas à Constituição para servir de avalista a um projeto de poder fundado nos alicerces da ilegalidade. Foi-se o tempo – Lula como referência na posse da presidência da República era uma coisa. Fora dela, a reverência devida pelos aliados é outra, entre outros motivos porque cada um deles passa a atuar de olho em um futuro não necessariamente sob as asas do PT. Troca de guarda – O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pode ou não atender ao convite do ex-presidente Lula para reunião domingo que vem em São Paulo em prol da candidatura de Fernando Haddad. A depender de alguns acertos. Por exemplo: um freio na artilharia que parte da ala chamada de forma irônica de “subpaulista” comandada pelo presidente do PT, Rui Falcão, e a compreensão de que o PSB é um aliado político, não um subordinado partidário de quem se cobre fidelidade cega.
Dora Kramer Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”
O STF não retrocede. Antes contribui para que o Brasil evolua e almeje ser um país onde a aplicação da lei não fique refém do cinismo, sob o argumento da legalidade estrita à impunidade”.
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012
Difícil é aprender com a experiência dos outros
Os 100 anos da Igreja de São Sebastião em Manaus
Em 2008 estourou aquela bomba econômica, logo designada como “bolha americana”, que se espalhou por todo o planeta como uma enorme vaga, um tsunami arrasador a arrastar com sua descontrolada força, fortunas, instituições, Estados e tudo o mais que se atrevesse a se pôr à sua frente. Como de costume, a tragédia foi antecedida por incontida euforia e otimismo absoluto, que levou os bancos americanos a realizarem verdadeiro derrame de hipotecas de financiamento de imóveis, a incentivar a população a adquirir a enorme produção da construção civil e as financiadoras a fomentarem e alimentarem a ciranda das revendas sucessivas das hipotecas, onde a inadimplência pouco a pouco se instalava com maior intensidade. Numa economia como a norte-americana, regida pelo laissez-faire do liberalismo quase absoluto, entende-se o porquê de o Estado não interferir, ainda que entre as suas atribuições e obrigações esteja o dever de proteger seus cidadãos e assegurar-lhes as condições de segurança em todos os sentidos, inclusive enquanto segurança econômica. Não fosse assim, os bancos e financeiras teriam sido fiscalizados e admoestados como um pai faria aos seus filhos, tão logo percebesse que a gestão dos recursos não atentava para a prudência do equilíbrio entre o haver e o dever, mas, ao contrário, enveredava para o caminho do perdulário e do irresponsável. Pois que não há mistérios nem grandes diferenças entre as consequências que uma boa ou má administração financeira haverá de trazer tanto para o indivíduo que a adota, quanto para uma nação que a põe em prática. Ai daquele que ignora, ou não atenta para o fato de que, tão ou mais importante quanto o saber ganhar é também o saber gastar, que será sábio na medida em que for compatibilizado com a receita lograda. Como não sou do ramo, não carrego comigo titulação que me credencie a navegar nas águas da economia, talvez cometa grave equívoco, mas, por tudo isso é que fico assustadíssimo quando percebo, impotente, que a sociedade que habito, que me sustenta e abriga, é regida por um exacerbado consumismo, irracional e cego, e conduzida por governos igualmente perdulários, gastadores e exibicionistas, que mais se preocupam em fazer o marketing e a promoção política dos governantes do que em promover o bem-estar dessa mesma sociedade. Quando a Inglaterra sofria o impiedoso ataque das bombas alemãs, na Segunda Guerra Mundial, Churchill, comandante da heroica resistência, prometia ao seu povo apenas sangue suor e lágrimas e pedia ao mesmo que se redobrasse na prática da austeridade. Quando terminou a guerra, o país que estava literalmente destruído conseguiu se reerguer pela força da poupança do seu povo, também aliada à sensatez de um governo que soube eleger as verdadeiras prioridades a atacar.
Cheguei em Manaus aos 18 de janeiro de 1992. Um dia depois ocorreu minha posse como arcebispo de Manaus. Chegava como um ilustre desconhecido e como alguém desejoso de conhecer e amar o povo da terra, que a partir daquele momento seria a minha família. As cerimônias realizadas na catedral deixaram-me feliz. Meu primeiro ato público na qualidade de responsável espiritual pelos católicos manauenses realizou-se no dia 20 de janeiro, na festa do padroeiro da Paróquia de São Sebastião. Guardo belas recordações da procissão e da missa campal. O povo compacto a caminhar pelas ruas do Centro, a missa presidida por mim em palanque armado na praça, o coral sólido e afinado de frei Fulgêncio, a presença dos capuchinhos, o cenário do Teatro Amazonas ao fundo e da igreja ao lado, tudo permaneceu-me na memória. A cada ano, quando estou em Manaus, participo alegremente das comemorações. A Igreja de São Sebastião embeleza a praça que leva o nome não do teatro, mas do santo soldado. Com uma torre só, parece reclamar da inexistência da irmã gêmea que lhe daria simetria, mas ficou bem assim como está. Seu interior lembra templos cristãos da Europa e inspira proximidade intimidade. O local convida à oração e mostra dignidade, o melhor elogio que se pode fazer a uma igreja. As pinturas de Domenico de Angelis embelezam o ambiente e ajudam a meditar as coisas de Deus. Hoje, a Igreja de São Sebastião faz parte das vidas de inúmeras pessoas, famílias e, por que não, da cidade de Manaus. Ontem, ao entardecer presidi missa campal para agradecer a Deus os 100 anos da instalação da Paróquia de São Sebastião. Foi a terceira paróquia de nossa cidade. No dia 12 de setembro de 1912, era nomeado como seu primeiro pároco o frade capuchinho José de Leonissa. A igreja é mais antiga: sua atual construção foi inaugurada em 7 de setembro de 1888 e deveu-se aos esforços de frei Jesualdo Machetti e dos devotos de são Sebastião. Conhecer a história desse templo é trazer à memória da geração atual vidas, lutas, vitórias, derrotas, alegrias, tristezas e acima de tudo coragem e teimosia. Desde frei Jesualdo, o construtor, passando por frei José de Leonissa, o primeiro pároco, relembrando frades notáveis como frei Mário Monacelli que deixaram saudades, até chegar aos frades brasileiros, que se doam sem reservas aos fiéis, relembrar e conservar a saga deste templo é fazer justiça a nossos antepassados e prestar homenagem aos vivos. Os capuchinhos, que se puseram à frente da construção da Igreja de São Sebastião e, depois, sempre dela cuidaram e cuidam, mostraram-se zelosos pastore. Os atos litúrgicos são bem celebrados, movimentos de espiritualidade se reúnem em suas dependências, a atenção aos excluídos não é descuidada. Os penitentes encontram reconciliação e a exposição do Cristo Eucarístico durante dia e noite atrai adoradores. São Sebastião merece nosso respeito porque lançou-se à missão de evangelizar as periferias da cidade. Parabéns!
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
A tragédia foi antecedida por incontida euforia e otimismo absoluto, que levou os bancos americanos a realizar verdadeiro derrame de hipotecas de financiamento de imóveis”.
Torcida paulista vaia a seleção do Brasil que venceu a África do Sul por 1 a 0, no amistoso no estádio do Morumbi, ontem em São Paulo, no feriado do Dia da Independência.
Insinuam que o governo central que está no poder quer que elejamos alguém do seu grupo, sob a alegação de que BH teria negado alguns direitos caso não o fizesse ou não se curve às suas ordens
Márcio Lacerda, candidato do PSB à Prefeitura de Belo Horizonte (MG), prega a independência política do eleitorado da capital mineira neste 7 de Setembro, depois da intensa participação do ex-presidente Lula na campanha do PT.
RENATA LO PRETE
Última instância
Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus
As pinturas de Domenico de Angelis embelezam o ambiente e ajudam a meditar as coisas de Deus. Hoje, a igreja de são Sebastião faz parte da cidade de Manaus”.
Apesar da liberação do TSE, o Ministério Público levará casos de candidatos “contas-sujas” com registros deferidos ao Supremo Tribunal Federal. Em derradeira tentativa de barrar políticos que tiveram rejeitadas contas de campanhas pregressas, a Procuradoria Geral Eleitoral prepara recursos extraordinários argumentando tratar-se de tema constitucional. A avaliação é de que não se deve permitir candidatura de quem já teve irregularidade insanável na contabilidade eleitoral. Trégua Mais que expressar a contrariedade com o já consumado ingresso de Dilma Rousseff na campanha de Fernando Haddad, o PRB fez chegar à presidente pleito para poupar o candidato Celso Russomanno de ataques petistas até 7 de outubro. Mãos dadas Para os dirigentes da sigla, a eventual ida de Russomanno e Fernando Haddad para o segundo turno representaria a vitória da base governista na cidadela tucana de São Paulo. Onde pega O apelo da legenda também foi feito a interlocutores de Lula, como o governador Jaques Wagner (BA). Aliados do candidato reclamam sobretudo da inserção de TV na qual o ex-presidente tenta desconstruir a imagem de Russomanno como “candidato dos pobres”. Hit O PT já filmou quase quatro mil vídeos para as eleições de 1.412 municípios brasileiros. Ao todo, 12 ministros do governo Dilma gravaram apoio a candidatos. O vídeo mais visto no site da legenda, até agora, foi o da vinheta com a participação do ex-presidente Lula desenhando uma estrela na tela. “Elle” vem aí? O TSE deve julgar nos próximos dias recurso contra a candidatura de Ronaldo Lessa (PDT) à prefeitura de Maceió, por uma multa que ele deixou de pagar em 2006. Se ele for afastado da disputa, o senador Fernando Collor (PTB) já avisou a aliados que quer concorrer. No horizonte Nas mais recentes conversas entre Lula e José Dirceu, o expresidente sinalizou que irá a campo caso seu exministro seja condenado
pelo mensalão no Supremo Tribunal Federal. Mão na massa Entre as possibilidades, segundo interlocutores, está a de Lula liderar pessoalmente uma ação contra o resultado do julgamento na OEA (Organização de Estados Americanos). Outros apostam que o petista entrará em campanha com candidatura própria para defender seu legado. Um... Em defesa de José Genoino, um ministro petista diz que a acusação contra o ex-presidente da legenda no mensalão é injusta, já que é “comum” assinar sem atenção documentos entregues até pelo chefe de gabinete. ... de nós “Você acredita no funcionário. O problema é só ter o Delúbio para confiar”, avalia. Genoino é acusado de avalizar empréstimo do Banco Rural ao partido. Tô fora Aprovada na CCJ do Senado com votação apertada, a recondução de Luiz Moreira ao Conselho Nacional do Ministério Público não foi a plenário por uma determinação de José Sarney (PMDB-AP), para evitar mal estar com Roberto Gurgel. Cota Moreira tem o apoio de petistas como José Genoino, alvo do Procurador-Geral da Repúbica no julgamento do mensalão, no STF, e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (RS). Intensivão O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Indústria) vai tirar na semana que vem as miniférias que combinou com Dilma para se dedicar à campanha de Patrus Ananias. Ele fica em BH até quarta-feira e retoma o trabalho na quinta.
Tiroteio
Frases Adeus, Mano, adeus, Mano!
Painel
Este homem pensa que é ilegal ser feminista. Este homem pensa que é ilegal apoiar os direitos dos gays e das lésbicas. Este homem acha que você não pode criticar o seu governo. Este homem acha que cantar e dançar é motivo para ficar 2 anos na prisão Pussy Riot, a banda de rock de três jovens russas que inferniza a vida do presidente Vladimir Putin e que estão presas por isso, divulgaram um vídeo em que agradecem o apoio de artistas de todo o mundo.
Nesta eleição municipal, já tem candidato pedindo ajuda segurando o cofrinho. A situação está tão preta que vale até moeda” DO DEPUTADO FEDERAL LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDBBA), sobre a dificuldade das campanhas a prefeito e vereador para arrecadar recursos financeiros.
Contraponto
Em boca fechada O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) presidia a parte final da fala do contador Gilmar Carvalho Morais, que depôs na CPI do Cachoeira, e optou por fazer um desagravo a ele antes de declarar o fim da sessão. De início, Teixeira optou por destacar o fato de, ao contrário de outros depoentes, Gilmar ter comparecido à sessão sem qualquer advogado. Mas foi subitamente cortado pelo contador: — Se eu tivesse R$ 1 milhão na conta eu vinha com dois (advogados)! Com sorriso amarelo, o deputado minimizou: — Eu estava lhe fazendo um elogio... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
Política
MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012
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Menos de um mês para convencer o eleitorado
Candidatos à Prefeitura de Manaus não revelam estratégias, mas avisam que não medirão esforços em busca de votos VALTER CAMPANATO/ABR
Vanessa Grazziotin já veicula propaganda eleitoral com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva CAMILA CARVALHO Equipe EM TEMPO
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s nove candidatos à Prefeitura de Manaus têm menos de um mês para tentar, por meio da propaganda eleitoral, convencer o eleitor. Eles têm até o dia 4 de outubro — três dias antes das eleições, marcada para o dia 7 de outubro — para colocar o bloco na rua, aproveitar o horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio, além dos debates para mostrar o porquê merecem ser prefeito de Manaus. Com pouco tempo e uma cidade inteira para percorrer, os candidatos preferiram não contar a estratégia que utilizarão nesses últimos dias de corrida eleitoral, mas foram unânimes em dizer que “não medirão esforços para chegar até o eleitor”. Líder isolado nas três últimas pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TREAM), o ex-senador Artur Virgílio Neto (PSDB) tem uma carta na manga: irá veicular uma mensagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que demonstrará apoio à candidatura dos tucanos no Amazonas e pedirá votos a Artur. O ex-presidente esteve em Manaus no início do ano e, em coletiva no Parque do Mindu, garantiu que apoiaria a candidatura de Virgílio para a Prefeitura de Manaus. “Ele (Artur) representa o que de melhor Manaus pode ter. Ele tem projetos, tem propostas, irá cuidar da cidade”, disse à época. A intenção dos tucanos é ir para as ruas, intensificando as caminhadas e bandeiraços nos últimos dias de campanha eleitoral permitida. Além disso, a legenda já começou a dividir as inserções de 30 segundos em duas de 15 segundos para “aparecer” mais tempo na televisão e tentar
se aproximar do eleitor. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) também tentará angariar votos com a participação de um ex-presidente da República em seu horário eleitoral gratuito na televisão. Desde o último final de semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já vem aparecendo no programa da comunista, pedindo votos para ela e declarando que Vanessa é o melhor para Manaus. Além de Lula, o governador
CAMINHADAS
Sem recursos para campanha, Jerônimo Maranhão (PMN), Luiz Navarro (PCB) e Herbert Amazonas (PSTU) informaram que continuarão percorrendo os bairros e farão campanha “corpo a corpo”
RENATO ARAUJO/ABR
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vai enviar mensagem de apoio a Artur Neto
Percorrendo os bairros
Blitze realizadas diariamente
Os deputados federais Henrique Oliveira (PR), Pauderney Avelino (DEM) e Sabino Castelo Branco (PTB) devem aproveitar os próximos 24 dias para percorrer os bairros de Manaus. Segundo a agenda do líder do PR, Henrique Oliveira passará em até três bairros por dia nos últimos dias de campanha permitida. A assessoria de comunicação do parlamentar informou que, além da agenda oficial de campanha, o deputado ainda deve fazer “visitas surpresas” a pedido de candidatos a vereador que o apoiam. O presidente estadual do DEM, Pauderney Avelino, irá se reunir com lideranças de bairros e associações para
A Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) fará blitz todos os dias para combater a propaganda irregular e para apurar as denúncias de abuso de poder econômico e corrupção eleitoral. Segundo o juiz membro da Comissão, Alexandre Novaes, o tribunal tem recebido denúncias de compra de gasolina em troca de votos, envelopamento de carros mediante pagamento de recursos financeiros e até mesmo de candidatos que estão pagando para moradores colocarem placas de suas campanhas nas residên-
tentar aglutinar o apoio dos moradores. O foco é utilizar os programas eleitorais para mostrar as propostas e ir aos bairros ficar mais próximo da população. O deputado federal Sabino Castelo Branco disse que além de ir aos bairros falar diretamente com a população, irá apresentar estudos referentes a seus projetos para governar Manaus. “Vou mostrar que é possível fazer, que já era para terem feito, mas que ninguém teve coragem. Manaus precisa de um homem de coragem, com pulso firme, nesses últimos dias mostrarei que tenho coragem e determinação para cuidar da nossa cidade”, garantiu.
cias. “Infelizmente, essas denúncias não foram formalizadas porque nesses casos isso caracterizaria crime eleitoral e o denunciante teria de ser ouvido e se identificar. Quando falamos isso, a pessoa desiste de denunciar”, revelou. Ele garantiu que a comissão irá acompanhar de perto todas as ações de campanha e agirá sempre na tentativa de flagrar os desrespeitos à Legislação Eleitoral. “Vamos fazer rondas nos bairros em que mais tivemos ocorrências e estar sempre por perto de caminhadas, passeatas e atos de campanha de candidatos”, adiantou Alexandre Novaes. DIEGO JANATA
do Estado Omar Aziz (PSD) e o líder da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado, senador Eduardo Braga (PMDB), têm acompanhado a comunista nas caminhadas e devem intensificar o ritmo das “visitas”. A meta é percorrerem todas as zonas Norte, Leste e Oeste para massificar o nome de Vanessa e forçar um segundo turno. Caso as eleições sejam decididas em um segundo turno, a senadora comunista pretende conseguir trazer a presidente Dilma Rousseff ao Amazonas para pedir, pessoalmente, votos para que Vanessa seja eleita a primeira prefeita de Manaus. O ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB) já conseguiu trazer ao Amazonas a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (sem partido). Ela participou de dois atos de campanha do socialista e gravou três participações no programa eleitoral gratuito que devem ser usadas na reta final da campanha.
Artur Neto e Vanessa Grazziotin buscam, no apoio de ex-presidentes adversários, conquistar votos para a eleição deste ano
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Política
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Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
DIVULGAÇÃO/CNJ
www.claudiohumberto.com.br
...um verdadeiro núcleo criminoso” Jornalista
MINISTRO CELSO DE MELLO (STF) definindo a cúpula dirigente do Banco Rural
Bilhete de Dilma foi uma ‘evasão’ de privacidade O silêncio do Planalto confirma a suspeita de que a presidente Dilma exibiu de propósito o bilhete com a suposta bronca nas ministras Izabel Teixeira (Meio Ambiente) e Ideli Salvatti (articulação), interpelandoas sobre o acordo para votar o Código Florestal, esperando ser fotografado. O teatrinho foi uma forma de insinuar aos ambientalistas que o acordo foi feito à sua revelia. Autêntica “evasão” de privacidade. Continuou valendo Reforça a suspeita de “armação” o fato de Dilma, apesar do bilhete ameaçador, não haver anulado o acordo em torno do Código Florestal. Lorota O bilhete que Dilma convenientemente expôs às lentes fotográficas tem um problema: no governo, ninguém ousa fechar acordos sem seu “ok”. Profissionalismo Os fotógrafos que flagraram o bilhete de Dilma registraram o fato, mas nada têm a ver com a armação ilimitada do Palácio do Planalto. Faltou revisão Para a próxima, Dilma já prometeu submeter à revisão os bilhetes a serem “flagrados”, para não voltar a cometer erros gramaticais. Agressão racista revela nepotismo na ANTT Uma denúncia de racismo Agência Nacional de Transportes Terrestres flagrou um caso de nepotismo: acusada de chamar uma estagiária de “macaca”, Clenilma Borges Santiago é parente da coordenadora-geral da Gerência de Transporte Fre-
tado de Passageiros, onde aconteceu o caso, e talvez por isso não tema represálias. “Sabemos que há uma relação entre elas (chefe e agressora)”, admitiu a assessoria da ANTT. O ataque Ao reclamar do serviço, Clenilma Santiago disse: “Alguém segura essa macaca? Olha o tanto de serviço que ela jogou na minha mesa”. Constrangimento Luana Santos Conceição, 20, vítima de racismo, contou: “Fiquei tão constrangida que não consegui continuar o meu trabalho direito”. Polícia investiga A Polícia Civil do DF confirmou que Clenilma Santiago foi indiciada por injúria racial e que as investigações seguem normalmente. MT: caos na Saúde O governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), enfrenta problema grave na Saúde. Os hospitais referências de Sorriso e Colíder cancelaram as cirurgias por falta de pacotes esterilizados. A Secretaria de Saúde deixou acumular uma dívida milionária junto a fornecedores. Jucá na Mesa Se depender do líder do PMDB, Renan Calheiros, o senador Romero Jucá (RR) deve ocupar a segunda vicepresidência do Senado, a partir de 2013. O cargo, como a presidência, deve ser ocupado pelo PMDB. Mané inspecionado A Fifa e o Comitê Organizador da Copa do Mundo vão inspecionar neste domingo as obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, que já estão
72% concluídas. A comitiva soma 70 pessoas. Duas medidas Relator de projeto que pune empresas corruptoras, Carlos Zarattini (PT-SP) não acha que penas deveriam ser aplicadas no caso de João Paulo Cunha: “Não teve corrupção, é uma injustiça grande”. Beco sem saída Juristas acreditam ser inevitável a cassação do mandato do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no Supremo por envolvimento no mensalão. O artigo 55 da Constituição determina a pena em caso de “condenação criminal em sentença transitada em julgado”. Exército eleitoral Para Vieira da Cunha (PDT-RS), a candidatura de José Fortunati a prefeito de Porto Alegre vai arrancar na reta final com seu “exército” de 250 candidatos a vereador: “Vamos tomar as ruas”, prevê. Candidato único Líder do PCdoB, Luciana Santos (PE) afirmou que até agora apenas o deputado Henrique Alves (PMDB-RN) pediu apoio na disputa pela presidência da Câmara: “Eduardo Campos ainda não está falando nisso”. Esperança A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) ainda acredita que a presidente Dilma vai interferir junto ao vice Michel Temer para que ela seja indicada à liderança do PMDB em substituição a Henrique Alves. Pensando bem... ...pelo visto na campanha eleitoral deste ano, eleitores que se acham muito vivos serão outra vez governados por políticos ainda mais vivos.
PODER SEM PUDOR
Em pé ou deitado O general Ernesto Geisel baixou o Pacote de Abril de 1977, que instituiu a Lei Falcão e o senador biônico. Na Câmara amordaçada, o deputado Francisco Studart, do MDB, encontrou conversando os colegas Marco Maciel, governista que era o presidente da casa, e Célio Borja, ex-presidente. Studart perdeu a linha, mas não a piada, da qual depois se penitenciaria: - Tínhamos o Célio, um presidente de metro e meio, mas de pé. Hoje, temos Marco Maciel, um presidente de metro e oitenta, mas deitado...
O ativista ambiental e líder da etnia suruí, Almir Narayamoga Suruí participou do evento
CNJ tem programa de cidadania para índios Na última semana, uma comissão do Conselho esteve em Cacoal (RO). Indígenas da etnia suruí foram beneficiados
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Comissão de Acesso à Justiça e à Cidadania do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou, de 31 de agosto até 2 de setembro, no município de Cacoal, em Rondônia, a emissão de documentos básicos aos índios da etnia suruí. A iniciativa faz parte do programa Cidadania, Direito de Todos do CNJ. Na avaliação do ambientalista e ativista dos direitos humanos, Almir Narayamoga Suruí, a ação tem como objetivo possibilitar estes papéis, bem como registros civis de nascimento e carteiras de trabalho às comunidades indígenas. O ativista, que é uma das principais lideranças da etnia suruí e reconhecido internacionalmente, participou do mutirão do programa em Cacoal. Almir elogiou o programa do Conselho Nacional de Justiça em Cacoal. “É uma oportunidade de se construir políticas públicas que respeitem os Direitos Humanos e incentivar a participação do povo suruí nelas”, afirmou, destacando que os documentos facilitarão o acesso dos indígenas em áreas como saúde e educação, por exemplo. O ativista, entretanto, cobra apoio das instituições públicas em outros segmentos, como no campo do desenvolvimento sustentável. De acordo com ele, atualmente existem 1,3 mil suruís vivendo em 25 al-
deias, que juntas somam 248 mil hectares. Motivo pelo qual, destacou, não é contrário à utilização desta terra, desde que de forma sustentável. Para Almir Suruí, a utilização sustentável da terra só será possível por meio da formação adequada dos indígenas e apoio técnico para escoar as atividades então a serem desenvolvidas. “Sentimos a ausência de políticas públicas que ajudem
FORÇA-TAREFA
A ação no município rodoniense contou com o apoio da Funai, Tribunal de Justiça de Rondônia, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, INSS, e forças armadas os indígenas a praticarem o desenvolvimento sustentável do seu território, ou seja, para que o indígena possa fazer a gestão do seu território de forma responsável”, afirmou. Documentos Nos três dias do mutirão do Programa Cidadania, Direito de Todos do CNJ, os indígenas da etnia suruí puderam obter o Registro Administrativo de Nascimento Indígena, fornecido pela Fundação Nacional do Índio (Funai), além de documentos civis, como as carteiras
de identidade e de trabalho, a certidão de nascimento e o Cadastro Único da Pessoa Física (CPF). Cerca de 1,5 mil documentos foram fornecidos. No mutirão, os índios também tiveram a oportunidade de se inscrever nos programas sociais do governo, receber orientações acerca do uso de drogas e participar do treinamento da Justiça Eleitoral sobre a utilização da urna eletrônica. No local, houve ainda atendimento médico e odontológico. A ação em Cacoal, que foi acompanhada de perto pelo conselheiro Ney Freitas, do CNJ, contou com o apoio da Funai, Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO), Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Receita Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), governo do Estado de Rondônia, Polícia Civil, Polícia Militar, Aeronáutica e Exército. Outros mutirões estão sendo planejados para atender aos índios das outras quatro etnias da região de Cacoal – os CintaLarga, Kwaza, Mekuenz e Apuriná. No entanto, a Comissão de Acesso à Justiça e à Cidadania do CNJ planeja expandir o atendimento em Rondônia, terceiro Estado do Brasil a receber a iniciativa. A ideia é promover ações em outras localidades, como Ji-Paraná, onde também há grande concentração de indígenas.
Com a palavra
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FOTOS: DIEGO CAJÁ/FREELANCER
Henrique LEVY NETO
‘Estamos PRONTOS PARA as adversidades’ ÁQUILA SICSÚ Especial Em Tempo
Amazonense, formado em Administração de empresas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), casado e pai de duas filhas, Henrique Levy Neto assumiu há um pouco mais de um mês e pela segunda vez, o cargo de diretor-geral do TRE-AM. Com a tranquilidade que sua experiência lhe assegura no cargo, Henrique Levy exerceu o mesmo cargo anteriormente por 11 anos, no período de 1995 a 2006. Ele garante que o TRE-AM está preparado para enfrentar qualquer adversidade nestas eleições municipais. Em entrevista ao EM TEMPO, o diretor-geral informou, ainda, que está nos planos do TRE-AM a realização de um concurso público em 2013 e que mais uma vez o tribunal deve bater o recorde quanto ao tempo de apuração e totalização de votos.
É objetivo da presidência do tribunal, com a autorização naturalmente do Tribunal Superior Eleitoral, em função de orçamento, realizar um concurso público no exercício de 2013”
EM TEMPO – Como o TRE-AM está se preparando para as eleições municipais deste ano? Henrique Levy Neto – O tribunal sempre esteve preparado para acompanhar os pleitos eleitorais, na medida em que ele trabalha com planejamento estratégico ao longo desses anos. Então, todos os servidores, pela própria característica especial e competência de cada um, são pessoas já forjadas no trabalho de fazer eleições e mesmo a despeito a logística do Estado como todo, em razão do tribunal ter aproximadamente 1, 017 mil sessões rurais espalhadas pelo Amazonas e cada município com suas peculiaridades diferenciadas, tem mostrado sua capacidade operacional de fazer cumprir a missão de fazer eleições com competência em todo o Estado. EM TEMPO – Quais as diferenças que o senhor encontra hoje, nesta sua segunda gestão no TRE-AM? HLN – O que eu vejo hoje é o maior aperfeiçoamento do pessoal, tanto dos servidores como dos magistrados do tribunal. Mas, com a mesma característica de eleições passadas, munidos da responsabilidade de realmente cumprir a sua missão constitucional de fazer democracia, que é o papel do tribunal. EM TEMPO – O presidente do TRE-AM, desembargador Flávio Pascarelli, tem dito que o tribunal eleitoral está no momento com o quadro funcional do órgão defasado. Quantos servidores o TRE-AM têm hoje? HLN – Temos, aproximadamente, 340 servidores, mais 61 magistrados e 61 promotores no interior do Estado, além dos 13 promotores na capital. A defasagem acontece em razão da própria dinâmica do servidor, em que ele faz um concurso,
passa em outro concurso, apesar de não deferir da sua responsabilidade como servidor, em se duplicar às vezes no sentido de atender essa demanda. Por exemplo, nós temos situações como uma em Lábrea, Ipixuna e São Gabriel da Cachoeira, que a dinâmica obriga o servidor a se superar no cumprimento dessa missão. A defasagem é em números, não em razão da questão da responsabilidade e competência individual de cada servidor e de cada magistrado. EM TEMPO – O TRE-AM planeja concurso público nos próximos meses para suprir a deficiência do quadro funcional do órgão? HLN – É objetivo da presidência do tribunal, com a autorização naturalmente do Tribunal Superior Eleitoral, em função de orçamento, realizar um concurso público no exercício de 2013. EM TEMPO – Recentemente o TRE-AM divulgou de forma nominal os rendimentos de todos os seus servidores. Houve alguma resistência de funcionários? E como será feita a publicação de agora em diante? HLN – Não tivemos nenhuma dificuldade, porque a publicação é em cumprimento de uma resolução do Supremo Tribunal Federal, então, não há que contestar, e tem que se cumprir a lei. Inclusive, fomos um dos primeiros tribunais a lançar, no site do TRE, toda a listagem de vencimentos de servidores. E, de agora em diante, a publicação dos rendimentos será mensalmente para que a sociedade tenha conhecimento dos valores e do cumprimento da lei. EM TEMPO – Como o senhor avalia o andamento deste pleito até agora? HLN – Bem, nós estivemos recentemente em alguns municípios. O presidente do tribunal, inclusive, tem ido a cada município onde há qualquer possível ou indício de conflito entre facções e todas as vezes que ele se desloca, como foi recentemente a Tabatinga, Benjamin Constant, Atalaia do Norte e Nhamundá, há reuniões com os candidatos majoritários e alguns representantes de partidos. O presidente explana a situação, pede a eles que haja realmente a superação desses conflitos e tudo isso tem surtido o efeito esperado, na medida em que se observa onde a presidência entrou com a quebra desse tipo de conflitos. Então é visível o trabalho de neutralização que o TRE vem fazendo ao longo deste pleito. EM TEMPO – Quais as principais mudanças que o TRE-AM adotou, hoje, em relação às eleições passadas para controle e fiscalização da propaganda eleitoral? HLN – A fiscalização em Manaus, como no interior, é efetivada e efe-
tuada por juízes e suas equipes. E, dentro desse cenário, o que nós temos observado em Manaus, por exemplo, é que houve certo reaquecimento em relação aos interiores, no descumprimento da legislação. Mas na equipe de fiscalização de propaganda eleitoral em Manaus nós temos três juízes engajados nesse trabalho, que têm combatido toda e qualquer propaganda irregular em qualquer bairro da capital. Desde a denúncia, a própria equipe e os juízes se deslocam até o local para ver se realmente ocorre irregularidade. E a mesma coisa acontece no interior. Então, há uma presença mais efetiva da Justiça eleitoral. EM TEMPO – Hoje, a maior dificuldade encontrada pelo TREAM para realizar fiscalizações nas campanhas eleitorais nos municípios do interior ainda é a logística? HLN – Não, porque já há um próprio planejamento feito por cada zona eleitoral. Nós aqui, administrativamente, suprimos todos os meios necessários para que o juiz eleitoral faça efetivamente com êxito a eleição. Então, podemos dizer que estamos tendo uma boa resposta, inclusive, no próprio deslocamento da urna eletrônica para seus respectivos polos. Enfim, estamos, hoje, com um cenário muito interessante para fazer as eleições. Os problemas que aparecerem e que nós enfrentamos são, via de regra, superados, mas podem surgir nesse processo situações diferentes dos outros pleitos. No entanto, estamos prontos para as adversidades. EM TEMPO – O que o senhor espera até o fim do pleito? HLN – Que nós possamos, a exemplo de eleições anteriores, cumprir, no primeiro momento até a noite do dia 7 de outubro, os resultados estabelecidos pelo tribunal, de uma forma geral, em todo o Estado. EM TEMPO – E quanto à apuração dos votos no dia 7 de outubro? Quais as expectativas do tribunal? HLN – Nós teremos municípios, como Eirunupé, que a votação terminará às 17h e às 17h15 já saberemos quem será o prefeito e os vereadores. O que poderá ocorrer são municípios, como Itacoatiara, que possui 77 zonas rurais, e Parintins, que possui 54, ter problemas com alguma questão na transmissão dos dados naquele momento, da totalização dos votos. Mas esta eleição nos dá o total sentindo de que mais uma vez nós teremos um recorde em termos do tempo na apuração e de totalização de votos. Em Manaus, nossa expectativa é que por volta das 21h, do dia 7, os manauenses já saberão se haverá segundo turno e quem serão os candidatos que disputarão.
Não tivemos nenhuma dificuldade, porque a publicação é em cumprimento de uma resolução do próprio Supremo Tribunal Federal, então, não há o que contestar e tem que cumprir a lei”
Mas, esta eleição nos dá o total sentido de que mais uma vez nós teremos um recorde em termos do tempo na apuração e de totalização de votos. Em Manaus, deve sair às 21h”
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Política
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FOTOS: DIEGO JANATÃ
Marcelo Ramos (à esquerda) diz que papel do vice é tão importante quanto o do prefeito
Hissa Abrahão afirma que tem espaço na chapa de Artur para mostrar propostas e trabalho
Vices ganham espaço na corrida eleitoral de 2012 Coligações têm aproveitado o potencial dos candidatos a vice para arregimentar votos e alavancar a campanha MEG ROCHA Equipe EM TEMPO
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isto muitas vezes como um mero figurante no processo eleitoral, o vice, nestas eleições municipais da capital, vem demarcando seu espaço e o seu peso, contrariando a sina de obscuridade que o acompanha. Neste pleito, alguns candidatos a vice-prefeito, entre os nove candidatos à prefeitura da capital, apesar de principiantes na disputa ao cargo majoritário, têm estado no “front” das campanhas tanto quanto os próprios prefeituráveis. Um dos que mais têm estado em evidência nas propagandas eleitorais e nas caminhadas na cidade, em atuação eleitoral de “dobradinha” – um para um lado e outro para o outro - conforme a agenda dos candidatos, é o vereador Hissa Abrahão (PPS), 32, vice de Artur Neto (PSDB) pela coligação “O futuro é agora”. Hissa a princípio iria ser candidato a prefeito na chapa puro sangue do partido a que ele pertence, composta por ele e Guto Oliveira (PPS). O vereador aceitou o convite do tucano nos últimos instantes e a parceria tem rendido um alto índice de aceitação nas pesquisas. “O novo entendimento da função do vice está ligado ao processo de redemocratização da população do nosso país, que está crescendo junto ao nível de conscientização. Hoje, quando você vota, vota em duas pessoas, o prefeito e o vice, porque há entendimento que a cidade ou o país precisa não só de uma pessoa capacitada para cuidar. O vice não é uma figura decorativa, arranjada por negociação de tempo de TV, ele tem de ter o mesmo nível do prefeito, afinal, na ausência do prefeito, ele assume o cargo completamente”, disse. O deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), 39, candidato a vice-prefeito na chapa “Agora, somos nós e o povo”, encabeçada por Serafim Corrêa
(PSB), também tem enriquecido as empreitadas dos socialistas rumo às eleições com a mesma postura enérgica que tem na bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). Para Ramos, o vice tem uma função que vai além de substituição na ausência do prefeito. Para ele, é dever do vice ter uma função executiva nos governos, dividindo responsabilidades com o prefeito. “A minha importância tem a ver com a relação de absoluta confiança que existe entre eu e o Serafim, já que a nossa junção não é fruto de um conchavo político, mas de uma convergência de opiniões, e pela minha experiência na vida pública”, afirmou. Na avaliação do coordenador do Núcleo de Cultura Política do Amazonas (NCPA) da Universidade Federal do Amazonas
Primeira participação em uma campanha DIEGO JANATÃ
LIBERDADE
Hissa destacou ainda que a exposição dele na campanha se dá pela segurança do candidato a prefeito, que concede a ele a liberdade para participar das ações do grupo e propor suas sugestões (Ufam), Ademir Ramos, atualmente, os vices não são mais considerados “tapa-buracos”. “A presença do vice deixou de ser apenas uma convenção política, uma escolha somente para composição de coligação, ou um mala como muitas vezes é tido. Só que isso só acontece com algumas ações efetivas com uma organização prévia da campanha, de forma a não deixar a ele a posição de subalterno”, analisou. Ademir Ramos enfatizou que “quando o vice tem peso político e densidade eleitoral, ele se impõe, e essa participação ativa surte efeito positivo nas urnas”.
Vital Melo (à direita) atua pela primeira vez na campanha
O candidato a vice-prefeito da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), Vital Melo (PT), 52, é ex-secretário municipal do Trabalho e atua pela primeira vez no processo eleitoral, junto à militância do Sindicato dos Metalúrgicos. Melo foi escolhido pela coligação em meio à tumultuada decisão dos partidos que compõem a chapa e o imbróglio de seu próprio partido, já que Vanessa teve que ser lançada como candidata do grupo no último dia, o dia 30 de junho. “O vice não é só tapa-buraco ou um reserva, é alguém que trabalha pela funcionabilidade da administração pública. Na ausência do prefeito, é ele quem vai dar continuidade aos programas de governo, por isso, tem que estar preparado”, disse. O vereador Paulo Nasser (PSC), 66, que está em seu terceiro mandato na Câmara Municipal de Manaus (CMM), disputa pela primeira vez o cargo como vice do candidato Henrique Olivei-
ra (PR). “Encerro minha vida parlamentar trabalhando junto a ele (Henrique) e vou fazer valer os meus 12 anos de vida política tentando implementar os trabalhos na área da saúde”, afirmou o vereador. Nova cara O candidato a vice-prefeito do deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), Cícero Lima (PSDC), 38, é uma das novas caras na corrida pela prefeitura e na vida política, junto aos postulantes a vice-prefeitos dos candidatos Jerônimo Maranhão (PMN), Luiz Navarro (PCB) e Herbert Amazonas (PSTU): Rodrigo Frota (PMN), 34, Marcelo Leitão (PCB), 22 e Ivete Egas (PSTU), 49, respectivamente. O deputado federal Pauderney Avelino (DEM) firmou a parceria de vice com o pastor da Igreja Universal, Ivo de Assis (PRB), 46, que já participou do processo eleitoral disputando uma vaga para a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).
Quatro vice-presidentes foram destaques
ANTONIO CRUZ/ABR
Durante 27 anos, o cenário político do país presenciou a atuação de pelo menos quatro vice-presidentes da República. Dois deles, José Sarney e Itamar Franco, foram postos no cargo por forças de circunstâncias distintas. O primeiro devido à morte de Tancredo Neves (1985) e o outro por conta do impeachment de Fernando Collor de Mello (1992). Ambos tiveram que
assumir o rojão de conduzir um Brasil desolado. Na sequência, está o vicepresidente de Fernando Henrique Cardoso (FHC), o quase desconhecido Marco Maciel (1994-1997/19982002), seguido do carismático vice de Luiz Inácio Lula da Silva, José Alencar (2003-2006/2007-2010). Alencar morreu no terceiro mês do governo Dilma José Sarney foi presidente após a morte de Tancredo Neves Rousseff (PT).
Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012
economia@emtempo.com.br
(92) 3090-1045
MÁRIO OLIVEIRA
Bairro Manoa tem comércio valorizado Economia B4
Exploração de potássio irá movimentar US$ 1 bi
Expectativa da Potássio Brasil é de que a extração e a comercialização do minério iniciem em 2018 no município de Autazes ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
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om capacidade para produzir 2 milhões de toneladas, por ano, a exploração de potássio em Autazes (a 113 quilômetros de Manaus) irá movimentar, anualmente, US$ 1 bilhão no Amazonas. A extração e comercialização do minério estão previstas para 2018. De acordo com o secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, Daniel Nava, a exploração vai gerar 2 mil empregos diretos na mina e na planta de beneficiamento do potássio, que é extraído em forma de sal, antes de ser processado para ser utilizado nas indústrias de fertilizantes e farmacêutica. Nava destaca que as descobertas de potássio em Autazes, cujas reservas são estimadas em mais de 120 milhões de toneladas, motivaram o governo a trabalhar projetos dentro de um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para levar o progresso para o interior do Estado, em particular, na região entre os rios Amazonas e Madeira, a partir das riquezas geradas pelo minério. “O potássio será a redenção para o desenvolvimento de municípios do interior do Estado”, afirma o secretário. Os investimentos a serem realizados dentro desse projeto serão discutidos, na próxima quarta-feira, em uma reunião no Ministério do Planejamento, em Brasília, segundo informou o secretário. “Vamos aliar o projeto de exploração do potássio a todos os investimentos dos governos federal, estadual e municipal e a iniciativa privada no que tange ao desenvolvimento regional”, destaca Nava. Segundo o secretário, um dos projetos apresentados, que está em avaliação, vai levar energia elétrica para
atender a demanda de exploração das reservas de potássio em Autazes. A chegada da eletricidade ao local é fundamental para fazer o trabalho de refrigeração da mina, situada na localidade de Urucurituba, a 45 minutos de barco da sede do município, durante o processo de exploração do minério, que é feito a uma distância que varia entre 850 a mil metros de profundidade. A energia também será na necessária para o uso das máquinas que serão utilizadas no processo de beneficiamento do potássio. “Uma mina de potássio tem necessidade de carga de 50 megawatts, o que representa um quinto do que é produzido hoje em Balbina, cuja produ-
PROJEÇÃO
Conforme a Potássio Brasil, empresa que fará a exploração do potássio, o Brasil importa 90% do minério consumido no país. Meta é implantar uma mina que produza, ao menos, 40% ção chega a 250 megawatts”, compara Daniel Nava. Delimitação da área O diretor de Exploração da Potássio Brasil, José Fanton, ressalta que a empresa investiu R$ 20 milhões desde 2009 para fazer pesquisas sobre o potencial de exploração do minério em Autazes. Segundo ele, os trabalhos atualmente consistem em delimitar a área da reserva que será explorada. “Importamos hoje 90% do potássio consumido no Brasil. Precisamos implantar uma mina que produza ao menos 40% do que é consumido no país”, frisa, ao salientar que para abrir e por uma mina em funcionamento o custo chega a R$ 2 bilhões.
De acordo com Daniel Nava, o minério, extraído em forma de sal, é utilizado pelas indústrias de fertilizantes e farmacêutica
Arrecadação poderá quintuplicar em Autazes A arrecadação do município de Autazes deverá quintuplicar com os royalties que serão pagos com a exploração do potássio. De acordo com o secretário de Finanças da cidade, Jucimar Silva Brito, a projeção é que os cofres públicos passem a arrecadar R$ 10 milhões por mês com os
dividendos do minério. “Os municípios do interior precisam de uma fonte sólida de sustentação econômica. Hoje, dependemos muito dos repasses federais. Os recursos advindos do potássio vão permitir a realização de investimentos para melhorar a infraestrutura, a educação, saúde e a
área de assistência social de Autazes”, afirma. Segundo o secretário, a receita bruta de Autazes, hoje, é de R$ 2 milhões mensais, dinheiro que vem principalmente dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS). A mais importante atividade econômica da cidade é a agropecuária, com destaque para a produção de queijo e leite. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Autazes tem uma população de, aproximadamente, 32,1 mil habitantes.
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Economia
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Manicoré quer dar pontapé no beneficiamento de cacau
Cooperativa do município solicitará ao BNDES R$ 32 mil para adequar agroindústria que hoje beneficia castanha-do-brasil REPRODUÇÃO
RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO
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pós o investimento de R$ 562 mil para intensificar o beneficiamento de castanha-do-brasil, a Cooperativa Verde de Manicoré (Covema), localizada no município a 333 quilômetros de Manaus, se prepara para alçar voo mais alto. A partir do próximo ano, a agroindústria pretende beneficiar cacau e dar o pontapé na atividade no Estado. O presidente da Covema, Adaldino Paixão, destaca que, por conta do volume de plantações de cacau no município, a agroindústria elaborou um projeto de diversificação para iniciar a produção da fruta nas dependências da fábrica. “Constatamos o potencial de produção e fizemos um estudo de viabilidade de beneficiamento da semente do cacau na Covema. O projeto está em análise pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e estamos no aguardo do “sinal verde” para darmos início na empreitada”, diz. Adaldino está otimista com a possibilidade de iniciar a atividade e salienta que, com o aval da FAS, serão reali-
zadas algumas adequações na unidade da agroindústria. “Como realizamos investimentos de R$ 562 mil no ano passado, serão necessárias apenas algumas modificações na Covema para o início do processo, que deve girar em torno de R$ 32 mil”, ressalta o presidente. O dirigente afirma que
META
Cooperativa Verde de Manicoré investiu R$ 562 mil, no ano passado, no beneficiamento de castanha-do-brasil. Agora, irá buscar o aporte de R$ 32 mil para dar início a produção de cacau
a verba será solicitada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição responsável pelo último financiamento disponibilizado à agroindústria. “Com isso, esperamos dar os primeiros passos no beneficiamento do cacau ainda no próximo ano para que em 2014 a atividade esteja em pleno
vapor. A intenção é beneficiar, além da polpa do cacau, a semente da fruta para ser utilizada na fabricação de chocolate”, destaca. Produção de castanha Enquanto o beneficiamento do cacau está nos planos, a produção de castanha-dobrasil está em pleno vapor em Manicoré. A expectativa é de que até o final do ano sejam beneficiadas 80 toneladas de amêndoas, quantidade 700% superior ao registrado no acumulado de 2011. Segundo Adaldino Paixão, somente nos oito primeiros meses deste ano 52 toneladas de castanha foram beneficiadas na Covema. “Ainda faltam 28 toneladas para atingirmos a nossa meta, mas ela será alcançada”, garante. Atualmente, a Covema abastece com a castanhado-brasil beneficiada o mercado local e Estados como o Rio de Janeiro e São Paulo. “Além desses dois mercados, também já recebemos visitas de empresários norte-americanos e alemães interessados em adquirir as nossas castanhas beneficiadas”, destaca o presidente da Covema.
Além da polpa, a intenção da cooperativa é beneficiar a semente para fabricação de chocolate
Acompanhamento e incentivo Com destaque para a castanha e a borracha, as cadeias produtivas do Amazonas têm sido fortalecidas nos últimos dois anos, conforme a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (SDS). Segundo o órgão, a produção de borracha e castanha em solo amazonense já beneficiou mais de cinco mil famílias.
De acordo com a secretária da SDS, Nádia Ferreira, em relação à cadeia produtiva da castanha foi realizado um acompanhamento das seis usinas de beneficiamento, localizadas em Beruri, Amaturá, Lábrea, Manicoré, Boca do Acre e Barcelos. A capacidade de produção por usina é de 150 toneladas. “O governo do Estado in-
vestiu na manufatura do processo de descascamento da castanha, aumentando a capacidade produtiva da Covema para 1,5 toneladas de castanha manufaturada/dia, melhorando as condições de trabalho e a capacidade da usina de compra de material, que até então não aproveitava 10% do total da produção da região.”, observa.
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Economia
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Manoa supervalorizado Procura pelo bairro localizado na Zona Norte de Manaus é tanta, que a valorização de espaços comerciais chega a 300%. Há imóveis de até R$ 1 milhão. Hoje, o centro comercial do Manoa conta com, aproximadamente, 300 lojas MÁRIO OLIVEIRA
ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
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e um simples comércio de bairro para uma das áreas comerciais mais cobiçadas da cidade, o Manoa, localizado na Zona Norte, é hoje a aposta dos empresários de grande porte para ampliação dos seus negócios, como abertura de filiais. A procura é tanta que o preço dos imóveis comerciais na área valorizaram patamares que chegam a 300%, em relação ao valor que era praticado em 2005, quando o bairro começou a se consolidar como importante centro comercial. De acordo com o presidente da Associação do Centro Comercial do Manoa, Antônio da Costa, hoje é possível encontrar imóveis que custam mais de R$ 1 milhão no bairro. Como prova do bom momento, ele cita o exemplo de um imóvel de 160 metros quadrados, que custava em meados da década passada R$ 250 mil e foi vendido, recentemente, por R$ 700 mil, valorização de 280%. Segundo ele, o aluguel mais caro chega a custar R$ 17 mil. “Enquanto no Centro é possível encontrar imóveis de três andares por R$ 600 mil, no Manoa, ninguém consegue comprar um estabelecimento de um andar por menos de R$ 600 mil. Têm empresas que
não vieram ainda para o Manoa, porque não encontraram o espaço desejado por elas”, afirma o presidente. Conforme a associação, o centro comercial do Manoa conta com mais de 300 lojas, que empregam, aproximadamente, 1,2 mil pessoas. Apesar da pujança, a área ainda padece de alguns problemas estruturais. Entraves O principal gargalo apontado pelos lojistas é o trânsito complicado da área. Como solução, eles querem que a rua comercial principal do Manoa, a Francisco Queiroz, seja modificada para que o fluxo de veículos, em dois sentidos, seja realizado somente para quem vai na direção Centro-bairro. O sentido bairro-Centro seria deslocado para uma das ruas paralelas do local. “Precisamos também de mais opções de estacionamento”, salienta o presidente da Associação Comunitária dos Moradores do Manoa, André Macedo. O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, afirma que a entidade está à disposição para ajudar os empresários a pleitear reivindicações junto aos órgãos públicos. Ele salienta que a iniciativa é pertinente, pois a revitalização do centro comercial vai trazer benefícios para a economia local.
Ideia dos comerciantes é transformar a via principal do Manoa em apenas um sentido para melhorar o trânsito na área
Empresários sugerem criação de uma feira Uma das apostas dos empresários para revitalizar o comércio do Manoa é a criação de uma feira de produtos artesanais, a exemplo do que acontece na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro. De acordo com o empresário Mamoun Imuas, da Asya
Fashion, a feira seria realizada quinzenalmente na rua 01, do Monte Sinai, com espaço para até 500 camelôs. “A ideia ajudaria a prefeitura a realocar os ambulantes situados no centro da cidade”, destaca. Outra solução apontada
para melhorar o comércio no Manoa é o poder público regularizar a documentação dos imóveis concedendo título definitivo de propriedade dos terrenos do bairro. A medida, segundo os lojistas, daria mais tranquilidade para os empresários
ampliarem os investimentos na área. “Esperamos que as autoridades competentes olhem com atenção para nossas demandas, que é uma forma de estimular a geração de renda e empregos em Manaus”, observa o empresário.
Economia
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Indústria aquece produção e amplia vagas de emprego Procura por sorvetes faz as principais marcas anunciarem alta no faturamento e mais mão de obra temporária
DIEGO JANATÃ
HENRIQUE XAVIER EM TEMPO Online
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om os termômetros na marca de 35°C e a sensação térmica de 40°C nos últimos dias em Manaus, as vendas de sorvetes e picolés dispararam e algumas marcas chegaram a estar em falta no mercado local, tal a procura. Para atender a demanda fortemente aquecida, indústrias do setor anunciaram, nesta semana, aumento na produção, lançamento de sabores e criação de oportunidades para mão de obra temporária. Glacial, Toya e Iglu, que juntas representam mais de 60% da fatia do mercado de sorvetes e picolés no Estado, afirmaram que o avanço na produção, durante o verão amazônico, chega a praticamente 50% do total industrializado mensalmente pelas marcas. Para o gerente-geral da Glacial, José Antonio Loio, o ritmo da empregabilidade no segundo semestre é baseado no avanço da produção durante o período. Loio afirmou que a indústria expandiu as contratações em agosto, quando foram criados, aproximadamente, 200 empregos para compor a linha de produção e venda de sorvetes, cuja média é de até cinco toneladas semanais. “A produção chegou a mais da metade do normal para a média dos seis primeiros meses, o que obrigou a um aumento de até 20% no volume das contratações de temporários”, explicou o executivo. A fábrica da Glacial tem quase 50 versões de sabores disponíveis e aposta na linha das frutas regionais tipo exportação.
Novos sabores de sorvete são aposta para conquistar clientela
‘Na carona’, faturamento maior A elevação da temperatura é tão esperada pelo segmento, que a indústria Toya, por exemplo, projeta um crescimento de 30% no faturamento durante o segundo semestre, ante a expansão de 40% nos níveis de produção. Tendo no seu portfólio quase 40 sabores, todos artesanais, a Toya começou o ciclo de contratação logo no início de julho, quando estabeleceu como meta de vendas semanais o volume de 3,5 toneladas de sorvete em Manaus. Conforme a representante executiva da Toya, Ketlen Loureiro, a marca planeja ampliar os investimentos no setor de desenvolvimento de novos produtos, em ações de marketing e nas redes sociais para se tornar a marca mais lembrada pelo consumidor local. “O foco da marca é o público infantil, por isso lançamos na campanha deste verão seis novos sabores. Esperamos um retorno de
8,5% na participação da marca entre as intenções de compras no varejo de perecíveis”, explicou. A fábrica projeta um aumento de até 40% nas vendas de sorvetes no verão. O planejamento da empresa exigiu uma demanda de 9,5% a mais no total da mão de obra temporária. Para o gerente comercial da fábrica Iglu, Willam Abreu, o segundo semestre é de fato o período mais propício para expandir as vendas. Segundo ele, aproximadamente 14 toneladas de sorvetes são comercializados semanalmente, o que representa o incremento de 50% no faturamento diário. “Realmente o consumo vem se intensificando com as altas temperaturas dos últimos dias. Este mês, as vendas dispararam e devemos fechar com crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado”, disse Willam. Demanda aquecida favoreceu a contratação de temporários nas empresas do segmento
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
Comunhão de bens São arrojadas e promissoras as incursões das entidades de classe do Polo Industrial de Manaus, Fieam/Cieam, na aproximação estratégica entre pesquisa acadêmica e chão de fábrica, uma premissa inteligente na agenda de luta para alcançar competitividade. Mais do que isso: assegurar o adensamento, perenização e sustentabilidade do modelo industrial com seus imperativos de inovação tecnológica. Daí o acerto das lideranças empresariais em cortejar a academia, propiciar aos pesquisadores a tematização dos gargalos e fragilidades do processo produtivo e às empresas convocar – no âmbito do planejamento e revisão de condutas - massa crítica qualificada para rentabilizar seus negócios. Um jogo de ganha-ganha, estratégico e vital, pa ra desembaraçar rotinas e processos de crescimento e prosperidade. Tais iniciativas sugerem, ainda, a convicção de que a economia do modelo não pode se apoiar exclusivamen-
te nos pilares temerários dos incentivos fiscais, e de que os indicadores bilionários do desempenho da indústria não resistem à análise mais rigorosa da sustentabilidade e de retroalimentação da estrutura produtiva, muito menos se relaciona à superação dos gargalos de infraestrutura que fulminam sua competitividade. O esvaziamento de alguns polos industriais da ZFM empurra-nos a refletir sobre o que fizeram outros países, como Cingapura, Coreia, o próprio Japão, numa reviravolta desde o pós-guerra, Índia, Finlândia e a própria China. Eles pensaram e realizaram revoluções em inovação tecnológi cas. Basta conferir seus nomes nos objetos cotidianos de alto valor agregado, com alto conteúdo de inteligência e desempenho comercial. Um insumo que o Brasil exporta – o projeto Genoma que o diga - mas não tem sabido instrumentalizar em seu benefício. Na companhia do cientista José Walter Bautista Vidal,
idealizador do Programa do Álcool, conheci de perto, nos anos 80, as pesquisas de biocombustível do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos-SP, onde as oleaginosas da Amazônia, catalogadas pelo Inpa e testadas pela Embrapa, inspiraram/provocaram a criação do protótipo do primeiro motor – patente brasileira - movido a óleo vegetal. O ITA é paradigma exponencial das promessas e produtos do namoro fecundo entre a academia e o setor produtivo. O desembarque da Embraer no topo do ranking da indústria aeronaval mundial é testemunho disso. Por que, então, não apostar nas áreas da engenharia naval, de alimentos, biotecnologia, inteligência artificial, nanotecnologia, genética, energias alternativas... criando na Amazônia, entre o chip e o cipó, institutos tecnológicos como o ITA, ou como a Biópolis de Singapura? Quanto custaria isso em relação aos gastos da Copa da Fifa? Como tornar atraente e
emergencial esta saída para gestores públicos ou doutorandos desestimulados com a política salarial em vigor? Como atrair, nesse contexto, os melhores cérebros como fizeram os demais países? Cabe ainda especular: por que não substituir a compulsão arrecadatória federal, como estratégia de aumento futuro da receita, por uma politica de partilha dos investimentos em inovação com o setor privado? Em 2010, o Brasil apresentou 492 pedidos de patentes por meio do Tratado de Cooperação em Patentes, bem atrás de outros países em desenvolvimento, entre eles China, 12.295, Coreia do Sul 9.668, Índia 1.313 e Cingapura 642. Eis o tamanho constrangedor da inovação tecnológica nacional. As empresas, obviamente, reconhecem que o investimento em inovação agrega valor ao produto, mas sucumbem à cangalha de uma carga tributária que sequestra 37% do faturamento. Recentemente, o governo taxou em 20% patrões e beneficiários
de empresas que oferecem/ usufruem bolsas de inovação, na contramão do discurso e do arcabouço legal que se propõe a incentivar o desafio, como a Lei do Bem e da Inovação. É sintomático que o Brasil tenha apenas 300 universidades corporativas, contra 3000 dos Estados Unidos. Investimento em revolução tecnológica, entretanto, nada tem a ver com empreendimento em infraestrutura acadêmica que remete a projetos de shoppings de graduação, onde as prateleiras pedagógicas do saber propiciam promoção comercial em latu e stricto senso. Uma perspectiva restritiva e coercitiva da potencialidade da educação como único fator de efetiva transformação econômica e social. O desafio desse namoro, entre empresa, academia e participação proativa do poder público, é ambicioso e promissor, com juras sinceras de reciprocidade e perenidade de rebentos e resultados, num casamento com inarredável comunhão de bens.
Alfredo MR Lopes Filósofo e consultor ambiental
As empresas, obviamente, reconhecem que investimento em inovação agrega valor ao produto, mas sucumbem à carga tributária”
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País
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ARQUIVO EM TEMPO/GIOVANNA CONSENTINI
RESOLUÇÃO
Pesquisas com animais passam por normatização
Dados foram resultados da pesquisa “Olhares sobre a Educação Ibero-Americana”. Foram entrevistadas mais de 22 mil pessoas
Brasileiros se mostram otimistas sobre educação O relatório destaca, contudo, que os resultados da pesquisa devem ser analisados com prudência, por serem expectativas e não indicativos
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os países das Américas Central e do Sul, a população acredita que a educação irá melhorar na próxima década, mas muitos cidadãos ainda dão “nota vermelha” para os sistemas locais de ensino. É o que aponta a pesquisa “Olhares sobre a Educação Ibero-Americana”, divulgada na quinta-feira (6) pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). No levantamento, foram entrevistadas mais de 22 mil pessoas em 18 países da região, incluindo o Brasil. Os brasileiros estão entre os mais otimistas em relação ao futuro da educação no país nos próximos 10 anos. Para 62% dos entrevistados, a educação vai melhorar, 26% acreditam que ficará no mesmo patamar e 9% avaliam que irá piorar. Apenas o Paraguai tem um resultado
melhor: naquele país, 64% esperam avanços na área. Já os hondurenhos são os que menos acreditam no futuro do sistema educacional de seu país: só 26% acham que a situação irá melhorar, enquanto 37% acreditam que ficará no mesmo nível e 23% preveem piora. Em todos os países, o percentual de pessoas que avaliam de forma positiva o futuro da educação é superior ao daquelas que têm uma percepção negativa. “Esse otimismo do cidadão é um fator de enorme pressão aos sistemas educativos. Expectativas positivas contribuem fortemente para que a educação funcione”, avalia o secretário-geral da OEI, Álvaro Marchesi. Por outro lado, os brasileiros estão entre os que têm a pior avaliação sobre a qualidade do ensino público no seu país. A nota atribuída pelos entrevistados, em uma escala
de 0 a 10, foi 5,2 pontos, a quarta mais baixa entre os países pesquisados, ao lado de Honduras. O país que, na avaliação dos entrevistados, tem o pior sistema de ensino é o Chile, cuja nota foi 4,6.
SALÁRIO
O Brasil foi o país que registrou o maior percentual de pessoas que consideram o aumento do salário dos professores uma medida prioritária para melhorar a educação: 57% marcaram isso Os mais satisfeitos são os costa-riquenhos e os nicaraguenses, que atribuíram nota 7 à educação. O relatório destaca, entretanto, que os resultados devem ser analisados com
COMISSIONADOS
prudência, já que a percepção dos cidadãos está ligada às circunstâncias sociais, econômicas e políticas de cada país no momento em que a pesquisa foi feita. “Estamos analisando expectativas e não indicadores concretos, que muitas vezes não correspondem às opiniões da população”, destacou Marchesi. Os entrevistados também elegeram o que consideram prioridades para a educação avançar. Em primeiro lugar, aparece melhorar a qualidade das instalações, com 45% das respostas. Na sequência, estão melhorar a formação do professor (41%), melhorar o salário do professor (29%) e incorporar as novas tecnologias no ensino (28%). Só 9% acham que aumentar a jornada escolar diária é importante para fortalecer a aprendizagem. Cada entrevistado pôde marcar mais de uma opção.
As instituições que fazem pesquisas utilizando animais terão prazo de um ano para adaptação a uma série de normas fixadas pelo Conselho Nacional de Controle Animal (Concea) para o funcionamento das comissões de ética. As regras estão publicadas no Diário Oficial da União, seção 1, na edição do dia 5. A resolução normativa fixa o funcionamento das comissões e determina o cumprimento de medidas regulamentadas há 4 anos. O uso de animais em pesquisas é um tema polêmico e estimula debates no Brasil e no exterior. No Brasil, não há dados oficiais sobre o total de animais utilizados nas pesquisas. Porém, os mais utilizados são os ratos e os camundongos, seguidos de coelhos, hamsters e aves. Pela resolução, as comissões de ética devem ter entre os membros médicos veterinários, biólogos e professores. Será cobra-
do um cadastro atualizado dos protocolos pedagógicos e científicos do órgão. O texto determina ainda que pode será paralisada e até suspensa uma pesquisa se houver irregularidade no uso dos animais. O documento estabelece também que é possível substituir os integrantes de uma determinada comissão de ética de uso animal, se houver necessidade. Não esclarece que necessidade pode ser essa. No Brasil, existem normas que fixam critérios para o uso de animais em pesquisas, como a que determina o número máximo de animais a ser utilizado. Não é permitido usar mais animais que o necessário, por exemplo. O texto completo da Resolução Normativa 1, assinada pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, pode ser obtido no endereço http://www. in.gov.br/visualiza/index. jsp?data=05/09/ OTAVIO MAGALHAES/AE
O uso de animais em pesquisas é um tema polêmico
PETRÓLEO E GÁS
Cadastro de demissões divulgado
Empresária fatura R$ 3,5 milhões
O governo federal começou a divulgar desde a última quinta-feira (6) o Cadastro de Expulsões da Administração Federal (Ceaf), um banco de informações com demissões, cassações de aposentadorias e destituições de cargo em comissão ou função comissionada ocorridas desde 2005. As informações estão disponíveis no Portal da Transparência, administrado pela Controladoria-Geral da União (CGU). A rela-
A empresária Wilsa Atella produz instrumentos para medir as condições do ambiente em portos e em altomar. Com R$ 16 mil, ela comprou computadores e montou um escritório em casa. Em 2007, entrou para a incubadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com os programas de capacitação da instituição, a empresa se graduou e saiu da incubadora. Hoje tem 30
ção inicial tem 3.027 expulsões aplicadas a 2.552 servidores, com dados cadastrados até o dia 30 de agosto deste ano. A divergência de números entre as penalidades e os servidores acontece porque a punição pode ocorrer mais de uma vez, por consequência de diversos processos a que o trabalhador responde. O cadastro será atualizado mensalmente: tem como objetivo consolidar dados úteis aos gestores públicos, além de
garantir maior transparência à administração federal. Pelo Ceaf é possível detalhar a punição aplicada ao servidor e obter informações como órgão de lotação, data da punição, tipo de penalidade, unidade da Federação, fundamentos legais da expulsão e visualizar a portaria de punição no Diário Oficial da União. De acordo com a CGU, a medida é mais um passo dado pelo governo em cumprimento à Lei de Acesso à Informação.
funcionários e fatura R$ 3,5 milhões por ano. Wilsa aprendeu sobre gestão, planejamento e controle de qualidade ao participar de iniciativas do Sebrae para a cadeia produtiva de petróleo e gás. A instituição também subsidiou 70% dos custos da participação dela em missões de negócios nos Estados Unidos e Europa. Em 2009, a empresária lançou seu primeiro produto: a
ondaleta – um aparelho que mede altura e direção das ondas e marés. O produto custa R$ 75 mil, um terço do similar importado. A empresa de Wilsa também faz a manutenção desses equipamentos. Os aparelhos de monitoramento são instalados na água salgada do mar, um meio altamente corrosivo. Para consertar um coletor de sedimentos, por exemplo, cobra R$ 50 mil.
Mundo
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Tailândia quer duplicar produção de cana-de-açúcar Ao contrário do Brasil, o país vive um ciclo de expansão baseada, entre outros fatores, na demanda externa asiática
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Tailândia pretende expandir sua produção de cana-de-açúcar das atuais 98 milhões de toneladas para cerca de 184 milhões de toneladas nos próximos 5 ou 6 anos, de acordo com informação do secretário geral de Cana-de-Açúcar e Açúcar da Tailândia, Prasert Tapeneeyangkul. Ao contrário do Brasil, a Tailândia vive um ciclo de expansão baseada principalmente na demanda externa asiática e no sistema de compra de cana dos produtores. Segundo o secretário, a Tailândia possui hoje 47 usinas de cana-de-açúcar que moem 800 mil toneladas por dia. Outras 14 usinas deverão entrar em operação até 2018, sendo que 4 já devem começar a funcionar em 2013. “Em 2016, a expectativa é de que estaremos processando 1,2 milhão de toneladas por dia”, disse ele. Tapeneeyangkul afirma que a produtividade da cana na Tailândia é de 73 toneladas por hectare, superior às 70 toneladas por hectare registrados atualmente pelo Brasil. Segundo ele, esta eficiência é possível porque a oferta de cana está crescendo e a demanda também. O executivo
JONNE RORIZ/AE
explica que a crescente oferta de cana se deve ao sistema de pagamento dos produtores tailandeses, que recebem à vista no momento em que entregam a cana na usina, o que os estimula a aumentar a área plantada. Do lado da demanda, a Tailândia conta com o mercado asiático. Do total de 10,24 milhões de toneladas de açúcar produzidas na atual safra, 8 milhões foram exportadas. “Nossos compradores são China, Índia, Filipinas e outros países vizinhos que estão crescendo e precisando cada vez mais de açúcar”, disse. Em relação ao etanol, a Tailândia está ainda no início do processo de produção. Apenas 19 usinas fabricam etanol e a produção gira em torno de 2,96 milhões de litros por dia, devendo crescer para 6,2 milhões de litros até 2016. Além de etanol de cana, a Tailândia também produz etanol de mandioca. O secretário explicou também que a Tailândia precisará fazer, nos próximos 5 anos, investimentos expressivos em logística, principalmente nos portos, já que grande parte do crescimento da produção de açúcar será direcionada para a exportação.
A Tailândia possui, hoje, 47 usinas de cana-de-açúcar que moem 800 mil toneladas por dia. Mais 14 usinas irão operar até 2018
VALORES
Educação deve crescer na Bolsa
FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR
A contínua expansão do setor de educação poderá ser vista também na Bolsa de Valores. Nos próximos 2 anos, mais quatro companhias devem abrir o capital: grupo Multi, Cruzeiro do Sul Educacional, Grupo Ser Educacional e Grupo Ânima Educação, nesta ordem. Segundo o fundador da consultoria Hoper, Ryon Braga, o setor ainda tem muito espaço para fusões e aquisições, bem como para a diversificação dos negócios, como apostam Abril Educação, Multi e Pearson. “Para aproveitar as oportunidades, as companhias precisam estar capitalizadas, e entrar na Bovespa é uma das opções”, disse o executivo à Agência Estado. O Grupo Multi, dono das marcas Wizard, Yázigi, Skill, Alps, Quatrum, Microlins, SOS, BitCompany, People e Smartz, “está pronto”, segundo Braga. Há 2 anos, a companhia vem investindo em práticas de governança - montou um conselho de administração, realiza auditoria nos balanços publicados e estabeleceu uma política com critérios para a remuneração e pagamento de bônus aos executivos. O fundo Kinea, do Itaú, detém 15% da holding. No mês passado, o presidente da empresa, Carlos Martins, já havia dito à Agência Estado que o Multi tem registrado um crescimento de 20% a 25% na demanda nos últimos anos. O grupo soma hoje cerca de 1 milhão de alunos e a projeção é dobrar o número até 2015. No ano passado, a companhia faturou R$ 3 bilhões; em 2012, espera crescer entre 25% e 30%. Sobre a abertura de capital, a empresa não retornou os pedidos da reportagem até o fechamento da matéria.
Companhias devem ter capital para aproveitar oportunidades
Candidata a entrar na Bovespa A Cruzeiro do Sul Educacional, dona de duas universidades, dois centros universitários e um colégio, é outra candidata a ingressar na Bovespa e tem como sócio o fundo de private equity inglês Actis. Segundo o diretor de desenvolvimento do grupo, Fábio Figueiredo, a abertura de capital é possível num horizonte de 2 a 3 anos. “Enxergamos o mercado como uma ferramenta de aceleração de crescimento.
Os meios de financiamento e liquidez ficariam muito mais acessíveis para a companhia”, afirmou. “Mas é uma possibilidade, não finalidade”, destacou. Com cerca de 63 mil alunos, a rede deve se lançar no mercado como uma nova compradora - ainda que de empresas menores - já que o aporte de R$ 180 milhões feito pelo fundo alimentou o apetite da empresa para isso, segundo Figueiredo.
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Mundo
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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
RICARDO OLIVEIRA
Algodão-doce que sustenta uma família Página C4 e C5 JOEL ROSA
Estreantes no crime são 89% dos presos no Estado Cada vez mais detentos não reincidentes são flagrados em crimes. Motivos para a entrada na criminalidade são discutidos ARQUIVO EM TEMPO/BRENO FREITAS
WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO
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itenta e nove por cento das pessoas que cumprem pena nas unidades prisionais do Amazonas não têm antecedentes criminais. Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) disponíveis no sistema e-Siga, do total de presos do Estado — que até julho era 7.049 mil — somente 819 respondem por outros crimes. De acordo com os dados da Sejus, mesmo representando apenas 11% da população carcerária, o número de criminosos presos com antecedentes criminais aumentou cerca de 310% desde 2006, quando havia apenas 199 pessoas nessa situação. O secretário executivo adjunto da Sejus, coronel Bernardo Encarnação, diz que existem vários fatores que podem levar alguém a cometer o primeiro crime. “Essa é uma questão que pode ser explicada de diversas formas. A ilusão do dinheiro fácil, a desestrutura familiar e até a falta de capacitação profissional. Tudo é agravante”, diz. Segundo ele, a baixa escolaridade também anda “de mãos dadas” com o crime. “O perfil que contribui para a incidência criminal é a escolaridade. Geralmente o preso tem apenas o ensino fundamental incompleto”, afirma. O secretário ressalta, porém, que a característica não é uma regra. “Muitas pessoas têm nível escolar inferior, mas nem por isso são criminosos”, enfatiza. De acordo com o Departamento do Sistema Penitenciário da Sejus, presos com antecedentes são aqueles que foram detidos, encaminhados à cadeia pública e, após ter redução de pena ou benefício do regime semiaberto, voltam a ter liberdade e a cometer um
novo crime. É um conceito diferente de reincidência, quando o preso, após ser julgado e cumprir pena, ganha liberdade e volta a cometer crimes. O que leva ao crime? Conquistar mulheres, ter poder na comunidade e utilizar armas. De acordo com a socióloga Sílvia Ramos, o maior fator de atração dos jovens para o crime é o reconhecimento social. De acordo com a especialista, mitos sobre as razões do envolvimento de rapazes com traficantes têm caído. Roubar para comprar um tênis porque a família é desestruturada, ou para compensar sua pobreza, não são mais os principais
Geralmente as crianças têm contato direto com bandidos e traficantes nas comunidades. Isso resulta na idolatria do crime Sílvia Ramos, socióloga
motivos apontados. “Por que entram para um negócio tão ruim, que maltrata tanto e é tão perigoso? Porque ainda há um apelo simbólico. As meninas reconhecem os bandidos, têm essa questão da sexualidade”, diz Sílvia Ramos. Outro fator importante para atrair as pessoas à ilegalidade, de acordo com a socióloga, é a proximidade com os bandidos que controlam os locais onde cresceram. “Geralmente as crianças têm contato direto com os bandidos e traficantes nas comunidades mais próximas. Isso resulta em um modelo que acaba sendo seguido e às vezes até idolatrado”, explica.
Presídios com déficit de 50% A população carcerária do Estado passou de 2.955 mil presos em 2006 para 7.049 mil em 2012, sendo registrado um aumento de ao menos 150% no número de presidiários no Estado. Mais de 50% dos presos são presos provisórios que aguardam julgamento. Dados da Sejus indicam que o sistema carcerário amazonense tem hoje um déficit de 3.851 vagas. Ao todo, são 7.409 presos ocupando 3.588 mil vagas em 20 presídios e cadeias públicas do Estado. Dez deles estão em Manaus e outros dez no interior. A Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, por exemplo, tem capacidade para 200 presos, mas soma cerca de 700 detentos. Já o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) tem capacidade para 496 presos, porém abriga 500. “A Vidal Pessoa recebe mensalmente cerca de 450. Do total, de 300 a 350 são libertados por motivos como a condicional”, explica o secretário executivo adjunto da Sejus, Bernardo Encarnação. O secretário adianta que duas unidades prisionais estão sendo construídas no interior do Estado.
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O dilema de ser ‘especial’ nos semáforos da cidade Sejam cadeirantes ou com movimentos reduzidos, trabalhadores de rua ainda enfrentam o preconceito e violência IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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s desafios do trabalho ambulante são muitos, pois além das intempéries, se está sujeito às incontáveis investidas. A situação fica ainda mais difícil quando a pessoa que tira o sustento das ruas tem de lutar contra os próprios limites. Essa luta diária é protagonizada pelo limpador de para-brisas, Jeferson Costa, 24, que há dois anos auxilia no sustento da família e surpreende os concorrentes com força de vontade e superação. Desde os 7 anos de idade, ele ajuda a família com o trabalho realizado nos principais cruzamentos do bairro Cidade Nova, Zona Norte. Mas a peleja ficou mais difícil há dois anos, quando Jeferson foi baleado, durante uma discussão, e perdeu os movimentos do lado direito do corpo. O projétil entrou pelo pescoço do rapaz e ficou alojado na coluna vertebral. “Passei 22 dias no hospital, com medo de ficar paralítico. A minha família me ajudou muito, todo tempo me consolando”, lembra. Jéferson enfrentou uma série de sessões de fisioterapia para diminuir as sequelas deixadas pela tentativa de homicídio. “Em casa, eu ia me segurando pelas paredes tentando andar, mas depois que fui para a rua, andei rápido. O cara que leva um tiro nasce de novo”, afirma. Ainda hoje, Jeferson movimenta com dificuldade a perna, o braço e a mão esquerda. Ele também leva no pescoço uma grande cicatriz, dos 28 pontos que levou na época. “Hoje não posso carregar peso, nem correr. Os dedos não abrem direito, mas não posso abandonar meu trabalho. Eu vivo disso”, disse. O jovem oferece serviços de limpeza de para-brisas de segunda à sexta-feira, das
10h às 20h, pelos semáforos do bairro e chega a ganhar até R$ 50 por dia. Além das dificuldades de locomoção, Jeferson ressalta que a falta de respeito dos motoristas e os maus-tratos são obstáculos que ele tenta transpor diariamente. “Tem muita gente ignorante, muito peão abusado que chega a descer do carro e ameaça bater na gente. Mas eu não ligo, boto para cima também, tento me defender com o rodo, mesmo porque não posso correr”, comenta. Ele lembra que já foi insultado várias vezes quando oferecia o serviço, mas teve a coragem e o auxílio dos “concorrentes”. Apesar das dificuldades,
NECESSIDADE
Na tentativa de ajudar no sustento da família, portadores de necessidades especiais se expõem ao preconceito, desrespeito e violência, e encaram o trabalho nas ruas de Manaus Jeferson garante que não quer parar de trabalhar. Ele planeja poupar para investir em outros ramos, e evitar os mesmos contratempos que o esperam diariamente. “Quero ter meu próprio lanche com pessoal trabalhando para mim, e ganhar dinheiro com outra coisa”, projeta. Maus-tratos De acordo com estudo prévio realizado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, no centro da cidade cerca de dez pessoas, com diferentes tipos de deficiência, desempenham alguma atividade informal, ou passam o tempo pedindo.
“A pessoa com deficiência, pela própria condição se locomove com mais dificuldade, é mais lenta. E muitas vezes a população não está preocupada com a saúde dessas pessoas que sofrem muito preconceito”, analisa o presidente do conselho, Neyrimar Furukawa Barreto. Criado há três anos, o conselho ainda não recebeu nenhuma reclamação quanto aos maus-tratos sofridos por trabalhadores das ruas que possuem mobilidade reduzida. Para o presidente, a ausência de denúncias se deve, principalmente, à falta de informação. “As pessoas muitas vezes não sabem a quem podem recorrer para reclamar. Nem nos conselhos ou nas associações chegam reclamações”, revela. Barreto adianta que as denúncias podem ser feitas pelo número 3878-0496, de onde será encaminhada aos órgãos competentes. “Não queremos que pessoas com deficiência sejam pedintes, por isso há o trabalho de diversas associações para dar qualidade de vida para essas pessoas. Elas têm direito a receber benefício do governo federal no valor de um salário mínimo”, afirma. Ele explica que dentre os critérios para solicitar o benefício, a pessoa deve residir em um local fixo, comprovar ter baixa renda, apresentar laudo de deficiência e agendar visita a um posto do INSS onde deverá levar cópia da documentação.
IONE MORENO
Falsos portadores de deficiência
Vendendo produtos ou não, deficientes enfrentam ‘barra’
O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Neyrimar Furukawa Barreto, levanta outro ponto no que diz respeito a portadores de necessidades especiais. Pelas ruas é comum encontrar pessoas saudáveis que se fazem passar por deficientes. “Há um tempo atrás, chegou ao conselho a denúncia de um rapaz que se
fazia passar por deficiente mental para pedir esmola. “Essas pessoas fingem ser deficientes para sensibilizar e muitas vezes usam o dinheiro para alimentar vícios. São aproveitadores”, afirma. Para ele, é preciso combater o problema social para que se possa evitar a atuação dessas pessoas.
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Dia a dia RETRATO DE VIDA
A amarga ‘lida’ doce de u
Raimundo Drago. Esse é nome do vendedor de algodão-doce que aos 61 anos se orgulha de ter criado os filhos e se estrutura RICARDO OLIVEIRA
LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO
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ercorrer vários bairros de Manaus com uma vara de buriti no ombro com várias sacolinhas de plástico, que sempre deixam um pouco mais doce a vida não só das crianças, mas também dos adultos. Essa é função de Raimundo Rocha Drago, com 61 anos de idade. Foi vendendo algodão-doce pelas ruas de Manaus, há 26 anos, que “seu Raimundinho”, como é carinhosamente conhecido pelos clientes, criou cinco filhos e estruturou a vida que, segundo ele, não trocaria por nada. Ele reforça a cada frase dita, o orgulho que tem da profissão que exerce. Macapaense, Raimundo era motorista de ônibus. Veio para Manaus em 1986, aos
35 anos, mas como não conseguiu um emprego na sua área, decidiu aceitar quando um amigo lhe ofereceu uma máquina de fazer algodãodoce para que ele fizesse “bicos” até conseguir um emprego melhor. Na época, ele tinha apenas um filho. Na companhia da primeira mulher, deu início à produção de algodão-doce. “Como eu tinha 35 anos na época, as empresas de transporte coletivo não queriam mais pessoas na minha idade. O meu amigo decidiu me vender uma máquina de algodão-doce, que na época, me custou algo equivalente a R$ 80 hoje. Nunca tinha visto ou operado uma dessas. Em três dias, não só aprendi a usá-la como passei a vender o algodão-doce diariamente nas ruas de Manaus”, revela.
Todos os dias, há 26 anos, Raimundo sai de casa logo cedo para vender algodão-doce e garantir o sustento de sua família
Nem tudo na rotina foi feito de açúcar Apesar de atualmente ter uma vida “doce”, o vendedor de algodão-doce, Raimundo Drago, já enfrentou muitas “amarguras” ao longo dos 61 anos de idade. Em julho de 2011, o apartamento onde ele morava — localizado na rua Frei José dos Inocentes, Centro —, pegou fogo devido a um curto-circuito. Todos os seus pertences foram queimados. Ele a família ficaram apenas com as roupas que vestiam
na hora do incidente. “Eu saí para comprar pão e os meus quatro filhos ficaram sozinhos em casa. Quando estava voltando, vi a fumaça saindo da casa. Corri para lá e percebi que era o apartamento onde eu morava. Meus filhos estavam dormindo e quase morreram asfixiados. Felizmente os vizinhos me ajudaram e conseguimos salvá-los. Em menos de cinco minutos, perdi tudo”, relata.
Sem ter como morar no local, o governo, por meio do Programa Social e Ambiental de Manaus (Prosamim), passou pela área e ofereceu uma casa, que ele ainda não recebeu. Enquanto espera, ele trabalha para pagar o aluguel de R$ 400 de uma casa, e recuperar a mobília. A mãe das crianças, viciada em drogas, foi embora e deixou os filhos com o pai. “Graças a Deus, tive saúde para recuperar tudo e
criar, sozinho, os meus filhos. Já comprei algumas coisas, ainda faltam outras. A mãe deles (crianças) era viciada em drogas e nos separamos, fui ao conselho tutelar e consegui a guarda deles. Hoje sou feliz por ser pai e mãe deles, e eles são felizes ao meu lado. Só quero que Deus me dê mais saúde para que eu possa vê-los crescer”, relata, ao revelar que os filhos têm entre 8 e 14 anos de idade. RICARDO OLIVEIRA
Raimundo cria sozinho os quatro filhos do último casamento. Ele se o
Com os seus inúmeros pacotes de algodão-doce, Raimundo percorre os mais diferentes lugares da capital amazonense
Sobe escada, desce escada. Raimundo não esmorece, e aos 61 anos, d
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um vendedor de algodão
do na vida somente com a venda dos pacotinhos coloridos pelas ruas da capital amazense. Ele dá exemplo de honestidade RICARDO OLIVEIRA
PROFISSÕES
“Seu Raimundinho” era motorista de ônibus em Macapá, mas hoje, morando em Manaus, ele garante que não trocaria por nenhuma outra profissão o seu exercício de vender algodão-doce Logo depois de ter se mudado para Manaus e iniciado a produção de algodão-doce, Raimundo se separou da mulher e foi morar com outra, com quem teve mais quatro filhos. Nessa época. a renda das vendas foi suficiente para que ele comprasse um carro, uma casa e ainda a mobília dela. “Tive carro e casa e nunca me arrependi de ter mudado de
profissão. Até hoje meus filhos nunca passaram fome. Pode faltar para mim, mas para eles não. O fato mais marcante de todos esses anos foi a criação dos meus filhos, só por meio da venda do algodão-doce. Me sinto feliz”, desabafa. Segundo o ambulante, por mês, seu faturamento fica entre R$ 800 e R$ 1 mil, somente com a venda do algodão nas ruas. Além disso, ele trabalha em festas de criança, o que garante aumento na renda da família. “Vendo cada algodão-doce por R$ 2. Por dia, passo cerca de 50 pacotes. Dependendo do movimento, aos fins de semana eu alcanço lucro maior: chego a vender 200 pacotes durante os sábados e domingos. Mas o bom é quando me contratam para aniversário. O dinheiro é certo”, ressalta. DIEGO JANATÃ
Entre idas e vindas, Raimundo Drago consegue vender até 200 pacotes de algodão doce durante os sábados e domingos
Fios foram criados por americanos em 1897 O algodão-doce é um emaranhado de fios de açúcar cristalizado e foi criado pelos americanos William Morrison e John Wharton em Tenesse, nos Estados Unidos no ano de 1897. A máquina de fazer o doce consiste em um recipiente, na forma de uma bacia, com um cilindro giratório no centro, dentro do qual é colo-
cado o açúcar colorido para o preparo. As paredes desse compartimento cilíndrico têm furos e são cobertas por uma resistência elétrica. Quando o compartimento gira, o açúcar é impelido para fora, mas para nas paredes aquecidas da resistência. Nesse momento os grãos derretem,
adquirem uma consistência viscosa e começam a escorrer para fora pelos furos. O açúcar derretido sai para a bacia, o ar frio o faz voltar à consistência normal, e ele se cristaliza na forma de fios, que passam a ser enrolados em uma vareta para formar o emaranhado fofo de açúcar.
Ambulantes De acordo com o Sindicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam), Manaus soma 5,5 mil vendedores ambulantes regularizados. Eles estão espalhados pela cidade, inclusive no Centro e nos terminais. Cerca de 20 mil trabalham de forma irregular em Manaus. RICARDO OLIVEIRA
rgulha de sustentar as crianças apenas com a venda do algodão RICARDO OLIVEIRA
emonstra o mesmo vigor de quando começou a vender algodão-doce
Figura conhecida por muitos moradores da capital amazonense, Raimundo acumula vitórias obtidas pelo exercício da profissão
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Hobby e profissão: aliados, eles rendem alegria e lucro Com paixões duplas, profissionais se dividem entre duas profissões e ainda lucram e conciliam paixão e necessidade FOTOS: DIVULGAÇÃO
No ofício de massoterapeuta, Harley mantém postura mais séria do que a adotada à noite MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO
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ma vida, duas profissões e trabalhos diferentes. É dessa forma que muitos profissionais em Manaus têm conciliado seus empregos, seja por prazer, amor ou apenas questões financeiras. A dupla rotina exige, além de tempo, dedicação, principalmente quando as profissões lidam com o público. Durante o dia, Harley Oliveira, 37, ocupa seu tempo com atividades tranquilas, que aliviam o estresse e a tensão de seus clientes: a massoterapia. Vestido de branco, em um ambiente calmo, o massoterapeuta diz ter feito cursos e desenvolvido massagens especiais alternativas que se adequassem ao perfil do seu cliente. “Faço as pessoas relaxarem, trabalho a energia, um ambiente tranquilo”. Mas é à noite que leveza e
a calma do massoterapeuta são postas de lado e abrem espaço para a agitação do Harley DJ. “Eu me visto de preto, deixo a seriedade de lado e faço as pessoas se divertirem. Costumo dizer que tenho duas caras, mas também alerto para o lado de que as duas profissões cuidam da saúde das pessoas, afinal, todo mundo também precisa se divertir”, comenta. A carreira de DJ é anterior à de massoterapeuta, entretanto, hoje, a segundo profissão tem sido mais lucrativa. Mas é com a profissão de DJ que Harley se destaca no cenário da capital. Tudo começou em 1999 de forma amadora e só em 2005 a vida de DJ passou a ser um trabalho levado a sério. Mas ao falar de diferenças, Oliveira destaca que a massoterapia exige muito mais seriedade e, em alguns casos, apoio aos clientes. “Às vezes eles chegam com problemas pessoais.
Tenho que saber ouvir e dar atenção. Isso me exige uma certa postura. É um relacionamento”, explica. Harley revela que optou pela profissão por incentivo de uma amiga. Hoje, ele diz
DOIS RUMOS
Josenor se divide entre os compromissos de fonoaudiólogo e cantor lírico. Ele diz que chegou à primeira profissão pela necessidade de um diploma. Já o canto, ele diz que está no sangue que se tivesse que escolher entre ser massoterapeuta ou DJ, escolheria a primeira opção. “Um dia, a Priscila Freire, uma grande amiga, disse que eu deveria procurar um curso, mas ainda não tinha aqui. Quando surgiu a oportunida-
Como DJ, o massoterapeuta Harley Oliveira já ganhou até prêmio de melhor das academias
de, fiz e dei continuidade”. Cuidar para usar a voz Assim como o massoterapeuta-DJ, Josenor Rocha, 30, possui duas profissões: a de fonoaudiólogo e cantor lírico. Ele diz ter prazer em conciliar seu tempo entre o consultório, atendendo pacientes, e os palcos dos teatros. Desde 1981, Josenor integra o coral do Teatro Amazonas. “Fui o primeiro cantor amazonense a se apresentar no palco do Teatro Amazonas. Não tenho formação na música, mas estudei na Itália e no Rio de Janeiro”. A fonoaudiologia veio da necessidade da formação em um curso superior. “Várias vezes já aconteceu de eu ter que me apresentar em dois locais no mesmo dia. Tenho de controlar meus horários”, ressalta. Se tivesse que escolher uma das profissões, Josenor diz que optaria pela música que, segundo ele, está no sangue.
Aliando moda e jornalismo Por formação acadêmica, Karen Leão é jornalista com especialização em meio ambiente, mas é a moda que faz sua cabeça. Além de atuar como jornalista, ela exerce a profissão de personal stylist, com consultorias sobre moda e estilo. Ela diz que nenhuma das suas profissões é mais importante, mas as classifica como a profissão que lhe sustenta (financeiramente) e a paixão: o jornalismo e a moda, respectivamente. Karen diz que ainda não é remunerada da maneira que gostaria, mas sem dúvida a profissão que exerce “com todo o amor do mundo” é a de personal stylist. “No início, nos dois casos eu
trabalhei por amor, porque não era remunerada”. Para ela, as duas carreiras de certa forma se completam. “Porque o jornalismo, eu creio, é uma profissão que pode complementar qualquer outra. Hoje existe até um segmento no jornalismo que é a moda, uma prova de que elas têm tudo a ver”. Sobre os conflitos entre os dois exercícios, Karen diz que eles não se acertam apenas no horário “porque como jornalista precisa cumprir horário (bater ponto) e na moda, se dedica 24 horas por dia, logo quando estou em horário de trabalho como jornalista não posso desempenhar a de personal stylist”, comenta.
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Figura paterna é essencial na formação de seus filhos Dados da Corregedoria Geral de Justiça do CNJ indicam que 89 mil alunos de Manaus não têm o nome do pai no registro DIEGO JANATÃ
WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO
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ndar de bicicleta e soltar pipa são brincadeiras que quase sempre se aprende com o pai. Porém, hoje, a figura paterna na estrutura familiar é cada vez mais reduzida. Especialistas afirmam que essa ausência pode gerar filhos inseguros e até com problemas psicológicos. De acordo com o psicólogo, Orestes Neto, seja adotivo ou biológico, a figura paterna é imprescindível na formação dos filhos. Segundo ele, do ponto de vista psicológico é aquele que impõem limites. “Aquele que introduz um “não” para as crianças, um “não” que vai ser a base de toda sua estrutura, da capacidade do indivíduo de se ligar e se organizar em função das regras sociais”, explica. Em muitos lugares do Amazonas e do Brasil, infelizmente, existem pais que rejeitam seus filhos e nem sequer os registram. Segundo dados da Corregedoria Geral de Justiça, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 89 mil estudantes de Manaus, das redes municipal e estadual, não possuem o nome do pai na Certidão de Nascimento. No Estado, esse número chega a 170 mil. Os dados são do Censo Escolar Brasileiro de 2009. Para Orestes, essa ausência pode afetar a saúde da criança ou do adolescente que foi rejeitado. “Têm mães que fazem esse tipo de coisa, mas
o campeão de rejeição do filho é o pai. Foi descoberto que a obesidade e o sobrepeso das crianças de 4 a 5 anos estão ligados diretamente com a falta de responsabilidade da figura paterna”, avalia. Segundo o psicólogo, os filhos passam a ter uma prédisposição para depressão, mudanças repentinas de comportamento, timidez excessiva, agressividade e tristeza profunda em ocasiões que deveriam estar felizes. “Por
CERTIDÃO
Em todo o Estado do Amazonas, segundo dados do Censo Escolar Brasileiro de 2009, 170 mil estudantes não possuem nome do pai na Certidão de Nascimento, um número considerado alto exemplo, estar em uma festa de um amiguinho, onde todos estão felizes, se divertindo e brincando, e o garoto está no cantinho, com uma cara triste, e logo em seguida volta a se comportar normalmente”, diz. Os exemplos relatados, como destaca, são de como as crianças reagem quando rejeitadas pelo pai, mas as sequelas que elas podem levar para a vida adulta são bem piores. “Algumas criam seu próprio mundo. Outras ficam extremamente agressivas. Mas não se pode generalizar”, aconselha.
Benefícios da presença Apesar de não ser uma regra, Orestes afirma que a presença paterna é essencial na vida da criança. “Todas as pesquisas mostram que o pai presente desenvolve filhos com menor grau de doenças psicológicas, melhor nível de escolaridade, de realização profissional e se divorciam menos”, enfatiza o especialista. De acordo com ele, a imagem do pai bonzinho e amigão é vista com bons olhos, mas precisa não ser confundida e faz um alerta: “Na relação paterna e materna há hierarquia. Não é à toa que na sociedade se preserva a palavra “pai” apenas para um indivíduo. Sendo assim, pai tem que ser algo muito mais importante do que um amigo”, destaca. Mãe e pai Mesmo com as dificuldades de assumir os dois papéis, existem as mães que mesmo sem o auxílio de um companheiro, criam seus filhos de maneira exemplar. É o caso da advogada Ilda Motta, que criou sozinha seu filho. “Meu meninão tem 22 anos e nunca pode conhecer o pai, que foi embora antes de ele nascer. Mesmo assim é um bom homem e cursa direito para também advogar”, declara. Mesmo assim, ela reconhece que a falta da figura paterna causa grandes dificuldades. “Sou mãe solteira, não por opção e sim por omissão, e afirmo que sempre esbarramos na falta do pai”, diz.
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Rio de Janeiro vira um museu a ceú aberto
(92) 3090-1042
Plateia D8 DIEGO CAJA/FREELANCER
O homem e a música Documentário de John Howard Szerman mergulha no universo do compositor amazonense Claudio Santoro
GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO
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onsiderado um dos três maiores gênios da música clássica brasileira, compositor de mais de 600 peças eruditas, professor fundador do departamento de música da Universidade de Brasília (UnB) e criador de uma orquestra sinfônica que leva o seu nome, o amazonense Claudio Franco de Sá Santoro, ou simplesmente Claudio Santoro, ganha longa-metragem até o fim deste ano. O diretor John Howard Szerman esteve em Manaus, onde gravou depoimentos e até algumas execuções da Orquestra Amazonas Filarmônica (OAF). Pelo menos 18 peças de Claudio Santoro foram escolhidas para fazer parte do documentário “Santoro – o homem e sua música”. A seleção contou com a curadoria do filho do maestro, Alessandro Santoro, igualmente músico, responsável pelo espólio do pai, morto em 1989, e que assina a própria direção musical do filme. “São peças que o Alessandro acha que são importantes para ilustrar cada uma das fases de composição de Claudio Santoro”, comenta Szerman, lembrando que o maestro brasileiro passeou por searas como dodecafonismo, nacionalismo, eletroacústico e eletrônica, serialismo e pós-modernismo, este mais ligado ao movimento modernista dos anos 1920. “Mas, de fato, ele nunca deixou de fazer coisas que se misturavam”, diz o diretor John Howard Szerman. Em relação à execução de pe-
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ças de Santoro, até o momento, o cineasta já gravou com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília; Filarmônica de Minas Gerais; Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), no Rio de Janeiro; e Orquesta Amazonas Filarmônica, em Manaus, cujas captações aconteceram nesta última quinta-feira (6), no Teatro Amazonas, sob a regência do maestro Fernando Malheiros. “Estou numa coprodução com a TV Cultura, que possui material bem interessante de arquivo, que
A obra dele tem profundas marcas amazônicas. Embora ele tenha deixado a cidade jovem, nunca deixou de manter contato com a terra Elson Farias, escritor
deve ser aproveitado para o filme, como imagens do próprio Santoro regendo a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), das décadas de 1970 e 1980”, revela. Além disso, Szerman afirma que o documentário traz imagens de quando a televisão brasileira noticiou a morte de Santoro, em 27 de março de 1989, bem como referências ao velório do maestro, que durou três dias. “Levou esse tempo todo porque era preciso aguardar a chegada de dois dos seus filhos, que estavam no exterior”, lembra o diretor.
Szerman já colheu 14 depoimentos de personalidades como musicólogos, jornalistas e familiares de Claudio Santoro. Segundo ele, ainda falta uma meia dúzia de personagens. Em Manaus, o cineasta gravou depoimento com o escritor Elson Farias (cuja mulher é prima legítima de Claudio Santoro), autor do livro “Claudio Santoro, o cantor do sol e da paz” (2009). “A obra dele tem profundas marcas amazônicas. Embora ele tenha deixado a cidade ainda muito jovem, nunca deixou de manter contato com a terra. O livro que escrevi não tem outra pretensão senão a de subsidiar quem quiser conhecer mais sobre a vida de Santoro. O título é uma referência ao fato de ele ter feito a “Sinfonia da paz”, cuja palavra era símbolo do movimento político de esquerda, no Brasil. Santoro teve que mudar a palavra para poder apresentar a obra no Rio de Janeiro. Ele escolheu o verbete “sol” para substituir”, lembra o escritor amazonense. Entre os familiares, John Howard Szerman colheu entrevistas com os filhos músicos Alessandro e Rafaello Santoro, a viúva Gisele Santoro (que foi quem sugeriu a Szerman a produção desse documentário, em 2008), e a filha mais velha do maestro, gerada no seu primeiro casamento, Sônia. Szerman pretende, ainda, captar depoimentos e interpretações de músicos como João Donato, Jocy de Oliveira, Wagner Tiso, Julio Medaglia e Marisa Monte. O cineasta Rodolfo Nanni também está na lista dos “depoentes” em potencial.
Conclusão pode ficar para 2013 O que inicialmente estava previsto para ser concluído em três meses, deve ficar para o ano que vem. Isso porque, segundo o diretor do documentário, o mais difícil é conseguir o registro de uma ópera chamada “Alma”, que foi encenada pela primeira e única vez aqui em Manaus, em 1992 (quando da reinauguração do Teatro Amazonas após reforma em comemoração ao seu centenário). “Como o que se tem por aqui é um trecho de matéria de televisão, com áudio captado pela própria câmera, pedi para a orquestra de Brasília executar, mas não fizeram na temporada de maio e
junho deste ano porque a partitura não ficou pronta. O Alessandro está refazendo toda a pesquisa para chegar ao original da composição do pai. Se essa organização for concluída até novembro deste ano, vou tentar prorrogar meu prazo para a entrega do material final para 2013, para que eu consiga o registro da orquestra na temporada de maio de junho seguinte”, diz. Agraciado com um prêmio de aproximadamente R$ 300 mil, oriundos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), do governo de Brasília, Szerman tem até o dia 20 de dezembro de 2012 para apresentar o documentário
finalizado. O projeto do cineasta foi aprovado em 2010, mas os recursos só foram liberados no fim de 2011. “A ideia é montar um longa de 80 minutos de duração e uma versão de 54 minutos para televisão. Além disso, o filme será distribuído em larga escala para o mercado nacional e internacional, em DVD e, quem sabe, um CD com o áudio das peças gravadas”, adianta o cineasta. Em Manaus, durante uma semana de permanência, John Howard Szerman contou com o apoio da Amazonas Film Commission – Casa de Cinema, que cedeu equipamentos para as gravações.
John Howard esteve em Manaus na última semana para gravações no Teatro Amazonas
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FOTOS: CÉSAR CATINGUEIRA
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Candelabro . A alta sociedade de Manaus está agitadíssima, se preparando para o grande evento do mês, exatamente no dia 29, no Dulcila da Ponta Negra.
Andréa e Niltinho Lins em evento movimentado no Parque das Laranjeiras
>> Organização . Que tal posicionar funcionários credenciados nas esteiras que trazem as malas no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes? . As malas chegam ao local – muitas vezes entulhadas – caindo fora das esteiras e não há ninguém para recolocar no devido local. É apenas um toque para o aeroporto de Manaus- cidadesede da Copa 2014. Fica a dica.
>> Objeto de desejo . Na opnião de muita gente que sabe das coisas, a marca Creed é a melhor no quesito alta-perfumaria no mundo! . Como a coluna compartilha desse pensamento, apresentamos hoje o Creed Imperial, só para quem é realmente iniciado. Extremo chic!
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. Maria do Carmo e Wellington Lins e Geraldo Catunda de Souza e Eliane Maria Mesquita Correa casam os filhos Maria Eugênia e André, com cerimônia religiosa na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, antecedendo a recepção elegantíssima com projeto do arquiteto mineiro Luiz Carlos Souza Campos. . Será o primeiro casamento de Manaus com identidade olfativa: perfumado com fragrância exclusivamente criada para o evento. Na festa, além da banda Orium, a banda baiana Jamil e Uma Noites animará a festa com traje passeio completo. Chic, chic.
Anne Cristine César Cavalcante enchendo de charme festa cinco estrelas na cidade
>> Arte Karanna, João e Darcley Caram circulando na cena social de Manaus
>> Em alta . A presidente Dilma Rousseff está brilhando em altíssima cotação, e com ela, consequentemente, o Brasil. . Ela está na capa da revista Forbes americana, liderando a lista das 100 mulheres mais influentes e poderosas do planeta. Ponto para nós!
Efrinho e Efrem Maranhão, em mais um evento que movimentou a temporada
. Desde sexta-feira, o Nannai Beach Resort exibe a 1º Mostra de Arte Nannai Boutique. . No lindíssimo hotel, acontece a exposição feita por dois artistas locais – Tiago Amorim e Romero de Andrade Lima. A exibição da mostra vai até o final do mês e estará aberta ao público diariamente no salão principal do SPA Nannai by L’Occitane. . Com trabalhos de pinturas e esculturas que misturam o popular e o erudito, segundo os artistas, as obras falam entre si sobre conceitos de vanguarda e tradição, de presente e passado, além de realidade e sonho do povo nordestino. Tiago e Romero são filhos da riqueza cultural Pernambucana e emocionam as raízes regionais que retratam em suas obras. O Nannai é apontado como o mais belo resort da região Pernambucana.
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Pauderney AVELINO
‘A Virada CULTURAL PRECISA ser reprogramada’
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Há espaços que foram deixados de lado pelo poder público. Locais culturais de grande importância arquitetônica, como as obras do Severiano Porto. Precisamos primeiro fazer um raio-x desses locais disponíveis e encaixar neles uma das ações previstas no nosso plano de governo”
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ando continuidade à série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de Manaus, o EM TEMPO conversou, nesta semana, com Pauderney Avelino, do Democratas (DEM), que falou sobre suas propostas para as áreas de cultura e entretenimento para a cidade. Ele pretende criar uma agenda descentralizada de atividades nos bairros, a expansão da Ponta Negra, a revitalização do centro histórico e a criação do Museu Digital da Amazônia, uma versão do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. EM TEMPO - Qual sua opinião sobre os espaços culturais atualmente em uso na cidade? Pauderney Avelino - Manaus não tem um teatro ou cinema sob sua administração. Faltam parques na cidade, praças de alimentação, playgrounds e oferta de cursos artísticos. Também faltam bibliotecas nos bairros da cidade, uma vez que a maioria se concentra no centro da capital. A cultura hoje sofre com a centralização dos projetos, que ficam concentrados no eixo sul-oeste. Por incrível que pareça há milhares de jovens, adultos e crianças em Manaus que nunca foram ao cinema e nunca entraram no Teatro Amazonas. Vamos trabalhar para mudar essa realidade, com projetos pé no chão, mas de inclusão cultural em todos os bairros, com ações de curto, médio e longo prazo. EM TEMPO - O senhor pretende realizar programações culturais nesses locais? PA- Pensamos em uma agenda descentralizada de atividades culturais nos bairros de Manaus, porque hoje há uma demanda reprimida de ações permanentes nas comunidade carentes e periferia. Precisamos criar espaços de cultura nas escolas, para reduzir essa carência, assim como promover cinema nas praças,
JOEL ROSA
levando filmes para todos os cantos, gratuitamente. EM TEMPO - A prefeitura atualmente não administra nenhum museu. Isso continuará assim na sua administração, caso ganhe? PA - Não, não continuará. Está previsto no nosso plano de cultura a criação e construção de um Museu Digital da Amazônia, onde as pessoas possam passear virtualmente pela floresta, brincar de boi com encenações tecnológicas, reunindo nossas raízes e tradições com a modernidade. Seria uma versão do que São Paulo fez com o Museu da Língua Portuguesa. Nesse mesmo ambiente vamos resgatar e contar a história do nosso seringal e das plantas e espécies com importância medicinal e da cultura tradicional, estimulando os sentidos. EM TEMPO - Projetos como o Café Teatro e a Casa de Leitura Thiago de Mello, entre muitos outros, estão paralisados. Algum plano para mudar essa realidade nos próximos 4 anos? PA - Há espaços que foram deixados de lado pelo poder público. Locais culturais de grande importância arquitetônica, como as obras do Severiano Porto. Precisamos primeiro fazer um raio-x desses locais disponíveis e encaixar neles uma das ações previstas no nosso plano de governo. EM TEMPO - A Virada Cultural, evento que a Manauscult realizou duas vezes, teve bons resultados, mas obteve muita crítica, principalmente quanto à falta de respeito, espaço e planejamento com as bandas e artistas locais. O evento continuará sendo realizado se o senhor se tornar prefeito? Terá alguma mudança? PA - A Virada Cultural precisa ser reprogramada diante das sucessivas críticas que o projeto tem sofrido nos últi-
mos 2 anos. Planejamento e uma produção de excelência, valorizando o artista local, são pontos de partida. O evento continuará na programação da prefeitura, ganhando mais eventos paralelos, também com grande destaque para a nossa gastronomia e artesanato. A mudança principal será de adequar os palcos aos respectivos bairros, facilitando ao máximo o acesso à população. EM TEMPO - Quais são os projetos da atual gestão que terão continuidade? PA - Os festivais e grandes eventos serão mantidos e ampliados, como a Virada Cultural, o Boi Manaus, Réveillon, com melhorias e foco no planejamento. Vamos construir em outras zonas da cidade outros parques Cidade da Criança, projeto que deu certo para brincadeiras e estímulo à criatividade. A Ponta Negra será continuada e sua expansão finalizada. Precisamos acelerar a obra para entregar o cartão-postal completo, agora com praia permanente. EM TEMPO - Quais projetos criados pelo senhor que poderão continuar na cidade após o fim da gestão? (como orquestras, corpos de dança, grupos artísticos etc.) PA - Um dos nossos projetos para o setor é o Vale-Cultura, que cria uma cota para uso de estudantes nas compras de produtos culturais ou para shows e cinema. O benefício é voltado para as famílias de alunos das escolas municipais. Cada família receberá um cartão com crédito mensal de R$ 50, que serão gastos exclusivamente com bens de cultura. Mas nossa grande obra física e cultural será tirar do papel o Teatro Municipal de Manaus, em uma área populosa e de fácil acesso. Como em outros setores do nosso plano de governo vamos colocar o tema em discussão ampla com o segmento artístico, os artistas, técnicos e profissionais que atuam na
área, para definir qual melhor zona de Manaus para abrigar esse templo cultural. EM TEMPO - Haverá programação em datas comemorativas? (Réveillon, festas juninas, aniversário de Manaus etc.) PA - Sim, vamos manter o calendário que já existe, procurando melhorar as festas que perderam público, ou pela má formatação da programação ou pela escolha do lugar, como o Festival Folclórico de Manaus, o qual visitei e notei a baixa presença de plateia. EM TEMPO - Todos os festivais realizados em Manaus são em parceria com o governo do Estado, não com a prefeitura. Pretende mudar isso e participar mais da cena cultural local? PA - Pretendo unir forças, não só com o governo do Estado, mas com a iniciativa privada. Queremos levar a cultura para todas as zonas. Para isso, vamos lançar uma campanha de autoestima e valorização de nossas raízes culturais, o “Curta Manaus”, que terá carretas-culturais com estrutura de palco e de telona de cinema, e bibliotecas, para circulação por toda a capital. Queremos revitalizar o centro histórico e concluir a obra do Paço Municipal. Isso faz parte de um plano amplo de resgate e registro da memória da cidade. EM TEMPO - A atual gestão transformou a Secretaria Municipal de Cultura em uma instituição cultural. Qual sua opinião sobre isso? Vai manter dessa forma? PA - A princípio, precisamos rever essa dinâmica de entidade, conceber e implantar um plano estratégico para a cultura e revisar a dotação orçamentária para a pasta. Também será necessário dinamizar o Conselho Municipal de Cultura e o Fundo da Cultura.
A nossa grande obra física e cultural será tirar do papel o Teatro Municipal de Manaus, em uma área populosa e de fácil acesso. Como em outros setores do nosso plano de governo”
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Tirulipa retorna a Manaus Filho de um dos humoristas mais conhecidos do país, o comediante estará na cidade no dia 23, no Teatro Manauara, com o show “Filho de Peixe Palhaço É”. Na bagagem estarão brincadeiras com o público, stand-up comedy e sátiras de novelas DIVULGAÇÃO
PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
E
verson Silva, ou simplesmente Tirulipa, filho de um dos humoristas mais conhecidos do país e também deputado federal – leia-se: Tiririca -, está de malas prontas para Manaus com o show “Filho de Peixe Palhaço É”, que será realizado no próximo dia 23, no Teatro Direcional. Em entrevista ao EM TEMPO, o jovem comediante fala do início de carreira, da busca pela singularidade, da ausência do pai e do sucesso que tem sido seu espetáculo nacionalmente. “Aos 10 anos comecei a imitar meu pai e um tio me levou para participar de um programa de calouros. Após uma semana um programa televisivo de rede nacional me chamou para fazer parte de um quadro, momento em que nasceu o ‘Tiririquinha’”, lembra o jovem humorista. Everson Silva relata que após gravarem o primeiro vídeo mostrou ao pai, que apesar de ter gostado não contava que resultaria em tamanha repercussão. “Tudo começou como uma brincadeira, que em seguida, tive que levar a sério”, expressa. Após alguns anos o comediante percebeu que apesar de ter alcançado o sucesso havia se tornado a cópia do
pai e que para dar continuidade à carreira precisava ser conhecido pelas próprias características, e não as de Tiririca. “Ao completar os 13 anos vi que éramos dois Tiriricas. Vi a necessidade de conquistar minha identidade e estilo”, confessa. Na falta de opção, Silva deu uma pausa nos trabalhos e resolveu mudar de estilo, agora, o jovem enfrenta o desafio de ser cantor em bandas de forró.
SHOW
Filho do humorista e deputado federal Tiririca, Everson Silva, o Tirulipa, retorna a Manaus após 5 anos. O show do artista será realizado no dia 23 de setembro, no Teatro Direcional Passou por dois grupos com os nomes Mó Mentira e Levada Sacana, onde chegou até a conseguir algumas aparições em programas de televisão nacional. “Foram experiências boas, mas não conseguimos decolar, infelizmente não aconteceu”, lembra. Mas o tempo passou e o talento veio à tona e começou a aparecer, mas em versão de repórter em um programa no Ceará. Em um dos programas nas-
ceu a extravagante Mulher Rapadura, uma cantora de funk do subúrbio cearense, a qual o comediante intitula como um dos seus maiores sucessos por ser criação própria. Uma das músicas cantadas pela personagem que foi sucesso no Carnaval de 2009 foi a “Dança do Prende e Solta”. O ritmo conquistou o gosto de vários famosos, entre eles: Ivete Sangalo, Bel, do Chiclete com Banana; Márcio Vitor, do Psirico; Durval Lelis, do grupo Asa de Águia; Sheila Carvalho e seu marido Tony Sales, do Raghatoni. Tiririca Ao falar do pai, Silva afirma que sempre o apoiou sobre o ingresso na política, porém, concorda que o compromisso parlamentar o atrapalha na atuação artística. Segundo o comediante, Tiririca sente falta de realizar shows pelo país, cobrança que também é feita pelo público. “O país sente falta dele como humorista. Se tudo der certo, ano que vem o Tiririca deve retornar aos palcos do Brasil. A população pede isso”, comenta, ao dizer que o afastamento foi necessário por conta das atividades na Câmara dos Deputados. “Por outro lado, fico feliz ao saber que de todos, ele está entre os nove que nunca faltaram em sessões e é disso que nosso país precisa”, desabafa.
Show promete muita diversão Tirulipa conheceu a capital amazonense há cerca de 5 anos, quando veio para um show junto com o pai. O cearense adianta que o espetáculo traz imitações, esquetes, piadas, brincadeiras com o público adulto e infantil, dança e música. “São seis trocas de personagens em uma mistura de tudo. Não quis fazer algo direcionado,
mas expansivo”, relata. O público vai assistir a pouco mais de uma hora de apresentação, com direito também a paródias, artes circenses, humor de standup e sátiras de novelas. De acordo com o jovem, uma imitação que não pode faltar é a de Tiririca como comediante e também deputado. “Me caracterizo como ele e
brinco com seus pronunciamentos”, revela. O comediante também alerta que o show “é só alegria e cheio de coisas boas, com novas ideias”. O projeto é desenvolvido há 3 anos e há seis meses recebeu novo formato. A noite de humor está agendada para o próximo dia 23, no palco do Teatro Direcional, a partir de 19h. O humorista Tirulipa promete boas gargalhadas com o show “Filho de Peixe Palhaço É”
TEATRO
AMANHÃ
Fachada terá intervenção artística A Companhia de Ideias, comandada pelo bailarino João Fernandes, dá continuidade ao projeto “Lugares que o dia não me deixar ver”, que visa chamar a atenção da sociedade em geral e dos governos estadual e municipal para prédios históricos de Manaus que sofrem com o abandono e falta de conservação. Após passar pelo Relógio Municipal, no último dia 3, a intervenção segue amanhã, para uma fachada abandonada na avenida Getúlio Vargas, Centro. A partir das 18h, em frente à fachada, será apresentado o espetáculo “Linha temporal de processo”, do Processo Natimorto. A montagem se baseia em experimentos cênicos havendo uma interatividade com o público. Logo em seguida será a vez do “3:45 ou 15 para as 4”, Companhia de Ideias, finalizando com um banho de luz que segue até a meia-noite. Vale ressaltar que o projeto é gratuito. Após a apresentação em frente à fachada da avenida Getúlio
Hoje, às 19h e 21h, o Teatro Manauara receber mais uma apresentação do espetáculo “As Pontes de Madison” com os atores Flávio Galvão e Mayara Magri. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do local ao preço de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Para mais informações: (92) 3342-8030. O espetáculo, que já foi visto por mais de 80 mil pessoas, conta a história de amor vivida pela dona de casa Francesca, que mora em uma cidade “perdida” no Estado de Iwoa, nos Estados Unidos, e do fo-
Vargas, a intervenção segue para o Complexo da Booth Line, no dia 17, e encerra no Cabaret Chinelo/Hotel Cassina, no dia 24. O “Lugares que o dia não me deixa ver” conta com o apoio da Fundação Nacional das Artes (Funarte), do Insti-
OBJETIVO
O projeto “Lugares que o dia não me deixa ver”, foi criado pela Companhia de Ideias, comandada pelo bailarino João Fernandes, e pretende chamar a atenção para prédios esquecidos tuto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Porto de Manaus e Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb). Para mais informações: www.casaraodeideias. blogspot.com.br.
Peça ‘As Pontes de Madison’ será reapresentada hoje tógrafo Robert Kincaid, da revista “National Geographic”, que está de passagem pelo local fotografando as pontes cobertas de Madison. O romance entre eles dura apenas quatro dias, mas marca a vida dos dois para sempre. A peça é uma história de amor recheada de momentos de humor e que prima pela sensibilidade e pela delicadeza. Um espetáculo com forte apelo visual e calcado no trabalho dos atores que, ao vivo, mostram uma relação amorosa com há muito tempo não se via nos palcos. DIVULGAÇÃO
O espetáculo “Linha temporal de processo” será apresentado Flávio Galvão e Mayara Magri são os protagonistas da peça
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‘Bad’ completa 25 anos Um dos discos mais famosos do cantor Michael Jackson, que morreu em 2009, ganhará comemorações e lançamentos para lembrar o ápice do “Rei do Pop”
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prontas e queria lançar um megalomaníaco disco triplo com a maioria delas, mas foi vetado pela Epic. As que já vazaram tinham potencial, e dão pena por não terem sido gravadas por Michael antes de ele cair em seu abismo pessoal, nos anos 90. “Don’t Be Messin”, uma gravação demo postada no YouTube e rapidamente removida, no começo de junho, tem um daqueles refrões sutis e dançantes, ao mesmo tempo, que lembram a sofisticação de “Thriller”. E de fato a música foi composta na época de seu primeiro disco, mas deixada de fora dos dois. O que ouvimos é uma gravação caseira, pouco trabalhada, que deixa às nossas imaginações espaço para preenchê-las com uma linha sintetizada de Quincy Jones, ou um baixo de Louis Johnson. “Streetwalker”, disponível no YouTube, já parece ter sido mais moldada por Quincy. Uma ponte entre o verso e o refrão traz os distintos backing vocals ouvidos em faixas como “Speed Demon” e “Smooth Criminal”. Já o remix de Afrojack é lastimável, feito sem compreensão da trama rítmica da faixa e em um andamento acelerado, como se o original não fosse empolgante o suficiente. O filme de Spike Lee conversa com uma série de cantores e dançarinos envolvidos na
produção do disco, e acaba por ser uma “carta de amor” a Jackson, já que explicar sua loucura passou a ser inútil. Polêmica O relançamento de “Bad” e o documentário de Lee, que será mostrado nos Estados Unidos, no dia 25 de novembro, deve ofuscar a mais recente polêmica sobre o “Rei do Pop”: uma série de e-mails que revelam sua péssima condição física e psicológica próximo da maratona de 50 shows que Jackson faria, como encerramento de sua carreira, na 02 Arena, em 2009, ano em que morreu. A troca de correspondência eletrônica entre Kenny Ortega, diretor do show e parceiro antigo de Jackson, e Randy Phillips, um dos managers mais poderosos da indústria musical, incluem frases como: “Há fortes sinais de paranoia, ansiedade e comportamento obsessivo-compulsivo infantil. Temos de chamar um psiquiatra para atendê-lo rapidamente”, escreve Kenny. “Ele é louco de pedra”, responde outro. Phillips escreve, em outro e-mail, que Jackson estava trancado no banheiro, bêbado, e que tentou diversas vezes fazer com que ficasse sóbrio para uma coletiva de imprensa, na ocasião em que os 50 shows foram anunciados.
O cantor morreu em 2009, nos Estados Unidos, vítima de excesso de remédios
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o dia 18, “Bad”, o terceiro grande disco de Michael Jackson, vai completar 25 anos. Trata-se de uma efeméride repleta de comemorações e lançamentos, que lembram a fase ápice do “Rei do Pop”, época em que sua loucura ainda era o estopim de performances brilhantes, além de modas e coreografias que ainda reverberam no panorama pop internacional (os gângsters de “Smooth Criminal”, as calças de couro, jaquetas e correntes da faixa-título, para não falar dos geniais esparadrapos nas pontas dos dedos). O vigésimo quinto ano desta obra-prima, o quinto disco mais vendido de todos os tempos, é comemorado com um documentário, feito por Spike Lee e mostrado recentemente no Festival de Veneza. Este quarto de século também terá um relançamento triplo do disco, com remasterizações, novas faixas, e gravações dos históricos shows de Jackson no Wembley Stadium, na Inglaterra. O filé mignon desses relançamentos está no segundo disco, que tem oito faixas novas, além de remixes de “Bad”, feita por DJs hypados como Afrojack e Nero. EsSas faixas desconhecidas jogam um importante facho de luz na produção do disco, pois sabemos que o ídolo tinha em torno de 60 faixas
Por Roberto Nascimento
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Programação de TV SBT 05h00 – Aventura Selvagem – reprise 05h30 – Pesca Alternativa 06h30 – Brasil Caminhoneiro 07h00 – A Grande Ideia 07h30 – VRUM 08h00 – PGM Manazinha – local 08h30 – Chaves 09h00 – Sorteio Amazonas dá Sorte - local 10h00 – Domingo Legal 14h00 – Eliana 18h00 – Vamos Brincar de Forca 18h40 – Sorteio da Telesena 18h45 – Programa Sílvio Santos 23h00 – De Frente com Gabi 00h00 – Série: O Mentalista / The Mentalist 01h00 – Série: Alvo Humano / Human Target 02h00 – Série: Chase 03h00 – Encerramento da Programação
GLOBO 04h40 – Santa Missa em Seu Lar 05h15 – Sagrado: Compacto – Diálogo Inter-Religioso/Paz 05h28 – Amazônia Rural 05h58 – Pequenas Empresas, Grandes Negócios 06h40 – Globo Rural 08h00 – Fórmula 1: Grande Prêmio da Itália 09h32 – Auto Esporte 09h52 – Esporte Espetacular 11h35 – Aventuras do Didi 12h10 – Os Caras de Pau 13h00 – Temperatura Máxima. Filme: Vira-Lata 15h00 – Futebol 2012: Campeonato Brasileiro: Internacional x Fluminense 17h00 – Domingão do Faustão 19h45 – Fantástico 22h11 – Domingo Maior. Filme: Fugindo do Passado 23h55 – Boletim: Jogos Paralímpicos 00h06 – Sessão de Gala. Filme: Um Namorado Para Minha Esposa 01h47 – Corujão I. Filme: Melinda e Melinda 03h27 – Sob Medida 04h13 – Festival de Desenhos
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ
RECORD 05h45 – Bíblia em Foco 06h00 – Nosso Tempo 06h30 – Desenhos Bíblicos 08h00 – Record Kids 09h00 – Bingo: Amazonas dá Sorte – local 10h00 – Record Kids 11h15 – Tudo é Possível – PGM 368 14h00 – Top Model – HD 15h00 – Programa do Gugu – PGM 158 19h30 – Domingo Espetacular - HD – PGM 438 22h15 – Repórter Record – A Ilha do Abandono 23h15 – Série: Todo Mundo Odeia o Chris (1ª Temporada) – HD 00h15 – Programação IURD
REDE TV 06h30 – Igreja Internacional da Graça – local 07h30 – Igreja Internacional
da Graça – local 09h45 – Break Obrigatório 09h50 – TV Kids – local 10h00 – Show de Ofertas da Cidade – local 10h30 – TV Kids – local 11h00 – Igreja da Graça – local 12h00 – Fique Ligado – local 13h00 – Esporte Performance – local 14h00 – Encircuito – reprise 15h30 – Despertar – local 16h00 – Break Obrigatório 16h05 – TV Kids 16h45 – Ritmo Brasil 17h15 – O Último Passageiro 18h30 – Super Bull Brasil 19h30 – Saturday Night Live 21h00 – Cine Total 22h30 – Dr. Hollywood 23h15 – É Notícia 00h15 – Bola na Rede 00h45 – Igreja Internacional da Graça – local
BAND 05h00 – Igreja Mundial 06h30 – Santa Missa em Seu Lar
Cinema ESTREIA
07h30 – Fé na Verdade 08h30 – Desenho 09h30 – Auto + 10h00 – Infomercial 11h00 – Fala Malafaia 12h00 – Fórmula Truck 13h30 – Gol, o Grande Momento do Futebol 14h30 – Futebol 2012 16h50 – Terceiro Tempo 19h00 – Um Tio da Pesada 19h30 – Família Dinossauros 20h00 – Polícia 24h 21h00 – Pânico na Band 00h00 – Canal Livre 01h00 – Força Secreta 01h30 – Show Business – reap. 02h15 – Loucos ou Loucuras 03h00 – Igreja Mundial
TV CULTURA 05h55 – Abertura da Estação / Hino Nacional 06h00 – Via Legal 06h30 – Brasil Eleitor 07h00 – Palavras de Vida
08h00 – Santa Missa 09h00 – Viola Minha Viola 09h15 – Curta Criança 09h30 – Nova Amazônia – local – reprise 10h00 – Escola Pra Cachorro 10h15 – Meu Amigãozão 10h30 – A Turma do Pererê 11h00 – ABZ do Ziraldo 11h30 – Anima TV Tromba Trem 11h45 – Anima TV Carrapatos e Catapultas 12h00 – A Turma do Pererê 13h00 – Dango Balango 13h30 – TV Piá 14h00 – Stadium 15h00 – Os Protetores do Planeta 16h00 – Ver TV 17h00 – De Lá Pra Cá 17h30 – Cara e Coroa 18h00 – Papo de Mãe 19h00 – Conexão Roberto D’Ávila 20h00 – Esportvisão 21h30 – MPTV – Reprise – local 22h00 – Roda Viva Amazonas – local ao vivo 23h00 – Doc. Especial 00h00 – Hino Nacional / Encerramento da Emissora
Cruzadinhas REPRODUÇÃO
ÁRIES - 21/3 a 19/4 Dia de muitas atividades a serem coordenadas. Forte tendência a dispersar esforços. Não queira fazer tudo ao mesmo tempo, vá cumprindo as tarefas uma a uma. TOURO - 20/4 a 20/5 Os negócios tendem a parecer mais promissores ou confusos, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Não é hora de arriscar. Não obstante, você está em dia de boa inspiração. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Momento de excitação dispersiva e de tendência a se atrapalhar com seus interesses. Procure saber o que é principal, neste dia, para não ficar se debatendo sem sair do lugar. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Algumas boas oportunidades, em especial nos contatos, estudos e viagens, se perdem na desorganização. Você tende a pensar de um jeito e agir de modo contrário, sem perceber. LEÃO - 23/7 a 22/8 É preciso focalizar os esforços, diante das muitas direções lhe confundem. Contradições e atitudes desconexas no modo de lidar com dinheiro e com bens materiais. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você tende a querer muitas coisas, e parece ter muitos braços e mãos e ideias que podem divergir sem se perder. No entanto, tais excessos prejudicam o trabalho. LIBRA - 23/9 a 22/10 Você é movido por alguns sentimentos, os quais pode não localizar quais são. Cuidado para não se confundir, pois hoje, nem tudo é como você espera. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Dia negativo para lidar com dinheiro e negociações. Você tende a dispersar esforços, mesmo quando são bem intencionados. Na vida a dois, as surpresas aproximam vocês. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 É de se esperar que os contatos em seu trabalho prometam muito mais do que possam cumprir. As oportunidades devem ser bem selecionadas por você. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Tentar outras opções no trabalho pode ser prejudicial, na medida em que se afaste do planejado. Mas as surpresas e as novidades dão maior colorido à vida amorosa. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 O dispersivo e estimulante aspecto entre Mercúrio e Júpiter indicam muitas possibilidades na vida amorosa. Mas veja se não seriam apenas promessas vagas e incertas. PEIXES - 19/2 a 20/3 Este é um dia oportuno para dar seu melhor nas relações familiares e no casamento. Um dia movimentado, que favorece mais seguir o que é certo, do que se seduzir pelo incerto.
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ParaNorman: 10 anos. EUA. Norman Babcock é um garoto que consegue ver e falar com os mortos. Entretanto, o único que acredita em suas habilidades é Neil, um amigo excêntrico. Um dia, o tio de Norman conta sobre um importante ritual anual realizado na cidade, com o objetivo de protegê-la de uma maldição jogada por uma bruxa séculos atrás. Norman resolve ajudar no ritual, mas as coisas não saem como planejado. Cinemark 6 – 11h (dub/ somente sex, sáb e dom), 13h10, 15h20, 17h40 e 19h50 (dub/diariamente). Projeto Dinossauro: 12 anos. INGL. Uma equipe de filmagem segue em uma expedição exploratória até o Congo na qual, escondidas bem no meio da floresta, eles acabam descobrindo algumas espécies de dinossauros que deveriam estar extintas há 65 milhões de anos. Mas o tempo amadureceu estes predadores, que um dia dominaram a Terra, e rapidamente os exploradores humanos são colocados no papel de presas, correndo por suas vidas. Quando as fitas desta viagem são encontradas, a verdade finalmente vêm à tona para quem achou que eles estavam extintos. Playarte 5 – 13h, 15h, 17h, 19h e 21h (dub/diariamente), Cinemark 3 – 14h50, 16h50, 19h, 21h (dub/diariamente) e 23h (dub/sex e sáb). Totalmente Inocentes: 14 anos. BRA. A comunidade do DDC está em guerra. O branquelo Do Morro e o travesti Diaba Loira disputam o poder na comunidade.
Alheio a isso, Da Fé acredita que precisa se tornar o chefe do morro para conquistar o amor de Gildinha, sua musa. Tudo piora quando o atrapalhado repórter Vanderlei forja uma capa que vai dar o que falar. A história traz ainda Felipe Neto como um narrador em intervenções pontuais. Cinemark 4 – 11h10 (somente sexta-feira, sábado e domingo), 13h20, 15h40, 18h, 20h20 e 22h30 (diariamente). O Legado Bourne: 14 anos. EUA. Inspirado nos livros de Robert Ludlum, o filme traz uma história totalmente original que envolve o universo do personagem Jason Bourne - interpretado por Matt Damon nos três primeiros filmes da franquia. A trama gira em torno do agente Aaron Cross, que passou pelo mesmo tipo de recrutamento de Bourne no misterioso programa conhecido como Treadstone. Cinemark 5 – 13h30, 16h20, 19h10 e 22h10 (leg/diariamente). Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros: 14 anos. EUA. Nancy Lincoln é a mãe do presidente Abraham Lincoln e foi assassinada por uma criatura sobrenatural. Incorfomado com o fato, ele declara uma guerra sem piedade contra os seres das trevas e começa a destruir todos os vampiros e os escravos que os ajudam. Cinemark 8 – 11h50 (dub/somente sex, sáb e dom), 14h10, 16h30, 18h50, 21h20 (dub/diariamente) e 23h50 (dub/somente sex e sáb); Cinemas Amazonas – 4 – 14h20, 16h35, 18h50 e 21h10 (dub/diariamente).
CONTINUAÇÕES À Beira do Caminho – 12 anos: Cinemark 2 – 15h10 e 22h10 (leg/ diariamente). 360 – 16 anos: Playarte 2 – 13h50 (leg/diariamente). Outback – Uma Galera Animal - Livre: Playarte 1 – 12h50, 14h50, 16h50 e 18h50 (3D/dub/diariamente); Cinemark 4 – 12h55, 14h50 e 16h50 (dub/diariamente). Armadilha – 14 anos: Playarte 2 – 16h10, 18h10, 20h10 (leg/diariamente) e 22h10 (leg/sex e sáb). Valente – Livre: Playarte 5 – 12h30, 14h45, 17h, 19h15, 21h30 (dub/diariamente) e 23h45 (dub/ sex e sáb).
Um Divã Para Dois – 12 anos: Playarte 8 – 16h e 20h20 (leg/diariamente). Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge – 12 anos: Playarte 9 – 13h30, 16h45, 20h (dub/diariamente) e 23h15 (dub/ sex e sáb); Cinemark 5 – 18h e 21h30 (dub/diariamente). O Espetacular Homem-Aranha – 10 anos: Playarte 10 – 14h30 e 20h30 (dub/diariamente). A Casa Silenciosa – 14 anos: Playarte 10 – 12h40, 17h30 (leg/ diariamente) e 23h30 (leg/sex e sáb). A Era do Gelo 4 – Livre: Cinemark
2 - 12h50, 17h30 e 19h50 (dub/ diariamente); Cinemas Amazonas 5 – 14h30 (dub/diariamente). E Aí, Comeu? – 14 anos: Cinemark 3 – 13h e 15h (diariamente). Xingu – 12 anos: Cinemark 3 – 11h (somente sábado, domingo e quarta-feira). Rock Of Ages – 14 anos: Cinemark 3 – 17h20, 20h (leg/diariamente) e 22h40 (leg/sex e sáb). O Vingador do Futuro – 14 anos: Cinemark 4 – 19h (dub/diariamente) e 21h40 (dub/não será exibida sexta-feira e sábado); Cinemark 7 – 11h50 (dub/somente sábado, domingo e quarta-feira),
14h30, 17h10 (dub/diariamente), 19h40 e 22h20 (dub/não será exibido na terça-feira); Cinemas Amazonas 5 – 16h30 e 19h (dub/ diariamente). 31 Minutos – Livre: Cinemark 5 – 13h20 e 15h40 (leg/diariamente). As Aventuras de Agamenon, O Repórter – 14 anos: Cinemark 8 – 13h05 e 14h55 (diariamente). O Ditador – 14 anos: Cinemark 8 – 16h40, 18h50, 21h (dub/diariamente) e 23h10 (dub/ sex e sáb); Cinemas Amazonas 5 – 21h30 (dub/diariamente).
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MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012
::::: Sala de Espera
Na próxima quinta-feira, as sobrenomadas partiram em revoadas para conferir o almoço de aniversário da linda Moisa Guerreiro, no Village. A Comunidade Árabe do Amazonas, por meio de sua eminência sheikh Saber Abdelrahman Ali Abdelrahman, inaugura o Centro Islâmico do Amazonas – na Ramos Ferreira –, que além de ser a primeira mesquita do Estado, é a primeira da Região Norte, e uma das maiores do Brasil. A cerimônia de inauguração acontecerá no salão sagrado da mesquita, na próxima quarta-feira, com início previsto às 20h. Além das autoridades locais, participarão da cerimônia o sheikh dr. Abdelhamid Mitwally e o embaixador da Palestina no Brasil, dr. Ibrahim Al Zeben. A Jacc Produtora se instalou em Manaus para fazer um trabalho diferenciado, movimentando o circuito
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cultural da cidade, com a realização de eventos conceitos, e para fazer um serviço exclusivo de produção de artistas e bandas locais. O cantor Adriano Arcanjo e a banda Alaíde Negão são os primeiros a fazer parte desse novo projeto.
Jander Vieira
jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
Karla Costa, Matheus Santaella, Hamida Yacub e Didi Redman estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Amanhã, mimos para Tereza Teófilo, Sandra Lúcia Saraiva, Renê Zafer, Silvia Coelho e Lorena Souza. Eles estão aniversariando. A Unimed Manaus promove ação de relacionamento junto a seus médicos cooperados, às 16h, de amanhã, sorteando duas passagens para Miami, na Central de Atendimento da Constantino Nery. A operação conta com a parceria do Departamento Médico Social da operadora de saúde e a gerência da American Airlines na capital amazonense, via área de MKT/AssCom. A badalada loja Outlet Lingerie já tem data para inaugurar. Será na próxima quinta-feira, no Vieiralves, reunindo um mix das melhores e mais bem conceituadas grifes como Calvin Klein, Valisére, Puket, Rosa Chá Lingerie, Fórum Lingerie e Gracious.
::::: Novidade fashionista A ala bambina que não dispensa ficar na moda está em polvorosa. O motivo? A inauguração, da primeira loja da grife Disel Kids na Região Norte, fincada no Manauara Shopping, no próximo dia 14. Vai ter desfile da marca italiana chique e muita bossa. Quem assina é Cileide Moussalem.
::::: Perguntar não ofende
ALEX PAZUELLO/AGECOM
Os ótimos Karina e André Bessa convidam para conferir a esperada sessão début do tipo moderna da linda Rebeca, no próximo dia 29, no Elegance. Os 15 anos está agendado para começar às 21h30 e o traje oficial será o social completo, viu? Ou seja, abuse do bom gosto.
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A conectada primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz tem mais uma forma de estar perto de seus amigos virtuais nas redes sociais. Recentemente, foi lançado seu aplicativo para equipamentos da Apple, uma maneira prática de acessar o conteúdo do seu blog, que já ultrapassou a marca dos cinco milhões de acessos em pouco mais de um ano. O produto foi desenvolvido e doado pela “Linha Verde Interativa” para servir de bússola para quem quer praticar a solidariedade. Explico: neste aplicativo você poderá conhecer e ter acesso direto ou fazer doações às instituições sociais que desenvolvem trabalhos de inclusão social e apoio a pessoas que necessitam de oportunidades. A novidade já está disponível no App Store
::::: Medalha do Mérito No próximo dia 19, a “Associação Amigos da Catedral” fará a escolha por meio de voto secreto em assembleia geral dos cinco nomes de personalidades da cidade que receberão a comenda de mérito “Imaculada Conceição”. A festa solene de entrega acontecerá no dia 5 de dezembro (mês da padroeira) e será efetivada na catedral de Manaus pelo arcebispo dom Luiz Soares Vieira. A honraria foi criada pela “Associação Amigos da Catedral”, que tem como presidente-executiva Carmen Novoa Silva e nomes ilustres em sua diretoria como Liana Mendonça de Souza, Marita Monteiro, Marinildes Lima, Marilda Jacob, Neuzimar Pinheiro, Graziela Nogueira, Etelvina Garcia, Sônia Bezerra, Yara Lanza, Ana Maria Botinelly e Mariazinha Gomes.
Em tempos de eleição, o editor deste espaço aproveita para fazer a seguinte pergunta aos prefeituráveis de Manaus: como Belém, uma cidade com orçamento menor que o de Manaus, sem um grande polo industrial em suas cercanias, consegue ter um centro histórico revitalizado, um parque como o Mangal das Garças e já projeta a construção do maior aquário de água doce da America do Sul? O que acontece com Manaus?
::::: Limpeza Não é só de ficha-limpa que vive a política. Olhando bem a atual campanha é possível notar a drástica queda do uso de materiais que poluíam a cidade. Para o bem comum já não se vê muros pintados e aquela enorme quantidade cartazes e santinhos espalhados nas ruas. É, aos poucos vamos nos civilizando.
::::: Aprovado Mesmo com todos os problemas que vem enfrentado para sanar os débitos do Garantido, o presidente Telo Pinto teve suas contas aprovadas pela assembleia dos sócios do vermelho. Agora é preparar o boi para a disputa pelo centenário em 2013, que promete ser quente.
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MANAUS, DOMINGO, 9 DE SETEMBRO DE 2012
DIVULGAÇÃO
Para ver e ouvir no Rio Teve início na última sexta-feira, dia 7, o “OiR – Outras Ideias para o Rio”, bienal de arte pública que traz grandes nomes da cena ao país e será realizada até 2016. A curadoria do evento fica por conta do carioca Marcello Dantas VICTOR AFFONSO* Especial EM TEMPO
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rojeções na areia, labirinto de vidro, uma cabeça gigante saindo do mar e um domo feito de argila e cabelo humano. Essas são algumas das instalações que compõem o “OiR – Outras Ideias para o Rio”, bienal de arte pública inédita que estreou na última sexta-feira na capital fluminense e trouxe ao país obras de nomes consagrados do meio, como o japonês Ryoji Ikeda e Robert Morris, americano considerado o pai do minimalismo. A ideia é transformar cidade em um grande museu a céu aberto. “Para a mostra funcionar no Rio de Janeiro, ela só pode ser feita de obras comissionadas, porque elas precisam dialogar com a paisagem”, afirma o carioca Marcello Dantas, curador do evento. Ele, museumaker conhecido mundialmente, convidou pessoalmente os seis artistas que participam do evento, e admite que optou por nomes que já tinham uma experiência em trabalhar em escala pública para desenvolver grandes obras. “Cada um encontrou uma leitura distinta para seu espaço e criou uma proposta para trabalhar isso”, acrescenta o curador. Nada foi importado, sendo todo o material e mão de obra brasileiros. Outro ponto levado em consideração por Dantas era distribuir isso pela cidade, mas ironicamente apenas uma instalação foge do eixo Centro-Zona Sul. Trata-se da obra “Cascasa”, do paulista Henrique Oliveira, o único brasileiro participando da bienal, que criou no recéminaugurado Parque Madureira, na Zona Norte da cidade, uma casa feita a partir de restos de madeiras. O parque, com dois meses de atividades, foi construído em uma área onde antes ficava uma favela. A ideia de Henrique era trazer de volta – de forma poética
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– a estética da favela, mas em forma de arte. O resultado é uma passagem feita do material reciclado, mas em um formato único. Outro nome celebrado que participa da mostra é Robert Morris, veterano escultor americano que ajudou a criar o movimento minimalista nos anos 60. Com 81 anos de idade, essa é a primeira vez que o artista expõem no Brasil, criando na Cinelândia, no Centro do Rio, um labirinto triangular com paredes de vidro. A obra, intitulada “Labirinto de Vidro” e localizada em frente ao Theatro Municipal, é aberta à visitação e traz uma proposta interessante: quando se pode ver através da parece, fica mais fácil ou difícil encontrar o caminho?
ARTE
O “OiR - Outras Ideias Para o Rio”, no Rio de Janeiro, é uma bienal de arte pública desenvolvida pela Oi e conta com obras criadas pelos mais conceituados artistas plásticos do mundo A proposta é interessante, levando em consideração o contexto do caos urbano, e resultou em inúmeros encontros de cabeças com os painéis de vidros. Já o inglês Andy Goldsworthy fez o que sabe fazer de melhor: obras efêmeras, ou seja, que podem ruir a qualquer momento. Prova disso é que, das mais de 4.100 obras que levam sua assinatura, apenas seis são permamentes. “Domo de Argila”, instalada dentro de um de centenas de armazéns no cais do Porto, concebeu, como o nome diz, um domo penetrável usando apenas argila e cabelos humanos, colhidos de barbearias pela cidade. Para a surpresa de todos, inclusive do curador, o teto do domo caiu na manhã
do primeiro dia da exposição, adiantando para a abertura da bienal o recado que leva: nada é para sempre. Depois de visitar diversos locais, o espanhol Jaume Plensa escolheu a enseada do Botafogo para sediar sua obra de arte, uma cabeça branca feita de fibra de vidro, de 12 metros de altura. Denominada “Awilda” pelo autor, a estátua foi projetada a partir de uma cabeça de uma garota haitiana e leva o nome de uma lenda nórdica, sobre uma mulher que vem da água do mar. O artista chama sua obra, também, de “Iemanjá” e a criou para celebrar a lenda de corre o globo, apesar dos diferentes nomes. Temporais As quatro obras já citadas ficam em exposição durante todo o calendário da bienal, que segue até o dia 2 de novembro. Porém, duas outras obras fogem deste cronograma. “The Radar”, de Ryoji Ikeda, acontecerá apenas neste fim de semana, enquanto “77 Milhões de Pinturas”, de Brian Eno, começa apenas no dia 10 de outubro, chegando ao fim dois dias depois. Talvez o artista mais celebrado deste evento seja Ikeda. O japonês é famoso por utilizar tecnologias em suas criações e escolheu a praia do Diabo, no Arpoador, como o lugar ideal para uma projeção audiovisual, que transmite no chão da praia o mapa estrelar (que ele conseguiu com a própria Nasa) que fica bem acima do local. Para isso, ele usou três elementos. A areia serve como uma tela digital, as ondas do mar criam os efeitos analógicos e as próprias estrelas são as referências das imagens. Já Eno, artista audiovisual e gênio da produção musical que já trabalhou com U2, Talking Heads e David Bowie, utiliza de uma técnica similar, projetando inúmeros desenhos, uns após os outros constantemente, nos arcos da Lapa.
Obra “Domo de Terra”, do artista inglês Andy Goldsworthy, em galpão no cais do Porto
Curador já pensa na 2ª edição A “OiR” tem patrocínio da Oi e do HSBC. Prevista para acontecer de dois em dois anos e sempre relacionados com grandes eventos que o Rio de Janeiro sedia – 2012 com o Rio+20, 2014 com a Copa do Mundo de Futebol e 2016 com a Olímpiada – porém em meses distintos, a bienal de arte pública serve para alertar a sociedade para seu espaço, com um amplo aspecto de linguagem. “O carioca ama sua cida-
de. O problema é que ele ama demais, o que acaba nos deixando monomaníacos. Quando veem algo novo pelas ruas, já torcem o nariz. Não é bem assim, precisamos ter sempre um novo frescor”, o curador Marcello Dantas, acrescentando que todo evento precisa ser tanto amado quanto odiado, pois é isso que revela a potência que ele tem. Sem critério para as obras nem seus locais, Dantas
passeia por possíveis sites um ano antes com os artistas selecionados. “Em 2014, no ano da Copa, pretendo fazer uma exposição com o tema nacionalidade, mas feito somente por mulheres. Já em 2016, focaremos no corpo, porque a Olímpiada não é sobre nações nem esporte, e sim sobre o limite do corpo”, completa. *O repórter viajou a convite da Oi
Obra “O Radar”, do japonês Ryoji Ikeda, que está na praia do Diabo, no Arpoador
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