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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.344 – DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
COM CENTENAS DE FÁBRICAS DE FUNDO DE QUINTAL, MANAUS É O PARAÍSO DA...
Filmes como “Homem Aranha” e “Rio 2”, que ainda nem saíram de cartaz, já estão nas ruas em forma de pirataria
PIRATARIA pirataria tornou-se um câncer na economia brasileira. O juiz da 8ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas, Carlos Zamith de Oliveira Júnior, aponta
DIVULGAÇÃO
Embora destruídos, CDs e DVDs reaparecem na mesma proporção
Com mais de 10 toneladas de CDs e DVDs apreendidos no Amazonas de 2013 até hoje, 5 mil empregos sacrificados, e um rombo nacional de R$ 40 bilhões, a
que o comércio de produtos falsificados no Estado é reflexo dos problemas sociais e da desigualdade no país. Política, Economia, Dia a dia e Plateia
Eles querem ser os ‘reis da selva’ Faltando cinco semanas para a terceira edição do “Rei da Selva Combat”, organização do evento promete combates eletrizantes. Como prévia, duas lutas estão marcadas para este domingo. Pódio E4 e E5
DOMINGO
Pescaria movimenta R$ 3 bilhões Com 3 mil espécies de peixes, o setor pesqueiro movimenta R$ 3 bilhões ao ano, no Amazonas. Economia B3
Gripe suína volta a matar em Manaus Fortuna, cofundador de “O Pasquim”, tem parte de sua obra (charge) reunida em livro que recorda os 20 anos de sua morte. Ilustríssima
Incluir a castanha do pará na alimentação diária, com moderação, ajuda a emagrecer e evita doenças graves, como o câncer. Saúde
Uso da internet pela Melhor Idade (foto) pode trazer benefícios, pois faz com que seja melhor trabalhada a região da memória. Elenco
Fogão tenta 1ª vitória no Brasileirão
Foi confirmada pela Fundação de Vigilância de Saúde, ontem, a morte de uma adolescente pela gripe H1N1. Última Hora A2
Com um início tímido no Brasileiro, o Botafogo tenta a primeira vitória no campeonato contra o Bahia, neste domingo, em Salvador, pela terceira rodada. Pódio E6
Manacapuru sem opções para a Copa
Times locais ainda não lotam arena
Cidade não tem condições de dar suporte a Manaus na Copa por problemas como ausência de mão de obra. Economia B1
Público dos 22 jogos do Campeonato Amazonense, neste ano, só encheu 30% da capacidade total da Arena da Amazônia. Pódio E8
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.
TEMPO EM MANAUS
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Última Hora
MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
‘O PSD local tem autonomia para definir seu caminho’ Declaração é do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que esteve em Manaus neste fim de semana visitando Omar Aziz DIEGO JANATÃ
MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
O
presidente nacional do PSD e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cumpriu agenda neste final de semana em Manaus e, esteve na manhã deste sábado na sede local do partido, localizado no Vieiralves, Zona Centro-Sul da cidade. Junto com o candidato ao Senado e presidente da legenda no Estado, o ex-governador Omar Aziz, os dois cumpriram agenda informal. Durante a visita, Kassab informou, ainda, que Omar Aziz terá autonomia para definir as alianças locais. “A visita que vim fazer é para o Omar Aziz, presidente estadual do partido, para conduzi-lo na questão eleitoral. Ele será candidato a senador e definirá – no momento certo – as alianças que irão acontecer. O mesmo acontecerá em relação ao governo do Estado”, declarou. EM TEMPO - Como o PSD nacional vai marchar nestas eleições se não terá candidato presidencial? Gilberto Kassab - O partido ainda está se consolidando – está em processo de criação. É a primeira vez que a gente participa de uma eleição no plano estadual e no plano nacional. E nós temos uma aliança definida com o PT para a reeleição da presidente Dilma. Já é uma
questão definida. EM TEMPO - Nesta semana foi noticiado que o senhor havia conversado com o senador Aécio Neves do PSDB, adversário de Dilma nestas eleições. O que há de concreto entre PSD e PSDB? GK - Nada. Todos sabem que o nosso apoio à candidatura da Dilma está definido. O que houve é que eu sou vice-presidente da Associação Comercial (de São Paulo) e o candidato Aécio Neves foi lá fazer uma palestra. EM TEMPO - Até o momento o PSD do Amazonas não tem pré-candidato ao governo. Qual a orientação do partido no que diz respeito às alianças locais? GK - Aqui no Amazonas, o partido tem autonomia para definir o seu caminho. Temos uma decisão da executiva nacional dando plena autonomia às direções estaduais. EM TEMPO - O senhor tem defendido a prorrogação da ZFM. Qual a orientação do PSD à sua base de deputados e senadores no Congresso Nacional sobre a PEC que está em tramitação? GK - Apoio total em relação à Zona Franca. O partido tem se manifestado na sua totalidade, com todos os deputados votando a favor.
Gilberto Kassab (à esq.) permaneceu menos de 24 horas em Manaus. Segundo ele, veio fazer uma visita de cortesia a Omar Aziz
1ª DO ANO
FVS-AM confirma morte por H1N1 A Fundação de Vigilância de Saúde do Amazonas (FVS-AM), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), confirma a morte de uma adolescente por H1N1, na última sexta-feira, dia 2. A paciente estava internada no hospital São Lucas, da rede privada, desde o dia 25 de abril, com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A equipe de Vigilância Epidemiológica da FVS-AM, em conjunto com o Laboratório Central do Amazonas (Lacem), realizou a coleta no dia 28 de abril e o resultado do exame foi confirmado para Influenza H1N1. Desde a internação, por se tratar de caso suspeito, a paciente
já fazia o uso de Tamiflu, mas no final da tarde da última sexta-feira não resistiu à embolia pulmonar. De acordo com o diretor- presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, este ano foram confirmados cinco casos da doença, sendo que três deles, foram pacientes com gripe comum identificados pelo monitoramento sentinela. “O hospital São Lucas seguiu a nota técnica aos serviços de saúde da FVS-AM, que recomenda a antecipação do tratamento nos casos suspeitos da doença, com o uso da droga viral (tamiflu), mesmo antes da confirmação laboratorial, porém a paciente já chegou à unidade em estado gravís-
simo”, ressaltou. Albuquerque alerta que, em casos gripais, as pessoas devem procurar a unidade de saúde mais próxima de suas casas, para passarem por avaliação, por profissional habilitado, principalmente aqueles que fazem parte do grupo de risco, tais como: gestantes, pacientes de doenças crônicas, obesos, crianças e idosos. ”A Campanha de Vacinação contra Influenza está acontecendo até o dia 9 de maio, sob a coordenação do governo do Estado e realização das secretarias municipais. Aqueles que ainda não foram vacinados não deixem de procurar o posto de saúde”, orienta.
AFEGANISTÃO
Mortos são de 2,1 mil em tragédia Autoridades afegãs desistiram, ontem, de encontrar quaisquer sobreviventes do deslizamento no nordeste remoto do país, colocando o número de mortos em mais de 2,1 mil, enquanto as equipes de resgate concentraram-se em ajudar as mais de 4 mil pessoas que perderam seus lares. Existe preocupação com a possibilidade de que a area instável acima do local do desastre possa ceder novamente, ameaçando aqueles que perderam suas casas e as equipes de resgates locais e da Organização das Nações Unidas (ONU) que chegaram à província de Ba-
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dakhshan, que faz fronteira com o Tadjiquistão. “Mais de 2,1 mil pessoas de 300 famílias estão mortas”, disse à Reuters o porta-voz do governador da província Naweed Forotan. Aldeões e dezenas de policiais, equipados apenas com ferramentas básicas para cavar, retomaram a busca ao raiar do dia, mas logo ficou claro que não há esperança de encontrar sobreviventes enterrados em até 100 metros de lama. A missão da ONU no Afeganistão informou que o foco agora está mais nas 4 mil pessoas que perderam seus lares como resultado direto
do deslizamento de sexta-feira ou como medida de precaução em vilarejos também estão ameaçados. O deslizamento ocorreu nesta sexta-feira, 2, no vilarejo de Argu no Afeganistão. Ao menos 300 famílias continuam desaparecidas. Devido às fortes chuvas ocorridas na província de Badakshan, casas construídas nas encostas de uma montanha foram soterradas deixando por volta de 4 mil pessoas desalojadas. Inicialmente, os próprios moradores procuravam por sobreviventes de forma desesperada com pás e picaretas da melhor forma que podiam.
20 ANOS DEPOIS
Lotus 1985 de Senna vai à pista em Ímola para tributo
Senna em ação com sua Lottus no GP da Europa de 1985. Vinte e nove anos depois, o carro volta à cena em homenagem
Sob chuva e depois de quase 30 anos, a Lotus 97t de 1985 com a qual Ayrton Senna conseguiu duas vitórias e sete pole positions voltou à pista em Ímola neste sábado. O tributo a Ayrton Senna, 20 anos depois de sua morte, terminou com este evento pela manhã e foi uma chance única de reviver a memória do tricampeão. Nestes quatro dias de
tributo, de certa forma, Ayrton esteve presente. Seja por meio de seus F1 originais expostos nos boxes do autódromo Enzo e Dino Ferrari - onde Senna ganhou três corridas - assim como na memória do público que compareceu em peso ao local que o ídolo morreu de forma trágica. A grande estrela do tributo, a Mclaren do primeiro título mundial, não saiu dos boxes. Não era necessário.
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
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Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Nem o vinho escapa do antibiótico Salmões criados em fazendas aquáticas na Noruega e no Chile são tratados com antibióticos. No Rio Grande do Sul, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) detectou a presença da substância natamicina, antifúngico que prolonga a conservação do vinho. O uso da substância como conservante é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O que poderiam ser consideradas situações pontuais (no peixe e no vinho) ou regionais assumem proporções preocupantes e mobilizam a Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste final de semana, esse braço da Organização das Nações Unidas incluiu em sua agenda o setor agropecuário e a indústria farmacêutica no esforço contra as bactérias multirresistentes que estão sendo criadas pelo uso abusivo indiscriminado de medicamentos à base de antibióticos. O emprego de antibiótico sem necessidade faz com que bactérias desenvolvam resistência a essas drogas em escala de poucos anos, por meio de seleção natural. Relatório divulgado pela entidade na quarta-feira 30 considera que o problema é tão grave que ameaça levar a medicina a uma era “pósantibiótico”, em que “infecções comuns e pequenos ferimentos podem matar”. O documento lista as sete bactérias multirresistentes que mais preocupam os sanitaristas e culpa o uso indiscriminado desses remédios pelo fenômeno. A OMS adverte que o abuso dos antibióticos em humanos deve ser reduzido com a melhora de programas de diagnóstico que previnam o uso da droga quando ela não é necessária. Sanitaristas também precisam intensificar programas de prevenção. Mas para cessar o uso indiscriminado de antibióticos em animais, porém, será preciso levar o debate para fora do meio médico, e trazer a agropecuária para a negociação. Não é só o peixe que morre pela boca.
Picanha, maminha e... eleição! Um almoço realizado, sexta-feira, na churrascaria Búfalo, no Vieiralves, sinalizou mais uma vez que o PP e PSDB se encaminham mesmo para uma aliança para eleições em Manaus com o apoio do PHS e do PSDC. Pelo PP, participaram do encontro a deputada Rebecca Garcia e os vereadores Álvaro Campelo e Socorro Sampaio, enquanto que pelo PSDB estavam Bosco Saraiva e Mário Frota. Eles também Além deles, participaram também do encontro o vereador Wilker Barreto, que é líder do prefeito Arthur Neto na Câmara Municipal de Manaus (CMM), e o secretário extraordinário da prefeitura, David Reis (PSDC). Sobremesa tucana Após o almoço, Rebecca Garcia teve um encontro com o prefeito Arthur Virgílio Neto. Alguma dúvida? Ex-governadores O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, julgou prejudicada, por perda de objeto, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.547, que trata da aposentadoria vitalícia de ex-governadores do Amazonas. Perdeu objeto Na decisão, o ministro ressaltou que, devido à comprovada revogação dos dispositivos impugnados com a edição da Emenda Constitucional (EC) 75 do Estado do Amazonas, a ação perdeu seu objeto. Jurisprudência Gilmar Mendes se baseou em entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamentos anteriores. Cenas em um shopping
Estamos às vésperas da Copa, mas o atendimento públicos nos restaurantes de Manaus segue de forma amadora. No feriado do 1º de maio, dois profissionais liberais tentaram jantar no restaurante 8 Segundos, do shopping Ponta Negra. Escolheram o stake Cowboy ao ponto. Gato por lebre Meia hora depois a carne chegou. Veio esturricada – quase preta –, e no lugar do stake Cowboy serviram o miolo de alcatra, uma carne inferior e mais barata. Encolheu A gerente foi chamada e nem ela sabia explicar que carne era aquela. O garçon jurava que era o stake Cawboy, com um pequeno detalhe: o tamanho tinha diminuído. — Quer dizer que diminui o tamanho mas não diminui o preço? – questionou o cliente. Salgada O pior estava por vir. Quando provaram a carne, os dois rapazes não conseguiram engolir, tamanha era a quantidade de sal. Paga e não bufa A gerente retornou à mesa e prometeu que a carne não seria cobrada. Mas, quando veio a conta estava lá o preço: R$ 110.
APLAUSOS
regi@emtempo.com.br
O fim da primeira classe A TAM anunciou que vai acabar com a primeira classe e aumentar o tamanho da executiva em seus voos internacionais. O fim da primeira classe acontecerá em 1º de novembro. A empresa também acabará com o “andar de cima” nos voos com destino aos Estados Unidos, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e México. Perdendo dinheiro Não é nada, não é nada, mas é uma medida inteligente tomada por uma empresa aérea, avaliam os observadores. A empresa estava deixando dinheiro na mesa com essa brincadeira de primeira classe. Executiva A TAM percebeu que o dinheiro de verdade está na executiva, e os chilenos que agora mandam na TAM não estão para brincadeira. Ainda mais depois de perderem R$ 1,44 bilhão em 2013. No Boeing Em aviões Boeing 777, os assentos na executiva, quando totalmente reclinados, passarão a ter 2,13 metros. Isto é, serão 15% maiores que os assentos atuais.
A adaptação desses lugares vai ser feita gradualmente, com previsão de término até junho de 2015.
VAIAS
Artistas de boi
Regi
Atendimento em restaurantes DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Para os artistas dos bois Garantido e Caprichoso, que estão realizando show em Parintins, para arrecadar donativos em prol das vítimas das enchentes.
Para restaurantes de Manaus que, às vésperas de uma Copa do Mundo, continuam atendendo mal por não investir no treinamento da mão de obra.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
A história não é destino E se Hitler tivesse ganhado a Grande Guerra? E se Chiang KaiShek tivesse derrotado as forças de Mao Tsé-Tung? E se Napoleão tivesse desmantelado os exércitos ingleses em Waterloo? Não necessariamente todas, mas apenas uma dessas hipotéticas ocorrências certamente teria sido suficiente para produzir grandes alterações no curso da história que, sem dúvida, fariam que o mundo de hoje fosse bem diferente do que é. O que faz com que a história tenha transcorrido como transcorreu, são acontecimentos fortuitos e contingentes, ou seja, fatos que se deram, mas que poderiam simplesmente não ter ocorrido porque o contingente, por definição, é precisamente o que acontece, mas que poderia não ter acontecido, pois não implica em necessidade. Dizem, por exemplo, que o presidente Truman ordenou ao general Patton, sem que se saiba a razão, que parasse o avanço das suas tropas e permitisse que o Exército Vermelho tomasse Berlim, o que teria deixado o general americano consternado e revoltado. Não tivesse sido assim, e os americanos teriam encontrado os soviéticos bem mais longe e a divisão do controle da Europa teria sido outra, tirando do domínio de Stalin praticamente todo o leste europeu e, assim, reduzido consideravelmente a intensidade da chamada Guerra Fria. O que se pode e deve concluir é que o mundo que hoje temos não era, antes, o único mundo possível e, certamente, nem é, como pensava Leibniz, o melhor que poderia existir. Nem o melhor nem o pior, mas apenas aquele que se materializou, em função de toda uma imensa conjunção de fatos e ocorrências, às vezes
frutos de deliberações, às vezes do impiedoso acaso que tanto interfere na Existência. Ao senso comum parece que a história é uma marcha inflexível rumo a um destino que não pode ser mudado, retardado ou antecipado. O próprio marxismo, enquanto materialismo histórico, insistiu em difundir a ideia de que a marcha da história seria inexoravelmente dirigida rumo ao socialismo, como modo de produção, e que seria concluída quando ocorresse a superação do capitalismo. Se esta fosse a tese a prevalecer, então teríamos que a história reverteu o seu curso e passou a caminhar em marcha à ré, pois nunca tivemos tanta supremacia do capitalismo, hoje reinando até em nações que adotam o comunismo como sistema político de partido único. Mas isso não significa que chegamos ao melhor dos mundos, uma vez que o capitalismo, enquanto regime econômico, também é o pai da pobreza e das desigualdades sociais. Assim como a derrota do nazismo, a queda de Napoleão, a parada do exército de Patton e outros mais acontecimentos trouxeram características para o nosso presente histórico, a mostrar que não se trata de um destino prefixado, assim também precisamos preservar a consciência de que são os gestos, as atitudes e os comportamentos humanos que fazem a história da humanidade. Cada decisão, às vezes individual, e cada movimento coletivo de uma sociedade empurram a história para uma direção bem definida. Como diz Caetano Veloso, quando avanço, no trânsito, o sinal vermelho, estou dizendo a todos que é permitido desrespeitá-lo e também estou abrindo mão do meu direito ao sinal verde.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Ao senso comum parece que a história é uma marcha inflexível rumo a um destino que não pode ser mudado, retardado ou antecipado. O próprio marxismo, enquanto materialismo histórico, insistiu em difundir a ideia de que a marcha da história seria inexoravelmente dirigida rumo ao socialismo”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Articulação política
Quem imagina que a essa altura do campeonato, com 68 anos, dos quais 38 fazendo protesto, eu vou ter medo de protesto? A Dilma, com 20 estava presa, foi torturada, tomou choque em tudo que é lugar por protestar. Ela vai ter medo de protesto? (...) É preciso criar condições de conversar com essa meninada. Um moleque de 16 anos não tem nenhuma obrigação de saber nada do governo
Na esteira da Operação Lava Jato, agentes da Polícia Federal encontraram indícios da atuação do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, que foi ministro do governo Collor, na aprovação recente de medidas provisórias e projetos de lei no Congresso. Ele já havia sido mencionado na operação. Agora, os investigadores buscam provas da relação do ex-ministro com parlamentares em um lobby considerado “decisivo” para a aprovação de projetos na área de petróleo e energia elétrica. Lá... O governador Marconi Perillo (PSDB) avisou discretamente à cúpula tucana que será mesmo candidato à reeleição em Goiás. Durante o feriadão, no entanto, disse a empresários que ainda pretendia esperar até junho antes de tomar a decisão, “por motivos pessoais”. ... e cá Aliados contam que Perillo realmente cogitou não disputar mais um mandato. A imagem do governador ficou fragilizada em 2012, quando seu nome foi citado em investigações da PF sobre a relação de Carlinhos Cachoeira com políticos. E eu? A ação que o PSDB deve protocolar no TSE na terça-feira contra o pronunciamento de Dilma Rousseff em rede nacional deve ter como “gancho” as críticas veladas que a presidente fez à oposição. Os tucanos querem que a Justiça Eleitoral se manifeste sobre a falta de um “direito de resposta”. Dois lados Um auxiliar de Dilma Rousseff ironiza as propostas apresentadas por Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) a empresários e trabalhadores: “Aos empresários,
prometem superavit que fazem tilintar os olhos do mercado financeiro. Aos trabalhadores, dizem que o aumento do Bolsa Família é insuficiente”. Super ... Justificativa do projeto de lei que dispõe sobre a prorrogação da política de valorização do salário mínimo, assinado por Paulinho da Força (SDD-SP) e Antonio Imbassahy (PSDB-BA), atesta que “nesses últimos anos, o Brasil vem experimentando profundas mudanças, sobretudo no âmbito social”. ... sincero “Houve indiscutivelmente um progresso, valendo destacar a redução da pobreza e da miséria”, diz o documento da oposição. Liturgia Quatro bispos serão escalados pela CNBB para fazer perguntas aos candidatos à Presidência no debate da entidade, em 16 ou 18 de setembro. Os presidenciáveis responderão aos integrantes da igreja nos quatro primeiros blocos e, no quinto, farão perguntas entre si. Santa Clara Auxiliares dos candidatos dão impor-
tância especial ao debate, pois o encontro será transmitido ao vivo por emissoras católicas de TV e rádio. PIB ...Políticos aproveitam a presença de empresários no Fórum de Comandatuba, na Bahia, para se aproximar de financiadores de campanha, mas alguns deles voam para seus Estados hoje para fazer campanha antes de voltar a Brasília.
Lula, ex-presidente, diz a militantes do PT que o partido foi criado “para não ser igual aos outros”, é preciso intensificar o diálogo com a juventude para mostrar as realizações do governo e que ele e a presidente Dilma Rousseff não têm medo de protestos.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br DIEGO JANATÃ
... ou povo “Corpo a corpo com o PIB não elege ninguém! Tem que ter voto!”, brinca um parlamentar. Time Assim que Aécio Neves chegou ao hotel onde aconteceu o fórum, foi cercado por aliados. Numa rodinha de seis pessoas, destacava-se o senador Romero Jucá (PMDB), que já foi líder de governo de FHC e Lula. Uma nota só O PSB articula com os economistas que se reuniram para a formulação do programa de governo de Eduardo Campos e Marina Silva, na última quarta-feira, uma nova rodada de conversa, dedicada exclusivamente a propostas de transição para economia de baixo carbono.
Tiroteio
A massa corintiana sufocou a torcida nativa do Nacional, no jogo de quarta-feira 30, à noite, na Arena Vivaldão. Ganhou no grito e em número de fieis. Mas a bandeira nacionalina saiu bem na foto, com a defesa intransigente do torcedor que circulou no estádio como se fosse o time vitorioso (vai ver que era: morre teso, mas não perde a pose)
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Não adianta pronunciamento nem aparecer com Lula. A presidente Dilma não consegue frear a queda de popularidade nem com ABS.
Terra
DE ALBERTO GOLDMAN, coordenador da campanha de Aécio Neves (PSDB) em SP, sobre as ações do PT e do governo para estancar a queda nas pesquisas.
Nestes dias, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está reunida para mais uma Assembleia Geral. Dentre os temas tratados um deles suscita interesse e perplexidades, o do uso da terra. Os bispos sentiram a necessidade de se posicionar como pastores a respeito de uma questão que é fundamental para a humanidade em geral e para o nosso país em particular. O interesse é pastoral. Em contato com o povo e de maneira especial com os mais pobres, os que vivem da agricultura familiar, as populações ribeirinhas, os povos indígenas e os quilombolas percebem no dia a dia as dificuldades vividas por estes homens e mulheres. Também estão em contato com os que vivem nas periferias das grandes cidades, os que foram amontoados nos grandes conjuntos habitacionais, os moradores de favelas, invasões, acampamentos, e aglomerados humanos chamados de comunidades. Sentem que algo está errado, que a justiça é lenta e para funcionar é cara o que a torna inacessível. Experimentam o clima de violência que ronda as populações no campo e na cidade e que atinge de maneira especial as populações indígenas envolvidas em conflitos às vezes com pessoas tão pobres e abandonadas como eles. De onde vem tudo isto? Como surgiu o ordenamento jurídico que possibilita e leva ao conflito sem conseguir resolve-lo e às vezes o agravando? Que questões de base deveriam ser enfrentadas? É claro que a propriedade deve ser respeitada, pois do contrário se instalaria o caos social e a convivência se tornaria impossível. Em longo prazo, os pobres e indefesos
Contraponto
Devo, não nego... Ao cumprimentar o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) na entrada do palco em que aconteciam os discursos na festa do Dia do Trabalhador organizada pela Força Sindical, o senador Aécio Neves (PSDB) lembrou de uma promessa de almoço que o petista lhe fizera. Carvalho reconheceu que estava em débito com o tucano, mas disse que não poderiam sentar à mesa agora: – Vai ter que ficar para depois de outubro! – brincou, arrancando risos, lembrando a data das eleições em que Aécio deve enfrentar Dilma Rousseff.
Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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seriam os mais prejudicados, pois a barbárie se instalaria e a lei do mais forte prevaleceria. Também não se pode ter a ilusão de que estatização resolveria a questão. A reflexão da igreja não pode deixar de ter um fundo teológico, pois esta é a sua competência. Profeticamente, nós que cremos devemos afirmar que a terra é dom de Deus e que precede a humanidade, e que esta mesma humanidade se quiser sobreviver deve respeitá-la. Tudo o que destrói a terra mesmo que em nome do desenvolvimento ou se justificando pelo direito de propriedade é abominável e é criminoso, pois atenta contra a vida humana. Se tivermos necessidade de ter propriedades que garantam moradia estável e produção de alimentos, o direito a elas deve ser limitado pelo direito dos outros. Toda propriedade que excede as necessidades individuais, familiares e coletivas e se baseia na exploração, no engano e no cerceamento de direito de terceiros é pecaminosa, pois impede que a misericórdia divina seja experimentada pelos seus filhos. A humanidade hoje tem soluções técnicas tanto do ponto de vista jurídico, como agrário e econômico para resolver o problema do uso sustentável do solo, respeitando culturas milenares e o direito de todos de viver com dignidade. O que impede que isto aconteça não são razões técnicas, mas sim o desejo desenfreado de acumular infinitamente o que gera critérios desumanos ao se tratar do assunto. Permanece o desafio aos poderes constituídos do Estado que controlam a propriedade e o uso da terra de acharem soluções dignas e éticas que possibilitem vida digna para todos.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
A reflexão da igreja não pode deixar de ter um fundo teológico, pois esta é a sua competência. Profeticamente, nós que cremos devemos afirmar que a Terra é dom de Deus e que precede a humanidade, e que esta mesma humanidade se quiser sobreviver deve respeitá-la”
Política
MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
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Legislação para combater pirataria no país é fraca
ARQUIVO EM TEMPO
Tanto em nível federal quanto estadual e municipal, inexistem leis que coibem o avanço da falsificação de produtos e marcas
A pirataria está presente em todos os setores da sociedade, em vários produtos, como Cd’s e DVd’s. Há 7 anos, a Prefeitura de Manaus encabeçou a apreensão e destruição de milhares destes produtos
C
om o mercado da pirataria oferecendo preços abaixo do cobrado no mercado formal, uma boa parcela da sociedade opta por recorrer ao segmento na hora de adquirir os mais variados produtos. Os reflexos disso na economia são desastrosos, em especial para o Amazonas que mantém milhares de empregos no Polo Industrial de Manaus (PIM), produzindo os itens preferido dos ‘pirateiros’, que são os CD’s e DVd’s. Na tentativa de combater a prática, foi implantado em 2013
em Manaus, o Programa Cidade Livre da Pirataria, do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual do Ministério da Justiça (CNCP/MJ), a idéia do projeto é municipalizar a questão, fazendo com que as instituições estaduais, tenham o apoio da estrutura oferecida pelas prefeituras. Na prática, o programa trabalha com fiscalizações e operações para a apreensão de produtos ilegais, que em Manaus podem ser encontrados em todas as áreas da cidade, com destaque para a central, que abriga vendedores ambulantes e diversas
importadoras, que utilizam da pirataria, para driblar o pagamento de impostos. A iniciativa, porém é praticamente isolada, já que atualmente nenhuma das casas legislativas – Assembleia Legislativa e Câmara Municipal de Manaus (CMM) - propõem, ou discutem projetos voltados para a problemática. Em pesquisa aos últimos projetos apresentados pelos parlamentares da Câmara municipal e Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), a reportagem não identificou nenhuma proposta que contemple o assunto. O vereador Luis Neto (PSDC), que é titular da Comissão de Turismo, Indústria e Comércio (Comtic) da CMM, reconheceu a importância do tema e
AÇÃO
Em 2005, a então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) conseguiu aprovar a lei federal nº 11.203/2005, em que fixa a data de 3 de dezembro como o Dia Nacional de Combate à Pirataria e Biopirataria garantiu que o assunto deve entrar na pauta de debates da comissão em breve. Falta força Na esfera federal, a defesa do combate à pirataria e a biopirataria tem perdido força com o passar dos anos
e vem sendo abordada com timidez. Desde 2011, quando o Congresso contou com o relançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate à Pirataria e à Sonegação Fiscal, que teve como vice-presidente a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), não se observa ações efetivas acerca do assunto. Para Grazziotin, o aperfeiçoamento das leis de combate ao crime é necessário. O aperto das fiscalizações por parte dos municípios e Estados, conforme ela, é imprescindível. “Os debates, seminários e os projetos de conscientização são outros objetos que contribuem para a diminuição da pirataria e ainda da biopirataria, que é um assunto ainda mais
delicado”, comentou. A senadora que é autora da lei federal 11.203/2005, que instituiu o dia 3 de dezembro como sendo o Dia Nacional de Combate à Pirataria e a Biopirataria, lembrou que a prática da biopirataria apesar de não ser tão evidente quanto à pirataria de produtos industrializados, é outra que gera prejuízos comerciais e de meio ambiente para o país. Exemplo do que foi abordado pela parlamentar, aconteceu em 1998, quando o cupuaçu se tornou marca comercial no Japão. O embate entre os países durou até 2004, quando o Brasil conseguiu tirar das transnacionais Asahi Foods e Cupuaçu International, o direito à patenteação da marca. WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO
JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
A polêmica PEC da Música Dados do Instituto Ipsos, em 2010, mostraram que a pirataria no setor audiovisual acumulou prejuízos no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no valor de R$ 3,5 bilhões ano, o que conforme o Instituto gerou redução na arrecadação de impostos de aproximadamente R$ 976 milhões e a não geração de 96 mil empregos. E em meio aos números negativos, surgiu a polêmica Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Música, que alterou o inciso 6 do artigo 150 da Constituição Federal, instituindo imunidade tributária sobre os fonogramas e videofonogramas às produções musicais brasileiras no Brasil inteiro. Uma das vantagens usadas pelas bancadas do Sul e Sudeste, no Congresso Nacional, para sustentar a
aprovação da matéria, que tirou as vantagens competitivas da Zona Franca de Manaus (ZFM), foi a desestimulação da venda e compra dos produtos falsificados. A justificativa não convenceu a bancada do Amazonas, que
DÚVIDA
Bastante discutida entre 2011 e 2013, a PEC da Música ainda deve trazer dor de cabeça para o AM. Criada para combater a pirataria no setor audiovisual, a proposta tira as vantagens comparativas da ZFM votou contra a medida. Na ocasião, o líder da bancada amazonense e do governo federal no Senado, Eduardo Braga (PMDB), tentou convencer seus pares
sobre os prejuízos da PEC, mas foi vencido com os 50 votos a favor da proposta. Braga enfatizou que a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) acarretariam não o fim da pirataria, mas na mudança das sede de fábricas instaladas no Estado, que concentra cerca de 95% de empresas do setor. Ele lembrou que pelo menos dez mil empregos são gerados no Amazonas somente no segmento. Sobre o impasse desfavorável ao PIM, Vanessa Grazziotin acredita que as perdas ainda não refletem diretamente na economia local, mas que alternativas devem ser pensadas para se contornar a PEC da Música. A proposta foi promulgada pelo Congresso Nacional em outubro de 2013. O debate sobre a pirataria no Congresso ainda é tímido. Senadora Vanessa defende o combate
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Política
MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
Inserções partidárias dão o tom da pré-campanha
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Ele é o responsável pela vida de Genoino” RUI FALCÃO, PRESIDENTE DO PT, sobre o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF
Facção black bloc distribui cartilha de guerra Criminosos que se intitulam “revolucionários black blocs”, distribuem cartilha com táticas de guerrilha para membros da facção. A estratégia inclui assaltos, emboscadas, execuções, uso de coquetéis molotov e até explosão do Senado, segundo exemplar obtido pela coluna. Barricadas e placas como “fogo na PM” aparecem no material. Para os policiais descobertos infiltrados, o grupo é taxativo: morte. Títulos Na cartilha, os black bloc se definem como “revolucionários”. Para o bando, o nome adotado deve ser “grupo de intimidade”. Intolerância Entre os deveres dos black blocs, o material impõe o “revide não pacífico” às forças policiais do Estado. Ou seja, bala na polícia. Granadas O guia ensina como fabricar explosivos, alguns deles podendo chegar a 2.000 ºC. Tem de tudo, até bomba a partir de um desodorante. Lista negra Os “justiceiros” divulgam uma lista com alguns dos inimigos que devem ser “combatidos da forma como merecem”: Polícia, Exército e Políticos. Governo Dilma grampeia até sindicalistas da PF Fontes da Federação Nacional dos Policiais Federais garantem que ao menos 30 celulares de sindicalistas são monitorados pelo governo Dilma. A entidade atribui ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) atuação nos bastidores, com auxílio do
Ministério Público Federal, para enquadrar os policiais na mesma legislação usada para prender o vereador Marco Prisco, líder grevista na Polícia Militar da Bahia. Sem distinção Dirigentes da federação da Polícia Federal reclamam que virou rotina a troca de chips de celulares visados, inclusive de familiares próximos. Estilo Obama Só na federação, uma central telefônica (PABX) chegou a estragar por conta do superaquecimento causado pelo monitoramento do governo. Sabotagem O vereador e sindicalista Marco Prisco está preso na Papuda, e responde por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. Quem paga Enquanto deputados gastam a torto e a direito, funcionários da Câmara reclamam que até o cafezinho sofre racionamento nos anexos da Casa. Despreparo Experiente na arte da política, o ex-senador Heráclito Fortes (PSB-PI) observa que se o PT não estava preparado para o poder, após a vitória de Lula em 2002, hoje não parece estar preparado para deixá-lo. O alvo Antes contrário à aliança com PSDB em Mato Grosso do Sul, o PT agora estimula o senador petista Delcídio Amaral a disputar o governo com o tucano Reinaldo Azambuja como seu candidato ao Senado, com o objetivo de fragilizar o palanque de Aécio Neves no Estado.
Jornalista
A 37 dias do início das convenções, siglas políticas que terão candidatos majoritários apostam nas rápidas aparições na TV FOTOS: REPRODUÇÃO
Base aliada Em reunião privada antes do Encontro Nacional do PT, na sexta (2), o presidente Rui Falcão contabilizou o apoio de nove partidos à reeleição de Dilma, sem incluir o PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto. Puro fisiologismo Rui Falcão disse a um grupo de dirigentes regionais do PT que os deputados do PR pediram o “Volta, Lula” porque querem substituir César Borges pelo senador Antônio Rodrigues (SP) nos Transportes. Reativando as bases O vice Michel Temer combinou com presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), de fazer um périplo em maio nos Estados para acertar coligações e acalmar rebeldes que querem desembarcar da aliança com Dilma. Fim de festa Foram mixurucas a formatura do Instituto Rio Branco e a condecoração da Ordem do Rio Branco, quarta (30), no Itamaraty: a maioria dos agraciados recebeu o convite no mesmo dia, e em protesto ou porque não deu tempo, não apareceu. E a vaia a Dilma, prevista, não rolou. Liberado O Tribunal Superior Eleitoral publicou acórdão permitindo que as 40 sessões de 30 segundos do PMDB nacional, em rádio e TV, sejam usadas pelos diretórios estaduais, neste domingo. Síndrome de Macunaíma Síntese no Twitter da fala de Dilma na TV: “ Falar em Bolsa Família no Dia do Trabalho é igual a cantar Parabéns em velório.”
PODER SEM PUDOR
Tempo de improvisação O presidente do Senado, José Sarney, sempre lembra dos tempos em que era jornalista e trabalhava em jornal de oposição ao governador do Maranhão, Eugênio Barros. Certa vez, a tipografia avisou que não dava para usar a letra “u” na manchete, logo no dia em que nova denúncia de corrupção atingia o governador. Um colega gritou a solução: - Cortem o “o” no meio! E o problema foi resolvido.
Pré-candidatos usam as inserções que seus partidos têm direito para alavancar seus nomes
RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
A
menos de dois meses do fim do prazo para as inserções partidárias na TV e rádio, siglas com pré-candidaturas majoritárias devem subir o tom e intensificar o discurso nas peças que serão veiculadas a partir desta semana. Até o fim deste mês, irão ao ar em cadeia de rádio e televisão peças dos partidos que devem esquentar as disputas eleitorais deste ano, como PMDB, PP, PPS, PSD, PT e PSDB. Interlocutores do PMDB do senador Eduardo Braga afirmam que neste mês a propaganda deve continuar alavancando o Programa Águas para Manaus (Proama), iniciado na gestão de Braga – quando era governador - e executada e finalizada na gestão do exgovernador e pré-candidato ao Senado, Omar Aziz (PSD). O líder da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado irá intensificar também os dis-
cursos sobre a prorrogação dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM). A equipe de marketing de Braga deverá coletar trechos dos dez minutos que foram ao ar em quatro propagandas veiculadas em abril e reaproveitar nos novos dez minutos programados para maio, juntando ainda com novas peças que estão sendo produzidas. Há informações de que o senador negocia com a executiva nacional do PMDB conseguir e regionalizar o tempo do partido na inserção nacional, de 14 minutos em maio e 8 em junho. Amanhã o PSD de Omar Aziz irá usar três dos 20 minutos que serão veiculados neste mês na primeira inserção da sigla. Na última quarta-feira, o ex-governador divulgou no seu perfil do Facebook uma foto em que aparece no estúdio das gravações. O secretário-geral do partido, Paulo Radin, não quis adiantar o conteúdo do programa, mas afirmou que serão destacados, principalmente, números
da sua gestão. Na próxima sexta-feira, quem irá estrear na propaganda partidária é o PPS do vice-prefeito e pré-candidato ao governo Hissa Abrahão, numa rápida inserção de 30 segundos dos dez minutos agendados para este mês. O presidente estadual da sigla, Guto Rodrigues, disse que a abordagem será estratégica e que as peças irão refletir o clima acirrado das disputas deste ano. Nesse mesmo dia, o PP da précandidata e deputada federal Rebecca Garcia fará a primeira inserção após a propaganda de cinco minutos veiculada em março, cujo tempo foi cedido pelo diretório nacional da sigla. Segundo a progressista, a peça rendeu “bons resultados” e terá trechos reaproveitados durante os novos 5’30 agendados para este mês. Rebecca adiantou ainda que irá apostar no tema “mulheres na política”, de forma a destacar a campanha nacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
PT estreia veiculação dia 23 HOJE
Três cidades terão novas eleições Eleitores dos municípios de Cabeceiras, em Goiás, e de Mossoró e Francisco Dantas, no Rio Grande do Norte, voltarão às urnas neste domingo para eleger prefeito e viceprefeito em novas eleições. Os pleitos ocorrerão porque a Justiça Eleitoral anulou a eleição de outubro de 2012 nessas cidades devido à cassação dos diplomas/ mandatos dos candidatos que receberam mais de 50% dos votos válidos. Nestes casos, segundo a resolução nº
23.280/2010 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), novas eleições devem ser marcadas sempre no primeiro domingo de cada mês pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Em Cabeceiras (GO), o novo pleito se dará em virtude da cassação dos diplomas do prefeito e do vice-prefeito eleitos em 2012, Nadir de Paiva e Bim de Oemis. Em Mossoró (RN), que tem hoje 167.246 eleitores, a eleição será necessária porque o TRE do Estado cassou os man-
datos da prefeita eleita em 2012, Claudia Regina, e de seu vice, Wellington Carvalho. A corte potiguar também declarou a inelegibilidade de ambos pelo prazo de 8 anos. Na cidade de Francisco Dantas, a nova eleição ocorrerá devido à decretação de inelegibilidade e à cassação dos diplomas do prefeito e do vice eleitos em outubro de 2012, Gilson Dias e Ribeiro Alecrim, também por compra de votos. Hoje, o município contabiliza 2.356 eleitores.
Com vinte minutos agendados até junho, o PT faz a primeira das suas quatro inserções no próximo dia 23 de maio. A data estratégica deu margem para que petistas só lançassem a peça após o fim das negociações em torno da aliança, que será definida no próximo dia 17 em uma votação estadual com os delegados do partido. Na última sexta-feira, um evento da cúpula nacional da sigla, em São Paulo, deu carta branca para que petistas do Amazonas decidam de forma independente. O PSB do pré-candidato ao governo, deputado Marcelo Ramos, só irá estrear
na propaganda partidária em 4 de junho, mês que terá 20 minutos de exibição na mídia. O oposicionista já tem parte do material pronto, gravado no último dia 25 de abril ao lado do presidenciável Eduardo Campos, da ex-ministra Marina Silva e do pré-candidato ao Senado na chapa socialista Marcelo Serafim, num passeio de barco pelo Rio Negro. Criado no ano passado e sem ter atendido a nenhum dos critérios estabelecidos pelo TSE, o Pros do governador e pré-candidato à reeleição José Melo ficará sem tempo de inserções nas emissoras de rádio e TV local
e nacional. Interlocutores do governador apostam que o desfalque não irá prejudicar José Melo, que terá a exposição do controle da máquina. Quem também não foi autorizado a fazer propaganda foi o PMN do pré-candidato ao governo e deputado estadual Chico Preto, cujo partido não elegeu cinco deputados federais nas eleições de 2010. O parlamentar aposta nas redes sociais para veicular as produções. No último dia 24 de abril, lançou uma peça em que aparece sem barba, de camisa branca, destacando projetos de sua autoria no Legislativo estadual e municipal.
Com a palavra
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Humberto MICHILES
‘Vamos MUDAR A EDUCAÇÃO EM MANAUS’ FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
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Somos hoje a vigésima capital no ranking do Ideb. (...) Também somos a penúltima na Região Norte no ensino de 1º ao 5º ano e a última da 6ª a 9ª série. Mas o pior é escondermos essa situação. Precisamos chamar a sociedade para juntos enfrentarmos isso”
ilho da primeira senadora, Eunice Michiles, a ocupar assento no Senado Federal, o atual secretário municipal de Educação, Humberto Michiles, nasceu com veia política. Eleito deputado estadual cinco vezes pelo Amazonas e uma vez deputado federal, exerceu também cargos majoritários, como prefeito de Maués entre os anos de 1993 e 1994 e secretário de Estado de Educação e Desporto entre 1997 e 2000. Em 2000, esteve à frente da Secretaria de Estado Extraordinário de Coordenação Político-Administrativa. Entre 2001 e 2002 foi secretário municipal de Trabalho, Emprego e Renda. De 2009 a 2010 foi assessor especial do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR). No fim de 2012, foi convidado pelo prefeito Arthur Neto (PSDB) para ser o secretário municipal de Governo, cargo que ocupou de janeiro a dezembro de 2013. Em janeiro deste ano deixou a Semgov para assumir a Secretaria Municipal de Educação (Semed) com a missão de elevar a qualidade da educação na rede municipal de ensino. E logo ao assumir teve que enfrentar seu primeiro desafio: a baixa aprovação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), onde o Amazonas aparece em 20º lugar no ranking de qualidade no ensino. “Isso é um quadro preocupante, mas que iremos resolver a médio e longo prazo. Minha meta para o próximo Ideb será ficarmos em segundo lugar”, disse. EM TEMPO – A situação do ensino em Manaus é preocupante? Humberto Michiles – Diria que é uma coisa absurda, mas que nunca foi pintada com as cores verdadeiras. Somos hoje a vigésima capital no ranking nacional do Ideb. Perdemos para capitais que tem o Produto Interno Bruto (PIB) menor que o nosso. Também somos a penúltima na Região Norte no ensino de 1º ao 5º ano e a última da 6ª a 9ª série. Mas o pior é escondermos essa situação. Precisamos
chamar a sociedade para juntos enfrentarmos isso. O prefeito teve a coragem de encarar isso, chamou a imprensa e apresentou todos esses dados. A educação é que irá fazer a diferença na vida das pessoas. EM TEMPO – Como esse resultado foi encarado? HM – Essa é uma questão histórica, mas que felizmente tivemos um prefeito que quer enfrentar esse quadro. E eu recebi com uma imensa preocupação e responsabilidade esses resultados, pois fui convocado pelo prefeito para ser o responsável pela mudança deste quadro de melhorias na gestão educacional, que terá como foco o processo de ensino e aprendizado. EM TEMPO – E como será esse processo de reversão? HM – Esse será um trabalho em longo prazo, não existe bala de prata. Mas não tenho dúvidas de que trará resultados daqui há uns 3 ou 4 anos, se tivermos continuidade nestas ações. Mas, à princípio, contratamos uma consultoria que está fazendo um levantamento das prioridades de cada unidade de ensino para que a partir daí possamos fazer um rastreamento dos problemas e buscar soluções. EM TEMPO - Quais resultados já foram apresentados nesta consultoria? HM – Descobrimos que entre as principais dificuldades nas escolas, que foram apontadas pelos próprios servidores das unidades de ensino, estão a falta de preenchimento completo do quadro educacional de profissionais. Percebemos que várias escolas iniciam as aulas muitas vezes sem professores. Também avaliamos que a segunda maior demanda está na questão de estrutura física. Já a terceira prioridade é a da formação continuada dos professores. A outra demanda são os excessos de programas que paralisam as aulas. EM TEMPO - Falando em questões estruturais, quantas escolas da prefeitura estão funcionando em prédios alugados? HM – Temos 503 escolas,
sendo que atualmente 173 funcionam em prédios alugados. Somente na área urbana temos 40% dos prédios alugados. Isso é sim um fator que prejudica a educação, pois muitos estão em situações complicadas, como falta de energia elétrica, problemas na água e entre outros. EM TEMPO – E de quem é a responsabilidade para manutenção destes prédios alugados? HM – Essa questão é uma história. Antigamente, a responsabilidade de manutenção pertencia a Semed. Mas o secretário que assumiu a pasta anteriormente ao Pauderney Avelino, passou essa responsabilidade ao inquilino, que não se viram na obrigação de dar manutenção, e ficou em uma zona cinzenta. No entanto, já discutimos até com o Ministério Público que a Semed vai fazer essa manutenção. EM TEMPO – Como a secretaria vai trabalhar para diminuir esse excesso de prédios alugados? HM – Esses aluguéis inclusive comprometem muito o capital de investimento da prefeitura. Mas, se for falar em corrigir isso só com investimentos municipais vamos passar décadas para solucionar. Nossa proposta é fecharmos uma parceria de US$ 200 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que aprova o perfil no nosso projeto. Estamos com o projeto já préaprovado, e a expectativa é que esse valor esteja liberado até o final do ano. Também queremos fechar parcerias com o Instituto Ayrton Senna e o Banco Itaú. EM TEMPO – E em que esse valor será aplicado? HM – Esse empréstimo irá resolver o nosso maior entrave na questão de investimentos para educação, que são as desapropriações de áreas, mas também engloba as construções de escolas, móveis e equipamentos e projetos pedagógicos. EM TEMPO – A evasão escolar ainda é um problema na educação de Manaus? HM – É um grande proble-
ma, junto com o índice de repetência. Temos algo em torno de 20% dos alunos por ano que se encaixam nesses dois perfis. EM TEMPO – E as creches? A prefeitura tem um projeto ousado de ampliar o número de creches, como está isso? HM – Nossa grande dificuldade são terrenos para abrigar esses espaços. Temos até verba do governo federal para construir essas creches. O nosso grande problema está em manter essa estrutura. Por ano, gastamos o mesmo valor da construção da obra só em manutenção com alimentos, reformas, estruturas de atendimento. Mas, isso hoje é uma prioridade nossa. Recebemos da prefeitura anterior apenas uma creche e neste ano vamos inaugurar mais seis unidades e vamos iniciar a construção de mais 30, que deverão ficar prontas até o final de 2014. EM TEMPO – Na semana passada, os professores municipais realizaram um ato pedindo aumento de salário. Como a Semed está trabalhado esta parte de recursos humanos? HM – Tínhamos como proposta um plano financeiro muito bom, mas impagável. Com impacto de R$ 150 milhões. Estamos agora finalizando outro esboço de plano dando ênfase a valorização da carreira do magistério e estabelecendo mérito ao bom professor. Esse é o foco que estamos objetivando para o Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCR). EM TEMPO – E para o próximo ano, o que a secretaria já vem planejando? HM – Queremos estar em 2016 entre as dez capitais no resultado do Ideb, além de atender às quatro prioridades exigidas pelos professores, com pessoal qualificado e suficiente para atender a demanda das escolas, com uma boa estrutura, com cursos de captação constantes e cortar excessos de atividades extraclasse. Sonho ainda em ver o filho de uma lavadeira disputando uma vaga em uma universidade pública com a mesma capacidade que o filho de um médico renomado.
Temos 503 escolas, sendo que 173 funcionam em prédios alugados. Somente na área urbana temos 40% dos prédios alugados. Isso é sim um fator que prejudica a educação”
Queremos estar em 2016 entre as dez capitais no resultado do Ideb, além de atender às quatros prioridades exigidas pelos professores, com pessoal qualificado para atender a demanda das escolas”
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Política
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Caderno B
Economia economia@emtempo.com.br
(92) 3090-1045
Aplicativos voltados para o cidadão Economia B2 FOTOS: IONE MORENO
MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
DIVULGAÇÃO
A área urbana da “Princesinha do Solimões” está tomada pelo descaso com ruas esburacadas, esgoto a céu aberto e encanamento clandestino
Potencial não aproveitado Manacapuru, a quinta cidade visitada pelo EM TEMPO, não se prepara para o turista que virá ao Estado durante a Copa JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
C
onhecida por realizar o maior festival de cirandas do país, a “Princesa do Solimões” como é chamada a cidade de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) não se mostra interessada no turista que vem ao Estado prestigiar os jogos da Copa, em Manaus. Os problemas constatados pelo EM TEMPO vão da falta de mão de obra especializada à precariedade nos sistemas de telefonia móvel e internet. Os proprietários dos dois únicos complexos turísticos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para funcionamento, João D’Angelo, dono do Paraíso D’Angelo, e Froylan Athayde, do balneário Cirandeira Bela, esperavam que o município iria estruturar o seu potencial turístico para esse momento, o que segundo eles não ocorreu. D’Angelo conta que o problema de conexão em Manacapuru o fez recentemente levar o cartão de crédito de uma cliente para faturar em Manaus. “Perdemos até um contrato com grupo de 150 hondurenhos, que não fecharam pacote porque não conseguiram contato conosco”, pontuou. Há 22 anos dedicando esforços e investimentos no ramo de hospedagem, lazer e passeios na cidade, o empresário classifica como “desastrosa” a atuação das empresas de telefonia, principalmente nos municípios do interior. Ele salienta que não acredita em melhora no sistema até os jogos da Copa. “O turista estrangeiro e até mesmo o nacional estão acostumados com uma qualidade superior deste tipo de serviço. Estamos
muito longe de ter a capacidade de sediar um evento tão grande”, opinou. Aposentado, Froylan Athayde reclama da falta de busca de soluções do poder público para enfrentar as dificuldades da promoção do turismo no Amazonas. “Os únicos órgãos que aparecem aqui são os de fiscalização. Fora isso, nós não enxergamos mais nada para melhorias no município. Estamos com o projeto (Copa) há 9 anos e nunca tivemos a orientação e o apoio da Amazonastur”, ressalta. Infraestrutura A estrutura física da cidade é outro ponto que deve prejudicar o turismo no local. Mesmo com a liberação de R$ 13,5 bilhões, anunciado em outubro de 2013 pelo governo federal, por meio do Ministério das Cidades, para a pavimentação e saneamento básico de 1.198 municípios brasileiros, onde a cidade de Manacapuru também teria sido contemplada, a realidade é outra. O prazo para a liberação dos recursos via Caixa Econômica Federal foi de 90 dias. Passados aproximadamente 180 dias da promulgação da decisão, o que se vê pela cidade são os buracos em vias públicas, esgoto a céu aberto e encanamentos clandestinos, do centro da cidade até a sua periferia. Lugares como a orla e o porto da cidade também estão em estado de completo abandono. A reportagem tentou falar com o prefeito de Manacapuru, Jaziel Alencar, conhecido como “Tororó”, com o secretário de Articulação e Políticas Públicas, Afrânio Júnior, e com a secretária de Turismo, Flávia Silva, mas funcionários da prefeitura informaram que todos não se encontravam na cidade.
Ambiente paradisíaco do balneário e pousada Cirandeira Bela é o lugar para o visitante que quer contato com a fauna e flora
O lado bom da ‘Princesa’
Entrada do município, um dos poucos lugares reformados
Pousada Paraíso D’Angelo pronta para a Copa do Mundo
Um dos primeiros lugares pensados para o turismo em Manacapuru, o complexo de lazer, Paraíso D’Angelo, é o que se pode chamar de reduto de paz. Cercado por igarapés e vegetação abundante, ele proporciona aos hóspedes a possibilidade de interação com a natureza. Com serviços que também incluem a gastronomia local, pesca esportiva, passeio de cavalos e visitas às comunidades ribeirinhas, a pousada trabalha com preços que variam entre R$ 300 e R$ 360, por casal. São 25 leitos com cinco serviços inclusos nos pacotes. Uma das regras da casa, segundo D’Angelo, é “não aprovou a comida, não paga”. Reservas podem ser feitas por meio do telefones (92) 3361-3056. Para quem é fã de pássaros e deseja viver uma experiência de observação desses e outros animais, a pousada e balneário Ciran-
deira Bela, é o lugar a ser escolhido. Visitada por pelo menos 40 espécies de aves catalogadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como, por exemplo, o sanhaçu do coqueiral e o saí-azul de perna amarela. O bar construído há 9 anos, para receber amigos, conta com nove leitos. Cada lugar foi projetado para deixar os clientes próximos à cultura do Estado. Todas as áreas da propriedade contam com rampas de acesso a cadeirantes. A diária para o casal custa de R$ 140 a R$ 200. Criança até 8 anos não paga. A partir dos 9 anos é cobrado de R$ 25 a R$ 30. O pacote inclui o café da manhã. Na pousada há quartos para até 10 pessoas. Para passar um dia no balneário, cobrase R$ 5 por pessoa. Mais informações pelo telefone (92) 3213-9608.
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Economia
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Aplicativos utilitários para as pessoas em expansão EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
A
produção de aplicativos utilitários no polo de inovação tecnológica amazonense começa a expandir além fronteiras do Jaraqui Valley - como é conhecido ecossistema de Startups de Manaus -, com expectativas de faturamento na ordem de milhões. O aplicativo Ouvidoria Mobile, por exemplo, criado para facilitar a relação entre uma entidade pública com o cidadão, entrou em fase de expansão para encurtar o diálogo on-line entre empresas e clientes. Desenvolvido pela startup Interactive Mobile, o aplicativo é um sistema de geolocalização que permite ao cliente fazer reclamações, dar sugestões e enviar fotos pelo smartphone ou tablet. Segundo sócia-responsável pela parte de negócios da empresa, Ananda Carvalho, a pessoa recebe um protocolo de acompanhamento e o ouvidor da empresa recebe automaticamente a solicitação. “Reduz tempo e dá maior eficiência na solução de problemas”, observa. A ideia de desenvolver o aplicativo, segundo o diretor Ronaldo Fonseca, começou em março do ano de 2013, com o trabalho de registro de patente da ideia junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O investimento inicial do Ouvidoria Mobile foi R$ 50 mil com gastos da patente de invenção e no desenvolvimento do primeiro protótipo funcional. O projeto ganhou força, conforme Fonseca, a partir do interesse da Ouvidoria Municipal da Prefeitura de
REPRODUÇÃO
Startups do ecossistema amazonense conquistam parceiros em outros Estados do país e até mesmo junto a multinacionais Manaus e também do Programa Estadual de Proteção do Consumidor (Procon), do governo do Estado. De acordo com ela, o projeto recebeu apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) com aporte de recurso na ordem de R$ 2 milhões, financiado pela multinacional coreana Samsung. Em fevereiro desse ano, a empresa Interactive Mobile, participou da Campus Party 2014, realizada em São Paulo. Durante o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo, a startup amazonense fez demonstrações do projeto para a Ouvidoria Geral do Distrito
NÚMEROS
12 MILHÕES
de reais é o que a Interactive Mobile espera arrecadar com a venda do aplicativo, em um ano Durante o evento Startup Weekend, foram apresentados os projetos de aplicativos das empresas do polo de inovação tecnológica
Federal (DF) e multinacionais como a Samsung e a Fiat do Brasil. “Todas (empresas) estão interessadas na utilização do projeto, e no momento estamos em fase negociação”, afirma Fonseca. De acordo com ele, a empresa que tem apenas um ano de fundação e é 100% amazonense trabalha no campo de pesquisa e inovação no Instituto Federal do Amazonas (IFAM) desenvolvendo outras ideias, contudo, no momento estão em processo de patente.
Tecnologia para facilitar acessos na cidade Outros aplicativos como Trânsito Cidade e Dona Know, por exemplo, também nasceram no ecossistema Jaraqui Valley, com possibilidades de expansão em escala global. De acordo com o gerente de projetos do Dona Know, Daniel Goeteneur, o primeiro, que é uma evolução do
aplicativo Trânsito Manaus, avança para outras capitais da Região Norte, como a cidade de Rio Branco (AC). O Dona Know, fundada por Raquel Valle, em 2011, é um aplicativo que divulga eventos da cidade, principalmente os do cenário gratuito. Segundo Goeteneur, o site (www.
donaknow.com.br), que tem aplicativo para smartphones e tablets do sistema Androide e iOS, mostra na sua agenda em média 100 eventos de Manaus por semana entre cursos, exposições, peças de teatro e manifestações populares. O aplicativo conta com uma base de dados de mais de 20
mil e-mails e os acessos chegam a cinco mil semanais. No processo de expansão, o Dona Know desenvolve um termômetro qualitativo sobre os eventos. “Usaremos recursos tecnológicos para contabilizar a movimentação e mostrar a tendência de onde está melhor”, explica Goeteneur.
Vitrine Tech economia@emtempo.com.br
Transferência de boas práticas de inovação O Projeto do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação no Amazonas (Nagi-AM) será lançado no próximo dia 8, às 10h, no Auditório do Senai-AM, no Distrito Industrial. A meta é capacitar 60 empresas para alavancar os negócios por meio da transferência de metodologia e boas práticas da inovação. Desenvolvida pela Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) a iniciativa tem parceria do Senai-AM, da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam-AM) e Sebrae-AM.
Senior fatura R$ 38,7 milhões Uma das maiores desenvolvedoras de soſtware para gestão no Brasil, a empresa catarinense Senior fechou o primeiro trimestre de 2014 com faturamento de R$ 38,7 milhões. O crescimento representa 32% em relação ao mesmo período do ano passado.
Clicks
Em uma parceria público-privada, a Intel vai instalar um Centro de Inovação no Rio de Janeiro com foco no desenvolvimento de soluções inovadoras nas áreas de pesquisa de óleo e gás e cidades inteligentes.
Pesquisa encomendada pela Super, empresa de meios de pagamentos eletrônicos, apontou que 45% das pessoas gostariam de pagar contas por celular ou SMS por meio do serviço pré-pago.
Twitter Estudo mostra que 99% dos usuários brasileiros do Twitter acompanharão a Copa do Mundo também por esta rede social. O Brasil está entre os cinco principais mercados para o Twitter.
Cobertura Quem quer saber a localização das antenas que emitem sinais de celular nas cidades brasileiras agora tem como opção baixar o aplicativo Cobertura. A ferramenta, no entanto, está disponível no momento apenas para o sistema iOS.
Economia
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Setor da pesca movimenta R$ 3 bilhões no Amazonas C
om a maior reserva de água doce do mundo, estudos apontam que o Amazonas possui aproximadamente 3 mil espécies de peixes nos seus rios. Nesse rumo, o secretário Executivo da Pesca da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Geraldo Bernardino, afirma que o setor pesqueiro do Estado movimenta uma cadeia na ordem de R$ 3 bilhões ao ano, e que pode ampliar com a ampliação de investimentos. Segundo ele, apesar da quantidade de espécies, os pescadores extrativistas e de manejo exploram no máximo 100 delas, e a apenas 20 espécies respondem por 85% do pescado consumido no Estado. “Se considerarmos a pesca de autoconsumo, estamos retirando entre 180 a 200 mil toneladas ano”, destaca. Somente a atividade da pesca extrativista representa, conforme o secretário, 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, e emprega cerca de 180 mil pessoas que podem ser chamadas de pescadores, tendo em vista que fazem da pesca seu principal meio de vida, embora, apenas 122 mil estejam registrados no Ministério da Pesca. “A pesca extrativa no nosso Estado
alimenta diariamente 600 mil pessoas”, comenta. Os municípios de Tefé, Manacapuru, Iranduba, Itacoatiara e Santo Antônio do Içá, segundo Bernardino, representam o maior potencial da pesca extrativista do Amazonas. As espécies pescadas para a comercialização e o consumo familiar são: jaraqui, pacu, sardinha, curi-
MANEJO
O Estado é pioneiro no manejo comunitário, como o realizado nos municípios de Maraã e Fonte Boa com o pirarucu. Atua ainda em 14 municípios e 19 áreas, nas quais em 2013 produziu 1,4 mil toneladas matã, pacu, e matrinxã. Bernardino afirma que, atualmente a pesca amadora ou esportiva é um segmento de enorme potencial no Amazonas. “O Estado é seguramente o detentor das melhores áreas para a pesca amadora. Algumas delas já em exploração e outras ainda inexploradas, assim como de enormes quantidades de espécies desejáveis para essa mo-
dalidade de pesca”, comenta. Dados da Sepror apontam que a pesca amadora promove um fluxo de aproximadamente 12 mil turistas/pescadores, sendo desse total 60% nacionais e 40% estrangeiros. Movimento que gera em toda a cadeia arrecadação na ordem de R$ 60 milhões, por ano. Segundo Bernardino, esse valor pode ser duplicado ou até triplicado. “É necessário, contudo, promover uma melhor distribuição desse recurso, tendo em vista que a renda deixada para as comunidades ainda é muito pequena. Esse público deve ser privilegiado pelo bolo gerado pela atividade”, ressalta. Para ele, a modalidade de pesca amadora é interessante, pois promove renda sem gerar desequilíbrios nos estoques das espécies pescadas. “Necessita, no entanto, da criação de marcos legais que as regulamentem e transformem os municípios e as comunidades em protagonistas na gestão da pesca amadora”, avalia o secretário. Nesse segmento, Bernardino informa que no Amazonas a espécie mais comum é o Tucunaré, presente em grande quantidade nos municípios de Barcelos, Careiro, Novo Airão, Nova Olinda, Santa Isabel e Parintins.
SEPROR/JIMMY CHRISTIAN
Sepror aponta que valor pode triplicar no Estado com investimentos voltados ao modelo extrativista, de manejo e esportivo
Pescador explora apenas 100 espécies de peixe dos mais de 3 mil existentes nos rios amazonenses
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Economia
Pirataria ‘aniquila’ Além de causar prejuízos milionários aos cofres públicos, o consumo de produtos piratas contribui para ceifar mais de 2 milhões de empregos em todo o território nacional, incluindo no Amazonas, onde o polo de CDs e DVDs é afetado ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
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omo na máxima de que “o barato sai caro”, o consumo de produtos piratas - estimulado pelos preços baixos -, tem um custo alto para a economia brasileira. Nos últimos anos, a pirataria ceifou mais de 2 milhões de empregos formais em todo o país e causou um rombo de R$ 40 bilhões com os tributos que deixaram de ser arrecadados com esta atividade criminosa, conforme dados do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, do Ministério da Justiça. O Amazonas não ficou imune à ação dos criminosos que movimentam a indústria da falsificação de produtos. Um dos segmentos mais afetados foi o polo que fabrica CDs e DVDs, que viu sua produção e oferta de empregos definharem por causa também da pirataria, além de fatores como os avanços tecnológicos nesta área. “A produção de CDs e DVDs está decrescente na Zona Franca de Manaus (ZFM) desde 2009”, afirma o titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira. Com uma produção que chegou a 70 milhões de unidades por mês em 2009, hoje, as fábricas (Novodisc Mídia Digital da Amazônia, Videolar, Sony, Sonopress e AMZ Mídia) que compõem o polo de mídias digitais produzem um pouco mais de 5 milhões de unidades mensais, segundo a
Suframa. A queda na produção refletiu na criação de postos de trabalhos com o corte superior a 5 mil empregos devido à falsificação. Perdas As indústrias de CDs do país, junto com as de roupa, brinquedos e cigarros acumularam perdas de R$ 6 bilhões por ano por causa do mercado informal. Por conta desta realidade, o Brasil está presente no ranking dos dez mercados mais
NÚMERO
118,8 milhões de dólares
são perdidos com direitos autorais no país, diz Associação Anti-Pirataria de Cinema e Música no Brasil afetados pela pirataria física de CDs e os números comprovam esta realidade. Em 1997, a venda de CDs pirateados no Brasil representava apenas 5% do mercado formal. Em 2002, este índice subiu para 53% e hoje a ilegalidade representa 60% do mercado. A estimativa é que há um CD pirata para cada original vendido. A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) estima que 70% dos produtos piratas comercializados no Brasil são fabricados na Ásia.
Não satisfeitos em vender nas ruas, falsificadores comercializam os produtos piratas em lojas situadas na periferia de Manaus
O Centro da falsificação ‘baré’ Embora a pirataria tenha se espalhado para todos os “cantos” de Manaus, o Centro da capital amazonense continua a ser o principal ponto de vendas destes produtos ilegais. A preferência permanece pelas músicas de cantores famosos, mas também há produtos piratas de filmes, desenhos e até mesmo de produções religiosas. Como se não bastasse o crime da pirataria, os ambulantes que vendem esses itens ainda cometem um outro tipo de prática condenada na economia: o cartel. Isto porque eles vendem os itens pirateados pelo mesmo preço praticamente: R$ 2. Com ponto na rua Marquês de Santa Cruz, no Centro, um ambulante de pequeno porte que preferiu não se identificar afirma que paga R$ 0,70 pelo preço de atacado. A mercadoria, conforme apurou o EM TEMPO, é obtida junto a um “atacadista” com base no prédio do antigo Hotel Amazonas. “Dependendo do movimento, consigo vender em média 60 CDs e DVDs por dia. Há mês que ganho R$ 3 mil”, Rua Marcílio Dias, no Centro, é uma das principais vias da cidade em que comércio de produtos piratas é realizado normalmente
revela o ambulante. Periferia Quem comprar CD e DVD pirata no atacado na periferia de Manaus vai desembolsar R$ 0,80 por unidade, ou seja, R$ 0,10 a mais do que no Centro. A proliferação desta prática é tão grande nos bairros de Manaus, que em alguns deles, como na rua
VIZINHANÇA
Outro local famoso de venda de CDs e DVDs piratas é o bairro da Compensa, na Zona Oeste, área da cidade onde fica a sede do governo do Estado e também da Prefeitura de Manaus Independência, no Lírio do Vale, Zona Oeste, há ruas com várias lojas especializadas na venda de CDs e DVDs piratas. Segundo um dos vendedores, que se identificou como Renato, além da venda, a “empresa” também “fabrica” no atacado com entrega em até 24 horas após o pedido.
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empregos no AM FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Crescem apreensões no Estado Somente no ano passado, a fiscalização da Receita Federal apreendeu o equivalente a R$ 16,1 milhões em mídias digitais, sendo R$ 13,3 milhões de CDs e DVDs gravados e aproximadamente R$ 2,8 milhões de itens “virgens” (não gravados). O volume retirado de circulação representa 0,96% do montante de R$ 1,68 bilhão que a Receita apreendeu em 2013 em todo o país. Em 2012, esse índice era de 0,90%. O órgão federal não revelou dados específicos sobre a pirataria para o Amazonas. Porém, destacou que a fiscalização tem sido rigorosa nos pontos de entrada de Manaus como portos e aeroportos. “Os produtos piratas prejudicam a arrecadação de tributos, desrespeitam os di-
reitos autorais, promovem a economia informal e, desta forma, a concorrência desleal. Estabelecer o tamanho do prejuízo que a pirataria de CD causa é complicado”, avalia o inspetor-chefe da Alfândega do Porto de Manaus, Osmar Félix de Carvalho. Segundo ele, a Alfândega tem atuado de duas formas no combate à pirataria na capital amazonense: repressiva e educativa. Apesar da fiscalização, a venda de produtos piratas é visível em todas as zonas da capital amazonense. Até no centro da cidade, onde a venda deste tipo de produto é coibida com mais rigor, é possível encontrar CDs e DVDs piratas em ruas próximas da Praça da Polícia e do Mercado Adolpho Lisboa. DIVULGAÇÃO/RECEITA FEDERAL
Fiscal da Receita Federal participa de blitz em lojas de Manaus
PEC estimula venda ‘pirata’ A aprovação em 2013 da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 123/2011, a chamada “PEC da Música”, que tirou a exclusividade da concessão de incentivos fiscais para a produção de CDs e DVDs na Zona Franca de Manaus (ZFM), é considerada por parlamentares da bancada do Amazonas como uma medida que incentivará a pirataria no país. Para a senadora Vanessa Grazziotin, a “PEC da Música” favorece a pirataria, pois o valor do CD pronto com música não será reduzido. Segundo ela, os CDs piratas ficarão mais em conta do que o original vendido sem imposto. Por sua vez, os defensores da proposta alegam Perto da Feira Modelo da Compensa foi montado um “muro da pirataria” onde são vendidos itens piratas para todas as idades
que a aprovação definitiva reduzirá em até 25% os preços dos CDs e DVDs, o que afetará a pirataria. Ineficácia Para o superintendente Thomaz Nogueira, a aprovação da “PEC da Música” é ineficaz. “É preciso combater o criminoso”, frisou. Apesar da aprovação da “PEC da Música”, não houve ainda uma debandada de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) como previsto por alguns analistas. O EM TEMPO tentou, mas não obteve sucesso em falar com o presidente do Sindicato das Indústrias de Meios Magnéticos e Fonográficos do Estado do Amazonas (Sindmaf-AM), Amauri Blanco.
País
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Vinhos gaúchos estariam sofrendo adulteração
COPA DO MUNDO
Ingressos serão doados a escolas públicas e índios
Empresas estariam usando antibióticos, no Rio Grande do Sul, de acordo com exames laboratoriais do Ministério da Agricultura, realizados em 2013 DIVULGAÇÃO
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reze vinícolas são investigadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por adulterar vinhos com antibióticos no Rio Grande do Sul. O fungicida natamicina era usado como conservante, o que é ilegal. Segundo José Fernando Werland, chefe do Serviço de Inspeção de Alimentos de Origem Vegetal do ministério no Estado, a substância é autorizada para uso em capas de queijos e salames. A adulteração foi detectada por testes realizados por laboratórios do Ministério da Agricultura em 2013. De 54 empresas testadas, foram detectadas alterações em vinhos da Gilioli, Casa Motter, Indústria e Comércio de Bebidas Del Colono, São Luiz, Vinhos Bampi, VT Vinhos, Cooperativa Vitivinicola, Vinícola Victor Emanuel, Santini, Capelleti, Adega Silvestri. I.A Sandi e Indústria de Comércio de Bebidas CMS. No total, existem 680 indústrias de vinho no Rio Grande do Sul. A presença do antibiótico foi constatada em lotes de vinhos de mesa suaves. Procurada, a Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi) informou que condena a ação das empresas.
Cinquenta mil ingressos de partidas da Copa do Mundo foram distribuídos ontem a estudantes de escolas públicas e índios. Os convites para os jogos foram doados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para que o governo federal os repassasse a programas sociais brasileiros. Por meio da Loteria Federal, 48 mil ingressos serão sorteados entre alunos de escolas participantes do Programa Mais Educação. De acordo como regulamento do sorteio, estão aptas a participar do sorteio instituições de ensino localizadas nas 12 cidadessede do Mundial e que te-
nham tido o mínimo de 200 matrículas em 2013. Ao todo, 901 escolas serão contempladas, cujos alunos sorteados serão acompanhados por um responsável. Estarão disponíveis, no sorteio, ingressos para todas as partidas da Copa. Duas mil entradas para jogos da competição serão distribuídas a integrantes de comunidades indígenas, por meio do Comitê Intertribal e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Segundo o Ministério do Esporte, o comitê informou que os ingressos serão doados aos atletas participantes dos Jogos dos Povos Indígenas. MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
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Treze vinícolas estão no alvo do Ministério da Agricultura, suspeitas de adulteração
Caso de vaca louca investigado O Ministério da Agricultura informou na última sexta-feira (2) ter recebido do laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a confirmação de um caso de encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como doença da vaca louca, registrado em Mato Grosso. Ainda falta sa-
ber se o caso apresentado é um caso atípico ou um caso clássico. O laboratório, que funciona na Inglaterra, deve encaminhar o diagnóstico no final da próxima semana. Exames realizados no Laboratório Nacional Agropecuário de Pernambuco concluíram que é um caso atípico, quando a doença
surge de forma esporádica e espontânea e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. Para confirmar que o caso é atípico, foram identificados 49 animais nascidos um ano antes e um ano depois do registro da vaca louca. Mas as amostras de todos deram negativo para a doença. Atletas dos Jogos dos Povos Indígenas serão contemplados
País
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Maracanã terá acesso restrito durante a Copa A
prefeitura do Rio não vai autorizar o acesso de veículos fretados, como ônibus e vans ao Maracanã, durante a Copa do Mundo. No entorno do estádio, a Guarda Municipal fará bloqueios, onde somente ônibus e vans credenciadas vão poder entrar. O diretor de operações da Companhia de Engenharia e Tráfego do Rio (CET-Rio), Joaquim Diniz, disse que não será permitido que as agências de turismo vendam algum tipo de pacote prometendo acesso ao Maracanã. “As pessoas vão ser bloqueadas e a Guarda Municipal vai ser muito dura nisso. Chegar ao Maracanã será possível por meio do metrô e do trem. Quem tentar utilizar algum instrumento alternativo, como ônibus fretado, vai ser barrado e os passageiros não vão conseguir chegar próximo. Será uma situação constrangedora”, disse. O diretor explicou que os veículos que chegarem à cidade serão direcionados ao bolsão, que será criado na Ilha do Fundão, na Zona Norte, e de lá quem vier de fora do Rio poderá circular livremente na cidade fazendo a conexão pelo
BRT Transcarioca e depois no sistema de metrô. Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, há informação de que agências de viagem estão vendendo pacotes dizendo que a pessoa vai chegar ao aeroporto e seguirá de ônibus até a porta do Maracanã. “Isso não vai acontecer. No serviço de acesso a este polígono
IDENTIFICAÇÃO
Os moradores do entorno que precisarem utilizar os seus carros terão credencial para acessar às ruas, que estão dentro da área de bloqueio, como ocorreu na Copa das Confederações, com 2 mil credenciais
[de bloqueios], os ônibus não ultrapassarão a área de bloqueio”, garantiu. O prefeito fez um apelo para que em dias de jogos da Copa, as pessoas que costumam usar o trajeto próximo ao estádio evitem fazê-lo porque a área estará em uma circunstância especial, com relação à mobilidade. Na avaliação de Diniz, a
decretação dos feriados em dias de jogos busca também reduzir a quantidade de pessoas em circulação nas ruas, diminuindo o potencial congestionamento no entorno do Maracanã. “Queremos evitar o conflito de pessoas e veículos. Nós não queremos ter uma travessia forte de pessoas em direção ao Maracanã em vias que estão sendo utilizadas por automóveis”, explicou. Os moradores do entorno que precisarem utilizar os seus carros terão credencial para acessar às ruas, que estão dentro da área de bloqueio. O diretor disse que será repetido o esquema adotado na Copa das Confederações, quando 2 mil moradores receberam as credenciais. “Houve uma compreensão muito grande dos moradores só circulando realmente nesta área quando realmente necessário. Nós não percebemos em todos os jogos da Copa das Confederações uma movimentação grande de veículos, de moradores, nos horários de pico de chegada ou saída do público. Foi um trabalho casa a casa da subprefeitura da Tijuca, que vai ser feito mais uma vez. Todos serão informados”, disse.
REPRODUÇÃO
Prefeitura do Rio de Janeiro proibiu veículos fretados e venda de bebidas no entorno do estádio, durante as partidas
Se o Brasil for à final da Copa do Mundo, o Maracanã irá sediar a última partida do campeonato
Mundo
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Ucrânia é acusada de violar acordo de Genebra
REPRODUÇÃO
Afirmação é do governo russo, a respeito da ofensiva ucraniana no Leste do país promovida na última sexta-feira
Milicianos pró-Rússia abateram helicópteros ucranianos, em investida da última sexta-feira, durante a operação militar ucraniana, para retomar o controle da cidade de Slaviansk
O
governo da Rússia declarou que a ofensiva do governo da Ucrânia no Leste do país contra os rebeldes prórussos destrói o acordo de Genebra. Segundo o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, um enviado russo vai ajudar a negociar a libertação dos observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce) detidos por separatistas em Slaviansk há uma semana, enquanto tentavam fiscalizar o cumprimento do
tratado de Genebra. “Enquanto a Rússia está fazendo esforços para acalmar e resolver o conflito, o regime de Kiev (capital da Ucrânia) mobilizou forças aéreas contra localidades civis, num ataque de represália, terminando como a última esperança para a viabilização do acordo de Genebra”, disse o porta-voz. O porta-voz disse que a Rússia está “extremamente preocupada” por seu enviado e por jornalistas da Rússia e de outros países que tra-
balham na zona de conflito. “Pedimos que sejam tomadas medidas para garantir a segurança.” A Rússia apelou à Osce para suspender a ofensiva militar ucraniana na cidade de Slaviansk, local onde se estão reúnidos os separatistas prórussos no Leste da Ucrânia. “Contatamos a liderança da Osce acerca da ofensiva das Forças Armadas (da Ucrânia) e pedimos que tomem medidas para acabar com esse ataque de represália”, disse o enviado russo à organização,
Andrei Kelin. As Forças Armadas ucranianas realizaram na última sexta-feira (2), uma operação militar em Slaviansk, no Sudoeste do país, para retomar o controle da cidade. Os milicianos pró-russos abateram dois helicópteros, em que um dos pilotos morreu e o outro foi capturado, de acordo com o presidente da Câmara da cidade, Viacheslay Ponomariov. De acordo com o líder das chamadas Forças de Autodefesa, Igor Strelkov, a cidade foi
bloqueada pelas tropas ucranianas e que 20 helicópteros foram usados na ofensiva. Pelo menos 31 pessoas morreram em um incêndio em um edifício no centro da cidade portuária de Odessa, no sul da Ucrânia, informou a polícia. O incêndio começou durante um confronto entre manifestantes pró-Rússia e apoiadores do governo central de Kiev. Em comunicado, a polícia disse que algumas das vítimas foram asfixiadas pela fumaça e outras morreram quando
pularam das janelas do prédio para fugir do incêndio. A polícia havia informado anteriormente a morte de 38 pessoas, mas revisou o número. Os confrontos entre os dois grupos em toda a cidade, na a pior onda de violência em Odessa desde que o presidente aliado de Putin Viktor Yanukovich foi deposto em fevereiro. Os novos líderes da Ucrânia, alinhados com os ocidentais, acusaram Moscou de apoiar grupos pró-russos para tentar desestabilizar o país.
AP
PIRÂMIDES
Físico recria técnica de construção A água pode ser a chave para explicar como os egípcios transportaram enormes blocos de pedra ao longo do deserto para construir pirâmides, sugere um experimento que simulou a técnica usada por volta de 2500 a.C. A utilização de trenós no transporte de cargas já é uma tese aceita entre arqueólogos, mas físicos da Universidade de Amsterdã dizem que é provável que os egípcios molhassem a areia por onde eram puxados os blocos de pedra. O raciocínio do estudo liderado pelo físico Daniel Bonn, publicado na revista científica “Physical Review Letters” é surpreendentemente simples: as gotículas de água penetram na areia e formam ligações entre os grãos, que ficam grudados e compactos, formando uma superfície mais uniforme como em um castelo de areia. Assim, o solo não se acumula na frente do trenó, que desliza mais facilmente. Para comprovar a teoria, os físicos construíram uma versão de laboratório do trenó, colocaram um peso sobre ela e a
deslizaram ao longo de uma caixa de areia. Quando o solo estava seco ou úmido demais, o trenó encontrava grande resistência e “mergulhava” na areia. Os experimentos demonstraram, porém, que na proporção adequada, a água pode fazer a areia ficar até duas
EXPERIMENTO
Liderados pelo físico Daniel Bonn, pesquisadores holandeses utilizaram gotículas de água, que penetrando na areia formavam uma superfície uniforme semelhante a um bloco vezes mais rígida, dando mais suporte ao peso sendo arrastado sobre ela. Consequentemente, a força necessária para arrastar o trenó por sobre sua superfície cai pela metade. Há indícios históricos que sustentam a teoria. Uma pintu-
ra encontrada nas paredes da tumba do nomarca Djehutihotep, localizada na vila de Deir elBersha, na margem esquerda do rio Nilo, mostra uma pessoa derramando um vaso de água por sobre a areia. Logo atrás, mais de 170 homens arrastam um trenó com uma estátua em homenagem ao líder político. Alguns paralelepípedos empregados na construção das pirâmides do Egito chegam a ultrapassar a marca das quatro toneladas. Além de representarem um passo à frente na solução do mistério das pirâmides, os resultados da pesquisa podem ter aplicações práticas. Uso moderno Não há um entendimento completo sobre o comportamento de materiais granulares como a areia e o concreto. Os pesquisadores acreditam que os resultados do estudo podem contribuir para a eficiência do processamento desses materiais, que hoje corresponde a cerca de 10% do consumo de energia mundial.
Físicos da Universidade de Amsterdã recriaram a técnica utilizada para construir as pirâmides
Caderno C
Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
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Restaurantes recebem avaliação Dia a dia C4
Driblando a legalidade, ‘pirateiros’ dominam ruas
Atividade ilícita permanece como forma de sobrevivência em toda a capital. Poucos casos chegam à Justiça amazonense FOTOS: DIEGO JANATÃ
A prática da venda de CDs e DVDs piratas, apesar de ser ilegal, permanece forte nas ruas de Manaus, principalmente pela impunidade contra vendedores e compradores, que conhecem a infração IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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tendimento personalizado e garantia, com direito até a troca, caso o produto apresente qualquer tipo de problema. É oferecendo segurança e com um tratamento atencioso que há 10 anos Pedro* conquista e preserva clientes fiéis. Todos os dias, ele sai cedo de casa para montar a barraquinha em uma das ruas mais movimentadas do bairro Alvorada, Zona CentroOeste. Pedro é um dos muitos ambulantes que tem apostado no retorno garantido da venda de produtos piratas na capital amazonense. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), de 2013 até hoje, foram apreendidos mais de 10 toneladas de produtos pirateados diversos como eletroeletrônicos, DVDs, CDs e roupas em operações conjunta das polícias. Nas vésperas de feriado e nos fins de semana é que as vendas esquentam. Neste período, Pedro chega a comercializar mais de 100 CDs por dia. Ele se especializou na venda de lançamentos tanto do mercado musical como do audiovisual. Do sertanejo raiz, passando pelo
universitário, pagode, dance e até as novidades de cantores locais, que animam os forrós de Manaus, podem ser encontrados na banca dele. Expostos no “mostrador principal” se encontram os carros-chefes do negócio de Pedro. Todos os filmes que estão ou estiveram recentemente no cinema, como “Noé”, “Rio 2”, “Copa de Elite” e o recém-lançado “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” estão à disposição dos clientes pela bagatela de R$ 2. Na mesa, ficam os recém-saídos de cartaz. São filmes para todas as faixas etárias, com os mais diversos gêneros, incluindo animação para as crianças. Além dos filmes, a banca também oferece CDs de jogos para Playstation 2. Mas, se o intuito do cliente é focar nos estudos, Pedro dá “aquela forcinha” oferecendo CDs e DVDs com vasto conteúdo para concursos em nível estadual e nacional. Na década em que ocupa a calçada - bem a vista de todos - com a comercialização de material pirateado, Pedro disse que nunca teve o material apreendido e que nunca foi submetido a qualquer fiscalização. Ele vende cada CD a R$ 2 e ainda assegura que se houver qualquer problema de leitura, só é levar
de volta que a mercadoria pode ser trocada. “Não tem problema nenhum, porque os meus CDs são marcados. Pode trazer que eu troco, estou aqui todos os dias”, tranquilizou. Se mesmo com a garantia, o cliente tiver dúvidas, atencioso, Pedro tranquiliza e apela para o óbvio. “Se você for ao cinema, gasta uma fortuna. Paga uma entrada de R$ 20 e ainda tem pipoca e refrigerante. Se for com a namorada, fica mais caro ainda. Em casa fica mais barato e ainda dá para fazer um clima romântico”, sugeriu. Mas, se as dúvidas ainda persistirem, ele consegue ser ainda mais enfático. Segundo ele, filmes piratas no fim de semana podem ser uma boa terapia, sem bulir com o bolso. “Ficar esse fim de semana em casa, sem dinheiro, aí ‘bate’ aquela depressão, porque fica se lembrando das contas para pagar. Um filminho em casa vai bem. ‘Desestressa’”, prescreveu. Caso o cliente tenha interesse em assistir a um filme mais antigo, pode encomendar de um amigo dele, “proprietário” do espaço vizinho. Já se o interesse for por blu-ray, outros colegas ficaram responsáveis especificamente por isso. “Um lançamento de blu-ray pirata sai a R$ 20, R$ 30, depende. Mas o original custa uns R$ 120, então compensa”, calculou.
Comprador incentiva infração Os argumentos do vendedor para convencer os clientes a adquirir a mercadoria, estão na ponta da língua dos consumidores de produtos piratas. O baixo custo dos DVDs é o que atrai o administrador João Alves, 26. “Compro DVD pirata porque é mais barato. Os filmes novos demoram muito passar na TV e uma ida ao cinema dá uns R$ 50, no mínimo, é muito caro”, analisou. Quanto à qualidade do produto, Alves, reconheceu que
é baixa. Alguns CDs e DVDs vem arranhados ou mesmo trocados. “Já aconteceu de comprar um filme e ver outro. Mas o vendedor marca o DVD e qualquer problema a gente pode trocar”, disse. A advogada Marina Araújo, 37, também se rendeu à pechincha dos “pirateiros”. “O preço é muito em conta e tem muita facilidade. Além deles estarem em todos os locais, o DVD sai tão barato que torna fácil o descarte, a troca com os colegas. Não vale a pena
pagar tão caro num DVD ou blu-ray para assistir duas vezes. A não ser que você queria colecionar”, disse. Ela criticou os valores agregados aos filmes originais. “Pagar mais de R$ 100 num blu-ray é um absurdo. Eles deveriam ter um sistema de troca, ou quem sabe, você comprando uma unidade, a segunda vem mais barata”, sugeriu. Continua nas páginas C2 e C3 DIEGO JANATÃ
Os “pirateiros” usam todos os argumentos possíveis para atrair mais compradores
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Dia a dia
Atividade disfarça IVE RYLO E DENY CÂNCIO Equipe EM TEMPO
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comercialização de produtos piratas é uma realidade em toda a capital, de acordo com a delegada Maria Cristina Portugal, coordenadora da comissão de Implantação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “Se a concentração (de vendas) disser respeito a DVD e CD falsificados, infelizmente está disseminado pela cidade, por todos os bairros que tenham setor comercial. Isso vale também para roupas”, afirmou. Ela explicou que, de acordo com análise feita pela Polícia Civil, o perfil dos “pirateiros” revela uma pessoa comum que infelizmente acha que vender produto falsificado não é problema. Contudo, comercializar produtos piratas é crime de Violação de Direito Autoral previsto no Código Penal, nos parágrafos 1º, 2º e 3º do artigo 184, que tratam da reprodução e venda. Os ambulantes podem ser presos em flagrante caso seja percebida a conduta. Portugal explicou a atuação dos infratores que, em grande maioria, agem na informalidade do comércio ambulante, dificulta a localização e ação policial. “O que dificulta é a falta de informação, denúncia, pois quem adquire produto falsificado não avisa a polícia. E outra é justamente a forma como eles atuam: ou utilizam-se de lojas com alguns produtos verdadeiros ou na informalidade, tipo venda direta ao consumidor (ambulante)”, explicitou. Para coibir esse tipo de crime, a Polícia Civil, por meio dos Distritos Integrados de Polícia (DIPs), da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e Seccional realiza constantes operações na capital. “Podemos citar a operação realizada pela Seccional Sul, cuja investigação foi feita pelo DRCO. Nela foram presos não somente as pessoas que vendiam, mas alguns que produziam, transportavam e distribuíam os produtos falsificados. Acho que foi a maior operação neste sentido no Amazonas. Foi excelente”, lembrou. Reflexo O juiz da 8ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Ama-
zonas (TJAM), Carlos Zamith de Oliveira Júnior, aponta que o comércio de produtos falsificados no Amazonas, é o reflexo dos problemas sociais e da desigualdade no país. O magistrado declara que no período de 2006 a 2013 a vara sentenciou quatro casos relacionados ao crime de violação de direitos autorais. A pirataria se enquadra no artigo 184 do Código Penal, determinando que a violação dos direitos autorais consiste na prática de reproduzir, por qualquer meio, obra intelectual, em parte ou todo, para o comércio ou distribuição sem autorização do autor do produto. O juiz Carlos Zamith declara que o combate desta ilegalidade tem o entrave no método que a repreensão civil utiliza no Estado, pois o ataque tem sido aos comerciantes informais, a parte fraca desta cadeia criminosa. “Normalmente atuase em cima do vendedor. A Polícia Civil tem o poder de reprimir os comércios piratas e principalmente atacar os contraventores”, diz. Embora a população esteja massivamente ciente de que a reprodução, comercialização e distribuição de produções audiovisuais sem permissão do autor seja crime, o que contribui para o crescimento da pirataria, segundo Zamith, é o problema social decorrente da falta de oportunidade. “O cidadão, que vai para esse caminho, não vai porque quer ser criminoso. No campo sociológico, este é o reflexo da desigualdade social do nosso país, onde não há empregos decentes a todos’’, declara. De acordo com o magistrado, do número de processos recebidos no TJAM, apenas 10% referem–se à violação de direitos autorais, pois a maioria dos casos estão relacionados a roubo e estelionato. “Tanto é que nos sentimos muito constrangidos em condenar o camelô que está vendendo o DVD ou CD pirata, que devido à questão social escolhe comercializar produtos ilegais. No período de 2006 até o ano passado, demos quatro sentenças, dentre essas uma condenação. Tivemos um caso interessante, do dirigente de uma fábrica no Distrito Industiral, que teria falsificado o manual de instrução da marca Canon, e a própria marca entrou com uma ação”, relembra.
IONE MORENO
Parece impossível frear a pirataria, uma vez que não há registro de punição exemplar e poucas denúncias
Na 8ª Vara Criminal, o juiz Carlos Zamith só sentenciou quatro processos relacionados à pirataria, em um prazo de 7 anos
Um crime que provoca simpatia Segundo Zamith, dos quatro casos registrados não houve reincidência, os réus eram primários e receberam como aplicação punitiva a medida alternativa, e abandonaram a prática ilegal. “Creio que essas pessoas colaboram com a Justiça. Pelo fato de passar pelo constrangimento de justificar seu sustento com vendas de produtos ilegais, ao responderem o processo, elas não voltam a agir ilegamente”, analisa. “Friso que se torna cons-
trangedor punir esses que estão na ponta. As pessoas que infringem o artigo, observamos, são pessoas de boa índole. Por isso que a polícia e ações de combates devem ser centralizadas com a atenção naquele que produz e distribui, nos cabeças. Não vale a pena mandar um cidadão à cadeia por fato tão pequeno, e ainda como primeiro réu”, observa. A pirataria se apresenta de forma sutil. Distribui-se como lembrança CDs reproduzidos para convida-
dos em festas, ou baixa-se da internet músicas e obras para oferecer a outros. Essas “gentilezas” são práticas ilegais. “Mesmo que não esteja sendo comercializado e sem a intenção de lucro, o artigo é claro ao condenar a prática. Há o ganho da simpatia e admiração dos presenteados. O crime atua também no meio virtual, mas fazer download de obras para fim pessoal não é crime. Torna-se quando há o compartilhamento”, explica o juiz.
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RICARDO OLIVEIRA
ada de necessidade
“Pirateiros” em ação: produtos que viram brindes
Batalhas por todas as frentes Outro viés no combate à pirataria é o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), imbuído de centralizar a arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução musical pública. A instituição privada, sem fins lucrativos, foi instituída pela lei 5.988/73 e mantida pelas leis federais 9.610/98 e 12.853/13, e mantém uma verdadeira briga com salões de festas e eventos. “O Ecad quer cobrar. Em tese, em eventos, nestas distribuições não há lucros, mas os compositores e autores têm seus direitos autorais em suas obras”, comenta o magistrado Carlos Zamith. Sem medo A vendedora de DVDs piratas Ana, 29 (nome fictício), há 3 anos colabora com a renda familiar obtida com a venda informal diária. A camelô diz não ter medo de ser presa ou processada pela Justiça. “Já passei por duas apreensões da polícia, quando levaram toda a mercadoria. Recuperei os produtos e retomei as vendas. É assim que sustento minha família”, disse. Ana justifica sua persistência no comércio ile-
gal e afirma ter muitos concorrentes na mesma avenida, que apelam para preço baixo e promoções para se sobressaírem dos demais ambulantes. “Cada unidade custa R$ 2 e tem a promoção de três filmes por R$ 5. Consigo lucro, ainda sendo revendedora. Compro do fornecedor a R$ 0,80 a unidade”, revela, mas sem querer identificar seu “fornecedor”. Pena De acordo com o artigo 184 do Código Penal Brasileiro (CPB), é prevista a reclusão de 2 a 4 anos mais multa, para quem reproduzir total ou parcialmente, com intuito de lucro direto ou indireto, obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, artista, intérprete, produtor ou de quem os represente. A pena é a mesma para quem, visando lucro, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no país, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor o representante. A ausência de uma repreensão eficiente ao comércio de produtos piratas incentiva sua proliferação
DIEGO JANATÃ
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Dia a dia
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Seis são denunciados por assassinatos em Humaitá dos seis denunciados que já estão presos e solicitou ainda a instauração de um novo inquérito para apurar a participação de mais pessoas no crime. A ação aguarda recebimento na Justiça Federal e tramita sob segredo de Justiça. Proteção de direitos Desde as primeiras movimentações a respeito do caso agora denunciado, o MPF/AM atuou na esfera cível para garantir a segurança do povo indígena Tenharim e repudiar atos discriminatórios e ofensivos aos indígenas da etnia. Logo após os protestos que provocaram destruição de prédios e bens públicos ligados aos povos indígenas e também de benfeitorias existentes na terra indígena, promovidos pela população de Humaitá em função da notícia de desaparecimento das vítimas, o MPF recorreu à Justiça para garantir proteção à terra indígena e obteve decisão favorável. A medida visava garantir a permanência do povo Tenharim em suas terras com segurança. Com base em informações de que faltam alimentos e me-
dicamentos nas comunidades da terra indígena TenharimMarmelos, em razão do temor de se deslocarem até a sede de Humaitá durante o período de tensão, o MPF também recomendou aos Municípios de Humaitá e Manicoré, ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Porto Velho e à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) que buscassem articulação junto à Fundação Nacional do Índio (Funai) para providenciar atendimento médico e fornecimento de medicamentos na terra indígena, além da prestação de apoio material com recursos básicos à sobrevivência do povo indígena. O MPF/AM também expediu recomendação para garantir o acesso à educação aos índios dos municípios de Humaitá e Manicoré. O documento se refere a indígenas de várias etnias, incluindo os Tenharim, e abrange os vários níveis da educação, desde o ensino fundamental até o nível superior. A recomendação objetivou garantir o funcionamento das escolas indígenas nas aldeias e a frequência às aulas dos índios matriculados. A medida foi acatada pelas instituições.
IONE MORENO
JAPIIM
O incêndio foi iniciado provavelmente por causa de brincadeira de crianças com fogo
Brincadeira com fogo destroi casa GLÁURIA SOBREIRA Equipe do AGORA
Um incêndio de grandes proporções destruiu uma casa de madeira no beco São Luiz, rua Polivalente, bairro Japiim 1, Zona Sul da cidade, por volta das 7h30 de ontem (30). Ninguém ficou ferido. Na hora do ocorrido estavam na casa Luana de Assunção, 14, e duas crianças - uma de 5 e a outra de 3 anos. Segundo a jovem, tudo foi muito rápido, as duas crianças brincavam no quarto da mãe sozinhas, e ela estava no seu quarto, quando o incêndio começou. Ela acredita que elas brincavam com fogo. “Chamei minha cunhada, que pegou as crianças e saiu da casa. Queimou tudo. Só fiquei com a roupa do corpo”, lamentou. Duas viaturas de combate a incêndio do Corpo de Bombeiros e uma oficial de área fizeram o rescaldo do local. Foram utilizados 8 mil
litros de água. Os proprietários da casa, o soldador Francisco Cardoso da Silva, 57, e a esposa Bernarda de Assunção Silva, 56, cuidadora de idosos, não estavam na hora do incêndio. Na casa de
PERIGO
Segundo a adolescente que estava na casa, provavelmente as duas crianças estavam brincando com fogo quando o incêndio começou. Vários pintos de uma criação de aves morreram queimados seis cômodos moravam oito pessoas, quatro adultos e quatro crianças. Bernarda contou que soube do ocorrido por meio de uma ligação da nora e da neta. Ela acha que neta achou um isqueiro no
quarto e quando a filha dela percebeu, a rede já estava em chamas. “A minha filha quando viu tentou apagar sozinha, em vez de chamar os vizinhos. Foi quando o fogo alastrou. É perda de muitos anos de trabalho. Você luta para construir e de repente acaba tudo, você fica muito chocado. Minha casa era velha, mas tinha tudo de bom nela”, lamenta. A família ainda não sabe mensurar o prejuízo material, pois além de ser cuidadora de idosos, Bernarda também tinha produtos de perfumaria, além de joias para revenda. Ela revelou que não sabia onde iam ficar, pois os documentos foram queimados, assim como roupas, eletrodomésticos e móveis. No local, a família criava pintos, patos e galos. Morreram quase todos os pintos queimados. As causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil.
Caso provocou uma onda de violência em Humaitá em dezembro de 2013, após desaparecimentos
PROJETO
EDUCAÇÃO DIVULGAÇÃO
O
Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) denunciou seis pessoas pelos assassinatos de Luciano da Conceição Ferreira Freira, Aldeney Ribeiro Salvador e Stef Pinheiro de Souza, em dezembro de 2013, no interior da terra indígena Tenharim-Marmelos, localizada no município de Humaitá, sul do Amazonas. De acordo com a ação penal entregue ontem à Justiça Federal, os seis denunciados vão responder por triplo homicídio duplamente qualificado e quatro deles também serão julgados por ocultação de cadáver. Todos são indígenas da etnia Tenharim. As investigações concluíram que as vítimas foram assassinadas a tiros no dia 16 de dezembro de 2013, ainda dentro do veículo no qual seguiam em viagem pela rodovia Transamazônica (BR230) rumo ao município de Apuí. Os corpos foram ocultados por parte dos denunciados e só foram encontrados no dia 3 de fevereiro. O MPF/AM pediu a manutenção da prisão preventiva durante toda a tramitação do processo para cinco
DIVULGAÇÃO
Indígenas Tenharim são acusados das mortes de Luciano Freire, Aldeney Salvador e Stef de Souza, em dezembro de 2013
Flanelinhas realizam protesto Mais de 200 flanelinhas fizeram uma manifestação ontem pela manhã, para buscar informações sobre o Projeto de Emenda 131/2014, do vereador Ednailson Rozenha (PSDB), que proíbe a atuação dos guardadores de carros em locais públicos, ficando a atividade restrita apenas a áreas privadas e expressamente autorizadas pelos proprietários. A proposta altera a lei 094/2003, que regulamenta a atividade em qualquer logradouro público da cidade. “Infelizmente, tenho ciência de que minha proposta não agradará a todos, mas tenho consciência que a maioria da população de Manaus será beneficiada com o fim da prática de extorsão por pessoas que se intitulam donos das ruas”, declarou o vereador. Rozenha disse ainda que não é contra a atividade de guardador de carro, mas condenas abusos de quem atua em locais públicos. O presidente da Associação dos Guardadores e Lavadores de Veículos Automotores do Amazonas (Aglavan), Henrique Santos, afirmou que os flanelinhas são contra a emenda, mas reconheceu que os profissionais precisam buscar alternativas legais para se manterem em atividade.
Manifestantes ocuparam Paço da Liberdade, no Centro
Professores fazem passeata cobrando plano de cargos Cerca de 5 mil professores das redes municipal e estadual de ensino fizeram manifestação na manhã de ontem. Os pontos de partida foram as praças do Congresso e Heliodoro Balbi (Praça da Polícia), Centro, de onde seguiram em caminhada rumo ao Paço da Liberdade (antiga praça da prefeitura). A principal reivindicação dos educadores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) é a revisão imediata do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), atrasado há quatro meses. Já os professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) cobram a data-base da categoria que está atrasada há dois meses. Após uma reunião realizada ontem com subsecretário da Semed, Luís Fabian, e representantes da Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom) e outros movimentos de
base da categoria chegou ao fim a paralisação dos professores municipais. De acordo com o coordenador de eventos da Asprom, João de Oliveira, 44, o subsecretario da Semed garantiu que no máximo até dia 20 de maio, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, irá conversar com a categoria. Na Seduc, o secretário de governo e titular da Casa Civil, Raul Zaidan, garantiu junto à comissão da Asprom e movimentos organizados uma conversa com o governador José Melo até o fim desta semana. Reivindicações A Semed informou ainda que está em negociação com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). Sobre a data-base dos professores, o responsável pelas finanças da prefeitura de Manaus está estudando a melhor proposta possível para a categoria. (GS)
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Projeto sobre carb Trabalho sobre o carbono florestal termina após 4 anos, mas Inpa dará continuidade a estudos avançados
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pós 4 anos de execução, o Projeto Dinâmica de Carbono da Floresta Amazônica (Cadaf, sigla em inglês) chega ao fim com o compromisso do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) de dar continuidade aos estudos sobre o carbono florestal iniciados em 1998. Os investimentos da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) com o Cadaf reforçaram e impulsionaram essas pesquisas. Organizado pelo laboratório de manejo florestal do instituto, o seminário de encerramento do Cadaf aconteceu durante a semana passada e reuniu pesquisadores brasileiros e japoneses, além de estudantes e interessados no tema mudanças climáticas, no auditório da ciência do Inpa. “Do ponto de vista técnico e científico, o projeto Cadaf cumpriu com o que foi planejado e fez um bom trabalho. Podemos atribuir sucesso absoluto com a execução desse projeto e com produtos realizáveis”, diz o pesquisador do Inpa e coordenador do projeto Cadaf no Brasil, Niro Higuchi. O projeto Cadaf foi resultado de um acordo bilateral internacional entre o Brasil e o Japão desde 2010 com o objetivo de desenvolver técnicas de avaliação, em larga escala, da dinâmica do
carbono na Floresta Amazônica, produzindo informações que consolidaram, dentre outros resultados: um sistema de Inventário Florestal Contínuo (IFC), para monitorar o carbono florestal da Amazônia Central; a identificação de uma relação entre tipos florestais e a dinâmica do carbono em florestas maduras e manejadas; e a elaboração de um mapa de carbono florestal utilizando dados dos Inventários Florestais Contínuos e de senso-
IMPORTÂNCIA
O estoque do carbono florestal é importante para conseguir amenizar o impacto das mudanças climáticas, sendo que a floresta já possui uma grande quantidade de carbono armazenada nas árvores riamento remoto. O projeto contou com a parceria institucional que envolveu o Inpa, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto de Pesquisas de Florestas e Produtos Florestais do Japão (FFPRI) e a Universidade de Tóquio. De acordo com Higuchi, não basta ter bons produtos, é preciso compartilhar e refletir sobre
o que foi discutido e produzido. “Temos aqui uma grande oportunidade que pode ter consequências importantes para esse mecanismo que queremos para a Amazônia, que é a implantação do projeto REDD+”, explica Niro Higuchi. REDD+ é a sigla para Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal. Carbono florestal O pesquisador Adriano Nogueira, um dos integrantes do projeto Cadaf, explica que o estoque de carbono florestal é importante para conseguir amenizar o impacto das mudanças climáticas, sendo que a floresta já possui uma grande quantidade de carbono armazenada nas árvores. De acordo com ele, a floresta executa o processo de fotossíntese e respiração. Na fotossíntese, a planta capta o carbono (CO2) e libera o oxigênio. A floresta, ao ser desmatada, libera para a atmosfera todo esse carbono florestal estocado, o que é prejudicial para o meio ambiente com o aumento das emissões de gases de efeito estufa. “Dentro desse contexto, a floresta é importante, não é que isso vá resolver o problema do planeta, mas vai manter e aumentar o tempo de incidência de carbono estocado na floresta”, ressalta o pesquisador.
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AGÊNCIA ENVOLVERDE/REPRODUÇÃO
bono chega ao final
Vista aérea da Floresta Amazônica: importante fator de equilíbrio
O exemplo que vem do Juma O superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana, apresentou a experiência do projeto REDD na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, no município de Novo Aripuanã (a 227,78 quilômetros de Manaus) - primeiro projeto no Brasil, em 2008, a ter um processo de validação de sua metodologia. Segundo ele, os resultados no Juma são expressivos, como a redução do nível de desmatamento mensurado por diferentes imagens de satélite por organismos nacionais (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia - Imazon) e internacionais (Centro para Pesquisa Florestal Internacional – Cifor, sigla em inglês). Segundo Viana, o projeto proporcionou um impacto positivo com o acesso à educação de cerca de 200 alunos no ensino fundamental e médio; além de investimentos, em geração de renda, permitindo um aumento na renda dos moradores da RDS do Juma e um nível de participação elevado das comunidades em todas as etapas no processo de decisão. Para Virgílio Viana, esse conjunto de resultados apon-
ta para uma série de lições aprendidas, com o projeto. “É possível implantar um projeto de REDD numa escala como a do Juma, numa área de 589 mil hectares e trazer benefícios para aqueles que conservam a floresta”, diz. Segundo Viana, o Juma realiza um mecanismo de doação condicionada de carbono florestal, o que significa que no mercado voluntário é permitido a uma instituição contabilizar a compensação de suas emissões de gases de efeito estufa. Ele cita como exemplo a editora Abril, que realizou por 2 anos seguidos, em 2012 e 2013, a compensação de suas emissões de gases de efeito estufa com a FAS em aproximadamente 46 mil toneladas de carbono florestal. Projeto Juma O projeto REDD no Juma visa conter o desmatamento e suas respectivas emissões de gases de efeito estufa em uma área sujeita à grande pressão de uso da terra no Estado do Amazonas. A RDS do Juma foi criada em uma área de 589.612 hectares de floresta amazônica, localizada nas cercanias da rodovia BR-319. Desmatamento na região da reserva do Juma, em Novo Aripuanã, teve redução expressiva
INSTITUTO AMAZÔNIA/REPRODUÇÃO
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Ribeirinho ganha acesso ao programa do governo A
União está proibida de impor obstáculos à implantação do programa Luz Para Todos, do governo federal, nas comunidades São Francisco do Mainã, Jatuarana e Santa Luzia do Tiririca, localizadas à margem esquerda do rio Amazonas, próximas à região do Puraquequara, em Manaus. É o que determina sentença judicial favorável aos pedidos do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), em ação civil pública, que tramita na Justiça Federal desde 2012. Conforme inquérito civil público que resultou na ação do MPF, o Exército vinha criando obstáculos à implantação do programa nas comunidades sob a alegação de que pretende realizar treinamentos de guerra no local, causando prejuízos aos moradores. A apuração mostrou ainda que, em outras comunidades tradicionais da mesma região, o Exército só não tentou impedir a instalação da luz, porque os moradores aceitaram assinar um documento de concessão de direito real de uso, em termos apresentados de maneira unilateral. Na sentença, a juíza fede-
ral Jaiza Maria Pinto Fraxe ressaltou que a realização de cursos de guerra na selva, com troca de tiros em área próxima às comunidades tradicionais, precisa ser revista. “O fato de a União utilizar uma área da Amazônia, próxima às localidades sub judice, para promover cursos de guerra na selva não possui o condão de transformar a região discutida em área de interesse para a Segurança Nacional, menos ainda de modo a proibir a chegada do programa Luz para Todos, já deferido e custeado pelo governo federal”, ressalta um trecho da sentença. A ação do MPF/AM destacou que as comunidades se enquadram nos requisitos necessários para a inclusão no programa federal como a existência de escolas e postos de saúde, conforme previsto no decreto nº 7.520/2011, que estabelece as diretrizes e aponta os beneficiários do programa. A área, onde as comunidades habitam há mais de 50 anos, foi doada pelo Estado à União, sem o conhecimento da população tradicional residente, para a instalação do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) em 1970, por meio da lei estadual nº 939/1970.
ELETROBRAS AM. ENERGIA/DIVULGAÇÃO
Comunidades situadas em área militar não terão mais obstáculos para implementação do Luz para Todos, da União
Com a decisão da Justiça federal, o Exército não poderá mais impedir a implantação do programa em comunidades na sua área
Diálogo permite regularização fundiária Em paralelo ao trâmite da ação na Justiça, houve a regularização fundiária de boa parte das áreas das comunidades, após um processo de diálogo, que corrigiu a tentativa de imposição de assinatura de um documento a qualquer custo. Segundo o procurador
da República Julio José Araújo Júnior, autor da ação, existem ainda algumas áreas que não foram regularizadas e também tem o mesmo direito, conforme reconheceu a sentença. Atualmente já estão sendo realizadas as obras na comunidade Jatuarana pela Amazo-
nas Energia, que foi informada da decisão. A multa aplicada na sentença é de R$ 50 mil por dia e/ou ato de descumprimento. Cabe recurso da sentença. Desde 2004, um inquérito civil público conduzido pelo MPF/AM apura a existência de conflitos na região, no lago
do Puraquequara, envolvendo cinco comunidades tradicionais. Em 2009, os conflitos se agravaram por conta de uma tentativa de retirar os comunitários da área. O MPF/ AM atuou para impedir o desrespeito aos direitos desses povos tradicionais.
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opiniao@emtempo.com.br
(92) 3090-1010
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A arte de outro mundo de Vânia Mignone
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Resistência dos materiais
E outras 9 indicações culturais. Pág. 2
O minimalismo de Carl Andre segue firme. Pág. 3
O cartum como forma de combate
A política pelo humor na obra de Fortuna e Claudius. Págs. 4 e 5
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Os rumores da rede e o barulho das ruas
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Do arquivo de Odilon Wagner
Diário de Pequim. Pág. 6
São Paulo, 1972. Pág. 7
Capa ilustração de
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Ilustríssima Semana
O MELHOR DA CULTURA EM 10 INDICAÇÕES
BRASILEIRO
LIVRO | PAULO ARANTES O professor aposentado de filosofia da USP lança amanhã, às 19h, “O Novo Tempo do Mundo”, com ensaios que tratam de temas como os protestos de junho e as UPPs cariocas. Haverá debate com Jorge Grespan e Silvia Viana. Boitempo | R$ 52 | 464 págs. | Livraria Martins Fontes Paulista | tel. (11) 2167-9900
EDOUARD FRAIPONT/DIVULGAÇÃO
LIVRO | GRACILIANO RAMOS O lançamento do livro Cangaços, antologia de textos do escritor alagoano, terá batepapo com os organizadores do volume, Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla, e o editor da Ilustríssima, Cassiano Elek Machado. Record | R$ 35 | 240 págs. | Livraria da Vila Fradique | tel. (11) 3814-5811 | quinta (8), às 19h
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‘Sem Título’ (acrílica sobre madeira, 2013) DIVULGAÇÃO/IWAJLA KLINKE
LIVRO | HISTÓRIA DO BRASIL NAÇÃO “Modernização, Ditadura e Democracia: 1964-2010”, é o quinto e último livro da coleção dirigida por Lilia Moritz Schwarcz. Com lançamento nesta semana, o volume percorre os anos entre o golpe militar e a eleição de Dilma Rousseff. Objetiva | R$ 49,90 | 23 págs. | Instituto Tomie Ohtake | tel. (11) 2245-1900 | quarta (7), às 19h30
CINEMA E MÚSICA | IN-EDIT A “Ilustríssima” fez três perguntas ao cineasta holandês Frank Scheffer, homenageado deste ano do festival dedicado a documentários sobre música. O autor de filmes sobre Mahler, Varèse, John Cage e Frank Zappa, entre outros, participa de debate e palestra. Programação em: in-edit-brasil.com Folha - O que Zappa, Mahler e Cage têm em comum? Frank Scheffer - Eles são todos compositores honestos, que souberam falar à sua maneira sobre seus corações e mentes. Mas também são diferentes. Mahler tinha o século 19 em seus ombros, Cage é o padrinho da América moderna, já Zappa era do mundo do rock, mas com uma experiência acadêmica.
EXPOSIÇÃO | IWAJLA KLINKE A artista alemã mostra o resultado de suas expedições, em 2013, pela Europa, Canadá e Brasil. Suas fotografias, que misturam artificial e natural, humano e animal, discutem a questão de gênero. Transarte | tel. (11) 3142-9975 | de ter. a sex., das 13h às 20h; sáb., das 13h às 17h | grátis | até 11/6
PSICANÁLISE | JORNADA LACAN A sétima edição do encontro reúne psicanalistas latino-americanos e busca valorizar o ensino de Lacan na formação e prática da psicanálise. A conferência de abertura será de Patrick Guyomard, antigo aluno de Lacan em Paris e membro da Société de Psychanalyse Freudienne, que considera o francês como um dos leitores de Freud. Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo | tel. (11) 2125-3777 | sex. (9), a partir das 15h, e sáb. (10), a partir das 9h | de R$ 100 a R$ 200 | sbpsp.org.br
EXPOSIÇÃO | VÂNIA MIGNONE A mostra apresenta 58 trabalhos da pintora nascida em Campinas (SP) que costuma misturar, em suas peças, cores fortes, figuras e frases. Em texto de apresentação, a curadora Ana Magalhães escreve que os personagens de Mignone parecem “tirados de outdoors publicitários, cenas de filmes ou do circo”, ao mesmo tempo que “habitam outro mundo, de palavras não ditas, episódios interrompidos, como pequenos enigmas cotidianos”. MAC USP Nova Sede | tel. (11) 2648-0254 ter., das 10h às 21h; de qua. a dom., das 10h às 18h grátis | até 30/11
E como os descobriu? Eu tinha 13 anos e ganhei um disco da banda holandesa Ekseption no Natal. Mas cansei dele após algumas semanas e troquei-o com alguém que tinha comprado “We’re Only in It for the Money”, de Frank Zappa, e achou que não era bom. Ouvi a música, li o texto do disco, e aquilo disparou algo em mim.
‘Sem Título’ (2010)
ESTRANGEIRO
O que tem ouvido agora? Minha mulher e eu tivemos um bebê, que tem seis meses agora, então estamos tocando bastante raga [estilo de música indiano] porque acalma, e Bach, é claro. Devo trabalhar com raga no futuro. (Úrsula Passos)
POP
ERUDITO
EXPOSIÇÃO | HÉLIO OITICICA Os irmãos Andreas e Thomas Valentin esperam desde 1974 para exibir a obra “Call me Helium”, idealizada com Oiticica. O balão vermelho será alçado hoje na praia de Ipanema e, no sábado (10), na praça dos Correios, no centro do Rio. O trabalho é baseado em uma frase de Jimi Hendrix, que dizia: “Quando as coisas estiverem pesadas demais, chamem-me de hélio, que é o gás mais leve que existe”. Além da intervenção, a exposição apresenta um panorama do período em que o criador dos parangolés viveu em Nova York. Centro Cultural Correios | tel. (21) 2253-1580 | de ter. a dom., das 12h às 19h | grátis até 13/7
TEATRO | BECKETT 1 Rubens Rusche traduziu e dirige “Oh Os Belos Dias”, peça escrita em 1961 pelo autor irlandês (190689) em que uma mulher, Winnie, apesar de parcialmente enterrada, continua a realizar suas tarefas e a falar com seu marido. As primeiras apresentações do texto ocorreram em 1963, no Teatro do Odéon, em Paris, com a atriz francesa Madeleine Renaud. Sesc Santana | tel. (11) 29718700 sex. e sáb., às 21h; dom., às 18h R$ 25 | até 18/5 LIVRO | BECKETT 2 O diretor teatral e professor da UFBA Luiz Marfuz explora, em “Beckett e a Implosão da Cena - Poética Teatral e Estratégias de Encenação”, as diferentes possibilidades nas montagens de peças do dramaturgo, Nobel de Literatura em 1969. Para tanto, ele recolheu depoimentos de diretores, pesquisadores e considerou o próprio Beckett em seus trabalhos como encenador. Perspectiva | R$ 53 | 248 págs.
Folha.com
Ilustríssimos desta edição
MADE IN CHINA Veja imagens de trabalhos dos DIVULGAÇÃO
ALVARO COSTA E SILVA, o Marechal, 51, é jornalista. MARCELO NINIO, 48, é correspondente da Folha em Pequim. ODILON WAGNER, 59, é ator, dramaturgo e diretor. Dirige “A Última Sessão”, peça com Laura Cardoso, Nívea Maria e Etty Fraser, que está em cartaz no teatro Shopping Frei Caneca, em São Paulo, até 25/5. REGINALDO JOSÉ DE AZEVEDO FORTUNA (1931-94), cartunista, caricaturista e jornalista maranhense, foi um dos fundadores do “Pasquim”, em 1969, ao lado de nomes como Millôr, Ziraldo e Jaguar. SILAS MARTÍ, 29, é repórter da Folha.
irmãos Zhen e Qiang Gao, artistas chineses que desafiam a censura do regime de seu país nas artes e redes sociais FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Confira a atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha >>folha.com/ilustrissima
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Artes Plásticas
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Volume máximo Minimalista Carl Andre volta à cena nos EUA
RESUMO Afastado do convívio com o mundo da arte desde a morte trágica de sua mulher em 1985, o escultor Carl Andre segue sendo um expoente do minimalismo americano. Sua obra está de volta à cena com sua primeira retrospectiva nos EUA, centrada não só em suas conhecidas esculturas metálicas como também em seus poemas.
SILAS MARTÍ
Não espanta que Carl Andre, antes de se tornar o escultor minimalista famoso por cobrir o chão dos museus com placas de metal, tenha trabalhado organizando composições ferroviárias na companhia de trens da Pensilvânia, no nordeste dos Estados Unidos. No começo dos anos 1960, seu trabalho era encadear os vagões de carga, unidades quase sempre iguais e intercambiáveis, para evitar desastres sobre os trilhos. Sua Quincy natal, uma cidadezinha portuária no Estado americano de Massachusetts, também tinha algo dessa aspereza metálica. Numa busca rápida, as primeiras imagens que surgem do lugar mostram vigas de aço empilhadas no porto e operários construindo navios à beira de um oceano sem fim. Essa natureza industrial, de sequências que parecem se propagar ao infinito, depois se tornaria marca da produção plástica de Carl Andre. Do mesmo modo que os materiais usados na sua escultura, como o cobre, parecem ter sido surrupiados do universo das locomotivas e cargueiros. Nessa pegada, Andre se firmou no panteão dos artistas machões que marcaram o minimalismo norte-americano – dos macacões jeans (que usava à beira dos trilhos e adotou como uniforme para toda a vida) à crueza de suas esculturas. Contudo, por causa de um episódio trágico, o artista caiu no ostracismo há quase duas décadas, fazendo um silêncio tão agudo quanto o de suas peças. No dia 8 de setembro de 1985, sua terceira mulher, a artista cubana Ana Mendieta, despencou da janela do 34º andar do apartamento onde ele vive até hoje em Manhattan, Nova York. Testemunhas à época diziam ter ouvido gritos antes da queda. Ao atendente do 911, número telefônico para emergências nos EUA, Andre confirmou que houve uma dis-
cussão e que Mendieta caiu lá de cima muito exaltada, mas à polícia disse que ela havia ido dormir sozinha e que ele só notara mais tarde a ausência da mulher e a janela aberta. Ele chegou a ser preso por suspeita de homicídio, julgado e depois absolvido da acusação. Desde então, Andre evita o mundo da arte e passa quase o tempo todo trancado em casa. Muitos de seus amigos de longa data cortaram relações com ele. E sua obra, que ele adora dizer que “não significa porcaria nenhuma”, vem ganhando uma aura cada vez mais enigmática, embora seja, nas palavras dele, sempre aquilo que é – placas de metal são placas de metal e tijolos são tijolos. “Meu trabalho não tem nada a ver com ideias, tem a ver com matéria. Sou um escultor, e esculturas são objetos materiais em três dimensões. Estou mais interessado nas qualidades de um material do que nos contornos da Vênus de Milo”, diz ele à Folha. “Desde o minimalismo, eu não lido mais com arte. Digo às pessoas que já me aposentei. Continuei fazendo exposições de um modo consistente por muito tempo, mas depois fui largando tudo”.
RECEPÇÃO
O artista teve até hoje acolhida mais calorosa na Europa do que nos EUA, seja pelo gosto dos colecionadores, seja pela distância do escândalo quanto à morte de sua mulher
Retomada No caso, é o mundo da arte que vem se apoderando agora da obra do recluso Andre. Mesmo que ele seja indiferente a tudo, uma redescoberta de seu trabalho está em curso desde o ano passado, quando Massimiliano Gioni, o curador do New Museum, em Nova York, levou diários, poemas e outros objetos pessoais do artista para uma das salas da Bienal de Veneza que organizou. Na mesma cidade italiana, um remake de “Quando Atitudes se Tornam Forma”, a clássica mostra organizada nos anos 1960 em Berna pelo curador suíço Harald Szeemann, levou suas placas de cobre à Fundação Prada, causando um misto de espanto e saudosismo no “jet set” da arte que passava por ali. A partir de amanhã, em Nova York, o Dia: Beacon, o famoso museu de arte contemporânea ao norte da cidade, fará a maior mostra já dedicada a Andre desde 1970, com 50 esculturas e mais de 200 poemas escritos pelo artista. “Sculpture as Place” será a maior retrospectiva de sua obra e a primeira mostra a rever todas as fases de sua carreira em solo norte-americano. Isso porque Andre teve
até hoje acolhida muito mais calorosa na Europa do que nos EUA, seja pelo gosto dos colecionadores europeus, seja pela distância do escândalo da morte de sua mulher. “Meu trabalho sempre foi comprado na Europa, começou a ser colecionado por lá e teve seu valor reconhecido lá primeiro”, conta Andre. “Foi só depois que comecei a fazer mais mostras nos Estados Unidos. Os europeus são capazes de maiores aventuras intelectuais do que os americanos. Americanos só assistem à televisão. Se algo não passa na TV, eles não acreditam”. Então pergunto como ele se sente de volta aos holofotes do mundo da arte. “Essas coisas vêm em ondas, é como a moda”, diz ele. “Não tenho nada a ver com nada disso. Concordei com que fizessem essa exposição agora impondo uma única condição, que é me deixar livre de qualquer responsabilidade pela mostra. Não quero nenhum contato com a coisa, e acho que eles também preferem que eu nem entre no meio”. Invenção De certa forma, essa atitude um tanto apática lembra as circunstâncias da primeira mostra individual que fez na vida, em 1965. Nada estava planejado, e ele foi chamado às pressas para substituir com suas obras uma exposição que havia sido cancelada na galeria Tibor de Nagy, em Nova York. Um de seus amigos sugeriu que a galeria mostrasse as obras dele e, em menos de duas semanas, Andre teve de inventar uma série de esculturas. Havia só um detalhe curioso. Como a galeria na rua 57 ocupava um antigo sobrado, com um piso que não aguentaria as peças de metal e madeira que Andre vinha fazendo até então, a solução foi criar uma série de vigas de isopor, imitando madeira. “Não importava o que eu fizesse, só tinha de ser leve”, lembra o artista. “O isopor me dava um grande volume mesmo com uma carga muito pequena, para que a galeria não afundasse e destruísse o salão de beleza no andar de baixo”. Embora menos impactantes que suas peças de metal, as vigas de isopor de Andre não destoavam do discurso do artista. “Era preciso reagir às circunstâncias, superar os limites criando esculturas adequadas ao contexto”, resume Andre. “Nunca começo com um desenho para ser executado em algum lugar. Vou ao lugar sem nenhuma ideia predeterminada e vejo que desejo surge naquele lugar, é um processo dialético. Acredito que toda obra de arte começa com um desejo, não com uma ideia”. É dessa forma que o artista justifica sua série de esculturas mais célebres, os quadrados de cobre que podem cobrir toda a extensão de uma sala ou serem alinhados para configurar uma trilha só limitada pelo número de placas disponíveis para a
composição. “Tinha o desejo de experimentar isso, que era algo que eu nunca havia feito”, conta o artista. “Quando cobri o chão da galeria com essas placas, todo mundo achou bizarro, fora de série, mas hoje tornou-se um clássico do minimalismo. Além do mais, mostra como a história distorce tudo. Ninguém levava isso a sério quando eu comecei, e nenhuma escola de arte sonhava em ensinar algo assim. Diziam só aquilo que não se podia fazer, enquanto hoje qualquer um ensina esse tipo de coisa”. Fama Esse tipo de coisa, aliás, ainda nos anos 1960, ganhou tal fama que chamou a atenção de Harald Szeemann. O suíço então levou as placas de cobre de Andre para uma mostra no Kunsthalle de Berna. Era o início da consagração de uma vanguarda – embora em 1969, quando o curador expôs a obra de Andre ao lado de peças dos hoje clássicos Joseph Beuys, Bruce Nauman, Sol LeWitt, Walter De Maria, entre outros, tudo parecia fora da ordem plástica do dia. “Não lembro como foi, mas o Szeemann descobriu o meu trabalho, tinha visto umas fotografias”, lembra Andre.
“Então fiz uma proposta específica para a mostra, e ele topou. Hoje isso não acontece mais. A maioria dos curadores só aposta no que já está garantido, quer a segurança de mostrar o que já foi mostrado mil vezes e já não carece de explicação. Não querem ser desafiados pelos críticos nem ter de explicar coisa alguma”. No caso de Andre, explicações continuaram a ser cobradas ao longo de sua carreira. Em 1976, “Equivalent VIII”, uma escultura sua composta de tijolos alinhados no chão formando um retângulo, inspirou ataques dos críticos britânicos quando exibida pela Tate Gallery, em Londres. No mesmo ano, chegou a ser vandalizada por um visitante que decidiu pintar os tijolos brancos da obra, hoje na Tate Modern, aberta em 2000. “Já fizeram coisas atrozes com o meu trabalho”, diz Andre. “Mas não faço mais parte da cena artística. Gostava da época em que o mundo da arte era ir para os bares, como o Max’s Kansas City, e pegar meninas. Esse era o único propósito da vida social em torno da arte. Havia algo de romântico nesses bares, muitas garotas bonitas. E essa é uma vida que já não existe mais”.
Gostava da época em que o mundo da arte era ir para os bares, como o Max’s Kansas City, e pegar meninas. Era o único propósito da vida social em torno da arte Carl Andre
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Humor RESUMO Um dos mais destacados desenhistas da história da imprensa no Brasil, o maranhense Fortuna, cofundador de “O Pasquim”, tem parte de sua obra reunida em livro que recorda os 20 anos de sua morte. Nele, 335 desenhos repassam os mais de 40 anos em que seu humor e sua visão crítica marcaram o jornalismo no país.
ALVARO COSTA E SILVA ILUSTRAÇÃO FORTUNA
Considerado O cartunista dos cartunistas, estampando sua marca no melhor jornalismo produzido no Brasil na segunda metade do século 20, Fortuna (1931-94) era um perfeccionista. Mais: um obsessivo. “Procuro desenhar como se estivesse satisfazendo uma necessidade fisiológica”, dizia. Seu filho, o poeta e diplomata Felipe Fortuna, lembra que, se o pai estava no estúdio, fazia-se um silêncio de mosteiro na casa enquanto ele desenhava – com palitos de fósforo, café na água para colorir o fundo do papel, as tintas Suvinil destinavam-se às capas de revista. Só às vezes, no meio da noite, escutava-se o matraquear da máquina de escrever. Os amigos artistas da imprensa – que, como ele, brigavam contra os prazos apertados – sabiam e invejavam: uma vez definida a piada, ou imaginada a charge, ou bolado o cartum, Fortuna levava dias ou semanas para apresentar o desenho definitivo. “Sofria como Flaubert para pôr o ponto final”, define Jaguar. “Na verdade, ele se divertia na hora de modificar o traço de um nariz, a posição da boca, algum braço cruzado ou entrelaçado. Punha o desenho a certa distância, em cima de um sofá, por exemplo, e ficava horas a observá-lo. Não adiantava dizer a ele que nenhum leitor de jornal repetiria aquele ponto de observação”, conta Felipe. Mas o ritual de observação não lhe bastava. Antes de finalmente mandar o desenho para a gráfica, mostrava-o ao porteiro do prédio ou o faxineiro da Redação, pedindo uma última opinião, mesmo que sempre recebesse respostas protocolares – “Tá ótimo, seu Fortuna!”. E, depois de publicado, continuava insistindo em testar seu humor. Exibia a página a todo mundo e esperava uma reação. Só ria quando os outros riam. “O resultado era excepcional. Aquela velha história: como fazer o simples é difícil”, avalia o caricaturista e pesquisador Cássio Loredano, que organizou o recém-lançado álbum cujo título justamente é “Fortuna O Cartunista dos Cartunistas” [Edições Pinakotheke, 256 páginas, R$ 89]. Para lembrar os 20 anos de sua morte – um infarto fulminante que o surpreendeu em plena atividade, aos 63 anos –, a obra reúne 335 desenhos, a maioria inédita em livro, repassando a trajetória iniciada na segunda metade dos anos 1940. Além do prefácio de Ferreira Gullar, a bem cuidada edição traz cronologia, textos de Antonio Callado, Felipe For-
3 Traço passado a limpo A ironia afiada do cartunista Fortuna tuna, Jaguar, Álvaro de Sá e Pietro Maria Bardi, uma rara entrevista que Fortuna deu à revista “Vozes” em 1970 e um anexo com fotos. “A maior característica é a limpeza e a pureza do traço, em qualquer que fosse o registro da mensagem, lírica ou política”, comenta Loredano, que, a par de ter selecionado o material, contextualiza e analisa no livro cada uma das fases do caricaturista. “Na obra de Fortuna, é notável a aquisição de um estilo contundente: sua charge ou seu cartum não se faz reconhecer só pela expressão do desenho, mas também pelo texto”, escreve Felipe, um dos quatro herdeiros e curador da obra do pai. “Todo humorista insiste em investigar a lógica, em desvendar os desacertos existentes naquilo que aparenta certeza ou verdade. Fortuna adiciona ‘nonsense’ às experiências mais cotidianas, de tal modo que a possível inversão de uma situação não a faz voltar a um estado de normalidade. Peguese, por exemplo, o cartum dos mendigos que trazem chapéus na mão com os quais pedem dinheiro (à exceção de um deles). É justamente o mendigo sem chapéu que pede a quem passa: ‘Um chapeuzinho, pelo amor de Deus!’. Isso, sim, é a extrema miséria. O riso sur-
ge da constatação de que o mendigo pede um instrumento de trabalho para que possa mendigar”, continua. ‘O Pagãozinho’ Reginaldo José de Azevedo Fortuna nasceu no dia 21 de agosto de 1931, em São Luís do Maranhão. Com a morte do pai, sua família transferiu-se para o Rio, indo morar na Vila Ruy Barbosa, travessa Chiquita, na rua dos Inválidos, centro da cidade. Ali, aos 16 anos, começou a fazer revistas de histórias em quadrinhos à mão. Criou a historieta “Jack, o Gostosão” e seis números da revista “O Pagãozinho”, tudo feito domesticamente, como se estivesse treinando para a produção que viria a seguir. No Colégio da Mabe, na rua do Riachuelo, dividiu carteiras e canetas com Ziraldo. A estreia profissional se deu aos 17 anos, na revista “Sesinho”, publicação infantil do Serviço Social da Indústria (Sesi). Sob o pseudônimo de Ricardo Forte, fez ilustrações e criou a seção “O Caçula da Cinelândia”, com desenhos humorísticos sobre filmes – o cinema teve grande impacto na sua formação. “O estilo variava muito, como se o autor ainda testasse técnicas e formas, em busca de um traço pessoal”, diz Loredano.
Em “A Cigarra”, revista dos Diários Associados, e por sugestão de Millôr Fernandes, o desenhista virou Fortuna, “que mais parece pseudônimo que sobrenome”, recorda Jaguar. Foi a primeira revista brasileira a publicar cartuns soltos, e Fortuna era o seu único cartunista. Ao adotar a impressão em rotogravura, que permitia maior precisão, ele começou a experimentar a inserção de fotos e rabiscos à margem das páginas, muitas das quais traziam a própria imagem do humorista. Ali, no fim dos anos 1950, nasceu não só um “nom de plume” mas também um estilo. Na “Revista da Semana”, na qual trabalhou de 1954 a 1957, anunciou seu interesse pelos signos não verbais e logotipos e, momentaneamente, pelo cartum sem palavras. O arquiteto e cartunista Claudius Ceccon conheceu-o nesse tempo: “Eu tinha 16 anos e trabalhava como auxiliar de paginação na revista ‘O Cruzeiro’. Apesar de ainda jovem, Fortuna já estava pronto, maduro. Era dono de um desenho moderno, de humor cortante, aliando sofisticação do traço e da palavra com resultados que te faziam rir para dentro, refletir, render-se a uma genialidade aparentemente tão espontânea”.
‘Pif-paf’ Um novo caminho se abre com a revista “Pif-Paf”, fundada em 1964 por Millôr, e que durou apenas oito números. O suficiente, no entanto, para que Fortuna celebrizasse nela ao menos dois desenhos, primeiras imagens da ditadura no Brasil: o militar que desembainha a espada para apontar o lápis e o militar que despacha em seu gabinete montado a cavalo. Não à toa, no prefácio do livro “Hay Gobierno”, também de 1964, feito em parceria com Jaguar e Claudius, Paulo Francis escreve: “Fortuna me parece o mais político. Seu desenho é sombrio, às vezes fantasmagórico, criando a atmosfera ideal, pelo contraste, para seu ‘ponto de ataque’, sempre direto e conciso”. Era o que Antonio Callado – que convidou Fortuna para ser chargista diário do “Correio da Manhã”, acompanhando e criticando o regime militar até a instalação do AI-5 – definiu como “cartum editorial”. No prefácio de “Fortuna O Cartunista dos Cartunistas”, Ferreira Gullar explica que as charges, mais tarde reunidas no livro “Aberto para Balanço”, constituem “outra maneira de contar a nossa história, diferentemente de como a contam cronistas e historiadores”.
Em 1968, Fortuna planejou e coordenou a edição do livro “Dez em Humor”. Hoje objeto de culto, o livro reúne, além dele, Claudius, Henfil, Jaguar, Leon Eliachar, Millôr Fernandes, Stanislaw Ponte Preta, Vagn, Zélio e Ziraldo. O cronista José Carlos (Carlinhos) Oliveira foi convidado para escrever o prefácio e as apresentações, que deveriam ser curtas e objetivas, perfis resumidos dos autores. Carlinhos instalou sua Olivetti na mesa do Antônio’s, bar da moda, e escreveu o texto numa tarde, tendo ao lado a supervisão técnica de Chico Buarque, que, enquanto bebia, dava algumas “peruadas”. O resultado é uma obra-prima do “desbunde”. Fortuna chiou e pediu para podar alguns trechos de sua apresentação. O que restou é, ainda assim, bastante anárquico: “Reginaldo (seu nome de batismo) vai acabar presidente da Associação Brasileira de Humoristas, essa república de sorriso dúbio, mais enigmático que a Gioconda. Quanto ao Fortuna propriamente dito, isto é, o Carnê Fortuna, eu ia inventar uma piada (eu, quer dizer, Carlinhos Oliveira, autor dessas biografias simplificadas, pai de Sheila de Oliveira, filho de Sheila de Oliveira, irmão da mesma, e assim por diante), quanto a – quem? Bom, quanto
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a Fortuna, se tivesse nascido pobre, teria sido uma excelente Sheila de Oliveira”. No “Pasquim”, que ajudou a fundar em 1969, Fortuna desenvolveu mais o lado de caricaturista: desenhou tanto a equipe inicial do semanário quanto personalidades como o presidente norte-americano Richard Nixon ou o craque Tostão. Ilustrou diversas capas, fez vinhetas, cartuns e textos. Na época, o humorista e músico Reinaldo Figueiredo (futuro “Casseta & Planeta”) rascunhava as primeiras folhas como cartunista, seguindo o professor. “Um dia, na Redação, fiquei observando Fortuna retocar o desenho. E aprendi que o cartum ou ilustração para a imprensa não é um desenho para ficar emoldurado. É uma matriz para reprodução impressa. O original dele às vezes tinha pedaços de papel colados por cima, ou tinta branca para cobrir partes que queria mudar ou apagar. Na impressão em preto e branco, em alto contraste, os remendos e correções não aparecem. O que importava era o resultado final, e este era feito com o maior capricho. Enfim, uma obra de arte”. Prisão Há que registrar a prisão da “patota” (como a turma que não fazia parte dela chamava a equipe do “Pasquim”), em dezembro de 1970. Dois dias depois de deixarem a Vila Militar do Rio, Paulo Francis, Sérgio Cabral (pai), Flávio Rangel, Luiz Carlos Maciel, entre outros, posaram para uma foto histórica de Paulo Garcez – está no livro – em frente à casa do jornal, na rua Clarice Índio do Brasil, em Botafogo. Fortuna em primeiríssimo plano, peito aberto na camisa social desabotoada. Em 1971, o artista deu início à série “Madame e Seu Bicho Muito Louco”, um dos pontos mais altos de sua criação. Os quadrinhos, que se espalhavam nas páginas do “Pasquim” e das revistas “Bicho” e “Careta”, agora reúnem-se todas no livro. É um festival de situações imponderáveis e diálogos surpreendentes entre uma senhora autoritária e seu cão de bigodes. Na mesma batida, Fortuna idealizou a revista “O Bicho”, que teve oito números, de março de 1975 a novembro de 1976, possibilitando que nomes como Laerte, Chico e Paulo Caruso, Luiz Gê, Luscar e Nani divulgassem seus trabalhos fora do esquema underground. “Para a minha formação profissional, Fortuna foi decisivo. Posso dizer que ele e o argentino Quino foram os mais importantes. Não apenas nos aspectos de conteúdo e técnica, mas na coragem de evoluir, de arriscar, de ter coerência até na hora de mudar radicalmente de direção. Ele poderia continuar fazendo eternamente aquelas bailarinas do tempo da revista ‘Careta’, que eram lindas, mas seguiu em frente sem medo, buscando novas possibilidades para o desenho e o humor”, diz Laerte. Após ter sido editor de arte, ilustrador e capista na revista “Veja” entre 1974 e 1976, Fortuna aportou em 1979 no suplemento “Folhetim”, da Folha, então editado por Tarso de Castro, que lhe imprimiu um tom à la “Pasquim”. Ao longo dos anos 1980, produziu para o jornal charges a nanquim e a caneta hidrográfica, com temas predominantemente políticos (vivia-se o auge das Diretas-Já) e econômicos.
ALVARO COSTA E SILVA ILUSTRAÇÃO CLAUDIUS
A figura do gaúcho Claudius Sylvius Petrus Ceccon lembra o Dom Quixote imortalizado nas gravuras de Gustave Doré: alto, de barbicha, mas não tão magro hoje, aos 76 anos. Sua visão de mundo, profundamente política e divertida, está contada na retrospectiva “Claudius, Quixote do Humor”, a ser inaugurada na próxima quintafeira, no Sesc Santo Amaro, em São Paulo. Multimídia e interativa, a mostra reúne cerca de 300 desenhos que marcam sua trajetória de cartunista profissional, iniciada no “Jornal do Brasil”. Como Fortuna (leia texto ao lado), ele foi um dos fundadores do semanário “O Pasquim”. Hoje colaborador regular da “Ilustríssima”, Claudius – cujo estilo se inscreve na tradição de Saul Steinberg (1914-99), passando pela influência do amigo Millôr Fernandes (1923-2012) – já teve seus desenhos publicados, além de na Folha, nos jornais “Diário Carioca” e “Correio da Manhã” e nas revistas “O Cruzeiro” e “Pif-Paf”, entre outros periódicos. Folha - Você consegue encontrar um traço comum na sua trajetória? Claudius - Acho que a essência do meu trabalho é a natureza política, presente até nos cartuns cuja aparente finalidade é apenas fazer rir. É muita pretensão minha. Vã pretensão, mas não tem jeito. Vem de longe, de uma formação religiosa, de um aprendizado político um tanto errático e da convicção de que tenho uma enorme responsabilidade social por meio do que faço. Sinto que é apenas uma pobre retribuição aos meus semelhantes pelo dom que me foi concedido graciosa e imerecidamente. Por essa natureza sua, o golpe militar de há 50 anos está na mostra... A exposição se organiza tema-
Colega de ‘O Pasquim’ tem mostra em SP ticamente, e o golpe, a ditadura, a repressão, a tortura e a anistia tinham de estar. Mostramos quão ridícula é uma ditadura militar, mas seria preciso contextualizar cada imagem. É difícil entender como foi possível, suspensos todos os direitos constitucionais, com a censura nas Redações, criar e circular nacionalmente um jornal como “O Pasquim”. A resistência tem muitos heróis anônimos Brasil afora. Espero que os visitantes recebam as mensagens enviadas na época com a cumplicidade de então. Por que o Quixote? Fiquei fascinado pelo personagem, desde que o conheci lendo Monteiro Lobato e o “Tesouro da Juventude”, e o tenho utilizado de muitas maneiras em meu trabalho. Um dos desenhos de que mais gosto é o do Quixote empunhando uma pena (meu instrumento de trabalho) em lugar da lança, e enfrentando o moinho, cujas pás são as lâminas de uma tesoura, a tesoura da censura, que veladamente continua a existir, aqui e ali. Você consegue pinçar um desenho e uma frase que definam a mostra? Não. Mas poderia ser um que mostra pai e filho, no alto de um edifício, olhando um enorme congestionamento, e o pai diz: “Nunca mais conseguiram desfazer o Grande Engarrafamento de 1962”. Nem lembro se era 1962, mas é profético. Ou melhor: imaginativo. Outro seria o da cidade estrangulada pelas vias que conduzem carros até ela, ilustração para seminários que o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) promoveu recentemente sobre reforma urbana. Como você analisa a qualidade e o alcance da charge hoje
no Brasil? Acho que a Folha tem um belíssimo time atuando na página A2 e nas tiras. Nem preciso citar nomes, eles são todos ótimos. Poucos jornais fazem esse investimento de qualidade. No “Globo”, há anos, o Chico [Caruso] faz uma charge diária, identificada com sua linha editorial. Talvez meu desejo seja impossível de realizar: ser como um “ombudsman”, podendo criticar em charges o próprio jornal que publica o meu trabalho.
habitações que estão sendo feitas são simplesmente horrendas. Não admira que as manifestações de junho tivessem a prefeitura como ponto de chegada e o cerco à casa do governador como ponto de encontro: o povo não é bobo, a opinião pública os vê como responsáveis pelo caos no Rio. Dizer que o planejamento urbano deve ser democrático não é uma frase de efeito. A democracia deve refletir-se no modo como é organizado o tecido urbano.
Como arquiteto, como você observa as mudanças urbanísticas pelas quais passa o Rio, onde mora? As empreiteiras tomaram conta do pedaço: estão planejando o Rio ao seu bel-prazer e pelo lucro. Resultado claro do financiamento privado das campanhas eleitorais. Decisões são tomadas de improviso, sem qualquer consulta aos atingidos pelas propostas e sem respeitar pareceres contrários de órgãos de classe como o IAB ou o Clube de Engenharia. Em nome de uma falsa (e bota falsa nisso) eficiência, projetos incompletos são iniciados a toque de caixa, fazendo com que os custos se multipliquem descontroladamente. Isso para a Copa do Mundo e a Olimpíada. Os planos de incorporação das favelas ao tecido urbano, por sua vez, uma bela ideia do programa Morar Carioca, complementar às UPPs sociais, depois de dois anos de preparação e da escolha, por concurso, de 40 escritórios de arquitetura para planejar 240 áreas selecionadas, simplesmente foi engavetado pelo prefeito do Rio de Janeiro. E o programa Minha Casa, Minha Vida? Está repetindo os piores erros cometidos pelo BNH [Banco Nacional da Habitação] durante a ditadura. As
Além de cartunista, você tem um trabalho que relaciona desenho e educação. Conte sobre ele. Essa relação tem sido explicitada no Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip), uma ONG que produz materiais educativos, da qual sou diretor. Comunicação, educação e humor formam uma unidade. Os vídeos são divertidos, as publicações são cheias de humor sem deixar de ser precisas, factual e cientificamente falando. A relação desenho e educação vai mal, obrigado. Desenha-se cada vez menos nas escolas e esse problema vem de longe. Lembro que no Colégio Andrews, no Rio, quando eu tinha 13 anos, tive um professor de desenho que me desestimulava, com críticas ácidas. Acontece que em minha casa todos – meus pais, meus dois irmãos e eu – tínhamos no desenho uma atividade lúdica, absolutamente normal, o que me ajudou a resistir às críticas e continuar, teimosamente, a desenhar. Mas quantos terão desistido por causa dele? Espero que essa exposição estimule muitas crianças, jovens e pessoas de todas as idades a desenhar, por puro prazer, sem outro compromisso que o de se divertir.
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Diário de Pequim O MAPA DA CULTURA
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A China que faz ‘psiu!’ Querem calar artistas na rede e vovós na rua
MARCELO NINIO
Depois de ter mais de cem contas apagadas pela censura no microblog Weibo, o Twitter chinês, o artista Gao Zhen decidiu migrar. Ele continua vivendo e trabalhando em Pequim, onde costuma receber convidados em seu estúdio povoado de obras que ridicularizam Mao Tse-tung, símbolo máximo do regime chinês. A mudança foi virtual: Gao, 58, transferiu seus comentários ácidos sobre o governo para o WeChat, o aplicativo de mensagens de celular que é uma febre na China e a ferramenta de comunicação mais usada no país. Ali, o artista compartilha com amigos e seguidores imagens, reflexões e mensagens políticas que te-
riam vida curta no Weibo, como esta, por exemplo: “A chamada ditadura democrática popular é uma contradição tão grande como dizer que ‘guerra é paz’, ‘liberdade é escravidão’ e ‘ignorância é poder’”. Ele é o mais velho dos dois irmãos Gao, que assinam suas obras em conjunto e estão entre os artistas plásticos chineses mais conhecidos internacionalmente. A campanha contra “rumores” lançada no ano passado pelo governo aumentou a censura no Weibo e estimulou a debandada para o WeChat, menos vigiado. E não foi só entre dissidentes, artistas, jornalistas e blogueiros. Enquanto o Weibo perdeu 27 milhões de usuários em 2013, caindo para 280 milhões, o WeChat cresceu mais de 30%, alcançando a marca de 355 milhões. Num país em que a imprensa e as informações são severamente controla-
das pelo Estado (Facebook e Twitter são bloqueados), uma rede social de sucesso mobiliza milhões e logo vira fenômeno. Um primeiro encontro na China ainda inclui a troca de cartões de visita, entregues
Conhecido na China como Weixin, o app foi lançado em 2011 e deve seu estrondoso sucesso aos recursos que juntam sistema de mensagens e rede social, mistura de WhatsApp e Facebook. com as duas mãos, mas agora o ritual é acompanhado pelo emparelhamento dos celulares ou pela chacoalhada dos aparelhos, que servem para a interligação instantânea. “Você usa WeChat?”, indaga Gao Zhen assim que a
reportagem da Folha adentra seu estúdio. O cartão de visitas dos irmãos Gao está logo na entrada: a impactante obra “A Execução de Cristo”, em que sete estátuas de Mao em tamanho natural empunhando fuzis cercam um Jesus acuado e seminu. Conhecido na China como Weixin, o aplicativo foi lançado em 2011 pelo gigante chinês Tencent e deve seu estrondoso sucesso aos recursos que juntam sistema de mensagens e rede social, uma mistura de WhatsApp e Facebook, com alguns toques de Twitter. Como é uma rede de amigos, ele tem alcance menor que o Weibo, mas já começa a preocupar o governo. Em março, dezenas de contas foram bloqueadas pela censura. O que os chineses leem? Encerrada há poucos dias, a Feira do Livro de Pequim
atraiu 600 mil visitantes em dez dias e totalizou cerca de R$ 14 milhões em vendas. O livro na China custa barato, R$ 10 em média, e a autoajuda e a cultura pop dominam o mercado. Na lista dos best-sellers das principais livrarias de Pequim, dois dos três primeiros colocados partem de programas de TV campeões de audiência: o drama político norte-americano “House of Cards” e o reality show chinês “Papai, para Onde Vamos?”. Pai herói A primeira temporada do reality bateu recordes de popularidade e foi o programa mais visto no país em 2013, com uma fórmula simples: cinco pais famosos têm que se virar sozinhos com os filhos pequenos numa ilha por 72 horas. “Papai, para Onde Vamos?” virou uma máquina de fazer dinheiro – com audiência de 600 milhões
de pessoas a cada episódio, sendo logo apontado como o programa mais assistido do planeta. Ninguém espera menos da segunda temporada, que estreia em breve. Vovós do barulho Uma das atividades de rua mais tradicionais na China está sob ameaça do mau humor. É a dança das vovós, que ocupa praças e outros espaços públicos de manhã e no fim da tarde. A imprensa tem noticiado uma série de incidentes envolvendo vizinhos revoltados com o volume da música. Um deles jogou fezes nas vovós, outro soltou os cachorros em cima delas. Em Pequim, saiu até tiro para o alto durante uma discussão. Mas as vovós têm apoio suficiente para continuar comprando o barulho: segundo o jornal “Global Times”, há 100 milhões de dançarinos de rua no país.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
5 Tiros no teatro Anchieta São Paulo, 1972
ODILON WAGNER
Matinês de sessões teatrais sempre foram uma tradição no teatro brasileiro. Quando comecei minha carreira, fazíamos sessões de terça a domingo, com matinês às quintas, que, diga-se de passagem, sempre foram um sucesso, pois há um público ávido por atividades culturais durante o dia. Recentemente entrou em cartaz no teatro Shopping Frei Caneca, em São Paulo, minha peça “A Última Sessão”. Resolvemos reativar as famosas matinês das quintas e, mais uma vez, o resultado é excepcional, o teatro sempre lotado. Isso me fez lembrar o início de minha carreira, na segunda peça profissional em que trabalhei, em 1972, “O Homem de La Mancha”, musical estrelado por Paulo Autran e Bibi Ferreira, dirigido pelo genial Flávio Rangel.
Numa determinada matinê de quinta-feira no teatro Anchieta, estávamos no palco, e Bibi Ferreira, que interpretava Dulcineia, a amada de Dom Quixote, cantava seu primeiro número musical, quando notamos uma movimentação estranha lá na cabine de luz, que ficava no fim da plateia, no andar de cima. Gente correndo para um lado, luzes que acendiam, correria para o outro lado. No palco, notamos que Bibi ficou apreensiva, mas continuou a canção, embalada pela bela orquestra regida por Murilo Alvarenga – que, por estar posicionado nas coxias, não podia saber o que ocorria na cabine de luz. De repente, três estalos fortes que, do palco, logo percebemos serem tiros. Bibi parou de cantar e balbuciou “Paulinho”, referindo-se ao seu marido, Paulo Pontes, produtor do espetáculo, que ficava na administração, lá pelas bandas da cabine de luz. Todos ficamos imóveis por alguns segundos; a orquestra continuou tocando por mais uns instantes, até o
maestro perceber que Bibi havia parado de cantar e cortar os músicos – que, não entendendo o que estava acontecendo, desordenadamente pararam de tocar. Nesse exato instante, nós, jovens tropeiros do elenco, saltamos pela plateia acima até a última fila, onde ficava a porta de entrada da cabine
SURPRESA
No palco Bibi ficou apreensiva, mas continuou a canção, embalada pela bela orquestra regida por Murilo Alvarenga – que, por estar posicionado nas coxias, não podia saber o que ocorria na cabine de luz. de luz. Eu, muito jovem e intrépido, cheguei na frente de todos e só tive tempo de ouvir: “Saiam da frente que ele está descendo”. Em seguida me deparei com um sujeito com dois revólveres na mão, que passou a menos de meio metro de onde
estávamos e, sem olhar para ninguém, com uma frieza espantosa, foi em direção ao saguão, ganhou a rua e desapareceu. Estávamos ainda parados, atônitos no alto da plateia. Bibi, petrificada no palco, na mesma posição desde que havia parado de cantar. Voamos de volta para o palco e retomamos nossas posições. Alguém deu a ordem, e o maestro atacou novamente o tema musical, que Bibi retomou com uma vitalidade impressionante, sob os aplausos do público. É como se diz: o show tem de continuar. Reação Toda a ação não deve ter durado mais que um minuto, mas parecia uma eternidade naquele momento. O impressionante é que a plateia não se agitou e, até hoje, tenho a impressão de que não percebeu o que havia ocorrido, pois olhava nossa movimentação como se aquilo fizesse parte do espetáculo. Depois de a matinê encerrada, viemos a saber do
ocorrido. O tal meliante fora pego fuçando os pertences dos atores nos camarins. A camareira deu o alerta, o fulano fugiu, mas se perdeu nos corredores internos do teatro e acabou se escondendo na cabine de luz. Um policial foi chamado e iniciou a perseguição. Tiros foram trocados – um deles atingiu o ombro do seu Zé, iluminador do teatro –, o gatuno conseguiu tirar a arma do policial, e o resto vocês já sabem. E Paulo Autran, onde estava? No calabouço do cenário, preparando-se para entrar em cena. Não deve ter entendido nada. Poderia ter sido uma tragédia, mas naquele tempo até os ladrões eram mais éticos. Após aquela matinê cheia de emoções, mais tranquilos porque seu Zé estava bem (o tiro foi só de raspão), comemos um lanche e logo estávamos nos preparando para a sessão da noite, que, mais uma vez, estava lotada de gente ansiosa por ver e ouvir a abençoada Bibi cantar sua Dulcineia.
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Entrevista traz a ginga do ImaginaSamba (92) 3090-1042
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Pirataria estimula
adaptações Prática comum desde o início do novo milênio, a venda ilegal de CDs e DVDs tem mudado a forma como esses produtos são comercializados
INVESTIMENTO
Eliana Printes observa que os artistas estão aprendendo a lidar com esse momento de transição, cujo futuro ainda é incerto, mas a qualidade é um elemento do qual não se pode abrir mão
Adaptação Antes do surgimento das práticas do “download” e da pirataria, a cantora Eliana Printes já investia em CDs. Assim como outros artistas brasileiros e mundiais do segmento musical, ela também foi afetada por essa nova dinâmica. “Como todos já sabemos, houve uma queda brusca nas vendas de CDs e DVDs em todo o mundo. Grandes lojas de CDs fecharam as portas e, claro, isso afeta a todos nós que trabalhamos
com música. Em função disso, as gravadoras diminuíram os investimentos na produção e divulgação dos novos trabalhos e acredito que isso é o que mais pesou na carreira dos artistas”, analisa. Eliana observa que os artistas estão aprendendo a lidar com esse momento de transição cujo futuro ainda é incerto. Mas a qualidade é um elemento do qual não se pode abrir mão. “Procuro me cercar de boas parcerias, bons profissionais e tomar todos os cuidados para que o produto chegue ao público com qualidade e que tenha competitividade de mercado. Acredito que assim podemos marcar nossa presença na cena musical brasileira”, explica. “No mais, é ser sincero com o seu público e se manter próximo dele por meio dos shows, entrevistas nas rádios e, principalmente, das ferramentas que a tecnologia nos disponibiliza hoje, que são as redes sociais”. Ela não compartilha canções suas por meio de download gratuito por causa do contrato que mantém com a Universal Music, responsável pelas vendas online de suas gravações e do disco físico. “O CD continua existindo, em menor quantidade, necessário e não menos importante”, diz Eliana.
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um passado nem tão distante, quando alguém queria adquirir um disco ou um filme, deveria recorrer às lojas especializadas. Mas, desde o início do atual milênio, a internet tornou-se a principal fonte para aqueles que preferem não pagar o preço cobrado no mercado por esses produtos, até mesmo por comodidade. Na esteira dessa prática de compartilhamento dessas obras, a comercialização de cópias ilegais tornou-se bastante comum e gerou uma dor de cabeça para gravadoras, estúdios e artistas, que viram a cobrança de seus direitos autorais prejudicada e ainda foram testemunhas de uma grande queda nas vendas e no faturamento desses bens culturais. Até hoje, artistas tentam se adequar a esse novo mercado. Claro que existem as exceções. Chico Buarque, por exemplo, declarou à revista “Rolling Stone”, em 2011, que não precisa mais do disco para sobreviver. “Eu já tenho basicamente aquilo que eu preciso, não tenho grandes ambições. Já tenho certa estabilidade financeira e não preciso ficar muito preocupado com isso. Meus discos vendem direitinho, tenho direitos auto-
rais aqui e lá fora”, disse. Na mesma entrevista, ele também contou que foi durante a divulgação do álbum “Chico” que tomou conhecimento da nova realidade do mercado fonográfico. A gravadora havia apresentado a ele um projeto para lançar o CD na internet e ele até chegou a colaborar , mas para compensar a gravadora pelo investimento realizado.
Cantora Eliana Printes é terminantemente contra a prática ilegal de venda
Carreira independente das gravadoras
Chico Buarque é um dos poucos ídolos que escolheram não gravar mais
Nunes Filho, o “Príncipe do Brega”, comenta que há anos não mantém contrato com gravadora e optou em se tornar um artista independente. Ele conta que não é contra a pirataria porque percebe uma grande dificuldade em divulgar o seu trabalho em Manaus. “Quem acaba divulgando determinados
cantores é a pirataria. Nem todo consumidor com menos poder aquisitivo tem condições de comprar um disco com o preço que é cobrado nas lojas. A banda Calypso e a dupla Bruno & Marrone, por exemplo, estouraram no país inteiro graças à pirataria”, observa o cantor, que até gravou uma mú-
sica chamada “O Som do Pirateiro”. Amanhã, o 34º disco de Nunes Filho, com a faixa “Dá Olé, Dá Show, Brasil”, começa a ser distribuído em lojas da cidade e também será comercializado pelo serviço de entrega em domicílio que o cantor realiza há anos. “Quem quiser comprar um CD meu, basta
ligar para mim (nos telefones 9202-0693 e 99859734) e eu entrego em mãos”, avisa o artista, que também não é contra o compartilhamento de suas gravações pela internet. “Não possuo esse serviço em site e é o público que ‘joga’ as minhas músicas nas redes sociais”, afirma.
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO
Proposta de solução que veio tarde Para tentar reduzir o mercado de pirataria e diminuir os preços de CDs e DVDs nas lojas, em outubro do ano passado foi promulgada a emenda constitucional 75/13, criada a partir de uma proposta que ficou conhecida como PEC da Música. O texto é de autoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) e visa isentar da cobrança de impostos os CDs e DVDs de autores ou intérpretes brasileiros produzidos no país Rui Costa, diretor executivo da loja Disco Laser (avenida Sete de Setembro, Centro), acredita que essa emenda chegou muito tarde. “Eu acho que deveria ter
sido criada antes e tem que existir várias ações de combate à pirataria”, comenta. “O CD virgem é o grande causador da pirataria, que é vendido a 50 centavos na indústria, e tem a mesma qualidade de um disco da indústria fonográfica”. Ele conta que esse comércio ilegal de CDs e DVDs nos últimos anos diminuiu em 70% as vendas da loja. Para tentar se manter no mercado atual, Rui diz que a empresa passou a adicionar outros itens correlatos às suas prateleiras. “Depois que passamos a vender produtos de presentes e do gênero gospel, por exemplo, houve um equilí-
brio em torno de 50% em relação ao que se vendia antes”, revela. Mesmo assim, o diretor executivo considera que o quadro de vendas não é animador e a situação é irreversível. Para ele, é uma questão de tempo – no máximo uns 5 anos – até que as lojas de discos não trabalhem mais com a comercialização do CD. “Estamos buscando novos nichos de mercado para compensar essa perda, aí vamos investir em celulares, produtos de informática e brinquedos para sobreviver no mercado”, afirma. Eliana Printes enfatiza
que é preciso levar em conta que existem várias ações para que o preço final de discos ou vídeos fique mais barato. “Os custos para produzir e fabricar um CD ou DVD ainda são muito altos. Então reduzindo os impostos já é algo bem significativo e acredito que esse seja um bom caminho para que tenhamos preços melhores”, opina. “Quanto à pirataria, o que precisamos mesmo é de um combate mais eficaz por parte das autoridades do nosso país para garantir assim os direitos dos autores, cantores, músicos e produtores”, sugere a cantora. Nunes Filho avalia que pirataria pode impulsionar carreiras
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Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Vinhos . No próximo dia 16, no Reserva Inglesa, o clima será de ‘Wine Day’, no evento em parceria com a panificadora Nossa Senhora de Fátima. . Na data, degustação de vinhos e azeites em mais de 50 rótulos diferentes e a presença exclusiva de produtores. . Informações e convites: http://pfatima. com.br/?p=produto&produto=283
Luciana Novaes, Fátima Abreu e Raquel Claudino formando trio de alto astral em festa no Classic Hall
FOTOS: DE MAURO SMITH E CESAR CATINGUEIRA
>> Chic . tem casal estrelado com passagens marcadas para o Brasil. . A atriz Salma Hayek e o bilionário francês François-Henri Pinault desembarcam em breve em São Paulo para um evento na Gucci, do JK Iguatemi. . A vinda da atriz e do CEO da Kering, conglomerado dono de gigantes como a própria Gucci, Bottega Veneta, SaintLaurent, Stella McCartney, entre outros, ainda é segredo de poucos. Mas, especula-se que o casal poderá seguir os passos de Stefano Gabbana e seguir de São Paulo para conhecer a Amazônia. Vamos aguardar a confirmação.
>> Turné . Faltam poucos dias para Katy Perry iniciar sua mais nova turnê.
Fernanda Mendonça enchendo de charme evento que reuniu luluzinhas chics
. The Prismatic World Tour dá o início no dia 7 de maio, e com a data se aproximando a cantora tem mostrado em suas redes sociais o que está por vir nesse novo empreendimento, e um dos primeiros detalhes a serem revelados são os figurinos com nomes de peso: Moschino por Jeremy Scott, Valentino e Roberto Cavalli. Vem coisa muito boa por aí.
O prefeito Arthur Neto levando os cumprimentos ao presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Josué Neto, que recebia os amigos ao lado da mulher Andrezza, durante festa concorridíssima que comemorava seu aniversário, no Clube Municipal
>> Objeto de desejo . As clutch da moda tem nome e sobrenome. . Elas são de acrílico personalizadas com o seu nome. A criação é de Brett Heyman, nome por trás da marca Edie Parker. . As clutchs customizadas com o nome da pessoa ou dizeres divertidos fazem a cabeça de fashionistas como Giovanna Bataglia, Anna Dello Russo e Julia Roitfield, uma ode ao Art-Decó made in USA. Corram atrás das suas! A bela Carol Carvalho será anfitriã hoje de um grande almoço comemorando seu aniversário, no edifício Andréa Nasser
>> Palco . Neste domingo acontece a primeira sessão de “Rosinha, a garota de Sevilha - De Capitu a Amélia”, dentro da programação do 18º Festival Amazonas de Ópera. . A apresentação tem entrada free e acontece no palco do Teatro da Instalação, às 19h.
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Trajetória de um festival de louvor e de sucesso
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LouvaRei conquista patrocinadores além do segmento gospel e se torna o segundo maior evento do gênero na Região Norte
A quinta edição do LouvaRei, realizada em abril deste ano, levou 25 mil pessoas ao sambódromo, para ver de perto os shows de Fernanda Brum, DJ PV, Fernandinho e da banda Átrium LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO
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esde o ano passado, a realização do festival gospel LouvaRei, da Di Campos Produções, tem ampliado o seu time de patrocinadores. O produtor Nailton Campos, responsável pela empresa, observa que, em 2013, o evento começou a atrair uma atenção maior de interessados em investir na iniciativa e, como resultado, a maioria dos patrocinadores atualmente não pertence ao segmento gospel. “Os responsáveis pelos setores de marketing das empresas perceberam que estavam deixando de fora dos investimentos um público que também é consumidor. O público evangélico gosta de usar roupas de qualidade, de frequentar bons restaurantes, de viagens. A partir do entendimento de que o evangélico consome como qualquer outro público, os empresários passaram a investir nesse segmento”, observa Nailton. O produtor comenta que o interesse pela música gospel não se restringe mais apenas aos evangélicos. “Hoje em dia, 20% de quem vai aos eventos da Di Campos Produção não é evangélico. As pessoas não têm mais vergonha de dizer que ouvem música gospel. Ainda existe um preconceito, mas bem menos do que havia há alguns anos”, avalia. A melhoria na qualidade dos produtos comercializados também é citada pelo produtor como um dos fatores para essa maior aceitação da música gospel por um público mais diversificado. “Atualmente são contratados bons produtores e músicos mais profissionais e, com isso, qualquer pessoa que goste de canções que falam de paz também gosta de ouvir o trabalho desses artistas”, analisa. Avaliação Este ano, o LouvaRei chegou a sua quinta edição e levou 25 mil pessoas, no dia 11 de abril, ao sambódromo para conferir os shows das atrações nacionais
Fernandinho, Fernanda Brum e DJ PV e da banda amazonense Átrium. Nailton Campos afirma que, em 2013, o LouvaRei tornou-se o evento gospel mais respeitado em Manaus e completa que, na avaliação de artistas e produtores de fora, é o segundo maior do gênero no Norte (o primeiro é o “Louvor Belém”, realizado há mais de 20 anos na capital paraense). O produtor revela que já existem planos para apresentar o LouvaRei em outras capitais do país. “Durante a edição de abril, vieram empresários do Paraná que ouviram falar do festival e trouxeram uma proposta de levar o formato do evento para o resto do Brasil”, conta. “Também fomos procurados recentemente para realizar gravações de um DVD do evento”.
Próximo local deve ser a arena
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O produtor Nailton Campos diz que 20% do público que frequenta os eventos da Di Campos Produções não é evangélico. “As pessoas não têm mais vergonha de dizer que ouvem música gospel”, observa Nailton cita como grandes diferenciais do festival em relação a outros do gênero a sua estrutura e organização. “O LouvaRei também não deixa a desejar a nenhum show secular”, garante. Para ele, o nível de destaque da Di Campos Produções no mercado local em pouco tempo pode ser associado à união entre bons eventos e boas atrações, além do respeito ao público quando o assunto é pontualidade. “Procuramos cumprir o que prometemos e evitar erros já cometidos. Produzir um evento não é só ligar para contratar um artista, mas também é organizá-lo. Credibilidade é algo que você adquire com o passar dos anos. Usar esse termo traz uma responsabilidade muito grande, e essa responsabilidade traz credibilidade”, define.
Thalles Roberto já cantou no festival em duas ocasiões
A sexta edição do LouvaRei está marcada para o dia 12 de setembro e Nailton Campos pretende que mais um fato pioneiro seja incluído na história da produtora: a realização do festival na Arena da Amazônia. Seria o primeiro evento gospel no estádio construído para abrigar os jogos da Copa do Mundo da Fifa. “Estamos nos articulando com o governo do Estado para levar o festival para a arena. Acreditamos que temos capacidade e público suficiente para reunir 50 mil pessoas nesse local”, diz o produtor. As atrações previstas são a cantora Aline Barros, para lançar o CD “Graça”, o cantor Thalles Roberto e, a pedidos do público, novamente o DJ PV. “E,
para o festival do ano que vem, vamos trazer o grupo australiano Hillsong”, adianta Nailton. Nailton Campos trabalha há 20 anos como produtor e sua empresa surgiu a partir de uma necessidade de ajudar a Assembleia de Deus do bairro Santo Agostinho a melhorar sua estrutura. “Decidi realizar um evento com bandas locais bem estruturado, coisa que não era comum, pois até então esses eventos eram feitos de qualquer jeito. O resultado foi bom e conseguimos um sistema de som para a igreja”, recorda. Foram realizadas ainda outras seis edições dessa iniciativa e uma delas chegou a reunir 1,5 mil pessoas, segundo Nailton.
Evento já reuniu 35 mil pessoas Com a boa aceitação do seu projeto de shows, Nailton Campos decidiu levá-lo para além do espaço da igreja. O primeiro evento aberto ao público de Manaus aconteceu no Olímpico Clube, com a presença do grupo Novo Som, para uma plateia de quase 10 mil pessoas. “Conseguimos oferecer uma estrutura de produção até então inédita no meio gospel local”, diz. Em 2011, o projeto foi batizado de LouvaRei e, no mês de abril daquele ano, foi realizada no sambódromo a primeira edição, com shows de Aline Barros, Cleber Lucas e Gilmar Brito para um público de 12 mil pessoas. “A intenção já era lançarmos o evento com grandes dimensões e, pela primeira vez, um show gospel na cidade contou com uma estrutura inédita que incluiu palco geospace e telões de LED, além de uma área VIP com bufê e entrada e saída exclusivas para o público”, conta o produtor. No ano seguinte, em junho, a Di Campos Produ-
ções foi a responsável pela produção local da gravação do DVD comemorativo dos 15 anos da banda Diante do Trono, no sambódromo. O público reunido foi de 350 mil pessoas. “Participar desse evento foi muito bom para o nosso portfólio e para nos mostrar como uma marca mais respeitada”, diz Nailton. Ainda em 2012, no mês de outubro, o LouvaRei ganhou a terceira edição, com a presença do cantor Thalles Roberto, ex-integrante da banda Jota Quest. O show foi realizado no estacionamento da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Canaã e Nailton lembra que na plateia havia 27 mil pessoas, e outras 8 mil ficaram do lado de fora do evento. Em 2013, o LouvaRei voltou para o sambódromo e, em outubro, trouxe de volta Thalles Roberto e ainda o cantor Fernandinho, que tocaram para 35 mil pessoas – o recorde de público da história do LouvaRei até o momento.
Desde o início, a produtora investe em atrativos inéditos
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A ginga do IMAGINASAMBA
‘Estamos REALIZANDO um SONHO de CRIANÇA’ prometem um show cheio de ginga e samba de primeira. Em entrevista, o vocalista do ImaginaSamba, Suel, fala sobre a expectativa de tocar no show comemorativo dos 25 anos de SPC, além da carreira e novos trabalhos. Manaus mais uma vez os acolhe de braços abertos, desta vez em uma apresentação muito importante, já que se trata do show comemorativo de 25 anos do Só Pra Contrariar. Como é para vocês estar de volta à cidade para participar dessa apresentação? Suel - Durante toda nos-
sa carreira ouvimos outros artistas falarem do carinho do público manauense e sempre tivemos um desejo muito grande de conhecer, então tocar pela segunda vez em um evento dessa grandeza em Manaus é um presente para nós. Estou realizando um sonho de criança tocando no mesmo palco com o grupo que marcou minha infância. Busquei muitas referências no Alexandre Pires para me tornar cantor. Vocês estão preparando algo novo para esse show em Manaus? Haverá alguma alteração no repertório
do que foi apresentado no último show na cidade? S - Levaremos algumas músicas no novo CD “Você ou ninguém mais”. No show tem uma música do SPC no momento de flashback, mas ainda estamos pensando se vamos tocá-la, afinal a grande atração da noite é o Só Pra Contrariar e preferimos ouvir na voz do Alexandre (risos). Entre as bandas que inspiram a carreira do ImaginaSamba podemos mencionar o SPC? De que forma a banda mineira influenciou na trajetória musical de vocês?
S - Com certeza. Inspira ao grupo pelo belo repertório que sempre tiveram, pela preocupação com figurino e pela postura serena que o grupo tem. Tentamos seguir pelo mesmo caminho. Como cantor, o Alexandre Pires está no topo da minha lista de ídolos. Sonho um dia ser completo como ele. Quais são os projetos do ImaginaSamba para este ano? S - O novo CD “Você ou ninguém mais” já está nas lojas e o clip da música “Escondidinho” está bombando nas redes sociais e no TVZ do Multishow.
SERVIÇO SPC – 25 ANOS E IMAGINASAMBA Quando 10 de maio Onde Piscina do Hotel Tropical Quanto De R$ 60 (pista/ meia) a R$ 150 (VIP meia) Central de Stand Amazonas vendas: Shopping e Loja Shopping Cidade Leste Informações 3303-0100/www. fabricaingressos. com
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mistura de romantismo e a pegada de Partido Alto, fazem do ImaginaSamba um grupo de sucessos marcantes nas rádios de todo o país. O mais recente é o hit “Escondidinho”, que já está nas redes sociais e no TVZ da Multishow. O ImaginaSamba, formado por sambistas cariocas, soma 10 anos de carreira e está em turnê divulgando o novo CD “Você ou ninguém mais”. O talento do grupo poderá ser conferido pelos manauenses no dia 10 de maio (sábado), na piscina do Tropical Hotel que, ao lado do Só Pra Contrariar (SPC),
Ponte Benjamin Constant, um dos cenários que receberam a iluminação de Peter Gasper
O legado do mestre da luz no AM Quem passeia nos fins de tarde pelos caminhos do parque Senador Jeferson Peres, admira a ponte Benjamin Constant e depois visita o largo São Sebastião com o imponente monumento em homenagem à Abertura dos Portos talvez não perceba o cuidadoso projeto de iluminação que dá vida a esses lugares. Um legado que o designer de luz Peter Gasper, falecido no feriado de 1º de maio no Rio de Janeiro, deixou ao Amazonas. Saídas de sua mente brilhante, as iluminações artísticas mudaram o significado de mera luz para arte. O
ARTE
Em toda a trajetória profissional do designer de luz Peter Gasper, falecido há dois dias no Rio de Janeiro, um hábito pode ser percebido: a constante transformação de luz em arte mesmo pode ser visto no ano passado, quando da reforma do bumbódromo de Parintins. Lá, toda a nova e arrojada iluminação foi criada por Gasper. “Tivemos o privilégio de trabalhar com
um artista da luz. Um mestre que nos ensinou e deixou sua assinatura no Amazonas”, comenta o secretário de Cultura do Amazonas, Robério Braga. A morte de Peter Gasper foi noticiada em rede nacional pela sua importância e a relevância do seu trabalho. Ele trabalhou em projetos de Oscar Niemeyer, da Rede Globo, da TV Bandeirantes e do SBT. São dele, por exemplo, os projetos de iluminação do Memorial JK, em Brasília. E o Museu de Arte de Niterói, no Rio de Janeiro. No Amazonas, seu trabalho segue vivo.
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Bate-rebate
TV Tudo
Uma das possibilidades... Levantadas nos últimos tempos foi a estreia de um infantil, com a dupla “Patati Patatá”. Só que ninguém mais falou sobre isso. Deram uma esfriada no caso. Pode ser que agora, depois de todo esse feriado, o assunto volte a fazer parte da pauta. Melhorou... O “CQC” está bem como programa, a sua direção soube realizar os ajustes que eram necessários e acertou a sua bancada com a Dani Calabresa, embora o Oscar Filho nunca tivesse decepcionado. Verifica-se que já existe um entrosamento dos mais interessantes da Dani com Marcelo Tas e
MÁRIO ADOLFO
Quer um filho Em episódio de “Tapas & Beijos” da próxima terça, na Globo, Djalma (Otávio Muller) aproveita a proximidade do Dia das Mães para tentar convencer a esposa, Flavinha(Fernanda de Freitas) a formar uma família. Deseja ter um filho. Djalma também quer que ela abandone o trabalho de dançarina na boate La Conga.
Marco Luque. ... Piorou Curioso é que, no instante em que o “CQC” soube se ajeitar na sua produção, a audiência deixou de responder à altura. Quando o programa estava pior, dava mais audiência. Mas agora, mesmo com as melhorias realizadas, os seus resultados deixam a desejar. Isto olhando só a Band. Na segunda passada, para se ter uma ideia, deu 2,4. História do Cirilo O caso do menino Jean Pau-
GLOBO / ALEX CARVALHO
“X” da questão A Rede TV! acabou com o “Morning Show”. Transformou o programa, que agora passa a receber outro título, “Muito Show”, e novos apresentadores, Babi Rossi, Andressa Urach e Vinícius Vieira. Vai entrar, diariamente, às 18h45. Estreia nesta segunda-feira. A dúvida é o que será do horário da manhã.
lo Campos só foi revertido graças à intervenção direta de Silvio Santos, que assegurou a permanência do Cirilo no SBT. Na gravação do Troféu Imprensa, ele já tinha dado a pista. Lá fora O seriado “Segunda Dama”, com Heloisa Périssé, já tem data para estrear no canal internacional da Globo. Começa em 15 de maio (mesmo dia por aqui) nos Estados Unidos e no dia 22 na Europa e África.
• Beto Richa, governador do Paraná, será o convidado do “Roda Viva”, da Cultura, nesta segunda. • A Band mandou o Denílson para a Espanha, ouvir os brasileiros que moram por lá... • ... Alguém poderá perguntar por que o Denílson? Pela simples razão dele, durante muitos anos, ter atuado no futebol espanhol. • O Megapix fechou abril com duas lideranças conquistadas na última semana... • ... Uma foi com “Adrenalina”, 1 e 2, no dia 23, primeiro lugar entre os canais de filmes... • ... E a outra, na exibição de “2012”, estreia, chegou ao topo da TV paga na noite do dia 25. • Ainda como parte das suas festividades de 4º aniversário, o Viva vai estrear o musical “Mixto Quente”, na próxima quarta-feira, 22h.
Patrícia Abravanel vai se afastar do SBT Patrícia Abravanel, grávida de cinco meses e à espera de um menino - do seu relacionamento com o deputado federal Fábio Faria, vai levar as gravações do programa “Máquina da Fama” até a última semana de julho. E com tudo que tem direito, inclusive o número especial, que vai ao ar uma vez por mês, onde ela faz a imitação de alguma celebridade.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Amanhã, de terno e gravata, Otaviano Costa vai estrear o seu quadro de perguntas e respostas no “Vídeo Show”, lembrando o consagrado “8 ou 800” de outros tempos. O apresentador titular Zeca Camargo também prepara o lançamento de dois novos quadros. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz* E-mail: novoasilva@yahoo.com.br
Contrário de si mesmo
ELVIS
REGI
GILMAL
A avant première do dvd “Táwapaiera” do Boi Bumbá Caprichoso, em Manaus, há duas semanas atrás, foi cercado de emoção e muitas expectativas. De início, sentimos o impacto da qualidade de imagem e, sobretudo, o esmero na produção do show. Uma cenografia arrojada, figurinos ainda que irregulares mas em sua maioria satisfatórios. No caso dos figurinos, há de se entender que não se pode pensar um figurino sem saber quem vai usá-lo e como vão utilizá-lo. Por vezes víamos o desconforto de alguns dançarinos que executavam coreografias acrobáticas onde, no conjunto, nos parecia uma sujeira estética e descabida, nos fazendo conjeturar (pois a câmera não mostrava) as quedas dos adereços de cabeça e dos braços. A elaboração de um figurino deve passar por uma cuidadosa pesquisa antes mesmo da fase de desenho e execução. A escolha da paleta de cores e o experimento com formas são etapas que o boi deveria ter atentado, como disse, não em todos os quadros, mas em alguns específicos. Esta é a nova gestão do bumbá Caprichoso capitaneada por Joilton Azêdo. Antigos ídolos voltaram à festa azul, mas ao contrário deste retorno firmarse como um festival de alegria e expectativas foi transformado, pelo menos pelas redes sociais e por muitos de seus torcedores, numa guerra declarada entre muras e mundurukus - lembram da divisão da torcida em 2000? -, uma espécie de contrários de si mesmos, um retrocesso que não enriquece ninguém e só fortifica o moral do verdadeiro contrário, o bumbá Garantido acostumado a driblar problemas e vencer com muitos méritos.
Mas ainda assim “Táwapaiera” guarda muitas qualidades. A sonoridade impressa nos arranjos sem as pieguices e clichês de anos anteriores é o principal destaque da parte musical, somado, claro, a qualidade dos intérpretes, músicos e vocais de apoio. A direção de imagens também foi bastante regular, mas por vezes, cansativa e sem criatividade. As passarelas que ladeavam o centro do Curral Zeca Xibelão, também palcos de apresentação, foram pouquíssimas vezes mostrado e o uso desenfreado do slow motion sem nenhuma justificativa ou sentido acabou por empobrecer ao invés de enriquecer a cena. Havia um preenchimento de cena demasiado, faltando dar ao espetáculo movimento. Quando se executa “Mérito de Paixão” com alunos da escolinha de arte acompanhando com o violão a interpretação de David Assayag, a sensibilidade na escolha do momento e o tom dramático constituíram um dos mais belos momentos do dvd. Se diminuíssem o preenchimento de palco em algumas das canções teríamos um conjunto artístico mais satisfatório, assim como a coreografia executada durante a canção “Naiades” em que houve um exagero de dançarinas em tecido “voile” com o típico movimento de braços fazendo alusão às águas. Mas “Táwapaiera” é um bom dvd, dos melhores já produzidos pelo bumbá Caprichoso. O grande desafio agora é enxergar que o momento é de união e festa, apagando com isso a fogueira das vaiadades, afinal, a grande estrela da festa é o bumbá Caprichoso, patrimônio imaterial vivo da Amazônia e do coração de muitos dos nossos.
Márcio Braz *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural.
Antigos ídolos voltaram à festa azul, mas ao contrário deste retorno firmar-se como um festival de alegria e expectativas, foi transformado, pelas redes sociais e torcedores, numa guerra declarada entre muras e mundurukus”
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Programação da TV
GLOBO
REPRODUÇÃO
5h
Santa Missa
6h
Amazônia Rural
6h30
Pequenas Empresas, Gran-
des Negócios 7h
Globo Rural
7h55
Auto Esporte
8h30
Esporte Espetacular
11h30
Esquenta
12h50
Temperatura Máxima - Mar-
maduke 15h
Futebol 2014 - Campeonato
Brasileiro - Bahia X Botafogo 17h
Domingão Do Faustão
19h45
Fantástico
22h05
Superstar
23h10
Em Busca de Campeões
0h10
Domingo Maior - Soldado
Universal 3 - Regeneração 1h50
Sessão De Gala - Contra
Corrente 3h45
Corujão - Tratamento De
Choque As noites de domingo ficam completas com as entrevistas em “De frente com Gabi”, no SBT
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES – 21/3 a 19/4 Procure desenvolver o gosto pessoal. Faça de suas afinidades naturais a base para a construção de coisas importantes. A vontade de estar com as pessoas está mais forte.
3h35
Série Americana
4h20
Festival De Desenhos
Cinema ESTREIA
SBT 5h 6h 7h 7h30 8h30 9h 10h 14h 18h 18h45 19h 23h 0h 1h 2h 3h20 4h
Jornal da Semana Igreja Universal Brasil Caminhoneiro Planeta Turismo Vrum Amazonas da Sorte Domingo Legal Eliana Roda a Roda Jequiti Sorteio da Telesena Programa Silvio Santos De Frente Com Gabi Nikita Chase A Perseguição Cult Big Bang Igreja Universal
BAND 5h Power Ranger – Rpm 6h Popeye 6h30 Santa Missa No Seu Lar 7h30 Sabadão Do Baiano 8h Power Ranger + Popeye 9h30 Popeye 9h45 Infomercial – Polishop 10h15 Power Rangers – Super Patrulha Delta
10h45 Verdade E Vida 11h Irmão Caminhoneiro 11h05 Minuto Da Copa – Boletim 11h10 Pé Na Estrada 11h35 Copa Petrobras De Marcas 12h35 De Olho Na Copa 12h40 Band Esporte Clube 14h Gol, O Grande Momento Do Futebol 14h30 Futebol 2014 – Ao Vivo 16h50 3º Tempo 19h Só Risos 20h Polícia 24h 21h Pânico Na Band 0h Canal Livre 1h Minuto Da Copa – Boletim 1h05 Alex Deneriaz 1h40 Show Business - Reapresentação 2h30 Igreja Universal
RECORD 6h 6h30 9h 10h 11h 15h15 19h20 23h15 0h15 1h15
Santo Culto Em Seu Lar Desenhos Bíblicos Amazonas Da Sorte Record Kids Domingo Show Hora Do Faro Domingo Espetacular Spartacus A Nova Super Máquina Programação Iurd
Cruzadinhas REPRODUÇÃO
TOURO – 20/4 a 20/5 As preocupações mais imediatas são atenuadas, permitindo momentos de agradável recolhimento e de dedicação a interesses pessoais. Cuide bem de seus bens materiais. GÊMEOS – 21/5 a 21/6 O convívio com amigos e amigas tende a ser bastante agradável neste dia. Você mostrará seu lado mais comunicativo e agradável ao estar junto a eles. CÂNCER – 22/6 a 22/7 A cooperação começa a favorecer o desenvolvimento profissional. Com sensibilidade e habilidade, mesmo os obstáculos complicados podem ser removidos do caminho. LEÃO – 23/7 a 22/8 A sensibilidade e a razão tendem a caminhar juntas na elaboração dos projetos e sonhos de vida. É favorável organizar um caminho que leve àquilo que pessoalmente lhe agrada VIRGEM – 23/8 a 22/9 Maior a disposição para se envolver com projetos de trabalho. Algum apoio material irá favorecer uma reforma ou mudança que se faça imprescindível no trabalho. LIBRA – 23/9 a 22/10 A harmonia começa a se fazer presente no casamento e nas relações associativas. Os projetos conjuntos podem ser um bom ponto de convergência entre vocês. ESCORPIÃO – 23/10 a 21/11 Fase de maior autoestima e boa disposição para a vida. Momento de muitas atividades que o aproximem das pessoas. O espírito de cooperação é fundamental neste dia. SAGITÁRIO – 22/11 a 21/12 Os sentimentos amorosos e as oportunidades de convívio vão convergir, favorecendo a realização das afeições. As conversas e as atividades agradáveis são estimulantes. CAPRICÓRNIO – 22/12 a 19/1 Harmonia doméstica e familiar é o que promete o dia. O conforto físico e o bom ambiente com as pessoas propiciam momentos de bem estar. A criatividade artística está em alta. AQUÁRIO – 20/1 a 18/2 O encanto por estar ao lado de pessoas bonitas ou natureza estética lhe fará muito bem. As relações de cotidiano e o envolvimento afetivo estão de mãos dadas. PEIXES – 19/2 a 20/3 A aquisição de algum objeto ou peça que lhe agrade esteticamente está na ordem do dia. O tino comercial está bastante ativo e você pode fazer pequenos bons negócios.
Getúlio: BRA. 12 anos. Agosto de 1954. O presidente da República, Getúlio Vargas (Tony Ramos), é acusado de mandar matar o maior inimigo político do seu governo. As investigações mostram que a ordem para o atentado saiu de dentro do Palácio do Catete. Getúlio tenta se manter no poder e provar sua inocência, mas comete um ato extremo. Cinemark 2 – 11h20 (exceto segunda-feira, terça-feira e quarta-feira), 13h40, 16h, 18h30, 20h50 (diariamente), 23h15 (somente sábado); Cinépolis Millennium 7 – 14h15, 16h45, 19h20, 21h40 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 16h15, 21h40 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 19h45 (diariamente); Playarte 10 – 12h55, 15h, 17h05, 19h10, 21h20 (diariamente), 23h25 (somente sexta-feira e sábado). Amante a Domicílio: EUA. 14 anos. Murray (Woody Allen) é um senhor de idade que, durante uma conversa sobre sexo, diz que conhece um gigolô. Ao saber o quanto poderia ganhar como cafetão, ele tenta convencer seu amigo, Fioravante (John Turturro), a entrar para o ramo. Após muita insistência de Murray, Fioravanti topa fazer um programa com a doutora Parker (Sharon Stone), que está bastante insegura por ser a primeira vez que trai o marido. Cinépolis Ponta Negra 3 – 13h10, 19h10 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 17h30, 22h15 (leg/diariamente).
O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro: EUA. 12 anos. Para Peter Parker (Andrew Garfield) não há nada melhor do que se balançar entre arranha-céus, ser um herói e passar o tempo com Gwen (Emma Stone). Mas ser o Homem-Aranha tem um preço: apenas ele pode proteger os novaiorquinos dos inacreditáveis vilões que ameaçam a cidade. Com o surgimento de Electro (Jamie Foxx), Peter precisa confrontar um inimigo muito mais poderoso do que ele. E com o retorno de seu velho amigo Harry Osborn (Dane DeHaan), Peter percebe que todos os seus inimigos têm uma coisa em comum: a OsCorp. Cinemark 1 – 15h30, 21h30 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 19h, 22h10 (3D/dub/exceto quarta-feira), 12h50, 15h50 (3D/dub/diariamente), Cinemark 6 – 11h50 (dub/exceto segunda-feira, terça-feira e quarta-feira), 14h50, 18h, 21h10 (3D/dub/diariamente), 0h15 (3D/dub/somente sábado), Cinemark 7 – 11h (3D/dub/exceto segunda-feira, terça-feira e quarta-feira), 14h10, 17h10, 20h20 (3D/dub/diariamente), 23h30 (3D/dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 1 – 13h30, 16h30 (3D/dub/diariamente), 19h30, 22h30 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 4 – 14h, 17h, 20h (dub/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 13h, 16h, 19h, 22h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 12h30, 15h30, 18h30, 21h30 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 13h, 16h, 19h, 22h (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 3 – 14h, 17h15, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h10, 18h30, 22h20 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h, 19h15 (3D/dub/diariamente), 16h10, 22h30 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 15h30, 18h45, 22h (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h30, 17h45, 21h (leg/diariamente); Playarte 1 – 14h10, 17h (3D/ dub/diariamente), 0h01 (3D/leg/somente quinta-feira), 20h (3D/leg/diariamente), 22h45 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 5 – 0h01 (dub/somente quinta-feira), 12h30, 15h15, 18h, 20h45 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 15h16, 18h01, 20h46 (dub/diariamente), 23h31 (dub/somente sexta-feira e sábado).
CONTINUAÇÕES Profissão de Risco: EUA. 14 anos. Cinépolis Ponta Negra 10 – 20h45 (leg/ diariamente). Inatividade Paranormal: EUA. 12 anos. Cinemark 3 – 13h10, 18h20 (diariamente), 23h40 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 2 – 20h20, 22h20 (dub/ diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 14h10, 16h30, 18h50, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 18h15 (leg/ diariamente); Playarte 2 – 19h10, 21h05 (leg/diariamente), 23h (leg/somente sex-
ta-feira e sábado), Playarte 3 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somentes sexta-feira e sábado); Playarte 4 – 19h21, 21h21 (dub/diariamente), 23h16 (dub/somente sexta-feira e sábado). Copa de Elite: BRA. 14 anos. Cinemark 1 – 13h, 18h50 (diariamente); Cinépolis Millennium 5 – 15h50, 21h50 (diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 13h15, 16h15, 18h40, 21h15 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 15h (diariamente); Playarte 9
– 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (diariamente), 23h35 (somente sexta-feira e sábado). Divergente: EUA. 14 anos. Cinemark 5 – 19h10, 22h20 (dub/ diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 12h30 (dub/exceto segundafeira e terça-feira), 15h30, 18h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 20h20 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 16h, 21h30 (leg/diariamente); Playarte 2 – 13h50, 16h30 (dub/diariamente), Playarte 8 – 12h50, 15h30 (leg/diariamente). Capitão América 2 – O Soldado Invernal: EUA. 12 anos. Cinemark 8 – 12h55, 15h45, 18h40, 21h50 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 13h10, 16h10, 19h10 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 12h40, 15h40, 19h15, 22h15 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 17h10 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 14h, 20h30 (3D/leg/diariamente); Playarte 7 – 12h30, 15h10, 17h50 (dub/diariamente), 20h30 (leg/diariamente), 23h10 (leg/somente sexta-feira e sábado). Noé: EUA. 14 anos. Cinemark 3
– 15h20, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 22h10 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 5 – 12h40 (dub/exceto segunda-feira e terça-feira), 18h40 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 14h25, 17h20, 20h40 (3D/ dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 20h35 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 17h (3D/leg/diariamente); Playarte 8 – 18h10 (dub/diariamente), 20h50 (leg/diariamente), 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado). Rio 2: EUA. Livre. Cinemark 5 – 11h30 (dub/exceto segundafeira, terça-feira e quarta-feira); Cinépolis Millennium 2 – 12h50 (dub/exceto segunda-feira e terçafeira), 15h15, 17h50 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza - 6 – 12h50, 15h20, 17h50 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h10 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 13h30, 19h (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h15, 15h45 (dub/diariamente); Playarte 4 – 12h40, 15h, 17h10 (dub/diariamente), Playarte 6 – 13h10 (dub/diariamente).
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014
ALEX PAZUELLO/AGECOM
Intelectuais de destaque O governador José Melo, com o imortal Arlindo Porto, em recente cerimônia de entrega da Medalha Péricles de Moraes, concedida pela Academia Amazonense de Letras a intelectuais de destaque nas áreas de artes, letras e mecenato
::::: Falando em faixas... Um costume distorcido e corriqueiro precisa ser combatido pelo Detran-AM em forma de conscientização. O fato de existirem faixas de pedestres em inúmeros cruzamentos dotados de semáforos, não dá o direito ao transeunte de estender a mão esperando que o veículo pare quando o sinal está verde para que ele passe. Tal prática não pode ser adotada porque ali a lei é o semáforo. É ele que diz quem deve parar e quem deve passar. O editor deste já presenciou cenas no mínimo surreais de pedestres indignados porque tal carro não parou quando se estendeu a mão pedindo passagem. Como, se o sinal está verde para o veículo? Pela fé!
::::: Contradição
Interessante observar o comportamento de figuras endinheiradas ao volante de possantes de luxo pelas ruas e avenidas de Manaus. O clássico e irregular estacionamento da lateral do Manauara Shopping reúne imagens únicas de Land Rovers, BMWs, Mercedes e outras marcas ali estacionadas porque o fino não quer ou não pode pagar míseros R$ 5 de taxa. Em áreas próximas a badalados restaurantes, é possível presenciar cenas de tantos outros carros luxentos ocupando o passeio público. Traduzindo: o dinheiro até trouxe um carrão, mas, a educação não... Oremos!
Jander Vieira
Suellen Pacheco
FOTOS: JANDER VIEIRA
A bela anfitriã: Karyne Medeiros
A linda e visionária Karyne Medeiros não é nem de longe apenas um rostinho bonito. A sinhazinha do Caprichoso comandou uma das mais concorridas inaugurações de seu Studio Bioequilíbrio Fisioterapia & Pilates, no Premium Center, na João Valério. Moderno e clean, o lugar é um templo para quem quer deixar o seu corpinho em dia de bem com a saúde. Sucesso à empresária Karyne!
Orsine Oliveira Jr. e sua mamma Ana
::::: Sala de Espera Amanhã, Mazé Chaves, senador Alfredo Nascimento, Patrícia Benayon, José Maria Muniz, Janaína Vieira, Valéria Villela e Rosina Limongi Marques estarão trocando de idade. Os cumprimentos da coluna. Nos próximos dias 9 e 10, o Dulcila da Ponta Negra será palco da primeira edição do “Bazar e Brechó First Look”, com entrada liberada, das 10h às 22h. O evento contará com diversas lojas de roupas, joias, pet shop, fitness e muitos mais. Mais informações: 8135-2210. O La Farruca está sob novo comando. Trata-se da chef Juliana Campelo de Souza, que promete fazer bonito e já tem sua sugestão no cardápio como a costela suína caramelizada ao molho de barbecue, uma delícia! O Sporting Bar, fincado no coração do Vieiralves, está de portas abertas. O visionário Ricardo Atala é quem assina a inauguração do lugar que pretende fazer a diferença. Vale conferir!
jandervieira@hotmail.com @hotmail.com - www.jandervieira.com.br
::::: Presente para Manaus
D7
A top-quituteira Charufe Nasser comandou durante a semana, a velha e boa sessão de delícias regionais da Chachá. Divino! A bambina Helena com a avó Meire Medeiros, mãe de Karyne
France e Henrique Medeiros
É com um coquetel na Academia de Tênis da Ponta Negra, realizado pela Federação Amazonense de Tênis, que será dada a largada para o início do Circuito Amazonense de Tênis. A Alquimia Culinária e a PDG e Aliança, alinhavaram parceria para formar uma turma de alunos composta por clientes das duas empresas da construção civil.
Márcia e Luís Carijó
Adriana Cidade e Vandex Alvino
Deputado Francisco Souza
Marilza Mascarenhas, Waisser Botelho e Karla Costa
O global Ricardo Pereira será o recheio do coquetel de lançamento do Residencial do Bosque Flores, na próxima terça-feira, às 19h30. Quem assina é a Colmeia
D8
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014