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EM TEMPO - 31 de agosto 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

ANJOS DO ASFALTO

RICARDO OLIVEIRA

ANO XXVI – N.º 8.463 – DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

NOSSAS CRIANÇAS ESTÃO NAS RUAS

DIEGO JANATÃ

Cai número de fumantes em Manaus

DIVULGAÇÃO

FILHAS DO ABANDONO E DO DESCASO, CRIANÇAS OCUPAM AS RUAS DE MANAUS E SE DEDICAM AOS MALABARISMOS DA VIDA PARA “DESCOLAR UNS TROCADOS” E GARANTIR, PELO MENOS, UMA REFEIÇÃO PARA A FAMÍLIA. PORÉM, NEM TUDO ESTÁ PERDIDO. ESSES MENINOS QUE SE VEEM OBRIGADOS A ENCARAR AS MAZELAS DO DIA A DIA PODEM SER RECUPERADOS POR MEIO DE AÇÕES SOCIAIS QUE DEVOLVAM A ELES O DIREITO DE SER CRIANÇA. CANDIDATOS AO GOVERNO DO AMAZONAS APRESENTAM SUAS PROPOSTAS PARA AFASTAR OS MENORES DAS DROGAS E DA CRIMINALIDADE. DIA A DIA B2 E B3 E ELEIÇÕES 1

Dia a dia B7

RACISMO

Projeto vai revitalizar Santa Casa

Dia a dia B1

Uma obra para melhorar o trânsito

Dia a dia B6

O racismo no esporte tem se tornado comum. Na semana passada foi a vez do goleiro Aranha (foto), do Santos, ser vítima de preconceito. Casos de ofensas sofridas por jogadores são preocupantes para uma sociedade que se diz livre e justa. Pódio D4

A ciranda Tradicional abriu o festival, na sexta-feira, no Parque do Ingá

CAPITAL DA CIRANDA

O 18º Festival de Cirandas de Manacapuru tomou conta do fim de semana. A festa, que termina hoje, esquenta com a competição entre Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional. Última Hora A2

OS MILHÕES DO FACEBOOK O Facebook já conta com 1,32 bilhão de usuários ativos. No Brasil, 89 milhões estão conectados à rede social. Elenco 23

Plateia

NO EMBALO DO ROUPA NOVA

Festejando 34 anos de carreira, o Roupa Nova (foto) traz a Manaus releituras de clássicos e canções do novo trabalho. Plateia C8

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.

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ELENCO

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HOJE É DOMINGO BENEFÍCIOS DA MAÇÃ Maçã ajuda a branquear os dentes, polir gengivas e eliminar restos de alimentos que podem causar manchas. Saúde F2

TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Bairros ficam sem energia Trânsito nas principais avenidas da cidade ficou comprometido devido à falta de semáforos. Abastecimento de energia elétrica também ficou prejudicado na Região Metropolitana de Manaus, afetando os municípios de Manacapuru e Iranduba

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

M

ais de 20% da cidade ficou sem energia, na manhã de ontem. Informações repassadas pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) dão conta de que bairros das zonas Leste, Norte, Centro-Sul e Centro-Oeste tiveram o abastecimento comprometido. Semáforos de diversas avenidas não funcionaram por conta da falta de energia, o que dificultou o tráfego dos veículos. Segundo o Manaustrans, ficaram sem funcionar durante a manhã de ontem os semáforos das avenidas Umberto Calderaro com Marciano Armond no bairro Adrianópolis; Constantino Nery com Pedro Teixeira com Lóris Cordovil, no bairro Dom Pedro; avenida Brasil com Tobias Barreto, no bairro Compensa; avenida Max Teixeira, no bairro Cidade Nova e na rotatório do Eldorado, no Parque 10 de Novembro. Também foi registrada falta

de energia nos bairros São José, São Jorge e Alvorada. Região metropolitana Nos municípios de Manacapuru e Iranduba - localizados respectivamente a 69 e 21 quilômetros da capital - a população também teve o abastecimento de energia comprometido des-

INTERRUPÇÃO

Em nota, Manaus Ambiental informou que na terça-feira ocorreu uma baixa pressão no abastecimento de água do Nova Cidade, devido à oscilação de energia na unidade do Monte das Oliveiras de a sexta-feira (29). “Na sexta-feira, ficamos sem luz e voltou tarde. Hoje de manhã (ontem) passou o tempo todo indo e voltando. Já desligamos todos os eletrodomésticos para não queimar”, disse a moradora do distrito do Cacau Pirêra, Fernanda Silva.

Água Moradores dos bairros Nova Cidade e Novo Israel, na Zona Norte, denunciaram falta de abastecimento de água que iniciou sexta-feira (29) e se estendeu por todo este sábado. “Cheguei em casa do trabalho na sexta à noite e até agora (ontem de manhã) não consegui tomar banho. Tem vizinho que já foi para as casas de parentes tomar banho porque não sai uma gota da torneira”, reclamou a moradora do bairro Novo Israel, a comerciante Jennifer Lira, 29. Por conta da falta de água, as atividades de casa programadas para serem realizadas ontem tiveram que ser canceladas. “Não pude cozinhar, nem lavar a roupa da semana e aproveitar o sol que fez”, lamentou Lira. No bairro Nova Cidade não foi muito diferente. Segundo os moradores da rua 201, desde a última terça-feira (26), a água tem chegado às torneiras com baixa pressão.“A água estava vindo tão fraca que não subia na caixa”, desabafou a nutricionista Amanda Santos, 27.

MANACAPURU

PARINTINS

Árvores plantadas como protesto A falta de manutenção na malha viária de quatro bairros, duas comunidades e na estrada que leva ao aeroporto Júlio Belém, localizados no município de Parintins - a 369 quilômetros de Manaus -, fez com que os moradores do lugar realizassem um protesto inusitado na cidade. Várias mudas de palmeiras foram plantadas nas áreas em que foram abertos buracos no asfalto. “Os moradores organizaram um grande mutirão para tapar os buracos com o plantio de coqueiros e bananeiras. Há muito tempo, a prefeitura não faz manutenção nas ruas dos bairros mais afastados e comunidades. Parecem não ligar para essas coisas

Comércios e restaurantes das áreas afetadas pela falta de energia elétrica também reclamaram

da cidade”, afirmou um morador que pediu para não ter o nome divulgado. O plantio foi feito durante as madrugadas de quarta-feira (27), quinta (28) e sexta-feira (29). “A ação não prejudicou o tráfego dos veículos, conseguimos passar normalmente, mas se antes tinhamos que desviar dos buracos, agora temos que desviar das árvores”, apontou. Prejudicados De acordo com informações repassadas pelo jornalista Tadeu Souza, os bairros que estão com a malha viária mais prejudicada e tiveram as vias tomadas de mudas pelos manifestantes foram Palmares, João Novo e Djard

Vieira. Além das estradas de acesso às comunidades Macurani, Parananema e a estrada de acesso ao aeroporto. Consequências A cheia deste ano, segundo o moradore que não quis se identificar, também contribuiu para que os problemas estruturais da cidade aparecessem. Como boa parte das ruas ficaram cobertas pela cheia, as vias ficaram com a infraestrutura comprometida. A equipe de reportagem do Em Tempo tentou entrar em contato com a Prefeitura de Parintins, pelos números (97) 3533 - xxxx, mas não obteve retorno.

Ciranda encanta Parque do Ingá THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

Na abertura do Festival de Cirandas de Manacapuru, na sexta-feira à noite, a Ciranda Tradicional levantou e encantou o público com o tema “Sonhos Sonhados, Manacapuru Festival Encantado”. Apesar do atraso, que deixou uma parte da torcida impaciente, dentro da arena do Parque do Ingá a ciranda superou todos os obstáculos e agradou os mais de 7 mil expectadores que estiveram presente. Antes mesmo de começar a apresentação, a Torcida Organizada da Tradicional (TOT), já fazia bonito e demonstrava um pouco do espetáculo que daria nas arquibancadas. Para o presidente da torcida, Rosivaldo Pinto, o atraso não prejudicará a avaliação dos jurados e acredita

que a ciranda pode vencer o festival depois de quatro anos. Já a TOT, o objetivo é conquistar o bicampeonato das torcidas.

PERSONAGENS

que estava marcada para começar às 21h30, começou às 0h40, com quatro horas de atraso. Segundo Vivaldo Azevedo, o principal motivo para o atraso foi a forte chuva registrada durante a tarde da última sexta-feira, que impediu que as alegorias fossem finalizadas.

Atraso O 18° Festival de Ciranda de Manacapuru iniciou com o pé esquerdo. A apresentação da ciranda Tradicional,

Inovação Um dos motivos para o atraso no começo do festival foi o guindaste que ajudaria na montagem das alegorias. A chegada do equipamento em Manacapuru atrasou e o guindaste que até então era vilão, rapidamente virou o mais forte aliado da Tradicional. O cordão principal também foi um ponto forte da ciranda. Trazendo para a arena personagens dos contos infantis.

O refrão da ciranda Sonhos Sonhados foi cantado por boa parte do público, que aprovou a proposta da Ciranda Tradicional, com os personagens Rapunzel, Branca de Neve e os sete anões, e outros

DIEGO JANATÃ

Branca de Neve e outros personagens das histórias infantis agradaram o público presente

Fim de festa com muito samba O sambista carioca Dudu Nobre não deixou o clima de festa diminuir e colocou o público presente no Parque do Ingá para sambar logo após a apresentação da ciranda Tradicional. Su-

bindo ao palco às 3h30, o cantor tocou muitos sambas antigos que fizeram sucesso em todo o Brasil. Essa foi a primeira vez que Dudu tocou em Manacapuru, fato que o deixou

orgulhoso. “Sempre me sinto bem em tocar no Amazonas e aqui não vai ser diferente. Minha primeira apresentação em Manacapuru e o público gostou”, disse.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

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Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

O eleitor não pode esquecer Enquanto na Câmara Municipal de Manaus apenas dois dos 41 vereadores ensaiam preocupação com a situação deplorável dos igarapés, as 61 cidades do interior não têm nenhum planejamento para acabar com o lançamento de dejetos nos rios e o governo do Estado continua sua luta pela construção de um porto no Encontro das Águas (o processo está no Supremo Tribunal Federal). A ONG Trata Brasil alerta que se o avanço do saneamento básico continuar no mesmo ritmo, o país chegará a 2034 ainda com uma vasta população sem acesso à água encanada e à rede de esgotos. O estudo da Organização Não Governamental foi publicado na quarta-feira (27), com análise de dados oficiais dos 100 maiores municípios, entre 2008 e 2012. Com relação ao desperdício de água, a capital amazonense está entre as cidades com as piores avaliações, considerando acesso à água, coleta e tratamento de esgoto e o índice de perdas. O tratamento do esgoto é considerado crítico na maioria das cidades: 88 delas não tratam nem 40% dos dejetos. A exceção é a capital paranaense, que trata 88,3% de seus efluentes. Para o presidente da ONG, Édison Carlos, o tratamento do esgoto, porém, é crítico na maioria das cidades: 88 delas não tratam nem 40% dos dejetos. A exceção é a capital paranaense, Curitiba, que trata 88,3% de seus efluentes. Ele avalia que preterir o tratamento de esgoto é “um tiro no pé”, especialmente na atual crise hídrica. Há quem prefira um viaduto, por sua visibilidade, a “enterrar canos” que ninguém vê. O estudo aparece no melhor momento para a reflexão dos brasileiros, que escolherão a(o) presidente da República e deputados estaduais e federais. Água e esgoto não têm aparecido nos programas de governo, se alguém notou. E o Amazonas não é o melhor exemplo de aproveitamento desses recursos.

Trocando de Eduardo Apesar da experiência e competência, o jornalista e mediador Otávio Ceschi Júnior – que trabalha há mais de 20 anos na Band – cometeu um deslize no debate entre os candidatos ao governo do Amazonas. A “rata” arrancou risos de candidatos e da plateia de jornalistas que cobria o confronto. Em um dos blocos, ao direcionar a pergunta para Eduardo Braga, Otávio Ceschi se descuidou e chamou o candidato do PMDB de “Eduardo Campos”. Sem nada a fazer, ele mesmo caiu na gargalhada. Mas isso não comprometeu em nada o debate. Até porque acontece, também, com os melhores jornalistas de Londres. Terra Viva Atualmente, Ceschi está no canal Terra Viva, do Grupo Bandeirantes. Como âncora do programa Dia Dia Rural. Marina é o “novo Lula” Diante do crescimento de Marina Silva (PSB), muitos teóricos, entre cientistas políticos, marqueteiros, colunistas e até pai de santo vêm tentando explicar o fenômeno. Alguns deles até chegam a comparar Marina com uma espécie de “novo Lula”. Velho e o novo Esta é a tese dos tucanos e petistas. Eles têm convicção de que Marina Silva é mesmo o novo Lula. E o PT terá de sacar o velho Lula para enfrentar o “novo Lula”. Fenômeno psicossocial Os Aecistas são sofisticados em sua tese. Eles veem Marina como “um fenômeno psicossocial’. Os marqueteiros tucanos avaliam que Marina virou uma idealização. E, para derrubá-la, seria preciso “colocar o dedo na cara dela’. Merval garante Já o colunista Merval Pereira, do “Globo”, garante que Marina já está praticamente eleita. Aécio Neves (PSDB), na sua visão, seria o homem certo na hora errada, uma vez que Marina estaria se apropriando do seu discurso

e de suas bandeiras. Interrogatório William Bonner é um bom âncora? É, sim, e, talvez, um dos melhores do país. Mas não precisa adotar um estilo tão agressivo para entrevistar os presidenciáveis. Em alguns momentos, a entrevista ganha tom de interrogatório. Esganando Marina Na entrevista “contra” Marina, o apresentador parecia que estava irritado e só faltou apertar o pescoço da candidata. Serenidade Apesar da agressividade de William Bonner, a candidata do PSB ao Planalto pode até não ter se saído muito bem, mas não se intimidou. Respondeu pausadamente as perguntas, em estilo interrogatório, e em nenhum momento perdeu a serenidade. Arma química Bonner não conseguiu fazer isso com o Pastor Everaldo, candidato do PSC à Presidência da República, porque ele usou uma “arma química” para intimidar o âncora. Flatulência Acredite, o Pastor Everaldo, candidato a presidente pelo PSC, soltou um “pum” dentro do estúdio da Rede Globo, durante entrevista a

APLAUSOS

elvis@emtempo.com.br

William Bonner e Patrícia Poeta, no “Jornal Nacional”. Cara de pau Na maior cara de pau, o pastor Everaldo confessou e falou sobre a suposta flatulência que teria soltado durante entrevista ao “Jornal Nacional”. — Vou te confessar um segredo: teve “pum”. Mas foi silencioso e sem cheiro. Força do “pum” Quarto colocado nas principais pesquisas de intenção de voto, Pastor Everaldo ainda comemorou sua postura no debate. — Consegui dizer o que penso sobre temas caros à comunidade evangélica. Rádio Nacional A Rádio Nacional da Amazônia completa, nesta segunda-feira (1º), 37 anos no ar. São mais de três décadas levando informação, por meio das ondas curtas, aos ouvintes da região da Amazônia Legal. Orelhão da Amazônia O alcance social da Rádio Nacional é gigantesco. A rádio é carinhosamente chamada de “Orelhão da Amazônia”. Notícia na aldeia Leva informações aos mais longínquos lugares da região, em especial aos agricultores, pescadores, ribeirinhos, indígenas, extrativistas, seringueiros, garimpeiros, jovens e mulheres.

VAIAS

Festa da Democracia

Elvis

Briga pelo Hotel Cassina

RAIMUNDO VALENTIM

DIVULGAÇÃO

Para o espetáculo de bandeiras políticas, balançadas por milhares de cabos eleitorais que, neste sábado, transformaram Manaus na cidade da democracia. O espetáculo é bonito de se ver, principalmente quando se observa que as coligações adversárias mantêm o respeito entre si.

Para a disputa pelo casarão em ruínas do Cabaré Chinelo (Hotel Cassina), que está se acabando e não se decide quem vai fazer a restauração, se o Estado ou a prefeitura. Enquanto eles não decidem, o tempo vai consumindo o que restou do prédio histórico, apagando parte da história de Manaus.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

A morte dos botos Leio nos jornais e vejo na televisão que os nossos botos estão morrendo. Aliás, assassinados, num processo de dizimação, de massacre que, se continuar, acabará por levá-los à extinção. Falo deles como “nossos” porque poucos animais estão tão profundamente enraizados no imaginário do nosso povo quanto o boto, animal mágico, “bicho do fundo”, que em certas noites sai das profundezas dos rios para se transmudar em gente e lançar-se nas aventuras eróticas que geralmente resultam nas gravidezes misteriosas e temidas por todas as famílias caboclas. Segundo o mito, favorecido pelo fato de que é um bicho mamífero, portador de genitais muito semelhantes aos humanos, é sempre um homem claro, aloirado, que surge nas festas interioranas com um chapéu que lhe esconde o furo no alto da cabeça e, muito guapo, seduz as moçoilas virgens com rara competência. Pela descrição, é de supor que se trate sempre do boto vermelho, pejorativamente alcunhado pelos alienígenas de “boto cor de rosa”, já que o outro, o tucuxi, por sua cor escura, teria que se transformar em jovem moreno. Também surpreendente o fato de que nenhuma “bota”, mesmo dotada da genitália de mulher, jamais saiu do fundo para seduzir algum rapaz. A mitologia amazônica também tem seus traços machistas e certamente não considerou tal ação digna da moral de uma “bota” de família. Conquistar, pelo menos até a época da geração do mito, era exclusivamente coisa de macho. Às fêmeas, cabia apenas o resguardar-se das investidas masculinas e preservar sua pureza e, sobretudo, sua virgindade.

Como boto, não cria mito, que sempre brota de cabeça humana, o seu também nasceu com as marcas e os sinais da cultura dos homens que era, e ainda é, fundamentalmente machista. Mas, voltando do mundo mítico para o real, os botos não estão sendo dizimados por pais ou namorados de donzelas desonradas, mas por pescadores ambiciosos que transformam os pobres bichos em isca para a pesca de um peixe até agora pouco conhecido por nós, um tal de “piracatinga”. Se “pira”, em nheengatu, é peixe e se “catinga” é mau cheiro, fedor mesmo, então se trata de um peixe fedorento e fica explicada a razão pela qual nós, amazonenses, não o comemos. Além disso, é uma espécie necrófaga, comedora de cadáveres, mas que, na Colômbia, é iguaria apreciada. Então fica tudo entendido: mais uma vez o dinheiro dita as normas e governa o mundo dos homens, ou seja, a piracatinga vale dinheiro na Colômbia e os caboclos do Solimões não estão isentos do poder de atração da grana e, assim, correm atrás dela com tudo o que têm, no caso com a sua habilidade pesqueira. Só que o pobre boto, além de mito, é bicho, mas não é gente e nada tem a ver com a corrida ao dinheiro, que não é do seu interesse. Nem deveria entrar como elo dessa cadeia alimentar, já que não se liga diretamente ao homem e nem à piracatinga, pois, até agora, não come gente, não é comido por ela, como também não come nem é comido pela piracatinga, pelo menos in natura. Alguma coisa tem que ser feita para salvar da extinção os nossos botos, em nome do equilíbrio da vida nos nossos rios e em nome da mitologia amazônica.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Se ‘pira’, em nheengatu, é peixe e se ‘catinga’ é mau cheiro, fedor mesmo, então se trata de um peixe fedorento e fica explicada a razão pela qual nós, amazonenses, não o comemos. Além disso, é uma espécie necrófaga, comedora de cadáveres, mas que, na Colômbia, é iguaria apreciada”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

A economia já não vinha em um bom momento – desde outubro que a indústria está tecnicamente em recessão –, mas a Copa piorou o resultado. Tivemos um período em que o país praticamente parou, e os setores envolvidos no evento não lucraram o esperado. (...) Historicamente, o período eleitoral levanta o crescimento da economia. Se não tivesse a eleição, os resultados do segundo semestre poderiam ser piores

O PSDB vai ao ataque Vice na chapa de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) abre a artilharia contra Marina Silva. Ele acusa a rival de usar uma “identidade postiça” para ganhar votos. “Ela improvisou uma personalidade palatável para esconder a imagem de sectarismo que sempre a caracterizou.” O tucano ironiza o discurso da “nova política”. “Marina demoniza Sarney, Renan e Collor. Os três apoiaram o governo Lula, do qual ela foi ministra. Eles prestavam e agora não prestam?”, questiona. Trator O vice de Aécio ironiza os esforços da adversária para se aproximar do agronegócio. “É mais uma conversão de última hora. Marina comandou uma luta sem quartel contra o Código Florestal. A proposta dela inviabilizaria metade das terras agricultáveis do país”. Arado Aloysio acusa a rival de dizer “bobagens” sobre os transgênicos. “O que ela defende é uma asneira. Ela quer que em algumas áreas se possa plantar, e em outras, não. Então, alguns brasileiros podem comer sementes que fazem mal à saúde, segundo a visão dela, e outros não?”. Ideias O tucano levanta dúvidas sobre a pregação de Marina contra a polarização entre PT e PSDB. “Ela integrou por 20 anos um partido sectário e rancoroso, que manteve uma guerra sem trégua com o PSDB”, acusa. Hare Rama O senador ainda ironiza as novas companhias da presidenciável no PSB. “O Heráclito Fortes não é nenhum fanático pela propriedade coletiva dos meios de produção. Ele está tão próximo do socialismo quanto eu do hare krishna”.

Vem comigo Aloysio falou à coluna na sexta à noite, antes de o Datafolha mostrar que Marina abriu 19 pontos de vantagem frente Aécio. Sobre bandeiras tucanas que apareceram no programa da ex-senadora, disse: “Acho ótimo. É sinal de que ela pode nos apoiar no segundo turno”. Até em casa É grande a preocupação no comitê de Aécio com o risco de uma dupla derrota em Minas Gerais. O candidato dava como certo que venceria as eleições para presidente e governador no Estado. Agora a ordem é fazer tudo para salvar Pimenta da Veiga (PSDB), que está atrás de Fernando Pimentel (PT). Despolarizou Aécio viu Marina disparar como a candidata da oposição. Há 10 dias, o tucano tinha 34% dos votos de quem classifica o governo Dilma Rousseff (PT) como ruim ou péssimo, contra 33% da exsenadora. Agora Marina abriu 21 pontos de vantagem: 48% a 27%. Já foi Antes da divulgação da pesquisa, o maior medo dos aliados de Aécio era exatamente

que Marina roubasse os votos antipetistas já no primeiro turno. “Não podemos deixá-la ocupar esse espaço”, dizia um tucano. É ela Os eleitores que querem mudanças no próximo governo também migraram para Marina. Nesse grupo, a ex-senadora tem 39% das intenções de voto contra 24% de Dilma e 18% de Aécio.

Carlos Stempniewski, professor de Economia e Política das Faculdades Rio Branco, explica o mau momento da economia brasileira e suas possíveis causas.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br

IONE MORENO

Grotões A presidente não perdeu um ponto sequer nos municípios com até 50 mil habitantes, que concentram um terço do eleitorado brasileiro. Permaneceu com os mesmos 44%, enquanto Marina subiu de 17% para 29%. Vou lá Dilma teria vantagem se o voto no Brasil fosse facultativo. Entre os entrevistados que iriam às urnas mesmo se não fossem obrigados, a petista aparece com 40%. Marina tem 34% e Aécio, 17%. Nosso Guia Militantes petistas beijaram os sapatos de Lula na última quinta, em São José dos Campos (SP). Ele pedia votos para o afilhado Alexandre Padilha em um carro de som com piso baixo.

Tiroteio

Na esquina da Getúlio Vargas com Leonardo Malcher, esse prédio está esperando qual incentivo para cair sobre carros e pedestres? É o passado de olhos vazados da cidade que se despede da modernidade. Quem será o proprietário dessa relíquia? Quanto pagará (ou não) de imposto para manter esse vazio em plena decadência?

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Alckmin culpa o governo federal pelos seus problemas. Só falta dizer que o ladrão que rouba em SP entrou pela fronteira do país”

Califado

JOSÉ AMÉRICO (PT), presidente da Câmara Municipal de São Paulo, sobre o discurso do PSDB de que Brasília tem culpa pela criminalidade no Estado.

O mundo ficou chocado com a degola de um jornalista por membros de um autodeclarado Califado no Norte do Iraque. Uma realidade política que foge à racionalidade moderna que criou os Estados nacionais, a democracia representativa e as relações entre os povos. O mundo assiste ao ressurgir de uma forma de organização política que pensávamos superada pela humanidade depois de séculos de pensamento filosófico e de purificação teológica que levaram adiante a ideia e o direito à liberdade religiosa. Os cientistas políticos e os estrategistas militares estão tentando entender e explicar o que está acontecendo e as consequências econômicas, políticas e militares. Não me atrevo a dar palpites e explicações neste nível. Mas como os carrascos justificam a sua ação a partir da fé que professam, se acende nas minhas preocupações uma luz vermelha. Como a fé em Deus pode levar a tais absurdos comportamentais ou mesmo justificá-los? Isto poderia acontecer entre nós? O que fazer para impedir ou prevenir tais excessos? No Brasil, aqui e acolá se manifesta o ódio religioso. Assistimos episódios deploráveis como o chute de uma imagem, quebra de outras, invasão de terreiros, discursos que diminuem a dignidade alheia exaltando a própria opção religiosa como único caminho de salvação. Em outras palavras, o perigo existe quando se sataniza a experiência humana do outro, quer seja ela religiosa ou afetiva. Se o outro está possuído, tomar a decisão de destruí-lo se justifica. Tudo começa no plano do discurso e do simbólico e não

Contraponto

A bomba do Amaral O presidente do PSB, Roberto Amaral, atribui a um mal-entendido a fama de defensor da bomba atômica brasileira. Ele conta que, na primeira entrevista como ministro de Ciência e Tecnologia de Lula, em 2003, disse que o país precisava de “todo o conhecimento” nuclear. — No dia seguinte, estavam repetindo que eu defendia a bomba - lembra o novo aliado de Marina Silva. Preocupado, ele ouviu o conselho de um marqueteiro: — É melhor não desmentir. A fala abriu crise no governo petista e levou a ONU a pedir esclarecimentos ao Palácio do Planalto. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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faltará um desequilibrado para passar para a agressão física. A própria forma de transmitir a verdade, julgada única, pode ser agressiva, barulhenta, invasiva, criadora de medos e temores. A Igreja Católica, depois de muitas idas e vindas, nos anos sessenta do século passado reconheceu a liberdade religiosa como inerente à verdade, que não pode ser imposta a ninguém. Usar de meios violentos para impor a verdade vai contra a própria revelação cristã, e contra a própria noção de religião. Seria um exagero dizer que no nosso país existe perseguição religiosa organizada e sistemática. Mas é preciso estarmos atentos aos sinais de intolerância que podem facilmente descambar para a irracionalidade. Como cidadãos, não podemos aceitar discursos agressivos, infrações à lei do silêncio em nome da evangelização, uso dos mecanismos democráticos para impor-se como grupo privilegiado e a utilização de privilégios fiscais para criar impérios econômicos. Não somos melhores, nem mais civilizados, ou humanamente superiores às populações que caíram na barbárie de grupos que bradam o nome de Deus quando assassinam. Defendamos as nossas instituições democráticas e o nosso ordenamento jurídico para não cairmos na tentação do fanatismo e do fundamentalismo, venha de onde vier, mesmo que revestido de prosperidade e sucesso, fazendo uso da mais moderna tecnologia e técnicas avançadas de comunicação e propaganda. O Estado brasileiro deve estar atento a um direito fundamental que é o da integridade física e psicológica dos cidadãos.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Não somos humanamente superiores às populações que caíram na barbárie de grupos que bradam o nome de Deus quando assassinam. Defendamos as nossas instituições democráticas e o nosso ordenamento jurídico para não cairmos na tentação do fanatismo e do fundamentalismo”


Economia

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

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‘Expansão dos incentivos da ZFM é um equívoco’

DIVULGAÇÃO

Na avaliação do economista Serafim Corrêa, estender os benefícios para outros municípios da RMM vai onerar empresas

A

proposta para expandir os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) para os limites dos municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM) é um “equívoco”. A avaliação é do economista Serafim Corrêa. Segundo ele, qualquer município próximo da capital que produzir e vender para Manaus terá muito mais incentivos do que se o local passar a ser contemplado pelos benefícios da ZFM. Ele salienta ainda que quando ocorre qualquer venda para Manaus, a partir de um município da RMM, os incentivos são os de uma compra do restante do Brasil, que é a operação mais incentivada. Nessa compra, conforme Serafim, há isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), geração de crédito fiscal de igual valor do ICMS isento, alíquota 0 no PIS/COFINS, sendo que nas vendas dentro da ZFM, os incentivos são apenas a isenção de IPI. “Essa proposta não vai ampliar os incentivos, ao contrário, vai diminuí-los”, salienta o economista. Serafim cita como exemplo o caso das olarias que estão em Iranduba (a 27 quilômetros da capital). Hoje, essas empresas, quando vendem para Manaus, são isentas de IPI, ICMS, geram crédito fiscal e não pagam PIS, nem Cofins. “Mas se essas empresas estiverem dentro do limite da Zona Franca, pagarão todos esses impostos na mesma venda, ou seja, terão prejuízos, pois o preço do tijolo vai aumentar em torno de 40%”, destaca. Serafim diz que só os incentivos fiscais não atraem as empresas. Segundo ele, é preciso

que o local tenha o mínimo de infraestrutura, como porto, aeroporto, agência bancária, repartição pública, comunicações, energia elétrica e terreno, o que não há em condição suficiente nos municípios da Região Metropolitana. “Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo tem pedaços dentro dos limites da ZFM, mas nem por este motivo foi qualquer empresa se instalar nesses dois municípios”, observa. Proposta Para Serafim, é mais fácil criar um polo de componen-

Na maioria dos casos, fica mais atraente produzir fora e vender para a Zona Franca do que produzir na própria Zona Franca Serafim Corrêa economista

tes para abastecer o Polo Industrial de Manaus (PIM), em Iranduba, e atrair novos investimentos para lá do que ampliar os limites da ZFM. “Os produtos deste novo polo substituiriam as compras que hoje o PIM faz de São Paulo, que em 2013 chegaram a mais de R$ 15 bilhões”, evidencia. No primeiro momento, conforme o economista, as ações seriam voltadas para Iranduba porque o município está mais próximo de Manaus, que é o mercado consumidor. Depois, se os resultados fossem positivos, implantariam novos polos nos outros municípios da RMM. “Seria o primeiro passo. Nós temos mais 50 anos para fazermos essas ações”, enfatiza Serafim.

Segundo Serafim Corrêa, é um erro ampliar limites da ZFM

Proposta precisa ‘amadurecer’ Por meio da assessoria de imprensa, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou acreditar que, assim como ocorreu com a prorrogação dos incentivos fiscais por mais 50 anos, a ampliação dos limites da ZFM precisa ser amplamente debatida com todos os atores envolvidos. O órgão defende ainda que também é preciso haver um convencimento nacional quanto ao tema antes da votação. Diversificação Em relação à diversificação da economia do Estado,

a Suframa assegura que está em plena discussão das alternativas. “Biotecnologia, polo gás-químico, polo naval e turismo são algumas delas”, evidencia por meio da nota. A Suframa ressalta ainda que trabalha em conjunto com diversos parceiros para avançar em questões pontuais para o desenvolvimento e a diversificação do modelo econômico vigente, como logística, infraestrutura, capital intelectual, investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e fortalecimento da indústria de base, entre outros desafios a ser vencidos. DIEGO JANATÃ

SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

RICARDO OLIVEIRA

Atualmente, os benefícios fiscais são restritos às indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), porém há propostas que querem expandir esses incentivos para municípios da RMM

Debate deverá ser ampliado O titular da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan), Airton Claudino, ressalta que a extensão dos limites da ZFM deve ser bem discutida, uma vez que a matéria-prima do interior tem como principal mercado o PIM. “Nessas condições, eles acabam tendo mais incentivos do que se os incentivos fiscais da ZFM fossem estendidos para lá”, aponta. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, a extensão dos limites da ZFM tem que ser feita de uma forma que não afete o polo oleiro de Iranduba. Segundo ele, é preciso fazer uma análise profunda de como ficará o enquadra-

mento para não aumentar o custeio da produção desse setor. “Nós temos 38 olarias. Então, esse segmento da indústria não pode ser afetado”, enfatiza. Antônio Silva salienta que todas as opções são boas, desde que devidamente estudadas para que não venham a prejudicar as empresas que já estão na RMM. Ele defende que haja uma discussão feita por pessoas que tem conhecimento da Legislação Tributária para mostrar as vantagens comparativas. “Nós temos que levar mais incentivos para esses municípios, mas preservando o que já existe neles. Precisamos verificar qual é o modelo que atende os que lá estão e os que para lá irão”, conclui.

Expansão da ZFM poderá prejudicar olarias do Estado


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Economia

Jovens de outras cidades brasileiras encontram em Manaus oportunidade de trabalho, construção de carreira e da vida EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

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iferente das oportunidades de trabalho do velho “chão de fábrica” dos anos 1970 e 1980, que expandiram com a Zona Franca de Manaus (ZFM), a capital amazonense se confirma hoje como destino de milhares de jovens de outros Estados brasileiros, com as mais diversas formações, para ocupar vagas de emprego de bons salários e construir suas vidas em solo manauense. As oportunidades, segundo o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Roberto Chagas, são justificadas pela expansão da indústria, do comércio, do serviço e do setor público. “Todo mês, são aprovados novos projetos na indústria que abrem novas vagas. O Sistema Nacional de Empregos (Sine), até julho, já realizou mais de seis mil admissões. Os classificados dos jornais estão sempre cheios de oportunidades”, observa. A pedagoga Ocianne da Costa Oliveira, 22, nasceu em Mosqueiro, Região Metropolitana de Belém (PA). Estudou e se formou na capital paraense. Mas pela falta de oportunidades para a carreira

que queria seguir, assim como muitos dos seus amigos, ela decidiu deixar a sua cidade natal. “Em Belém, até mesmo a concorrência em concursos é muito maior que em Manaus, onde a disponibilidade de emprego é muito boa”, avalia. Nane, como é conhecida, chegou a Manaus no mês de janeiro. Ficou na casa de parentes para estudar e enfrentar concurso da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Em abril, fez a prova e no início de junho recebeu notícia que a faria se estabelecer na capital amazonense. No mês de julho, foi chamada para assumir cadeira na escola municipal Zenaira Bentes Monteiro Pastor, localizada no bairro São José, Zona Leste. “Agora pretendo ficar em Manaus, me especializar e constituir família por aqui”, afirma. Competitividade O redator publicitário Ricardo Faga Martines, 24, está em Manaus há seis meses. Natural de São Paulo (SP), ele decidiu voltar e ficar na capital amazonense depois de uma visita que fez no passado, após ter conhecido a sua namorada e percebido um mercado aberto para o seu ramo profissional. Atual-

mente na agência Neotrends, Ricardo já trabalhou em outra agência de publicidade. “O mercado de trabalho por aqui está aberto. A competitividade em São Paulo anda muito forte. Pretendo me estabelecer aqui, construir carreira e aproveitar tudo o que Manaus pode me oferecer. Além de uma rotina mais tranquila, tenho mais liberdade para mostrar o meu trabalho”, sustenta o redator publicitário. Bem mais ao sul do Brasil, na cidade de Santa Maria (a 301 quilômetros de Porto Alegre), o designer gráfico Felipe Barcelos, na hora de decidir sobre o rumo da sua carreira, preferiu passar apenas no aeroporto da capital gaúcha e vir para Manaus. Há um ano em solo amazonense, as suas perspectivas sobre a vida são as melhores no Instituto Nokia de Tecnologia (INdT). “Essa oportunidade, além de ser muito mais vantajosa do ponto de vista econômico, oferece muito espaço para inovação e não é um mercado muito competitivo, como é o de Porto Alegre, que beira o exploratório”, avalia Felipe. Ele diz já ter recebido convites de outras empresas, mas que pretende construir carreira com Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), no INdT.

O gaúcho Felipe Barcelos, de Santa Maria, diz que sua vida profissional em Manaus é mais vantajosa do que em Porto Alegre


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Um bom lugar para empreender Manaus também serve de cenário para jovens empreendedores. Formado em marketing, com pós em Business, o empresário Marcelo Marcene, 26, há oito meses encontrou na cidade um ambiente para expandir negócios nos setores de serviço e comércio. Natural de Minas Gerais, da cidade de Patrocínio (a 409 quilômetros de Belo Horizonte), Marcelo é proprietário da rede de lojas de óculos Minha Ótica e planeja uma nova empresa, por meio da qual tem como meta envolver 50 mil pessoas, até o final do ano. “Acredito que as oportunidades existem em qualquer lugar do mundo, mas aqui há muito mais para os empreendedores. A demanda é muito grande em todas as áreas. Faltam, no entanto, profissionais e isso torna a cidade mais atrativa”, comenta o empreendedor.

Amazonenses dividem espaço em postos de trabalho estratégicos com jovens de outros Estados

Falta mão de obra especializada O presidente da ABRH, Roberto Chaga, avalia que o cenário de oportunidade de emprego nas áreas que exigem curso superior em Manaus, como as de engenharia e de finanças, por exemplo, está em franca expansão. “Não tem muita disponibilidade de mão de obra especializada. Tem muita gente desempregada e muitas vagas abertas”, aponta. Segundo ele, a ABRH, com a Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fie-

am), o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) firmaram um pacto pela educação. “Queremos aproximar as universidades das empresas para que elas vejam de que o mercado precisa e, com isso, possam adequar a sua grade curricular para a formação dessa mão de obra”, explica. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de

2010, sobre atividades de trabalho ocupado, em Manaus, dos 889,789 jovens manauenses, de 10 a 34 anos, aproximadamente 387,7 mil ocupavam postos de trabalho, nos mais diversos segmentos. Dados atualizados sobre esse cenário, que contempla o número de jovens de outros Estados atuando em Manaus, o órgão terá somente em 2015, segundo o supervisor de informações do IBGE Amazonas, Adjalma Jaques.


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Economia

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Samsung ampliará estúdio de games do Amazonas

Batizado como Black River, o ambiente de desenvolvimento de jogos da empresa conta hoje com 20 profissionais especialistas e passará de 40 até o final do ano BRUNO IZIDRO Equipe ONLINE

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estúdio de desenvolvimento de jogos criado pela multinacional Samsung, no Polo Industrial de Manaus (PIM), ampliará sua estrutura e dobrará o número de funcionários até o final de 2014. A expansão

foi anunciada pela companhia durante visita às instalações do estúdio recentemente inaugurado, dentro do Samsung Instituto de Desenvolvimento para Informática da Amazônia (Sidia), no Distrito Industrial, Zona Sul da cidade. Batizado como Black River, em homenagem ao rio Negro, que banha Manaus, o estúdio possui hoje 20 profissionais, entre programadores, designers, artistas e profissionais

especializados na área de desenvolvimentos de jogos. “A ideia é que até o fim do ano esse número dobre, para formarmos até duas equipes”, afirma o chefe do estúdio, André Araújo. Os novos profissionais da

O objetivo é investir nessa área e ajudar a comunidade de desenvolvedores na região, tendo a criação de games como o foco Álvaro Gonçalves, Gerente Técnico do Sidia

Samsung, no entanto, não serão sondados na capital amazonense, uma vez que a empresa observa haver grande carência dessa mão de obra especializada em criação e desenvolvimento de games na região, algo que as faculdades federal e estadual do Amazonas ainda não conseguem preencher. “Para formar o nosso time de desenvolvimento, nós procuramos muitos talentos em todo o Brasil. Mas a maioria das vezes temos que buscar pessoas com mais experiência em trabalhos específicos com games lá de fora (em outros países)”, explica o gerente técnico do Sidia, Álvaro Gonçalves. Atualmente, menos da metade dos integrantes do estúdio Black River são profissionais amazonenses. A maioria do quadro de funcionários são oriundos de Estados das regiões Sudeste e Sul do país. Entre eles, profissionais na área de som,

Primeiro estúdio de games fora da cidade natal O Black River também é um projeto pioneiro para a Samsung, já que é o primeiro estúdio de games criado fora do país natal da empresa, a Coréia do Sul. “Nós não pretendemos expandir o estúdio de games para outras cidades do Brasil. Será somente aqui em Manaus”, afirma Gonçalves. Como parte do Sidia, o es-

túdio passa também a ser um dos principais focos do instituto e mais uma prova do investimento pesado que a Samsung faz em pesquisa e desenvolvimento. “Um dos nossos diferenciais é um investimento maior em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), porque queremos que o consumidor compre um aparelho pelos serviços e apli-

Privilégio Alexandro também admite que se a multinacional fosse depender somente de profissionais da região, seria bem complicado montar um estúdio de jogos do nível que hoje é a Black River. Por conta disso, ele analisa que está numa situação privilegiada nesse mercado de trabalho competitivo. “Como a Samsung tem esse aporte de trazer profissionais de fora, de outros Estados e outros países, inclusive, a tendência é que a gente monte a melhor equipe possível sempre, sem que haja essa preocupação de mercado”, fala o amazonense. A situação da falta de profissionais desse segmento, no Amazonas, deve melhorar com investimentos em capacitação feitos pela própria Samsung na região, que destina recursos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Centro Ocean, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e oferece cursos de introdução a desenvolvimento de jogos. A própria UEA já possui curso de pós-graduação em desenvolvimento de jogos digitais, que estreou esse ano, e para 2015 vai iniciar o curso de graduação na área.

Resultado do investimento

cativos que eles contem e que são desenvolvidos pela própria Samsung”, explica o gerente do Sidia. Prova disso são os mais de US$ 13 bilhões em investimento em P&D que a empresa informa. Só no Sidia em Manaus há, atualmente, mais de 400 funcionários e a projeção é aumentar ainda mais até o fim do ano.

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O estúdio Black River foi instalado na região como fruto dos incentivos fiscais que a multinacional Samsung possui na Zona Franca de Manaus (ZFM). Além disso, a empresa decidiu por Manaus devido o bom relacionamento com entidades e universidade e atuar na região há mais de 15 anos, com a fábrica instalada no PIM.

arte e game design. Um dos poucos amazonenses no time de games da Samsund do PIM é o animador Alexandro Castro, 37. Ele salienta que se sente um grande “sortudo” por estar na hora certa e no lugar certo. “Quando eu cheguei (no Sidia), a minha intenção era migrar para a área de identidade visual, mas por uma grande sorte, calhou de ter a ideia de se montar um estúdio (de games) e eu já estar aqui”, observa.

Primeiro jogo do estúdio foi lançado na Copa do Mundo

Estúdio de games faz parte dos investimentos da Samsung no PIM com recursos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)

O primeiro (e até agora único) jogo lançado pela Black River foi o Galaxy 11: Invasion, um endless run, com temática de uma ação da Samsung durante a Copa do Mundo. No controle de famosos jogadores de futebol, como Messi, Cristiano Ronaldo e o brasileiro Oscar, o objetivo é fugir de alienígenas. Por conta do Black River ser um estúdio interno da Samsung, o game só está disponível para a principal plataforma que os apare-

lhos mobile da empresa utilizam, o Android. Potencial Além disso, o chefe do estúdio da Samsung, André Araújo, fala que a intenção não é desenvolver jogos mais comerciais, no primeiro momento. “O estúdio veio da necessidade de fazer produtos para mostrar o potencial de hardware dos aparelhos da Samsung e os games são os melhores exemplos para isso”, explica.


País

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Ministério da Justiça recebe Estatuto do Estrangeiro J

á está com o Ministério da Justiça a proposta de projeto de lei para substituir o atual Estatuto do Estrangeiro. O texto foi entregue na última sexta-feira (29) ao ministro da pasta, José Eduardo Cardozo, por integrantes da comissão de especialistas em migrações, criada pelo próprio ministério. Além de detalhar princípios, garantias e direitos dos estrangeiros, o anteprojeto apresenta os tipos de vistos concedidos pelo Estado brasileiro – entre eles, temporários, diplomáticos, de trânsito, asilo e residência, inclusive para pessoas que trabalham em municípios fronteiriços. A matéria define ainda como serão as situações de repatriação e deportação, naturalização, além de medidas vinculadas à mobilidade, como expulsão e impedimento de ingresso. Estabelece também a estrutura organizacional e as competências da Autoridade Nacional Migratória. “O Brasil vive hoje um novo momento de sua história. Se antes as pessoas saíam do Brasil para viver fora, hoje temos o inverso: as pessoas querem morar no Brasil. Isso

faz com que o Estado brasileiro precise de uma nova legislação”, disse. “É evidente que esse projeto terá uma tramitação que, esperamos, seja célere no Legislativo”, acrescenta o ministro da Justiça. A expectativa é que a matéria seja apresentada até o final do ano ao Congresso Nacional.

IMAGEM

Integrante da comissão que preparou o anteprojeto, a professora da USP Deise Ventura destaca que viver em clandestino é ruim tanto para o estrangeiro em território brasileiro como para o Brasil Visto de trabalho Cardozo destaca que uma das principais mudanças previstas no anteprojeto será a possibilidade de se obter um “visto de busca de trabalho”. Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República, esse visto poderá ser obtido no

corpo consular do Brasil, em qualquer país do exterior. Tendo ele em mãos, o estrangeiro terá o prazo de seis meses para conseguir um emprego no Brasil. Isso evita que o estrangeiro tenha de passar pelos atuais processos burocráticos para trocar seu visto de turista por um de trabalho. De acordo com o secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, o texto foi bastante debatido. “Foram 2.126 pessoas participando da elaboração de mais de 700 propostas”, resume. “Essas propostas passaram por uma triagem, foram sistematizadas e montadas em um caderno de trabalho. Hoje as propostas serão oficialmente entregues para gerarmos ambientes favoráveis a suas implementações em todo o estado brasileiro”, acrescenta. O secretário destacou a importância da proposta no combate ao preconceito. “Todas as searas do Estado brasileiro têm procurado se mobilizar para rechaçar todas as formas de preconceitos e xenofobias. Queremos deixar claro que os estrangeiros são bem-vindos no Brasil”, disse ele.

WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL

Anteprojeto apresenta os tipos de vistos concedidos pelo Estado brasileiro, além de definir algumas situações

Principal mudança apontada no anteprojeto por Cardozo foi o visto de busca de trabalho


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País

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CNBB pede fim de revistas íntimas nos presídios entorpecentes e objetos apreendidos com os presos. Prova de que essa revista deve ser substituída por outros procedimentos mais eficientes e compatíveis com a dignidade humana”, afirma a CNBB. Antecipação Os bispos pediram que os governadores se antecipem ao Congresso e acabem com a prática das revistas íntimas por ser uma prática “inconstitucional” - o que justificaria o seu fim mes-

MUDANÇA

Em São Paulo, o projeto de lei que proíbe a revista íntima a visitantes de presidiários no Estado foi promulgada no último dia 13. A mudança, porém, tem seis meses para ser regulamentada mo se o projeto de lei não for aprovado. Presidente da CNBB, o cardeal Raymundo Damasceno disse que a nota será encaminhada ao Ministério da Justiça e Procuradoria Geral da República com a defesa do fim das revistas íntimas. “Vamos encaminhar para que eles tomem conhecimento. Há formas de fiscalizar as pessoas com dignidade, de maneira decente e respeitosa.”

POLÍCIA FEDERAL

RACISMO

Secretaria cobra medidas mais efetivas à CBF A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) procurou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para discutir medidas efetivas de combate ao racismo no esporte. Conforma nota divulgada, pela secretaria, neste final de semana, o órgão também chamou o Santos para debater as ações. A Seppir destaca a ausência de registros da agressão contra o goleiro Aranha, do Santos, por parte de torcedores do Grêmio, na súmula do jogo elaborada pelo juiz. O árbitro só se referiu ao fato do goleiro ter sido chamado de macaco, em um complemento feito à súmula posteriormente. “Há medidas recomendadas pela Fifa que ele poderia adotar imediatamente”, disse, por meio da nota, a ministra Luiza Bairros. Luiza repudiou as agressões e disse que há “uma grande tolerância para práticas de racismo”. Para combatêlas, a ministra pediu que mecanismos contra o preconceito sejam acionados dentro do campo,

De acordo com Dom Raymundo Damasceno, há formas de fiscalizar as pessoas com dignidade e de maneira decente e respeitosa

tanto por jogadores e clubes quanto pela torcida. Ela destacou, ainda, a necessidade dos demais atletas se solidarizarem com Aranha. Sanções Na última sexta-feira (29), a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) informou que o Grêmio vai ser denunciado por injúria racial contra o goleiro, devido à atitude de parte de seus torcedores. O clube pode ser multado em até R$ 100 mil. O caso também é investigado pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar os responsáveis pelo crime de injúria racista (pelo Código Penal) punido com penas de um a três anos de reclusão e multa. O atleta foi chamado de “macaco” por torcedores do clube e uma torcedora chegou a ser filmada durante o incidente, ocorrido durante partida disputada na última quinta-feira (28), em Porto Alegre. (Leia mais sobre o tema na página D4)

Comissão mista analisa reajuste A comissão mista destinada a dar parecer à Medida Provisória (MP) 650/2014 retoma, na próxima terça-feira (2), o debate sobre a reestruturação das carreiras da Polícia Federal. A medida também prevê reajuste salarial para agentes, escrivães e papiloscopistas e determina que todos os cargos da carreira passem a ser de nível superior, além de tornar explícito que os concursos podem ser de provas ou de provas e títulos.

Foram apresentadas 42 emendas à matéria a ser relatada pelo senador José Pimentel (PT-CE). Delegados da Polícia Federal são contrários à reestruturação de carreiras por meio de medida provisória. O presidente da comissão, deputado Ronaldo Benedet (PMDBSC), afirmou que esse impasse pode ser resolvido dentro da própria Polícia Federal. “Nós temos uma missão de buscar entendimento. Pedi ao

diretor-geral da Polícia Federal que busque conciliar as partes”, disse. Já a representante do Ministério do Planejamento, Edina Lima, lembrou que a medida foi resultado da discussão do governo com representantes das carreiras policiais que não foram contemplados com as negociações de reajuste em 2012. Ela lembrou que desde 1996 os concursos para as carreiras da Policia Federal já exigem

nível superior. A MP, disse, faz apenas “uma adequação”. Senadores e deputados discutiram o assunto em audiência pública no último dia 6 de agosto, com representantes do governo, de sindicatos e de associações. A reunião será na sala 6 da ala Nilo Coelho, às 14h30. Depois de passar pela comissão mista, a MP 650/2014 deverá ser votada nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. LÚCIO BERNARDO JR./AGÊNCIA CÂMARA

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Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou as revistas íntimas realizadas nos presídios brasileiros nos visitantes e familiares de detentos. Ao classificar as revistas como “procedimentos desumanos”, a entidade católica fez um apelo para que o Congresso aprove projeto de lei que acaba com a prática nas penitenciárias brasileiras. Em nota elaborada pelos bispos, e divulgada na úiltima sexta-feira (29), a entidade afirma que as revistas são “vexatórias” e submetem os visitantes a práticas humilhantes, como o desnudamento, manipulação de suas partes íntimas e outras “práticas degradantes”. A nota será encaminhada a órgãos públicos, como o Ministério da Justiça e também a Procuradoria Geral da República (PGR). “A revista vexatória desrespeita a Constituição Federal, que veda que a pena ultrapasse a pessoa do condenado, e constitui tratamento cruel, desumano e degradante e, em situações extremas, crime de tortura”, afirma a CNBB. Na nota, a entidade diz ainda que a maioria dos objetos ilícitos que chegam às mãos dos encarcerados não são levados por seus familiares. “Nos Estados onde essa condenável prática foi abolida, como Goiás e Espírito Santo, não houve alteração na quantidade de

WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL

Entidade católica considera a prática como desumana, além de fazer apelo ao Congresso para aprovar lei contra as revistas

Após o parecer da Comissão Mista, a medida provisória 650/2014, segue para a votação nos plenários da Câmara e do Senado


Mundo A11

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Tropas ucranianas agem como nazistas, diz Putin O

presidente russo, Vladimir Putin, disse na última sexta-feira (29) que o cerco das tropas ucranianas às cidades separatistas no leste do país o faz lembrar o cerco nazista às cidades russas. Putin disse que Kiev nega-se a retirar as forças ucranianas cercadas por separatistas através do corredor humanitário que ele pediu aos rebeldes. Num comunicado, os militares disseram que o pedido de Putin apenas demonstrava que “essas pessoas (os separatistas) são lideradas e controladas diretamente pelo Kremlin”. “Acredito que é um erro colossal que provocará muitas perdas de vidas”, advertiu, fazendo uma comparação com o cerco à Leningrado na Segunda Guerra Mundial. “As pequenas vilas e grandes cidades cercadas pelo Exército ucraniano, que está diretamente atacando áreas residenciais com o objetivo de destruir a infra-estrutura (...) Isso tristemente me lembra dos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha fascista cercou nossas cidades”, disse.

Putin afirmou que é necessário “obrigar” Kiev a manter negociações com os separatistas pró-Rússia que enfrentam as forças ucranianas. “É necessário obrigar as autoridades ucranianas a iniciar negociações substanciais. Não sobre questões técnicas, e sim profundas: que direitos terão as populações de Don-

VIOLAÇÃO

As forças russas estão envolvidos em operações militares diretas dentro Ucrânia, em uma flagrante violação da soberania e integridade territorial, disse o secretário da Otan, Anders Fogh Rasmussen bass, de Lugansk, do sudeste do país”, disse Putin em um encontro dos movimentos juvenis pró-Kremlin. “As pessoas que têm seus próprios pontos de vista sobre a história e sobre a história do nosso país podem discutir comigo, mas pareceme que os povos russo e ucraniano são praticamente um só povo”, disse Putin.

Soldados capturados Putin também anunciou que seu colega ucraniano, Petro Poroshenko, garantiu que os soldados russos que Kiev diz ter detido em seu território nesta semana voltarão em breve à Rússia. “Digo isso seriamente, acredito que tenham se perdido, a fronteira (entre Rússia e Ucrânia) não está claramente delimitada”, afirmou sobre a acusação de que os soldados teriam invadido o território ucraniano. Por último, Putin afirmou que a Crimeia, anexada pela Rússia, não voltará a ficar sob soberania ucraniana. O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse na sexta-feira que as alegações de que militares russos estejam lutando no leste da Ucrânia são “conjecturas”. “Estamos ouvindo várias conjecturas, não pela primeira vez, mas nenhuma prova foi apresentada a nós”, disse ele em entrevista coletiva. A Otan indicou na quintafeira (28) que 20 mil militares russos estavam mobilizados ao longo da fronteira entre Rússia e Ucrânia e divulgou imagens que mostram unidades de artilharia russas operando na Ucrânia.

TECNOLOGIA

Microsoſt encerra MSN na China Após sair do ar no mundo todo no ano passado, sobrevivendo apenas na China, o Windows Live Messenger (anteriormente conhecido como MSN) vai encerrar seus serviços de uma vez por todas. O jornal “Beijing Morning

Post” reportou na sexta-feira (29) que a Microsoſt pretende migrar os usuários chineses para o Skype a partir de 31 de outubro, mesmo procedimento adotado nos outros países em 2013. A empresa teria informado

os clientes sobre a mudança por e-mail. A decisão vem em meio à uma crise entre a Microsoſt e o governo chinês, que realiza investigações antimonopolio em escritórios locais da empresa desde o final de julho.

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Para o premier russo, o cerco das tropas ucranianas às cidades separatistas faz lembrar o cerco nazista às cidades russas

Para Putin é necessário obrigar Kiev a manter negociações com os separatistas pró-Rússia


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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014


Caderno B

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

SEMCOM

Capital ganha novo complexo Dia a dia B6

Missão quase impossível

“Nova Irmandade Santa Casa” vai iniciar uma série de atividades para tentar reabrir a Santa Casa de Misericórdia no próximo ano. O desafio é saldar as dívidas da instituição que levaram ao seu fechamento e ultrapassam a casa dos R$ 10 milhões FOTOS: DIEGO JANATÃ

Com dívidas enormes, a Santa Casa de Misericórdia ainda tem possibilidades de reabrir no próximo ano com esforços da nova comissão administrativa, que realizará diversas campanhas LUANA DÁVILA EM TEMPO ONLINE

U

m plano de captação e recursos financeiros está sendo arquitetado, há alguns meses, para tentar salvar a Santa Casa de Misericórdia, em Manaus, hospital que foi sucateado, abandonado e depredado por conta de péssimas gestões, descompromisso com a missão de reestruturação e até mesmo corrupção. A “Nova Irmandade Santa Casa”, formada pela nova comissão administrativa desde maio deste ano, será lançada em setembro e implementada por um grupo de amigos e beneméritos que vêm desenvolvendo um projeto com o objetivo de revitalizar a instituição por meio de sustentabilidade financeira. O mais interessante é que o projeto motiva a população a participar e a acompanhar as ações de mobilização. A missão é difícil. O hospital acumula aproximadamente um déficit global de R$ 10 milhões em suas contas. Somente as pendências salariais, desde 1998, referentes a décimos terceiros somam R$ 1.043.701. Já a Eletrobras Amazonas Energia e a Manaus Ambiental têm mais de R$ 300 mil a receber, cada uma, da instituição (dívidas que já estão em negociação). Com a melhoria física e equipamentos para o ambulatório, a instituição teria de desembolsar mais R$ 15,365 milhões. Obras A nova diretoria, segundo a administração atual, deve tomar posse da Santa Casa em março de 2015. Os nomes dos membros ainda não foram divulgados. As obras também estão previstas para o ano que vem, já sob comando da nova diretoria. Além de novas

parcerias, o projeto de revitalização tem como meta principal arrecadar fundos por meio de doações voluntárias, emendas parlamentares e convênios com os governos municipal, estadual e federal. O hospital atenderá, além da capital, os municípios de Manacapuru, Iranduba, Novo Airão, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Humaitá, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Itapiranga. A ideia principal da parceria é que as prefeituras dos respectivos municípios possam participar diretamente dos processos donativos para a reestruturação da entidade. A comissão atual administrativa também informou que há um projeto arquitetônico para a construção de uma “Nova

PROBLEMAS

Somente com pendêncais salariais, a Santa Casa acumula um débito de R$ 1,04 milhão, mais R$ 600 mil com as concessionárias de luz e água. Para melhorar a estrutura, seriam necessários R$ 15 milhões

Interior do estabelecimento mostra o nível de degradação provocado por muitos anos de abandono e descaso com o patrimônio

Santa Casa” em um imóvel pertencente à instituição, que tem mais de 105 mil metros quadrados, localizado no Distrito Industrial, Zona Sul. Luto No dia 25 de setembro, os participantes do 24º Congresso Nacional das Santas Casas farão uma paralisação nacional da assistência eletiva em que cobrarão soluções do governo para a crise instalada na saúde. Na data, os colaboradores das Santas Casas e instituições filantrópicas usarão preto para representar luto pela crise, fruto de subfinanciamento, em algumas instituições.

Esta semana, parlamentares fizeram vistoria na Santa Casa de Misericórdia para verificar retirada ilegal de equipamentos


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Dia a dia

Nas ruas, nas calça FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

Os pequenos malabaristas vistos cada vez com mais frequência nas ruas agindo para arranjar alguns trocados mostram a proliferação de um problema difícil de combater: o abandono dos menores e o trabalho infantil informal

Em troca de parcas moedas, meninos se posicionam em várias avenidas da capital amazonense para fazer malabarismos. Alguns garantem que não deixam os estudos para fazerem o trabalho IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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viagem não é curta. Do bairro Grande Vitória, Zona Norte, para o Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul, passa-se mais de uma hora a bordo dos coletivos, dependo da sorte do percurso. Mas, para quem não tem pressa, pouco importam as artimanhas do relógio. Ao lado dos colegas - um grupo de até cinco amigos -, Felipe, 11, faz esta viagem todos os fins de semana, e pelo uma menos uma vez na semana, dependendo da vontade. “A gente sai para tirar onda, brincar com os meninos. Lá se encontra com outros e faz amizade, o grupo fica maior. A gente mostra o que aprendeu de novo e para dar uma volta”, disse. Do Grande Vitória, São José, Compensa, Cidade de Deus. A distância não compromete a disposição. Os pontos de encontro dos amigos de Felipe são os cruzamentos da ave-

nida Maceió com Salvador, ou no boulevard Álvaro Maia, nos arredores do cemitério São João Batista. Há algum tempo, eles fazem de umas das vias mais movimentadas da cidade, o local de lazer, onde exibem suas habilidades com o malabarismo. “Aprendi só mesmo. Via os adultos fazendo e fui ‘pegando a manha’ e brincando com os meninos”, explicou Felipe. Mais do que “tirar onda com os amigos”, Felipe viu na brincadeira uma maneira de ganhar uma graninha. “Às vezes, a gente ganha uns R$ 20, R$ 30, e aí divido com um amigo que vem comigo. Do dinheiro eu dou uma parte para minha mãe ajudar em casa, mas às vezes lancho ou compro papagaio para soltar no fim de semana. O que eu faço do meu dinheiro é isso, os outros eu não sei”, revelou. Ele sabe que se permanecesse por mais tempo nos sinaleiros, teria um lucro maior. Mas, para ele, o que arrecada já é suficiente para garantir a confraternização com os

colegas ou ajudar em casa. “A hora que dá na cabeça a gente vai embora para casa, ou vai passear em outro lugar, dar uma volta na Ponta Negra”, afirmou. Felipe diz ainda ser o caçula de cinco irmãos, uma vez que

DIVISÃO

Segundo Felipe, o dinheiro que ele recebe nas ruas - R$ 20 a R$ 30 por dia - é dividido com um amigo que o acompanha e o restante dá para a mãe ou utiliza para sua própria diversão sua nova irmãzinha ainda não nasceu. Ele cursa a quinta série do ensino fundamental e algumas vezes durante a semana, com as laranjas ou os limões nas mãos, sai da aula direto para encontrar os amigos. “Às vezes minha mãe nem sabe que venho para cá, porque me junto com os

moleques e só digo que vou brincar. Daí a gente sai por aí, para “tirar onda” e brincar. E, aproveita para ganhar um dinheiro”, disse. Segundo Felipe, os passeios não comprometem o rendimento na escola. “Acho que não atrapalha, eu sempre passei de ano e não venho para cá todo dia”, argumentou. Já dos amigos, Felipe não sabe ou não revela exatamente de onde vêm. “Alguns moram na rua, dá para saber pela maneira que se vestem. Mas não ‘tô nem aí’, faço amizade e não ligo para isso. Não pergunto porque também não gosto que me perguntem coisas sobre mim”, afirmou. Com a brincadeira descompromissada das horas vagas, Felipe acaba por abraçar mesmo que sem muita consciência - responsabilidades e corre em busca de acesso aos “ditos direitos assegurados nos estatutos”. Aqueles mesmos ignorados por quem passa pelo bando todos os dias e segue protegido pelo vidro escuro das janelas.

Luta pela valorização humana “É no contraturno da escola que eles têm a oportunidade de construir projetos pessoais e sociais na perspectiva do protagonismo, contribuindo para a redução de situações de violações de direito e das mazelas sociais”, informou Cristiane. Projetos sociais como estes são meios para que os jovens percebam que o mundo valoriza pessoas decentes, que estudam e trabalham. Segundo Cristiane, o projeto tem dado frutos, que vão além da satisfação de ter número expressivo de integrantes no projeto. “Uma das histórias marcantes dos cursos do projeto Jovem Cidadão

que destaco é do aluno Raimundo José Marques da escola Liberalina Weill, na Zona Oeste de Manaus. Aos 10 anos, perdeu o pai. Ele cresceu e assumiu sua responsabilidade de estudar e cuidar da mãe, que por consequência da morte do esposo ficou com distúrbios mentais e, ao tratar disso, descobriu que adquiriu o vírus HIV. Ele decidiu que a única forma de mudar sua história seria por meio dos estudos e cursos profissionalizantes oferecidos pelo Cetam (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas) por meio do projeto Jovem Cidadão, e mergulhou de cabeça nos estudos”, conta. (DC)

Desafios para oferecer uma nova vida DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO

Tirar crianças e adolescentes da rua e oferecer a elas educação são os grandes desafios dos projetos que oferecem atividades de lazer, esporte e manifestações artísticas e culturais no lugar das drogas e das ruas. Desde 2007, o projeto Jovem Cidadão atende e acompanha adolescentes e jovens do sistema educacional públi-

co, nasceu da necessidade de assegurar o convívio social e a ampliar informações nos campos artísticos e cultural aos seus integrantes. A ação social já existe há sete anos, e a coordenadora administrativa Cristiane Barbosa Ferreira, da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas), enfatiza que o trabalho desenvolvido tem apresentado à juventude atividades integradas a uma qualificação

em vez das ruas. “Alcançamos adolescentes e jovens entre 12 a 20 anos das escolas da rede pública estadual de ensino. O Jovem Cidadão foi criado pelo governo do Amazonas por meio da lei 3.145/2007 com o objetivo de contribuir para a valorização e permanência deles no sistema educacional por intermédio de um conjunto de ações articuladas e integradas no contraturno escolar nas áreas da Educação, Cul-

tura, Esporte, Lazer e Qualificação Profissional, e assim no período que estariam nas ruas e sem ocupação estão envolvidos com estas atividades”, diz. Cristiane acredita que as atividades socioeducativas têm conseguido tirar jovens da rua e até mesmo evitar que se envolvam com prática ilícita, isto por meio da ocupação que os jovens têm desfrutado quando estão em tempo livre da escola.

Trabalho e brincadeira: duas vertentes da mesma situação


MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

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das, nos semáforos Atividades sociais mostram sua eficácia

Cristiane comenta que o aluno fez diversos cursos profissionalizantes disponibilizados pelo Cetam e mesmo com a perda da mãe continuou vinculado ao projeto e é persistente para ter bom preparo ao mercado de trabalho. “Este ano, Raimundo perdeu sua mãe e, hoje, com 17 anos, mora alugado, pagando meta-

de do aluguel sendo ajudado por uma família de amigos. Todos da escola e dos amigos do projeto reconhecem o esforço dele, e com persistência, o incentivamos a nunca desistir e acreditar que Deus o recompensará”, afirma. A coordenadora administrativa é convicta que atividades sociais são eficazes. “Estas

ações são importantes para o crescimento tanto profissional como pessoal dos jovens. Ouvimos deste aluno que as atividades conosco foram eficazes tanto para o seu crescimento profissional como pessoal. E que trocou o caminho da rua pela escola’’, comenta gratificada. Há jovens para os quais es-

sas oportunidades surgiram após se entregarem à criminalidade, ou eles tardiamente aproveitaram programas sociais como alternativas para um novo caminho. O projeto Tocando em Frente atende jovens que cumpriram medidas socioeducativas, estendendo-se para as mães. (DC)

Garotos que atuam nas ruas são retratos do abandono à própria sorte a que eles são submetidos na sociedade de hoje

Um mundo de boas histórias Segundo a pedagoga e coordenadora Janete Canto, a juventude que conheceu a face do abandono e a vida nas ruas pode ser restaurada por meio de ações culturais e sustentáveis que favorecem o distanciamento dos males encontrados no abandono. “O Tocando em Frente ajuda os jovens a serem reinseridos na sociedade de forma que não voltem ao mundo da criminalidade. Há 11 anos, somos uma ação do Instituto de Sociabilização Reeducar (NSR) idealizado por mim e também pelo delegado de Polícia Civil Clóvis Leite Ferreira. Iniciamos no Coroado, na Zona Leste, num trabalho de prevenção ao uso de drogas e de combate à violência”, salienta. Ela explica que o projeto realiza ações também sustentáveis, vinculado ao projeto Minha Horta Cidadã, que tem sido a alternativa aos jovens que estão cumprido a pena e medida alternativa. “A qualidade e o amor são o diferencial do nosso trabalho. A horta tem sido o método de associação

que todos temos a oportunidade de plantar o que realmente queremos colher e desta forma, temos conseguido resgatar e construir sonhos e promover a qualidade de vida e trabalhar a prevenção, dar proteção e assistência biopsicossocial a pessoas (crianças, adolescentes e adultos) que estejam em vulnerabilidade social e pessoal”, declara. Exemplo Segundo Janete, são inúmeras histórias inesquecível, jovens que passaram pelo projeto e alcançaram o nível superior, e outros que se tornaram empresários, pais de família de forma digna. “Nossa equipe foi visitar aqueles que receberam o nosso apoio, e quando visitamos uma jovem ficamos muito felizes por saber que ela deu continuidade aos seus estudos, e hoje está na faculdade. Ela se colocou à disposição para ser uma colaboradora para retribuir o bem a outros que estão na situação anterior. E entre nós poderá ser exemplo de superação”, comemora. (DC)


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Dia a dia

Roubos e furtos ame ALFREDO FERNANDES/REPRODUÇÃO

Frequentadores da área comercial da capital amazonense reclamam da ocorrência de crimes na região, principalmente ao entardecer, que os leva a tomar iniciativas para driblar os marginais que monitoram suas vítimas na hora do rush

Vista aérea de parte do Centro: ao anoitecer, o medo toma conta dos trabalhadores que dependem do transporte coletivo no início da noite para voltar para casa, após um dia de trabalho

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falta de segurança ao anoitecer no centro de Manaus tem sido um problema frequente para comerciantes e frequentadores da área comercial. São centenas de consumidores e funcionários da empresas localizadas no circuito das avenidas Epaminondas, Getúlio Vargas, rua Marques de Santa Cruz e a estação de ônibus da praça da Matriz e adjacências. Os assaltos são recorrentes por volta das 17h, na hora do rush, mas populares denunciam que os bandidos buscam vítimas em qualquer hora do dia. A população contabiliza os prejuízos da falta de policiamento na região, e entre os principais objetos furtados estão os celulares. Todos dizem não saber mais a quem recorrer. Ao longo da avenida Getúlio Vargas, o EM TEMPO conversou com populares que denunciam as ações de criminosos e relatam as medidas

preventivas que cada um tem adotado para não serem alvos dos infratores. O dono da banca de revista, Ivanei Corrêa, 54, diz já ter sido vítima de assaltos e por duas vezes teve prejuízos em sua loja, na esquina da rua 24 de Maio. “Há 14 anos trabalho aqui e por duas vezes me deparei com a porta da banca arrombada. Fiz o boletim de ocorrência no mesmo dia, fui até o Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) do Aleixo, e lamentavelmente nenhuma imagem do monitoramento eletrônico na avenida registrou a ação criminosa. E pelo que percebi, a câmera fica parada em uma única direção a partir da meia-noite”, reclama. Corrêa alerta que a área, por ter tráfego constante de estudantes, tem atraído a prática de roubo de mochilas, e não há o que se fazer para combater. “Ouvi o lamento de vários estudantes após serem assaltados, e a maioria é mulher. A Getúlio Vargas faz parte do trajeto diário dos estudantes e universitários, e como portam

celulares, notebooks e outros objetos de valor, se tornam alvos desses furtos. É comum ouvir que houve roubo nos horários de grande movimentação na parada, e até no meio do embarque e desembarque. Temo a violência dessas áreas

PERIGO

Diversas pessoas ouvidas pelo jornal EM TEMPO contaram que já foram vítimas ou testemunharam assaltos até mesmo em plena luz do dia, principalmente furto de celulares por isso e fecho a banca às 18h. Não confio nas câmeras de segurança até porque ainda não ouvi uma notícia de prisão de elemento por meio dessas imagens”, afirma. O entardecer e a demora do ônibus ao final da tarde já preocupam a universitária Letícia Maria Câncio, 20, na

estação localizada na avenida Getúlio Vargas. Ela salienta que já foi assaltada na “rapidinha” do horário do rush. “O Centro é inseguro. Estava à espera do coletivo para voltar para casa quando puxaram o celular da minha mão, mais ou menos às 18h. A ação é muito rápida. Eu fiquei sem ter o que fazer e nem consegui ver quem puxou o aparelho, só o vi correndo rápido entre as pessoas”, lembra. Letícia indica que a partir do entardecer é o auge do perigo, e ela reorganizou seu tempo para mudar o turno na faculdade, temendo ser assaltada. “Estudava à noite, e era tenso. Descia a rua 24 de Maio em direção à parada rezando para não ser assaltada. Várias amigas minhas já foram vitimas desses delinquentes, e sei que outros universitários e pedestres também, e a minha sensação de medo só aumentava, ainda mais quando a vítima era um conhecido. Quando me surgiu a oportunidade de mudar de turno na faculdade, não hesitei”, conta.

Testemunhas sentem medo “Estamos aqui quase 24 horas por dia e presenciamos gritos e pessoas dizendo que acabaram de ter bolsa, carteira, celular e colar tomados à força. Como ambulante, não posso fazer nada, a polícia nunca pega e diz que tinha que ser flagrante. Só posso dizer que é um grupo de ladrões e ação deles é rápida”, conta a vendedora. Quem trabalha ali está condicionado a ter horários e rotas para se dirigir até o ponto de ônibus. A assistente financeira Renata Ramalho, 24, diz que sua atenção tem sido redobrada nas famosas áreas do “puxa e corre”. Qualquer em-

purrão ou tropeção já a deixa em alerta. “Fico com um olho no peixe e outro no gato, como diz o ditado. Escondo celular e nem uso nada de valor. Bandido conhece joia, e uso até sacolas plásticas nesse horário de saída do trabalho. E se, sentir um empurrão já fico em alerta. As histórias das vítimas que conheço são sempre as mesmas, foram empurradas e o homem pede desculpa a distraindo da ação do segundo ladrão, que aproveita o momento para roubar e, discreto, passa o objeto roubado ao terceiro que corre em meio à multidão”, conta a assistente. FOTOS: SSP/DIVULGAÇÃO

DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO

Frequentadores querem mais policiamento “Falta policiamento no centro de Manaus. Aqui há uma grande concentração de pessoas e pouco investimento de segurança. Em certos momentos avistamos uma viatura da polícia circulando, mas é coisa rara”, reclama Letícia, aluna do curso de enfermagem. Com a mochila de pano agarrada ao peito, a universitária Alexandra Dias, 19, diz que por medida

preventiva não usa a bolsa nas costas e segue as orientações dos amigos para não atrair a atenção dos ladrões. Ela foi alertada sobre as áreas onde os assaltos são recorrentes. “Vim de Macapá (Amapá), e fui alertada por amigos da faculdade que há áreas que devo evitar em certos horários, como a estação de ônibus da Matriz e a rua 10 de Julho. Temo ser vítima, pois do grupo de amigos

da faculdade sempre tem alguém com uma situação de roubo para contar. E por conta disso, sempre observo se estou sendo seguida, tento não chamar atenção com volumes e com bolsas chamativas e outra dica que várias pessoas me deram foi andar em grupos nessas áreas e silenciar o celular”, frisou. Uma vendedora ambulante que trabalha há 7 anos na estação de ônibus da praça

da Matriz, que não quis se identificar, revela que as cenas se repetem com frequência na região central, e que muitas vezes as pessoas que testemunham os atos fazem “vista grossa” temendo represálias dos infratores. “Já é corriqueira essa situação, imagino que dezenas de boletins de ocorrências já foram gerados, mas a segurança continua comprometida”, reclama a vendedora.

Mesmo com policiamento, crimes proliferam à noite


MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

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edrontam no Centro Operação Manaus Segura inibe crimes

Nos arredores da praça da Matriz, na rua Marquês de Santa Cruz, mecânico Alfredo Oliveira, 50 reclama que o clima tenso ao escurecer na região do Centro tem tirado a tranquilidade do seu retorno para casa. “Fui assaltado na estação, quando havia acabado de desembarcar para pegar o próximo ônibus em direção ao bairro. Levaram meu celular e a minha carteira e não havia mais o box da polícia

na praça da Matriz. Meus documentos foram espalhados perto do Banco do Brasil. Pedimos por mais policiamento, talvez uma guarita da polícia no local, como havia antes. Mas é raro ver a polícia, a não ser quando chamamos para registrar uma ocorrência, aí já não é possível localizar quem roubou”, afirma. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSPAM) afirma que a região

central sempre foi alvo preferido de marginais para pequenos roubos e furtos. A assessoria informou que por meio das denúncias registradas e anônimas para o Disque 181, a SSP lançou a operação Manaus Segura para reforçar o policiamento a pé naquela área e no entorno da Igreja Matriza. Além disso, as câmeras de vigilância do Centro Integrado de Operações de

Segurança (Ciops) e da própria igreja tem auxiliado no policiamento a pé e motorizado da Polícia Militar, reforçado com mais homens e viaturas. A secretaria defende que o centro de Manaus está mais bem vigiado hoje e promete que em pouco tempo não haverá mais ameaça ao cidadão que frequenta o movimentado comércio, vai ao porto ou à igreja.

Monitoramento é uma das apostas para combater e reduzir o índice de criminalidade nas ruas do centro da capital Operações de segurança acontecem eventualmente no Centro


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Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Novo complexo viário vai ser inaugurado amanhã

ARLESSON SICSU/SEMCOM

Complexo 28 de Março vai melhor interligar as zonas Oeste e Norte, buscando facilitar acesso ao aeroporto Eduardo Gomes

Vista aérea do complexo viário 28 de Março, que a Prefeitura Municipal de Manaus inaugura amanhã para melhor vazão aos cerca de 6 mil veículos que circulam por hora nos horários de pico

recebemos nenhum apoio do governo federal para as obras de mobilidade urbana, mesmo durante a preparação de Manaus para a Copa. Nossa prioridade, no que se refere às melhorias no trânsito e no transporte coletivo, têm sido as obras de requalificação da malha viária que, com a ajuda do governo do Estado, estão avançando ainda mais para bairros mais afastados do centro da cidade, como as zonas Norte e Leste”, afirmou Arthur Neto. Gastos A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que foram utilizadas na construção do Complexo Viário 28 de Março mais de 5 mil toneladas de asfalto, 3,5 mil metros cúbicos de concreto, além de 900 toneladas de aço. O nome da obra é uma homenagem às vítimas do acidente entre um micro-ônibus e uma caminhão do tipo caçamba, ocorrido este ano, no dia 28 de março, na avenida Djalma Batista. “Na inauguração, colocaremos uma placa com os nomes das 16 vítimas do acidente como forma de fazer com que as pessoas nunca se esqueçam da importância em se promover a paz no trânsito. Se cada condutor fizer o seu papel, respeitando às leis e também o seu semelhante, com certeza conseguiremos reduzir a quantidade de pessoas que morrem todos os anos, vítimas da imprudência ao volante”, explicou o prefeito. Pensando nisso, o Manaustrans vai implantar grades de segurança nas curvas acentuadas para evitar que acidentes mais graves aconteçam. Os chamados guard rails serão instalados nos próximos dias, porque vêm de fora do Estado. O órgão também cuidou de toda sinalização do local para que o motorista possa trafegar sem dificuldades.

Como funcionarão os acessos O Complexo Viário 28 de Março é formado por quatro alças de acesso que, interligadas a uma passagem de nível, também possibilitam os movimentos de retorno para a avenida Torquato Tapajós. Cada alça possui duas faixas de trânsito, dando maior trafegabilidade no local. As alças A e B possibilitam a entrada e saída do condutor ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes via avenida Tor-

quato Tapajós. Quem sai do aeroporto tanto pode pegar a via da direita para seguir para o Centro, ou utilizar-se da alça A, mergulhando na passagem de nível, para ir em direção à Zona Norte. Para ter acesso ao aeroporto, o condutor, que trafega no sentido Centro-bairro, deve acessar a alça B e cruzar a passagem de nível. As alças C e D favorecem os retornos em todos

Projeto paisagístico no local

os sentidos. Quem vem do Centro em direção à Zona Norte pode se utilizar da alça B e logo após a passagem de nível convergir, à direita, na alça D para retornar em direção ao Centro. No caso do motorista que vem do bairro-Centro, para retornar é preciso acessar a alça C, cruzar a passagem de nível, desembocado novamente na avenida Torquato Tapajós pela alça A.

MARINHO RAMOS/SEMCOM

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manhã, o prefeito Arthur Virgílio Neto irá entregar o Complexo Viário 28 Março, interligando a avenida Santos Dumont, Zona Oeste, à avenida Torquato Tapajós, na Zona Norte. A obra teve investimentos de cerca de R$ 24 milhões e vai facilitar a entrada e saída do aeroporto internacional Eduardo Gomes, a circulação de carga para o polo industrial, bem como o acesso ao extremo norte, considerada hoje a região que mais cresce na cidade. De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), responsável pelos estudos viários para construção do complexo, o projeto foi adequado atendendo as expectativas de aumento no deslocamento de veículos e da ampliação da avenida Torquato Tapajós. Em média, passam no local aproximadamente 6 mil veículos por hora em horário de pico. De acordo com o prefeito, essa obra foi pensada ainda nos anos 1970 e ainda hoje é de grande relevância, considerando-se que são emplacados aproximadamente 6 mil novos carros todos os meses na capital. “Fico feliz em inaugurar esse aparelho urbano, mesmo com 40 anos de atraso. Nossa meta é investir em obras como essa, que venham para resolver os gargalos do trânsito e que não sirvam apenas de medidas paliativas”, destacou. Ainda segundo o prefeito, outras cinco ou seis intervenções viárias estão previstas para serem concluídas até o final da sua gestão, como a implantação de um complexo viário na Bola do Produtor, na Zona Leste, e de um retorno viário na entrada do Manoa, na Zona Norte. “Planejamos tudo conforme nosso orçamento permite, porque, infelizmente não

Trabalhadores atuam na finalização dos detalhes nas proximidades da nova passagem de nível

Junto com a obra, a vegetação local dará as boas-vindas a quem chega à cidade, mostrando as belezas da flora amazônica, com 4,5 mil mudas de espécies ornamentais e 80 mudas de árvores nativas da Amazônia compondo o projeto paisagístico do Complexo Viário 28 de Março. Ao longo dos oito canteiros existentes, poderão ser encontradas mudas de mogno, açaí, palmeiras areca, sumaúma e jutairana. O projeto paisagístico foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), pelo Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) e Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp). A secretária da Semmas, Kátia Schweickardt, lembrou que os projetos paisagísticos são planejados de acordo com as características das obras. Por se tratar de um complexo viário, uma das principais finalidades com a vegetação é promover sombreamento, embelezamento, mas sem causar distração nem prejudicar o trânsito, que é bastante intenso na área.


Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Número de fumantes em Manaus registra queda

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MARCEL MOTTA/ARQUIVO EM TEMPO

Estudo do Ministério da Saúde indicou redução de fumantes de 12% para 7% de 2012 até fim do ano passado

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Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade de referência no tratamento do câncer em toda a Amazônia ocidental, comemorou a redução no número de fumantes em Manaus, que passou de 12%, em 2012, para 7%, ano passado. Os dados são da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil) e foram divulgados este mês. A pesquisa, do Ministério da Saúde (MS), por amostragem abrangeu as 26 capitais brasileiras mais o Distrito Federal, entrevistando, em cada uma das localidades, entre duas mil e cinco mil pessoas. De acordo com o diretor-presidente da FCecon, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), pneumologista Edson de Oliveira Andrade, resultados como este deverão impactar, no futuro, na redução de doenças como o câncer de pulmão, que tem mais de 90% dos casos associados ao fumo e que tem alta taxa de mortalidade. Além disso, ele também está relacionado aos casos de câncer de traqueia e brônquio. Juntos, esses três tipos da doença deverão somar 270 casos no Amazonas, este ano, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Com 160 casos estimados para homens, ele se torna o terceiro tipo de câncer com maior incidência entre o sexo masculino no Estado. Edson Andrade explica que o cigarro possui três grupos de substâncias: nicotina – que vicia e ocasiona problemas vasculares -, monóxido de carbono - que compete com oxigênio sobrecarregando o coração – e os derivados do alcatrão, que são os causadores do câncer. “Vale ressaltar, ainda, que o câncer de pulmão tem alta taxa de mortalidade, considerando que é uma doença silenciosa, de desenvolvimento lento, que quando apresenta os primeiros sinais, já pode estar na sua fase avançada”, destacou. De acordo com o especialista, o fumo também é um fator de risco para as doenças cardiovasculares.

Conscientização A redução no número de fumantes em Manaus, segundo Andrade, é fruto de uma série de campanhas e atividades desenvolvidas, ao longo dos anos, pela Susam a partir da FCecon e Coordenação de Atenção Oncológica, a exemplo da que ocorreu na última sexta-feira (29), na área central da cidade. Durante a atividade de cunho educativo como parte do Dia Nacional de Combate ao Fumo, coordenada pelo Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (DpccFCecon), foram distribuídos materiais impressos a cerca de 3,5 mil pessoas, superando a expectativa inicial. A ação teve como tema “Troque o cigarro pelo calor de um abraço” e seu principal objetivo foi levar informações sobre os fatores de risco do câncer à população. A ação abrangeu as áreas do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, Feira da Manaus, Porto da Manaus Moderna e arredores. Proprietários de embarcações também receberam a equipe, que contou com cerca de 20 pessoas, entre membros do DPCC e acadêmicos voluntários.

Índices cada vez mais positivos No que diz respeito à Prevalência dos Indicadores do Tabagismo, a pesquisa realizada pela Vigitel apontou, em Manaus, outro

dado positivo: o número de ex-fumantes aumentou na capital amazonense, passando de 21% para 24%, entre 2012 e 2013. Índices de queda no número de fumantes foram divulgados no Dia Nacional de Combate ao Fumo


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Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014


Especial

Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

Fortalecimento ortalecimento familiar para tirar crianças das ruas MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO

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ssistência social à criança e ao adolescente. Este é tema deste domingo com os candidatos ao governo do Amazonas. Os políticos falam sobre os programas sociais para afastar crianças e jovens do mundo das drogas e consequentemente das ruas e da criminalidade. “Um projeto de quem acredita na vida”. Assim definiu seu plano de governo, voltado para a assistência social à criança e ao jovem, o candidato Marcelo Ramos (PSB). Segundo ele, a primeira coisa para conseguir tirar a criança das ruas e o jovem do mundo das drogas é cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente. “A primeira coisa que vamos fazer é cumprir as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente. Queremos salvar a vida das nossas crianças”, disse. Ramos criticou a forma com que os jovens são tratados no Centro de Reabilitação de Menores Infratores Dagmar Feitoza. “Hoje, a Dagmar Feitoza é uma prisão. Vamos transformá-la em um centro de recuperação, porque acreditamos na vida e por meio de educação de qualidade e diálogo com a família sabemos que poderemos conquistar isso”, destacou, acrescentando que a família é parte fundamental em todos os programas de educação e assistência social em seu governo. “Vamos fortalecer os laços da escola e a comunidade, pois não vamos desistir de nossas crianças e adolescentes. O jovem que abandonar a escola, será procurado, não vamos deixá-lo desistir da escola”, finalizou. Maior atenção Para o candidato pela coligação Renovação e Experiência, senador Eduardo Braga (PMDB), o foco é promover o fortalecimento dos vínculos familiares. Implantação nos municípiospolo dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que atenderão ao serviço de proteção e atenção às famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social (violência física, psicológica, negligência, violência sexual, situação de rua, abandono). “Nosso programa de governo contém uma grande abrangência com relação às ações de assistên-

cia social. O foco é promover o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, a proteção da família, a autonomia e o protagonismo dos indivíduos e comunidades”, declarou Braga. O senador lembrou ainda que de 2003 a 2009, quando estava à frente do governo do Estado, trabalhou em parcerias com o governo federal para a implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e que a assistência social ganhou maior organicidade entre seus serviços e benefícios, programas e projetos. Segundo ele, algumas diretrizes foram elaboradas para serem seguidas em seu governo, como a criação de uma nova cultura de humanização nas uni-

PROPOSTAS

Postulantes ao cargo de governador do Estado do Amazonas dizem o que pensam e quais as propostas e programas para o amparo dos menores que se arriscam nas ruas da capital dades de atenção ao cidadão que possa instaurar padrões de relacionamento ético entre gestores, técnicos e usuários. Acolhimento Já o candidato à reeleição, José Melo (Pros), pretende tirar essas crianças e adolescentes das ruas por meio da implantação de Centros de Referências da Assistência Social (Creas) a 24 municípios do interior, bem como serviços de acolhimentos de crianças a outros municípios. “Nosso programa prevê a implantação do Creas a 24 municípios que ainda não possuem o serviço. Assim como a instalação dos serviços de Acolhimento de Crianças e Adolescentes em Coari, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus e Parintins e a criação de um sistema de notificação para regular o fluxo de encaminhamento de crianças e adolescentes a esses serviços”, destacou. Melo pontuou também a importância do fortalecimento familiar e do envolvimento da comunidade para afastar os jovens do mundo das drogas. “Queremos estabelecer um pacto. Trazer às famílias para

essa luta junto à comunidade, além de defender o programa Todos pela Vida, onde são envolvidas ações nas áreas de assistência social, segurança pública, educação, cultura e esporte. Com atividades nos bairros, envolvendo associações comunitárias, bairros e escola e, com isso, afastar os jovens das situações de droga e violência, oferecendo formação profissional e acesso à cultura, esporte e lazer”, salientou. Outro programa de assistência social previsto em seu plano de governo é a continuidade do programa Viver Melhor, iniciado no governo Omar Aziz (PSD), além da expansão dos Centros de Convivência da Família, com a construção de novas unidades em Manaus e no interior do Estado, que vai injetar mais recursos no Programa de Atendimento Itinerante (Barco PAI), com a permanência de barcos nas calhas dos rios Juruá e Purus, entre outros. Crianças se arriscam nas ruas de Manaus, em um verdadeiro malabarismo, para garantir o sustento de suas famílias

Creches e escolas de tempo integral Com uma proposta idealista, o candidato do PSTU, Herbert Amazonas, afirma que é preciso ter políticas públicas voltadas para esses jovens que vão desde creches, escolas de tempo integral e projetos culturais e esportivos para ocupar e afastar as crianças e jovens desse vício que destrói cada vez mais famílias e lares. O candidato criticou a gestão atual,

dizendo que o governo não tem feito sua parte. “Em nosso plano de governo, tratamos desse assunto no item educação, pois defendemos que é por meio da educação e de políticas públicas que atendam principalmente a periferia é que conseguiremos combater esse mal em nossa sociedade. Grande parte das famílias é desestruturada e é responsabilidade do

governo cuidar das nossas crianças e jovens, por meio de programas de esporte e cultura, além da educação e outros”, defendeu. A reportagem tentou contato com os candidatos, Chico Preto (PMN), Abel Alves (Psol) e Luiz Navarro (PCB), por meio dos contados 99XX-XX11, 99XX-XX81 e 91XX-XX89 respectivamente, mas as chamadas não foram atendidas.

RICARDO OLIVEIRA

No segundo tema proposto pelo EM TEMPO, os candidatos ao governo do Estado revelam suas propostas e programas para afastar os menores das drogas e da criminalidade


Eleições 2014

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MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Eleição do Photoshop:

candidatos cada vez mais bonitos

Candidato ao governo, Marcelo Ramos admitiu que fez pequenas alterações nas fotos de campanha. Assim como os candidatos a vereador Mirtes Salles e Mário Frota MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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Photoshop é uma ferramenta muito utilizada na publicidade. Com o soſtware, dá para modificar diversos aspectos de uma imagem – mexer o fundo da imagem, aumentar ou diminuir formas, acrescentar ou remover objetos e, inclusive, rejuvenescer a face de alguém. E é isso que muitos eleitores estão percebendo este ano, por meio das imagens de divulgação dos candidatos que circulam afixadas em carros e outdoors. Sem rugas, com sorrisos largos e dentes super brancos, tem candidato que parece que “remoçou” dez, 15 anos - e tudo sem passar pelo bisturi! O deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), candidato ao governo, diz que o tratamento das imagens é necessário, mas com ressalvas. “A pessoa tem que se apresentar bem para o eleitor, mas não pode descaracterizar. Tem gente que parece que faz

campanha com a cara de outro!”, declara. Em relação a si mesmo, Ramos diz que não admite mudanças drásticas. “Tenho uma cicatriz no queixo que aparece na foto – a minha não tem nenhum exagero. Aliás, estão dizendo até que, pessoalmente, sou mais bonito que no material da campanha. Se fizeram mudanças em mim, me enfeiaram”, ri. O vereador Mário Frota (PSDB), candidato a deputado estadual, se considera fotogênico e acredita que a foto tem que ser melhor que o “original”. “Eu sempre fui fotogênico – modéstia à parte. Na televisão, por exemplo, tem que passar pelo camarim, onde passam um produto na gente, porque a imagem tem que ser bonita. Então, quando você tira a foto, tem que buscar um bom profissional, que tenha uma técnica. Esse tratamento é normal”, opina, e completa: “o sujeito não pode sair pior do que é”. Em sua campanha, Frota diz que as imagens de divulgação passam pelo crivo da esposa e dos assessores mais próximos.

No entanto, o candidato lamenta os excessos de Photoshop nas revistas direcionadas ao público masculino. “Tenho um jornalzinho e, nas fotos que apareço na tribuna, não tem como alterar, mas a foto da capa é diferente,

RETOQUES

Para os candidatos Marcelo Ramos, Mirtes Salles e Mário Frota, o retoque nas imagens que serão usadas na campanha até é aceito se for feito de forma sutil, sem muitos exageros ou mudanças mais trabalhada. É aquilo que estava até comentando com uns amigos – quando era mais jovem, comprava a revista Playboy, porque além de apreciar as reportagens, via que as mulheres eram aquilo mesmo, bonitas e naturais. Mas depois que criaram o Photoshop, não dá nem

para saber se a mulher é de verdade. Tiram mancha, tiram celulite, tiram tudo. De repente é até uma mulher de 90 anos que modificaram tanto que ela parece que tem 20! A tecnologia faz mudar tudo”, diz. O mais incrível ainda é notar que quem mais sofre com os padrões de beleza impostos pela sociedade, a mulher, não sofreu alterações extremas. A deputada federal Rebecca Garcia (PP), candidata a vice-governadora, é uma em que é possível notar poucas alterações. Outra que também “corresponde à realidade” é Mirtes Salles, candidata a deputada estadual, que afirma ter recebido poucas alterações na sua imagem de campanha. “Mulher sofre uma pressão a mais para ficar bonita, mas tem que respeitar a idade. Quem tem 40 anos não pode parecer que tem 20 na foto da campanha, até porque é perigoso mexer muito e o eleitor não te reconhecer”, observa Mirtes. Ela diz que caprichou na hora da foto – fez cabelo,

maquiagem e escolheu uma roupa bacana, mas tudo adequado para a situação. “Tive sorte por escolher um bom fotógrafo, que trabalhou a luz. Mas não dá para ter excessos, cabelo e maquiagem de festa, essas coisas. Acho que mudar demais é propaganda enganosa para o eleitor. Aliás, nas caminhadas, vou de cabelo preso, tênis, uma roupa mais confortável por causa do calor, e tem gente que estranha, porque está acostumada a me ver de blazer, maquiada”, revela. Contra excessos, a candidata diz que programas como o Photoshop devem ser utilizados com parcimônia. “Tirar pequenos defeitos, ok. Mas tirar todas as rugas, acho demais. Tem candidato que só reconheci pelo nome e outro que parece estar usando um batom mais forte que eu!”, alfineta.

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA

JOSÉ MELO

Candidato irá participar de reunião interna com coordenadores da campanha.

MARCELO RAMOS

Candidato faz caminhada nos municípios de Urucurutuba e Itacoatiara.

CHICO PRETO

Candidato passará o dia em reunião com os coordenadores de campanha.

HERBERT AMAZONAS

Candidato não divulgou agenda de campanha para este domingo.

NAVARRO

Candidato fará visita a apoiadores de campanha pela manhã e à tarde tem reunião com a equipe de propaganda.

Candidato não terá agenda de campanha hoje.

ABEL ALVES Candidato fará caminhada no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, e no fim da tarde caminhada no núcleo 16 do bairro Cidade Nova, Zona Norte.


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LUIZ NAVARRO

‘AINDA existe esperança PARA A POLÍTICA’

FOTOS: DIEGO JANATÃ

JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

Ú

ltimo candidato ao governo do Amazonas entrevistado na série “Com a Palavra”, dedicada ao período eleitoral, o comunista Luiz Navarro (PCB) enumera os projetos que possuem destaque no plano de governo do partido comunista, que pretende liderar o Estado, com a colaboração popular. De acordo com Navarro, o objetivo da legenda é marcar presença, dando ao eleitor possibilidade de mudar a fase da política local. Construtor Civil, Luiz Navarro participa pela terceira vez da corrida pelo governo do Amazonas. Na entrevista concedida ao EM TEMPO, Navarro defendeu mudanças no modelo Zona Franca e destacou a intenção de estatizar o transporte público do Estado.

O PCB sempre teve seus ideiais e quando chegou o processo eleitoral, percebemos que não tínhamos dentro da nossa legenda pessoas capacitadas para disputar o governo, por isso, coloquei meu nome na disputa novamente. Eu acredito na mudança”

EM TEMPO - Quais os motivos que o levam a participar mais uma vez da disputa pelo governo do Estado? Luiz Navarro – Sempre tivemos nossos ideais e quando se aproximou o período do pleito, percebemos que não tínhamos no partido pessoas formadas com capacidade suficiente de enfrentar uma eleição. Vimos que duas mulheres assumiram o poder no Amazonas, a desembargadoras Maria das Graças Figueiredo e Socorro Guedes, e achamos que alguma coisa pode ser diferente a partir daí. A mulher é mais sensível pra determinadas coisas, e principalmente essas duas desembargadoras que são éticas em suas funções. Com todas essas mudanças, para mim, ainda existe esperança para a política. EM TEMPO - Levando em

consideração a experiência adquirida em sua vida pública, o senhor identifica alguma diferença entre os últimos pleitos e o atual? LN - Temos um grupo político no poder há 33 anos, e qualquer um dos dois candidatos que estejam destacados na liderança vão continuar com a mesmice sem modificar coisa nenhuma no Estado, porque não interessa a eles fazer modificações. Então, não tenho como apontar muitas mudanças. EM TEMPO - O que pode ser considerado destaque no plano de governo do Partido Comunista Brasileiro, no Amazonas? LN - O transporte fluvial é um dos destaques no nosso plano de governo, porque nós pretendemos separar transporte de carga do de passageiros. Os grandes acidentes no Amazonas são motivados por essa mistura dos dois. Pretendemos adquirir barcos velozes para que possamos encurtar a distância de Manaus e as cidades do interior. Mais destaque ainda é a proposta que visa estatizar o transporte coletivo rodoviário, e o transporte coletivo fluvial para aplicar a tarifa zero. Só o Estado tem a condição de adquirir veículos que possam levar conforto tanto à população que viaja de modo fluvial, quanto à que viaja no modo rodoviário. EM TEMPO - Na sua perspectiva, quais são os principais gargalos do Estado? LN - A mobilidade urbana na capital. Tenho certe-

za que o “entravamento” do tráfego, com ônibus se movendo a 10 quilômetros por hora, deixará a economia extremamente prejudicada. Por isso, este será um dos principais problemas que vamos resolver, associados com o prefeito de Manaus. EM TEMPO - Então, caso seja eleito, o senhor será favorável a uma ação conjunta com o Executivo municipal? LN - Não gosto do termo ação conjunta porque isso é muito repetitivo. Eu prefiro associação. É claro que vamos sentar e conversar para verificar as necessidades de Manaus. Meu governo será feito por meio de conselhos populares, não podemos deixar privatizado o transporte porque o objetivo do empresário é o lucro e deixá-lo concentrado em sua mão. O lema do meu governo será dar conforto à população. EM TEMPO - Houve uma tentativa de se montar um “blocão” entre os partidos de esquerda, mas a ideia não ganhou força. Por que a esquerda do Amazonas não consegue estabelecer essa união? LN - Existem muitas divergências no modo de fazer política. O modo do PCB é um modo, onde se vê que o capitalista vem enganando o trabalhador com um chavão de que é preciso fazer o bolo econômico crescer para depois distribuir, e durante os meus longos anos de vida eu nunca vi empresário distribuir nada. Ele sempre enriquece e o trabalhador só empobrece, então nós precisamos mudar isso. Está provado que o sistema capitalista está falido, o mundo deu exemplo porque os ricos só mantiveram seus

privilégios com os impostos da população. Acabou a falácia deles de que o mercado regularizaria tudo. EM TEMPO - Recentemente, o prazo de validade do modelo Zona Franca foi prorrogado por mais 50 anos. Mas é evidente que o Estado precisa de outros modelos econômicos para fazer com que o ribeirinho não tenha que sair da sua terra por falta de opções de emprego. O que a sua campanha encara como nova alternativa econômica para o Amazonas? LN - O modelo Zona Franca está errado. Eu votaria pela Zona Franca? Sim. Eu votaria. Mas esse modelo só tem enriquecido os industriais, eles não se preocupam com o desenvolvimento do Estado, não se preocupam com a melhoria de condições de trabalhador, haja vista, os baixíssimos salários. A população amazonense pouco recebe de benefícios desses industriais. É necessário que com conselhos de desenvolvimento econômico, nós possamos encontrar uma forma de fazer com que os empresários passem a pagar melhores salários e a contribuir com o desenvolvimento do Estado. Precisamos reforçar através da Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), o setor primário. Voltarmos à vista para os nossos processos antigos de exportação de castanha, juta, borracha. Temos que voltar as vistas para o extrativismo, que é onde está nossa riqueza. Queremos incentivar a exploração do nióbio, que por sinal tem jazida incomensurável. Não entendo por que o Governo não coloca isso às claras, parece até que o nióbio está sendo explorado às escondidas.

Temos um grupo político no poder há 33 anos, e qualquer um dos dois candidatos que estão destacados na liderança vão continuar com a mesmice sem mudar coisa alguma”

O transporte fluvial é um dos destaques no nosso plano de governo. Pretendemos adquirir barcos velozes para que possamos encurtar a distância de Manaus ao interior”


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Militante do PSDB produziu vídeo falso de ex-presidente

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Vai ser como massa de pão: quanto mais baterem, mais ela sobe” DEPUTADO JÚLIO DELGADO (PSB-MG), otimista com os números de Marina nas pesquisas

Apresentar preso ao juiz em 24 horas prejudica o réu O projeto de lei do Senado que obriga a apresentação de presos em flagrante a um juiz, no prazo máximo de 24 horas, é no mínimo impraticável, por atentar contra o direito de defesa do réu, além do “incomensurável custo de deslocamento”, segundo entendimento de pelos menos duas entidades que representam os profissionais envolvidos no assunto: as associações de Magistrados do Brasil (AMB) e de Delegados (Adepol). Chovendo no molhado Relator, o senador Humberto Costa (PT-PE) nem percebe que o projeto é inócuo: prisões já são notificadas imediatamente ao juiz e para a família. Impraticável Em julho, se essa lei existisse, só em São Paulo seriam necessárias mais de 350 audiências por dia com juízes, para apresentar presos. Pernas curtas Entidades de juízes e delegados negam que a Convenção de Direitos Humanos determine apresentação ao juiz em 24 horas, como diz o projeto. Só um factoide No Senado, o projeto é recebido com reservas pela estranha pressa da ministra Ideli Salvatti (Direitos Humanos), ansiosa por uma “bandeira”. Marina ‘bomba’ em pesquisas e nas redes sociais Nas pesquisas e nas redes sociais, os eleitores mal conseguem esconder o encantamento pela candidata do PSB a presidente, Marina Silva. Além da pesquisa Datafolha de sexta-feira, que aponta

seu crescimento estonteante, ela lidera os números nas redes sociais. Sua página oficial no Facebook, de longe a mais acessada nos últimos dias, acumulou quase 700 mil “curtidas” desde a morte de Eduardo Campos. Até no Twitter Marina (PSB) e Dilma (PT) são mencionadas no Twitter entre 30 e 60 vezes por hora. Já Aécio (PSDB) não passa de dez menções. Fenômeno No Facebook, Marina rivaliza com grandes páginas da rede: acumulou 280 mil “likes” na última semana. A página oficial do Barcelona, 400 mil. Decepção O ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa prometeu barbarizar no Twitter, mas até agora tem só 30 mil seguidores. Traições a galope Perplexos com o crescimento da candidatura de Marina Silva, agora empatada em primeiro lugar nas pesquisas com Dilma Rousseff, petistas ilustres já começam a buscar “convergências” com ela. Diferenças Marina foi chamada de “Lula de saias” por José Dirceu, até porque sua trajetória é semelhante à do ex-presidente, mas só na origem humilde. Ela aprendeu a ler só aos 16 anos de idade, mas, além disso, e ao contrário de Lula, tomou gosto pelos estudos e pela leitura. É Brasil, Marina Quando lhe contaram, sexta-feira, que tinha 34% no Datafolha, empatando com Dilma, Marina Silva achou que os números se referiam somente a São

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Jornalista

Blogueiro filiado aos tucanos colocou na internet vídeo em que ex-presidente Lula pede voto para a presidenciável Marina Silva REPRODUÇÃO

Paulo. “É Brasil?”, exultou. Mal acreditava. Projetos de presidente O votenaweb.com.br, que avalia o trabalho de políticos, classifica Aécio (PSDB) como o de melhores projetos entre os presidenciáveis, 88% de aprovação. Dilma, 82%. Marina teve só dois projetos no Senado. Esforço desconcentrado Apesar do número de sequestros relâmpago disparar em todo o país, está parado na Câmara o projeto 6.726, que autoriza as operadoras a informar a localização de celulares às polícias, mediante requisição. Faz sentido O site da Secretaria Geral da Presidência foi infectado por um vírus. Ao ser acessado, o domínio www. secretariageral.gov.br é congelado, com o aviso: “invasores podem estar roubando suas informações”. Obstrução à vista Na pauta do “esforço concentrado” da primeira semana de setembro está prevista a votação, na Câmara dos Deputados, do projeto que anula a criação dos “conselhos populares”. O PT promete obstruir. Promessa é dívida De 2007 a 2013, o governo federal diz ter investido R$ 9 bilhões em creches, mas das 6.427 prometidas pela então candidata Dilma (PT), na campanha de 2010, ela só entregou cerca de 500. Pensando bem... ...em vez da frustração porque não lhe faziam perguntas, no debate da Band, Luciana Genro (PSOL) deveria se sentir frustrada por sua carência de votos.

PODER SEM PUDOR

Cruel recepção Duas dezenas de jornalistas aguardavam no aeroporto Santos Dumont, no Rio, a chegada de Ulysses Guimarães, candidato do PMDB à Presidência da República, naquele ano de 1989. Mas, no desembarque, eles se depararam com outro candidato, Aureliano Chaves (PFL), que chegara antes. As chances dos dois eram mínimas, mas Ulysses sempre gerava boas notícias, ao contrário de Aureliano. Ninguém se mexeu e a saia já era demasiado justa quando o pefelista pediu: - Sei que vocês esperam o Ulysses, mas podem perguntar que eu falo. Como jornalista é bicho muito mal-educado, ninguém perguntou nada e Aureliano foi embora, cabisbaixo e constrangido.

Na peça publicitária falsa exibida, o ex-presidente Lula recomenda o voto em Marina Silva

M

otivo de desentendimento entre as campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), o vídeo falso em que o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece declarando apoio à candidata pessebista tem como autor um blogueiro filiado ao PSDB. Leandro Lima do Nascimento, 26, admite ter sido o responsável pela montagem, mas afirma não ter tido intenções eleitorais com ela. Segundo ele, seu site é humorístico e isso está claro em várias mensagens na página. Postado no YouTube na noite de quarta-feira (27), o vídeo veio à tona no dia seguinte e é uma edição feita a partir de peça publicitária da candidata ao Senado Marina Sant’Anna (PT-GO). Lula aparece dizendo: “Eu conheço a Marina há

mais de 30 anos. Por isso, tenho certeza de que ela é hoje a candidata mais preparada para ajudar a combater as desigualdades sociais”. No original, o tre-

MONTAGEM

Leandro Nascimento, 26, admite ter sido o responsável pela montagem, mas afirma não ter tido intenções eleitorais com ela. Segundo ele, seu site é humorístico e isso está claro em várias mensagens na página cho termina com “em Goiás” - palavras suprimidas na montagem. Vídeo “Vi o vídeo da candidata a senadora Marina e vi a oportunidade de fazer uma

piada”, diz Nascimento, que é natural de Porto Alegre do Norte (MT), mas mora em Goiânia. “É pela piada, pela brincadeira. Como se diz na internet, pela zoeira”. Questionado pela “Folha” sobre sua filiação partidária, o blogueiro a princípio negou fazer parte de qualquer sigla. Entretanto, os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram Nascimento como integrante do diretório mato-grossense do PSDB. Confrontado com a informação, Nascimento disse: “Já fui filiado a partido, mas hoje não estou filiado”. “Acredito que na política partidária brasileira tanto faz quem ganhar que é a mesma coisa”.

Candidatas pedem apuração policial Após a repercussão do vídeo falso, tanto a campanha de Dilma como a de Marina defenderam inquérito para apurar a autoria da peça. A montagem já foi retirada do ar pelo Google,

controlador do YouTube, a pedido da coligação liderada pelo PT. Os petistas também entraram com ação no TSE por propaganda eleitoral irregular e pediram que o MPE

(Ministério Público Eleitoral) investigue o caso. Em nota, o PSB definiu o vídeo como “tosco e fraudulento” e afirmou que recorreria às mesmas instituições para descobrir o autor.

EBC

FREIRE

Dirceu: ‘cientista político da Papuda’ O deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, partido que compõe a chapa da campanha presidencial de Marina Silva (PSB), classificou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu como “cientista político da Papuda”. A declaração foi dada durante lançamento oficial do programa de governo da pessebista, em São Paulo. Ao ser perguntado sobre o que achava sobre a declaração do ex-ministro, de

que Marina Silva seria “um Lula de saias”, Freire se recusou a fazer qualquer comentário, apenas indagou, sorrindo: “o cientista político da Papuda?” Dirceu foi condenado no processo do mensalão do PT e cumpre pena de 7 anos e 11 meses em regime semiaberto pelo crime de corrupção ativa. De novembro do ano passado ao início de julho deste ano, porém, o ex-ministro ficou preso em regime fechado no

complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Outros políticos presentes no evento, entretanto, comentaram a frase de Dirceu. O presidente do PSB, Roberto Amaral, disse ter gostado da comparação. “Entendo como um elogio. O Lula é um grande homem e um grande político. Agradeço ao José Dirceu pela comparação”, afirmou Amaral, que foi ministro da Ciência e tecnologia do governo Lula de janeiro de 2003 a 2004.

O deputado Roberto Freire é presidente do PPS, partido da chapa de Marina Silva, do PSB


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Deputados evitam faltas após corte nos salários

IONE MORENO

Após pressão, parlamentares evitam faltar as sessões plenárias. Cada dia sem ir ao plenário custa R$ 668 ao bolso

Determinação do presidente da casa é para evitar o chamado “recesso branco” aos parlamentares, que costumam se dedicar nas campanhas eleitorais e acabam deixando o trabalho no plenário JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

D

acompanhar de fato a sessão e ouvir os discursos dos colegas. E isso para mim, não é novidade, só que no período eleitoral as coisas ficam mais claras. Isso é ruim, pois somos obrigados a estar presentes na Assembleia apenas nas terças, quartas e quintas-feiras,

DESCONTO

Na semana passada, o presidente da Assembleia, Josué Neto, declarou que os parlamentares que faltaram as sessões pediram para serem descontados na folha o valor de R$ 668,00 por dia de 9h a 12h”. A justificativa apresentada por Adjuto Afonso foi à participação na 11ª Feira e Conferência da Indústria Naval, que aconteceu entre os dias 12,13 e 14 deste mês. Sinésio Campos, que é presidente da

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esde que o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), anunciou o desconto em folha das faltas não justificadas pelos parlamentares, nove deles registraram ausências justificadas junto à mesa diretora. A determinação de Josué começou a valer no último dia 7, e visa combater o chamado “recesso branco” durante o período eleitoral, onde as cadeiras da casa estão em jogo. Dentre os deputados que computaram faltas estão Marcelo Ramos (PSB), candidato ao governo do Estado, (quatro faltas); Adjuto Afonso (PP), (três faltas); Sinésio Campos (PT), Wilson Lisboa (PCdoB) e Arthur Bisneto (PSDB) (com duas faltas); Sidney Leite (DEM) e Luiz Castro (PPS) (com uma falta). No caso de Ramos, em todas as situações ele solicitou a não remune-

ração pelos dias de sessão plenária perdidas. Questionado pela reportagem, o candidato socialista ao governo reconheceu as faltas, ressaltando que o mês foi atípico em sua folha de frequência. Segundo ele, os dias foram utilizados para acompanhar a missa de 7º dia em homenagem ao então presidenciável, Eduardo Campos, vítima de acidente aéreo no interior de São Paulo, e a apresentação de Marina Silva (PSB), como candidata da sigla após o ocorrido. “Reconheço que faltei, e por isso solicitei por meio de documento protocolado junto à mesa diretora, que as diárias fossem descontadas do meu salário. Mesmo assim, penso que tenho crédito na casa, pois nunca faltei”, criticando os colegas que apresentam presença no painel eletrônico, entretanto não participam das discussões em plenário. “Tem muito colega que tem o nome estampado no painel, mas não tem a dignidade de

Filha de Chico Mendes disse que não votará em Marina

Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Aleam, alegou que suas faltas estão relacionada às atividades externas da comissão, uma delas realizada no município de Autazes no último dia 26. Wilson Lisboa (PCdoB), vicepresidente da Comissão de Saúde, Previdência, Assistência Social e Trabalho, declarou que nos dias 19 e 27 precisou se ausentar por conta de uma visita ao hospital Francisca Mendes, localizado na Zona Norte de Manaus e posteriormente por razões pessoais. O deputado estadual Arthur, dia 19 e 27, justificou, mas não explicou os motivos para as faltas, apenas solicitou o não pagamento das diárias. A exemplo de Adjuto Afonso, Sidney Leite remeteu à participação na 11ª Feira e Conferência da Indústria Naval, realizada no Rio de Janeiro, o motivo da sua falta. O representante do Partido Popular Socialista (PPS), Luiz Castro, informou que precisou

se ausentar para participar de reuniões políticas em Brasília. “Para tratar de assuntos de interesse do legislativo”. Francisco Souza (PSC) faltou no último dia 20 e pediu que a remuneração do dia não lhe fosse concedida. Seu colega Ricardo Nicolau (PSD) justificou a necessidade de cumprir agenda fora da capital, mas não forneceu maiores informações. A reportagem tentou contato com todos os parlamentares citados na matéria, mas até o fechamento desta edição apenas Marcelo Ramos atendeu as ligações. Para embasar o texto foram utilizados dados disponibilizados no portal da transparência mantido pela Aleam na internet. Desconto em folha De acordo com declarações do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), qualquer deputado que faltar as sessões plenárias que ocorrem regimentalmente de terça as

quintasfeiras, de 9h às 12h, terá um desconto de R$ 668,00 no seu salário. Josué que também é candidato à reeleição, sustentou que não será conivente com o “recesso branco”. E pediu aos colegas que tenham consciência e responsabilidade com o mandato vigente. “Não há motivos para polemizar. Afinal de contas, um deputado é um funcionário como qualquer outro e se faltar tem que haver desconto por dia não trabalhado”, falou. Para minimizar os impactos do processo eleitoral no dia a dia da casa, o próprio parlamentar já especulou uma possível mudança nos dias de sessão. O desconto autorizado por Josué está previsto no regimento interno da Aleam, o salário de um deputado é de R$ 20.042,35.

FILHA DE CHICO MENDES

Marina é um ponto de dúvidas Filha do líder seringueiro Chico Mendes, Angela Mendes reagiu, ontem, à declaração da candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, que disse, durante debate da Band, que o ambientalista era “parte da elite”. Angela disse acreditar que a declaração não passou de “uma infeliz comparação”. No entanto, ela faz críticas ao plano de governo da candidata e alegou que Marina “é um enorme ponto de interrogação” e garantiu não que ela não é sua candidata. Eu respeito Marina pela

sua trajetória de luta, como tantas outras mulheres e homens batalhadores, que tiveram que vencer grandes barreiras para vencer na vida, mas o fato dela ter tido uma história de luta com meu pai e ser acreana, como eu, não a capacita para ser presidente do Brasil, não neste momento. Porque, para mim, até agora tudo que ela disse são incógnitas. Ela tem um plano bem utópico, mas não mostrou como vai fazer para chegar lá, que propostas concretas tem para alcançar essa utopia de um Brasil que

ela imagina que vai conseguir fazer”, destaca. Outro ponto levantado por Angela é o questionamento sobre “a nova política” que Marina pretender fazer. “O Brasil não está preparado para este novo modelo que Marina quer impor até porque ela quer um novo a partir de um conceito antigo, inclusive eu me perco nos conceitos dela de política nova e tudo que se refere ao programa de Marina é uma incógnita”, diz. De acordo a filha do líder, as propostas não estão claras, mas garante

que o respeito para Marina continua inabalável. “Jamais ninguém vai ver eu fazendo comentário desrespeitoso a ela, mas não concordo com a política dela”, destaca. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC), também reagiu para as declarações da candidata. Em nota, a categoria destaca ainda que não concorda com a política ambiental defendida por Marina enquanto ministra do Meio Ambiente, entre 2003 e 2008, e ainda idealizada por ela nos dias atuais.


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Redes sociais movimentam opiniões sobre eleições Cada vez mais, a ferramente cybernética está incerida nas campanhas e dividindo opiniões RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

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a noite da última quinta-feira (28), 22h, o candidato ao governo do PSB, deputado Marcelo Ramos, aparece no topo da lista dos assuntos mais comentados pelos usuários amazonenses do microblog Twitter, seguido de Abel Alves (Psol) e do governador José Melo (Pros). Os chamados ‘tuiteiros’ acompanhavam, na ocasião, o primeiro debate entre os candidatos, realizado na TV Band, ao passo em que expressavam as mais diversas opiniões sobre os embates. Ferramentas que ganham todos os dias novos milhares de adeptos, as redes sociais são, nestas eleições, os principais meios por onde jovens e adultos do Amazonas expressam opiniões sobre a disputa pelo governo. O terreno virtual, no entanto, é alvo estratégico das campanhas, que usam as ferramentas para mobilizar cabos eleitorais, além de disseminar e combater críticas a adversários. Somente durante o primeiro embate entre os candidatos, pelo menos 3 mil ‘tuítes’ (mensagens) foram publicadas na ferramenta

por centenas de usuários. O levantamento da report a g e m sobre a movimentação dos internautas durante a campanha eleva

TUITAÇO

Somente no primeiro debate entre os candidatos ao governo do Amazonas, pelo menos 3 mil “tuítes” foram publicadas nas redes sociais. Movimentação ficou entre Marcelo Ramos e José Melo esse número a um patamar ainda maior. Desde o início da campanha, em julho, pelo menos 20 mil usuários citaram o nome dos principais candidatos no Twitter. Para o escritor e sociólogo aposentado Francilmar Mendes, as redes sociais proporcionam a jovens e adolescentes uma sensação de segurança para se envolver em diversos assuntos, entre eles, a polí-

tica. “Um grande número de internautas comentando sobre política não significa que eles são engajados politicamente. Em um terreno que eles já conhecem, o virtual, não há limites. Somente liberdade”, afirmou. Terreno virtual onde informações negativas podem ganhar proporções imensuráveis, as redes sociais estão, nestas eleições, no centro das atenções dos comitês de campanha dos candidatos. A movimentação de opiniões e informações publicadas é alvo constantes monitoramentos pelas equipes de campanha. Nesse setor, trabalham equipes de marketing e advogados, prontos para mover ações contra ataques de adversários. Professor de direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Barcelos Júnior Mesquita, afirma que os ataques cibernéticos não representam mais novidades à Justiça, que já tem direcionamentos rápidos para as ações movidas. “A Justiça eleitoral já tem grande experiência nessas questões e os advogados sabem de que forma protestar a favor de seus clientes. Ações desse tipo recebem rápidas respostas”, afirmou.

Candidatos viram ‘meme’ Em terreno virtual, tudo pode virar piada. Minutos depois de qualquer acontecimento, milhares de imagens contendo tiradas humorísticas podem se espalhar na rede e se emplacarem como novos ‘memes’, aquelas montagens engraçadas que viram febre nas redes sociais. O caso mais recente aconteceu exatamente após o debate da última sexta-feira. Milhares de internautas comentaram sobre o candidato do PMDB, senador Eduardo Braga, que ouviu de Marcelo Ramos a frase: “você pode até criticá-los, mas tem que fazer ajoelhado no milho”. Minutos depois, blogueiros amazonenses já espalhavam montagens de Braga, Melo e o ex-governador Omar Aziz (PSD) cumprindo a sugestão do socialista. Usuários assíduoes das redes sociais ouvidos pela

reportagem afirmaram que, mesmo com empenhados comitês de campanha, os candidatos não conseguem controlar a movimentação em terreno virtual. “Eles podem até ter equipes para monitorar, mas, com certeza, não há como controlar centenas de adolescente comentando ou fazendo piada sobre eles”, afirmou Beatriz Domingues, estudante de jornalismo. Prioridades O analista de mídias sociais, Jhonatas Ballut, confirma a constatação de Beatriz e afirma que os usuários tendem a priorizar comentários engraçados ou criativos. “Não é comum ver usuários elogiando políticos gratuitamente. Ou fazem piadas, ou tecem comentários críticos e criativos. Os elogios ficam por conta do batalhão virtual dos candidatos”, afirmou.


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Igrejas não são ‘currais eleitorais’, afirma CNBB

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Cardeal Raymundo Damasceno afirma que igrejas não devem influenciar os eleitores nas escolhas dos seus candidatos

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segunda colocada nas recentes pesquisas de intenções de votos e venceria a presidente Dilma Rousseff (PT) em um eventual segundo turno. “O eleitor deve conhecer suas propostas, seu passado, seu projeto de governo. Não fazemos essa acepção de pessoas. Temos que escolher o melhor candidato pensando no Brasil, e não em interesses pessoais ou de grupos. Cristão ele é como cidadão, tem os mesmos direitos e deveres e, como tal, tem que participar da vida política”, afirmou. Dom Damasceno cobrou que os candidatos atuem na política de forma “coerente com os seus princípios”. “Tem que manifestar sua fé em sua vida social, no trabalho, e atuar pensando no bem do país. Não fazemos discriminação.” A CNBB vai realizar no dia 16 de setembro, em Aparecida (SP), debate com os sete candidatos à Presidência da República com

Não fazemos nenhum curral eleitoral. Orientamos, falamos, mas não fazemos comitês eleitorais em nossos templos. A liberdade é fundamental. Raymundo Damasceno, presidente CNBB

melhores colocações nas pesquisas de intenções de votos. Foram convidados, além de Marina, a presidente Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Eduardo Jorge (PV), Eymael (PSDC) e Luciana Genro (Psol). A entidade ainda não confirmou a presença de todos, mas dom Damasceno disse esperar

DIVULGAÇÃO

presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno afirma que as igrejas não são “currais eleitorais” e não devem influenciar os eleitores nas escolhas dos seus candidatos nas eleições de outubro. Dom Damasceno disse que a Igreja Católica não faz “distinção” de candidatos por sua religião, nem pede que os católicos escolham nomes ligados à sua opção religiosa. “Não fazemos nenhum curral eleitoral. Orientamos, falamos, mas não fazemos comitês eleitorais em nossos templos. A liberdade é fundamental”, afirmou. Questionado sobre a candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência, que é declaradamente evangélica, o cardeal disse que os fiéis são “livres” para escolherem seus candidatos, mas devem fazê-lo de “maneira consciente”. Marina aparece como

Aeronave usada por Eduardo Campos será investigada

que compareçam para que possam apresentar seus posicionamentos sobre temas considerados importantes para os cristãos. Oportunidade “A finalidade é proporcionar aos nossos fiéis a oportunidade de conhecerem melhor os candidatos para que possam exercer com consciência e responsabilidade os seus direitos. A CNBB não toma posição político-partidária, ajuda o eleitor a tomar sua decisão livremente, conscientemente.” As perguntas serão formuladas por bispos da CNBB e por jornalistas de emissoras católicas. Haverá também confronto direto entre os candidatos no quarto bloco do debate.

Reforma política é a questão A CNBB pretende conquistar apoio dos candidatos ao projeto de lei, de iniciativa popular, com mudanças no sistema político nacional. A proposta inclui temas como o financiamento público exclusivo das campanhas, regulamentação das consultas populares na Constituição (o plebiscito e o referendoampliação da participação feminina na política e implementação de dois turnos de eleições) um para os eleitores escolherem os programas partidários e outro para a escolha dos candidatos. A entidade espera reunir 1,5 milhão de assinaturas para formalizar a apresentação da proposta no

Congresso Nacional e vai intensificar a coleta de apoio nas festividades do 7 de setembro. O projeto de lei tem o apoio de outras entidades, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o Movimento Contra a Corrupção Eleitoral. “Vamos ver se o Congresso se sensibiliza com a reforma política. Queremos evitar que o poder econômico tenha esse papel, que ele não participe do financiamento das campanhas. Os partidos se assemelham uns aos outros aí fica difícil para o eleitor saber o que o candidato defende, o que propõe para o país”, afirmou o cardeal.

PROCURADORIA

Uso de avião por Campos é investigado O procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, instaurou um procedimento preparatório eleitoral para investigar a prestação de contas do PSB sobre a utilização do jato Cessna 560XL por Eduardo Campos, então candidato do partido à Presidência, que sofreu um acidente no último dia 13 matando sete pessoas. O uso da aeronave não havia sido informado à Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral quer apurar se o uso do avião respeitou a legislação no que trata da prestação de contas parcial das candidatu-

ras. Neste caso, a arrecadação e gastos de campanha devem ser informados. A Procuradoria vai solicitar ao comitê de campanha do PSB a documentação que comprove a movimentação financeira para a utilização da aeronave na campanha presidencial. O partido terá de encaminhar ao Ministério Público recibos eleitorais que comprovam a prestação de contas parcial. Também vai pedir à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre quem possui a propriedade do avião.

Suspeitas Há suspeitas de que a AF Andrade, proprietária do avião, tenha usado recursos de empresas fantasmas para comprar o jato. Uma das hipóteses é que o dinheiro usado para adquirir a aeronave seja caixa dois dos empresários ou do próprio PSB. As revelações foram feitas pela revista “Veja” e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. “Surge relevante a apuração dos fatos noticiados pela grande mídia tendo em conta a resolução 23.406/2014 do Tribunal Superior Eleitoral quanto a arrecadação e gas-

tos de recursos de campanha para as eleições de 2014, sendo atribuição do Ministério Público Eleitoral a estrita observância da aludida norma, especialmente em se tratando de disputa ao cargo de presidente da República”, defendeu Janot em parecer que determinou a instauração da investigação. De acordo com o MP, documentos entregues à Polícia Federal pelos representantes da AF Andrade informam que a aeronave teria sido vendida para três empresários pernambucanos e parcelada em 16 depósitos bancários.


Eleições 2014

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TSE assegura que as urnas não são totalmente seguras EBC

Tribunal diz que os mecanismos para evitar sabotagens na eletrônica “nem sempre ‘garantidamente’ impedem uma fraude”

Especialistas e o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitem que as urnas eletrônicas não possuem dispositivos que assegurem totalmente a integridade das informações contidas

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cada eleição, a confiabilidade da urna eletrônica usada no país é colocada em xeque. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admite que os mecanismos para evitar sabotagens na urna eletrônica “nem sempre ‘garantidamente’ impedem uma fraude”, mas defende que o sistema é aperfeiçoado à medida que é exposto a riscos e vulnerabilidades. Especialistas consultados afirmam que o sistema eletrônico de votação utilizado no país não é totalmente confiável e não permite auditoria. “O que a Justiça Eleitoral tem buscado fazer é tornar eventuais fraudes impingidas ao processo eleitoral inviáveis, impondo, ao eventual atacante, uma sucessão muito numerosa de barreiras, tornando o esforço de se atacar muito superior ao eventual benefício da fraude.

Tais barreiras nem sempre ‘garantidamente’ impedem uma fraude, porém são concebidas de tal forma que o invasor ou atacante, em sua tentativa, com grande margem de certeza, deixe suas marcas, permitindo posterior identificação do autor, sua localização e o instante da ação do ataque”, afirma Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia de Informação do TSE. O funcionário do TSE também reconhece que “é incorreto afirmar categoricamente que um sistema seja totalmente seguro” e “igualmente incorreto afirmar que ele seja totalmente inseguro”. Segundo Janino, o sistema eleitoral é dinâmico e é aprimorado

quando exposto a riscos. Testes públicos O TSE realizou testes públicos para analisar a confiabilidade da urna eletrônica apenas duas vezes, em 1999 e 2012. Uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) descobriu uma lacuna no sistema de segurança no último exame. Embora a tecnologia evolua com o tempo, o tribunal não permitiu novos testes públicos. “É importante também deixar claro que há um compromisso entre segurança e custo. Como exemplo, se me desloco de carro da minha casa para o trabalho e ganho um salário de R$ 1 mil/mês, não faria sentido eu gastar mais de R$ 1 mil/ mês para, por exemplo, comprar um carro blindado ou contratar uma escolta. Em suma, as barreiras devem ser implantadas de

acordo com riscos e vulnerabilidades reais e não baseado em suposições infundadas”, completou Janino. Suspeitas de fraudes Questionado sobre o histórico de suspeitas de fraude, o TSE reconheceu que algumas ocorrências foram identificadas. “Há alguns casos de suspeição de fraudes, invariavelmente levantadas por candidatos derrotados no pleito. Todas as denúncias formalizadas foram devidamente apuradas e consideradas improcedentes pelas instituições competentes que realizam as perícias”, respondeu Janino sobre casos suspeitos. O tribunal, no entanto, não respondeu quantos casos são suspeitos e de que forma se procedeu a investigação que julgou os casos improcedentes.

Mecanismos são monitorados Ainda sobre os mecanismos de segurança, o TSE afirma que o sistema pode ser fiscalizado por agentes do Ministério Público ou por partidos. “A versão oficial dos soſtwares de cada eleição é assinada digitalmente”, disse Janino. Para o engenheiro Amilcar Brunazo Filho, supervisor do Fórum do Voto Eletrônico, a técnica não impossibilita ataques de pessoas. “O Bruce Schneier, um dos cinco mais conhecidos e premiados criptógrafos e autor dos livros mais vendidos sobre segurança em TI, em seu livro ‘Segurança.com’ disse uma frase significativa: ‘Se

você acredita que a tecnologia pode resolver seus problemas de segurança, então você não conhece os problemas e nem a tecnologia.’ Ele escreveu isso para explicar que concluiu que segurança de sistemas tem a ver com as pessoas que operam o sistema e não com as tecnologias adotadas”, defendeu Brunazo Filho. O engenheiro também cita o Ph.D. Ronald Rivest. “Ele é o inventor da técnica de assinatura digital que o TSE usa, e nega que sua técnica seja suficiente para garantir, por si só, a integridade do soſtware em sistemas eleitorais”, disse.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz e Raphael Lobato Assessorias

REVISÃO Dernando Monteiro Gracicleide Drumond João Alves

DIAGRAMAÇÃO Leonardo Cruz, Klinger Santiago, Kleuton Silva, Marcelo Robert e Pablo Filard

Mário Henrique Silva TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


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Eisenstein além do encouraçado

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A liquidez do pó

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opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

E outras 10 indicações culturais. Pág. 2

Roberto Saviano e o imbatível negócio da cocaína. Pág. 3

‘Zero Zero Zero’ mostra bastidores do tráfico de drogas Trecho do novo livro do autor do best-seller ‘Gomorra’. Págs. 4, 5 e 6

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A esplanada pisoteada

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Do arquivo de Francisco Brennand

Diário de Washington. Pág. 7

Paris, 1952. Pág. 8

Capa

obra de Jac Leirner, da série inédita ‘Rocky’ (2010-), pedra de cocaína e outros materiais


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Ilustríssima Ciência

O MELHOR DA CULTURA EM 11 INDICAÇÕES

BRASILEIRO LIVRO | GRAMÁTICA Fruto demais de três décadas de pesquisa, o volume “Gramática da Língua Portuguesa Padrão”, da filóloga Amini Boainain Hauy, é uma obrade sistematização da teoria gramatical do português. O trabalho traz vasta gama de exemplos em cada lição, com destaque para Fernando Pessoa. Edusp | R$ 130 | 1.344 págs.

ENCONTRO | TRADUÇÃO A Casa Guilherme de Almeida promove, sob curadoria de Marcelo Tápia e Simone Homem de Mello, a quarta edição do Transfusão, encontro de tradutores. Serão palestras e mesas-redondas com teóricos como Jürgen Jacob Becker e Kathrin Rosenfield em torno do tema “Tradução e Estranheza”. Casa Guilherme de Almeida | tel. (11) 3673-1883 | programação em casaguilhermedealmeida.org | grátis | inscrições até terça (2)

EXPOSIÇÃO | VIDEOBRASIL Comcuradoria do historiador espanhol Agustín Pérez Rubio, amostra “Memórias Inapagáveis” selecionou 18 vídeos, video instalações, documentários e registrosde performances a partir do Acervo Video brasil. A ênfase é dada à memória social e política de países como Chile, Líbano, China e EUA. Sesc Pompeia | tel. (11) 3871-7700 | de ter. a sáb., das 9h às 22h; dom. e fer., das 9h às 20h | até 3/11

EDOUARD FRAIPONT/BARÓ GALERIA/DIVULGAÇÃO

EXPOSIÇÃO | SILVIA M A artista paulista apresenta o resultado de diversos experimentos com objetos encontrados e, por vezes, doados, que são envoltos em manta de espuma e transformados por meio de costuras e bordados. Em 2009, para a série “Visitas Invasoras”, apresentada na mostra, ela recolheu objetos importantes para as pessoas que visitava, devolvendo-lhes apenas o molde em gesso das peças em questão. Transarte | tel. (11) 3142-9975 | ter. a sex., das 13h às 20h; sáb., das 13h às 17h | grátis | até 17/12

Instalação ‘My City’ (2014), de Song Dong, em montagem

DIVULGAÇÃO

EXPOSIÇÃO | SONG DONG A mostra “Regenerate”, primeira individual do chinês no país, traz uma instalação inédita feita com materiais recolhidos por ele pelo Brasil. Além disso, estão presentes fotos, vídeos e desenhos e objetos como uma porta da casa do artista, trazida da China. Baró Galeria | tel. (11) 3666-6489 | ter. a sex., das 11h às 19h; sáb., das 11h às 18h | até 11/10

EXPOSIÇÃO | JULIAN SCHNABEL Paralelamente à mostra “LA NIL - Pinturas 19882014”, a ser inaugurada no Masp nesta quinta (4), a galeria Raquel Arnaud exibe seis telas em grande formato do artista e cineasta americano. Responsável pela direção de “Basquiat” (1996) e “O Escafandro e a Borboleta” (2007), ele usa, em suas pinturas, materiais como tecidos e aplicações de reprodução digital. Galeria Raquel Arnaud | tel. (11) 3083-6322 | abertura qui. (4), às 19h | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 12h às 16h | grátis | até 20/9

LIVRO | HABERMAS Em “Mudança Estrutural da Esfera Pública”, de 1962 e lançado agora pela editora Unesp, o filósofo alemão analisa, seguindo o modelo marxista, a categoria da esfera pública, privilegiando as arenas e os espaços de discussão. Com organização de Clélia Aparecida Martins e José Geraldo Poker, “Reconhecimento, Direito e Discursividade em Habermas” reúne artigos sobre aspectos da obra do autor da segunda geração da Escola de Frankfurt. trad. Denilson Luís Werle | Ed. Unesp | R$ 78 | 565 págs. Fap-Unifesp | R$ 70 | 448 págs. LANÇAMENTO | SEXTO PROPÉRCIO O livro “Elegias de Sexto Propércio” terá lançamento com a presença do tradutor e organizador Guilherme Gontijo Flores. O volume reúne, em edição bilíngue, os quatro livros de elegias do poeta romano. Hussardos Clube Literário | tel. (11) 5825-2426 | qui. (4), às 18h30 | grátis Autêntica | R$ 68 | 512 págs.

POP

ERUDITO

LIVRO | TEATRO BAIANO Em “Teorias da Recepção”, Claudio Cajaiba, professor de teatro da Universidade Federal da Bahia, parte da encenação de peças alemãs para discutir temas como a recepção de obras estrangeiras, a transposição cultural e a baianidade. O Festival do Teatro Brasileiro traz a São Paulo nove trabalhos da cena baiana, como “Exu - A Boca do Universo”, do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas, o qual abre a mostra, que ocupa o CCBB e os teatros Sérgio Cardoso e João Caetano. Centro Cultural Banco do Brasil | tel. (11) 31133651 | abertura qui. (4), às 20h | R$ 20; grátis no CCBB | programação em festivaldoteatrobrasileiro. com.br | até 20/9. Perspectiva | R$ 53 | 240 págs.

TEATRO | MIRADA A terceira edição do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos leva à cidade paulista 25 peças estrangeiras – de 12 países – e 15 brasileiras. O Chile é o país homenageado deste ano e conta com sete montagens. O Sesc disponibiliza transporte saindo da unidade da Vila Mariana. Sesc Santos | tel. (13) 3278-9800 | a partir de qui. (4) | R$ 20 | até 13/9

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‘Sem título (Manalapan)’ (1998), de Julian Schnabel

ESTRANGEIRO

CINEMA | EISENSTEIN Começa amanhã no MIS (Museu da Imagem e do Som) a mostra “Eisenstein/Brasil/2014”, com oficinas, debates, filmes e um curso ministrado por François Albera, autor de “Eisenstein e o Construtivismo Russo” (Cosac Naify). Entre os filmes da retrospectiva estão “Que Viva México!” (1932) e “O Velho e o Novo” (1929). MIS | tel. (11) 2117-4777 | curso R$ 60; oficinas de R$ 10 a R$ 30; filmes e debates gratuitos até 7/9

Folha.com

Ilustríssimos desta edição BRUNO POLETTI - 26.06.2014/FOLHAPRESS

ROBERTO SAVIANO, 34, escritor e jornalista italiano, é autor de “Gomorra” (ed. Bertrand Brasil). JAC LEIRNER, 53, é artista plástica. Teve até o início de agosto uma retrospectiva de sua obra no Museu Tamayo, na Cidade do México. Expõe atualmente no Centro Atlántico de Arte Moderno, em Las Palmas.

FRANCISCO BRENNAND, 87, é ceramista e artista plástico pernambucano. O texto aqui publicado é um trecho editado do livro inédito “Diário de Francisco Brennand”. SYLVIA COLOMBO, 42, é repórter especial da Folha. RAUL JUSTE LORES, 38, é correspondente da Folha em Washington.

FOTOGRAGFIA Escritor e jornalista John Naughton, do “Guardian”, escreve sobre a Leica FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha CINEMA Filme de Abel Ferrara busca a verdade sobre o assassinato de Pasolini >>folha.com/ilustrissima


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No rastro da cocaína Autor de ‘Gomorra’ segue rota da droga em livro RESUMO Autor de best-seller sobre máfia aborda narcotráfico em nova obra, que chega ao Brasil em setembro, trazendo capítulo adicional sobre o país. “Zero Zero Zero” cobre desde o acordo entre México e Colômbia para controle da produção e distribuição na América Latina, nos anos 80, até números atuais da gigante economia do pó.

SYLVIA COLOMBO

“Escrever sobre a cocaína é como consumi-la”, relata Roberto Saviano, 34. “Cada vez você quer mais notícias, mais informações, e as que encontra são tão suculentas que você já não pode prescindir delas. Você é um viciado”. Assim o jornalista italiano

descreve seu trajeto pelos bastidores do narcotráfico, que resultou em “Zero Zero Zero” [trad. Federico Carotti, Joana Angélica d’Avila Melo, Marcello Lino e Maurício Santana Dias, Companhia das Letras, 400 págs., R$ 54]. Obra mais recente do italiano autor de “Gomorra” (2006) – em que trata da Máfia em seu país, vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi adaptado para o cinema –, “Zero Zero Zero” mostra como se armou a rede internacional de narcotráfico na qual a América Latina tem um papel fundamental. A edição brasileira, a ser lançada no final do mês que vem (e da qual a “Ilustríssima” publica trechos em primeira mão), traz capítulo extra sobre o país, que, segundo Saviano, “na geopolítica do pó, parece uma voragem”. Com seu exército de estimados 2,8 milhões de consumidores, o Brasil ocupa o segundo lugar nessa categoria no mundo, atrás dos Estados Unidos. As atenções de Saviano, porém, recaem principalmente sobre o México. “É a origem de tudo”, escreve. O mundo em que ora respiramos é China, é Índia, mas também é México. Quem não conhece o México não pode entender como funcio-

na hoje a riqueza neste planeta. Quem ignora o México nunca compreenderá o destino das democracias transfiguradas pelos fluxos do narcotráfico”. A investigação de Saviano recupera o acordo realizado nos anos 1980 entre o chefe do cartel colombiano de Medellín, então o mais poderoso do mundo, Pablo Escobar (1949-93), e Miguel Ángel Félix Gallardo, “o czar mexicano da cocaína”, conhecido como El Padrino, hoje cumprindo pena de 40 anos de prisão. O fato de um estar morto e o outro encarcerado não muda nada. Saviano mostra como o narcotráfico tem, nos dias de hoje, prescindido dos grandes chefões caricatos do passado, transformando-se numa megaempresa capitalista de ramificações internacionais. As lideranças, crê, tendem à diluição. Pelo acordo, os colombianos ficavam com a produção de cocaína, enquanto delegavam aos mexicanos o controle das rotas de distribuição para os Estados Unidos. Com o tempo, e à exemplo do que acontece em outros tipos de indústria, o distribuidor passou a ser mais poderoso que o produtor. A partir do desmantelamento dos cartéis

colombianos nos anos 1990, por conta de ações do Exército local e com ajuda norte-americana, os mexicanos assumiram o controle do negócio. A produção espalhou-se por vários países latino-americanos – inclusive para alguns que não tinham tradição na área, como a Argentina –, e o México especializou-se na distribuição, desenvolvendo milhares de rotas por ar, água, terra e subsolo (através de uma rede de túneis). Liquidez “Se neste momento eu investir US$ 1.000 em ações de petróleo e estiver indo bem, posso ganhar em um ano US$ 1.200, US$ 1.400. O mesmo se dá se eu investir em ações da Apple. Mas, se investisse em cocaína, ganharia nada menos do que US$ 182 mil. A cocaína é um mercado imenso, que traz liquidez econômica, um mercado que não conhece crise”, disse Saviano em entrevista ao jornal argentino “La Nación”. O livro pinta um retrato inédito sobre como operam os principais cartéis mexicanos. Os Caballeros Templarios, ultrarreligiosos e disciplinados, hoje dominam o Estado de Michoacán, onde o governo nacional e o Exército já não conseguem

atuar, e estão se aliando a milícias civis. Os Zetas, conhecidos como os mais sanguinários, promovem degolas e mutilações de suas vítimas, em ataques para demarcar territórios, e produzem vídeos de suas atrocidades para distribuir em redes sociais (“são o narcotráfico 2.0”). Há, por fim, aquele cartel que até fevereiro deste ano era o mais poderoso e rico, o de Sinaloa, cujo líder foi preso quando tentava se esconder num hotel em Mazatlán, na costa do Pacífico. Joaquín Guzmán Loera, El Chapo Guzmán, hoje com 59 anos, foi por muitos anos o homem mais buscado pelos Estados Unidos no exterior depois do terrorista Osama Bin Laden. Tido como o mais profissional dos cartéis, o de Sinaloa era o menos sangrento e o que atuava em mais frentes, distribuindo não só cocaína como metanfetamina, heroína e maconha produzidas no próprio México. A prisão do Chapo (que quer dizer “baixote”, apelido que advém de sua pequena estatura, 1,68 m) obrigou Saviano a reescrever partes de “Zero Zero Zero”. A edição que sai no Brasil é a atualizada. Além de abordar a prisão de Guzmán e analisar o que isso representa para o equilíbrio de forças entre os cartéis (o de Sinaloa perde espaço para os Zetas), a nova versão recupera um capítulo sobre o Brasil, originalmente deixado de fora da versão europeia – o editor italiano o havia suprimido em nome de um volume mais enxuto, que serviu de base a

traduções para o inglês e o espanhol. Para Saviano, a prisão de Chapo Guzmán é uma ação ainda nebulosa – não é possível concluir claramente se o narcotraficante se deixou prender a fim de salvar sua fortuna ou para não ser enviado para julgamento no país vizinho. Historicamente, os chefes da droga latino-americanos só se desesperam com uma coisa: serem extraditados para os EUA. “Prefiro uma tumba na Colômbia do que uma prisão nos Estados Unidos”, dizia Pablo Escobar – que, de fato, só caiu quando morto numa ação conjunta entre polícia e Exército colombianos, em 1993. O temor de serem enviados aos EUA deve-se ao fato de que, dentro das prisões norteamericanas, têm seus poderes eliminados. Isso não ocorre nas prisões latino-americanas, que, em muitos casos, se tornam quartéis generais a partir dos quais atuam os chefes da droga. Um dos episódios célebres da trajetória de Pablo Escobar se deu em 1991, quando o traficante convenceu o governo colombiano de que construiria sua própria penitenciária e de lá não sairia. Tudo em troca de não ser extraditado para os EUA. Hoje, a prisão de La Catedral se transformou em local de peregrinação aos que celebram a memória do bandido, conhecido em Medellín pelas benfeitorias realizadas em bairros pobres. Nota: leia trechos de “Zero Zero Zero” nas páginas 4, 5 e 6 desta edição.


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Linha a linha Três fragmentos do livro ‘Zero Zero Zero’

ROBERTO SAVIANO ILUSTRAÇÃO JAC LEIRNER

Cocaína 1 O sujeito sentado agora a seu lado no metrô cheirou para acordar hoje de manhã; ou o motorista do ônibus que te leva pra casa porque quer fazer hora extra sem sentir dor na cervical. As pessoas mais próximas de você cheiram. Se não é seu pai ou sua mãe, se não é seu irmão, então é seu filho. Se não é seu filho, é seu chefe. Ou a secretária dele, que só cheira aos sábados pra se divertir. Se não é seu chefe, é a mulher dele que cheira para ir vivendo. Se não é a mulher, é a amante dele, a quem ele dá pó de presente, em vez de brincos e diamantes. Se não são eles, é o caminhoneiro que faz chegar toneladas de café nos bares da sua cidade e que não conseguiria aguentar todas aquelas horas de estrada sem pó. Se não é ele, é a enfermeira que está trocando o cateter do seu avô, para quem o pó

deixa tudo mais leve, até mesmo as noites. Se não é ela, é o pintor que está pintando a sala da casa da sua namorada, que começou por curiosidade e depois se viu contraindo dívidas. Quem cheira está ao seu lado. É o policial que está a ponto de te parar, que cheira faz anos, e agora todos se deram conta e escrevem cartas anônimas que mandam a seus superiores esperando que o suspendam antes que faça alguma besteira. Se não é ele, é o cirurgião que está acordando agora para operar sua tia e que graças ao pó consegue abrir até seis pessoas por dia, ou o advogado que você vai consultar para o seu divórcio. É o juiz que se pronunciará sobre sua causa cível e não considera o pó um vício, só uma ajuda para gozar a vida. É a atendente que está te dando o bilhete de loteria que você espera que possa mudar seu destino. É o marceneiro que está fazendo pra você um móvel que te custou o salário de um mês. Se não é ele que cheira, é o montador que veio à sua casa instalar seu armário comprado na Ikea, que você não seria capaz de montar. Se não é ele, é o síndico do seu prédio que

vai te interfonar em alguns minutos. É o eletricista, este mesmo que agora está tentando mudar a tomada do quarto de lugar. Ou o cantor que você ouve para relaxar. O padre, que você foi ver para saber se pode se crismar porque precisa batizar o neto e que fica estupefato por você ainda não ter recebido esse sacramento, cheira. Os garçons que te servirão no casamento de sábado, se não dessem um tiro, não conseguiriam ter nas pernas tanta energia por horas a fio. Se não são eles é o fiscal da prefeitura que acaba de estabelecer novas áreas de pedestre e recebe pó de graça em troca de favores. O manobrista cheira, agora ele só fica alegre assim. O arquiteto que reformou sua casa de veraneio; o carteiro que te entregou uma carta com seu novo cartão de crédito também. Se não ele, a moça do SAC que te responde com voz cristalina e pergunta em que pode ser útil. Aquela alegria, igual em todo telefonema, é efeito do pó branco. Se não ela, o assistente que está sentado agora à direita do professor à espera de te examinar. O pó o deixou nervoso. O fisioterapeuta que está ten-

tando recuperar seu joelho, e ele, ao contrário, fica sociável com pó. O atacante cheira, aquele que marcou um gol arruinando a aposta que poucos minutos antes do fim da partida você estava ganhando. A prostituta que você pega antes de voltar pra casa, quando precisa se desafogar porque não aguenta mais, cheira. Ela usa pó para não ver mais quem está na frente dela, atrás, em cima, embaixo. O garoto de programa, que você se deu de presente para seus cinquenta anos, cheira. Você e ele. O pó dá a ele a sensação de ser o mais macho de todos. O “sparring” com quem você treina no ringue para tentar emagrecer cheira. Se não ele, o instrutor de equitação da sua filha, a psicóloga da sua mulher. O melhor amigo do seu marido, aquele que faz anos te paquera e que nunca te agradou, cheira. Se não ele, o diretor da sua escola. O bedel cheira. O corretor que está fazendo corpo mole justo agora que você conseguiu se liberar para ver o apartamento. Cheira pó o segurança, aquele mesmo que ainda está com o relatório quando todos já arrancam os cabelos por não o terem recebido.

Se não ele, o tabelião a cujo escritório você gostaria de não voltar nunca mais, que cheira para não pensar nas pensões devidas às mulheres que deixou. Se não ele, o taxista que xinga o trânsito, mas depois fica alegre. Se não ele, o engenheiro que você tem de convidar à sua casa porque quem sabe ele não te ajuda a conseguir uma promoção. O guarda que está te multando e, enquanto fala, sua em bicas, apesar de ser inverno. O lavador de para-brisas de olhos cavos, que só consegue comprar pó com dinheiro emprestado, ou aquele rapaz que enche os carros de folhetos publicitários, cinco de cada vez. O político que te prometeu um alvará de funcionamento, aquele que você enviou ao Parlamento com seus votos e os da sua família, e que está sempre nervoso. O professor que te ferrou num exame, à sua primeira hesitação. Ou o oncologista que você tem consultado, te disseram que é o melhor, e que você espera que possa te salvar. Ele, quando cheira, se sente onipotente. Ou o ginecologista, que se esquece de jogar fora o cigarro antes de entrar na sua casa e examinar sua mulher, que

está sentindo as primeiras contrações. Seu cunhado que nunca está alegre, o namorado da sua filha que, ao contrário, sempre está. Se não são eles, então o peixeiro, que arruma lindamente o peixe-espada, ou o frentista que esparrama a gasolina fora do carro. Cheira para se sentir jovem, mas não consegue mais inserir no lugar certo o bico da mangueira. Ou o médico do plano, que você conhece há anos e que te faz passar na frente sem esperar na fila, porque sabe o que você vai lhe dar de presente de Natal. O porteiro do seu edifício cheira, se não ele, a professora que dá aulas de reforço a seus filhos, o professor de piano do seu neto, a camareira da companhia de teatro a que você vai assistir esta noite, o veterinário que trata do seu gato. O prefeito com quem você foi jantar. O construtor da casa em que você mora, o escritor que você lê antes de dormir, a jornalista que você vai ver no telejornal. Mas se, pensando bem, você acha que nenhuma dessas pessoas cheira cocaína, ou você é incapaz de ver, ou está mentindo. Ou, simplesmente, quem cheira é você.


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Cocaína 2 Pegue um elástico e comece a esticá-lo. No início quase não há resistência. Você o alonga sem dificuldade. Até alcançar a extensão máxima, quando o elástico arrebenta. A economia de hoje funciona como esse elástico. Ele é como o comportamento segundo as regras de concorrência leal e a lei. No princípio, tudo era fácil, os recursos disponíveis, o mercado pronto para ser invadido por qualquer nova mercadoria capaz de tornar a sua vida mais bonita e mais cômoda. Quando você comprava, sentia ter dado um salto para um futuro melhor. Se você produzia, percebia a mesma dimensão. Rádios. Automóveis. Geladeiras. Lavadoras. Aspiradores. Calçados elegantes e calçados esportivos. Barbeadores elétricos. Peles. Televisores. Viagens. Roupas de grife. Micros portáteis. Celulares. Você não precisava puxar muito o elástico das regras. Hoje estamos próximos do ponto de ruptura. Todo nicho de mercado foi conquistado, toda necessidade, satisfeita. As mãos que seguram o elástico vão sempre mais além, recusam a saturação esticando-o mais um milímetro, na esperança de que esse esforço não seja o último. No limite, você se prepara para transferir sua fábrica para o leste ou tenta trabalhar sem declarar de modo a fugir dos impostos. Procura esticar o elástico o máximo possível. É a dura vida do empreendedor. Apenas um Mark Zuckerberg nasce a cada século. Pouquíssimos podem gerar riqueza apenas a partir de uma ideia; e, por mais vencedora que seja, essa ideia não gera um conjunto sólido de atividades. Os outros são obrigados a uma guerra de posição para colocar bens e serviços que talvez durem o tempo de um bater de asas. Todos os bens são obrigados a se submeter à regra do elástico. Todos menos um. A cocaína. Não existe mercado no mundo mais rentável que o da cocaína. Não existe investimento financeiro no mundo que frutifique como investir em cocaína. Nem mesmo as altas recordes de ações são comparáveis aos “juros” que rende o pó. Em 2012, ano de lançamento do iPhone 5 e do iPad míni, a Apple se tornou a empresa mais capitalizada que já se viu numa lista de ações. As ações da Apple subiram 67% num só ano. Um aumento notável para os números da finança. Se você tivesse investido 1.000 euros em ações da Apple no início de 2012, agora você teria 1.670 euros. Nada mal. Mas se tivesse investido 1.000 euros em cocaína no início de 2012, você teria agora 182 mil euros: cem vezes mais do que investindo na ação recordista do ano! A cocaína é um bem refúgio. A cocaína é um bem anticíclico. A cocaína é o verdadeiro bem que não teme nem a escassez de recursos nem a inflação dos mercados. Há muitíssimos cantos do mundo que vivem sem hospitais, sem web, sem água corrente. Mas não sem pó. Diz a ONU que em 2009 foram consumidas 21 toneladas de cocaína na África, 14 na Ásia, 2 na Oceania. Mais de 101 toneladas em toda a América Latina e Caribe. Todos querem, todos consomem, todos os que começam a usá-la precisam

JAC LEIRNER

dela. As despesas são mínimas, colocá-la é imediato, altíssima a margem de lucro. A cocaína se vende mais facilmente do que o ouro, e seus ganhos podem superar os do petróleo. O ouro necessita de mediadores e de tempo para as contratações; o petróleo de poços, refinarias, oleodutos. A cocaína é o último bem que permite a acumulação originária de capitais. Você poderia descobrir uma fonte de petróleo bruto no jardim da sua casa ou herdar uma mina de coltan, columbitatantalita, que daria para abastecer todos os telefones do mundo, mas não passaria, saindo do zero, às luxuosas vilas da Costa Esmeralda com tanta velocidade quanto através do pó. Da rua ao topo com uma fabriqueta de parafusos? Da miséria à opulência com carros? Um século atrás, sim. Hoje até as grandes multinacionais que produzem bens primários ou os últimos colossos da indústria automobilística não podem fazer mais senão resistir. Reduzir custos, prospectar toda a periferia do planeta para aumentar as exportações, que em todos os setores estão se revelando cada vez menos ampliáveis. Esperar, principalmente, que os balanços positivos façam as ações e debêntures da empresa irem bem, porque é para estas que se deslocou uma parte cada vez mais consistente do ganho. Não existem papéis cotados em Bolsa capazes de gerar o lucro da cocaína. O investimento menos arriscado, a especulação mais antecipadora, movimentos rapidíssimos de monumentais fluxos de dinheiro, que conseguem influir nas condições de vida de continentes inteiros, não obtêm uma multiplicação de valor nem de longe comparável. Quem aposta na cocaína acumula em poucos anos riquezas que em geral as grandes holdings conseguiram em décadas de investimentos e especulações financeiras. Se um grupo empresarial conseguir pôr as mãos na cocaína, deterá um poder impossível de alcançar com qualquer outro meio. Uma aceleração que nenhum outro motor econômico pode proporcionar. Por isso, onde a cocaína é a economia de escala, não existe nada além do choque feroz e violento. Aqui não há mediação. Ou tudo ou nada. E tudo dura pouco. Não dá para fazer tráfico de cocaína com sindicatos e projetos industriais, com subsídios do Estado e normas impugnáveis pelos tribunais. Você vence se for o mais forte, o mais esperto, o mais organizado, o mais armado. Para qualquer empresa vale a regra de que, quanto mais esticar o elástico, mais você consegue se impor no mercado. Se você conseguir esticar esse elástico ainda um pouco mais com a coca, então poderá vencer em qualquer outro setor. Só a lei pode arrebentar o elástico. Mas mesmo quando a lei descobre a raiz criminosa e tenta extirpá-la é difícil encontrar todas as empresas legais, os investimentos imobiliários e as contas bancárias que foram adquiridos graças à tensão extraordinária obtida pelo pó branco. A cocaína é um bem complexo. Por trás do seu candor se esconde o trabalho de milhões de pessoas. Nenhuma delas enriquece como as que sabem se colocar no ponto certo da cadeia produtiva. Os Rockefeller da cocaína

sabem como nasceu seu produto, passo a passo. Sabem que em junho se semeia e que em agosto se colhe. Sabem que a semeadura deve ser feita com uma semente proveniente de plantas de pelo menos três anos e que as colheitas de coca são feitas três vezes por ano. Sabem que as folhas colhidas devem ser postas para secar até 24 horas depois de cortadas, senão se estragam e não se vendem mais. Sabem que o passo seguinte é cavar dois buracos no terreno. No primeiro, junto com as folhas secas, deve se acrescentar carbonato de potássio e querosene. Sabem que depois é preciso socar bem esse mix até obter uma sopa esverdeada, o carbonato de cocaína, que uma vez filtrado deve ser transferido para o segundo buraco. Sabem que o ingrediente que vem a seguir é o ácido sulfúrico concentrado. Sabem que o que se obtém assim é o sulfato básico de cocaína, a pasta básica, que é posta para secar. Sabem que os últimos passos comportam acetona, ácido clorídrico, álcool absoluto. Sabem que é preciso filtrar

novamente. E pôr de novo para secar. Sabem que se obtém o cloridrato de cocaína, comumente chamado de cocaína. Sabem, os Rockefeller do pó, que para obter mais ou menos meio quilo de cocaína puríssima são necessários: 300 quilos de folhas e um punhado de operários em tempo integral. Tudo isso os empresários da cocaína sabem, como qualquer gerente de empresa. Mas sabem principalmente que a massa de camponeses, passadores e transportadores que arranjaram um trabalho um pouco mais rentável do que podem tentar conseguir em outro ramo continua a ter os dois pés enterrados na miséria. É a mão de obra, uma maré de serviçais intercambiáveis na perpetuação de um sistema de exploração e enriquecimento em benefício de poucos. E acima desses poucos estão os que tiveram a clarividência de compreender que, na longa viagem da coca, das folhas colombianas aos narizes do consumidor ocasional, o verdadeiro dinheiro se faz com a venda, a revenda e a gestão dos preços. Porque,

se é verdade que um quilo de cocaína na Colômbia é vendido a 1.500 dólares, no México é vendido a entre 12 mil e 16 mil, nos Estados Unidos a 27 mil, na Espanha a 46 mil, na Holanda a 47 mil, na Itália a 57 mil e no Reino Unido a 77 mil; se é verdade que os preços por grama vão de 61 dólares em Portugal a 166 dólares em Luxemburgo, passando por 80 dólares na França, 87 na Alemanha, 96 na Suíça e 97 na Irlanda; se é verdade que de um quilo de cocaína pura se tira em média, com a mistura, três quilos que serão vendidos em doses de 1 grama; se tudo isso é verdade, também é verdade que quem comanda a cadeia inteira é um dos homens mais ricos do mundo. Novas burguesias mafiosas gerenciam hoje o tráfico de cocaína. Através da distribuição conquistam o território onde é comercializada. Um “war game” de dimensões planetárias. De um lado, os territórios de produção que se tornam feudos onde não cresce mais nada além de pobreza e violência, territórios que os grupos

mafiosos mantêm sob controle, distribuindo esmolas e caridade que fazem passar por direitos. Não pode haver desenvolvimento. Só prebendas. Se alguém quer se emancipar, não deve clamar por direitos, mas buscar a riqueza. Uma riqueza que deve saber conquistar. Desse modo se perpetua um único modelo de afirmação, do qual a violência é tão só o veículo e o instrumento. O que se impõe é poder produzido e contido em pureza, como a própria cocaína. De outro lado, países e nações onde se possam fincar, bem no centro do mapa, suas bandeiras. Itália: presente. Inglaterra: presente. Rússia: presente. China: presente. Em toda parte. Para as famílias mais fortes, o pó funciona com a facilidade de um caixa eletrônico. Tem um shopping center à venda? Você importa a cocaína e um mês depois tem o dinheiro para concluir a transação. A cocaína é a resposta universal para a necessidade de liquidez. A economia do pó cresce desmesuradamente e chega a toda parte.


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Continuação FOTOS JAC LEIRNER

Obras da série inédita ‘Rocky’ (2010-), de Jac Leirner; pedra de cocaína e outros materiais

Caldeirão do Diabo Os mais de 200 milhões de brasileiros moram em um país que, na geopolítica do pó, parece uma voragem. A sua posição privilegiada o torna um ponto de trânsito perfeito para a cocaína. Segundo o International Narcotics Control Board, cerca de 25% das 200-300 toneladas de cocaína consumidas anualmente na Europa passam pela África e pelo Brasil. Uma nação que tem fronteiras com os três maiores produtores de cocaína do mundo (Colômbia, Peru e Bolívia) e que, por causa da crescente repressão na Colômbia, se tornou um ponto de partida alternativo e mais seguro para os carregamentos de cocaína destinados à Europa. Mas, nos últimos anos, junto com a economia brasileira e os salários da classe média emergente, o consumo de cocaína também aumentou, levando o país para o segundo lugar no ranking dos maiores consumidores da droga no mundo, atrás dos Estados Unidos, que detêm o primeiro lugar. A cocaína chega ao Brasil vinda do oeste, do noroeste e do sudoeste. Vem da Colômbia, do Peru e sobretudo da Bolívia através do Paraguai. E, no final, envereda pela porta de saída a leste. É tratada, embalada e enviada. Transportada pelos meios mais disparatados: dos mais clássicos, como navios porta-contêineres e aviões comerciais, aos mais futuristas, como os narcossubmarinos, obras-primas de engenharia que requerem know-how e dinheiro, muito dinheiro. Mas isso não falta aos traficantes. Cinco milhões de dólares é o montante que o clã chefiado pelo goiano Mário Sérgio Machado Nunes – 30 anos de experiência no setor e um mandado de prisão da Interpol por tráfico de drogas – havia antecipado ao colombiano Henry de Jesús López Londoño, vulgo Mi

Sangre, chefão dos poderosos Urabeños, para a construção de um sofisticado submarino para transportar drogas até o outro lado do Oceano Atlântico. Tudo fora planejado nos mínimos detalhes: alguns engenheiros colombianos seriam enviados à planta de uma mineradora africana, onde aconteceria a construção do navio. Embora o grupo já tivesse começado a buscar as peças a serem montadas, o projeto acabou não sendo realizado. Culpa, talvez, da prisão repentina de Mi Sangre, que aconteceu em outubro de 2012 perto de Buenos Aires. Machado Nunes nunca mais viu os 5 milhões de dólares que havia dado como adiantamento nem o submarino encomendado. Riscos do ofício, desprezíveis, no final das contas, para uma organização que, segundo as investigações da Polícia Federal, faturava mais de 5 milhões de reais por semana e havia acumulado um patrimônio de 100 milhões de reais em hotéis, mansões, terrenos, casas de praia e fazendas. Tudo graças à cocaína, que era comprada no Peru, Colômbia, Bolívia e Paraguai e distribuída em mais de 30 países estrangeiros – dos Estados Unidos à Holanda, da Espanha aos Emirados Árabes, da Itália à China – com o auxílio dos homens que conseguiram corromper em portos, aeroportos, alfândegas e polícias. Era tanta cocaína a ser transportada que, além do submarino, a organização também planejara comprar um Boeing 737, primeiro passo rumo ao objetivo final: fundar uma empresa aérea de fachada, especializada em voos internacionais, a fim de transportar a droga do Brasil para vários continentes sem levantar suspeitas. Em maio de 2014, uma operação da Polícia Federal brasileira, chamada Águas Profundas, pôs fim a esses ambiciosos projetos. Mas, a cada ano, cerca de metade das 80 a 110 toneladas da droga que transitam pelo Brasil ficam dentro das suas fronteiras para

satisfazer um exército de 2,8 milhões consumidores de cocaína e derivados. Escolhendo um deles ao acaso, poderíamos encontrar um mendigo das favelas ou um novo-rico de terno e gravata que trabalha no 40º andar de um arranha-céu de São Paulo. Os cheiradores no Brasil não têm um rosto só, mas têm uma idade que está diminuindo inexoravelmente. Um alvo mais jovem significa ter de lidar com uma geração perdida e com as estratégias de marketing dos narcotraficantes, estudadas “ad hoc”, como os papelotes de cocaína vendidos com a foto de Amy Winehouse, que se tornou um mito entre a garotada devido aos seus excessos e à sua vida desregrada, ou como os números de telefone dedicados à entrega da droga em domicílio. Você liga para um número, escolhe a droga e a quantidade e recebe a mercadoria comodamente em casa, como se fosse uma pizza ou um sushi. Pó delivery. País de trânsito e país de consumo. Mas, se você é um dos dez maiores produtores de substâncias químicas do mundo e não tem concorrentes nesse campo na América Latina, então pode dar a sua opinião também sobre a produção de cocaína. Você exporta acetona, querosene, permanganato de potássio e anidrido acético aos seus primos colombianos, peruanos e bolivianos (esses últimos especialmente afeiçoados ao limítrofe Brasil, já que não possuem saída para o mar), todos elementos fundamentais ao processo de refino da coca. Um país com três dimensões, que aproveita quase toda a longuíssima cadeia de montagem da cocaína e que internamente é dilacerado por uma guerra sem fim entre os grupos criminosos que disputam os territórios do tráfico. Nota: este texto é um trecho do capítulo homônimo de “Zero Zero Zero” (Companhia das Letras).


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Diário de Washington O MAPA DA CULTURA

RAUL JUSTE LORES

Em tempos de polarização inédita entre republicanos e democratas, até o vasto gramado do National Mall, o parque que liga o Capitólio ao memorial a Lincoln, virou motivo de discórdia. Após o governo gastar US$ 16 milhões (cerca de R$ 36 mi) para recuperar parte do gramado, a administração dos parques nacionais quer colocar limites a eventos ali. Organizações que montam feiras e shows terão de usar piso protetor desmontável sobre a grama e estacas especiais para sustentar tendas e barracas, além de pagar taxas maiores de conservação. Uma feira de livros já decidiu sair do gramado, assim como uma Maratona de Energia Solar, com protótipos feitos por laboratórios universitários. Para muitos frequentadores, o excesso de zelo com o gramado renega a história do lugar. Da marcha contra a segregação racial que transformou Martin Luther King em um ícone instantâneo em 1963 à enorme colcha de retalhos com os nomes das vítimas da Aids, desfraldada em pleno governo Reagan, o Mall já foi orgulhosamente pisoteado por várias décadas. Até o filme “Forrest Gump” (1994) mostrou seu espelho d’água invadido nos protestos contra a Guerra do Vietnã. Ao contrário de seu primo

4 Não pise na grama A capital americana vai ao labirinto

mais jovem, o Eixo Monumental de Brasília, o Mall é muito movimentado. Recebe 25 milhões de visitantes ao ano. Em vez da Esplanada dos Ministérios, onde os prédios se relacionam melhor com seus estacionamentos que com o gramado em frente, o Mall é cercado por 20 dos museus mais visitados do país, mantidos pela fundação Smithsonian – que conseguiu uma trégua temporária para manter no local um festival de arte popular. O normal é que o Mall seja cruzado a pé. Piqueniques e jogos de futebol continuam a acontecer no gramado, alheios à polêmica. Já o National Building Museum, o museu de Arquitetura, Engenharia e Planejamento Urbano, quer ter seus corredores pisoteados por mais gente. A programação de verão inclui um verdadeiro playground de luxo: um curioso labirinto de madeira desenhado pelo arquiteto Bjarke Ingels, do escritório dinamarquês BIG, que remete ao do filme “O Iluminado” (1980), de Stanley Kubrick. Todo de madeira bem clara, com 335 m², ele tem paredes de 5,5 metros de altura nos extremos, que vão ficando menores quando se chega ao centro. A instalação tem atraído centenas de visitantes, que demoram uns bons minutos para conseguir sair dali. De dentro do labirinto, eles acabam olhando para o alto e usando as colunas de 23 m de altura do museu como bússola. Um namorado pediu a mão da amada no meio do labirinto, em um romântico beco sem saída. A obra é aperitivo para uma retrospectiva do BIG que será

aberta em janeiro. A maior frequência do museu, felizmente, tem lotado as salas de uma ótima exposição sem o mesmo apelo pop do labirinto. “Designing for Disasters” mostra como arquitetos e governos têm lidado com fenômenos naturais, de enchentes e terremotos a furacões e tsunamis. Com exceção de algumas obras do Japão, a mostra se concentra principalmente em tragédias nos EUA e em obras preventivas feitas em bairros sujeitos a alagamentos ou que sofrem com deslizamentos ou furacões. Há também projeções de ideias mirabolantes para blindar Nova York de novas supertempestades, como a Sandy, de 2012. Um curso de teatro para executivos virou um “MBA light” para a superpopulação de burocratas da capital americana. Não se trata, porém, de buscar a essência de “Hamlet” ou de “Rei Lear”. Em aulas noturnas de duas horas e meia de duração na Shakespeare Theatre Company, os executivos aprendem com atores do grupo técnicas teatrais para projetar melhor a voz e para evitar que o nervosismo transforme uma apresentação pública em uma corrida desenfreada de palavras. Valem exercícios vocais e gincanas para explorar a dimensão de um palco, com o grupo todo caminhando em ziguezague sem se chocar. Embora mais próximo de um cursinho para palestras TED do que de uma experiência no Teatro Oficina, provê uma renda importante para uma companhia que não tem apoio governamental.


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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

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No ateliê de Balthus Paris, 1952

PIROZZI/AKG-IMAGES/LATINSTOCK

FRANCISCO BRENNAND

Em 1952, em meados de novembro, passei alguns dias em Paris, quando fui levado pelas espirituosas mãos de Marianne Peretti ao ateliê de Balthus. Embora estivesse nos esperando, pois fora marcado um encontro com antecedência, quando nós nos anunciamos, o seu desespero por ser incomodado foi demasiado evidente, estava escrito em sua face, no seu sorriso amarelo de “boas-vindas”, nos seus olhos perscrutadores, por instantes, toldados pela nossa quase grosseira intrujice. Uma vez no interior do ateliê, que não era tão espaçoso como eu pensava – talvez até um pouco menor do que aquele de Picabia, utilizado por mim em 1951 – pude me certificar de todos os meus temores: ele, de fato, pintava uma enorme tela que se encontrava no cavalete bem no centro da sala. Inúmeros tubos de tintas e, sobretudo, latas contendo cores, algumas delas entre-

‘O Quarto’ (1952), de Balthus, que Francisco Brennand viu sendo pintado pelo artista francês

abertas, estavam espalhadas no chão, junto às paredes e na base do cavalete. Para agravar ainda mais a situação, uma moça fazia companhia ao pintor e devia, sem dúvida alguma, ser o modelo do quadro. À nossa entrada, logo sentou-se nas bordas da janela do ateliê e dali não arredou o pé, até sairmos. Como não podia deixar de ser, era

uma adolescente como tantas outras que Balthus já utilizara como modelo. Ela era “um Balthus” até a medula. Perturbadoramente balthusiana, como se houvesse saltado daquele quadro momentos antes de chegarmos e, às pressas, se recomposto. Na grande tela de mais de três metros e quase outro tanto de altura – portanto, no

seu tamanho natural – a moça permanecia nua. O seu corpo sagrado, banhado por uma luz sofregamente dourada, era o de alguém que se acumpliciara com os deuses para possuir e revelar uma beleza impossível. De resto, uma pergunta se impunha desde os primeiros instantes dessa muda contemplação ou contemplações, pois éramos agora quatro os

que olhavam o enigma quase metafísico dessa cena. Quem é, e o que representa esta hedionda figura que afasta (ou fecha?) com violência e determinação as cortinas daquela alcova onde jaz, inerme, a Bela Adormecida? O próprio Balthus, travestido de um gnomo que tudo pode ousar, desde que estes seres sagrados presidem o que a terra contém. Ao descermos as escadas do ateliê, Marianne e eu, não sei por que pressenti que o pintor, logo ao fechar a porta nas nossas costas, teria pronunciado um sonoro palavrão. De minha parte, imaginei: será que Balthus ainda conseguiria retomar a pose interrompida? Balthus era um dos artistas mais cultos de nossa época e esse seu saber erudito, jamais traduzido por palavras, laboriosamente conquistado e finalmente transposto em termos plásticos (com requintes de perfeição), está cravado no coração de suas pinturas e só delas emana. Ele soube cumprir com dignidade o longo silêncio que se impôs. Nem uma só queixa, nem uma só tentativa de explicar aquilo que suas imagens traduzem (ou escondem), eloquentemente, repetidamente, apaixonadamente. Múltiplo, ardiloso, secreto, às vezes até irascível. Guardou, como poucos artistas contemporâneos souberam guardar, o avesso de suas conquistas

mais solenes. Faz-se necessário desabotoar-lhe as vestimentas para saber quais as cores que secretamente mantém por dentro. Nenhum exibicionismo. Um pintor secreto. Um cavalheiro polonês que se diz nobre e poderia, se assim o quisesse, atender pelo nome de conde. Na sua juventude, segundo declara James Thrall Soby (1906-79), um dos seus mais autorizados críticos fora da França, Balthus passou bastante tempo visitando a Inglaterra, e uma de suas avós era uma Gordon, da Escócia, de alguma maneira relacionada ancestralmente a Lord Byron. Mais uma vez compreenda-se a complexidade de um espírito propenso romanticamente à melancolia. Suas múltiplas influências, algumas capitulares e reprodutivas, outras apenas circunstanciais. Seus pendores literários jamais confessados. O empenho com que tratou das ilustrações do romance de Emily Brontë, “O Morro dos Ventos Uivantes”, chegando a travestir-se de Heathcliff, mostrando-se a si próprio, apreciando Catherine no seu quarto de vestir, num quadro que ele chamou de “La Toilette de Cathy” (1933). Recentemente descobri que a moça que servira como modelo para o quadro ainda inacabado – chamado “O Quarto” – era Laurence Bataille, filha do grande escritor francês Georges Bataille.


Caderno C

Plateia MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

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Mostra de teatro em DVD (92) 3090-1042

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Cultura e gastronomia FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

O restaurante Madame Nyx, a ser inaugurado no conjunto Morada do Sol neste mês de setembro, aposta no conteúdo exótico e une a estética parisiense antiga com a culinária da região amazônica para atrair e conquistar seus clientes

Além da culinária regional, o espaço vai oferecer atividades culturais, como apresentações de música, dança, stand up comedy e mágica, voltadas para temáticas sexuais, teatrais e cômicas

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nspirado na estética parisiense das décadas de 1930 e 1950 e na arte do burlesco, o restaurante exótico Madame Nyx inaugura no próximo mês, no conjunto Morada do Sol. Além da culinária regional, o espaço vai oferecer atividades culturais – como apresentações de música, dança, stand up comedy e mágica, por exemplo – voltadas para temáticas sexuais, teatrais e cômicas. Os responsáveis por esse novo atrativo na cidade são dois jovens empreendedores: a farmacêutica bioquímica Samanta Sombra, dona do Espaço Decore Buffet, e o guitarrista Bruno Sombra. Samanta conta que sempre quis ser proprietária de um restaurante e, depois que começou a trabalhar com buffet e a realizar viagens pelo Brasil e o exterior, conheceu um estabelecimento do gênero que unia gastronomia e comédia. Mas foi durante a sua lua de mel em Buenos Aires, na Argentina, que surgiu a principal inspiração. “Lá, eu conheci um restaurante afrodisíaco e quis abrir um lugar parecido”, diz. O nome do restaurante é uma referência a Nyx, deusa grega da noite. A empresária explica que o público-alvo do empreendimento são casais e grupos de amigos com idade acima de 18 anos. Entre os elementos que vão decorar o ambiente estão fotografias de Jacque Rules com temas sensuais. “As fotos dela vão ficar expostas no salão e todas estarão à venda”, frisa Samanta. Embora o restaurante possua uma temática sensual e

erótica, Samanta esclarece que o ambiente não é vulgar, e nem pretende causar nenhum tipo de constrangimento aos clientes. Ela destaca ainda que a programação cultural será dedicada a valorizar os artistas regionais. “Eu não gosto da máxima de que só o que presta é o que é de fora. O Madame Nyx tem características parisienses, mas vai servir drinques amazonenses, por exemplo”, afirma. E entre os nomes já confirmados para se apresentar futuramente no local estão o mágico William Reiss e João Arthur Alcântara, professor de tecido circense, lira circense, trapézio, pole dance e artes sensuais. Os peixes amazônicos serão o carro-chefe da culinária do Madame Nyx e, entre as bebidas, serão oferecidos drinques, cerveja e Samanta Sombra adianta que haverá novidades no sabor das caipirinhas.

A inspiração burlesca O termo “burlesco” apareceu pela primeira vez em versos do poeta italiano Francesco Berni (1497/981535). Trata-se de um trabalho literário, dramático ou musical com intenção de estimular o riso por meio da caricatura de trabalhos considerados sérios. No século 17, foi difundido como termo literário na Itália, França e Inglaterra. Na Europa do século seguinte, a palavra passou a ser utilizada para definir obras musicais que combinavam elementos sérios e cômicos com um resultado grotesco. No século 19, o “burlesco vitoriano” tornouse popular em teatros de Londres em forma de paródia musical de teatro. Nos EUA, os shows burlescos foram uma ramificação do burlesco vitoriano. Em

Nova York, esses eventos logo incorporaram elementos e estrutura de shows populares de menestrel que incluíam esquetes cômicas, acrobacias, mágicas e cantores solo, além de uma dançarina exótica. No fim do século 19, enquanto o burlesco se tornou fora de moda na Inglaterra, o estilo americano floresceu, mas com foco na nudez feminina. A transição do antigo burlesco para o striptease foi gradual e, no final da década de 1930, esses shows eram formados por strippers, atos cômicos e um mestre de cerimônias. Nos últimos anos, surgiram performers do chamado neoburlesco cujos principais representantes são Dita Von Teese, Cabaret Red Light e Julie Atlas Muz.

SERVIÇO RESTAURANTE EXÓTICO MADAME NYX Onde: avenida Via Láctea, 65, Morada do Sol Quando: inaugura em setembro e funcionará de quarta a domingo, das 18h à meia-noite Informações: 9131-4043, www. facebook.com/ Madamenyx e www.madamenyx. blogspot.com.br Ambiente tende a ser sensual e confortável ao mesmo tempo

Nome do restaurante é referência à deusa grega da noite


Plateia

>> Show imperdível . Pensando na comodidade e no conforto dos fãs do Roupa Nova, a Fábrica de Eventos resolveu facilitar ainda mais a compra de ingressos para o show da banda, que se apresenta em Manaus no dia 6 de setembro (véspera de feriado), na plenária do Studio 5. . Acessando o site www.fabricaingressos.com.br, os interessados têm acesso à compra de todos os setores disponíveis (frisa, cadeira, camarote e mesa). Os lugares são marcados e no site é possível ter acesso ao mapa de localização para escolher o melhor local na plenária. Vale ressaltar que as compras podem ser feitas em até 6 vezes no cartão de crédito. Os ingressos também podem ser adquiridos nas centrais de vendas da Fábrica de Eventos (estande do Amazonas Shopping e loja da Fábrica do Shopping Cidade Leste), além da bilheteria do Studio 5.

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Fernando Coelho Jr. Interino: Guto Oliveira

>> Niver FOTOS: SYLVIA CASTRO

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fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Feirão . Desde o dia 22 de agosto, a praça central do Amazonas Shopping é o endereço para quem deseja realizar o sonho de sair do aluguel e ter sua casa própria. Por dia, são realizados cerca de 200 atendimentos e os empreendimentos mais procurados são o Life Flores, Terraço Vieiralves e Reserva Morada. O feirão segue até hoje, no

horário de funcionamento do shopping. . Entre as vantagens estão descontos de até 35% na compra do imóvel, ITBI (imposto sobre a transmissão de bens imóveis) e Registro Grátis ou aparelhos de ar-condicionado split em todos os dormitórios, além de poder ficar até um ano sem pagar as mensalidades. Imperdível!

Marcelo e Christine Raman Neves com o filho aniversariante, João Marcelo O avos Sandra e Jorge Teixeira com Carol Breval e o aniversariante João Marcelo

>> Cultura . Será realizada de 1º a 20 de setembro a nona edição do circuito cultural de artes integradas Até o Tucupi, uma iniciativa do grupo Coletivo Difusão, que chegou a Manaus em 2006 e tem por finalidade o desenvolvimento de projetos no segmento, norteados por uma cadeia artística. O circuito terá o apoio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel)

e da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult). . Segundo a produtora cultural do Coletivo Difusão, Elisa Maia, serão 20 dias de oficinas, debates, intercâmbio cultural e atividades artísticas que irão acontecer, simultaneamente, em diferentes espaços da cidade, como o Paço Municipal e o Les Artistes Café Teatro, ambos no Centro.

Taísa, Maria Fernanda e Otavio Raman Neto dividem a cena com os anfitriões e a avó Mary Feitosa

>> Vitrine >> No próximo dia 5 de setembro, Martha e Clovis Cruz recebem amigos e familiares em comemoração ao aniversário da princesa Sophia, no salão de festas do condomínio Renascesse.

>> Amanhã no House 22, acontece a festa “ Segunda Fora de Lei – Festa das Mulheres”. Quem assina o evento é o cantor Heraldo Bandeira.

>> Ontem, foi a vez de Beth Dezembro e Daiana Pereira celebrarem o aniversário da filha Elizabeth.

>> Juca Semem realiza, no próximo dia 18 de setembro, mais uma edição do projeto Samba Rio Show, com cantor Martinho da Vila e participação especial da filha Martnália.

>> A badalada grife Enjoy convida imprensa e clientes para coquetel de lançamento da coleção verão 2015, na loja do Manauara Shopping.

>> O maior evento de reggae da Região Norte aposta na participação popular e promove enquenta nas redes sociais para escolher as bandas que vão fazer o pré-show do Manaus Eco

Festival - Rock N’ Reggae. O evento é uma realização da The Vikings e acontecerá dia 1 de novembro, na praia do Tropical Hotel. A enquete segue até o dia 15 de setembro na página do evento no facebook. >> O Show da banda Aviões do Forró promete sacudir as dependências do Hotel Tropical Manaus. O evento faz parte de um projeto chamado de Previlege - mais exclusivo e com vendas limitadas de ingressos. Corra e garanta o seu pelo site da Fabrica de Eventos ou pelas lojas credenciadas.

Hellen Marques, os anfitriões a matriarca da familia Jamille Raman Neves e Rose Hauche

FOTOS: DIVULGAÇÃO

CULTURA

Nova edição do circuito Até o Tucupi começa amanhã Será realizada de 1º a 20 de setembro a nona edição do circuito cultural de artes integradas Até o Tucupi, uma iniciativa do grupo Coletivo Difusão, que chegou a Manaus em 2006 e tem por finalidade o desenvolvimento de projetos no segmento, norteados por uma cadeia artística. O circuito terá apoio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel) e da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult). A produtora cultural do Coletivo Difusão, Elisa Maia, explica que serão 20 dias de oficinas, debates, intercâmbio cultural e atividades artísticas que irão acontecer, simultaneamente, em diferentes espaços da cidade, como o Paço Municipal e o Les Artistes Café-Teatro, ambos no Centro. O Até o Tucupi terá, ao longo da edição de 2014, a apresentação de 18 ban-

das, segundo Elisa Maia. A programação completa, com os nomes dos participantes e locais dos shows, será divulgada na abertura oficial do evento, às 19h de amanhã, no Les Artistes Café-Teatro (avenida

VARIEDADE

Atividades como oficinas, debates e apresentações artísticas serão promovidas ao longo de 20 dias, em lugares como o Les Artistes Café-Teatro e o Paço Municipal, no Centro na avenida Sete de Setembro, 377, Centro). Voltado para o público em geral, o Até o Tucupi é uma oportunidade para aprender, trocar experiências e apresentar trabalhos culturais, conforme os organizadores do evento.

A programação completa do circuito cultural será divulgada durante a abertura oficial, amanhã, no Les Artistes Café-Teatro

Incentivo para a formação de artistas Para o secretário da Semjel, Elvys Damasceno, apoiar esse tipo de iniciativa representa um significativo incentivo na formação de artistas locais. “Dispomos hoje, dentro da secretaria, de um departamento direcionado à juventude. Tenho certeza de que muitos jovens poderão aproveitar essa oportunidade para aprofundar coEste ano, estão previstas apresentações de 18 bandas

nhecimentos, adquirir novas habilidades e trocar experiências. Estou muito feliz por estarmos, pelo terceiro ano consecutivo, envolvidos nesta iniciativa”, afirma. Hospedagem Solidária O Coletivo Difusão possui uma casa na avenida Djalma Batista com três quartos, escritório, cozinha e sala,

utilizada para hospedar agentes e atores de passagem por Manaus. A “Hospedagem Solidária”, como é chamada por Elisa Maia, é uma forma de acolher as pessoas que contribuem com o trabalho desenvolvido pelo grupo. “Temos uma sala multiuso, onde realizamos oficinas, debates e até mesmo

sessões de filmes. Vamos dar início às vivências para que as pessoas ligadas à cultura participem”, explica. Interessados em participar devem acessar o site ateotucupi.org para efetuarem as inscrições. Os telefones para obter mais informações sobre o assunto são (92) 9266-6621 e 8143-1504.


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Escola ArtCena registra mostra teatral em DVD

As montagens de alunos e professores da escola ArtCena encenadas em maio podem ser conferidas em três volumes DIVULGAÇÃO

LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

Q

uem não teve a chance de assistir às apresentações da 5ª Mostra Teatral da escola ArtCena e quer conhecer o trabalho realizado com alunos dos cursos de teatro, canto e jazz, pode conferir o resultado por meio do lançamento em vídeo do evento. São três DVDs que incluem nove montagens teatrais, dois números de dança e quatro performances de canto, além da participação especial do cantor Roberto Lima. A mostra aconteceu em maio no Teatro Manauara, e a captação de som e imagens foi realizada pela empresa WMamud. Ator, diretor e sócio-proprietário da escola, Roger Barbosa lembra que a 5ª edição do evento é resultado de quatro meses de preparação com 155 alunos que participaram das encenações ao longo de três dias. Entre as importâncias da mostra teatral, Roger destaca a possibilidade de lançar montagens profissionais que podem ser apresentadas em

temporadas. É o caso da peça “De Sol a Sol”, resultado do curso de artes cênicas, que foi lançada em 2012 e faz parte do repertório da companhia teatral ArtCena. “‘De Sol a Sol’ ainda é exibida pela cidade. No ano passado, essa produção ficou um mês em cartaz por meio da mostra ‘Quintas em Cena’,

CONTEÚDO

Ao todo, são três DVDs que incluem nove montagens teatrais, dois números de dança e quatro performances de canto, além da participação especial do cantor Roberto Lima, gravados em maio do Teatro Manauara. Foi uma grande ousadia nossa porque em Manaus não é comum a realização de temporadas teatrais”, conta o ator. Roger revela que, ainda este semestre, outra montagem criada a partir de um dos cursos da ArtCena deverá entrar em cartaz fora da mostra. É “Yerma”, peça de Federico García Lorca, que ganhou

uma versão dirigida pelo professor Leonel Worton, com alunos do quarto módulo da escola de teatro. Interação A ArtCena foi fundada em 2012 e, de lá para cá, Roger Barbosa afirma que já existe uma boa interação da escola com a sociedade e o mercado comercial da cidade. “Uma porcentagem de alunos entre 15 e 18 anos descobriu no teatro a sua escolha profissional. Três desses, inclusive, estão no Rio de Janeiro estudando artes cênicas e outros dois vão cursar cinema também no Rio”, diz o ator. Ele também conta que há alunos que saíram da ArtCena para fazer parte de grupos teatrais, que são estimulados a participar de testes para filmes e a atuar em peças publicitárias para televisão”, comenta Roger. Cada um dos três volumes do DVD “V Mostra Teatral” custa R$ 50. O vídeo está à venda na própria ArtCena (avenida Tancredo Neves, 619, Parque 10 – altos da drogaria Flex Farma). Mais informações pelo (92) 33422425 e www.artcena.art.br.

Fundada em 2012, a instituição dedicada ao teatro coleciona histórias de sucesso de alunos

Escola faz sarau ‘Mário Lago’ Hoje, a ArtCena vai promover mais uma edição do evento Sarau Cultural. O encontro será no espaço Thiago de Melo (Saraiva Megastore, no Manauara Shopping), às 18h. O tema desta vez é “Mário Lago em

prosa, verso e música”, e o evento contará com cenas de teatro, música e leituras dramáticas a partir da obra do artista. Ainda durante o sarau haverá o pré-lançamento do CD “Pohada no Capeta”,

primeiro trabalho autoral da banda Catarse Divina. O disco é formado por dez músicas que abordam temas como preconceito do rock dentro da igreja, desmatamento e mensagens de fé.


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DJ traz para a festa a experiência em pistas nacionais e internacionais

Fábio Lulinha confirma presença em ‘Pump Party’ Balada é composta de vários ambientes diferenciados, incluindo área vip coberta, e quem ficar neste ambiente conta com front stage e open bar

P

resente em pelo menos outras três edições da festa de música eletrônica genuinamente amazonense “Pump Party”, o DJ Fábio Lulinha, que reside em Manaus, está entre as atrações l o cais da

nova “Black Edition”, marcada para acontecer no dia 4 de setembro, véspera de feriado, no píer do Tropical Hotel, a partir das 19h. Lulinha divide as atenções do público com Diego Marzzitelli, entre as atrações locais, e outros seis DJs de renome no cenário nacional do segmento. “Um dos fatores que acredito que sejam responsáveis pelo sucesso da label é o envolvimento do pessoal da organização do evento com o público e com os artistas. É tudo muito direto, porque eles tornam as coisas mais fáceis, visando à melhoria para o artista e para o público, apresentando sempre line ups de peso”, enfatiza o DJ. Conhecimento Fábio Lulinha traz em sua bagagem cultural e artística conhecimentos sobre o cenário nacional e internacional de festivais de música eletrônica, pois já morou por anos nos Estados Unidos, onde teve diversas oportunidades de aprimorar seus conhecimentos técnicos e sua percepção para entender e atender os anseios e expectativas do público. “Saber mesclar o set, na hora e na medida certa, interpretando os sinais que as pessoas na pista estão mostrando, é um desafio que é preciso encarar para poder animar e agradar a todos”, explica.

FUNARTE

PRÊMIOS

Serão concedidas 45 bolsas, distribuídas em módulos. Para o Módulo A, vão ser destinados 15 prêmios de R$150 mil; para o B, 12 prêmios de R$80 mil; e para o C, 18 prêmios de R$30 mil

eventos, nas áreas de circo, dança e música. Em relação à preservação da memória: os projetos deverão ser relacionados à produção artística negra e que se destinem à realização de pesquisas, publicações, organização e tratamento de acervos. Na área de teatro também serão aceitos projetos de produção e circulação de espetáculos para espaços fechados ou rua. Nas artes integradas, as propostas deverão envolver duas ou mais linguagens, podendo ainda agregar questões referentes ao patrimônio cultural, culturas populares e tradicionais, moda e arte digital. As inscrições terminam no dia 10 de outubro e devem ser feitas somente pelos Correios.

Podem se inscrever proponentes declarados negros (pretos e pardos, segundo o IBGE)

é mais cedo e preciso criar o ambiente adequado para receber as pessoas e preparar o cenário para os colegas que tocarão depois, evoluindo as batidas. Estou finalizando minha segunda música, mas não sei, de fato, se vou conseguir lançá-la na festa. Farei o possível. O que posso garantir é que estou preparando edits para surpreender, bem dinâmicos”, afirma o DJ. Segundo ele, os remixes são todos diferentes. “As pessoas conhecem os originais, mas eu levo sempre algo diferente, assim como levo algo diferente das festas anteriores. Nunca começo um set igual, por exemplo”, completa.

Ator Gianfilippo Sacco, descoberto pela Liga de Talentos, vem para a seleção de Manaus

Talentos locais em nova seleção DIVULGAÇÃO

rios e eventos similares nas áreas de artes visuais; projetos de produção e circulação de espetáculos, bem como oficinas e seminários, entre outros

Além de Fábio e Diego Marzzitelli, a festa conta com elenco de nomes reconhecidos do público cativo de festivais de e-music: Alok, Marcelo Cic, DirtyLoud, Vintage Culture, Repow e Alexfeld

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com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE). O edital vai contemplar exposições e mostras, oficinas, intervenções urbanas, seminá-

LINE UP

Além de Fábio Lulinha e Diego Marzzitelli, a festa conta com um elenco formado por nomes reconhecidos do público cativo de festivais de música eletrônica: Alok, Marcelo Cic, DirtyLoud, Vintage Culture, Repow e Alexfeld. Esta é a quinta edição da label, mas a segunda realizada em formato open air (ao ar livre). Entre as novidades do evento, está a ampliação do número de DJs escalados, saltando para oito, no total, incluindo nomes nacionais e locais. Ao todo, são esperadas 5 mil pessoas. O organizador da “Pump”, Bernard Teixeira, reforça que a balada é composta de vários ambientes diferenciados, incluindo uma área vip coberta. “Quem ficar neste ambiente contará com acesso ao front stage e open bar durante quatro horas, com direito à cerveja Devassa, vodca Absolut, Red Label, água e refrigerante”, resume. O público se dividirá também entre pista e camarotes (estes já esgotados). “Cada camarote é dedicado para dez pessoas. A vantagem é que é possível se divertir com mais conforto, exclusividade e segurança, entre amigos e com direito a uma cota de bebidas, também”, reforça Bernard. O público do camarote ganha brindes exclusivos, como copos e CDs específicos da balada eletrônica. Até o fim do ano, a label deve seguir para Roraima e para o Pará. E, em 2015, há a previsão de chegar ao Nordeste.

LDT

Edital para produtores negros A Fundação Nacional de Artes está com edital Bolsa Funarte de Fomento aos Artistas e Produtores Negros. Com investimento total de R$ 4 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Cultura (FNC), a seleção vai contemplar projetos que promovam a reflexão, a pesquisa de linguagem e a criação nas áreas de artes visuais, circo, dança, música, teatro, preservação da memória e artes integradas. Ao todo, serão concedidas 45 bolsas, distribuídas em três módulos. Para o Módulo A, vão ser destinados 15 prêmios de R$ 150 mil; para o Módulo B, 12 prêmios de R$ 80 mil; e para o Módulo C, 18 prêmios de R$ 30 mil. Podem participar proponentes autodeclarados negros (pretos e pardos, de acordo

Produção O DJ Fábio Lulinha revela que está preparando uma nova música em estúdio e que deve apresentar aos fãs em breve. “Passeio pelas vertentes do eletro, techno e progressive, além do Melbourne house. Mas nessa performance venho selecionando algo mais conceitual, até porque minha intervenção na festa

O fotógrafo e “olheiro” Hesler Olson, convidado da empresa Liga de Talentos (LDT), com sede em Curitiba, vem a Manaus para descobrir novos potenciais para TV, teatro e moda. A seleção está marcada para o dia 6 de setembro, véspera de feriado, das 13h às 15h, no Comfort Hotel Manaus (avenida Mandi, 263, Distrito Industrial), e é destinada a pessoas que estejam na faixa etária de cinco a 25 anos. De acordo com o fotógrafo, um dos principais pontos a serem observados como

critério de avaliação e seleção é a atitude do interessado. “A dinâmica básica consiste em realizarmos uma espécie de entrevista com cada um dos participantes, na presença dos demais candidatos e de seus pais ou responsáveis, no caso dos menores de idade”, enfatiza Hesler. Desenvoltura, expressão corporal e postura são fundamentais para uma primeira impressão bem-sucedida. Para participar da etapa seletiva de Manaus, os interessados devem se dirigir ao local, com antecedência

mínima de 30 minutos do horário previsto para o início da seleção. É imprescindível que o candidato apresente uma foto recente do próprio rosto (10cmx15cm). Menores de idade somente poderão participar se estiverem acompanhados dos pais ou representantes legais. Neste primeiro momento, a participação é gratuita. Outras informações sobre investimentos posteriores podem ser obtidas no site da LDT, www.ligadetalentos. com.br. Já os telefones para contato são (92) 8127-6715 e 9513-8242.


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate-rebate

TV Tudo Entendeu assim... Marcos Caruso optou por deixar cada um no seu quadrado. O elenco de “Trair e Coçar”, na sua versão para o canal Multishow, não terá ninguém do espetáculo, que fica em cartaz até 31 de outubro no Teatro Santo Agostinho, em São Paulo. ... Não entenderam nada Na televisão, o espetáculo terá Cacau Protásio à frente do elenco, enquanto nos palcos, a estrela é Anastácia Custódio. O fato de o Caruso ter “esquecido” o pessoal da peça, comenta-se, até agora não foi muito bem digerido pelo pessoal. Também tem isso A Globo pretendia produzir e exibir a série “Doutora Priscila” ainda este ano e até contratou vários atores para este fim. Como o trabalho não saiu do papel, o contrato válido por sete meses terminou agora e todos foram dispensados. Foi decidido... Que o projeto “Doutora Priscila” será retomado no ano que vem, para

REGI

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Está ligadão Chamou a atenção de alguns artistas que participaram das gravações do “Programa Silvio Santos”, nesses últimos dias, a disposição do seu titular. Está um menino. Silvio continua muito ágil no palco e atento a tudo o que acontece ao seu redor, no ambiente de trabalho. A boa audiência aos domingos é só uma simples consequência. estrear em 2016. Foi decidido também que, em vez de Glória Pires, Marjorie Estiano fará o papel principal.

Um evento que sempre conta com grande participação de executivos brasileiros de TV e de produtoras.

Feira de TV – 1 Mais importante feira de TV mundial, a próxima edição da Mipcom, em Cannes, na França, acontecerá entre os dias 13 e 16 de outubro.

Feira de TV – 2 A Globo, por exemplo, se fará representar por vários dos seus diretores de conteúdo e de programas. Todos já foram avisados deste compromisso.

• Danilo Gentili estava daquele jeito numa gravação com Daniela Albuquerque para o seu “The Noite”, que irá ao ar nesta segunda-feira no SBT... • ... E a Daniela, bem na dela, não correu de nenhuma pergunta. Ao contrário, se apresentou para o jogo... • ... Até nos momentos mais sem noção da entrevista, como quando questionada sobre sua primeira vez com o marido, Amilcare, dono da Rede TV!. • Raul Gil recebeu quintafeira a jornalista Sônia Abrão nas gravações do quadro “Elas querem saber”. • A série mensal “Heróis Olímpicos”, do “Esporte Espetacular”, está finalizando dois trabalhos, sobre vôlei e maratona com Tande e Glenda Kozlowski. • Ana Maria Moretzsohn, autora da Globo, vai ser avó pela quarta vez.

Resistindo em liberar Mateus A Globo, por enquanto, não confirma qual será o próximo destino do Mateus Solano em suas novelas. Desde o final de “Amor à Vida” houve o entendimento que a ele deveria ser concedido um descanso maior, para que a lembrança do Félix, ainda muito viva, aos poucos possa diminuir na cabeça das pessoas.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Agora não tem mais erro: o SporTV vem a público e comunica de forma oficial que o programa “Extra Ordinários” voltará a ser exibido em 7 de setembro, um domingo. Com o mesmo time da Copa do Mundo. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz* E-mail: plateia@emtempo.com.br

Poesia amazonense: lampejo político

MÁRIO ADOLFO

GILMAL

ELVIS

Sem sombra de dúvidas o Amazonas possui um dos mais talentosos grupos de poetas do Brasil. Alguém já havia dito que, historicamente, sempre tivemos uma tendência à poesia, não importando, num primeiro momento, se esta é boa ou ruim. Dentre todas as categorias literárias, a poesia é a que mais engendrou atenção e dedicação por parte de nossos conterrâneos. Os mais destacados poetas amazonenses são justamente os que romperam a fronteira do regionalismo e do beletrismo literário e construíram uma poesia afinada com o seu tempo, funcional e passando ao largo dos adoradores de gramática. Aos novos pesquisadores – do qual me incluo - uma tarefa tornase imprescindível: revisar criticamente nossa historiografia, nossa, digo, brasileira, quase sempre, na esmagadora maioria dos casos, regionalista e centrada na região sudeste do país. As outras regiões figuram em muitos estudos como nota de rodapé e, quando muito, um parágrafo à parte. Com as exceções de praxe, claro. Não se pode ficar impune diante dos sonetos vibrantes e dos haicais certeiros e criativos de Luiz Bacelar, um dos mais brilhantes poetas brasileiros; ou dos versos singelos e bem construídos de Elson Farias, que toca na raiz de nossa identidade, porque brasileira, mas sem o perigo do regionalismo, característica mais que marcante de muitos dos nossos. Aldisio Filgueiras, o mais torto dos poetas amazonenses, seria um escândalo se o analfabetismo de muito dos nossos fosse pelo menos funcional, incapaz de entender uma vírgula justaposta em seus versos. Basta ler “Malária e outras canções malignas” para se comprovar a forma com que ataca e desconstrói

a cidade (as muitas, mas Manaus especificamente), num caso singular de amor e sublimação. Acometido pela febre alta da malária, o narrador destila versos conscientes (às vezes), paranoicos, sarcásticos e cheios de delírio sobre a cidade. Ele delira a cidade porque a cidade assim o delira. Com suas imagens cheias de cores e luz, Thiago de Melo é o arauto de boas-vindas, a alvíssara dos novos tempos e o esplendor de um amanhecer com alguma esperança. O mais lido poeta amazonense, com projeção internacional, Thiago de Melo com seus versos cândidos e cheios de vivacidade, nos levam a um outro patamar que se não tomarmos cuidado corremos o risco de nos perdemos, afinal, a esperança é a última que morre, mas morre. Aníbal Beça em “Suíte para os habitantes da noite” constrói uma poesia estudada, pensada e versificada numa métrica rígida, popular, com seus choros, cavaquinhos e violões. Também adepto dos haicais, estilo de origem japonesa, Beça recompõe a natureza com seus fluidos, pássaros, luas e tempo - como também experimentou Luiz Bacellar que trouxe a novidade de situar, em alguns casos, imagens e sentimentos amazônicos. Se um dos papeis de nossos pesquisadores é revisar criticamente nossa historiografia é fato que teríamos uma análise mais condizente e realmente “brasileira” fugindo da condenação terminológica a que muitos estudiosos - por omissão ou mesmo pela tradição mental do período em que escreveram – insistem em alcunhas do tipo “o maior poeta brasileiro” ou a engendrar uma lista dos “cem maiores da literatura brasileira” sem ao menos conhecer sequer 40% da produção literária nacional.

Márcio Braz* *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural.

Não se pode ficar impune diante dos sonetos vibrantes e dos haicais certeiros e criativos de Luiz Bacelar, um dos mais brilhantes poetas brasileiros; ou dos versos singelos e bem construídos de Elson Farias”


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Programação de TV

SBT

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5h Jornal Da Semana

4h45 Santa Missa

6h Igreja Universal

5h45 Amazônia Rural

7h Brasil Caminhoneiro

ÁRIES - 21/3 a 19/4 É o momento de esclarecer o que quer em sua vida, o que o torna feliz. O amor e o romance estão em seu auge. Cuide cotidianamente daquilo que você quer que floresça. TOURO - 20/4 a 20/5 Você pode compreender melhor a relação com a família e com o lar, que está se esclarecendo. É importante completar as melhorias que começou nas últimas semanas. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 É tempo de renovação nas rotinas e na organização do dia a dia. A Lua Cheia estimula as viagens e o contato com novos ambientes, pessoas e modos de pensar. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Uma clareza maior com relação à vida financeira e às posses materiais é agora alcançada. O fechamento de um negócio neste momento será bastante benéfico. LEÃO - 23/7 a 22/8 A Lua Cheia revela potenciais e qualidades importantes a serem desenvolvidos em você e por você, de agora em diante. Mas reviravoltas podem estar prestes a acontecer. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Conte mais com o apoio dos outros para sair de suas dificuldades pessoais. Não que os outros resolvam por você, mas a mão de alguém pode ajudar você a se erguer. LIBRA - 23/9 a 22/10 A partir desta Lua Cheia, um novo projeto de vida pode se afirmar. É favorável investir nele, mesmo que não saiba como superar todas as barreiras para chegar onde quer. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 O êxito no trabalho está favorecido, especialmente se você teve a dedicação necessária durante as últimas duas semanas. Assim, alguma conquista pode estar se realizando. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Você está voltado para o futuro, mais do que em outros momentos. Isto é bom e adequado, amplie bem sua visão. Mas veja se não tropeça nos passos imediatos. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Entenda os vazios que se abriram em sua vida. Há campos novos a serem semeados, uma tarefa que você aprecia bastante. É por isso que é bom jogar fora tudo o que é inútil. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 É tempo de consolidar o que realizou nas últimas semanas. As uniões e o casamento estão ingressando em nova fase. Continue se dedicando às relações importantes. PEIXES - 19/2 a 20/3 Você se desgasta com o que lhe desagrada nas relações pessoais e afetivas. Mas o melhor hoje é se dedicar a completar as tarefas e atividades em seu trabalho.

Negócios

8h30 Vrum

7h55 Esporte Espetacular (1/2 Maratona

9h Sorteio Amazonas Da Sorte

do Rio) 11h25 Esquenta 12h46 Temperatura Máxima - O ÚL-

14h Eliana

TIMO MESTRE DO AR

18h Roda A Roda Jequiti

15h Campeonato Brasileiro - Corinthians

18h45 Sorteio Da Telesena

x Fluminense 17h Domingão do Faustão 19h30 Propaganda Eleitoral Obrigatória

23h De Frente Com Gabi

20h20 Fantástico

0h Nikita

22h42 Festival Promessas Manaus 2014

1h Rizzola & Isles

23h40 Domingo Maior - O CÓDIGO

2h Pessoa De Interesse

GREGÓRIO QUEIROZ

6h15 Pequenas Empresas, grandes 6h50 Globo Rural

19h Programa Silvio Santos

Horóscopo

BAND

7h30 Planeta Turismo

10h Domingo Legal

Desenho animado “As tartarugas ninja” anima a manhã na TV

GLOBO

1h20 Programete - Rumo ao Pódio 1h30 Sessão de Gala - COMO VOCÊ

3h20 Agora É Festa

SABE

4h Igreja Universal

3h33 Série

Cinema

5h Tartarugas Ninja 6h30 Santa Missa No Seu Lar 7h30 Sabadão Do Baiano 8h Power Rangers + Popeye 9h30 Popeye 9h45 Informercial – Polishop 10h15 Power Rangers – Zeo 10h45 Verdade E Vida 11h Irmão Caminhoneiro – Boletim 11h05 Pé Na Estrada 11h30 Porsche Cup - Gp Da Argentina 12h30 Band Esporte Clube 13h55 Gol - O Grande Momento Do Futebol 14h25 Campeonato Brasileiro - Corinthians X Fluminense 16h50 3º Tempo 19h Só Risos 20h Top 20 21h Pânico Na Band 0h Canal Livre 1h Alex Deneriaz 1h35 Show Business – Reapresentação 2h25 Popeye 3h Igreja Universal

RECORD 5h Santo Culto Em Seu Lar 5h30 Desenhos Bíblicos 7h Desenhos Bíblicos 8h30 Record Kids - Pica Pau 9h Amazonas Da Sorte 10h Domingo Show 14h15 Hora Do Faro 18h20 Domingo Espetacular 19h30 Horário Politico 20h20 Domingo Espetacular - Continuação 22h15 Todo Mundo Odeia O Chris 0h15 Programação Iurd

Cruzadinhas

PRÉ-ESTREIA Anjos da Lei 2: EUA. 14 anos. Depois de enfrentarem o colégio (pela segunda vez), grandes mudanças esperam pelos oficiais Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) quando eles encaram uma missão infiltrados em uma faculdade local. Mas quando Jenko encontra sua alma gêmea no time de atletismo e Schmidt se infiltra no centro do principal cenário de arte boêmia eles começam a questionar sua parceria. Agora eles não têm apenas que solucionar o caso, mas também tem que descobrir como amadurecer seu relacionamento. Se esses dois adolescentes crescidos puderem se transformar de calouros a homens de verdade, a faculdade pode ser a melhor coisa que já aconteceu com eles. Cinépolis Ponta Negra 7 – 17h15 (leg/somente quinta-feira, sexta-feira e sábado).

ESTREIA No Olho do Tornado: EUA. 14 anos. Ao longo de um único dia, a cidade de Silverton é devastada por um ataque sem precedentes de tornados. A cidade inteira está à mercê dos erráticos e mortais ciclones, enquanto os caçadores de tempestades preveem que o pior ainda está por vir. A maioria das pessoas procura abrigo, enquanto outros correm em direção ao vórtice, vendo até que ponto um caçador de tempestades irá para aproveitar aquela oportunidade única. Cinemark 7 – 12h50 (dub/somente sábado e domingo), 15h10, 17h20, 19h40, 21h50 (dub/diariamente), 0h (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 8 – 13h50, 16h, 18h20, 20h40 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 14h50, 17h, 19h10, 21h40 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h35, 20h50 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h (dub/somente sábado e domingo), 15h15, 19h45 (dub/diariamente), 17h30, 22h (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 17h, 21h25 (dub/diariamente), Kinoplex 3 – 14h10, 18h45 (dub/diariamente). Lucy: FRA. 16 anos. Livre Scarlett Johansson vive uma jovem que acidentalmente se envolve em uma negociação de drogas no mercado negro. Depois de absorver a substância que carrega em seu estômago, Lucy se transforma em uma guerreira implacável capaz de evoluir além da lógica humana. Morgan Freeman, por sua vez, atua como um cientista que estuda os limites do cérebro humano e auxiliará Lucy a controlar suas novas habilidades. Cinemark 1 – 12h (dub/somente sábado e domingo), 14h10, 16h20, 18h40, 21h (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 5 – 14h, 16h20, 18h45, 21h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 15h20, 17h30, 19h50, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 17h50 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 9 – 13h30, 18h (dub/diariamente), 15h45, 20h45 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 14h50, 19h10 (dub/diariamente), Kinoplex 3 – 16h25 (dub/diariamente), 21h (leg/diariamente); Playarte 5 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somente sexta-feira e sábado). Deus Não Está Morto: EUA. 10 anos. Quando o jovem Josh Wheaton (Shane Harper) entra na universidade, ele conhece um arrogante professor de filosofia (Kevin Sorbo) que não acredita em Deus. O aluno reafirma sua fé, e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus. Começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista - até se afastar das pessoas mais importantes para eles. Cinépolis Ponta Negra 8 – 13h15 (dub/somente sábado e domingo), 18h45 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 13h30, 16h10 (dub/diariamente).

CONTINUAÇÕES Sex Tape – Perdido Na Nuvem: EUA. 16 anos. Cinemark 2 – 12h20 (dub/somente sábado e domingo), 14h40, 19h50 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 17h50, 20h, 22h25 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 13h45, 18h50 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 15h30, 20h (dub/diariamente), 17h45, 22h15 (leg/diariamente); Playarte 9 – 13h, 15h, 17h, 19h, 21h05 (dub/diariamente), 23h05 (dub/somente sexta-feira e sábado). Os Mercenários 3: EUA. 16 anos. Cinemark 2 – 22h10 (leg/diariamente), 16h50 (dub/diariamente), Cinemark 6 – 11h40 (dub/somente sábado e domingo), 14h30, 17h30, 20h30 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sábado), Cinemark 8 – 12h30 (dub/ somente sábado e domingo), 15h30, 18h20, 21h15 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 16h50, 22h15 (leg/diariamente); Cinépolis Millennium 4 – 13h, 15h45, 18h30, 21h20 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 13h, 15h45, 18h30, 21h15 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 14h, 16h45, 19h30, 22h15 (dub/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 13h35, 19h50 (leg/diariamente), 16h45 (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h30, 20h30 (dub/diariamente), 17h15 (leg/exceto quinta-feira, sexta-feira e sábado), Cinépolis Ponta Negra 8 – 16h (dub/diariamente), 21h30 (leg/diariamente); Kinoplex 4 – 15h40, 18h20, 21h05 (dub/diariamente), 13h (dub/somente sábado e domingo); Playarte 3 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h20

(leg/diariamente), 22h50 (leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 13h05, 15h40, 18h15, 20h50 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Que Será de Nozes?: EUA. Livre. Playarte 4 – 13h10, 15h, 16h50, 18h40, 20h30 (dub/diariamente), 22h20 (dub/somente sexta-feira e sábado). Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho: BRA. 14 anos. Cinépolis Millennium 6 – 15h (diariamente). As Tartarugas Ninja: EUA. 12 anos. Cinemark 4 – 13h10 (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h40, 18h10, 20h45 (3D/dub/diariamente), 23h15 (3D/dub/somente sábado), Cinemark 5 – 14h45, 17h10 (dub/somente sábado e domingo), 19h30, 22h20 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 13h30, 15h55, 18h10, 20h25 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 14h30, 19h35 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 14h20, 16h35, 19h, 21h30 (3D/dub/ diariamente), Cinépolis Plaza 6 – 13h20, 15h35, 18h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 18h50 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 14h, 16h30, 19h, 21h15 (3D/dub/diariamente); Kinoplex 5 – 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 12h40, 14h45, 16h50, 18h55 (3D/dub/ diariamente), 21h (3D/leg/diariamente), 23h05 (3D/

leg/somente sexta-feira e sábado). Vestido pra Casar: BRA. 12 anos. Cinemark 3 – 11h30 (somente sábado e domingo), 14h, 16h30, 19h, 21h30 (diariamente), 23h55 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 7 – 14h50, 17h15, 19h40 (diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 15h10, 17h40, 20h (diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 14h15, 16h50, 19h15, 21h45 (diariamente); Kinoplex 1 – 18h50, 21h15 (diariamente); Playarte 2 – 14h55, 17h, 19h05, 21h10 (diariamente), 23h15 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 8 – 13h50, 15h5518h, 20h10 (diariamente), 22h20 (somente sexta-feira e sábado). Guardiões da Galáxia: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 3 – 17h (3D/dub/diariamente), 21h50 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – (20h30/ dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h35, 21h50 (3D/leg/diariamente); Playarte 7 – 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 (dub/diariamente), 23h40 (dub/ somente sexta-feira e sábado). Planeta dos Macacos – O Confronto: EUA. 12 anos. Cinemark 8 – 0h20 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 2 – 14h10, 19h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 16h, 21h (dub/diariamente); Playarte 10 – 13h20, 15h55, 18h30, 21h05 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado).


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

::::: Ministrando A Escola de Artes e Turismo da UEA promoverá um workshop de “Improvisação Teatral” para alunos do ensino médio, no período de 15 de setembro a 24 de novembro. A capacitação será realizada todas as segundas-feiras, na sala 6 da Esat, das 14h30 às 17h. O curso tem o objetivo de divulgar a graduação em teatro entre os alunos do ensino médio, além de despertar o interesse pela área como escolha profissional, bem como auxiliar na preparação dos participantes para a prova prática do vestibular e SIS. O workshop é gratuito.

Viviane Souza está trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: Superanfitrião

O Novotel Manaus está de cara nova. As hospedagens e o setor de eventos do lugar transpiram modernidade e inovação depois da repaginação.

Itaipava geladíssimas para eles e Veuve Clicquot para elas, foram as bebidas oficiais durante a reunião intimista comandada pelo festeiro Zeca Nascimento, no casarão do Centro. Um jantar delicioso e bom papo serviram de ingredientes para os convivas que foram conferir o desempenho dos candidatos ao governo do Amazonas no último debate. Zeca sabe mesmo receber como ninguém. FOTOS: JANDER VIEIRA

::::: Representantes Seguindo a proposta da empresa em promover entre os jovens um estilo de vida mais ativo, incentivar a prática esportiva e apoiar o surgimento de novos talentos do esporte, a Coca-Cola Brasil renovou com o COB até 2015 o apoio às etapas finais nacionais dos Jogos Escolares da Juventude e ampliou o patrocínio para as finais estaduais da competição. As finais nacionais para os jovens dos 12 aos 14 anos acontecem em Londrina, entre os dias 4 e 13 de setembro, e a delegação do Amazonas contará com 174 participantes incluindo atletas, técnicos e dirigentes.

::::: Sala de Espera

Jander Vieira Raquel e Airton Claudino

Fabrício Cohen e Mazé Mourão

Manoel Netto e Menga Junqueira

Casal dos mais queridos, Ana Gorette e Nilson Pimentel comemoraram com noite divertida seus respectivos nivers, no casarão do Vieiralves, reunindo os amigos mais chegados. O auê varou a madrugada de ontem.

Os bonitos Luana Carvalho e Jorge Pinto Jr. elegeram Aruba para protagonizar o mais esperado casório da temporada. O ‘sim’ acontecerá no Radisson Resort, no próximo dia 5. Vai ser uma chiqueria tremenda. Paulo Ricardo Sachs, Rogério Guedes e Pedrinho Aguiar

Kaio Munhoz e o anfitrião

ECO FESTIVAL

CSU

que hoje estão na enquete são as que apareceram com mais frequência nos comentários”. As duas bandas mais votadas estarão no evento fazendo esse “esquenta” para os shows principais. Festival O evento que será realizado em um dos locais mais ricos em belezas naturais da cidade, conta com atrações nacionais, entre as quais, Chimarruts, Onze: 20 e Maneva, além do cantor Armandinho. O festival também reúne espaços destinados às ações de sustentabilidade. “A proposta é fazer com que as pessoas atentem para as questões ambientais e nada melhor que aliar o projeto à música”, afirma o coordenador Karim Tarayra.

SERVIÇO MANAUS ECO FESTIVAL – ROCK N’ REGGAE Quando 1º de novembro Praia do TropiOnde cal Hotel, Ponta Negra Quanto 1º Lote - Pista R$ 50; Área Vip R$ 100; Camarote Stage R$ 250 ( todos os valores são de meia entrada antecipada) Vendas www.ingresse. com e nas lojas Asya Fashion do Amazonas Shopping e Manoa 9214-0997 / Informações 9254-0955 / 9202-0088

Chimarruts divide o palco do festival que une reggae e rock com nomes como Armandinho e as bandas Onze:20 e Maneva

A 34ª edição do evento começou no dia 8 de agosto

Festival do Parque 10 tem encerramento hoje DIVULGAÇÃO

grande porte e sim, porque temos bandas de qualidade, nacionais e com um grande público”, acrescenta. O público pode acessar a página do evento no Facebook (Manaus Eco Festival - Rock N’ Reggae) e lá encontrará a enquete. No topo da lista está a banda Reconect, seguida pela Johnny Jack Mesclado e depois, Casulo. Segundo Karim, essas bandas estão na disputa para abrir o evento, pois foram as mais comentadas durante uma primeira enquete, onde participaram quase 400 pessoas. “Perguntamos se houvesse pré-show no Manaus Eco Festival, quais bandas as pessoas queriam ver no palco e pedimos para que colocassem duas bandas preferidas nos comentários. As bandas

DIVULGAÇÃO

Público define shows de abertura O evento Manaus Eco Festival - Rock N’ Reggae aposta na participação popular e promove enquente nas redes sociais para escolher as bandas que vão fazer o pré-show. A balada é uma realização da produtora The Vikings e acontece dia 1º de novembro, na praia do Tropical Hotel. A enquete segue até o dia 15 de setembro na página do evento no Facebook. “A interatividade e a participação direta do público nessa escolha é uma decisão justa”, diz Karim Tarayra, um dos responsáveis pela coordenação do Manaus Eco Festival. Ele ressalta que o público é responsável pelo sucesso de qualquer evento. “Assim, as bandas locais poderão ganhar mais visibilidade nacionalmente, não por ser um evento de

Lucimar Augusto vai comandar um festão recheado de moda e bossa, amanhã, na loja Morena Modas, às 16h. O encontro servirá para festejar seu niver.

O Manauara Shopping realiza, na terça-feira, o sorteio da promoção “Amor sem Tamanho”, que fez parte de sua campanha para o Dia dos Pais. Além de 21 celulares Samsung Galaxy S5, o centro de compras vai sortear também uma exclusiva moto Harley Davison Iron 883.

::::: Sapatilhas O projeto Borboleta Azul, patrocinado pela Petrobras, oferecerá aulas de balé gratuitas para 93 crianças da comunidade Mauazinho. A ação, coordenada pela instituição Social Violeta, foi contemplada pela seleção pública do programa Integração Petrobras Comunidade. As aulas acontecerão ao longo de 24 meses. Ao todo, serão destinados R$ 290 mil para a iniciativa que irá atender crianças de 5 a 12 anos. As aulas iniciam em setembro.

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Encerra neste fim de semana o 34º Festival Folclórico do CSU do Parque Dez. O evento começou no dia 8 de agosto e apresentou dezenas de atrações, entre quadrilhas, cirandas e grupos de danças internacionais. No Centro Social Urbano (CSU) do bairro, tradicional local da festa, o público aproveitou além das atrações musicais, guloseimas típicas do evento, a estrutura do parque de diversões montado no espaço e as barracas que ofereciam entretenimento, como a brincadeira do tiro ao alvo. Ações de cunho social também foram realizadas no evento. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), que administra o CSU, montou uma

AÇÃO SOCIAL

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) montou barraca para levar a Campanha de Combate à Exploração e ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes barraca ao lado do palco para levar a Campanha de Combate à Exploração e ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes para a festa. Hoje, será a vez do Grupo Mensageiro da Noite de Iranduba e do Grupo Canto da Mata. A entrada para o festival é gratuita e os grupos de dança começam as apresentações a partir das 20h.


C8

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MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

Recordistas de sucessos com escala em Manaus A

cada ano que passa o Roupa Nova lança novidades para os fãs, como o DVD gravado, pela primeira vez, dentro de um transatlântico. O álbum “Cruzeiro Roupa Nova” traz um show e um documentário inusitado com coisas que o Roupa Nova nunca mostrou. As músicas do novo trabalho, bem como as releituras de grandes clássicos da banda, que tem mais de 34 anos de carreira, serão conferidos pelo público de Manaus no dia 6 de setembro (véspera de feriado), no Studio 5 Convention Center. A realização é da Fábrica de Eventos. O show traz três sucessos mundiais que ganharam versões com o Roupa Nova: “Só Olhei Você” (“My Eyes Adored You”), “Nossa Canção” (“My Sentimental Friend”) e “Tenha Fé Na Música” (“God Gave Rock and Roll To You”). Essas músicas também estarão no próximo projeto, um musical escrito por um dos integrantes, o músico Nando, que será mais uma produção Roupa Nova Music e sairá no final do ano. As composições “Não Dá”, “Terra do Amor”, “Frisson”, “Tudo Desarrumado” e “Luz

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No palco do Studio 5, no dia 6 de setembro, o Roupa Nova vai tocar composições incluídas no mais recente DVD do grupo do Teu Caminho” também foram gravadas no Cruzeiro e serão apresentadas em Manaus. Mesmo já sendo conhecidos de CDs anteriores, os hits ganharam uma versão minimalista, com violões, baixolão, djembe, percussão, piano Fender e órgão Hammond. Na turnê “Cruzeiro Roupa Nova”, além das novas canções, não faltarão grandes sucessos, como “Coração Pirata”, “Dona”, “Whisky a Go Go”, “Linda Demais”, “Volta pra Mim”, entre muitas outras.

SERVIÇO SHOW DO ROUPA NOVA EM MANAUS Quando dia 6 de setembro Onde Plenária do Studio 5 Convention Center Quanto Frisa numerada - R$ 140; Cadeira numerada - R$ 150; Camarote - R$ 160 e mesa (4 lugares) - R$ 180 (por pessoa) – todos os valores são de meia-entrada Informações 3303-0100

Novas canções e hits com arranjos diferentes compõem o repertório do projeto “Cruzeiro Roupa Nova”, lançado em CD e DVD

Hoje tem ‘giro noturno’ da Fábrica de Eventos Equipes de divulgação da Fábrica de Eventos estão nas ruas para promover o “giro noturno” pelos bares e points mais movimentados de Manaus. Na ação, são distribuídos brindes exclusivos do Roupa Nova.

Hoje, o roteiro começa pelo bairro Dom Pedro, a partir das 18h, e termina na Ponta Negra. Para o show do Roupa Nova no Studio 5, no próximo dia 6, os lugares são numerados, o que representa mais como-

didade e conforto para assistir à apresentação e dançar os sucessos da carreira da banda, que até hoje estão no repertório de festas em todo o Brasil. Os ingressos para os setores de frisa, cadeira, camarote

e mesa podem ser adquiridos nas centrais de vendas da Fábrica de Eventos (estande do Amazonas Shopping e loja da Fábrica do Shopping Cidade Leste), na bilheteria do Studio 5 e pelo site www. fabricaingresso.com.


Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014

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Deputados evitam faltas após corte nos salários

IONE MORENO

Após pressão, parlamentares evitam faltar as sessões plenárias. Cada dia sem ir ao plenário custa R$ 668 ao bolso

Determinação do presidente da casa é para evitar o chamado “recesso branco” aos parlamentares, que costumam se dedicar nas campanhas eleitorais e acabam deixando o trabalho no plenário JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

D

acompanhar de fato a sessão e ouvir os discursos dos colegas. E isso para mim, não é novidade, só que no período eleitoral as coisas ficam mais claras. Isso é ruim, pois somos obrigados a estar presentes na Assembleia apenas nas terças, quartas e quintas-feiras,

DESCONTO

Na semana passada, o presidente da Assembleia, Josué Neto, declarou que os parlamentares que faltaram as sessões pediram para serem descontados na folha o valor de R$ 668,00 por dia de 9h a 12h”. A justificativa apresentada por Adjuto Afonso foi à participação na 11ª Feira e Conferência da Indústria Naval, que aconteceu entre os dias 12,13 e 14 deste mês. Sinésio Campos, que é presidente da

DIVULGAÇÃO

esde que o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), anunciou o desconto em folha das faltas não justificadas pelos parlamentares, nove deles registraram ausências justificadas junto à mesa diretora. A determinação de Josué começou a valer no último dia 7, e visa combater o chamado “recesso branco” durante o período eleitoral, onde as cadeiras da casa estão em jogo. Dentre os deputados que computaram faltas estão Marcelo Ramos (PSB), candidato ao governo do Estado, (quatro faltas); Adjuto Afonso (PP), (três faltas); Sinésio Campos (PT), Wilson Lisboa (PCdoB) e Arthur Bisneto (PSDB) (com duas faltas); Sidney Leite (DEM) e Luiz Castro (PPS) (com uma falta). No caso de Ramos, em todas as situações ele solicitou a não remune-

ração pelos dias de sessão plenária perdidas. Questionado pela reportagem, o candidato socialista ao governo reconheceu as faltas, ressaltando que o mês foi atípico em sua folha de frequência. Segundo ele, os dias foram utilizados para acompanhar a missa de 7º dia em homenagem ao então presidenciável, Eduardo Campos, vítima de acidente aéreo no interior de São Paulo, e a apresentação de Marina Silva (PSB), como candidata da sigla após o ocorrido. “Reconheço que faltei, e por isso solicitei por meio de documento protocolado junto à mesa diretora, que as diárias fossem descontadas do meu salário. Mesmo assim, penso que tenho crédito na casa, pois nunca faltei”, criticando os colegas que apresentam presença no painel eletrônico, entretanto não participam das discussões em plenário. “Tem muito colega que tem o nome estampado no painel, mas não tem a dignidade de

Filha de Chico Mendes disse que não votará em Marina

Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Aleam, alegou que suas faltas estão relacionada às atividades externas da comissão, uma delas realizada no município de Autazes no último dia 26. Wilson Lisboa (PCdoB), vicepresidente da Comissão de Saúde, Previdência, Assistência Social e Trabalho, declarou que nos dias 19 e 27 precisou se ausentar por conta de uma visita ao hospital Francisca Mendes, localizado na Zona Norte de Manaus e posteriormente por razões pessoais. O deputado estadual Arthur, dia 19 e 27, justificou, mas não explicou os motivos para as faltas, apenas solicitou o não pagamento das diárias. A exemplo de Adjuto Afonso, Sidney Leite remeteu à participação na 11ª Feira e Conferência da Indústria Naval, realizada no Rio de Janeiro, o motivo da sua falta. O representante do Partido Popular Socialista (PPS), Luiz Castro, informou que precisou

se ausentar para participar de reuniões políticas em Brasília. “Para tratar de assuntos de interesse do legislativo”. Francisco Souza (PSC) faltou no último dia 20 e pediu que a remuneração do dia não lhe fosse concedida. Seu colega Ricardo Nicolau (PSD) justificou a necessidade de cumprir agenda fora da capital, mas não forneceu maiores informações. A reportagem tentou contato com todos os parlamentares citados na matéria, mas até o fechamento desta edição apenas Marcelo Ramos atendeu as ligações. Para embasar o texto foram utilizados dados disponibilizados no portal da transparência mantido pela Aleam na internet. Desconto em folha De acordo com declarações do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), qualquer deputado que faltar as sessões plenárias que ocorrem regimentalmente de terça as

quintasfeiras, de 9h às 12h, terá um desconto de R$ 668,00 no seu salário. Josué que também é candidato à reeleição, sustentou que não será conivente com o “recesso branco”. E pediu aos colegas que tenham consciência e responsabilidade com o mandato vigente. “Não há motivos para polemizar. Afinal de contas, um deputado é um funcionário como qualquer outro e se faltar tem que haver desconto por dia não trabalhado”, falou. Para minimizar os impactos do processo eleitoral no dia a dia da casa, o próprio parlamentar já especulou uma possível mudança nos dias de sessão. O desconto autorizado por Josué está previsto no regimento interno da Aleam, o salário de um deputado é de R$ 20.042,35.

FILHA DE CHICO MENDES

Marina é um ponto de dúvidas Filha do líder seringueiro Chico Mendes, Angela Mendes reagiu, ontem, à declaração da candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, que disse, durante debate da Band, que o ambientalista era “parte da elite”. Angela disse acreditar que a declaração não passou de “uma infeliz comparação”. No entanto, ela faz críticas ao plano de governo da candidata e alegou que Marina “é um enorme ponto de interrogação” e garantiu não que ela não é sua candidata. Eu respeito Marina pela

sua trajetória de luta, como tantas outras mulheres e homens batalhadores, que tiveram que vencer grandes barreiras para vencer na vida, mas o fato dela ter tido uma história de luta com meu pai e ser acreana, como eu, não a capacita para ser presidente do Brasil, não neste momento. Porque, para mim, até agora tudo que ela disse são incógnitas. Ela tem um plano bem utópico, mas não mostrou como vai fazer para chegar lá, que propostas concretas tem para alcançar essa utopia de um Brasil que

ela imagina que vai conseguir fazer”, destaca. Outro ponto levantado por Angela é o questionamento sobre “a nova política” que Marina pretender fazer. “O Brasil não está preparado para este novo modelo que Marina quer impor até porque ela quer um novo a partir de um conceito antigo, inclusive eu me perco nos conceitos dela de política nova e tudo que se refere ao programa de Marina é uma incógnita”, diz. De acordo a filha do líder, as propostas não estão claras, mas garante

que o respeito para Marina continua inabalável. “Jamais ninguém vai ver eu fazendo comentário desrespeitoso a ela, mas não concordo com a política dela”, destaca. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC), também reagiu para as declarações da candidata. Em nota, a categoria destaca ainda que não concorda com a política ambiental defendida por Marina enquanto ministra do Meio Ambiente, entre 2003 e 2008, e ainda idealizada por ela nos dias atuais.


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EM TEMPO - 31 de agosto 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu