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Favelas
IONE MORENO
ANO XXVIII N.º 9.012 DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016 PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
Aqui mora o descaso público CURUMIM
Volta às aulas, uma gostosa emoção
IONE MORENO
Com 72.762 habitações em aglomerados subnormais, termo técnico para designar favela, Manaus tem 50 áreas classificadas nessa condição, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em dados de 2010. À época havia 295.910 habitantes nesses locais. O Censo é realizado de dez em dez anos. Segundo a pesquisa do IBGE, a Zona Leste concentra 40% das favelas da capital (foto). Dia a dia C4 e C5 SABOR DA TERRA
ELENCO
O reinado da beleza de RAYSSA Como manter a forma durante as folias de Momo? A rainha do Carnaval amazonense, Rayssa Santos – uma morena com tudo em cima – fala com exclusividade sobre essa difícil tarefa. Página 26
IONE MORENO
Ah, que pena, acabaram-se as férias! Mas, a volta às aulas também é uma gostosa emoção. O Curumim revela nesta edição algumas dicas para o primeiro dia de aula. Pesquisa
EMPREGOS
Concurso do IBGE oferece 1.409 vagas
Tucumã,, pode ser consumido em fatias, na tapioca ou no pão, o X-Caboquinho
TUCUMÃ
O fruto preferido
Tucumã, a paixão dos amazonenses, pode ser degustado com farinha e café. Mas há quem prefira no pão francês – o sanduíche conhecido como X-Caboquinho. O sabor varia, mas tem que ser carnudo e oleoso. Dia a dia C3 FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, ELENCO, CURUMIM E IMÓVEIS&DECOR.
Rayssa, a rainha do Carnaval é do GRES Andança de Ciganos (CNA)
Candidatos de níveis médios e superior podem concorrer a salários de mais de R$ 7 mil. Jornal dos Concursos TEMPO EM MANAUS
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Ultima hora
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
Manaus teve ações no Dia de Combate à Hanseníase LINDIVAN VILAÇA
U
m mutirão de atendimento dermatológico no combate e diagnóstico de hanseníase foi realizado ontem (30), na Policlínica Antônio Aleixo, localizada no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus. Houve triagem dermatológica, consultas com especialistas, teste rápido para HIV e sífilis, além de aconselhamento pré e pós-teste. A ação se estende durante toda a semana. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Fundação Alfredo da Mata realizam uma série de atividades para mobilizar e aumentar a prevenção, diagnóstico, educação e controle da doença. “O último domingo de janeiro foi instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Dia Mundial de Combate à Hanseníase, com objetivo de conscientizar a população e reafirmar o compromisso de luta contra a doença em países endêmicos”, ressaltou a secretária municipal de Saúde interina, Lucilene Bezerra. Todas as unidades municipais intensificaram as ações de educação e promoção da saúde, além de ampliação de oferta de exames dermatológicos para busca ativa de casos da hanseníase. No último mutirão, realizado na
LINDIVAN VILAÇA
Atendimento no bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste, teve triagem dermatológica e consultas com especialistas Cidade Nova, foram realizados 1.243 atendimentos, sendo 363 exames dermatológicos, 285 consultas médicas, 140 aconselhamentos, 140 testagens para sífilis e HIV, 142 atendimentos farmacêuticos, além de palestras educativas e vacinação contra o HPV. Para a aposentada, Delfina Assis de Azevedo, 65, considera o mutirão muito importante principalmente vindo da rede pública de saúde. “É muito bom para a gente, que não tem condição de marcar uma consulta com especialista. Nesse mutirão somos atendidos rápidos, além da orientação que nos dão”, destacou. Clima de Carnaval O tema hanseníase também foi inserido na quinta edição do bloco “Foliões da Saúde do Distrito de Saúde Rural”, que este ano terá como tema “Com prevenção… Não tem zika não!”, em alusão às formas de prevenção e combate à doença. A folia irá acontecer no dia 5 de fevereiro, na comunidade Nossa Senhora de Fátima, com a participação dos profissionais das Unidades Básicas de Saúde da zona rural. As ações de prevenção das DST/HIV, dengue, chikungunya, zika, malária e hanseníase serão integradas na atividade.
Aposentada Delfina Assis de Azevedo, de 65 anos, passando por atendimento na Policlínica Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus
Dados A incidência de hanseníase vem caindo no Estado, nos últimos anos. Entre 1989 e 2015, o Amazonas registrou uma queda de 82,1% no coe-
ficiente de detecção geral da doença. Ainda assim, a expectativa é diminuir ainda mais esse percentual. Em 2015, foram detectados 489 casos novos no Amazo-
nas. Desse total, 184 (37,6%) são residentes de Manaus e 305 (62,4%) dos municípios do interior. Os municípios que apresentaram o maior número de casos foram: Manaus com
EXPANSÃO
184 casos novos, Humaitá com 26, Parintins com 19, Boca do Acre com 16, Manicoré com 16, Manacapuru com 13, Guajará com 12 e Autazes, Iranduba e Itacoatiara com 11 casos.
CAPTURA
Salmo 91 abre loja no Parque 10
Traficante ‘Buiu’ é preso em beco na Praça 14
Na intenção de oferecer o melhor para o consumidor manauense com promoções e ofertas especiais é que a rede comercial Salmo 91 inaugurou sua sétima unidade em Manaus ontem (30). A filial está localizada avenida Tancredo Neves nº 571 – Parque 10. Em virtude disso, a loja varejista priorizou manter o planejamento de expansão em localização e amplo estacionamento. O gerente de marketing da Salmo 91, Lucinaldo Rodrigues, disse que, mesmo em meio à crise econômica que afeta o Brasil, a rede segue
O traficante Andrey Guabiara, conhecido como “Buiu”, foi preso durante uma ação de policiais militares da Força Tática na manhã de ontem (30), na rua Duque de Caxias, beco de mesmo nome, no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus. Segundo a polícia, Andrey é apontado como integrante da quadrilha “Comando da 14”, liderada pelo também traficante e membro da facção criminosa Família do Norte (FDN), Denilson Silva Ferreira, o “Sassá da 14”, 27, que está preso na cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal
Santos, não há crise quando se traçam objetivos, tanto é que a loja disponibilizou mais de 50 empregos diretos, proporcionando, além da renda, oportunidade no mercado de trabalho. “A Salmo 91 é uma loja voltada para Deus. Ofertamos mais de 50 empregos diretos, fora os indiretos que são tantos. Estamos com a proposta de crescer e oferecer o melhor para a família amazonense”, disse Carlos, que não divulgou o valor do investimento. Há 16 anos em Manaus, essa é a sétima loja da
rede comercial. O Salmo 91 já está presente nas zonas Leste, onde possui três unidades, e Norte, também com três unidades. A Salmo 91 é uma loja voltada para Deus. Ofertamos mais de 50 empregos diretos, fora os indiretos, que são tantos. Estamos com a proposta de crescer e oferecer o melhor para a família amazonense Antônio Carlos Santos, gerente-geral JANAILTON FALCÃO
em crescimento, procurando manter o compromisso com a família amazonense. “Nossa meta para este ano é um crescimento significativo nas vendas em torno de 20%”, declarou. Um mercado consumidor de baixa renda é o foco da atuação da Salmo 91. “Nossa filosofia é ser otimista nos negócios. Mas as oportunidades não se desfazem e estão presentes mesmo na crise. Buscamos essas brechas para expandir”, disse Lucinaldo. Já para o gerente-geral da Salmo 91, Antônio Carlos
Rede Salmo 91 chega à sua sétima loja com a inauguração de uma unidade no Parque 10, que tem diversos artigos de casa e para presentes
Pessoa, no centro da capital. A polícia informou que “Buiu” é braço direito de “Sassá da 14” e estaria comandando o tráfico de drogas no bairro e adjacências no lugar do líder. O delegado plantonista Cristiano Castilho, do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), confirmou que “Buiu” foi preso, porém, revelou não poder dar detalhes da prisão, por ainda estar ouvindo o depoimento do suspeito. Castilho confirmou que “Buiu” é traficante, mas adiantou que a prisão ocorreu por outro tipo de delito.
HOMICÍDIO
Homem é encontrado morto na Zona Leste O corpo de um homem, até o momento não identificado, foi encontrado na manhã de ontem (30), com as mãos amarradas e vários golpes de terçado na cabeça, na rua Fortaleza com a travessa Londres, comunidade Gilberto Mestrinho, bairro Novo Reino 2, Zona Leste de Manaus. O pedreiro Jessé Barbosa da Silva, 40, que encontrou a vítima morta, disse que durante a madrugada foi possível ouvir gritos. Ele conta que não saiu de casa para saber o que estava
acontecendo porque a área é perigosa. “Ouvi gritos, mas como aqui é perigoso fiquei com medo de sair”, disse. “Quando saí para pegar umas frutas avistei uma pessoa caída e achei que estivesse bêbada, mas ao me aproximar encontrei o sujeito morto em meio a muito sangue”, relatou. Moradores das proximidades informaram que o homem não é conhecido na área. A polícia acredita que o homem foi morto no local em um possível acerto de contas motivado pelo tráfico de drogas.
Opinião A3
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
Editorial
Contexto 3090-1017/8115-1149
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Choque no bolso do consumidor O deputado Pauderney Avelino (DEM) assumiu a linha de frente no combate contra o aumento abusivo na conta de luz. Disse que, em 12 meses, os aumentos chegaram em até 62% para baixo consumo e 70% para grandes consumidores. — Em tempos de crise, é um absurdo que a Aneel queira compensar 8 anos de defasagem com um único aumento! – detonou o parlamentar. Intransigência A crítica de Ney é uma resposta à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Amazonas Distribuidora de Energia, que recusaram a proposta apresentada pelos integrantes da força-tarefa, de reduzir o valor do reajuste da energia para 18% ou 19% no Amazonas.
irregularidades. A maioria delas por prevaricação. Cassações No país, foram cassadas ano passado 53 aposentadorias e 41 servidores destituídos dos cargos. Foram 426 cassações de aposentadorias nos últimos 12 anos. Na casa dos 500
A audiência de conciliação ocorreu na sexta-feira (29), na 3ª Vara da Justiça Federal do Amazonas. Caça aos servidores Os Estados do Rio e do Amazonas lideram a lista de demissão de servidores federais. A maioria por prevaricação. É o que aponta o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU). Assustadores O documento traz números assustadores: 447 servidores federais foram demitidos em 2015, 97 deles no Rio, que lidera ranking quantitativo entre os Estados. Amazonas puniu mais Proporcionalmente, o Amazonas teve o maior número de servidores punidos desde 2003. Foram 228 demitidos. Agora são 10.485 funcionários de estatais federais. Prevaricação O quadro de levantamento de punições da CGU de 2003 até 2015 soma 4.729 servidores demitidos por várias
Ano passado, o mês de junho foi o mês com o maior número de demissões: 81. Desde 2010 o quadro de punições não sai da casa dos 500 por ano. Dono do pedaço A oficina e locadora de veículos situada na rua Tarumã, quase esquina com a Major Gabriel – que chama atenção pela forte pintura amarela –, já há muito tempo avançou sobre a calçada e chegou sua parede frontal precisamente até a sarjeta.
Com isso, empurrou o pedestre para o meio da rua, colocando as pessoas em trisco de serem atropeladas. Implurb neles! Não satisfeita, agora está erguendo enorme estrutura metálica que deverá consolidar sua “propriedade” sobre a área dos pedestres. Seria muito bom que o Implurb fizesse uma fiscalização no local. Homofobia Manaus é a segunda capi-
APLAUSOS
Uma oposição sem rumo Na política brasileira, a oposição senta à margem do rio e espera o corpo do adversário passar. Não move uma palha para que isso aconteça. Este é a cena que o país assiste, impávido e colosso, deitado eternamente às margens plácidas. E não se pode confundir essa passividade com uma opção consciente pelo pacifismo. Tudo o que essa autoproclamada oposição consegue é garantir (baseada em quê?) que faria melhor do que o governo petista – faria o que, exatamente? Por esse viés, a oposição legitima o governo a que se opõe, ao menos da boca para fora. O governo estaria no caminho certo, só não sabe que está certo nem se comportar como deveria. Os que se dizem oposição ao governo, esperam que aconteça o que sonham que aconteça, um exercício de autofagia. E o governo não se cansa de dar razão a quem não tem. É tão incompetente que nem precisaria de alguma oposição que fizesse as vezes de pedra no caminho. Afinal, o que o discurso opositor propõe como solução para o problema brasileiro? Mais explicitamente: o que a oposição identifica como problema brasileiro? Trata-se de uma questão concreta, substantiva? Ou o problema brasileiro não passa, enfim, de uma peça de ficção, criada apenas para manter quem não tem com o que se entreter, senão com a vida alheia? Lastimável, ainda mais, é que a defesa do governo se faça com as declarações surreais da presidente Dilma Rousseff ou do ex, Lula da Silva. E que o convencimento dos últimos que ainda acreditam no projeto petista se faça na desgastada tecla da inclusão social, que a Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União desmontam com a habilidade de quem não foi a escola apenas para servir-se da merenda escolar que os políticos não tiveram tempo de roubar. Ser contra o governo não significa ser oposição.
GILMAL
arteurucum@gmail.com
tal mais homofóbica do pais, de acordo com o relatório anual sobre assassinatos de homossexuais no Brasil, divulgado pela ONG não governamental Grupo Gay da Bahia (GGB). Triste estatística O relatório está baseado no número de assassinatos de homossexuais e travestis em 2015 que ao todo somaram 25. Desse número, somente 18 foram contabilizados como crimes de homofobia. Os demais, como crime peculiares. Por aqui O relatório aponta ainda que, no Amazonas, 1,5% de homossexuais são assassinados por mês no Estado. Vulnerável O secretário de Segurança do Estado do Amazonas (SSP -AM) Sergio Fontes, observa que a polícia faz o trabalho dela, mais os homossexuais que, de fato pertencem um gênero vulnerável, acabam se expondo e colocando sua vida em risco. Salada mista Está surgindo um novo partido. O Raiz Movimento Cidadania pediu registro como partido no TSE. Se diz de esquerda e mistura em um só caldeirão a ideologia Ubuntu de solidariedade dos africanos, o Bem-Viver (viver em aprendizado com a natureza) dos Ameríndios e o encontro do socialismo europeu com a ecologia.
VAIAS
“Olho biônico”
opiniao@emtempo.com.br
Forró no meio do Carnaval DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Para a boa notícia de que a britânica Rihan Lewis, de 49 anos, que teve um chip implantado na retina conseguiu enxergar pela primeira vez, graças ao seu “olho biônico”. Ela foi uma das primeiras pacientes que receberam o implante no Hospital O¶almológico John Radcliffe, em Oxford, na Inglaterra.
Para picapes equipadas com gigantescas caixas de som, que estacionam no meio das bandas de Carnaval tocando forró no último volume. A estratégia é utilizada para atrair vendedores de cerveja e acaba abafando o som das velhas marchinhas carnavalescas, além de ser uma provocação para os organizadores das bandas.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Massas arrebanhadas Ensina-nos a Semântica, ramo da Linguística, que a ação de arrebanhar consiste em reunir grande quantidade de indivíduos, de qualquer espécie, para deles fazer um rebanho, ou seja, uma extensa quantidade em que pouco ou nada contam as individualidades e sim a docilidade e a submissão com que se deixam conduzir. Humanos ou inumanos, àqueles que se integram em rebanhos não aguarda um destino que se possa designar como um bom e feliz futuro. O rebanho não se constitui de qualquer reunião ou agrupamento. Quando os indivíduos, no caso humanos, formam associação e nela preservam sua espontaneidade, individualidade e sobretudo liberdade, não haverá como ali identificar a formação de um rebanho. Quando, entretanto, instala-se na coletividade um comando autocrático, cujas decisões põem-se como diretrizes já decididas, portanto impõem-se, com certeza os seus membros foram arrebanhados e ali estão como cordeiros (que, por justiça, nem sempre são tão dóceis). Os homens há muito tempo costumam constituir rebanhos, ora de bois, ora de carneiros, ora de cabras, e embora deles cuidem com desvelo, ao fim, seus destinos não servem aos próprios arrebanhados, mas sim aos senhores dos rebanhos que, em geral, os levam à tosquia, quando não ao matadouro. Questão mais grave, contudo, está no fato de que os homens não se satisfazem em criar rebanhos de indivíduos de outras espécies, geralmente de animais gregários, e partem para a constituição também de rebanhos humanos. Aí então as consequências são imprevisíveis e geralmente carregarão em si dimensões trágicas. Passam muitas vezes despercebidos os casos das pequenas comuni-
dades, do tipo familiar, por exemplo, onde muitas vezes, antes mais do que hoje, a carismática figura do “pai de família” implanta e exerce uma autoridade absoluta e inquestionável que, via de regra, leva ao acaçapar das personalidades dos membros ou, como efeito reativo, à rebelião e à insurreição destes. Como se sabe, e a psicologia social há muito ensinou, quando uma coletividade humana ganha o nível de “massa”, ou multidão, e se deixa arrebanhar por um líder aceito como absoluto e inquestionável, nela desaparecerão o senso crítico, a capacidade de reflexão e até a percepção da realidade. Sociologicamente, uma coletividade sui generis, regida por estereótipos passará a vigorar. Os líderes dessas coletividades, porque disso têm conhecimento ou porque intuem de modo subliminar, sabem da necessidade de vestir um manto místico ou mítico que os legitime diante dessas massas que se põem sob suas tutelas. Hitler conduziu o povo alemão, um povo educado e erudito, àquele abismo que sabemos, ao usar o mito de uma superioridade racial que justificaria a submissão de “povos inferiores”, após a “limpeza eugênica”, que supunha a prévia eliminação dos judeus. Stalin levantou a bandeira de uma sociedade sem classes que viria após o resgate do proletariado e a eliminação do lumpesinato, e nessa caminhada promoveu o genocídio que a história registrou. Líderes religiosos, no Oriente Médio e até no Ocidente, conduzem seus rebanhos dentro desses mesmos padrões, como massas de manobra. Raros são os que adotam o modelo do respeito às individualidades e às condições de humanidade de cada um, mesmo dos diferentes, como faz o Francisco dos católicos, que serve e não se serve.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Hitler conduziu o povo alemão, um povo educado e erudito, àquele abismo que sabemos, ao usar o mito de uma superioridade racial que justificaria a submissão de ‘povos inferiores’, após a ‘limpeza eugênica’, que supunha a prévia eliminação dos judeus”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
Painel Questão de tempo O desemprego e a inflação estão aumentando o número de desabrigados nas grandes cidades. Muito em breve, começará uma grande jornada de invasões, prevê o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Na região metropolitana de SP, 6.000 famílias sem moradia estavam inscritas na lista de espera do movimento. Em janeiro, o número chegou a 11.000. Segundo líderes sociais, o mesmo acontece em outras capitais e não tarda para que a cara da crise apareça nas ruas. Quem lidera? Segundo Guilherme Boulos, coordenador do MTST, se o desemprego não parar de subir, protestos em massa contra o governo serão inevitáveis. E a periferia pode, desta vez, entrar na cena dos protestos. “A disputa hoje é sobre quem vai liderar isso. Pode ser a direita ou podem ser os movimentos sociais”, diz. Paradeira As greves também devem aumentar tanto no serviço público quanto no privado. Em 2013, foram 2.050 paralisações. No ano anterior, foram 877, segundo o Dieese. Quem acompanha os números diz que o retrato de 2015 será em preto e branco. Luiz Inácio avisou Lula mandou dizer à sucessora que o governo não devia falar na reforma da previdência durante a reunião do Conselhão. Mas Dilma deu de ombros. E conseguiu aumentar a já visível animosidade entre ela e os movimentos sociais. Voltamos! Sem dinheiro,
governadores irão se reunir na segunda (1º) para propor ao Planalto medidas de alívio ao endividamento dos Estados. O encontro ocorrerá sob clima de irritação com Dilma, que não atendeu pedido anterior, de adiamento da implantação do piso nacional dos professores. Tem piedade José Carlos Bumlai fica lívido diante da hipótese de ser transferido da carceragem da PF em Curitiba para o CMP (Centro Médido Penal), em Pinhais, onde está a maioria dos presos da Lava Jato. Diz que morre de medo de ter de encarar João Vaccari, o ex-tesoureiro do PT. Ninguém sabe o motivo. Pressa para quê O governo levou quase uma década para se dar conta de que havia suprimido trechos valiosos de um acordo feito com a Rússia para evitar a dupla tributação. A convenção, firmada em 2004, virou decreto em 2007. No ano passado, percebeu-se que o texto fora enviado ao Congresso com duas páginas faltando.
É que me escapuliu O ministro Mauro Vieira (Itamaraty) solicitou à presidente que reenviasse o acordo ao Legislativo. Foi sóbrio na justificativa: o texto fora aprovado “de forma incompleta”. O Itamaraty não esclarece de quem foi o erro nem quem o descobriu.
Desidratado Integrantes da sigla avaliam que o PT corre o risco de perder a representação na Câmara Municipal. Para a reeleição do prefeito, será preciso fazer boas coligações, abrindo mão de candidaturas.
Alivia aí Acelerar o novo marco regulatório do setor, reduzindo obrigações da companhia, é uma forma, diz um executivo. A empresa é uma das maiores devedoras da União. “Se isso acontecer, teremos uma nova Oi.”
CONTRAPONTO
Para baixo todo santo ajuda O deputado Ricardo Tripoli, pré-candidato tucano à Prefeitura de SP, tornou-se um fiscal informal das ciclovias da cidade. Em suas andanças, saca o celular e tira foto sempre que vê uma faixa pintada numa perambeira. Entre os registros, há ciclovias em ruas tão íngremes que, segundo ele, só servem para descer de bicicleta. – Isso é teste para cardíaco e não uma ciclovia – disse a assessores ao se deparar com uma recentemente. Tripoli se diz um entusiasta das ciclovias. Mas alfineta a gestão petista apontando falta de planejamento. – Vou desafiar o Haddad a subir essa aqui! – riu ao flagrar outra faixa vermelha pintada morro acima. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
CENTRAL DE RELACIONAMENTO Presidente: Otávio Raman Neves Diretor-Executivo: João Bosco Araújo Diretor de Redação Mário Adolfo marioadolfo@emtempo.com.br
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DO GRUPO FOLHA DE SÃO PAULO
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OLHO DA RUA
opiniao@emtempo.com.br DIEGO JANATÃ
Vontade há A situação da Oi preocupa o Ministério das Comunicações. O governo sinaliza que tem interesse em ajudar. Não quer que a operadora, criada para ser a “supertele”, vá para o brejo.
DE LINDBERG FARIAS PT RJ , senador, sobre a nova fase da Lava Jato, que investiga relação da OAS com imóvel no Guarujá, supostamente de Lula.
ASSINATURA e CLASSIFICADOS
Inácio Araújo, crítico de cinema da “Folha de S.Paulo”, sobre o filme “Os dez mandamentos”: “Não era para ser um bom filme, um bom divertimento ou mesmo um ato de fé. Era para ser uma demonstração de força da Igreja Universal proporcional à tonitruante e onipresente trilha musical. Veremos se a turma aguenta na boa”.
Na rua O deputado Celso Russomanno (PR-SP) começa a costurar sua estratégia para a disputa municipal. Quer aumentar sua área de influência e chegar em abril com 58 diretórios zonais, mesmo número do PSDB. Hoje tem 42.
É de indignar essa campanha contra o Lula sem base jurídica. Aécio já foi citado por dois delatores e não vi mobilização do MP.
Atendimento ao leitor e assinante
Começa com Josué anunciando aos hebreus que vai contar a sua história. Ele a narra de frente para a câmera, quase aos berros; o seu público permanece atrás dele. A mensagem está dada: Josué é o seu pastor, e a verdadeira plateia somos nós, não os hebreus do deserto. [...] O que intriga são aquelas egípcias que vira e mexe estão chorando sem, nunca, jamais, borrar a maquiagem
É firme? Petistas paulistanos estão ressabiados com a campanha para a prefeitura. “Vamos ralar para Haddad mudar depois de partido?”, diz um deles. Fernando Haddad nega que vá desertar do PT.
TIROTEIO
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Frase
Natuza Nery
/amazonasemtempo
/tvemtempo
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Estão salvos o futebol amazonense e o brasileiro, que não andam bem das pernas. As mulheres decidiram botar ordem na casa e estão atraindo um público considerável aos estádios na capital e no interior do Estado. Esquecer os marmanjos pode ser a saída. Dessas ninguém pode dizer que vão mal de pernas, muito pelo contrário
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
A várzea No início do ano, tive o privilégio e o prazer de visitar várias comunidades dos municípios de Iranduba e do Careiro da Várzea, situadas em áreas onde se sucedem todos os anos vazantes e enchentes que algumas vezes se transformam em seca e alagação. Justamente por isso esta região exerce um fascínio todo especial. Aí a natureza se excede em beleza, com vegetação, fauna e flora não tão exuberantes como na terra firme, mas de uma harmonia e simplicidade que encantam. As auroras e os ocasos são verdadeiros espetáculos de tons róseos, alaranjados, e azuis de todos os matizes. No verão as praias imensas e as ilhas que dificultam a navegação e tornam a busca por água potável um sacrifico e um desafio, formam um cenário que lembra o deserto em plena Amazônia e ajuda a imaginar a fuga do Egito nos tempos bíblicos. No inverno, as águas imensas tudo cobrem, facilitando o transporte, mas expulsando os moradores em anos de alagação quando a enchente passa dos limites. Nos tempos intermediários enfrenta-se o sol escaldante e a chuva torrencial. É preciso subir barrancos enlameados ou escadas perigosas e atravessar pontes sobre a lama escorregadia. As águas trazem a vida, e no ritmo delas é preciso plantar e colher de forma as vezes frenética sob o risco de tudo ficar submerso. Morar na várzea é estar constantemente desafiando a natureza ou fazendo aliança com ela numa integração frágil e única. Certa vez, ao visitar uma comunidade ribeirinha situada à margem de um lago belíssimo, a visitante que me acompanhava
me disse que ali estava o futuro da humanidade e que na visita que tinha feito naquela manhã, que era um domingo, fizera uma experiência que mostrava que a utopia de um mundo humano era possível e que se podia continuar a sonhar. Evidentemente, ela não pensava em trazer todo mundo para viver na várzea, o que romperia o equilíbrio frágil entre a presença humana e toda a riqueza biológica do lugar. Se referia com certeza aos valores e à cultura que havia testemunhado. Fala-se hoje em sustentabilidade. As populações ribeirinhas e os povos indígenas vêm a séculos produzindo alimentos e criando animais de forma sustentável até por que a natureza os obriga. A sustentabilidade é condição de vida e futuro da espécie humana. Mas o que mais impressionou a minha amiga foi a partilha e a capacidade de fazer festa com o pouco que se tem. Na hora do almoço, a caldeirada e os peixes assados lembravam a fartura do milagre de Jesus. A alegria de estar juntos era visível e se expressava nas brincadeiras. O povo da várzea tem uma capacidade de organização incrível e quando pode contar com boas lideranças chega a níveis de cooperação invejáveis. Outro aspecto é a religião. A presença de Deus para os ribeirinhos é uma evidência e o mundo sobrenatural é uma realidade palpável. Os santos agem e respondem aos pedidos e as festas são atos de gratidão pela sua proteção. Espíritos bons e maus povoam imaginação e histórias. Mas isto não significa alienação. Em poucos lugares a religião é tão libertadora. Vale a pena visita-las. Nelas o futuro já chegou.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Ao visitar uma comunidade ribeirinha à margem de um lago, a visitante que me acompanhava me disse que ali estava o futuro da humanidade e que na visita que tinha feito naquela manhã, que era um domingo, fizera uma experiência que mostrava que a utopia de um mundo humano era possível e que se podia continuar a sonhar “
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Biometria no interior do Amazonas Política A7
Disputa chega ao ‘terceiro turno’ na Justiça Eleitoral FOTOS: DIVULGAÇÃO
Resultado das eleições de 2014 foi proclamado em outubro daquele ano, mas disputa pelo comando do Estado continua
José Melo foi eleito no segundo turno das eleições de 2014, derrotando o adversário, Eduardo Braga
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assado 1 ano e três meses das eleições para o governo do Estado, em 2014, a disputa majoritária ainda permanece acirrada, desta vez no campo da Justiça Eleitoral. Inaugurando o que assessores parlamentares e juristas intitularam como o “3º turno” da disputa ao Executivo estadual, os então candidatos ao governo agora travam uma batalha judicial pelo comando do Estado, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) e já com um “pé” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só na primeira instância da Justiça Eleitoral existem 30 processos contra o registro eleitoral e diplomação do governador eleito José Melo (Pros) e de seu vice, Henrique Oliveira (SDD), apresentados pela coligação “Renovação e Experiência”, que tinha como candidatos majoritários o atual ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), e sua vice, a atual superintendente da Zona Franca de Manaus, Rebecca Garcia (PP). Os dados são do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Dentre os processos estão Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), Ações de Impugnação do Mandato Eletivo (Aime) e representações. De acordo com o advogado da “Renovação e Experiência”, Daniel Nogueira, dentre todos os processos estão 12 que pedem a cassação do mandato do governador. O número não leva em consideração os recursos, agravos regimentais e os processos que já foram julgados até o fechamento desta edição. Segundo o sistema de acompanhamento processual do TRE-AM, a única ação movida, após o período eleitoral pela coligação “Fa-
zendo Mais Por Nossa Gente”, comandada por Melo, contra Eduardo Braga é uma representação na qual a coligação acusa o adversário a utilizar a TV ALE do Legislativo estadual em benefício próprio. Para o sociólogo Rodrigo Brilhante, a batalha judicial pós– eleições é considerada normal para um pleito acirrado, como o de 2014. “O problema de toda essa disputa é a instabilidade que ela traz para a administração pública. A democracia foi exercida na urna eletrônica e a população entendeu isso. No entanto, é direito legítimo de quem acreditar que houve irregularidades durante o processo eleitoral, recorrer disto na Justiça Eleitoral. Mas, essa disputa judicial pode acabar trazendo consequências para a administração, uma vez que gera instabilidade política que afeta, diretamente, na economia”, analisou. Instabilidade Brilhante ressaltou que instabilidade semelhante o país está passando por conta dos processos contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que utiliza isso contra a presidente da República, Dilma Rousseff. “Essa briga político-partidária reflete no parlamento, na economia brasileira e, especialmente, nos Estados e municípios. Ter outra disputa local, que pode acarretar em outra eleição em meio a uma eleição municipal em curso como este ano, pode fragilizar ainda mais o cenário político e econômico”, observou o especialista. Ações na Justiça Ao todo, foram ingressadas 1.980 ações na Justiça Eleitoral.
De acordo com dados da Secretaria Judiciária do tribunal, o número ficou dentro da demanda esperada para o período. A briga jurídica pelo cargo iniciou antes mesmo da disputa pelos votos nas urnas. Até o fim do segundo mês de campanha, segundo dados do tribunal, ambas as coligações tinham ingressado com 26 ações no TRE-AM. O número foi recorde para o mesmo período com relação às eleições para o governo desde 2006. As ações eram referentes, entre outros, à propaganda eleitoral irregular e pedidos de impugnação das candidaturas. Em 2006, no mesmo período, foram ingressadas 13 ações, que aumentaram para 20, no pleito de 2010, e para 23, em 2012, segundo dados do tribunal. Na época, entre as ações, tinham ao menos 18 representações pedindo multa para a coligação “Fazendo Mais Por Nossa Gente” por propaganda eleitoral irregular e uso indevido do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A última ação é um pedido de investigação judicial no qual a coligação de Braga pedia a cassação do registro de candidatura de Melo, além de multa para 23 gestores da administração direta e indireta por uso da máquina para a campanha eleitoral. Nesta ação, o mandato de Melo foi mantido, mas ele foi multado. À época, segundo dados do TRE-AM, a coligação de Melo ingressou com sete ações contra o principal adversário: Eduardo Braga. As ações eram pedindo, entre outros, a cassação do registro de candidatura, multa por irregularidades na prestação de contas e nas propagandas eleitorais veiculadas ao longo da campanha.
Defesa de Melo prepara recurso Inicia na próxima terçafeira o prazo para os advogados de Melo e Henrique recorrerem da cassação dos mandatos, decidida na última segunda-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral com um placar de 5 a 1. A cassação se originou em uma representação ingressada pela coligação “Renovação e Experiência” que acusou o
governador de compra de votos nas eleições, em 2014. Segundo a legislação eleitoral, os advogados têm três dias úteis para recorrer da decisão. Um dia depois do resultado, o partido do governador divulgou uma nota publicada, assinada pelo gestor, afirmando que recorrerá em todas as instâncias para manter o mandato. Na última semana,
o advogado do governador, Yuri Dantas, adiantou que o recurso estava sendo produzido e aguardava a publicação da decisão para que os advogados decidissem se recorrerão ao TRE-AM ou ao TSE. O acórdão foi publicado na edição eletrônica do Diário de Justiça Eletrônico (DJe) na última sexta-feira e na edição física, sai amanhã.
Eduardo Braga perdeu por pouco mais de 100 mil votos, no pleito de 2014, num histórico segundo turno
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Política
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
Congresso inicia ano legislativo na terça-feira
Cláudio Humberto Com Ana paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br Cláudio Humberto
O petrolão não nasceu sem pai”
Jornalista
Ações iniciarão com leitura de mensagem pela presidente Dilma Rousseff (PT). Votações iniciam na quarta, com pauta trancada
Dívida de R$ 500 bilhões inviabiliza o pré-sal Usado pela propaganda do governo do PT como a chave para “o fim da pobreza no Brasil”, o pré-sal está inviabilizado pela dívida de R$ 500 bilhões da Petrobras. É a maior dívida de uma petroleira em todo o mundo. Para o mercado financeiro, o governo caminha na contramão do mundo, aumentando o preço de derivados de petróleo, impactando na produção. No primeiro mandato, Dilma prometia de 4,2 milhões de barris de petróleo por dia. Em outubro, isso caiu para 2,7 milhões. Lipoaspiração Para o especialista Adriano Pires, a Petrobras será forçada a fazer novos cortes em investimento, o que a levará a reduzir a produção. Melou tudo O governo previa um preço médio de US$ 100 para produção do petróleo. Hoje, o preço do barril de petróleo está a 35 US$. Promessa Em seu 5º congresso, o PT proclamou que o Brasil estava na iminência de virar um dos maiores produtores mundiais de petróleo. Era mentira. Diferenças Numa comparação, nos Estados Unidos, a gasolina foi vendida em 2015 ao menor valor desde 2009. No Brasil, ela subiu 20%. Oposição quer o impeachment, mas nem tanto Apesar de parecer de férias, a oposição ainda tenta, encabulada, viabilizar o impeachment de Dilma após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado o rito do processo no fim do ano passado. A ideia é repetir as manifestações de junho de 2013. Organizado pelo Movimento Brasil Livre, um protesto já está marcado para 13 de março, mas a oposição está reticente e já admite atender ao aceno do governo por “diálogo”.
Postergação Aguardando a pressão popular, a oposição adiou a discussão do impeachment de Dilma para depois do carnaval. Seguro, mas nem tanto Protestos contra a tarifa de ônibus, estimulados por entidades pró-PT, ignoram Dilma e a roubalheira, mas ela teme a perda de controle.
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RONALDO CAIADO DEM GO , sobre participação de Lula no escândalo do Petrolão do governador tucano Geraldo Alckmin: o Instituto Butantan iniciou os testes para a vacina contra dengue. Ritmo de festa No gabinete de Eduardo Cunha o clima é de festa desde a notícia de que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, avisou ao Planalto sobre da fragilidade do pedido para afastar o presidente da Câmara dos Deputados do cargo. Já foi pior A campanha eleitoral deste ano trará novidades que podem influenciar nos resultados das urnas: terá apenas 45 e não mais 90 dias, e a propaganda eleitoral no rádio e TV começa só a 35 dias do 1º turno.
Pedido desnutrido A oposição não se dedica ao impeachment para não ser associada a Eduardo Cunha, apontado “capitão do pedido” pelo Planalto.
Pé na estrada O ex-ministro Eliseu Padilha montou um cronograma de visitas aos estados na busca para reeleger Michel Temer presidente do PMDB. “Estamos trabalhando duro, mas ainda não temos adversário”, diz.
Palanque com grana pública A Petrobras despejou R$ 800 mil dos contribuintes no convescote “Fórum Social Mundial”, apenas um palanque para o MST e sindicalistas ligados ao PT e membros da UNE, controlada pelo PCdoB, protestarem contra o impeachment. Contra a ladroagem, nada.
Água e vinho Ao contrário de Dilma, especialista em grosserias, o presidente eleito de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, é conhecido pela fidalguia. Ele trata bem a todos que o cercam e responde pessoalmente a todas as mensagens que recebe – entre as quais, claro, não está uma de Dilma.
Boquinha debutante O Fórum Social Mundial é bancado pela Petrobras, com dinheiro do contribuinte, há 15 anos. A grana fácil vem desde a primeira edição, em 2001, penúltimo ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Perdeu fôlego O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) saiu para o recesso com a certeza da reeleição para líder do PP. Perdeu força. O ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) aparece como favorito para desbancá-lo.
Boa notícia Os petistas detestaram: Dilma admitiu que a única boa notícia sobre o zika vírus, até agora, foi
Cabeça de papel Finalmente o Brasil vai à guerra. Contra mosquitos e com grande chance de perder.
PODER SEM PUDOR
Esqueçam o que eu disse Dezenas de movimentos populares participaram da IV Conferência das Cidades, no final de 2002, na Câmara, promovida pela Comissão do Desenvolvimento Urbano. No auditório Nereu Ramos lotado de militantes, no encerramento, um deles, com camiseta do Movimento Nacional de Luta pela Moradia e boina vermelha ao estilo Che Guevara, reclamava dos prédios públicos vazios nas grandes cidades e lá pelas tantas conclamou o auditório a invadi-los. Parou em seguida e pediu retificação: - Esqueçam isso, agora a gente é governo e não podemos tomar nada. Gargalhadas generalizadas.
Trabalhos no Congresso iniciarão na terça-feira, mas as votações serão retomadas no dia seguinte
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rasília (Agência Câmara) - Uma sessão solene do Congresso Nacional marcada para a próxima terça-feira (2), às 15 horas, vai dar início ao ano legislativo. No Plenário da Câmara dos Deputados, os chefes do Poder Executivo e do Poder Judiciário vão entregar as mensagens dos respectivos poderes ao Parlamento, sinalizando para a população quais serão as prioridades do país para o ano que está começando. Participarão da cerimônia, além do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, representando o Judiciário, e o ministrochefe da Casa Civil, Jaques Wagner, representando o Executivo, no lugar da presidente Dilma Rousseff (PT). As mensagens serão lidas em Plenário, seguidas de pronunciamentos dos presidentes da Câmara e do Senado. Na quarta-feira (3), às 10 horas, líderes de partidos políticos se reúnem com Eduardo Cunha para definir a pauta de votações do Plenário da Câmara. A votação de matérias antes do feriado de Carnaval não está descartada e vai depender do resultado da reu-
nião do Colégio de Líderes. Cunha anunciou a intenção de começar as votações no Plenário ainda na quartafeira (3), em sessão extraordinária após as 17 horas, e prosseguir na quinta-feira (4) pela manhã. Ele disse que a ideia é votar as três medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta. Já a primeira sessão ordinária do Plenário, marcada para
MENSAGEM Na abertura do ano legislativo, os chefes dos Poderes Executivo e Judiciário vão entregar as mensagens dos respectivos Poderes ao parlamento, sinalizando à população as prioridades do país para 2016
as 14h do dia 3, deverá ser apenas de debates. Votações Uma das medidas provisórias eleva o Imposto de Renda da Pessoa Física sobre o ganho de capital (692/15). A outra autoriza a loteria instantânea Lotex a também explorar comercialmente eventos de apelo popular e licenciamentos de marcas e de personagens (695/15).
A terceira MP (696/15) modifica a estrutura e as competências de ministérios e de órgãos da Presidência da República (reforma administrativa). Dois projetos de lei também trancam a pauta de votações: o que cria regras para o cálculo do teto salarial de servidores públicos (PL 3123/15), cujo objetivo é reduzir gastos com supersalários; e o que define o crime de terrorismo (PL 2016/15), prevendo penas de até 30 anos de prisão, e que é considerado importante em ano de jogos olímpicos no país. Prioridades O governo quer aprovar, ainda este ano, duas propostas que ainda prometem polêmica – a que prorroga para 2019 a Desvinculação de Receitas da União (DRU), mecanismo que permite ao governo usar como quiser parte da arrecadação (PECs 4/15 e outras), e a que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - PEC 140/15. O governo precisa que a CPMF seja aprovada o quanto antes, pois consta no orçamento deste ano uma previsão de arrecadação de R$ 10 bilhões com a contribuição. A oposição, no entanto, promete fazer o possível para impedir a recriação do tributo.
Política A7
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
Eleitores madrugam em fila para cadastramento E
leitores do distrito de Cacau Pirêra, no município de Iranduba, têm de passar a noite em longas filas, na frente ao cartório eleitoral da cidade, para tentar realizar o cadastramento biométrico na Justiça eleitoral. De acordo com o líder comunitário e professor William da Silva, a fila é formada porque o cartório eleitoral distribui 12 fichas para atendimento, diariamente. Segundo ele, até o ano passado, eram distribuídas 30 fichas, sendo dez para atendimento prioritário. “As pessoas moram distantes e têm que dormir no local, e o pior é que muitos vão e não conseguem ficha. Então eles não têm com justificar suas ausências no emprego”, disse o líder comunitário. O cartório de Iranduba explicou que as longas filas são formadas devido ao número de funcionários que é pequeno se comparado a alta demanda. O cartório informou que, em janeiro, apenas um servidor estava disponível para atender toda a demanda. A Justiça Eleitoral está avaliando a situação no cartório eleitoral do município para normalizar os atendimentos ainda
na primeira semana do mês de fevereiro deste ano. De acordo com dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TREAM), o cadastramento biométrico nos demais municípios do interior do Estado está sendo realizado com “eficiência”. Em Presidente Figueiredo, 80% dos eleitores já realizaram o cadastramento biométrico, valor mínimo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Atualmente, o cartório eleitoral de Presidente Figueiredo vem trabalhando apenas com o cadastramento de novos eleitores. Em Careiro, 14,4 mil eleitores em um universo de 21,2 mil votantes no município já realizaram o cadastramento biométrico, segundo dados da Justiça Eleitoral. O número corresponde a 68,2% de eleitores com a biometria cadastrada. O chefe do cartório eleitoral de Careiro, Raylson Nahim Pereira, informou que o trabalho de cadastramento biométrico continua sendo realizado sem transtornos. A principal dificuldade enfrentada pelos eleitores é logística: vencer as distâncias para chegar até o
DIVULGAÇÃO/SEC AM
No distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, os votantes têm que arranjar estratégias para poder fazer a biometria
Segundo TRE-AM, cadastramento biométrico nos demais municípios do interior do Amazonas ocorre de maneira “eficiente”, dentro do prazo
cartório eleitoral. “Assinamos um termo de cooperação com a prefeitura para cessão um contingente de pessoal para transporte dos eleitores para realização do cadastramento biométrico”, disse.
Prorrogação Na última semana, o TREAM informou que, por conta da alta demanda para realização do cadastramento biométrico dos eleitores de Manaus, prorrogará o cadastro até 26
de março deste ano. A informação é do vice-presidente e corregedor do tribunal, desembargador Mauro Bessa. Até ontem, o TRE-AM informou ter cadastrado a biometria de mais de 900 mil
eleitores, em Manaus. A meta inicial do tribunal era cadastrar 100% do eleitorado da capital até o dia 26 de fevereiro. A procura pelo serviço tem congestionado os sistemas da Justiça Eleitoral no Amazonas.
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Com a palavra
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
FOTOS: MÁRCIO MELLO
Wilson PÉRICO
‘O MOMENTO é negativo, MAS VAI HAVER O crescimento’ Diante de um cenário de crise econômica e incertezas para a indústria local, o empresário e presidente do Centro da Indústria do Estado Amazonas (Cieam), Wilson Périco, criticou a falta de investimentos em infraestrutura no país. Segundo ele, a logística no Amazonas traz dificuldades para a Zona Franca de Manaus (ZFM), e os escândalos e incertezas políticas deixam os consumidores e investidores sem confiança no mercado. No entanto, ele acredita na melhora da indústria e afirma que a Zona Franca de Manaus ainda pode atrair muitos investidores ASAFE OLIVEIRA
Não podemos perder o foco e temos que ter consciência do momento que o país e nossa região enfrenta. No entanto, não podemos perder o otimismo. O nosso país já superou tantos outros desafios. Estamos em um grande desafio que certamente será superado. Pé no chão, mas com confiança e competência e se preparar para buscar inovações para enfrentar esse momento”
EM TEMPO - A crise econômica do ano passado afetou a Zona Franca de Manaus (ZFM), levando as empresas a demitirem milhares de trabalhadores. As empresas foram surpreendidas ou não se prepararam para inovar e manter os investimentos e postos de trabalho? Wilson Périco - A questão não é a inovação, mas sim o cenário econômico como um todo, e a falta de confiança tanto por parte do consumidor quanto do investidor em relação à condução política do país. Nós tivemos um início do ano (2015) com escândalos na política, com a questão do déficit na máquina pública e a Petrobras, tudo isso somado ao processo de retração econômica, com a redução do número de empregos. O poder de compra diminuiu, com isso a demanda também, e acarreta mais desempregos. EM TEMPO - Os incentivos fiscais do modelo ainda são um atrativo para os investidores ou não compensam tanto os custos de produzir em Manaus? WP - São atrativos, mas temos as questões que encare-
cem nossos produtos, por isso os incentivos são oferecidos principalmente na importação de insumos utilizados na Zona Franca de Manaus. EM TEMPO - A logística é um problema inerente ao modelo econômico. O incentivo fiscal repõe os gastos para importar e exportar produtos e matéria prima? WP - A nossa logística ruim encarece o produto para atender o maior mercado consumidor, que é o Sul e Sudeste. Isso só se agrava, pois nos últimos 14 anos não houve nenhum investimento na questão de infraestrutura do país. Não tivemos também investimentos na questão elétrica, hidrelétrica e de comunicação. As obras estão em andamento, mas não são entregues. Não há uma rodovia ou ferrovia que ligue as regiões, e isso prejudica a nossa competitividade. EM TEMPO - Em quase 49 anos, o modelo Zona Franca ainda mantém a essência de ser um sistema de montagem de produtos. O chamado Processo Produtivo Básico, de regionalizar parte da fabricação de peças e insumos, não deu certo? Qual o obstáculo do PPB? WP - O PPB (Processo Produtivo Básico) é uma ferramenta do governo federal para garantir que não haja maquiagem nas etapas de manufatura. As empresas precisam apresentar um projeto com o PPB fixado. O PPB funciona, mas existem técnicos dentro do Mdic (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio) que definem o que vai ou não ser produzido na ZFM, mas não cabe a eles decidirem o que deve, ou não, se produzir aqui. O papel dele é estabelecer o PPB que deve ser cumprido para que seja bom para que o país saia ganhando. EM TEMPO - O que o senhor pensa de uma Zona Franca em outro lugar do país? WP - O José Aldo disse: “Me criticam, mas querem ser como eu”. Os Estados criticam o modelo Zona Franca por conta da isenção fiscal. Aqui tem a renúncia fiscal, mas só quando se vende o produto, não há dinheiro público para investimento na fábrica para se gerar empregos e comprar
insumos, tudo isso é com o investidor. Nos últimos 6 anos a renúncia fiscal da Região Norte representou 12.3% do total da renúncia fiscal, e 53% vem da Região Sudeste. Se criticam, mas querem ter a Zona Franca, isso quer dizer que não é um maleficio para o país. O Amazonas é responsável por 50% de toda a arrecadação da Região Norte, e isso veio do modelo Zona Franca. EM TEMPO - O senhor considera a Zona Franca de Manaus competitiva no mercado global? WP - A política nacional do comércio não é da iniciativa privada, é do governo, e o governo brasileiro precisa focar em buscar competitividade para atender o mer-
cado externo. As indústrias que estão estaladas aqui têm capacidade, os produtos produzidos aqui são bons. Mas não é só querer, é preciso desenhar um caminho e buscar ser competitivo, investindo em infraestrutura para baratear o custo logístico e de energia. Na época das eleições a energia foi reduzida, isso foi uma ação extremamente eleitoreira. Agora temos o impacto de 38% para pessoa física e um baque de 42% para a indústria. O nosso produto vai ter que ficar mais caro, infelizmente, em um momento em que o custo de vida do cidadão aumentou, e por conta do desemprego e a retração que estamos sofrendo. EM TEMPO - Que men-
sagem o senhor dá para quem pretende ser empreendedor na Zona Franca de Manaus? WP - Não podemos perder o foco e temos que ter consciência do momento que o país e nossa região enfrenta. No entanto, não podemos perder o otimismo. O nosso país já superou tantos outros desafios. Estamos em um grande desafio que certamente será superado. Pé no chão, mas com confiança e competência e se preparar para buscar inovações para enfrentar esse momento de baixa. A única certeza da economia é que ela é cíclica, o momento é negativo, mas vai haver o crescimento, e só vai aproveitar isso quem estiver bem preparado.
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3090-1019
economia@emtempo.com.br
IONE MORENO
Economia
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MERCADO
Energia que gera economia Economia B3
Zona Franca vive ‘centelha’ de uma possível retomada FOTOS: DIEGO JANATÃ
Empresas voltaram para desfrutar dos incentivos fiscais do modelo de Manaus, enquanto Suframa estuda o retorno de outras
Pelo menos três empresas que tinham abandonado o PIM voltam para desfrutar dos incentivos fiscais
LUIZ HENRIQUE OLIVEIRA
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capital amazonense sempre atraiu olhares de cobiça por conta das indústrias que o atual modelo agrega, com a renúncia fiscal. Nesse rumo a Zona Franca de Manaus (ZFM) dá sinais de que, mesmo diante da crise, continua atrativa para investidores, uma vez que três grandes empresas que haviam abandonado o modelo retomaram as suas operações em Manaus, o que gerou, aproximadamente, 1,8 mil novos empregos, de acordo com dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). As empresas que voltaram para o PIM foram a tawianesa TPV (produz as marcas Philips e AOC), que encerrou a produção de São Paulo, e a Positivo, que trasnsferiu toda a produção de Curitiba. O sinal fica mais forte quando se tem a perspectiva de que outras grandes indústrias voltem à capital amazonense, até 2017, para usufruir dos incentivos fiscais. A expectativa é da titular da Suframa, Rebecca Garcia, que coordenada estudos sobre formas de atrair os investimentos para o PIM. Segundo Rebecca, um dos motivos para o retorno é redução de até 88% do Imposto de Importação (II) sobre os insumos destinados à industrialização, bem como a restituição parcial ou total de 55% a 100% do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A atratividade do modelo, para Rebecca, se dá pelos estudos realizados por empresas antes de instalar em um determinado lugar. O que, segundo ela, comprova a boa aceitação de Manaus por conta do modelo competitivo. “A experiência que diversas outras empresas têm ou tiveram ao longo do tempo instaladas em Manaus, mostra
que o modelo é competitivo. E isso é vantajoso para o empresário. Temos a certeza que as decisões foram lógicas e o retorno de algumas delas é uma demonstração clara”, avalia. A respeito das inúmeras dificuldades, como a logística do Polo Industrial de Manaus (PIM), a superintendente afirma que os incentivos apresentados compensam custos e investimentos na cidade. “Temos duas principais maneiras de realizar fretes logísticos em Manaus. O aéreo e o fluvial e, apesar de tudo, ainda compensa e muito, caso contrário, essas empresas não iriam investir novamente”, argumenta. O presidente do Centro das Indústrias do Estado Amazonas (Cieam), Wilson Périco, explica que o valor dos impostos cobrados, ainda é a principal vantagem da ZFM. “Muitas empresas estão investindo no nosso modelo. Isso permite que as fábricas atendam o mercado nacional. Colocando na balança, o incentivo é o principal atrativo, tanto federal quanto estadual. No entanto, é preciso comparar, pois cada imposto depende da influência sob cada segmento produzido”, aponta. Fundo do poço Para o consultor de empresas Teruaki Yamagishi, a vinda de empresas para o PIM, em meio à crise, limpa o nome de Manaus em relação a outras capitais. “É estranho a chegada dessas empresas, pois a crise é grande. Acredito que os incentivos fiscais sempre representaram vantagens quando comparamos com outras cidades do Brasil. E os problemas com relação ao transporte e comunicação acabam sendo mínimos e essa vinda é boa para a divulgação do modelo”, comenta.
Panasonic e Mondial estudam voltar A superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, diz que, aproximadamente, 470 empresas atuam diretamente no PIM. Ela afirma que, na contramão da crise, novos projetos “arrojados” virão para gerar emprego e renda. Segundo Rebecca, um deles é do setor de condicionadores de ar, o que demonstra firmeza e consolidação no modelo, uma vez que a política tributária da ZFM é diferenciada de outras localidades do país, haja vista que oferece benefícios locacionais,
cujo objetivo é minimizar custos amazônicos. Rebecca afirma que a Suframa mantém diálogo com outras empresas e que, em março deste ano, irá a São Paulo (SP), para apresentar o modelo à Mondial e a Panasonic, que estudam a possibilidade de se instalarem em Manaus até 2017. “Não sabemos o número de novos empregos possíveis, mas com certeza será grande. Queremos trazer a linha de condicionadores de ar da Panasonic, para que Manaus
se torne o maior polo de ar condicionado do mundo. Temos ainda o acompanhamento do Selo Ambiental, o que agrega, e muito, valor ao produto final. Afinal, a Amazônia é mundialmente conhecida”, salienta Rebecca. Fim da crise? “Não existe mal que dure para sempre”, assim define o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o estado de crise que impactou na
produção e na arrecadação da indústria amazonense. Por outro lado, para ele, a vinda de empresas para Manaus ainda não significa o fim do momento crítico da economia. “Apesar da incerteza política, o Brasil é bom e Manaus ainda mais para se investir e talvez seja por isso que elas estejam retornando. Manaus tem um mercado forte. Acredito que quando melhorarmos esse momento da economia, estaremos na frente”, completa.
A Positivo foi a última empresa que retomou a sua produção de computadores na indústria amazonense, em janeiro, mesmo em meio à crise
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
Entidade tenta suspender ação contra seguro-defeso
Técnicas e conhecimento combatem crise XIV opiniao@emtempo.com.br
Pescadores já estão entrando na Justiça com ações individuais e agora pretendem ganhar força com a ação conjunta
O poder das metas em seus resultados RICARDO OLIVEIRA
LUIS HENRIQUE OLIVEIRA
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Federação de Pescadores do Amazonas (Fepesca) irá entrar com uma ação, no Supremo Tribunal Federal (STF), com o intuito de derrubar a suspensão do benefício seguro-defeso publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 9 de outubro de 2015. O anúncio da medida foi feito pelo presidente da Fepesca, Walzenir Falcão. Durante a reunião com o advogado da entidade, Heroldes Bahr Neto, um grupo de 30 presidentes e representantes de colônias de pescadores artesanais de comunidades de municípios do interior do Amazonas aprovaram a medida. Com o seguro suspenso desde outubro do ano passado, a Fepesca estima perda de aproximadamente R$ 300 milhões somente no Estado. Conforme a entidade, mais de 40 mil pessoas estão registradas nos 62 municípios do Amazonas e fora do estado há ainda mais de 490 mil pescadores artesanais sendo prejudicados com a suspensão do benefício. Segundo Bahr Neto, os pescadores estão diretamente pleiteando seus direitos na Justiça de forma individual. “Ainda estamos avaliando quais medidas serão impetradas, talvez requerida alguma providência dentro desse
Márcio Vieira
Fepesca estima perda de R$ 300 milhões com suspensão do seguro
próprio processo para que o ministro avalie outras questões. É complicado pois ‘se correr o bicho pega e se ficar o bicho come’. Se ele pesca, ele pode ter a atividade futura prejudicada, se ele não pesca ele não vai ter o benefício do seguro-defeso”, esclareceu. Estiveram presentes em assembleia representantes dos municípios de Anamã, Beruri, Pauiní, Manacapuru, Novo Aripuanã, Urucurituba, Lábrea, Humaitá, Manaus, Silves, Guajará, Maraã, Manaquiri, Careiro da Várzea, Maués, Novo Airão, São Sebastião do Uatumã, Itacoatiara, Nova Olinda do Norte, Borba, Tefé, Autazes, Santo Antônio do Içá, Alva-
rães, Caapiranga, Carauari, Boa Vista do Ramos, Japurá, Nhamundá e Codajás. Para a representante da colônia de pescadores do município de Autazes (distante 110 quilômetros de Manaus), Isabel Nascimento, 25, a suspensão não foi planejada com cautela. Segundo ela, os mais de cinco mil pescadores do seu município ficaram prejudicados. “É uma época em que os pescadores precisam trabalhar e se eles (pescadores) não têm essa renda, a solução encontrada é a própria pesca. O que pode gerar um outro problema, uma vez que os peixes estão se reproduzindo”, explicou.
Vejam como o tempo passa rápido. Hoje já é o último dia do primeiro mês de 2016. Amanhã já é o mês do carnaval e espero que seja um período de muita alegria, festas e bons resultados para todos nós. Antes de entrar no assunto de hoje, quero reforçar as discussões que tivemos nos artigos anteriores. Lembrem-se de que falamos sobre a necessidade premente de inovar e ser criativo durante o contato com o cliente, fazendo com que ele leve consigo sua empresa, provocando uma experiência única em sua clientela. Uma das dicas apresentadas era você repensar aquelas frasesfeitas, muitas vezes colocadas em placas posicionadas em locais de circulação nas quais se lê: “volte sempre” ou “Obrigado pela preferência”. Considere a possibilidade de melhorar essas frases; pense em mensagens ou algo mais criativo, ou até mesmo lúdico, e útil aos seus clientes. Mais uma coisa importante: caso você tenha seguido, ou venha a seguir, algumas das dicas aqui apresentadas, teremos prazer em conhecer e divulgar sua história. Muitas pessoas podem se inspirar em você. Conte-nos através do e-mail de contato. O assunto de hoje é: meta. Uma palavrinha muito usual no mundo corporativo e dos negócios. Não o importa o tamanho da sua empresa, estabeleça metas. Por um simples motivo: elas traduzem e eficiência conjunta dos seus esforços. Elas dizem se você, ou vocês, está fazen-
do as coisas acontecerem ou não. Metas são fundamentais e indispensáveis. Em contato com alguns microempresários, sempre pergunto: quais as metas de seu negócio? Resposta mais comum: vender mais! Eu insisto: mas vender “quanto” a mais? Resposta: mais e mais. Vamos a uma dica básica para esses microempresários. Comece determinando seu ticket médio, ou média de resultado, por determinado período. Exemplo: confira quantos clientes compraram em sua loja durante um dia, ou se quiser durante uma semana; depois some os valores por eles gastos e depois dívida pela quantidade desses mesmos clientes. Pronto. Você terá, em mãos, qual o valor médio gasto individualmente de cada cliente. Digamos que você chegou ao valor de R$ 40,00/dia, ou seja R$ 200,00/semana. A partir daí você avalia: meu ticket médio semanal até pode pagar minhas contas e meu aluguel, mas precisa melhorar. Agora é hora de estabelecer a meta. Pode ser da seguinte forma: quero aumentar meu ticket médio diário em 10%, ou seja, passar para R$ 44,00 e assim, ao final da semana, ter o valor de R$ 220,00. Você pode ser um pouco mais ousado que isso, se achar que pode e deve. Agora que você já tem uma forma de estabelecer metas, é chegado o momento de pensar meios e formas de atingi-las. Mais uma vez, criatividade e inovação serão fundamentais. Pense nisso. Um forte abraço e até o próximo domingo.
Graduado em Comunicação Social Especialista em Marketing Palestrante em técnicas de vendas e atendimento Consultor em marketing e posicionamento
Em contato com alguns microempresários, sempre pergunto: quais as metas de seu negócio? Resposta mais comum: vender mais! Eu insisto: mas vender ‘quanto’ a mais? Resposta: mais e mais. Vamos a uma dica básica para os microempresários. Comece determinando seu ticket médio, ou média de resultado”
Economia B3
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Mercado livre de energia ameniza o peso da tarifa FOTOS: IONE MORENO
Economia desse tipo de modelo para a indústria pode ser de até 30%, mas ainda há muitas barreiras legais para consolidá-lo
FRED SANTANA
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igrar para o mercado livre de energia é uma opção eficiente para empresas interessadas em cortar custos. No entanto, mesmo instituída há mais de 12 anos, a prática ainda é pouco conhecida fora da Região Sudeste. O diretor-presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Reginaldo Medeiros, explica que esse segmento é o modelo por meio do qual os consumidores podem escolher seu fornecedor de energia, e negociar livremente um conjunto de variáveis como prazo contratual, preços e serviços associados à comercialização. Com o reajuste de quase 40% para os 900 mil consumidores amazonenses, e 42,55% para a indústria que consome média e alta tensão, esse mercado livre entrou nos estudos do setor. A economia, segundo Medeiros, acontece porque nesta nova modalidade o consumidor não paga pelo custo de distribuição, algo que compõe cerca de 20% da tarifa de energia do país. No Brasil, o custo da energia é maior para a indústria. No nosso caso, há dois modelos de consumidores de energia elétrica. Há os consumidores conectados à rede de baixa tensão – residências, comércios e microempresas - que possuem uma tarifa de energia elétrica aplicada somente sobre o consumo de energia. E os de alta tensão - indústrias e grandes consumidores de energia - que se divide em duas partes: consumo e demanda. Segundo o presidente da Abraceel, pelo menos 700 empresas já estão migrando para o mercado livre, na busca por preços mais atrativos para a energia a ser adquirida. No entanto, a alternativa ainda
tem pouco conhecimento no mercado amazonense. Mario Okubo, gerente de relações institucionais da Moto Honda, diz que o mercado livre de energia deixa o consumidor a vontade, para escolher de quem comprar e isso traz competitividade e com ela a redução no valor na compra de energia. A tarifa de consumo (tal como para os consumidores da baixa tensão) visa remunerar a energia de fato utilizada, enquanto que a tarifa de demanda visa remunerar o serviço de disponibilização da energia elétrica (de potência elétrica) no sistema. Assim, a tarifa de consumo é dada em unidades de energia (R$/MWh) e a tarifa de demanda, em unidade de potência (R$/kW). A titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Rebecca Garcia, também já ouviu movimentação de empresas para aderir à nova modalidade, mas ainda de forma tímida. “Já ouvi falar. É algo bem interessante, mas não tem havido procura na Suframa para isso. Contudo, tenho ouvido falar de movimentos de empresas nesse sentido”, afirma. Em contrapartida, os chefes do executivo estadual e municipal ainda desconhecem sobre o assunto. As duas secretarias de comunicação dos poderes afirmaram que o prefeito e governador não possuem qualquer conhecimento sobre o assunto. Um estudo de 2015 da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostrou que, a partir da análise das diversas tarifas de consumo de energia elétrica industrial das 64 distribuidoras nas 27 unidades da federação, foi possível calcular a tarifa média de energia elétrica para a indústria no Brasil, que foi de R$ 329,0 por MWh, com variação de até 63% entre os Estados.
Estudo para consumidor comum Atualmente, a legislação só permite a migração para o mercado livre de energia os consumidores com demanda contratada mínima de 500kW. A assessoria de imprensa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirmou por meio de nota que “o ambiente de contratação livre de energia não se aplica aos clientes residências, que são atendidos no ambiente regulado”. Mas, isso deverá mudar a partir de 2022. Tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 1917/2015 que permite a todo con-
sumidor adotar o mercado livre de energia a partir desta data. “Entendemos que como hoje as distribuidoras já fazem a medição dos clientes, poderiam ser aproveitadas as mesmas instalações existentes para que, qualquer consumidor possa escolher seu fornecedor de energia”, explica Leonardo Granada, diretor executivo da Prime Energy. Granada cuja empresa privada de fornecimento de energia localizada em São Paulo e uma das defensoras da medida, avalia que a economia pode chegar a
30%. “Nós entendemos que a energia elétrica deveria ser semelhante ao que temos hoje com nossos aparelhos celulares, onde podemos escolher nosso provedor de serviço. O consumidor poderia economizar cerca de 30% do que paga atualmente”, diz. Energia limpa Outro benefício deste modelo é a abertura de um novo mercado, com um benefício extra: seriam ecologicamente corretas. “As empresas fornecedoras de energia poderiam ser de outras matrizes energé-
ticas. Imagine que poderiam consumidores pagar mesmo mais caro por uma energia limpa, como solar ou eólica”, afirma Granada. “Não seria muito complexo. Entendemos que teríamos as empresas de logística (Distribuidoras de Energia) poderiam faturar o serviço de entrega, da mesma forma que é feito hoje, e os vendedores ou comercializadores de energia fariam a venda da energia, podendo ser faturado tudo por uma única empresa (distribuidora ou vendedor)”, pondera o especialista.
O gás natural em Manaus ainda não consolidou a promessa política de baratear os custos de energia para o consumidor amazonense
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Economia
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Sistema para controlar o consumo energético no lar S
ão poucas as alternativas para gerenciar o consumo e cortar custos. Mas, para 2017, o Amazonas contará com um equipamento eletrônico que possibilitará que os consumidores gerenciem e monitorem, por meio de smartphones e computadores, o consumo elétrico dos dispositivos eletroeletrônicos das residências. Batizada como “Mashina”, um protótipo da ferramenta deve ser concluído em seis meses. Segundo o coordenador do projeto de pesquisa, engenheiro elétrico Allan Roberto Amorim, o funcionamento do sistema é simples e se dará por meio de uma central controlada remotamente por computador ou celular. A central, de acordo com ele, fará o gerenciamento dos dispositivos na residência, monitorando o consumo energético para otimizar o uso dos equipamentos, gerando uma redução no consumo de energia. “O processo é bastante prático. O usuário poderá ligar ou desligar determinados equipamentos em sua residência com um simples toque na interface do seu smartphone. Para isso, bastará que ele tenha uma conexão com a internet. Indicado-
res de consumo e estimativas serão apresentados ao usuário, permitindo a tomada de decisões no sentido de economizar energia”, explica o Amorim. De acordo com Allan Amorim, o termo Mashina é russo e ele significa máquina, motor, e foi proposto por um designer que atuou com a equipe no início do projeto. “Mashina é algo que transforma uma fonte de combustível em movimento útil. Nós transformamos conhecimento técnico em produtos”, salienta o engenheiro. Além de transformar o conhecimento técnico em produtos, em tempos de crise energética e aumento das tarifas no país, a ferramenta auxiliará os consumidores, de forma simples e prática, reduzir o consumo nas residências e, consequentemente, o valor pago na conta de energia à concessionária pelos serviços. O dispositivo está sendo desenvolvido por microempreendedores, com apoio do governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com recursos do Programa Sinapse da Inovação em parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).
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Microempreendedores amazonenses trabalham na criação de um modelo central para economizar com energia elétrica
Equipamento Mashina, que estará pronto para o mercado até 2017, gerenciará, via celular ou computador, dispositivos elétricos em residências
Economia B5 IONE MORENO
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Uma rede de excelência para castanha-do-brasil Pesquisadores buscam a diversificação da exploração do bem florestal com objetivo de agregar valor e gerar renda ASAFE AUGUSTO
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esquisadores de órgãos federais e estaduais do Amazonas criaram para o Estado a Rede de Excelência em Castanha do Brasil. Com o elo formado pelas instituições públicas, eles buscam promover, por meio de ciência, tecnologia e informação (CT&I), a diversificação da exploração da castanha-do -brasil (Bertholletia excelsa), com objetivo de agregar valor de seus produtos ou derivados e a inserção significativa na economia florestal do Estado. De acordo com o chefe de departamento de ações estratégicas da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Informação (Seplan–CTI), André Luís Willerding, aproximadamente 90% da economia amazonense é sustentada pelo Polo industrial de Manaus (PIM). Segundo ele, por conta desse cenário em que o amazo-
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nense se vê refém de apenas uma matriz econômica, se faz necessário pensar além, na busca pela criação de produtos da floresta, com a finalidade de movimentação financeira e geração de emprego e renda para os municípios do interior do Amazonas. “Dentro de uma lógica do Estado de diversificar a matriz econômica, ele tem que buscar na floresta a matéria prima para produzir. Vamos reunir pesquisadores e por meio do conhecimento científico, de tecnologia e informação, permitir a melhor exploração da castanha e todos os seus subprodutos que possam ser utilizados a partir dela”, afirma o pesquisador. Conhecimento Willerding ressalta que a rede de excelência pretende fazer com que o conhecimento dos pesquisadores seja transformado em produto, a fim de fomentar o empreendedorismo entre a sociedade amazonense. O pesquisador avalia que a manutenção da crise econômica impacta negativamente o Polo Industrial de Manaus (PIM) e refletirá diretamente sobre as pessoas que ficarão desempregadas. Ele observou que cidadãos enfraquecidos po-
dem escolher o caminho da criminalidade, aumentando a violência na cidade. No entanto, Willerding diz que, se houver oportunidades no interior, será muito melhor para os próprios moradores dos municípios que não precisarão sair de sua cidade para trabalhar no parque fabril de Manaus. Agregar “Química, bioquímica, manejo em tecnologia, negócio e formação de recursos humanos abraçando qualquer área que envolva a castanha para estudarmos. É um produto importante na região e queremos agregar valor para gerar emprego e renda através
dele”, diz o pesquisador. Ele destaca que, além das pesquisas, o grupo se preocupa com a importância social que a castanha-do-brasil pode agregar às comunidades. De acordo com ele, esse processo deve se movimentar a partir dos princípios de auto sustentação a partir da riqueza da floresta. “Quando tratamos o conceito de sustentabilidade, precisamos enxergar três áreas, a econômica, social e ambiental. Não dá para ficar fora nenhuma dessas áreas, pois, enquanto cuidamos da tecnologia e desenvolvemos estudos em cima do produto, não podemos deixar de capacitar o sujeito que vai coletar a castanha”, pondera.
O extrativismo que se perde Segundo a pesquisadora da Fundação Vitória Amazônica (FVA), Lilia Marina de Assunção, é preciso elaborar estratégias para resgatar o extrativismo nas regiões de cultivo da castanha na região. De acordo com ela, a perda começa principalmente na mudança das gerações, uma vez que o conhecimento tradicional passou a deixar de ser passo para os mais jovens e os mesmos passam a querer seguir outros caminhos. “Sem uma perspectiva no lugar onde ele mora, o jovem do interior passa a vislumbrar ir para capital, e se perde aquilo que vem dos pais e avós que cultivam castanha. Mas, se ele for capacitado,
o desejo dele vai ser de desenvolver e trabalhar na sua própria região”, avalia a pesquisadora. Órgãos O grupo, Rede de Excelência em Castanha do Brasil (RECB), conta com pesquisadores da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Informação (Seplan-CTI), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Fundação Vitória Amazônica (FVA), e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Pesquisadora avalia que a transferência do conhecimento sobre o extrativismo entre as gerações vem se perdendo nas comunidades
29/01/2016 22:37:25
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Mundo B8
Epidemia de zika: há razão para pânico? Apesar da OMS ver com preocupação o vírus, especialistas falam que não há motivo para pânico
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apaz de se espalhar pelas Américas em velocidade espantosa e associado à devastadora microcefalia, o vírus zika foi considerado explosivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que alertou para o risco da doença em todo o mundo. A diretora da OMS, Margaret Chan, declarou que “o nível de alarme é extremamente alto”, e frisou que é necessária uma mobilização internacional. “A epidemia de zika se espalha de forma explosiva. Estou profundamente preocupada com a rapidez com que a situação tem evoluído”, destacou Margaret Chan, durante a assembleia anual da organização, em Genebra. O temor maior é a associação do zika com a microcefalia e outras malformações no Brasil e o fato de o vírus já ter sido detectado em 23 países das Américas. A OMS prevê que as duas únicas exceções serão Chile e Canadá. O que era emergência nacional pode se transformar, em 1º de fevereiro, em emergência de relevância internacional, um tipo de situação para qual a OMS dispara alarme vermelho em todo o planeta. Margaret Chan convocou para amanhã uma reunião do painel de especialistas do acordo Regulação Internacional de Saúde (IHR, na sigla em inglês), do qual o Brasil e mais de 190 países são signatários. Espera-se que o comitê decrete a emergência internacional, como a estabelecida contra a epidemia de ebola, em 2014. Na prática, isso significaria o estabelecimento de uma série de medidas que os países se comprometem a seguir. No Brasil, após o pronunciamento da diretora da OMS, a presidente Dilma Rousseff fez um discurso na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e apelou a empresários, líderes sindicais e religiosos, entre outros, para que se unam no combate ao Aedes. Estatísticas A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que o vírus zika poderá atingir de três a quatro milhões de pessoas nas Américas. No Brasil, a estimativa é que 1,5 milhão de pessoas sejam afetadas. Projeção semelhante já foi apresentada pelo Ministério da Saúde. O diretor do departamento de doenças transmissíveis da Opas/ OMS (Organização Pan-Americana de Saúde), Marcos Espinal, afirmou ainda que o zika pode se espalhar para fora das Américas. Segundo Espinal, o vírus deve chegar a todos os países onde há a presença do mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue e chikungunya. “O zika irá onde o mosquito estiver”, afirmou, durante encontro da OMS,
em Genebra. Hoje, 23 países das Américas já confirmam casos autóctones (adquiridos no local) de zika. “A população das Américas nunca tinha sido exposta ao vírus, e por isso não tinha imunidade”, afirma. O diretor afirma ainda que não há como comparar o caso atual com o ebola. “[O zika] não é como o ebola. Ele precisa de um vetor. Se controlar esse vetor, é possível controlar a doença”, disse. Espinal lembra ainda que o vírus zika é difícil de ser iden-
ESTATÍSTICAS A Organização Mundial da Saúde disse que o vírus zika poderá atingir de 3 a 4 milhões de pessoas nas Américas. No Brasil, a estimativa é que 1,5 milhão de pessoas sejam afetadas
tificado, uma vez que não há ampla oferta de testes. Ao citar um breve histórico do avanço do zika, Espinal citou o aumento de casos de microcefalia na região Nordeste do Brasil. Ele defende que, apesar de haver evidências da associação entre o zika e a microcefalia, é preciso mais provas para confirmar a causa do aumento de casos da má-formação. “Não sabemos ainda qual o risco das mulheres em ter um criança com microcefalia”, disse.
No fim da semana passada, a Secretaria de Imprensa da Presidência informou que a presidente Dilma Rousseff telefonou para o colega norte-americano Barack Obama para falar sobre o combate ao vírus zika, apontado pelo governo como responsável pelos casos de microcefalia que têm sido registrados em bebês recém-nascidos desde o fim de 2015. Na conversa, os dois discutiram a criação de um grupo para desenvolver uma vacina contra o vírus. No último dia 16, os Estados Unidos confirmaram o caso de um bebê nascido com microcefalia por contaminação do zika. A criança nasceu em um hospital de Oahu, no Havaí. Segundo o departamento de saúde do país, a mãe do bebê contraiu o vírus quando morava no Brasil, em maio do ano passado, e a criança contraiu a doença no ventre. De acordo com o Palácio do Planalto, o grupo que deverá desenvolver a vacina terá como base a parceria que já existe entre Instituto Butantan e o National Institute of Health (NIH) para pesquisa e produção da vacina contra a dengue. “A Presidenta Dilma e o Presidente Obama acordaram a criação de um Grupo de Alto Nível entre Brasil e Estados Unidos para desenvolver sua parceria na produção de vacinas e produtos terapêuticos”, diz a nota da Presidência da República.
Transmissão do zika através do mosquito poderá atingir mais de 1,5 milhão de pessoas só no Brasil
Especialistas acham exagero Porém, apesar das discussões, especialistas não veem motivo para pânico no Brasil. Mas sim para mobilização. Segundo eles, o zika deve ser monitorado com atenção nas grávidas, e mais pesquisas precisam ser feitas para compreender os efeitos do vírus e saber por que a maioria das pessoas sofre apenas sintomas sem gravidade, enquanto algumas manifestam problemas neurológicos, e fetos podem ter o desenvolvimento gravemente afetado. Una-
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Leite pode salvar 800 mil crianças
nimidade entre especialistas é a necessidade de controlar o mosquito. “Vemos o Aedes transmitir mais uma doença no mundo. A dengue mata entre 25 mil e 50 mil pessoas por ano no planeta. E até agora ninguém se comoveu. A população precisa participar do controle dos focos, a maioria está nas casas. As pessoas precisam entender que não podem deixar o zika entrar nas casas. O zika traz o risco de causar microcefalia, problema sem chance de cura”,
diz Pedro Vasconcelos é virologista do Instituto Evandro Chagas (Pará) Já Amílcar Tanuri, que trabalha no Laboratório de Virologia molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, diz que considera decretar um alerta internacional um exagero da OMS. “Não há dúvida de que o vírus zika está disseminado. Mas não temos ainda uma relação conclusiva de que ele é o causador de microcefalia. Falta ainda muita pesquisa”, disse.
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AMAMENTAÇÃO
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Denúncias de abuso contra crianças caíram em 2015 O
Disque 100 fez 324.892 atendimentos no ano passado e encaminhou 270.801 denúncias aos órgãos responsáveis. Destes, 137.516 atendimentos foram a respeito de violações de direitos humanos. O serviço recebeu, em média, 376,7 denúncias por dia. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A maior parte das denúncias diz respeito a crianças e adolescentes. O serviço telefônico recebeu no ano passado 80,4 mil denúncias de abusos contra menores de idade. Houve diminuição desse tipo de denúncia em relação a 2014, quando o serviço fez 91,5 mil atendimentos. No entanto, isso não significa, necessariamente, que houve redução na prática de violações de direitos. Segundo a ouvidora nacional dos Direitos Humanos, Irina Bacci, esse recuo em 2015 deve-se à realização de uma campanha continuada em todo o ano de 2014, que levou ao aumento do número de denúncias – em 2014, foi disputada a Copa do Mundo no Brasil.
Denúncias Irina Bacci destacou que o Disque 100 recebe as denúncias e acompanha os encaminhamentos feitos junto aos órgãos responsáveis, para garantir providências efetivas. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, os números não refletem queda ou aumento da prática de violência e violação de direitos no país. Os números refletem o volume de denúncias registradas, sendo que cada uma pode se referir a mais de um tipo de violação. É o caso de muitas denúncias de violência contra idosos, que podem ser também portadores de algum tipo de deficiência. O número de denúncias de violação de direitos da pessoa idosa chamou a atenção: o Disque 100 fez 32,2 mil atendimentos desse tipo no ano passado. Os atendimentos referentes a pessoas com deficiência foram 9,6 mil e os relativos à população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), 1,9 mil. Denúncias sobre desigualdade racial chegaram a 1,06 mil e sobre violência contra a mulher, a 1,5 mil.
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Porém, segundo o Disque 100, não significa que houve redução na prática de violação de direitos humanos das crianças
Segundo a ouvidoria dos Direitos Humanos, em 2014 foram registrados 91,5 mil atendimentos, Já ano passado foram 80,4 mil auxílios
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DADOS Mais de 2,5 milhões de crianças podem se tornar refugiadas até o fim de 2016 em decorrência da guerra civil na Síria, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o órgão, para evitar que as crianças se arrisquem nas viagens, ainda é necessário arrecadar US$ 250 milhões.
Amamentação pode salvar a vida de 800 mil bebês Estudo aponta que leite materno faz bem para mães, bebês e para a economia. Ação também pode prevenir câncer
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amamentação prolongada pode salvar a vida de mais de 800 mil bebês anualmente e representa uma economia de bilhões de dólares para os sistemas de saúde de todo o mundo graças ao papel de proteção contra algumas doenças infantis - é o que diz uma série de estudos publicados na semana passada. “Apenas uma criança de cada cinco é a amamentada até os doze meses nos países ricos, enquanto apenas uma de cada três é exclusivamente amamentada nos seis primeiros meses de vida nos países de baixa renda e média”, informa a revista médica britânica “The Lancet”. Assim, são milhões de crianças que não beneficiam plenamente dos benefícios do leite materno, observam os pesquisadores. O leite materno cobre todas as necessidades nutricionais do bebê durante os primeiros seis meses de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses e a amamentação parcial até os dois anos. De acordo com a entidade, atualmente menos de 40% das crianças em todo o mundo se beneficiam do aleitamento. Além da função puramente alimentar, o aleitamento materno é conhecido há muito tempo por ter efeitos benéficos tanto para a saúde da criança e quanto da mãe. A amamentação a longo prazo “poderia salvar mais de 800 mil vidas de crianças a cada ano em todo o mundo, o equivalente a 13% de todas as mortes em crianças menores de dois anos”, explicam os autores, tomando como base uma série de estudos. Além disso, a amamentação poderia prevenir a cada ano a morte de 20 mil mães em decorrência de câncer de mama, afirmam. Contrariando uma “ideia falsamente e amplamente difundida”, os benefícios do aleitamento não dizem respeito apenas aos países mais pobres. “Nossos trabalhos demonstram claramente que o aleitamento salva vidas e permite economizar em todos os países, ricos e pobres”, escrevem os autores.
Segundo a OMS, no Brasil, a duração da amamentação aumentou de 2,5 meses nos anos de 1974-1975 para 14 meses em 2006-2007 através de polícia pró-ativa e serviços de saúde
Daí a necessidade, de acordo com eles, de resolver o problema a nível mundial. “Nos países ricos, a amamentação reduz em mais de um terço a morte súbita do lactente. Em países pobres ou de renda média, cerca de metade das epidemias de diarreia e um terço das infecções respiratórias poderiam ser evitadas graças ao aleitamento materno”, dizem os pesquisadores. A longo prazo a amamentação também ajuda a reduzir o
risco de obesidade e diabetes em crianças. Para as mães, reduziria o risco de câncer de mama e câncer de ovário. Os pesquisadores também calcularam que trazendo para 90% a taxa de aleitamento materno exclusivo até seis meses nos Estados Unidos, China e Brasil e 45% no Reino Unido, os custos de tratamento de doenças comuns da infância, tais como pneumonia, diarreia ou asma poderiam ser reduzidos. Graças ao aleitamento “uma
economia para o sistema de saúde de ao menos 2,45 bilhões de dólares aos Estados Unidos, de 29,5 milhões ao Reino Unido, de 223,6 milhões na China e 6 milhões no Brasil” seria viável. Nos países ricos, o Reino Unido, a Irlanda e a Dinamarca têm as mais baixas taxas de amamentação de doze meses do mundo (respectivamente abaixo de 1%, 2%, 3%). Amamentação e inteligência Com base em um estudo
anterior, publicado em março de 2015, que considerou que o aleitamento materno contribui para o aumento da inteligência, mais escolaridade e, assim, melhor resultado como adultos, os autores estimam que um baixo aleitamento materno representou uma perda de 302 bilhões de dólares (0,49 % do PIB global) em 2012. Os cientistas também criticam a publicidade agressiva favorável às fórmulas
de substituição que minam, de acordo com eles, os esforços das autoridades para promover o aleitamento materno. “A saturação dos mercados dos países ricos levou os fabricantes a entrar rapidamente nos mercados emergentes”, acrescentam. “As vendas globais de leite (de substituição) aumentaram no valor de dois bilhões de dólares em 1987 para cerca de 40 bilhões em 2014”, apontam.
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Favelas são fruto do descaso Dia a dia C4 e C5
Aos 102 anos, moradora de rua vive um recomeço FOTOS: ALTEMAR ALCÂNARA/SEMCOM
Dia, mês e ano eram informações desconhecidas para Catarina. Idosa não sabia informar nada sobre sua identidade Os cabelos brancos e a pele enrugada são marcas não apenas do tempo, mas de resistência
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e origem ainda desconhecida, Maria Catarina Xavier aguça a curiosidade de quem a vê e conhece. Os cabelos brancos e a pele enrugada são marcas não apenas do tempo, mas de quem acumula uma jornada de resistência. Apesar de ter esquecido boa parte de sua história e viver em um mundo só dela, o dia 11 de janeiro certamente ficará guardado na lembrança de Catarina. Esta foi a data na qual equipes de vários órgãos uniram forças para fazer o resgate dela após 26 anos morando nas ruas de Manaus. O último lugar que Catarina chamou de casa foi uma barraca de lona, perto de uma estação de energia elétrica, no bairro Cachoeirinha, na Zona Sul. O olhar despercebido de quem passava por perto muitas vezes não alcançava o que podia se encontrar ali. E não tinha muita coisa mesmo. Além de uma senhora com um colchonete velho e um saco plástico, que possivelmente era utilizado como travesseiro. Durante o resgate, ela não sabia informar nada sobre sua identidade. Dia, mês e ano eram informações desconhecidas para ela, que só repetia palavras desconexas em meio ao comportamento agitado. A ação foi acompanhada por um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou que, pelo seu estado físico, não seria necessária a internação
imediata da paciente. Um psiquiatra do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) também acompanhou o caso e examinou Catarina. O laudo mostrava que ela possuía atitudes alucinatórias, prejuízo de atenção, comprometimento da memória recente e tardia e estava sem condições de realizar o autocuidado e atividades simples da vida diária. A providência foi levá-la ao Serviço de Acolhimento Institucional (SAI) Amine Daou Lindoso, onde ela passou por triagem, recebendo também refeição e higienização. Con-
RESGATE O dia 11 de janeiro certamente ficará guardado na lembrança de Catarina. Esta foi a data na qual equipes de vários órgãos uniram forças para fazer o resgate dela após 26 anos morando nas ruas forme a direção da instituição, aquela noite foi tranquila. E Catarina, que há tempos não sabia o que era dormir em um lugar aconchegante, amanheceu de bom humor, deixando inclusive que uma cabeleireira do espaço cortasse seus cabelos. “Foi um momento de emoção para todos nós que estamos envolvidos nessa ação. A princípio ela estava meio desconfiada conosco. Não queria
muita proximidade. Mas então, começamos a conversar, dar carinho e aos poucos ela foi se soltando. Até que quando demos a sugestão de fazer um corte novo, ela perguntou: ‘Vai ficar bonito?’, automaticamente percebemos que ela estava à vontade. E de fato ficou muito bom”, contou Clicia Franco. Chefe de Divisão de Alta Complexidade do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE) da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), ela acompanhou a história de Catarina ao longo dos últimos anos. Após o tratamento, no mesmo dia, Catarina foi transferida e conheceu o seu lar atual, onde convive com outros idosos e profissionais capacitados para atender suas necessidades. Na sede da Fundação Doutor Thomas (FDT), na Zona Centro-Sul, sua rotina começa às 6h, com higiene pessoal, medicação e café da manhã. Inserindo-se no contexto da casa, aos poucos ela começa a experimentar as atividades do espaço: oficina de memória, fisioterapia, passeios, momentos musicais e lúdicos. Mas, existe um lugar que é o preferido de Catarina: a horta. Suas habilidades com a natureza se afloram quando ela ali chega. “Foi uma das primeiras coisas que identificamos que ela gostava de fazer e é perceptível a atenção especial que ela deu à horta”, disse a chefe de Divisão e Atenção ao Idoso, Michele Falcão, da FDT.
Três anos para Catarina deixar a rua Ao longo dos 26 anos que esteve nas ruas, Catarina foi ajudada com roupas e alimentação pelos moradores do entorno da subestação. Quem morava e crescia na redondeza vê Catarina como personagem inesquecível da infância. Longe de qualquer conto ou história, foi por meio de denúncias ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) que a equipe chegou até a idosa. Um trabalho que demorou 3 anos para ser concretizado. A demora para o resgate final mostra uma realidade que muitos desconhecem: a recusa da própria pessoa em sair do ambiente de rua. A gerente do Serviço Especializado em Abordagem Social da Semmasdh, Clícia Simone, explica que nas ações de resgate, “a partir do momento em que percebemos que o direito à vida estava sendo violado, tivemos que mudar de estratégia. Não tínhamos mais tempo a perder”.
Mais de um século de história Os primeiros dados colhidos em relação a Catarina indicavam que ela possuía, aproximadamente, 80 anos. Mas o Instituto de Identificação da Polícia Civil descobriu que, na verdade, a senhora de traços franzinos possui exatos 102 anos e nasceu no dia 26 de julho de 1913. Sobre seu passado, a comunidade do entorno da área onde ela vivia na rua contribuiu com algumas informações que há anos são comentadas pela vizinhança e que podem ajudar a desvendar sua história. “Há muitas histórias sobre a vida dela. Dizem que era uma ótima cozinheira, que trabalhou como
empregada doméstica em casas de famílias de renome da elite amazonense. Dizem que era vaidosa e tinha personalidade marcante, além de forte temperamento. Fala-se também que Catarina teve alguns relacionamentos amorosos com os quais se decepcionou tanto que mudou radicalmente de comportamento, chegando à depressão, o que a fez abandonar tudo e ir morar na rua”, disse Clícia. Atualmente, o trabalho de reconhecimento familiar de Catarina é feito junto à comarca de São Gabriel da Cachoeira (a 835 quilômetros de Manaus), lugar de origem da senhora.
O último lugar que Catarina chamou de casa foi uma barraca
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Ação leva mães para amamentar em parque CECÍLIA SIQUEIRA
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mamentar até o sexto mês de vida do bebê exclusivamente com leite materno é de fundamental importância tanto para a saúde da criança quanto para a mãe. Apesar das campanhas de incentivo ao ato, muitas mulheres se sentem constrangidas em dar de mamar em público e algumas chegam até a ser discriminadas se a criança for mais “crescidinha”. Pediatras afirmam que mesmo com outros alimentos introduzidos na dieta do bebê, o aleitamento materno deve se prolongar para além dos seis meses, pois as vitaminas, anticorpos e nutrientes presentes no leite continuam sendo importantes. Para incentivar o ato, 23 mães vão realizar neste domingo, às 17h, uma sessão de fotos amamentando os filhos já “grandinhos” no parque Jefferson Péres, na avenida 7 de Setembro, Centro. A educadora física e professora de yoga para gestantes, Rosemar Almeida, 29, mãe do pequeno Cassio, de 3 anos, resolveu criar o blog “Bebê Ativo” há mais de um ano para tratar sobre os assuntos relacionados à maternidade e trocas de ex-
periências com outras mulheres. “Procuro fazer alguns projetos dentro do blog e ano passado fiz com relatos de partos de mães de Manaus. Depois fiquei pensando qual seria o tema do próximo, quando me deparei com uma foto sobre amamentação, na qual a mãe está de joelhos e o filho de dois anos em pé, mamando”, conta Almeida, que buscou amigas, alunas e conhecidas para o ensaio fotográfico “Além dos seis meses”. Para a professora, o preconceito vem principalmente de dentro de casa, já que as gerações mais antigas alegam que não há motivos para a continuidade da amamentação. “Dizem que a mãe faz por apego ou que o filho está fazendo a mãe de chupeta. Na rua as pessoas olham feio e tem até gente cara de pau que pergunta se o bebê não está grande para dar de mamar ou ‘ele ainda mama?’”, observa. O pequeno Cássio, por exemplo, parou de mamar quando tinha 1,5 ano porque Rosemar teve que tomar remédios fortes. Segundo a professora, a volta ao trabalho após a licença maternidade também contribui para que a mãe deixe de “dar o peito”, assim como a falta de estímulo.
FRANCIELLE CAETANO/ ARQUIVO PMPA
Grupo participará de um ensaio fotográfico, neste domingo, que entre outras coisas pretende incentivar tal prática
Leite materno é essencial para o desenvolvimento da criança, que deve ser amamentada no minímo até os seis meses de vida
Pesquisa revela comportamento Estudo realizado entre os meses de abril e maio do ano passado, pelo Lansinoh Laboratórios revelou que 64% das mães e gestantes entrevistadas no país achavam natural amamentar em público, enquanto 16,2%, consideraram o ato constrangedor e
1,7%, algo errado. Conforme a pesquisa 47,5% das brasileiras ouvidas disseram já ter sofrido preconceito por amamentar em público, o que colocou o Brasil no topo do levantamento entre os países que mais censuram a mulher durante tal ato. A média global
é de apenas 18,1%. Também fizeram parte da pesquisa França, Alemanha, Colômbia, México, Turquia, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e China - lugar em que as mães são menos criticadas por alimentar seus bebês na frente de outras pessoas, com
9,7% das entrevistadas, mas também o país em que apenas 19% veem esse ato como algo natural e onde 38,3% das mulheres nunca deram de mamar aos seus filhos publicamente. O total de 13.348 mulheres com idade entre 18 e 45 anos, foi ouvida.
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CIRURGIAS
Novas técnicas ajudam o paciente Duas novas técnicas cirúrgicas desenvolvidas pelo Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, foram adotadas em 2015, pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), com o objetivo de acelerar a recuperação e dar mais qualidade de vida aos pacientes em atendimento na especialidade. Onze pessoas já foram submetidas aos procedimentos e estão 100% recuperadas. Segundo o diretor-presidente da FCecon, cirurgião oncológico Marco Ricci, a partir de agora, elas serão submetidas ao
acompanhamento de equipe multidisciplinar na instituição. O cirurgião de cabeça e pescoço da Fundação, Marco Antônio Rocha, explica que a primeira técnica, denominada ressecção transoral, permite a retirada de tumores em pacientes com câncer de amígdala pela parte interna à boca, evitando mutilação externa, como ocorre na cirurgia convencional. As principais vantagens, segundo ele, são: recuperação mais rápida com redução do tempo de internação em até 70%, menor comprometimen-
to da parte mastigativa e de indicação de quimioterapia e radioterapia. “Apesar de ser uma cirurgia mais complexa para o profissional médico, é bem menos invasiva ao paciente e com menor risco de sequelas”, explica. Quatro pacientes já foram submetidos ao procedimento e se recuperaram dentro do prazo previsto. De acordo com ele, este tipo de neoplasia atinge, geralmente, homens com idade entre 50 e 60 anos e tem como principais fatores de risco, o tabagismo associado ao alcoolismo.
Novos procedimentos cirúrgicos aceleram a recuperação do paciente e oferecem mais qualidade de vida
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FOTOS: IONE MORENO
As ‘mil facetas’
tucumã do
Rico em sabor e em combinações, o tucumã é utilizado em sua totalidade. Folhas, casca e caroço são usados na confecção de diversos produtos, especialmente artesanato ANDRÉ TOBIAS
E
le pode ser ingerido sozinho, mas os amazonenses preferem degustá-lo acompanhado no pãozinho de todas as manhãs ou na tapioca. Pelas bandas daqui ganhou fama por integrar o famoso e tradicional x-caboquinho – pão francês recheado com queijo coalho, ovo, banana frita e ele, o tucumã. O sabor varia, às vezes é amargo, doce ou até mesmo salgado, só se sabe depois de provar. “As formas de comer o tucumã são as mais diversas, porém, as mais comuns são como recheio do pão e acompanhando do queijo coalho. Para mim, a melhor maneira de comê-lo é como recheio da tapioca, o que eu chamo de trio perfeito, com tucumã, queijo coalho e castanha-do-brasil. Tem gente que prefere comer o fruto apenas com farinha e café, pois, segundo eles, é possível apreciar melhor o sabor”, declara o industriário Roger Müller, viciado assumido em tucumã. Com formato arredondado e parecido com uma grande bola de gude, o fruto é originário do Amazonas. Também é possível encontrá-lo no Pará, mas o gosto é diferente do tucumã baré, que, coberto por uma casca verde-amarelada, esconde os mais variados sabores em sua polpa de cor alaranjada. Retirada a polpa, resta um caroço preto, que é aproveitado por artesãos. “O tucumã é uma fonte excepcional de vitamina A. Sua polpa tem três vezes mais esse tipo de vitamina que a cenoura, por exemplo. A dose de vitamina A é tão alta que apenas um fruto satisfaz as necessidades diárias de adultos e crianças. Geralmente recomendamos o consumo para ajudar no tratamento da vista e queda de cabelo”, explica a nutricionista, Janice Petillo. Como a maioria dos frutos, o tucumã precisa ser descascado para que sua polpa seja degustada, no entanto, há quem não goste de perder tempo com este detalhe e coma o fruto com casca mesmo. Há ainda os que preferem a comodidade de comprar o fruto já despolpado. Em ambos os casos é importante fazer observações quanto as condições de higiene do local,
da pessoa que está vendendo e a aparência do fruto. “Na hora da compra do fruto in natura é importante observar se não está escurecido, batido ou com cortes aparentes que o próprio consumidor faz, a fim de verificar se há bastante polpa. No caso de quem faz o manuseio do alimento é preciso ter sempre mãos bem limpas, usar luvas
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de preferência, cabelos amarrados e protegidos por touca, sem adornos e nunca pegar em dinheiro”, orienta Petillo. Outras utilidades Além da polpa, o tucumã e as folhas do fruto também são utilizados na confecção de cosméticos, artesanato, redes e malhadeiras para pescar. Já a árvore do tucumanzeiro possui uma madeira resistente e é bastante aproveitada na marcenaria. Dinâmico, o caroço do tucumã é bastante utilizado no artesanato. Com ele podem ser confeccionados anéis, colares, pulseiras, presilhas de cabelo, utensílios domésticos, objetos de decoração e os mais variados produtos. Os subprodutos do tucumã podem ser encontrados em feiras e centros de artesanato pela cidade, e especialmente aos domingos, na Feira da Eduardo Ribeiro, na avenida Eduardo Ribeiro, Centro.
Lenda do tucumã Assim como a maioria dos frutos amazônicos, o tucumã também possui uma lenda que foi relatada no livro “O Selvagem”, do general José Vieira Couto de Magalhães, de 1935. A publicação de contos tupis trata do início da noite, que antes não existia, era dia o tempo todo. Segundo a publicação, a filha da cobra grande se casou com um moço. Contudo, para se deitar com seu companheiro, a jovem afirmava que só faria isso a noite. O seu cônjuge dissera que só havia dia. A moça, então, contara que seu pai tinha noite e, se caso quisesse deitar com ela, teria de mandar buscá-la na casa de seu genitor. O moço não titubeou. Chamou seus criados e os mandou a casa de seu sogro buscar um caroço de tucumã. Chegando na casa da cobra grande, ela vos entregou a encomenda bem fechada e ordenou que não abrissem. Na volta para casa, os empregados ouviam barulhos vindo de dentro daquela bolinha preta. No meio do rio, eles pararam a canoa, ascenderam fogo, derreteram o breu que fechava o coco de tucumã e o abriram. Tudo escureceu. A moça, em sua casa, percebeu que eles haviam soltado a noite e decidiu esperar a manhã. Então, todas as coisas espalhadas pelos bosques se transformaram em animais e pássaros e novos animais surgiram.
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Dia a dia
Segundo especialistas, falta de políticas públicas ajuda a marginalizar os moradores destas áreas MICHELLE FREITAS
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om 72.762 habitações em aglomerados subnormais, termo técnico para designar favela, Manaus tem 50 áreas classificadas nessa condição, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em dados de 2010. À época havia 295.910 habitantes nesses locais. O censo é realizado de 10 em 10 anos. Trata-se, de acordo com a professora e doutora em política social Elenise Faria Scherer, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), de uma cidade construída com desigualdade de classes. “Em se tratando de Manaus, desde a sua formação ela se constituiu desigual, basta olhar a literatura sobre a cidade desde a sua fundação, atravessando a chamada era da produção da borracha. Ela sempre foi espacialmente desigual”, observa. Essa desigualdade, que tem como efeito moradias precárias, sem saneamento básico e, sobretudo, sem agua potável, se formou em um processo histórico. “Isto significa dizer que estes bairros, formados por ocupações urbanas desordenadas e provenientes da migração rural–urbana, se constituíram sob o olhar omisso e completo descaso dos governantes locais em diferentes décadas, portanto, explica-se: são completamente desprovidos de políticas públicas”, afirma Scherer, que cita o bairro Cidade de Deus, na Zona Norte, considerado a 10ª favela no ranking nacional pelo número de moradores e completa falta de políticas públicas. Para ela, o favelismo não ocorre apenas na periferia da capital, mas aparece também às margens dos igarapés, em geral degradados e poluídos. “De acordo com Observatório da Metrópoles são, aproximadamente, 300 mil pessoas que vivem em condições sub-humanas em Manaus. Existe um déficit habitacional de quase 100 mil moradias na cidade, aliado à falta de planejamento urbano, o que demonstra a irresponsabilidade pública e anticidadã dos governantes locais”, critica. Elenise diz que, embora não sejam comunidades urbanas totalmente isoladas, porque existe um fluxo intrametropolitano e são usuárias do precário transporte urbano, “as famílias destas comunidades vivem de forma segregada espacial e socialmente, e criminalizadas e vitimizadas pela falta de tudo, ou seja, de políticas públicas”. A vida na cidade, mesmo que seja nas comunidades que os moradores denominaram
Sem infraestrutura, favelas sofrem com o descaso do poder público
o seu local de moradia, pode ter gerado, segundo Elenise, uma nova configuração identitária que se forja a partir de dinâmicas de enraizamento e pertencimento no âmbito do desamparo das políticas públicas e da classe a que pertencem. “Em geral, os espaços de moradia são estigmatizados por vários tipos de ilegalismos, tráfico de drogas, crime e violência. Lugares mal afamados, onde se vive confinado, onde se reaglutinam laços familiares e onde resistem e buscam várias estratégias de sobrevivência, vários tipos de trabalho”, comenta a professora. Impactos Para o engenheiro e ex-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Carlos Valente, as ocupações irregulares em áreas públicas e particulares comprometem um melhor desenvolvimento urbano, impactando diretamente no meio ambiente (poluição dos mananciais, desmatamento, entre outros), na mobilidade urbana e na infraestrutura (ener-
CONCEITO Segundo o IBGE, um aglomerado subnormal é um conjunto de no mínimo 51 unidades habitacionais, que podem ser barracos, casas ou outras moradias consideradas carentes, fruto de ocupação irregular gia, água, esgoto e drenagem). “Destaco que a ausência de uma política habitacional pública adequada a atender as faixas de renda de menor poder aquisitivo e as famílias carentes contribuiu significativamente com os passivos instalados pelas ocupações irregulares”, resalta. Valente comenta que os principais impactos ambientais causados pelas invasões são: poluição dos igarapés e do lençol freático, geração de lixo sem o devido tratamento, assoreamento dos cursos d’água que causam transbordamentos e alagações, redução da vegetação das áreas de preservação permanente (margens dos cursos d’água). “Programas como o Prosamim e o Prourbis-Manaus procuram reverter o impacto causado por estas ocupações. Entretanto, são ações reparadoras que podem ser evitadas com a definição e implantação de uma política habitacional adequada às necessidades da população tendo como princípios a produção de lotes urbanizados, combate a especu-
Fav são resultado do
e compromete lação e grilagem de terras e principalmente combate ao comércio irregular dos imóveis de interesse social”, destaca. O engenheiro diz que as ocupações desordenadas (invasões ou favelas) ocorrem e geram impacto mais intenso no convício social, na educação e na economia. Quando se precisa fazer intervenções para melhorar a infraestrutura urbana e o sistema viário, muitas vezes se verifica que estas ocupações apresentam obstáculos que exigem ações de alto custo para resolvê-los. “As favelas são constituídas de pessoas que, na maioria, precisam do apoio e da ação do poder público para resolver suas necessidades. Se o poder público apresentar e oferecer condições de moradias simples mais decentes e adequadas (água, luz, transporte, coleta de lixo, escola, segurança), o processo de favelização perde sua força e pressão e pode ser reduzida drasticamente”, analisa.
Ocupações irregulares causam impacto ambiental nas áreas ocupadas
Zona Leste lidera ranking
Cidade de Deus é a 10ª favela brasileira, de acordo com o IBGE
Conforme o disseminador do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, a Zona Leste de Manaus concentra 40% das favelas da capital. De acordo com ele, a pesquisa realizada pelo instituto em 2010 apontou que essa zona possui 16 áreas faveladas. Em segundo lugar fica a Zona Norte com outras 11 regiões. “As zonas Leste e Norte são as regiões de Manaus onde houve mais invasões e construções irregulares verificadas nos últimos anos. Pode haver outras regiões que surgiram depois deste período, mas elas farão parte apenas do
próximo censo”, explica. Itens Ainda segundo Nogueira, o IBGE levou em consideração as tipicidades destas populações para realizar a pesquisa. E analisou itens individuais como faixa etária, gênero e renda familiar, e itens coletivos, como número de escolas, postos de saúde estrutura urbana – ruas, becos, vielas, rede de esgoto, fornecimento de água, energia, entre outros. “No Brasil, as comunidades carentes divergem nas características. Em Manaus, elas estão à beira dos igarapés”, finalizou.
velas o descaso público
m urbanização
FOTOS: IONE MORENO
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Comunidades são precárias Quem mora nas favelas da cidade enfrenta a falta de saneamento e infraestrutura. A maioria desses locais em Manaus não possui ruas asfaltadas, regularização do abastecimento de água e luz, ou segurança pública. Moradora da Comunidade Parque São Pedro (antiga invasão da Carbrás), Zona Norte, a costureira Augusta da Silva, 53, conta que a comunidade nasceu de uma invasão e mesmo após muitos anos, ainda sofre com diversos problemas, como falta de policiamento, regularização da energia elétrica e ruas asfaltadas. “A gente sabe que era invasão, mas já passou tanto tempo, já estamos consolidados aqui e gostaríamos de ser vistos como uma comunidade normal. Ainda tem
gente que chama a gente de invasor e o poder público não ajuda a melhorar nossa infraestrutura”, declara. A universitária Wanessa Costa, 26, cresceu na comunidade João Paulo, também na Zona Norte. Ela conta que mesmo o local tendo recebido asfalto, implantação de escolas e unidades de saúde, o bairro, que surgiu de uma invasão, ainda precisa de melhorias. “Eu cresci nesse lugar, ouvindo as pessoas chamarem o local onde moro de invasão. Gostaria que o poder público olhasse mais para a gente, cuidasse da limpeza pública, da segurança e do saneamento. As pessoas deveriam mudar esse pensamento de que as pessoas que moram em bairros menos provido de infraestrutura são favelados”, comenta.
Moradias precárias são comuns nas áreas de invasão
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Restauração da Eduardo Ribeiro recebe vistoria O
sol causticante tem sido o companheiro das equipes de trabalho da Prefeitura de Manaus em parceria com o governo do Amazonas, que participam das obras de restauração dos trilhos da avenida Eduardo Ribeiro, Centro, nos últimos três meses. E na manhã da última quinta-feira (28) foi a vez dos técnicos da Secretaria de Estado de Cultura, liderada pelo chefe da pasta, Robério Braga, visitarem o local para avaliar a situação dos trilhos dos antigos bondes que por ali circulavam a partir de 1896. Dentre eles, o engenheiro elétrico especialista em bondes, trazido de São Paulo pela Secretaria de Cultura, Marcos Rogério Nascimento, da Companhia de Tráfego de Santos - SP (CET), que participou do processo de restauração dos bondes de Santos no ano de 1999. “Esse balizamento fornecido pelos técnicos da Secretaria de Cultura permite dar uma orientação qualificada de como tratar trilhos, paralelepípedos e outras raridades encontradas na área da Eduardo Ribeiro, que é um verdadeiro sítio arqueo-
lógico de valor inestimável”, declarou o governador do Amazonas, José Melo. Durante a análise, Marcos Rogério utilizou o perfil de uma roda de bonde, feito de madeira, para verificar o estado de nivelamento dos trilhos bem como o grau de desgaste que sofreram ao longo do tempo.
POSSIBILIDADE Uma das possibilidades avaliadas seria a retirada do trilho para restaurá-lo e nivelar o piso, para possibilitar o tráfego de veículos leves na região, situação que ainda está sob análise das equipes da obra Acompanhado da gerente do Ateliê de Restauro e do engenheiro da Secretaria de Cultura, Judeth Costa e Franklin Motta, o técnico em bondes fez orientações à arqueóloga da prefeitura, Margareth Cerqueira, de como proceder com o restauro e a conservação dos trilhos. “A partir de agora, todo o trabalho é manual, para não danificar os materiais encontrados”, afirma Cerqueira.
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Técnicos da Secretaria de Estado de Cultura visitaram o local para avaliar a situação dos trilhos dos antigos bondes “A ideia é mexer o mínimo possível para preservar a infraestrutura original, preservando, dessa forma, os aspectos arqueológicos e históricos”, avalia Robério Braga. Trilhos desgastados Os trilhos e Aparelhos de Mudança de Via (AMVs), que faziam a transição de trilhos, situados no trecho do cruzamento da avenida Eduardo Ribeiro com a rua 10 de Julho, apresentam um grande desgaste, provocado naturalmente pelas rodas dos bondes que por eles passavam, pois como o tipo de transporte é rígido, “sacolejava” e danificava as peças durante as manobras. Uma das possibilidades avaliadas seria a retirada do trilho para restaurá-lo e nivelar o piso, para possibilitar o tráfego de veículos leves na região, situação que ainda está sob análise das equipes da obra. Para Judeth Costa, do laboratório de Conservação e Restauro da Secretaria de Cultura, localizado no Palacete Provincial, na praça Heliodoro Balbi, essa avaliação amplia a parceria com a prefeitura, pois o laboratório já realiza a guarda institucional do material arqueológico.
Durante a análise, foi utilizado o perfil de uma roda de bonde para verificar o estado de nivelamento dos trilhos
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Industrialização do tucupi gera segurança alimentar A
té 2017, o Amazonas passará a contar com o tucupi de forma diferente. O produto será produzido dentro de todos os padrões estabelecidos pelos órgãos de fiscalização e controle de segurança alimentar e comercializado em uma embalagem de plástico, com rótulo com especificações técnicas. O desenvolvimento do produto é uma iniciativa da estudante de Tecnologia em Processos Químicos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifam), Suane Viana, que está realizando um projeto de pesquisa para envasar e rotular o tucupi dentro das normas que garantem a segurança alimentar para a iguaria amazônica. O projeto de pesquisa está sendo desenvolvido com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa Sinapse da Inovação em parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi). “Nós pretendemos sanar as deficiências do produto por meio de uma rotulagem ideal, atendendo às legislações vigentes e, também, com uma embalagem adequada para o tucupi”, informa Suane.
Segundo a estudante, o projeto irá enaltecer o tucupi, que faz parte da cultura regional, com a finalidade de aumentar a venda do produto e o nicho de mercado, fazendo com que a iguaria possa ser comercializada em supermercados locais e em estabeleci-
PRODUÇÃO Caldo típico da culinária amazônica, o tucupi é extraído da raiz da mandioca brava. Devido ao ácido cianídrico, presente na extração, o líquido é cozido por horas, pasra a extração do veneno mentos comerciais de outras regiões do país. Melhorias Para o permissionário do Mercado Adolpho Lisboa, localizado no Centro, Carlos Alves, que trabalha com a venda de tucupi, esse novo produto irá ajudar na comercialização do alimento, pois terá mais segurança na questão da embalagem que passará a conter, dentre outros, a
data de validade. “O tucupi é um produto perecível e se vier lacrado, com a data de validade indicada na embalagem, dará mais segurança para nossos clientes e para nós mesmos, pois saberemos a procedência do produto, saberemos que ele veio de um lugar seguro que obedece às normas, por exemplo, da vigilância sanitária, em relação ao controle de qualidade”, salienta Carlos. Já para o permissionário “Jorge do Tucupi”, que trabalha com a comercialização do produto desde 1980, o estudo pode resultar até em economia para os comerciantes e um aumento das vendas. “Atualmente, temos que comprar o produto e embalar em garrafas de dois litros. Se tivermos a oportunidade de já comprar o tucupi embalado e com rótulo, teremos menos despesas. Com um preço menor e já na embalagem com rótulo e segurança alimentar, podemos vender até mais”, observa Jorge do Tucupi. Desenvolvimento De acordo com Suane Viana, o projeto de pesquisa é dividido em três fases. A primeira foi o mapeamento de produtores de tucupi no
ERICO XAVIER/ AGÊNCIA FAPEAM
Iguaria amazônica é objeto de pesquisa, que pretende aumentar a comercialização do produto em outras regiões
Industrialização da iguaria, além de garantir higiene aos consumidores, vai potencializar as vendas
Amazonas, principalmente nos municípios do interior do Estado. Feito o mapeamento, iniciou-se a segunda fase que consistiu na confecção de um inventário dos potenciais fornecedores do produto. A terceira fase consiste na confecção de um manual de qualidade para nortear o processo produtivo seguindo as normas de segurança alimentar. A intenção é que o manual seja distribuído aos
fornecedores para que eles sigam o processo correto. “A partir da escolha dos produtores e fornecedores do tucupi, vamos colocar em protótipo a máquina prensa, desenvolvida ao longo do projeto que está em processo de patente. Vamos estimar a produção para saber qual o volume de fabricação do tucupi e se os fornecedores conseguem manter o ritmo de rendimento do
produto”, salienta. Além de garantir a segurança alimentar, a estudante informa que, com a implantação da máquina prensa ao processo produtivo do tucupi, os danos ambientais serão minimizados, visto que, se os resíduos da manipueira (líquido que sai da mandioca e de onde se extrai o tucupi) não forem despejados adequadamente, podem causar prejuízos à natureza.
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ROCK
‘Legião Urbana XXX anos’ no Studio 5
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plateia@emtempo.com.br
Hobby de colecionismo cresce em Manaus
STÊNIO URBANO
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os olhos comum, colecionar figurinhas, bonecos ou peças antigas parece brincadeira de criança, entretanto, visto de perto, é um hobby que faz muita gente gastar muito dinheiro em busca de saciar os desejos da infância. Alavancado pelo sucesso da indústria cinematográfica, o colecionismo tem ganhado espaço com peças conhecida como action figures e card games – que fazem referência ao mundo dos animes nipônicos e da literatura medieval. Em Manaus, o mercado do colecionismo começa a dar seus primeiros passos, influenciado pelos filmes de super-heróis da meninice, e que retornaram às telonas com força total nos 5 últimos anos. Um mundo paralelo se ergue e reúne gente de todas as idades pela internet, em sites de compra, redes sociais, e lugares nada comuns, como “calabouços” onde interessados em card games se reúnem para campeonato e jogos off-lines.
Na capital amazonense, há pelo menos 3 páginas em redes sociais que reúnem mais de 17 mil colecionadores em busca de negócios de gente grande. Para o administrador de uma delas no Facebook, a “Colecionadores de Miniaturas Manaus”, Anderson Sales, o mercado do colecionismo na cidade é bastante promissor, visto que os clientes, em sua maioria, são pessoas com poder aquisitivo de médio para alto. “As peças variam de R$ 100 até R$ 5 mil, portanto, não pode ser considerado ‘coisa de criança’. O mercado envolve ainda as lojas de decoração, pois de nada vale uma bela figura se não estiver exposta de acordo com o seu valor. Os valores praticados nas grandes lojas locais da cidade de brinquedos são ainda um obstáculo a serem superados por nós colecionadores”, comenta. Segundo Anderson, que também é um aficionado por action figures, muitos quiosques e bancas de revistas são alvo dos colecionadores por terem peças baratas e simples, “que de uma forma ou de
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Dificuldade para encontrar produtos do gênero em Manaus estimulou André França (à esquerda) e Leonardo Almeida a abrirem um quiosque especializado
DIEGO JANATÃ
Bonecos inspirados em personagens de cinema, quadrinhos e games estão entre os objetos de desejo de colecionadores
Bonecos do game Mario Bros. e de “Star Wars” compõem a coleção de Anderson Sales, que administra uma página na internet para colecionadores
outra saciam a vontade de ter o personagem na prateleira de casa”, afirma. “Do mesmo jeito que muitos gostam de um quadro ou obra de arte na sua sala, para o colecionador de miniaturas ver suas peças numa prateleira lhe dá prazer e sentimentos bons do passado”, observa Anderson. Filmes Surfando na onda dos colecionadores, algumas lojas têm se especializado e aberto as portas na capital. Uma delas, a Collect Action, inaugurou no Amazonas Shopping.
Os proprietários, Leonardo Almeida e André França, dizem que ideia de abrir o quiosque surgiu quando perceberam que o mercado estava crescendo no Brasil e havia a dificuldade de encontrar produtos do gênero para os colecionadores de Manaus. “O mercado está bom, existem vários grupos de colecionadores nas redes sociais. Aqui as pessoas procuram de tudo, desde action figures, bonecos para colecionadores, réplicas de carros originais, entre outros”, explica Leonardo. Segundo os empresários, as
peças de adoração mais cultuadas e procuradas pelos colecionadores geralmente estão ligadas aos filmes que têm alguma ligação com o universo das editoras Marvel ou DC, estrelados por personagens Os Vingadores, Capitão América, Thor, Hulk, Superman, e ainda a saga “Star Wars”. “Geralmente os colecionadores buscam personagens em que as pessoas se apegaram na infância, como Batman, Superman. Então ela quer ter uma lembrança daquilo e colocar na sua estante”,
reflete Leonardo Almeida. Conforme os proprietários, quando maior for o “boneco”, mais caro ele fica. “Quanto mais perto do tamanho real, mais cara a peça é. Não existe um teto específico, depende da raridade ou o quão bem trabalhada ela foi. Nós já tivemos uma estátua do Homem de Ferro da Iron Studios, uma fabricante brasileira, que chegou a custar R$ 2,9 mil e a vendemos rapidamente. A fabricante só fez 500 peças”, diz André. Continua na página D3
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Objeto de desejo
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
Em clima hawaiiano
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. A piscina do Tropical Hotel esteve fervilhando, no fim de semana, com a versão 2016 de seu famoso ´Baile do Hawaii´.
. Rufem os tambores fashion! Acaba de sair do forno a coleção-cápsula de Havaianas assinada por Charlotte Olympia, a sapateira britânica mais hypada do globo, filha da carioca Andrea Dellal. . Charlotte Olympia Loves, como foi batizada, é composta por três modelos de sandálias: Kitty – preta com as tiras douradas e o desenho da gatinha que deu fama à marca -, Leopardo, que homenageia o mascote da Charlotte Olympia, e Charlotte’s Web, com pins em formato de aranha. A linha ainda conta com uma toalha de praia ilustrada com pin-ups, bem no estilo Charlotte Olympia. . Vale a pena ter uma!
. A folia foi repaginada e recebeu modernização em seu formato e revival de ambientação e muita animação entre a turma que se jogou no primeiro agito da temporada pré- carnavalesca da cidade. Total alto astral!
2.
9.
7.
1. Ale Ribeiro e Carol 2. Charles e Juliana Garcia 3. Elaine e Porfirio Saldanha 4. Lidiane e Fabio Resende 5. Jonayra Silva e Levi Lima 6. Jorge Cabral e Caroline 7. Ligia e Tassia Santos 8. Tati e Carlos Junior 9. Juan Maciel e Cinthia
8.
Pista
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4.
. O All Night vai sacudir a nouvelle vague neste Carnaval . Promove folia na última noite da temporada do rei Momo, terça-feira, com Darlen Pimentel e a Banda Marrakesh e premiação para as três melhores fantasias da noite. . Ferveção garantida com gente bonita e jovem por todos os lados.
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Três décadas do álbum de estreia da Legião Urbana N
o começo do ano passado, Marcelo Bonfá e Dado Villa Lobos, remanescentes da Legião Urbana, receberam da gravadora EMI – hoje parte da Universal Music – a proposta de lançar uma edição especial do primeiro disco da banda (1985), também chamado de “Legião Urbana”. Surgia então o projeto “Legião Urbana – 30 anos”. Uma edição que, além de trazer o disco original remasterizado, traz um outro disco com algumas raridades cuidadosamente guardadas nos cofres da gravadora. Entre elas estão as três músicas que a banda gravou a convite da EMI no Rio de Janeiro, em 1983, ainda com o vocalista Renato Russo (1960-1996) tocando baixo e cantando. O lançamento do álbum está previsto para o final deste ano, no entanto, o projeto roda o Brasil com a turnê comemorativa. Eles se apresentam em Manaus no dia 26 de fevereiro, no palco do Studio 5 e a realização é da Fábrica de Eventos. A banda completou três décadas no ano de 2012 e teve suas atividades encerradas em 1996 com a morte do cantor e compositor Renato Russo. Desde outubro do ano passado, Bonfá e Dado, na guitarra e bateria, respectivamente, estão na estrada acompanhados por Lucas Vasconcellos (Letuce) na segunda guitarra, Mauro Berman (Cabeza de Panda e Marcelo D2) no baixo, Roberto Pollo (Cirque du Soleil) nos teclados e o ator e cantor André Frateschi com a difícil missão de “substituir” Renato Russo. O show é dividido em duas
André Frateschi (à esquerda) tem a difícil missão de substituir os vocais de Renato Russo
SERVIÇO
partes: na primeira, o disco na ordem original e, na segunda parte, os clássicos da banda. A direção musical é assinada por Liminha e o cenário é de Batman Zavareze. Retorno impossível O processo de mexer com as fitas, ver fotos, ler os textos e, principalmente, ouvir as primeiras versões das músicas exatamente como foram cria-
das, agiram como “combustível” para Dado e Bonfá colocar em prática o projeto da edição especial. Dessa vontade surgiu uma segunda ideia: chamar alguns amigos e montar um show para tocar o primeiro disco na íntegra. Mas, para evitar mal-entendidos, os integrantes do projeto deixam claro que não existe possibilidade de “volta” da Legião Urbana. Eles são categóricos
ao afirmar que “A Legião – como banda – acabou junto com a morte do Renato, em 1996. Renato Russo é único e insubstituível”. Com o sucesso no último trimestre de 2015, o projeto deve se estender por este ano porque, além de tocar nas principais capitais do país, existe a vontade de Dado e Bonfá de tocar em algumas cidades nas quais nunca chegaram com a
Legião. Como disse Marcelo Bonfá, “a Legião Urbana tem fãs espalhados por todo o Brasil. Depois dos shows, era comum eu ficar por ali para conhecer melhor a região. Mas aí os espaços foram ficando pequenos para a gente tocar, mesmo nas capitais. Nesta turnê adoraríamos tocar nas capitais, mas também em cidades onde nunca chegamos com a banda.”
PISTA – 1° lote R$ 60 (meia-entrada). Vendas nas centrais da Fábrica nos shoppings Amazonas e Sumaúma. Vendas on-line em até 6X no cartão de crédito CAMAROTE – R$ 200 (meia entrada) por pessoa, 3x no cartão de crédito. Vendas nas centrais da Fábrica nos shoppings Amazonas e Sumaúma. FRONT STAGE – 1° lote R$ 120 (meia entrada). Acesso diferenciado, bares e banheiros exclusivos. Vendas nas centrais da Fábrica nos shoppings Amazonas e Sumaúma. Vendas on line em até 6X no cartão de crédito INFORMAÇÕES: (92) 3303-0100 / www.fabricaingressos.com
CONTINUAÇÃO DA D1
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
Point para card games e jogos off-line
Colecionadores de card games costumam buscar cartas consideradas raras, dificilmente encontradas no país STÊNIO URBANO
O empresário André Caminha está à frente da loja Calabouço, que dispõe de um ambiente para 60 jogadores
Aberta há quase três anos na avenida Ferreira Pena, Centro, a Calabouço é um espaço para quem busca o universo dos jogos off-line. Com um ambiente para pelo menos 60 jogadores, a loja, que já foi dedicada a segmentos do mundo nerd e colecionadores de peças raras, se especializou em card games. “Inicialmente, a Calabouço vendia vários produtos como bonecos, canecas personalizadas, camisas, mas agora se especializou no mundo
dos jogos de cartas, fora do mundo eletrônico, que são jogos de cartas e tabuleiro. A loja tem uma sociedade em que os nerds de plantão jogam torneios de cartas e podem consumir comidas, bebidas e se distrair em um ambiente alusivo ao mundo das cartas”, conta o proprietário André Caminha. Segundo ele, os colecionadores buscam cartas consideradas raras que chegam a custar entre US$ 200 e US$ 300 e até US$ 1 mil, que são dificilmente encontradas no
país. Os jogos off-line mais procurados na Calabouço são o “Magic”, voltado para o público adulto, e o “Yu-Gi-Oh!”, mais jogado entre um público jovem. “Quem joga o ‘Magic’, geralmente, não são pessoas jovens; são advogados, médicos, engenheiros. Geralmente são pessoas que precisam de dinheiro. Para ter esse hobby ativo você tem que repor as cartas. A média mínima deve ser de 18 anos e exige muito cuidado como segurança na condução das cartas”, afirma o empresário.
FERNANDO SCHLAEPFER
Show comemorativo com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá chega a Manaus no dia 26 de fevereiro, no Studio 5
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Roteiros religiosos saindo de manaus Manazinhas o “must” do momento são as viagens religiosas conduzidas por padres que são nossos guias espirituais. Nas missas eles nos transmitem a palavra de Deus com maestria e conhecer os caminhos sagrados acompanhadas de quem sabe a história, não tem preço! O nosso “lado” sagrado quer e precisa se identificar com a trajetória de Jesus “in loco”. O primeiro roteiro é com o padre Mauro Cleto e é uma visita aos Santuários Marianos da Europa. Com saída em Maio direto para a Paris lá vão conhecer a basílica de Sacre Couer em Monmartre, a Catedral de Notre Dame a igreja da Nossa Senhora da
Medalha Milagrosa (Nossa Senhora das Graças) onde o padre vai celebrar uma missa.
Com saída para o Vale do Loire vão parar em Chambord, espetacular edifício que foi supostamente desenhado por Leonardo da Vince no século XVI e que impressiona. Partida para os Pirineus Atlânticos e chegada em Lurdes cidade visitada por milhares de peregrinos diariamente depois da aparição da Virgem Maria para a pastorinha Bernadete. Vão conhecer também a Gruta da Imaculada Conceição. Partem para Barcelona e vão conhecer a famosa catedral da Sagrada Família e outras obras. Em Lisboa vão ao Santuário de Fátima onde será celebrada a última missa do roteiro. Tudo
isso é recheado de dias livres para fazer turismo. O segundo roteiro é com o padre Ronaldo Mendonça Missionário Redentorista e Pe. Inácio Raposo, Reitor do Santuário N. S. Aparecida e é uma peregrinação a Terra Santa, Itália e Portugal indo ao encontro do ícone do amor mãe do Perpétuo Socorro. A saída é em Junho e vão a Tel Aviv e Jaffa. Continuando Cesaréia para visitar o teatro Romano, a cidade do Cruzado e do aqueduto. Continua a Haifa para ver o Santuário Bahai, jardins Persas e o Mosteiro carmelita. Vão a Basílica da Anunciação, carpintaria de São José e a fonte da Virgem. Em outro dia visita a casa de São Pedro e a antiga sinagoga. Segue a
Tabgha para ver a basílica do Milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Vão até o local do Sermão da Montanha
e vão no rio Jordão, local tradicional do batismo de Jesus. Mar Morto, excursão ao Monte Tabor e visita a Basílica da Transfiguração e outros lugares. Jerusalém , Monte das Oliveiras , a Capela da Ascensão, Igreja de Nosso Pai, Jardim das Oliveiras, Basílica da Agonia, a Gruta da Traição e o Túmulo da Virgem. O roteiro é extenso e viaja para Roma e outras cidades sempre conhecendo lugares sagrados. Tenho certeza que os cristãos que podem fazer uma viagem dessas nunca mais se esqueceram e a sensação é que se aproximam mais de Deus que é : A PALAVRA, A VERDADE e a FÉ!
PERSONAGEM
Juliano Cazarré se destaca em ‘A Regra do Jogo’ quanto ainda estava na faculdade. E sinto que tenho algumas questões a resolver até hoje. Ser ator, por exemplo, não é nada fácil. Exige muita energia, muita atenção e, dependendo do trabalho, há um custo emocional também”, complementa. Batalhador Nesta nova fase, Merlô deve abandonar muitos dos seus vícios de celebridade do funk. Sai de cena a ostentação e entra uma vida mais simples e batalhadora. Em breve, ele dará adeus a uma de suas marcas registradas: ficar sem camisa exibindo o corpo sarado – o que já rendeu muitos elogios à boa forma física do ator. “Vejo alguns comentários nas redes sociais. É sempre bom receber elogio, mas eu fico muito mais vaidoso e feliz quando elogiam o meu trabalho, e não o meu corpo”, afirma ele. “Meu estilo de vida não mudou por ter de aparecer sem camisa na televisão. Continuo praticando esportes e tentando ter uma alimentação saudável, como sempre fiz. Hoje, digo que estou tranquilo com meu corpo.” Esse pacote de mudanças na vida de Merlô inclui deixar de ser um galinha e ter uma relação estável com uma só mulher. Até então, o funkeiro se dividia entre as dançarinas Ninfa (Roberta Rodrigues) e Alisson (Letícia Lima), mas é a manicure Janete (Suzana Pires) a grande responsável por arrebatar o coração do
cantor. Após quase desistir de namorá-lo por causa de suas atitudes infantis, nos próximos capítulos ela dará um chega para lá definitivo no antigo Merlô. “Ela o colocará contra a parede, dizendo que ele precisa agir como homem para estar ao lado dela. E isso dará resultado”, fala Suzana. Disposto a se casar com Janete, Merlô levará a amada para morar na Macaca e, influenciado por ela, decidirá pagar aluguel para viver no morro. Adisabeba, claro, não vai gostar nada disso. “Ela vai cair no choro, fazer manha para impedir o casamento do filho, mas Merlô vai se mostrar firme em sua decisão. Ele vai provar que está mais seguro de si e que também está tranquilo com a decisão que tomou em relação à fama. Tanto que nem o sucesso do Nenenzinho o incomoda”, fala Cazarré. Então, o “sujeito homem”, como ele refere a si mesmo nesta nova fase, vai, finalmente, arranjar um emprego. Apoiado por Janete, ele virará entregador de pizza e passará a andar pela comunidade só com roupas sociais, de preferência fechadas até o pescoço. Isso mesmo! Merlô deixará de ser um descamisado e chamará a atenção pelo visual mais comportado. Homem dos sonhos Para a figurinista de “A Regra do Jogo” (Globo), Marie Salles, o novo visual do funkeiro representa o homem dos sonhos de Jane-
DIVULGAÇÃO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Aos poucos, o funkeiro Merlô (Juliano Cazarré) tem se convencido de que precisa ser um novo homem, em “A Regra do Jogo” (Globo). Também, pudera: nos últimos tempos, ele abandonou a carreira de MC, viu Nenenzinho (Allan Souza Lima) ocupar seu lugar como estrela do morro da Macaca, saiu da casa da mãe, Adisabeba (Susana Vieira), e ainda descobriu que Feliciano (Marcos Caruso) é seu pai. Tudo isso provocou uma grande reviravolta na vida do personagem. “Acho que ele está tentando se redescobrir sem a grande influência que a mãe tinha sobre ele. Neste momento, o Merlô está querendo se conhecer melhor”, fala Cazarré. “Merlô e a mãe se amam muito, mas acho que ele está revendo alguns desses valores que aprendeu; está amadurecendo, ainda que tarde, e precisa de espaço.” Segundo o ator, foi a superproteção da mãe que fez com que o cantor ainda agisse como um adolescente. Ele ainda afirma que a trama tem muito a ensinar ao telespectador. “Superproteção sempre é prejudicial. É claro que os pais precisam cuidar de seus filhos, mas chega um momento da vida em que eles precisam confiar na educação que deram e entregá-los ao mundo”, fala ele, que diz também ter passado por um momento de crise, como seu personagem. “Tive dúvidas sérias en-
Em nova fase, Merlô, vivido por Cazarré no folhetim global, trocará a ostentação por uma vida simples
te. “Ele está em uma fase de amadurecimento. Além de representar este novo momento, a camisa e a calça social fazem dele uma
pessoa respeitável, como Janete faz questão de dizer.” Mesmo vestido, Merlô vai atrair os olhares das mulheres. A aspirante a atriz
Mel (Fernanda Souza) e as dançarinas Ninfa e Alisson vão praticamente implorar para que ele volte a mostrar seu rebolado nos palcos.
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Canal 1 Bate – Rebate
Chamadas no ar HBO já disparou chamadas da terceira temporada da série “O Negócio”. Estreia confirmada para 24 de abril, com o ator João Côrtes entre as novidades do elenco. Ele também está cotado para fazer uma novela da Globo, escrita por Walther Negrão. Adeus, ruivinho João Côrtes, como o próprio informa, após três anos de uma campanha muito bem feita, não é mais garoto propaganda de uma operadora. Aposentou o “ruivinho”. “Mas não se preocupem (ou preocupem-se): Vocês ainda vão me ver bastante por aí! 2016 reserva grandes novidades!”, anunciou o ator em rede social. Tudo certo Durante evento promovido pela Record terça-feira em São Paulo, sua direção confirmou informação da coluna sobre a presença de Roberto Justus na apresentação do reality “Power Couple”. “Ele não assinou contrato ainda, mas vai fazer”, contou Walter Zagari. O próprio Justus, na mesma ocasião, também confirmou que conduzirá a nova atração. “Fazenda” A escalação de Justus no
MÁRIO ADOLFO
GLOBO/JOÃO MIGUEL JÚNIOR
TV Tudo
Faz assim A diretora Amora Mautner ensaia com o casal César/ Rodrigo (Carmo Dalla Vecchia) e Gisela (Larissa Bracher) uma cena de “A Regra do Jogo” que será exibida nos próximos dias. Um jantar bastante indigesto. Amora orienta os atores a darem o tom certo. A novela terá seu último capítulo exibido em 11 de março. “Power Couple”, por conta disso e mais uma vez batendo com o que aqui foi colocado, deve mesmo cancelar a exibição de “A Fazenda” nesta temporada 2016. É o que diz a Record; portanto, mais um programa da nossa televisão com ano sabático. A ideia é voltar a apresentar o reality em 2017. Nomes cogitados Na Record, alguns casais já estão sendo cotados para integrar o elenco do reality “Power Couple”. O programa poderá contar com a presença dos cantores Jairzinho e Maurício Manieri – devidamente acompanhados de suas esposas.
Cinema Afastada há algum tempo do circuito, após “Lula, o Filho do Brasil”, Lucélia Santos voltará ao cinema, vivendo mais uma personagem de Nelson Rodrigues. Ela que já fez “Engraçadinha”, “Bonitinha, mas Ordinária”, “Álbum de Família”, “Meu Destino é Pecar” e “A Falecida”, vai protagonizar “A Serpente”, ao lado de Matheus Nachtergaele. Papel Em “Haja Coração”, Ellen Rocche fará o papel que foi de Irene Ravache no original de “Sassaricando”, Leonora Lammar. É a substituta de “Totalmente Demais” na faixa das 19h da Globo.
• Aquela febre do “pau de selfie”, tudo indica, perdeu um pouco a força nos meios sociais e na TV. • ...Nossos apresentadores já não postam mais tantos vídeos assim, utilizando o equipamento, para promover programas e telejornais... • ...Porém, na contramão de tudo, nota-se que o chamado “look do dia” disparou de uma maneira absurda. • ...Muitas vezes, para “divulgar” os acertos de apresentadores e celebridades com grifes de roupas, esmaltes, bolsas... • ...Ou em outras, por pura vaidade mesmo. • Neste domingo, o “Pânico” volta a ser apresentado ao vivo na Band... • ...E já apostando nos trabalhos de Lucas Salles e Fábio Rabin. • Larissa Maciel tem convites para o teatro, mas a ordem é priorizar o trabalho na teledramaturgia da Record.
plateia@emtempo.com.br Flávio Ricco
SBT esquece novo horário de novelas
Colaboração: José Carlos Nery
Enquanto a Globo continua tocando forte todos os seus horários de novelas, e a Record, agora apostando no processo de terceirização, o SBT, por sua vez, prefere deixar tudo como está. De acordo com o pessoal de lá, Silvio Santos não tem a menor pretensão de abrir um novo horário para a teledramaturgia, uma vez que o quadro não empolga. Ele entende que os investimentos devem continuar apenas em uma faixa inédita, hoje ocupada por “Cúmplices de Um Resgate”.
C’est fini A cidade cenográfica de “Velho Chico”, próxima novela das 21h da Globo, está praticamente pronta, no Projac, Rio de Janeiro. Um espaço em formato de arena e com mais de 70 prédios, a maioria com interior. A cidade de “VC” também está sendo erguida com material (azulejos, fios...) utilizado em outras produções, como a série “Dois Irmãos”, ainda não exibida. Carvalho pretende reaproveitar tudo o que for possível. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz plateia@emtempo.com.br
Cultura pra quê, disse o procurador
GILMAL
ELVIS
Esta foi a pergunta que o procurador Ruy Marcelo, do Ministério Público de Contas do Amazonas, deve ter se perguntado várias vezes. Afinal, cultura pra quê? Por que apoiar o desfile das escolas de samba de Manaus com tantos problemas no hospital Adriano Jorge, pergunta o procurador. Pela audácia da peça apresentada, temos a impressão de que o conceito de cultura passou a ser objeto de estudo do Procurador, pois para se chegar a conclusões tão estapafúrdias quanto ilógicas acerca da importância da cultura, o “pesquisador” deve ter passado a limpo e tirado suas conclusões (insípidas e intoleráveis) sobre as teorias de Mannheim, Teixeira Coelho, Walter Benjamin e Zygmunt Bauman, apenas para citar alguns. Minimizar a cultura obliterando sua importância em relação à saúde e educação é tão acintoso quanto frágil. E o pior é que “exemplos” como esses têm se espalhado pelo Brasil: em 2015, a cidade de Passo Fundo reverteu o montante a ser investido em carnaval para a instalação de 400 condicionadores de ar em escolas da rede pública. Em Leopoldina, este ano, o prefeito anunciou a transferência de verba para a finalização de uma UBS. E por aí vai. A justificativa do corte é a crise econômica como se o problema da saúde e educação no país fosse falta de verba. O orçamento para educação e saúde no Brasil é duas ou três vezes maior que o de muitos países desenvolvidos e outros em desenvolvimento. Não, nosso problema não é falta de recursos, Procurador. É a corrupção. É a falta de caráter de alguns de nossos líderes. É a falta de honestidade, de espírito público, de inteligência, de perspicácia política visando o bem comum e não a seus próprios interesses. Poucos são os bons exemplos. O prefeito de Manaus, Arthur Neto, em sua página no Facebook, há alguns meses, demonstrou afeto e dever cumprido ao expor novamente as duas estátuas do artista Geraldo Carvalho, ambas expostas na Praça da Saudade, antes da última reforma. Houve algumas publicações contrárias de alguns internautas criticando a postura do prefeito afirmando
que tal ato era desnecessário, afinal, com tantos outros problemas “mais importantes” por que se preocupar com esculturas? Pois eis a resposta do prefeito: “Cultura também é nossa prioridade”. A declaração é perfeita. Cultura, assim como qualquer outra área, também é um aspecto da necessidade humana. O que faz um administrador público? Cria as condições necessárias para que as pessoas possam satisfazer as suas próprias necessidades, coordena a operacionalização destas condições, detecta quais são estas necessidades e assim por diante. Logo, o buraco da rua não é mais prioritário que o buraco da alma, que é a ausência de “poesia” no cotidiano de muitas pessoas. Poesia aqui está sendo empregada em seu sentido filosófico, ou seja, é o atributo de criação do espírito humano, a fantasia de um mundo que nos permite o sonho e o devaneio, o extravasamento de tensões por meio do contato corporal, uma visão de mundo. O carnaval é uma tradição antiquíssima, milenar, que conta a história da própria humanidade. As escolas de samba de Manaus remontam a década de 1940. No documentário “14 de Janeiro: terra, samba e santo” da amazonense Cristiane Garcia vemos alguns dos sambas históricos serem entoados por negros de origem ou remanescentes dos quilombos do Maranhão. Sambas produzidos aqui, em Manaus, cujas tertúlias eram cantadas em escolas de samba que desfilavam como blocos na Eduardo Ribeiro; pela lendária Escola Mixta, origem da escola de samba mais antiga em atividade em Manaus, a Vitória Régia. Portanto, Procurador, cultura é prioridade, sempre foi. Os gregos valorizavam e muito o contato dos seus cidadãos com o teatro, por exemplo, inclusive pagando para que os próprios assistissem a espetáculos que tratavam das idiossincrasias e da identidade helênica. Não existe a máxima tacanha de pôr a saúde e a educação como mais importantes que a cultura. Tudo é importante. Tudo é necessário. Sempre. O problema são os outros. Neste caso, é cultural.
Márcio Braz ator, diretor e cientista social
O orçamento para educação e saúde no Brasil é duas ou três vezes maior que o de muitos países desenvolvidos e outros em desenvolvimento. Não, nosso problema não é falta de recursos, Procurador. É a corrupção. É a falta de caráter de alguns de nossos líderes”
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DIVULGAÇÃO
Programação de TV SBT 4H JORNAL DA SEMANA SBT
6H40 SANTA MISSA
5H BRASIL CAMINHONEIRO
7H41 AMAZÔNIA RURAL
5H30 TURISMO & AVENTURA 6H15 ACELERADOS
8H11 PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES NEGÓCIOS 8H44 GLOBO RURAL
7H CHAVES
9H38 AUTO ESPORTE
9H15 PEQUENOS CAMPEÕES
10H09 ESPORTE ESPETACULAR
10H MUNDO DISNEY
13H09 THE VOICE KIDS
11H DOMINGO LEGAL
15H FUTEBOL 2016: CAMPEONATO CARIOCA ¶ VASCO DA GAMA X MADUREIRA
13H ELIANA 17H RODA A RODA JEQUITI
17H TEMPERATURA MÁXIMA. FILME: O ESPETACULAR HOMEM´ARANHA
17H45 SORTEIO DA TELESENA
19H10 DOMINGÃO DO FAUSTÃO
18H PROGRAMA SILVIO SANTOS
21H10 FANTÁSTICO
22H CONEXÃO REPÓRTER
23H25 BIG BROTHER BRASIL
23H SÉRIE: ARQUEIRO
0H13 DOMINGO MAIOR. FILME: ESQUADRÃO
0H15 SÉRIE: O MENTALISTA 1H CRIMES GRAVES
“Crimes graves” (SBT) traz Mary McDonnell no papel da capitã Sharon Raydor
BAND
GLOBO
CLASSE A 1H53 FLASH BIG BROTHER 1H59 SESSÃO DE GALA. FILME: GUERRA AO
2H15 BIG BANG
TERROR
2H45 IGREJA UNIVERSAL
4H14 PROVA DO CRIME
Cinema
4H DRAGON BALL Z KAI 6H SANTA MISSA NO SEU LAR 7H DRAGON BALL Z KAI 8H30 QUAL É O DESAFIO? 9H45 VERDADE E VIDA 10H PÉ NA ESTRADA 10H30 PAGUE MENOS SEMPRE BEM 11H OS SIMPSONS ¶ MARATONA 12H30 BAND ESPORTE CLUBE 14H GOL: O GRANDE MOMENTO DO FUTEBOL 14H30 FUTEBOL 2016 ¶ AO VIVO ¶ CAMPEONATO PAULISTA ¶ CO´ RINTHIANS X XV DE NOVEMBRO DE PIRACICABA 17H50 SABE OU NÃO SABE 18H50 SÓ RISOS 19H50 SÓ RISOS ¶ EXTRA 21H20 PÂNICO NA BAND 0H15 CANAL LIVRE 1H15 WENDELL & VINNIE 1H45 EI ARNOLD! 2H05 IGREJA UNIVERSAL
5H30 IGREJA INT. DA GRAÇA 9H TV KIDS 9H30 PROGRAMA AD & D ³RE´ PRISEµ 10H IGREJA INT. DA GRAÇA 11H FIQUE LIGADO 12H EN CIRCUITO 13H30 MEU AMBIENTE TV 14H TE PEGUEI 14H30 SENSACIONAL 16H PROGRAMA VIAGEM CUL´ TURAL 16H30 CHEGA MAIS 18H ENCRENCA 20H30 TE PEGUEI NA TV 21H45 MEGA SENHA ¶ REPRISE 22H45 OPERAÇÃO DE RISCO ¶ REPRISE 23H30 LUTA TRIBAL 0H30 BOLA NA REDE 1H30 IGREJA INT. DA GRAÇA
Cruzadinhas
ESTREIAS FOTOS: DIVULGAÇÃO
Caçadores de Emoção – Além do Limite: ALE. 14 anos. Um jovem agente do FBI, Johnny Utah (Luke Bracey) se infiltra em um habilidoso time de atletas aventureiros, liderados pelo carismático Bodhi (Edgar Ramizez). Os atletas são os principais suspeitos em uma onda de crimes extremamente incomuns. Disfarçado, e com a vida em perigo iminente, Utah se esforça para provar que eles são os arquitetos dessa sequência de crimes inconcebíveis. O filme é repleto de manobras de esportes radicais jamais vistas no cinema. As cenas de ação e aventura são realizadas por atletas de elite, que representam o melhor do mundo nas categorias de surf de ondas gigantes, wingsuit, snowboard, escalada livre em rochas e motociclismo de alta velocidade. Kinoplex 5 – 18h55, 21h25 (3D/dub/diariamente); Playarte 10 – 20h50 (leg/diariamente), 13h30, 16h, 18h25 (3D/dub/diariamente).
Os Dez Manadamentos – O Filme: BRA. 12 anos. Com sua coragem ele desafiou um rei, mas foi com sua fé em Deus que ele salvou seu povo. As pragas do Egito, a jornada para a Terra Prometida e toda a emoção do maior fenômeno dos últimos anos com cenas inéditas e um final exclusivo para o cinema. Kinoplex 1 – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (diariamente), Kinoplex 3 – 13h30, 16h, 18h30, 21h (diariamente); Playarte 1- 11h30, 14h, 16h30, 19h, 21h30 (diariamente), Playarte 5 – 10h40, 13h10, 15h40, 18h10, 20h40 (diariamente), Playarte 6 – 10h15, 12h45, 15h15, 17h45, 20h15 (diariamente).
CONTINUAÇÃO Joy – O Nome do Sucesso: EUA. 10 anos. Playarte 2 – 20h30 (dub/diariamente).
4 – 15h30 (dub/diariamente); Playarte 4 – 12h20, 14h30, 16h40, 18h50, 21h (dub/diariamente).
Reza a Lenda: BRA. 14 anos. Kinoplex 4 – 21h50 (diariamente); Playarte 8 – 15h05, 19h20 (diariamente).
Creed – Nascido Para Lutar: 12 anos. EUA. Playarte 2 – 17h45, 12h10 (dub/diariamente).
Pai Em Dose Dupla: EUA. 12 anos. Kinoplex 4 – 13h25, 17h30 (dub/diariamente); Playarte 9 – 13h15, 15h20, 19h40, 21h50 (dub/diariamente). A Quinta Onda: EUA. 14 anos. Kinoplex 2 – 14h05, 16h25, 188h50, 21h15 (dub/diariamente); Playarte 7 – 14h55, 17h, 19h10, 12h50, 21h15 (dub/diariamente). Snoopy e Charlie Brown: Livre. EUA. Kinoplex
O Bom Dinossauro: EUA. Livre. Kinoplex 5 – 14h25, 16h40 (dub/diariamente); Playarte 3 – 13h20, 15h40, 18h, 20h20 (dub/diariamente). Até Que a Sorte Nos Separe 3 - A Falência Final: BRA. 10 anos. Kinoplex 4 – 19h35 (diariamente); Playarte 8 – 12h50, 17h05, 21h20 (diariamente). Star Wars – O Despertar da Força: EUA. 12 anos. Playarte 2 – 14h55 (dub/diariamente).
Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4 Controle sua mente, não deixe que sonhos e fantasias tomem conta de você, é preciso viver a realidade. O que você almeja você alcança. Vida profissional em evolução mostre dedicação e será bem recompensado. No amor, aproveite para conhecer novas pessoas, saia e se divirta! TOURO - 20/4 a 20/5 Descobertas importantes a respeito da família e das relações familiares se descortinam. Mesmo que não seja agradável o momento tende a ser passageiro. Não fuja das suas responsabilidades profissionais, o momento é de alerta. No romance busque ser feliz, evite as guerras de palavras. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Um novo amor pode surgir de forma espontânea e não tem por que se sentir culpado
(a). De ênfase aos seus planos profissionais, invista em conhecimento. Não exagere nos cuidados com o que não faz parte de você. Vida financeira em equilíbrio. Acenda incenso! CÂNCER - 22/6 a 22/7 Hoje o dia é de um novo recomeço, pense assim ao acordar e atraia as boas energias para sua vida, agradeça a oportunidade de aprender. Explores suas habilidades e criatividade, exponha seus sentimentos em formas ou palavras. No romance, não poupe o romantismo! LEÃO - 23/7 a 22/8 Procure entender os sentimentos das pessoas e não julgue seu modo de viver. Aceitar o outro é aceitar você próprio. Não exagere os seus problemas, para tudo há solução. No amor é possível que novos desafios se apresentem, avalie os seus sentimentos.
VIRGEM - 23/8 a 22/9 Espiritualmente você deve buscar por mais conhecimento, não se limite! A casa merece uma atenção especial, faça uma limpeza com produtos energéticos. Cuidado com fofocas e bisbilhotice na vida a dois. Mantenha sua mente em harmonia e busque nas orações o caminho. LIBRA - 23/9 a 22/10 Moralmente, você se sente responsável por muitas coisas que na verdade não lhe diz respeito. O pensamento positivo pode fazer a diferença. Na vida espiritual, é tempo de buscar por novos valores. A vida financeira, precisa de atenção, guarde os cartões de crédito. No amor, deixe-se levar pela mão de quem te quer! ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 A intuição em alta facilita as escolhas. Novo
caminho profissional se abre a sua frente. È forte o desejo de mudanças na vida pessoal, cuidado com os excessos. Saúde deve ser mais bem avaliada, a bebida e o fumo deve ser banido ou ao menos controlado. No amor o coração bate mais forte! SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Errar suas avaliações e escolhas pessoas pode acontecer, mas se ouvir atentamente sua intuição e observar os sinais, dificilmente isso ocorrerá. Não crie situações que seja difícil administrar. No amor avalie as reais condições de conquistas. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Os anseios por uma vida melhor são justos e devem ser buscado, cuidado para não atropelar ninguém no caminho. A vida profissional passa por questionamentos. Confie seus segredos com cuidado, pode-
rá se machucar. No amor, não esconda seus sentimentos. A sedução pode nos desviar do caminho da felicidade! AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Momento de confusão mental e emocional. Mas tudo tem começo e fim e só se manter firme e confiante, busque a espiritualidade. Vida profissional pede renovação e aprendizado. Vida família em equilíbrio não seja você a distorcer o que acontece. No amor se de novas oportunidades. PEIXES - 19/2 a 20/3 Os astros retomam o movimento direto trazendo novos alentos para tudo em sua vida. Mas principalmente a rotina produtiva está sob bons ventos e boas dinâmicas, aproveite o momento. Finanças em alta. No amor, conquiste seu espaço.
Plateia D7
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
Guto Oliveira
Se o juiz Moro quiser me ouvir, tenho coisas a falar e a acrescentar. Errei muito feio, não sei nem se tem justificativa o que fiz.”
gutomosaico@hotmail.com Para quem gosta de dicas de moda, as blogueiras Bruna Castro e Babi Balbec, do Super Chic, vão estar semanalmente apresentando, nas redes sociais, as novidades e tendências das lojas do Manaus Plaza Shopping.
Nerd, que vem movimentando a cena na cidade desde 2015, e contará com uma programação que todo entusiasta da cultura pop e geek adora. Fliperama, mesas de RPG, board e card games e concurso para a melhor fantasia temática. A música será comandada pela DJ Darth Veiga e a dupla Altered Bits, que prometem os maiores sucessos do universo nerd.
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A decoradora e ícone fashion Iris Apfel participa de uma nova empreitada no mundo da moda: ela lançou uma linha de joias tecnológicas em parceria com a empresa WiseWear! São 3 modelos de pulseiras que se conectam aos smartphones e avisam o usuário sobre notificações recebidas, registram informações sobre sua saúde, passos dados no dia, calorias perdidas, nível de hidratação etc. Como um smartwatch, só que bem mais precioso e fashion!
*** Quase sempre limitados a ficarem em casa com seus filmes, quadrinhos e vídeo games, os Nerds e Geeks
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária que será aplicada para o próximo mês continua sendo a vermelha, mas em um patamar mais baixo do que o cobrado anteriormente. Em fevereiro, os consumidores de energia elétrica vão pagar um adicional R$ 3 para cada R$ 100 quilowatts-hora consumidos, em vez dos R$ 4,50 pagos atualmente. Abuso!
Oscar Farmacêutico A presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Amazonas (CRF-AM), Dra. Ednilza Guedes recebeu na última quinta-feira (dia 28), em Brasília a Comenda do Mérito Farmacêutico, considerada a maior honraria concedia no setor farmacêutico brasileiro. Constituída por uma medalha e diploma, a comenda foi criada em 1998 por meio de uma Resolução do CFF para homenagear pessoas que colaboram para o engrandecimento da profissão. Os homenageados são indicados por conselheiros federais cujos nomes passam por aprovação no Plenário do CFF. A festa de premiação reuniu profissionais de todo Brasil. Na foto, Presidente do CRF-AM,Dra. Ednilza Guedes recebendo o prêmio. de Manaus nunca tiveram uma opção de festa que os motivassem a curtir o Carnaval. Em 2016
isso será diferente: no dia 06 de fevereiro, sábado, acontecerá o CarnaNERD - O Despertar da Folia
CIDADE DA CRIANÇA
na área da piscina da Dungeons & Burgers. O evento é realizado pela equipe do blog Mapingua
Presidente do CRF-AM,Dra. Ednilza Guedes e Dr. Leandro Moura, integrante da Comissão de Ensino do CRF-AM
TEATRO
Parque em clima de Carnaval
Grupo encena versão de ‘Frozen’
No dia 7 de fevereiro, o Parque Cidade da Criança, no bairro Aleixo, realizará a 4ª edição do Bailinho Infantil com o tema “Carnaval das Estrelas”. Durante a festa haverá concurso de fantasias, onde pais e filhos concorrerão trajando fantasias iguais. O bailinho começa às 17h. Além do concurso, haverá o desfile do “Bloco das Estrelas” com os recreadores do parque, fanfarra tocando marchinhas de carnaval e baile. Podem participar do concurso de fantasia crianças
A Cia. Magia das Fadas comanda hoje, no teatro do Espaço Kids do shopping Manaus ViaNorte, uma encenação de “Frozen”, animação da Disney, com uma roupagem amazônica. A produção será apresentada, com entrada franca, a partir das 18h. O ViaNorte fica na avenida Arquiteto José Henrique Bento Rodrigues, 3.760, Nova Cidade.
de um a 12 anos acompanhadas do pai ou da mãe. Para concorrer, os responsáveis precisam fazer a inscrição, que é gratuita, entre os dias 4 e 6 de fevereiro, das 8h às 12h e das 13h às 17h (durante a semana). No sábado, a inscrição poderá ser realizada das 15h às 18h.
Fim de férias A partir do dia 2 de fevereiro, com o fim das férias escolares, o Parque Cidade da Criança volta ao seu funcionamento normal: de terça à sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, e aos sábados e domingos, das 10h às 20h. O Parque Cidade da Criança está localizado na avenida André Araújo, s/nº, com entrada pela rua Castro Alves, Aleixo, e é administrado pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult). DIVULGAÇÃO
Regulamento O regulamento completo está disponível pelo portal da Manauscult http://www. manauscult.manaus.am. gov.br. As fantasias devem remeter a personagens do cinema e devem ser iguais
para pais e filhos.
Ao som de marchinhas, o Bailinho Infantil “Carnaval das Estrelas” terá concurso de fantasias
Narração Além do “Especial Frozen com a Rainha Elsa e a Princesa Anna de Arendele”, a produção também é formada pela narração de histórias e lendas do Amazonas, no “Especial Nuvem de Algodão”. As crianças poderão participar de oficinas de pinturas faciais e de recreação, atividades coordenadas pela equipe da Cia. Magia das Fadas. A programação encerra às 20h, no segundo piso do centro de compras. As atividades são dedicadas ao público infantil de todas as idades, acompanhadas dos pais ou responsáveis.
Animação da Disney inspira produção da Cia. Magia das Fadas
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*** Pra quem quer pular o carnaval de forma descontraída, a “Banda das Estouradas” vem aí! hoje, homens e mulheres estão ‘intimados’ a inverterem os papeis e cair na folia. Com entrada no valor de R$ 20, e iniciando ás 19h, mais de seis atrações vão animar os foliões por mais de sete horas seguidas. São elas: Lucelia Sousa & Forró do Mestre, Meu Xodó, Bagaceiros do Forró, Xote com Pimenta, Cuka Fresca e Feras do Forró. O evento, que é realizado desde 2012, esse ano ganha um novo endereço: a casa Forró de Nós, localizada na Av. do Turismo, no Tarumã.
Empresário Fernando Moura Hourneaux, investigado na operação Lava Jato
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016
Mais de R$ 2 bi gastos em ingressos de cinema
LIVRO
Ministério Público pede o recolhimento de ‘Minha Luta’
De acordo com relatório divulgado pela Ancine, o crescimento do número de espectadores e receita são os maiores registrados nos últimos cinco anos DIVULGAÇÃO
S
ÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Cerca de 173 milhões de pessoas foram ao cinema no Brasil no ano passado, um aumento de 11,1% em relação a 2014, segundo relatório divulgado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). Como reflexo do aumento de público, a renda gerada em bilheteria para o setor alcançou os R$ 2,35 bilhões – um incremento de 20,1% na comparação com o resultado anterior. O informe anual, com dados de distribuição, exibição e produção de obras cinematográficas nacionais e estrangeiras, aponta que as taxas de crescimento do número de espectadores e receita são os maiores registrados nos últimos cinco anos. De acordo com a Ancine, a participação do público de filmes brasileiros passou de 12,2% em 2014 para 13% em 2015 – foram 22,5 milhões de espectadores no ano passado. O filme mais visto do ano no país foi “Vingadores: A Era de Ultron”, que levou 10,1 milhões de pessoas ao cinema e gerou uma receita de R$ 146 milhões. Os dados são referentes às 53 semanas cinematográficas do ano, definidas pela agência como o período entre
O filme “Vingadores: A Era de Ultron” foi o mais visto no Brasil em 2015 e gerou receita de R$ 146 milhões
1º de janeiro de 2015 e 6 de janeiro de 2016. O novo relatório considera uma semana a mais do que os anos anteriores – o órgão diz que o crescimento do setor continuaria o maior do últimos anos se consideradas 52 semanas. Mais cinema nacional Ainda segundo o informe,
o ano registrou aumento de produções nacionais que chegaram aos cinemas. Foram 128 longas-metragens em 2015, ante 114 em 2014. No ranking das 20 maiores bilheterias, três são filmes nacionais, responsáveis por 43% do público de obras nacionais e por 6% do público total: “Loucas pra casar” (10º),
“Vai que cola” (12º) e “Meu passado me condena 2” (20º). Também houve crescimento do número de salas de exibição no país. Em 2015, foram inaugurados ou reabertos 304 espaços. O ano fechou com mais de 3 mil telas de cinema em funcionamento, marca que não era atingida desde 1977.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPE) emitiu um despacho na última sextafeira (29) em que pede que a Justiça recolha os exemplares do livro “Minha Luta”, manifesto nazista de Hitler, da Livraria Saraiva da rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro. A informação foi antecipada na tarde do mesmo dia pelo jornal “Extra” e confirmada pela reportagem. Uma busca no site da rede de livrarias, porém, mostra que a Saraiva não tem exemplares físicos da obra – mas apenas uma edição digital portuguesa, da Leya, intitulada “Mein Kampf – A Minha Luta”. Assinado pelo promotor Alexandre Themístocles Vasconcelos, da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, o despacho pede também a proibição da venda do livro nas livrarias Travessa e Argumento, ambas no Rio de Janeiro. O promotor pede ainda que os exemplares sejam recolhidos também nas sedes das editoras Centauro e Geração Editorial. Esta planeja para breve uma edição com notas de “Minha Luta”, mas ela está prevista para março. Segundo a editora, os exemplares sequer foram impressos. O pedido do MPE foi motivado por uma notícia-crime dos advogados Ary Bergher,
BOICOTE O manifesto nazista está em domínio público desde o dia 1º de janeiro e sua publicação deu início a um grande debate ético. Escritores do país já lançaram um boicote às edições brasileiras do livro Raphael Mattos e João Bernardo Kappen. O trio adquiriu um exemplar do ebook no site da Saraiva e fez uma denúncia ao Ministério Público, dizendo que a obra dissemina o racismo. Desde o dia 1º de janeiro, o manifesto nazista está em domínio público, o que iniciou um grande debate ético sobre sua publicação. Na quinta-feira (28), escritores brasileiros já haviam lançado um boicote às edições brasileiras da obra. DIVULGAÇÃO
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Manifesto foi denunciado ao MPE por disseminar o racismo