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EM TEMPO - 30 de dezembro de 2012

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O governador Omar Aziz chega ao final do ano de 2012 festejando os altos índices de aceitação de seu governo que chegam aos 71% de aprovação de acordo com levantamento do Instituto UP (Unidade de Pesquisa). Em entrevista ao EM TEMPO, Omar faz uma análise do que foi o ano de 2012 para o governo, avalia ganhos e perdas políticas, fala sobre as obras da Copa e diz como está vencendo a batalha contra a criminalidade. Política A9 a A12

O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

IONE MORENO

DIEGO JANATÃ

ANO XXV – N.º 7.870 – MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

Arthur chega ao poder com mais experiência Prefeito eleito de Manaus afirma, em entrevista, que se sente mais preparado em administrar a Manaus do século 21

JULGAMENTO

VIDAL PESSOAS

Transferência de 24 detentos após rebelião

do que há 20 anos, quando foi eleito pela primeira vez para governar a capital. Com a Palavra A7

ABANDONO

Mensalão, a vitória da Justiça

Vida e morte da rodoviária de Manaus

Supremo Tribunal Federal (STF) demorou 7 anos para iniciar o julgamento do mensalão, mas no final condenou 25 réus. Política A8

Local que recebe mais de 330 mil viajantes por ano se encontra abandonado e sem estrutura para atender população. Dia a dia C8

Nesta edição veja o balanço de 2012

Última Hora A2 Arthur se diz mais preparado para administrar Manaus do que há 20 anos

BOA FORMA

Para receber o ano novo com saúde Especialistas recomendam repensar a saúde após os excessos alimentares do fim do ano. Saúde e bem-estar F1

IONE MORENO

D O M I N G O CULTURA

J.R.R TOLKIEN

A arte sob o olhar de Inês Daou

‘O Senhor dos Anéis’ e a linguística

Nova secretária de Cultura e Turismo de Arthur Neto assume e promete valorizar o artista local. Plateia D3

Escritor prova que sua arte vai além da obra de sucesso e tem maior arcabouço linguístico. Ilustríssima G4 e G5

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 33

MÍN.:

25

MÁRIO OLIVEIRA

‘MEU GOVERNO NÃO TEM REJEIÇÃO’


A2

Opinião/Última Hora

Vidal Pessoa tem novo princípio de rebelião

Contexto 3090-1017/8115-1149

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

marioadolfo@emtempo.com.br

Tumulto aconteceu ontem de manhã, por volta das 6h30, gerando a transferência de 24 detentos e três hospitalizados DIEGO JANATÃ

Familiares estavam aflitos do lado de fora sem saber o que estava acontecendo dentro da cadeia VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

Quando o Carnaval chegar O governador Omar Aziz não confirma, mas, é bem provável que volte a mexer na equipe de governo nos primeiros dias do ano. Ao ser provocado por um jornalista do EM TEMPO se ia trocar nomes no secretariado, limitou-se a responder: ― Em festa de fim de ano, não se fala em notícia ruim! Azeitando Poucas horas antes de assumir a Prefeitura de Manaus, o prefeito Arthur Virgílio resolveu azeitar ainda mais a máquina de governo. Realizou na manhã de sábado uma reunião com todo o secretariado. Não morra na praia Vai ser muito difícil para os policiais que vão trabalhar no Réveillon da Ponta Negra manter a segurança. Imagine só a organização do evento avisando para mais de 50 mil malucos: “Divirtam-se só deste lado do anfiteatro, evitem a água. Obrigado, gente!” Perigo Até um determinado momento, pode ser que a coisa funcione. Mas depois que o “combustível da emoção” (leia-se cerveja, caipirinhas e outros birinaites) subir à cabeça, dificilmente os mergulhos serão evitados”. Buraco da morte A missão dos policiais é manter o povo afastado do “buraco da morte”, onde já morreram 13 pessoas. Mas como conter uma massa empolgada com a festa, sob o efeito do álcool, evitar a água?

Flores no rio E como o pessoal do candoblé e outros ritos afros vai fazer suas oferendas na Ponta Negra, na noite do Réveillon? De acordo com a prefeitura, o local destinado para oferendas e rituais será a Prainha, faixa de areia por trás das barracas de coco, que fica na direção da avenida do Turismo.

Toalha jamais Nos corredores da Câmara o comentário era geral: — O presidente (Isaac Tayah) ainda não jogou a toalha. Está fazendo de tudo para agradar e angariar adesões, a fim de conseguir apoio para retornar à presidência da CMM. O povo aumenta, mas não inventa.

Sassaricando No apagar das luzes do final das atividades da Câmara Municipal de Manaus (CMM) o passa-passa dos novos vereadores era intenso na última sexta-feira. Circularam por lá a vereadora eleita professora Terezinha Ruiz (DEM) – devidamente acompanhada por assessores –; Sildomar Abtibol (PRP), que distribuía simpatia ao cumprimentar funcionários da casa legislativa; e Vilma Queiroz (PTC), em traje esportivo, como se acabasse de sair da academia.

‘Papo pro ar’ Falando em praia (e que praia!), a presidente Dilma vai passar o Revéillon na Base Naval de Aratu, próximo a Salvador. Decidiu, mais uma vez, curtir as festas de final de ano na praia de Inema.

Troca-troca Enquanto isso, trabalhadores suavam a camisa para fazer a troca de mobília nos gabinetes dos novos vereadores. O que se via eram caminhões e caminhões descarregando armários, cadeiras e mesas.

Está valendo E por falar na presidente Dilma, ela sancionou a lei que institui o Vale-Cultura. Com o vale de R$ 50 mensais o trabalhador poderá acessar serviços e produtos culturais nas áreas de artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura, humanidades e informação, música e patrimônio cultural. Perguntar não ofende Agora responda depressa: Entre assistir a uma peça e comprar o frango do jantar, o trabalhador vai preferir o quê?

APLAUSOS

VAIAS

Seguranças da praia

Críticos de plantão

Para os policiais que vão trabalhar na noite do Réveillon, tentando salvar vidas na praia da Ponta Negra.

Para os vorazes críticos de plantão que já estão vaiando os secretários de Arthur, quando a equipe ainda nem começou a trabalhar.

E

m dia de visita, uma briga envolvendo dois grupos rivais do raio A da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, localizada no centro de Manaus, resultou na transferência de 24 detentos, sendo que três foram encaminhados ao Hospital Pronto-Socorro 28 de Agosto, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, com ferimentos - um em estado grave mas sem risco de morte. O tumulto também ocasionou uma revista entre os presos, onde foram encontrados, entre outros itens, quatro telefones celulares, um martelo e três facas artesanais. O tumulto iniciou entre 6h30 e 7h de ontem, conforme aponta a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejus). Às 8h, o Batalhão de Choque da Polícia Militar entrou no presídio para controlar a confusão, finalizada por volta das 10h. Dos 24 presos transferidos, 12 foram para o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e outros 12 para a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), com escolta de viaturas da própria Sejus e da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam). Até o fechamento

desta edição, não se sabe se os três presos removidos para o hospital retornarão à Vidal Pessoa ou se também serão deslocados para outras unidades prisionais. Não se sabe ao certo o motivo da briga. Informações extraoficiais apontam algumas hipóteses, como a de que foi descoberto que um grupo de detentos estava planejando uma fuga para este fim de

FUGA

O tumulto aconteceu num dia de visita familiar. Extraoficialmente, fala-se que um grupo planejava uma fuga, mas foi delatado por um dos presos, o que gerou brigas e ferimentos lá dentro semana, mas foram delatados por outro preso, que teria sofrido graves agressões e teve que ser levado ao hospital com urgência, tanto que saiu da cadeia pública em uma maca do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os nomes não foram divulgados. A revista realizada posteriormente encontrou entre os presos do raio A quatro aparelhos celulares, dois chips de operadoras móveis, três carregadores, um

fone de ouvido, um martelo, uma corda e três estoques (facas artesanais). Críticas A confusão aconteceu em dia de visita e a cena do lado de fora da Vidal Pessoa se resumia a familiares preocupados, esperando quaisquer informações da diretoria do presídio. Com a Bíblia Sagrada em mãos, a indígena Bete Mura aguardava angustiada notícias sobre seu filho, preso há 1 ano e três meses. “Queremos respostas do que está acontecendo aqui, porque não nos dizem nada. Vim para visitar meu filho, assim como outras famílias que estão aqui até com crianças, e está essa confusão”, afirmou, entre lágrimas. “Queremos respeito, não só com os presos, mas com as famílias também”, acrescentou. Já a vendedora Carla Gomes, 26, criticou a atuação dos agentes penitenciários e da própria Polícia Militar, que na ocasião não divulgava nenhuma informação do que estava acontecendo do lado de dentro da cadeia. “Para entrarmos é a maior humilhação, até maçãs mandam a gente jogar fora. Não somos bichos, somos familiares preocupados. Eles (os policiais) não se responsabilizam por nada lá dentro”, disse.

FALTA DE COLETA

Acúmulo de lixo gera revolta Mesmo que a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), tenha avisado a população em nota oficial divulgada em seu site na internet de que haveria mudanças no horário de coleta de lixo durante os feriados de Natal e Ano Novo, moradores de diversas zonas da cidade, principalmente a Sul e Centro-Sul, reclamam do atraso do serviço além do que foi estipulado. A Semulsp informou que nos dias 24 e 31 deste mês os carros coletores iriam passar mais cedo, trabalhando em horário reduzido com turnos de apenas cinco horas de duração, e que nos dias 25 e 1º de janeiro não haveria coleta. Mas Luís Almeida, presidente do Conselho de Moradores do bairro Santa Luzia, na Zona Sul, informou que desde a última quartafeira, os carros coletores não passavam pelo local. O EM TEMPO tentou contato com a Semulsp, sem sucesso.

DIEGO JANATÃ

Em diversas áreas da cidade, o lixo ficou acumulado nas ruas

População reclama do descaso “O serviço sempre funcionou normalmente, mas já estávamos há três dias sem coleta de lixo e os resíduos iam se acumulando na rua. E isso não é só em uma rua não, aconteceu em todo o bairro praticamente, e isso torna a situação muito complicada”, reclamou o líder comunitário.

Antes de completar quatro dias de espera, todo o lixo do local foi recolhido na madrugada de ontem, tranquilizando os moradores da região. “Já estávamos preocupados porque começou a aparecer muito rato e nós sabemos das doenças que esses animais transmitem”, critiocu Luís.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

A3

Fala leitor

Editorial

falaleitor@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

2012 - Ano da farsa ou uma epopeia da Justiça? O Partido dos Trabalhadores já teve a imprensa em melhor conta, mais precisamente quando Luiz Inácio Lula da Silva, o metalúrgico, tentava ser apenas Lula, o presidente desta terra descoberta por Cabral. Os próprios donos de jornal desconfiavam, quando não tinham a plena certeza, de que seus jornalistas eram todos petistas (não havia lulismo nessa Era de Ouro do petismo). A lua de mel terminou. Quem mudou, o jornalismo ou o petismo? O PT não tem dúvida: o jornalismo traiu as bandeiras dos trabalhadores. O divórcio se deu já no primeiro governo de Lula. Ali se criou a perspectiva de que a imprensa gosta de ser e estar na oposição. É o que pensam as melhores cabeças petistas que viraram lulistas (ou pelo menos enquanto exerciam esse amargo trabalho que é pensar). A imprensa, hoje, aqui e agora, é “um poder controlado pelas velhas oligarquias”, como o entende o ex-ministro da Casa Civil de Lula, José Dirceu. Não só a imprensa: o Judiciário também. Condenado a 10 anos e 10 meses no julgamento do mensalão, Dirceu decretou no site do jornal “O Globo” que o Supremo Tribunal Federal (STF) trilhou “o caminho do julgamento eminentemente político”. Para ele, o objetivo dessa “farsa jurídica” era “atingir o projeto de desenvolvimento do país iniciado com a chegada do companheiro Lula à Presidência da República”. O ministro presidente do STF e relator do processo, Joaquim Barbosa, foi um “herói forjado, não pelas massas e movimentos sociais”. José Dirceu descobriu um sentimento (ou um exercício) antidemocrático na imprensa, que teria compelido os ministros da Suprema Corte a cometer “toda a sorte de inovações jurídicas”. Incrível. A mesma massa que elegeu duas vezes Lula presidente da República aponta, hoje, aqui e agora, Joaquim Barbosa como um eventual candidato seu à Presidência da República e já o trata com intimidade à brasileira de “Joaquinzão”. E quanto à imprensa, ocorreu de não confundir conivência com solidariedade, em relação a um partido que prometera mudar a postura política no país e decidiu cometer os mesmos delitos que os outros faziam, “para o bem de todos e felicidade geral da nação”. Feliz Ano Novo, Dirceu e PT: sempre haverá espaço na imprensa para que se fale mal da imprensa. O ano de 2012 foi, sim, o ano da Justiça.

A polícia comunitária não é uma ideia nova (foi formulada em 1829 por sir Robert Peel, na Inglaterra). Desde os anos 80 vem se desenvolvendo fortemente nos EUA. Até hoje não existe consenso na criminologia sobre o modelo ideal de polícia comunitária, que apresenta uma estratégia e uma filosofia organizativa diferentes, porque envolve

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a comunidade e seus problemas, não somente criminais, senão, sobretudo, sociais, educacionais, sanitários etc. O Jardim Ângela, em São Paulo, tem cerca de 50 mil habitantes e, em 1999, contava com 55 mortes por mês, sendo considerado um dos lugares mais perigosos do mundo. Agora tem 4 mortes, pasmem, por

ano! A quem se deve essa revolução? À iniciativa da polícia e da comunidade, destacando-se o trabalho de dois policiais, Adolfo Lóra e Milton Vieira da Silva, que afirmam: “Devemos combater a violência com inteligência e educação”. Como se constrói uma comunidade sadia? Com “harmonia e amor”. Um encontro musical no bairro,

por exemplo, reuniu mais de 300 cantores e bandas. Sempre que criticamos a “solução” repressiva monocórdia do Estado nos perguntam: e qual é a solução? Agora já temos uma resposta na ponta da língua: Jardim Ângela, polícia comunitária! Luiz Flávio Gomes

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Olho da Rua

Umberto Eco

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opiniao@emtempo.com.br JOEL ROSA

Lavar louça todo dia é uma agonia, lá do outro lado do rio, para onde Manaus está se mudando à procura do Eldorado. O rio ficou só um reguinho, que deve ser aproveitado com muita parcimônia, pois ainda tem a roupa para lavar todo dia. Que agonia!

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Doutor, dói quando leio isso Para aliviar minha dor de artrite, um doutor me aconselhou que começasse a tomar certo medicamento cujo nome, para evitar cansativas disputas legais, melhor não mencionar aqui. Porém, lhe darei um nome imaginário: Mortac. Antes de tomar o Mortac, fiz o que qualquer pessoa razoável faria e li a bula: a mesma que dá conselhos tão prudentes como o de evitar tomar o medicamento caso pensemos tomálo com uma garrafa de vodka; caso tenhamos que dirigir um reboque por mil quilômetros nesse mesmo dia; ou se tivermos hanseníase; ou estivermos grávidos de trigêmeos. A bula adverte também que alguns pacientes poderiam sofrer reações alérgicas ao Mortac, como inchaço no rosto, nos lábios e na garganta. Menciona náuseas e sonolência (especialmente em pessoas idosas), quedas acidentais, vista nublada ou perda da visão, danos na coluna vertebral, parada cardíaca ou renal e problemas para urinar. Alguns pacientes, agrega, tiveram pensamentos de suicídio ou automutilação e, se fosse o nosso caso, recomenda – suponho que quando o paciente está tentando saltar pela janela – que consultemos um profissional da saúde. (Apesar de que, nesse caso, creio que me comunicaria com o Departamento de Bombeiros). Além disso, claro, o Mortac supõe os riscos comuns de constipação, paralisia intestinal, convulsões e, caso seja tomado combinado com outros medicamentos, pode-se ter parada respiratória e coma. Isso tudo sem mencionar a proibição absoluta de conduzir um automóvel, operar maquinaria pesada ou de participar em atividades que possam ser perigosas; digamos, trabalhar em uma prensa hidráulica, tentando conservar o equilíbrio em uma viga do piso 50 de um arranha-céu. Mais de uma em cada mil pessoas

experimentarão uma queda no nível de açúcar no sangue, percepção alterada de si mesma, depressão, mudanças de humor, dificuldade para encontrar as palavras, perda de memória, alucinações, sonhos desagradáveis, ataques de pânico, apatia, sensação de “estranheza”, incapacidade de alcançar um orgasmo, ejaculação atrasada, problemas conceituais, entorpecimento, movimentos anômalos dos olhos, diminuição dos reflexos, pele sensível, perda do sentido do paladar, sensação de ardor, tremores ao mover-se, redução do estado de alerta, desmaios, maior sensibilidade ao ruído, secura nos olhos, lacrimejamento, arritmia cardíaca, baixa pressão arterial, alta pressão arterial, perturbações vasomotrizes, dificuldade para respirar, ressecamento do nariz, inchaço abdominal, aumento na produção de saliva, refluxo gástrico, perda da sensibilidade ao redor da boca, sudorese, arrepios, contrações musculares, câimbras, dor nas articulações, dor nas costas, dor nas extremidades, incontinência, dor ao urinar, debilidade, quedas, sede, opressão no peito ou mudanças nas funções hepáticas. Não há porque preocupar-se, claro: existe apenas uma possibilidade entre mil de experimentar esses efeitos secundários. (Quanto ao que acontece a essa pessoa entre dez mil – ou cem mil –, prefiro nem pensar! Não é possível ter tanta má sorte). Uma vez que a bula me capacitou tão a fundo, evitei tomar sequer uma só dose de Mortac. Estava seguro que, de imediato, estaria aflito com dor nos joelhos. Pensei em jogar as pílulas no lixo; porém, temi que isso pudesse causar uma mutação genética de proporções épicas nos ratos. Fechei o vidro em uma caixa de metal e o enterrei em um parque, a um metro sob a terra. E desde então, devo dizer, minha dor de artrite basicamente desapareceu!

Umberto Eco Escritor italiano

Antes de tomar o Mortac, fiz o que qualquer pessoa razoável faria e li a bula: a mesma que dá conselhos tão prudentes como o de evitar tomar o medicamento caso pensemos tomá-lo com uma garrafa de vodka”.


A4

Opinião

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

O campo é fértil e a seara da violência só prospera

Feliz Ano Novo com as bênçãos do Senhor

Um jovem de 20 anos deveria pensar em construir sua própria vida, de acordo com os modelos e padrões culturais da sociedade em que vive, mesmo que nem sempre os aceite pacificamente, o que, enfim, é absolutamente normal e mesmo saudável, posto que não seja natural da juventude aquietar-se e conformar-se com o status quo. Ou então, bem próprio de quem tem menos de 30, esse jovem poderia estar sedento de viver tudo o que o presente lhe pudesse oferecer como prazer. Entretanto, temos um jovem de 20 anos, que não se enturma, fechado, isolado, tido como tímido e inteligente que se municia de armas poderosas, mata a própria mãe em casa e sai para a escola onde estudara e lá fuzila 20 crianças e mais cinco adultos, para depois matar a si mesmo, atingindo ao fim o total de 27 homicídios. A enorme tragédia deixou em estado de choque a nação americana e depois repercutiu intensamente em todo o mundo, como uma onda de choque que quanto mais se propaga mais difícil é entendê-la. Não é um fato novo. Tem-se repetido com frequência, mudados apenas alguns detalhes, e cada vez parece mais remota a possibilidade de uma explicação. Mas, será que há na verdade uma explicação satisfatória, no sentido de uma justificativa? Acontece que a mente humana, diante de qualquer ocorrência, supõe (sobrepõe) sempre que tudo o que acontece tem necessariamente uma causa, da qual é um mero efeito, e isto é apenas uma categoria do entendimento, uma forma de conferir inteligibilidade à realidade. Há alguma “razão” no ataque de um tubarão? Ou apenas uma natureza atávica que se manifesta quando estimulada com propriedade? O jovem Adam, com certeza, vivia num mundo engendrado por ele mesmo, que não era a realidade como a consideramos, esta por ele repudiada e negada, precisamente porque vivenciada como hostil ou frustradora. E a incapacidade para lidar com frustrações ainda é sinal inequívoco de pouca saúde afetiva e emocional. A vida vazia era o insistente chamado para o isolamento que não permite a ninguém o acesso à autorrealização, pois que, assim como o inferno são os outros (Sartre), assim também não há vida plena na solidão e na exclusão das relações humanas. Adam elaborou a morte, a dos outros e a sua própria, como o acontecimento mais importante da sua vida, quando a sua pessoa mostraria a todos o seu poder e o seu valor destacado, frente à vida insípida que vivera até então. No gesto pôs em destaque os que tinha como maiores responsáveis pelo que experimentava como uma vida miserável: a própria mãe, que certamente contribuíra para fazê-lo o que era e as 20 crianças, porque com certeza as via como sendo e tendo o que nunca fora e tivera e, portanto, alvos da sua inveja, o mais primitivo e destrutivo dos sentimentos. Os outros não estavam no projeto original. Apenas apareceram no desenrolar da ação, como acidentes de percurso. Bom não esquecer que Adam participava da natureza humana, a mesma que jaz em cada um de nós.

Mais dois dias e entraremos em 2013. O dia 1º de janeiro sempre é data significativa porque carrega a euforia de julgar que tudo começa de novo. Por isso mesmo abre espaços para cumprimentos e desejos de felicidades. Além disso, nele celebramos o Dia Mundial da Paz e a festa da Santa Mãe de Deus. Parece coisa de crédulo, mas é também ocasião para muitas superstições curiosas respeitadas por não poucas pessoas. Por exemplo, comer carne de ave ou animal que cisca para trás faz piorar de vida. Deve-se usar carne de animal que fuça para a frente porque traz progressos. A lentilha na refeição abre caminhos para ganhar muito dinheiro. A roupa branca afasta azar e promete paz. As superstições, embora atestem fraqueza de espírito e pequena ou nenhuma confiança em Deus, indicam as preocupações que assaltam o cidadão comum no princípio do ano. Primeiramente, temos enorme curiosidade de saber o que nos acontecerá nos próximos 12 meses. Essa curiosidade chega a ser tamanha que se consultam videntes, cartas, búzios e companhia limitada. Agradeçamos a Deus que o futuro nos é desconhecido porque, abusando das palavras de um amigo, se soubéssemos o que passaríamos, morreríamos de susto. Os caminhos divinos são sábios. As amarguras da vida chegam aos poucos e as vamos engolindo; quando percebemos, atravessamos momentos considerados impossíveis de superar. É melhor deixar as coisas como estão e moderar a curiosidade. Deixar essa história de aves e animais ciscadores para trás, vê-se como temos medo de experimentar a decadência na família, na saúde, na profissão e nos bens materiais. Dentro de cada ser humano existe o desejo de progredir, de vencer, de caminhar. Para a maioria, a decadência significa fracasso. É válido lembrar que fracassos foram oportunidades para muitos alcançarem vitórias decisivas. A lentilha mostra a preocupação com o dinheiro farto. Dizer que não precisamos de dinheiro é falso, todavia, existem maneiras de encará-lo. As riquezas só têm valor quando são vistas e tratadas como meios de viver bem e ajudar a outros viverem bem. A roupa branca, olhada como instrumento para afastar o azar, não significa nada. Os caminhos da vida têm instantes de tristeza, têm vitórias e derrotas, têm oportunidades e desfavorecimentos. Nisso está a beleza da existência. Agora, a busca da paz, essa sim, deve ser levada à frente. É essencial que ela comece pela própria paz interior e pessoal. Ninguém pode ser feliz se estiver de mal consigo mesmo. Disso depende o relacionamento com os outros. Como seria ótimo ter um ano sem guerras, sem violências, sem brigas! Ficamos eufóricos nos primeiros dias de janeiro e desejamos feliz ano novo a torto e a direito. São votos de progresso, de felicidade, de saúde e de paz. Nada melhor que repetir: “O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor volte sua face sobre ti e te dê a paz” (Num 6,24-26). Que tenhamos todos um 2013 muito abençoado! Feliz Ano Novo!

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

Acontece que a mente humana, diante de qualquer ocorrência, supõe sempre que o que acontece tem necessariamente uma causa, da qual é um mero efeito, e isto é só uma categoria do entendimento”.

Painel VERA MAGALHÃES

Cofre aberto

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus

A busca da paz deve ser levada à frente. É essencial que ela comece pela própria paz interior e pessoal. Ninguém pode ser feliz se estiver de mal consigo mesmo. Disso depende o relacionamento com os outros”.

Dilma Rousseff prepara pacote de bondades para os novos prefeitos, que iniciam mandato de olho nos recursos federais para atenuar a crise financeira. A presidente orientou a Secretaria de Relações Institucionais a municiar os gestores que tomam posse na terça com cartilhas que ensinam atalhos para acessar convênios com ministérios. A agenda municipalista terá desfecho no dia 28, quando a petista abrirá megaevento em Brasília, com direito a “tour” pela Esplanada. E-gov Na primeira quinzena deste mês, o Ministério do Planejamento já promoveu um “brainstorm” com futuros secretários e prefeitos para tratar de captação de verba e adesão a programas da União por meio eletrônico. Como assim? Dilma cobrou do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) e do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, explicações sobre parceria firmada com o governo do Paraná para um programa baseado no Minha Casa Minha Vida, com nomenclatura distinta. Mão única Interlocutores do governo alegam que as ações do “Morar Bem Paraná” na área de habitação são custeadas totalmente pela União, sem contrapartida direta da administração de Beto Richa (PSDB), pré-candidato à reeleição em 2014. Dobradinha Geraldo Júlio (PSB), prefeito eleito de Recife, anunciará na quinta-feira sua primeira medida: a construção do Hospital da Mulher. Promessa de campanha, ele será erguido em terreno próximo ao hospital Pelópidas Silveira, inaugurado pelo governador e padrinho político, Eduardo Campos. Dobradinha 2 O socialista pretende usar emendas parlamentares do Orçamento da União, negociadas com a bancada pernambucana, para custear o projeto. A obra é orçada em R$ 45 milhões. No papel ACM Neto (DEMBA) obrigou seus secretários a assinarem termo de compromisso antes da posse, em Salvador. Quer garantir que sua equipe cumpra as metas estabelecidas por ele. Operacional Do senador Randolfe Rodrigues (PSOLAP), sobre o governo atribuir recente série de episódios de

corte de energia no país a falhas humanas: “A máxima do errar é humano não se aplica para situações que deixam milhões no escuro”. Memória... Retrospectiva do ano divulgada no site do governo de São Paulo omite a crise na segurança pública, que resultou na troca da cúpula da secretaria após troca de farpas com o Planalto e tirou o sono de Geraldo Alckmin no segundo semestre. ...seletiva No capítulo reservado a novembro, mês em que Fernando Grella substituiu Antonio Ferreira Pinto na pasta, os atos do governador tucano destacados na página oficial são o reforço no policiamento e a ampliação de programas culturais, além da trivial assinatura de convênios com prefeituras. Paternidade Ligados à CUT, os deputados petistas Ricardo Berzoini e Vicentinho tratam a recém-anunciada isenção de Imposto de Renda sobre a PLR de até R$ 6.000 como vitória pessoal. Ambos apresentaram projetos de lei com essa finalidade. Assédio Membros da comissão de sindicância que apura a conduta de procuradores suspeitos de envolvimento com a quadrilha investigada na Operação Porto Seguro relataram ao corregedor da AGU, Ademar Veiga, pressão de sindicatos de carreiras do órgão para dar informações sobre o processo. Céu de brigadeiro Apesar do apagão da última semana no Galeão (RJ), a Infraero comemora a queda no número de voos atrasados no início das férias de verão em aeroportos sob seu controle. Foram 12% do total de 72 mil partidas autorizadas em dezembro deste ano contra 15% das 76 mil decolagens no mesmo período de 2011.

Tiroteio

Frases O ideal seria que fosse zero (o número de magistrados envolvidos com irregularidades), mas para isso teríamos que ter anjos no lugar de juízes. Juiz é ser humano, e o ser humano sempre vai errar

Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, comenta o número de juízes (sete) condenados em 2012 pelo CNJ por irregularidades como venda de sentenças e favorecimento indevido.

Mais do que isso, a mensagem essencial do presidente foi da necessidade de descolonizar a mente africana, para permitir que a maioria africana, que era oprimida, aprecie e ame quem eles são e mantenham a própria cultura Mac Maharaj, porta-voz do governo da África do Sul, tentou esclarecer nesta quinta-feira, 27, uma declaração do presidente do país, Jacob Zuma, em que ele critica donos de cães.

Mesmo se você aplicar qualquer tipo de loção e alisar seu cabelo, você nunca será branco. (...) Comprar um cachorro, levá-lo para um veterinário e para passeios são hábitos da cultura branca

Jacob Zuma, presidente da África do Sul, durante um comício, critica donos de cães e uma nova geração de jovens africanos, que estariam tentando adotar outros estilos de vida e até tentando parecer com outras etnias.

O governo atingiu o máximo de agressão ao Congresso para fazer o que a lei já autoriza. É a completa banalização das MPs. DO PRESIDENTE DO DEM, JOSÉ AGRIPINO, sobre instrumento usado pelo Planalto para financiar investimentos sem que o Orçamento tenha sido votado.

Contraponto

Estava escrito Marco Maia (PT-RS) orientava deputados sobre as atividades da Câmara no final deste mês, alertando sobre a possibilidade de os trabalhos avançarem até dia 21. Esperidião Amin (PP-SC) interrompeu o petista: Se o mundo não acabar dia 21, podemos continuar! O presidente, então, lembrou: E comunico também que vou assumir a Presidência da República interinamente logo mais. Pode ser que a profecia dos maias não se concretize, mas a do Sudokan está cumprida! - brincou Amin. A de que iria assumir duas vezes a Presidência na vida?, perguntou Maia, em tom irônico. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

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O ano em que caciques foram para o ‘ringue’ O termômetro foi as eleições municipais, em que líderes se enfrentaram nas urnas e nos bastidores, num duelo de forças MAYANNE BADER Equipe EM TEMPO

A

s eleições municipais deste ano em Manaus vão entrar para a história política por diversos fatores: o ensaio da aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa; a saída quase despercebida do prefeito da cidade, o cacique Amazonino Mendes (PDT), o baixo nível de

uma campanha eleitoral que tinha nomes fortes do cenário político local e o retorno ao poder, 20 anos depois, do tucano Arthur Neto. O pleito de 2012 foi um dos principais acontecimentos na retrospectiva política da cidade, não somente por ter sido milionário, mas porque testou, nas urnas, a popularidade e o caciquismo de líderes locais, a exemplo do próprio Arthur,

dos senadores Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB). Apesar de não ter emplacado sua candidata, o governador Omar Aziz (PSD), fecha o ano com índice de popularidade maior que o seu antecessor, Braga. O EM TEMPO fez um levantamento dos fatos marcantes deste ano político-eleitoral e apresenta, em tópicos, o que mais marcou em 2012.

A ‘ficha’ que não pegou nestas eleições

O ‘ovo’ teve seu dia de estrela na campanha

As eleições de 2012 tiveram um ingrediente diferente: a Lei Complementar nº. 135 de 2010, a “Lei da Ficha Limpa”. A nova legislação proíbe a candidatura de políticos que tenham sido condenados por algum órgão colegiado. Em 2010, a lei foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que ela só valeria para o pleito seguinte. Embora houvesse a percepção de que a população estava mais animada para comparecer às urnas, motivada pela validação da Lei da Ficha Limpa, na avaliação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que se viu não foram números animadores, haja vista que o eleitor manauense não paga tarifa de transporte público nesta data e há um reforço da segurança em toda a cidade. No fim das contas, o número de abstenções cresceu mais de 23% entre o primeiro turno e o segundo turno na capital amazonense. Mesmo com a Lei da Ficha Limpa, antes mesmo das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) liberou seis candidatos considerados “fichas sujas” para que disputassem o pleito. Entre eles, o ex-deputado estadual Nelson Azedo (PMDB), o deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB), o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), o ex-prefeito de Anamã, Raimundo Chicó (PCdoB) e o prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso (PMN).

O prefeito Amazonino Mendes tanto afirmou, como confirmou, no final de junho, em convenção partidária, que não seria candidato à reeleição para a Prefeitura de Manaus, o que gerou grande disputa com nove candidatos ao cargo majoritário: Arthur Neto, Vanessa Grazziotin, os deputados federais Henrique Oliveira (PR), Sabino Castelo Branco (PTB), Pauderney Avelino (DEM), o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), e os líderes partidários Jerônimo Maranhão (PMN), Luiz Navarro (PCB) e Herbert Amazonas (PSTU). Antes que os nomes dos candidatos fossem confirmados, na madrugada do dia 30 de junho, a deputada federal e atual secretária de governo, Rebecca Garcia (PP), que contava com o apoio do governador Omar Aziz, desistiu da candidatura. Com isso, Vanessa Grazziotin foi alçada à candidata do grupo liderado pelo governador e o senador. O primeiro turno ficou marcado pelo caso do ovo. Vanessa acusou um militante do PSDB de ter atirado um ovo nela, quando chegava a um debate de televisão. Tanto Vanessa quanto Arthur mostraram suas versões dos fatos. Ao final, Arthur foi consagrado nas urnas. Teve uma votação histórica, alcançando 65,95% dos votos válidos, o que representa um total de 603.483 votos. Vanessa teve 311.607 votos (34,05%).

Eduardo Braga se torna líder do poder

Saúde dá um golpe em Amazonino Mendes

Eleito em 2010 com mais de um milhão de votos, após ter cumprido dois mandatos no governo do Estado, o senador Eduardo Braga alcançou, em 2012, o cargo nacional mais importante para um parlamentar, o da liderança do governo federal no Senado. Ele foi escolhido por Dilma Rousseff, em março, para o cargo em substituição a Romero Jucá (PMDB-RR). Em sua primeira entrevista coletiva após ter a indicação oficializada pela presidente, Braga confirmou que teria a missão de garantir o êxito do governo nas votações desses projetos em meio à crise que o Planalto enfrenta com sua base aliada. Já em junho, surgiram os primeiros rumores de que o senador sairia do cargo. Blogueiros e colunistas políticos usaram informações de bastidores para dizer que, sem o apoio do partido, Braga sairia do cargo para disputar a Prefeitura de Manaus. Na bancada peemedebista, ele é da ala adversária ao líder Renan Calheiros (AL). Em novembro, houve novas informações de que a liderança seria trocada. A versão oficial dos fatos dá conta de que a substituição de Braga é decorrente do “revezamento” instituído pela presidente.Líder também da bancada do Amazonas no Congresso, Braga não conseguiu realizar nenhuma reunião durante todo o ano.

Amazonino Mendes fez um mandato como prefeito de Manaus com baixa popularidade. Anunciou que não participaria do processo eleitoral por causa de suas condições de saúde. Em agosto, o prefeito foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com problemas cardíacos, onde passou 45 dias e foi submetido a duas cirurgias no coração. Amazonino retornou à cidade apenas três dias antes do primeiro turno das eleições municipais e fez questão de votar. Ele foi o principal “saco de pancadas” dos candidatos. De um lado, o acusam de ter indicado o candidato a vice-prefeito na chapa de Vanessa Grazziotin, Vital Melo. Do outro, é acusado de ter liberado seus secretários e vereadores para apoiar o tucano Arthur Neto. Somente no dia do segundo turno do pleito Amazonino disse que seu candidato era Arthur Neto. Após as eleições, o prefeito ficou em silêncio. Em sua última entrevista coletiva, ele afirmou que este foi o seu melhor mandato. Também anunciou que deixaria a vida política ao encerrar o mandato, em 31 de dezembro. Ao final de tudo, mesmo não participando diretamente no pleito, seja como candidato à reeleição ou apoiando publicamente um nome, Amazonino mostrou que ainda sabe jogar o jogo político. E a confirmação de seu voto em Arthur Neto e a vitória tucana mostra que seu silêncio valeu a pena.


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Política

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

STJ teve 17% a mais de julgamentos neste ano

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

“Dá para você pegar um bom cineminha e até teatro” MINISTRA MARTA SUPLICY sobre o vale-cultura de R$ 50 mensais para trabalhadores

Mensaleiros tentam negociar regalias na prisão Emissários do PT tentam negociar com o governo tucano de São Paulo condições especiais para mensaleiros no presídio do Tremembé. Segundo fonte da Secretaria de Justiça, ele pretendem não ser obrigados a raspar a cabeça, usar uniformes de presidiários, nem andar cabisbaixos quando circulam em ambientes comuns. “Só faltam pedir frigobar, internet e TV a cabo nas celas”, ironiza. Nada de mordomia As autoridades do governo paulista já avisaram que nos presídios não são tolerados privilégios para quaisquer “reeducandos”. Tablet pode? O ex-ministro José Dirceu tem a esperança de poder usar seu tablet iPad, no cárcere. E quer trabalhar no presídio para diminuir sua pena. Não pode Se o ex-ministro de Lula pudesse usar seu tablet no presídio, nada impediria a utilização também de telefones celulares. Preenchendo o tempo Assim como o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), José Dirceu quer aproveitar o tempo de prisão para estudar, concluir cursos superiores. Militares vão vigiar o ciberespaço durante a Copa Com porta-aviões capenga, base militar incendiada e rancho precário por falta de grana, os militares terão novo desafio em 2013: combater os ataques à internet na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. A “Política Cibernética de Defesa”, coordenada pelo ministro Celso Amorim,

pretende envolver também a comunidade acadêmica e a “base industrial de defesa” – supondo-se que o país tem capacidade militar de reagir a um ataque por terra, mar, ar e infovia cibernética. ‘Googlando’ A “Defesa Cibernética” inclui também a Abin (Agência Brasileira de Informação), dependente do poderoso agente Google para investigar. Bêabá Na sexta (28), um ataque de “hackers” tirou do ar por meia hora o site de consultas ao exame do Enem, do Ministério da Educação. Zen ocupação A ex-governadora do DF Maria Abadia (PSDB), em fase zen, preenche o tempo aprendendo pintura sacra com irmãs Marcelinas, em Brasília. Sujo de ovo O deputado Márcio Macêdo (PT-SE) exagerou na “babação”: “a história do Brasil não é a mesma depois de Lula”, garantiu ao portal do PT, destacando que (Lula) é vítima de “um ódio de classe das elites (...). Na ribalta Sem pai nem mãe, com a perda da liderança do PSDB, Álvaro Dias (PR) luta para assumir o posto desocupado de “líder da Minoria”, no Senado. Para não perder o permanente flerte com os holofotes. Bombando A popularidade do ministro Joaquim Barbosa só cresce. Várias páginas em redes sociais pedem que se candidate à Presidência da República. Só no Facebook são 50, e algumas superam 40 mil “curtidas”.

PODER SEM PUDOR

Medo mineiro O senador Milton Campos, da antiga UDN mineira, não era conhecido apenas pela honestidade. Também era conhecido o seu cuidado excessivo, para não dizer medo, nas viagens aéreas. Uma vez, voando de Belo Horizonte para Brasília, ao passar por uma turbulência preocupante, ele levou a mão à garganta e ficou pálido. A aeromoça, gentil, perguntou: - O senhor está com falta de ar? Milton Campos respondeu amavelmente: - Não, minha filha. É falta de terra mesmo.

Jornalista

Balanço foi divulgado na última sessão da corte especial, realizada no último dia 19. Presidente do órgão comemora RENATO ARAÚJO/ABR

Mãe Dinah Dilma sofre do “mal de Mantega”, que por sua vez herdou de Lula a “garganta profunda” das previsões furadas. Após 64 apagões só dela, arriscou dizendo ser “ridículo” pensar em racionamento de luz. Peladeiro O embaixador Roberto Azevedo, candidato ao cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, tricolor doente, é um ótimo meiadireita. Sempre que vem ao Brasil, bate uma pelada no famoso clube “Gerovital”, em Brasília, onde também é reconhecido como craque. Guerra paraibana É feio o confronto do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), com a Assembleia Legislativa. Ele disse que não vai ficar de joelhos e os deputados estaduais já falam até em impeachment. Air Piauí De Teresina a São Paulo, são enfadonhas horas de voo. Mas Wilson Martins (PSB), governador do Piauí, resolveu a parada, segundo a oposição: convocou o jatinho de empresário com negócios no Estado. Popó Noel O deputado Acelino Popó (PRB-BA) distribuiu presentes para crianças da Baixa de Quintas, na periferia de Salvador, onde ele nasceu, se criou e dormiu no chão até os 23 anos. “Foi lindo”, disse emocionado. Desemprego zero Dilma, que quer dobrar a renda per capita dos brasileiros, deve ficar atenta: a renda da companheirada já triplicou no governo do PT.

O presidente do STJ, ministro Félix Fisher, comemora os resultados alcançados pelo tribunal

O

Superior Tribunal de Justiça (STJ) realizou 362.141 julgamentos em 2012, cerca de 17,02% a mais que em 2011, quando julgou 309.475 processos. O número foi anunciado pelo presidente do STJ, ministro Félix Fischer, ao encerrar a última sessão da corte especial deste ano, em 19 de dezembro. O balanço inclui as decisões colegiadas nas sessões e as decisões monocráticas tomadas pelos relatores, e ainda o julgamento dos chamados recursos internos, como agravos regimentais e embargos de declaração. Na maior parte, os processos submetidos ao STJ foram resolvidos por decisões monocráticas: 279.199 ao longo do ano, 20,71% a mais que em 2011. Mesmo excluindo os recursos internos, também houve aumento de 15,48% no número de processos julgados: 280.399 em 2012, contra 242.817 em 2011. Além das 362.141 decisões proferidas pelos órgãos julgadores do STJ – Turmas, Seções e Corte

Especial – ou pelos ministros relatores, houve ainda 48.136 decisões e despachos proferidos nos processos de competência da presidência e da vice-presidência do tribunal. Ao divulgar o balanço de 2012, o presidente Félix Fischer destacou o crescimento

REDUÇÃO

Até 14 de dezembro deste ano, tramitavam no Superior Tribunal de Justiça (STJ) 318.236 processos, o que representa uma queda de 7,52% em relação ao mesmo período do ano passado do número de julgamentos realizados segundo o rito do artigo 543-C do Código de Processo Civil (CPC), que trata das controvérsias repetitivas, observando que esses recursos são particularmente importantes para a definição da jurisprudência do STJ: 13% a mais do que no ano passado.

Processos Ao todo, foram julgados 430 processos repetitivos, que orientam os tribunais de todo o país na solução das demandas de massa. Desses, 49 foram decididos pela Corte Especial. A Primeira Seção do STJ, responsável pelos casos de direito público, julgou a maior parte dos repetitivos: 284 ao longo do ano. A Segunda Seção, que trata de direito privado, decidiu 57 recursos; a Terceira, especializada em matéria penal, foi responsável por 40. O número de processos recebidos pelo STJ diminuiu 13,79% em relação ao ano passado, chegando a 256.065. Para cada relator, em média, foram distribuídos 8.656 novos casos. A média de julgamentos por relator, incluídos agravos regimentais e embargos de declaração, foi de 10.974. Em 2012, o STJ publicou 83.844 acórdãos. Com a redução do número de processos recebidos e o aumento dos julgamentos realizados, também caiu o volume de processos em tramitação.

Turmas do tribunal comemoram Em suas últimas sessões de 2012, realizadas na última semana, as Turmas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgaram o balanço das atividades no ano, com os números de decisões monocráticas e colegiadas. O ano judiciário foi encerrado oficialmente com sessão da corte especial no dia 19 de dezembro. As Turmas de julgamento

voltarão a se reunir no dia 5 de fevereiro de 2013. Aumento de 50% O presidente da Primeira Turma, ministro Arnaldo Esteves Lima, apresentou as estatísticas do órgão julgador. Em 2012, a Turma teve aumento de 50% no número de julgados em relação ao ano passado. No total, fo-

ram 43.927 julgados, sendo 33.964 decisões monocráticas e 9.963 colegiadas. Também houve aumento, de 61%, nos processos distribuídos aos membros do órgão julgador. Foram distribuídos 52.783 processos. A Turma publicou 9.981 acórdãos, representando aumento de 9%, e foram processadas 38.353 petições.


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

FOTOS: JOEL ROSA

Arthur NETO

‘Me sinto MAIS EXPERIENTE para governar’ VALÉRIA COSTA Equipe EM TEMPO

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xperiente na política regional e nacional, o prefeito eleito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, quer fazer a diferença nesse novo desafio administrativo. Aos 67 anos de idade e com um currículo de mandatos, tanto no Legislativo quanto no Executivo, Arthur Neto afirma que se sente mais preparado em administrar a Manaus do século 21 do que há 20 anos, quando foi prefeito da cidade pela primeira vez, depois de derrotar o grupo da situação à época, liderado pelo ex-senador Gilberto Mestrinho, morto em 2009. Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, ele falou de desafios, de esperanças e do desejo de concretizar os “sonhos de Manaus”. EM TEMPO – Há 20 anos, o senhor deixava a Prefeitura de Manaus. Duas décadas depois, o senhor está retornando. O que vai fazer de diferente? Arthur Neto - Manaus era outra. Eu era outro, embora na essência o mesmo, do ponto de vista do compromisso, da honradez, mas eu era outro do ponto de vista da experiência. De lá para cá Manaus cresceu, e de forma desordenada, seus problemas se multiplicaram, se agravaram e por outro lado, me sinto mais aparelhado, psicologamente e politicamente para administrar a cidade. Desses 20 anos para cá, fui deputado federal duas vezes, vice-líder do meu partido, ministro-chefe da secretaria da Presidência da República, cargo executivo de muita exigência, 8 anos senador da República, líder nacional do meu partido, o PSDB. Eu entendo que nós vamos, a começar pela transição que foi feita, fazer uma boa administração. Da primeira vez que fui prefeito, não houve transição, havia uma guerra de interventores na prefeitura, antes de eu assumir e, foi aquela guerra que fez com que eu não tivesse recebido nenhum dado. Fui tateando às cegas para ver o que era a prefeitura. Desta vez, nós temos bastante dados. Temos uma visão bem concreta do que é a prefeitura hoje, do que encontraremos, do que teremos que reformar, do que teremos que mudar. Portanto, a partir desses dados que recolhemos podemos delinear a nossa gestão em 2013. A começar nos primeiros cem dias. EM TEMPO – O senhor tem anunciado um plano de cem dias, quais serão as prioridades nesse período? AN - As pessoas vão sentir um governo muito forte e presente. Pretendo começar a pôr ordem na cidade, a intervir no centro de Manaus. O governador Omar Aziz me cedeu o Palácio Rio Branco, onde funcionava a antiga Assembleia Legislativa do Estado, que estava ocioso. É um prédio muito bonito, perfeito, uma obra de restauro feita pelos secretário Robério Braga. Eu criarei lá um gabinete que vai ser um símbolo. EM TEMPO – Lá vai funcionar a sede da prefeitura? AN - Não. Uma das sedes. Pretendo despachar lá. Mas, enquanto isso, vou usar o gabinete do prefeito atual. Lá no Centro é o símbolo claro de que

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o prefeito está mais próximo da população. De pedir uma audiência com o prefeito. O prefeito trata da Copa aqui, recebe autoridades brasileiras aqui, visitas ilustres aqui. Vou criar uma secretaria especial gestora para o Centro. EM TEMPO – Por falar em Centro, hoje é um dos grandes gargalos da prefeitura, principalmente no que diz respeito aos camelôs, inclusive, o atual gestor, Amazonino Mendes, disse recentemente, que os camelôs são um “câncer”. Como o senhor vai tratar essa questão? AN - Eu discordo de que o camelô seja um câncer, que é uma doença muita feia. O camelô está ali para sobreviver e, no que depender das minhas possibilidades, eu vou transformá-los em microempreendedores em minishoppings, se possível no próprio Centro. Hoje eles são explorados por agiotas e até mesmo por fiscais municipais inescrupulosos, que quando eu tiver os nomes, vou demiti-los sumariamente. Vou buscar soluções aos camelôs, que sejam vendedores livres e organizados. EM TEMPO – Qual vai ser sua primeira ação como prefeito no dia 2 de janeiro? AN - Meu primeiro ato como prefeito, eu tomei dia 18 de dezembro. Eu ia na (avenida) Pedro Teixeira e um carro de lixo deixou cair um saco enorme de lixo. Parei o carro e, imediatamente fui lá, peguei o saco e coloquei na grama, porque o carro ia passar por cima e ia ser uma “lixarada”. Eu diria que foi meu primeiro gesto. Vamos estar muito atento à cidade. Vamos continuar num diapasão muito forte, exigente, procurando atacar os problemas que mais afligem a cidade. Tapa buraco, lixo, transito, saúde. Nós temos, enfim, providencias a tomar. Vou cortar privilégios que impedem que beneficiem pessoas de baixo, cortar aposentadorias que estão aí, que absolutamente eu não concordo, que são aposentadorias, a meu ver, incoerentes e inconsistentes com a capacidade de pagamento da prefeitura, que prejudica

A CMM aprovou, foi um gesto sensível. Eu não tenho intenção de dispensar os RDAs por duas razões bem simples: porque muitos deles são pessoas acima de 40 anos, aos quais o mercado de trabalho já se fechou e, segundo, porque, o coração de certas repartições é formado por RDAs. Então, de repente, se desarmaria a repartição... Eu vou portanto, ver qual é a forma. No meu governo só serão contratadas pessoas novas pela via clara do concurso público, com exceção dos cargos em confiança, que alguns serão ocupados por aqueles currículos que mais se destacaram dentre os quais recebi por email. Recebi 3 mil, selecionamos uma centena, que significa dar oportunidades a talentos. São

As pessoas vão sentir um governo muito forte e presente. Pretendo começar a pôr ordem na cidade, a intervir no centro de Manaus” o gari e demais servidores que trabalham dignamente na administração. EM TEMPO – A Câmara Municipal de Manaus aprovou a efetivação de 6,3 mil temporários na administração municipal. Há uma corrente que defende a inconstitucionalidade do ato. Como isso vai ser tratado em sua gestão? AN - Eu tenho dúvidas sobre a constitucionalidade do ato.

pessoas que não têm contanto com político nenhum para receber um cargo de confiança. Nós vamos aproveitar uma centena dessas pessoas. EM TEMPO – O prefeito Amazonino Mendes disse em entrevista que o governo do Estado tem uma dívida com o município quanto ao repasse do ICMS. Como o senhor vai fazer para reaver esse dinheiro? AN - Eu já ouvi R$ 2 bilhões,

já ouvi R$ 400 milhões. Eu estava na sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando o assunto foi julgado. O STJ regularizou. Como meu clima com o governador (Omar Aziz) é de absoluto entendimento, eu vou sentar com ele com a simplicidade que estou falando com você e chegar a um acordo, que seja realizável para o Estado, que seja, quem sabe, transformado em ação conjunta. Com o governador não temos dificuldades. Nós vamos nos entender. EM TEMPO – Desde o resultado da eleição que o senhor e o governador estão muito próximos. Podemos dizer que terá uma “ação conjunta”? AN - Eu espero que evolua para isso, para uma parceria administrativa muito densa. Nós temos um entendimento muito denso, fácil, muito bom e construtivo e precisamos juntar esforços. Eu aprendi a ser muito realista. As emendas de bancadas que sobraram para Manaus (não tenho ideia de quando o governo irá distribuir as emendas, mas imagino que não haverá de se esquecer da cidade de Manaus), mas quero assegurar R$ 52 milhões para Manaus. O ano de 2013 será um ano difícil para a presidente Dilma Rousseff. O Brasil terá um crescimento medíocre, então, não será fácil liberar emendas de bancada. Fala-se em R$ 405 milhões para cá e, no final, não sai nada. Eu com meus R$ 52 milhões, acredito que terei boas chances de liberá-los efetivamente. EM TEMPO – Na última quinta-feira, o senhor anunciou sua equipe de secretários. Muitos têm perfil técnico, mas outros são oriundos da política partidária. Quais foram os critérios de escolha? AN – Foram indicações pedidas por mim. Não estou trabalhando com cotas, partidos,

nada disso. Eu preciso de pessoas que tenham capacidade. O meu secretário de Governo, que vai ser o ex-deputado federal Humberto Michiles, por acaso é filiado a um partido. Eu preciso de uma pessoa que mexa eficazmente com papéis, para que não saia nada errado. Então, nós vamos ter um chefe da Casa Civil que saiba mexer eficazmente com papéis, que será o Lourenço Braga. O critério para mim é o da competência. EM TEMPO – Passada a eleição, o senhor chegou a ligar para a sua adversária, a senadora Vanessa Grazziotin e, até criou-se um clima amistoso. Mas, ela ingressou com duas ações contra o senhor, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), para perda de mandato... AN - Não tenho a menor ideia quais os motivos que ela alegou para a ação. Não sei qual é a argumentação dela. O advogado vai cuidar disso. Eu vou cuidar da gestão. Me preocupo muito com esse seu comportamento, queria até que a senadora se desarmasse. Esse clima não é bom. Quero um entendimento com ela por Manaus. Alguém pode ganhar ganhando, foi o que eu queria e consegui nesta eleição; alguém pode ganhar perdendo, foi o que aconteceu com ela em 2010: ganhou, mas perdeu. Alguém pode perder perdendo, como foi o caso dela agora, de modo raivoso como se portou nesta eleição. Não quero nenhum mal a ela e, alguém pode perder ganhando, como foi o caso do deputado Henrique Oliveira, que perdeu ganhando. Desejo a ela muita paz e feliz Ano Novo. Que ela demande à vontade, mas não deixe de ajudar Manaus. Ela não mandou nenhum recurso de suas emendas individuais para Manaus, para minha gestão e eu lamento muito isso porque pedi com humildade. Mas, enfim, cada um faz aquilo que lhe vem à cabeça.

Não tenho a menor ideia quais os motivos que ela alegou para a ação. Não sei qual é a argumentação dela. O advogado vai cuidar disso. Eu vou cuidar da gestão de Manaus”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

Julgamento do mensalão mostra vitória da Justiça Demorou 7 anos para ser julgado e, ao final de quatro meses e meio, o país assistiu à condenação de 25 envolvidos FOTOS: JOSÉ CRUZ/ABR

A corte do Supremo Tribunal Federal (STF) realizou o maior julgamento de sua história, que durou quatro meses e meio e envolveu 11 ministros que participaram de 53 sessões sobre o tema ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

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pós 53 sessões, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu no dia 17 de dezembro deste ano o julgamento do processo do mensalão. Foram quatro meses e meio de tensão entre ministros, réus e advogados e um saldo de 25 condenados e 12 absolvidos. Com o voto do ministro Celso de Mello – o único que faltava votar - o Supremo determinou que os 25 condenados no julgamento per-

dessem os direitos políticos e, além da cassação dos mandatos dos três deputados federais envolvidos e também condenados na ação: João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). A decisão em relação à perda dos direitos políticos foi unânime. No caso da perda de mandato, o resultado foi 5 a 4 - quatro ministros entenderam que, apesar da perda dos direitos políticos, caberia à Câmara dos Deputados deliberar sobre a cassação do mandato.

Os demais - que venceram a votação - entenderam que a decisão do Supremo é definitiva e não precisará passar por deliberação da Câmara. Perda de mandato Com isso, segundo a determinação do STF, os deputados devem perder os mandatos (que terminariam no começo de 2015) após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos. Segundo a decisão do Supremo, a Câmara será notificada para cumprir a decisão.

ALTERNATIVAS

Condenados a penas menores do que 4 anos, o ex-deputado José Borba (PMDB-PR) e o ex-secretário do PTB, Emerson Palmieri, irão cumprir penas alternativas

O tribunal também determinou a perda do cargo do exdeputado federal José Borba (PMDB), prefeito de Jandaia do

Sul (PR). O mandato dele como prefeito termina no fim deste mês e, portanto, a decisão não deve ter efeito prático. Penas Dos 25 condenados, 11 devem iniciar o cumprimento da pena em regime fechado porque receberam penas superiores a 8 anos de prisão. Entre eles, estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o publicitário Marcos Valério, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, e executivos do Banco Rural. Outros 11 réus, condenados

a penas entre 4 e 8 anos, entre eles o delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), e o ex-presidente do PT José Genoino, serão encaminhados ao regime semiaberto, em colônia agrícola ou industrial. Pelo entendimento dos tribunais, se não houver vagas em estabelecimentos de regime semiaberto, o condenado pode ir para o regime aberto (no qual o réu dorme em albergues). Se ainda assim não houver vagas disponíveis, pode ser concedida a liberdade condicional.

A origem do escândalo que sacudiu o Brasil

Juristas elogiam o resultado

O escândalo do mensalão, esquema de compra de votos de parlamentares foi o nome dado à maior crise política sofrida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No dia 14 de maio de 2005, aconteceu a divulgação pela revista “Veja” de uma gravação de vídeo na qual expôs, com riqueza de detalhes, o esquema de corrupção de agentes públicos existente. De acordo com a denúncia, os acusados desviavam dinheiro dos cofres públicos para comprar o voto dos congressistas. Entre 2003 e 2005, teriam sido pagos R$ 55 milhões a 18 políticos de partidos que compunham a base aliada do governo Lula: PMDB, PP, PR e PTB. Entre esses políticos estavam líderes de partidos, que redistribuíam a verba. O esquema teria sido organizado pelo PT, partido de Lula e da atual presidente da República, Dilma Rousseff. O escândalo provocou a queda da cúpula do partido no governo. Entre os réus estão o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, apontado como o líder; o ex-tesoureiro do

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Flávio Pascarelli, comenta que o resultado do julgamento já era previsível para uma ação do Supremo e que a medida representa um divisor de águas no Judiciário brasileiro, mostrando que é possível julgar livre de pressões políticas, de forma rápida e eficaz a todos, do mais humilde ao mais alto escalão. “A maior lição desse julgamento é que o princípio de que todos são iguais perante a lei é aplicado sempre a todos, indistintamente, do mais alto escalão até o mais humilde. Pretende-se mudar a lógica da impunidade, de que nada acontece com quem tem cargo de poder”, disse. Membro da corte do TREAM, o juiz Victor Luizzi conta que, após quatro meses de uma análise apurada das provas, o STF chegou a um resultado coerente, e isso repercutiu bem na sociedade e ao Poder Judiciário. “Isso mostra que ninguém está acima da lei, e vai além da questão da prisão e da condenação. Nunca

PT, Delúbio Soares; o expresidente do partido, José Genoino; e o ex-secretário geral, Silvio Pereira. Os quatro compunham, segundo a denúncia, o núcleo político do mensalão. Já o núcleo operacional tinha à frente o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, dono de agências de publicidade que tinham contratos com o governo federal. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, ele desviava os recursos públicos desses contratos para pagar os políticos indicados pelos petistas. Por fim, havia o núcleo financeiro, formado pelos bancos Rural e BMG, que fazia empréstimos ao PT e às agências publicitárias de Marcos Valério. A investigação do caso durou 7 anos e envolveu duas CPIs no Congresso, a imprensa, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Reportagens afirmam que o esquema começou a ser planejado ainda na eleição de 2002, cujo intuito era eleger o então candidato Lula, presidente do Brasil, com o apoio de outros partidos.

Relator do mensalão, Joaquim Barbosa defendeu a punição

Condenação dos envolvidos O julgamento do mensalão, previsto para durar até dois meses, tornouse o mais longo em 120 anos da história do STF. Onze ministros da corte participaram da análise do caso, que possui o maior número de réus e de testemunhas – mais de 600 foram ouvidas no processo, um calhamaço de mais de 50 mil páginas. Até seu último momento, o julgamento foi marcado por intenso

bate-boca e divergências entre ministros. Joaquim Barbosa, relator do processo e atual presidente do Supremo, e Ricardo Lewandowski, foram os protagonistas da maior parte das discussões. Os réus foram acusados de cometer sete crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

se viu tantas autoridades condenadas em um único processo”, analisou. Retrato Presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselheiro Érico Desterro, acha que esse resultado não muda muito a imagem do Judiciário, porque a corte sempre passou à sociedade um retrato de um tribunal equilibrado e guardião da Justiça. O que muda são os parâmetros éticos que devem nortear a atividade pública. O procurador eleitoral Edmilson Barreiros ressaltou que esse julgamento é um grande momento da Justiça e que demonstrou a capacidade da instituição e o alto poder da corte. “Representa um divisor de águas, porque o Brasil não está acostumado a ver, sequer, um julgamento efetivo de pessoas que detêm posições privilegiadas. E agora vê um julgamento independente, que não se curvou a posições políticas. Esse foi um grande passo para que a Justiça seja feita de forma mais efetiva”, frisou.


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OMAR AZIZ

‘Estamos vencendo uma batalha por dia’ MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

O governador Omar Aziz chega ao final do ano de 2012 festejando os altos índices de aceitação de seu governo, que chegam a 71% de aceitação, de acordo com levantamento do Instituto UP – Unidade de Pesquisa, divulgado pela Rádio CBN. “A avaliação do governo de Omar está entre as três melhores do país”, diz o instituto. ― Meu governo é bem ava-

liado e eu sou bem avaliado pessoalmente. Meu governo não tem rejeição. As pessoas não têm muita queixa de mim. Até porque eu não faço mal a ninguém, não persigo ninguém e tento governar para todos – avaliou o governador durante visita ao EM TEMPO. Nesta entrevista, Omar faz uma análise do que foi o ano de 2012 para a administração estadual, garante que será o governador que mais construi-

rá casas para o povo – de 25 mil a 30 mil até o final de seu mandato –, avalia ganhos e perdas políticas, revela em que pé estão as obras para a Copa do Mundo e conta como está vencendo a guerra contra a criminalidade, por meio do “Ronda no Bairro”, o ousado programa que custa R$ 1 bilhão aos cofres públicos e significa, para o governador, “vencer uma batalha por dia”. Leia a entrevista:

FOTOS: JOEL ROSA

Política

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012


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MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

‘Não há rejeição nem a mi EM TEMPO ― Que balanço o senhor faz sobre o ano de 2012. Foi um ano bom para o Amazonas? Omar Aziz ― Apesar das dificuldades econômicas que o Brasil e o mundo passaram, nós tivemos um crescimento na economia em torno de 14% a 15%. Tivemos um problema sério em um setor importante da nossa economia, que é o polo de duas rodas. Se você for analisar hoje, a Zona Franca de Manaus está baseada em dois setores: televisores e polo de duas rodas. Os outros nós temos dificuldades. Talvez agora com esse compromisso que a presidente Dilma assumiu, de nos dar um diferencial em relação a outros Estados – eles terão um percentual de 4% de ICMS enquanto que nós teremos 12% –, possamos ter uma competitividade também em um setor importante que é o de informática. Tivemos outra grande vitória em 2012. O Estado entrou com uma ação contra São Paulo e conseguimos, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), fazer com que o STF não permitisse que São Paulo desonerasse o ICMS na produção de tablet. Isso foi uma grande vitória para o Amazonas. Podemos citar outros embates dos quais saímos vitoriosos, inclusive na guerra dos portos, e do comércio eletrônico que a partir do ano que vem passa a receber um comércio que está muito forte e que não é visto diariamente, que é a compra pela internet.

Perdi sim uma eleição. Apoiei a Vanessa e perdi a eleição. Quem decide é o povo. Ninguém é dono e nem manda na vontade do eleitor

EM TEMPO ― O senhor fala no percentual de tributos que sai, no preço final, do bolso do consumidor nas compras on-line? Omar Aziz ― Sim, porque quando a gente compra, não fica nada aqui. Você paga com o cartão, paga com boleto, mas essa taxa fica com o Estado de São Paulo que é grande produtor. Com isso, o Estado do Amazonas está perdendo aí algo em torno de R$ 150 milhões/ano, assim como outros Estados brasileiros. EM TEMPO ― A dificuldade de 2012, então, foi no polo de duas rodas. E que dificuldades foram essas? Omar Aziz ― É verdade, tivemos na economia, apesar das dificuldades, alguns avanços. O grande problema que nós enfrentamos foi no polo de duas rodas. Com o não financiamento de até 250 cilindradas nós tivemos um baque muito forte. A nossa preocupação foi muito grande, mas, no final do ano conseguimos ter um fôlego e os financiamentos começaram a aparecer. As próprias indústrias de grande porte como a Moto Honda, com seus bancos próprios, passaram a financiar. Outra coisa que passou a dar resultado nos últimos dias foi a venda de carnês. O consumidor paga o carnê e aí não precisa de entrada e nem de garantias. Então, a volta dos carnês pagos vai melhorar a venda de motos, porque o cidadão paga em 36 meses e vai ter sua moto. EM TEMPO ― Em quanto cresceu a economia do Estado. Omar Aziz ― Com o PIB crescendo 1% já foi um milagre a gente ter aqui um crescimento da ordem de 14% a 15%. Só que o custeio do Estado foi muito alto. Eu saio de 2010, onde se pagava pouco mais de R$ 250 milhões da dívida, para R$ 800 milhões, que é o quanto estou pagando em 2012. Eu tiro quase R$ 600 milhões do investimento para pagar a dívida. E isso não tem como você repor e, consequentemente,

o custeio do Estado aumenta. Para se ter uma ideia, quando começamos, em fevereiro, a implantar o Ronda no Bairro, nós gastávamos R$ 600 milhões/ano na segurança pública. Este ano vamos ultrapassar R$ 1 bilhão. Então, está provado que para fazer um investimento sério na segurança você tem que colocar dinheiro, gastar bastante. EM TEMPO ― O investimento de maior peso tem sido em equipamentos ou em profissionais? Omar Aziz ― Eu diria nos dois. Nós dobramos o número de delegacias na cidade de Manaus. Saiu de 16 para 30. Quando os assumimos o governo tinha pouco mais de 6 mil policiais, eu coloquei 3,6 mil novos policiais, 1,1 mil na Polícia Civil e 2,5 mil na Polícia Militar. Então ¼ da Polícia Militar entrou no último ano no meu governo. Uma coisa também que não aparece, que não é uma obra física, mas que contribuiu muito para a melhoria da segurança – isso você vê em todas as zonas onde implantamos o Ronda no Bairro –, é o índice de redução na criminalidade que estamos conseguindo. Nos próximos dias sai um levantamento dizendo isso. EM TEMPO ― De quanto é esse percentual de redução da criminalidade em Manaus? Omar Aziz ― Em torno e 25% a 26% de redução na criminalidade. Imaginemos só, nós

reduzimos a criminalidade em relação a 2010, quando no restante do país esse índice aumentou. Quer dizer, enquanto a criminalidade explodiu em outros Estados, no Amazonas houve uma redução comparativa em relação aos anos anteriores. Quando nós assumimos o governo, nós tínhamos pouco mais de 2 mil detentos nos presídios de Manaus. Hoje ultrapassa a 4 mil. Em menos de um ano nós dobramos o número de presos. Então, isso é uma coisa que não dá para você contestar. Prisões estão acontecendo, agora nós temos problemas? Temos sim, mas estão acontecendo várias prisões. EM TEMPO ― E em relação ao profissional, ao ser humano que combate a criminalidade arriscando a própria vida, esse investimento também vem sendo feito? Omar Aziz ― Esse é outro aspecto importante da segurança pública: a valorização do policial. Enquanto em vários Estados brasileiros aconteceram problemas, se quebraram cristais, relacionamentos, quebra de hierarquia, aqui nós sentamos à mesa, discutimos e chegamos a um denominador comum que fez com que os policiais fossem valorizados e se empenhassem cada vez mais na implantação de um programa onde estamos obtendo resultados significativos. E hoje eu percebi uma satisfação muito grande estampada no ros-

to das pessoas da Zona Sul (o governador lançou na quarta-feira, 27, a última fase do programa Ronda no Bairro), maravilhadas com a chegada do programa. Só na Zona Sul nós colocamos 185 viaturas. Isso não tinha na cidade toda. EM TEMPO ― Houve um momento em que toda semana tinha alguém assassinado em Manaus, todo dia tinha uma casa invadida por assaltantes. Isso parece que se arrefeceu um pouco. O senhor acha que está vencendo essa guerra? Omar Aziz ― Não é uma guerra. Veja bem, é todo dia uma batalha. Você não tem uma guerra, tem uma batalha diária. Essa guerra está longe de chegar ao fim. Você trava uma batalha no combate ao consumo excessivo de drogas da juventude. Isto é uma batalha diária. Em julho ou setembro do ano que vem inauguro o Centro de Reabilitação dos Dependentes Químicos da Cidade de Manaus, que vai ser lá no quilômetro 55 da Manaus/Itacoatiara. É um compromisso meu de campanha e eu espero entregar isso para as pessoas que precisam, que têm seus filhos envolvidos com drogas. Então, nós, diariamente, travamos várias batalhas. A das drogas nós temos que vencer diariamente, a da prostituição que cresce assustadoramente. Tem a dissolução das famílias, deixando os filhos abandonados,


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im e nem ao meu governo’ certeza. A cada escola de tempo integral que a gente inaugura – e estamos inaugurando uma por dia – , é um jovem que estamos tirando da rua. Quando ele passa o dia inteiro na escola, dificilmente vai se envolver com outra coisa. Essa é uma prevenção que o Estado faz e todos nós temos que fazer. Tem uma coisa da qual não se pode fugir. E eu repito isso para ver se alguns setores da sociedade se tocam. Quando a pessoa tem dinheiro e tem problema de saúde vai para uma clínica particular e se hospeda no Einstein, porque lá ele se hospeda no padrão de um hotel cinco estrelas. Quando você tem dinheiro e quer colocar o filho numa boa escola, vai para uma escola particular e paga R$ 2,5 mil por mês. Mas o cara pode ser o mais rico do mundo, se cair na criminalidade vai para a cadeia igual a qualquer cidadão comum. Então, segurança não tem particular, ela é única. Se pegarmos os orçamentos estaduais – e aqui eu não quero fazer críticas, acho que todo mundo cumpriu o seu papel –, e comparar o do Amazonas com outros orçamentos do país, vai observar que empregamos 40% do orçamento para a segurança pública. Agora, veja se São Paulo fez o mesmo, se o Rio de Janeiro ou qualquer outro Estado fez o mesmo? Pegue também o orçamento do governo federal para a segurança pública e compare se houve aumento de investimento nesse setor, como nós fizemos.

que acabam entrando para a criminalidade. Então, além de fazer esse investimento pesado na segurança, um investimento progressivo porque não estanca nunca, você tem que trabalhar também nas ações sociais. Temos que ampliar e reforçar mais o Galera Nota 10, e já estamos com um pouco mais de 100 mil jovens no Jovem Cidadão. Pouca gente sabe que hoje nós temos 1,5 mil jovens tocando flauta na cidade de Manaus; 8 mil jovens aprendendo a dançar na cidade de Manaus; temos 40 mil jovens envolvidos com projetos da Secretaria de Cultura, dos quais nós tivemos o prazer de assistir, ontem, 2,5 mil integrantes do Jovem Cidadão participando do espetáculo no palco (concerto de Natal). EM TEMPO ― Além da batalha diária, o governo vem trabalhando, a longo prazo, projetos de prevenção? Omar Aziz ― O trabalho mais importante é a prevenção. Em janeiro eu não vou viajar, porque vou ter uma reunião com o ex-prefeito de Bogotá, que implantou um programa para a juventude que deu um resultado importante (Enrique Peñalosa, que implantou BRTs e ciclovia. O resultado, além de melhoria do trânsito, foi, por exemplo, a diminuição da taxa de homicídio em poucos anos). Prevenir custa mais barato que remediar. Para se ter uma ideia, um preso hoje custa R$ 2 mil por mês para

o cidadão. Às vezes o cidadão honesto tem o filho assaltado, uma filha morta e, no final do mês, ainda tem que pagar para o vagabundo ter uma estada dentro do presídio. EM TEMPO ― No Amazonas o crime está organizado, em nível de São Paulo, Rio, Espírito Santo e Bahia? Omar Aziz ― Não é questão de estar organizado, mas a cada dia que passa aqui também os criminosos têm acesso a armas com facilidade, temos fronteiras totalmente desguarnecidas. O Brasil não produz drogas, não temos plantações de maconha, e muito menos de folha de coca, mas o tráfico tanto da coca quanto da maconha passa com facilidade pelo Amazonas, entrando pelas nossas fronteiras. E quem é obrigado a proteger essa fronteira? Não é o governador do Estado. Isso é uma ação conjunta que tem que ser feita, temos que sair do discurso para a prática. O Brasil produz armas? Não. Como é que às vezes pegamos uma quadrilha com fuzis e metralhadoras sofisticados? Essa arma chegou a esses traficantes de forma ilegal, mas passou por alguma barreira nossa, entrou por alguma fronteira nossa. Exemplo disso são as Farc, que hoje abandonaram a ideologia e têm um papel totalmente diferente em relação à Colômbia, porque são grandes distribuidoras de drogas no mundo e não têm mais nada de revolucionárias.

Com o avanço da presença americana dentro da Colômbia, elas foram empurradas para a nossa fronteira e lá elas trocam muitas vezes armamentos e drogas por medicamentos com os brasileiros.

EM TEMPO ― É uma obra quase invisível... Omar Aziz ― É porque não se trata de uma obra física, não é um prédio, não é uma ponte, não é um estádio... que vira paisagem. Quando você não vê você sente falta, depois que você vê muito nem nota mais que ela existe, é tipo a viatura. Antigamente você andava nesta cidade duas horas e não via uma viatura, agora eu aposto com quem quiser que, se a gente sair daqui agora, se em cinco minutos você não verá uma viatura. Depois verá outra, outra, mais outra... vai virar paisagem, só que essa paisagem diariamente tem um custo. A viatura roda 24 horas, consome combustível, precisa de manutenção das peças. A mesma coisa serve para as duas motos. Existe ainda uma tecnologia embarcada que tem um custo para ser mantida. Quando quebra uma câmera daquelas, na mesma hora tem que dar manutenção. Então, tudo isso tem um custo para o cidadão.

EM TEMPO ― Então, continuamos sendo um corredor onde a droga entra até com uma certa facilidade? Omar Aziz ― Todo mundo tem essa informação, não é uma informação sigilosa. Você chega lá na tríplice fronteira BrasilColômbia-Peru, tem o Solimões com quilômetros de comprimento, então, se você não tiver uma fiscalização em todas aquelas embarcações passando ali, pela manhã, tarde e noite, é claro que vão passar drogas e armas. Se pegar o rio Içá, que sai do Peru e vai até Santo Antônio do Içá, vai ver que aquilo é um corredor de entrada de droga. Para se discutir uma política de combate às drogas temos que, em primeiro lugar discutir uma forma de prevenir sua entrada pelas nossas fronteiras. Em segundo, investir pesado no trabalho social. Mas isso vai depender muito do empenho que possamos ter na educação.

EM TEMPO ― Existe ainda o investimento na manutenção dos presídios. Omar Aziz ― Para construir um presídio eu gasto R$ 20 milhões. Só que ele me custa muito mais por ano, porque você tem que pagar R$ 2 mil por cada detento. Eu faço uma troca, já disse até ao ministro que é meu amigo – “Zé (José Eduardo Cardoso), eu faço o presídio e você dá o custeio”. Mas, quando você fala em custeio para o governo federal eles fogem como o diabo foge da cruz. Ninguém quer discutir custeio. Então, o custeio do Estado avança, mesmo que você faça algumas concessões, tente economizar, tente de forma diferente minimizar custos. Em 2012, por exemplo, nós chegamos a R$ 2 bilhões de custo somente na saúde.

EM TEMPO ― (interrompendo) O senhor não acha que a escola de tempo integral talvez seja a alternativa mais viável de combate à criminalidade, mesmo a longo prazo? Omar Aziz ― Com toda a

EM TEMPO ― Qual é a arrecadação do Estado hoje? Omar Aziz ― Em ICMS R$ 6 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões ficam para o Estado, já que 50% é do Estado e 50% é distribuído entre os municípios. No total,

Com o PIB crescendo 1% já foi um milagre a gente ter aqui um crescimento da ordem de 14% a 15%

O Brasil não tem plantações de maconha e muito menos de folha de coca, mas o tráfico entra com facilidade pelas nossas fronteiras


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MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

Nós dobramos o número de delegacias na cidade de Manaus. Saiu de 16 para 30

Coloquei 3,6 mil novos policiais nas ruas de Manaus: 1,1 mil na Polícia Civil e 2,5 mil na Polícia Militar

em 2012, o orçamento do Estado foi R$ 11 bilhões. EM TEMPO ― Administrativamente, o que esperar de 2013? Omar Aziz ― Será um ano que nos possibilitará fazer grandes obras. Só na cidade de Manaus teremos a continuação da avenida das Torres, que já iniciamos, a urbanização da Arthur Bernardes, no São Jorge, onde serão 1,5 mil apartamentos que, inclusive, já estão licitados. Falta apenas fazer a limpeza, a terraplenagem para começar os apartamentos. Só na área rural dos municípios já entregamos 5 mil casas. Hoje começamos a derrubada de casas na Glória, Aparecida, Bariri, Betânia, Morro e Raiz, onde eu espero tirar até fevereiro mais de 4 mil famílias, num tempo recorde. Chego no final do meu governo sendo o governador que mais tirou famílias dos igarapés. Também serei o governador , e aí não vai aqui nenhuma crítica, que mais casas irá construir para o povo amazonense. EM TEMPO ― Quantas casas o senhor já entregou até agora e quantas pretende entregar até o final de seu governo? Omar Aziz ― Até agora 7 mil. Até o final do meu mandato pretendo entregar entre 25 mil e 30 mil. Nós entregamos agora 3.511 apartamentos e casas. Até junho do ano que vem, no total, serão mais 9 mil casas. No interior estamos desenvolvendo um projeto de mil casas. Vamos construir também 2 mil casas no Cacau-Pirêra, onde vamos acabar com os alagados; vamos implantar o Prosamim nos municípios de Maués e Itacoatiara EM TEMPO ― As obras da Copa do Mundo estão atrasadas ou estão dentro do cronograma que o senhor estabeleceu?

Omar Aziz ― Do ponto de vista da arena, a obra não está atrasada. Tivemos problemas, o pessoal acompanhou, passou um tempão para ser liberada a primeira parcela da verba e o Estado teve que financiar a obra. Mas, agora, nós já conseguimos manter um cronograma. Já tem mais de 50% da arena e o cronograma de pagamento também já atingiu os 50%. Já foi feita a encomenda da cobertura da arena, que deverá chegar aqui no final de abril, início de maio. Até setembro, essa cobertura estará toda montada e em setembro mesmo a gente faz o gramado para que, em dezembro, possamos testar a arena.

urbana nós conseguimos retirar o monotrilho e o BRT da lei de responsabilidade da Copa. Então, nós estamos entrando no PAC. Em relação ao monotrilho, para você ter uma ideia nós estamos devendo quase R$ 2 milhões para uma empresa porque ela já está fazendo sondagens. É que uma série de coisas já vem sendo feita na cidade de Manaus e, aparentemente, as pessoas nem sabem que é o monotrilho.

EM TEMPO ― A previsão é de quantos testes? Omar Aziz ― Serão quatro testes antes da Copa: o primeiro teste será feito com 10 mil pessoas, o segundo com 20 mil, o terceiro com 30 mil e o quarto com 40 mil. Essa é uma obrigatoriedade da Fifa. Em relação ao centro de treinamento, dia 10 abre a licitação da Colina, onde faremos um estádio para 10 mil pessoas, que se tornará o centro de treinamento. É uma obra que vai custar R$ 22 milhões. Hoje eu discuti com o Arthur sobre a possibilidade de a prefeitura ceder uma área no Coroado, onde existia uma vila olímpica e que está desativada, para que a gente possa fazer um estádio com 5 mil lugares, que ficaria para a Zona Leste. Estou também verificando um outro terreno, que seria o terceiro centro de treinamento. Esses dois últimos, que são menores que a Colina, custariam, cada um deles, entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões. Então seriam três centros de treinamentos a serem utilizados futuramente pelo próprio esporte.

EM TEMPO – Sim, mas como resolver o problema de transporte da Copa? Omar Aziz ― Como na Copa? A Copa não exige mobilidade, ela exige uma arena com segurança. Você sabia que nenhum estacionamento pode estar a menos de um quilômetro do estádio? As pessoas que forem de carro terão que ficar um quilômetro distante da arena. Entram no máximo 700 carros que a Fifa define. Todos os carros que circularem lá passarão por uma checagem de raios-X. Isto é uma questão muito séria, não é tão simples assim como as pessoas estão achando. Os estacionamentos que nós vamos usar são os da Vila Olímpica, da Assembleia Legislativa e da Secretaria de Administração. Todos já avalizados pela Fifa. Deles serão os micro-ônibus que levarão as pessoas para o estádio. Agora eu pergunto, quantos eventos que a gente realiza no sambódromo que dá mais de 60 mil pessoas. E aí, por acaso, a gente deixo de realizar algum evento por falta de estacionamento? O que nós temos que nos preocupar é com a sinalização, com a cidade bem limpa, com o serviço que nós temos que prestar. Agora, com relação à mobilidade, a minha preocupação não é com os turistas que vêm para a Copa. A minha preocupação é com o povo

EM TEMPO ― E a mobilidade urbana, como resolver? Omar Aziz ― Bom, quanto à mobilidade

EM TEMPO – Mas o projeto não fica pronto para a Copa? Omar Aziz ― Não, mas eu não estou preocupado com a Copa.

que vive aqui e que vai precisar usufruir dele nos próximos 30 e 40 anos. EM TEMPO – Governador, como é que foi o ano político? O senhor lançou uma candidata, perdeu a eleição e seu partido foi o grande vitorioso no interior. Qual a avaliação política de 2013? Omar Aziz ― Politicamente não foi um ano bom, afinal, o PSD fez 40% dos prefeitos no interior na primeira eleição disputada. Isto sem eu ir lá, porque eu tinha compromissos. Vários partidos que são aliados estavam disputando as eleições. Vários candidatos são meus amigos pessoais, então por uma questão de respeito àqueles que me ajudaram a ser governador eu não quis interferir. Essa foi uma decisão que eu tomei. Não é porque a pessoa não está no meu partido que vai deixar de ser meu amigo. A questão partidária, para mim, fica sempre em segundo plano. EM TEMPO – O senhor perdeu a eleição em Manaus ou a sua candidata a candidata era outra? Omar Aziz ― Perdi. Apoiei a Vanessa e perdi a eleição. Quem decide é o povo. Ninguém é dono e nem manda na vontade do eleitor. Isso está mais provado do que nunca, está cada vez mais claro. Eu tive esse tipo de derrota, eleitoral e política em 2008. Minha derrota agora foi eleitoral. Se você fizer uma pesquisa, hoje meu governo é bem avaliado, eu sou bem avaliado pessoalmente e o governo é bem avaliado. As pessoas não têm muita queixa de mim, até porque eu não faço mal a ninguém, não persigo ninguém e tento governar para todos. EM TEMPO – O senhor vai mexer no secretariado, em 2013? Omar Aziz ― Em festa de fim de ano, ninguém dá notícia ruim.


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Expectativa por um ano de superação Economia B4 e B5

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A força do ‘Amazonas Rural’

Programa do Estado promete dar impulso ao setor primário em 2013

Um ano de crescimento Enquanto são esperados avanços para 2013 no setor primário, o balanço de 2012 também não desapontou. “Foi um ano extraordinário. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que o segmento deu um salto de 4,8% para 7% em relação à participação no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, o que é um crescimento espetacular”, comemora Eron Bezerra. O secretário observa, ainda, que, conforme dados do IBGE, entre 2007 e 2012 a economia amazonense cresceu 50%, porém o setor primário avançou mais de 100%.

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Eron Bezerra destaca projetos para segmento no ano vindouro

AÇÃ

RICARDO OLIVEIRA

Rumo à autossuficiência O fôlego que o “Amazonas Rural” dará ao setor primário amazonense a partir de 2013 também garantirá ao Estado a autossuficiência na produção de alimentos no futuro. “O programa vai permitir a substituição de importação de produtos de outras regiões, ação que fortalecerá a economia regional e elevará a geração de empregos no interior”, avalia Lourenço. O presidente da Faea ressalta, ainda, que todo o pacote do

“Amazonas Rural” vai beneficiar milhares de pessoas ligadas a atividades primárias. “É um momento único para o segmento, que vai contar, a partir do projeto, com o fortalecimento dos serviços de assistência técnica e extensão rural, a intensificação da regularização fundiária e a modernização do setor por meio da mecanização agrícola, incentivo às culturas tradicionais e geração de emprego e renda”, pontua o dirigente, ao destacar que, atualmente, a atividade primária é responsável por mais de 276 mil postos de trabalho em território amazonense.

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pontado como estratégico para o Estado, o setor primário amazonense “vislumbra” um cenário animador para 2013. O otimismo está apoiado no programa “Amazonas Rural”, que deve gerar R$ 30 bilhões em negócios ao segmento nos próximos 4 anos e garantir já nos próximos 365 dias atividades de piscicultura, agricultura e fruticultura fortalecidas no Amazonas. Para o secretário de Estado de Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra, o “Amazonas Rural” é um grande carro-chefe que o governo do Amazonas usa como política de desenvolvimento para o setor primário local a ganhar força em 2013. “O programa contempla alguns eixos, dentre os quais estão a piscicultura, com a criação de cinco polos específicos na região do Baixo Amazonas, do Alto Purus, Madeira, Solimões e entorno de Manaus. Nos municípios dessa região, existem estações de alevinagens e algumas em construção, um centro de tecnologia montado em Balbina e outro que será estruturado em Humaitá”, frisa o secretário, ao salientar os projetos culminarão no fortalecimento da piscicultura amazonense. Somados aos projetos relacionados à criação de peixes, Eron ressalta, ainda, que, em 2013, será dada a continuidade à política de recuperação de vicinais, de criação de agroindústrias, entre outros projetos que garantirão ao segmento primário amazonense um prós-

pero 2013. “Vale destacar que está em fase de conclusão, no município de Fonte Boa, a segunda agroindústria de beneficiamento de ‘bacalhau da Amazônia’, assim como também está em fase final a primeira cachaçaria do Amazonas em Humaitá”, menciona o secretário, ao acrescentar, ainda, que, no próximo ano, também deverá ser inaugurado em Tabatinga um frigorífico com capacidade de armazenamento de 100 toneladas de pescado. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, também está otimista com as melhorias a serem proporcionadas pelo programa “Amazonas Rural” a partir do ano vindouro. “A nossa expectativa é de que a produção de peixe seja elevada de 15 mil toneladas por ano para 100 mil toneladas, somada a obtenção da classificação livre da febre aſtosa com vacinação para todo o território amazonense, o que dará um horizonte promissor para a pecuária no Estado”, projeta. Lourenço enfatiza que também está no aguardo do lançamento de um projeto de fortalecimento, em 2013, do Distrito Agropecuário, empreitada anunciada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). “A iniciativa proporcionará o fortalecimento do Distrito agropecuário, proporcionando desenvolvimento econômico e social com vistas ao aumento da produção rural para o mercado consumidor de Manaus”, observa.

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RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO


Economia

DIEGO JANATÃ

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

DIEGO JANATÃ

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Cenário animador para o comércio

DIEGO JANATÃ

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redução na tarifa de energia elétrica e a inauguração de um grande centro de compras ainda no primeiro trimestre do próximo ano animam o comércio manauense. A perspectiva é de que o desempenho do setor seja até 4% superior, em relação a 2012, de acordo com projeção da Associação Comercial do Amazonas (ACA). Conforme o presidente da ACA, Ismael Bicharra, um dos fatores que deverá impactar de forma positiva o varejo será a redução dos custos com a energia elétrica consumida pelos lojistas, serviço que hoje onera bastante a atividade comercial. A partir do primeiro trimestre do ano que vem, o insumo ficará mais em conta em todo o território nacional com a implantação, em fevereiro de 2013, do “Programa de Redução Tarifária do Governo Federal”, que vai reduzir a tarifa em 16,7% para os consumidores brasileiros. Outro fator que anima o comércio é o fato de que 2013 será um ano em que novos shopping centers serão inaugurados

Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta

em Manaus. Destaque para o da Ponta Negra. Com mais de 200 lojas, o empreendimento deverá abrir as portas ainda no primeiro semestre do próximo ano. O início de uma nova administração à frente da Prefeitura de Manaus é outra questão que vai ocupar a agenda do comércio no ano vindouro. A expectativa é de que o novo prefeito possa colocar em prática a promessa de revitalizar o centro histórico e comercial da cidade, que hoje está degradado. Para os lojistas, a modernização inclui a retirada dos camelôs e flanelinhas das ruas do Centro, reconstrução das calçadas, implantação de banheiros públicos e melhoria nas vias de escoamento do trânsito naquela região, que é considerada como a principal área de compras da capital. “Por tudo o que aconteceu no Amazonas, em 2013, será um ano bom o comércio”, enfatiza o presidente da ACA, Ismael Bicharra. Preocupação com a crise Embora o otimismo, a “turbulência” na indústria é algo que preocupa o comércio amazonense. O presidente da ACA, Ismael Bicharra, destacou que o governo do Amazonas deve dobrar os esforços para evitar que o setor industrial seja afetado pela concorrência dos importados e pela crise econômica mundial. “A economia mundial passa por uma fase muita complicada. A China depende muito da Europa e o Brasil depende muito da China. O governo deve ajudar a preservar a indústria local e os empregos no Distrito Industrial, cujos funcionários contribuem para movimentar as vendas do comércio”, ressalta Ismael Bicharra.

Crescimento tímido em 2012 Mesmo com todos os percalços causados pela cheia dos rios e os apagões deste ano, em 2012, o comércio deverá fechar com crescimento de, aproximadamente, 3% em relação a 2011. Este ano, o setor enfrentou uma situação atípica, alternando momentos de altos e baixos. No primeiro semestre, os lojistas amargaram perdas por causa da cheia dos rios, que invadiram os estabelecimentos comerciais da capital. Conforme levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), a média da queda nas vendas chegou a 40%, entre 25 de abril e 6 de junho deste ano, quando o rio Negro atingiu a marca histórica de 29,97 metros. Nesse período, 47 lojas da região central da cidade foram totalmente fechadas e outras 163 foram atingidas pelas águas. Segundo a entidade, ao todo 154 funcionários foram demitidos somente na época da cheia. Passado o sufoco, a descida da água trouxe um novo alento ao comércio a partir da segunda quinzena de julho, quando a primeira parte do 13º salário já estava no bolso do trabalhador. A partir desse período, o poder público, o comércio e a indústria injetaram um montante superior a R$ 200 milhões na economia amazonense com a antecipação da primeira parcela do décimo. Conforme estimativa da

CDL-Manaus, 40% do dinheiro injetado pelo 13º salário foram parar no caixa das lojas do comércio. A época natalina contribuiu para alavancar em 10% as vendas dos lojistas. “Tivemos uma melhoria bastante significativa no segundo semestre”, afirma o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag.

Ismael Bicharra, presidente da ACA, destaca fatores positivos para 2013

DIEGO JANATÃ

ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

MÁRIO OLIVEIRA

Energia elétrica mais em conta e abertura de novos shopping centers no primeiro trimestre de 2013 deixam empresários do varejo otimistas

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

Falha humana, demasiadamente humana

No encontro anual de confraternização com os jornalistas, a presidente Dilma Roussef fez um balanço das ações do governo, com ênfase nas projeções para a continuidade de seu mandato. Convenhamos que é compreensível a incompatibilidade do clima de festa com análises e avaliações mais aprofundadas. Entretanto, a superficialidade e justificativas simplórias de suas respostas para os desacertos da economia, por exemplo, deixaram no ar razões de desassossego e, sob certo ponto de vista, espanto. Numa delas, a presidente afirmou não ser possível aceitar que raios sejam apontados como causa dos apagões. “No dia que falarem para vocês que caiu um raio, vocês gargalhem. A nossa briga contra

os raios é o seguinte: se desligou, é falha humana. Não é de raio”. Na equação simplista da elucidação do fantasma energético que constrange o país, Dilma mirou no que viu e acertou no que – efetivamente – acontece, embora num sentido distinto de intenção e justificação. A falha de mais um constrangimento energético, dessa vez num aeroporto como o Galeão, do Rio de Janeiro, o maior do país, e principal portal de turismo e de negócios de Copa da FIFA e das Olimpíadas, num dia em que a temperatura beirou os 50 graus e o sistema de ar refrigerado ficou 17 horas em pane, é falha humana sim, mas no nível absolutamente gerencial, muito além do patamar técnico. Os gestores são seres humanos,

irremediavelmente humanos, Dilma tem razão. Trata-se, pois, de um fenômeno rigorosamente natural e moral, portanto humano, que tem-se dado num contexto habitual e corriqueiro da improvisação, da falta de transparência, e de ambiguidade de propósitos. Um deslize objetivo, portanto, corrigível, que remete aos equívocos na escolha do gerenciamento em vigor, decidido e escalado por critérios políticos no sentido rasteiro e distorcido do termo criado por Aristóteles, para descrever o conjunto de padrões, normas e valores que ordenam a polis, a vida do tecido social. A nomeação de gestores apadrinhados, que recai em cima de seres humanos, cabe insistir, e representados frequentemente

por sindicalistas ou militantes despreparados, amigos e parentes do grupo aninhado no núcleo de poder, tem incluído servidores de confiança que se integram na intimidade das repartições, alcançando gabinetes até do primeiro escalão. São, de fato, escolhas factíveis de desacertos, distorções frequentes, posto que humanas, resultantes da negligência no critério de seleção no requisito da qualificação. Basta ver os relatórios das diversas agências, de água, portos, saúde, energia e telecomunicações e suas respectivas ações e avaliações na Justiça, na Polícia Federal e Tribunal de Contas da União. Um constrangimento só. Ora, é também humano, e gerencialmente falacioso, dizer que o “ambiente” será melhor em

2013 e que vai fazer “o possível e o impossível” para impulsionar o crescimento do país. Isso funciona apenas para empurrar a todos a torcer ou rezar pelo futuro da economia do Brasil, jamais como indicador das propostas, relatos de medidas e estratégias de enfrentamento da crise que sacode o planeta e que, há muito, nos bateu à porta, a despeito da bajulação de setores avestruz da imprensa, da adesão oportunista da classe politica e timidez aliada ao despreparo da oposição parlamentar, um poder legislativo inepto, por exemplo, até para debater, decidir e fazer aprovar o Orçamento da União Federal. Falha humana, pra conotar as várias conceituações semânticas da expressão, é tratar com

silêncio obsequioso o rombo da Petrobras, conduzido pela gestão anterior a Graça Foster, escandalosamente falaciosa e com graves sequelas para o país. Tão grave quanto isso, é anunciar em temporada eleitoral a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, e negar-lhe a contrapartida de infraestrutura portuária, energética e de comunicação que sua generosa contribuição fiscal a cada ano autoriza. Com a anuência e a conivência inquietante da representação parlamentar federal. Que em 2013, um raio de agitação nos provoque a ser mais atentos, críticos, transparentes e insistentes na avaliação e projeção de nossas ações e intenções, como dizia Nietzche, humanas, demasiadamente humanas.


MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

Economia

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Obras às vésperas da Copa No ano que antecede o maior evento esportivo, a capital amazonense deve ter obras de infraestrutura em ritmo acelerado ao favorecer o segmento da construção civil local. Volume de empregos, também, deve crescer em 2013

RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO

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menos de 18 meses para a Copa do Mundo, empresas do ramo da construção civil amazonenses estão na expectativa para acelerar as obras de infraestrutura para o maior evento esportivo, do qual Manaus será uma das cidades-sede. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, as projeções das empresas do setor são positivas em relação aos preparativos da cidade para a Copa durante os próximos 365 dias”. “A grande expectativa é para dotar Manaus de infraestrurura necessária para receber o grande evento. Porém, é fundamental que os administradores públicos sejam ágeis nas decisões e intervenções para que essas obras sejam realizadas e Manaus esteja totalmente pronta para sediar a Copa de 2014”, observa o dirigente. Em relação às demais obras, não necessariamente ligadas à Copa, o presidente espera que a atividade continue aquecida. Ele diz que as empresas saberão aproveitar as oportunidades durante o ano vindouro. “Notamos a dinâmica de canalizar investimentos na construção de hotéis, prédios comerciais, condomínios de lotes”, comenta. Empregos Caso o volume de obras deslanche na cidade, as contratações no setor serão inevitáveis, conforme o superintendente do SindusconAM, Cláudio Guenka. “Nossa cadeia produtiva é composta por 88 mil trabalhadores, mas esperamos que com os investimentos a serem realizados no setor esse número chegue a, pelo menos, 100 mil profissionais”, disse.

Incentivos favorecem segmento O ano de 2012 foi positivo para o setor da construção civil, pelo menos é o que garante o Sinduscon-AM. O superintendente do Sinduscon-AM, Cláudio Guenka, destaca que os “ganhos” foram favorecidos pelos incentivos dados ao setor, o que possibilitou ofertas de produtos atraentes para os clientes com projetos arrojados nas esferas arquitetônica, tecnológica e sustentável. “Destacamos, sobretudo, a confiabilidade e a credibilidade do mercado amazonense nas construtoras locais”, ressalta Guenka, ao salientar que o incentivo ao crédito imobiliário no decorrer deste ano também impulsionou o desempenho das empresas ligadas à construção civil local.


Economia

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

ARQUIVO EM TEMPO/GIOVANNA CONSENTINI

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Indústria ano de su

Retomada no crescimento de setores estratégi ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

ARQUIVO EM TEMPO/BRNO FREITAS

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pós alguns “percalços” no ano de 2012, a expectativa é de que o setor industrial encontre novamente o rumo do crescimento em 2013 a partir da implantação de projetos de infraestrutura, da retomada de vendas de setores estratégicos e da proximidade de grandes eventos esportivos. Na avaliação do superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, o cenário que se avizinha para o próximo ano favorece o otimismo no segmento. O representante da autarquia se refere a eventos esportivos de porte internacional, que serão realizados no país, a viabilização do rodoanel viário de Manaus e a retomada das vendas de segmentos que foram afetados neste ano, como o polo de duas rodas. “O PIM continuará crescendo em setores estratégicos, além de apresentar recuperação nos

segmentos que tiveram dificuldades em 2012. Não há nada no cenário que indique recuo. Onde há problemas teremos recuperação e há um conjunto de bens que estão crescendo e que devem seguir nessa trajetória”, salienta o superintendente da Suframa. Segundo ele, com a proximidade da Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014, a produção de tablets e de televisores deverá ficar aquecida no próximo ano. Para Thomaz Nogueira, o segmento de motocicletas, grande “vítima” neste ano que finda, deverá se recuperar também. O ano de 2013 será de expansão do Distrito Industrial que sofre com a falta de áreas para a instalação de novas fábricas. Esta realidade, para o superintendente da Suframa, mudará com a construção do anel viário anunciado pelo governo do Amazonas. “O rodoanel vai gerar a estrutura que faltava para o melhor aproveitamento do nosso Distrito 2”, frisa. Duas rodas em crise Afetada pela crise mundial e a concorrência dos produtos importados da China, a indústria amazonense fechou 2012 com crescimento de


ia prevê superação

Economia

B5 DIEGO JANATÃ

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atégicos promete aquecer o setor em 2013 ano acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tirar as vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus (ZFM), representaram ameaças reais à economia amazonense. ‘Altos e baixos’ Apesar dos reveses, incluindo a queda no faturamento, que ficou em US$ 37 bilhões, em 2012, frente aos US$ 41 bilhões verificados em 2011, o Polo Industrial de Manaus (PIM) finalizou o ano com 45 novas fábricas e quase 120 mil empregos. Conforme a autarquia, o crescimento foi forte na fabricação de itens estratégicos para o polo, como televisores, condicionadores de ar do tipo split system, bicicletas, celulares e bens de informática. Embora considere 2012 como um ano “sólido” para a zona franca, o superintendente Thomaz Nogueira reconhece que o modelo não esteve imune ao cenário externo adverso, em particular, com as pressões exercidas pela economia chinesa.

WERTHER SANTANA/AE

apenas 3%, na comparação com o ano anterior, conforme dados da Fieam. Ou seja, a indústria local não “bateu nem na trave” do que previa crescer este ano. O baque maior foi sentido pelo polo de duas rodas. Ao longo de 2012, os empresários precisaram se articular bastante para pressionar o governo a tomar medidas para alavancar as vendas do setor, que ficaram travadas por causa da restrição de crédito adotada pelas instituições financeiras. Resultado: o segmento de duas rodas terminou o ano com 13% de queda nas vendas. Conforme a Suframa, ao menos seis fábricas encerraram as atividades em 2012. No polo eletroeletrônico, a Foxconn do Brasil fechou as portas e demitiu em torno de 700 funcionários, depois que suas vendas despencaram devido à falta de compradores. O principal comprador da empresa, a Nokia do Brasil, parou de adquirir as peças plásticas fabricadas pela Foxconn para adquirir os mesmos componentes mais em conta na China. A discussão sobre a unificação em 4% da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas transações interestaduais e a constante guerra fiscal com São Paulo, que este


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País

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

‘Brasil Carinhoso’ reduz pobreza extrema, diz Ipea

SISTEMA

Gasto Público estimula investimento em ensino

R$ 70 mensais. “A introdução do programa Brasil Carinhoso em 2012 alterou o desenho de benefícios e considera famílias que não chegariam à linha mínima de renda e calcula quanto falta”, disse Osório. Segundo argumenta, “não é possível calcular o benefício apenas por família, tem que considerar a renda per capita para ser efetivo”.

MUDANÇAS

Desde a criação do Bolsa Família, as regras de concessão de benefícios e os reajustes de valores já foram alterados várias vezes. Entre elas, está a ampliação do número de crianças para repasse O programa Brasil Carinhoso foi lançado em 14 de maio passado pela presidente Dilma Rousseff, com um pacote de medidas para tirar da miséria crianças até 6 anos de idade e previsão de investimentos de R$ 10 bilhões até 2014. O foco do Brasil Carinhoso está voltado para as famílias que não conseguiriam elevar suas rendas, mesmo contando com a composição familiar.

Avanços nos gastos públicos com Educação estão estimulando investimentos das empresas de educação em sistemas de ensino. A venda de apostilas, assistência pedagógica e treinamento a professores, que se consagrou entre escolas particulares, hoje mira as municipais e estaduais. Empresários do ramo estimam crescimento de dois dígitos em número de alunos em 2013. Com dois anos e meio de existência, a Abril Educação montou uma operação forte de sistemas de ensino. O portfólio inclui as marcas Anglo, Maxi, pH e GEO, para escolas particulares, e o sistema SER, para escolas públicas. Segundo Mario Ghio, diretor

de sistemas de ensino da companhia, o maior potencial de crescimento do setor está no setor público. Só no terceiro trimestre em relação ao ano anterior, o número de alunos do SER cresceu 20% de 115,6 mil para 138,5 mil no período. A meta é manter o crescimento de dois dígitos em 2013. Hoje, as editoras Ática e Scipione ainda são o maior negócio da Abril Educação, mas a empresa espera que sistemas e cursos preparatórios assumam a dianteira por terem maior potencial de crescimento. O governo federal determina um valor mínimo por aluno a ser destinado das verbas de Estados e municípios. REPRODUÇÃO

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número de pessoas em situação de pobreza extrema, ou seja, com renda de até R$ 70 por mês, poderia representar menos de 1% da população brasileira, se o programa “Brasil Carinhoso” tivesse sido implementado no ano passado. O cálculo é resultado de uma simulação divulgada esta semana, em Brasília, por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Atualmente, as famílias vivendo em situação de pobreza extrema representam 3,4% dos mais de 190 milhões de brasileiros. Pelas contas do Ipea, sem os benefícios de complemento de renda pagos pelo programa “Bolsa Família”, essa taxa seria superior a 5%. Rafael Guerreiro Osório, pesquisador do instituto, explicou que o possível “salto de efetividade” do programa - que objetiva a erradicação da pobreza extrema - é explicado pelas mudanças no cálculo do benefício. Mesmo recebendo recursos do Bolsa Família, muitas famílias não tinham renda própria ou os rendimentos eram tão baixos que, apesar da transferência do valor, seus integrantes não conseguiam chegar aos

FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR

Atualmente, as famílias em situação de pobreza extrema representam 3,4% dos mais de 390 milhões de brasileiros. Sem os benefícios, a taxa seria superior a 5%

Venda de apostilas hoje mira as escolas públicas Programa foi lançado pela presidente Dilma Rousseff em maio


Mundo

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

Filhos serão obrigados a visitar pais idosos, na China

TRÉGUA

Rússia chama oposição síria para um diálogo começar um diálogo em Moscou. O ministro de Relações Exteriores do Egito, Mohamed Amr, confirmou a informação e afirmou que os rebeldes não recusaram o diálogo. No entanto, ainda não há resposta da coalizão sobre a proposta russa. O grupo, que foi formado em novembro no Qatar, se recusou em diversas ocasiões a dialogar com o regime e só concorda com uma transição sem Assad e membros do regime envolvidos na repressão. Sobre as contínuas negativas, Lavrov se mostrou decepcionado com os rebeldes. “Acredito que uma valorização real da situação dentro da Síria incentivará os opositores prudentes a buscar caminhos para um diálogo político.”

O país tem discutido a questão, conforme surgem relatos de pais abandonados ou ignorados pelos filhos. A partir de agora eles terão seus direitos respeitados

Tentativa de conversa com Assad quer fim de conflito

governo chinês, emendando as leis que regulamentam os direitos dos idosos no país, tornou obrigatório que os adultos visitem “regularmente” seus pais. A emenda não especifica o que é uma visita “regular”, em termos de frequência. Mas, segundo a mídia estatal chinesa, a medida possibilitará que pais sentindose negligenciados pelos filhos levem o caso a um tribunal. O país tem discutido a questão, conforme surgem relatos de idosos abandonados ou ignorados pelos filhos. A mídia local está repleta de histórias de abusos -entre elas, o caso de uma senhora de 90 anos na província próspera de Jiangsu (localizada no leste da China) que foi forçada pelo filho a viver em um chiqueiro durante dois anos. Há também frequentes relatos de filhos tomando posse dos ativos dos pais sem que haja o consentimento deles. Durante os dois últimos anos, os casos de abuso de idosos em Hong Kong subiram 15%, de acordo com o “South China Morning Post”. “Devido à cultura chinesa, pessoas mais velhas estão relutantes em revelar o estado de desgraça de suas famílias”, afirmou o diretor de um grupo contra o abuso de idosos em uma entrevista.

DIVULGAÇÃO

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BESHARA/AFP/GETTY/IMAGES

A Rússia chamou, na sexta-feira, o principal grupo de oposição da Síria para se reunir em Moscou para iniciar o diálogo com o regime de Bashar Assad e tentar dar um fim ao conflito no país, que completou 21 meses em dezembro. O pedido foi feito após uma reunião entre o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o vice-chanceler sírio, Faisal Moqdad. Ele também pediu ao regime que retome os diálogos com a oposição. “Nós incitamos ativamente o regime sírio, como fazemos há meses, a fazer o que for preciso para concretizar suas intenções de dialogar com a oposição.” Lavrov disse que fez um convite ao chefe da chamada Coalizão Nacional da Síria, Ahmed Mouaz al Khatib, para

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Durante os últimos anos, os relatos de abusos a idosos em Hong Kong subiram 15%

Família tradicional em ruptura Em meio ao rápido desenvolvimento da China, após três décadas de reformas de mercado, a tradicional família estendida chinesa sofreu rupturas, aproximando-se do modelo ocidental. Assim, idosos foram excluídos do convívio familiar, obrigados a viver isolados, por conta própria.

A ruptura ocorre, por exemplo, quando a busca por emprego leva filhos a se mudarem para áreas industriais distantes de suas casas, deixando seus pais para trás. Como agravante, há poucas opções para idosos impossibilitados de viver por si, como asilos ou casas de repouso.

O problema é acentuado pela expansão da população idosa na China, após o aumento da expectativa de vida -que saltou de 41 anos para 73 anos durante as últimas cinco décadas- e depois também das políticas de planejamento familiar que limitam o número de filhos por família.


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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

E a cidade quase parou...

Congestionamentos diários tornaram a vida do manauense um sufoco, e notícia do adiamento de obras tão esperadas contribuiu para aumentar o estresse. Resta esperar que até 2014 os projetos para o setor finalmente saiam da prancheta FOTOS:ARQUIVO EM TEMPO/REINALDO OKITA

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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pesar da atual situação (crítica) do trânsito em Manaus, algumas medidas podem ser tomadas para melhorar a fluidez do tráfego de veículos da capital, de acordo com Pedro Carvalho, engenheiro especialista em Transporte Público e Trânsito, que assumirá a partir do dia 1º de janeiro o Instituto de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) e a Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU). Segundo ele, entre as medidas que podem ser implantadas estão o aperfeiçoamento do sistema viário existente buscando a solução de gargalos; informatização da rede de semáforos inteligente (que possuem sensores e de acordo com o volume de carro ajuda na fluidez), disciplinamento de estacionamentos e a implantação da Zona Azul no Centro da cidade. Entre os pontos principais que contribuem de forma significativa para fazer com que o trânsito de Manaus se torne cada vez mais complicado estão a escassez de vias estruturantes (acesso de ligação e de conexão entre as ruas), excesso de superquadras quadras e descontinuidades de muitas vias - devido a cidade ser cortada por igarapés - mais o crescimento acelerado da frota motorizada, que hoje é superior a 630 mil veículos, somados aos gargalos por incapacidades das vias ou mesmo a falta de solução para os cruzamentos, destacando-se a rotatória do Eldorado; André Araújo com Paraíba (antiga); André Araújo com avenida das Torres; João Valério com Djalma Batista e Constantino Nery; Pará com Djalma Batista e Constantino Nery, além da passagem subterrânea da Darcy

Vargas. Some-se a tudo isso, a notícia de que o Monotrilho e do Bus Rapid Transit (BRT), obras de mobilidade urbana, não ficarão prontas para a Copa do Mundo e 2013. Medidas Na opinião de Pedro Carvalho, apesar dos governos terem realizado algumas obras estruturantes, como a construção da avenida das Torres, do Anel Viário (começa no alargamento da avenida do Turismo indo até a Torquato e seguindo pela Reserva Ducke até o Distrito Industrial) e a Leste-Oeste (via que começa na avenida Desembargador João Machado passando pela avenida do Turismo indo até a avenida das Torres), ainda são poucas medidas estruturais que melhoraram o trânsito. “Como o passivo da cidade é muito grande, o que as obras que foram realizadas quase não são percebidas. Porém, o complexo da rotatória do São José destaca-se como a obra viária mais importante da gestão que finda, que de fato trouxe benefícios para quem mora na Zona Leste, principalmente com relação à redução de tempo de viagem naquele entroncamento”, avalia o especialista. Carvalho adianta que Manaus será preparada para atender a Lei Federal de Mobilidade Urbana nº 12.587/12, segundo a qual as cidades que possuírem mais de 200 mil habitantes têm que implantar o plano de mobilidade urbana, tendo como prioridade o transporte coletivo, sob pena de não haver liberação de recursos para investimentos no sistema viário. “Para atender a Lei da Mobilidade será formada uma comissão visando a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, conforme diretrizes do Plano Diretor, que inclusive será revisto e atualizado pela Câmara Municipal de Manaus em 2013”.

Individualismo em detrimento ao coletivo Algumas cidades do país receberam investimentos no transporte público e, com isso, os automóveis são usados apenas para passeios, enquanto que os ônibus são utilizados diariamente, explica Pedro Carvalho. “O problema é que quando o transporte coletivo não é bom, o carro tem que ser usado. Não podemos pensar em trânsito sem pensar em transporte público”, enfatiza. De acordo com ele, o total de

ônibus em relação à frota total de veículos motorizados que circulam na cidade é menos de 2%, em contrapartida, o transporte coletivo é responsável pelo deslocamento de 56% da população. “Portanto, a priorização do transporte coletivo é prioridade e requer investimentos na infraestrutura, o que não acontece há muito anos. Temos que começar a tratar o transporte de maneira diferenciada”, diz, citando o estado de conser-

vação dos terminais de integração e das paradas dos canteiros centrais. Manaus está atrasada, segundo Carvalho, aproximadamente 12 anos em relação a outras capitais na questão da priorização do transporte coletivo. “Hoje, o cidadão gasta mais de uma hora para vir do bairro Santa Etelvina até o Centro”, diz. Para ele, o modo como o transporte público é tratado precisa ser diferenciado, po-

rém avalia que não mudará de uma hora para outra. Carvalho destaca que Manaus é única da capital com sistema integrado, ônibus articulados, mas que não possui nenhuma pista exclusiva. “Tem que ter pista exclusiva, que fará com que os ônibus andem mais rápido e, com isso, a tarifa pode ser mais barata e os passageiros também chegarão mais rápido ao destino”, completa. (Continua na página C2)

A frota motorizada em Manaus é estimada em 630 mil veículos, que ainda passam por um sistema de escoamento ultrapassado


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Dia a dia

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BRT pode ser opção mais adequada para a cidade

Custo é bem inferior aos R$ 1,4 bilhão previstos para o monotrilho, sem contar com as desapropriações resultantes do projeto DIEGO JANATÃ

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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a opinião do especialista Pedro Carvalho, considerando o contexto local, principalmente a demanda de passageiros, o BRT, com valor de R$ 230 milhões fora as desapropriações, é a tecnologia mais barata para ser implementada em Manaus, pela sua flexibilidade estrutural, custo de implantação e de operação, que são bem menores, em relação ao monotrilho, que custará R$ 1,4 bilhão - sem as desapropriações. Além disso, lembra que é uma tecnologia genuinamente brasileira, que começou em Curitiba, sendo a mais implantada atualmente no mundo. “Das 12 cidades que serão sedes da Copa, dez estão implantando o BRT, sem contar com Manaus, cujo projeto do BRT (Leste-Centro) foi transferido para depois e com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC”, aponta. Segundo o especialista, hoje todos falam do preço da tarifa, porém a cidade tem o dobro da frota que precisaria se tivesse um sistema onde os ônibus fossem prioridade. Além disso, aposta que a nova gestão à frente da prefeitura deverá

buscar projetos para aperfeiçoar o sistema viário, buscar soluções para os gargalos em alguns cruzamentos. Na avaliação de Carvalho, a gestão que está acabando tem pontos positivos, como o transporte, que hoje tem frota nova e deixa um sistema convencional licitado. Entretanto, aponta que o novo prefeito terá que regularizar o trans-

Educação sempre é primordial O atual diretor-presidente do Manaustrans, coronel Walter Cruz, avaliou que a questão da educação é fator primordial para melhorar o trânsito e citou que foram implantadas algumas medidas para tentar desafogar o trânsito da cidade, como o implementação do Programa de Educação para o Trânsito, voltado ao desenvolvimento de ações educativas permanentes que contribuam para a valorização e o respeito à vida no trânsito de Manaus, com ênfase para a realização da Campanha “Tô na Faixa!”, para promover o respeito à faixa de pedestres, por meio da mudança de comportamentos e hábitos dos condutores. “Apostamos primeiro em educar e felizmente deu certo. Tínhamos um plano B para o caso da campanha não ser assimilada. Hoje Manaus respeita o pedestre”, comemora. Outro projeto que tem como ênfase a educação, visando a melhoria do trânsito

CUSTOS

Enquanto o BRT tem valor de implantação estimado em R$ 230 milhões, fora as desapropriações, o monotrilho custaria R$ 1,4 bilhão, sem incluir no montante valores com desapropriações porte alternativo, executivo e resolver a questão do mototaxistas e tentar melhorar a infraestrutrura das ruas, recuperar terminais de integração e reavaliar os itinerários. “A ideia é definir plano de mobilidade e a partir desse ponto começar a implantar um projeto de priorização do transporte coletivo”, afirma.

Em Manaus, transporte coletivo ainda não tem prioridade de uso

em Manaus, foi a implantação do projeto “Transversalizando o Trânsito”, que leva informação sobre trânsito para a grade curricular das escolas públicas municipais, projeto que conquistou o 2º lugar nacional do Prêmio Denatran de Educação. “São 600 professores e mais de mil crianças com acesso a matéria de educação no trânsito. Com isso estamos educando crianças para serem melhores pedestres e motoristas”, avalia. Para Cruz, também é prioritário haver uma rotina de operações de fiscalização para proporcionar fluidez do tráfego e coibir, entre outros comportamentos errados, o estacionamento irregular, veículos abandonados, falta de equipamentos entre motociclistas e o uso de objetos para guardar vagas de estacionamento em vias públicas. “Se os corredores exclusivos tivessem sido criados seria outro ponto positivo”, aposta.


Dia a dia

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Um passo importante da educação no Amazonas Redes de ensino estadual e municipal tiveram bom desempenho com relação a qualidade e número de estabelecimentos JOEL ROSA

MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO

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ano de 2012 teve evoluções significativas na educação municipal e estadual. Deixando a administração este ano, o atual titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Mauro Lippi, afirmou que entre os principais destaques este ano está a diminuição do abandono e reprovação escolares e, em contrapartida, o aumento do número de alunos aprovados. Os bons resultados obtidos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) também foram destaques tanto na rede municipal quanto na estadual. Para Lippi, este foi “um bom ano” de melhorias e avanços, tornando a cidade de Manaus a terceira maior em rede municipal de ensino no Brasil graças ao aumento do número de escolas nos últimos 4 anos. Atualmente, a rede de ensino possui 493 estabelecimentos credenciados no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec). “Sabemos que o município cresceu e junto com ele houve avanços importantes”. Destas escolas, 321 são pró-

prias da prefeitura e 172 são alugadas, das quais 68 delas foram reprogramadas para espaços mais adequados, com projetos arquitetônicos de organização própria para ambientes escolares, num total de 39,5%. Os demais 71,68% das escolas da rede foram reformadas, ampliadas ou construídas novas. Entre as principais ações da Semed durante os últimos 4 anos, o secretário destacou o término do turno da fome, sistema onde quase 30 mil alunos eram atendidos em um turno intermediário, no horário do almoço; o aumento do número de vagas na rede, passando de 85.090 em 2009 para 90.770 em 2012, e número de escolas que eram 438 em 2009 e hoje são 493. No Estado, por conta dos investimentos que ultrapassaram R$ 1 bilhão, a rede pública de educação básica, coordenada e administrada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), alcançou patamares nunca antes atingidos e já figura entre as dez redes de ensino com os maiores indicadores de qualidade no país. Hoje, a rede pública estadual é formada por mais de 500 mil estudantes e 562 escolas.

Plano Transparente de Gestão

Hoje a rede pública estadual de ensino alcançou patamares nunca antes atingidos no Brasil

Estado teve maior evolução O Amazonas foi o Estado brasileiro que mais cresceu no Ideb 2011, no ensino médio. De 26º lugar, no Ideb 2005, atingiu o 9º lugar, no Ideb 2011, entre todos os demais. No ensino fundamental, do 1º ao 5º ano (anos iniciais), o Estado ficou em 12º lugar.

No ensino fundamental, do 6º ao 9º ano (anos finais), ficou em 8º lugar. Empossado em agosto deste ano pelo governador Omar Aziz, o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva, atribuiu o sucesso do Amazonas no Ideb aos

investimentos governamentais associados ao planejamento de metas e ao compromisso dos educadores. “São avanços de grande significância que demonstram que o sucesso do aluno é a razão de todo nosso esforço e trabalho”, afirmou o secretário.

Lançado pelo secretário da Seduc, Rossieli Silva, como um de suas primeiras ações ao ser empossado pelo governador Omar Aziz, o Plano Transparente de Gestão define medidas que serão tomadas pelo governo do Estado no setor de educação com impacto em curto e médio prazo e cujas metas deverão ser atingidas até o final da atual administração estadual, em dezembro de 2014. Dentre as principais medidas estão oferecer 3 mil vagas para cursos de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino, adquirir 810 mil livros para o programa de estímulo à leitura aos estudantes do ensino fundamental.


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Dia a dia

Fogo e água, os age Três grandes incêndios e uma série de afogamentos na nova Ponta Negra marcaram o ano, sobretudo pela polêmica quanto à causa dos acidentes no principal balneário público de Manaus, até hoje interditado para banhistas LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO

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m 2012 algumas tragédias ficaram marcadas na memória da população amazonense. Entre elas, destacam-se os incêndios no bairro Presidente Vargas, na Zona Sul, onde 70 casas ficaram totalmente destruídas, em abril; o de 24 de julho, onde 33 famílias foram afetadas por um incêndio no beco Mestre Chico, na Cachoeirinha, Zona Sul; e o mais recente, desta vez na comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, Zona Oeste, onde 300 casas foram destruídas pelas chamas, em novembro último. Em todos eles as causas estão sendo investigadas. Além do fogo, a água também foi causa de tragédias – mais precisamente, 13. Esse foi o número de mortes por afogamento ocorridas na praia da Ponta Negra, desde que foi reaberta para o público em junho deste ano. Após tantas fatalidades e polêmicas quanto à causa dos afogamentos – por um lado, atribuído a um suposto serviço de engenharia errado e, por outro, ao comportamento inconsequente dos banhistas que não observavam as medidas de segurança -, a praia do complexo foi interditada pela segunda vez, estando fechado até hoje. Atuante em todas essas situações, o chefe de operações do Corpo de Bombeiros, capitão Orleilso Muniz, fez um balanço dos fatos e das atuações do órgão em 2012, quando a corporação registrou 5.633 atendimentos nas mais diversas áre-

as, como acidentes, podas de árvores, resgate de enchentes, incêndios e vistorias. “Manaus é capitalizada de habitações que foram construídas de forma irregular. Algumas habitações não possuem as condições mínimas de segurança contra incêndio, como compartimentos horizontais, verticais e outros. Aliado a isso, as pessoas que moram nessas áreas utilizam de forma significativa ligações elétricas clandestinas, o que potencializa o risco de incêndio. Portanto, esses incêndios ocorreram, em muito, por conta da negligência das pessoas que habitam esses locais. O Estado, por meio do Corpo de Bombeiros, procura sempre dar uma resposta imediata quando o sinistro ocorre, alocando grande quantidade de recursos para esses locais, pois sabemos que incêndios dessa natureza têm rápida propagação”, comenta. Em relação às mortes que aconteceram na nova praia da Ponta Negra, o capitão explica que muitos casos é por negligência das próprias pessoas. “Elas também devem ter responsabilidades com elas mesmas quando forem ao local. Os pais têm que cuidar dos filhos e os grupos de amigos se vigiarem, se você está nadando em um local de risco. Quando observamos que as pessoas estavam morrendo no balneário, triplicamos a segurança. Em 2009 e 2010 não tivemos nenhum óbito, em 2011 tivemos dois mas foram relacionados ao consumo de entorpecentes e praia ainda não tinha sido reaberta”, lembra. DIEGO JANATÃ

Perspectivas do órgão em 2013 Para o próximo ano, o capitão Orleilso Muniz anunciou que os treinamentos com a corporação serão intensificados. Estão sendo estudadas também novas bases do órgão para dar mais agilidade nas ocorrências. “A cidade de Manaus tem ganhado cada vez mais proeminência em âmbito nacional, e a corporação não pode ficar alheia a isso. Vários postos de bombeiros foram implantados visando

diminuir o tempo de resposta. Por exemplo, colocamos um nas dependências do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Compensa, Zona Oeste, no Coroado, Zona Leste, e outros no Palacete Provincial, no Centro. Outros ainda serão implantados. Além disso, foi feito investimento na capacitação do pessoal, cursos de mergulho autônomo, de salvamento em altura, dentre outros”, informa.

Desespero no Mestre Chico No dia 24 de julho, pelo menos 33 famílias foram afetadas por um incêndio no beco Mestre Chico, na Cachoeirinha, entre as ruas General Glicério e Leonardo Malcher, Zona Sul. Ao todo, participaram da operação de combate ao incêndio 14 viaturas do Corpo de Bombeiros e seis ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

(Samu), além da presença de policiais militares e da Defesa Civil. As causas da tragédia ainda estão sendo investigadas pelos órgãos responsáveis. Das 33 famílias que perderam suas moradias no incêndio apenas 17 inscritas no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) foram beneficiadas.

Ruínas dos imóveis atingidos por incêndio no Mestre Chico

IONE MORENO

Jovem observa incêndio que desabrigou 130 famílias em beco do bairro Presidente Vargas

A primeira grande tragédia A primeira tragédia ocorreu por volta de 8h40 do dia 18 e abril, quando um incêndio de grandes proporções deixou cerca de 130 famílias desabrigadas no beco Bragança, localizado na rua Boa Sorte, bairro Presidente Vargas, conhecido como “Matinha”. Segundo informações repassadas por moradores ao Corpo de Bombeiros na época, o sinistro foi provocado depois que uma mulher, não identificada, teria flagrado o marido em sua cama com outra pessoa. Durante a discussão, a mulher

ateou fogo na casa, mas os bombeiros não descartaram uma possibilidade de curtocircuito. O laudo da perícia técnica da Polícia Civil sobre as causas do sinistro pode demorar até um ano para ser divulgado. As famílias que perderam tudo durante o incidente foram amparadas pela prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) e recebem o auxílio-aluguel no valor de R$ 300. Algumas famílias estão cadastradas no Pro-

grama Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), que faz parte das obras na bacia do São Raimundo, e serão contempladas com casas. Na ocorrência o Corpo de Bombeiros conseguiu controlar o incêndio por volta das 9h40, uma hora depois. Para atender a ocorrência, um efetivo de 148 homens, 14 viaturas de combate a incêndio e outras 12 viaturas administrativas com equipamentos de atendimento emergencial foram enviadas para o local.


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entes das tragédias JOEL ROSA

Mistério e fatalidades na praia Para revitalizar a orla da praia da Ponta Negra, na Zona Oeste da cidade, a Prefeitura de Manaus criou um projeto que acabou lhe rendendo uma verdadeira dor de cabeça. Em seis meses já foram 13 mortes por afogamento. Nesse período o local já passou por duas intervenções para reorganizar a estrutura e atualmente permanece interditada. Quatro mortes ocorreram em julho, uma em agosto, outras quatro em setembro e mais três em outubro. Houve mais uma ocorrência em novembro. A primeira vítima foi o vendedor Cleiton Cristiano dos Santos, 27, que desapareceu na noite de 2 de julho. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte. Segundo testemunhas, ele estava embriagado e se banhava sozinho, antes de morrer. No dia 7 de julho, por volta de 6h, Bruno Ferreira de Moraes, 24, também morreu afogado na praia. Conforme testemunhas, ele entrou na água e ao mergulhar teria se afogado. Uma semana depois, no dia 15 de julho, morreram Fabrinny Ribeiro Ferraz, 28, e Márcio Roberto da Silva, 27. Ambos estavam tomando banho na praia, quando por volta de 6h desapareceram. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Amazonas encontraram os corpos de ambos, minutos depois. A quinta vítima foi Ailton Benício da Silva, 18, que morreu em agosto. No dia 1º de setembro a dona de casa Dulce Maria Aquino de Lima, 46, morreu afogada por volta de 6h30. No dia seguinte, o industriário André Souza Ribeiro, 33, morreu por

volta de 7h20. Ainda no dia 2, Randerson Menezes Nascimento, 18, também morreu, horas depois. O adolescente James Veras da Costa, 17, foi o último a se afogar naquele mês. Na tarde do dia 14 de outubro, morreu Lucivaldo Cruz da Silva, 23, após a reabertura da praia depois de um mês interditada. Na tarde do dia 23, o garoto Maurício Nóbrega Oliveira, 11, foi encontrado morto pelos bombeiros, depois que sua mãe se descuidou e não viu o menor entrar na água. Erison da Silva Costa, 19, morreu

FATALIDADES

Em somente seis meses após a reabertura da praia, depois de concluída sua ampliação, 13 mortes por afogamento ocorreram, levando finalmente à interdição da área até hoje afogado na tarde do dia 28, ele ainda foi socorrido pelo Samu, mas não resistiu. Fábio do Nascimento, 20, o último a morrer na praia, ele se afogou na manhã do dia 15 de novembro, quando estava acompanhado de sua namorada, entrou na praia e não mais retornou. Por recomendação do Ministério Público do Estado (MPE), o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) determinou o fechamento por tempo indeterminado da praia até que sejam averiguadas as condições estruturais do local, evitando novas tragédias. MÁRIO OLIVEIRA

DIEGO JANATÃ

Auxílio para os desabrigados No mesmo dia do sinistro na comunidade Arthur Bernardes, o governador Omar Aziz anunciou que as 500 famílias afetadas receberiam o auxílio-aluguel de R$ 400 e ainda R$ 500 para comprarem roupas. Além disso, o governo, por meio do Fundo de Promoção Social (FPS), entregou a cada família um fogão, uma geladeira, uma tele-

visão, cama de casal, colchão, rede, botijão de gás, fraldas, roupas de cama e cestas básicas. Passados um mês após o incêndio as causas ainda estão sendo apuradas. Os moradores da comunidade são cadastrados no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) e também devem receber casas.

Desabrigados pelas chamas da comunidade Arthur Bernardes

JOEL ROSA

Moradores tentam salvar seus objetos do grande incêndio

Treze pessoas se afogaram na praia da Ponta Negra

Incêndio na comunidade Arthur Bernardes Na manhã do último dia 27 de novembro, outro incêndio, desta vez na comunidade Arthur Bernardes, no São Jorge, Zona Oeste, deixou pelo menos 500 famílias desabrigadas. O fogo iniciou por volta das 8h. Em pânico, os moradores tentaram resgatar seus bens materiais. O Corpo de Bombeiros do Amazonas trabalhou duramente para controlar as chamas, que se propagaram rapidamente entre as casas de madeira. Segundo relato dos moradores da comunidade, o fogo

iniciou em uma residência quando os donos da casa ainda dormiam. Assustados, de imediato os habitantes começaram a retirar as coisas de dentro de suas casas, alojando-as no campo de futebol e em uma das entradas da comunidade, próximas à ponte do São Jorge. Como a maioria das casas do local era de madeira, as chamas consumiram tudo rapidamente. Homens do CBAM tiveram dificuldades para chegar até o local do incêndio por conta das pontes de madeira.

Pelo menos dez carrospipas foram usados para tentar controlar as chamas que avançaram em direção às casas localizadas nas margens do igarapé. Carros-pipas da construtora Andrade Gutierrez também prestaram assistência às viaturas que estavam no local. O Samu atendeu ocorrências de pessoas nervosas e ainda que inalaram fumaça em excesso. Atuação Os bombeiros chegaram ao local em seis minutos

depois e atuou com 15 viaturas de combate a incêndio, 11 carros-pipas, uma viatura Titam de combate a incêndio da Infraero e 173 homens militares. O fogo foi debelado por volta do meio-dia, e depois realizado resfriamento para que não houvesse ignição das chamas. As famílias que perderam suas casas estavam sendo direcionadas para o Ginásio Ninimberg Guerra, no São Jorge. Outros procuraram a casa de familiares para se abrigarem.


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Uma verdadeira ‘guerra’ nas ruas e nos presídios O

ano de 2012 nos setores de Segurança e de Justiça e Cidadania foi marcado por casos que chamaram a atenção da opinião pública. Um deles foi o da mulher grávida que teve a barriga cortada por outra que queria lhe roubar o bebê. Os homicídios continuaram a ocorrer; o tráfico de drogas continuou a ser um problema levando a outros crimes como os homicídios e assaltos. No de Justiça, o maior desafio foi bater de frente e conseguir vencer a guerra contra o crime organizado. Mesmo de dentro das celas, os criminosos lideraram rebeliões, fugas de presos, promoviam farras como a que levou à queda do secretário Lélio Lauria. A paz voltou a reinar nos presídios após a transferência dos “chefões” para os presídios federais. Mas houve avanços e realizações significativas. A principal delas foi a implantação do programa “Ronda no Bairro” que nestes 10 meses conseguiu diminuir em 27% o índice de criminalidade nas ruas da capital.

O investimento no projeto já é o maior da história da segurança pública no Estado. Todo o orçamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) em 2012 soma mais de R$ 1 bilhão, contra R$ 692,8 milhões no ano anterior. Boa parte desses recursos foi utilizada para melhorar a capacidade operacional das polícias Civil e Militar com o aumento do efetivo, ampliação da estrutura física, aquisição de equipamentos e material bélico, aluguel de viaturas e implantação de soluções tecnológicas. O número de Distritos Integrados de Polícia (DIPs) saltou de 17 para 30; o de viaturas das polícias Civil e Militar saiu de 204 para 1.293. Também foram feitos investimentos para a valorização profissional, com capacitação e melhorias salariais. De acordo com o secretário de Segurança Pública,Paulo Roberto Vital, o mapa de ocorrências criminais do programa aponta uma redução geral de 27% até o último dia 19 de dezembro. “A tendência de contenção da violência e de redução da criminalidade vem se consolidando mês a mês, e até mesmo superando nossas expectativas”, disse. Com o Ronda no Bairro, o

policiamento em Manaus hoje é feito por mais de 5 mil homens embarcados em quase 1.000 viaturas de duas e quatro rodas, todas novas e com tecnologias modernas de comunicação e localização de endereços, tudo controlado a partir do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que foi totalmente reestruturado. Batendo de frente Dezembro foi mais crítico com uma série de rebeliões e motins ocorrendo nas unidades prisionais de Manaus, inclusive femininas. A resposta às ações orquestradas foi a identificação e as transferências dos chamados “chefões” do tráfico ou “xerifes” que comandavam essas rebeliões. Outro caso que repercutiu foi a fuga de dois estupradores considerados de alta periculosidade da penitenciária de Puraquequara, este mês. Um dos fugitivos era Martilange Batalha da Costa, 32, acusado de estuprar 22 pessoas, principalmente crianças e adolescente. A notícia de que a fuga foi facilitada por um agente de disciplina suscitou até a fúria do governador Omar Aziz, que exigiu a demissão do servidor.

Investimentos na segurança pública no Estado ajudaram na redução dos índices de criminalidade IONE MORENO

NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Rebeliões e casos policiais chocantes este ano foram combatidos com o reforço no sistema de segurança na capital

Programa Ronda no Bairro, implantado recentemente na Zona Sul, foi o principal feito no Estado


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Amazonas pode se tornar um modelo de segurança Meta da SSP está firmada para o próximo ano, indo até a realização da Copa 2014 na capital amazonense, com investimentos ARQUIVO EM TEMPO/REINALDO OKITA

NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO

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governo do Estado tem como metas para 2013 continuar investindo na melhoria das condições de prestação dos serviços de segurança, contratar mais profissionais para as instituições do sistema; ampliar a atuação dos programas sociais e do Ronda no Bairro para o interior do Estado, começando pela região metropolitana de Manaus; revitalizar o sistema prisional; e reaparelhar as unidades policiais nos municípios. A meta, segundo o secretário de Segurança Pública, Paulo Roberto Vital, é seguir firme no propósito de fazer do Amazonas um modelo de segurança para o Brasil. Para isso, a agenda da Segurança Pública até 2014, quando Manaus abrigará a Copa do Mundo de Futebol, já está pronta, com o olhar focado em garantir a tranquila estada dos milhares de visitantes que virão conhecer nossas cidades e a manutenção da paz nas ruas de Manaus. O governo do Amazonas, por meio da SSP, vai

dar continuidade aos programas, projetos, planos e ações estabelecidos pela Comissão Temporária de Segurança para Grandes Eventos (CTESGE). Destacam-se nessa preparação os treinamentos integrados do sistema de Segurança Pública do Amazonas, em conjunto com órgãos estaduais, federais e municipais, buscando preparar bem os profissionais que vão atuar na segurança da Copa do Mundo em Manaus. Comando integrado Para que isso ocorra, vai começar a ser construído em 2013 o novo projeto do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Manaus para a Copa do Mundo, onde se reunirão órgãos federais, estaduais e municipais envolvidos com a segurança. O novo CICC vai substituir o atual Ciops, que está localizado na avenida André Araújo, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, e vai contar com todo o aparato tecnológico, com cerca de 200 soluções de tecnologia embarcada para viaturas, aviões e até barcos.

Como estratégias para 2013, governo anuncia planos de combate ao crime que incluem interiorização do programa Ronda no Bairro

Ronda rumo ao interior

Presídios novos e tornozeleiras

O Ronda no Bairro vai ser ampliado e vai chegar ao interior, mas isso ocorrerá com mais investimentos na realização de concurso para a contratação de novos policiais: “Por causa da peculiaridade, não será possível dotar os municípios com tecnologia de ponta como ocorreu na capital, por isso, a alternativa será construir mais delegacias e aumentar o efetivo policial nos municípios”, destacou o secretário de Segurança. Outra meta é efetivar o

Para a pasta de Justiça e Direitos Humanos, o governo do Amazonas vai ter novidades para 2013. Uma delas será a realização de concurso para servidores da pasta, principalmente para agentes penitenciários. “Faltam detalhes para a elaboração do edital, mas o concurso será realizado”, afirma o secretário de Justiça, Márcio Meirelles. Com a contratação, o governo do Estado pretende equacionar alguns problemas, entre eles a defa-

programa Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron), criado pelo governo federal, via Ministério da Justiça, com o propósito de dar aos Estados condições suficientes para participação no combate eficaz ao narcotráfico e outros crimes praticados na vasta extensão de fronteira do país. Em nível regional foi estabelecido o plano Estratégia Estadual de Segurança Pública Integrada para a Região de Fronteira e Divisas do Amazonas (Esfron), criado e executado pela SSP.

sagem de servidores e o problema da corrupção. Ainda no início de 2013, a Sejus pretende abrir licitação para a construção de mais um presídio na capital, uma penitenciária feminina que será construída no complexo prisional que funciona no quilômetro 8 da rodovia BR-174. Márcio Meirelles também anunciou que, finalmente, em 2013, será realizada a licitação para compra das chamadas tornozeleiras eletrônicas para monitoramento eletrônico de presos.


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A vida e a morte de uma rodoviária abandonada

Repassada ao governo do Estado, que deve anunciar mudança de seu local, terminal da capital segue com sinais de abandono FOTOS: DIEGO JANATÃ

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

‘Aqui não tem mais ninguém’

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strutura deficiente e ausência de limpeza e segurança adequadas são as principais reclamações de quem passa pelo terminal rodoviário Huascar Angelim, Zona Centro-Oeste, local que recebe mais de 330 mil viajantes por ano, de acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam). Após investimentos na mobilidade urbana, com a inauguração da avenida das Torres, da ponte Rio Negro e do início do projeto Bus Rapid Transit (BRT), fomentou-se a esperança de que olhares poderiam ser voltados à rodoviária, ponto de desembarque e embarque a 11 municípios do Amazonas e que também oferece viagens interestaduais, como Boa Vista (RR), e internacional, com destino a Caracas, na Venezuela. Contudo, apesar de sua importância turística e econômica para região, o terminal rodoviário padece, espremido entre um viaduto e uma passagem de nível. Com base nisso, o governador do Estado, Omar Aziz, anunciou que o local deverá ser desativado em breve, sendo transferido para outra área. Para a vendedora Jaina Menezes de Carvalho, 28, moradora da comunidade Novo Remanso, no município de Itacoatiara, o local está em condições insalubres e não oferece conforto adequado a quem precisa esperar até mais de uma hora pelo transporte. “O fedor do banheiro é terrível, não tem papel, nem porta nos sanitários. Eu ensinei logo para minha filha a ir ao banheiro em casa, por que esses não têm condições, são muito nojentos”, apontou. Nos dias de intenso calor, é que os usuários mais sofrem, uma vez que o local não disponibiliza bebedouros. “Tem gente que não tem condições de comprar uma garrafinha d’água porque já vem com o dinheiro contado. Cansei de ver pessoas enchendo garrafa na torneira do banheiro”, revelou. Cercada de malas, a estudante Euline Dias, 20, também reclamou das condições do banheiro. Das cinco cabines, apenas três possuem vaso sanitário e, desses, apenas um possui porta. As portas das demais, inclusive do compartimento do chuveiro, ficam escoradas nas paredes, tendo as usuárias que carregá-las se quiserem privacidade.

Após a saída da Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU), órgão que administrava o espaço, poucos funcionários da administração permanecem no terminal apenas para dar informações aos usuários. “Aqui não tem mais ninguém, somos só nós. Ficaremos aqui até quando uma pessoa aparecer para tomar conta da rodoviária. Acho que o próximo prefeito não vai tomar conta daqui, acho que o governo vai cuidar, mas não apareceu ninguém ainda”, disse um funcionário que pediu para não ser identificado.

Ele salientou que a falta de estrutura é frequente motivo de irritação dos usuários. “As vezes eles nos procuram com raiva, dizem que vão denunciar os problemas no jornal. Eu não acho ruim, quem sabe assim aparece alguém para tomar conta, ou o prefeito tomar tudo de volta de novo”, imaginou. O local era administrado pela SMTU, enquanto ela dividia o espaço até novembro deste ano, mas desde a semana passada a gestão foi oficialmente passada ao governo, conforme publicação no Diário Oficial do Município.

Por enquanto, apenas ideias O coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa, Miguel Capobiango, explicou que ainda não há um projeto concretizado para o local. “Tem que se encontrar uma solução. O governo e a prefeitura terão que fazer uma interface como forma de equacionar uma solução”, apontou. Sem projeto consolidado, Capobiango explicou que as adequações necessárias à rodoviária não serão otimizadas até a Copa de 2014. Em maio deste ano, durante audiência na Câmara Municipal de Manaus (CMM) sobre os investimentos em mobilidade urbana para a capital, estudos desenvolvidos pela secretaria da região metropolitana de Manaus apontaram dois lugares para a

transferência da sede. Os possíveis locais foram a região próxima à entrada do bairro da Cidade Nova, ou na avenida José Henrique, depois do parque de exposições Eurípedes Lins, no bairro Santa Etelvina. Capobiango salientou que após inauguração da ponte Rio Negro, foram criados 36 novos horários de ônibus, o que representa um aumento significativo e a necessidade de mudanças. “O local atual não oferece mais adequação necessária para funcionar com tranquilidade e é permanentemente congestionada. O transporte coletivo intermunicipal, é realidade na vida de muitas pessoas. Elas enfrentam dificuldade muito grande, porque nossa rodoviária não oferece conforto”, disse Capobiango.

Usuários da rodoviária reclamam das condições estruturais do local, que deverá ser desativado

Comparação com outro terminal Depois de uma temporada no município de Careiro Castanho a trabalho, o operador de espargidor roraimense Almir Pereira, 46, surpreendeu-se com a discrepância de investimentos entre os terminais de Manaus e de Boa Vista. “A rodoviária de Roraima é mais organizada, tem uma área maior, mais conforto para a

gente esperar o ônibus, tem mais lojas. Lá também tem mais segurança, aqui se a gente não ficar de olho na mala, perde”, disse. A situação já é velha conhecida dos comerciantes do local. A construção de duas paredes e o emprego de oito cadeados foi o reforço encontrado pelo dono de um boxe,

que preferiu não se identificar, para evitar prejuízos. “Da última vez que furtaram, levaram quase toda minha mercadoria, tive prejuízo de mais de R$ 5 mil. Aqui sempre foi desse jeito, tive que aumentar a segurança. Parece que o prefeito entregou a administração para o Estado, não sei o que será de nós”, questionou. Segundo a Arsam, rodoviária recebe 330 mil pessoas por ano


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ARQUIVO EM TEMPO/RAPHAEL ALVES

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Entrevista com nova secretária de Cultura Inês Daou

Destaques culturais de 2012

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Confira a personalidades que foram selecionadas pela equipe do Plateia

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o longo dos 365 dias do ano, a equipe do Plateia teve contato diariamente com diversos artistas locais. Juntamente com isso, foi possível acompanhar seus projetos e, claro, suas realizações. Os profissionais selecionados para receber este “prêmio” conquistaram destaque única e exclusivamente pelos seus méritos e benefícios que prestaram à população – levando a arte – e ao Estado. Nossos sinceros parabéns e que em 2013 a cultura tenha mais destaque e que mais projetos possam surgir como forma de exaltar a arte.

1 - Davi Nunes

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Regente da Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam) Nascido em Manaus, o violonista Davi Nunes é mais do que um regente. O maestro da Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam) é um sonhador com os pés no chão. Com ideias e com determinação e lucidez para buscar meios de concretizá-las, Nunes encerra o ano de 2012 com saldo tão positivo que sobram fundos para serem investidos no ano vindouro. Além de ter contribuído para ampliar espectadores para a orquestra, com dezenas de concertos apresentados em espaços culturais públicos, o maestro proporcionou a troca de experiências e enriquecimento técnico e estético para seus próprios colegas de trabalho, integrantes da Ovam. Duas participações especiais, con-

vidadas pela orquestra ganham destaque nesse conceito: as instrumentistas Badi Assad e Ana Vidovic. Como professor público de música, Davi Nunes atua desde 2000 em projetos do governo do Estado. Por Gustav Cervinka

2 - Alaídenegão

Banda amazonense Conhecida nacionalmente pela fusão entre os ritmos brega, rock, samba, carimbó, entre outros, a banda Alaídenegão também pode ser considerada como um dos destaques artísticos de 2012 pela circulação de suas músicas. Ainda no início do ano, no mês de fevereiro, os músicos percorreram o Estado do Nordeste, onde apresentaram suas composições em dez cidades. No mês de outubro, a Alaídenegão chegou às páginas da web após ser selecionada juntamente a outros artistas de todo o Brasil para fazer parte das atrações do show “Livre Day”, que acontece anualmente, sempre no mês de outubro, em São Paulo. Na ocasião, os músicos gravaram três canções autorais e uma versão composta por Alípio Martins. Por Priscila Caldas

3 - Isaac Maciel

Ex-gerente da livraria e editora Valer Durante 22 anos à frente da livraria e editora Valer, Isaac Maciel oportunizou a realização de diversos programas culturais como a feira promocional anual de livros, a “Quarta Literária”, manifestações de teatro, artes plásticas, encontros de discussão e doações de livros para instituições diversas. Em sua gestão, pôde-se observar que, além da visão comercial e administrativa, havia o maior interesse pela influência à prática da leitura e para a aquisição de mídias, com o intuito de deixar contribuições para a cultura literária da capital. Por Priscila Caldas

4 – Dyego Monnzaho

Ator e diretor da Com-

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panhia Cacos de Teatro Nascido sob as bênçãos do escritor José de Alencar e sua Iracema, Diego Monnzaho é de Fortaleza e chegou em Manaus em meados de 2005. De lá para cá, o artista vem ganhando cada vez mais espaço no cenário local, nacional e internacional. Responsável pelo festival Breves Cenas de Teatro, que este ano chegou a sua quarta edição, Monnzaho conseguiu movimentar a arte cênica do Amazonas. Sempre inquieto, viajou juntamente com sua companhia teatral para diversos Estados brasileiros e realizou uma turnê pela América do Sul, passando por cidades como Buenos Aires, Montevidéu, Assunção, Santiago e La Paz. Além disso tudo, foi o grande responsável por comandar o Festival de Teatro da Amazônia. Um “viva!” para Dyego Monnzaho. Por Bruno Mazieri

5 – Sérgio Andrade

Cineasta O ano de 2012 foi proveitoso para o cineasta Sérgio Andrade: seu primeiro longa-metragem, “A Floresta de Jonathas” estreou com boa recepção – tanto de público quanto de crítica, – no internacional Festival do Rio, quando encerrou a mostra competitiva. O filme ainda figurou em outros eventos nacionais, como a Mostra Internacional de São Paulo e o nosso Amazonas Film Festival, que rendeu a Bege Muniz, que dá vida ao protagonista, o prêmio de Melhor Ator. O longa foi, recentemente, selecionado para o Festival de Roterdã, na Holanda. O sucesso que Andrade alcança com suas obras não é de agora. “Cachoeira”, por exemplo, seu mais recente curta lançado em 2011, continuou se destacando em meio à sétima arte neste ano e aumentou para mais de 35 o número de participações em festivais ao redor do globo, acumulando também dezenas de conquistas. Por Victor Affonso

RICARDO OLIVEIRA

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>> Noite de São Silvestre

>> Sunset . A piscina do Park Suíte esteve movimentadíssima, num dos eventos mais descolados da temporada de pré-Réveillon da cidade. . O Sunset Party reuniu a turma da new generation em fim de tarde com ótima vibe. Gataria por todos os lados.

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br FOTOS: SILVIA CASTRO

>> Fashion . Alerta tendência: brilho em todos os looks, dia e noite! E boas festas! Brilho em tudo na virada do ano.

Luiz Felipe Souza

Jackeline Rabelo e Gabriela Sarda

Luizinho e Mariana Caldeira

Josie Alves

. E não esqueça que a pedida para o look do Réveillon é brilhoso, tudo com brilho como na foto deste modelo da estreladíssima (e caríssima) marca francesa Balmain. O dourado em altíssima cotação. E feliz Ano Novo!

. A coluna traça um roteiro bacana para a noite de Réveillon. Façam suas escolhas: O Tropical Hotel sacode suas dependências no Salão Solimões, a partir das 22h, com mais uma edição de seu tradicional evento de Réveillon, para 700 pessoas, que desfrutarão da ceia internacional com detalhes regionalizados, com bebidas incluídas e show ao vivo. O gerente-geral do Tropical Hotel, Antônio Maglione, estará de anfitrião. . A bateria show da Aparecida e a banda Amazon Beach agitarão a festa de Réveillon do hotel Park Suites Manaus. O hotel está oferecendo opções de pacote com hospedagem que permite acesso a festa, com ceia, e outros benefícios. O Sambão da Aparecida sacudirá o local famoso por sua vista privilegiada da queima de fogos da praia da Ponta Negra. Info-line: 3306-4500. . Pagode, rock’n’roll, sertanejo e muito Carnaval estão garantidos no Réveillon ‘Viva la vida’, uma parceria entre M1 Eventos e Jack Free, que vai apresentar no palco do Diamond Convention Center atrações como Ases do Pagode, Adriano Arcanjo, Luis Eduardo Dornellas e bateria da Aparecida, enquanto o DJ Sandro Souza comandará a pista nos intervalos. No dia 31 de dezembro, o evento está marcado para iniciar às 23h, com direito a open bar até 6h.

>> Agenda . O primeiro grande evento que movimentará o time VIP da cidade será no dia 1º de janeiro, no Teatro Amazonas, para a posse do prefeito Arthur Neto e do vice-prefeito Hissa Abraão Filho, além dos vereadores de Manaus. . O evento está marcado para às 16h. Com festa, em seguida, no largo São Sebastião.

Pedro Penedo

Geisa Frohlic

O promoter Júnior Vicente

. Em seguida, na Prefeitura de Manaus, será feita a transmissão do cargo de prefeito e viceprefeito, às 19h.


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FOTOS: IONE MORENO

Inês DAOU

‘Queremos agregar

E NÃO DIVIDIR’

BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO

Acho que as críticas são bem-vindas e acredito que a construtiva é sempre válida. Não tenho o menor problema em voltar atrás, de dizer “vamos refazer”. Quem me conhece sabe. Agora, não podemos fazer críticas sem embasamento, não dá para ser grosseiro”

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urante 8 anos – de 1995 a 2002 – Inês Daou foi diretora de um dos ícones da cultura estadual, leia-se Teatro Amazonas. De lá para cá, muita coisa mudou em sua vida, mas a paixão pela arte continuou. Escolhida pelo prefeito eleito Artur Neto para assumir as pastas de Cultura e Turismo da cidade (ManausCult e ManausTur, respectivamete), que agora se unem e recebem o nome de Agência de Promoção Cultural e Turismo, Inês Daou concedeu entrevista ao EM TEMPO um dia após o anúncio. Muito tranquila, ela afirma que críticas construtivas são bem-vindas, que pretende olhar com mais cuidado para os artistas locais, que sua secretaria contará com dois diretores – a atriz Socorro Andrade será uma delas – e que organizará a casa. O que será a Agência de Promoção Cultural e Turismo? A agência faz parte do novo plano de governo do prefeito de “enxugar a máquina” e encontrar modos de fazer tudo funcionar de maneira mais “azeitada”, com custeios – como chamam – mais baixos. A agência funcionará focos na cultura e no turismo, mas com atividades bem definidas. Trabalhar as bases da periferia, trabalhar com os artistas da cidade, trabalhar com novas pessoas e levar entretenimento para Manaus, aliada ao turismo, é a nossa meta. Temos que nos juntar, “varrer nossas calçadas” e fazer nossa parte: ajudar a prefeitura a encontrar soluções. E essas duas áreas são bastante interessantes. É muito bom lidar com a alegria das pessoas. A cultura está dentro de nós. Quando o prefeito anunciou a junção da ManausCult com a ManausTur, alguns artistas locais se manifestaram nas redes sociais e disseram estar com medo dessa decisão, pois pode prejudicar a política cultural. Isso pode acontecer?

Acho que não. Sou a pessoa do “junta”. Acho que se um cede um pouco daqui e dali vamos conseguindo andar. Acho que cultura e turismo combinam, uma depende da outra, vide o trabalho maravilhoso realizado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC) que faz uma ação para mostrar o Amazonas para o mundo com vários festivais. Quando viajamos vamos atrás da cultura de outra cidade. Lógico que precisamos dar a oportunidade das duas coisas acontecerem. Se dá certo em outras cidade, porque não em Manaus? As pessoas precisam receber as mudanças com generosidade. O mundo é isso! Quinta-feira de manhã estava pensando no que fazer no Ano Novo, recebi um telefonema e tudo mudou. Assim é a vida. Temos que estar abertos para isso e entender que nada é por acaso. Estaremos abertos a telefonemas, dicas pelo Facebook... Queremos agregar e não dividir!

tural, Revéillon da Cidade, entre outros. Isso será mantido? Ainda não tive tempo de pensar em todas essas coisas, mas o importante é seguir o objetivo do prefeito, que é voltar a cultura do município para dentro da própria cidade. Então vamos pensar: Virada Cultural precisa trazer gente de fora? Vamos conversar sobre isso, usar os artistas daqui. O que mais estou com vontade de fazer é um cadastro de todos os profissionais locais. Não sei se isso existe. Estou ansiosa para ter acesso a essas informações. Quero um cadastro de todo mundo porque, tendo esse banco de dados, poderemos organizar nossa vida cultural. Temos muitas demandas, temos os artistas agoniados porque querem trabalhar e queremos que eles possam ir aonde o povo está. Então o que está faltando? Está faltando organizar a casa. Não vamos inventar e nem criar nada. Queremos que as coisas funcionem bem.

Você já teve a oportunidade de conversar com o prefeito para saber, de fato, o que ele pensa para a cultura? Tivemos a oportunidade de conversar rapidamente. Tão proporcional quanto o convite. Mas dá para perceber o que ele quer para a cultura. A cultura de Manaus tem outro enfoque, cada coisa no seu lugar. O município tem uma política voltada mais para dentro, para a valorização das pessoas da terra, para espaços culturais bacanas. Na verdade, não dá para pensar separadamente de outras secretarias. Como posso querer fazer um evento em uma praça ou em outro local sem o suporte estrutural de uma secretaria? Precisamos estar com a cidade arrumada. Sinto que essa administração vem com pessoas que querem o bem, que querem contribuir e que juntos possamos construir um município onde queremos morar e viver.

Você tinha alguma inquietação relacionada à área cultural antes mesmo de receber o convite? Ainda não consigo colocar minha inquietação de maneira palpável. Tenho esse sentimento mas não sei como externá-lo. O que me incomoda muito é essa distância das pessoas mais humildes da cultura de um modo mais amplo possível. Do ponto de vista de elas entenderam que aquele tucumã que estão comendo é cultura. E delas poderem ter acesso a um quadro de um pintor bacana. Inquietame o fato de achar que tem que ser tudo “fechadinho” e restrito. Não funciona assim! As pessoas têm o direito de gostar de um Renoir como de um Arnaldo Garcez. Enfim, as pessoas têm que ter acesso, mas isso é difícil. Só não sei ainda como fazer, mas temos que conseguir.

Existe outra preocupação também com relação aos grandes eventos realizados pela secretaria de cultura do município, como o Boi Manaus, Virada Cul-

Você, enquanto produtora cultural, sabe apontar quais foram as deficiências da atual gestão ao longo dos 4 anos que se passaram?

Acho que faltou um olhar. Parar um pouquinho e perguntar para o vizinho ‘o que nós queremos?’, ‘Aonde podemos chegar?’ Porque se não tem esse direcionamento, se não tem esse olhar, fica tudo muito confuso, as coisas se perdem. Acho que, de fato, faltou esse olhar. Alguém tem que dar esse norte. Vive-se mal sem planejamento, mas vive-se. Isso talvez tenha influenciado durante esses 4 anos. Faltou objetivo, um questionamento e uma resposta. Você está preparada para receber críticas? Eu estou! Minha mãe sempre fica muito nervosa quando vê um amigo nosso, em cargo público, sendo motivo de críticas negativas. Mas sempre digo que isso está incluso no pacote quando se aceita assumir um cargo desse. Acho que as críticas são bem-vindas e acredito que a construtiva é sempre válida. Não tenho o menor problema em voltar atrás, de dizer ‘vamos refazer’. Quem me conhece sabe. Agora, não podemos fazer a crítica sem embasamento, não dá para ser grosseiro. É um cargo em que estamos expostos e será diferente. E a Copa de 2014? Estava preparada para me inscrever e trabalhar na Copa. Estava toda organizada. Participei de alguns eventos relacionados ao assunto, tenho lido muito sobre o que é o evento, mas não sei muito sobre o nosso papel, além de ser hostess. Isso sim, precisamos pensar logo! Certamente teremos um plano e uma ação conjunta com o governo do Estado e outras secretarias. O que você espera para os próximos 4 anos? Espero a coisa mais difícil: que a atividade cultural consiga sobreviver dela mesma. Espero que a economia criativa saia das teorias e vá para a prática e que consigamos encontrar o caminho para que o artista consiga viver bem de sua própria obra. Espero profissionalismo. Porque todo mundo tem que ser bom no que faz. Espero uma Manaus muito melhor!

Está faltando organizar a casa. Não vamos inventar e nem criar nada. Queremos que as coisas funcionem bem”

Temos demandas, temos os artistas agoniados que querem trabalhar e queremos que eles possam ir aonde o povo está”


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MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

‘Vivemos um cenário bem positivo, mas com baixas’ O artista plástico, que divide o seu tempo entre educação e as artes, afirma que o próximo ano terá novidades

FOTOS: DIVULGAÇÃO

PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

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ré-Bienal de Artes, performances no Festival de Dança Mova-se e a exposição “Em Busca do El Dorado”. Esses foram os principais pontos de atuação em 2012 citados pelo artista plástico, historiador e jornalista Otoni Mesquita. Ao conceder entrevista ao EM TEMPO, o amazonense avalia o cenário das produções artísticas, relata as principais dificuldades enfrentadas pelo segmento e fala dos planos para o próximo ano. Mesquita, que também integra o quadro docente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ressalta a importância de eventos que propõem a reunião e mostra de obras produzidas por profissionais locais. Como primeiro destaque, o artista cita a Pré-Bienal de Artes, uma programação de estreia, que antecede a primeira Bienal de Artes do Amazonas. Durante a mostra, que aconteceu no período de 30 de março a 30 de maio, no Centro Cultural Povos da Amazônia, com o tema “Dos Lápis de Di ao Festim das Barrancas”, o professor lembra que desenvolveu pinturas, instalações e performances

em uma sala pequena e fechada, comparada por ele como uma caverna. O artista explica que pintava as telas diariamente, com a intenção de deixar as obras inacabadas. Segundo Mesquita, ao visitar o local o público teria a oportunidade de conhecer o trabalho do pintor. “O interessante é mostrar o movimento, a inspiração. Verifiquei

CURADORIA

Antes de iniciar a mostra “Em Busca do El Dorado”, o artista participou da curadoria de dez exposições, entre elas: “Cinema Parado - A Arte em Fotodesenho” e “Memórias de Uma Vida de Arte” que 90% da população não conhece a rotina de um artista e que muitos não paravam para apreciar o trabalho ao verificar que as obras não estavam concluídas”, comenta. De acordo com o historiador, outro momento, considerado por ele como relevante no contexto cultural amazonense durante este ano, foi a terceira

edição do “Mova-se Festival de Dança: Solos, Duos e Trios”. O programa foi realizado no período de 13 a 17 de junho e contou com a participação de companhias nacionais e locais. Mesquita foi mais um dos inscritos e afirma que sua atuação, em uma performance que simulava o processo de evolução do ser humano, foi uma experiência inovadora. “As expressões mostram o nosso cotidiano. O fato de a programação acontecer na área em frente ao Teatro da Instalação também conta como algo diferente. Foi realmente uma experiência que valeu a pena”, expressa. Segundo Mesquita, antes de iniciar a mostra “Em Busca do El Dorado”, na galeria Moacir Andrade, no Serviço Social do Comércio (Sesc-AM), ele também fez curadoria das seguintes exposições: “Cinema Parado – A Arte em Fotodesenho”, da artista Kasmin Bíscaro; “Faunos e Ninfas Num Encantado Jardim Digital”, de Valter Mesquita e Priscila Pinto; “Memórias de Uma Vida de Arte”, alusiva à carreira do escritor, poeta e artista plástico amazonense Moacir Andrade; e, “Memórias da Loucura”, desenvolvida pelos pacientes do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro.

Otoni Mesquita participou de curadorias e fez parte do Festival Mova-se de Dança, em junho

Visão atual do setor artístico Para o historiador, a programação cultural intensa desenvolvida durante os últimos 12 meses impulsionaram o setor e serviram como um estímulo à adesão por parte da população, porém, Mesquita lamenta que ao chegar ao final do ano, o mercado tenha sofrido uma baixa em suas produções. “Vivemos um cenário positivo, mas infelizmente terminamos o ano com algumas baixas”, avalia. Mesquita considera que entre os principais obstáculos enfrentados pelo segmento artesanal está a falta de sensibilidade por parte dos empresários que estão à frente das galerias e ainda a necessidade de investimentos, que possibilitem

a utilização dos espaços. “As coisas só acontecem se houver alguém que interaja com o público e incentive a realização de eventos culturais. É disso que precisamos porque temos bons espaços”, informa. “Vejo tantos recursos, porém, pouco movimento. Isso traduz falta de dinâmica e de contato com o artista”, expressa. Projetos Ao falar das perspectivas de trabalho para o próximo ano, Mesquita é enfático ao dizer que não costuma programar suas exposições. O artista ressalta que suas produções nascem instantaneamente. “Costumo desenhar dentro do ônibus, ao me deslocar para algum lugar,

durante conversas com outras pessoas, no trabalho, em casa. É um trabalho muito intuitivo”, revela. Ele afirma que deve continuar em produção e à medida que os convites surgirem vai programar novas exibições. “Não gosto de amarrar as coisas e prefiro deixar que tudo aconteça naturalmente. Só espero ter saúde para continuar em atuação”, cita. O artista ainda anuncia que tem um acervo composto por várias obras que nunca foram exibidas. As peças podem vir a ser conhecidas pelo público, caso haja oportunidades. “Tenho séries que o público não conhece. Objetos, ensaios, e isso não me causa desespero porque um dia serão expostos”, assegura.

Para o artista plástico a Pré-Bienal de Artes foi um dos destaques nas artes plásticas


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MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

Teatro com ano promissor Articulista do EM TEMPO, ator e crítico amazonense, Márcio Braz afirma que a classe cênica esteve mais unida e deliberou com humildade sobre assuntos essenciais para o desenvolvimento das atividades ao longo do ano de 2012 DIVULGAÇÃO

VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

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ano de 2012 foi bastante promissor para o teatro local. Quem avalia a questão desta forma é Márcio Braz, ator, diretor e crítico amazonense. Como base, ele usa três grandes eventos que ganharam Manaus ao longo do ano, como a Mostra de Teatro, o Festival Breves Cenas e a nona edição do Festival de Teatro da Amazônia (FTA), todos sucessos de público. “A categoria teatral se reuniu mais, discutiu e deliberou com humildade sobre assuntos essenciais de nossa atividade”, frisa. Braz, que também é articulista do EM TEMPO, pesquisador do Núcleo de Antropologia Visual da Ufam (Navi) e já integrou o Conselho Municipal de Política Cultural da capital, comenta que um grande passo dado ao longo do ano foi a construção do diagnóstico da categoria, de modo a fazer parte do Plano Municipal de Cultura de Manaus, a ser votado pela Câmara dos Vereadores em 2013. Segundo ele, cada vez mais a faculdade de teatro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) tem suscitado interesse na área, criando performances, pequenas mostras e grupos de pesquisa. “Até intercâmbios internacionais os alunos estão fazendo”, ressalta. Outro grande marco em 2012 foi a decisão em modificar a estrutura do FTA, “um passo importante para o amadurecimento da classe”, como acredita o crítico. Alguns grupos merecem destaques pelos seus trabalhos em 2012, de acordo com Braz, como a Cia. Cacos de Teatro, que “tem promovido uma revolução em termos de seriedade, pesquisa e difusão de seu trabalho”. Não é para menos: com pouco tempo em atividade, circularam pelos Estados Unidos, Argentina e várias cidades brasileiras ao longo do ano. A Cia. de Ideias também, já que promoveu um importante trabalho de ressignificação de prédios abandonados do Centro de Manaus,

como parte de um projeto. O Teatro Experimental do Sesc (Tesc), comandado pelo escritor e dramaturgo Márcio Souza, também foi ao exterior, chegando a se apresentar em algumas cidades pela França. “Se não me engano, é primeira vez que um grupo local aportou neste país“, comenta Braz. Apogeu Mas ainda falta muita coisa para o teatro amazonense atingir seu apogeu. Braz aposta na chegada do novo prefeito a Câmara Municipal de Manaus, principalmente, para a área receber uma sensibilidade maior em termos de investimento. “A prefeitura precisa entender que temos como símbolo da cidade o Teatro Amazonas e a música “Porto de Lenha”, escrita para ser trilha de uma peça. São

Quando perguntado para o que devemos nos atentar mais neste próximo ano, Braz é rápido e reitera sua opinião anterior: “A administração do Secretário de Estado de Cultura, Robério Braga, não consegue investir no interior porque se ocupa demais com Manaus, já que a prefeitura nunca promoveu uma política cultural”. De acordo com ele, a cidade se ressente de uma gestão eficiente e sensível que entenda que a cultura é a identidade do povo amazonense e aponta como uma possível solução mostrar para a administração de

Artur Neto que é necessário promover uma revolução cultural em Manaus, “que há anos vem sendo castigada com atuações pavorosas e populistas”.

NOVO RUMO

Segundo o articulista do EM TEMPO, Márcio Braz, houve um amadurecimento da classe artística na cidade com a realização da edição anual do Festival de Teatro da Amazônia duas grandes referências que por si só já atestam nossa vocação em atingir a grande massa e oferecer o público nossa maior identidade: a alegria e o amor imenso de estar no palco”, afirma. Ao longo de 2013, os três eventos citados no começo desta matéria continuarão sendo relevantes para a área, assim como outros festivais que contam com o apoio da iniciativa privada, setor que tem acreditado muito no teatro amazonense. “Além das reformulações nas estruturas desses festivais e mostras, 2013 promete ser um ano em que os encontros em torno de debates e pesquisas serão bastante extensos e salutares. O que nos falta é olhar mais para a nossa produção de uma maneira reflexiva e critica”, completa. DIVULGAÇÃO

Para Márcio Braz, 2013 promete ser um ano em que os encontros em torno de debates e pesquisas serão bastante salutares

CENÁRIO

A dança como agente modificador

Lia Sampaio destaca ações benéficas ao longo deste ano

Mesmo com as dificuldades de nossa realidade regional, como os bloqueios logísticos existentes no Amazonas, a dança consegue permanecer como agente transformador com o passar dos anos e manteve-se neste papel ao longo de 2012 também. Para Lia Sampaio, coreógrafa, pesquisadora, professora e mestre em dança em processo, esta função da arte vem se destacando de forma circular, “invadindo todas as áreas de forma democrática, fazendo uma travessia geográfica que marca um território artístico e cultural onde ainda não chegou”. Analisando o cenário desta forma, o ano que chega ao fim foi positivo para a categoria: uma combinação de conhecimento e informações pertencentes ao ambiente amazônico possibilitou, mais do que nunca, a formação de educadores

de dança que, segundo Lia, poderão espelhar insights expressivos na região, enriquecendo, desta forma, a pesquisa à nível nacional. A baiana radicada há décadas em Manaus foi uma das homenageadas da quarta edição do Festival Amazonas de Dança (FAD), que ganhou o Teatro Amazonas este ano, e atualmente coordena o curso de pós-graduação em dança educação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o primeiro a tratar deste assunto no Norte do país. Entre os destaques de 2012, Lia frisa o projeto educacional “Polo Arte na Escola”, desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), como importantíssimo por facilitar um dialogo interessante dentro do cotidiano escolar. “O intercâmbio que o projeto promoveu, possibilitando um encontro com todos os professores-atores dos 62 mu-

nicípios do Estado, encorajou mudanças de impactos culturais, familiares e ambientais”, defende, citando também o próprio FAD como destaque pois “proporcionou encontros entre culturas de dança”. E são

HOMENAGEM

A bailarina Lia Sampaio ganhou merecida homenagem na edição de 2012 do Festival Amazonas de Dança. Além disso, ela atua como coordenadora do curso de pós-gradução da universidade do Estado esses mesmos eventos para quais devemos nos atentar em 2013, que também terá o Festival Mova-se: Solos, Duos e Trios e a Semana do Profissional da Dança, que neste ano contou com a presença da pro-

fessora doutora parananense Marila Annibelli Vellozo. “A dança, que sempre foi vista de forma departamentada, precisa ser entendida como postura, comportamento estratégico de responsabilidade de todos, comprovando assim a eficácia de pressupostos articulados enquanto metodologia”, critica a pesquisadora. Para Lia, é necessário enxergar a arte como uma capaz de transformar atitudes e comportamentos, fazendo valer a compreensão de que a dança favorece a construção da pessoa e da autonomia. “Talvez, entre as muitas surpresas boas que se apresentarão em 2013, a nossa pós-graduação nos reserve uma possibilidade concreta de que a dança está em meio à transformações tecnológicas, revelando a sua transitoriedade. Mas o incentivo à produção científica continua sendo urgente e necessária”, finaliza. (VA)


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SBT 5:00 Aventura Selvagem – Reprise 5:30 Pesca Alternativa 6:30 Brasil Caminhoneiro 7:00 A Grande Ideia 7:30 Vrum 8:00 Programa da Manazinha – Local 8:30 Chaves 9:00 Sorteio Amazonas da Sorte – Local 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:40 Sorteio da Telesena 18:45 Programa Sílvio Santos 23:00 De Frente com Gabi 0:00 Série - O Mentalista 1:00 Série – Alvo Humano 2:00 Série – Chase 3:00 Encerramento de Emissora

RECORD 4:45 Bíblia Em Foco 5:00 Nosso Tempo 5:30 Desenhos Bíblicos 7:00 Voto na Record – Local 11:15 Tudo É Possível 14:00 Top Model – HD 15:00 Programa do Gugu 19:30 Domingo Espetacular – HD 22:15 Repórter Record 23:15 Série – Todo Mundo Odeia o Chris 0:15 Programação IURD

REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça – Local 7:30 Igreja Internacional da Graça – Local 8:55 Break obrigatório 9:00 TV Shopping Manaus – Local 10:00 Show de Ofertas da Cidade – Local 10:30 TV Kids – Local 11:00 Igreja Internacional da Graça – Local 12:00 Fique Ligado – Local 13:00 TV Kids – Local 14:00 Encircuito – Local (Reprise) 15:30 Amazonas Mix – Local 16:00 Break obrigatório 16:05 TV Kids 16:45 Ritmo Brasil 17:20 O Último Passageiro 18:40 Super Bull Brasil 19:40 Star Trek 21:00 TV Shopping Manaus – Local (Reprise) 22:00 Cine Total 23:30 Dr. Hollywood 0:15 É Notícia 1:15 Bola na Rede 1:45 Igreja Internacional da Graça – Local

GLOBO 4:45 Santa Missa em Seu Lar 5:45 Sagrado: Compacto 5:55 Amazônia Rural 6:25 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:05 Globo Rural 8:05 Auto Esporte 8:38 Esporte Espetacular 11:30 Temperatura Máxima 13:53 The Voice Brasil 15:17 Domingão do Faustão 19:30 Fantástico 21:50 Domingo Maior 0:05 Sessão de Gala 1:48 Corujão 3:15 Sob Medida 4:00 Festival de Desenhos

MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

Cruzadinhas

Cinema ESTREIA

DIVULGAÇÃO

De Pernas Pro Ar 2: BRA. 12 anos. Maior bilheteria do cinema brasileiro em 2010, com 3,5 milhões de espectadores, “De Pernas pro Ar” ganha uma continuação. Nesse segundo filme, a empresária interpretada por Ingrid Guimarães resolve abrir uma filial de sua sex shop em Nova York. Cinemark 1 – 13h (não será exibido terça-feira), 15h20, 17h50 (não será exibido segunda-feira), 20h10 (não será exibido segundafeira) e 22h30 (não será exibido segunda-feira); Cinemark 6 – 11h30 (não será exibido terça-feira), 16h10 (não será exibido segunda-feira), 21h10 (não será exibido segunda-feira) e 23h30 (será exibido somente sexta-feira e sábado); Cinemark 8 – 12h20 (não será exibido terça-feira), 14h50, 17h10 (não será exibido segunda-feira), 19h30 (não será exibido segunda-feira) e 21h50 (não será exibido segunda-feira). REPRODUÇÃO

Detona Ralph: EUA. Livre. Ralph é o vilão de Conserta Félix Jr., um popular jogo de fliperama que está completando 30 anos. Apesar de cumprir suas tarefas à perfeição, Ralph gostaria de receber uma atenção maior de Félix Jr. e os demais habitantes do jogo, que nunca o convidam para festas e nem mesmo o tratam bem. Para provar que merece tamanha atenção, ele promete que voltará ao jogo com uma medalha de herói no peito, no intuito de mostrar seu valor. É o início da peregrinação de Ralph por outros jogos, em busca de um meio de obter sua sonhada medalha. Cinemark 6 – 13h50 (3D/dub/não será exibido terça-feira) e 18h50 (3D/dub/não será exibido segunda-feira).

CONTINUAÇÕES

REPRODUÇÃO

O Hobbit – Uma Jornada Inesperada – 10 anos:Cinemark 3 – 13h40 (dub/não será exibido terça-feira), 17h15 (dub/não será exibido segunda-feira) e 20h50 (dub/não será exibido segunda-feira); Cinemark 4 – 11h10 (3D/dub/não será exibido terça-feira), 14h40 (3D/dub/diariamente), 18h10 (3D/dub/não será exibido segunda-feira) e 21h40 (3D/leg/não será exibido segunda-feira); Playarte 1 – 20h40 (3D/leg/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h59 (leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 5 – 13h20 (dub/somente segunda-feira), 13h20, 16h40, 20h (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 6 – 13h21, 16h41, 20h01 (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h21 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 7 – 13h22, 16h42, 20h02 (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h22 (dub/somente sexta-feira e sábado). As Aventuras de Pi – 10 anos: Cinemark 2 – 11h40 (não será exibido terça-feira), 14h30 (dub/ diariamente), 17h30 (não será exibido segunda-feira), 20h30 (não será exibido segunda-feira) e 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemark 7 – 12h40 (3D/dub/não será exibido terça-feira), 15h30 (3D/dub/diariamente), 18h30 (3D/dub/não será exibido segunda-feira) e 21h30 (3D/dub/não será exibido segunda-feira). A Origem dos Guardiões – Livre: Cinemark 3 – 11h20 (dub/não será exibido terça-feira). O Impossível – 10 anos: Cinemark 5 – 12h30 (dub/não será exibido terça-feira), 15h, 17h20 (dub/não será exibido segunda-feira), 19h50 (dub/não será exibido segunda-feira) e 22h20 (dub/não será exibido segunda-feira). O Mar Não Está Pra Peixe 2 – Livre: Playarte 2 – 14h20 (dub/ segunda-feira), 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 (dub/somente sexta-, sábado, domingo, terça, quarta e quinta e 22h20

(dub/somente sexta e sábado). Os Penetras – 14 anos: Playarte 3 – 14h10 (somente segunda-feira), 14h10, 16h10, 18h10, 20h10 (somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 22h10 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 4 – 14h11, 16h11, 18h11, 20h11 (somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 22h11 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 10 – 13h10 (somente segunda-feira), 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 (somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h10 (somente sexta-feira e sábado). A Vida de Outra Mulher – 12 anos: Playarte 8 – 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (leg/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h30 (leg/somente sextafeira e sábado). A Sombra do Inimigo – 14 anos: Playarte 9 – 13h25 (dub/somente segunda-feira); 15h30, 17h35, 19h40, 21h45 (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado).


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MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

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::::: Alô, 2013!

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

FOTOS: MANO EL NETTO

O casaloficial e defensores dos interesses do nosso Amazonas, o governador Omar e a primeira-dama Nejmi, dividindo com Johara os confetescom-flashes

No encontro de amigos na festa de confraternização de Pedrinho Aguiar: Gracinha e Marco Antônio Villela, casal que é sinônimo de paixão

::::: Novíssimo O Paço Municipal – cuja obra de restauro durou seis anos de espera, metade deles por conta de uma intervenção feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ao descobrir urnas funerárias no local – será reinaugurado hoje, às 18h, segundo informações da PMM. Também na manhã deste domingo, às 10h, o prefeito Amazonino Mendes entrega as obras do Corredor Ecológico do Mindu, projeto de recuperação ambiental e requalificação social e urbanística do igarapé do Mindu.

::::: A coleta de lixo Vamos colaborar também, se organizando, viu? A Semulsp informa que haverá nova alteração nos horários da coleta de lixo domiciliar, durante os dias de festas de final do ano, assim como aconteceu no Natal. A secretaria pede, encarecidamente, que cada morador observe o horário da rota da coleta em seu bairro, porque os carros coletores vão passar um pouco mais cedo amanhã. Pelo menos três horas antes do horário normal. Dica: procurem atender esse horário, para não ficar sem coleta. Num bairro onde a coleta geralmente acontece ao meiodia, deve-se colocar o lixo na lixeira às 9h. Depois disso, o carro coletor só passará na coleta diurna no próximo dia 2.

O grupo Ases do Pagode vai fazer a contagem regressiva para 2013 no Réveillon Viva la Vida, no Diamond Convention Center. A chegada do Ano Novo será brindada com muito champanhe e nos tons dourado, amarelo e branco que dominarão a decoração da festa da M1 Eventos e Jack Free.

A elegante empresária Gê Castelo Branco desfilando simpatia em festim-tendência das grifes Ellus e Datelli

::::: Sala de Espera Gilda Gato, Jander Loyola, Priscilla Ruas e Paulo Montenegro estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Os superanfitriões Rocilda e Alberto Martins receberão os

familiares e os amigos mais chegados durante o tradicional Réveillon do sítio Vovó Júlia, amanhã, com direito a ceia farta, música ao vivo e muito alto astral. Bem ao estilo Martins de ser.

Marco Antonio e Gracinha Villela também terão convidados para a chegada de 2013, no endereço chique da Ponta Negra, com direito a café da manhã reforçado – no dia 1°.

A elegantíssima Gê Castelo Branco, dona das grifes Datelli e Ellus, caprichou no quesito vitrine de suas badaladas lojas. Os looks para você arrasar nas festas de Réveillon estão – como dizer? – para lá de

fashionistas. Vale conferir. Os irmãos Haroldo e Marcelo Mourão reuniram a family na pizzaria À Bessa, anteontem. No intervalo de uma pizza e outra, o bate-

papo saudosista e lembranças da infância quando ainda residiam em Manaus. E viva 2013! Que ele venha repleto de saúde, paz e prosperidade. Oremos!


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MANAUS, DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

Orquestra divulgará CD ao longo do ano de 2013

Professor doutor em música, Márcio Páscoa revela suas impressões sobre as realizações de 2012 e novos desafios em 2013 IONE MORENO

GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

E

le é flautista, maestro, professor e doutor em música. Filho do artista plástico português Álvaro Páscoa, Márcio Páscoa é uma das personalidades que mais vêm se destacando como pesquisador de obras clássicas do período barroco, trazendo muitas delas à luz da apreciação popular, por meio do trabalho desenvolvido pela chamada Orquestra Barroca do Amazonas (OBA). O regente fala ao EM TEMPO sobre o que significou o ano de 2012 para o seu trabalho, bem como o que o ano vindou-

ro pode trazer para ampliar seus resultados. Com a OBA, uma das conquistas de Márcio Páscoa em 2012 foi o lançamento recente no mercado mundial do álbum “Dei Due Mondi”, gravado na Europa e que contém 12 músicas, busca apresentar o panorama de pesquisa e resgate de composições históricas do universo barroco. “O grupo cresceu em qualidade artística e isso redundou em maior difusão do trabalho. A atuação em âmbito local permaneceu, mas recebemos propostas interessantes, como a que nos colocou como grupo convidado no evento da Abraf (Associação

Brasileira de Flautistas) realizado em Manaus (trata-se do 11º Festival Internacional de Flautistas, promovido no período de 23 a 26 de agosto, no Teatro Amazonas)”, conta Páscoa sobre o significado do ano que chega ao fim. Com o disco gravado em Lisboa (Portugal) no período de 28 de setembro a 2 de outubro deste ano, Márcio Páscoa afirma que o número de concertos da OBA no exterior também se ampliou. Isso porque além de gravar o disco, a orquestra passou por quatro cidades diferentes da Itália, onde participou de quatro festivais igualmente distintos. Os concertos aconteceram na Antica

GRAVAÇÃO

O disco “Dei Due Mondi”, gravado pela Orquestra Barroca do Amazonas (OBA), foi gravado em Portugal e é considerado um dos grandes marcos da música erudita em 2012 Chiesa Plebana, de San Maurizio (Festival Invaghite Note), na Basílica de Superga, em Turim (Festival Kalendamaya), na Chiesa de San Giovanni del Boschetto, em Chivasso (Festival Almisonis Melos) e

no Festival Musica a Camogli, nos arredores de Gênova, que acontece num lugar chamado Oratorio di San Prospero. “Isso acaba revelando que o grupo vai provocando demanda. A gravação de um CD comercial com possibilidades de distribuição em escala mundial me parece uma das mais bem-sucedidas experiências do ano”, diz. Além de Portugal e Itália, o grupo já esteve na Espanha, também. No check-list de atividades pretendidas para 2013, o maestro Márcio Páscoa adianta que a OBA deve começar o ano concentrada na divulgação do álbum “Dei Due Mondi”. “Temos eventos de lançamento

do disco aqui e no exterior. Há concertos em Portugal e Itália a serem agendados. Recebemos um convite para gravar por um selo italiano e pretendemos fazer isso em tempo hábil para ser lançado ainda no último trimestre de 2013”, projeta. Além dessa promoção, o maestro revela que a OBA deve fazer um espetáculo de balé, com a coreografia de uma espanhola especialista em dança histórica. “Temos a proposta de fazer um espetáculo com a Orquestra Barroca da UniRio também, que está sendo formada em moldes parecidos com o nosso”, comenta.

Disco local com selo europeu O disco da OBA vem sob o selo europeu Numérica, que também assina a coprodução do material, juntamente com a própria orquestra, que investiu recursos próprios para obter esse resultado. A respeito da música como um todo no Amazonas, Márcio Páscoa acredita que é preciso ainda mais investimentos. “Essa é uma questão que, na verdade, envolve um contexto amplo. Acho que falta uma política de renúncia fiscal em favor de

ações artísticas em geral. A sua existência ou de mecanismo similar poderia aquecer bastante o setor cultural, promovendo certa estabilidade e aumento de qualidade, porque aumenta o número de praticantes e o de eventos. Mas aspectos de qualidade estão ligados também à formação. Sem investimento correto nisso, essa qualidade não aparece. É preciso saber como, onde e com quem contar na hora de investir”, pondera.


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EM TEMPO - 30 de dezembro de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu