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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVII – N.º 8.860 – DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
MARCADOS
PARA MORRER
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
O medo mora na comunidade Portelinha, no município de Iranduba, palco do conflito de terra que culminou com o assassinato da líder rural Dora Priante, sequestrada e morta com 12 tiros. O cenário é de uma vila fantasma (foto), com casas abandonadas e um silêncio sepulcral.
Cinco líderes da comunidade estão jurados de morte pelo suspeito de matar Dora, Ádson “Pinguelão”. O marido de Dora, Gerson Priante, e o militante Antônio Henrique Machado denunciaram que estão marcados para morrer. Caderno Dia a dia
Gerson Priante e Antônio Henrique Machado denunciaram que estão ameaçados de morte
EM TEMPO DESPERTA OS VALORES DA TERRA O Grupo Raman Neves de Comunicação vai lançar em setembro proposta inédita para fazer frente à crise e resgatar os valores e a autoestima das pessoas do estado. O administrador do grupo, Sando Breval (foto), explica os objetivos da iniciativa. A ideia surge em um período em que o atual quadro da economia brasileira é pouco animador. Economia B3 RICARDO OLIVEIRA
Plateia ERIBERTO VEM AÍ COM ‘JIM’ O ator Eriberto Leão vem a Manaus para apresentar o espetáculo “Jim”, no Teatro Amazonas, musical que conta a história de Jim Morrison, líder da banda The Doors, morto em 1971.
Para a pesquisa, o céu é o limite Está cravada no coração da floresta amazônica a maior torre de pesquisas do mundo, inaugurada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A torre tem uma estrutura de 325 metros, o que equivale a um prédio de 80 andares, e fica a 150 quilômetros de Manaus. Dia a dia C8
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CURUMIM
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O suplemento infantil resgata a figura de George Savalla Gomes, intérprete do Carequinha, o mais famoso palhaço do Brasil. Foi o primeiro artista de circo a fazer sucesso na televisão.
Elenco Escolha o sapato certo
JOGO DECISIVO PARA SPORT E MENGO
Oito em cada dez habitantes do mundo irão sofrer de dores nas costas. Isso pode ser consequência da má postura, falta de exercícios físicos ou escolha errada dos sapatos.
O jogo deste domingo na Arena PE entre Sport e Flamengo, pela Série A, é decisivo para os dois clubes. Bem mais para o time carioca, que foi eliminado da Copa do Brasil e tem apenas o Brasileirão para salvar 2015. Pódio E4
No meio da floresta, a torre vai monitorar o clima na região amazônica
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TEMPO EM MANAUS
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MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
FOTOS: JANAILTON FALCÃO
A2
Vento chegou a derrubar uma árvore na rua Joaquim Sarmento, no centro de Manaus
No bairro Nova Vitória, uma residência ficou totalmente destelhada após o vendaval
Temporal destrói casas e compromete maternidade Por volta das 6h de ontem, bairros de Manaus sofreram prejuízos com a chuva e rajadas de vento de até 76 Km/h
O
temporal que atingiu Manaus nas primeiras horas de ontem causou estragos em quase todas as zonas da cidade. Os ventos fortes destelharam casas e tombaram árvores. Além disso, muitos semáforos ficaram apagados e houve falta de energia elétrica desde as 6h em muitas localidades. Em uma residência no condomínio Joaquim Ribeiro, no Aleixo, Zona Centro-Sul, várias telhas voaram, assustando os moradores. “A chuva alagou a casa e uma das te-
lhas caiu sobre o carro de um vizinho”, disse a aposentada Ana Alves, 65. Já o funcionário público Nonato Santos, 46, informou que na rua Jataizinho, com acesso pela avenida Nathan Xavier, bairro Águas Claras, Zona Norte, um telhado inteiro veio abaixo. “Foi na casa de um vizinho, que não estava no imóvel no momento do incidente. O telhado inteiro voou e caiu sobre um muro do outro lado da rua”. Uma árvore caiu na rua Joaquim Sarmento, no Centro, interditando a área. De acordo com a moradora Vanessa Thuany, 23, o tombamento
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ESPORTE
Com vitória de ontem, Usain Bolt fez “trinca de ouro”
Jamaica vence e conquista tetracampeonato no Mundial São Paulo, SP - A Jamaica conquistou ontem o tetracampeonato do revezamento 4 x 100 m no Mundial de Atletismo. Usain Bolt fechou a prova e encerrou sua participação na competição com a terceira medalha de ouro em Pequim, na China. A equipe norteamericana abriu melhor a prova, liderando com pequena vantagem para a Jamaica. Na última passagem de bastão, porém, a equipe se atrapalhou e Bolt aproveitou para assumir a liderança e vencer com folga. Para a festa da torcida no Ninho do Pássaro, a equipe chinesa terminou com a medalha de bronze. Foi a terceira medalha de ouro de Bolt neste Mundial. O velocista venceu nos 100 m e nos 200 m rasos, derrotando seu principal rival, o norteamericano Justin Gatlin, nas duas provas. Bolt, 29, chegou à China questionado por ter lidado
RIVALIDADE
A terceira medalha de ouro do velocista Usain Bolt neste Mundial foi conquistada ao vencer o principal rival, o norte-americano Justin Gatlin, nas duas provas com lesão na perna e competido pouco e por ter tido marcas bem inferiores às de Gatlin. O atleta agora sai da competição fortalecido para a disputa nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. A festa jamaicana ficou completa com a dobradinha de ouro do revezamento. No feminino, a equipe conquistou o ouro com o tempo recorde da competição, marcando 41s07. Os Estados Unidos ficaram com a prata e a equipe de Trinidad & Tobago ficou com o bronze.
causou prejuízos, incluindo a queda de energia. “Por sorte, não passou nenhum carro ou pessoa na hora que a árvore tombou”, afirma. Agentes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) foram enviados ao local. A árvore, que tinha mais de 45 anos, foi retirada do local. Já na rua São José, no bairro Nova Vitória, Zona Leste, uma residência foi totalmente destelhada por conta da chuva e do vendaval, perdendo toda a fiação elétrica. Segundo um dos moradores
POLÍCIA
Homem é morto a pauladas Um homem ainda não identificado, de 1,70 metro de altura, foi encontrado morto a pauladas no beco Buriti, localizado no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus, durante a madrugada de ontem. Segundo os moradores, o crime teria ocorrido por volta das 3h30. De acordo com informações da Polícia Civil, o homem aparenta ter entre 36 a 40 anos de idade e teria sido agredido a pauladas no rosto e na nuca. Conforme relatos de alguns moradores do local, o homem não era conhecido da área. As informações dão conta de que a vítima estaria procurando uma festa e que caminhava carregando uma garrafa de bebida alcoólica. “Achamos que ele veio de uma invasão que fica próxima daqui, mas ninguém conhece ele”, comenta uma moradora que não quis ser identificada. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS).
da casa, Diogo dos Santos, 26, esta foi a primeira vez que isso aconteceu. “Todos os móveis e eletrodomésticos ficaram em condições imprestáveis. Não sei como vamos resolver isso”, conta. Outros destelhamentos ocorreram nos bairros Cidade Nova, Zona Norte, Ouro Verde, Zumbi e São José, Zona Leste. E tombamentos de árvores também foram registrados nas ruas Leovegildo Coelho, no Centro, Laço do Amor, no Jorge Teixeira, Anori, no bairro Nova Conquista, e Presidente Vargas, no Zumbi, todos na Zona Leste, além da rua 23, na Cidade Nova, na Zona Norte.
Segundo a Defesa Civil do Município, até as 9h, nove ocorrências por conta da chuva já haviam sido registradas. Ninguém ficou ferido. Até o fechamento da edição, o órgão continuava a contabilizar os estragos e prestar apoio às famílias prejudicadas. Maternidade A direção do hospital e maternidade Chapot Prevost, Zona Leste, informou que o temporal deslocou parte das telhas da unidade, causando infiltração no centro cirúrgico. A maternidade, por ser uma unidade de risco habitual, tem 75% dos seus partos normais
e não houve nenhum caso de necessidade cirúrgica ou que necessitasse de transferência para outra unidade. A direção disse que tomou todas as providências para restabelecer a normalidade dos serviços. Fenômeno Segundo dados divulgados pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a chuva começou às 6h e gerou um volume pluviométrico “da ordem de 5 milímetros”. Além disso, os registros do órgão apontaram que a temperatura caiu de 27ºC para 22ºC e os ventos atingiram velocidade de 76 quilômetros por hora.
TAILÂNDIA
Polícia prende suspeito de atentado São Paulo, SP - A polícia tailandesa deteve neste sábado um suspeito de ter participado do atentado a bomba que no dia 17 de agosto deixou 20 mortos em um templo hindu em Bancoc. A prisão ocorreu por volta de 14h (horário local, 4h de Brasília) em uma blitz policial em um apartamento no noroeste da capital da Tailândia. O suspeito foi identificado como Adem Karadag, com idade entre 20 e 30 anos e portador de um passaporte turco. No entanto, há a possibilidade de que ele seja um tailandês que tenta se passar por estrangeiro. Foi a primeira prisão feita pelas autoridades relacionada com o ataque, que não foi reivindicado por nenhum grupo até o momento. O suspeito “parece com aquele que estávamos procurando”, disse Prawut Thavornsiri, porta-voz da polícia
tailandesa. “Também foram encontrados muitos materiais que podem ser usados para fabricar bombas”, disse Thavornsiri. O ataque, realizado contra o templo Erawan, um dos maiores atrativos turísticos
BLITZ
A prisão ocorreu por volta de 14h (horário local, 4h de Brasília) em uma blitz policial em um apartamento no noroeste da capital da Tailândia. O suspeito foi identificado como Adem Karadag do país e próximo de shoppings e hotéis, deixou 20 mortos, sendo 14 deles estrangeiros, e mais de cem feridos. A prisão do suspeito encontrado neste sábado foi pedida após imagens de câmeras de
segurança o identificarem. A polícia suspeita que mais de dez pessoas tenham participado do ataque, o maior ato terrorista já realizado no país. O chefe da Polícia da Tailândia, Somyot Poompanmoung, afirmou que, segundo as investigações, os responsáveis fazem parte de uma organização composta por estrangeiros e tailandeses. Após a tragédia, que ocorreu no coração comercial da capital, as autoridades afirmaram ser “improvável” que o ataque tivesse sido realizado por grupos terroristas internacionais. Alguns analistas apontam motivações políticas, colocando como suspeitos a insurgência muçulmana do sul do país ou os Lobos Cinzentos, um grupo radical turco que teria promovido o ataque para se vingar da Tailândia por deportar membros da minoria turca para a China. DIVULGAÇÃO
YNDIRA ASSAYAG
Atentado à bomba ocorreu em 17 de agosto e deixou, pelo menos, 20 mortos em templo
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
A guerra-relâmpago do Detran O Departamento de Trânsito (Detran) do Amazonas distribuiu um comunicado, neste fim de semana, sobre a “blitz permanente”, que está realizando desde o dia 24, quartafeira. Os órgãos de segurança, no Amazonas, mais especificamente em Manaus, onde as ações ocorrem, têm mais visibilidade (não existem grandes jornais no interior do Estado) e são anunciados com essa ambientação de espetáculo. Acuadas pelo clamor da sociedade que sofre, não apenas a sensação, mas a realidade física, presencial, da insegurança, as autoridades respondem com anúncios desse tipo espetaculoso, às vezes, informam que vão agir dia tal, às tantas horas, no bairro tal contra a bandidagem (os bandidos têm franco acesso à informação privilegiada, que chega de bandeja aonde quer que estejam). Blitz era como se denominava cada ação-relâmpago e fulminante do exército nazista contra as forças aliadas; por serem relâmpago, não podiam ser permanentes. O Detran (e os órgãos municipais também) se estressaria muito menos e aos seus agentes se, simplesmente, mantivesse, permanentemente (aí, sim), uma fiscalização, como está dito em seu estatuto: para que serve o Detran? Para o que ele não está fazendo, tem sido a resposta correta da população de Manaus. O trânsito já é uma questão de segurança (as ruas estão lotadas de veículos automotivos dirigidos por infratores grandes e pequenos, que têm a certeza da impunidade) e de saúde pública (os hospitais estão lotados de gente que morre e é mutilada, com a igual certeza de que nunca será reparada). Não precisa anunciar: basta punir o vagabundo que abusa da velocidade, do som em altos decibéis, do álcool em postos de gasolina... E todo mundo saberá. Basta sair da zona de conforto... E do holofote. Não existe blitz permanente. A inércia, sim, é para sempre.
Procura-se um vice As eleições municipais de 2016 já estão na ordem do dia. E a pergunta que anda na cabeças, nas bocas e nos botecos é quem será o candidato a vice-prefeito de Arthur Virgílio (PSDB). Muita gente aposta no nome do presidente da Assembleia Legislativa, Josué Neto (PSD). O filho de Josué Filho sai na pole, porque é do partido de Omar Aziz, o maior cabo eleitoral de Virgílio. Dois aliados Aliás, outro trunfo de Josué – além da juventude – é o fato de que o governador José Melo, assim como Omar, já declarou seu apoio a Virgílio. Os dois são aliados do presidente da Assembleia. Portanto, Neto está com a faca e o queijo na mão. E por que não? Mas existem aqueles pitaqueiros de plantão que torcem pelo nome do deputado Serafim Corrêa (PSB). Sarafa, que já foi prefeito, tem todo o perfil para tocar 2 anos na prefeitura, já que Arthur deve ser candidato a senador em 2018, na chapa de Omar para o governo. Confiança Arthur precisa deixar em sua cadeira alguém em que possa confiar e que vai concluir, sem revanchismo ou “nhem nhem nhem”, seu projeto para Manaus. Ó último vice que escolheu, Hissa Abraão (PPS), foi um desastre. Seis meses depois da eleição o pau já estava cantando. O português é bom Podem acusar Serafim do que quiserem. Mas ninguém pode negar que ele é um político sério, ético, honesto, integro, inteligente e entende de números como ninguém. Quantos somos O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 3.938.336
pessoas estejam morando no Amazonas. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (28), no Diário Oficial da União (DOU), juntamente com a estimativa da população brasileira. Pelos novos números, o país já conta com mais de 204 milhões de habitantes. Quanto cresceu Os dados são de julho de 2015. Em 2014, o IBGE tinha estimado que a população brasileira era de 202 milhões de habitantes. Maior e menor O Estado mais populoso é São Paulo, com 44.396.484 pessoas. Já o menos habitado é Roraima, com 505,6 mil. Braga no Sul Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, esteve pela primeira vez no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (28), no almoço “Brasil de Ideias”. O convite foi do Instituto Voto. No Sheraton O Pool Bar do Sheraton Hotel foi palco de um encontro privado. Lá, o ministro falou sobre as prioridades e os investimentos da pasta que comanda. Mantega na CPI O presidente da CPI, Marcos Rotta (PMDB-AM), poupou a convocação de Lula e de seu filho Lulinha. Mas confirmou a do ex-
APLAUSOS
arteurucum@gmail.com
ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT), Guido Mantega. Consenso Segundo o presidente da CPI, Marcos Rotta (PMDB-AM), buscou-se um “consenso” entre os membros da comissão, antes do encaminhamento das convocações para o plenário. Visibilidade lésbica O Departamento de Promoção e Defesa de Direitos (DPDD) promoveu nesta sextafeira (28) um debate sobre a visibilidade lésbica. A discussão do tema “Quebrando Paradigmas, Construindo Cidadania” contou com a presença da secretária da Sejusc, Graça Prola. Ponto de partida Para a representante da Associação Amazonense de Mulheres Independentes pela Livre Expressão Sexual, Sebastiana Silva, o debate serviu como ponto de partida para buscar soluções, por meio de informação e conhecimento.
— Independente de condição sexual, somos cidadãs e temos direitos –, disse Sebastiana. Identidade e cidadania O encontro aconteceu em comemoração ao Dia da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto. A data é comemorada desde 2003, para fortalecer a luta em relação ao respeito, a identidade de gênero e a cidadania do segmento.
VAIAS
Juiz roqueiro
Gilmal
Conta de luz salgada DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Para o juiz gaúcho Dalmir Franklin de Oliveira, que montou uma banda tendo como parceiros jovens que ele mesmo condenou por crimes como tráfico, roubo e homicídio. A banda, chamada Liberdade, se apresenta no pátio do Case (Centro de Atendimento Socioeducativo) de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, onde os adolescentes estão internados, e em outros locais, sob escolta.
Para os novos valores da conta de luz que estão chegando às casas dos amazonenses. Principalmente aqueles que foram pegos na tarifa vermelha. Os valores são absurdos e deverão provocar uma enxurrada de ações no Procon.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Estado intervencionista Ao Estado compete prover necessidades básicas dos cidadãos, precisamente aquelas que exigem elevados investimentos e que constituem condições necessárias para o desenvolvimento social. A tríade fundamental é unanimemente declarada como Saúde, Educação e Segurança. Outras se fazem seguir, como o garantir, pelo transporte coletivo, o direito ao deslocamento; os investimentos urbanísticos que assegurem uma boa qualidade à vida nas cidades; o fomento às atividades econômicas que produzem a riqueza nacional, pela indústria, pela agricultura e pela pecuária. Enfim, devolver à sociedade, sob a forma de bens e de serviços, tudo o que dela fora retirado como impostos, tarifas, taxas e contribuições, pois o Estado não é gerador de riqueza, mas apenas o administrador de tudo o que a coletividade nacional lhe confia e que, por fim, constituirá o Erário. Nesse Estado, ao seguir o modelo oferecido por Montesquieu, se conjugam os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, harmônicos e sinérgicos no empenho de possibilitar à nação e à sociedade o melhor dos mundos possíveis, e nesta ação não se admitirá que peque pelo excesso autoritário, pela fraqueza da insuficiência nem pelos desvios e distorções dos seus fins. Como o próprio barão percebeu, qualquer das formas possíveis de governo poderá ser objeto de desfiguração e de aviltamento e, no caso da democracia, costuma levar ao populismo. Governa-se então, não pelo honesto bem da sociedade, mas pela busca do agradar e do conquistar as simpatias e a adesão do povo, com vista a um ganho eleitoral. Como o populismo tende a se aproximar do paternalismo político, logo as ações de governo ganham a feição e o trejeito de superproteção, como
se as pessoas fossem incapazes e despreparadas para exercer as decisões e os comandos concernentes às suas próprias existências. Na verdade, despreparado para a genuína ação política, o governo passa a projetar a sua insuficiência sobre o povo, quando tenta imiscuirse no que não lhe diria respeito, numa atitude que não educa nem contribui para o crescimento da consciência social. É como aquele pai que não libera, não estimula e nem permite que o filho cresça, pois, para tal, teria que conceder-lhe o ganho gradativo do autogoverno. E, a partir de tal postura, passamos todos a viver num país em que não podemos adquirir uma garrafa de álcool, a não ser que venha diluído com 50% de água, pois supõe o governo que nenhum de nós terá a capacidade de cuidar do produto que comprou; as oportunas lojas de conveniência, disponíveis nas 24 horas do dia, não mais vão poder vender qualquer bebida alcoólica – para portar, pois o Estado supõe que somos todos irresponsáveis; o prefeito de São Paulo manifesta a intenção de proibir a venda de “foie gras”, em defesa da integridade dos gansos (com bois, frangos e demais não está preocupado); logo os restaurantes estarão proibidos de por saleiros às mesas porque o sal em excesso faz mal à saúde (já há garçons burlando a proibição, ao levar os saleiros pendurados aos pescoços); e segue adiante a insopitável fertilidade legislativa do Estado brasileiro, para o qual todos nós não passamos de cidadãos de segunda classe, incapazes de governar nossas próprias vidas. Bem se expressou o ministro Gilmar Mendes, quando disse que criminalizar o uso pessoal das drogas “ofende, de forma desproporcional, o direito à vida privada e à autodeterminação”.
João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO
Governa-se então, não pelo honesto bem da sociedade, mas pela busca do agradar e do conquistar as simpatias e a adesão do povo, com vista a um ganho eleitoral. Como o populismo tende a se aproximar do paternalismo político, logo as ações de governo ganham a feição e o trejeito de superproteção”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Intransferível
Acho que é um imposto justo, porque atinge aqueles que têm uma renda maior. E é aplicado à saúde, favorecendo quem tem renda menor. Acho que, num momento de aperto fiscal, pode ser uma solução para resolver essa grave crise na saúde. Ainda mais se for uma proposta compartilhada com Estados e municípios. Acho que tem chance, sim
O prazo maior para defesa não deve significar vida mais fácil para Dilma Rousseff no julgamento das contas do governo de 2014 pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Na avaliação dos ministros, as pedaladas apontadas no voto do relator Augusto Nardes poderiam ser atribuídas à equipe econômica do primeiro mandato. Mas as indicadas na segunda leva de irregularidades seriam de responsabilidade direta da presidente, segundo parecer prévio dos técnicos do órgão. Calendário 1 Depois do recebimento das explicações do governo, previsto para 11 de setembro, haverá uma semana para a área técnica examiná-las e uma para o relator elaborar um novo voto. Calendário 2 Depois disso, os demais integrantes da corte teriam uma semana para analisar o relatório de Nardes. A data em discussão para o julgamento é 7 de outubro. Quorum Com as novas datas, a composição do tribunal deve estar completa: o ministro Bruno Dantas, que estaria fora se o julgamento fosse em setembro, volta para a última sessão do mês. Entre amigos O vice-presidente Michel Temer participa de evento nesta segunda-feira em São Paulo ao lado de Nardes, que recomendou a rejeição das contas de Dilma, e do juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato. Calendas Ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acreditam que o processo de cassação da chapa de Dilma e Temer deverá levar ao menos seis meses. O julgamento ficaria para 2016. Batata quente Luciana Lossio, que pediu vista do processo, disse a colegas que deve devolvê-lo ao plenário em, no máximo, duas semanas.
Revisionismo Uma ala do PT defende a realização de um congresso extraordinário do partido ainda este ano, depois do realizado em junho, em Salvador. Mea culpa O grupo –que inclui deputados do Rio Grande do Sul– defende que a sigla use o encontro para assumir erros e dizer que falhou no combate à corrupção. Berlinda Essa ala também cobra a expulsão de José Dirceu. A divulgação do laudo da Polícia Federal sobre a evolução patrimonial do ex-ministro, preso na Lava Lato, elevou a pressão. Pixuleco A cúpula da CPI da Petrobras visitou Luís Roberto Barroso para tentar convencê-lo a liberar o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco para participar de acareação com João Vaccari Neto e Renato Duque durante a ida da comissão a Curitiba. Atestado Os deputados levaram ao ministro três argumentos para derrubar o habeas corpus de Barusco, que alegou saúde frágil: sua defesa tinha concordado com a acareação, haverá médicos e é “irrazoável” que ele possa depor à Justiça, mas não à CPI. Ideia fixa A CPI vai insistir na convocação de Marcos Valério na próxima reunião deliberati-
va, em setembro. A oposição acha que, condenado a 37 anos e preso há dois, ele não tem “nada a perder”. Time 1 Otto Alencar (PSD-BA), que foi vice do ministro Jaques Wagner (Defesa) no governo da Bahia, será o presidente da comissão que o Senado instala na terça-feira para discutir a Agenda Brasil.
Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB na Câmara, na contramão do pensam os principais caciques do partido, é favorável à recriação de um imposto sobre movimentação financeira para a área da saúde.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br
Time 2 A relatoria da comissão especial ficará com Blairo Maggi (MT), de saída do PR para o PMDB.
IONE MORENO
Ritmo de festa O PDT promete um evento grande no início de setembro para a filiação dos irmãos Gomes. Quer anunciar junto a chegada do prefeito de Fortaleza, Robero Cláudio (Pros), e de seis deputados federais. Capa de revista A pré-candidatura de João Doria Jr. a prefeito de São Paulo começa a atrair famosos para o partido. Ronnie Von diz estar disposto a se filiar à sigla para ajudar “o amigo João”. Três em um Os tucanos Bruno Covas, Ricardo Tripoli e José Aníbal, também pré-candidatos, discutem a possibilidade de se unir em torno de um único nome para as prévias, contra Doria e o vereador Andrea Matarazzo.
Sob o calor irado e sem piedade deste verão, os transeuntes veem toda a sua vida passar diante dos olhos, como se diz que acontece, quando não há mais solução, faça chuva ou faça sol. Não se pode esperar que à sombra do muro aconteça um milagre (uma chuva descuidada, por exemplo, que nem toca no chão e já evaporou, tadinha). Então...
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Tiroteio Quando escreveu o livro dos Provérbios, Salomão não imaginou que previa o futuro de Dilma. Ela está escrava de suas mentiras”
Catequistas
O DEPUTADO LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDB-BA) sobre a presidente dizer que errou na avaliação da situação econômica durante a campanha eleitoral.
No último domingo do mês de agosto, a igreja homenageia seus catequistas. Quem são eles? Homens e mulheres, em geral jovens, na sua maioria mulheres, que se dedicam a árdua, mas necessária e gratificante tarefa de transmitir as razões e os conteúdos da fé às novas gerações de fieis. Fazem isto voluntariamente, como consequência natural da própria experiência de ter encontrado Jesus na igreja. Me impressiona sempre a dedicação daqueles que permanecem fieis apesar de todas as dificuldades e desafios dessa missão. O maior desafio é o de dar testemunho da própria fé, com uma vida coerente com os conteúdos que anunciam. Em tempos em que a sociedade envolvente não facilita a vivência dos valores evangélicos, ser catequista muitas vezes exigirá de quem o é remar contra a corrente. Como as testemunhas marcam as nossas vidas! Para mim a catequista que me preparou para a primeira comunhão continua a ser uma referência de vida na fé. Outro desafio é a fidelidade à palavra. Palavra que é Jesus, a palavra do Pai que se fez carne e habitou entre nós. O catequista anuncia uma pessoa com a qual deve ter intimidade na oração, e no estudo, orante das Sagradas Escrituras. Elas contêm a palavra e conhecê-la é conhecer o Cristo. Catequese não é simplesmente aula, mas uma iniciação mistagógica. O catequista tem a tarefa de conduzir seus catequisandos ao Mistério atualizado, celebrado e vivido na liturgia. Hoje, percebe-se a urgência de uma verdadeira iniciação à vida
Contraponto
Ratoeira tributária No jantar com o vice Michel Temer na quinta-feira, empresários reclamaram da alta carga tributária. Flávio Rocha, da Riachuelo, disse que o setor em que atua é “termômetro” do problema: –A prevalecer a alta de tributos, o varejo será o primeiro a sentir. Na sua vez de falar, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, usou uma metáfora para se referir ao assunto, provocando risos dos presentes: –O governo tributa tudo que se move. O ratinho passou, cobra uma fatia do queijo dele!
Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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cristã. É preciso que a fé não seja somente adesão a verdades doutrinais, ou uma forma de acessar o sagrado, ou pior ainda um entretenimento, mas que leve a conversão. Numa reunião sobre a intolerância religiosa que leva tantas vezes à violência alguém observou, que nas chamadas zonas vermelhas da cidade de Manaus pululam igrejas de todas as denominações. Sem chegar a conclusões precipitadas, pois estas precisariam ser baseadas em pesquisa cientifica, creio que se pode fazer uma primeira constatação, a religião aí vivida não está tendo incidência na vida das pessoas que continuam matando e morrendo nas mãos de traficantes que se tornaram os senhores da morte. Mas o que dizer de cristãos que nos oferecem o espetáculo da corrupção, chegando a usar estruturas de igreja para roubar e desviar dinheiro público? A encíclica do papa sobre o cuidado da casa comum veio nos lembrar que a fé tem dimensões ecológicas. É contraditório professar a fé num Deus criador e poluir o planeta produzindo lixo e degradando o meio ambiente. A criação geme esperando a revelação dos filhos de Deus. É urgente que os que têm fé vivam de forma coerente. A iniciação a vida cristã é tarefa para toda a vida. Em cada etapa do existir vamos descobrindo novas exigências, mas também podemos ir deslumbrando belezas antes desconhecidas. É bonito ver todo o esforço que se faz para que a catequese seja uma verdadeira iniciação a vida cristã. Muitos não entendem e preferem uma vivência eclesial que se resume a suprir algumas necessidades espirituais. Mas vale a pena trilhar caminhos novos cheios de esperança.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
O catequista tem a tarefa de conduzir seus catequisandos ao Mistério atualizado, celebrado e vivido na liturgia. Hoje, percebe-se a urgência de uma verdadeira iniciação à vida cristã. É preciso que a fé não seja somente adesão a verdades doutrinais”
Política
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
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Emmanuel AGUIAR
‘A SUFRAMA não entregou o CBA AO INMETRO’ FOTOS: DIVULGAÇÃO
MOARA CABRAL
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Nós passamos a ser cobrados constantemente pelos órgãos de controle, no sentido de que fosse dada uma posição quanto a personalidade jurídica do CBA, até porque a Suframa não tem expertise (competência) na área de pesquisa e tecnológica”
a iminência de fechar as portas e jogar pelo ralo mais de uma década de pesquisas e desenvolvimento, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) ganhou um novo fôlego em julho deste ano: a instituição passará a ser administrada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), de forma que possa a continuar desenvolvendo suas atividades de pesquisas e transformá-las em negócios. A parceria com o Inmetro foi firmado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o qual o CBA é ligado. Para falar sobre essas mudanças e o por que aconteceram, o superintendenteadjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, interino, da Suframa, Emmanuel Aguiar, conversou com o EM TEMPO sobre o CBA. Ele frisou que a Suframa apenas estava fechando uma lacuna, mas que agora foi necessário buscar uma alternativa para que o Centro continue aberto e funcionando do jeito que precisa. EM TEMPO - Por que essa parceria com o Inmetro? Emmanuel Aguiar - Quando o CBA foi iniciado fundouse uma Instituição chamada Bio Amazônia, qualificada pelo governo federal como organização social. A Bio Amazônia tinha duas finalidades: tocar o Pro Amazônia e responder pela implementação do CBA. Mas quando chegou a inauguração física do Centro de Biotecnologia, no final do governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, foi iniciada a implementação dos laboratórios. A Bio Amazônia era a responsável para tocar as atividades do centro, mas no meio do caminho houve um problema com a instituição, que foi desqualificada como Organização Social e o governo federal entendeu que, com a saída da Bio Amazônia do processo, a Suframa deveria fazer isso, na expectativa que seria criada uma nova OS que viria fazer o papel da Bio Amazônia. Foram feitas várias tentativas. Em 2010 foi feito um estudo para a criação de uma organização, mas a proposta não foi aceita pelo governo federal. Daí para frente foram feitas várias tentativas. Nós passamos a ser cobrados constantemente pelos órgãos
de controle, no sentido de que fosse dada uma posição quanto a personalidade jurídica do CBA, até porque a Suframa não tem expertise (competência ou qualidade de especialista) na área de pesquisa e tecnológica. EM TEMPO - Então a parceria foi a melhor decisão? EA - Se não foi a melhor decisão, mas era o que tínhamos. Os órgãos de controle nos cobraram bastante a questão da personalidade jurídica. Nós tínhamos que dar uma solução e o superintendente interino, o Gustavo Igrejas, foi buscar uma alternativa e conseguiu um prazo de seis meses. A partir daí começamos a buscar essa alternativa, mas um fato curioso é que no prazo de seis meses, final de 2014 veio o período de transição, com mudanças de cargos e em 2015 veio um novo governo e essas mudanças impactaram muito para a gente que começou discutindo com um grupo e terminou a discussão com outro. Não bastasse isso, teve a dificuldade financeira, pois o ano de 2015 também foi um ano atípico e nós tivemos problemas sérios com limites, o que acabou refletindo na execução desse convênio de seis meses que nos foi dado. A decisão do superintendente com o Mdic foi buscar uma alternativa rápida e eficiente e que pudesse trazer os resultados que nós e a sociedade estávamos esperando. Foi quando o Mdic pensou em trazer o Inmetro para essa parceria. O Inmetro tem expertise e pode nos ajudar nessa gestão compartilhada, no sentido de encontrarmos a melhor alternativa para o CBA e fazer com que o centro de fato volte a cumprir a missão que a ele foi delegada. EM TEMPO - E como vai funcionar essa gestão compartilhada? EA - A Suframa não entregou o CBA ao Inmetro. Eu costumo dizer que a Suframa integrou ações com o Inmetro, no sentido de dar uma nova gestão ao CBA, onde vamos unir o útil ao agradável. Com essa gestão compartilhada, a Suframa vai poder fazer benfeito o que ela sabe fazer e o Inmetro vai poder nos ajudar fazendo benfeito o que ele sabe fazer. A Suframa ficou com a parte de cuidar do centro, mantê-lo operando, assegurar que não faltem recursos, materiais e infraestrutura para que as
pesquisas e os laboratórios funcionem sem problemas, ou seja, para que o Inmetro com a sua expertise possa desenvolver as pesquisas, tocar os projetos e os programas sem estar se preocupando com um ar-condicionado queimado ou com falta de energia. A Suframa vai dar todo esse suporte técnico para que o CBA possa funcionar plenamente. O Inmetro vai ficar com a parte dos programas e projetos. Já o Mdic vai ficar com a parte de acompanhar a execução do termo (Termo de Gestão Descentralizada), propondo ajustes quando necessário, bem como presidir o grupo de gestão do termo. EM TEMPO - Com a gestão compartilhada, o CBA terá novo gás? EA - Antes era só a Suframa cuidando desse processo. Agora a parceria é o Mdic, a Suframa e o Inmetro. Hoje temos o nosso órgão central que é o ministério, junto com o CBA e o Inmetro buscando uma alternativa para o centro. Antes a coisa estava muito solta. Hoje existe o compromisso formal, assinado pelas instituições, no sentido de dar uma solução para o CBA. Isso é gratificante e possibilitou que o CBA saísse do esquecimento. As pessoas achavam que o CBA era um “elefante branco”. Criou-se um descrédito que o CBA deixou de ser notícia e essa parceria trouxe o centro para o foco das discussões. EM TEMPO - O senhor defende que a questão do CBA não envolve apenas a personalidade jurídica. O que mais envolve para que o centro funcione plenamente? EA - As pessoas precisam entender que não é apenas a personalidade jurídica. Já se passaram 10 anos. Então não basta apenas definirmos a personalidade jurídica do CBA, existem também algumas coisas a serem feitas como: ajustes nos equipamentos, ajustes nos laboratórios, adequação dos equipamentos, manutenção e aferição dos equipamentos, certificação de laboratórios. Uma série de atividades e serviços que são executados no CBA, que o Inmetro tem expertise que vai nos ajudar a solucionar esses problemas. Então, nós não estamos apenas preocupados com a personalidade jurídica do CBA. A personalidade jurídica é importante, mas existem outras coisas.
EM TEMPO - Serão necessários 2 anos para definir a personalidade jurídica? EA - Não. Não serão 2 anos para definir a personalidade jurídica. São 2 anos para que a gente coloque o CBA nas condições adequadas para que possa de fato, cumprir a sua missão. Não é só definir a personalidade jurídica, mas passados 10 anos, nós verificamos a questão dos laboratórios, existem novos a serem construídos, os projetos antigos. Será que eles atendem o atual contexto? Essas coisas precisam ser revistas e nós da Suframa não temos a expertise para avaliar, mas o Inmetro tem com sua equipe para analisar os projetos. E vamos adequar e modernizar o que precisa ser feito. Não é só o CBA ganhar a personalidade jurídica, mas ganhar com as condições adequadas a cumprir as suas atividades. EM TEMPO - Haverá um seminário para discutir sobre o CBA. O que será debatido nesse encontro? EA - No seminário que vai acontecer aqui em Manaus, vamos discutir o CBA. Nesse seminário virão membros da comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, para participar e todos os atores serão convidados, como as universidades, instituições e a academia. Nesse seminário vamos discutir o que é melhor para o CBA e, por meio das propostas, vamos definir o que é melhor para o CBA, ser uma Organização Social de Interesse Público (Oscip), uma empresa privada ou uma Organização Social (OS). EM TEMPO - Com mais de 10 anos de existência do CBA, o que podemos citar como conquistas do Centro? EA - Temos algumas coisas interessantes. No entanto, não temos como relacionar pesquisas desenvolvidas pelo CBA, pois, o sigilo é uma exigência contratual imposto pelas empresas solicitantes. Além disso, com a implementação da gestão compartilhada, todas as pesquisas estão sob análise, para decidir quais são as com maior probabilidade de se tornarem produtos no mercado. As demais serão transferidas para outras instituições (como Ufam e Inpa). Enquanto durar este processo, por sugestão do Mdic, mesmo as pesquisas sem sigilo contratual deverão ser resguardadas.
O Inmetro tem expertise e pode nos ajudar nessa gestão compartilhada, no sentido de encontrarmos a melhor alternativa para o CBA e fazer com que o centro de fato volte a cumprir sua missão”
Não serão 2 anos para definir a personalidade jurídica. São 2 anos para que a gente coloque o CBA nas condições adequadas para que de fato possa cumprir sua missão”
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Política
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
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Eu não posso opinar sobre o que eu não conheço” ELISEU PADILHA (AVIAÇÃO CIVIL) e o renascimento da CPMF, o imposto sobre os cheques.
Câmara só aprova 1% de projetos apresentados Com quase sete meses do início do ano legislativo, o trabalho dos 513 deputados federais resultou na aprovação de apenas 83 leis, entre ordinárias e complementares este ano. O resultado é menos de 1% de todos os 8.334 projetos que foram apresentados só em 2015. De tudo que foi aprovado, os parlamentares ainda ficam devendo: apenas 32 projetos que viraram lei tiveram origem na Câmara dos Deputados. Extrato O Poder Executivo e o Senado tiveram 42 projetos de lei aprovados, 21 de cada. O Judiciário aprovou 8 e o Ministério Público da União, só um. Parece piada Boa parte das leis aprovadas, 18 delas, criam “Dias comemorativos” como o Dia Nacional do Milho, Dia da Poesia, Dia do humorista etc. Clássico Deputados não largam o clássico “batismo de
pontes”: duas leis tratam disso; uma travessia em Santa Catarina, outra no Rio Grande do Sul. O preço Apesar da baixa produtividade, os parlamentares custam bem caro. Um deputado pode custar até R$ 1.792.164,24 por mês ao contribuinte. Ministra impõe ‘lei da mordaça’ na Agricultura A ministra Kátia Abreu implantou a “lei da mordaça” no Ministério da Agricultura. Até parece que há o que esconder. Entrevistas, até de pessoal de segundo escalão, só se ela autorizar. A mordaça vale para seminários, câmaras setoriais etc. Subordinados só dão entrevistas ao final de um evento, por exemplo, após o repórter solicitá-la por escrito, para que a ministra, tão centralizadora quanto ineficiente, a autorize. Silêncio burro A “lei da mordaça” impediu dias atrás que o Ministério da Agricultura explicasse melhor sua posição, após audiência pública na Câmara.
Tudo pelo cargo Ex-crítica de Dilma, Kátia Abreu desenvolveu tímpanos complacentes para ouvir suas broncas frequentes. Mas o importante é ser ministra. Sombra do que foi Kátia Abreu chega a condicionar suas entrevistas à apresentação prévia das perguntas, por escrito. Perdeu a confiança no próprio “taco”. Ajuda aí O Psol, com a nanica bancada de quatro deputados, vai na contramão de outros partidos opositores de Eduardo Cunha, na Câmara. O líder do partido, Chico Alencar, tenta levar o afastamento de Cunha adiante. Agenda A presidente Dilma Rousseff já decidiu quando vai começar a reforma ministerial. Aos assessores mais próximos, diz que as mudanças na Esplanada devem se iniciar em outubro. Falta combinar com a Câmara. Jogo... Depois de comer poeira
Jornalista
para o Senado, a Câmara resolver lançar uma ‘Agenda Brasil’ para chamar de sua. São 26 pontos sugeridos pela ala governista. Assinam a proposta 15 partidos, mas o PMDB ficou de fora. ...de espuma O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comentou a “Agenda Brasil” dos deputados governistas: disse que nem leu o que foi apresentado e que a casa “não vota agenda, vota projeto”. Muito interessados Enquanto Rodrigo Janot era sabatinado no Senado, uma legião de deputados se formava no cafezinho da Câmara para acompanhar a atividade. O procuradorgeral da República investiga muitos deles. Sucesso instantâneo O PDT avalia lançar o deputado Wéverton Rocha, provável substituto de Manoel Dias no Ministério do Trabalho, como candidato ao Senado na chapa do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em 2018.
Tábua da salvação O senador Humberto Costa (PT-PE), que não recebeu ajuda do ex-presidente Lula quando foi candidato à prefeitura de Recife, aposta em desgaste do atual prefeito, Geraldo Júlio (PSB), para fortalecer o PT. O ex-prefeito João Paulo Lima (Sudene) deve ser o candidato petista. Calculadora Relator da CPI dos Fundos
de Pensão, Sérgio Souza (PMDB-PR), explica o motivo pela “lentidão” nos trabalhos da comissão. “Envolve muito cálculo financeiro”, diz o ex-suplente de Gleisi Hoffmann (PT-PR). Pensando bem… …a afirmação de Lula de que “se necessário” voltaria a ser candidato em 2018 deveria ser, na verdade, “se a Polícia Federal deixar”.
PODER SEM PUDOR
Promessas, promessas Em campanha para a prefeitura de Campina Grande (PB), Severino Cabral, pai do ex-senador e embaixador Milton Cabral, muito intuitivo, tinha uma equipe para fazer seus discursos e auxiliá-lo ao pé-de-ouvido nos palanques. Num comício, ele desandou a fazer promessas, até anunciou que, eleito, levaria para a cidade um grande empreendimento. Ao seu ouvido, baixinho, o ex-deputado Raimundo Asfora orientou: - ...em convênio com a Sudene. E ele repassou para a multidão o que havia entendido: - ...e vou construir também um convento para a Sudene!
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MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
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Frentes ofuscam comissões da Assembleia e Câmara Deputados e vereadores criam iniciativas parlamentares cujas atuações deveriam ser mais fortes nos grupos técnicos das casas HENDERSON MARTINS
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Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) tem em sua estrutura permanente 23 comissões técnicas que cuidam das mais diversas situações, desde finanças públicas, meio ambiente, obras e patrimônios, indústria e comércio, até turismo e empreendedorismo. Mas, devido a uma pequena “brecha”, deixada por estas comissões e para suprir certas necessidades, os deputados acabam criando frentes parlamentares que atuam em problemáticas que estão inseridas dentro das responsabilidades dessas mesmas comissões permanentes. De acordo com a gerente de Assistência às Comissões Técnicas da Aleam, Marlias Teotônio, devido a algumas “omissões” de trabalhos das próprias comissões técnicas, os parlamentares acabam vendo a necessidade de criar essas frentes parlamentares. “A meu ver, não existe nenhum tipo de conflito no trabalho realizado pelas frentes parlamentares referente às comissões técnicas, pois as atribuições das comissões, geralmente não abordam especificamente um determinado assunto, e foi dentro dessa ‘omissão’, que os deputados vi-
ram a necessidade de criar uma frente para trabalhar direto na causa do problema”, defendeu Marlias. Ela acrescentou que as comissões permanentes da casa executam uma atividade de maneira mais geral. “São tantos os assuntos, tantas demandas da sociedade que às vezes as comissões não tratam com o cuidado que deveriam ter essas demandas. Então, a frente se aprofunda nesses cuidados”, pontuou. Conforme Marlias, a comissão faz parte da estrutura do Parlamento como um colegiado, um órgão de deliberação, com atribuições comuns e específicas, voltada para seus temas ou público referencial. Ela cita como exemplo a Comissão de Segurança Pública que cuida de assuntos que envolvem a segurança no Estado e fazem um trabalho que engloba reuniões, visitas técnicas, articulação com órgãos de segurança, entre outras. A Frente Parlamentar Estadual de Apoio a Micro e
Pequenas Empresas e aos Empreendedores Individuais do Amazonas (Frempreei), que tem como presidente o deputado Adjuto Afonso (PP), tem os mesmos atributos e exerce a mesma responsabilidade da Comissão de Turismo e Empreendedorismo e da Comissão de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul da casa, em incentivos e atividades envolvendo todas as modalidades de empreendimentos. Entretanto, Adjuto Afonso afirma que as frentes englobam várias comissões e exercem um trabalho mais eficiente e funcional, haja vista que as comissões acabam ficando restritas a atribuições previstas no Regimento Interno da casa e, para ter essa flexibilidade, acaba surgindo a necessidade da criação de frentes parlamentares. “Eu posso, com uma frente composta por vários membros, buscar recursos até do governo federal para determinado problema. Situação essa que uma comissão técnica não pode, devido ao regimento e as restrições. A frente é mais ampla e existe em todas as Assembleias. Há registro de casas legislativas que têm 200 frentes parlamentares”, disse o deputado. O presidente da Comissão de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul da Assembleia, deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), explicou por telefone que as atividades desenvolvidas pelas comissões são técnicas e se manifestam nos projetos de lei e também faz sua parte política. “Já a Frente Parlamentar é totalmente política, sem atividades técnicas”, disse. Também com as mesmas características de uma comissão é a Frente Parlamentar em Defesa dos
Direitos da Pessoa com Deficiência, que tem como presidente o deputado Sabá Reis (PR). A frente exerce as funções inseridas nos artigos da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da casa, que tem o objetivo de promover a melhoria das condições da vida e ao combate à violação dos direitos humanos. Marlias Teotônio explica que as composições das comissões permanentes são criadas por indicação dos partidos no início da legislatura parlamentar e ficam compostas por um presidente, um vice-presidente, três titulares e três suplentes. Ela acrescentou que, além das 23 comissões, existe a Comissão de Ética, que fica de “stand by”, ou seja, que vai atuar se for necessário num eventual processo por quebra de decoro parlamentar, que pode culminar na cassação do mandato de um deputado. “A comissão serve para examinar, analisar as proposições que dão entrada na mesa, e nenhum projeto, nenhuma proposição será discutida e votada no plenário sem emissão de parecer das comissões”, acrescentou Marlias. Conforme a gerente de Assistência às Comissões, a frente é criada pelo ato da mesa e, geralmente, é criada quando não tem uma comissão permanente. Mas, na visão do deputado Wanderley Dallas (PMDB), a criação de frentes que trabalham com a mesma propositura e com a mesma temática é errônea. “Eu não concordo com essas frentes que trabalham o mesmo viés, que têm o mesmo trabalho que as comissões já têm. Eu nunca criei uma frente desse tipo e nem apoio a criação. Se já existe esse trabalho feito pelas comissões, não tem por que criar algo do tipo”, criticou.
CMM na mesma esteira Da mesma forma que a Aleam, a Câmara também vem criando Frentes Parlamentares com temas que poderiam ser abordados dentro das comissões técnicas da casa. O Legislativo municipal possui 20 comissões permanentes. Um exemplo é a Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência contra a Criança e Adolescente, cuja proposta está tramitando na Câmara. O objetivo da Frente, segundo a autora do projeto, vereadora Professora Jacqueline (sem partido), é lutar pela proteção das crianças e adolescentes da cidade que estão sendo cada vez mais vítimas da violência. Entretanto,
o mesmo tema é prerrogativa da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e do Idoso da casa, cujo presidente é o vereador Joãozinho Miranda (PTN). Ele não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto. Também conflitante no ramo de atuação é a Frente Parlamentar mista de Enfrentamento e Defesa dos Direitos da Pessoa com DST/HIV e Aids, que aborda o mesmo trabalho da Comissão de Saúde da Câmara, que tem a competência de tratar de proposições relativas à saúde pública e também na educação relacionada à saúde.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
Políticos do AM ignoram efeitos da Lava Jato
Siglas como PT, PP, PMDB, PSDB e PTB são as mais atingidas com a investigação. Escândalo pode influenciar nas eleições de 2016 DIVULGAÇÃO
Não somente empreiteiros, doleiros e funcionários da Petrobras e de bancos, mas também políticos de vários partidos, principalmente da base de sustentação, estão envolvidos no esquema FRED SANTANA
A
operação Lava Jato, investigação promovida pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), vem causando polêmica com o Congresso Nacional e o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), envolvidos em denúncias graves de corrupção e desvios de dinheiro público. Péssimo para qualquer imagem, certo? No entanto, políticos do Amazonas não acreditam que esse escândalo vá prejudicar seus partidos nas eleições municipais de 2016. Boa parte dos partidos citados nos esquemas de corrupção trazidos à tona pela investigação são o PT, PP, PMDB, PSDB e PTB. “Nós acreditamos que não existe partido culpado. O que existem são pessoas com desvio de conduta que a Justiça saberá julgar. Sendo assim, essas pessoas que saiam do partido, pois o partido é muito maior do que isso e é composto em sua maioria por pessoas idôneas”, defendeu a ex-deputada federal Rebecca Garcia, do PP,
um dos partidos apontados como chave do esquema. “Lamentamos que alguém do PT tenha algum envolvimento. Não aceitamos a corrupção. Mas querem criminalizar o PT, poupando todos os partidos. Quase 28 partidos receberam recursos no ano passado das empreiteiras investigadas na Lava Jato, mas apenas o tesoureiro do PT foi preso. Poucos são os políticos do PT acusados, comparado a outros partidos. Com certeza a imagem do PT fica prejudicada. Na eleição do ano que vem acredito que o PT deverá mostrar as boas administrações, projetos e programas que ajudaram a melhorar a vida da população e mostrar que no governo Lula e Dilma foram os que mais a Polícia Federal atuou no combate à corrupção, o que antes era abafado”, defendeu o deputado estadual José Ricardo, do PT. Ao ser questionado sobre seu partido que, em nível nacional também teve três expoentes vinculados ao esquema de corrupção na Petrobras que veio à tona na operação
Lava Jato, o PSDB, o deputado federal Arthur Bisneto se exaltou. “Acho essa pergunta até engraçada. O único envolvido nisso é o senador Antônio Anastasia (PSDB). E ele é alvo de uma denúncia ridícula. Disseram que viram uma pessoa parecida com ele em uma garagem. Que governador iria até uma garagem para pegar dinheiro de um bandido? Dezenas de pessoas poderiam fazer isso para ele. É absurdo. Se a Lava a Jato vai influenciar nas eleições? Basta avaliar aprovação do PT. O meu partido é o maior incentivador da Lava a Jato”, respondeu o parlamentar. Escândalo pode virar arma Toda essa tranquilidade não é justificada. “A operação Lava Jato encontra-se, ainda, em funcionamento e não é possível, no momento, prever todas as suas consequências para a política brasileira. Contudo, pode-se vislumbrar que as investigações ao trazerem à tona nome de políticos e de partidos políticos podem, sim, influenciar nas eleições. Um candidato, por exemplo,
a prefeito ou vereador de um município não gostaria de ter o seu nome veiculado junto ao nome de um político, ainda que com força regional, citado na operação Lava Jato”, explica o sociólogo e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), Rodrigo Prando. O especialista afirma ainda que na hora da campanha, o tema será usado por opositores. “Além disso, na disputa eleitoral candidatos ou partidos podem citar nominalmente os envolvidos ou as siglas partidárias num jogo de desconstrução do adversário. Ao que tudo indica, de todos os partidos, o que mais vai sofrer nas próximas eleições é o PT e não necessariamente por ter mais nomes citados ou investigados. Há um desgaste geral que se cola ao PT e, sobretudo, as suas principais referências hoje: Dilma e Lula. É bem provável que ao final das próximas eleições municipais, tenhamos uma diminuição do número de prefeituras ligadas ao PT, bem como de cadeiras nas Câmaras municipais”, acrescentou.
Origem do nome da investigação O nome da operação Lava Jato surgiu por conta do uso de uma rede de postos de combustíveis e lava a jato de automóveis para movimentar recursos ilícitos pertencentes a uma das organizações criminosas inicialmente investigadas. Embora a investigação tenha avançado para outras organizações criminosas, o nome inicial se consagrou. A operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Estima-se que o volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras, maior estatal do país, esteja na casa de bilhões de reais. Soma-se a isso a expressão econômica e política dos suspeitos de participar do esquema de corrupção que envolve a companhia. Nesse esquema, que dura
ESQUEMA
Um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil, a operação Lava Jato descobriu tentáculos do esquema não só na Petrobras, mas em outros setores, como o de Energia pelo menos 10 anos, grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para altos executivos da estatal e outros agentes públicos. O valor da propina variava de 1% a 5% do montante total de contratos bilionários superfaturados. Esse suborno era distribuído por meio de operadores financeiros do esquema, incluindo doleiros investigados na primeira etapa.
Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
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REPRODUÇÃO
Brasileiros criam cartão sem taxas Economia B2
Pequenos se reinventam para manter faturamento Além da busca pela inovação do case de produtos, as redes sociais somam as estratégias para manter as portas abertas
FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
EMERSON QUARESMA
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um ambiente econômico que preocupa os grandes negócios, as micro e pequenas empresas (MPEs) também não estão imunes aos riscos da crise. Para sobreviver aos aumentos de impostos e dos custos, os pequenos empreendedores buscam se reinventar para seguir adiante e não fechar as postas. Recente levantamento do soſtware de gestão on-line para micro e pequenas empresas ContaAzul aponta de que 71% delas sentiram o impacto negativo da crise no primeiro semestre. A pesquisa que ouviu o total de 5.102 MPEs mostra que, apesar do momento ruim, há uma visão otimista por parte dos empreendedores em relação à sequência de 2015, com 68,5% dos entrevistados que acreditam em melhora no cenário até o final do ano. A microempresária Sabrina Maranhão, 30, sócia-proprietária da loja Mimo Fino, é uma das que mantêm um olhar de esperança sobre o ambiente econômico para um futuro não muito distante. Mas, hoje, para sobressair a queda no
movimento do comércio, ela e a sua sócia Daniele Rodrigues, 30, buscam atualizar o estoque com peças novas e na releitura de produtos do passado para manter o volume de vendas. Empreendimento que começou em dezembro de 2013,
Nem todo mundo consegue essa disponibilidade de sair de casa ou do trabalho para comprar presentes. A rede social facilita esse lado Sabrina Maranhão, microempresária
com artigos para presentes, segundo Sabrina, precisou com o tempo diversificar o negócio e em junho do ano passado encontrou, numa releitura da “cesta de café da manhã”, mais uma força para aumentar o faturamento. Faltava, no entanto, melhorar o movimento na loja instalada no Rio Center, localizado na rua 24 de Maio, Centro, Zona Sul.
A solução estava nas mãos delas. Com seus smartphones, Sabrina e Daniela partiram para a divulgação nas redes sociais. “De olho nas oportunidades nós aproveitamos a internet. Hoje, 90% das cestas criativas que nós atendemos são online, pelas redes Instagram, Facebook e principalmente o WhatsApp”, conta a microempresária. O trabalho na web, de acordo com Sabrina, é reforçado com o site (www.mimofino.combr) e a taxa de entrega, na atual conjuntura, ela explica que não cobra sobre as compras acima de R$ 30 para bairros das zonas Sul, Centro-Sul, Oeste e Centro-Oeste. E para vencer as dificuldades da localização da loja física, Sabrina diz que está nos planos, até o final do mês de setembro, a mudança para um ambiente de uma rede de supermercado, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste. “Aqui [no Centro] nós perdemos cliente pela falta de estacionamento. Às vezes, até nós não conseguimos estacionar. No supermercado nós ganharemos espaço e o movimento não para porque todo mundo precisa ir lá fazer as compras do dia-adia”, observa Sabrina.
A microempresária Sabrina diz que achou na internet uma ferramenta para melhorar as vendas
‘Todo mundo precisa comer’ Que “todo mundo precisa comer”, é certo. Mas, quase que imune à crise, o ramo de alimentação também sofre com a queda dos vizinhos. Há cinco meses que foi inaugurada, a cafeteria Café com Leite, do shopping Show, conjunto Vieiralves, Zona Centro-Sul, nesse período viu as demais lojas do centro comercial fecharem as suas portas e os cartazes de promoções serem substituídos por faixas de “aluga-se”. Única sobrevivente do estabelecimento, a cafeteria mantém o atendimento (de segunda a sexta, das 7h às 11h e das 15h às 19h, e
aos sábados e domingos das 7h às 12h) a partir da rede de amigos das microempresárias Isabella Tamys, 26, e Daniz Camine, 29. Também blogueiras, elas buscaram nas suas redes conquistar a clientela. Enquanto os outros fechavam as portas, a estratégia on-line serviu para que mantivessem o negócio em funcionamento. Um sonho que foi projetado num plano de negócios, segundo Tamys, as microempresárias buscaram adequar a cafeteria dentro daquilo que elas sentiam falta nos outros estabelecimentos que frequentavam em Manaus. “Para
começar, nós adequamos o cardápio. Nas cafeterias que frequentávamos ou tinha a área fitness ou não. E nós trouxemos as duas opções para agregar amigas com gostos diferentes”, explica. Conforme o plano de negócios, as sócias afirmam que mantêm na programação a abertura de mais uma franquia na cidade, quanto a Café com Leite, da rua João Valério, inteirar um ano. “A alimentação sobrevive no mercado porque é necessária. E como somos brasileiras, nós não desistimos fácil. Acreditamos que vamos conseguir seguir adiante”, diz Daniz.
Sem luz no fim do túnel
Daniz e Isabella apostaram no sonho da cafeteria e segue plano de expansão
O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, avalia que os empresários do comércio vivem um momento de muita dificuldade por conta do problema político e econômico do país, principalmente por conta do aumento da inadimplência, dos juros, da inflação e do dólar. “A única coisa que caiu hoje foi o Produto Interno Bruto (PIB) do país. O que gera muita desconfiança
quanto a investimentos”, comenta. Para completar as dificuldades, Bicharra aponta a inclusão do Estado no programa da bandeiras tarifárias da Eletrobras, com tarifas diferenciadas de energia, o que segundo ele, causou aumento de até 50% nas contas dos empresários e do consumidor comum. “A energia mais cara vai afetar os pequenos empreendimentos, que geralmente são familiares, e dependente muito do faturamento do dia”, explica. De acordo com o presidente da ACA, as MPEs representam hoje no Estado 95% do mercado comercial, que sofrerão muito caso não haja recuperação da economia. “Não estamos vendo luz no final do túnel para que elas possam lutar e mais tarde se reerguerem. Se verificar nos shoppings e centros comerciais da cidade nós veremos o número muito grande de lojas fechadas”, avalia.
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
Startup cria crédito livre de taxas e da burocracia U
ma startup brasileira chamada Nubank promete combater dois males financeiros de uma só vez, ao oferecer um cartão de crédito livre de taxas e da burocracia do setor. O cartão é totalmente controlado pelo smartphone por meio de um aplicativo para Android ou iOS. E é a única peça física que o usuário tem acesso. Todo o restante é feito de forma virtual. A cada compra o usuário recebe notificação, que passa para uma linha do tempo e já surge na descrição da próxima fatura. Os lançamentos podem ser organizados com tags e emoticons, e dá para alterar o nome e a categoria do estabelecimento onde a compra foi realizada. Informações como IOF, taxa de câmbio e os parcelamentos também estão na fatura. Se identificar compras que não fez, o usuário pode cancelar o cartão com o App e, caso perca o aparelho, consegue bloquear o cartão e aplicativo pela internet. A comunicação com a empresa pode ser feita por chat, e-mail ou telefone. Mas, 95% dos contatos têm sido realizados pelo chat. A plataforma surgiu graças ao primeiro grande investimen-
to de risco do fundo Sequoia Capital no Brasil. Outros que apostaram na Nubank foram o Kaszek Ventures e o empreendedor Nicolas Berggruen. No total foi colocado um montante de US$ 14,3 milhões (R$ 34,2 milhões) na startup. “Passamos algumas semanas no Vale do Silício e todas as empresas perguntavam quem
FUTURO
Por enquanto, a empresa está totalmente focada no negócio do cartão de crédito, no entanto, ela diz enxergar mais oportunidades em função da experiência que o brasileiro tem com as finanças já faz isso nos Estados Unidos, mas ninguém faz”, conta David Vélez, fundador e CEO da Nubank, ao site Olhar Digital. Ele explica porque o pioneirismo não os motivou a apostar no mercado norte-americano. “A oportunidade no Brasil é muito mais interessante do que nos EUA”, avalia. “A experiência financeira de base no Brasil ainda precisa melhorar muito. Os ju-
ros de cartão de crédito estão entre os maiores do mundo, com uma taxa entre 10% e 12% por mês, o que não faz muito sentido para nós”, observa. O cartão da Nubank não cobra taxas porque a empresa cortou o máximo de burocracia possível - incluindo os bancos -, mas tem juros, uma taxa média de 7,75%. “Tudo é feito pelo aplicativo. É um processo muito mais simplificado”, afirma Vélez. “Não tem agência, papel, espera, é tudo pelo celular”, comenta. Mas, a maior qualidade da novidade é também seu ponto fraco: a única marca conhecida do cartão é a bandeira da Mastercard que vem impressa nele. Então, como fazer o consumidor confiar na plataforma? “Eu estou dando dinheiro. Fico com todo o risco do cliente. Ele pode pegar o cartão gastar e ir embora. É a Nubank que toma o risco”, argumenta o CEO. “Somos uma marca nova no mercado. Tem pessoas que preferem ir aos grandes bancos, mas quem está entre 29 e 39 anos confia em plataformas digitais”, aponta. De olho nesse público, que representa cerca de metade da população, a Nubank acredita que não demorará a crescer.
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Totalmente controlado por smartphones com sistemas Android e iOS, o cartão não cobra taxas, mas tem juros de 7,5%
Plataforma nasceu a partir de um recurso de R$ 34,2 milhões, oriundo de fundos e investidores
Economia
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‘Compromisso
RAIMUNDO VALENTIM
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com a nossa terra e com a nossa gente’
Grupo EM TEMPO lança proposta inovadora para o desenvolvimento do Amazonas e de sua população
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Amazonas está de hora marcada com o despertar de uma nova era em sua trajetória de desenvolvimento. A partir de setembro deste ano, uma proposta inédita será lançada para vencer a crise e o pessimismo que atingem a sociedade e, consequentemente, resgatar os valores e a autoestima das pessoas. A novidade não poderia vir em momento mais oportuno. A proposta inovadora surge em um período em que o atual quadro da economia brasileira é pouco animador e indica um contexto de crise com inflação galopante, aumento da taxa de desemprego, endividamento crescente da população, pessimismo entre o empresariado e queda no acesso ao crédito, entre outros sintomas. Ela vem também em um momento em que o Amazonas passa por uma turbulência econômica com a retração de sua principal mola propulsora de desenvolvimento: a indústria, cujo faturamento registrou queda de 8,42% no primeiro semestre deste ano. Mesmo diante desse cenário de crise que assombra o país e de tanto pessimismo, o Grupo EM TEMPO faz um chamado para a sociedade para dar a volta por cima e vencer o medo e o pessimismo causados pelos desmandos na política e na economia do Brasil. Desta forma, a empresa se apresenta como um exemplo de transformação ao apostar na inovação para superar as barreiras e traçar um futuro promissor de sucesso. Causa nobre O EM TEMPO já começou a fazer sua parte por esta causa nobre. A empresa inovou ao criar uma proposta sustentá-
vel para mudar o paradigma operacional de todo o seu grupo formado pelos impressos Amazonas EM TEMPO e AGORA, a emissora TV EM TEMPO – retransmissora do SBT - o portal EM TEMPO Online e a rádio EM TEMPO. “Vamos buscar envolver nesse grande projeto toda a sociedade, o governo, as empresas e os trabalhadores para que participem do norteamento de uma solução para vencer a crise e resgatar a autoestima ao elaborar uma nova visão da nossa terra e de nossa gente”, conta o membro do Conselho de Administração do Grupo EM TEMPO, Sandro Breval.
Nós carregamos o nome Amazonas. Por este motivo, temos o compromisso com o desenvolvimento da nossa terra e de nossa gente
Idade: 41 anos Sandro Breval, administrador
Segundo ele, entre os desafios está a modernização do parque gráfico, a implantação de um modelo moderno de gestão, o novo posicionamento dos produtos do EM TEMPO perante o mercado, a consolidação da logística de distribuição, a atualização tecnológica e o fortalecimento da relação com os colaboradores. A empresa também se credenciará junto aos principais organismos de certificação, como o Ibope e o Instituto Verificador de Comunicação (IVC), com o intuito de atestar a audiência de seus veículos. “Essa medida propicia maior transparência e confiança para os leitores”, diz Breval.
Participação da sociedade A proposta do EM TEMPO é de envolver a sociedade em um grande debate para discutir o futuro que queremos para o país e para o Amazonas. De acordo com Sandro Breval, nos próximos meses, o EM TEMPO vai realizar uma série de ações com o intuito de chamar a população para discutir os grandes temas que impactam de forma mais profundo na sociedade. “Será uma discussão sobre os grandes temas que vai ser realizada sob a égide do compromisso com o desenvolvimento da região”, destaca Breval, ao salientar que o debate será feito em torno de assuntos que vão desde a economia até a questão cultural.
SANDRO BREVAL SANTIAGO
Amazonas Dentro desse projeto de diálogo com a sociedade, o EM TEMPO vai propor a discussão sobre os desafios que o povo do Amazonas precisa enfrentar para superar os problemas e se manter no caminho do desenvolvimento. Entre esses desafios que estão no rol de prioridades estão assuntos como a mobilidade urbana, a integração regional, a logística, a educação, a empregabilidade e a preservação de nossas raízes amazônicas. “Nós carregamos o nome Amazonas. Por este motivo, temos o compromisso com o desenvolvimento da nossa terra e de nossa gente”, afirma Breval.
Formação: Graduação em Administração pela Ufam Doutorando em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Mestre em Engenharia de Produção pela Ufam Pós-graduação em Gerência Financeira e Empresarial pela Ufam Formação executiva internacional: Gestão Financeira e Investimentos pela Universidade de Chicago (EUA) Estratégia e Inovação de Negócios pela Universidade da Pensilvânia – Wharton School (EUA) Gestão Estratégica e Liderança empresarial – Insead (França) Formação de Líderes empresariais – Esade (Madrid) Cargo Atual: Membro do Conselho de Administração do Grupo EM TEMPO ARQUIVO EM TEMPO
ANWAR ASSI
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Placas de ‘aluga-se’ dão o tom da crise no comércio THIAGO FERNANDO
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crescente o número de placas e faixas de “aluga-se” ou “vendese” em imóveis comerciais da cidade, principalmente em centros de compras. O número de lojas que fecham as portas só aumenta num cenário de crise econômica, que afeta entre outros setores o comércio e por consequência o imobiliário. A tendência negativa é claramente percebida no conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul. Conhecida tradicionalmente pela potência comercial, a região perdeu sua força no mercado graças a baixa na procura por salas comerciais. Exemplo dessa queda é o Shopping Show, localizado na rua João Valério. Das seis salas disponíveis, apenas uma está alugada para a cafeteria Café com Leite. Para o proprietário do estabelecimento, Alípio Carvalho, mais conhecido com Show Man, o grande problema é o medo dos investidores diante da recessão do país. “A procura ainda existe. No último mês, apareceram cinco interessados, mas todos não aceitaram o valor. Deixei de
alugar porque o povo está com medo da crise. Ninguém está comprando ou alugando. Enquanto isso não mudar, vai ficar difícil”, avalia. Carvalho culpa também o alto valor gasto em manutenção como vilão do valor elevado do aluguel. “Gastamos muito para manter o alto padrão das salas. Na hora de alugar, os clientes querem
CAIXA
Júnior observa que a dificuldade também está presente quando o assunto é compra direta com as imobiliárias por causa de mudanças nas regras de financiamento da Caixa Econômica Federal sempre diminuir o preço que pedimos. A grande maioria já diminuiu pela metade o valor do aluguel, porém, ainda encontra dificuldade”, ressalta o proprietário, que diz já pensar na possibilidade de tirar as “luvas” dos contratos para facilitar no fechamento do negócio. Outro centro comercial “enfeitado” de faixas de “aluga-
se” é o Dona Maria, também no bairro Nossa Senhora das Graças. Há menos de três meses, uma academia de musculação, uma loja de suplementos e um consultório odontológico fecharam as portas. Atualmente, apenas o Sindicato dos Propagandistas, Propaganda, Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos do Estado do Amazonas (Sindproam) mantêm-se no ponto. Medo Para o corretor de imóveis, Francisco Corrêa Junior, o grande problema realmente é o medo da classe empresarial de abrir novos negócios. Segundo o profissional, muitas pessoas deixaram para o futuro o tão sonhado desejo de abrir o próprio negócio. Corrêa diz que a procura pelo aluguel está muito baixa e os valores seguem muito altos. Para ele, a situação complica com os limites de créditos bancários congelados. “Com o medo da crise, as pessoas não estão com interesse de arriscar para ser um empreendedor e sim, continuar nos seus empregos. Com isso o mercado fica mais fraco, e ficamos com muitos produtos nas prateleiras e o dinheiro acaba ficando parado”, explica
Até mesmo com redução do valor do aluguel, empreendimentos seguem desocupados
Poucas apostas que dão certo Em momentos de dificuldades, a criatividade e o estudo de mercado são caminhos para passar pela crise. Foi esse o caminho tomado pelos investidores do São Jorge Center, localizado no bairro São Jorge, Zona Oeste. Os empresários escolheram a localidade pelo movimento comercial da região, cercado de empreendimentos de alimentação e poucas opções de outros serviços.
A aposta deu certo. No centro comercial, todas as salas estão ocupadas por negócios de ramos diversificados. Para o proprietário que não quis se identificar, o segredo do negócio foi peneirar e escolher bem um ponto para qualquer cliente alugar. “Ouvimos falar de uma crise, mas decidimos não participar dela. Buscamos alternativas para essa tendência do mercado. Esco-
FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
Centros comerciais são os estabelecimentos da cidade que mais “amargam” a recessão econômica com lojas desocupadas
lhemos uma variedade de serviços para montar o nosso centro comercial. Isso chama diferentes pessoas e acaba não marginalizando o local. Prezamos pela qualidade dos serviços oferecidos. Assim, mantemos o local sempre atrativo para todos”, explica o proprietário. Ele avalia que um dos pontos diferenciais do centro comercial é a oferta de vagas de estacionamento.
Proprietário de centro comercial vê a possibilidade de cortar a cobrança das “luvas” do condomínio
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País
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Preso na Lava Jato está entre os mais ricos do país Marcelo Odebrecht está em nono lugar na lista dos homens mais ricos do país, segundo divulgou a revista “Forbes”
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Fortuna de Marcelo está avaliada em R$ 13,1 bilhões
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nova lista de bilionários feita pela revista “Forbes Brasil” não traz muita novidade entre as personalidades no topo neste ano. O diferencial é que um dos homens mais ricos do país está preso. Com uma fortuna estimada em R$ 13,1 bilhões e considerado o 9° mais rico, Marcelo Odebrecht ocupa uma das celas do Complexo Médico-Penal do Paraná, que fica em Pinhais, município da região metropolitana de Curitiba. Ele faz parte da terceira geração da família que dá nome à empreiteira, a maior do país. Foi preso em 19 de junho, junto com outros dez executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, na 14ª fase da operação Lava Jato, que investigação desvios de dinheiro da Petrobras. O empresário e engenheiro civil de 46 anos foi indiciado por corrupção, lavagem de ativos, fraude a licitações e crime contra a ordem econômica. Os crimes foram supostamente praticados em contratos da Petrobras. Marcelo, que nasceu na Bahia, faz parte da terceira geração da família Odebrecht à frente da maior empreiteira do país. Ele é neto do pernambucano Norberto Odebrecht, que fundou a construtora, e filho de Emílio Alves Odebrecht. O nono homem mais rico do Brasil começou a comandar a
empresa em 2008, após atuar por 16 anos como funcionário da construtora. Antes de ser preso era o responsável pelos negócios de construção pesada petroquímica, açúcar, álcool, petróleo, gás, engenharia ambiental e empreendimentos imobiliários. Após a prisão, por determinação do juiz Sérgio Moro, que conduz as ações penais da operação Lava Jato, Mar-
FORTUNA
Marcelo Odebrecht foi preso na quarta etapa da operação Lava Jato, em 19 de junho. Ele foi indiciado por corrupção, lavagem de ativos, fraudes a licitações e crime contra a ordem econômica celo Odebrecht teve R$ 4,5 milhões bloqueados. Na última quarta-feira (26), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no Rio Grande do Sul, negou pedido de habeas corpus solicitado pela defesa do presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, e manteve “na íntegra a decisão de primeiro grau” do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da operação Lava Jato. O advogado do empresário, Antônio Nabor Areias Bulhões, sustenta que a prova
da participação do seu cliente é frágil. “Inexistem fatos contemporâneos a amparar a necessidade de decretação da prisão preventiva”, disse o defensor. O argumento, porém, não foi aceito pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator do processo. “Por todas as razões já destacadas com relação à materialidade e aos indícios de autoria e, ainda, sendo necessária a prisão preventiva e inviável a sua substituição por medidas alternativas, deve ser mantida na íntegra a decisão de primeiro grau”, escreveu na decisão. Odebrecht e outras 12 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) no mês passado. Com o recebimento da denúncia pela Justiça, a partir de agora eles são réus na ação penal que vai apurar os supostos crimes cometidos por eles, como organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro nacional e internacional. Na ocasião, a Odebrecht informou que vai se pronunciar apenas no processo judicial. “O recebimento da denúncia pela Justiça representa o marco zero do trabalho das defesas. Com isso, as manifestações das defesas se darão nos autos dos processos”, disse a empresa em comunicado.
Esquema de lavagem de dinheiro Para o MPF, a Odebrecht montou uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro. Com isso, a companhia pôde pagar propinas a executivos da Petrobras para fechar contratos com a estatal.
As denúncias partiram de depoimentos de ex-funcionários da Petrobras, como o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, que firmou um acordo de delação premiada com a Justiça e detalhou o funcio-
namento do esquema. A Odebrecht é uma entre as várias empresas investigadas no âmbito da operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014 e que tem apurado desvios de dinheiro da Petrobras.
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a ç a c or x a d r a e ç u o a q l c l m r o e e C dia u s o o nt te Envolvido na Lava Jato, Fernando Collor quis “cantar de galo” durante sabatina com o novo procurador da República
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hefe do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esteve do outro lado do balcão por 10 horas e 25 minutos na quarta-feira passada (26). Acostumado a investigar, foi inquirido. Na segunda reunião mais longa da história da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Janot foi sabatinado por cerca de 30 senadores, dos quais pelo menos 12 são seus investigados no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião só não foi maior que a sabatina do ministro da suprema corte Edson Facchin, em maio, que durou 12 horas e 40 minutos. Entre os inquisidores de Janot estava Fernando Collor (PTB-AL). Único senador já denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por suposto envolvimento com os esquemas de corrupção da Petrobras, o ex-presidente protagonizou os momentos de tensão da sabatina. De acusado a acusador, Collor repetiu a estratégia que usou contra Lula na campanha eleitoral de 1989. Na época, o então candidato a presidente manteve, em debate com Lula
na TV Globo, uma pasta sobre a mesa com supostos documentos que incriminariam o petista. Nada bombástico saiu de lá. Mas a simulação de que poderia sacar uma arma fatal fez o petista suar. Desta vez, o senador foi o primeiro a chegar à CCJ, sentou-se na primeira fila da sala, de frente para o lugar a ser ocupado por seu algoz, e colocou novamente pasta sobre a mesa. Novamente, mexeu nos papeis em tom ameaçador. Mas não conseguiu extrair de Janot nada mais do que indignação. Frente a frente com Janot, o ex-presidente o questionou sobre contratações feitas pela PGR sem licitação e o acusou de proteger um irmão procurado pela Interpol. Janot se irritou com a tentativa do senador de interromper suas respostas. O procurador fechou a cara e colocou o dedo em riste: “Vossa Excelência não me interrompa”. O embate entre Collor e Janot foi o momento mais tenso da sabatina. Logo no início das respostas do procurador, Collor chegou a interrompêlo e Janot retrucou, mostrando certa irritação.“Posso esclarecer, senador?” Diante de nova intromissão do parlamentar, Janot pediu a intervenção do presidente da comissão. “Quero ter assegurado meu direito de manifestação”, reivindicou Janot. Diante do apelo, o presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), pediu que Collor não interrompesse mais o procurador-geral. Dentre as arguições, Collor acusou Janot de contratar uma empresa de comunicação sem licitação e disse que o procurador havia mentido ao afirmar
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a lisura de sua conduta ética. O senador citou um suposto período em que Janot teria advogado enquanto atuava como subprocurador da República e perguntou se isso era eticamente aceitável. Collor também perguntou se Janot usa como “estratégia” vazar informações de investigações para determinados veículos de comunicação. “Quem está dizendo isso não sou eu, não sou só eu”, disse. Em sua resposta, Janot, afirmou que os contratos com a empresa de comunicação Oficina da Palavra são legais e que essa empresa faz consultoria e media training para o Ministério Público Federal e para vários órgãos públicos. Sobre os vazamentos, o procurador afirmou que, à época da chamada Lista de Janot, não houve vazamento, mas especulações. “Sou discreto”, disse. Para ele, esses casos – que estãos sendo investigados – prejudicam a imagem dos que estão apontados nas delações premiadas. Ao final dos seus questionamentos, Collor se retirou da comissão, causando certo alvoroço entre os senadores que acompanhavam a sabatina. Após passar pelo crivo do colegiado, o procurador teve seu nome aprovado, em plenário, por 59 votos a 12. Terá novo mandato de dois anos à frente da PGR. Essa foi a segunda vez que a presidente Dilma Rousseff pôde se sentir vitoriosa na semana. Além de conseguir fazer sua indicação passar pela peneira do Senado, ela mais uma vez teve prazo estendido em processo que pode lhe render abertura de pedido de impeachment.
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Mundo
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Mundo tem 47 milhões de pessoas com demência I
magine o seguinte cenário: alguém te oferece um copo de suco de laranja e, de repente, você não tem mais ideia do que a expressão “suco de laranja” significa. A cada três segundos, uma pessoa no mundo começa a apresentar sintomas como este, estreitamente relacionados à demência. Hoje, são 46,8 milhões de pessoas vivendo com o problema, das quais 1,2 milhão estão no Brasil. E a estimativa para os próximos anos é alarmante: em 2030, devem ser 74,7 milhões de pessoas com demência no mundo, e, em 2050, esse número passará para 131,5 milhões. Os dados são do Relatório Mundial de Alzheimer, publicado ontem pela federação Alzheimer’s Disease International. A projeção para os próximos anos é feita a partir da rápida mudança ocorrida nos últimos tempos. De 2009 para cá, quase 12 milhões de novos casos surgiram. No Brasil, são cem mil a cada ano, dizem pesquisadores. “Geralmente, os sintomas aparecem depois dos 60 anos, mas o processo de demência começa cerca de três décadas antes. Como temos um numero excessivo de neurônios, não sentimos. Só
quando se chega ao limite é que se percebe”, diz Wagner Gattaz, presidente do Conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. Demência é um termo geral para doenças que afetam o cérebro e as funções cognitivas. O mal de Alzheimer, que não tem cura, é a causa de 60% desses quadros. Em segundo lugar, vêm as doenças vasculares, provoca-
ESTATÍSTICA
Entre as 46,8 milhões de pessoas que vivem com o problema, quase 1,2 milhão estão no Brasil e até 2030, a estimativa é que o mundo deva ter até 74,7 milhões de pessoas com a doença das por obesidade, diabetes e hipertensão, por exemplo. “Para tentar evitar o problema, é preciso se alimentar bem, praticar exercícios, manter o peso ideal, controlar o estresse, beber com moderação e não fumar”, elenca o geriatra Rubens de Fraga Jr., conselheiro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). “E, quanto maior o grau
de escolaridade, menor a chance de desenvolver qualquer tipo de demência. O melhor exercício nem é fazer palavras cruzadas, mas ler, porque estimula muito mais o raciocínio e a fantasia”, enfatiza o médico. O levantamento internacional destaca que 58% das pessoas com quadros de demência vivem em países em desenvolvimento ou pobres. A estimativa indica que, em 2050, esse índice chegará a 68%. A explicação vai ao encontro do que sugere Fraga Jr.: nações com baixo índice de educação, menos acesso à saúde e menos infraestrutura têm populações mais expostas às doenças que desencadeiam demência. Ele também explica que o hormônio conhecido como vitamina D, sintetizado pela pele a partir da exposição ao Sol, ajuda a manter a vitalidade dos neurônios. Quem quase não toma sol, portanto, tem mais chance de ter demência. O relatório estima que o custo global do problema pode saltar para US$ 1 trilhão já em 2018 e, por isso, pede que os governos criem políticas públicas para tornar o diagnóstico e os possíveis tratamentos mais eficientes e baratos.
DIVULGAÇÃO
Índice de pessoas que sofrem desse mal vem crescendo e números deverão ficar até três vezes maior até 2050
Estimativa é que até 2030, 74,7 milhões de pessoas sejam acometidas com a doença no mundo
Caderno C
Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
RICARDO OLIVEIRA
Amazonas monitora o clima global Dia a dia C8
Aqui mora o medo
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
Comunidade Portelinha virou sinônimo de insegurança, após a morte da líder comunitária Dora Priante
MÁRIO ADOLFO
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inguém escancara mais portas e janelas na comunidade Portelinha, localizada na estrada de Serra Baixa, no município de Iranduba, a 25 quilômetros de Manaus. As pessoas apenas olham pelas frestas e preferem manter os portões trancados com correntes e cadeados. Esse clima de tensão e medo se abateu sobre o lugar, desde o dia 13 de agosto, quando a líder comunitária Maria das Dores dos Santos Salvador Priante, a Dora Priante, foi encontrada morta com 12 tiros, depois de ter sido sequestrada de dentro da sua casa, na comunidade, na noite anterior. Na vila onde antes crianças brincavam nas ruas, mulheres varriam terreiros e estendiam roupas nos varais e caseiros cuidavam da terra, o que se vê hoje são ruas desertas e um silêncio sepulcral. Por mais de uma uma hora, o carro com a equipe do EM TEMPO circulou pela comunidade, onde moram (ou moravam) 50 famílias, e apenas quatro pessoas foram encontradas: Uma menina que esperava o ônibus para ir à escola; uma moça que procurava uma área onde seu celu-
Quem se atreve a sair de casa evita comentar a morte de Dora
Um ou outro morador se arriscar a circular pelas ruas da Portelinha
lar conectasse o sinal; o açougueiro que não vende um quilo de carne há duas semanas e um caseiro, José Delfino Filho, 52, o único que aceitou se identificar e falar alguma coisa. “Se é para falar alguma coisa, teria que falar a verdade. E a verdade ninguém pode falar, porque se falar morre “, diz o homem. As outras três pessoas confirmam o que ele acaba de afirmar. Mesmo diante da insistência do repórter, ninguém quis comentar nada. Ninguém sabe de nada, ninguém viu ou ouviu nada. O medo mora na Portelinha, onde algumas casas já foram abandonadas devido ao estado de terror que se instalou na comunidade. Bem antes da morte de “dona Dora”, casas chegaram a ser incendiadas para que seus proprietários a abandonassem e pudessem ser negociadas por grileiros. Mas Delfino fala. Ele diz que as “autoridades” não tomaram nenhuma providência diante das 18 ocorrências que “dona Dora” fez na polícia, denunciando que estava ameaçada de morte e precisava de segurança. “Agora está todo mundo correndo para saber quem matou, quem não matou.
Mas a polícia deve agir antes de acontecer e não depois que a vida foi tirada “, diz o trabalhador rural, que nunca frequentou um banco de escola, mas fala com a sabedoria dos que se indignam contra a omissão do poder público diante do abandono dos homens do campo. O homem que está por trás desse estado de terror que tem expulsado os moradores da Portelinha se chama Adson Dias da Silva, 38, o “Pinguelão”. Ele foi o primeiro presidente da Associação Comunitária Rural Portelinha, mas, depois de deixar o cargo passou a vender terras que não eram dele e a ameaçar os posseiros que já estavam na comunidade há mais de 20 anos. No dia 10 de janeiro deste ano, circulou um abaixo -assinado no assentamento, que o denunciava tentar intimidar os que lhe ousam contestar. Quando a líder comunitária Dora Priante assumiu a presidência, passou a denunciar o grileiro, fazendo denúncias–crime e registrando Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia de Iranduba. Ao mesmo tempo passou a colecionar recibos de vendas de terras por “Pinguelão”, que cobrava entre R$ 3 mil e R$ 15 mil por um lote.
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Dia a dia
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Gerson PRIANTE
‘Não vou abandonar A COMUNIDADE E a luta da Dora’ FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
MÁRIO ADOLFO
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‘Pinguelão’ foi o primeiro líder da Portelinha. Ele tinha todo o apoio e respaldo popular da comunidade. Antes tudo era feito na base do mutirão, da união dos esforços. Mas depois o ‘Pinguelão’ degenerou, passou a vender terras que não eram dele”
erson Nascimento Priante, 64, aceita falar sobre o assassinato de sua mulher, a líder comunitária Dora Priante, morta a tiros no dia 12 de agosto por grileiros no conflito de terra da comunidade rural Portelinha. Mas, para isso, ele faz uma exigência: a entrevista não poderá acontecer na sua casa – onde ele está recluso desde a morte da mulher –, em um bairro da periferia de Manaus, e muito menos no sítio Portelinha, abandonado após o crime. Os motivos são óbvios: Gerson Priante e mais cinco líderes da Associação Comunitária Rural Portelinha estão marcados para morrer. As ameaças estão partindo dos comparsas de Adson Dias, o ‘Pinguelão’, principal suspeito de ser o mandante do assassinato de Dona Dora, que está preso na delegacia de Iranduba. Priante é um ex-padre capuchinho que, nos anos 1990, quando militava na Pastoral da Terra, se apaixonou por Maria das Dores Santos Salvador, que conheceu no Alto Solimões. A ideologia, a luta e os sonhos por uma sociedade mais justa aproximou ainda mais os dois ativistas, que militavam em movimentos populares. Não havia jeito, Priante largou a batina e se casou. A união durou 25 anos, até que os tiros dos grileiros interromperam a vida e a luta constante de “dona Dora”, que sonhava em transformar a comunidade ‘Portelinha’ num lugar bom de se viver. EM TEMPO – Qual era o sonho de Dora Priante para a Portelinha? Gerson Priante – Ela foi
eleita pela Associação Comunitária Rural Portelinha para quatro anos e estava no final de seu mandato. Com muita luta, conseguiu máquina para fazer as ruas, trouxe o Luz Para Todos e estava instalando o abastecimento de água por meio do programa de poços artesianos pelo governo do Estado. Lutava muito, em meio à pressão exercida pelo ‘Pinguelão’, que foi o primeiro presidente da comunidade e não respeitava a liderança de Dora. Mesmo depois de sair da associação continuou vendendo terras que não eram dele. EM TEMPO – Dora colocou um cartaz na porta de sua casa dizendo que “Pinguelão” não tinha terras “para vender, doar ou negociar”. Esse foi o estopim do conflito? GP – Sim, esse foi o estopim do conflito. “Pinguelão” nunca parou de vender terras, mesmo tendo sido afastado da liderança. Desconhecia e procurava desmoralizar a nova diretoria eleita por eleição legítima. Tentava desqualificar a presidência da minha mulher, plantando informações falsas em programa de televisão, como Exija os Seus Direitos, Canal Livre, etc. Ele não se conformava em perder a liderança. EM TEMPO – Então “Pinguelão” era um dos líderes da Portelinha? GP – “Pinguelão” foi o primeiro líder da Portelinha, em torno de 2008. Até aí ele tinha o apoio e o respaldo popular da comunidade. Antes, tudo era feito na base
do mutirão, da união de esforços. Não havia interesse financeiro e todo o trabalho era feita à base de voluntariado. Nessa época Dora chegou a ser secretária da associação. Mas depois,” Pinguelão” degenerou, passou a vender terras que não eram dele. Se achava o dono da área de 15 hectares que deu origem à Associação Rural Portelinha, que ele ajudou a fundar e depois desconheceu, usando todos mecanismos mais escusos possíveis para negociar terras. EM TEMPO – O senhor acha que existe algum grupo de especulação imobiliária por trás de “Pinguelão”? GP – Sem dúvida, tem sim gente mais poderosa por trás dele. Ele funciona como testa de ferro para transformar a “Portelinha” num balcão de negócios. Tem gente a serviço dele e ele está serviço de outros. Dora atrapalhava esse balcão de negócios, e tinha provas que o incriminava. Por isso ele ou quem mais esteja com ele, decidiu que era preciso eliminá-la. “Pinguelão” é o suspeito número um da morte de minha esposa. Ajudado por Ronaldo Paula, que a imprensa chamou de caseiro, que receberia a quantia de R$ 1.500 e uma motocicleta para entregar Dora. Ele confessou tudo, informando que “Pinguelão” foi o mandante. O sequestro aconteceu porque ele e seus pistoleiros de aluguel queriam a pasta com a documentação que o incriminava. Como não conseguiram, arrastaram minha mulher para o carro e descarregaram todo o ódio que nutriam por ela. EM TEMPO – No dia a dia, alguma vez Dora manifestou seu temor diante das ameaças? GP – Dava para notar que, nos últimos dias, ela estava vivendo uma situação muito tensa. Era visível. A gente notava que ela estava angustiada. Certa vez ela comentou comigo que estava com os dias contados, porque se confrontava verbalmente com “Pinguelão” e toda vez ele a ameaçava. Notei que a coisa estava mais tensa que nos meses anteriores, quando ela pegou a pasta de documentação e trouxe para Manaus. Parece que ela percebera que eles viriam buscá-la. Foi essa pasta que atraiu os assassinos até a nossa casa, na Portelinha. Eram denúncias–crime contra “Pinguelão”, Boletins de Ocorrência e recibos de ven-
das de terras assinadas por ele, em valores que variam de R$ 3 mil a R$ 5 mil. Além de documentos que incriminam autoridades que não deram a menor atenção para as denúncias que Dora vinha fazendo sobre ameaças de morte que vinha sofrendo. EM TEMPO – O senhor pretende entregar essa pasta à Justiça? GP – A gente ainda não conseguiu, sequer, selecionar essa avalanche de documentos que o incrimina cada vez mais. Quando a gente conseguir entregar isso, a Justiça vai ter provas para deixa-lo mofar na cadeia por tanta desonestidade, falsificação de documento e venda ilegal de terras, com cobertura do próprio cartório que nós tentamos desmascarar. EM TEMPO – Qual foi a última vez que o senhor viu Dora? GP – Isso aconteceu no dia no dia 12, acho que até o dia 10 a gente teve um contato muito rápido. No dia em que eles a sequestraram eu estava dando aula na escola do Km 28 da rodovia Manoel Urbano (Manaus -Manacapuru), quando os vizinhos chegaram correndo para me avisar. O sequestro aconteceu no início da noite do dia 12. Dora tinha acabado de chegar de Manaus, e já estava na Portelinha em torno das 16h. Eles invadiram nossa casa entre as 18h e 18h30. Ela ficou desaparecida a noite inteira. Por volta das 8h30 do dia seguinte, já circulavam notícias de que seu corpo havia sido encontrado no ramal Santa Lúzia, Km 52 da AM-70. Dora foi morta com 12 tiros. EM TEMPO – O senhor pretende retomar a luta contra os grileiros, na Portelinha? GP – Estou tentando me recompor. Foi um baque não só para mim, mas para toda a família. Vou deixar passar um tempo, pedir minha remoção para Manaus. Meus filhos não querem que eu retorne à Portelinha, porque corro risco de morte. Os vizinhos dizem que a emboscada era para mim e para Dora, eu escapei porque atrasei 15 minutos. Estamos com medo diante de tanta violência, é verdade, mas isso não significa que vou abandonar a comunidade e a luta da Dora Não vou entregar o ouro ao bandido depois de tanta luta, de tanto sacrifício da minha esposa. Se ele (Pinguelão) pensa que isso vai ficar assim, está enganado.
Ele (“Pinguelão”) funciona com testa de ferro para transformar a Portelinha num balcão de negócios. Tem gente a serviço dele e ele está a serviço de outros. Dora atrapalhava esse balcão de negócios”
O sequestro acoonteceu porque ele e seus pistoleiros de aluguel queriam a pasta com a documentação que o incriminava. Como não conseguiram, arrastaram minha mulher para o carro”
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Medo leva moradores a abandonar a Portelinha ANDRÉ TOBIAS
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pós o assassinato da líder comunitária Maria das Dores dos Santos Salvador Priante, popularmente conhecida como Dora Priante, o sentimento e o clima entre os moradores da comunidade Portelinha, localizada no município de Iranduba - a 25 quilômetros de Manaus - ainda é de medo. Com ruas desertas, o atual cenário lembra as cidades do velho oeste norteamericano, mostradas nos filmes de bang-bang. São poucos os moradores que se arriscam a abrir portas e janelas. É bem verdade que poucas famílias residem de maneira fixa no local – a maioria mora em Manaus e visita sua casa somente à noite ou nos finais de semana -, mas grande parte dos populares da região prefere ficar dentro de casa, trancada e sem se expor. Incomodadas com a situação, a alternativa encontrada por algumas pessoas com propriedades e pedaços de terra foi deixar o local o mais rápido possível. Um grande número de casas está com placas de venda
penduradas em suas fachadas apenas com o telefone para contato em caso de interesse pelo imóvel. “Ficou todo mundo assustado com o que houve, até porque havia muitas ameaças aqui na área, de tomar o terreno, de repassar o lote para outro. Então ficou todo mundo muito assustado e
SEGURANÇA
No último dia 19, equipes das polícias Civil e Militar estiveram na comunidade Portelinha, para restabelecer a segurança no local. Na ocasião, alguns moradores aproveitaram para retirar os seus pertences muita gente está querendo sair daqui. Botaram placa de venda nas casas, nos lotes para ir embora”, relata um morador da comunidade que preferiu não se identificar temendo represálias. De acordo com ele, o assassinato da líder comunitária acabou motivando grande parte dos moradores a deixarem o local. “As pessoas se acalmaram, porque as
ameaças cessaram. Mas elas continuam assustadas, querendo sair daqui. Nós temos muito medo, até porque você fazer um investimento para depois ver alguém no seu lote é complicado”, explica o morador, que apesar do ocorrido na Portelinha, pretende continuar vivendo na comunidade. Paz Aos 62 anos, um dos vizinhos de Dora, que também preferiu não se identificar, se emocionou ao falar do ocorrido no local. Com lágrimas nos olhos, ele disse que ainda não acredita no assassinato da colega e descarta deixar a Portelinha, lugar em que está estabelecido há mais de sete anos. “Uma comunidade é de paz, é para ser paz, um servir ao outro. Comunidade é isso. O meu vizinho está com problema, se eu puder ajudálo, claro que vou ajudar. É servir um ao outro, não para destruir um ao outro. Eu não sei por que, tem muita gente que está se mudando. Eu nunca pensei que fosse chegar a esse ponto. A nossa vida é mais importante que qualquer pedaço de terra”, ilustra o morador.
Vários imóveis se encontram fechados ou postos à venda, na comunidade Portelinha
Lista com nomes é contestada Conforme informações de alguns amigos de Dora Priante, os capangas de “Pinguelão“ estariam com uma lista que continha nomes de pessoas ligadas à líder comunitária e que deveriam ser eliminadas. Contudo, o delegado do 31ª Delegacia Interativa de Iranduba, Paulo Mavignier, negou a existência da suposta relação. “Você nunca vai ver ninguém lá. Só à noite ou fim de semana, porque ninguém mora lá. Aquilo é coisa de veraneio, pessoal vai para lá passar o final de semana. Se encontrar ali umas dez, 15 famílias é muito. Essa lista não existe, lista materializada não existe. Posso garantir”, descarta o delegado. Conforme Mavignier, conflito por terra não é algo incomum em Iranduba. Em um terreno próximo à Ci-
dade Universitária, algo semelhante foi registrado na delegacia do município, onde todos os procedimentos foram realizados e a disputa pelo pedaço de terra agora é na esfera judicial. “Hoje, a cidade é tomada por esse tipo de problema de terra por conta da especulação imobiliária. Esse não é um problema exclusivo da Portelinha, mas de diversas comunidades”, revela. Há 1 ano e dois meses à frente da delegacia de Iranduba, Mavignier mostrou a pilha de procedimentos registrados contra “Pinguelão”. Os crimes envolvendo supostamente o mandante do assassinato de Dora Priante são os mais diversos: esbulho, danos, violação de domicílio, injúria e ameaça. “Nesse período que eu estou aqui, nós temos dois boletins de ocorrência da Dora
FOTOS: DIEGO JANATÃ
Após o assassinato de Dora Priante, casas foram abandonadas, deixando a comunidade com aspecto de lugar fantasma
como vítima do “Pinguelão’: um de injúria e outro de ameaça. Todos esses procedimentos foram tomados remetidos à Justiça. Mas a briga da Dora se estende há mais de 4 anos. No período que eu estou aqui tenho outras situações, outras reclamações. Eu tenho de ameaça a fulano, do Pinguelão quebrar cerca de ciclano, passar o trator no terreno do outro”, informa. Desabafo Para Paulos Mavignier, a resolução dos conflitos fundiários não depende somente da atuação da polícia. Cobrado pela população para resolver os problemas na cidade de Iranduba, ele reclama da ausência dos demais órgãos responsáveis pelas terras do município quando as pessoas começam a se apropriar dos espaços.
Presença da polícia na comunidade não foi suficiente para deixar moradores tranquilos
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Líder comunitário é vítima de três atentados STÊNIO URBANO
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telefonema pedindo que ele fosse até o quilômetro 26 da estrada AM-010 (Manaus – Itacoatiara) onde deveria ministrar uma palestra. Porém, enquanto esperava a carona, homens encapuzados começaram a correr atrás da vítima, que escapou pela segunda vez. “Tenho vontade de abandonar essa luta, mas dificilmente a gente consegue sair. Eu venho de um movimento dos sem-terras. Então, o meu movimento e minha luta, não podem parar. Antes eu tinha a proteção da igreja, mas hoje não tenho mais, porque não sou mais seminarista”, desabafa.
DISPUTA
A comunidade Nobre possui, aproximadamente, 1 milhão de metros quadrados. Uma área foi doada à comunidade pelo então governador Eduardo Braga, com disputa de grileiros que se dizem donos do lugar
Doação Parte de uma área da comunidade Nobre foi doada pelo então governador Eduardo Braga, por meio de um decreto, o que acirrou a disputa de terras no local, por grileiros que se diziam donos do espaço. “De fato e de direito ela pertencia ao Estado. Existia um decreto de desapropriação de terras para aquelas áreas”, explica. O MNLM afirma que a política nacional por habitação ainda não atende à demanda da população em Manaus e no restante do Brasil. “São programas viciados. São critérios errados, por apadrinhamentos, são concessões corrompidas por propinas”, lamenta.
denuncia o líder. Após a denúncia na Corregedoria da Polícia, Henrique e seu filho sofreram um atentado. “Cravaram a minha casa de balas. Não respeitaram nem a inocência do meu filho, à época com 7 anos. Tive que sair da minha casa. Hoje eu vivo escondido, não tenho mais a minha liberdade. Não consigo passear com meu filho por aí. A gente perde a liberdade. Meu filho hoje tem crises de ansiedade”, revela. Em um segundo atentado, Henrique foi atraído por um DIVULGAÇÃO
scoltado por uma viatura até um local previamente combinado para a entrevista, Antônio Henrique Machado de Souza, 41, é professor de filosofia e militante do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), e está marcado para morrer. O dia? A qualquer momento. Henrique é apenas um dos muitos líderes comunitários no Amazonas que sofrem, diariamente, tentativas de morte, ou vivem ameaçados por lutar pelos direitos à moradia e terras no Estado. O “Professor”, como é chamado, lidera a comunidade Nobre, localizada no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, com aproximadamente 600 famílias. Henrique sobreviveu a três atentados nos últimos 2 anos. “Sofri três atentados de morte. O primeiro deles em dezembro de 2012, depois em 30 de março de 2013, e o último em 18 de abril de 2013. Neste eu pude identificar o autor, que é um delegado e a esposa dele”, informa. Segundo Henrique, os atentados são motivados pelas denúncias que ele fez contra o agressor, envolvido no acobertamento de grileiros de terras naquela comunidade. “Eu o denunciei 15 dias antes do atentado. Ele foi até a comunidade Nobre com um grileiro da área em questão, levando
um mandado de reintegração de terras vencido. Só foram eles dois, sem nenhum oficial de Justiça. Mesmo se o documento estivesse valendo ele precisava estar na presença do oficial e queriam tirar a comunidade na marra. Então ele e o grileiro entraram com uma pá mecânica e mandaram derrubar as casas e atirar contra os moradores”,
Casa de Henrique já foi apedrejada para intimidá-lo
RICARDO OLIVEIRA
O autor de uma das investidas, segundo Antônio Henrique foi identificado e denunciado à polícia, mas nada foi feito
Sem saber o que pode lhe acontecer a qualquer momento, Henrique segue na luta por moradia
Delegado seria autor de uma das investidas De acordo com a Polícia Civil, em março de 2013 Henrique denunciou o delegado Joel de Almeida Faria, no 26º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Santa Etelvina, formalizando um Boletim de Ocorrências (BO). A vítima denunciou a tentativa de homicídio que havia sofrido. Ainda de acordo com a polícia, foi instaurado um processo pela Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública com o número
241311037335, e o mesmo se encontra na Justiça. Segundo a versão apresentada pelo delegado Joel de Almeida Faria à Justiça, Antônio Henrique era líder de um grupo que tentava invadir a comunidade Nobre. Na época, no dia 15 de março de 2013, Henrique ameaçou a vida de um homem identificado apenas como “Antônio”, motivo pelo qual o delegado Joel sacou uma arma e fez disparos para o alto.
Em nota a Polícia Civil afirma ainda que o professor Antônio Henrique possui 36 processos envolvendo crimes como ameaça, lesão corporal, sequestro e cárcere privado, invasão, coação do curso de processo, e perturbação do sossego alheio, para citar alguns. Desqualificação Antônio Henrique nega os crimes e diz ser vítima de tentativa de desqualificação
por parte do delegado e pessoas envolvidas em grilagens de terras. A vítima pede a abertura do inquérito contra os mandantes das três tentativas de homicídios das quais escapou. Apesar das várias denúncias e vários documentos anexados em processos, como fotos dos atentados e BOs contra o delegado Joel Farias, o mesmo segue atuando na Delegacia Geral de Polícia Civil.
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Descoberta de golpe leva morador a ser perseguido FRED SANTANA
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REINTEGRAÇÃO Em novembro de 2013, em torno de 1.200 invasores foram retirados de uma área ocupada irregularmente na comunidade Nobre, por meio de uma reintegração autorizada pela Justiça
posse da área correspondente ao loteamento. Em contato com a Secretaria Estadual de Política Fundiária, descobriu que o terreno pertencia, na verdade, ao Estado. E começou a alertar os demais moradores sobre o golpe no qual todos caíram. Foi aí que começaram seus problemas. Um dos moradores mais atuantes na apuração da fraude e na regularização do terreno, Pedro passou a sofrer amea-
ças de morte constantemente. Quanto mais militava pelos direitos dos moradores enganados, mais elas se intensificavam. O que ele não imaginava era que o perigo estava na própria comunidade. “A pessoa que mais me ameaçava e prometeu me matar na frente da minha casa morava na própria comunidade. Ele era um dos moradores que buscava seus direitos. Não sei o que aconteceu para ele mudar de lado. Não sei qual proposta fizeram a ele. Só sei que ele mudou completamente”, explica. O agressor em questão é o delegado da Polícia Civil Joel de Almeida Farias. Não é a primeira vez que o nome do policial foi ligado a esses crimes. Joel é acusado por outro morador de tentativa de assassinato. O delegado teria descarregado uma pistola na porta de outro morador da comunidade. Apesar das denúncias contra Joel, na Corregedoria Geral de Segurança Pública, o mesmo segue desenvolvendo as suas atividades policiais. O MPE entrou com uma ação cívil-criminal após as denúncias. O processo contra os acusados está correndo em segredo de Justiça. Pedro afirma que foi justamente nesse momento que os crimes de pistolagem começaram.
Parte do terreno da comunidade Nobre foi doado pelo Estado, o que resultou em conflitos ARTHUR CASTRO/AET
edo, desamparo e uma série de processos que correm em segredo de Justiça fizeram com que Pedro (nome fictício) resolvesse esconder sua verdadeira identidade para relatar o drama que tem vivido nos últimos anos. Ameaçado de morte por diversas vezes, incluindo uma na porta da própria casa, Pedro também está marcado para morrer. Um dos motivos pelos quais Pedro pediu sigilo à equipe de reportagem foi o fato de não aceitar participar do programa de proteção a testemunhas (Pro Vita) oferecido pelo Ministério Público do Estado (MPE/AM). “Não concordei. O Estado tem de garantir a minha segurança. Não sou bandido para ficar preso ou escondido”, desabafa. O funcionário público conta que comprou três terrenos da imobiliária CE dos Santos, que se dizia dona do espaço, que deu lugar ao loteamento, posteriormente batizado de comunidade Nobre, no bairro Santa Etelvina ao lado do residencial Viver Melhor, na Zona Norte. O proprietário do terreno que daria nome à empresa Celso Eugênio dos Santos é citado em vários processos no Tribunal de Justiça do Amazonas, por estelionato e
grilagem de terras. O golpe foi noticiado por diversos veículos de comunicação em 2012, quando a Justiça determinou a reintegração de posse do terreno, que oficialmente pertence ao Estado. Na ocasião, ao tratar de detalhes burocráticos da compra, Pedro acabou descobrindo os processos de reintegração de
ARTHUR CASTRO/AET
Ao tratar de detalhes burocráticos de três terrenos que havia adquirido, funcionário público descobriu reintegração de posse
Em 2013, parte da comunidade foi alvo de uma reintegração de posse autorizada pela Justiça
Poder público não se posiciona Pedro afirma que não faltaram políticos no local fazendo promessas de melhorias estruturais. Um atual senador da República pelo Amazonas, uma ex-deputada federal, além de um deputado estadual, eleito no ano passado para o cargo de deputado federal, foram alguns dos parlamentares que estiveram no local em época de eleição. Mas, após o pleito, as promessas ficaram ao vento. O governador José Melo está a par da situação, tendo inclusive determinado ao membro do Conselho da Defensoria Pública do Estado, Carlos Alberto de Almeida Filho, que desse toda a assistência aos moradores na questão. No entanto, nada foi feito até o momento. Vários donos No meio de toda essa polêmica, surgiram algumas situações bizarras. A mais
estranha de todas foi a liberação de três mandados de reintegração de posse do mesmo local, a comunidade Nobre, para três pessoas diferentes, dadas pelo mesmo juiz Rosselberto Himenez ao longo dos últimos 2 anos.
COBRANÇA
Apesar da árera não apresentar uma infraestrutura de bairro tradicional, com água encanada, postes de energia, asfaltamento entre outras benesses, a prefeitura cobra IPTU dos moradores Himenes é titular da 7ª Vara Cível e de Acidentes do Trabalho. Além dessas três pessoas, cujos nomes não foram divulgados, existem mais dois
alegando ter a propriedade do local em outros processos judiciais. Cobrança de IPTU Outra situação bizarra envolvendo o terreno é a cobrança de IPTU pela prefeitura. Mesmo sem asfaltamento, sem iluminação e sem presença de serviços de segurança e saúde, o imposto é cobrado dos moradores da comunidade Nobre. “Não tem infraestrutura nenhuma, mas muita gente paga IPTU. Reclamamos com a prefeitura, que ela cobra, mas não entra lá. Quando ameaçamos ir à mídia denunciar isso no começo deste ano, o prefeito pediu ao subsecretário da Seminf (Secretaria Municipal de Ifraestrutura , Elânio Gouvea para não fazermos manifestação que eles olhariam por nós. E até agora, nada”, lamenta.
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Poder público se esquiva de resolver o problema MICHELE GOUVÊA
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arcebispo metropolitano de Manaus, dom Sérgio Castriani, é cético quando o tema é reforma agrária e perseguições no campo. Ele – que por formação arquidiocesana é oriundo de comunidades do interior - teme que o assassinato da líder comunitária Maria das Dores Salvador Priante, no dia 12 deste mês, seja o primeiro de tantos outros assassinatos motivados por disputas por terras na comunidade Portelinha, localizada na zona rural do município de Iranduba. Para o líder da comunidade católica no Amazonas, infelizmente, muitos outros assassinatos podem ocorrer na região em virtude da disputa por terra. “A terra tem um valor de mercado muito grande. Quem não quer terra? Além da terra para viver, para os pequenos agricultores e para a economia de subsistência há também aqueles que querem a terra para o mercado, para fazer capital, para investimentos e é aí que vem o conflito de interesse. E ali é um caso típico de conflito de interesses.
A ponte rio Negro valorizou muito a terra lá e, embora não saiba dizer concretamente, em outros ramais também há esse problema. Agora, lá, a terra tem valor de mercado e é claro que aparecem os grandes empresários, os donos, a prefeitura, o atravessador e o grileiro, que são figuras brasi-
VIÁVEL
Há 40 anos na Amazônia, dom Sérgio destaca as reservas como um modelo de opção para minimizar os conflitos por terra, por haver toda uma organização do Estado para cuidar delas leiras infelizmente”, avalia. Para dom Sérgio, mais do que uma questão de polícia e de repressão por forças de segurança o problema da terra passa pelo Judiciário, Executivo e Legislativo, que se esquivam da responsabilidade de ajuizar o direito à terra e de forma indireta permitem que os conflitos se perpetuem e coloquem em risco a segurança e a vida
dos cidadãos no campo. Para ele, falta vontade em todas as esferas de poder para resolver o problema, uma vez que, guardadas as proporções, o “mercado do conflito por terra” é tão lucrativo quanto o tráfico de drogas. “É claro que em se tratando de um conflito de segurança pública é preciso que a polícia aja, mas para evitar o conflito deveria haver primeiro uma ação do Judiciário e do Ministério Público para resolver de quem é a terra. Não permitir que esses processos se arrastem indefinidamente. Esses problemas ocorrem não apenas no campo, mas na terra urbana também. O Judiciário precisa ser mais ativo, bem como o Executivo deve colocar em prática um programa de reforma agrária e o Legislativo se comprometer com as leis necessárias para que a reforma agrária realmente ocorra”, aponta. Somado a isso há ainda, na opinião do religioso, entraves causados pelo modelo vigente de titularidade existente no Brasil, onde não é preciso, necessariamente, que a terra seja produtiva para se manter sob a posse do mesmo dono indefinidamente gera conflitos e mortes.
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
Executivo, Legislativo e Judiciário são cobrados por dom Sérgio Castriani a ajudar a resolver o problema que atinge o campo
Na homília durante a missa de sétimo dia de Dora Priante, o bispo destacou a luta pela terra
Entidades lutam por direitos Celebrante da missa de sétimo dia da líder comunitária em Iranduba, dom Sérgio diz que fez questão de estar junto à família de Dora por se tratar de uma pessoa de caminhada católica, por ser amigo do viúvo de Dora, o ex-capuchinho Gerson Priante, por se tratar de um assassinato brutal antecedido por sequestro com tortura e, sobretudo, porque não se pode não reagir a “esse tipo de coisa” que atinge os direitos humanos. “Tudo o que aconteceu foi muito brutal. Nós temos que reagir a esse tipo de coisa, não podemos achar que isso é normal. Nenhuma violência é normal e esse tipo de assassinato, como o da dona Dora, atinge os direitos humanos. Foi muito além da pessoa dela, porque é uma forma de
intimidação, de execução e aí você elimina qualquer possibilidade de Justiça. Quando isso acontece é a lei do mais forte, daquele que intimida que prevalece e então se deixarmos que essa lei prevaleça caímos na barbárie, vira o crime organizado e isso é o fim da ordem social”, enfatiza. E é neste sentido, de manter a ordem social, que a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Cáritas Arquidiocesana, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBS), entre outras foram criadas e se mantêm ao longo dos anos. Na avaliação do arcebispo, o mal oriundo do conflito por terra precisa ser encarado com coragem, determinação e prudência, somente assim a violência fruto desse tipo de disputa pode começar a ser revertida.
Populares em protesto antes da missa de Dora Priante
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Amazonas se transforma em um ‘faroeste caboclo’ FRED SANTANA
“A
lgumas regiões no interior do Amazonas estão voltando aos tempos de velho oeste”. Essa é a triste e grave constatação da coordenadora da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Amazonas, Maria Clara Ferreira, ao atender a reportagem de EM TEMPO. Em viagem ao município de Anori - localizado a 234 quilômetros de Manaus -, Maria revelou dados assustadores sobre o conflito de terras no Estado. “Velho Oeste” é um termo que faz referência ao período de povoamento da costa oeste norte-americana no final do século 19. Marcado pela violência, onde o porte de armas era livre e valia a lei do mais forte, o período foi “glamourizado” como estilo cinematográfico em Hollywood. No entanto, tal qual a realidade nos EUA não tinha nenhum glamour, no interior do Amazonas ela também não tem. Apenas para efeito estatístico, conforme dados da CPT nacional, em 2014 haviam sido 20 assassina-
tos no primeiro semestre. Em 2015 foram registrados 23, sendo que desse total somente um não foi na Amazônia. Esta semana, Maria Clara divulgou a informação de que existem 38 pessoas na lista de marcados para morrer no Amazonas. Na verdade, esses são ape-
AÇÃO
Um comitê reunindo representantes de várias entidades se reuniu neste sábado para traçar um plano de ação que irá acompanhar o desenrolar do caso “Dora Priante”, além de outros conflitos por terra nas os poucos casos em que as vítimas procuram a polícia. “Poucas pessoas que sofrem ameaças de morte têm coragem de denunciar. O conflito de terras hoje no Amazonas é algo grave. A capital está enfrentando esse problema em diversos pontos”, afirma. Mas, de acordo com a coordenadora da CPT, o pro-
DIEGO JANATÃ
Coordenadora da CPT traça um quadro preocupante sobre o conflito de terras no Estado e a omissão do poder público blema já se alastrou pelo interior. “Acompanhamos os casos do Pau Rosa, o Úbere/Brasileirinho, o Iranduba. Além disso, também monitoramos a situação de outros municípios como Presidente Figueiredo, onde agricultores tiveram suas casas queimadas e terras tomadas. Itacoatiara tem mais de 600 famílias em conflito. Lábrea se tornou um verdadeiro “velho-oeste”. O Estado pede que as comunidades façam levantamentos. Fazemos e o governo ignora. O descaso é total”, reclama. Dois pesos, duas medidas Um dos aspectos destacados pela coordenadora é a diferença de tratamento dado às famílias em comparação às grandes imobiliárias. “Notamos que para o rico, tudo é mais rápido e simples, enquanto para os mais pobres, os processos nunca avançam. Basta observar a quantidade de terrenos cedidos a imobiliárias que já estão construindo em Iranduba. Agora observe quanto tempo demora para a Justiça avaliar os processos dos moradores”, pondera.
Conflitos em Iranduba, como o da comunidade Portelinha, estão sendo monitorados pela CPT
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FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
Torre Alta da Amazônia será termômetro do clima globalV Estrutura de 325 metros erguida na RDS do Uatumã permitirá um maior conhecimento sobre a região e também sobre as mudanças climáticas globais STÊNIO URBANO
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A ligação entre a biosfera, a floresta e a atmosfera será investigada a partir dos dados coletados pela Atto, na RDS Uatumã
om a expectativa de ser um marco nas pesquisas e observação no monitoramento climático do mundo, o Observatório de Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) foi inaugurado na última semana, após um ano de construção, prometendo ser um marco científico entre Brasil e Alemanha na pesquisa. Erguida dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável RDS) do Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã, a gigantesca torre de 325 metros foi construída por meio de uma parceria entre o Instituto Max Planck de Química de Biogeoquímica, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Universidade do estado do Amazonas (UEA). O investimento do projeto foi da ordem de R$ 26 milhões, divididos em 50% entre os governos brasileiro e alemão. Conforme os especialistas envolvidos no projeto, a torre permitirá a análise do clima que vem da floresta amazônica, além de reconhecer o papel da floresta na estabilização das concentrações dos gases de efeito estufa e seus efeitos nas mudanças climáticas globais, em um dos ecossistemas mais sensíveis do mundo. O físico e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Ataxo, chama a atenção para o fato de que a estrutura se encontra em um local onde não há interferência de centros urbanos, e nada a 2 dois mil quilômetros de distância, desde o oceano Atlântico até o ponto mais alto da torre. “Nós observamos que era importante ter uma torre que pudéssemos ter medidas mais completas e um alcance além das torres que nós já tínhamos. Existe hoje no mundo uma variabilidade climática muito grande e nós observamos que, uma hora a Amazônia tem secas fortes, outra hora temos enchentes recordes. Então o clima apresenta uma variação natural, muito grande e é preciso entendê-lo”, garante o especialista.
De acordo com o pesquisador alemão Christopher Pohlker, do Instituto Max Planck, com a construção da torre acima de 80 metros acima da floresta, é possível monitorar os arredores da mesma. “Com a torre alta, nós poderemos monitorar uma área muito maior. Nós queremos investigar a ligação entre a biosfera, a floresta e a atmosfera. E a pergunta-chave de como elas se interagem. Como o ciclo hidrológico, a atmosfera e a floresta estão ligados? A segunda pergunta é: como isso está mudando? Se a poluição humana está transformando a qualidade da atmosfera e se também afeta o ciclo das águas”, questiona o Pohlker. O reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo Costa, garante que a escolha do local – a torre foi construída longe da presença de qualquer interferência humana -, de difícil acesso, pode
Era importante ter uma torre que pudéssemos ter medidas mais completas e um alcance além das torres que nós já temos Paulo Artaxo físico
ser explicada pelas características do local. “A primeira coisa a ser lavada em conta é que a torre foi construída dentro de uma reserva que, pelos próximos 20, 30, talvez 100 anos não deva sofre nenhuma interferência do homem. Segundo, é uma área com o ar muito puro, sem poluição. Terceiro, os ventos que vêm do mar, juntamente com outras correntes que vêm de outros continentes. Dá para se ter uma ideia da influência da Amazônia em outras zonas climáticas. Essas foram algumas das escolhas para o local”, destaca Costa. Os dados coletados, de acordo com Divino Silvério, pesquisador do Inpa, que acompanha o desempenho das torres, têm como objetivo explicar como as mudanças no uso da terra (como o desmatamento) ou a degradação florestal (áreas queimadas) afetam o ecossistema.
Floresta e atmosfera interagem A instalação de outra torre para os estudos do Inpa na Fazenda Tanguro e a construção de uma imensa torre em pleno coração amazônico serão importantes ferramentas nas pesquisas sobre as mudanças climáticas. A torre Atto trará significantes avanços na compreensão do papel da floresta no aquecimento regional e global e possivelmente identificará outros processos ainda em fases experimentais. De acordo com Antônio
Manzi, pesquisador do Inpa e coordenador brasileiro do Atto, o projeto foi concebido como um laboratório de referência mundial para as interações entre as florestas tropicais e a atmosfera. “Os resultados obtidos fornecerão um grande avanço na representação das florestas tropicais, em modelos de sistemas meteorológicos e da Terra para gerar previsões de tempo e cenários muito mais precisos sobre o clima”, explica.
Erguida em uma área que não apresenta nenhum tipo de interferência a Atto permitirá estudos sobre o clima que vem da floresta
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plateia@emtempo.com.br
DIVULGAÇÃO
Eriberto Leão fala sobre ‘Jim’ ao EM TEMPO (92) 3090-1042
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Sobre estudos, shows e internet Há 4 anos, Marcelo Figueiredo deixou a cidade para expandir habilidades e conhecimentos musicais em São Paulo. Agora, investe em um canal no YouTube FOTOS: ARQUIVO PESSOAL
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uando a vocação fala mais alto, há quem desafie as adversidades, e escolha pagar o preço de tentar a vida longe de casa. Esta foi a decisão tomada pelo guitarrista Marcelo Figueiredo, 27, que há 4 anos deixou Manaus para estudar e tentar carreira em São Paulo. Após ser aprovado em dois vestibulares e iniciar o curso de música nas universidades públicas de Manaus, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Marcelo resolveu tentar uma vaga em uma universidade paulista. “Já cursava em Manaus faculdade de música na Ufam e na UEA, mas não concluí nenhuma das duas. As faculdades daqui são voltadas para a música erudita, como sou guitarrista e foco na música popular, fui para São Paulo prestei prova de bolsa para a Faculdade Souza Lima e estou no fim do curso”, afirma o músico. Em São Paulo, o rapaz conheceu nomes da Música Popular Brasileira (MPB) e instrumentistas que, apesar de não serem muito conhecidos pelo grande público, fizeram história ao lado de Elis Regina, Tom Jobim, entre outros; além de iniciar amizade com músicos amazonenses que arriscaram a experiência antes dele. “Nesta estada fiz amizade com Chico Pinheiro, Lupa Santiago, que é um “baita” professor, e Conrado Goes. O Sérgio Carvalho (também amazonense), que tocou 9 anos com o Djavan, e hoje toca no Teatro Mágico, é um irmãozão para mim. Temos uma troca de ideia muito boa. Fui muito bem recebido, não senti nenhuma espécie de preconceito”, diz. No centro nervoso da música e do show business, ele salienta as oportunidades de aprendizado e novas experiências que São Paulo ofere-
Um dos principais objetivos do artista amazonense é compartilhar aprendizados
ce. “Um dos motivos que me levaram a sair de Manaus foi a quantidade de opções que tenho. Moro perto do Ibirapuera, vejo shows tanto de artistas consagrados como Chico Buarque e artistas que
estão começando agora. Lá, vemos o processo na gênese, e como eles lidam com o ‘business’, de estar numa gravadora, em um grande estúdio. É muito legal este contato”, ressalta.
A história e a saudade de casa Ainda criança, Marcelo começou a tocar violão, em seguida piano, guitarra e hoje já domina o baixo. “Tinha um violão em casa, e minha mãe falava que um dia ia me colocar na aula de violão. Um dia, cheguei em casa e vi uns amigos tocando na frente de casa e resolvi tentar”, lembra. Após descobrir facilidade em aprender a tocar os instrumentos, ele tomou gosto pela música e fez da empatia a profissão. “Já
me sinto em casa quando estou em São Paulo. Mas a saudade é grande. Hoje está mais fácil de ir e vir. A cada dois e três meses, passo uma semana em Manaus para matar a saúde da família”, afirma. Apesar de sonhar com uma carreira longe de casa, ele cultiva a ideia de sempre voltar a Manaus para contribuir com a formação das novas gerações. “Penso muito em contribuir com a formação de novos músicos,
com o que tenho aprendido. Quando venho a Manaus dou aulas. Participei de um recital em uma escola com os alunos. Para mim, todo mundo está no mesmo barco. Manaus é uma terra de excelentes músicos, de pessoas com muita sensibilidade. Só faltam detalhes no acabamento do produto, mas, criação, composição e vontade há de sobra. O povo amazonense é muito criativo, as obras musicais são muito boas”, finaliza.
Perfeccionismo técnico atrai a atenção de Marcelo Figueiredo
Oportunidade de crescimento Além da oportunidade maior de intercâmbio nos mais distintos segmentos e artistas, Marcelo observa na capital paulista uma possibilidade maior de conhecer as ferramentas de mercado para atingir o público desejado. “Na Souza Lima a gente conversa bastante sobre questão do mercado musical, o “business” que sentia falta de conversar Manaus”, afirma. A partir das alternativas de mercado, o músico tem dividido o tempo entre os estudos e a aposta de tornar seu trabalho conhecido, com a criação de um canal no YouTube para divulgar produções individuais e parcerias com amigos. “Resolvi investir em um canal. Já busquei o nicho que quero trabalhar que será de “músicos improvisadores” e a partir daí tive a idéia buscar convidados, nomes de peso da música, dez guitarristas mais influentes”, elucida. Segundo planejamento, a ideia é que o canal seja lançado já neste segundo semestre, possivelmente em outubro. A cada semana entrará na rede, uma nova apresentação, com legenda em inglês. “Quero produzir um material relevante. A ideia é que nosso trabalho chegue longe”, afirma. Cerca de R$ 6 mil já foram desembolsados pelo músico na produção do canal. “Foi investido em material, câmera, produtor, logística, edição, criação da marca. Tem muito detalhes”. Ele se surpreendeu com o trabalho meticuloso dos produtores do setor musical do sudeste, que inicia com um planejamento de qual público eles querem atingir e de que forma. “Eles tem uma preocupação com o acabamento nos mínimos detalhes. Seja a capa do CD, revisão de texto, equipamento, concepção e como vender o material produzido, que nicho eles querem alcançar. Eles produzem sabendo exatamente para quem querem vender”, analisa.
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Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Objeto de desejo
. A fotógrafa Silvia Castro movimentou o Vieiralves, na quarta-feira a noite. . Comemorava seu aniversário ao mesmo tempo que apresentava exposição de fotos assinadas por elas no Franz Café. . A noite, com pista comandada pelo DJ Sidney Almada, foi fervidíssima e concorrida com nomes do society. Festão!
Liza Melo
A top fotógrafa Silvia Castro e o empresário Zeca Nascimento, na festa/exposição que movimentou o Franz Café
Silvia Castro, Rui Machado e Antonia Bentes
FOTOS: SILVIA CASTRO
. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 serão do Brasil e nada mais brasileiro do que as icônicas sandálias de borracha Havaianas. . Para deixar todo mundo confortável na hora da torcida e levar os Jogos para todos os cantos do planeta, o Comitê Rio 2016 apresenta sua linha de produtos com as Havaianas. São três modelos adultos e dois infantis inspirados nos esportes Olímpicos e Paralímpicos, nas paisagens do Rio de Janeiro e nos mascotes Vinicius e Tom.
>> Happy brithday
>> Reta final . A reitora da UFAM, Marcia Perales, merece aplausos de pé! . As obras do Hospital Universitário Getulio Vargas, estão se aproximando da conclusão. . Trata-se de uma obra esperadíssima com um belo projeto de um hospital moderno com 13 andares.
Julio Verne e Helena do Carmo Ribeiro
Luciana Fellicori
Marcia Martins e Selma Reis
MAFÊ
Música, homenagem e solidariedade O Mafê Rock & Cats, tributo em homenagem à jornalista Maria Fernanda Souza, acontece hoje no Ton Biz, na avenida do Turismo, a partir das 17h. O ingresso para conferir o tributo será um quilo de ração
para gato ou cachorro. Maria Fernanda morreu em junho de 2014 - vítima de um acidente doméstico. Os alimentos arrecadados na portaria do Ton Biz no dia do evento serão destinados para
a ONG União Política Animal (UPA) e para o Grupo de Apoio Protetor dos Animais. Um dos diferenciais da programação é a estreia da banda MF Tribute, criada especialmente para homenageá-la.
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Mestrandos em música falam sobre estudar fora
Elias Ferreira, da Orquestra de Violões, e Barbara Soares, da Amazonas Filarmônica, fazem mestrado em Portugal há 1 ano DIVULGAÇÃO
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estava a única dificuldade é cidade pequena que estamos morando, Castelo Branco, 35 mil habitantes. Os ônibus funcionam ate as 19h, depois tem que andar a pé. E só passam de uma em uma hora.
não utilizam papel. É tudo por e-mail. Ela abre às 8h e fecha às 17h. O diretor está sempre lá, ele que abre a escola e ele que fecha. Nesse sentido, a faculdade entende as necessidades do músico.
alunos daqui e poder tocar também. A gente está fazendo mestrado em performance e a ideia é desenvolver um trabalho tanto na área educacional quanto na área de performance. EM TEMPO - Tem definido o projeto final para o mestrado? EF - Eu já vinha do meu trabalho final da graduação falando de um compositor paulista, que é o Pedro Cameron. Ele tem muitas obras feitas exclusivamente para violão que foram vencedoras de vários concursos na década de 1970 e ele também criou alguns métodos para violão. Apresentei minha proposta para o meu professor lá de Portugal e ele gostou da ideia.
EM TEMPO - Quais as dificuldades enfrentadas em morar em outro país? Barbara Soares - Pelo menos a dificuldade que eu senti foi mais com o frio. Nenhum casaco daqui de Manaus dava certo, não esquentava. Além do calor de lá é tão forte quanto o daqui. Lá faz muito calor, uns 45º, e a gente torra. É muito seco. Manaus é quente, mas é úmida. Onde a gente
Elias Ferreira - A gente EM TEMPO - Como é a não estranhou muito a cultura rotina de vocês? porque são bem similares. O EF - A gente acaba estudanque pega mais é do muito, a deo clima, porque é manda é grantotalmente difede. Nós temos rente do nosso. facilidade para Sentimos dificul- Nossos planos são estudar, aprovoltados para vol- veitar a estrudade de tocar no frio, pois os tar para Manaus e tura da escola e dedos realmente poder retribuir um podemos fazer nossos horários. congelam muito, pouco do nosso Como Portugal as notas comeaprendizado aos é muito interliçam a sair meio tortas, o dedo demais estudantes gado e é muito fácil viajar não obedece. A dentro do país, gente demorou Elias Ferreira, a gente acaba um pouco para violonista visitando ouse acostumar tras cidades vicom isso. Sofreu muito, uma coisa que eu não zinhas. A gente consegue ecotinha passado ainda. Quando nomizar um pouco porque é vai chegando o verão o humor barato para viajar. muda, vamos começando a EM TEMPO - Quais os ficar mais alegres. planos para depois de terEM TEMPO - Como está o minar o mestrado? EF - Nosso plano é voltar andamento dos estudos? BS - A instituição lá é im- para Manaus e poder retripecável, o sistema adminis- buir um pouco com nosso trativo é muito rápido, eles aprendizado, passar para os
JOANDRES XAVIER
s amazonenses Elias Ferreira e Barbara Soares estão há 1 ano morando em Portugal, onde estudam mestrado em seus respectivos instrumentos, Elias no violão e Barbara no violino. Os músicos estão na Escola Superior de Artes Aplicadas (Esart), que faz parte do Instituto Politécnico da cidade de Castelo Branco, distante 226 quilômetros de Lisboa. Na sexta-feira (14), Elias e Barbara desembarcaram de volta a Manaus para passar as férias. Ao EM TEMPO, eles contaram com detalhes a experiência de viver fora do país, com uma rotina de estudo bastante puxada.
BS - Ainda estou um pouco indecisa sobre a tese de mestrado, confesso. Mas está tendendo para uma peça que eu estou preparando agora, e vou tocar com a (Orquestra) Filarmônica, dia 17 de setembro. Eu quero mostrar com essa peça o quanto é importante para o perfil do violino e o quanto o violinista tem que estudar as particularidades de cada trecho.
Barbara e Elias planejam desenvolver a área educacional
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FOTOS: HUMBERTO ARAÚJO/DIVULGAÇÃO
Eriberto Leão interpreta um fã de Jim Morrison que pauta a própria vida nas ideias do roqueiro
‘Jim foi um artista que não sucumbiu à tentação do ego’ A o invés de simplesmente narrar uma biografia do roqueiro Jim Morrison (1943-1971), o musical “Jim” tem como enfoque a produção poética do vocalista da banda norte-americana The Doors. “Considero esse enfoque muito mais coerente com a vida e obra do ‘Rei Lagarto’”, afirma o ator Eriberto Leão, em entrevista por e-mail à reportagem. Patrocinado pelo projeto cultural Vivo EnCena, o espetáculo “Jim” ficou em cartaz durante 2 anos no Rio de Janeiro e conquistou o Prêmio APTR 2014 nas categorias Melhor Iluminação e Melhor Música. E nos dias 11, 12 e LUIZ OTAVIO MARTINS
EM TEMPO – O espetáculo “Jim” tem mais a ver com a poesia do Jim Morrison do que com uma biografia do artista. Por que esse enfoque poético? ERIBERTO LEÃO – Porque considero esse enfoque muito mais coerente com a vida e obra do “Rei Lagarto”, que acima de um ícone do rock, era um grande poeta. Tocamos dez músicas, que por si só, são mais biográficas que qualquer encenação mais convencional. A nossa singularidade reside nisso. E o sucesso que a peça faz, tanto entre conhecedores, quanto entre os leigos sobre a obra do Jim Morrison, também. O teatro é o lugar ideal de desvendar a alma e devemos aproveitar isso. Uma concepção biográfica esvaziaria essa possibilidade e perderíamos um tempo muito precioso com superficialidades que era tudo que Jim não era. Concebemos um musical que Jim também gostaria de assistir se estivesse vivo.
EM TEMPO – A produção seria também uma forma de abordar até que ponto chega a influência de um artista sobre um admirador seu? EL – Sim, completamente. Os artistas possuem uma responsabilidade muito grande perante seus admiradores. EM TEMPO – Você já se sentiu como o personagem João Mota em relação a alguém que você admira? EL – Até um certo ponto. Mas passei bem longe do estado onde o João Mota chegou. Creio que uma simbiose entre nossos mestres e nós se faz necessária. Mas com moderação, sempre. EM TEMPO – Que características principais de Jim Morrison o João Mota consegue absorver? EL – O lado mais dionísiaco e desregrado. Tanto que a descoberta do outro lado de Jim, que caminhava para o arquétipo de Apolo, é que leva nosso João para a compreensão de sua visão limitada de fã e para a
13 de setembro estará em temporada no Teatro Amazonas, com produção local da Mode On Marketing e Eventos. O elenco participará ainda, após a sessão do dia 12, de um bate-papo da série “Encontros Vivo EnCena”. No palco, sob a direção de Paulo de Moraes, Eriberto Leão interpreta um texto de Walter Daguerre e divide a cena com a atriz Renata Guida. Em “Jim”, Eriberto Leão é João Mota, um fã de Jim Morrison que não chegou a conhecer seu ídolo, mas pauta sua vida pelas ideias e ideais do cantor. Ao travar um conflito interno, João Mota busca um acerto de contas com Morrison e, a partir daí, o cantor posterior redenção. EM TEMPO – Quais são as suas impressões pessoais sobre Jim Morrison? EL – Um grande pensador. Um poeta magistral que conseguiu levar a contracultura americana a um patamar singular e importantíssimo. Ele já falava em ecologia, ele já profetizava o advento da música eletrônica e seus DJs e compreendia a importância da glândula pineal como uma porta que nos levaria a uma percepção revolucionária do mundo. Um homem com um QI acima da média que seguia Nietzsche fervorosamente. E principalmente, um artista que não sucumbiu à tentação do ego. Sua morte foi um acidente, ele já trilhava novos caminhos, deixando as drogas de lado e caminhando em direção à poesia suprahumana do seu preferido filósofo alemão. EM TEMPO – Interpretar canções do grupo The Doors representou que tipo de desafio para você?
ganha voz no musical. O protagonista estabelece um diálogo constante com Morrison e ainda com uma personagem que representa três presenças femininas: Pamela Morrison (mulher do cantor), a esposa de João e a Mãe Terra. Além de atuar, Eriberto Leão canta ao vivo 11 clássicos do grupo The Doors, entre elas “Light my fire” e “The end”, com os músicos Antônio Van Ahn (teclado), Felipe Barão (guitarra) e Rorato (bateria). As impressões sobre Jim Morrison e a experiência de atuar no musical estão entre os assuntos da entrevista de Eriberto Leão ao EM TEMPO.
EL – Eu sou fã da banda desde os 17 anos, para mim a maior banda de todos os tempos. Então o desafio foi gigante. Mas conseguimos vencer e levamos alguns importantes prêmios de teatro, inclusive, de melhor música. EM TEMPO – Essa interpretação exige muito fisicamente e psicologicamente de você? EL – Sim, muito. É quase impossível fazer uma sessão extra (risos). EM TEMPO – O que esse espetáculo pretende transmitir sobre Jim Morrison ao público? EL – Que somos jovens demais para sermos velhos, por isso precisamos enxergar que o mundo precisa e deve ser recriado e que temos esse poder nas mãos. Mas precisamos nos recriarmos antes. A mudança externa nasce primeiro, de dentro. O amor é a única revolução verdadeira.
O ator é fã do grupo The Doors desde os 17 anos e considera Jim Morrison “um poeta magistral”
SERVIÇO JIM Quando: dias 11 e 12, às 20h, e domingo, às 19h Informações: Teatro Amazonas (largo São Sebastião, Centro) Quanto: plateia, frisa e 1º e 2º pavimentos – R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada), 3º pavimento – R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), à venda na bilheteria do teatro Informações: 3232-1768 (Teatro Amazonas) e 3348-8434 (Mode On Marketing e Eventos) Classificação 16 anos
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate – Rebate
TV Tudo Na maior Mas olha o recadinho da Marlene Mattos numa rede social: “Você é produtor de TV? Tem experiência em lidar com vaidades? Quer trabalhar com quem não vai ter nenhum problema em chamar sua atenção se você não fizer o trabalho direito? Quer?”. O escolhido irá para o programa da Monique Evans no canal “E+”. Como é a vida Hoje já existe uma disputa na Globo em torno do nome da Grazi Massafera, depois do seu desempenho em “Verdades Secretas”. A personagem Larissa fez com que ela mudasse a opinião de meio mundo, entre aqueles que duvidavam da sua capacidade. Renovou O ator Paulo Gorgulho acaba de renovar contrato por mais 3 anos. Ele trabalha na emissora desde 2005(“Essas Mulheres”) e acabou de fazer o Anrão de “Os Dez Mandamentos”. Mas já tem uma nova missão pela frente, a série “Conselho Tutelar”, no papel do juiz Brito. Retomada As gravações da próxi-
MÁRIO ADOLFO
GLOBO/JOÃO JANUÁRIO
Haja malhação Na última terça-feira, o clube Caiçaras, no Rio de Janeiro, recebeu o evento “Prêmio Marketing Contemporâneo”, da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, que escolheu os melhores cases e os profissionais de destaque no marketing brasileiro. Cerca de 500 profissionais de diferentes veículos marcaram presença e muitos deles ficaram impressionados com a Juju Salimeni, do “Legendários”, ou mais precisamente com as “pernas turbinadas” da moça, uma das apresentadoras do evento. ma temporada do “Tá no Ar”, com Marcius Melhem e Marcelo Adnet, serão iniciadas no dia 19 de outubro. Todo o elenco já foi avisado. No ar, o humorístico só voltará a ser exibido em 2016. Reforço O diretor Mário Meirelles, que já trabalhou com a Xuxa na Globo e em outros produtos da mesma emissora, passou a integrar a equipe do “Mais Você”. A atração de Ana Ma-
ria Braga, como se sabe, sofreu algumas baixas na equipe, inclusive na própria direção. Intervalo Muitos leitores querem saber por que a Gabriela Duarte deu uma pausa na televisão. A coluna consultou a Globo e recebeu a seguinte informação: “Gabriela é nossa contratada e pediu liberação para morar um tempo em Nova York, nos Estados Unidos”. Pediu e foi atendida.
• Morando nos Estados Unidos, Patrícia Maldonado não para... • ...A ex-apresentadora da Band tem se dedicado a institucionais e publicidade. • Márcio Vito, do “Tá no Ar”, começou a fazer participações no “Zorra”. • Nos dois primeiros programas, Xuxa ferveu no Twitter... • ...Ela é mesmo um sucesso na redes sociais. Causa... • ...No twitter, por exemplo, Xuxa já atropelou o MasterChef. • A ausência em uma emissora de TV de grande alcance abalou as estruturas do Valdemiro Santiago... • ...Quase não se tem mais notícias dele ou de seus “milagres”.
Glória Perez volta à faixa das 21h Glória Perez, sem surpresas, teve a sinopse da sua próxima novela aprovada pela direção de Teledramaturgia da Globo, leia-se Silvio de Abreu. Isso é uma coisa. A outra, é que a autora não deverá repetir a dobradinha feita com Mauro Mendonça Filho, como aconteceu na série “Dupla Identidade”. Tudo caminha para que esta sua próxima novela tenha Rogério Gomes, o Papinha, como diretor responsável.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini “A Regra do Jogo”, de João Emanuel Carneiro, seria a produção que marcaria um novo tempo na Globo. Desde o início vinha sendo preparada para exorcizar o fantasma do atraso de gravações, tão comum em novelas da casa, e finalmente virar esse jogo. Só que alguma coisa saiu errada. O planejamento falhou. Segundo cálculos da equipe, a substituta de “Babilônia” deverá estrear com apenas 5 capítulos finalizados. Sei não... Mas já tem cheiro de drama no ar. Isso não é bom... Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br
O regionalismo oficial
GILMAL
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Há cerca de dois anos surgiu um projeto de lei na Câmara Municipal de Manaus em que se pretendia obrigar as livrarias a expor em suas vitrines e de forma destacada, obras de autores amazonenses. Embora saibamos que um dos papéis do Estado seja o de regular as práticas culturais - o Estado não regula a cultura, justamente porque o Estado não pode amar, como nos disse Godard, mas aqui neste situação nos referimos às práticas que prescindem de alguma forma de apoio estatal - para torná-la um bem-comum (daí o papel do Legislativo em produzir leis que atendam a este requisito conforme exposto na Constituição Federal), até que ponto o Poder Público pode regular o mercado? Como obrigar livrarias de grande porte a dar destaques aos escritores, músicos e cineastas locais em detrimento de outros que sejam de seu apreço e imanentes à política da empresa e sua lógica de mercado? Já existe no âmbito de muitas livrarias a exposição de artistas ditos “regionais” em gôndolas centrais e estantes em boa localização. A propositura da época serviria apenas para regulamentar o fato, no entanto, outros fatores incidem sobre a questão. O laissez-faire (o mercado é quem comanda) tem realizado práticas abusivas ao longo da história, como sabemos. Mas sabemos também que a intervenção do Estado na economia é algo recorrente e importante, em muitos casos, para a retomada do crescimento e evitar tragédias econômicas. No entanto, inciativas do tipo tornam o perigo do regionalismo iminente. Não temos conhecimento de estantes com escritores nordestinos, paulistas, acreanos ou mineiros em nenhum lugar do Brasil. São todos romancistas, poetas,
cineastas e contistas “brasileiros” encontrados ao lado dos demais escritores e artistas de outras naturalidades e nacionalidades, sem níveis de diferenciação, ou seja, Milton Hatoum pode ser encontrado ao lado de um Machado de Assis e Luiz Bacellar na mesma estante de um Vinícius de Moraes. Além disto, as justificativas apresentadas à época não se sustentam. Primeiro que a valorização do artista não se dá pela localização especial de gôndolas e estantes com nomes de artistas locais no interior de uma livraria. Às vezes, o livro pode estar em nossa casa, em nossa estante, em nossas bolsas e mochilas e não o lemos. Não há dificuldade de “acesso”. Há ausência de estímulo. Mas este estímulo não é aquele que pega tudo na retranca, mas em massagear o espírito e treiná-lo para que os indivíduos possam escolher seus próprios fins em cultura – que é o objetivo de toda política cultural que quer ser política (com “P” maiúsculo”) e Cultural com o mínimo de inteligência, interesse, boa vontade e caráter. Em suma, o problema não é espacial. A valorização se dá através de políticas de incentivo que criem um vínculo entre o autor, a obra e o público de forma criativa e eficiente. Proposituras deste tipo devem ser discutidas e construídas em conjunto com os sujeitos da história (empresário, livreiros e/ou entidades representativas da Sociedade Civil envolvidas no assunto em questão), de modo que suas opiniões impliquem diretamente na melhor forma de valorização do artista. O Estado também deve cumprir seu papel, pautando-se por políticas públicas produzidas de modo conjunto e sem os melindres do mau humor político que insiste em nos assolar.
Márcio Braz ator, diretor e cientista social
Não temos conhecimento de estantes com escritores nordestinos, paulistas, acreanos ou mineiros em nenhum lugar do Brasil. São todos encontrados sem níveis de diferenciação”
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Programação de TV SBT 4H45 JORNAL DA SEMANA SBT 6H BRASIL CAMINHONEIRO 6H30 TURISMO & AVENTURA 7H15 ACELERADOS 8H CHAVES 10H DOMINGO LEGAL 14H ELIANA 18H RODA A RODA JEQUITI 18H45 SORTEIO DA TELESENA 19H PROGRAMA SILVIO SANTOS 23H CONEXÃO REPORTER 0H ARQUEIRO 1H NIKITA 2H GAROTO DE OURO 3H BIG BANG 3H30 IGREJA UNIVERSAL
Manhã do SBT tem mais adrenalina com “Acelerados”, às 7h15
ÁRIES - 21/3 a 19/4
A vigorosa conjunção que se dá hoje em seu signo simboliza momento de força máxima para suas motivações e desejos. Que estes sejam construtivos e respeitem os outros. TOURO - 20/4 a 20/5
BAND
RECORD
5H POWER RANGERS 6H30 SANTA MISSA NO SEU LAR 5H50 AMAZÔNIA RURAL 7H30 POWER RANGERS 6H19 PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES 7H55 MASKAT NA TV NEGÓCIOS 8H55 GRAND SLAM DE VÔLEI DE PRAIA – OLSZTYN/POLÔNIA – AO VIVO 6H55 GLOBO RURAL 10H10 QUAL É O DESAFIO 7H55 ESPORTE ESPETACULAR – (XIX 1/2 11H25 VERDADE E VIDA MARATONA DO RIO DE JANEIRO / MUNDIAL 11H45 PÉ NA ESTRADA 12H05 POWER RANGERS DE ATLETISMO) 13H BAND ESPORTE CLUBE 12H ESQUENTA 14H GOL: O GRANDE MOMENTO DO 13H10 TEMPERATURA MÁXIMA. FILME: AS FUTEBOL 14H30 FUTEBOL 2015 – AO VIVO AVENTURAS DE TINTIN – CAMPEONATO BRASILEIRO – SPORT X 15H FUTEBOL 2015: CAMPEONATO BRASIFLAMENGO LEIRO – SPORT X FLAMENGO 16H50 3º TEMPO – INCLUI FÓRMULA INDY – GP DE SONOMA/EUA – HIGHLI17H DOMINGÃO DO FAUSTÃO GHTS 20H FANTÁSTICO 19H SABE OU NÃO SABE 22H19 TOMARA QUE CAIA 20H SÓ RISOS 23H20 DOMINGO MAIOR. FILME: OS ESPE- 21H15 PÂNICO NA BAND 0H15 CANAL LIVRE CIALISTAS 1H15 COMO EU CONHECI SUA MÃE 1H16 SESSÃO DE GALA. FILME: AMÉLIA 1H50 FILHOS DA ANARQUIA 2H40 IGREJA UNIVERSAL 3H08 MENTES CRIMINOSAS 4H49 SANTA MISSA
Cinema
5H SANTO CULTO EM SEU LAR 5H30 DESENHOS BÍBLICOS 7H55 RECORD KIDS - SÉRIE: TODO MUNDO ODEIA O CHRIS 10H DOMINGO SHOW 14H30 HORA DO FARO 18H30 DOMINGO ESPETACULAR 22H15 REPÓRTER EM AÇÃO 23H15 ROBERTO JUSTUS + 0H15 PROGRAMAÇÃO IURD
Cruzadinhas
ESTREIAS FOTOS: DIVULGAÇÃO
Horóscopo
GLOBO
Momento de forte tensão interior. É preciso aprender a liberar energias aprisionadas. Liberá-las em direção a uma fluência ordenada, não como explosão e estrondo. GÊMEOS - 21/5 a 21/6
Momento de forte impulso para seus sonhos e projetos. Idealizações ousadas podem ser colocadas em ação. Contudo, você tende a achar que suas ideias são as únicas válidas. CÂNCER - 22/6 a 22/7
As decisões e escolhas na profissão ganham impulso ousado e renovador, mas você pode se sentir no direito de conseguir tudo o que idealiza. Não force demais as situações. LEÃO - 23/7 a 22/8
A força de seus ideais e princípios morais tende a ordenar tudo à sua volta. Poderá parecer que só você está certo e sabe o que quer. Cuidado para assim não forçar demais.
Corrente do Mal: EUA. 14 anos. Algo apavorante está rondando os adolescentes de um subúrbio de Detroit. A bela Jay, 19, não parece perceber: ela aproveita o outono ao lado de sua irmã Kelly, de seus amigos de escola e de seu novo namorado, Hugh, com quem faz sexo pela primeira vez. Após o ato, porém, ela não consegue evitar a sensação de que alguém – ou algo – está seguindo todos os seus passos. À medida que a ameaça torna-se mais real, Jay e seus amigos descobrem que ela se tornou o principal alvo de uma força macabra e inexplicável. Cinemark 3 – 19h, 21h45 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 15h, 19h20 (dub/diariamente).
VIRGEM - 23/8 a 22/9
Você tende a impor sua vontade sobre situações em crise, mesmo que contribua para destruição desnecessária. É tempo de eliminação, mas veja até que ponto esta é útil. LIBRA - 23/9 a 22/10
Momento de sentimentos poderosos e inflamados no relacionamento íntimo. Você tende a impor seu ritmo e vontade, como se fosse o melhor. É preciso respeitar a outra pessoa. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11
Você tem agora muita energia para despender no trabalho. Organize-se para poder se dedicar ao que realmente vale a pena. Não desperdice energia em ações incompletas. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12
As paixões se inflamam para muitos lados. O entusiasmo cresce e a vontade se torna inflexível. Evite queimar as pessoas queridas com a força excessiva dos sentimentos. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1
É importante ter uma orientação própria, mas cuidado para não ser impositivo demais. Você passa a ser muito exigente com os familiares, impondo seus valores e sua vontade. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2
Sua mente está mais poderosa e capaz de apontar com força para aquilo que aponta. Mas atenção para a tendência a impor seus valores e ideias, e só ouvir a si mesmo. PEIXES - 19/2 a 20/3
É tempo de lutar por conquistas materiais. Você quer domínio total sobre bens e posses materiais. Por conta disso, tende a impor suas diretrizes e achar que só você tem razão.
Expresso do Amanhã: EUA. 16 anos. Em um mundo pós-apocalíptico, uma nova onda de gelo causada por um experimento sem sucesso quase exterminou a vida na Terra. Os sobreviventes vivem em um trem máquina chamada Snowpiercer que separa os passageiros por classes sociais, mas nem todos estão satisfeitos com essa divisão. Cinemrk 4 – 18h20, 21h15 (dub/diariamente). Ted 2: EUA. 16 anos. Desta vez, o ursinho está ainda mais sarcástico. Cinemark 6 – 12h20 (dub/somente sábado e domingo), 15h, 18h, 20h50 (dub/diariamente), 23h30 (dub/ somente sábado); Kinoplex 2 – 16h15, 18h40, 21h05 (dub/ diariamente), 13h50 (dub/somente sábado e domingo). Hitman – Agente 47: EUA. 16 anos. Um assassino de elite que foi geneticamente programado para ser uma máquina mortífera perfeita, e é conhecido apenas pelos dois últimos dígitos do código de barras tatuado em seu pescoço. Ele é o resultado de décadas de pesquisa – e 46 clones anteriores – dando a ele força, velocidade e inteligência nunca vista antes. Seu último alvo é uma mega corporação que planeja revelar o segredo do passado do Agente 47, criando um exército de assassinos cujo poder ultrapassa o seu próprio. Cinemark 7 – 12h50 (dub/somente sábado e domingo), 15h10, 17h50, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sábado); Kinoplex 1 – 17h10 (dub/diariamente), 21h30 (leg/ diariamente), Kinoplex 3 – 13h30 (dub/diariamente).
CONTINUAÇÃO Exorcistas do Vaticano: EUA. 14 anos. Cinemark 8 – 16h20 (dub/diariamente), 21h (dub/exceto quarta-feira); Kinoplex 5 – 21h50 (dub/diariamente). Linda de Morrer: BRA. 12 anos. Cinemark 2 – 13h10 (somente sábado e domingo), 15h30, 17h40, 19h50, 22h (diariamente), Cinemark 3 – 12h10 (somente sábado e domingo), 14h30, 16h40 (diariamente); Kinoplex 4 – 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 (diariamente), 14h (somente sábado e domingo). Missão Impossível – Nação Secreta. EUA. 14 anos. Cinemark 1 – 15h40, 18h30, 21h30 (dub/diariamente); Kinoplex 3 – 15h40, 18h20, 21h (dub/ diariamente).
O Pequeno Príncipe. EUA, FRA. Livre. Cinemark 5 – 12h40 (dub/somente sábado e domingo), 15h20, 18h10, 20h40 (dub/diariamente), 23h10 (dub/ somente sábado); Kinoplex 5 – 17h20, 19h35 (3D/dub/diariamente). Quarteto Fantástico. EUA. 12 anos. Cinemark 8 – 14h10, 18h40 (dub/diariamente); Kinoplex 5 – 15h10 (dub/ diariamente). Carrossel: BRA. Livre. Cinemark 4 – 14h, 16h10 (diariamente). Os Intocáveis: BRA. Livre. Cinemark 8 – 11h30 (dub/somente domingo), 21h (dub/somente quarta-feira), 23h20 (dub/somente sábado).
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015
PERSONALIZE
Manazinhas, a onda é PERSONALIZAR! para um evento ter uma “cara” personalizar é preciso. Nesse momento você imprime seu estilo, o tema da festa, as surpresas que deixam os convidados maravilhados! tentando entender como tudo foi feito. Convites, embalagens, painéis em lona, backdrops, placas divertidas, papel de parede, almofadas, adesivos e uma infinidade de coisas podem ser personalizadas. O bom disso é deixar a imaginação fluir e viajar nas ideias. Aniversários, festas no geral e até a decoração da sua casa ganham com a personalização. Ás vezes temos uma ideia para um espaço de uma parede do quarto que queremos dar um tom oriental e não encontramos nada pronto, é só ir na MARICOTA’S craſt que as meninas resolvem tudo pra você! Além de ter a gráfica EXPRESS que salva a sua pressa, elas te recebem sempre com muito entusiasmo tornando sua ideia a coisa mais simples de ser executada. ADORO gente entusiasmada! contagia né ? faz sonho virar realidade. O ambiente lá já te inspira, é muito colorido e festa é cor, alegria, celebração. Acho a personalização muito importante no mundo de hoje! É uma forma carinhosa de receber seus convidados e fazer com que se sintam únicos, mimados, exclusivos e importantes, e cá pra nós manazinhas, as festas aqui em Manaus são lindas, bem elaboradas com decoração de tirar o fôlego. Se atualize, PERSONALIZE!
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015