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EM TEMPO - 29 de abril de 2012

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ARTE SOBRE FOTO DE MILTON MICHIDA/AE

CGU

paga até R$ 12 mil ANO XXIV – N.º 7.637 – MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO – PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

Até para executivos do PIM, carro na garagem é mais barato

Funcionários graduados do Polo Industrial de Manaus também pegam “carona” nos ônibus da rota da empresa. É mais barato duas vezes: não perdem tempo e economizam até R$ 800 com gasolina e manutenção. Economia B2 TAÇA RIO

Vasco e Botafogo ‘se pegam’ para decidir 2º turno do Carioca Lance! 6 e 7

CARTÃO DE CRÉDITO

Receita mira nos ‘adicionais’ Registros indígenas aumentam no AM

GIOVANNA CONSENTINI

IDENTIDADE

DIVULGAÇÃO/MP

Economia B1

Dia a dia C3

INDEPENDÊNCIA

Procuradores não querem ser mais ‘eleitos’ pelo governador Política A8


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Opinião/Última Hora

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MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

Universitária é vítima de racismo em Parintins Caso de maus-tratos e racismo na Casa do Estudante da UEA foi denunciado pela indígena Marlem Sá na Delegacia de Polícia do município, esta semana FOTOS: TADEU DE SOUZA

TADEU DE SOUZA Equipe EM TEMPO

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Governador tem dificuldade de encontrar nome para Sejus O governador Omar Aziz (PSD) está com dificuldade de encontrar um nome para assumir a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus). Depois que Lélio Lauria deixou o cargo, no fim do mês de março, o governador já conversou com duas pessoas, que não aceitaram assumir o cargo. Lauria saiu após ver repercurtir na mídia fotos de detentos fazendo festa regada a cerveja e televisão na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) postadas em uma rede social. Ele passou nove anos na pasta. Na época, Lauria alegou que deixava a Sejus para seguir projetos pessoais. Omar já informou que conversou com o ex-deputado estadual Lino Chíxaro, que não aceitou o convite, e mais uma pessoa, que pediu para não ser identificada publicamente. Segundo o governador, as pessoas estão receosas em assumir essa “sinuca”. Ele prometeu para a próxima quinta-feira (3) conversar com uma terceira pessoa. PROAMA EM FUNCIONAMENTO Outro projeto do governo que deve sair do papel é o Proama. Omar Aziz informou que ligou para o prefeito Amazonino Mendes (PDT), na manhã da última sexta-feira (27), para uma conversa sobre o programa e obteve a garantia de que o Proama entrará em funcionamento nos próximos dez dias. ABASTECIMENTO O governo tem tentando emplacar o Proama, para abastecimento de água das zonas Norte e Leste, há alguns meses, mas tem esbarrado na resistência de alguns. SEPARADOS No encontro do PMDB, na última sexta-feira (27), o senador Eduardo Braga e o governador Omar Aziz chegaram ao evento sozinhos, em carros separados. Na entrada, eram esperados pelos deputados Silas Câmara (PSD), Marcos Rotta (PMDB), Francisco Souza (PSC) e pelos vereadores Luiz Mitoso (PSD), Roberto Sabino (PRTB) e Mário Bastos (PRP). FORA DA MESA O PT e o PCdoB não tinham lugar à mesa do evento. Braga, ao ser avisado por Omar, chamou João Pedro (PT) e Antônio Levino (PCdoB) para compor a mesa. O senador pediu desculpas e informou que o evento era informal e não tinha sequer cerimonial. “Vocês não se importam, porque vocês são de casa”, disse, referindo-se aos representantes das duas siglas. ‘PRESIDENTA LULA’ O deputado Belarmino Lins (PMDB), ao discursar no evento, chamou o ex-presidente

Lula de presidenta. Ao ser avisado da gafe por Eduardo Braga, Belão tratou de emendar: “Desculpe, senador. Presidente Dilma”. ARTICULAÇÃO Fontes do Executivo informaram que a exoneração do secretário da Semje, André Souza, na última quinta-feira (26), foi articulada pelo subsecretário da pasta, Rodrigo Guedes. Desde quando assumiu a pasta, em 2010, André minava as tentativas de trabalho de Rodrigo na secretaria e viviam em guerra civil declarada. Sem intenção de assumir a pasta, o subsecretário queria ver André fora. DENÚNCIAS Além de ser acusado de não ter cumprindo os projetos da Semje, André também enfrentava uma enxurrada de denúncias contra ele, que acabaram chegando ao prefeito Amazonino Mendes. Entre elas, a assinatura de convênios sem previsão orçamentária e o patrocínio a eventos particulares de igrejas.

APLAUSOS

VAIAS

Fernando Bezerra

Demóstenes Torres

Para o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que anunciou crédito de R$ 1 bilhão para o Nordeste.

Para o senador Demóstenes Torres. Agora, escutas revelam que ele recebeu R$ 3 milhões de grupo do Cachoeira.

acadêmica do 1º período do curso de biologia da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Marlem Carneiro Sá, 20, denunciou na Delegacia de Polícia de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) ter sido vítima de maus-tratos e racismo na Casa do Estudante por parte de sua colega de quarto, Mariane Gonçalves, que cursa o último período do mesmo curso, e de seu namorado, o estudante de direito, Sebastião Gurgel Neto. Marlem contou na delegacia que a hostilidade da colega decorre do fato de a mesma ser indígena. “Desde o primeiro dia que eu fui transferida para esse quarto ela me trata mal e na segunda-feira ela saiu, trancou o quarto, levou a chave e eu tive que dormir na sala”, disse a estudante que é da etnia saterê-mawê, região do rio Andirá, município de Barreirinha. O presidente da Casa dos Estudantes, Misael Rocha, confirmou esse e outro incidente ocorrido envolvendo o estudante Sebastião Gurgel Neto. “Isso aconteceu. Nós, enquanto direção, já comunicamos o fato ao diretor da UEA, no município”, disse.

FÓRUM

Marlem acredita que hostilidade ocorre pelo fato de ser indígena. Já Mariane nega ser racista

Acusada nega que seja racista A estudante Mariane Gonçalves, acusada de prática de racismo, negou o fato. Disse que nunca maltratou a colega e que a mesma dormiu fora do quarto porque não providenciou uma cópia da chave. “Cada estudante tem a sua chave, ela ficou quatro dias com a chave

90 DÚZIAS

A madeira apreendida em uma embarcação vinha para Manaus

Semmas apreende madeira na comunidade de Aruaú A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) apreendeu 90 dúzias de madeira extraídas de forma ilegal, dos tipos cedro, cajuí, tintarana e cupiúba, no início da noite de sexta-feira. A mercadoria foi encontrada na comunidade de Aruaú e chegou à base fluvial Rio Negro, da prefeitura, por volta da meia-noite e meia de ontem. O diretor de fiscalização

da Semmas, Ricardo Maia, afirma que o produto está avaliado em R$ 13,5 mil. “O responsável pela extração e pelo transporte ilegal da madeira foi autuado em 300 UFMs (Unidade Fiscal do Município), que corresponde hoje a R$ 21 mil. O infrator, Raimundo Barros, 36, tem 20 dias para recorrer, mas permanece como fiel depositário dos dois barcos envolvidos na ocorrência”, explica.

DARCY VARGAS

Acidente em passagem de nível mata médica A médica Luziane Magalhães, 34 anos, morreu ao colidir de frente com um ônibus de turismo, por volta das 5h deste sábado (28). As informações são do Instituto Municipal de Trânsito (Manaustrans). O acidente ocorreu na passagem de nível da avenida Darcy Vargas, Zona Centro-Sul . Os primeiros levantamentos apontam que Luziane, que dirigia um automóvel

a ocorrência, ouviu a vítima na manhã da última quarta-feira, mas preferiu não dar declaração à imprensa. Segundo ele, todas as providências foram adotadas pela direção local, mas só quem poderia falar ou dar declarações sobre a UEA era a reitoria, em Manaus.

ÁGUA HUDSON FONSECA

Projeto ‘Jaraqui’ é retomado Trinta anos depois, o projeto “Jaraqui” retomou suas atividades ontem com uma primeira missão: coletar 20 mil assinaturas na tentativa de colocar em pauta o projeto que extingue o auxílio-paletó na Câmara dos Vereadores de Manaus (CMM). Sob polêmica, a proposta foi engavetada pela casa legislativa e deve ter suas discussões retomadas somente após o pleito de outubro. De acordo com o jornalista Paulo Onofre, que participa do projeto “Jaraqui”, o movimento social surgiu no período de regime militar e teve adesão de dezenas de professores universitários, além de estudantes que hoje atuam no Poder Executivo. Onofre explicou que a “ressurreição” foi elaborada a partir de uma conversa sobre a Marcha Contra à Corrupção, que ocorreu no último dia 21. Conforme o militante político, há necessidade de abrir uma agenda de debates com intuito de verificar as demandas da cidade. O professor universitário, Ademir Ramos, comentou que, sem vínculo a qualquer partido ou religião, o projeto é um fórum aberto que deve ser utilizado por qualquer cidadão, em defesa da Amazônia e dos seus conterrâneos. As assembleias populares do projeto devem ocorrer aos sábados na praça Heliodoro Balbi, a praça da Polícia, Centro.

e não tirou cópia. Naquela noite eu dormi fora. Foi isso, não sou racista, nunca tratei mal ninguém”. Já o namorado de Mariane, Sebastião Gurgel Neto, também negou a acusação. O diretor da UEA em Parintins, professor David Xavier, foi comunicado sobre

modelo Peugeot, teria tentado uma ultrapassagem, no sentido avenida Ephigênio Sales (antigo V8), quando bateu de frente com o ônibus que trafegava em sentido oposto. A médica morreu no momento do impacto. Segundo os dados do Manaustrans, o trânsito nas proximidades do clube Sírio-Libanês ficou interditado por mais de uma hora.

Proposta permite medidor A Câmara dos Deputados analisa projeto de lei que permite ao consumidor instalar medidor particular para conferir seu consumo de água, luz, gás encanado e telefone. As informações são da Agência Câmara. A proposta, de autoria do deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), visa permitir ao consumidor o controle sobre o uso dos serviços, independentemente da existência de outro medidor instalado pelo distribuidor ou prestador de serviços públicos. O medidor particular deverá ser aferido por órgão credenciado pelo Inmetro e as despesas com sua instalação serão pagas pelo consumidor. O distribuidor ou fornecedor dos serviços não poderá impedir ou dificultar a instalação do equipamento, nem recusar-se a informar especificações e informações técnicas requeridas pelo consumidor, para permitir a confrontação dos valores apresentados em conta. A leitura dos serviços continuará sendo realizada com base nas informações obtidas pelos medidores instalados pelo prestador do serviço. Em caso de dúvida na leitura do consumo, uma empresa credenciada pelo Inmetro fará uma perícia nos medidores. Se comprovada cobrança indevida, o consumidor terá direito à devolução do dobro do valor que pagou em excesso. Na hipótese de reincidência, o consumidor receberá dez vezes o valor pago.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

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Fala leitor

Editorial

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Quem viver, verá lágrima apagando as chamas Quem está na chuva pressupõe-se que se molhe, certo? Ou quem está no fogo que se queime, ok? Os dois lados dessas condições singulares e diferentes se encontram na mesma cidade: Manaus. Se por um lado as chuvas (e não são poucas) inundam as casas e desabrigam centenas de moradores, o fogo abrasa e, de igual modo, aos que se perdem nas águas, também desaloja as populações que se abrigam nas palafitas que circundam a capital – que o diga a comunidade do Bariri. Mas, água e fogo se não se coadunam, um fenômeno anula o outro. Na prática, tanto quem está na chuva, quanto os assolados pelas chamas, choram suas perdas e não desejam acabar como começou esse texto: molhados ou queimados. Nas ruas ou nas entradas das comunidades o clamor popular é latente e comovente. No final da semana houve até uma cena em que duas crianças em prantos foram colocadas dentro de pneus e juntas se uniram às lamúrias de seus pais que pediam por socorro. Aquelas crianças sequer sabiam o porquê de estarem ali, mas fizeram o coro dos desesperados. O incrível é que os policiais militares que não tinham nada a ver com a confusão, e só tentavam acalmar os ânimos exaltados, acabaram ouvindo o perjúrio dos rebelados. Nessa hora, é claro, não se vê um só engravatado, ou uma “bela” de saltos altos que acuda ao povo. Pelo visto, essa gente que elege os seus comandantes, é silenciada por quem lhes dá as costas; e pouco, ou quase nada se faz para diminuir sua dor. Imagine se não fosse ano eleitoral e com eleições se avizinhando. Porque nesse país só se faz alguma coisa no estilo “toma lá, dá cá”. Mas, o que esses desvalidos podem oferecer como moeda de troca acontece apenas uma vez a cada quatro anos. A dor, no entanto, não tem hora para sinalizar, assim como ninguém consegue frear uma enchente ou prever um incêndio de grandes proporções. O jeito (lamentável) é chorar para ver se pelo menos com lágrimas as chamas do abandono podem ser apagadas. No mais é aguardar a chuva e o fogo se entenderem, tendo o povo como plateia.

O PSDB, desde a posse do Lula, vem contribuindo muito com o Planalto. Primeiro porque votam a favor no Congresso, em projetos de interesse da sociedade. Diferente dos petistas, radicais, que durante a gestão FHC jamais praticaram essa civilidade. Segundo, como oposição, inexiste, e o maior exemplo desta constatação é que não pediram o impeachment de Lula no caso do men-

salão. E agora o José Serra, em excelente artigo no “Estadão”, sugere a Dilma soluções simples, que não precisam passar pelo Congresso, porém de grande envergadura para o país, e uma forma de seu governo finalmente apresentar algum resultado prático, porque até aqui somente as promessas é que ganham destaques. Entre as medidas sugeridas por Serra, cito o da exigência

de formação profissional, para ocupar os 24 mil cargos ditos de confiança, que hoje vergonhosamente são lotados por camaradas e aliados sem qualificação, e que na sua maioria estão por lá só para surrupiar o erário. Outra medida seria o de enterrar o maluco projeto do trem-bala que vai consumir R$ 65 bi, e utilizar 50% desses recursos para construção de metrôs nas 10 maiores capitais, e

o restante para investimentos em ferrovias de transporte de cargas. Se a presidente quiser dar um toque de eficiência em seu governo, e propiciar desenvolvimento, deveria seguir a sugestão do bom administrador Serra, sem que tenha que se humilhar para sua base, e aliados para aprovar projetos. Paulo Panossian, por e-mail

Charge gilmal@emtempo.com.br

Olho da Rua

Dora Kramer

opiniao@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Dejetos deixados por moradores no igarapé do 40 resultam neste cenário que você pode contemplar na imagem acima. Do pneu ao recipiente de limpeza, a sujeira reina absoluta

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A revolta dos inativos Com todos os olhos e ouvidos voltados para a CPI que promete abalar Brasília, não se deu a devida atenção a uma decisão tomada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na última quarta-feira. Revoltados com o “ativismo” do Supremo Tribunal Federal, os deputados resolveram exorbitar: autorizaram a tramitação de proposta de emenda constitucional que dá ao Congresso a prerrogativa de suspender atos do Poder Judiciário. Ou seja, em reação a uma presumida interferência da Justiça nas atividades do Legislativo dá-se um peteleco na Constituição com a sem cerimônia de quem vai ao bar da esquina. Como bem observa o ministro Luiz Fux, do STF, “não é assim tão fácil”. A independência dos Poderes é cláusula pétrea da Constituição, o que significa que para mudá-la de forma ao Legislativo ter o direito de desfazer atos do Judiciário, seria necessário convocar uma nova Assembleia Nacional Constituinte. E por que, então, discorrer sobre isso se o absurdo é assim tão evidente e a chance de prosperar aparentemente nula? Justamente porque a nulidade é aparente. Existe chance de a proposta prosperar na Câmara se não se atentar para a completa falta de juízo da douta Comissão de Justiça. Um dos poucos, talvez o único, parlamentar a se posicionar contra, o deputado Chico Alencar previu: “Vai virar discurso de valorização do Legislativo”. Na opinião dele a proposta “é tão irracional e ilógica quanto popular aqui dentro”. Precisa previsão. O autor da emenda, deputado Nazareno Fonteles, faz exatamente esse discurso, alegando que o Judiciário não tem legitimidade para legislar e defendendo a tese de que o Legislativo “precisa ser o poder mais forte da República” por seu caráter representativo da sociedade. O leitor ouviu direito, ele

propõe a instituição do conceito de desequilíbrio entre Poderes. Voltemos ao ministro Fux, que entende do riscado e explica o que se passa. Primeiro há o pressuposto da cláusula pétrea. “Em segundo lugar, se o Congresso está insatisfeito com o que chama de judicialização da política é preciso que seja informado sobre a impossibilidade de o Judiciário não se manifestar sobre os temas postos à sua consulta”. Portanto, estamos bem entendidos até aqui: o Supremo não inventa debates nem levanta questões por iniciativa própria, apenas examina e se pronuncia sobre a constitucionalidade desse ou daquele assunto quando provocado a fazê-lo. E por que há tantas consultas ao tribunal? Aqui entra o terceiro ponto a ser esclarecido pelo ministro Luiz Fux: “Porque por sua própria estratégia política os parlamentares não enfrentam questões difíceis por receio de assumir eventual impopularidade decorrente dos conflitos que os temas encerram”. Quer dizer, justamente por serem dependentes de votos, deputados e senadores se esquivam das polêmicas. E aí, o que ocorre? Criam-se os vácuos que o Judiciário, quando instado, é obrigado a preencher. O ministro Fux lembra que o Supremo não precisaria ter-se pronunciado a respeito, por exemplo, da interrupção da gravidez de feto anencéfalo, da união homoafetiva, das cotas para negros nas universidades, se o Congresso tivesse legislado sobre essas matérias. Conclusão, suas excelências não precisam agredir a Constituição nem desconstruir a República para defender as prerrogativas do Poder Legislativo: basta que não se acovardem diante de potenciais controvérsias e saiam da inatividade no lugar de reclamar do ativismo alheio, propondo soluções fáceis e equivocadas.

Dora Kramer Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”

A independência dos Poderes é cláusula pétrea da Constituição, o que significa que para mudá-la de forma ao Legislativo ter o direito de desfazer atos do Judiciário, seria necessário convocar uma nova Assembleia Nacional”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

Da tecnologia, seu avanço A religião é indispensável e implicações extravagantes para a vida em sociedade Gilberto Dimenstein, num dos comentários que costuma fazer pela manhã na rádio CBN, falava em um novo chip que deverá em breve acompanhar os medicamentos, sob a forma de uma cápsula que, engolida no início do tratamento, sempre que uma dose deixar de ser tomada, fará uma ligação para os celulares do paciente e do médico, para avisar da interrupção do tratamento. A informação, pelo menos na minha despretensiosa e desatualizada cabeça, de imediato suscitou várias dúvidas e alguns questionamentos. Primeiramente e no plano mais natural, o escatológico, pergunto-me se a tal cápsula, depois de deglutida, não será logo eliminada. Depois, vem-me à mente o fato de que um chip que é capaz de efetuar ligações telefônicas para o “exterior”, necessariamente estará emitindo radiações de micro-ondas, semelhantes às de um forno desse tipo, embora bem mais fracas, mas, mesmo assim, fortemente suspeitas de serem capazes de causar malefícios à saúde humana. Pelo menos, todos vimos as advertências que cientistas nos fazem quanto ao uso excessivo dos telefones celulares e até mesmo quanto à conveniência de frequentemente alternarmos o ouvido utilizado. Na verdade, as tecnologias sofisticadas cobram sempre um preço e infelizmente elas são primeiramente usadas, avaliadas pelo conforto que proporcionam e que geralmente nos levam a adotálas, para bem mais tarde começarem a ser revelados os seus efeitos deletérios e isso quando interesses econômicos não levam a camuflá-los. Assim foi com os alimentos “fast food”, que apareceram como moda compatível com a velocidade da vida moderna, até sinal de status, para mais tarde revelarem-se perigosos inimigos da saúde de todos nós. Quando os Raios X foram descobertos e sua utilização dominada, os médicos dificilmente faziam um diagnóstico sem o embasamento radiográfico, às vezes por insegurança, outras vezes para assim parecerem modernos. Foi necessário algum tempo para que se conhecessem os riscos produzidos pelo excesso de radiação, tanto para os pacientes, quanto para os operadores da aparelhagem. Os dermatologistas, de algum tempo para cá, passaram a perceber certos malefícios causados às peles das pessoas que cada vez mais se expõem às chamadas lâmpadas frias, sucessoras das de filamento. Muitos cientistas já alertam para as alterações moleculares que a irradiação dos fornos de micro-ondas produz na constituição íntima dos alimentos, com prováveis efeitos maléficos sobre a saúde dos usuários, que têm sido alertados para fazer uso moderado dessa geringonça. Enfim, é preciso estar alerta para o que sai das cabeças e dos laboratórios dos nossos esforçados cientistas, que necessitam sempre criar coisas novas para oferecê-las ao insaciável mercado consumidor, e só bem depois conhecer todo o alcance e todos os efeitos delas decorrentes.

João Bosco Araújo Diretor-executivo do Amazonas EM TEMPO

Na verdade, as tecnologias sofisticadas cobram sempre um preço e infelizmente elas são primeiramente usadas, avaliadas pelo conforto que proporcionam”

Não é de hoje que se questiona o papel da religião como necessário à sociedade. Já houve quem lhe jogasse nas costas os males da ignorância e da violência ou das desigualdades sociais. Recentemente, o arcebispo de Londrina, D. Orlando Brandes escreveu artigo que tem como título “A religião é indispensável”. Ele faz uma constatação. “Já preconizou-se o desaparecimento da religião, assim como se decretou que tudo o que é sagrado, religioso e divino é superstição, é obsessão doentia, é medo da vida”. O século 21 deveria ser o século da morte da religião, o século da incredulidade. Tanto se falou da “cidade secular”. O que irrompeu na cidade foi uma volta ao sagrado, um sagrado que nem sempre é sadio, mas que não desapareceu, pelo contrário, retoma o exorcismo, o esoterismo e também patologias religiosas. Vemos que a religião precisa ser corrigida pela fé. Mário Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura em 2010, escreveu que “a cultura não conseguiu substituir a religião porque é exatamente a religião que confere sentido e tranqüilidade à existência. Segundo ele, dizer que a religião vai desaparecer é uma superstição”. Na antiga União Soviética e na China, os governos tentaram construir uma sociedade sem religião, mas, eu vi com meus próprios olhos, organizaram rituais religiosos para visitas do povo às múmias de Lenin e de Mao Tsé Tung. Os escolares eram obrigados a submeterem-se ao silêncio, vênias e reverências. E ai de quem não seguisse o cerimonial! Até a nós, visitantes, nos impuseram esse vexame. Quando se exclui Deus, coloca-se alguém ou alguma coisa em seu lugar. Chama-se a isso de religião de substituição. Sem Deus tornamo-nos reféns da ditadura da moda ou do consumismo. A religião, quando autêntica, combate o que a maioria aceita como normal mas não é, contradiz certezas tidas como infalíveis, dá coragem para resistir. É preciso reconhecer que as religiões têm suas fraquezas, que devem ser vencidas através de um processo de conversão e pedido de perdão. Existem denominações religiosas que são doentias, destrutivas e alienantes. Se não forem purificadas, causam enormes prejuízos à humanidade. Hoje se mata em nome de Deus, se enriquece em nome dos céus, se cometem crimes em nome do Altíssimo. Isso não deve e nem pode acontecer. De modo especial o cristianismo, em suas várias expressões, só tem valor se for expressão autêntica de fé. A hipocrisia tenta fortemente as pessoas devotas e convém lembrar a guerra feita por Jesus contra os fariseus, justamente por isso. “A contribuição, que a religião pode oferecer ao mundo moderno, não está no moralismo, mas nos valores, na confiança em Deus, na beleza e na alegria da vida, na abertura para o que é diferente. Deus segura o mundo em suas mãos. Eis nossa alegria e segurança. O amor e o bem trazem alegria e isso nos encoraja e incentiva a recomeçar”, conclui D. Orlando Brandes.

Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, ao afirmar que o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva se colocou ontem “à disposição” para que sua campanha “pudesse contar com ele”.

A gayzice faz parte do Batman. Não estou falando em gay num sentido pejorativo. É óbvio que enquanto personagem fictício ele é heterossexual, mas a base do conceito é absolutamente gay Grant Morrison, roteirista de HQs de Batman há mais de 20 anos, em entrevista à revista “Playboy” americana. Para Morrison, esse é um dos motivos para tantas pessoas gostarem do Batman.

RENATA LO PRETE

‘Negocinho’

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo de Manaus

O que irrompeu na cidade foi uma volta ao sagrado, que nem sempre é sadio, mas que não desapareceu, pelo contrário, retoma o exorcismo, o esoterismo e também patologias religiosas”

Frases Estávamos preservando muito o ex-presidente até aqui, mas ele está se sentindo recuperado, disposto a colaborar, e anunciou essa disposição

Painel

Estou no comitê local e trabalhando muito para que seja a melhor organização de todos os tempos. Tentaremos mostrar ao mundo que não só jogamos bem futebol, mas que também sabemos organizar um Mundial

Ronaldo, ex-jogador de futebol e conselheiro do Comitê Organizador Local (COL), sobre a Copa 2014.

Trecho do inquérito da Polícia Federal sobre o esquema de Carlinhos Cachoeira mostra um diálogo ocorrido em julho do ano passado entre Demóstenes Torres (GO) e Gleyb Ferreira, auxiliar direto do empresário, no qual o senador fornece o endereço do seu apartamento funcional em Brasília para receber uma encomenda. “Tô com um negocinho para entregar, queria ver com o senhor onde quer que eu leve”, diz Gleyb. Demóstenes dá as coordenadas da residência do Senado e agenda o encontro: “Vem lá pelas 15h”. Segundo a PF, o “negocinho” tratado na conversa eram R$ 20 mil que chegariam às mãos do senador. Bolada No inquérito, a PF relata conversa entre Cachoeira e Cláudio Abreu, ex-diretor da empreiteira Delta, em que falam sobre pagamentos a Demóstenes e dizem que “o valor total repassado a ele foi de R$ 3,1 milhões”. Contatos O grupo trata ainda de negócios no Dnit, braço rodoviário do Ministério dos Transportes, e revela preocupação com o então diretor do órgão Luiz Pagot. Cachoeira cita o senador Blairo Maggi (PRMT): “Blairo mandou falar que não tem nada não. Blairo que manda nele”. Toga No relatório da PF há várias menções a ministros de tribunais superiores. Demóstenes diz negociado votos favoráveis no STJ e cita encontros com Gilmar Mendes e José Toffoli, do STF. Outro membro do grupo cita Guilherme Caputo, do TST. Tentáculos Os diálogos também mostram a atuação de Demóstenes para tentar levar uma empresa farmacêutica do grupo de Cachoeira para montar fábrica em Santa Catarina. O contato do senador, segundo a PF, é Ênio Branco, atual secretário de Comunicação do governo. Imagem Escolhido para chefiar a CPI, o senador Vital do Rego (PMDB) pediu para trocar a cadeira da presidência. “Se você é pequeno, nessa cadeira fica menor ainda”.

O rio... A bancada do Nordeste encaminhou abaixo-assinado para o Planalto pedindo a permanência de Guilherme Almeida na presidência da Codevasf, empresa de desenvolvimento do vale do São Francisco. ... é nosso O movimento, liderado pelo senador Benedito de Lira (PP-AL), conseguiu o apoio de 37 deputados e 19 senadores. Almeida, funcionário de carreira da empresa há mais de 30 anos, ocupa a vaga interinamente desde o início do ano. Nó PT e PSB brigam pela vaga. Após perder o comando da Petrobras e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Jaques Wagner (BA) quer indicar o comando do órgão. “A Petrobras vale por dez ministérios”, reclama um aliado do governador petista. Não saio O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) afirma que o governo Agnelo Queiroz (PT-DF) vai despejar as 400 famílias que ocupam terreno da empresa Terracap em Ceilândia, batizada de “Novo Pinheirinho”, desde o dia 21. Sinal vermelho O movimento afirma que Agnelo vai provocar a “versão petista do massacre”, como chamam a reintegração de posse da área invadida em São José dos Campos (SP). A invasão no DF ocorreu depois que o governo Agnelo cancelou 400 bolsas-aluguel.

Tiroteio O Acre é terra de planície. Aqui não tem cachoeira, só rios de água limpa e cristalina. A JM atua no Estado muito antes de a Delta aparecer, e nunca houve nenhum problema. DO GOVERNADOR TIÃO VIANA (PT-AC), que nega influência de empresas ligadas à Delta Construções e ao esquema de Carlinhos Cachoeira no Estado. A JM Terraplanagem, que atua no Acre, é citada em diálogo interceptado pela PF.

Contraponto

A grande família Ministro Garibaldi Alves (Previdência) se esforçava, na última quinta, para achar um lugar na lotada sessão de “Pela primeira vez”, documentário sobre a transição entre os governos Lula e Dilma, quando foi abordado por um fotógrafo, que brincou se ele não teria vontade de voltar a presidir o Senado, já que ainda tem mandato. – Quando o senhor vai voltar para o Senado? Garibaldi, primo do candidato à presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), devolveu: – Pare com isso. Quer matar meu primo do coração? Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Política

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PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO

Líder Braga quer inserir AM na gestão de Dilma O senador completou 46 dias como líder do governo federal no Senado e quer avançar nos compromissos para o Estado JOSÉ CRUZ/ABR

MEG ROCHA Equipe EM TEMPO

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íder do governo Dilma Rousseff (PT) no Senado, coordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, líder do PMDB na casa, além de ser presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado e dirigente regional do partido, o senador Eduardo Braga destacou que os postos alcançados no cenário nacional, em especial a liderança do Executivo federal, cargo que ocupa há um mês e meio, o credenciam a articular junto à presidente Dilma, a inserção do Amazonas dentre as prioridades da gestão dela. A declaração foi feita em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, no último dia 27. Para Braga, o relacionamento dele com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a atual chefe do Executivo nacional, foi um dos fatores que o permitiram deflagrar sua influência até à liderança do Senado e, por este meio, conseguir a prorrogação da Zona Franca de Manaus (ZFM) até 2023 e a aprovação da resolução 072/2010, que unifica em 4% as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para operações interestaduais aos produtos importados. “Vou inserir o Estado nas discussões nacionais com articulação e muita relação com a presidente, fortalecendo cada vez mais esse elo da presidência com o Amazonas. É importante a gente entender que, se, conseguimos tantas vitórias nos últimos anos, foi devido a nossa relação com o Lula e a presidente Dilma. Foi assim que conseguimos prorrogar a ZFM e foi assim que garantimos a oportunidade de trabalho, emprego e renda com a aprovação

da resolução 072, acabando de uma vez por todas com a guerra fiscal que estava penalizando o trabalhador amazonense”, comemorou. O senador observou ainda que, a apresentação de propostas que beneficiem o Amazonas, se dá em um ambiente formado por políticos experientes, no qual há exposições em defesa de diversos interesses. “O Senado é uma casa política onde estão todas as matizes do pensamento e da política brasileira. Lá estão ex-presidentes, ex-ministros, ex-governadores e ex-prefeitos de capitais. Portanto existe um clima muito maduro para que você possa fazer

INFLUÊNCIA

Eduardo Braga acredita que o relacionamento dele com o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff foi um dos fatores que permitiram deflagrar sua influência até à liderança do Senado, que hoje ocupa O senador afirma que o apoio do o ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, abriu novas conquistas ao Estado

uma articulação política em um outro patamar”, disse. Compromisso federal Braga antecipou que Dilma assumiu um compromisso com ele e com o governador Omar Aziz (PSD), de implementar mais 36 escolas de Tempo Integral no Estado, visando dar continuidade à política educacional de “tempo integral”, implantada no Amazonas. Ele adiantou que a presidência deverá colocar um satélite sobre o Amazonas. “Vamos colocar um satélite geoestacionário sobre o Estado, avanço que promoverá maior esclarecimento ao povo do interior e mais acesso”, disse

Em defesa do governo Dilma Aliados políticos de Braga, Omar e a senadora, Vanessa Grazziontin (PCdoB), por outro lado, desconfiam da integralidade do discurso “em defesa do Amazonas”, declarado pelo líder no Senado. Ambos acreditam que o senador, como líder de um governo federal, defende, prioritariamente, as reivindicações provindas desse governante a quem representa na casa. “Nem sempre o Eduardo, como líder do gover-

no poderá fazer o que o Amazonas esperar. Agora ele é líder de um governo e tem de defender os interesses da Dilma, que nem sempre são os do Amazonas”, observou. Já Vanessa, durante uma entrevista numa emissora local, disse que “o senador, pela nova posição que ocupa, não está mais lutando pelas conquistas do Estado. Quem está fazendo isso agora sou eu e com muito mais intensidade”.


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Política

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GIOVANNA CONSENTINI

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Ele está pronto pra luta, pra tudo” MINISTRO GILBERTO CARVALHO (SECRETARIA-GERAL) sobre o futuro do ex-presidente Lula

ES: esquema lucrou R$ 50 milhões em 90 dias Investigação da Polícia Federal no Espírito Santo estima que em apenas noventa dias a compra e venda de terrenos em Presidente Kennedy proporcionou lucros de mais de R$ 50 milhões ao esquema desbaratado pela operação “Lee Oswald”. Terrenos foram comprados a preço de banana um pouco antes de serem anunciados investimentos públicos na região. As áreas eram ainda supervalorizadas pela concessão de incentivos fiscais às empresas que as comprassem. Lucro espetacular A ZMM Empreendimentos, com assessoria da BK, do exsecretário da Fazenda José Teófilo, lucrou R$ 15,6 milhões em dez dias, diz a PF. Negócio da China Nesse negócio, a ZMM vendeu por R$ 27,9 milhões, em 4 de agosto de 2008, uma área pela qual havia pago R$ 12,3 milhões em 25 de julho. Voracidade Em poucos dias, o grupo investigado pela PF negociou 29 áreas em Presidente Kennedy, no total de 18,3 milhões de metros quadrados. Sócios Segundo o inquérito da PF, o ex-secretário José Teófilo seria sócio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na consultoria Econos. Ex teme calote em divórcio com o ‘dono’ do PR A socialite paulista Maria Christina Mendes Caldeira mostra que ex-mulher é mesmo para sempre: ela entrou com liminar na Justiça para garantir 50% dos bens na parti-

lha do seu rumoroso divórcio do deputado Valdemar da Costa Neto (SP), “dono” do PR. Maria Christina pediu à Receita Federal que rastreie aplicações, móveis e imóveis, contas bancárias e declaração de renda dos últimos cinco anos. Neopetista À Câmara, em 2005, a ex de Valdemar o envolveu numa “caixinha” de Taiwan para a campanha de Lula. Há meses, disse que entraria no PT. Código de enigmas Para o ruralista Zé Silva (PDT-MG), o polêmico novo Código Florestal até parece com outro bem mais complicado: o Código da Vinci. Amigos de Morfeu No Senado ninguém ficará insone com CPIs: até 2016 estão garantidos os serviços do Instituto do Sono de Brasília, por R$ 300 mil. Rainha do Twitter A argentina Cristina Kirchner está bombando no Twitter: tem um milhão de seguidores entre os 40 milhões de argentinos. Já a brasileira Dilma tem 1,2 milhão de seguidores e nossa população soma 194 milhões. Impunidade O araponga Idalberto Araújo, o Dadá, foi indiciado em 2007 na CPI das Escutas Telefônicas, mas não teve qualquer punição. Para Luiz Pitiman (PMDB-DF), “ele só aumentou o passe. Foi contratado por Cachoeira”. Distância A deputada Íris de Araújo (PMDB-GO) garante não ter recebido ligação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pedindo-lhe apoio: “Eu sou a última pessoa a quem ele

Jornalista

ligaria. Haja óleo de peroba!”. Déja vu Do senador Sérgio Petecão (PSD), sobre denúncias envolvendo o PT no Acre com esquemas de Carlos Cachoeira: “O governo se trancou, os caras comandam tudo, são poderosos, e paladinos da moralidade”. Machu Pichu Ex-marido de Marta Suplicy, o argentino Felipe Belisário (“Luiz Favre”) ainda assessora o presidente peruano Ollanta Humala, apesar dos protestos. Ele tem sido alvo de piadinhas nos jornais locais. Boxe e política O deputado Acelino Popó (PRB-BA) divide as atividades legislativas em Brasília com treinamento de boxe. Ele se prepara para enfrentar o invicto Michael Oliveira, dia 2 de junho, em Punta Del Este, no Uruguai. Pedra no caminho Além da pressão para reduzir danos, a CPI do Cachoeira também vai enfrentar o pedido da quebra de sigilo dos investigados, que o STF decide. E no “direito constitucional de permanecer calado” do depoente. Assim é, se lhe parece Condenado na CPI, o Ecad agora diz que o objetivo das investigações foi justificar a criação de entidades públicas fiscalizadoras do Escritório e “garantir o calote das emissoras de rádios e TV inadimplentes”. Pensando bem... ... se Cachoeira se considera preso político, como disse a mulher dele, em breve terá direito à anistia do Ministério da Justiça

PODER SEM PUDOR

Memória curta Foi uma surra memorável. Candidato a vice-governador na chapa de Virgílio Távora em 1958, o ex-prefeito de Fortaleza, Acrísio Moreira da Rocha, não tinha o direito de esquecer aquela sova cívica. Mas esqueceu. Anos depois, numa entrevista, ele garantiu que jamais havia sido derrotado nas urnas. - E a eleição de 58? – insistiu o repórter inconveniente. Acrísio não perdeu a pose: - Como é que eu poderia ganhar levando nas costas um piano pesado como Virgílio? Nem se fosse guindaste...

ELEIÇÕES 2012

João Pedro quer o PT no processo O presidente regional do PT, o ex-senador João Pedro, externou, na última sexta-feira, durante a “miniconvenção “do PMDB, organizada pelo senador Eduardo Braga, a vontade de que a legenda tenha candidatura própria. Nesse final de semana, o Partido dos Trabalhadores (PT) reuniu cerca de 500 delegados da legenda, para definirem se o partido terá candidatura própria ou se apoiará o précandidato de outra legenda, para a sucessão na Prefeitura de Manaus.

“A minha vontade é que o PT tenha candidatura própria porque nos ajudaria a fazer uma bancada, além de termos tempo de propaganda de televisão e rádio para isso. Mas a escolha tem de ser democrática”, argumentou. Se o partido apoiar a candidatura “puro sangue”, rompese o arco de aliança de sustentação do governo do Estado, podendo levar as eleições até para um segundo turno. “É uma engenharia boa, temos de manter uma relação saudável com os partidos

aliados, mas também temos de ter autonomia para tomar nossas decisões”, defendeu João Pedro. Entre os pré-candidatos do partido estão o deputado federal Francisco Praciano, o deputado estadual Sinésio Campos, que atualmente é o líder do Executivo estadual na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), além do deputado estadual José Ricardo Wendling, que desponta como uma alternativa. Entretanto, o grupo ainda não possui um discurso afinado.

Governador tem evitado falar de eleições municipais, mas garantiu que em maio inicia conversas

Omar Aziz deve iniciar articulações após dia 7

O governador tem declarado que no mês de maio deverá iniciar as conversas políticas sobre a sucessão municipal MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO

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governador Omar Aziz (PSD) anunciou que no início da próxima semana, a partir do dia 7 de maio, vai começar as articulações dentro do PSD e siglas aliadas para as eleições municipais de 2012 na capital amazonense. Aziz garantiu que o PSD terá participação nas eleições da capital, ainda sem definir se lançará candidato ou se apenas apoiará outras candidaturas. No interior o apoio será do governo, com incentivos apenas para que a população escolha quem ele

acredita que seja melhor para o seu município, pois segundo ele, se o governo entrasse apoiando uma pessoa seria desigual. “Aqui vou participar porque moro aqui, mas no interior vou deixar que a população escolha seu candidato”, disse. Para Omar respeitar a vontade da população faz com ela possa cobrar do executivo e, também contar com a ajuda do governo para a implementação de melhorias para o interior, como em Carauari, em que está construindo uma estrada de 14 quilômetros, onde os produtores de açaí poderão escoar a produção e assim poder aumentar de 140

toneladas para 600 toneladas. “Para melhor desenvolver essas ações, precisamos da participação do gestor de cada cidade do interior”, explicou. O vice-governador José Melo (PMDB) adiantou que o PSD, por ser um partido aliado, a sua vontade é que os interesses dos duas legendas sejam conciliadas. “Se tivesse que falar da minha vontade pessoal, eu diria que onde nós pudermos conciliar os interesses do PMDB, com o PSD, será ótimo para os dois partidos”, revelou. Os aliados se encontraram num evento do PMDB, na última sexta-feira em Manaus.


Com a palavra

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Flávio PASCARELLI

‘NOSSA gestão SERÁ democrática’ FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

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Não será um trabalho diferente, mas tenho outro estilo de exercer as funções. Entre as nossas prioridades, pretendemos conversar mais com a imprensa, advogados e com os servidores. Ouvir a dificuldade de todos. Não teremos grandes mudanças estruturais ou criação de cargos”

s vésperas de assumir pela primeira vez o cargo de presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TREAM), o desembargador Flávio Humberto Pascarelli, 54, afirma estar preparado para o maior desafio de sua carreira jurídica: promover uma eleição tranquila e organizada. Responsável pelo pleito municipal de 2012, o desembargador, que foi aclamado pela corte eleitoral a presidente do órgão, no último dia 16, promete fazer uma gestão democrática no biênio 2012-2014. O magistrado se diz avesso a “bajulações” e “rasgação de seda”, e, por isso, confessa que seu trabalho no meio jurídico já lhe rendeu inimigos, mas afirma que sempre atuou de forma justa e coerente nas ações em que assumiu. Mestre em direito, professor universitário e ex-presidente da Associação de Magistrados do Amazonas, Pascarelli recebeu a equipe do EM TEMPO em seu gabinete no tribunal, e em uma conversa franca disse que não guarda mágoa de ninguém e que seus problemas processuais com o ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa e com o juiz Cláudio Chaves são fatos superados. “Meu foco agora é fazer uma gestão democrática, onde todos tenham vez e voz”, revela. EM TEMPO - O senhor deverá assumir a presidência do TRE na próxima semana. E promete implantar um estilo democrático na gestão do tribunal. Como será feito esse trabalho? Flávio Pascarelli - Não será um trabalho diferente, mas tenho outro estilo de exercer as funções. Entre as nossas prioridades, pretendemos conversar mais com a imprensa, advogados e com os servidores. Ouvir as dificuldades de todos. Não teremos grandes mudanças estruturais ou criação de cargos porque somos dependentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas claro que irei realizar pequenas mudanças de funcionários no gabinete e colocar a minha equipe de confiança, sempre priorizando os servidores da casa. Vamos trabalhar com uma corte unida, altamente técnica e com membros qualificados, pois temos um quadro preparado e com grandes profissionais da área, assim também como no Ministério Público Federal (MPF) e no setor de advogados do TRE. EM TEMPO - A gestão atual foi marcada por

restrições no acesso da imprensa à informações e processos públicos e insatisfação de parte dos servidores com a administração. Como o senhor pretende mudar esse quadro? FP – Vamos fazer uma gestão de portas abertas. Nossa primeira meta será ouvir. Vamos chamar a imprensa, advogados e funcionários para saber quais as principais dificuldades de cada um. Queremos montar uma sala aqui no prédio do TRE para a imprensa, com equipamentos adequados onde os profissionais possam trabalhar de forma mais organizada. Queremos oferecer também à imprensa um curso de técnicas jurídicas, pois percebo uma dificuldade muito grande de informações relacionadas aos termos jurídicos. Também queremos dar mais acesso público às decisões que serão tomadas no tribunal. EM TEMPO - Sua eleição é a primeira das quatro mudanças que a corte deve enfrentar este ano. Três membros do tribunal ainda terão seus biênios encerrados às vésperas do início do processo eleitoral. Como o TRE se prepara para essas mudanças? FP – No que diz respeito ao aspecto administrativo da eleição deste ano, tudo já foi preparado pela ex-presidente Graça Figueiredo. Eu devo preparar a eleição para governador, em 2014. Em questão à nova formação da corte, darei uma atenção especial, apesar de saber que todos que virão compor o quadro têm conhecimento suficiente para tomar direções. Não vejo problema algum nessa mudança. Claro que, lamentamos a saída de alguns por conta da convivência com o colegiado, mas tenho certeza que os substitutos estarão à altura. EM TEMPO - O senhor assume um mandato em ano de eleição e enfrenta um desafio para estar com todos os processos julgados até outubro. Atualmente quantas ações estão no TRE? FP – Não tenho o número de processos que ainda faltam ser julgados, mas temos a consciência de que esse assunto precisa ser tratado com prioridade. Já conversamos com nossos pares e estamos dando celeridade a processos de futuros candidatos, e também estamos exigindo isso dos nossos juízes. Atualmente, temos mais de 60 comarcas em todo o Amazonas e apenas 30 juízes. Já conversamos com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ama-

zonas (TJAM), João Simões, que se comprometeu a enviar juízes da capital para o interior, e assim poderemos nomear novos juízes eleitorais. Temos problemas graves em Maués, onde há três processos ainda não julgados; em Manacapuru, e, principalmente em Coari, onde nenhum juiz quer atuar na comarca daquele município. EM TEMPO - No período em que o senhor esteve como corregedor do tribunal determinou a criação do “Manual de Práticas Cartorárias da Corregedoria Regional Eleitoral do Estado do Amazonas”. Que mudanças esse documento uniformiza? FP - Estabelece uma rotina da prática judiciária e dados cartoriais. Queremos padronizar para melhorar e cada servidor que chegue para trabalhar no cartório terá uma rotina fixa. E isso ajudará muito na celeridade dos trabalhos. EM TEMPO - O senhor já foi relator de ações contra o prefeito Amazonino Mendes, ex-deputados estaduais, e até governadores. Como o senhor analisa a política atual? FP – Não parto do pressuposto de que todo político viola as regras. Sempre digo que a eleição é baseada em legitimidade e temos duas entradas: a legitimidade da maioria, que é o voto, e a da ética, que é a obediência às regras das eleições. Hoje, não basta o candidato ter a maioria dos votos. Ele também precisa ter ética. Eu sempre examino todas as possibilidades de manutenção de um mandato, e só votei pela cassação de algum político quando todas as esferas de possibilidades foram esgotadas. EM TEMPO - Alguns municípios do Amazonas estão suspeitos de “inchaço” irregular de eleitores, aumentando os indícios de fraude no cadastro eleitoral. Como a corte pretende combater esses atos? FP – Infelizmente, muitos municípios passam por essa problemática. Essa questão agora faz parte da atuação da nova corregedoria e estaremos acompanhando esse trabalho. Quando estava como corregedor do tribunal, realizei com uma equipe inspeção em Manacapuru, e chegamos à conclusão da existência de altos índices de fraudes. Encontramos cadastro de eleitor cujo endereço que constava no TRE era da casa de um político da cidade. Fizemos a recontagem de eleitores do município e remetemos esses dados ao TSE, mas essa recontagem da esfera nacional não acontece

em ano de eleição. Porém, tenho esperança de que o TSE abra uma exceção e faça esse procedimento até o fim de setembro. O eleitor também precisa ficar atento a isso e colaborar com a melhor qualidade de uma eleição honesta. Fui o primeiro relator a aplicar a Lei da Ficha Limpa no TRE e serei o primeiro presidente em que essa lei estará em pleno vigor em uma eleição. EM TEMPO - Este ano o senhor vai comandar uma eleição que terá como um dos principais candidatos, Serafim Corrêa, espécie de desafeto responsável por sua saída do posto de coordenador das eleições de 2004. Naquela ocasião, Serafim o acusou de fazer parte de uma empresa que teria negócios com o governo estadual, que apoiava o adversário de Serafim. Como está essa situação atualmente? FP - Isso foi uma informação equivocada. O Serafim sugeriu que eu não teria como gerir a eleição porque tinha um centro de estudos, que poderia contratar com o governo. E isso criou um fato político e, para evitar maiores problemas, eu pedi minha saída do centro. Acredito que essa situação está superada. Depois disso participei de dois julgamentos em que Serafim foi réu e não teve nenhum problema. EM TEMPO - O juiz Luiz Cláudio Cabral Chaves lhe acusou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de tê-lo vetado duas vezes a uma promoção no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) por causa, segundo ele, de um desentendimento pessoal entre vocês. Como se defende disso? FP - Na verdade, ele recorreu a uma decisão do tribunal. O doutor Chaves me ofendeu por telefone, foi afastado da Justiça Eleitoral e está respondendo a um procedimento por isso. Ele não foi promovido na época em razão de problemas administrativos em que indicava que o magistrado não cumpria corretamente com suas funções. EM TEMPO - Durante esse período de carreira jurídica o senhor colecionou inimigos? FP – Da minha parte, não. Mas, não tem como um juiz não ser mal interpretado por alguns. Muitas pessoas não gostam de decisões que tomamos no meio jurídico e levam isso para um lado pessoal. Eu não costumo sair de um trabalho com inimigos.

Sempre digo que a eleição é baseada em legitimidade, mas temos duas entradas: a legitimidade da maioria, que é o voto e a legitimidade da ética, que é a obediência às regras das eleições”

O doutor Chaves me ofendeu por telefone, foi afastado da Justiça Eleitoral (...). Não foi promovido em razão de problemas administrativos, que indicavam não cumprir com suas funções”


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Política

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MPE-AM defende eleição interna sem lista tríplice

Proposta tem como base movimento nacional que defende a independência do órgão, dos Poderes Executivos do Brasil ARQUIVO EM TEMPO/FRANCISCO CRUZ

CAMILA CARVALHO Equipe EM TEMPO

O

s membros do Ministério Público querem mudar a Constituição Federal para ter o direito de eleger, sem interferência do governador do Estado ou da Presidência da República, o procuradorgeral de Justiça. A iniciativa partiu do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em 2009, mas está mobilizando promotores e procuradores em todo o país no movimento denominado “Por um Ministério Público Independente”. O objetivo dos promotores é convencer os parlamentares do Congresso Nacional a aprovarem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 31/2009 que prevê a alteração ao artigo 128 da Constituição Federal. Atualmente, os membros do órgão ministerial elegem uma lista tríplice que é enviada para análise do governador do Estado. O chefe do Poder Executivo pode escolher qualquer um dos três nomes, independente do número de votos. Com a nova redação, os membros dos Ministérios Públicos dos Estados pode-

rão escolher seu procuradorgeral dentre os integrantes de carreira, mediante eleições internas. O escolhido será nomeado pelo chefe do Poder Executivo para mandato de dois anos, permitida a reeleição. No Amazonas, o movimento já vem ganhando adeptos. A adesão começou pelos promo-

EMENDA

Movimento já encontrou eco no Congresso e os procuradores e promotores de Justiça querem a aprovação da PEC 31/2009, que altera o artigo 128 da CF, possibilitando a independência do Executivo

tores, mas já atingiu os procuradores que participaram das duas últimas listas tríplices para o órgão ministerial. O procurador-geral de Justiça do MPE-AM, Francisco Cruz, disse apoiar a iniciativa e explicou que além da PEC 31/2009, existem ao menos outras 20 ações voltadas para a independência do Ministério

Público. “Esse movimento não é novo, mas vem ganhando fôlego a cada ano. O ideal é que a própria classe escolha seu representante”, afirmou.

Ministério precisa ter autonomia

Eleição direta Na lista tríplice em 2008, Cruz foi o mais votado com 74 votos, mas não foi o escolhido pelo então governador, Eduardo Braga (PMDB), que optou pelo terceiro colocado, o exprocurador Otávio Gomes, que ficou dois anos na função. Em 2010, investido do cargo de procurador-geral do MPEAM, Otávio Gomes tentou a reeleição e, na votação interna ficou em primeiro lugar na lista tríplice, enviada ao governador Omar Aziz (PSD). Mas, a história foi diferente: apesar de ter sido o mais votado, o chefe do Executivo Municipal escolheu Francisco Cruz o novo procurador-geral de Justiça. Se a eleição direta no órgão já estivesse valendo, Otávio Gomes seria reconduzido ao cargo. “É praticamente unânime o apoio à proposta de que o mais votado passe a administrar a instituição sem necessidade de elaboração de lista tríplice”, disse Gomes.

O ex-procuradorgeral explicou ainda que caso a mudança seja consentida pelo Congresso, o MP do Amazonas deve encaminhar um projeto à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), para alterar a Lei Orgânica do órgão, no parágrafo que prevê a lista tríplice. “É em efeito cascata, se aprovar lá (Congresso), nós temos de modificar aqui (Aleam). Um órgão essencial à Justiça precisa estar livre de qualquer amarra ou interferência do Executivo”, defendeu Gomes. O promotor Paulo Stélio Sabá, que também integrou a lista tríplice de 2010, defendeu a PEC 31/2009 para que a escolha do procurador-geral da instituição reflita o desejo dos membros do MPE e demonstre democracia e independência dentro da instituição. Em agosto, o MPEAM deverá realizar eleições internas para a escolha do novo procurador-geral para os próximos dois anos. Procurador-geral, Francisco Cruz, foi ‘escolhido’ por Omar

MPC também quer ‘liberdade’ Na mesma esteira, procuradores de contas foram ao Congresso Nacional entregar a “Carta de Brasília” para a presidente em exercício do Senado, Marta Suplicy (PT-SP) e para o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), solicitando apoio do Legislativo para que o Ministério Público de Contas (MPC) tenha autonomia funcional, administrativa e financeira do Tribunal de Contas dos Estados. O presidente do Conselho Nacional dos ProcuradoresGerais de Contas (CNPGC), Geraldo Camino, esclareceu que a “luta” pela autonomia não tem o objetivo de atingir os tribunais de contas. “A nossa autonomia garante a defesa dos tribu-

nais preservando, assim, o seu funcionamento correto, a transparência e a harmonia do sistema”, garantiu.

MOBILIZAÇÃO

Procuradores do Ministério Público de Contas foram ao Congresso entregar a “Carta de Brasília” para a presidente em exercício do Senado, Marta Suplicy e para o presidente da Câmara, Marco Maia

Atualmente, apenas os MPCs dos Estados de Roraima, Pará e Alagoas tem autonomia funcional, ad-

ministrativa e financeira dos respectivos tribunais de contas. Na avaliação da presidente da Associação Nacional do Ministério Público de Contas (ANMPCON), procuradora do MPC do Amazonas, Evelyn Freire, não se pode admitir que a atuação independente e imparcial dos procuradores seja comprometida pelo acesso a materiais elementares ao funcionamento de qualquer repartição pública. “Não podemos atuar e conviver com ameaças de despejo, supressão de pessoal de apoio cedido pelas cortes de contas, restrição de prerrogativas para obtenção de documentos e até mesmo restrições”, desabafou.

Ação já tem 10 mil assinaturas O movimento “Por um Ministério Público Independente” ganhou perfil em uma rede social e manifestações de apoio de promotores e da população em geral, além de estar sendo registrados um abaixo-assinado em um site especializado em petições públicas. As ações estão sendo articuladas pela Associação Nacional dos Membros

do Ministério Público (Conamp), que informou já ter conseguido mais de 10 mil assinaturas só este mês. Em um documento intitulado “Carta de São Paulo”, entregue aos congressistas, representantes da Conamp argumentaram que “a independência e a autonomia, garantias imprescindíveis para o pleno e fiel desempenho das funções conferi-

das ao chefe da instituição, ficam comprometidas com o sistema atual de escolha, na medida em que o procurador-geral é o ‘promotor natural’ do chefe do Poder Executivo estadual, nos casos de improbidade administrativa ou prejuízo ao erário”. “Fica claro que o eventual investigado escolhe seu investigador”, criticam os promotores.


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Economia B2

REPRODUÇÃO

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Com carona, economia de até R$ 800

Emprestar cartão

PODE CUSTAR CARO Embora seja boa a intenção, quem empresta cartão de crédito pode enfrentar problemas como calote e até com o fisco

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ancar o “paizão” ou a “mãezona” na hora de emprestar o cartão de crédito é uma prática que requer cuidados para evitar problemas que podem levar à restrição de crédito, dores de cabeça com o fisco e até mesmo o aumento do estresse para aquele que só quer “ajudar o próximo”. Especialistas ouvidos pelo EM TEMPO alertam que compartilhar o dinheiro de plástico, algo bastante comum entre as famílias brasileiras, precisa de critérios que devem ser observados para impedir constrangimentos no futuro. Uma das principais preocupações é com o Imposto de Renda. Isso porque a Receita Federal não distingue quem faz as compras. Na hora de cobrar, o fisco vai para cima do titular do cartão, que deve declarar sua movimentação quando essa é superior a R$ 5 mil. “A Receita faz o cruzamento com os dados fornecidos pelos bancos. Se não ba-

INVESTIGAÇÃO

Receita alerta que faz o cruzamento de dados fornecidos pelos bancos. Caso não estejam compatíveis é feita a intimação e a cobrança da diferença declarada. Orientação ao contribuinte é ter cautela terem, fazemos a intimação e depois cobramos a diferença, fora as multas que o sonegador terá que pagar. A pessoa tem que ser criteriosa no uso do cartão para que os gastos sejam compatíveis com o que ela declarou”, afirma o delegado da Receita Federal no Amazonas, Alzemir Alves de Vasconcelos. Apesar dos riscos, nem

sempre a máxima de que “negócios são negócios, família à parte” faz efeito. Na hora de ajudar os parentes, há quem não se recuse, mesmo à frente dos riscos. Uma empresária de 50 anos, que pediu para não se identificar, empresta quatro dos sete cartões que possui para pelo menos 15 pessoas, a maioria da família, incluindo, nove dos dez irmãos, sobrinhos e até para amigos mais íntimos. Ela garante que juntos, os “agregados” movimentam quase R$ 30 mil em seus cartões. “Empresto os cartões porque confio nos meus familiares. Apesar de me descabelar todo mês para montar o mapa dos gastos e fazer a cobrança, nunca tive problema”, salienta. Quanto ao fisco, ela é taxativa. “Nunca declarei e nem cai ainda na malha fina”, acrescenta.

Contribuinte de olho nos perigos Embora seja um ato nobre ajudar os parentes, os titulares do cartão de crédito precisam observar alguns cuidados. A economista Izabel Seabra afirma que o primeiro ponto a ser observado é com o Imposto de Renda. Nesse caso, a pessoa deve evitar não mostrar que possui gastos acima do padrão de renda para não se implicar em futuros problemas com a Receita Federal. Outra questão essencial é o perigo com o calote. Segundo a especialista, quem empresta se coloca como “credor de risco”, que

Unidos pelo dinheiro de plástico Os irmãos Arafat e Halimi Mouas, além dos laços de parentescos, são unidos pelo cartão de crédito. Os dois compartilham o dinheiro de plástico, que está no nome do empresário, tanto na hora de investir na empresa de utensílios de plásticos em que são sócios, como para o uso pessoal. Eles garantem que a convivência é pacífica e baseada na confiança mútua. “Uso o cartão do meu irmão de forma ilimitada. Ele confia tanto em mim que nem me cobra.

Às vezes, ele nem quer que eu pague. Além do mais, sou eu quem controlo os gastos e comunico quanto é preciso pagar”, explica Halimi Mouas. Segundo Arafat, 10% de tudo o que é comprado no cartão foi adquirido pela irmã. Quanto ao Imposto de Renda, o empresário afirma não se preocupar, pois garante que ele e a empresa estão em dia com o fisco. “Os gastos são compatíveis com meus rendimentos e da firma”, ressalta.

assume o ônus de pagar toda a dívida se acontecer o calote. “O dono do cartão não possui, nesse caso, nenhum tipo de documento que comprove que aquela dívida não é dele. Dificilmente, ele vai provar na Justiça que ele não fez a compra efetuada por terceiros”, alerta. Dicas Como solução, a especialista dá duas dicas:

colocar a pessoa de “confiança” como adicional uma vez que depois de seis meses, ao criar o lastro de crédito, o dependente já poderá ter seu próprio cartão -, e a outra é reduzir o número de pessoas para quais emprestar o cartão e limitar as parcelas para no máximo quatro prestações. “Compartilhar o cartão cria uma situação incômoda porque o titular passa a cuidar da saúde financeira das outras pessoas, algo que resulta em perda de tempo e no aumento do nível de estresse na vida delas”, enfatiza a economista.

Irmãos Arafat e Halimi compartilham o mesmo cartão de crédito, mas dizem não ter problemas nem com o fisco

SHANA REIS

ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO


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Economia

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Com carona, a economia pode chegar até R$ 800 Funcionários do distrito poupam o dinheiro que gastariam com gasolina do veículo próprio para pegar carona nas rotas ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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hegar ao trabalho dirigindo o carro próprio pode até ser sinônimo de status, mas com o trânsito agitado e o preço da gasolina “salgado”, funcionários do Distrito Industrial de Manaus aproveitam a carona da rota das empresas e deixam o “possante” na garagem. No fim do mês, a economia com o transporte pode chegar a R$ 800. A assistente técnica Ana Rita Brandão, 58, durante a semana, sai de casa, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte, para ir trabalhar na Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no distrito, na Zona Sul. Desde o início do ano, quando comprou um carro “zero”, ela optou por deixar o veículo na garagem para ir de rota ao trabalho e fugir dos buracos que tomam conta das ruas da área industrial. Ana Rita diz que só com a gasolina ela economiza R$ 200, por semana, fora o que deixa de gastar com a manutenção. “Vou de carro ao trabalho apenas em situações especiais. Os ônibus da empresa, além de gratuitos, são confortáveis e seguros”, afirma, ao ressaltar que usa as economias com supermercado e salão de beleza. A jornalista Geanne Fernandes, 27, há dois meses decidiu trocar o conforto do veículo próprio pelas poltronas da condução da empresa. Ela enfatiza que aderiu a rota da empresa pela comodidade e, principalmente, pela economia que tem ao deixar o carro em casa. Na ponta do lápis, entre gasolina e manutenção Geanne garante que chega a “poupar” até R$ 450, por mês.

Opção para quem mora longe

Funcionários planejam mudança

O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-AM), Ailson Rezende, destaca que deixar o carro em casa para ir de condução nos ônibus de rota da empresa é uma prática comum no parque industrial. Segundo o especialista, as pessoas que moram mais longe do distrito são

Enquanto alguns trabalhadores já se decidiram, outros estudam a possibilidade de “encostar” o carro para aderir ao transporte da empresa na hora de ir ao trabalho. A relações públicas da prestadora de serviços M&A, Simone Barros, 28, pensa em pegar “carona” para chegar ao emprego

as que mais economizam, porém, ele ressalta que, por outro lado, há um ônus pessoal maior para quem mora nas partes mais distantes da área fabril. “Quem mora longe terá que acordar cedo para entrar antes na rota e ainda ficará por último na volta, pois a rota começa nos cantos mais distantes da empresa”, avalia.

depois que precisou desembolsar R$ 350, este mês, em peças de manutenção. Se todo mês ela pagasse esse valor com a manutenção mais o que gasta com gasolina para ir trabalhar, o prejuízo mensal com o veículo seria de R$ 800. “Penso em optar em ir de rota pelo menos duas vezes na

semana para diminuir os custos com o carro. A rua onde trabalho está cheia de buracos. São tantos que desviamos de um, mas caímos em outros dois”, ironiza a profissional, ao salientar que só não trocou o carro pela rota na hora de ir ao trabalho, porque precisa do veículo para frequentar três aulas semanais do curso de inglês.

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

Código vesgo O saudoso professor Aziz Ab’Sáber, o decano dos geógrafos do país, antes de partir em março último, cantou a bola do fiasco legal em que transformaram – por conta de uma leitura vesga e revanchista dos legisladores - o código florestal brasileiro. Ele considerava os “avanços” de 2012 bem atrás do código florestal de 1965. Como levar a sério um texto que não considera o zoneamento físico e ecológico de todo o país e deixa de lado a importância da bio e etnodiversidade da paisagem no sentido da interatividade e da sustentabilidade que a sã geografia recomenda? Como respeitar um código que preconiza, indistintamente, as mesmas abordagens para o bioma amazônico, a caatinga nordestina e o cerrado do Brasil Central, com suas respectivas e específicas demandas cult urais e socioeconômicas? Por essa indiferença travestida de ignorância sistêmica, aliada à estreiteza do revan-

chismo político, foi aprovado um código vesgo, oportunista e imediatista, portanto, burro. Um trato superficial da questão ambiental que desassossega o país e o mundo – que começa a desembarcar por aqui, pra debater, 20 anos depois, a encruzilhada climática e geopolítica da relação homem e natureza que põe em risco a sobrevivência do fator humano no planeta. O código aprovado, longe de ser florestal, é instrumental no sentido do pragmatismo econômico dos negócios de ocasião. E se os agronegócios do país são a galinha dos ovos de ouro da vez, do jeito que estão colocadas as novas ferramentas jurídicas, os dividendos auferidos serão distribuídos e, tomara, carcomidos pelo cipoal de ações judiciais que irão produzir. A ambiguidade proposital dos preceitos espalhou insegurança legal e multiplicidade de interpretações no tratamento de ecossistemas especiais

como os manguezais, várzeas, áreas de inundação, os igapós, encostas e topos de morros, terras caídas e por aí (não) vai. Ao dissociar desenvolvimento e sustentabilidade, os deputados aloprados atestaram o tamanho da própria insensatez e total descompromisso com a s futuras gerações, entre as quais - descuidaram de considerar - se incluem seus aderentes e descendentes. Os cientistas estrangeiros – convidados para a Rio+20 - que vão acessar o código aprovado irão indagar as razões pelas quais os cientistas e planejadores locais foram ignorados nas discussões e encaminhamentos do arcabouço legal ambiental, especialmente aqueles que se destacaram na Conferência da ONU em 1992 e que, de lá pra cá, influenciaram fortemente as conferências sobre o clima, na proposição dos mecanismos universais de desenvolvimento limpo. Meio ambiente tem a ver com demografia e

monitoramento da produção, consumo e natalidade, numa relação essencial e indissociável. Nesta semana, a Royal Society, a academia inglesa de Ciências, soltou um alerta dramático sobre o consumo excessivo dos países ricos e o vertiginoso crescimento populacional dos países periféricos. Como compatibilizar as demandas demográficas com a sustentabilidade da produção sem atentar para os parâmetros ambientais de médio e longo prazos? Como planejar sem visão de totalidade, interdisciplinaridade e perspectiva de médio e longo prazo? Toda a brasilidade, no sentido e extensão geofísico e sociocultural do conceito, agora, ficou refém do discernimento de uma pessoa, a presidente, a quem compete aprovar ou vetar, na íntegra ou em partes, este arcabouço legal que deveria nortear a mediação do desenvolvimento com o meio ambiente. A proteção das matas ciliares,

para dar um exemplo, tem a ver com a qualidade da água ( ou seja, da vida e do clima) e a conservação da biodiversidade, fatores essenciais e vitais para a produção de alimentos com a aquicultura e de medicamentos, nutrientes, resinas e cosméticos dos bio-negócios, com o banco genético aqui disponível. O Zoneamento Econômico e Ecológico do país ficou a caminho, descuidado pelo imediatismo oportunista do lucro rápido e negligência socioambiental crônica, que gera a riqueza sem perenidade nem atenta para as vantagens permanentes da prosperidade social. Uma nação que não se vê, e descuida da peculiaridade de sua identidade e demandas, não pode se habilitar ao assento da sustentabilidade inteligente e responsável que vai descrever o perfil das novas civilizações, como recomendava, antes de nos deixar desolado, o professor Aziz Ab’Sáber.

Alfredo MR Lopes Filósofo e consultor ambiental

O código aprovado, longe de ser florestal, é instrumental no sentido do pragmatismo econômico dos negócios”


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Economia

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Economia

Recurso que mov Só no primeiro trimestre deste ano, indústrias do polo local solicitaram do BNDES R$ 34 milhões, montante 36% superior ao mesmo período de 2011

DIVULGAÇÃO

RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO

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ispostas a executar projetos no Polo Industrial de Manaus (PIM), empresas locais elevaram em até 36,5% a demanda por crédito junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Só no primeiro trimestre deste ano, a indústria amazonense foi responsável pela fatia de R$ 34 milhões, enquanto no mesmo período do ano anterior o valor “abocanhado” foi de R$ 24,9 milhões. De acordo com a instituição financeira, 173 operações foram realizadas no primeiro trimestre deste ano no PIM, das quais as indústrias do setor metalúrgico e produtos responderam por 35 contratações linhas de financiamento. Em seguida vieram as empresas do ramo de bebidas e alimentícios (26), têxtil e vestuário (16), material de transporte (11) e celulose e papel (10). “O aumento na busca por financiamentos ocorre em razão dos planos que essas empresas têm para se fortalecer. O crédito tem servido para tirar do papel projetos

de ampliação e diversificação”, explica o gerente executivo do Centro Internacional de Negócios do Estado do Amazonas (CIN-AM), José Marcelo Lima. Ainda segundo o CIN, entidade que presta informações ao empresariado sobre as linhas de crédito do BNDES no Amazonas, o financiamento disponibilizado pelo banco pode ser empregado na ampliação da indústria, construção, aquisição de máquinas e veículos utilizados nos projetos a serem desenvolvidos. “Além disso, o recurso pode ser financiado em até 60 meses, ou seja, cinco anos e taxas de juros aplicadas que giram em torno de 7,5%”, ressalta Lima. Com momento favorável ao acesso das linhas de financiamento, a instituição financeira pretende ampliar sua participação no Amazonas ainda neste ano, conforme o gerente. “No mês de junho haverá um seminário para estreitar a relação do BNDES com as empresas locais. No evento serão abordadas as formas de acessar as linhas de crédito, os prazos de pagamento, taxas de juros e as os financiamentos disponíveis para todos os setores econômicos”, adianta.

Setor de bebidas respondeu por 26 contratações no BNDES

Desembolso do BNDES em 2011 No ano passado, o BNDES destinou para o Amazonas R$ 880,4 milhões em financiamentos. Do montante aplicado no Estado, R$ 127,2 milhões foram empregados na indústria local. No período, a indústria mecânica foi a que mais acessou as linhas de crédito do banco e recebeu

R$ 29,8 milhões, enquanto as empresas de alimentos e bebidas obtiveram R$ 15,5 milhões em crédito. Em seguida vieram as indústrias metalúrgicas e fabricantes de produtos (R$ 11,6 milhões), seguidas pelas empresas extrativas (R$ 5,6 milhões) e de material de transporte (R$ 4 milhões).

Para concretizar projetos no PIM, empresas locais contrataram R$ 10


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ve a mola do PIM ACERVO SUFRAMA

0 milhões a mais no primeiro trimestre de 2012 em relação a 2011

Investimento de R$ 150 bilhões ‘em caixa’ de participação máxima. Taxas Conforme o BNDES, no financiamento de máquinas e equipamentos as taxas de juros caíram de 8,7% ao ano para 7,3% ao ano para as grandes empresas. Já para as micro, pequenas e médias empresas (MPMES) o porcentual anual estabelecido caiu de 6,5% ao ano

para 5,5% ao ano. Nas linhas de exportação, que também podem ser acessadas pelo empresariado manauense, o prazo de pagamento do crédito para exportações foi ampliado de 24 meses para 36 meses, com taxa de juros em 9% para grandes empresas e 7% para MPMES. Outra iniciativa que tam-

bém atende o PIM é o PSI Projetos Transformadores, que financia com taxa de 5% ao ano e prazo de até 144 meses investimentos que criem capacidade tecnológica e produtiva em setores de alta intensidade de conhecimento e engenharia. O foco do subprograma é incentivar a produção de bens que ainda não são fabricados no país.

DIVULGAÇÃO HONDA

Embora o BNDES não faça projeção de desembolso regional, o aporte previsto para este ano é de R$ 150 bilhões para todo o país, montante que pode ser reajustado de acordo com as necessidades reais da demanda. Caso a estimativa se confirme, o recurso deverá superar em 7,9% o valor registrado no acumulado de 2011, quando o financiamento de projetos somou R$ 139 milhões. O banco anuncia, ainda, que incentiva os investimentos, por meio de iniciativas como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), com taxas atrativas para a compra de máquinas e equipamentos. O programa, que foi lançado em 2009, foi prorrogado até dezembro de 2013 e amplia também os prazos de pagamento dos financiamentos disponíveis, além de reduzir a taxa de juros e o aumento dos níveis


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País

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

Tribos amazônicas unem forças pela preservação Povos indígenas de países latino-americanos desafiam fronteiras e se articulam, até por meio das redes sociais, contra grandes obras na floresta

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esafiando as fronteiras nacionais, indígenas de países latino-americanos se articulam na oposição a obras que afetam seus territórios e a políticas transnacionais de integração. Com o auxílio de tecnologias modernas e de conexões históricas, índios de diferentes grupos buscam unificar posições em organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Experiências bem-sucedidas por toda a América Latina em disputas com governos e empresas também vêm sendo compartilhadas. “Estamos mapeando todas as conquistas dos nossos povos indígenas no continente para aproveitarmos as experiências deles aqui no Brasil”, disse o coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marcos Apurinã. “Nossos problemas são praticamente idênticos aos dos indígenas dos outros países”. Essa aproximação é liderada pelas grandes organizações indígenas nacionais e por movimentos regionais, como a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica), que

ANTONIO CRUZ/ABR

agrega grupos do Equador, Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Além de manter filiados informados sobre assuntos envolvendo indígenas, a Coica tem promovido reuniões que discutem formas de pressionar os governos a demarcar territórios, recorrer a organismos internacionais para fazer valer os direitos e o impacto de grandes obras nas comunidades tradicionais. Aldeia global Tashka Yawanawá, líder da Associação Sociocultural Yawanawá, que atua no Acre, mantém um blog e usa a internet para fazer videoconferências com países vizinhos. Ele disse ter conversado pelo Skype com índios peruanos sobre como as comunidades tradicionais podem se beneficiar dos “serviços ambientais”, como o plantio de ervas medicinais e a preservação em seus territórios. O tema foi debatido em encontro nas Filipinas. Segundo Tashka, a humanidade hoje vive “numa aldeia global em que tudo está conectado”. “Não podemos mais fugir do homem branco, da tecnologia. Temos que nos atualizar, nos preparar para encarar esse novo mundo”.

Indígenas reunidos na praça dos Três Poderes, em Brasília

CULTURA

MinC investe R$ 373 mi para incentivar a leitura O Ministério da Cultura (MinC) anunciou, na última semana, investimentos de R$ 373 milhões para o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) para este ano. Os recursos deverão ser empregados na construção e revitalização de bibliotecas; contratação de agentes de leitura e na realização de feiras e festivais de literatura. As ações serão coordenadas pela Fundação Biblioteca Nacional. O governo quer incentivar que o brasileiro desenvolva o gosto pela leitura e, com isso, as pessoas tenham uma visão mais crítica e uma ampliação do conhecimento. “Um brasileiro que lê, cresce mais, e o Brasil cresce junto”, disse a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Segundo a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro no dia 28 de março, 75% dos brasileiros

nunca frequentaram uma biblioteca. Do total de recursos, R$ 254 milhões serão destinados para bibliotecas em ações como implantação de bibliotecas com telecentros; em bibliotecas do Espaço Mais Cultura e na construção e reforma de bibliotecas-parque e bibliotecas de referência e comunitárias, além da implantação, revitalização e modernização de bibliotecas municipais. O MinC vai investir R$ 56 milhões para a formação de mediadores de leitura. A intenção é dobrar o número de agentes de leitura para atuar com as famílias de baixa renda. Cerca de R$ 8 milhões vão para a ampliação dos acervos e formação de bibliotecários e funcionários de 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias de 1.500 municípios em todos os Estados. ALEX RODRIGUES/ABR

Preocupação das organizações O presidente da Federação Nativa do Rio Madre de Dios e Afluentes (Fenamad), movimento indígena do departamento (Estado) peruano de Madre de Dios, Jaime Corisepa, disse temer um agravamento das condições caso os próximos projetos de integração

saiam do papel. Um deles é o acordo energético que prevê a construção de seis hidrelétricas no Peru para abastecer o mercado brasileiro. Protestos fizeram o governo suspender o acordo, que só vigorará após as comunidades tradicionais serem consultadas. Monitores se fantasiam para fazer leitura de livro infantil


Mundo

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

SAÚDE

Dor de cabeça pode ser causada por bebida gelada Tomar água gelada bem rápido é o jeito mais prático de arrumar uma dor de cabeça instantânea. Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, decidiu investigar essa sensação incômoda mais a fundo, porque ela pode ter uma relação com uma dor muito mais séria e que atinge cerca de 20% das mulheres e 10% dos homens: a enxaqueca. O estudo de Harvard, apresentado em um congresso de biologia experimental, em San Diego, monitorou o fluxo de sangue no cérebro de 13 pessoas que tomavam água gelada usando um canudinho, para direcionar o

líquido para o céu da boca. Quando sentiram a dor de cabeça, conhecida como “congelamento cerebral” nos EUA (“brain freeze”), eles avisavam os pesquisadores. Constatou-se então, por meio de um exame de imagem (doppler transcraniano), que a dilatação da artéria cerebral anterior coincidia com os episódios de dor. Essa artéria fica bem no meio do cérebro. Quando ela se contraía e o fluxo voltava ao normal, a dor passava. Segundo Jorge Serrador, um dos responsáveis pela pesquisa, essa reação pode ser um mecanismo de defesa do cérebro.

QUALIFICAÇÃO

Programa ‘Mulheres Mil’ terá apoio do Canadá O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, informou que, até 2014, cerca de cem mil mulheres serão beneficiadas pelo programa “Mulheres Mil”, de educação e qualificação profissional, e o Canadá é um dos parceiros do programa. “O Brasil tem interesse em continuar a parceria com o governo do Canadá por ser um país que prioriza a educação. Uma de nossas metas é ampliar o número de vagas para que essas mulheres tenham

acesso à educação e se tornem profissionais melhores. O programa “Mulheres Mil” está virando ‘mulheres dezenas de milhares’”, disse o ministro, sem resistir ao trocadilho. Maria Selma, beneficiada pelo “Mulheres Mil”, disse que o programa facilitou a entrada dela no mercado de trabalho. “Eu vivia em casa, não tinha profissão, mas os cursos me fizeram enxergar que eu poderia mudar. Hoje trabalho em um hotel”, disse.

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Fotógrafos mostram os bastidores do Afeganistão Um novo estilo de fotógrafos de guerra, utiliza iPhones para mostrar o dia a dia dos soldados americanos, que podem ser vistos pelas famílias na internet

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ma mulher posta no Facebook um pedido: quer a última foto que viu de seu marido, um soldado americano enviado ao Afeganistão em 2010. O apelo é feito a um coletivo de fotógrafos, o Basetrack, que, por seis meses, teve autorização do exército para acompanhar um de seus batalhões. Com iPhones, o coletivo registrou o cotidiano de cerca de mil soldados e postou centenas de fotos no Facebook. Criou, assim, uma espécie de novo estilo de fotografia de guerra - e também um canal de comunicação entre os soldados e suas famílias. Um dos fundadores do grupo, o fotógrafo húngaro Balazs Gardi, retratou mulheres afegãs de burca em um campo de refugiados de Cabul a um soldado americano carregando um peru abatido, durante uma das operações do batalhão. Em comum, as fotos têm algo da saturação de cores típica de imagens feitas com iPhone (e trabalhadas com seus incontáveis filtros). A escolha da câmera do iPhone 4 é por estar dentro de um sistema completamente vedado, a câmera do iPhone é a única que resiste à poeira fina do Afeganistão, segundo o húngaro.

BALAZS GARDI

Um soldado americano carregando um peru para ser abatido no Dia de Ação de Graças

Basetrack virou rede de notícia Gardi tem como parceiro Teru Kuwayama. Eles já tinham se encontrado em 2004 no Afeganistão, acompanhando por semanas um batalhão e decidiram se unir. Um capitão que conheciam havia sido promovido a major e, em 2010, convidou a dupla para acompanhar seu batalhão. “Pensamos:

“Não vamos tentar mais, faremos nossa própria publicação. Seguiremos mil soldados, por seis meses’”. Eram quatro, às vezes cinco fotógrafos e um jornalista, que ficavam até três meses sem deixar o batalhão. O conceito era de documentar o cotidiano e garantir, a quem seguisse o projeto no

Facebook, “algo novo todo dia”, sobre os assuntos do Afeganistão e do Paquistão. Além das fotos dos soldados, o grupo postava (e ainda posta) notícias, o que faz de seu perfil, segundo Gardi, a mais ampla coleção de imagens e reportagens feitas, até hoje, sobre a intervenção americana no país.


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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 22 DE ABRIL DE 2012


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

GIOVANNA CONSENTINNI

Número de indígenas cresce Página 3 SHANA REIS

Liberação de albergados amedronta a população Em vez de dormir no local, os apenados pagam valores para ficar livres durante a noite e cometer crimes ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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asos de assaltos, intimidações, pagamentos de passagens e até mesmo de R$ 20 para não pernoitar no Albergado na rua Codajás, bairro Cachoeirinha, Zona Sul, são demonstrações de que os coordenadores do regime semiaberto têm cometido deslizes nas fiscalizações internas da instituição. E as denúncias são feitas pelos próprios moradores da área, atingidos diretamente pelas infrações cometidas por esses internos. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) disse que vai investigar as denúncias e tomar as providências devidas. Com 12 anos de existência, a casa abriga 70 detentos que pernoitam diariamente no estabelecimento penal. Desses, 222 cumprem penas alternativas, cujo cumprimento consiste em limitação de fins de semana, devendo o sentenciado apresentar-se à unidade nos dias determinados pelo juiz, para participar de palestras, oficinas, dentre outras atividades. E os casos de infrações — cometidas pelos semi-internos, segundo os moradores — estão próximos ao local onde os presidiários deviam estar dormindo. Uma frentista do posto Shell, ao lado do albergado, não quis se identificar, mas disse que já foi assaltada e ameaçada. “Eles são conhecidos por todos que trabalhavam e vivem pela redondeza. Sabemos que eles possuem horário para entrar, mas os vemos circular no horário que deveriam estar dentro da casa. Houve uma vez que um deles veio aqui me pedir R$ 20, mas eu não tinha. Expliquei isso a ele, que não se conformou e começou a me inibir, dizendo que estava armado. Duvidei, ele levantou a blusa e me mostrou um revólver. Fique sem reação, pois todos os dias ele vinha aqui no posto comprar algo ou pedir dinheiro”, revela. Outro caso ocorreu em uma mercearia, na rua Barcelos,

Cachoeirinha, Zona Sul. Dessa vez, a vítima foi a família do segurança Abel Pereira da Silva Neto, 31. Há menos de duas semanas, ele foi roubado e, segundo informações dos moradores, foi vítima de um dos albergados. “Recebemos a ligação de um dos vizinhos informando que tinha visto, durante a madrugada, um rapaz invadindo a mercearia pelo telhado. Corremos e ligamos para a polícia, que foi ao local e prendeu o suspeito. Logo o reconhecemos. Ele realmente era um morador do albergue. Ultimamente, temos escutado muitos casos de roubo pela redondeza. Queremos mais segurança e melhorias na vigilância sobre esses fatos,” relata. Alunos da própria Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em frente ao albergue, reclamam dos assaltos e, até mesmo, do pagamento de pe-

Sejus diz que vai apurar as denúncias Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), os detentos precisam estar na casa às 20h. A fiscalização sobre a presença no local, de acordo com o órgão, é feita por meio da assinatura de ponto, diariamente, nos horários estabelecidos. Quando informado sobre a situação, o secretário adjunto da Sejus, coronel Bernardo Encarnação, alega desconhecer os acontecimentos, mas garante que vai tomar as devidas precauções caso as denúncias sejam confirmadas. “Iremos intensificar a fiscalização e tentar solucionar o fato, caso ele seja real. Peço para que essas pessoas vítimas de algum tipo de agressão denunciem, principalmente que ela seja documentada, pois colabora para o nosso trabalho,” disse. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou, por meio do secretário do Estado, coronel Paulo Roberto Vital, que se unirá à Sejus para que essas falhas deixem de acontecer. “Unirei-me à Sejus para que possamos fazer o trabalho coerente a fim de que a situação melhore ao redor do albergado”, explicou. A fiscalização dos apenados e do correto cumprimento da pena, é realizada por servidores da própria Sejus, devidamente treinados para isso.

MEDO

Além dos moradores próximos ao albergado, alunos da UEA também alegam enfrentar constantes situações de risco por conta da soltura de semi-internos durante as noites dágio cobrado pelos próprios apenados. Fato confirmado pela estudante de enfermagem Adriana Duarte, 25. “Nós até acreditamos na reabilitação, mas é chato vê-los pela redondeza da universidade consumindo álcool e drogas. Eles também cobram valores para que o aluno entre na universidade, além de outros ficarem no estacionamento da instituição, trabalhando como “flanelinha” e cobrando de forma agressiva”, revela. Um policial, que não quis se identificar, procurou a equipe do EM TEMPO para informar que um dos apenados, do qual a mãe mora na mesma rua do albergue, paga R$ 20 por dia para apenas assinar a entrada e seguir para dormir na casa dela.

Sistema penitenciário no Estado é alvo de críticas devido a constantes escândalos


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Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

Uso correto do formol é ignorado em alguns salões Clientes afirmam sentir efeitos maléficos do produto após aplicação no cabelo. DVisa diz não ter registros de denúncia IONE MORENO

IZABEL GUEDES Equipe EM TEMPO

O

uso do formol em produtos para alisamento de cabelos foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2007. Desde lá, órgãos fiscalizadores dizem ter intensificado ações referentes ao uso irregular do produto. Mesmo com essa medida, alguns salões de beleza de Manaus, segundo informações de entrevistados, mantêm essa prática de forma clandestina e, muitas vezes, com a autorização do próprio cliente. O uso do produto, segundo especialistas, apresenta de imediato resultado melhor que o apresentado pelo processo químico, mas pode causar, além da quebra do cabelo, danos irreparáveis a saúde de quem utiliza com frequência esse material. No caso da agente de limpeza Maria Iracy da Silva, 43, ela não utilizou a quantidade além da permitida apenas de uma vez e sim, em processos diferentes não obedecendo a pausa determinada. Segundo ela, há dois meses passou

por processo de alisamento e seu cabelo começou a cair, e quase ficou careca. Ela diz nunca ter dado atenção ao uso do formol durante alisamentos e confessa fazer o procedimento há cerca de dois anos. “Isso nunca tinha acontecido, mas acho que dessa vez foi porque meu cabelo estava fraco”, relata.

CONTROLE

Segundo profissionais, atualmente os produtos para o uso em salões já vem com a quantidade de formol permitida pela Anvisa. Clientes denunciam uso abusivo do produto em alguns salões A agente de limpeza fez o processo com uma profissional que atua em casa, fator esse que contribui bastante, segundo os especialistas para o uso inadequado e não permitido do formol. Esse não foi o caso da universitária Isaura Mendes, 25, que fez o alisamento em um salão do bairro onde

mora. Ela reconhece saber da proibição, mas justifica ao dizer que a cabeleireira fazia a mistura com uma quantidade a mais do produto. O resultado, segundo ela, inicialmente ficou perfeito, meses depois trouxe problemas. “Fiz porque disseram que o formol dá um resultado melhor no alisamento”, explicou. A universitária lembra que na hora da aplicação ficou incomodada com o produto. Cerca de dois meses depois, o cabelo começou a quebrar de uma forma terrível. Ela afirma conhecer outras pessoas que fizeram o mesmo processo em outros salões da cidade. “Todo mundo sabe que existe, mas ninguém denuncia e às vezes até pede para usarem mais formol do que o permitido”, alerta. A cabeleireira Izabella Ferreira, 30, diz já ter atendido no seu salão de beleza, no bairro Redenção, Zona Centro-Sul, muitas clientes com queda de cabelo, por conta do uso excessivo do formol. “Às vezes o que acontece é que o próprio cabeleireiro prepara a química para aplicar no cabelo da cliente e adiciona uma quantidade a mais na fórmula”, diz.

DVisa alega que mantém fiscalização

Izabella diz ter cuidado com a quantidade de formol no produto

Reações do uso do produto • Contato com a pele — Tóxico. Causa irritação à pele, com vermelhidão, dor e queimaduras. • Contato com os olhos — Causa irritação, vermelhidão, dor, lacrimação e visão embaçada. Altas concentrações causam danos irreversíveis. • Inalação — Pode causar câncer no aparelho respiratório. Pode causar dor de garganta, irritação no nariz, tosse, diminuição da frequência respiratória, irritação e sensibilização do trato respiratório. • Exposição crônica — A frequente ou prolongada exposição pode causar hipersensibilidade, levando às dermatites. O contato pode causar reação alérgica.

Desde que foi proibido pela Anvisa, órgãos fiscalizadores têm, durante suas ações em salões de beleza, observado o uso contínuo do formol. Isso é o que afirma o diretor do Departamento de Vigilância Sanitária (DVisa), Marco Frabris. De acordo com ele, a fiscalização é contínua e nenhuma situação do tipo foi identificada neste ano. “As equipes têm feito fiscalizações todo o dia e durante as ações verificamos se os produtos utilizados estão dentro do permitido”, esclarece. A multa para quem for pego vendendo o produto adulterado pode chegar a R$ 14 mil, além de ter o salão lacrado.


Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

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Cresce o número de índios autodeclarados no Estado Acréscimo em mais de 200%, entre pessoas que se dizem indígenas, ainda é visto com desconfiança por algumas etnias GIOVANNA CONSENTINI

WILLIAM GASPAR Especial EM TEMPO

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o Amazonas, o número de pessoas que se autodeclaram indígenas aumentou 248,49% nos últimos 20 anos, ou seja, de 67.880, em 1991, para 168.680 em 2010. O dado integra pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos Censos de 1991, 2000 e 2010. Em Manaus, o aumento foi de 425%, tendo subido de 952 para 4.040, o número de pessoas que se declaram indígenas na capital. Alguns indígenas associam o aumento a má fé de pessoas que se declaram índios apenas para obter benefícios da raça. Ainda de acordo com o IBGE, a presença indígena na Amazônia tem aumentado cada vez mais. A taxa de crescimento dessa população é de 3,5% ao ano, superando a média nacional, de 1,3%. Atualmente, segundo o órgão, os indígenas representam 0,4% da população brasileira. O tuxaua Mateus Cós, chefe da aldeia Nazaré, em São Gabriel da Cachoeira (a 852

quilômetros de Manaus), declarou que apesar do aumento dos que se consideram índios, ainda existe um grande caminho a percorrer. “Muita gente ainda tem vergonha de dizer o que é. Isso deveria ser orgulho para nós”, afirma o indígena.

População indígena é a maior do país

AUMENTO

Número de indígenas apresentou acréscimo de 248% nos últimos 20 anos. Números passaram de aproximadamente 67 mil para quase 169 mil. Em Manaus o aumento foi de 425% Estado do Amazonas lidera o ranking de “sedes” com maior número de população indígena

Segundo Cós, hoje em dia muitas pessoas decidem se declarar índios para terem acesso ao Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), que dá direito, ao portador, de participar de cotas em concursos, ter aposentadoria especial, entre outros benefícios. “Alguns se dizem como nós apenas para tirar proveito do Rani. O direito é nosso e não é justo que se apropriem dele assim”.

Crescimento é um fenômeno De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), apesar de os povos indígenas terem experimentado crescimento acelerado, em função de altas taxas de fecundidade, os dados do censo superaram as expectativas.

Mudança considerada um fenômeno, classificado pela Funai como “etnogênese” (quando os povos reassumem a identidade, após terem sido forçados a esconder e a negar sua etnia como estratégia de sobrevivência).

Para a antropóloga Marta Azevedo, que realiza estudos com indígenas, outro motivo para o crescimento é o atual quadro cultural. “O momento é de otimismo, uma vez que passaram-se os tempos de matança, escravismo ou indiferença”, diz.

O Amazonas também lidera o ranking de “sede”, com municípios com maior população indígena. Dos cinco primeiros na lista nacional, quatro estão localizados no Estado. O primeiro lugar ficou com São Gabriel da Cachoeira, com 29.017 indígenas; o segundo foi São Paulo de Olivença, com 15 mil. Tabatinga, com 14,9 mil e Santa Isabel do Rio Negro, com 10,9 mil, completam o quadro. “Antes do descobrimento, o Amazonas teve população maior por causa da região. O que vemos hoje é resultado dessa história, apesar de os números terem sido reduzidos”, afirma a antropóloga Marta Azevedo.


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Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

‘Módulo’ para combater os crimes nas estradas Assaltos frequentes nas estradas próximas à capital evidenciam a chegada da criminalidade a áreas até então isoladas IONE MORENO

NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO

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Polícia Militar, por meio do Comando do Policiamento do Interior (CPI), vai adotar nova estratégia para conter a criminalidade, especificadamente os assaltos, em sítios, chácaras e ramais nos municípios dentro da Região Metropolitana de Manaus (RMM). A própria polícia admite que com o cerco feito aos bandidos, principalmente após a implantação do projeto “Ronda no Bairro” e das operações de combate aos assaltos nas ruas de Manaus, o crime tem sido transferido para os municípios mais próximos. É o caso do ataque, praticado por homens armados e encapuzados, que invadiram casas na comunidade Paratari, a uma hora de voadeira da sede de Manacapuru (a 84 quilômetros da capital), na noite do dia 3 de abril. Na ocasião, mataram o agricultor Ozanias Almeida de Souza, 24, e torturaram outras pessoas. Outro assalto resultou na morte do fazendeiro Orestes Bonates, 55, que morreu ao capotar sua picape L-200,

na altura do quilômetro 74 da AM-070, quando saía em perseguição aos bandidos que tinham acabado se assaltar seu sítio, no dia 20 de abril. De acordo com o comandante do CPI, tenente-coronel James Frota, a polícia vai atuar por módulos de policiamento que, inicialmente, será experimentado em duas rodovias estaduais. Segundo o oficial, a nova modalidade vai consistir em “fechar” a AM-070, a estrada Manoel Urbano (Manaus/Manacapuru) e a AM010 (Manaus-Itacoatiara). Fiscalização constante A ação será executada por policiais militares do CPI e por guarnições de policiais de Iranduba, Manacapuru, Rio Preto da Eva e Itacoatiara e da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). Esse efetivo vai ter, ainda, reforço do Batalhão Ambiental. Na AM-010 funcionarão quatro módulos: na barreira no Km 17, em frente à Embrapa no Km 40; em Rio Preto, no Km 80; na Vila de Lindóia, no Km 187, e na segunda ponte, na entrada de Itacoatiara. “Vamos fazer um trabalho de combate a essas quadrilhas”, disse o coronel.

Medo tem assustado os moradores Ao longo da AM-070 e da AM-010, as duas estradas que irão receber o policiamento por “módulos”, a reportagem do EM TEMPO constatou muitas placas de vendas de sítios, fazendas e casas. Nos ramais, a situação de venda de imóveis se repete. Alguns proprietários admitiram que foram forçados a isso por causa da violência. É o caso do agricultor, que pediu para não ser identificado, que colocou sua propriedade à venda no valor de R$ 60 mil no quilômetro 43 da AM070. “Minha mulher e filhos ficaram apavorados e acham que está na hora de ir morar em um lugar mais seguro”, afirmou. Chácara do fazendeiro Oreste Bonates localizada na AM-010 foi assaltada na última semana


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Crianças perdem interesse nas atividades religiosas O ofício de coroinha nas igrejas católicas, ultimamente, tem despertado pouco interesse nas crianças amazonenses JOEL ROSA

ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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álice, galhetas e lavabo são apenas alguns dos nomes de uma parte dos objetos utilizados pelos coroinhas em uma celebração no serviço do altar. O coroinha é uma das primeiras formas de vocação que, quando criança, pode levar ao sacerdócio. Mas esse mesmo ofício torna-se cada vez mais raro na capital amazonense. Segundo o padre da Arquidiocese de Manaus, Valdecir Molinari, 47, entre os 45 seminaristas existentes, 70% deles foram coroinhas quando pequenos, enquanto outros 30%, de uma forma ou de outra, estão envolvidos com a liturgia ou algum grupo da igreja. De acordo com o padre Valdecir Molinari, 47, a diminuição das vocações do sarcedócio é resultante da redução das famílias, com menos integrantes hoje. “Antigamente, as famílias eram compostas por mais de 14 filhos e existia um incentivo para que saísse um “fruto” para dedicar a sua vida à igreja. Hoje já está diferente, pois além das

famílias serem pequenas, não existe mais aquele incentivo vindo dos pais ou até mesmo prece, o que mudou foi todo o contexto”, explicou. Para o atual pároco da Paróquia do São Geraldo, Valdecir, entre os oito irmãos foi um fruto da vocação e explica que a base vocacional sempre foi a formação recebida pela

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Segundo a Arquidiocese de Manaus, entre os 45 seminaristas existentes no momento, 70% dessa safra atuou como coroinha, enquanto outros 30% eram envolvidos com grupos litúrgicos

família. “Desde menino meus pais sempre foram muito religiosos e tendo em vista disso, eles repassavam as primeiras orações à família. Cresci nesse ambiente de fé e de igreja. Era normal que todas as crianças que começavam a fazer a catequese ajudassem nas celebrações,” relatou. Padre Valdecir, vivenciar o

serviço do acolitato assumindo a responsabilidade quando criança. “Aos 7 anos eu assumi a vocação e comecei ajudar o padre durante as missas e até mesmo quando ele ia visitar outras comunidades. Aos 9 anos fiz a minha primeira eucaristia, vivenciei um momento de catequese . Entre os 17 ae 18 anos resolvi dedicar a minha vida ao sacerdócio, e hoje já tenho 19 anos de padre,” contou. Crianças se mantêm fiéis O estudante Leonardo Morais da Silva, 11, é um dos remanescentes que têm orgulho de manter o exercício de coroinha. Ele foi convidado por uma prima, quando ainda tinha 9 anos, para conhecer uma igreja e o seu serviço. O sentimento de acolhida e o fato de encontrar tantos jovens de sua idade, colaborou para que ele começasse a sua caminhada. “Passei 2010 estudando, conhecendo toda a catequese da igreja. Nesse tempo, já sentia o chamado para o serviço do altar. Passei mais um ano de formação até receber a túnica consagrada e poder servir ao altar”, diz.

O interesse de crianças em serem coroinhas tem se tornado cada vez mais escassos nas igrejas

Preparação para novos padres Manaus tem a sede regional que prepara os futuros padres das localidades, além de nossa cidade, também recebe os vocacionados de Coari, Tefé, Borba, São Gabriel da Cachoeira, Parintins, Roraima e Lábrea. Hoje são ao todo 45 seminaristas que estudam para ser padre sendo que desses frutos, nove

são da capital. Carlos Eduardo Castro dos Santos, 28, tem cursado o 3º ano de teologia no seminário São José. Ele teve sua base de vocação na coordenação do grupo de coroinhas da Paróquia de Santa Luzia, do bairro Presidente Vargas, Zona CentroOeste. “Com a convivência

no trabalho de coordenação dos coroinhas pude sentir melhor o chamado, mesmo não sendo quando criança, mas a responsabilidade e ver o serviço do altar que colabora em adquirir conhecimento dos assuntos da igreja, foi a melhor forma de identidade para o meu ‘sim’ na vocação”, conta.


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‘Tolerância zero’ aplicada por motoristas da capital Condutores estão cada vez mais “estressados” no trânsito aumentando o risco de cometer atitudes perigosas MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO

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ingamentos, agressões físicas, vidros dos carros quebrados a pauladas, parachoques arrebentados e até vidros de aromatizantes para carros arremessados contra outros veículos. Essas cenas estão cada vez mais presentes nas ruas de Manaus. A “tolerância zero” dos condutores, além de prejuízos materiais, está causando transtornos e problemas à saúde de pedestres, condutores e até mesmo passageiros. O estresse é uma das principais causas dos conflitos. Aos 31 anos, o cabeleireiro Fabrício Tapajós diz ser uma pessoa tranquila, mas, quando dirige, perde o controle, principalmente diante dos “vacilos” dos outros condutores. Ser “fechado” no trânsito é uma das ações que lhe tiram do sério. “Eu xingo se o motorista que tiver na minha frente vacilar por dois segundos”, afirmou. Ele contou que um dia ao sair do estacionamento de um shopping de Manaus, uma mulher trancou sua passagem e o ofendeu com palavrões.

“Fiquei furioso e a xinguei também, mas perdi o controle, peguei a primeira coisa que vi pela frente e joguei no carro dela. Era o vidro do aromatizante. Joguei e fugi”, afirmou, ressaltando que não se arrependeu, mas que não voltaria a fazer isso. A professora universitária

Fui “fechado” no trânsito, perdi o controle. Xinguei a motorista e atirei um objeto no carro dela, mas não faria isso de novo Fabrício Tapajós, cabeleireiro

Deise Anne Oliveira, 24, também coleciona várias histórias no trânsito de Manaus e ressaltou que essas situações a irritam. “Numa delas o cara me fechou, era uma rua estreita e como me senti na razão, xinguei e fiz um gesto obsceno. O motorista foi me seguindo e eu dirigi rápido, mas não teve jeito, parei em

um sinal e ele parou do meu lado, baixou o vidro, disse que eu era abusada e perguntou quem eu pensava que era. E disse que era para eu ficar calado, pois ele devia me dar um tiro na testa”, relatou. Deise contou que na hora ficou nervosa, mas ignorou a situação fechando o vidro. “Fui para casa com medo. O trânsito é uma coisa que mexe com os nervos, eu me altero, grito, brigo, xingo muito facilmente”. A professora ressaltou também a atitude dos condutores no trânsito de Manaus. “As pessoas não dão passagem, não cedem, andam na faixa errada de maneira lenta, não dão seta, coisas básicas que poderiam facilitar a vida de todos. Sinto-me injustiçada porque tento agir corretamente e daí saio do sério quando acontecem essas coisas, acaba que eu mesma perco a razão, porque qualquer tipo de violência não justifica, nem a verbal e nem a física”. De acordo com a psicóloga Mônica Figueiredo, no trânsito as pessoas ficam mais intolerantes, principalmente pelas rotinas que elas já possuem. “Na nossa cidade não temos um planejamento”, alerta.

Trânsito aumenta o estresse A psicóloga Mônica frisou que a sociedade atual é consumista, e as pessoas se preocupam cada vez mais com os modelos de carros que estão dirigindo para espaços que não foram planejados para receber todo o fluxo. Com a pressão nas ruas diariamente vão aparecendo as fobias “Nos países de primeiro mundo as pessoas evitam isso porque têm estruturas como o metrô, por

exemplo, e não dirigem”. Nos casos em que a ação se extrapola, Mônica afirmou que é necessário levar em consideração o comportamento da pessoa. Pois, pode haver uma prédisposição para cometer algum tipo de delito, o que não seria só o estresse. “Nada justifica, não é só estresse, não tem como dizer que o trânsito o deixou desnorteado. Tem que ver o que motivou a ação”.

Para o diretor-presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), coronel Walter Cruz, o trânsito contribui diretamente para o aumento do estresse. “Normalmente nos horários de pico a situação se agrava. Quando eles estão se deslocando já carregam estresse. E isso tem várias fontes, como, problemas no trabalho, familiares, sociais e outros mais diversos”, diz.


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Amazonense desconhece hino do próprio Estado Em recente enquete realizada pelo EM TEMPO, constatou-se que parte da população não sabe o Hino do Amazonas MÁRIO OLIVEIRA

LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO

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er amazonense hoje em dia parece ser só mais um detalhe no registro de nascimento de algumas pessoas. Ao menos é o que demonstram, nas ruas, alguns conterrâneos quando o assunto é o hino do Estado ou a pergunta é sobre o seu surgimento. A equipe do EM TEMPO foi às ruas e, em uma hora de questionamentos, encontrou apenas duas pessoas que sabiam cantar o Hino do Amazonas. A primeira, sabia porque serviu ao Exército brasileiro. Já a segunda, surpreendeu por nem ao menos ter nascido no Estado. O microempresário Isaac Silva Neto, 23, comenta que desde criança estudou em escola pública e sempre procurou aprender o hino do Estado, por questões culturais e amor à pátria. “Ainda no ensino fundamental aprendi a cantar o Hino Nacional e o amazonense. O do nosso Estado demonstra o quanto devemos amar e respeitar nossa floresta. O Amazonas é um Estado sólido, com riqueza, não só financeira, mas natu-

ral e intelectual, descritos em forma de melodia e poesia no hino. Hoje, vejo que as crianças não querem saber dos nossos valores”, ressalta. A administradora Aline Nobre, 32, que nasceu no Estado de Minas Gerais, mas foi

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Psicóloga afirma que os valores pela pátria devem começar na escola. Os professores devem incentivar os alunos em sala de aula, pois muitas vezes eles não sabem o real sentido do hino criada em Vitória (ES), veio quando era adolescente para Manaus, onde estudou o ensino médio e aprendeu a cantar o hino do Estado. “Sou muito ligada aos valores da terra. Apesar de ter nascido em outro Estado, me considero uma amazonense”, destaca. O aluno do sétimo ano do ensino fundamental, Victor Simões, 14, diz que na escola onde estuda raramente há hora cívica, mas fora da

escola também se dedica a aprender o hino do Estado. “Quando eu não sabia cantar o Hino do Amazonas, ficava na internet pesquisando vídeos que tocassem. Ainda não sei tudo, mas estou aprendendo”, relata. Para a psicopedagoga Ana Rita Garcia, os valores pela pátria devem começar na escola. Os professores devem incentivar os alunos em sala de aula, pois muitas vezes eles não sabem o real sentido de cada palavra escrita tanto no Hino Nacional quanto do Amazonas, pelos valores culturais que acabam sendo perdidos. “As pessoas só costumam cantar o Hino Nacional quando tem jogo da seleção. O do Amazonas, muitos nem conhecem ou ouviram. Essa educação deve começar em sala de aula. Muitas vezes, notamos nas atividades cívicas que os alunos querem cantar, mas como é difícil e eles só exercitam dentro das atividades eles acabam se desinteressando. Ninguém ama o que não conhece. Agora com a obrigação das matérias de música nas escolas podemos melhorar essa questão”, explica.

Aline nasceu em Minas Gerais, veio para Manaus adolescente, mas aprendeu a cantar o hino

Falta incentivo para os alunos O diretor de políticas para programas escolares da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Edson Melo, comenta que o fato de os livros virem apenas com o Hino Nacional nas

contracapas se justifica no fato de ser o governo federal quem destina os livros para o Estado. “Quando era o Estado que comprava os livros, nós exigíamos que a gráfica colocasse o nacional e o do Amazonas. Agora,

quem repassa os livros é o governo federal, então só vem o Hino Nacional. No entanto, as escolas do Estado recebem orientação para ensinar o hino aos alunos ao menos uma vez, conforme regimento”, destaca.


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Alunos enfrentam rotina de roubos em sala de aula Furtos estão se tornando comuns em escolas públicas e particulares. Parentes precisam ficar atentos a essa situação IONE MORENO

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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uem nunca se surpreendeu ao perceber o sumiço de dinheiro, aparelhos eletrônicos ou objetos pessoais de dentro da sala de aula? Episódios de furtos em instituições de ensino são mais comuns do que se imagina, e não são restritos apenas a escolas públicas. Contudo, a situação ainda causa espanto entre os estudantes e o corpo pedagógico. O adolescente B.V.S., 15, aluno da escola estadual localizada no centro lembra do último dia em que usou do celular. “Eu deixei o aparelho dentro da bolsa e, como tinha um tempo vago, aproveitei para ir ao banheiro. Quando voltei percebi que o celular não estava mais no local”, comenta. Mas, para quem imagina que tais condutas não são protagonizadas em entidades particulares, está enganado. O celular também foi levado de cima da carteira de uma amiga da aluna, N.N., 16. A menina conta que os professores realizaram re-

vista em toda a turma, até que o culpado se entregou. “Quando começou a revista, o menino que tinha cometido o delito se entregou. Levaram-no para a diretoria e depois de uma conversa, ele contou que havia escondido o celular dentro da caixa do vaso sanitário”, afirma. Em outra unidade escolar, na Zona Leste, a direção desarticulou uma “quadrilha” formada por quatro alunos do 9º ano. No final de março o celular de uma professora, que estava na mesa foi furtado. Uma semana depois a mochila de um estudante também desapareceu. Segundo informações de professores, que pediram para não serem identificados, a bolsa foi vista sendo usada por um dos membros do grupo. A direção conversou com o aluno, que entregou os outros comparsas e encontraram o celular da professora. “Um foi entregando o outro e o celular foi encontrado, mas, não tinha mais chip nem cartão de memória. O grupo estava junto. Uns davam cobertura para o outro roubar” disse uma professora, que pediu para não ser identificada.

Orientar é a melhor opção

Pequenos roubos estão se tornando fato comum em escolas

Família pode influenciar vício Segundo a técnica da gerencia de ensino médio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a psicopedagoga Rita Mara Garcia, se não for comprovado problema de saúde, a falta de atenção da família pode influenciar na conduta de crianças e adolescentes. “A criança chega com um

objeto diferente dentro da bolsa e a família não tem tempo de observar. A mídia pode contribuir também, supervalorizando o consumo e propagando a ideia de que a criança não pode ficar fora dos últimos lançamentos. Isso também influencia na falta de limite”, reflete.

O Conselho Tutelar não tem levantamento sobre casos de furtos ocorridos nas escolas. Segundo o coordenador-geral do órgão, João Raimundo Furtado, são raros os fatos reportados. “Essa semana recebemos a denúncia de um furto de celular em uma escola particular, no bairro da Cachoeirinha. Mas, o mais comum é que as escolas resolvam a situação, ou encaminhem registro aos DIPs (Distrito Integrado de Polícia)”, aponta. O conselheiro comenta que a maior parte dos furtos envolve aparelhos eletrônicos, como celulares ou mp3. Ações para prevenir Nada de revistar os alunos nos banheiros ou vistoriar as bolsas. De acordo com o diretor do colégio Dom Bosco-Leste, o padre José Reginaldo de Oliveira, quando algum estudante denuncia o su-

miço de qualquer objeto, o corpo docente e a direção da escola são orientados a aconselhar as crianças e adolescentes, e mostrar que aquela atitude não é adequada. “Fazemos de tudo para que a situação não ocorra, é sempre melhor prevenir, mas pelo menos umas duas vezes por ano somos surpreendidos com o fato. E quando acontece conversamos com os alunos e explicamos que o certo é conquistar as coisas de forma lícita. Acreditamos que o dialogo é muito importante”, aponta. Na maioria das vezes, os objetos voltam às mãos do dono. “Pedimos para que devolvam. Se sentem vergonha, podem deixar na capela ou na biblioteca onde não há câmeras e eles não serão identificados. Além de manter o diálogo com os estudantes, a escola também mantém o canal aberto com os pais”, diz.


Caderno D

Plateia MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

plateia@emtempo.com.br

REPRODUÇÃO

Entrevista com Ana Paula Valadão

(92) 3090-1042

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Fotógrafos celebram

‘Pinhole day’ com ação social Integrantes do grupo “A escrita da luz” levam exposição e oficinas de fotografia para crianças menos favorecidas FOTOS: IONE MORENO

GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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mundo comemora hoje o dia da fotografia “artesanal”, ou simplesmente “Pinhole Day”, aquela técnica elementar, porém eficiente, de fotografar a partir de um pequeno furo (hole) do diâmetro de um prego (pin) feito em uma lata, por exemplo. Em Manaus, a passagem da data é celebrada pelo grupo de profissionais “A escrita da luz”, que promove atividades socioeducativas na comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge. Segundo uma das coordenadoras do grupo e fotógrafa do EM TEMPO, Ione Moreno, a comunidade Arthur Bernardes será a oitava testemunha anual da edição do “Pinhole Day Manaus”. Ione afirma que a celebração dá início às atividades que o grupo irá realizar durante dois meses com os jovens moradores do local, como a oficina de fotografia “Olhares da Amazônia” e o projeto “Retratos da tua vida”. O primeiro é voltado para a “alfabetização social” do público. “Usamos a arte fotográfica como forma de inclusão social. Na oficina, os jovens vão conhecer a fotografia desde

sua origem, aspectos históricos, dando ênfase ao estudo da linguagem fotográfica, pesquisa e o lado social da fotografia”, diz. Na oficina, os participantes terão a oportunidade de criar suas próprias linguagens visuais. “O mais importante na oficina será a relação afetiva que queremos criar entre os jovens da comunidade. Além disso, escolhe-

O mais importante na oficina será a relação afetiva que queremos criar entre os jovens da comunidade. Escolhemos essa comunidade Alexandre Fonseca, fotógrafo

mos essa comunidade”, afirma Alexandre Fonseca, também coordenador do grupo de fotógrafos. No segundo projeto, os cerca de 20 profissionais envolvidos na ação conversam com a comunidade sobre histórias de vida dos moradores, de onde extrairão temas para futuros ensaios fotográficos, que devem ser apresentados na próxima edição

da exposição “Manaus bem na foto”, realizada anualmente (desde 2010) em outubro, devido às comemorações do aniversário da cidade. Toda a programação do “Pinhole Day Manaus” conta com exposição de fotos de profissionais que atuam no Estado. “As pessoas poderão apreciar diversos tipos de imagens sobre a cidade de Manaus, que colocaremos em disposição de “fotovaral”, ou seja, fotografias penduradas literalmente em varais”, explica Ione. Além disso, a comunidade aprenderá a confeccionar câmeras obscuras de visualização de fotografias. O dia da fotografia artesanal mobiliza profissionais e apaixonados por essa arte de tal forma que existe até uma página na internet voltada exclusivamente para os interessados em postar suas imagens produzidas a partir dessa técnica, no endereço (www.pinholeday.org). “Fazer pinhole é ir na raiz do processo fotográfico. É algo muito agradável de fazer e um verdadeiro aprendizado sobre o comportamento da luz”, diz o fotógrafo e mestrando em fotojornalismo e fotodocumentarismo, pela Universidade de Artes de Londres, Raphael Alves.

No dia da fotografia “artesanal”, o grupo “A escrita da luz” faz oficina na comunidade São Jorge


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FOTOS: MAURO SMITH

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

Sheila Jacob, Socorro Vasconcellos Dias e Sandra Lucia Saraiva

>> Almoço chic reúne ‘gold team’ . O editor deste espaço ganhou almoço de aniversário, quinta-feira, no sensacional Ceasar Business – um dos locais mais bacanas da cidade – organizado por um grupo de amigas especiais. E o resultado não poderia ter sido melhor, alta confraternização, tarde de ótima vibe e desfile de beleza e charme do primeiríssimo time feminino de Manaus.

Eugênia Beckman, Tânia Castro e Ane Cristine César

. O restaurante do Ceasar deu um show no quesito cardápio, apresentando iguarias para se aplaudir de pé, o que foi elogiadíssimo pelo ‘gold team’ presente. . A tarde foi pilotada apenas para mulheres e alguns nomes da mídia social. Tudo recebendo a nota dez com louvor, incluindo o bolo delicioso assinado pelo chef Paulo Marinho e o set-list sofisticado do colunista/DJ Alexandre Prata. Realmente uma tarde como há muito não se registrava pela cidade. Merci a todas. Na coluna de hoje, a festa de flashes.

Adlinez Moreno e Zenilda Castelo Branco

Hebe Pereira, Darcley de Paula e Zenilde Pacífico A bela Alessandra Brandão

Regina Furtado e Letizia Barros Patrícia Akel, Kátia Sebbem e Lucia Rosas

Márcia Martins e Gizella Bolognese

Norma Araújo

Regina Stein, Marko Belém e Iolandinha Oliveira Jéssica Tayah e Renata Braga

Rosiane Lima e Amália Bichara

Isabel Prata e o filho Alexandre

Graça Figueiredo

Milena Desterro e Silva e Sídia Góes

Rebecca Garcia

Adbah Tayah

Emanuelle Gil e Jéssica Tayah

Andréa Lins e Jaqueline Chagas

Claudia Mendonça

Julio Ventilari

Virna Lins

Glória Carratte e Michele Cunha

Graziela Nogueira, Marinildes Lima e Helena do Carmo Ribeiro

Suely Yurtsever e Ilnah Cunha

Adriana Samad e Andréa Aziz

Márcia Nicolau e Regina Furtado

Eliane Schneider, Lucia Viana, Adriana Mendonça, Menga Junqueira e Mary Tuma

Tábata Farias

Simone Isper e Lia Souza

Detiva Coelho Kêmela Marques Dona Lucinda Tayah

Sonia Jinkings, Marilena Perales e Lucimar Moreno

Waisser Botelho

Kalina Cohen e Fernanda Mendonça

Rebecca Lima


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Diante do Trono

Expectativa PARA o show DE 15 ANOS do grupo

PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

Desde 2009 tenho esse desejo no meu coração de gravar o DVD em Manaus. Mas como tudo tem o tempo certo, estou muito feliz porque o tempo de gravar finalmente chegou”

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onsiderado o maior grupo gospel do Brasil, o Ministério de Louvor Diante do Trono, completa 15 anos de carreira, conquistando o público com novas roupagens, arranjos e versões a cada trabalho. Com início na Igreja Batista da Lagoinha, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o grupo comemora celebra a data com a gravação inédita, em Manaus, do 15º CD e DVD, em um show que acontecerá após a Marcha para Jesus, no dia 9 de junho, no sambódromo. Em entrevista ao Em Tempo, a líder do grupo, Ana Paula Valadão, fala da expectativa para a gravação, da atuação do grupo e dos projetos voltados ao público infantil. EM TEMPO - Você fez algumas declarações falando da importância de gravar um trabalho em Manaus. Por que é tão importante uma gravação na capital amazonense? Ana Paula - Em 2001, Deus colocou em meu coração uma missão de seguir pelo Brasil, reunindo as pessoas para

orarmos e pedirmos bênçãos para o nosso país. E temos feito isso, a cada ano, reunindo multidões de pessoas com fé e que acreditam que Ele pode mudar a história do nosso povo. Manaus é a capital do grande Estado do Amazonas, onde existem muitas necessidades de oração. Além disso, a riqueza e a diversidade do Brasil é muito grande e buscamos valorizar isso também nas nossas festas. EM TEMPO - Há quanto tempo você sonha em fazer essa gravação em Manaus? AP - Desde 2009 tenho esse desejo em meu coração. Mas como tudo tem o tempo certo, estou muito feliz porque o tempo de gravar em Manaus finalmente chegou. As portas da cidade estão abertas e estamos recebendo o apoio de todas as igrejas e órgãos públicos. Temos recebido mensagens de muitas pessoas que estão se manifestando com alegria pela nossa ida a Manaus. EM TEMPO - A música “Encontro das águas”, do CD “Tua Visão”, fala do Amazonas. O grupo apre-

sentará mais alguma música que fale sobre a região? AP - Ainda estamos fechando o repertório, mas com certeza esta canção será regravada, em uma visita pessoal ao Encontro das Águas. EM TEMPO - Mariana ou André Valadão participarão do show? AP - Ainda não posso confirmar as participações especiais, mas os convidados, inclusive meus irmãos, estão sendo chamados. EM TEMPO - E quanto à reformulação do Diante do Trono. A transição de componentes foi bem aceita pelo público? AP – Sim. Quando percebemos Deus guiando cada passo da nossa vida, tudo vai bem. Os novos integrantes são jovens, que representam bem a nova geração que ama a Cristo e tem impactado a juventude brasileira aonde vão. Nosso público reconhece a importância de alcançar os jovens com a nossa mensagem e toda a nossa mudança contribuiu para isso. EM TEMPO - Você tem alguma

pretensão em lançar CD solo novamente? AP - Gravei um CD dedicado às pessoas que eu amo, como meus pais, esposo, filhos. Pode ser que eu faça coisas assim outra vez, mas nada que me atrapalhe na minha missão junto ao Diante do Trono. EM TEMPO - E quanto a gravação do “Crianças Diante do Trono 7”, o nome do CD já foi definido? O que os pequenos podem esperar desse próximo CD? AP - Vai se chamar “Davi”. O CD deve ser lançado até setembro deste ano, e o DVD até dezembro. Está lindo, alegre, divertido e, principalmente, cheio da mensagem do amor de Deus. EM TEMPO - Deixe uma mensagem para os amazonenses. AP - Já estamos nos preparando espiritual e musicalmente para a nossa grande festa. Obrigada por todo o apoio, carinho, e mal podemos esperar para vivermos juntos a realização deste sonho que é fazer nossa gravação em Manaus. Até o dia 9 de junho!

Já estamos nos preparando espiritualmente e musicalmente para a nossa grande festa. Obrigada por todo o apoio, carinho, e mal podemos esperar vivermos juntos essa realização”


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Ópera ‘I Puritani’ retorna ao palco do teatro, hoje Sob regência de Luiz Fernando Malheiro, a orquestra apresentará a obra de Bellini, que é divida em três atos e conta com figurino de Rosa Magalhães DIVULGAÇÃO

SERVIÇO ÓPERA “I PURITANI” Quando: Hoje, às 19h Onde: Teatro Amazonas, largo São Sebastião, Centro Quanto: De R$ 10 a R$ 80 (estudantes e idosos pagam meia), à venda na bilheteria do local

“I Puritani” é uma obra de Vicenzo Bellini e contará com os corpos artísticos do Estado, além do figurino de Rosa Magalhães

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uem perdeu a estreia da ópera “I Puritani” de Vincenzo Bellini (1801–1835) terá a oportunidade de assistir hoje, às 19h, no Teatro Amazonas. A programação faz parte do 16º Festival Amazonas de Ópera (FAO), que é uma realização do governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, com patrocínio máster do Banco Bradesco. Ópera em três atos, “I Puritani” tem no seu elenco os tenores Cleyton Pulzi e Enrique Bravo, a soprano Laryssa Alva-

razi, o barítono Vinícius Atique, os baixos Sávio Sperandio e Murilo Neves, a mezzo-soprano Andreia Souza, Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas e os jovens músicos da Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, sob a regência de Luiz Fernando Malheiro e Federico Sardella. “I Puritani” tem direção cênica de William Pereira, figurino de Rosa Magalhães, iluminação de Fábio Retti, assistentes de direção cênica Julianna Santos e Malú Gurgel, e César Cañón como pianista prepa-

rador. O cenário é de Marcos Apolo produzido pela Central Técnica de Produção. Para quem assistiu a estreia da ópera a experiência foi fantástica. “Sou de São Paulo e nunca tinha visto uma ópera ao vivo. Em São Paulo, assistir um espetáculo de ópera é muito caro, algo em torno de R$ 600. Sempre gostei muito de ópera, vi várias pela televisão, inclusive, como professor de arte já havia exibido “Tosca” para os meus alunos. Hoje realizei um sonho. A sensação é única, não tenho como

descrever, é surreal”, ressaltou Gilberto da Silva, turista. A ópera Ao compor sua décima e última ópera, “I Puritani”, Vincenzo Bellini revelou que se inspirou totalmente em “Nina de Paisiello”, por considerar uma obra-prima. “I Puritani” se passa durante a guerra civil. Plymouth, uma fortaleza puritana, está ameaçada pelo cerco das tropas realistas. É anunciado o casamento de Elvira e Riccardo, porém a noiva é apaixonada por outro homem - Arturo, um partidário Stuart.

AGITO

Jonas, do ‘BBB 12’, será atração em casa noturna Dando continuidade à agenda do seu calendário de eventos, o Kabana’s Hall traz como convidado especial no próximo dia 5 no “Sábado sou +”, o ex-BBB 12 Jonas, terceiro colocado na edição de 2012. Na ocasião, o modelo marcará presença na área VIP da casa como também distribuirá autógrafos para os frequentadores do espaço. Além disso, o ex-Mister Mundo Internacional subirá ao palco e dará as boas vindas ao público presente nessa noite. De acordo com o diretor da HGB produções, Heleno Moreira, a presença do participante do reality show é apenas uma das várias novidades previstas para 2012, entre elas as inovações na tradicional festa junina do Kabana’s Hall e o lançamento da revista “Kabana’s Hall”, institucio-

nal com circulação prevista para várias cidades do país. “Queremos oferecer produções que agradem o público que frequenta nossa casa. Nossos clientes são exigentes e por isso pensamos sempre em inovar a cada momento. E a presença do Jonas será apenas um aperitivo do que virá por aí”, destaca Heleno. Segundo o produtor Bossué Souza, o participante do BBB 12 está ansioso para conhecer Manaus e garante responder com carinho o assédio das fãs que comparecerem a casa de forró. “O Jonas é um rapaz simples e de bem com a vida, grato por tudo que tem conquistado. Por isso, resolvemos trazê-lo pois é uma pessoa com carisma e receptivo quando abordado. Além do mais é, sem dúvida, um dos destaques dessa edição”, afirma. DIVULGAÇÃO

Jonas fará presença VIP no Kabana’s Hall, no dia 5


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Amazonense coloca o RAP nas pistas portuguesas Nascido em Tefé, o músico Ary César Ferreira conquistou o público de Portgual mostrando um rap ao estilo brasileiro DIVULGAÇÃO

PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

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ilho da terra e amante do RAP, Ary César Ferreira nasceu na cidade de Tefé e ainda criança foi morar em Lisboa, Portugal, junto com a família. Ao carregar no bolso as tradicionais fitas cassetes com canções de Gabriel O Pensador, teve os primeiros contatos com o estilo, momentos fundamentais para a trajetória que viria trilhar. Aos 25 anos de idade o jovem chega ao auge da carreira, com dois CDs lançados e o terceiro a caminho, tudo isso, somado à expectativa de conhecer o ídolo e estar no mesmo palco ainda este ano. Descendente de uma bailarina angolana e um músico brasileiro, César e a família, emigraram para Portugal em busca de oportunidades e melhores condições de vida. “Nessa época, o ritmo era pouco conhecido em Portugal. Sou um dos únicos que fizeram parte da minha geração e que cresceram ouvindo o RAP”, disse. O amazonense lembra, sem muita empolgação, que a primeira gravação não teve muito sucesso e im-

pacto com o público. Para que sua voz fosse registrada, ele utilizou um simples gravador e um microfone. “Usei um gravador que era da minha irmã e um microfone do “Paraguai”, ao tentar registrar um álbum de Gabriel. Ainda era muito cru, mas a vontade de me expressar e falar o que sentia era maior”, conta. César nunca desistiu do sonho e em 2004 foi o terceiro colocado em um concurso de RAP. “No mesmo ano, já tinha letras para gravar meu primeiro CD, que consegui criar com a ajuda de minha madrinha, que viabilizou a verba”. O primeiro trabalho foi intitulado “Desabafo”, que lhe rendeu mais de mil cópias vendidas, o que segundo César, é muito, em Portugal. Logo após, o cantor lançou o segundo álbum “Consciência dos 20”, em 2010 e agora, está gravando o terceiro, chamado “Noiz por Noiz”. “Esse nome vem da expressão brasileira “É noiz!”. Acredito que “noiz”, pessoas normais, emigrantes, portugueses que não nascem em berços de ouro, temos que fazer algo por “noiz” porque se não ninguém faz, daí, o sugestivo nome”, explicou.

O artista relata que sente muitas saudades do Brasil e principalmente da cidade natal. Ele afirma que pretende voltar ao país, agora como um cantor reconhecido. “Como artista, desejo fazer shows no Brasil, mas como brasileiro, sinto mais do que desejo, é um

Quando comecei, o ritmo era pouco conhecido em Portugal. Cresci ouvindo rappers brasileiros, foi nartural ter levado para lá Ary César, rapper

sonho poder retornar à pátria, que abriga pessoas alegres, simples e festeiras”. Ídolo O rapper Ary César está apreensivo com a possibilidade de poder conhecer Gabriel O Pensador, e mais, com a grande probabilidade de, quem sabe, dividir o palco com o ídolo. Ele afirma que o contato

está sendo feito por um amigo, Daniel Lima, que conhece o baixista do cantor. “Daniel prometeu que iria viabilizar esse contato e que promoveria um encontro para conhecê-lo”. O show de Gabriel ainda não tem data marcada, mas deve acontecer na temporada do verão português. “Estamos esperando sua vinda e não vejo a hora de fazer um pedido para partilhar o palco com ele, em uma música, é um sonho fazer back vocal para ele”, disse.

Filho de uma bailarina angolana e um músico brasileiro, Ary nasceu em Tefé (AM)


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

Programação de TV SBT

GLOBO

09h15 – Programa: Viva Amazônia

RECORD

– local 09h45 – Break Obrigatório

BAND

– reprise 10h00 – Escola Pra Cachorro 10h15 – Meu Amigãozão

05h00 – Aventura Selvagem – reprise

04h45 – Santa Missa em Seu Lar

05h30 – Desenhos Bíblicos

10h00 – Campeonato Italiano

05h00 – Igreja Mundial

10h30 – Turma do Pererê

06h00 – Pesca Alternativa

05h45 – Sagrado: Compacto – Poder

07h20 – Record Kids – Pica-Pau

12h00 – Programa: Fique Ligado

06h00 – Fórmula Indy

11h00 – ABZ do Ziraldo

07h00 – A Grande Ideia

05h58 – Amazônia Rural

07h30 – VRUM

06h28 – Pequenas Empresas – Grandes

08h00 – PGM Manazinha – local

Negócios

08h30 – Chaves

07h05 – Globo Rural

09h00 – Sorteio Amazonas dá Sorte (local) 10h00 – Domingo Legal 14h00 – Eliana 18h00 – Roda a Roda Jequiti 18h55 – Sorteio da Telesena 19h00 – Programa Sílvio Santos 23h00 – De Frente com Gabi 00h00 – Série: O Mentalista/ The Mentalist

09h00 – Amazonas dá Sorte – Bingo - local

– local

14h30 – Futebol 2012

ce – local

16h50 – Terceiro Tempo

Catapultas

19h00 – Um Tio da Pesada

12h00 – Turma do Pererê

10h00 – Record Kids – Pica-pau

14h00 – Programa: Semeando Bênçãos

08h00 – Auto Esporte

11h30 – Tudo é Possível – PGM 350

– local

08h35 – Esporte Espetacular

15h30 – Programa do Gugu – PGM

11h40 – As Aventuras de Didi

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14h30 – Programa: Amigos do Volante

21h00 – Pânico na TV

– local

23h30 – Canal Livre

15h00 – Sabores & Ideias – local

00h00 – Show Business – reap.

12h15 – Os Caras de Pau

19h30 – Domingo Espetacular – PGM

15h30 – Programa: Fé e Milagres

13h00 – Temperatura Máxima. Filme: O Bicho

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– local

00h45 – Cine Band

16h00 – Programa: Despertar – local

03h10 – Igreja Mundial

Vai Pegar 15h00 – Futebol 2012: Campeonato Carioca – Vasco da Gama x Botafogo 17h00 – Domingão do Faustão 19h45 – Fantástico

22h15 – Repórter Record 23h30 – Série: Casais Perfeitos (1ª

22h10 – Reality UFC: Em Busca de Campeões

Target

23h10 – Domingo Maior. Filme: Os Bad Boys

02h00 – Série: Agentes Secretos /

01h15 – Sessão de Gala

Undercovers

03h00 – Corujão I. Filme: Marcado Para a

03h00 – Encerramento da Progra-

Morte

mação

04h33 – Festival de Desenhos

GREGÓRIO QUEIROZ

16h50 – Ritmo Brasil 17h20 – O Encantador de Cães

00h00 – Programação IURD

18h10 – O Último Passageiro 19h40 – Mega Senha

01h00 – Série: O Alvo / Human

Horóscopo

16h30 – Break Obrigatório

Temporada – inédita)

22h03 – Programete UFC

REDE TV 06h30 – Igreja Internacional da Graça – local 07h30 – Igreja Internacional da Graça – local 08h40 – Programa: TV Comunidade – local – estreia

21h00 – Sessão Especial 22h30 – Programa: Amazon Trip – local 23h00 – Dr. Hollywood Brasil 00h00 – É Notícia 01h00 – Bola na Rede – 2º Tempo 01h30 – Igreja Internacional da Graça – local

Cinema ESTREIA

REPRODUÇÃO

TOURO - 20/4 a 20/5 É tempo de reconhecer suas características pessoais de modo realista. Não se acanhe diante de seus próprios potenciais. Invista no que há de novo em você mesmo. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 É tempo de resolver todo tipo de pendência que esteja a lhe pressionar. As dificuldades e pendências, inclusive de saúde, devem ser cuidadas de maneira realista.

LEÃO - 23/7 a 22/8 A realidade da carreira e dos papéis de autoridade lhe é colocada frente a frente. A partir disto, construa uma situação mais sólida. Use o melhor de sua criatividade para tal. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você pode perceber com particular clareza a qualidade de seus pensamentos e o padrão de sua mentalidade. A realidade de seus valores filosóficos lhe é colocada às claras. LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento para ser realista no trato com questões financeiras, em especial quanto a dívidas materiais. Terá que se decidir por eliminar algo que lhe atrapalha ou prejudica. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Momento para esclarecer as situações no casamento e demais uniões. Reconheça a atual situação e poderá melhorá-la sensivelmente. Aprimore-se no modo de se relacionar. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 É hora de tomar decisões quanto ao ambiente e à rotina de trabalho. Tudo está mais claro e as decisões podem ser tomadas. Aprimore-se quanto a ser capaz de manter um ritmo. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento caloroso e brilhante para os sentimentos amorosos e a criatividade. Uma decisão fundamental é tomada com êxito. Mas, para isso, considere bem a realidade. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Uma nova luz faz você perceber um bom caminho em direção a suas raízes e origens. É tempo de contatar os pontos essenciais de sua vida, inclusive de sua família. PEIXES - 19/2 a 20/3 Você experimenta o quanto cabe em seu tempo, na capacidade de ação e na rotina. Não cabe tudo o quanto imagina, mas cabe o suficiente para você realizar o necessário.

Os Vingadores – UEA. 12 anos. Quando um inimigo inesperado surge ameaçando a segurança global, Nick Fury, diretor da agência internacional de paz conhecido como Shield, recruta uma equipe para livrar o mundo de uma possível destruição: Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Gavião Arqueiro e Viúva Negra. Cinemas Amazonas 4 – 15h, 18h e 21h (dub/diariamente); Cinemas Amazonas 6 – 14h30, 17h30 e 20h30 (dub/ diariamente); Playarte 1 – 13h20, 16h (3D/dub/diariamente), 18h40, 21h20 (3D/leg/diariamente) e 23h59 (3D/leg/somente sexta, sábado e se-

gunda); Playarte 3 – 12h50, 15h30, 18h10, 20h50 (dub/diariamente) e 23h30 (dub/somente sexta, sábado e segunda); Playarte 4 – 12h51, 15h31, 18h11, 20h51 (dub/diariamente) e 23h31 (dub/somente sexta, sábado e segunda); Playarte 6 – 12h20, 15h, 17h40, 20h20 (leg/diariamente) e 23h (leg/somente sexta, sábado e segunda); Playarte 7 – 12h21, 15h01, 17h41, 20h21 (leg/diariamente) e 23h01 (leg/somente sexta, sábado e segunda); Playarte 9 – 14h30, 17h10, 19h50 (dub/diariamente) e 22h30 (dub/somente sexta, sábado e segunda).

CONTINUAÇÕES American Pie – O Retorno – 16 anos: Cinemas Amazonas 5 – 16h25, 18h50 e 21h15 (dub/diariamente); Playarte 5 – 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 (leg/diariamente) e 23h30 (leg/somente sexta, sábado e segunda). Espelho, Espelho Meu – Livre: Cinemas Amazonas 5 – 14h (dub/diariamente); Playarte 10 – 12h, 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (dub/diariamente) e 22h50 (dub/ somente sexta, sábado e segunda).

TV CULTURA 05h55 – Abertura da Estação/ Hino Nacional 06h00 – Via Legal 06h30 – Brasil Eleitor 07h00 – Palavras de Vida 08h00 – Santa Missa 09h00 – Viola, Minha Viola 09h15 – Curta Criança 09h30 – Janela Janelinha 10h00 – Viola Minha Viola 09h15 – Curta Criança 09h30 – Nova Amazônia – local

Cruzadinhas

ÁRIES - 21/3 a 19/4 A realidade da vida material está agora favorecida. Aplique os recursos com sentido construtivo. Uma decisão relativa a um empreendimento material pode ser tomada.

CÂNCER - 22/6 a 22/7 É fundamental aprender a se responsabilizar por seus sonhos, para que eles se concretizem. Sua visão sobre seus projetos futuros e os sonhos é agora mais realista.

11h30 – Anima TV Tromba Trem

13h00 – Programa: Esporte Performan-

Como agarrar meu ex-namorado – 12 anos: Playarte 2 – 12h30, 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (leg/diariamente) e 22h30 (leg/somente sexta, sábado e segunda). Jogos Vorazes – 14 anos: Playarte 8 – 12h20 e 15h10 (dub/diariamente); Fúria de Titãs 2 – 12 anos: Playar-

te 8 – 18h, 20h (leg/diariamente) e 22h (leg/somente sexta, sábado e segunda).

11h45 – Anima TV Carrapatos e

13h00 – Dango Balango 13h30 – TV Piá 14h00 – Stadium 15h00 – Os Protetores do Planeta 16h00 – Ver TV 17h00 – De Lá Pra Cá 17h30 – Cara e Coroa 18h00 – Papo de Mãe 18h30 – Entrelivros Bienal Brasília 2012 19h00 – Conexão Roberto D’Ávila 20h00 – Esportvisão 21h30 – MPTV – Reprise – local 22h00 – Roda Viva Amazônia – local ao vivo 23h00 – Doc. Especial 00h00 – Hino Nacional / Encerramento da Emissora


Plateia ::::: Reciclagem

::::: Sala de Espera Fabiolla Sampaio é a festejada aniversariante da temporada. Os cumprimentos da coluna. O querido Pedrinho Aguiar voltou a abrilhantar a cena matutina social com sua coluna no centenário Jornal do Commercio. Aliás, foi lá que este editor começou sua vida profissional. A empresária Tati Oliveira vai montar uma Santa Vaidade em Parintins, precisamente nos domínios do resort Amazon River. A loja vai funcionar durante todo o período bovino deste ano. Hoje, um dos casais mais festejados da cena social, Hebe e Eymar Pereira, está celebrando seus 45 anos de casados com missa seguida de jantar no endereço do Kyssia.

Jander Vieira

jandervieira@hotmail.com @hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: Viva, Valentina!! Foi para festejar a primeira sessão parabéns da linda Valentina que seus paizões, Harumi e Christóvão Gomes, orquestraram uma grandiosa festança que transformou o chique Contemporâneo no mundo divertido da Minie. Comidinhas deliciosas, vaivém de gente bonita e muito alto A pequena aniversariante Valentina Tsuji Gomes com os paizões Christóvão e Harume astral não faltaram. Silvana e Alberto Aguiar

Claudia Mendonça avisa que a Paradise continua vendendo (com comodidade) passagens para o festival mais concorrido do mundo: o de Parintins. Assegure seu bilhete aéreo para a grande festa bovina da Ilha Tupinambarana. Aliás, a Paradise está com uma promoção Manaus/Miami irresistível, com precinho convidativo até o próximo dia 12.

FOTOS: WILLIAM REZENDE

A Central de Artesanato Branco e Silva convida para conferir seu Bazar Renda Extra especial do Dia das Mães. Quando? Nos dias 4, 5 e 6 das 9h às 20h. A entrada? Se possível leve alimentos não perecíveis para doação. A aniversariante da temporada, Graziela, mais Francisco Nogueira estão em Brasília curtindo agenda relax.

A Coordenação Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais-AM, tendo o competente médico Noaldo Lucena à frente, pilotará – em Tabatinga - a partir de amanhã até o próximo dia 4, aos profissionais da saúde o Curso de Testagem e Aconselhamento em HIV, Sífilis e hepatites B e C. Depois seguirão para capacitar os profissionais dos Dseis do Alto Solimões e de Atalaia do Norte, totalizando 58 profissionais que atuam na saúde indígena. Aplausos.

Juliana e Carlos Queiroz Regina e Saulo Furtado

Grace e Patrícia Benayon

::::: Aquarela O Sesc Amazonas lança, neste domingo, no largo do Mestre Chico, o circuito Amazônia das Artes edição 2012. O lançamento acontece, a partir das 19h, com a apresentação do espetáculo “Pionices” do Gedam, representante do Amazonas no circuito, durante a final do Festival de Calouros. Em sua quarta edição, o projeto continua com o propósito de estimular e difundir a produção artístico-cultural dos Estados da Amazônia Legal e outros que possuem confluências de desenvolvimento no mesmo âmbito.

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::::: Souza apresenta projeto de lei O deputado Francisco Souza (PSC) apresentou um projeto de lei que institui o Dia Estadual do Bacharel em Turismo no Amazonas, a ser comemorado, anualmente, no dia 27 de setembro. O projeto segue para tramitação na Aleam. Souza, que é presidente da Comissão de Turismo e Empreendedorismo da casa legislativa, ressalta que a propositura do projeto de lei se justifica pela necessidade de homenagear a categoria profissional de fundamental importância para o desenvolvimento regional. O Amazonas tem cerca de 4 mil turismólogos e cerca de 2 mil estudantes se formando na área. HERICK PEREIRA/AGECOM

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012

A embaixadora da solidariedade, Nejmi Jomaa Aziz, será cumprimentadíssima nesta terça-feira, dia de seu aniversário. A primeira-dama trocou festa para comemorar sua troca de idade no meio do povo, durante a inauguração do mirante na orla de Iranduba e ainda fará visita às obras de construção da creche que levará seu nome. Ao lado do governador Omar Aziz, ela também participa da inauguração da praça de esportes e lazer do município – onde será homenageada pela população


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012


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EM TEMPO - 29 de abril de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu