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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ
ANO XXVII – N.º 8.667 – DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
ELES ESTÃO DE OLHO NA CADEIRA DE
ARTHUR
DIEGO JANATÃ
Já foi dada a largada na corrida eleitoral à Prefeitura de Manaus. As eleições acontecem somente em outubro de 2016, no entanto, os partidos e caciques da política amazonense já começam a manter conversas e articulações com possíveis aliados para disputar o Executivo municipal. O prefeito Arthur Neto (PSDB) já anunciou, pelas redes sociais, que é candidato à reeleição. Mas estão de olho em sua cadeira os deputados federais Hissa Abrahão (PPS) e Alfredo Nascimento (PR), além dos ex-deputados Marcelo Ramos (PSB) e Eron Bezerra (PCdoB). Também não se descarta os nomes de Amazonino Mendes (PTB), da senadora Vanessa Grazziotin e até da deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB), política de primeiro mandato. Política A7
No desfile que comemorou 42 anos da marca, a Ellus mais uma vez evocou seu espírito roqueiro, acrescentando leveza com o colorido dos anos 80.
PLATEIA “Faça o que você quiser, mas seja engraçado”. Essa é a dica do humorista Nelson Freitas, em Manaus para apresentar o espetáculo “Gigantes do Riso”.
A portuguesa Matilde Campilho encontrou-se com sua poesia no Rio, onde vive há três anos. Atração da próxima Flip, ela lança “Jóquei”, dia 16.
Postura, alimentação e, principalmente, cuidados com a pele são algumas das preocupações que a mamãe de primeira viagem deve ter durante a gravidez.
CURUMIM
O indiozinho dá um mergulho nas artes plásticas e conta a história de Candinho (Cândido Portinari), um garotinho que gostava de desenhar e virou o maior pintor brasileiro.
Amazonense derrota Warren e é campeão Arthur Neto conforta dona Francisca Alves, que perdeu o irmão no acidente
AOS QUE PARTIRAM Velas, flores, lágrimas, orações e lembranças. Essas foram as imagens e sentimentos que marcaram o aniversário de um ano da tragédia que vitimou 16 pessoas no dia 28 de março de 2014. Familiares e amigos retornaram ao local da tragédia para homenagear os mortos. Última Hora A2
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELEIÇÕES, ELENCO E CURUMIM.
Marcos “Loro” é o novo campeão dos galos do Bellator. Ele finalizou Joe Warren e ficou com o Cinturão de Ouro. Última Hora A2
TEMPO EM MANAUS
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Última Hora
MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
Acidente entre caçamba e ônibus completa um ano
COLISÃO
No dia 28 de março de 2014, uma caçamba que transitava no sentido bairro-Centro avançou a pista contrária e atingiu a frente de um micro-ônibus na Djalma Batista. Dezesseis pessoas morreram Nas horas vagas, o marceneiro se dedicava aos shows solo de violão exclusivos para dona Antônia. “Ele tocava só por diversão mesmo. Sentava na beira da cama e ficava um tempão tocando antes de dormir”, lembra. O filho mais novo, que assumiu os negócios do pai, Jhony Monteiro, guarda na memória as dicas do pai na marcena-
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FÓRMULA-1
Massa disse que chuva prejudicou o desempenho do seu carro
‘Sétimo não é tão horrível assim’, diz Felipe Massa SEPANG, MALÁSIA (FOLHAPRESS) – A sétima colocação no grid de largada para o GP da Malásia de F-1 não deixou Felipe Massa satisfeito. Após se classificar em terceiro na Austrália, há duas semanas, o piloto brasileiro viu a chuva que começou na metade do treino de classificação, em Sepang, prejudicar suas chances de disputar lugares mais à frente do grid da prova na madrugada de hoje – Lewis Hamilton sai na pole e Sebastian Vettel, da Ferrari, parte da segunda colocação. “Nosso carro claramente não funcionou tão bem na chuva como vinha se comportando no seco, quando era bem mais competitivo, e agora é importante a gente entender os motivos disso, porque desde o ano passado temos sofrido com este mesmo problema”, declarou o piloto da Williams, que terá logo atrás seu parceiro de time, Valtteri Bottas, que, apesar de ter se classificado
em nono, ganhou uma posição por conta de punição a Romain Grosjean. “A gente esperava estar entre os cinco ou seis primeiros e estamos em sétimo, então não foi tão horrível assim se levarmos em conta as condições em que o treino foi disputado”, afirmou Massa. “Numa classificação com o clima instável as coisas podiam ter sido bem piores. Mas de qualquer forma esta vai ser uma corrida longa e difícil, não só pelo tempo, que pode mudar rapidamente, mas pela escolha da estratégia, a temperatura, que é difícil para nós pilotos e para os carros e também pelo desgaste dos pneus, que é absurdo.” O inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, conquistou sua 40ª pole position na carreira, ontem, durante os treinos classificatórios para o GP da Malásia. Hamilton marcou 1m49s834 e assumiu a liderança do treino após sua segunda volta.
ria. “Comecei a ajudar meu pai desde novo, quando voltava da escola. Cada movimento aqui na marcenaria eu lembro dele, cada coisa que faço penso se ele iria fazer desta maneira e sigo a maneira dele”, disse. Durante o ato, o diretor-presidente do Detran, Leonel Feitoza, anunciou que após a Páscoa será lançada uma campanha para pedir punições mais rigorosas a quem mata no trânsito. “As penas têm que ser mais rígidas e punir mais rigorosamente quem dirige embriagado, drogado, quem assume direção de risco. A legislação é muito branda”, ressaltou. Relembre o caso O acidente ocorreu quando o motorista da caçamba, Ozaias Costa de Almeida, 36, que transitava no sentido bairro-Centro, teria avançado a pista contrária e atingido a frente do microônibus da linha 825, que fazia o percurso inverso. O laudo do Instituto de Criminalística (IC) atestou que o veículo – que prestava serviço para a Prefeitura de Manaus - trafegava a cerca de 80 quilômetros por hora no momento do acidente. Com o impacto, além dos 16 passageiros que morreram, outras 17 pessoas ficaram feridas.
Parentes das vítimas e sobreviventes do acidente levaram velas e flores ao local da tragédia
TORNEIO
TRAGÉDIA
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U
m ano após o acidente que vitimou 16 pessoas com o choque entre um micro-ônibus e uma caçamba, na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul, familiares e amigos retornaram ao local da tragédia para homenagear os mortos. O ato ocorreu na manhã de ontem e reuniu aproximadamente cem pessoas debaixo do viaduto Ayrton Sena, local próximo da tragédia. Velas foram acesas e flores depositadas por familiares e sobreviventes no local do acidente. Marcada para iniciar às 9h30, a homenagem começou somente uma hora após o agendado, com a chegada do prefeito, Artur Neto, e da primeira-dama, Goreth Garcia. Às 11h, a missa ainda não havia começado. “Este é um momento de lamentar e homenagear as vítimas e de reflexão para que uma tragédia assim não se repita”, disse o prefeito. Passado um ano da tragédia, a saudade da companhia do marceneiro Domingos Messias de Souza, 60, é sentida por toda a família, que não conteve as lágrimas durante o ato. “Esse é um momento importante de reflexão,
para que os motoristas tenham uma conduta melhor e respeitem as leis de trânsito”, disse o filho Diovane Monteiro, 28. Os parentes lembraram que o tempo dele era dedicado à marcenaria e à família, com atenção especial à dona Antônia, sua esposa. Da união, nasceram Diovane Monteiro, 28, e Jhony Monteiro, 24.
Copiloto planejava grande gesto, diz ex-namorada SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Andreas Lubitz, 27, o copiloto acusado de ter derrubado deliberadamente um Airbus A320 da companhia alemã Germanwings, que caiu na última terça-feira (24) nos Alpes franceses e matou seus 150 ocupantes, disse a uma ex-namorada que estava em tratamento psiquiátrico e que planejava um grande gesto do qual todos se lembrariam dele. O jornal alemão “Bild” publicou ontem entrevista com ela, uma mulher identificada apenas como Maria W., que afirmou ter mantido um relacionamento com Lubitz em 2014. “Quando soube do acidente, lembrei de uma frase que ele me disse algumas vezes”, contou Maria, uma
comissária de bordo de 26 anos. “Um dia eu farei algo que mudará o sistema, e então todos saberão meu nome e se lembrarão dele”, completou ela. “Na época, eu não sabia o que ele queria dizer com isso, mas agora é óbvio”, disse. “Ele fez isso porque percebeu que, devido a seus problemas de saúde, seu grande sonho de trabalhar na Luſthansa, de ter o cargo de piloto em voos de longa distância, era praticamente impossível”. A mulher ainda disse que Lubitz nunca falou muito sobre sua doença, “somente que estava em tratamento psiquiátrico”. O porta-voz do Grupo Lufthansa, ao qual pertence a Germanwing, não quis comentar a notícia.
O manauense “Loro” derrotou o norte-americano Joe Warren
‘Loro’ é o novo campeão dos galos no Bellator
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IVE RYLO Equipe EM TEMPO
DIEGO JANATÃ
Vítimas foram homenageadas ontem pela manhã, num viaduto próximo ao local da tragédia, na avenida Djalma Batista
Avião da Germanwings caiu nos Alpes franceses, na terça
O Brasil tem mais um campeão no Bellator. Na noite desta sexta-feira (27), em Thackerville, Oklahoma (EUA), o manauense Marcos “Loro” Galvão derrotou Joe Warren na disputa dos galos com uma linda finalização para ser o novo detentor do cinturão da categoria na entidade. No segundo round, o brasileiro aplicou uma leg-lock perfeita na perna direita do adversário para conseguir o título. O mais curioso que foi a primeira vez que ele venceu um combate com uma finalização, que é considerada sua especialidade. No seu cartel no MMA, ele tem agora 17 vitórias, seis derrotas e um empate. Foi também a revanche perfeita para “Loro”, derrotado por Warren em decisão unânime no primeiro encontro entre os dois, em abril de 2011. O norte-americano acumula agora 12 vitórias e quatro derrotas em sua carreira. Com o resultado, além
de “Loro”, o Brasil tem mais dois detentores de cinturão no Bellator: Douglas Lima é o atual campeão no peso meio médio e Patrício Freire, no peso pena. Agora, a expectativa é para a confirmação de uma nova luta de “Loro” contra o também brasileiro Dudu Dantas. Considerado um dos melhores lutadores de MMA do mundo fora do UFC, Dantas tem um histórico com Galvão. Grandes amigos, eles chegaram a treinar e a morar juntos, mas a amizade ficou abalada depois que ele derrotou o agora campeão por nocaute em uma luta em 2013. Brasileiro derrotado Brasileiro que chegou a participar das eliminatórias do TUF 3, Guilherme Viana não teve o mesmo sucesso que “Loro”. Em luta pela categoria meio-pesado, ele foi derrotado por Francis Carmont, que já foi do UFC.
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Bate forte o tambor O que nem os aliados do governo conseguem – subir a rampa do Planalto e se entrevistar com Dilma Rousseff – o pai de santo Uzêda conseguiu, quinta-feira (26), com o apoio luxuoso de uma funcionária da Secretaria de Relações Institucionais (cujo titular é Pepe Vargas, ou era até sexta-feira à noite). Pais de santo não preocupam a segurança da presidente, talvez por não frequentarem passeatas nem panelaços, quer dizer, não são contra o governo, seu reino não é deste mundo. Mas pais de santo, em vez de panelas, batem forte o tambor. Uzêda, se falou com a presidente, ninguém sabe ninguém viu, mas foi dado ao conhecimento público que ele pretendia entregar uma carta com uma completa análise do atual momento – e tormento – político por que passa a primeira mandatária do país. Nada, no entanto, que até a presidente não soubesse. A saber: que Dilma precisa se defender de “alguns políticos”, mas principalmente do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A participação de “intermediários” espirituais na política brasileira não é exatamente uma novidade; a espiritualização de políticos de esquerda, no entanto, tem sido, desde a redemocratização, uma constante, tanto quanto, talvez, no período militar a direita usava essas interseções. Pai Uzêda não poupa Eduardo Cunha. Ele é “a besta”. “Ele entende do canjerê”, afirmou Uzêda à “Folha de S.Paulo”. “Se deixar, ele vai ser o presidente do Brasil. Ele tem o poder sobre o mal”. Depois de Cunha, Uzêda alerta Dilma sobre ela própria: “A mosca azul mordeu ela. Ela mexeu nos direitos dos trabalhadores. Ela não pode desfazer o que Lula, seu mentor, fez antes”. Ser mordido pela mosca azul significa que ela, eleita pelo povo, não se importa mais com o povo. A Inteligência da Presidência deve estar decifrando a “mensagem”.
‘Não acredito em golpe!’ Líder da conexão de Petrópolis, a mais autêntica e radical ala do PT, o vereador Waldemir José não acredita naquilo que alguns consideram ser um “momento de ingovernabilidade” no início deste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. — Democracia direta é um valor que tem que ser respeitado, entendido e traduzido em políticas públicas. Não vejo risco de golpe porque creio que as instituições são fortes e o Estado de direito vai prevalecer –, avalia Waldemir. Desce do palanque Sobre o desgaste do governo Dilma, Waldemir diz que isso é fruto de erros da administração e também da oposição. — Eles não deixaram o palanque eleitoral e continuam com as ações eleitorais. Fé cega... Waldemir José é um homem de fé. E acredita que é possível reverter a insatisfação existente contra Dilma. ...faca amolada O petista revela a porção mágica para tirar a presidente do inferno astral. — As iniciativas do governo, dando resposta política com o combate à corrupção, os primeiros movimentos da presidente para melhorar a comunicação e as idas aos Estados para levar ações de governo vão varrer as nuvens escuras que pairam sobre o Planalto. Cabra bom O ex–deputado e ex-secretário municipal de Educação, Humberto Michiles, sempre pautou sua vida pela ética. Deixou o cargo da prefeitura em silêncio. Apesar dos comentários de que teria levado uma “pernada” de outro colega de governo, não disse um “ai!”. Saúde já! CONTEXTO telefonou para saber que rumo “Betão” vai seguir agora: — Primeiro vou cuidar da qualidade de vida. Depois a gente vê. No entanto, já existe partido
sondando Michiles para integrar suas fileiras. Afinal, o altão continua sendo um bom quadro. PEC do Diploma O deputado federal Alfredo Nascimento (PR) declarou-se, ontem, favorável à PEC 386/2009, a chamada PEC do Jornalista. Ético e profissional Como presidente nacional do Partido da República, Alfredo disse que orientou os parlamentares republicanos a votar a favor da exigência do diploma.
— A formação de nível superior é indispensável para a prática de um jornalismo ético e profissional –, ponderou. Dilúvio Enquanto isso, em Boca do Acre, já são 4.181 famílias afetadas pela grande cheia, que mais parece um dilúvio. Solidariedade O governo já enviou 47 toneladas de alimentos não perecíveis as famílias, além de kits de higiene pessoal, dormitório, medicamentos, água potável e hipoclorito de sódio. Vamos rezar O nível do rio Purus nesta sexta-feira apontava em 19 metros e 97 centímetros, com baixa de nove centímetros de quinta para sexta-feira. Bolo vermelho O PPS completou, no último
APLAUSOS
elvis@emtempo.com.br
dia 25 de março, 93 anos de fundação. Mas a festa aconteceu somente nesta sexta-feira (27), na sede do partido, no Vieiralves. Camarada Guto Para o presidente regional da sigla, Guto Rodrigues, além de 93 anos de fundação, o partido tem mais o que festejar. Vou festejar Um desses motivos é a 5ª colocação no cenário federal, quando a legenda conseguiu emplacar dez deputados federais. Entre eles, os do Amazonas, com o Hissa Abrahão e um senador.
— Estamos muito felizes e comemoramos porque o partido conseguiu ficar com a 5ª maior bancada na Câmara Federal –, pontuou Rodrigues. O que é isso, companheiro? Mas como é que é isso? O PPS surgiu um dia desses – com Roberto Freire - e o PCdoB um pouco mais lá atrás e já estão com 93 anos? Partidão Nada disso! A verdade é que os dois saíram da raiz do PCB (Partido Comunista Brasileiro), o bom e velho Partidão, fundado em 25 de março de 1922. Resistência O PCB é página imortal da história do Brasil escrita por homens respeitáveis como Graciliano Ramos, Caio Prado Júnior e Luiz Carlos Prestes.
VAIAS
MARCOS ‘LORO’
Elvis
DESRESPEITO AOS IDOSOS DIVULGAÇÃO
SEMCOM
Para o lutador manauense Marcos “Loro” Galvão, que, na noite desta sextafeira, em Thackerville, Oklahoma (EUA), derrotou Joe Warren e é o novo campeão dos galos do Bellatore, além de detentor do cinturão de ouro da categoria.
Para quem estaciona em vagas de faixa azul, destinadas a idosos e portadores de deficiência. Quem age assim, não sabe o significado da palavra cidadania e não respeita o seu semelhante.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Quem não tem cão... À medida que o mundo fica mais e mais pequeno, inevitável estabelecer comparações num plano global, muito facilmente alimentadas pelo imenso caudal de informações que transitam em alta velocidade e transpõem fronteiras físicas e ideológicas. Somos uma nação, ao lado ou frente a outras nações, cada uma com características e peculiaridades que lhes conferem individualidade e personalidade própria, mas que, assim como acontece no plano dos indivíduos, nos servem como espelhos e como referências para a avaliação de nós mesmos e dos outros, no concerto mundial. Nascer numa nação e nela se formar significa necessariamente absorver e introjetar uma cultura onde se inserem valores, critérios, princípios e paradigmas, a cuja aderência se segue naturalmente uma identificação afetiva a que se costuma rotular com o termo patriotismo. O normal é sermos patriotas, isto é, investirmos afeto sobre a realidade física, social e cultural que, enfim, constitui a pátria. Necessário tomar certa distância que permita ver e analisar a nossa própria realidade nacional e, assim, também compará-la às outras, que oferecem seus modelos e que precisam ser conhecidas. Como a franqueza e a honestidade são virtudes absolutas, embora por vezes inconvenientes, se houver melindre de alguém por achar que foi ofendido em sua brasilidade, convém lembrar que este que escreve também é filho da Pátria e que, por gosto, muito apreciaria somente ter para ela louvores e encômios. Infelizmente, não dá. Um referencial precisa ser escolhido, a fim de que tenhamos um parâmetro para sustentar uma avaliação. Digamos que, pela sua importância no concerto das na-
ções, essa referência seja o Prêmio Nobel, galardão cobiçado por todos os países e por todos os indivíduos que brilham e se destacam entre os homens. Desde que Alfred Nobel, na Suécia, instituiu o prêmio que, aliás, não é um, mas seis, em 1901, cerca de 850 já foram distribuídos, nas modalidades científicas, Física, Química, Economia e Medicina, além de Literatura e Paz. Se considerarmos os cinco maiores ganhadores, chegaremos ao absurdo de saber que os Estados Unidos acumulam 352 desses prêmios, o Reino Unido 120, a Alemanha 105, a França 67 e a Suécia 30. Por outro lado, sabemos que 73 países já foram considerados e reconhecidos como merecedores do Nobel. E aí vem a nossa dor e a nossa vergonha: o Brasil, há anos em vias de desenvolvimento, com uma população de 200 milhões de habitantes, jamais ganhou um mísero Nobel para pôr em sua sala de troféus, onde só se veem taças de futebol, de vôlei, de MMA... Algo está errado, pois minúsculos países, de populações ínfimas e sem expressão planetária já tiveram esse reconhecimento. Na nossa mais próxima vizinhança, a Argentina foi cinco vezes contemplada com o Nobel, o Chile duas, a Colômbia uma, o Peru uma, a Venezuela uma e a querida pátria mãe, Portugal, guarda quatro desses prêmios. No caso da literatura, nos escusávamos ao alegar a menor universalidade da língua portuguesa, até que José Saramago, em nome de Portugal buscou o seu. Nada contra os esportes, mas quando somente eles fazem inflar o peito da nação, significa que apenas as nossas aptidões musculares estão sendo cuidadas para consolo do nosso povo, enquanto nossos neurônios e nossos cérebros inteiros estão esquecidos e nossa educação está capenga.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Algo está errado, pois minúsculos países, de populações ínfimas e sem expressão planetária já tiveram esse reconhecimento. Na nossa vizinhança, a Argentina foi cinco vezes contemplada com o Nobel, o Chile duas, a Colômbia uma, o Peru uma, a Venezuela uma e Portugal, quatro”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Tateando no escuro
Ou o governo do PT corrige rapidamente a situação que ele mesmo criou ou teremos mais um ciclo de baixo crescimento, inflação alta, juros altos, desequilíbrio externo e ainda o risco de mais aumento de carga tributária. O pior é que agora o único bastião de notícias positivas, a baixa taxa de desemprego, também vai pior
O preferido de Renan Calheiros (PMDB-AL) para a vaga aberta há oito meses no STF (Supremo Tribunal Federal) é o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Vinicius Coelho. No Ministério da Justiça, encabeçam a lista para a vaga os advogados Heleno Torres e Luiz Fachin. O drama de Dilma Rousseff é que o presidente do Senado ameaça boicotar qualquer nome que seja enviado para análise da casa com a chancela do ministro José Eduardo Cardozo. Plural Consultado por Dilma sobre a vaga, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, evitou apontar um único nome. Apresentou cinco: Torres, Fachin, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugenio Aragão, e os ministros do STJ Benedito Gonçalves e Luis Felipe Salomão. Passa a régua Salomão é querido por muitos senadores e ministros do STF, mas é o candidato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O Planalto avalia que, se escolhêlo, no dia seguinte o presidente da Câmara aprovará a PEC da Bengala em segundo turno. Sinais Dilma pretendia indicar o novo integrante da corte na semana passada, mas pisou no freio para não passar a impressão de que reagia à ameaça do PMDB de fixar prazo para as indicações de membros de tribunais. Criptonita A oposição vai cobrar do TCU e da Receita Federal se houve avanços na investigação do pagamento de R$ 24 milhões para a empresa Focal Confecção e Comunicação Visual, segundo maior fornecedor da campanha de Dilma em 2014.
Criptonita 2 A empresa tem como sócio Elias Silva de Mattos, que até 2014 dizia ser motorista e receber R$ 2 mil por mês. Para o PSDB, a investigação sobre a Focal pode comprometer o novo titular da Secom, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha. De cátedra A escolha de Renato Janine para o Ministério da Educação obedeceu à lógica de que era necessário um nome que pairasse acima das disputas partidárias. Lattes Para demonstrar que se buscou um gestor para a pasta, o Planalto fez questão de destacar a passagem de Janine pelas diretorias da Capes, do CNPq e da SBPC. Tiro, porrada... Dirigentes do PT preparam um pacote de reclamações contra a atuação do governo federal para apresentar a Lula em reunião do partido nesta segunda-feira, em São Paulo. ...e bomba O ex-presidente tem dito que separa os problemas do PT dos de Dilma – e a sigla deveria resolver suas questões “por si só”.
Aécio Neves, senador (PSDB-MG), após IBGE divulgar que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014, avalia que as perspectivas para este e os próximos três anos são “ainda piores” que o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).
Em casa Petistas vão dizer que Dilma não faz acenos à base e Lula deveria ponderar que ela precisa do partido para reconquistar a juventude e os movimentos sociais. Enquete Antes de reunir o diretório nacional do partido, em 16 e 17 de abril, a cúpula do PT quer tirar a temperatura dos dirigentes sobre a permanência do tesoureiro João Vaccari Neto no cargo.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Aí sim Caso fique claro que os pedidos para o afastamento de Vaccari serão muitos, o tesoureiro pode decidir deixar o posto antes de sofrer uma derrota interna. Precursora Relatores e presidentes das comissões que vão discutir as medidas provisórias do ajuste fiscal se reúnem com membros da equipe econômica para saber as margens de negociação. Precursora 2 Parlamentares veem margem para corrigir “distorções”. Um exemplo são os dois anos de casamento exigidos para concessão de pensão por morte. O prazo poderia cair se o casal tiver um filho antes.
Tiroteio
Para asfaltar a BR-319, aquela rodovia que vai botar Manaus no mapa do Brasil, é uma confusão dos diabos. Mas para mudar a fachada de uma rua histórica (dá para notar a diferença?), no caso a Bernardo Ramos, cria-se até um Instituto da Amazônia, sem o menor constrangimento. Ali também está o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, que parece não foi ouvido nem cheirado
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Se fosse coerente, o PMDB defenderia fusão de Turismo e sacrificaria Henrique. Mas ali vale o ‘faça o que eu digo, não o que faço’”
Domingo da Paixão
DE CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), deputado federal, sobre a pasta prometida ao ex-presidente da Câmara, que foi separada do Esporte em 2003, por Lula.
Neste domingo, a Igreja Católica abre as celebrações da Semana Santa com a procissão dos Ramos. Esta procissão lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, depois de ter exercido a sua missão na Galileia, percorrendo as aldeias, ensinando nas sinagogas, curando, exorcizando, frequentando casas de pecadores, acolhendo mulheres e crianças, anunciando a chegada do Reino de Deus. Embora ela seja chamada de triunfal, nada teve de espetacular. Jesus entra montado num jumentinho, ao contrário dos reis e imperadores que entravam nas cidades com seus cavalos e carros de guerra, depois de campanhas vitoriosas em que os domínios eram alargados e os povos dominados. O filho de Davi não traz prisioneiros nem troféus, pois seu reino não é deste mundo e os que o seguem, o fazem livremente, avisados de que em Jerusalém o Mestre será entregue nas mãos dos algozes. O Reino de Jesus começara no meio dos pobres e pequenos, libertados de doenças que eram excluídos da vida social, exorcizados de demônios que os tornavam impuros, e de pecadores que experimentaram a misericórdia e a ternura do Pai. A entrada de Jesus na capital não deixa de ser uma paródia do poder romano, que humilhava, dividia e ostentava para cortar pela raiz qualquer forma de subversão da ordem e da paz romana. O povo se anima e se enche de esperança, mas não se compromete. Assiste tudo de longe, e a tradição guarda o episódio da opção por Barrabás como exemplo da volatilidade da opinião pública de todos os tempos. Nos Evangelhos este
Contraponto
Praga internacional O vereador de Manaus (AM) Álvaro Campelo (PP) fez uma viagem internacional e, num restaurante, arranhou seu espanhol. Depois do jantar com a família, quis pagar a conta pelo valor nominal, sem incluir o serviço. A garçonete insistiu várias vezes: – La propina, la propina. O vereador, que não sabia que “propina”, em castelhano, é sinônimo de gorjeta, custou a entender a insistência da atendente e disse para a mulher: – É o fim! No Brasil só se fala em propina e petrolão. Aqui é pior: a moça nos atende mal e pede propina! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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episódio marca o início do drama final em que a fé vê o encontro terrível e trágico do pecado humano e a misericórdia divina. As narrativas da Paixão ocupam um espaço privilegiado nos Evangelhos, que foram escritos para deixar gravadas às gerações futuras a consumação da vida de Jesus e sua morte redentora. Por isto, na liturgia deste domingo se proclama a Paixão, e se faz memória deste drama que para o cristianismo é central e fundante. A ressurreição de Jesus confirmou que o crucificado é o Filho de Deus, o Senhor e Messias, mas a piedade popular se identifica com o Cristo sofredor. A paixão do Nazareno é a paixão da humanidade. A via-sacra, o caminho da cruz, é o nosso caminho, e os personagens que aí aparecem, as frases ditas, são encontrados e ouvidos todos os dias na intimidade dos lares, nas ruas e praças, nos ambientes de dor e de cura, nos espaços dos que são privados de liberdade. Todos os domingos, desde o início da igreja, os cristãos guardam o primeiro dia da semana. São João Paulo II afirmou que a civilização ocidental reencontrará seu sentido e seus valores fundamentais quando voltar a guardar o domingo e deixar de vivê-lo como fim de semana. Ter um domingo no ano, reservado para a contemplação do Mistério da Paixão, nos faz lembrar que o único caminho de realização plena é o amor que se doa na entrega total da própria vida e no serviço desinteressado. Só assim estaremos vivendo a vida real e não um arremedo dela. Reservemos um tempo para acompanhar Jesus no seu caminho para a Cruz.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
As narrativas da Paixão ocupam espaço privilegiado nos Evangelhos, que foram escritos para deixar gravadas às gerações futuras a consumação da vida de Jesus e sua morte redentora. Neste domingo, se faz memória deste drama que para o cristianismo é central e fundante”
Com a palavra
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Kátia SCHWEICKARDT,
‘Quanto MAIOR A pressão, MELHOR O rendimento’
IONE MORENO FOTOS: IONE MORENO
HELTON DE LIMA Equipe EM TEMPO
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Toda medida extrema tem impactos negativos que precisam ser avaliados. A manifestação de quinta-feira deixou 71 escolas sem aula. A secretaria está de portas abertas para conversar com a classe”
a semana em que mais de cinco mil professores paralisaram as atividades por um dia, deixando 30 mil alunos sem aula, a doutora em sociologia e antropologia, mestre em sociedade e cultura na Amazônia e graduada em agronomia e ciências sociais, Kátia Helena Schweickardt, encarou o desafio de deixar a pasta de Meio Ambiente, que ocupava há 2 anos, para assumir a Secretaria de Educação. Além da insatisfação da classe docente - que reivindica reajuste salarial de 20%, diminuição do desconto do vale-transporte, plano de saúde, auxílio-alimentação por turno de trabalho e a convocação dos concursados –, Kátia também tem como meta melhorar ainda mais o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nesta nova gestão. Consciente desta nova função, ela já vem se aprofundando sobre a estrutura da pasta que irá administrar pelos próximos 2 anos. Em entrevista ao EM TEMPO, falou sobre como recebeu o convite para assumir a função, os novos projetos e de como está se preparando para a função. EM TEMPO – Como se deu a preparação para assumir a nova pasta a partir do momento em que a senhora resolveu aceitar o convite? KS – Em primeiro lugar, comecei a buscar informações sobre o quadro da educação no município e me surpreendi com a dimensão do nosso trabalho, só em Manaus temos 506 escolas municipais. A partir daí foi possível constatar como temos um comportamento de cidade-Estado. Em segundo lugar fiz uma solicitação a todos os gerentes para que preparassem um relatório completo para podermos ter uma ideia do volume de projetos que estão em execução. Neste relatório foi possível constatar que temos iniciativas maravilhosas, como, por
exemplo, o grupo que ganhou o campeonato de robótica. Neste pouco tempo que estou na casa também descobri que temos muitos gestores “que fazem das tripas coração” e essas experiências precisam ser incorporadas pela rede, e farei isto, pois acredito que a educação é mediadora do diálogo e dos processos, uma troca de experiências com a sociedade. EM TEMPO – Como educadora com vasta experiência profissional, a senhora traz alguma ideia para trabalhar na secretaria? KS – É importante todos entenderem que a rede municipal de educação é bastante diversa. Logo no primeiro relatório me surpreendi com o fato de termos 87 escolas rurais e ribeirinhas. A ideia é que sempre as coisas mais modernas acontecem no meio urbano, e que levamos isso para o rural. No entanto, talvez tenhamos uma série de iniciativas nos meios rural e ribeirinho que possamos trazer para a rede urbana, e isso é muito importante, a aproximação e o diálogo dentro da própria secretaria, valorizando os talentos que temos. Outro compromisso prioritário que quero intensificar é a diminuição do número de prédios alugados, avançando em infraestrutura. Agora, sem dúvida, o nosso maior compromisso e a prioridade máxima da nossa gestão será a elevação dos nossos índices de avaliação, fazendo com que Manaus, que hoje é a terceira maior rede de ensino municipal do país, alcance índices entre os dez melhores ensinos do Brasil. EM TEMPO – Em relação à equipe de trabalho, quais as mudanças que a senhora pretende realizar? KS – Por ora não faremos grandes modificações, pois temos que primeiro conhecer a secretaria. Neste primeiro momento estou levando comigo somente a minha chefe de gabinete e assessora que já trabalham comigo há muitos anos. Encontrei na Semed uma equipe bastante organizada, com vários trabalhos
em andamento, porém acho que quando tiver um retrato melhor e mais detalhado da secretaria, possivelmente faça mudanças. Não sei se haverá a necessidade de trazer gente de fora, talvez seja preciso realocar profissionais que possam não estar sendo devidamente valorizados ou colocados no lugar correto, buscaremos o melhor rendimento de todos. Quando resolvi aceitar o desafio, meu irmão me disse: “Vai lá que você funciona bem sob pressão, quanto maior a pressão, melhor o rendimento”, e assim é com todos que trabalham comigo. EM TEMPO – Sobre a sua despedida da Semmas, houve alguma recomendação a respeito dos projetos em andamento ao novo secretário da pasta, Itamar de Oliveira Mar? KS – O Itamar foi o subsecretário que construiu a Semmas junto comigo, entramos no serviço juntos e chegamos no mesmo dia à secretaria. Eu não trabalho bem com autoritarismo, pelo contrário, esse é um desafio, pois as pessoas adoram receber ordens. Eu funciono bem com quem tem criatividade, iniciativa, e quem trabalha de modo colaborativo, participativo e democrático. Essa foi a administração que eu implantei na Semmas, nós formamos um grupo de trabalho, então, eu acho que o fortalecimento institucional, seja de qual instituição for, só vai efetivamente se dar quando os projetos não forem personalizados. Sendo assim, os projetos na secretaria não são meus, são institucionais, eu passei por lá, e os projetos seguem, pois foram construídos pelo coletivo, e se eu tive algum mérito, foi somente na seleção das pessoas certas. EM TEMPO – A que fator a senhora atribui a confiança depositada pelo prefeito Artur Neto e a aproximação política de vocês, visto que a senhora nunca fez parte do grupo político dele? KS – Esse é um daqueles encontros que a gente
não explica. Não sei ao certo como o meu nome chegou a ele para que eu assumisse a Semmas, então de repente ele fez uma aposta que deu certo numa secretaria pequena, e na medida em que nós fomos construindo cada vez mais uma proximidade fui podendo mostrar para ele a forma como eu penso em relação à gestão pública, e também fui aprendendo com ele como me movimentar politicamente. Eu concordo muito com ele, não tem como separar gestão pública, técnica e política. Não é política partidária que precisamos fazer o gestor público não precisa fazer isso, a obrigação do gestor é fazer “Política” com “P” maiúsculo, que é aquela política que leva o debate aberto sem medo, dividindo a responsabilidade do sucesso dos projetos e dos empreendimentos, e da transformação da sociedade, da melhoria na qualidade de vida das pessoas e compartilhando isso com todos aqueles que são seus interlocutores. Acho que eu sempre fui uma militante de uma Política com “P” maiúsculo. EM TEMPO – Como a senhora lidou com a greve ocorrida na última quintafeira, dois dias após a sua posse? KS - Toda medida extrema tem impactos negativos, que precisam ser sempre muito bem avaliados. Se as nossas crianças e suas famílias encontram 71 escolas fechadas, ficam completamente desassistidas, isso atrapalha o dia de trabalho dos pais, o que é muito ruim nesse momento de crise, pois atrapalha também o processo de aprendizado dessas crianças. Pode ser que as lideranças tenham considerado que ao longo do tempo, os canais de conversa com a secretaria se fecharam, porém isso não reflete a atual situação da pasta, pois nós estamos abertos ao diálogo. O prefeito quer retomar em breve uma comissão paritária envolvendo várias secretarias para analisar os impactos financeiros de algumas das propostas.
Quando resolvi aceitar o desafio de assumir a Semed, meu irmão disse: ‘Vai lá, você funciona bem sob pressão. Quanto maior, melhor será o seu rendimento’”
Os projetos implantados na Semmas não foram meus, e sim institucionais. Se eu tive algum mérito foi apenas de ter escolhido as pessoas certas para trabalhar”
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Política
MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
Caminhos do PIB brasileiro nas últimas quatro décadas
Não se pode discutir reforma política criando partido fictício”
Na ditadura, crescimento chegou a 14%, mas dívida depois explodiu e inflação disparou. Altos e baixos dominaram país
www.claudiohumberto.com.br
DEPUTADO EDUARDO CUNHA (PMDB), presidente da Câmara, sobre a criação do PL
Novo ministro critica Renan, Cunha e o PMDB O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, ex-funcionário do governo Lula entre 2004 e 2008, costuma criticar asperamente o PMDB e seus principais líderes. Durante palestra gravada em vídeo, quando se refere aos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, afirma: “Pelo visto não têm preocupação maior com o país” e lembra que ambos “são acusados de fatos de corrupção grave”. Cunha é ameaça Para Renato Janine Ribeiro, é “perigosa” a eleição de Cunha, que “define a pauta” da Câmara. E insiste: “É uma coisa muito grave”. Só um ‘civilizado’ Para o novo ministro, entre os três da linha de sucessão (o vice Michel Temer, Cunha e Renan) o “único na esfera civilizada é Temer”. Sobrou para o PT Renato Janine Ribeiro diz que o PT “era o partido da ética” e concluiu que o partido de Dilma “relaxou no combate à corrupção.” Gerentona criticada Para o novo ministro da Educação, no mesmo vídeo, “a presidente não é a mais fácil do mundo em termos de gestão, direção etc.” Dilma enfurece Renan oferecendo-lhe a Conab No auge da irritação por não ter sido consultado sobre a demissão do ministro Vinícius Lages (Turismo), por ele indicado, para ser substituído pelo ex-deputado Henrique Alves, o presidente do Senado, Renan Calheiros, ficou furioso ao receber por telefone a oferta de Dilma para compensá-lo: indicar o
presidente da Conab, empresa pública de abastecimento de alimentos, ligada ao Ministério da Agricultura. Jogada A escolha de Henrique para o cargo de ministro do Turismo objetiva “rachar” o PMDB. A reação de Renan mostra que a jogada deu certo. Passou recibo Irritado, Renan ignorou os insistentes apelos de Henrique Alves por seu “aval”. “Para quê? Não precisa, é uma escolha da presidente”, disse. Chances reduzidas O presidente do Senado ficou tão afetado com a desfeita de Dilma que se lançou na luta inglória pela demissão do ministro Gilberto Kassab. Semana nada santa Alguns dos principais comandantes do PMDB combinaram passar a Semana Santa em Portugal, acertando ponteiros: Renan Calheiros e Eduardo Cunha, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, e o ex-presidente José Sarney. Viajam quinta no jato particular de um deles. Barrado no baile Quando soube que as principais figuras do PMDB planejavam a Semana Santa em Portugal, o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) se ofereceu para ir. Mas não havia mais lugar no avião. Gestões na CPI Emissários fazem gestões na CPI do HSBC para evitar a convocação de três senhoras da família Queiroz, donas de empresas de mídia em Fortaleza. Juntas, somavam US$ 83,9 milhões na conta nº 5940 CE do HSBC na Suíça.
Jornalista
Não está claro se eram declarados à Receita Federal. Abrigo provisório Com sua sala sob reforma, o deputado desabrigado Ronaldo Lessa (PDT-AL) ocupa o gabinete cedido pelo conterrâneo Renan Calheiros no Anexo I do Senado, vazio desde que assumiu a presidência. Na paixão, sem fardão O governador Paulo Câmara trocou a posse do pernambucano Evaldo Cabral de Melo na Academia Brasileira de Letras para ir à Paixão de Cristo de Nova Jerusalém com o ministro Vinícius Lages (Turismo). PEC Barrichello Ganhou o apelido de “PEC Barrichello”, em homenagem à lerdeza do nosso piloto, a proposta de emenda que fixa prazo para Dilma indicar membros do Supremo Tribunal Federal, do STJ e dos TRFs. Cotoveladas e traição Tucanos como Ricardo Tripoli, Andrea Matarazzo e Bruno Covas trocam cotoveladas pela candidatura do PSDB a prefeito, em 2016. Mas Geraldo Alckmin anda conversando com Marta Suplicy... Impostômetro No dia internacional do circo, o impostômetro bateu a marca de R$ 450 bilhões. Com a grana arrecadada em tributos seria possível construir e equipar quase 33 milhões de salas de aula. Foi a ganância Em reportagem sobre a fragilidade das democracias latinas, a revista britânica The Economist atribui a corrupção na Petrobras à “ganância voraz do PT e aliados”.
Delfim Netto comandou o Ministério da Fazenda no chamado “milagre econômico”, em 1973
A
o sabor de épocas de bonança internacional, choques externos ou de problemas internos, a economia brasileira vem oscilando nas últimas quatro décadas entre o Pibão e o Pibinho. Durante a ditadura militar, beneficiado pelo excesso de liquidez no mundo e por reformas do Estado, o país atingiu o ápice do crescimento no período de 1968-1973. Era o “milagre econômico”, quando o crescimento anual chegou a 14% (em 1973), após registrar por cinco anos consecutivos taxas praticamente de dois dígitos. Mas nos anos seguintes, depois do choque do petróleo no final de 1973, a dívida externa acabou explodindo, em meio a crescentes gastos públicos e à disparada da inflação. Na época, o Brasil também amargou o aumento da desigualdade de renda. Após o golpe de 1964, a equipe econômica de Castelo Branco saneou o Estado, capitalizando
o governo e abrindo caminho para as taxas de crescimento de dois dígitos do país. De 1964 a 1967, com Octávio Bulhões no Ministério da Fazenda e Roberto Campos à frente do Planejamento, ações foram tomadas para o país voltar a crescer com taxas semelhantes às da segunda metade dos anos 50, ao mesmo tempo em que se pretendia equilibrar as contas públicas e reduzir a inflação. Entre as medidas, foram criados o Banco Central (BC), o Banco Nacional da Habitação (BNH) e o FGTS, e organizados o mercado de capitais e o sistema de arrecadação federal. Também foi adotada uma política salarial para segurar a inflação, além de ter sido instituída a correção monetária. Com as condições criadas, o Brasil pisou no acelerador e entrou no milagre, comandado por Delfim Netto na pasta da Fazenda. No governo Geisel, Mario Henrique Simonsen, titular do
ministério, desacelerou a economia para tentar reequilibrar as contas externas, em paralelo a um programa de substituição de importações e autossuficiência energética. Salto econômico Ainda assim, o Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto de bens e serviços produzidos no país) crescia em um ritmo acima de 5,5% ao ano. Mas após o segundo choque do petróleo (1979) e o salto dos juros nos Estados Unidos, a economia se desorganizou com a crise da dívida e as desvalorizações cambiais. E o país mergulhou na década perdida. Nos anos 80 até o início da década seguinte, o Brasil intercalou períodos de forte recessão com os de recuperação do PIB. No fim da ditadura, no governo Figueiredo, por exemplo, o PIB encolheu 4,3% em 1981, enquanto em 1984 cresceu 5,4%. DIVULGAÇÃO
COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
DIVULGAÇÃO
Cláudio Humberto
PODER SEM PUDOR
Votos garantidos O “coronel” e vereador Nei Ferreira era candidato à reeleição, em Vitória da Conquista (BA), quando visitou um bairro da cidade: - Aqui eu quero 750 votos – gritou, no palanque. - Pois o sr. vai ter aqui uns 1.500 votos, coronel – cochichou um cabo eleitoral. Ferreira voltou a proclamar, ao microfone: - Eu sei que 1.500 eleitores já prometeram votar em mim neste bairro, mas como eleitor é um animal muito safado, eu aceito a metade!
PIBINHO
‘Índice já era esperado’, diz Cunha O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na sexta-feira (27) que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014, próximo a zero, já era esperado. Na opinião do deputado, os indicadores econômicos mostram que o resultado de 2015 deve ser ainda pior. O PIB do Brasil subiu 0,1% em 2014 na comparação com 2013. Cunha foi perguntado sobre possíveis erros do governo na condução da política econômica, mas
ponderou que, em um contexto diferente do atual, a gestão optou por uma política de incentivos fiscais sem a qual o resultado de 2014 poderia ter sido negativo. Segundo o peemedebista, porém, este modelo está esgotado. O deputado afirmou que o ajuste fiscal não é o modelo econômico do segundo mandato de Dilma Rousseff, mas uma premissa para um novo modelo que o governo precisa mostrar qual é. “Governo precisa mostrar o passo seguinte”, disse.
Cunha defendeu ainda que o governo explique à sociedade os objetivos do ajuste fiscal proposto pela equipe econômica. O presidente da Câmara disse que, “o que for importante para a economia”, terá o apoio do PMDB. Depois de participar de um evento na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde foi hostilizado, Cunha seguiu para a União Internacional Protetora dos Animais, onde posou para fotos segurando um filhote de cachorro.
Desequilíbrio dos gastos públicos enfraquece economia e faz disparar alta da inflação
Entre recessão e recuperação O PIB também apresentou anos de expressivo crescimento no início do Plano Cruzado, com Sarney, superando 7%. Mas após seu fracasso, ficou no vermelho, assim como no governo Collor, quando a economia chegou a encolher 4,3% (em 1990), a maior recessão no pós-guerra, igualando-se à de 1981. Na gangorra do PIB e dos desequilíbrios da economia, o país afundou na hiperinflação. Em 1993, o índice de preços atingiu 2.500%. Eram tempos em que o brasileiro convivia com sucessivos anúncios de
planos econômicos (Cruzado/1986, Bresser/1987, Verão/1989, Collor I/1990 e Collor II/1991), que tentaram sem sucesso conter a escalada dos preços. A estabilização da moeda só viria com o Plano Real, em 1994. Encolhimento No primeiro trimestre de 2014, a economia brasileira encolheu 0,2%, segundo o IBGE, refletindo a primeira queda do consumo das famílias desde 2011 e o recuo dos investimentos. Com a contração do PIB de 0,6% nos meses de abril a junho,
o país fechou o primeiro semestre em recessão técnica (dois trimestres consecutivos de PIB no terreno negativo). Já no terceiro trimestre do ano passado, o PIB apresentou variação de 0,1% e, nos últimos três meses de 2014, apesar da queda da indústria, ficou positivo em 0,3%, puxado pela agricultura (1,8%). Com isso, no acumulado do ano, a economia brasileira ficou praticamente estagnada, com alta de apenas 0,1%. O PIB per capita, porém, recuou 0,7% em 2014, a primeira queda desde 2009.
Política
MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
A7
Eleições 2016 já iniciaram entre os partidos políticos
A 1,5 ano das eleições municipais, os partidos políticos começam a se articular para a escolha de nomes para disputar o pleito MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
A
deseja retornar ao Executivo pelo voto, faço-lhe uma sugestão: enfrente-me em 2016. Tiremos a prova dos nove. Mergulhemos na alma do povo e vejamos quem tem fôlego para voltar à tona”, desafiou o prefeito. O senador, no entanto, não respondeu publicamente, nem oficialmente ao desafio lançado pelo tucano. A reportagem tentou contato com o ministro Eduardo Braga, por meio dos números 82xx-xx00 e (61) 81xxxx96, mas não obteve sucesso. O presidente municipal do PMDB, vereador Marcel Alexandre, também foi procurado pela reportagem, mas as chamadas não foram atendidas. Anúncio Outro partido que também já declarou publicamente que lançará candidato próprio à Prefeitura de Manaus, em 2016, é o Partido da República (PR). O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, deputado federal Alfredo Nascimento, durante entrevista a uma rádio local, na última segunda-feira (23). Com relação aos nomes, o presidente disse que ainda é cedo para indicar, mas assegurou que o PR será protagonista no pro-
cesso eleitoral de 2016, tanto na capital quanto nos principais municípios amazonenses. Assim como o PSDB e PR, o PT e o PCdoB também pretendem lançar candidaturas próprias ao Executivo municipal. O presidente regional do PCdoB, Eron Bezerra lançou sete nomes que podem ser escolhidos, entre eles o do próprio Eron, o presidente municipal da sigla, Edilon Queiros, a senadora Vanessa Grazziotin, que disputou as últimas eleições municipais e perdeu para Athur Neto no segundo turno, a deputada estadual Alessandra Campêlo, a ex-vereadora Lúcia Antony – que disputou a reeleição no último pleito, mas não conseguiu se reeleger, o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Josildo Oliveira, e Yann Evanovic, que também disputou o último pleito ao cargo de vereador e não obteve sucesso. Para o presidente do partido, lançar os nomes de Josildo, Edilon e Yann significa
uma mudança radical. “Ao pensar esses três nomes, será uma mudança radical como proposta do partido”, pontuou Bezerra, ao destacar que a sigla tem disposição para disputar a eleição majoritária com candidatura própria para a Prefeitura de Manaus. Apesar da declaração do comunista, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Valdemir Santana declarou que ambos os partidos (PCdoB e PT) estão conversando para formarem a coligação. “Estamos conversando com os companheiros do PCdoB. Na última eleição apoiamos a senadora Vanessa (Grazziotin)”, destacou Santana. O presidente disse ainda que nas últimas reuniões tanto da executiva municipal do partido, como na estadual ficou definido que o PT
lançará candidatura própria. “Faz muito tempo que o PT não lança candidato próprio. Sempre apoiamos uma candidatura de outra Sigla”, comentou. Desabafo Como se estivesse cansado de estar sempre como coadjuvante, Santana desabafou que as coligações não têm dado muito certo em nível regional. “O pessoal diz que é aliado, mas só funciona a nível nacional, quando chega aqui (regional), viram camaleões”, criticou. Quanto aos nomes, Santana informou que estão sendo analisados, mas adiantou que até o meio do ano, já possa se apontar um nome certo. No entanto, o petista citou alguns nomes considerados por ele, como “bons nomes” a serem apresentados para a sociedade, entre eles, o do ex-deputado federal Francisco Praciano, dos deputados estaduais Sinésio Campos e José Ricardo Wendling, do expresidente regional da sigla, João Pedro, que disputou ao cargo de deputado federal nas últimas eleições, sem êxito.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
s eleições municipais acontecem daqui a um ano e meio (outubro de 2016), no entanto, os partidos políticos e caciques da política amazonense já começam a manter conversas e articulações com possíveis aliados, para montar os times que serão apresentados à sociedade como nomes para disputar o Executivo municipal. Alguns principais partidos políticos já se posicionaram defendendo candidaturas próprias à Prefeitura de Manaus, entre eles o PSDB do atual prefeito Arthur Neto; o PT da presidente Dilma
Rousseff; o PCdoB da senadora Vanessa Grazziotin; o PR do deputado federal Alfredo Nascimento, entre outros. O prefeito Arthur Neto, por exemplo, anunciou publicamente, em uma postagem nas redes sociais, que disputará a reeleição. O anúncio foi feito quando o prefeito desafiou o ministro Eduardo Braga (PMDB) a enfrentá-lo no pleito de 2016. Na ocasião, Arthur convidou Braga para disputar com ele a prefeitura da capital amazonense, durante uma polêmica envolvendo o governador José Melo (Pros). “Se
Partidos se mobilizam e alguns já tem até nomes certos
Nanicos também estão no páreo
Marcelo Ramos espera a definição do partido
Entre os partidos políticos considerados menores por causa da representatividade na Câmara Federal e expressão eleitoral, entre eles o PSB e PPS, existem suposições, nada oficiais, de que esses partidos poderão lançar candidatura própria para a Prefeitura de Manaus no pleito de 2016. Pelo PSB, o nome poderia ser do ex-deputado estadual Marcelo Ramos, o qual também disputou o pleito de 2014 ao cargo de governador do Estado. No entanto, ainda não há uma definição se Ramos representará o PSB ou disputará por outra sigla, uma vez que a executiva regional do PSB não apóia o nome de Ramos, como o fez em 2014, mas que se viu obrigado a
apoiar por uma determinação nacional. Ramos já declarou ao EM TEMPO que gostaria de disputar pelo próprio PSB, mas que se os dirigentes do partido não aceitarem sua candidatura, ele terá que se desfiliar do partido, o que está praticamente se consolidando, uma vez que não há manifestação de apoio por parte do presidente regional, vereador Marcelo Serafim, nem por parte do diretório municipal. “Meu projeto, se eu pudesse escolher, é ser candidato pelo PSB. Pela trajetória que eu tenho dentro do partido e pelo fortalecimento que eu gerei ao PSB. Então, se eu não tiver garantias, eu vou ter procurar outro caminho”, revelou Ramos.
Hissa Outro nome que começa a surgir como especulação é do deputado federal Hissa Abrahão (PPS). Ele que em 2012 teve seu nome retirado da disputa pelo partido, para compor com o Arthur Neto. O presidente regional da sigla, Guto Rodrigues, disse que a questão majoritária só será discutida em setembro, após o encerramento de filiações partidárias. No entanto, Guto não descartou a possibilidade de Hissa ser um dos “grandes” nomes na disputa. Já o partido do governador José Melo (Pros) deverá se manter como coadjuvante em 2016 e ao que tudo indica, retribuirá o apoio do prefeito Arthur Neto com relação ao pleito na capital.
Hissa Abrahão aparece como o nome do PPS
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Política
MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Caderno B
Economia
Academias são filão a explorar no Amazonas Economia B4
Para a Semana Santa, uma peixaria até que cai bem FOTO: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Mercado que cresce na cidade que mais consome peixe no país estima dobrar o faturamento com o feriado de Páscoa
Além dos peixes tradicionais da região, como o tambaqui, a matrixã e o jaraqui, o período também é bom para o segmento de frutos do mar, que aposta crescer até 80% no volume de vendas SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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tradição de trocar o consumo de carne vermelha pela branca de peixe, no feriado da Semana Santa, aquece não apenas a venda dos vendedores nas feiras de Manaus, mas também de um mercado que está em plena expansão na capital, o das peixarias. Alguns estabelecimentos esperam dobrar o faturamento durante este período em relação às datas normais do ano. O setor garante que o preço não será alterado. Algumas peixarias estão com promoção ativa, como é o caso da Puraquê, situada na rua Raimundo Nonato, Ponta Negra, Zona Oeste. O buffet, que antes custava R$ 42,90, passou para R$ 29,90 no último dia 8, Dia Internacional da Mulher. No local, também há a opção à la carte. O gerente da peixaria, Cláudio Azevedo, assegurou que o valor continuará o mesmo até o final do feriado. “Consegui um fornecedor que entrou comigo nessa promoção. Ele me vende o peixe com desconto e eu repasso essa redução aos clientes. Na Semana Santa, o preço vai continuar o mesmo, independente se o fornecedor continuar ou não com a gente até lá”, frisa. Com 10 anos no mercado, a empresa se prepara para atender a alta demanda da Semana Santa e tem toda
uma preocupação com a qualidade do peixe comercializado no local. Segundo Azevedo, o produto vem de Boa Vista, uma vez que o Amazonas não tem produção suficiente para atender a demanda. “O peixe é pescado no máximo há uma semana, mas, geralmente, pesca-se hoje e daqui a três ou quatro dias já está na mesa do cliente”, afirmou. Na Peixaria do Juvenal, da
O consumo de tambaqui em Manaus aumenta em média 13% a cada semestre, conforme a última pesquisa que acompanhei Roberto Presley, gerente da Peixaria do Juvenal
avenida Constantino Nery, bairro Flores, Zona Centro-Sul, o crescimento estimado é de 40% se comparado às demais datas festivas, de acordo com o gerente, Roberto Presley. Ele também diz que o número de mesas e vagas no estacionamento será ampliado. “Vamos colocar mais 50 mesas, ou seja, vamos trabalhar com aproximadamente 110. Teremos 70 vagas em um estacionamento, além de termos ainda o espaço na frente da peixaria e do lado,
que comporta mais 43 veículos”, comenta. Efetivo Quanto à preparação para atender a demanda esperada, Presley afirma que praticamente dobrará o efetivo de atendente. “Hoje temos 18 funcionários e no dia, pelo último plano que fizemos, teremos em torno de 40 a 44 só atendendo, desde quando o cliente sai do carro até o momento de fazer seu pedido”, afirma. Ele destaca que nos anos anteriores, mesmo com equipe maior, o atendimento ficou prejudicado por conta da alta procura pelo restaurante na Semana Santa. Presley conta que o movimento começa a aumentar uma semana antes da Semana Santa. O tambaqui servido no local, que custa a partir de R$ 26, também vem de Roraima. Já a matrinxã, sardinha, pacu, jaraqui e pirarucu são do Amazonas. “Às vezes chega peixe vivo. Eu conto e muita gente às vezes não acredita, mas chega. Entre pescar e entrar no nosso frigorífico são umas 12 horas. O peixe que comercializamos tem no máximo 72 hora de câmara fria”, ressalta. Os valores dos pratos variam conforme o tipo de peixe, a quantidade e o modo que é preparado. Além disso, o prato sempre vem acompanhado de porções de arroz, baião, farofa, vinagrete, entre outros.
Frutos do mar na mesa manauense Além das peixarias, outros estabelecimentos que também trabalham com peixes e frutos do mar aguardam que a demanda aumente em torno de 80% nesta Páscoa, como é o caso do Bragança Frutos do Mar, na avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul. “O movimento ainda não sofreu nenhuma mudança, mas estamos com expectativas boas em relação à Semana Santa”, disse o gerente, Júnior Ferreira. No cardápio, self-servi-
ce, há aproximadamente 14 pratos diferentes, sendo que o quilo custa R$ 70. Dentre as opções estão sururu, carne de caranguejo, camarão, polvo, ostra, além de peixes do mar como salmão, bacalhau, pescada amarela, cavala, entre outros. “Alguns pedidos já chegaram, mas outros ainda vão chegar. Principalmente de peixes diversos, os quais são o que as pessoas mais consomem nesse período do ano”, relata.
Ferreira conta que durante a semana o movimento é considerado fraco, porém no final de semana a demanda aumenta consideravelmente. Mas, ele destaca que existe um enorme público para esse mercado na capital amazonense. “Tem muitos adeptos de peixes e frutos do mar em Manaus. E tem pessoa que é acostumada a comer marisco que vem quase todos os dias almoçar e jantar conosco”, afirma o gerente do Bragança Frutos do Mar.
Procura por peixarias durante a Semana Santa exige aumento do número de funcionários
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
Caminho mais curto para o mercado de trabalho FOTOS: DIVULGAÇÃO
Cursos profissionalizantes são a porta de entrada para quem aposta na qualificação técnica em busca de oportunidades
Instituições particulares de ensino afirmam que a procura por cursos profissionalizantes cresceu em média 10% nos últimos anos no Amazonas pela demanda da indústria e do comércio local SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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oje em dia, a busca pela reciclagem ou pelo conhecimento prático tem feito com que a demanda por cursos profissionalizantes aumentasse em média 10%, nos últimos anos em Manaus, de acordo com instituições de ensino particulares. Geralmente, essa modalidade de ensino que dura poucos meses é barata e ideal para quem tem pressa em entrar no mercado de trabalho, uma vez que possibilita uma rápida qualificação profissional. Para o diretor-fundador do Centro Educacional Sustentar, João Paulo, a necessidade de se qualificar de maneira rápida é o principal fator responsável pelo aumento da procura pelos cursos profissionalizantes e técnicos. Além disso, ele aponta que quem está em constante atualização tem mais possibilidade de entrar no mercado de trabalho. “Enquanto a faculdade ensina como fazer o serviço, o profissionalizante ensina você a fazer e o mercado dá mais oportunidade para essa situação”, afirma. A diretora geral de Educação Profissional no Grupo Literatus, Amanda Estald, diz que a procura cresce em razão do reconhecimento de gestores em relação ao retorno à empresa que contrata profissionais com conhecimentos técnicos. Ela lembra que há anos as empresas treinavam e formavan os profissionais, o que demandava tempo e recursos. Para ela, a companhia corria o risco de, após vários treinamentos, o colaborador não se identificar com a área e causar o turnover (rotatividade) na empresa. “Hoje temos empresas que aguardam o período do estágio curricular dos nossos alunos”, comenta. O Grupo Literatus trabalha com cursos de aperfeiçoamento, cuja carga horária varia de
20 a 200 horas. Entre eles estão: gestores de lojas, técnicas de vendas, liderança e coaching, primeiros socorros, entre outros. Também há os cursos técnicos voltados para a área de gestão e negócios, como técnico em contabilidade, qualidade, logística, recursos humanos, finanças, administração, marketing com duração de 11 meses e investimento a partir de R$ 200 mensais. O Centro Educacional Sustentar oferece cursos que duram em média três meses e custam em torno de R$ 150 cada, como o de assistente administrativo, recursos humanos, auxiliar financeiro e de cobrança de crédito, eletricista, inspetor da qualidade, operador de caixa,
Quanto mais cursos, melhor o currículo O balconista, Jean Breno Silva de Oliveira, 20, faz o curso de assistente de Recursos Humanos (RH) e pensa em fazer o de logística logo após. Segundo ele, além de ter trabalhado na área de RH, quer acrescentar maior capacitação ao seu currículo. “Fiz um curso de pacote administrativo que durou três anos. Agora trabalho como balconista porque pretendo pagar a faculdade, mas quero concluir o ensino superior por um currículo com mais conhecimento”, avalia.
Jean destaca que o desafio de hoje em dia é acompanhar as mudanças do mercado. Ele lembra que antigamente o ensino médio era o principal fator que completava o currículo, sendo que hoje ele não vale mais quase nada. Além disso, algumas empresas não contratam pessoa que não fala mais de uma língua. “O inglês e o espanhol é um complemento, por isso, faço um curso de inglês aos sábados”, conta. A operadora de produção Emanuelly Fernandes Pantoja, 33, fez recentemente o
curso de logística. Ela conta que nos últimos dois anos fez os cursos de almoxarife, chefia de liderança e informática. “Sou formada desde 2011 no curso superior de tecnologia em logística pela Universidade Anhaguera Uniderp, mas não consegui emprego na área. Desde então sempre procuro me reciclar, porque um dia pode surgir uma vaga e você tem que ter um diferencial, nesse caso a qualificação”, ressalta. Milka de Nazaré Farah, 31, se formou no curso superior
de gestão de RH, porém, como não tinha experiência, não conseguiu emprego na área. Em 2013, na busca para entrar no mercado de trabalho ela resolveu fazer o um novo curso, desta vez, técnico em Gestão de RH. Ao final, estava com a vaga garantida na empresa em que estagiou. “O mercado é muito competitivo e se você não buscar novos meios para se qualificar vai ficar para trás. Eu, por exemplo, após o estágio já fiquei como funcionária contratada”, lembra.
O curso profissionalizante demora em média três meses. Quem quer entrar no mercado de trabalho não pode esperar tanto João Paulo, diretor-fundador do Sustentar
organizador de festa, recepcionista, entre outros. O diretor-fundador revela que em breve, por conta de alta demanda, o centro deve disponibilizar cursos técnicos em segurança do trabalho, administração e também preparatório para concursos públicos. Ele destaca que apesar de funcionar há seis meses no mercado, o centro de ensino profissional registra forte crescimento a cada trimestre. “Na primeira turma, quando estávamos começando, a procura foi menor. Na segunda a diferença foi maior. Nesse período tivemos duas formações e entre 150 a 200 alunos foram formados”, aponta.
Cursos como técnico de vendas e inspetor de qualidade duram, em média, de 20 a 200 horas e custam entre R$ 150 e R$ 200
Economia
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Preço de passagem aérea é pressionado pela crise Bilhetes podem sofrer reajuste caso continue a pressão da alta do dólar, subida da inflação e impostos abusivos no país
DIEGO JANATÃ
ANWAR ASSI* Equipe EM TEMPO
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rasília - O amazonense que gosta de viajar e sonha em ver os preços das passagens aéreas ficarem mais em conta deve preparar o bolso. Curtir passeios em outros Estados ou até mesmo fora do país deverá ficar mais salgado ainda neste ano. A possibilidade de haver aumento nas tarifas das passagens foi confirmada pelas empresas de aviação civil que compõem o mercado brasileiro e não foi descartada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). De acordo com o vice-presidente da Avianca, Tarcísio Gargioni, o índice de reajuse deverá ser de 10%. “Se continuar a ter pressão nos custos, o aumento pode ocorrer a qualquer momento”, alerta o executivo. Por sua vez, mesmo não dando detalhes sobre o percentual de aumento, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, destacou que o setor aéreo está pressionado e sente os efeitos da crise econômica que afeta o país com a alta do dólar, a subida da inflação e a cobrança abusiva de impostos. “Este ano será o
mais difícil para o setor aéreo. Não há nenhuma perspectiva de termos números melhores dos que os do ano passado”, afirma Sanovicz. Segundo ele, o setor aéreo deverá registrar, neste ano, fuga de passageiros em decorrência do encarecimento dos custos para o cidadão que quer viajar e que já está sobrecarre-
CUSTOS
O principal fator para o encarecimento da passagem aérea é o combustível, que representa 40% das despesas da aviação. Também contribuem os impostos, inflação alta e dólar elevado gado com os últimos reajustes ocorridos no país como o das tarifas de energia elétrica, do valor do litro dos combustíveis e até mesmo do preço dos alimentos. A tendência é a demanda por passagens aéreas ficar reprimida. “Baseados nos dados de março, começamos a perceber a decisão do consumidor mais conservadora”, revela o presidente da Abear, ao salien-
tar que as empresas aéreas trabalham duro, hoje, para reduzir custos. Apesar da situação desanimadora do cenário aéreo, algumas empresas estão menos pessimistas. De acordo com o vice-presidente da Gol, Alberto Fajerman, 2015 será um ano de ajustes. “Não devemos ser muito pessimistas, porque até o início de 2016 reencontraremos o caminho do crescimento”, opina. “A crise vai passar, mas a questão é saber quando ela passará”, concorda o vicepresidente da Avianca, Tarcísio Gargioni. Segundo o diretor de Assuntos Regulatórios da Tam, Basílio Dias, a crise é uma oportunidade para as empresas investirem no setor aéreo. “A Tam e o Grupo Latam continuam investindo, tanto na renovação da frota quanto em tecnologia”, conta. Conforme o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, uma das soluções para o setor aéreo será reforçar a parceria com as agências de viagens para que estas concedam atrativos como descontos para quem quer viajar no país. *O jornalista viajou a convite da Abear
Segurança é o foco nos céus do AM A falta de segurança nos voos que abrangem os céus do Amazonas é uma das prioridades da política aérea do atual governo federal para os próximos anos. Afirmação é do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, e foi concedida ao EM TEMPO durante o evento “Aviação em Debate – Desafios do Setor”, realizado na capital federal, durante a semana passada, pela Abear, entidade que reúne representantes do setor aéreo. De acordo com Padilha, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tomou medidas para fortalecer o processo de fiscalização dos
GESTÃO
Ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha descarta a possibilidade de o aeroporto de Manaus ser privatizado na onda de concessões que o governo federal pretende fazer até 2018 voos na região. Segundo o presidente da Anac, Marcelo Guaranys, assim como no exterior, a segurança é o foco principal da aviação civil no país. De acordo com ele, a Agên-
cia tem feito um traballho árduo de fiscalização. “Nós certificamos todos os elos da cadeia. Ao mesmo tempo em que nos preocupamos com a segurança, nós buscamos a eficiência do mercado. Portanto, nossa meta é tornar segura a aviação civil, mas sem travar o crescimento do setor e favorecendo a eficiência”, salientou Guaranys. Segundo dados da Secretaria de Aviação Civil (SAC), atualmente, há 101 projetos de lei em trâmite no Congresso Nacional que tratam desse mercado dos quais 23 proposituras vão ter grande impacto no setor aéreo. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Ministro afirma que Anac tomou medidas para fortalecer a segurança dos voos na região
A possibilidade de reajuste sobre as tarifas aéreas não foi descartada pelas empresas do setor
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Economia
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Academias são filão a ser explorado no Amazonas FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Número de estabelecimentos no Estado aumentou consideravelmente nos últimos dois anos, de acordo com o Cref8
A importância da prática de atividades físicas aliada a preços acessíveis, profissionais capacitados e equipamentos de qualidade, aquece o mercado, que conta com 260 academias no Estado SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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om o aquecimento do mercado fitness em todo o Brasil, o número de registro de academias, por ano, no Amazonas, aumentou de 25, em 2013, para 54, em 2014, totalizando 260 estabelecimentos registrados em todo o Estado. O volume representa uma média de quatro a seis novos empreendimentos por mês, conforme o Conselho Regional de Educação Física da 8ª Região (Cref8), que abrange os Estado da Região Norte. De acordo com o presidente da entidade, Jean Carlo Azevedo, o crescimento se deve a uma série de ações, dentre elas a expansão das academias de bairros e a maior regularização desses estabelecimentos. Ele também aponta o aumento de profissionais formados na área nos últimos anos. “Atualmente há em torno de quatro mil profissionais registrados no Amazonas. Em 2007, esse número era de 1.400”, observa. O representante da Eco Fitness Academia, Luiz Roberto, relata que dados da Fitness Brasil - organizadora da maior feira do ramo na América Latina – mostram que, no país, apenas 1,8% da população faz exercícios físicos com regularidade. Um dado relativamente pequeno, o que demonstra o quanto o mercado de academias é promissor em todo o país. “A população cada vez mais se conscientiza sobre a importância da prática de atividade física e o mercado cresce não somente no Brasil, mas no mundo todo”, ressalta. A academia, situada na Zona Sul da cidade, funciona das 6h às 23h e conta com aproximadamente 350 alunos. Os planos fixos variam de R$ 131 a R$ 190 mensais, sendo que há pacotes de três meses para a melhor idade por R$ 99. O local oferece mais de 31 aulas semanais e faz constantes investimentos
tanto na estrutura quanto nos equipamentos. “Somos uma academia com profissionais e equipamentos de ponta; o que há de mais moderno no mundo fitness nós adquirimos”, revela Roberto. Outra que vem ampliando tanto os serviços quanto a infraestrutura do estabelecimento, por conta da alta do mercado, é a academia Atlética Atenas, situada no Olímpico Clube, na Zona Centro-Sul. De acordo com o gerente geral, Daniel Torres, no ano passado 90% dos equipamentos foram renovados; já este ano, os investimentos serão direcionados ao aumento do espaço de musculação, ginástica, vestuário, entre outros. “Estamos com o projeto de melhoria pronto, esperando apenas a liberação do financiamento do banco”, informa. Segundo ele, com a ampliação o novo espaço deve ficar quatro vezes maior que o atual. A expectativa é que o número de alunos fixos também cresça de 1.400 para 1.500 ou 1.600 até dezembro. “Estamos remodelando nossas atividades para atingir um público que não é A e nem C, aquele intermediário, que busca maior conforto e preço acessível”, afirma, destacando que os planos na academia variam de R$ 99 a R$ 175. Novas unidades Azevedo revela que, este ano, o Cref8 já recebeu alguns pedidos para avaliar novos estabelecimentos que estão em fase de abertura. Segundo ele, quando há demanda são feitas visitas “in loco” para verificar os equipamentos, a estrutura, entre outros, para a emissão do documento de registro. “Se estiver tudo certo, expedimos um certificado de regularidade, que deve ser exposto em local visível, geralmente junto ao alvará de funcionamento ou o certificado da Vigilância Sanitária”, observa Azevedo.
Irregularidades resultam em fechamentos No ano passado, segundo o relatório anual do Cref8, a entidade efetivou 571 autuações no Amazonas e interditou 37 estabelecimentos por funcionarem de forma irregular. A atuação ilegal do profissional de educação física foi uma das principais irregularidades flagradas pelo Conse-
lho nas fiscalizações realizadas no Estado, conforme o documento. O presidente da entidade, Jean Carlo Azevedo, ressalta que estabelecimentos como academias, escolas e estúdios, sem a coordenação de um profissional de educação física habilitado para exercer a profissão ou
condições físicas adequadas, representam 81% das autuações efetivadas. “A pessoa não pode simplesmente abrir um local e funcionar como uma instituição. Precisa ter um profissional habilitado e registrado no Cref8 para responder tecnicamente pelas atividades”, frisou.
Ele faz um alerta para que as pessoas denunciem, por meio do número (92) 32348234, aqueles estabelecimentos que não tiverem registro no Cref8. A ação fará com que o Conselho faça fiscalização, com o intuito de garantir que a atividade física seja praticada com saúde e segurança.
Profissionais, habilidades e estrutura física adequada são indispensáveis para o funcionamento de academias e similares
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Facebook testa drones para conectar regiões isoladas O
presidente-executivo e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou que a empresa “concluiu com sucesso”, no Reino Unido, os testes do uso de drones (aeronaves não tripuladas) que usam raios laser para transmissão de dados. A ideia do uso dos veículos - que terão envergadura de 29 metros, maior que a de aviões Boeing 737, segundo a companhia - é levar conexão à internet a populações remotas. Os drones têm massa inferior à de um carro e são alimentados por energia elétrica proveniente de painéis solares instalados nas suas asas, disse Zuckerberg. É uma tecnologia alternativa às atuais conexões por torres celulares e também à de balões com conexão por ondas de rádio, que vem sendo testada no Brasil pelo Google no seu projeto Loon. A gigante de buscas também adquiriu uma companhia de drones, chamada Titan Aerospace, em abril do ano passado. O Facebook diz ter realizado estudos por meio dos quais conclui que somente 10% das pessoas vivem fora do alcance de redes celulares, sejam elas 2G (de segunda geração), 3G ou mais novas.
Em entrevista à “Folha de S.Paulo” no mês passado, o executivo Ime Archibong, responsável pelo projeto de inclusão Internet.org do Facebook, disse que é por causa disso que a empresa também faz parcerias com teles para tornar mais acessível - às vezes gratuito - o acesso a alguns serviços (incluindo, claro, a própria rede
MESSENGER
Durante a semana, o Facebook anunciou que permitirá a desenvolvedores externos que criem ferramentas para o aplicativo Messenger, que é usado por 600 milhões de pessoas ao menos uma vez por mês social) usando o celular. Em janeiro e em fevereiro deste ano, a companhia lançou programas para acesso ao seu site e a serviços de internet públicos ou considerados essenciais (como a Wikipédia) na Colômbia e na Índia, respectivamente. Não é a primeira vez que o Facebook menciona a operação de drones para conexão
à internet. Em setembro do ano passado, o executivo Yael Maguire falara sobre o início dos testes em 2015 e sobre o tamanho das aeronaves. O projeto foi parcialmente detalhado por meio de um documento liberado pela companhia sediada em Menlo Park, Califórnia. Os drones voam a cerca de 20 quilômetros de altitude. Uma das dificuldades é a perda de intensidade do sinal - uma função exponencial em relação à distância - das ondas eletromagnéticas dos raios laser. Em janeiro, o Facebook anunciou a contratação de 1.200 pessoas para trabalhar com drones e em outras áreas consideradas de tecnologia de ponta, como realidade virtual. O anúncio foi feito durante a conferência F8, para desenvolvedores, realizada pelo Facebook em San Francisco entre a quinta-feira (26) e sexta-feira (27). “Se atingirmos nosso primeiro objetivo, de conectar todo o mundo à internet, criaremos um novo problema, de tamanho fluxo de informação que você não consegue chegar às coisas que lhe são importantes”, disse o executivo-chefe de tecnologia da empresa, Mike Schroepfer, durante o evento.
DIVULGAÇÃO
Sucesso dos testes com os equipamentos que usam raios laser para transmissão de dados foi anunciado por Zuckerberg
Os drones do facebook têm massa inferior à de um carro e são alimentados por energia solar
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País
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Pacto federativo será o debate da vez no Senado DIVULGAÇÃO
O tema virou uma “panela de pressão” no Congresso, pois muitos Estados já não conseguem mais arcar com seus compromissos
Senadores devem votar nesta semana projetos de lei que tratam do pacto federativo, como o indexador das dívidas dos Estados e municípios e a convalidação de incentivos concedidos por Estados
os aditivos contratuais. Com isso, haverá a substituição do atual indexador, Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, os juros serão reduzidos dos atuais 6% a 9% ao ano para 4% ao ano. Quando a fórmula IPCA mais 4% ao ano for maior que a variação acumulada da taxa Selic (taxa básica de juros), a própria taxa básica de juros será o indexador. Isso evita que a soma dos encargos fique muito acima dos juros vigentes no mercado. Convalidação O outro projeto do pacto federativo que tramita em regime de urgência é o PLS 130/2014, que promove a convalidação de incentivos fiscais concedidos por Estados a empresas. A convalidação significa tornar regulares benefícios fiscais que as unidades da federação concedem a empresas para que estas se estabeleçam em seus territórios. Muitos desses benefícios foram oferecidos em desacordo com as normas atuais, que os senadores consideram muito rígidas. A competição dos Estados na concessão dos benefícios e conhecida como“guerra fiscal”. Para que um Estado possa conceder benefícios fiscais a empresas, é necessário obter unanimidade entre todas as unidades da federação no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Senadores dizem que essa regra beneficia Estados como São Paulo e Rio de Janeiro, que são mais atraentes para empresas e podem vetar sozinhos os incentivos promovidos pelos outros.
Eduardo Cunha reafirma urgência
Reforma política na pauta
Na última sexta-feira, quando presidia a 2ª edição do programa Câmara Itinerante, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDBRJ), reafirmou que o debate sobre o pacto federativo é urgente, pois muitos Estados e municípios já não conseguem mais arcar com suas responsabilidades. Cunha lembrou que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou Estados e municípios a quitarem todos os precatórios até 2020. “Nós sabemos que muitos entes não terão condições fazer isso em 5 anos”, destacou. O pacto federativo, segundo ele, vem “sendo agredido todos os dias”. “Temos de definir as responsabilidades de cada ente federado e as respectivas receitas para financiar essas obrigações”, defendeu Cunha. Essa discussão, conforme o presidente da Câmara, precede até mesmo o debate sobre a reforma tributária. “As mudanças no sistema tributário devem ser uma consequência da reformulação do pacto federativo e não a causa”, frisou. O relator da comissão especial do pacto federativo, deputado André Moura (PSC-SE), concordou que não é possível pensar em uma reforma
Também continuam na pauta do Senado projetos da reforma política. Entre eles, dois textos que tratam do financiamento das campanhas eleitorais. O financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais, com consequente proibição de doações por empresas, é apontado por muitos parlamentares como uma das principais mudanças que o país precisa fazer para combater a corrupção. Um dos projetos que tratam do assunto na pauta do plenário é o PLS 268/2011, do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), que estabelece o financiamento público exclusivo para campanhas eleitorais. O outro texto é o PLS 60/2012, da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que proíbe doações de empresas em
tributária, sem discutir as responsabilidades de União, Estados, Distrito Federal e municípios. “Não podemos falar de partilha de tributos, sem antes falar de direitos e deveres de todos os entes federados”, sustentou. De acordo com Moura, após a Constituição de 1988, os Estados, os municípios e o Distrito Federal assumiram responsabilidades sem recursos suficientes. “A distribuição das receitas entre os
DIFICULDADE
Decisão do Supremo obrigou Estados e municípios a quitarem todos os precatórios até 2020. Na avaliação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, isso é quase impossível entes é injusta. Temos de ter a preocupação de não afetar as receitas de nenhum deles”, comentou. Eduardo Cunha reiterou que a reformulação do pacto federativo não pode ser feita com a simples transferência de receitas da União para Estados e municípios. Na avaliação dele, é fundamental que se estabeleçam condições para que todos os entes tenham capacidade de financiar suas obrigações.
dinheiro, ou por meio de publicidade, a candidatos e partidos políticos. Também está na pauta da reforma política o PLS 601/2011. O texto, do ex-senador Pedro Taques (PDT-MT), exige a divulgação das receitas e despesas das campanhas eleitorais. Outros assuntos Constam ainda na pauta outras proposições, não relacionadas à reforma política. Uma delas é PLS 279/2012, que reduz para 60 anos a idade mínima para o recebimento do benefício de prestação continuada (BPC). A outra é o PLC 13/2013, que prevê o reconhecimento das carreiras de engenheiros, arquitetos e agrônomos do serviço público como essenciais e exclusivas de Estado. JANE DE ARAÚJO/AGÊNCIA SENADO
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rasília -O pacto federativo é um dos temas centrais da pauta do plenário do Senado nesta semana. Devem ser analisados projetos que tratam do indexador das dívidas dos Estados e municípios, ainda não regulamentado pelo Executivo, e da convalidação de incentivos fiscais concedidos por Estados a empresas. Os dois textos tramitam em regime de urgência e a votação depende do resultado de audiência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), marcada para depois de amanhã. A intenção inicial era votar os dois projetos na última quarta-feira, mas a votação acabou sendo adiada a pedido do ministro, que se comprometeu a vir ao Senado falar sobre o ajuste fiscal. A preocupação do governo é com o aumento de gastos em decorrência do novo indexador das dívidas. A mudança, segundo estimativas atribuídas ao Ministério da Fazenda, poderia gerar uma perda de R$ 3 bilhões ao governo federal neste ano. A mudança no indexador das dívidas era uma reivindicação antiga de governadores e prefeitos. O texto que altera o indexador virou lei em 2014 (lei complementar 148/2014), mas o governo ainda não regulamentou a lei para adiar essa renegociação. O projeto que está na pauta do plenário (PLC 15/2015 complementar) deixa claro que a renegociação das dívidas com a União independe de regulamentação e dá prazo de 30 dias para que o governo federal assine com os Estados e municípios
Renan Calheiros vai colocar na pauta a reforma política
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Estudo diz que Israel matou 2,3 mil palestinos em 2014 S
ão Paulo - Israel matou mais civis palestinos em 2014 do que em qualquer outro ano desde que a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza começou em 1967, revelou um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), na última sexta-feira. Intitulado “Vidas Fragmentadas”, o documento atesta que a atuação israelense na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental resultou na morte de 2.314 palestinos e 17.125 feridos no ano passado, aponta o Ocha (Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários). Os dados contrastam com as 39 mortes e 3.964 feridos palestinos que a agência contabilizou em 2013. Para as Nações Unidas, a operação Margem Protetora - que aconteceu entre julho e agosto passado em Gaza - foi a grande responsável pelo aumento dramático de fatalidades. Durante 50 dias, a ofensiva tirou a vida de 2.220 habitantes do enclave palestinos, dos quais 1.492 eram civis, 605 eram militantes do grupo islamita Hamas e outros 123 não foram identificados. Do lado israelense, morreram 71 pessoas - militares, em sua maioria. No auge do conflito, mais de
11 mil pessoas ficaram feridas e cerca de 500 mil foram deslocadas internamente. Para além de Gaza, houve também um aumento acentuado em mortes na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, onde 58 palestinos foram mortos e 6.028, feridos - o maior número de mortes em incidentes envolvendo as forças de Israel desde 2007 e o maior número de lesões desde 2005. A maioria dos incidentes ocorreu na segunda metade do ano, após o sequestro e assassinato de Mohammed Abu Jedei, o que levou a tumultos e protestos diários em Jerusalém Oriental. O palestino de 16 anos de idade foi sequestrado e queimado vivo em julho, após o rapto e assassinato de três adolescentes israelenses no mês anterior. O relatório ainda nota um aumento considerável no uso das forças armadas israelenses de munição letal, que respondeu por quase todas as mortes e 18% das lesões. A respeito de prisões, o número de palestinos mantidos em detenções administrativas israelenses subiu 24% em 2014, mas diminuiu em se tratando de crianças. Ataques palestinos contra civis e forças de segurança israelenses também se elevaram em 2014, com a morte de 12 pessoas.
AGÊNCIA EFE
Números mostram que estes assassinatos são os maiores desde a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, em 1967
Crianças palestinas em frente a destroços de sua casa atingida por bombardeios de Israel em Rafah, na Faixa de Gaza
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Mundo
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Caderno C
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diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
REPRODUÇÃO
Dia a dia
Amores se tornam crimes passionais Páginas C4 e C5
Lei sobre adoção e venda de animais não é cumprida FOTOS: IONE MORENO
Sancionada em 2013, a lei municipal, além de não ser fiscalizada a contento, é pouco cumprida por feiras e pet shops
Adoção e comercialização de cães e gatos expostos em feiras e lojas de animais devem ser acompanhadas por um médico veterinário, conforme lei municipal. Poucos locais atendem a legislação ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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ois anos após a sanção da lei municipal número 1.717/2013, que disciplina a adoção e comercialização de cães e gatos em feiras e estabelecimentos comerciais apropriados, a legislação vem sendo desobedecida, colocando em risco tantos os animais a serem comercializados quanto os pretensos compradores, em virtude da falta de um profissional – no caso, um médico veterinário - para acompanhar os procedimentos de aquisição. Sempre acompanhando as feiras de adoção, a integrante da ONG Cachorreiros de Manaus, Erika Schoemp, relata que a feira que funciona no bairro Japiim, Zona CentroSul, não obedece a legislação e que os fiscais não comparecem ao local. Segundo ela, a feira já foi denunciada várias vezes ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/ AM), até pelo motivo da veterinária responsável pelo espaço nunca estar presente nos dias de venda. “Os animais estão expostos na rua e a feira não é registrada como estabelecimento. Um técnico disse que ia dar o segundo aviso, mas o caso não dá em nada, e assim já se passaram mais de três meses”, informa. Sanções Conforme estabelece a lei municipal número 1.717/2013, os estabelecimentos que descumprem a legislação devem ser multados pelo conselho pertinente, e caso o mesmo não tome as devidas providências, também pode responder pelo delito.
“Se a feira não tem veterinário que é o responsável técnico e que não pratica o bem-estar dos animais devem ser penalizados. Esses animais estão em local sem condições ambientais para expor filhotes e a veterinária responsável nunca está presente”, reforça Erika. A aquisição de animais nesta situação é um risco até mesmo para o comprador. “A nossa preocupação com este tipo de venda se dá pelo fato de que, enquanto as ONGs lutam contra o abandono de animais, este tipo de comércio alimenta o abandono. Não são criadores sérios, são pessoas comuns reproduzindo animais
Feira procura seguir normas
ALTERAÇÃO
De autoria do vereador Everaldo Farias, tramita na Câmara Municipal uma emenda para mudar a redação do parágrafo 4º, da lei 1.717/2013, que inviabiliza a castração de cães e gatos indiscriminadamente para ganhar dinheiro fácil, e nessas feiras ilegais há um risco para o comprador, pois eles não devem nem ter nota fiscal, já que estão em condição clandestina”, avalia. De acordo com Erika, na falta de fiscalização do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), quem deveria penalizar os comerciantes seria o Departamento de Vigilância Sanitária (DVisa). Até o fechamento desta edição, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) não havia se pronunciado sobre as fiscalizações nas feiras de vendas e adoções de animais.
Feira do Japiim passará por inspeção após denúncias ao CRMV
Conselho anuncia fiscalização De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/AM), Carlos Augusto Machado Carneiro, a autarquia deve realizar uma fiscalização – em data a ser definida - na feira do Japiim em decorrência da suspeita de irregularidades no referido espaço. Caso sejam constatadas inconformidades no local, será lavrado um auto de infração, conforme determina a lei, assegura
Carlos Augusto. Ainda segundo ele, os produtos de origem animal que estiverem expostos em prateleiras e balcões são de responsabilidade da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS/AM). Quanto à venda de animais como cães e gatos em gaiolas em péssimas condições é de total responsabilidade do responsável técnico (médico veterinário) da feira, item este que será observado pelo CRMV.
Realizada aos domingos, a Feira do Parque 10, localizada no bairro Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul, é um dos espaços de comercialização de animais mais conhecidos na cidade. A responsável pelo lugar, Luciana Simões, afirma que tem procurado se adequar aos procedimentos necessários, para que a feira esteja dentro da legalidade. O espaço de adoção é acompanhado pela médica veterinária Robléia Mesquita, que garante acompanhar de perto todos os trabalhos que são realizados na feira. “Às vezes observo os vendedores com tala na orelha do animal, mas quando colocam para a exposição peço que retirem na hora. Roupinhas nos animais também peço com que retirem, afinal nosso clima é quente e os animais não
são preparados para esse tipo de situação”, relata. Segundo a veterinária, as gaiolas utilizadas na feira são completamente higienizadas e apropriadas para receber os animais, com garantia de conforto e principalmente segurança. A médica veterinária afirma que ao perceber que algum animal está com sintomas de doenças, por exemplo, ela solicita que o mesmo seja retirado do local. “Acompanho as documentações dos animais, se ele está vacinado, por exemplo, caso contrário não recebe autorização para ser exposto na feira”, assegura. Conforme Robléia, a feira do Parque 10 deve passar por uma reforma, futuramente e receber uma melhor estrutura para os animais, como sistema de ventilação e climatização do ambiente.
Veterinária faz questão de acompanhar procedimentos
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Cirurgia pélvica na FCecon registra série de avanços D
ez anos após a realização da primeira exenteração pélvica – cirurgia radical que remove bexiga, uretra, vagina, útero, ovários, reto e ânus -, na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), o serviço de cirurgia oncológica da instituição, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), vem se destacando pelos avanços neste tipo de procedimento. O resultado tem sido mais qualidade de vida a pacientes portadoras de vários tipos de câncer nessa região e até a cura total da doença em alguns casos.
Complexidade Ricce explica que a cirurgia acarretava riscos à paciente, devido à complexidade do procedimento, mas era a única chance de cura da doença, já que Safira não havia respondido bem ao tratamento anterior. Ele explica que participaram do procedimento quatro
cirurgiões oncológicos, além de anestesista e instrumentador. A retirada dos órgãos durou cerca de oito horas. “Hoje, pode-se dizer que a paciente está curada, passando apenas por acompanhamento anual no hospital, onde realiza exames de rotina. Ela utiliza diariamente duas bolsas presas à parte externa da barriga, para a coleta de fezes e urina. Há 10 anos só tínhamos essa opção. Hoje, utilizamos nas nossas pacientes apenas uma bolsa, que serve para a coleta de ambos e facilita na hora da troca”, destacou. Serviços O serviço de cirurgia pélvica é apenas um entre os vários implantados no âmbito da instituição. Apesar de já ser atuante, há 10 anos, funcionava como coadjuvante, sendo oficializado de fato há apenas cinco anos. Atualmente, a FCecon dispõe de, pelo menos, dez serviços no âmbito cirúrgico, os quais registram uma média de 15 procedimentos/dia. São eles: cirurgia oncológica (inclui abdome superior e cirurgia pélvica), ortopédica, mastologia, ginecologia, cabeça e pescoço, plástica, urologia, neurocirurgia e pediátrica.
A primeira paciente do procedimento, Safira Silva, ao lado do médico Marco Antônio Ricci
DIVULGAÇÃO
Resultados A primeira paciente submetida ao procedimento, há 10 anos, foi a ex-auxiliar de construção civil Safira da Silva, 66, portadora até então de câncer de colo uterino. À época, ela já havia tentado tratamentos como radioterapia e quimioterapia, sem sucesso, uma vez que a doença foi diagnosticada na sua forma mais avançada. Hoje, ela tem a certeza que fez a escolha cerca ao confiar na equipe de cirurgia pélvica da FCecon, garante a filha da aposentada, a dona de casa
Marilza Cardoso Pinheiro de Freitas, 40. “Quando minha mãe estava doente, nós víamos o sofrimento dela, pois o câncer já havia afetado muitos órgãos e ela estava sem alternativas para sobreviver. Ela chorava dia e noite com dores. Hoje, 10 anos após a cirurgia, ela tem uma vida normal. Não toma nenhum medicamento, faz tudo em casa sozinha e sem nenhuma dificuldade e ninguém percebe que ela passou por uma cirurgia tão complexa. Podemos dizer que hoje, sim, ela tem uma vida de verdade. Sabemos que ele foi um anjo que Deus colocou em nossas vidas”. Marilza se refere ao cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci, gerente do Serviço de Cirurgia Oncológica da FCecon e médico que acompanhou de perto durante o tratamento da paciente, indicando e participando da cirurgia.
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Procedimento complexo, realizado há 10 anos no Amazonas, permite mais qualidade de vida a pacientes com câncer
O novo posto da Polícia Federal, no Parque 10 Mall, tem serviços relacionados ao passaporte
PARQUE 10 MALL
Novo posto da Polícia Federal O centro comercial Parque 10 Mall está com um novo posto da Polícia Federal. Localizado na rua Tancredo Neves, número 645, no Parque 10, o centro chega com a proposta de ser o mais completo espaço comercial de cidade. O novo posto da PF será destinado à emissão e renovação de passaporte. Os demais documentos de viagem permanecem com a expedição na Superintendência Regional, no Dom Pedro. Segundo o chefe da Delegacia de Imigração da Polícia Federal do Amazonas, Pablo Oliva, a proposta é reduzir o tempo de espera nos atendimentos. “Vamos aumentar de três para cinco atendimentos simultâneos. Com isso queremos diminuir pela metade o tempo de espera nas filas, inclusive na fila virtual. Hoje a pessoa faz agendamento
via site, espera muito tempo. O novo posto será prioritário para emissão e renovação de passaportes”. O local funcionará com horário diferenciado, de 8h às 19h.
SERVIÇO
O novo posto da PF será destinado à emissão e renovação de passaporte. Os demais documentos de viagem permanecem com a expedição na Superintendência Regional, no Dom Pedro Estrutura O Parque 10 Mall possui três andares, sendo o subsolo com vagas de estacionamento, o térreo com operações comerciais e o 1º andar com
prestação de serviços. O local vai funcionar de segunda a sábado das 8h às 20h e aos domingos das 10h às 20h. A praça de alimentação terá horário estendido até 1h, de quarta a domingo. Entre o mix de lojas do novo centro estão a de telefonia móvel Vivo e Tim, a joalheria Onix Jóias, a Apoema Cosméticos, as lojas Trends, Stylish e Mina, a Ótica Oſtalnorte, a clínica de estética e fisioterapia Body Fisio, o Salão de Beleza Amanda Beauty Center e a chocolataria Cacau Show. Na praça de alimentação, o Parque 10 Mall vai contar com o Soho Lounge, Calçada Alta, Hamburgueria Escangalho, Ai Q Bom, 10 Pastéis, Cafeteria Grão Expresso, Subway, Sorveteria Glacial e Waikiru Delícias da Amazônia.
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Mais pontos de venda de peixe para Semana Santa A
Secretaria de Estado de Produção Rural e Sustentabilidade (Seprors) inicia o Feirão do Pescado na terça-feira com cinco pontos de comercialização de peixe para a Semana Santa. Este ano, serão montadas duas tendas a mais, a fim de atender a população das regiões Centro-Oeste e Norte. A venda a preços acessíveis vai até o dia 4 de abril. Além dos espaços montados todos os anos no Centro Social Urbano (CSU), no Parque 10, Zona Centro-Sul, e no estádio Carlos Zamith, bairro Coroado, Zona Leste, o pescado de procedência autorizada será comercializado também no recuo das escolas de samba, na avenida do Samba com a Lóris Cordovil, bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, e na calçada da escola estadual João Bosco, na Cidade Nova I, Zona Norte, em frente ao shopping Sumaúma. O Feirão da Seprors (antiga Expoagro), no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, é um ponto fixo de venda de peixe e todos os anos entra na programação promocional. Os pontos foram definidos a partir da circulação de pessoas. As tendas funcionam entre 7h e 21h, com exceção da tenda
do Coroado, que encerra as atividades às 20h. No sábado, funcionará até 12h. Economia O objetivo é garantir o acesso ao consumo de peixe no período a preços mais acessíveis, que tendem a subir nesta época por conta da demanda. De acordo com o secretário, Sidney Leite, a economia fica entre 22% e 25% dos preços praticados no mercado. O tambaqui que pesar até 1 quilo, por exemplo, será vendido a R$ 5,50. O que estiver na faixa de peso de 2 quilos a 3 quilos terá o valor do quilo um pouco maior: R$ 7,50. O que costuma ser mais procurado, acima de 5 quilos, terá o quilo vendido a R$ 10. “A iniciativa segue a diretriz da Seprors, que é aproximar o produtor do consumidor, garantindo ganhos significativos para os dois lados ”, afirmou. A expectativa para este ano é comercializar 500 toneladas de peixes tradicionais da culinária regional como tambaqui, matrinxã e pirarucu (fresco e salgado), além de quelônios. Os preços são acertados entre os produtores com assessoria técnica da Sepror, com base nos custos e no volume de pescado que será
DIEGO JONATÃ
Duas tendas a mais foram inauguradas este ano, totalizando cinco, para a comercialização de pescado popular pela Seprors colocado à venda, segundo o chefe do Departamento de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Pesca e Aquicultura (Sepa), Ivo Calado. Aproximadamente 300 toneladas são provenientes da piscicultura (cultivo) e de áreas manejadas e 200 toneladas de estoques declarados. Os quelônios comercializados são de áreas autorizadas pelo Ibama. De acordo com o secretário executivo de Pesca e Aquicultura, Geraldo Bernardino, o consumo de pescado na contribui para o desenvolvimento da piscicultura no Estado. Defeso As espécies comercializadas nas Tendas do Pescado da Seprors são protegidas pelo Defeso, sendo proibida a pesca, transporte e venda durante quatro meses. A matrinxã, a sardinha, o mapará, a pirapitinga, o pacu, o aruanã, o surubim e o caparari tiveram a comercialização proibida entre 15 de novembro de 2014 e 15 de março de 2015; o tambaqui, de 1 de outubro de 2014 a 31 de março de 2015; e o pirarucu tem defeso permanente, permitida a pesca e venda da espécie apenas em áreas manejadas.
A expectativa para este ano é comercializar 500 toneladas de peixes, segundo a Seprors
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Crimes passionais O “Caso Marcelaine” é apenas um dos muitos crimes motivados por ciúmes de pessoas envolvidas em relacionamentos amorosos. Segundo dados da SSP-AM, o número de crimes passionais quase dobrou DANIEL AMORIM Especial para o EM TEMPO
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esde o final do ano passado, os desdobramentos do “Caso Marcelaine” vêm mobilizando a atenção da mídia e da opinião pública. O episódio, no entanto, representa apenas uma situação de várias no contexto dos crimes passionais em Manaus. Contudo, diferente de Marcelaine Schumann, que é suspeita de mandar matar a suposta amante do homem que ela também era amante, a maioria das ocorrências envolve algum tipo de agressão praticada pela figura masculina, segundo a delegada titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), Andrea Nascimento Pereira. “Em 100% dos casos, a violência começa com ofensas e xingamentos e, de forma progressiva, pode acabar em assassinato, caso a vítima não procure ajuda a tempo”. Em 2013, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) registrou 14 homicídios por motivo passional. No ano seguinte, foram notificados 21 casos, quase o dobro. As vítimas do sexo feminino integravam
RAIMUNDO VALENTIM
“Caso Marcelaine”: a estudante Denise Almeida (à direita) levou um tiro no pescoço a mando de Marcelaine Schumann, que estaria com ciúmes de Marcos Souto. Os três são amantes, segundo as investigações
mais da metade das ocorrências nos dois períodos. “A maioria dos homicídios ocorre porque a mulher, diante da série de ataques, resolve terminar o relacionamento. Isso acaba deixando o parceiro enfurecido”. Ela afirma que não há causas específicas da violência, mas o uso recorrente de álcool e drogas pode potencializar o ato.
DADOS
Em 2013, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) registrou 14 homicídios por motivo passional. No ano seguinte, foram notificados 21 casos, quase o dobro O aumento nos índices pode estar relacionado, ainda, à facilidade do acesso às informações disponíveis hoje em dia. Dessa forma, solicitar ajuda aos órgãos competentes tornou-se uma medida mais rápida e segura. “Nossa demanda é grande, mas agora as mulheres buscam socorro ao constatar os primeiros sinais de que algo está errado”, diz.
Início do ano com assassinatos marcantes Nos últimos meses, três crimes ganharam grande repercussão social em função da agressividade empregada. Um dos que mais repercutiu envolve a socialite Marcelaine Santos Schumann, 36, suspeita de encomendar a morte da estudante de direito Denise Almeida da Silva, 34, acusada de manter relação amorosa com o possível amante de Schumann, identificado como Marcos Souto. A estudante de direito foi baleada no dia 12 de novembro de 2014, no estacionamento de uma academia situada na avenida Getúlio Vargas, esquina com a rua
Ramos Ferreira, Centro. Apesar de ter recebido um tiro no pescoço, ela não morreu. De acordo com as investigações da DEHS, Schumann teria prometido uma quantia de R$ 7 mil para três pessoas fazerem o serviço. O trio era composto por Karen Arevalo Marques, 22, e Charles MacDonald Lopes Castelo Branco, 27, foram presos no bairro Jorge Teixeira, zona Leste. Charles é acusado de negociar o crime com Marcelaine e Karen de intermediar o aluguel da arma utilizada. Karen e Marcelaine aguardarão o julgamento fora da cadeia, pois tiveram o pedido
de liberdade provisória aceito pelo juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Mauro Antony. Estranguladas Outro crime que chocou a opinião pública foi o assassinato da atendente de pastelaria Cleolene da Silva Rabelo, 27, no último dia 17. Ela foi encontrada por vizinhos no apartamento onde morava na rua Tapajós, Centro. A vítima estava nua em cima de sua cama, com fio elétrico enrolado em volta do pescoço e uma faca cravada no peito. O principal suspeito de ter assassinado Cleolene é o ex-namorado Aldiney Souza do Nascimen-
to, 26. Em depoimento na Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), o rapaz disse que manteve relação por quatro meses e terminou por desconfiar que ela poderia ser garota de programa. No dia 26 de fevereiro, outra mulher foi estrangulada dentro de casa, no conjunto João Paulo II, bairro Nova Cidade, Zona Norte. A manicure Raiane Pereira de Amorim, 24, foi enforcada com uma toalha de banho. A polícia suspeita que o namorado dela, Marcos Douglas Paiva de Souza, tenha praticado o crime de madrugada e fugido do local. REPRODUÇÃO
Projetos oferecem apoio
No último dia 17, Cleolene da Silva Rabelo foi encontrada com sinais de estrangulamento dentro da casa dela, no Centro
A Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas) mantém uma rede de apoio que funciona 24 horas por dia, articulada em parceria com os serviços judiciários e de assistência social. O Centro de Referência Estadual de Apoio à Mulher (Cream), por exemplo, reúne o Núcleo de Atendimento Emergencial à Mulher (Naem), núcleos da Defensoria Pública
e Ministério Público e o Juizado Maria da Penha. Um exemplo do fluxo de assistência oferecido funciona da seguinte maneira: após o registro do boletim de ocorrência, a pessoa é encaminhada ao Serviço de Apoio Emergencial à Mulher (Sapem), onde recebe acompanhamento psicológico. Questões judiciais são tratadas por defensores públicos que
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: ciúmes e morte DIEGO JANATÃ
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RICARDO OLIVEIRA
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Agressividade, rejeição e baixa autoestima O crime passional se refere a atos cometidos em função de um sentimento de posse e à falta da capacidade de lidar com a paixão, o que pode gerar diversos tipos de agressividade “É um quadro que pode ser verificado inclusive entre pais e filhos. De forma geral, está associado à rejeição e baixa autoestima”, diz o psicólogo Sandro Soares. Nesse caso, a primeira me-
dida a ser buscada é o auxílio psicológico. O especialista então traça um perfil do nível de passionalidade do paciente. O tratamento medicamentoso deve ser aplicado em casos graves de desvio de comportamento. Soares observa ainda que, atualmente, a facilidade de acesso aos recursos dos meios digitais criou condições ideais para o aumento dos casos. “Fotos, frases e
informações postadas em redes sociais como o Facebook podem agravar sentimentos de ciúme e desconfiança. Isso faz parte de um cenário fantasioso que a pessoa criou, e que nem sempre corresponde à realidade”, exemplifica. Nesse sentido, órgãos responsáveis ao combate à violência doméstica têm centralizado ações no atendimento ao agressor.
No Sapem, unidade anexa à DECCM, psicólogos realizam entrevistas e consultas individuais ou em grupo, de acordo com o perfil dos envolvidos. “Nosso objetivo é evitar a violência, e isso depende da garantia de uma série de serviços essenciais como educação, saúde e cultura”, finaliza Keyth. *colaborou Ive Rylo REPRODUÇÃO
SERVIÇO ONDE PROCURAR AJUDA EM CASOS DE VIOLÊNCIA As mulheres são as principais vítimas de violência doméstica e de crimes passionais
o gratuito às mulheres atuam no Naem. Caso não tenham condições de voltar para casa ou se estabelecer em outro local, o Juizado de Violência Doméstica e a equipe técnica podem encaminhá-las, junto com os filhos, ao Abrigo Antônia do Nascimento Priante. “As crianças são vítimas passivas da violência, e existe o risco de tomarem aquele comportamento como um exem-
plo”, acrescenta Keyth Bentes, coordenadora da Rede de Atendimento à Mulher. O programa Ronda Maria da Penha da SSP atende mulheres vítimas de violência que estão sob medida protetiva, expedida pela Justiça. O programa realiza visitas nas residências das vítimas, além de promover palestras em empresas e escolas contra a violência.
Delegacia da Avenida Mário Mulher: Ipiranga, Parque 10 de Novembro Centro de Apoio à Mu- Avenida Presidenlher (Cream): te Kennedy, 399, Educandos Disquedenúncia: 180
Segundo o psicólogo Sandro Soares, o crime passional se refere a atos cometidos em função de um sentimento de posse
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Camu-camu: a mais rica em vitamina C do mundo V
ersão em pó da fruta amazônica também é eficiente na redução de gordura e na redução de açúcar no sangue em adultos Estudos realizados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) com o camu-camu (Myrciaria dubia) em pó, considerada a fruta mais rica em vitamina C do mundo, revelaram ação eficiente na redução de gordura e na redução de açúcar no sangue em adultos sadios. Os pesquisadores Jaime Paiva Lopes Aguiar e Francisca das Chagas do Amaral Souza, do Laboratório de Físico-Química de Alimentos, vinculado à Coordenação de Sociedade, Meio Ambiente e Saúde (CSAS/Inpa), estudam há mais de dez anos o camu-camu em diferentes formas, principalmente, na forma de pó. “Tais resultados demonstram o potencial benéfico da vitamina C (ácido ascórbico) e, principalmente, do camucamu à saúde, pois as cápsulas do fruto mostraram-se mais eficientes na redução dos níveis de lipoproteínas comparadas ao ácido ascórbico sintético”, afirma Aguiar. De coloração avermelhada
semelhante à jabuticaba, o camu-camu é uma espécie nativa da Amazônia pertencente à família das Myrtaceae (a mesma da goiaba e do jambo) e é encontrada naturalmente à beira dos rios e lagos da região amazônica. É um arbusto de 1,5 a 4 metros de altura e apresenta frutos de forma arredondada de 1 a 4 centímetros de diâmetro. Estudos O camu-camu, também conhecido como caçari ou araçá d’água, tem sido foco de inúmeros estudos por apresentarem significativo conteúdo de substâncias antioxidantes. Entre os estudos, destaca-se a dissertação de mestrado em Ciências de Alimentos, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da nutricionista Bianca Languer Vargas, intitulada “Efeito das cápsulas de camu-camu em pó sobre a glicemia e o perfil de adultos saudáveis” publicada na Revista Cubana de Plantas Medicinales. O estudo envolveu grupos que receberam cápsulas de camu-camu em pó, registrando-se aumento significativo nos níveis séricos de ácido ascórbico e queda significati-
ACERVO/INPA
Versão em pó da fruta amazônica também é eficiente na redução de gordura e na redução de açúcar no sangue va nos valores de glicemia, do colesterol total e, também, do LDL (o “colesterol ruim”). No grupo que recebeu cápsulas de vitamina C sintética houve diminuição significativa apenas na glicemia de jejum. Em ambos os grupos de estudo, registrou-se tendência de diminuição nos triglicerídeos. Trabalhos recentes comprovam o alto teor de vitamina C no camu-camu apresentando concentrações que podem variar entre 800 e 6.000 mg em cada 100 g de fruto. “Este teor pode ser até três a quatro vezes superior ao encontrado na acerola (Malpighia glabra L.), que é referenciada como alimento fonte de vitamina C”. Cultivo Para pesquisador do Laboratório de Melhoramento de Fruteiras do Inpa, Kaoru Yuyama, o cultivo de camu-camu é viável no amazonas, o que emperra “é a falta de incentivo à produção”. O camu-camu leva três anos para começar a produzir, nesse período, o pesquisador conta que podese fazer um consórcio de cultivo com outras espécies de cultura para da um retorno econômico mais rápido, como o feijão ou a melancia.
Pesquisas do Inpa comprovam que a fruta, na versão em pó, é mais rica em vitamina C
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Instituição resgata a vida de dependentes químicos R
esgatando vidas, restaurando famílias. Com esse compromisso o Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, localizado no quilômetro 53 da Rodovia AM-010 (estrada que liga os municípios de Manaus e Rio Preto da Eva), completa um ano de funcionamento. Primeiro no Brasil a trabalhar com a política de redução de danos, o Centro de Reabilitação já atendeu 588 dependentes químicos adoecidos pelo uso abusivo de álcool e outras drogas. “Nós trabalhamos mostrando para os nossos pacientes o mal que as drogas causam a eles, ao seu organismo e mostramos que é melhor viver sem drogas”, explica o secretário de estado de saúde, Wilson Alecrim. O Centro de Reabilitação, construído e mantido pelo Governo do Estado do Amazonas, trabalha com estratégias que possibilitaram a mudança de vida de muitos residentes que concluíram o tratamento terapêutico. “Hoje tenho vida nova. As portas se abriram depois que eu entrei no Centro de Reabilitação. Ganhei uma nova profissão, uma nova família e estou muito feliz por tudo que me aconteceu graças ao Centro de Reabilitação”, relata Lenilson Ribeiro Viana, que fez parte da primeira turma de residentes da unidade Ele destaca ainda o fato de ter participado das atividades da oficina terapêutica de artesanato enquanto esteve internado e onde aprendeu uma nova ocupação, o que
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Com um ano de funcionamento, o Centro de Reabilitação Ismael Abdel Aziz tem uma metodologia pioneira no Brasil lhe deu a oportunidade de agora poder trabalhar como artesão profissional. “Hoje eu confecciono meu artesanato e quero montar meu próprio negócio e assim garantir uma renda”, comemora. Atividades O diferencial do tratamento ofertado no Centro de Reabilitação é que os pacientes participam, paralelo ao tratamento, de oficinas terapêuticas com atividades nas áreas de informática, artesanato e biojóias, música, pintura, corte e costura, panificação e confeitaria, horticultura entre outros. “Essas atividades fazem parte do tratamento, mantém o residente ocupado e aprendendo a realizar uma atividade profissional que pode ser útil quando ele estiver fora da unidade, reconstruindo a vida”, destaca a gerente do programa estadual de saúde mental, Maria de Lourdes Siqueira. A unidade também trabalha a questão educacional e escolar dos residentes. A estrutura do Centro conta com duas salas, onde são ministradas aulas, viabilizadas por meio de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação e qualidade de Ensino (Seduc), que disponibiliza professores e pedagogos, responsáveis por despertar nos residentes o desejo de retomar os estudos. A parceria também possibilita a realização do Provão, uma espécie de exame supletivo, para os que estão atrasados nos estudos, concluir sua escolaridade.
A festa de comemoração do aniversário irá contar com a participação ativa de alguns residentes. Trata-se do grupo que participa da oficina de panificação e confeitaria, que ficou encarregado de ajudar na preparação dos quitutes que serão servidos na festa que será realizada no dia 3 de abril, na própria unidade. No curso de panificação e confeitaria eles aprendem a preparar tortas doces e salgadas, bolos, salgados, pizzas, entre outras comidas. Para os residentes participar da produção da festa de aniversário do Centro de Reabilitação será a oportunidade de colocar em prática o que aprenderam durante as aulas. “Quero seguir na profissão de padeiro e confeiteiro. Estou habilitado a fazer qualquer tipo de guloseima de padarias. Espero em um futuro próximo poder montar meu próprio negócio”, disse um residente que pediu para não ter o nome revelado. Ex-interno do centro, Lenilson Viana comemora o retorno à família e uma nova profissão
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CAPS
O serviço oferecido pelo centro é gratuito mas é necessário um encaminhamento via Caps
Acesso ao centro de reabilitação Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e policlínicas, das redes estadual e municipal de saúde, são as portas de entrada, para que pacientes que fazem o uso abusivo de álcool e outras drogas, possam chegar ao Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz. “Quando a Rede Psicossocial identifica um dependente químico que necessita de permanência em um ambiente de tratamento intensivo o encaminha ao Centro de Reabilitação. Vale ressaltar que não é qualquer caso de consumo de drogas que necessita de internação”, afirma o diretor do Centro de Reabilitação Ismael Abdel Aziz, médico psiquiatra, Pablo Gnuztmann. Ao chegar ao Centro de Re-
abilitação, o residente passa por uma série de avaliações feitas por uma equipe multiprofissional formada por um médico psiquiatra, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e técnico de enfermagem. A partir deste diagnóstico é traçado um plano terapêutico de tratamento para o residente. Público O centro de Reabilitação atende homens, mulheres e adolescentes adoecidos pelo consumo excessivo de álcool e outras drogas. Cada residente fica em tratamento por um período de 90 dias. Este prazo pode ser prorrogado por até 120 dias, caso seja necessário. Após esse período o paciente é encaminhado de volta
Festa será em dobro na unidade
ao Caps de origem para dar continuidade ao tratamento e processo de recuperação. Com estrutura de 5 mil metros quadrados de área construída, o Centro de Reabilitação atende homens, mulheres e adolescentes, acima de 13 anos, da capital e do interior do Amazonas. A unidade de tratamento conta com quadra poliesportiva, salas de aula, auditório, refeitório, enfermaria, quatro alojamentos divididos entre masculino, feminino e adolescente, salas de TV e cinema climatizadas. O Centro de Reabilitação faz parte da rede estadual de saúde, sendo gerenciada pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam) em parceria Instituto Novos Caminhos – Organização Social.
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opiniao@emtempo.com.br
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(92) 3090-1010
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Uma crítica de ‘O Campo de Batalha’
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Os dois rios de Matilde Campilho
E seis indicações culturais. Pág. 2
Poeta portuguesa lança livro e vai à Flip. Pág. 3
Na ilha poética de Tranströmer
John Freeman visita o Nobel de 2011. Págs. 4 e 5
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A reinvenção de ‘Orpheu’
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Do arquivo de Leandro Carvalho
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Diário de Lisboa. Pág. 6
Recife, 1997. Pág. 7
A tempestade tem mãos e asas infantis
A imaginação de Tranströmer. Pág. 8
Capa
pintura de Paulo Pasta
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Ilustríssima Semana
O MELHOR DA CULTURA EM 6 INDICAÇÕES DIVULGAÇÃO
LIVRO | AS CANTATAS DE J. S. BACH O mercado editorial brasileiro carece de boas obras de referência sobre música. Nesse contexto, não há como não saudar a caprichada edição da obra em que o berlinense Alfred Dürr (1918-2011), uma das maiores autoridades em Bach, esquadrinha as mais de 200 cantatas do mestre do barroco alemão. Texto integral bilíngue das peças, indicações para performance, análise musical, contexto histórico: o volume de 1.400 páginas deveria sair da prateleira a cada ocasião em que se for degustar uma dessas obras-primas do cânone ocidental. (Irineu Franco Perpetuo) trad. Claudia Dornbusch e Stéfano Paschoal | Edusc | R$ 100 | 1.404 págs.
‘Ação no Parque Municipal’ (1970), de Décio Noviello
EXPOSIÇÃO | ARMARINHOS TEIXEIRA Em “Proteína Estimulada” é possível ver dez instalações e esculturas do artista (São Paulo, 1974). Nas obras selecionadas pela curadora Florence Antonio (do site artehall.com.br), filamentos de poliamida, de espessura variada, se articulam com cobre e couro, estabelecendo relação orgânica com o espaço. Espaço E-arte | tel. (11) 3061-5715 | últimos dias | seg. (30) e ter. (31), das 10h às 19h | grátis
LIVRO | DIOR FOR EVER Christian Dior reinventou o estilo ao fundar, em 1946, a grife que, em menos de uma década, representaria mais da metade das exportações de alta-costura da França. A célebre “maison” que leva seu nome, famosa também pelos perfumes, é tema deste volume ilustrado, assinado pela historiadora da moda Catherine Örmen, que traz ainda envelopes contendo fac-símiles de convites e croquis, como o ao lado. trad. Dinah Bueno Pezzolo | ed. Senac | R$ 159,90 | 130 págs.
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CINEMA | 41º FESTIVAL MELHORES FILMES Com uma sessão de “A Luneta do Tempo”, de Alceu Valença, a mostra reinaugura o Cinesesc na quarta, 1º/4, após três meses de reforma. Na seleção de 31 filmes estrangeiros e 20 nacionais, escolhidos entre os exibidos em São Paulo no ano passado, estão títulos como “Boyhood”, de Richard Linklater, e “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, que percorrerão, em maio, 18 cidades do Estado. Cinesesc | tel. (11) 3087-0500 | de R$ 5 a R$17; passaporte (15 filmes) de R$ 50 a R$ 170 | programação em sescsp.org.br/melhoresfilmes | até 29/4 RAFAEL ADORJÁN/DIVULGAÇÃO
EXPOSIÇÃO | ZÉ CARLOS GARCIA Na individual “Finca” o artista (Aracaju, 1973) expõe esculturas que remetem a símbolos recorrentes na história da humanidade, como a bandeira fincada por vencedores no território conquistado. Seu trabalho é marcado pelo uso de materiais orgânicos, como penas e corpos de insetos, e, nessa série, ele usa peroba e crinas de cavalo. Amarelonegro Arte Contemporânea - Rio | tel. (21) 2549-3950 | de seg. a sex., das 14h às 19h; sáb., das 11h às 16h | grátis | até 3/4
EXPOSIÇÃO | COLEÇÃO INHOTIM A mostra “Do Objeto para o Mundo” reúne em São Paulo mais de 50 obras do acervo do instituto de Brumadinho (MG), muitas das quais nunca estiveram expostas no parque. Sob curadoria de Rodrigo Moura, estão presentes trabalhos de Artur Barrio, Anri Sala, Jac Leirner e Melanie Smith, entre outros. Itaú Cultural | tel. (11) 2168-1777 | a partir de qui. (2) | de ter. a sex., das 9h às 20h; sáb., dom. e feriados, das 11h às 20h | grátis | até 31/5
Obra da série ‘Finca’ (2015), peroba rosa e ouro
Ponto Crítico
TEATRO - ‘O CAMPO DE BATALHA’
1 Gangorra de sentidos MARCIO AQUILES
Tubulações clandestinas furtaram a água do rio Amazonas. A Terceira Guerra Mundial eclode com a crise hídrica. Dois soldados enfrentam-se pela vitória de seus exércitos. Essa é a premissa da peça “O Campo de Batalha”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo até 6/4. Os sintomas relativos à espetacularização da guerra, analisados por Guy Debord (193194) em sua obra, ecoam de maneira contundente na dramaturgia de Aldri Anunciação também ator da montagem, ao lado de Rodrigo dos Santos. O
foco da história, que começa com cada fuzileiro apontando sua metralhadora para a cabeça do inimigo, rapidamente desloca-se do drama particular dos guerreiros para a complexa engenharia de poder de um sistema rizomático global. O comando de guerra voz em off de Fernanda Torres observa cada movimento dos combatentes, como um Big Brother orwelliano, e determina as instruções a serem seguidas. Como em terra de cego quem tem um olho é rei, quando anuncia a interrupção temporária da batalha, devido ao desabastecimento total das munições, o soldado com a única bala sobressalente adquire a condição de “o homem mais poderoso do planeta”, nas palavras de seu oponente. Essa supremacia, contudo,
revela-se ilusória, uma vez que o combatente permanece gravitando submisso na órbita das instâncias militares superiores, que transformaram a contenda em um panóptico digital transmitido ao vivo pela internet. Como o clímax de tensão ocorre no princípio da encenação, não existe um arco dramático convencional. Embora haja um ponto de inflexão discreto, quando uma pequena reviravolta faz com que a situação de dominação se inverta entre eles, a história tem uma linearidade previsível, com cada soldado defendendo suas ideologias e teses mais do que a própria vida. O texto carece da inventividade ficcional e do alcance filosófico de “Namíbia, Não”, peça anterior do autor, que tematizava uma situação fantástica JESSICA GOW - 31.MAR.2011/SCANPIX/REUTERS
Ilustríssimos desta edição
em que todos os cidadãos com “melanina acentuada” seriam compulsoriamente enviados de volta para a África. Se os dilemas éticos e as reflexões sociopolíticas suscitadas pela dramaturgia não prezam pela originalidade de seus argumentos, a direção de Márcio Meirelles tem a habilidade de potencializar cenicamente o enredo. Acostumado a elencos grandes e viçosos, que incorporam canto e dança em montagens que trazem um vigor ritualístico aos palcos, o encenador desta vez surpreende ao trabalhar com elementos mínimos, nessa peça dialógica para dois atores. No sugestivo cenário de Nello Marrese, os soldados equilibram-se em uma gangorra, ainda parcialmente conectados
aos seus paraquedas, inclinando seus corpos de um lado para o outro de acordo com o peso de seus argumentos. Sobre essa estrutura pendular, os atores demonstram que estão bem ensaiados quanto ao ritmo das ações físicas, embora se atrapalhem com a velocidade do texto em algumas falas. A direção de Meirelles, partilhada com Lázaro Ramos e Fernando Philbert, acentua uma mudança de registro interessante no meio do espetáculo. Se no início predomina a dicção realista, uma explosão que amputa membros dos combatentes faz com que a encenação se torne mais alegórica, deixando os personagens quase indiferentes à sua nova condição física. Esse desvio para o simbolis-
CLARA ALLAIN é tradutora. TOMAS TRANSTRÖMER, 83, poeta sueco, venceu o Prêmio Nobel de literatura de 2011. ENAIÊ AZAMBUJA, 24, é tradutora e mestranda em literatura na Universidade de Estocolmo. FRANCESCA ANGIOLILLO, 42, é editoraadjunta da “Ilustríssima”. PAULO PASTA, 56, é artista plástico. ISABEL COUTINHO, 48, é repórter do jornal português “Público”.
mo potencializa novas camadas de significação do texto, que ganha um realce onírico com as projeções de vídeos e os efeitos sonoros. Na última cena, após mais uma explosão, sobram somente as “cabeças pensantes” dos soldados. Com apenas seus rostos emoldurados pelo desenho de luz, privados da materialidade de seus corpos, fazem alusão ao niilismo beckettiano de “Oh Os Belos Dias” (“Happy Days”). Ambos representam, enquanto aguardam sem esperança o destino final de seus crânios em um poço de dejetos, a falta de sentido da vida e da morte diante dos desígnios de uma ordem social superior inacessível aos cidadãos-combatentes paralisados pela imobilidade de seu “status quo”.
JOHN FREEMAN, 40, jornalista e poeta, ex-editor da revista “Granta”, organizou o livro “Tales of Two Cities: The Best of Times and Worst of Times in Today’s New York” (OR Books). LEANDRO CARVALHO, 39, é secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso e diretor artístico e regente da Orquestra do Estado de Mato Grosso. MARCIO AQUILES, 36, é coordenador de projetos internacionais da SP Escola de Teatro, crítico teatral e autor de “Tipologias Ficcionais e Linguísticas” (Giostri), entre outros livros.
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MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
Poesia
Vaivém atlântico 2 A luso-carioca Matilde Campilho vai à Flip
VERA SEPÚLVEDA
A escritora, fotografada em Portugal, onde vive hoje
RESUMO A portuguesa Matilde Campilho encontrouse com sua poesia no Rio de Janeiro, onde chegou para passar 15 dias e ficou três anos. Entre Portugal e Brasil, ela lança seu festejado livro “Jóquei”, em São Paulo, no dia 16. Em maio, volta à cidade para um evento de poesia luso-portuguesa. E, em julho, participa da Flip.
FRANCESCA ANGIOLILLO
Matilde Campilho nadava no rio de sua aldeia – no caso, uma fazenda a uma hora e 15 minutos de Lisboa. O Tejo não era mais belo que o rio de sua aldeia porque era o rio de sua aldeia. Ali já não eram salgadas, como são na Lisboa natal da escritora de 32 anos, as águas que banham uma parcela considerável da poesia portuguesa. Essa vida aprendendo os riscos de ser levada ao “fundão” do rio, observando o ciclo de bichos-da-seda nas amoreiras e catando nêsperas da árvore durou até os 16 anos e antecipou parte das qualidades da poesia de Matilde. Carregado, por um lado, de referências telúricas, que juntam num mesmo poema espadartes e um jaguar, e, por outro, de geografias urbanas, de um Rio de Janeiro conhecido a um Brooklyn imaginado, “Jóquei”, seu livro de estreia, trará a autora a São Paulo para o lançamento, no dia 16, da edição brasileira, que sai pela 34. Ela passa de novo pela cidade em 29 de maio, para um evento que reunirá poetas brasileiros e portugueses, na
Biblioteca Mário de Andrade – no qual vai falar ao lado do carioca Carlito Azevedo, que, como se verá, teve papel fundamental nesta história. Por fim, em julho, chega a Paraty, para participar da 13ª Flip. Em Portugal, onde foi lançado há um ano, seu livro tornouse um sucesso tão instantâneo quanto inesperado: a Tinta-daChina colocou na praça 2.000 exemplares, em três tiragens, do volume que integra a coleção organizada pelo também poeta Pedro Mexia. “São números muito invulgares para um livro de poesia, e quase inéditos num livro de estreia”, diz Mexia, que atribui o sucesso de “Jóquei”, pelo lado dos leitores, ao aspecto “fascinante” de sua poesia; e, pelo da crítica, ao jeito “desalinhado” dos poemas. Ele frisa a “alegria (emocional, existencial, verbal)” dos versos, “que a distinguem da inclinação melancólica, desconsolada, ou então niilista, de alguma poesia portuguesa”. “Cheio de alegria” é também como o define o editor de “Jóquei” na 34, Cide Piquet. Ele chegou a Matilde Campilho, como boa parte de seus leitores brasileiros, pelas mãos de Carlito Azevedo, numa postagem de Facebook. Curioso, escreveu à autora, que lhe mandou um exemplar de “Jóquei”. “Passei um mês carregando para todo lado, lendo, relendo, mostrando para os amigos”. “A poesia dela me impressiona por vários motivos. Pela força da imaginação, no sentido propriamente poético, isto é, criativo e metafórico; pela profusão e riqueza de imagens; e pelo alto grau de consciência de si e do mundo – é uma poesia deslumbrante, mas não deslumbrada, o que evita o perigo comum de cair no sentimentalismo”, elenca Piquet. Busca É nítida a alegria desse “álbum de verão”, como o classificou Mexia na orelha da edição portuguesa, em que até lite-
ralmente se desafia o inverno (em “Sagetrieb”: “Inverno que queres matar-me ao chapadão/ encher-me a cabeça de domingos/ e alinhar meu olho aos escaparates/ desenhados pelo maldito imperador/ que abandonou os sorvetes e os 5 sóis/ Vais ver se eu não dou cabo de ti primeiro”). Mas não é tola. Isso porque sua força solar não nasce da satisfação, mas de seu oposto, aquela fome que leva à busca. “Susan Sontag diz que um escritor talvez seja alguém que presta atenção ao mundo. O poeta talvez seja alguém que, além de prestar atenção, se espanta com o mundo, e, especialmente, consegue fazer a linguagem se espantar com ele, dar saltos”, diz o editor brasileiro. O espírito de quem procura somente o encontro é o que anima Matilde Campilho. “Gosto de andar pela rua, mesmo que seja para lugar nenhum. Os lugares vão aparecendo ao longo do caminho”. A errância marca sua biografia. Matilde estudou letras modernas em Portugal, depois história da arte na Itália. Por motivos profissionais, viveu em Madri, mas não se achou ali, porque não tinha água por perto, e em Moçambique, fazendo trabalhos voluntários. Por muito tempo, ao preencher fichas que pediam sua profissão, deixava a lacuna. “Acho que eu estava deixando esse espaço em branco dentro de mim também”. Até chegar ao Rio de Janeiro, em 2010. “Durante muitos anos, cada amigo meu que ia ao Rio me ligava de lá dizendo que eu precisava ir a essa cidade. Que tinha muito a ver comigo. Eu não entendia por quê, mas a verdade é que aquilo ficava martelando a minha cabeça”. Foi “adiando essa viagem”, que, intuía, seria como os “grandes amores, aqueles aos quais a gente sabe de antemão que vai se ligar para sempre”. “Teve um dia que fui e pronto. Fui para ficar 15 dias. Fiquei três anos. E
mudou tudo”. Na adolescência escrevia “umas coisas, uma espécie de contos” e tinha tido uma primeira pista de uma “familiaridade qualquer” com poesia ao ouvir, na voz de uma “amiga muito mais velha”, o poema “Um Adeus Português”, de Alexandre O’Neill. Hoje acha que a ida ao Rio ajudou a entender sua forma de aproximação ao papel. “Quando somos estrangeiros estamos mais permeáveis a tudo, inclusive à verdade de nós mesmos. Estamos mais atentos e mais focados. Quando eu cheguei não conhecia ninguém. Então quem me acompanhava era a paisagem. Os acontecimentos diários da cidade”. Num determinado momento, parte das caminhadas ganhou a companhia de Carlito Azevedo. Os dois se encontraram numa festa, lembra ele, “um lançamento em Laranjeiras”, detalha ela, que já conhecia o trabalho do autor de “Monodrama” antes da viagem. Carlito conta que logo ficaram amigos. “Passamos a fazer longos passeios pelo centro. Passeios em que a poesia não era nem o principal assunto. Conversávamos muito sobre descobertas científicas e as árvores do Jardim Botânico. Havia tam-
bém as paradas obrigatórias no sebo Berinjela e na biblioteca do Instituto Cervantes, lugares de, aí sim, conversar a sério, ou seja, rindo muito, sobre escrever”. Ele, que é professor em oficinas literárias há anos, recusa a ideia de uma relação de mestre e aluna. “Eu apenas a levei a sério. E consegui que ela levasse a sério também algo que ela considerava ‘meros jogos’”, diz. O empurrão nasceu num passeio, recorda ele. “Ela me mostrou finalmente seus poemas, inclusive ‘Fur’, que abre o ‘Jóquei’ e me impressionou de imediato”. Foi assim, além-mar, que se desenhou a estreia de Matilde como autora. Em 25 de fevereiro de 2012, “Fur” estampava a página “Risco”, seção mensal de poesia que Carlito edita no suplemento “Prosa & Verso” do jornal “O Globo”. Mais adiante, teria publicados na “Ilustríssima” dois outros poemas de “Jóquei”. “We Never Did too Much Talking Anyway” e “Conversa de Fim de Tarde Depois de Três Anos no Exílio” saíram na “Imaginação” de 29 de dezembro de 2013 (folha.com/no1390637). Àquela altura, Matilde já havia mandado o livro para algumas editoras no Brasil, sem resposta. “Pensei: eu preciso fechar isso. Se ele não for publicado, tudo bem. Eu só precisava fechar, para poder começar alguma coisa diferente. Então transformei o ‘doc’ em ‘pdf’ e guardei numa pasta. Dei tchau para ele, e esse momento foi muito importante. Uns dias depois me escreveu o Pedro Mexia. Tinha visto alguns poemas meus nos jornais brasileiros e queria saber se eu teria mais alguma coisa. Respondi: ‘Olha, tem isso aqui’”. Mexia recorda ter ouvido falar dela por outro poeta, José Tolentino Mendonça. “Creio que já me tinha cruzado com os poemas da Matilde em sites, na altura em que procurava um jovem brasileiro para a coleção. Pensei que a Matilde fosse também brasileira, porque não a conhecia, e os po-
emas pareciam ‘brasileiros’, na grafia e no estilo, bastante vivo e desenvolto”. A “dimensão mestiça” dos poemas, frisa o editor, “é essencial”. Nesse vaivém atlântico, “Jóquei” acabou sendo um pouco mais português em Portugal, um pouco mais brasileiro no Brasil. Lá, foram feitas leves adaptações “para uniformizar critérios de grafia”, diz Mexia, como aqui, para, “para devolver um pouco da brasilidade que já existia”, diz Piquet. Sempre com a palavra final da autora. “É o mesmo livro”, diz ela. Ter um pé em cada lado do oceano lhe deu essa escrita miscigenada naturalmente. “Difícil para mim é não escrever nesse sotaque misturado. Para isso, sim, eu preciso me concentrar”, diz Matilde. Quando lê poesia, o faz com acento luso, mesmo se for dizer “ônibus”, em vez de “autocarro”. Sua dicção particular – da qual há uma mostra no depoimento que ela dá à série “Retratos”, da cineasta Clara Cavour (vimeo.com/97003855) – reforça o tom encantatório de seus poemas, a “qualidade melódica dos versos, que parecem pedir para ser lidos”, no dizer de Cide Piquet. O leitor pode conferir por si, no link da “Ilustríssima”, no qual há também pequenos vídeos feitos pela autora. Mas essa prosódia bastarda é o que haverá de mais nitidamente pessoal na poesia de “Jóquei”, livro em que a autora alcança um feito bastante difícil: descolar o eu-lírico do poeta que o cunha. Sua voz é ora masculina, ora feminina, muitas vezes sem gênero. “Eu acredito na poesia como uma voz universal”, reforça Matilde. Com liberdade, o livro se arma sobre personagens, nomes de bairros, animais e, aqui e ali, referências mais ou menos escondidas a poetas como Ezra Pound e Wallace Stevens. No meio disso tudo, é vão procurar a figura da autora. O caráter quase ficcional é algo que Carlito Azevedo destaca como característico da poesia de Matilde. “Ela cria nanonarrativas dentro dos poemas. A importância que ela dá aos personagens secundários, cuja existência por vezes não passa de um verso, revela uma generosidade. É assim que, pelos dois segundos de ‘vida’ que ganham dentro do livro, acabam adquirindo uma dimensão enorme em nossa mente o jogador de críquete, o esgrimista uruguaio, os astrofísicos, as concierges e a faxineira Maria Teresa, entre outros”. Ele soma a isso o “estilo enumerativo”, que Matilde “pratica de modo absolutamente feliz, muito porque é uma grande leitora de Whitman, muito porque ao seu olhar tudo é interessante”. “Há um olhar que capta e reúne e enumera toda a imensa variedade de coisas sobre a Terra (não me parece uma poeta que diga ‘não’ a nada) e há, imediatamente, uma imaginação que vai inventado uma biografia para cada coisa”.
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Literatura RESUMO O poeta sueco Tomas Tranströmer, laureado com o Nobel em 2011, recebeu John Freeman em sua residência para uma conversa. Vítima de um derrame, ele foi auxiliado por sua mulher, Monica. Traduzido em dezenas de países, terá pela primeira vez poemas publicados no Brasil no segundo semestre deste ano.
JOHN FREEMAN TRADUÇÃO CLARA ALLAIN ILUSTRAÇÃO PAULO PASTA
A ilha de Runmarö fica uma hora a leste de Estocolmo, cercada de escolhos que se elevam da água. Para chegar a ela é preciso viajar num ferryboat que avança no mar revolto à velocidade de meros 20 nós por hora. É uma tarde chuvosa de agosto, e o mar está verde e misterioso. Num dia como este, não é difícil imaginar por que marinheiros ergueram suas casas em Runmarö, em vez de em outra qualquer das centenas de ilhas da região. Quando ela surge, rochosa, coroada de abetos e carvalhos, se mostra como uma versão do paraíso para um homem resoluto. No final do século 19, o avô materno do poeta Tomas Tranströmer era um homem desse tipo. Capitão de navio, precisava de um lugar para fixar-se em terra e o encontrou em Runmarö. A pequena casa azul que ele ergueu na ilha ainda está de pé, e é nela que Tranströmer e Monica Bladh, sua mulher há quase 50 anos, passam seus verões. Como um legítimo descendente de homens do mar, Tranströmer dá a devida importância aos visitantes que chegam das ondas, embora o AVC que o paralisou 25 anos atrás dificulte gestos que a expressem. Ao chegar, eu o encontro aguardando numa cadeira de rodas, na ponta de um caminho longo e estreito de cascalho, com um cobertor nos ombros, tendo Monica de pé às suas costas. Um rádio dos anos 1950 está sobre seu colo, oxigenando a floresta com uma sinfonia de Rachmaninoff. Enquanto Monica suavemente empurra o marido rumo à casa, subindo uma rampa e entrando na sala, todos os símbolos da grande poesia de Tranströmer voam ao nosso redor. O chão em torno da casa é sulcado por raízes e musgo. O vento sussurra nas árvores. O ar cheira a sal marinho e a resina. Um falcão deve estar pairando ao alto, olhando para nós aqui embaixo. Nas duas horas seguintes fica claro que a ilha lhe deu as notas com as quais criar uma partitura poética de beleza duradoura. E, assim, as perguntas sobre a poesia, sobre seu significado, sempre retornam à ilha, ao avô de Tranströmer, que muitas vezes ergue a mão para apontar objetos e pinturas espalhados pela sala, como se eles próprios fossem os poemas, não seus
3 A poesia íntima, como um beijo no escuro Encontro com Tranströmer, o Nobel de 2011
temas ou inspirações. É assim que nos comunicamos. O derrame que Tranströmer sofreu em 1990 o deixou paralisado de um lado, roubando-lhe a maior parte da fala. Graças a isso, a sala à qual Monica nos conduz é pequena, mas está cheia. Dois amigos – um cineasta americano e sua mulher sueca – dividem um estreito banco de piano. Um fotógrafo, o assessor de imprensa e Monica se acomodam num semicírculo em volta de Tranströmer, como se ele fosse um pianista de concerto prestes a tocar, em vez de um poeta que se acomoda com relutância, mas gentileza, para dar uma entrevista. Na realidade, porém, todos estão aqui para ajudar a interpretar as respostas de Tranströmer. Ele consegue dizer, com muita clareza, “sim”, “não”, e “muito bom”. São seus lemes verbais – outras palavras aparecem esporadicamente. Seu rosto, porém, diz muito mais.
Nos retratos, a marca de Tranströmer é, muito frequentemente, um olhar grave e penetrante; em carne e osso, contudo, seus olhos transmitem interesse e bondade, e ele chega a se mostrar brincalhão. Eu faço perguntas, Monica as traduz ao sueco, e ele, então, responde; ela busca aprofundar a resposta, e assim avançamos pela tarde. Tranströmer guia as perguntas e extrapolações dela com o rosto, com suas poucas palavras e com o tom de voz. O tempo todo, eles se tocam e se olham. Observando-os, é difícil definir quem é o regente e quem é a sinfonia. Íntimo Talvez seja mesmo conveniente conversar com um poeta que há tanto tempo é íntimo de um público vasto. Mesmo antes de receber o Nobel, em 2011, Tranströmer já tinha sido traduzido em quase 60 idiomas, sendo o segundo mais traduzido poeta
do mundo, atrás apenas de Neruda – no Brasil, contudo, seus poemas serão lançados pela primeira vez no segundo semestre deste ano, pela Companhia das Letras. Entre os admiradores de Tranströmer estão o irlandês Seamus Heaney (1939-2013, Nobel em 1995) e muitos dos maiores poetas americanos do pós-Guerra. E romenos, iugoslavos, japoneses. Paul Muldoon, poeta e editor de poesia da revista “The New Yorker”, conta que a fama de Tranströmer chegou até a Irlanda do Norte, onde ele passou sua infância e juventude, na pior fase do conflito. “O apelido que lhe demos, ‘Transformer’, indica o respeito profundo que sentíamos por suas realizações”. O que ele realizou é ainda mais notável levando-se em conta sua produção relativamente modesta. Em 60 anos, publicou apenas 11 coletâneas, nenhuma das quais contém mais de 20 poemas. Enquanto nos preparamos
para a conversa, um volume de seus poemas reunidos fica ali, à mão, como diário de bordo dos lugares que ele percorreu com sua mente. Pergunto se Tranströmer via na poesia uma maneira de se orientar no mundo. Ele responde “sim, sim”, e Monica extrapola: “Uma maneira de tentar abordar o enigma. Acho que essa é uma boa metáfora para descrever a poesia.” Seu território não era vasto, mas era profundo. Durante anos passou muito mais tempo trabalhando como psicólogo, primeiro numa instituição correcional para rapazes e depois como terapeuta ocupacional para o governo sueco. Seus poemas têm um poder psicológico profundo; são obras de um homem possuído. Muitos dos símbolos e presságios são recorrentes: as estações do ano e seu clima, estados oníricos e sósias, o arco do passado familiar. Ler a poesia de Tranströmer é mergulhar em um espaço interior tenso, apresentado vi-
sualmente, repleto de signos e sinais, de intimações. Seus poemas podem usar imagens abstratas, mas os melhores são tão íntimos quanto um beijo no escuro. Ele alcança essa conexão através dos sentidos e do apagar gradual do “eu” que só busca seus próprios propósitos. “Morgonfåglar” (Pássaros matinais), por exemplo, começa com a descrição do poeta entrando em seu carro, depois passa para uma descrição de pegas cantando alto e segue para este trecho surpreendente, que poderia servir de guia a boa parte de sua obra: “Fantástico sentir como meu poema cresce/ enquanto eu mesmo encolho./ Ele cresce, toma meu lugar./ Ele me empurra para o lado. Ele me joga para fora do ninho./ O poema está pronto”. (1) Guerra Tranströmer começou a escrever poesia seriamente logo após a Segunda Guerra Mundial e hoje, aos 83, vê o
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ou se era marxista ou reacionário. Tranströmer, porém, não era nenhum dos dois. Viajava e era engajado, mas não se interessava por usar a arte como arma política. Havia ainda outra dicotomia a encarar. Tranströmer foi criado em um contexto religioso e, mesmo se estava longe de ser proselitista, num país cada vez mais secular, a religiosidade era um problema. “Você estava livre disso tudo”, diz Monica a respeito da doutrina religiosa, arrancando do poeta uma piadinha facial irônica, como se ele dissesse “graças a Deus”. Enquanto muitos de seus contemporâneos contemplavam falsas polaridades, Tranströmer retornou à ilha onde passou todos seus verões quando menino, convertendo os sons, as estações e os estados de ânimo desse lugar em sua mitologia particular. Durante nossa conversa, Tranströmer aponta para um retrato de seu avô e para os registros de suas viagens náuticas. Seguindo a teia de sua escrita, ele parece dizer, é aqui que começa a viagem. Aqui.
início de uma guerra perpétua no Oriente Médio. Ao longo desse tempo, o desafio a que se propôs foi encontrar uma nova linguagem para a intimidade e o engajamento, como Seamus Heaney e Paul Muldoon fizeram em seu próprio ambiente politicamente carregado. “Depois da guerra, muitos poetas suecos começaram a refletir sobre a neutralidade do país”, diz o estudioso literário Daniel Sandstrom, “publisher” do grupo de mídia Bonnier. “Foi um motivo de vergonha, e dessa vergonha nasceu o desejo de pensar de modo mais amplo e politizado”. “Essa mudança afetou muito intelectuais e políticos. Mas com certeza afetou também os poetas, em especial os da geração de Tranströmer, a qual veria nas independências coloniais um processo moral importante. Poucos deles, porém, eram marxistas, e eram menos abertamente políticos que os da geração seguinte”. Para essa geração seguinte,
Nexo Seriam precisos 20 anos publicando para que ele estabelecesse esse nexo. No começo, seu maior desafio era encontrar a sintaxe para sua imaginação. Como todos os poetas nascidos no entreguerras, Tranströmer teve no modernismo e no surrealismo marcos intelectuais. Mas foi uma experiência pessoal e íntima que o transformou mais drasticamente. No verão entre seus 14 e 15 anos, Tranströmer sofreu o que descreveu em suas memórias como uma espécie de terror existencial. Suas pernas tremiam; ele se sentia dominado pelo medo. “Na época, eu via todas as formas de religião com ceticismo”, escreveu em suas memórias, publicadas em 1993, admitindo que, se isso tivesse lhe acontecido mais tarde na vida, provavelmente teria sido uma revelação. Após a crise, ele começou a tocar piano com frequência, atividade que ainda mantém – ocasionalmente se apresenta sobre o palco, executando peças escritas para a mão esquerda. Hoje ele confirma a avaliação que fez do que aconteceu naquele período, dizendo que foi mais próximo de uma psicose que de um experimento religioso. Monica amplia: “Acho que você disse que, se tivesse alcançado esse tipo de fé religiosa suave ou confiança na fé que você alcançou alguns anos mais tarde, poderia ter conseguido lidar com a crise de maneira totalmente diferente. De certo modo, você simplesmente desenvolveu uma fé própria ao longo da adolescência. É assim que você teria explicado?”. “Sim, é correto”, diz Tomas. “Mas...”. “Você criou para si mesmo uma certa imagem de Deus”. “Sim...”. “...Mas que não tinha filiação ou relação específica com o que era ensinado nos estudos religiosos da escola. Um sentimento de confiança, viesse ele de onde viesse. Não é fácil falar desse tema”. Tranströmer não sabe dizer se foi essa experiência que despertou seu interesse pela psicologia.
“Acho que ocorreu uma transição de uma consciência religiosa básica para a fé”, Monica explica. “E teve a ver com a música”. Um fato interessante é que, de todos os poemas de Tranströmer, aquele que trata mais diretamente da fé também trata de música: “Schubertiana”. “Quanto devemos confiar”, escreve no poema, “para que possamos viver nossa rotina sem afundar no solo”. (2) Virtuose Ao se aproximar dos 20 anos, Tranströmer começou a se afastar da música em direção à poesia, escrevendo tanto que – como qualquer virtuose – foi criando dificuldades para sua própria escrita. Começou a escrever em estrofes à moda de Horácio (nas métricas sáfica e alcaica), criando parte de “Höstlig Skärgård” (Arquipélago de outono) e “Fem Strofer till Thoreau” (Cinco estrofes para Thoreau). Ambos saíram em seu primeiro volume, “17 Dikter” (17 poemas, de 1954). Tranströmer saca uma coletânea sua e começa a identificar as diferentes métricas em um e outro poema: “Ali, ali, ali”, ele diz. “Acho que o verso sáfico lhe conferiu uma espécie de liberdade”, opina Monica, e ele comenta: “Muito bom”, acrescentando: “Uma forma dentro da qual trabalhar”. Não foi a única restrição que ele se impôs. Os poemas de seu livro de estreia esboçam uma espécie de ecossistema dentro do qual trabalharia intermitentemente por toda a vida e que, ao chegar a Runmarö, percebemos ser próprio da ilha. Seu verde e seus marinheiros, as ondas espiraladas. O DNA sonoro da ilha impregna seus poemas iniciais. Ali estava um poeta “tateando em busca dos instrumentos da atenção”, para citar um poema dessa fase (“Han Som Vaknade av Sång Över Taken”, o homem que acordou ao som de canto sobre seu telhado). A reação que esse fenômeno de 23 anos provocou no país foi instantânea. Como diz Sandstrom, “o sucesso de crítica foi imediato e duradouro. O início da década de 1950 foi visto como época áurea da poesia moderna: para ser ‘cool’ nessa época, não se fazia um som na garagem, e sim um sarau”. Tranströmer acabaria por lançar mais três livros nessa fase inebriante; em cada um deles, aprofundava seus vínculos com a paisagem, ao passo que a economia das imagens se tornava mais estranha e enigmática. Enquanto a época áurea da poesia ficava para trás, Tranströmer foi se interiorizando mais e mais, tornando-se, como diz Sandstrom, “quase seu gênero próprio”. Cartas Por volta dessa época, teve início sua correspondência com o poeta, tradutor e editor literário americano Robert Bly. Esse homem de personalidade exuberante tinha lançado nos Estados Unidos uma revista literária que, a cada década, era rebatizada. Em 1964 era chamada “The Sixties” e, em março desse ano, Tranströmer, então com 32 anos, escreveu ao editor – que estava em Madison, Minnesota –, perguntando
como obter um exemplar da publicação. Bly respondeu de imediato, observando que nesse mesmo dia ele tinha atravessado metade do Estado para ler, em sueco, “Den Halvfärdiga Himlen” (“Céu Semi-Acabado”), que Tranströmer lançara em 1962. Nos 25 anos seguintes, os dois poetas trocaram centenas de cartas, matando sua sede recíproca por fofocas literárias internacionais. A história dessa amizade é revelada em “Air Mail”, um livro tão estimado por Tranströmer que, ao ver que eu havia levado uma cópia, ele a toma e parece pouco inclinado a devolvê-la. Ler o volume é entender por que ele pode querer tê-lo por perto. Suas páginas captam uma amizade que voa nos ventos cruzados da literatura e que mudou a trajetória de vida dos dois homens. Tranströmer e Bly se traduzem mutuamente e discutem política. Os poemas de Bly sobre a Guerra do Vietnã não encontram quem os publique. Enquanto isso, Tranströmer é criticado pelos marxistas por ser arredio: “De um modo geral, na Suécia”, ele diz a Bly depois de resumir algumas críticas enviesadas, “os jovens marxistas têm muito pouca tolerância para a poesia”. (pág. 64 das cartas de Tranströmer a Bly, versão inglesa, 29 de outubro de 1966) “Tomas escrevia uma quantidade enorme de cartas, não apenas a Bly mas também a muitos outros, e realmente se soltava nelas”, diz Monica. “Nelas ele é prolixo, divertido, às vezes intransigente. Então acho que, embora Tomas possuísse todas essas qualidades, ele nunca sentiu a necessidade de expressá-las em sua poesia”. Mesmo assim, foi no ano de correspondência mais intensa com Bly, 1970, que Tranströmer experimentou seu primeiro grande avanço como poeta. “Estou me debatendo com um poema muito longo (sobre o Báltico – de todos os pontos de vista)”, ele escreveu a Bly em agosto daquele ano. “Começou quando encontrei os almanaques de meu avô da década de 1880”, ele acrescentou no mês de maio seguinte, “nos quais ele tinha anotado os navios que pilotava... Descobri que uma parte tão grande de minha vida tem alguma ligação com o Báltico, então comecei a fazer um esboço confuso de muitas coisas”. (pág. 193). Tranströmer estava sendo modesto. “Östersjöar” (O Báltico, de 1974) está longe de ser confuso – move-se como uma música, relatando primeiro a história de seu avô e depois a de sua avó. Ondas de imagens desabam pelas estrofes, convertendo as preocupações dos marinheiros com os fatores da natureza em preocupações cosmológicas. Tomas e Monica discutem um pouquinho sobre se Bly o incentivou a escrever poemas em prosa ou se ele os teria explorado de qualquer modo. “Mas Bly não gostou de ‘Östersjöar’.” Monica pondera: “Não, ele não gostou muito. Assim, eu diria que você era totalmente independente de Robert”. Até hoje, foi nesse longo poema que Tranströmer se inseriu em sua obra de maneira mais direta. Ele é o navegador que nos conduz pela história
familiar, é o espectador, é aquele que define o que significa ser de algum lugar, mas saber com certeza que vamos desaparecer. Enigma O pesquisador literário Torbjörn Schmidt organizou a edição sueca de “Air Mail”. “Eu diria que o enigma de Tranströmer é espiritual”, ele escreve em um e-mail. Mas acrescenta: “O próprio Tranströmer sempre se negou a ser descrito como ‘místico’. Por outro lado, ele ressaltou que sua experiência de vida é enigmática num sentido profundo: existem dimensões da vida que não podem ser captadas por uma mente puramente racional”. Em nenhum lugar da obra de Tranströmer essa dualidade se torna tão pessoal quanto em “Östersjöar”, que é uma espécie de genealogia espiritual e sensual musicada. Quando se aproxima de completar o poema, as cartas a Bly ganham lirismo crescente. Em certas ocasiões, soa quase como Blake. “Às vezes tenho a sensação de ter um dever a cumprir em nome de alguma Consciência oculta. Por que preciso viver esta confusão constante, enxergar e ouvir todas estas coisas, o que significa? Eu às vezes encontro conforto no sentimento de que Alguém, ou Algo, quer que eu faça isso”. Quando pergunto se essa postura espiritual guarda semelhanças com o budismo, Monica recorda que essa pergunta já foi feita antes a Tranströmer, que acena com a cabeça para indicar sua concordância com a resposta dela. “Você disse que nunca tinha estudado o budismo realmente. Então aquela outra pessoa respondeu que, se era esse o caso, você era uma espécie de budista intuitivo. Mas não profissional”. Essa ideia de dever numinoso dota de humildade a obra de Tranströmer. Ele não encontrará as respostas e não precisará passar tempo demais nas trevas. “Há tantas coisas maravilhosas em Tomas”, diz o poeta norueguês Jan Erik Vold, que o conhece e o traduziu por quatro décadas, “mas uma delas é que ele sabe onde guardar as trevas”. Sua capacidade de refletir sobre o infinito, ao mesmo tempo em que mantém as trevas à distância, lhe valeu enorme popularidade em todo o mundo. A partir dos anos 1960 e, com mais intensidade, na década seguinte, sua obra começou a ganhar traduções, em especial para o inglês. Nessa década, ele conheceu Allen Ginsberg na Cidade do México e W.S. Merwin na Suécia. Foi também nesse período movimentado de viagens e primeiras publicações que o poeta sírio Adonis se deparou com a obra de Tranströmer. Ambos receberam um prêmio da Universidade de Pittsburgh. Anos depois, Adonis ajudaria a traduzir e publicar as obras reunidas do amigo em árabe, levando Tomas e Monica ao Líbano e à Síria para uma turnê de leituras, experiência que o escritor sírio descreveria em um e-mail, décadas mais tarde, como “um poema de essência humana suprema, uma extensão da poesia dele”.
Adonis fez uma leitura mais cuidadosa que muitos da poesia de Tranströmer e o considera um místico, só que não no sentido convencional do termo. “Quando falo em misticismo na poesia de Tranströmer” – diz por e-mail, de Paris – “me refiro a uma visão que não divide a existência em duas categorias, a ‘física’ e a ‘espiritual’, mas que vê a existência como sendo una e indivisível”. Derrame É difícil saber se essa maneira de abordar a vida foi o que deu a Tranströmer mais capacidade de sobrevivência, após seu derrame. Desde então ele publicou apenas dois livros: a curta autobiografia “Minnena Ser Mig” (As memórias me contemplam), cuja maior parte já havia sido escrita antes do AVC, e um livro breve de haicais, “Sorgegondolen” (Gôndola triste, de 1996). O fato de ele ter começado a escrever ainda mais haicais depois de sofrer o derrame, diz Monica, foi “uma solução técnica e prática”. “E que lhe pareceu natural”. Tomas concorda, enquanto Monica prossegue: “Na realidade, acho que essas formas fixas podem conferir um senso de liberdade. Trabalhar dentro de suas restrições pode funcionar como uma espécie de jogo”. Quando chegamos à questão sobre o conteúdo dos cadernos de Tranströmer, se ainda podemos esperar algo novo vindo deles, uma sombra atravessa o rosto de Monica, e o círculo na sala se fecha.”Acho que você pode deixar essa pergunta de fora, Tomas”, diz ela. Existe uma certa quantidade de cartas, e há “um volume pequeno programado, sabemos disso”, diz Monica. Nesse ponto, fazemos uma pausa na entrevista, e ela gentilmente nos conduz à pequena cozinha, onde nos aguardam pratos de frango com arroz, pão preto e canecas de cerveja. Uma hora mais tarde, depois do o almoço e de uma visita a alguns vizinhos, retornamos à casa azul para o adeus final. Tiramos fotos; reservamos o ferryboat. Encontro Tranströmer sentado no quintal sob um raio solitário de sol, novamente com seu rádio, Monica sentada com a mão sobre o joelho dele. Agora a rádio sueca está tocando “Canção para a Lua”, de “Rusalka”, de Dvorák, uma das óperas mais belas já compostas. E é assim que o universo lança uma de suas pistas inesperadas sobre nós. Tranströmer foi um grande poeta porque encontrou uma forma de refletir sobre o infinito e se recusou a desviar o olhar. Mas uma das razões pelas quais pôde fazê-lo com tanta beleza reside no fato de que (como qualquer artista que canta melhor em dueto) ele não o fez – não o faz – sozinho.
Notas 1. As citações, salvo indicação contrária, são traduções livres a partir do inglês. 2. Tradução de Enaiê Azambuja, que responde pela antologia a sair no Brasil neste ano. Leia outras traduções à página 8.
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Diário de Lisboa O MAPA DA CULTURA
4 Literatura de manicômio Pessoa, ‘Orpheu’ e a morte do poeta
ISABEL COUTINHO
Foi há cem anos, no dia 24 de março de 1915, que o primeiro número da revista “Orpheu” foi publicado. Tinha como diretores o poeta português Luís de Montalvor e o brasileiro Ronald de Carvalho. Identificados numa carta de Fernando Pessoa: o primeiro, como “amigo íntimo de Mário de Sá-Carneiro” e, o segundo, como “um dos mais interessantes” poetas brasileiros da época. Na época, este primeiro número esgotou e provocou escândalo. Numa carta ao açoriano Armando CortêsRodrigues, Fernando Pessoa contava: “Somos o assunto do dia em Lisboa, sem exagero lho digo. O escândalo é enorme. Somos apontados na rua, e toda a gente – mesmo extraliterária – fala do ‘Orpheu’”. Meses depois, no final de junho, saía o número dois, já dirigido por Pessoa e Sá-Carneiro, que, juntamente com Almada Negreiros, fizeram dela a revista “mítica” e emblemática do Modernismo português. Os jornais da época intitularam a publicação como “literatura de manicômio”; uma notícia do jornal “O Intransigente” intitulava-se “A Caminho do Manicômio” em finais de março de 1915. No jornal “A Capital” um crítico escrevia: “O que se conclui da leitura dos chamados poemas subscritos por Mário de SáCarneiro, Ronald de Carvalho, Álvaro de Campos e outros é que eles pertencem a uma categoria de indivíduos que a ciência definiu e classificou dentro dos manicômios, mas que podem sem maior perigo andar fora deles”. ‘100 Orpheu’ Para se saber tudo o que
se passou nesse ano, acaba de ser publicado em Portugal, pela editora Tinta-da-China, o volume coletivo “1915 - O Ano de ‘Orpheu’”, organizado por Steffen Dix. E foi aberta a exposição “Os Caminhos de Orpheu”, organizada por Richard Zenith na Biblioteca Nacional de Portugal, com originais de Pessoa, Sá-Carneiro e outros colaboradores, cartas, publicações da época e obras de artes plásticas de Almada Negreiros, Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza Cardoso. Entre as inúmeras iniciativas das comemorações está também “100 Orpheu”, o congresso internacional luso-brasileiro que decorreu nesta semana em Lisboa e irá acontecer no Brasil, de 25 a 28 de maio, na USP (100orpheu.com). Outros mitos O sociólogo e historiador José Barreto tem lutado contra teses que considera delirantes e que apontam o escritor Fernando Pessoa (1888-1935) como reacionário e adepto convicto do ditador Salazar (1889-1970), defendidas pelo professor e escritor marxista Alfredo Margarido (1928-2010) que Barreto considera ter-se “empenhado numa tentativa de fascistização póstuma do pensamento de Pessoa”. No livro que acaba de publicar, “Fernando Pessoa - Sobre o Fascismo, a Ditadura Militar e Salazar” (Tinta-da-China), Barreto reúne “todos os escritos de Pessoa que foi possível recensear, entre os ainda numerosos inéditos do escritor e a obra publicada em vida ou postumamente, versando sobre três temas principais: o fascismo e a figura de Mussolini, a ditadura
militar portuguesa (1926-33) e, por fim, Salazar, enquanto ministro das Finanças (192832), e depois líder do governo e do Estado Novo”. Pessoa foi cortejado pelo poder, mas faltou em 1935 à entrega do prêmio do Secretariado da Propaganda Nacional ao seu livro “Mensagem” e fez poesias satíricas a pensar em Salazar, que o acusou de ter afastado de si “o resto da inteligência portuguesa, que ainda o olhava com uma benevolência já um pouco impaciente e uma tolerância já vagamente desdenhosa”. À míngua de poetas Esta semana escreveu-se nos obituários dedicados ao poeta Herberto Helder (19302015) que “não há na poesia portuguesa pós-Pessoa nenhum poeta que tenha exercido um tal poder de atração e gerado tantos epígonos”. Agora que o autor de “A Morte sem Mestre” morreu, haverá alguém capaz de ocupar o seu lugar? No passado Dia Mundial da Poesia foi publicado o “Anuário de Poesia de Autores Não Publicados 2015”, da Assírio & Alvim. Foram editados quatro números entre 1984 e 1987 que deram a conhecer alguns dos melhores poetas de hoje, como Maria do Rosário Pedreira ou Adília Lopes. Mas este anuário é, agora, um livro fininho. O júri recebeu 2.154 poemas enviados por 223 autores, mas, seus membros escrevem no prefácio, “a leitura destes poemas revelou, com pouquíssimas exceções, um imaginário poético débil”. O livro tem 53 páginas, com 15 poemas dos 7 poetas escolhidos. Lá se foi a ideia de sermos uma nação de poetas. Desapareceram os mitos.
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Arquivo aberto
MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
5 Sábados pernambucanos Recife, 1997
ACERVO PESSOAL
O dramaturgo Ariano Suassuna e o músico Leandro Carvalho na casa do escritor, no Recife em 1997
LEANDRO CARVALHO
Quando cheguei ao Recife, em 1997, Miguel Arraes cumpria seu penúltimo ano como governador de Pernambuco e, com ele Ariano Suassuna, à frente da Secretaria de Cultura. Ao lado do mestre, lembro de percorrer os amplos corredores do Palácio das Princesas e de participar de conversas e discussões, sem ter a real dimensão de suas consequências e de como eu estaria conectado àquilo 18 anos depois. Ariano quebrava paradigmas, trazia o foco para a cultura popular e reconhecia os “mestres do saber”. Fazia muito com pouco e fundava os alicerces para um extraordinário desenvolvimento que Pernambuco viveria na área da cultura anos depois. Eu era um garoto aventureiro percorrendo o Brasil em busca de um sonho. Na época, lançava meu primeiro disco, “João Pernambuco - O Poeta do Violão”, dedicado aos 50 anos da morte desse ícone da cultura brasileira. O objetivo era encontrar o Brasil de Heitor Villa-Lobos e ativar genes adormecidos pela poluição. Ariano abriu-me as por-
tas de um rico e vasto mundo e criou as condições para eu me estabelecer na cidade. Foram anos profícuos que resultaram em dois discos dedicados a João Pernambuco (um em duo com Baden Powell e outro com músicos de Pernambuco e da Paraíba, como os antológicos Quinteto de Paraíba e o Quinteto Brassil, do saudoso mestre do trombone Radegundis Feitosa), e numa dissertação de mestrado no departamento de história da UFPE, sobre música e sociedade no Recife da primeira metade do século 19. Em nossos papos, deliciávamo-nos com os relatos dos viajantes estrangeiros que visitaram Pernambuco naquela época, como a britânica Maria Graham, o francês Tollenare, o pastor norte-americano Daniel P. Kidder e o alemão Rugendas. Relemos os “Anais Pernambucanos” de Pereira da Costa, as pesquisas do padre Jaime Diniz, e nos divertimos com as indignações de “O Carapuceiro”, editado e redigido pelo padre Miguel do Sacramento Lopes Gama entre 1832 e 1847, entre tantos outros. Tudo isso serviu de alimento para inesquecíveis tardes de sábado, em conversas na cadeira de balanço que se prolongavam até um delicioso lanche no
início da noite, com direito a queijo coalho de produção própria, vindo de sua chácara em Taperoá. Na verdade, tudo isso era um pretexto para conversarmos sobre o Brasil, sobre literatura, sobre estética e filosofia. Ariano ia descortinando um rico país real, bem diferente daquele oficial, caricato e burlesco, como ele dizia referindose a Machado de Assis. Guiava-me para os núcleos de cultura popular, viva e pulsante, que se espalhavam pela Zona da Mata pernambucana e, ao seu lado, vivi momentos inesquecíveis, como quando os maracatus se encontraram em sua homenagem no espaço Ilumiara Zumbi, fundado por ele mesmo alguns anos antes. Aos 20 e poucos anos, com a personalidade em plena formação, tive a oportunidade de conviver com um grande artista, sábio e generoso. Hoje, vejo o tamanho desse privilégio e de como foi profunda sua marca em minha alma. Vejo com clareza a importância que tem para nosso país e como será grande nossa responsabilidade de levar adiante suas ideias. Seu exemplo de integridade e compromisso com a cultura brasileira continuarão servindo de inspiração para a construir o futuro de nosso país.
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Imaginação PROSA, POESIA E TRADUÇÃO
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Poemas
Abril e silêncio A primavera jaz abandonada Uma valeta de cor roxa escura move-se ao meu lado sem restituir nenhuma imagem.
TOMAS TRANSTRÖMER TRADUÇÃO ENAIÊ AZAMBUJA ILUSTRAÇÃO PAULO PASTA
A única coisa que brilha são algumas flores amarelas.
RESUMO
Carrego-me dentro de minha própria sombra como um violino em seu estojo.
Os poemas acima fazem parte de coletânea que será lançada pela Companhia das Letras no segundo semestre deste ano.
A única coisa que quero dizer paira bem fora do alcance como a prataria da família numa casa de penhores.
Noite de inverno A tempestade aproxima seus lábios da casa e assopra para fazer som. Eu durmo, inquieto, mudo de posição, com os olhos fechados leio o livro da tempestade. Mas os olhos da criança se arregalam no escuro e a tempestade choraminga pela criança. Ambas gostam de ver a lâmpada que oscila. Ambas estão a meio caminho da linguagem. A tempestade tem mãos e asas infantis. A caravana se apressa em direção à Lapônia e a casa sente a constelação de pregos mantendo as suas paredes juntas. A noite está quieta sobre nosso chão (onde todos os passos evanescentes deitam-se como folhas submersas numa lagoa) mas lá fora a noite é selvagem! Uma tempestade mais grave se move sobre todos nós. Aproxima seus lábios de nossa alma e assopra para fazer som. Tememos que a tempestade venha a destruir tudo que está dentro de nós.
Vendo através do solo O sol claro se dissolve na cerração. A luz pinga, cava o seu caminho em direção aos meus olhos subterrâneos que estão lá sob a cidade, e eles vêem a cidade de baixo: ruas, fundações das casas – como fotos aéreas de uma cidade em tempos de guerra mas ao contrário: fotografar da toca... retângulos mudos em cores sombrias. É lá que as coisas acontecem. Ninguém pode diferenciar os ossos dos mortos daqueles dos vivos. A luz do sol cresce, inunda cabinas e cascas.
Caderno D
Plateia MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
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Netflix investe em ‘Bloodline’ Plateia 4
(92) 3090-1042
Nelson FREITAS
‘Faça O QUE VOCÊ quiser, mas SEJA ENGRAÇADO’
FOTOS: DIVULGAÇÃO
BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO
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arafraseando inúmeras vezes o eterno mestre do humor nacional – leia-se: Chico Anysio –, ao longo de toda a entrevista, o ator e humorista Nelson Freitas mostra que bebeu na fonte de quem sabia fazer sorrir como o próprio título sugere. Em Manaus desde ontem para apresentar o espetáculo “Gigantes do Riso”, juntamente com Raul Gazolla (hoje, às 20h, no Teatro Manauara), Freitas explicou um pouco de como surgiu a parceria entre ele e Gazolla, as maiores dificuldades de fazer humor e adiantou novidades sobre o programa “Zorra Total”, da TV Globo. Além disso, ressaltou seu carinho por Manaus, que surgiu quando era estagiário na Marinha Mercante, como está sua relação com as novelas, seu anseio por mais musicais brasileiros e disse que seu retorno cantando está marcado. Em 2016, ele ganhará os palcos do Brasil interpretando Odorico Paraguaçu no musical “O Bem Amado”, com texto original de Dias Gomes.
Nossa função é criticar a sociedade, chamar atenção para problemas que, muitas vezes, passam despercebidos, mas tudo de forma inteligente. Não adianta ficar somente na ofensa. Vejo que muitos sobem ao palco para esculachar, sem função”
EM TEMPO – Como surgiu a parceria entre você e o Raul Gazolla? Nelson Freitas – Há uns 7, 8 anos fizemos o espetáculo “O Micofone”, que ficou em cartaz por 5 anos. Era um microfone na frente de dois idiotas. Isso, antes dessa febre do stand up e de duplas como o Leandro Hassum e Marcius Melhem. Terminada essa temporada, decidimos juntar os nossos dois espetáculos solos em um: “Alta Pressão”, do Gazolla, e o “Nelson Freitas e Vocês” que é meu, dirigido pelo Chico Anysio que deu toques maravilhosos. Juntei uma coisa dali, outra coisa de lá, o melhor das duas coisas e criamos o espetáculo “Gigantes do Riso”. EM TEMPO – E do que trata o espetáculo? NF – No caso do Raul, ele
fala do problema médico que ele teve em decorrência do estresse, das loucuras do cotidiano. No meu caso, trato mais sobre relacionamentos, experiências próprias. EM TEMPO – O país sofre com a síndrome do politicamente correto. Fazer humor se tornou algo mais difícil? NF – Na minha opinião, somos oriundos dos bobos da corte. Arquétipos da comédia dell’arte. O bobo da corte sempre estava à disposição do rei para entretê-lo e tirálo daquele mundo enfadonho de ser nobre, já que o rei não poderia ser engraçado ou qualquer coisa do tipo, tinha que ter uma postura. Assim sendo, ele tinha carta branca para fazer o que quisesse. Podia brincar com a rainha, com o clero, mas tudo de forma inteligente. Caso ele deixasse de ser engraçado, o rei mandava ele ser degolado. Partindo disso, a melhor resposta veio do Chico Anysio. Uma vez ele disse: “Faça o que você quiser, mas seja engraçado. Senão você é degolado”. Nossa função é criticar a sociedade, chamar atenção para problemas que, muitas vezes, passam despercebidos, mas tudo de forma inteligente. Não adianta ficar somente na ofensa. Vejo que muitos sobem ao palco para esculachar, sem função. É preciso ser inteligente. EM TEMPO – Mas você acredita que as coisas mudaram? NF – O “Tá no Ar” (Globo), por exemplo, tem total liberdade. Aliás, a Globo deu uma abertura inédita, se permitindo ser criticada dentro do seu próprio programa. Isso não tem preço. Estamos vivendo um novo movimento. O humor está passando por uma movimentação. EM TEMPO – Essa transformação chegou ao “Zorra Total”? NF – Sem dúvida. Os epi-
sódios que estão indo ao ar são repetidos ou que não foram exibidos na época. O novo programa deve estrear em maio e vai contar com um grande exército. Nomes importantes como Dani Calebresa, Débora Lamm... Ele virá totalmente reformulado, com uma nova postura. EM TEMPO – Como está o mercado de humoristas atualmente? NF – Existe muita coisa engraçada no momento, outras nem tanto. A internet, a TV a cabo fez com que tivéssemos acesso a uma série de profissionais que estavam escondidos, já que o mercado era muito restrito. Porém, é bom lembrar que o stand up possui algumas regras que precisam ser obedecidas. Não é porque você faz uma mesa de bar sorrir ou é o palhaço do escritório que pode ser comediante, humorista. Vai muito além disso. EM TEMPO – Você pensa em voltar para as telenovelas? NF – Nunca desisti das novelas e acho que nem elas de mim. Mas só faria algo se fosse uma oportunidade grandiosa. A novela é uma grande repetição. Se você passar três dias sem assistir um capítulo, depois de meia hora certamente já entendeu tudo. É algo maçante. EM TEMPO – Em 2014, você completou 30 anos de carreira. O que mudou ao longo desse tempo? NF – Sempre a minha cabeça foi voltada para o material humano. Descobri depois de análise que tenho a necessidade biológica de conhecer pessoas, ter contato com gente. Cada dia, mês e ano da minha vida, é um tijolinho que coloco na minha construção que, no meu ver, é sólida. Nunca tive uma trajetória meteórica, que está em capas de jornais. Não foi isso que escolhi para o meu caminho. Quero morrer em um palco, trabalhando. O
teatro nunca te abandona. A novela e o cinema, sim. Olho para trás e percebo que tomei decisões certas e que me fizeram construir uma carreira sólida. Ainda tenho muita coisa pela frente. EM TEMPO – Como anda o cenário dos musicais no Brasil? NF – Hoje em dia o cenário mudou bastante. O Brasil está atento para a produção de musicais nos últimos 5 anos. Biografias interessantíssimas estão ganhando os palcos. Não apenas musicais americanos, enlatados. Digo enlatados porque eles já vêm prontos, não podendo mudar um vírgula, um acorde, com uma cultura estrangeira diferente da nossa. E agora estamos criando nosso próprio material. Temos tanta história para contar, tanta música bonita para cantar. É o caso de “Elis – O Musical”, “Chacrinha”, “Se Eu Fosse Você...”, com canções da Rita Lee. O material humano brasileiro é maravilhoso. EM TEMPO – E você pretende voltar com um novo musical? NF – Depois do “Se Eu Fosse Você...” fui convidado para viver Odorico Paraguaçu, em “O Bem Amado”, que será adaptado para musical. O melhor é saber que o texto será o original de Dias Gomes. A produção inicia em 2016. EM TEMPO – Como é sua relação com Manaus? NF – Adoro Manaus! Nossa relação é antiga, desde o meu estágio na Marinha Mercante. Durante muito tempo levava gás da Bahia para o Norte. Então tenho amigos na cidade, amo a culinária, sei andar em Manaus. É claro que a cidade cresceu, mas sempre que posso aproveito para passear. E tenho a certeza que o espetáculo será uma festa muito gostosa e é um prazer levar o nosso trabalho para esse povo tão bacana do nosso Brasil.
O stand up possui algumas regras que precisam ser obedecidas. Não é porque você faz uma mesa de bar sorrir ou é o palhaço do escritório que pode ser comediante, humorista”
Nunca tive uma trajetória meteórica, que está em capas de jornais. Não foi isso que escolhi. Quero morrer em um palco, trabalhando. O teatro nunca te abandona. A novela e o cinema, sim”
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>> Títulos Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Maués, Novo Airão, Parintins, Silves e Urucurituba. Também serão entregues 800 títulos definitivos urbanos do município de Novo Airão. De acordo com o secretário de Política Fundiária, Ivanhoé Mendes, esses mil títulos marcam o início dos trabalhos de entrega dos títulos no interior. “A partir de abril as equipes da SPF vão visitar os municípios para fazer a entrega dos títulos, que totalizam 6.500 rurais e 800 urbanos.
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Técnicas de investigação . A tecnologia norte americana usada no combate ao crime foi um dos destaques no curso de Investigação de Crime Organizado, ministrado para servidores do Sistema de Segurança Pública do Amazonas pela Agência Federal de Inteligência (Federal Bureau of Investigation - FBI). . Participaram do curso, que encerrou na sexta-feira, cerca de 40 policiais ci-
vis, militares e federais, além de delegados e oficiais. . De acordo com o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, o curso foi fruto de uma parceria da SSP-AM com a Embaixada dos Estados Unidos. Durante cinco dias, os servidores conheceram um pouco mais das etapas envolvidas no processo de investigação que o FBI desenvolve contra o crime organizado.
>> Objeto de desejo . Desde sua criação, a coleção Amulette se tornou uma das mais desejadas da célebre joalheria Cartier. Agora, com uma expansão em sua linha de peças, ela ganha pedras naturais, como opala, lápis lazuli, malaquita, madre pérola, entre outras. . Cada pedra traz um significado consigo e a proposta é ser uma joia de luxo, mas também de sorte, para ser usada em momentos muito especiais ou carregada como talismã no dia a dia. Na coluna, anel de ouro, malaquita e diamante.
Selma Reis, Guto Oliveira e Marcia Martins durante almoço concorrido no Zefinha Bistro
DIVERSIDADE DIEGO JANATÃ
ÁREA – DIVERSIDADE CULTURAL CULTURAS INDÍGENAS CLASS. 1° 2° 3° 4° 5° 6º
PREMIADO MIGUEL SAMPAIO LANA COMUNIDADE WOTCHIMAÜCÜ ASS OCIAÇÃO ALDEIA I’APYREHYT DO POVO SATERÉ-MAWÉ WILLIAM NAZARÉ GUIMARÃES GAMA DIEGO JANATA PINHEIRO PEREIRA ISMAEL PEDROSA MOREIRA
7º 8º
JOSÉ CARDOSO ANDRADE ADENILDO VIEIRA DE SOUZA
9º 10º 11º
HUMBERTO DE SOUZA ERLAN MORAES DE SOUZA FRANCILENE DOS SANTOS P. MULULO
CLASS. 1º 2º 3º
PREMIADO GIRLANDE PEREIRA SARAIVA GRUPO MATUMBÉ CAPOEIRA VITOR HERMÍNIO CASTRO
4º 5º
JARDÉSIO TRINDADE GOMES ELIAS LUIS CARLOS DE MATOS BONATES
6º 7º 8º 9º
MAGNILSON MARTINS DA ROCHA CRISTIANE GARCIA PEREIRA FELIPE MONTEIRO BONATES DANIEL SOUZA ALVES
10º 11º 12º 13º
SUSANA CLÁUDIA DE FREITAS ASSOCIAÇÃO QUILOMBO DE CAPOEIRA ERICK RODRIGO LIRA ALVES GUNTER SIMÕES DE ANDRADE
14º 15º
FRANCINEY DA SILVA NASCIMENTO RAIMUNDA NONATA IPIXUNA MORAES
Robério Braga afirma que a quantidade de inscritos denota a amplitude do universo cultural
16º
MARLON SEABRA PERES
SEC divulga resultado do Proarte
17º 18º 19º 20º
RICARDO ANTÔNIO C. FERREIRA LIMA MURIELL GONÇALVES DA SILVA MARIA EMÍLIA DE SOUZA BORGES MARCIA FERNANDES DA SILVA
21º 22º 23º 24º
FRANCISCO A. DE SOUZA BORGES RENATO DOS SANTOS MEIRELES MARIA APARECIDA DA CRUZ TRINDADE JOSÉ EUCIMAR DE MOURA
25º 26º
INEZ DE AGUIAR DOURADO ALESSANY DA SILVA NEGREIROS
27º
CARLOS PEREIRA LIMA
28º
MARIA DO P. S. DE MELO PRINTES
so sociocultural de povos indígenas, exposições e mostras de capoeira, além da história das primeiras religiões de matrizes africanas que chegaram no Amazonas, estudos sobre os rituais religiosos da Umbanda, dentre outros. De acordo com o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga, ao todo, 89 projetos de artistas de vários municípios amazonenses foram inscritos. Dentre os contemplados estão artistas até de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros da capital). Consulta pública A SEC lançou consulta pública para a elaboração de três novos editais. São eles: Utilização Pública das unidades culturais administradas pelo Estado (cujas sugestões devem ser enviadas até o dia 10 de abril
para o endereço eletrônico pauta.sec@culturamazonas. am.gov.br); locação de espaços no Centro Cultural Povos da Amazônia, Usina Chaminé, Teatro da Instalação e Praça Antônio Bittencourt (sugestões devem ser enviadas para marketing@agenciacultural. org.br, no mesmo prazo) e o Edital de Chamamento para Credenciamento de Shopping Centers interessados em apresentar em seus espaços atividades artísticas promovidas pelo Governo do Estado (as sugestões também devem ser enviadas até o dia 10 de abril para cleiaviana@cultur amazonas.am.gov.br). Após o término do prazo para o envio dessas sugestões, SEC e Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural farão uma triagem para incluí-las nos editais e só então publicá-los.
CULTURAS POPULARES
CLASS. 1º 2º 3º 4º 5º
7º
PROPONENTE ANDRÉ VARELA TAVEIRA ANA CLÉIA NERI ALVES MARIA GRACIETE DOS SANTOS BATISTA ASSOCIAÇÃO COMPANHIA VITÓRIA RÉGIA SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DO CAREIRO, MANAUS E IRANDUBA ASSEPAM - ASSOCIAÇÃO DOS ESTUDANTES E PROFISSIONAIS EM AGROECOLOGIA BASÍLIO JOSÉ TENÓRIO DE SOUZA
8º
MARIA RENEIDA PEREIRA
9º 10º
MARCOS DA SILVA AZEVEDO ASSIS RODRIGUES FERNANDES
11º 12º
CENTRO DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL NOVA CONQUISTA RAIMUNDO NONATO NEGRÃO TORRES
13º 14º 15º
LEOPOLDO VIANA CARVALHO JÚLIO CÉSAR LIMA SOCORRO DE SOUZA BATALHA
6º
Gisella Lins e Hiran Nicolau, circulando em evento que reuniu nomes VIPs da cidade
>> Niver . Cumprimentadíssimo ontem pelo seu aniversário, o querido empresário Otávio Raman Neves, presidente do Grupo Raman Neves de Comunicação. . Otávio é um dos homens mais elegantes de Manaus, amigo especial deste colunista, visionário e um dos nomes mais importantes no mundo dos negócios do Amazonas. Congratulações.
Wellington e Maria do Carmo Lins, enchendo de classe noite très chic
CULTURAS AFRODESCENDENTES
Um total de 60 grupos artísticos e três personalidades de Manaus e de municípios do interior que desenvolvem ações que enaltecem a diversidade cultural no Amazonas foram selecionados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, com um patrocínio de R$ 630 mil para a realização de projetos ligados à arte afrodescendente, indígena e regional. O patrocínio é referente ao Edital de Diversidade Cultural/PROARTE 2013/2014, que disponibilizou um total de R$900 mil e vai contemplar projetos artísticos de diversos municípios além de Manaus, como Parintins, Maués, São Gabriel da Cachoeira e Carauari. Os projetos contemplados representam fatos históricos e culturais do Amazonas como seus valores étnicos, o univer-
. Falta menos de um mês para Manaus entrar no circuito nacional por reunir especialistas de renome para discutir o futuro da terapia intensiva. . Acontece na cidade o 10° Congresso Norte e Nordeste de Medicina Intensiva (Connemi), nos 24 e 25 de abril, no Centro de Convenções Vasco Vasques. A inscrição para participar do evento está sendo realizada no site www. connemimanaus.com.br. CÉSAR CATINGUEIRA
. O governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Política Fundiária (SPF), e o Ministério do Desenvolvimento Agrário - Programa Terra Legal vão fazer a entrega de 1 mil títulos definitivos rurais na próxima terça-feira, num total de 7.300 previstos para este ano. . O governador José Melo e o ministro de Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, farão a entrega dos títulos às 14h, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques. . Serão beneficiados moradores de comunidades rurais dos municípios de Autazes,
>> Data
PROJETO MINHA FAMÍLIA DESSANA É MINHA HISTÓRIA MALOCA WOTCHIMAÜCÜ FILHOS DO WARANÃ: CONSTRUINDO E PRESERVANDO VALORES ÉTNICOS E CULTURAIS AGENDA CULTURAL UAKTI ALDEIAS URBANAS: POVO TIKUNA WOTCHIMAÜCÜ COSMOLOGIA, CONTO, LENDA, MITO E HISTÓRIA EM SÃO GABRIEL - O MUNDO DOS PAMULIN MAHSÃ A PARTIR DA CULTURA TARIANA LADAINHAS E GAMBÁS DO MESTRE BEBÉ BAHIANO O UNIVERSO SOCIOCULTURAL DOS JOGOS E BRINCADEIRAS DO POVO KOKAMA MESTRE HUMBERTO DO TAMBORINHO ÍNDIOS E MISSIONÁRIOS NO ALTO RIO NEGRO APOEMA - AQUELE QUE VÊ LONGE PROJETO GRUPO TAMBOR DE CRIOULA PUNGA BARÉ CANZOÁ DE BAMBA OFICINA CULTURAL DE TAMBOR DE CRIOULA E BUMBA-MEU-BOI A CULTURA QUE TRANCENDE BERIMBAU MANDOU CONTAR: VISIBILIDADE DA CAPOEIRAGEM EM JORNAIS DO AMAZONAS NO PERÍODO DE 1980 A 2000 CULTURA DO POVO E DIVERSIDADE V FESTA DA IÚNA MANDINGUEIRA EXPOSIÇÃO MEMÓRIA DA CAPOEIRA NO AMAZONAS VERMELHO BOXEL: PARA O MELHOR CAPOEIRA EU SOU O CÃO HISTÓRIAS DA CAPOEIRA DO AMAZONAS: MESTRE KK BONATES PROJETO III ENCONTRO NORTE-NORDESTE DE CAPOEIRA FRUTOS DA GUERRA INTERCÂMBIO CULTURAL DA VALORIZAÇÃO DA CAPOEIRA ANGOLA DO AMAZONAS CONSTRUÇÃO DE BARRACÃO CONSTRUIR NOSSO AMBIENTE CULTURAL PARA MELHOR SERVIR UM ESTUDO SOBRE PRIMEIROS JOGOS DA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA EM MANAUS E SUAS RESISTÊNCIAS GINGANDO NA EDUCAÇÃO DOS JOVENS “IJO LÊ” - DANÇAS DE MATRIZES NEGRA EM MANAUS RONCÓ: PREPARAÇÃO DE UM ESPAÇO SAGRADO FESTA E CELEBRAÇÃO DOS ERÊS DE CANDOMBLÉ E SÃO COSME E DAMIÃOSINCRÉTICA NA UMBANDA INTERCÂMBIO CULTURAL: UMA TROCA DE EXPERIÊNCIA CAPOEIRA NA ESCOLA MINAS NA ARTE DA RIMA UM ESTUDO SOBRE ERVAS USADAS NOS RITUAIS RELIGIOSOS DE UMBANDA AMPLIAÇÃO DO TERREIRO FEIJOADA CULTURAL DA CIDADE: CONSCIÊNCIA DE UM POVO TERREIRO DE MINA JÊJE NANGÔ, CONSTRUÇÃO E AMPLIAÇÃO DE TERREIROS CENTRO ESPÍRITA DE UMBANDA MESTRE ALÍCIO PROJETO SABERES DOS MESTRES SAMBADOR SOU EU GRUPO DE ARTESÃOS E ARTESÃS UNIDOS PARA VENCER NÓS SOMOS DA MESMA ALDEIA FESTIVAL DA JUVENTUDE RURAL MOSTRA DOC DE AGRICULTURA E GASTRONOMIA (CULINÁRIA) E OFICINA DE PERMACULTURA COM ÊNFASE NAS PANC’s - PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS REABILITAÇÃO DA POÉTICA DAS PASTORINHAS NATALINAS EM PARINTINS E SEU ENTORNO SABERES LOCAIS: TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTOS SOBRE ERVAS MEDICINAIS NA COMUNIDADE RURAL RUMO CERTO FACE OFICINA DE MONTAGEM DE INSTRUMENTOS MUSICAIS TRADICIONAIS PASTORINHAS FILHAS DE JUDÁ CULTURA E TRADIÇÃO REGISTRO HISTÓRICO DO FESTIVAL FOLCLÓRICO DO AMAZONAS PEQUENO MESTRE FATOS E IMAGENS DAS FESTAS DE MASTROS E SEUS REZADORES FESTIVAL FOLCLÓRICO DE PARINTINS: UM ESTUDO SOBRE O PROCESSO DE CRIAÇÃO DA DANÇA NO BOI GARANTIDO/PARINTINS-AM
MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS SÃO GABRIEL MAUÉS MANAUS MAUÉS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS CARAUARI MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS MANAUS
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MANAUS PARINTINS PRESIDENTE FIGUEIREDO PARINTINS MAUÉS BARREIRINHA MANAUS BARREIRINHA MANAUS PARINTINS
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Festival de música cristã recebe o apoio de jovens E
ssa história de que “filho de peixe, peixinho é”, na prática, dificilmente funciona. Justamente para desmistificar essa expressão, surgiu o “Filhos Aliançados pela Herança” (FAH), que reúne jovens de famílias de pastores de diferentes igrejas de Manaus. O grupo apoia o “Louvarei 2015 – Conferência Voltando à Essência”, nos próximos dias 17 e 18 de abril. Este ano, o evento terá a presença de dois integrantes do “Jesus Culture”, dos Estados Unidos. Os shows musicais serão no Sambódromo, enquanto as palestras serão na sede do Ministério Internacional da Restauração (MIR), na Ponta Negra, Zona Oeste. “Apoiamos eventos ou movimentos que vêm para agregar ao Reino de Deus. E o Louvarei tem a mesma visão que nós: resgate de vidas, restauração familiar e a união do Reino de Deus”, diz o idealizador do projeto, Victor Alvarenga, 30. Filho de um casal de pastores do MIR e líder de jovens em uma das congregações da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Amazonas (Ieadam), ele enfatizou a importância do evento para os
cristãos do Estado que, nem sempre têm opções de qualidade disponíveis. “Dá para ver a imensidão do Louvarei, que está muito consolidado em Manaus. Os produtores querem fazer um investimento no Reino”, declara. Na opinião de Alvarenga, a realização da conferência é um motivo a mais para
INGRESSOS
Passaportes para as duas noites custam R$ 50 (pista) e R$ 140 (VIP), disponíveis nas lojas Disco Laser (Barroso e G. Circular) e Salmo 91. Camisas custam R$ 30 e camarote R$ 70 por pessoa que todos garantam presença. “Eles querem promover o crescimento espiritual dos jovens. O mais importante é isso: alimento por meio do louvor, adoração e ensino da Palavra”, afirma. Criado há quase 1 ano, o FAH confirmou um lugar reservado para os integrantes do grupo, tanto no sambódromo, quanto no MIR. De acordo
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“Filhos Aliançados pela Herança” (FAH) valoriza o festival “gospel” Lovarei por seu aspecto cultural e também educativo com o líder, diferentemente de alguns eventos que têm apenas uma diversão momentânea, o “Louvarei 2015 – Conferência Voltando à Essência” irá render frutos. Projeto de resgate O FAH faz reuniões quinzenais, com cultos interdenominacionais e eventos de confraternização, como feijoadas e churrascos entre os participantes. O objetivo é unir filhos de pastores. São aproximadamente 120 integrantes que compartilham experiências e ajudam uns aos outros a superar as adversidades do cotidiano dentro e fora das igrejas. “Somos muito cobrados pela responsabilidade de dar o exemplo, ter um padrão de conduta diferente. Mas somos normais, temos questionamentos, conflitos internos”, explica. Segundo o líder do FAH, a cobrança imposta por terceiros faz com que alguns filhos de pastores se isolem. Ele ressalta que o grupo serve de refúgio. “Aprendemos sobre Jesus Cristo, não doutrinas”. Interessados em conhecer o projeto podem ligar para 98154-4045 ou seguir @valvarengas no Instagram.
Pelo menos 120 pessoas compõem, atualmente, o grupo de estudos e convivência evangélica
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Bruno Mazieri* E-mail: brunomazieri@gmail.com
O amor tem dessas coisas...
Trio formado por Glenn e Todd A. Kessler e Daniel Zelman é responsável por “Bloodline”
Netflix faz investimento no universo dos novelões O desafio do trio autodenominado KZK será tornar a série “Bloodline” relevante para públicos de “House of Cards”
L
OS ANGELES, EUA - A Netflix ganhou prestígio e fama com séries altamente ousadas e, consequentemente, cultuadas. Mas o serviço de vídeos sob demanda tem planos mais ambiciosos em 2015: quer ser tão popular quanto um canal aberto. Para isso, uma de suas maiores armas foi disponibilizada em todo o mundo na última sexta-feira (20). “Bloodline”, criação do trio formado pelos irmãos Glenn e Todd A. Kessler e o roteirista Daniel Zelman, responsáveis pela série “Damages” (2007-2013), traz o gênero do novelão sobre grandes famílias americanas para a Netflix. No antigo seriado, os autores tentavam incorporar elementos de suspense ao drama sobre tribunais. Na mesma pegada, “Bloodline” também mira a intersecção de gêneros. “É uma tentativa de pegar um drama familiar, formato que as pessoas conhecem bastante, e misturar com ele-
mentos de thriller psicológico”, explica Todd A. Kessler à reportagem. Passada no balneário de Florida Keys, região repleta de manguezais, tipos estranhos e praias lindíssimas, a atração reúne um dos elencos mais poderosos da TV atual. O drama gira em torno do policial John Rayburn (Kyle Chandler) e de seu irmão mais velho, Danny (Ben Mendelsohn) -que retorna ao hotel administrado pela família trazendo uma nuvem de problemas para seus pais (Sissy Spacek e Sam Shepard). “A gênese do projeto veio do interesse sobre grandes famílias e os papéis que cada membro possui desde criança”, diz Zelman, que orquestra um assassinato já no fim do primeiro episódio. O desafio do trio autodenominado KZK, indicado a sete prêmios Emmy e a um Globo de Ouro por “Damages”, será tornar “Bloodline” relevante para um público acostumado a “House of Cards” e a “Orange is the New Black”, séries com
tramas mais ousadas. “O fato de estarmos na Netflix nos dá uma segurança, mas não podemos ficar pensando em repercussão em redes sociais. Confiamos nos atores que temos e nesse suspense familiar que é diferente de tudo o que já foi feito na TV”, exalta Glenn Kessler. Desconfortável É a mesma opinião do protagonista da atração, Kyle Chandler. “Nunca fiquei tão desconfortável fazendo um personagem, mas gosto de desafios”, conta o ator, que retorna à televisão -em que fez fama na série “Friday Night Lights”-, após uma temporada no cinema com atuações em “Argo”, “O Lobo de Wall Street” e “Super 8”. “Gosto da ideia de não saber como vou terminar essa trama, porque John vai crescer e mudar. Há muitas surpresas, mas não importa o quão assustado eu fique. Sei que estou em boas mãos.” Por Rodrigo Salem
O mestre Chico Buarque canta em “Futuros Amantes”: “Não se afobe, não que nada é pra já. O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio...”. E ele tem total razão. O amor, de fato, pode esperar. Aliás, por vezes, levamos anos para achar a tampa da nossa panela. E é claro que, até chegarmos nessa tampa, é uma longa e (por que não dizer?) tenebrosa caminhada. Isso, sem falar dos momentos de fraqueza, carência que atingem, até mesmo, os corações mais gelados, como o desse que vos escreve. Dia desses, em um batepapo descontraído, lembrei do dia em que, depois de beber algumas cervejas, fui tomado de uma depressão gigantesca. Encasquetei que ficaria sozinho para o resto da vida. E sozinho mesmo, daquelas pessoas que morrem e só são encontradas três dias depois, sendo comida por gatos, cachorros e afins. O que não seria o caso, já que tenho alergia a animais com pelos. Enfim, de certo que o amor não é fácil de se encontrar. Ao longo desses 29 anos, já me apaixonei diversas vezes. Algumas fizeram bem e outras nem tanto. Acredito que o nosso primeiro contato com o amor vem ainda na infância. Sempre temos umas paixões enlouquecedoras quando criança. E nem sempre por outras crianças, muitas vezes por adultos. E é claro que tudo isso não passa de admiração, mas achamos que é amor, sem dúvida. Porém, quando a adolescência chega é que a coisa muda de figura. Colégio é certeza de paixões. E, geralmente, elas são secretas. Acumulamos aquela paixão por meses, assim como traduz Chico, em silêncio. Um silêncio atordoador. Às vezes realizado, às vezes frustrado. Tudo nos remete a esse amor. Filmes, músicas, roupas, programas
de TV. Tudo! Aquela vontade de faltar aula somente para esbarramos com aquele tórrido amor. E se você não teve a felicidade de encontrar seu amor na época de colégio e faculdade, segue para a fase adulta em busca desse tão esperado momento. E me arrisco a dizer que aqueles que dizem não pensar em um grande amor, estão mentindo. Entre erros e acertos, acredito ter encontrado o meu recentemente. Há seis meses na verdade. E posso confessar uma coisa para vocês?! Está sendo tudo maravilhoso. E quando olho para trás, percebo que a minha forma de amar, atualmente, tem sido completamente diferente das outras. O meu amor atual é de uma calma incalculável. Somos o oposto, somos completamente diferentes. Enquanto eu sou tempestade, ele é calmaria. Enquanto eu sou chuva, ele é sol. Enquanto eu sou um dia de caos, trânsito e problemas, ele é um dia de praia, cheio de risadas e caipirinhas. Com ele e por ele, tento todos os dias ser um ser humano melhor. Tento ser mais calmo, menos ciumento. Afinal de contas, sou da filosofia do menos é mais. Com ele, reclamo menos, brigo menos, me irrito menos, me descontrolo menos. Passo menos tempo com pensamentos negativos, tenho menos tempo para me importar com coisas que não valem a pena. A bem da verdade é que, quando encontramos a plenitude no amor, estamos mais preparados para enfrentar os problemas do cotidiano como, por exemplo, a infelicidade do outro, a ignorância alheia. E, para finalizar, parafraseio novamente Chico Buarque: “O meu amor tem um jeito manso que é só seu”. É, o amor tem dessas coisas...
Bruno Mazieri *Jornalista e editor do caderno Salão Imobiliário
Quando encontramos a plenitude no amor, estamos mais preparados para enfrentar os problemas do cotidiano como, por exemplo, a infelicidade do outro, a ignorância alheia”
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo SBT
Racha na Band Os últimos acontecimentos, corte de funcionários e cancelamento de programas, provocaram desdobramentos perigosos na direção da Bandeirantes. Nem todos da sua alta cúpula estão de acordo ou até agora se conformaram com as decisões tomadas. Mudou de endereço Tarciana Saad gravou uma participação em “Babilônia”, na Globo, como assessora de imprensa de Beatriz (Glória Pires). Vai aparecer em cenas dos capítulos 20 e 21. Vai voltar A partir desta segunda-feira, o “Notícias da Manhã” do SBT volta a ter três horas de duração, com início a partir das seis da matina. Apresentação de Neila Medeiros. A experiência de colocar uma sessão de desenhos animados no meio, como era lógica esperar, não deu certo. O problema... Não é tirar o desenho e voltar com o jornal. Isso uma canetada resolve. A grande complicação é ficar tanto tempo no ar, sem ter por trás uma estrutura à altura. É muito trabalho para uma equipe tão enxuta.
REGI
O SBT passa a reprisar “A Usurpadora”, com Gabriela Spanic, segunda-feira, a partir das 17h
Não tem dia Das tantas indefinições que a Globo ainda tem para definir a sua programação 2015, “Verdades Secretas”, do Walcyr Carrasco, se coloca entre as mais importantes. Não há uma decisão até agora sobre a data de estreia. A princípio será em junho, mas também já se trabalha com a possibilidade de começar em maio. Se quiser rir Procure a gravação do Carioca, imitando Silvio Luiz e
ligando para o Paulo Henrique Amorim. Tudo gira em torno de um convite para fazer novo filme na base do “Boleiros”. Foi ao ar no “Pânico”, da rádio, mas está disponível na Internet. Bom demais. A propósito... Amanhã, segunda, o SBT vai exibir a “Patrulha Salvadora”, em reprise, às 6 da noite, substituindo o “Chaves”. Existem estudos, no entanto, de voltar com a “Escolinha do Golias”, em um horário estratégico da programação.
• Raul Gil jura, de pés juntos, que a sua ida à Bandeirantes, na quarta-feira, foi apenas para fazer uma visita de cortesia ao dono Johnny Saad. • A cidade cenográfica de “I Love Paraisópolis”, montada pelo Mario Monteiro no Projac, é de um realismo impressionante... • ... Mesmo quem conhece a comunidade de Paraisópolis e assistir à novela não conseguirá ver algo diferente nas gravações... • ... O que foi captado nas locações ou nos cenários feitos por ele. É um craque. • Fábio Borges, correspondente da Rede TV!, está completando 10 anos de emissora. • Em sua estreia no Fox Sports, quarta-feira, jogo San Lorenzo e São Paulo pela Libertadores, Nivaldo Prieto dividirá a transmissão com Mário Sérgio nos comentários e Fernando Caetano nas reportagens.
Nada decidido Tiago Worcman, vice-presidente de conteúdo e programação da MTV, não tem uma posição oficial sobre uma nova temporada do “Are You The One? Brasil”. Apesar dos “resultados incríveis” a cada semana, ainda falta essa definição. O reality envolve uma parceria com a produtora Floresta.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Ontem foi exibido o último “Sábado Total”, do Gilberto Barros, em sua despedida da Rede TV!. Resta saber o que será colocado no ar a partir do próximo sábado. A ideia é criar uma faixa esportiva, mas ainda são grandes os empecilhos para se conseguir produtos para isso. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz mbrazsantana@gmail.com
A educação em boas mãos
MÁRIO ADOLFO
GILMAL
ELVIS
Tomou posse esta semana a nova secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt. Cientista Social, e com vasta experiência no campo da docência, Kátia não apenas terá como compromisso melhorar os índices de educação no município de Manaus como também modernizar o sistema de ensino, cujas diretrizes do próprio MEC se revela obsoleto. Um primeiro aspecto a ser destacado, o que sem dúvida, a nova secretária já está desenvolvendo, diz respeito a obtenção de um diagnóstico cirúrgico da situação escolar no município de Manaus. Grande parte dos problemas enfrentados pela educação na cidade é fruto de anos de políticas assistencialistas, malsãs, visões deturpadas e sentimentalistas do sistema de ensino o que, claro, não contribui uma vírgula para a sua melhoria. Com o diagnóstico, se pode tomar medidas emergenciais no sentido de criar uma barreira para o desenvolvimento do problema enquanto se discute e se cria uma política a pequeno, médio e longo prazo. Uma política de médio prazo é a política de cotas, por exemplo. Hoje, do jeito que esta é definida e posta em prática pelo governo federal, sou permanentemente contra, uma vez que ela encerra um fim em si mesma, envolta de populismos de todo o tipo. Mas se considerarmos que, de fato, o ensino público esteve defasado e que culturalmente determinados grupos, tanto na constituição de sua família quanto no convívio cotidiano com outros grupos, são constrangidos socialmente, as cotas solucionam ou resolvem parte do problema. Paralelo a isto, deve ser criado um programa a longo prazo, onde a educação
ganhe ares de excelência, seja desenvolvida para todos, sem distinção, pensada de dentro pra fora, onde a escola - como bem falou a Secretária em seu discurso de posse - sozinha, não é a responsável pela cidadania. Quando falamos de uma política para a educação desenvolvida de forma moderna, é aquela que entenda a cultura como parte imanente de sua tez. Cultura aqui não deve ser restrita apenas às artes, mas cultura como algo maior, costumes e modos de vida de uma dada comunidade, formas de expressão, afinal, os direitos culturais, segundo Teixeira Coelho, foram formulados pelas Declarações da Unesco de 1966 e 1976, baseadas na Declaração dos Direitos Humanos de 1948. Logo, educação e cultura, pensadas como partes complementares de um todo, tornam-se imprescindíveis para a construção de uma política pública que se quer eficiente. Mas Kátia Schweickardt sabe disso, e a educação sem dúvida está em boas mãos. A sensibilidade da gestora, sua elegância e sofisticação são trunfos que há tempos a pasta da educação se ressentia. Estão juntas, numa mesma profissional, a mulher, a intelectual, a boa gestora e a professora, características que o prefeito Arthur Neto percebeu e não hesitou no convite, prontamente aceito por Kátia. Os aplausos de vários professores durante o discurso da nova secretária foi um alívio e ao mesmo a esperança de que, agora, possamos construir uma cidade mais comprometida com a educação, mais uma vez, fruto da competência do prefeito Arthur Neto na condução administrativa da cidade.
Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural
Um primeiro aspecto a ser destacado, o que sem dúvida, a nova secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt, já está desenvolvendo, diz respeito a obtenção de um diagnóstico cirúrgico da situação escolar no município de Manaus”
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Programação de TV
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7h57 Auto Esporte 8h30 Esporte Espetacular 10h Amistoso da Seleção - Brasil X Chile 12h Esquenta 13h Temperatura Máxima – Gigantes de Aço 15h Campeonato Carioca – Vasco x Botafogo 17h Domingão do Faustão 20h Fantástico 22h20 Big Brother Brasil 23h09 Planeta Extremo 23h39 Lollapalooza 0h57 Flash Big Brother Brasil 1h02 Sessão de Gala – Alfie – O Sedutor 2h45 Corujão – Belas e Mimadas 4h11 Mentes Criminosas
SBT 4h45 Jornal da Semana SBT 6h Brasil Caminhoneiro 6h30 Planeta Turismo 7h30 Vrum 8h Chaves 10h Domingo Legal 14h Eliana 18h Roda a Roda Jequiti 18h45 Sorteio da Telesena 19h Programa Silvio Santos 23h Conexão Repórter 0h Sobrenatural 1h Rizzola & Isles 2h Pessoa de Interesse 3h Big Bang 3h30 Igreja Universal
BAND
GLOBO “Gigantes de Aço” é a atração da “Temperatura Máxima” (Globo)
Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4 A vida cotidiana tende a estar bastante movimentada. É tempo de colocar mais ordem no modo de conduzir os afazeres de trabalho, em especial. Trabalhe em direção ao futuro. TOURO - 20/4 a 20/5 Uma nova fase se avizinha para a vida financeira. Planos importantes começam a abrir perspectivas que antes não existiam. Coloque bastante empenho para isso se realizar
4h59 Santa Missa 6h Amazônia Rural 6h28 Pequenas Empresas, grandes Negócios 7h03 Globo Rural
5h Power Rangers – Na Galáxia Perdida 6h30 Santa Missa no Seu Lar 7h30 Sabadão do Baiano 8h Power Rangers + Jimmy Neutron 9h30 Palavra Cantada 10h45 Verdade e Vida 11h Irmão Caminhoneiro – boletim
11h05 Pé na Estrada 11h30 Copa Petrobras de Marcas 12h30 Band Esporte Clube 14h Gol o Grande Momento do Futebol 14h30 Futebol 2015 – Campeonato Carioca - Vasco x Botafogo 17h50 3º Tempo 19h Sabe ou Não Sabe 20h A Liga 21h30 Pânico na Band 0h15 Canal Livre 1h15 Alex Deneriaz 1h50 Show Business – reapresentação 2h40 Igreja Universal
RECORD 5h Santo Culto em Seu Lar 5h30 Desenhos Bíblicos 8h30 Record Kids - Pica Pau 10h Domingo Show 14h30 Hora do Faro 18h30 Domingo Espetacular 22h15 Repórter em Ação 23h15 Roberto Justus + 0h15 Programação IURD
Cruzadinhas
Cinema PRÉ-ESTREIA Velozes e Furiosos 7: EUA. 14 anos. Dando continuidade às aventuras globais da franquia construída à base de velocidade, Vin Diesel, Paul Walker e Dwayne Johnson lideram o elenco de “Velozes e Furiosos 7”. O novo capítulo da série de sucesso conta com direção de James Wan e ainda traz de volta os atores Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Chris Brigdes “Ludacris”, Elsa Pataky e Lucas Black. A franquia ainda traz novos astros internacionais ao elenco, dentre eles Jason Statham, Djimon Hounsou, Tony Jaa, Ronda Rousey e Kurt Russell. Neal H. Moritz, Vin Diesel e Michael Fottrell voltam a produzir o filme que conta com roteiro de Chris Morgan. Cinemark 4 – 0h01 (3D/dub/somente quarta-feira), Cinemark 7 – 0h01 (3D/dub/somente quarta-feira).
ESTREIAS
GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Sua interioridade anda bastante inquieta. É preciso correr riscos controlados para mostrar uma nova face de sua identidade, em especial no trabalho. Dê passos para adiante. CÂNCER - 22/6 a 22/7 As inquietações que borbulham em seu interior passam a ter uma solução. O bom relacionamento com as pessoas é o início de nova ordem interior. LEÃO - 23/7 a 22/8 Você está imaginativo e cheio de fantasias, mas procure aproveitar isso em algo prático. Os grandes sonhos tornamse realidade a partir do primeiro passo, mesmo que pequeno. VIRGEM - 23/8 a 22/9 As questões profissionais podem, a partir de agora, se desenvolver de fato. Os bloqueios que estavam presentes deverão ser superados pela grande quantidade de energia. LIBRA - 23/9 a 22/10 O campo do conhecimento e da filosofia de vida está em desenvolvimento pleno. Muitas ideias, muitas possibilidades. É preciso manter a orientação e uma certa disciplina. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 O campo financeiro e das posses materiais sofre algum excesso ou transbordamento. Há muita energia nestes assuntos e você deve conduzi-los com firmeza e boa orientação. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Momento de muita energia na relação a dois. Muitas coisas boas podem acontecer, desde que oriente bem o intento de superar dificuldades e crescer. Organize bem suas ações. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Muita energia para ser aplicada no trabalho. Em especial, essa energia pode ser usada para corrigir falhas e problemas detectados em seu modo de trabalhar. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Momento de dar passos ousados na relação amorosa. Uma nova conquista pode ser feita. Por outro lado, tendência a se dispersar no trabalho por haver muitas possibilidades. PEIXES - 19/2 a 20/3 A fase é boa para você superar problemas familiares. Nada como perceber onde se errou e estar com energia e disposição para agir com grandeza. No trabalho, se organize mais.
Cinderela: EUA. Livre. A história de Cinderela segue a vida da jovem Ella (Lily James), cujo pai comerciante casa novamente depois que fica viúvo de sua mãe. Uma mendiga (Helena Bonham-Carter) aparece e muda a vida de Cinderela para sempre. Cinemark 7 – 13h40, 16h (dub/exceto quinta e sexta-feira), 18h40, 21h (dub/diariamente), Cinemark 8 – 14h40, 17h, 19h40, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 14h30, 17h (dub/diariamente), 19h30, 22h (leg/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 17h30 (dub/diariamente), 20h (leg/ diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 13h30, 16h, 18h30 (dub/diariamente), 21h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 14h20, 16h45, 19h15, 21h45 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 13h30, 16h, 18h30, 21h10 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 15h20, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 15h, 18h, 21h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 14h10, 16h45, 19h10 (dub/diariamente), 21h40 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h40, 17h30, 20h10, 22h30 (dub/diariamente); Multiplex 2 – 18h15, 20h30 (dub/diariamente), Multiplex 4 – 14h30, 16h45, 19h, 21h15 (dub/diariamente), Multiplex 5 – 15h, 17h15, 19h30, 21h45 (dub/diariamente); Playarte 5 – 12h50, 15h15, 17h40, 20h05 (dub/diariamente), 22h25 (dub/somente sexta e sábado), Playarte 6 – 13h50, 16h15, 18h40, 21h05 (leg/diariamente), 23h25 (leg/somente sexta e sábado). O Garoto da Casa ao Lado: EUA. 16 anos. A produção explora a atração proibida entre uma mulher divorciada e um vizinho mais jovem, em um relacionamento que vai além dos limites. Cinemark 1 – 20h20, 22h15 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 15h45, 18h45, 21h45 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 13h45, 16h15, 18h45, 21h20 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 17h, 20h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 17h10, 22h10 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 15h10, 19h40 (dub/diariamente); Multiplex 1 – 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (leg/diariamente).
CONTINUAÇÕES A Série Divergente - Insurgente: EUA. 14 anos. Cinemark 1 – 13h, 15h40, 18h10, 21h40 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 14h50, 17h25, 20h (dub/diariamente), Cinemark 5 – 15h50 (3D/dub/diariamente), 21h10 (3D/dub/ exceto terça-feira); Cinépolis Millennium 3 – 14h45 (3D/dub/diariamente), 22h30 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 4 – 13h, 18h (3D/dub/ diariamente), 15h30, 20h30 (3D/leg/ diariamente), Cinépolis Millennium 5 – 14h, 19h15 (dub/diariamente), 16h30, 22h15 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 14h, 17h30, 20h10, 22h30 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 4 – 15h35, 18h15, 21h (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 6 – 17h, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h (3D/leg/somente sábado e domingo), 16h, 19h, 22h (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 - 13h10 (3D/dub/somente sábado e domingo), 18h40 (3D/dub/diariamente), 15h50, 21h30 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h50, 20h30 (dub/ diariamente), 17h40 (leg/diariamente); Multiplex 3 – 15h, 17h15, 19h30, 21h45 (dub/diariamente), Multiplex 6 – 16h45, 19h, 21h15 (3D/dub/diariamente). Para Sempre Alice: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 7 – 16h45 (leg/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 14h (leg/diariamente), 23h (leg/somente sábado). O Sétimo Filho: EUA. 12 anos. Cinemark 5 – 13h20 (3D/dub/diariamen-
te), 18h30 (3D/dub/exceto terça-feira); Cinépolis Millennium 2 – 17h15 (dub/ diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 13h, 18h (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 17h20 (dub/diariamente), 21h50 (leg/diariamente); Multiplex 2 – 16h15 (dub/diariamente); Playarte 1 – 12h40, 19h10, 21h20 (dub/diariamente), 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado), 14h50, 17h (3D/dub/diariamente). Golpe Duplo: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 14h (dub/exceto domingo), 16h25 (dub/diariamente), 18h50 (dub/exceto quarta-feira), 21h15 (dub/ diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 19h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 14h35, 19h35 (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h30 (dub/ somente sábado e domingo), 18h10 (dub/diariamente), 15h40, 20h40 (leg/ diariamente); Multiplex 2 – 14h15 (dub/ diariamente); Playarte 2 – 15h50, 20h40 (leg/diariamente), 22h50 (leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 10 – 13h15, 15h30, 17h45, 20h (dub/diariamente), 22h15 (dub/somente sextafeira e sábado). Kingsman – Serviço Secreto: RUS. 16 anos. Cinépolis Millennium 2 – 19h45 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h20, 19h20 (leg/diariamente); Playarte 4 – 13h, 15h, 18h, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado). Simplesmente Acontece: RUS/ ALE. 14 anos. Cinépolis Plaza 8 –
15h, 17h45 (dub/diariamente); Playarte 7 – 13h30, 15h45, 18h, 20h15 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). Renascida do Inferno: EUA. 14 anos. Cinépolis Plaza 8 – 20h, 22h15 (dub/diariamente). Superpai: BRA. 14 anos. Kinoplex 1 – 14h, 16h, 18h, 20h, 22h (diariamente); Multiplex 6 – 15h (diariamente); Playarte 8 – 13h10, 15h05, 17h, 18h55, 20h50 (diariamente), 22h45 (dub/somente sexta-feira e sábado). Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca: EUA. Livre. Cinépolis Millennium 2 – 13h15, 15h15 (dub/diariamente); Kinoplex 3 – 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 (dub/diariamente). Bob Esponja – Um Herói Fora D’água: EUA. 12 anos. Cinemark 2 – 14h15, 16h15, 18h20 (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 14h20 (dub/diariamente), Kinoplex 5 – 14h40, 16h40 (3D/dub/diariamente); Playarte 3 – 13h10, 15h10,
17h10, 19h10 (dub/diariamente). Sniper Americano: EUA. 10 anos. Cinépolis Millennium 7 – 13h45 (leg/ diariamente); Kinoplex 3 – 21h (leg/diariamente). A Casa dos Mortos: EUA. 14 anos. Kinoplex 2 – 13h40 (dub/diariamente). Cinquenta Tons de Cinza: EUA. 18 anos. Cinépolis Millennium 7 – 21h30 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 15h40, 18h20, 21h05 (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 16h15, 18h50 (dub/diariamente), 21h25 (leg/diariamente); Playarte 9 – 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 (dub/ diariamente), 23h45 (dub/somente sextafeira e sábado). Corações de Ferro. EUA. 16 anos. Playarte 2 – 13h10, 18h (dub/diariamente). O Destino de Júpiter: EUA. 12 anos. Kinoplex 5 – 18h40, 21h20 (dub/diariamente); Playarte 3 – 21h10 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado).
Plateia
MANAUS,, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015
Oremos!
Jander Vieira
A encenação teatral por meio da música e dança, da vida de Jesus Cristo, será um dos propósitos do espetáculo Saga do Calvário, que este ano está em sua 15 ª edição e traz o tema: “Com Maria aos pés da Cruz”. A apresentação acontece na próxima quarta-feira, às 19h, na Paróquia Santíssima Trindade no Japiim 1 e promete movimentar a comunidade cristã em torno do emocionante evento pascoal.
jandervieira@uol.com.br - www.jandervieira.com
Para elas
A coluna e a estilista Tânia Castro darão um tom elegante na cena interessante da cidade, na próxima terça-feira, precisamente às 18h33. Trata-se do lançamento do novíssimo menu do Café &Chocolate pré-estreia do jandervieira.com. O evento contará com o setlist do DJ Sidney Almada, somente para 61 sobrenomadas, no atelier do Vieiralves. Tudo muito antenado e recheado de alto-astral.
A estreia do longa metragem ‘Cinderela’ no Kinoplex do Amazonas Shopping motivou algumas lojas do centro de compras a preparar suas vitrines e prateleiras com produtos inspirados na temática da princesa. Na PBKids, a vitrine foi montada especialmente para a data, com um imenso pôster do filme e uma série de produtos do clássico. Já a loja Melissa apresenta a coleção “Melissa Ultragirl + Cinderella”, inspirada na nova releitura do filme da Disney em 1950. Em quatro cores, com acabamento brilhante ou matte e um aplique do salto de borboleta da Cinderela, a coleção é um dos destaques da loja, virou coqueluche entre as fãs de qualquer idade.
JANDER VIEIRA
Vitrine
Está no DNA. Filha da bela e chique Inês Maria Lira Benzecry – a primeira cerimonialista que Manaus teve, em um tempo que a chiqueria existia mesmo – surge a meiga-dedicadaabalizada Vladya Rachel Lira Benzecry Braga, ou simplesmente, Vladya Braga. Dona da VB Assessoria e Eventos, ela é a nova promessa do mundo de eventos da cidade. Dona de uma criatividade ímpar e sensibilidade idem, a assessora de eventos e cerimonial vem ganhando notoriedade no setor. Os eventos organizados por ela vêm causando frisson e agradando o público mais exigente. Simplesmente ótima!
Estandes
O evento acontecerá no Centro de Convenções “Vasco Vasques” nos próximos dias 10, 11 e 12, com entrada simbólica de R$ 5, que será doado a uma instituição beneficente. A coluna está falando do esperado evento Casa Nova Amazonas, assinado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas e de Roraima (Creci-AM/RR). Aliás, o evento já está sendo considerado um dos mais importantes do mercado porque vai reunir as maiores incorporadoras, construtoras e corretoras de imóveis da Região Norte. O Casa Nova contará com o encontro de food-trucks& exposição da Harley Davidson, espaços culturais e kids. Agende!
Tudo azul
A vereadora Therezinha Ruiz e a primeira-dama de Manaus, Goreth Garcia, comandarão amanhã, a partir das 10h, solenidade especial para entrega do certificado “Amigo dos Autistas”, às instituições que desenvolvem trabalhos voltados aos autistas na capital amazonense. A sessão acontecerá na CMM, em alusão a “Semana Municipal de Conscientização do Autismo”, lei municipal n°. 1.870/2014, sancionada pelo prefeito Arthur Neto, de autoria da vereadora-anfitriã.
Picadeiro divertido
Em comemoração ao Dia Mundial do Teatro e do Dia Nacional do Circo, celebrado anteontem, a Manauscult realizará um espetáculo circense intitulado “A Magia do Circo no Amazonas”. A iniciativa conta com mais de 30 artistas em parceria com a Associação dos Artistas Circenses do Amazonas e acontecerá hoje, às 18h, no anfiteatro do Complexo Turístico Ponta Negra. O espetáculo dará cena a malabaristas, palhaços, contorcionistas, mágicos e trapezistas, além de pernas de pau, ventríloquo e dança aérea. O show será desenvolvido por meio de esquetes, envolto de música e diversão. Uma fanfarra fará a sonoplastia do evento.
Sala de Espera Celso Oliveira, Beto Vital, Rivaldo Pereira, Vitória Góes e Kemella Marques estão trocando de idade hoje. Valesca Martins é a aniversariante de amanhã. Os cumprimentos da coluna. O Centro de Treinamento Michel Oliveira convida para conferir a badalada aula de cross training em seu novo CT do Adrianópolis. Quando? No próximo dia 8, às 19h. Aninha Novaes foi a aniversariante mais festejada do início da semana. Ela três celebrações por conta da data: um almoço, um jantar e um chá. Isso que é ser uma pessoa querida. O secretário da Susam, Wilson Alecrim, cumprirá mais um mandato como presidente do Conselho Nacional de Secretários Saúde. Ele foi reconduzido para mais um ano na função, para ocupar o cargo por quatro mandatos seguidos, na história da prestigiada entidade nacional. Falta menos de um mês para Manaus ganhar fama nacional por reunir especialistas de renome para discutir o futuro da terapia intensiva, com a realização do 10° Congresso Norte e Nordeste de Medicina Intensiva, nos 24 e 25 de abril, no Centro de Convenções Vasco Vasques. Para a ala que ama viajar, vale a nota: aterrissará nas dependências do Parque 10 Mall a mais nova agência de turismochique da cidade, a ‘Le Monde’. Moderna e com antenados pacotes de viagens do tipo indispensáveis. Gostei! Aconteceu ontem um coffee time regional com tacacá para apresentar as novidades da loja ‘Caixas e coisas store’ no Vieiralves. O evento movimentou a Rio Madeira.
TRANSTRÖMER
Novela quer uma vilã humanizada as pessoas”, diz a atriz Maria Casadevall. “E essa transformação é muito rica de ver, principalmente numa novela da faixa das 19h, em que geralmente os estereótipos já começam determinados”. Na verdade, Maria está defendendo Margot, sua personagem no folhetim. Ela será a antagonista da mocinha Mari, interpretada por Bruna Marquezine. A trama da novela está cen-
trada na convivência entre os moradores da favela paulistana que dá nome à atração e os moradores do Morumbi, bairro vizinho -e rico. Mari é uma moradora de Paraisópolis que vive grudada em sua melhor amiga, Danda (Tatá Werneck). Ela se apaixona por Benjamim (Mauricio Destri), um arquiteto radicado nos EUA que vai a São Paulo discutir um projeto de revitalização da favela.
Nobel de literatura morre aos 83 SÃO PAULO, SP - O poeta sueco Tomas Tranströmer, vencedor do prêmio Nobel de Literatura 2011, morreu na quinta-feira (26), aos 83 anos. A informação foi divulgada por sua editora. Desde os anos 1990, o autor convivia com as consequências de um AVC que afetou sua capacidade de fala. Sua obra, não muito extensa, é repleta de imagens que evocam a natureza, a história e a morte. Traduzido para mais de 50
idiomas, Tranströmer era o único Nobel de Literatura dos últimos 25 anos sem títulos editados no Brasil. Sua obra chegará às livrarias nacionais em 2015. A Companhia das Letras lançará no segundo semestre uma antologia com seus poemas. “Pequenos Telegramas Pálidos do Mundo” (título provisório) será bilíngue, com 38 poemas e 11 haicais produzidos de 1954 a 2004. “Grande parte da poesia de Transtömer é caracteriza-
da pela economia, concretude e metáforas comoventes. Em suas últimas coletâneas, Tranströmer transitou entre um formato ainda mais reduzido e um alto nível de concentração”, afirmou o júri do Nobel quando o homenageou. Nascido em 15 de abril de 1931 em Estocolmo, Tranströmer foi criado apenas por sua mãe. Ele se graduou em psicologia em 1956 e, anos depois, trabalhou em uma instituição dedicada a jovens infratores. DIVULGAÇÃO
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PRÓXIMA
NOVA YORK, EUA - Em tempos de vilãs inesquecíveis, é impossível falar de uma nova novela sem querer saber quem será a odiada da vez. Mas os protagonistas de “I Love Paraisópolis”, próximo folhetim das 19h da Globo, com estreia prevista para maio, querem que o público esqueça isso. “Ninguém começa como uma personagem definida [na trama], são os acontecimentos que vão transformando
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MANAUS, DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015