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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ
ANO XXVII – N.º 8.490 – DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
PESQUISA ELEITORAL VOCÊ ACREDITA?
Celulares são liberados em aeronaves Mundo A11 INADIMPLÊNCIA
Dicas para se livrar de vez das dívidas Economia A5
Passageiros poderão, em breve, usar o celular a bordo, na Europa DIEGO JANATÃ
House music de qualidade é o conceito da balada “House A+”, que acontece dia 18 de outubro, com a participação do modelo e DJ Will Kerk (foto), conhecido por figurar nos melhores clubes do mundo. Elenco 14 e 15
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Para o eleitor, o sobe e desce das estatísticas nas pesquisas de opinião serve apenas para que ele acompanhe o desempenho de seu candidato até o dia da votação, mas para quem trabalha com marketing político os números são dados valiosos para se chegar até os indecisos. Eleições 1
Nando Reis (foto): “Ao contrário do que muitos pensam, nunca escrevi uma música para a Cássia Eller, mas há uma canção que marcou nossa relação: ‘All Star’”. Ilustríssima G7
Mochila usada por crianças de forma inadequada pode afetar os músculos e as articulações, e acaba levando a dores lombar, no pescoço e no ombro, bem como a problemas de postura. Saúde F1
Sandro Viana foi campeão pan-americano em 2007, no Rio de Janeiro, e em 2011, em Guadalaraja, no México
Com projeto arquitetônico sustentável, a pousada Mirante do Gavião (foto), situada próximo ao Arquipélago de Anavilhanas, é uma opção para quem gosta de se instalar próximo à natureza. Salão 1
Veloz... como sempre
Aos 37 anos, com dois títulos em Pan-Americanos, o velocista amazonense Sandro Viana não para. Atualmente se debruça sobre o projeto de um clube de atletismo em Manaus. Pódio D2
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MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Motociclista morre em acidente de trânsito U
m acidente envolvendo um ônibus da linha 427, de placa OAE2610, da empresa Vegas, e uma motocicleta de cor preta e placa OAO-1592, ocasionou a morte do eletricista Clenildo Sobreira Diniz, 38. A colisão, de acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), ocorreu por volta das 7h30, de sábado, na rua Barão de Indaiá, conhecida como estrada dos Oficiais, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul. Segundo o sargento da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atendeu a ocorrência, Aktison Rocha, o eletricista, funcionário de uma empresa que presta serviços a Eletrobras Amazonas Energia, vinha em alta velocidade. “Ele dobrou uma curva em alta velocidade, perdeu o controle do veículo e bateu de frente com o ônibus na contramão”, informou. Ainda conforme o sargento, o eletricista não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no local, sendo que na colisão não houve outros feridos. Já o motorista do
ônibus, Franciel Lima da Silva, após o acidente, se apresentou espontaneamente para a polícia sem fugir do local. “Ele prestou depoimento e responderá o processo em liberdade”, declarou. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para fazer a remoção do corpo da vítima. E o caso foi registrado no 12° Distrito Integrado de Polícia (DIP). Jovem enforcada Ainda na noite de sexta-feira, dia 26, uma estudante de 13 anos morreu enforcada na casa onde morava, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte. De acordo com familiares, a jovem teria se enforcado acidentalmente com uma corda usada para amarrar uma rede de embalo. Segundo parentes da menina, ela estava brincando quando acabou asfixiada. A adolescente chegou a receber socorro, mas morreu a caminho do hospital. Familiares acreditam que ela queria assustar o namorado simulando que estaria enforcada. O pai da adolescente aindatentou reanimá-la, mas ela deu um último suspiro e morreu. A menina ainda foi levada para o SPA da Galileia, mas já chegou morta”, disse uma vizinha.
Segundo a polícia, a vítima prestava serviços para a empresa Eletrobras Amazonas Energia e perdeu o controle da motocicleta
REPRODUÇÃO
LUIZ ESTEVÃO
Ex-senador foi preso ontem de manhã em sua casa em Brasília e levado para São Paulo
PF prende ex-senador Estevão O ex-senador Luiz Estevão foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado (27) na casa dele, em Brasília, e levado para São Paulo, onde cumprirá pena de 3 anos e 6 meses de prisão por falsificação de documento público. Estevão foi para a Superintendência da PF em São Paulo e poderá ser transferido para um presídio na segunda-feira. A ordem de prisão é da Justiça Federal de São Paulo, em razão de decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na quinta-feira (25) rejeitou recurso do ex-senador e determinou o cumprimento da pena. Estevão é acusado de alterar livros contábeis para justificar dinheiro de obras superfaturadas para construir o prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, da qual teria sido desviado R$ 1 bilhão. Em 2011, quando o ex-senador foi condenado no Su-
perior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa alegou que apenas um documento tinha sofrido alterações, mas que não isso não provocou efeito prático nem poderia justificar a acusação. A defesa do ex-parlamen-
ORDEM A ordem de prisão é da Justiça Federal de São Paulo, em razão de decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na quinta-feira (25) rejeitou o recurso do ex-senador e determinou o cumprimento da pena tar, condenado em outro processo a 36 anos de prisão, argumentava também que a pena de 3 anos e 6 meses estava prescrita – a prescrição se dá quando há demora no julgamento, e o Estado perde o direito de punir o réu. O advogado Marcelo Bes-
sa, que representa o ex-senador, também argumentava que a aplicação da pena deveria ser suspensa até que o Supremo julgasse ação que questiona a legalidade de investigações pelo Ministério Público Federal. No entanto, Toffoli rejeitou o recurso e classificou o pedido de Luiz Estevão de “protelatório”. Para o ministro, o ex-parlamentar tentava reiteradamente atrasar o cumprimento da pena com o objetivo de evitar a punição. “Nítida, portanto, a intenção do recorrente de procrastinar o trânsito em julgado da sua condenação e, assim, obstar a execução da pena que lhe foi imposta, conduta essa repelida pela jurisprudência deste Supremo ao definir que a utilização de sucessivos recursos manifestamente protelatórios autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida por esta Suprema Corte”, afirmou Toffoli.
AMANHÃ
Paulo Costa pode ser liberado Após fechar um acordo de delação premiada com a Justiça, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso pela operação Lava Jato, deve ser libertado da carceragem da Polícia Federal até amanhã para permanecer em prisão domiciliar enquanto não for julgado pela Justiça Federal do Paraná. Suspeito de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, o ex-dirigente da petroleira está preso desde junho na capital paranaense. A previsão é que, assim que deixar a carceiragem, Costa será conduzido em um avião da Polícia Federal para o Rio de Janeiro, cidade onde mora. Pelo acordo, ele terá de permanecer em casa até sair sua sentença judicial. Ainda não há previsão de quando ocorrerá o julgamento. Neste período, o ex-dirigente receberá proteção policial 24 horas por dia. Ele também pode vir a ter de usar tornozeleira para facilitar o monitoramento da polícia. Por causa da colaboração, Costa não representaria mais risco de fuga. Paulo Roberto Costa ocupou a direção de Refino e Abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele é suspeito de ligação com a organização criminosa.
INVESTIGADOR
MP pede devassa nas contas de Eike Batista O Ministério Público Federal (MPF) do Rio solicitou uma extensa varredura nas finanças de Eike Batista, que prevê a quebra de sigilos fiscal, bancário, financeiro e bursátil (transações na Bolsa) do empresário. Este mês, o MPF ofereceu denúncia contra o empresário pelos crimes de uso de informação privilegiada (insider trading) e manipulação de mercado. O juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal do Rio, disse que acolheu o pedido e determinará a quebra destes sigilos na segunda-feira. A decisão atende a um pedido feito inicialmente pela Polícia Federal, que, mês passado, abriu inquérito para investigar o criador do grupo X pela suposta prática do crime de lavagem de dinheiro. O objetivo é apurar o que foi feito do lucro de R$ 122 milhões que Eike teria obti-
do em vendas de ações de suas empresas realizadas no ano passado. As operações estão sendo investigadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Polícia Federal havia solicitado apenas a quebra de sigilo fiscal, permitindo acesso às informações contidas nas declarações do empresário à Receita Federal nos últimos 5 anos. “Eike Batista afirma que usou todo o dinheiro para pagar dívidas e credores, sem ficar com nada. Esse mapeamento vai mostrar o que realmente foi feito em saques, depósitos, vendas e doações de bens e ativos, além de operações no mercado financeiro”, explicou o juiz. Segundo o magistrado, a decisão será enviada à Receita Federal, ao Banco Central, à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e à CVM. DIVULGAÇÃO
SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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Vítima deu de frente com um coletivo na empresa Vegas, na manhã de ontem, quando estava a caminho do trabalho
Milionário terá toda a sua contabilidade investigada
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
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Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
tricia@emtempo.com.br
Tá tudo bem, tá tudo bom Em um país tão rico como o Brasil, onde a desigualdade social inexiste, a maior parte da renda não está concentrada em pequenos grupos e todas as leis são obedecidas, nada abala o contribuinte. Só que não. Para completar todas as mazelas a que somos submetidos no país da desigualdade social, onde a classe média é que paga a conta e nenhuma lei é levada a sério, ainda há informações que nos surpreendem. Quer um exemplo? A Propaganda Eleitoral Gratuita está custando caro aos nossos bolsos. A Receita Federal estima que a União deixe de arrecadar a “módica” quantia de R$ 839,5 milhões em impostos com as inserções. Além de preencher 50 minutos do nosso precioso tempo, o horário eleitoral de gratuito não tem nada. Esses R$ 839,5 milhões de renúncia fiscal destinados a custear o horário eleitoral gratuito deste ano representam um aumento de quase 39% em relação aos R$ 604,2 milhões que deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos em 2010, quando também foram eleitos presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Seria cômico se não fosse trágico. Para especialistas, o valor pago para que os eleitores conheçam candidatos e propostas não é um problema, mas sim o fato de a sociedade ter pouco acesso e controle sobre os valores ressarcidos. Tem mais. Uma consulta do instituto MDA constatou que apenas 11,5% dos entrevistados afirmaram que a propaganda eleitoral tem alguma influência sobre suas decisões. Na pesquisa de intenções de voto divulgada dia 23, o MDA revela que 34,4% dos entrevistados nunca assistem ao horário eleitoral. Conforme o resultado, 32% assistem ou ouvem a propaganda poucas vezes na semana, 18% alguns dias e 15% todos os dias. Fazer o quê!
E tome Dorflex, meu povo! Aconteceu ontem em frente ao Posto 700, na avenida Djalma Batista. Durante trabalho de fiscalização da propaganda, fiscais do TRE/AM apreenderam alguns materiais ilegais de campanha e, no calor da luta, um dos fiscais deixou cair três cartelas de Dorflex do bolso. Um cidadão que observava a cena, gritou lá do seu canto: — Ei, rapaz, olha o teu Dorflex no chão! O fiscal não perdeu o senso de humor — é mesmo, meu irmão, é uma cartela para o Zé Melo, uma para o Eduardo Braga e outra para o Marcelo Ramos! Clube dos presidentes O 100º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil foi encerrado ontem com a leitura da Carta da Bahia. Os conselheiros do CNJ, Saulo Casali Bahia e Rubens Curado, respectivamente, ministraram palestras sobre celeridade processual e política de atenção ao 1º grau. Graça intervém Durante a discussão da Carta de Salvador, a presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Graça Figueiredo, chamou a atenção para o duodécimo do Judiciário do Amazonas, que possui 62 comarcas, com mais de 40 de difícil acesso. Crise de 2010 O desembagador Milton Nobre, presidente do Colégio, trouxe à tona o episódio em que o então presidente do TJAM, desembargador João Simões, ameaçou fechar 36 comarcas por falta de verba. Mediador Foi aí que o CNJ disse “não” e enviou a Manaus o então conselheiro Milton Nobre – à época na Corregedoria do Conselho com o então governador Omar Aziz. Marco Aurélio Na sexta, o ministro Marco Aurélio (STF) fez palestra sobre a independência do Poder Judiciário.
Celeridade A celeridade processual e política de atenção ao 1º grau foi o tema da palestra dos conselheiros do CNJ, Saulo Casali Bahia e Rubens Curado. Capacitação O encontro foi encerrado com uma exposição do Instituto Brasiliense de Direito Público sobre capacitação e aperfeiçoamento. Políticas públicas Prestes a completar 2 anos, a Emenda à Lei Orgânica do Município de Manaus, do vereador Luis Mitoso (PSD), que alterou o texto do artigo nº 15 da Loman, passou a garantir a participação da sociedade na elaboração de políticas públicas. Participação Dessa forma a população pode atuar nas áreas de educação, cultura, saúde, desenvolvimento socioeconômico, meio ambiente, segurança, entre outras. Preconceito? Quase não há negros, pardos e mulheres na lista de candidatos aos cargos de deputado federal, estadual e distrital que foram alvo das doações das 15 empresas que mais distribuíram dinheiro nas eleições deste ano. Percentual pífio O levantamento é da ONG Transparência Brasil. Dos mais de R$ 153 milhões doados aos candidatos do Le-
APLAUSOS
regi@emtempo.com.br
gislativo (exceto senadores) por essas companhias, apenas 17% foram destinados às campanhas de candidatos negros ou pardos. Voto em trânsito No primeiro turno das eleições deste ano, 84.418 eleitores vão votar em trânsito. Já no segundo turno serão 79.513. Voto em trânsito 2 O voto em trânsito permite ao eleitor que esteja fora do domicílio eleitoral votar para presidente da República em outro cartório eleitoral. Mudou Em 2010, a novidade foi aplicada só nas capitais. Agora, cidades com mais de 200 mil eleitores que se cadastraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também têm esse direito. O peso do Twitter O Twitter divulgou como está o desempenho de cada candidato à Presidência na rede social. Os dados foram coletados desde o primeiro dia da campanha (6 de julho) até o último domingo (21). Dilma na frente Se o número de seguidores fosse determinante para a corrida eleitoral, a presidente Dilma Rousseff largaria na frente com seus 2,8 milhões de seguidores. Marina Silva e Aécio Neves ficam bem para trás: a candidata do PSB tem 968 mil e o do PSDB tem 89 mil.
VAIAS
Projeto social
Regi
Político sem memória SEMED
DIVULGAÇÃO
Para o projeto Histórias da Vovó Rufina, que há 4 anos leva as crianças para conhecer as instituições filantrópicas. Na sexta-feira foi a vez dos alunos da escola municipal Maria Rufina visitarem a Casa do Idoso São Vicente de Paulo.
Para alguns políticos, principalmente os que são candidatos, que costumam culpar a imprensa por tudo de ruim que acontece a eles, mesmo que sejam os autores das declarações que eles mesmos chamam, posteriormente, de absurdas e mentirosas.
João Bosco Araújo jbosco@emtempo.com.br
Uma saga portuguesa Elogio em boca própria, ou autoelogio, diz o povo, é vitupério. Por extensão do sentido, também o elogio de parente pode assim ser considerado e, no caso, quanto mais próximo for o parentesco, mais forte a razão para associar o elogiar ao vituperar, por força de um possível efeito-espelho. Mas sabe-se também que parente mesmo é sempre e somente aquele por cujo laço não podemos em nenhuma hipótese responder. Pai, mãe, irmão, irmã, tio, tia, primo ou prima, ao nascer já os temos como parentes, queiramos ou não, gostemos ou não. Outros se agregam mais tarde, durante a caminhada, sempre com alguma participação nossa. Como não são “consanguíneos”, não merecem verdadeiramente o rótulo de parentes. Aí entram a esposa, o marido, a sogra, o sogro, a cunhada, o cunhado (do qual o Calderaro dizia que era mais uma doença do que um parente). De qualquer forma, há que admitirse que, literalmente, para ser parente, necessário se faz a participação na consanguinidade, ou seja, num mesmo código genético. Isto posto, posso então, com a consciência leve e limpa, entrar no assunto que desejo, sem o medo de praticar o tal vitupério. É de uma família que quero falar. E dessa família minha mulher é parte, mas isso só se aplica a ela, portanto um problema só dela e não meu. Tudo teria começado, como em várias outras sagas, de várias outras famílias, com a chegada ao Brasil, precisamente a Itacoatiara, de um imigrante português que para aqui veio “fazer a vida”, ou seja, tentar construir fortuna. Não o conheci pessoalmente, mas sei que se chamava Óscar (com o acento) e que na precária Itacoatiara de então, pelo comportamento refinado e pela rigorosa ética, logo criou estilo e se tornou paradigma.
Devia ter uma disciplina férrea, para exigir de si mesmo, no mormaço e na laxidão de uma vila incrustada na floresta tropical, a manutenção de hábitos europeus, como o formalismo nos trajes e nos serviços à mesa familiar. Sua atividade foi o comércio dos frutos do extrativismo, exportados para a Europa, da qual acabou por se tornar um cônsul sem nomeação, mas com absoluta aceitação. Desse pioneiro que, como legítimo português, aqui constituiu família, nove filhos derivaram, dentre eles Ilídio, de quem posso falar com maior propriedade, pois veio a ser o meu sogro. Foi aquele que deu continuidade ao negócio iniciado pelo pai e nunca em toda a sua vida adotou outra atividade que não a compra e a exportação dos produtos da floresta, como o pau-rosa, o cacau, a copaíba, a borracha. E não foi somente o negócio que recebeu do pai e cuja continuidade assegurou. Recebeu e acolheu também o caráter e o estilo de vida do patriarca. Jamais vi Ilídio sem camisa ou sequer calçando chinelos. Como genro, frequentava assiduamente a sua casa e lá estava ele sempre em trajes formais e sapatos clássicos. Só o vi em pijamas já no leito da doença terminal e da morte. Sua mesa de refeições poderia ser um modelo e um exemplo para qualquer clã da aristocracia britânica. Não tolerava relaxamentos, como não aceitava condutas que agredissem a moralidade. Sem formação universitária, impressionava pelo escorreito português que falava e escrevia, como também pelo amplo conhecimento da geografia, da história e das artes. Muitas famílias se constituíram aqui, de raízes portuguesas. Mas não todas transladaram para o trópico o bom exemplo e os bons costumes de lá. Umas poucas, como os Ramos.
João Bosco Araújo, Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
De qualquer forma, há que admitir-se que, literalmente, para ser parente, necessário se faz a participação na consanguinidade, ou seja, num mesmo código genético”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Pote de mágoa
Acho que Eduardo pegou um pouco de Marina e que Marina pegou um pouco de Eduardo. Eles se complementavam. Marina, com a história de vida dela, com tudo que ela viveu, com a experiência que tem, vai ser capaz de garantir e até avançar nas conquistas sociais que o Brasil teve
Aliados de Marina Silva (PSB) estão magoados com Aécio Neves (PSDB), que elegeu a ex-senadora como seu principal alvo nas últimas semanas. Os marineiros dizem que os ataques do tucano beneficiaram Dilma Rousseff (PT), que se isolou na liderança. “Aécio se recusou a fazer oposição. Em vez de criticar o PT, preferiu se dedicar à disputa com Marina”, reclama o ex-deputado Walter Feldman. A ex-senadora ficou muito irritada com a ofensiva tucana para ligá-la ao mensalão. Quem ganha Desde o início de setembro, quando o PSDB acionou a artilharia contra Marina, a candidata do PSB perdeu sete pontos no Datafolha. Dilma ganhou cinco. Aécio subiu outros quatro, que não foram suficientes para tirá-lo do terceiro lugar. Âncora O mau desempenho no Nordeste, onde segue empacado com 8% das intenções de voto, atrapalha a recuperação do presidenciável tucano. Ele subiu ou oscilou positivamente nas outras quatro regiões do país. Pacote vazio O PT contesta a tese de que Marina decolará quando tiver o mesmo tempo que Dilma na televisão. Desde 2006, a ex-senadora será a primeira candidata a chegar ao segundo turno sem obras para mostrar. “A situação dela pode até piorar”, provoca um dilmista. Oito e oitenta Hoje o PSB tem cerca de 12 minutos semanais de horário eleitoral, somando os blocos da tarde e da noite. No segundo turno, passará a ter 120: dois blocos de dez minutos por dia, seis vezes por semana.
Volume morto Os petistas apostam que o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) não fará grande esforço por Marina em um segundo turno contra Dilma. O tucano já é visto como candidato de oposição ao PT em 2018. Ora por mim O vice Michel Temer (PMDB) tem conversado com Pastor Everaldo (PSC) em busca de apoio à Dilma no segundo turno. O partido do evangélico espera um convite para participar do governo se ela for reeleita. Rebanho partido O pastor se irritou com Marina depois de vê-la receber a adesão de líderes da Assembleia de Deus que já estavam comprometidos a apoiá-lo. Partido partido Um aliado próximo à família de Eduardo Campos diz que a viúva Renata está “triste” e “baqueada” com a articulação de Roberto Amaral para isolar o diretório pernambucano e manter o comando do PSB. “Ela não concorda. Acha uma manobra feia”, conta. Bolo de rolo Amaral marcou a votação interna para amanhã,
em São Paulo. Marina Silva, que não se envolve diretamente na disputa partidária, estará com a família Campos em agenda de campanha no Recife. Sozinho na pista Com apenas 9% no Datafolha a uma semana da eleição, o candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, sofre as dores do abandono. Nenhum ministro, deputado ou prefeito do partido foi à TV Record acompanhá-lo no debate da última sexta.
Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB).
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br FOTO LEITOR
Preferências Enquanto o candidato do PMDB foge de Dilma, o herdeiro Paulo Skaf Filho declara voto em Marina para presidente. “Sou a favor da alternância de poder. Ela está disposta a mudar a política e não há nada que a desabone, eticamente falando”, diz o empresário, de 34 anos. Liga o GPS Duas semanas antes da revista no avião de Lobão Filho, outro incidente irritou o PMDB do Maranhão. Um caminhão enviado pelo PT deixou encomenda trocada no comitê do partido. Dentro dos pacotes, havia panfletos com fotos de Dilma e de Flávio Dino (PC do B).
Tiroteio
Manaus já é uma cidade com tão pouca calçada, que, quando tem, a vontade que dá é de desfrutar dessa raridade. Só que não. Na avenida Brasil, por exemplo, o pedestre tem que disputar o espaço com placas de propaganda eleitoral. Falta de respeito é pouco para definir.
D. Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Roberto Amaral comandou uma verdadeira conspiração para se manter na presidência do PSB. Foi um golpe de grêmio estudantil.
Esperança
DE EVALDO COSTA, secretário de Comunicação do governo de Pernambuco nas gestões de Miguel Arraes e Eduardo Campos, sobre a eleição interna do PSB.
Uma grande confraternização reúne hoje amigos, benfeitores, familiares e internos da Fazenda da Esperança. No Brasil todas as Fazendas estão antecipando à festa que homenageia Francisco, o santo da alegria genuína, que brota da confiança absoluta no Pai, e que se realiza na contemplação do criador e de todas as criaturas, confiando no poder de recuperação da mais bela e mais perfeita, a pessoa humana. As Fazendas surgem no contexto de um mundo cada vez mais dominado pelo crime organizado. O crime entrou no sistema financeiro, movimentando somas que nós, os comuns dos mortais, nem conseguimos imaginar, usa tecnologia sofisticada não só para produzir a droga, mas também para distribui-la e, sobretudo para a comunicação e controle. Segue as leis do mercado, obedecendo a lei da oferta e da procura, criando e fidelizando consumidores. Só quem caiu nesta engrenagem diabólica sabe o significado de tudo isto. Quantas vidas destruídas, quantos crimes cometidos para queimar arquivos, para mostrar que dívida se paga, se não em espécie com a própria vida. É um mundo paralelo, que não é mais submundo, pois penetra em todo tecido social, até nas camadas que supostamente deveriam combatê-lo, com o poder do Estado, ou com o poder moral da família e da religião. Nestes tempos de propaganda eleitoral, não suscita nenhuma esperança o discurso daqueles que querem comandar o país. Nenhum deles coloca o dedo na ferida purulenta do crime organizado que será combatido com outro tipo de sociedade e não com medidas
Contraponto
O triste divórcio de Collor e Levy No ostracismo político desde o impeachment, o ex-presidente Fernando Collor recorreu ao nanico PRTB para se eleger senador em 2006. A poucos dias da posse, comunicou ao dono da legenda, Levy Fidelix, que migraria para o PTB. O candidato do aerotrem se irritou: — Escuta aqui, meu amigo, você não é o Ayrton Senna? Então merece correr no autódromo. O que eu tenho é um autorama. Oito anos depois, Fidelix ainda esbraveja: — Ele agora está lá com o presidiário Roberto Jefferson. Na hora de se eleger, o meu partido era grande... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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paliativas, em geral violentas e geradoras de mais violência e de corrupção generalizada. A Fazenda da Esperança não quer somente curar pessoas, o que já é um ganho imenso, pois uma vida resgatada já justifica todo esforço e investimento na recuperação de quem por inúmeras razões caiu nas garras da dependência e do vício. O desejo profundo dos idealizadores da Fazenda é que os valores do Evangelho e o caminho de Jesus se torne uma proposta de vida real e concreta. E o caminho é simples. Num mundo de consumismo exacerbado e de desejo de riqueza fácil, a proposta é de viver com simplicidade, trabalhando com as próprias mãos, redescobrindo o prazer das pequenas coisas e a grandeza dos gestos humildes de serviço mútuo. Ter tempo para oração, redescobrindo o valor do silêncio, da leitura, da escuta da palavra, das pequenas devoções, e dos sacramentos da iniciação cristã, mostra-se um caminho de superação e de liberdade. Tudo isto vivido num ambiente de companheirismo e fraternidade, experimentando novas relações não baseadas no lucro, na dependência e no erotismo escravizante. E além de tudo redescobrindo a família e a igreja. Por isto esta festa de hoje reúne tanta gente e até a Pastoral da Juventude resolveu participar vivendo neste dia seu dia nacional, também antecipado por causa das eleições. O trabalho desenvolvido pela Fazenda pode parecer uma gota no oceano e de fato é, mas tem a força da semente e do fermento, pois aponta para o futuro e carrega em si esta virtude que é mãe das outras, a esperança.
Dom Sérgio Eduardo Castriani, Arcebispo Metropolitano de Manaus
É um mundo paralelo, que não é mais submundo, pois penetra em todo tecido social, até nas camadas que supostamente deveriam combatê-lo, com o poder do Estado, ou com o poder moral da família e da religião”
Economia
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Descontrole das finanças leva à alta inadimplência Economista dá dicas ao consumidor para se livrar das dívidas e manter o controle a fim de não entrar na “bola de neve” SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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anaus tem mais de 300 mil pessoas inadimplentes, ou seja, pessoas que deixaram de pagar suas contas, o que corresponde aproximadamente 15% da população da capital. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, 25% desse total estão inadimplentes porque “emprestou” o nome, o restante porque perdeu o controle das dívidas de cartão de crédito, financiamento de carro, carnê, entre outros. A recepcionista, Milcah Cortez, 54, está com o nome na lista do Serviço de Proteção de Crédito (SPC) há dois anos. Segundo ela, ficou inadimplente porque emprestou o nome para que uma pessoa colocasse energia elétrica em um ponto comercial. O problema foi que as contas nunca foram pagas. “Como estava no meu nome acabei sendo prejudicada. E com a inflação alta os produtos estão mais caros e a situação financeira fica mais difícil”, lembra. Ela relata que nesse período procurou limpar o nome por duas vezes, mas não obteve sucesso. Um dos motivos, conforme Milcah é o fato da concessionária que administra o abastecimento de água na cidade ter somente uma unidade que atende esse tipo de demanda, o que acarreta na demora do atendimento. “E eu ainda tinha que fazer diversas outras coisas para resolver a situação. A em-
presa não facilita, e para quem trabalha e tem seus compromissos não tem como esperar tanto assim”, salienta. Desde então, Milcah revela que teve que se adaptar a vida sem acesso ao crédito. Com uma dívida em torno de R$ 700, ela não sabe quando sairá da inadimplência. Mas destaca que atualmente, antes de comprar qualquer produto, ele se pergunta se realmente precisa daquele produto. “Hoje adoto
A facilidade de obter crédito implica na alta inadimplência do amazonense. Mas, crédito não significa que as pessoas tenham dinheiro Mirlene Magalhães, economista
esse sistema para não gastar além do que ganho”, observa. Outro personagem que também está inadimplente porque emprestou o seu nome para ajudar um “amigo” é o motorista de ônibus Raimundo Oliveira, 51. De acordo com ele, em 2008 foi avalista de um Programa de Financiamento Estudantil (Fies), para a mulher de um vizinho, que até hoje não terminou de pagar o financiamento. “Logo em 2009, meu nome já ficou sujo porque ela atrasou as parcelas. E ela tem condições de pagar, mesmo assim não paga”, conta.
Estímulo ao consumo Oliveira relata que entrou na Justiça, procurou a Caixa Econômica Federal, onde foi feito o financiamento, mas não conseguiu resolver o problema. Durante esse período, ele salienta que sofreu diversos transtornos, deixou de fazer um financiamento para comprar uma casa e a esposa teve que comprar um carro no nome dela para ele. “Passamos pelos piores momentos de nossa vida, e o pior, por causa de pessoas que não honram seus compromissos”, desabafa. Controle No caso de empréstimo
de nome fica mais difícil a pessoa sair da inadimplência, visto que espera que a outra pague as contas. No entanto, aquelas que perderam o controle das dívidas, a economista Mirlene Magalhães declara que é mais fácil. Segundo a economista, o aumento da inadimplência deve-se ao fato de que as pessoas não são educadas para lidar com as finanças. “A política de estímulo ao consumo é muito incentivada, o fácil acesso ao crédito leva o consumo desordenado, pois ninguém tem o costume de fazer planejamentos”, frisa.
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Hong Kong-Manaus é uma conexão rentável ao PIM SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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carga transportada por contêineres nos portos brasileiros dobrará em 10 anos. O setor crescerá 7,4% ao ano entre 2012 e 2021, e Manaus será a segunda região do país mais movimentada do setor com taxa média anual de 8%. Os dados são do estudo “Portos 2021 - Avaliação de Demanda e Capacidade do Segmento Portuário de Contêineres no Brasil”, desenvolvido pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Há 2 anos, o aumento já é registrado na cidade. Empresas especializadas em agenciamento de carga veem o porto de Manaus como uma das melhores alternativas do país para expandir negócios. A Asia Shipping passou a oferecer embarque consolidado próprio, a partir do hub de Hong Kong (China) para o Norte do Brasil. O porto amazonense é o sexto a ser atendido no Brasil pela companhia, com embarque consolidado de contêineres (FCL) e cargas fracionadas (LCL). Segundo a empresa, o primeiro fechamento de carga solta que conectou Hong Kong a Manaus foi desenvolvido pelo
departamento de LCL Development, em São Paulo, com auxílio da Asia Shipping HKG. A Asia Shipping informou, por meio da assessoria, que o serviço passou a ser solicitado por clientes da empresa em junho de 2013. A ideia inicial era oferecer saídas quinzenais com parceria. Como a demanda seguia crescente,
LOGÍSTICA
A rota entre Hong Kong e Manaus é oferecida somente via Europa ou Estados Unidos. Com o novo serviço direto e regular, a Asia Shipping elimina um transbordo e melhora a qualidade logística a companhia desenvolveu o próprio serviço consolidado. A empresa destacou ainda que está na terceira viagem entre os dois países. A primeira foi registrada em junho, na China. Na ocasião, o navio CMA-CGM Nabucco foi carregado com estufagem de eletrônicos em contêiner de 20 pés. Se tratava de 7,8 mil quilos de mercadorias desti-
nadas ao porto amazonense. O navio, conforme a Asia Shipping, chegou no dia 16 de agosto em Manaus. O segundo, também carregado de eletrônicos, demanda do Polo Industrial de Manaus (PIM), aportou na sequência, dia 31. O próximo embarque para Manaus saiu de Hong Kong, no último dia 17 e deverá chegar à capital dia 24 de outubro. Para a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o crescimento do número empresas que oferecem transporte de outros países para Manaus, é visto com otimismo visto que reflete na competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM), e ainda reduz custos com frete das importações feitas por empresas da região. De acordo com o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, o transporte em avião sai praticamente o mesmo valor. Mas, ele explica que à medida que se consolida a carga, várias empresas podem se unir para contratar os serviços da companhia de agenciamento de carga. “Desta forma, a parceria impactará na diminuição do valor do frente das mercadorias para todas as fábricas contratantes”, comenta.
ARQUIVO EM TEMPO/MICHELL MELLO
Empresa especializada em agenciamento de cargas avalia o porto de Manaus como lugar bom para expandir negócios
Estudo aponta que até 2021 Manaus será a segunda do país em transporte de cargas via porto
Economia
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
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Turismo de recepção na natureza é a nova aposta EMERSON QUARESMA* Equipe EM TEMPO
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ão Paulo - Com o crescimento das vendas de passagens aéreas e pacotes turísticos para outros Estados e países, via on-line, agências de turismo de Manaus começam a investir no serviço receptivo. O dado foi revelado por operadores amazonenses do setor, durante a 42ª ABAV Expo Internacional de Turismo, que ocorre até hoje, no centro de convenções do Anhembi, em São Paulo (SP), realizada pela Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav). Segundo a diretora de Marketing da agência de turismo Decola Manaus, Maria Gonçalves Silva Lima, que levou a sua agência pela primeira vez a uma feira da Abav, nos últimos anos a procura por pacotes turísticos domésticos e internacionais está em queda. Para enfrentar o novo momento das agências de turismo, ela afirma que a principal aposta do setor, no Amazonas, são os serviços explorados sobre os rios e a floresta, a começar por Manaus. Maria levou para os operadores nacionais e internacionais,
presentes na feira, pacotes turísticos urbanos e de natureza, como roteiros no Centro Histórico de Manaus, que incluem passeios no Teatro Amazonas e no Largo São Sebastião, que ficou marcado pela presença dos ingleses durante a Copa, e no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, patrimônio histórico devolvido à cidade em 2013.
AMÉRICAS
Diretor de Marketing da Amazonastur, Nicolas dos Anjos, diz que 13 operadores amazonenses levaram pacotes de turismo de natureza à feira da Abav, voltada para países das Américas Na natureza do bioma amazônico, a agência oferece expedições em casas de nativos da floresta, na região do lago do Mamuri, no município do Careiro Castanho, ou no rio Ariaú, no município de Iranduba; cruzeiros em barcos regionais pelas águas do rio Negro e Solimões, de até 12 dias; banho com os botos; observação de pássaros; e passeios
pelas cachoeiras do município de Presidente Figueiredo. “Procuramos atender a vontade do visitante que quer viver a Amazônia. E quando não temos a atividade nós procuramos parceiros para não perdermos o turista”, conta. Com o trabalho de divulgação feito na feira da Abav, Maria espera aumentar o volume de vendas de pacotes receptivos em até 50% a partir de 2015. “Invisto no receptivo, porque como emissivo a procura por pacotes diminui. A procura pelo Amazonas como destino cresceu depois da Copa, para turistas nacionais e internacionais”, afirma. Segundo ela, a Decola busca pelo cliente doméstico na feira, porque o principal da agência é o internacional, a começar por países das Américas como Argentina e México, e da Europa, sendo a Espanha o principal, a partir da parceria com a agência européia Amazonatour. “Viemos com a missão de deixar os contatos para outros Estados brasileiros e reforçar o que já temos de melhor, que é o turista internacional”, comenta. *O repórter viajou a convite da Amazonastur
REPRODUÇÃO
Agências mudam o foco do serviço e trabalham pacotes amazônicos para receber os turistas nacionais e estrangeiros
Startup Praquerumo oferece no seu site pacotes de aventura na selva e nas águas dos rios do AM
Tropical investe em eventos O diretor comercial do Tropical Hotel Resorts, Eduardo Pereira Filho, também aposta no receptivo, além da hospedagem. Nas rodadas de negócios com operadores nacionais e internacionais, organizadas pela Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), ele diz que levou em primeiro plano a imagem do Amazonas
com o seu potencial de natureza preservada, ao mesmo tempo que ofertou a gama de serviços do resorts, categoria recuperada pela rede no final do ano passado. Com um fluxo do turista de lazer no hotel - que vem em busca de pesca esportiva e de aventuras na selva -, sempre com nível “bom”,
principalmente os europeus e os asiáticos, Eduardo diz que o Tropical Hotel Resorts investe no receptivo do turista de negócios. Para isso a rede investiu na revitalização dos apartamentos e dos salões de eventos e do zoológico. Segundo ele, já estão agendados quatro grandes eventos para 2015.
Economia
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Pulseira inteligente se transforma em drone
AVIAÇÃO
Passagens 90% mais baratas DIVULGAÇÃO
Criada por pesquisador norte-americano, Nixie vira um avião não-tripulado com possibilidade de capturar fotos
Nixie une duas tendências do mercado, simbolizadas pelos drones e por dispositivos vestíveis
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e existem duas modas que viraram tendência no cenário tecnológico dos últimos anos, são drones e dispositivos vestíveis. Aproveitando essa onda, o pesquisador californiano Christoph Kohstall resolveu criar a Nixie, pulseira inteligente que se transforma em avião não-tripulado. Como explica o Gizmodo, o gadget é, na verdade, uma câmera vestível que, ao receber um comando por gesto, se solta do pulso e voa até a altura de sua localização para tirar fotos. Para realizar tal ação, a Nixie consegue reconhecer o rosto da pessoa e, após o disparo, retornar automaticamente para o pulso. A ideia é que a Nixie consiga gerar imagens difíceis de serem capturadas, como, por exemplo, durante a prática de esportes e uma foto com di-
versas pessoas. Sendo assim, caso chegue ao mercado, a Nixie pode virar uma concorrente de peso para a GoPro. A pulseira inteligente está participando de uma competição de vestíveis da Intel, a “Make It”. O resultado com o vencedor será divulgado no dia 3 de novembro. Permissão A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) anunciou na semana passada que liberou o uso de drones para seis produtoras de cinema e televisão. De acordo com a “Reuters”, as aeronaves não-tripuladas poderão ser utilizadas em gravações em sets fechados contanto que elas pesem 25kg ou menos e voem somente no alcance da vista do piloto remoto, a menos de 120 metros de altitude. Além disso, o piloto deverá possuir brevê para pilotar o
drone e os operadores deverão inspecionar as aeronaves antes de cada voo. Voos noturnos estão proibidos. Avanço Apesar das restrições, a aprovação simboliza um avanço significativo na indústria dos drones, levando em conta as limitações de uso comercial. Recentemente, o Congresso dos EUA pediu que a FAA começasse a afrouxar a legislação e integrasse as aeronaves no espaço aéreo norte-americano nos próximos anos. Empresas As seis empresas que receberam o aval para usar drones, nos Estados Unidos, são Astraeus Aerial, Aerial MOB LLC, HeliVideo Productions LLC, Pictorvision Inc, RC Pro Productions Consulting LLC dba Vortex Aerial e Snaproll Media, LLC.
Comprar com antecedência passagens aéreas para as férias de fim de ano pode gerar uma economia de quase 90% no bolso dos consumidores. É o que revela recente pesquisa da agência virtual ViajaNet, que apurou mais de um milhão de visitas em seu site. De acordo com o levantamento, uma passagem de Recife ao Rio de Janeiro, com embarque para este mês, custa R$ 298. Se o bilhete for adquirido hoje para uma viagem programada para dezembro, o mesmo trecho sai por R$ 159, uma diferença de quase 90% no valor do tíquete. Porém, o brasileiro não possui o costume de programar viagens de lazer com antecedência e, por isso, acaba pagando mais caro o bilhete aéreo. A pesquisa da ViajaNet também apontou que 62% dos consumidores de passagens aéreas adquirem o tíquete no mesmo mês do embarque. Apenas 24% programam a compra com um mês de antecedência e 14% com 60 dias antes.
APPLE
Executivo é responsável por falhas em atualização As falhas causadas pela atualização da versão 8.0.1 do sistema iOS, que equipa iPads e iPhones, tiveram como responsável parcial o mesmo executivo dentro da Apple, Josh Williams, que o do soſtware Mapas quando de seu desastroso lançamento em 2012, segundo reportagem publicada semana passada pela Bloomberg. Segundo a agência, que diz ter consultado fontes “familiarizadas com a estrutura de gerenciamento da Apple”, o supervisor de qualidade do iOS, Williams, foi também o responsável por prevenção de falhas no Mapas, há dois anos, quando a Apple substituiu o Google por soſtware próprio no app de localização do iOS. O executivo havia sido afastado da equipe de mapas do iOS após o fiasco, diz a reportagem, mas ele se manteve em cargo de testes do sistema operacional do iPhone. Depois de ter emitido um pedido de desculpas público no último dia 25, a Apple
liberou, um dia depois (26), versão que corrige as falhas da edição 8.0.1 do soſtware, que fez com que aparelhos deixassem de receber sinal de celular e ficassem com função Touch ID, de reconhecimento de impressões digitais, inoperante. Consultado pela reportagem da agência, Williams e um porta-voz da Apple não comentaram o caso. Um analista afirmou que atualizações de sistema são um ponto forte da companhia. “Normalmente, isso é uma das forças da Apple, algo mais fácil para eles porque têm controle total do hardware e do soſtware”, disse à Bloomberg Frank Gillett, da Forrester Research. Liberação A Apple liberou, na noite do dia 25, uma nova atualização para o iOS 8 para corrigir as falhas apresentadas pela versão 8.0.1 do sistema. A versão 8.01 foi lançada para corrigir alguns bugs do sistema na semana passada. ARQUIVO EM TEMPO
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Atualização da versão 8.0.1 causou falhas em iPhones
Economia
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Pedida suspensão do caso Rubens Paiva ao Supremo
CHIKUNGUNYA
Situação de emergência é decretada no Oiapoque Saúde para identificar e tratar a doença. Segundo Iracilda, na maioria dos casos, os pacientes não precisam ser internados, passam apenas por consulta médica. O tratamento é feito para combater os sintomas, com analgésico (paracetamol), hidratação adequada e repouso. Assim como a dengue, a febre chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictos, mas só tem um sorotipo, ou seja, cada pessoa só pega a doença uma vez. Os sintomas também são os mesmos da dengue: dor de cabeça, febre, dores musculares e nas articulações e podem durar de três a dez dias.
Militares acusados entraram com ação no STF, baseados na Lei da Anistia, cuja abrangência, segundo eles, alcança crimes ocorridos durante a ditadura
Mosquitos Aedes aegypti e albopictus são transmissores
s cinco militares acusados da morte do ex-deputado Rubens Paiva entraram com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular as ações penais a que respondem na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Eles alegam que não podem ser punidos por causa da Lei da Anistia (6.683/1979), cuja abrangência, segundo eles, alcança os crimes cometidos durante o período da ditadura no Brasil. Os militares reformados recorreram ao STF para contestar a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que rejeitou outro pedido de trancamento da ação penal. Na liminar, os advogados pedem também a suspensão das audiências das ações penais, marcadas para os dias 7, 8 e 9 de outubro, até que o Supremo decida novamente sobre a validade da Lei da Anista. A Segunda Turma do TRF2 negou habeas corpus impetrado pelos militares, que visava ao trancamento da ação penal que tramita na primeira instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro. A defesa dos réus sustentou a prescrição das acusações e que o crime estaria abrangido pela Lei da Anistia, de 1979.
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Depois de registar quatro casos confirmados de chikungunya e suspeita de 147, o município de Oiapoque, no Amapá, decretou na última sexta-feira (26) situação de emergência. Isso significa que o município de aproximadamente 35 mil habitantes está pedindo ajuda do estado e do Ministério da Saúde para enfrentar a situação. A capital, Macapá, está com suspeita de 16 casos e Santana suspeita que duas pessoas estão com o vírus. Conforme a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Estado do Amapá, Iracilda Costa da Silva, profissionais de saúde das três cidades receberam treinamento do Ministério da
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Rubens Paiva teria sido torturado e assassinado por militares dentro de um quartel militar
Medida busca evitar exposição “A medida evitaria também o desgaste físico e emocional a que seriam expostos os arguentes nessas audiências – alguns septuagenários e com graves problemas de saúde – que se veriam expostos a todo tipo de especulação pelos segmentos político-sociais que costumam acompanhar o desenrolar da causa, mui-
tos movidos por interesses inconfessáveis”, afirmam os advogados. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), José Antônio Nogueira Belham, Rubens Paim Sampaio, Raymundo Ronaldo Campos, Jurandyr Ochsendorf e Jacy Ochsendorf são acusados de envol-
vimento na morte de Rubens Paiva, em janeiro de 1971, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações (DOI) do Exército, no Rio de Janeiro. Em 2010, no julgamento da primeira ação da OAB contra a lei, o Supremo manteve a validade da anistia a torturadores.
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País
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Proposta proíbe lutas de MMA antes das 22 horas A
Câmara dos Deputados analisa proposta que proíbe a exibição de lutas violentas na televisão antes das 22 horas. A medida está prevista no Projeto de Lei nº 7.265/14, do exdeputado Colbert Martins, que também torna lei o sistema de classificação indicativa para os programas de televisão. O autor explica que os eventos esportivos conhecidos como MMA veiculam lutas extremamente violentas, inadequadas para serem exibidas para crianças e adolescentes, exigindo regulação legal acerca dos horários em que podem ser exibidos na televisão aberta. “Esse tipo de evento está muito longe de ser um mero e inofensivo esporte. A violência dos combates é excessiva, e, portanto, inadequada para exibição para menores de idade sem a supervisão dos responsáveis”, argumenta. Classificação atual Atualmente, o sistema de classificação está previsto em portaria do Ministério da Justiça (Portaria nº 368/14). A proposta de Colbert Martins prevê um sistema de classificação semelhante ao da portaria, que utiliza os critérios de sexo e violência
para indicar se as obras audiovisuais destinam-se a todas as faixas etárias (livre) ou não recomendadas para menores de 10, 12, 14, 16 ou 18 anos. A portaria, no entanto, proíbe a aplicação de classificação indicativa para eventos esportivos. Já o projeto especifica que os programas de televisão que
SANÇÕES
Conforme o projeto a emissora que transmitir programa em horário diverso do autorizado ou sem aviso de classificação, pagará multa de 20 a 100 salários, duplicada em caso de reincidência veiculem lutas violentas, como as artes marciais mistas (MMA), serão obrigatoriamente classificados como não recomendados para menores de 16 anos. A exibição dessas obras só poderá ocorrer após as 22 horas, como já está previsto hoje para os demais programas classificados para essa faixa etária. Punição Segundo o projeto, a emis-
DIVULGAÇÃO
Projeto de Lei tramita na Câmara dos Deputados, e tem como argumento a violência excessiva dos combates sora que transmitir programa em horário diverso do autorizado ou sem aviso de sua classificação deverá pagar multa de 20 a 100 salários de referência. Essa multa será duplicada em caso de reincidência. Além disso, a autoridade judiciária poderá determinar a suspensão da programação da emissora por até dois dias. Má influência Para Colbert Martins, é importante considerar que crianças e adolescentes submetidos a conteúdo de extrema violência tendem a reproduzir em seu convívio social ações influenciadas pelo que assistiram na televisão. “Para constatar tal fato, basta observar o comportamento da plateia durante as lutas de MMA, onde se observa com muita frequência a ocorrência de desentendimentos entre espectadores, que acabam se envolvendo em lutas corporais”, declarou. Tramitação A proposta tramita apensada ao PL nº 5269/01. Os dois projetos serão analisados por uma comissão especial e pelo plenário.
Exibição de MMA na televisão deve seguir classificação semelhante às obras audiovisuais
Mundo A11
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
O ex-papa Bento 16 participará de um encontro para idosos no Vaticano neste domingo (28), em sua terceira aparição em um evento público após ter renunciado em fevereiro de 2013, disse o Vaticano na sexta-feira. O ex-pontífice, de 87 anos, participará da primeira parte de um evento a ser presidido pelo papa Francisco na Praça São Pedro, o qual irá salientar a importância dos avós e dos idosos na sociedade, disse um porta-voz. Bento deixará o local antes de Francisco celebrar a missa campal para a multidão. Bento, o primeiro papa a renunciar em seis séculos, tem vivido sua aposentadoria em quase total isolamento em um ex-convento nos jardins do Vaticano. Ele tem alguns auxiliares e recebe poucos visitantes. Francisco, que convidou Bento ao evento, disse que se consulta com o expapa e que sua presença no Vaticano é como ter um avô na família. Bento, que agora tem o título de papa emérito, participou das canonizações dos falecidos João Paulo 2o e João 22 em abril, além de ter ido a uma cerimônia de nomeação de cardeais em fevereiro.
Aparelhos são liberados em voos pela Europa Passageiros em voos de companhias europeias poderão, em breve, usar o celular ou qualquer outro equipamento eletrônico a bordo, sem a necessidade de colocá-los em modo “avião”. Uma decisão da Easa (a agência de aviação europeia) na sexta-feira (26) liberou a utilização de smartphones, tablets, laptops, mesmo com transmissão de sinal, durante a maior parte do voo, seja doméstico ou internacional. As únicas restrições são em fases críticas do voo, como no pouso ou na decolagem. A autorização não se dá de imediato. As companhias aéreas europeias precisam submeter à agência uma
Mais de 330 mil pessoas fizeram a solicitação para viver em países europeus. Sírios são os principais requerentes
análise de modo a demonstrar não haver risco na liberação nos modelos de avião que usam. Segundo a Easa, as primeiras companhias devem começar a adotar o sistema em até oito meses -ou maio de 2015. Cada companhia aérea terá liberdade para impor regra específica, que não pode ser mais restritiva que a da Easa. Por razões de segurança, por exemplo, os comissários podem determinar que os equipamentos sejam desligados em alguma situação. Assim que a medida passar a valer na Europa, passageiros em companhias europeias que atuam no Brasil poderão se beneficiar das novas regras.
SAM TARLING/NRC
Bento 16 estará em evento
Pedidos de asilo tiveram aumento de 24%, diz ONU
AVIAÇÃO
Mulheres sírias refugiadas na Turquia, carregam água em acampamento improvisado
SAM TARLING/NRC
VATICANO
Notebooks, smartphones poderão ser usados em voo
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número de pessoas que pedem asilo em países industrializados aumentou 24% no primeiro semestre de 2014, devido ao conflito na Síria e no Iraque, indicaram as Nações Unidas. Dois terços dos solicitantes foram registrados em seis países: Alemanha (65.659), Estados Unidos (52.835), França (29.009), Suécia (28.511), Turquia (27.729) e Itália (24.481), de acordo com a Agência das Nações Unidas para is Refugiados (Acnur). Em torno de 330.700 pessoas pediram asilo a um país industrializado entre janeiro e junho de 2014, ou seja, 24% a mais do que no mesmo pe-
ríodo do ano passado, indica o relatório do Acnur baseado em dados apresentados por 44 países industrializados. Os 28 países da União Europeia registraram um aumento de 23% (216.300 pedidos), especialmente no sul da Europa. Os sírios, cujo país está devastado por uma guerra civil que já dura três anos e meio, continuam a ser os mais numerosos requerentes de asilo (48.400 pedidos), seguidos por iraquianos (21.300), fugindo da violência dos jihadistas. Além disso, os afegãos (19.300) e eritreus (18.900) são outros grandes imigrantes por causa da instabilidade em seus países, de
acordo com o Acnur. O número de solicitantes de asilo nos países industrializados em 2014 pode chegar a seu nível mais alto em 20 anos, desde as guerras na ex-Iugoslávia, de acordo com previsões da agência da ONU, que espera cerca de 700 mil pedidos devido a “multiplicação dos conflitos no mundo”. “O sistema humanitário global enfrenta grandes dificuldades”, declara em um comunicado o alto comissário para os refugiados, António Guterres, que instou os governos dos países industrializados a explicar aos seus cidadãos que o número de candidatos aumentará caso tais conflitos não sejam resolvidos.
A12
Mundo
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Caderno B
Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
RICARDO OLIVEIRA
Campanha de proteção aos animais Dia a dia C2
O que dizem os astros sobre as eleições 2014? FOTOS: DIEGO JANATÃ
Nem mesmo os astros entraram em acordo quanto ao vencedor ao governo do Estado, para Presidência o resultado foi unânime
SERVIÇO CONTATOS
Profissionais tendem a ser procurados em momentos importantes para quem acredita nos astros
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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a sala de casa, a taróloga Dóris de Yansã, 60, organiza o suntuoso baralho de tarô sobre a mesa. As mãos correm pelas cartas e após cuidadosa análise, ela prevê o resultado das urnas nestas eleições. Do outro lado da cidade, o babalorixá Ribamarzinho D’Oxoguiam enxerga nos búzios a vitória certeira de um candidato. A uma semana do embate - momento em que as pesquisas sinalizam possível segundo turno, baseado no crescimento das intenções de votos aos candidatos tidos como menos favoritos - as previsões dos oráculos apontam para diferentes possibilidades no âmbito regional e um só caminho no cenário nacional. “Na minha visão é o Melo. É o Melo que vai reiniciar o governo. No primeiro ou no segundo turno, o Melo vai ganhar”, assegurou a taróloga Dóris de Yansã após cautelosa observação dos símbolos e números impressos nas cartas. A consulta foi feita na intenção de três candidatos ao governo do Estado do Amazonas: José Melo, Eduardo Braga e Marcelo Ramos. Com olhar compenetrado nas informações apresentadas pelo oráculo,
Taróloga Doris de Yansã – 9135-2582 Babalorixá Ribamarzinho D’Oxoguiam- 9245-2980
ela analisa cuidadosamente as cartas dispostas sobre a mesa cercada de imagens, mede as palavras e repassa a mensagem. “Esta carta pode ser mal interpretada, mas ela significa o início”, disse. Há 30 anos, Dóris dedica parte do seu tempo em prever o futuro e, explicou que durante o período eleitoral é bastante procurada por candidatos que pleiteiam uma vaga
CARTAS DO TARÔ Tarô é uma ciência que existe desde o Egito antigo, ganhou fama na França e conquistou todo o Ocidente. Antigamente, o tarô era jogado com cartas banhadas a ouro e somente por sacerdotes no Legislativo ou Executivo. “Atendo aqui homens e mulheres de todas as idades. Gente importante que vem para saber o futuro”, disse, sem dar muitos detalhes, afinal o segredo é a alma do negócio. Para a Presidência, o rito foi o mesmo. Depois de feita a pergunta, a resposta foi uma só. “Para mim é a Dilma”, analisou mais uma vez e confirmou, “sim, pelo jogo
é a Dilma. Marina vai concorrer, dar um trabalho, mas a Dilma é que vai ganhar a Presidência”, arrematou. Dóris estudou astrologia na faculdade Estácio de Sá, no Estado do Rio de Janeiro, onde morou por 30 anos. “Lá me formei em astrologia, e estudei numerologia e tarologia. Tudo é estudo, não é nada de cabeça, são ciências”, explicou. Ela explicou que o tarô é uma ciência que existe desde o Egito antigo, ganhou fama na França e conquistou todo o Ocidente. “Antigamente o tarô eram em cartas de ouro, em que os sacerdotes antigos e místicos jogavam, mas quem desenvolveu foi Hermes Trismegisto, o pai da ciência”, disse. De família mística, Dóris logo se interessou pelo trabalho da mãe, a Madame Marúcia, famosa mãe de santo da cidade. “Minha mãe era a mãe de santo madame Marúcia. Fiz astrologia porque gostava, mas é muito cansativo e comecei a desenvolver o tarô. Minhas amigas queriam mais tarô que mapa astral e para mim foi um gol, porque já sabia os valores e as influências das estrelas. Fazer mapa é difícil e nem todo mundo entende. As pessoas querem saber do imediato, do que vai acontecer amanhã”, afirmou.
O que dizem os búzios? O babalorixá Ribamarzinho D’Oxoguiam, há 35 anos também realiza previsões. Conforme ele, a maior procura pelas previsões não ocorre apenas no final de ano, mas durante as mudanças de administrações. “Temos clientes candidatos que nos procuram quando estão montando alianças. Eles precisam saber quem vai estar no poder para se aliarem com as pessoas
certas”, explicou. Contrariando o resultado das cartas, o oráculo revelou ao médium a vitória do candidato Eduardo Braga. “Para o governo será Eduardo Braga e vai ser em primeiro turno”, assegurou. Já à Presidência, a profecia é uma só. “A presidente será a Dilma. Vai ser no segundo turno”, analisou. Ele explicou que os búzios são originários das religiões
de matriz africana. “As informações vêm do oráculo através dos signos Odus. Por meio das quedas, das posições e, claro, de alguma informação da pessoa, como a data de nascimento. E, neste caso, os Odus responderam que seria Eduardo”, ressaltou. Consultados os oráculos, é esperar a confirmação das profecias.
Astros tendem a ser consultados na fase de alianças para que os políticos saibam com quem fechar
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MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Projeto de lei para proteger animais contra maus-tratos Pitbulls Belinha e Marrento foram atacados a golpes de terçado: caso traz à tona maus-tratos e reacende a luta dos grupos REPRODUÇÃO/FACEBOOK
DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO
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ada vez mais presentes na vida das pessoas e nos espaços sociais, os animais têm ganhado adeptos e proteção. Pelo menos é o que prevê o projeto de lei nº 268/2014, que tramita na Câmara Municipal de Manaus (CMM). De autoria da vereadora Therezinha Ruiz, o projeto visa instituir a Semana de Conscientização e Proteção dos Direitos dos Animais na Cidade de Manaus. As atividades previstas serão no intuito de conscientizar a população acerca da proteção aos animais, vítimas de abandono e maus-tratos. O projeto tem previsão de ser trabalhado nas escolas com crianças e adolescentes. Mas enquanto a lei não é aprovada, cabe à sociedade civil, bem como às organizações protetoras, lutar pelo direito dos animais e ajudar a impedir que mais crimes ocorram contra os seres humanos de quatro patas. É o que vem sendo feito, há cerca de uma semana, por meio das redes sociais e de mobilizações em geral, ao casal de pitbulls Belinha e Marrento, mutilados com terçados no último dia 14, pelo funcionário público, Renan
Agra Pereira, 53. O caso ocorreu na Vila da Prata, Zona Oeste, quando os cachorros se aproveitaram do descuido da dona deles, a funcionária pública, Yara Silvia Tavares, 47, fugiram de casa e entraram na casa de Renan. Em depoimento à polícia, Renan disse que os pitbulls avançaram contra o cachorro da família
COMISSÃO
A OAB, por meio da Comissão Especial de Proteção dos Animais, informou que irá acompanhar os desdobramentos judiciais que irão ocorrer após a investigação policial em andamento e contra ele para atacá-los, e que ele apenas se defendeu. No entanto, dada a gravidade dos golpes nos animais, especialmente em Belinha, é pouco provável que eles tenham tido tanto ímpeto de ataque. Segundo Yara, o casal tem 6 anos e desde pequenos os cães têm comportamento dócil. “Eles são animais dóceis e não possuem histórico de
agressividade”, afirmou. Passadas duas semanas do ocorrido, a dona dos animais diz que viveu um pesadelo ao ver os animais mutilados. “Fiquei dias sem dormir, nunca havia visto uma barbárie daquela, quanto mais contra animais. É difícil acreditar que isso aconteceu com eles. Até agora não consegui entender o porquê dele (vizinho acusado) fazer isso com meus cachorros”, conta. Yara contou que os animais fugiram de casa porque o portão eletrônico estava com problema e só percebeu que algo tinha acontecido quando Marrento voltou para casa com um corte profundo na cabeça. “Não havíamos dado falta dos cães e quando abri a porta da cozinha e vi o Marrento cortado achei que algum ladrão tivesse entrado em casa e feito aquilo. Foi aí que instantes depois este homem chegou a minha casa dizendo que eu deveria retirar o corpo da minha cadela da residência dele. Ele disse ainda que só não havia matado o outro cachorro, no caso o Marrento, porque ele tinha fugido”, relembra. Continua na B3
Comissão irá acompanhar caso de cães Na última quarta-feira (24), foi requisitada perícia nos pitbulls e também no cão do funcionário público pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), porém Renan não autorizou que seu cão fosse periciado. Ele declarou que só atacou os pitbulls para defender seu cachorro, que estaria sendo atacado. Em nota, a Comissão de Especial de Proteção aos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (Cepa/OAB AM) relata que a perícia no cão, de propriedade do autor, seria crucial para confirmar se suas alegações procedem ou não, no entanto, o acusado não é obrigado a concordar com o procedimento. Belinha ganhou um ensaio fotográfico na clínica veterinária
Dia a dia
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Desmistificação de agressividade
B3
RICARDO OLIVEIRA
Entidades acreditam que população precisa ser melhor informada sobre raça DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO
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om a repercussão do caso dos pitbulls, nas redes sociais, diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) aliadas à proteção e amparo animal se uniram para conscientizar a população sobre a importância de defesa dos animais. Uma dessas organizações é o “Clube do Pitbull”, no Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul, o clube conta com 300 cães associados da raça registrados. Conforme o vice-presidente da ONG, Diego Souza, a raça é vitima de preconceito, tanto por parte da mídia quanto da sociedade. “Os cães foram vítimas do sensacionalismo. Infelizmente ainda existe uma parte da mídia e da sociedade que acredita que este homem agiu em legítima defesa, mas se você vir a gravidade dos golpes vai perceber que não foi bem assim. Muitas pessoas ainda acreditam que essa raça é violenta e agressiva, mas se buscarmos ao fundo o histórico dos cães veremos que eles não apresentam má conduta. Talvez se fossem de outra raça não tivessem sofrido tanta violência”, opinou. Como forma de tentar desmistificar este preconceito contra os pitbulls, o grupo realizou uma passeata pelas ruas dos bairros da Vila da Prata e São
Jorge, ambos na Zona Oeste, para pedir Justiça e mostrar indignação no caso de Belinha e Marrento. “Muitas pessoas têm dificuldade para entender que o pitbull é um cachorro como qualquer outro, que ele não é essencialmente agressivo com as pessoas como muitos pensam”, reiterou. Atendimento médico O veterinário Maurício Sansão, que cuida de Belinha e Marrento, diz ter se surpreendido com o estado dos cães. Mesmo acostumado a atender casos de agressão, acidentes e doenças graves, a situação em que recebeu a fêmea o surpreendeu. “A fêmea teve fratura de crânio, lesão na coluna, fratura no tórax, na cabeça e perfuração de abdômen, além de várias mutilações e escoriações”, descreveu. Os cães estão no pós-operatório e a cadela, que deverá fazer fisioterapia, não tem previsão de alta. “Ela apresenta melhoras dentro do esperado. Percebemos que ela tem perda da visão no outro olho, um nervo óptico foi lesado. Contudo, ela tem 50% favorável da visão, ainda é precoce falar que ela ficará cega”, explicou. Já Marrento se recupera em casa e tem ido à clínica apenas para trocar os curativos. “Ele teve esfoliações apenas, está mais traumatizando pelo que houve”, conta.
Criadores defendem que raça não é agressiva e que sociedade precisa ser melhor informada sobre o comportamento dócil deles
Delito contra animais combatidos Crimes contra animais são considerados delitos de menor potencial ofensivo, por isso têm uma repreensão. A determinação do artigo 32 da lei 9605/98, repreensão de Crimes Ambientais prevê pena para quem pratica crimes desta natureza, com três meses a um ano de detenção, além de multa. Se houver, morte de um animal, a pena é aumentada de um terço a um sexto. O crime não tem pena restritiva de liberdade.
Em março deste ano, outro funcionário público de 37 anos, foi suspeito de ter matado um cachorro após atirar o animal da varanda e teria ainda tentado matar outro filhote canino afogado, o caso aconteceu na Zona Sul. O caso foi configurado o crime de maus-tratos e, julgado na Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias (Vemaqa), a pena aplicada foi prestação de serviços comunitários ao Centro Controle
de Zoonoses (CCZ). Projeto de lei Na Câmera Municipal de Manaus está em tramitação o projeto de lei nº. 268/2014, que institui a Semana de Conscientização e Proteção dos Direitos dos Animais. O projeto é de autoria da vereadora Therezinha Ruiz. Em Manaus, já existe um projeto de proteção aos animais, cujo foco é não permitir o sacrifício de animais domésticos que estejam em
boas condições e que eles sejam tratados no centro de controle de zoonose. “Com a implementação do projeto iremos trabalhar, em parcerias com as secretarias de educação e saúde, campanhas educativas e de prevenção às doenças dos animais. Intensificar campanhas de ajuda aos animais e incentivar a adoção. Também vou indicar ao prefeito a construção de um novo centro de zoonoses na Zona Leste”, adiantou.
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Dia a dia
Puraquequara sofre sem Moradores do bairro estão desassistidos em grande parte dos mecanismos de infraestrutura necessários para que se tenha condições mínimas de qualidade de vida ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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om pouco mais de 100 anos de existência, o Puraquequara, Zona Leste, sofre com a ausência do poder público, o que faz com que a população não tenha infraestrutura, saneamento básico, saúde, educação e outros mecanismos essenciais ao exercício da cidadania. Surgido na primeira década do século XX, quando 23 famílias ribeirinhas se instalaram nas margens do rio, moradores ligados à pesca, ao corte de madeira e à agricultura já sofriam com a falta de itens básicos e hoje essas necessidades são ainda mais latentes. De acordo com o censo hidrográfico de 2010, vivem hoje no Puraquequara 5,8 mil habitantes. Deste número, a população é distribuída entre cerca de três mil homens e 2,8 mil mulheres, divididos entre crianças, jovens e idosos. Grande parte da população do bairro (61,6%) está na faixa etária entre 15 e 65 anos. Crianças de 0 a 4 anos são 11,8% dos habitantes; de 0 a 14 anos equivale a 34,9%, e 3,5 % são de habitantes com mais de 54 anos. E embora tenha uma população residente razoável, o bairro é pouco ou quase nada assistido
pelo poder público. A placa de “boas-vindas” na entrada do Puraquequara em nada pode representar uma boa recepção aos moradores e visitantes do local. Isso porque as ruas esburacadas, a inexistência de saneamento básico, de educação de qualidade e de atenção à saúde a contento mostram a precariedade que é morar ali. Já na rua Antônio Lisboa, uma das principais do bair-
POPULAÇÃO
Conforme o censo demográfico de 2010, vivem hoje 5,8 mil pessoas no Puraquequara. Deste total cerca de três mil são homens e 2,8 mil mulheres com idades entre 0 e 65 anos ro, as águas do esgoto são despejadas no rio Amazonas sem nenhum processo de tratamento. O local é o mesmo onde as embarcações dos pescadores ficam atracadas. Conforme moradores mais antigos, a margem era usada no passado como balneário e atração turística, porém com o passar do tempo as águas ficaram poluídas pelo esgoto e
pelo lixo despejados no rio. Lixo nas ruas Em cada esquina é possível encontrar lixo de todos os tipos, desde carcaças de fogões e geladeiras velhas, até papéis de santinhos de candidatos jogados no chão. Segundo a dona de casa Maria Pereira Pontes, 47, que em 1978 se mudou do Mato Grosso para Manaus, o bairro é esquecido pelo poder público e só é lembrado em período eleitoral. “Recebemos todos os dias diversos candidatos que colocam placas e sujam ainda mais o nosso bairro. Há anos eles fazem todos os tipos de promessas, mas nunca são cumpridas. Passamos por diversas dificuldades, até a falta de serviços básicos como limpeza pública, transporte, saúde e educação. Outro ponto crítico é a falta de água e luz, problemas frequentes no Puraquequara”, reclamou. Maria também se queixou da falta de segurança no bairro. “No nosso bairro são frequentes os assaltos, a marginalidade e o tráfico de droga. É tanto problema que eu não entendo como existem pessoas que ainda querem vir morar no Puraquequara. Se eu tivesse condições, procurava um local melhor para viver, pois é difícil ficar nesta situação”, desabafou.
As ruas do bairro estão quase todas esburacadas
Base do Samu está fechada à espera de equipamentos Logo à entrada do bairro é possível ver lixo e sucata despejados em via pública; coleta de lixo é deficiente no Puraquequara
Atenção básica deficiente e precária O hospital pronto-socorro mais próximo para os moradores do Puraquequara é o João Lúcio. O bairro possui apenas uma Unidade Básica de Saúde, a doutor Platão Araújo, que não consegue suprir a demanda dos moradores. Maria levou a equipe do EM TEMPO para constatar os problemas de saúde de uma vizinha, que há três meses sofria com um câncer de estômago. Moradora da rua 5, a dona de casa Maria Elena, 48, não conseguiu mais esperar pela remoção em ambulância e devido a complicações da doença morreu, durante a
visita da equipe de reportagem. A família aguardava, revoltada, há horas que uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) removesse a paciente para uma unidade de saúde. “Nossa maior revolta é saber que moramos na mesma rua em que foi construída uma unidade do Samu, mas ela está completamente abandonada. No momento em que nossa mãe mais precisava, eles não apareceram. Moramos a menos de um quarteirão da unidade básica de saúde,e também pedimos ajuda lá, mas nin-
guém ajudou. Infelizmente ela não aguentou mais”, disse o filho de Maria, Waldecir de Oliveira, 25. Na Unidade Básica de Saúde (UBS), funcionários que não quiseram se identificar, relataram mais problemas. Um deles é a qualidade da água fornecida à população. Segundo eles, um surto de diarreia, ocorrido nos últimos dias no bairro, fez com que após realização de exames laboratoriais fosse constatada grande concentração de coliformes fecais na água. “É comum que tenhamos que trazer material de ou-
tras unidades para poder atender a população aqui na UBS. Sem falar que não podemos contar com o auxílio do Samu para nada, se dependermos disso para os atendimentos eles não vão acontecer”, disse um funcionário. A UBS funciona diariamente com um médico clínico, uma enfermeira, três técnicos de saúde e um farmacêutico. A unidade básica também atende a duas áreas rurais do Puraquequara. Para chegar ao local é necessário utilizar lanchas cedidas por moradores do local.
Mulher morre sem que ambulância do Samu faça socorro
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infraestrutura e atenção FOTOS: IONE MORENO
Moradores dizem que bairro surgiu à margem do rio e que hoje essa área é inutilizada por conta da poluição e do lixo
Educação deficitária e dificuldades de acesso Moradores de Puraquequara também denunciaram problemas na Escola Municipal São Sebastião, que atende jovens e crianças do bairro. Uma dona de casa, que não quis se identificar, contou que a escola desde que retornou das férias parou de ofe-
recer o lanche dos alunos e há anos o prédio passa por problemas com a fossa de esgoto. Uma professora da escola, que também não quis se identificar, relatou outro problema, quanto ao transporte escolar de professores e alunos. “A grande
dificuldade de professores e alunos que moram nos ramais é a locomoção. Não temos ônibus suficientes para atender a necessidade do bairro e a péssima qualidade dos ramais faz com que os motoristas se recusem a entrar para buscar os alunos”, contou.
O bairro é atendido apenas pelas linhas de ônibus 619 e 086. Uma que leva os moradores até o Terminal II, no bairro Cachoeirinha, e outro que leva até o terminal da Cidade Nova. A professora informou que o ônibus demora, em média, duas horas para passar.
Como em muitos bairros, no Puraquequara também não existem abrigos nas paradas de ônibus e passageiros são expostos ao tempo
Secretarias respondem sobre demandas Sobre os problemas dos buracos nas ruas, a Secretaria Municipal de Insfraestrututra (Seminf) informou que executou serviços de asfalto em algumas ruas do bairro Puraquequara. Para o local, há uma nova programação de serviços de tapa-buracos a ser realizado nos próximos dias. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que a Unidade Básica de Saúde (UBS) doutor Platão Araújo funciona de acordo com a estratégia Saúde da Família, do Ministério da Saúde, com o atendimento de 3,5 mil pessoas, de segunda a sexta-feira das 07h30 às
17h, ofertando consultas médicas e de enfermagem em atenção primária em saúde, serviço odontológico básico, curativo, nebulização, vacinação, posto de coleta itinerante, além da administração de medicamentos. A secretaria disse que está prevista reforma para esta unidade, com o objetivo de aprimorar o serviço prestado a população da área e as condições de trabalho da equipe. Também está no planejamento a contratação de dois médicos aprovados no último concurso público, realizado em 2012, sendo um pediatra e um ginecologista para reforçar o
atendimento das demandas fora da área delimitada. Sobre a base do Samu, a secretaria informou que ela está 100% concluída. A data da inauguração, porém, só será marcada depois da conclusão do processo licitatório para a aquisição de equipamentos. Em relação às queixas referentes à Escola Municipal São Sebastião, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a escola está servindo merenda diariamente, e o que ocorreu foi que alguns itens deixaram de ser distribuídos. A Semed ressaltou o grande trabalho logístico necessário para o
abastecimento das mais de 500 escolas da rede, já que até 40 escolas são reabastecidas por dia. Quanto à fossa de esgoto, a secretaria informou que o setor de engenharia irá até a unidade averiguar e tomará as providências cabíveis. Sobre a questão da luz, até o fechamento desta edição a empresa Eletrobrás Amazonas Energia não havia se pronunciado. A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semusp) também não deu explicações sobre o acúmulo de lixo nas ruas, a falta limpeza do bairro e a falta de saneamento básico.
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Dia a dia
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Outubro Rosa de atenção especial à saúde feminina A
s Organizações Não Governamentais (ONGs) de apoio à causa do câncer - representadas pela Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc) e Rede Feminina de Combate ao Câncer -, lançarão no próximo dia 1º, às 17h30, a 11ª edição do Outubro Rosa no Amazonas, que acontece no Centro de Convenções Vasco Vasques, rua Pedro Teixeira, Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus. O evento recebe o apoio da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). A expectativa, na ocasião, é que a Arena da Amazônia, palco de diversos jogos de futebol no Mundial da Fifa 2014, seja iluminada com a cor rosa, simbolizando a luta contra o câncer de mama e, no caso do Amazonas, também contra o de colo uterino, informou o pneumologista Edson Andrade, diretor-presidente da FCecon. De acordo com ele, várias instituições públicas e privadas já confirmaram participação com iluminação e decoração na cor rosa na capital, a exemplo da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Lacc, FCecon, Teatro Amazonas, Praça da Polícia, Museu Tiradentes,
largo São Sebastião, Palácio Rio Negro, ponte do Rio Negro e Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam). Outras organizações públicas e privadas deverão aderir nos próximos dias à campanha. O evento terá shows de artistas locais e será aberto ao público. O movimento Outubro
ENTIDADES
Instituições de atenção ao câncer no Amazonas, bem como organizações não governamentais, participam de programação que visa esclarecer sobre câncer de mama e de colo de útero Rosa conta, no Amazonas, com o apoio da entidade nacional que está à frente na campanha em todo o país, Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), representada, no Estado, pelo Centro Integrado Amigas da Mama (Ciam). O Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia (Gamma), o Grupo de
Apoio à Criança com Câncer (Gacc), Lar das Marias e Lar do José, todas entidades sem fins lucrativos que também apoiam o movimento. O Outubro Rosa este ano terá uma série de atividades desenvolvidas ao longo do mês, pela equipe do Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (Dpcc-FCecon) - como palestras e eventos educativos, com distribuição de material impresso apontando os principais fatores de risco da doença, como o tabagismo, sedentarismo, alimentação rica em gorduras e processados, alcoolismo, entre outros – e por outras instituições, que estão finalizando seus cronogramas. As atividades também se estendem para outros municípios amazonenses. Até agora, pelo menos seis deles já confirmaram participação. São eles: Borba, Japurá, Manacapuru, Nhamundá, Rio Preto da Eva e São Gabriel da Cachoeira. A expectativa é que, até o final deste mês, os demais confirmem programação, fortalecendo a campanha no Amazonas. O Outubro Rosa foi criado em 1990, em Nova York, mas ganhou visibilidade em 1997, nas cidades de Yuba e Lodi, na Califórnia (EUA).
DIVULGAÇÃO
Programação terá início no próximo dia 1º e se estenderá por todo o mês de outubro para alertar sobre câncer de mama
Prédios e monumentos públicos receberão luzes em rosa para chamar a atenção da sociedade
Dia a dia
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Municípios recebem recursos de segurança
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Equipamentos e viaturas irão compor o programa Ronda no Bairro, que será expandido para o interior do Estado
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Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) começou a enviar para os municípios do interior do Estado novas viaturas, carros e motocicletas para a implantação do programa Ronda no Bairro. Nesta semana, foram enviados 40 veículos, que irão atender os municípios de Lábrea, Boca do Acre e São Gabriel da Cachoeira. Por conta da distância dos municípios e sem acesso a estradas, os veículos demoram até 10 dias para chegar aos destinos, segundo explica o secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Roberto Vital. Ele destaca que além de Manaus, mais dez municípios do Amazonas já receberam o programa: Maués, Humaitá, Parintins, Itacoatiara, Iranduba, Manacapuru, Tefé, Coari, Tabatinga e por último Eirunepé, que recebeu o reforço no policiamento em setembro. Segundo dados da Secretaria-Executiva do Programa Ronda no Bairro (Searb), Lábrea (a 610 quilômetros ao sul de Manaus) irá receber nove veículos, cinco carros e quatro motocicletas. Boca do Acre (a 950 quilômetros da capital) receberá 12, sendo seis carros e seis motocicletas; e São Gabriel (na região Noroeste do Estado) receberá nove veículos. O investimento atenderá as polícias Civil e Militar dos municípios. “É feito um levantamento da necessidade de cada localidade baseado
Segurança na capital e no interior Para o secretário da SSP-AM, a implantação do Ronda no Bairro no interior reafirma o compromisso do governo do Estado em garantir a segurança da população, da capital e do interior do Estado. “Em todos os municípios onde o programa foi implantado houve um aumento no efetivo de policiais civis e militares e de viaturas. Com esse reforço, as cidades registram redução dos índices criminais”, disse. Vital ressalta que Manaus, conforme o Anuário de Segurança Pública do Amazonas, divulgado pela SSP-AM, concentra quase 90% dos crimes registrados no Estado, mas é preciso investir também no interior. “Pela primeira vez, temos esse grande investimento feito no interior na área de Segurança Pública, dando aos municípios, além de maior efetivo, estrutura para o combate aos crimes, principalmente, o tráfico de drogas, que é o grande mal da nossa sociedade”, afirmou. Com a chegada do programa no município, além do aumento no efetivo, a população passa a contar com o policiamento comunitário, principal filosofia do projeto.
no tamanho de cidade e também na população. Esse estudo é feito pelo setor de Geoprocessamento do Ronda no Bairro”, destacou. Em todas as cidades atendidas pelo programa, o número de viaturas e efetivo chega a dobrar com a implantação do Ronda no
Bairro. Para atuação dos policiais, o município também recebem equipamentos de segurança (coletes balísticos, algemas, câmeras, cones de sinalização, farol de busca, rádios), além de armamentos (pistola, submetralhadora, espingarda calibre 12) e munições.
Algumas viaturas começaram a ser encaminhadas para os municípios do interior em balsas
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Dia a dia
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Especial
Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
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Pesquisas aquecem a reta final da campanha eleitoral FOTOS: DIVULGAÇÃO
A uma semana do 1º turno das eleições, candidatos se apegam aos números das pesquisas e miram nos indecisos
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m cada resultado divulgado na TV, no rádio ou na internet, acende a luz verde ou amarela para os candidatos. É assim a campanha eleitoral, com as pesquisas de intenções de votos, feitas por empresas especializadas. Para o eleitor, o sobe e desce das estatísticas de opinião serve apenas para ele acompanhar o desempenho de seu candidato até o dia 5 ou 26 de outubro (primeiro e segundo turnos, respectivamente). Mas para quem trabalha com marketing político e estratégia, essas pesquisas são mais que números: são dados valiosos que servem de diretrizes para se chegar até os eleitores indecisos e também garantir até o dia da eleição o voto daqueles que já se consideram decididos. O empresário Durango Duarte, da empresa Perspectiva, que trabalha há 25 anos neste ramo, explica que as pesquisas de intenções de votos refletem a performance dos candidatos em contato com os eleitores. Para quem está no front, trabalhando para que o candidato seja eleito, os números mostram o que deve ser aprimorado ao longo da campanha eleitoral, que dura pouco mais
de três meses. “As estatísticas não mentem e podem virar pelo avesso a estratégia de campanha política”, alertou. As pesquisas, disse Durango, além de apontarem os rumos da campanha eleitoral, são ferramentas também para motivar os correligionários, as pessoas que caminham ao lado do candidato e estão sempre presentes nos comícios e caminhadas. “Uma pesquisa com resultados positivos, por exemplo, deixa os militantes felizes e agitados. Mas, se os números forem negativos, pode ocorrer um certo descontentamento”, acrescentou. Grandes empresários que investem em campanhas políticas também usam os números das pesquisas eleitorais para determinar em qual candidato irá investir mais. “A pesquisa não é capaz de mudar o voto, mas tem um papel estratégico muito importante”, ressaltou o empresário. Capital e interior De acordo com o professor universitário e sócio da empresa de pesquisa Action, Afrânio Soares, Manaus representa 55,4% da concentração total de eleitores no Amazonas, o restante está nos municípios do
interior. Para desenvolver uma pesquisa séria de intenções de votos em todo o Estado, é preciso montar uma grande estrutura de pesquisadores para percorrer, simultaneamente, no mínimo 15 municípios. A pesquisa é feita em dois dias, por meio de um sistema informatizado de coleta de informações.
A pesquisa não é capaz de mudar o voto, mas tem um papel estratégico muito importante”, ressaltou o empresário Durango Duarte, empresário - Perspectiva
“O trabalho do pesquisador é árduo. Ele não vai até uma praça e conversa com várias pessoas. Ele vai de porta em porta, aborda os moradores e aplica um questionário com perguntas específicas, as quais geram um resultado preciso”, explicou. Segundo Afrânio, entre 2 mil e 3 mil pessoas são pesquisadas durante uma coleta
de intenções de voto. Como por exemplo, na última parcial, divulgada pela Action, este mês, foi divulgado que o candidato Eduardo Braga (PMDB) aparece à frente do governador José Melo (Pros) e do deputado estadual, Marcelo Ramos (PSB). Para o professor, as pesquisas de intenções de voto não servem de parâmetro para o eleitor decidir seu voto na urna, porém, sem elas, é impossível pensar em uma campanha vitoriosa. Decididos Nos dias que antecedem as eleições, pelo menos 80% dos eleitores estão decididos em quem irão votar, por isso, as pesquisas de boca de urna têm resultados mais próximos da realidade. Os 20% restantes decidem o voto momentos antes da votação. Uma pequena parcela, cerca de 3%, representa o “voto útil”, ou seja, os eleitores indecisos que votam nos candidatos que estão vencendo ou perdendo. “As pesquisas refletem a vontade do eleitor, mas tudo pode mudar à medida que o candidato altera seu discurso político, melhora as suas propostas”, afirmou.
Voz das ruas podem não refletir o voto nas urnas Nas ruas, há quem diga que as pesquisas de intenção de voto não refletem o sentimento do eleitor. Para a estudante universitária Daniela Caetano, 21, os resultados são manipulados em favor de certos candidatos, por isso, prefere não acreditar nos números divulgados pela mídia. “Eu decidi meu voto com base nas propostas que meu candidato apresentou. Lamento que muita gente acredita que
pesquisa ganha eleição e acaba acompanhando uma falsa tendência”, afirmou. Já a cabeleireira Ivone Martins, 25, e o marido Sílvio César, 25, disseram que têm acompanhado as últimas pesquisas, porém, os números servem apenas para saber quem está melhor nas intenções de voto. “Estas pesquisas são apenas termômetro e não me influenciaram para escolher o meu candidato”, afirmou.
FALA, POVO Você acredita nas pesquisas de intenções de voto? “Tenho acompanhado os resultados das últimas pesquisas eleitorais, mas elas não vão mudar meu voto. Estou decidido”
“Saber quem está na frente nas pesquisas e quem não está não muda a minha decisão sobre meu candidato”
“Acho que essas pesquisas de intenções de votos são manipuladas. Eu vejo os resultados pela TV, mas prefiro não acreditar neles”
“Vejo as pesquisas apenas para acompanhar o desempenho dos candidatos na campanha eleitoral. Mas acredito que os resultados não são 100% reais”
“Não acredito nestas pesquisas de intenções de voto. Para mim, o que vale é o resultado nas urnas. Elas não mudam em nada a minha opinião”
Douglas Araújo, 23, fiscal
Célio Santiago, 42, fiscal
Taís Oliveira, 23, vendedora
Ivone Martins, 25, cabeleireira
Maikon Silva, 26, vendedor
FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
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Eleições 2014
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
‘A vida cobra coragem do Judiciário’, diz ministra DIVULGAÇÃO TJAM
Ao lado da ministra Cármen Lúcia, desembargadora Graça Figueiredo participou do 100º Encontro de Presidentes dos Tribunais
Acompanhada da ministra Cármen Lúcia e demais presidentes, a desembargadora do TJAM, Socorro Guedes, disse que o colégio dos presidentes nasceu sob o signo da união dos judiciários
A
presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, deu uma injeção de ânimo no Judiciário brasileiro ao citar Guimarães Rosa no discurso de abertura do 100º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, que está sendo realizado em Imbassaí, distrito do município de Mata de São João, Bahia. “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer de nós é coragem”, disse a ministra, para incentivar os 18 mil juízes que existem no Brasil, afirmando que “somos capazes, sim, de mudar a vida daqueles que precisam de justiça”. O 100º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil foi aberto na última quinta-feira (25), no salão de
convenções do Palladium Hotels Resort, reunindo os presidentes de todos os tribunais brasileiros, além do governador da Bahia, Jaques Wagner. A presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Graça Figueiredo, e o desembargador João Simões, que compõe a diretoria do colégio permanente, também participam do evento. Acompanharam a presidente, a juíza auxiliar, Lia Guedes, e o diretor de imprensa do tribunal, jornalista Mário Adolfo. Graça disse que o Colégio Permanente de Presidentes nasceu “sob o signo da união do Judiciário em busca de uma melhor prestação jurisdicional para o povo brasileiro. É isso que viemos buscar aqui”, disse a presidente, que foi cumprimentada pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, e conversou rapidamente com a ministra Cármen Lúcia. Antes de entregar a pala-
vra à ministra Cármen Lúcia, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJB), Erseval Rocha, e o presidente do colégio, desembargador Milton Nobre, fizeram a saudação aos participantes. “Não foi por acaso quem escolhemos a Bahia para o 100º encontro. Foi fruto de uma decisão consciente e justa para homenagear o Estado onde começou a Justiça brasileira”, afirmou Milton Nobre. O governador Jaques Wagner disse esperar que os dias sejam proveitosos para o aperfeiçoamento do Judiciário mas, lembrando o velho estilo baiano, aconselhou aos participantes do evento a reservarem um “tempinho e curtirem a hospedagem e as belezas da Bahia”. “Todos falam que, dos poderes, o mais forte é o Executivo. E eu digo que não. O poder mais forte é o Judiciário porque ele mantém o império da lei, que, por sua vez, as-
segura a democracia”, disse o governador. Aula de cidadania A presidente em exercício do STF, ministra Cármen Lúcia, mais uma vez foi brilhante em
UNIÃO Graça disse que o Colégio Permanente de Presidentes nasceu “sob o signo da união do Judiciário, em busca de uma melhor prestação jurisdicional para o povo brasileiro. É isso que viemos buscar aqui”, disse a presidente seu discurso de abertura. Disse que, quando foi criado, em Belo Horizonte, há 26 anos, o Colégio Permanente de Presidentes tinha por objetivo se manter unido para buscar realizar a Justiça estatal, para que o povo não busque a “barbárie e o
sentimento de vingança”, por não encontrar mais justiça. “Precisamos estar unidos para passar à frente o bastão, quando tivermos que ir embora”, disse a ministra. Em relação à morosidade da Justiça brasileira, a ministra fez uma comparação do trâmite de um processo com o futebol, que aprendeu com seus irmãos, assistindo aos jogos. “Quem está perdendo xinga o juiz porque quer mais tempo para fazer gols. E quem está ganhando quer que a partida acabe logo”, citado o exemplo, Cármen Lúcia disparou. “Se todos nós queremos o fim da morosidade na Justiça, porque ela não acabou?”, destacou. A presidente em exercício do STF observou que a Constituição vai completar 20 anos. E o cidadão brasileiro se considera um republicano e a Federação precisa de um Judiciário forte e independente. “Agora nós precisamos saber que Judiciário nós, os
magistrados, queremos. Está na hora de acabar com essa cultura de colonização, onde tudo tem que ir para a corte (Brasília). A Justiça tem que terminar nos Estados”, disse a ministra. O 100º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil foi encerrado neste sábado (27). Nesta sexta-feira (26), o ministro Marco Aurélio (STF) falou sobre a independência do Poder Judiciário. Os conselheiros do CNJ, Saulo Casali Bahia e Rubens Curado, respectivamente, ministraram palestras sobre celeridade processual e política de atenção ao 1º Grau. O encontro foi encerrado com uma exposição do Instituto Brasiliense de Direito Público sobre capacitação e aperfeiçoamento.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA
JOSÉ MELO
Candidato não terá agenda política neste domingo.
Candidato realiza comício pela manhã na cidade de Anamã. À tarde, faz novo comício em Careiro da Várzea e à noite prepara comcío e carreata em Manacapuru.
MARCELO RAMOS
CHICO PRETO
Candidato não divulgou agenda.
Candidato não tem agenda política neste domingo.
HERBERT AMAZONAS
NAVARRO
Candidato não divulgou agenda.
Candidato participa de reunião com os moradores do ramal do Leão, Zona Ribeirinha do Estado.
ABEL ALVES Candidato faz visita ao município de Manacapuru.
Eleições 2014
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
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Henrique LIMA
‘Estamos DEBRUÇADOS em uma COLCHA DE retalhos’
FOTOS IONE MORENO
JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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Manaus é uma cidade que sofre com a falta de espaço público e não iremos permitir ainda que candidatos usem as calçadas para colocar vários cavaletes”
s vésperas das eleições, os candidatos intensificam a propaganda eleitoral na tentativa de angariar o máximo de votos possíveis. Com uma série de normas que devem ser obedecidas pelos postulantes, a comissão de fiscalização de propaganda do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) tem se desdobrado para atender as constantes demandas que surgem dos quatro cantos da cidade. Responsável por comandar a equipe que conta com 20 profissionais, o juiz Henrique Veiga Lima diz estar satisfeito com o andamento dos trabalhos e acredita que, mesmo com o contingente pequeno frente ao tamanho da cidade, vem sendo possível agir com eficácia durante as diligências. EM TEMPO - Há seis dias para a concretização do pleito, quais as dificuldades que a comissão comandada pelo senhor encontra para trabalhar? Existe compreensão por parte dos candidatos e partidos na tentativa de diminuir os crimes relacionados à propaganda eleitoral? HENRIQUE VEIGA - As dificuldades que encontramos estão relacionadas à reincidência no descumprimento das normas, principalmente no que se refere à disposição dos chamados cavaletes, bastante utilizados nestas eleições. A quantidade de vezes que passarmos pelos locais onde materiais dessa espécie já foram apreendidos, é quase certeza encontrarmos novos elementos. Mas, desde que entramos na comissão sabíamos que não seria fácil, e agora, à medida que se avizinha a data do pleito, nós temos a consciência de que o trabalho será muito mais pesado. Até porque na reta final, como acontece em todas as eleições, todos os candidatos vão jogar todas as fichas para formar o
convencimento do eleitor. Apesar dessas situações, a cooperação dos partidos para o tribunal tem sido satisfatória, sim. O exemplo é a pouca utilização de carro de som, o uso de foguetes de modo desenfreado que tem sido evitado, os debates junto às emissoras de televisão que já não vemos aquela multidão em frente ao local, que atrapalhava o trânsito. E isso tudo aconteceu a custo de muito diálogo. EM TEMPO - Quais as irregularidades mais corriqueiras identificadas pela comissão? HL: Além da colocação de placas a despeito do que rege a legislação eleitoral, os chamados cavaletes, estão sendo usados de forma epidêmica. Eles estão no topo de apreensões, Manaus é uma cidade que sofre com a falta de passeios públicos, e as poucas calçadas estão sendo usadas para a disposição desse material. Um cavalete daquele tem em média 80 centímetros, e toma o espaço da calçada inteira. Isso tem nos preocupado muito e temos recolhido em maior número. Espaços como os da avenida Brasil, Bola do Produtor, Bola do Eldorado, Ponta Negra, Jacira Reis, avenida das Torres, estrada do Tarumã e Noel Nutels estão sendo bem visados pelos candidatos e, por isso, estamos intensificando as ações de fiscalização nesses locais. EM TEMPO - O TRE conta com novos mecanismos para combater as irregularidades nas propagandas, a exemplo das redes sociais. O uso dessas tecnologias tem sido satisfatório? HL - Estamos presentes nas redes sociais, o que inclui o whatssApp. Temos uma sala, onde servidores estarão devidamente capacitados para agir com essas ferramentas tecnológicas. A população entendeu o nosso objetivo e tem feito a sua parte. As redes sociais são hoje o nosso
maior canal de recebimento de denúncias. EM TEMPO - Qual o trâmite que uma denúncia segue após ser oficializada? HL - Primeiro o denunciante deve escolher o mecanismo que lhe é mais acessível. Pode ser o telefone 3663-5859, o email propaganda2014@tream.jus.br, ou pode nos procurar na sede do TRE, no bairro Aleixo e nas instalações da Universidade Nilton Lins, no bairro Parque das Laranjeiras, e ainda por meio das redes sociais, que estão sendo formuladas para atendêlo. Depois disso, aquilo que for apresentado como prova do delito será catalogado e, dependendo do grau da irregularidade, o Ministério Público será acionado. EM TEMPO - O que pode ser considerado propaganda irregular? HL - Crime eleitoral é muito subjetivo, porque temos várias situações dentro de questões como: abuso econômico, abuso político, uso indevido dos meios de comunicação, captação ilícita de sufrágio, gasto indevido. Uma das proibições mais combatidas é a veiculação de propagada no dia do pleito, colaboradores com objetos que remetam a um determinado candidato, showmícios, outdoors ou placas com mais de quatro metros, entre outros. Além disso, a distribuição de qualquer objeto para a obtenção de vantagens continua sendo expressamente proibido. EM TEMPO - E qual propaganda é prevista pela legislação? HL - Dentro do que prevê a lei 9.504 de 1997, é permitido o uso de cavaletes, bonecos, placas ou pinturas com até quatro metros, o uso das redes sociais como disseminador das campanhas. Mesas para a distribuição de material de campanha e bandeira ao longo de logradouros públicos, porém, é exigido que ao final do dia,
eles sejam retirados a fim de evitar transtorno na circulação de pedestres e veículos. EM TEMPO - Caso uma irregularidade fique evidenciada, a coligação a qual pertence o candidato também pode sofrer sanções? HL - Não. Apenas o candidato será punido. EM TEMPO - Como se dá essa punição? HL - Por meio de multa, que é calculada pelo potencial do delito cometido. EM TEMPO - Como acontece o trabalho de fiscalização nas cidades do interior? HL - Por força da Constituição Federal, cada representante de comarca no interior fica responsável por acompanhar o desenrolar da propaganda eleitoral em sua cidade. Mas, como viveremos eleições gerais, a comissão de propaganda poderá interferir em situações de grande complexidade. Esse juiz ganha poder de polícia para impedir que determinado delito tenha continuidade. Essa parceria, que vem desde as primeiras eleições, e que também é consolidada com a participação até das polícias, incluindo a F ederal, é essencial para a lisura e a eficiência do processo. EM TEMPO - Para o senhor, a legislação eleitoral vigente é satisfatória? HL - A grande verdade é que estamos debruçados em cima de uma colcha de retalho. Acredito que devem ser feitas reformas substanciais, para que as legislações fiquem agrupadas. É por conta de desencontros na lei que vivemos comumente problemas de jurisprudência. As interpretações têm mudado conforme o sabor de cada eleição e isso é um complicador. Mas, se essa é a ferramenta que nós temos, é com ela que vamos trabalhar sempre na procura de fazer o melhor.
Acho que as coisas melhoraram. O exemplo é a pouca utilização de carros de som e o uso de foguetes de modo desenfreado. Tudo isso foi conseguido à base de conversa”
Dentro do que prevê a lei é permitido o uso de cavaletes, bonecos, placas ou pinturas com até quatro metros. Até uso de redes sociais como disseminador nhas também está permitido”
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lidera divulgação de inf De acordo com especialistas, o grupo que aparece mais vezes como réu nas ações impetradas por partidos políticos é a empresa Google, e Estado com mais processos é o Paraná
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esde o início da campanha, ao menos 137 ações judiciais foram registradas na Justiça Eleitoral até o dia 24 de setembro contra a divulgação de informações sobre candidatos que disputam as eleições gerais. O cálculo é da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que desde o início do processo alimenta o site Eleições Transparentes, um mapa interativo com as origens dessas ações. Os dados, alimentados com a colaboração das próprias empresas de mídia, indicam que a maioria esmagadora das ações é contra o Google. Sozinha, a empresa concentra mais de três quartos das ações (103). Bem atrás vem o instituto de pesquisas Ibope, que é réu em 16 processos. O número de ações sofridas pelo Google é justificado pelo tamanho e pela abrangência da empresa, de acordo com Guilherme Alpendre, secretário-executivo da Abraji. Ele explica que a maioria das ações catalogadas pede a retirada de vídeos do canal Youtube — pertencente ao Google. “Muitos dos blogs (com conteúdo considerado difamatório pelos candidatos) estão abrigados na plataforma Blogger, do Google”, acrescenta Guilherme. Em comunicado, a empresa afirma que “não é surpresa o Google estar no topo da lista”, pois a “web é a maior vitrine para todos os conteúdos”. “Importante salientar que normalmente nós teríamos divulgados estes números por meio do “Transparency Report do Google” — mas como o “Transparency Report” sai muito depois do período eleitoral, achamos que valeria a pena dar transparência a estes pedidos de remoção em tempo real”, afirma o Google, em nota. A companhia acrescenta que o Brasil “é um dos países onde o Google tem recebido tradicionalmente o maior número de pedidos de remoção de conteúdo na web durante períodos eleitorais”. Ibope Depois do Google, a empresa que mais recebeu ações foi o instituto de pesquisas Ibope — Alpendre explica que empresas que prestam esse tipo de serviço geralmente são processadas porque candidatos
Pesquisa Google
questionam critérios de levantamentos de dados que podem ser desfavoráveis a eles. De acordo com a Abraji, Twitter e Facebook não quiseram participar do levantamento. Ranking estadual No ranking dos Estados, o Paraná é o que tem mais registros de ações: são 25, ou 18% do total do país. O segundo lugar fica com Alagoas, com 19 ações, ou 13% do total. De acordo com Guilherme Alpendre, os dados corroboram com uma conjuntura já existente em outros pleitos. “A gente, em eleições passadas, tinha notado que no Paraná já tinha bastante casos de cerceamento em época eleitoral. Conseguimos comprovar numericamente que o Paraná é o principal Estado em que isso acontece”. Mapa interativo O mapa interativo aponta
O Brasil é um dos países onde o Google tem recebido tradicionalmente o maior número de pedidos de remoção de conteúdo durante as eleições Google, empresa de web
ainda que a maioria dos autores pertence ao PMDB, com 28 ações ou 20% do total, seguido por PSDB, com 25 (17%) e PP, com 16 (ou 11%). Já o cargo que contabiliza mais autores de processos judiciais é o de governador, com 58% (82 ações). O candidato que mais acionou a Justiça — 14 vezes — foi Benedido de Lira, candidato do PP ao governo de Alagoas. Alpendre afirma que o cargo de governador, ao mesmo tempo que possui mais representantes numéricos que o de presidente, permite que os candidatos fiquem mais em evidência. “Governador é o cargo com mais visibilidade, com um número bem maior de candidatos. Por isso que é mais comum que as ações partam dos que concorrem a esse cargo”, diz.
Especialistas discordam das ações Para Fabro Steibel, especialista em comunicação e política e membro do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, o Marco Civil da Internet, sancionado em abril deste ano, desestimula o acordo entre as empresas de mídia e os políticos, e acaba fazendo com que as disputas pela veiculação de conteúdos na web terminem na Justiça. “O Marco Civil, apesar de não proibir, desestimula isso (o pedido direto para a retirada de material) a acontecer. Isso é bem claro no Marco Civil. Ele incentiva as empre-
sas a exigirem uma ordem judicial. Isso deveria acontecer durante as eleições de forma muito clara. O que acontece no Brasil durante as eleições é que ocorre uma excepcionalidade nas garantias à liberdade”, argumenta Steibel, para quem o Tribunal Superior Eleitoral não define claramente o que é propaganda irregular na internet. Ele critica os critérios para que uma publicação seja considerada irregular. Fabro acredita que, por causa da celeridade característica da Justiça Eleitoral, muitos conteúdos são
barrados por liminares, sem que haja uma reflexão profunda sobre sua natureza “A liberdade de comunicação acaba comprometida, porque quem tem o melhor time de advogados ou de monitoramento das redes sociais acaba tendo um poder desigual. O entendimento nos Estados Unidos, por exemplo, é que é mais importante a democracia. Em vez de você impor restrições, o que você faz é com que mais e mais pessoas possam falar. Lá, a ideia é que quanto mais as pessoas falarem, mais dados bons aparecem”.
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formações nas eleições Estou com sorte ‘Eleições 2014’, o programa Depois de fazer testes nos processos eleitorais da Alemanha e da Índia, a Google decidiu lançar no Brasil uma plataforma para ajudar os cidadãos a conhecer os candidatos à presidência da república e aos governos estaduais. O site se chama Google Eleições 2014 e concentra informações concisas sobre cada pleiteante, trazendo notícias, vídeos e outros conteúdos de parceiros da imprensa. A Google explica que pre-
tende tornar sua plataforma o mais neutra possível e, por isso, os candidatos não aparecem com descrições elaboradas. Para ver conteúdo sobre cada um deles, você precisa fazer isso ativamente. Os únicos elementos que ficam destacados são os últimos vídeos adicionados. Há entrevistas com os candidatos à Presidência divididas em blocos de assuntos correlatos e também sessões na íntegra.
Ponderações da OAB no caso Por outro lado, o vicepresidente da Comissão de Direito Eleitoral da OABRJ, André Miranda, pondera que o histórico da Justiça Eleitoral não é de respaldar medidas de censura prévia e que ela foi criada para zelar pela manutenção da igualdade dos candidatos e da lisura do pleito. O advogado acredita que as ações dos candidatos são em geral legítimas, “porque o Google é um instrumento de divulgação como qualquer outro”. “Você tem ali uma praça pública, e como tal, tem
que ter alcançada uma tutela jurisdicional. Você hoje tem no Google um instrumento célere de divulgação de notícias. E a Legislação Eleitoral garante que você proteja o candidato contra notícias inverídicas, com divulgação infundada. A Justiça ajuda o candidato a obter a tutela adequada para se proteger desse veículo. Você tem cada vez mais esse tipo de pedido, dado o aumento progressivo do número de notícias que o Google divulga. A internet é o veículo que as pessoas buscam”.
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Tráfico é o desafio para o novo presidente brasileiro
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
O solo está rachado, com sede” AUGUSTO JOSÉ PEREIRA FILHO, PROFESSOR DA USP, sobre o reservatório da Cantareira
Dinheiro farto na campanha do presidente de CPIs Presidente das CPIs da Petrobras no Senado e no Congresso, Vital do Rêgo tem remotíssimas chance de conquistar o governo da Paraíba: agarrado ao 4º lugar, é de longe o que tem o pior desempenho nas pesquisas, entre os 18 candidatos do PMDB a governador no país. Apesar disso, é também de longe um dos que mais recebem doações em dinheiro: oficialmente, até agora, foram quase R$ 3 milhões. Comparação A campanha à reeleição do governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), que lidera as pesquisas, atraiu doações de apenas R$282 mil. Fartura Mesmo sem chances, Vital do Rêgo na Paraíba arrecadou quase o triplo da soma de 8 candidatos nanicos a presidente da República. Costas largas O PMDB também investe em Vital do Rêgo, que recebeu mais recursos do partido que Iris Rezende (Goiás) e Roberto Requião (Paraná). Suplente solidário Entre os doadores de Vital do Rêgo destaca-se, claro, seu primeiro suplente, o exsenador e empresário Raimundo Lira. Campanha eleitoral faz a alegria da área jurídica As campanhas fazem a alegria de advogados que atuam na Justiça Eleitoral que, como jabuticaba, só existe no Brasil. E tanta alegria se justifica: de acordo com a segunda parcial da prestação de contas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral, as bancas de advocacia já faturaram mais de R$ 4,6
milhões só com os principais candidatos à Presidência, Dilma (PT), Aécio (PSDB) e Marina (PSB). Os gastos do PT Dos R$ 56 milhões gastos por Dilma para se reeleger, mais de R$ 2 milhões foram utilizados para pagar sua estrutura de advogados. Despesa tucana O candidato do PSDB, Aécio Neves, gastou mais de R$ 40 milhões na campanha, mas reservou até agora, R$ 1,7 milhão para a área jurídica. PSB gasta menos Marina (PSB) ainda não prestou contas, mas dos R$ 17 milhões gastos até Eduardo Campos, os advogados já haviam custado R$ 750 mil. Controle da tevê Um dos planos de Dilma, se reeleita, é impor a regionalização da produção da televisão aberta, com o objetivo de acabar com a grade nacional. Seria o fim das telenovelas nacionais, por exemplo. Daí a determinar o que pode ou não ser divulgado será um passo. Tiro ao alvo Ex-secretário nacional de Justiça no governo Lula, Romeu Tuma Jr diz que duvidaria da seriedade da delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa, se ele não tivesse mencionado a presidente Dilma. Tá feia a coisa O ministro Gilberto Carvalho jogou a toalha. Admitiu em uma roda que restam ao PT duas esperanças de eleição em governos estaduais: Tião Viana, no Acre, e Wellington Dias, no Piauí. O olhe lá.
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Jornalista
Combater o tráfico de drogas e melhorar o sistema prisional brasileiro são desafios do novo mandatário a partir de 2015 DIVULGAÇÃO
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Dupla de anões Na ONU, enquanto o Brasil se envergonhava com o discurso de Dilma criticando os países que combatem os cruéis terroristas do “Estado Islâmico”, seu aspone Marco Aurélio Top-Top Garcia a tudo assistia na plateia, sem dar palpites, ao lado do anão diplomático Antonio Patriota. Tucanos, 24 Caso confirme a vitória no primeiro turno em São Paulo, Geraldo Alckmin garantirá mais quatro anos do PSDB no governo paulista e baterá recorde: os tucanos vencem o governo do Estado desde 1994. Deu errado Na intimidade, Dilma responsabiliza o ex-presidente Lula pelo seu desempenho baixo em São Paulo. Ela adora seu ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, mas avalia que não era mesmo o melhor candidato. Vai entender Preso em agosto por porte de drogas, Marcelo Valente, candidato do Psol a deputado no DF, divulgou vídeo em defesa da legalização e, vá entender, criticando a “impunidade” da família Perrella, em Minas. A dupla do Quinto A OAB vai comemorar o Quinto Constitucional em 16 de julho, data da Constituição de 1934, que fixou 20% das vagas dos tribunais a advogados e membros do Ministério Público. Não fosse isso, Ricardo Lewandowski não presidiria o STF, nem Francisco Falcão o STJ. Pensando bem... ...problemas na voz só aparecem quando Dilma tem comícios marcados com petistas que ela detesta, como Tarso Genro (RS).
O combate ao tráfico e ao uso de drogas é um dos principais desafios do novo gestor do país
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eduzir o número de homicídios, combater o tráfico de drogas e melhorar o sistema prisional brasileiro são alguns dos principais desafios que o próximo presidente do Brasil terá que enfrentar na área de segurança de acordo com a análise de especialistas. Com 154 pessoas assassinadas por dia e uma média de 29 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, o Brasil tem uma taxa alta de homicídios, segundo a especialista em segurança da Universidade de Brasília (UnB), Lia Zanotta. Para ela, a preocupação maior é o número de jovens vítima da violência urbana. “A taxa de homicídios no Brasil, comparativamente, internacionalmente, ela é mui-
to alta. Ela varia de 27, 26, ou 23 homicídios, conforme o ano, por 100 mil pessoas. Você compara com três a quatro homicídios por 100 mil nos Estados Unidos e taxas menores ainda na Europa. Então, no global das estatísticas, são os jovens que mais matam e que mais morrem”, afirmou a especialista. Para o membro do conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, é impossível dissociar segurança de educação. “O aumento de empregos e de escolarização não tem chegado aos setores que es-
tão mais vulneráveis, principalmente aos adolescentes.” Outro problema, de acordo com especialistas, é o grande número de detentos provisórios presos nas cadeias de todo o país. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que não há defensor público em 72% das comarcas do país. Segundo a presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos, Patrícia Keterman, com a estrutura atual, é impossível atender toda a população carcerária que aguarda julgamento. “É um problema seríssimo, porque se trata de privação de liberdade dessas pessoas que ainda sequer foram condenadas”.
PODER SEM PUDOR
Profissão, genro
DIVULGAÇÃO/ASSESSORIA
AÉCIO
O governador Plácido Castelo perfilou o secretariado no aeroporto, para saudar o marechal Castello Branco na primeira visita a Fortaleza após o golpe de 64. Castello se impressionou com o jovem chefe da Casa Civil: - Tenho 21 anos, presidente – disse-lhe o rapaz. - Você é muito jovem. E a sua profissão? – interessou-se o marechal. - Jornalista... - ...muito jovem, muito jovem... – balbuciou o presidente. - ...e genro, presidente – finalizou o secretário. Castelo Branco deu uma sonora gargalhada. Estava diante de Dário Macedo, jornalista que depois faria carreira de sucesso em Brasília.
PROMESSA
Dilma quer uso das forças nacionais A presidente Dilma Rousseff em visita a Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte citou, durante entrevista, ações de seu governo para a mobilidade urbana e voltou a prometer maior integração das forças de segurança pública, em um eventual segundo mandato. No Dia Mundial Sem Carro, a candidata defendeu as ações que vêm realizando no transporte público. Segundo ela, o governo federal já estudou a abertura de uma linha de financiamento específica para
as bicicletas, além da isenção de tributos que já existe na Zona Franca de Manaus. Mesma tecla Dilma voltou a mencionar que foram aplicados R$ 143 bilhões, como financiamento, e recursos do Orçamento para ações de mobilidade. Antes das manifestações de junho do ano passado, o aporte estava em torno de R$ 93 bilhões, porém, mais R$ 50 bilhões entraram na promessa, priorizando capitais e regiões metropolitanas.
Antes de repetir que a participação dos bancos públicos é importante para que ações como as de mobilidade sejam viabilizadas, a candidata enumerou investimentos no transporte público, para a construção de metrôs, veículos leves sobre trilhos e corredores exclusivos de ônibus, citando obras que já foram construídas e outras ainda em construção. “O tempo é algo de que todos precisamos para viver com a família, com os amigos. Enfim, desfrutar da vida, e garantimos isso”, disse.
Em sabatina promovida por um jornal carioca, tucano também se disse contrário à reeleição
Segurança hoje no país é tragédia O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, afirmou que a “segurança era um problema e hoje é uma tragédia”. Ele participou de sabatina organizada pelo jornal “O Globo”. Segundo Aécio, “os governos não têm condições estruturais de confrontar o problema”. “A marca do governo é a terceirização (dos problemas). Está na hora de termos um
governo que assuma as responsabilidades”, disse. Questionado sobre a aprovação do fim da reeleição, Aécio disse que, “se as circunstâncias permitirem, ele poderia se comprometer a mudar a lei, e isso poderia virar um compromisso”. Ele reconheceu que “a reeleição faz mal ao Brasil”. “Digo isso porque fui reeleito, e sei como é. A atual presidente
acabou por desmoralizar a reeleição. Não tem diferença entre o público e o privado”. Outro assunto abordado na sabatina desta quarta-feira foi a proposta do tucano com relação à reforma política. “Defendo a reforma política no primeiro dia do meu governo. O governo precisa de um apoio de três ou quatro partidos. Porque é bom ter oposição também”, disse.
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Aids: tema desprezado nos debates dos presidenciáveis
Especialistas afirmam que a Aids é só mais uma entre inúmeras questões esquecidas pelos candidatos em seus planos de governo
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e os candidatos à Presidência da República dependessem da defesa da Aids, ou, pelo menos, de uma simples menção a ela, nenhum deles seria eleito. O tema só não foi absolutamente esquecido dos programas de governo porque Aécio Neves, do PSDB, o incluiu no item 21 de sua proposta, da seguinte maneira: “Retomada da prioridade necessária para a manutenção do programa HIV/Aids, com a qualidade que o tornou mundialmente reconhecido”. Levando em conta justamente o fato de que o programa brasileiro de combate à Aids é referência mundial, a reportagem foi ouvir algumas lideranças no tema sobre a ausência dele da campanha para as eleições 2014. A doença, afinal, também tem ficado de fora dos debates e não só dos programas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Todos os entrevistados disseram que o fato de um compromisso estar registrado num programa não significa que
será cumprido. “Em 2010, Dilma Rousseff e José Serra assinaram uma carta de compromisso do Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp) e nada aconteceu”, lembra o professor e pesquisador Jorge Beloqui, ativista do Grupo de Incentivo
A política brasileira nestas eleições tem a marca de ataques pessoais e do conservadorismo. Dilma não cumpriu o que prometeu José Araújo, presidente do Epah
à Vida (GIV), de São Paulo. José Araújo Lima, presidente do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (Epah), de São Paulo, diz que a Aids é apenas mais uma entre inúmeras questões esquecidas pelos
candidatos. “A política brasileira nestas eleições tem a marca de ataques pessoais e do conservadorismo”, avalia Araújo. Ele também reclama do fato de Dilma não ter cumprido “com nenhum dos itens” da carta de compromisso assinada nas eleições passadas. Beloqui destaca que as taxas de incidência de Aids hoje são maiores ou iguais as de 1996, entre os homens, e só esse dado já seria preocupante o bastante para chamar a atenção dos políticos e exigir deles compromisso. Mortes ainda assustam Vando Oliveira, coordenador da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) do Ceará, enumera outros dados. “A Aids é uma doença que não tem cura, ainda há muitos registros de
óbitos em consequência dela, sem contar que o tratamento provoca inúmeros efeitos colaterais”, diz Vando. Falta, na opinião de Rodrigo Pinheiro, presidente do Foaesp, vontade política para tratar do assunto. “A Aids é um problema de saúde pública mas deixou de ser prioridade para os governos. Entre enfrentar a doença, e tudo o que a cerca, e manter as bases aliadas conservadoras que vão lhes dar suporte, talvez os candidatos prefiram não se comprometer. E, assim, vamos regredindo no contexto mundial da Aids”, analisa Rodrigo.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Falta vontade política para debater assunto
Ativista afirma que poucos políticos se interessam em assinar cartas de compromisso com o tema
Vontade política também foi o motivo apontado por Marcio Villardi, coordenador do Grupo Pella Vida Rio de Janeiro, para a ausência do tema Aids da atual campanha. “É um reflexo do que vem acontecendo em todas as esferas do governo”, diz Marcio. “Para você ter uma ideia, divulgamos há umas três semanas, por meio do Fórum de Ongs/Aids do Rio, uma carta de compromissos para os candidatos de nosso Estado. O retorno foi
quase zero”. Marcio diz que a candidata a presidente Luciana Genro, do Psol, acabou assinando a carta porque soube dela por meio dos candidatos a deputado de seu partido, Jean Wyllys (federal) e Marcelo Freixo (estadual). “Fora isso, nem o presidente da Frente Parlamentar de Luta Contra HIV/Aids e Tuberculose do Estado, o deputado Gilberto Palmares (PT), nos deu retorno”, continua Marcio. “O enfrentamento da Aids
está ausente da cabeça dos candidatos”, reforça Marcio. “Mesmo com toda a atenção que o movimento social chama para a causa, mesmo depois de a mídia ter divulgado tanto o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostrando aumento de 11% no registro de novos casos nos últimos anos”.
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Conservador: só em 9 Estados os favoritos são ‘novidades’ TERRA
Onda regressista do pós-protestos predomina nas disputas regionais. Em 2/3 dos Estados, os favoritos querem a reeleição
Os partidos políticos, bandeira dos protestos de junho de 2013, não refletem em dois terços dos Estados, onde os favoritos pelas pesquisas de intenção são candidatos à reeleição
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m 1,3 ano após as manifestações que, entre outras bandeiras, protestaram contra os partidos políticos em junho de 2013, uma onda regressista e conservadora predomina nas disputas regionais. Em dois terços dos Estados, os favoritos apontados pelas pesquisas de intenção são candidatos à reeleição, ex-governadores que querem voltar ao cargo ou integrantes de oligarquias locais. Só nove concorrentes com chances de serem eleitos poderiam ser definidos como “novidade” - nunca exerceram o cargo nem integram famílias tradicionais -, ainda que a maioria já tenha exercido mandato eletivo.
Sete ex-governadores que tentam retornar ao posto são líderes da disputa em seus Estados, de acordo com as pesquisas. Três desses candidatos são peemedebistas: Eduardo Braga (Amazonas), Paulo Hartung (Espírito Santo) e Marcelo Miranda (Tocantins). Cada um dos outros quatro partidos neste bloco tem um representante cada. São o DEM, com Paulo Souto (Bahia); o PDT, com Waldez Góes (Amapá); o PSDB, com Cássio Cunha Lima (Paraíba); e o PT, com Wellington Dias (Piauí). Outros dois ex-governadores que lideravam as pesquisas desistiram da corrida eleitoral, por causa da Lei da Ficha Limpa. Renunciaram à disputa José Rober-
to Arruda (PR, Distrito Federal) e Neudo Campos (PP, Roraima), ambos considerados ficha-suja pela Justiça. Mais 4 anos Os eleitores de oito Estados têm dado preferência aos atuais governadores. Este bloco é dominado por candidatos do PSDB, que elegeu oito mandatários em 2010. São tucanos os governadores Geraldo Alckmin (São Paulo), Beto Richa (Paraná), Marconi Perillo (Goiás) e Simão Jatene (Pará). Também são favoritos à reeleição o acriano Tião Viana (PT), o catarinense Raimundo Colombo (PSD), o sergipano Jackson Barreto (PMDB) e o fluminense Luiz Fernando Pezão
(PMDB). O governador do Rio está numericamente à frente de Anthony Garotinho (PR), mais um ex-governador que tenta voltar ao cargo e mostra força eleitoral. Segundo a mais recente pesquisa Ibope no Estado, os dois estão tecnicamente empatados. Candidatos de grupos oligárquicos lideram a disputa em dois Estados. Um deles é o alagoano Renan Filho (PMDB), herdeiro e correligionário do presidente do Senado, Renan Calheiros. Também é do PMDB o favorito no Rio Grande do Norte - Henrique Eduardo Alves. No Pará, Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho, está tecnicamente empatado com o tucano Simão Jatene.
PT e PSB lideram ‘novatos’ Dois partidos têm quatro dos nove candidatos “novatos” em disputas pelo governo estadual. Com Delcídio Amaral (Mato Grosso do Sul) e Fernando Pimentel (Minas Gerais), o PT é um deles. O outro é o PSB, com Rodrigo Rollemberg, no Distrito Federal, e Paulo Câmara, em Pernambuco. Único desse quarteto a nunca ter disputado uma eleição, Câmara está em
empate técnico com o segundo colocado, Armando Monteiro (PTB). Os outros cinco partidos nesta lista têm um postulante cada na liderança, todos já com passagem pelo parlamento. Eles são PP (Ana Amélia, Rio Grande do Sul); PMDB (Eunício Oliveira, Ceará); PDT (Pedro Taques, Mato Grosso); PCdoB (Flávio Dino, Maranhão); e PSDB (Expedito Júnior, Rondônia).
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Joelma Muniz, Raphael Lobato e Assessorias
REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Kleuton Silva e Mário Henrique Silva
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima
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opiniao@emtempo.com.br
(92) 3090-1010
Capa
fotografia de João Pina
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Os ex-estênceis de Daniel Melim
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No novo tempo, apesar dos castigos
E outras 10 indicações culturais. Pág. 2
Gumbrecht, sobre guerras e literatura. Pág. 3
Terror transcontinental
Toda a envergadura da Operação Condor. Págs. 4 e 5
4
O apetite dos agressores
5
Do arquivo de Nando Reis
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Diário de Berlim. Pág. 6
Rio de Janeiro, 1999. Pág. 7
Fugere urbem
Escritores procuram (mas não acham) o bucólico. Pág. 8
G2
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Ilustríssima Semana
O MELHOR DA CULTURA EM 11 INDICAÇÕES
BRASILEIRO
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FOTOS DIVULGAÇÃO
LIVRO | FLÁVIO DE CARVALHO A edição revista e ampliada de “Os Ossos do Mundo”, publicado pela primeira vez em 1936, traz imagens da versão manuscrita e considera os acréscimos no volume que pertencia ao autor. O livro é baseado no caderno de viagem que o artista fez pela Europa entre 1934 e 35. Ed. da Unicamp | R$ 40 | 176 págs.
EXPOSIÇÃO | DANIEL MELIM O autor do conhecido mural à la Roy Lichtenstein na avenida Prestes Maia, de frente para a Pinacoteca, ganha mostra individual. Em “Urbana”, o artista do ABC paulista expõe sete telas em grande formato, uma delas com cinco metros de largura. Choque Cultural | tel. (11) 3061-4051 | ter. a sáb., das 11h às 18h | grátis | até 31/10
MÚSICA | EDU LOBO Com convidados como Maria Bethânia, Chico Buarque e Mônica Salmaso, o compositor celebrou os seus 70 anos de vida e 50 de carreira no Theatro Municipal do Rio. O espetáculo “Edu 70 Anos”, disponível em CD e DVD, será exibido na televisão, pelo Canal Brasil, na quinta (2), às 15h. Biscoito Fino | R$ 29 (CD); R$ 42,90 (DVD)
EXPOSIÇÃO | IVAN GRILO Em “Quando Cai o Céu”, o artista paulista mostra o resultado de seu trabalho a partir da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade. Ele expõe obras feitas a partir de fotografias tiradas em sua expedição à Bahia, dando prosseguimento ao projeto inicial de Mário, interrompido em Pernambuco. Centro Cultural São Paulo | tel. (11) 3397-4002 | ter. a sex., das 10h às 20h; sáb. e dom. das 10h às 18h | grátis | até 7/12
“Ex-stencil II” (2013)
EXPOSIÇÃO | VICTOR BRECHERET Sob curadoria de sua filha, Sandra Brecheret Pellegrini, a mostra “Brecheret e sua Visão do Sagrado” exibe esculturas e desenhos do artista (1894-1955). O foco é em sua obra de temática religiosa: santos, virgens e madonas. Museu de Arte Sacra | tel. (11) 33263336 | ter. a sex., das 9h às 17h; sáb. e dom., das 10h às 18h | R$ 6 (grátis aos sáb.) | até 16/11
LIVRO | AUGUST SCHLEGEL “Doutrina da Arte”, do filósofo e poeta romântico alemão (1767-1845), de 1805, é a primeira filosofia da arte pensada como um sistema. A obra, escrita no período pós-kantiano e que coloca a poesia como centro da atividade humana, influenciou, entre outros, os “Cursos de Estética” de Hegel. trad. Marco Aurélio Werle | Edusp R$ 71 | 320 págs.
ENCONTRO | DIA DO TRADUTOR Comemorada no dia de São Jerônimo (30), a data será lembrada pelo Instituto Goethe com laboratórios de tradução: em SP, Petê Rissatti verterá para o português trechos de “Wie es Leuchtet”, de Thomas Brussig. No Rio, Marcelo Backes trabalhará com “Vor dem Fest”, de Saša Stanišic. A Unicamp também celebra a data com o evento “E por Falar em Tradução” (inscrições abertas), no Instituto de Estudos da Linguagem, que reúne pesquisadores de todo o país em debates, oficinas e mesas-redondas. Livraria Cultura - Conj. Nacional | tel. (11) 3170-4033 Livraria Cultura - Cine Vitória | tel. (21) 3916-2600 ter. (30), às 12h30 | grátis IEL-Unicamp | tel. (19) 3521-1511 | de 1º a 3/10 | R$ 30 | Inscrições em iel.unicamp. br/evento/eporfalaremtraducao
LANÇAMENTO | MARCELO SANDMANN O professor de literatura da UFPR (Universidade Federal do Paraná), músico e poeta curitibano lança seu novo livro, “A Fio”. O poema que dá nome ao volume, musicado, já foi gravado por Lenine. Casa das Rosas | tel. (11) 3285-6986 | qua. (1º), às 19h | grátis 7Letras | R$ 37 | 68 págs.
POP
ERUDITO
EDITAL | PROJETO DE QUALIFICAÇÃO EM DANÇA Sob curadoria do coreógrafo Ismael Ivo e com consultoria da professora de dança da Unicamp Cássia Navas, o programa vai selecionar grupos e companhias do Estado de São Paulo para receber acompanhamento e qualificação na área. Informações e inscrições em oficinasculturais.org.br | até 11/10
LIVRO | CULTURA DA CONEXÃO O autor de “Cultura da Convergência”, Henry Jenkins, escreveu com os pesquisadores Sam Ford e Joshua Green uma análise da nova cultura participativa, que surge com as redes sociais e o compartilhamento de conteúdo. trad. Patricia Arnaud | Aleph | R$ 69,90 | 408 págs.
LIVRO | LUXO & DESIGN Com o subtítulo “Ética, Estética e Mercado do Gosto”, o ensaio do italiano Giovanni Cutolo busca dar conta do papel do design no mundo atual. Para o designer, é possível traçar um paralelo entre a relação arte-artesanato e a relação desenho-indústria. trad. Newton Cunha | Perspectiva R$ 53 | 200 págs.
“Árvore do Esquecimento” (2014), fotografia e gravação em acrílico
ESTRANGEIRO Folha.com
Ilustríssimos desta edição GREG SALIBIAN/FOLHAPRESS
CACO GALHARDO, 46, cartunista e ilustrador, é autor de “Dom Quixote em Quadrinhos” (Peirópolis). FERNANDA BRENNER, 28, é artista plástica e diretora artística do espaço Pivô. NANDO REIS, 51, cantor e compositor, faz show na sexta (3) em Sorocaba. SANTIAGO NAZARIAN, 37, é tradutor e autor, entre outros, do romance “Biofobia” (Record), que se passa numa casa de campo. SYLVIA COLOMBO, 42, é repórter especial da Folha.
OTTO SOGLOW (1900-75) é cartunista americano, criador do quadrinho “O Reizinho”, que circulou no Brasil nos anos 1960. MORRIS KACHANI, 45, é repórter especial da Folha. JOÃO PINA, 33, fotógrafo português radicado em Buenos Aires. SILVIA BITTENCOURT, 49, é jornalista, autora de “A Cozinha Venenosa” (Três Estrelas), finalista na categoria jornalismo do Prêmio Jabuti.
BB Aos 80, completados hoje, Brigitte Bardot continua atraindo controvérsia FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha ARTES PLÁSTICAS Anselm Kiefer fala da relação de seu trabalho comos traumas do nazismo >>folha.com/ilustrissima
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MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Entrevista
HANS ULRICH GUMBRECHT
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Por um novo tempo A latência do passado e a ameaça do futuro RESUMO Americano nascido na Alemanha do pós-Guerra, o crítico literário Hans Ulrich Gumbrecht tem dois títulos lançados no país. Em ambos frisa a importância do contexto histórico, seja para a compreensão da inserção da literatura em seu tempo, seja para o entendimento analítico do presente, tema principal desta entrevista.
MORRIS KACHANI
Mais de 60 vezes calcula Hans Ulrich Gumbrecht já ter vindo ao Brasil. Presença requisitada por instituições acadêmicas, o crítico, ensaísta e professor de literatura da Universidade de Stanford acaba de ter duas obras lançadas no país. Em “Atmosfera, Ambiência, Stimmung: Sobre um Potencial Oculto da Literatura” [trad. Ana Isabel Soares, Contraponto, R$ 38, 176 págs.], Gumbrecht analisa os nexos entre o contexto em que são criados textos literários e, por outro lado, as realidades que a própria literatura cria. “Eu defino ‘Stimmung’ como o toque mais leve da atmosfera física no corpo humano – como o clima, o som ou a música. Um toque real, físico, que, por motivos para nós desconhecidos, detona determinados estados psicológicos”, diz o autor, em entrevista à Folha. No livro, ele afirma que se concentrar “nas atmosferas e nos ambientes permite aos estudos literários reclamar a vitalidade e a proximidade estética que, em grande parte, desapareceram”. O autor critica a posição asséptica de parte da academia, que renega o contexto biográfico do autor na configuração da atmosfera e da ambiência de uma obra. “Eu sempre (e em geral) achei absurda essa ‘abstinência’ das informações biográficas na literatura”, afirma Gumbrecht. “É uma maneira secreta de manter a supremacia da interpretação dos críticos sobre o que os autores pensavam sobre seus textos”. Seu interesse pela atmosfera encontra eco num contexto histórico em especial, tema de seu livro que lhe é mais caro, entre os quase 20 que já publicou. “Depois de 1945: Latência como Origem do Presente” [trad. Ana Isabel Soares, ed. Unesp, R$ 48, 357 págs.] é uma incursão ensaística sobre o impacto das feridas abertas pela Segunda Guerra, a partir de uma perspectiva pessoal. Gumbrecht nasceu na Alemanha em 1948. Na infância, a pessoa que mais adorava era o avô, sem saber que este
cerrou fileiras com o nazismo. Seu filho mais velho pertence ao alto comando das Forças Aéreas alemãs, sucessoras da Luſtwaffe. A filha mais nova, ele conta, visita Israel frequentemente e tem preferência por namorar judeus. Gumbrecht rompe com a visão historicista hegeliana e propõe um novo tempo, no qual “o futuro já não será vivenciado como um horizonte aberto de possibilidades entre as quais podemos escolher, mas sim como uma multiplicidade de ameaças que se aproximam”. Recentemente, o professor visitou novamente o Brasil – país que considera hoje “praticamente de Primeiro Mundo”. “Já está na hora de abandonar essa ideia de que o país tem que ser a primeira nação mundial do futebol, toda aquela coisa constrangedora de cantar o hino nos estádios, ou Neymar sendo tratado como vítima do Holocausto depois de ter recebido uma falta completamente normal”. Folha - Você vive nos Estados Unidos desde 1989. Qual é seu sentimento com relação à Alemanha? Hans Ulrich Gumbrecht - Nasci em junho de 48 na Alemanha; é um destino bem complicado. Um dos filósofos mais interessantes da atualidade, Peter Sloterdijk, acha que minha escrita é sobre o épico e o trágico de nossa geração, tanto do ponto de vista alemão como ocidental. O trágico fica por conta do esforço de aclarar finalmente o passado, em um sentido hegeliano e até freudiano, para assim chegar a um futuro aberto. Mas logo se vê que o futuro não está aberto. Nós, intelectuais nascidos naquele momento, tivemos a vontade de nos responsabilizar pelos crimes inauditos da Segunda Guerra, sem ter participado dela. Foi uma reação ao silêncio da geração anterior. Desde criança, nunca me senti bem na Alemanha. Hoje, além de tudo, não gosto da “boa consciência” alemã. É o único país do mundo cujo monumento central da capital faz referência à maior vergonha do país, o Holocausto. Ao mesmo tempo, enxergo uma “boa consciência” pseudofilosemítica – embora crítica. Agora, nos protestos sobre Gaza na Alemanha, de repente, saíram à luz coisas não digeridas. Isso é preocupante. Sua geração conseguiu clarear o passado? A tese básica de “Depois de 1945” é a de que aquilo que víamos como falta de esclarecimento na verdade se configura já na emergência de um novo cronótopo, uma nova configuração de tempo. Não dá para deixar o passado para trás: ele se apresenta de forma invasiva, agressiva, é passado demais – daí sua latência. Mas a presença do passado não é realmente um problema; o problema é aquela ideia de que você precisa limpar o passado para ter um futuro aberto, e isso já não se dá.
Essa seria uma lógica historicista. A obrigação de esclarecer o passado continua existindo, mas o cronótopo do presente amplo não vai resultar aberto, pois o futuro hoje, por motivos que nada têm a ver com Holocausto, foi ocupado por ameaças que vão se aproximando, como o aquecimento global. A mentalidade ecológica nunca teria emergido num contexto historicista. Qual seria o legado da Segunda Guerra a essa altura? O legado é compreender que há uma visão diferente do mundo que emerge; a autorreferência vai mudando. Entre os desdobramentos de que trato no livro, estão os conceitos de “sem entrada” e “sem saída”, utilizando “O Anjo Exterminador”, de Luis Buñuel, como exemplo. No caso alemão, gosto de usar o conceito teológico de redenção, a promessa de que, após o sacrifício, o futuro vai estar certo. Não há temporalidade nesse sentido. Muita gente achou que depois da reunificação o legado da Segunda Guerra havia se encerrado, que o país havia pago pelos estragos da guerra e demonstrado boa vontade suficiente com Israel. As bombas nucleares estão aí e vão ficar para sempre, a gente não vai conseguir esquecer. Assim como a industrialização da matança de pessoas. Nós, humanos, somos capazes disso e de coisas piores; os nazistas testaram os sistemas mais baratos e chegaram às câmaras de gás, ainda extraindo ouro dos dentes dos mortos. Nesse sentido é inesquecível a palestra de Himmler em Potsdam, na qual o líder nazista defende que, para que o projeto se realize, é importante que os soldados continuem “limpos”. Por limpos entenda-se não se emocionar positivamente nem negativamente. Todo o legado do Iluminismo, que até então parecia vigorar, caiu por terra. O Iluminismo nunca vai ser o que a gente pensava, há uma dialética da ambiguidade, e talvez o novo cronótopo seja uma reação pré-consciente a isso. Seu livro dá a impressão de que a Segunda Guerra não acabou. De todos livros que escrevi, este foi de longe essencialmente o mais importante pra mim. Não só pelas memórias de infância que nele descrevo. Sempre que pouso na Alemanha eu penso: “Este país está assombrado”. Poderia se dizer que houve má sorte ou destino, mas foi lá que as coisas aconteceram. Nos começo dos anos 1930, Horkheimer, da Escola de Frankfurt, conduziu um estudo sobre antissemitismo na Europa. Concluiu que na Alemanha ele era mais fraco, e este justamente era o perigo – os alemães não terem muita consciência dele. O que é a “boa consciência”? Meus pais, por exemplo, diziam que não participaram ati-
vamente da guerra; até hoje não sei. Atualmente a Alemanha se vê como um país de alta autoridade moral, com um discurso de quem já passou por duas guerras mundiais, que sabe o que é uma guerra e que, portanto, tem o direito de condenar Israel ou os Estados Unidos. Por exemplo, muita gente acha que é bom que um jornalista americano tenha sido decapitado pelo Exército Islâmico e condena Washington por não ter pago o resgate. Onde entra a latência? A latência é uma coisa que sempre está lá, você sabe que está, mas não sabe nem onde nem o que é. Uma metáfora para ela seria a do passageiro clandestino, que nunca fica completamente à vontade. Como enxerga a ação israelense em Gaza? Antes de mais nada, é preciso dizer que a criação do Estado de Israel é perfeitamente legítima. Segundo meu entendimento, a agressividade no seu nascimento não foi dos judeus. Acho a ideia de posse de terras dos palestinos completamente idiota, a Palestina não estava estabelecida na época. Era uma colônia britânica. Então eu talvez tenha uma visão unilateral de simpatia por Israel, por causa do lugar em que nasci. Minha relação com os judeus não é normal, e a normalidade não se pode forçar. Mas também é por causa de minha interpretação política que estou muito do lado de Israel. Um palestino pode viver perfeitamente como cidadão israelense enquanto um judeu não o pode em Gaza. Os craques
da seleção de Israel, que não é ruim, são todos palestinos. O único problema é que, se Israel fosse um Estado completamente secularizado – e a vida cotidiana por lá é bem secularizada –, talvez fosse melhor. Ter uma missão teológica na fundação de um Estado não ajuda nas negociações, e isso justifica uma religiosidade na ressonância palestina. Gaza, sobretudo, representa um risco muito grande para Israel, Israel não aproveita nada. Manter Gaza encerrada não é um legado possível, Israel viveria muito melhor deixando o território. Mas os direitos reclamados pelos palestinos não são legítimos? Não sei, acho que dizer “esta é nossa terra” é uma ideia completamente romântica e antiquada. Pode existir a lei do mais forte. E Israel é mais forte, não só militarmente. As universidades são muito boas. Não é um Estado pacifista, não sou fã de Netanyahu. Mas, se as bombas israelenses são mais eficientes, não significa que Israel seja um Estado imoral. E os Estados Unidos? Minha simpatia para com os Estados Unidos tem a ver com uma queda que tenho pela ocupação americana durante minha infância. Foi tão bem executada que tenho uma simpatia primária pelos americanos. Como em qualquer passado nacional, há no americano várias complicações, Iraque ou Guantánamo que o digam. Mas, na microssociologia, é um país superdemocrático, onde qualquer um é capaz de expressar concordância ou
OTTO SOGLOW/ the new yourker
discordância, um país que, em teoria, nunca teve um projeto imperialista. Pode-se falar em uma hegemonia tão inteligente como do Império Romano, que tampouco tinha uma ideologia para si próprio. Existia um projeto de expansão, mas não um projeto de tornar o mundo todo romano. Os americanos tiveram um papel importante na implantação das ditaduras latinas. Mas Jango tampouco foi tão fantástico, Salvador Allende foi uma catástrofe para o Chile e é tratado como um coitadinho. Qualquer chileno concorda que economicamente os anos Pinochet não foram tão ruins. E não houve resistência contra Lula, por exemplo. Eu e a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice somos amigos, embora eu não costume votar em seu partido. Vamos juntos a jogos de hóquei no gelo. Ela me disse que o colega mais admirado de seu tempo era Lula, até pessoalmente. Lendo seus livros se percebe uma visão muito crítica sobre as ciências humanas, hoje. A coisa que matou as ciências humanas foi o construtivismo de identidades dos anos 1990, aquela coisa de “qual é nossa contribuição?”, de criar identidades comunitárias coletivas. São os projetos de identidades nacionais, construções sociais do mundo, uma banalização completa. Resultou numa produção muito banal, que não tem nada de errado, mas é tão banal. Estudar ciências humanas nesse contexto hoje nem é proveitoso, profissionalmente, nem é interessante.
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História RESUMO A Operação Condor uniu ditaduras sulamericanas e EUA na perseguição à militância de esquerda no continente. Para livro e mostra, o fotógrafo português João Pina retratou e ouviu vítimas – e um algoz, o brasileiro major Curió – do esquema de cooperação, que é alvo de julgamento na Argentina abrangendo 108 casos.
SYLVIA COLOMBO FOTOGRAFIA JOÃO PINA
O olhar ressabiado da uruguaia Lilian Ceriberti, 65, combina com o desconforto que parece sentir, sentada meio de lado numa poltrona de sua casa em Montevidéu, ao posar para João Pina. Em depoimento ao fotógrafo português, a ex-professora detalha como foi capturada numa ação da polícia brasileira com o Exército de seu país, na rodoviária de Porto Alegre, em novembro de 1978. Interrogada e torturada no Dops (Departamento de Ordem Política e Social), foi mandada de volta ao Uruguai, onde cumpriu pena de cinco anos como presa política. De pé sobre a mureta de um terraço, tendo ao fundo o panorama vertiginoso dos arredores de La Paz, o boliviano Leonardo Benito Peña, 39, exibe um semblante sereno que contrasta com o que conta: os pais foram sequestrados em Buenos Aires quando ele tinha 20 meses de
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As grandes asas do horror Personagens e relatos da Operação Condor idade e estão desaparecidos até hoje. Na ocasião, a tia conseguiu transportar clandestinamente o bebê órfão até a Bolívia, onde foi criado por parentes. Até hoje, as Avós da Praça de Maio (instituição de direitos humanos argentina que busca netos de desaparecidos) investigam o paradeiro do bebê que sua mãe levava na barriga quando foi sequestrada. Conhecida em seus anos de militância como “camarada Renia”, a paraguaia Celsa Ramírez, 64, é retratada tocando harpa perto da casa em que vive hoje, no município de Itá (a 35 km de Assunção). Seu reencontro com o instrumento se deu quando recebeu um de presente, dado por religiosos, no campo de concentração paraguaio de Emboscada. Ali, permaneceu presa durante a ditadura de Alfredo Stroessner (1954-89), após ter vivido no exílio, na Argentina, com os pais comunistas. Lilian, Leonardo e Celsa se deixaram retratar e narraram suas histórias para o livro “Condor” [Tinta da China, R$ 120, 260 págs.], que Pina, 33, lança na próxima terça (23),
às 19h, no Paço das Artes, em São Paulo. Na ocasião, será inaugurada uma exposição com imagens do livro e outras, que não integram a publicação, que ficará em cartaz até 7 de dezembro. O volume, publicado originalmente em Portugal, e com tiragens também em inglês e espanhol, resulta de uma investigação iniciada por Pina em 2005 e concretizada por meio de viagens pelos países que participaram da Operação Condor, vasto esquema de troca de informações e de ações militares conjuntas de governos ditatoriais latino-americanos para reprimir opositores, durante a década de 1970. Depoimentos de sobreviventes, audiências judiciais, trabalhos de equipes forenses, visitas a centros clandestinos de prisão e tortura – como o Dops no Brasil, a Escola Mecânica da Marinha, na Argentina, e o Estádio Nacional, no Chile – foram registrados pelo fotógrafo, que reside em Buenos Aires e publica suas imagens em veículos como as revistas “The New Yorker” e “Time” e o jornal “The New York Times”.
O projeto – um “registro documental de um dos momentos históricos mais marcantes do século 20 na América Latina”, como define Pina à Folha –, custou US$ 30 mil, angariados em três diferentes campanhas numa plataforma dedicada a financiamento coletivo na internet, ou “crowdfunding”. Sentença “Condor” chega a público no momento em que a Justiça argentina se prepara para emitir uma sentença relacionada à desaparição de 108 pessoas – não só argentinos mas também uruguaios, chilenos, paraguaios, bolivianos e um peruano – em decorrência do esquema armado por regimes militares daqueles seis países e mais o do Brasil. Desde a gestão Clinton (1993-2001), Washington vem retirando da categoria confidencial documentos sobre o período. Já haviam sido liberados 24.000 sobre o Chile e 4.000 sobre a Argentina, parte deles usada na megacausa – o prefixo designa o grande número de acusações por ela abarcadas. Ficou comprovado o apoio dos EUA a muitas dessas ações, principalmente até o ano de 1977, quando o democrata Jimmy Carter assumiu a Presidência, e o país passou a atuar contra abusos de direitos humanos na América Latina. Em “Os Anos do Condor” (Companhia das Letras, 2005), o historiador norteamericano John Dinges, especialista no tema e professor da Universidade Columbia, diz que a Operação Condor abrangeu “todo o Cone Sul”. E detalha: “Dos 4 mil km da costa do Pacífico do Chile, passando no sul pelo estreito de Magalhães e pelo cabo Horn, no leste pelas praias atlânticas da Argentina e do Uruguai, e depois no norte pelos quase 6,5 mil km que abarcam o altiplano dos Andes da Bolívia, as planícies do Paraguai e as imensas cidades e vastidões amazônicas do Brasil”. O que no começo se limitava a uma troca de informações sobre o movimento das guerrilhas de esquerda transformou-se em uma ação militar coordenada, cujo saldo de mortos chega a 60 mil. “Todos os países têm interconexões por meio de tratados, diplomacia, inteligência. O que fizeram durante a vigência da Operação Condor foi aproveitar o que já estava armado e buscar outro tipo
de contato para fazer tudo mais rápido. Eliminaram-se as formalidades, não só para acelerar as ações, mas diretamente para sequestrar pessoas e transportá-las”, diz um dos promotores do caso na Argentina, Pablo Ouviña. A megacausa Condor começou a ser julgada na Argentina em 2011 e tem, entre os imputados, os generais argentinos Reynaldo Bignone (que governou o país entre 1982 e 1983), 86, Santiago Omar Riveros, 91, e Jorge Carlos Olivera Rovere, 88. Também se inclui entre os acusados o uruguaio Manuel Cordero, 76, um dos principais responsáveis pelo aparato de repressão de seu país, que foi extraditado pela Jus-
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Na opinião do jornalista Jon Lee Anderson, “não haverá real democracia na América Latina se não se esclarecerem essas histórias”. “Os pactos de anistia são pactos de amnésia”. tiça brasileira para responder às acusações na Argentina. Já o Peru negou o pedido de extradição do ex-ditador Francisco Morales Bermúdez, que governou o país entre 1975 e 1980 e tem hoje 92 anos. Após o pedido argentino, a Corte Suprema peruana pediu que Bermúdez fosse investigado, mas dentro das fronteiras peruanas. O exditador também responde a processo aberto por um juiz na Itália pelo desaparecimento de 25 cidadãos italianos no Peru, durante seu governo. Alguns acusados argentinos, como o ex-presidente
Jorge Rafael Videla (197681) e o ex-ministro do Interior Albano Harguindeguy (197683), morreram antes que a causa chegasse ao fim. “É verdade que muitos dos acusados estão bastante idosos. Mas eu não acho que a idade interesse nesse caso. Não haverá verdadeira democracia na América Latina enquanto não se esclarecerem essas histórias. Os pactos de anistia são pactos de amnésia que só ajudam a formar sociedades sociopatas”, disse à Folha o jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, que assina o prefácio de “Condor” – o posfácio é do juiz espanhol Baltasar Garzón, responsável pela prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet (1974-1990), em Londres. Anistia De fato, em vários dos países envolvidos na Operação Condor, vigoram atualmente indultos e leis de anistia. Por isso, a megacausa foi aberta em Buenos Aires a partir de casos em que os corpos das vítimas ainda não foram descobertos. “Só assim, pode-se falar de ‘delito permanente’. Como os cadáveres não apareceram, presume-se que o delito segue sendo executado. Se o delito continua, é impossível anistiar ou indultar”, diz outro promotor da causa, Miguel Ángel Osorio. Por serem conhecidos os paradeiros dos cadáveres, não entraram na lista casos famosos da Operação Condor, como os assassinatos de apoiadores do governo socialista deposto no Chile em 1973, o general Carlos Prats e o diplomata Orlando Letelier – ambos vítimas de ataques com carros-bomba, ocorridos respectiva-
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Militares escondem o rosto durante sessão de julgamento na Argentina
mente em Buenos Aires e em Washington. Por outro lado, o desaparecimento da mãe de Macarena Gelman, neta do poeta argentino Juan Gelman (19302014), no Uruguai, caso de grande repercussão em seu país natal, está incluído. Da mesma forma, integram a lista os argentinos Norberto Armando Habegger, Susana Pinus e Horacio Campiglia. Eles foram capturados no Brasil durante a Contraofensiva Montonera de 1978 – nome dado à ação de reagrupamento e retorno de guerrilheiros exilados no exterior – e devolvidos a Buenos Aires. Em entrevista à Folha, em sua casa na capital argentina, Florinda Habegger, 70, viúva de Norberto, disse que espera que o Brasil ajude na apuração do que aconteceu com o marido, desaparecido no aeroporto do Galeão, no Rio. “Norberto queria seguir os passos do padre colombiano Camilo Torres [192966], precursor da Teologia da Libertação. Já não era tão jovem como os outros militantes, tinha 37 anos”. Dos casos investigados agora, o maior contingente, 48, corresponde a uruguaios desaparecidos em Buenos Aires. Numa oficina mecânica de nome Automotores Orletti funcionou, entre 1976 e 1983, um centro de detenção e tortura destinado a receber prisioneiros estrangeiros e operado pelos Exércitos argentino e uruguaio. Porque a ditadura argentina teve início em 1976 – depois, portanto, da chilena (1973), da uruguaia (1973), da boliviana (1971) e da brasileira (1964) –, o país abrigava muitos militantes refugiados. Quando os militares chegam ao poder na Argentina, a Operação Condor já estava
instalada e já tivera início a caça aos opositores dos regimes autoritários. Muitos foram parar no galpão da oficina Orletti. Os chilenos se refugiavam principalmente em Mendoza, perto da fronteira; os bolivianos, em Jujuy, no norte; e uruguaios e brasileiros, em Buenos Aires.
EXEMPLO
A expectativa da maioria dos ativistas de direitos humanos no continente é de que o julgamento da megacausa Condor na Argentina estimule outros países a investigar o passado FBI Com a sentença da megacausa, a ser divulgada em janeiro de 2015, espera-se a revelação de novos documentos, pedidos pela Justiça argentina ao governo norteamericano. A participação dos EUA na operação havia sido confirmada com a divulgação, nos anos 1980, de um relatório de um agente do FBI na Argentina. No documento, elaborado pouco depois do assassinato do chileno Letelier, em 1976, o agente Robert Scherrer dizia: “Operação Condor é o nome-código para a coleta, a troca e o armazenamento de dados de inteligência a respeito dos assim chamados ‘esquerdistas’, comunistas e marxistas”. Mais adiante, o texto afirma que que a operação envolvia a “formação de equipes especiais dos países-membros a fim de executar sanções que chegam até ao assassinato dos terroristas”.
Avião usado na Argentina para jogar prisioneiros no rio da Prata ou ao mar
Em “Os Anos do Condor”, John Dinges explica o apoio do ex-presidente Richard Nixon ao golpe contra Salvador Allende, no Chile, em 1973, e demonstra que os EUA tinham conhecimento dos planos de assassinar Letelier em solo norte-americano. “Nos EUA, falava-se de Condor desde o fim dos anos 1970, mas era tudo muito nebuloso. Com o tempo, o governo foi revelando documentos, mas ainda há muito para ser revelado. O Brasil também deveria trazer mais elementos à tona. Como vamos ensinar nossas crianças se não acertarmos contas com o passado?”, afirma o jornalista Jon Lee Anderson. Um dos personagens retratados no livro de João Pina é uma figura-chave na revelação desse tipo de documentos. Trata-se do advogado e ativista paraguaio Martín Almada, 77, que em 1992, após uma denúncia anônima, descobriu, nas antigas instalações de uma delegacia policial nos arredores de Assunção, o conjunto de registros que passou a ser conhecido como Arquivos do Terror. Além de milhares de fichas de presos políticos em vários países que integravam o esquema, estavam ali a cartaconvite enviada ao governo Stroessner para que participasse da reunião que instituiu a Operação Condor, em 1975, em Santiago, e uma cópia da ata da mesma sessão. Almada havia passado três anos no campo de concentração de Emboscada, preso com militantes chilenos e argentinos. Sua primeira mulher, Celestina, morreu do coração ao receber a falsa notícia de sua morte, depois de dez dias ouvindo por telefone os sons da tortura imposta ao marido.
Pina conta que os depoimentos dos sobreviventes variam muito de país para país, mas que ele encontra em todos um traço em comum: a angústia causada pelo desconhecimento sobre o que se passou com os familiares desaparecidos. “É claríssimo que, seja de que país sejam, o sofrimento torna-se mais horrível por nunca terem conseguido velar os seres queridos. Pude acompanhar alguns casos em que familiares conseguiram recuperar ossadas na Argentina, onde atua o extraordinário EAAF (Equipo Argentino de Antropologia Forense) e sou testemunha da mudança que causou na vida dessas pessoas o simples fato de alguém os chamar e dizer: ‘Estes são os ossos do teu filho’.” O fotógrafo acrescenta, ainda, que em países “onde muito pouco se tem mexido no passado”, como a Bolívia e o Brasil, “a mágoa é muito maior, sobretudo pela sensação de abandono que as vítimas têm em relação ao Estado e à sociedade civil”. Entre os personagens brasileiros do livro está Sebastião Rodrigues de Moura, mais conhecido como major Curió, que combateu a guerrilha do Araguaia. Ao fotógrafo, Curió – único repressor a falar para “Condor” – disse: “Torturar o povo foi um erro. Tínhamos de vencê-los, não que torturá-los. Erramos ao usar a força”. Retrocesso A expectativa dos ativistas de direitos humanos no continente é de que o julgamento na Argentina estimule outros países a abrir documentos e investigar o passado. Para Lorena Balardini, coordenadora do Centro de
Estudos Legais e Sociais da Argentina, em alguns deles, houve “retrocesso”, como no caso do Uruguai. No ano passado, a Corte Suprema de Justiça do país declarou inconstitucional o fim da lei de anistia, aprovado pelo Congresso em 2011. Assim, os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura não podem ser investigados. Verdade O Brasil instituiu a Comissão da Verdade, em 2011, mas não prevê o fim da Lei da Anistia, de 1979. Já na Argentina, a legislação com relação aos crimes cometidos na última ditadura militar (1976-83) sofreu várias alterações. De início, o primeiro
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O Brasil instituiu a Comissão da Verdade, em 2011, mas não prevê o fim da Lei da Anistia, de 79. Já na Argentina, a legislação sobre crimes cometidos na última ditadura militar sofreu várias alterações. presidente democrático, Raúl Alfonsín (1983-89), instituiu os Julgamentos das Juntas, nos quais foram condenados repressores e guerrilheiros. Sob pressão política e militar, porém, emitiu, em 1986 e 1987, as leis de Ponto Final e de Obediência Devida, que determinavam que aqueles que tivessem atuado na repressão sob ordens de superiores não deveriam ser condenados. Já o governo do peronista Carlos Menem (1989-99), com um discurso de conciliação nacional, ofereceu indultos de forma generalizada.
A chegada do também peronista Néstor Kirchner ao poder, em 2003, foi uma virada de jogo. Foram anuladas todas as leis de anistia, e os julgamentos recomeçaram, com a condenação de mais de 700 pessoas, entre elas o general Videla, que acabou morrendo na prisão no ano passado. Em muitas ocasiões, a política governista foi chamada de “revanchista”, por punir apenas os crimes de Estado, e não os cometidos pela guerrilha. A ONG Celtyv - Víctimas del Terrorismo de Argentina, comandada pela advogada Victoria Villaruel, pede indenizações para mais de 10 mil parentes de vítimas civis de ataques das guerrilhas. O argumento do governo é que esses crimes, por terem sido cometidos por civis, já prescreveram, enquanto os cometidos pelo Estado são considerados, segundo o Estatuto de Roma, de lesa-humanidade – por isso não prescrevem. Na semana passada, no Chile, o governo enviou ao Congresso uma proposta para derrubar a lei de anistia promulgada ao final da ditadura de Pinochet. Como Michelle Bachelet tem maioria na casa, a aprovação é tida como certa. No caso chileno, porém, a Justiça já realiza julgamentos e condenações baseada em jurisprudência. “É obvio que a Justiça não pode se transformar em algo vingativo, e talvez o governo argentino faça propaganda desses julgamentos como se fosse uma revanche. Mas acredito que, ainda assim, os julgamentos são válidos e necessários. É hora de questionar a decisão de aceitar o que os militares disseram ao sair do poder: ‘Não venham atrás de nós’”, conclui Jon Lee Anderson.
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Diário de Berlim O MAPA DA CULTURA
Um partido para Brecht O rapper da milícia e o tour do fim do muro
SILVIA BITTENCOURT
O serviço secreto alemão confirmou que o ex-rapper berlinense Denis Cuspert circula atualmente entre os líderes do Estado Islâmico, a milícia radical que vem aterrorizando não só minorias religiosas na Síria e no Iraque, mas o resto do mundo – vídeos comprovariam a participação de Cuspert em assassinatos de reféns estrangeiros. As últimas revelações sobre o paradeiro do ex-rapper só agravam um quadro cada vez mais preocupante: a crescente atuação de fundamentalistas com passaporte alemão. Berlim teme que a popularidade de Cuspert atraia ainda mais jovens muçulmanos alemães para o terrorismo. Calcula-se que vivam no país mais de 40 mil extremistas islâmicos. Filho de uma alemã e de um ganês, Denis Cuspert nasceu no bairro berlinense de Kreuzberg e já na juventude foi preso por vários delitos. Representante do chamado “gangsta rap”, que celebra a violência e a vida em gangues, ficou famoso há pouco mais de dez anos, quando adotou o nome artístico de Deso Dogg. Agora, aos 38 anos, prefere ser chamado de Abu Talha al-Almani. Sua música mais conhecida é “Willkommen in meiner Welt” (bem-vindo ao
meu mundo), de 2006, na qual ficam claras suas inclinações para a violência e cujo clipe oficial acumulou mais de 1.700.000 visualizações no You Tube. No texto, o rapper fala de sua vida sem perspectiva entre os drogados da Kottbusser Tor, uma das praças mais barras-pesadas de Berlim, e afirma: “Cago para este mundo, pois é em torno do dinheiro que ele gira”. O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, continua sendo criticado pelo discurso que pronunciou no início deste mês em Gdansk, na Polônia, por ocasião dos 75 anos da Segunda Guerra. Para seus críticos, ele teria sido pouco conciliador e duro demais para quem tem apenas um cargo representativo. Gauck atacou a política do presidente russo, Vladimir Putin, no leste da Ucrânia. Na sua opinião, o Ocidente deveria tirar lições do passado e mostrar força perante a Rússia. “A história nos ensina que concessões territoriais só aumentam o apetite de agressores”. Ao falar de um velho e de um novo nacionalismo, o presidente relacionou indiretamente as políticas de Hitler e Putin – o que irritou vários historiadores alemães, sensíveis a essas comparações. Uma anotação no diário do autor Erwin Strittmatter (1912-94), agora publicado na Alemanha, vem causando alvoroço no meio literário. Segundo ele, em junho de 1953, o dramaturgo e poeta Bertolt Brecht
(1898-1956) quis ingressar no SED, o partido comunista que governava a então Alemanha Oriental. Isto teria acontecido no dia 17 daquele mês, quando os alemães orientais se rebelaram contra a ditadura em seu país, num levante que deixou 55 mortos. A informação causou espanto, pois Brecht, apesar de simpatizar com o marxismo, sempre defendera a autonomia artística e a independência dos escritores em relação a partidos. Os brechtianos até acreditam que, no agito daquele dia, o dramaturgo tenha manifestado o desejo de ingressar no SED. Ele era um provocador e talvez quisesse, com uma ação espontânea, irritar as autoridades na Alemanha Ocidental. Estas haviam se recusado a acolhê-lo depois de seu exílio durante o nazismo. Mas o ingresso no partido não aconteceu. Procurado dias depois pelos comunistas, Brecht teria afirmado: “Agora não quero mais. Não tem mais efeito”. Berlim começa a comemorar os 25 anos da Queda do Muro. O destaque, até agora, foi a performance dirigida pelo britânico Hamish Fulton – conhecido por sua “arte andante” –, nas calçadas da avenida 17 de Junho, no domingo passado. Num evento intitulado “Walking East - Walking West”, duas longas filas, cada uma com 400 pessoas, se deslocaram lentamente, uma em direção ao leste, outra para o oeste de Berlim, simbolizando a junção da cidade.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
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O All Star de Cássia (e o meu) Rio de Janeiro, 1999
NANDO REIS
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o contrário do que muitos pensam, nunca escrevi uma música especialmente para a Cássia Eller. Salvo a terceira estrofe de “O Meu Mundo Ficaria Completo (com Você)”, música incluída no primeiro disco dela que produzi, todas as músicas que ela cantou já haviam sido compostas antes de ela escolher gravá-las. No entanto há uma música que ficou marcada como a canção que retrata a nossa relação: “All Star”. Fiz essa música sob o forte impacto do estreitamento de nossa amizade, durante o período que antecedeu ao convite que ela me fez para que trabalhássemos juntos. Gravei essa música no meu disco “Para Quando o Arco-íris Encontrar o Pote de Ouro”(2000), mas ela se tornou mais conhecida na interpretação da Cássia no disco póstumo “10 de Dezembro”. Gravamos arranjos de cordas sobre um registro de um show de voz e violão, quando ela passou a in-
cluir essa música no repertório. A sua versão é arrebatadora! Em maio de 1998, fui para o Rio Janeiro para a gravação do álbum que iria suceder o “Acústico” dos Titãs. Eu estava com um lote grande de composições e sabia que elas – como sempre – não seriam aproveitadas por minha banda. Chamei os amigos Fernando Nunes e Lan Lan para mostrá-las numa noite na casa do baterista Renato Massa. Junto deles veio Cássia. Nosso mútuo encantamento se deu imediatamente. Passei a frequentar sua casa durante todo o tempo livre que tive nessa temporada. Ia para o seu apartamento em Laranjeiras quase todas as noites após as gravações. Lá passávamos a madrugada conversando, tocando violão. Foi na esteira desses dias que ela me fez o convite para produzir seu disco. Cássia costumava usar um tênis (“baiaba”, como ela dizia) All Star azul, que eu achava um charme. Nessa época ela estava de cabelo azul. Eu que, desde o colegial havia trocado os tênis por sapatos de cadarço, ainda mantinha no meu guarda-roupas um All Star preto de cano alto que minha
mãe havia trazido dos Estados Unidos no final dos anos 70 (uma encomenda que eu tinha feito por achar linda uma foto do encarte do disco “Living in the Past”, do Jethro Tull: Ian Anderson aparecia com um par de tênis desses). Como ainda estávamos na turnê do “Acústico”, na qual usávamos ternos, cheguei para um ensaio com Cássia de terno preto e usando o meu velho All Star. Lembro do espanto que causou minha chegada. “Uau! Como você está lindo!”. E, assim, o tênis virou uma espécie de símbolo na nossa relação complementar. Foi a partir dessa metáfora que escrevi a música. A costura cromática entre o azul do tênis dela com o “meu, preto, de cano alto”, e o azul de seu cabelo com o meu, laranja, sendo recebido com simpatia pelo bairro das Laranjeiras, serve de fio condutor para a descrição daqueles meses de intensa convivência. No entanto, há um verso enigmático dentro da letra que sempre causou estranheza aos ouvintes, por conta de uma aparente contradição interna. “Se o homem já pisou na Lua como ainda não tenho seu endereço” parece não fazer
nexo se pensarmos que eu frequentava sua casa no “bairro das Laranjeiras, (que) satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador/ Aperto o 12 que é o seu andar”. Explico aqui, então: embora eu soubesse chegar a sua casa de táxi, me dei conta de que não tinha o seu endereço quando precisei postar uma carta que escrevi, dando a sugestão de ela incluir a música “Woman is the Nigger of the World”, de John Lennon, no repertório de seu show. Liguei para ela, que ficou intrigadíssima com a minha pergunta. Iniciei assim uma correspondência de mão única, pois, apesar de eu ter enviado outras, nunca recebi sequer uma carta sua. Mas me bastou a resposta de sua linda interpretação, que eternizou a música.
ACERVO PESS OAL
Carta de Nando Reis enviada à cantora Cássia Eller, em 1999
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Fugas Literárias PROSA, POESIA E TRADUÇÃO
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Corra para as montanhas Êxodo urbano na atual escrita brasileira
RESUMO O antigo mote da fuga da cidade se atualiza como tema na produção literária recente no país. Desde “Barba Ensopada de Sangue” (2012), a busca por um espaço de evasão reaparece nos romances, apenas para se mostrar ela também uma possibilidade fugidia, diante da urbanização do campo e da onipresente tecnologia.
SANTIAGO NAZARIAN
Há alguns anos, dividindo uma mesa com Daniel Galera na Feira do Livro de Ribeirão Preto, ele me contava dos planos de por uns meses se mudar para o litoral de Santa Catarina, para escrever, espairecer, viver. “Fazia parte de uma fantasia antiga de morar um tempo na praia, desenvolver meu gosto pela
natação ao ar livre, ficar um tempo isolado de todo mundo que eu conhecia. Houve uma configuração especial de situações financeiras, profissionais e pessoais que me fez decidir que o momento era aquele, início de 2008”, diz ele hoje. “Na época eu não tinha nenhuma justificativa intelectual para esse impulso e muito menos um argumento literário predefinido a explorar, mas eu sabia que a experiência seria valiosa para a escrita”. Morar na praia, um desejo meio adolescente ou quase arquetípico que senhores escritores libertos da rotina de uma firma enfim podem satisfazer. Na época eu o invejei, mas não me considerava capaz ainda de abandonar a hiperurbanidade de São Paulo (faria isso dois anos depois, me mudando para Florianópolis). Da experiência concreta de Galera em Garopaba nasceu o excelente “Barba Ensopada de Sangue” [Companhia das Letras, 424 págs., R$ 42], que arrebatou o Prêmio São Paulo de Literatura no ano passado, talvez o primeiro grande livro a marcar uma nova tendência contemporânea de fuga da cidade. Há muito que o termo “literatura urbana” deixou de
fazer sentido, com basicamente toda a cultura sendo produzida em ambientes urbanos – sejam eles metrópoles ou cidades do interior. As cidadezinhas hoje estão integradas pela televisão, pela internet, pela própria modernização do país. Até mesmo a música caipira se transformou no sertanejo universitário; no campo em si, aparentemente, só vivem os bois. Nesse contexto, o autor contemporâneo, sempre um “outsider”, parece estar cansado dos cenários asfaltados e vem procurando uma reidentificação com o campo, com a praia. Longe de uma visão bucólica, como a do romantismo, o realismo bizarro contemporâneo se depara com uma natureza hostil e misteriosa, na qual o indivíduo não encontra seu papel. Isso está presente no romance de Galera e pode ser identificado em grande parte da produção literária atual. No premiado “Os Malaquias” [Língua Geral, 276 págs., R$ 39], Andrea del Fuego já antecipava essa tendência, revisitando as raízes rurais de sua família na região de Furnas, sul de Minas. Ana Paula Maia, cujo trabalho se situa à margem
CACO GALHARDO/ cartum
das cidades, com personagens suburbanos, migrou de vez para o campo com seu ótimo “De Gados e Homens” [Record, 128 págs., R$ 30]. O catarinense Guille Thomazi, inspirado pelos negócios de sua família, também ambientou sua linda novela de estreia, “Gado Novo” [7Letras, 66 págs., R$ 26], no campo pecuário. Marcelino Freire, contista experiente que sempre retratou a vida dos marginalizados nas grandes cidades, estreou no romance com “Nossos Ossos” [Record, 128 págs., R$ 28], um “road book” de volta ao sertão, que também remete às suas origens. Dessa forma, esse reencontro com a natureza é feito através de um êxodo espontâneo ou revendo as relações familiares, as raízes que remetem ao Brasil rural. Sátira O novíssimo Raphael Montes, revelação da literatura policial, também leva seu protagonista a explorar a região serrana e litorânea do Rio de Janeiro em “Dias Perfeitos” [Companhia das Letras, 278 págs., R$ 35]. Nele, a escolha do cenário vem como uma sátira assumida ao campo bucólico de outrora. “O título e a própria narrativa ironizam ao usar traços das clássicas histórias de amor. Nessa medida, a busca do interior contribui para o bucolismo do casal vivendo um amor intenso: a praia
deserta, o chalé cercado de natureza... É algo como: na cidade grande não se pode viver o amor puro e pleno”, coloca Montes. Simone Campos, escritora carioca (ainda) jovem, que publicou seu primeiro livro aos 17 anos e sempre teve uma literatura muito pop e calcada nos ambientes urbanos (vide sua estreia com “No Shopping”, 7Letras, 2000), lança agora “A Vez de Morrer” [Companhia das Letras, 256 págs., R$ 38], em que parece já dar um passo além nessa visita ao mato. A bolha imobiliária carioca é colocada no romance como uma razão concreta para essa migração: “Quando falava em Maremoto ele se referia à escalada dos preços dos imóveis no Rio. [...] Os cariocas foram expulsos em direção ao interior, dois bairros a menos na escala de preferência. Os filhos da classe média começaram a adquirir imóveis em antigos destinos de fim de semana, como Petrópolis e Itaipava”, escreve, na página 190. Mas a conclusão dessa migração é frustrante e insatisfatória. Aqui, parece haver a constatação de que o campo como coisa externa já não existe mais. A fuga da cidade já não é mais possível, porque o urbano está em todo lugar e só é possível migrar para seus derivados: suburbano, pós-urbano. E talvez essa seja a resposta. A literatura brasileira busca novos horizontes, mas
já vela um paraíso perdido. Um cenário que não mais existe. Uma natureza-morta à qual ela não pertence. O campo já tem pedágio e loja de conveniência. “A vida longe dos centros urbanos é cada vez mais urbana. O isolamento e afastamento que fariam mais sentido, em termos de ruptura existencial, são de outra ordem: manter-se longe da internet, dos meios de comunicação e da sociedade de consumo, por exemplo. Mesmo para quem se enfia no mato, isso é cada vez mais difícil”, completa Galera. Se eu fosse prever qual seria a busca literária para anos futuros, diria que são os romances de viagens internacionais, até porque, nos últimos anos, com a bolsas de tradução da Fundação Biblioteca Nacional e o foco que o Brasil ganhou como sede da Copa e país homenageado da Feira de Frankfurt (em 2013), os autores brasileiros foram publicados no exterior e viajaram como nunca. Em seguida, fazendo um exercício de futurologia, é claro, imediatamente viriam as viagens interplanetárias, talvez os universos paralelos. Daí talvez a ficção brasileira descubra de fato o fantástico. Afinal, nossos campos já não dão frutos. Nossas cidades estão congestionadas. O escritor brasileiro está revirando e redescobrindo o país para constatar que o concreto do Brasil concreto não mais lhe basta.
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Gabeh revela sua relação com o Amazonas Plateia C4
Festival é marcado pelo artista do interior do AM Em entrevista, o secretário de Cultura Robério Braga fala sobre as críticas e dificuldades das políticas culturais para o interior
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Wildiley diz ter expandido a compreensão cultural além de Borba
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participação dos artistas do interior do Estado é uma das grandes atrações da 5ª Edição do Festival Amazonas de Música, que encerra suas atividades hoje. Muitos desses artistas afirmam que o encontro serve como inspiração para produzirem arte em seus municípios. Além de assistir às apresentações, esses artistas estão participando de toda a programação acadêmica do festival. A artista Eliana Torquarto, que veio de Envira (a 1.208 km de Manaus), defendeu que os artistas do interior precisam de um incentivo para buscarem cada vez mais capacitação. “A integração com artistas de outros municípios é um passo importantíssimo para a troca de experiências e criação de novas atividades ligadas à arte em todo o Estado”, disse. Já Wildiley de Lima, que é artista plástico e compositor no município de Borba (a 150 km de Manaus), afirmou que poder participar DIEGO JANATÃ
de um intercâmbio entre artistas de diversos municípios abriu seus olhos em relação à arte regional. “Receber o convite da SEC para conhecer o Festival Amazonas de Música de perto é, sem dúvida, uma das melhores coisas que aconteceu na minha carreira como artista. Ver uma realidade mais ampla e ver que a arte não se restringe ao que eu vivo no meu município é a realização de um sonho”, afirmou. Instrutor de arte da unidade de Parintins do Liceu de Artes de Ofício Claudio Santoro, Cristian Bulcão declarou que a implantação do liceu no município foi algo transformador para a cultura daquela região. “Parintins passou por uma transformação artística com o liceu, pois antes disso os artistas, que não fazem parte dos bois, estavam desamparados. Esse encontro em Manaus é uma prova de que as coisas estão mudando significativamente no interior do Estado”, afirmou.
‘A cultura não pode ser impositiva’ SERGIO VICTOR Especial EM TEMPO
As políticas culturais para o interior são uma das maiores críticas à gestão do secretário de Cultura do Estado (SEC), Robério Braga. A dificuldade do acesso do caboclo à cultura e a falta de infraestrutura dos municípios para receber instituições culturais são questões sempre levantadas contra a SEC, seja pelo público ou pelos próprios artistas. Em uma entrevista para o EM TEMPO, Robério falou do que tem sido feito durante os 17 anos em que ele administra a pasta e sobre as dificuldades de se criar um processo cultural no interior com a participação dos gestores de cada município.
Para Robério, ainda falta maior comprometimento das prefeituras para alavancar a cultura
Para Eliana Torquato, intercâmbio entre artistas é fundamental
O que é preciso para que o interior consiga criar uma rotina cultural de qualidade, hoje em dia? É um grande equívoco essa leitura que muita gente faz, e eu também já fiz, de que nós temos levar cultura do centro desenvolvido para outros lugares. Isso é completamente falso. Os valores culturais estão em todo canto. O que é preciso é que haja uma dinamização, precisa acender o fogo e mantê-lo aceso. Do nosso orçamento, 35% a 40% anual da secretaria é para o interior. E esse orçamento vai para festas religiosas, de produção, folclórica. Por quê? Porque a mentalidade dos prefeitos está focada nisso, na festa pela festa, no aplauso fácil. Quando na verdade é preciso um processo, que é lento.
Como se quebra essa lógica com os gestores das cidades? Como foi feito em Manaus. Manaus consumia Rio de Janeiro. O sonho da classe média alta manauense era se aposentar no Rio. Como quebramos esse ciclo? Com a distribuição de equipamentos culturais diversificados não só ao redor do Teatro Amazonas. Isso deu certo em Manaus. Para o interior já são necessários outros modelos que tem de ser testados, a cultura não pode ser impositiva.
INFORMAÇÃO
A dificuldade de acesso à cultura e a falta de infraestrutura dos municípios para receber instituições culturais são questões recorrentes contra a SEC, levantadas pelo público ou por artistas
Quais modelos a secretaria testou no interior? Primeiro: os recursos existem e foram disponibilizados. Segundo: todos os meios e modos para contribuir para mudança de mentalidade do gestor político institucional do município, que é o prefeito, foram feitos: seminários, debates, até indicação de secretários de cultura para municípios a pedido do prefeito, eu tirei da minha equipe e botei lá. Alguns, por exemplo, foram para Coari e Parintins, mas não conseguiram realizar muita coisa, pois depen-
dem das condições políticas do lugar. No começo desse ano, fizemos uma reunião com os prefeitos e propus que mudássemos a mentalidade artística do público para que eles exigissem mudança do gestor. Envira e Borba aceitaram fazer prédios para aulas do Liceu de Artes Cláudio Santoro e, atualmente, já estamos implantando nesses lugares. Portanto, é um processo gradativo. Em outros casos, discutimos um modelo, definimos o modelo e quando se muda o prefeito, não há continuidade na ação cultural. Quais são os argumentos da SEC contra as críticas feitas às políticas culturais para o interior? Na minha opinião, falta informação às pessoas do que tem sido feito e de como pode ser feito. A SEC deu 41 bandas de música para os municípios. Temos aulas de artes em 139 escolas da rede pública de ensino. Levamos para diversas comunidades do interior salas de leitura, cineclubes e gibitecas. Já estamos com planos em outubro para lançar um programa de educação artística à distância para o interior, onde o artista vai poder ter acesso a aulas como teatro romano, arte do século 15 e outros. Já temos resultados positivos em alguns municípios e em outros ainda precisamos achar os modelos corretos. A ação cultural tem de viver de experimentações e aprendemos com isso para implantar de forma mais eficiente em outros casos.
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>> Primeira empresa
>> House A+
. A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), assinou, quinta-feira, convênio com a Associação de Jovens Empresários do Amazonas (AJE-AM) para que seja implantado em Manaus, a partir de 2015, o programa “Minha Primeira Empresa”, com cerimônia durante a Feira Norte do Estudante, no Manaus Plaza Shopping. . O público-alvo do programa são jovens, com idade mínima de 16 anos, que residem em Manaus e têm disponibilidade para frequentar os cursos de capacitação oferecidos pelo projeto. O convênio beneficiará também estudantes que estejam concluindo o ensino médio, graduandos em cursos da área de gestão empresarial, pessoas que tenham projetos de empreendedorismo, empresários não formados e membros da comunidade que desejam abrir a própria empresa. . A Prefeitura de Manaus busca implementar um mecanismo incentivador ao empreendedorismo formal, gerando impactos positivos para a sociedade.
. Glamour, conforto e exclusividade em uma festa movida pela housemusic de primeira qualidade. O conceito da balada é a proposta da “House A+” (leia-se, ‘House A mais’) que será no dia 18 de outubro, no Touchdown e promete um formato diferente das festas que acontecem na cidade. . Nesta noite, o primeiro andar da casa irá se transformar em uma pista fervida pelos O DJ PAULISTA Will Kerk, sets do top DJ paulista Will confirmado na festa de Kerk, conhecido por figurar nos house chic, no dia 18 de melhores clubes do mundo, outubro no Touchdown além de despontar no meio fashionista como modelo nos principais magazines internacionais de moda, sendo apontado como um dos deejays mais bonitos do Brasil. . Exclusiva para 350 convidados, a festa House A+ traz um conceito semelhante ao da label internacional HediKendi, onde o clima de balada acontece dentro de um bar descolado e aposta no melhor da housemusic. Os convites começam a ser vendidos na próxima semana. Não dá para perder.
Alessandra e Cristiano Brandão, top casal do society local, em noite descolada no Taboo
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> L’argent . A revista americana “Forbes” acaba de divulgar lista com os 15 banqueiros mais ricos do Brasil. A lista é recheada de nomes tradicionais e liderada por Joseph Safra, dono do Banco Safra, cuja fortuna é calculada em US$ 15,7 bilhões. . André Esteves, do BTG Pactual, com uma fortuna de US$ 4 bilhões, ficou com a segunda posição. Em seguida aparecem o nonagenário Aloysio Faria, dono do Banco Alfa, com US$ 3,3 bilhões; e os quatro irmãos Moreira Salles, do Itaú Unibanco, cada um com uma fortuna de US$ 2,8 bilhões. . Em 15º lugar está Paulo Setúbal Neto, herdeiro do Banco Itaú, com uma fortuna de US$ 459 milhões.
>> Objeto de desejo
FOTOS: MAURO SMITH
Ester e Leandro Nunes durante evento cinco estrelas no Diamond
>> Teen . A Apple acaba de fazer a delícia dos que adoram tecnologia de última geração. . Acaba de lançar o iPhone 6. O celular vem em dois tamanhos: o iPhone 6 com 6,9 milímetros de espessura e o iPhone 6 Plus com 6,7 milímetros de espessura, mais finos do que qualquer outro modelo. O menor possui tela de 4,7 polegadas e o maior 5,5 polegadas. . Entre tantos detalhes de sofisticação, os dois modelos novos possuem tela de retina e um novo processador, o A8, que é 50 vezes mais rápido do que o chip atual e estão disponíveis nas cores preta, branca, dourada, laranja e azul. A câmera dos novos modelos do iPhone 6 também foram melhoradas e agora possuem 8 megapixels. Interessante, não?
. A turma teenager da cidade tem encontro marcado neste domingo na loja Zeal. . Das 16h às 17h30, a loja vai sacudir o Vieiralves com uma festa de descontos, lançamentos e formação de looks, com uma presença para lá de estimulante. . O ator global Kleber Toledo estará na loja como atração especial da festa.
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Crianças têm programação especial durante outubro Estreias de cinema e teatro infantil fazem parte do roteiro de diversão do Manauara Shopping para o mês das crianças
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o mês das crianças, o Manauara Shopping promoverá uma série de opções de lazer e cultura voltadas para os homenageados do mês de outubro. Com exposições, cinema, teatro e atividades lúdicas e culturais, o centro de compras vai oferecer um roteiro de entretenimento para toda a família, além de uma opção completa para as compras dos presentes da criançada em mais de 11 lojas e quiosques que oferecem de roupas e acessórios a brinquedos. No dia 6 de outubro, acontece no espaço Thiago de Mello, da Saraiva Megastore, a exposição beneficente “Heróis”, com pinturas em tela que retratam os maiores super-heróis e personagens infantis de todos os tempos, sob o olhar dos artistas mirins do Atelier Infantil Mão na Massa. A exposição, que segue até 12 de outubro, Dia das Crianças, tem entrada gratuita, e estará aberta para visitação no horário de funcionamento do shopping. Na mesma data, no Espaço Kids da Saraiva, a
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atividade lúdica “Circo da Imaginação”, coordenada pela Artcena Produções, vai transformar os participantes em bailarinas, leões e outros personagens. A atividade acontece às 17h. Além disso, em todos os finais de semana de outubro, a loja Pop Up, montada no piso Tucumã, realizará atividades recreativas.
PALCO
No teatro do shopping, o público infantil poderá conferir as produções musicais “Pony Girls - A Mágica da Amizade”, no dia 4, e “Toy Story”, em pleno Dia das Crianças, 12 de outubro O Teatro Manauara, localizado no piso Buriti, também conta com uma programação especial em outubro, que começa com a apresentação do musical “Pony Girls - A Mágica da Amizade”, no dia 4, às 15h e 17h. Ainda no teatro, outro musical poderá ser confe-
rido no Dia das Crianças, às 17h. Com um toque de show, “Toy Story” traz os brinquedos mais famosos do mundo e narra toda a saga de Woody e Buz, desde quando pertenciam ao menino Andy até irem fazer a alegria das crianças em uma creche quando seu antigo dono vai para faculdade. Os ingressos para as duas apresentações já estão à venda na bilheteria do teatro. Animações Nas salas de exibição do Playarte Manauara entram em cartaz as aguardadas animações “Os Boxtrolls” e “A Lenda de Oz”, além da continuação de “O que Será de Nozes”. E crianças de até 12 anos pagam apenas meia entrada. A garotada poderá se divertir ainda com os brinquedos, games virtuais e jogos do espaço infantil “Spikilik”, montado no piso Açaí, e Magic Games, o parque de diversões do Manauara Shopping, localizado no piso Buriti. O centro de compras fica na avenida Mário Ypiranga, 1.300, Adrianópolis.
A criatividade vai ser estimulada em espaços do centro de compras ao longo do mês de outubro
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André GABEH
‘Não é fácil TER UMA PROFISSÃO não regulamentada’ FOTOS: DIVULGAÇÃO
BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO
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Acho que tem pouco espaço para tudo que não seja moda. Se você está dentro de um estilo vendável, não tem espaço. Isso cria um instinto forte de sobrevivência”
ndré Gabeh é um dos nomes que sobreviveu às várias edições do reality show “Big Brother Brasil” (BBB). Talvez pelo seu jeito irreverente ou sua estranheza – como ele mesmo se define – mas, principalmente, pelo seu talento e amor pela música. Dono de uma extensão vocal poderosa, o artista está de passagem pela cidade para participar, mais uma vez, da programação acadêmica do Festival Amazonas de Música (FAM) e de quebra, realizou um show em ritmo de confraternização ao lado das cantoras amazonenses Márcia Siqueira e Ellen Mendonça. Em entrevista ao EM TEMPO, o cantor falou de sua projeção após participar do BBB, como anda sua carreira, a amizade com Eliana Printes, sua percepção sobre o atual momento da Música Popular Brasileira, adianta detalhes sobre seu novo álbum e afirma que “viver de música é contar com a sorte”. EM TEMPO – Você ficou conhecido nacionalmente por meio do “BBB”. De que forma ele ajudou na sua carreira? André Gabeh – Antes do “Big Brother”, por exemplo, não tinha um CD gravado. Com ele, consegui viajar todo o Brasil entre 2002 e 2003. Uma coisa acabou levando a outra. Fiz participações em programas do Multishow (canal fechado) e passei a dar aulas de canto, as pessoas começaram a conhecer meu lado professor. Me ajudou em
várias partes e aspectos. EM TEMPO – Você já esteve em Manaus por meio do Festival Amazonas de Música (FAM). Como foi a experiência? AG – Estou em Manaus pela sexta vez. Ano passado vim à cidade pelo festival e foi uma experiência maravilhosa dar aula e ser jurado do evento em Parintins. Os alunos foram maravilhosos, fiquei encantado com os cantores. Infelizmente não tive a oportunidade de ver o festival de Parintins, justamente por ter vindo em setembro, mas pretendo voltar em junho. EM TEMPO – Como anda sua carreira? AG – Estou finalizando meu segundo CD. São 2 anos produzindo esse trabalho totalmente independente e estamos na fase final de gravação. Acredito que no primeiro semestre do ano que vem faço o lançamento, mas ainda não tenho data e nem local. Ao todo, o álbum contará com 11 músicas inéditas com uma linguagem estranha. EM TEMPO – Como assim “estranha”? AG – É, uma MPB estranha. Sou estranho e todas as composições refletem isso. Não poderia ser diferente? EM TEMPO – E o que você tem ouvido? AG – Gosto muito de Tori Amos, Kate Bush e, claro, sempre ouço Elis Regina, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Vanessa da Mata e adoro a obras da amazonense Eliana Printes.
EM TEMPO – É difícil viver de música? AG – Eu me sustento. Tenho feito poucos shows, sobrevivo de dar aulas. Não sou herdeiro, não tenho pensão, não sou rico. Não é fácil ter uma profissão que não é regulamentada, é preciso contar com a sorte e nem todo mundo consegue. EM TEMPO – Como você analisa o cenário da música brasileira? AG – Na verdade, acho que tem pouco espaço para tudo que não seja moda. Se você está dentro de um estilo vendável, não tem espaço. Isso cria um instinto forte de sobrevivência. Outros cantores ficam incomodados e deveriam se unir. Aliás, quando os artistas se uniram há muitos anos, criaram movimentos fortes como foi o caso do axé, dos Novos Baianos, Doces Bárbaros... Está tudo muito solto. Quando houver essa junção tudo ficará melhor. Se um cantor não faz sucesso, outro deveria vir e ajudar. Isso é algo que não existe, infelizmente. EM TEMPO – Como foi convite para cantar com Márcia Siqueira? (o show foi realizado na última quinta-feira, dia 25, no bar Botequim) AG – Eu sempre tive vontade de cantar com a Márcia. Cheguei aqui e a Ellen Mendonça me chamou para conversar. Falei que éramos três cantores e que nunca tínhamos feito nada juntos. Então propus que fizéssemos algo em clima de confraternização, cantoria de alegria. Elas são as estrelas da terra e eu apenas convidado. O repertório contou com serestas e alguns sambas
não tão conhecidos de Cartola e Pixinguinha. Tudo sem ser metido, foi para cantar junto mesmo. EM TEMPO – Como é sua relação com a Eliana Printes? AG – Nos conhecemos em uma academia em Copacabana. Nem eu e nem ela sabíamos que éramos cantores. Somente depois de um tempo que ela revelou a profissão. Só depois percebi que já conhecia a voz dela das rádios. Já participei de shows dela no Rio de Janeiro, sou fã dela, da família toda. É uma amiga muito querida. EM TEMPO – O que mais te chamou atenção durante as oficinas de canto realizadas no Amazonas? AG – Dei aula em quase todo o Brasil e confesso que não existe uma diferença, mas sim um empenho maior, a vontade de aprender. É muito bonito ver pessoas que tem um potencial, mas não o conhecimento técnico se interessando. Todos são bem talentosos. Fiquei emocionado quando vi todo um coral participando da minha aula. Esse empenho que faz a diferença, sem dúvida. EM TEMPO – Além do CD, quais seus planos para 2014/2015? AG – Meu projeto mais forte é o disco. São 12 anos sem lançar nada novo. Então estou totalmente focado nele e em todos os aspectos. É um trabalho bem delicado, com conceito visual diferente. Não pretendo fazer shows mostrando algo novo, ainda não é o momento.
Nem eu e nem ela (Eliana Printes) sabíamos quem éramos. Somente depois ela revelou. Percebi que já conhecia a voz dela das rádios. Já participei de shows dela no Rio”
Plateia
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo
Cautela A Globo virá com várias novidades na sua programação em 2015, ano do seu cinquentenário. Mas os produtos do Entretenimento ainda passam por uma avaliação mais cuidadosa. Os sobressaltos da Economia estão exigindo este cuidado. Nada com isso Sabe o que Cid Moreira achou sobre a precoce troca de Patrícia Poeta por Renata Vasconcellos no “Jornal Nacional”, anunciada para novembro? “Normal, só isso, normal”, respondeu o jornalista, sem querer se alongar muito no tema. Vale ressaltar que ele sentou na bancada do informativo durante 27 anos. Nada com isso 2 Já há algum tempo de-
REGI
dicado à Bíblia, a ponto de falar para mais de 40 mil pessoas em um trio elétrico em Salvador, o locutor vem aí com outra novidade. A partir do dia 6, inaugura um serviço via internet, “grave sua mensagem na voz de Cid Moreira”, que visa atender os mais variados públicos. Voltou ao que era O “Leitura Dinâmica”, da Rede TV!, conclui-se, não deu certo com dois apresentadores e já voltou ao seu formato original. Agora, em cena, apenas a correta presença de Érica Reis. Negócio é negócio O amor do canal Esporte Interativo pelo nosso handebol feminino, campeão mundial em 2013, não acabou. Mas o vínculo exclusivo é coisa do passado. Como já era esperado, o feito histórico em Belgrado - uma conquista inédita inflacionou os valores. Respaldado Em passagem pelo “Comunique-se”, terça-feira em São Paulo, Ricardo Boechat causou surpresa em vários coleguinhas, ao revelar que está respondendo a mais de 60 processos na justiça. E aproveitou para destacar
FOTO AUTOR JE CARNEIRO GLOBO
Doidera O aperto na grade das emissoras, para observar a entrada da propaganda obrigatória, está levando alguns a um exercício forçado. No “Mulheres”, da Gazeta, Cátia Fonseca tem intervalos de menos de 5 minutos entre uma ação de merchandising e outra. É um senta, levanta interminável.
Clima A nomeação de Amora Mautner como diretora de núcleo deu uma remexida dentro da Globo. Não tanto pelo cargo, algo que todos reconhecem como absolutamente merecido, mas muito maispelasconsequências diretas. O disputado por todos, João Emanuel Carneiro, por exemplo, ficou sob seu guarda-chuva. o respaldo da Bandeirantes, que o prestigia como âncora do seu principal informativo. Aliás, Band e Boechat estão fechados até 2018.
• A Fox inicia em novembro as gravações da segunda temporada da série “Se eu fosse você”, com Paloma Duarte e Heitor Martinez. • A partir do dia 3, os portugueses também poderão acompanhar “Dupla Identidade”... • ... A série de Glória Perez estreia no canal Globo Premium, às 21h45. • A Rede TV! estuda novos projetos para sua programação, em especial algo para a grade de domingo... • ... O canal sente a necessidade de um produto que possa alavancar a audiência do “Encrenca” – que ainda não embalou. • Analice Nicolau também gravou um piloto como apresentadora do “Vídeo Show” do SBT... • ... Aliás, depois de gravados todos os pilotos, será feita uma avaliação de quem poderá ser a escolhida. • Novembro promete ser de estresse nos bastidores do “CQC”.
A criança é um público abandonado pelo cinema Por que o mercado cinematográfico raramente – ou quase nunca – se interessa em produzir alguma coisa para o público infantil? Será que não temos bons roteiristas, diretores e produtores para este gênero de filme? Existe dificuldade em captar ou convencer os grandes anunciantes? São muitas as perguntas, e as respostas dificilmente irão aparecer. Enquanto isso, nossas crianças continuam consumindo apenas o que vem de fora. Lamentável.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Gravar novela, definitivamente, não é fácil. Dia desses, Flávio Galvão, de “Império”, por muito pouco não perdeu a sua ponte para o Rio de Janeiro. Ele embarcou num sono em plena sala de espera de Congonhas, e não fosse o despertar de um amigo, teria praticamente perdido o seu dia trabalho. Ficamos assim. Mas amanhã tem Mais. Tchau!
Márcio Braz* E-mail: plateia@emtempo.com.br
Ocupação Laerte
MÁRIO ADOLFO
GILMAL
ELVIS
Inaugurada esta semana na sede do Itaú Cultural em São Paulo a exposição “Ocupação Laerte” da cartunista e ilustradora Laerte Coutinho. Talvez o leitor estranhe o artigo feminino nos substantivos. Mas Laerte passa agora a se identificar assim, o que de nada importa ao todo da exposição e nem é o foco de nossa discussão. O comentário cumpre apenas um objetivo informacional. A exposição faz parte do projeto “Ocupação” que já conta com sua 20° edição. A curadoria fica por conta de seu filho, Rafael Coutinho, que também é quadrinista e artista plástico, e a cenografia é de Fred Teixeira responsável pela criação do espaço de exposição. O trabalho de Laerte é adaptado a diversas mídias, cujos temas são cercado de discussões políticas e sociais, como as relacionadas aos sindicatos e aos bancos, além das questões relacionadas ao gênero e à sexualidade. O humor inteligente acompanhado de traços firmes, curvos muitas vezes e desregrados, acentuam ainda mais o componente básico e indutor dos quadrinhos e cartuns. Num dos trabalhos, por exemplo, um homem atravessa os caixas de banco e ao passar por cada, recebe várias facadas. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Há outros trabalhos em que o autor apresenta um componente erótico extremamente sofisticado, sem agressão e com leves pitadas de humor e crítica. A crítica, por sinal, é uma das principais marcas de Laerte, cuja trajetória iniciada nos anos de 1970, revela ainda outros aspectos como os filosóficos.
Ocupação Laerte possui mais de 2000 obras com cerca de 300 originais. O público acompanha a trajetória do artista através de uma espécie de labirinto, onde suas idéias são expostas. Neste, etapas importantes são apresentadas como o Piratas do Tietê, a Muchacha, os moradores de O Condomínio, Muriel (travesti da personagem Hugo) e Los 3 amigos (parceria com Angeli e Glauco). O universo dos quadrinhos parece ter ganhado uma sobrevida nos últimos anos. Em Manaus, apenas para fazer um parêntese, tivemos o primeiro edital de Artes Visuais onde se incluía os quadrinhos como um dos objetos de contemplação. Em novembro, Melinda Gebbie, ilustradora e esposa do famoso Alan Moore, virá a Manaus para uma exposição. No Brasil, os leitores ou o público de quadrinhos variam de cidade em cidade. Há um público forte na região sudeste, mas em outros lugares ainda existe certa timidez talvez pela falta de incentivos tanto do poder público quanto da iniciativa privada. Mas ao que tudo indica um passo à frente deverá ser dado, e Laerte Coutinho, sem dúvida, é um desses mestres que impulsionaram a criação de muitos dos jovens artistas que labutam na capital amazonense. Em “Ocupação Laerte” a diversão é certa, não um fim em si mesma, claro, mas uma oportunidade do público ver um mundo construído com traços distorcidos, mas de componente absolutamente real e bem humorado, um tapa na cara do cada vez mais caretíssimo mundo artístico brasileiro.
Márcio Braz* *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural
O humor inteligente acompanhado de traços firmes, curvos muitas vezes e desregrados, acentuam ainda mais o componente básico e indutor dos quadrinhos e cartuns”
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Programação de TV
SBT REPRODUÇÃO
5h Jornal Da Semana 6h Igreja Universal 7h Brasil Caminhoneiro 7h30 Planeta Turismo 8h30 Vrum 9h Sorteio Amazonas Dá Sorte (Local) 10h Domingo Legal 14h Eliana 18h Roda A Roda Jequiti 18h45 Sorteio Da Telesena 19h Programa Silvio Santos 23h De Frente Com Gabi 0h Nikita 1h Rizzola & Isles 2h Pessoa De Interesse 3h20 Agora É Festa 4h Igreja Universal
RECORD
TOURO - 20/4 a 20/5 Os cuidados familiares e a rotina em sua casa estão beneficiados Momento para abrir as portas para melhorias significativas. Libere sua fantasia imaginativa ao cuidar da casa.
Grandes Negócios 6h31 Globo Rural 10h10 Auto Esporte 10h30 Esporte Espetacular 11h30 Esquenta 12h52 Temperatura Máxima 15h Campeonato Brasileiro
7h30 Sabadão Do Baiano 8h Power Rangers + Popeye 9h30 Popeye 9h45 Informercial – Polishop 10h45 Verdade E Vida 11h Irmaão Caminhoneiro – Boletim 11h05 Pé Na Estrada 11h30 Porsche Cup Etapa Curitiba-pr 12h30 Band Esporte Clube 13h55 O Grande Momento
17h Domingão do Faustão 19h45 Fantástico
19h Só Risos
22h10 Domingo Maior
20h Top 20 21h Pânico Na Band 0h Canal Livre
– Bahia x Flamengo
9h Amazonas Da Sorte
0h03 Programete Rumo ao Pódio
10h Domingo Show
0h13 Hino Obrigado Senhor
18h30 Domingo Espetacular
ÁRIES - 21/3 a 19/4 A expressão dos sentimentos amorosos é estimulada. Momento para dar vazão à imaginação criativa, utilizando-se de habilidade mental e sentido de harmonia.
5h55 Pequenas Empresas,
5h30 Desenhos Bíblicos
14h15 Hora Do Faro
GREGÓRIO QUEIROZ
5h27 Amazônia Rural
5h Tartarugas Ninja 6h30 Santa Missa No Seu Lar
5h Santo Culto Em Seu Lar
8h30 Record Kids - Pica Pau
Horóscopo
4h26 Santa Missa
BAND
Do Futebol 14h25 Futebol 2014 – Ao Vivo 16h50 3º Tempo
7h Desenhos Bíblicos
O telespectador tem um encontro com entrevistas em “De frente com Gabi”, na tela do SBT
GLOBO
0h17 Hino Nacional
21h30 Debate Presidente
0h22 Encerramento Previsto
23h45 Programação Iurd
(Manutenção Mensal)
Cinema
1h Alex Deneriaz 1h30 Show Business – Reapresentação 2h20 Popeye 3h Igreja Universal
Cruzadinhas
PRÉ-ESTREIA A Lenda de Oz: EUA. 18 anos. A garota Dorothy é levada de volta ao mundo mágico de Oz, onde reencontra os velhos amigos Homem de Lata, Espantalho e Leão. Entretanto, logo ela descobre que todos os habitantes do reino estão correndo sério risco graças aos atos do malvado Jester. Continuação da história exibida em “O Mágico de Oz” (1939). Cinemark 5 – 12h30 (3D/dub/somente sábado), 14h50, 17h15 (3D/dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Millennium 3 – 14h50, 17h (3D/dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Plaza 2 – 15h (3D/dub/somente sábado); Cinépolis Ponta Negra 4 – 14h30, 16h45 (3D/dub/somente sábado e domingo).
GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Sol e Mercúrio indicam ser um bom momento para a comunicação afetiva. A expressão dos sentimentos resulta em momentos felizes junto às pessoas queridas. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Os negócios estão beneficiados pelos bons aspectos. Facilidade para comerciar e fazer acordos vantajosos. Mas há ainda outras situações financeiras para serem definidas. LEÃO - 23/7 a 22/8 A conversa com bons conselheiros é uma maneira positiva de compreender melhor o que se passa consigo mesmo. Procure a visão mais ampla daqueles que sabem mais. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Este é o momento certo para você pagar o preço necessário para solucionar antigos problemas. Ao fazer isso, você terá um possível alívio e reequilíbrio pessoal. LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento fecundo e oportuno para a participação social e a aproximação de laços com amigos. Os projetos para o futuro se desenvolvem por sua confiança e seu otimismo. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 As barreiras antes encontradas para o desenvolvimento profissional podem ser superadas de modo particularmente feliz. Ideias criativas trazem novas possibilidades ao trabalho. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Mercúrio e o Sol indicam boa fase para os estudos, atividades intelectuais e culturais. Novos projetos e ideias criativas estão positivamente dinamizados. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Bom momento para desenvolver o trabalho, pela participação ou apoio de outras pessoas. Há mais recursos disponíveis. A confiança no trabalho facilita lidar com os compromissos. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Momento estimulante para as relações humanas, para a cooperação e para a relação a dois. As novas ideias devem ser trabalhadas em conjunto para se ter o melhor resultado. PEIXES - 19/2 a 20/3 Mercúrio e o Sol estabelecem nova e melhor condição no trabalho e nas finanças. Você conta com facilidades vindas de outras pessoas. A saúde e o humor tendem a estar bem.
ESTREIAS Sin City 2 – A Dama Fatal: EUA. 18 anos. Diretamente das páginas da graphic novel de Frank Miller, Bruce Willis estrela como um policial com um relógio vagabundo e a missão de proteger uma provocante stripper (Jessica Alba); Mickey Rourke como um exilado melancólico que busca vingança pela morte de seu único e verdadeiro amor (Jaime King); e Clive Owen como Dwight, o amor clandestino de Shelli (Brittany Murphy), que passa a noite protegendo Gail (Rosario Dawson) e seu grupo (Devon Aoki e Alexis Bledel) de um cara barra pesada (Benicio Del Toro) fanático por violência. Cinemark 6 – 14h20, 19h20 (dub/diariamente), 11h50 (3D/dub/somente sábado e domingo), 16h45, 21h45 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Millennium - 15h, 17h15, 19h45, 22h15 (3D/dub/diariamente), 16h35 (3D/leg/exceto sábado e domingo), 21h30 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 14h30 (3D/dub/somente sábado), 17h15, 19h35, 21h55 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 21h35 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 14h45, 19h45 (3D/dub/diariamente), 17h15, 22h15 (3D/leg/diariamente); Playarte 1 – 17h, 19h05 (3D/dub/diariamente), 21h10 (3D/leg/diariamente), 23h15 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado).
Será Que?: EUA. 12 anos. Wallace (Daniel Radcliffe) e Chantry (Zoe Kazan) são amigos muito próximos, mas a relação entre os dois começa a entrar em dificuldades quando eles começam a se apaixonar um pelo outro. Cinépolis Ponta Negra 6 – 13h45 (dub/somente sábado e domingo), 18h45 (dub/diariamente), 16h15, 21h30 (leg/diariamente). A Bela e a Fera: FRA. 12 anos. Cinemark 4 – 11h30 (dub/somente sábado e domingo), 14h30, 17h05, 19h40 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 4 – 13h50 (dub/somente sábado e domingo), 16h20, 18h50, 21h15 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 19h50, 22h15 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 14h10, 16h40, 19h50, 22h15 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h30 (dub/somente sábado e domingo), 16h (dub/diariamente), 18h30 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 13h35, 16h05, 18h35, 21h05 (dub/diariamente); Playarte 10 – 13h15, 15h35, 17h55, 20h10 (dub/diariamente), 22h25 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Protetor: EUA. 14 anos. Denzel Washington interpreta McCall, um ex-oficial das forças especiais que simulou sua morte para viver uma vida tranquila em Boston. Quando ele sai de sua aposentadoria auto-imposta para resgatar uma jovem, Teri (Chloë Grace Moretz), ele se encontra frente a frente com gangsters russos ultra-violentos. Cinemark 7 – 14h05, 16h20, 18h40, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 8 – 15h, 17h15, 19h45, 22h15 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 14h, 16h50, 19h40, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 19h40, 22h20 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 15h, 21h (dub/diariamente), 18h (leg/diariamente); Kinoplex 4 – 15h40, 18h20, 21h (dub/diariamente), 13h (dub/somente sábado e domingo); Playarte 6 – 13h, 15h35, 18h10, 20h45 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado).
CONTINUAÇÕES Lascados: BRA. 12 anos. Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h40, 17h40 (diariamente). Mesmo se Nada Der Certo: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 7 – 19h30, 21h45 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 20h40 (leg/diariamente); Playarte 9 – 20h40 (leg/diariamente), 22h45 (leg/somente sexta-feira e sábado). Livrai-nos do Mal: EUA. 14 anos. Cinemark 8 – 13h (dub/somente sábado e domingo), 15h40, 18h20, 21h15 (dub/diariamente), 0h (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 6 – 13h (leg/somente sábado e domingo), 15h40, 18h15, 21h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 14h25, 17h, 19h55, 22h25 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h15 (dub/diariamente), 17h30, 20h30 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 20h50 (dub/diariamente), Kinoplex 5 – 13h40, 18h30 (dub/diariamente); Playarte 5 – 13h45, 16h05, 18h25, 20h45 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sábado e domingo). Maze Runner - Correr ou Morrer: EUA. 14 anos. Cinemark 1 – 12h40
(dub/somente sábado e domingo), 15h15, 17h50, 20h30 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 5 – 15h20, 18h, 20h45 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 15h20, 17h50, 20h20 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h, 20h45 (dub/diariamente), 17h45 (leg/diariamente); Kinoplex 3 – 13h30, 16h, 18h40 (dub/diariamente), 21h15 (leg/diariamente). Isolados: BRA. 14 anos. Cinemark 2 – 14h, 18h30 (diariamente), 23h (somente sábado); Cinépolis Millennium 2 – 14h, 15h50 (diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 15h30, 17h40 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 14h10, 16h40 (diariamente). O Doador de Memórias: EUA. 12 anos. Cinemark 5 – 19h30 (dub/exceto quarta-feira), 22h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 21h15 (leg/diariamente); Playarte 4 – 13h25, 15h25, 17h25, 19h25, 21h25 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado). Os Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário: JAP. 12 anos. Cinemark 2 – 11h40
(dub/somente sábado), 16h10, 20h45 (dub/ diariamente); Kinoplex 1 – 13h50 (dub/diariamente). Rio, Eu Te Amo: BRA. 12 anos. Cinépolis Millennium 7 – 14h15, 16h45 (diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 13h35 (exceto sábado), 16h (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h40, 18h40 (diariamente). Anjos da Lei 2: EUA. 14 anos. Cinépolis Plaza 8 – 18h40, 21h20 (dub/diariamente); Playarte 2 – 13h20, 15h40, 18h, 20h20 (dub/diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado). Se Eu Ficar: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 2 – 17h50, 20h20 (leg/diariamente). Hércules: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 19h10, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 14h05 (3D/dub/exceto sábado e domingo), 19h15 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 15h50, 18h10, 20h40 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 14h30 (3D/dub/exceto sábado e domingo), 16h45 (3D/leg/exceto sábado e domingo), 21h45 (3D/leg/diariamente);
Kinoplex 5 – 16h10, 21h10 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 13h, 15h (3D/dub/ diariamente). Deus Não Está Morto: EUA. 10 anos. Kinoplex 1 – 15h50 (dub/diariamente). Lucy: FRA. 16 anos. Playarte 7 – 13h20, 15h20, 17h20 19h20, 21h20 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somente sexta-feira e sábado). Os Mercenários 3: EUA. 16 anos. Cinemark 4 – 22h15 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 18h10 (dub/diariamente); Playarte 3 – 13h05, 15h40, 18h15, 20h50 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Que Será de Nozes?: EUA. Livre. Playarte 9 – 13h10, 15h, 16h50, 18h40 (dub/diariamente). Vestido pra Casar: BRA. 12 anos. Cinemark 3 – 12h (somente sábado e domingo), 14h15, 16h40 (diariamente); Playarte 8 – 13h50, 15h55 (diariamente). Guardiões da Galáxia: EUA. 12 anos. Playarte 8 – 18h, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado).
Mudanças
Com missa em Ação de Graças
A gerente de Marketing do Manaus Plaza Shopping, Daniela Ramos, alça novos voos. Ela está assumindo, agora, a gerência-geral do Centro de Convenções do empreendimento. E vem com todo gás e novos projetos.
C7 FOTOS: ANA CLÁUDIA JATAHY
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
Jander Vieira
A união e ex-alunos do Cest comemoram hoje, o dia de sua padroeira, Santa jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. O ato religioso contará com a participação dos Despretensiosamente, a coluex-alunos de tona, em parceria com o futuro das as épocas, os advogado Manoel Netto, está formandos 2014 e assinando uma linha de pulas irmãs missioseiras chiques e exclusivas. nárias que trabaTrata-se do Pulseirismo Vie, lham no Alto Rio confecção de fi nas peças, Negro, com a com cristais, peparticipação do dras exóticas que poeta amazoprotejem, pedras nense Max que relaxam e Carpenpreciosas. As tier. A expulseiras Vida aluna, a já estão adorjornanando o pulso lista Tede vários sorezinha brenomados Soares é e finas dos uma das orsalões da ciganizadoras do dade. Jaqueline Chagas e Rosiane Lima esbanjanevento.
Modernas e únicas
HERICK PEREIRA
A linda Johara Jomaa Aziz em sua prática esportiva preferida, a natação. Saúde e beleza a mil é o lema da princesa de Nejmi e Omar Aziz. Casal oficial que preza pelo bem melhor: o amor à família!
do alto-astral nos domínios da Side Walk
A meiga Gracelia Benacon e seu brinde à vida
::::: Sala de Espera Rafael Melo está trocando de idade amanhã. Os cumprimentos da coluna.
Inauguração A Susam entrega mais uma obra no interior do Amazonas. Desta vez, o hospital de Novo Aripuanã, que foi reformado e ampliado. No interior, já foram construídos 13 novos hospitais e mais cinco foram reformados e ampliados. Aplausos ao governador José Melo.
Hoje, a partir das 17h, acontece a oitava edição do Festival Cultural do Pirão. O evento acontece com apresentações do Cabocrioulo, Casa de Caba e Cordão do Marambaia, na praça do conjunto Jardim Paulista. A tradicional festa do “Dia da Secretária”, assinada pe-
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SHOWS
O comediante Fábio Lins será a primeira atração de stand-up comedy, no dia 1º de outubro
Cultura com acesso gratuito O projeto “Vitrine Cultural” é uma iniciativa do Shopping Ponta Negra que visa promover o acesso à cultura entre os seus frequentadores. A partir do dia 1º de outubro, até dezembro, o shopping passará a oferecer um pacote de atividades culturais com atrações locais e nacionais que irão se apresentar gratuitamente para o público. Até o final do ano, todas as quartas-feiras, haverá shows de stand-up comedy. Às quintas e sextas, artistas regionais de renome irão apresentar um repertório variado no happy hour com música ao vivo. E aos sábados e domingos será a vez de opções para as crianças, com peças infantis de teatro. Todas as atrações vão ser
apresentadas na praça de alimentação no terceiro piso (L3) do shopping. Os shows de stand-up comedy vão trazer à capital amazonense diversos comediantes de sucesso do Brasil, como Fábio Lins, que será a primeira atração da Vitrine Cultural, na próxima quarta-feira (1º de outubro). Regionais Os shows de artistas regionais prometem agradar a todos os estilos musicais, com apresentações de cantores como Zezinho Corrêa e Cileno, entre outros. As esquetes teatrais vão ser o ponto de encontro da criançada, que poderá curtir apresentações de fantoches, shows de mágica e brincadeiras variadas.
As apresentações infantis ocorrerão sempre em dois horários, aos sábados e domingos: às 15h e às 17h. O gerente de marketing do Shopping Ponta Negra, Rafael Fiedler, explica que a “Vitrine Cultural” tem a função de abrir o leque de opções de diversão e lazer para os clientes do centro de compras. “Somos um shopping novo em Manaus e já trouxemos diversas inovações com relação a lojas exclusivas, cinema moderno e bem equipado e serviços aos clientes que apenas nós temos. Queremos também oferecer novidades agradáveis, como um bom show de comédia, boa música e diversão para as crianças e de forma totalmente gratuita”, afirma Rafael.
las unidades da rede Atlantica Hotels International (em Manaus) há três anos para as profissionais que atuam no trade hoteleiro da cidade, será realizada na próxima quinta-feira, com muita bossa no Quality.
das Empresas do Ano promovida pelo Anuário Época Negócios 360º.
Com o primeiro lugar na dimensão Visão de Futuro e a segunda posição na categoria Saúde, o Laboratório Sabin conquistou mais uma vez lugar na concorrida lista
Falando em Melo, o governador lançará amanhã, o Ronda Maria da Penha, um projeto criado para prevenir e proteger as vítimas de violência doméstica dentro das
O governador José Melo foi cumprimentadíssimo pela passagem de mais um aniversário, anteontem.
ações de Segurança Pública. O lançamento será às 10h, no auditório da sede do governo, na avenida Brasil. A Companhia de Teatro Apareceu a Margarida, presidida pelo ator-diretor Michel Guerrero, volta aos palcos com nova montagem, após dois anos. A comédia “Que diabo deu em Barbie Jane?” tem pré-estreia, amanhã, às 20h, no Teatro da Instalação – com acesso grátis.
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
‘Esquenta’ e feijoada em clima de Samba Manaus André Marinho, no Lappa Bar, e Feijoada VIP, no Bar Chopp Brahma, preparam o público para conferir o festival no sambódromo
O
Samba Manaus está cada vez mais próximo e, para “esquentar os tamborins”, várias ações serão promovidas nas semanas que antecedem o festival. O evento será realizado nos dias 10 e 11 de outubro, no sambódromo, e contará com 12 shows de atrações nacionais. Um dos “esquentas” será no Lappa Bar, no dia 3 de outubro (sexta-feira). A casa vai receber o sambista carioca André Marinho, ex-Cupim na Mesa. O artista também é compositor e já teve músicas gravadas pelos cantores Belo, Thiaguinho, o grupo Os Travessos, Perlla com Marcelo D2, entre outros. Como integrante do grupo Cupim na Mesa, lançou dois CDs e um DVD. Entre os hits que não vão faltar no “esquenta”, que vai contar também com os grupos Vem K Sambar e Amigos do Pagode, estão “Foi Deus”, “Fala”, “Fogo alto”, “Tá rindo de que” e músicas dos artistas confirmados no Samba Manaus. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente no Lappa. Feijoada No dia seguinte, 4 de outubro (sábado), a partir das
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11h30, será a vez da Feijoada VIP Oficial do Samba Manaus 2014. Neste dia, o endereço da roda de samba é o Bar Chopp Brahma, no Aleixo. Os ingressos também podem antecipados e adquiridos no próprio local, a partir de terça-feira (30). Para animar o almoço de domingo, os grupos Calçada do Samba e Vem K Sambar, a partir das 14h. Na seleção musical, os sucessos dos grupos Pixote, Sorriso Maroto, Revelação, Raça Negra, Imaginasamba, Turma do Pagode,
SERVIÇO FEIJOADA OFICIAL DO SAMBA MANAUS 2014 Quando dia 4 de outubro (sábado), a partir das 11h30 Onde Bar Chopp Brahma, av. André Araújo, no Aleixo Quanto R$ 15 (vendas antecipadas a partir do dia 30 de setembro no próprio bar) Informações (92) 3632-0202
Os Travessos, Harmonia do Samba e também dos cantores Mumuzinho, Belo, Péricles e Thiaguinho, artistas que vão se apresentar em Manaus nos dias 10 e 11 de outubro. A feijoada também será a oportunidade para garantir a entrada no Samba Manaus. Haverá sorteio de ingressos, adesivagem de carros, distribuição de kits de CDs e adesivos para celular.
SERVIÇO 3º ESQUENTA SAMBA MANAUS COM ANDRÉ MARINHO Quando dia 3 de outubro (sexta-feira), a partir das 21h Onde Lappa Bar (rua Rio Mar, 98, Vieiralves) Quanto (An- Pista R$ 35 tecipados) Área VIP Premium R$ 50. Com open bar de Bahma e Smirnoff Ice das 21h às 23h. Informações (92) 3584-3567 / 8234-4993
Ex-Cupim na Mesa, o sambista carioca André Marinho vai cantar seus sucessos no Lappa Bar, dia 3 de outubro