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EM TEMPO - 28 de julho de 2013

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R$

2,00 PREÇO DESTA EDIÇÃO

O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXV – N.º 8.075 – DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

EX

O aumento do número de assaltos em Manaus, apesar da presença do “Ronda no Bairro”, não tem relação com os detentos que fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, o comandante da Polícia Militar, Almir David, faz um balanço do programa e afirma que, apesar das cobranças, “há mais acertos do que erros”. Dia a dia C4 e C5

CL

US

IV

IONE MORENO

“ASSALTOS NADA TÊM A VER COM FUGA DO IPAT” O

O comandante da Polícia Militar, coronel Almir David, com policiais do Comando de Operações Especiais (COE), garante que o “Ronda no Bairro” está vencendo a guerra contra o crime

CRISTO ESTÁ NAS FAVELAS, DIZ PAPA

Na homilia da missa que celebrou, na manhã de ontem, na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, o papa Francisco afirmou, diante de centenas de bispos, sacerdotes e seminaristas, que é na favela, nos bairros pobres e nas “vilas da miséria” que eles devem procurar e servir a Cristo. Última Hora A2

JOEL ROSA

DIVULGAÇÃO

D O M I N G O DNA NO SAMBA Filhos de sambistas, Dudu Brasil (foto) e Jorjão Pampolha se destacam nos palcos de Manaus. Plateia D1

Decadência Casos como o pedido de concordata de Detroit sinalizam a decadência dos subúrbios. Ilustríssima G4 e G5 DIVULGAÇÃO

10 anos depois DIVULGAÇÃO

Prosamim mudou a cara de Manaus e reassentou mais de 11 mil famílias. Salão 4 e 5

Menino com a camisa da seleção emocionou o papa Francisco. Os dois saíram chorando

FLA X FOGÃO

LUA E ESTRELA Trinta anos depois, cantor amazonense Vinícius Cantuária (foto) volta a se apresentar na cidade. Plateia D3

AP PHOTO

NÃO RESISTIU

Morre 5ª vítima da explosão do avião bimotor Adonai Campos morreu ontem, depois de 10 dias internado. Ele era um dos passageiros do avião que caiu no aeroporto Eduardo Gomes. Última Hora A2

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO, SALÃO IMOBILIÁRIO E CONCURSOS.

Lewis Hamilton (foto) superou mais uma vez Sebastian Vettel e cravou a pole para o GP da Hungria. Última Hora A2

Domingo de clássico no Maraca Um Flamengo, em fase ruim, e um Botafogo, em ótima fase, se enfrentam hoje no Maracanã pelo Brasileirão. Pódio E5

TEMPO EM MANAUS

MÁX.:

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

Morre a quinta vítima de acidente aéreo em Manaus Adonai Pessoa Campos morreu aos 45 minutos de ontem no Hospital 28 de Agosto, onde estava internado desde o dia 16

JOEL ROSA

JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO

A

quinta vítima do acidente aéreo, que ocorreu no aeroporto internacional Eduardo Gomes, no último dia 16, morreu no Hospital 28 de Agosto, por volta dos de ontem. Adonai Pessoa Campos, de 43 anos, que era auxiliar de metrologia do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amazonas (IpemAM), apresentava queimadura em 60% do corpo. De acordo com o boletim médico, além das queimaduras, a causa da morte teria sido um choque séptico, isto é, um desconforto respiratório agudo. Durante o velório, realizado ontem, um dos amigos da família, o comerciante Vitor Amorim, 64, contou que Adonai sofreu complicações respiratórias devido a grande quantidade de fumaça ingerida na ocasião do acidente. “Ele estava a mais de dez dias hospitalizado com lavagens diárias para a retirada da fumaça dos pulmões, mas não resistiu”, lamentou. De acordo com o presidente do Ipem-AM, Márcio André, Adonai era funcionário do órgão há 9 anos e há 5 anos trabalhava, com o também

técnico de metrologia, Aurélio Simonetti, vítima fatal do acidente. ”Adonai tinha muita afinidade com Aurélio e morreu porque voltou para ajudar o amigo”, relembrou. Homenagem Ainda segundo Márcio, o Ipem-AM vai homenagear a vítima dando o nome de Auditório Adonai Campos, a uma das salas do novo prédio do órgão, previsto para ser inaugurado no próximo dia 9, na avenida Danilo Aerosa, no Distrito Industrial. O prédio, por sua vez, será batizado com o nome de Aurélio Simonetti, que morreu carbonizado no acidente. Muito abalados, os parentes de Adonai não quiseram se pronunciar. O enterro da vítima será realizado hoje no cemitério Parque Tarumã, às 9h. Acidente O trágico acidente com a aeronave modelo Beechcraſt Baron (BE-58), prefixo PR-OKK, ocorreu às 6h20 do último dia 16, na cabeceira 28, do terminal 2 de passageiros do aeroporto internacional Eduardo Gomes. Na ocasião três pessoas mortas e outros três passageiros ficaram gravemente feridos. A aeronave seguia para Apuí

GP DA HUNGRIA AP PHOTO

(a 453 quilômetros de Manaus) quando minutos após a decolagem inclinou-se para a esquerda, perdeu altitude, chocou-se contra o solo, pegando fogo na área do aeroporto. A aeronave pertencia a Construtora e Transportadora Pioneiro Ltda. (Cotrap) e estava arrendada para a empresa de aviação Apuí USA L.L.C, tendo como nome fantasia Apuí Táxi Aéreo. As vítimas fatais do acidente foram o técnico do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amazonas (Ipem), Aurélio Queiroz Simonetti, 68, o empresário do ramo de frigoríficos em Apuí, Messias Alencar Neto, 45, e o piloto da aeronave Élcio Miguel Carneiro da Silva, 53. Eles morreram carbonizados. Já as vítimas socorridas com vida foram encaminhadas com queimaduras graves pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu) para o hospital e pronto-socorro 28 de Agosto. O advogado da prefeitura de Apuí, Edson Oliveira Parron, 30, morreu no último dia 19. Ele estava com queimaduras em mais de 90% do corpo. A advogada Vanessa Guedes Aguiar, 32, continua internada em estado grave, registrando melhora nas últimas 24 horas e respirando expontamente, segundo boletim médico.

O velório do técnico do Ipem está sendo realizado na funerária São Francisco, no Cachoeirinha

VELÓRIO

CLERO

Papa pede prioridade às favelas

Hamilton, da Mercedes, pela terceira vez é pole position

Lewis Hamilton larga na frente no GP da Hungria O inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, superou mais uma vez o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, e cravou a pole ontem para o GP da Hungria, que será realizado hoje, em Hungaroring. Hamilton fez o tempo de 1min19s388. Já Vettel ficou com o segundo melhor tempo (1min19s426). O inglês conseguiu superar o rival alemão em sua última volta, com o cronômetro já zerado. O francês Romain Grosjean (1min19s595) colocou a sua Lotus na terceira posição, seguido pelo alemão, Nico Rosberg (1min19s720), da Mercedes. O brasileiro Felipe Massa garantiu a sétima posição no grid ao cravar 1min19s929 na terceira parte do treino. Pela sétima vez na temporada, ficou atrás do espanhol Fernando Alonso (1min19s791), que vai largar em quinto. O

MASSA

Em missa para o clérigo na Catedral Metropolitana do Rio na manhã de hoje, o papa Francisco criticou os “dogmas modernos” da eficiência e do pragmatismo e exortou seus sacerdotes a priorizar a favela. “Não há lugar para o idoso, nem para o filho indesejado; não há tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. Às vezes parece que, para alguns, as relações humanas sejam regidas por dois dogmas modernos: eficiência e pragmatismo”, disse Francisco. Dirigindo-se aos religiosos, Francisco pediu-lhes que “tenham a coragem de ir contra a corrente” e de promover a “cultura do encontro”. O pontífice voltou a defender que a Igreja Católica busque a “periferia”:

“Decididamente pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que estão mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia. Último compromisso Ontem, debaixo de chuva fina, milhares de fiéis aglomeraram-se desde o início da manhã em frente ao Monumento dos Pracinhas, no centro do Rio, para retirar o kit da vigília. Outros iniciavam o percurso de 9,5 quilômetros até a praia deCopacabana, Zona Sul, onde o papa Francisco teve o último compromisso do dia, a Vigília de Oração, à noite. Segundo a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), mais de 1,5 milhão de peregrinos eram esperados para o encerra-

mento do evento. O kit pesava cerca de 3 quilos e continha as cinco refeições para o final de semana: almoço, jantar e ceia para ontem e café da manhã e almoço para hoje (28). Ao longo do caminho estão montadas tendas de reciclagem para recolhimento do lixo. Quem chegou mais tarde precisou ter paciência. Com a chuva e a multidão, os kits foram sendo entregues vagarosamente, mas não houve tumulto. Bem-humorado, o piauiense Marcos Santos esperava na fila com um grupo de amigos tocando violão. “Quem canta, os males espanta”, brincou. “Se parar de chover na hora da procissão do Santíssimo Sacramento, para não dormirmos na areia molhada, já está bom demais”, disse. REPRODUÇÃO

O brasileiro Felipe Massa conquistou a sétima posição no grid de largada na terceira parte do treino. Pela sétima vez na temporada, o brasileiro sai atrás do espanhol Fernando Alonso sexto será o finlandês Kimi Raikkonen, da Lotus. Esta é a terceira pole seguida de Hamilton -ele também largou na frente na Inglaterra e na Alemanha. Nas duas provas, porém, ele não chegou ao pódio, terminando em quarto e quinto lugar, respectivamente. O GP da Hungria, décima etapa do Mundial, está marcado para hoje, às 9h (de Brasília).

Papa Francisco critica ‘dogmas modernos’ e pede ao clero que caminhe contra a corrente

Amigos no adeus de funcionário Ontem, amigos e familiares se despediram de Fernando Martins da Silva, 27, funcionário do Jornal Amazonas EM TEMPO, que morreu na manhã de sexta-feira (26), vítima de um acidente de trânsito, na avenida Jacira Reis, bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste. O corpo de Fernando seguiu de avião no fim da tarde para Boa Vista (RR), onde será sepultado. Fernando é natural de Santarém (PA), mas mudou-se com a família para Roraima, onde ainda vivem seus pais, antes de vir para Manaus. Durante o velório na funerária Almir Neves, Centro, apesar da tristeza pela perda de um colega de trabalho, os amigos relembraram os momentos felizes que passaram ao lado do colega. Fernando deixou uma filha de 11 anos e outros dois filhos adotivos do primeiro casamento da atual mulher. “A gente estava junto há 8 anos. Ele sustentava a casa e nossos filhos e também a outra filhinha dele. Eu não trabalho, só estudo. Depois desse primeiro momento de dor, vou procurar nossos direitos. O jornal está nos dando todo apoio”, disse Milane Araújo de Lima, mulher da vítima. O acidente aconteceu na avenida Jacira Reis, bairro Dom Pedro, quando Fernando seguia para o trabalho de moto. Ele chocou-se com o carro da jornalista Isane Torres de Barros. Conforme relatos de testemunhas, a motorista seguiu de ré, na contramão, para retornar à esquerda após ultrapassar o retorno da via, sentido Ponta Negra. A vítima não conseguiu frear a motocicleta e colidiu com o veículo.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

Contexto 3090-1017/8115-1149

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Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Cultura da chantagem eleitoral Sem a menor percepção de que a ética é o pilar que sustenta qualquer religião, pois é a partir daí que se formam os contratos sociais que possibilitam a normalidade do convívio em comunidade, alguns delegados (pastores, discípulos, obreiros e outras posições hierárquicas) de seitas cristãs neopentecostais estabeleceram como meta distorcer os objetivos dos aparelhos do Estado laico, entre esses o que trata da cultura, esporte e lazer. São representantes das comunidades religiosas financeiramente mais abençoadas, no entanto, contaminados por um “pecado”, que é uma espécie de infecção hospitalar dos legislativos municipais, estaduais e federal, onde se plantam esse representantes: a ‘sem cerimônia’ com que se atiram ao dinheiro público, para financiar seus interesses particulares e sustentar contratos espúrios com seus eleitores. A cultura tem sido vista por esses religiosos (ou não) como uma fonte interminável para a consecução desses procedimentos de cooptação do eleitor (o crime é de compra de votos). Ao mesmo tempo em que esses cooptados são usados como moeda de troca com os mandatários da ocasião. Nesta semana, a Câmara Municipal de Manaus rendeu-se ao argumento de um vereador a serviço dessa cultura da chantagem eleitoral e aprovou uma emenda (a 079) à Lei de Diretrizes Orçamentárias, que destina 10% dos recursos municipais à manifestação religiosa embalada por ritmo gospel. É uma completa distorção e só pode ser entendida como medida eleitoreira. O orçamento da cultura não se destina a financiar artista, mas a criar condições de acesso às técnicas das várias linguagens da expressão artística e à educação dos sentidos. Quem aprovou isso, pode até ir para o Céu, mas votou contra o povo de Manaus. Não existe pecado maior.

Charge

A ousadia de Hissa

elvis@emtempo.com.br

O vice-prefeito Hissa Abrahão tem encontrado o incentivo para seguir em frente com a ousadia de se lançar ao governo do Estado. Muita gente fez a leitura de que o jovem político foi precipitado ao sair na frente e ousar sonho tão alto. No entanto, a empresa Perspectiva Tecnologia da Informação divulgou pesquisa de opinião sobre a eleição para o governo do Estado, realizada entre 8 e 10 de julho, mostrando que o vice-prefeito de Manaus é quem mais se beneficiou, por essa pesquisa, subindo para 20%. Braga cai A Perspectiva aponta ainda que o senador e ex-governador Eduardo Braga continua liderando a corrida à sucessão de Omar… mesmo caindo de 53% para 40% nas intenções de voto estimuladas. E a Rebecca? A deputada federal licenciada e secretária estadual de Governo, Rebecca Garcia (PP), tem 16% das expectativas de votos. “Bolsa-Detento” De acordo com a gerente da Reintegração Social da Sejus, Jacilena Loureiro, no Amazonas apenas 18 detentos recebem o Auxílio-Reclusão. Segundo ela, só podem receber o benefício os que contribuíram com o INSS antes de ser presos, com carteira assinada ou contribuição de profissional autônomo. – E têm que ter no mínimo 1 ano de pagamento – explica Jacilena. Direito da família O repasse do Auxílio-Reclusão só é feito à família do detento, caso ele tenha uma para sustentar. – Não é para o detento, é para a família – avisa. Valor A família do preso pode solicitar o auxílio da Previdência Social pelo telefone 135. Dentro desse perfil, apenas

18 famílias de presos recebem o benefício, que segundo ela tem o valor calculado pelo INSS. Autônomos Desses, 16 trabalhavam de carteira assinada e dois contribuíam como autônomos antes da reclusão. Salvem os buritizais Um verdadeiro crime ecológico está acontecendo na avenida Jacira Reis, mais precisamente no terreno onde existia antes a casa do ex-governador Gilberto Mestrinho. A construtora que comprou o terreno está derrubando os buritizais centenários que sempre existiram na área. Na calada da noite De acordo com a vizinhança, que tem ligado para a CONTEXTO, os predadores dos buritizais atacam de noite, para não serem incomodados por órgãos de meio ambiente. Sabedoria Sábio, Mestrinho nunca deixou tocar naqueles buritizais, pois sabia da sua importância para o equilíbrio ecológico do terreno. Pantonosa Para quem não sabe, o buritizeiro (Mauritia flexuosa) é uma palmeira comum e bem conhecida na região, inclusive dentro da cidade.

APLAUSOS

Ele ocorre tipicamente em pequenos bosques chamados buritizais, localizados em áreas pantanosas de lençol freático. Boa notícia A receita tributária do município fechou o semestre com alta de 17%. Significa dizer que, de janeiro a junho, os cofres municipais arrecadaram mais de R$ 486,4 milhões. Impostos e taxas As cifras da prefeitura são referentes a receitas de impostos e taxas municipais. Comparado ao mesmo período de 2012, o incremento foi acima de R$ 70 milhões. Predadores O Ministério Público Federal em Santarém está investigando o edital de concessão da Floresta Nacional de Crepori, no sudoeste do Pará. Segundo nota do MPF, a concessão teria sido realizada ignorando relatório encomendado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Fora daqui A legislação, segundo o MPF, proíbe que áreas ocupadas por comunidades tradicionais sejam incluídas na concessão florestal. De acordo com o informe do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), as comunidades da zona do Crepori não são tradicionais.

VAIAS

NOVOS SHOPPINGS

PROFISSIONAIS DA CRÍTICA DIVULGAÇÃO

Para a chegada de novos shoppings em Manaus, que estão movimentando a economia no Estado.

Para os “profissionais da crítica negativa”, que passaram anos sem apontar os problemas da cidade e agora, que tem um prefeito tentando acertar, acionaram a metralhadora giratória, detonando as frentes de obras.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

A terra dos amazonenses Cada povo desenvolve sua própria história e com ela estabelece as características que haverão de marcar sua evolução e definir suas idiossincrasias. Em matéria de originalidade, extravagâncias mesmo, há fatos e episódios entre nós, amazonenses, no nosso passado e no nosso presente, sobretudo neste, ora estarrecedores, ora hilariantes, que somente podem ser entendidos no contexto da nossa peculiar cultura. Por nos situarmos no âmago da Amazônia, onde pulsa a maior floresta do planeta, cada imigrante que para aqui vem traz em si algo como um sentimento de que estaria chegando a uma terra virgem, sem passado e sem bagagem cultural, sem história, portanto, de cuja construção lhe compete participar. Crasso engano! Por direito e por fatos portamos nossa bagagem de cultura e de história, muitas vezes com alta carga de dramaticidade, outras tantas prenhe de comicidade, como soe acontecer em qualquer comunidade ou sociedade. Para ilustrar e comprovar a boa e honesta intenção destas linhas, recordo o episódio do governador de Minas Gerais, Benedito Valadares, que compareceu a uma audiência com o presidente Getúlio Vargas quando portava uma conjuntivite e, na antessala, interpelado por Gustavo Capanema, ministro da Educação, disse tratar-se de “uma conjuntivite nos olhos”, o que levou Capanema a dizer-lhe que aquilo era um pleonasmo. Já no gabinete, respondendo à curiosidade do presidente, disse que o médico diagnosticara “uma conjuntivite nos olhos”, mas o ministro da Educação, metido a tudo saber, dissera que se tratava de “um pleonasmo”. Em nada

um cômico fato como este e a precária erudição do governador de Minas depõem contra a rica cultura e a bela história daquele Estado. Quando Manaus se viu ameaçada pela falta de sal, lá pelos idos do começo século 20, o governador à época telegrafou ao colega do Rio Grande do Norte, a pedir urgência numa remessa do produto. Quando o navio aqui chegou, carregado de cal, lamentou publicamente o fato de se ter esquecido de usar a cedilha. Nada contra a erudição dos amazonenses. Apenas uma prova de que temos um passado histórico. Dramática e ao mesmo tempo burlesca foi a incrível Batalha Naval de Itacoatiara, fato único, ocorrido naquele momento da vida nacional. Desenrolava-se a revolução constitucionalista de 1932 lá pelo “sul maravilha”, quando os revolucionários partiram da Fortaleza de Óbidos para conquistar o Amazonas em dois navios armados com canhões, o Jaguaribe e o Andirá, tomaram Parintins e chegaram a Itacoatiara que foi bombardeada até que o padre e o prefeito se apresentassem para efetivar a rendição, espertamente retardada até a chegada dos navios Baependi e Ingá, de Manaus, que travaram a única batalha naval da Revolução Constitucionalista e afundaram as duas naus revolucionárias em pleno rio Amazonas. A pompa com que foi titulado o episódio tem sido o motivo da incredulidade de muitos, mas serve para sinalizar que temos uma história própria. Que o diga o tempo em que a borracha da Amazônia era esteio da economia nacional.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Chegaram a Itacoatiara que foi bombardeada até que o padre e o prefeito se apresentassem para efetivar a rendição, retardada até a chegada dos navios Baependi e Ingá, de Manaus, que travaram a única batalha naval da Revolução Constitucionalista e afundaram as naus revolucionárias”.


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

A CPMF da Dilma

Quando não é perfeito, fica mais perto de zero do que de dez. Não estou dando nota zero, mas temos obrigação de ser perfeito. Esse é meu papel, eu trabalho para perfeição. Quando não acontece a perfeição, eu não fico culpando ninguém, nem querendo dividir a responsabilidade. A organização não está bem

Empresários se surpreenderam com o veto de Dilma Rousseff à extinção da multa de 10% do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) paga por empresas em caso de demissões sem justa causa. Segundo relatos, a presidente chegou a prometer a um empresário que não o faria. Para assegurar o dinheiro, que em parte é destinado ao Minha Casa Minha Vida, o Planalto dirá que o prejuízo anual de R$ 3 bilhões teria impacto comparável ao gerado pelo fim da CPMF no governo Lula. Lá... O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), disse que vai apresentar proposta de lei complementar ao projeto vetado. Ele sugere que os 10% da multa do FGTS fiquem para o trabalhador, em poupança para ser usada na aposentadoria. ... e cá Gleisi Hoffmann (Casa Civil) defende que os recursos sejam aplicados exclusivamente no programa habitacional. “Trata-se de um um programa estruturado com o apoio do Congresso’’, diz a ministra. Este será o discurso do governo à base para tentar manter o veto. Rosário A presidente convocou para amanhã uma reunião com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) a fim de fazer um balanço do desempenho do governo federal no reforço à segurança durante a visita do papa Francisco ao Brasil. Muita calma... Durante as discussões sobre o primeiro leilão do pré-sal, Arno Augustin (Tesouro) defendeu que a taxa a ser paga por investidores para participar da concorrência fosse superior a R$ 15 bilhões. A ANP (Agência Nacional de Petróleo) defen-

dia R$ 10 bilhões e a Fazenda, os R$ 15 bi arbitrados. ...nessa hora A ideia do secretário do Tesouro era reforçar o caixa da União. Mas a proposta foi descartada, segundo interlocutores da área econômica, após argumentos de que o leilão, previsto para outubro, ficaria caro demais e desestimularia a participação de muitas empresas. Cedo demais A avaliação de integrantes do governo é que Aloizio Mercadante (Educação) se precipitou ao anunciar que o governo admite rever os dois anos extras nos cursos de medicina previstos no Mais Médicos. Ao contrário Desde as conversas que antecederam o lançamento do programa, assessores de várias pastas haviam combinado que ceder neste ponto deveria ser apenas a última carta de negociação com o Congresso e junto às entidades do setor. Franciscano Conselheiros que ajudam na construção da candidatura de Luiz Fernando Pezão (PMDB) ao governo do Rio querem apresentá-lo

Eduardo Paes, prefeito (PMDB) do Rio, admitiu sextafeira (26) que houve falhas na organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Em entrevista à rádio CBN, decidiu ser sincero e disse que a nota da organização do evento “está mais perto de zero que de dez”.

como um político humilde. O objetivo é dissociá-lo de Sérgio Cabral, desgastado após viagens a Paris e voos de helicóptero. Franciscano 2 A cartilha de Pezão prevê que o vice-governador se desloque prioritariamente de carro e amplie sua participação em eventos em favelas e comunidades do interior do Estado.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO

Petit... Geraldo Alckmin (PSDB) marcou uma solenidade discreta para marcar o envio à Assembleia Legislativa de um projeto que modifica a Lei Orgânica da Procuradoria-Geral do Estado e divide a categoria. Apenas os procuradores que apoiam o texto foram convidados. ... comité Procuradores do Estado reclamam que seriam obrigados a defender agentes públicos, mesmo em processos por improbidade e corrupção. Alckmin manteve o dispositivo e diz que as divergências devem ser debatidas na Assembleia. Reação A associação dos procuradores vai questionar o projeto e estuda entrar com um mandado de segurança.

A região da cidade chamada de Manaus Moderna, só porque ganhou uma porção de asfalto e outra de buracos nesse asfalto, continua a insistir em antigas posturas. Essa feira, por exemplo, em que se lava o peixe com a água poluída do rio Negro (de onde não vêm os peixes). Uma modernidade às avessas.

Tiroteio

Dom Sérgio Eduardo Castriani

Os números das últimas pesquisas mostram a Dilma o que ela mais temia: a queda de sua avaliação começou e o chão não é o limite.

Que o Reino venha

opiniao@emtempo.com.br

DO LÍDER DO DEM NA CÂMARA, RONALDO CAIADO (GO), sobre os índices que mostrou a popularidade de Dilma aos níveis de Lula no auge do mensalão.

Contraponto

De estilingue a vidraça Em reunião com prefeitos do norte de Minas Gerais para estimular a adesão ao programa Mais Médicos, há duas semanas, um grupo de médicos e residentes vaiava a apresentação de Alexandre Padilha (Saúde). O ministro identificou um representante do CRM-MG, Itagiba de Castro Filho, a quem deu o microfone. No palco, o médico começou a ser vaiado também, só que, desta vez, pelos prefeitos da região. No fim do evento, o pediatra e professor universitário comentou em reservado, para o ministro: --É... Vaia no ouvido dos outros é serenata... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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Que bom seria viver numa festa permanente com cânticos, danças e comida à vontade, num mundo onde só existisse lugar para alegria e não se ouvissem gemidos, suspiros e soluços de choro. Que felicidade se nenhuma criança morresse antes da hora, e que aos 100 anos ainda fossemos jovens. Como seria bonito se todos morassem em casas dignas e feitas sob medida, colhendo os frutos do trabalho de suas mãos. Será que um dia veremos as nações todas se confraternizando, destruindo as armas e as transformando em instrumentos de trabalho, de entretenimento e de comunicação, e caminhando em direção a um grande banquete? Foi este o sonho dos profetas, e se quisermos conferir basta irmos ao livro de Isaías e iremos encontrar imagens fortes de um mundo novo e renovado. Sonhos que se resumem no grande desejo de que o Senhor reine, e que o Reinado de Deus se torne realidade. Sonho que não era só sonho, mas certeza de que Deus não abandona a sua criação. Jesus iniciou a sua pregação anunciando a proximidade do Reino, dizendo que o mesmo estava no meio do povo. Exultou de alegria quando soube que os pobres e pequeninos entenderam o seu anúncio, juntou ao redor de si discípulos e discípulas que estavam dispostos a viver esta nova realidade. E acima de tudo ensinou-nos a pedir que o Reino venha ao ensinar os discípulos a rezar. Para os que creem em Jesus, ele é o Reino, ele abre as portas do Reino. Para seus discípulos ele deixou o maior dos sinais do Reino, a memória da sua morte e ressurreição, a nova

Páscoa, a aliança definitiva. A igreja não é o Reino de Deus, e quando julga sê-lo exclui, afasta, e sempre que homens e mulheres se julgam senhores do Reino, se tornam opressores, exploradores e violentos, porque são donos da verdade. Mas a igreja é sacramento, sinal do Reino de Deus. E ela é chamada a proclamar este Reino pela sua fidelidade a Jesus Cristo, pela caridade vivida na justiça que promove a paz, anunciando sempre que o Reino não é deste mundo e que só o vivemos em esperança e na esperança. Ao promover a Jornada Mundial da Juventude, a igreja nos faz vislumbrar na penumbra de um mundo marcado pela violência e pela dor, de uma sociedade regida pelas leis frias do mercado, pela injustiça que fere e mata um outro mundo possível e real. Na reunião festiva de tantos jovens vindos de nações distantes, trazendo consigo sua alegria, e junto com ela sua cultura, seus sonhos, mas também seus desafios, sofrimentos e dores. Temos uma visão de um mundo diferente, mas possível. Oxalá esta profecia vivida e divulgada pelos meios de comunicação para todas as latitudes, tenha como resultado transformações concretas na vida da juventude em todo mundo, com políticas públicas que possibilitem qualidade de vida, educação de qualidade, saúde para todos. Que diminuam ou até desapareçam os índices de violência e nenhum jovem morra prematuramente, que a idade dos sonhos não seja a idade das tragédias e das decepções. Enfim, que venha a nós o Reino de Deus e que seja feita a sua vontade.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Será que um dia veremos as nações destruindo as armas e as transformando em instrumentos de trabalho? Foi este o sonho dos profetas, e se quisermos conferir basta irmos ao livro de Isaías e iremos encontrar imagens fortes de um mundo novo e renovado”.


Política

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

A5

Aliança PT e PMDB está em xeque no Congresso

Os peemedebistas praticamente dominam um governo que há 10 anos é administrado por um antigo partido de esquerda FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR

A presidente Dilma Rousseff (PT) tem a maioria de apoio no Congresso, liderada pelo PMDB, que possui a vice-presidência da República e os comandos da Câmara dos Deputados e do Senado SARA MATOS Equipe EM TEMPO

U

m partido com histórico de composição governista, atualmente com grande influência no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), com a vice-presidência da República na figura de Michel Temer e com os principais cargos da mesa diretora da Câmara dos Deputados e no Senado, com o deputado Henrique Alves (RN) e o senador Renan Calheiros (AL), o PMDB parece estar preocupado com as recentes manifestações nas ruas e começa a repensar o futuro da aliança feita com o Partido dos Trabalhadores (PT), a legenda que comanda a República Federativa. Oriundo do extinto MDB, a legenda foi fundada oficialmente há 47 anos, no dia 24 de março de 1966, com a conquista do registro na Justiça Eleitoral. Diante do cenário atual de reprovações por parte da população ao governo Dilma e a proximidade das eleições de 2014, parlamentares filiados à legenda já demonstram preocupação em permanecer na base de sustentação. O presidente do Senado

Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), falou exclusivamente ao EM TEMPO o que pensa sobre a relação de seu partido como base governista. “O PMDB tem sido, ao longo dos últimos anos, o pilar central da responsabilidade e da governabilidade. Como maior partido Congressual, o PMDB apoia e continuará a apoiar o governo da presidente Dilma”, disse. Entretanto, quanto à postura que a sigla vem tomando nos últimos dias, inclusive defendendo publicamente a redução do número de ministérios do governo, ele afirmou que “eventuais desalinhos” na aliança são, em muitos casos, consequências das eleições de 2014 que, “infelizmente, foi precipitada”. “Precisamos parar de pensar em eleição, para qual ainda falta um ano e meio, e administrar o Brasil. É isso que o Senado Federal está fazendo ao votar tantas matérias importantes para o futuro do Brasil”, declarou. Em recente entrevista publicada no jornal “Correio Braziliense”, o líder do PMDB na Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (RJ), falou sobre a situação atual do partido e da aliança com o PT.

Ele afirmou que a maioria dos deputados peemedebistas é favorável ao rompimento do acordo. Mas o partido ainda não. “Hoje, o governo finge que tem base e a base finge que é governo. A aliança está mal, parada por vários motivos, mas acho que o mais grave para esse governo é a relação com o Congresso

ESTATÍSTICA

Dados do TSE mostram que o partido com maior número de filiados é o PMDB, com 2,3 milhões, seguido do PT, com 1,5 milhão. No Brasil, existem 15,1 milhões de brasileiros filiados a algum partido como um todo”, frisou. Ainda na entrevista, Cunha disse que antes havia discussões sobre fundamentos da aliança o que não acontece atualmente. “Questões como dificuldades nos Estados e problema de sub-representação eram discutidas, mas ainda assim da parte do governo, havia uma aversão ao debate e ao diálogo. Depois das manifestações, parece-me que a

própria governabilidade entrou em risco”, analisou. No último dia 18 deste mês a presidente Dilma visitou a capital do Ceará, Fortaleza e segundo informação publicada no Ceará News houve esvaziamento dos deputados peemedebistas na ocasião. Para o deputado estadual Perboyre Diógenes (PMDBCE) a falta dos companheiros é uma reação ao mal-estar gerado entre os partidos da base aliada. “Doente” Em nível regional não há muita diferença. O deputado federal Francisco Praciano (PT) chegou a afirmar ao EM TEMPO que o PMDB está “doente” e que a situação é apenas uma consequência do sistema político, o que reforça a necessidade de uma reforma política. “O PMDB está doente, há um indício de rebelião dentro da base governista. Mas eles têm mais forças que a gente, mais facilidade de fazer alianças. É lamentável. O que é hoje a base da presidente, não existe um denominador comum. Se aparecer um candidato mais forte que a presidente é para lá que eles vão migrar”, observou.

Sem preocupação, diz petista O presidente estadual do PT, João Pedro, disse que a legenda não está preocupada com aliança e que não existe discussão interna sobre o assunto. Para o líder do PT na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado José Ricardo, o PMDB ocupa o lugar que tem hoje por causa do PT e que sabe muito bem o que é ser governista. “São

os que mais usufruem do governo Dilma, pois nosso partido cumpre o que diz. Partidos governistas não sabem fazer outra coisa, a não ser estar ao lado do governo”, disse. Presidente estadual do PMBD, o senador Eduardo Braga – que hoje é líder do governo Dilma no Senado – não foi localizado para comentar o movimento separatista.

Movimento é reflexo da disputa O professor da Universidade Federal do Estado do Amazonas (Ufam), Renan Freitas Pinto, disse ao EM TEMPO que o momento por qual passa a aliança PT-PMDB é uma demonstração do desenrolar da política brasileira, da disputa entre os partidos num momento pré-eleitoral. “Os partidos não estão preocupados mais com

mudanças para o país. As eleições se aproximam e essa é a tendência, o que ocorre frequentemente é isso, uma busca de definição, afinal uma aliança não significa o apagar do perfil de uma legenda. Muita gente dentro do PT não apoia a aliança com o PMDB e o mesmo acontece com os peemedebistas”, analisou.


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Política

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

LAYCER TOMAZ/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

O debate foi um dos mais pobres que já tivemos notícia” GOVERNADOR E PRESIDENCIÁVEL EDUARDO CAMPOS (PSB-PE), sobre as eleições de 2010

Mensaleiros já gastaram mais de R$ 8,5 milhões Os deputados federais João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar da Costa Neto (PRSP) e José Genoino (PT-SP) já torraram mais de R$ 8,5 milhões do contribuinte de 2011 para cá. Além de altos salários e mordomias como motorista e imóvel funcional em área nobre da capital, condenados vão à forra com passagens aéreas, combustível, escritórios de apoio, segurança particular, consultorias e pesquisas. Falam muito Em tempos de espionagem, deputados, que deveriam ser ex, gastaram com telefone R$ 207.084,78. Devem ser conversas com os advogados. Cada centavo conta A coisa deve estar feia para Costa Neto. Nem os R$ 0,30 de carta comercial enviada em maio de 2013 escaparam. Foi pra nossa conta. Olha a dieta Genoino recebe alimentação regrada do Senac, tudo reembolsado, até os R$ 12 gastos na escapadinha com pão de queijo no aeroporto. Pergunta no aeroporto A PF vai revistar o avião do presidente encrenqueiro da Bolívia Evo Morales antes ou depois da missa com o papa neste domingo? Vereadores bajulam até o irmão de governador A Câmara Municipal de Olinda deu o título de cidadão honorário a Antonio Campos, especialmente pelo seu trabalho como organizador da Festa Literária de Porto de Galinhas – que, aliás, fica em outro município. A bajulação faz justiça a Antonio, que,

irmão do governador Eduardo Campos, assegurou patrocínio de R$ 3,5 milhões da Empetur, empresa do governo estadual, para a tal 9ª Fliporto, em novembro. Irmão amigo Antonio Campos já recebeu parcela de R$ 2,62 milhões do patrocínio da Empetur, conforme comprovante ao qual esta coluna teve acesso. Pátio dos milagres O ex-über empresário Eike Batista fechou o site com o nome dele e desistiu do Twitter, onde tinha quase quatro milhões de seguidores. Os incomodados É praticamente certa a saída da deputada distrital Eliana Pedrosa do PSD para o PSDB, partido pelo qual concorrerá às eleições de 2014. Endereço errado Como muitos que tentam negócios no governo federal, o consórcio Inframerica, que administra o de Brasília, pediu bênção a Lula para ganhar a concessão do aeroporto do Galeão ou Confins. Mas Dilma, dona da caneta, anda irritada com o ritmo lento das obras na capital. Yes, we can A tentativa por decreto de quebrar sigilo de internautas para identificar vândalos rendeu apelido de adversários ao governador Sérgio Cabral (PMDB): “Obama do Engenho Novo” (subúrbio do Rio onde nasceu). Antes da lama Militares teriam sugerido a Candelária para o encerramento da visita do papa, diz o ex-prefeito Cesar Maia (DEM-RJ). Palco de memoráveis protestos, foi preterido pelas autoridades religiosas

Jornalista

e pelo governo. Tudo sob controle Virtual candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB-PE) aproveita a calmaria em Brasília – com o recesso branco no Congresso – para viajar ao interior de Pernambuco, já de olho em fazer sucessor em 2014. Não entra mosca Alvo de críticas por suas declarações homofóbicas, o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos, tem fugido das câmeras: “A hora é de submergir”, explica. Assim não dá O núcleo do PT na Educação pressiona o Planalto a negociar sobre o projeto que destina royalties do petróleo à educação e saúde. Muitos votaram constrangidos com o governo, e outros boicotaram a votação. Espiões na mira O deputado Fernando Ferro (PT-PE) já recolheu 130 assinaturas para criar a CPI da Espionagem Americana. Ele quer saber qual o “real estado de segurança das vias de comunicação”. Estrategista Presidente do PSDB-DF, Eduardo Jorge mantém segredo sobre 2014: “Temos que agregar todo mundo que é contra o PT. Se eu disser que fulano é candidato ao governo, ninguém vem para o partido”. Nem aí Curiosidade da pesquisa Ibope/CNI: a badalada reforma política para aliviar a barra dos políticos preocupa apenas 1% dos entrevistados.

PODER SEM PUDOR

A baioneta e a Ave Maria Nos idos de 1950, o então tenente José Wadih Cury, hoje coronel da reserva, fazia a ronda noturna na Escola de Paraquedistas, localizada na Vila Militar, no Rio. Eram 2h da manhã e ele notou o comportamento estranho de um soldado. Resolveu então se aproximar e viu que ele dormia um sono profundo, apoiando o queixo no fuzil. De repente, o sonolento acordou, mas não passou recibo. Sem abrir o olho, apenas balbuciou: - ...Ave Maria, cheia de graça... Ao concluir a oração, o soldado esperto abriu o olho e bateu continência: - Por aqui tudo calmo, tenente.

SUPLEMENTARES

Eleições em mais nove Estados No próximo domingo, dia 4 de agosto, mais nove municípios de seis Estados terão eleições suplementares para a escolha de novos prefeitos. Desde o início do ano, já ocorreram novas eleições em 42 municípios de 18 Estados brasileiros. São locais em que os eleitos em outubro de 2012 não puderam tomar posse por decisão judicial. Como eles tiveram mais de 50% dos votos do eleitorado, é necessária a realização de novas eleições. Mais de 220 mil eleitores

terão de votar novamente em Marituba, no Pará; em Pedro Canário, no Espírito Santo; em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro; em Oswaldo Cruz, Itaí, Boa Esperança do Sul e Pedrinhas Paulista, em São Paulo; em Ponte Serrada, em Santa Catarina, e em Jaquirana, no Rio Grande do Sul. Em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, haverá esquema especial de segurança para coibir crime eleitoral. Será instalado no município um centro de controle e comando

que ficará responsável pela segurança. Essa medida foi anunciada na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro durante encontro que reuniu representantes das principais instituições de segurança do Estado. Outros três municípios já estão com eleição marcada para o dia 1º de setembro: Taipas do Tocantins, em Tocantins, Santana de Cataguases, em Minas Gerais e Augusto Pestana, no Rio Grande do Sul.

Em nova edição do Prêmio Congresso em Foco, jornalistas avaliam desempenho de congressistas

Os partidos mais bem avaliados pela imprensa

Entre os 594 congressistas e os diversos partidos que representam, o PSOL está sendo o de melhor desempenho

D

e acordo com os jornalistas que cobrem o Congresso, os partidos com as melhores bancadas no parlamento brasileiro são, em ordem decrescente, PSOL, PDT, PSB, PCdoB e PT. Os jornalistas manifestaram suas impressões ao participarem da etapa inicial de votação de um prêmio patrocinado pelo site jornalístico “Congresso em Foco”, edição 2013. Para os 166 jornalistas que votaram, o PSOL é, de longe, o partido de melhor desempenho na Câmara e no Senado. Mesmo tendo apenas um senador e três deputados federais, todos indicados pelos jornalistas para a lista dos melhores do ano, o PSOL teve o segundo maior número de votos, dentre as 23 agremiações partidárias

que possuem representantes no Congresso Nacional. A legenda, criada em 2004 por dissidentes do PT insatisfeitos com os rumos do governo Lula, recebeu no total 246 votos (cada jornalista podia votar em até dez deputados e cinco senadores). Somente o PT recebeu votação maior – 268 votos. A diferença é que o partido do governo possui 89 deputados federais e 12 senadores. Em média, os parlamentares do PSOL tiveram 61,5 votos cada um. Muito distante do segundo colocado, o PDT, que teve uma média 6,7 votos. Vieram em seguida o PSB, com 3,5 votos; o PCdoB, com 2,9; e o PT, com 2,7. Sete legendas com representação no Congresso não tiveram nem um voto sequer dos jornalistas nas categorias

gerais “Melhores Senadores” e “Melhores Deputados”. São elas: o PRB, que tem dez deputados e um senador; o PMN, que possui três deputados federais; o PEN e o PRP, ambos com dois deputados cada; e PHS, PRTB e PSL, todos com um deputado. O PSOL também encabeça a lista dos partidos com maior percentual de integrantes citados pelos jornalistas, já que 100% dos seus parlamentares receberam votos. Em percentual de citações, seguiram-se o PCdoB, com 46,7% de citações; o PPS, com 45,4%; o PT, com 40,6% e o PSB, com 36,7. Conforme o item 11 do regulamento do prêmio, não foram computados os votos dados a parlamentares que são objeto de inquéritos ou ações criminais em andamento no Supremo Tribunal Federal.


Política

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Guto RODRIGUES

‘Hissa TEM CHANCES de chegar ao 2º TURNO’

ALEXANDRE FONSECA/FREELANCER FOTOS: ALEXANDRE FONSECA/FREELANCER

Luciano Falbo Equipe EM TEMPO

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O nosso partido está sendo muito procurado para novas filiações aqui e não só pela fusão ou por nossa militância, mas está muito linkada ao nome de Hissa Abrahão. Temos um candidato com potencialidade. A direção do partido entende que ele é um candidato que aglutina pela sua capacidade invejável, por ser jovem e inteligente. O Hissa é uma pessoa que tem uma história, que vem do movimento estudantil e cresceu sem nenhum cacique”

Partido Popular Socialista (PPS) está no centro das atenções eleitorais para a disputa do ano que vem. Isso porque a legenda pode se fundir com o PMN, dando origem à Mobilização Democrática (MD), servindo de abrigo para políticos descontentes com seus partidos. No Amazonas o PPS se apresenta como cabeça de chapa para o pleito, com o nome do vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura, Hissa Abraão. No entanto, ele não descarta a possibilidade de o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) ser o candidato do grupo político. Para falar sobre essas questões, o EM TEMPO conversou com o presidente estadual do partido, Guto Rodrigues, que também é secretário municipal do Trabalho da administração do prefeito Arthur Neto. Ele também disse considerar o senador Eduardo Braga (PMDB) como o grande nome para a disputa com qual um outro candidato irá para o segundo turno. EM TEMPO – Muita coisa se diz sobre a fusão do PPS com o PMN que até agora não se consolidou, que daria origem à MD. O que há de concreto nesse momento? Guto Rodrigues – Essa discussão para criar o MD se aprofundou em 2008. O PPS já tentou isso uma primeira vez na discussão da cláusula de barreira e já havia um entendimento com o PMN nesse sentido. Recentemente também tivemos uma outra questão em relação aos novos partidos, porque havia um projeto do governo para dificultar alguns partidos para disputar a presidência. Mas, a fusão houve. No nosso entendimento teríamos a prerrogativa de que poderia haver a migração de pessoas com mandatos para o novo partido sem a perda do fundo e do tempo de televisão. Mas logo na seqüência em que a gente se articulou para a fusão, vieram alguns outros percalços. Com a necessidade do processo de reeleição da presidente Dilma, o PT e demais partidos no Congresso implicaram num processo de dificultar a criação e fusão de novos partidos. Mas, mesmo assim no entendimento dos nossos juristas, tanto do PPS quanto do PMN, é que a fusão ainda seria possível. Mesmo que o PMN recue, o presidente Roberto Freire disse que novos partidos estariam interessados na fusão.

EM TEMPO – Por que esse nome “Mobilização Democrática” para o partido? GR – Percebíamos que não só os políticos, mas a palavra “partido” já estava muito desgastada. Aí veio uma consulta recente que corroborou isso, que as siglas têm um desgaste de 80% dentro da sociedade por usarem no nome a palavra “partido”. EM TEMPO – O PPS tem tido alta na procura de filiados devido à fusão? GR – Há muita gente procurando, de todos os segmentos da sociedade. Fundindo os dois partidos chegaríamos a ter quase 15 mil filiados. Colocando 30% de novos filiados em cima de disso, teríamos quase 20 mil filiados no Estado. O nosso partido está sendo muito procurado para novas filiações aqui e não só pela fusão ou por nossa militância, mas está muito linkada ao nome de Hissa Abrahão. Temos um candidato com potencialidade. A direção do partido entende que ele é um candidato que aglutina pela sua capacidade invejável, por ser jovem e inteligente. O Hissa é uma pessoa que tem uma história, ele vem de movimento estudantil e cresceu sem nenhum cacique ou padrinho político. EM TEMPO – E políticos com mandato têm procurado a legenda? Poderia citar nomes? GR – Eu não posso citar nomes porque no momento em que eu citar o suplente dele vai aproveitar para tentar pedir o mandato, justificando que está usando da infidelidade partidária. Outra coisa, nós também não podemos citar nomes porque prejudicaria essas pessoas na Justiça Eleitoral. Eles até têm vontade, mas não podemos porque nesse momento poderia criar uma situação embaraçosa porque temos uma dificuldade legal. EM TEMPO – Já que o senhor começou a falar do Hissa, o partido se surpreendeu com o anúncio da candidatura dele no último dia 22? GR – Não houve surpresa. EM TEMPO – E a aliança atual com o PSDB... GR – O que tem que ser entendido é que uma aliança política se dá quando se tem um candidato. Se temos um candidato com viabilidade, potencialidade de votos, que aglutine segmentos vivos da intelectualidade para formular uma agenda política, só pode haver isso. Porque não se faz aliança com candidato com uma baixa densidade

eleitoral, sem capacidade de articulação na sociedade. Nós já vimos inúmeros fracassos de pessoas que tinham muito dinheiro e estrutura para uma candidatura e que não conseguiram aglutinar isso. Então quando se tem um nome, lá na frente dá para fazer alianças. Nós temos como prioridade aliança com o PSDB. O PPS sempre foi um partido que entendeu que deve haver vínculo com representatividade e de disputar cargos no parlamento. Dentro dessa nossa trajetória sempre marchamos com o prefeito Arthur Neto. Pode ser que ele que seja o candidato, isso depende de um entendimento. Mas, no momento, o Hissa é um forte nome para a disputa. EM TEMPO – Falando de 2014, como o senhor avalia o cenário das pré-candidaturas que estão aí? GR – Lutamos pela democracia para isso mesmo, a pluralidade de propostas. Eu acho muito legal qualquer um candidato desses se posicionar, como acho muito legal um jovem se posicionar. EM TEMPO – Quais são os mais fortes para a disputa? GR – Nesse quadro nós avaliamos que o Hissa tem chances objetivas de chegar ao segundo turno. EM TEMPO – E qual seria o outro nome? GR – Se nós colocarmos os nomes que estão aí, eu com a minha experiência não posso subestimar que o Eduardo Braga é o candidato que tem potencialidade. Até porque, ele se tornou o nome que saiu de dentro do PPS. Eu acho que ele será o candidato que as oposições irão trabalhar. Mas, trabalhamos com a perspectiva de que temos um candidato que tem grandes chances de ser o governador. EM TEMPO – E como foi tê-lo (Braga) na legenda? GR – Nós não somos de esconder a história por debaixo dos panos. Naquele momento ele não era uma referência da história do partido, diferente do Hissa, mas que conseguiu a projeção e é uma força dentro do contexto. Acho que essa experiência o aproximou dos discursos das esquerdas. EM TEMPO – Falando de Braga, quando ele se elegeu governador em 2002 trocou o PPS, que o levou ao posto. O atual governador, Omar Aziz, quando assumiu, também deixou o PMN pelo recém-criado PSD. Em sua opinião, há o

risco de, vencendo a disputa de 2014, Hissa Abrahão trocar de partido? GR – O quadro que levou cada candidato à troca de partido é que eles pertenciam a um grupo político, que chegou a ser chamado de sistema. O Hissa não pertence a nenhuma dessas confrarias. Agora, a trajetória e o futuro de cada um a Deus pertence. Não tenho bola de cristal para dizer que fulano vai ficar ou sair. O que tenho certeza é que o nosso partido vai continuar com sua militância e sua trajetória. EM TEMPO – Já há uma projeção de vagas nos parlamentos para o partido em 2014? GR – Nós vamos lutar para eleger um deputado federal e ampliar a bancada de um para dois deputados estaduais. EM TEMPO – E os estreantes do partido na Câmara Municipal como estão se saindo? GR – Eles estão estreando bem. Isso só mostra que nós tínhamos um acúmulo de discussão interna. Esse partido transforma muito as pessoas. O Samuel está começando e não tem muita experiência no parlamento, assim como a Jaqueline. Mas, eles demonstram já ter um conteúdo, discussão que pode contribuir para a construção do projeto da prefeitura que a gente quer. Eles também irão contribuir para o crescimento deste partido sendo PPS ou MD. EM TEMPO – Depois de tantas transformações, os ideais do início da construção do partido se mantêm? GR – A utopia sempre estará perseguindo o ser humano. A conjuntura do mundo muda. Quanto mais democracia existe, mais ideias surgem. É uma nova realidade. O partido muda nos conceitos, mas aqueles valores que foram criados lá atrás vão persistir na nossa cultura. A gente aglutina diversos segmentos interno dentro do PPS. Deixamos de lado o sectarismo, o fundamentalismo que é uma coisa que nós jogamos no lixo porque não iríamos avançar com isso. EM TEMPO – O que o senhor destaca como resultado à frente da Semtrad? GR – Em agosto nós vamos fazer uma avaliação desses seis meses na prefeitura. A minha satisfação é que nós temos uma contenção de gastos e a nossa secretaria é bem avaliada pelo secretário Ulisses (Tapajós) de Finanças, que faz muito com pouco.

O que tem que ser entendido é que uma aliança política se dá quando se tem um candidato. Se temos um candidato com viabilidade e potencialidade só pode haver isso”

Eu com minha experiência não posso subestimar que o Eduardo Braga é o candidato que tem potencialidade. Eu acho que ele será o candidato que as oposições irão trabalhar”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

PSOL quer conquistar seu lugar na política regional O partido, que comemora 10 anos de criação este ano, quer concorrer com chapa majoritária nas eleições 2014 no Amazonas

TIAGO CORRÊA/DIRCOM/CMM

THIAGO GONÇALVES Equipe EM TEMPO

“Eu sei que o nosso partido passou por muitas dificuldades e se autodestruiu. O momento do PSOL no Amazonas é de reorganização”. Foi com esta declaração que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) avaliou o quadro da legenda no Estado que, desde a sua fundação, há 10 anos, não alcançou nenhum mandato representativo no Estado. O senador utilizou o discurso para avaliar as fracassadas tentativas do partido em lançar cargos majoritários e proporcionais no Estado e acredita que a legenda um dia vai alcançar a meta. O secretário-geral do PSOL no Amazonas, Gerson Medeiros, disse ao EM TEMPO que a declaração do senador amapaense é “uma visão particular sua”. Ele salientou que o anúncio da candidatura do professor universitário aposentado Alcebíades Oliveira - feito na última quinta-feira por Randolfe durante um evento na Câmara Municipal de Manaus (CMM) - não representa o partido no âmbito local, afirmando que as discussões

sobre as eleições no ano que vem não começaram. “Ainda não tivemos essa discussão interna que só deve começar no nosso congresso estadual do partido a partir de outubro desse ano”, disse. “O próprio Alcebíades, reconhece que ainda não é hora de falar em candidatura, mas que estará disposto

ILUSTRES

Em nível nacional, o PSOL possui quatro representantes no Congresso: o senador Randolfe Rodrigues (AP) e os deputados federais Ivan Valente (SP), Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ) para esse debate”, garantiu. Segundo ele, o partido estará aberto para as discussões com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) para definições sobre conjunturas. O secretário-geral do PSOLAM reconheceu que o partido está “lutando” para crescer no Amazonas e protagonizar can-

didaturas. De acordo com ele, a legenda tem 946 filiações regulares e 1.346 sob exame da Justiça e outros processos. São 13 diretórios municipais entre a capital e municípios do interior. Oito deverão ser reativados até o próximo ano. “Temos campanhas de afiliações em municípios do interior para promover o partido. Nós estamos lutando para o nosso fortalecimento”, afirmou. Alianças Em 2012, o PSOL fez aliança com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que lançou a candidatura do ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa (PSB), pela coligação “Agora, somo nós e o povo”, no primeiro turno da eleição municipal. À época foram lançados 11 candidatos ao cargo de vereador, filiados do PSOL, todos com ficha limpa, segundo a legenda. Nenhum foi eleito para a Câmara Municipal de Manaus (CMM) para representar o partido. No segundo turno, a legenda não participou da eleição municipal. A reportagem tentou contato com o Alcebíades Oliveira pelo número de telefone 91xx-32xx, mas não obteve sucesso.

Senador do PSOL pelo Amapá, Randolfe Rodrigues veio anunciar resgate da sigla no Estado


Caderno B

Economia economia@emtempo.com.br

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Mercado da beleza está em alta em Manaus Economia B5

DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

JOEL ROSA

Componentistas instalados em Manaus aguardam a revisão dos processos de produtivos básicos de itens como o forno de micro-ondas

PIM pode recuperar 30 mil empregos perdidos Para alcançar essa proeza, empresas dependem da resposta positiva da Suframa para mudar os PPBs de 16 produtos JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO

A

indústria amazonense pode recuperar 30 mil empregos em apenas um ano. Para concretizar a abertura dos postos de trabalho, contudo, as fabricantes de bens intermediários do Polo Industrial de Manaus (PIM) aguardam a revisão solicitada à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em novembro do ano passado, de 16 processos produtivos básicos (PPBs) de produtos eletroeletrônicos. Entre os PPBs que podem ser modificados estão o do forno de micro-ondas e aparelhos de áudio e vídeo. De acordo com o diretor executivo da Associação de Fabricantes de Componentes da Amazônia (Aficam), Jhones Lima, entre os pedidos de revisão, apenas dois foram atendidos: o PPB para motocicletas, cuja releitura deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) até o próximo mês, e a portaria para condicionadores de ar do tipo split, que pode ser

retomada ainda no segundo semestre deste ano. Segundo ele, os outros 14 processos ainda estão parados. “Brechas nas atuais legislações que regulamentam a fabricação desses produtos permitem aos fabricantes de bens finais importar quase tudo da Ásia, deixando de incentivar a indústria local e de gerar empregos, contrapartida básica para que

PROPOSTA

Segundo Jhones Lima, entre soluções para o setor estão aumento da alíquota do Imposto de Importação para micro-ondas e regra que estabeleça 70% de peças locais e 30% de insumos importados eles recebam os benefícios fiscais”, critica. Na análise de Lima, as fabricantes seguem aumentando a demanda de importados gradativamente nos últimos cinco anos. Neste período, conforme calcula, o

faturamento do PIM, de uma forma geral, aumentou 40% enquanto o nível de empregos caiu 10%. O cálculo da Aficam é de que o montante de 30 mil empregos tenha sido perdido nos últimos três anos. Ele explica que o PPB de micro-ondas, por exemplo, não explicita a obrigatoriedade de aquisição de partes e peças no parque industrial amazonense. “O regulamento atual ‘permite’ que se tragam, por exemplo, todas as partes metálicas e plásticas do exterior. Como resultado, até mesmo o manual de instrução e os sacos plásticos que embalam o produto têm sido importado”, comenta o diretor da Aficam. Sinal Com a opção das aproximadamente sete fabricantes do item instaladas no PIM, o segmento da linha marrom – que inclui o produto – já perdeu 25% de seu faturamento anual desde 2011. “Por esse motivo, acendemos a luz vermelha para a necessidade da revisão dos processos”, acrescenta Lima.

Setor otimista com recuperação O diretor do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Amazonas (Simplast-AM), Paulo Abreu, que representa fabricantes de bens intermediários do setor de injeção plástica, concorda com a revisão e também estima a recuperação de postos de trabalho. “O mercado reagiu bem a esses dois produtos – motos e split – com a possibilidade do novo PPB. Essa reação nos leva crer que bons ventos vão permitir a retomada da negociação com a Suframa

em breve”, sugere. Caso a projeção de Abreu se concretize, segundo ele, os quatro mil empregos perdidos só este ano no segmento, poderão ser recuperados no primeiro semestre de 2014. “A recuperação seria gradativa para futuramente podermos inclusive gerar novos contratos”, projeta. Segundo semestre Enquanto os PPBs não são revisados, o diretor da Pan Plásticos, que fabrica

peças plásticas injetáveis para diversos produtos do PIM, Luiz Pastore, diz que os empresários do setor entram no segundo semestre, apreensivos. “Não se trata apenas da importação em si. A elevação da taxa cambial do dólar nos últimos três meses também nos preocupa, porque afeta diretamente o preço dos insumos e o custo de produção tanto dos bens finais quanto dos bens intermediários, em um momento delicado para o setor”, argumenta.

Importações continuam em alta A importação de insumos gerais, vindos principalmente da Ásia para o PIM, continua em alta. Ainda conforme os indicadores, apenas entre janeiro e maio, US$ 4,6 bilhões foram empregados na compra de partes e peças do exterior, 3,7% a mais frente ao mesmo período do ano passado e 43,7% a mais frente aos US$ 3,2 bilhões utilizados em igual intervalo de 2008 (ano em que a

Suframa iniciou o acompanhamento dos dados). O aumento da importação pode significar aquecimento de produção, mas no caso dos fornos micro-ondas, para o presidente da Aficam, Cristóvão Marques, significa perigo crescente. Segundo ele, a estamparia, ou seja, confecção e pintura das caixas que dão forma aos fornos de micro-ondas, está sendo importado ao

invés de ser feito no PIM, Marques também afirma aguardar por uma sinalização da Suframa para a concepção de um novo PPB com regras mais firmes para o produto. “Neste segundo semestre, devemos acelerar as discussões, nos moldes do que foi feito com o polo de duas rodas, para acertar essa questão e exigir que a estamparia seja feita em Manaus”, adianta.


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Economia

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

Produção de smartphones tem regras novas no país Governo anunciou mudanças para empresas que querem obter benefícios fiscais para fabricar esse tipo de aparelho celular

O

Ministério das Comunicações divulgou mudanças em uma das exigências para as empresas que quiserem obter benefícios fiscais para a fabricação de smartphones. A regra inicial era que os aparelhos deveriam vir com um pacote mínimo de aplicativos desenvolvidos no Brasil, mas agora as empresas poderão disponibilizar os aplicativos para que os usuários instalem e desinstalem quando quiserem. Segundo o economista do Ministério das Comunicações Thales Marçal, os smartphones deverão ter um ícone na tela, onde será possível esco-

DIEGO JANATÃ

lher os soſtwares do aparelho. O Ministério das Comunicações trabalha agora na definição dos critérios que serão exigidos para que um aplicativo possa ser considerado nacional. As regras devem ser publicadas em breve. A portaria publicada semana passada no “Diário Oficial da União” também exige que os fabricantes mantenham o Ministério das Comunicações informado sobre os aparelhos de cada empresa que serão contemplados com a desoneração fiscal. A desoneração dos tributos federais PIS/Cofins dos smartphones foi aprovada pela lei 12.715/2012, que

incluiu os aparelhos na Lei do Bem. Os critérios de enquadramento dos celulares foram regulamentados pelo decreto 7.981/2013 e a portaria 87/2013, do Ministério das Comunicações, estabeleceu as características técnicas mínimas que os aparelhos devem apresentar para que possam usufruir da desoneração fiscal na venda a varejo. Samsung lidera A Samsung vendeu 76 milhões de smartphones durante o primeiro trimestre deste ano, mais que o dobro dos 31,2 milhões de iPhones vendidos pela Apple, segundo

dados das companhias. Conforme a consultoria IDC, as duas líderes perderam participação de mercado nesses três meses, ao mesmo tempo em que houve crescimento de marcas menos expressivas LG (Coreia do Sul), Lenovo (China), ZTE (China), Alcatel-Lucent (França) e Huawei (China). A Samsung tem 30,4% do segmento (mais que as outras quatro líderes combinadas) e é seguida por Apple (13,1%), LG (5,1%), Lenovo (4,7%) e ZTE (4,2%). A produção global de celulares cresceu, para um total de 432,1 milhões de dispositivos (crescimento de 6%).

iPhone ficou em 2º lugar no ranking dos modelos mais vendidos

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

Amazônia no contexto global da segurança alimentar Há uma expectativa singular e uma demanda especial de novos investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento relacionadas à segurança alimentar. Eis uma questão que – aliada à questão climática e energética, na ótica imperativa da sustentabilidade - desafia a humanidade e pressiona o Brasil, na perspectiva de uma abordagem inteligente e racional de dois terços de seu território, a Amazônia, a responder e integrar de forma robusta a liderança deste movimento. Algumas lideranças do ambientalismo já perceberam que é impossível ignorar a questão, pela absoluta impossibilidade de isolar o país dessa atribuição. É um desafio para a inteligência planetária, e que pressiona cientistas, filósofos, economistas, sociólogos, engenheiros, agrônomos, administradores, juristas e demais profissionais e lideranças regionais e globais para dar conta da monumental empreitada. Daqui a pouco, em vez de 7, seremos 10 bilhões de pessoas no mundo para consumir alimento, além da energia subjacente. Se o país ainda não se deu conta, o mundo já considera a Amazônia como elemento essencial, isto é, necessário, nessa equação de sobrevivência. Ninguém duvide. A hora é de focar na estruturação básica de esforços direcionados para o imperativo da produção alimentar, investindo em biotecnologia da inovação, na revolução da logística dos transportes como

fizeram os ingleses para abastecer o mundo com a borracha e demais produtos da floresta, há mais de cem anos. Na diversificação dos negócios dessa fascinante empreitada, temos uma bagagem preciosa nos agronegócios, de marcos regulatórios, aqueles que já temos e os que precisamos para trabalhar, tão importantes quanto o controle de preços e de estoques. Sabemos, enfim, tudo aquilo que deu base ao bem sucedido agronegócio nacional e que mostrou ao país que este é um de seus caminhos. Não há mais porque sentir constrangimento de exportar principalmente alimentos. Como utilizar essa expertise no delicado bioma amazônico, suas várzeas, campos gerais, rios e lagos, com sua potencialidade e generosidade de recursos para assegurar a sobrevivência desta civilização? Na linguagem popular dessas proposições, o jargão nativo, misturar Amazônia e agronegócio, no ideário socioambiental de determinados contextos, significa cutucar onça com vara curta. Por isso, pautar essa saída de oportunidade de negócios é certeza de arrepio e indignação de preservacionistas profissionais, razão pela qual é imperativo explicitar algumas considerações e premissas. Uma delas é deixar claro que agronegócio na Amazônia não significa necessariamente o aproveitamento simples do território e suas probabilidades de negócios. Há que se adotar tecnologia de manejo,

assegurar o expediente do licenciamento em áreas de comprovada fragilidade socioambiental e por aí vai, a despeito de burocratas aloprados. Os campos gerais de Humaitá e de Roraima, fronteiras naturais de atividades agrossilvopastoris, carecem de ajustes, retomada das informações consolidadas a respeito, como os estudos da Embrapa, na região, com a formulação de sistemas agroflorestais para estes biomas. Infelizmente, em plena ebulição da comunicação digital e instantânea, é restrita e seletiva a circulação desse tipo de informação. O fato mais relevante, portanto, de toda essa querela criada em torno da utilização de parcelas do ecossistema tropical para a produção de alimentos é que a Amazônia não poderá ignorar a demanda global de nutrientes, muito menos a abordagem da biomassa como alternativa energética, com aumento da demanda e do preço das glebas e outras especulações. O Senado do Brasil aprovou o plantio de canade-açúcar nas áreas degradadas e nos campos gerais da Amazônia em novembro de 2012. Isso desafia a legislação preservacionista, põe em pauta os compromissos cristalizados de sustentabilidade e os conceitos refratários e, no caso, inócuos de intocabilidade florestal. Não resta, pois, alternativa senão ordenar, pela via do conhecimento, racionalizar e otimizar pela pesquisa e inovação, o aproveitamento do

bioma, assegurar padrões objetivos de sustentabilidade e constatar aquilo que o bom senso e o mercado recomendam: o melhor mecanismo de conservação ambiental é assegurar uma finalidade econômica ao bem natural. É nesse contexto que o polo de fertilizantes e sucedâneos que se ensaia a partir da ocorrência intensiva dos insumos agrominerais na região – merece a maior e mais acurada atenção. Não fará sentido recriar na Amazônia os mesmos padrões industriais da geoquímica tradicional em vigor, posto que as opções da biodiversidade tropical estão aí para oferecer a inclusão de polímeros e enzimas, fungos e bactérias, de comprovada eficácia no controle de pragas e aumento da produtividade e salubridade natural. E mais: no desafio da produção de proteínas a partir das fazendas aquáticas, a palavra de ordem é alcançar um padrão de qualidade na produção de ração que determine a similaridade em nutrição e sabor das espécies cultivadas em cativeiro, em relação àquelas encontradas na natureza. O Inpa promete iminentes respostas para esse desafio. O tambacu de cativeiro, que mescla o genoma do tambaqui e do pacu, ainda vai demorar para reproduzir as propriedades e irresistível sabor das espécies do extrativismo. Em muitos casos não precisa inventar a roda das pesquisas que já foram feitas e muitas que carecem apenas

de mecanismos de comprovação, ajustes e aplicação. As instituições federais de ensino e pesquisa da Amazônia acabam de ser atingidas por medidas burocráticas que desestimulam professores e pesquisadores, profissões historicamente castigadas por políticas vesgas formuladas por burocratas desinformados e funcionalistas. Por aposentadoria ou fuga para o setor privado, eles desfalcam uma atividade essencial ao desenvolvimento integral de nossa civilização. O quadro adverso e de inquietação institucional se repete em outros centros da Amazônia onde o acervo de informação já consolidado sobre a agricultura de várzea, a economia dos campos gerais, o manejo e a produção de proteína de peixe, a pecuária bubalina e por aí vai... adormece nos escaninhos da inaceitável inconsequência de seu efetivo aproveitamento. É preciso estimular as mudanças de paradigmas e posturas em curso daqueles que se atrevem andar adiante. É inadiável repensar os programas de pós-graduação na Amazônia, onde Isolados e desprovidos de condições materiais e institucionais, os pesquisadores não irão longe. Estimulados, porém, com políticas públicas, investimentos substantivos, infraestrutura que viabilize esse casamento promissor entre ciência, inovação e desenvolvimento, o avanço será coletivo, factível, e decididamente promissor.

Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta

Daqui a pouco, em vez de 7, seremos 10 bilhões de pessoas no mundo para consumir alimento, além da energia subjacente.”


Economia

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Crise afasta investidores do AM da bolsa de valores Segundo especialistas, atual momento econômico é favorável para apostar em outras aplicações menos “perigosas”

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO

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s manauenses investidores na bolsa de valores precisam ficar atentos. Especialistas alertam que o momento é favorável para investir em outras aplicações menos arriscadas, mas com bom nível de rentabilidade. Segundo eles, diante do baixo crescimento da economia brasileira, do aumento da inflação, dos juros e do dólar, investir no “pregão” pode não ser uma boa aposta. O economista Herlon Paes, por exemplo, conta que desde o final de 2011 parou de investir na bolsa de valores por observar oscilações no quadro político e econômico do país. Ele destaca que os riscos do modelo de investimento são elevados. “Na época em que investia, as pessoas apostavam nas empresas do Eike Batista e, muitas delas, como vemos agora, não saíram do papel. Esse é um dos perigos”, afirma ao ressaltar que é preciso muito estudo e dedicação para ter sucesso com ações da bolsa. Após ter se definido como um investidor mais conser-

vador, desde o ano passado Paes passou a optar por investimentos mais “seguros”. Entre as aplicações, o economista investiu em títulos de capitalização e no setor imobiliário. “Os títulos de capitalização permitem que o cliente deposite um mínimo de R$ 75, com um rendimento superior ao da caderneta de

PROJEÇÃO

Sócio da Ação Investimentos, Eduardo Campos explica que o importante é saber aplicar com equilíbrio. “O segredo é entender que a economia é cíclica, e que o atual momento ruim vai passar”, opina poupança, que é de 5,6% ao ano, concorrendo mensalmente a sorteios de R$ 30 mil. Se não for contemplado, em 60 meses o cliente resgata o valor corrigido. Com essa aplicação, somada a outros investimentos, comecei a apostar no setor imobiliário da cidade. Deu certo”, comemora. O investidor calcula um aumento de sua renda ini-

cial em 38%, nos últimos 2 anos. “Investir no segmento imobiliário ainda é seguro e rentável. Muitas pessoas que compraram lotes no Residencial Ephigênio Salles, há alguns anos por R$ 75 mil, em média, hoje vendem o mesmo terreno por um mínimo de R$ 300 mil”, exemplifica. Poupança Para quem está começando e possui capital de até R$ 5 mil, a dica do economista e consultor de empresas Ailson Rezende é seguir na caderneta de poupança, aplicar nos fundos de renda fixa e nos Certificados de Depósito Bancário (CDBs). “Todos eles rendem um pouco acima da poupança, a diferença é o tempo em que o capital investido poderá ser retirado”, adianta. Ele esclarece que a poupança rende a cada 30 dias (em torno de 0,5%), a renda fixa é corrigida diariamente e pode se retirada a qualquer momento e o CDB é pré-fixado, podendo se retirado em um prazo previamente definido de seis meses após a aplicação. “Na poupança, quem aplicar R$ 5 mil pode ter em torno de R$ 5,3 mil no final do ano”, salienta Rezende.

A Ação Investimentos é uma das poucas empresas situadas em Manaus especializadas em finanças


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Economia

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Mercado da beleza está em expansão em Manaus I

BRUNO MARZZO Equipe EM TEMPO

nvestir na beleza tem sido um bom negócio em Manaus, onde o mercado de estética apresenta um crescimento de 20% no acumulado de 2013, segundo o Sindicato dos Salões, Barbearia, Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares de Manaus (Sisbisim). O desejo de ter um visual novo ou um “look” mais despojado é sinal de que os bons ventos “sopram” a favor das empresas, que deverão abrir mais 500 vagas de empregos até o fim do ano. O desempenho favorável pode ser comprovado nos números do setor. De acordo com o Sisbisim, atualmente, a capital amazonense abriga 3,6 mil salões, que juntos empregam mais de 30 mil pessoas. “O número de estabelecimentos comerciais voltados para atender esse mercado se multiplicou. Investir no segmento de beleza e similares é um negócio rentável que pode trazer retorno de curto e médio prazos. Porém, é preciso atentar para a legalidade e a qualidade dos serviços prestados”, afirma o

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presidente do Sisbisim, Waldir Bello Torres. Há 13 anos no mercado, a empresária Lia Souza, dona do salão Villa Angel, na rua Rio Juruá, no Vieiralves, explica que o lucro chega a ser de 10%, tirando os custos com o salão e com os 18 empregados que possui com carteira assinada, fora outros 60 que prestam serviços terceirizados. Para incrementar a renda, além de oferecer serviços de beleza para todos os públicos, ela disponibilizou no local um bar e um estande dos produtos exclusivos. “Esse ramo é muito temporal. Precisamos saber o que acontece em Milão, quais são as maiores tendências e saber como isso vai funcionar no Brasil. A revenda e utilização de produtos importantes também é uma característica que não tem como abrir mão”, argumenta. Lia ressalta que, para conquistar a clientela, investe também na capacitação de seus colaboladores com cursos de reciclagem de cortes e formatos. Segundo a empresária, os investimentos na mão de obra podem custar até R$ 5,8 mil.

JOEL ROSA

Empresas do setor na capital amazonense acumulam crescimento de 20% no faturamento desde o início deste ano

Inaugurada há pouco mais de 1 ano em Manaus, instituto de beleza Pello Menos já registra aumento de clientela e nos lucros

Investimentos na estrutura e na mão de obra A empresária Nívia Gomes investiu R$ 350 mil para trazer uma franquia da Pello Menos para a capital amazonense. Ela revela que após constantes visitas a uma clínica de estética, percebeu um grande potencial de negócio. O empreendimento foi inaugurado há pouco mais

de 1 ano na avenida Constantino Nery. Contudo, apesar de recente, o local já registra um crescimento médio de 20% ao mês no faturamento. “O bom desempenho dá confiança para eu continuar investindo nos profissionais que trabalham comigo e no ambiente onde recebo os clientes”, destaca.

Capacitação Antes de abrir as portas, Nívia chegou a enviar um grupo de dez funcionários para a sede da marca Pello Menos, na capital fluminense. Eles receberam treinamentos de relacionamento interpessoal e técnicas exclusivas para o segmento. “Nesse mercado, a qualidade faz toda a dife-

rença. Ela começa no primeiro contato com os clientes, seja com um cumprimento ou na qualidade com que os serviços são feitos”, destaca a empresária. O sucesso tem sido tão grande que Nívia possui planos para abrir uma nova franquia antes da Copa do Mundo de 2014.

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País

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m sua primeira viagem intercontinental, o papa Francisco encontrou o país com o maior número de católicos da Terra: o Brasil, que ele conhece tão bem - seja por ter nascido na vizinha Argentina, seja por ter participado de um evento importante aqui, em 2007, seja por ter amigos brasileiros, como o cardeal dom Claudio Hummes. Nas últimas décadas, a Igreja Católica passou por grandes transformações no Brasil. Se antes o país tinha bispos conhecidos por forte participação política e social, como dom Hélder Câmara, dom Paulo Evaristo Arns, dom Eugênio Sales, dom Aloísio Lorscheider e dom Luciano Mendes de Almeida, hoje o catolicismo brasileiro é conduzido por conservadores, como dom Odilo Scherer, e moderados, como dom Raymundo Damasceno e dom Orani Tempesta. Mudanças políticas à parte, especialistas acreditam que movimentos religiosos de cunho social, como a Teologia da Libertação, legaram à igreja local sensibilidade e preocupação com os pobres - um espírito missionário muito defendido na Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada em Aparecida em 2007, e que teve o cardeal Jorge Bergoglio como relator. “E isto é o que norteia o comportamento, o pensamento e as ações de Francisco”, avalia o padre Antonio Manzatto, da Faculdade de Teologia da PUC-SP. O maior país católico do mundo tem hoje 123 milhões de pessoas que se declaram seguidores da Igreja Católica, conforme o Censo de 2010. São 275 dioceses e prelazias, 10.720 paróquias territoriais e ambientais, 47.805 centros de atendimento espa-

lhados pelo Brasil, animados por 472 bispos, 22.119 padres - diocesanos e religiosos -, 2.711 diáconos casados, 3.863 irmãos religiosos, 31.591 irmãs consagradas, e 526.749 catequistas - majoritariamente mulheres. “Não há números pesquisados dos jovens participantes ativos nas comunidades católicas, mas não é menor do que 500 mil participantes”, estima o filósofo e teólogo Fernando Altemeyer, do Departamento de Ciências da Religião da PUC-SP.

SEGUIDORES

O maior país católico do mundo, o Brasil, tem hoje 123 milhões de pessoas que se declaram seguidoras da Igreja Católica Apostólica Romana, conforme o Censo de 2010 do IBGE O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o número de católicos vem caindo no país - de 2000 para 2010, o Censo registrou uma queda de 13%. E a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ocorre justamente no Estado com a menor proporção de católicos: apenas 45% dos habitantes do Rio se declaram seguidores da Igreja Católica. “O Rio foi escolhido como sede por ser mundialmente conhecido, uma cidade que atrai por si só”, comenta dom Odilo Scherer.

O Brasil antes e depois da visita do papa Em meio a protestos e resistências, papa Francisco deixa lições ao Brasil e essa visita terá reflexos em seu pontificado


FOTOS: REPRODUÇÃO

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Jornada Mundial da Juventude

Mudanças a partir da visita ao país

Organizada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, pelo Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Pontifício Conselho de Leigos, do Vaticano, esta é a 14ª edição da JMJ, considerando apenas os eventos internacionais. O lema da vez é “ide e fazei discípulos entre todas as nações”, trecho do capítulo 28 do Evangelho de São Mateus. O primeiro encontro do papa com a juventude foi em 1984, em Roma, no pontificado de João Paulo 2º. De lá para cá, houve edições em cidades como Manila, nas Filipinas, Sydney, na Austrália e Denver, nos Estados Unidos. Foram dez JMJ com a presença de João Paulo II e três com Bento 16. É a primeira vez que o Brasil sedia o evento. De modo simbólico, a JMJ do Rio começou em 18 de setembro de 2011, quando a “cruz peregrina” começou a viajar por todas as 275 dioceses brasileiras e por cidades de alguns países vizinhos. Participam do evento representantes de 190 países - são quase 400 mil inscritos, mas a expectativa é que participe 1,5 milhão de pessoas.

De volta a Roma, Francisco deve começar a implementar mudanças que serão a marca de seu pontificado. A viagem ao Brasil, seu primeiro contato mais intenso com o público, terá essa importância simbólica no coração e na mente do papa argentino. Se até Bento 16 se emocionou ao ser abraçado por cinco crianças em Guaratinguetá, imagine Francisco: com sorriso gratuito e de ações aplaudidas por seus fiéis. Ele já avisou que não vai tirar férias em agosto, como os papas tradicionalmente costumam fazer. Quer trabalhar. E serviço não falta. Uma coisa é certa: de volta à Casa de Santa Marta, em suas orações e reflexões, o centro continuará sendo a periferia. A igreja virou uma página. Resta saber se o 1,2 bilhão de católicos em todo o mundo estão acompanhando essa leitura. Ou, mais que acompanhando, se vão topar escrever as novas páginas com o papa Francisco.

Quase 1 milhão de pessoas foram a Copacabana ver o papa

Francisco preferiu o contato direto com o povo em sua visita


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Mundo

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EUA busca punir países que abrigarem Snowden Proposta defende sanções de revogação ou suspensão de privilégios comerciais a quem oferecer asilo a delator americano

U

ma comissão do Senado dos EUA aprovou, por unanimidade, uma proposta para que o país imponha sanções à Rússia ou a qualquer outro país que ofereça asilo ao ex-técnico da CIA Edward Snowden, que permanece no aeroporto internacional de Moscou. A ementa defendida pelos 30 integrantes do grupo, intitulado Comitê de Apropriações, terá que que ser discutida pelo secretário de Estado, John Kerry, e outros comitês do congresso. O senador republicano Lindsey Graham conta que teve a ideia de sugerir a ementa para tentar chamar a atenção de países que queiram abrigar Snowden, não a Rússia em particular. No entanto, ele ressaltou que Moscou tem se colocado contra Washington em outras questões que envolvem política internacional, como no caso da guerra civil síria. “Quando se trata da Rússia, não é só sobre o Snowden. Eles estão do lado do Irã, 100 mil sírios foram mortos, eles estão mandando armas para Assad, que chegam às mãos do Hezbollah. E, re-

AE

almente, o bastante já é o bastante”, acusou Graham, que também sugeriu que os EUA consideram boicotar as Olimpíadas de Inverno na Rússia. As sanções incluiriam a revogação ou suspensão de privilégios comerciais e preferências. Não ficou exatamente claro como o

ASILO

O senador republicano Lindsey Graham conta que teve a ideia de sugerir a ementa para tentar chamar a atenção de países que queiram abrigar Snowden, não a Rússia em particular

sistema funcionaria. Faltam ainda inúmeros passos até que o projeto possa se tornar uma lei. Snowden está sendo caçado pelos Estados Unidos após ter vazado sistemas de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês). As informações geram in-

cômodos nas relações do governo americano com diversos aliados, incluindo a União Europeia. Fugas O ex-técnico da CIA fugiu primeiramente para Hong Kong. Com ajuda de papéis concedidos por um diplomata do Equador, ele foi para Moscou e permanece no aeroporto da capital russa desde então. Autoridades dos EUA já demonstraram estar incomodadas a Rússia por deixar Snowden na área de trânsito do local. Nos últimos dias, Bolívia, Nicarágua e Venezuela ofereceram asilo ao americano. Enquanto os EUA pressionam o Kremlin, uma pesquisa Washington Post/ABC revelou que 53% dos americanos acreditam que ex-técnico de computação deve ser processado pelo vazamento de dados - contra 43% um mês atrás. Segundo o advogado, o informante, de 30 anos, pretende fixar residência na Rússia, aprender a cultura e o idioma. Enquanto isso, Snowden aguarda parecer de autorização para asilo porvisório no aeroporto russo.

Senador Lindsey Graham, defensor da emenda de sanções a países que abrigarem Edward Snowden


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

diadia@emtempo.com.br

ARQUIVO PESSOAL

Histórias de crises e superações

(92) 3090-1041

Dia a dia C6 e C7

Nossa bela negra história Quase esquecida e vetada pela antiga elite amazonense no século 19, a presença da população negra e de descendentes de escravos na formação da sociedade amazonense está evidenciada em cada canto de Manaus, em lugares e lembranças ACERVO PROFª. DRª. HELENA TOLEDO MACHADO

IONE MORENO

Praça Dom Pedro II, onde existia o pelourinho, e imagens de negros amazonenses do final do século 19: herança

LUCIANO LIMA Equipe EM TEMPO

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belo cenário arquitetônico deixado como herança para a cidade de Manaus, bem como a imensa riqueza cultural, revelam um passado glorioso e farto da capital amazonense. O seu povo talvez seja uma das mais expressivas características da cidade que um dia já foi polo de sofisticação para o mundo inteiro. Agora, como não mencionar uma majestosa época sem falar da contribuição cultural de negros e escravos fugitivos da região, os quais compuseram a construção e a evolução de Manaus, bem como alguns municípios do Estado do Amazonas. A história sofrida e até injusta foi marcada por detalhes que muitos desconhecem e que livros “elitistas” tentaram negar no Amazonas. Os traços não só indígenas da população amazonense confundem-se com o tom característico da pele negra, devido ao fato da real miscigenação destes que há pelo menos dois séculos já faziam parte do cotidiano amazônico. O pesquisador Ygor Olinto expli-

cou que alguns lugares na região eram específicos como refúgios. “Desde o final do século 18, a floresta já estava enegrecida. Havia homens negros, livres ou escravos, em todos os lugares e rios. Em Parintins, já no século 19 a presença de escravos fugidos era tão significativa que havia um lugar na própria cidade chamado “Quarteirão do Mocambo”, disse. “Mocambos era como se costuma chamar quilombos, ou seja, comunidades de fugitivos”, explicou o pesquisador. Segundo Olinto, diversos pontos de Manaus abrigavam escravos. Locais como o bairro dos Remédios, a estrada da Cachoeira Grande (rua próxima ao Colégio Militar), largo São Sebastião, os bairros Educandos e Praça 14 de Janeiro e a 7 de Setemebro eram locais com uma expressiva presença de negros que circulavam e viviam. A educadora e pesquisadora Edijaci Vieira descreveu um retrato da presença dos negros na cidade. “A luta não é recente, está na história e as pessoas não valorizam tanto. Você vai encontrar uma injustiça com um povo que construiu o Brasil”, frisou. “A história era vetada pela elite. Aqui eles eram pedreiros,

quituteiras, domésticas, lavadeiras e amas de leite. Era um serviço pesado e sujo para essa elite”, apontou a pesquisadora. A pesquisadora atesta que muitos dos escravos trazidos ao Brasil eram de clãs, príncipes e princesas ou autoridades em seu continente, muitos desses escolhidos por portugueses por sua capacidade física, saúde e, de certa forma, boa aparência para servir aos novos patrões. Edijaci ressaltou que 4 anos antes da proclamação da liberdade dos escravos com a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, a comunidade maçom em Manaus, através do então governador da província do Amazonas, Theodoreto Souto, antecipou a libertação desses escravos em 10 de julho de 1884, ao meio-dia. Para quem não sabe, a praça Dom Pedro II, na avenida 7 de Setembro (Centro) abrigou um dos pelourinhos, destinado a punições de escravos “desobedientes”. O local foi chamado de largo do Pelourinho até 1850. (Continua nas páginas C2 e C3)


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Negritude mostra a força Comunidade descendente de escravos resgata histórias de seus ancestrais no primeiro quilombo urbano do Amazonas. Movimentos sociais conseguiram eliminar preconceitos e abrir melhor espaço para os negros no Estado e no país FOTOS: IONE MORENO

A família de Jamily de Souza (ao centro): três gerações descendentes dos negros escravizados

LUCIANO LIMA Equipe EM TEMPO

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om uma história de muitas lutas na questão negra, Manaus pode futuramente ganhar o reconhecimento oficial por possuir o primeiro quilombo urbano do Amazonas, na tradicional Praça 14 de Janeiro, Zona Sul. No bairro, uma comunidade conhecida como “’Barranco” compõe um cenário de mais de um século de histórias, com famílias descendentes de vários escravos do passado da cidade. “Durante a conferência estadual das comunidades de matriz africana que aconteceu em maio, tivemos a possibilidade de mostrar que o ‘Barranco’ pode se tornar o primeiro quilombo urbano do Estado do Amazonas e o segundo do Brasil, junto com o de Porto Alegre”, comemorou a educadora Edijaci Vieira. De acordo com a pesquisadora, o “Barranco” atende os critérios para reconhecimento oficial como tempo,

preservação das tradições e cotidiano que envolve a gastronomia, a religião e o fato da descendência. A aposentada Edna Lago Rodrigues, 77, contou que o bairro foi refúgio de seus antepassados. “Minha bisavó Altina Maria veio do Maranhão e era filha de escravos. Ela veio e ficou aqui nesse bairro onde nasci, cresci e criei meus três filhos”, revelou. Religião A devoção talvez seja um dos pontos que mais geram polêmicas em um país cuja denominação religiosa é laica e multidiversa. A religião é divisora de águas quando se trata de denominações herdadas do continente africano. O Brasil que abriga o maior número de católicos no mundo se divide entre diversas crenças e conceitos por todas as unidades federativas e a religião trazida da África com seu batuque característico, suas riquezas e deuses passou por algumas adaptações naturais no país sulamericano, confundindo-se

com a história do catolicismo no Brasil, causando até certa confusão e preconceito. Em Manaus, a tradicional festa de São Benedito na Praça 14 completa 124 anos de histórias de fé e respeito, passada ao longo de cinco gerações de uma mesma família. A homenagem comprova anualmente a devoção dos fiéis do bairro para um dos santos mais conhecidos da Igreja Católica. Organizadora da festa desde 2009, Jamily Souza da Silva disse que o festejo sempre foi organizado por mulheres. “Esta é a quinta geração, e assumi após o falecimento da minha tia. O apoio é de todos que fazem parte da família, além das pessoas que são devotas do santo”, comentou. Jamily revelou que a riqueza e popularidade da festa de São Benedito a incentivou a fazer uma pesquisa profunda na história do evento desde a vinda dos seus descendentes do Maranhão em meados de 1890 à ornamentação do mastro com fitas, flores e frutas até o término dos festejos no bairro.

Edjaci Vieira, educadora: “Barranco” pode se tornar primeiro quilombo do Estado do Amazonas

Movimentos de luta na história Falar de negritude no Brasil e não mencionar a grande força dos movimentos de defesa é vendar os olhos para grandes mudanças na Constituição Brasileira. Lutas por direitos e constante militância pelo reconhecimento e reavivamento da memória negra fazem com que a cada dia a causa ganhe força e voz diante de um país cujo atual quadro democrático está efervescente com grandes ondas de protestos. No Estado um desses movimentos é a Associação do Movimento Orgulho Negro do Amazonas (Amonam) que de forma ativa luta pelos direitos da igualdade racial com um trabalho voluntário em prol do respeito. O presidente da associação, Christian Rocha, 33, atribuiu às conquistas a grande persistência em ver um país melhor. “Há 10 anos não víamos escolas tão interessadas em debater a consciência negra. O orgulho negro provocou isso. O movimento passou por altos e baixos, por meio do orgulho negro surgiram outras lutas como, por exemplo, a religiosidade e a capoeira”, salientou.

Educação e mais valorização “Não adianta falar em falta de trabalho se você não tem uma mão de obra valorizada, não adianta lutar por uma educação melhor se não houver valorização dos educadores e não adianta pregar sobre o racismo se o negro não se identifica como tal”, acrescentou Christian Rocha. O presidente da Amonam defendeu o direito de cotas para estudantes oriundos de escolas públicas nas universidades federais. O representante analisou que pelo menos 80% dos universitários que ingressam em instituições como,

por exemplo, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), são egressos de escolas particulares. Manifestos Rocha aponta as recentes manifestações em todo o Brasil como uma forma de busca de mudanças extremas e quebra da atual personificação da democracia brasileira e salientou que esta não é uma novidade para a causa negra, pois há décadas diversos movimentos já saiam às ruas em busca de direitos básicos e igualdade entre os gêneros.

Dona Edna Lago Rodrigues, aposentada: refúgio no bairro


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Causa chega ao carnaval LUCIANO LIMA Equipe EM TEMPO

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entor da causa negra no Amazonas, Nestor José Soeiro do Nascimento era cidadão genuinamente manauense e foi um líder negro fundador do Instituto Amazonense de Direitos Civis. Nestor desempenhou um importante papel na luta por igualdade no Estado. Formado no curso de direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e considerado um dos melhores alunos da instituição, também atuou jornalista na década de 1970 e como presidente do Conselho Estadual de Cultura de 1992 a 1994. Seu desempenho e luta na questão negra no Brasil rendeu vários méritos, inclusive um convite honroso do governo americano em 1997 por sua atuação em defesa dos direitos humanos. Nestor Nascimento faleceu em 31 de maio de 2003 e deixou um legado de valor, respeito e esperança. E se depender de força e coragem, os filhos da Praça 14 já podem se emocionar com a participação da agremiação no carnaval de Manaus no próximo ano. O Grêmio Recreativo Escola de Samba Vitória Régia promete levar o título com enredo “Da

IONE MORENO

A luta da questão negra no Amazonas, com a marca de Nestor José Soeiro do Nascimento, líder e mentor, será levado à passarela do samba em 2014 pela GRES Vitória Régia como forma de homenagear os 130 anos da abolição no Estado África ao Amazonas, da escravidão à liberdade - 130 anos da abolição da escravatura”. Raízes O diretor geral de carnaval da agremiação, Nonato Santa Isabel, disse que o tema faz alusão às raízes do bairro. “Vamos falar da libertação dos negros em Manaus feita no dia 10 de julho de 1884 na praça São Sebastião ao meio-dia, hora definida em que o sol estava a ‘pino’ na cabeça das pessoas sem deixar sombra, pois a igualdade não deixa sombra”, explicou. “A Vitória Régia vai trazer a mãe África com os Yorubás ou ‘homens elefantes’, prediletos por portugueses e espanhóis para escravizar por sua imensa capacidade física na época”, contou Santa Isabel. Religião e gastronomia A escola de samba também irá mostrar a história do navio tumbeiro que mudou de rota e veio pelo Peru após ser atacado, chegando ao porto do Educandos com poucos escravos que foram dados quase de graça, constituindo a presença na capital. A Vitória Régia promete mostrar também a resistência dos escravos diante da imposição ao catolicismo empregado por padres na época, além de costumes gastronômicos que ficaram como herança para o Brasil.

Sobrinhos de Nestor José Soeiro do Nascimento: marcas de um cidadão genuinamente manauense na luta por direitos sociais


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Dia a dia

‘Ronda no Bairro’

Os acertos e os erros no

Os policiais do “Ronda no Bairro” têm a seu favor as facilidades da tecnologia. Mas, às vezes, até essas ferramentas falham MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

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filosofia de policiamento comunitário, adotado pelo governo do Amazonas por meio do programa “Ronda no Bairro”, é um modelo criado pelos Estados Unidos na década de 80 e implantado por algumas cidades do país, como São Paulo e Fortaleza. A ideia é fazer com que a comunidade conviva com a interação dos policiais que cobrem a região. Em Manaus, o programa chegou com uma vantagem sobre os demais devido aos investimentos que o governo Omar Aziz fez em sofisticados equipamentos de informática, como o aplicativo “Ronda no Bairro”, que tem o objetivo de aproximar o cidadão da polícia, permitindo a localização do telefone direto da viatura que atende a sua localidade. A localização pode ser feita pelo GPS do aparelho celular, por meio da movimentação do mapa, ou ainda, no caso de não haver comunicação por internet ou localização por GPS, por meio de consulta manual. Apesar dos avanços – a Polícia Militar garante que a criminalidade foi reduzida em 30% –, bandidos continuam invadindo casas, fazendo cidadãos honestos reféns, roubando o que tem de valor e, na pior das hipóteses, matando inocentes. Esta semana, o EM TEMPO procurou o comandante geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Almir David para saber sobre os avanços do “Ronda no Bairro” no combate à criminalidade e sobre os problemas de equipamentos, como a telefonia móvel das viaturas que alguma vezes falha justamente na hora do pedido de socorro. – Logicamente que um desafio tão complexo como combater ao crime acaba sempre esbarrando em distorções. Se o homem falha, a tecnologia, às vezes, também falha. – diz o coronel Almir David, garantindo que por isso é importante esse feedback da polícia com a população, para a PM saber o que deve ser corrigido de imediato.

O coronel foi sabatinado por mais de 2 horas, quando garantiu que o programa tem mais pontos positivos que negativos. No entanto, ele reconhece que existem falhas e garante que a PM está trabalhando para corrigi-las. Veja a entrevista: EM TEMPO – Como o senhor avalia a segurança na cidade de Manaus, apesar das últimas ocorrências de invasões de residências, reféns e até morte durante assaltos? Almir David – Os índices mostram que estamos obtendo êxito, apesar de termos consciência de que ainda existem problemas. O programa “Ronda no Bairro”, que foi lançado há um ano, e hoje temos pesquisas comprovados que reduzimos em 30% a criminalidade, tanto de homicídios, furtos, roubos, quanto de outras infrações. A prova de que estamos avançando nesse combate é que os presídios estão superlotados em razão das prisões que foram realizadas. Na apreensão de drogas esses índices apontam quase 100% e, em relação às armas, foram apreendidas mais de 4 mil pela Polícia Militar. Enfim, eu acho que o programa tem avançado. O investimento feito pelo governador Omar Aziz tem encontrado a contrapartida da Polícia Militar e a aceitação por parte da população. EM TEMPO – Apesar dos índices divulgados pela polícia, as ocorrências continuam pipocando na cidade, principalmente em conjuntos residenciais, onde casas continuam sendo invadidas, cidadãos honestos são feitos reféns etc. AD – Logicamente que um desafio tão complexo como combater ao crime, acaba sempre esbarrando em distorções. Existe uma situação ou outra, como o próprio jornalista citou, mas estamos trabalhando para corrigir essas distorções. É importante até que tenhamos esse feedback da população, para saber o que deve ser corrigido de imedia-

to. E é muito bom saber que está havendo essa interação com a comunidade, tanto é que agora nós temos o aplicativo do “Ronda no Bairro”, com todos os números dos telefones, a pessoa pode ligar direto para esse aplicativo e a segurança com certeza vai chegar mais rápido. A ideia é melhorar mais ainda. A tecnologia vem se diversificando e nós estamos acompanhando essa modernização. EM TEMPO – Os problemas do “Ronda no Bairro” talvez não sejam de equipamentos, mas sim de falha humana. A D – A tecnologia não é tudo, por isso treinamos desde o início o homem que vai operar o sistema e temos que manter essa continuidade de treinamento, porque é o homem que manipula tudo isso. A tecnologia por si só não transmite segurança, e sim a presença física do homem, trabalhando de forma correta, posicionando a viatura em lugar visível, passando nos roteiros previstos, nos conjuntos, nos pontos críticos, nos pontos sensíveis onde, presume-se, pode haver qualquer tipo de incidência de criminalidade ou de aglomeração de pessoas. Enfim, fazendo com que a presença do “Ronda no Bairro” no ambiente consiga diminuir os índices de violência. EM TEMPO – Existem alguns vácuos no programa. Por exemplo, a comunidade está acostumada a ver a viatura passar em frente da sua residência, os policiais acenam, cumprimento e, nesse período os habitantes se sentem seguros. Mas de repente, a viatura desaparece e passa, às vezes, até dois dias sem aparecer. Por que isso? AD – Isso acontece em razão da divisão que fizemos do território de Manaus em 30 Cicoms (Companhia Interativa Comunitária), braço do DIP (Distrito Integrado de Polícia), compreendendo no mesmo sistema as polícias Militar e Civil. A Cicom é dividida em oito setores, que são coorde-

nados por um oficial, que faz um roteiro de deslocamento da viatura. Esse roteiro é mudado de vez em quando para não criar rotina. Por isso um dia a viatura passa numa rua, no dia seguinte passa na outra, sempre procurando criar esse contato, que chamamos de visita comunitária. A ideia é que o “Ronda no Bairro” ocupe todos os locais. Hoje, cada viatura deve percorrer, aproximadamente, 3 quilômetros quadrado. A ideia é que haja, também, essa interação da comunidade para que, em casos de ocorrências, os habitantes liguem direto para a viatura. Estamos fazendo uma avaliação do “Ronda no Bairro” neste fim de semana, para detectar alguns pontos onde estão correndo esses tipos de problemas.

Homens treinados para abordar com precisão veículos suspeitos

EM TEMPO – Isso quer dizer que houve uma queda de 20%, não é isso? AD – Os 90% foi no lançamento do programa. Mas acredito que, como todo programa inovador, ou qualquer serviço que envolva homens e máquina, vão surgir problemas e talvez isso tenha, de forma isolada, causando alguma reação, mas esses índices estão dentro do limite de aceitação do programa, porque a gente nota que a população há muito tempo não tinha essa confiança na polícia, essa sensação de

EM TEMPO – Um desses problemas, detectado pela própria comunidade, é que o telefone, às vezes, não funciona. Como é que o senhor explica? AD – Se o homem falha, a tecnologia, às vezes, também falha. Temos a questão da recarga do celular, por exemplo, que não pode ocorrer porque nosso serviço é 24 horas. EM TEMPO (interrompendo) – Por que o policial não trabalha com dois celulares ou duas baterias carregadas, uma solução tão simples e que não fica caro? AD – Nós estamos trabalhando exatamente isso aí. Com baterias duplas, dois celulares que possam funcionar com o mesmo chip. Se houver problema com um aparelho, o policial terá o segundo para evitar ter que recarregar o celular. Com isso, evitaremos que ele fique sem comunicação, que é o fator fundamental desse programa de segurança. Mas, de forma geral, a avaliação na aceitação da população, no início do programa “Ronda no Bairro” foi de 90%. Atualmente nós estamos com um índice de aprovação de 70% em toda a cidade de Manaus.

Cel. Almir David, comandante geral da PM: O “Ronda no Bairro” tem mais acertos que erros

segurança, de poder confiar no policial. EM TEMPO – No total, o “Ronda no Bairro” envolve quantos homens e quantas viaturas em Manaus? AD – Diariamente nós montamos 220 viaturas e 780 policiais militares por turno de serviço, além das motocicletas que dão o apoio às operações. São duas motos para cada viatura. Esse tipo de policiamento tem feito a diferença, pois na maioria das vezes estamos nos antecipando aos fatos, evitando que


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FOTOS: IONE MORENO

combate à criminalidade

A Companhia de Operações Especiais (COE), os “caveiras” é empregada apenas em missões de perigo

eles não ocorram. Onde tem a presença da polícia, os bandidos se intimidam e o crime é evitado. EM TEMPO – O número de policiais que atuam é o ideal uma cidade complicada na área de segurança, como Manaus? AD – Ainda não. Por isso o governador Omar Aziz já autorizou o aumento do efetivo para mais 600 policiais, que serão contratados após um processo de seleção, que deverá ser concluído em setembro. Isso vai melhorar muito porque vamos suprir esse vácuo que ainda existem em algumas áreas. EM TEMPO – Por que a polícia demora tanto a chegar aos criminosos, quando na maioria das vezes existem imagens de câmeras, número da placa do veículo? Quer dizer, com tanta facilidade para a investigação, por que se demora tanto a prender os bandidos? E, às vezes, nem prende. AD – O material de imagens, de placas, descrição de carros e imagens dos assaltantes são repassados à Polícia Civil, que faz, por meio de sua inteligência, o rastreamento para chegar aos bandidos. Muitas vezes a prisão desses infratores demora um pouco, mas com certeza a gente vai elucidar o crime e prender os culpados. Mais de 80% das ocorrências, a PM, de imediato, consegue prender os infratores. Se toda a aplicação da tecnologia for feita de forma correta e houver informações precisas, no máximo em cinco minutos a viatura chegará ao local da ocorrência, porque ela sempre vai estar por perto. EM TEMPO – O pessoal da Polícia Civil reclama muita que “a polícia prende e a Justiça vem e solta”. Como o senhor analisa essa situação? A D – Isso é a questão legal, da Justiça. Nossa legislação tem que ser melhorada, ser mais dura, porque a gente

nota que a população, de forma geral, não está satisfeita porque gostaria que essa legislação, em alguns casos, fosse um pouco mais dura. No caso das drogas, por exemplo, a gente nota que mais de 90% dos crimes são ligados diretamente à questão das drogas e muitas vezes, ao invés de endurecer, a nossa legislação afrouxa, o que leva a uma sensação de impunidade. Às vezes, o portador de droga é preso, é feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e ele tem que ser liberado logo em seguida. Quando não, o advogado entra com outros recursos jurídicos e o acusado acaba sendo solto. A população que não conhece a legislação, fica com a sensação de impunidade, de insegurança, sabendo que aquele infrator que acabou de ser preso está sendo colocado na rua de novo. Mas é uma questão legal. Às vezes, o próprio juiz está atrelado com a questão da legislação e nada pode fazer. EM TEMPO – Quais são os pontos mais complicados, que impedem que o “Ronda no Bairro” seja um programa mais eficiente na segurança comunitária? AD – Alguns ambientes não foram bem estruturados na formação, como por exemplo as invasões de terra. É o caso do bairro Jorge Teixeira, que tem origem numa invasão e até hoje é considerado uma área com grande incidência de ocorrências. Para resolver esse gargalo, estamos reforçando não só as ações do “Ronda no Bairro”, mas o governo do Estado também está investindo na parte preventiva com outras ações sociais, que estão ajudando a reduzir os índices de violência. Se não conseguimos atingir de imediato essas metas – afinal, temos só um ano de operação – vamos conseguir mais a frente. Primeiro precisamos fixar bem essa cultura de policiamento comunitária para dar uma resposta mais imediata à população.

“Aumento de assaltos nada tem a ver com os foragidos do Ipat”

O comando da PM aconselha o cidadão comum a não comprar armas

O aumento do número de assaltos em Manaus, apesar da presença do “Ronda no Barro”, tem relação com os detentos que fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e até o momento não foram recapturados? O comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Almir David é enfático ao descartar que esses assaltos estão sendo realizados pelos foragidos da Justiça. – Não verificamos nenhuma ligação, até o momento, dessas ocorrências com os detentos do Ipat. Os assaltantes presos pela polícia não têm nenhuma ligação com os presidiários que se encontram foragidos – afirma o coronel.

HOMENS E MÁQUINAS

“Se o homem falha, a tecnologia, às vezes, também falha. Por isso é importante esse feedback da população, para a PM saber o que deve ser corrigido” No dia 9 de julho, terça-feira, 176 detentos fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Foi a maior fuga já registrada na história do sistema penal do Estado. De acordo com o coronel Almir David, dos 176 detentos que fugiram, a Polícia

Militar já recapturou 110. Segundo ele, nesse período, tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar elucidou alguns assaltos, chegou aos infratores e detectou que nenhum deles tinham ligação com os criminosos que continuam em liberdade. – Os 66 que continuam foragidos devem estar entocados ou escondidos no interior, dando um tempo para no futuro começar a atacar. Mas posso garantir que, por enquanto, não houve nenhum impacto na segurança pública por cota da fuga do Ipat. Nas prisões efetuadas, repito, não encontramos nenhuma ligação com os detentos que fugiram. (MA)

Não comprem armas, confiem mais na polícia De 2003 a 2010, o governo brasileiro realizou, por duas vezes, a Campanha do Desarmamento, que passou a ser permanente. Numa dessas campanhas, a entrega de armas poderia ser feita em qualquer dia e, quem devolvia o armamento ainda recebia uma indenização que variava de R$ 100,00 à R$ 300,00. Nas duas campanhas, o Ministério da Justiça recolheu 530 mil revólveres, espingarda e carabinas, o que refletiu em uma queda de 11% no número de homicídios. Mas, em Manaus, com o crescimento de ocorrências de assaltos, muito cidadão de bem, já pensa em comprar uma arma para tentar, ele mesmo resguardar a sua integridade e de sua família. Esse seria o caminho correto? O comandante da PM, coronel Almir David, acredita que não. Ele lembra que a regra hoje no Brasil é “não ter arma”. Segundo ele, o cidadão comum pode até querer ter sua arma em casa para se defender, isso não é proibido, e até é compreensível, mas ele teria que observar algumas regras. Mas do ponto de vista do policial, o comandante da PM aconselha a população a não comprar armas. – Ao invés disso, pedimos que o cidadão confie mais no sistema e nas ações da polícia. Inclusive, ele deve criticar sempre que for necessário. (MA)


Dia a dia

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Sofri. Batalhei Hellen e a filha Francyelen, conhecida como FranFran: sofrimento e esperança

Pessoas que passaram por situações de difícil enfrentamento e à beira do desespero mostram como a superação é uma questão de fé e força de vontade CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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vida pode ser uma “caixinha de surpresas”, porém nem sempre o que sai dela são coisas boas. Em alguns casos, ela te reserva situações que

você nunca imaginou que seria possível, afinal, como se costuma pensar, coisas ruins só acontecem com o vizinho. Entretanto, o que para muitos seria o fim do mundo, para outros nada mais é do que apenas uma forma de encarar a vida sob outro ângulo. Um filho que nasce com uma doença grave ou um câncer que aparece do “nada” e obriga a rever as prioridades e assumir uma nova postura são apenas alguns exemplos de pessoas que passaram ou passam por um grande problema e conseguem ver “luz no final do túnel”. Portadora de paralisia cerebral, a menina Francyelen Antonio Carneiro da Silva, 11, chamada carinhosamente de Fran-Fran, foi um bebê superplanejado e esperado pela mãe, Hellen Carneiro da Silva, mas por complicações no parto, ficou sem oxigênio por alguns minutos, o que levou à paralisia, sem os movimentos dos membros e outras complicações não menos graves. “Ela passou muito tempo em trabalho de parto, mas eu não tinha condições de ter parto normal. Os médicos praticamente forçaram e, com isso quem sofreu foi minha filha, que ficou com falta de oxigenação no cérebro”, recorda, completando que os médicos não falaram nada na maternidade. Ela descobriu o problema somente quan-

do a bebê tinha 4 meses, ao perceber que ela não firmava o pescoço normalmente. Hellen recorda que no início não estranhou porque desconhecia o problema, mas à medida que foi passando o tempo entendeu que a filha teria algumas limitações. “Apesar de tudo, sempre a tratei normalmente. Nunca a excluímos de nada e, graças a Deus, nossos familiares sempre a trataram assim. Procuro dar a ela sempre o meu melhor”, afirmou. A vida diária dela se divide entre os afazeres domésticos e as atividades da filha, com fisioterapia e escola (sim, ela estuda).

DRAMA

Portadora de paralisia cerebral, a menina Francyelen Antonio Carneiro da Silva foi um bebê super planejado e esperado pela mãe, mas por complicações no parto ficou sem oxigênio por alguns minutos A força para continuar na luta, Hellen argumenta que vem de Deus e do sorriso da filha. “Vou lutar por ela enquanto tiver vida. Nunca deixei de acreditar que um dia poderei ver minha filha de pé, ainda mais depois que a amiga Rosangela Fernandes (do instituto Acontecer, que auxilia 13 e com o método Therasuit) começou a nos auxiliar no instituto Acontecer. Tenho certeza de que a vitória está perto”, diz, confiante ao ver os avanços da menina, carregada no colo para fazer os exercícios, mas não tira o sorriso do rosto na hora de tirar as fotos.


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i. Venci

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O diagnóstico, o câncer e a cura

ARQUIVO PESSOAL

‘Deus sempre nos dá a vitória’ Mesmo confiante, Hellen não nega que às vezes se sente cansada, por causa dos problemas diários, mas nunca pensou em desistir, pois imagina que um dia, quando a filha estiver andando, poderá dizer a ela que sempre fez tudo que pode para reabilitá-la. “Em primeiro lugar, agradeço a Deus e a seguir a meus pais, que sempre foram essenciais na luta com a minha filha e sempre me ajudam muito. As adversidades do dia a dia são superadas com muita força e fé porque as lutas são grandes, mas Deus sempre nos dá a vitória. Minha religião é evangélica e sempre tive a certeza, no meu coração, que um dia o Senhor vai curar minha filha e creio também que o instituto Acontecer faz parte dos planos de Deus para nossas vidas. Sempre penso na minha filha curada levando uma vida normal”, diz. Para Hellen, Deus tinha um plano para ela quando Francyelen nasceu. “Deus me deu a Francyelen assim para me ensinar a ser uma pessoa melhor, pois cada dia que passa eu aprendo mais e mais com ela. É um amor incondicional e, apesar das adversidades, procuramos dar a ela uma família feliz”, conclui. “Milagre brilhante” História similar é a do casal Cintia Cistina Mendes e

Paulo Tyrone Perazo, pais do pequeno Lorenzo Mendes, ou simplesmente Lô, 10, que nasceu prematuro e teve falta de oxigênio durante o parto. Foi um choque quando souberam que o filho tinha síndrome de West, além de nunca terem visto um bebê tendo convulsão. “Na verdade foi um grande susto, justamente por não saber o que era a doença dele. A seguir imaginava como seria

É um amor incondicional e, apesar das adversidades, procuramos dar a ela uma família feliz Hellen Carneiro, mãe de Francyelen

lidar com um filho especial”, revela Cintia, completando que a força para lutar pela criança, encontrou na fé em Deus, mas não escapou dos deslizes. “Pensei até em suicídio, mas lembrei que também tinha outro filho para cuidar e agora também percebo que nada na vida é por acaso. Se Deus enviou Lorenzo é porque tenho um propósito e uma missão a cumprir. Nunca penso como castigo,

mas uma dádiva de Deus”, emociona-se. Aliás, o filho de 17 anos e o marido são essenciais para ela continuar na batalha e superar as adversidades. “Meu filho desde os 7 anos abriu mão de algumas brincadeiras para me ajudar a cuidar de Lô. Mas, agora também tenho as duas guerreiras do instituto Acontecer, a Rosangela e a Heloisa, que me ajudaram a ter esperança de o Lorenzo ter melhor qualidade de vida”, completa ao falar dos avanços do filho, que pela primeira vez sentou por alguns minutos, após a segunda sessão do método Therasuit no Instituto Acontecer. Na opinião dela, o que mais dói em toda essa situação é o olhar de desprezo das pessoas preconceituosas olhando para o pequeno Lorenzo como se ele fosse um coitado. Entretanto, isso é superado com fé no futuro. “Vejo meu filho andando e correndo pela casa, como nunca fez e me chamando de mamãe”, almeja Cintia, que abdicou de quase tudo para se dedicar ao Lô. “Não tenho muito tempo para mim. É tudo para o Lorenzo. Trabalho à noite como recepcionista no hospital da Criança e pela manhã levo meu filho para fazer o tratamento. Mas, tudo vale a pena. Lorenzo é meu brilhante milagre”, constata.

A jornalista Lenise Ipiranga durante o tratamento contra o câncer: apoio e fé em Deus

Com o exame positivo de que tinha câncer nas mãos, a jornalista Lenise Ipiranga, 49, se apegou à fé e decidiu enfrentar a doença, que após remédio, cirurgias, apoio de amigos e muita convicção na cura, não existe mais. Ela lembra que já fazia o acompanhamento anual com exames preventivos, inclusive a mamografia, desde os 40 anos, mas em maio de 2012, quando experimentava uma roupa que há muito tempo não vestia, passou a mão na altura do seio e sentiu algo estranho na mama esquerda. Parou tudo e fez o exame de toque com as mãos. Sentiu uma bolinha pequena próxima ao mamilo. “Naquele momento fiquei muito apreensiva. Procurei marcar imediatamente com a médica ginecologista para pedir os exames de mamografia e ultrassonografia. E com os exames na mão segui para o médico mastologista”, recorda. Mas, nesse começo desco-

briu que, mesmo com plano de saúde particular, cada passo é demorado. Entre fazer o exame, receber resultado, marcar consulta e chegar ao mastologista, pensava um milhão de coisas – o que fez e o que não fez na vida. “De fato não sentia se estava doente ou não. Mas o que tinha certeza, era que tinha de me preparar para qualquer que fosse o resultado. E desde esse momento senti bem forte a companhia espiritual da minha mãe, Yolanda, que partiu desse plano há 14 anos. Ela esteve comigo em todos os momentos que se seguiram”, revela. Espera O médico Jesus Pinheiro diagnosticou e enviou para biópsia um nódulo de 1 centímetro, com risco de menos de 50% de câncer. “Eu e meu irmão, Jurimar Ipiranga, saímos confiantes de que não seria nada grave. Mas no fundo eu ainda estava como

desde que senti o nódulo pela primeira vez: como se a respiração estivesse presa”, compara. O tempo era de espera, em muitas coisas. Inclusive para fazer a biópsia, para sair o resultado e para voltar ao médico. Já estava quase no final do mês de junho de 2012, quando o médico abriu o exame e, segundo ela, com toda sua humanidade expressou o desafio que se apresentava. “Infelizmente, o resultado da biópsia deu positivo, é câncer”, disse ele. Lenise estava acompanhada da cunhada, Rosana Ipiranga, e de mãos dadas com ela olhou imediatamente para o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na parede atrás da cadeira do médico e pensou: “Isso vai dar um trabalho. Me ajuda, minha Mãe”, relembra, completando que só conseguiu chorar no carro, em um misto de medo e de emoção pela própria história naquele momento.

FOTOS: DIEGO CAJA

O poder dos laços de família A cirurgia aconteceu em 18 de agosto. “De tudo que eu vivi, foi a melhor entrega que eu fiz em toda a minha vida. Eu me entreguei a Deus totalmente”, suspira. Foi retirado um quadrante da mama onde estava o câncer e mais um linfonodo da axila. Mais outra biópsia, feita em São Paulo, para saber se havia sinais de câncer na borda do corte da peça e no linfonodo, este último responsável pela defesa do organismo e que sinaliza se a doença se espalhou no corpo. Mais tempo de espera. Novamente no consultório do médico, no mês de setembro, para saber do resultado da biópsia da cirurgia. “Tenho Cintia e Paulo com o filho Lorenzo: superando até mesmo o preconceito das outras pessoas

a imagem guardada na minha mente da fisionomia dele ao ler o diagnóstico. O rosto dele se iluminou e me disse que não havia mais nada, que o resultado havia dado negativo para câncer. Eu olhei novamente para a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na parede e agradeci: obrigada minha Mãe, eu estou curada”, conta. Depois da certeza da cura, vieram a quimioterapia e a radioterapia, que por um protocolo internacional complementam cirurgias desse tipo e são seguidas por mais 5 anos de tratamento para bloquear a produção hormonal. “No dia 17 de novembro fiz a minha primeira sessão de

quimioterapia, 59 dias após a cirurgia. A medicina recomenda até 60 dias para o início do tratamento. A burocracia é muito lenta e no caso do câncer é decisiva para o sucesso ou não do tratamento. Foram seis sessões a cada 21 dias. Terminei no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher”, lembra. A ajuda da família foi fundamental para vencer as batalhas. “Contei com minha família e amigos para atravessar esse deserto. Minha cunhada Rosana e meu irmão Jurimar estiveram sempre comigo. Falava diariamente pelo telefone e Skype com minha família que mora em Santa Catarina”, disse.


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Dia a dia

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Uma viagem ‘suspeita’ Para desespero de muitos passageiros, o transporte de prisioneiros do Estado em voos domésticos é legal e devidamente regulamentado no país por decreto estabelecido em 2010 GUILHERME ALVES Equipe EM TEMPO

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ugar de bandido é na cadeia. Essa é a afirmação de muitos quando o assunto se refere aos criminosos. Mas independentemente da concordância ou não com o dito popular, como seria dividir o mesmo voo com um suposto criminoso? O esquema de segurança utilizado pode assustar passageiros. À primeira vista, não há como saber sobre o rigor utilizado pela Polícia Federal (PF), responsável de acompanhar o transporte de presidiários nos voos. Um momento como esse foi vivido pelo empresário Sérgio Souza, 54, que teve que passar algumas horas dividindo seu voo com um preso. “Eu e todos os passageiros que estavam perto ficamos preocupados.

Acho um abuso uma pessoa de alta periculosidade ser transportada em um mesmo avião com pessoas comuns”, afirmou. O caso ocorreu no dia 27 de junho deste ano, em um voo da companhia aérea Gol de Manaus para São Luiz (MA). Souza explicou que viu uma pessoa com as mãos unidas para a frente, cobertas por um pano, e outras duas pessoas, que afirmou serem policiais à paisana, acompanhando-o. Após ser questionado, um dos comissários de bordo informou que o transporte de presidiários era um procedimento normal em qualquer companhia aérea. Apesar de nenhum dos passageiros ter se recusado a prosseguir, o que era para ser uma viagem tranquila acabou se tornando preocupante. Mesmo sem nunca ter vi-

venciado um momento como esse, o representante comercial Anísio Castro, 50, que viaja frequentemente, considera “um absurdo” ter que estar no mesmo voo que um preso. “Se está sendo transportado é porque ele é de alta periculosidade, e a pessoa que tem um voo marcado não vai ter como mudar. E se o policial cochilar, por exemplo? Acho que isso deveria ser bem mais analisado”, disse. Para Castro, a alternativa seria que a companhia fosse mais clara com seus clientes para que transtornos fossem evitados. “Acho que deveria ser anunciado que um preso está no voo, também seria dito que estaria acompanhado por policiais e explicado que o preso está algemado e outras providências. Talvez dessa maneira passasse um pouco mais de segurança aos passageiros”.

Decreto regulamenta ação Na ação de transporte, a PF tenta ser a mais discreta possível. O decreto 7.168, de 5 de maio de 2010, no artigo 165, em seu inciso primeiro, define que a pessoa sob custódia deve embarcar antes dos demais passageiros e desembarcar após finalizado o desembarque. Além disso, a pessoa transportada deve ocupar assento no final da cabine de passageiros, fora das saídas de emergência, em fileiras com dois ou mais assentos e, no mínimo, com um policial de escolta sentado entre ela e o corredor de passagem, conforme descrito no inciso segundo.

Apesar de ser algo contra a vontade de alguns passageiros, é preciso aceitar, já que está definido por decreto. Porém é preciso estar atento: o artigo 162 explica que no máximo dois presos, com suas respectivas escoltas, podem ser transportados em uma mesma aeronave privada, de acordo com a regulamentação, avaliação e anuência da PF. Em nota, a Gol Linhas Aéreas informou que o transporte de presidiários é previsto em legislação e o processo do transporte está disponível no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


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plateia@emtempo.com.br

Entrevista com Vinícius Cantuária (92) 3090-1042

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Novo DNA

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Filhos de sambistas, Dudu Brasil e Jorjão Pampolha estão entre os “bambas” revelações da cidade

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FABÍOLA PASCARELLI Especial EM TEMPO

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pedido feito pela cantora Alcione, uma das maiores intérpretes do país, na música “Não deixe o samba morrer”, está sendo escutado. Pelo menos em Manaus. Aqui, uma geração de novos talentos surge e promete dar continuidade ao trabalho construído por grandes nomes do samba amazonense, como Chico da Silva, Júnior Rodrigues, Edu do Banjo, entre outros. Um dos destaques é Eduardo Wanderley Brasil, ou simplesmente Dudu Brasil, de apenas 14 anos. Filho de Edu do Banjo, neto de Coracy Brasil e afilhado de Júnior Rodrigues, a escolha não poderia ter sido outra. O jovem cantor vem se apresentado em rodas de sambas da cidade, como o Espaço Cultural Quintal e o Chega de Saudade. “A minha paixão pelo samba veio mesmo por meio da minha família, que tem muitos músicos. Tenho um tio que era violonista do João Nogueira, e ele sempre ficava na casa do meu avô quando vinha fazer show em Manaus. São influências muito fortes, então eu não tinha como fugir disso e é algo que gosto muito”, conta Dudu Brasil. Apesar da pouca idade, Dudu já lançou um CD, em 2012, intitulado “Encanto Brasileiro”. O álbum é composto por dez músicas de compositores amazonenses como Wander-Lãan Vaz, Roberto Bessa, Coracy Brasil, Júnior Rodrigues e João Mendonça de Souza. Há também uma composição do jornalista, compositor, cartunista e jornalista do EM TEMPO, Mário Adolfo, “Saravá Poeta”, em homenagem a Vinicius de Moraes, e uma regravação de “Com que Roupa?”, de Noel Rosa. Além da família de músicos, o cantor conta que as principais influências musicais dele são Cartola, Noel Rosa, Paulinho da Viola, João Nogueira, Vinicius de Moraes, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, João Bosco, entre outros grandes nomes da música brasileira. “Eu gosto muito de samba de raiz”, ressalta. Para o futuro, ele planeja fazer faculdade de música e continuar a carreira de cantor.

No dia 1º de agosto, Dudu fará uma apresentação na quadra da escola de samba Reino Unido, no Morro da Liberdade, Zona Sul da cidade, com outros artistas como Júnior Rodrigues e Serginho Queiroz. Além de músicas do CD, também interpreta canções de Cartola, Vinicius de Moraes, Noel Rosa, entre outros. De pai para filho Jorjão Pampolha é outro destaque do cenário local. O cantor e violonista é integrante do grupo Ases do Pagode, que retomou as atividades em 2010. Ele conta que começou a estudar música aos 13 anos e aos 18 se profissionalizou. “Comei tocando MPB em bares, depois tive uma banda chamada Samba Bem Black e agora estou me dedicando ao samba, que é um ritmo que sempre gostei”, diz. Filho de um dos fundadores do

SHOW

No dia 1º de agosto, Dudu fará um show na quadra da escola de samba Reino Unido, no Morro da Liberdade, Zona Sul da cidade, com outros artistas, como Júnior Rodrigues e Serginho Queiroz Ases do Pagode, Jorge Ignácio, já morto, ele afirma que pretende dar continuidade à banda idealizada pelo pai dele, iniciada em 1987. “Para mim é algo muito gostoso, amo estar no palco, estar junto com eles. É um ganho de conhecimento que não teria de onde tirar, esse aprendizado todo, estou muito feliz”, ressalta. “Por outro lado, é uma grande responsabilidade dar prosseguimento ao trabalho que começou com meu pai, porque ele é muito querido”, pondera. Jorjão também foi influenciado pela família, e destaca como seus grandes influenciadores os grandes artistas do samba Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Bezerra da Silva, João Nogueira, Cartola e Chico da Silva. O cantor faz faculdade de administração, mas confessa que a vida só tem sentido com o samba.

OSA

Aos 14 anos, Dudu Brasil já compõe e faz shows

JOELR

Caderno D

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lha Pampo com os Jorjão a n a ce divide os do Ases n a r e t ve ode do Pag

FOTOS: DIVUL GAÇÃO


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FOTOS: MAURO SMITH E BARROS

>> Vitrine

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Formação . O vice-governador do Amazonas, José Melo, participou na sextafeira de uma celebração ecumênica em comemoração aos dez anos do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). . Durante o encontro, que reuniu instrutores e servidores no Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, no bairro de Santo Antonio, José Melo destacou a importância do órgão para o sistema de educação estadual e afirmou que o Cetam preenche uma necessidade histórica por ensino profissionalizante para o mercado de trabalho amazonense. . “O Cetam é um dos órgãos mais importantes do governo do Estado. Ele veio para suprir uma deficiência do nosso sistema educacional. Nossa juventude saía do último ano do ensino médio sem formação e com poucas condições de disputar uma vaga no mercado de trabalho. A formação, oferecida de forma gratuita, o que é ainda mais importante, deu a esse jovem a chance de ter um emprego e melhorar suas condições. É um dos órgãos mais queridos e bem avaliados do governo”, frisou José Melo.

Mariana Avelino, Achilles Fernandes, Talita Amim e Oliveira, convidados da noite de estreia da “Confraria MS Casa”, vai reunir, toda quinta-feira, um grupo seleto de arquitetos, designers, decoradores e outros profissionais do ramo, para degustar um prato preparado por um dos convidados. De anfitrião, o sempre ótimo Arlindo Paiva

>> English . Projeto de Lei que tramita na Câmara Municipal de Manaus (CMM) pode tornar obrigatório o ensino da língua inglesa para crianças a partir dos 4 anos matriculadas na rede municipal de educação. . De acordo com a autora do projeto e presidente da Comissão de Educação, vereadora Therezinha Ruiz, pesquisas apontam que a melhor idade para aprender um segundo idioma é entre os 4 e 10 anos. . Pelo projeto, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, o ensino da língua inglesa não terá como objetivo a aquisição de conhecimentos gramaticais, e os alunos não serão avaliados através de provas.

Vanessa Cavalcanti e a filha Isabella em evento que reuniu time AAA da cidade

>> Justiça itinerante . Engajada com a missão do governador Omar Aziz, que é criar oportunidades para as famílias amazonenses, a primeira-dama Nejmi Aziz aplaude a sexta edição do projeto da Defensoria Pública do Estado chamado “Defensoria Itinerante”. . O projeto aconteceu na semana passada no bairro Presidente Vargas. A ação contou com seu apoio e beneficiou os moradores com acesso gratuito aos serviços jurídicos.

>> Hoje, Ralph Assayag, Beto Calderaro e Rebecca Lima estão aniversariando. Cumprimentos da coluna. >> Neste domingo abertura do projeto ‘Escritório do Samba’ no Lappa com Cuka Fresca e Samba & Cevada, a partir das 15 horas. >> No próximo sábado, no Sambódromo, o grupo Revelação faz a festa para a turma que curte samba. Mais uma grande atração assinada pela Fábrica de Eventos. >> Amanhã é a vez de cumprimentar Rachel Lyra, Milena Fagundes e Highor Alencar, aniversariantes do início da semana.

>> Objeto de desejo . Para carregar o seu pequeno sem abandonar o estilo, a coluna apresenta o “baby carrier”, ou se você preferir o “canguru”, assinado pela Gucci. . A marca, que possui uma linha completa para bebês e crianças, não deixa escapar nenhum detalhe. Chic!

>> No próximo mês, Manaus terá o primeiro show room automatizado da Região Norte. A House Modulados, dos irmãos Matheus e Marcelo Huari, está em parceria com a Conect Home. Muitas novidades no setor desembarcando por aqui. Aguardem!

Regina Furtado, Ednéa Ribeiro e Vânia Sabbá durante coquetel cinco estrelas no Vieiralves

Ane Cristine Cavalcanti e Cristiane Dantas circulando na cena social da cidade

>> O casamento da bela Luana Antony Vieira e Arnoldo Nazareth será no dia 7 de setembro, na Pousada Praia da Tartaruga, em Búzios, Rio de Janeiro.


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Será fantástico e ainda por cima no Teatro Amazonas. Um sonho! Já toquei no teatro com o Caetano Veloso, no fim dos anos 80, mas será totalmente diferente”

Amazonense, o músico é uma das referências internacionais do jazz brasileiro

Vinícius CANTUÁRIA

‘O Amazonas GERA uma CURIOSIDADE imensa NO MUNDO’

E

le nasceu em Manaus e aos sete anos mudou-se com os pais para o Rio de Janeiro, onde fez fama e sucesso nos anos 1970 e 1980 com músicas como “Só Você” e “Lua e Estrela”. De lá partiu para Nova York e hoje roda o mundo como um dos músicos brasileiros mais conceituados e solicitados do cenário atual. Sem nunca esquecer as origens, Vinícius Cantuária fecha com grande estilo o 8º Festival Amazonas Jazz, hoje, e revela nesta entrevista exclusiva ao EM TEMPO a expectativa de tocar no

Teatro Amazonas depois de mais de 30 anos e seu próximo projeto, totalmente voltado para o Estado: “The Sound of the Rivers”. EM TEMPO - Que memórias guarda da cidade? Vinícius Cantuária - Da rua em que nasci (Lauro Cavalcante). Lembro de ouvir muito os programas de rádio e a música da rua, especialmente na época do boi (bumbá). Era apaixonado pelo Corre Campo e até fiz uma música chamada “Corre Campo” em parceria com o Ryuichi Sakamoto que está no meu CD “Sol na Cara”. Lembro do antigo Parque 10 e do estádio de futebol. Era e sou ainda um torcedor fervoroso do Nacional! EM TEMPO - Como será voltar ao Teatro Amazonas? VC - Toco todos os anos em quase todos os grandes festivais pelo mundo e tocar no Amazonas Jazz será uma emoção que nem posso imaginar. Será fantástico e ainda por cima no Teatro Amazonas. Um sonho! Já toquei no teatro com o Caetano Veloso, no fim dos anos 80, mas será totalmente diferente. EM TEMPO - Você fez parte da banda “O Terço” e fez muito sucesso com as músicas “Só Você” e “Lua e Estrela”, entre outras. O que ficou dessa fase? VC - O que ficou mesmo é a alegria

TEATRO AMAZONAS

Festival de jazz encerra hoje Esta será a estreia da Orquestra de Beiradão, formação regional mais recente voltada ao gênero do jazz. O grupo foi fundado em março por Ênio Prieto. Ele afirma que o público vai poder ouvir as canções de Teixeira de Manaus, que ganham novos arranjos, além das composições próprias. “Vamos exibir

um set de músicas do gênero do beiradão, porém, de forma orquestrada. O diferencial é que as músicas serão instrumentalizadas por diversosinstrumentistas, diferente de antigamente que só ouvíamos um instrumento e um solista”, afirma. No total, o grupo apresenta 15 músicas. DIVULGAÇÃO

Além de Vinícius Cantuária, que tocará às 20h30, quem abre a noite de encerramento do 8º Festival Amazonas de Jazz é a Orquestra Beiradão do Amazonas. O evento, promovido pelo governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), começa às 19h, no Teatro Amazonas.

Cerca de 15 músicas estão no repertório de estreia da Orquestra Beiradão, hoje

de ter tocado com tantas pessoas maravilhosas que fizeram minha música e a minha vida como músico ser muito rica. Dei muita sorte nesse ponto, pois sempre trabalhei com profissionais do mais alto nível. Tenho parcerias com Caetano, Chico, Gil, Fagner, Leoni e Evandro Mesquita entre outros que fizeram minha experiência completa e cheia de diversidade. EM TEMPO - Como foi a mudança para o exterior? VC - Foi uma escolha profissional e cheia de dificuldades iniciais, mas que com o tempo foi se tornando mais fácil e aí está o sabor: saber superar os momentos de dificuldades e saborear cada conquista. EM TEMPO - Como define seu trabalho atual? VC - Uma mistura de sons, ritmos e ideias. Sou influenciado e influencio muitos músicos, mas toda a intenção da minha música passa pelo Brasil e como moro em Nova York, que é o centro da mistura mundial, a minha música nesse momento é muito livre e como resultado passa por muitos caminhos: jazz, samba, bolero, pop e muito mais. EM TEMPO - Qual o repertório para o festival? VC - Como não toco há muitos anos em Manaus, acho justo fazer um mix entre meus trabalhos atu-

ais e também cantar algumas das músicas mais conhecidas . EM TEMPO - Que trabalho desenvolve atualmente? VC - Meu próximo projeto se chama “The Sound of the Rivers”. É meu primeiro trabalho totalmente voltado para o Amazonas. Fiz seis músicas com nomes de alguns rios que cortam nosso Estado. Projeto este que se iniciou com um poema sobre o rio Negro que o Caetano escreveu após um passeio de barco e me deu de presente. Musiquei e acabei fazendo músicas para outros rios. Tenho nesse projeto parcerias com a Angelique Kidjo, Bill Frisell, Arnaldo Antunes e Leoni. Em 2014 vou fazer cinco grandes concertos no Brasil e depois vou rodar o mundo com esse projeto. EM TEMPO - Qual sua avaliação sobre o Festival Amazonas Jazz? VC - Toco em quase todos os grandes festivais pelo mundo, Montreal Jazz, Umbria Jazz, Montreux, e por aí afora e vejo o Amazonas Jazz como um marco na minha carreira e que pode se transformar no principal evento de música livre do Brasil. O Amazonas gera uma curiosidade imensa no mundo. Estava em tour no Japão e os jornalistas queriam saber tudo sobre o festival! Em pouco tempo será um dos grandes eventos de música no Brasil.


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RESENHA

O amor por trás da obra-prima CÉSAR AUGUSTO* Equipe EM TEMPO

PERFIL

César Augusto é jornalista, editor do caderno DIA A DIA e cinéfilo

T

odo cinéfilo que admira a obra do cineasta inglês Alfred Hitchcock (18991980) sabe a grande parceira que o Mestre do Suspense teve em sua esposa Alma Reville (1899-1982). Graças a ela, uma das maiores obras-primas do gênero, “Psicose”, de 1960, por pouco não foi um tremendo fiasco que macularia a imagem do marido. É essa a história que Sacha Gervasi nos traz em “Hitchcock” (Hitchcock, 2012): a relação entre Alma e Alfred em um momento de crise criativa do cineasta – problema que se estende ao casamento que já durava três décadas. No filme, logo após a festejada premiére de “Intriga internacional”, de 1959, Hitchcock (magnificamente “restaurado” fisicamente e pela interpretação impecável de sir Anthony Hopkins) é questionado por um repórter se, àquela altura, nos seus 60 anos de idade, não estaria na hora de “sair de cena”. Um pe-

queno salto de poucos anos nos traz o inglês em busca de uma nova história para levar às telas. É quando descobre o livro “Psicose”, de Robert Bloch, um relato sobre um assassino em série – escolha que faz a imprensa e os produtores torcerem o nariz. Alma Reville (Helen Mirren, como sempre uma atriz de talento respeitável) também discorda do marido sobre sua decisão de transformar uma história muito violenta em filme. Nessas idas e vindas surge Whitfield Cook (Danny Huston), roteirista que tenta aproveitar o momento para aproveitar sua amizade com Alma e usá-la para “empurrar” um roteiro para Hitchcock. O foco do filme, porém, não fica centrado nos bastidores de “Psicose”. Acima disso, está a relação estagnada entre Alfred e Alma – ele, obcecado pelas suas protagonistas lindas e louras como Grace Kelly e Kim Novak, guarda fotos delas em sua escrivaninha. A descoberta de Alma sobre essa paixão secreta – ela, já cansada dos

flertes do marido com suas estrelas, como Janeth Leigh (Scarlett Johanson, perfeita), escolhida para ser a desafortunada protagonista de “Psicose” – acaba aproximando-a de Whitfield na ajuda em melhorar o seu roteiro. Alfred passa a questionar a fidelidade da esposa, gerando interferência até mesmo nas filmagens da futura obra-prima. O filme em si funciona até mesmo com uma homenagem a Hitchcock. O prólogo segue o estilo usado pelo cineasta na famosa série “Alfred Hitchcock apresenta”: uma situação que termina em crime, observada pelo inglês, que a partir dali narra – com seu sutil senso de humor negro - o que acontecerá em seguida. Os devaneios do personagem em seus diálo-

gos imaginários com o assassino em série Ed Gein (Michael Wincott), inspirador de Bloch ilustram um pouco do processo criativo que resultou em um dos mais originais filmes da década de 1960 e um marco no cinema de suspense. Mas a verdadeira heroína de “Psicose” acaba sendo, no final das contas, a própria Alma, que tomou para si a tarefa de reeditar a película para transformá-la, de fato, no espetáculo no qual se tornou. Foi o seu afeto ao marido, afinal, que imortalizou o atormentado Norman Bates na história da sétima arte. Emocionante, para dizer o mínimo!

“Hitchcock”, de Sacha Gervasi, mostra o papel da esposa do Mestre do Suspense, Alma Reville, na produção cinematográfica de um dos maiores cineastas do século 20”


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate–Rebate

TV Tudo Start A Band ainda não avisa nada, mas nos seus interiores já se trabalha com o dia 1º de agosto para dar início à produção da nova temporada do “Quem fica em pé?”, do José Luiz Datena. Se tudo correr como se espera, o programa deve estrear no começo de setembro, aos domingos, antes do “Pânico”. Teatro Otaviano Costa, em breve, vai iniciar os ensaios de “O Comunicador”, peça que ele mesmo escreveu em parceria com Daniela Ocampo. A estreia, dependendo do teatro, deve acontecer em outubro, no Rio de Janeiro.

• A participação de Maria Maya, Alejandra, vai aumentar nos próximos capítulos de “Amor à Vida”, em função do sequestro de Paulinha (Klara Castanho). • Porém, se essa nova fase não der “liga”, a personagem da Maria corre até o risco de ser assassinada. • Outra que também precisa de uma turbinada urgente em “Amor à Vida” é Carolina Kasting, a Gina. • Além do helicóptero, em São Paulo, a Band também investiu na compra de um outro para o Rio de Janeiro. • Espalharam que a Rede TV! poderia mudar de nome ainda no decorrer de setembro.... • ... Ninguém na emissora confirma ou sabe explicar de onde isso surgiu. • “Playboy”, da Antonia Fontenelle, continua vendendo horrores. Nem os responsáveis pela publicação esperavam por tanto. Nanda Costa, agora, surge como próxima aposta.

Fugiu do assunto Novela que tem o mundo das celebridades como tema, “Sangue Bom”, produção das sete da Globo, bem que tentou, mas não conseguiu se aprofundar na questão dos paparazzi. Pelo menos até aqui o que se viu foi uma abordagem sempre superficial, mais preocupada em ridicularizar o pessoal que atua na área.

Vai muito bem Paolla Oliveira, como já aconteceu em outros momentos da sua carreira, está novamente no alvo de críticas, que em algum momento foram merecidas, mas agora não. Em “Amor à Vida” ela tem se apresentado muito bem e dentro daquilo que a personagem oferece. Qualquer coisa que se fale, diferente disso, é pura perseguição.

Destino do Fagundes é segredo em “Amor à Vida” No começo de tudo, foi combinado que Antonio Fagundes faria apenas uma participação especial em “Amor à Vida”. E desde lá se estabeleceu que o personagem, César, morreria misteriosamente antes do capítulo 100. Até segunda ordem é isso que vai acontecer, com direito até a todo um suspense em cima do “quem matou?”.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini U DIV

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Márcio Braz*

A entrega do prêmio Multishow, em sua 20ª edição, foi confirmada para 3 de setembro na Arena da Barra, Rio de Janeiro. Já estão confirmadas a Marcelo D2 com os rappers do ConeCrewDiretoria, Zezé di Camargo e Luciano, Anitta, Naldo e outros.

‘AMOR À VIDA’ REPRODUÇÃO

E-mail: plateia@emtempo.com.br

Papa don’t preach A visita do papa no Brasil pode ser entendida como um grande evento da igreja católica, uma expressão de fé, a catarse de um povo etc. Mas também pode se tratar de uma estratégia da Igreja Católica no sentido de arrebatar os rebanhos perdidos, não exatamente para as igrejas evangélicas mas, sobretudo, para uma outra congregação em crescente expansão: a dos ateus. No Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 15,3 milhões de brasileiros declararam não ter religião correspondendo a 8% da população daquele ano. Destes, 615,1 mil declararam ser ateus e 124,4 mil são agnósticos. A cidade de Chuí no Rio Grande do Sul foi a que apresentou os maiores índices de pessoas não religiosas. O IBGE também destaca que 2,606 milhões de pessoas entre 30 a 39 anos são ateus, cujo crescimento tem sido relativamente equânime a dos evangélicos e da queda dos praticantes da Igreja Católica Apostólica Romana. Em meio aos inúmeros escândalos envolvendo um oficial suíco e um dos principais assessores do papa Francisco num suposto caso amoroso (ou só sexual, de repente) e ainda, o de desvios de verba no Banco do Vaticano - bem parecido com o famoso caso do Banco Ambrosiano – a escolha de Francisco em vir ao Brasil não foi apenas por sermos o maior país católico do mundo, quer dizer, estefator é determinante, mas não determinou a visita. O baixo índice de católicos num país continental como o Brasil preocupa o Vaticano que pretende, com a visita, assegurar o rebanho restante e angariar novos adeptos através da veiculação da figura de um Papa carismático, humilde e trabalhador.

A Rede Globo tem vendido bem essa imagem. Em boa parte da programação a visita do papa foi amplamente destacada e o jornalismo (ou aquilo que a Globo chama de) esqueceu de noticiar os vários protestos reivindicatórios sobre a visita, o que fere a ética jornalística em apresentar versões sobre os fatos – o capitalismo não cansa de se repetir. Não é de se surpreender com a força que a Igreja Católica ainda exerce sobre o ethos nacional. Alguns princípios se mantem em voga mesmo para aqueles que a rejeitam. A ressignificação de uma instituição como a família, por exemplo, na qual os direitos civis já vem assegurando sua permanência (casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção por pais gays etc) não tem sido visto com bons olhos pela igreja que se mantém rígida e inflexível. Mas a Idade Média nos ensinou muita coisa. E somente há poucos anos o papa João Paulo 2º pediu perdão pelos atos de genocídio praticados pela igreja de Pedro onde vários “adoradores do pecado” foram à fogueira, excomungados e açoitados em público. Os próprios atores de teatro sofreram com a mentalidade católica como nos explica Jean Duvignaud em “Sociologia do comediante”. Os atores eram conhecidos por enlevar o prazer, um atributo da carne e não do espírito, e Racine foi muitas vezes criticado por incitar os homens “contra a moral e os bons costumes”. Na família ocidental, a figura do pai (ou papa) configura-se no modelo padrão e são muitas as obras que discriminam sua influência para os certames da economia e política, por exemplo. Enfim, papa don’tpreach, i’m in troubledeep (papa, não passe sermão, estou com um problemão).

Márcio Braz ator, diretor, cientista social, membro do Navi- Núcleo de Antropologia Visual da Ufam e do Conselho Municipal de Política Cultural

O jeito “livre” do personagem de Juliano Cazarré tem causado estranheza na TV

Nino divide a opinião do público O IBGE também destaca que 2,606 milhões de pessoas entre 30 a 39 anos são ateus, cujo crescimento tem sido relativamente equânime a dos evangélicos e da queda dos praticantes da Igreja Católica

Há um ano, o público ria das peripécias de Adauto, personagem de Juliano Cazarré, em “Avenida Brasil’’ (Globo, 2012). Atualmente, o ator, de volta a uma trama das nove, vê esse mesmo telespectador ficar divido com Ninho, seu papel em “Amor à Vida’’ (Globo). É que o hippie, embora tenha boas intenções, tomou algumas atitudes que deixaram o público com um pé atrás, como quando se envolveu com o tráfico de drogas e abandonou Paloma (Paolla Oliveira), quando ela ainda estava grávida. “Embora preze a liberdade, ele deveria ter alguns compromissos, como arranjar um emprego fixo. Ele poderia fazer isso ao menos para levar a filha a um parque e pagar uma pipoca’’, aponta Cazarré. Ninho bate sempre na tecla de que quer ser uma pessoa livre, o que, por vezes,

soa estranho ao telespectador. “Tenho amigos artistas que tem essa filosofia, mas também são responsáveis. O Ninho precisa sair do discurso e apresentar uma solução viável’’, opina o ator. Estranho Segundo o doutor em teledramaturgia pela USP (Universidade de São Paulo) Claudino Mayer, a estranheza que Ninho causa no público se deve ao fato de ele pensar apenas em si. “Ele tem boas intenções, mas elas dizem respeito ao mundo dele, ao que ele acredita. Ele pensa mais nele. Não gosta de trabalhar, mas quer ter uma boa vida e, para isso, pede dinheiro aos outros’’, analisa. Cazarré conta que é difícil interpretar um personagem como Ninho. Por mais que empreste seu carisma ao personagem, as atitudes dele, como a de se aliar

a Félix (Mateus Solano) para reconquistar Paloma ou brigar com o mocinho Bruno (Malvino Salvador), o afastam das pessoas. “O Ninho tem um perfil muito diferente e desafiador. Alguns telespectadores vêm me parabenizar, mas sinto que não torcem por ele.’’ Para o ator, além de o papel ser uma boa oportunidade para mostrar a versatilidade de seu trabalho, o fato de Ninho dividir a opinião do público é positivo, ainda mais quando especulam quais serão os próximos passos do personagem. “É como a história do sequestro da Paulinha [Klara Castanho]. Não recebi nada ainda. Mas isso indica que as pessoas estão curiosas. Até minha mãe lê os resumos e me liga. Às vezes, nem gravei a cena, e ela já sabe’’, diz, referindo-se aos boatos que poderia sequestrar a própria filha para agradar Paloma.


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Programação da TV

SBT REPRODUÇÃO

5:30 Jornal da Semana 6:00 Arnold 6:30 Pesca Alternativa 7:30 Brasil Caminhoneiro 8:00 Aventura Selvagem 8:30 Vrum 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:45 Sorteio da Telesena 19:00 Programa Sílvio Santos 23:00 De Frente com Gabi 0:00 True Blood 1:00 O Mentalista 2:00 Rizzoli & Isles 4:30 Igreja Universal

GLOBO

O “Esporte Espetacular” não será exibido devido ao evento do

Horóscopo

4:40 Sagrado 4:55 Santa Missa em Seu Lar 5:55 Amazônia Rural 6:02 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:00 Globo Rural 8:00 Papa Francisco: Deslocamento

do Sumaré p/Guaratiba (Helicóptero/Papamóvel). 9:00 Papa Francisco: Missa do Envio / Angelus. 11:25 Temperatura Máxima 13:00 Esquenta! 15:00 Futebol 2013: Campeonato Brasileiro – Grêmio x Fluminense 17:00 Domingão do Faustão (Papa Francisco: Cerimônia de Despedida - dentro do Domingão) 20:00 Fantástico 22:05 Revenge 22:55 Fórmula 1- Grande Prêmio da Hungria (VT da Corrida). 00:40 Sessão de Gala 2:45 Corujão 4:20 Festival de Desenhos

RECORD 4:45 Bíblia em Foco 5:00 Santo Culto em Seu Lar 5:30 Desenhos Bíblicos 8:00 Record Kids 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Record Kids 12:00 Tudo a Ver 14:00 Programa do Gugu 18:30 Domingo Espetacular

Cinema

22:15 Tela Máxima 0:15 Programação IURD

REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça 7:30 Igreja Internacional da Graça 8:30 TV Kids 9:00 TV Shopping Manaus 10:00 Super Oferta 10:30 A Questão É 11:00 Igreja Internacional da Graça 12:00 Fique Ligado 13:00 Esporte Performance 14:00 Encircuito 15:30 A Questão É 16:00 TV Kids 16:45 Video Mania 17:30 Ritmo Brasil 18:10 O Último Passageiro 19:30 Te Peguei 20:30 Teste de Fidelidade 22:30 TV Shopping Manaus 23:30 Dr. Hollywood 0:30 É Notícia 1:30 Bola na Rede 2:30 Igreja Internacional da Graça

BAND 5:00 Igreja Mundial 5:50 Popeye 7:00 Amazonas Evangélico 8:00 Sabadão Baiano 9:00 Isto é Manaus 10:00 Município em Ação 10:30 Na Mira da Notícia 11:00 Vitória em Cristo 12:00 Auto + 12:45 Zoo 13:50 Band Esporte Clube 14:50 Futebol 2013 17:15 Brasil Urgente 17:50 Band Cidade 18:20 Jornal da Band 19:25 Show da Fé 20:20 Programa do Natan 21:20 Acredite Se Quiser 22:00 Mr. Bean 22:15 Top Cine 0:00 Show Business 0:50 Cinema na Madrugada 3:25 Igreja Mundial

Cruzadinhas

GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 A expressão dos sentimentos amorosos é estimulada. Momento para dar vazão à imaginação criativa, utilizando-se de habilidade mental e sentido de harmonia.

ESTREIA REPRODUÇÃO

TOURO - 20/4 a 20/5 Os cuidados familiares e a rotina em sua casa estão beneficiados Momento para abrir as portas para melhorias significativas. Libere sua fantasia imaginativa ao cuidar da casa. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Sol e Mercúrio indicam ser um bom momento para a comunicação afetiva. A expressão dos sentimentos resulta em momentos felizes junto às pessoas queridas. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Os negócios estão beneficiados pelos bons aspectos. Facilidade para comerciar e fazer acordos vantajosos. Mas há ainda outras situações financeiras para serem definidas. LEÃO - 23/7 a 22/8 A conversa com bons conselheiros é uma maneira positiva de compreender melhor o que se passa consigo mesmo. Procure a visão mais ampla daqueles que sabem mais. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Este é o momento certo para você pagar o preço necessário para solucionar antigos problemas. Ao fazer isso, você terá um possível alívio e reequilíbrio pessoal. LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento fecundo e oportuno para a participação social e a aproximação de laços com amigos. Os projetos para o futuro se desenvolvem por sua confiança e seu otimismo. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 As barreiras antes encontradas para o desenvolvimento profissional podem ser superadas de modo particularmente feliz. Ideias criativas trazem novas possibilidades ao trabalho. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Mercúrio e o Sol indicam boa fase para os estudos, atividades intelectuais e culturais. Novos projetos e ideias criativas estão positivamente dinamizados. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Bom momento para desenvolver o trabalho, pela participação ou apoio de outras pessoas. Há mais recursos disponíveis. A confiança no trabalho facilita lidar com os compromissos. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Momento estimulante para as relações humanas, para a cooperação e para a relação a dois. As novas ideias devem ser trabalhadas em conjunto para se ter o melhor resultado. PEIXES - 19/2 a 20/3 Mercúrio e o Sol estabelecem nova e melhor condição no trabalho e nas finanças. Você conta com facilidades vindas de outras pessoas. A saúde e o humor tendem a estar bem.

Wolverine: Imortal: EUA. 12 anos. Baseado na célebre saga da história em quadrinho, o filme Wolverine terá Logan, um eterno guerreiro recluso, no Japão. Ali, aço de samurai enfrentará as garras de adamantium de Logan, em um confronto com uma figura misteriosa do seu passado, que deixará marcas no herói para sempre. Cinemark 1 – 12h20, 15h10, 18h10, 21h10 (dub/diariamente), 00h10 (dub/somente sexta-feira e sábado), Cinemark 7 – 22h10 (3D/leg/diariamente), 13h, 16h10, 19h10 (3D/dub/diariamente), Playarte 1 – 16h15, 18h50 (3D/dub/diariamente), 21h25 (3D/leg/diariamente), 23h59 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 3 – 12h40, 15h15, 17h50, 20h25 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 12h41, 15h16, 17h51, 20h26 (dub/diariamente), 23h01 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 5 – 13h20, 15h55, 18h30, 21h05 (leg/diariamente), 23h40 (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 17h, 22h (3D/leg/diariamente), 14h30, 19h30 (3D/dub/ diarmente), 14h, 16h30, 19h, 21h30 (leg/diariamente), 13h30, 16h, 18h30, 21h (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 (dub/diariamente), 14h20, 16h50, 19h20, 21h50 (3D/dub/diariamente).

CONTINUAÇÕES O Concurso - 12 anos: Cinemark 8 – 12h10, 14h40, 17h20, 19h40, 21h50 (diariamente), 00h00 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 10 – 13h20, 15h10, 17h, 18h50, 20h40 (diariamente), 22h30 (somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 15h10, 17h20, 19h20, 21h40 (diariamente); Cinemais Plaza – 14h50, 17h, 19h, 21h (diariamente). Homem de Aço - 12 anos: Cinemark 3 – 14h50, 18h, 21h20 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 19h30, 22h35 (3D/dub/diariamente); Playarte 2 – 18h, 20h55 (dub/diariamente), 23h50 (dub/ somente sexta-feira e sábado), Playarte 8 – 21h (leg/diariamen-

te), 23h50 (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 15h, 18h10 (dub/diariamente), 21h20 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 15h20, 18h30, 21h40 (dub/diariamente). Turbo – Livre: Cinemark 3 – 12h30 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 12h40, 15h, 17h10 (dub/ diariamente); Playarte 1 – 12h15, 14h15 (3D/dub/diariamente); Playarte 8 – 13h, 15h, 17h, 19h (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h50, 19h10 (3D/dub/ diariamente), 16h50 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h10, 16h10 (dub/diariamente). Meu Malvado Favorito 2 – Livre: Cinemark 5 – 12h50, 15h30, 17h50,

20h10, 22h30 (dub/diariamente), Cinemark 6 – 11h50, 14h10, 16h30, 18h50, 21h30 (3D/dub/diariamente), 23h40 (3D/dub/somente sextafeira e sábado); Playarte 6 - 13h10, 15h15, 17h20, 19h25, 21h30 (dub/ diariamente), 23h45 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 13h11, 15h16, 17h21, 19h26 (dub/ diariamente); Cinemais Millennium - 17h10, 21h10 (3D/dub/diariamente), 14h10, 16h10, 18h20 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h30, 16h40, 18h40, 20h50 (dub/diariamente).

22h (dub/diariamente).

Guerra Mundial Z – 12 anos: Playarte 7 – 21h30 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Plaza – 14h40, 17h10, 19h40,

O Cavaleiro Solitário – 14 anos: Cinemais Millennium – 21h15 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 18h10, 21h10 (dub/diariamente).

Minha Mãe é Uma Peça – 12 anos: Cinemark 2 – 11h, 13h10, 15h20, 17h40, 20h, 22h20 (diariamente); Playarte 9 – 13h40, 15h40, 17h40, 19h40, 21h40 (diariamente), 23h40 (somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 14h40, 19h40, 21h50 (diariamente); Cinemais Plaza – 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (diariamente). Universidade Monstro – Livre: Playarte 2 – 12h50, 15h05 (dub/ diariamente).


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

::::: Sala de Espera Rebeca Lima e Ana Maria Bandeira estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

FOTOS: MANOEL NETTO

A família anfitriã: os Ricardos Atala com Vania e Natacha

A nova cria da grife Courrèges que acaba de desabar nas prateleiras da Top Internacional é assim: puro, imaculado, óbvio. Com elegância rara, complementa a mulher que possui uma aura de luz. Trata-se do Blanc, uma fragrância confortante, quase um ninho, uma proteção. Usálo traz uma imensa sensação de bemestar, para uma mulher confiante e bem-sucedida. Que tal? O Tropical Hotel pilotará, na próxima terça-feira, a apresentação do seu Brunch Tropical com o charme do pianista Assis Mourão, no Lobby Bar do lugar.

Será realizado em Manaus, na primeira semana de setembro, o 20° Congresso Brasileiro de Economia, que reunirá na capital amazonense os mais renomados profissionais e estudiosos da área no Brasil e no exterior. Com o tema “Economia verde, desenvolvimento e mudanças econômicas globais”, o evento chama a atenção para o debate de questões fundamentais ao crescimento sustentável do país e do mundo, com o objetivo de apresentar análises, alternativas e perspectivas de solução que influenciam no bem-estar de toda a sociedade. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site http://cbe2013.org.br.

jandervieira@hotmail.com @hotmail.com - www.jandervieira.

Lenúbia e Ludmyla Aziz pilotarão festim de inauguração das mais charmosas da loja Santa Lolla, no próximo dia 7, no Shopping Ponta Negra, às 19h. Merci pelo convite. No próximo dia 3, o grupo Fino do Samba apresenta o seu terceiro show no Bar Zero Grau. O auê musical começará às 22h30.

::::: Congresso

Jander Vieira

Hoje, a partir das 15h, o Lapa Bar fará o lançamento do projeto “Escritório do Samba”, com as bandas Cuka Fresca e Samba & Cevada fazendo um repertório especial em homenagem aos grandes nomes da MPB.

Chris Dantas e Anne Cavalcante

Rosinha Cansanção e Bel Marques

::::: Conexão gratuita

::::: Doce novidade

Gracemar Abrahim

D7

A Rygy está de novo endereço, fincada no Centro Comercial Number 1, no coração do Vieiralves, a loja de Vania Atala transpira novidades e conforto para os indispensáveis clientes da grife. Conhecida por ditar tendência no mundo da moda praia e com modelagens diferenciadas, a nova Rygy contou com coquetel concorrido e vaivém da ala sobrenomada da cidade.

Luiza Garcia

Manaus, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador e São Paulo serão contempladas no novo cronograma de atuação do projeto que levará Wi-Fi gratuita aos locais de grande concentração de jovens, como bares, restaurantes e lanchonetes. A iniciativa é uma parceria entre a Oi e a Coca-Cola que já começou um projeto-piloto no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre. A meta é expandir massivamente a cobertura até o final do ano.

::::: Descoberta

Sônia Jinkings e Tereza Garcia

Harumi e Misugi Tsuji

Vanessa Mancini

Daniel Xavier é só alegria. O doutor em fisioterapia intensiva e fisioterapeuta da FCecon teve mais uma pesquisa aprovada na unidade, desta vez para avaliar um método preventivo que pode evitar que pacientes com câncer desenvolvam pneumonia associada à ventilação mecânica, uma infecção pulmonar grave que pode se desenvolver em pacientes que estão respirando com a ajuda de aparelhos.


D8

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

Pioneiro no lírico local

lança primeiro CD na Itália Barítono amazonense, Josenor Rocha apresentará “Lirismo Amazônico”, inspirado nas lendas amazônicas, aos europeus FABÍOLA PASCARELLI Equipe EM TEMPO

Nascido em Tefé, Josenor Rocha começou a cantar na Igreja Católica e depois no Teatro Amazonas

O

c a n t o r de ópera amazonense Josenor Rocha vai lançar seu primeiro disco, intitulado “Lirismo Amazônico”, na Itália, em agosto. O lançamento faz parte das comemorações dos 50 anos de sacerdócio do frei Fulgêncio Monacelli e deve

ocorrer na cidade de Assisi ou Città di Castello. Nascido em Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus), o barítono tem mais de 30 anos de carreira, e foi um dos primeiros cantores a se apresentar em uma ópera no Amazonas. “A minha veia artística surgiu ainda na minha cidade e está muito ligada à igreja. Quando vim para Manaus, acabei conhecendo as músicas amazônicas, tive contato com artistas como Ivete Ibiapina e Pedro Amorim”, afirmou o artista. Josenor Rocha explicou que, por falta de apoio, não conseguiu fazer o lançamento no Amazonas, mas espera divulgar o CD no Estado, com es-

treia no Teatro Amazonas. A produção da obra, que vem sendo realizada há um ano, conta com apoio da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Manauscult). O álbum contém 15 músicas do compositor amazonense Pedro Amorim. Segundo Josenor, o trabalho que tem como temática as lendas amazônicas, como iara, boto e mapinguari, fala sobre a sua trajetória de vida e é uma homenagem ao compositor. “Ao longo dos anos, eu fui juntado essas músicas amazônicas, que me chamavam muito a atenção, porque lembravam minha infância, as minhas raízes”, contou. O cantor disse que a ligação

dele com o frei Fulgêncio Monacelli vem desde a década de 1980 e contou que, em 1994, o sacerdote conseguiu uma bolsa para ele estudar canto lírico na cidade italiana de Bologna. “O frei Fulgêncio foi o maior incentivador da minha carreira. Tenho uma admiração e respeito muito grande por ele”, ressaltou. Josenor Rocha é membro do Coral do Amazonas e do Coral da Igreja de São Sebastião. Nos últimos anos, o artista tem se apresentado em espetáculos do Festival Amazonas de Ópera. No ano passado, ele foi um dos artistas escolhidos para a montagem do concerto natalino “Glorioso” e, este ano, participou da ópera La Traviata. FOTOS:DIVULGAÇÃO

Cantor amazonense Josenor Rocha é um dos destaques do Festival Amazonas de Ópera, realizado todo ano

LAPPA

Hoje tem ‘Escritório do samba’ Hoje, a partir das 15h, o Lappa Bar, localizado no Vieiralves, fará o lançamento do projeto “Escritório do Samba” com as bandas Cuka Fresca e Samba & Cevada fazendo um repertório especial em homenagem aos grandes nomes da música brasileira. O projeto vai fazer um

resgate dos primórdios do samba no Brasil, com músicas de artistas consagrados como Noel Rosa e Pixinguinha. Também terá nomes mais atuais como Arlindo Cruz, Diogo Nogueira e Zeca Pagodinho. Além das bandas Cuka Fresca e Samba & Cevada, o evento terá nos interva-

los a apresentação do DJ M. Portuga. Nesse dia, haverá chope liberado, das 15h às 18h, e transmissão ao vivo dos principais jogos de futebol. Os ingressos serão vendidos no Lapa ao valor de R$ 30 para homens e R$ 20 para mulheres. Informações: (92) 8236-4657 e 9108-9405. DIVULGAÇÃO

A banda Samba & Cevada é uma das atrações do evento realizado na tarde de hoje


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EM TEMPO - 28 de julho de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu