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ANO XXVI – N.º 8.428 – DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
A MÁQUINA
DEVORA O HOMEM 1.
SE VOCÊ É DAQUELES QUE NÃO CONSEGUEM DESGRUDAR DO CELULAR NEM POR UM MINUTO, SAIBA QUE PODE ESTAR SOFRENDO DE NOMOFOBIA, UM TERMO CRIADO NA INGLATERRA PARA DESIGNAR AS PESSOAS COMPULSIVAS POR ESSE TIPO DE CONEXÃO.
2. O D M REFÉ LAR U L 3. E C 4.
COM TANTAS FUNÇÕES HÁ QUEM NÃO CONSIGA MAIS VIVER SEM ELE. NO ENTANTO, FICAR O TEMPO NO CELULAR PODE CAUSAR PROBLEMAS NOS RELACIONAMENTOS OU NO TRABALHO. PSICÓLOGA AFIRMA QUE O EXCESSO DE USO NAS REDES PODE CAUSAR DIMINUIÇÃO DO TEMPO COM A FAMÍLIA, DÉFICIT DE ATENÇÃO, DEPRESSÃO E ANSIEDADE SOCIAL A USO DE SUBSTÂNCIAS.
RICARDO OLIVEIRA
A nomofobia é uma abreviação de “no mobile phobia” que significa “medo de ficar sem celular”
POR OUTRO LADO, HÁ QUEM USE O SMARTPHONE PARA INVESTIR EM PROJETOS PESSOAIS E PROFISSIONAIS. EM ANO DE ELEIÇÕES, CANDIDATOS TAMBÉM APOSTAM EM APLICATIVOS E REDES SOCIAIS PARA CONQUISTAR O VOTO DOS ELEITORES. POLÍTICA A5, DIA A DIA C2 E C3 E PLATEIA D1
Por duas noites, Manaus vira a capital da pizza, com a “Barraca do Bixiga”, que completa 30 anos em outubro servindo a deliciosa iguaria feita em forno de lenha. Elenco 14 a 16
NO AMAZONAS, PALESTINO SOFRE A DOR DE SEU POVO
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Os conflitos na Faixa de Gaza também refletem em Manaus. O empresário Mamoum Imwas, que mora na capital do Amazonas há 27 anos, já perdeu 17 parentes nas ofensivas de Israel contra os palestinos. Dia a dia C1
PLATEIA O Núcleo de Dança do Liceu de Artes de Parintins vai participar, pela primeira vez, do Festival de Dança de Joinville. Plateia D3
O carro de Lewis Hamilton pegou fogo no início do treino
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O favoritismo de Hamilton virou fumaça quando sua Mercedes pegou fogo no treino classificatório. Nico Rosberg se impôs e assegurou a pole position. Última Hora A2
Aos 70 anos, o compositor Edu Lobo (foto) tem sua trajetória narrada no livro “Edu Lobo: São Bonitas as Canções. Uma Biografia Musical”. Ilustríssima G3
RUDY TRINDADE
Cientistas afirmam que o suco de laranja previne infecções, mantém a saúde dos dentes e ajuda a combater hemorragias. Saúde F2
FLAMENGO X BOTAFOGO
Mamoum lembra com tristeza do pai e dos irmãos que ainda estão em território palestino
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.
Na lanterna, Flamengo faz a primeira partida sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, hoje, no clássico contra o Botafogo, no Maracanã. Pódio E6 TEMPO EM MANAUS
MÁX.: 33
MÍN.:
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Última Hora
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
Carro do favorito Hamilton pega fogo
EDUCAÇÃO
Inscrições no Sisutec até hoje
posição e o alemão da Mercedes levou a melhor no fim, com o tempo de 1m22s715. Além do incêndio no carro de Hamilton, outra surpresa da atividade ficou por conta da eliminação de Kimi Raikkonen no Q1. A Ferrari e o finlandês confiaram que o tempo seria suficiente para se classificar para o Q2, mas o Homem de Gelo acabou superado por rivais e terá que largar em 17º, melhor para Jules Bianchi, que aproveitou e colocou mais uma vez a limitada Marussia no Q2.
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CONFLITO
A negociação visa um cessar-fogo duradouro na área
Ministros pedem extensão de cessar-fogo em Gaza Ministros das Relações Exteriores dos Estados Unidos, da Europa e do Oriente Médio pediram, ontem, a extensão do cessar-fogo de 12 horas entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, tem liderado os esforços internacionais para dar fim ao conflito de 19 dias em que 940 palestinos, muitos dos quais civis, foram mortos. Ele se encontrou com autoridades da Europa, do Catar e da Tuquia - importante interlocutores do Hamas - em reuniões em Paris. “Todos nós pedimos que os envolvidos estendam o cessar-fogo humanitário que está atualmente em andamento”, disse Fabius a jornalistas após reunião que incluiu os ministros das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Ca-
tar, Turquia e EUA. “Todos nós queremos obter, o mais rapidamente possível, um cessar-fogo duradouro e negociado que responda tanto às necessidades de Israel em termos de segurança e às necessidades da Palestina em termos de desenvolvimento socioeconômico (de Gaza) e acesso ao território de Gaza”, acrescentou Fabius. Os ministros, junto com o diplomata sênior da UE Pierre Vimont, reuniram-se no mesmo dia em que Israel começou um cessar-fogo de 12 horas, durante o qual disse que vai continuar buscando túneis utilizados por militantes. O grupo islamista Hamas, que domina Gaza, disse que todas as facções palestinas respeitarão a breve trégua. Os EUA se recusam a negociar com o Hamas porque consideram a facção palestina um grupo terrorista.
Prioridade As vagas serão preenchidas prioritariamente por pessoas que tenham cursado o ensino médio completo em escolas da rede pública ou, em instituições particulares, na condição de bolsistas integrais. Além disso, os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido nota na redação que não seja zero. Hamilton viu sua Mercedes pegar fogo em razão de um vazamento de óleo durante o treino
FURTOS
DESPEDIDA
Quadrilha de fora do Estado suspeita de atuar na cidade
Morre no Rio o astrônomo carioca Ronaldo Mourão Morreu na noite de sextafeira, aos 79 anos, o astrônomo carioca Ronaldo Mourão. Ele estava internado no Quinta D’Or, em São Cristóvão, Zona Oeste do Rio. As causas da morte ainda não foram divulgadas. Ronaldo Rogério de Freitas Mourão foi um dos mais importantes astrônomos no Brasil. As suas principais contribuições astronômicas foram efetuadas no campo das estrelas duplas, asteroides, cometas e estudos das técnicas de astrometria fotográfica. Mourão ingressou na Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ) em 1956 e diplomou-se em física quatro anos depois. No mesmo ano em que ingressou na universidade foi nomeado auxiliar de astrônomo do Observatório Nacional. Logo no início de suas atividades ele editou suas observações do planeta
DIEGO JANATÃ
Mercedes Mal começou o treino e Maldonado já teve problemas, encostando sua Lotus fora da pista. Mas a grande surpresa ficou para um pouco mais adiante. Minutos depois, Hamilton, grande favorito à pole position, viu sua Mercedes ter um vazamento de óleo e começar a pegar fogo assim que entrou nos boxes. Mas ainda há mais surpresas guardadas para o fim. A Ferrari confiou demais na volta anotada por Raikkonen e o deixou nos boxes. Mas os demais pilotos melhoraram seus tempos e o finlandês acabou eliminado. Massa avançou em 14º.
Marte feitas antes mesmo de sua admissão. Algumas delas foram reproduzidas em revistas estrangeiras importantes da astronomia. Em 1967 ele concluiu o doutorado na Universidade de Paris com menção “Très Honorables”. Em dezembro desse ano voltou para o Brasil, reassumindo suas funções como astrônomo no Observatório Nacional e de Pesquisador no Conselho Nacional de Pesquisa. No ano seguinte foi nomeado astrônomo-chefe da Divisão de Equatoriais. Mourão também elaborou todos os verbetes sobre Astronomia e Astronáutica do Novo Dicionário da Língua Portuguesa (1975 e 1986) de Aurélio Buarque de Holanda. Em 1978, Mourão recebeu pelos seus trabalhos, o Prêmio José Reis de divulgação científica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Existem suspeitas de que a dupla integre uma quadrilha BRUNO GRAÇA Equipe EM TEMPO
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A
sorte, definitivamente, está de mal com Lewis Hamilton. Maior vencedor do GP da Hungria, mais veloz em todos os três treinos livres, o britânico era franco favorito à pole position no treino classificatório de sábado. Mas o favoritismo virou fumaça, literalmente: logo nos primeiros minutos do Q1, Hamilton viu sua Mercedes pegar fogo em razão de um vazamento de óleo, abandonou e terá que largar em penúltimo, à frente apenas de Pastor Maldonado, que teve problemas em sua Lotus antes. Isso tudo uma semana depois de bater no Q1 na Alemanha em razão de um problema no freio. Sem Hamilton pela frente, Nico Rosberg se impôs e assegurou a pole position, sua sexta no ano. Mas não pense que o alemão teve vida fácil. Em uma classificação recheada de surpresas, a chuva resolveu dar a cara no Q3, deixando a decisão da pole imprevisível até os instantes finais. Em uma pista parcialmente molhada, Rosberg teve como grande rival o compatriota e tetracampeão Sebastian Vettel, da RBR. Com pneus para slick, os dois se revezaram na primeira
AP PHOTO
Mais veloz em todos os treinos livres para o GP da Hungria, inglês da Mercedes cai na classificação
Os interessados em concorrer a vagas gratuitas no ensino técnico têm até hoje para fazer a inscrição no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). O sistema oferece cursos técnicos gratuitos em instituições públicas, particulares e do Sistema S. O prazo terminaria sexta, mas foi prorrogado pelo Ministério da Educação (MEC). Nesta edição, são ofertadas 289.341 vagas. A inscrição deve ser feita no site do Sisutec.
Em 1978 o astrônomo carioca foi homenageado no Rio
Na manhã de ontem, a Delegacia de Roubos, Furtos e Defraudações (DRFD) apresentou os suspeitos Ubiratan de Souza Lopes, 28, e Rafael Correia Aleixo, ambos de Mato Grosso, presos na sexta -feira por furtar duas residências. A dupla é suspeita de integrar uma quadrilha especializada em roubos de caixas eletrônicos em todo o Brasil. O furto das casas aconteceu no dia 24 e a dupla foi reconhecida devido ao veículo utilizado na ação, Voyage azul, o mesmo utilizado em assaltos em caixas eletrônicos. “Já estávamos monitorando esse veículo faz algum tempo, depois de analisar uma série de filmagens dos locais dos roubos dos caixas”, revelou o delegado adjunto do Derfd, João Batista. Ubiratan e Rafael foram
presos no bairro Campos Sales, pela equipe de investigação da Polícia Civil. No carro foram achados indícios dos roubos, como duas televisões, um fogão e diversas ferramentas. Há suspeita de que a dupla participe de uma quadrilha em que o tipo de roubo praticado consiste em cortar caixas eletrônicos em um ponto específico, no local do dinheiro. O delegado adjunto explicou que nenhum deles possui qualquer ligação com o Estado. “No depoimento, o Ubiratan queria me dar o endereço de Mato Grosso”, explicou. “Essa quadrilha vem do outro Estado, apenas para assaltar e depois volta”, completou. Enquanto não for confirmado a participação da dupla na quadrilha, eles serão mandados para a cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa.
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
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Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Incompatibilidade de gênio Todos os 100 filiados do PPS, empregados na administração do prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) eram cargos de confiança, quer dizer, não concursados. Todos esses 100 deixaram de ser de confiança do governo municipal tucano, no momento em que o partido socialista, por ordem do Comitê Central, decidiu enveredar pela candidatura à Presidência do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Chama-se a uma situação dessas de “incompatibilidade de gênio”, quando o casal não distingue mais entre o genial e o genioso. Hissa Abrahão, não se pode esconder, é um “case” na mediocridade política de Manaus e do Amazonas. Aqui, já se sabe, a política é de baixa extração. Hissa ficou ansioso demais em deixar a adolescência bem-sucedida e bem nutrida com muitos votos e elogios e se precipitou. Disse-se dele que era um jovem promissor. Não o satisfez. Forçou um apoio que deveria saber não receberia do prefeito (ainda mais que o PPS sob a regência nacional de Roberto Freire costuma atravessar o ritmo). Hissa transita mal entre os corredores do Butantã da política, onde circulam cobras criadas. Hissa bateu o pé. Queria ser o candidato ao governo do Estado. O PPS regional, ao menos publicamente, fez de conta que não era com ele. Hissa bateu sozinho com Arthur. O PPS é nanico no Amazonas e pela experiência histórica (surgiu de uma divergência do velho PCB, o Partidão, que ainda existe mais nanico) deveria saber de cor e salteado que um nome só não faz verão. O resultado se sabe: todos os 100 confiáveis deixaram de sê-lo e deveriam ter deixado o governo antes de serem expurgados. Protestam como se fossem funcionários dos quadros da prefeitura que tivessem sido demitidos sem justa causa. É uma questão de aliança. Não foi assim no começo da curta aventura? Os gênios não combinam.
Programa eleitoral a sete chaves Omar começa a gravar na próxima semana os programas eleitorais. Serão preparados inicialmente de três a quatro programas, que só serão editados quando começar o horário eleitoral gratuito. Isto porque o candidato ao Senado do PSD quer sigilo absoluto sobre o conteúdo do programa. — A equipe de marketing não revela o que o programa vai mostrar nem a pedido do papa Francisco! –, brinca o marqueteiro Jefferson Coronel. A voz das ruas O conteúdo não, mas a linha do programa dá para adiantar como será. Omar Aziz vai para as ruas, falar muito com a população. Dali sairão as falas mais importantes dos programas. Dá-lhe, Chico! Sobre o jingle da campanha, Omar está cuidando pessoalmente. O compositor escolhido é nada menos que Chico da Silva. Considerado o bam-bam-bam no gênero. Jingle do Arthur Chico da Silva carrega a façanha de ter feito um jingle em tempo recorde para a campanha de Arthur Neto para deputado federal, pelo o histórico Muda Amazonas. Arthur encomendou o jingle e Chico começou a enrolar e nunca aprontava a música. Cabra bom Arthur perdeu a paciência e mandou chamar o compositor. — Tranquei o Chico numa sala e disse, “só sai daí quando fizer a música!” – conta Arthur. E Chico aprontou o jingle em dez minutos. Do fundo do baú A mais nova versão é porque o pré-candidato, José Melo (Pros), estava usando, na Fan Fest da Fifa, uma camisa com o número 90. Segundo o governador, nada tinha a ver com o número de seu partido. — Não tive tempo de comprar a camisa da seleção de 2014. Aí fui com uma camisa velhinha que guardo com carinho. A da Copa do Mundo de 1990, na Itália.
90 neles Para confirmar o que diz, Melo ainda pergunta: — Alguém lembra do mote “Noventa neles, Brasil?” Então, tá. Corredor de drogas Candidato ao Senado, o ex-governador Omar Aziz (PSD) defende o fortalecimento da segurança de nossas fronteiras. Para o ex–governador esta é a forma de evitar que drogas produzidas em outros países entrem no Brasil. Porta aberta Aziz observa que o Brasil não produz drogas e armamento. Quem produz são os países vizinhos e a maldita entra nas nossas fronteiras para, a partir do Amazonas, abastecer o país. Façam algo Omar não poupa Dilma, quando o assunto é segurança nas fronteiras. — O governo federal não toma providência. E a droga hoje é a causa maior da nossa insegurança no Amazonas. Te quero verde O Boletim Transparência Florestal da Amazônia Legal informa: As terras indígenas (TI) têm apresentado o menor índice de desmatamento da Amazônia Legal. Em junho, o índice representou apenas 1% do total de desmatamento verificado na região amazônica. Branco devasta De acordo com o relatório, nas áreas privadas, o desmatamento
APLAUSOS
elvis@emtempo.com.br
de junho foi de 59%. O restante foi registrado em unidades de conservação (27%) e assentamentos de reforma agrária (13%). Exploração racional O resultado positivo tem a ver com o modo como as comunidades indígenas exploram os recursos naturais e protegem seus territórios. Vigilância O resultado também está ligado a ações de vigilância, fiscalização, prevenção de ilícitos e conflitos em terras indígenas, e gerenciamento de informações de monitoramento territorial e ambiental. Como as cores O Ministério da Saúde deverá adotar um sistema único de rotulagem nutricional codificado. A ideia é colocar cores na parte frontal das embalagens de alimentos, procedimento utilizado no Reino Unido e em outras regiões. Sinal vermelho Vai funcionar assim. A partir dos teores de açúcar, sal, gordura total, gordura saturada e calorias nos alimentos industrializados, um desenho em forma de sinal de trânsito irá alertar o consumidor sobre o alto risco para a saúde (sinal vermelho), médio (amarelo) ou baixo risco (na cor verde). Saudável O objetivo é unificar os diversos tipos de informação nutricional utilizados no país e tornar mais fácil para as pessoas a tarefa de fazer escolhas mais saudáveis.
VAIAS
Imortal Suassuna
Elvis
Balançando bandeiras DIVULGAÇÃO
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Para a genial frase do imortal Ariano Suassuna ao definir a morte que o levou esta semana: “Não tenho medo da morte. Na minha terra, a morte é uma mulher e se chama Caetana. E o único jeito de aceitar essa maldita é pensando que ela é uma mulher linda”.
Para candidato que paga R$ 50 para pessoas balançarem bandeiras de campanha o dia inteiro, sob um sol escaldante. A maioria são pessoas desempregadas, que precisam muito do mísero dinheiro, mas, convenhamos, isso também é trabalho escravo.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Aí vem o Guaramiranga Guaramiranga não é gente, nem bicho, nem figura mítica. Ainda assim, é o personagem principal de uma fábula que faz parte do folclore desta heroica e inexpugnável cidade de Manaus e muito diz da índole, do caráter e do senso de humor da sua gente. Este, sempre revelador da natureza de um povo. Ao tempo dos ingleses, tinham eles nas mãos o poder sobre a cidade, ainda que aqui houvesse um governador, mais de direito do que de fato, postado com toda a pompa lá no Palácio Rio Negro. Fácil de entender: senhores de três empresas vitais para a cidade, tinham o controle de tudo, além de que, pela cultura, já se encontravam bem acima do padrão da sociedade manauense. Afinal, podiam ler Shakespeare e na língua original. Pela primeira dessas empresas, “Manaós Improvements Limited Company”, tinham a concessão do fornecimento de água à cidade e também do esgotamento sanitário. A segunda construiu e operava o porto de Manaus, flutuante para acompanhar as variações do nível do rio Negro, os armazéns e ainda o prédio e o farol da Alfândega e Guardomoria, com blocos importados da Inglaterra, por isso tido como a primeira edificação pré-fabricada do mundo. Era a “Manaós Harbour Limited”. Pela terceira empresa, a “Manaós Tramways and Light Company”, os ingleses iluminaram Manaus com altíssima qualidade e implantaram o sistema de bondes como transporte coletivo. Nas mãos inglesas tudo funcionava rigorosamente bem. Parecia até fácil demais, o que começou a estimular a população a pensar que poderia prescindir dos britânicos e, inclusive, se livrar dos preços cobrados pelos serviços, se tudo passasse às mãos nativas. Certamente que, por trás, “gênios políticos” estimulavam a “rebelião”.
Acabaram por defenestrar os filhos de Álbion e logo os serviços começaram a perder qualidade e até o abastecimento do comércio, que os ingleses administravam e operavam por meio dos navios da Booth Line passou à precariedade. Ora, eis que, excluindo-se os peixes e os produtos estritamente regionais, como a farinha d’água, a macaxeira, o cará e as frutas típicas da Amazônia, os alimentos básicos, como o feijão, o arroz, as gorduras de cozinha, além dos calçados e tecidos, tudo chegava a Manaus a bordo dos navios que faziam as linhas de cabotagem e dos outros, que provinham do exterior. Criou-se, então, certamente obra dos políticos que não tinham como justificar sua inépcia como gestores, um navio imaginário ou fantasma, que sempre estava a caminho, trazendo o sal, a banha, as estivas, os sapatos e os tecidos, de cuja falta a cidade se ressentia. A essa nau misteriosa, que partia, mas não chegava, e que a população estava sempre a esperar, deram inclusive um nome: em lugar de “Esperança”, a última a morrer e jamais a se concretizar, que seria a mais adequada das designações, deram-lhe o majestoso nome de “Guaramiranga”, que em “nheengatu” há de ter um significado, mas que não me compete elucidar. Após um tempo, o povo, ingênuo, mas não burro, percebeu que o Guaramiranga era uma ficção e, ao invés de investir contra, absorveu-a com senso de humor e, ainda hoje, se algo nunca chega ou não se cumpre, já está vindo... a bordo do Guaramiranga. Ano de eleições como este, o Guaramiranga está a caminho, sobrecarregado como nunca, cheio de todas as coisas que nos faltam. É o que garantem os políticos, que já o anteveem subindo o rio e anunciam a sua chegada para breve.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
A essa nau misteriosa, que partia, mas não chegava, e que a população estava sempre a esperar, deram inclusive um nome: em lugar de ‘Esperança’, a última a morrer e jamais a se concretizar, que seria a mais adequada das designações, deram-lhe o majestoso nome de ‘Guaramiranga’”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
Frase
Painel
BERNARDO FRANCO MELLO (INTERINO)
Em busca do PIB
[A cobertura eleitoral da imprensa brasileira] tende a reforçar os vícios da cobertura política tradicional e exacerbá-los. É quase ridículo que a gente faça esse papel de reprodutor das aspas dos candidatos. Eles podem fazer isso no Twitter, Facebook ou onde for
Preocupada com o pessimismo sobre os rumos da economia, a presidente Dilma Rousseff fará um esforço nas próximas duas semanas para tentar reanimar o setor produtivo. Ela venderá otimismo em encontros com industriais, microempresários e representantes do agronegócio. Os petistas sabem que o ambiente de desconfiança pode comprometer a reeleição. Por isso, Dilma vai martelar a ideia de que o país superou gargalos e está crescendo, apesar da crise internacional. Roteiro Nesta quarta-feira, Dilma visitará a Confederação Nacional da Indústria. No dia 6, estará na CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). No dia 7, sancionará a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Chão de fábrica A presidente também tentará vender otimismo a sindicalistas. No encontro da CUT, dia 31, e no evento com outras centrais sindicais, na semana seguinte, repetirá que o crescimento do emprego e da renda é mais importante que a expansão acanhada do PIB. Balança Pesquisas internas do PT indicam ligeira recuperação do otimismo dos eleitores em relação à própria situação econômica. A estabilização de preços dos alimentos ajudou muito na mudança de humor. O medo da inflação futura, no entanto, continua mais forte do que os petistas esperavam. Feira livre Metáfora de um dirigente da campanha de Eduardo Campos (PSB) para descrever o ritmo da arrecadação de recursos na disputa presidencial: “Enquanto a Dilma consegue dez maçãs, o Aécio
arruma três, e o Eduardo, só uma...” De grão em grão O comitê de Aécio Neves (PSDB) vem tentando se aproximar de grupos com bandeiras cada vez mais específicas. A última investida é nos defensores de mudanças na legislação sobre rótulos de embalagens. A causa reúne 60 mil adeptos no Facebook. Vira-casaca O antropólogo baiano Antônio Risério, que ajudou a escrever os discursos de Dilma na eleição de 2010, mudou de time mais uma vez. Na pré-campanha deste ano, ele atuou na equipe de Eduardo Campos (PSB). Agora, trabalha com os marqueteiros de Aécio. Fiscal de poste Acusado pela ex-mulher de receber propina e manter conta não declarada na Suíça, o deputado Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ) se notabilizou, no início da gestão do prefeito Eduardo Paes, por comandar operações para prender foliões que urinavam na rua. Com quem andas Em fevereiro de 2013, Bethlem pediu exoneração do secretariado de
José Roberto de Toledo, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), afirmou no congresso que a entidade realizou em São Paulo, que a cobertura eleitoral da imprensa brasileira precisa fugir da mera repetição de declarações de candidatos.
Paes para reassumir o mandato de deputado federal por um dia. Objetivo: ajudar a eleger Eduardo Cunha (RJ) o líder do partido. Operação resgate Na reunião que definiu estratégias para tirar a candidatura de Alexandre Padilha do atoleiro, Dilma prometeu usar o cargo para ajudá-lo. Vai marcar mais agendas oficiais em São Paulo até outubro.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO
Chama mais gente No encontro, petistas sugeriram à presidente criar um comitê suprapartidário de prefeitos paulistas. A ideia é que o grupo seja coordenado por um político filiado a outra sigla. Novo rumo A vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão (PCdoB), deve reforçar a articulação de Fernando Haddad (PT) com as subprefeituras. Ela estava à frente do Comitê Especial para a Copa do Mundo. Velho cargo O Mundial da Fifa acabou no dia 13, mas o comitê municipal ainda não foi extinto. Sua estrutura continuará a existir oficialmente até 31 de agosto.
Por estar em posição privilegiada, debruçada sobre o rio Negro (sonho de todo empreendimento imobiliário), a praça do Amarelinho no bairro Educandos, na Cidade Alta merecia um tratamento, digamos, padrão Fifa. Por ali passam turistas e mesmo que não passassem a praça é dos nativos, como o céu é do avião e o rio do regatão
Dom Sérgio Eduardo Castriani
Tiroteio
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Enquanto o governo comemora um prejuízo bilionário na Petrobras, Dilma copia Lula: ‘Não sei de nada’. A resposta virá nas urnas. DO DEPUTADO ANTÔNIO IMBASSAHY (PSDB-BA), LÍDER TUCANO NA CÂMARA, SOBRE A DECISÃO DO TCU DE ISENTAR A PRESIDENTE PELA COMPRA DA REFINARIA DE PASADENA.
Contraponto
Unidos pelo fracasso Na entrevista em que anunciou o avanço do Brasil no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), Jorge Chediek, representante das Nações Unidas, arriscou um comentário sobre a Copa do Mundo. Diante da lembrança do fiasco da seleção brasileira, recuou: – Melhor não falar da Copa, né? – propôs, provocando certa desconfiança por causa do sotaque. Para que não restassem dúvidas de que partilhava a tristeza dos brasileiros, ele esclareceu: – Eu sou argentino, viu? Também sofri a minha cota... – disse, lembrando a derrota na final contra a Alemanha. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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Mísseis Se for confirmada a hipótese de que o avião que caiu na Ucrânia foi derrubado por um míssil estaremos diante de mais uma tragédia anunciada. No entanto, será difícil achar e condenar os culpados de um crime, que sob todos os aspectos mostrase hediondo. Quem disparou a arma letal que tiraria a vida de seres humanos, com suas histórias pessoais, familiares e sociais únicas? Nos aviões que fazem estas longas viagens ligando países, regiões, culturas e regimes políticos tão diferentes reúne-se sempre uma espécie de recorte da humanidade. Neles viajam famílias em férias, cientistas, ativistas sociais, trabalhadores braçais, intelectuais, falando línguas diferentes, se expressando com gestos de diferentes raízes culturais. É como se toda a humanidade tivesse sido agredida, e todos sentimos que poderíamos estar naquele avião. O dedo que puxou o gatilho ou apertou o botão não é mais criminoso do que aqueles que fabricaram o artefato construído única e exclusivamente para matar e agredir. E os mísseis não são os únicos produtos da indústria de armamentos. Talvez nem sejam os mais letais, entre minas, bombas, morteiros, canhões, armas químicas e atômicas. Se não fossem produzidos, vendidos, se não dessem lucro não estariam ali alimentando conflitos, exacerbando ânimos, destruindo vidas. Governantes e chefes de nações trocam hipocritamente acusações, mas a economia de seus países depende deste ciclo diabólico de conflitos regionais que consomem os instrumentos de morte. Sugerir o desarmamento seria ingenuidade. Quantos ficariam
desempregados? Onde ficaria a nossa defesa? E assim vamos justificando a violência que mina a convivência humana e faz dos nossos tempos, tempos de barbárie. A tragédia do voo que saiu de Amsterdã veio lembrar que ninguém está seguro e que cedo ou tarde somos atingidos. Só quando a violência está tão difusa ou nos atingiu de maneira indelével, não conseguimos mais perceber a tragédia que a humanidade vive todos os dias. É irracional conviver com este estado de coisas e o mínimo que podemos fazer é nos recusarmos a qualquer tipo de violência nas nossas relações pessoais, e isto inclui a recusa de portar ou possuir armas sob qualquer justificativa. Inclui também deixar toda linguagem maldosa ou agressiva que crie clima para ações desvairadas de violentos em potencial. Aprendamos a usar a palavra, a convencer pelo diálogo respeitoso, a não cair na armadilha da calúnia e da fofoca. Deus ao entrar na história entrou como palavra. Uma palavra que se fez carne. Sonhemos com um mundo seguro e pacífico, sem nos iludirmos com o poder das armas, que só alimentam a violência. As grandes tragédias causam tristeza e horror pelo impacto. Porém não nos esqueçamos das tragédias acumuladas que se refletem nos números de mortes violentas no nosso país. Isto tudo nos diz respeito e ninguém está imune, estamos todos no mesmo barco, ou em linguagem mais atual, no mesmo voo. Quando do plebiscito sobre o porte de armas, tivemos a oportunidade de mostrar que é possível viver desarmados, mas infelizmente a desperdiçamos.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Deus ao entrar na história entrou como palavra. Uma palavra que se fez carne. Sonhemos com um mundo seguro e pacifico, sem nos iludirmos com o poder das armas, que só alimentam a violência. As grandes tragédias causam tristeza e horror pelo impacto”
Política
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
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Celulares darão o ‘toque’ na campanha deste ano Aparelho será um grande aliado no processo eleitoral deste ano. Expectativa é aproximar candidato do eleitor
REFÉM DO
CELULAR
vídeos de pequena duração, folders e até animações que combinam a utilização de jingles e ícones do whatsapp, circulam pelos celulares de centenas de pessoas, com o intuito de massificar os números e propostas das coligações formadas em torno das candidaturas de deputados estaduais, federais, senador, governador e presidente da República. Segundo o analista político, presidente da Action Pesquisas de Mercado, Afrânio Soares, o uso do celular pelos
da resolução 23.370, que determina a candidatos, partidos e coligações a criação
JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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o campo virtual para o físico, as campanhas eleitorais nos últimos anos têm se apropriado dos mecanismos dispostos especialmente nos telefones celulares que mais do que objetos, passaram a ser uma extensão dos usuários/ eleitores. Para o pleito deste ano, o espaço de transmissão instantânea de dados no Amazonas está ainda maior, já que até dezembro de 2013, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mais de 4 milhões de aparelhos foram comercializados. Para atingir a demanda de eleitores espalhados pela capital e interior, os candidatos e suas equipes de trabalhoapostam em publicações além dos famosos selfies, que viraram febre nas redes sociais. SMS,
APOSTA
Para atingir a demanda de eleitores espalhados pela capital e interior, os candidatos apostam na utilização de aparelhos celulares. Mensagens de texto e WhatsApp serão ferramentas de uso candidatos pode ser explicado pela praticidade de transporte e manuseio do instrumento, que além de tudo, possibilita a difusão rápida e barata de qualquer informação que se deseje repassar ao eleitor. Mas, para ordenar a conduta dos políticos por meio dos canais móveis, como são descritos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), regras foram estabelecidas por meio
de mecanismo permitindo ao destinatário decidir pelo recebimento futuro de novas mensagens, no caso dos SMSs. Caso solicitado, o remetente possui até 48h para suspender a ação de envio, ao risco de receber multa de R$ 100, para cada mensagem enviada após a notificação.
Propaganda paga é irregular No caso dos banners, o TSE veda no artigo 21, a veiculação de propaganda eleitoral paga. No artigo, os alvos são links patrocinados em portais e redes sociais, mas a restrição se aplica também a banners em aplicativos e sites móveis. Outra exigência do Tribunal, por meio do artigo 22, de modo geral é a utilização de identificação em qualquer material que
seja destinado ao eleitor. “É livre a manifestaçâo do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores – internet (...) e por outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica”. Se flagrados gerando mensagens de maneira anônima, os candidatos, ou coligações, podem so-
frer multas entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. De maneira diferenciada das demais formas de propaganda política, a destinação de conteúdo por aparelhos celulares é expressamente proibida pela justiça eleitoral, no prazo que compreende as 48 horas antecedentes a votação. Assim também acontece com a propaganda na web.
Candidatos estão conectados Marcando presença constante nas redes sociais e sempre com um telefone celular nas mãos, o deputado estadual e candidato ao governo do Estado, Marcelo Ramos (PSB), vem divulgando vídeos de curta duração que retratam a história da sua família e suas origens no interior. O projeto tem seu acompanhamento direto e está sendo produzido pela produtora Plano A, com sede localizada no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus, e pelo publicitário Renato Bagre. A ideia, de acordo com Ramos, é fazer o eleitor se identificar com o seu passado e com os ideais do partido. Ele, que vê o celular como um instrumento de trabalho, diz que está intensificando o uso do aparelho, e que nos próximos dias os eleitores se depararão com mais novidades. “Nosso objetivo é continuar usando esse meio, pois temos tido retorno positivo dos elei-
tores. Toda semana divulgaremos um ou dois vídeos para que ele possa se descobrir na nossa campanha. A rede social tem se mostrado o lugar mais democrático dessa
DIFERENCIAL
O candidato ao governo Marcelo Ramos prepara vídeos para serem divulgados pelo celular. Já Eduardo Braga criou um jingle utilizando ferramentas do whatsaap para se aproximar dos eleitores eleição, ela é um espaço de diálogo”, comentou. Na campanha do governador José Melo (PRÓS), para sua reeleição, estratégias estão sendo montadas para atingir públicos específicos. De acordo com o coordenador de mídia digital, Luiz Júnior, no momento a equipe formada por 10 pessoas,
está focada em divulgar a imagem e a história de José Melo, para isso fotos e vídeos estão sendo trabalhados nas mídias. Já com uma rede de whatsapp montada, a equipe trabalhará em um segundo momento na exploração de depoimentos de eleitores, colhidos por meio do mecanismo. “O whatsapp será muito importante nesta fase, por meio dele os eleitores saberão a localização do candidato e terão acesso a informação e até aos jingles”, explicou.
‘Uso deve ser mais organizado’ “Esse instrumento vem sendo bastante utilizado porque permite reproduzir conteúdos de maneira viral e praticamente com custo zero. Mas, não quer dizer que utilizá-lo com mais ou menos intensidade é garantia de perda ou vitória para os candidatos. O interessante é que os usos dos celulares e das
mídias neles dispostas contribuem para a difusão das propostas de candidatos que pertencem a partidos relativamente pequenos. Contudo, o uso desses meios deve acontecer de maneira organizada, o eleitor que discorda de campanhas difamatórias na televisão. O cuidado com o conteúdo e com a forma que ele é estru-
turado deve ser levado em consideração no momento de apertar a tecla enviar. Atualmente não existe nenhuma pesquisa que contemple o grau de satisfação dos eleitores, com as mensagens enviadas pelos candidatos por meio dos aparelhos móveis”, analisou o especialista Afrânio Soares.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
Para líderes de bancada, Câmara será prioridade
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
A tortura é como um câncer” PRESIDENTE DILMA E CANDIDATA À REELEIÇÃO, durante instalação de Comitê de Combate à Tortura
Fantasma do ‘mensalão’ prejudica PT em São Paulo O presidente nacional do PT, Rui Falcão, admitiu a coordenadores de campanha que a repercussão negativa do julgamento do mensalão no eleitorado paulista deve inviabilizar o partido de fazer a mesma bancada de 26 deputados federais nas eleições deste ano. Segundo dirigentes, além do desgaste da “marca PT”, o partido perdeu puxadores de votos importantes como João Paulo Cunha, preso condenado no mensalão. Fora do páreo Puxadores de votos em SP, os ministros Ricardo Berzoini (SRI) e José Eduardo Cardozo (Justiça) também estão fora da disputa este ano. Sindicalistas órfãos A ausência de Berzoini nas urnas dificulta obtenção de votos pelo PT no setor sindical, onde o ministro construiu sua trajetória política. Desempenho pífio Além de atrapalhar deputados, o desgaste do PT em SP atinge em cheio Alexandre Padilha, que não sai do lugar nas pesquisas ao governo. Bu! O fantasma que assombra Padilha atende por outro nome: Labogen, do doleiro Youssef, que fechou parceria com a Saúde na gestão do ministro. Concurso: Câmara torra R$ 3 milhões sem licitação A Câmara dos Deputados gastou mais de R$ 3 milhões, sem licitação, na realização de concurso público no início deste ano. O lançamento aparece na Transparência da Casa como pago no último dia 30 de junho, dois dias antes da di-
vulgação do resultado final do certame que oferecia salários altíssimos e arrecadou mais R$ 5 milhões com as inscrições dos 51.789 candidatos. Pela chance, cada um pagou entre R$ 110 e R$ 150. Burro na sombra O motivo de tanta procura eram os salários de R$ 12 mil para as vagas de policial legislativo e de R$ 25 mil para consultor legislativo. Chance grátis A organizadora do concurso, CespeUnB, divulgou que houve 10.989 pedidos de isenção do pagamento da taxa de inscrição deferidos. Prestando contas CespeUnB explica que as inscrições custeiam a segurança do processo e investimentos em tecnologia, além dos gastos na aplicação das provas. Rombo Fernando Francischini (SD) criou constrangimento em audiência, a portas fechadas, com Osvaldo Perrout (TCU) na CPI da Petrobras: “Onde PT vai arrumar Boeing para colocar os US$ 792 milhões que deve”, questionou Mal sinal Especialista em marketing eleitoral, o cientista político Antônio Lavareda considera ruim o cenário para reeleição da presidente Dilma, que tem o governo nas mãos, mas apresenta aprovação abaixo da casa dos 40%. Polícia na Câmara Conhecido por comandar helicóptero na operação da polícia que matou o traficante “Matemático” em 2012, o Comandante Adonis decidiu apostar em carreira mais vantajosa: a de deputado federal, pelo PSD do Rio.
Jornalista
Quase tudo Lobão Filho (PMDB) é o mais rico na disputa ao governo do Maranhão. Com patrimônio de R$ 10 milhões, Lobinho tem de lanchas a helicóptero. O que falta? É o único que não tem carro, nem mesmo um popular. Vale... O governador Simão Jatene (PSDB) encontrou um jeito de atrapalhar a reeleição do senador e desafeto tucano Mário Couto. Além dele, o governador apoia outros quatro candidatos ao Senado no Pará. ... quanto pesa Já Helder Barbalho (PMDB), também candidato ao governo do Pará, não tem a quem apoiar após a impugnação, pelo Tribunal Regional Eleitoral, da candidatura de seu candidato ao Senado, o petista Paulo Rocha. Caixa fechado Lideranças do PT estão em pânico com a falta de perspectiva de ajuda financeira em vários Estados. Nos bastidores, corre que a presidente Dilma controla o caixa com mão de ferro e só libera dinheiro a “aliados”. Traição a Padim Prefeito Juazeiro do Norte (CE), Raimundo Macedo abandonou Memorial Padre Cícero, que foi saqueado. O MP tenta localizar, no Rio de Janeiro, as peças roubadas e deve acionar a prefeitura para recuperar o museu. Tudo em família O senador Ivo Cassol (PPRO) exagerou na escolha de seus candidatos. Para governador, cravou a irmã Jaqueline e, ao Senado, a esposa Ivone.
PODER SEM PUDOR
O diabo em pessoa Tem gente que acha um ato de heroísmo viajar em aviões monomotores, apesar de toda a evolução tecnológica. Situação preta era há 50 anos, quando os teco-tecos mal conseguiam levantar voo. Era num desses que viajava o governador do Ceará, Virgílio Távora, em 1953, na companhia do coronel Mário Leal, quando houve uma pane. O pavor foi se agravando e, aflito, Mário Leal desabafou: - Coronelzinho, são quatro horas da tarde e, pelo visto nós ainda vamos ter tempo de jantar com os cãos do inferno! Virgílio Távora não gostou do que ouviu, mas também não se importou. Estava prestando uma atenção danada nos movimentos do piloto, que finalmente conseguiu fazer o motor funcionar outra vez. Quando desembarcaram em Iguatu, no sertão cearense, Távora cobrou: - Por que o senhor disse que nós íamos jantar com os cãos do inferno? Mário Leal olhou para o céu, coçou o cangote e disse, com todo respeito: - Excelência, senhor governador, eu sei com quem eu ando...
SUPERFATURAMENTO
Maluf tem candidatura impugnada A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo impugnou o registro de candidatura do deputado federal Paulo Maluf (PP) à reeleição. O motivo é a condenação de Maluf no Tribunal de Justiça de São Paulo pelo superfaturamento em obras do túnel Ayrton Senna durante sua gestão como prefeito da capital paulista. A decisão foi dada em novembro de 2013. Pela Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010, fica inelegível
por 8 anos quem é condenado à suspensão dos direitos políticos por ato doloso (intencional) de improbidade administrativa que represente lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito em decisão proferida por órgão colegiado. Para a procuradoria, o caso de Maluf preenche todos esses requisitos. Maluf tem o prazo de sete dias, contados a partir deste sábado (26), para contestar a
Apesar de 77% dos parlamentares tentarem a reeleição, os líderes de partido prometem empenho nos trabalhos da casa
ação da procuradoria. Procurada, a assessoria de Maluf ainda não respondeu qual será a defesa do candidato. Caberá ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado julgar até 5 de agosto se o deputado poderá seguir candidato. Se a corte estadual decidir pela procedência da ação, o deputado poderá recorrer ainda ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Os trabalhos na casa legislativa retornam na próxima semana. Deputados prometem empenho
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visão de que os deputados são peças estratégicas no arranjo político, do ponto de vista financeiro e eleitoral, é reconhecido por lideranças de partidos. Um indicativo desse fator é a tentativa de reeleição da maioria da bancada atuante: tentando repetir um resultado positivo nas urnas, 398 dos 513 deputados vão se candidatar, neste ano, ao mesmo cargo. O número representa 77,58% da Câmara, segundo um levantamento do Diap. Entre as maiores bancadas da casa, o índice é até maior. O PT terá 85% dos seus deputados como candidatos. Já o PSD, o terceiro maior partido na Câmara, tem 80% de parlamentares dispostos a um novo mandato na Câmara. O 5º maior, o PP, registra 82% nesse índice. Dos que não tentarão permanecer na Câmara, 38 não serão candidatos, 19 vão tentar a eleição para deputado estadual e 21 vão disputar uma vaga no Senado. O deputado federal Moreira
Mendes, líder do PSD na Câmara, nega que o partido,o terceiro maior na Câmara, pressione parlamentares pela reeleição. Ele afirma, entretanto, que a bancada é uma prioridade da legenda, pois ajuda a conseguir mais verbas do fundo partidário e
ÍNDICE
O PT terá 85% dos seus deputados como candidatos. Já o PSD, o terceiro maior partido da Câmara Federal, tem 80% em campanha. o 5º maior partido, o PP, registra 82% nesse índice tempo de TV. Acho que é um caminho natural [tentar a reeleição]. Todos eles [deputados] são muito bem colocados em seus Estados e a chance de voltarem é grande. Não há interferência no diretório nacional e temos realmente liberdade na mon-
tagem de alianças estaduais. Há sempre um esforço muito grande do partido em eleger deputados federais, porque é pelo tamanho da bancada que você define tempo de TV, fundo partidário e, principalmente, espaço na Câmara dos Deputados. O deputado Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, segue na mesma linha. “É normal [que a bancada federal tente se reeleger]. As eleições têm uma renovação em torno de 50%. No nosso caso, alguns candidatos vão concorrer a governador, senador. Há outros que desistem. O tempo de TV que o partido tem é por deputados federais. Não adianta ter todos os governadores do país se não tivermos tempo de TV. A prioridade tem que ser de deputados federais. O secretário de organização do PT, Florisvaldo Souza, se irritou ao falar de uma possível preocupação do partido com tempo de TV ou fundo partidário. “O PT reelege mais que outros partidos”.
Com a palavra
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
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Marcelo RAMOS
‘Eleição não É UMA BRIGA de torcida’ FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
RAPHAEL LOBATO E JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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om discursos enérgicos, o advogado Marcelo Ramos (PSB), conseguiu projeção política na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde foi vereador. Sob a tutela dos aproximadamente 19 mil votos, que lhe renderam em 2010 o cargo de deputado estadual, ele agora almeja o Executivo, e para isso promove a ideia da renovação. Ao lado do perito em crimes de corrupção da Polícia Federal, Júnior Brasil, o advogado e pai de dois filhos, defende o diálogo e fiscalização na aplicação dos recursos públicos. Com críticas explícitas às últimas gestões, Marcelo Ramos disparou em entrevista exclusiva ao EM TEMPO propostas otimistas e arrojadas, que contemplam a exploração de maiores recursos para a educação básica e superior.
Nosso objetivo é caminhar pelo Estado inteiro, ninguém pode ser governador de um pedaço do Amazonas. Quem quer governar tem que estar em todo lugar. Vamos dialogar muito com a juventude, e com toda a sociedade em geral”
EM TEMPO: Uma das estratégias utilizadas pelo senhor como candidato, é o discurso de renovação. E o perfil do jovem atual é o de descontentamento com a política praticada no país. O Amazonas possui cerca de meio milhão de eleitores jovens, bem divididos entre a capital e o interior. Como o senhor trabalhará junto a esse público? Marcelo Ramos: Nosso objetivo é caminhar pelo Estado inteiro, ninguém pode ser governador de um pedaço do Amazonas, quem quer governar o Estado tem que estar em todo lugar. Então, faremos um esforço para percorrer, dialogando principalmente com a juventude, mas também com a sociedade como um todo. Na verdade o desejo de mudança, o cansaço da velha política hoje não pulsa no coração só da juventude, pulsa no coração de pessoas que querem o bem do Estado. Planejamos um Estado melhor, mais justo, fraterno e solidário, e é nisso que nós apostamos. Se você olhar a composição eleitoral não tem dúvidas de que a mudança neste processo sou eu. Mas, vejo agora todos tentarem se apropriar do discurso da mudança. A única mudança que esses caras fizeram nos últimos 32 anos foi da cadeira que eles sentam no poder e o saldo das suas contas bancárias. Nenhuma significativa para a vida do povo. EM TEMPO: O senhor vive o seu primeiro mandato no parlamento estadual e está alçando o Executivo. A
sua chapa é muito atípica, com vereador pleiteando o Senado. O senhor tem um plano B? MR: Primeiro que eu não divido em poderes grandes e poderes pequenos. O governador não é melhor que um deputado, o executivo tem uma função e o legislativo tem outra. Infelizmente, os deputados historicamente se diminuem na relação com o governador. Não penso em plano B, porque não entro em uma campanha pensando em perder, penso em ganhar, estou muito tranquilo em relação a isso. Criei a convicção de que a política não tem que servir aos meus interesses. EM TEMPO: O plano de governo que o senhor cadastrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) fala em transparência, participação. O que o senhor vai levar como destaque efetivo da sua campanha? MR: Autonomia financeira da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), quem vai dar é o Marcelo Ramos. Ninguém mais fala e ninguém mais tem autoridade de falar disso, então a autonomia financeira da UEA é uma bandeira minha, o fortalecimento do ensino de língua portuguesa e matemática como instrumento de melhoria dos índices educacionais do Amazonas, são bandeiras minhas. O Amazonas é o penúltimo do ensino de português e matemática. Se o aluno não domina essas disciplinas, ele não aprende as demais. Na saúde, o compromisso de criar hospitais de média complexibilidade em cada calha de rio é um compromisso meu. Ninguém nunca falou no Amazonas do programa de erradicação da desnutrição e isso é bandeira minha. A falência da política de segurança pública, entendendo que o “Ronda no Bairro” deve ter sua essência resgatada e que assim é eficiente para resolver pequenos delitos. Ele não é suficiente para combater o crime organizado e o tráfico de drogas. Juntaremos a inteligência e as forcas especiais. Reprimir mas criar programas sociais que ajudem a reduzir os números de homicídios que o Amazonas tem hoje. EM TEMPO: O programa de governo de alguns de seus opositores destaca muito a economia, e nesse ponto falam da criação de novos polos. E no seu plano de governo, o senhor fala de diminuir a desigualdade social. Como o senhor fará isso? MR: Eduardo Braga e José
Melo não podem falar disso. Porque eles governaram juntos, participam do governo desse Estado direta ou indiretamente por mais de vinte anos. Por que não fizeram isso? Porque não otimizaram a Zona Franca de Manaus com um sistema de logística? Por que não fizeram um porto decente? Por que não lutaram para demarcar nossas hidrovias? Por que não lutaram para nos tirar dessa crise vivida pela telecomunicação no Estado? Por que não induziram uma atividade econômica para o interior? Eles não têm autoridade para falar sobre isso. Nós temos muita clareza de que promover a justiça social, depende de fortalecer a economia do Estado. E entendemos que são tarefas essenciais para o nosso governo, dotar a Zona Franca de infraestrutura necessária para que o polo seja competitivo, mesmo em um ambiente de competição de incentivos fiscais. Resolver o problema do porto, para que tenhamos instalações públicas decentes e que seja um marco regulatório portuário, fomentar que novos portos privados, mais eficientes do que estão aí, sejam instalados. Tornar navegáveis o ano inteiro as nossas rodovias, lutar por uma ligação rodoviária com o resto do país e superar a crise de energia e telecomunicação. EM TEMPO: Nesse processo eleitoral estamos acompanhando o trocatroca de acusações. É possível identificar acusações direcionadas entre os blocos. Percebemos que Eduardo Braga e José Melo, respondem as críticas entre si, mas não respondem as suas críticas. O senhor avalia isso como uma tentativa de polarizar a campanha? MR: Primeiro vejo uma tentativa de polarizar pela certeza de que se qualquer um dos dois ganhar, a vida deles está resolvida. São os mesmos grupos econômicos, são os mesmos interesses, então para eles, quem ganhar é detalhe. As críticas que eles estabelecem são rasas e rasteiras, e essas são muito fáceis de responder. Difícil é responder por que colocaram 648 mil pessoas em extrema pobreza. Difícil é entender como eles colocaram o Amazonas como o campeão em casos de tuberculose. Eles não me respondem por que simplesmente eles não têm respostas para minhas perguntas.
EM TEMPO: O senhor fala que os grupos têm boas pessoas, em uma eventual ida sua para o governo. Os senhores mantêm alguém nas secretarias? MR: É óbvio que nenhum dos atuais secretários será mantido. Estou pregando a mudança, o que quero dizer é se for falar de defesa do consumidor, o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), tem que ser ouvido. Não é que ele vai ser secretário, mas ele tem que ser ouvido, porque ele entende com o espírito público. Se eu for defender as questões da mulher, a deputada estadual, Conceição Sampaio (PP), tem que ser ouvida. Se eu for discutir economia, o Airton Claudino precisa ser ouvido. Eleição não é uma briga de torcida e nem algo passional, na eleição você precisa andar com os melhores e eu procurarei os melhores secretários. No meu governo não vai ter partido político, e sim metas para serem cumpridas. EM TEMPO: O senhor pretende diminuir o número de secretarias? MR: Isso sem dúvidas, hoje secretário não define metas. Eles não têm planejamento, o Amazonas entre órgãos e secretarias possui 59 pastas, isso é irracional e desproporcional. Não tenho ainda um número exato do que será, mas posso dizer que pelo menos 30 serão extintas. EM TEMPO: A sua campanha ficou dividida em dois períodos, quando o senhor era pré-candidato ao lado de Hissa Abrahão, Rebecca Garcia e Henrique Oliveira. e após as homologações, quando os acordos de última hora levaram esses nomes a seguir para os blocos de José Melo e Eduardo Braga. Como o senhor recebeu essas noticias? MR: Com ânimo eleitoral e com a confirmação do nosso discurso de mudança. Os que se diziam a mudança sucumbiram à tentação do poder, mas com tristeza sobre o aspecto que para mim é muito importante. Eu posso até eleitoralmente comemorar a saída deles, mas politicamente acho que eles prestaram um grande desserviço à democracia. Ela saiu mais pobre e arranhada, diminuiu o número de propostas e de debate, a quantidade de opções. Mas, principalmente, quando aquele que se diz o novo e mudança, cai por questões republicanas ou por jogo do poder dos grandes caciques mais gente desacredita da política.
O desejo de mudança e o cansaço da velha política não pulsa só no coração da juventude, pulsa no coração das pessoas que querem o bem do Estado”
É óbvio que nenhum secretário estadual será mantido na pasta, caso assuma o governo. Estou pregando o discurso da mudança”
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Política
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
economia@emtempo.com.br
(92) 3090-1045
DIEGO JANATÃ
Cursos técnicos capacitam para o polo fabril Economia B4 e B5
Amazonenses faturam um extra na Bolsa de Valores O que parece ser algo complicado, para alguns investidores locais comprar ações é uma forma de incrementar a renda
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Há cinco anos, o gerente de mídias sociais, Márcio Lopes, “criou coragem” para investir dinheiro na compra de ações na Bolsa de Valores, na tentativa de obter uma renda extra nesse mercado SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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que parece ser algo complicado no primeiro momento, a Bolsa de Valores, para alguns investidores, é uma boa maneira de lucrar uma renda extra, uma vez que os rendimentos são elevados neste mercado. Porém, para ter êxito e não “quebrar”, é essencial que o aplicador tenha noções básicas sobre este mercado, além de estar disposto a “correr” altos riscos de perdas, pois as variações nos preços das ações não garantem retorno do que foi investido. A curiosidade e a vontade de conseguir uma renda extra levaram o gerente de mídias digitais, Márcio Lopes, 33, a “apostar as fichas” na Bolsa de Valores. Segundo ele, antes pesquisou na internet como funcionava o mercado, e após seis meses de “treinamento” em sites especializados, teve coragem para investir. Para investir na Bolsa de Valores, Lopes conta que começou com R$ 500, mas perdeu quase tudo em poucas semanas. Para evitar futuras perdas, ele passou a estudar mais o mercado e evitar os erros. “Quando você perde, passa a conhecer melhor o mercado e entende porque uma ação sobe e desce e qual o momento bom para investir ou comprar”, revela. Após fazer a análise, Lopes investiu um valor mais alto - R$ 1 mil. A sacada maior, conforme ele, foi em 2008, com a crise econômica global e a
explosão da bolha imobiliária nos Estados Unidos. “Estava com R$ 10 mil e comprei ações da Petrobras, que desabaram. Porém, no dia seguinte as ações subiram 50% e, no outro, dia mais 50%, terminei com mais de R$ 35 mil em três ou quatro dias”, lembra. Atualmente, Lopes tem R$ 26,5 mil em ações e a meta é chegar a R$ 1 milhão em seis anos. Segundo ele, já tem R$ 10,6 mil em ações da Oi e sua expectativa é chegar até o final de 2014 com R$ 30 mil em ações da empresa. “No momento, só tenho ações da
VALORES
Não há valores mínimos para investir em na Bolsa de Valores, em formas como compra direta de ações, Fundos de Índices (ETFs), clubes de Investimento e Fundo de Investimento em Ações Oi, mas pretendo diversificar, comprar algumas ações da Petrobras, depois de empresas de energia e assim por diante”, acrescenta ele. A única desvantagem da Bolsa de Valores, para Lopes, é investir sem conhecimento. A média de lucro segundo ele chega a 100% em cima do valor investido, sendo que ainda dá para ganhar até 200% se comprar e vender ações todos os dias. Mas no momento, a tática dele é manter as ações e ganhar com os dividendos (lucros da empresa).
Brasileiros confiam pouco
Setor tem só uma empresa
Os brasileiros não confiam em investir na Bolsa de Valores. Conforme o investidor Márcio Lopes, 1% da população do Brasil investe na Bolsa, enquanto que nos Estados Unidos, quase 80% da população faz aplicações no mercado. Para o economista Ailson Rezende, o motivo é que os norte-americanos têm segurança jurídica maior que no Brasil.
A Bolsa de Valores é o mercado organizado onde se negociam ações de capital aberto (públicas ou privadas) e outros instrumentos financeiros como ações. O Brasil conta apenas com uma bolsa que é a BM&FBovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo. A empresa oferece uma ampla gama de produtos e serviços, tais como: negociação de ações, títulos de renda fixa, câmbio pronto e contratos derivativos referenciados em ações, ativos financeiros, índices, taxas,
Segundo ele, aplicar na Bolsa de Valores pode render uma elevada rentabilidade ao aplicador, mas nesse mercado, os investimentos correm mais riscos que em qualquer outro tipo de cenário. “Os aplicadores têm que estar diariamente acompanhando as ações das empresas para identificar o momento certo de vender ou comprar as ações”, declara Rezende
BOLSA DE VALORES
mercadorias, moedas, entre outros. Na Bolsa, há diferentes opções de investimento, além de ações, que é a mais conhecida, além do tesouro direto (títulos públicos federais), Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI), que são títulos de longo prazo lastreados em créditos imobiliários, Debênture (títulos de crédito de médio e longo prazo emitidos por uma empresa), Ação, Fundo de Índice (ETF) e Fundo de Investimento Imobiliário. DIVULGAÇÃO
Veja o passo a passo para se tornar um investidor 1) Entenda o mercado por meio de pesquisas sobre como funciona a Bolsa de Valores; 2) Abra uma conta em uma das várias corretoras existentes; 3) Não deposite todas as suas economias. Invista um dinheiro que “não precisará”; 4) Escolha uma das seis formas de investimento; 5) Procure entender o que influencia cada empresa; 6) Estude os setores (petrolíferos, de energia, de telecomunicações, varejista etc); 7) Invista em diferentes setores, pois os riscos de perder tudo é menor; 8) Acompanhe sempre a movimentação do mercado financeiro. FONTE: Investidores
Bolsa de Valores de São Paulo é a única existente no país
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
Aplicativo une empresas e clientes pelo melhor preço D
e uns tempos para cá, é perceptível o aumento de sites e aplicativos que são úteis e funcionais ao ajudar em diversas atividades do dia a dia, seja em casa ou no trabalho, como para fazer a lista de supermercado ou organizar uma agenda de reuniões e de outras tarefas a serem feitas. Em meio a tantas opções de soſtwares grátis e pagos foi lançado um que é inusitado e completamente diferente: o ‘Dica de Preço’. Funciona como uma comunidade, na qual usuários compartilham informações sobre onde é possível encontrar determinado produto pelo preço mais barato. A princípio, o ‘Dica de Preço’ parece ser semelhante a outros sites que realizam busca pelo melhor preço, mas ele se diferencia em dois aspectos: o aplicativo, na verdade, não é uma ferramenta de busca que lista todos os lojistas que dispõem do produto procurado, porque a função primordial do programa é fazer com que as pessoas interajam entre si ao trocarem informações sobre qual loja fornece o produto com o melhor preço. “O propósito do ‘Dica de Preço’ é de coopera-
ção, de atuar em comunidade e conjuntamente com outros para um mesmo fim, que é efetuar a melhor compra ao conseguir encontrar o preço mais barato”, esclarece Leonídio de Oliveira Filho, sóciocriador do serviço. Outro aspecto no qual o ‘Dica de Preço’ se distingue de seus concorrentes é que não apenas
SOFTWARE
O aplicativo Dica de Preço também beneficia o empresário lojista que está disposto a oferecer um preço “bacana” para os seus clientes. Para conferir o soſtware, acesse www. dicadepreco.com.br consumidores, mas também os lojistas podem dar dicas de melhor preço e sem custos com publicidade, fato que possibilita pequenos e médios comerciantes disputarem diretamente com grandes empresas e assim conquistarem clientes em potencial. Uma característica que chama a atenção no soſtware é a possibilidade de ativar notifi-
cações no celular, que avisam quando o usuário está perto de um lugar com uma boa indicação de preço. Ao utilizar o aplicativo em aparelhos móbile, o usuário pode cadastrar uma dica de onde o produto foi encontrado ao registrar a localização do estabelecimento através do sistema de GPS. Assim, quando outros clientes estiverem próximos ao local, estes serão avisados que o mesmo produto procurado encontra-se mais barato nas proximidades onde se encontram. O raio de distância pode ser ajustado em configurações, mas só funciona para quem possui o aplicativo no smartphone. “Quando você se aproximar da região vai ser notificado e, ao abrir o programa, receberá um mapa que indica a localização da loja”, diz Filho. A ideia do serviço nasceu há onze anos com nome e funcionalidades diferentes, mas desde 2008 vem sendo aprimorado e foi lançado oficialmente em 2014 em paralelo com seu aplicativo para celular. Com apenas 3 meses do lançamento, o aplicativo está disponível a princípio para Android, mas a versão para IOS será lançada em breve.
REPRODUÇÃO
Plataforma com função de comunidade para realização de troca de informações é gratuita para consumidores e lojistas
Lançada em 2014, a ideia nasceu há 11 anos e a partir de 2008 começou a ser aprimorada
Economia
MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
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A ‘Copa das Selfies’ Operadoras de telefonia móvel registraram mais de 48 milhões de fotos enviadas durante dos jogos da Copa do Mundo do Brasil, a maioria delas fruto da moda selfie de fotografar momentos de felicidade das pessoas
FOTOS:
A odontóloga foi Andréa Ribeiro e o administrador de empresas Nagib Salem são dois exemplos de torcedores amazonenses que transmitiram muitas fotos selfies da Arena da Amazônia
REFÉM DO
CELULAR EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
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odontóloga Andréa Ribeiro, 32, e o administrador de empresas Nagib Salem, 37, não se conhecem. A única coisa que os aproxima é o que milhares de brasileiros fizeram antes, durante e depois da Copa do Mundo. Eles, durante o Mundial, dentro e fora da Arena da Amazônia, produziram a partir dos seus smartphones fotos de si mesmos, com os amigos e a família, no estilo selfie
de fotografar. A maioria das imagens foram postadas em sites de redes sociais, que somadas as dos milhares de torcedores alcançaram mais de 48,5 milhões de fotos enviadas durante o Mundial, por meio dos sinais das operadoras de telefonia celular. Andréa, que foi à partida entre Honduras e Suíça, conta que, na companhia de cinco amigos fez mais de 20 selfies. A odontóloga lembra que, antes do nome “selfie” virar moda, a inclusão da câmera fotográfica nos aparelhos celulares permitiu a ela começar a se autofotografar. “É um estilo de fotografar por meio do qual buscamos registrar momentos que nos deixam felizes. Antes eu já fazia quando não tinha ninguém por perto para fotografar. Agora, a quantidade de fotografias aumentou e eu aprimorei a técnica. Hoje vejo melhor o ângulo e o enquadramento”, explica Andréa, que produz selfies principalmente nos finais de semana, durante suas atividades de Stand-Up Paddle
(Sup), sobre o rio Negro. O administrador Nagib, durante a Copa do Mundo considerada a “Copa das Selfies”, foi às partidas entre Itália e Inglaterra e a de Suíça contra Honduras, na Arena da Amazônia. Ele conta que não exagerou na quantidade de selfies, que chegou a no máximo seis, com a família e com amigos. As mesmas foram publicadas no Facebook e no Instagram. Ele afirma que o sinal da sua operadora de telefonia móvel correspondeu com as expectativas. “Não tive problemas em publicar as selfies de dentro da arena”, comenta. O volume de dados transmitidos na Copa do Mundo do Brasil, de acordo com a operadora OI, foi o triplo do registrado na Copa do Mundo da Fifa África do Sul 2010 (cerca de 25 terabytes) e equivale a mais de 80 milhões de fotos em resolução normal ou cerca de 20 milhões de fotos em alta resolução. Na Arena da Amazônia, o recorde de dispositivos conectados simultaneamente nas redes da OI
para Fifa foram 690, durante o jogo Inglaterra e Itália. Nos 31 dias de competição a OI forneceu os serviços de telecomunicações e Tecnologia da Informação (TI) para o Mundial de futebol da Fifa Brasil 2014. A companhia registrou 74 terabytes de dados trafegados nas redes de mídia e informática providas para a Fifa e utilizadas pelos cerca de 20 mil profissionais de mídia, de 113 países credenciados para cobrir o evento. Líder no mercado do Amazonas, a operadora telefônica Vivo, com alcance de 65,02% da clientela do Amazonas, foi responsável pela maioria do tráfego cursado na rede 3G e por 50% do tráfego de 4G nos estádios da Copa do Mundo no Brasil, consagrada como “Copa das Selfies”. De acordo com a companhia, o desempenho da Vivo se deu pelo aumento da capacidade de sua rede e ao trabalho rigoroso de monitoramento durante todo o evento, que envolveu mais de 800 profissionais.
Mais que na África do Sul Até o término da partida final da Copa do Mundo no Brasil, 404.299 mil dispositivos se conectaram na rede wi-fi exclusiva para a mídia e a Fifa nas 12 cidades-sede. A OI observou na Copa do Mundo o fenômeno da multiconexão, sendo muito comum um único usuário estar conectado com dois a três dispositivos ao mesmo tempo, em função da utilização simultânea de computadores, tablets e smartphones. O tráfego de dados total nas redes da operadora Oi para a Fifa mais que dobrou desde os primeiros dez dias do Mundial, quando a companhia já havia registrado volume de 32 terabytes de dados,
o que superou todo o volume de dados trafegados nas redes da Copa do Mundo da Fifa 2010 na África do Sul. Além de estabelecer um novo recorde, a Oi foi elogiada pela Fifa pela qualidade dos serviços prestados. A Copa do Mundo 2014 também superou em tráfego de dados outros grandes eventos esportivos internacionais, segundo informações publicadas na internet. Nos 17 dias da Olimpíada de Inverno de Sochi (2014), o tráfego total foi de cerca de 34 terabytes. E durante o Superbowl 48 (final do campeonato de futebol americano de 2014 nos EUA) foram utilizados 1,9 terabytes de dados.
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Economia
Curso técnico é emp Para garantir a ocupação das vagas nas áreas técnicas do Polo Industrial de Manaus, novas escolas de capacitação somam esforços com os centros de formação tradicionais e abrem inscrições para cursos que começam nesse segundo semestre DIEGO JANATÃ
SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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eja para conseguir um emprego ou um salário melhor no Polo Industrial de Manaus (PIM), o caminho mais rápido para alcançar o objetivo é a qualificação profissional, que pode ser obtida, entre outras formas, com o ensino técnico, mercado que começa a aquecer nesse início de segundo semestre do ano, com a alta procura de jovens pela capacitação em diversos tipos de serviço. Na capital amazonense, muitas são as escolas que oferecem cursos para atender os chamados da indústria. Uma delas é a Premier Escola Técnica, que até o final do mês encerra as inscrições para cursos de Mecânica, Eletrotécnica, Segurança do Trabalho e Logística, Automação, Edificações e Meio Ambiente. Segundo o coordenador da Premier, Eduardo Rodrigues da Costa, em dois anos a escola já formou mais de 300 alunos e, hoje, conta com mais de 400 estudantes. “Apesar de a Premier ter apenas dois anos no mercado amazonense, a procura pelos cursos técnicos é muito boa”, afirma.
Outra escola técnica mais tradicional na cidade é o Centro Educacional Professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque (Escola Fucapi), onde as inscrições estão encerradas. Novas vagas somente em novembro para cursos de Eletrônica Digital, Gestão de Processos, Biotecnologia, Automa-
PRORROGAÇÃO
A prorrogação por mais 50 anos da Zona Franca de Manaus (ZFM) é vista com otimismo pelos empresários, que acreditam na maior demanda de profissionais técnicos para a indústria ção Industrial, Eletrotécnica, Logística, Química, Recursos Humanos, Segurança do Trabalho, Telecomunicações, Mecânica e Contabilidade. Há 20 anos no mercado, a Fucapi já formou mais de 10 mil alunos. Hoje, em cada semestre, em média 800 pessoas concluem o curso técnico no lugar. “A escola foi fundada com o propósito de atender as empresas instaladas no PIM”, frisa a diretora
Rosanna Lacouth. Segundo ela, dependendo do curso, no primeiro mês o aluno já consegue uma colocação no mercado. Outro fator que influencia, conforme Rosanna, é a troca de informação entre alunos, que já estão no mercado de trabalho e oferecem vagas aos da turma que ainda não estão empregados. A Central Única dos Trabalhadores do Amazonas (Cut-AM) disse, por meio da assessoria de imprensa, que o PIM sofre com a carência de profissionais especializados, principalmente em áreas técnicas. Por isso, a maioria das pessoas com curso técnico é absorvida com facilidade. A entidade destaca que todas as empresas precisam de técnicos de diversas áreas em seus quadros de funcionários para operar desde a linha de montagem à manutenção das máquinas. As áreas de mecânica e elétrica são os mais procurados pelas empresas. O mercado para os técnicos, conforme a Cut-AM, emprega mais de 120 mil trabalhadores. A entidade avalia que, apesar da oferta ser menor para os técnicos, o mercado está garantido, uma vez que, as empresas necessitam desse tipo de especialista.
Premier Escola Técnica oferece entre os cursos o de Mecânica, Eletrotécnica, Logística e Edificação
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prego certo no PIM REPRODUÇÃO
Alunos são contratados por empresas
Requalificação é necessária “Eu sou curioso, queria saber como funcionava todo o processo que as máquinas faziam, pois só conhecia a programação e não o funcionamento interno. Uni o útil ao agradável”, sustenta. Apesar de não ter
EXIGÊNCIA
De acordo com a Central Única dos Trabalhadores, as empresas do PIM exigem cada vez mais profissionais especializados para compor seus quadros de funcionários
nenhum conhecimento em mecânica, Joel diz que está aproveitando o curso e mesmo com as dificuldades de ter que trabalhar e estudar, afirma que após concluir o curso ele pretende conseguir um novo emprego. “O amor pela profissão é maior, por isso que eu luto e não pretendo desistir dos estudos”, frisa.
Com 20 anos no mercado, a Fucapi formou mais de 20 mil alunos para a indústria do Amazonas ARQUIVO EM TEMPO/MICHELL MELLO
O mecânico automotivo Leandro Pereira Moraes, 29, aprendeu a trabalhar na área com o tempo, mas com a evolução do mercado de trabalho, que exige a reciclagem do profissional com nova capacitação, ele conta que buscou se aperfeiçoar para não ficar para trás. Segundo a concorrência na sua área de atuação é muito grande. “Nós não podemos parar no tempo”, observa. Por não ser formado na área em que atuava, o mecânico Leandro precisou ficar afastado por algum tempo do posto de trabalho, uma vez que precisava obter maiores conhecimentos sobre as novidades do segmento. “Eu precisava me formar primeiro para seguir em frente com a profissão. Já estou no segundo módulo e falta só mais um para concluir o curso técnico de mecânica”, conta. Já o industriário Joel Araújo Silva, 38, procurou fazer um curso técnico para ter um salário melhor e conhecimento sobre as máquinas.
Entidade dos trabalhadores avalia que PIM sempre precisa de trabalhadores com formação técnica
Os técnicos formados nos cursos da Premier, segundo o coordenador Eduardo da Costa, são todos absorvidos pelo Polo Industrial de Manaus. Ele diz que toda empresa tem uma parte fabril que funciona com movimentos mecânicos e eletrotécnicos, o que exige das empresas profissionais qualificados para trabalhar na área. “Seja o polo de duas rodas ou o eletroeletrônico, todos absorvem esses estudantes”, revela. Os alunos da Fucapi também entram no mercado de trabalho do PIM. “O aluno quando inicia seu curso já está se qualificando e passa a ser visto de forma diferenciada dentro da própria empresa e, consequentemente, já lhe é ofertado melhorias”, afirma a diretora Rosanna.
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País
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Baixa força política feminina Avaliação consta do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Sem mulheres na política há um agravamento de gênero no país, afirma pesquisa
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baixa representação das mulheres na política agrava a desigualdade de gênero no Brasil. A avaliação consta do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Além de apresentar o Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH) 2013, com 187 países pesquisados, o Pnud divulgou o Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) para 149 países. O indicador é elaborado com base em cinco dados: taxa de mortalidade materna, taxa de fertilidade na adolescência, proporção de mulheres no par-
lamento nacional, percentual de mulheres e homens com educação secundária e a taxa de participação de mulheres e homens no mercado de trabalho. De acordo com o Pnud, o Brasil ficou em 85º lugar no IDG, com nota 0,441. O indicador varia de 0 a 1, com o valor mínimo atribuído a sociedades com menos
disparidades entre homens e mulheres. A Eslovênia, no leste europeu, foi considerado o país com menor desigualdade de gênero, com IDG de apenas 0,021, seguida por Suíça (0,030) e Alemanha (0,046). As últimas posições ficaram com Afeganistão (0,705), Chade (0,707) e Iêmen (0,733).
Mortalidade No caso do Brasil, a taxa de mortalidade materna é de 56 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos; e a taxa de fertilidade na adolescência, de 70,8 mulheres a cada mil mulheres entre 15 e 19 anos. Na educação, existem progressos, com as mulheres se qualificando um
pouco mais que os homens. A parcela da população adulta com educação secundária é 51,9% entre as mulheres e 49% entre os homens. Outros parâmetros, no entanto, apontam desafios. Em relação ao mercado de trabalho, continua a existir uma diferença considerável entre os sexos.
Pnud revela outros lados do Brasil De acordo com o relatório, na América Latina e no Caribe, a taxa de mortalidade materna corresponde a 74 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos, e a taxa de fertilidade na adolescência é de 68,3 mulheres a cada mil mulheres entre 15 e 19 anos. A proporção de adultos com ensino secundário totaliza 53,3% para mulheres e 53,9% para homens, e a participação no mercado de trabalho equivale a 53,7% para mulheres e a 79,8% para homens. A representação das mulheres na política está em 21,1% no continente. O relatório revelou discrepâncias entre em relação aos membros do Brics, grupo das principais economias emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Na África do Sul, a taxa de mortalidade materna chega a 300 mulheres para cada 100 mil nascidos vivos. A China registra níveis baixos de fertilidade na adolescência, com apenas 8,6 mães de 15 a 19 anos a cada mil nascimentos e o melhor IDG do grupo, na 37ª posição.
ZUZU ANGEL
Aumentam suspeitas de assassinato Uma fotografia do local do suposto acidente que resultou na morte da estilista Zuzu Angel, em abril de 1976, aumentou as suspeitas da Comissão Nacional da Verdade (CNV) do envolvimento das Forças Armadas no caso. A foto, apresentada pelo ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) do Espírito Santo, Cláudio Guerra, mostra o coronel do Exército Freddie Perdigão ao fundo, perto do veículo acidentado. Apontado como autor de torturas e assassinato de pessoas durante o regime militar, Perdigão morreu na década de 90. Mãe de Stuart Angel, integrante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) que desapareceu em 1971, após ter feito críticas ao regime, Zuzu deu projeção internacional ao caso e passou a ser considerada “presença incômoda para o regime, que tinha todo interesse em seu desaparecimento”, disse o presidente da CNV, Pedro Dallari.
Mundo B7
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Faixa de Gaza: conflito sem trégua entre Israel e Hamas
Primeiras invasões Com a saída dos britânicos, em 1948, países árabes vizinhos tentaram invadir o recém-criado Estado de Israel. Mas, ao término do conflito, os israelenses mantiveram seu território e os palestinos perderam a chance de criar seu próprio Estado, já que Israel ocupou parte do território destinado aos palestinos pela ONU, o Egito passou a controlar a Faixa de Gaza e a Jordânia ficou com a Cisjordânia. Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gisele Cha-
gas, é uma visão simplista dizer que judeus e árabes “sempre se odiaram e sempre viverão em guerra”. Segundo ela, um dos principais pontos de discordância entre os dois povos, no início dos conflitos, era a existência de projetos nacionalistas diferentes. Os povos discordavam sobre o que fazer com uma Palestina independente: uma Palestina árabe ou uma Israel judaica? “São dois projetos políticos distintos. São dois projetos políticos nacionais que vão disputar o mesmo território, que vão querer criar um tipo de comunidade política em que o outro projeto não está incluído”, afirma a pesquisadora. Gaza e Cisjordânia se mantiveram sob ocupação estrangeira árabe até 1967, quando uma nova guerra, a Guerra dos Seis
ESPIRAL
A nova espiral de violência foi desencadeada após o sequestro e homicídio, em junho, de três jovens judeus na Cisjordânia (um ataque que Israel atribuiu ao Hamas, grupo islâmico que controla Gaza) Na guerra entre Israel e o braço armado palestino Hamas, mais de 900 pessoas já morreram, sendo a maioria das baixas civis e crianças DIVULGAÇÃO
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os últimos dias, o mundo tem acompanhado a intensificação do conflito entre israelenses e palestinos, na Faixa de Gaza. Até o momento, mais de 900 pessoas morreram e 2 mil ficaram feridas na sequência dos ataques iniciados em julho. A nova espiral de violência foi desencadeada após o sequestro e homicídio, em junho, de três jovens judeus na Cisjordânia (um ataque que Israel atribuiu ao Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza) seguido da morte de um jovem palestino queimado em Jerusalém por extremistas judeus. A partir daí, tiveram início os lançamentos de foguetes do Hamas e os bombardeios de Israel. O conflito entre israelenses e palestinos remonta ao início do século passado. Entre a segunda metade do século 19 e a primeira metade do século 20, uma migração em massa de judeus de vários países para a Palestina provocou uma mudança na demografia local. Majoritariamente árabe, a região, que até 1917 pertencia ao Império Otomano e depois, até 1948, foi um protetorado britânico, passou a ter uma população judaica cada vez maior. Nos primeiros anos de mandato britânico na Palestina, houve confrontos entre árabes e judeus. Começou-se então a discutir o que fazer diante daquela situação. Em 1947, pouco antes da retirada dos britânicos, a Organização das Nações Unidas (ONU) pôs em prática um plano de divisão do território em duas partes: uma para os judeus e outra para os árabes. A insatisfação em torno do mapa definido pela ONU gerou uma guerra civil entre os dois povos.
AFP
Embate entre países remonta ao início do século passado com uma migração em massa de judeus para a Palestina
Dias, entre Israel e as nações vizinhas, resultou na ocupação israelense da Faixa de Gaza e da Cisjordânia (incluindo a parte oriental de Jerusalém). Colonização A partir daí, Israel assumiu uma política de colonização de Gaza e da Cisjordânia com judeus, por meio de assentamentos. Por vários anos, a ONU considerou a ocupação dos territórios palestinos ilegal e determinou que Israel retornasse às fronteiras pré-1967, o que tem sido ignorado pelo governo israelense. “A guerra de 1967 é o núcleo da problemática mais recente. E é o núcleo dificultador da solução de dois Estados [Israel e Palestina]. Se você olhar as fronteiras de 67, Jerusalém oriental teria que pertencer aos palestinos, que a querem como capital. E esse parece que é um dos pontos menos negociáveis por parte de Israel, que tem uma população decidida a ter Jerusalém como capital”, diz o coordenador do Laboratório de Estudos Asiáticos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Leonardo Valente.
Foco dos problemas palestinos Apesar da devolução de Gaza aos palestinos, o território passou a ser o principal foco de problema do conflito israelense-palestino, já que, em 2006, o Hamas, movimento fundamentalista islâmico, venceu as eleições parlamentares palestinas. Em seguida, o Hamas rompeu com o Fatah, organização política e militar palestina, tomando o controle de Gaza, enquanto seu rival político mantinha o controle sobre a Cisjordânia. Visto como um grupo terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e por países europeus, o Hamas sofreu uma série de sanções por parte desses países. O governo israelense ampliou a vigilância sobre Gaza, aumentando seu controle sobre as fronteiras e restringindo a circulação de produtos e pessoas entre os dois territórios. Desde então, houve uma série de confrontos abertos entre as
duas partes: o governo israelense e o Hamas. “Há uma dificuldade de Israel aceitar certos grupos palestinos, entre eles o Hamas. E o Hamas tem uma dificuldade muito grande de negociar e até reconhecer Israel. A partir de 2006, a situação se deteriorou muito na Faixa de Gaza”, destaca Valente. Em geral, os confrontos envolvem o lançamento de foguetes pelo Hamas a cidades de Israel e ataques de Israel a Gaza, por meio de bombardeios e ofensivas terrestres (quando militares israelenses entram no território palestino). Além dos confrontos abertos que resultaram em centenas de mortes (na maioria, de palestinos), a relação entre israelenses e palestinos nas últimas décadas tem sido marcada por atentados, conflitos entre militares israelenses e civis palestinos.
Patrulhamento de Israel guarda a fronteira com a Faixa de Gaza
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AVIÕES
Quedas podem acabar com Malaysia A segunda tragédia envolvendo a Malaysia Airlines (MAS) em quatro meses aprofunda a diminuição das suas vendas de passagens, que já estava crítica, e forçará o governo a acelerar os projetos para salvar a companhia aérea, de acordo com especialistas. Em março, o voo MH370 desapareceu dos radares e até hoje não foi encontrado. O Boeing 777 levava 239 pessoas a bordo. O mistério acentuou a crise na Malaysia Airlines, que, de janeiro a março,
havia registrado o maior prejuízo em dois anos. Agora, outra aeronave idêntica da companhia foi abatida sobre o território controlado por separatistas perto da fronteira da Ucrânia com a Rússia, matando todas as 298 pessoas a bordo. Conforme especialistas, os dois acidentes vão acentuar a situação econômica delicada em que a MAS já se encontrava. Em 2013, a empresa registrou um prejuízo de € 1,17 bilhão, devido a uma forte interferência
do governo e à falta de modernização na gestão da companhia, além de um número muito elevado de funcionários. Investimentos A primeira reação do investidor estatal Khazanah Nacional, que detém 69% da empresa, deve ser fechar o capital da MAS, o primeiro passo de uma grande reestruturação. “Mesmo que isso seja a mais pura coincidência, nunca aconteceu na história da aviação que uma
única empresa aérea tivesse dois aviões de corredor duplo desaparecendo em poucos meses”, disse Bertrand Grabowski, diretor-gerente do DVB Bank, especialista em aviação, que presta serviços bancários à Malaysia Airlines. “O apoio do governo precisa ser mais explícito”, avaliou Grabowski. Em uma coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, as autoridades do país não quiseram responder a qualquer pergunta sobre o futuro da Malaysia Airlines.
Empresa aérea enfrenta crise após queda de suas aeronaves
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Mundo
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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
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RICARDO OLIVEIRA/ARQUIVO EM TEMPO
O difícil problema dos lixões Dia a dia C4-C5
Coração partido pela guerra RICARDO OLIVEIRA
Palestino que mora em Manaus tem 17 parentes mortos e 200 feridos na guerra entre Israel e o grupo Hamas. Empresário de sucesso, ele lamenta as atribulações que têm tomado conta do Oriente Médio com milhares de vítimas
NÁIS CAMPOS Equipe EM TEMPO
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ssim em Manaus como na Palestina há quem relate e se preocupe com o terror instalado por consequência dos conflitos entre o exército de Israel e o braço armado palestino, Hamas, que já matou mais de 900 pessoas dos dois lados, sendo maioria muçulmana. O empresário do ramo da moda e do setor imobiliário em Manaus, Mamoum Imwas, 47, já perdeu 17 parentes no conflito e contabiliza outros 200 feridos desde o início das ofensivas de Israel contra os residentes da Faixa de Gaza (que separa os dois países). “É terrível ver um país entrar na sua casa e transformar nosso território como se fosse seu quintal”, desabafa o palestino de Heblon, que mora na capital amazonense há 27 anos. “Vim para cá para me afastar daquela situação crítica e aproveitei a oportunidade para me estabelecer no comércio da rua Marechal Deodoro, onde outros parentes e amigos já haviam se instalado”, relembra. Hoje, Mamoum é dono de uma rede de lojas espalhadas em bairros e shoppings da capital, Manacapuru e, em breve, em Itacoatiara. Mamoum critica a posição neutra que o governo brasileiro tem adotado com relação a uma tomada de decisão que ajude a intensificar o fim dos conflitos no Oriente Médio. Por
outro lado, o empresário se diz desapontado com a chancelaria de Israel que chamou o Brasil de “anão diplomático” por considerar que o uso das forças de maneira desproporcional do país judaico poderiam ser enquadradas como crimes de guerra. “Será que eles (israelenses) se esqueceram de que foi o voto de Minerva de um brasileiro (Osvaldo Aranha) que instituiu aquela porção de terra como Estado?”, questiona o palestino.
DRAMA
Outro dado que revolta ainda mais Mamoum Imwas é a justificativa de Israel para “invadir” o território árabe, usando o emblema da “segurança” para suas incursões em terras palestinas Outro dado que revolta ainda mais Mamoum Imwas é a justificativa de Israel para “invadir” o território árabe. Para o empresário, os israelenses utilizam o emblema da “segurança” para suas incursões em terras palestinas e a tomada do que há séculos pertenceria a eles. “Incentivados pelos Estados Unidos e Inglaterra - seus mais poderosos aliados - os hebreus incutiram na mente de todo o mundo que o Hamas é um grupo terrorista e que pre-
MOHAMMED AL BABA/OXFAM
Mamoum Imwas com fotos do conflito: dor com a perda de parentes no Oriente Médio
cisa ser destruído. Mentira! Na verdade, eles fazem parte de um partido político, legitimamente eleito pelo povo (eles venceram as eleições com a maioria dos votos válidos) e que defende com unhas e dentes sua população”, detalha. A maior prova, diz Mamoum, de que Israel quer, na verdade, extinguir a Palestina é o fato de que dos quase 900 mortos nesse atual conflito, 90% das baixas são de civis, incluindo um número muito grande de crianças e adolescentes. “O mundo nos apoia, menos os Estados Unidos e a Inglaterra, pois não entendem que apenas queremos o desbloqueio das fronteiras porque até para se comer é preciso da anuência israelense”, critica o empresário. Retorno O empresário Mamoum lembra com tristeza do pai e dos irmãos que ainda se encontram em território palestino em meio ao fogo-cruzado com Israel, mas afirma que todos os anos visita a Faixa de Gaza e leva recursos para ajudar os familiares. “Lamentável ver meu país sitiado e sem a possibilidade de ter uma vida normal”, observa. Já em terras amazonenses, o empresário e outros palestinos lutam e sonham por uma pátria livre. Aqui em Manaus ele se casou com uma amazonense de descendência árabe e tem dois filhos. “Não odeio os judeus e, sim, o governo de Israel e os povos que o apoiam”, finaliza.
Idoso caminha entre ruínas de casa atingida em bombardeio de Israel na Faixa de Gaza: crime
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Dia a dia
Selfies demais, aut BRUNO GRAÇA E DENY CÂNCIO Especial para o EM TEMPO
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popularização de celulares conectados à internet permite que qualquer pessoa possa estar ligada 24 horas nas redes sociais, o principal ponto de encontro dos internautas no ciberespaço. O imediatismo da comunicação pela internet interfere na vida cotidiana e nas relações interpessoais e o excesso do uso delas tendem a viciar: cada curtida, comentário e compartilhamento resulta no prazer da exposição na web. Os especialistas em comportamento humano afirmam que a nova geração aprende a se comunicar on line desde cedo, e assim configuram seu cotidiano e as relações humanas. A psicóloga Zuleide Câmara adverte que os excessos de uso nas redes sociais podem influenciar o comportamento humano e até as relações sociais. “Vários estudos sustentam que o excesso de uso nas redes pode causar um impacto negativo nas relações sociais, com perda de parte do círculo social, diminuição do tempo de comunicação familiar, perder o interesse nos estudos e trabalho, levando a ter um comportamento solitário, o déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), depres-
são, ansiedade social por uso de substâncias”. A excessiva presença nas redes sociais se justifica pelo prazer descoberto ao receber uma curtida ou comentário dos amigos nas redes sociais. Os internautas pontecializaram a sua popularidade com o tipo de fotografia de autorretrato - os selfies -, tão frequentes nos perfis. Com a câmera do celular erguida, o internauta registra uma foto sua ou sua com várias pessoas – os “selfies de grupo”, com o fotógrafo em destaque e o grupos em segundo plano, podendo ser na frente do espelho ou não, com compartilhamento imediato on-line via Facebook, Instagram ou MySpace. A psicóloga afirma que esse hábito, do ponto de vista sociológico, pode indicar a baixa autoestima no indivíduo que se apóia nas curtidas para diminuir o complexo de inferioridade ou característica de personalidade com paixão por si mesmo. “Tirar e postar muitos selfies nas redes sociais tem a ver com condições mentais relacionadas ao narcisismo, ou pode indicar um indivíduo com autoestima muito baixa. O exagero pode ser o recurso de uma pessoa sem confiança ou senso de si mesmo, o que pode torná-la vítima de outros problemas, como a bipolaridade, depressão e fobia social”, alerta sobre a mania.
MARK GARTEN/UN
Popularização das redes sociais via smartphones criou um fenômeno ao mesmo tempo narcisista e destrutivo
A psicóloga salienta que a adesão ao ciberespaço supre a necessidade que as pessoas têm de se expressar e se relacionar de uma forma rápida em meio ao ativismo, com uma maneira fácil de comunicar. “As redes favorecem o mais tímido para se soltar, até por causa do período de latência entre escrever e falar”, diz Zuleide. Dependência A dependência do celular e de todos os equipamentos que permitem o acesso aos perfis na rede tem sido crescente, e apesar de serem vícios socialmente aceitos, são igualmente nocivos, pois alteram o comportamento das pessoas. “Alguns especialistas acreditam que o uso excessivo das chamadas novas tecnologias tornam as pessoas mais impacientes, impulsivas e esquecidas. Realmente é indiscutível a polêmica que existe acerca dos problemas que resultam desse processo tecnológico. O vício da internet, especificamente as redes sociais caracterizase por ser uma dependência psicológica e se torna evidente quando o viciado experimenta sintomas de abstinência, tais como: a depressão, desejos, insônia e irritabilidade”, diz.
Imagem retrata a forma como os selfies se popularizaram cada vez mais nas redes sociais
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oestima de menos
Obsessões que beiram o perigo e o absurdo
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CELULAR A psicóloga Zuleide Câmara define o perfil de “viciado” pela sua permanência acima de 40 horas semanais e a inquietação por estar off-line. “Os indivíduos possuem pouca capacidade de controle dos impulsos e não conseguem deixar de ficar online, pois o computador ou celular torna-se a relação primária na vida deles. Em geral, os dependentes de internet têm dificuldade para se relacionar intimamente”, indica. Fenômeno A expressão selfie virou fenômeno mundial no ano passado e foi registrada até no Dicionário Oxford, o mais extenso da língua inglesa. O desejo de se
expor é tão grande que milhões de pessoas fazem quase todo tipo de ‘‘malabarismo’’ com caras e bocas em busca de um autorretrato perfeito. É preocupante a falta de limites da “selfmania”, pois o costume acaba provocando situações desastrosas, indiscretas e até levando à morte dos adeptos a esta moda. No mês passado, a italiana Isabella Fracchiolla, de 16 anos, ao tentar registrar um selfie, se desequilibrou de um penhasco numa altura de 20 metros, em Taranto, no sul da Itália. A jovem estava em uma excursão escolar, parou para fazer a foto e, em busca do melhor ângulo para sua foto, se desequilibrou e caiu no mar. Em muitos casos - de famosos ou anônimos - há extremos, como compartilhamento de fotos íntimas em troca de curtidas, como a hashtag “afterSex”. “Essa falta de limite nas redes sociais leva o indivíduo ao egocentrismo e a uma ansiedade excessiva por exposição’”, critica a psicóloga. Existe uma nova moda de postar fotos nas redes sociais, como o Instagram e o Facebook, em funerais e enterros. No centro desta polêmica, o caso da selfie em clima descontraído, o presidente dos
EUA, Barack Obama, juntou-se ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, e a premier dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, em autorretrato durante o funeral de Nelson Mandela. Para a psicóloga isso contraria o sentimento de perda e nega gesto de solidariedade para com a dor de alguém. “Observa-se que a imagem sempre é acompanhada de alguma frase contrária ao sentimento de pesar, contudo revela apenas a necessidade de a pessoa se mostrar para os seus amigos. Essa mania transforma a tristeza do acontecimento com diversão eu falta de respeito para com os familiares”. Com base em estudos sobre este comportamento, a analista revela que a “selfmania” preocupa os psicólogos. “Esse vício pelo selfie perfeito está levando muitos jovens ao Transtorno Dismórfico Corporal, um tipo de ansiedade excessiva, tornando-se assim uma das doenças mentais com alta taxa de suicídios”. Facilidades Com as facilidades de adquirir um smartphone e planos acessíveis de internet oferecidos pelas operadoras, o número de horas em redes sociais
só tende a aumentar. O advogado Raineri Ramalho, 27, conta que acessa todos os dias o Facebook via smartphone e, de casa, via notebook. “A rede é um ótimo espaço para encontrar, compartilhar e discutir informações sobre temas políticos e entretenimento, especialmente sobre seriados”, afirmou. Raineri contou que a rede influenciou de forma positiva no seu circulo de amizade. “É um tipo diferente de comunicação. Você tem contato com inúmeras pessoas da qual não teria de outra forma e cria laços que podem durar até por anos”, afirmou. “Além disso, é um ótimo jeito de conhecer melhor os seus amigos ‘reais’ e descobrir os interesses deles”, explicou. Com o propósito de unir pessoas, as redes sociais aproximam pessoas conhecidas que geralmente estão ocupadas ou moram longe uma das outras. A designer Priscilla Bittencourt, 26, utiliza a rede para falar principalmente com a sua família. “Com a rede, tenho contato com pessoas da minha infância, com os meus pais (que não moro mais) e é mais fácil para marcar encontros com as pessoas da faculdade já que todos trabalham”, ressaltou.
Um olhar no momento indevido
REPRODUÇÃO
O selfie de Obama no funeral de Nelson Mandela: absurdo
Algumas pessoas relatam que tiveram a vida real prejudicada por estarem dando uma “olhadinha” no celular em um momento indevido. Uma dessas pessoas é o estudante universitário Mateus Nunes, 22. “Já aconteceu de eu perder o ônibus, atrasar para compromissos e até receber reclamações em sala de aula porque estava no Facebook”, relatou. Outro que costuma passar situações similares é o programador Felipe Carvalho, 27. “Uma vez, eu perdi
a explicação do assunto pelo professor e não consegui participar direito da discussão em grupo. Em outra situação, parado em um sinal, um marronzinho me chamou a atenção por usar o celular”, contou. Apesar das situações, o programador comenta que as redes influenciaram de modo positivo nos relacionamentos dele. “Conheci muita gente pelas redes sociais e converso com todos normalmente nesse mundo online”, frisou.
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Dia a dia
Resíduos sólidos, o Incêndio em lixão: tratamento na região metropolitana ainda enfrenta problemas de recursos
BRUNO GRAÇA Especial para o EM TEMPO
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uase quatro anos após a promulgação da lei 12.305, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, as diretrizes do plano de acabar com os “lixões” nos municípios brasileiros enfrenta ainda problemas para implantação no Amazonas. A falta de apoio financeiro é a principal causa. No Estado, a situação dos “lixões” é tratada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (SDS), que atua junto aos municípios para divulgação e gestão da lei. “Apesar da lei, os municípios possuem outras necessidades básicas como saúde e educação. Esses municípios trabalham com esses necessidades com uma falta de recursos muito grande”, revelou a secretária da SDS, Kamila Botelho do Amaral. Segundo Kamila, a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê diversas metas, entre elas, uma maior educação ambiental para a população. “Com maior nível de informação, haveria uma
consciência de consumo sobre a destinação correta dos
QUESTÃO
Segundo o subsecretário da SDS, Luiz Andrade, para executar os planos elaborados em cada município, seriam necessários recursos da ordem de R$ 182 milhões para resolver o problema dos lixões resíduos, entre reciclagem ou reuso”, contou.
O movimento dos catadores está diretamente envolvido com a reciclagem e o sucesso dessa lei, pois obrigatoriamente será através deles que o processo será executado. “Isso é uma oportunidade de geração de emprego, renda e especialmente uma valorização de uma nova chance de emprego”, afirmou. Os materiais que não podem ser reciclados são compactados em blocos e enterrados em aterros sanitários devidamente preparados. Nesses locais é possível se destinar o chorume (líquido tóxico que sai daquela
massa) e também o metano que pode ser reintroduzido no solo ou destinado à produção de energia. O subsecretário da SDS, Luiz Andrade, informou que para executar os planos elaborados em cada município, seriam necessários R$ 182 milhões para resolver o problema. “Além dos problemas de acesso aos recursos federais, alguns municípios têm o agravante da inadimplência”, contou. Os alagamentos no interior geraram dificuldades para a implantação da lei. “O município de Anamã, por exemplo, tem época que fica
seis meses alagado. Então não há segurança de que aquele lixo não vá contaminar solo e água”, disse. “Vamos ter que encontrar soluções muito criativas para a destinação”, concluiu Kamila Botelho. Apesar das dificuldades, o Amazonas é referência no Brasil no tema, segundo a SDS. “Nosso Estado é o único onde o governo colocou recursos para apoiar elaboração de gestão ambiental”, afirmou a secretária. “Tem Estado que não possui nem material educativo sobre o assunto”, comentou.
HUDSON FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO
Há quatro anos em vigor, a Política Nacional de Resíduos Sólidos enfrenta dificuldades para implantação na região metropolitana de Manaus. Apesar disso, segundo a SDS, Amazonas ainda tem vantagens em relação a outros Estados
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o drama do Estado Recursos são priorizados para outras áreas disso, não dá retorno e temos outras prioridades, como a saúde e a educação”, comentou. O secretário afirmou ainda que a lei não foi pensada nas localidades de pequeno porte. “Somos um município pequeno, de apenas 14 mil habitantes. Só para manter o aterro, teríamos que utilizar todos os recursos da cidade”, contou. Apesar da política de catadores, o secretário afirma
que a mudança pode levar um certo tempo. “Nós nunca tivemos essa política no município, então levará entre cinco a dez anos para começar a dar certo e gerar empregos e lucros”, afirmou. O secretário municipal de Meio Ambiente de Manacapuru, Daniel Guedes, explicou que o município caminha em passos lentos para cumprir a lei. Atualmente, possui um plano gestor aprovado pela
associação do município para transformar o antigo lixão em um horto. “Tentamos primeiramente, há cinco anos, transformar o local em um aterro controlado, mas não deu certo. Agora vamos desativar e utilizar o espaço como um horto florestal, para colocar mudas. Mas isso levará tempo, pois o terreno está bastante danificado, já que serviu por 30 anos como um lixão”, explicou. FOTOS: RICARDO OLIVEIRA/ARQUIVO EM TEMPO
Novo Airão, na região metropolitana de Manaus, a 115 quilômetros da capital, atualmente busca parceria para contornar a falta de verbas, além de procurar recursos humanos. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Francisco Oliveira, o principal desafio é manter o aterro que a lei pede, o que, de acordo com ele, é muito caro. “Está acima dos recursos de Novo Airão”, afirmou. “Além
Dificuldades em Manacapuru
A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina o fim dos lixões em todos os municípios brasileiros até este ano
Lixão em Autazes: cena que se repete em várias cidades
Apesar de terem alugado um galpão para os catadores de Manacapuru, o secretário afirmou que o espaço ainda não é ideal. “É necessário um galpão próprio para reciclagem, mas não é possível fazer tudo só com recursos municipais”, comenta. “É necessário um apoio maior federal e do Estado. Temos trabalhado junto com o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas)”, comentou. De acordo com o secre-
Estados conseguem atingir meta De acordo com dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), alguns Estados resolveram o problema do “lixão”, mas com determinação dos prefeitos e com pressão de diversos órgãos. O Rio de Janeiro conseguiu, com apoio financeiro do Estado, que 98% dos municípios dispusessem
os resíduos em aterro licenciado e em muitos aterros privados. No Rio Grande do Sul, restam somente três municípios que ainda mantém lixão - 494 resolveram o problema. Aterros privados licenciados recebem o resíduo da maioria dos municípios. No Espírito Santo, a
maioria dos 78 municípios destina para aterro privado licenciado. Os lixões trazem consequências ambientais negativas como mau cheiro, contaminação do solo e da água, proliferação de animais peçonhentos e aves que podem inclusive afetar aeroportos próximos, com risco de acidentes aéreos.
FAMETRO
Atualmente, não existe tratamento adequado ao lixo doméstico urbano nos municípios
tário municipal de Meio Ambiente de Presidente Figueiredo, Haroldo Marques, o município busca cumprir os prazos estabelecidos pelo governo, enquanto depende dos recursos federais. “Atualmente, já definimos o local onde será instalado o aterro sanitário e estamos em processo de ter a posse do terreno”, explicou. “Dependemos de recursos federais, pois isso é um processo complexo, que custará cerca de R$ 7 milhões”, contou.
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Dia a dia
Contra a dor da abs Tratamento contra a dependência química busca na religiosidade uma arma para a reabilitação dos internos
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força que vem da fé tem sido a principal saída para a grande maioria dos internos do Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz. A fé que “move montanhas” ajuda a resgatar a cidadania daqueles que a perderam para o mundo das drogas. Cultos, missas e reuniões religiosas têm sido cada vez mais frequentes dentro da unidade que fica localizada no quilômetro 53, na rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara), em Rio Preto da Eva. É por meio da crença religiosa que os internos buscam força para continuar o tratamento no centro de reabilitação, pois, segundo eles, é árduo por conta da abstinência da droga, principalmente no início do programa terapêutico. Muitos afirmam que se não fosse a fé em Deus, já teriam desistido de se tratar e retornariam para o mundo das drogas. Para reforçar o ânimo, no período de internação, os residentes optaram por conciliar a religião com o tratamento médico. Desde a inauguração do centro de reabilitação, há quatro meses, eles se reúnem em grupos para fortalecer a fé divina. O resultado tem mostrado bons
frutos. “Antes eu questionava a Deus e também, as Escrituras Sagradas. Perguntava por que sofria tanto e nunca era ajudado por Ele. Hoje mudei meu conceito, ganhei uma nova vida e oportunidade graças aos ensinamentos deixados por Ele”, conta o residente Adriano Costa, 26. Na busca incessante pelo
CRENÇAS
Cultos, missas e reuniões religiosas têm sido cada vez mais frequentes dentro do Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, localizado no km 53 da rodovia AM-010 fortalecimento da fé como alternativa de tratamento, eles passaram a estudar as Escrituras Sagradas, de forma individual. No entanto, logo perceberam a necessidade de contar com a orientação de pessoas especializadas no assunto bíblico para o fortalecimento espiritual. Um pastor de igreja evangélica e um padre têm auxiliado, voluntariamente, os residentes no esclarecimento deixado nas escrituras e dado
o suporte necessário para eles continuarem o tratamento espiritual. Os exemplos ensinados na Bíblia ajudam os residentes a manter bons modos além da mostrar o respeito e amor ao próximo. Os líderes religiosos disponibilizam de seu tempo para reunir com os residentes no centro de reabilitação pelo menos uma vez por semana. “Colaboramos voluntariamente para que os residentes tenham a oportunidade e uma chance de conhecer profundamente a palavra de Deus. Sabendo associar o tratamento clínico com o espiritual, eles conseguirão se livrar das drogas”, afirma o pastor da Igreja Pentecostal do Brasil – Shamhah, do município de Rio Preto da Eva, Rivaldo Bezerra. Mesmo com a divisão de religião, ambos os líderes religiosos, são bem recebidos e respeitados pelos residentes. “Não importa a religião, o Deus é o mesmo, a doutrina é a mesma, o livro da sabedoria é o mesmo. Por isso unimos força para entender a palavra divina como suporte na mudança de nossas vidas”, ressaltou Márcio Gibson Campos, residente que foi liberado a fazer a primeira visita domiciliar neste fim de semana.
Internos do Centro de Reabilitação Ismael Abdel Aziz encontram na religião uma forma de apoio para a libertação da dependência química, buscando na palavra de Deus o apoio necessário à luta
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s tinência, muita fé
Livres para seguir sua religião
Um padre e um pastor dividem espaço do CR e dedicam seu tempo para auxiliar os internos
Apoio pelas escrituras sagradas Após o preparo teológico ministrado pelo pastor, cada residente da “célula de 12”, montará sua própria célula com novos internos do centro de reabilitação, e assim dar continuidade a divulgação dos ensinamentos deixados por Jesus no período que esteve na terra. “Somos apóstolos de Deus. Procuramos fazer o que nos é ensinado. O maior ensinamento é o amor ao próximo e isso fazemos diariamente com nossos colegas”, ressalta o residente Leandro. Para que os residentes continuem praticando a palavra divina, o pastor distribuiu gratuitamente 20 Bíblias para quem possuía a escritura sagrada, como é conhecido o livro,
pelos residentes. História Percebendo que as drogas são problemas de saúde e de segurança pública, o governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, construiu e mantém o Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz. O centro, que é gerenciado pelo Grupo Gös – organização social tem capacidade para internar 120 pacientes, sendo homens, mulheres e adolescentes com idade superior a 14 anos, por um período de 90 dias, que pode se estender pelo mesmo período, caso haja necessidade. Durante este tempo, os pacientes recebem acom-
panhamento médico e todo o suporte terapêutico para auxiliar na recuperação de seu quadro de saúde. Entre as atividades terapêuticas desenvolvidas estão oficinas de artesanato, música, informática, corte e costura, panificação, piscicultura, jardinagem e horticultura. Também participam de atividades de esporte e lazer. Os pacientes tratados no centro são encaminhados pela rede de saúde mental, formada pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Policlínicas. Vale ressaltar que nem todo dependente químico necessita de internação e somente um profissional da área pode avaliar e encaminhar o paciente a internação.
Grupos de internos se reúnem para ler e conversar sobre os ensinamentos bíblicos
Seguindo os passos de Adriano Costa, o residente Leandro (nome fictício), se une a outros internos que aproveitam a madrugada para fazerem preces e orações. Todos os dias eles acordam às 5h para jejuar. “Temos um compromisso com Deus. Esse sacrifício vale a pena por mostrar que nos curvamos diante dEle”, finalizou Márcio Gibson. A unidade de tratamento não tem finalidade religiosa e deixa os residentes livres para seguir sua própria religião. Muitos afirmam não se importar qual doutrina seguir, mas sim em saber que a fé em Deus serve de premissa para se adotar qualquer ensinamento religioso. “Temos como princípio a imparcialidade na tomada de decisão por seguir uma religião, por isso deixamos que os residentes escolham o que é melhor para eles. Damos os suportes necessá-
rios para que eles superem a dependência química e se a religião contribui para isso, damos total apoio”, informa a diretora do Centro de Reabilitação, Anna Lopes. Na unidade de tratamento, todos os fins de semana, os religiosos revezam entre a realização de cultos e missas. Assim todos os residentes são contemplados com os ensinamentos bíblicos. “É com imenso prazer que celebramos as missas com os residentes do centro de reabilitação. Nós organizamos para trazer uma palavra amiga, para fortalecer seu corpo e o espírito, pois sabemos que é disso que eles necessitam”, afirma o padre Robert. Células Pelo menos quatro vezes por semana, os residentes se reúnem em células de 12 pessoas, onde debatem sobre as escrituras sagradas. Estu-
dam os versículos e capítulos da Bíblia e buscam aprender para que possam aplicar em suas próprias vidas. O pedagogo e cuidador dos residentes, Aldenir de Alcântara Lima Júnior, membro da Igreja Assembleia de Deus Família de Honra, dá apoio aos residentes que se dedicam a seguir as doutrinas religiosas. Ele ressalta que o importante é a fé em Deus para conseguir tudo que se deseja. O sistema de células adotado pelos residentes é igual ao de Jesus com seus 12 apóstolos. Alguns residentes já pensam em montar suas próprias células quando receberem alta médica. Outros querem estudar teologia e seguir a carreira de pastor. “Se Deus me permitir o dom de ser um pastor e ajudar a resgatar vidas para ele, aceitarei com muita honra”, disse o residente Márcio Gibson Campos, 41.
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Dia a dia
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Fauna e flora amazônicas retratadas em gravuras E
ntrou em cartaz na última sexta-feira (25) a exposição “Ilustrações da Flora e da Fauna” do artista plástico Haroldo Ayres, 62, que reúne gravuras utilizando a pirogravura e o lápis de cor, técnicas praticamente esquecidas pelas gerações atuais. As gravuras retratam espécies da fauna e da flora da Amazônia e do mundo que são exóticas, extintas e em risco de extinção. O público pode conferir a mostra do artista até o dia 29 de agosto, no Paiol da Cultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI), com entrada pelo Bosque da Ciência, localizado na rua Otávio Cabral, s/n, bairro Petrópolis. Resultado de 5 anos de trabalho, Ayres traz ao público cerca de 200 pranchas feitas de papelão reutilizado com gravuras de borboletas, anfíbios, aves, primatas e répteis. Este ano Ayres completa 40 anos de Artes Plásticas. Fonte de informação para a produção científica, antes da descoberta da fotografia, por exemplo, era comum os artistas acompanharem as expedições científicas com o propósito de retratar a fauna, a flora, paisagens entre outros aspectos da
biodiversidade de determinada região, inclusive da Amazônia. “A ilustração científica é um apoio à produção científica, sendo utilizada mais especificamente para retratar características e destaques da espécie. Isso, muitas vezes, a fotografia não consegue alcançar porque há outros fatores que influenciam como luz e tempo”, conta
HISTÓRIA
O trabalho de Haroldo Ayres levou 5 anos, resultando em cerca de 200 pranchas feitas de papelão reutilizado com gravuras de borboletas, anfíbios, aves, primatas e répteis Ayres, que foi ilustrador científico do Inpa entre 1974-1984 e há 16 anos faz exposição no instituto, além de ter participação no projeto Circuito da Ciência ensinando as crianças a fazerem papel reciclado. A mostra de Ayres faz uma homenagem a três cientistas: o naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882), o naturalista, geógrafo e antropó-
logo britânico Alfred Wallace (1823-1913) e o engenheiro, naturalista e botânico brasileiro João Barbosa Rodrigues (1842-1909), que foram homens que deram grandes contribuições à ciência e utilizavam para registrar a descobertas de novas espécies as técnicas que apresentadas atualmente por Ayres. João Barbosa Rodrigues é considerado o pai da ilustração científica no Brasil. Um dos trabalhos mais conhecidos dele que data do século 19 é sobre as orquídeas do Brasil. Ele veio ao Amazonas em 1871, onde passou 3 anos, período no qual descobriu e descreveu 72 espécies de palmeiras. O resultado do trabalho pode ser encontrado na publicação Enunmeratio Palmarum Novarum. O espaço funciona de terça-feira a sexta-feira das 9h às 12h e das 14h às 16h30 (entrada). Sábados, domingos e feriados das 9h às 16h. Na segunda-feira o bosque é fechado para manutenção. A entrada custa R$ 5. Crianças até 10 anos, idosos a partir de 60 anos e grupos religiosos, comunidades carentes agendados previamente não pagam. A solicitação pode ser feita via ofício.
DIVULGAÇÃO
Exposição retrata espécies de animais e plantas da região - e do mundo - que são exóticas, extintas ou em risco de extinção
Exposição de gravuras no Bosque da Ciência ficará aberta ao público até dia 29 de agosto
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A Arte de Zoar
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Quem me dera agora
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Oba, oba, oba, Charles
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Wagão já montou a tenda nova
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Do arquivo de Ivan Fernandes
opiniao@emtempo.com.br
(92) 3090-1010
E outras 11 indicações para a festa literária. Pág. 2
Edu Lobo por Eric Nepomuceno. Pág. 3
As Artimanhas de um marginal em Paraty. Págs. 4 e 5
Diário de Paraty. Pág. 6
Rio de Janeiro, 1972. Pág. 7
Capa
‘O Retiro dos Escritores’ (2014), ilustração de Grant Snider
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Ilustríssima Semana O MELHOR DA CULTURA EM 12 INDICAÇÕES
LIVRO | MARCELO GLEISER Em ‘A Ilha do Conhecimento’, o físico e colunista da Folha traça a história da investigação humana sobre o universo nas perspectivas científicas e filosóficas, sem desconsiderar o papel da religião. ‘Será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar?’ é uma das perguntas que motivam o autor. Record | R$ 52 | 364 págs. LIVRO E EXPOSIÇÃO | MILLÔR Juntar os desenhos bem-humorados às frases lapidares do homenageado desta Flip é a ideia do volume ‘Millôr 100 + 100: Desenhos e Frases’. O jornalista Sérgio Augusto extraiu o melhor do pensamento do carioca (1923-2012), enquanto o ilustrador Cássio Loredano selecionou as imagens. Uma mostra no espaço do Instituto Moreira Salles em Paraty traz os desenhos reunidos na publicação. IMS | R$ 50 | 264 págs. | Casa do IMS na Flip | r. do Comércio, 13, Paraty | de qui. a sáb., das 10h às 22h; dom., das 10h às 16h. | grátis | até dia 3/8 LIVROS | MILLÔR 2 O inédito ‘Guia Millôr da História do Brasil: de Cabral a Lula’ reúne suas charges, textos e frases sobre o país publicados em jornais e revistas ao longo da vida. A editora também relança os infantis ‘ABC do Millôr’ e ‘Poesia Matemática’. Nova Fronteira | ‘Guia’ - R$ 49,90 | 176 págs. | ‘ABC’ - R$ 34,90 | 64 págs. | ‘Poesia’ - R$ 34,90 | 32 págs.
Ilustração de Millôr para a revista “O Cruzeiro” (1958)
Ilustração de Millôr para a revista ‘O Cruzeiro’ (1958)
LIVRO | MATHIEU LINDON Publicado na França em 2011 e vencedor do Prêmio Médicis, ‘O que Amar Quer Dizer’ traz o relato autobiográfico da amizade do autor com o filósofo Michel Foucault. Além disso, Lindon busca compreender sua relação com o pai, Jerôme, editor da Éditions de Minuit. Cosac Naify | R$ 39 | 288 págs.
ALIVRO | REINALDO
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‘A Arte de Zoar’ compila os melhores cartuns do humorista feitos para publicações como a revista ‘piauí’ e o jornal ‘O Globo’. Divididos por temas, os desenhos tratam de extraterrestres, de crises trazidas pela tecnologia, de cirurgia plástica e outros assuntos. Objetiva | R$ 49,90 | 144 págs. DIVULGAÇÃO
LIVRO | VLADÍMIR SORÓKIN Em ‘Dostoiévski-Trip’, enquanto esperam um vendedor misterioso, cinco homens e duas mulheres que não se conhecem têm discussões sobre autores da literatura, como Kafka, Céline e o russo que dá nome ao texto. É uma peça em um ato que pode ser lida como romance daquele que é considerado um dos grandes nomes da nova geração de escritores da Rússia. trad. Arlete Cavaliere | Ed. 34 | R$ 32 | 104 págs.
POP
ERUDITO
FILMES | NOITES DE CINEMA A mostra exibe na quinta ‘Jards’, de Eryk Rocha, sobre o músico Jards Macalé; na sexta, ‘Mr. Sganzerla - Os Signos da Luz’, de Joel Pizzini, sobre o cineasta Rogério Sganzerla (1946-2004); e, no sábado, a série de TV ‘CrônicasNÃODitas’, de Tatiana Lohmann, que tematiza a ditadura. As sessões acontecem sempre às 22h. Casa da Cultura de Paraty | tel. (24) 3371-2325 | qui. a sáb., às 22h | grátis
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DEBATE | DIREITO AUTORAL Três agentes literárias discutema importância do seu ofício para o mercado editorial. Refletindo sobre o assunto, estarão Nicole Witt, responsável por emplacar brasileiros na Alemanha, Lúcia Riff, principal agente literária do país, e Mariana Teixeira Soares, que garimpa novos talentos. Casa da Cultura de Paraty | tel. (24) 3371-2325 | sex. (1º), às 16h | R$ 12
ACERVO MILLÔR FERNANDES/INSTITUTO MOREIRA SALLES
BRASILEIRO
LIVRO | MOHSIN HAMID ‘Como Ficar Podre de Rico na Ásia Emergente’ transcorre num país fictício que remete ao Paquistão do autor. O protagonista do romance, espécie de antimanual de autoajuda empresarial, busca o topo da cadeia social ao estilo ‘self-made man’. trad. Sonia Moreira | Companhia das Letras | R$ 37 | 176 págs. | R$ 26 (e-book)
Cartum de Reinaldo de ‘A Arte de Zoar’
LIVRO | REINALDO ‘A Arte de Zoar’ compila os melhores cartuns do humorista feitos para publicações como a revista ‘piauí’ e o jornal ‘O Globo’. Divididos por temas, os desenhos tratam de extraterrestres, de crises trazidas pela tecnologia, de cirurgia plástica e outros assuntos. Objetiva | R$ 49,90 | 144 págs. TEATRO | EU, MALVOLIO Para comemorar os 450 anos de nascimento de Shakespeare, o ator britânico Tim Crouch recria ‘Noite de Reis’. O personagem que ganha destaque é o servente Malvólio, que revisita sua vida cheia de assédio moral e enganos. Encenada em inglês, a montagem terá legendas. Casa da Cultura Paraty | tel. (24) 3371-2325 sáb., às 20h | R$ 12 | inteira REVISTA | SERROTE O número 17 da publicação quadrimestral reúne ensaios como os de Rubén Gallo, sobre a recepção de Freud no México, e do também mexicano Juan Villoro, convidado desta Flip, sobre o exotismo na América Latina. Entre as imagens que ilustram o volume estão obras de Francis Als, Rodrigo Andrade e Frank Stella. IMS | R$ 42,50 | 240 págs.
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Música
O grande circo místico Edu Lobo e sua trupe de parceiros musicais RESUMO Aos 70 anos, o compositor Edu Lobo tem sua trajetória narrada em “Edu Lobo: São Bonitas as Canções - Uma Biografia Musical” (Edições de Janeiro), e é um dos convidados da Flip, onde debate nesta sexta (1º) com Cacá Diegues. O trecho aqui destacado traz histórias das suas parcerias, com destaque para a com Chico Buarque.
ERIC NEPOMUCENO
Na geração de Edu Lobo, todos eram, em maior ou menor medida, jovens de classe média, universitários formados no contato permanente com livros. Todos ou quase todos, além da sensibilidade natural para a palavra cantada, tinham o hábito da leitura, o que foi decisivo para que a produção musical dessa geração tivesse alto nível de qualidade e também de exigência no que se referia às letras de canções. No caso de Edu, foram raríssimos os casos em que compôs uma música a partir de letras ou poemas. Mesmo assim, pelo menos uma dessas raras exceções resultou numa canção especialmente bem realizada, “O Tempo e o Rio”, um poema de Capinam musicado por ele. A verdade é que Edu sempre preferiu trabalhar em parceria, ou seja, escrever a música, pedir a letra ao parceiro, e depois pouco a pouco irem ajustando resultado até chegar à forma fina, dada em conjunto. Edu também nunca teve o menor acanhamento de pedir a um parceiro que fizesse mudanças na letra. Nos seus tempos de juventude, e com a ousadia típica da idade, chegou a pedir a Vinicius que refizesse partes de uma letra.
O argumento era direto: “Vinicius, não dá para cantar essa letra! Você faria outra?”. Ele acabou fazendo, e reconheceu publicamente que, quando um garoto vinha e dizia que a letra não estava pronta, sentia-se renovado. Quis dizer, com essa afirmação, que achava normal que Edu, o garoto em questão, pedisse a ele para refazer trechos de determinadas letras (quais, nem um nem outro jamais contou). Mas Edu se lembra de uma cena de Vinicius, dias depois dessa primeira vez em que pediu mudanças em uma letra. Era uma encontro descontraído, em que o poeta deixou o uísque descansando no copo, olhou Edu nos olhos e disse: “Não entendi aquilo que você fez comigo. Se fosse o Tom, não aconteceria jamais. Enfim, tudo bem, não se preocupe: você ainda é um garoto”. Edu recorda cada detalhe daquela conversa, mas insiste: “Eu devolvi a letra para ele porque não podia, não posso cantar uma coisa de que não gosto, não importa quem tenha escrito”. Essa liberdade, Edu teve também com outros parceiros. Todos eles, letristas de primeira linha. Alguns, como Capinam e Cacaso, vinham diretamente da poesia escrita. Outros, como Gianfrancesco Guarnieri e Ruy Guerra, de outras áreas, como a dramaturgia, no caso de Guarnieri, e o cinema, origem de Ruy Guerra. Escolhas A afinidade com cada um dos seus parceiros sempre fez com que Edu soubesse exatamente quem chamar para escrever as letras das músicas que acabava de fazer. Foi o que aconteceu com Capinam em “Ponteio”, por exemplo, ou com Paulo Cesar Pinheiro em “Vento Bravo”, e com Aldir Blanc em “Ave Rara”. O trabalho de Edu para projetos de teatro ou de musicais fez com que se aproximasse de diversos parceiros, nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Vianinha e o próprio Vinicius de Moraes, em trilhas para filmes e também em peças de teatro. Das canções escritas especialmente para o cinema, o teatro e a televisão, nem todas tiveram vida própria, sobrevivendo ao próprio tempo de cada uma dessas realizações. Outras, ao contrário, ganharam longas sobrevidas. “Upa, Neguinho” é um exemplo redondo. Ou “Beatriz” e “Valsa Brasileira”,
RAFAEL CAMPOS ROCHA | Deus, essa gostosa
ambas feitas com Chico Buarque, seu parceiro mais constante, com quem compôs 42 canções. Nos tempos de início de carreira dos dois, o contato entre Edu e Chico era restrito a breves encontros em São Paulo. Ambos eram contratados da TV Record, muito poderosa na época, sobretudo em razão dos festivais de música popular. Assim, encontravam-se eventualmente nos estúdios da emissora, na rua da Consolação. Mas a relação se limitava a isso. “Não tínhamos grande proximidade”, conta Edu. “No esquema da televisão daquele tempo, éramos postos para competir. Eu ganhava um festival, ele ganhava outro. Mas é claro que entre nós não havia nenhuma animosidade, um não tinha nada contra o outro. Só não éramos próximos, não éramos amigos como ficamos tempos depois e continuamos até hoje”. Era como pertencer a grupos diferentes. Edu vinha das reuniões promovidas ao redor de Vinicius nos apartamentos da zona sul do Rio. Assim como os também jovens Dori Caymmi, Marcos Valle, Francis Hime. Chico morava em São Paulo e tinha outras amizades e relações. Havia os amigos de colégio e os da faculdade de arquitetura, com quem mantinha mais contato. Quando começou a se apresentar em programas de televisão, suas companhias mais constantes eram os integrantes do MPB-4, Miltinho, Magro, Aquiles e Ruy Faria. Gostava de estar com compositores da velha guarda, como Nelson Cavaquinho, por quem tinha admiração ilimitada. Edu e a turma do Rio eram mais de reuniões fechadas; Chico e a turma de São Paulo eram mais de serestas e noites varadas em bares. A primeira aproximação profissional dos dois aconteceu por intermédio de Ruy Guerra, parceiro de Edu em várias canções e parceiro de Chico na autoria da peça e das letras das músicas de “Calabar: O Elogio da Traição”. Em 1973, tempos do general Emílio Médici, quando o regime militar endureceu intensamente, foi Ruy Guerra quem sugeriu que Edu se encarregasse dos arranjos da trilha da peça, proibida antes da estreia, e também do disco, que acabou tendo parte das letras ceifada pela censura. Sete anos mais tarde, Edu terminou uma música e achou que ela pedia uma letra do Chico. Telefonou
dizendo isso a ele, e perguntou se não topava escrever. Chico disse que sim, e pediu para ouvir a música. Edu mandou uma fita com a melodia, e assim nasceu “Moto Contínuo”. Foi a primeira aproximação autoral, e uma das poucas músicas que fizeram sem estar ligada a algum projeto de peça, balé ou filme. Mas é de sua parceria com Chico Buarque em projetos que surgiu o maior número de canções “clássicas” da dupla. E essa parceria, especialmente produtiva, levou um bom tempo para surgir. Quando aconteceu, ali, em 1980, parecia já consolidada. Nesse mesmo ano, Edu escreveu a trilha instrumental para um espetáculo do Balé Teatro Guaíra, de Curitiba, “Jogos de Dança”. Eram seis temas criados com a ideia de serem dançados. Edu escreveu tudo, as músicas e os arranjos, e o espetáculo foi muito bem-sucedido. Tanto que, dois anos depois, veio um novo convite, do mesmo grupo, para que ele criasse outro espetáculo. Edu sugeriu que essa nova empreitada tivesse também canções, e não apenas música instrumental. Queria voltar a trabalhar num tipo de composição que sempre exerceu uma atração especial sobre ele: um espetáculo musical. Começava a nascer “O Grande Circo Místico”. “Quando chegamos à conclusão de que seria um musical baseado no poema de Jorge de Lima, por ideia de Naum [Alves de Souza], eu imediatamente pensei no Chico para fazer as letras. Não havia possibilidade de ser outro: tinha de ser ele, que aceitou na mesma hora. Foi nosso primeiro trabalho de fôlego, no total fizemos onze canções. Trabalhamos tão bem, que poderiam ter sido mais”, detalhou Edu. Dinastia Já naquele primeiro projeto, o processo de criação foi rigoroso. O diretor Naum Alves de Souza fez
um roteiro inicial, partindo de um poema do poeta parnasiano Jorge de Lima (1893-1953), de sua fase espiritualista, publicado em 1938 no livro “A Túnica Inconsútil”. Os versos contam a história do filho de um médico da aristocracia que se apaixona por uma equilibrista. Da união desse casal improvável surge uma dinastia circense. Em seguida, já com a participação de Edu e Chico, foram sendo detalhados os personagens apenas esboçados no poema original. Outros foram criados especialmente para o musical. Os dois se reuniam, e pouco a pouco iam criando os personagens. Partiam de perguntas básicas. Como seria a Lily Braun? Que tipo de música seria a do seu personagem? “Surgiu a ideia de um blues”, conta Edu, “mas um blues sofisticado, mais para jazz que propriamente para blues. E o Chico, na letra, conta quem é Lily Braun, estende a história do personagem muito além do que estava no poema original. Na verdade, ele inventou essa Lily Braun.” A “Ciranda da Bailarina”, outra canção símbolo de “O Grande Circo Místico”, surgiu por acaso. Era quase uma brincadeira que Edu começou a esboçar no violão. A canção cresceu, foi para o piano, e quando ficou pronta, Edu explicou a Chico que era a sua versão do “Poema Enjoadinho”, do Vinicius de Moraes. Aquele que diz, entre um verso e outro: “Filhos?/ Melhor não tê-los!/ Mas se não os temos/ como sabê-lo?”. E a saga segue com as estripulias das crianças que bebem xampu, engolem botões, chupam gilete, ateiam fogo no quarteirão, para concluir: “Porém, que coisa/ Que coisa louca/ Que coisa linda/ Que os filhos são”. Edu achava que aquela canção “enjoadinha” merecia letra. “E Chico fez uma letra extremamente engraçada”, diz ele, “extremamente bem-feita. Eu morri de rir quando ouvi a primeira vez”.
Um trecho da canção dizia: “Procurando bem/ Todo mundo tem pereba/ Marca de bexiga ou vacina/ E tem piriri, tem lombriga, tem ameba/ Só a bailarina que não tem”. “Parece uma caixinha de música, uma cirandinha, e o interessante é que no espetáculo – e no disco – ela cria um contraste. Você tem aquela orquestra imensa, aquela orquestração brilhante, aquela massa sonora, com muitas músicas tristes, muitas letras que refletem situações dramáticas, e de repente vem a caixinha de música... uma coisa mais leve”. Enquanto compunham as canções do balé, os dois imaginavam a voz que seria convocada para cantar os personagens. “Lily Braun”, por exemplo, foi feita com os autores já pensando em Gal Costa. Milton Nascimento foi outro escolhido sem vacilar: assim que “Beatriz” ficou pronta, os dois concluíram: “O Milton. Tem de ser o Milton”. Da mesma forma que a personagem Lily Braun foi construída basicamente por Chico, Beatriz tampouco aparece na obra de Jorge de Lima. No poema, o nome do personagem é outro: Agnes. “E aí, pensamos: o que rima com ‘Agnes’? Era impossível”. Chico mudou o nome para Beatriz, estendeu e completou a personagem criada pelo poeta, e a canção tornou-se clássica já ao nascer. Se em “O Grande Circo Místico” a canção “Beatriz” tinha na voz de Milton Nascimento o destino determinado, e se “Lily Braun” nasceu endereçada a Gal Costa, “A Bela e a Fera” foi dirigida a Tim Maia. “O personagem era mesmo uma fera”, comenta Edu, “o halterofilista que dava nó em paralela, almoçava rolimã, o homem mais forte do planeta, tórax de Superman e coração de poeta. Ora, se não fosse o Tim, quem seria?” Edu mal o conhecia. Tinham se encontrado umas poucas vezes em corredores de gravadoras ou de emissoras de televisão.
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Poesia
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Marginais em festa Charles Peixoto leva Nuvem Cigana à Flip RESUMO Na esteira da reedição de Leminski, Ana Cristina César e Waly Salomão, encontro literário de Paraty recebe ex-integrante do coletivo carioca que fazia teatro e música e “dizia poesia” nos anos 1970. Autores, estudiosos e editores analisam como a geração que nasceu à margem do mercado editorial é agora assimilada por ele.
VANESSA BARBARA ILUSTRAÇÃO ANDRÉ FARKAS
“Mãe, será que você não poderia ir para um lugar menos perigoso?” A repórter americana Janine di Giovanni estava prestes a embarcar para Benghazi, na Líbia, quando seu filho Luca, de seis anos, a surpreendeu
com a pergunta. Ela havia passado quatro anos longe das guerras que dominaram sua vida. Teve que assistir à morte do líder palestino Yasser Arafat, em 2004, e a boa parte da Guerra do Iraque (2003-11) pela TV. Estava feliz assando bolos em casa e levando Luca à aula de natação, em Paris. Mas chegou o momento em que teve de voltar à estrada. “Cobrir conflitos é o que eu faço, é o que sou. É minha identidade”, disse Janine à Folha. Enquanto a maior parte das mulheres sofre para conciliar filhos e carreira, a babá que faltou e a reunião com o chefe, algumas têm desafios ainda maiores. Assistir à peça do filho de cinco anos na escola ou cobrir a guerra no Afeganistão? Janine é uma das poucas jornalistas que dividem seu tempo entre cuidar de filhos e cobrir conflitos – já esteve na Bósnia, Iraque, Afeganistão, Chechênia, Serra Leoa, Líbia e Síria para revistas e jornais como “Vanity Fair”, “The New York Times” e “The Guardian”. Janine lançou no ano passado o livro de memórias “Ghosts by Daylight: Love, War, and Redemption” (Fantasmas à luz do
dia: amor, guerra e redenção) [Bloomsbury, 320 págs., US$ 18], em que narra a vida de correspondente de guerra, sua paixão por um colega repórter e a maternidade. Para Janine e o cinegrafista francês Bruno Girodon, foi amor à primeira vista no Holiday Inn de Sarajevo, em 1993, o enclave dos jornalistas na Guerra da Bósnia (1992-95). A caminho de uma entrevista coletiva no prédio da ONU, de repente Bruno se ajoelhou na sua frente e declarou, fitando Janine e sorrindo: “Não me olhe assim!”. Os dois se reencontraram na guerra civil da Argélia, em 1998, e lá começaram a namorar. Nos anos seguintes, tiveram encontros românticos e tempestuosos na Alemanha, Tora Bora, Kosovo – e uma briga homérica em Jalalabad, no Afeganistão. Até que, um dia, na Costa do Marfim, o telefone via satélite tocou. “Vamos nos casar, vamos ter um filho”, dizia Bruno, de Ruanda. Luca nasceu dois anos depois, fruto de uma gravidez difícil. Janine e Bruno deixaram a vida cigana e se mudaram para Paris. Mas o casamento não resistiu à opressora paz
doméstica. Bruno começou a beber e se internou em uma clínica para se tratar do alcoolismo. “Bruno e eu vivíamos muito bem sob estresse e adrenalina, mas nunca tínhamos morado juntos em circunstâncias normais”, diz ela. “Pessoas que têm esse emprego não são pessoas convencionais, que colocam seu lixo em pacotes organizados e arrumam as coisas em caixinhas. Eu e Bruno vivemos uma história de amor em meio a guerras, tivemos um filho, mas aí tudo começou a degringolar, talvez por causa de tudo o que nós já vimos, que mudou nossas vidas para sempre. Como poderíamos ter uma vida normal?” Quando Luca fez cinco anos, Janine voltou ao front. Sua última viagem foi para a Síria. Bruno esteve na Líbia no ano passado e levou um tiro no rosto, mas sobreviveu. Este ano, na Síria, teve pedra nos rins e precisou ser removido. Vantagens Janine acha que as correspondentes de guerra têm algumas vantagens em relação a seus colegas homens. As mulheres não são vistas como uma ameaça em ambientes de conflito – por isso passam em “check points” com mais facilidade, por exemplo. E também têm acesso à metade da população nos países islâmicos que está vetada aos jornalistas do sexo masculino: as mulheres. Em muitos países muçulmanos, mulheres só falam com mulheres. Mas há desvantagens. “Acabo de voltar de Damasco. Tive muito medo. Estava sozinha e acordava de madrugada pensando: alguém vai arrombar esta porta e me levar. Ia para uns subúrbios no sul e pensava: não quero ficar muito tempo aqui, quero acabar logo meu trabalho e sair”,
disse à Folha. “A maioria das pessoas que conheço e que foram mortas ficaram em algum lugar mais tempo do que deveriam. O instinto delas dizia ‘vá embora’, e elas não escutaram. Sempre segui meus instintos, mas agora eles são ainda mais importantes. Se acontecer algo comigo, e o Luca?” Janine deixou de viajar tanto – antes, passava 250 dias por ano longe de casa. Agora, viaja uma semana por mês. A sul-africana Lara Logan, uma bonita loira de grandes olhos verdes, é a principal correspondente da rede de TV americana CBS. Em 2011, Lara cobria as manifestações da Primavera Árabe na praça Tahrir, no Cairo, quando foi cercada por cerca de 200 homens. Eles rasgaram sua roupa, chamando-a, aos berros, de judia e israelense. Despida à força, olhou para cima e viu que homens tiravam fotos com seus celulares. “As mãos deles me estupravam repeti-
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damente”, contou. Lara escreveu o principal depoimento do livro recém-lançado “No Woman’s Land: on the Frontlines with Female Reporters” [versão Kindle, US$ 16], compilado e editado por Hannah Storm e Helena Williams. “Não entendo como sobrevivi àquela noite na praça Tahrir. No meu trabalho, as pessoas que vi serem atacadas por uma multidão acabaram mortas. Lembro de implorar pela minha vida. Lembro de desistir. Lembro de reagir. Lembro de aceitar a morte”, escreveu. “Quero que o mundo saiba que não tenho vergonha do que aconteceu comigo. Não fui simplesmente atacada – fui atacada sexualmente. E acho que isso não deve impedir as mulheres de fazerem esse tipo de trabalho”.
“Seria ridículo dizer que, por ser mulher, nós entendemos melhor uma menina queniana que perdeu a mãe para a Aids, ou uma garota de Darfur que foi estuprada pelos Janjaweed [milícia árabe do Sudão]. Mas, por sermos mulheres, as meninas normalmente ficarão mais à vontade para dar detalhes de sua história”, escreve Ann McFerran, correspondente há 40 anos, de jornais como os britânicos “Sunday Times” e “Guardian”. Frances Harrison, que trabalhou por mais de 20 anos na BBC, em lugares como Paquistão, Bangladesh e Irã, conta que, quando seu filho tinha sete anos, ela recebeu uma proposta para ser correspondente em Cabul, no Afeganistão. Recusou. “Eu precisava passar mais tempo com meu filho, que estava tendo ataques de pânico na escola”, conta. “Não tínhamos ideia de quanto à atmosfera de tensão, com amigos sendo ameaçados de morte, havia sobrecarregado meu filho”. Em Londres, seu status de “correspondente e mãe” era um tabu. “Isso não podia ser discutido abertamente para não parecer discriminação ou favoritismo. Sempre senti que tinha alguma coisa a esconder, a ponto de ter coberto protestos com bombas de gás lacrimogêneo sem contar para ninguém que estava grávida de sete meses”. Segundo Frances, tradicionalmente o correspondente internacional sempre foi jovem e homem. Só em 1986 a BBC promoveu a primeira mulher ao cargo. “Desde então, a maioria das correspondentes é formada por ‘homens honorários’ – solteiras e sem filhos –, o que é um preço alto a se pagar por uma carreira emocionante”. Hemingway A vida da correspondente de guerra por excelência Martha Gellhorn é prova desse preço. Gellhorn cobriu a Guerra Civil Espanhola (1936-39), a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Guerra do Vietnã (1954-75) e até a invasão dos EUA no Panamá, em 1989, quando já estava com 81 anos. Teve um casamento atribulado e infeliz com o escritor Ernest Hemingway. Durante uma de suas viagens para cobrir a Segunda Guerra, o autor de “Por Quem os Sinos Dobram” mandou-lhe uma carta que dizia: “Você é uma correspondente de guerra, ou minha mulher na minha cama?”. Ela não podia nem ouvir falar no nome de Hemingway, que a traiu, a humilhou e roubou suas fontes durante os quatro anos de união. O casamento foi retratado este ano no filme da HBO, “Hemingway & Gellhorn”, do diretor Philip Kaufman, com
Nicole Kidman e Clive Owen. O canal exibe o longa no Brasil dia 27, às 21h. Martha Gellhorn morreu aos 89 anos, em Londres, sozinha. Quase cega, suicidou-se. O enredo é mais uma regra do que exceção entre seus pares. Gloria Emerson, a outra decana das correspondentes, famosa por sua cobertura no Vietnã, teve uma vida igualmente acidentada e uma velhice solitária. Ela se matou em seu apartamento em Nova York, em 2004.
FAMÍLIA
Neto do poeta Ronald de Carvalho, a quem deve o nome de batismo, Carlos Ronald de Carvalho, ele procurou evitar sempre qualquer vínculo coma produção poética do antepassado A americana Marie Colvin teve fim trágico. Morreu aos 56, na Síria, durante o cerco a Homs, em fevereiro deste ano. O edifício onde ela estava foi bombardeado pelo Exército sírio. Marie usava um tapa-olho – perdeu a visão do olho esquerdo em 2001, por causa de estilhaços de granada, em Sri Lanka. Muitas jornalistas temem que o ataque a Lara Logan possa restringir a atuação das correspondentes de guerra. “Acontece com mais frequência do que as mulheres contam. As mulheres não querem falar sobre isso, porque acham que, se falarem, não vão mais ser enviadas para cobrir conflitos”, diz Janine. Para Judith Matloff, diretora do International News Safety Institute e professora da Universidade Columbia, o perigo não depende do sexo do jornalista. “Nós, mulheres, entramos na profissão sabendo dos riscos. Existe a possibilidade de estupros, mas existe também a chance de pisar em uma mina e perder as pernas, como aconteceu com o fotógrafo português João Silva, do “The New York Times”. Sendo muito honesta, prefiro ser atacada sexualmente do que nunca mais poder andar”, escreve Judith. “Ninguém está apontando uma arma para nossa cabeça e nos obrigando a fazer este trabalho. Precisamos estar conscientes de que podemos morrer, ficar horrivelmente feridas ou aleijadas, ou ser estupradas”, acha Janine. “Mas, se você pensar muito, não faz nada”. Ou, nas palavras de Martha Gellhorn: “Salte antes de olhar. Se olhar antes, acaba não saltando”.
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Diário de Paraty O MAPA DA CULTRA
ANDRÉ BARCINSKI
Paraty nunca esperou a Flip com tanta ansiedade. A festa literária, evento mais importante para o turismo e o comércio locais, este ano ganhou uma relevância ainda maior, por causa do fiasco que foi a Copa do Mundo para a região. Restaurantes, pousadas e agências de turismo tinham esperança de faturar alto com a multidão de turistas que, acreditavam eles, invadiria a cidade. Mas a tão prometida “invasão gringa” não aconteceu, e o turista brasileiro, que sempre aproveita as férias do meio do ano na região, também sumiu, afugentado pelos preços altos de passagens e hotéis. O resultado foi um mês de junho atípico. O dono de um empório no Centro Histórico, que vende vinhos, doces e cachaças locais, disse que foi o pior mês de junho do estabelecimento em 15 anos. O secretário-adjunto de turismo de Paraty, Gabriel Costa, considerou o resultado aquém do esperado. “Parece que só algumas cidades-sede se favoreceram com a Copa”. Costa diz que a Flip não é o evento com a maior taxa de ocupação de hotéis na região – Réveillon, Carnaval e a Festa da Cachaça atraem mais gente – mas é o que traz mais lucro e visibilidade. “Na Flip, Paraty ganha uma divulgação imensa em TVs e jornais, e isso ajuda o turismo durante o ano todo”. Roberto Maia Sampaio, dono de uma conhecida pousada na cidade, a Águas de Paratii, calcula que seu faturamento em junho e julho caiu mais de 50% em relação ao ano passado. O movimento foi tão fraco que ele próprio decidiu
tirar férias e foi com a família para Natal, uma das cidades-sede da Copa. “Cheguei logo após os jogos em Natal e percebi que o desastre do turismo não aconteceu só em Paraty, mas no Brasil todo. Hotéis estavam às moscas e dando descontos incríveis. Havia hotéis de luxo convidando pessoas na rua para conhecer os quartos. Nunca vi um desespero igual”.
4 É bom para o moral A cidade jamais esteve tão ansiosa
Mudanças Quem for à Flip perceberá algumas mudanças no evento. A Tenda do Telão, que ficava na praia do Pontal, será erguida no Centro Histórico. E a Tenda dos Autores, que recebe os principais debates, mudou de modelo. Segundo a organização do evento, a capacidade da sala será a mesma, mas a visibilidade do palco vai melhorar. “A tenda nova é mais comprida e todos os assentos têm uma boa visão do palco”, diz Izabel Costa Cermelli, do Conselho Diretor da Flip. Os operários que participam da montagem da tenda aprovam: “Essa tenda é bem mais fácil de montar”, diz Wagner Malvão, o popular Wagão, que desde a primeira Flip, em 2003, coordena uma equipe de moradores da região contratada para auxiliar na montagem e desmontagem de tendas, palcos e estruturas. “Este ano temos 80 locais na equipe. O pessoal já conta com esse trabalho para ajudar no
orçamento em casa”. Livro de rua É só chegar a época da Flip e eles aparecem: são os “escritores de rua”, autores que vendem seus livros pela cidade. Alguns, como o casal que vende literatura de cordel fantasiado de Lampião e Maria Bonita, são velhos conhecidos de frequentadores da feira. Mas a abordagem a clientes em potencial não é das mais simpáticas. Muitos usam a mesma frase: “Você gosta de literatura?”. É uma estratégia de vendas agressiva e até constrangedora: se o cliente diz que não gosta, passa por ignorante; se diz que gosta, já é uma desculpa para o autor sacar o livrinho e fazer sua propaganda. Na ponte que liga o Centro Histórico às tendas principais da Flip, alguns poetas são menos insistentes na abordagem: simplesmente leem trechos de suas obras. Se o cliente gosta, geralmente para e fica ali, apreciando. Outra novidade este ano: o show de abertura, geralmente um evento concorridíssimo e com ingressos esgotados no primeiro dia de vendas, será aberto ao público. A localização do palco também foi mudada, da praia do Pontal para a praça da Matriz, dentro do Centro Histórico. Assim, ninguém precisará de ingresso para ouvir Gal Costa abrindo a Flip na próxima quarta-feira, dia 30.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
5 A patota do ‘Pasquim’ Rio, 1972
ACERVO PESSOAL
IVAN FERNANDES
Instantâneo, autoria provável do Duayer, fotógrafo, depois cartunista. Bom nas duas posições. Circa 1972. Eu, dezoito anos. Meu pai, portanto, 48. Menos de cinquenta. Doze anos mais novo do que eu hoje. Foto-madeleine. Ela me transporta no tempo, de forma inexorável. Vamos lá. O que foi fotografado? Eu, aos dezoito anos, tendo a meu lado, à esquerda, meu pai e, à direita (direita?), o Henfil. Neste momento, eu e Henfil, Henfil e eu, éramos muito, muito próximos. Fins de semana passados na casa do meu avô, em Petrópolis, nós com as respectivas namoradas. Ladeando meu pai, Caulos, que como Henfil era exatos dez anos mais velho do que eu, assim como Ziraldo era dez anos mais velho do que Henfil, e meu pai, dez anos mais velho que Ziraldo. Na época, negão-gigante, hoje afrodescendente (com altura avantajada ou coisa
que o valha), este era Luiz Rosa. Era, pois já morreu. Foi o modelo da capa do livro “Cabeça de Negro”, de Paulo Francis, cuja direção de arte me coube, com a foto do Milton Montenegro feita na própria redação do “Pasquim”. Luiz era um brutamontes incapaz de matar uma mosca; se alguém o fizesse na sua frente, choraria por ela. O que mais está na foto? Tudo. Tudo. Tudo. Uma exuberante alegria e descontração do grupo. Um orgulho mútuo, patente. Um prazer irreproduzível, presente em todos, pelo fato de estarem ali. Na patota. A mão afetuosa e carinhosa de Ivan Lessa sobre o ombro de seu admirado-admirador e amigo, Sérgio Augusto. Corda e caçamba. Um olhar meloso de tanta admiração do Ivan para o De pé, da esq. para a dir.,Henfil, Ivan, Millôr, Caulos e Luiz Rosa; senJaguar. E vice-versa. Meu pai observando o tados, Jaguar, Ziraldo, Ivan Lessa com a mão sobre Sérgio Augusto
que se passava abaixo dele. Com indisfarçável satisfação. Henfil de olhos fechados para contestar a alegria (senão não seria Henfil) que compartilhava, adorava a zorra, mas sem admitir. Com o país naquela situação? Seriedade, companheiros. Infelizmente o país continua na mesma situação e Henfil se foi. Ziraldo, sentado, descontraidamente, na certeza de estar aos pés do venerado amigo e mentor, meu pai. Meio que pai dele, irmão mais velho ou o mais próximo disso. Mais próximo mesmo. E uma certeza absoluta. Nítida na foto. A de que aquela alegria, palpitante na foto, não havia se iniciado ali. Certamente vínhamos, não todos, não os mesmos sempre, ao contrário, misturados, chegados na redação em grupo.
Diversos, mas variáveis. Nunca constantes. Jamais desacompanhados. Ziraldo, Caulos e eu, Henfil e eu. Meu pai, Ziraldo e eu, Ivan, meu pai, Jaguar e Sérgio, Henfil, meu pai e Jaguar, e todos as outras combinações possíveis, tentem as variáveis da análise combinatória e vejam onde isso vai parar. E, também e sobretudo, a certeza de que a alegria não parava ali, mas continuava. Sempre. Sem hora ou local para terminar. Roda viva? Patota. Patota viva. Como nunca mais. A festa continuava, na casa do Henfil, do Caulos, do Ziraldo, do Ivan, do meu pai, no bar, no botequim e, sobretudo, na redação. Assim como a conversa, as ideias, o riso, a discussão do fato, o barato, o bicho, a fossa, a Anta de Tênis, o governo, o “top-top”, o “sifu”, o “mifu”, o “tifu”, o “putz”. Tudo moto contínuo. O Putz? Putzgrila, como éramos felizes!!! E curtíamos...
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Caderno D
plateia@emtempo.com.br
(92) 3090-1042
Plateia D7 FOTOS: DIVULGAÇÃO
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DIVULGAÇÃO
Plateia
Almirzinho ansioso para vir a Manaus
O jornalista Rômulo Araújo (à direita) realiza toda a captação de seus filmes pelo celular, exceto a edição
Novas possibilidades para o audiovisual
Gente interessada em produzir filmes têm nos aparelhos celulares modernos, e em seus aplicativos, a chance de produzir obras com um caráter mais profissional
REFÉM DO
CELULAR LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO
A
primeira vez que o fotógrafo Jimmy Christian decidiu adotar as possibilidades artísticas de um aparelho celular foi para produzir o projeto “Planopanorama”. A iniciativa gerou exposições fotográficas com imagens em grandes dimensões de Manaus e Brasília. O equipamento utilizado não era dos mais modernos, mas essa opção foi proposital, pois para o profissional exercitar a criatividade não requer o uso de meios muitos sofisticados. Assim, Jimmy “limitou-se” aos recursos de filtro, panorâmico e o efeito da pixel digitalização presentes no aparelho antigo. O “Planopanorama” marcou o início de uma nova fase na trajetória do fotógrafo, voltada para a arte contemporânea. Mas, esse projeto foi encerrado em 2013. O interesse de Jimmy Christian agora é a produção de filmes pelo celular. Um desses de sua autoria chamase “Fogo no Cerrado” e pode ser assistido pelo canal www. youtube.com/user/JimmyChristians. “Fui estudar cinema em
Brasília e esse novo projeto se desenvolveu pelo uso do iPhone, com o lançamento de aplicativos de filmagens que possibilitam a divulgação de vídeos pelo WhatsApp e pelo Instagram”, comenta. “Fogo no Cerrado” aproveita imagens de um fenômeno comum no cerrado da região central do país para mostrar o delírio de um fotógrafo neurótico de guerra. “Registrei as cenas imprimindo a plasticidade de um filme antigo”, diz o profissional, que utiliza também os
POSTAGENS
Rômulo Araújo divulga seus vídeos mais descompromissados no YouTube e os mais profissionais no Vimeo, como o filme “A Copa do Mundo em Manaus”, todo produzido pelo celular
filtros exclusivos dos aplicativos para iPhone. E essa nova fase artística já rendeu bons frutos. “Fogo no Cerrado” foi selecionado para a 13ª Mostra do Filme Livre, em abril deste ano, em Brasília. “Esse filme também já rodou pelos circuitos de São Paulo e Rio de Janeiro”, comemora Jimmy, que assina tudo em “Fogo no Cerrado”, exceto a operação de câmera, dividida com Villy Gouveia, e a edição, realizada por Jhonatan Luiz. “Eu poderia ter montado o filme com um aplicativo, mas quis exibir algo mais bem acabado”, justifica. Jimmy Christian afirma que, de agora em diante, pretende filmar somente por meio do telefone e revela já ter planos
Qualidade de imagem superior
para produzir até um longametragem. Para ele, só existem vantagens nas possibilidades de produzir filmes com essa tecnologia. “O aparelho é leve, você não precisa carregar o peso de uma câmera profissional. Tudo é muito mais fácil”. O fotógrafo considera essa iniciativa também uma forma de exibir trabalhos diferentes. “Nesse universo do audiovisual é tudo muito parecido e temos que realizar projetos novos para chamar a atenção”, analisa. Captação Desde que tinha um aparelho celular Nokia com resolução de 1.3 megapixels e câmera VGA, o jornalista Rômulo Araújo já fazia vídeos curtos. Mas, sua produção começou a aumentar quando trabalhou como videorrepórter num site local, em 2010. Hoje, ele conta que pode fazer filmes com um caráter mais profissional com os recursos sofisticados de áudio e vídeo de muitos celulares. “Toda a captação eu faço pelo celular. Eu só não edito meus trabalhos diretamente no aparelho. Para a edição eu extraio as imagens e uso soſtwares específicos, como o Adobe Premiere e o Sony Vegas”, revela o jornalista, que atualmente possui um iPhone. Rômulo divulga a sua produção em três sites: www. osegundoregistro.com.br, http://vimeo.vimeo.com/osegundoregistro e www.youtube. com/user/romuloaraujoam. Os vídeos mais descompromissados ele posta no YouTube e os mais profissionais ganham espaço no Vimeo, como o filme “A Copa do Mundo em Manaus”. “É a visão de um torcedor que participou dos eventos do mundial na cidade”, explica.
Filme de Jimmy Christian feito em celular foi exibido em festival
Vantagens e desvantagens Rômulo Araújo enfatiza que a cultura local é o assunto que mais desperta o seu interesse. “Vou para muitos shows e eventos como lançamentos de livros”, conta. Entre as vantagens do uso de smartphones para a produção audiovisual, ele cita as dimensões modestas desses aparelhos. “Eu percebo em relação a entrevistas, por exemplo, que as câmeras profissionais e os microfones intimidam as pessoas na hora de falar. Quando
uso o celular parece que elas ficam mais à vontade e até esquecem que estou com um equipamento”, observa. Já a desvantagem de se produzir um filme pelo celular, Rômulo acredita que vai depender do foco da produção. “Se você quer um documentário como qualidade para exibir num festival, vai ter que usar um equipamento profissional. Mas, como produções mais descontraídas para divulgar em blogs, vale a pena”.
O produtor audiovisual Anderson Mendes observa que, hoje, os realizadores de projetos audiovisuais da cidade costumam produzir suas obras com o uso de câmeras fotográficas DSLR (sigla para Digital Single-Lens Reflex). “Elas possuem um custo baixo em relação a equipamentos profissionais de cinema”, diz. Ele observa ainda que a atual geração de smartphones oferece uma qualidade de imagem bem próxima da de uma câmera DSLR. “Temos, inclusive, modelos que filmam em 4k, ou seja, 4 vezes a resolução full HD de câmeras DSLR”. Para o produtor, essas novas tecnologias cooperam para tornar os trabalhos audiovisuais mais acessíveis ao público. “O uso dessas mídias, inclusive os tablets, serviram para democratizar a forma de expressão audiovisual para um maior número de pessoas que nunca pensaram em contar suas histórias nessas mídias”, analisa. Anderson cita ainda exemplos no mercado nacional e internacional. “Tem sites como o Photojojo.com, que vende um kit que você pode incluir num iPad e o transformar numa câmera filmadora e ilha de edição, onde a pessoa grava o seu vídeo, edita e compartilha na internet”, diz.
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>> Reforço . O segmento de bicicletas do Polo Industrial de Manaus (PIM) vai receber, em breve, mais uma empresa, que deve aumentar a concorrência entre as fabricantes do setor. . O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, visitou na sexta-feira as instalações da futura fábrica da Bike Norte, cujas obras estão em fase avançada. Segundo o presidente da Bike Norte, João Claudino Jr., a planta fabril está com 95% de sua construção concluída e fica no km 2 da BR-174. . Com inauguração estimada para meados de novembro deste ano, a fábrica tem cerca de oito mil metros quadrados de área construída com previsão de expansão de acordo com a demanda. Inicialmente, a expectativa é de gerar de 120 a 150 novos postos diretos de trabalho. Em até 3 anos, a iniciativa da empresa é de fabricar 300 mil unidades/ano das “magrelas” e empregar, de forma direta, aproximadamente 400 trabalhadores. Boa!
>> Objeto de desejo
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br MAURO SMITH
>> Importância . A prorrogação dos incentivos fiscais do modelo Zona Franca de Manaus até 2073 começa a produzir ótimos frutos.
Silvia Tuma e Lupercínio de Sá Nogueira com Cleide Avelino em concorrido dinnerparty no Diamond MAURO SMITH
. “Com esse resultado, temos garantia, competitividade e sustentabilidade, pois o investimento que fazemos aqui é para longo prazo”, explicou. Levon e Cris Topdijian enchendo de charme evento high society na cidade
. Uma das marcas mais chiques do mundo, Saint Laurent Paris, revigorou a griffe e lança uma linha supercool de bolsas. . Nesta edição, bolsa “Université” com monograma YSL, de couro vermelha. Sensacional.
. Segundo João Claudino Jr., presidente da Bike Norte, a aprovação da emenda à Constituição, que prorroga a ZFM, foi de essencial importância para que a Bike Norte se instalasse na capital amazonense.
Liana Mendonça de Souza e Ediene Vieiralves em noite très chic
>> Bilheteria . Já começaram as vendas do próximo show de Ivete Sangalo em Manaus. . Será no dia 22 de agosto na Arena da Amazônia.
Os ótimos Zeca Nascimento e Menga Junqueira, em tarde de almoço cinco estrelas
>> Permissão . A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) vai realizar nesta segunda-feira, solenidade no auditório da Prefeitura de Manaus. . O evento será para marcar o início da assinatura dos contratos de permissão do serviço de transporte por mototáxi. Programado para acontecer às 9h, a solenidade também servirá para apresentar oficialmente a moto, capacete e colete padronizados que identificarão os mototaxistas regularizados. A licitação, encerrada no último dia 24 de abril, selecionou 1.679 profissionais.
>> Fiscalização . A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária (DVisa Manaus), iniciou na sexta-feira, a inspeção em 14 salões de beleza da Zona Leste. . Na ação foram encontrados estabelecimentos sem o licenciamento sanitário, apreendidos materiais de manicure e pedicure, produtos com prazo de validade vencido e constatada a falta da autoclave, equipamento de esterilização de alicates, pinças de metal e tesouras, exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). . Com o efetivo na equipe de 28 fiscais, a Visa Manaus tem orientado os proprietários quanto ao cumprimento das normas sanitárias e de legalização dos estabelecimentos junto à Prefeitura de Manaus. Muito bem.
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Liceu estreia em Joinville DIVULGAÇÃO
Instrutores do Núcleo de Dança do Liceu de Artes de Parintins vão participar, pela primeira vez, do festival de dança anual realizado em Santa Catarina
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Núcleo de Dança do Liceu de Artes de Parintins vai participar, pela primeira vez, do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina, que está em sua 32ª edição e é considerado o mais importante do país e um dos mais significativos da América Latina. Seis instrutores e a coordenadora do núcleo de dança
A equipe de Parintins participará de eventos como workshops
NOVIDADE
Sesi promove oficina de dança do ventre em agosto Os cuidados com o corpo e a mente da mulher vêm sendo trabalhados de forma intensiva pelas professoras de dança do Serviço Social da Indústria (Sesi Amazonas). A novidade na programação da instituição são as oficinas de dança que têm início no dia 1º de agosto (sextafeira), com a dança do ventre, envolvendo esporte e lazer. De acordo com a professora Rafaela Nascimento, a dança do ventre tem se difundido nos dias atuais por unir todas as características que formam a mulher modelo da atualidade, trabalhando sua independência, feminilidade, sensualidade, força e persistência. “É uma dança para a qual não há necessidade de ter um corpo ideal, rompendo velhos preconceitos que ligam esta modalidade à vulgaridade e tornando mulheres mais felizes consigo mesmas”, explica a professora. Benefícios As adeptas da prática da dança do ventre acumulam benefícios como elevação da autoestima, tranquilidade e aumento dos hormônios femininos, além de promover massagem nos órgãos internos da mulher, como útero,
ovários e intestino. A programação, com duração de duas horas, será realizada pelas professoras de danças do Sesi, Rafaela Nascimento e Sarah Castro, que vão apresentar variações desse estilo que concentra repetições no ventre com movimentos de encaixe, desencaixe e ondulações pélvicas, bem como de todo o corpo.
VANTAGENS
Durante duas horas, as professoras Rafaela Nascimento e Sarah Castro apresentarão variações da dança do ventre. Entre as vantagens da prática está a elevação da autoestima A oficina de dança do ventre ocorrerá no dia 1º, das 19h às 21h, na sala de dança do Clube do Trabalhador, localizado na alameda Cosme Ferreira, 7.399, São José 1. A inscrição para participar desta programação custa R$ 15 e as vagas são limitadas. Mais informações pelos telefones 3216-1037 e 3216-1039. DIVULGAÇÃO
Aulas serão realizadas no Clube do Trabalhador, no São José 1
viajaram para Santa Catarina com o apoio do governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura. O festival acontece até o dia 2 de agosto. De acordo com a diretora do Liceu, Andressa Oliveira, eles participarão de oficinas, workshops e palestras voltadas para os mais variados estilos de dança. “Quando voltarem, aplicarão o conhe-
cimento adquirido em sala de aula e em aulas práticas de iniciação à dança, baby class, dança de salão e danças urbanas”, assegura. Andressa diz ainda que a comitiva vai permanecer 10 dias no evento. “A participação desses profissionais em um festival tão renomado mundialmente é a prova de que estamos seguindo o caminho certo e que a se-
cretaria ainda tem muito a oferecer aos novos talentos artísticos da região”, afirma o secretário de Estado da Cultura, Robério Braga. Além da mostra competitiva e das oficinas, o festival oferece aos seus participantes palcos abertos com apresentação de dança, Feira da Sapatilha e diversos encontros entre dançarinos de todas as regiões do país.
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RESENHA
O conteúdo por trás do silêncio de ‘Até o fim’ FOTOS: DDIVULGAÇÃO
PERFIL
MICAEL SILVA Servidor público, músico e cinéfilo
rentemente de seu filme anterior, dispensa os diálogos e se firma em uma narrativa silenciosa, em que o que importa é observar esse personagem, sobre o qual o espectador nada sabe. Não importa conhecê-lo, seu passado, sua motivação, basta ater-se ao primitivo instinto de sobrevivência, e perceber sua grande habilidade que se manifesta nos pequenos detalhes. Nesse afã, vale destacar a primorosa interpretação de Redford, que transmite com o rosto tudo o que precisamos saber, e permite uma identificação imediata com aquele personagem, sem que seja preciso cenas de flashback ou narração em off. Percebemos sua calma metódica e disciplina enquanto tenta resolver seus sucessivos infortúnios, ou o desespero que lhe acomete enquanto afunda durante a tempestade, ou a sua luta entre a resignação e a perseverança conforme o tempo se esvai e lhe escoa a chance de ser resgatado. O que não significa que o personagem deixe de ser intrigante. De fato, o roteiro
e s conde informações básicas sobre aquele homem, plantando pistas que permitem ao espectador completar o todo, mas a verdade é que a única coisa que se pretende é a busca da sobrevivência, pura e simples. Além disso, o diretor escolhe planos mais contemplativos que a maioria dos outros filmes que se passam em um único espaço, acertando ao apostar em um clima intimista, que é interrompido por momentos extremamente tensos, mas sem ritmo de videoclipe. Há muita poesia no filme, por meio de uma rica interpretação do não dito, em que o
silêncio é eloquente e expressivo, à medida em que somos tocados pela dignidade daquele homem, de sua solidão e paz de espírito em momentos de extrema incerteza e instabilidade. Depois de passar batido, muito em função de ter sido ignorado pelo Oscar, é necessário resgatar essa pequena obra-prima, sensível e redentora. Na tentativa de salvar-se, o homem sem nome nos presenteia com uma profunda humanidade, que reflete em nós de uma forma poderosa o maravilhoso dom da vida.
Há muita poesia no filme, por meio de uma rica interpretação do não dito, em que o silêncio é eloquente e expressivo, à medida em que somos tocados pela dignidade daquele homem, de sua solidão e paz de espírito”
SHOW DIVULGAÇÃO
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niciando minha participação nesse espaço, trago uma recomendação que pode ter passado despercebida esses últimos meses. Trata-se de “Até o Fim” (All Is Lost, EUA 2013), dirigido por J. C. Chandor (Margin Call) e protagonizado por Robert Redford, disponível nas locadoras e atualmente também no Netflix. A história é simples, nada mais que a trajetória de sobrevivência de um personagem sem nome em um veleiro, que ao acordar certo dia, percebe um vazamento de água em seu camarote e descobre ter colidido em um container. Seus problemas estão apenas começando, e a partir daí ele inicia as mais variadas tarefas emergenciais, para retirar água do interior da embarcação, vedar o rombo, consertar as avarias no rádio e fiação elétrica. E isso ainda não seria o pior, pois uma tempestade se aproxima. Mas o que esse filme faz diferente de outras aventuras de naufrágio ou outros dramas de confinamento/isolamento, tão em voga esses tempos? Para começar, o diretor, dife-
Cantora baiana Ivete Sangalo faz show, dia 22 de agosto, na Arena da Amazônia
Ingressos à venda para ‘diva’ Ivete Os fãs de Ivete Sangalo já podem garantir a participação no evento que promete marcar a história da Arena da Amazônia. O show da musa baiana será no dia 22 de agosto e contará, ainda, com apresentações do cantor Saulo (exBanda Eva) e de Luan e Forró Estilizado (finalista do reality show musical Superstar). Ivete apresentará show da turnê do DVD comemorativo
aos 20 anos de carreira. Os grandes sucessos como “Coleção”, “Flor do reggae”, “Se eu não te amasse tanto assim”, “Tempo de Alegria”, “Festa”, “Sorte Grande” e “Dançando” estão garantidos. O cantor Saulo, ex-Banda Eva, fará sua primeira apresentação em carreira solo em Manaus. Além das novas músicas de trabalho, o cantor relembrará os hits que o
consagraram. Já Luan e Forró Estilizado, um dos finalistas do reality show musical Superstar, promete repetir a performance apresentada no programa, que agradou os brasileiros e rendeu o terceiro lugar no reality. Um dos sucessos da banda é a música “Solteiro na Sexta”. Eles também agradaram com o “forrock”, no qual misturaram o forró nordestino com o rock de Led Zeppelin. Os ingressos estão disponíveis a partir de hoje (sexta-feira, 25) por meio dos sites www. iveteemmanaus.com.br, www. ingresse.com e www.blueticket.com.br, também nas lojas físicas Magic Feet (Manauara Shopping), Sandálias e Tal (Amazonas Shopping), Mr. Pizzo (Dom Pedro) e lojas Asya Fashion (Centro e Shopping Cidade Leste). Os ingressos custam: pista R$ 30; front stage R$ 120 e camarote stage Cia. Athletica R$ 300. Os valores são de meia e podem ser parcelados nos cartões Visa e Master.
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo Sai Jack Bauer... Na Globo há uma forte decepção com os índices de estreia da nova temporada de “24 Horas – Viva um novo dia”. Lançado na aberta poucos dias após seu encerramento na Fox, não passou de 8 pontos no domingo passado e existe certo temor sobre o que poderá acontecer em suas próximas apresentações. De qualquer maneira, a exibição da série continuará até 28 de setembro. ...Entra Clayton Conservani Enquanto isso, a Globo já avalia outras possibilidades para colocar no ar, depois do “Fantástico”, quando “24 Horas” chegar ao fim. É o caso do “Planeta Extremo”, que vai estrear um formato de programa de temporada. São 9 episódios, que já estão inteiramente finalizados e agradaram bastante o alto comando da emissora. Se tudo se confirmar... Portanto, a partir de 5 de outubro deve começar a nova temporada do “Planeta Extremo”, com apresentação de Clayton Conservani e Carol Barcellos. Os dois como protagonistas de gravações que incluem cachoeiras congeladas, rios
Mário Adolfo
JULIANA COUTINHO/DIVULGAÇÃO MULTISHOW
Dois tempos Fabrício Belsoff, o diretor César Rodrigues e Marcos Palmeira nos bastidores de gravações de “A Segunda Vez”, nova série do Multishow que estreia dia 11, às 22h30. Na trama, o jornalista Raul (Palmeira), após perder o emprego e a mulher, se envolve com o mundo da prostituição de luxo. A produção é baseada em livro de Marcelo Rubens Paiva. Marcos Palmeira também está em “O Rebu”. de lava, ultramaratonas, expedições a vulcões e mergulho em caverna. O problema dos domingos... Para a Globo, depois das 11 da noite, quando acaba o “Fantástico”, sempre atende pelo nome de Silvio Santos, geralmente com o “Jogo dos pontinhos” ou pegadinhas, novas e antigas. O crescimento da sua audiência nesta faixa de horário é sempre muito grande.
Acelerando o passo Na semana que passou, Marília Gabriela adiantou três gravações do “De frente com Gabi”. Recebeu, como entrevistados, Anitta, Pitty e a dupla Zezé di Camargo e Luciano. Pilotando A Rede TV! tem gravado vários pilotos, para escolher um que atenda suas necessidades na faixa de todas as manhãs. A ideia é fazer uma coisa bem viva, calçada em bases jornalísticas.
• A comédia “Retratos & Canções”, com Rodrigo Sant’anna, Paulinho Serra, Dani Moreno, Flávia Garrafa e Wilson de Santos continua em fase de ensaios.. • ... Para estrear no teatro Augusta, em São Paulo, no dia 1° de agosto. A temporada vai até 28 de setembro. • Encerrada “Em Família”, Ronny Kriwat, que fez o filho de Laerte (Gabriel Braga Nunes), vai aguardar um próximo chamado... • ... Que pode ser da Globo ou até mesmo de outra emissora... • ... Ele tinha contrato por obra para a novela. • O diretor Edson Spinello ainda não retomou as gravações da série “Na mira do crime”, que será exibida na Fox. • Várias cenas desse programa policial ficaram “penduradas”.
‘Geração Brasil’, erro de avaliação A Globo tem problemas com “Geração Brasil”. A novela está longe de apresentar os resultados que dela se esperava. Houve um erro de avaliação dos seus autores e de quem permitiu apostar numa história que não tem coisa nenhuma com a faixa das 7 da noite. O público do horário sempre se mostra receptivo a tramas descompromissadas, com base em comédias leves e bem temperadas. É difícil saber se ainda há condições de virar esse jogo.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Ainda vai demorar um pouquinho mais para Ricardo Boechat reassumir suas funções no “Jornal da Band”. O seu retorno ao informativo só irá acontecer na edição do dia 11 de agosto. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br
Crise do pensamento
Regi
Elvis
Gilmal
Ao longo dos últimos três anos em que venho exercendo a prática de articulista no EM TEMPO tenho buscado discutir os mais variados aspectos da cultura brasileira e mundial procurando elucidar o modo como as expressões culturais de diferentes tipos sejam eles políticos, sociais, econômicos etc são compreendidos pelos mais diferentes povos, sobretudo pela sociedade brasileira. Assim acontece com pessoas também. O escritor Márcio Souza em entrevista à extinta revista “Amazônia” disse que perdera muitos leitores por conta do cargo que ocupava no governo Fernando Henrique como Presidente da Fundação Nacional de Arte – FUNARTE. O modo de administrar de FHC, modo racional, dinâmico e moderno, não se alinhava ao ainda típico pensamento brasileiro de que o Estado é o pai-patrão da sociedade, o começo e o fim de tudo. O populismo encrustado até a alma no ambiente político somado a morte de Tancredo Neves e o nervosismo em torno do Plano Real foi gerando sentimentos céticos por parte dos analistas e da imprensa quanto ao futuro do Brasil, o que acabou por estigmatizar o governo. As polêmicas envolvendo as privatizações, que hoje o governo petista pratica e chama de concessões, deram ao ex-presidente a alcunha de neoliberal. O que é uma grande bobagem, claro. Com a distância que nos permite, podemos ver que o que foi feito era nada mais que o certo e justo que deveríamos exigir de um representante eleito pelo povo, que fosse capaz de ajustar as contas públicas ao nosso orçamento e não arrotar pseudossocialismo sem nem saber o conceito e suas
variantes ao longo da história. A ex-primeira ministra britânica Margaret Tatcher, falecida ano passado, também enfrentou duras críticas por conta de seus cortes e privatizações. Hoje, os britânicos agradecem. Ora, se uma determinada indústria não rende ao governo, encontra-se sucateada, não tem condições de competir no mercado e o Estado não consegue solucionar estes e outros problemas, o melhor para a Nação, sem dúvida, é a privatização. É dever do chefe de estado cuidar de nossa economia. Também temos visto vários depoimentos de pessoas que não ouvem mais Gilberto Gil por conta de sua participação como Ministro da Cultura no governo petista ou ainda àqueles que não assistem mais aos filmes do Elia Kazan por este ter sido delator de vários colegas artistas durante o caça às bruxas no macarthismo. Há, sem dúvida, muitas confusões e a primeira é a de confundir o indivíduo com a pessoa. O segundo é a constante falta de informação e compreensão de alguns grupos políticos (intelectuais, partidos, sindicatos, igreja etc.) em torno de diferentes questões. Não há um lampejo progressista e praticamente todos são levados ao conservadorismo mais tacanho. Sempre fui socialista e sempre serei. Qualquer vitória das classes oprimidas, na diminuição das desigualdades, representamuma vitória para mim. O que não aceito é o baixo índice intelectual de muitos dos nossos, onde o coração tem tido mais substâncias que a cabeça, manipulado da forma mais vil para atender aos interesses eleitoreiros.
Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural
O modo de administrar de FHC, modo racional, dinâmico e moderno, não se alinhava ao ainda típico pensamento brasileiro de que o Estado é o paipatrão da sociedade, o começo e o fim de tudo”
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Programação de TV
REPRODUÇÃO
SBT 5h Jornal Da Semana 6h Igreja Universal 7h Brasil Caminhoneiro 7h30 Planeta Turismo 8h30 Vrum 9h Sorteio Amazonas Da Sorte (Local) 10h Domingo Legal 14h Eliana 18h Roda A Roda Jequiti 18h45 Sorteio Da Telesena 19h Programa Silvio Santos 23h De Frente Com Gabi 0h Nikita 1h Rizzola & Isles 2h Pessoa De Interesse 3h20 Big Bang 4h Igreja Universal
BAND
“Refém” é a atração da noite de hoje, em “Domingo Maior”
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 É tempo de pensar de modo novo sobre o trabalho e o uso de sua criatividade. As novas possibilidades que se abrem no trabalho podem ser coibidas por velhos medos. TOURO - 20/4 a 20/5 É necessário pensar de maneira nova, pois só assim poderá também sentir de maneira nova. O momento propicia encaminhar de modo renovado suas soluções de vida. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Livre-se das velhas cangas e pesos que os pensamentos antigos lhe impõem. Aceite a realidade como ela é, sem torná-la mais difícil ainda. Simplifique as coisas. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Plutão aflige Mercúrio e exige que você negocie de maneira nova nos assuntos materiais. Coloque o que é seu verdadeiramente a serviço da relação com as outras pessoas. LEÃO - 23/7 a 22/8 Um dia para você encontrar novas soluções para antigos problemas no trabalho. O modo habitual de lidar com os afazeres práticos pode não funcionar muito bem hoje. VIRGEM - 23/8 a 22/9 É tempo de estar bastante solto do passado, para ingressar em um novo modo de ser. Veja o quanto seu velho jeito está inadequado para o que idealiza sobre si mesmo. LIBRA - 23/9 a 22/10 Plutão aflige Mercúrio e indica o fato de que certas amizades não são como você pensa ou deseja que elas sejam. Nem todos os apoios convergem como você esperava. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 As relações de trabalho podem não estar contribuindo o suficiente para os bons resultados. A má comunicação emperra seu trabalho. Mude o jeito de se comunicar. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Sem planejar direito o aspecto financeiro de seu trabalho, este não pode se desenvolver a contento. Não deixe as pontas soltas, amarreas de maneira que você saiba onde estão. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 O conflito com as pessoas revela possíveis desacordos que estavam embutidos. Talvez você tenha que enxergar os outros e a si próprio de uma outra maneira. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Conteúdos profundos e perturbadores afloram na relação a dois. A comunicação sincera entre vocês é a melhor saída; assim como uma comunicação sincera sua consigo mesmo. PEIXES - 19/2 a 20/3 Procure alinhavar as grandes ideias com a prática imediata. Se você se prender à rotina e a velhos procedimentos irá se afastar dos projetos que tem em mente.
5h Power Rangers – Zeo 6h Popeye 6h30 Santa Missa No Seu Lar 7h30 Sabadão Do Baiano
Cinema
8h Power Rangers + Popeye 9h30 Popeye 9h45 Informercial – Polishop 10h15 Power Rangers – Zeo 10h45 Verdade E Vida 11h Irmão Caminhoneiro – Boletim 11h05 Pé Na Estrada 11h30 Copa Petrobras De Marcas 12h Band Esporte Clube 14h O Grande Momento Do Futebol 14h30 Campeonato Brasileiro - Atlético-pr X Fluminense 16h50 3º Tempo 19h Só Risos 20h Polícia 24h 21h Pânico Na Band 0h Canal Livre 1h30 Show Business 2h25 Popeye 3h Igreja Universal
GLOBO 4h35 Santa Missa 5h35 Amazônia Rural 6h05 Pequenas Empresas, grandes Negócios 6h40 Globo Rural 7h35 Fórmula 1 - Grande Prêmio da Hungria
9h55 Auto Esporte 10h15 Esporte Espetacular 11h40 Esquenta 13h Temperatura Máxima - KUNG FU PANDA 2 15h Campeonato Brasileiro - Atlético PR x Fluminense 17h Domingão do Faustão 19h45 Fantástico 22h02 24 Horas 23h15 Domingo Maior - REFÉM 1h06 Obrigado Senhor 1h10 Hino Nacional 1h15 Encerramento Previsto (Manutenção Mensal)
RECORD 5h Santo Culto Em Seu Lar 5h30 Desenhos Bíblicos 7h Desenhos Bíblicos 8h30 Record Kids - Pica Pau 9h Amazonas Da Sorte 10h Domingo Show 14h15 Hora Do Faro 18h20 Domingo Espetacular 22h15 Tela Máxima - “A Caixa” 0h15 Programação Iurd
Cruzadinhas
ESTREIA
Planeta dos Macacos – O Confronto: EUA. 12 anos. O filme é a continuação direta do remake “Planeta dos Macacos: A Origem” (2011). Seguirá a trajetória do macaco Caesar (Andy Serkis) 15 anos após a revolução animal ocorrida no primeiro filme. Desta vez, o animal deve enfrentar um grupo organizado de seres humanos sobreviventes, que planejam reconquistar o domínio do planeta. Cinemark 4 – 11h, 14h10, 17h, 20h (3D/dub/diariamente), 23h (3D/dub/somente sábado), Cinemark 6 – 12h, 15h (dub/exceto domingo), 18h, 21h (dub/exceto quarta-feira), Cinemark 8 – 13h, 16h, 19h, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 13h, 19h (3D/dub/diariamente), 16h, 22h (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 4 – 12h, 15h, 18h, 21h (leg/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 14h, 16h50, 19h40, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 12h40, 15h30, 18h30, 21h30 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 15h40, 22h (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 4 – 13h30, 16h30, 19h30, 22h20 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 18h25 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h10, 21h (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h, 19h (3D/dub/diariamente), 16h, 22h (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 18h30 (dub/diariamente), 21h30 (leg/diariamente); Kinoplex 3 – 13h20, 16h, 18h40 (3D/dub/diariamente), 21h20 (3D/leg/diariamente), Kinoplex 4 – 15h40, 18h20, 21h (dub/diariamente), 13h (dub/somente sábado e domingo); Playarte 1 – 12h30, 15h10, 17h50 (3D/dub/diariamente), 20h30 (3D/leg/diariamente), 23h10 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 13h20, 15h55, 18h30, 21h05 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado), 13h21, 15h56, 18h31, 21h06 (dub/diariamente), 23h41 (dub/somente sexta-feira e sábado).
CONTINUAÇÕES Juntos e Misturados: EUA. 10 anos. Cinemark 5 – 11h20, 14h, 16h40, 19h20, 22h20 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 13h30, 16h10, 18h50, 21h40 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 14h, 17h45, 20h50 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 13h10, 16h10, 20h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h30, 20h45 (dub/diariamente), 17h15 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (dub/diariamente); Playarte 5 – 13h40, 16h, 18h20, 20h50 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sextafeira e sábado). Aviões 2 – Heróis do Fogo ao Resgate: EUA. Livre. Cinemark 2 – 11h10, 15h50 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 13h20, 15h30, 17h50 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 13h, 18h (dub/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h, 16h15 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 18h50 (dub/diariamente). Transformers - A Era da Extinção: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 12h40, 16h45, 20h40 (dub/diariamente), Cinemark 3 – 11h40, 15h40, 19h40 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sábado), Cinemark 7 – 13h45, 17h40, 21h40 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 20h10 (leg/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 13h40, 17h10 (3D/dub/diariamente), 20h40 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 5 – 14h10, 17h40, 21h10 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 12h, 18h40 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 13h40, 17h, 20h40 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 6 – 15h, 19h, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 22h25 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 2 – 17h20 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 18h45 (3D/dub/diariamente), 15h, 22h15 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h15, 21h45 (dub/diariamente), 17h45 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 13h30, 19h30 (dub/diariamente), 16h30, 22h30 (leg/diariamente). Kinoplex 5 – 13h30, 17h, 20h30 (3D/dub/diariamente). Como Treinar o Seu Dragão 2: EUA. Livre. Cinemark 2 – 13h20, 18h20 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 14h30,
17h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 15h50, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h10 (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h15, 15h45 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 16h30 (dub/ diariamente); Playarte 9 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h (dub/diariamente), 22h10 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 10 – 12h40, 14h50, 17h, 19h10, 21h20 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). A Culpa é das Estrelas: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 7 – 19h30, 22h20 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 14h30, 17h30, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 18h15 (dub/diariamente), 21h15 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 20h50 (dub/diariamente); Playarte 3 – 13h15, 15h50, 18h25, 21h (dub/diariamente), 23h35 (dub/somente sexta-feira e sábado). Malévola: EUA. 10 anos. Cinemark 2 – 21h15 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sábado); Kinoplex 1 – 14h10 (dub/diariamente). Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou: BRA. 14 anos. Playarte 2 – 12h35, 14h45, 16h55, 19h05, 21h15 (diariamente), 23h25 (somente sexta-feira e sábado). No Limite do Amanhã: EUA. 12 anos. Playarte 8 – 13h40, 16h, 18h20, 20h40 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado). X-Men – Dias de um Futuro Esquecido: EUA. 12 anos. Playarte 4 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h20 (dub/diariamente), 22h50 (dub/somente sexta-feira e sábado).
Plateia
MANAUS,, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014
Ação Social
Na próxima quarta-feira, será realizada a cerimônia de abertura da 37ª edição dos Jogos Escolares do Amazonas. A maior competição esportiva do Amazonas tem a chancela das secretarias Sejel e Seduc. Para esta temporada são esperados 17 mil participantes, incluindo atletas, professores, técnicos da capital e de 32 municípios do interior do Estado. A solenidade do Jeas acontecerá às 16h, na Arena Amadeu Teixeira.
Explanação
DIVULGAÇÃO
A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado vai sediar, amanhã, o “Encontro Amazônico sobre Hepatites Virais”. O evento reunirá autoridades nacionais e internacionais, em palestras e mesas redondas sobre o tema, informa a diretora-presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim.
A sempre elegante Sandra Backsman Braga está trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.
jandervieira@hotmail.com @hotmail.com - www.jandervieira.com.br
Foco
Para estrelar a nova campanha do bem, Nejmi Jomaa Aziz prepara um megaencontro com a sua poderosa “Rede Solidária” em torno do Dia das Crianças em outubro. Aliás, a ex-primeira-dama orquestrará, nos próximos dias, um jantar entre amigos e empresários no endereço chique do Ephigênio Salles do tipo bem seleto.
Ontem, com festa, o Temaki Lounge Sushi Bar do Shopping Ponta Negra apresentou seu novo cardápio assinado pelo chefe William Katô. Teve show de Elias Moreira, que participou da segunda temporada do The Voice Brasil, e o DJ Fábio Albuquerque.
Segundo Philip Kotler são três os maiores desafios que os gestores de marketing enfrentam, atualmente: atrair a atenção das pessoas, comprovar o retorno do investimento e diferenciar-se dos concorrentes. Kotler estará em Manaus, amanhã, e falará sobre esses e outros temas durante o seminário “Como criar, conquistar e dominar mercados”, no Studio 5 Centro de Convenções. As inscrições podem ser feitas pelo www.hsm.com.br.
MAURO SMITH
Certame
Sala de Espera
Jander Vieira
O prefeito Arthur Neto encerrou com louvor a entrega de ordens bancárias do Aluguel Social e de kits emergenciais para as famílias da cidade que tiveram suas casas atingidas pela cheia do rio Negro. O trabalho foi realizado (pessoalmente) pela atuante primeiradama de Manaus, Goreth Garcia Virgílio, secretária da Semasdh. As últimas famílias a receberem as ordens bancárias e os kits são moradoras do Puraquequara e da Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste. Nas duas localidades foram atendidas respectivamente 38 e 64 famílias.
D7
Em visita ao prefeito Arthur Virgílio Neto, a superintendente do aeroporto Eduardo Gomes, Socorro Pinheiro, foi só elogios com a avaliação positiva do efeito Manaus entre os turistas, no período da Copa com um crescimento de 300% de visitantes
Noite de autógrafos Quem comandará uma, será o apresentador Rômulo Sena do Amazon Cidades no lançamento da sua nova cria “O valor dos provérbios”. Quando? No dia 15 de agosto, no delicioso Fran’s Café. Só para 100 convivas. O evento que promete ser badaladíssimo reunirá a ala puro-poder de Manaus.
Sérgio Martins e sua Márcia, formando par dos mais animados, nos domínios de festa divertida no Zefinha Bistrô celebrando o badalado cirurgião plástico Euler Filho
O projeto “Música na Praça”, do Manaus Plaza Shopping, apresenta, neste domingo, o grupo Moinhos de Vento. O show acontece na praça de alimentação do centro de compras, de 19h às 21h, e é gratuito. Hoje, a partir das 15h, no Pagodão do Lappa tem a festa PagOdonto assinada pelos formandos de Odontologia da Faculdade do Amazonas. Os grupos Nosso Jeitto, Vem K Sambar e Nosso Caso serão os responsáveis pela animação com Brahma liberada até às 18h. O Novotel Manaus está de cara nova e transpira modernidade para quem quiser fazer eventos e reuniões no Distrito Industrial.
ENTREVISTA Cantor carioca Almirzinho (à direita) está prestes a assumir em definitivo a linha de frente do grupo de samba e pagode, “Revelação”
‘Manaus sabe o que é bom samba’ Um artista que, talvez muitos não conheçam, mas que agora ganha visibilidade ao assumir os vocais de um dos grupos de samba mais antigos e que fazem grande sucesso no país. Este é Almirzinho, um carioca de 43 anos, filho do grande sambista Almir Guineto e o novo vocalista do grupo R e ve l a ç ã o . O talento do músico poderá ser conferido pelos manauenses no próximo dia 9, quando ele, juntamente com Xande de Pilares e a banda completa do Revelação se apresentam na arena externa do Studio 5. Em entrevista, Almirzinho destacou que em agosto será a segunda vez que virá a capital amazonense para um show, mas que agora tem um gostinho diferente. “O público de Manaus é muito receptivo e sabe o que é um bom samba. No show do Revelação, vamos relembrar os sucessos que marcam gerações e algumas novidades também. Vamos surpreender, podem esperar“, adianta. Almirzinho está no grupo há um pouco mais de dois meses e ressalta que foi bem recebido pelo Brasil afora. “No geral as pessoas estão aceitando muito bem essa nova formação. Existem aqueles que ainda estra-
nham, é claro, mas é algo que o tempo vai ajudar a melhorar. O Revelação é um dos maiores grupos de samba, tem milhares de fãs e não quero apagar a história que o Xande construiu com grupo e os fãs”, disse. Antes de assumir os vocais do Revelação, Almirzinho tinha um projeto solo no Estado de São Paulo, onde morava. Durante esse tempo o cantor gravou dois CDs de MPB, um deles lançado na Espanha. Quando recebeu o convite para ser o novo vocalista do grupo, ele assume que ficou surpreso. “Primeiro tomei um susto, né. Um dos maiores grupos de samba de Brasil. Caraca! (sic)”. Almirzinho reconhece a grande responsabilidade em assumir o posto de um artista com o talento do Xande de Pilares. Cobrança que ele também esbarra por ser filho do sambista consagrado pelo público, Almir Guineto. No entanto, o cantor afirma que “está sabendo levar bem a situação”. Depois de aceitar o convite, ele deixou São Paulo e se mudou para o Rio de Janeiro, por conta dos compromissos com o grupo. Raízes no samba Amirzinho já é um velho conhecido dos músicos do Revelação. Ele participava das apresentações do grupo carioca em um bloco de Carnaval em Salvador. “Já tinha uma proximidade com todos eles, somos parceiros de longa data e isso facilitou muito.” O músico carioca percorre o Brasil com a turnê de despedida do cantor Xande de Pilares e ressalta que o público está comparecendo. “O frio na barriga sempre vai existir, mas depois de duas músicas o pú-
blico se solta e entra no clima”, brinca o novo vocalista. Ao ser questionado sobre o samba no Brasil na atualidade, o filho de Almir Guineto é incisivo ao dizer que o “samba mudou sua cara, ou seja, se modernizou, mas que não pode deixar de perder sua raiz”. Ele complementa: “O samba tem sua identidade própria. O mais importante é que as pessoas, os músicos e amantes do gênero não deixem o samba morrer, independente do crescimento e preferência por outros ritmos. O Brasil tem muitos talentos que se destacam em todos ritmos, mas o samba é especial. É um patrimônio cultural que está prestes a completar 100 anos. É muita história”, completa Almirzinho.
SERVIÇO SHOW DO REVELAÇÃO 360º Quando: 9 de agosto Onde: Arena externa do Studio 5 Quanto: Pista: R$ 50 (estudante) / Área VIP: R$ 130 / Mesa Premium: R$ 200 por pessoa (estudante) Pontos de Óticas Veja, Minds vendas: Idiomas, Sinhazinha.com, Bar Chopp Brahma (todos para pista), loja da Fábrica de Eventos no Shopping Cidade Leste (pista e área VIP); stand da Fábrica de Eventos no Amazonas Shopping (área VIP e mesa premium)
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MANAUS, DOMINGO, 27 DE JULHO DE 2014