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EM TEMPO - 27 de abril de 2014

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R$

2,00 PREÇO DESTA EDIÇÃO

O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

RICARDO OLIVEIRA

ANO XXVI – N.º 8.337 – DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

ESTÁ DOENDO NO

BOLSO Valor total da cesta básica em Manaus é de R$ 308,19

DIVULGAÇÃO

Ao realizar as compras do mês, o consumidor manauense deve ficar atento e pesquisar os preços em pontos diferentes antes de decidir fazer o supermercado. O EM TEMPO visitou três diferentes tipos de comércio para conferir de perto os valores dos produtos, que não podem faltar na mesa das pessoas. Economia B4 e B5

O domingo dos 4 papas De olho no carrinho O consumidor deve ficar atento e pesquisar os preços em pontos diferentes, antes de decidir “fazer o rancho”

A cerimônia de canonização dos papas João Paulo 2º e João 23 será especial por reunir em um único evento a “presença” de quatro papas – os dois que serão canonizados, o papa Francisco e o papa emérito Bento 16, que estará presente. Mundo B8

WENDERSON COSTA /DIVULGAÇÃO

MULHERES

Fim da revista vexatória Dia a dia C1

OCTÓGONO NA SELVA A terceira edição do “Rei da Selva” vai reunir, em Manaus, em julho, os principais nomes do MMA. O evento tem parceria do grupo Raman Neves de Comunicação. Pódio E4 e E5

JARAQUI

Na trilha do Vale do Silício Economia B2

Penarol em busca de milagre

Luciano Moreira e Thiago Lopes: estrelas da 3ª edição do “Rei da Selva Combat”

Pódio E2

Bom para o corpo e para a mente O restaurante SaladeDélice oferece pratos exóticos, aliados a um paladar saboroso, original e saudável. Páginas 4 e 5

Plateia teia

Dia de ‘Lúcia’ na ópera

A soprano Leticia de Altamirano (foto) é a protagonista de “Lucia di Lammermoor”, que estreia hoje no Festival de Ópera. Plateia D3

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

RICARDO OIVEIRA

ELENCO

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

HOJE É DOMINGO Exposições e publicações celebram o centenário de Lina Bo Bardi, 22 anos após sua morte. Seu legado e sua história começam a ser reescritos. Páginas 4 e 5

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 32

MÍN.:

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Última Hora

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MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

ZFM e sustentabilidade debatidos em seminário

Marina Silva falou sobre economia e meio ambiente e Eduardo Campos defendeu a preservação da Zona Franca de Manaus IONE MORENO

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

A

garantia do desenvolvimento econômico sem prejudicar o meio ambiente e a manutenção da Zona Franca de Manaus (ZFM) foram defendidos pela ex-senadora Marina Silva e pelo pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), durante o 4º Seminário Regional Programático do PSBRede, realizado ontem. Cerca de 500 filiados – dos partidos Socialista Brasileiro (PSB) e Popular Socialista (PPS) junto com a Fundação João Mangabeira de toda a Região Norte – acompanharam a reunião no auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Zona Centro-Sul. Para a ex-senadora, Marina Silva, a reforma e extensão da BR-319, que liga os Estados de Rondônia e Amazonas, só podem ser feitas após estudo dos impactos ambientais e sociais que a reativação da estrada levará ao local. “Sou contra a reforma da BR-319 da forma como está sendo feita. É impossível dizer que 400 quilômetros de estrada não geram consequências para as pessoas e para o meio ambiente”, disse. Em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff, reafirmou, em visita ao Amazonas, que uma das prioridades do governo seria tornar a rodovia transitável. Já o pré-candidato à presidência, Eduardo Campos, atentou para a importância

de preservar a ZFM, que ele considera responsável por impulsionar o desenvolvimento econômico não apenas da Amazônia, mas do país inteiro. “É um absurdo que uma potência como a Zona Franca tenha recursos retidos por puro interesse alheio. É preciso reavaliar as prioridades”, disse. Grupos filiados de todos os Estados que compõem a Região Norte participaram do evento e debateram pontos que consideram prioritários para que façam parte das diretrizes do progra-

CONTRÁRIA

Marina Silva disse ser contra a reforma e extensão da BR-319, que liga Rondônia e Amazonas. Para ela, essas obras só podem ser feitas após estudo dos impactos ambientais e sociais no local ma de governo PSB/REDE. O encontro foi aberto pelo vice-prefeito, Hissa Abrahão (PPS), que ao afirmar o apoio para Marina e Eduardo apontou a necessidade de fomentar a sustentabilidade dos povos da Amazônia. Já o deputado estadual Marcelo Ramos apresentou estatísticas levantadas pelo IBGE, em 2010, que reconhece o Amazonas como o Estado com o maior número de assassinatos em todo o país: 30 homicídios para cada 100 mil habitantes, segundo estatística.

Ex-senadora Marina Silva e o pré-candidato à Presidência Eduardo Campos durante o Seminário Regional Programático do PSB-Rede

ZONA LESTE

GRIPE INFLUENZA

Busca intensa por vacinação

Rapaz é encontrado morto com um tiro na cabeça

IONE MORENO

Cleison de Jesus dos Santos Medeiros, 23, foi encontrado morto no início de ontem, dentro do Igarapé 7, próximo à rua Fábio Lucena, no bairro Tancredo Neves, Zona Leste. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o corpo foi localizado por moradores da área, que passaram pelo rip rap do local, por volta de 8h. Ainda conforme a assessoria da PC, o rapaz apresentava uma marca de tiro na cabeça, além de outros ferimentos. Ele teria sido morto, durante a madrugada, dentro de uma casa em construção

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

Cerca de 200 mil pessoas buscaram os postos de vacinação ontem, no dia nacional da mobilização contra a gripe. Em Manaus, foram colocados à disposição 944 postos para receber a população no “Dia D” da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A expectativa dos representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) é que sejam vacinadas 391.345 mil pessoas até o final da campanha, no dia 9 de maio. Na manhã de ontem, a movimentação foi intensa em busca da vacina, principalmente nas Unidades Básicas de Saúdes (UBS). De acordo com o secretário de Saúde, Homero de Miranda Leão, a campanha é direcionada à parte da população que mais procura internação, quando acometida de gripe. “Segundo estudos nossos, a vacinação diminui significativamente a internação hospitalar na faixa etária que se destina”, afirmou. O secretário também explicou que quem estiver gripado pode tomar a vacina, sem problemas. “É importante que população venha se vacinar, que confie. Não há contraindicação”, finalizou.

O secretário Homero de Miranda Leão ao lado da aposentada Onorena e da neta dela, Taciane

Dose para imunizar é gratuita Na UBS Amazonas Palhano, no bairro São Jose 1, Zona Leste, a aposentada Onorena Silva da Costa, 71, e a neta dela, Taciane Silva, 5, buscaram a imunização da doença. “Todo ano eu venho aqui me vacinar e trago a minha neta. É importante sempre cuidar da saúde. Além da vacina, também faço caminhada, e sigo a dieta que o médico passou com muita fruta e verdura, para não descontrolar o colesterol”,

explicou Onorena. O trabalhador da construção civil José de Souza Bahia, 67, disse que após começar a tomar a vacina tem adoecido com menos frequência. “Como trabalho na construção civil, debaixo do sol quente, ficava gripado duas ou três vezes ao mês. Agora se ficar, é apenas uma vez ao ano. Por isso, nunca perco o período de vacinação”, afirmou. A dose da vacina é gratuita para crianças de seis

meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), para idosos a partir de 60 anos, para trabalhadores da área de saúde, povos indígenas (aldeados), mulheres gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), a população privada de liberdade, os funcionários do sistema prisional, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

e posteriormente arrastado para o igarapé. Relatos dão conta de que a vítima era usuário de drogas e, pelas características do crime, a polícia trabalha com a hipótese de acerto de contas com o tráfico. Cleison Medeiros já tinha um mandado de prisão em aberto contra ele. O corpo foi removido pelo do Instituto Médico Legal (IML) e o caso registrado no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP), porém as investigações ficarão a cargo da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

PORTO ALEGRE

Suspeitos de assassinato perdem guarda de filha A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu suspender a guarda de uma filha do casal Leandro Boldrini e Graciele Ugolini, que está preso sob suspeita de envolvimento na morte do menino Bernardo Boldrini, 11, no interior do Estado. Leandro, pai de Bernardo, e Graciele, madrasta do garoto, têm uma filha de um ano e meio, que está com familiares desde a prisão dos dois, na semana passada. Segundo decisão, a situação da família está sob análise e a guarda provisória será

definida posteriormente. Na prática, se um dos suspeitos conseguir a liberação da cadeia, não poderá voltar a ficar com a filha. A medida, divulgada anteontem, atende a um pedido do Ministério Público do Estado. A Promotoria considerou que o casal é suspeito de envolvimento na morte do garoto e, com isso, não seria “seguro” para a criança permanecer com eles. Também pediu que a guarda da criança seja regularizada. Formalmente, a Justiça não sabe onde a menina está.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Adeus, caras-pintadas Um Judiciário que se permite conviver sem traumas com a prescrição de crimes, principalmente crimes do colarinho branco, pode ser considerada sob suspeita. É duro, mas é verdade. Não é admissível, em nenhuma hipótese, recorrer ao velho jargão de que o país (uma república federativa, ainda mais) é “jovem” e tem pouca intimidade com a democracia. Para não ir muito longe na história dessa “geração perdida”, nesta semana, o ex-presidente Fernando Collor de Mello foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal 465, que discutia a autoria e materialidade relativas aos supostos crimes de falsidade ideológica, peculato e corrupção passiva, que teriam sido cometidos por ele quando era presidente, em 1992. O processo passou 23 (vinte e três) anos tramitando em diferentes instâncias da Justiça. O presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, criticou a morosidade do Judiciário. “Eu acho que isso é um retrato de como funciona a Justiça criminal brasileira”, disse o ministro. Ou de como não funciona. Devido à demora entre os crimes, a apresentação da denúncia e o julgamento, dois, dos três crimes contra Collor (PTB-AL), prescreveram. Ou seja, mesmo se fosse culpado, ele não cumpriria pena pelos delitos. Somente no STF o processo de Collor tramitou por 7 anos, 4 deles no gabinete da relatora, ministra Cármen Lúcia, sem que nenhum andamento processual fosse registrado. A absolvição de Collor aconteceu na quinta-feira, 24. Antes, na terça, 22, Collor fora eleito presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado. Quanto à quantidade absurda de prescrições (que não acontece com os réus ou suspeitos que não integram a “elite”) tudo que se faz no país é criticar a morosidade do Judiciário, como fez Barbosa. Assim, a Presidência acaba devolvida a Collor, com pedido de desculpas.

Elvis

A presença de Marina

elvis@emtempo.com.br

Na caminhada rumo ao Planalto, passada por seis Estados, esta é a primeira vez que Eduardo Campos (PSB) teve a ex-senadora Marina Silva (PSB) ao seu lado. A presença de Marina em Manaus não foi à toa. No Estado, ela obteve 25% dos votos e 36% na capital nas eleições presidenciais de 2010. Palanque próprio A aposta do PSB amazonense para as eleições deste ano é criar um palanque próprio, para disputar com o governador José Melo de Oliveira (Pros), que concorre à reeleição, e contra Eduardo Braga (PMDB), líder do governo no Senado. Becca e Hissa Há ainda as pré-candidaturas da deputada Rebecca Garcia (PP) e o vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão Filho (PPS). Mas Becca deve emprestar o palanque para o tucano Aécio Neves. Cabo de guerra Já Hissa terá que disputar com Marcelo Ramos (PSB) o direito de fazer palanque para Eduardo Campos e Marina. Com ele que vou Pelo que se observou em Manaus, Ramos tem a simpatia de Marina. Já Eduardo campos parece balançar para o lado do Hissa, ex-vice de Arthur. Presença de Marina O partido entraria na disputa isolado, mas confiante que a popularidade de Marina no Estado possa alavancar votos para os palanques federal e estadual.

Bye, bye tambaqui Aconteceu o que a CONTEXTO tinha previsto há alguns anos. O Amazonas, que já foi o Estado rei do peixe, perdeu a hegemonia do tambaqui. Novo rei Rondônia assume o ranking como o maior produtor de peixes em águas não salgadas, cultivando 10.805 hectares de lâmina de água doce, para uma produção estimada em 64.833 toneladas de pescados por ano. Piracema

Agressão Um dos membros do Sindicato dos Rodoviários identificado como Josenildo Oliveira, o Mossoró, é suspeito de ter agredido o fiscal de linha da empresa Vega Transportes, Ricardo Soares, na noite do último dia 17. Não entendi Pesquisa divulgada pela Conversion, consultoria especializada em SEO, mostra que há uma grande divisão na opinião dos internautas quanto ao Marco Civil da Internet, sancionado esta semana. 36% a favor

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri), na safra 2012/2013, Rondônia teve uma produção aproximada de 48 mil toneladas de tambaqui. 70 mil toneladas Para 2014, a estimativa é de 70 mil toneladas. Nos próximos anos, o governo estadual quer elevar esse número para 90 a 100 mil toneladas.

Embora a maioria se mostre a favor (36%), pessoas que se dizem contra ou que não entenderam a nova lei representam 32% cada uma, somando 64% dos entrevistados. Grande massa Um dado relevante é que essas pessoas, com idades entre 19 e 25 anos, que dizem não entender as mudanças, representam a grande massa de usuários ativos da internet no Brasil.

Via perigosa O sindicato dos Rodoviários está conduzindo a luta da categoria por um camimnho perigoso: o da violência.

Isto pode muito bem justificar um debate excessivamente jurídico do assunto.

APLAUSOS

VAIAS

Revolução dos Cravos

Encolheram o pão

PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP

IONE MORENO

Para a Revolução dos Cravos, de Portugal, que em 25 de abril de 1975 derrubou a ditadura de Antônio Salazar, provando para a história que revoluções também são feitas com flores. Em 1974, o povo distribuiu cravos vermelhos aos soldados, que os colocaram nos canos de seus fuzis, transformando a flor no símbolo da liberdade.

Para algumas padarias de Manaus que estão encolhendo o tamanho do pãozinho francês, mas não encolhem o preço. Qualquer fiscalização mais apurada pode comprovar a fraude.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Pau que nasce torto... A realidade, dentre todas as suas inúmeras características, traz como elemento mais forte e essencial a sua independência frente às nossas expectativas afetivas e perceptivas. Ou seja, por mais que a deseje de um determinado modo, ela permanecerá indiferente ao que anseio e imporá a sua própria natureza. Também frente à percepção a independência do mundo real será sempre um elemento absoluto e inquestionável. Nesta linha, quantas vezes, antes que o objeto se apresente, formamos dele uma imagem inteiramente originada na nossa subjetividade, a qual será desmontada tão logo o objeto real se apresente. Faz lembrar o episódio da moça que conversava amiúde com um rapaz, sempre e somente pelo telefone, que a ela dizia que seus amigos o consideravam quase um sósia do ator Tarcísio Meira. E assim ela esperava encontrá-lo, até que, na realidade, defrontouse com alguém que simplesmente destruiu a imagem que formara. O mundo real é forte, autônomo e independente. Não se curva nem cede aos nossos desejos e, somente podemos ter com ele uma relação pacífica e civilizada, se construirmos um acordo de paz, ou, pelo menos, um armistício. Caso contrário... Se semear uma fava de feijão-verde, quando esta começar a brotar será apenas um vegetal verde e indefinido e, se nesse momento alimentar sobre ela mil expectativas, ao fim serão só frustrações, pois o broto crescerá e será apenas e somente um pé de feijão-verde. O que quero realmente dizer é que estamos chegando ao final de 4 anos do governo Dilma Rousseff e que essa senhora já se definiu plenamente, a despeito das nossas expectativas. Não adianta alimen-

tar desejos e sonhos de que, num outro mandato, teríamos algo de novo e de diferente. Será outra vez o mesmo governo populista e desprovido da competência e da visão de futuro de que este país precisa desesperadamente. Como Lula, Dilma, criatura sua, não governa para o país, mas apenas para garantir faturamento político para si e para o grupo que ora se acha no poder. O PT, tão logo assumiu o governo, descartou a imagem que construíra com empenho e competência, ao optar pela linha da demagogia e do populismo que nada acrescentou ao Brasil como nação, mas serviu apenas ao projeto de poder do próprio partido. O preço a pagar, por nós e não por eles, nunca será visto como alto demais, mesmo que implique no desmonte do patrimônio nacional e na transferência das riquezas pelas vias da corrupção. Lula e Dilma são políticos da mesma escola e rezam pelo mesmo catecismo, tendo o criador um pouco mais de sagacidade, demonstrada quando preservou a política econômica de Fernando Henrique, abandonada por Dilma e seu indefectível Mantega. Nada além disso, enquanto individualidades. Apenas, Lula é mais audacioso e desrespeita mais o nosso discernimento, como o fez, sem camuflagem, quando, por exemplo, alegou desconhecer o esquema do mensalão ou veio a público anunciar a autossuficiência brasileira em petróleo. O mesmo petróleo de cujos derivados hoje dependemos e importamos. Não adianta alimentar esperanças. Pau que nasce torto cresce, envelhece, mas sempre torto. Só será possível uma boa convivência com ele, se a sua tortuosidade for bem recebida (o que ocorre com os que dela tiram proveitos).

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Como Lula, Dilma, criatura sua, não governa para o país, mas apenas para garantir faturamento político para si e para o grupo que ora se acha no poder. O PT, tão logo assumiu o governo, descartou a imagem que construíra com empenho e competência, ao optar pela linha da demagogia e do populismo”


A4

Opinião

MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Ela disse, ele disse

Naquela época não existia DNA, concorda comigo? Então, quando o senhor vai se desfazer de um corpo, quais são as partes que, se acharem o corpo, podem determinar quem é a pessoa? Arcada dentária e digitais, só. Quebravam os dentes e cortavam os dedos. As mãos, não. E aí, se desfazia do corpo

O programa de TV que o PT leva ao ar em 15 de maio deve repetir o jogral entre Dilma Rousseff e Lula, que vão se alternar na tela, completando as frases um do outro. A ideia é a mesma de quando o recurso foi usado pela primeira vez: atrelar a popularidade do expresidente à aliada, em queda nas pesquisas. No mais, o filme mostrará obras e realizações em formato de videoclipe, com ênfase no tripé de ações com a grife de Dilma: Minha Casa, Minha Vida, Pronatec e Mais Médicos. Colateral A volta de Lula à publicidade petista é uma guinada em relação às inserções de março, 100% focadas em Dilma. O risco da volta do jogral é dar mais combustível à especulação de troca de candidato do partido.

Campos e Marina Silva por João Dória Jr., está suando o dólmã para conceber uma opção para a candidata a vice pelo PSB, dada a ampla lista de restrições alimentares da ex-senadora.

Mais tela Antes da propaganda, no entanto, Dilma deverá usar rede nacional de TV a pretexto de celebrar o Dia do Trabalho, em 1º de maio.

... gourmet Morena deve optar por um filé de frango sem condimentos, aos quais Marina é alérgica. O acompanhamento deverá ser um legume, e a sobremesa, fruta.

Na manga A dupla ainda não gravou. Por ora, está descartado usar a janela na TV para falar de Petrobras e outros temas polêmicos, como inflação. Mas pesquisas ditarão se haverá necessidade de introduzir alguma “vacina” ou mudar o roteiro prévio.

Me dá... Conselheiros de Eduardo Campos pedirão aos institutos de pesquisas que apresentem os nomes das chapas presidenciais completas aos entrevistados a partir de junho. Pessebistas querem que a divulgação dos números seja embalada pelo nome de Marina como vice.

Tribunal O governo fará uma série de debates para fortalecer o Mais Médicos entre formadores de opinião. Amanhã, Arthur Chioro (Saúde) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral) discutirão o tema com advogados e juristas em faculdade de São Paulo.

... um voto aí Sondagens internas realizadas pelo partido sugerem que a chapa atingiria hoje 42% das intenções de voto entre os eleitores que conhecem todos os candidatos. Sozinho, Campos tem 28% nesse grupo.

Desafio... A chef Morena Leite, que assinará o menu do jantar oferecido amanhã a Eduardo

Yin O Planalto quer manter a CPI da Petrobras apenas no Senado porque acredita que lá o tema será tratado com

Paulo Malhães, coronel, ex-agente do Centro de Informações do Exército, que chocou com este depoimento os membros da Comissão Nacional da Verdade, foi encontrado morto, ontem, em sua casa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ). Suspeita-se de queima de arquivo.

mais serenidade. Yang Pretende, no entanto, abrir em conjunto com a Câmara a comissão para investigar o metrô de São Paulo. A ideia é criar o maior barulho possível em torno do tema, já que os deputados estão em busca de um “palco” para suas reeleições.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br

Menos um Para dirigentes do PT, André Vargas sucumbiu a pressões para se desfiliar por temer novas revelações sobre sua relação com Alberto Youssef. Acreditam que, assim, ele não precisa mais se preocupar em dar satisfações à legenda.

RICARDO OLIVEIRA

Escudo O deputado Bruno Covas (PSDB), que até o início do mês era secretário de Meio Ambiente de Geraldo Alckmin, foi escolhido pelo governo para presidir a CPI dos Pedágios na Assembleia. Vazado Tucanos se dizem tranquilos quanto às investigações, mas admitem receio com o dano eleitoral que o PT, autor do pedido da investigação, pode provocar. Por isso a decisão de nomear Covas e outros dois ex-secretários para integrar o grupo.

Tiroteio

Os carnavalescos de Manaus não conseguem esperar a hora do apito do árbitro da Fifa dar início ao mais famoso entre os famosos eventos esportivos do planeta: a Copa Mundial de Futebol. A ansiedade é tanta, que já ancoraram suas alegorias para animar a festa e antecipar as folias momescas de 2015. E tudo com a mesma máscara. Ô cara de pau!

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Nem o socorro dos bancos às elétricas será capaz de iluminar o poste Dilma, que está deixando os trabalhadores na escuridão.

João 23

DO DEPUTADO PAULINHO DA FORÇA (SP), presidente nacional do Solidariedade, sobre o empréstimo de bancos a distribuidoras para custear gastos extras.

Neste segundo domingo de Páscoa, a Arquidiocese de Manaus instala uma nova área missionária. Há muito tempo, criamos áreas missionárias para ficar claro que não se tem uma matriz com suas respectivas capelas, mas uma rede de comunidades que em comunhão entre si formam uma unidade pastoral. Esta nova concepção está sendo assumida pela igreja no Brasil quando vê a paróquia como uma comunidade de comunidades. Queremos ser uma igreja de comunidades que se reúnem ao redor da palavra e da eucaristia, atentas à vida das pessoas e da sociedade, anunciando o Evangelho que exige conversão pessoal e transformação de estruturas opressoras, caminhando rumo ao reino definitivo, mas construindo o reinado de Deus aqui na terra. Como as paróquias, as áreas missionárias têm seus padroeiros. Para esta nova área foi escolhido são João 23. Hoje ele está sendo canonizado. A razão da escolha não foi só a coincidência de datas, mas o significado histórico deste papa para a história da igreja. Queremos ser uma Igreja moldada segundo os ideais e as orientações do Concílio que ele convocou faz meio século. Um concílio que até hoje está sendo recebido pelo povo de Deus, pois a riqueza da renovação conciliar é imensa e ainda não foi exaurida. Ainda temos que crescer na consciência de sermos uma igreja que não vive para si, mas para o reino, o que significa estar a serviço da humanidade. Dizer isto significa dizer que queremos ser uma igreja pobre para os pobres, pois são eles que necessitam serem servidos e o maior serviço

Contraponto

Era no tempo do rei Em 1641, com o fim da união entre Portugal e Espanha, o proprietário de terras brasileiro Amador Bueno, filho de espanhol, foi aclamado pela população pró-castelhana como o “rei de São Paulo”. Na época, ele recusou o título e disse ser súdito do rei D. João IV, de Portugal. Em março, o ex-presidente espanhol José María Aznar visitou o governo paulista e, antes mesmo de encontro com o governador Geraldo Alckmin, já foi se explicando: – Fiquem tranquilos, paulistas, não venho em nome da Espanha requerer os direitos de Amador Bueno – afirmou, arrancando risos do governador. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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a eles prestado é reconhecê-los protagonistas da própria história. Eles estão por toda parte, mas estão, sobretudo, nas periferias e nos grandes conjuntos habitacionais que não levam em conta que as pessoas tem história, cultura, religião, e que ter uns metros quadrados para dormir não é a sua única necessidade. A nova área missionária está numa destas periferias. Há ainda um longo caminho a percorrer na renovação litúrgica, para que de fato nossas liturgias sejam vividas como iniciação e vivência do mistério pascal. Há sempre o perigo de retornar a uma liturgia de ritos alienantes e excludentes e fazer dos nossos ritos puro entretenimento. Nossas comunidades são espaços de oração comprometida e libertadora. É preciso também crescer na consciência da natureza missionária da igreja o que significa que cabe a todos a tarefa de evangelizar. A igreja tem que escancarar as suas portas, sair pelas ruas e caminhos, encontrar-se com as pessoas e acolhêlas. Foi este o sonho do nosso novo santo e é este o sonho do atual sucessor de Pedro. Uma característica marcante do papa bom foi a sua alegria e bom humor que se tornaram proverbiais. O cristianismo tem que voltar a atrair pela beleza e pela alegria. Quem visita as pequenas comunidades reunidas para celebrar a vida encontra esta alegria de viver que nasce da partilha e da solidariedade. Que João 23, que quis ser simplesmente humano interceda por esta nova área missionária e que as comunidades fortalecidas pelo seu exemplo ajudem a igreja toda a ser fiel ao seu Mestre e Senhor.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Há ainda um longo caminho a percorrer na renovação litúrgica, para que de fato nossas liturgias sejam vividas como iniciação e vivência do mistério pascal. Há sempre o perigo de retornar a uma liturgia de ritos alienantes e excludentes e fazer dos nossos ritos puro entretenimento”


Política

MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

A5

Oposição unifica discurso para forçar segundo turno ROBERTO STUCKERT FILHO/PR

IONE MORENO

Em Manaus, na última sexta-feira, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) afirmou que programas sociais “vieram para ficar”

Mesmo com popularidade e intenções de votos em queda, pesquisas dão vitória para Dilma

N

a caravana de viagens que tem feito pelo país, o pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB-PE), tem mostrado qual será seu posicionamento sobre questões estratégicas e até polêmicas em torno do debate eleitoral. Em Manaus, na última sexta-feira, Campos revelou que não irá atacar programas de assistencialismo do governo federal, como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, principais vitrines eleitorais da sua adversária, a presidente Dilma Rousseff (PT). O discurso do socialista sobre os programas que beneficiam milhões de eleitores será aliado à estratégia adotada pelo senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG), que ao longo dos últimos meses deixou de classificar o Bolsa Família como “bolsa-esmola” e agora fala em expandir a iniciativa. A ideia, iniciada pelo tucano, é apontar que Dilma não tem conseguido crescer o programa social que, segundo ele, não chega a todos que precisam. A inversão dos discursos de Campos e Aécio será sustentada pelo argumento de que o Bolsa Família surgiu no governo do ex-presidente Lula como uma junção do Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e AuxílioGás, programas herdados por Lula de seu antecessor, o expresidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). As críticas que distanciaram o PSDB da origem do projeto abriram espaço para a paternidade assumida pelo PT nos últimos anos. O distanciamento da oposição do programa deu ainda aos

petistas uma margem de manobra para sustentar que as iniciativas seriam derrubadas por qualquer outra administração, o que foi classificado por Campos como “terrorismo”, durante visita à Câmara Municipal de Manaus (CMM), na sexta-feira, quando foi homenageado com o título de Cidadão de Manaus. “Essa política que muitos ficam pregando de que vão acabar com os programas sociais é um terrorismo eleitoral de quinta categoria”, enfatizou. O pacto entre os dois précandidatos é mais um sinal da estratégia adotada para dar fôlego a um possível segundo turno nestas eleições. Nas últimas pesquisas eleitorais do Ibope e Vox Populi/Carta Capital, divulgadas no início deste mês, Dilma aparece com 40%; Aécio, com 16% e Campos, com 8%. Assim como o tucano, Eduardo Campos optou por prometer melhorar o programa. “Da mesma forma que o salário mínimo, lá no tempo do Getúlio (Vargas, ex-presidente), veio para ficar como uma conquista, as políticas sociais, o Bolsa Família, vieram para ficar. Se eu não tivesse preocupações sociais, não teria saído do governo com 90% de aprovação”, afirmou o pernambucano, que foi governador daquele Estado por dois mandatos e se desincompatibilizou do cargo no dia 4 deste mês para concorrer à Presidência da República. Outros sinais da abordagem de Campos nestas eleições foram dadas nas últimas viagens do socialista. No Pará, onde esteve na última quinta-feira, ele reforçou que irá combater o “fisiologismo” do governo Dilma, reduzindo ao máximo o número de ministérios.

PT quer investigar governos do PSB e PSDB Na mira dos líderes governistas do Congresso, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) afirmou em Manaus, na manhã da última sexta-feira, que está “tranquilo” quanto à possível instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional, para investigar indícios de irregularidades no contrato entre a Petrobras e o ex-governador para a construção da Refinaria Abreu e Lima, no porto de Suape, em Pernambuco. “Não tem nenhum problema até porque todas as auditorias internas do próprio

Tribunal de Contas do Estado e da União estão sendo feitas. O governo federal no Congresso tem maioria para pedir a CPI que desejar e nós, como homens públicos, temos que estar sempre à disposição para explicar os nossos atos”, disse o précandidato a presidente da República ao chegar à Câmara Municipal de Manaus, para ser homenageado. Após o parecer emitido pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), por uma CPI no Senado exclusiva para investigar fraudes nos negócios da Pe-

trobras, governistas mudaram a estratégia, diminuindo o tom de descontentamento contra as investigações que atingem a presidente Dilma Rousseff e descartaram recorrer em conjunto da decisão no Supremo. A ação será ingressada somente pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O acordo da base aliada é reagir iniciando a coleta de assinaturas para a criação de uma CPMI para investigar o cartel de trens em São Paulo administrado nas gestões do PSDB paulista e irregularidades no porto de Suape, em

Pernambuco, empreitada que abriga um entreposto da Zona Franca de Manaus (ZFM). A ideia é desgastar as candidaturas do senador Aécio Neves e do ex-governador Eduardo Campos, adversários de Dilma na disputa presidencial. Aliando-se ao discurso adotado pela oposição no Senado, Campos afirmou que o governo federal tenta sufocar os efeitos das investigações na estatal. “Não dá é para gente tentar empanar, tentar encobrir, tentar esconder, correr da investigação sobre a Petrobras. Isso ai é outra coisa”, afirmou. LIA DE PAULA/AGÊNCIA SENADO

RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

Eduardo Campos diz que vem para ganhar estas eleições. Ele aparece em 3º lugar nas pesquisas

Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) desponta nas pesquisas em segundo lugar, com 16% das intenções


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Política

MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

Candidatura de Alfredo à reeleição é incógnita

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

A faxineira não limpou o que tinha que limpar” EDUARDO CAMPOS (PSB), ironizando a “faxina ética” trombeteada pela presidente Dilma

Como Ideli, PGR utilizou o helicóptero do Samu Foi para evitar um “mico” que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou a investigação sobre o fato de a ministra Ideli Salvatti haver utilizado, em Santa Catarina, um helicóptero do Samu destinado à remoção de pacientes graves resgatados em acidentes e tragédias naturais. É que o próprio órgão chefiado por Janot usou o mesmo helicóptero para transportar procuradores, como atestam documentos. Como acusar? O helicóptero do Samu foi usado pela Procuradoria da República de Tubarão (SC) e a Procuradoria da República em Santa Catarina. Levando autoridade Em Tubarão, o helicóptero foi requisitado para transportar, em agosto de 2013, o subprocurador-geral da República, Mário Gisi, em serviço. Documentado Os procuradores pediram o helicóptero por meio dos ofícios PRMT/n° 664/2013 e PR/SC/GABPC/ nº 7233/2013 (cópias em poder da coluna). Sem ilícito Em seu despacho, o procurador-geral Rodrigo Janot afirma não haver encontrado “elementos que configurem qualquer ilícito penal” de Ideli. Brasil vai continuar sem embaixador na Bolívia O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), manterá sobrestada, na gaveta, a indicação do novo embaixador do Brasil em La Paz. Até que reavalie

as relações com o governo do cocaleiro Evo Morales, que coleciona molecagens contra o Brasil – da invasão à refinaria da Petrobras à recusa de salvo conduto ao senador que ficou 445 dias refugiado na nossa embaixada. Perseguição cruel O senador Ricardo Ferraço também continua inconformado com a perseguição do governo ao diplomata brasileiro Eduardo Saboia. Nos conformes O advogado e ex-ministro José Dirceu, mensaleiro recolhido à Papuda, está em dia com a inscrição na OAB-SP: “Situação regular”. Fala que eu te entendo Uma gíria que deverá sair definitivamente de moda na Petrobras e na entourage do doleiro Alberto Youssef após as escutas da PF: “Sacou?” Ela quer o fígado A presidente Dilma está possessa com o senador Pedro Taques (PDT-MT), que protocolou na terça (22) representação na Procuradoria-Geral pedindo que ela seja investigada pela compra da refinaria de Pasadena Deputado lobista A Fundação dos Economiários Federais (Funcef) complicou ainda mais a já embolada vida de André Vargas (PR). A Funcef afirma que seu diretor só recebeu o doleiro Alberto Youssef após pedido do deputado. Fim dos tempos Líder do PPS, Rubens Bueno (PR) diz ter ficado surpreso com decisão do presidente Renan Calheiros de tentar derrubar a CPI exclusiva da Petrobras: “Ele

Jornalista

Senador pelo AM, o republicano ainda não se posicionou se disputará vaga com o ex-governador Omar Aziz (PSD) ALFREDO FERNANDES/AGECOM

deixou de lado o Senado para defender o governo”. Samba do crioulo Os líderes do governo, Arlindo Chinaglia (SP), e do PT, Vicentinho Alves (SP), não se entendem. Na votação da suspensão do tucano Carlos Lereia, um orientou pela aprovação e o outro liberou a bancada. O pastor é pop Após passagem polêmica na Comissão de Direitos Humanos, o pastor Marco Feliciano (PSC) lidera ranking político no Facebook, com 840 mil curtidas, seguido de Romário, 820 mil, e Eduardo Campos, 787 mil. Estranho Algo falta ser dito na história de “DG”. Ele foi sepultado no jazigo da família no cemitério São João Batista, que custa uma fortuna para quem, até recentemente, era mototaxista na favela do Pavão-Pavãozinho. E na Copa? Deputados estão indignados com os péssimos serviços nos aeroportos. Na terça, avião da TAM, voo 3710, de São Paulo para Brasília, abriu as portas para o desembarque em meio a um temporal, a 3 metros do ônibus. No ventilador Políticos do PT atribuem denúncias envolvendo a Petrobras e o doleiro Alberto Youssef à suposta briga interna entre delegados da Polícia Federal, que ameaçam jogar no ventilador esquemas de toda ordem. Pensando bem... ...as denúncias ligando o exministro da Saúde Alexandre Padilha ao doleiro Youssef colocaram a campanha dele na UTI.... do SUS.

Ex-governador Omar Aziz deixou o governo com um alto índice de aceitação popular: 74,8% JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO

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onsiderado o nome mais cotado para assumir a única vaga disponível ao Estado no Senado Federal, o ex-governador Omar Aziz (PSD) não obteve a boa aprovação à toa. Segundo o sociólogo Carlos Santiago, para chegar ao patamar de favorito da disputa, Aziz apostou em uma fórmula, onde publicidade e articulação política foram seus principais ingredientes. A ida de Omar para Brasília parece ainda mais inevitável, quando observada a aceitação popular da sua imagem. Na pesquisa encomendada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus) para a Perspectiva Tecnologia da Informação, divulgada no último dia 5, ele apareceu com 74,8% de aceitação popular e

54,9% das intenções de voto para o Senado. Omar ainda fechou 2013 sendo considerado o governador melhor avaliado do país. “Ele usou a propaganda como poucos, e teve ao seu lado uma primeira-dama ativa que o ajudou a cativar diversos tipos de eleitores. Omar também conseguiu aglutinar líderes políticos de partidos que eram considerados inalcançáveis. O Omar Aziz que conhecemos hoje foi sendo amadurecido ao longo desses 4 anos à frente do poder. Ele foi inteligente ao manter boa relação em todas as esferas”, analisou Santiago. O pensamento do sociólogo é validado nas declarações de personalidades como o prefeito de Manaus Arthur Neto (PSDB), que já sinalizou apoio à candidatura do ex-governador em detrimento ao lançamento de um nome da própria sigla para

a disputa. “Eu não teria como fazer campanha para outro candidato”, disse Arthur em recentes declarações à imprensa local. Para o vereador Plínio Valério (PSDB), que chegou a colocar seu nome à disposição dos tucanos, o favoritismo de Omar e o apoio de Arthur são naturais, por conta dos compromissos assumidos entre prefeitura e Estado, no período em que Omar governou. “Adoraria disputar à cadeira, mas, entendo o momento do partido”, comentou. Os burburinhos de bastidores sobre a desistência do senador Alfredo Nascimento (PR), dono da vaga e que por direito poderia disputar à reeleição, fomentam ainda mais a vantagem que Omar leva diante de seus concorrentes. Sendo o vereador Marcelo Serafim (PSB) considerado o mais forte dentre eles.

Mandato vai terminar este ano

PODER SEM PUDOR

Tudo sobe Uma comissão de moradoras, liderada por insistentes carolas de uma paróquia, insistiu para se reunir com o então prefeito de Juazeiro do Norte (CE), Mozart Cardoso de Alencar. Quando finalmente recebeu o grupo, Mozart descobriu que as senhoras estavam ali para protestar contra os aumentos no preço da carne. Como ele nada tinha com o assunto, desabafou impaciente: - É óbvio que o preço da carne está subindo, porque tudo está subindo: sobe a minissaia, sobe foguete, sobe astronauta, sobe elevador. Tudo sobe... aliás, só não sobe mesmo é a batina do padre. E sabem por quê? Porque eles nem usam mais aquele troço... E encerrou a reunião.

CONGRESSO

Belchior vai discutir Orçamento A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, fará, às 15h da próxima terça-feira, a apresentação oficial do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO). A audiência pública é realizada todos os anos para que o governo apresente a proposta aos parlamentares e responda a dúvidas. A palestra é uma determinação da resolução do Congresso

Nacional 01/2006, que disciplina os trabalhos da CMO. Na maioria das vezes, o debate gira em torno, de um lado, dos cenários levados em consideração pelo Executivo para elaborar o projeto da LDO, inclusive quanto à evolução de indicadores como inflação, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, que mede a soma das riquezas produzidas pelo país) e dívida pública. Do outro lado, costuma envolver a discussão dos critérios para distribuir os recursos entre projetos

novos, projetos em andamento, conservação do patrimônio e serviços públicos. Neste ano, devem ser debatidas também as emendas parlamentares de execução obrigatória, também conhecidas como emendas impositivas. No ano passado, por acordo político, os parlamentares incluíram na LDO 2014 as emendas impositivas, porém o Executivo enviou a LDO 2015 ao Congresso no começo de abril sem mencioná-las no texto da proposta.

Nestes 8 anos de mandato, Alfredo passou metade como ministro dos Transportes

De acordo com informações repassadas pelo diretório estadual do Partido da República (PR), o futuro político de Nascimento ainda não foi decidido e por isso é impossível dizer se ele lutará pela vaga ou mesmo disputará uma chance na Câmara Federal. O senador, que teve a imagem arranhada com escândalos envolvendo desvio de dinheiro público enquanto era ministro dos Transpor-

tes, não foi encontrado para comentar o assunto. Alfredo Nascimento ocupou o Ministério dos Transportes nos dois mandatos do ex-presidente Lula e no primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Articulação A participação de Marcelo Serafim no pleito de outubro é fruto de conversas entre ele e o presidenciável,

Eduardo Campos (PSB), que esteve em Manaus neste fim de semana. A decisão anunciada no mês de março na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) visa consolidar o grupo formado por PSB-PPS e Rede Sustentabilidade no Amazonas. Na ocasião o vereador admitiu não ser fácil a tarefa. “Tenho convicção que essa não será a campanha mais fácil pela qual vamos passar. Mas acredito no nosso grupo”.


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

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Eduardo CAMPOS

‘Vamos fazer uma CAMPANHA PARA ganhar a eleição’

FOTOS: IONE MORENO

VALÉRIA COSTA Equipe EM TEMPO

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Em 2010, o partido discutiu a possibilidade de ter uma candidatura própria. Chegou a ter uma pré-candidatura lançada, mas houve a decisão, desde o primeiro turno, de acompanhar a presidente Dilma. Foi um apelo feito pelo presidente Lula na época”

os 48 anos de idade e com quase 30 anos na carreira política, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem um sonho ousado: ser presidente da República. Com um currículo extenso no poder público, Eduardo Campos tem demonstrado que não vai entrar no processo eleitoral para compor figurinha ou confudir o eleitorado brasileiro. Convicto de que vai se eleger presidente ao lado da aliada, a ex-senadora Marina Silva, o socialista começou a percorrer o país para colher na fonte propostas para elaborar o pograma de governo partindo de diretrizes já discutidas internamente. Neste final de semana foi a vez de Manaus receber o pré-candidato que, além de anfitrionar o seminário regional PSB-PPS-Rede, ele também foi agraciado com o título de Cidadão de Manaus concedido na sexta-feira pela Câmara de Vereadores. Agora, manauense por “adoção”, ele afirma que suas responsabilidades para com a região aumentaram. EM TEMPO – Quando o PSB começou a construir o projeto de candidatura presidencial? Em que momento nasceu a ideia de disputar a presidência da República? Eduardo Campos - Na verdade, esse é um debate que o partido vem travando desde 2001, quando o partido já tinha tido candidato a presidente da República ainda antes de ser extinto pelo golpe de 64. Depois, o PSB teve uma candidatura em 2002. Em 2006 apoiamos o Lula. Em 2010, o partido discutiu a possibilidade de ter uma candidatura própria. Chegou a ter uma pré-candidatura lançada, mas houve a decisão, desde o primeiro turno, de acompanhar a presidente Dilma. Foi um apelo feito pelo presidente Lula na época e nós a apoiamos. Em 2012, na eleição municipal já havia bastante inquietação dentro do partido, com a condução e os rumos da política brasileira. Já começava a se falar na necessidade de haver uma candidatura e nós dissemos que o debate sobre candidatura era só em 2014. Naquele momento, era hora de cuidar do Brasil. Ganhar 2013. O partido voltou a discutir isso intensamente nos prazos de filiações, ano passado, quando aconteceu o encontro com a ex-senadora Marina Silva. Mas, a decisão mesmo de apresentarmos uma alternativa ao Brasil, de mudança, se deu em

2014. Era uma expectativa. Uma possibilidade, um debate interno. Mas, não havia uma decisão tomada. A decisão foi tomada em 2014. EM TEMPO – Mas ano passado, quando o PSB entregou os cargos que possuía no governo Dilma já existia esse sentimento de sair da base aliada ao governo federal? EC - Primeiro, a gente discutiu a possibilidade de não participar do governo já em 2010 depois da eleição. No início do primeiro semestre de 2013, nós começamos um debate no sentido de apoiar o governo sem estar participando, mas foi quando ocorreram as manifestações de junho e nós achamos que naquele momento não era o mais adequado para tratar disso com o governo. Tão logo as coisas foram voltando para uma certa normalidade, entre aspas, nós fizemos o debate interno e saímos do governo. EM TEMPO – Quando o partido entregou os cargos federais assumiu o discurso de que iria manter o apoio a projetos do governo no Congresso Nacional. Entretanto, nos últimos dois meses, o senhor tem intensificado as críticas à gestão de Dilma Rousseff... EC - Tudo que for certo e para o bem do Brasil, nós vamos apoiar. Não vamos fazer uma oposição pela oposição, muito menos oposição ao Brasil. O problema é que de uns meses para cá o país tem piorado. Então, à medida que as coisas têm piorado, que a situação tem se agravado; a inflação voltando; crescimento em baixo; juros aumentando; as obras não saem do papel; os compromissos não são entregues. Nós estamos vendo também a aproximação da eleição, que faz com que o debate seja mais intenso. Com isso, parece que a gente está aumentando o tom, o número de críticas, mas não é. Isso porque o tempo é mais de debate mesmo. EM TEMPO – E, em meio às críticas, à crise institucional que o governo federal vem atravessando, os escândalos de corrupção que estão vindo à tona e as trocas de farpas entre aliados e adversários, essa será uma campanha de ataques pesados? EC - No nosso programa de governo vai constar, inclusive, um capítulo sobre que campanha nós vamos fazer. Nós vamos fazer uma campanha limpa, propositiva, que não vai entrar nessa de ataque. Nunca

fizemos. Quem já me viu fazendo campanha e quem já viu a Marina Silva fazendo campanha sabe qual é o jeito que nós vamos fazer campanha. Só que nós vamos fazer uma campanha propositiva, animada, corajosa. Vamos fazer uma campanha para ganhar a eleição e para governar o país de um jeito diferente. Para tirar o Brasil do caminho errado e colocá-lo no caminho certo. EM TEMPO – Na última sexta-feira, o senhor foi homenageado na Câmara Municipal de Manaus com o título de Cidadão de Manaus... EC- Estou feliz de poder voltar a Manaus para dois dias de trabalho e receber, ao longo deste dia de trabalho, esse título de cidadão que, para mim, só aumenta a responsabilidade nossa com o futuro desta grande cidade e deste grande Estado. Estamos fazendo hoje um grande processo de escuta a toda sociedade para a construção do nosso programa de governo, nosso e da Marina Silva, para que a gente possa conduzir o Brasil de volta ao rumo certo. A um crescimento sustentável que reduza as desigualdades que afrontam o Norte e o Nordeste brasileiro. Duas regiões que nós conhecemos de perto e que sabemos que foi tão importante para a vitória do atual governo e que se sentem distantes das decidões de Brasília. O Nordeste e Norte não são problema para o Brasil. Nós somos parte da solução brasileira. Queremos um tratameto adequado e oportunidade para que a gente mostre o talento e a força do trabalho do nosso povo. EM TEMPO – O senhor fala muito da união NorteNordeste. Não tem receio de essa postura criar um bairrismo por parte das outras regiões brasileiras? EC – Não. Acho que a gente tem de fazer a aliança de um Brasil inteiro. Precisamos construir a unidade do Brasil, de um pensamento rumo ao desenvolvimemto. A unidade se constrói compreendendo as adversidades. E nós, nordestinos e nortistas, temos desafios que são próprios da nossa região e que precisam ser desafios do país. Como nós temos que dar aos mãos aos companheiros, aos nossos concidadãos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste em tudo aquilo que seja importante para o desenvolvimento destas regiões. EM TEMPO – O senhor afirmou que é amigo da Zona Franca de Manaus. Como o senhor observa as dificuldades encontrados

pelo modelo para manter seus incentivos fiscais? EC - Nosso partido, como fez todas as vezes, estará ao lado da posição pela prorrogação da ZFM. Nós entendemos que não é só a prorrogação da ZFM. Nós precisamos mais do que isso. De uma estratégia de desenvolvimento regional que possa viabilizar o desenvolvimento sustentável não só do Norte, mas do Nordeste também, preservando conquistas como foi a Zona Franca. Mas complementando essas conquistas com uma visão da infraestrutura que muitas vezes falta, como a energia, logística. Temos também a necessidade de conhecimento com a pesquisa, preparação de pessoas. Poder pesquisar e desenvolver tecnologia para que essa região possa ocupar espaço e fronteiras econômicas novas, como a biotecnologia verde, que é um grande potencial de desenvolvimento no mundo, numa indústria de ponta que vai surgindo no mundo e que tem grande possibilidade de o Brasil não perder essa corrida. Nós estamos na região que tem uma riqueza na sua biodiversidade extraorindária que pode ser de forma sustentável usada para o desenvolvimento humano. Ao mesmo tempo em que a gente precisa fomentar as atividades tradicionais, como a pesca, turismo, fitoterápico, polo naval. E é essa discussão que viemos fazer aqui para construir um programa de governo que não será só dos técnicos, mas sobretudo da sociedade, do Brasil que quer falar e que não está sendo escutado pelo governo que está aí, mas que vai ser escutado pelo futugo governo que haveremos de construir a partir de 1º de janeiro de 2015. EM TEMPO – O que o senhor vai levar de propostas do Amazonas para inserir em seu programa de governo? EC – Tivemos uma agenda muito intensa. Visitamos o Inpa, conversamos com representantes da indústria, com muita gente que veio do interior para cá nos sugerir e todos esses encontros têm sido muito ricos na possibilidade de as pessoas falarem. Em regra, os políticos vêm para ficar falando, falando e falando atrás de um aplauso e nós temos ouvido, ouvido e ouvido atrás das boas ideias. Elas têm chegado e vão ajudar a gente fazer um programa que será a cara do Brasil. De um Brasil que vai mudar. Do Brasil que vai fazer com que o povo brasileiro se enxergue no seu governo e sobretudo que o povo brasileiro volte a se animar com seu futuro. O futuro do Brasil será melhor.

Estou feliz de poder voltar a Manaus para dois dias de trabalho e receber, ao longo deste dia de trabalho, esse título de cidadão que, para mim, só aumenta a responsabilidade com a cidade”

O Nordeste e o Norte não são problemas para o Brasil. Nós somos parte da solução brasileira. Queremos um tratamento adequado e oportunidade para mostrar a força do nosso povo”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014


MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

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Da Era Paleozoica para o turista da Copa do Mundo Quarto município visitado pelo EM TEMPO, Presidente Figueiredo quer assegurar o retorno dos visitantes estrangeiros depois do mundial JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO

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Formado por cachoeiras, grutas e trilhas, o município oferecerá roteiros voltados à vivência com outros tempos

DIVULGAÇÃO

o Galo da Serra às cachoeiras e grutas que datam da Era Paleozoica, o município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus) é um lugar fantástico situado no coração do Amazonas. Nesse rumo, a cidade aposta em roteiro ecológico de conteúdo, de experiência e de aventura para turistas e visitantes que virão em busca da Copa do Mundo em Manaus, mas que levarão na memória a lembrança de uma cidade para onde se deve voltar. Conscientes da responsabilidade, o coordenador de planejamento e desenvolvimento turístico do município, Herman Antony, afirma que a prefeitura de Presidente Figueiredo se prepara para atender à demanda nos setores de hotelaria, gastronomia e turismo de aventura. De acordo com Antony, o diferencial nos serviços que a comunidade pretende implantar, a curto e médio prazo, é a inserção da educação e da conscientização sobre o atendimento do público local, nacional e internacional. “Nós queremos ofertar o conhecimento histórico e cultural que envolve a formação física e humana do nosso lugar”, frisa. Para ajudar na empreitada, a prefeitura conta com parcerias do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec Copa). Conforme Antony, todos eles realizam cursos de qualificação profissional para pes-

soas envolvidas nos setores de atendimento. Entre os cursos estão o de inglês básico, sistema de gestão de segurança, organização de eventos, manipulação de alimentos, condutor de turismo local e técnicas de hospedagem. Os profissionais que saíram das salas de aula desempenham seus trabalhos em restaurantes, hotéis e nos 63 pontos atrativos naturais que foram mapeados pela prefeitura. Entre eles estão, cachoeiras, corredeiras, cavernas, grutas, lagoas naturais e lago artificial. Além do tradicional Parque do Urubui, situado na área urbana do município (acesso franco), o município conta com cachoeiras acessíveis, localizadas na rodovia estadual AM-240, como a do Santuário, localizada no quilômetro 12 (tarifa de visitação R$ 10), e a da Pedra Furada no 57 (tarifa de visitação R$ 5). As oportunidades de aventura seguem com as cachoeiras situadas ao longo da rodovia federal BR-174, como a da Asframa (tarifa de visitação R$ 10), no quilômetro 99, a da Iracema (tarifa de visitação R$ 10), no 115, que serviu de locação para filmes e novelas. Próximo a área urbana é possível conhecer ainda as grutas da Onça, Araras, Catedral e Palácio do Galo da Serra. Atentos às possibilidades econômicas,empresários apostam em empreendimentos de alto padrão. O mais recente deles é a pousada Recanto dos Pássaros, localizada às margens da BR-174, no quilômetro 121. Com 56 leitos confortáveis, o empreendimento conta ainda com piscina, bicicletário e uma extensa faixa de vegetação que abriga animais de várias espécies. O lugar recebeu visitantes ilustres como o jogador de futebol David Backham, que veio ao Amazonas em março deste ano.

Unesco dá título de Geoparque A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) deu à cidade de Presidente Figueiredo o título de Geoparque Cachoeiras do Amazonas. Nesse sentido, o município é o único do Estado a conseguir o reconhecimento por conter aspectos arqueológicos, ecológicos, históricos e culturais dignos de um Geoparque. O Geoparque do município foi dividido em sete geossítios. O primeiro é o Pedreira

Recanto dos Pássaros é um dos mais atraentes empreendimentos da rede hoteleira do município

no Embasamento Cristalino, seguido do Aremitos da Formação Prosperança, Cachoeira da Iracema, Cachoeira Porteira, Cachoeira Pedra Furada, Fósseis da Formação Manacapuru, Plato Laterítico e Gruta Maroaga. De acordo com o secretário de turismo, Daniel Bernardes, para seguir o que determina a Unesco, a prefeitura precisa traçar nove passos, que vão da criação de um Comitê Gestor até a fomentação de

negócios que utilizem uma logomarca pensada para divulgar o conceito do projeto. “Atendendo às especificações, Presidente Figueiredo está na fase de treinamento dos guias turísticos, que trabalharão dentro do que propõem o Geoparque”, explica. A Unesco exige ainda do poder público a preservação e o patrimônio geológico, e a formulação de projetos que levem ao público informações geológicas e ambientais.

RICARDO OLIVEIRA

Caderno B

Economia

IONE MORENO


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Economia

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Jaraqui Valley segue na trilha do Vale do Silício

Ideias de empreendedores de inovação tecnológica começam a dar forma ao ecossistema de startup no Amazonas DIVULGAÇÃO

EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

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ecossistema de startups, empresas nascentes de Manaus, começa a ganhar forma. A exemplo de como acontece no Vale do Silício, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais, empreendedores amazonenses de inovação digital lançaram o Jaraqui Valley. A iniciativa é um site (jaraquivalley.com) com um mapa da capital amazonense que aponta de forma georeferenciada onde estão os atores do segmento. No site, as empresas fazem o cadastro das sedes de origem e ao concluir elas aparecem apontadas no mapa com os ícones que as identificam. Entre elas estão startups, aceleradoras, incubadoras, investidores e consultores. A ideia de criar o site partiu do gerente de projetos da startup Dona Now, Daniel Goettenauer, e do diretor executivo da Uplink, Danilo Egle, durante o evento Startup Weekend Manaus, que aconteceu em março e reuniu 150 empreendedores.

O objetivo, segundo Egle, é criar um termômetro da evolução do ecossistema de startup manauense. “É uma espécie de comunidade virtual criada para mostrar onde e quem desenvolve ou incentiva a inovação”, explica. Para Goettenauer, o site é uma forma de organizar o cenário para que o crescimento do serviço aconteça de forma orgânica e rápida. De acordo

COMPETIÇÃO

O Espaço Nerd, da Feira do Empreendedor, sedia hoje a final da Corrida de Startups. Uma competição que na sua essência transforma dez ideias de empreendedores em negócios rentáveis com ele, essa afirmativa fica evidente com os números do Jaraqui Valley. Há uma semana em funcionamento, a plataforma conta com 21 empresas cadastradas entre startups, incubadoras e aceleradoras. Segundo o empreendedor digital, a aglomeração de

startups em Manaus rendeu a cidade o apelido de Jaraqui Valley, sendo uma referência ao americano Silicon Valley (Vale do Silício em português), uma região da Califórnia que aglomera empresas de inovação e tecnologia como Google, Facebook e Apple. “O Jaraqui Valley surgiu da necessidade de evidenciar que em Manaus temos uma ambiente que favorece a criação de um polo de inovação de destaque na região e de destaque nos ecossistemas de startups do Brasil, contribuindo de maneira efetiva com a criação de produtos inovadores principalmente no segmento de Tecnologia”, aponta Goettenauer. Fortalecimento O diretor de marketing e inovação da startup Laboratorium, de São Paulo, Nicolas Hassenstein, avalia que iniciativa do Jaraqui Valley é importante para o fortalecimento do cenário local de empresas nascentes. “Esse tipo de empresa tem uma tendência forte de trabalhar de forma isolada. As pessoas não as conhecem, e um site como esse favorece o nascimento de novas ideias”, avalia o diretor.

Membros do movimento de empresas nascentes articulam fortalecer o polo de inovação no Estado

Vitrine Tech economia@emtempo.com.br

Venda do Galaxy S5 começa em Manaus A espera acabou! Lançando oficialmente no início deste mês no país com pré-venda em lojas virtuais de algumas operadoras, o Samsung Galaxy S5 começará a ser comercializado a partir da próxima terça-feira (29), em Manaus. De acordo com a TIM, neste primeiro momento, novos e atuais usuários de planos pós-pagos poderão adquirir o smartphone ao preço de R$ 1.999. Após o lançamento especial, o valor de venda do smartphone será de R$ 2.299. O Samsung Galaxy S5 é um dos lançamentos mais esperados. O novo aparelho possui tela touch de 5.1 polegadas, processador Quad Core 2.5 GHz, câmera de 16 MP e memória interna de 16GB.

Soluções para restaurantes A Ryolabs Technology, da Fucapi Incubadora de Tecnologia, lançou na Feira do Empreendedor, um sistema de gestão integrado que proporcionará mobilidade e agilidade para restaurantes, bares e lanchonetes. O Ryofood possui três modalidades: cardápio digital em português, inglês e espanhol, comanda eletrônica e sistema de gestão web.

Marco Civil da Internet Após várias idas e vindas, a presidente Dilma Rousseff sancionou o Marco Civil da Internet. Porém, a nova “Constituição” da web brasileira só entrará em vigor em junho. Enquanto alguns criticam as regras adotadas, especialistas garantem que o Marco Civil vai trazer mais neutralidade, privacidade e igualdade na Internet.

Apreensão dos funcionários da Nokia no PIM Empresa que por muitos anos liderou as exportações do Amazonas, a Nokia vendeu a divisão de dispositivos e aparelhos para a Microsoſt. Porém, a multinacional finlandesa garante que não haverá grandes impactos na unidade do Polo Industrial de Manaus (PIM) a exemplo do que ocorreu na Coreia do Sul, onde a fábrica foi fechada e 200 funcionários foram demitidos. A informação foi dada para tranquilizar os empregados da Nokia que, além da fábrica, mantém o Instituto Nokia de Tecnologia (INDT) e a Fundação Nokia de Ensino.

Clicks A partir de julho, os lojistas de Manaus poderão baixar um aplicativo gratuito para emissão da NFC-e em tablets. O software foi desenvolvido pelo Samsung Instituto de Desenvolvimento para a Informática da Amazônia (Sidia). Baixado 4 milhões de vezes desde seu lançamento em 2013, o aplica-

tivo Moves, que registra a atividade física e o deslocamento dos usuários em seu smartphone, foi comprado pelo Facebook. O valor do negócio não foi divulgado. A 21ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow 2014) acontecerá a partir de amanhã (28) até o próximo dia 2 de

maio, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Uma das novidades que “bombou” na Feira do Empreendedor, que encerra hoje na capital amazonense, foi o Espaço Nerd, uma área voltada para a inovação tecnológica que abrigou startups, aceleradoras e incubadoras do ecossistema de Manaus.


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Comprar no atacad Vantagem ficou clara após levantamento do EM TEMPO realizado em feiras e redes dos segmentos varejo e atacado

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ntes de realizar as compras do mês, o consumidor manauense deve ficar atento e pesquisar os preços em pontos diferentes antes de decidir “fazer o rancho”. O EM TEMPO visitou três diferentes tipos de comércio para conferir de perto os valores dos produtos que não podem faltar na mesa das pessoas e constatou que, com dinheiro ou crédito disponível é mais vantajoso comprar na prateleira do atacadista. No mês de março, Manaus registrou a maior redução (1,25%) na cesta básica entre as 18 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor total da cesta manauense ficou em R$ 308,19, enquanto em Porto Alegre que registrou a mais cara o preço ficou em R$ 356,17. São Paulo (R$ 351,46) e Rio de Janeiro (R$ 345,11) também seguiram entre as mais caras. Com base nos 12 itens da cesta básica – composta por feijão, farinha, tomate, arroz, carne bovina, óleo, pão francês, açúcar, manteiga, café, leite e banana – utilizados como alicerce na pesquisa divulgada mensalmente pelo Dieese sobre o valor do conjunto de produtos, o EM TEMPO fez a comparação dos valores apresentados no supermercado DB da Paraíba, na feira da

Manaus Moderna e no atacadista Nova Era, na última quinta-feira. Os números colocaram o Nova Era como o estabelecimento que apresentou o menor valor na soma de 11 itens, com R$ 54,60 - com a exceção do pão francês que na feira não foi encontrado. O cálculo levou em consideração quantidades semelhantes entre as marcas de mercadorias mais baratas encontradas nas redes de comércio. Na Manaus Moderna, a lista de produtos somou o valor de R$ 60,50 -enquanto no

VARIAÇÃO

Itens como óleo, feijão, arroz e açúcar, apresentaram as menores variações na pesquisa. O feijão e o arroz variaram R$ 0,51, seguidos pelo açúcar com R$ 0,50 e o óleo, com diferença de R$ 0,46 DB chegou a R$ 56,78 - uma diferença de apenas R$ 2,18 sobre a rede atacadista. Os produtos que apresentaram as maiores variações de valores dentre os estabelecimentos foram a farinha, o tomate e a manteiga. O primeiro item estava mais caro na Manaus Moderna (R$ 7) e o valor mais em conta foi encontrado no Nova Era (R$ 4,59), assim como o tomate e a manteiga, que se encontravam com preços mais baratos na rede atacadista. Esta última poderia ser adquirida na feira até por R$ 10 - quase 30% mais “salgado” que no atacado.

O quilo da laranja foi encontrado mais caro na Manaus Moderna

Frutas mais baratas no atacado Além dos 12 produtos integrantes na cesta básica, a pesquisa levantou os preços de frutas tradicionais que fazem o gosto do manauense. Entram na relação melão, maçã, laranja, pêra, maracujá e melancia. Na soma de todos os itens, a rede atacadista voltou a apresentar o menor valor total (R$ 26) na soma por quilo, seguido de perto pela feira da Manaus Moderna (R$ 26,50). O DB da Paraíba apresentou o valor total mais caro com R$ 32,02. A principal diferença de valores foi notada entre a pêra e o maracujá. No DB, a primeira custava R$ 11,90 o quilo, enquanto na feira custava R$ 8. O maracujá, por sua vez, no DB estava mais caro (R$ 5,66) se comparado ao da Manaus Moderna (R$ 2,50).

Conforme o administrador Adrielson Farias, 24, além de ser um bom local para comprar frutas, a Manaus Moderna oferece vantagens nos preços das verduras e dos legumes. “Costumo comprar tomate, cebola, batata e poupas de frutas aqui (Manaus Moderno). Sai muito mais barato do que se eu fosse comprar em algum mercado. Economizo mais de 40%”, aponta. Mas nem todas as compras de Adrielson são feitas na feira localizada no Centro de Manaus. Segundo ele, na hora de comprar o peixe, o melhor é recorrer às tradicionais redes de supermercados da cidade, onde, na opinião do administrador, os menores preços podem ser encontrados. “Nesse caso a economia é garantida no supermercado”, avalia.

IONE MORENO

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO


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IONE MORENO

dista é mais barato

Consumidora faz cálculos antes de pagar a conta no supermercado DIEGO JANATÃ

Hortaliças 150% mais baratas na feira do que nos supermercados

ALEXANDRE S. FONSECA

País

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Ambiente conta para o cliente A aposentada Selma Barros, 68, conta que todos os meses faz as compras da família no DB da Paraíba, por considerar os preços atrativos e o ambiente agradável. Por mês, ela calcula que gasta aproximadamente R$ 1,3 mil com o rancho para uma casa onde residem cinco pessoas. Contudo, a aposentada prefere comprar as verduras na feira da Cachoeirinha, Zona Sul, bairro onde mora. Entre os segmentos pesquisados, o supermercado foi o que apresentou os valores mais “salgados” para o bolso do cliente. Por meio de nota, o DB explicou que,

por conta de estratégias adotadas em promoções de produtos para cada dia da semana, o preços analisados podem não representar a média apresentada pela rede varejista. Nos quesitos fruta e cesta básica, o mercado apresentou os maiores preços. A principal alta apresentada foi na comparação dos valores voltados para verduras e hortaliças, que no supermercado somaram R$ 30,44 mais caro que na feira da Manaus Moderna. O item com maior variação foi a salsa, sendo 150% mais cara no DB em relação à feira.

ALFREDO FERNANDES/DIVULGAÇÃO

A garrafa de óleo (900ml) foi um dos produtos mostrados na lista que tiveram menor variação entre os segmentos pesquisados

Diferenças ‘dentro do esperado’ O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, avalia o resultado dos preços pesquisados entre os três locais como “dentro do esperado” para os segmentos avaliados. Para ele, a compra em redes atacadistas torna-se mais em conta aos consumidores por alguns fatores que devem ser levados em consideração. Segundo Evangelista, a venda no atacado por si só tem um custo fixo menor para o lojista. Ele explica que o empresário do segmento não precisa ter uma estrutura grande para fazer aquela venda, uma vez que venderá tudo no atacado. “Nesse sentido a rede precisa de pouca mão de obra, o que acaba refletindo no preço final da

mercadoria, que será bem menor”, observa. Em contrapartida, o custo fixo de um supermercado é diferente do atacadista,

LUXO

Alguns produtos chegam a ser artigo de luxo, pouco acessível para o amazonense. Entre eles está a uva, que chega a custar nos supermercados e nas feiras de Manaus até R$ 14 o quilo porque alguns deles fazem compras no próprio atacado, o que encarece o produto para o consumidor. Conforme o economista, o local mais indicado para

se fazer compras é na rede atacadista, que por comprar volumes maiores, consegue abater e diminuir os custos com atravessadores, que são o principal “calcanhar de Aquiles” dos feirantes, e, que por isso, não conseguem concorrer em igualdade de condições. “Sempre que puder, dependendo do item, é interessante fazer as compras no atacado, uma vez que se vai economizar o gasto com alimentos. E dentro do rendimento familiar sobrará um dinheirinho para gastar com outras coisas, principalmente no lazer. Contudo, o consumidor não deve abrir mão do direito dele de pesquisar os melhores valores. Isso é fundamental para encontrar os melhores preços”, sustenta Evangelista. O litro do leite foi um dos poucos itens da lista que estavam com valor mais caro na rede atacadista


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País

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Fiocruz trabalha na vacina da malária e novas drogas O

Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) está desenvolvendo drogas alternativas que possam ser administradas junto com uma vacina contra a malária para aumentar a imunidade em relação à doença. Ainda não há, porém, perspectiva de quando a vacina ou as novas substâncias estarão disponíveis, disse à Agência Brasil o chefe do laboratório e presidente da Federação Internacional de Medicina Tropical e Malária, Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro. Na última sexta-feira (25) foi celebrado o Dia Mundial da Luta contra a Malária, data em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça a importância de se trabalhar para a eliminação da doença em todos os países. No momento, a Fiocruz está efetuando testes pré-químicos em animais próximos ao homem (primatas), mas ainda terão de ser feitas experimentações em humanos. “Acho que estamos chegando perto de termos uma vacina, em 10 anos, que proteja completamente, e uma que proteja parcialmente, em 5

anos, ou até em 3 anos. As nossas experiências estão em um estágio menos adiantado”, manifestou o especialista. Segundo Daniel-Ribeiro, o grande desafio para o Brasil, hoje, é eliminar a malária que mata, antes que ela se torne resistente às drogas disponíveis, procurando as pessoas infectadas em suas

INVESTIMENTO

O chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do IOC-Fiocruz acredita que os prefeitos “têm que investir no combate à malária”. Para ele, a doença tem que estar na agenda pública

casas, como ocorria na década de 1950. Destacou, além disso, a necessidade de se “conscientizar a população e o pessoal da área de saúde que malária é um problema grave, de emergência médica, porque pode matar na área extra-amazônica”. No país, a Amazônia concentra 99,6% dos casos de malária. Mas, graças ao diag-

DIVULGAÇÃO/ FIOCRUZ

Apesar dos esforços, não há previsão de quando as susbstâncias alternativas e a imunização da doença estarão prontas nóstico imediato, os registros na região caíram 26% em um ano, passando de 241 mil casos, em 2012, para 177 mil, no ano seguinte. Daniel-Ribeiro explicou que quando o tratamento é feito nas primeiras 48 horas após a identificação da doença, diminui a chance de o paciente ficar muito doente e, eventualmente, morrer. Lembrou que 82% dos registros são causados por um parasita que não mata. Recursos O tratamento atual utiliza uma associação medicamentosa que mata o parasita em poucas horas. Há boas ferramentas, disse o pesquisador, assegurando que está tentando desenvolver novas drogas, tendo em vista que 18% dos casos de malária se devem ao plasmódio (parasita da malária) que mata. Ele analisou como oportuna a decisão do milionário norte-americano Bill Gates, nos anos 2000, de investir recursos em pesquisas visando à erradicação da malária no mundo. A partir daí, os pesquisadores passaram a usar testes de diagnóstico rápido e mosquiteiros impregnados de inseticidas atóxicos.

Segundo o pesquisador, 82% dos casos de malária são causados por um parasita que não mata


País

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São Paulo anuncia “ação emergencial” de auxílio A secretária de Justiça do Estado de São Paulo, Eloisa Arruda, afirmou que foram iniciadas “ações emergenciais” para atender o grande número de imigrantes haitianos que chegou à capital paulista nas últimas semanas. As pessoas que estão abrigadas na paróquia Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, na região central, receberam colchões e passaram a receber duas refeições por dia - a comida seria resul-

tado das doações que a paróquia recebeu. Arruda afirmou ainda que 200 refeições passarão a ser oferecidas de graça para os imigrantes pelo ‘Bom Prato’ e serão oferecidos, ainda, cursos profissionalizantes para os haitianos que quiserem. Esses cursos serão ministrados em carretas-escolas. O grande número de imigrantes foi tema de uma reunião com autoridades do Estado e de outras instituições.

CASO BERNARDO

Laudo da perícia conclui que garoto não foi enterrado vivo Um laudo elaborado por peritos do Rio Grande do Sul concluiu que o garoto Bernardo Boldrini, encontrado morto na semana passada, não foi enterrado vivo. De acordo com a Polícia Civil, não foram achados resíduos de minerais no pulmão do menino nessa perícia, o que descartou a hipótese. Uma equipe do Instituto Geral de Perícias do Estado está em Três Passos, cidade onde o garoto morava, para participar das investigações. O corpo de Bernardo foi achado numa cova rasa em um matagal em Frederico Westphalen (a 447 km de Porto

Alegre). O pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugolini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz estão presos sob suspeita de participação no crime. Em depoimento, revelado pelo jornal “Zero Hora”, Edelvânia confessou o envolvimento e disse que não sabia se o garoto havia sido enterrado vivo. Segundo a defesa dela, a assistente social participou somente da ocultação do cadáver. A polícia diz que Leandro não estava na cena do crime e a defesa dele nega qualquer participação no assassinato.

Aeroporto do CE pode ter obras interrompidas Recomendação na quebra do contrato entre Infraero e o consórcio que realiza os trabalhos no aeroporto de Fortaleza foi feita pelo Ministério Público Federal

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Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) abriu um processo administrativo para rescindir unilateralmente o contrato com o consórcio responsável pelas obras de reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE). O consórcio tem cinco dias úteis a partir do recebimento da documentação para apresentar defesa. A rescisão do contrato foi recomendada pelo Ministério Público Federal no Ceará, que argumentou que o consórcio demonstrou não ter condições técnicas e financeiras de cumprir os cronogramas de execução das obras do aeroporto. A recomendação enviada à Infraero é baseada em relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que constatou a existência de atrasos injustificados na execução da obra do Terminal de Passageiros 2. Na recomendação, o MPF sugere à Infraero a abertura de novo procedimento de contratação pública em observância às diretrizes traçadas pelo TCU para a continuidade das obras de reforma e ampliação do aeroporto.

EBC

HAITIANOS

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Relatório do TCU constatou que houve atrasos injustificados nos trabalhos do aeroporto

Licitação foi feita por RDC Segundo a Infraero, o terminal provisório vai ampliar a capacidade do aeroporto dos atuais 6,2 milhões de passageiros por ano para 6,9 milhões. A previsão de entrega do terminal, que ficará disponível por 90 dias, é no próximo mês. A demanda prevista para 2014 é 6,8 milhões de passageiros.

O responsável pelas obras no aeroporto de Fortaleza é o Consórcio Novo Fortaleza, formado pelas empresas Consbem Construções, Paulo Octávio Investimentos Imobiliários e MPE Montagens e Projetos Especiais. O grupo venceu a licitação feita em 2012, por meio de Regime Diferenciado de Contratação

(RDC), para realizar obras de reforma, ampliação e modernização do terminal de passageiros do aeroporto. Em sua conta no Twitter, o ministro de Aviação Civil, Moreira Franco, informou que, para a Copa do Mundo, foi contratado um terminal provisório de padrão internacional.


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Papas João Paulo 2º e João 23 serão canonizados hoje A

capital da Itália montou uma operação gigante para o evento que declara, neste domingo (27),como santos o polonês João Paulo 2º e o italiano João 23 em missa comandada pelo papa Francisco - tendo seu antecessor, o papa emérito Bento 16, como convidado especial. Serão dois papas celebrando a canonização de outros dois, diante de pelo menos um milhão de pessoas na praça São Pedro, incluindo 24 chefes de Estado. Até a última sexta-feira (25), não havia nenhum representante brasileiro na lista divulgada pelo Vaticano. A expectativa é de 2 bilhões de espectadores pela TV ou internet. Bandeiras da Polônia, terra natal de João Paulo 2º (morto em 2005), tomam conta de Roma, desde a última sextafeira, assim como centenas de fotografias dele e de João 23 misturadas ao comércio de lembranças alusivas às imagens de ambos como santos católicos. Na sexta-feira à noite, foi realizada uma vigília por igrejas de Roma, que deram início às homenagens. A grande missa está marcada para começar às 10h de domingo (5h, em Brasília). Seis mil padres e 150 cardeais e bispos vão ajudar na

cerimônia, já considerada única e histórica pelo Vaticano. A canonização de ambos foi anunciada em 2013 por Francisco, após exceções concedidas para que isso ocorresse. No caso de João Paulo 2º, seu sucessor, Bento 16, dispensou ainda em 2005, logo após sua morte, o prazo necessário de cinco anos para a abertura de um processo desse tipo. Naquele mesmo ano foi aberta a investigação do primeiro milagre atribuído a ele -a segunda graça, requisito para virar santo, ocorreu em 2011. Já João 23, papa entre 1958 e 1963, será declarado santo sem o reconhecimento do segundo milagre, porque Francisco decidiu canonizá-lo por suas virtudes em vida. A prefeitura de Roma distribuirá quatro milhões de garrafas de água e contará com a ajuda de 2.600 voluntários da defesa civil e 2 mil policiais. “Pela primeira vez na história, nosso metrô estará aberto durante à noite. É um dia de festa por vários motivos”, diz o prefeito da cidade, Ignazio Marino. Apesar da euforia, ele admitiu recentemente que a cerimônia já resultou num custo extra de 7 milhões de euros (R$ 21,6 milhões) aos cofres públicos.

AP PHOTO

Celebração ocorrerá no Vaticano - às 5h, pelo horário de Brasília -, onde são esperadas mais de um milhão de pessoas

Papa Francisco e o Papa emérito Bento 16 estarão juntos na celebração que canoniza os papas João Paulo 2º e João 23

Cerimônia pode ser acompanhada em telões Telões foram montados pela prefeitura de Roma em quatro pontos da cidade para que as pessoas possam assistir à canonização sem precisar se deslocar à Praça São Pedro, onde se espera a presença de um milhão de fiéis. Os organizadores chegam

a falar em cinco milhões de pessoas pela região nos últimos dias, números não confirmados oficialmente. O livro litúrgico da missa revela que, em determinado momento, o papa e seus auxiliares vão rogar para que Deus, sob as preces do agora

“São João 23”, ajude os líderes das nações a “rejeitar a escalada de ódio e violência”. Há poucos dias, o papa Francisco pediu o fim da crise militar entre Ucrânia e Rússia. Já “São João Paulo 2º” receberá apelo para ajudar a manter a “dignidade

humana” na cultura, na ciência e nos governos. Segundo o Vaticano, duas relíquias serão usadas: um frasco contendo sangue de João Paulo 2º e outro com pedaço de pele retirado de João 23 no ano de 2000, quando seu corpo foi exumado.


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

IONE MORENO

Doações que garantem vidas Dia a dia C2 e C3

Fim da revista vexatória ganha apoio no Amazonas Em lugar do constrangimento para mulheres, presídios serão obrigados a ter equipamentos eletrônicos para o exame

PEDRO VENTURA/IMPARES ONLINE

Funcionário do presídio da Papuda, no Distrito Federal, mostra o equipamento em funcionamento: uso da tecnologia nas revistas poderá ser alternativa para o fim dos constrangimentos DENYELE CÂNCIO Especial para o EM TEMPO

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campanha nacional, para denunciar a prática da revista vexatória em mulheres que visitam seus parentes nos presídios do país, foi lançada na última quarta-feira (23), em São Paulo. Essa tem sido a proposta da Rede Justiça Criminal na busca de sensibilizar o Congresso Nacional para aprovar o projeto de lei 480/2013, da senadora Ana Rita (PT/ES). Pelo projeto, o método revista pessoal das visitantes será feito por meio de equipamentos eletrônicos como detectores de metais, aparelhos de raio-x ou similares ou até mesmo manualmente, desde que não haja desnudamento da mulher. Caso se suspeite de porte de objetos, produtos ou substâncias proibidas no presídio, ou tenha resistência à revista eletrônica, a visita poderá ser feita no parlatório ou em local que não permita o contato físico entre visitante e detento. O desembargador Sabino da Silva Marques, presidente do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), deu o parecer de que o projeto é válido e que a questão está sendo encaminhada com os diretores de unidades prisionais e com o secretário de Justiça. Está prevista para maio uma reunião com todos. De acordo com Marques, é preciso uniformizar os procedimentos de revista para a visita,

pois a situação se complica em relação às mulheres. “Lamentavelmente, inúmeras pessoas aproveitam e fazem chegar ao presídio objetos e instrumentos, por não haver revista apurada. Sei que o Estado terá que se aparelhar com os equipamentos eletrônicos e capacitar servidores para operar os maquinários”, diz o desembargador. Aqueles que colaboram com o social nos presídios apontam a revista vexatória como entrave na expansão do trabalho voluntário, como

EVOLUÇÃO

Pelo projeto que ganha apoio no Amazonas, método da revista pessoal das visitantes será feito por meio de equipamentos eletrônicos como detectores de metais, aparelhos de raio-x ou similares conta a assistente social Elza Peres Ferreira Lima, 49, que há 6 anos contribui com a ressocialização dos internos. Segundo ela, a revista tem diminuído o número de voluntários no projeto, sob a justificativa de que o desnudamento perante os agentes prisionais é constrangedor e poucos continuam no projeto agarrados pela principal justificativa do “amor ao próximo”, submetendo-se ao ato. “Numa dessas (revistas) queriam fazer a vistoria total nas mulheres, daí falamos com o diretor que liberou a parcial, ou seja,

somente a apalpação, o que não deixa de ser vergonhoso. Nós não queremos expor nosso corpo”, relata. A voluntária do trabalho cristão em presídio comemora antecipadamente a possível aprovação do PL. “O aval deste projeto de lei irá impulsionar o trabalho cristão nos presídios. Pela obra de Deus suportamos a revista vexatória. Existindo outras possibilidades de revista, será bem melhor”, aponta. O presidente da Comissão de Defesa do Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB/ AM), Epitácio Almeida, acusa que o método de vistoria realizada inibe a visitação aos internos, momento este que colabora para a reintegração dos encarcerados. Para ele, caso seja aprovada a nova medida, não haverá caos na segurança interna dos presídios. “Reflito positivamente no comportamento dos encarcerados e sabemos que a família para eles é o bem maior. Eles prezam e priorizam o bom tratamento. É de direito legal, tanto aos familiares como para aqueles que realizam trabalhos sociais de forma voluntária”, analisa Epitácio. Maria Marques, da Pastoral Carcerária do Amazonas, afirma que o grupo sempre foi contra a revista vexatória, pois tem sido uma prática humilhante e degradante principalmente em crianças e mulheres. Ela questiona se são realmente os familiares e grupos sociais que infringem as normas de segurança ao transportar objetos ilegais.

Colaboração à ressocialização “Em nosso Estado a revista é uma das mais humilhantes práticas aos familiares, ações justificadas para controlar e manter as regras. Mas questiono até quando tantas mulheres serão humilhadas no seu mais íntimo pelo sistema prisional? Existem outros mecanismos como há nos aeroportos e que garantem a segurança”, frisa Maria Marques. “Muitas pessoas deixam de contribuir com a ressocialização dos internos por causa dessa revista. Creio ser muito difícil alguma coisa ilegal ser levada para lá por grupos cristãos, pois a participação passa por uma série de critérios, bem definidos e su-

pervisionados’’, defende a voluntária Elza Peres. Epitácio Almeida, da OAB-AM, acusou que em alguns Estados essa revista nos presídios é considerada arcaica. “Torço por essa aprovação no Congresso Nacional. Já é tempo de deixar este método arcaico e vexatório no qual o Estado tem tratado os visitantes e familiares. Isso atinge a dignidade humana. O Estado deve se atualizar e usar a tecnologia a seu favor”, declara. Epitácio Almeida comentou que em Minas Gerais visitantes do sistema carcerário já são vistoriados por equipamentos, sem necessidade de contato físico ou desnudamento.

O projeto de lei altera a lei nº 7.210/84 – Lei de Execução Penal e deve entrar em vigor seis meses a partir de sua publicação. As revistas vexatórias foram implantadas no país para impedir que drogas, armas, chips ou celulares entrem nas prisões. A campanha de apoio ao projeto de lei tem se propagando virtualmente por meio do site http://www.fimdarevistavexatoria.org. br/, e coletado assinaturas dos apoiadores do método de vistoria por equipamentos eletrônicos. No site, a Rede de Justiça Criminal disponibiliza material de áudio e vídeo relatando a história das pessoas que se submeteram ao exame. DIEGO JANATÃ/ARQUIVO EM TEMPO

Com a mudança no método, a ressocialização dos presos pode voltar a ser estimulada


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Dia a dia

Um cantinho de aconc ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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desafio de qualquer instituição que sobrevive de doações é ter que conviver com a carência financeira, que se tornou uma luta constante das direções e voluntários para oferecer o melhor conforto e qualidade de vida para os necessitados. Com toda dificuldade, instituições filantrópicas ainda conseguem sua sobrevivência com as doações diárias, mas afirmam que se tivessem um olhar mais caridoso da sociedade e até mesmo dos governantes, poderiam colaborar melhor para aqueles que precisam de mais que um ombro amigo. Uma dos locais conhecidos em Manaus é a Casa do Idoso São Vicente de Paulo, localizado na rua Jerônimo Ribeiro, 14, bairro São Raimundo, Zona Oeste. O local é cuidado por aproximadamente 20 funcionários – boa parte dos quais voluntários. A Casa do Idoso é um complexo de três pavilhões com 10 apartamentos cada, cozinha com despensa, refeitório, salão social, enfermaria, secretaria e a capela de São Vicente

de Paulo. Com esse espaço, o asilo abriga 21 idosos carentes, alguns abandonados. Antes de se tornar Casa do Idoso, o abrigo teve origem no ano de 1950, na rua Ramos Ferreira, localizado no bairro Aparecida, e era conhecido como Vila Vicentina ou Vila das Viúvas. Mas, no ano de 1979 a vila foi vendida e, para o terreno em

HISTÓRIA

Antes de se tornar Casa do Idoso, o abrigo teve origem no ano de 1950, na rua Ramos Ferreira, em Aparecida, e era conhecido como Vila Vicentina ou Vila das Viúvas, onde funcionou até 1979 que funcionavam os transmissores da rádio Rio Mar, foi transferido o abrigo onde a sede funciona até hoje. Desde 1980, a Casa do Idoso vem se adequando a uma estrutura organizacional para que esteja em conformidade com o Código Civil e Estatuto Nacional do Idoso, mas ainda há muito a ser feito. A diretora da unidade, Lucrecia

Vitoria Melo, explicou que até serviços de acabamentos são aceitos como doação. “Se alguém é marceneiro, encanador, engenheiro, ou exerce outro tipo de serviço, não precisa só nos ajudar financeiramente, pois também temos serviços que precisam de um ajuste na encanação, na porta, na fiação que essa pessoa pode fazer”, explicou. A diretora informou que a Casa do Idoso, desde sua fundação, é totalmente sustentada por doações, mas que estão batalhando para colocar o asilo na lista das instituições que recebem apoio dos governos. Enquanto isso, os voluntários têm procurado parcerias com empresas que possam assumir algumas doações para mais necessidades. Com a mudança climática que acontece em Manaus, a preocupação da diretora é conseguir pelo menos dois 21 ventiladores de parede para cada quitinete dos moradores. “Todos os trabalhos, que temos realizado para os residentes, são de ótima qualidade e por isso estamos cada vez mais buscando um conforto melhor para eles, que às vezes esperam apenas uma pessoa para poder conversar”, disse Lucrecia.

FOTOS: IONE MORENO

A Casa do Idoso São Vicente de Paulo luta para manter bom atendimento para os 21 idosos ali instalados, com base em doações e procurando ajuda de governos e empresas

Dona Évica Kern, moradora do abrigo, que fala vários idiomas: atenção e carinho constantes

Voluntários unem seus esforços Dos idosos que moram na casa, há 13 mulheres e oito homens. O instituto oferece diariamente seis alimentações com qualidade nutricional, serviço social, enfermagem 24 horas, atendimento nas áreas de fisioterapia, psicologia, odontologia e nutrição. A diretora contou que os idosos recebem muitas roupas. Com aquelas que não servem para eles, o abrigo realiza um brechó para arrecadar dinheiro para a manutenção do local, uma das principais formas de renda, juntamente com as doações que aparecem. “Recebemos doações, mas ainda precisamos de muita ajuda, pois são pessoas idosas que necessitam de mais atenção. Às vezes acontece uma urgência e não temos

um carro para levar o idoso a um hospital mais próximo. Por isso pedimos para quem tiver um veículo parado em sua casa sem utilização que o doe para o abrigo, que será bem reaproveitado”, pediu a diretora. O dia a dia com cada idoso criou para os voluntários um laço familiar. E por causa desse cuidado próximo, pediram a criação da enfermaria, para que no momento da doença pudessem se aproximar dos seus amigos. Os voluntários se organizam para que o lar não fique sem cuidados. A dona de casa Maria Arlene Silva de Oliveira, 50, voluntária há 9 anos do abrigo, confessou que descobriu a sua vocação de ajudar o próximo acompanhando a sua mãe nas conferências na Igreja Nossa

Senhora de Fátima, bairro Praça 14 de Janeiro. A conferência reúne pessoas que trabalham na igreja voluntariamente e se disponibilizam para assistir e acompanhar os idosos e doentes da comunidade. Quando entrou no grupo, em uma das reuniões, Maria Arlene conheceu o trabalho do abrigo, e ao menos uma semana por mês é responsável por alguma atividade que o abrigo precise. “Se me mandarem lavar o banheiro, limpar a casa, cozinhar, arrumar, dar banho nos idosos, lavar roupa, qualquer coisa, estou à disposição desse lar, e ainda digo que me dedico por amor a essas pessoas que um dia contribuíram para a nossa sociedade”, detalhou a voluntária.

Lucrecia Vitória Melo, diretora da Casa do Idoso: procurando sempre levar mais conforto

Graças ao esforço dos voluntários, a Casa do Idoso conseguiu atender a todos os idosos


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chego quer sobreviver Histórias de amor e carinho No abrigo a moradora mais antiga é a dona Mercedes Soares, de 95 anos. Paraense, moradora desde os tempos da Vila das Viúvas e hoje com problemas de audição pede aos que a visitam que escrevam no seu caderno seu nome para que ela possa rezar para quem teve um tempo para conversar com os

moradores do abrigo. O casal José Barros e Antonieta Barroso, que sofrem de mal de Alzheimer, também foram acolhidos na Casa do Idoso. Por não se lembrar de sua esposa, ele, às vezes, reage com agressividade, por isso recentemente o casal precisou ser separado. Antonieta passa o dia andando pelo local acompanhada

dos voluntários. Quem visita o abrigo pode encontrar pessoas com várias histórias e até quem queira conversar em outras línguas. Uma abrigada da Iugoslávia, Évica Kern, 88, conhecida como “Bem-tevi”, pois cativou os passarinhos alimentando-os diariamente, também fala vários idiomas.

Moradores do abrigo, voluntários e funcionários: todos juntos na busca de mais apoio

Dona Mercedes, moradora mais antiga, oferece orações para os visitantes do abrigo Na Casa São Vicente de Paulo, idosos conseguem atendimento adequado a suas necessidades

Abrigo organiza homenagens No abrigo a recepção está a cargo de dona Terezinha de Jesus, 81. De início, ela fica meio preocupada, por não saber a finalidade da visita. Ela cresceu na Vila das Viúvas ao morar com sua mãe. No local conheceu um rapaz, casou, mas o destino a deixou viúva e fez com que Terezinha sempre

vivesse no abrigo. A mais nova moradora é Áurea Moraes Freire, 95, recebida no abrigo em 11 de março. Para ela é a maior felicidade ter sido acolhida, pois não tem família, apenas sobrinhos distantes. Ela se sente mais segura ali. Para o próximo Dia das Mães, a direção do abrigo

e os voluntários programam uma festa para aqueles que fazem seus dias mais felizes. Para que isso seja realizado, todos pedem colaboração de doação de brindes e alimentação. O abrigo é aberto de segunda a sábado para visitas nos horários de 8h às 11h30 e das 14h às 16h.

Dona Áurea Freire, de 95 anos, é a nova moradora do abrigo, acolhida por novos amigos

Dona Terezinha de Jesus faz a recepção dos visitantes da Casa São Vicente de Paulo


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Crianças aprendem sobre cidadania em sala de aula N

a próxima quartafeira (30), o Serviço Social da Indústria (Sesi Amazonas), em parceria com o Instituto Cidadania Brasil, anuncia os vencedores da edição 2013/2014 do Prêmio Construindo a Nação, que estimula escolas públicas e privadas a desenvolverem, com a participação efetiva dos alunos, projetos que contemplem ações voltadas à cidadania. Ao todo, 32 escolas inscreveram projetos. Um dos destaques é o projeto “Pequeno Cidadão, seus Direitos e Deveres” do Centro Municipal de Educação Infantil Professor Wilson Mota dos Reis, concorrente na categoria Educação Infantil do Prêmio, que ensina Educação Fiscal a crianças de 3 a 5 anos. De acordo com a gestora da escola, Regina Coelli Martins, estão envolvidas 150 crianças do bairro Redenção, que aprendem a fazer valer desde cedo seus direitos e deveres como cidadãos. O desafio de ensinar algo sério para crianças tão pequenas foi vivenciado na prática com a visita a “mercadinhos” no próprio bairro, onde as crianças descobriram o direito de receber a nota fiscal de com-

pra, inclusive com o valor dos impostos embutidos no preço final do produto. “Nós fazemos um trabalho em conjunto com a família e as crianças, abordando com temas como nota fiscal, recolhimento de impostos e também a questão ambiental. Observamos que não são apenas as crianças que aprendem, mas principal-

CAMPEÕES

O projeto Pequeno Cidadão, seus Direitos e Deveres é um dos que concorrem ao Prêmio Construindo a Nação, cujos vencedores serão divulgados pelo Sesi e Instituto Cidadania Brasil no dia 30 mente os pais. Muitos não sabiam dessas informações e as crianças começam desde cedo a ter consciência dos direitos e deveres e ajudam os pais nesse papel”, disse Regina que revelou que a escola garantiu o 1º lugar na edição do ano passado do prêmio. Criado pelo Instituto da Cidadania Brasil, com apoio da Confederação Nacional da In-

dústria (CNI), por meio do Sesi e outros parceiros, o prêmio, segundo a coordenadora, busca estimular as escolas públicas e privadas a desenvolverem ações que contemplem temas voltados à prática da cidadania. Serão premiados os três primeiros colocados de cada categoria, além da Menção Honrosa para escolas que tiveram Destaque Social. Os projetos Reciclar para Incluir, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Madre Elisia, do bairro São Raimundo, e Pequenos Ambientalistas, do Cmei Professora Elza Damasceno da Silva, do bairro Santo Antônio, apresentam iniciativas de incentivo à responsabilidade social e também concorrem na Categoria Ensino Infantil. De acordo com a professora responsável pelo projeto Reciclar para Incluir, Greyce Rocha, a iniciativa surgiu a partir de problemas de alagamentos no bairro. “Começamos a coletar e reutilizar papel, papelão, plástico e transformá-los em instrumentos de aula para os demais alunos da escola. Nós temos uma sala que vira oficina de reciclagem, onde pais e alunos trabalham juntos pelo meio ambiente”, conta a professora.

DIVULGAÇÃO

Pequenos estudantes vivenciam projetos que incentivam a responsabilidade social e o conhecimento de direitos e deveres

Para o prêmio estão concorrendo projetos envolvendo crianças em questões de cidadania


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Carauari: o retrato de JULIANA BELOTA Especial para o EM TEMPO

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eu entrada no hospital Platão Araújo, em Manaus, o técnico em produção sustentável em unidade de conservação, Paulo da Costa Carvalho, 18, da Reserva Extrativista (Resex) do Médio Juruá, no município de Carauari. Ele foi agredido violentamente com facadas no intestino ao voltar de uma casa noturna. Paulo estava acompanhado de Fabiano Souza de Souza, 17, que também foi agredido com seis facadas no braço. Ambos foram operados no hospital de Carauari. Os dois participavam do Encontro de Jovens Protagonistas do Médio Juruá, programa implementado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), nas Unidades de Conservação Reserva Extrativista (Resex) do Médio Juruá e Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari. Eles são alunos do Curso Técnico em Gestão de UCs, financiado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), e administrado pelo Centro de Tecnologia da Amazônia

(Cetam), e são residentes na comunidade do Roque. A polícia apreendeu os suspeitos de terem cometido a agressão. São eles Diego Santos da Silva, 18, um menor de 13 anos e dois outros de 17 anos. Eles são acusados de agir com violência gratuita sobre as vítimas e aguardam na unidade prisional do município a decisão do juiz, Jânio Tutomu Takeda. Segundo o delegado do 61º Distrito Policial de Carauari, Sérgio Santos, as facas utilizadas pelos agressores foram apreendidas e encaminhadas ao juiz, como prova da acusação. Além deste, outros seis casos de violência flagrados pela polícia deram entrada na delegacia, na mesma madrugada, todos envolvendo menores de idade. “É latente, em Carauari, a situação de abandono entre os jovens. A maior parte dos casos de violência é cometida por menores de idade, com arma branca, facas de fabricação caseira”, afirma o delegado. Lazer e luxúria Segundo a chefe de unidade da Resex do Médio Juruá,

Rosi Batista, coordenadora do programa, Paulo é pesquisador de campo do ICMBio, aprovado no Cetam em julho do ano passado, prestes a defender monografia no final de 2014. “Ele está perdendo o módulo do curso de Segurança no Trabalho da Coleta do Açaí. É lamentável. A interrupção do processo de formação desses jovens é uma grande perda para o ICMBio e a reserva como um todo”, disse Rosi. Ela afirma que, por ser ausente nas comunidades da Resex, o lazer é uma vontade premente entre os jovens. “Eles querem sair, se divertir e isso faz parte, mas, infelizmente, são poucas opções de lazer para jovens em Carauari e, eles acabam bebendo e envolvendo-se em fatalidades”. Para ela, Paulo é apenas mais um na estatística de caos social de Carauari. “Apesar da realidade de abandono, os jovens de Carauari podem ter um futuro promissor, pois há enorme carência de profissionais técnicos em produção sustentável e enorme demanda para este tipo de profissional”, informa.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Município está marcado pelo abandono e violência, protagonizada principalmente por menores de idade. Número de homicídios cresce de forma assustadora

Paulo da Costa Carvalho foi uma das vítimas recentes da onda de crimes em Carauari


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uma cidade esquecida Números alarmantes de crimes A estatística oficial da polícia para os casos de homicídio e tentativa de homicídio, entre os anos de 2011 e 2013, em Carauari, cidade com 30 mil habitantes, é de 22 casos em 2011, 28 casos em 2012 e 27 casos em 2013. Em 2014, apenas no primeiro trimestre, estes números já dobraram. Foram registrados pela polícia quatro casos de homicídio e sete tentativas de homicídio, até o mês de março. Contudo, há contradição entre a estatística da polícia e da população. Segundo o funcionário do escritório local do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos

Recursos Naturais Renováveis (Ibama), João de Deus, que desde 1978 vive em Carauari, há muitos casos de violência na cidade, no dia a dia da população, que se encontra amedrontada. “A violência é gratuita, atribuímos o fato ao consumo de bebida e entorpecentes que não é controlado pelas autoridades”. O secretário da Secretaria Municipal da Juventude, Esporte e Cultura de Carauari (Semjec), Francisco Justino, também afirma que Carauari tem cerca de, pelo menos, dois homicídios ou tentativas de homicídios ao mês.

População vive assustada e exige mais segurança

‘Aqui é comum os jovens andarem armados’

Fabiano Souza de Souza estava acompanhado de Paulo quando ambos foram atacados por quatro jovens na cidade

“Comparando a problemática de Carauari com outros municípios e o tamanho populacional, vemos que há um caso atípico, diferente de outros municípios, onde a violência é mais branda. Aqui é comum os jovens andarem armados com faca”, reforça o secretário Francisco Justino. Para ele, a realidade é muito triste, e o poder público vem procurando soluções. “Não encontramos razão específica para isso, a não ser o uso de drogas, o alcoolismo e a falta de policiamento ostensivo. Faz-se necessário a ocorrência de blitz noturna e revista de porte de armas. Isto, de forma imediata, reduziria os casos de violência e morte, em Carauari”, afirma. Mas, para ele, somente a

longo prazo pode-se pensar em soluções para o problema da juventude. “Há necessidade de se pensar em políticas públicas eficientes para a integração social dos jovens. A secretaria está solicitando a implantação de programas como o Galera Nota 10, que tiraria os jovens da rua, oferecendo opções de práticas esportivas e artísticas”. Menoridade penal Um outro problema citado pelo delegado do 61º Distrito Policial de Carauari, Sérgio Santos, é a impunidade entre jovens menores de idade. Segundo ele, enquanto em Portugal a menoridade penal termina aos 12 anos, no Brasil, se entende até os 18. Isto numa cidade como Carauari

é fator agravante. “A unidade carcerária de Carauari é precária, não há possibilidade de manter uma apreensão prolongada e mandar os jovens para Manaus, só pioraria o quadro”, lamenta. O soldado de polícia de Carauari, Elinaldo Pereira, afirma que a maior parte dos crimes é cometida por menores. “Levando em conta seu quantitativo humano, a cidade de Carauari tem índices altíssimos de violência. E a única solução é o acompanhamento social das famílias. A desinformação é grande. Estamos cansados de trazer os menores, liberar e ter que trazer de novo, pelo mesmo motivo”. Segundo a vice-prefeita de Carauari, Antônia Suzy Barros de Lima, o município tem a pre-

ocupação de fortalecer o trabalho voltado para a juventude e a rede de proteção infantil, de crianças adolescentes. “A Semjec e o Conselho Municipal de Crianças e Adolescentes têm feito um trabalho voltado para este público, mas é uma tarefa árdua, não é fácil lidar com esta realidade. É um grande desafio ampliar o trabalho e fortalecer a articulação entre as esferas do governo federal, estadual e municipal”, afirmou. Atualmente atuam em Carauari o programa do Ministério do Trabalho e Emprego, o Projovem, o programa do Ministério da Educação, Mais Educação, e o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).


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opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

Capa

fotografia de Juan Esteves/Folhapress em 27-12-1992

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Os animais falantes de Nuno Ramos

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Muito além do sítio

E outras 8 indicações culturais. Pág. 2

Livros recuperam Monteiro Lobato para adultos. Pág. 3

Mania de você

A obra de Lina Bo Bardi em seu centenário. Págs. 4 e 5

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O suicida da sociedade

Diário de Paris. Pág. 6

Do arquivo de Ángel Gurría-Quintana Cidade do México, anos 1990. Pág. 7


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Ilustríssima Semana

O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES

‘Tanto Mar’ (2014), de Sandra Cinto

LIVRO | ALBERT CAMUS A editora Hedra lança, até o fim do ano, nove cadernos de juventude do escritor nascido na Argélia (1913-60), autor de “O Estrangeiro” e vencedor do Nobel de Literatura em 1957. Três deles já estão disponíveis: “Esperança do Mundo” (1935-37), “A Desmedida na Medida” (1937-39) e “A Guerra Começou, Onde Está a Guerra?” (1939-42). trad. Samara Geske e Raphael Araújo Hedra | R$ 32 (cada) | 104, 134 e 138 págs., (respectivamente)

LIVRO | HAL FOSTER Em “O Retorno do Real”, livro de 1996, o crítico e historiador americano volta-se à arte feita a partir dos anos 1960, para uma reflexão sobre o modernismo e seu papel no presente. Foster recupera a teoria crítica da Escola de Frankfurt para lidar com a conexão entre arte e vida. trad. Célia Euvaldo | Cosac Naify | R$ 49 | 224 págs.

LIVRO | RAYMOND WILLIAMS O volume “A Produção Social da Escrita” reúne palestras e ensaios do fundador dos estudos culturais (1921-88) realizados entre 1964 e 1983. São textos sobre temas como estudos ingleses, o regionalismo na literatura e o drama. trad. André Glaser | Ed. Unesp | R$ 52 | 368 págs.

Folha - Qual é sua relação com livros eletrônicos? Nuno Ramos - Eu tenho alguns, mas uso pouco. Levo o livro muito a sério, é o objeto de que mais gosto. Eu me senti mais à vontade para colocar uma coisa assim no mundo. O fato de ser um e-book parece que permite mostrar antes de estar totalmente pronto.

DANÇA | FESTIVAL BOTICÁRIO A segunda edição da mostra leva espetáculos ao Rio, Curitiba e Recife, além de São Paulo. São quatro companhias brasileiras: a carioca Focus, com duas montagens, a paulista Cisne Negro, a mineira Primeiro Ato e o Balé Teatro Guaíra, da capital paranaense. Entre os estrangeiros estão duas montagens da chinesa TAO Dance Theater, a bailarina canadense Louise Lecavalier, os israelenses do Batsheva Ensemble e a companhia inglesa Akram Khan. Auditório do Ibirapuera | tel. (11) 3629-1075 de ter. (29) a 4/5 | R$ 20 | www.oboticarionadanca.com.br FILIPE BERNDT/DIVULGAÇÃO

COLÓQUIO | FIGURAS DO ESTRANHAMENTO Organizado pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada do curso de letras da USP, o evento reúne pesquisadores do Brasil, Argentina, França e Portugal. Em discussão, o estranhamento na literatura e em obras de autores como Borges, Torquato Neto e Alice Munro. Anfiteatro da História - FFLCH-USP | tel. (11) 3091-4865 | de amanhã a qua. (30), a partir de 9h | grátis

O que há nesse conto de seu processo criativo em artes, principalmente com volumes? O tema de um animal falar acompanha meu trabalho há um tempo, não é uma coisa fora da minha poética. O animal é uma espécie de intermediário entre a matéria e a linguagem, não fala, mas se expressa. Nesse caso, a personagem esculpe um pouco, tem alguma coisa plástica. Embora eu tente manter uma coisa afastada da outra, minha vida como artista plástico e como escritor, esse tema da animalidade retorna sempre. A ideia de heteronomia, de ser vários, é um ponto de fuga atraente para mim. Pensando no conto, qual foi para você o choque elétrico? O meu choque elétrico é ouvir os bichos, ouvir as coisas, essa tentativa totalmente absurda de fazer um monte de feno falar. É esse lugar no qual a matéria vira algo que você escuta, formula, lê; o choque elétrico faz a passagem entre uma coisa e outra. (úrsula passos)

‘Pan de Oro sobre Retrato Indigenista’ (2014), de Sandra Gamarra

POP

BOX DVD | ELIA KAZAN A caixa traz três filmes do cineasta americano de origem grega morto em 2003, aos 94 anos. Além de seus dois últimos filmes, “Os Visitantes”, de 1972 e “O Último Magnata”, de 1976, com Robert de Niro, o box traz “Boneca de Carne”, de 1956, com roteiro de Tennessee Williams. Lume | R$ 115,90

EXPOSIÇÃO | SANDRA GAMARRA A artista peruana radicada na Espanha, criadora do museu fictício LiMAC e que participou da 29ª Bienal de SP (2010), apresenta sua individual “O Que Nos Fez Modernos/ Imagens Nítidas em Ambientes Úmidos”. A mostra tem pinturas e vídeos que refletem sobre a recuperação da cultura andina nas artes do Peru. Galeria Leme | tel. (11) 3093-8184 | seg. a sex., de 10h às 19h; sáb., de 10h às 17h | grátis | última semana

ESTRANGEIRO Folha.com

Ilustríssimos desta edição ÁNGEL GURRÍA-QUINTANA, 40, é historiador, tradutor e jornalista mexicano. O texto aqui reproduzido foi originalmente publicado pela revista britânica “Prospect”. CHICO ALBUQUERQUE (1917-2000), fotógrafo cearense, foi pioneiro da fotografia de publicidade no Brasil. O Instituto Moreira Salles do Rio expõe 120 de suas imagens até 25/5.

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ERUDITO

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LIVRO E EXPO | 25 ANOS CASA TRIÂNGULO A galeria comemora seu aniversário no espaço cultural Pivô, dentro do Copan. A arquitetura da mostra foi desenhada pelo escritório METRO, responsável pelo espaço da última Bienal. Entre os artistas expostos estão Albano Afonso, Joana Vasconcelos, Sandra Cinto e Stephen Dean. Além disso, a galeria lança o livro “Casa Triângulo 25 Anos”. Pivô | tel. (11) 3255-8703 | de 13h às 19h | último dia | grátis | edição própria | R$ 300 | 850 págs.

LIVRO | NUNO RAMOS

A “Ilustríssima” faz três perguntas para o artista que lança amanhã o conto “Onde um Bicho Cabe”, sobre a relação de um homem com o mundo animal após um choque elétrico, exclusivamente em e-book, pelo selo Formas Breves da egaláxi (R$ 1,99; nas lojas Amazon, Apple, Google Play, Livraria Cultura, Saraiva e Ib)..

EDOUARD FRAIPONT/DIVULGAÇÃO

BRASILEIRO

CLAUDIUS CECCON, 76, é arquiteto e cartunista. ELEONORA DE LUCENA, 56, é repórter especial da Folha. FRANCESCA ANGIOLILLO, 41, é editora-adjunta da “Ilustríssima”. GABRIEL KOGAN, 29, é arquiteto e jornalista. LUCAS NEVES, 29, é jornalista.

A BIBLIOTECA DE RAQUEL A colunista do Painel das Letras e repórter da “Ilustríssima” comenta o mercado editorial FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha ARTES Livro e exposição reúnem trabalho de ilustradores das cortes de Justiça dos EUA nos últimos 50 anos >>folha.com/ilustrissima


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Literatura

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Nacionalista irrequieto As desigualdades e perspectivas do Brasil nas páginas de Monteiro Lobato RESUMO Obras que reúnem e debatem os contos de Monteiro Lobato revelam literatura de ficção para adultos com forte teor de crítica social. Pesquisadores rejeitam a acusação de racismo que foi imputada ao criador do Sítio do Pica-pau Amarelo e relativizam o papel do escritor do interior paulista na idealização da Petrobras.

ELEONORA DE LUCENA

Negrinha era órfã. Nascida na senzala, vivia levando sovas da patroa gorda, rica e enturmada com os padres. Tinha o corpo tatuado de cicatrizes e vergões. Era torturada com um

ovo pelando de quente enfiado na boca. Não sabia o que era brincar. Passava o tempo todo quieta, sentadinha num canto, sendo chamada de “pestinha”, “diabo”, “mosca-morta”. Até que descobre o que é uma boneca. Brinca e se percebe não mais como uma coisa, mas como uma pessoa. Timóteo era jardineiro. Negociado por um importador de escravos de Angola, havia 40 anos cuidava dos canteiros ao redor do casarão da fazenda. Tinha ficado por lá mesmo depois da Lei Áurea. Com sua tesoura, produzia a “crônica vegetal” do lugar. Plantava árvores e flores em homenagem aos sinhozinhos, às festas e às tristezas do lugar. Resedás, jasmins-do-cabo, bocas-de-leão: tudo ali tinha uma história. Seu desespero ocorre quando recebe a ordem de destruir tudo para fazer um jardim inglês com as últimas criações da floricultura alemã. Joaquina era avó. Aos 70 anos, vivia com a família da filha num sítio. Serelepe, gostava de costurar. Sua obra era uma colcha de retalhos, feita com as

roupas de sua neta. Cada quadradinho de chita era registro de um pedaço da história da pequena. Mas a terra ficou seca, a geada queimou o café e a família empobreceu. Formigas roeram o pomar, e ervas daninhas tomaram conta do terreno. A filha morreu da doença que lhe dava fortes dores na cacunda. A neta fugiu e nunca ganhou a colcha cerzida por 16 anos – um acalentado presente de casamento. Negrinha, Timóteo e Joaquina são personagens de Monteiro Lobato. Suas angústias, descobertas e amarguras são destaque de seus escritos para o público adulto reunidos em “Contos Completos” [Biblioteca Azul, R$ 64,90, 660 págs.]. O volume lançado agora contém textos de quatro livros: “Urupês” (1918), “Cidades Mortas” (1919), “Negrinha” (1920) e “O Macaco que se Fez Homem” (1923). Lobato (1882-1948) escreve na República Velha, em que viceja a oligarquia que assalta o Estado e esmaga a imensa população rural. Ainda distante da industrialização, o país vivia em torno dos cafezais voltados ao exterior. A es-

cravidão acabara havia pouco. Os empregos eram precários, dependentes de favores e comandados por uma elite decadente e saudosa dos poderes da casa-grande. Ares de mudança vinham de revoltas sociais, do movimento tenentista, das artes em ebulição. É o tempo de ascensão dos modernistas. Oswald de Andrade, Portinari, Di Cavalcanti e Tarsila mergulham na cultura nacional para conceber suas obras e se desvencilhar dos gostos vindos de fora. Nacionalista ferrenho, Lobato navega em várias áreas. Faz literatura infantil e adulta, escreve em jornais, edita livros, pesquisa novidades tecnológicas, deslancha a campanha pela exploração do petróleo, enfrenta o imperialismo. De família de produtores de café de Taubaté (SP), é inconformado com as carências do Brasil. Defende a necessidade urgente de saneamento básico, ensino, investimentos. Principalmente, as desigualdades o inquietam. Por isso, escreve sobre os pobres. Seus contos tratam da labuta, da injustiça, da falta de perspectiva do cidadão

sem voz e sem dinheiro naquele início de século. Sua estética naturalista e nacionalista está focada no que “falta ao país e a seus habitantes, e não com as ilusões da modernidade, com suas baratinhas, melindrosas e almofadinhas, viagens a Paris e outros luxos partilhados por poucos”, escreve Beatriz Resende, professora de poética da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na apresentação do livro. Lobato constrói suas narrativas de ficção inspirado nas histórias que ouve, às vezes mesclando fábulas e mitos com a dura realidade da pobreza. Nesse sentido, pode ser comparado a Euclydes da Cunha e Lima Barreto, que revelaram as mazelas do sertão e dos subúrbios do Rio, avalia Resende. “Muito tempo depois, é também sabendo ouvir de maneira toda especial a gente do interior e seus ‘causos’, incorporando e recriando sua linguagem, que Guimarães Rosa criará sua obra em contos”. Racismo Ela lembra um trecho do texto “Negrinha” para entrar na

discussão sobre racismo que envolveu a produção de Lobato recentemente. “O momento do conto em que, diante de uma boneca, a menina sem nome se descobre criança como as outras é o libelo mais contundente que poderia ser escrito naquele momento contra as desigualdades raciais”. E dispara: “Basta a leitura de ‘Negrinha’ para compreender toda a tolice que envolve as críticas feitas a momentos de sua literatura em que reproduz o linguajar racista de seus contemporâneos. As falas evidentemente irônicas da boneca Emília, por exemplo, são o eco da sociedade racista, classicista, escravocrata que atravessa o século 20 e chega até hoje convencida que espaços como as universidades não se devem abrir aos pobres, aos diferentes e vêm na ainda tímida política de cotas uma heresia e nas condenações penais por racismo um excesso”. Na mesma linha escreve Milena Ribeiro Martins, professora da Universidade Federal do Paraná, que rechaça a interpretação de racismo no conto de Lobato.


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Arquitetura

3 A dona do espaço Obra de Lina Bo Bardi é celebrada mundo afora em seu centenário

GABRIEL KOGAN FOTOGRAFIA CHICO ALBUQUERQUE

Lina Bo Bardi gostava de cultivar mitos sobre si mesma. Certa vez, a arquiteta ofereceu uma bebida a um jornalista que visitava sua casa. Ele, ingenuamente, disse que aceitava um uísque: “Isso é coisa de burguês!”, respondeu ela, e passou-lhe uma longa lição de moral. Na mesma noite, logo após se despedir do entrevistador, a arquiteta – sem vacilar e zombando de sua própria personagem – pediu a amigos que lá estavam e haviam presenciado toda a cena: “Tragam um uísque, vamos tomar”. Agora que se celebra o centenário de Lina – 22 anos após sua morte –, seu legado e sua história começam a ser reescritos explorando a dualidade entre lenda e realidade. Vários países veem eclodir uma febre de Lina, com exposições e publicações, construindo novas versões da arquiteta, mais jovem e viva do que nunca. “Muito do que se fala sobre Lina é uma reprodução da mitologia sobre ela; exposições e publicações investem na ideia de que ela era mágica. Tenho certa dúvida a esse respeito”, ironiza Zeuler Lima. Professor da Universidade Washington em St. Louis (EUA), Lima empreendeu uma vasta pesquisa sobre Lina em acervos diversos; em mais de dez anos, havia produzido 1.200 páginas sobre a arquiteta. Desse trabalho, saiu uma importante monografia, intitulada simplesmente Lina Bo Bardi [Yale University Press, US$ 65, aprox. R$ 145, 256 págs.]. “Penso meu livro na contramão dessa ‘Linamania’; não é um estudo de santo. Minha tarefa foi colocá-la dentro de um contexto histórico”. O livro foi publicado no fim do ano passado, somente em inglês – o autor espera que seu trabalho frutifique, em breve, em uma publicação brasileira mais ampla. Zeuler Lima reconstrói, em 20 breves capítulos permeados por fotos e desenhos, episódios que vão da vinda do casal Lina Bo e Pietro Maria Bardi da Itália para o Brasil até as últimas obras da arquiteta na Bahia. Recuando à formação de Lina como arquiteta, na era Mussolini, Zeuler Lima desmistifica alguns pontos, como seu projeto de graduação na faculdade. “Descrições de Lina sobre o projeto como um ‘hospital para mulheres solteiras’ poderiam sugerir um espírito provocativo, mas era de fato uma instituição fascista dominante, que reforçava a identidade da mulher como mãe. Lina era muito jovem nessa época para ter qualquer convicção política”, explica o autor. Zeuler Lima também esclarece outros pontos acerca de Lina – como o seu gosto pelo famoso uísque. “Todo mundo voltava

das suas festas com muita dor de cabeça; descobriram que ela comprava uma garrafa de ‘single malt’ e enchia com uísque falsificado: o bom ficava escondido para ela”, divertese, recordando o lado caricato, contraditório e provocativo da ítalo-brasileira. Visibilidade Se, até o final da última década, a arquitetura brasileira era identificada no exterior quase exclusivamente pelas curvas dos edifícios de Oscar Niemeyer, a obra de Lina – com apenas 15 projetos executados durante a carreira – ganha hoje grande visibilidade mundo afora. Longos artigos sobre sua arquitetura foram publicados em jornais como o britânico “The Guardian”, o francês “Le Monde” e o italiano “Corriere della Sera”. E duas obras põem nas livrarias traduções para o inglês de textos da arquiteta sobre seu ofício: “Stones Against Diamonds” [intr. Silvana Rubino, Architectural Association Publications, 15, aprox. R$ 58, 132 págs.] e “Lina Bo Bardi - The Theory of Architecture Practice” [intr. e trad. Cathrine Veikos, Routledge, US$ 49,95, aprox. R$ 112, 280 págs.]. O deslumbramento atual é tanto que o curador de arquitetura do MoMA, de Nova York, Barry Bergdoll, chegou a dizer que “Lina se tornou uma ‘starchitect’ póstuma”, usando um neologismo em inglês para arquitetos-celebridades. Mas afinal, por que o atual crescente interesse por ela? Por que tamanha sedução por seus projetos, transformados em pontos de peregrinação? Um impulso fundamental foi dado pela Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010, para a qual a japonesa Kazuyo Sejima – que naquele ano havia ganho o Prêmio Pritzker ao lado de seu parceiro no escritório Sanaa, Ryue Nishizawa – concebeu uma sala com maquetes de obras de Lina. “Muita gente, incluindo Rem Koolhaas e Norman Foster, a descobriu lá”, conta Renato Anelli, um dos diretores do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, que funciona na Casa de Vidro (1951), nome dado à residência que ela projetou para o casal, no Morumbi, em São Paulo. A mesma Casa de Vidro foi palco do lance que inscreveria definitivamente o nome de Lina no circuito das mostras de arte no mundo, ao abrigar, no ano passado, a exposição “O Interior Está no Exterior”, concebida pelo todo-poderoso curador suíço Hans Ulrich Obrist. “Ela reúne todas as palavraschave para que algo seja considerado excepcional hoje: Brasil, Nordeste, artesanato, mulher, moderno, espaço público...”, resume o curador do Instituto Tomie Ohtake, Paulo Miyada, ao opinar sobre a “canonização” da arquiteta. Coletividade Em entrevista para o documentário “Arquitetura, A Transformação do Espaço” (1972), de Walter Lima Jr., Lina falou sobre

a relação entre projetos e seus usos: “Quando fiz o projeto do Museu de Arte de São Paulo, minha preocupação era uma arquitetura com espaços livres que pudessem ser criados pela coletividade; assim nasceu o grande belvedere. Eu quis fazer um projeto feio, formalmente, mas que fosse aproveitável pelos homens”. Os espaços abertos, previstos por Lina quase de forma a que a ocupação humana os transforme numa criação coletiva, estimulam a imaginação de estrangeiros. Para a britânica Jane Hall, contemplada em 2013 com a Lina Bo Bardi Fellowship (bolsa oferecida pelo British Council para estudos sobre a obra da arquiteta), “o Masp e o Sesc Pompeia lidam com a dimensão pública de uma forma humanista que está lentamente desaparecendo da arquitetura britânica”. “Não temos nada similar por lá e já perdemos o contato com metodologias mais simples e primitivas”, afirma Hall. Ela é fundadora do coletivo Assemble, que promove pequenas ocupações de espaços públicos usando estruturas simples, feitas de materiais descartados. São trabalhos que revelam grande influência do pensamento de Lina. “Ela nos recorda valores fundamentais em que a arquitetura deveria se concentrar, no nosso contexto econômico e global”, diz. “O nosso maior desafio é fazer uma sociedade mais justa por meio das estruturas que construímos”. O documentário “Precise Poetry”, lançado em março num festival de cinema dedicado a filmes sobre arquitetura em Budapeste, também circunscreve o assunto. Dirigido pela arquiteta austríaca Belinda Rukschcio, professora da Universidade Técnica de Brandemburgo, na Alemanha, o filme explora obras como o Sesc Pompeia (1977), cujo projeto, ao aliar intervenções sutis na estrutura existente e a construção de um novo complexo esportivo, converteu uma antiga fábrica em um centro cultural muito utilizado. Exposições O centenário da arquiteta será marcado por exposições (veja na página ao lado) no Brasil e no exterior, em centros como o Museu de Arquitetura de Munique e a Galeria Nacional de Roma, cidade onde nasceu, em 5 de dezembro de 1914. Com frequência, a imagem de Lina que chega ao exterior tem passado pela arquiteta argentina Noemi Blager. Ela é a organizadora da mostra “Together”, que já levou uma visão da obra da ítalo-brasileira a Londres, Viena, Basileia, Paris e Estocolmo e irá para Amsterdã, Berlim e Milão. Para Blager, a atitude de Lina Bo Bardi era o oposto de uma mentalidade colonialista. “Lina foi para o Brasil, aprendeu e desenvolveu uma identidade própria, sempre respeitosa culturalmente. Pensei que era importante mostrar isso na Europa”, afirma. A incomum aproximação entre a cultura moderna e popular

foi destacada pelo crítico Josep Maria Montaner em seu livro “A Modernidade Superada” [Gustavo Gili Brasil, R$ 65, 184 págs.], com um texto sobre Lina. “Ela conseguiu realizar obras em que a modernidade e a tradição não eram antagônicas”, escreveu. Em parceria com o documentarista Jacobo Sucari, Montaner lançará “Entre la Tierra y el Cielo”, um filme sobre a arquiteta. A dupla catalã ainda busca patrocinadores para concluir a empreitada. Em lugares onde a construção civil é muito cara, as soluções simples e baratas de Lina soam surpreendentes. “Ela podia construir com nada, inclusive com um orçamento muito baixo. Nos países ricos não há essa habilidade de se virar em situações desafiadoras”, opina Noemi Blager. O teatro Oficina (1984) é um exemplo; as tradicionais plateias de um teatro de ópera são evocadas por andaimes verticais de madeira – como os utilizados em obras –, organizados em torno de uma rua-palco central. Durante a construção do Sesc Pompeia, Lina mudou seu escritório para o canteiro, onde criava as soluções com os próprios operários e incorporava objetos inspirados no artesanato popular, como pequenas esculturas de flores de mandacaru no fechamento de frestas das passarelas.


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Inspiração A obra de Lina serve hoje como inspiração para posições políticas em tempos de vácuo de pensamentos humanistas e radicais. “Bo Bardi estava interessada num tipo de multiculturalismo vanguardista que ressoa na atual preocupação sobre achatamento promovido pelo capital global”, afirma Barry Bergdoll, do MoMa. Ele é cocurador da mostra “Modern Architecture in Latin America 1955-1980”, a ser inaugurada em março de 2015, tendo Lina como uma das protagonistas. O americano confirma a possibilidade de que a obra da ítalo-brasileira ganhe mostra individual em Nova York nos próximos anos. “Desde a crise de 2008, com a diminuição de investimentos, a arquitetura passou a ser vista com austeridade. Há uma crise ideológica do neoliberalismo. Isso provoca uma inversão em como se pensava a arquitetura, antes com certo cinismo sobre a cidade, vindo à tona arquitetos então marginais”,

diz Zeuler Lima, referindo-se tanto ao pensamento urbanístico de Lina quanto à sua economia construtiva. Efeitos Tanta visibilidade pode, porém, ter efeitos colaterais, gerando entendimentos superficiais de uma obra tão complexa. A exposição de Obrist em 2013 na Casa de Vidro, ao mesmo tempo que catapultou Lina, foi considerada também um momento-chave para a exploração do fetichismo em torno da arquiteta. Paulo Miyada observa, na concepção da mostra, estereótipos fomentados sobre Lina. “Todos os ambientes e nichos da casa traziam sutis interferências artísticas, menos o volume fechado dos quartos de empregados – um documento dos limites da integração social e espacial – tratado lá como se não existisse. A imagem de Lina foi editada para oferecêla como heroína”, diz. O mercado da arte, porém,

agarrou a oportunidade: o dinamarquês Olafur Eliasson produziu, especialmente para a exposição, uma obra que usava os famosos cavaletes de vidro da museografia original do Masp. Foi feita uma tiragem de apenas três peças, cada uma com preço de venda de R$ 280 mil. Da mesma forma, a indústria do design capitalizou a nova fama de Lina Bo Bardi, e o poético discurso da arquiteta sobre desenho industrial influenciado pela arte popular virou arma comercial de empresas em busca de visibilidade internacional. A italiana Arper reeditou 500 unidades da cadeira Bowl (1951) e venderá cada unidade por US$ 4.200 (aprox. R$ 9.340) – uma verdadeira barganha, se comparada aos mais de R$ 50 mil pagos por colecionadores em disputados leilões pelas peças originais. A britânica Izé, que desenvolve maçanetas, colocou em linha a peça em formato de chifre que Lina criou para a

Casa de Vidro. Restrições Já o celebrado discurso sobre o uso livre dos espaços encontra, na prática, restrições em nossos tempos. No vão do Masp, a “escadinha-tribuna a ser transformada em um palanque”, como previa a arquiteta, foi gradeada, quando a instituição passou a utilizar parte da praça pública para fazer sua entrada. Ao contrário do que sugeriam os desenhos de circos e de atividades lúdicas que ela imaginou no belvedere, hoje poucas intervenções culturais e artísticas acontecem no local. Em vez disso, discussões envolvendo o próprio curador do museu, Teixeira Coelho, chegaram a sugerir algo incompatível com aquilo que já foi chamado pelo músico John Cage de “a arquitetura da liberdade”: murar o vão e fechar a praça para proteger a área de usuários de drogas, criando mais um lugar de exclusão. Há um descolamento entre

a enorme atenção recebida pela arquiteta e a situação em que se encontram seus prédios hoje – não só o Masp, que teve o espaço expositivo alterado, após uma criticada reforma, há 15 anos. O teatro Oficina vive uma longa batalha contra a especulação imobiliária que o encurrala no seu terreno no bairro do Bexiga, em São Paulo. Mesmo o Sesc Pompeia reformou de forma descuidada o interior de alguns andares da torre de concreto, inaugurando uma academia sem unidade estética com o conjunto. Nas obras da Bahia, a situação é mais séria: alguns de seus projetos estão praticamente em ruínas, como as casas na Ladeira da Misericórdia (1987), redesenhadas para abrigar habitações e restaurantes. Até mesmo seu instituto, na Casa de Vidro, onde fica o acervo de desenhos e objetos da arquiteta, encontra-se em grave situação financeira e enfrenta dificuldades para

manter sua operação. Em um assunto frequente e paradigmático do seu pensamento, Lina pensava museus como espaços vivos, lugares de aprendizado permanente, onde as obras pudessem ser exploradas pelo grande público, levado a fazer suas próprias descobertas, conclusões e percursos. Para ela, os museus não deveriam ser depósitos escuros de coisas valiosas, a serem apenas admiradas, conforme valores prontos. Não poderia Lina, à sua revelia, ser envolta pelo deslumbramento atual, engolida por esse conceito passivo sobre o passado ou mesmo pelo próprio fetichismo sobre sua obra? Marcelo Rezende, diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia – projetado por Lina no Solar do Unhão, em 1959 – resume a atual contradição: “O pior que poderia acontecer a ela neste ano de centenário seria o aprisionamento na lógica da homenagem, da museificação – no pior sentido do termo – de seu pensamento”.


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Diário de Paris O MAPA DA CULTURA

Van Gogh e seu duplo De artista e louco todo mundo tem um pouco

LUCAS NEVES

Vincent van Gogh (1853-90) foi induzido a dar fim à própria vida por uma “sociedade indiferente” e, mais do que isso, temerosa das “verdades insuportáveis” que a sua paleta urdia. A hipótese, sustentada pelo ator, poeta e teatrólogo francês Antonin Artaud (18961948) em texto publicado no ano anterior à sua morte, é o mote da exposição “Van Gogh/ Artaud - O Suicida da Sociedade”, em cartaz no Museu d’Orsay até 6 de julho. A mostra inclui 45 telas e desenhos do holandês, agrupados segundo expressões cunhadas por seu admirador teatral, que reverencia um “convulsivo tranquilo” dotado de “uma sensibilidade terrível”, capaz de capturar em suas obras uma “luz tempestuosa”. Artaud primeiro deu de om-

bros à sondagem do galerista Pierre Loeb para escrever sobre o pintor. O marchand o contatara certo de que o ator, que passara nove anos em hospitais psiquiátricos, seria o nome ideal para perfilar o criador atormentado, ele mesmo internado numa clínica até pouco antes de morrer. Mas Artaud, autor do canônico “O Teatro e Seu Duplo”, estava às voltas com a edição de suas obras completas. Ele voltaria atrás em 1947, ao ler o volume em que o psiquiatra François-Joachim Beer esmiuçava o prontuário do artista, com menções a surtos de agressividade e falta de afetividade. Sua resposta veio no fim daquele ano, com “O Suicida da Sociedade”, no qual elegia o homeopata que tratara o Van Gogh crepuscular como algoz: “O feiticeiro, em sua terrível necessidade de saciar sua ira e sua inveja do gênio, impeliu-o a pintar até a exaustão [em vez de recomendar repouso]”.

Os três lances de asterix O primeiro leilão de esboços originais de quadrinhos na filial francesa da casa de leilões Christie’s, no começo deste mês, teve faturamento acima do esperado. Os lances vencedores totalizaram 3,8 milhões de euros (R$ 11,8 mi), quase 10% a mais do que as previsões mais otimistas dos organizadores. Hergé (1907-83) liderou o bloco dos mais bem cotados. Um de seus rascunhos para “Tintim no Tibete” foi arrematado por 289,5 mil euros (R$ 897 mil), quase o dobro dos 150 mil euros inicialmente estimados. Croquis de Uderzo para “Asterix - O Adivinho” e “Asterix na Córsega” também impulsionaram o resultado final, que apagou a má impressão deixada por leilão semelhante da rival Sotheby’s em 2012, quando 2/3 dos trabalhos postos à venda encalharam. Alain Resnais (1922-2014) sai de cena com uma carta

de amor à representação teatral. “Aimer, Boire et Chanter” (amar, beber e cantar), sem previsão de estreia no Brasil, é a adaptação de uma peça do prolífico inglês Alan Ayckbourn – a terceira da carreira do cineasta –, e a intriga acompanha os ensaios de uma trupe amadora. A reverência vai além. Para mostrar como a morte iminente de um professor aposentado faz trepidar três casamentos em seu círculo de amizades/ conquistas passadas, Resnais recorre a cenários minimalistas e deliberadamente artificiais, criados em estúdio e delimitados ao fundo por cortinas entrecortadas. Através delas emergem, de cotidianos modorrentos, mulheres dispostas a confortar o alquebrado mestre – e é por trás desses mesmos panos que elas sumirão da vista de maridos incrédulos, num vaudevile que enfileira quiproquós com a consciência de que o tempo para jogar chega ao fim.

Caixeiro-viajante No fim de março, o festival de teatro de Avignon, o mais importante do mundo ao lado do de Edimburgo, perigou partir de mala e cuia da cidade sulista que o acolhe desde 1947. No dia seguinte ao primeiro turno da eleição para prefeito, vencido pelo partido de extrema direita Front National, o diretor da mostra anunciou que, caso o triunfo se confirmasse no segundo escrutínio, a maratona teatral provavelmente buscaria outro pouso. “Não vejo como o festival poderia defender seus ideais de abertura e acolhimento do outro”, justificou Olivier Py, contrapondo a proposta do evento à cartilha da legenda conservadora, que defende o endurecimento da política de imigração. Blefe ou não, nunca se saberá. O segundo turno sagrou vitoriosa a candidata socialista. Ficam na cidade os 20 milhões de euros gerados a cada ano pelo festival.


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MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

O autógrafo que eu perdi Cidade do México, anos 1990

ÁNGEL GURRÍA-QUINTANA TRADUÇÃO FRANCESCA ANGIOLILLO

Entre as inúmeras perdas da minha vida, uma tem especial importância: a de uma primeira edição de “Doze Contos Peregrinos” (1992), de Gabriel García Márquez. Até hoje não tenho certeza se o exemplar com uma dedicatória à mão do autor para mim se extraviou quando mudei do México para a Inglaterra ou se a emprestei a um amigo. Venho pensando muito naquele livro desde que acordei, na manhã do meu 40º aniversário, com a notícia de que o escritor colombiano havia morrido na Cidade do México, aos 87 anos. Por toda a América Latina houve terremotos nos dias que precederam a quintafeira, 17 de abril passado. No México, chuvas de granizo fora de época causaram estragos e fecharam estradas. Era o tipo de presságio

comum nas tramas de seus romances – e, como ele insistia, parte incontornável da realidade latino-americana. A comoção pública foi notavelmente (mas não surpreendentemente) tempestuosa. Poucos leitores de língua hispânica – e ainda menos escritores do idioma – podem dizer não ter sido afetados ou mesmo moldados por sua obra. Seus admiradores, de fato, vinham lamentando já havia muito tempo sua perda, conforme, nos últimos anos, foi ficando mais e mais evidente que ele já não nos deleitaria com outro livro. “Já escrevi o suficiente, não?”, ele disse a seu biógrafo, certa vez. “As pessoas não têm por que se decepcionar, não podem esperar mais nada de mim, podem?” Meu primeiro contato com sua obra foi no ensino médio, quando, sem saber muito sobre o autor, tivemos de ler “Relato de um Náufrago” (1970) – a magistral reportagem, publicada em episódios nos anos 1950, com a qual

ele deu início à sua carreira jornalística. Mais tarde, a descoberta adolescente de “Cem Anos de Solidão” (1967) teria tanto impacto sobre nossas vidas quanto a descoberta do gelo para o primeiro personagem do romance. Nós devorávamos o livro, trocando atualizações sobre a trama à medida que, noite adentro, progredíamos na leitura. Ler com atenção “O Amor nos Tempos do Cólera” (1985) – cuja abertura sagrou-se como uma das melhores de toda a literatura – foi um rito de passagem. Na universidade, o uso que Gabriel García Márquez fazia dos adjetivos era estudado pela eficiência. Em duas ocasiões eu estive com ele. A primeira vez foi em Cuba, em meados dos anos 1990, numa recepção no Palácio da Revolução. Ele estava de pé, ao lado de Fidel Castro, sorrindo marotamente sob o bigode aprumado. García Márquez ficava à vontade na proximidade do poder – o poder, aliás, era um

de seus temas recorrentes. “El Comandante” se elevava acima de todos na sala, mas era Gabo, como era conhecido, quem liderava as atenções. Mais tarde, naquela mesma noite, um grupo menor, que incluía o escritor, reuniu-se num restaurante no centro de Havana. Da conversa, recordo muito pouco – salvo que Mercedes, sua mulher, o reprovava a cada vez que ele pedia uma nova rodada de bebidas. O segundo encontro se deu uns dois anos depois, na Cidade do México, em um jantar em homenagem a uma autoridade espanhola. Também desta vez o colombiano era a atração principal. Eu me lembro de vê-lo contar sobre a cerimônia em que recebeu o Nobel de Literatura de 1982. No caminho para a entrega, os premiados passavam por um longo corredor, no qual pendiam os retratos dos vencedores anteriores. Ele contou ter parado diante das imagens de Ernest Hemingway, Thomas Mann (que, disse aos presentes, teria ganho o

Nobel duas vezes, se a Segunda Guerra Mundial não tivesse estourado) e William Faulkner. Passei a noite sentado sobre meu exemplar de “Doze Contos Peregrinos”, tentando não parecer um desses leitores deslumbrados (ele aceitava graciosamente o infortúnio de ter de autografar livros onde quer que estivesse). Mas, conforme ele se preparava para sair, tentei a sorte. Segui-o até seu carro e pedi a dedicatória. Ele me perguntou qual daqueles contos era o meu preferido. “O Avião da Bela Adormecida”, respondi, recordando a história do homem que, embasbacado pela visão de uma mulher num aeroporto, depois se descobre sentado ao lado dela num voo para Paris, durante o qual tudo o que lhe cabe é vê-la dormir, por horas a fio. Gabo piscou para mim, como se reconhecesse um camarada de voyeurismo. Abriu o livro e escreveu, com uma caligrafia trêmula e meio bêbada: “Para Ángel e sua bela adormecida”.


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Hoje estreia ópera ‘Lucia’ no 18º FAO (92) 3090-1042

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Brilho para celebrar 15 anos de carreira A cantora e compositora Ana Carolina adianta um pouco sobre o seu novo show, que será apresentado em Manaus no próximo dia 30 LUIZ OTAVIO MARTINS Equipe EM TEMPO

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show que comemora os 15 anos de carreira de Ana Carolina será apresentado em Manaus no próximo dia 30, no Studio 5. A atual turnê divulga o mais recente CD da cantora e compositora, “#AC”, e o público pode esperar o mesmo apuro visual e acabamento de projetos anteriores. “Esse novo show é bastante visual por conta dos vídeos que fizemos. A Monique Gardenberg, que dirigiu o novo show e também o ‘Estampado’ e o ‘Dois Quartos’, fez bom uso dos clipes que eu mesma dirigi para algumas canções do ‘#AC’. Ela misturou a vídeos que filmou especialmente para o espetáculo e outros que produziu para ilustrar as canções”, explica Ana, em entrevista ao EM TEMPO. Para a artista, a estrutura de seu novo show funciona no Brasil, na Europa ou em Angola, locais por onde ela já passou. “É um lindo show. Tem também um pouco de brilho na roupa e na guitarra, afinal de contas, ele comemora 15 anos de carreira e sempre é bom estar vestida à altura da ocasião”, comenta. O álbum “#AC” inclui duas participações especiais, de Chico Buarque, na canção “Resposta da Rita”, e de Chiara Civello, em “Un Sueño Bajo el Agua”. Ana Carolina conta que não combinou com nenhum desses convidados uma participação durante os shows da turnê, e ambos estão presentes somente por meio de suas vozes. “Quem sabe aconteça, mas agora só tem eu mesma e uma banda incrível”, diz. Músicas incluídas no CD mais recente, como “Poledance”, “Mais Forte”, “Esperta”, “Pelo iPhone”, “Libido” e “Bang Bang 2” dividem o espaço no setlist com as sempre bem-vindas “Uma Louca Tempestade”, “Garganta”, “Quem de Nós Dois”, “Pra Rua me Levar” e várias outras. A cantora diz que considera algumas versões ao vivo de músicas melhores do que as respectivas gravações em estúdio. “Sou um tanto preocupada com a qualidade do som seja no disco, no palco ou em um programa de TV. O calor e a reação do público também influenciam em uma boa gravação ao vivo”, afirma. Mas, embora goste de ter as duas opções, nunca pensa em analisar se determinadas composições ficam melhores ao vivo do que em estúdio. “Não sou muito de ficar escutando o que já foi feito, gosto de olhar adiante”, enfatiza. Essa postura faz com que Ana evite investir tempo em reavaliar as suas gravações. “Não fico procurando ‘cabelo em ovo’ no que já está consumado”, diz. “Mas, não me arrependo de nada, não. Tudo o que produzo passa por mil ‘crivos’ meus, dos amigos e parceiros antes de ir para rua. Se eu não gostasse de algo não lançaria”. Qualidade e coerência Seja em um trabalho de certa forma mais hermético como “N9ve” ou num projeto em que investe em misturas musicais como “#AC”, Ana Carolina passeia com a mesma qualidade e coerência artística

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Caderno D

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que marcam toda a sua trajetória. “Isso independe do que se faça em termos musicais, são premissas da minha carreira. Existe sofisticação no pop e o bom uso da tecnologia é parte dela”, afirma. “O ‘N9ve’ era talvez mais hermético, mas recebeu o mesmo apuro técnico e artístico de ‘#AC’, grandes músicos e produção de ponta”. Em “#AC”, a cantora destaca o “intrincado” arranjo de cordas escrito por ela para “Leveza de Valsa”, uma parceria com Guinga, e as sutilezas de “Canção Pra Ti”, com Moreno Veloso, e de “Luz Acesa”. “Tem também os beats, samplers e ‘notas’ eletrônicas, mas isso não tem nada a ver com qualidade, é estilo e conceito”, esclarece. Como artista da MPB, Ana analisa que “um pop de qualidade é hoje uma iguaria que não se deve desprezar”. Ela diz que um dos pontos altos do novo show tem sido a música “Coração Selvagem”, de Belchior. “Nada mais pop e sofisticado ao mesmo tempo. A emoção não escolhe estilo, e sim o que consegue conectar, fazer o ouvinte sentir”. Ana Carolina tem se dedicado ainda ao trabalho de produção e direção de seus videoclipes. “E bom fazer os clipes de músicas que compus, dá uma sensação de que a canção fica ainda mais persona-

AGENDA

Depois do show em Manaus, Ana Carolina vai se apresentar nas cidades de Belém/PA (2/5), Imperatriz/MA (3/5), Fortaleza/CE (9/5), Juazeiro do Norte/CE (10/5) e Curitiba/ PR (16/5) lizada. É meu olhar que está ali”, analisa. Mas, confessa que também existe satisfação em ser dirigida por outros profissionais. “Ser dirigida por pessoas que eu considere mestres no que fazem, dá bastante segurança ao artista, é outro olhar em sinergia. Eu gosto de fazer o que ‘entrego’ literalmente”. Respeito Ao longo de 15 anos de carreira, Ana Carolina tem trocado figurinhas com nomes consagrados do Brasil e do exterior, entre eles Chico Buarque, Maria Bethânia, Chico César e Tony Bennett, e afirma que, antes de mais nada, a relação com esses artistas é de respeito musical. “Trabalhar com Tom Zé, Gil, Bethânia, Chico ou o Edu Krieger, com quem compus a maioria das músicas do último trabalho, é a mesma coisa. Há o respeito com a música em si e isso é o que envolve todos”, revela. Ela diz ainda que dificilmente essas parcerias estimularam nervosismo de sua parte. “Dá orgulho trabalhar com quem admiro, seja um mito do ‘Olimpo’ musical ou um compositor ou cantor com o qual nunca trabalhei. Gravar com o Tony Bennett, em Nova Iorque, em apenas três takes deu um nervosinho, mas ele nem notou”, recorda.

SERVIÇO SHOW #AC - ANA CAROLINA Quando dia 30 de abril (quarta-feira), às 23h30 Onde Studio 5 (Avenida General Rodrigo Otávio, 355 – Distrito Industrial) Ingressos R$ 50 (pista 1º lote), R$ 60 (pista 2º lote), R$ 110 (frisa), R$ 130 (cadeira) e R$ 150 (camarote), à venda nos estandes da Fábrica de Eventos Informações (92) 3303-0100

Em entrevista ao EM TEMPO, Ana Carolina afirma que estrutura de show funciona no Brasil e no exterior


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FOTOS: MAURO SMITH E CÉSAR CATINGUEIRA

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Festa chic no Classic Hall

Fernanda Mendonça e Jeny Ituassú

Gizella Bolognese

Rossana Antony Feitoza e Cilene Abud Andrade

A linda Renata Braga

Amália Bichara

As lindas bambinas Sophia Martins e Valentina Coelho Damian

. Chiquérrima! Assim definimos a festa que movimentou a ala feminina da cidade, na quinta-feira, comemorando o aniversário deste colunista, no Classic Hall. . Noite sofisticadíssima, reunindo um time especialíssimo de socialites, que estavam, como de costume, lindas, perfumadas e exibindo looks sensacionais. . O colunista/deejay Alexandre Prata apresentou um set cheio de charme, com músicas bacanérrimas, completou o clima criado pela design de interiores Josi Jota e criou um cenário único para a festa com ambientação inspirada na tonalidade verde-esmeralda, que traduz renovação, modernismo e prosperidade. Na recepção, painéis em tons de verde e muitos espelhos, no salão, paisagismo em um gigante muro inglês de 7 metros de altura por 12 metros de comprimento, formando exclusividade no décor. Ânforas pretas com nobres bulganviles em contraste com o verde, très chic! Um cardápio preparado pelo bufê Classic apresentou lançamentos da casa, como polvo no vinagrete frutado sob batata-doce; pirarucu e banana em duas texturas, lichia recheada ao creme de gorgonzola, croquete de pato e molho de tucupi e laranja, carolinas de salmão e cream cheese, queijo brie com amêndoas e mel, rã laminada com pistache para massas de trança de Parma e brie, raviole de damasco e brie, ravioles de espinafre com muçarela de búfalo e manjeiricão, agnolotti com cream cheese e limão siciliano, raviole margarita, além de bacalhau com molho de azeite e grão-de-bico e lagosta ao thermidor. Tudo regado ao champanhe francês Rosière (Blanc de blancs), exclusividade em Manaus da Top Internacional, e limonada de limão-siciliano. Noite realmente especial! A coluna agradece ao grupo de amigas que organizou o evento. Merci

Raquel Machado

Julia Serfaty Cheruan e Ane Camely

Maysa e Dorinha Antony

Mary Tuma e Elizeth Lange

Suely Nascimento e Talita Souza

Virna Lins, Isabel Prata, Renata Braga e Alexandre Prata

Selma Reis e Lenúbia Aziz

A ótima Josi Jota, Charufe Nasser e Paulo Marinho

Aparecida Pinheiro e Nathalie Sobral

Vânia Pimentel

Márcia Martins

Luciana Felicori e a linda filha

Tereza Cristina Garcia

Adriane Antony

Florencia Ayub

Kátia Sebbem e Karina Bessa A psicóloga Ana Carolina Buzaglo Santos e a avó Lourdes Buzaglo

Detiva Coelho

Alessandra e Graça Figliuolo

Sonia Jinkings e Lucimar Augusto

Fátima Abreu e Luciane Novaes Ana Simões Montenegro e a filha Ana Paula Marilza Mascarenhas, Mazé e Alessandra Mourão

Eliane Yamada e Najla Akel

Raquel Claudino Andréa e Rosilene Medeiros Celes Borges e Karina Queiróz

Eliane Schneider, Guto Oliveira e Menga Junqueira

Andréa Aziz e Kamila Jennifer Barbosa Marlice Martins e a filha Sophia

Maria do Carmo Magalhães, Zenaldo Motta e Denise Santana

Silvia e Graziela Nogueira

Ana Mourão e Zélia Peixoto

Glória Carratte e Michelle Carratte Cunha


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Ópera ‘Lucia’ do italiano Donizetti estreia no FAO Ópera “Lucia di Lammermoor” traz ambiente classificado como gótico, com elementos sombrios, incluindo a luz

“Lucia di Lammermoor”, em cartaz hoje no 18º Festival Amazonas de Ópera, traz figurinos da Ópera de Colômbia LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

A

montagem de “Lucia di Lammermoor” que estreia hoje, no 18º Festival Amazonas de Ópera (FAO), apresenta figurinos assinados pelo uruguaio Adán Martínez. A presença dessas criações faz parte da parceria que a organização do evento mantém com a Ópera de Colômbia, que também já cedeu figurinos para a montagem de “Turandot”, de Puccini, que foi encenada na edição de 2008 do festival. “Lucia di Lammermoor” é uma ópera composta em 1835 pelo italiano Gaetano Donizetti (1797-1848), e estreia no Teatro Amazonas, às 19h. As próximas récitas serão realizadas nos dias 29 de abril e 1º e 3 de maio, também no Teatro Amazonas, sempre às 20h. Os figurinos de Martínez para “Lucia di Lammermoor” foram feitos originalmente para uma versão apresentada em 2002. A coleção é formada por 90 peças que remetem ao período de 1670. O artista uruguaio

explica que é especialista em trajes de época e sua principal fonte de pesquisa para elaborar os figurinos são quadros do período em que a história narrada é ambientada. Depois de desenhadas, as criações são executadas pela equipe de seu atelier.

ESPECIALIDADE

O figurinista uruguaio Adán Martínez é considerado especialista quando o assunto é criar trajes de época. Suas inspirações surgem de quadros que datam do período a ser encenado

Adán Martínez comenta que “ama muito” a ópera “Lucia”, mas evita eleger esta obra de Donizetti ou a de outro compositor como a sua favorita. “Toda ópera é apaixonante”, afirma. Depois das encenações no FAO, os trajes de Martínez serão usados numa produção no Peru.

Dificuldade O maestro Marcelo de Jesus, que vai reger as quatro encenações do espetáculo, observa que “Lucia” foi composta com o estilo vocal do bel canto, o tipo de ópera mais tradicional que existe. “A sua estrutura é fechada, os números são bem definidos e, musicalmente, o bel canto está mais próximo do classicismo e do barroco do que do romantismo”, explica o regente. Ele conta que o bel canto veio dos castrati, homens que possuíam um tipo de voz equivalente a de uma soprano, mezzo-soprano ou contralto. “Essa técnica deles foi passada para quem não era castrati”, diz. Marcelo observa ainda que tudo nesse universo é rebuscado por causa da herança barroca e a parte musical pode ser considerada mais importante do que o texto. “A dificuldade a partir daí é conseguir cantores com resistência, pois você tem que ter um preparo físico excelente e inteligência musical. Não existe facilidade no bel canto, tudo é difícil”, diz. A montagem tem três horas de duração.

Ficha técnica de peso

Adán Martínez afirma que o figurino foi criado para uma montagem de 2002

Os ensaios da Orquestra Amazonas Filarmônica (OAF) e do Coral do Amazonas começaram em janeiro, e dos cantores há um mês, mas estes já chegaram a cidade prontos para interpretar seus papéis. A protagonista nas três primeiras apresentações será a soprano mexicana Leticia de Altamirano, e na

última, a amazonense Dhijana Nobre. A direção cênica de “Lucia” é assinada por Alejandro Chacon, os cenários são de Marcos Apolo e o desenho de luz é de Fábio Retti. Mais informações sobre a programação do Festival Amazonas de Ópera na rede social facebook.com/ culturadoamazonas.


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Carmen Novoa Silva E-mail: novoasilva@yahoo.com.br

ARTIGO

As canonizações do bom e do ‘Peregrino do Amor’ J

Carmen Novoa Silva *Carmen Novoa Silva é membro da Academia Amazonense de Letras

oão Paulo 2º, Karol Wojtyla, chamado “Peregrino do Amor” por suas viagens evangelizadoras. Visitou mais de 250 países. Era chamado por isso, por suas viagens incansáveis, pelos brasileiros, de o “Papa-Léguas” (em correlação a história infantil). Ainda sendo velado o seu corpo em 2005 gritavam os jovens (das Jornadas Mundiais da Juventude) na praça de S. Pedro: Santo subito! (Santo já!). Ele, o fundador e mentor das jornadas no mundo. O siginificado de canonização é a santificação de uma pessoa que em vida era possuidora de excepcionais virtudes cristãs e que concedeu milagres. Assim sendo foi elevado à veneração dos altares para ser honrado condignamente pelos fiéis católicos. A canonização consiste numa cerimônia solene na qual o papa Francisco, hoje, inscreve no cânon mais dois santos que se agregarão à lista de santos da Igreja Católica: os papas João 23 e João Paulo 2º.

O papa em Manaus Corria o mês de maio de 1980. E o papa veio. Por isso fez-se feriado no dia que aqui esteve. O papa celebrou missa solene na catedral de Manaus (N. Senhora de Conceição), inclusive sendo feito para si uma artística cadeira papal (está na igreja matriz) de um tronco de madeira especial e “design” de linhas rústicas. Depois reuniu-se com grupo de indígenas na sede da Arquidiciosece de Manaus. João Paulo 2º foi a frente da procissão fluvial de São Pedro. Centenas de embarcações de todos os tipos sulcaram águas escuras do Rio Negro até o encontro com o rio Solimões, de águas barrentas. Numa corveta da marinha cumpria sua última etapa de terras brasileiras, realizando um sonho particular: o de conhecer uma das mais fascinantes regiões do mundo. Para Manaus, 1980 é um ano para não se esquecer jamais. João 23, nascido Giuseppe Angelo Roncalli, começou seu pontificado em 1958. Em pouco tempo como pontífice, (morreu

em 1962) deixou um legado inolvidável: a convocação para o Concílio Ecumênico Vaticano 2º, “concílio pastoral, para abrir as janelas da igreja para o mundo, e nunca erguer barricadas ao seu redor”, costumava dizer. Por isso foi o “acontecimento cristão mais revolucionário desde a Reforma”. No Concílio Ecumênico estavam presentes delegações oficiais dos coptas do Egito, ortodoxos, anglicanos, luteranos, calvinistas congregacionistas. A encíclica-manchete A “Mater et Magistra” (Mãe e Mestra) 1961 (sua encíclica de repercussão mundial) foi manchete de primeira página em todo o mundo, inclusive na Rússia (União Soviética). Tinha postura interclesial (interação entre religiões cristãs) e interreligiosa (interagindo com outras religiões). Sua segunda encíclica “Pacem in Terris” (Paz na terra) é tida como um documental de ética internacional e dos direitos humanos. E também de deveres, no sentido de responsabilidade. A ideia do documento não era

novidade. Mas o ineditismo é que viesse de um papa! O raio de esperança A história narra que John Kennedy, presidente dos EUA, e o primeiro-ministro soviético, Nikita K r u s c h e v, trocaram palavras duras em 1961, durante o incidente dos mísseis em Cuba. Todos pensaram na eclosão da 3ª Guerra. Mas, João 23, entrou com sua ternura pessoal. Pronunciou um discurso para os chefes das nações causando um recuo soviético em Cuba. Kruschev disse ao jornal russo Pravda: “Não temo o julgamento de Deus, pois sou ateu, mas acolho o apelo de João 23. Ele presta uma homenagem à razão. João 23 é como único raio de esperança”.

A canonização é a santificação de uma pessoa que, em vida, era possuidora de excepcionais virtudes cristãs e que concedeu milagres, (...) como João 23 e João Paulo 2º”


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ROSIMAR SANTOS/DIVULGAÇÃO

MC carioca Thuey grava videoclipe em Manaus Ex-modelo, bailarino e professor de dança de salão inicia nova carreira como cantor de funk e escolhe Manaus para o pontapé inicial de sua nova fase artística

O

bailarino carioca Daniel Rolim, de 27 anos de idade, que há 6 reside em Manaus, decidiu fazer uma mudança radical na sua carreira. “Larguei tudo o que eu estava fazendo para investir na carreira de cantor de funk”, explica o artista, que, além de professor de dança de salão em academias e de bailarino em bandas musicais de Manaus, atuava como empresário, sendo sócio de uma pizzaria. “Eu já estava até pensando em abrir um novo restaurante quando resolvi voltar ao Rio para rever alguns amigos e recebi o convite de um amigo de infância, o MC Rouba a Cena, para cantar funk. Eu sempre tive amigos MCs e sempre quis cantar, mas nunca tive coragem. Porém, desta vez, eles me incentivaram e eu acabei aceitando a ideia”, conta MC Thuey, novo nome do artista, que durante alguns anos trabalhou como modelo, desfilando para lojas de roupas no Rio. O MC explica que pretende

ELVIS

desenvolver a sua carreira no Rio, onde o movimento do funk é muito forte, porém resolveu gravar o seu primeiro videoclipe na capital do Amazonas para prestigiar a terra que o acolheu e que lhe deu tantas oportunidades. “Decidimos gravar em Manaus como uma forma de homenagear a cidade, e fazer o lançamento no Rio devido aos contatos que eu já tinha feito lá durante as férias”, esclarece Thuey. Internet Além dos amigos MCs do Rio, Thuey recebeu o apoio de outro artista carioca, Jimmy Garrido, que também mora em Manaus e atua como cantor de bolero no Festa Clube, na Estrada dos Franceses, zona Centro-oeste. “Ele é meu primo e compôs a minha música de trabalho, ‘Te Levo pro Motel’, que é a canção do clipe, que já está disponível para download no YouTube”, conta Thuey. Para produzir o primeiro videoclipe da nova carreira, Thuey fez uma audição e selecionou a bailarina Éri-

ca Matos, que já dançou em shows de várias bandas locais, e a ring girl Raiane Castro. Além das duas, as apresentações do MC contam com um DJ. “Essa é a equipe que vai comigo nos meus shows tanto aqui em Manaus quanto no Rio”, diz Thuey, que já possui apresentações agendadas a partir de junho na sua cidade natal. Repertório Além da música de trabalho, o repertório do artista possui canções autorais, entre elas “Marretinha”, “Sabor de Bombom”, “Bateu no Meu Coração”, “Não Chore por Mim” e “Acordei”. “Eu já estou em processo de produção do meu segundo clipe, que vai ser com a música ‘Marretinha’, mas, desta vez, pretendo gravar no Rio”, informa Thuey. As pessoas interessadas em contratar o artista para shows podem entrar em contato por meio do celular (92) 9181-2249 e das contas no Facebook (Daniel Rolim) e GMail (mcthuey@gmail.com).

MC Thuey é natural do Rio de Janeiro e reside em Manaus há 6 anos

Márcio Braz plateia@emtempo.com.br

Folclore e tradição

MÁRIO ADOLFO

REGI

GILMAL

Segundo a antropóloga Maria Laura Cavalcanti, “a palavra Folclore provém do neologismo inglês folk-lore (saber do povo) cunhado por Williem John Thoms, em 1846, para denominar um campo de estudos até então identificado como “antigüidades populares” ou “literatura popular”. Nesse sentido amplo de “saber do povo”, a idéia de folclore designa muito simplesmente as formas de conhecimento expressas nas criações culturais dos diversos grupos de uma sociedade. A autora nos informa, ainda, que a definição de folclore ou o conjunto de atividades culturais que a enfeixam, na verdade é muita complexa, cuja compreensão só se é possível aventar através do conhecimento sobre a própria história do folclore, suas variantes conforme o tempo. Definir, portanto, o que é folclore é uma tarefa difícil e cheia de riscos, ainda mais em se tratando de encontrar um veio nodal no qual o Estado tenha que seguir com o intuito de programar suas políticas para este segmento específico. O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP reconhece o “caráter dinâmico e diverso da cultura, o que significa não condenar as transformações inerentes a dinâmica da vida social. O ‘tradicional’ não é resíduo do passado, e, sim, um conjunto de práticas sociais presentes, que se reproduzem por meio do trabalho e do poder de recriação de seus agentes, restituindo sua identidade cultural”. O que pretendemos dizer é que há uma diferença entre uma autêntica manifestação do fol-

clore e da cultura popular com “recriações” que tomam como matéria principal elementos do folclore. O folclore/cultura popular é, portanto, parte de uma vida social, ele participa de uma dinâmica própria, marcado pela herança e é reconhecido por sua comunidade e seus pares. Diante de tais preceitos é importante que se faça a distinção daquilo que é parte da vida social de uma dada comunidade, reconhecida por ela e por seus membros, de outra que é meramente induzida por interesses do mercado onde o principal exemplo, como já citei aqui um sem-número de vezes, é o boi de Parintins. Este artigo não pretende esgotar o assunto, basta dizer que ainda existem no campo do folclore e cultura popular caminhos importantes a serem discutidos (e o são em certo sentido), como por exemplo, o conflito entre o erudito e o popular (que não são de forma algum antagônicos), o clean e o rústico, o ingênuo e o sofisticado, entre outros. Mas é certo que somos permeados de conceitos embaraçosos e cheios de desvios quando tratamos do assunto. O próprio Boi de Parintins é um elemento que perdeu a sua natureza folclórica, pois a comunidade não participa da festa em cuja estrutura alguns poucos são “contemplados” pela “herança” do jogo capitalista. O mesmo acontece há muitas danças ditas “tradicionais” em Manaus. O conceito aqui é visto por um viés tradicional já ultrapassado há muitas décadas por pesquisas específicas na área. Mas isto é tema para um outro artigo.

Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural

Ainda existem, no campo do folclore e cultura popular, caminhos importantes a serem discutidos, como os conflitos entre o erudito e o popular, o clean e o rústico”


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Programação da TV

REPRODUÇÃO

SBT 5H JORNAL DA SEMANA 6H IGREJA UNIVERSAL 7H BRASIL CAMINHONEIRO 7H30 PLANETA TURISMO 8H30 VRUM 9H SORTEIO AMAZONAS DA SORTE (LOCAL) 10H DOMINGO LEGAL 14H ELIANA 18H RODA A RODA JEQUITI 18H45 SORTEIO DA TELESENA 19H PROGRAMA SILVIO SANTOS 23H DE FRENTE COM GABI 0H NIKITA 1H CHASE A PERSEGUIÇÃO 2H CULT 3H20 BIG BANG 4H IGREJA UNIVERSAL

GLOBO

Programa Silvio Santos de hoje, no SBT, contempla momento especial com o Troféu Imprensa

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 É tempo de trabalhar por seu patrimônio e trabalhar para alcançar a segurança material básica. Utilize-se dos recursos que até aqui aproveitara pouco. Use bem o que é seu. TOURO - 20/4 a 20/5 Suas melhores capacidades devem ser colocadas em uso neste dia. Não se economize nem se guarde para depois. Seu tempo é agora. Seja quem você quer ser. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Os problemas que podem ser resolvidos hoje não devem ser adiados Imaginar que em outro momento seria mais fácil é se iludir. Hoje é mais fácil, apesar de tudo. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Você almeja mais solidez e segurança para seus planos de vida. Hoje, você consegue isso tomando para si a responsabilidade de realizar seus sonhos mais importantes. LEÃO - 23/7 a 22/8 Realizar o que idealizou para o trabalho profissional implica em atravessar dificuldades e vencer obstáculos. Arregace as mangas e faça o que precisa ser feito, por difícil que seja. VIRGEM - 23/8 a 22/9 É tempo de sonhar alto, de imaginar formas de crescer como ser humano. As atividades sociais e culturais estão bastante favorecidas. Coloque em campo seus melhores ideais. LIBRA - 23/9 a 22/10 Você poderia utilizar bem melhor os recursos que tem em suas mãos. Sua atividade de trabalho está mesmo precisando do ingresso de novos recursos. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 É tempo de planejar o futuro do relacionamento a dois, encontrar para ela uma direção que lhes seja motivadora e positiva. Pense nas melhores coisas para o futuro de vocês. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Coloque o melhor de sua grande energia para resolver as coisas mais chatas. Um dia propício para atravessar os trechos mais difíceis e aborrecidos de seu trabalho. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento positivo para a relação amorosa, no qual os sentimentos podem ser expressos com mais força e presença. Você hoje estará bem perto da pessoa amada. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Um dia favorável para colocar ordem nos detalhes de sua casa e no seu espaço, de modo a criar um clima agradável, acolhedor e favorável para você e todos se sentirem bem. PEIXES - 19/2 a 20/3 A expressão artística está altamente estimulada. Você se comunica melhor através das imagens claras e bem delineadas - capriche em se comunicar deste modo.

5H SANTA MISSA. 6H AMAZÔNIA RURAL 06H30 PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES NEGÓCIOS. 7H05 GLOBO RURAL. 8H AUTO ESPORTE. 8H30 SUPERLIGA DE VÔLEI FEMININA - RJ X SESI-SP 11H30 ESQUENTA

Cinema

13H TEMPERATURA MÁXIMA - SHREK PARA SEMPRE 15H FUTEBOL 2014 - CORINTHIANS X FLAMENGO 17H DOMINGÃO DO FAUSTÃO 19H45 FANTÁSTICO 22H10 SUPERSTAR 23H20 TUF - EM BUSCA DE CAMPEÕES 0H15 DOMINGO MAIOR - ATÉ O LIMITE DA HONRA 2H25 OBRIGADO SENHOR 2H30 HINO NACIONAL 2H35 ENCERRAMENTO PREVISTO (MANUTENÇÃO MENSAL)

BAND 5H POWER RANGER – RPM 6H DESENHO 6H30 SANTA MISSA NO SEU LAR 7H30 SABADÃO DO BAIANO 8H DESENHO 9H30 POPEYE 9H45 INFOMERCIAL – POLISHOP 10H15 POWER RANGERS – SUPER PATRULHA DELTA 10H45 VERDADE E VIDA 11H IRMÃO CAMINHONEIRO - BOLETIM 11H05 MINUTO DA COPA – BOLETIM 11H10 PÉ NA ESTRADA

11H35 DE OLHO NA COPA – BOLETIM 11H40 SÓ RISOS 12H20 BAND ESPORTE CLUBE 14H GOL, O GRANDE MOMENTO DO FUTEBOL 14H30 FUTEBOL 2014 16H50 3º TEMPO 19H SÓ RISOS 20H POLÍCIA 24H 21H PÂNICO NA BAND 0H CANAL LIVRE 1H MINUTO DA COPA – BOLETIM 1H05 ALEX DENERIAZ 1H40 SHOW BUSINESS - REAPRESENTAÇÃO 2H30 IGREJA UNIVERSAL

RECORD 6H SANTO CULTO EM SEU LAR 6H30 DESENHOS BÍBLICOS 9H AMAZONAS DA SORTE - LOCAL 10H RECORD KIDS 11H DOMINGO SHOW 15H15 HORA DO FARO 19H20 DOMINGO ESPETACULAR 23H15 SPARTACUS 0H15 A NOVA SUPER MÁQUINA 1H15 PROGRAMAÇÃO IURD

Cruzadinhas

PRÉ-ESTREIA

O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro: EUA. 12 anos. Todos sabem que a batalha mais importante do Homem-Aranha é a que ele trava consigo mesmo: o conflito entre as obrigações cotidianas de Peter Parker e as responsabilidades extraordinárias do Homem-Aranha. Mas em O Espetacular Homem-Aranha™ 2: A Ameaça de Electro, Peter Parker descobre que um conflito ainda maior está à sua espera. É ótimo ser o Homem-Aranha. Para Peter Parker (Andrew Garfield), não há nada melhor do que se balançar entre arranha-céus, ser um herói e passar o tempo com Gwen (Emma Stone). Mas ser o Homem-Aranha tem um preço: apenas ele pode proteger os novaiorquinos dos inacreditáveis vilões que ameaçam a cidade. Com o surgimento de Electro (Jamie Foxx), Peter precisa confrontar um inimigo muito mais poderoso do que ele. E com o retorno de seu velho amigo Harry Osborn (Dane DeHaan), Peter percebe que todos os seus inimigos têm uma coisa em comum: a OsCorp. Cinemark 6 – 0h01 (3D/dub/somente quarta-feira).

ESTREIAS Inatividade Paranormal 2: EUA. 12 anos. Sequência de Inatividade Paranormal (2012), sátira de filmes de terror escrita e atuada por Marlon Wayans. As principais produções parodiadas são os `found footage films´, ou seja, as produções que simulam gravações reais e amadoras encontrados posteriormente, contendo imagens de possessões e fenômenos sobrenaturais. Depois de perder sua namorada possuída Kisha em um acidente de carro, Malcolm (Marlon Wayans) conhece e se apaixona por Megan, uma branca mãe solteira de dois filhos. Enquanto ele se muda para uma nova casa com a família, Malcolm descobre que eventos paranormais bizarros cercam as crianças e a propriedade. Para complicar as coisas, Kisha está de volta do mundo dos mortos e se muda para uma casa do outro lado da rua, e não há nada pior do que o desprezo de uma ex-namorada demoníaca. Cinemais Millennium – 15h30, 17h30, 19h30, 21h35 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 (dub/diariamente); Cinemark 6 – 11h10 (dub/somente sábado e domingo), 13h40, 16h, 18h20, 20h45 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sábado); Cinépolis 9 – 14h30, 19h15 (dub/diariamente), 16h45, 21h30 (leg/diariamente); Playarte 6 – 13h15, 15h15, 17h15, 19h15, 21h15 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 17h16, 19h16, 21h16 (dub/diariamente), Playarte 10 – 14h15, 16h15, 18h15, 20h15 (leg/diariamente), 22h10 (leg/somente sexta-feira e sábado). Profissão de Risco: EUA. 14 anos. Jack (John Cusack) é um cara valentão com má sorte crônica, mas com sentimentos humanos. Contratado por Dragna (Robert De Niro), um lendário chefão do crime, para realizar uma tarefa simples, mas incomum, ele precisa ganhar espaço entre uma série de outros personagens obscuros que também foram convocados pelo mafioso para uma reunião em um motel decrépito. Quando o assassino cruza o caminho de uma mulher misteriosa (Rebecca Da Costa), eles unem forças para fugir e tentar sobreviver a uma noite de caos homicida. Cinépolis 2 – 16h10, 22h25 (leg/diariamente), Cinépolis 10 – 13h15, 18h (dub/diariamente).

CONTINUAÇÕES Copa de Elite: BRA. 14 anos. Cinemais Millennium – 15h10, 17h10, 19h15, 21h20 (diriamente); Cinemais Plaza – 14h50, 16h50, 18h50, 21h (diariamente); Cinemark 8 – 11h30 (somente sábado e domingo), 14h, 16h30, 19h, 21h30 (diariamente), 23h50 (somente sábado); Cinépolis 6 – 16h15, 18h45 (diariamente); Playarte 3 – 17h30, 19h30, 21h30 (diariamente), 23h30 (somente sexta-feira e sábado). O Filho de Deus: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 15h40 (dub/diariamente); Cinépolis 6 – 21h15 (leg/diariamente); Playarte 2 – 12h20, 15h (dub/diariamente). Júlio Sumiu: BRA. 16 anos. Cinemais Millennium – 18h40, 21h (diariamente); Cinemais Plaza – 19h30, 21h50 (diariamente); Cinemark 2 – 20h10, 22h20 (diariamente); Cinépolis 2 – 13h10, 19h10 (diariamente), Cinépolis 10 – 15h45, 21h (diariamente); Playarte 3 – 13h30, 15h30 (diariamente).

Divergente: EUA. 14 anos. Cinemais Millennium – 13h50, 16h30, 19h10, 21h50 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 13h30, 16h15, 18h55, 21h35 (leg/diariamente); Cinemark 1 – 11h20 (dub/somente sábado e domingo), 14h30, 17h30, 20h30 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sábado); Cinépolis 3 – 18h10, 21h15 (dub/diariamente), Cinépolis 7 – 14h15, 17h30, 20h45 (leg/diariamente); Playarte 8 – 18h10, 20h50 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 9 – 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (leg/diariamente), 23h50 (leg/somente sexta-feira e sábado). Capitão América 2 – O Soldado Invernal: EUA. 12 anos. Cinemais Millennium – 14h, 16h40, 19h20, 22h (3D/dub/ diariamente), 16h10, 21h30 (leg/diariamente), 13h30, 18h50 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h, 16h40, 19h20, 22h (dub/diariamente), 13h20, 16h, 18h40,

21h20 (dub/diariamente), 15h20, 18h10, 20h50 (dub/diariamente); Cinemark 5 – 15h45, 21h15 (3D/dub/diariamente), Cinemark 7 – 22h10 (3D/dub/diariamente), 13h, 16h10, 19h10 (dub/diariamente); Cinépolis 1 – 14h10 (3D/leg/diariamente), Cinépolis 5 – 13h, 19h (3D/dub/diariamente), 16h, 22h (3D/leg/diariamente); Cinépolis 8 – 17h (dub/diariamente); Playarte 1 – 14h10, 17h (3D/dub/diariamente), 20h (3D/leg/diariamente), 22h50 (3D/leg/ somente sexta-feira e sábado); Playarte 4 – 21h (leg/diariamente), Playarte 5 – 12h30, 15h10, 17h50, 20h30 (dub/ diariamente), 23h10 (dub/somente sextafeira e sábado). Noé: EUA. 14 anos. Cinemais Millennium – 13h40, 16h20, 19h, 21h40 (3D/ dub/diariamente); 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 13h40, 16h20, 19h, 21h40 (dub/diariamente); Cinemark 3 – 12h40, 18h40, 22h

(3D/dub/diariamente), Cinemark 4 – 12h (dub/somente sábado e domingo), 15h, 18h, 21h (dub/diariamente), 0h (dub/somente sábado); Cinépolis 1 – 17h10, 20h25 (3D/leg/diariamente), Cinépolis 4 – 19h30, 22h30 (3D/dub/diariamente), Cinépolis 8 – 13h45 (dub/diariamente), 20h (leg/diariamente); Playarte 2 – 17h40, 20h20 (leg/diariamente), 23h (leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 12h50, 15h35, 18h20 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado). Rio 2: EUA. Livre. Cinemais Millennium – 14h10, 16h15 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h30, 17h (diariamente); Cinemark 2 – 12h45, 15h15, 17h45 (dub/diariamente), Cinemark 5 – 13h10, 18h50 (3D/dub/diariamente); Cinépolis 3 – 15h10 (dub/diariamente), Cinépolis 6 – 13h30 (dub/diariamente); Playarte 7 – 12h50, 15h (dub/diariamente), Playarte 8 – 13h50, 16h (dub/diariamente).


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MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014

::::: Sala de Espera

A Engeco está isentando seus clientes do pagamento do ITBI e ainda está oferecendo seis meses de condomínio grátis em seus empreendimentos prontos. Vale a pena aproveitar. A Escola Superior Batista do Amazonas realizará, em maio, a 5ª Feira de Formandos da Esbam, na área de convivência da unidade 1. O evento acontecerá nos dias 6 e 7, das 9h às 21h. Júlio Ventilari e Marko Belém comandarão um almoço regional para celebrar o A bela Iara Dia das Mães, Chaves Raman no próximo dia Neves, amiga 8, no Naoca. O querida e dona evento faz parte de uma doçura da homenagem ímpar, está que o programa aniversarianIn/Comum fará do hoje. Vida às matriarcas longa, sabedurante o mês doria, força, de comemoraserenidade e, ção delas. acima de tudo, saúde!

William Kauê ga-

Jander Vieira

nhou ontem sua primeira festinha no Fran’s Café dos paizões Joice e William Rezende. O baby chá foi divertidíssimo. Os bonitos Fabíola Araújo e Djalma Coelho vão orquestrar o casório mais esperado da temporada. O “sim” acontecerá no próximo dia 24, às 20h, na Catedral Nossa Senhora da Conceição seguido de recepção no Dulcila da Ponta Negra. Será tudo muito chique, creia.

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“Rios de oportunidades, frutos de negócios” Com esse tema o Sebrae está orquestrando, no Clube do Trabalhador/Sesi, até hoje, a Feira do Empreendedor. Reunindo grandes e pequenos negócios o evento promete movimentar em torno de R$ 4 milhões, apenas com a rodada de negócios atendendo, aproximadamente, 20 mil pessoas, conforme expectativa divulgada pela organização da prestigiada feira, que contou com a presença do governador José Melo em sua abertura, na última quinta-feira.

Norma e o anfitrião Antônio Silva, presidente da Fieam

Amanhã com coquetel concorrido, James Basílio pilota o lançamento do Marina Palms, fincado em Miami, para a ala sobrenomada da cidade. O evento acontecerá no Taboo, às 19h. O público infantil e, claro, os pais que forem ao Parque Municipal Cidade da Criança (hoje) poderão conferir a animação “Meu Malvado Favorito 2”. A sessão cineminha é grátis e começa às 15h. O cantor Benito de Paula faz aparição no Dulcila da Ponta Negra na programação do “Rio, Samba Show”, às 22h, no dia 5 de junho. O empresário Juca Sêmen é quem assina o evento cultural. Cristiane e Cid Soares Jr. convidam para conferir o début chique da filha Lara no Diamond, no próximo dia 9, às 21h. Merci pelo convite.

Silvia Tuma e Graça Assis

Mano Cavalcanti e sua Vanessa

Deputado José Ricardo Célia e Maria VillaBoas com Mariana e Ozeneide Nogueira

Valdenice Garcia e Iza Assef Paulo Silva com a noiva e estudante de design e moda, Eliane Cabral

Lú Campelo e Jenner Costa

Thomaz Nogueira, Lupicínio Nogueira e Wilson Périco

Governador José Melo

Michelle Guimarães e Cris Batista

FOTOS: JANDER VIEIRA

Samira Carvalho e Érika Leal estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Amanhã, a doce Ceiça Seixas estará aniversariando.

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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2014


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EM TEMPO - 27 de abril de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu