EMPREENDIMENTO
Manaus vai ganhar lojas em contêineres Elenco 8
ANO XXIV – N.º 7.745 – MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES - DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00
O perigo mora nas portas das escolas LIVRO
IONE MORENO
Pais denunciam que adolescentes têm sido abordados por desconhecidos que, pessoalmente ou por meio de redes sociais, têm seduzido e levado muitas delas a marcar encontros. PM e Secretaria de Educação pretendem combater o aliciamento desses estudantes nas escolas públicas. Dia a dia C7
MANACAPURU
Graça lança ‘Senhoras da Justiça’
Milagre dos peixes na comunidade Coração de Jesus Economia B4 e B5
IONE MORENO
ALEX PAZUELLO
Desembargadora Graça Figueiredo (foto) lança o livro “Senhoras da Justiça”, que conta a trajetória das mulheres no Judiciário. Com a Palavra A7
NESTE DOMINGO
Fla e Botafogo fazem clássico da recuperação
Exercício ao ar livre ganha adeptos do circuito noturno Grupo trabalha dentro do conhecido treinamento em circuito, que alterna de maneira elaborada atividades aeróbicas e anaeróbicas. Saúde e bem-estar E1
Os números provam que o Rubro-negro está em vantagem e atravessa uma melhor fase. O Alvinegro terá que mudar seu defensivo Lance! 4 e 5 sistema defensivo.
ANDRÉ LUIZ MELL/AE
‘FORA STRESS’
ELEIÇÕES 2012
Herbert, o último dos militantes Eleições 1
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO TEM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ELEIÇÕES, ECONOMIA, DIA A DIA, PAÍS, MUNDO, PLATEIA, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, LANCE!, ELENCO E CONCURSOS
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Opinião/Última Hora
Executivos querem voltar
Contexto 3090-1017/8115-1149
MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
a circular pelo Centro
marioadolfo@emtempo.com.br
A solicitação dos empresários, representantes dos ônibus Executivo, é que eles possam recuperar as rotas originais DIEGO CAJA/FREE LANCER
Chame o Lula A eleição para prefeito de Manaus está ganhando caráter nacional. Em sua campanha, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) garante que vai contar com um empurrão do presidente Lula. — Já falei com o ex-presidente e ele tem a intenção de vir a Manaus. Mas tudo vai depender da orientação médica. Vanessa destaca que, no seu time, ela conta com o ex-presidente Lula, com a presidente Dilma Rousseff, com o líder do governo e ex-governador amazonense Eduardo Braga, bem como com o atual governador Omar Aziz. Será que vem? Lula não veio a Manaus na campanha de Vanessa ao Senado. Mas agora pode ser que venha, porque tem em Artur Virgílio um de seus principais adversários.
Na pauta da reunião, a organização de atos de protesto que pretendem realizar contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), que o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB) moveu contra o Polo Industrial de Manaus.
Pau comendo Lula não perdoa as críticas que recebeu quando o tucano era líder do governo no Senado. Quando Artur subia na tribuna era cachorro amarrado e pau comendo.
Estopim Dentre as atividades programadas, os sindicalistas pretendem chamar a atenção da sociedade e autoridades para uma ameaça de paralisação e um grande ato de protesto que provavelmente irá acontecer em setembro
Republicana Artur Virgílio, por sua vez, destaca a amizade pessoal com Omar Aziz. E garante que, se eleito, Dilma terá com ele uma relação “republicana”, em prol dos interesses de Manaus. Dobradinha Vanessa aponta outro diferencial em sua candidatura. A possibilidade de uma ação integrada entre governo federal, governo estadual e prefeitura, isto se chegar à prefeitura. — O melhor exemplo é o do Rio de Janeiro, que disparou depois que os poderes pararam de brigar ente si –, diz a senadora. Aliado A candidata do PCdoB também conquistou o apoio do prefeito do Rio – Eduardo Paes. Convidado para reforçar o time, ele gravou um depoimento em apoio a ela. Reação No fim da tarde da sextafeira, vários representantes de sindicatos ligados a CTB e a CUT e alguns líderes de movimentos sociais estiveram reunidos no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos.
Coisa linda Em caminhada pelas ruas do centro da cidade, Vanessa foi chamada pela vendedora Lucelene Ribeiro que trabalha numa loja de roupas na Marechal Deodoro e que fez a seguinte pergunta para a candidata: — Se eleita, o que a senhora pretende fazer com a feira da Manaus Moderna? □ Vanessa pegou na mão da trabalhadora e a tranquilizou. — Você precisa ver o meu projeto para a feira da Manaus Moderna. Ela vai ficar a coisa mais linda, pretendemos fazer um grande projeto arquitetônico com a estrutura semelhante à do Mercado Municipal. Aliviada Ao ouvir isso, a vendedora sorriu aliviada. O marido de Lucilene é um dos permissionários da feira da Manaus Moderna. — Ele trabalha lá há mais de 40 anos, e foi por meio desse serviço que conquistamos tudo o que temos –, comentou a vendedora. Quero não Em 1990, o então prefeito de
APLAUSOS
Manaus, Artur Virgílio (PSDB), teve a oportunidade de deixar o mandato pela metade e embarcar na disputa pelo governo do Estado. Pesquisas de intenção de voto e popularidade diziam isso. — A vitória era certa. Deixaria a prefeitura nas mãos de um vice sério, o advogado Félix Valois, e teria a chance de derrotar nas urnas meu querido e grande amigo Gilberto Mestrinho. Mas não foi isso que fiz – disse Artur. Diga que fico Mesmo com “a faca e o queijo na mão”, Virgílio preferiu continuar à frente do Executivo municipal no que ele denominou de “paixão por Manaus para honrar com os votos que a população lhe deu”.
ALITA MENEZES Equipe EM TEMPO
R
epresentantes das 18 cooperativas do transporte executivo, associados à Federação das Cooperativas de Transporte do Estado do Amazonas (Fecootram), se reuniram durante toda a manhã de ontem, para mais uma vez debater as dificuldades da categoria. Na pauta principal estava o acesso dos ônibus executivos ao Centro, que por determinação da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) só podem circular até a rua Dez de Julho. A reunião ocorreu a portas fechadas, na sede da federação, localizada na avenida Noel Nútels,
n.º 2.619, Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. De acordo com a presidente da Fecootram, Walderiza Melo, caso a SMTU não reavalie o estudo de mobilidade urbana para a área central da cidade, a categoria estuda uma possível mobilização. “Vamos esperar que o superintendente, pelo menos, nos receba até o fim dessa semana, já que qualquer solicitação protocolada junto à instituição fica sem retorno”, critica. Na reivindicação dos cooperados são oferecidas duas opções de rotas para os ônibus executivos. Uma, que eles circulem pela rua Epaminondas, seguindo pela rua da Instalação, Sete de Setembro (sentido praça do
Analfabetos Sete candidatos tiveram o registro de suas candidaturas deferido, apesar de o grau de instrução estar apontado como “Analfabeto”. Mas calma, isso foi lá no Paraná. Os dados estavam disponíveis no Sistema de Divulgação de Candidaturas 2012 (DivulgaCand), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
PAIS AUSENTES IONE MORENO
IONE MORENO
Para a comunidade Coração de Jesus, em Manacapuru, que tem retirado da piscicultura a sua sobrevivência econômica.
Para os pais que deixam os filhos irem sozinhos para a escola. Essa prática pode resultar na perda da guarda da criança, alertou o EM TEMPO.
Sinei Laranjeira foi o grande sorteado da promoção
Vigilante dá adeus ao ‘busão’ após sorteio Na manhã de ontem, o vigilante Sinei Pereira Laranjeira, 22, faturou uma motocicleta da promoção “Busão Nunca Mais”, da rádio Transamérica Manaus 95,1. Com a frase “Venho aqui me despedir a quem muito me ajudou, mas também me aborreceu, pelas vezes que atrasou. Adeus !”, ele levou para casa uma Dafra modelo Zig Mais, cor vermelha. Sinei inscreveu quatro frases, e a última que ele depositou na urna, no último dia da promoção, foi escolhida. “Tenho o hábito de ler jornal todo dia, e sempre gostei de escrever, por isso num momento de inspiração resolvi participar”, disse. O rapaz reconheceu que o prêmio veio em boa hora. Ele pretende vender a moto, para arcar com as taxas e poder tirar a carteira de habilitação.
Relógio), passando pela Floriano Peixoto, até chegar à Getúlio Vargas. Na segunda opção de rota os executivos também trafegariam pela Epaminondas, pegando a rua 15 de Novembro, Floriano Peixoto e também seguindo para a avenida Getúlio Vargas. Por meio de assessoria, a SMTU afirma que esse já é um assunto resolvido, uma vez que os ônibus do transporte alternativo podem circular até a rua Dez de Julho, situada nas proximidades do Teatro Amazonas, além disso, a superintendência afirma que a decisão foi embasada em um estudo técnico realizado por especialistas vindos de fora do Estado, que comprovam a eficácia da medida, valorizando a massa que necessita do transporte coletivo.
TRAGÉDIA
PROMOÇÃO IONE MORENO
Fora do Senado O tucano questiona no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a validade das eleições de 2010, na qual ele perdeu nas urnas para a senadora Vanessa Grazziotin. O processo deve ser julgado no início de 2013 e Artur garantiu que ,caso o mandato da senadora comunista seja cassado, ele não retornará ao Senado. “Se eu for eleito à Prefeitura de Manaus, permanecerei pelos quatro anos, inclusive sem reeleição, e no Senado, assumirá o suplente”, garantiu.
VAIAS
CORAÇÃO DE JESUS
Os Executivos, que passavam na praça da Matriz, agora só podem circular até a Dez de Julho
“Nunca tinha ganho nada antes, nem em bingo ou rifa. Quando me ligaram foi uma emoção muito grande. Eu já estava convencido a fazer um empréstimo, agora não vou precisar mais”, afirmou. Participação A cerimônia de entrega foi realizada na loja “Atração Motos”, no bairro Grande Circular, Zona Leste. O gerente Heldimar Coelho surpreendeu-se com o número de participantes. Foram recebidos cerca de oito mil cupons. “Teve gente que chegou a entregar 150 cartões. Foi uma promoção muito boa na qual tivemos oportunidade de premiar os leitores e divulgar nosso produto”, comentou. Ele anunciou novas promoções para os próximos meses, com o sorteio de bicicletas elétricas.
Sábado já começa com duas vítimas Duas mortes foram registradas na manhã de ontem, nas zonas Leste e Norte da cidade. A primeira foi um homicídio com arma branca, que vitimou o servente Luiz Cláudio Nunes Oliveira, 54. O assassinato ocorreu por volta das 5h de ontem, dentro da residência de Oliveira, na rua Ágata, 118, bairro Nova Floresta, Zona Leste. Segundo informações repassadas por policiais, o servente foi surpreendido dentro do próprio quarto, onde levou várias facadas pelo corpo. O autor do homicídio ainda não foi identificado. O assassinato é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Fatalidade No outro caso, um rapaz morreu após acidente de moto, por volta das 6h de sábado, no bairro Cidade Nova, Zona Norte. Segundo informações de testemunhas, o motoboy Jorge Luiz Rabelo da Silva, 23, bateu a cabeça após cair da motocicleta, na avenida Noel Nutels, próximo ao Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Pronto Socorro Danilo Corrêa, mas, não resistiu aos ferimentos e morreu. De acordo com pessoas que presenciaram o acidente, o motoboy estava sem capacete no momento da queda.
Opinião
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Fala leitor
Editorial
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Um convite para dormir no sofá, diante da TV O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, quando foi convidado pela presidente Dilma Rousseff a fazer parte do seu governo, avisou-a de que era impossível governar com tantos ministérios. Mas Gerdau é um empresário e Dilma, política. Sem querer forçar muito uma conclusão: dois bicudos. O empresário continua consultor da presidente política, mas a advertência sobre a quantidade desproporcional de ministros continua soando bastante oportuna até para outras atividades menos altaneiras, como a dos debates na televisão entre candidatos a cargos eletivos. O Brasil é um país de enormidades. Dentro do Brasil, o Amazonas exerce com dignidade a sua mania de grandeza. Por isso, os debates dos prefeituráveis de Manaus na “telinha” ressoam tediosos e, sem querer diminuir a boa vontade dos organizadores, inúteis. Nove candidatos disputam a Prefeitura de Manaus, mas, feliz ou infelizmente, apenas seis têm sido privilegiados com participação nos debates, cada um mais chato do que o outro. Pense num jogo de bingo e eis a metáfora. Alguém mete a mão numa sacola e grita um número, um nome e um assunto. O resultado é o que se tem visto, morrendo de sono: todos os candidatos têm a mesma plataforma de governo, menos por um que se apresenta aos espectadores como se tivesse saído, naquele momento, de uma noitada de libações greco-romanas: esse se limita a debochar das fartas promessas dos outros e acaba prometendo que não fará promessas, e não faz. Queixa-se de uma brutal e inoportuna dor de cabeça, e ponto final. É difícil estabelecer uma dinâmica com essa quantidade de debatedores e nem se pode dividi-los em grupos sem prejudicar o bom andamento da oportunidade democrática de um defrontar os outros e vice-versa. Mas não é impossível. Não mais do que governar um país com tantos ministros, alguns dos quais nunca se teve notícia e nunca terá. Os desequilíbrios do país também são enormes e repercutem em todos os seus quadrantes.
No sentido diametralmente oposto ao esperado pela maciça parcela da sociedade, o governo federal pagou até 163 vezes mais do que municípios desembolsam pelos medicamentos que são distribuídos gratuitamente nos postos de saúde de todo o país. Um mapeamento feito pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, com base em dados de um banco público de compras, mostra que o Ministério da Saúde pagou mais
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por 17 dos 21 itens analisados. A diferença entre o que saiu do caixa do governo e o menor preço encontrado no mercado, em compras feitas este ano no programa, é R$ 504,5 milhões. Não é demais lembrar que o programa “Aqui tem Farmácia Popular” foi criado pelo Ministério da Saúde, em 2006, com o propósito de ampliar o acesso aos medicamentos para algumas doenças, dentre as quais
hipertensão e diabetes. Ocorre que não bastasse a diferença apontada no levantamento citado, diversos medicamentos encontrados no “Farmácia Popular” são de igual modo encontrados para distribuição gratuita nos serviços públicos de saúde. O que significa dizer que em virtude de falhas de comunicação entre os setores e esferas governamentais dois programas desembolsam quantias diferentes para
comprar o mesmo produto. Talvez fosse o caso de trazer à tona as inúmeras e gritantes falhas na gestão do PAC da Saúde que por terem sido acobertadas pelo governo de igual forma geraram prejuízos ao erário. Gil Meizler – gil. meizler@bragabalaban. com.br
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O Taj Mahal que se vê aí não tem exatamente a linha arquitetônica que o celebrizou desde uma história na Índia. Pode-se suspeitar, também, dessa cúpula da Igreja de São Sebastião, aqui mesmo na Manaus de todos os contrastes. Sim, o contraste é o que une.
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O tranco da carroça “É no tranco da carroça que as abóboras se ajeitam”, gosta de lembrar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto. Condutor das formalidades do julgamento, Ayres Britto está pronto para aplicar o lema ao impasse posto na última sessão do exame do processo do mensalão, quando o ministro relator anunciou que na segunda-feira vai contraditar o voto do revisor no episódio da contratação de serviços de publicidade na Câmara dos Deputados na gestão de João Paulo Cunha. Pedida a réplica por Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski reivindicou a tréplica e, naquele momento, foi informado pelo presidente: a condição de revisor não o põe em posição de igualdade com o relator que continua com a prerrogativa de conduzir o processo. É a opinião preponderante no colegiado. A insistência de Lewandowski em se “ombrear” ao relator funcionando como contraponto a ele, mesmo depois de iniciado o julgamento do mérito da ação, causa estranheza e provoca constrangimento entre os demais ministros. “Nunca se viu uma queda de braço dessa natureza”, diz um deles, ressaltando a diferença entre a normalidade das divergências entre os julgadores e atos que se configuram como fonte permanente de dissenso. Assim tem sido visto Lewandowski. Não pelo conteúdo do voto em que discordou de Barbosa e absolveu réus condenados pelo colega, mas por estar levando ao pé da letra o termo “revisão” e, com isso, criando ambiente para um duelo de posições entre revisor e relator. Isso preocupa o colegiado e suscita comentários sobre o risco de os outros ministros serem transformados em meros coad-
juvantes do processo, relegados à condição de espectadores de uma situação já qualificada por Ayres Britto como inconveniente “vaivém de divergências”. De onde o presidente dará um “tranco” na carroça de modo que as abóboras se ajeitem até o início da sessão na tarde de segundafeira. Ao jeito dele, ameno. “Não vou criar um caso”, pondera. Vai apenas combinar com Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski um rito de procedimento: dará a palavra ao relator, autorizará a tréplica ao revisor e, em seguida, passará a palavra à ministra Rosa Weber, primeira a votar na ordem de precedência. Afinal, o show tem que continuar. O julgamento não pode ficar emperrado. Uma situação de pane processual é algo que o presidente não cogita nem como hipótese remota. “As coisas não podem, nem vão, se prolongar ao interminável”, assevera, para acrescentar: “O processo precisa seguir adiante porque seu propósito é chegar a uma decisão e não se deter em trocas argumentativas”. Marco Aurélio Mello concorda. Não por acaso tem alertado para a possibilidade de o julgamento se estender para muito além do previsto. Ele discorda, porém, da visão de que o relator seja a figura central. “Não existe centralidade nem forças antagônicas em disputa, quem decide é a maioria e, nesse sentido, o colegiado precisa se manifestar”. Há consenso quanto à resolução do que os ministros chamam de “incidentes”, mas há ciência também sobre os limites do contraditório, que começam a ser ultrapassados quando o antagonismo obstrui a sequência dos trabalhos. A partir daí o desgaste recai sobre a corte.
Dora Kramer Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”
Marco Aurélio Mello tem alertado para a possibilidade de o julgamento se estender para muito além do previsto. Ele discorda, porém, da visão de que o relator seja a figura central”.
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Opinião
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A cada qual o que lhe cabe Contemplar o mundo conforme a natureza e fim com os olhos de poeta Aproximam-se as eleições municipais. Prefeitos e respectivos parlamentos serão constituídos e legitimados pelo voto popular, como determina a Constituição de qualquer república democrática como a que ora felizmente vivemos. Neste regime, é pelo voto que outorgamos o poder político àqueles que deverão administrar e imprimir um direcionamento à sociedade e, consequentemente, às nossas próprias vidas. Por isso exige-se o voto como gesto responsável e necessariamente antecedido por cuidadosa reflexão crítica, cujos elementos de análise serão principalmente a história de vida, a postura ideológica, os créditos e débitos funcionais, as credenciais decorrentes da formação escolar, tudo em relação a cada um dos candidatos. O único elemento que pode e deve garantir o êxito de um regime democrático, no sentido de que nele uma sociedade venha a encontrar a qualidade de vida que almeja, reside necessariamente também no êxito com que essa sociedade venha a assegurar o desenvolvimento cultural de cada um dos seus membros e de todos eles como um universo, ou seja, do nível que a educação tiver alcançado dentro dessa nação. Somente pelo desenvolvimento da consciência social de cada um (e do todo) é que o sistema político da democracia poderá alcançar o seu nível de excelência, porque este sempre dependerá daquilo que se define como responsabilidade social. O que cabe a cada líder comunitário, a cada educador, a cada padre ou pastor, a cada governante, a cada parlamentar, a cada dirigente de partido político, não é tentar usurpar o direito e o dever que cada cidadão tem, de decidir com responsabilidade para onde irá o seu voto. Se não for assim, estará sendo perpetuado ou ressuscitado o velho regime do “curral eleitoral”, em que os “coronéis” decidiam os votos de todos que se encontravam sob a sua “jurisdição”. Com certeza, não é esse o caminho republicano a ser preferido pelos que visam o desenvolvimento humano de uma nação. É imoral e ilegítimo, até capitulado na legislação eleitoral brasileira, que um líder religioso, chefe de uma “igreja”, prometa adesão política a um candidato, em nome de milhares de pessoas, cerceadas da liberdade de decisão, como recentemente fizeram um “apóstolo” e um “pastor” de duas seitas protestantes. Nada contra as candidaturas, sejam elas quais forem, mas tudo contra a usurpação da liberdade alheia. Não vivo hoje nenhuma religião, mas não percebo atitude como essa nos meios católicos, batistas, presbiterianos, adventistas, judeus, muçulmanos, budistas, e sim apenas nas seitas cristãs pentecostais, onde viceja a chamada “teologia da prosperidade”. Religião e política (com p minúsculo) no mesmo tacho, na mistura fatal de alhos e bugalhos. Na verdade, ainda precisamos chegar ao ponto de participar, numa etapa anterior, da própria escolha das candidaturas dentro dos partidos, o que hoje, cá no Brasil, ainda transcorre sem a participação da sociedade.
João Bosco Araújo
Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
É imoral e ilegítimo, até capitulado na legislação eleitoral, que um líder religioso, chefe de uma ‘igreja’, prometa adesão política a um candidato, em nome de milhares de pessoas fiéis”.
Há muitas maneiras de ver os que nos rodeiam ou o mundo em que estamos mergulhados. Existe o olhar do interesseiro que busca sempre tirar proveito em benefício próprio das pessoas e das coisas. Existe o olhar do poeta que contempla a beleza em tudo e em todos que encontra vida a fora. Existe o olhar do caridoso que deseja amar e tudo realizar por amor. O olhar do interesseiro produz frutos de egoísmo e, por consequência, atos de rivalidade. Jesus nos liberta deste tipo de olhar para abrir-nos à contemplação e ao amor dos seres humanos e da natureza. Diz serem felizes os que têm coração puro porque esta é a condição para ver a Deus. Convida a contemplar as flores do campo e os passarinhos, dos quais o Pai cuida e a descobrir a beleza, por vezes, escondidas em realidades tão próximas. Somente quem consegue olhar sem interesse, ter sossego para admirar e amar sem segundas intenções, poderá dizer como nem sempre as aparências expressam maravilhas escondidas. Os poetas são pessoas que sabem contemplar e expressar de maneira bonita o contemplado. E, como de poeta e de louco todos têm um pouco, despertemos nosso lado poético para embelezar a sociedade ou, ao menos o círculo de nossos amigos. Quando se enfrentam sofrimentos ou observam-se coisas desagradáveis, a tentação consiste em achar que nada é belo. A pequena mancha na roupa branca causa a sensação de que estamos sujos. As cores escuras, ao lado das tonalidades claras e fortes, fazem parte da tela pintada da existência humana. O poeta português Fernando Pessoa, em poesia inspirada, responde à pergunta se valeram a pena as lágrimas das viúvas e órfãos, os sangues e as mortes dos portugueses durante o período das conquistas coloniais. “Valeu a pena? Tudo vale a pena/ Se a alma não é pequena”. Em outra poesia, ele dizia que “Deus ao mar o perigo e o abismo deu/Mas nele é que se espelhou o céu”. Saber descobrir a beleza em pessoas, coisas e acontecimentos feios foi o que ensinou Jesus com palavras, com sua vida, morte e ressurreição. Mário Quintana, poeta gaúcho, em escrito intitulado “Deficiências”, faz-nos pensar sobre os preconceitos. “Deficiente é aquele que não consegue mudar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de seu destino. Louco é quem não procura ser feliz no que possui. Cego é aquele que não vê seu próximo a morrer de frio, de fome, de miséria e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. Surdo é aquele que não tempo de ouvir um desabafo de um amigo ou o apelo de um irmão. Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. Miseráveis são todos os que não conseguem falar com Deus”. E ele termina afirmando que a amizade é o amor que nunca morre. É isso aí.
Clare Phillipson, diretora da Wearside Women, instituição que auxilia vítimas de violência doméstica, ameaça queimar cópias de “Cinquenta Tons de Cinza”, livro de E. L. James, que “erotiza a tortura sexual”.
A logística é similar de quando eles atuavam em Goiás, com as mesmas máquinas e funcionários. Aqui já havia uma clientela fiel, viciada. Iam buscar clientes em casa e levavam até o local do jogo Henry Lopes, chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, investiga indícios de que o grupo de Carlos Cachoeira continuava a atuar com máquinas de jogo, com a participação do empresário de dentro da prisão.
RENATA LO PRETE
Sua hora vai chegar
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo Metropolitano de Manaus
Quando se enfrentam sofrimentos ou coisas desagradáveis, a tentação é de achar que nada é belo. A mancha na roupa branca causa a sensação de estarmos sujos”.
O PT prepara contra-ataque ao bombardeio que sofre na campanha com o julgamento do mensalão. Tão logo saia o veredito, petistas pressionarão o STF para julgar em 2014, também ano eleitoral, o mensalão mineiro, que tem o PSDB no olho do furacão e o mesmo Joaquim Barbosa como relator. No Supremo há avaliação de que o julgamento agora “desequilibra” o pleito nos grandes centros. “Será constrangedor se os ministros não agirem com isonomia”, diz um cacique petista. Banho-maria Apesar das especulações e da iminente aposentadoria de Cezar Peluso, Dilma Rousseff ainda não chamou os conselheiros para assuntos de Supremo para conversar. Mas os “currículos’’ de interessados não param de chegar aos escaninhos do governo. Longo prazo Quem acompanhou as primeiras indicações de Dilma aposta que ela deve esperar o fim do julgamento do mensalão para nomear o substituto de Peluso. “Ela não vai jogar a pessoa no fogo para ser sabatinada em meio a mensalão e eleições”, pondera o observador. O pai da noiva Às voltas com a revisão do mensalão, Ricardo Lewandowski passa ao largo dos preparativos para o casamento da filha, que está próximo. É o segundo filho do ministro que se casa em dois meses. A amigos, brinca que sua participação se limita a assinar cheques. Já pensou? No auge da indignação com a greve da Polícia Federal, Dilma se queixou a um ministro e comparou: “Imagina só se uma pessoa chega aos EUA e é recebida por uma greve do FBI!”. Timing O governo já estuda o momento em que acabará a suspensão do Paraguai, do Mercosul. A condição para a volta do país ao bloco é que seja restabelecida a normalidade democrática. Há dúvidas se para isso valem as eleições, em março, ou a posse, em novembro de 2013. Caiu a ficha Com apoio interno do PMDB pendendo para Renan Calheiros (AL), o Planalto já avalia que comprar briga com o partido para instalar
o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) na presidência do Senado será uma “batalha perdida”. Inimigo real Interlocutores do governo alegam, nos bastidores, que o PMDB não criou tantos problemas para o PT e que o foco da articulação política de Dilma será pacificar as alas da sigla. Volta ao mundo Novamente na mira da CPI do Cachoeira, Agnelo Queiroz (PT-DF) comemorou o aniversário de 56 anos da primeira-dama, Ilza, em Buenos Aires, onde mora a filha. Antes, o governador e comitiva fizeram tour de 13 dias pela Ásia e Europa para visitar projetos de interesse do governo. Onde está... Criticado pela amplitude de seu recém-lançado programa de governo, Fernando Haddad pretende reunir especialistas amanhã na sede do Secovi, para detalhar as metas e a origem dos recursos de cada item do “Arco do Futuro”. ...o dinheiro? Entre outras fontes de verba, o petista citará as operações urbanas e a perspectiva de amealhar até R$ 7 bilhões em parcerias com o governo federal. Copyright José Fernandes, marqueteiro do DEM, acusa Haddad de copiar lema da propaganda paulistana. Em maio, o comercial do partido dizia: “Depois do Real, a vida das pessoas melhorou da porta para dentro de casa. Lá fora é outra coisa”. Copyright 2 Geraldo Alckmin avisou a aliados de Gabriel Chalita que reprova o uso de sua imagem no programa do peemedebista, seu ex-secretário, na TV.
Tiroteio
Frases É um manual de instrução para um indivíduo abusivo praticar tortura sexual com uma jovem vulnerável. Será que as pessoas poderiam tentar reler o livro e pensar: ‘Qual é a desse cara?’
Painel
Eu já receio que não termine até o fim do ano. Hoje, o plenário é um tribunal de processo único, e temos aguardando na fila a pauta dirigida, cerca de 800 processos
Marco Aurélio Mello, ministro, teme que, se continuar no ritmo atual, o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal poderá não terminar até o fim do ano, como é desejo dentro e fora do tribunal.
Depois de fazer tanto doce, lá vai a Marta acordar abraçada ao ‘pesadelo’ Maluf na eleição, assim como fez no 2º turno em 2004. DA CANDIDATA DO PPS À PREFEITURA PAULISTANA, SONINHA FRANCINE, sobre o engajamento da senadora na campanha de Fernando Haddad (PT).
Contraponto
Brasil carinhoso A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), desceram ao saguão do Planalto após reunião com líderes aliados. Depois das explicações sobre a pauta do encontro, um jornalista quis saber de Ideli se a relação dela com Chinaglia havia melhorado, após as desavenças que começaram quando o deputado viajou para os EUA. - Estamos muito bem! Diante dos olhares desconfiados, a ministra disse: - Precisa de beijo, é?, perguntou, aos risos, mirando as câmeras e abraçando o petista. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
Política
MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
A5
Candidatos solteiros são maioria nestas eleições
Censo eleitoral realizado pelo EM TEMPO mostra a predominância ainda de jovens e homens que concorrem neste pleito
1 - 7,2 mil candidatos se registraram no TRE-AM 2 - 6,8 mil tiveram os registros deferidos 3 - 6,3 mil são candidatos a vereador 4 - 4,8 mil do sexo masculino 5 - 3,4 mil candidatos são solteiros 6 - 3 mil candidatos são analfabetos 7 - 3 mil são casados 8 - 2 mil são candidatos do sexo feminino 9 - 835 candidatos são servidores públicos 10 - 623 candidatos são agricultores 11 - 328 candidatos a vereador têm idades entre 18 e 24 anos 12 - 119 candidatos a prefeito têm idades entre 45 e 59 anos
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CAMILA CARVALHO Equipe EM TEMPO
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la se chama Maria, tem 37 anos, estudou até o ensino médio, ganha seu sustento como agricultora, é casada, tem três filhos e decidiu disputar uma das cadeiras do Legislativo municipal pelo PT. Essa é a média do perfil dos 6,8 mil dos 7,2 mil candidatos no Amazonas que já estão aptos a disputar as próximas eleições, segundo Censo Eleitoral realizando pelo EM TEMPO, por meio de um levantamento feito no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre muitas “Marias”, “Josés” e “Antônios” uma vontade em comum: o desejo de mudança. Dos 6,3 mil candidatos a vereador em todo o Estado, dois têm menos de 18 anos. Ingrid Rodrigues (PP) e Salomão Silva (PSDB), têm 17 anos, e estão disputando - pela primeira vez - com outras 108 pessoas uma das 11 vagas no Legislativo de Benjamin Constant. “Can-
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sei de esperar pelos outros, quero entrar (para a Câmara) para tentar mudar a vida da população”, disse o tucano com extrema convicção. Eles fazem parte de um universo de menos de 10% dos jovens que ingressam na disputa eleitoral. Este ano,
RAIO X
Entre os candidatos a vereador, a média de idade é de 35 a 44 anos. De todos os concorrentes deste pleito, 14,35% são servidores públicos; 623 são agricultores; 9% são professores e 5% buscam a reeleição segundo dados do TSE, há 328 candidatos entre 18 e 24 anos disputando a vereança, o equivalente a 5,13% e apenas 17 na faixa etária entre 25 e 34 anos, que cobiçam um cargo majoritário nos municípios amazonenses. Os números representam menos de 15% do total de candidatos
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nas próximas eleições. Dos 220 postulantes a prefeito que já tiveram seus registros de candidatura deferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), 119 ou 54,09% tem entre 45 e 59 anos. Em Manaus, a faixa etária dos nove concorrentes à Prefeitura de Manaus vai de 48 anos, como o deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), a 70 anos, na figura do líder do PCB, Luiz Navarro. “A idade não importa, o prefeito tem de saber quais são os problemas da cidade e ter as soluções para resolvê-los. Eu presenciei de perto muita coisa, já fui pobre e tive uma vida sofrida, sei as dores da população”, avaliou Sabino. O desejo de mudança pode esbarrar na vontade do eleitor que, no dia 7 de outubro, pode optar por um dos 26 candidatos ao Executivo que disputam a reeleição no interior do Estado, o que representa 11,81% dos que almejam chegar às prefeituras e só “perdem” numericamente para os 27 candidatos que são empresários.
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Mulheres ainda é minoria A Lei das Eleições (lei nº 9.504/97) exige que ao menos 30% dos candidatos a vereador sejam de um dos sexos. Como não há a mesma exigência para a disputa majoritária, o número de candidatas às prefeituras é bem menor. Dos 6,8 mil candidatos no Amazonas, 2 mil são mulheres. Deste universo, apenas 19 mulheres disputam as prefeituras e 1,9 mil tentam chegar aos Legislativos municipais. Desigual Elas disputam em desigualdade numérica com os 201 homens que tentam abocanhar os Executivos e os 4,4 mil que pleiteiam as cadeiras do Legislativo. A “briga” entre os sexos nas urnas é protagonizada por 3,4 mil candidatos solteiros, 3 mil casados, 206
divorciados, 84 viúvos e 56 separados judicialmente. Entre os prefeituráveis, 133 - 60,45% - são casados e, segundo estimativa do TSE, utilizam temas relacionados à família durante a campanha. Entre os candidatos às Câmaras municipais ocorre o inverso: 2,7 mil - 43,48% - são solteiros e utilizam como plataforma de campanha temas relacionados à juventude, acessibilidade, transporte público, acesso à saúde e educação. No que diz respeito à educação, o Amazonas tem três postulantes ao Legislativo que se declararam analfabetos; 296 informaram só saber ler e escrever; 655 concluíram o ensino fundamental; 2,7 mil terminaram o ensino médio e 1,4 mil tem um diploma de nível superior.
‘Marias’ povoam as candidaturas Nos dez maiores colégios eleitorais do Amazonas - Manaus, Manacapuru, Parintins, Itacoatiara, Coari, Tefé, Maués, Tabatinga, Iranduba e Humaitá - a maioria dos candidatos se chama “José” ou “Maria”. As “Marias” são 169. Destas, 30 não têm “Maria” no nome de batismo, mas optaram por ir para as urnas e ser identificadas dessa forma. Já os “Josés” representam 98 candidatos, mas Destes, apenas dez não têm “José” no nome de batismo, mas informaram à Justiça Eleitoral que nas urnas querem ser identificados como José.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
JOSÉ CRUZ/ABR
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Meu pai já foi condenado, destruíram a imagem dele”
Jornalista
DEPUTADO ZECA DIRCEU (PT-PR), sobre as acusações contra José Dirceu no mensalão
PSDB tenta de Pagot confissões contra governo Os membros do PSDB na CPI mista do Cachoeira tentarão arrancar do depoimento de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, afirmações que possam comprometer o governo federal. Em reunião na quarta, os tucanos decidiram tentar aproveitar possíveis mágoas de Pagot, defenestrado do Dnit após denúncias de corrupção supostamente plantadas por Cachoeira, para desgastar o PT nas eleições municipais. Em boca fechada... Pagot disse a amigos que negará qualquer acusação contra o governo, o PT e o próprio PSDB em seu depoimento na CPI do Cachoeira. ...não entra mosca Por outro lado, o ex-diretor do Dnit vai confirmar que arrecadou dinheiro para financiar campanhas do PT. Segundo ele, tudo legal. Quem cala, consente PSDB usará a fala do líder e questões de ordem para interrogar Fernando Cavendish, da Delta. Mas terá o silêncio como resposta. Tormento sem fim O ex-ministro José Dirceu torce para que o julgamento do mensalão acabe logo. Manobras protelatórias só atormentam os réus, diz. Política de alianças espanta pernambucanos Em Pernambuco, muita gente mal acredita na aliança costurada por Eduardo Campos (PSB), atual governador, com inimigos do avô dele Miguel Arraes, como Jarbas Vasconcelos (PMDB), senador que também tem dife-
renças inconciliáveis com o ex-presidente Lula. Jarbas levou para aliança Antonio Lavareda, o marqueteiro que o ajudou na implacável oposição ao então governador Arraes e ao seu neto. Contágio Virou bagunça: o consulado dos Estados Unidos avisou a uma leitora, com visto obtido há dois meses, que a DHL vai entregar o documento. Caixa forrado Ultrapassou R$ 1 bilhão a arrecadação em royalties do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), no primeiro semestre de 2012. Letra morta O bufão da Venezuela, Hugo Chávez, e o ditador aposentado de Cuba, Fidel Castro, vão escrever um livro. Lula se oferecerá como revisor. Constrangimento As gargalhadas de advogados de mensaleiros, quinta, no plenário do Supremo Tribunal Federal, deixaram os ministros indignados e também envergonhados, quando viram o flagrante estampado nos jornais. Quem ri melhor? Para um polêmico ministro do Supremo, que pediu para não ter seu nome informado, as gargalhadas dos advogados causaram mais estragos aos réus que a denúncia da ProcuradoriaGeral da República. Na moita O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), decidiu dar um pausa na campanha pela presidência da Câmara: “Vou esperar o resultado das eleições municipais, para então buscar o voto de
cada deputado”. Parte sensível Réu no mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson comemorou em seu blog o acordo que obriga Luiz Estevão a devolver meio milhão ao erário: “É aplicar o castigo no bolso, parte sensível do ser humano”. Dia a dia Para o advogado do publicitário Duda Mendonça no mensalão, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, “não há nada de incomum” nas divergências entre o relator Joaquim Barbosa e o revisor Lewandowski. Catarinense no STF O ministro Teori Zavascki, o primeiro que Lula nomeou para o Superior Tribunal de Justiça, é cotado para uma das vagas a serem abertas este ano no Supremo Tribunal Federal. Santa Catarina, seu Estado, até hoje somente emplacou um ministro no STF, Luís Gallotti, em 1949. Qualificação Em assembleia, esta semana, grevistas da Polícia Federal apoiavam a paralisação de todas as atividades, enfrentando as consequências. Só não queriam interromper as aulas e cursos de formação. É a lei É inédito na história do Itamaraty, desde o barão do Rio Branco, o corte do ponto dos servidores em greve no Itamaraty nas embaixadas, consulados e delegações mundo afora. Dura Lex, sed Lex. Pensando bem... ...todos os Cunha são iguais, mas há Cunha mais iguais que os outros.
PODER SEM PUDOR
Barrinhas no discurso Ao defender seu cliente Duda Mendonça na tribuna do Supremo Tribunal Federal, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro (“Kakay”) reclamou da dificuldade de enfrentar o procurador-geral da República, destacando que enquanto Roberto Gurgel toma cafezinho com os ministros, ele não tem acesso nem mesmo a barrinha de cereais. Assistentes do colega dele José Luís de Oliveira Lima, que defende José Dirceu, não resistiram à brincadeira: compraram-lhe uma barrinha de cereais. Mas, ao entregá-la, Kakay agradeceu e recusou: - Eu não gosto de barrinhas de cereais...
TRE-CE
Presos provisórios deverão votar O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) instalará seções eleitorais em quatro presídios no Estado, beneficiando 214 presos provisórios, que estarão aptos a votar nestas eleições. As seções eleitorais serão instaladas no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Aquiraz; na Penitenciária Industrial Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte; e nas Casas de Privação Provisória de Liberdade, em Itaitinga e Caucaia.
A iniciativa é fruto de um convênio entre o TRE-CE e a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado do Ceará, assinado em dezembro de 2011. Este convênio tem como objeto viabilizar, em unidades carcerárias do Estado, o direito ao voto dos presos provisórios que ostentem a condição de eleitor, bem como daqueles que preencham os requisitos legais para exercer esse direito. O convênio se fundamenta no art. 15, inciso 111, da
Constituição Federal, que exige o trânsito em julgado da sentença criminal para a suspensão de direitos políticos dos condenados, na iniciativa dos presidentes do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para viabilizar o direito a esse voto, concretizada com a edição da portaria conjunta CNJITSE nº 1/2009, nas determinações da resolução do TSE nº 23.219/2010 e na lei nº 8.666/1993, e suas alterações posteriores.
A carreira de magistratura está em queda nos Estados da Região Centro-Oeste, diz CNJ
CNJ lança programa para valorizar magistrados A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça terá como foco juízes e desembargadores que atuam na Região Centro-Oeste O Programa “Valorização dos Magistrados: Juiz Valorizado, Justiça Completa”, do Conselho Nacional de Justiça, lançado na última sexta-feira, será voltado aos juízes e desembargadores da região Centro-Oeste. A solenidade aconteceu na sede da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) e foi conduzida pelo conselheiro José Lucio Munhoz, presidente da Comissão Permanente de Eficiência Operacional do CNJ. Segundo Munhoz, o programa surgiu da constatação de que as pessoas têm uma compreensão equivocada da atuação do magistrado, somada
à percepção de que os juízes estão sobrecarregados de trabalho, sem estrutura para dar conta dele. “O magistrado sofre ameaças, sofre violência e é pressionado por uma estrutura interna que privilegia a quantidade e não a qualidade do trabalho do profissional. E isso vai causando problemas de toda ordem”, afirmou. Durante o evento, também foi exibido um vídeo do ministro Ayres Britto, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, que chamou atenção para o decrescente interesse pelo ingresso na magistratura. Além de Munhoz, fizeram parte da mesa de abertura do evento o conselheiro Emma-
noel Pereira; o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, desembargador Leobino Valente Chaves; o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, desembargador Mário Sérgio Bottazzo; Félix de Sousa, presidente da Asmego; e o presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 18ª Região (Anamatra), Platon Teixeira de Azevedo Neto. O encontro regional CentroOeste do programa foi feito por meio de parceria entre o CNJ, TJ-GO, Anamatra e Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). Participaram das discussões juízes e desembargadores do Centro-Oeste.
Com a palavra
MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
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FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA
Graça FIGUEIREDO
Ser MAGISTRADA É UMA missão
ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
Entrei no meio jurídico em 1978 e sempre fui uma mulher muito determinada e destemida e, talvez isso tenha ofuscado um pouco essa questão da discriminação. Sempre me vi igual diante dos meus pares, nunca atrás ou na frente. Sou uma mulher normal como todas”
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uarta mulher no Amazonas a ocupar um assento na corte do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a desembargadora Graça Figueiredo fala da profissão com paixão nos olhos e como se estivesse iniciando na carreira jurídica. Com 30 anos de profissão, a magistrada resolveu presentear suas colegas juízas e desembargadoras, ao contar, num livro, a trajetória feminina no Poder Judiciário do Brasil. O “Senhoras da Justiça”, lançado este mês em Brasília, em seu processo de pesquisa revelou à Graça Figueiredo diversas histórias sobre a inserção do sexo feminino no meio jurídico. Durante entrevista concedida ao EM TEMPO em seu gabinete na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Graça Figueiredo falou não somente de seu livro, mas da família e do orgulho que tem de seus filhos. EM TEMPO - A senhora lançou recentemente o livro “Senhoras da Justiça”, que descreve a trajetória das mulheres no Poder Judiciário em todo o país. Como surgiu a ideia de fazer essa narrativa? Graça Figueiredo – Sempre desejei fazer uma abordagem sobre a trajetória da mulher que estuda a ciência do direito e que, após a conclusão do curso ingressa em uma carreira jurídica. A mulher, ao assumir a magistratura, assume a missão de distribuir justiça e isso nunca havia sido contado de forma aberta. Esse trabalho realça toda essa questão da participação da mulher na magistratura de carreira em todos os tribunais, e também revela a difícil inserção da mulher no mercado de trabalho jurídico, antes ocupado apenas por homens. Outro destaque é a missão da mulher, esposa e mãe, que muitas vezes precisa se ausentar da companhia da família para trabalhar no interior. A obra é finalizada apresentando uma avaliação da presença da mulher no Poder Judiciário, desde a criação dos cursos jurídicos no país. EM TEMPO - Como foi o trabalho de captação dos fatos e quanto tempo foi necessário para elaboração desse livro? GF – Foi uma tarefa difícil, mas muito prazerosa. Passei cinco anos construindo esse livro e precisei
viajar para Fortaleza, onde me desloquei até a comarca de Várzea Alegre para conhecer a história de vida da primeira juíza do Brasil, doutora Auri Moura Costa. Também fui várias vezes a Brasília pesquisar sobre a ministra Ellen Gracie, que depois de 200 anos após a instalação do curso de direito, foi a primeira mulher do Supremo Tribunal Federal (STF); e a ministra Eliana Calmon, a primeira mulher no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ouvi histórias de vida que me deixaram extremamente emocionada e orgulhosa, como o caso da doutora Joesy Camargo, do Paraná, que trabalhou como diarista para bancar os estudos, e se tornou desembargadora. EM TEMPO - A senhora já sofreu alguma discriminação por ser mulher e ocupar um cargo importante no Judiciário? GF – Entrei no meio jurídico em 1978 e sempre fui uma mulher muito determinada e destemida e, talvez isso tenha ofuscado um pouco essa questão da discriminação. Sempre me vi igual diante dos meus pares, nunca atrás ou na frente. Sou uma mulher normal como todas. Faço questão de cuidar da minha casa todos os dias antes de vir ao trabalho, e tenho um contato muito próximo com os meus filhos. Claro que, diante do cargo que ocupo tenho minhas limitações e evito ter reações públicas que possam refletir em minha carreira. Meu trabalho interfere na vida das pessoas, por isso minha conduta é muito importante. A população não dissocia a minha imagem de pessoa à de magistrada. Não posso me sentar em uma mesa de bar e ficar embriagada ou ser vista em meio a uma baderna ou batucada. Essas ações refletem em minha postura profissional. É o ônus da profissão. EM TEMPO – Como é o seu trabalho no Tribunal de Justiça do Amazonas? GF – Faço julgamento de causas que mudam o destino de muitos, por isso até hoje quando vou pegar uma causa para avaliar eu não leio o nome das partes. Tudo para manter uma imparcialidade na hora da decisão. Não faço “corpo mole” dentro do meu gabinete, se precisar carrego os processos e passo do meu horário de trabalho sem reclamar. Faço jus ao salário que recebo. Seria muito difícil ser apontada como corrupta.
Eu escolhi servir a Deus e a Justiça e amo muito a profissão que abracei. Batalhei muito para ter um bom conceito na minha carreira, mas se fosse preciso faria tudo de novo. EM TEMPO - Entre os destaques do livro estão histórias das mulheres pioneiras na Justiça brasileira. A senhora acredita que essas precursoras trilharam um caminho difícil? GF – A primeira mulher que surgiu no Judiciário brasileiro foi em 1939. A doutora Auri Moura, e justamente ela, só conseguiu esse cargo porque seu nome dava ambiguidade e parecia ser de homem. Naquela época, ainda nem existia a palavra juíza, era apenas juiz. Durante as pesquisas para esse livro acompanhei todo esse trajeto enfrentado por elas. Foi um momento difícil sim, e ainda precisamos avançar muito mais. Ainda somos um número inexpressível no Judiciário de todo país. Em São Paulo, temos 350 desembargadores, sendo que apenas 14 são mulheres. Em Pernambuco são 39 magistrados homens para apenas uma mulher e, no Amazonas, são 19 homens e quatro mulheres. EM TEMPO - A primeira desembargadora que ingressou no Tribunal de Justiça do Amazonas na vaga destinada ao Ministério Público foi Nayde de Vasconcelos, em 1981. Nesses 30 anos esse espaço feminino cresceu no Judiciário amazonense? GF – Sim, se abriu mais um espaço para o sexo feminino. Vemos a participação muito grande de mulheres na realização de concursos para a área jurídica. Porém, ainda é preciso muito mais. Na capital do Amazonas, de 78 pessoas que ocupam o cargo de juiz, 28 são mulheres. No interior, 60% de magistrados são homens e 40% mulheres. Quando decidi fazer esse livro não foi como uma forma de afrontar o sexo masculino, e sim exaltar o gênero feminino. Todos nós temos qualidades, independentemente de sexo. EM TEMPO – Quando será lançado o seu livro aqui no Estado? GF – Estou conversando com a editora para agendarmos uma data para esse lançamento. Já recebi convites para fazer o lançamento também em outras capitais, como Belém. Mas, aviso que esses exemplares não serão vendidos, e sim distribuídos. Quero espalhar a histórias dessas “Senhoras da Justiça” em o todo país.
Pioneiras na Justiça do Amazonas • Nayde de Vasconcelos: Em 1981 foi a primeira desembargadora a ingressar no Tribunal de Justiça do Amazonas na vaga destinada ao Ministério Público, e foi também a primeira promotora de Justiça do Amazonas. • Marinildes Mendonça: segunda desembargadora. Assumiu suas funções no tribunal em 1989, vindo a ser a primeira mulher – e a única até o momento - a presidir a corte de Justiça do Estado. • Liana Belém de Souza: terceira desembargadora empossada no cargo em 1991, aposentando-se quase 11 anos depois. • Maria das Graças Figueiredo: quarta desembargadora, juíza de carreira, tomou posso em 2004, e atuou como corregedora-geral dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Amazonas e exerceu a função de presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. • Maria do Perpétuo Socorro Guedes: quinta desembargadora, oriunda do Ministério Público em 2004, tendo ocupado a função de ouvidora-geral e corregedora-geral. • Euza Naide de Vasconcelos: sexta desembargadora, juíza de carreira, foi promovida ao TJAM em 2009, vindo a falecer em abril de 2010.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
A tática da ‘ação conjunta’ Candidatos a prefeito de Manaus têm massificado o discurso da parceria com governos estadual e federal no êxito da administração. Mas, em nível de Brasil, as boas administrações são de prefeitos que não cultuam aliança regional com o PT MEG ROCHA Equipe EM TEMPO
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evantamentos socioeconômicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) contra-
riam o argumento utilizado por alguns dos candidatos à Prefeitura de Manaus, de que pertencer às bases dos governos federal e estadual é determinante para o êxito na administração municipal. Das 26 capitais brasileiras (exceto Brasília), 25 são administradas por prefeitos
dos partidos de sustentação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e apenas uma por legenda de oposição: São Luís (PSDB). Apesar disso, as capitais paranaenses e mineira - administradas pelo PSB - que não mantém aliança regional com o partido de Dilma
Rousseff, aparecem entre os cinco maiores PIBs do país conforme o IBGE, e entre os melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), de acordo com as informações divulgadas pelo Pnud. Curitiba é o 4° PIB do Brasil (R$ 45.762,418) com o IDH de 0,857, seguida por Belo
Horizonte, que apresenta um PIB de R$ 44.595,205, com 0,839 de IDH entre as cem maiores cidades do Brasil. Durante os dois debates televisivos que aconteceram este mês, entres seis dos nove candidatos à Prefeitura de Manaus, entre uma resposta e outra, um comentário e outro,
os prefeituráveis citaram por diversas vezes a necessidade da parceria com a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Omar Aziz (PSD), para um maior desenvolvimento social e econômico da cidade, como mostra de algumas das vantagens de pertencer ao grupo governista.
Vanessa se ‘apega’ a essa ferramenta A candidata Vanessa Grazziotin (PCdoB), por exemplo, é que mais enfatiza essa parceria em seus discursos de campanha, num forte apelo a uma “ação conjunta” entre as três administrações municipal, estadual e federal, caso seja eleita prefeita de Manaus. “É impossível governar uma cidade sozinha, preciso da ajuda da presidente Dilma, do governador Omar Aziz e do senador Eduardo Braga. Somos um time”, frisou. Outro candidato a prefeito que tem lançado mão desse artifício, mesmo de uma forma mais tímida é o deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB). No último debate televisivo, realizado na quinta-feira passada, ele deixou claro a todos de que também tem proximidade com esses governantes (Omar e Dilma) e não somente sua adversária, Vanessa Grazziotin. Ele frisou que seu partido integra a base de Dilma e que terá apoio do governo, se eleito.
Estratégia política para impressionar Na avaliação do cientista político Gilson Gil, esse tipo de argumento nada mais é do que uma estratégia política para impressionar o eleitorado, porque atualmente a participação ou não nos governos federal ou estadual, não tem interferência no crescimento da cidade. “O apoio do governo federal é essencial a qualquer governante. Porém, creio que devemos relativizar esse apoio da forma como alguns políticos o usam nas campanhas. Isso é apenas uma arma do marketing político”, analisou. Gil observou que os repasses constitucionais de recursos às prefeituras são fixos, portanto, essa estratégia não passa de uma maneira de persuadir a população.
MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
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A piscicultura de forma sustentável Economia B4 e B5
Contratos abusivos levam empreiteiras ao prejuízo Pequenas empresas, terceirizadas em obras, denunciam “manobra” nos contratos fechados com grandes construtoras ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
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s empreendimentos erguidos nos quatro cantos da cidade são testemunhas do “boom” da construção civil em Manaus. Porém, nos bastidores desse crescimento, nem tudo são flores. Isso porque gigantes do setor aplicam contra as pequenas empreiteiras e chegam a causar prejuízos de até R$ 30 mil. Empresários de pequeno porte denunciam que nos serviços terceirizados são explorados pelas grandes construtoras com exigências contratuais abusivas, as quais os obrigam a arcar com custos pesados que consomem o lucro. “As grandes empresas da construção civil enganam ao omitir pontos do contrato. Elas se aproveitam das prestadoras de serviços pequenas para progredir dentro da construção sem informar todos os custos envolvidos no empreendimento. Os empreiteiros só descobrem essas “nuances” depois que colocam os trabalhadores nos canteiros de obras”, denuncia o proprietário de uma firma que presta serviço de alvenaria no geral, que se identificou apenas como Marcos, por temer retaliações, como a perda de negócios no setor. O empresário comenta que recentemente fechou um contrato por seis meses, que ainda está em vigência, com uma conhecida construtora da cidade para
realizar serviços de alvenaria em uma obra na Zona Centro-Sul da cidade. Para ele, o que parecia ser um bom negócio se transformou em uma verdadeira dor de cabeça. Ele foi obrigado a cobrir os custos de gastos que, na avaliação dele, deveriam ser pagos pelas construtoras. Segundo ele, somente com equipamentos de segurança os prejuízos somaram R$ 7 mil. Com material de construção e ferramentas foram desembolsados mais R$ 5 mil. “Pensava que teria lucro, mas no final do contrato terei prejuízos de R$ 30 mil. Sou obrigado a pagar por gastos
MANOBRA
Pequenas empreiteiras alegam que, somente após o fechamento dos contratos com as grandes construtoras, tomam conhecimento de cláusulas que não foram acertadas, o que acaba em prejuízos que não estão especificados no contrato. Equipamentos de segurança e ferramentas quem tem que comprar são as construtoras. Eu só entro com a mão de obra. O jeito é administrar o prejuízo. Se recorrer à Justiça, posso ficar queimado e não fechar novos negócios futuramente”, enfatiza Marcos. O engenheiro que se identificou como Francisco passou pelo mesmo problema.
Ele fechou um contrato de seis meses com uma grande construtora e reclama que foi obrigado a pagar por gastos não determinados no contrato. O empresário calcula prejuízos de R$ 20 mil. “As grandes empresas da construção civil não falam quais são as obrigações do pequeno empreiteiro. Só quando começamos a obra é que somos avisados que gastos com segurança e ferramentas são de nossa responsabilidade. Essa prática onera muito o orçamento das pequenas empreiteiras”, ressalta. O engenheiro civil da construtora Aliança, Charles Menta, destaca que os gastos com serviços de pequeno porte, dependendo da empresa, variam conforme o acordo especificado no contrato. Ele ressalta que as ferramentas de uso coletivo são fornecidas pelas construtoras. Já as de uso individual como colher de pedreiro ou martelo do carpinteiro, por exemplo, são propriedades dos próprios trabalhadores. “Às vezes, a contratante arca com os gastos, outras é a contratada. Tudo depende do acordo fechado. Gosto de organização. Prefiro trabalhar com uma empresa pequena organizada do que com uma empresa grande que não é organizada”, frisa o gerente de obra.
De olho nas cláusulas do acordo O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, reconhece que é comum haver um “cabo de guerra” por causa de dúvidas surgidas sobre as cláusulas de um contrato fechado entre empresas do setor.
Ele destaca que a entidade tem o poder de intervir para evitar um conflito entre as pequenas e grandes construtoras caso haja necessidade, porém ressalta que o ideal é haver bom senso entre as partes envolvidas. “É uma questão de diálo-
go. É fundamental amarrar todos os pontos na hora de fechar o contrato. É preciso deixar tudo claro, pois podem surgir dúvidas”, explica. Eduardo Lopes afirma que as obrigações e direitos de cada empresa devem estar especificados no contrato.
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Caderno B
Economia
IONE MORENO
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
Baixo preço deixa TVs de tubo entre as ‘queridinhas’ Com valor mais acessível, os “velhos” televisores ainda disputam as vendas com os de alta tecnologia, como os de LCD e LED RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO
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esmo com a venda de TVs de LCD, LED e Plasma em alta, os “velhos” televisores de tubo ainda estão entre as preferências de consumidores amazonenses. Com preços acessíveis, entre R$ 379 e R$ 599, o eletroeletrônico representa até 50% das vendas de TVs nos poucos estabelecimentos que ainda comercializam o produto. O gerente da Apa Móveis, Antônio França, diz que as TVs de tubo da Toshiba e CCE disputam espaço com os televisores de tela e não fazem feio quando o assunto é venda de eletroeletrônicos. Segundo ele, a procura por esses produtos é grande, na maioria pelo valor mais em conta. “A procura não ocorre apenas por pessoas de menor poder aquisitivo, mas sim por todas as classes sociais. Enquanto alguns compram o equipamento para a casa, outros levam esses modelos para ser utilizado em escritórios e consultórios”, ressalta. Ainda conforme França, as vendas de TVs de tubo são bem equilibradas em relação
IONE MORENO
aos modelos de tecnologia avançada. “De cada dez TVs que comercializamos diariamente, cinco são de tubo. Isso demonstra que tão cedo não deixaremos de vender esses modelos que têm enorme aceitação pelo público”, observa o gerente, ao informar que na Apa Móveis é possível encontrar TVs de tubo de 21 polegadas a partir de R$ 369 e de 29 polegadas por R$ 599. Oferta garantida Na loja Romera, deixar de vender TVs de tubo está fora de cogitação. “Pelo preço mais acessível, a saída do produto é grande. Além dos clientes manauenses, moradores do interior também procuram bastante esses modelos de televisores”, destaca o gerente da loja, Alcimar Campelo. Sobre os modelos e preços praticados na Romera, Campelo informa que podem ser encontradas na loja TVs de tubo da Philco e da Toshiba a preços a partir de R$ 369. “Como o produto vende bem, vamos continuar a comercialização enquanto ele for produzido, pois as TVs de tubo representam até 30% dos televisores que comercializamos diariamente”, completa o gerente.
Sem espaço em grandes varejistas Embora ainda seja possível encontrar TVs de tubo em algumas lojas da cidade, grandes redes varejistas não dispõem do produto. O EM TEMPO percorreu lojas como a Bemol, Ramsons e o supermercado Carrefour e constatou que só há espaço para as TVs de LCD, LED e Plasma. Nas lojas do centro de Manaus foi possível encontrar televisores de tubo a um preço de R$ 379
Aposta dos supermercados Além das lojas, uma grande rede de supermercado da cidade também aposta na venda de TVs de tubo, mesmo que o foco seja comercializar televisores de tela fina. “A procura é intensa e a prova disso é que dispomos, no momento, de apenas um
modelo de tubo”, comenta o vendedor do estabelecimento, Rafael Braga. Braga aponta, ainda, que como a demanda pelos modelos é alta, a rede de supermercados providenciou o abastecimento dos estoques. “De cada dez TVs vendidas por
dia, quatro são de tubo. Acredito que em breve teremos novos modelos de televisores de tubo para oferecer aos nossos clientes”, completa o vendedor, ao informar que no supermercado é possível encontrar TVs de tubo Semp a partir de R$ 429.
Produção reduz 60% Apesar de as TVs de tubo ter produção garantida no Polo Industrial de Manaus (PIM), de janeiro a maio deste ano, houve redução de 60% na fabricação do item, em relação ao mesmo período de 2011. Neste ano, foram fabricadas 519.340 unidades, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
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JOEL ROSA
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Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
Estratégias de concessão e protelação Na lista dos problemas está a falta de paradas adequadas
Comércio central está sob ameaça Falta de infraestrutura está na lista dos problemas que afastam consumidores RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO
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mbora esteja no roteiro do manauense na hora de ir às compras, o Centro aos poucos perde espaço para os comércios de bairro. Lojistas afirmam que o “reinado” da área central está comprometido por falta de infraestrutura, o que faz os consumidores pensar duas vezes em ir até o local. A gerente de vendas da loja Nova Jambo, Gláucia Fonseca, ressalta que, só neste ano, o fluxo de clientes caiu 10% por conta da comodidade que os shoppings e que o comércio de bairro oferecem aos clientes. “Estacionar no Centro é quase uma aventura e isso afasta os compradores”, reclama. A subgerente da Top Internacional, Edilen Freitas, destaca
que o Centro não vive um dos seus melhores momentos. “A falta de estacionamento, ausências de local para abrigar os camelôs e ruas esburacadas são apenas alguns dos problemas que afetam o desempenho das lojas do Centro”, observa. Atenção diferenciada Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, o Centro precisa de atenção, caso contrário os lojistas da área terão que enfrentar no futuro problemas maiores e a situação de infraestrutura do local ficará ainda mais crítica. Entre os problemas enumerados por Assayag estão a falta de local para estacionar, paradas de ônibus inadequadas e falta de estrutura para abrigar os camelôs instalados nas calçadas das ruas do local.
Na semana passada, enquanto o Palácio do Planalto era cercado por grevistas ensandecidos, dispostos a paralisar o país a qualquer custo, a presidente Dilma juntava no salão nobre os maiores empresários da economia nacional para oferecer-lhes concessões públicas sob a condição, ironicamente, de ajudá-la a fazer o Brasil andar. Era o lançamento do Programa de Investimentos em Logística do Governo Federal, anunciando a aplicação preliminar de R$ 133 bilhões em rodovias, ferrovias, aeroportos e terminais portuários. Perdemos o trem dessa história porque descuidamos de construir locomotivas. Somos o maior produtor mundial de comodities, em descompasso com uma logística precária e nada competitiva de distribuição e negócios. Será que agora vai? Temos tudo pra entender que não quando essas ações se referem à Amazônia em geral e à Zona Franca de Manaus, senão vejamos. Recentemente, uma campanha publicitária paga pela estrutura portuária local, se antecipou ao coro do boicote crônico à modernização, ampliação e competitividade logístico-portuária local e regional. Foi um não antecipado ao Porto da Siderama - desferido pelo arcaísmo lucrativo - que a presidente vem lançar nos próximos dias, após mais de dois anos de idas e vindas. Uma delonga que só não interessa a ninguém. A estrutura logística da ZFM é a mais cara do país, alvo de frequentes desastres que ceifam vidas, ameaçam o abastecimento da cidade, o funcionamento da indústria e da economia local, entre outros desalinhos. Um coro orquestrado por forças poderosa s e interesses muito
maiores que o imperativo categórico da infraestrutura logística que fazem a ZFM navegar à deriva. Razões e práticas inconfessas, semelhantes às que fizeram a opinião pública colocar recentemente a Suprema Corte sob suspeita, a congregar parlamentares, ministros, magistrados, intelectuais meia-boca, acadêmicos de meia tigela e burocratas mal intencionados, a serviço da obscura (des) ordem financeira. Em abril de 2011, uma comitiva do Amazonas, capitaneada pelo Governo do Estado - e formada por representantes da sociedade, incluindo Assembleia Legislativa, Câmara Municipal de Manaus, Superintendência da Zona Franca de Manaus - Suframa, Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Amazonas, da Federação e Centro das Indústrias do Estado do Amazonas e de São Paulo, Confederação Nacional da Indústria, além de membros da Universidade do Amazonas e da Academia Amazonense de Letras, jornalistas e empresários foi debater com as autoridades responsáveis pelo tombamento do Encontro das Águas, a ministra da Cultura e representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A conversa era simples, objetiva e pública: esclarecer as implicações econômicas e sociais da área pré-determinada pelo IPHAN para tombamento. O objetivo era propor a alteração da poligonal original por um novo perímetro, ligeiramente menor, menos de 2%, para permitir a estrutura e o funcionamento das operações comerciais, industriais, que dão suporte da economia local. Entre esses empreendimentos, está o Terminal Portuário das Lajes, que simboliza
a modernização portuária, coerente com os esforços de Dona Dilma a favor da competitividade na política industrial do país. Quer saber o resultado disso? O Tombamento, sob aplausos dos ambientalistas de ocasião, se deu à revelia do debate, ou seja, do interesse do Amazonas, de sua gente, cuja cesta básica, o arroz com feijão, é uma das mais caras do país por conta dos custos portuários da ZFM. Foi dada importância nenhuma ao fato da poligonal definida inviabilizar a área onde se localiza o Polo Industrial de Manaus, que responde por mais 90% da economia local. Vão demonizar, portanto, e também, o Porto da Siderama como demonizaram o Terminal Portuário das Lajes, um projeto gerado no âmbito da Suframa, para atender a demanda das mais de 400 em presas instaladas no Polo Industrial de Manaus, com peculiaridades arrojadas do ponto de vista da sustentabilidade, modernização e cumprimento de todos os itens da legislação em vigor. O empreendimento é referencial para atuais e futuros projetos na orla de Manaus. E vai reduzir o tráfego de grandes carretas pelas vias urbanas da cidade e das grandes embarcações do epicentro de contemplação do Encontro das Águas, onde navios de grande calado, alguns com cargas perigosas, como os da Refinaria, estão ancorando há muitas décadas sem qualquer indício da destruição inventada. Quem sabe agora, em vez de reivindicar a prorrogação dos incentivos, seria o caso de denunciar à Dona Dilma os autores das estratégias de boicote e protelação da modernização portuária local, cerne de suas corajosas concessões, que fazem parte do entourage oficial?
Alfredo MR Lopes Filósofo e consultor ambiental
Perdemos o trem da história porque descuidamos de construir locomotivas. Somos o maior produtor mundial de comodities, em descompasso com uma logística precária”
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Economia
A piscicultura
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Uma das espécies de peixe mais nobres consumidas pelo amazonense, o tambaqui virou fonte renda para uma comunidade na Zona Rural do município de Manacapuru
Com a produção de tambaqui estabelecida, foco agora é atuar na criação da espécie matrinxã ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
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atividade da piscicultura foi implantada na comunidade Sagrado Coração de Jesus, na Zona Rural de Manacapuru (a 79 quilômetros de Manaus) como uma alternativa de complementar as atividades de subsistência da população local. Com o crescimento do projeto e a elevação da produtividade, auxiliados pela introdução de novos sistemas e a potencialidades da região, o local ganhou o título de “comunidade do tambaqui curumim”. Segundo um dos diretores da associação dos moradores do Lago do Santana, Carlos Alberto de Souza Martins, o “Cardoso”, esse projeto da piscicultura foi apresentado à comunidade em 2006, por meio de uma moradora da região como opção de alternativa para as famílias. Após realizar um estudo na área, seis famílias decidiram tomar a iniciativa. “No início fomos desacreditados pela
comunidade, diziam que nossa ideia não iria trazer retorno financeiro e ainda iria acabar com os peixes do lago. Porém, decidimos seguir em frente e começamos com um pequeno tanque-rede e poucos peixes. O tempo de reprodução não
Começamos com um pequeno tanque, rede e poucos peixes. O tempo de reprodução não foi como esperávamos, mas não desistimos Carlos Martins, diretor da associação
foi conforme esperávamos, mas nem assim desistimos do projeto”, lembra. Dois anos depois a associação decidiu investir em tanques berçários, onde puderam duplicar a produção e dar mais agilidade ao processo. Atualmente a comunidade
dispõe de quatro desses tanques, onde reproduzem mais de dois mil alevinos, além de dez maiores, onde estão mais de 7 mil peixes da espécie do tambaqui curumim. Para cuidar de toda essa produção, os associados se revezam nas tarefas semanais e também na organização da carta de clientes, adquirida pela comunidade. “Realizamos um sistema de rodízio onde cada dia um membro da associação fica responsável pela organização do local, alimentação dos peixes e observação dos alevinos”, explica Dorotília de Oliveira, uma das fundadoras do programa. Os primeiros alevinos chegaram à comunidade com ajuda da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) medindo entre 5 e 10 centímetros. Ao tomar maior proporção eles foram transferidos para tanques-rede e em seguidas revendidos para feiras da capital e também de Manacapuru. Atualmente, a oferta de três tambaquis curumins, já tratados, sai em torno de R$ 10.
Comunidade Sagrado Coração de Jesus produz 1 tonelada de tambaqui a cada dois meses
Mais de 50% da produção de peixes na comunidade é realizada por empreendimentos familiares
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forma sustentável
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FOTOS: IONE MORENO
As mulheres da comunidade também reforçam o processo de produção do tambaqui curumim
Etapas de beneficiamento rigorosas Até o pescado produzido na comunidade chegar à mesa do consumidor passa por um longo processo. Quando estão do tamanho ideal os peixes são retirados dos tanques-rede com auxílio de uma rede. Depois, são levados para um flutuante de tratamento. Em seguida, passam por um processo de lavagem e tratamento, para serem ensacados e congelados até chegar à mesa do amazonsense. “Para fazer o transporte até o comprador, usamos caixas de isopor, Tudo de forma higiênica e com agilidade”, destaca Leandro Silva Souza, um dos fundadores do projeto. Uma das características marcantes da piscicultura na comunidade do Sagrado Coração de Jesus é a estruturação em pequenas
PROCESSO
Mais de 50% da produção de pescado na comunidade Sagrado Coração de Jesus ocorre em pequenos empreedimentos familiares. No local, mulheres também desenvolvem a atividade propriedades. Mais de 50% da produção vêm de empreendimentos familiares, com o predomínio da produção em regimes pequenos. Rosali Melo está casada há nove anos com Alberto de Souza e entrou para a associação por meio do incentivo do marido. “Ele ia para o trabalho e eu ficava em casa sem fazer nada. Até que
um dia ele ficou doente e eu fui substituí-lo. Desde então aprendi o serviço e entrei para o projeto. Hoje, eu tenho a minha renda e ele a dele. Um dinheiro extra que entra para nossa casa e nossa família”, ressalta. O trabalho também é desenvolvido pelas mulheres da comunidade. Segundo a moradora Dorotília de Oliveira, apesar do trabalho árduo e cansativo, elas participam de todo o processo de desenvolvimento dos peixes. “Não temos regalias. Vamos para dentro dos tanques e também jogamos as redes. É um trabalho cansativo devido à força que precisamos fazer e também à exposição ao sol, mas trabalhamos para nós mesmo e para o desenvolvimento de nossa comunidade”, destaca.
Planos de expandir produção O objetivo da comunidade agora é investir na produção do matrinxã. Para isso, os fundadores fazem investimentos estruturais para instalar mais um tanque-rede. “Queremos expandir a produção e também entrar em outro segmento que é bem consumido aqui na região, como a espécie do matrinxã”, explica Leandro Souza.
Segundo ele, na comunidade o trabalho na piscicultura garante uma renda fixa de até R$ 800 para cada família. Atualmente o projeto tem o reforço de 10 famílias. Para associação, o negócio é um sucesso, visto que o quilo do peixe está mais em conta do que carne bovina de segunda. “É um negócio bom, que vem funcionando.
Comecei por esporte. Hoje, meu ganha pão é esse”, diz Leandro. A cada dois meses, a produção de tambaqui curumim é de aproximadamente 1 tonelada, a qual é destinada ao comércio local. Do total, aproximadamente 70% é lucro, garantia de que, para os comunitários, a piscicultura é um negócio rentável. Após atingir tamanho ideal, peixes são retirados com auxílio de rede e tratados em um flutuante
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País
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Uso de amianto em escala industrial divide opiniões OMS atribui um terço dos cânceres ocupacionais à inalação da fibra usada na construção civil
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divergência de opiniões sobre o uso de amianto em escala industrial foi reproduzida sexta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência pública convocada pelo ministro Marco Aurélio Mello. Ele é relator de uma ação sobre o tema, que tramita na Corte desde 2007, e busca mais elementos científicos antes de preparar voto sobre o uso da substância no país. O amianto é uma fibra mineral natural, mais fina que um fio de cabelo, usada na construção civil. Geralmente é associada ao cimento e aplicada como revestimento e isolante em coberturas, telhados e galpões. Cerca de 2 milhões de toneladas de amianto do tipo crisotila são consumidas no mundo anualmente. No Brasil, a legislação permite o uso controlado apenas desse tipo de amianto, proibindo os demais. Apesar dos efeitos positivos do amianto para a economia nacional – o Brasil é o terceiro maior exportador mundial do tipo crisotila -, os efeitos da exposição ao material são contestados por órgãos de saúde e por entidades ambientais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço dos cânceres ocupacio-
ARQUIVO ABR
nais é causado pela inalação de fibras de amianto. No STF, nem mesmo o Executivo marcou posição unânime sobre o assunto. Os representantes dos ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Previdência Social defenderam o banimento do uso do mineral, enquanto as pastas do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e a de Minas e Energia, argumentaram que é possível negociar o seu controle. “Está provado cientificamente que o produto é cancerígeno e que o Brasil tem tecnologia e matérias-primas para substituí-lo totalmente em seu território”, disse Guilherme Franco Netto, do Ministério da Saúde. Para o representante do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, estudos sérios sobre o impacto do amianto no corpo humano provam que o “uso controlado do amianto do tipo crisotila é viável”. As divergências se repetiram entre os outros 12 expositores do dia, divididos entre representantes da indústria, do Estado e de entidades ligadas aos trabalhadores expostos ao amianto. A segunda parte da audiência continua na próxima sexta-feira (31), com a apresentação de mais 18 expositores.
Está provado cientificamente que a fibra utilizada na Construção Civil é cancerígena
ENTIDADES
Cientistas da física entre os melhores Os cientistas brasileiros Marcelo Gleiser e Márcia Barbosa foram eleitos para o Conselho do American Physical Society, uma das principais entidades de estudo de física do mundo. Fundada em 1899, reúne mais de 46 mil associados, publica 12 revistas e organiza encontros científicos. O professor da universidade americana Dartmouth College, Marcelo Gleiser, ocupará o cargo de conselheirogeral e Márcia Barbosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o de conselheira internacional. Ele trabalha com estudos sobre os cruzamentos da teoria de campo da relatividade e cosmologia. É cientista premiado e participou de painéis organizados pela agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa. Escreveu três livros, nos quais tenta popularizar o estudo da física. Márcia Barbosa estuda o comportamento termodinâmico de fluídos complexos. É diretora do Instituto de Física da universidade gaúcha. Faz parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do Brasil.“A comunidade (científica) tem de estar preparada para mostrar à sociedade que a física é muito importante, para a economia e modo de vida sustentável”, disse.
Mundo
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MERCADO
Confiança em tempos de crise O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) do Bradesco, Octávio de Barros, afirmou que o mercado internacional está indicando “um pouco mais de confiança” em relação à crise que afeta a economia global, e em especial a zona do euro. Segundo ele, a desaceleração do nível de atividade na Alemanha está levando o governo da chanceler Angela Merkel a”flexibilizar” suas posições políticas em relação a programas extraordinários de apoio financeiro para países da região. Apesar da oposição do Bundesbank à compra de títulos soberanos pelo Banco Central Europeu (BCE), como foi manifestado há algumas semanas pelo presidente da autoridade monetária, Mário Draghi, há sinais de que assessores de Merkel não vão se opor de forma frontal a este resgate. O mercado se movimentou neste fim de semana, com rumores segundo os quais o BCE iria colocar limites ao patamar de juros dos papéis dos governos que vão precisar de auxílio no curto prazo, sobretudo os relativos à Espanha. Octávio de Barros fez os comentários durante apresentação no Encontro Bradesco Apimec 2012, no Rio de Janeiro.
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No Congo, 48 mulheres são estupradas por hora No total, 22% dos homens e 30% das mulheres já foram vítimas de violência sexual em ataques
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m estudo científico, publicado no “American Journal of Public Health”, diz que 48 mulheres são violentadas a cada hora no Congo (África). Organizações não governamentais (ONGs) de proteção aos direitos humanos também registram um número elevado de vítimas masculinas. As Nações Unidas definiram o país como uma referência mundial de estupro. No total, 22% dos homens e 30% das mulheres do Congo já foram vítimas de violência sexual em ataques relacionados ao conflito, segundo números de 2010. Desde os anos 1990, o Congo sofre com a guerrilha urbana. Grupos de milicianos enfrentam as forças do governo. As estatísticas levaram a enviada da Organização das Nações Unidas (ONU) ao país, Margot Wallström, a classificar Kin Shasa como a “capital mundial do estupro”. Seis milhões de pessoas já foram mortas no conflito na República Democrática do Congo desde 1996. Hoje, a média de mortos é 54 mil por mês. De acordo com investigações internacionais, os estupros são cometidos tanto por milícias quanto pelas forças oficiais.
JEROME DELAY/AP
Em documentário de uma emissora de rádio - An Unspeakable Act (na tradução livre, algo como Um Ato sobre o Qual Não Se Pode Falar) - foi ao ar uma série de depoimentos. Uma das vítimas conta que foi estuprada por quatro homens que mataram seu marido e seus seis filhos enquanto riam e pareciam se divertir.
ABUSOS
Para Chris Dolan, diretor de um projeto que dá assistência a refugiados congoleses em Uganda, os abusos sexuais rompem a harmonia e o tecido social de uma comunidade Uma mulher relata ainda que os estupradores a mutilaram, o que, segundo as investigações, costuma ser frequente nos ataques com violência sexual. Um homem disse ter sido vítima de abusos sexuais cometidos por integrantes do Exército, informando também que teve a família assassinada por seus agressores.
Violência sexual no Congo faz parte dos ataques. País é definido como referência mundial de estupro
Campanha de conscientização Desde 2009, Dolan dirige campanha para ampliar a conscientização sobre o fato de que vítimas de violência sexual podem ser homens, além de mulheres. Sua organização também oferece ajuda às vítimas masculinas, que sofrem com graves sequelas físicas, além de serem estig-
matizadas na comunidade. “As sequelas psicológicas de um abuso desses também são terríveis. As pessoas descrevem essa situação como uma tortura interna”, diz William Hopkins, psiquiatra da organização Freedom from Torture, explicando que a vítima passa
a “odiar a si mesma.” Muitos dos estupradores não demonstram desconforto em descrever os ataques. Um dos milicianos entrevistados no documentário da emissora de rádio disse ter ficado feliz depois dos estupros e comentou que fica mais violento quando as vítimas reclamam.
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Mundo
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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
diadia@emtempo.com.br
ARQUIVO EM TEMPO/AMAZONAS EM TEMPO
Amazonense, o baixinho do país
(92) 3090-1041
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Ida de crianças sozinhas à escola pode custar guarda Pais que tiverem os filhos flagrados indo sozinhos às aulas podem responder por abandono de incapaz e ficar sem a criança FOTOS: IONE MORENO
Sob a supervisão dos irmãos mais velhos - que também são crianças -, pequenos se aventuram pelas ruas de Manasu até a escola LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO
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possível ver, diariamente, crianças desacompanhadas dos pais ou de responsáveis circulando pelas ruas de Manaus, a caminho da escola. Algumas delas, na maioria dos casos com idade inferior a 10 anos, saem de bairros de zonas opostas para estudar em escolas localizadas no Centro. O gesto, que virou rotina, no entanto, pode resultar em punição aos pais e responsáveis, que podem chegar a perder a guarda da criança sob a acusação de abandono de incapaz. Guilherme Silva de Andrade*, de apenas 10 anos, mora no bairro da Paz, Zona Oeste, e cursa o 5º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Princesa Izabel, Centro. Segundo o menino, todos os dias ela vai para a escola na companhia do irmão de 13 anos e volta sozinho. Mesmo diante da exposição diária, Guilherme alega coragem e garante nunca ter sofrido algum tipo de violência. “Meu irmão estuda em tem-
po integral em uma escola aqui no Centro também. De manhã, eu venho com ele. Só que ele não pode me levar para casa porque sai muito tarde. Eu volto sozinho, então. Ainda bem que nunca fui roubado. Minha mãe pede sempre para eu ter cuidado, principalmente quando for atravessar a rua”, relata. A autônoma Lourdes Silva, 37, mãe de Guilherme, diz permitir que o filho volte sozinho da escola para que ele aprenda a andar pela cidade e crie responsabilidades. Segundo ela, a criança nunca se perdeu no caminho de volta para casa. “Eu ensino tudo o que ele (filho) tem de fazer quando for voltar para casa: não aceitar nada de gente estranha, principalmente carona, e sempre atravessar na faixa de pedestres. Faço isso para que ele possa criar responsabilidade, pois conheço pessoas que são mais velhas do que ele e não sabem pegar um ônibus. Nesse tempo todo que ele vem sozinho para casa, nunca aconteceu nada. Graças a Deus”, relata. Outra que vai à escola so-
zinha é a estudante Beatriz Gonzaga*, 10. Ela mora no bairro Armando Mendes, Zona Leste, e cursa o 5º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Princesa Izabel, Centro. Beatriz revela que vai e volta sozinha todos os dias da escola. Em uma dessas
ALEGAÇÃO
A maioria das mães que permitem que os filhos pequenos andem sozinhos para as escolas alegam não ter outra opção. Elas dizem fazer por necessidade, mesmo que reconheçam o perigo ocasiões, ela teve a bolsa roubada por um homem quando saía da escola. “Uma vez, quando saía da escola, a caminho do ponto de ônibus, um homem me roubou. Ainda bem que a minha carteirinha não estava na bolsa. Como a minha mãe teve um filho há poucos meses e não tem como ela vir me deixar e
me buscar na escola, eu sei voltar. Já estou até acostumada”, afirma. Segundo a industriária Fernanda Gonzaga, 32, mãe de Taciana, a filha tem ido sozinha ultimamente para a escola porque ela está de resguardo e não tem com quem deixar o bebê. Perto do dia do nascimento da criança, a mãe alega ter tentado uma vaga em uma escola do bairro, mas não conseguiu. “Como não posso deixar e buscar a Beatriz na escola, todos os dias eu a deixo na parada de ônibus. Quando a roubaram, eu fiquei com medo que ela fosse sozinha, mas não tinha outra opção.Já sei a hora que ela tem de chegar em casa. Se ela passar da hora, eu vou atrás”, ressalta. Liberados com os pais Segundo a diretora da Escola Estadual Princesa Izabel, Centro, que leciona para crianças entre o 1º e o 5º ano do ensino fundamental, ainda no início de todos os anos são feitas reuniões com os pais, que são orientados a deixar e a buscar seus filhos na escola.
Família é notificada pelo conselho tutelar De acordo com o conselheiro tutelar da Zona Leste, Jhonny Menezes, se alguma criança for flagrada sozinha a caminho da escola, a família é primeiramente notificada. Caso não obedeça a notificação, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) é acionado e a família pode até mesmo perder a guarda da criança.
“Se constatarmos ou for denunciado que alguma criança está indo sozinha para a escola, a família recebe um documento comunicando a situação. Porque nesse trajeto para a escola, a criança passa por diversas pessoas, principalmente pedófilos, e de repente podem ser aliciadas”, comenta. Ainda segundo o conselheiro, se acontecer algum
crime, ou algo parecido com a criança, a família também é responsabilizada e pode ser indiciada por abandono de incapaz. A orientação é que os pais sempre acompanhem as crianças a fim de que não tenham problemas. “Já aconteceu em Manaus o caso de uma menina, de 8 anos, que morava no Jorge Teixeira, e estudava no São
José. A mãe só deixava a criança no ônibus e a menina ia para a escola sozinha. Em uma das vezes, a pequena se perdeu e nós a acolhemos no abrigo. Notificamos a mãe, que alegou que não tinha conseguido vaga na escola próximo à casa deles e por isso deixava a menina ir dozinha à escola. Eu fui até a escola perto da casa deles e consegui uma vaga”.
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Eles reservam tempo da rotina para fazer caridade Pessoas que doam parte do seu tempo para ajudar necessitados na capital amazonense dizem fazer isso por amor
DIEGO CAJÁ/FREELANCER
ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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caridade é incentivada por religiosos, mas só quem a pratica conhece verdadeiramente a sensação de ajudar o próximo sem receber nada em troca ou chamar atenção para que todos saibam. Em Manaus, é possível encontrar pessoas capazes de pararem a rotina louca para estender a mão a alguém necessitado. Um desses exemplos está no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), na avenida Apurinã, no Centro. O autônomo Raimundo Jorge Silva de Oliveira, 58, há 18 anos realiza, diariamente, trabalho social voltado aos pacientes internados no local. Jorge acompanha cada paciente, visita, checa os exames, consultas, remédios e, quando necessário, busca doações de cadeiras de rodas, muletas e materiais. Tudo de graça e com dedicação. Ele começou a atuar voluntariamente no hospital, em 1994. Na ocasião, ele tinha ido ao local para levar uma criança conhecida de sua família, que tinha fraturado um dos braços. No momento que aguardava a liberação dela, participou de
uma oração que era realizada dentro do hospital. O ato isolado chamou a atenção dele para a viabilidade de ajudar os pacientes internados. “Aquele serviço me comoveu. A partir desse dia, comecei a participar, todos os domingos, daquele momento. Sinto-me bem ao fazer um ato de caridade”, diz Jorge.
GESTOS
Seja por meio de um abraço, de uma palavra amiga, de um auxílio na hora de tomar um remédio, ou na distribuição de sopa, voluntários demonstram amor ao próximo de diversas formas na capital Oliveira revela, ainda, que enfrentou momentos difíceis durante a prestação de serviços. “Dois anos após chegar ao hospital, tive uma notícia trágica. A criança que me levou ao hospital naquele dia, com o braço fraturado, e me fez aderir a caridade, foi brutalmente assassinada. Isso abalou meu emocional. Fiquei sem chão, não sabia o que
fazer”, lembra. Segundo o autônomo, o pai da criança tinha envolvimento com tráfico de drogas e os homens que atiraram na pequena queriam, na realidade, matar o pai dela. “Fiquei por um momento afastado de todos os serviços, mas após a implantação da equipe das missões da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, Centro, decidi retornar ao hospital”, relembra. Hoje, ele aumenta, a cada dia, o seu trabalho voluntário no HUGV. “Sei a história de cada paciente do hospital Getúlio Vargas. Quando ficam internados sem a presença do acompanhante, me esforço para ajudar. Uma palavra ou um gesto amigo pode colaborar na melhoria daquela pessoa”, diz Jorge. Cruzada distribui sopa O militar Adriano de Lira Almeida, 25, participa da “Cruzada dos Militares Espíritas”. Ele realiza às quintas-feiras trabalho de doação de sopa em frente ao Corpo de Bombeiros, na avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste. “Ajudar ao próximo não tem preço, pois aprendemos a dar valor à vida”.
Raimundo Jorge (à direita) é voluntário desde 1994 no Hospital Universitário Getúlio Vargas
Igreja elogia os atos de amor O arcebispo da Arquidiocese de Manaus, Luiz Soares Vieira, explica ter se impressionado ao saber de gestos de caridade na capital amazonense. “Alguns chegam a extremos inacreditáveis. Há anos, aqui em Manaus, uma senhora se jogou na frente de um ônibus, na avenida
Floriano Peixoto, para salvar uma criança que ia ser atropelada. Foi o instinto maternal existente em cada mulher”, explica. O arcebispo explica, ainda, que força leva as pessoas a tomarem esse tipo de postura. “Qual a força que leva essas e tantas outras pessoas a darem a vida pelos
outros? A resposta é simples: o amor ao próximo no cotidiano”, informa. Segundo dom Luiz, a sociedade humana seria melhor se fosse baseada no amor de Deus por nós. “Um amor sem limites e gratuito. Infelizmente o interesse torna o próximo um mero objeto”, conlclui.
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Quebra-molas, problema para uns, saída para outros Excesso, dimensão exagerada e localização de lombadas em Manaus irritam motoristas, mas são aliados de moradores IONE MORENO
WILLIAM GASPAR= Especial EM TEMPO
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resença comum nas ruas de Manaus, a maioria dos qubramolas de Manaus, popularmente chamados de “lombadas”, é irregular. Isso porque, sem critérios de tamanho ou dimensão, eles foram instalados pela própria população e não possuem sinalização. A existência desses quebra-molas divide a opinião de motoristas, que reclamam do número exagerado deles nas ruas; e de moradores, que se defendem ao alegar excesso de velocidade nas ruas. Segundo a aposentada Leidimar Souza, que instalou por conta própria um quebra-molas na frente de sua casa, na rua Jardim Botânico, no bairro São Jorge, Zona Oeste, os constantes acidentes no local levaram-na a instalar a “lombada”. “Os carros passam aqui como loucos. Várias crianças já foram atropeladas”, diz. Uma vizinha de Leidimar, que não quis se identificar, apoia a medida da aposentada, mas também concorda que a quantidade de lombadas na cidade é excessiva. “Eu sou a favor dos quebra-molas, pois é por conta deles que as pessoas respeitam e passam devagar pelas ruas. No entanto, é necessário que existam em quantidade moderada”. Na rua onde moram Leidimar e a vizinha, existem pelo menos três quebra-molas com distãncia inferior a 100 metros um do outro, o que de acordo com os motoristas que trafegam no local, dificulta o trânsito. “Esses quebra-molas deveriam nos fazer diminuir a velocidade e não nos parar de cinco em cinco segundos”, reclama o taxista Francisco Campos. Ele ressalta, ainda, a péssima sinalização dos quebramolas, que não obedecem padrão de tamanho. “Alguns são tão absurdos que parecem um muro. Muitas vezes, só descobrimos que existem quando já estamos passando por cima, destruindo o carro e colocando vidas em risco”, lamenta. Situação semelhante ocorre na rua Criciúma, no Alvorada 3, Zona Centro-Oeste. Moradores da via decidiram construir uma ondulação, sem sinalização, bem no meio de uma ladeira, sob o mesmo pretexto de falta de segurança devido a velocidade excessiva dos motoristas.
Maioria dos quebra-molas instalados na capital foram construídos pelo próprios moradores. Eles alegam temer acidentes pelo excesso de velocidade de carros JOEL ROSA
Prejuízo para os motoristas Além do perigo e incômodo, os quebra-molas clandestinos também geram prejuízos para os motoristas. De acordo com o mecânico Marcelo Serafim, 50% dos veículos que chegam à sua oficina apresentaram problemas de suspensão causados por solavancos em lombadas. “Quando eles são grandes demais, causam tanto estrago quanto os grandes buracos que existem
por aí. O ideal é passar bem devagar para não haver muito desgaste”, explica o especialista. Segundo ele, os amortecedores são as peças mais danificadas. “Com o constante desgaste, todas as outras peças vão se danificando”, afirma. Marcelo garante que os estragos causados pelo problema podem superar os R$ 3 mil, dependendo do estado do carro.
Contran estabelece critérios A resolução de nº 39 de 1998, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), considera que a implantação das ondulações transversais só deve ocorrer após o estudo de alternativas de engenharia de tráfego. De acordo com o Contran, existem dois tipos de ondulações transversais previstas na legislação de trânsito brasileira. Uma deve ter comprimento de O resultado dos quebra-molas irregulares aparece nos carros de motoristas que passam por eles
1,50 metro e altura de até 8 centímetros, e a outra pode chegar a 3,7 metros de comprimento e 10 centímetros de altura. Os quebra-molas devem estar a 15metros de esquinas ou curvas, e não podem ser implantados em vias utilizadas por ônbus ou onde os limites de velocidade sejam superiores a 20 km/h. A fiscalização da instalação de quebra-molas é do Manaustrans.
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Amazonense, o mais ba De 20 a 24 anos, o homem amazonense é o que apresenta menor altura no Brasil: sete centímetros a menos que o carioca IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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ampinha”, “Toco de amarrar onça” e um festival de “inhos” e “inhas”.
Decerto você já deve ter tido um amigo que, por motivos óbvios, ganhou algum desses apelidos na adolescência. Mas quando você cresceu, “ou não”, percebeu que a baixa estatura não era exclusivi-
dade da “mascote da turma”. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Amazonas ocupa a 27ª posição - o último - no ranking dos jovens com idade
de 20 a 24 anos, com altura média de 1,68 metro. Na mesma lista, o topo é ocupado pelos cariocas com seus 1,75 metro; seguido dos catarinenses com 174,7 centímetros e dos paulistas,
paranaenses e goianos, com 174,5 centímetros.O sexto lugar é dos gaúchos com 174,3 centímetros.Entre os brasileiros que possuem a menor estatura estão os acreanos com 169,4 centímetros, os
LÍDERES
Os cariocas, tanto homens quanto mulheres, aparecem entre os mais altos do país. No ranking feminino, as amazonenses perdem apenas para as paraenses, as mais baixas
RJ
1,75m
BA
1,72m
AM
1,68m
paraenses e piauienses com 168,6 centímetros, e por último os amazonenses com 168,5 centímetros. Entre as mulheres de 20 a 24 anos, a colocação é melhor. Do alto dos seus 158,1 centímetros, as amazonenses ocupam o 21º lugar. O topo fica com as cariocas com 164,1centímetros, seguida das catarinenses com 163,4 centímetros e das capixabas com 162,5 centímetros. Na quarta posição estão as mineiras e as paulistas com 162,3, centímetros seguida das paranaenses com 162,2 centímetros. Na lanterna estão as maranhenses com 157,4 centímetros, as piauienses com 156,7 centí-
metros e as paraenses com 156,2 centímetros. Na pesquisa com homens adultos de 25 a 29 anos, o amazonense conquistou a 22ª posição com 169,6 centímetros. O primeiro lugar foi dividido entre os paulistas e catarinenses com 174,7 centímetros, seguido dos cariocas com 174,5 centímetros e dos gaúchos com 174,3 centímetros. As amazonenses entre 25 e 29 anos conquistaram a 21ª colocação com 157,8 centímetros.O primeiro lugar é das catarinenses com 162,7centímetros, seguido das cariocas com 162,4 centímetros. Com 162,2 centrímetros a terceira posição foi dividida entre as capixabas, as paulistas e as brasilienses. A 25ª posição é das paraenses com 156,8 centímetros, as amapaenses com 156,2 centímetros e as piauienses com 155,4 centímetros. Baixinho por herança Apesar dos 1,62 o industriário Marcos Miller, 35, afirma que a estatura não lhe rendeu apelidos na infância. “Não tive apelido porque eu era o mais bagunceiro da classe”, lembra. Ele herdou a característica dos pais e avós amazonenses, com quase o mesmo tamanho. Para o industriário, o importante é a pessoa perceber as vantagens de ser baixinho.
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aixinho dos brasileiros Consultor é exceção à regra
Fatores além da genética alteram estatura
Do alto dos seus 1,83metros, o consultor de negócios Luciano Vieira, 36, foge à regra. Bisneto de espanhóis e indígenas, neto e filho de amazonenses, ele lembra que começou a “espichar” somente após os 15 anos. “Na infância eu tinha estatura mediana, não era o mais baixo da turma, mas também não era alto. Hoje eu e meu irmão somos os mais altos da família”, afirma. Ele diz acreditar que a altura foi conquistada por conta do estilo de vida e da herança genética. “Sempre gostava de nadar no rio, jogar futebol, correr, ter uma boa alimentação. Não tinha problemas em comer legumes, hortaliças, frutas, como muitas crianças têm. Meu pai é alto”. Mas o crescimento “acima da média” do consultor foi combustível suficiente para impulsionar a criatividade dos colegas. Os apelidos começaram a florescer. ‘Belisca lua’ e ‘Salsicha’ foram apenas alguns de uma incontável lista. “Já me chamaram de ‘mingau
Não são apenas carac- crescimento da população, terísticas genéticas her- doenças nutricionais, hemadadas da etnia indígena tológicas, ortopédicas, enque contribuem para a dócrinas e a qualidade do baixa estatura do povo sono das crianças. amazonense. O ortopedisO ortopedista explica que ta Nilton Orlando explica o boom do crescimento ocorque diversos fatores po- re ainda na adolescência. As dem contribuir para isso, meninas crescem significatiprincipalmente em cida- vamente até 14 anos de idade des que não oferecem uma e os meninos até 16 anos. infraestrutura adequada aos seus moradores. Isso talvez possa explicar o motivo das estaturas mais altas serem encontradas nas cidades mais desenvolvidas. “E bem verdade que o amazonense tem baixa estatura. Fatores diversos influenciam nisso, como parasitoses intestinais por falta de saneamento básico, desnutrição crônica, alimentação pobre em proteínas com ingestão exagerada de amido e carboidratos, além claro, da genética herdada do aspecto indígena”, afirma. Além disso, ele salienta AM que também devem ser considerados como fa- PA tores preponderantes ao
de arraial, que só tem canela’. Os colegas ficavam no pé, mas sempre gostei do meu nome e ignorava os apelidos”, lembra. Para ele, a estatura avantajada pode ser vantajosa em algumas situações. “Ser alto ajuda em muita coisa, principal-
Ainda acho que esses padrões deveriam ser revistos, porque as novas gerações estão vindo com altura significativa Luciano Vieira, consultor de 1,83 m
mente na hora de trocar lâmpada. Mas as vezes atrapalha porque dificulta o acesso em determinados lugares, como aos assentos em ônibus e avião, fica espremido e dói o joelho. Acho que os padrões deveriam ser revistos, porque as gerações estão com altura acima do padrão”.
1,56m
“Após essa idade o crescimento continua, porém em menor velocidade e quantidade”, aponta. Para ele, adotar práticas saudáveis com mudanças na alimentação e uma melhor qualidade de vida, podem fazer a diferença para quem deseja conquistar
1,58m
os sonhados centímetros a mais. “A miscigenação com povos mais altos tornam novas gerações mais altas, juntamente com a mudança dos fatores citados anteriormente”, afirmou.
RJ RO
1,60m
1,64m
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Disque-denúncia resultou em 450 prisões neste ano Colaboração anônima da população do Amazonas tem contribuído para a resolução de casos e prisão de marginais DIVULGAÇÃO
WILLIAM PEREIRA Equipe EM TEMPO
A
s denúncias feitas pela população do Amazonas por meio do Disque-Denúncia 181, no período de janeiro a julho deste ano, levaram à prisão e apreensão de 450 pessoas. No total, foram feitas 3,5 mil ligações para a Policia Militar (PM) somente neste ano. As denúncias contribuem nas ações realizadas pela Força-Tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP), composta de policiais militares e civis. De acordo com a SSP-AM, do total das denúncias, cerca de 80% foram relacionadas ao tráfico de drogas, seguidas por casos de violência doméstica, roubos e furtos. O mês de julho foi o que registrou o maior número de denúncias quando considerados os primeiros sete meses de 2012. O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Paulo Roberto Vital, disse que a contribuição do cidadão tem sido importante na apuração de casos de corrupção de menores de idade, foragidos da Justiça, maus-tratos e tráfico
de drogas. Ele ressalta que qualquer pessoa pode efetuar denúncia sem se identificar, tendo a garantia do sigilo. Segundo a SSP-AM, atualmente, o atendimento do Disque-Denúncia é realizado por oito operadores de telemarketing, devidamente treinados e capacitados para atender aos denunciantes que
O REGISTRO
Qualquer pessoa pode registrar denúncia pelo número 181. Sem necessidade de se identificar, o denunciante terá direito a total sigilo. Ideia da SSP-AM é disponibilizar esse número por 24 horas utilizam o serviço. “As denúncias recebidas via 181, são entregues a agentes das polícias Civil e Militar e ao Corpo de Bombeiros, que avaliam as informações recebidas e as enviam aos órgãos competentes”, ressalta. O secretário destaca a importância do canal com a população e garantiu que o
serviço será expandido devido a grande demanda. “Vamos melhorar a infraestrutura do atendimento, que hoje é restrito. Também pretendemos manter a linha funcionando 24 horas”, diz. Esperança de melhoria Morador da rua 14, no Alvorada, o industriário Carlos Mendes* é usuário frequente do Disque-Denúncia, que ele diz ser muito útil. “Essa é uma área vermelha e como eu moro aqui com minha família, é preciso que tenha um policiamento frequente. Sempre que eu ligo aparece uma viatura”, diz. Apesar de avaliar bem o serviço, Carlos reclama de ter de ligar smpre. “O ideal seria que sempre tivesse uma patrulha ou pelo menos dois guardas rondando por aqui. Isso ia impedir muito o tráfico de drogas nessa área”, opina. O pai diz acreditar que, com a chegada do programa “Ronda no Bairro”, a criminalidade acabe na área. “Isso aqui costumava ser tranquilo. Espero que com o projeto novo de segurança, mais de 50% dos bandidos sejam presos”.
Ligações anônimas colaboraram para a resolução de inúmeros crimes somente neste ano
Casos solucionados pelo 181 De acordo com Paulo Roberto Vital, a Força-Tarefa da SSP-AM, formada por policiais civis e militares, tem dado prioridade aos casos de denúncias recebidas pelo 181. A atenção extra tem colaborado para a apreensão de drogas e prisão de criminosos. “Um bom exemplo foi a
prisão da quadrilha que atirou no tenente-coronel Luiz Gonzaga. Prendemos todos em menos de uma semana, sem disparar um tiro, graças às boas informações do cidadão pelo 181”, afirma. No início deste mês, a PM apreendeu 50 quilos de droga no porto da feira da Panair, Educandos, Zona
Sul. A investigação começou com uma ligação para o Disque-Denúncia. O titular da SSP-AM disse, ainda, que praticamente todos os dias são feitas prisões por meio de informações repassadas pelo 181. *nome fictício para resguardar o personagem
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Aliciamento nas escolas Adolescentes têm sido abordados por desconhecidos que, pessoalmente ou por meio de redes sociais, têm seduzido e levado muitas delas a marcar encontro. Recentemente, mãe de aluno de escola estadual descobriu caso e denunciou ao conselho DIEGO JANATÃ
NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO
U
ma parceria entre a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) pretende combater o aliciamento de estudantes praticados por adultos nas escolas públicas da capital amazonense. Os aliciamentos, segundo o conselho tutelar e a PM, têm sido feitos pessoalmente, com o aliciador próximo à escola ou, muitas vezes, por redes sociais. Muitos deles culminaram em estupros, raptos, cárcere e até em um assassinato no ano passado. O caso mais recente é denunciado pela mãe de uma estudante de 15 anos da Escola Estadual Professora Fueth Paula Mourão, localizada na rua Dalmir Câmara, no São Jorge, Zona Oeste. De acordo com a direção da escola, a mãe da aluna decidiu por conta própria investigar o aliciamento da filha, praticado por um homem identificado como “Chocolate”. A mãe descobriu o caso ao ver o que a filha fazia diariamente na internet. Na busca, ela descobriu que o homem trocava mensagens pelo Facebook com a menor de idade e, ainda, mensagens obscenas pelo celular da menina. Ao fim
das investigações, a mãe ainda constatou que a filha tinha chegado a marcar encontros com o aliciador na entrada ou na saída da escola. Ela decidiu então, monitorar
DENÚNCIA
Escola estadual era, segundo denúncia da mãe de uma aluna, alvo de aliciadores. Ela disse que descobriu conversas via Facebook e até mensagens obscenas no celular da adolescente Seja na saída ou entrada da escola, adolescentes têm sido submetidos a ação de aliciadores que atuam nas redondezas
os passos da filha, na ida e volta da escola. Com apoio dos policiais da 21ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), ela tem tentado identificar o aliciador da filha. A descoberta do aliciamento envolvendo a aluna serviu para que a diretora da escola, que pediu para não ter seu nome divulgado, recorresse à parceria com a PM, que tem feito ronda nas escolas públicas. O comandante da 21ª Cicom, major Saunier, disse que uma das medidas foi reforçar o policiamento nas proximidades da escola. Uma guarnição de cinco policiais, em uma viatura, se reveza em frente à escola para evitar outros casos.
Pais são encaminhados para a delegacia A conselheira tutelar da Zona Oeste, Kátia Maria Vasconcelos Silva, disse ter atendido, na sede do conselho localizado no bairro São Jorge, denúncias de pais quanto a possíveis aliciamentos dos filhos por meio de redes sociais. Kátia Maria revela que os pais imprimiram e até enviaram para ela cópias de fotos, de e-mails e mensagens comprometedoras. Após ouvir os responsá-
veis, ela sempre os encaminha, juntamente como material coletado, para a Delegacia Especialidade em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a fim de que sejam tomadas providências. “A internet, todo mundo sabe, que tem seu lado positivo, mas quando é usado como ferramenta para aliciar estudantes e crianças, como tem ocorrido, se torna algo nocivo”, afirma. “Os pais devem ficar aten-
tos e ter cuidados básicos como, por exemplo, controlar o acesso ao computador e as redes sociais. Não custa nada ver regularmente o que o filho tem acessado e fazer com que ele use o computador em um espaço que possa ser visto”, alerta. Vivo On: exposição Em edição no mês passado, o EM TEMPO denunciou a criação de uma página no Facebook denominada “Vivo
On 69”. Nela, cerca de 95% dos participantes tinham idade entre 14 a 16 anos. Na página foram postadas fotos de adolescentes seminuas, mensagens obscenas e o número de celulares para contato. A delegada de Apoio e Proteção à Criança e ao Adolescente, Linda Gláucia, reconheceu que a página era um apelo à prostituição e ao aliciamento de menores. O caso é investigado pela Depca e conselhos tutelares.
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Plateia MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
plateia@emtempo.com.br
(92) 3090-1042
DIEGO JANATÃ
Festival de Flauta encerra hoje Plateia D3
ARTE
FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA
para todas as idades Pais e avôs dividem com os filhos e netos o desafio de aprender um instrumento na Associação Batukada PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
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ompanhia e aprendizagem cultural. É o que crianças, adolescentes e adultos, até mesmo os aposentados, encontram durante as aulas de instrumentos musicais transmitidas diariamente pelos instrutores da Associação Batukada. A instituição, sem fins lucrativos, é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), localizada na Praça 14 de Janeiro. Ao contrário de escolas convencionais, onde pais e responsáveis deixam
DESTAQUE
A Associação Batukada oferece, gratuitamente, cursos de violão, cavaquinho, flauta doce, percussão, teclado, sanfona, discotecagem, trompete e trombone para crianças a partir dos 5 anos e adultos o pequeno e depois voltam para buscá-los, os adultos são convidados a estudar artes também. A aposentada Maria Luzinete Oliveira, 65, é moradora da comunidade. Ela afirma que ao trazer os três netos viu que não poderia perder a oportunidade de aprender a manusear um instrumento musical, daí quis ingressar, primeiramente, em uma turma de sanfona, que funciona pela manhã. E ela gostou tanto que há duas semanas decidiu voltar no horário da tarde, agor, para aprender a tocar violão. “Estou na turma de sanfona há três meses e ter contato com a área musical está sendo uma experiência muito boa. Trago meus netos e também aprendo junto com eles”, afirmou. Da mesma forma, a dona de casa Marisa de Oliveira,
31, também acompanha Maíra Guimarães, 9, ao curso de teclado. Na primeira aula, a mãe relata que aproveitou o embalo e incentivo da filha e explica que por morar distante, no bairro Compensa 1, resolveu participar das aulas. “ Na primeira aula já deu para saber que é muito legal e que ainda existe muita coisa para aprendermos, independentemente da idade”, afirma. Para a pequena Maíra a mãe virou uma companheira musical. “Agora vou poder ter acesso aos ensinos junto à minha mãe e isso também é legal porque em casa vamos poder estudar juntas”, comemora. O estudante Ruan Braga, 15, faz parte da turma de percussão, há dois meses. Ele considera o projeto bom e afirma que ao invés de estar na rua pode ter acesso a bons ensinamentos. “Aqui aprendemos a ser pessoas honestas e boas. Sei que na rua só se aprende coisas ruins”, afirmou.
Associação valoriza o artístico e o social Fundada em 2006, a Associação Batukada deu início aos trabalhos com uma turma de percussão na comunidade Japiinlândia, logo após mudou-se para os bairros Cachoeirinha e Crespo, até chegar à instalação atual ,do bairro Praça 14. Sob a condução do percussionista Ewerton Almeida, a instituição carrega o lema “Cultura, cidadania e ação social” e trabalha com o intuito de oferecer entretenimento
e educação cultural de forma a minimizar o risco ao contato com a criminalidade. Atualmente, a associação atende ao público a partir dos 5 anos de idade, que ocupam os lugares distribuídos em 12 salas de aula. Cada turma é composta por no máximo dez alunos, que aprendem, gratuitamente, técnicas direcionadas aos instrumentos violão, cavaquinho, flauta doce, percussão, teclado, sanfona, discotecagem, trompete e trombone. Além disso, há o projeto “Telecentro”, que é desenvolvido em parceria
com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e disponibiliza aulas de informática básica por meio do programa de inclusão digital. “Como músico tive a ideia de criar um projeto que atendesse ao público com ensinamentos musicais. Começamos com um instrumento e não demorou para perceber que havia a demanda da inclusão de outros instrumentos”, disse Almeida, ao frisar que, hoje, a Batukada atua nos três horários, manhã, tarde e noite. Além do Cetam, o projeto funciona em parceria com a Petrobras, Banco da
Amazônia, Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Novas vagas Quem quiser ingressar nas turmas da Batukada pode procurar a instituição que está com novas vagas abertas para todas os cursos. Os interessados precisam levar cópia do RG, CPF e do comprovante de residência. No caso de menores de idade, precisam ir à instituição acompanhados dos pais. Mais informações pelo número (92) 3307-9499 ou pelo endereço eletrônico www.batukada.org.br.
Além de violão, a aposentada,Maria Luzinete Oliveira, 65, toca sanfona. Acima, Marisa e Maíra Oliveria, mãe e filha, aprendem, juntas, a tocar piano
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>> Vitrine
Fernando Coelho Jr.
>> Jefferson Cunha lança a nova edição de sua revista “Em Visão”, com festa elaboradíssima, quartafeira no Mon Plaisir. A revista vem com a primeira-dama Nejmi Aziz na capa, numa belíssima foto assinada pelo fotógrafo Célio Said. O novo número da “Em Visão” surge com um grupo de mulheres da society local em várias matérias.
fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Seminário . O 2º Sisam - Seminário Internacional de Segurança na Amazônia, acontece na próxima semana, entre os dias 29, 30 e 31, no Tropical Hotel.
. O governador Omar Aziz abre o seminário, no dia 29, às 9h, abordando o tema em discussão, especialmente, o programa “Ronda no Bairro”.
>> Cooperativismo . Manaus irá sediar, em 2014, a décima edição do Congresso Brasileiro de Cooperativismo de Crédito (Concred), considerado o maior e mais importante evento do segmento e promovido pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras).
Yuri Kisovni e Maria Helena Gesta de Melo no jantar que agitou o Touch Down, no início do fim de semana
MAURO SMITH
. De acordo com a titular da pasta de turismo, Oreni Braga, o 10º Concred deve trazer a Manaus mais de 1,5 mil pessoas.
Guto Oliveira e Virna Lins no evento em torno do aniversário de Waleska Macedo
>> Objeto de desejo
>> Lançamento . Apresenta a marca de relógios esportivos Solus, que chega ao mercado nacional com exclusividade pela importadora mais tradicional da Zona Franca de Manaus. Para marcar a ocasião, o produto será apresentado ao público da capital durante pedalada que sairá do Parque dos Bilhares indo até o Teatro Amazonas e retornando para o local de partida. O evento, reunindo centenas de ciclistas, inicia às 20h. . Além de um acessório de moda, os relógios Solus apresentam funções touch que ajudam no cuidado com a saúde, como medição da frequência cardíaca.
>> Na terça-feira na ‘Viúva Negra’, vernissage do artista plástico Jandr Reis, com a exposição ‘Picassianas’.
. Na edição da coluna de hoje, um belo exemplar Valentino. Superchic, concordam?
. A Top Internacional lança na terça-feira novo produto de qualidade.
Ketlen Cruz e a sobrinha Manuela, no desfile solidário que reuniu bambinos no Teatro Direcional
>> Hoje, acontece o festão de entrega da primeira etapa do Mundi, com show do cantor Dudu Nobre.
. Os maxicolares passaram de extravagância fashion para peça essencial no look das mais antenadas.
MAURO SMITH
. O ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus; o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame; e o consultor de segurança pública Ricardo Balestreri estão com presenças confirmadas para participar do evento em Manaus.
Waleska e Marcelo Macedo, ela aniversariando, na festa no Touch Down, quinta-feira
Dosdie, Waltinho, Walter Vitor e Bárbara Oliva Pinto, no desfile da Di Bambi, no evento armado por Norma Araújo, no Teatro Direcional
>> Já começaram a circular os convites para o casamento de Aline Jaoudi e Luiz Alberto Procópio Pontes, com cerimônia religiosa na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, seguido de recepção no Elegance. Os queridos Edward Abou Jaoudi e Eveline Hesse Leão estarão de anfitriões. >> Aldayr Monteiro estreia idade nova hoje.
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Michel BELLAVA
‘A MÚSICA está mais ACESSÍVEL’ VICTOR AFFONSO Especial Em Tempo
O intercâmbio de informações é importante porque um aprende com o outro e se tornam músicos mais completos. Com certeza a música está mais acessível”
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flautista suíço-canadense Michel Bellavance é o responsável, ao lado da Orquestra Amazonas Filarmônica e dos solistas convidados Arley Raiol, Toninho Carrasqueira, Manuel Guerrero e Viviana Guzzmann, de encerrar a 11ª edição do Festival Internacional de Flautistas (FIF), a partir das 19h, no hoje no Teatro Amazonas. A entrada é gratuita. Bellavance, que é professor de uma turma internacional no conceituado Conservatório de Música de Genebra e acumula participações por todo o mundo, irá apresentar pela primeira vez na América Latina um concerto do compositor Theo Verhey, de uma partitura do século 19 mas descoberta somente há 20 anos em uma biblioteca da Holanda. Em entrevista ao EM TEMPO, pouco antes de começar um ensaio Bellavance falou sobre a como a internet está mudando a música erudita, a interação
entre sul-americanos e asiáticos de sua turma e se a flauta é mesmo sua maior paixão. EM TEMPO: Você já se apresentou no mundo todo, o que espera daqui? MB: Para todos que conhecem um pouco de Manaus sabem que aqui há uma cultura musical muito importante. O Teatro Amazonas e a Amazonas Filarmônica são provas disso. Ainda ontem (quinta-feira), a apresentação do Festival Internacional de Flautistas estava lotada, principalmente por jovens, uma coisa única que não acontece nem na Europa. Lá é um público mais velho, aqui é um povo superativo, que não é chato para nada, e isso para mim é algo único. Manaus é uma cidade longe, das principais capitais mas que valoriza a música. EM TEMPO: Cada lugar em que você se apresenta é uma particularidade ou a música erudita é universal?
MB: A música não é universal, claro que não, mas agora que temos mais facilidades para todos, como a própria internet que possibilita ouvir música do mundo inteiro, é uma tendência que surjam mais influências. Para os europeus principalmente, já que eles gostam de pegar o ritmo brasileiro para fazer uma música para piano, por exemplo. É um intercâmbio que não existia antes. Com certeza a música está mais acessível. EM TEMPO: Como você, que é professor do Conservatório de Genebra, avalia o interesse pela música erudita atualmente? MB: Na minha sala tenho 14 alunos, e nenhum é suíço. Têm pessoas da China, Rússia, Estados Unidos, Leste Europeu, até brasileiros, argentinos e colombianos. Essa mistura me agrada, porque os estudantes asiáticos e do Leste Europeu são mais “quadrados”, digamos assim, e os sul-americanos são um pouco mais flexíveis, e isso é importante porque um aprende com o outro, trocam informações
quanto à maneira de trabalhar e aprendem a ser músicos melhores, mais completos. A música hoje está virando algo mais universal, mas sem que cada músico esqueça suas raízes. EM TEMPO: Hoje você irá apresentar um concerto de Theo Verhey, inédito na América Latina. Como é isso? MB: Essa canção, que na verdade é um concerto romântico, só é conhecida na Europa e mesmo assim há pouco tempo porque só tem uns 20 anos que a partitura foi descoberta, e só então foi aberta ao público. Ela estava esquecida em uma biblioteca da Holanda. EM TEMPO: Mas o compositor já é famoso? MB: Não, a fama foi a descoberta mesmo. E o Teatro Amazonas é o palco perfeito para a apresentação porque a música foi escrita mais ou menos na mesma época em que o teatro estava sendo construído (no fim do século 19).
Para ser bom em algo, você não pode só viver aquilo, senão fica muito limitado. É preciso ter vários interesses, várias paixões. Além da flauta, gosto de cozinhar, viajar”
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ProCultura realiza nova audiência pública, quarta Com diretoria escolhida e aprovada, a Frente Parlamentar de Apoio à Cultura quer discutir planos de cultura e ações para o segundo semestre de 2012 ARQUIVO EM TEMPO/ALEXANDRE FONSECA
SHOW
Biquíni Cavadão retorna a Manaus em outubro Responsável pela triha sonora de uma geração, a banda de rock oitentista Biquíni Cavadão volta a Manaus para mais uma apresentação, desta vez na Arena Amadeu Teixeira, no próximo dia 5 de outubro. O grupo local Official 80 se encarrega do show de abertura, com releituras de músicas clássicas dos anos 80 e 90. Em 2012, até agora, o Biquíni Cavadão já se apresentou ao vivo em mais de 60 cidades de 20 Estados. O grupo carioca, formado por Bruno Gouveia (vocal), Carlos Coelho (guitarra), Miguel Flores (teclado) e Álvaro Birita (bateria), está atualmente trabalhando no seu décimo álbum de estúdio, o independente “Roda Gigante”, que deve ser lan-
çado ainda este ano. Enquanto não sai, o disco está sendo divulgado aos poucos pela internet e também nos shows, como é o caso do primeiro single, intitulado “É Dia de Comemorar”, que teve o videoclipe lançado na rede social Youtube. Outras novas músicas são a “Acordar Pra Sempre Com Você” e “Agora é Moda”, sendo que esta última contará com uma versão gravada com Rogério Flausino. Os ingressos já estão sendo vendidos nas Óticas Avenida, na unidade 1 da Faculdade Fametro e também pelo site www. ingressorapido.com.br. A entrada VIP custa R$ 80 e a pista sai por R$ 30 (valores já referentes à meia-entrada). DIVULGAÇÃO
Entre os temas abordados está o incentivo à cultura e de todo o patrimônio histórico, arquitetônico e cultural amazonense
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epois de diversos adiamentos para a definição de sua diretoria, a chamada Frente Parlamentar Estadual de Apoio à Cultura (ProCultura), aprovada em 5 de julho passado, convida todas as classes artísticas amazonenses para participarem de uma audiência pública, na quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), às 14h. A audiência foi dada como necessária, após uma reunião entre diretoria da ProCultura
– deputados Tony Medeiros (presidente), Conceição Sampaio (vice) e Sidney Leite (secretário) – e a direção dos segmentos dos artistas e produtores culturais, no último dia 14 (terça-feira), cujo objetivo era planejar o trabalho da ProCultura numa perspectiva de se reordenar as ações para o segundo semestre parlamentar de 2012. Além da aprovação do regimento, a audiência pública pretende abrir espaço para discussões sobre questões referentes a fomento, aprovação do plano
estadual de cultura, eleições do conselho estadual de cultura, plano municipal de cultura e da institucionalização do sistema estadual e municipais de cultura nos termos da política do Ministério da Cultura (MinC). Prerrogativas Entre as prerrogativas da ProCultura, já em acordo com os artistas, estão acompanhar as políticas públicas de cultura, os projetos e programas direcionados à preservação, promoção e in-
centivo à cultura e de todo o patrimônio histórico, arquitetônico e cultural amazonense, de natureza material e imaterial; incentivar mecanismos de preservação, difusão e fomento da cultura no Estado; e promover encontros, debates, simpósios, seminários, comemorações e outros eventos, entre outras atribuições. Para a audiência, a frente parlamentar se comprometeu em convidar secretários de Estado da Fazenda e da Cultura e o superintendente da Suframa.
O Biquíni Cavadão faz sucesso durante três décadas
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Parintins serve como tema O humorista Gustavo Mendes que, atualmente, está no “Casseta & Planeta Vai Fundo” estará na cidade hoje com sua personagem mais famosa, no qual satiriza a presidente da República. O show intitulado “Mais que Dilmais” inicia às 19h PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
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dmiro o Festival Folclórico de Parintins e, com certeza, teremos cenas baseadas nas toadas e timbres dos intérpretes. Conto os minutos para conhecer Manaus”. Disse o ator e comediante Gustavo Mendes, ao falar, por telefone, ao EM TEMPO, do sonho de conhecer a cidade, da trajetória da carreira e do show “Mais que Dilmais”, que realiza hoje, às 19h, no Teatro Direcional (Manauara Shopping). Atual integrante do programa humorístico “Casseta & Planeta Vai Fundo”, da TV Globo, Mendes ficou nacionalmente conhecido após ser visualizado por mais de 12 milhões de pessoas na página do YouTube, em vídeos onde imita a Presidente da República, Dilma Rousseff. Ele também afirma que sempre acompanha a festa
dos bois parintinenses pela televisão e que por várias vezes programou viagens a Manaus, porém, foi impedido por outros compromissos. “É a realização de um sonho. Admiro a voz dos cantores de toadas, assim como a gastronomia, que pude conhecer no Pará”, comenta. O humorista também garante que o público vai assistir e ouvir as melhores piadas e imitações de seu repertório, tudo acompanhado de música ao vivo, em uma hora e meia de show. “A presidenta fará um “pronunciamento” direcionado aos amigos de Manaus”, adianta. De acordo com Mendes, a ideia de imitar Dilma surgiu como uma brincadeira, que ele afirma ter levado a sério
após observar que nenhum artista havia encenado seus comportamentos e formas de falar. O comediante gravou e postou seus curtas com algumas performances da petista e não demorou a alcançar os primeiros
500 mil acessos. Em uma das principais cenas, a presidente briga com o ministro Antônio Palocci, acusado de multiplicar em 20 vezes seu patrimônio. Em outro momento, mostra a cobrança da chefe do executivo ao ministro Guido Mantega sobre a queda da inflação. Em entrevista ao jornal “O Globo”, Dilma declarou que o próprio Mantega lhe mostrou o vídeo. “Ao ouvir o “engole o choro” não sabia se ficava séria ou se caía na gargalhada. Não resisti”, disse a presidente. Mendes afirma nunca ter falado pessoalmente com a líder, mas diz que se sente lisonjeado em receber notícias de que agrada a pessoa a quem imita. “Já tive informações por meio dos assessores dela de que gosta de assistir às cenas. Isso é legal, mas não há nada marcado para nos encontrarmos”, comenta o humorista.
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Gustavos Mendes dá vida a personagem que satiriza a presidente Dilma
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ÃO
Ator imitava Michael Jackson O comediante nasceu na cidade de Guarani, em Minas Gerais. O contato com o teatro começou ainda na infância, na escola, onde imitou Michael Jackson e chegou a formar dupla sertaneja com o irmão, aos 8 anos de idade. Mendes lembra que sempre gostou de atuar e não tinha dúvidas da profissão que queria seguir. “Nunca estudei teatro por falta de tempo, sempre tive que trabalhar. O teatro ainda hoje é minha fonte de renda, de onde sustento minha família”. Em 2005, o mineiro começou a ganhar projeção ao vencer, em primeiro lugar, no Show de Talentos, programa exibido pelo canal SBT de Minas Gerais. Um ano depois lançou o primeiro show de humor solo “Gerações”. Em 2009 deu início a apresentação “Tarja Preta”. Em 2012 surge o convite para integrar o elenco do programa global. “O sucesso é resultado de trabalho intenso. Comecei cedo e sem paranoia ou ilusão, mas sempre encarando o palco com seriedade. Contei
com a sorte de ter trabalhado com muitos bons profissionais”, frisa. A contratação pela TV Globo foi incentivada pelo Casseta Claudio Manoel, que segundo Mendes, o elogiou e disse que seria difícil fazer qualquer imitação a Dilma, após a sua encenação. “A declaração foi feita em um programa televisivo e fiquei feliz ao ouvi-lo porque o tenho como um mestre. Em seguida nos encontramos e ele lançou a proposta e logo a negociação. Rolou uma química entre nós e ainda hoje aprendo muito com todos”. O novo global adianta que o programa volta às telas até o mês de novembro.
SERVIÇO ESPETÁCULO COM GUSTAVO MENDES Quando Hoje, a partir das 19h Onde Teatro Direcional (Manauara Shopping) Ingressos R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
Programação de TV
LEÃO - 23/7 a 22/8 A redefinição de sua identidade acontece nestes dias, a partir de gestos seus que enfatizem os conteúdos e comportamentos que anseia realçar em sua pessoa. VIRGEM - 23/8 a 22/9 O tempo agora é favorável para você se superar. Está em suas mãos livrar-se de alguns elementos inoportunos e envelhecidos que só lhe constrangem e atrapalham a vida. LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento estimulante para as relações sociais e as amizades. É preciso aproximarse dos amigos voluntariamente - não fique esperando ser agraciado, agrade-os! ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Momento decisivo para os rumos futuros de sua carreira profissional. Um gesto firme e bem direcionado poderá ser feito por você neste dia. Trabalhe pelo que você quer. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 O cultivo da mente e do espírito está em seu auge. Atividades culturais e espirituais se desenvolvem melhor e mais satisfatoriamente agora. Aponte sua vida para o bem. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Tem coisas que precisam ser jogadas fora - radicalmente. Deixe de guardar o que não presta mais. Abra-se a um novo mundo, pois que você está precisando disso. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 As alianças e associações estão em momento propício para se desenvolverem. É preciso firmar as relações nas quais partilhe tudo aquilo que lhe é importante. PEIXES - 19/2 a 20/3 Uma nova condição de trabalho pode se desenvolver neste momento. Os hábitos de saúde devem ser aprimorados - tudo está a favor de você melhorar sua saúde.
ESTREIA
PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
DIVULGAÇÃO
O Ditador: EUA. 14 anos. A heroica história do general Aladeen (Sacha Baron Cohen), ditador de um país localizado no Oriente Médio, que colocou em risco a própria vida para que a democracia jamais chegasse ao local que governa. Ele e um pastor de cabras resolvem viajar aos Estados Unidos, onde cruzam o país para conhecê-lo melhor. Cinemas Amazonas 4 - 15h, 17h10, 19h15, 21h30 (dub/ diariamente); Cinemais Millennium 4 - 15h20, 17h30, 19h30 e 21h40 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 5 - 14h40, 16h50, 19h e 21h20 (dub/ diariamente); Cinemark 1 - 13h40, 15h50, 18h, 20h10, 22h25 (dub/diariamente) e 11h30 (dub/sab e dom). Rock of Ages: EUA. 14 anos. Sherrie (Julianne Hough) é uma jovem que chega de uma cidade pequena, na grande Hollywood, e se depara com um cenário musical em plena ebulição, com muitas bandas de rock e com todos os excessos da vida dos grandes músicos. Lá, ela conhece Drew (Diego Boneta), um aspirante a roqueiro, o arrogante rock star, Stacce Jaxx (Tom Cruise) e acaba indo dançar num clube de striptease comandado por Justice (Mary J. Blidge). A vida de Sherrie chega ao limite, mas o verdadeiro amor é capaz de provocar grandes revoluções. Adaptado do musical de sucesso da Broadway, Rock of Ages - O Filme apresenta canções de Journey, Def Leppard, Poison,
www.coquetel.com.br Difícil de executar ou suportar (fam.)
Entroncamento de Refeita a duas ou mais estraamizade das distintas (bras.) Pertencentes à moral
Diz-se do estudante reprovado 4, em romanos
Whitesnake, Bon Jovi, Foreigner, Joan Jett e REO Speedwagon. Cinemais Millennium 2 – 14h20, 16h50, 19h20 e 21h50 (leg/diariamente); Cinemark 3 - 13h30, 16h20, 19h, 21h50 (leg/diariamente). A Casa Silenciosa: EUA. 14 anos. A jovem Sarah (Elizabeth Olsen) está presa em uma antiga casa de campo da família. Ela, seu pai John (Adam Trese) e seu tio Peter (Eric Sheffer Stevens) estão reformando o imóvel para colocar à venda. Quando os dois homens entram em uma discussão, Peter resolve descansar e ir até à cidade, deixando Sarah e seu pai sozinhos na casa. Aos poucos, a jovem começa a perder o contato com o mundo exterior, aterrorizada por acontecimentos estranhos. Cinemais Millennium 3 – 17h, 19h10 e 21h10 (leg/diariamente); Playarte 4 - 13h40, 15h30, 17h20, 19h10, 21h (leg/diariamente) e 22h50 (leg/ sex e sab).
Em (?): de Band-(?), forma proteção exagerada de feridas Sufixo de "filhote"
Artigo de contrato Pequeno pedaço
Que examina com atenção e minúcia
Qualquer face de um objeto
Um Divã Para Dois - 12 anos: Playarte 7 – 13h40, 15h50, 18h, 20h10 (leg/diariamente) e 22h20 (leg/sex e sáb); Cinemais Millennium 7 – 14h30, 16h40, 18h40 e 21h (leg/diariamente); Cinemark 4 - 17h50, 20h (leg/diariamente). Armadilha: 14 anos. Playarte 9 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (leg/diariamente) e 23h20 (leg/sex e sáb). E Aí, Comeu? – 14 anos: Playarte 2 – 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (diariamente) e 22h50 (sex e sáb); Cinemais Plaza 3 – 15h, 17h20, 19h30 e 21h50 (diariamente). Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge – 12 anos: Playarte 3 – 14h15, 17h30, 20h45 (leg/diariamente) e 23h59 (leg/ sex e sáb); Playarte 6 – 13h30, 16h45, 20h (dub/sex e sáb); Cinemas Amazonas 5 – 20h30 (dub/ diariamente); Cinemais Plaza 6 – 14h50, 18h e 21h10 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 7 – 14h, 17h10 e 20h20 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 6 – 15h10, 18h20 e 21h30 (dub/diariamen-
Modo como vive o eremita
Time, em inglês
Capitão (abrev.)
Mendigar Ninfa que amou Narciso (Mit.) Ressoado
Parte de um filme Religião principal da Arábia Saudita
Ponto visado pelo atirador Mamífero semelhante ao antílope
Compaixão; misericórdia (?) Lanka, país com capital em Colombo
(?) entre nós: em segredo
"(?) Dourados", clássico da MPB
Sapo da fauna brasileira
Delinear; esboçar Um dos Caymmi Relativo ao homem
BANCO
Montaria de Sancho Pança (Lit.)
Ditongo de "oblíquo" 71
Solução
CONTINUAÇÕES Outback – Uma Galera Animal – Livre: Playarte 1 – 12h30, 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (3D/dub/diariamente) e 22h30 (3D/dub/sex e sáb); Cinemais Plaza 1 – 14h20 e 16h20 (3D/dub/diariamente); Cinemais Millennium 3 – 14h40 (3D/dub/diariamente). O Vingador do Futuro - 14 anos: Cinemas Amazonas 6 – 13h40, 16h10, 18h50, 21h20 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 1 – 18h30 e 21h (dub/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 14h40, 17h, 19h20 e 21h40 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 1 – 15h, 17h20, 19h40 e 22h (leg/diariamente); Cinemais Millennium 8 – 14h, 16h30, 18h50 e 21h20 (dub/diariamente); Cinemark 6 - 12h55, 15h30, 18h10, 20h50 (dub/diariamente) e 23h30 (dub/ sex e sab). 360 - 16 anos: Playarte 4 – 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (leg/diariamente) e 23h10 (leg/ sex e sáb); Cinemais Millennium 7 – 14h50, 17h15, 19h30 e 21h50 (leg/diariamente).
© Revistas COQUETEL 2012
Alimento comum de Heroína bebês O grego de Shakespeare HipóSobrar; (Lit.) crates restar
te); Cinemark 7 - 17h30 e 21h (dub/diariamente). Valente – Livre: Playarte 5 – 12h30, 14h45, 17h, 19h15, 21h30 (dub/diariamente) e 23h45 (dub/ sex e sáb); Cinemais Plaza 8 – 14h10 e 16h30 (dub/diariamente). O Espetacular Homem-Aranha – 10 anos: Playarte 10 – 13h, 15h45, 18h30, 21h15 (dub/diariamente) e 23h59 (dub/sex e sáb). À Beira do Caminho – 12 anos: Cinemark 5 - 12h50, 22h (diariamente); Cinemais Plaza 8 – 19h10 e 21h30 (diariamente). A Era do Gelo 4 – Livre: Cinemas Amazonas 5 – 14h30,
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CÂNCER - 22/6 a 22/7 É tempo de colocar ordem na vida financeira e material. Não fique esperando que as coisas aconteçam como você sonha. Arregace as mangas e mãos à obra. Faça por você.
Cruzadinhas
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GÊMEOS - 21/5 a 21/6 As barreiras que encontra para organizar o viver como realmente quer e deseja podem ser superadas nestes dias. Procure agir nesse sentido, aproveitando a onda favorável.
Cinema
05h55 – Abertura da Estação / Hino Nacional 06h00 – Via Legal 06h30 – Brasil Eleitor 07h00 – Palavras de Vida
P
TOURO - 20/4 a 20/5 Momento propício para fortalecer as relações familiares, para melhorar o ambiente doméstico e para mergulhar fundo nos anseios mais profundos de sua alma.
05h00 – Igreja Mundial 06h30 – Santa Missa em Seu Lar
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ÁRIES - 21/3 a 19/4 Os romances e amores estão em momento propício para deslanchar. Mas não apenas no nível dos sentimentos, e sim no convívio real e próximo às pessoas a quem quer bem.
06h30 – Igreja Internacional da Graça – local 07h30 – Igreja Internacional da
TV CULTURA
BAND
T R O E R E N T E A I V TI C O A D O R D S O A R D E C O A V A P I L A V A R O R I U O
GREGÓRIO QUEIROZ
REDE TV
08h00 – Santa Missa 09h00 – Viola, Minha Viola 09h15 – Curta Criança 09h30 – Nova Amazônia – local – reprise 10h00 – Escola Pra Cachorro 10h15 – Meu Amigãozão 10h30 – A Turma do Pererê 11h00 – ABZ do Ziraldo 11h30 – Anima TV Tromba Trem 11h45 – Anima TV Carrapatos e Catapultas 12h00 – A Turma do Pererê 13h00 – Dango Balango 13h30 – TV Piá 14h00 – Stadium 15h00 – Os Protetores do Planeta 16h00 – Ver TV 17h00 – De Lá Pra Cá 17h30 – Cara e Coroa 18h00 – Papo de Mãe 19h00 – Conexão Roberto D’Ávila 20h00 – Esportvisão 21h30 – MPTV – Reprise – local 22h00 – Roda Viva Amazonas – local ao vivo 23h00 – Doc. Especial 00h00 – Hino Nacional / Encerramento da Emissora
E C O A D O
Horóscopo
04h45 – Bíblia em Foco 05h00 – Nosso Tempo 05h30 – Desenhos Bíblicos 08h00 – Record Kids 09h00 – Bingo: Amazonas dá Sorte 10h00 – Record Kids 11h15 – Tudo é Possível – PGM 15h00 – Programa do Gugu – PGM 19h30 – A Fazenda 5ª Temporada – HD 20h15 – Domingo Espetacular - HD – PGM 22h15 – Repórter Record 23h15 – Série: Todo Mundo Odeia o Chris (1ª Temporada) – HD 00h15 – Programação IURD
07h30 – Fé na Verdade 08h30 – Desenho 09h30 – Auto + 10h00 – Infomercial 11h00 – Fala Malafaia 12h00 – Band Esporte Clube 14h00 – Gol, o Grande Momento do Futebol 14h30 – Futebol 2012 16h50 – Terceiro Tempo 19h00 – Um Tio da Pesada 20h00 – Conversa de Gente Grande 21h00 – Pânico na Band 00h00 – Canal Livre 01h00 – Força Secreta 01h30 – Show Business – reap. 02h15 – Loucos ou Loucuras 03h00 – Igreja Mundial
P M U R O D E R E P E T E M A SI A ID O N D E R T E A M E S M O L C E N A IE D A D SI R O L C A A LI N H M A N O E A S N
04h35 – Santa Missa em Seu Lar 05h35 – Sagrado: Compacto – Crianças nas Tradições 05h45 – Amazônia Rural 06h15 – Pequenas Empresas – Grandes Negócios 06h55 – Globo Rural 07h55 – Auto Esporte 08h30 – Esporte Espetacular (Stock Car - Salvador – ao vivo / Projeto Natação / Megarampa) 11h30 – Show Criança Esperança (Melhores Momentos) 12h55 – Temperatura Máxima. Filme: A Casa Monstro 15h00 – Futebol 2012: Campeonato Brasileiro: Botafogo x Flamengo 17h00 – Domingão do Faustão 19h45 – Fantástico 22h09 – Domingo Maior. Filme: As Branquelas 00h05 – Sessão de Gala. Filme: Margot e o Casamento 01h37 – Corujão I. Filme: Um Assassino Entre Nós 03h15 – Corujão II. Filme: Feito Por Encomenda 04h42 – Festival de Desenhos
Graça – local 09h45 – Break Obrigatório 09h50 – TV Kids – local 10h00 – Show de Ofertas da Cidade – local 10h30 – TV Kids – local 11h00 – Igreja da Graça – local 12h00 – Fique Ligado – local 13h00 – Esporte Performance – local 14h00 – Encircuito – reprise 15h30 – Despertar – local 16h00 – Break Obrigatório 16h05 – TV Kids 16h45 – Ritmo Brasil 17h15 – O Último Passageiro 18h30 – Super Bull Brasil 19h30 – Saturday Night Live 21h00 – Cine Total 22h30 – Dr. Hollywood 23h15 – É Notícia 00h15 – Bola na Rede 00h45 – Igreja Internacional da Graça – local
HU
05h00 – Aventura Selvagem – reprise 06h00 – Pesca Alternativa 07h00 – A Grande Ideia 07h30 – VRUM 08h00 – PGM Manazinha – local 08h30 – Chaves 09h00 – Sorteio Amazonas dá Sorte - local 10h00 – Domingo Legal 14h00 – Eliana 18h00 – Vamos Brincar de Forca 18h40 – Sorteio da Telesena 18h45 – Programa Sílvio Santos 23h00 – De Frente com Gabi 00h00 – Série: O Mentalista / The Mentalist 01h00 – Série: Alvo Humano / Human Target 02h00 – Série: Chase 03h00 – Encerramento da Programação
RECORD
GLOBO
3/aid — eco — sri. 4/dori — team. 7/demasia — piedade.
SBT
16h30, 18h30 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 4 – 14h25, 16h40, 18h50 e 21h15 (dub/diariamente), Cinemark 5 – 15h, 17h20, 19h40 (dub/diariamente). O Que Esperar Quando Você Está Esperando – 12 anos: Cinemais Millennium 5 – 14h10, 16h45, 19h e 21h35 (leg/diariamente). Xingu – 12 anos: Cinemark 4 – 13h05, 22h20 (diariamente). As Aventuras de Agamenon, o Repórter - 14 anos: Cinemark 7- 13h50, 15h40 (diariamente) e 12h (somente sab e dom). 31 Minutos – Livre: Cinemark 8 - 13h, 15h10 (diariamente).
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MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012
FOTOS: JANDER VIEIRA
Jander Vieira
jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
::::: Feira livre
Soraya Natasha com os pais Fátima e Ataliba David Antonio Filho, na concorrida sessão début, que movimentou o Diamond, com direito a megaprodução assinada pelo Bandeirão e organização de cerimonial do ótimo Alberto Chã Filho
:::: Olhai por nós, Senhor!
Como se não bastasse os problemas habitués do dia a dia, hoje temos de aber administrar (cauteosamente) a língua bifurada e perigosa de algumas criaturas da cidade. Não, querido leitor, não existe antídoto para tal mal que assola as pessoas do bem. Elas, as criatuas nefastas, já nasceram assim amargas, tétricas, eias por dentro e por fora, adoram semear maldade e inverdades. Lamentável. Creia: nem com todo o dinheiro do mundo você onseguirá trazer a deejada felicidade plena, nvejada por estes seresproblemas. Aliás, é tão fácil ê-la, basta acordar o Deus que existe dentro de você, amando, doando e respeiando o próximo, viu?
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Impressionante a ‘feira livre’ que se arma na esquina da Eduardo Ribeiro com Saldanha Marinho, bem no coração do Centro. Carrinhos de mão cobertos de cebolas, bananas, abacaxi, manga, tucumã, alface entre outros se aglomeram em plena faixa de pedestres, a partir das 16h. Claro que um vistoso ‘churrasco de gato’ com sua indefectível fumaça não poderia faltar. Que venha a Copa. Oremos!
::::: Glossário Com o início dos programas eleitorais na televisão e no rádio, é impossível não notar a presença de quatro palavras recorrentes na boca dos candidatos: ‘Deus’, ‘Omar’, ‘acredite’ e ‘juntos’. O primeiro não deu autorização do uso de seu nome; o segundo autorizou poucos; acreditar é difícil e “juntos”...Bem “juntos” só até na hora do voto porque depois:
Maria do Céu Athayde mostrou de onde vem sua fama internacional de ‘mãos de fada’ à mulher mais influente do Amazonas, Nejmi Jomaa Aziz. A chef-gourmet serviu um delicioso almoço amazônico à primeira-dama, durante visita ao Centro de Gastronomia da Amazônia, no Studio 5. A senhora Aziz conferiu o trabalho de pesquisa dos hábitos alimentares dos amazônidas, desenvolvido pela festejada quituteira e aplaudiu sua dedicação em defesa da identidade cultural e gastronômica da região
::::: Reforma
Na concorrida inauguração do Umai, no Vieiralves: as empresárias Betinha Assis e Delchelly Oliveira eram só alegria
O governador Omar Aziz está determinado a dar um up grade no Festival de Parintins, informações dão conta que equipes de trabalho já chegaram a Parintins para iniciar a reforma do bumbódromo. É preciso mesmo, porque a arena ficou pequena diante da grandeza do evento.
Presentinho da sua querida irmã Sandra, Zeca Nascimento aumentou sua coleção de obras desejadas. Trata-se da poderosa pantera assinada pela renomada artista Vânia Braga, da galeria paulista Arte Aplicada
::::: Sala de Espera Arlélia e Neto Gusmão estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Amanhã, o advogado Charles Garcia vai ganhar jantarzinho intimista da sua Júlia pela sua sessão parabéns.
Está agendado para acontecer no dia 15 de setembro, durante todo o dia, o 1º Brechó DD&L Advogados, sob o comando de Cláudia Bernardino. Toda a renda será revertida para construção de uma quadra do projeto do So-
cioeducacional Dom Alberto Marzi, no Grande Vitória. As coletas serão feitas até o próximo dia 10. Colabore, viu? Hoje, acontece a esperada festa de entrega da primeira etapa do Mundo Resort, às 17h, no Ephygênio Salles.
Também hoje, acontece o segundo “Café APAExonante” da Apae Manaus. Quem convida é o seu presidente-voluntário Manuel Inauhiny. Manaus vai sediar de 5 a 9 de setembro o Campeonato Brasileiro de Formação
em Queda Livre 2012, reunindo atletas de todo o país. O hotel Go Inn Manaus é um dos apoiadores do evento. Mais informações: 3306-2619 ou 3306-2601.
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MANAUS, DOMINGO, 26 DE AGOSTO DE 2012