45 mil vagas de trabalho
ANO XXIV – N.º 7.574 – MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES - DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00
Avião cai e explode no interior do AM
Informações preliminares dão conta de que a aeronave teve falha no motor e caiu antes de chegar à pista de pouso, em Envira. Última Hora A2 DIVULGAÇÃO/HONDA
ALTERNATIVAS
Ribeirinhos tentam driblar as enchentes
ZONA FRANCA
Muitos desafios nos próximos cinquenta anos
Dia a dia C5 ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
CADERNO ESPECIAL
TAÇA GUANABARA
Quem leva a melhor: Vasco ou Fluminense?
DIETA
Beber leite todo dia ajuda a emagrecer
Lance! 6 e 7
DIVULGAÇÃO/STCK
Saúde & Bem-estar 7
CINEMA
E o Oscar vai para... FOTOS: DIVULGAÇÃO
Os melhores do cinema mundial serão conhecidos esta noite, na 84ª edição da cerimônia, marcada por disputas acirradas nas principais categorias. Plateia D5
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MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
Aeronave cai em Envira, mas sem vítimas fatais Um avião modelo PA28, que saiu de Eirunepé (AM) com destino a Feijó (AC), tentava fazer pouso forçado quando caiu próximo à pista de aterrissagem JORNAL CARA LIMPA/REPRODUÇÃO
MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
A Temer vem com Valdir Raupp lançar o candidato do PMDB Manaus está com o prestígio em alta no PMDB. Nada menos que o vice-presidente da República, o peemedebista Michel Temer, confirmou visita a Manaus, juntamente com o presidente da sigla, Valdir Raupp. A data ainda não foi confirmada, mas, no dia 15 de março, Raupp começa a peregrinar pelo país, a começar por Belém (PA), para anunciar os candidatos do partido. Segundo a própria cúpula do PMDB, a visita de Temer e Raupp a Manaus demonstra que o partido vai, não só lançar o candidato à Prefeitura de Manaus, como acredita que tem grandes chances de ganhar a disputa. O nome mais cogitado a ser anunciado é o do deputado estadual Marcos Rotta. A intenção de Raupp é visitar todas as regiões do país em dois meses. O plano do PMDB é ter candidatura própria a prefeito em quase todas as capitais. DOMICÍLIO Quem deseja concorrer a um cargo de conselheiro tutelar tem até o dia 5 de março para transferir o domicílio eleitoral. Foi o que determinou a Prefeitura de Manaus no Diário Oficial do Município (DOM) da última quinta-feira (23). JUSTIÇA NO CAREIRO O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) estará, de 29 de fevereiro a 4 de março, na comarca de Careiro Castanho. A equipe da Justiça Itinerante atuará no Agropec, durante todo o dia, atendendo à população, formulando reclamações cíveis sem a necessidade de advogado. ASSUMIU Alessandra Campêlo (PCdoB) já responde como secretária estadual de Juventude, Desporto e Lazer. No Diário Oficial do Estado (DOE), ela já assina como titular da pasta nas portarias publicadas. CAMPANHA O ex-titular da Sejel, Júlio César Soares (PCdoB), agora deve se dedicar à campanha eleitoral. Ele vai concorrer ao cargo de vereador. TENTATIVA Quem também se prepara para disputar uma vaga no parlamento municipal é o ex-deputado federal Marcelo Serafim (PSB). No entanto, ele não tem acompanhado o pai, o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), a locais públicos. SUMIDO O vereador Paulo De’Carli (PSDB), que anunciou, no ano passado, que renunciaria ao mandato para não incorrer em infidelidade partidária, também afirmou, há duas semanas, que se explicaria
no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Passou as duas semanas ausente do parlamento e da internet. EXPLICAÇÕES Agora, ele, que deixou de atender a imprensa, anunciou, mais uma vez, que vai se explicar, a partir da próxima segunda-feira, na CMM. Ele alega que ainda não deixou o cargo por conta de três processos que o suplente, Dr. Barreto (PRTB), ingressou contra ele. De’Carli tenta emplacar sua candidatura à Prefeitura de Manaus. LIBERAÇÃO O Ministério de Minas e Energia já liberou a Amazonas Energia a iniciar a operação da usina termelétrica de Aparecida com gás natural. Desde a última sexta-feira (24), a usina já pode operar neste modelo. FISCALIZAÇÃO A equipe de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve chegar a Manaus na segunda semana de março, logo após realização de audiência na CMM.
APLAUSOS
VAIAS
Suframa
Irã
Para a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que completa 45 anos na próxima terça (28).
Para o Irã, que ampliou fortemente o seu polêmico programa de enriquecimento de urânio, segundo a ONU.
s causas do acidente aéreo ocorrido na tarde de sexta-feira, com a aeronave PA28 que partiu do município de Eurinepé, no Amazonas, com destino a Feijó, no Acre, ainda não foram apuradas. Segundo informações preliminares do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), dão conta que a aeronave teve problemas técnicos e precisou fazer um pouso forçado em Envira, mas caiu um pouco antes de alcançar a pista de aterrissagem. Ferimentos Das quatro pessoas que estavam a bordo do avião, uma teve ferimentos leves e três tiveram fraturas, incluindo o piloto da aeronave, o comandante Diego de Souza, que teve as duas pernas quebradas, entre outros ferimentos. Ele não corre risco de morte. Dois dos quatro acidentados estão sendo transferidos para Manaus para exames e outros procedimentos. Até o fechamento desta edição, a equipe do EM TEMPO não tinha informações para qual unidade de saúde os pacientes seriam removidos.
O avião caiu por voltas das 17h da última sexta-feira, próximo à pista de pouso de Envira
Seripa 6 iniciará investigação O Capitão Paulo Costa, do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 6), em Brasília, informou que o Seripa 6 iniciará uma investigação ampla sobre a segurança do voo. Segundo ele, o procedimento é diferente para apurar as causas do acidente. “O
Seripa 6 fará uma busca ampla, sem data prevista para o término, porque serão analisadas todas as possibilidades que levaram à queda da aeronave, inclusive o clima”, informou. Segundo o Cecomsaer, uma equipe do Seripa 7, em Manaus, já se deslocou para o local para apurar as causas
ENCHENTE
DESLIZAMENTO
Operário morre em construção SHANA REIS
RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO
Às 10h da manhã de ontem, um operário da construção civil morreu soterrado no canteiro de obras do edifício View Ponta Negra, da Senso Engenharia, localizado na estrada da Jonasa, no bairro do Santo Agostinho, Zona Oeste. A vítima foi resgatada meia hora depois do acidente por outros operários da obra, mas já estava sem vida, conforme informou o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Construção Civil de Manaus (Sintracomec). De acordo com o vice-presidente da entidade, Cícero Custódio, o operário, que não teve o nome o divulgado, trabalhava próximo a um barranco quando houve o deslizamento, acrescentando que o Sintracomec ingressará como uma ação no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a construtora.
A morte ocorreu na estrada da Jonasa, Santo Agostinho
Informações negadas Cícero Custódio informou, ainda, que esteve no local do acidente, mas o engenheiro da obra se negou a lhe passar maiores informações. O EM TEMPO também entrou em contato com
da Senso Engenharia e com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), mas até o fechamento desta edição não obteve sucesso.
HOMICÍDIOS
Três assassinatos em seis horas Em apenas seis horas, três pessoas foram assassinadas em Manaus. Os crimes, de autoria desconhecida, ocorreram nas zonas Sul, Oeste e Leste entre as 20h da última sexta-feira e 2h da madrugada de ontem, segundo informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). O primeiro homicídio ocorreu às 20h de sexta-feira e teve como vítima o peixeiro Lúcio Flávio Corrêa Pereira, “Bodó”, de 32 anos. Ele foi
do acidente. “Uma equipe com o próprio chefe do Seripa 7, major Rangel e o suboficial Ferreira, já se deslocou para o local e devido a distância, deveria chegar por volta das 14h, de ontem, para o início das ações. Somente depois dessa apuração é que poderemos tomar outras atitudes”, explicou Costa.
alvejado em frente à residência em que morava com a família, na rua Multibrás, na comunidade Sharp, Zona Sul, com seis tiros que atingiram a cabeça, o tórax e suas costas. O segundo homicídio ocorreu durante um assalto às 23h de sexta-feira, na drogaria Shekinah, localizada na avenida Laguna, no bairro Lírio do Vale 1, Zona Oeste. A vítima foi o segurança Celestino Silva Rodrigues, de 61 anos, que recebeu um tiro na
nuca e morreu no estabelecimento. O crime é atribuído a quatro homens que não foram identificados. Via pública O desempregado Jhoney Vieira Lima, 29, foi assassinado com quatro tiros, sendo um no braço esquerdo e três no tórax. O crime ocorreu às 2h da madrugada de ontem na rua Rio Branco, Jorge Teixeira 4, Zona Leste. Os três assassinatos estão sendo investigando pela DEHS.(RR)
Municípos recebem nova ajuda Os municípios atingidos pela enchente na Calha do Juruá receberam, ontem, dia 25, a segunda remessa de ajuda humanitária enviada pelo governo do Estado, por meio da Operação de Socorro ao Juruá, desencadeada pelo Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec). Foram enviadas 21,5 toneladas de cestas básicas, medicamentos e kits de higiene pessoal e de limpeza. A remessa foi encaminhada para Eurinepé, de onde os produtos serão distribuídos para os municípios de Envira, Guajará e Ipixuna. A primeira remessa partiu de Manaus no último dia 20 aos municípios de Carauari, Juruá e Itamarati. A ajuda incluiu 45 toneladas de alimentos, 21 mil itens de limpeza e higiene pessoal e ainda 300 quilos de medicamentos, disponibilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Com essa segunda entrega, são alcançados todos os municípios que estão em situação de emergência, atingindo 6.048 famílias. Monitoramento De acordo com informações da assessoria da Defesa Cilvil, todas as calhas dos rios do Amazonas estão sendo monitoradas pelo Centro e Monitoramento Ambiental do Subcomadec. No Alto Solimões a situação é de alerta para Atalaia do Norte e Benjamin Constant, pelo fato de o rio Solimões estão acima do nível para o período e pela elevação do rio Javari.(MC)
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
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Fala leitor
Editorial
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Número de mulheres na política é decepcionante Na sexta-feira, 24, as brasileiras comemoraram 80 anos de conquista do direito de votar. Comemoram? Sim, com alguns discursos inflamados mais pelo sonho (no sentido do desejo de ser) do que pela realidade. Um trunfo? Sim: uma primeira mulher presidente da República e a segunda a governar o Brasil (a princesa Isabel substituiu o pai, imperador Pedro 2º três vezes, enquanto ele visitava as pirâmides do Egito, por cerca de três anos e meio, quase o mandato de Dilma Rousseff). No Brasil, o direito foi alcançado em 1932, sendo restrito às mulheres casadas (com autorização do marido), às viúvas e às solteiras com renda própria. Em 1934, veio o direito sem restrições e, em 1946, o voto feminino obrigatório. O direito ao voto feminino começou pelo Rio Grande do Norte, em 1927. O Estado foi o primeiro a permitir que as mulheres votassem durante as eleições. Um avanço considerável do ponto de vista político, mas ainda pouco avaliado: enfim, as mulheres num mundo de homens construído pelos homens – as mais radicais feministas reconhecem que o Ocidente é uma cultura machista. Apesar de o país ser presidido por uma mulher, a atual bancada feminina na Câmara representa apenas 8,77% do total da casa, com 45 deputadas. No Senado, há 12 senadoras, entre os 81 lugares. “Se fizermos uma comparação com a proporção de mulheres nas Câmaras de outros países, o Brasil ocupa o 142º lugar. Estamos piores que o Afeganistão, Iraque, o Timor Leste, Moçambique e Angola”, afirma o do professor José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado em estudos populacionais e pesquisas sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), os partidos políticos brasileiros ainda funcionam como “um grande funil” que impede o aumento da participação política feminina. O sistema de cotas recém-instituído não mudou o quantitativo de participação da mulher na política, embora ela constitua o maior índice do eleitorado. Será apenas por que o machismo que impregna “boicota” o acesso das mulheres, ou a política conseguiu ser emancipada do que existe de melhor na sociedade e não só entre as mulheres?
O Programa Gerador da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 foi liberado e está disponível na página da Receita na internet. No entanto, o contribuinte terá que esperar até 1º de março para enviar a declaração, por meio de outro programa, o Receitanet. O prazo termina no dia 30 de abril. A Receita espera receber
este ano mais de 25 milhões de declarações. Em 2011, foram enviados 24,37 milhões de documentos. As regras para a Declaração do Imposto de Renda 2012 foram publicadas no início de fevereiro no Diário Oficial da União. A página especial com o tutorial para o preenchimento da declaração também está disponível
no site da Receita Federal na internet. A página especial simula o desenho de uma linha de metrô, em que cada estação representa uma etapa a ser cumprida no preenchimento e na entrega da declaração. Para encontrá-la o contribuinte deve acessar o endereço www.receita.fazenda.gov. br/irpf2012. Pela instrução normativa,
entre os obrigados a declarar estão os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 23.499,15 no ano passado. A multa continua a mesma para quem não declarar no prazo: mínimo de R$ 165,74. Talita Cavalcante
Charge elvis@emtempo.com.br
Olho da Rua
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Os pássaros descobrem uma utilidade para a fiação da energia elétrica (toda ela aérea) da cidade de Manaus, principalmente onde os fios passam sem dar luz: uma pauta musical, com a proposta cidadã de reduzir a barulheira de quem nunca viveu em cidade (nem no silêncio da floresta).
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Por que Serra cedeu José Serra foi para Buenos Aires no Carnaval já praticamente decidido a ser candidato a prefeito de São Paulo, faltando apenas organizar na cabeça as razões políticas e pessoais que o fariam entrar numa empreitada até então rejeitada com veemência. Viajou na companhia de seu melhor confidente: o filho Luciano, com quem pesou os prós e mediu os contras. De volta, na sexta-feira acordou pronto a comunicar a decisão ao governador Geraldo Alckmin o mais rápido possível. Naquela mesma noite ou sábado no mais tardar. As prévias marcadas para 4 de março, a intensa pressão do PSDB e a indicação dos dias anteriores de que caminhava mesmo para rever sua posição, não davam margens a hesitações e adiamentos. Era pegar ou largar e Serra resolveu pegar. Na realidade porque concluiu não existirem contras – a não ser a possibilidade da derrota e o fato de que o projeto de disputar a Presidência da República em 2014 teria de ser necessariamente adiado. Note-se, adiado, não cancelado, mas essa é outra história a ser construída mais à frente se as circunstâncias assim permitirem. Por ora, a decisão de José Serra guarda relação com vários fatores, sendo o principal deles a premência de tentar impedir o PT de conquistar São Paulo, a mais vistosa cidadela do PSDB, na perspectiva de que em 2012 seria a prefeitura e em 2014 o governo do Estado. Uma conta pragmática: perder a prefeitura seria muito pior que não concorrer e ganhar pode significar renascer. Afinal, a eleição é local, mas em São Paulo tem um caráter nacional inequivocamente simbólico. Na prática, abre-se a Serra a oportunidade de mostrar um enfrentamento com o PT que na campanha de 2010 deuse de maneira dúbia. O movimento de aproximação do prefeito Gilberto
Kassab em direção ao PT teve um peso fortíssimo: muito provavelmente levaria o candidato Fernando Haddad a uma vitória no primeiro turno e o PSDB a um beco sem saída. Do ponto de vista pessoal, Serra concluiu que se quisesse permanecer no jogo político não tinha opção a não ser se candidatar. Uma, para não ser apontado como o responsável pelo início do fim do partido. Outra, porque não adiantava ficar pendurado na hipótese de 2014 levando em conta a situação de correlação interna de forças, a desorganização e a falta de unidade reinante no PSDB. O governo do Estado desta vez não seria uma alternativa, pois Alckmin é candidato à reeleição. A candidatura agora seria, então, uma maneira de reorganizar as tropas em São Paulo, reaproximando Gilberto Kassab de Geraldo Alckmin e partindo para a formação de uma aliança com o DEM, o PSD, talvez o PSB e outras legendas menores, mas essenciais para aumentar o tempo no horário eleitoral de rádio e televisão. O PPS formalmente fica de fora, com a candidatura de Soninha Francine, mas na prática não deixa de ser uma espécie de linha auxiliar. Contrariando as versões correntes, não houve exigências de cancelamento das prévias nem de formação de chapa puro-sangue. O lugar de vice está aberto, mas a decisão só será tomada em meados do mês de maio, porque depende de negociações: o DEM quer o lugar e Kassab, embora diga o contrário, também pleiteia o direito à indicação, o que certamente conseguirá. Quanto às prévias, tudo depende dos quatro postulantes à candidatura. Se todos desistirem, ficam naturalmente canceladas. Se alguém persistir, Serra se inscreve e “concorre”. Uma disputa de fachada que, no entanto, custaria menos que o desgaste de insistir no cancelamento.
Dora Kramer Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”
A candidatura agora seria, então, uma maneira de reorganizar as tropas em São Paulo, reaproximando Gilberto Kassab de Geraldo Alckmin”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
Uma bela história que estamos pondo à prova
O populismo de uns pode ser humorismo para outros
O presidente Hugo Chávez tem conseguido manter-se como a maior liderança política da Venezuela ao assentar toda a sua vida pública sobre a coluna do mais explícito populismo. Assim foi logo de início, quando anunciou uma nova teoria política que estaria fundamentada no ideário do herói da independência venezuelana, Simão Bolívar. No plano político e econômico ficava constituída uma fantasia que muito envaidecia aquele povo e que foi designada como “Socialismo Bolivariano”. Ocorre, entretanto, que a realidade não se curva nem se submete às construções ideológicas. Ao contrário, tende a desmenti-las e daí vem a necessidade de realimentar tais elaborações, precisamente porque nada têm de científico ou filosófico, mas apenas servem para dar uma aparente justificativa teórica a uma ação política de interesse puramente pessoal, como soem ser as atitudes populistas. O populismo como tática política pode servir-se das mais diversas vestes, mas sempre envereda pelo caminho do culto à personalidade, do centralismo de governo e da restrição ou abolição das liberdades democráticas, a alimentar a empáfia e a bazófia desses tiranetes que sonham como caudilhos. Quando Chávez elegeu os Estados Unidos para o enfrentamento da sua preferência, o fez certamente para se apresentar ao seu povo como o destemido a desafiar a maior potência econômica e bélica do planeta, numa reedição da fábula bíblica de David e Golias. Nesse sentido suas atitudes se sucedem a certos intervalos, sempre que percebe a necessidade de inflar a sua imagem e tornála maior e mais forte para o povo. Quem não se lembra do grotesco papel que desempenhou em plena assembleia da ONU, quando, na tribuna, declarou sentir o cheiro de enxofre que ali teria sido deixado pelo então presidente George Bush? Mais tarde levantou a estapafúrdia hipótese de alguma participação do governo americano no terremoto do Haiti. Depois cogitou que teria existido uma civilização socialista no planeta Marte e que essa sociedade fora destruída pelo capitalismo norte-americano, que nela via um exemplo e um antecedente ameaçador para os Estados Unidos. Mais recentemente lançou a bizarra tese de que os vários casos de câncer que ora incidem sobre líderes latinoamericanos, aí incluídos ele mesmo, Lula, Dilma, Cristina Kirchner (que ainda se supunha portadora), Fernando Lugo, Rafael Corrêa e o próprio Fidel Castro, seriam explicados por uma secreta tecnologia da CIA. Não foi à toa que o rei Juan Carlos da Espanha mandou-o certa vez, de público, calar a boca. O perfil de Hugo Chávez, em maior ou menor escala é reeditado por todos os políticos que professam o populismo como tática de ação política. Chávez não é populista por ser falastrão, mas, ao contrário, ser blasonador é um dos efeitos dessa postura política primária e simplória que se contém no populismo.
Estamos na Campanha da Fraternidade que tem como tema “Fraternidade e Saúde Pública”. Trata-se de uma campanha, isso é, de um esforço a ser realizado durante os dias da Quaresma em que discutiremos o que fazer para melhorar o atendimento público à saúde de nosso povo. O amor ao próximo deve sair da mera conversa para ser vivido em situações concretas, inclusive de saúde e de enfermidade. Serão, portanto, momentos de propostas que esperamos serem consideradas pelas autoridades responsáveis. Por sermos cristãos, a luz que ilumina as reflexões, sempre a encontraremos na Bíblia, especialmente nos escritos do Novo Testamento. Dos textos a nós propostos, vale a pena destacar a parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37), na qual Jesus nos mostra os modos desejáveis no trato com os enfermos. Vamos a ela. Um viajante, após ser assaltado e espancado por bandidos, jazia gravemente machucado à beira da estrada. Passaram por lá um sacerdote e um levita que não lhe deram a mínima atenção. Um samaritano, desprezado como pecador, transitava pelo mesmo caminho e viu a realidade. Dizia João Paulo 2º que “bom samaritano é todo homem que se detém junto ao sofrimento de outro homem, seja qual for o sofrimento”. Ao lado do sofredor, o samaritano compadeceu-se dele, comoveu-se diante da desgraça do pobre viajante. “Se Cristo, conhecedor do íntimo do homem, realça esta comoção, quer dizer que ela é importante para nosso modo de comportar-nos diante do sofrimento alheio”. Em seguida, o samaritano aproximou-se do caído à beira da estrada, ao contrário dos que tinham passado antes. No homem assaltado, ferido, necessitado de cuidado, reconheceu seu próximo, apesar das muitas diferenças entre ambos. Não ficou na compaixão; cuidou do enfermo. A compaixão sem gestos concretos vale pouco. Colocou o homem em seu animal, colocou a serviço do outro os próprios bens: o animal, o que trazia para seu sustento (azeite e vinho) e o dinheiro. Levou o machucado a uma hospedaria, mudando o itinerário de sua viagem. Mobilizou e envolveu outras pessoas e estruturas para não deixar morrer o que fôra assaltado. Tudo o que ele fez ao necessitado de socorro se resume na palavra “cuidar”. Jesus exige de nós que tenhamos o espírito do bom samaritano. Diz bem o Guia para a Pastoral da Saúde na América Latina e no Caribe “que nos devemos aproximar dos doentes, dos fracos, dos feridos, de todos os que se encontram jogados no caminho a fim de acolhê-los, cuidar deles, infundir-lhes força e esperança. No restabelecimento da saúde física está em jogo mais do que uma vitória imediata sobre a enfermidade. Quando nos aproximamos dos enfermos, aproximamo-nos de todo ser humano, de suas relações porque a enfermidade o afeta integralmente”. Ao pensar na saúde pública sob o ponto de vista da bela história do bom samaritano, temos de propor mudanças nada pequenas no que vemos por aí. Mas dá para acreditar que podemos esperar dias melhores desde que todos nos sintamos responsáveis por ela e defendamos nossos direitos constitucionais.
João Bosco Araújo Diretor-executivo do Amazonas EM TEMPO
Populismo como tática política serve-se das mais diversas vestes, mas sempre envereda pelo caminho do culto à personalidade, do centralismo de governo e restrição das liberdades”.
Roberto Leão, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, anuncia paralisação de professores nos dias 14,15 e 16 de março, para cobrar o cumprimento da Lei do Piso.
Numa comparação com as Câmaras de outros países, o Brasil ocupa o 142º lugar. Há 141 países com participação melhor de mulheres. Estamos piores que o Afeganistão, Iraque, o Timor Leste, Moçambique e Angola Eustáquio Alves, doutor em demografia, afirma que os partidos políticos brasileiros funcionam como um funil que impede o aumento da participação política feminina.
RENATA LO PRETE
Decisão solitária
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Devemos aproximarnos dos doentes, dos fracos, dos feridos, de todos os que se encontram jogados no caminho para acolhê-los, cuidar deles, infundir-lhes força e esperança”.
Uma preocupação ajuda a explicar a demora de Dilma Rousseff para nomear os membros da Comissão da Verdade. A presidente tem dito que o grupo não é “como um ministério”, em que você pode trocar os ocupantes caso apareçam restrições ou denúncias. Por isso, Dilma centralizou a escolha dos nomes e não tem dado espaço para aliados e assessores darem palpites. A presidente não quer ex-presos políticos nem militares no grupo, para que não se transforme num “palco para ajustes de contas”, diz um auxiliar. Por fim, Dilma quer uma mulher na comissão, critério que tem usado em todas as áreas de sua gestão. Horizonte A provável entrada de José Serra na disputa eleitoral devolve à estaca zero as tratativas do PSB paulistano com Fernando Haddad. O partido, na base de Geraldo Alckmin e alinhado a Gilberto Kassab, discutirá seu rumo mirando 2014. Exclusividade Lula pediu a João Santana que, se possível, atue apenas como consultor de Hugo Chávez na eleição venezuelana. O expresidente quer dedicação exclusiva do marqueteiro à campanha de Haddad. Flashback Tucanos interessados em abrir caminho para Serra resgatam entrevista de agosto de 2011 na qual Bruno Covas dizia que deixaria as prévias caso o ex-governador se candidatasse. O texto estava até ontem no site do secretário de Meio Ambiente. Flashback 2 A exemplo de 2004, o comando tucano pretende recorrer a FHC na tentativa de demover José Aníbal. À ocasião, o hoje secretário da Energia assumiu o programa de governo serrista e elegeu-se vereador. Ladainha Do ministro Aldo Rebelo (Esporte), sobre a necessidade de assegurar, em entrevistas diárias, que todas as obras estarão prontas para a Copa: “A Bíblia tem mais de 2.000 anos e o padre a repete em todas as missas. Eu vou repetir só até 2014”. Prazo O presidente de Itaipu Binacional, Jorge Samek, tem recebido sinais palacianos de que sua longeva permanência no cargo
estaria próxima do fim. O petista está no comando da empresa desde o primeiro dia de Lula. Plano B Samek pode precipitar sua saída de Itaipu se lançando candidato a prefeito de Foz do Iguaçu, cidade paranaense onde está sediada a empresa. O PT dá sua eleição como certa, caso a candidatura se confirme. Virada... O governador Renato Casagrande (PSB) propôs ao senador Ricardo Ferraço (PMDB) ser o candidato à Prefeitura de Vitória. O convite foi feito em reunião da qual participou o ex-governador Paulo Hartung, até aqui o nome de consenso para a disputa. ...capixaba Ferraço, que ainda tem sete anos de mandato no Senado, pediu que Casagrande encomende uma pesquisa para medir suas chances. Hartung prefere aguardar 2014 para voltar ao tabuleiro político, e só será candidato caso seja o único nome capaz de unir o grupo. Fome de bola A cúpula do PCdoB avisou ao PT que só abrirá negociação sobre alianças nas cidades em que ambos têm pré-candidatos após a segunda quinzena de março. Até lá, o partido manterá suas dez candidaturas em capitais. Veja bem O PT deixou claro que é um equívoco pensar em alianças em todas essas cidades. Deu brecha para acordo em Florianópolis e em Manaus, onde a senadora Vanessa Grazziotin tem dito que não será candidata.
Tiroteio O PT trava uma disputa olímpica com o próprio PT pela medalha de ouro no quesito aparelhamento no BB. É assim na CEF, na Petrobras e nos fundos de pensão.
Frases Governadores e prefeitos estão fazendo uma brincadeira de tremendo mau gosto. É uma falta de respeito às leis, aos trabalhadores e aos eleitores tendo em vista as promessas de mais investimento na educação
Painel
Da mesma forma que desenvolvemos tecnologia de ponta na exploração e produção de petróleo, temos que mirar nossos esforços na proteção ambiental de uma forma mais ampla Segen Estefen, do Instituto de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ, comenta a confirmação pela Petrobras do terceiro vazamento de óleo em menos de um mês no litoral brasileiro.
DO LÍDER DO PSDB NO SENADO, ÁLVARO DIAS (PR), sobre crise que opõe o atual presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, de confiança de Guido Mantega, e o presidente da Previ, Ricardo Flores.
Contraponto
Assunto de Estado O secretário particular de Geraldo Alckmin, Marco Antonio Castello Branco, telefonou para um prefeito a pedido do governador. Não conseguiu falar, deixando recado com a mãe do político para que ele retornasse a ligação. Alguns minutos depois, o prefeito ligou. Quando Alckmin atendeu, ele perguntou, alarmado: — Governador, o que aconteceu? Diante da surpresa de Alckmin, ele completou: — Minha mãe disse que o sr. mandou um ex-presidente da República me procurar. Deve ser algo muito grave! Publicado simultaneamente com o jornal ‘Folha de S.Paulo’
Política
MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
HUDSON FONSECA
Amazonino Mendes ainda não confirmou sua candidatura
ARQUIVOEMTEMPO/MICHELL MELLO
Sabino Castelo Branco confirmou candidatura à prefeitura
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Serafim Corrêa formou chapa própria com Marcelo Ramos
Partidos governistas se enfrentarão por Manaus
As seis siglas que formam a base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT) racharam no Amazonas CAMILA CARVALHO Equipe EM TEMPO
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les pretendem disputar a Prefeitura de Manaus a qualquer custo, e para isso, devem até mesmo contrariar as alianças nacionais. Da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT), os Trabalhadores (PT), peemedebistas (PMDB), democratas (PDT), socialistas (PSB), populistas (PP) e Trabalhadores do Brasil (PTB) podem se enfrentar nas próximas eleições para abocanhar o Executivo municipal. Entre esses, as únicas certezas são: a chapa própria formada pelo ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa, e pelo deputado estadual Marcelo Ramos, ambos do PSB; a indicação de um pré-candidato no PT; a reeleição do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT) ou a indicação de um pré-candidato apoiado por ele; e a candidatura do deputado federal e líder do PTB no Amazonas, Sabino Castelo Branco. Na sigla socialista, não há dúvida: disputarão Manaus seja com quem for. Segundo
o pré-candidato a vice-prefeito, deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), a legenda vem “independente e sem amarras políticas” para administrar a cidade com coerência. “A população tem reclamado que não tem alternativa para tirar os caciques do poder. Vamos
Faço parte de um grupo político e decidiremos as candidaturas dentro desse grupo. Quem não quer governar Manaus? Rebecca Garcia, deputada federal
tirar a prova agora. Somos essa alternativa viável que apostará no enfrentamento dos problemas”, argumentou. Racha Acontece o contrário no PT. A sigla governista só tomou uma decisão: não irá contrariar as diretrizes nacionais.
A legenda deve definir, em abril, se o partido apostará em uma candidatura própria ou se apoiará um candidato de uma sigla da base do governo. O presidente municipal do PT, Valdemir Santana, garantiu que as decisões referentes à eleição municipal serão tomadas pelo diretório em Manaus, sem interferência da Executiva Nacional. “As orientações da Executiva Nacional têm um peso, mas não são determinantes para as decisões. É por isso que o PT é diferente, porque exercemos a democracia”, disse. Os deputados mais bem votados na última eleição pela sigla governista – Sinésio Campos e Francisco Praciano já “lançaram” seus nomes para a disputa e se articulam com os demais partidos da base aliada em busca de um précandidato a vice-prefeito. O discurso do presidente estadual da sigla, ex-senador João Pedro, é diferente dos dirigentes municipais. Segundo ele, o partido seguirá as diretrizes estabelecidas nacionalmente, nas quais ele estaria até “conversando” para adequar ao Amazonas.
Desfiliação por disputa O prefeito de Manaus e candidato natural à reeleição, Amazonino Mendes (PDT), ainda não confirmou se sairá da disputa. Ele vem afirmando que “está cansado” da vida política e que não disputará a reeleição, mas entre um evento público e outro, volta a declarar interesse no próximo pleito. Dirigente municipal do PDT, Dermilson Chagas, informou que o partido respeitará a decisão do prefeito e que mesmo que Amazonino não seja candidato, a legenda deve apoiar
ENTENDA
Segundo interlocutores, há possibilidades de uma chapa formada pelos deputados Marcos Rotta (PMDB) e Chico Preto (PSD), ou a de Rotta com a deputada federal Rebecca Garcia (PP) um nome na disputa. Amazonino Mendes pediu desfiliação do PTB após desentendimentos parti-
dários com o presidente estadual da legenda no Amazonas, deputado federal Sabino Castelo Branco, no final de 2011. Ele migrou para o PDT e “abriu o caminho” para o deputado disputar por Manaus como representante da legenda. Sabino Castelo Branco anunciou que é pré-candidato ao Executivo no início deste ano, mas garantiu que a candidatura será consolidada com os partidos da base. A reportagem tentou contato com o parlamentar, mas não obteve sucesso.
Siglas articulam candidaturas O braço direito da presidente Dilma Rousseff (PT) em Brasília — PMDB — também deve apresentar um pré-candidato em Manaus. Os mais cotados são o presidente es-
tadual da legenda e senador da República pelo Amazonas Eduardo Braga, e o deputado estadual Marcos Rotta. Eles negam as pré-candidaturas e, mesmo dizendo que
ainda é cedo para definição do cenário político local, se articulam nos bastidores para emplacar uma pré-candidatura em “parceria” com o recémcriado PSD ou com o PP.
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Política
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Cláudio Humberto COM TERESA BARROS E LEANDRO MAZZINI
www.claudiohumberto.com.br
Esperamos conter a onda de corrupção que tem envolvido ONGs” DEPUTADO ESPERIDIÃO AMIN (PP) defende Ficha Limpa para dirigentes de ONGs
Briga no PT ‘derrete’ Guido Mantega na Fazenda O ministro Mantega (Fazenda) continuará “na geladeira” pelo menos até o início de março, quando a temperatura da briga entre petistas deverá aumentar a queda de braço dos insatisfeitos com a perda de influência do exministro José Dirceu (Casa Civil) no governo Dilma. Dirceu reitera que Lula e Dilma estão afinados. Mantega é da cota de Lula e, de contrabando, Luiz Denucci, ex-Casa da Moeda, também. Sem prestígio O desfecho da doença de Lula complica o cenário: fora de cena, o ex-presidente não poderá “segurar” Dirceu, da ala dos “desprestigiados”. Traço mundial Com futuros correspondentes em diversos continentes, a TV Brasil, ou TV do Lula, será um fenômeno de mídia mundial que ninguém verá. Vale-mordomia A Presidência da República pagará R$ 1,5 milhão à Localiza, este ano, a fim de alugar carros no Nordeste para atender suas excelências. Vida dura O líder do PT no governo, deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) teve ótimo recesso: gastou R$ 22,1 mil da verba parlamentar em janeiro. Sindicato é acusado de manter vigarice indígena O Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar suposta participação de dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF na manutenção de comunidade indígena vigarista que invadiu o Noroeste, novo bairro de Brasília. Os índios vieram
de vários Estados, e agora alegam que o local é “território sagrado”. O MPF suspeita que eles sejam usados como instrumento de pressão em pleitos sindicais. Réu confesso Secretário geral do Sindicato, Oton Pereira nega ter “condições e objetivo político” para manter os índios: “só ajudamos de forma humanitária”. Irresistível Crítico do “dolce far niente” na Câmara, o deputado federal Romário (PSB-RJ) aderiu: só volta na segunda (27) e terça abre um seminário. Calendário O ano também só vai começar para Dilma na segunda (28): sua agenda na sexta (24) se limitou a um encontro com o ministro Padilha (Saúde). Plantando, dá O governo federal vai lançar por R$ 10 bilhões o Programa Nacional de Irrigação, em parceria público-privada em alguns dos 200 mil hectares do Semiárido. Tecnologia especial da Embrapa apontará as terras viáveis. Fora só dessa disputa O senador Aécio Neves (MG) revelou ao colega Flexa Ribeiro (PA) que não tem interesse em disputar a liderança do PSDB no Senado. Está mais preocupado em consolidar a candidatura à Presidência em 2014. Contra invasores O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o deputado Paulinho da Força (PDT) organizam almoço amanhã com mais de 40 lideranças empresariais e dos trabalhadores, em São Paulo. Querem mostrar união na defesa da indústria nacional face à in-
PODER SEM PUDOR
Já morreu tarde Em 1955, um ano após a morte de Evita e pouco antes de cair, o general argentino Juan Domingo Perón demitiu o poeta maior Jorge Luis Borges de uma sinecura na Biblioteca Nacional de Buenos Aires. Pura pirraça. - Perón es un miserable! – reagiu o poeta Em 1973, Perón retornou ao poder e faleceria em seguida. Um jornalista procurou Borges e tentou induzi-lo a uma resposta generosa sobre o morto. Ele repousou as mãos sobre o cabo da bengala e exclamou: - Ahora, Perón es un miserable muerto!
Jornalista
vasão dos importados.
Os precatórios do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) equivale a 201 processos de 2010
Ulalá Candidata da extrema-direita à presidência na França, Marine Le Pen toparia trocar com a ministra Ana Arraes (TCU), que além do salário, tem direito a belo apê: eurodeputada, Marine ganha 6 mil euros. E só.
O Tribunal de Justiça do Amazonas está na 15a colocação entre os Estados com menores débitos em precatórios
Das Arábias Além do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-SP), o ministro Pimentel (Desenvolvimento) também passou o Carnaval em Riad, na Arábia Saudita, onde foi vender ovelhas brasileiras numa feira de Agricultura. É luxo só Mulher do ministro Paulo Passos (Transporte), a cantora Rosa Passos lançará seu 16º CD, intitulado “É luxo só”, nos dias 2 e 3 de março, em Brasília. A presença de autoridades é dada como certa. Corrente elétrica O novo embaixador da Síria, Mohammad Khadour, terá vida difícil no Brasil: deverá começar a receber em breve protestos contra o regime carniceiro de Bashar Al Assad no e-mail embsiria@uol.com.br Farra cultural Projeto de lei do senador Álvaro Dias (PR), líder do PSDB, quer alterar a Lei Rouanet: o Ministério da Cultura deverá publicar todo mês, no Diário Oficial, dados completos dos projetos financiados com renúncia de impostos sem a devida avaliação do MinC. Hoje passam de oito mil. Feliz Ano Velho Prestação do carro atrasada? Pedindo empréstimo para pagar IPTU e IPVA? Reduzindo compra de supermercado? 2012 começou, enfim.
Tribunal já está quitando dívida de R$695 milhões MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
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Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) deve R$ 695 milhões com precatórios, os quais colocam o Tribunal do Amazonas, na 15a colocação entre os Estados com menores débitos em precatórios, segundo tabela enviada pela Corregedoria Nacional. Os Estados de São Paulo e Paraná aparecem com os débitos mais elevados na tabela, R$ 20 e R$ 10 bilhões respectivamente. Os dados são referentes ao ano de 2010. Segundo a assessoria da presidência do TJAM, desse valor, pelo menos a metade já foi paga, mas ainda não é possível afirmar o valor exato, porque os dados ainda estão sendo atualizados. O vice-presidente da corte, desembargador Domingos
Chalub, informou que os precatórios são credores contra as fazendas públicas Federal, Estadual e Municipal e que os maiores processos são de funcionários públicos. “No Amazonas, a maior quantidade de precatórios vem de funcionário público e depois vem precatórios alimentares”, disse. De acordo com a tabela enviada pelo TJAM, o valor dos precatórios equivale a 201 processos, a maioria é do governo do Estado, o qual, segundo informação do TJAM, vem pagando regularmente os débitos. Já o município de Manaus opinou pelo pagamento em regime especial, parcelando em 15 anos o pagamento do débito. A Corregedoria Nacional de Justiça, em 2011, implantou um programa de apoia a estruturação da área de precatórios dos tribunais de Justiça, em que conseguiu atender a seis Estados. Para este ano a ministra Eliana
Calmon quer levar o programa a todos os tribunais que precisam de ajuda e até mesmo aos que informaram já estarem com o serviço organizado, como é o caso do TJAM. O juiz auxiliar da presidência do TJAM Ronne Stone, diz que o TJAM apoia a iniciativa da Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de atuar em parceria com os tribunais do país, mas que no caso específico do Amazonas a situação está regular. “A corregedoria sempre vem para contribuir de forma positiva. No TJAM estamos com a situação de precatórios equilibrada, os débitos são os menores do país”, informou Stone. Segundo a assessoria da previdência, os valores referentes a 2011 ainda estão sendo atualizados, por conta dos pagamentos terem sido feitos no final do ano passado.
Com a palavra
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TENENTE-CORONEL AMADEU SOARES
Ronda NO BAIRRO DESARTICULANDO a criminalidade
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
NÁFERSON CRUZ Equipe EM TEMPO
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A migração já começou e com isso houve um aumento na cidade, de prisões de quadrilhas com prática em roubo a residências. No próprio noticiário da mídia, está sendo divulgado que quadrilhas têm caído de forma sistemática”
“Programa Ronda no Bairro”, tido como um plano de reestruturação da segurança pública, estabelecido pelo governo do Estado, aposta na filosofia de polícia comunitária para combater a violência e reduzir índices de criminalidade em Manaus. O responsável pela implementação do programa, o tenente-coronel Amadeu Soares, 42, diz que a expectativa, não é apenas desarticular a artéria vital da bandidagem, mas, também ajudar a oferecer melhor qualidade de vida ao cidadão amazonense. Nesta entrevista, o tenente-coronel, que assumiu a patente em fevereiro do ano passado, fala da nova tecnologia, o Afis (Sistema de Identificação Automática de Impressões Digitais), que vai fornecer informações em tempo real, além de possibilitar a comunicação integrada entre as unidades de polícia. O sistema, segundo Amadeu Soares, está prestes a ser inaugurado. “Com a tecnologia será possível agir de maneira mais célere, identificando a mancha criminal e intensificando o policiamento. Outra vantagem é que a integração dos dados da polícia gerará maior possibilidade para realização de operações integradas entre as polícias”. EM TEMPO – O senhor pode citar quais comunidades da Zona Norte, o “Programa Ronda no Bairro” conseguiu em pouco tempo reverter à subversão, por conta do narcotráfico, assaltos e roubos? Amadeu Soares - A Zona Norte como um todo tem algumas áreas mais complicadas, mas em nenhuma dessas áreas a polícia era impedida de entrar. Eu desafio quem quer seja, pois Manaus não tem um lugar onde a polícia não pode entrar. É claro que existem áreas que possuem
um número maior de criminosos, que ao verem a polícia até reagem, mas não impede de entrar como acontecia no Rio de Janeiro, antes da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). EM TEMPO – E nos locais com alta incidência na criminalidade, há alguma atividade específica nesse caso? AS – Sim. Para todos os lugares onde há incidência de manchas criminais está sendo feita uma operação em conjunto com a Polícia Civil, onde é investigada a área, ao mesmo tempo com a expedição de mandados de prisão, busca e apreensão. Ou melhor, estamos retirando de circulação as pessoas que insistem em praticar crimes na Zona Norte. EM TEMPO - O senhor não tem receio que os criminosos da Zona Norte entrem em um processo de migração para outros bairros, a exemplo do que ocorreu nos morros cariocas com a entrada da polícia para a implementação das UPP´s? A S – A migração já começou e com isso, houve um aumento na cidade de prisões de quadrilhas com prática em roubo a residências. No próprio noticiário da mídia, está sendo divulgado que quadrilhas têm caído de forma sistemática. Então o governo não transigiu com o estudo desse fenômeno, muito pelo contrário, está agindo com repressão qualificada e sistematicamente tem colocado esses criminosos na cadeia. EM TEMPO – O senhor pode confirmar se houve remanejamento de policiais de outras áreas para a Zona Norte, para atuar no Ronda no Bairro? Se houve, outras zonas não ficam desguarnecidas? AS – Sim já houve, mas não desguarnece porque foi feito um planejamento junto às unidades especializadas para fazer o recobrimento dessas áreas. Daqui a aproximadamente 50 dias estaremos formando uma parte do efetivo - 2,5 mil policiais - que será
empregado nas unidades das zonas Leste, Oeste e CentroSul, ao mesmo tempo, que estaremos iniciando no final do primeiro semestre, o programa nas respectivas zonas, caso as obras nas unidades sejam concluídas. EM TEMPO - Que vitória o Programa Ronda no Bairro contabiliza nessas primeiras semanas? AS – A maior vitória que o Ronda no Bairro contabiliza é a tranquilidade pública, é você poder olhar no semblante do cidadão é ver que ele hoje está mais tranquilo. Numa situação de normalidade. EM TEMPO - A polícia passou a se relacionar melhor com a população? AS – O Ronda no Bairro foi intensificado. Antes, a polícia mantinha uma relação amistosa com a população, mas a polícia estava atuando de maneira equivocada, ou seja, de forma reativa, hoje, nós trabalhamos de forma próativa e preventiva, além de interagir cada vez mais com a sociedade. Temos que sempre estreitar os laços para que polícia e comunidade não deem espaço para a criminalidade. EM TEMPO - Quando a nova estratégia de segurança pública será ampliada para os municípios que compõem a Região Metropolitana de Manaus (RMM)? AS – Até o final deste ano, esperamos implementar em outras zonas na cidade de Manaus e, posteriormente, para toda a Região Metropolitana, com infraestrutura necessária para dar maior qualidade no trabalho. EM TEMPO – Que novidade teremos em relação à tecnologia e o que pode melhorar a disposição de dados da polícia? A S – Estamos com vista de contratação do sistema Afis, que vai digitalizar toda as entidades do Estado. Com esse sistema, a partir da viatura, o cidadão será identificado através de ponto biométrico. É um desejo das polícias Militar e Civil, que esse padrão
seja adotado. EM TEMPO – O senhor pode exemplificar o funcionamento do Afis? AS - Se um cidadão der o nome dele errado à polícia, basta ele colocar o dedo dele num ponto biométrico adaptado à viatura que sairá toda a informação sobre aquela pessoa, apenas consultando o banco de dados do sistema. Com isso, vamos ter relatórios completos, porque esse sistema faz o processamento imediato das ocorrências, gerando estatísticas de forma rápida. Com isso, o planejamento e a ação serão mais rápidos no sentido de coibir a violência nas áreas que apresentarem grande número de casos. EM TEMPO – Isso quer dizer que todo cidadão amazonense terá que fazer um novo cadastro de identidade? AS – Exatamente, mas não haverá demora, tudo será digital, a nova carteira de identidade vai sair na hora. Estamos em fase de aquisição, vamos aguardar o processo de licitação e a meta é que em cinco anos, todo cidadão amazonense passe pelo novo cadastro e tenha nova carteira de identidade. EM TEMPO – Quando atuava no comando da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), o senhor desarticulou várias quadrilhas especializadas em assaltos e intermediou sequestros, que tiveram desfechos positivos. Entre todas estas ações, qual delas lhe trouxe reconhecimento e mais marcou? Amadeu Soares – O caso que envolveu o garotinho Douglas de apenas 3 anos, ocorrido em 2010, numa residência do bairro São Francisco, na Zona Sul de Manaus. Neste episódio fiquei por mais de 30 horas negociando com o pai da criança que fez a mulher, uma menina e o menino Douglas de reféns. Fiquei cada segundo negociando com o pai, foi um momento de tensão que acabou em paz.
Antes, a polícia mantinha uma relação amistosa com a população, mas a polícia estava atuando de maneira equivocada. Hoje, nós trabalhamos de forma próativa e preventiva, além de interagir cada vez mais com a sociedade” GIOVANNA CONSENTINI
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Mulheres buscam força no parlamento do AM Constatação da pouca representação das mulheres nos três Poderes é uma das frustrações citadas pelas parlamentares ARQUIVOEMTEMPO/REINALDO OKITA
Conceição Sampaio diz que o momento é de compromissos MEG ROCHA Equipe EM TEMPO
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epresentando 51,96% do eleitorado brasileiro, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres, contraditoriamente, ainda são a minoria nas casas legislativas. No cenário nacional, elas somam 11 senadoras do total de 81, e 46 deputadas federais, da quantidade geral de 513 na casa. Em âmbito estadual temos duas deputadas, - Conceição Sampaio (PP) e Vera Lúcia Castelo Branco (PTB), de 24 parlamentares, e sete vereadoras na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A constatação da pouca representação quantitativa das mulheres – realidade que se repete na esfera dos Três Poderes - constitui-se em uma das frustrações citadas pelas parlamentares amazonenses na comemoração dos 80 anos da conquista do voto feminino no país, na última sexta-feira (24). Elas concordam que as limitações do gênero devem-se entre outros pontos, à cultura do predomínio do homem no poder, e a fatores a serem modificados com a Reforma Política, como o financiamento público de campanha. Na avaliação da senadora Vanessa Grazziontin (PCdoB), a data e a “idade” desse direito adquirido constitui-se, sem dúvida, num marco na política brasileira, porém ela observou que, bem mais que um dia de comemoração, o período é de reflexão sobre a participação feminina nos espaços de poder. “É uma boa data para avaliar a evolução da mulher em ambientes onde o poderio é historicamente do homem. O
GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO
Vanessa Grazziotin fala que o período é de observação
marco é pra pensarmos o que fizemos de lá para cá? Porque acredito que a legislação do Brasil quanto à inclusão feminina na política é uma das melhores do mundo”, acentuou a senadora, mencionando a lei n° 9.504 (30 de setembro de 1997), que estabelece que cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. A parlamentar enfatizou ainda que, a barreira encontrada por “elas” não está na lei vigente, e sim na cultura incutida nas meninas desde cedo. Vanessa acrescentou que
CARGOS
A vereadora Lúcia Antony (PCdoB) observa que o processo de inserção delas nos cargos de autoridade tem sido lento e tímido, por falta de estrutura política que incentive a integração destas uma das alternativas para mudar o quadro seria a reforma política, no quesito lista fechada, viabilizando, assim, uma maior e real participação nas casas legislativas. A presidente da Comissão da Mulher e das Famílias na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Conceição Sampaio, analisa o “aniversário” do voto feminino como um momento apropriado para ponderar sobre a existência da democracia no parlamento, e para as poucas políticas eleitas, o momento é de reassumir o compromisso de forma mais igualitária.
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Lúcia Antony afirma que falta estrutura política de incentivo
Medidas favoráveis às mulheres Para Conceição Sampaio, é necessária a redemocratização do espaço legislativo, justamente pelo baixo crescimento da participação das mulheres em todo esse período. “Não dá para falar de democracia, se não falarmos de igualdade, porque vemos nesse cenário uma evidente necessidade de redemocratizar os Poderes e a sociedade em geral. Além do mais, as mulheres, em cargos eletivos ou não, têm o desafio permanente, de todos os dias, ter de provar nossa competência, assegurar o espaço conquistado, e convencer o parlamento, no meu caso, maioria homens, a propor leis e medidas favoráveis a nós”, disse. Uma das representantes do gênero na CMM, Lúcia Antony (PCdoB), observa que o processo de inserção “delas” nos cargos de autoridade tem sido lento e tímido, por falta de estrutura política que incentive e possibilite a integração destas. “É notório que apesar do nosso direito de votar e ser votada fazer parte da legislação vigente, não conseguimos ocupar as cadeiras das instituições”, disse a vereadora.
Ações de incentivo à formação Os dois partidos com maior expressão feminina nas casas, o PP e PCdoB, tendo em vista o poder de definição desse eleitorado, visam reforçar as ações de incentivo à formação de políticas para compor as chapas que concorrerão nas eleições
municipais, de acordo com os titulares das legendas, o secretário do Diretório Municipal dos progressistas, Walter Sipele, e o presidente municipal dos comunistas, Anderson Souza. Em ambos os partidos há possibilidade da disputa às
eleições majoritárias serem pleiteadas por representantes do gênero, o PP com a deputada federal Rebecca Garcia (PP) e o PCdoB tendo como prováveis pré-candidatas, a senadora Vanessa Grazziontin ou a vereadora Lúcia Antony.
Caderno B
Economia nomia MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
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(92) 3090-1045
Oportunidades Ameaรงas
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Economia
Para sobreviver por Manter-se em pé será o desafio da Zona Franca de Manaus nos próximos anos. Para isso, entre outras estratégias, será preciso fortalecer alianças e criar armas para assegurar a competitividade
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uase meio século depois de implantada para ser a “mola” propulsora da região, a Zona Franca de Manaus (ZFM) vive hoje uma “interrogação” sobre o seu futuro. Enquanto algumas entidades chegam a profetizar o fim do modelo atual, a maioria é unânime em afirmar que os obstáculos serão ultrapassados e os desafios enfrentados para manter as “máquinas aquecidas” nos próximos 50 anos. Conforme a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a tendência é de que os segmentos que atuam hoje no Polo Industrial de Manaus
(PIM) sustentem a produção nos próximos anos, com destaque para os de eletroeletrônico, duas rodas e químico, que juntos são responsáveis por mais de 75% do faturamento do polo. Contudo, na avaliação da autarquia, alguns segmentos já existentes, como o de bebidas, naval, madeireiro, papel e papelão e material de limpeza que podem se destacar, pois possuem grande potencial para novos investimentos. Além de consolidar os já existentes, o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, destaca que o PIM tem “calibre”
para se expandir e atrair novos segmentos. Ele cita segmentos como os de remédios, fertilizantes e cosméticos como exemplos de setores que podem se desenvolver a partir das potencialidades oferecidas pela região. “Precisamos estimular o crescimento de novas matrizes econômicas para não ficarmos reféns do modelo atual”, salienta. Mas o fortalecimento da ZFM não está apenas nas mãos dos empresários. Périco ressalta que as ações do poder público federal serão decisivas para garantir os incentivos que estimulem novos investimentos e a “saúde” das produções.
Zona Franca não será a mesma Apesar de não desaparecer “de uma hora para outra”, o modelo atual da Zona Franca de Manaus não será o mesmo, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas (Sinaees-AM), Celso Piacentini. Para ele, o atual molde do Entidades são unânimes em dizer que ZFM vai superar obstáculos e sobreviver mais 50 anos
polo local vai enfrentar grandes transformações devido aos avanços tecnológicos com a convergência digital “batendo à porta”, a lei de informática afastando as fábricas do polo e a competição no mercado, que deverá ficar mais acirrada com a entrada dos produtos importados. O presidente da Federação
das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, defende que o polo industrial deve se diversificar para manter a competitividade e o desenvolvimento atual. “Precisamos encontrar formas de proteger o parque fabril com seus atrativos e benefícios para as futuras gerações”, acrescenta.
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or mais 50 anos Articulações para proteger Na “guerra” pela sobrevivência da Zona Franca de Manaus, as articulações políticas também têm papel de peso nas negociações. Na avaliação da senadora Vanessa Grazziotin, o Amazonas precisa se articular no sentido de intensificar a política de adensamento da cadeia produtiva local, trazendo para o Estado novas indústrias de componentes e outros insumos. “Só assim será possível melhorar o índice de nacionalização das empresas”, frisa, ao ressaltar que no polo de duas rodas, por exemplo, o índice de nacionalização já chega a 75%. “O Processo Produtivo Básico exigido das empresas exerce papel importante para aumentar esse valor agregado aos produtos. É com esse cenário que precisamos trabalhar”, destaca a senadora. O deputado federal Pauderney Avelino defende que os empresários devem atuar de forma mais articulada junto aos governos para fazer frente aos entraves que ameaçam a indústria
local. Segundo ele, as dificuldades vão aumentar nos próximos anos, classificando a evolução tecnológica, que tende a avançar para o soſtware e não para o hardware, e os pesados tributos como os principais adversários do polo industrial. “Não criamos no Amazonas nenhuma base tecnológica e não temos infraestrutura e nem logística adequadas para enfrentarmos esses desafios”, salienta o parlamentar. Êxodo Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus, Valdemir Santana, é preciso combater os fatores que levam ao êxodo das fábricas do polo industrial. Segundo ele, se as barreiras que impedem o progresso do parque fabril não forem removidas, dificilmente, a Zona Franca se sustentará com a pujança de hoje. “É preciso consolidar o modelo atual mantendo os segmentos que já atuam. Caso contrário, não adianta pensar nem em 20 anos e muito menos em 50 anos”, enfatiza o sindicalista. Tendência é de que os polos existentes sustentem a produção no parque fabril, com destaque para o setor de eletroeletrônicos
FOTOS: ACERVO SUFRAMA
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Municípios na expectativa por incentivos industriais Com a possibilidade de ampliação dos benefícios da ZFM para a região metropolitana, interior espera por investimentos
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onfiantes na possibilidade de ser um “braço” da Zona Franca de Manaus (ZFM) e no potencial que possuem para atrair investimentos, os municípios no entorno da capital aguardam ansiosos pela aprovação do projeto de lei, que assegura a expansão dos benefícios do polo para a Região Metropolitana de Manaus (RMM). Os projetos de extensão dos benefícios e prorrogação da ZFM por mais 50 anos foram anunciados pela presidente Dilma Rousseff durante inauguração da ponte, em outubro do ano passado. Hoje, a proposta está nas mãos dos parlamentares na Câmara dos Deputados, em Brasília. Com a perspectiva de que a decisão seja favorável ao Executivo, o setor industrial já vislumbra a implantação de fábricas na região, em busca das potencialidades de cada município e, consequentemente, geração de emprego e renda para os cidadãos do interior. Segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), com a extensão dos benefícios, a
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tendência é de que as portas se abram para o interior do Amazonas, principalmente pelo interesse das empresas cuja produção será baseada nos insumos regionais. Poucos investimentos Conforme o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, são poucas as empresas que se aproveitam dos benefícios concedidos pela autarquia, para se instalar no interior, onde podem contar com incentivos, por exemplo, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), caso invistam na produção com insumos de origem vegetal da região. Entre as empresas que apostaram em investir fora de Manaus estão a que fabrica pisos de madeira beneficiada de forma sustentável, o polo cerâmico e a que produz borracha com o látex do Amazonas. O fator que influencia nessa “falta de interesse” das empresas pelo interior é o Decreto-lei nº 288/67, artigo 2º, que delimita a Zona Franca a 10 mil quilômetros quadrados da capital, não alcançando, portanto, totalmente a região metropolitana.
Com a inauguração da ponte Rio Negro, ampliou-se a probabilidade de atração de indústrias em municípios amazonenses
Descentralizar é criar mais oportunidades Para a Associação Amazonense de Municípios (AAM), o importante é descentralizar o polo industrial para levar mais oportunidades de emprego e desenvolvimento à população que mora na região metropolitana. Segundo ele, o progresso em relação às cidades da
RMM, de imediato, diminuiria a “pressão” do êxodo rural sobre Manaus, contribuindo com a fixação do homem interiorano em sua cidade natal. “É preciso que seja elaborado um amplo planejamento e um plano de negócios com as potencialidades dos municípios”, ressalta o presidente
da AAM, Jair Souto. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, enfatiza que a expansão do polo industrial para os municípios da região metropolitana será inevitável. “A ampliação é fundamental, uma vez que
não há mais terrenos para abrigar novas fábricas em Manaus”, destaca. A senadora amazonense Vanessa Grazziotin ressalta que, para atrair novos negócios, o Amazonas terá de investir também em infraestrutura, ciência e tecnologia e comunicações.
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ZFM aguarda viabilidade do segmento petroquímico Para se unir ao “leque” de empresas instaladas na Zona Franca de Manaus, a Suframa estuda a possibilidade de instalação de um setor gás-químico
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om um “leque” de variedades de empresas, a Zona Franca de Manaus (ZFM) tem capacidade para ir além do registrado nesses 45 anos de existência. É com essa projeção que a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) estuda a viabilidade de novas empreitadas relacionadas à atividade petroquímica. Segundo o superintendente da autarquia, Thomaz Nogueira, o estudo, em parceria com a Universidade Federal do Estado do Amazonas (Ufam), confirmou a potencialidade do Polo Industrial de Manaus (PIM) para receber um polo gás-químico. “O resultado obtido até então foi positivo. O estudo concluiu que o Amazonas tem potencial comprovado para se transformar em um importante polo da indústria gás-química do país”, diz Nogueira, ao garantir que empreendimentos baseados no beneficiamento do gás natural da província petrolífera de Urucu terão êxito na atividade caso optem em se instalar no parque fabril manauense. O posicionamento da Suframa foi confirmado pela Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hí-
dricos (SEMGRH). De acordo com o titular da pasta, Daniel Nava, o PIM possui todas as condições para abrigar empresas da área, o que deve ser alavancado com as reservas de gás que o Estado possui. “As reservas de gás existentes nas Bacias do Solimões, do Acre e do Amazonas têm grande potencial para pro-
O estudo concluiu que o Amazonas tem potencial comprovado para se transformar em um importante polo da indústria gás-química Thomaz Nogueira, superintendente da Suframa
mover a atividade no PIM” destaca o secretário. Além do gás, Nava ressalta, ainda, que o Amazonas é rico em tântalo e caulim, o que também favoreceria a criação de um novo polo. “No caso desses minerais, favoreceria a produção de itens como porcelanato e cerâmicas no PIM, assim como tintas e pneus”.
Vídeolar se adianta e investe Enquanto o polo gásquímico ainda é uma promessa, a Videolar se adiantou e está investindo na área petroquímica em Manaus. A empresa iniciou a industrialização do Filme Biorientado de Polipropileno com três camadas. A empreitada deve render ao PIM investimentos de R$ 12 milhões. Esse foi o primeiro empreendimento no ramo petroquímico no parque fabril local e a ideia é abastecer o mercado nacional de bebidas com tampas plásticas. A empreitada também visa atender as necessidades do setor alimentício, um dos focos da empresa, já que a tampa plástica tem em suas duas versões a vedação bilabial. Além disso, esse tipo de material garante a integridade do produto ao consumidor final. A Videolar informa ainda que as tampas serão fabricadas por meio do sistema de moldagem por compressão, segundo ela,
a mais moderna tecnologia para produção de tampas. Hoje, a companhia é uma das maiores fabricantes de estojos para CD e DVD do país. O portfólio de produtos fabricados pela Videolar será composto pelos mo-
APOSTA
Maior fabricante de estojos para CD e DVD do país, a fabricante Videolar envereda pelo ramo petroquímico com investimento milionário e planos ambiciosos no mercado delos de tampas PCO 1810 e PCO 1881. Esses formatos são utilizados em garrafas de refrigerante e água mineral, sendo o último compatível com o novo padrão de gargalo adotado por importantes indústrias de garrafas Poli Tereſtalato de Etileno (PET). Videolar pretende abastecer mercado com tampas plásticas
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Novas empreitadas no PIM Novamed. A empresa, pioneira no ramo em Manaus, teve o projeto aprovado no ano passado pelos conselhos Administrativo da Superintendência da Zona Franca de Manaus (CAS) e de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) e vai garantir ao parque fabril investimentos de R$ 187 milhões e a geração de 320 empregos diretos. De acordo com o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, a procura de empresas de segmentos diversos para a instalação de fábricas no polo local comprova o bom andamento da política de incentivos concedidos pelo modelo ZFM, consolidando-o como exemplo de êxito em uma diversidade de setores. “A projeção é de que a diversificação de setores continue, inclusive no que diz respeito à produção a partir de matérias-primas existentes na região”, destaca o superintendente, ao ressaltar que, apesar do potencial para abrigar indústrias de todos os setores, o decreto-lei nº 288/1967, de regulação da Zona Franca de Manaus, aponta alguns produtos para os quais os incentivos da ZFM não podem ser concedidos, que são o de armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas e automóveis de passageiros.
Entre os novos segmentos do PIM, a Brasjuta, que começou a operar no ano passado, destinou para a atividade R$ 30 milhões
Reforço ao modelo Zona Franca de Manaus A Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan) e a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) também creditam a ampliação dos setores industrial do PIM ao modelo ZFM. Para o secretário executivo adjunto de Políticas Setoriais da Seplan, Appio
Tolentino, a diversificação em qualquer economia é salutar, e no caso do parque fabril local a iniciativa de novas empresas se instalarem em Manaus reforça o poder atrativo da política de incentivos destinada para atrair novas indústrias. “O modelo é o principal responsável, tanto que já
há a possibilidade da abertura novos polos como o de móveis e o fortalecimento do polo naval, o que atrai novas empresas”, ressalta o secretário, ao pontuar ainda que a entrada de empresas de novos ramos, como é o caso da Novamed, é uma abertura para que novos projetos sejam consolida-
dos no PIM. Já para o presidente da Fieam, Antônio silva, entre outros polos, o setor relojoeiro e metal-metalúrgico tiveram forte crescimento e contribuíram positivamente para o PIM em 2011. O resultado favorável é atribuído ao aquecimento da demanda para esses setores.
PRODUÇÃO
Reinventar para competir mais Em um cenário de sucessivos “baques” contra o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), algumas indústrias amazonenses já procuram diversificar a produção na tentativa de garantir a competitividade no mercado. Conforme o presidente da Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas (Aficam), Cristóvão Marques, muitas empresas já pararam de vez sua produção, como fabricantes de selim de motocicleta, de chicote, dentre outros componentes. Mesmo assim, enquanto os ventos sopram em desfavor, há quem tenha encontrado uma “luz no fim do túnel” para marcar território, como a Masa da Amazônia. Segundo o diretor-presidente da indústria integran-
te do segmento de injeção plástica, Ocimar Meloni, embora sempre estivesse focado no ramo de plásticos, o grupo se reinventou por conta das flexibilidades do Processo Produtivo Básico (PPB) e do aumento de concorrentes. Meloni destaca que, com a junção ao Grupo Flextronic, a empresa passou a remeter a produção ao ramo de eletrônicos, o que sustenta o faturamento no Polo Industrial de Manaus (PIM). Desde agosto do ano passado, a Masa tornou-se a primeira fábrica a produzir o videogame da Microsoſt Xbox 360, fora do seu país, a China. Atualmente, a empresa conta com dois mil funcionários, enquanto há três anos esse número era de 750 empregados.
De acordo com o diretorpresidente, a preocupação da Masa não se destina a exportação, mas sim na tentativa de evitar que seus clientes procurem empresas de fora para elaborar negócios. Dentre os 15 clientes fiéis, estão multinacionais como Honda, LG, Philips, Samsung, Semp Toshiba, Sony, Yamaha e Whirlpool Eletrodomésticos. A Whirlpool também incluiu novos produtos na sua linha de mercado, com o intuito de aumentar o leque de opções para seus clientes. No ano passado, uma das iniciativas da empresa foi retomar a fabricação da máquina de lavar louça, lançando a nova linha de produção do item, que era comercializado no país apenas por meio de importações.
Ameaças ‘forçam’ mudanças
REPRODUÇÃO
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om a produção de motos e eletroeletrônicos consolidada, o Polo Industrial de Manaus (PIM) tem nova “cara” com a entrada de outros segmentos no parque fabril. Hoje, o complexo conta com uma fábrica de beneficiamento de fibra, a Brasjuta, e a Neotec, indústria de pneus. Mas, uma nova empreitada está por vir com a entrada da Novamed, produtora de medicamentos líquidos, sólidos e semissólidos, no complexo. Somados os investimentos das três empresas, devem ser aplicados no PIM R$ 297 milhões em um período de três anos. A Brasjuta, que deu o “pontapé” na produção no ano passado, destinou para a atividade R$ 30 milhões. Já a Neotec, que abastecerá o polo de duas rodas manauense, iniciou as atividades no PIM no início deste mês. A empresa, que pertence ao grupo Levorin, investiu R$ 80 milhões na empreitada, que deverá gerar, em um prazo de três anos, 500 postos de trabalho em Manaus. De acordo com a gerente administrativa da empresa, Cíntia Levorin, a expectativa é de que os pneus já abasteçam as fabricantes de motos no próximo mês. O terceiro projeto, que deverá dar o “start” da produção de remédios, será realizado pela
GIOVANNA CONSENTINI
Consolidado em outros segmentos, o polo local se expande para outros setores e recebe novas indústrias, entre elas uma de medicamentos líquidos, sólidos e semissólidos, que vai garantir R$ 187 milhões ao parque fabril manauense
Para competir, Masa agora produz Xbox 360
Sob as ameaças da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 98/2007, denominada como PEC da Música, a indústria de CDs e DVDs no parque de Manaus, Videolar, já virou “mestre” em se reinventar. Para vencer as crises em 22 anos de mercado, a indústria conta com uma linha de pen drives, fitas profissionais utilizadas pelas empresas de televisão e outro mix de produtos.
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Gigantes de TVs se ‘armam’ com tecnologias Para seguir a tendência, indústrias de TV apostam as fichas na produção de tecnologias avançadas
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iante de um cenário competitivo com o surgimento incessante de novas tecnologias, as fabricantes de televisores instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) apostam todas as fichas na produção de aparelhos com tecnologia avançada para “não perder o andar da carruagem”. As apostas para alavancar as vendas recaem na produção de aparelhos mais leves e com as telas mais finas e nas chamadas TVs conectadas, que permitem a integração com outros aparatos, como a internet. Hoje, 70% dos televisores vendidos no país já dispõem dessa tecnologia, e conforme dados do setor, 20% dos lares brasileiros possuem TVs conectadas. A gigante Sony é um dos exemplos da confiança depositada nesses produtos. Isso porque dos 26 modelos de TV produzidos pela empresa, 22 são conectados. “Temos grande expectativa para o mercado de TVs conectadas. O Brasil, mesmo com a banda larga em desenvolvimento, já é o quinto país mais conectado à internet no mundo, se considerados todos os países onde atuamos. Esperamos alavancar as vendas nos próximos anos, especialmente considerando o mercado de
TVs de telas grandes, que vem crescendo muito”, afirma o gerente da linha Bravia da empresa, Luciano Bottura, ao ressaltar que o grande desafio é popularizar a TV conectada que, hoje, pode ser obtida R$ 1.099. Outro modelo de “conectada”, também chamada de Smart TVs, é mais uma aposta do mercado. A Philips é uma das empresas que pretendem
INVESTIDA
Aposta das indústrias de televisores é a chamada TV conectada, que permite a integração com outros aparatos, como a internet. Hoje, 70% dos aparelhos vendidos no país dispõem da tecnologia continuar investindo na produção e desenvolvimento dessa plataforma. Em 2011, 45% do portfólio da empresa era conectado, mas a projeção para 2012 é de que este índice ultrapasse os 55%. “Em 2009, criamos uma TV que possibilitava o uso da internet, e desde então estamos expandindo nossos serviços nessa área”, destaca a empresa, por meio da assessoria de imprensa.
Convergência digital é perigosa Embora as fábricas instaladas em território local estejam aquecidas, a classificação dos aparelhos Smart TV, modelo que permite a integração com a internet, como produtos de bens de informática pode afastá-las do Polo Industrial de Manaus (PIM). A avaliação é do presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Celso Piacentini. “Corremos perigo se o aparelho de TV com acesso à internet for classificada como um bem de informática, porque o produto poderá ser fabricado em qualquer lugar do país. As empresas poderão deixar de se instalar no PIM”, alerta.
Tela fina nas linhas de produção Mesmo trabalhando para se adequar às novas tecnologias, as fábricas têm como meta consolidar a produção de televisores tela fina, devido ao grande apelo tecnológico e comercial do produto. Para o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), a fabricação dos aparelhos de LCD e a de plasma vai dar um grande impulso para a produção e para o emprego nas fábricas de TVs no PIM. Conforme números do setor, os televisores de LCD e plasma representam hoje 90% do volume de televiso-
res produzidos atualmente e mais de 95% do total faturado pelas empresas. Para o presidente da Panasonic, Yukio Ashibe, a convergência para a tela fina é a tendência do mercado atual. As TVs com tecnologia LED - que são mais econômicas, com menor consumo de energia (até 40% menos do que as TV LCD CCFL), e têm melhor qualidade de imagem, com cores mais intensas -, é uma tendência promissora, na opinião da Philips. “Essas TVs já representam 41% do mercado em volume e devem superar
as LCDs em 2012 em mais de 50%”, salienta, baseada em dados da empresa de pesquisa de mercado. Em 2012, o LED representará mais de 80% do portfólio da Philips, conforme informações divulgadas pela multinacional. Dez empresas fabricam TVs de LCD e plasma no PIM. São elas: Digibras, Envision, H-Buster, LG, Panasonic, Philco, Philips, Samsung, Semp Toshiba e Sony. No ano passado, a produção total alcançou 8,5 milhões de unidades de TVs, faturando mais de US$ 5 bilhões.
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Modelo é alvo de constantes ataques Cobiça pelos investimentos industriais leva Estados, com destaque para São Paulo, a lançar ofensivas contra o Amazonas incentivos tributários com a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a produção de tablets em São Paulo, gerando uma reação imediata do governo amazonense contra a medida, considerada prejudicial ao polo industrial de Manaus. Nesse embate, o Amazonas obteve, recentemente, um importante respaldo depois que o Ministério Público Federal (MPF) deu parecer pela concessão de medida cautelar na Adin nº 4.635, proposta pelo governo do Amazonas. O parecer dado pelo procuradorgeral da República, Roberto
Gurgel, aguarda agora julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), cujo relator é o ministro Celso de Mello. “O tratamento tributário diferenciado dado aos tablets cria uma competição desigual e é inconstitucional”, enfatiza o subprocurador-geral adjunto do Estado, Leonardo Blasch. Segundo ele, o número alto de medidas tomadas por São Paulo contrárias ao parque industrial local mostra que o governo paulista tem adotado uma estratégia que consiste em promover ataques “insistentes”, com o intuito de questionar o que chama de “vantagens excessivas” da
CRÍTICA
Para o subprocurador-geral adjunto do Estado, Leonardo Blasch, governo paulista questiona, a todo momento, o que chama de “vantagens excessivas” da Zona Franca de Manaus ZFM em relação aos outros Estados do país. “São Paulo quer esvaziar a ZFM, criando condições favoráveis para levar fábricas de segmentos importantes como as do polo
eletroeletrônico, que possui o maior valor agregado, para os Estados do Sul e do Sudeste” , salienta o subprocurador. O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), Isper Abrahim, destaca que a falta de uma política industrial do país, estimula os Estados a procurarem, por meio de medidas ilegais, oferecer benefícios para instalações de novas empresas em seus respectivos territórios. “São Paulo pratica um conceito de guerra fiscal que todos os outros Estados praticam, concedendo benefícios ao arrepio da lei. Para conceder qualquer benefício é necessária a aprovação no
Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e tem de ser unânime. A única exceção é para a Zona Franca”, frisa. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) avalia que, mesmo com os contratempos, incluindo a concorrência dos importados e a guerra fiscal, o Polo Industrial de Manaus (PIM) tem verificado um crescimento do número de novos projetos aprovados. “O modelo Zona Franca de Manaus tem atuação vinculada ao país inteiro e até mesmo ao mundo, uma vez que um dos benefícios é a proteção da Floresta Amazônica”, salienta o superintendente Thomaz Nogueira. GIOVANNA CONSENTINI
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em tudo são flores nesses 45 anos de Zona Franca de Manaus (ZFM). Detentor de investimentos de gigantes, o modelo ganhou muitos algozes, principalmente nos últimos dez anos, com destaque para o Estado de São Paulo. O governo paulista foi alvo de quase 100% de todas as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) impetradas pelo Amazonas para resguardar a competitividade da indústria local. A última investida dessa ferrenha guerra fiscal aconteceu no ano passado, quando o governo paulista concedeu
Novas frentes de batalha Enquanto aguarda o julgamento das Adins contra São Paulo, o Amazonas estuda a possibilidade de ajuizar novas ações para proteger seus interesses dos ataques de outros Estados. Uma dessas possibilidades foi levantada contra o Pará que, no desejo de aumentar sua arrecadação fiscal, estabeleceu o ICMS do transporte sobre o trecho rodoviário que vai de Belém até o destino final da carga, onerando as empresas que fazem o transporte de produtos de Manaus até São Paulo. Isso porque as
empresas são obrigadas a pagar o imposto para o governo paraense, mesmo após recolher crédito estímulo para o governo do Amazonas na saída da mercadoria de Manaus. Bitributação Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Amazonas (Setcam), a medida do governo paraense aumenta os custos das transportadoras, ao elevar em, pelo menos, 10% os valores praticados sobre os fretes. O governo do Estado,
por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz-AM), vem negociando com o Pará uma solução na qual as duas partes possam chegar a um consenso sobre o que seria o novo conhecimento para evitar a cobrança de um novo frete por parte do governo paraense. A divergência é de conceito entre o fisco do Amazonas e do Pará. “Não ajuizamos a ação efetivamente porque a Sefaz ainda está negociando para resolve essa situação”, explica o subprocurador-geral adjunto do Estado, Leonardo Blasch. Produção de eletroeletrônicos desperta a cobiça de outros Estados e acirra a guerra fiscal
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PEC da Música: a grande ameaça a 7 mil empregos Proposta que ameaça competitividade das indústrias de CDs e DVDs entra em discussão no Senado no segundo semestre
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presentada como uma ameaça à Zona Franca de Manaus (ZFM), a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 98/2007, conhecida como a “PEC da Música”, para conceder imunidade tributária a produções fonográficas brasileiras, como CDs e DVDs, deve rondar como “fantasma” para as indústrias amazonenses até o segundo semestre deste ano. Depois de ter sido aprovada de forma quase unânime pela Câmara dos Deputados no final de 2011, a matéria será debatida pelo plenário do Senado Federal, deixando uma longa tarefa de casa para os membros da bancada do Estado, que precisam lutar para manter a competitividade das empresas do setor no Amazonas, ainda mais com a pouca representação no Congresso. Segundo a senadora Vanessa Grazziottin, que já foi apontada como a possível relatora da matéria dentro do Senado, o governo federal já sinalizou como um dos seus compromissos, a empreitada de fazer com que um dos membros da bancada amazonense seja o relator da proposta. Mesmo assim, a comunista explica que, como não pertence ao seio da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que deve analisar a PEC no primeiro momento, talvez não seja o nome cotado
ARQUIVO EM TEMPO/MARCELL MOTTA
para assumir tal posto. Dos membros da bancada que representa o Amazonas, o senador Eduardo Braga é o único parlamentar que faz parte do encargo, respondendo como o terceiro suplente do
Empresas e trabalhadores em risco
EMBATE
Mesmo com pouca representação no Congresso, parlamentares amazonenses terão de enfrentar bancadas de outros Estados pela competitividade da indústria de meios magnéticos de Manaus bloco parlamentar da maioria (PV, PMDB, PP, PSC). Única representante do sexo feminino, Vanessa comenta que, caso o projeto esteja em mãos de um dos membros da bancada, o Amazonas terá uma grande vantagem, já que será dada uma ótica a partir dos prejuízos que podem ser ocasionados na região. De acordo com a assessoria do senador Alfredo Nascimento, o parlamentar tem acompanhado a discussão e “se mostrado favorável ao atendimento e defesa dos interesses do Estado nessa questão da PEC da Música”.
Câmara aprova com 393 votos No ano anterior, a PEC foi aprovada na Câmara com 393 votos a favor, seis contrários e uma abstenção. O autor da proposta, deputado Otávio Leite, argumenta que a promulgação permitirá a queda de, pelo menos, 20% dos CDs e DVDs e os músicos iniciantes terão mais condições de comercializar seus CDs fora da informalidade. A justificativa da PEC observa que, entre 1997 e 2004, os efeitos da pi-
rataria no setor fonográfico causaram a queda pela metade no número de artistas contratados, além da perda de mais de 40% no número de lançamentos nacionais. Além disso, estima que aproximadamente 2,5 mil postos de venda foram fechados e mais de 80 mil empregos formais deixaram de existir desde então. Em meio à aprovação, o deputado amazonense Pau-
derney Avelino foi um dos poucos que retrucou a respeito da ausência de modificações para preservar as vantagens competitivas da ZFM. A Câmara rejeitou um destaque apresentado pelo PDT, com intuito de excluir a etapa de replicação industrial de CDs e DVDs da imunidade tributária, medida apoiada pela bancada federal amazonense.
Conforme carta do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, enviada antes da votação final da Câmara dos Deputados, ao presidente do órgão legislativo Marco Maia e ao presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, a PEC deve afetar de forma negativa o emprego de 7 mil funcionários do Polo Industrial de Manaus (PIM) e, ainda por cima, não resolverá o problema da pirataria, segundo o dirigente. Manaus abriga cinco empresas que produzem CDs e DVDs, que somam um investimento fixo de mais de US$ 221,2 milhões. Sonopress, Videolar, Novodisc, Microservice e Sony DADC Brasil compõem essa lista e faturaram em torno de US$ 487 milhões até outubro do ano passado.
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Polo luta por mercado Pressão dos aparelhos importados e da concorrência força as fabricantes de celulares do Polo Industrial de Manaus a investir pesado em pesquisas tecnológicas e em novos produtos REPRODUÇÃO
Nokia prepara um portfólio para atender quem não tinha acesso ao celular
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ma das forças do segmento de eletroeletrônicos do Polo Industrial de Manaus (PIM), a indústria de celular vive sob a ameaça dos importados e a pressão da concorrência. Para sobreviver a esse cenário e conter o declínio nas vendas, fabri-
cantes, em solo manauense, lançam como “armas” investimento em pesquisa, produtos high-tech e fortes parcerias. Para fazer frente ao crescimento comercial das gigantes Apple e Blackberry no mercado brasileiro, a Nokia, maior indústria de celular no parque fabril d e Ma-
tar os clientes é o aparelho modelo Nokia Asha 200, primeiro produto com dois chips da empresa a oferecer teclado Qwerty. O Nokia Asha 200, fabricado em Manaus, é capaz de gravar informações de até cinco cartões SIM diferentes. O acesso às redes sociais é outro destaque do aparelho, que oferece também aplicativos para facilitar a conexão com contas
INVASÃO
Com o avanço dos aparelhos da Apple e Blackberry no mercado brasileiro, gigantes se preparam para competição acirrada munidas de novos celulares e tecnologias avançadas
naus, vai investir pesado em pesquisa e produção. Uma das apostas de mercado para reconquis-
Alto investimento em pesquisa Já Samsung garantiu que, para enfrentar essa crise, investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento. Em 2010, a empresa aplicou aproximadamente de US$ 8 bilhões neste setor. Um dos aparelhos mais vendidos, o Galaxy S II é um dos mais avançados do portfólio.
A aposta da coreana e o Galaxy Note, recém-lançado, que segundo a Samsung, além de ser um dos aparelhos mais potentes no que diz respeito a hardware e soſtware, é um conceito inteiramente novo no mercado, unindo os benefícios de celular e tablet com a
exclusiva S Pen. No setor dos tablets a Samsung também trabalha “de olho” na concorrência. Hoje, são três aparelhos, o Galaxy Tab 7, o Galaxy Tab 8.9 e o Galaxy Tab 10.1 - sendo que os números remetem às polegadas da tela de cada aparelho.
DIVULGAÇÃO
Lançamentos da Nokia são capazes de gravar informações de até cinco chips diferentes
Pressões internas e externas Enquanto a indústria local se movimenta para se manter competitiva frente às grandes concorrentes, uma ameaça aos investimentos locais vem do próprio governo federal: a possibilidade de inclusão dos smartphones na Lei do Bem (Lei nº 11.196), que dá isenções
fiscais a produtos como computadores e tablets. Sinalizada pelos Ministérios das Comunicações e de Ciência e Tecnologia e em discussão pelo Ministério da Fazenda, a proposta é um risco à competitividade da indústria local. A intenção é eliminar o
PIS/Cofins (atualmente em 9,25%) de smartphones com pelo menos 20% das peças fabricadas no Brasil, fatia que deve aumentar para 80% em 2015. O IPI diminuiria de 15% para 3%, reduzindo a carga tributária total dos smartphones nacionais em 31%.
de e-mail, chats e redes sociais, como o facebook e o twitter. Segundo Jô Elias, diretora de comunicação da empresa finlandesa, a Nokia também prepara um portfólio amplo para atender aos consumidores que não tinham acesso a celulares repletos de funções - como os celulares Nokia Asha e os smartphones. “Fechamos uma parceria com a Microsoſt, agora é uma corrida com três competi-
dores. A plataforma do Windows Phone tem 90% de aprovação entre seus usuários e acreditamos que ela é bastante competitiva para superar a concorrência”, diz. A sul-coreana LG Eletronics também trabalha para enfrentar esse declínio investindo no desenvolvimento de produtos com design e inovação tecnológica. Além dos aparelhos celulares comuns, a empresa também mantém uma linha completa de smartphones, destinados àqueles que desejam ter acesso a diversas funcionalidades em um único produto, como acesso rápido à internet e aos e-mails. A aposta da empresa em 2012 é o celular tri chip, primeiro aparelho que aceita três SIM Cards da empresa no país. Entre os destaques do modelo estão bateria de longa duração, rádio e MP3 Player. “Hoje, temos diversos perfis de consumidores que buscam aparelhos que aceitam mais de um chip, como os que querem economizar, os que procuram conciliar a linha telefônica do trabalho com as linhas pessoais e os que costumam morar em regiões fronteiriças. Por isso temos certeza de que o celular será um sucesso no país”, completa o gerente-geral de Estratégias de Negócios de Celular da LG Electronics, Rodrigo Ayres.
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Uma ‘força’ so duas rodas Investimentos perdidos para outros Estados ainda não “abalam” o polo de duas rodas, único no país e maior da América Latina
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mbora haja perdas de investimento nos últimos anos, o setor de duas rodas, segundo maior em faturamento, está longe de ter o desempenho “arranhado” no Polo Industrial de Manaus (PIM). Entidades ligadas ao segmento garantem que o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), prestes a completar 45 anos, assegura benefícios exclusivos às indústrias locais e competitividade das suas bicicletas e motocicletas. Para o superintendente
da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, o fato de o PIM concentrar a produção nacional de motocicletas reflete as vantagens reais das indústrias em solo manauense. “Não cremos que a instalação de montadoras em outros Estados afete o polo de duas rodas local, uma vez que o pacote de incentivos da Zona Franca de Manaus é robusto e garante a atração de empresas nesse setor”, observa o superintendente, ao ressaltar que a decisão sobre o local de instalação
de uma unidade fabril cabe à própria empresa, que analisa uma série de fatores tributários e de logística para a tomada dessa decisão. Nogueira reforça, ainda, que polo de duas rodas local é o único do país e o maior da América Latina, tanto em termos de quantidade de empresas quanto em volume de produção. “São quase 70 empresas, entre fabricantes de bens finais e de componentes, que empregam mão de obra de mais de 20 mil trabalhadores”, pontua o dirigente.
Empresas cumprem processos O diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Moacyr Paes, acredita que a produção de motos em Manaus tende a ganhar força. Ele acrescenta, ainda, que, para garantir um espaço no polo de duas rodas manauense, as empresas têm de cumprir uma série de etapas fabris e não apenas fazer a “montagem de veículos”, como é o caso da Shineray, que optou em
atuar em Pernambuco. “Hoje, uma montadora já está instalada em Pernambuco com esses moldes. Como não existe a obrigatoriedade de nacionalização, os custos são menores, apesar do grande volume de importação. Com relação à competitividade, convém ressaltar que o mercado é ativo e não é ingênuo. Além disso, como parte do processo de instalação, verifica-se rede de concessionárias, garantia do produto, assistência
técnica, peças de reposição e valor de revenda de toda empresa”, diz o executivo, ao pontuar que, por esses motivos, as motos industrializadas em Manaus levam vantagem em relação à concorrência. Porém, Paes acredita, ainda, que o fato da Shineray ter se instalado em Pernambuco não é uma forte ameaça à produção de motos em Manaus, pois, para ele, a Suframa está atenta aos fatos que podem vir a comprometer o modelo ZFM.
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B13 DIVULGAÇÃO HONDA
obre Investimentos perdidos Mesmo que o Amazonas leve vantagem em relação aos demais Estados brasileiros na produção de motos, a instalação da Shineray em Pernambuco garantiu ao Nordeste investimento de R$ 100 milhões. A chinesa anunciou que vai produzir motos, ciclomotores e quadriciclos no parque fabril de Suape, em Pernambuco, a partir de 2013. Em entrevista recente ao EM TEMPO, o gerente comercial da Shineray no Brasil, Abenaildo Galindo Filho, apontou que diversos fatores “pesaram” na hora de escolher o local para atuar, mas a logística foi determinante para a empreitada, que será realizada pelo grupo empresarial em solo pernambucano. Para o executivo, o tempo de chegada dos produtos nos mercados é de sete a dez dias, e com a instalação em Recife esse tempo de distribuição será mais rápido, já que o Estado é
mais próximo dos principais mercados e também tem o Porto de Suape, que facilitará a chegada de peças a serem utilizadas nas linhas de montagem. Somados à logística, o gerente considerou, à época, que os benefícios fiscais concedidos exclusivamente às fabricantes de duas rodas localizadas no PIM não compensariam a fabricação da Shineray no Estado. Além da “perda” de produção, o polo manauense contará com 1,4 mil postos de trabalho a menos com a empreitada da chinesa no Nordeste. Além da Shineray, Jonny Motos também escolheu o Nordeste para produzir motocicletas. A multinacional anunciou que vai se instalar no parque fabril de Camaçari, na Bahia, ainda neste ano. No local, a indústria deverá produzir 150 mil motos por ano, capacidade que deverá atingir 300 mil unidades com a consolidação da empreitada.
JULIANA PAZUELLO/ACERVO SUFRAMA
Bicicletas elétricas no Rio Já no que diz respeito à produção de bicicletas elétricas, a CR-Zongshen já fabrica o item no Rio de Janeiro. Com investimento de R$ 20 milhões, a nova unidade fabril tem capacidade instalada para produzir 10 mil unidades por mês. Destinada à fabricação de uma linha completa de Indústrias componentistas e de bens finais empregam aproximadamente 20 mil trabalhadores
bicicletas, scooteres e motos elétricas, a empresa informa que a nova fábrica terá em produção, até o fim deste ano, sete novos produtos: dois modelos de bicicleta elétrica, um mini scooter, o scooter Kasinski Prima Electra, um modelo de Big Scooter e dois modelos de motocicletas de alta potência.
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Invasão de importados fecha fábricas no PIM representante empresarial, aos benefícios não pagos aos trabalhadores, que por sua vez atuam quase em regime de “escravidão”. “O custo da mão de obra é mais barato na Ásia, porque as atividades são quase que um trabalho escravo, porque as empresas não obedecem às leis trabalhistas e muito menos à contrapartida social. Naquele país (China), a jornada de trabalho é muito ampla e um produto sai por um custo baixo do brasileiro, embora o mercado asiático não tenha garantia na qualidade do produto, eles estão avançando e se aprimorando para ter esse preceito”, salienta o presidente da Fieam. Segundo o dirigente da Fieam, a queda nas exportações chinesas para mercados em crise, como Estados Unidos e União Europeia, fez com que a China direcionasse mais vendas, não só a países com reserva econômica, como o Brasil, mas como outros países da América Latina. “A China está direcionando para todos os mercados, onde o custo para se produzir sai caro, o que nos falta é mais competência e inteligência para garantirmos a qualidade no produto com preço baixo”, completa.
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lém dos ataques de outros Estados brasileiros, o Polo Industrial de Manaus (PIM) sofre com a invasão dos produtos importados no mercado brasileiro. Em grande volume e com preços bem abaixo do nacional, eles são “responsáveis” pelo fechamento de algumas indústrias locais e pela crise em outras. Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) apontam que, nos últimos cinco anos, mais de 120 fábricas tiveram os incentivos fiscais invalidados ou encerram a produção em função do afluxo dos importados asiáticos. Em 2011, a quantidade de empresas “canceladas” passou de 30 unidades e representou uma expansão de aproximadamente 160 % em relação ao volume de indústrias que encerraram as atividades em 2010, ano em que apenas 12 empreendimentos fecharam as portas. Um dos agravantes apontado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, está na concorrência dos preços. Segundo ele, as empresas chinesas, por exemplo, conseguem colocar mercadorias no país, por um valor bem mais acessível ao dos produtos nacionais. Isso se deve, de acordo com o
ÃO
Em cinco anos, 120 empresas tiveram incentivos invalidados ou faliram
Faturamento Apesar do crescimento de produtos do mercado asiático no país, dados indicadores da Suframa registraram que as empresas do PIM atingiram um faturamento recorde de US$ 38.19 bilhões (R$ 63.47 bilhões) no período de janeiro a novembro de 2011, sendo US$ 16.95 bilhões – ou
44,38% do total – no setor eletroeletrônico (incluindo bens de informática), responsável pela maior fatia apurada pela Suframa. Entre os produtos fabricados no parque industrial local, motocicletas, motonetas e ciclomotos são os principais destaques, com
faturamento de US$ 6,5 bilhões e mais de 1,7 milhão de unidades produzidas (crescimento de 18,16% em relação a 2010). Apesar da menor partici-
pação relativa no faturamento global do PIM, os setores de brinquedo e beneficiamento de borracha lideraram o crescimento em termos percentuais.
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
Zona Franca 45 anos: para além do Power-point Nesta terça-feira, dia 28, o Decreto 288/67, que modificou e detalhou o modelo fiscal de desenvolvimento regional da Zona Franca de Manaus, completa 45 anos e nos remete a múltiplas reflexões. Além das homenagens a seus artífices, é justo, entre eles o deputado Francisco Pereira Sobrinho, arauto de uma movimentação coletiva dos heróis da resistência à procura de alternativas econômicas à débâcle da borracha, que ora celebra (?) cem anos. Tive o privilégio de conviver com um deles, Gilberto Mestrinho, que exigiu de JK a homologação do Decreto original, de 1957, e, duas décadas depois, teve atuação decisiva, em seu segundo mandato, para consolidação do polo industrial a partir dos anos 80. Parte decisiva da Operação Amazônia, o modelo veio para integrar a região ao resto do país e brecar a internacionalização da Hiléia, alvo estratégico da cobiça internacional denunciada pelo governador Arthur Reis, desde a criação do Inpa nos anos 50. É, disparado, o maior dos acertos federais na região, mas carece de ajustes imediatos pra adaptar-se aos novos tempos da economia globalizada e de configuração tecnológica/ virtual. Criada num contexto geopolítico de alianças militares, de ampliação e diversificação do capital, a Zona Franca de Manaus não evoluiu essa premissa estratégica ao isolar-se no desenvolvimentismo pontual, absolutamente desvinculado de políticas regionais e continentais de integração e intersecção institucional e interdisciplinar -operativa, no âmbito da pesquisa, da logística, comunicação e matriz energética, daí a disparidade entre a capital e o interior e os padrões de desenvolvimento e qualificação profissional entre Manaus e toda a região. Uma paisagem social e econômica distorcida que é imperioso repensar. Indiferente às potencialidades regionais, o modelo se põe de costas e de cócoras para a vocação local de negócios nas áreas energéticas, bióticas, cosméticas, farmacológicas, alimentares e minerais de sua imensidade natural. Os polos e seus respectivos processos produtivos básicos
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são estranhos a essas vocações e, além do insumo humano básico, pouco ou nada considera do bioma e da geodiversidade em profusão. Eles se reduzem, hoje, a eletrônicos e duas rodas com riscos iminentes de esvaziamento e desconstrução. Todos ficamos roucos e paralisados com a gravidade e urgência da mobilização que se opõe à letargia institucional e parlamentar de plantão. É um modelo que não se diversificou, não interiorizou seus benefícios e muito menos se consolidou pela agregação de valor da inovação do conhecimento porque não se investiga, se recusa à autoanálise e rigorosa revisão de conceitos, preceitos e adaptaçào aos novos tempos. Sem balanço nem planejamento, incluindo as relações conjugais e microempresariais, ninguém vai a lugar algum. Foi assim que o ciclo da goma elástica se esgotou, frustrou a expectativa do fausto e a distribuição de seus proventos. Por isso procurou outro arraial para consolidar sua contribuição e possibilidade racional de expansão. Como avançar sem um modelo de gestão fundado no conhecimento de si mesmo e suas conexões multilaterais, sua modelagem científica e inserção do bioma nas redes da tecnologia e de sua repartição digital/ virtual/global? É insano e omisso jogar a cangalha da mudança nas costas e gestão da Suframa, e nos contentarmos em reduzir às estonteantes apresentações em Powerpoint a multiplicidade de oportunidades que a Natureza nos deu. Tratamos essas oportunidades da biodiversidade, como se fôssemos a sociedade do espetáculo, de onde emerge a apologia da prosperidade geral como uma apresentação florestal em alto estilo de um Balet Bolshoi tropical, inutilmente virtual, esteticamente saltitante, estarrecedor e ponto final, sem motivos reais para aplaudir, nem alternativas de superação a seguir. ZFM, 45 anos, além do power-point de suas representações, promessas e protelações, se impõe materializar em ação, sem delongas mas com ousadia e comunhão geral.
Alfredo MR Lopes Filósofo e consultor ambiental
É um modelo que não se diversificou, não interiorizou seus benefícios e muito menos se consolidou pela agregação de valor da inovação do conhecimento”
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Economia B15 ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
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Desde que a importação de produtos tornou-se prática, comércio perdeu o poder de barganha
Reativação da Zona do Comércio entra em pauta Sem a mesma vitalidade de outras décadas, segmento comercial entra na “guerra” por mais benefícios fiscais
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chamada Zona Franca do Comércio já não possui a mesma vitalidade de antigamente, mas voltou à pauta de discussão dos representantes comerciais, que procuram reativar o setor, na mesma mão dos benefícios concedidos ao Polo Industrial de Manaus (PIM). De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLManaus), Ralph Assayag, a entidade já acionou o novo titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, no intuito de elaborar reuniões para debater sobre propostas de incentivos para o setor. Assayag diz que a partir da segunda quinzena de março, a Suframa deve sinalizar as primeiras discussões para que essa aproximação ocor-
ra, verificando de que modo esses incentivos podem ser concedidos e o que pode ser ajustado em relação à área de importação, para que haja maior velocidade na entrada de produtos. Sobre a importação de mercadorias, o presidente frisa que, desde que a prática ganhou força no país, o comércio amazonense perdeu o poder de barganha e, consequentemente, espaço no mercado nacional. Conforme declaração do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), José Roberto Tadros, o comércio local perdeu substância com a concorrência paraguaia, mas a barganha permaneceu até o momento que as indústrias se consolidaram na região. Tadros ressalta que a aber-
tura comercial foi inevitável e, embora o comércio local tenha incentivo quanto ao Imposto de Importação (II), o benefício não supre as necessidades do setor para tornar justa a concorrência com o mercado nacional e atrair turistas de outros Estados brasileiros. Classe O diretor da Importadora Tropical Multiloja, Allan Bandeira, destaca que a revitalização é uma vontade da classe, mas precisa ser baseada em algo palpável, com direito a concessão de mais isenções e incentivos, para permitir que o Amazonas tenha vantagens comparativas ante outros territórios, principalmente quando é prejudicado por seus limites territoriais. “O que faria o turismo vir para cá com toda essa carga tributária? Não compensa”, enfatiza. ACERVO SUFRAMA
AGROPECUÁRIO
Com sustentabilidade, polo conquista espaço no AM Enquanto o polo comercial tenta se reacender, o setor agropecuário aos poucos conquista espaço no Amazonas e já conta com parcerias da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Entre as ações do governo, destaca-se a elevação do nível de renda e da qualidade de vida dos produtores rurais, com o desenvolvimento de projetos incluídos no programa de infraestrutura. Uma das propostas é o apoio ao escoamento e comercialização da produção, a partir da aquisição de dois ônibus adaptados para transportar o produtor e sua mercadoria, no valor de R$ 600 mil. Os veículos percorrem os ramais e vicinais ao longo da AM-010 e BR-174 e chegam ao Feirão da Sepror, localizado na Torquato Tapajós, para que o produtor venda sua produção diretamente ao consumidor, sem a interven-
ção do atravessador. Já a parceria com a Suframa, de acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faeam), Muni Lourenço, tem favorecido produções como a de laranja. Os produtores do Distrito Agropecuário da Suframa (DAS) respondem por 60% da demanda local e, segundo Lourenço, o Amazonas está a poucos passos de se tornar sustentável em relação ao produto. Conforme a Suframa, em 2010 existiam 440 empreendimentos nesse distrito, gerando 1.175 postos de trabalho. Na ocasião, o faturamento foi de R$ 18,4 milhões, a partir de atividades como fruticultura diversificada, citricultura, horticultura, beneficiamento de madeira e piscicultura. Mesmo sem dados consolidados, a projeção é de que esses números tenham sido ultrapassados em 2011.
Produtores respondem por 60% da demanda local
Expediente Edição Adriana Costa e Renata Fonseca
Reportagem Anwar Assi, Luana Gomes, Richard Rodrigues, Isabella Siqueira e Náferson Cruz
Diagramação Mário Henrique Silva e Adyel Vieira
Revisão Adriana Maciel e Antônio Fonseca www.emtempo.com.br
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
diadia@emtempo.com.br
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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Ribeirinhos se preparam para a cheia Dia a dia C5
Cadeira de ‘macarrão’, a queridinha do amazonense De todas as cores e modelos, a cadeira de “macarrão” continua com cantinho garantido na casa da população FOTOS:SHANA REIS
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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embra daquela cadeira de macarrão que embalava tardes de prosa da vovó? Nas mãos habilidosas de artesãos, elas não permaneceram apenas hall de objetos “hits” de décadas passadas. Ganharam novos trançados, acompanharam tendências, incorporando a decoração da casa e as cores do time do coração e, hoje, ainda figuram entre as queridinhas dos amazonenses. Com 30 anos dedicados ao artesanato, Joilson Veras dos Santos mostra intimidade na hora de confeccionar qualquer tipo de cadeira em “macarrão” (plástico em formato roliço e oco, que se assemelha ao macarrão). Seja de mola, embalo ou de ninho, o que importa, segundo o artesão, é o tipo de trançado, que deve ser resistente. “A maioria das cadeiras que se vende por aí, o pessoal tece o macarrão muito aberto e a cadeira fica descartável, quebra logo. Eu procuro fazer um trançado mais resistente, sai mais caro, mas é para a vida inteira. Procuro construir a estrutura em vergalhão, não em ferro oco, como a maioria faz. É importante também usar uma tinta diferenciada, antiferrugem e aplico borracha nos pés, que dá embalo mais macio”. Além de preocupar-se com a qualidade do material e a técnica adequada para aumentar o tempo de vida da cadeira, o artesão busca também dar um atendimento personalizado, com dicas aos clientes. “Quando a pessoa chega, pergunto logo para quem é a cadeira. Se for para a sogra, para um parente “mais ou menos” ou só pra servir de enfeite, indico essas de tecido mais aberto, que são mais baratas. Mas se é para a própria mãe ou para esposa que está amamentando, o cliente vai querer uma coisa “melhorada”, então aconselho a levar as com trançado mais resistente”, brinca Joilson. Porém, ele revela que nunca foi “tão chegado” à técnica do macarrão, por considerar,
a principio, uma arte simplória. “Eu achava muito chato, simples demais, do jeito que o macarrão era tecido, quebrava logo. Comecei no artesanato com 12 anos, quando o pessoal do instituto (Instituto de Ensino do Bem-Estar do Menor/Iebem) passou pela rua pegando meninos desocupados. Eu era um deles. Lá escolhi aprender o artesanato em cipó. Com o tempo, o professor viu que eu me destacava porque fazia as coisas de um jeito mais caprichado”, explicou. Com a dedicação, Joilson foi indicado para trabalhar em empresas de móveis. Contudo, a política econômica implementada no plano Collor, no início da década de 90, foi incentivo mais que suficiente para o artesão pensar
TRADIÇÃO
Para o artesão Joilson, a arte de “embalar” cadeiras com “macarrão” não foi extinta, já que todos ainda gostam desse tipo de cadeira. Homens, mulheres e crianças fazem questão de adquirir a sua em utilizar matérias-primas alternativas. “Nessa época, não tinha emprego para ninguém. Os donos de fábricas, que chegaram a disputar pelo meu trabalho, não podiam me dar emprego. Daí eu fiquei em casa. Foi quando o marido de uma prima me chamou para trabalhar com ele, vendendo móveis de macarrão. Mas eu fiquei pouco tempo. Como eu era iniciante no trançado, ele não me dava nada”, lembrou. Durante 15 dias observando a técnica do “amigo”, Joilson aprendeu, inventou e aprimorou o trançado, partindo para trabalhar por conta própria e manter a família com o ofício. “Essa não é uma profissão extinta. Não é só gente idosa que gosta de se embalar em cadeira de macarrão. A dona de casa gosta de tecidos com macarrão branquinho e os homens, das de times de futebol”, conclui.
O artesão Joilson se especializou em embalar cadeiras e, hoje, sustenta a família com isso
As cadeiras de “macarrão” são embaladas de cores diferentes para atrair diferentes consumidores
Cada um tem a sua na família
Jabes faz entrega ‘delivery’
Na casa da aposentada Maria Josefa Soares, quando a família se reúne nos fins de semana, a concorrência é grande pelas cadeiras expostas na varanda. “Quem chega primeiro é que senta, mas na minha ninguém senta. Ela é só minha. No domingo à tarde, todos os meus filhos e netos vêm para cá. A casa fica cheia. Na hora do café da tarde, todo mundo corre
Após deixar o Nordeste e passar por São Paulo, o piauiense Jabes Mota percebeu, na preferência do amazonense pelo embalo da cadeira de macarrão, a oportunidade de fazer bons negócios. O trabalho não é fácil: Mota levanta cedo para cumprir um percurso em que puxa a pé um carrinho empilhado de cadeiras e outros produtos. Uma rotina que só termina depois de
para sentar nelas”, diz. Josefa explica que comprou a cadeira há pelo menos 30 anos e já mandou reenrolar algumas vezes. “Comprei na época em que custava R$ 60. Era mais barato. Lembro que na época comprei a perder de vista. Gosto porque elas são confortáveis.Fico embalando e pensando na vida”, informa. Já a empresária Jaqueline Kramer investe há 15
anos na venda de cadeiras de macarrão e confirma a preferência do amazonense pelo produto. “Esse tipo de cadeira nunca sai de moda, pelo contrário, absorve novas tendências e é sempre muito procurada. As pessoas gostam delas porque são resistentes, confortáveis, fáceis de limpar e, hoje estão cada vez mais bonitas, com cores mais vivas e diferentes”, apontou.
uma jornada de oito horas de trabalho. “É complicado, vai um vidro de protetor por dia”, disse. Em cada venda, o comerciante recebe uma porcentagem de 10% e, com a facilidade de oferecer os produtos a prazo, chegou a faturar R$ 15 mil por mês. “O pessoal gosta muito dessas cadeiras, do conforto do embalo. O pessoal tanto compra as prontas quanto pede por encomenda e
vamos buscar no depósito. Eles gostam porque é fiado e pode pagar em até seis vezes”, informou. O vendedor ambulante exibe cadeiras de vários modelos, para crianças e adultos. “As mulheres gostam mais da bege que parece palha. Já os homens ficam doidos pelas de times. As que mais saem são as brancas com preto, do Vasco, e preto com vermelho do Flamengo”, revelou.
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Vale até jejuar de doces no período da Quaresma Fiéis tentam, de diferentes formas, privar-se de alguma coisa que gostam, a fim de meditarem no sacrifício de Jesus WILLIAM GASPAR Especial EM TEMPO
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assar um mês e meio sem consumir carne vermelha não é a única forma de celebrar a Quaresma, os 40 dias que antecedem a Páscoa. Há fiéis que preferem se privar de hábitos e vícios como comer doces, tomar bebidas alcoólicas e, até mesmo, falar mal dos outros — o chamado “jejum da língua”. Existem penitências que envolvem, ainda, cortar o excesso de gastos e outros vícios. A Igreja Católica define a Quaresma como período de
preparação para a Páscoa, festa religiosa que simboliza a ressurreição de Jesus Cristo. “Costumo dizer que é um grande retiro”, afirma o padre Geraldo Bendahan, da paróquia de Nossa Senhora, no Aleixo, Zona Centro-Sul. “É um momento de renovar sua fé, baseado em três pilares: oração, penitência e caridade”, diz. A penitência, segundo o padre, não precisa ser feita exclusivamente com a alimentação. “Quantas coisas temos em excesso no mundo atual? A ideia é privar-se de algo para se unir à outra prática: a caridade. De nada adianta
se privar, se essa privação não se transformar em gesto de caridade”, opina Geraldo. Abrir mão do valioso A dona de casa Cleuzenir Socorro da Silva, 61, católica “praticante”, diz que encontrou outras formas de passar o período da Quaresma sob penitência. “Se eu cortar algo que eu não gosto, não adianta. Pensando nisso comecei a diminuir e até cortar várias coisas que me agradam. Corto o pão, a televisão e várias outras coisas que sei que vou sentir falta”, explica. Cleuzenir diz que nos dias de hoje, com as influências
“mundanas”, qualquer tipo iniciativa torna-se difícil para as penitências do período. “Hoje em dia, existe propaganda muito grande de que temos que gozar de todos os prazeres e aproveitar cada momento da vida. Não digo que há prejuízo para o cristão que não participa da Quaresma. Mas ele perde uma oportunidade de renovar sua fé”, considera. Para ela, o que importa realmente é a devoção durante o sacrifício a que a pessoa se impõe. “De nada adianta fazer se não for de coração. Não adianta fazer para os outros verem. É para fazer no silêncio do coração”.
Sem chocolate e refrigerante
SHANA REIS
SHANA REIS
Regina já ficou os 40 dias sem comer carne vermelha
Cleuzenir mantém um altar em casa e diz já ter passado os 40 dias da Quaresma sem comer doces, bolo e pipoca
Ao invés de supérfluos, dinheiro para o pobre
SHANA REIS
A dona de casa Jandira Cunha, 50, tem baseado sua penitência na caridade. “O padre sugeriu que a gente colocasse em um cofre o que foi economizado com o corte de exageros da nossa vida. No fim da Quaresma, levamos tudo para partilhar com os necessitados”, explica. “A penitência funciona assim: se você costuma comer um chocolate depois das refeições, por exemplo, dispense o doce e guarde o dinheiro que gastaria comprando os chocolates em um cofre. É uma forma de ajudar ao próximo”, esclarece a dona de casa, que, em outros anos, já ficou 40 dias sem comer bolos,
chocolate e pipoca. “Nunca peço nada em troca. Acho que é uma forma de lembrar que Jesus ficou
GENEROSIDADE Para a dona de casa Jandira, deixar de comprar as coisas que mais gosta e guardar o dinheiro para, no fim do período, doar aos necessitados, é a forma mais eficaz de fazer caridade
durante 40 dias em jejum no deserto e depois morreu na cruz por nós para que tivéssemos direito à vida”.
A aposentada Regina Lima Mendonça, 60, que atua na paróquia do São Jorge, também adotou a prática de fazer penitências durante o período da Quaresma. “Já fiquei sem comer chocolate e tomar refrigerante, que são duas coisas nas quais sou viciada. Teve um ano que fiquei sem comer carne quase os 40 dias”, conta Regina, que prefere não revelar que promessa fez neste ano.
“As outras práticas são importantes também. Nesse período, o padre sempre diz que devemos orar mais e reforçar a caridade, estar mais abertos a ouvir o outro e a ajudar, o que, às vezes, pode ser muito difícil”, afirma a aposentada. Devota desde a infância, Regina lembra que já ouviu pessoas dizendo que fazer penitência na Quaresma é besteira. “Quem não conhece, questiona mesmo a postura”, diz.
Fraternidade no mesmo período
Manter a prece e refletir do sacrifício divino é importante
Desde 1964, a Campanha da Fraternidade tem início na mesma época que a Quaresma, iniciativa da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tema deste ano é Fraternidade e Saúde Pública. Também
fazem parte da campanha as igrejas Luterana, Anglicana, Sírian Ortodoxa e Presbiteriana Unida. “A campanha é essencial para que os fiéis fiquem mais motivados a seguir os mandamentos”, salienta o padre Geraldo Bendahan.
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Peruanos buscam regalias com o título de kokamas Denúncias apontam que peruanos têm se denominado kokamas para obter benefícios que deveriam ser dados à etnia
ARQUIVO EM TEMPO/MICHEL MELLO
NÁFERSON CRUZ Equipe EM TEMPO
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traídos pelos benefícios sociais, como o programa Bolsa Família e a cota para indígenas nas universidades, grupos de peruanos têm se fixado em terras brasileiras. Eles se autodenominam índios kokama e, também, reivindicam a demarcação de terras indígenas, principalmente, as localizadas na região do Alto Solimões. De acordo com lideranças da Terra Indígena do Vale do Javari, o foco mais tenso dessa situação está na pequena comunidade de São Pedro, localizada próxima ao município de Atalaia do Norte (a 1.353 quilômetros de Manaus) onde há 300 famílias de peruanos. A situação, segundo os indígenas do vale do Javari, está à beira de um colapso social, podendo gerar uma celeuma idêntica à do fim da década de 80, quando não índios tikunas foram mortos por madeireiros por conta da questão terras. O líder indígena, membro da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Beto Marúbo, ressalta que as terras indígenas foram demarcadas em 1996, e homologadas em 2001, direitos plenamente reconhecidos pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. “Nesse período, foi identificado apenas um grupo de índios kokama, entre os municípios de Amaturá e São Paulo de Olivença e, que não são os mesmos de Atalaia do Norte”, diz Beto. Desde 2011, o grupo de peruanos-kokama, ou “nômades”, tem se articulado para obter a homologação das terras e conquistar a cidadania brasileira. Para isso, eles formalizaram documento junto à Fundação Nacional do Índio (Funai) e encaminharam à direção do órgão em Brasília (DF). “Não duvidamos que eles sejam indígenas. O que torna o caso complexo é que existe estudo que definirá se eles têm direito de se fixarem no país”, disse Bruno Pereira, coordenador da Funai.
Enquanto peruanos reivindicam direito dos kokamas, pertencentes à etnia ocupam logradouros públicos em Manaus em busca de moradias dignas para viver
Áreas indígenas são reduzidas
Reivindicação das regalias
No primeiro Grupo de Trabalho (GT) da Funai, em 1997, coordenado pelas antropólogas Maria de Lourdes Oliveira e Teresa Fleury Brandão, foram feitas recomendações para a identificação e delimitação de 21 áreas kokama. Nessa época, o referido GT solicitou a exclusão de 39 comunidades do total de 60, que por diversos fatores não se identificavam como índios. Atualmente, os kokama têm 24 áreas reconhecidas legalmente pelo governo federal. No total, são 514 reservas indígenas no país e a Funai estuda a demarcação de mais 156, além de ampliar outras já criadas. Somente no Amazonas, há 136 terras indígenas (TI) já regularizadas, ocupadas por 66 diferentes
O grupo de peruanos que se autodenomina kokama, além de solicitar a demarcação das terras junto à Funai, reivindica regalias do governo brasileiro. Entre os mais solicitados estão o programa Bolsa Família e a cota de acesso de indígenas às universidades. Para isso, segundo informações de indígenas do Vale Javari, eles já possuem até documentos obrigatórios para qualquer brasileiro — o registro de identidade (RG) e o Cadastro de Pessoa Física (CPF). “As leis brasileiras deixam bem claro que a naturalidade por usurpação não existe. Estão criando brasileiros e a possibilidade das terras serem demarcadas ainda poderá se concretizar. Isso é um absurdo”, enfatiza o líder indígena
etnias distribuídas em 506 aldeias, o que corresponde a 31% de seu território. As terras demarcadas e homologadas para os índios Cocama, pelo governo
ESTUDO
A Funai estuda a demarcação de mais 156 territórios indígenas no Brasil. Atualmente, existem 514 reservas indígenas em todo o país federal, estão localizadas nos seguintes municípios: Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins e Jutaí.
Beto Marúbo. Maria Regina Bivar, dirigente da Coordenação de Apoio aos Índios KoKama (Coiama), disse que a entidade fez sucessivos ofícios alertando as autoridades quanto às pressões que os indígenas têm sofrido por parte de madeireiros e grupos “estranhos”. Contudo, Maria Bivar desconhece a informação sobre qualquer tipo de atividade de índios kokama em Atalaia do Norte. A coordenadora esclarece que a atuação da entidade sempre foi de identificar, demarcar e homologar as terras indígenas. Quanto aos peruanos que se passam por índios a fim de obter benefícios em território brasileiro, Maria Bivar garante que providências serão tomadas.
Demarcação não é permitida Na tentativa de inviabilizar a articulação, lideranças indígenas no Amazonas solicitaram apoio à direção da Funai. No entanto, foram comunicados pelo assessor do órgão em Brasília, Francisco Pianko, que não há problemas em peruanos se autodenominarem kokamas, mas não podem demarcar terras. O caso é monitorado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na última quarta-feira (22), a denúncia foi protocolizada no Departamento da Polícia Federal do Amazonas (DPF-AM).
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Eles não vivem sem celular Com o avanço da tecnologia, é cada vez mais fácil encontrar pessoas que não consigam, nem por algumas horas, deixar o celular de lado. O que essas pessoas não sabem é que a mania tem nome e trata-se da doença nomofobia
SHANA REIS
IZABEL GUEDES Equipe EM TEMPO
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e para muitos, esquecer o celular em casa não faz a menor diferença no dia a dia, para outros pode ser o “fim do mundo”. Essa diferença se torna ainda mais evidente quando a pessoa chega ao ponto de perder compromissos importantes ou chegar ao trabalho atrasada porque teve que voltar em casa para pegar o aparelho. Necessidade, ansiedade, desespero, medo da solidão e da falta de comunicação com o mundo é o que faz os “viciados em celular” tomarem esse tipo de atitude. Comum em alguns casos, a rápida volta para pegar o celular se torna uma mania relacionada ao uso contínuo do aparelho, pode se tornar algo preocupante, segundo especialistas. Isso porque muitas pessoas vivem em meio a uma linha imaginária e deixam de lado a comunicação pessoal, existente muito antes da invenção do aparelho celular. Esse vício é um doença e tem nome: “nomofobia”. O estudante Alan Santos, 22, é um dos que se identifica ao saber as características da nomofobia, mas não acredita que isso possa interferir no seu cotidiano. Ele conta que
já fez loucuras para não ficar incomunicável com os amigos e acredita ser um viciado nato do telefone celular. Para o estudante, ficar três horas conversando com alguém na linha telefônica e levar o aparelho até para o banheiro quando vai tomar banho, é comum. “Os meus amigos comentam o fato e perguntam de onde tiro assunto para conversar, mas não consigo ficar sem meu aparelho. Quando não estou ligando, mando mensagens ou entro na internet. Inclusive, é muito difícil alguém me ligar e a linha não estar ocupada, pois estou sempre falando com amigos”, diz. Alan relata, entre as várias situações inusitadas, a vez que esqueceu o celular em casa, voltou pra buscar e perdeu o horário de uma prova na faculdade. Para ele, o fato de pagar para fazer a avaliação de segunda chamada é irrelevante, pois não dá pra ficar longe do celular. “Nesse dia, eu estava praticamente na porta da faculdade. Perdi a prova, mas peguei o aparelho em casa. Isso foi só uma das coisas que já fiz para não ficar sem falar com ninguém. Em outra ocasião, roubaram o meu aparelho celular e no mesmo dia comprei outro, pois não consigo imaginar minha vida sem meu celular”, diz. MÁRIO OLIVEIRA
Alan Santos já chegou a perder uma prova na faculdade porque voltou para pegar o celular que tinha esquecido em casa
Raquel justifica vício no trabalho Outra “refém” da telefonia é a turismóloga Raquel Pacífico, 23. Mesmo dependente, ela alega precisar do aparelho para questões profissionais e por esse motivo, ele se tornou fundamental. Raquel afirma fazer quase tudo pelo celular, inclusive, garante nem levar caderno para o curso de pós-gradua-
ção, pois escreve o assunto no bloco de notas do aparelho. “Meu celular facilita muita coisa no meu dia a dia. Sempre tenho uma bateria extra carregada, pois quando descarrega, fico desesperada”, afirma. Ela conta, ainda, que alguns amigos reclamam da mania de ficar “pendurada”
ao telefone o tempo todo, já que até nos momentos que está com eles, ela não larga do celular. “Eles questionam porque não desgrudo do aparelho. Não vejo problema nessa prática. Pelo contrário, acredito que isso aproxima as pessoas, pois estamos sempre conectados”, justifica.
Características de nomofóbicos: Abandona tudo o que faz para atender ao celular. Nunca deixa o aparelho sem bateria. Não carrega o celular na bolsa, bolso ou similares. Prefere carregá-lo na mão para que possa atendê-lo imediatamente. Nunca esquece o celular em casa. Caso isso aconteça, volta para pegá-lo. Sente-se mal quando acaba a bateria, quando perde o aparelho ou pensa que perdeu. Raquel Pacífico diz que os amigos dela reclamam do vício
Problema pode ser psicológico O termo nomofobia surgiu há pouco mais de três anos e vem do termo recente originado do inglês “no-mo” ou “no-mobile”, que significa sem telemóvel. Um dos principais sintomas, que pode identificar um nomofóbica é a ansiedade. Para a psicóloga Helen Benzecry, casos como esses, do ponto de vista psicológico, são identificados como obsessão. Isso porque as pessoas ficam presas ao objeto e tornam-se compulsivas. “Quando a dependência afeta a vida do ser humano é preciso procurar tratamento fitoterápico”.
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No caso de cheia é melhor prevenir do que remediar Apesar de a subida das águas não ter afetado regiões próximas a Manaus, ribeirinhos já buscam formas de evitar prejuízos FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO
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esmo com especialistas afirmando que ainda não é possível prever se haverá uma grande cheia dos rios em Manaus e em municípios vizinhos, moradores de áreas ribeirinhas e de várzea começam a se prevenir contra a enchente. Segundo eles, seus conhecimentos práticos levam a acreditar que, neste ano, as águas do rio subirão causando prejuízos à produção agrícola e à pecuária. Para enfrentar o fenômeno natural, a criação de marombas, hortas suspensas e o transporte de gados para terra firme já são providenciados. O temor é que os prejuízos sejam grandes como os que ocorreram em 2009, quando a cheia dos rios superou a média histórica. Nas comunidades do Careiro da Várzea (a 22 quilômetros de Manaus), as medidas que deveriam iniciar apenas após o mês de março, já começaram. Os fazendeiros têm transportado as cabeças de gado para as cidades de terra firme, como por exemplo, no município de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus). Os animais seguem de balsa em viagens que duram mais de cinco horas. Aos 72 anos, o fazendeiro João Diniz relata que cresceu em fazendas e conhece os períodos de cheias e secas do rio. Neste ano, segundo ele, a subida do rio está tão rápida que encheu o lago do Rei, onde sua fazenda está localizada. Para não ter prejuízo com o avanço das águas, no dia 10 de março o fazendeiro começará a transportar suas cabeças de gado para sua fazenda no Rio Preto da Eva. “Geralmente, eu começava a fazer isso no fim do mês de março. Foi assim no ano passado, mas este ano, o lago já está cheio e alaga algumas áreas. Por isso, decidi antecipar. Ano passado foi bem mais tarde para lá”, lembrou. Diniz explica ter uma técnica que o ajuda a identificar a gravidade da cheia. “Sempre que a chuva vem com muito
vento, lá do Alto Solimões, o lago enche com muito mais velocidade. Quando chove e não venta, o processo vai acontecendo lentamente. E é isso que está acontecendo atualmente”, explica. Para o fazendeiro, quem mora nas comunidades do município está sujeito a enfrentar a enchente. Ribeirinhos terão de encarar risco durante o transporte dos gados e cavalos nas balsas. “Quando vêm navios de grande porte, em alta velocidade, a situação fica mais complicada, pois a balsa pega todo o banzeiro com os ani-
MEDIDAS
Antecipação é a palavra de ordem para as famílias que moram às margens dos rios. Transporte de gado e construção de marombas já são feitos por agricultores do interior do Amazonas Transporte ou “levantamento” do gado é uma das preocupações dos agricultores com a possibilidade de cheia histórica
mais dentro. Essa viagem dura pelo menos cinco horas”, diz, ao ressaltar que, nessa primeira viagem, cerca de 170 cabeças de gado serão levadas para o Rio Preto. Na comunidade do Divino Espírito Santo, a poucos minutos da sede do Careiro da Várzea, os moradores se preparam para construir as marombas. A prática para fugir das águas dos rios consiste em um jirau alto onde se coloca o gado, plantas ou ainda se transforma em um segundo piso das casas. O agricultor Raimundo Nonato Araújo, 57, disse que há mais de 30 anos vive na comunidade, mas que neste ano os moradores esperam que a cheia seja pior que a de 2011. A preocupação é perder a produção que ainda não está no tempo de colheita. “Há plantação de batata. São mais de 40 milheiros. Se a água chegar, não vai dar tempo de colher”, desabafa. O agricultor adianta, ainda, que o rio subiu pelo menos quatro metros acima do normal e que os moradores sem condições de transportar o gados optam por marombas.
Em Manaus, rio subiu 25,78m Já na área urbana de Manaus, no São Raimundo, Zona Oeste, os moradores também estão preocupados com a subida do rio Negro. Nas casas de madeira ainda é possível ver a marca de onde a água chegou no ano passado. O morador Gleisson Santos, 33, disse que a única alternativa para os moradores durante a cheia é levantar o piso com as marombas. As madeiras para construção delas são compradas pelos próprios moradores, com cotas que variam de R$ 10 a R$ 300. “Quem não tem como se abrigar na casa de parentes, fica por aqui, mas fazendo marombas. Ao vermos o rio subindo com tanta velocidade, já nos preocupamos”. O diretor de Hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Daniel Oliveira, informou que em Manaus, na última sexta-feira Famílias ribeirinhas somam a experiência de cheias anteriores
(24), a cota do rio Negro era de 25,78 metros, sete centímetros a mais que o registro no dia anterior. Já na área do Careiro da Várzea, no Paraná do Careiro, a cota estava em 13,49 metros, subindo também sete centímetros. Os alertas de cheia para meados de junho em Manaus serão feitos no dia 31 de março, 30 de abril e 31 de maio. O meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ivan Saraiva, informou que, segundo modelos numéricos de previsão do tempo, a expectativa para este fim de semana também é de pancadas de chuva em qualquer período do dia, com temperaturas amenas e sol aparecendo entre nuvens. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média de chuva para fevereiro é de 289,5 milímetros (mm).
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País
MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
Jovens otimistas com as possibilidades do mercado Segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, o nível de ocupação dos jovens de 18 e 24 anos melhorou e cresceu 11,7% nos últimos oito anos
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cena clássica que se imagina quando uma pessoa vai procurar emprego — olhar os classificados, esperar por entrevistas — não condiz com a história de Leandro Justin. “Não fiz nem currículo”, conta o professor de inglês de 21 anos. E foi contratado há algumas semanas pela primeira empresa em que bateu à porta em busca de trabalho, numa escola de idiomas. Leandro faz parte de uma juventude brasileira que, desde 2003, viu o desemprego cair praticamente à metade. Em 2011, a taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos, nas seis principais regiões metropolitanas do país, fechou em 13,4% — ainda elevada, mas bem distante dos 23,4% vistos em 2003. Cenário que contrasta com o que se nota nos países desenvolvidos, onde a crise atormenta os jovens europeus com taxas de desemprego próximas a 50%. “Quem procura encontra trabalho. Pode não dar muito para escolher. Mas minha opção foi levar dinheiro para casa. Estou satisfeito”, disse Leandro, professor do Brasas. A percepção de Leandro se observa em números da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Segundo Cimar Azeredo, gerente da PME, o nível de ocupação dos jovens de 18 e 24 anos cresceu 11,7% nos últimos oito anos — acima da dos adultos, que aumentou 8,9%. De um lado, o bom momento da economia brasileira nos anos recentes tornou mais dinâmico o mercado de trabalho, e esse movimento favoreceu os mais novos também. Por outro, os jovens fizeram a sua parte e aumentaram a escolaridade. Dados da Pnad de 2009, indicam que mais da metade desses jovens cursa ou possui nível médio. “A mão de obra brasileira está mais qualificada. Não é à toa que serviços domésticos ficaram mais caros justamente por falta de gente. Hoje, funções que surgiam por falta de oportunidade, como emprego doméstico, já não são mais a primeira opção do jovem que sai da escola. Isso é uma mudança na estrutura do mercado de trabalho e o jovem, certamente, é um dos protagonistas desse processo”, apontou Azeredo, acrescentando que faltam para esse jovem políticas de inserção no mundo do trabalho.
VALTER CAMPANATO/ABR
COMUNICAÇÃO
Brasil quer colocar um satélite nacional em órbita O Ministério das Comunicações vai enviar na próxima semana para a Casa Civil o texto de dois decretos que tratam da construção do primeiro satélite geoestacionário brasileiro, que servirá tanto para o setor de telecomunicações como para a defesa nacional. Os detalhes foram definidos anteontem (24) em uma reunião entre os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, da Defesa, Celso Amorim e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Um dos decretos estabelece o modelo de gestão da empresa integradora que será formada entre a Embraer e a Telebras para a construção e operação do satélite. A Embraer terá 51% da “joint venture” e a Telebras 49%. A empresa terá quatro diretores
e um conselho de administração com seis membros. Um escritório de projetos, que também terá participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a da Agência Espacial Brasileira (AEB), acompanhará o empreendimento em sua parte técnica. O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que é muito importante para o país ter um satélite brasileiro. “É algo que queremos faz 30 anos. Fico muito contente que as informações relativas à Defesa do país terão essa proteção”. O satélite geoestacionário ficará a 35,7 mil quilômetros da Linha do Equador, se deslocará na mesma velocidade da Terra, ficando como se estivesse estacionado em um ponto de órbita. O equipamento servirá para a ampliação da oferta de banda larga em áreas remotas do país e também para fins militares. VALTER CAMPANATO/ABR
Desempregados aguardam atendimento em agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine)
Medo de ser qualificado sem ter vaga “O pesadelo de terminar uma faculdade, e ficar sem trabalho, ainda existe”. Na avaliação de Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa de desemprego dos jovens é tradicionalmente acima da média do mercado. Contudo, para ele, no Brasil, a distância entre os indicadores é maior do que deveria ser. “Ainda assim, o jovem brasileiro é o mais otimista, numa comparação feita em 132 países. Há, sem dúvida, uma melhora e há uma perspectiva de que as coisas vão melhorar”. Em tempos de crise, são os jovens os primeiros a perder emprego. Mas um mercado de trabalho mais dinâmico do que o de outros países não traz necessariamente os melhores empregos.
Realidade internacional Altas taxas também registram a Grécia (45%) e Portugal (30%). Os jovens italianos, com 26,5%, já sofrem com uma taxa acima da brasileira de 2003 (23,4%). Milhares de jovens na Europa protestam nas ruas, reivindicando melhores oportunidades, especialmente na Espanha, onde a taxa de desemprego atingiu os 45,8% no terceiro trimestre de 2011. “A zona do euro vive uma situação dramática, com um quadro desalenta-
dor para todos, inclusive para os mais jovens. E, detalhe: jovens que têm, em geral, uma formação superior à dos brasileiros”. Já a China aparece em primeiro lugar em muitas delas”, comentou Mônica de Bolle, economista da Galanto. Apesar das vagas que se abrem, é bastante preocupante o tipo de qualificação dos jovens brasileiros. O Brasil está pessimamente colocado em competições internacionais de matemática ou ciências.
Especialização é o caminho Se na Europa — e também nos EUA — as famílias se ressentem de um mercado de trabalho em retração, no Brasil, os jovens conquistaram o direito de adiar a entrada no universo do emprego. Uma possibilidade que veio com o crescimento da renda dos brasileiros e políticas sociais que permitiram que muitos jovens
optassem pelos bancos escolares em detrimento a um posto em uma empresa. “Especialmente quem tem 15 a 17 anos escolhe estudar. Com mais renda, as famílias podem abrir mão dos ganhos desse jovem. E isso faz com que essa geração fique na escola por mais tempo”, acrescentou Azeredo, do IBGE.
Ao lado de Dilma, o ministro da Defesa, Celso Amorim
DEBATE
Sustentabilidade em pauta na Conferência da ONU A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, marcada para junho no Rio de Janeiro, foi um dos principais temas da reunião de chanceleres do G20 (os países mais ricos do mundo), em Los Cabos, na fronteira do México com os Estados Unidos. O Brasil é representado pelo embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, o subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores. O objetivo do governo brasileiro e da Organização das Nações Unidas (ONU) é transformar a Rio+20 na maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o setor. Pelo
menos cem presidentes da república e primeiros-ministros são esperados nesse evento no Rio de Janeiro, além de 50 mil credenciados. O presidente do México, Felipe Calderón, comandou a reunião de chanceleres e lamentou a ausência de representantes da China e da Rússia. A ministra das Relações Exteriores do México, Patricia Espinosa, disse que o objetivo da reunião é reforçar as parcerias e a cooperação, inclusive de segurança e combate ao crime organizado. Vários países, assim como os Estados Unidos e o Japão, vivem sob forte impacto da crise econômica internacional. Em junho, a presidente Dilma Rousseff deve ir ao México participar das reuniões dos chefes de Estado e de governo do G20.
Mundo
MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
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Aumenta o número de americanos sem-tetos
Cada vez mais famílias nos EUA vivem nas ruas ou em abrigos, por não poderem arcar com as despesas básicas
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uando a estudante nova-iorquina Samantha Garvey, de 18 anos, foi selecionada para a semifinal do concurso Intel de ciência, no mês passado, a revelação mais surpreendente não foi o tema de sua pesquisa em biologia marinha, mas o fato de a estudante e a família estarem vivendo em um abrigo para sem-teto. Samantha, que ganhou fama nacional em programas de TV e na semana passada foi recebida pelo presidente Barack Obama durante uma feira de ciências na Casa Branca, passou a ser o rosto público de um contingente cada vez mais numeroso de jovens e crianças, filhos de pais trabalhadores, que viraram homeless devido à crise. Samantha não chegou à fase final do concurso, mas embolsou US$ 50 mil de uma bolsa de estudos da AT&T quando visitou o programa da apresentadora de TV Ellen DeGeneres. “É realmente assustador. É a pior sensação do mundo, como se sua família estivesse sendo despedaçada, jogada na rua, mas ninguém se importa”, contou Samantha no “Ellen DeGeneres Show”. O pai da estudante é motorista de táxi, e a mãe, fun-
CASA BRANCA/DIVULGAÇÃO
cionária de um hospital. Eles sofreram um acidente de carro no ano passado e ficaram temporariamente impossibilitados de trabalhar, o que os levou a atrasar contas e pagamento de aluguel, provocando o despejo. Até receber, há poucos dias, acesso a um apartamento com aluguel subsidiado pelo condado de Suffolk, na região de Long Island, a família, que tem mais dois filhos, ficou em um abrigo. Samantha, aluna exemplar na escola pública Brentwood, onde cursa o último ano do Ensino Médio, se dedicou ainda mais aos estudos. “A ciência sempre foi muito importante para mim, e, nessa situação, me ajudou a botar o foco em outro lugar. Se eu continuar a fazer o que amo, terei um bom emprego e poderei um dia comprar uma casa para os meus pais”, disse. A professora Karen Feil, orientadora de Samantha, diz que a estudante é uma apaixonada pela ciência e “incrivelmente batalhadora”: “Ela sempre teve muito apoio dos pais. Mas a história deles mostra como, nesse ambiente de crise, uma família de trabalhadores pode escorregar para o precipício”.
Problema com contorno dramático
Samantha Garvey não surpreendeu por ser aluna brilhante, mas por sua família viver em abrigo
Após a crise de 2008, a pobreza Especialistas confirmam a impressão de que, após a crise econômica de 2008, aumentou o número de americanos vulneráveis a uma situação como a vivida pela família de Samantha.
“Os abrigos para sem-teto estão cheios de famílias de trabalhadores, algo que nunca tínhamos visto”, diz Ralph da Costa Núñez, diretor do ICPH (Institute for Children, Poverty and Homelessness),
um dos principais centros de estudos que trabalham com as questões da pobreza em Nova York. Alguns deixam o abrigo e vão para a escola ou o trabalho pela manhã.
Para Joel Blau, autor do livro “The visible poor: Homeless in the USA” (A pobreza visível: Semteto nos EUA, em tradução livre), o problema está ganhando contornos dramáticos. A história de Samantha revelou outro problema: o estigma. O irmão da jovem parou de falar com ela pelo fato de ela ter “contado para todo o mundo” que a família estava desabrigada. O número de pessoas vivendo em abrigos atingiu o maior patamar da história na cidade de Nova York: em outubro de 2011, 41,2 mil pessoas viviam nos abrigos. Cerca de 75% desses moradores são famílias, incluindo 17 mil crianças e adolescentes, que não querem ser identificados como um símbolo de pobreza absoluta.
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Dia a dia
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Caderno D
Plateia MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
plateia@emtempo.com.br
Quem levará o Oscar? Plateia D5
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Manaus inspira espetáculo de dança GUSTAV CERVINKA E CHRIS REIS Equipe EM TEMPO
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pós compor a coreografia “Cabanagem” para a Companhia de Dança do Amazonas (CDA), em 2010, o coreógrafo carioca Mário Nascimento está iniciando, junto com o corpo artístico um novo trabalho. O processo de criação coreográfica é baseado no estudo sobre Manaus, seus costumes, tradições, arquitetura, pessoas suas idiossincrasias. Ainda sem título, o espetáculo será lançado até o final do ano. Ele lembra
Balé de salto apresentado hoje A primeira apresentação de 2012 do CDA traz uma concepção diferenciada para a coreografia “Milongas”, apresentada na programação oficial de espetáculos públicos, em 2011. De volta ao palco do Teatro Amazonas, hoje, às 19h, a apresentação contempla 13 bailarinos, que deixam de lado as sapatilhas de balé clássico para usar sapatos de dança de salão. A diretora do CDA, Monique Andrade, afirma que os ensaios estão sendo gratificantes e, ao mesmo tempo, desafiadores. “Dessa vez, a ideia é tentar dar uma nova roupagem a “Milongas”, brincando com o desenho coreográfico. O salto traz outra leitura para o espetáculo, que é um balé contemporâ-
neo e agora vem incorporando um estudo da dança de salão. Com isso, proponho aos bailarinos a sensação de que está sendo feito um novo balé”, explica. “Milongas” é um espetáculo de dança que reúne o tango tradicional, dança de salão e dança contemporânea, assinado pela diretor e por Getúlio Lima. Segundo Monique, a própria concepção da apresentação já trazia considerações sobre a longevidade das coreografias. “Quando iniciamos a criação desse balé, houve vários processos. Primeiro de tudo, era lançar um desafio de usar a técnica de dança de salão na dança clássica, sem perder a característica do tango, mas explorar ao máximo a dança contemporânea. O
uso do salto sempre esteve na minha cabeça, mas precisei usar isso com cuidado. Procurávamos fazer um trabalho que sempre esteja vivo, que o público consiga enxergar algo novo sempre que o vir”, diz a diretora. A coreografia “Milongas” tem, portanto, acréscimo de dança moderna, que vai sofrer adaptações aos movimentos enquanto os bailarinos estiverem com salto. O espetáculo não tem cenário, apenas disposição de níveis de palco, a partir do uso de uma passarela ao fundo, que dá outro nível de visão da coreografia. “Trabalhamos com dois planos e iluminação concebida por mim, com apoio do produtor Marcos Apollo”, diz Monique Andrade.
que quando veio pela primeira vez à Manaus tinha um conhecimento estereotipado sobre a cidade e que, ao chegar, ficou surpreendido. “Vi uma cidade cheia de paradoxos. Não imaginava que seria um lugar tão vibrante. O folclore é fantástico, assim como o movimento hip hop que também existe, assim como tem as benzedeiras. É interessante como tudo está junto e interligado nesta cidade”, avalia. O coreógrafo diz que decidiu, então, fazer um trabalho baseado em tudo que a cidade oferece.
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Coreógrafo carioca, Mário Nascimento, prepara nova montagem para Companhia de Dança do Amazonas (CDA) inspirado na diversidade da cidade
“Mostrarei a visão que uma pessoa de fora tem sobre a cidade, assim como das que moram aqui tem sobre a mesma. Estamos nesta etapa juntando os elementos bibliográficos e na elaboração da montagem cênica”, acentua. Monique Andrade, diretora do CDA, avalia que a participação do coreógrafo é uma excelente oportunidade para ampliar o trabalho de pesquisa, feita pela companhia. “Ele é um artista conceituado e que já fez um trabalho importante para companhia, então, será mais um desafio com resul-
tado promissor”, disse. Ela também adianta que trilha sonora do espetáculo será composta pela Orquestra de Câmara, que será regida pelo maestro Marcelo de Jesus e pelo DJ Marcos Tubarão. “O erudito será fundido com o popular e, com isso, buscamos essa mistura pensando no desenvolvimento que Manaus teve ao longo dos anos Afinal, é uma cidade que cresceu muito de uns anos para cá e tem suas peculiaridades e detalhes importantes que muitas vezes, o próprio amazonense deixa passar batido”, conclui. ALBERTO CESAR ARAÚJO
A coreografia “Milongas”, de 2011, será reapresentada em um novo formato,s hoje
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Plateia Interino:
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Guto Oliveira
>> Beleza
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br FOTOS: ISMAEL NEVES
>> Para VIPs . A área VIP do Megashow de Gusttavo Lima e César Menotti & Fabiano está imperdível.
Waisser Botelho e Fernando Salignac na animação de Momo
. O showzaço acontece dia 17 de março, no sambódromo, com produção da Fábrica de Eventos e, na área VIP, a produção será da DHP&MP Promotion.
>> Bíblia fashion Falta pouco para a história de quase um século da Lanvin chegar às livrarias. Os detalhes do processo criativo da maison francesa serão contados por Alber Elbaz, o grande gênio por trás da direção da marca desde 2001.
. O espaço está incluindo open Bar de chope Brahma, mais caipinha, capirosca, água e refrigerante até às 3h, além de acesso ao front stage, bares exclusivos, entrada diferenciada e público com mais de 18 anos.
. O estilista é destaque da quinta edição da Haper’s Bazaar Brasil e adiantou detalhes da sua publicação em uma entrevista exclusiva.
>> Luto . A sociedade paulistana está em luto pelo morte da empresária Eliana Tranchesi, que faleceu no início da madrugada desta sexta-feira, no Hospital Albert Einstein. . Tranchesi foi uma das percurssoras do mercado de luxo no Brasil e proprietária da Daslu.
>> Espetáculo . Adele vai colocar mais um palco em seu currículo: o da Olimpíada de Londres 2012. Quem confirmou a informação foi David Arnold, diretor musical do show de encerramento, que promete fazer a maior festa já vista na história de uma Olimpíada. . Batizado como “A Symphony of British Music”, o show vai reunir só artistas britânicos cantando canções compostas por seus conterrâneos. Serão 4.100 músicos no palco e 75 minutos de show. Detalhe: de Elton John a Adele, nenhum dos artistas vai receber cachê.
Glória Carratte e a primeiradama NejmI Aziz celebrando a cultura popular
>> Objeto de desejo . Vamos falar de novidade high fashion? As irmãs Kate e Laura Mulleavy resolveram investir em uma linha de sapatos para a Rodarte. A primeira coleção foi exibida na terça-feira ,durante a semana de moda de Nova York. . O design dos calçados é típico Rodarte: avant-garde. Com aparência que lembram botas, elas surgem com cinta espartilhada e prezas ao tornozelo. Entre os detalhes, o grafismo étnico.
. A Mac Cosmetics lançará em breve uma coleção especial inspirada na eterna musa do cinema Marilyn Monroe. . A edição limitada é uma parceria com a Authentic Brands Group, que detêm direitos sob a imagem da atriz. Serão quase 30 produtos. Entre eles: sombras, batons (vermelho retro e pink), esmaltes e delineador. . Mesmo com mais de 50 anos de sua morte, o estilo de Marilyn Monroe é copiado até hoje. O filme “My Week With Marilyn” com a atriz Michelle Williams é forte candidato ao Oscar de 2012 e a NBC resolveu investir em uma série ‘Smash‘ – sobre um musical inspirado em Monroe.
Azury Benziom em evento badalado armado pelo GRN
>> Moda infantil A badalada loja Di Bambi, no Vieiralves, anexo À loja SCA, acaba de rechear suas araras com o que há de mais bacana do segmentos para os bambinos. . Por lá encontramos grifes como Aire exclusiva do pedaço, Chicletaria para os meninos e para os pezinhos das meninas a Centopeia. Imperdível, vale uma visita!
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Em estado grave, Chico Anysio continua internado O humorista Chico Anysio, 80, continua tratando a infecção pulmonar diagnosticada na última sexta-feira, informa boletim divulgado pelo Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, onde está internado. Segundo o médico Luiz Alfredo Lamy, que assina o boletim, o quadro infeccioso do humorista está sendo controlado com o uso de antibióticos. Chico Anysio, que vinha apresentando melhora progressiva, ainda está em estado grave, que inspira cuidados. Ele continua fazendo fisioterapia respiratória e motora e respira sem ajuda dos aparelhos por algumas horas do dia.
Ovam faz retrospectiva em apresentação matinal Orquestra de Violões do Amazonas faz um passeio pelo repertório de 2011 em um concerto gratuito, realizado na manhã de hoje, no Teatro Amazonas GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO
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oje, às 11h, no Teatro Amazonas, a Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam) pretende mostrar ao público uma espécie de resumo do que foi interpretado ao longo do ano de 2011. Isso porque essa performance é a primeira de 2012, marcando o retorno das férias dos musicistas, que devem misturar um pouco do erudito com o popular, passando pelo tango, por exemplo. O repertório da Ovam para este ano ainda será construído, segundo informações do
maestro Davi Nunes. “O que dá para adiantar é que devemos continuar com as apresentações com participações especiais de violonistas de fora, como convidados”, revela. Em 2011, a Ovam fez shows ao lado de nomes como o Duo Siqueira Lima, em agosto, e o especialista em música flamenca, Fábio Nin, que veio a Manaus em novembro. Ainda em um campo remoto, o maestro Davi Nunes revela que 2012 pode ser o ano da realização de um de seus sonhos: a organização de um encontro de violões, envolvendo artistas locais e de outros Estados. “Conversei
recentemente com o violeiro Fernando Deghi, que esteve na cidade para ministrar um curso de viola, e talvez construiremos um concerto unindo os dois instrumentos. A viola vem enriquecendo muito a cultura brasileira. Embora seja mais enquadrada como uma peça caipira, a viola tem muita história e precisa de uma habilidade diferenciada para ser tocada”, afirma o maestro, que confessa tocar sua viola de dez cordas, em momentos de folga. Criada a partir de um projeto elaborado pelo maestro Adelson Santos, há 11 anos, a Ovam é composta por mú-
sicos profissionais formados ou em graduação. Ao todo, a orquestra é composta por 15 violonistas, um baterista/percussionista e duas sopranos. O concerto acontece às 11h, no Teatro Amazonas.
SERVIÇO CONCERTO COM A ORQUESTRA DE VIOLÕES Quando: Hoje, às 11h Onde: Teatro Amazonas Quanto: Entrada gratuita
Fantástico completa 2 mil programas com especiais Quem nunca ouviu aquela pergunta: “Você viu ontem no “Fantástico’?’’, indaga Renata Ceribelli ao falar sobre a força do dominical que, depois de amanhã, vai completar 2 mil programas no ar. Para comemorar, a Globo apresentará uma edição especial. Entre os destaques, estão uma linha do tempo com os momentos mais marcantes do programa; a estreia da série da BBC “Planeta Humano’’, apresentada por Sonia Bridi; e uma homenagem em que artistas plásticos fizeram releituras da vinheta da atração.
Michel Teló inicia a turnê pelo território europeu Na abertura de sua turnê europeia, na noite de sexta, em Lisboa (Portugal), o músico paranaense Michel Teló cantou “Someone like you”, sucesso da britânica Adele, e “Como é grande o meu amor por você”. O hit “Ai se eu te pego” foi cantando por Teló enrolado na bandeira brasileira. Ao ouvir o coro do público, o músico elogiou: “Quero encher vocês de beijos”. Teló foi tratado pelos jornais portugueses como a “mais nova coqueluche brasileira”. O artista ainda fará shows em Londres, Madri, Barcelona, Zurique, Roma, Amsterdã, Guimarães e Luxemburgo.
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Nova eleição do conselho Criado em 2006, o órgão tem como objetivo sugerir a formulação de políticas públicas para promover, desenvolver e fomentar as atividades culturais realizadas em todo o Estado, por meio de incentivos conseguidos pelos representantes DIVULGAÇÃO
CHRIS REIS Equipe EM TEMPO
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Conselho Estadual de Cultura deve eleger a sua nova composição no final do mês de abril. A última eleição, para a gestão que tem duração de quatro anos, aconteceu em 2008. “Nos reuniremos no começo do próximo mês para definir as deliberações para a escolha dos novos membros. A eleição está prevista para ser realizada no mês seguinte”, explica Socorro Papoula, representante do teatro. O conselho foi instituído pelo governo do Estado em 19 de junho de 2006, por meio do decreto nº 25.939, que dispõe sobre a organização, a competência e as diretrizes de funcionamento. O órgão é formado por um colegiado que tem a finalidade de formular políticas públicas para desenvolver e fomentar as atividades culturais no Estado. A sua organização é paritária, isto é, organizada por 11 representantes de órgãos e entidades públicas e 11 da sociedade civil ligada aos setores artístico e cultural. O decreto que criou o conselho estabelece que os representantes do poder público sejam indicados por seus respectivos órgãos e, da sociedade civil organizada,
eleitos por seus membros.
Longa caminhada para conselho
Representatividade O representante da dança, Guto Rodrigues, esclarece que cada categoria, por meio de suas entidades possui uma cadeira no conselho, que realizam eleições para eleger quem irá representá-las. “Quando a categoria tem mais de uma entidade representativa, há um reve-
Na avaliação do secretario de Cultura, Robério Braga, que é o atual presidente do conselho, o processo de discussão após a criação da entidade ficou mais amplo. “Em todas as ações culturais do governo do Estado, os segmentos são representados por legitimidade, pois há eleição direta realizada pelas entidades”, esclarece. Entretanto, apesar do avanço nas discussões, ele avalia que esse processo representa apenas o começo de uma longa caminhada. “Apesar de estarmos no início de tudo, os resultados são bastante positivos, sobretudo pela criação do fundo de cultura que está sendo implementado gradativamente”, avalia. Robério, na próxima eleição, deixará a presidência que será ocupada por um membro sociedade civil organizada a ser eleito.
CONQUISTA
Outro ponto favorável com a criação do conselho, foi a realização da Conferência Estadual de Cultura, em 2010, e assegurou a presença do Amazonas na Conferência Nacional de Cultura zamento a cada eleição”. Para Guto, um dos principais avanços que os artistas conseguiram, com a criação do conselho, foi estabelecer um pacto de confiança entre governo do Estado e as categorias. “Conseguimos assegurar a realização do festival de teatro, dança e rock”, analisa. Entretanto, na opinião do bailarino, a principal tarefa foi a criação do Fundo Estadual de Cultura.
O secretário de Cultura, Robério Braga, é o atual presidente do Conselho Estadual de Cultura
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Premiação do Oscar será transmitida ao vivo, hoje Um dos longas favoritos na categoria Melhor Filme é o aclamado “O artista”, gravado em preto e branco, e mudo
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noite de gala mais esperada do cinema ocorre hoje, com a 84ª cerimônia de entrega do Oscar. O evento, que reúne os astros de Hollywood que mais se destacaram no ano, será transmitido pela Globo e pelo canal de TV paga TNT. Indicado a dez estatuetas, “O artista” aparece como favorito nas apostas dos críticos. Para Pedro Butcher, editor do site Filme B, surpresas podem ocorrer, mas há um motivo especial para acreditar no filme. “Os integrantes da academia são mais idosos, e o tema do longa toca diretamente o coração deles”, diz Butcher, referindo-se ao fato de que o filme se passa na transição do cinema mudo para o falado. Já o ator José Wilker, que irá participar da transmissão do evento na Globo, diz que se emocionou ao ver o longa. “Com tantas inovações tecnológicas, é maravilhoso ver que um filme sem cor e sem falas é favorito. “O artista” é uma delícia”, diz. Melhor ator Para melhor ator, Butcher e Wilker acham que o prêmio pode sair tanto para Jean
REPRODUÇÃO
Dujardin (no papel de George Valentin, em “O artista”) quanto para George Clooney (intérprete de Matt King, em “Os descendentes”). E enquanto Butcher fica dividido em relação à categoria de Melhor Atriz entre Meryl Streep - como a ex-primeira
Globo e TNT estarão na transmissão
PRÊMIO
Uma das grandes promessas para vencer na categoria melhor atriz é Meryl Streep que interpretou a ex-primeira ministra Margaret Thatcher no longametragem “A dama de ferro” Além de Melhor Filme, “O artista” pode levar o prêmio de Melhor Ator com Jean Dujardin
ministra Margaret Thatcher, em “A dama de ferro”- e Viola Davis, de “História cruzadas”, Wilker votaria em Viola, embora considere Meryl mais forte. Carlinhos Bronw concorre para Melhor Canção Original, com “Rio”. “Vamos torcer”, diz Wilker. Por Diana Dantas e Leonardo Mesquita
Indicados a melhor filme
Indicados a melhor ator
Indicadas a melhor atriz
“Cavalo de guerra” “O artista” “O homem que mudou o jogo” “Os descendentes” “A árvore da vida” “Meia-noite em Paris” “História cruzadas” “A invenção de Hugo Cabret” “Tão forte e tão perto”
Demián Bichir em “A better life” George Clooney em “Os descendentes” Jean Dujardin em “O artista” Gary Oldman em “O espião que sabia demais” Brad Pitt em “O homem que mudou o jogo”
Glenn Close em “Albert Nobbs” Viola Davis em “Histórias cruzadas” Rooney Mara em “Os homens que não amavam as mulheres” Meryl Streep em “A dama de ferro” Michelle Williams em ”Sete dias com Marilyn
No Brasil, a entrega do Oscar será transmitida pela Globo e pelo canal pago TNT, hoje. Direto do Kodak Theater, em Los Angeles, a emissora da TV aberta mostra o evento após o “Big Brother Brasil”. A apresentação será de Maria Beltrão, com comentários de José Wilker e tradução de Anna Vianna. No TNT, pela primeira vez, a apresentadora Sabrina Parlatore e o ator Cássio Reis comentarão a passagem dos astros no tapete vermelho, a partir das 20h30. O crítico de cinema Rubens Ewald Filho comenta a premiação, que terá início às 22h. O mestre de cerimônias do prêmio será Billy Crystal. Por Diana Dantas
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 26 DE FEVEREIRO DE 2012
Programação de TV SBT 04h00 – Aventura Selvagem – reprise 05h00 – Pesca Alternativa 06h00 – A Grande Ideia 06h30 – VRUM 07h00 – PGM Manazinha 07h30 – Programa Expressão (Local) 08h00 – Sorteio Amazonas dá Sorte (Local) 09h00 – Domingo Legal 13h00 – Eliana 17h00 – Roda a Roda Jequiti 17h40 – Sorteio da Telesena 17h45 – Programa Sílvio Santos 22h00 – De Frente com Gabi 23h00 – Série: O Mentalista / The Mentalist 00h00 – Série: Divisão Criminal / The Closer 01h00 – Série: Os Esquecidos 02h00 – Encerramento da Programação
GLOBO
RECORD
03h42 – Santa Missa em Seu Lar 04h43 – Sagrado: Compacto – Felicidade 04h54 – Amazônia Rural 05h24 – Pequenas Empresas – Grandes Negócios 05h57 – Globo Rural 06h54 – Auto Esporte 07h30 – Esporte Espetacular (Triatlo Rápido Espetacular) 10h30 – Esquenta 11h48 – Temperatura Máxima. Filme: Bee Movie – A História de Uma Abelha 13h31 – Domingão do Faustão I 15h00 – Futebol 2011: Campeonato Carioca – Flamengo x Nova Iguaçu 17h00 – Domingão do Faustão II 18h45 – Fantástico 21h06 – Big Brother Brasil 21h52 – Domingo Maior. Filme: O Negociador 00h20 – Flash Big Brother Brasil 00h25 – Obrigado Senhor 00h30 – Hino Nacional 00h35 – Encerramento Previsto (Manutenção Mensal)
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ
04h30 – Desenhos Bíblicos 06h20 – Todo Mundo Odeia o Chris – HD 08h00 – Amazonas dá Sorte – bingo - local 09h00 – Record Kids – local 10h30 – Tudo é Possível – PGM 340 14h30 – Programa do Gugu – PGM 129 18h30 – Domingo Espetacular – PGM 407 21h15 – Repórter Record 22h00 – Amazônia – PGM 006 - HD 22h30 – Série: Aprontando na Índia 23h00 – Programação IURD
REDE TV 05h30 – Igreja Internacional da Graça – local 09h15 – Programa Viva Amazônia – local 09h45 – Break Obrigatório 09h50 – Campeonato Italiano – Inter x Novara 12h00 – Igreja Internacional da
Graça – local 13h00 – Programa Esporte Performance – local 14h00 – Programa Semeando Bênçãos – local 14h30 – Programa Amigos do Volante – local 15h00 – Break Obrigatório 15h05 – Programa Na Geral – local 15h35 – Programa Fé e Milagres – local 16h05 – Break Obrigatório 16h15 – Ritmo Brasil 16h45 – Belas na Rede 17h50 – O Último Passageiro 19h00 – Pânico na TV 21h30 – Dr. Hollywood 22h30 – É Notícia 23h30 – Bola na Rede 00h00 – Igreja Internacional da Graça – local
BAND 03h45 05h00 05h30 06h30 07h30
– – – – –
Espaço Vida Vitoriosa I Sol Brilhante Santa Missa Fé na Verdade Conexão Cargas
08h30 – Brasil Caminhoneiro
09h30 – Turma do Pererê
09h00 – Infomercial
10h00 – ABZ do Ziraldo
10h00 – Auto +
10h30 – Anima TV Tromba Trem
10h45 – Band Clássicos (HD)
10h45 – Anima TV Carrapatos e
11h15 – Band Esporte Clube (HD)
Catapultas
14h00 – Gol, o Grande Momento do
11h00 – Turma do Pererê
Futebol (HD)
11h30 – Catalendas
14h30 – Futebol – ao vivo (HD) –
11h45 – Cocoricó
17h00 – Terceiro Tempo
12h00 – Viva Memória – reprise
19h00 – Bones (HD)
– local
20h00 – Prision Break (HD)
13h00 – Stadium
21h30 – Canal Livre (HD) 22h30 – Isto é Manaus 23h00 – Show Business (HD) 23h45 – Cine Band – Henrique V
TV CULTURA 03h55 – Abertura da Estação/ Hino Nacional 04h00 – Via Legal 04h30 – Brasil Eleitor 05h00 – Palavras de Vida 06h00 – Santa Missa 07h00 – Viola, Minha Viola 08h00 – Curta Criança 08h30 – Janela Janelinha 09h00 – Escola Pra Cachorro 09h15 – Meu Amigãozão
Cinema
14h00 – O Planeta Azul 15h00 – Ver TV 16h00 – De Lá Pra Cá 16h30 – Cara e Coroa 17h00 – Papo de Mãe 18h00 – Conexão Roberto D’Ávila 19h00 – Filarmônica de Berlim 20h30 – Curta TV 21h00 – MPTV – Reprise – local 21h30 – Roda Viva Amazonas – Reprise – Local 22h30 – Lado – B – Local – Reprise 23h00 – Programa de Apoio 23h30 – Programa de Cinema
Cruzadinhas
PRÉ-ESTREIA
ÁRIES - 21/3 a 19/4 Há elementos a serem equilibrados e organizados por você, e talvez seja difícil dar conta de tudo. Não pense em expandir seus negócios antes de tê-los organizado devidamente.
DIVULGAÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 Bom momento para a relação com amigos. Mas as tarefas de rotina e as lidas financeiras saem do controle. Siga o fluxo dos acontecimentos, monitorando a direção deles. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 É mais fácil administrar os problemas no trabalho do que conseguir utilizar seus melhores talentos. Os relacionamentos exigem uma profundidade que não é comum. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Sua mente tende a não dar conta de tantas coisas a organizar e pensar. Há coisas que não podem ser abarcadas pelo intelecto. As relações humanas são o maior desafio. LEÃO - 23/7 a 22/8 Os sentimentos amorosos tornam-se mais intensos, mas você tende a reagir com autocontrole e bom senso. A atividade profissional é favorecida por ações organizadas. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Muitas ideias presentes no trabalho, dando-lhe um caráter agitado, mas talvez pouco produtivo. Por outro lado, clareza de visão nas questões de parceria e cooperação. LIBRA - 23/9 a 22/10 As tarefas da rotina exigem mais organização e senso prático. Contudo, sua disposição não está para isso, e pode não colaborar com a boa execução e a produção das tarefas. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 As boas conversas com a pessoa amada talvez sejam a melhor coisa neste dia. Há a possibilidade de vocês se entenderem e consolidarem o relacionamento. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 A inspiração e a motivação em assuntos financeiros favorecem chegar a bons resultados. Alguma perturbação no ambiente familiar pode forçar em direção à desorganização. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Sentimentos surgem do mais profundo de você e levam-no a ações e gestos vigorosos, mas também precipitados ou compulsivos. Manter a mente em ordem é fundamental. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Forte contato com aspectos profundos de sua psique e dos sentimentos. Desse mergulho algum sentimento virá à tona. Cuidar do patrimônio familiar está bastante favorecido. PEIXES - 19/2 a 20/3 Mais força para os projetos de trabalho e melhor capacidade de comunicação e organização mental. Mas as situações que se colocam a você são mesmo complicadas.
A mulher de preto: UK / CAN / SUE. 14 anos. O jovem advogado londrino Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) é forçado a deixar seu filho de 3 anos e viajar para a pequena vila de Crythin Gifford para tratar dos assuntos do recentemente falecido dono da casa Eel Marsh. Mas quando ele chega à arrepiante mansão, descobre segredos obscuros no passado da cidade. Sua sensação de mal-estar aumenta quando ele vislumbra uma misteriosa mulher toda vestida de preto. Cinemais Millennium 8 - 15h10, 17h10, 19h15, 21h20 (leg/ diariamente); Cinemais Plaza 8 - 15h30, 17h30, 19h30, 22h (leg/ diariamente); Cinemas Amazonas 4 – 15h, 17h10, 19h20, 21h20 (dub / diariamente); Cinemark 1 - 12h, 14h10, 16h20, 18h30, 20h50 (dub/ diariamente) e 23h10 (dub/ sexta-feira e sábado). Tão forte e tão perto: EUA. 10 anos. Oskar Schell (Thomas Horn) é uma criança excepcional: inventor amador, admirador da cultura francesa, pacifista. Aos 11 anos de idade, ele encontra uma misteriosa chave
que pertencia a seu pai, que morreu no atentado às Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2011, e embarca em uma jornada secreta pelas cinco regiões de Nova York. Enquanto vaga pela “Grande Maçã”, Oskar encontra pessoas de todos os tipos. Cinemais Millennium 2 - 14h30, 17h, 19h30, 22h (leg/ diariamente); Cinemais Plaza 7 - 14h10, 16h40, 19h10, 21h40 (leg/ diariamente); Cinemark 5 - 13h20, 16h10, 19h10, 22h (leg/ diariamente). Royal Opera House: Tosca. ÓPERA. 10 anos. O esplendor dos rituais eclesiásticos, a tenebrosidade de uma sala de estudo com sua câmara de tortura escondida e o falso otimismo de um radiante amanhecer em Roma são elementos que destacam o amor da linda diva Tosca, o idealismo de seu amante, Cavaradossi, e a destrutiva e mortífera obsessão do sinistro chefe de polícia, Scarpia. Drama, paixão e música fabulosa? Tosca é um dos maiores espetáculos de ópera. Cinemark 4 – 14h (somente sábado), 18h (somente domingo) e 19h (somente terça-feira).
CONTINUAÇÕES Motoqueiro fantasma 2: espírito de vingança: 12 anos. Cinemark 3 – 13h50, 16h, 18h20, 20h30 (dub/ diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado) e 11h40 (dub/ somente sábado e domingo; Cinemark 6 – 21h50 (3D/leg/ diariamente) e 0h00 (3D/ dub/ somente sexta-feira e sábado); Cinemark 6 – 12h40, 14h50, 17h10, 19h30 (dub/diariamente); Cinemas Amazonas 6 – 15h20, 17h30, 19h35, 21h40 (dub/diariamente) e 13h05 (dub/ somente segunda-feira); Cinemais Millennium 1 – 15h20, 19h40 (3D/dub /diariamente), 17h30, 21h50 (3D/leg/diariamente); Cinemais Millennium 5 – 14h20, 16h30, 18h40, 21h (leg / diariamente); Cinemais Plaza 1 – 15h, 17h10, 19h20, 21h20 (3D/ dub/diariamente); Cinemais Plaza 3 – 14h, 16h10, 18h20, 20h40 (dub/diariamente). A dama de ferro: 12 anos. Cinemark
4 – 16h30 (leg/de segunda a sexta-feira), 18h50 (leg/não será exibida no domingo e na terça-feira), 21h20 (leg/não será exibida na terça-feira) e 23h40 (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium 7 – 14h40, 16h45, 18h50 e 21h10 (leg/diariamente). Reis e ratos: 14 anos. Cinemark 2 – 12h30, 15h, 17h30, 20h, 22h30 (diariamente); Cinemais Millennium 6 – 15h10, 17h30, 19h40 e 22h (diariamente); Cinemais Plaza 4 – 14h40 e 18h40 (diariamente). A invenção de Hugo Cabret 3D: Livre. Cinemark 7 – 12h20, 15h20, 18h10, 21h (dub/diariamente) e 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium 3 – 14h10, 16h40 (3D/dub/ diariamente), 19h10 e 21h40 (3D/leg/ diariamente); Cinemais Plaza 6 – 14h, 16h30, 19h e 21h30 (dub/diariamente).
Filha do mal – 16 anos: Cinemais Millennium 6 – 16h50, 21h25 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 4 – 16h35, 21h (leg/diariamente). Viagem 2: A ilha misteriosa 3D – Livre: Cinemark 4 – 12h10 e 14h20 (dub/diariamente, menos sábado); Cinemas Amazonas 5 – 14h30 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 14h50, 16h50, 19h15, 21h15 (dub/diariamente). Cada um tem a gêmea que merece – 10 anos: Cinemark 8 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h10, 22h20 (dub/diariamente) e 11h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemas Amazonas 5 – 16h40, 18h50, 21h10 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 4 – 15h, 17h20, 19h20, 21h30 (leg/ diariamente); Cinemais Plaza 2 – 14h40, 17h, 19h40, 21h50 (dub/diariamente).
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::::: Sala de Espera Roberto Caminha, Aluísio Gonçalves, Sílvio Pedrosa, Thiago Frota, F. Cavalcante, César Seixas, Mário Frota e Graça Cardoso Carvalho são os aniversariantes deste festivo-carnavalesco fevereiro. Sem dúvida, a modatendência-chique-do-país ficou menos glamourosa com a partida da chique Eliana Tranchesi, dona da Daslu, na última madrugada de anteontem. A madrinha Menga Junqueira chega hoje, após dias de descanso na Cidade Maravilhosa. No próximo sábado tem a esperada gravação do DVD do Caprichoso 2012 em Blu-ray seguido do tradicional Boi de Rua, do Caprichoso. A Ilha vai tremer com a dupla festança azulada. A Honda anunciou que Issao Mizoguchi será o primeiro brasileiro a assumir a presidência da Moto Honda da Amazônia. Ele irá ocupar o cargo no próximo dia 1º de abril, além de ser promovido também à vice-presidente sênior da Honda South America (HSA). Dacy Venâncio receberá a ala amiga-íntima na próxima quinta-feira com coquetel chique na joalhe-
ria H.Stern do Manauara Shopping. Por lá, flûtes de Chandon para celebrar mais uma sessão parabéns. No próximo dia 8, os queridíssimos Juliana e Charles Garcia elegeram a Europa para celebrar seus bem-vividos seis anos de casados. Madrid, Roma, Veneza, Paris e Lisboa estão no roteiro do jovem casal. A Corrida da Mulher, que será realizada pelo Sesi Amazonas, no próximo dia 8, pelo Dia Internacional da Mulher, ganhou o reforço da Unimed Manaus. A empresa fechou parceria com o evento e estará no circuito de rua da Ponta Negra para garantir a saúde dos atletas e do público na prova que tem largada prevista para às 17h. Durante a prova, uma ambulância e profissionais da empresa estarão de plantão no local. Satisfação e muita alegria definem o status do empresário Adriano Gobeth com a renovação do contrato que reafirma a parceria da Direcional Engenharia. E seguindo a programação, destaque para a palestra sobre Copa do Mundo do jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, da ESPN Brasil, dia 29, no mesmo Teatro.
Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br GETTYIMAGES/DIVULGAÇÃO H.STERN
Choque de quilates: a internacional Jennifer Lopez foi a musa do disputadíssimo camarote da Brahma, na Marquês de Sapucaí. Olha só o detalhe das mãos poderosas de JLo, recheadas de joias: tudo ouro e diamantes! Dentre as peças, nada menos do que cinco anéis da H.Stern: um Celtic Dunes, dois modelos Stars, um Pedras Roladas e um Highlight. Tudo da coleção particular da estrela! Aí se vê que o carinho de Lopez pelas coisas do Brasil não se reduz ao Carnaval. Ela já é fã da H.Stern há muito tempo. E nós, dela!
::::: Top Folies O Carnaval já acabou, mas a folia de preços baixos nas lojas Top Internacional não para. É que a promoção ‘Top Folies’, que deveria ter acabado dia 19, foi prorrogada até o dia 29 deste mês. São descontos de 10% a 50% em setores como cosméticos, perfumaria, acessórios e décor. Uma verdadeira festa para quem quer comprar bem sem gastar muito. Que tal?
Nos domínios de festa-tendência no Le Rêve: Eliane Schneider, Sandra Lúcia Saraiva e Maria do Carmo Magalhães
::::: Apoio incondicional O deputado Francisco Souza (PSC) ganhou uma força de peso na sua pré-candidatura à prefeitura de Iranduba nas eleições municipais deste ano. Após ser sabatinado por mais de duas horas por quase 100 pastores coordenadores da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, o parlamentar saiu com a notícia de que será o candidato oficial da igreja, a maior do Amazonas, em Iranduba. A decisão será oficializada ao governador Omar Aziz, e também ao prefeito Amazonino Mendes, pelo líder político da igreja, o deputado federal Silas Câmara.
::::: Presença confirmada A chef amazonense, radicada no Rio de Janeiro, que já serviu o papa João Paulo II, integrantes da banda Rolling Stones, artistas na Ilha de Caras, e muitos outros famosos, Natacha Fink, é uma das atrações da Expo Eventos Manaus 2012, que acontecerá de 13 a 15 de março, no Dulcila Centro de Convenções da Ponta Negra. A entrada é gratuita. FOTOS: WILLIAM REZENDE
::::: Residencial Thiago de Mello Uma das marcas registradas da Cristal Engenharia é a entrega dos prédios residenciais com decoração completa dos ambientes de uso coletivo. Chamado de Cristal Décor, esse serviço recebe assinatura da arquiteta Leila Barakat que também é responsável pelo design de interiores do residencial Thiago de Mello, no Dom Pedro. O prédio vai ser inaugurado na próxima quarta-feira, com decoração completa, ambientação e móveis nas áreas de uso comum, como espaço gourmet, lan house, sala de música, brinquedoteca, sala de massagem, e outras.
Tendo o lindo e único por do sol do Tropical Hotel como cenário, os recém-casados Anne Louise e Fábio Martins são só alegria depois do casório de ontem, seguido de recepção no Condomínio Rio Bello. O pai do noivo, o presidente da Câmara de Itacoatiara, vereador Raimundo Silva era o retrato da felicidade
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