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EM TEMPO - 25 de novembro de 2012

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De novo, carapálida? Indígenas do alto rio Negro temem uma nova “descoberta do Brasil” com ações de turismo e ecoturismo na região. A preocupação é também tese da pós-doutora Ivani Fria. Dia a dia C7

CONCURSOS

EMPREGOS NESTA EDIÇÃO ANO XXV – N.º 7.836 – MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

MAIS CARO

OLHO VIVO

A má notícia do Natal: táxis em bandeira 2

A Copa do Mundo é nossa ARQUIVO EM TEMPO

Empresários mpresários amazonenses querem aproveitar a “vitrine” que é a Copa do Mundo 4 e B5 (3 bilhões de espectadores), para ganhar visibilidade. Economia B4

MÁRIO OLIVEIRA

De 1º de dezembro a 2 de janeiro os táxis da cidade estarão em bandeira 2, o dia inteiro. É o 13º salário dos taxistas, consagrado em lei. Economia B1

A criatividade é a maior jogada nos preparativos para a Copa de 2014

INIMIGO ÍNTIMO

FIM DE ANO

De repente, a floresta invade a segurança dos condomínios

Hotéis de selva já têm agenda para Réveillon Para saudar o Ano Novo em meio à natureza pacotes podem chegar a até R$ 5 mil, mas existem opções mais simples com o mesmo impacto. Economia B3 DIVULGAÇÃO

DANIEL TEIXEIRA/AE

JOEL ROSA

A expansão urbana toma conta do que antes era floresta,, mas os animais que ia C1 restam procuram abrigo e podem surpreender os “invasores”. Dia a dia

FÓRMULA 1

Alemão e espanhol brigam pelo ‘lugar’ de Ayrton Senna O boom imobiliário desorganiza o espaço e a vida da floresta fica sem rumo

O alemão Vettel (foto) e o espanhol Alonso disputam, hoje em Interlagos, o tricampeonato da F1, que já foi do brasileiro Ayrton Senna. Pódio E8

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 34

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Opinião/Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

DIVULGAÇÃO

Contexto 3090-1017/8115-1149

marioadolfo@emtempo.com.br

Os exames foram realizados em quatro unidade de saúde na capital durante todo o dia de ontem

Sábado de combate ao câncer de pele em Manaus De acordo com dados do Inca, o câncer de pele deve acometer até o final do ano 1.120 pessoas no Amazonas

C

Sem mover uma vassoura A temporada de cruzeiros que vêm até Manaus começou em outubro e promete esquentar nos próximos meses. Até abril, espera-se uma injeção de R$ 19,6 milhões, trazidos por 30,5 mil turistas, em 29 navios-cruzeiro de luxo. Difícil acreditar que mínima parcela desses visitantes volte à capital amazonense. Mais difícil ainda, que fale bem de Manaus. Na entrada da cidade, desde o porto até o Teatro Amazonas não foi passada uma vassoura para ao menos fingir que os visitantes são bem-vindos à hospitalidade e à economia manauenses. Isabel do Brasil A princesa Isabel, que libertou os escravos, foi a primeira mulher a governar o Brasil, na ausência do seu pai, o imperador dom Pedro 2º, que amava viajar para fora do país. Isabel governou 3 anos e meio, consideradas as ausências paternas. Tesc “Isabel do Brasil” também é a peça que o Teatro Experimental do Sesc (Tesc) do Amazonas está mostrando neste fim de semana, em Presidente Figueiredo, com o patrocínio da Petrobras, Sebrae e Sesc. Pânico no arraial Mais de 180 policiais civis, militares e federais promoveram uma operação limpeza em alguns condomínios ditos de alto luxo da cidade, com mandados de busca e apreensão. O arraial tremeu nas bases com o estouro de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Sigilo Mas os figurões estão protegidos pelo tal sigilo de Justiça, o que não é bom para ninguém, pois quando não se sabe, especula-se, inventase, mente-se, injuria-se, difama-se, calunia-se. É melhor pôr a boca no trombone para anunciar a paz ao arraial. Mulheres, avante! As Forças Armadas bra-

sileiras também têm uma primeira mulher a ocupar um cargo em sua cúpula. Dalva Mendes, da Marinha, foi promovida a contra-almirante (duas estrelas), primeiro cargo na hierarquia entre os oficiais-generais, na sextafeira, pela presidente Dilma Rousseff. Ela era capitã-demar-e-guerra. Presença forte O posto a que foi promovida corresponde, no Exército, a general-de-brigada, e na Aeronáutica, brigadeiro. Formada em medicina, atualmente ela ocupa o cargo de diretora da Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória, no Rio. A Marinha foi a primeira força a aceitar mulheres, em 1980. Atualmente, 33% dos oficiais e 6,8% dos praças da Marinha são mulheres. Baixa no esporte Um dos maiores nomes do atletismo brasileiro e dono de duas medalhas em Jogos Olímpicos, o ex-atleta de salto triplo Nelson Prudêncio morreu na sextafeira em São Carlos. Aos 68 anos, Prudêncio, que era fumante, entrou em estado de coma irreversível na terça-feira devido a um câncer de pulmão. Baixa no esporte 2 O deputado federal Romário (PSB-RJ), que exerceu uma crítica sem tréguas a Mano

APLAUSOS

Menezes, comemorou no Facebook a demissão do treinador da seleção brasileira. E surpreendentemente defendeu o retorno de Felipe Scolari, que foi seu desafeto por não convocá-lo para a Copa-2002. Romário disse que jamais duvidou da queda de Mano. Efeito Cardozo Para não deixar dúvida de que o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, tem razão ao dizer e ratificar que o sistema prisional brasileiro é o portal do inferno, os 60 detentos do presídio de Lábrea, a 701 quilômetros de Manaus (imagine de Brasília, onde vive o ministro) ameaçam soltar, mais uma vez, os capetas que os atormentam – um deles chama-se superlotação. Projeto Jaraqui A tribuna popular que não tem papas na língua começa às 9h na praça da Polícia, no Centro, mais uma leitura crítica dos problemas que afetam o cotidiano dos cidadãos brasileiros, em geral, e amazonenses, em particular. Hoje, um dos pontos importantes da pauta é a homenagem ao movimento de renovação artística e de visão de vida, promovida pelo Clube da Madrugada, em 1954. O poeta Élson Farias dará testemunho dessa transição da expressão amazonense para a modernidade.

VAIAS

Norte e Nordeste

“Recall” DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para o Norte o Nordeste, que aumentaram a contribuição no Produto Interno Bruto do país, entre 2002 e 2010. No Norte, a participação subiu de 4,7% para 5,3%.

Para a quantidade desproporcional de “recalls” anunciados pelas marcas nacionais e estrangeiras nos últimos meses. Quem compra carro novo não espera isso.

om mais de mil atendimentos em toda a cidade, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu ontem em Manaus e em todo o país um mutirão de consultas com a participação de milhares de dermatologistas para diagnosticar incidências de câncer de pele na população. A ação, que teve o apoio da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele e tem o objetivo de informar, diagnosticar e tratar, gratuitamente, a população. A doença é o tipo de câncer com maior incidência no Estado. De acordo com o dermatologista da FCecon e coordenador

do evento no Amazonas, Fábio Francesconi, além dos exames, os atendimentos foram focados também na orientação e prevenção primária e secundária do câncer de pele. “Além dos diagnósticos, nós também estamos orientando e explicando para as pessoas sobre como se prevenir e evitar a doença”, afirmou. Inca Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca-Ministério da Saúde), a doença deve acometer, até o fim deste ano, 1.120 pessoas no Amazonas. “O sol é o principal agente causador do câncer de pele. As pessoas devem utilizar protetor solar e roupas mais grossas para se proteger”, explicou. Em Manaus, os atendimentos da campanha foram feitos

COCAÍNA LUCAS PRATA

exclusivamente na manhã de ontem das 8h às 12h, em quatro instituições: FCecon, Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado, ambas na Zona Centro-Oeste, Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Zona CentroSul, e Fundação Alfredo da Mata (Fuam), Zona Sul. Filas Com uma grande busca por atendimento, as pessoas que procuraram as unidades da campanha tiveram de enfrentar grandes filas. Na FCecon, algumas pessoas esperaram por mais de uma hora. “Não tem gente suficiente para atender toda a demanda. Acho que faltou um pouco de organização”, reclamou a aposentada, Odete Pinto, enquanto esperava para ser atendida.

COMPENSA

Alvejado com três tiros

Cláudia Maria trazia a droga enrolada na barriga e nos seios

Casal foi preso com drogas no aeroporto Eduardo Gomes LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO

Após uma denúncia anônima, policiais do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP) prenderam um casal com 2,5 quilos de pasta-base de cocaína pura, na madrugada de ontem, quando saíam do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, Zona Oeste. A droga estava enrolada na barriga e nos seios de Cláudia Maria da Silva Santos, 47. O comparsa dela, identificado como Rafaiel Costa da Silva, 21, foi preso no momento em que foi buscar a suspeita no aeroporto. De acordo com o titular do 18º DIP, Ivo Martins, a droga era trazida de Rio Branco (AC) e seria comercializada em Manaus. “Ainda não sabemos com quem ela comprou a droga e nem para quem seria entregue, mas continuaremos investigando. Ela falou

aos policiais que já tinha trabalhado algumas vezes como mula. Chegamos até ela depois que uma pessoa nos ligou, deu as características dela e disse que a mesma estava com o entorpecente, fomos verificar e obtivemos êxito na prisão”, comentou. Ainda de acordo com o delegado, a droga foi comprada por R$ 8 mil o quilo, e depois de misturada, os 2,5 iriam render aproximadamente R$ 30 mil à suspeita. Na delegacia foi constatado também que Cláudia está foragida do regime semiaberto com Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) há oito meses, onde cumpria pena por tráfico. Cláudia foi autuada pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico, e Rafaiel responderá por associação ao tráfico. Os dois foram encaminhados à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, Centro.

O industriário Walter Rodrigues Pereira, 28, foi morto com três tiros na noite da última sexta-feira, na rua 23 de Dezembro, Compensa 2, Zona Oeste. Os tiros atingiram a cabeça, o pescoço e as pernas da vítima. Segundo testemunhas, Walter estava em frente de casa quando foi surpreendido por dois homens em uma moto, que efetuaram os disparos e fugiram em seguida. Atendimento A vítima chegou a ser levada por familiares ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, no mesmo bairro, mas não resistiu aos ferimento e morreu minutos depois. O crime está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que trabalha com a hipótese de acerto de contas. Até o fechamento desta edição nenhum dos suspeitos havia sido identificado. (LP)


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

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Fala leitor

Editorial

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E quem disse que o câncer espera na fila? O Sistema Único de Saúde (SUS) deverá começar a tratar o paciente com câncer em até 60 dias após o diagnóstico. Esse prazo foi determinado pela lei 12.732, sancionada na quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff, que já sofreu com essa doença durante a campanha eleitoral de 2010. O prazo não chegou a entusiasmar. De acordo com a presidente do Oncoguia, a psico-oncologista Luciana Holtz, a aprovação da lei era aguardada, mas sua viabilidade é motivo de apreensão. “Todos estão atendendo além do limite e a espera chega a seis meses. O que pode acontecer de tão mágico que vão conseguir atender em dois meses? Não tem médicos sendo contratados nem hospitais sendo construídos”. E Holtz tem razão. O próprio sistema único de saúde, uma das mais avançadas conquistas dos movimentos sociais pela saúde pública, nos seus mais de 20 anos de criado e implementado, ainda não conseguiu universalizar a atenção às demandas da sociedade. Mas quem faz as leis acredita que o SUS tem suporte para garantir o atendimento a todos os brasileiros. A questão, como ressalta Luciana Holtz, é como a regra, que entrará em vigor em daqui a 180 dias, será posta em prática. “Não há estabelecimentos nem médicos suficientes. Existe uma demanda reprimida muito alta, inúmeros pacientes na lista de espera. Precisa de mais investimentos e de mais contratações de serviços. Se não fizer parcerias público-privadas, não vejo acontecer”. Esta é a opinião sobre a lei do médico Robson Ferrigno, presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT). Não lhe resta entusiasmo: “A lei é impossível de ser cumprida”. A saúde, também, é uma questão de mercado, outra contradição não superada por quem aposta no SUS e o deixa entregue às baratas. Para o diretor-geral do Hospital de Câncer de Barretos (SP), Henrique Prata, a política recente relativa à radioterapia – que aumentou o valor repassado para as instituições que atendem pelo SUS – foi bem-sucedida em diminuir as filas. “Quando o SUS passou a pagar bem a radioterapia, nossa fila, que era de 1.200 pacientes, diminuiu para 400. Com a simples resolução de pagar bem o serviço, todo mundo se interessou em oferecer o tratamento pelo SUS”. Voltando ao princípio de tudo: quem tem dinheiro não entrará em fila. E quem lembrou de lembrar ao câncer que ele tem um prazo?

O dia 25 de novembro foi instituído pela Assembleia Geral da ONU como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher. Todos os anos desde 1999, governos, organizações não governamentais e instituições outras promovem neste dia atividades de sensibilização sobre o problema da violência contra a mulher,

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que atinge mais da metade da população mundial sem distinção de cor, raça e classe social. É importante colocar que não só as mulheres, mas a maioria dos homens tem-se posicionado e contribuído em favor da efetividade da Lei Maria da Penha, preocupados que estão em garantir um futuro sem violência para suas descendentes.

Porém é imperioso que os gestores públicos, de forma maciça, invistam na criação das políticas públicas imprescindíveis (delegacias da mulher, centros de referência, casas-abrigo e juizados da violência doméstica) para fazer a lei sair do papel e funcionar de verdade. Afinal, porque tanta resistência quando a principal

finalidade da lei 11.340 não é a de punir homens, mas punir o homem agressor que por não saber tratar sua mulher como pessoa humana, pratica atos que ferem o seu desenvolvimento, autoestima, integridade e dignidade? Instituto Maria da Penha

Charge regi@emtempo.com.br

Olho da Rua

Dora Kramer

opiniao@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br MÁRIO OLIVEIRA

Esse bueiro está aberto próximo ao Parque Dez, na rua que dá acesso ao Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa). Apesar do aviso improvisado, qualquer motorista que não estiver atento (e como pode ele adivinhar que há um buraco no meio do caminho?) pode ser vítima desse descaso.

CENTRAL DE RELACIONAMENTO Atendimento ao leitor e assinante ASSINATURA e CLASSIFICADOS

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Batata quente A Câmara tem-se manifestado sobre a questão da perda do mandato dos deputados condenados pelo Supremo Tribunal Federal de modo apenas formal, sob a ótica do que diz a Constituição. Reivindica a prerrogativa de abrir o processo de cassação, como manda o artigo 55 em oposição a outro dispositivo que fala na perda dos direitos políticos de parlamentares mediante condenação em ações penais transitadas em julgado. Falta, no entanto, uma manifestação de caráter político. Afinal, o Legislativo é favorável ou não à cassação daqueles pares? Descontadas declarações pontuais, nada se ouviu até agora que possa indicar qual a tendência da casa. Quando, e se, chegar esse momento talvez a Câmara note que o melhor teria sido deixar a solução definitiva nas mãos do Supremo. Nesta semana, muito provavelmente o STF vai enfrentar o tema, logo depois de definidas as penas dos réus que receberam dinheiro do valerioduto, entre os quais figuram os deputados João Paulo Cunha, Pedro Henry, Valdemar da Costa Neto e o suplente José Genoino em via de assumir a vaga aberta por Carlinhos Almeida, eleito prefeito de São José dos Campos. Do ponto de vista da legislação a coisa é bem intrincada. Tanto que a julgar pelas opiniões já externadas por ministros, não há consenso na corte. Juristas de um modo geral também se mostram divididos, pois a questão é abordada em três momentos do texto constitucional, sendo dois deles aparentemente contraditórios. A polêmica, portanto, está contratada. Não parece o suficiente para abertura de confrontos mais sérios entre os Poderes Legislativo e Judiciário, porque o que tiver de ser será de acordo com a mais correta interpretação da lei. Isso quanto ao rito. Definida a forma, restará decidir sobre o conteúdo. Se prevalecer o entendimento de que a perda dos

mandatos não é automática e deverá passar pelo crivo da Câmara, o tão desacreditado Legislativo terá uma batata quente nas mãos. O quorum é alto (maioria absoluta, 257 votos) e a votação secreta. E se a maioria decidir não cassar os condenados? Nem toquemos na imagem do Legislativo, porque nesse quesito quase nada há para ser salvo. Falemos da situação objetiva: os mandatos desses deputados só terminam no fim de 2014, quando já deverão estar no cumprimento das penas. No mínimo, dormindo na prisão. Poderão sair para votar em sessões noturnas? De dia poderão comparecer ao “trabalho”? Como fica a Câmara na convivência de presidiários? O mais provável é que nenhum deles possa ir, o que altera a composição do colegiado que, na prática, deixará de ter 513 para contar com 509 deputados. Protocolo. Onde se lia “protesto” nos atos de apoio de petistas e companhias aos amigos condenados, leia-se agora “debate” sobre as decisões tomadas no Supremo. Não se fala mais em ataques nem em acusações, mas em “discutir” o processo em grupos de modo a “convencer” a sociedade de que houve injustiça. Atitude meramente protocolar, uma maneira de marcar posição sem se posicionar francamente contra a corrente da opinião pública, obviamente satisfeita com o resultado do julgamento. A insistência no tom mais agressivo levaria a uma inevitável redução da plateia disposta a se reunir para bater palmas em celebração aos condenados e condenação aos magistrados. Ato de ofício. Certeira a indagação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em repúdio à proposta de emenda constitucional em tramitação na Câmara que cassa prerrogativas do Ministério Público: “A quem interessa retirar o poder de investigação?”. Primordialmente a potenciais investigados.

Dora Kramer, Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”

Não parece o suficiente para abertura de confrontos mais sérios entre os Poderes Legislativo e Judiciário, porque o que tiver de ser será de acordo com a mais correta interpretação da lei. Isso quanto ao rito”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

O conhecimento só se limita O monstro da escravidão pelo próprio conhecimento humana ressurge com força Galileu Galilei, lá no século 16, em consequência de observações astronômicas, inclinou-se a reconhecer a validade da tese de Copérnico (na primeira vez em que se contradisse Aristóteles desde o século 4 a.C.) que afirmava o heliocentrismo, destronando a Terra, até então posta como centro do nosso sistema planetário e do próprio universo. Por exigência do Santo Ofício, Galileu viu-se obrigado a assinar documento que admitia como frágil a posição copernicana. Afinal, por que um posicionamento em uma questão puramente da astronomia, sem nenhum envolvimento teológico, parecia abalar e ameaçar uma instituição religiosa de grande porte como já era a Igreja Católica? Porque questionar Aristóteles era também questionar a base filosófica da teologia da Igreja, que santo Tomás de Aquino edificara sobre os alicerces do aristotelismo. O fundamentalismo católico, hoje felizmente superado, tentou travar o avanço do conhecimento, não pelo caminho da refutação ou da prova contrária, mas pela via do autoritarismo dogmático. Deu-se mal, na medida em que o tempo encarregou-se de confirmar Copérnico e Galileu, naquele e em vários outros pontos, hoje dados como pacíficos e científicos. Se a Igreja Católica adotou a autocrítica e alterou sua postura quanto à convivência com o conhecimento científico e filosófico, isso não significou que o fundamentalismo dogmático e autoritário tenha sido inteiramente superado no âmbito religioso. Além do Islã, além do Judaísmo Ortodoxo, cujas intolerâncias transbordam para além de qualquer limite, vemos ainda, aqui mesmo no mundo ocidental, seitas ditas cristãs, vinculadas ao movimento protestante, tentarem pelo arbítrio barrar o avanço do conhecimento. O caso mais notório é a oposição que fazem à teoria evolucionista, cujo ensino chega a ser vedado nas escolas protestantes, onde prevalece a versão bíblica literal, de que o homem saiu de um boneco de barro, moldado e assoprado por Deus, precisamente com a forma e caracteres que hoje apresenta. As evidências geológicas, arqueológicas e antropológicas da evolução, acumuladas, de nada valem. Estão a um passo da tese de que não precisamos, porque inconfiáveis, de investigações científicas, pois todo o saber já está contido na Bíblia, único livro necessário e suficiente. Tomei o assunto depois da divulgação do caso dos estudantes que, orientados pela santa ignorância e intolerância de um pastor, recusaram-se a pesquisar e a produzir um trabalho escolar a respeito da contribuição das etnias africanas, originariamente escravizadas, na formação cultural da sociedade brasileira. Para tal, foram alegadas razões religiosas impositivas. Ou seja, admite-se a contribuição na música, na culinária, nas artes plásticas, na dança, no folclore etc., mas suas religiões precisam ser reprimidas por estarem ligadas ao demônio e seu séquito. Quem realmente se sente seguro sobre as bases do saber e da verdade, não teme e nem tenta sufocar o que se apresenta como diferente.

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

Além do Islã, além do Judaísmo Ortodoxo, vemos ainda, aqui mesmo no mundo ocidental, seitas ditas cristãs, vinculadas ao movimento protestante, tentarem pelo arbítrio barrar o avanço do conhecimento”

De vez em quando retornam aos jornais, escritos ou falados, notícias de escravização humana. Ainda nestes dias levantou-se com força a questão do tráfico humano, uma das piores chagas da história. Homens e mulheres, crianças e adolescentes são tratados como mercadoria por grupos internacionais de bandidos. Com promessas sedutoras de ganhos fáceis deixam-se levar à Europa e serem jogados como reféns da prostituição ou mão de obra barata. A coisa piora ainda mais se lembramos de crianças raptadas para terem retirados órgãos para transplante. E a denúncia de trabalho escravo em fazendas desse Brasil afora, hein? Até nomes de pessoas conhecidas por militância política são citados. É um negócio sórdido que gera riquezas malditas. Lutou-se tanto em séculos passados pelo fim da escravatura e chega-se ao século 21 com o aumento desse tipo de vergonha! É uma lástima! Os incríveis avanços científicos e tecnológicos não foram acompanhados pelo progresso na melhoria das relações entre as pessoas chamadas civilizadas. O monstro da escravidão humana, que julgávamos morto, ressurge com força. A liberdade humana, vista como um direito de todos os homens e mulheres, tem sido uma das bandeiras defendidas com unhas e dentes, especialmente depois da revolução francesa. Entretanto, está ameaçada por inúmeros inimigos que se escondem sob vários nomes mas que não passam da ambição doentia de poder, de dinheiro e de prazer. A prepotência dos que se julgam donos do poder tornou-se muitas vezes a loucura de se acharem deuses, senhores de vida e de morte, proprietários de seus súditos. No século passado, milhões de pessoas morreram vítimas de guerras provocadas pela cobiça de governos totalitários e de ideologias desumanas. Um outro inimigo da liberdade é a intolerância quer religiosa quer racial, política ou de qualquer origem. O intolerante julga-se dono da verdade, inclusive de Deus. Condena ou até mata a quem pensa diferente. Os intolerantes religiosos estão em quase todas as religiões e partem para a briga. Infelizmente, os estragos, que em séculos anteriores foram feitos por essa atitude, não serviram de lição para nosso tempo. Na Nigéria cristãos são assassinados por serem cristãos e não islâmicos. O mesmo tem acontecido no norte da Índia. Os conflitos causados por intolerância racial também trazem mortes e sofrimentos na Ásia e na África. Até a paixão pelo futebol tem feito estragos. A tirania e a intolerância, filhas do egoísmo, são irmãs gêmeas no cerceamento à liberdade alheia. Ninguém é verdadeiramente livre, se não respeitar a liberdade do outro. Hoje celebramos Cristo Rei, festa que tem muito a ver com o problema da liberdade humana. Foi instituída pelo papa Pio 11 em 1925 como um grito contra os regimes opressores que dominavam a Rússia e começavam a dominar a Alemanha e a Itália. O ser humano se torna cruel a seu semelhante quando se coloca no lugar de Deus. Só Jesus é o Senhor, ninguém mais.

Gelson Fochessato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, após saber que a Gol demitiu 850 funcionários da Webjet, que encerrou suas atividades.

Eu respeito, entendo, mas foi uma quebra de trabalho que não acho correto. Vão aparecer uns seis ou sete nomes, mas o novo treinador vai ser escolhido em janeiro Andrés Sanchez, diretor de seleções, ao revelar que não foi a favor da saída de Mano Menezes da seleção brasileira, mas que respeita a decisão da CBF.

RENATA LO PRETE

Ventos de maio

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus

O intolerante julga-se dono da verdade, inclusive de Deus. Condena ou até mata a quem pensa diferente. Os intolerantes religiosos estão em quase todas as religiões e partem para a briga”

Frases A empresa foi covarde. Até a quarta-feira essas demissões eram descartadas pela companhia, mas, pelo visto, nunca houve intenção de fusão

Painel Aécio Neves pretende replicar o modelo das caravanas da cidadania que Lula comandou nos anos 90 para rodar o país já em 2013 e lançar as bases de sua candidatura presidencial. Depois de assumir o comando nacional do PSDB, o mineiro vai usar o programa partidário na TV, na segunda quinzena de maio, para anunciar a “refundação” da sigla. No segundo semestre, comandará seminários para fechar a plataforma de 2014, com ênfase no crescimento e na infraestrutura. Foco Após 2 anos de governo, o PSDB vai tentar minar a imagem de boa gestora de Dilma Rousseff. Está levantando números em áreas como saúde, transportes e energia para martelar a tecla de que “o país parou”. Auto... Já a seção paulista do partido, ainda sob impacto da derrota na capital, reunirá os 177 prefeitos eleitos no Estado quinta-feira, no Jóquei Clube. FHC e Geraldo Alckmin foram escalados para falas “motivacionais”. ... ajuda Tucanos tratarão da reorganização da sigla para 2014 e farão desagravo ao governador, desgastado pela crise na segurança. Também é aguardada a primeira aparição pública de José Serra após a eleição paulistana. Minha casa Líderes dos movimentos de sem-teto fizeram chegar ao QG de Fernando Haddad que há risco de invasões de prédios e áreas públicas caso o PP, de Paulo Maluf, assuma a Secretaria de Habitação paulistana. Minha vida Aliados do prefeito eleito enxergam na reação digitais da corrente Mensagem ao Partido, que reivindica a pasta e mantém estreitos laços com as entidades de defesa da moradia. Tapetão Ganha corpo na Assembleia paulista articulação, ainda sem aval no Bandeirantes, para mudar o regimento e permitir a Barros Munhoz (PSDB) novo mandato na presidência. A manobra tem a simpatia do PT. Capilaridade Além de cargo na assessoria da Infraero, o marido de Rosemary Noronha, José Cláudio, também conseguiu, por influência da

mulher, um assento na suplência do conselho de administração do BB Seguros, com mandato até 2014. Capilaridade 2 O marido da chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo – indiciada sexta-feira em operação da Polícia Federal – ocupa, ainda, o conselho da Brasilprev, empresa de previdência privada que tem o BB como sócio. Sem glamour A cela ocupada por Carlinhos Cachoeira na Papuda já tem novo dono. O “inquilino” foi preso por furto simples. Amigo de fé Indicado por Dilma ao STF, Teori Zavascki passou a maior parte do tempo que permaneceu na festa da posse de Joaquim Barbosa numa mesa com o procurador-geral da República e inimigo número 1 do PT, Roberto Gurgel. Meia-volta Roberto Jefferson autorizou o presidente em exercício do PTB, Benito Gama, a fazer um gesto para reaproximar o partido do governo Dilma Rousseff. Volver A cúpula do partido, que não tem ministérios na gestão Dilma, está afastada do governo desde que Jefferson denunciou o mensalão, em 2005, embora a sigla ainda tenha ocupado cargos nos dois mandatos de Lula. Choque Além do derretimento das ações na Bolsa, outro fator preocupa a Eletrobras: blocos de acionistas minoritários já se articulam para ajuizar processo criminal por gestão temerária contra a direção da companhia, caso a estatal aceite os termos propostos pelo governo na Medida Provisória 579.

Tiroteio O Estado sucateado dos tucanos fez proliferar escolas e planos de saúde pagos, além de alastrar o crime. Reclamam de quê?

Vou falar a história toda na hora certa. O povo goiano vai ter orgulho de mim. Vou colocar os pingos nos ‘is’ Carlinhos Cachoeira, bicheiro, investigado por duas operações da Polícia Federal, acusado de comandar um esquema de jogo ilegal em Goiás e por participar de fraudes em contratos com órgãos públicos.

DO DEPUTADO JOSÉ MENTOR (PT-SP), criticando os investimentos em inteligência e aparelhamento da polícia nas gestões do PSDB em São Paulo.

Contraponto

Zona de rebaixamento Em reunião com as centrais sindicais sobre regulamentação da resolução 151 da OIT, Gilberto Carvalho fez uma explanação e abriu a palavra para os sindicalistas, pedindo objetividade. Diante do apelo, o dirigente da Força Sindical Miguel Torres, corintiano fanático, disse: – Faz tempo que não temos diálogo com o governo. Nossa pauta está igual ao Palmeiras: ladeira abaixo. Diante de temas polêmicos como fim do fator previdenciário e isenção do IR na participação nos lucros, o ministro, palmeirense, uniu as mãos como em oração: – Nem me diga uma coisa dessas! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Política

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Jetons dos membros do TRE somam R$ 57,8 mil

JOEL ROSA

Valor é referente à gratificação dos meses de outubro e novembro, quando foram julgados apenas 52 processos CAMILA CARVALHO Equipe EM TEMPO

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o dia 7 de outubro até a última sextafeira, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) desembolsou R$ 57,8 mil para julgar 52 processos referentes a parlamentares e gestores do Estado. Segundo levantamento interno do tribunal há um passivo de 202 processos pendentes para julgamento. O valor é referente ao pagamento dos “jetons” (gratificação eleitoral) estipulado em R$ 723,52 para cada um dos quatro membros formação mínima da corte - por participação em sessão do tribunal. Os processos foram julga-

NÚMEROS

723 reais

é o pagamento feito por sessão para cada um dos membros do pleno do Tribunal Regional Eleitoral Nos últimos dois meses, o pleno se reuniu para realizar sessões com apenas um processo na pauta de julgamento. Presidente do órgão disse que vai pedir celeridade

dos em 20 sessões realizadas nos meses de outubro e novembro. No total, cada um dos integrantes da corte recebeu R$ 14.470 neste período. Nos dois meses, o pleno do TRE se reuniu para realizar sessões com apenas um processo na pauta de julgamento. Foi o que aconteceu no dia 7 de novembro, quando os membros do tribunal eleitoral se reuniu para julgar apenas uma representação ingressada pelo Ministério Público Eleitoral contra o ex-deputado Nelson Azêdo (PMDB). Até a última sexta-feira, dia 23, o tribunal tinha julgado ao longo do mês de novembro 21 processos. A sessão mais “longa” da corte esse mês aconteceu no dia 12, com apenas dois processos na pauta, num julgamento de pouco mais de três horas de duração, onde os magistrados julgaram uma representação eleitoral ingressada contra o deputado federal Átila Lins (PSD), referente às eleições de 2010 e um recurso ingressado pelo prefeito eleito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB). Em outubro, após o primeiro turno das eleições, o TRE realizou dez sessões para julgar 31 processos. Em pelo menos três delas, a corte se reuniu para julgar dois processos em sessões que duraram menos de 30 minutos. O presidente da corte, desembargador Flávio Pascarelli, esclareceu que os membros recebem por sessões, mas que independentemente de tê-las ou não, há trabalho. “Mesmo nos reunindo para julgar um processo, o valor recebido já justifica o trabalho. Eles (membros) ganham por sessão, mas trabalham ao longo da semana toda na análise dos processos”, argumentou. A corte é composta por sete membros: dois são desembargadores e três juízes.

Pascarelli descarta pressão No ano passado, a expresidente do tribunal, desembargadora Graça Figueiredo, determinou que só haveria sessões se mais de três processos fossem levados a julgamento. “Existem processos pendentes desde 2008 e os membros deste TRE recebem por sessão jetons correspondentes a valor superior ao mínimo em descompasso com a realidade de 90% dos brasileiros que trabalham 30 dias pelo salário mínimo”, disse a ex-presidente em comu-

nicado enviado aos demais membros do pleno. Pascarelli garantiu que não tomará medidas administrativas para fazer com que os relatores dos processos os submetam a julgamento, mas disse que reunirá com os membros da corte para pedir celeridade nos trabalhos. “Essa medida foi populista. Temos um período permitido para realizar cinco sessões por semana e já estamos fazendo isso para julgar o maior número de processos possível”, esclareceu.

Passivo de processos é grande Segundo a Secretaria Judiciária do tribunal, há 202 processos pendentes para julgamento na corte. Destes, 54 foram abertos em 2010 e 39 estão diretamente ligados às eleições gerais, sendo nove pedidos de inelegibilidade e dez de cassação de mandatos. Entre os pedidos de cassação estão o do deputado estadual David Almeida (PSD) e do deputado federal Silas Câmara (PSD). Almeida está sendo acusado pelo Ministério Público Eleitoral por conduta vedada durante a campanha e Silas Câmara foi denunciado por captação ilícita de recursos financeiros para campanha. O secretário judiciário do tribunal, Hugo César Lindolfo Gomes, informou que precisaria de um prazo para fazer o levantamento dos proces-

sos referentes ao pleito deste ano que ainda estão pendentes a julgamento. Flávio Pascarelli disse que se debruçará sobre um balanço dos processos pendentes e que pelo que

PENDÊNCIAS

A Secretaria Judiciária do TRE revela que o tribunal possui um passivo de 202 processos pendentes de julgamentos, a maioria ingressados em 2010, durante as eleição daquele ano verificou muitos ainda estão sendo analisados pela Superintendência da Polícia Federal ou sob a relatoria de ex-membros. “Os que estiverem conclusos serão julgados até dezembro”.


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Política

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Cláudio Humberto

O desafio dos gestores da região metropolitana

Até que enfim esses incompetentes da CBF fizeram uma coisa boa”

Os 13 prefeitos eleitos dos municípios do entorno de Manaus terão que se ‘unir’ para se interligarem à capital

COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

DEPUTADO CRAQUE ROMÁRIO (PSB-RJ) sobre a demissão de Mano Menezes da seleção

Servidores temem ‘apartheid racial’ no Serpro Uma estranha campanha de “recadastramento racial”, lembrando os odiosos tempos do nazismo até pelo nome, assusta os servidores do Serviço de Processamento de Dados do governo federal, o Serpro. A campanha de “estímulo ao orgulho pela raça” é reforçada pelos dados da estatal: “dos 11 mil empregados, 485 se declaram negros e 7.617 brancos, mas a realidade da empresa é outra”, diz o setor de Gestão de Pessoas. O Serpro quer mudar a raça no cadastro. Negro à força O baixo número de negros, pela lógica do Serpro, seria motivado por “vergonha” de se declarar, instalando um racismo “ao contrário”. Confronto racial Nas redes sociais, servidores questionam “interesses de grupos” com essa “prática abominável” na estatal e querem resposta da Ouvidoria. De mudança O novo presidente do STF, Joaquim Barbosa, exonerou os funcionários de seu gabinete para realocá-los no gabinete da presidência. Água de beber O ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) deu um tempo nas preocupações com a grave seca no Nordeste: passa férias no exterior. Merckel deseja que Putin se espelhe no Brasil A chanceler alemã Ângela Merckel ficou bem impressionada com o relato do vicepresidente Michel Temer sobre o modelo brasileiro de desenvolvimento sem descuidar da área social, nem

da democracia. E sugeriu a Temer que incentivasse a presidente Dilma a levar essa experiência na visita que fará à Rússia de Vladimir Putin, o presidente que costuma prender e arrebentar seus opositores e críticos. Inconformismo Angela Merckel pareceu inconformada com a incipiente democracia russa. Confidenciou a Temer que trataria do assunto com o líder russo. Falando baixo Divertida, Ângela Merckel contou a Michel Temer que o russo Vladimir Putin fala alemão, “mas bem baixinho, para a gente não entender...” Em campanha Além de André Vargas (PR) e Paulo Teixeira (SP), está na disputa pela vice-presidência da Câmara em 2013 o deputado Décio Lima (SC). Revisão cara na AGU A Advocacia Geral da União contratou a revisão dos dois veículos utilizados pelo chefe, ministro Luis Adams. O preço é quase o valor de um carro zero: R$ 42 mil por dois anos de contrato. Uma revisão comum custa R$ 300,00 por veículo em qualquer concessionária.

Jornalista

JOEL ROSA

tou para preencher a importante lacuna na sua coleção de autógrafos de presidentes da República. No seu quadrado Na expectativa de assumir o comando do PSDB, o senador Aécio Neves pediu pessoalmente a Domingos Sávio (MG) para frear a candidatura a líder na Câmara, e abrir lugar a Carlos Sampaio (SP). Incompetência S/A A estatal Infraero é mesmo uma brincadeira: há meses funciona apenas uma das cinco pontes de desembarque do aeroporto de Maceió, mal e porcamente. Sem qualquer providência à vista. Paz em Gaza Michel Temer está aliviado com a paz negociada no PMDB da Paraíba. Os grupos do ex-senador Wellington Salgado e do ex-governador José Maranhão se revezarão na presidência do partido a cada 18 meses. Fogo amigo O senador Walter Pinheiro (BA) garante que não passa de especulação a possibilidade de assumir a liderança do governo no Congresso em lugar de José Pimentel (CE): “Devem ter soltado isso pra me queimar”.

Revezamento Candidato a líder do PMDB, o deputado Manoel Júnior (PB) enviou envelope confidencial aos colegas peemedebistas com 18 propostas caso assuma o cargo. Uma delas é rotatividade anual na liderança.

Põe na conta Não será surpresa se os índios (ou seus parentes) supostamente torturados na ditadura, como apura a Comissão Nacional da Verdade, entrem no Ministério da Justiça pedindo indenização e anistia política.

Caçador de autógrafos Ao reencontrar o senador Fernando Collor (PTB-AL), o ministro Moreira Franco (Assuntos Estratégicos) aprovei-

Pensado bem... ... com prestígio em baixa, nem consultaram Lula para demitir o técnico Mano Menezes da Seleção.

PODER SEM PUDOR

Temas de interesse O “Manifesto dos Coronéis” pretendia derrubar João Goulart do Ministério do Trabalho, em 1951, no segundo governo de Getúlio Vargas. O jornalista Murilo Melo Filho conseguiu ser recebido por Eurico Gaspar Dutra, que era avesso a entrevistas. Murilo quis saber, antes, sobre um roubo ocorrido na casa do ex-presidente. Dutra desconversou: - Não foi nada demais. Ele pegou algumas coisas e foi embora, só isso. - Presidente o sr. acha que os coronéis vão derrubar Jango do ministério? – disparou Murilo, perguntando o que de fato interessava. - Olha, Murilo, é melhor falar do ladrão...

NO STF

Adin questiona ato do Amazonas O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4877) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o caput do artigo 5º da Lei 3.281/2008, do Amazonas, que trata da disponibilidade de servidor público titular do cargo de secretário executivo adjunto de inteligência no Estado. Para o procurador-geral, o dispositivo está em descompasso com as regras da

Constituição da República que disciplinam a disponibilidade do servidor público (parágrafos 2º e 3º do artigo 41 da CF) porque permite que, quando exonerado, o servidor titular do cargo de secretário executivo adjunto de inteligência do Estado do Amazonas fique automaticamente em disponibilidade, recebendo as “vantagens pecuniárias do cargo efetivo e a representação do cargo comissionado, para fins de garantir a

sua integridade física”. A PGR afirma que “o descompasso” do dispositivo da lei estadual com a Constituição “é bastante evidente”. Segundo Roberto Gurgel, “além de instituir nova modalidade de disponibilidade, ainda mantém a integralidade das vantagens dos cargos efetivo e comissionado”, sendo que o texto constitucional permite apenas a remuneração proporcional por tempo de serviço, afirma o procurador.

A ponte Rio Negro simboliza para os municípios do entorno o desenvolvimento da região CAMILA CARVALHO Equipe EM TEMPO

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les derrotaram antigos rivais, guerrearam contra prefeitos em busca da reeleição e venceram a batalha talvez sem se dar conta do principal desafio: conseguir interligar os municípios a Manaus. Os 13 prefeitos eleitos para comandar os municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM) terão, a partir de 2013, a tarefa de garantir um planejamento integrado e estratégico entre os municípios geograficamente distantes, juntamente com o governo do Estado. Segundo o governador Omar Aziz (PSD), esse planejamento já vem sendo feito desde a criação da RMM em 2007. Mas, principalmente ao longo dos próximos dois anos, deve ser pensado para a Copa do Mundo de Futebol em 2014. “Manaus é uma das subsedes, mas isso não significa que os investimentos devem ser feitos apenas aqui. Os municípios próximos e os que compõem a RMM também devem ser beneficiados até porque serão

visitados por turistas de todo o mundo”, disse Aziz. Dentre os eleitos - com exceção de Manaus - sete ocuparão o cargo pela primeira vez: Xinaik Medeiros (PTB), em Iranduba; Dona Lindinalva (PT), em Novo Airão; Pedro Guedes (PSD), no Careiro da Várzea; Dr. Ricardo

INTEGRAÇÃO

Um dos principais desafios dos prefeitos da região metropolitana é garantir um planejamento integrado e estratégico entre os municípios geograficamente distantes, juntamente com o Estado (PRP), em Rio Preto da Eva; Neilson Cavalcante (PSB), em Presidente Figueiredo; Guina Pureza (PRTB), em Manaquiri; e Franrossi de Oliveira (PSD); em Silves. Eles disseram estar dispostos a enfrentar o desafio e garantiram que durante os próximos 4 anos levarão desenvolvimento e recursos para

melhoria da qualidade de vida nos municípios. “Fui eleito pelo povo e trabalharei para que a população viva melhor em Rio Preto da Eva. Sou médico no município e sei de perto as reais necessidades da cidade”, disse Dr. Ricardo, eleito para o primeiro mandado. Disputa partidária Para chegar ao comando dos municípios, os então candidatos travaram duelos épicos. Assim foi em Iranduba, onde Xinaik Medeiros disputou com outros cinco candidatos e, em Itacoatiara, Presidente Figueiredo e Manaquiri, onde Mamoud Amed, Neilson Cavalcante e Guina Pureza, respectivamente, disputaram contra as forças do atual Executivo municipal. Passada a eleição, eles garantiram que “esqueceram as desavenças partidárias e a batalha eleitoral para se focar no planejamento estratégico dos municípios. “Cada comunidade rural de Iranduba terá a minha atenção máxima e especial. Quando eu terminar o meu mandato, a cidade não será a mesma”, garantiu Xinaik Medeiros.

Experientes na administração Em Manacapuru, Autazes, Careiro Castanho, Itapiranga e Itacoatiara, os eleitos já têm experiência na administração pública por já terem estado à frente do Executivo municipal ao menos uma vez. Eles venceram antigos rivais e conquistaram o poder de governar os municípios pelos próximos 4 anos. Foi o que aconteceu em Manacapuru, no duelo travado entre o atual prefeito Ângelus Fi-

gueiras (PV) e o ex-prefeito Washington Régis (PMDB), e em Careiro Castanho, na disputa entre o atual prefeito Joel Lobo (DEM) e o ex-prefeito Hamilton Vilar (PMDB) e, em Itacoatiara, onde o ex-prefeito Mamoud Amed retorna ao poder em 2013 após vencer o atual mandatário, o petista Antônio Peixoto. Régis e Vilar garantem que vão fazer uma gestão diferente em relação aos

mandatos anteriores. “O município mudou, evoluiu, mas ainda precisamos combater velhos hábitos e as fraudes dos últimos anos”, disse Régis eleito em Manacapuru. Em Autazes e Itapiranga, Wanderlan Sampaio e Nadiel Serrão, ambos do PMDB, foram reeleitos para o segundo mandato. A reportagem tentou contato com os dois, mas não obteve retorno às ligações.

Oposição governará em Manaus Em Manaus, o tucano Arthur Virgílio Neto venceu a eleição contra a candidata apoiada pelos governos do Estado e federal, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), mas também garantiu que a disputa partidária acabou no momento da abertura das urnas. “Não ficarei

com picuinha política. Fui eleito pela população para governar a cidade e é isso que farei. Vou pedir ajuda do governador do Estado e de todos os parlamentares que compõem a bancada do Amazonas e darei crédito a todos que contribuírem”, garantiu Virgílio.

Após o resultado do pleito, ele recebeu uma ligação do governador do Estado, Omar Aziz, parabenizando-o pela vitória e colocando-o à disposição para auxiliálo administrativamente. “O governo não é partidário, temos de trabalhar por Manaus”, disse Aziz.


Política

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Jô MORAES

‘O combate à VIOLÊNCIA CONTRA MULHER ainda é precário’

FOTOS: DIEGO JANATÃ

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

“A O Estado do Amazonas é a síntese de todos os desafios que a Região Norte enfrenta. A nossa vinda aqui foi para registrar a situação da mulher na particularidade, abordar alguns problemas que a mulher indígena enfrenta e elaborar um relatório”

violência contra as mulheres apresenta um quadro preocupante no Amazonas”. A afirmação é da deputada federal Jô Moraes (PCdoB), de Minas Gerais, que nesta semana esteve em Manaus para realizar uma audiência pública da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga a situação da violência contra a mulher e possíveis omissões do poder público. Jô Moraes preside a CPMI, que está em funcionamento no Congresso Nacional desde fevereiro deste ano. Em um levantamento feito na cidade, a comissão constatou 4,5 mil inquéritos parados na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), além de 7 mil processos tramitando na Vara Especializada em Violência Doméstica, onde atua apenas uma juíza auxiliar. De acordo com a parlamentar, um dos maiores entraves para diminuir essa deficiência no Estado seria uma melhor capacitação de pessoas para atuar na questão e uma estrutura adequada para dar suporte às mulheres que sofrem alguma agressão física e precisam de apoio assistencial. Dados do Mapa da Violência 2012, elaborado pelo Instituto Sangari, mostra que Manaus é a 20ª capital em assassinatos femininos, com taxa de 5,2 homicídios para grupo de cem mil mulheres. Número acima da média nacional, que é 4,4. A cidade do Amazonas mais violenta é Coari, que aparece na lista dos cem municípios com maior índice de homicídios entre as mulheres, com taxa de 8,2 assassinatos para o grupo de cem mil. O Amazonas ocupa a 23ª colocação entre os Estados do país em assassinatos de mulheres, com taxa de homicídios de 3,8 assassinatos para grupo

de cem mil mulheres. EM TEMPO – O Amazonas foi único Estado da Região Norte que recebeu uma audiência da CPMI. Por que a escolha do Estado? Jô Moraes – O Estado do Amazonas é a síntese de todos os desafios que a Região Norte enfrenta. A nossa vinda aqui foi para registrar a situação da mulher na particularidade e abordar alguns problemas que a mulher indígena enfrenta. Nossa comitiva também executou diversas ações para elaborar um relatório sobre a situação das amazonenses que sofrem ou sofreram algum tipo de agressão. A primeira ação foi de diligências em lugares como a Delegacia Especializada em Crime contra a Mulher, a Vara Especializada da Violência Doméstica e Familiar e uma reunião com a secretária estadual de Assistência Social e Cidadania, Regina Fernandes do Nascimento. Além disso, também fizemos uma visita a uma das “casas-abrigos” de Manaus, que recebem mulheres vítimas de violência para averiguar in loco como as amazonenses estão sendo tratadas quando sofrem alguma agressão. Também constatamos se a Lei Maria da Penha está sendo realmente aplicada e como as autoridades têm agido nesses tipos de casos. Por último, realizamos um encontro com o governador do Estado, Omar Aziz. EM TEMPO – A comissão também focou as mulheres indígenas. Essa violência também está chegando às aldeias? JM - Dentro desse aspecto de violência temos a preocupação de compreender a situação da mulher indígena. No início dos trabalhos da CPMI recebemos a visita de uma representante da mulher indígena que levantou o problema, mas não existem estatísticas, apenas uma constatação.

EM TEMPO – Quais as principais dificuldades encontradas pela comissão no combate à violência contra a mulher? JM - Sem dúvida é montar um quadro real dessa violência. As estatísticas da Delegacia da Mulher apresentam um resultado diferente ao das varas especializadas. Não temos um órgão específico que trabalhe nessa somatória, o que resulta em uma região sem dados oficiais. Outra problemática é a imensidão do território amazônico, o que torna a assistência à mulher muito mais difícil. Ao chegarmos aqui encontramos uma estrutura precária no que diz respeito ao atendimento à mulher vítima de violência. Temos apenas uma delegacia específica para atendimento e dez núcleos nos interiores. Porém, o quadro real das características que atinge a mulher ainda é uma incógnita. A região em torno de Coari é uma área violenta. Parintins tem apresentado um crescimento de turismo sexual. Tudo isso nos traz preocupação. EM TEMPO – Qual o quadro que a comissão encontrou aqui no Amazonas? JM – O Estado não apresentou um resultado positivo. Existem vários problemas que precisam ser sanados com urgência, como a questão de infraestrutura específica, que reúna em apenas um local todos os centros de atendimento à mulher. Atualmente, a mulher para ter um atendimento básico precisa percorrer todas as zonas da cidade, pois a Delegacia da Mulher fica na Zona CentroSul, o Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte, a vara de atendimento, na Zona Leste. Isso faz com que as mulheres acabem abandonando o tratamento. Outro problema encontrado é a falta de mão de obra específica, como a Vara Especializada em Combate à Violência à Mulher,

que está há cinco meses sem o titular e dois auxiliares. É preocupante saber que 4,5 mil inquéritos estão parados na delegacia especializada aqui em Manaus. EM TEMPO - Alguns dados não oficiais apontam que o Estado do Amazonas está em terceiro lugar no ranking de região que mais comete violência às mulheres. Esse número é verdadeiro? JM – Há controvérsias nessas estatísticas. O Instituto Sangari elaborou este ano um Mapa da Violência contra Mulher, onde revelou que o Amazonas ocupa a 23ª colocação entre os Estados do país em assassinatos de mulheres, com taxa de homicídios de 3,8 assassinatos para grupo de cem mil mulheres, abaixo da média nacional, que é de 4,4. O primeiro colocado é o Estado do Espírito Santo (9,8), o segundo Alagoas (8,3) e o Paraná aparece na terceira colocação (6,4). EM TEMPO – A comissão está em funcionamento no Congresso Nacional desde fevereiro deste ano. Quando os trabalhos deverão ser finalizados? JM – Já completamos seis meses e ampliamos por mais seis meses, e devemos concluir as audiências públicas nos Estados até o dia 15 de dezembro. A probabilidade é que no começo das atividades na Câmara Federal, em fevereiro de 2013 a relatora da CPMI, deputada federal Ana Rita (PT-ES), apresente seus trabalhos. EM TEMPO – Após visitas em vários Estados do país, a região do Amazonas apresentou uma situação muito alarmante? JM - Diria que o Estado apresentou um quadro muito preocupante. O fundamental aqui é potencializar as estruturas e pessoas para atuar com recursos e qualificações.

O Estado não apresentou um resultado positivo. Existem vários problemas que precisam ser sanados com urgência, como a questão de uma infraestrutura específica”

Diria que o Estado do Amazonas apresentou um quadro muito preocupante. O fundamental aqui é potencializar as estruturas e pessoas para atuar com recursos e qualificações”


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Política

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Ações sociais na pauta da futura primeira-dama Goreth Garcia, em parceria com Amanda Abrahão, mulher do vice-prefeito eleito, vão ressuscitar projetos antigos para a cidade RICARDO OLIVEIRA

ÁQUILA SICSÚ Especial EM TEMPO

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astante ativas durante a campanha eleitoral, onde seus maridos saíram vitoriosos nas urnas, as futuras primeiras-damas do município, Goreth Garcia e Amanda Abrahão, esposas do prefeito e vice-prefeito eleitos de Manaus, Arthur Neto (PSDB) e Hissa Abrahão, respectivamente, afirmam que estão compromissadas a impulsionar atividades voltadas para a área social do município. Conforme adianta a primeira-dama de Manaus, Goreth Garcia, uma das suas pretensões para o ano que vem é resgatar para a capital amazonense o projeto “Comunidade Solidária”, criado pela ex-primeira-dama do Brasil, Ruth Cardoso, morta em 2008. O projeto tinha como objetivo o combate à exclusão social e à pobreza no Brasil. “Vamos com certeza dar ênfase nos trabalhos voltados para a área social do município. E para dar um maior auxílio às pessoas que necessitam de atenção especial, como as crianças, idosos, portadores de necessidades especiais e as

mulheres, pretendemos criar programas específicos para cada área. E também resgatar o projeto Comunidade Solidária, da ex-primeira-dama da República, Ruth Cardoso, por acreditarmos na qualidade do projeto”, explica. No entanto, Goreth afirma que ainda não teve tempo para se reunir com a espo-

LUTA

Goreth Garcia afirmou que o grupo criado durante as eleições “Mulheres de Manaus” deve continuar seus trabalhos em favor da cidade e, a partir de 2013, entrará na luta pelos menos favorecidos sa do vice-prefeito, Amanda Abrahão, para definir os projetos a serem iniciados em 2013. Mas informou que até o Natal deve fazer um esboço do projeto para as atividades sociais que serão desenvolvidas por elas. “Além de criar programas sociais, queremos de uma forma abrangente, sensibilizar as pessoas para dar sua

contribuição social à sociedade. Para não deixar só para o poder público o papel de amparar os que necessitam. Sabemos que nossos planos são audaciosos, mas acreditamos que podemos fazer um bom trabalho”, ressalta. Link com as secretarias Amanda Abrahão acrescentou que outra meta que pretendem criar para a próxima gestão municipal é desenvolver um link entre as secretarias municipais e os projetos sociais da prefeitura, visando oferecer um serviço de qualidade à população manauense. “Precisamos facilitar algumas questões, principalmente na área da Saúde e da Educação para a população da cidade. E uma maneira de fazermos isso, é criando um link direto entre os projetos sociais e as secretarias municipais. Porque durante o período da campanha eleitoral, ouvi várias reclamações, principalmente de mulheres, sobre a demora na realização de exames básicos para a saúde feminina. E isso é inaceitável, uma vez que temos que trabalhar com a prevenção de doenças”, aponta Amanda.

Goreth Garcia quer criar o “Comunidade Solidária”, da ex-primeira-dama do Brasil, Ruth Cardoso


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Copa do Mundo agita mercado regional Economia B4 e B5 FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA

Taxímetro ‘ajustado’ para o 13º salário Os taxistas de Manaus começam a “rodar” cobrando bandeira 2 a partir de 1º de dezembro ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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em como os trabalhadores de todas as categorias, os taxistas também estão ansiosos pela chegada do 13º salário. O dinheiro extra começa a entrar no bolso dos taxistas a partir de 1º de dezembro, quando os motoristas começam a circular pela cidade cobrando bandeira 2. Garantida pelo Decreto Municipal 4.856/2000, a cobrança vai durar de dezembro até 6h da manhã do dia 2 de janeiro de 2013. Conforme estimativa do Sindicato dos Condutores Autônomos e Taxistas do Amazonas (Sintax-AM), a mudança vai garantir um incremento de 20% no faturamento mensal dos motoristas de táxis. “A bandeira 2 em dezembro é um direito contemplado pela legislação para garantir uma renda a mais para os taxistas no final do ano”, afirma o presidente do Sintax-AM, Luiz Augusto Lins Aguiar. O taxista Cláudio da Silva, 70, destaca que o 13º salário é uma cobrança justa, pois todas as categorias gozam do benefício e o mesmo deveria acontecer com os motoristas de táxi. Ele espera ganhar o equivalente a 20% de seu faturamento mensal, que é de, aproximadamente, R$ 4,5 mil. “Vou usar o dinheiro para ajeitar o carro, que precisa de amortecedores e pneus novos”, conta. Com experiência de 40 anos na profissão, Cláudio é enfático ao afirmar que o fluxo de usuários não vai diminuir por causa da mudança na cobrança das corridas de táxi. “O transporte de Manaus é deficiente e as pessoas, nesta época, compram muita mercadoria. Elas preferem pagar um pouco mais pelo táxi do que, por exemplo, enfrentar a lotação do ônibus e ainda carregando merca-

dorias”, argumenta. Prevendo que a renda mensal de R$ 4 mil vai ter um acréscimo de 25%, o taxista José Arimatéia Corrêa, 55, pretende quitar as dívidas que possui com o dinheiro extra que vai ganhar em dezembro. “Não tenho condições de viajar. Estou endividado em R$ 5 mil e preciso pagar as contas pendentes do cartão de crédito”, revela, ao ressaltar que também possui planos de comprar um carro novo no próximo ano. Contagem acelerada Na prática, o aumento ocorre porque o taxímetro

DECRETO

A cobrança de bandeira 2 em Manaus como forma de garantir renda extra a taxistas, de 1o dezembro a 2o de janeiro, é garantido pelo decreto municipal 4.856/00 “pula” 35% mais rápido do que uma corrida na bandeira 1. “O normal é que a cada 100 metros o taxímetro pule R$ 0,10 centavos. Com a bandeira 2, o pulo é feito a cada 65 metros”, explica o taxista Expedito Pereira da Silva, 58, que tem 28 anos de profissão. Neste caso, a bandeirada - taxa mínima de partida a ser paga ao entrar no táxi será de R$ 3,50. Nos demais meses do ano, a bandeira 2 só é cobrada no horário de 18h às 6h, em dias úteis e nos fins de semana. De acordo com o Sintax/ AM, em Manaus há 4.041 concessões de placas para cerca de oito mil taxistas. “Toda categoria tem direito ao 13º salário e com os taxistas não poderia ser diferente”, acrescenta o presidente do sindicato, Luiz Augusto Lins Aguiar.

Fluxo de usuários não tende a diminuir com a medida

População reprova medida Cientes de que o 13º salário do taxista vai sair do bolso do consumidor, os usuários do serviço de táxi reprovam o uso da bandeira 2 durante o mês de dezembro. Para eles, a população não pode ser penalizada com custos extras em uma época em que as pessoas já gastam em excesso.

O auxiliar de serviços, Leo Palheta, 33, critica o que chamou de oportunismo dos taxistas. “O motorista de táxi deveria arrumar outro jeito de ganhar o 13º salário e não cobrar do cliente, que é quem vai pagar pela renda extra da categoria”, ressalta. Com quase 30 anos ao “volan-

te”, o taxista Sérgio Ferreira, 50, concorda que a medida é impopular, porém diz acreditar que as pessoas não vão boicotar a categoria. “Reclamação sempre tem por causa da bandeira 2 durante o dia, contudo, quem tem dinheiro pega táxi e quem não tem vai de ônibus ou mototáxi”, finaliza.


B2

Economia

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Potencial energético do Amazonas em discussão Geradoras estrangeiras farão prospecção de mercado e debaterão sobre a ‘energia limpa’ nos próximos dias 27 e 28

DIVULGAÇÃO

RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO

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potencial que o Amazonas tem em relação à geração de energia solar será discutido com empresas internacionais durante esta semana. A localização geográfica, as reservas de silício no Estado e no país são apenas alguns dos pontos em favor do Estado a serem apresentados às empresas do setor na tentativa de atraí-las para atuar em território amazonense. O assunto será discutido com as empresas EPE, a espanhola Abengoa Brasil, a francesa Schneider Eletric, a canadense Canadian solar, a israelense Hélios Strategia, a japonesa Kyocera e a empresa de capital norte-americano e espanhol Dresser-Rand Guascor durante o Amazonas Greenergy-Simpósio Internacional de Energia, que será realizado na capital amazonense nos próximos dias 27 e 28 de novembro. “Iniciamos os contatos com essas geradoras de energia, que se mostraram dispostas a se aprofundar no assunto e estudar a possibilidade de se instalarem no Estado”, disse

o coordenador de Energia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), Anderson Bittencourt. De acordo com o coordenador, a SDS vem trabalhando em um laboratório para encontrar mecanismos para gerar energia nas localidades amazonenses ainda

VANTAGEM

Conforme informações da SDS, o Amazonas tem cinco vezes mais capacidade de gerar energia solar do que a Alemanha, por exemplo, país onde a fonte energética é amplamente utilizada

não atendidas pelo serviço e, durante esse processo, chegou-se a conclusão de que a energia solar seria mais viável para a região. “Essa é uma das prioridades do governador Omar Aziz que, desde o início da sua gestão, teve o fornecimento de energia para as comunidades amazonenses como uma de suas prioridades. Desde então,

fizemos estudos e iniciamos os contatos com os principais atores envolvidos em soluções energéticas”, observou Bittencourt, ao salientar que atualmente existem cinco mil comunidades no Estado que ainda não contam com energia. Sobre o potencial que o Amazonas tem para que sejam implantados projetos relacionados à energia solar, Bittencourt salientou que o fato do Amazonas estar localizado próximo a Linha do Equador viabiliza a realização de projetos, onde a geração de energia pode ser realizada por meio do sol. “Com isso, o Amazonas tem cinco vezes mais capacidade de gerar energia solar do que a Alemanha, país onde a fonte energética é muito utilizada”, relatou o coordenador. Além de ter potencial, a SDS também pontuou que as empresas que decidirem “fincar” raízes no Amazonas receberão incentivos fiscais. “Poderão ser concedidos aos envolvidos com projetos de energia solar incentivos de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação (II)”, observou.

Comunidades isoladas do interior do Amazonas são atendidas a partir de projeto de energia solar

Geração de energia ‘limpa’ Enquanto a vinda de geradoras internacionais de energia solar para o Estado ainda é uma possibilidade, a Amazonas Energia já tem projetos da tecnologia com o programa “12 Miniusinas com Minirredes e Sistema de faturamento Pré-Pago”. Para a empreitada, a empresa investiu R$ 2,3 milhões. “O projeto foi implantado

em fevereiro de 2011 e encontra-se em funcionamento em 12 comunidades isoladas nos municípios de Autazes, Barcelos, Beruri, Eirunepé, Novo Airão e Maués. São 222 unidades consumidoras, entre casas, centros comunitários e escolas, o que representa mais de 1,3 mil pessoas que utilizam energia a partir da

energia do sol”, informou o gerente do Luz para Todos, da Amazonas Energia, Rogério Ronconi. O gerente salientou que o projeto foi desenvolvido no âmbito do “Programa Luz Para Todos” do governo federal, com a intenção da empresa de atender comunidades isoladas do interior do Estado.

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

ZFM: o alerta de Petronio Pinheiro – parte I “Ainda estamos exportando castanhas em amêndoas, guaraná em semente, cacau, madeira, sem qualquer grau de beneficiamento”. Num momento em que a Zona Franca de Manaus se vê, a cada atrito da guerra fiscal entre os estados, fustigada pelos interesses industrias do Sudeste, e enfraquecida pela debilidade de sua infraestrutura, o discurso profético do empresário Petronio Augusto Pinheiro, proferido há quase três décadas, quando recebeu o Prêmio de Empresário do Ano, soa atual, provoca e convoca uma mobilização inadiável para avaliar e planejar a socioeconomia regional à luz de nossa vocação de bionegócios e oportunidades cunhadas pelo paradigma da inovação. Falecido em novembro de 1998, Petronio é filho de migrantes do Ceará, de um Nordeste que nos descreve e nos empurra historic amente para as promessas de prosperidade, desde o Ciclo do ouro branco que a seringueira jorrou com generosidade. A saga da família Pinheiro percorreu o glamour das folias do látex, as agruras da estagnação com a debacle da borracha e a determinação da resistência, dos heróis anônimos que reinventaram a Amazônia, a despeito da timidez e fugacidade das ações do governo federal. Aluno dos salesianos, onde reforçou, na exortaçãbo diária doOmnia vincit labor, “O trabalho vence tudo!” a convicção atávica que impulsionou a migração e a obstinação cearense, Petronio iniciou sua trajetória profissional como “office-boy” - juntamente com o companheiro de toda a vida, José Ribamar Bentes Siqueira, o Categoria e seu irmão Alfredo Jacaúna - na Associação Comercial do Amazonas, onde

conheceu Cosme Ferreira Filho, um visionário cearense que aqui chegou criança e permaneceu até o fim de seus dias, e que fundou a Companhia Nacional de Borracha, de Plantações e de Guaraná, na convicção das potencialidades da biodiversidade amazônica. Ele teve em Petronio um discípulo, um servidor, depois sócio e companheiro de luta pela transformação do Amazonas. “Foram 27 anos de amizade com a oportunidade de assimilar toda uma filosofia de trabalho, voltada para a racionalização da produção de nossas principais espécies econômicas, visando a sua industrialização final no Estado”, (...) “... um eminente e consagrado amazonólogo, Cosme Ferreira Filho, antes de chefe, um autêntico mestre, orientador dos mais jovens, a quem o Amazonas tanto deve Naquele momento, a Associação Comercial era uma verdadeira agência promotora de negócios, referência de informações, suporte, articulação institucional, estímulo do fomento e da proteção da atividade comercial e do extrativismo agro-industrial. Quem hoje percorre a Alameda Cosme Ferreira, na Zona Leste, em direção à Colônia Antônio Aleixo, se depara com os ensaios de cultivo racional de castanheiras, seringueiras, entre outras espécies da ousadia e fé desses empreendedores da heroica resistência. Moysés Israel, Antônio Simões, Osmar Pacífico, Samuel Benchimol e seu irmãos, Mário Guerreiro, Isaac Sabbá, entre tantos que vislumbraram a vocação natural de negócios que a floresta propicia, desde a Hevea brasiliensis, uma única espécie do acervo biótico que respondeu por 45% do PIB do país por três décadas.

Alfredo MR Lopes Filósofo e consultor ambiental

Falecido em novembro de 1998, Petronio é filho de migrantes do Ceará, de um Nordeste que nos descreve e nos empurra historicamente para as promessas de prosperidade


Economia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

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Hotéis de selva atraem turistas para o Réveillon Ainda há hospedagens disponíveis para aqueles que querem comemorar a chegada de 2013 em meio à natureza IONE MORENO

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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rindar a chegada do Ano Novo em meio à Floresta Amazônica e tendo o rio Amazonas como anfitrião tem impulsionado a procura por pacotes em hotéis de selva. Para brindar 2013 em meio à natureza há pacotes que podem chegar a R$ 5 mil, sendo inclusos translado, hospedagem, jantar e passeios ecológicos no primeiro dia do ano. Tido como hotel de luxo na selva, o Amazon Jungle Palace terá um Réveillon temático. Intitulado “Noite Havaiana”, o hotel dispõe de um pacote para três dias (30 de dezembro a 1º de janeiro) para casal no valor de R$ 2,4 mil. Já a estada individual custa R$ 1,85 mil e para três pessoas sai a R$ 2,9 mil. O pacote de duas diárias para uma pessoa custa R$1,85 e para três pessoas o valor é de R$ 2,9 mil. O pacote de apenas um dia e estada individual sai por R$1,75 mil, para casal o valor é R$ 1,45 mil e para três pessoas R$1,9 mil. Todos os pacotes incluem o translado

DIVULGAÇÃO

e a ceia, exceto bebidas. Os hóspedes que desejarem levar os filhos têm vantagens. Para crianças de até seis anos o valor é cortesia e de 7 a 12 anos as crianças têm 50% de desconto no valor individual. Descontos Segundo a gerente de vendas do hotel, Ana Loureiro,

NÚMEROS

50% Das hospedagens ainda estão diponíveis para quem quiser “entrar” 2013 em hotéis de selva mais de 50% das hospedagens já foram preenchidas e as que ainda estão em aberto terão desconto de 10% nos pacotes de reserva fechados até 30 de novembro. Os barcos com destino ao hotel sairão do píer Natureza Turismo, próximo à Marina do David, às 9h e 14h do dia 31.

Campo de golfe e hidroginástica serão atividades disponíveis

Queima de fogos e ritual indígena como atrações da festa

Diversidade de hóspedes nos hotéis de selva O Ariaú Jungle Tower possui pacotes com diária no valor de R$ 690 (por pessoa), o hotel oferece hospedagem e alimentação completa, mais passeios e a ceia inclusa. As bebidas são a parte. Como tradição, os hóspedes também usufruirão do ritual indígena na praia, onde terão mesas de frios para degustação. Seguindo o conceito do ecologicamente correto, haverá

queima de fogos de artifícios com baixo impacto ambiental. Criança de até 12 anos não pagam, entretanto, quando for mais de uma criança por quarto será cobrado 50% do valor do pacote. Conforme a assistente de reservas do hotel, Lúcia Damasceno, o público que está comprando os pacotes está dividindo entre os que são oriundos de outros Estados e moradores de Ma-

naus. “Temos clientes tanto de Manaus quanto de outros Estados e ainda estamos esperando a procura de pessoas de outros países, que sempre aparecem”, revela. Apesar de não estar inserido na categoria de hotel de selva, já que está localizado na área urbana de Manaus, o Amazonia Golf Resort também tem pacotes para a festa de Réveillon.

Para hospedagem no período de 29 a 1º de dezembro há opções de pacotes para os quartos Luxo, no valor de R$ 1.420 a R$ 3.786; no Premium os valores vão de R$ 1.704 a R$ 4.069 e no Royal os preços variam de R$ 3.351 a R$ 5.717. Em todos os pacotes os hóspedes têm direito ao jantar da primeira diária e às demais refeições dos dias seguintes, exceto bebidas.


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Economia

Copa do Mundo de p De olho nos lucros da Copa de 2014, o empresariado local começa a dar os primeiros passos para atrair o turista estrangeiro e fidelizar o local. Ampliação, lançamento de produtos e qualificação profissional são alguns dos principais focos de investimento FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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A Real Bebidas vai apostar no apelo regional dos produtos

ob olhares de três bilhões de pessoas pelos “quatro cantos” da terra, a Copa do Mundo de 2014 além de colocar Manaus em evidência será uma vitrine para os produtos genuinamente amazonenses se tornarem famosos em todo o planeta. Cientes da oportunidade ímpar, empreendedores locais vão investir pesado para divulgar as marcas barés mundo afora. Criada no Amazonas há 12 anos, a Bombons Finos da Amazônia vai receber investimentos de R$ 5 milhões nos próximos dois anos para se fortalecer de olho no potencial de consumidores que pode conquistar em 2014. De acordo com o gerente de marketing da empresa, Jorge Alberto Júnior, a estratégia é apostar na fabricação de novos produtos e ampliar a produção atual de 30 mil bombons diários para 90 mil unidades por dia. Para alcançar essa meta serão investidos R$ 2 milhões em uma nova fábrica a ser construída no Distrito Industrial. A nova fábrica terá 1,2 mil metros quadrados, sendo três vezes maior que a atual unidade da empresa, que pos-

sui 400 metros quadrados. A Bombons Finos também vai investir R$ 1 milhão na compra de equipamentos. Além desse montante, a empresa irá investir R$ 1 milhão na construção de uma agroindústria que vai fornecer as polpas necessárias para a fabricação dos bombons conhecidos pelos seus recheios de frutas regionais como

INVESTIMENTO

A Bombons Finos irá ampliar sua indústria, investir em maquinário e ainda aplicar recursos na construção de uma agroindústria que vai fornecer as polpas necessárias para os recheios dos produtos cupuaçu, buriti, açaí e castanha-do-brasil. Segundo o gerente de marketing, a empresa também quer investir em torno de R$ 1 milhão na abertura de mais três lojas até 2014, ampliando para nove o número de pontos de vendas da marca Bombons Finos em Manaus. Os investimentos, contudo, não ficarão limitados à parte física. A empresa possui planos

de desenvolver novos sabores para conquistar os turistas. “Vamos investir na produção de bombons com tucumã e taperebá para a Copa de 2014, que será uma excelente vitrine para as empresas amazonenses”, avalia Jorge Alberto Júnior. Refrigerantes Prevendo que a disputa de mercado será acirrada, a Real Bebidas vai apelar para o “regional” com o intuito de cair no gosto dos torcedores durante a Copa do Mundo no Brasil. Sem entrar em detalhes, o diretor comercial da empresa, Ricardo Pio destaca que a ideia é apostar na criatividade para enfrentar as concorrentes de peso que vão patrocinar o evento realizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). “A Amazônia é uma marca mundialmente consumida. Portanto, vamos procurar chamar a atenção para o fato de que nossos produtos possuem algo regional e assim atrair o público”, conta. As fichas da Real Bebidas serão “lançadas”, segundo Ricardo Pio, sobre a linha de refrigerante do Guaraná Real (Clássico, Gold e Zero), Orange Fruit e Planet Cola, além da água Santa Cláudia.

Mais sabores serão incorporados


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produtos amazônicos Pequenos empreededores

Fifa comanda contratos comerciais Por ser um evento privado, as empresas amazonenses não vão poder expor seus produtos dentro dos “espaços” da Fifa, incluindo a Arena da Amazônia. Para comercializar as marcas barés dentro do estádio, as empresas locais vão precisar fechar contratos com a Fifa, uma vez que o governo poderá fazer pouco para mudar esta situação. “Todas as empresas que quiseram usar a marca da Copa vão ter que pagar os direitos de uso para a Fifa. Embora tenha interesse na dinamização da economia local, não cabe ao Estado entrar nesta seara comercial”, enfatiza o coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa, Miguel Capobiango. Segundo ele, as empresas locais vão poder tirar proveito dos espaços situados fora da Arena da Amazônia.

Manaus deverá receber na Copa 180 mil turistas, com média de permanência de três dias

Serviços para ‘gringo’ ver e sentir Com um sabor que conquistou vários clientes manauenses, a Picanha Mania vai focar investimentos na prestação de serviços e na divulgação dos produtos para atrair os turistas durante os jogos da Copa do Mundo. A empresa já adaptou o cardápio para o inglês nas sete unidades que possui em Manaus e não descarta a possibilidade de incluir outros idiomas no menu. Além do cardápio bilíngue, o restaurante possui um serviço de transporte, que bus-

ca o cliente onde ele estiver, seja no hotel ou no trabalho. Conforme o gerente do Picanha Mania, Ivan Souza a empresa fechou parcerias para distribuir folders do restaurante nos principais hotéis da cidade. “Apesar de o sabor amazônico ser o diferencial, não vamos sair do nosso foco, que é a carne. Já possuímos um trabalho de divulgação focado para a chegada da Copa de 2014”, enfatiza o gerente. Marca amazônica O especialista em marke-

ting, Afrânio Soares afirma que as empresas devem procurar investir em uma edição especial de seus produtos durante a Copa de 2014. No caso das bebidas, por exemplo, ele sugere que seja feito um recipiente específico por meio do qual o turista possa levar um pouco dos refrigerantes locais para a terra de origem. Para ele, os empresários devem apostar na marca Amazônia. “Toda lembrança que tiver a ver com o evento na região pode vender bem na Copa de 2014”, avalia.

Os micros e pequenos empreendedores também buscam a oportunidade de tornar seus produtos mundialmente famosos durante a Copa de 2014. Para não “fazer gol contra”, eles têm recorrido ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para desenvolver projetos voltados para o grande evento do futebol mundial. A estilista Cristiane Batista tem planos audaciosos para a grife Santa Cris, marca de sua propriedade, criada em 2007. Ela calcula que vai investir R$ 30 mil para produzir 10 mil sacolas ecológicas (ecobags), 10 mil camisetas, 8 mil bandanas (lenço para a cabeça) e 8 mil chaveiros, que serão comercializados na Copa de 2014. Para tocar o projeto para frente, desde o ano passado, ela trabalha em parceria com o Sebrae, que tem prestado consultoria para tirar as ideias do papel e transformá-las em realidade. “Os produtos vão ser trabalhados com o conceito da sustentabilidade. As peças são dupla-face, em que um dos lados terá motivos amazônicos e o outro fará

referência ao Brasil e à Copa de futebol”, revela. Segundo a subgerente da área da indústria do Sebrae, Clarisse Maquiné Nunes, a Santa Cris é uma das 40 empresas do ramo de confecções que vão ser apoiadas até a Copa de 2014 em Manaus. “A Copa do Mundo será uma grande oportunidade de negócios para os micros e pequenos empresários”, afirma. De acordo com a coordenadora geral, Vanusa Reis, o Programa Sebrae 2014 foi implantado para dar apoio aos projetos de micros e pequenos empreendedores voltados para a Copa do Mundo, que será realizada daqui a dois anos. Ao todo, são seis as áreas contempladas: turismo, construção civil, vestuário e acessórios; artesanato e economia criativa, comércio varejista e agronegócios. Atualmente o Sebrae trabalha no fomento e na melhoria da gestão empresarial de 390 micros e pequenos empreendimentos para a Copa de 2014. “Damos o suporte para aumentar a competitividade dessas empresas”, frisa ela.


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País

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Cachoeira queria heliporto em parceria com Marconi Governador indicou área para empreendimento, diz dono de laboratório. STJ pediu explicações sobre parceria, mas Tucano se calou

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o momento em que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), aparece como o principal alvo do relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG) na CPI e contesta as acusações, novas denúncias surgem da sua relação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. De acordo com áudios e documentos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e dois empresários do ramo farmacêutico planejavam fazer uma parceria públicoprivada (PPP) com o governo de Goiás para administrar um heliporto por 30 anos numa área pública ao lado do estádio Serra Dourada, em Goiânia. Segundo o dono do laboratório Teuto, Walterci de Melo, o governador Marconi Perillo deu aval à negociação e ainda lhe indicou um local para a construção do empreendimento destinado a pousos e decolagens de helicópteros. Nos grampos telefônicos do inquérito da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, Cachoeira confirma o aval do governador. Durante a negociação, eles revelam a previsão de uma reunião em Paris entre Marconi e o outro parceiro na empreitada, o dono do laboratório Neoquímica, Marcelo Limírio Gonçalves.

DIVULGAÇÃO

A ideia do grupo do bicheiro era fazer uma troca com o governo. No local, funcionam instalações do governo estadual, que seriam reformadas, e um projeto social privado, que receberia quadras esportivas e um campo de futebol. No restante, funcionaria um terminal de embarque de passageiros, área de pouso e uma oficina mecânica para helicópteros. No total, seriam 470 mil metros quadrados, ou 66 campos de futebol, numa das áreas mais valorizadas de Goiânia, próximo do Serra Dourada e da rodovia BR-153. Explicações O ministro do Superior Tribunal de Justiça Humberto Martins, relator do inquérito contra Marconi, pediu explicações ao governo de Goiás sobre a existência do projeto de parceria público-privada. Ele atendeu a pedido do procurador geral da República, Roberto Gurgel. Até o momento, não há notícia de que o governo tenha esclarecido o negócio. Gurgel, porém ainda não explicou se eventualmente suspeitava de direcionamento para Cachoeira e a empreiteira Delta, com quem tinha ligações estreitas.

Anac não confirma autorização A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que houve sete pedidos de construção de helipontos em Goiânia desde o ano passado, mas nenhum de heliporto, um empreendimento mais sofisticado, com terminal para embarque e desembarque de passageiros. A agência não quis revelar o nome dos empresários que solicitaram a construção alegando que são “empreendimentos privados”. Em nota, Marconi Perillo afirmou que o relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), não provou “a mínima conexão ou favorecimento do governador com o grupo Delta-Cachoeira” Cachoeira mediava negociação entre empresários e Marconi para a construção de um heliporto


País

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PETISTAS

Planalto pede moderação nas críticas ao Supremo Integrantes do governo pediram a dirigentes do PT que evitem ataques diretos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos atos de desagravo aos réus petistas no processo do mensalão. Embora a presidente Dilma Rousseff mantenha distância regulamentar do escândalo, há no Palácio do Planalto a preocupação com o que está por vir e não se recomenda a revanche política. Em conversas reservadas, ministros do PT dizem que “o julgamento ainda não terminou” e lembram a possibili-

dade de recursos à sentença. Os advogados do ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, do expresidente do PT José Genoino e do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares já anunciaram que tentarão diminuir as penas impostas pelo tribunal. Apesar da cautela do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva incentivou as manifestações, antes de viajar para a África e a Índia. Lula disse a Dirceu e a Genoino que é hora de os movimentos sociais mostrarem apoio a eles e deu sinal verde para os debates públicos sobre o julgamento.

IRREGULARIDADES

Anvisa e Ibama investigam fraude sobre agrotóxicos A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e o Ministério da Agricultura, em nota conjunta, informaram que vão apurar com rigor as denúncias de fraude na concessão de licenças para agrotóxicos no país. No comunicado, divulgado dois dias depois de uma reunião para discutir as suspeitas de irregularidades, os órgãos afirmaram que resultados das investigações serão divulgados de forma transparente. As denúncias foram feitas pelo ex-gerente da Anvisa, Luis Cláudio Meirelles, em setem-

bro. Segundo ele, documentos foram falsificados e processos, extraviados. As suspeitas recaíram sobre seis pedidos de liberação. Nenhum dos produtos está no mercado. Todos os processos foram suspensos. A liberação de agrotóxicos no país é feita mediante a avaliação dos três órgãos. A Anvisa analisa a segurança sanitária; o Ibama, o impacto no meio ambiente, a agricultura, condições agronômicas. Meirelles afirmou que processos foram enviados para o Ministério da Agricultura sem que a devida avaliação toxicológica tivesse sido realizada na Anvisa.

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Agente prisional fora de serviço poderá portar arma Permissão alcança apenas os integrantes das Forças Armadas, agentes da Agência Brasileira de Inteligência, da Presidência da República e policiais federais

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stá na agenda da reunião da próxima quarta-feira, 28, da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) projeto que altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) autorizando agentes e guardas prisionais, integrantes das escoltas de presos e equipes de guardas portuários a portar arma de fogo, de propriedade particular ou fornecida pela corporação, mesmo fora de serviço. Atualmente, essa permissão alcança categorias como integrantes das Forças Armadas, agentes vinculados à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e à Presidência da República e policiais federais. No entanto, o Estatuto do Desarmamento deixou de fora os quadros que atuam nas guardas penitenciárias e portuárias. Para o relator, senador Gim Argello (PTB-DF), “esses servidores, pela característica de suas atividades, vivem em situação de perigo constante e iminente”, sendo necessário que possam portar arma a qualquer tempo e em qualquer ponto do território nacional, como prevê o projeto (PLC 87/2011) em exame na CCJ.

JAMES TAVARES/SECOM/SC

Os agentes penitenciários, segundo o projeto, vivem em situação de perigo constante e iminente

Controvérsias entre senadores A proposta tramita em conjunto com projeto de lei (PLS 329/2011) do senador Humberto Costa (PTPE), que estende a medida apenas aos agentes penitenciários federais. O rela-

tor rejeitou a proposta de Humberto Costa, uma vez que esses agentes federais estão contemplados no projeto da Câmara. A matéria tem decisão terminativa na CCJ e só

será votada em Plenário se houver recurso nesse sentido. Caso contrário, seguirá direto para sanção presidencial, já que o Senado não modificou o texto aprovado pela Câmara.


Mundo

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Ofensiva israelense termina com ganhos para o Hamas Em oito dias de confronto armado, grupo islâmico emergiu com uma “sensação” de triunfo contra Exército de Israel

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grupo islâmico Hamas emergiu da batalha com a sensação de um triunfo obtido a duras penas: ao interromper sua ofensiva contra a Faixa de Gaza no momento em que interrompeu, o governo linha-dura de Israel parece ter aceitado como fato, ainda que com relutância, que o Hamas não pode ser deposto a qualquer momento. O Hamas disparou foguetes em direção a Tel-Aviv e a Jerusalém e viu-se diante de ameaças de uma invasão por terra da Faixa de Gaza, mas saiu do conflito de oito dias de duração com seu poder praticamente intacto, com líderes mundiais dirigindo-se ao Oriente Médio para buscar uma solução diplomática e com importantes países islâmicos abertamente a seu lado. Ainda no campo diplomático, o Hamas acabou por sobrepujar o Fatah, facção palestina apoiada pelo Ocidente e dominante na Cisjordânia. O que ainda não se sabe é se a trégua mediada pelo Egito será capaz de pôr fim, conforme o prometido, ao implacável bloqueio israelense a Gaza. Nas primeiras 24 horas da trégua iniciada na quarta-feira, 21, o clima não poderia ser de maior contraste. Enquanto os palestinos celebravam com fogos de artifício e disparos para o alto, o ambiente em Israel era

MAJDI MOHAMMED/AP

mais desanimado, com alguns contentes pelo fato de uma invasão por terra ter sido evitada, mas outros desapontados com o desfecho inconclusivo da operação militar. Ao contrário de outras ofensivas contra o Hamas, Israel declarou publicamente desde o início que o objetivo era conter os disparos de foguetes contra o sul de seu território, e não derrubar o governo do Hamas. O início A ofensiva começou com o assassinato de comandante militar do Hamas com um míssil disparado contra seu carro em movimento em 14 de novembro. Ao longo de oito dias, Israel bombardeou mais de 1.500 alvos supostamente relacionados com o Hamas e concentrou soldados na fronteira com Gaza. Mais de 170 palestinos morreram, inclusive mais de 70 civis. Mas, apesar das ameaças, Israel não enviou tropas por terra nem mesmo depois de foguetes disparados de Gaza terem atingido áreas próximas de Tel-Aviv e Jerusalém. Diante das críticas dos defensores de uma ação mais contundente contra o Hamas, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, declarou depois de a trégua ter entrado em vigor que o país não estava disposto a embarcar numa aventura militar e correr o risco de antagonizar a comunidade internacional.

Ainda no campo diplomático, o Hamas acabou por sobrepujar o Fatah, facção palestina apoiada pelo Ocidente e dominante na Cisjordânia

ORÇAMENTO

FINANÇAS

Situação da Sicília é menos pior Enquanto a Espanha vê as finanças de várias das suas regiões agonizarem e os pedidos de ajuda aumentarem a Madri, na Itália a situação é um pouco diferente. Apenas quatro das 20 regiões italianas são autônomas, também do ponto de vista fiscal. Dessas regiões, apenas a Sicília se encontra em uma situação muito difícil, com uma dívida de 5,3 bilhões de euros, mas administrável - o novo governador que assumiu o cargo no dia 10 de novembro, Rosario Crocetta, prometeu cortar 1,5 bilhão de euros no orçamento de 2013 e sem realizar cortes nos gastos sociais. “A situação siciliana é mais administrável para a Itália do que a catalã é para a Espanha”, compara o professor de relações internacionais Leonardo

Trevisan, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Trevisan diz que a dívida siciliana é pequena em comparação ao Produto Interno Bruto (PIB) da Itália, de 1,7 trilhão de euros, o terceiro maior da zona do euro. “O Estado italiano é unitário como o francês e pode intervir financeiramente na Sicília, se for necessário”, diz. Contra-ataque Crocetta não pediu a ajuda de Roma. O governador eleito por uma coalizão de centro-esquerda e ex-prefeito da cidade de Gela, na Sicília central, é conhecido por ter posturas firmes de combate ao desperdício público e também à máfia. Crocetta também é o primeiro político assumidamente gay da Itália

e foi ameaçado de morte pela máfia siciliana, a Cosa Nostra, por ter combatido interesses quando governou Gela. Logo após assumir o governo, ele cortou cargos do gabinete, assessoria de imprensa e anunciou o plano de cortes de 1,5 bilhão de euros nos gastos. “Vamos fazer os cortes”, disse no dia 10 - “vamos cortar entidades e estatais que não têm razão de ser, mas economizar imediatamente 1,5 bilhão de euros sem cortar o bem-estar social. Aliás, vamos pagar as prefeituras e províncias que esperam há meses o dinheiro para os salários”, disse. As agências de classificação de risco avaliam os bônus da Sicília como apenas um grau ou dois acima do “junkie”, ou especulativo.

Cúpula europeia termina sem acordo Os líderes europeus não conseguiram chegar a um acordo sobre o orçamento da União Europeia, com os países mais ricos dizendo que as restrições do plano de gastos de seis anos proposto não são suficientes. No encontro, chefes de governo e de Estado dos 27 países membros do bloco tentaram chegar a um acordo a respeito do orçamento de 1 trilhão de euros proposto para o bloco entre 2014 e 2020. O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, disse que uma nova reunião sobre o tema deverá acontecer no começo de 2013. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, foi o mais forte crítico da proposta. Cameron disse que encontrou “fortes aliados” na Holanda e na Suécia. “O acordo apresentado

pela presidência da UE não era bom o suficiente”, disse o premiê britânico logo após a reunião. “Nós não conseguimos o acordo que queríamos mas impedimos que um acordo inaceitável fosse assinado”, afirmou Cameron. “Seis países disseram não”, disse Cameron à Agência Ansa. “É preciso fazer mais cortes”, afirmou. Segundo ele, os países contrários, além da Grã-Bretanha, são Alemanha, Holanda, Suécia, Dinamarca e Finlândia. Freio Enquanto Cameron e líderes de alguns países querem conter os gastos do bloco, o presidente da França, François Hollande, defendeu a manutenção dos subsídios agrícolas e aos projetos de desenvolvimento. Alguns países menos ricos, que recebem ajuda de

Bruxelas, apoiam a França, ao dizerem que o crescimento econômico beneficia todo o bloco. A Itália acabou aceitando alguns cortes nos subsídios agrícolas, mas queria outras compensações, disse o primeiro-ministro Mario Monti. O presidente francês, François Hollande, disse que seu país “não está satisfeito” com o orçamento para a agricultura e pedirá uma revisão do sistema. Hollande disse que os cortes aos subsídios agrícolas permanecem em “níveis inaceitáveis” para a França. Apesar da falta de acordo na agricultura, Hollande disse que ocorreu “progresso” em direção a uma solução para resolver o impasse entre os credores da Grécia. Hollande acredita que uma reunião do Eurogrupo, amanhã, encontrará uma solução para a questão grega.


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041 SANDRA MONTEIRO/ARQUIVO PESSOAL

jacaré Meu vizinho, o

A

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

disputa por espaço é acirrada. Com margens e leitos dos igarapés tomados por lixo sólido e dejetos, eles marcam território, impondo sua presença. Nos ambientes mais inóspitos, a vida encontra um jeito de florescer. Mas, como pacas, mucuras, cobras, jacarés imensos ou até mesmo peixes conseguem transpor barreiras impostas pelo homem e sobreviver em meio a tanta poluição? É o que há um ano a jornalista Sandra Monteiro tenta compreender. Desde quando se mudou para o condomínio Parque dos Ingleses, localizado em uma das avenidas mais movimentadas da capital, a Constantino Nery, ela descobriu uma “vizinhança” nada convencional. “Meu irmão sempre sai para passear com o cachorro, e num desses passeios ele viu os jacarés próximos à ponte e me alertou. Eles sempre estão por lá. É raro o dia em que não aparecem”, afirma. Com variados tamanhos, os répteis passeiam na estreita faixa de área verde que margeia o igarapé do

Francesinho, um dos braços do igarapé dos Franceses, localizado entre as etapas um e dois do condomínio. Os “inquilinos” chamam a atenção dos moradores. “As pessoas ficaram meio divididas no início, observando de longe. Mas, o acesso é difícil, não tem como chegar perto de onde eles estão. Os moradores do condomínio já se acostumaram e temos uma convivência pacífica. Eles ficam no cantinho deles, que é uma área distante, e não oferecem perigo. É surpreendente, porque o igarapé é poluído. Desembocam esgotos de vários condomínios nele e, mesmo assim, eles estão lá”, analisa a jornalista. Após o susto inicial, Sandra conta que já se acostumou com a vizinhança e sente falta quando eles não ocupam o espaço. “Acho muito legal, saio com meu filho para ver os jacarés. Às vezes, fico triste quando não aparecem. Mas é raro o dia em que não estão. É como se todos os dias tivéssemos uma atração em plena área urbana”, anima-se. As aparições dos répteis impulsionaram a jornalista a dar mais atenção a uma antiga paixão: a arte de fotografar. “Nos domingos, sába-

dos e feriados, gosto de fazer fotos deles. Eles fazem pose para mim. Também fotografo beija-flor, cheguei ao ponto de comprar um ‘bebedouro’ para poder fotografá-los de perto. É empolgante sentir a natureza tão perto, mesmo

As pessoas ficaram meio divididas no início, observando de longe. Mas não tem como chegar perto de onde estão (os jacarés) Sandra Monteiro, jornalista

na cidade”, aponta. Jacarés e sucuris Não muito distante dos jacarés que frequentam o igarapé vizinho ao Parque dos Ingleses, outro grupo também “optou” por ocupar zona nobre da cidade. Próximo ao condomínio Jardim Encontro das Águas, no Dom Pedro, os moradores se surpreenderam com a estada de jacarés, pacas e, não raro,

de cobras. Uma das moradoras, a designer Viviane Drumond da Paz, 25, convive há 12 anos, harmonicamente, com os excêntricos “vizinhos”. “No começo foi meio assustador por causa da presença dos jacarés. Não sabíamos se eles poderiam entrar nas casas. Mas em 12 anos nunca houve nenhuma incidência registrada. Passei anos tendo pesadelo com jacaré, mas já nos acostumamos, o lugar virou ponto turístico, muita gente vai focar, tirar fotos deles”, aponta. Além dos jacarés, grupos de capivaras também costumam transitar pelo espaço. A designer disser ter ouvido boatos que até uma sucuri já tinha se “hospedado” nas proximidades. “Na frente de casa tem um lago, onde desde o começo da formação do condomínio, aparecem os jacarés. Mas, esse lago recebe dejetos e lixo. Acho totalmente inusitado, porque a gente vê que o local é poluído, mas percebemos os jacarés mais gordos e maiores com o tempo. Não sei do que se alimentam. É sensacional perceber que apesar da poluição eles conseguem viver. É, no mínimo, surpreendente”, avalia.

Em meio a igarapés poluídos, animais selvagens constituem a vizinhança de alguns condomínios, mostrando que a vida sempre encontra um meio

Sobrevivência e reprodução

De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o biólogo Juan Revilla, os animais que habitam as margens de igarapés poluídos não dependem especificamente da água como essencial fonte nutritiva. “Os jacarés e as cobras não dependem da água para sobreviver. Nesses ambientes encontramos ratos e mucuras que se alimentam de restos orgânicos, animais mortos, peixes ou restos de comida. Assim eles sobrevivem no ambiente e se reproduzem rapidamente. Com isso, surgem os animais oportunistas, que são os predadores - as cobras e os jacarés – que se alimentam dos ratos e das mucuras e esporadicamente das garças”, explica. Ele lembrou que as matas existentes na capital também são habitadas por capivaras, cutias e pacas, que apesar de necessitarem de hidratação são mais resistentes e, mesmo consumindo água imprópria, não morrem

facilmente. “Eles sentem a necessidade de buscar fontes de água para viver. Nesse caso, bebem água poluída, mas têm resistência e praticamente não sofrem tanto problema”, explica. Esses animais também são presas

EXPLICAÇÃO

De acordo com o biólogo Juan Revilla, do Inpa, os répteis do igarapé poluído bebem a água suja, mas possuem resistência e praticamente não sofrem tanto problema fáceis dos predadores. Contudo, é mais difícil encontrar peixes capazes de viver nos rios poluídos. “Os peixes dependem diretamente da água. E, nas águas poluídas não existe oxigenação suficiente. Eles não conseguem viver e geralmente morrem”, afirma.


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Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

A cozinheira que ‘fisgou’ o presidente Figueiredo Pratos regionais preparados pela proprietária de restaurante em Altamira foram parar na mesa do último presidente militar

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

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ascida em Manaus, a cozinheira Osmilda Souza e Silva, 70, ou apenas dona Edna, como é conhecida, jamais imaginou que seus pratos e sucos regionais encantariam o último presidente do ciclo militar, general João Baptista de Oliveira Figueiredo. Dona de um restaurante em uma vila na cidade de Altamira, no Pará, Edna foi responsável pelo almoço de inauguração do Festival Agropecuário da Transamazônica, com a presença do ex-presidente. Encantado com o paladar, Figueiredo elegeu Edna como a sua cozinheira oficial. O encontro com o presidente aconteceu no dia 30 de setembro de 1979, quando Edna, então proprietária da peixaria Beira-Rio, foi convidada pelo comandante do 51º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), coronel Paulo Isaías de Macedo Filho, para preparar um almoço para a comitiva do presidente João Figueiredo, que vinha com 180 pessoas para a inauguração da Feira Agropecuária da Transamazônica. No cardápio exigido por Figueiredo, peixes e sucos da região. “Fiquei muito emocionada com a oportunidade. Preparei filé de vários peixes, moqueca e escabeche, além, é claro, do tambaqui de brasa. Os sucos também foram os mais variados possíveis. Tinha cupuaçu, maracujá, caju... Lembro que, ao fim da refeição o presidente chamou-me e apertou a minha mão, elogian-

do o meu trabalho e dizendo que aquele havia sido o melhor almoço que ele se lembrava de ter participado. Voltei para a cozinha e chorei de tanta felicidade”, contou. Dias após o almoço, Edna recebeu um telegrama do Palácio do Planalto, onde havia elogios a sua comida, e um pedido: que Edna continuasse a cozinhar para Figueiredo em Brasília. Mas, como a cozinheira tinha família na região preferiu ficar no Pará, e manteve seu restaurante em Altamira por mais 14 anos.

FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA

Clientela de médicos e políticos

LEMBRANÇA

O encontro com o presidente militar João Figueiredo aconteceu no final de setembro de 1979, quando Edna foi convidada para preparar um almoço para sua comitiva de 180 pessoas Dona Edna é procurada por vários clientes mas ainda está sem local para reabrir restaurante

“Depois que cozinhei para o presidente, fiquei famosa no Pará e meu restaurante lotou ainda mais. Todos queriam experimentar as iguarias que tinham encantado o presidente”, disse. As habilidades culinárias foram o sucesso do restaurante. Com a ajuda de outras cozinheiras da região, Edna fez história atraindo fregueses de perto e de longe. “Naquele tempo a oferta de um bom restaurante estava apenas começando, por isso tinha clientes cativos. Ganhei um bom dinheiro”, relata a vete-

Meses depois, o irmão de Edna foi morar do Pará e contraiu malária. A doença se agravou e ele morreu. Desolada, fechou o restaurante e voltou a Manaus. Abriu um novo espaço no bairro São Raimundo, na Zona Oeste, onde cativou uma clientela formada por médicos, políticos e pessoas comuns. Porém, há três meses o local foi interditado pela Defesa Civil por apresentar riscos de desabamento, e precisou ser fechado. “Até hoje, no horário de almoço, meu telefone toca com clientes querendo reservar mesas. É muito triste ter que dispensá-los”, lamenta Edna.

Muitas dificuldades para abrir novo espaço Trinta anos depois de fisgar o ex-presidente pelo paladar, Edna garante que ainda é uma cozinheira de “mão cheia”. Atualmente, a cozinheira mantém o material do restaurante na casa onde mora sozinha, no bairro São Jorge, Zona Oeste, e procura um espaço para abrir

um novo restaurante, mas o valor do aluguel e a forma de pagamento têm assustado Edna. “Estão cobrando um valor alto demais, além de pedir adiantamento de três meses no aluguel. Como vou recomeçar, não tenho esse recurso. Vivo apenas com a pensão que meu marido me

deixou, mas esse dinheiro não paga nem meus remédios”, revela. A expectativa é de que, até o fim deste ano, Edna consiga um “novo ponto” para se instalar. Ela garante que não perdeu clientes com a mudança porque manteve a “alma do negócio”: o trata-

mento familiar. “Quem chegava ao restaurante, eu cumprimentava. Tratava como se as pessoas estivessem entrando na minha casa e eu estivesse servindo comida não para clientes, mas para a minha família. Isso me fez especial. Tenho amigos, e não clientes”, finaliza.


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‘Mãe, eu quero presente!’ Lidar com os ímpetos consumistas infantis com a proximidade do período das tradicionais trocas de presentes de fim de ano é um desafio para muitos pais. O ideal é estabelecer limites para evitar problemas comportamentais futuros MÁRIO OLIVEIRA

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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iariamente, uma avalanche de propagandas de produtos (brinquedos, guloseimas, acessórios, viagens, roupas de marca) é colocada diante da garotada, seja pela televisão, internet, outdoors, revistas e até na escola, onde as crianças trocam informações sobre as últimas novidades. São cada vez mais comuns ações de marketing direcionadas ao público infantil. Tudo isso faz com que estejamos diante de uma geração altamente consumista, que não quer menos do que o “tênis da moda da última semana”. A proximidade das festas de fim de ano e as tradicionais trocas de presentes só aumenta o problema. Para a psicóloga infantil Rochelle Rolim de Almeida Moreira, vivemos em uma sociedade extremamente consumista, onde ter o celular, o computador, as roupas ou o carro da moda contam muito mais do que os valores morais. Sendo assim, de acordo com ela, dar o exemplo também é fundamental. “Isso não quer dizer que não se pode ter essas coisas, mas é importante que os pais mostrem que sua vida não é regida pelo consumismo, porque, caso contrário, seu filho, muito provavelmente, seguirá seus passos”, avalia. Variedade “Mãe, compra...” é a frase mais ouvida pela produtora Angela Premoli, mãe de três garotos (Lucci, 19, Luca, 15, e Luan 12), que enfrenta diariamente uma batalha para tentar satisfazer o espírito consumista dos filhos. Ela conta que eles querem tudo que veem na TV e na internet. “É incrível como sempre tem algo. Além de aparelhos eletrônicos (iPads, iPods, tablets e outros), também querem roupas, comer fora sempre e o que mais aparecer pela frente”, suspira Ângela, completando que não incentiva o consumo dos filhos e apela para a conversa. “Quando tenho dinheiro, compro, mas nem toda vez dá para comprar. Então converso e digo que não pode ser assim, no entanto mesmo assim eles não deixam de pedir. Então a frase muda para ‘Mãe, quando a senhora puder, compra...’”, debocha. Ela diz que apesar de ceder, às vezes, tenta colocar limites, impondo regras e mostrando o valor do dinheiro. “Tento mostrar que você precisa saber o real valor do que tem e do dinheiro, e que nada é dado de mão beijada”, resume.

Proximidade das festas de fim de ano - e do incentivo ao consumismo - deixa os pais em alerta para lidar com os constantes e exagerados pedidos dos filhos

Consumo exagerado sem freios

O insuperável poder do ‘não’

A administradora de empresa Rosângela Serrão, teve muitos problemas com os dois filhos, hoje com 17 e 19 anos. Dona de uma boa situação financeira, ela não se furtava a atender sempre todos os desejos consumistas dos meninos. “Tudo o que aparecia de novidade, eles queriam, e não eram coisas baratas. Perfumes, relógios, jogos, computadores e roupas de grifes famosas eram os pedidos frequentes”, recorda. Ela confessa que, às vezes, ficava receosa em atender, mas acabava cedendo aos apelos. “Eu sem-

A psicóloga Rochelle Moreira diz que o estabelecimento de limites para a criança é fundamental para que ela venha a se tornar um adulto emocionalmente equilibrado. E completa que isso se aplica em diversas ocasiões, não apenas no que diz respeito às compras. Segundo a profissional, é necessário dizer “não” à criança e frustrá-la de vez em quando, mesmo que os pais tenham um bom poder aquisitivo. Ela explica ainda que ter tudo o que quer e na hora que quer faz com que a criança não saiba valorizar o que ganhou, fazen-

pre cedia, sabe como é mãe, só que quando não dava para comprar, ficavam chateados. Isso acabou se tornando um grande problema quando me separei e as coisas mudaram de figura. Tivemos que ter várias conversas e chegar a um denominador comum”, diz. Na opinião dela, o fato de os filhos terem facilidade de ter o que desejavam, aliada a inúmeras propagandas, auxiliava para que eles se tornassem consumistas. “Realmente nunca soube administrar essa situação da forma correta”, admite.

do com que o significado da aquisição vai girar em torno apenas do “ter”, do “conseguir”, e nada mais. “Porque se os pais compram tudo o que a criança quer, ela vai saber que a resposta vai ser sempre sim e então vai achar que o mundo funciona dessa forma, ou seja, de acordo com o que ela quer. Isso gera adultos com extrema dificuldades em lidar com frustrações. Eles simplesmente não entendem porque o fulano foi escolhido para a vaga do emprego e não ele, e assim, a tendência a desenvolver depressão e ansiedade aumenta”, afirma.

Imposição Rochelle enfatiza que para os pais evitarem essa situação, basta impor limites aos filhos. “Façam-nos entender que não se pode ter tudo e que, muitas vezes, é preciso esperar ou lutar para conseguir o que quer. E que, mesmo assim, às vezes não vai acontecer. Isso vai produzir seres humanos com mais noção de como a realidade realmente funciona. E não importa o quanto ele faça birra ou chantagem emocional. Não ceda. Sustentar o ‘não’ é fundamental”, orienta.


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Dia a dia

Os heróis da res Organização não governamental e moradores lutam pela conscientização sobre a necessidade de preservação do meio ambiente na região do Tarumã, na Zona Oeste ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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o meio de tanta destruição trazida pelo progresso nesses 343 anos de Manaus, dos 1.017 igarapés identificados pelo Departamento de Gestão Territorial e Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), quatro pequenos cursos d’água “avisam” que ainda estão vivos no cenário de poluição tóxica do chorume proveniente do aterro sanitário, além das invasões humanas em áreas de mananciais, alagados e margens de rios e igarapés. Os “heróis da resistência” que seguem conservados são os igarapés do Mariano e Água Branca, no Tarumã, parte do igarapé do Gigante (que nasce na área do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes), e as nascentes do igarapé do Mindu, na Cidade de Deus, Zona Leste, segundo a Semmas. Os lagos e igarapés das bacias do Tarumã-Mirim e Tarumã-Açu, na Zona Oeste, estão sendo aterrados, assoreados, dragados e contaminados diariamente, demonstrando o avanço da destruição ambiental no ecossistema daquela área, de acordo com a organização não governamental (ONG) Mata Viva, responsável pela luta da preservação do lugar. Na parte mais urbanizada, o Tarumã já perdeu sete cachoeiras, milhares de nascentes,

cerca de 70% das florestas nativas, animais, insetos e quase todos os pequenos igarapés, mas no meio de tanta destruição ainda sobrevive o igarapé Água Branca. Além da ONG, todos os moradores da região entraram na luta pela sobrevivência do Água Branca, entre eles o jornalista e ambientalista Jó Fernandes Farah, que em meado de 1996 comprou uma propriedade no bairro Tarumã e, como os demais, também

Ironicamente, o aeroporto é o causador da destruição da Cachoeira Alta, pois de lá tiraram pedras para construírem a base da pista Jó Fernandes Farah, jornalista e ambientalista

chegou destruindo a floresta. “Resolvi sair da minha antiga casa no bairro Dom Pedro para tentar novos rumos no surgimento do Tarumã. As terras eram baratas, quase ninguém queria morar ali, e resolvi vir com a minha família”, conta. Logo após começar a destruir a floresta para a construção de sua casa, Jó observou as alterações que a destruição ocasionava ao ambiente. “Entre elas percebi que o igarapé existente em

frente a minha casa havia sido modificado, e comecei a observar e pesquisar sobre os igarapés e pude entender que em cada local onde as pessoas iriam chegando mais próximo, os cursos d’água estavam morrendo e desaparecendo, como no Centro. Foi quando resolvi mudar as minhas atitudes”, explica. Na primeira tentativa de mudar o que já havia feito, o ambientalista começou a reflorestar todo o pedaço que havia destruído no terreno onde construíra a sua casa. “Percebi o mal que havia feito, acompanhando o crescimento de cada árvore replantada, pois passaram mais de 10 anos e as árvores ainda são consideradas bebês”, informa. Com o reflorestamento do seu terreno, Jó começou a procurar as origens do igarapé da área desde a sua nascente e a trabalhar para que ele não tivesse o mesmo destino dos demais. Com as pesquisas, o jornalista descobriu que o Água Branca tem a sua nascente dentro das terras do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. “Ironicamente, o aeroporto é o causador da destruição da Cachoeira Alta, pois de lá retiraram em 1970 as pedras para construírem a base da pista do terminal aéreo, mas só após essa destruição começaram a preservação de uma área de floresta onde existem várias nascentes de igarapés, entre elas o Água Branca”, explica o especialista.

Os lagos e igarapés das bacias do Tarumã-Mirim e Tarumã-Açu estão sendo assoreados

Proteção das florestas primárias De acordo com Jó, o igarapé Água Branca é o único em área urbana que tem 100% das suas margens protegidas por florestas primárias. “Por isso é um igarapé 100% vivo e limpo, embora já receba poluição muito forte das águas que escorrem na avenida do Turismo e dos dejetos do condomínio Mediterrâneo e de alguns bares”, explica. Mesmo com toda essa situação, o Água Branca ainda é um igarapé vivo, reconhecido e monitorado

como balneário da cidade, segundo a Semmas. Em 2006 o jornalista resolveu criar um blog, onde diariamente posta os fatos relativos ao igarapé, utilizando a ferramenta como uma forma de monitoração do local. Desde 1996, ele e os moradores do local criaram a ONG, descobrindo que o igarapé Água Branca deságua no igarapé da Cachoeira Alta, colaborando com a oxigenação das águas poluídas. “Milhões de metros cúbicos do igara-

pé Água Branca deságuam todos os dias no igarapé da Cachoeira Alta, ajudando a limpar este último e também o Tarumã-Mirim, oxigenando e limpando as águas poluídas”, reforça Farah. “No blog, mostramos os animais que vivem e dependem desse igarapé, a flora no seu entorno e sua importância para a questão ambiental, representado pelo igapó do Tarumã-Mirim, que estão dentro do corredor ecológico da Amazônia central”, informa. Igarapés da região ainda estão “vivos”, mesmo recebendo poluição da área urbana ao redor


MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

C5 FOTOS: JOEL ROSA

sistência O jornalista Jó Farah faz parte da ONG Mata Viva, que luta pela revitalização do Tarumã

Última zona arborizada O Tarumã é a última zona ainda arborizada da cidade. De acordo com Jó Farah, outra preocupação está na preservação dos animais, pois a ausência de vegetação ocasiona o sumiço das espécies e ali as florestas continuam interligadas. Jó Farah batalha para a criação do parque ecológico, mas inicialmente é necessário que seja realizada a reestruturação tanto da Cachoeira Alta como da Cachoeira Baixa. “Para a construção do corredor ecológico, é necessário que retirem a curva da avenida do Turismo em cima da Cachoeira Alta, colocando-a em frente da cachoeira, como nos demais lugares que avistamos fora de Manaus, e transformar esse local em um parque tanto para área de visita quanto para prática de esportes e lazer”, afirma. Outro projeto pelo qual o ambientalista pretende lutar é a Escola Ambiental, cujo

objetivo maior é criar trilhas interligando toda a área ecológica para a visita de alunos ao local, mostrando-lhes um igarapé vivo. “Esse igarapé é bem ‘adotado’, e não deixaremos de lu-

PLANOS

Um dos projetos pela qual os ambientalistas lutam no Tarumã é a Escola Ambiental, cujo objetivo maior é criar trilhas interligando toda a área ecológica para a visita de alunos tar para sua melhoria, como também de todo o espaço verde da área do Tarumã. Estamos com os projetos prontos. Vamos aguardar se a nova gestão municipal, como prometido, irá revitalizar essa área”, finaliza Jó.

Igarapés da cidade contaminados De acordo com a diretora de Áreas Protegidas da Semmas, Socorro Monteiro, a maioria dos 1.017 igarapés existentes na cidade de Manaus está comprometida com a contaminação das suas águas. O fator principal de degradação foram as ocupações irregulares. O igarapé da Cachoeira Alta, no Tarumã, sofre com a degradação causada pelas invasões que deram origem a localidades como o bairro Campos Sales e todo o entorno. Não há, até o momento, um projeto para a revitalização desse igarapé, que demandaria a desocupação de uma extensa área ocupada.

Região do Tarumã, apesar das constantes agressões ambientais, ainda consegue resistir


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Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

Transexuais avançam na conquista de seus direitos Recentes decisões judiciais sobre mudança de nome e gênero apontam para a quebra de paradigmas contra o preconceito

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ecisões judiciais que acompanham as mudanças sociais, não são novidade no Tribunal de Justiça do Amazonas. Em 2003, Antônio Carlos* ingressou com uma ação de retificação, restauração ou suprimento do Registro Civil, ou seja, ele solicitou a alteração do nome e do sexo que figuravam em sua certidão de nascimento e outros documentos. Seria uma ação bem simples, caso não se tratasse de um tema polêmico, tanto social quanto juridicamente: a transexualidade. E foi dentro desse contexto que, em 17 de outubro de 2005, a juíza de Direito, à época uma das titulares da 3ª Vara de Família da Capital, Cleonice Fernandes de Menezes Trigueiro, sentenciou o processo, buscando embasar-se nas avaliações médicas e psicológicas do requerente, que queria ser chamado de Andréia*. “Esse tipo de julgamento acena para mudanças de paradigmas que já não cabem mais na atualidade. No mundo de hoje, não há mais lugar para preconceitos e alegações de desconhecimento sobre o assunto”, avaliou a magistrada, que julgou procedente o pedido de mudança de nome e sexo,

BATALHA

Segundo a juíza Cleonice Trigueiro, a luta dessa minoria de homens e mulheres que se veem desconectados emocional, psicológica e socialmente de sua estrutura física, é grande e esbarra em entraves determinando as devidas alterações em todos os documentos de Antônio Carlos. “O que a gente tenta é fazer justiça. Era visível, por todo o quadro, a angústia e sensação de ser “diferente”, de ser considerado uma aberração da natureza. Havia necessidade de adequar o nome e o gênero à verdadeira condição do requerente”, explica a magistrada. “Ele queria simplesmente viver em sociedade e ostentar a sua condição de mulher, mas para tanto, teria que obter a decisão judicial que lhe possibilitasse alterar o nome e o sexo em seu registro de nascimento de acordo com o gênero feminino, com o qual ele sempre se percebera, desde a mais tenra idade, pois, apesar de ter nascido com o sexo masculino, ele nunca se viu como homem. Enquanto julgador, a pessoa precisa se despir de quaisquer preconceitos, mormente para analisar esse tipo de matéria”, afirma Cleonice Trigueiro. Segundo a juíza de Direito, a luta dessa minoria de homens e mulheres que se veem desconectados emocional, psicológica e socialmente de sua estrutura física, é grande e esbarra em entraves religiosos, morais e sociais, sendo um campo no qual a sociedade ainda tem muito a evoluir. “Essa angústia o perseguia, principalmente depois da cirurgia”, explica a juíza. * Nomes trocados a fim de preservar a real identidade

MÁRIO OLIVEIRA

A juíza de Direito, Cleonice Trigueiro, buscou embasamento científico e estudos recentes sobre o novo sexo para sentenciar o processo em 17 de outubro de 2005

Decisão embasada em laudos Antes de proferir a sua sentença, a juíza Cleonice requisitou uma junta multidisciplinar, formada por um cirurgião, um psiquiatra, um endocrinologista e um psicólogo, que forneceram laudos e informações sobre a situação do requerente. “Em todas as decisões sobre a matéria se faz o acompanhamento, os exames prévios para chegar a uma decisão”, explica. Além disso, na petição inicial também havia sido juntado o psicodiagnóstico e parecer psicológico de quatro especialistas, além do exame de dois legistas do Instituto Médico Legal. “Busquei abranger a questão como um todo. Naquela época, tal como hoje, não havia previsão legal sobre a matéria e como também não havia muita jurisprudência a

respeito, levei em consideração o preceito da dignidade da pessoa humana, consagrado na Constituição Federal. Viver em harmonia consigo e livre de preconceitos é viver com dignidade”, explicou. Atualmente, as questões jurídicas não debatem somente o patrimônio, mas também o direito à personalidade, que são os atributos físicos, psíquicos e morais da pessoa em si e em suas projeções sociais, que são parte das inovações do Código Civil. Segundo a juíza Cleonice, é necessário que a sociedade comece a se preparar para esse novo gênero. “Ninguém vira gay ou transexual; já nasce assim. É uma contingência, não uma circunstância, por mais que ele ou ela queira forçar um comportamento

diferente”, declara. Antonio Carlos deixou de existir e optou por uma cirurgia de mudança de sexo em 2002, em um país da América Latina. Segundo narra o processo, pelo fato de sentir-se do sexo feminino desde a infância e ter alcançado a certeza da transexualidade em sua adolescência. A cirurgia teve como objetivo para Antonio Carlos superar os conflitos íntimos e passar a conviver normalmente em sociedade. Assim, a operação plástica de reatribuição sexual concorreu para “compatibilizar a estrutura morfofisiológica com a formação mental feminina”, mas no caso de Antonio e de muitos outros transexuais, a cirurgia serve apenas para amenizar parte do problema. DIVULGAÇÃO

Roberta Close é um dos símbolos de uma luta pelo reconhecimento oficial da mudança de gênero

Além das questões jurídicas O transexual amazonense esperou apenas dois anos. Sua ação foi julgada sete meses após a sentença que modificou o nome e o gênero nos documentos do caso mais emblemático do Brasil, Roberta Close, que lutou na Justiça por mais de dez anos pelo direito de ser reconhecida como mulher. Nascida Luís Roberto Gambine Moreira, a transexual brasileira mais famosa teve seu nome, bem como gênero, alterados em 10 de março de 2005. Mas as dificuldades dos transexuais amazonenses não esbarram apenas na questão jurídica, segundo a presidente da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas e Travestis (AAGLT), Bruna La Close. “Em 2005, era até complicado se ver uma travesti na rua de dia. Quando se pede uma mudança de nome então, a sorte é pegar alguém com uma cabeça mais aberta e que ajude a causa”, afirma, referindose às decisões judiciais que vêm sendo divulgadas. La Close explica que em vários segmentos da sociedade o preconceito está presente. “O transex passa por transtornos em várias situações no seu dia a dia. Na saúde, quando precisa apresentar um documento; e na educação, quando o debate é sobre sexualidade e é preciso enfrentar professores preconceituosos e despreparados sobre o assunto”, explica a presidente da AAGLT. Segundo La Close, há pessoas de 13 a15 anos de idade que já têm plena consciência de sua transexualidade. “É uma minoria que precisa

enfrentar o preconceito na escola e em casa, pois logo recebem apelidos depreciativos”, conta. A presidente da associação explica que muitos procuram esclarecimento na AAGLT quanto a mudança de nome e até sobre a cirurgia de mudança de gênero. Segundo ela, o setor público de Saúde no Amazonas ainda não está realizando procedimentos cirúrgicos para alteração de sexo. “Geralmente, elas vão para outros Estados ou países e realizam a cirurgia por conta própria e voltam para solicitar somente a mudança de nome”, conta. “Orientamos que eles busquem seus direitos na Justiça, apesar da lei ainda não estar adequada”, explica. Grande apoio As cirurgias de mudança de sexo passaram a ser legais no Brasil em 1997, a partir da aprovação da resolução 1.482/97 do Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizando, segundo determinados critérios, a realização da cirurgia de transgenitalização. Desde 2008, o procedimento pode ser realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em apenas 126 municípios brasileiros (2,3%) há políticas específicas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Eles são parte de uma das populações mais vulneráveis a violações de direitos humanos e buscam o reconhecimento de seus direitos civis, sociais e políticos.


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ARQUIVO EM TEMPO/MARCEL MOTA

Indígenas temem exploração turística Pós-doutora em Geografia publica tese sobre temores dos índios em relação à implantação do ecoturismo em suas terras na região do Alto Rio Negro MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO

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desunião causada pelo dinheiro, os conflitos culturais e a intervenção são os principais temores dos indígenas que impedem a implantação do ecoturismo dentro de suas terras na região do Alto Rio Negro. A conclusão faz parte da pesquisa de doutorado realizada pela pós-doutora em Geografia, Ivani Ferreira de Faria, que resultou no livro “Ecoturismo Indígena – Território, Sustentabilidade, Multiculturalismo” lançado no último dia 7 em São Paulo e com previsão de lançamento em Manaus em fevereiro de 2013. Para entender o posicionamento das comunidades indígenas, a professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ressalta que é preciso conhecer os termos principais: turismo e ecoturismo. Ivani explica que o turismo é um fenômeno social feito por pessoas com o objetivo de lazer e recreação, e não trabalho. “Caso contrário, isso não é turismo, mas para que ele exista é preciso haver atividades econômicas. Discordo que ele seja só uma atividade econômica, antes disso é um

fenômeno social”. Já o ecoturismo é um segmento dentro do turismo que envolve atrativos culturais e naturais, promovendo bem-estar da comunidade envolvida, sem causar impactos ao território e acima de tudo tem que estar a serviço da comunidade. “Não consigo conceber o ecoturismo, seja dentro ou fora das terras indígenas, sem participação efetiva da comunidade. Quando digo envolvimento, não digo dar emprego de camareira ou canoeiro, é envolvimento desde o início: pensar o turismo, planejar e executar”. A professora diz que muitas pessoas tentam classificar o ecoturismo como um turismo de natureza ou, até mesmo, turismo ecológico, o que não é considerado por ela. Ivani destaca que não pode ser de natureza, pois para que haja o ecoturismo é preciso haver atrativos culturais. Se não tiver envolvimento, não é ecoturismo, este seria uma terceira linha. Logo seriam três bases para o turismo: natureza, cultura e ecoturismo. Seletivo O ecoturismo não pode envolver muitas pessoas, logo não pode ser de massa, precisa ser

seletivo. No caso das comunidades, não é a questão pessoal que prevalece, mas sim o coletivo. “A comunidade toda precisa estar envolvida e tudo tem que haver divisão. Se alguns ganham e outros não, isso resulta nos conflitos que vemos por aí”. E foi essa questão que foi vivida na prática pela pesquisadora. Ivani conta que nas comunidades do Alto Rio Negro, quando se começou a discutir o ecoturismo, em meados de 2004, os próprios moradores, ao serem questionados qual era o maior temor do turismo nas terras, afirmavam: a desunião por causa do dinheiro. Para a pesquisadora, eles já tinham essa noção e são cientes de que se tiver uma atividade econômica, e os bens que dela vierem não forem bem distribuídos, poderá haver desunião das comunidades, além de outros conflitos. “Eles disseram que não queriam trabalhar com o turismo agora, e que quando tiverem preparados eles vão fazer. A beleza cênica desses locais é incrível, o patrimônio cultural é enorme, mas eles falaram não”, conta a professora ressaltando que nas terras indígenas se tiver haver atividades, que seja o ecoturismo e não o turismo de natureza.

Comunidades do Alto Rio Negro No primeiro momento da pesquisa de Ivana, no Alto Rio Negro, os moradores das comunidades situadas em terras indígenas afirmaram que não queriam trabalhar como ecoturismo naquele momento. Hoje, no Amazonas, nenhuma comunidade realiza na prática o ecoturismo, com exceção de algumas famílias isoladas, como as que moram na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé (que não compreende a uma terra indígena). Em São Gabriel da Cachoeira, foi iniciado um projeto piloto, para que a comunidade pudesse conhecer. “Ali há quatro comunidades e já existia um certo tipo de visitação que chamamos de clandestino. Havia até uma certa exploração dos guias quando levavam as pessoas para lá”. A primeira coisa que os comunitários fizeram

foi limitar o acesso à comunidade e definiram os dias, horários e o que a comunidade deveria mostrar. “Eles que preparam a comunidade, e em uma dessas comunidades eles disseram que não queriam ninguém invadindo as casas, e sim teria um dia para recebê-los. O objetivo era mostrar como os indígenas vivem, levando turistas para pescar, comer comidas típicas, eles pensavam num turismo bom para eles”. Desde 2004, até hoje, não tem se falado em ecoturismo nessas comunidades. A única que está sendo discutida agora é pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), o ecoturismo no pico da Neblina. “Mas isso vai depender dos yanomâmis, porque o Parque Nacional Pico da Neblina foi fechado em 2002 exatamente por causa de uma denúncia de turista dentro do parque”.

Legislação é contraditória, diz professora Segundo Ivani Ferreira de Faria, a própria legislação é “um pouco contraditória” em relação às terras indígenas. Se por um lado a Constituição brasileira, em seu artigo 231, diz que os povos indígenas têm autonomia sobre suas terras, ainda existe o que chamamos de Estatuto do Índio, que é de 1973 e nunca foi mudado, que proíbe a entrada de pessoas não índias nas terras. “Isso cria um conflito da própria atividade. Mas a última notícia é que a Funai estava tentando fazer um parecer para regulamentar a atividade dentro das terras indígenas”. Segundo a pesquisadora, os estrangeiros sãos os principais interessados em fazer o ecoturismo em terras indígenas.


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MANAUS, DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2012

Mutirão de Cidadania vai mobilizar a Melhor Idade

SOLIDARIEDADE

Campanha arrecada leite para ajudar Casa Vhida

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Fundação Dr. Thomas realizará nos dias 29 e 30 deste mês, no Parque Municipal do Idoso, o 2º Mutirão de Cidadania, com palestras, oficinas e serviços sociais e de saúde. O público alvo é composto por idosos, coordenadores de grupos de idosos, profissionais e estudantes, devendo alcançar um público de 2 mil pessoas em cada dia. Segundo a diretora-presidente da FDT, Martha Cruz, o primeiro mutirão foi realizado em 2011 com os serviços direcionados para os residentes na instituição. “Tivemos uma resposta muito positiva. Este ano resolvemos estender as atividades para os idosos de toda a cidade. Durante o evento, também estaremos comemorando os dez anos do Parque do Idoso”, disse Martha. No dia 29, pela manhã, no auditório do Parque do Idoso, haverá palestras sobre as instituições de longa permanência, com a presença do médico geriatra Renato Maia Guimarães, um dos mais renomados do Brasil. Participará ainda da palestra a promotora de Justiça Delisa Ferreira, que vai debater o papel do Ministério Público frente às instituições de longa permanência. As inscrições para a manhã de palestras foram enviadas

para as secretarias municipais, universidades e órgãos que atuam na área do idoso. Para se increver, basta doar um quilo de feijão ou de leite em pó, que serão destinados aos residentes da Fundação Dr. Thomas. Pela tarde, os idosos poderão participar da oficina de sucos, chás e suplementos com a nutricionista Maria Alice Albuquerque; e da oficina de Memória, com as psicólogas Anakena Carolina Branco e Isa Manuela Caminha. No dia 30, os idosos terão gratuitamente serviços sociais e de saúde, como emis-

RETORNO

O Mutirão de Cidadania teve resposta positiva em sua primeira edição, no ano passado, com serviços direcionados para os residentes da Fundação Doutor Thomas, segundo a organização são de documentos, cadastro no Bolsa-Família, aferição de pressão, glicemia e atendimentos médicos. O evento será encerrado com tarde dançante especial para comemorar os 10 anos do Parque Municipal do Idoso.

MÁRCIO JAMES/SEMCOM

Voltado principalmente para idosos, programa pretende alcançar 4 mil pessoas em dois dias de realização, com palestras, oficinas e serviços sociais e de saúde

A Melhor Idade será o principal público-alvo do mutirão

Programação do evento Dia 29/11 9h - Palestra Magna “Instituições de Longa Permanência”, com o médico geriatra Renato Maia Guimarães. 10h15 - Palestra “Atividades desenvolvidas pela Fundação Dr. Thomas”. 10h45 - Palestra “Ministério Público x Instituições de Longa Permanência”, com a promotora de Justiça Delisa Olívia Vieiralves Ferreira. 14h30 - Oficina de sucos, chás e suplementos nutricionais, com a nutricionista Maria Alice Castro de Albuquerque. 15h - Oficina da Memória com as psicólogas Anakena

Carolina M.C. Branco e Isa Manuela Pereira Caminha. Dia 30/11 - 8h às 17h Serviços Sociais: emissão de documentos, cadastro no Bolsa-Família, orientações previdenciárias, serviços cartorários, serviços de saúde, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e consultas médicas com clínico geral, oftalmologista, dermatologista, odontólogo, fisioterapeuta, nutricionista, além de exames nas Carretas da Mulher. Informações: 8842-7269 e 3236-9629

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 18ª Região (Creci-AM/RR) finaliza no próximo dia 28 de novembro mais uma campanha social de arrecadação de leite para as crianças da Casa Vhida, com a realização do Corre$how 2012. O evento - também comemorativo ao cinquentenário da regulamentação da profissão de corretor - vai acontecer nos salões do Diamond Convention Center (avenida do Turismo), com início às 19h, e além de associados locais, vai contar com a participação de representantes dos Crecis de todo o país. “Já confirmamos inclusive o nome do presidente do Conselho Federal e Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis – sistema Confeci/Creci – João Teodoro da Silva, que na ocasião fará um anúncio, em âmbito nacional, sobre essa ação social que fazemos em prol das crianças com HIV”, adianta o presidente do Creci-AM/ RR, Paschoal Guilherme do Nascimento Rodrigues. Conforme ele, a campanha para ajudar a Casa Vhida começou em 2009, quando foram arrecadadas 1.200 unidades de latas de leite. No ano seguinte (2010), porém, esse número saltou para 14 mil latas, e em 2011 chegou ao montante de mais de 32

mil unidades, demonstrando uma aceitação muito grande tanto por parte dos corretores associados ao Creci-AM/ RR, como das imobiliárias, construtoras e incorporadoras do setor de construção, que cada vez mais se engajam na ação solidária. Rifa Para este ano, a novidade do Corre$how é a rifa de uma Harley Davidson modelo XL 883R, doada pelo Creci/AM/RR, e cuja renda será toda repassada à Casa Vhida. “Todas as pessoas e não só os associados ao Creci - podem ajudar. Basta adquirir a rifa, que está sendo vendida ao preço de R$ 25”, frisa Paschoal Rodrigues. “Ganhamos essa moto num sorteio realizado em agosto, durante as comemorações pelo Dia do Corretor e cinquentenário da profissão, em Brasília. Por isso resolvemos rifá-la para ajudar a Casa Vhida”, explica o presidente, lembrando que toda a delegação regional concordou previamente em abrir mão do prêmio, caso ganhasse, para ajudar a instituição. “Deus nos abençoou e fomos os sorteados, daí nossa alegria em fazer essa rifa”, acrescenta Paschoal Rodrigues. Os interessados em adquirir podem ligar para o telefone 3584-5353.


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Luiz Melodia planeja novo disco para o próximo ano O músico brasileiro afirma que está ansioso para voltar a Manaus e apresentar seus sucessos, no Teatro Direcional DIVULGAÇÃO

SERVIÇO SHOW DE LUIZ MELODIA NO TEATRO DIRECIONAL Quando: Dias 1º e 2 de dezembro (sábado e domingo), às 21h e às 20h, respectivamente Onde: Teatro Direcional (Manauara Shopping) Quanto: R$ 20 (inteira)

GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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ucessos de ontem, arranjos de hoje. Essa é a tônica da apresentação dupla que o cantor e compositor carioca Luiz Melodia traz a Manaus, nos próximos dias 1º e 2 de dezembro, no palco do Teatro Direcional. A performance conta, ainda, com o show de abertura do cantor local Zezinho Corrêa. O músico conversou com o EM TEMPO, por telefone, sobre expectativas e novidades para a carreira. Embora tenha dividido seu tempo com shows em formatos diferenciados pelo país e exterior, Luiz Melodia afirma que não há uma proposta como a predileta. “Cada formato tem suas características. Como gosto muito do que faço, para mim todos são bons, voz e violão, banda ou quarteto”, diz. Melodia apresenta em Ma-

naus uma seleção de sucessos de quase 40 anos de carreira consolidada nacionalmente, com sua voz e apenas acompanhado de dois violões, o próprio e do músico Renato Piau, com quem apresenta suas músicas repaginadas, adaptadas para o formato acústico. “É um show intimista que venho apresentando pelo país, no qual canto meus clássicos, como “Estácio Holly Estácio”, que é inevitável cantar, porque sempre pedem e também porque gosto de cantar. Mas os arranjos, ao longo da minha história, são sempre diferentes. Desta vez, será com dois violões, mas a expectativa é bem agradável, porque tem a coisa da interação com o público, que acaba ficando mais próximo”, afirma o cantor. Sobre voltar à capital amazonense, Luiz Melodia lembra que faz tempo que não pisa em Manaus e aguarda com ansiedade o retorno para mosDIVULGAÇÃO

trar o novo show. “A última vez que me apresentei aí foi muito bacana, há alguns anos, também foi em formato voz e violão, mas com acompanhamento de um contrabaixista, também. De fato, embora eu tenha viajado pouco para o Amazonas, tenho uma impressão muito boa do local e do público”, comenta. Envolvimento Antes de ser um profissional da música, Luiz Melodia praticamente teve o envolvimento com a arte desde o berço. Fã e admirador do próprio pai, Oswaldo Melodia, o músico costumava ouvir e acompanhá-lo em diversas ocasiões. “O envolvimento musical entre nós sempre esteve presente”, lembra. O show do cantor Luiz Melodia faz parte do projeto MPB Petrobras, que está comemorando 15 anos de atividades e tem patrocínio exclusivo da empresa estatal.

‘O Brasil é íntegro no que faz’ EM TEMPO – O que você pensa sobre a música brasileira contemporânea? Luiz Melodia – O Brasil é muito íntegro no que faz. Embora tenha muita coisa na mídia que não é do meu agrado musical, a gente tem uma nata musical que não está na mídia. Acredito que o Brasil, ainda mais com o avanço das tecnologias que nos aproxima do exterior, está viajando mais com seus artistas. Por exemplo, fiz uma turnê muito bacana pela Europa (em julho deste ano), onde as pessoas sabiam do meu trabalho. O Brasil é rico musicalmente, agora o que está na mídia não tem essa consistência toda.

EM TEMPO – O que ficou dessa experiência na Europa? LM – Passei por locais como Paris, Suíça, Genebra, Hamburgo, Portugal e Dinamarca, por exemplo. Foi espetacular. No exterior, sobretudo nos shows, tem muito brasileiro carente de música brasileira, de música boa. É bacana sentir essa mistura dos públicos. O estrangeiro também tem referência de nossa cultura. Quando você sobe ao palco, eles estão tão vibrantes quanto o brasileiro, porque estão sabendo o que está rolando, por meio dessa globalização pela internet, pelas outras pessoas etc.

EM TEMPO – O que está previsto de novidade para a carreira? LM – Estou há algum tempo sem gravar, uns 4 anos sem ir ao estúdio. Espero que em 2013 eu conclua um disco novo. Tenho algumas músicas feitas, outras terminando, mas tudo caminhando com tranquilidade. Não sei ainda se vou fazer algum lançamento pela internet, mesmo porque tudo pode mudar de uma hora para outra. Posso até me favorecer disso, inclusive porque meu filho vai gravar comigo, e ele é mais ligado ao hip-hop e essas misturas de influências, talvez, requeiram uma integração de novas tecnologias. Não dá para adiantar muito ainda.

HOJE

Mestre do charango faz show

Sílvio Camaleão se apresenta na Tacacaria Parintins, hoje

Um dos mais cultuados compositores de Parintins e figura carimbada no circuito de toadas da festa amazônica, o compositor, músico, arranjador e poeta Silvio Camaleão se apresenta hoje, a partir das 19h, no palco da Tacacaria Parintins, localizada no CSU do Parque 10 de Novembro. O evento é livre e não há cobrança de couvert artístico. Silvio, que é o responsável pela introdução do charango, instrumento de cordas andino que tão bem se adaptou à musicalidade dos bumbás, é a principal atração da “Noi-

te Parintinense”, orquestrada pela direção da casa. Segundo Bruna Iannuzzi, sócia do empreendimento, a noite é dedicada a tudo que mais representa Parintins e seu alegre povo criativo. “Vamos tocar as belas toadas do cancioneiro parintinense, apresentando toadas antigas que estão na memória emocional de quem gosta de Parintins”, observa. “Para isso, nada melhor que convidar um artista como o Silvio, que compõe, toca e canta Parintins”, destaca. ‘Mestre’ Responsável por um dos de-

graus de evolução das todas de Parintins, Silvio Camaleão, ainda no final da década de 1980 apresentou aos músicos daquela época a sonoridade de um instrumento feito de cordas de náilon e casco de tatu. O charango, exótico na aparência e com um som inconfundível agudo e dissonante logo chegou para somar e tornar as toadas dos bois de Parintins mais melodiosas. “Isso foi na década de 1980 e desde lá o charango nunca mais deixou de ser usado nas gravações do bois Garantido e Caprichoso”, recordou o mestre.

Para o show na tacacaria, Silvio pretende levar um set list bem tradicional. “Só vou levar toadas velhas, de ‘Anunciei Boi na Cidade’, do Garantido, a ‘Sejam BemVindos os Visitantes’, do Caprichoso, e por aí vai”, destaca Silvio. Acompanhado por Keandro Tavares no violão e Arley Vieira também no charango e flautas, Silvio Camaleão contará com a participação de compositores que cantarão clássicos, como Artiosto Braga. “Esta noite será um encontro dos amigos e admiradores de Parintins”, finalizou.


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‘A Escrita da Luz’ preserva sua memória com catálogo O livro, criado em comemoração aos 6 anos de existência do projeto, conta com imagens de fotógrafos e oficinas MÁRIO OLIVEIRA

GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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grupo de fotógrafos, profissionais ou não, autointitulado “A Escrita da Luz” anuncia lançamento do catálogo comemorativo de 6 anos de atividade para o dia 9 de dezembro, no Palácio Rio Negro. O álbum seria apresentado fisicamente somente em 2013, mas foi antecipado o lançamento, que traz uma espécie de memória de sua história até o momento e apresenta imagens produzidas por dezenas de apaixonados pela fotografia, selecionadas durante semanas. Ao todo, 32 pessoas tiveram suas fotografias escolhidas para compor o catálogo. Os interessados puderam enviar o material para apreciação da organização do catálogo durante pouco mais de um mês. Dentre os que foram selecionados estão nomes como Luana Zau, Paulo Neves, Edson Paiva, Kênia Vartan, Maria Augusta e Amarildo Oliveira, por exemplo. “Trata-se de um material com muita informação sobre o que realizamos até hoje e fotografias produzidas por colegas profissionais e estudantes da área, também”, comenta um dos fundadores do grupo, Alexandre Fonseca. Segundo a fotógrafa Ione Moreno, cofundadora do grupo e integrante da equipe do EM TEMPO, inicialmente se-

rão distribuídas algo em torno de 200 cópias do álbum. “Não é um produto para comercialização e estamos estudando a viabilidade de novas tiragens, sim”, diz. O catálogo apresenta, também, um mosaico reunindo os fotógrafos atuantes no grupo, incluindo os que

EXEMPLAR

Em comemoração aos 6 anos de existência do projeto “A Escrita da Luz”, será lançado no próximo dia 9 de dezembro, no Palácio Rio Negro, um catálogo com diversas fotografias profissionais Entre as imagens usadas e que estarão no catálogo comemorativo do projeto está a do fotógrafo amazonense Mário Oliveira DIVULGAÇÃO

tiveram suas fotos selecionadas para o material. O catálogo foi nomeado de “A Escrita da Luz – dos seis aos seis anos”, título que homenageia as seis pessoas que começaram o projeto. O grupo foi fundado em 2006, em parceria com Alberto Cesar Araújo (subeditor de fotografia do EM TEMPO), Raphael Alves, Iago Fonseca e William Nardin. “A Escrita da Luz” é considerado pioneiro na realização de eventos como palestras, exposições coletivas e individuais, ações utilizando a fotografia como ferramenta de inclusão social, além de intercâmbios com fotógrafos nacionais e internacionais no Amazonas.

INTERNACIONAL

DIVULGAÇÃO

Ronnie Wood afirma que os ensaios têm provocado cansaço

Ritmo cansativo O músico admitiu também que o ritmo dos ensaios o deixa um pouco cansado. “É intenso, mas fazemos isso as pessoas gastaram muito

A fotógrafa do EM TEMPO, Ione Moreno, que também faz parte do grupo “A Escrita da Luz”, esteve presente como dirigente de uma oficina sobre fotojornalismo, que faz parte da programação do 7º Congresso de Estudos da Comunicação, da Faculdade Boas Novas. A oficina foi realizada ontem, das 8h às 12h, no anexo 3 da própria instituição (no complexo Canaã, em frente à

Universidade Federal do Amazonas - Ufam). “Mostrei a importância do fotojornalismo como forma de levar as pessoas a refletirem sobre sua realidade, além de apontar os principais recursos para a produção de uma boa fotografia, como, luz, momento, técnicas e equipamento. Além disso, tive a oportunidade de apresentar fotos feitas em pautas diárias do jornal, também”, adianta.

O projeto “A Escrita da Luz” conta com profissionais locais

LIVRO

Rolling Stones não definiu repertório para show, hoje

Os Rolling Stones ainda não definiram a sequência de músicas do primeiro show da turnê “50 & Counting” - a primeira da banda cinquentona depois de 5 anos - hoje, na O2 Arena, em Londres. “Temos pensando muito sobre o set list, mas para ser honesto ainda não o finalizamos. Você esquece como isso é difícil”, disse o guitarrista Ronnie Wood ao site “Evening Standard”.

Oficina para mostrar técnicas

dinheiro nos ingressos e nós temos que fazer o melhor.” Bill Wyman e Mick Taylor voltarão a se unir a Mick Jagger, Keith Richard, Ronnie Wood e Charlie Watts nesse primeiro show da turnê comemorativa dos Rolling Stones. Será a primeira vez em 20 anos que os ex-integrantes tocarão com a banda. Wyman, primeiro baixista do grupo até 1992, e Taylor, segundo guitarrista que chegou aos Stones em 1969 para substituir o demitido Brian Jones (que pouco depois morreria) e que deixou a banda em 1974, saíram por motivos bem diferentes.

Detalhes sobre a revista ‘Manchete’ Corria o ano de 1955 quando um repórter iniciante da revista “Manchete Esportiva” tomou uma atitude ousada: pediu ao todo-poderoso Adolpho Bloch, dono à época de amizades influentes e de um conglomerado de comunicação, que fosse seu fiador em um apartamento que iria alugar. Mesmo sendo um desconhecido para o dono da editora, o jovem funcionário conseguiu o avalista, que fez uma ressalva: “Se você não pagar (o aluguel em dia), corto seus ovos, hein!”. Quase 60 anos depois, a história é uma das muitas contadas por Arnaldo Niskier, hoje membro da Academia Brasileira de Letras, no livro “Memórias de um Sobrevivente - A Verdadeira História da Ascensão e Queda da Manchete”. Niskier dedica o livro aos 1.800 funcionários das empresas Bloch que, em 2000, tiveram suas atividades “abruptamente encerradas” por conta de um pedido de falência do grupo feito à Justiça. O grupo Bloch publicava as revistas “Manchete”, “Fatos e Fotos”, “Ele & Ela”, “Amiga” e “Desfile”. Além da editora, faziam parte da organização gráficas, emissoras de rádio e uma rede de TV. O escritor e jornalista acompanhou de perto o auge e o declínio do grupo de comunicação criado por Adolpho Bloch, judeu de origem russa que deixou seu país após a

Revolução de 1917 e desembarcou no Rio em 1922. “O Adolpho foi o maior brasileiro nascido na Rússia. Ele era um patriota, que amava o Brasil”, elogia o autor, que trabalhou por 37 anos nas publicações da editora. Começou como repórter e chegou à direção da revista “Manchete”. Auge No auge, entre os anos 1970 e 1980, a revista “Manchete”, principal publicação

OBRA

Quase 60 anos após seus fechamento, a revista “Manchete” ganha obra assinada por Arnaldo Niskier. No livro ele conta todos os detalhes sobre o apogeu e a falência da empresa

do grupo, chegou a atingir uma tiragem semanal de 350 mil exemplares. Suas edições especiais de Carnaval, repletas de fotos dos bailes e desfiles do Rio, esgotavam em poucas horas. Niskier conta que a editora acumulava US$ 25 milhões em caixa até que Bloch decidiu investir em uma emissora de TV. “Foi o grande erro dele”, avalia. “Apenas com a aquisição de filmes, gastou US$ 16 milhões.”

‘Pantanal’ foi um dos acertos A Rede Manchete foi inaugurada em junho de 1983, iniciando a partir daí uma trajetória com alguns acertos, como a novela “Pantanal” (1990), e muitos programas de baixa audiência. Em 1999, a concessão da emissora foi vendida para o empresário Amílcare Dallevo, que fundou com Marcelo de Carvalho a RedeTV!. A troca de comando também marcou o início de uma disputa judicial para decidir se

os novos donos herdariam as dívidas da emissora. Bloch morreu em novembro de 1995, antes de seu império chegar ao fim. Pressionado pelas contas a pagar após lançar a TV, ele desconcertava seus interlocutores com algumas de suas frases características, como “Ouço todo mundo, mas só faço o que quero” e “O dinheiro é uma simples questão de contabilidade”. Por Fabio Brisolla REPRODUÇÃO

Arnaldo Niskier conta detalhes sobre a revista “Manchete”


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Eliana Printes faz show em ritmo de fim de ano

A cantora amazonense volta a sua cidade natal com apresentação intimista, onde mostrará canções inéditas e hits FERNANDO SCHUBACH/DIVULGAÇÃO

VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

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adicada há 14 anos no Rio de Janeiro, a cantora e compositora amazonense Eliana Printes volta a Manaus no próximo dia 14, quando sobe ao palco do Teatro Direcional para fazer um show que ela resume como uma “confraternização de fim de ano”. A apresentação, inserida dentro da turnê “Cinema Guarany”, seu mais recente trabalho, lançado em 2011, irá contar também com os maiores sucessos da carreira e algumas canções ainda inéditas. “Vai ser uma celebração por este ano proveitoso na minha carreira e quero dividir isso com o público manauense”, adianta Eliana. Longe dos palcos locais há pouco tempo (sua última apresentação na cidade foi no último mês de maio, durante a Virada Cultural, que ela recorda como sendo “inesquecível e emocionante”), Eliana deseja fazer de seu próximo show algo intimista. “Quero ficar bem próxima das pessoas, cantar junto e renovar as forças para um novo ano de trabalho”, comenta, visivelmente já contagiada pelo clima de fim de ano. No repertório, figurarão músicas que mais se

destacaram nas rádios brasileiras ao longo dos anos e as preferidas do público, assim como canções do CD recente e outras ainda nem gravadas, mas já finalizadas. O “Cinema Guarany”, sétimo disco de sua carreira, se diferencia pela formação acústica e pela forma como foi gravado, somente com três músicos (piano acústico, baixo e bateria), como a cantora frisa, e é neste formato que Eliana desembarca na capital amazonense no próximo mês. “Me sinto muito feliz quando subo ao palco na minha cidade natal. Para mim é sempre uma grande emoção cantar na cidade onde nasci”, afirma, com sua simpatia habitual. O álbum é, também, uma homenagem ao Cine Theatro Guarany, antigo cinema da rua onde morava em Manaus. Há 14 anos residindo na capital carioca, mudança motivada principalmente em função de sua carreira, Eliana diz que “precisava ficar mais próxima da gravadora para desenvolver melhor meu trabalho”. “Aqui é como se fosse um centro e organizo minha agenda com a ajuda de um escritório, para poder levar meus shows para um número maior de pessoas por todo o Brasil”, completa.

‘A carreira é sempre uma continuação’ O ano de 2011 foi ótimo para Eliana Printes, que chegou a se apresentar por várias cidades da Europa. Como ela avalia, então, 2012? “Acredito que a carreira é sempre uma continuação daquilo que fazemos ou deixamos de fazer”. “Todo o trabalho feito em um ano reflete no ano seguinte”, acrescenta a cantora. Neste ano, ela deu continuidade ao lançamento do “Cinema Guarany”. Para 2013, Eliana revela: tem disco novo saindo do forno. “No momento já estou em estúdio no Rio de Janeiro e pretendo lançar (este novo trabalho) logo no início do ano, para voltar com agenda de shows com uma nova turnê logo após o Carnaval”, revela. A cantora amazonense Eliana Printes estará em Manaus para apresentação no estilo intimista

REPRODUÇÃO

DIVERSÃO

Premiados do Emmy em DVD

A atriz Luana Piovani é uma das protagonistas da série televisiva “A Mulher Invisível”

Uma semana depois de receber o Grammy Latino por “Melhor Álbum de MPB” pelo DVD “Ivete, Gil e Caetano”, a Globo Marcas comemora mais dois importantes feitos internacionais. A novela “O Astro” e a série “Mulher Invisível” da Rede Globo foram premiadas nas categorias “Melhor Novela” e “Melhor Comédia”, respectivamente, na 40ª edição do International Emmy Awards, a mais importante premiação mundial de TV. Quem não teve oportunidade de acompanhar os programas na Rede Globo ou já sente saudades das histórias, pode conferi-las em DVD. Protagonizada por Rodrigo Lombardi como o sedutor Herculano Quintanilha, “O Astro”, que inaugurou a faixa das 23h na Rede Globo, ganhou versão em DVD com todos os capítulos na íntegra distribuídos em 12 discos. Ao todo, são 35 horas de conteúdo que incluem cenas de bastidores

e depoimentos de Rodrigo Lombardi, Francisco Cuoco, do diretor de núcleo Roberto Talma e do diretor-geral Mauro Mendonça Filho. A releitura da obra de Janete Clair foi feita por Alcides Nogueira e

À VENDA

Os DVDs da novela “O Astro” e da série “A Mulher Invisível”, ambos vencedores da 40ª edição do International Emmy Awards, já podem ser encontrados à venda no site da Globo Marcas Geraldo Carneiro. Já a série “A Mulher Invisível”, estrelada pelos atores Selton Mello (Pedro), Débora Falabella (Clarisse) e Luana Piovani (Amanda), conta a história de um típico casal apaixonado aprendendo a

lidar com a rotina. Após o encantador período do início de relacionamento, surge Amanda, uma mulher imaginária que acompanha Pedro, e consequentemente Clarisse, nos seus desejos mais improváveis, quase uma versão feminina de si mesmo. O DVD da série traz cinco episódios e making of com os bastidores das gravações. “A Mulher Invisível” tem direção-geral de Claudio Torres e texto de Guel Arraes, Leandro Assis, Claudio Torres e Mauro Wilson, que também assina a redação final do seriado. Os DVDs “O Astro”, “A Mulher Invisível” e “Ivete, Gil e Caetano” estão à venda no Portal Globo Marcas (www.globomarcas.com), pelos telefones (21) 2125-7025 (todo o Brasil), (11) 2196-7025 (São Paulo) e em lojas especializadas. Preços sugeridos: R$ 159,90 (“O Astro”), R$ 31,90 (“A Mulher Invisível”) e R$ 39,90 (“Ivete, Gil e Caetano”).


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Programação da TV

DIVULGAÇÃO

GLOBO

RECORD

4:45 Santa Missa em Seu Lar 5:45 Sagrado: Compacto 5:55 Amazônia Rural 6:25 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:05 Globo Rural 8:05 Auto Esporte 8:38 Esporte Espetacular 11:30 Temperatura Máxima 13:53 The Voice Brasil 15:17 Domingão do Faustão 19:30 Fantástico 21:50 Domingo Maior 0:05 Sessão de Gala 1:48 Corujão Zeca Camargo é um dos apresentadores do “Fantástico”, hoje

3:15 Sob Medida

4:45 Bíblia Em Foco 5:00 Nosso Tempo 5:30 Desenhos Bíblicos 7:00 Voto na Record – Local 11:15 Tudo É Possível 14:00 Top Model – HD 15:00 Programa do Gugu 19:30 Domingo Espetacular – HD 22:15 Repórter Record 23:15 Série – Todo Mundo Odeia o Chris 0:15 Programação IURD

SBT 5:00 Aventura Selvagem – Reprise 5:30 Pesca Alternativa 6:30 Brasil Caminhoneiro 7:00 A Grande Ideia 7:30 Vrum 8:00 Programa da Manazinha – Local 8:30 Chaves 9:00 Sorteio Amazonas da Sorte – Local 10:00 Domingo Legal

4:00 Festival de Desenhos

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ

Cinema PRÉ-ESTREIA

TV CULTURA

14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:40 Sorteio da Telesena

REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça – Local 7:30 Igreja Internacional da Graça – Local 8:55 Break obrigatório 9:00 TV Shopping Manaus – Local 10:00 Show de Ofertas da Cidade – Local 10:30 TV Kids – Local 11:00 Igreja Internacional da Graça – Local 12:00 Fique Ligado – Local 13:00 TV Kids – Local 14:00 Encircuito – Local (Reprise) 15:30 Amazonas Mix – Local 16:00 Break obrigatório 16:05 TV Kids 16:45 Ritmo Brasil 17:20 O Último Passageiro 18:40 Super Bull Brasil 19:40 Star Trek 21:00 TV Shopping Manaus – Local (Reprise) 22:00 Cine Total 23:30 Dr. Hollywood 0:15 É Notícia 1:15 Bola na Rede 1:45 Igreja Internacional da Graça – Local

5:55 Abertura da Emissora/Hino Nacional 6:00 Via Legal 6:30 Brasil Eleitor 7:00 Palavras da Vida 8:00 Santa Missa 9:00 Viola, Minha Viola 9:30 Nova Amazônia – Local 10:00 Escola Pra Cachorro 10:15 Meu Amigaozão 10:30 Turma do Pererê 11:00 ABZ do Ziraldo 11:30 Anima TV Tromba Trem 11:45 Anima TV Carrapatos e Catapultas 12:00 Turma do Pererê 13:00 Dango Balango 13:30 TV Piá 14:00 Stadium 15:00 Os Protetores do Planeta 16:00 Ver TV 17:00 De Lá, Pra Cá 17:30 Cara e Coroa 18:00 Papo de Mãe 19:00 Conexão 20:00 Esportvisão 21:30 MPTV – Local (Reprise) 22:00 Roda Viva Amazonas – Local (Reprise) 23:00 Doc Especial 0:00 Encerramento da Emissora/Hino Nacional

Cruzadinhas REPRODUÇÃO

ÁRIES - 21/3 a 19/4 Um dia positivo para vislumbrar bons caminhos para o futuro. Os estudos e a atividade mental estão particularmente favorecidos. As viagens abrem-se para novos horizontes. TOURO - 20/4 a 20/5 Sol e Urano estimulam a superação de antigas dificuldades pessoais, fazendo você se renovar. Vênus e Urano indicam que você deve teimar menos na relação amorosa. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Aceite o ritmo mais rápido que certas relações propõem. Assim, você poderá ingressar em novos ambientes e participações, capazes de renovar o alento de sua vida. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Trabalhe mais que de costume, enfronhe-se nas relações de trabalho sem se prender a velhos ditames nem a elos que ficaram para trás. É tempo de se abrir a um mundo novo. LEÃO - 23/7 a 22/8 No amor, suas esperanças se renovam. Mas não basta viver de intenções, é preciso partir em busca de novas experiências amorosas. Momento criativo para assuntos intelectuais. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Sair do cerco de antigas condições domésticas é hoje a possibilidade de renovar a vida. Melhor do que a segurança do lar, somente a segurança de um lar pleno de força viva.

A Origem dos Guardiões 3D - Livre. Quando o espírito maligno Pitch (Jude Law) decide dominar o mundo, os guardiões imortais decidem se reunir para proteger, com seus poderes extraordinários, as crenças das crianças do mundo inteiro. Liderados pelo Papai Noel (Alec Baldwin), o grupo é também formado pela Fada do Dente (Isla Fisher), Jack Frost (Chris Pine), Coelho da Páscoa (Hugh Jackman) e Sandman. Dirigido por Peter Ramsey (Monstros versus Alienígenas). Cinemark 4 – 15h30 (dub/somente sábado e domingo) e 18h10 (dub/somente sábado e domingo).

CONTINUAÇÕES

REPRODUÇÃO

LIBRA - 23/9 a 22/10 A comunicação instantânea e intuitiva com algumas pessoas pode criar uma empatia especial, até mesmo um certo fascínio. É tempo de se relacionar com mais liberdade. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 É tempo de se abrir a novas possibilidades no trabalho, inclusive novos meios de ganhar dinheiro. Os negócios e atividades comerciais serão intensificados. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Situações novas no amor chamam a atenção, até mesmo fascinando-o As atrações estão presentes de modo especial. O contato com atividades artísticas é recomendado. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento de experiências internas bastante significativas. Alguma revelação está por acontecer. Pode ser a recordação repentina de algo a seu próprio respeito. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 O momento é de aceitar a dinâmica forte dos relacionamentos, no âmbito social, saindo de suas próprias restrições e possíveis preconceitos com certo tipo de pessoa. PEIXES - 19/2 a 20/3 Momento favorável para extrair melhores resultados financeiros do trabalho. Para isso, é preciso sair da rotina e ir atrás do melhor aproveitamento de suas capacidades.

007: Operação Skyfall – 16 anos: Cinemark 4 – 12h30 (dub/diariamente) e 18h10 (dub/não será exibido sábado e domingo).

Amanhecer: Parte 2 – O Final – 12 anos: Cinemark 1 – 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (dub/diariamente) e 23h50 (dub/somente sextafeira e sábado); Cinemark 4 – 15h30 (leg/não será exibida sábado e domingo), 21h20 (leg/diariamente) e 0h (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinemark 6 – 11h (dub/somente sexta-feira e sábado), 13h40, 16h20, 19h e 21h40 (dub/diariamente); Cinemark 7 – 12h40, 15h20, 18h, 20h40 (dub/diariamente) e 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemark 8 - 12h10, 14h50, 17h40, 20h10 (dub/diariamente) e 22h50 (dub/somente sexta-feira e

sábado); Playarte 3 – 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 (dub/diariamente) e 23h45 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 4 – 13h46, 16h16, 18h46, 21h16 (dub/diariamente) e 23h46 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 5 – 13h, 15h30, 18h, 20h30 (dub/diariamente) e 23h (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 6 – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (leg/diariamente) e 23h59 (leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 7 – 14h01, 16h31, 19h01, 21h31 (leg/diariamente) e 23h58 (leg/somente sexta-feira e sábado). Diário de Um Banana 3 – Livre:

Cinemark 2 – 14h40, 17h10, 19h20 e 21h30 (dub/diariamente). O Mar Não Está Pra Peixe 2 – Livre: Cinemark 2 – 12h35 (dub/diariamente); Playarte 1 – 13h, 14h50, 16h40, 18h30 e 20h20 (3D/dub/diariamente) e 22h10 (3D/dub/somente sexta-feira e sábado). Gonzaga de Pai Pra Filho – 12 anos: Cinemark 3 – 12h20, 15h, 17h50, 20h50 (diariamente) e 23h40 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 10 – 12h50, 15h25, 18h, 20h35 (diariamente) e 23h10 (somente sexta-feira e sábado).

Até Que a Sorte Nos Separe – 12 anos: Cinemark 5 – 13h, 15h10, 17h30, 19h50 e 22h20 (diariamente); Playarte 9 – 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (diariamente) e 23h (somente sexta-feira e sábado). E Aí, Comeu? – 14anos: Playarte 2 – 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (diariamente) e 22h50 (somente sexta-feira e sábado). E A Vida Continua – 10 anos: Playarte 8 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h (diariamente) e 22h10 (somente sexta-feira e sábado).


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EM TEMPO - 25 de novembro de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu