Skip to main content

EM TEMPO - 25 de outubro de 2015

Page 1

emtempo.com.br

R$ EXEMPLAR

2,00 DE ASSINANTE

VENDA PROIBIDA PREÇO DESTA EDIÇÃO

O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

Pacotes funerários por até R$ 23 mil

DIEGO JANATÃ

ANO XXVIII N.º 8.916 DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015 PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

DIVULGAÇÃO

BRASILEIRÃO

ELEIÇÃO

ENEM

Choy fala de planos para a OAB-AM

JANAILTON FALCÃO

IONE MORENO

Os custos com os serviços funerários em Manaus podem gerar gastos de até R$ 23 mil. Na indústria fúnebre, há pacotes que variam de acordo com o bolso e o gosto do cliente, além da disponibilidade de áreas em cemitérios públicos e privados. Neste último caso, o valor apenas da sepultura é de R$ 11 mil. Dia a dia C2 e C3

Com a Palavra A5

EDUARDO RIBEIRO

Pela primeira vez, com a camisa Flamengo, Guerrero enfrentará o ex-clube no reencontro com o Itaquerão

No domingo, a avenida é do povo

Reencontro com o Timão Artilheiro da Arena Itaquera com 15 gols e ídolo da fiel torcida, Guerrero entra em campo neste domingo para defender o Flamengo contra o líder do Brasileirão, o Corinthians. O jogo marca o reencontro do atacante com o ex-clube. Pódio E7

Aos domingos, o corre-corre diário da semana dá lugar à agradável feira

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, ELENCO, CURUMIM E IMÓVEIS&DECOR.

Há 15 anos, a Feirinha da Eduardo Ribeiro colore e dá vida à avenida aos domingos, onde encontramos o melhor da gastronomia e do artesanato local. Dia a dia C4 e C5

Candidata chegou um minuto após o fechamento dos portões do colégio IEA e foi consolada pela mãe

Atraso de um minuto e choro Pontualmente, às 11h, os portões das escolas que sediam o Enem foram fechados, para o desespero de alguns candidatos, entre eles uma estudante que caiu em prantos ao chegar um minuto atrasada. Última hora A2

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 37

MÍN.:

26


A2

Última hora

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

E a história dos atrasados se repete na prova do Enem

HOMICÍDIO

Estudante é espancado até morte no Prosamim POR JOSEMAR ANTUNES

JANAILTON FALCÃO

Apesar da intensa propaganda, muitos candidatos ao exame se atrapalharam com a hora e deram com a cara no portão, em muitas escolas de Manaus POR STÊNIO URBANO

T

odo ano a novela em torno do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se repete, apesar da gigantesca propaganda acerca dos horários das provas, por parte do governo federal. Na manhã de ontem (24), em Manaus, muitos candidatos chegaram na última hora, enquanto outros, por um minuto, perderam a oportunidade de acessar uma faculdade federal ou particular, a partir de programas de financiamento público. O Ministério da Educação não divulgou nenhum balanço preliminar sobre os que perderam o primeiro dia de provas. Informou, no entanto, que somente neste domingo (25) o ministro da Educação, Aluísio Mercadante, concederá entrevista com o balanço do número de faltosos no país e no Amazonas. Entre aqueles que farão parte das estatísticas dos que perderam a hora do exame, o EM TEMPO registrou uma estudante que chegou apenas um minuto após os portões se fecharem. Por conta disso, ela não conseguiu entrar para fazer a prova no Instituto de Educação do Amazonas (IEA), em frente à praça do Congresso, Centro. Acompanhada da mãe, Maria de Nazaré, as duas choraram

O estudante Marwin Chrystian Aquino de Oliveira, 18, foi morto a golpes de barra de ferro, na madrugada deste sábado (24), por volta de 1h30. O crime ocorreu na avenida Igarapé de Manaus, no Parque Residencial Manaus, etapa 2, Centro. Segundo informações, um homem não identificado estava no lanche, quando Marwin apareceu e perguntou se ele tinha temor a Deus. Ao responder que sim, ele foi atingido a golpes de faca.

Moradores que presenciaram a tentativa de homicídio se armaram com paus e barra de ferro e agrediram Marwin até a morte. Ele sofreu lesões no peito e na face causadas por uma barra de ferro (pontalete). Os autores não foram identificados e a vítima que sofreu tentativa de homicídio não foi identificada. Ainda na manhã de ontem, o corpo de um homem foi encontrado, com ferimentos na face e na cabeça, num sítio localizado no ramal do Marapatá, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste.

RESGATE

Por um minuto, candidata perdeu a chance de acessar uma faculdade pública, a partir do exame nacional

aos pés do portão. De acordo com Nazaré, elas pegaram um táxi, mas devido ao trânsito pesado, não conseguiram chegar ao local da prova na hora. Ricardo Morais, 19, correu algumas ruas do centro de Manaus e conseguiu chegar três minutos antes do fechamento. Ele contou que saiu cedo de casa, mas o trânsito atrapalhou a chegada com antecedência. Esperançoso, o aluno disse que se obtiver boas notas, cursará enfermagem. Alguns voluntários prestavam apoio emocional aos retardatários. Auderlene Pimentel, da

Igreja Adventista do Sétimo Dia, e um grupo de, aproximadamente, 20 jovens, ficavam postados oferecendo alimentos e água aos estudantes. “Viemos dar um apoio aos nossos amigos que vão fazer a prova. Um apoio moral aos faltosos, também com água, biscoitos e barrinhas de cereais para eles. É uma prova muito cansativa e eles precisam estar bem alimentados”, afirmou. No Estado, um total de 156.815 alunos prestarão o exame, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Anísio Teixeira (Inep). Fuso horários De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), por conta do horário de verão, 13 municípios amazonenses, que têm como padrão o fuso horário do Acre, terão como padrão oficial três horas a menos que o horário de Brasília. Assim, as escolas dos municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Lábrea, São Paulo de Olivença e Tabatinga terão os portões abertos às 9h.

Homem tenta se jogar do telhado, mas cai no sono Um caso que poderia terminar de forma trágica, acabou em um ato cômico. Walter Júnior dos Santos Souza, 24, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros após subir em uma laje para tentar um suposto suicídio, na manhã deste sábado (24), no bairro Alvorada 2, Zona Centro-Oeste. Testemunhas contaram que, aparentemente embriagado, Walter Júnior atravessou a laje e depois subiu em um telhado para tentar se jogar de cima da casa. Populares que presenciavam o ato ligaram

para os Bombeiros que, ao chegar ao local, viram o homem caído, mas no sono, em uma calha, às margens do telhado. Uma equipe dos bombeiros usou tábuas de madeira para resgatar Walter, que dormia enquanto era resgatado. “O receio era a reação dele ao acordar, mas tendo feito todas as medidas de segurança, despertamos o indivíduo, que não esboçou muita reação”, afirmou um sargento do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros. (SU)


Opinião A3

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Editorial

Contexto 3090-1017/992292981

camilacarvalho@emtempo.com.br| contexto@emtempo.com.br

‘Delessários’ se mantêm no governo Um mês depois de serem exonerados dos cargos de delegado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou inconstitucionais as leis de unificação de cargos na Polícia Civil do Amazonas, os comissários começaram a ganhar abrigo, oficialmente, em cargos comissionados na Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Os ex-delegados Paulo Martins e Divanilson Cavalcanti foram nomeados como assessores da SSP-AM. O secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, informou que os comissários serão nomeados aos cargos de acordo com suas competências. “Eles (comissários) são funcionários da Polícia Civil, e não tem sentido ganharem sem trabalhar. Teremos funções para eles, e trabalho tem muito”. Exercendo funções As nomeações são a contar do dia 1º de outubro deste ano, ou seja, eles começaram a exercer cargos comissionados na SSP uma semana após exonerados dos cargos de delegado. Excelência No início de outubro, durante o lançamento da campanha “Outubro Rosa”, na praça Heliodoro Balbi (da Polícia), Sérgio Fontes garantiu que o governo aproveitaria alguns dos delegados exonerados em outros cargos no Executivo porque o “Estado não poderia perder excelentes profissionais”. Recurso à vista Enquanto abriga os ex-delegados exonerados em cargos de confiança na SSP, o governo do Estado aguarda a publicação da decisão do STF para ingressar com um recurso. A ideia é manter os comissários como delegados até um novo concurso. Há ainda o plano B: o envio de um projeto de lei para o Legislativo estadual, alterando os cargos na Polícia Civil para abrigar os comissários. Governo multa Três meses depois de encontrar 25 celas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) revestidas de cerâmica e equipadas com frigobar, ventilador e sistema de som, o governo do Estado multou a Umanizzare Gestão Prisional e Serviços Ltda., responsável pela gestão do complexo, em R$ 2,7 milhões por irregularidades no cumprimento dos contratos. O valor é referente a nove processos de multas. Nos processos, o governo do Estado não detalha os motivos da punição, mas fica claro que a

empresa não está administrando o Compaj como deveria. Contratos O valor das multas pode até parecer alto, mas é irrisório se comparado aos R$ 93,3 milhões pagos pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) à Umanizzare. Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência para quem quiser ver... Lupi em Manaus O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, chega amanhã em Manaus para ajudar na reorganização do partido no Amazonas. A informação é do presidente da sigla, Gilmar Nascimento. A previsão é que Lupi reúna com os filiados na sede da PDT, às 18h30, para discutir tudo, menos o processo eleitoral de 2016. Ah, tá... Amazonino esperado Em conversas no WhatsApp, na última sexta-feira, filiados do PDT davam como certa a aparição do ex-prefeito Amazonino Mendes na reunião. A aposta de alguns é que Lupi se reúna com Amazonino antes da reunião geral. Segundo Gilmar Nascimento, “o evento é para todos os filiados e Amazonino será bem-vindo”. Sob pressão

APLAUSOS

Antes de se aventurarem a “testemunhar” o que todos já sabem como é e como está e como existe – o completo abandono da estrada –, os entusiastas da (re)abertura da BR-319 poderiam mirar uma realidade paralela, de igual maneira íntima, vista e revista na rotina de todos: a BR-174, que está em perfeito funcionamento, mas que não cumpriu a sua promessa. Da mesma maneira que esta, aquela foi pensada e executada sem a ampla discussão de hoje: mais do que suporte de um desenvolvimento que jamais foi exatamente definido como se queria, as duas rodovias foram moldadas pelo discurso ideológico da segurança nacional, contra um fantasma que nunca se materializou: o comunismo esquizofrênico de Washington, que acreditava que Che Guevara poderia criar raízes nas várzeas do Amazonas, onde não se planta e por isso não dá. A BR-174, que já era um projeto do século 19, para trazer gado de Roraima para a capital amazonense, hoje traz banana e tambaqui de tanque. Mas não foi por falta de incentivo, isto é, dinheiro da Sudam, que as suas margens não se transformaram na agroindústria que combinariam sua produção com as fábricas da Zona Leste de Manaus. O que é, hoje, exatamente, a BR-174? Um corredor turístico para o Caribe: não traz, leva. A 319 está fundada em um mito: de que é capaz de carregar (isto é, levar), sozinha, sem o concurso do rio Madeira, uma produção industrial ainda não quantificada nem qualificada (a rodovia sustentará o peso dessa responsabilidade?). Sim, e o que acontecerá com suas margens? Se essa discussão for evitada, mais uma vez, o preço será muito mais caro. Não se trata de “empatar” a rodovia, nos moldes de Chico Mendes, mas de se definir o que se quer com ela. Não apenas será sair de carro para fazer turismo no Brasil, supõe-se. Cuidado com esse andor: o santo é de barro.

ELVIS

elvisbraga@hotmail.com

Diários do poder A revelação está em seu novo livro, “Diários da Presidência”, que será lançado na próxima semana. Trechos do livro foram adiantados pela revista “Piauí”. FHC gravou as declarações, que estão sendo transcritas para o livro de memórias. Disputa interna Termina amanhã o prazo para inscrição de chapas para a disputa à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-Amazonas). Antes do fim do prazo, apoiadores das duas únicas chapas inscritas, de Marco Aurélio Choy e Jean Cleuter, já se degladiavam nas redes sociais um mês antes da disputa eleitoral. Promotorias O governo do Estado revogou o inciso 5º da lei nº150/15, que trata da criação de cargos e promotorias no Ministério Público do Amazonas (MPE-AM). Com a revogação, o MPE-AM pode criar novas promotorias de Justiça, mesmo sem promotores para assumir o comando dos locais.

Para ajudar os municípios a driblar a crise econômica, o governo do Estado declarou Itapiranga, Itacoatiara, Parintins, Eirunepé e Manicoré de interesse turístico especial. Agora, os municípios estão aptos a receber certificações do Ministério do Turismo para atração de turistas nacionais e internacionais. Será que vai colar?

VAIAS

Exército Brasileiro

Cuidado com esse andor

Amazonino o apertou, começou a tirar coisas dele lá no Amazonas”, diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Despertar vocações

Relator da minirreforma da Previdência, em 1995, o então deputado federal Euler Ribeiro (PMDB-AM) havia mantido uma série de privilégios previdenciários que não agradava o governo. Foi pressionado a recuar. A pressão foi do então governador do Amazonas, Amazonino Mendes. “Ele (Euler) ficou assustado porque o

opiniao@emtempo.com.br

Desemprego crescente DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para o Exército Brasileiro, especialmente aos militares do Comando Militar da Amazônia (CMA), que trabalham o mínimo de recursos, inclusive até sem gasolina, e têm de proteger a fronteira amazônica em uma verdadeira guerra, segundo o comandante do CMA, coronel Theóphilo de Oliveira.

Segundo dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), o Amazonas perdeu 22,1 mil empregos de janeiro a setembro deste ano. Mais da metade dos trabalhadores atuavam na indústria. No país, foram fechados 95,6 mil empregos formais.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Na contramão da vida O folclore, enquanto manifestação popular absolutamente espontânea, sempre caminha junto com as crenças, crendices, mitos e construções ideológicas que esse mesmo povo produz e acumula até que venham a se consolidar como a sua cultura e em cujo acervo o próprio se insere. Assim acontece, por exemplo, com o Boi Bumbá, tal qual se instituiu com forma específica no Amazonas, com que evoluiu (ou involuiu) até hoje chegar aos padrões com que se apresenta no midiático Festival Folclórico de Parintins. Aceite-se ou não que aquele festival vem cada vez mais se assemelhando à festa do Carnaval do Rio de Janeiro, de qualquer forma ali estão as raízes antigas das originais festas e dos primitivos autos dos bois, de onde se desprendeu a essência do que agora se realiza no município do Baixo Amazonas. A saga do nosso bumbá, ainda hoje, narra a história de um fazendeiro (o amo do boi) que tem especial afeição por um dos seus novilhos, tratado com extrema atenção e com o mesmo cuidado que outro alguém qualquer dedica ao cachorro da casa. O que desejo marcar e destacar é a intimidade, até promíscua, entre a criação popular do folclore e os ambientes e habitantes que dele fazem parte indissociável (pelo menos assim foi sempre) e povoam esse mundo, que carrega a essência de um ideário. Não há, pois, como entender o comportamento de uma pessoa que realiza, e dele mesmo se faz a figura principal, um banquete com tons de festim, onde são servidos tracajás, macacos e outros animais da nossa floresta, ou seja, do mundo amazônico, e com acinte faz desse “evento festivo” a maior divulgação possível, a se servir dos modernos e poderosos recursos digitais da internet.

E aí vem o maior choque, quando se enfoca a incongruência residente no fato de que esse predador das criaturas amazônicas se apresenta como um “artista do boi bumbá”, um “levantador de toadas”, na designação parintinense de quem vive esse ofício no folclore dos bumbás. As fotografias por ele mesmo registradas e divulgadas são de uma violência e de uma crueza absurdas, principalmente quando revelam uma sopa de cabeças de macacos, que fazem realçar figuras humanoides partícipes da nossa própria linhagem. Espera-se, naturalmente, que surjam os argumentos daqueles que tentarão justificar e defender o bizarro comportamento desse anti -amazônico senhor, e, para tal, com certeza afirmarão que, para os índios e caboclos, naturais habitantes da Amazônia, é tradição e secular costume alimentarem-se daquilo que a floresta lhes oferece. Ocorre que índios e caboclos não depredam, mas restringem-se a se servir do que lhes é absolutamente necessário para a sobrevivência, enquanto o “levantador de toadas”, como ficou explícito, quis mesmo exibir-se como autor de uma proeza, até porque não agiu movido por necessidade, se na primeira esquina à frente certamente encontraria onde comer um peixe (de manejo) ou mesmo um hambúrguer, se o preferisse. Há bem pouco tempo o mundo todo se revoltou e protestou com veemência contra um “desportista” que, por sádico deleite, matou um belo leão africano, depois de covardemente atraí-lo para fora dos limites de uma reserva protegida. A mesma revolta suscitada pela morte do leão na África, pode agora ser revivida diante da barbárie da chacina dos indefesos habitantes da nossa floresta.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

E aí vem o maior choque, quando se enfoca a incongruência residente no fato de que esse predador das criaturas amazônicas se apresenta como um ‘artista do boi bumbá’, um ‘levantador de toadas’, na designação parintinense de quem vive esse ofício no folclore dos bumbás”


A4

Opinião

Painel Um embate ocorrido entre o Palácio do Planalto e o novo titular de Portos ajuda a entender como um governo frágil tem se rendido às exigências de aliados. O ministro da secretaria, Helder Barbalho (PMDB-PA), bateu de frente e venceu uma disputa contra Dilma Rousseff. Demitiu o número 2 da pasta, o secretário de Infraestrutura, o diretor financeiro e outros 29 cargos estratégicos para nomear correligionários, entre eles o marqueteiro de sua campanha a governador em 2014.

Partidão O novo secretário-executivo, Luiz Otávio Oliveira Campos, exsenador, já foi condenado por fraudar empréstimos no BNDES, mas teve a punição extinta em 2013 por prescrição da pena. Rei posto Ele substitui Guilherme Penim, apontado pelo Palácio como responsável por montar os leilões para a concessão de portos que serão anunciados na segunda. Pensando longe Barbalho também nomeou Diogo Peres Neto, que fez o marketing de sua campanha ao governo do Pará, como diretor de Gestão Corporativa. Tanto ele quanto o novo secretário-executivo são os novos “ordenadores de despesas” do ministério, com o poder de autorizar

Frase

VERA MAGALHÃES

Vão-se até os dedos

Muda mais Egresso do ministério da Pesca, Barbalho comanda agora uma estrutura por onde passam mais de 90% do comércio exterior brasileiro, com contato com as empresas mais relevantes do setor produtivo do país.

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

pagamentos. Rebelde Ao ser informada sobre as mudanças, a presidente Dilma determinou que Jaques Wagner (Casa Civil) evitasse as demissões, em especial a do secretário-executivo. O comando palaciano, entretanto, não prosperou. Tudo azul Questionada, a secretaria diz que Luiz Otávio e Diogo Peres ocuparam funções semelhantes na Pesca e que seus nomes receberam aval da Casa Civil. Afirma, ainda, que o ministro mexeu, até aqui, em apenas 20% dos cargos da pasta. Crise por dia Perdeu força na Esplanada a ideia de que Dilma que não termina o segundo mandato. Mas ganhou adeptos a tese de que este será um “governo de sobrevivência”, frágil portanto. Saco vazio Governo e oposição concordam em um diagnóstico: o início de 2016 será amargo na economia. Nacional

O

senador

Paulo Bauer (PSDB-SC) apresentou projeto para federalizar crimes contra jornalistas, transferindo para a Polícia Federal a investigação dos casos. A proposta está na CCJ, à espera de um relator.

Hoje é um dia importante para a Justiça brasileira e para o MP brasileiro. Conseguimos ultimar o processo após uma longa discussão jurídica. Conseguimos vencer os obstáculos para trazer esse brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal. A Justiça brasileira está apta a alcançar valores e bens fora de seu limite territorial

Sem fla-flu A intenção de Bauer é que o texto seja relatado por alguém da base do governo, segundo ele, para evitar a “politização do tema”.

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, comemorou nesta sexta-feira 23 a chegada do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato ao país, por tratar-se da primeira extradição de um cidadão italiano feita pela Itália em favor do Brasil.

Agente duplo O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), acusado pelo PT de não controlar a PF e pela oposição de usar a Lava Jato contra adversários políticos, tem brincado com amigos: “Desse jeito, acho que vou acabar me autoinvestigando”. Cérebro eletrônico O MEC lança nos próximos dias o programa de TV “Hora do Enem”, com aulas diárias e um simulado mensal, para o exame de 2016. A transmissão será feita pela TV Escola e outras redes educativas.

OLHO DA RUA

opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO

Com uma fachada que não se decide entre as cores dos bois Caprichoso e Garantido, mas ao mesmo tempo podem ser as da bandeira do Amazonas no 5 de setembro, a sede da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas é esse prédio que se vê do Millenium Shopping, perguntando-se: que fim levou o bom gosto da época da borracha?

MercaFlix As aulas ficarão disponíveis na internet, com acesso de conteúdo “on demand”. O nome do serviço será “MECFLIX”. Por meio da plataforma, o aluno poderá acessar tabelas de exercício e avaliação de desempenho. Vacina Celso Russomanno (PRB) iniciou a estratégia de contatar entidades de classe para evitar deslizes em seu programa de candidato a prefeito de São Paulo. Em 2012, a fragilidade da peça lhe custou a ida ao segundo turno. Terceirizado Nesta semana, ele convidou o Conselho Regional de Medicina para ajudar na área de Saúde.

Dom Sérgio Eduardo Castriani

TIROTEIO

opiniao@emtempo.com.br

É um absurdo que o Ministério Público queira dizer como a prefeitura deve gerir a cidade. O espaço público é ocupado democraticamente” DE PAULO FIORILO, presidente do PT paulistano, sobre o Ministério Público ter multado a gestão Fernando Haddad por fechar a avenida Paulista para carros.

CONTRAPONTO

Baila comigo Em maio de 2008, então ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula, Dilma Rousseff foi entrevistada durante quase uma hora por Jô Soares em seu programa na Rede Globo. Ele começou a conversa lembrando que Dilma era a primeira mulher a ocupar o cargo e perguntou: –O que você queria ser quando era meninota? –Ah, bailarina, Jô. Não acredito que tenha uma menina que não queira ser bailarina –disse Dilma. –Mas a política também tem muita dança, não tem? –rebateu o apresentador. –Acho que a política tem mais de ginástica, viu? –respondeu a então ministra, para gargalhada da plateia. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

CENTRAL DE RELACIONAMENTO Atendimento ao leitor e assinante ASSINATURA e CLASSIFICADOS

Diretor de Redação Mário Adolfo marioadolfo@emtempo.com.br

3211-3700 assinatura@emtempo.com.br classificados@emtempo.com.br

REDAÇÃO

Editora-Executiva Jeane Glay — MTB 001/02 jeaneglay@emtempo.com.br Chefe de Reportagem Michele Gouvêa — MTB 626 michelegouvea@emtempo.com.br

3090-1010 redacao@emtempo.com.br

CIRCULAÇÃO

3090-1001

Diretor Administrativo Leandro Nunes administracao@emtempo.com.br Gerente Comercial Gibson Araújo comercial@emtempo.com.br

circulacao@emtempo.com.br Norte Editora Ltda. (Fundada em 6/9/87) – CNPJ: 14.228.589/0001-94 End.: Rua Dr. Dalmir Câmara, 623 – São Jorge – CEP: 69.033-070 - Manaus/AM

Gerente de Marketing Aline Nobre alinenobre@emtempo.com.br EM Tempo Online Yndira Assayag — MTB 041 yndiraassayag@emtempo.com.br

DO GRUPO FOLHA DE SÃO PAULO

www.emtempo.com.br

Presidente: Otávio Raman Neves Diretor-Executivo: João Bosco Araújo

@emtempo_online

/amazonasemtempo

/tvemtempo

Os artigos assinados nesta página são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal.

Caminhar juntos Nas últimas três semanas, fiz a experiência de participar do Sínodo dos Bispos. Foi um tempo de convivência riquíssimo que me despertou para algumas realidades do mundo de hoje, conhecidas através da mídia, mas que adquirem outro rosto quando narradas por quem as vive em primeira pessoa e na condição de liderança. A mais chocante foi sem dúvida a situação do Oriente Médio onde está em curso um verdadeiro aniquilamento do cristianismo em certas regiões. O testemunho dos patriarcas católicos e ortodoxos da Síria e do Iraque, mas também do Líbano e da Palestina foram chocantes. São pastores que veem o rebanho ser dizimado ou partir em debandada. Trata-se de um desafio para a humanidade. O rolo compressor do fundamentalismo destrói culturas milenares. Tudo isto financiado por quem tem interesse na guerra que enriquece alguns e dá poderes a poucos. A onda de migração desses povos rumo aos países europeus que inunda os noticiários parece não levar a soluções definitivas que dependem fundamentalmente do fim da violência. Outro dado que impressiona é a crise de representatividade que parece tomar conta de todas as nações. Corrupção generalizada, mentiras, tramas sórdidas para se manter no poder são realidades globais. A crise ética e política que vivemos parece ser generalizada, o que não serve de consolo, mas ajuda a compreender o que se passa no nosso próprio pais. Também são comuns a violência doméstica, o abuso sexual de crianças e adolescentes, a banalização da pornografia, o tráfico de drogas e a perda da identidade cultural

das populações tradicionais, com a consequente perda de valores e ideais. Mas os sinais de esperança também são muitos. A solidariedade e a compaixão aparecem onde menos se espera. Um dos lugares de solidariedade é a família, que continua a ser porto seguro que se busca manter ou reconstruir. Motivo de esperança e razão para permanecer na luta pela vida a família é a instituição dos vínculos perenes que todos precisamos. São motivo de esperança também os laços comunitários que se criam em pequenos grupos, organizações não governamentais e movimentos. Sentimos necessidade de caminhar juntos, e a igreja para ter credibilidade e ser um sinal para o mundo de hoje deve ser a primeira a viver assim. As palavras de ordem são comunhão e participação. Se junto com outras instituições, e sobretudo com outras comunidades de fé e eclesiais, se espalhasse este ideal, com certeza a humanidade mudaria e não se aceitaria mais a exclusão de ninguém da caminhada comum. Ninguém pode ser excluído e descartado e de maneira nenhuma eliminado porque atrapalha. Quaisquer que sejam as conclusões doutrinais e pastorais deste sínodo, que a rigor só interessam e obrigam aos católicos, fica a sugestão do método. Oxalá os que detêm o poder dado pelo dinheiro, pelas armas, pelo conhecimento, pelo voto e pelo sagrado saibam caminhar junto com as pessoas, sentir suas dores e experimentar suas alegrias. Seguindo a sugestão de Jesus, olhem nos olhos das crianças para descobrir seus sonhos e não os trair, escandalizando os pequeninos.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Mas os sinais de esperança são muitos. A solidariedade e a compaixão aparecem onde menos se espera. Um dos lugares de solidariedade é a família, que continua a ser porto seguro que se busca manter ou reconstruir. Motivo de esperança e razão para permanecer na luta pela vida, a família é a instituição dos vínculos perenes”


3090-1019

Réus já deixaram prisão

politica@emtempo.com.br

Política A8 FOTOS: DIVULGAÇÃO/MPF

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

DIVULGAÇÃO

Política

A5

MENSALÃO

Marco AURÉLIO CHOY

‘A OAB É UM patrimônio DA SOCIEDADE amazonense’ Aos 35 anos e mais de uma década de carreira na advocacia, o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) agora quer dirigir a entidade. A eleição acontece no próximo mês e a chapa encabeçada por Choy é uma das duas que já estão na disputa pelos votos de quase 11 mil inscritos na Ordem. Egresso do curso de direito da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e procurador do município de Manaus, hoje Choy transmite a acadêmicos de direito da Universidade Estadual do Amazonas a sua experiência profissional. Na entrevista ao EM TEMPO, ele fala faz um balanço da atual administração da OAB, faz promessas de campanha, fala sobre a delicada relação entre advogados e outras entidades do Judiciário e garante que advogar para políticos não atrapalha a administração da entidade.

A OAB historicamente tem um papel importante dentro da sociedade civil. E a ideia é ampliar esse papel com a ajuda dos nossos associados. Tivemos projetos como o ‘OAB vai à escola’, promovendo palestras na rede pública de ensino, chegando, inclusive, ao interior, no município de Iranduba”

FRED SANTANA

EM TEMPO – Para começar, como avalia a atual gestão da OAB-AM que o senhor participa? Marco Aurélio Choy – Eu faço parte da administração do presidente (Carlos Alberto) Simonetti Neto, sendo vice-presidente da OAB. O presidente, em um ato de desprendimento, abriu mão da sua candidatura para apoiar a minha. A questão das defesas das prerrogativas dos advogados foi uma das marcas dessa administração. Tanto que ela sequer é tema das eleições de 2019, justamente porque intensificamos a defesa das prerrogativas. No plano externo, a OAB mostrou serviço e sua identidade para a sociedade amazonense. São mais de 35 comissões atuantes, prestando serviços para a sociedade amazonense. Temos comissões da OAB para escola, para mulher, para afrodescendentes, portadores de necessidades especiais. Enfim, se não fizemos mais foi por falta de tempo e de dinheiro. Mas mesmo assim temos a consciência de que é possível fazer mais, razão pela qual decidimos concorrer a este pleito do próximo dia 27 de novembro. EM TEMPO – O que seria esse “fazer mais”? Qual seria a plataforma da sua administração, caso seja eleito? MAC – Nossa gestão foi tão bem avaliada que os dois candidatos saíram da chapa de situação. Antes de falar em propostas, insistimos em abordar essa filosofia de

trabalho que é a de criar uma OAB inclusiva, de portas abertas, receptiva aos advogados, funcionando 24 horas por dia, onde é possível ligar para o presidente para conversar, onde o presidente está onde o advogado quer que ele esteja. Em paralelo a isso, sintetizamos o nosso plano de trabalho e as nossas propostas em um site chamado www.unidospelaadvocacia.com. Nele, listamos 110 propostas para a advocacia nos mais diversos níveis. A nossa principal preocupação é o posicionamento do advogado no mercado de trabalho, especialmente aquele jovem advogado que tem dificuldade de entrar no mercado de trabalho. Estamos dentro do nosso planejamento de trabalho, criando uma plataforma de oportunidades onde esses advogados poderão se inscrever para se capacitar com cursos de prática em advocacia realizados pela ESA (Escola Superior de Advocacia), além de convênios com os principais escritórios de Manaus, que vão pesquisar novos talentos nesse portal de oportunidades. Outro projeto nosso é a disponibilização de um escritório virtual conjuntamente com um espaço onde ele possa atender. Muitas vezes, no começo de carreira, a pessoa não tem como construir um escritório. Nesse espaço ele contará com bibliotecas e toda a estrutura necessária. A ideia é que esse espaço funcione 24 horas, até para atender os chamados advogados “concurseiros”. Tudo objetivando a melhor colocação do advogado no mercado de trabalho.

EM TEMPO – Como o senhor descreveria a relação da OAB-AM com os demais órgãos do Judiciário local? MAC – Quando assumimos a administração da Ordem, a prerrogativa dos direitos dos advogados era talvez o tema central em discussão. E muitas vezes, para defender essas prerrogativas, houve a necessidade de medidas mais enérgicas por parte da OAB, que foram tomadas. Eu registro um fato, inclusive. Eu e o presidente Simonetti fomos processados pelo então presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 11ª região, o que para nós foi a maior honra da nossa gestão. Sermos processados por um presidente de tribunal por defender os interesses dos advogados foi a maior honra que poderíamos ter recebido. Independente desse estremecimento que ocorreu, a OAB sempre propôs e proporá o diálogo com o Executivo e o Judiciário, sempre em favor da advocacia. Agora, se o diálogo não funcionar, a Ordem vai se levantar em defesa dos seus associados e da sociedade, porque não temos vínculo com nenhum interesse que não seja desses dois. EM TEMPO – E a relação do Judiciário com a categoria dos advogados é satisfatória? MAC – A luta pelas prerrogativas do advogado é diária e muito dinâmica. Todas as vezes que entendemos que o direito do advogado não foi devidamente respeitado, a Ordem se manifestou. Inclusive tivemos um acontecimento inédito, que foi a visita, a

nosso pedido, do Ouvidor Nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para ouvir a demanda dos advogados. Foi algo inédito no Brasil. Sempre que uma autoridade desse tipo de órgão vem fazer uma visita, vem com a pauta dos tribunais, para visitar os tribunais. Nesse caso não. O ouvidor veio a pedido da OAB para participar de uma audiência pública para ouvir as queixas dos advogados do Amazonas. EM TEMPO – E a relação da OAB com a sociedade civil? Onde o senhor pretende avançar, se eleito? MAC – A OAB historicamente tem um papel importante dentro da sociedade civil. E a ideia é ampliar esse papel com a ajuda dos nossos associados. Tivemos projetos como o “OAB vai à escola”, promovendo palestras na rede pública de ensino, chegando inclusive ao interior, no município de Iranduba. Temos um programa de apoio às mulheres vítimas de violência na 2ª Vara da Maria da Penha. A OAB não é mais um patrimônio dos advogados, é um patrimônio da sociedade amazonense. Diga-se de passagem, é preciso destacar a luta da Defensoria Pública do Estado nessa trajetória, com o apoio do governador José Melo, que garantiu a autonomia da instituição. Temos a intenção de levar serviços para municípios-polos como Itacoatiara, Parintins, Tefé, Tabatinga e Humaitá. Pretendemos criar subseções da OAB em cada um desses municípios. EM TEMPO – O senhor é conhecido pela sua atuação na esfera eleitoral, tendo defendido inúmeros políticos do Estado. Isso influencia de alguma forma na OAB? MAC – Eu já advoguei para diversas autoridades neste Estado. Mesmo com todas as minhas funções, continuo sendo advogado e continuarei sendo. Já advoguei para Omar, Amazonino, Braga, Vanessa Grazziotin. Assim como meu adversário, que é filho de político. Mas posso garantir: minha advocacia está acima de qualquer ligação política. Vou advogar em 2016, assim como em 2018. Não sei quem serão meus clientes no futuro, mas posso garantir que meu compromisso é com a minha conduta. A Ordem é maior que o Choy, é maior que o meu adversário, é maior que todos que vão passar por ali. Estamos trabalhando para que ela possa crescer.

Já advoguei para diversas autoridades neste Estado. Mesmo com todas as minhas funções, continuo sendo advogado e continuarei sendo. Já advoguei para Omar, Amazonino, Braga, Vanessa. Assim como meu adversário, que é filho de político. Mas, posso garantir: minha advocacia está acima de qualquer ligação política. Vou advogar em 2016, assim como em 2018. Não sei quem serão meus clientes no futuro”


A6

Política

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

ROBERTO STUCKERT FILHO/PR

Cláudio Humberto Com Ana paula Leitão e Teresa Barros

www.claudiohumberto.com.br Cláudio Humberto

É um dos melhores impostos que existem”

Jornalista

NOVO MINISTRO DA SAÚDE, Marcelo Castro, declarando seu amor à CPMF

Venezuela: governo agora ‘arma’ contra Toffoli

Mas deputados governistas acham que nenhum deles vai defender a proposta às vésperas das eleições municipais.

Subserviente à diplomacia paralela do aspone Marco Aurélio Top-Top Garcia, a cúpula do Itamaraty deu instruções à embaixada do Brasil em Caracas para fazer gestões junto ao governo local, a fim de ajudar a produzir uma mentira: negar que o regime de Nicolás Maduro tenha vetado o ministro aposentado Nelson Jobim para presidir a missão de observadores das eleições parlamentares naquele país, em dezembro.

A cruz e a espada De Vanderlei Macris (PSDB -SP) sobre o dilema de Eduardo Cunha: “Se ele vai para o lado do impeachment, o governo o mata. Se fechar com o governo, a oposição o abandona”.

Novo adversário O objetivo do Planalto é desmentir Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que desistiu de indicar observador brasileiro.

Infiltração Políticos experientes suspeitam que a adesão de vários parlamentares governistas ao Rede foi produto de articulação do Palácio do Planalto.

Missão controlada Toffoli não acha confiável a missão de observadores de uma “Unale”, entidade simpática ao chavismo, e decidiu não enviar observador.

DNA Agora estão no Rede o ex -petista e dilmista Alessandro Molon (RJ) e Eliziane Gama (MA), ex-PT e ex-PPS.

Missão independente Para Toffoli, a missão de observadores da eleição venezuelana seria confiável se chefiada por Nelson Jobim, imune às pressões de Maduro. Tudo dominado Ligado à semi ditadura da Venezuela, o presidente da Unasul, Ernesto Samper, substituiu Jobim pelo exterrorista montonero Jorge Taiana. Silêncio de Marina faz do Rede puxadinho do PT O silêncio da ex-senadora Marina Silva, dona do recém-criado Rede, avaliza as barbeiragens da presidente Dilma. Com uma bancada de deputados formada por integrantes da base de apoio ao governo, incluindo quatro ex-petistas, o Rede acionou o Conselho de Ética contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mas só se posicionará sobre “pedaladas” e impeachment após “análise rigorosa dos fatos”.

Viva Dilma Miro Teixeira, ex-PMDB/ PT/PDT/PPS/Pros e agora no Rede, até se irritou na TV numa discussão sobre impeachment. Ele é contra. Natal sem Dilma A oposição tenta viabilizar o impeachment de Dilma, após o Supremo Tribunal Federal suspender o rito fixado por Eduardo Cunha. A ideia é repetir as manifestações de rua. Os protestos do próximo dia 15, sob o lema “Natal sem Dilma e sem Cunha” prometem ser movimentados. Tudo novidade O orçamento com déficit bilionário deixou deputados perdidos e forçou contratação de professor de orçamento público, para ensinar a subtrair e dividir a quem só faz conta de somar e multiplicar gastos e privilégios. Boca para fora O Planalto aposta na pressão dos governadores e agora dos prefeitos para aprovar a CPMF.

Efeito PT Político cordial e decente, o deputado Paulão (PT-AL) sofre o desgaste da gatunagem revelada nos governos da era petista. Ele é o campeão da rejeição (28,4%), em eventual disputa pela prefeitura de Maceió. Segundo tempo O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) acredita que Eduardo Cunha encerrou a semana fortalecido, “zerando o jogo”. Porque o impeachment de Dilma depende exclusivamente do peemedebista. Em cima do muro A bancada do PSDB na Câmara tem sido acusada de fazer corpo mole em relação ao impeachment. Os tucanos insuflam os demais partidos de oposição, mas não querem assumir a autoria do impeachment. Tábua da salvação O Palácio do Planalto aposta no projeto de repatriação de recursos para superar a crise financeira. A Receita Federal estima que R$ 150 bilhões voltarão para o Brasil, o que pode trazer alívio ao governo. Pensando bem... ...enquanto o México foi avisado e se preparou para o furacão Patrícia, o Brasil sofre há meses com os devastadores furacões Dilma e Cunha.

PODER SEM PUDOR

Tudo pelo emprego Como em todo governo, a administração do presidente Lula arquivou o esquerdismo do PT para fechar acordos partidários fundamentados na troca de favores, no mensalão explícito e no fisiologismo, na briga pela “ocupação de espaços”, ou seja, nomeação de apadrinhados para os cargos do governo. Tudo isso lembrava o velho PSD e a frase genial do pessedista Tancredo Neves sobre a vocação fisiológica do seu partido: - Entre Karl Marx e a Bíblia, o PSD fica com o Diário Oficial.

REGRAS ELEITORAIS

TSE vai realizar audiência pública Brasília (Agência TSE) O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará, na próxima quinta-feira, a primeira audiência pública para discutir três minutas de resoluções que irão reger as eleições municipais de 2016: reclamações e representações, pesquisas eleitorais e registro de candidato. As propostas poderão ser apresentadas por partidos políticos, entidades da sociedade civil, advogados e demais cidadãos interessados. A minuta de reclamações,

representações e pedidos de resposta, prevista na lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições), irá regulamentar os procedimentos relacionados às referidas ações no que diz respeito à sua apresentação na Justiça Eleitoral, prazos, tramitação, julgamento e recursos judiciais cabíveis. Por meio dessas ações, os candidatos, partidos políticos, coligações e o Ministério Público Eleitoral (MPE) poderão questionar eventuais irregularidades relacionadas às eleições, como pesquisa de

intenção de votos, propaganda eleitoral, gastos em campanha política de candidatos e cumprimento dos prazos de julgamento por parte dos juízes eleitorais. Outro tema em pauta será a minuta de resolução que trata das pesquisas eleitorais. O documento contém as orientações relativas ao registro e à divulgação de pesquisas de opinião pública, quanto aos candidatos ou pretensos candidatos aos cargos eletivos em disputa no pleito do próximo ano.

Presidente Dilma anunciou a reforma ministerial no início do mês para conter a crise política do governo

Sindicalistas serão ouvidos em comissão sobre reforma Mudanças nos ministérios anunciadas pela presidente Dilma ainda

serão votadas pelo Congresso. Análise está em grupo misto

B

rasília (Agência Senado) - Anunciada pelo governo no início de outubro, a reforma ministerial, que enxugou o número de ministérios e secretárias, foi realizada por meio de uma medida provisória, a MP 696/2015. Por isso, apesar de as mudanças serem dadas como encerradas, elas devem ser ainda votadas pelo Congresso. A comissão mista encarregada de analisar a MP 696 realiza audiências públicas na terça e na quarta-feira, no Senado. Ao longo dos trabalhos, serão quatro debates com a participação dos principais órgãos atingidos pela MP.

Pelo texto enviado ao Congresso pela Presidência da República, ficou definida a fusão dos ministérios do Trabalho e da Previdência Social e a extinção do ministério da Pesca, cujas funções foram transferidas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A MP determinou ainda que três secretarias ligadas à Presidência da República fossem reunidas em um único ministério. As secretarias de Políticas para as Mulheres, de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de Direitos Humanos formaram o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Nas audiências públicas desta semana serão ouvidos representantes sindicais, que devem falar sobre a situação do quadro funcional após as mudanças no Executivo. Foram convidados para o debate de terça, a Força Sindical Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na quarta, terá a participação da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA).


Política A7

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Base aliada da CMM foca críticas ao governo federal Sem ter como debater os problemas de Manaus e cobrar o Executivo, vereadores voltam seus discursos contra Dilma e PT HENDERSON MARTINS

S

em poder criticar, questionar e mesmo fiscalizar atos da Prefeitura de Manaus ou do governo do Estado, debater a cidade, seus problemas e discutir soluções, os vereadores da base governista da Câmara Municipal de Manaus (CMM) – que são quase sua totalidade – não têm outra alternativa a não ser direcionar o discurso para o governo federal e o PT. Nas últimas semanas, conforme levantamento feito pelo EM TEMPO, os vereadores da situação parecem ter adotado um discurso único: atacar o governo Dilma e a crise política e econômica pela qual passa o país. Em alguns momentos, o plenário da CMM mais parece um ringue com dois lutadores: de um lado a maioria esmagadora com sua metralhadora contra o governo federal e, de outro, os três vereadores do PT tentando defender o mandato de Dilma e sua equipe ministerial. Para o antropólogo e coordenador do Núcleo de Ciência Política da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ademir Ramos, isso é o que se chama de análise do discurso, onde todo discurso é contextualizado. “O que acontece é que os partidos políticos fazem parte de um grupo de situação e outro de oposição e isso faz com que fiquem sem pauta. Com isso, eles procuram um campo local para afirmar-se em um discurso”, analisa o especialista. Conforme Ademir, isso significa andar na contramão. Para ele, o discurso dos políticos é reducionista, em que perderam a dedução da transformação e onde as questões nacionais afetam a local. Segundo ele, esse discurso está em conflito tanto na esfera municipal quanto na estadual. O antropólogo salientou que as bancadas deveriam ser mais orgânicas com o lado social, deixando de ser submissas.

“Aqui no Amazonas, onde o prefeito é do PSDB, que não apoiou a reeleição de Dilma, do PT, e o governador do Pros, que apoiou a petista, cujo partido é um dos principais ‘desafetos’ do chefe do Executivo municipal, isso faz com que se construam discursos voltados para cima do governo federal, tornando discursos particulares”, disse Ramos. Já o sociólogo e professor do Departamento de Ciências Sociais e de Pós-Graduação de Sociologia da Ufam, Marcelo Seráfico, afirma que os vereadores - cuja atuação têm a ver com a representação de interesses dos grupos sociais e de interesse do município, além de acompanhar uma linha de pensamento, no qual estão inseridos - acabam por se tornar apêndices do Poder Executivo municipal, uma espécie de “clientes” do prefeito Arthur Neto. Assim, eles acabam abrindo mão de suas prerrogativas, que é fiscalizar o Executivo. A atitude de bater o governo federal é uma extensão do que o prefeito faz, o problema disso, é que o papel do vereador, que é acompanhar o trabalho que é feito pelo Poder Executivo municipal, acaba se perdendo”, disse Marcelo. Defesa Para o vereador Marcelo Serafim (PSB), toda a crise econômica que o país vem vivendo foi ocasionada por propostas do próprio governo federal, articulado pelo

ex-presidente Lula (PT). E, por conta desse cenário, ele afirma que as críticas ao governo Dilma devem permanecer. “Todas essas dificuldades vêm por meio da roubalheira que essa quadrilha vem fazendo, e não devemos ficar omissos a isso. Como parlamentar, estou fazendo o meu trabalho. Toda vez que identifico um problema, seja em mandato de quem quer que seja, eu subo no plenário e falo”, disse. Na avaliação de Marcel Alexandre, que é do PMDB, partido aliado do governo federal, o erro político que o Palácio do Planalto vem desenvolvendo tem atingido Estados e municípios. Segundo Marcel, hoje a coisa está tão espremida, que todos estão ficando sufocados. Ele lamentou que o governo Dilma não esteja fazendo um bom trabalho para com o Amazonas, com essa questão na Suframa, o próprio re-

passe de recursos, que acaba por influenciar nas duras críticas feitas pelos vereadores. Apesar dessa análise, Marcel – que faz parte da oposição na Câmara - conta que os políticos ligados a esses grupos estão brigando por rótulos e acredita que deveriam discutir conteúdo. “Quando o prefeito (Arthur Neto) tem que tomar uma decisão de medidas antipáticas, na hora que vai se construir o conteúdo da matéria, eles se fecham. O líder do prefeito, para deixar de discutir as atitudes toscas da gestão municipal, se põe a discutir sobre o governo do PT, que não está fazendo isso e aquilo. O que está acontecendo aqui, na crise do conteúdo, estão brigando por rótulos”, assinalou. O parlamentar explica que a coisa está tão mal de gestores, que nem a base aliada pode elogiar por algo que não vem sendo feito, que nesse momento, tudo que vem acontecendo, é direcionado como culpa para

presidente Dilma. “Nós estamos muito próximos do período eleitoral e a bancada do prefeito falando bem, em uma situação que não está nada bem. Então, a única saída para eles é mostrar uma indignação para com a presidente Dilma, que virou culpa para tudo”, disse o peemedebista. Anexo Para o petista Professor Bibiano, a Câmara acabou se tornando um anexo à prefeitura, e a estratégia é encobrir a incompetência do governo do municipal trazendo o discurso para esfera federal. “Isso é um absurdo, uma vez que a Câmara deveria ser órgão fiscalizador dos atos do Executivo e não é bem isso que acontece. Uma vez que os vereadores são pagos para defender o povo, para fiscalizar os atos do prefeito. Os problemas da cidade de Manaus são tão gritantes, mas demos poucas vozes para tratar desse assunto”, criticou. O EM TEMPO procurou o líder do prefeito na CMM, vereador Elias Emanuel (PSDB), mas ele não foi encontrado para comentar essa postura da base governista.


A8

Política

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Condenados do mensalão já deixaram regime fechado S

ão Paulo (Folhapress) - Quase 2 anos após suas prisões, nenhum dos políticos condenados no esquema do mensalão continua em regime fechado. Dos 13 condenados no núcleo político do escândalo, apenas um ainda tem de dormir na cadeia pelo mensalão, o deputado Pedro Corrêa (PP-PE), que cumpre regime semiaberto. Corrêa, entretanto, foi preso pela operação Lava Jato e está em regime fechado - mas por motivo alheio ao escândalo deflagrado em 2005. A situação de Corrêa é semelhante à do ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, José Dirceu, também preso em regime fechado, mas pela Lava Jato. A diferença é que Dirceu cumpria prisão domiciliar pelo mensalão e não precisava dormir na penitenciária. Dos outros dez políticos condenados no esquema, dois nem sequer chegaram a ser presos - José Borba, exdeputado federal pelo PMDB paranaense e Emerson Palmieri, ex-dirigente do PTB pegaram penas alternativas. Entre os restantes, dois -

José Genoino, ex-presidente do PT e Jacinto Lamas, extesoureiro do então PL (hoje PR) - estão livres. O Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu a pena de ambos. Os ex-deputados federais Carlos Rodrigues (PR-RJ), João Paulo Cunha (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ), Valdemar Costa Neto (PR

ESQUEMA Abafado pelo escândalo do petrolão, o mensalão já foi classificado como “fichinha” diante do esquema de corrupção em torno da Petrobras. Presos do mensalão já cumprem pena no regime semiaberto -SP) e Pedro Henry (PP-MT), e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares cumprem prisão domiciliar. O ex-deputado pelo PTB mineiro, Romeu Queiroz, está em liberdade condicional. Núcleo empresarial No núcleo empresarial do esquema do mensalão, que pegou penas maiores,

DIVULGAÇÃO

Dois anos depois das prisões, os 13 réus do núcleo político cumprem pena no regime semiaberto. Apenas um dorme na prisão a situação é diferente. Um condenado (Rogério Tolentino, ex-advogado do empresário Marcos Valério) está em liberdade condicional e todos os outros oito ainda cumprem pena em regime fechado ou semiaberto. O empresário Marcos Valério, Ramon Hollerbach (exsócio de Valério), Cristiano Paz (ex-sócio de Valério) e a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello seguem em regime fechado. Já os ex-vice-presidentes do Banco Rural José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, e Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Valério, estão em regime semiaberto. Pizzolato O último dos condenados do esquema do mensalão a ser preso, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que chegou ao Brasil na manhã da última sexta-feira, após fugir para a Itália, se une, inicialmente, àqueles que estão em regime fechado. Ele começará a cumprir sua pena, de 12 anos e 7 meses, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Ex-ministro José Dirceu conseguiu ficar no semiaberto, mas voltou a ser preso, dessa vez pela Lava Jato


MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

3090-1019

politica@emtempo.com.br

ARQUIVO EM TEMPO

Economia

B1

CALOR

Bebidas com vendas aquecidas Economia B3

Velas e flores no vaso da crise econômica do país

DIEGO JANATÃ

Expectativa do mercado dos segmentos que movimentam o comércio no feriado do Dia de Finados é de queda nas vendas

S

ímbolos da fé e do amor, as velas e as flores costumam ganhar força no comércio, nesta época do ano, especialmente por conta do feriado do Dia de Finados, celebrado no dia 2 de novembro. Mas, assim como muitos produtos e serviços, o mercado desses segmentos pode sofrer com os impactos da crise econômica e, principalmente, por conta da recomendação da administração dos cemitérios, de diminuir o uso de velas, a fim de evitar os riscos de sinistros. A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, avalia que se a população atender a recomendação, a indústria das velas sofrerá imenso impacto, mas espera que a perda do segmento seja pelo menos transferida para o comércio das flores. “Todos os anos somos surpreendidos com medidas do governo. Este ano os administradores dos cemitérios realizaram uma reunião para que a população não use velas em cemitérios por conta de incêndios. Com isso, a população poderá transferir a compra de velas pelas de flores, então essa porcenta-

gem ainda é desconhecida, seja de queda ou de crescimento”, afirma Assayag. A maior fábrica da Região Norte do país, a Velas Rubi, que abastece Estados como Roraima, Pará e Acre, anuncia que a empresa sofreu queda no volume de vendas de 12% entre os meses de agosto e outubro. Este percentual equivale à produção de, apro-

INCÊNDIO Por conta do forte calor e a estiagem que tomam conta do clima de Manaus, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) - responsável pelos cemitérios da cidade -, recomendou a diminuição do número de velas para evitar incêndio ximadamente, 15 mil caixas a menos para o período. Sem dar maiores explicações sobre as perdas, o proprietário da Velas Rubi, Eraldo Guedes, informa ao EM TEMPO, por meio de nota, que neste ano a expectativa de vendas da empresa é de 110 mil caixas de velas. O foco da produção da companhia, de acordo com ele, são

as velas brancas comuns e as de sete dias branca. O empresário aponta que as programações dos feriados do Dia de Finados, Círio de Nazaré, Dia das Mães e Dia dos Pais são os maiores responsáveis pela demanda no ano. Mas, a maior procura pelo produto, de acordo com ele, acontece justamente durante o período dos Finados. Flores Enquanto o mercado das velas corre o risco de ter as vendas apagadas, o das flores conseguirá se manter aceso, muito embora com nível menor em relação ao mesmo período do ano passado. O proprietário de uma floricultura situada na rua Joaquim Nabuco, bairro Centro, Zona Sul, afirma que as vendas dos seus produtos estão razoáveis neste ano. E, segundo ele, para manter o nível diante da crise, se viu obrigado a não aplicar reajuste sobre o preço final. “A floricultura fica em frente a uma funerária. No ano passado nós vendemos bem mais do que este ano. O reajuste é real. Muitos vão aplicar, mas eu não posso, porque senão, eu não vou vender nada e as flores morrem, não podem esperar a boa vontade do comprador”, observa.

A quarta melhor data para as rosas O artista floral René Souza, 47, informa que a data de Finados é a quarta melhor data para a venda de flores, atrás apenas do Dia das Mães, dos Namorados e da Mulher. “O Dia dos Finados é quase tão importante quanto o Dia das Mães e Namorados. As pessoas ainda compram muito. Neste ano iremos vender os arranjos de flores na faixa de R$ 5 a R$ 10”, pontuou. Na hora de ofertar as flores a um ente querido, o

gerente da floricultura Belas Rosas, Raimundo Silveira, 52, explica que cada cor possui um significado diferente. “Rosas vermelhas significam amor e paixão. Geralmente as pessoas ofertam para os pais falecidos. Flores amarelas ou cor-de -rosa, que significam prosperidade e amizade, podem ser ofertadas para irmãos e outros parentes. Já as brancas significam luz e paz e elas podem ser direcionadas a conhecidos e amigos”, diz.

Os itens mais procurados para o feriado de Finados, de acordo com os comerciantes de flores, são os buquês de crisântemos, rosas, cravos e flores do campo, por conterem perfume marcante e serem resistentes ao tempo quente de Manaus. Outras espécies bastante procuradas são: orquídeas, lírios, begônias e azaleias. O preço de um buquê simples em forma de coroa - naturais ou artificiais - pode ser encontrado a partir de R$ 30 no mercado. IONE MORENO

LUIS HENRIQUE OLIVEIRA

Arranjos de flores e buquês são os principais itens desse mercado comercializados no feriado de Finados


B2

Economia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Biomassa vira ração animal e reduz custo de produção FOTOS: FAPEAM/ERICO XAVIER

Alimento não utiliza produtos químicos e promete deixar o Amazonas independente da importação de outros Estados

O engenheiro Paulo Amaral Júnior coordena o projeto com bolsa do governo

U

ma ração extraída de biomassa (microrganismos ricos em zooplâncton presentes na água) está em fase de produção em Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus). Produzido por bolsista com recurso da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), o nutriente, que é pioneiro comercialmente no Brasil, promete reduzir os custos na piscicultura no Amazonas. “Com essa produção de ração de microrganismos, nós colocamos mais um produto com a marca Amazônia no mercado nacional. A ração deve ter um custo menor para o produtor por não necessitar de uma tecnologia de produção tão complexa. Para fazer farinha de peixe, por exemplo, é preciso uma estrutura muito grande, ao contrário da biomassa de zooplâncton, o que vai baratear o valor da ração”, explica o bolsista coordenador

do projeto, engenheiro Paulo Amaral Júnior, Fruto do Programa de Subvenção Econômica à Inovação (Tecnova/AM), o trabalho faz parte da pesquisa “Projeto Zooplâncton: produção biotecnológica intensiva de organismos aquáticos para a indústria de alimentação animal’’, desenvolvido pela empresa Ecology Biotecnologia, localizada no quilômetro 127 do ramal do banco, quilômetro 10 da rodovia AM-010, no município de Rio Preto da Eva. O objetivo, de acordo com o engenheiro, é comercializar uma parte da biomassa como insumo para a indústria de alimentação animal (farinha de plâncton). A outra parte será vendida como alimento à base de zooplâncton, produto Premium, para peixes ornamentais. Amaral avalia que a produção e comercialização de extrato bruto de biomassa irão auxiliar no crescimento econô-

mico da piscicultura, além de potencializar a diversificação da aquicultura no Amazonas, já que o zooplâncton está presente em rios e tanques de piscicultura. A projeção de produção é de 30 quilos por dia, em tanques de 60 metros

MERCADO Atualmente, há no Amazonas três fábricas de ração para pescados. Conforme o titular da Sepa, Geraldo Bernardino, elas são responsáveis por, aproximadamente, 40% do consumo local da piscicultura cúbicos de água. “É uma nova forma de abastecer a indústria de ração. Nós ainda sofremos com a distância entre os Estados. Por isso, uma ração produzida aqui diminuirá esse custo de logística no

valor final do produto”, avalia o coordenador do projeto. Segundo o pesquisador, o estudo atende uma necessidade da indústria de alimentação animal regional e brasileira e deve baratear o valor do produto, além de oferecer uma nova alternativa no segmento alimentício. “É uma nova forma de abastecer a indústria de ração. Nós ainda sofremos com a distância entre os Estados. Por isso, uma ração produzida aqui diminuirá esse custo de logística no valor final do produto”, diz. A grande expectativa do projeto para Amaral é gerar emprego e renda aos moradores da região, quando produzido em larga escala. “Com o bom andamento do projeto nós vamos precisar de mais recursos humanos, seja para produzir a biomassa de zooplâncton ou para a comercialização do produto. Então, isso fortalecerá economicamente o Amazonas”, aponta.

Luz à produção de pescado Para o pesquisador, o apoio da Fapeam está sendo fundamental para tornar o trabalho realidade. “A Fapeam é importante para andamento dessa pesquisa. Esse é um projeto que vai beneficiar a sociedade com a melhoria na qualidade da produção de pescado, geração de emprego e renda e transferência de tecnologia”, diz. O programa apoia projetos de inovação tecnológica, associados às oportunidades de mercado, buscando o desenvolvimento de produtos (bens ou serviços) e processos inovadores que sejam novos ou

significativamente aprimorados para o desenvolvimento dos setores econômicos considerados estratégicos nas políticas públicas federais e aderentes à política pública de inovação do estado do Amazonas, promovendo um significativo aumento das atividades de inovação e o incremento da competitividade das empresas.

Ração é produzida a partir de microrganismos em tanques de água

Técnicas e conhecimento combatem crise III marcio.vieira@am.sebrae.com.br Marcio Vieira Gerente da Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae-AM

Ampliando a abordagem O artigo de hoje traz para você duas coisas: uma certeza e uma técnica. Aproveite, pois ambas estão relacionadas e podem te ajudar a melhorar suas vendas ou o desempenho de seu negócio. No mundo empreendedor existem muitas certezas e incertezas. A própria engrenagem da economia e o comportamento de compra do consumidor dão conta de inúmeras incertezas e algumas certezas. Como tenho dito, o otimismo, ou a decisão de ser otimista, já é um grande diferencial, sobretudo neste

momento de crise. Uma dessas certezas, a qual você pode ter absoluto controle, é a de que é possível reprogramar o cérebro, a fim de eliminar de sua linguagem, ou do seu dia-a-dia, as palavras sucesso e derrota. Você deve substituí-las pela palavra resultado. Sim, resultado. Ele mantém seus pés no chão, firmes, longe da soberba que a palavra sucesso pode lhe trazer e mais longe ainda da sensação impotente que a palavra derrota é capaz de lhe causar. Por exemplo:

as vendas do dia não foram um fracasso, ou um sucesso. Elas apenas representam um resultado, produzido a partir de um conjunto de fatores, causas e ocorrências. Além disso, sucesso e derrota podem ser apenas opiniões, pontos de vista. Resultado não. Ele é exatamente o que a palavra sugere. Bom ou ruim será, sempre, resultado. Pense nisso. A técnica de hoje é um complemento ao que foi sugerido no artigo anterior, ou seja, vem somar-se às suas habilidades na etapa de aborda-

gem do cliente. Falamos no artigo passado que você deve utilizar um processo padrão de abordagem, porém sem abdicar da sua capacidade de improviso e inovação. Após o primeiro contato verbal, dê alguns segundos para o cliente. Se ele retribuir as gentilezas, fique atento ao que ele diz e use a seu favor. Caso ele nada responda, reinicie o diálogo, também de forma jovial, e faça uma pergunta aberta, porém preferencialmente relacionado ao cliente. Pode ser algo vinculado ao

estilo dele, que você notou; algo curioso que lhe chamou a atenção ou pode ser até mesmo um belo ‘chute’, tentando identificar o que o cliente procura. Mas seja rápido e eficaz. Não pense muito. Note: não pergunte se ele procura algo (é claro que ele quer alguma coisa), mas pergunte assertivamente, cuja resposta seja uma revelação de suas necessidades ou desejos expressos. E em suas respostas, faça um grande esforço para não dizer apenas um ‘sim’ ou um ‘não’. Seja as-

sertivo e útil. A meta, aqui, é saber o que o cliente quer, quais as preferências, saber por que ele entrou em sua loja ou estabelecimento. Identificar quais seus pensamentos. Isso é tudo o que você precisa saber neste momento, para somente depois ofertar de acordo com que lhe foi revelado. Vamos em frente, com muita vontade de fazer a diferença. Até domingo que vem. Sucesso, sempre!


Economia B3

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Calor aquece mercado de bebidas e empurra a crise ANDRÉ TOBIAS

O

forte calor dos últimos meses que perturbou o manauense foi primordial para o aumento no volume de vendas do segmento de bebidas em Manaus e da sua produção. O principal aliado dos consumidores para aliviar um pouco as altas temperaturas que ultrapassaram os 40 graus foi a água. De acordo com o gerente da Magistral, Loreni Berlt, entre os meses de março e outubro deste ano, a comercialização da bebida cresceu quase 50% em relação aos primeiros meses do ano. “O calor é o nosso melhor vendedor. Quando o sol aparece fica mais fácil. Se compararmos o mesmo período deste ano, com o ano passado, o aumento chega a 20%. Este ano, realmente, o tempo tem favorecido a gente”, explica Berlt. Outro fator importante citado pelo gerente que favoreceu o crescimento das vendas foi a questão do preço do produto. Segundo ele, a capital amazonense vende água por um valor mais barato em relação às outras capitais brasileiras. Apesar da crise econômica pela qual atravessa o país, Berlt destaca

que a empresa tem mantido a média de preço cobrada pelos produtos que fabrica, como água e refrigerante. “Todo mundo sabe que o consumo de água vem aumentado. Aqui na nossa região principalmente, já que o preço dela é inferior ao cobrado em outras capitais do país. Por conta desse crescimento nas vendas, aumentamos nossa

EXPORTAÇÃO De janeiro a setembro deste ano, a Recofarma exportou mais de R$ 204 milhões. No ano passado, no mesmo período, este número chegou a R$ 183 milhões, o que aponta um crescimento de 11,23%. produção em 10%. Toda vez, nesta época do ano a gente vende bem. Mas, nossa produção está obedecendo tudo o que havíamos planejado”, relata o gerente. De acordo com Berlt, a Magistral renovou o maquinário responsável pelos garrafões de 20, 10 e 5 litros. Com o novo equipamento, ele afirma

ARQUIVO EM TEMPO

No ano para o qual se estimava prejuízos, o segmento conta com as altas temperaturas dos últimos meses para crescer que a linha passou a produzir 150% a mais do que produzia no ano passado. A contratação de funcionários, segundo ele, também aumentou neste segundo semestre em relação ao primeiro. O efetivo de pessoal cresceu em torno de 30%. “Nós estamos adequando nosso equipamento. Temos uma projeção de cinco anos pela frente. Estamos preparados para isso (crescimento nas vendas), que estava dentro do planejado. O consumo vem subindo no país como um todo, claro que nessa época o consumo de água é grande, só que este ano foi maior. Para nós, é uma surpresa agradável”, apontou Berlt. Em relação aos outros produtos da Magistral, como os refrigerantes, o gerente da empresa ressalta que as vendas continuaram as mesmas. Que crise? Enquanto a Magistral agradece ao sol pelo aumento de vendas, a Recofarma – empresa que fabrica a Coca-Cola e todas suas marcas – chuta para longe a crise. Enquanto algumas fábricas por momento delicado, a corporação de bebidas segue liderando o ranking de exportações do Amazonas.

A água se firmou no mercado como o principal aliado do consumidor manauense para combater o calor


B6

País

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Mortes por raios crescem muito na Região Norte Segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais, o número de mortes por raio na Região Norte aumentou em 21% DIVULGAÇÃO

O

número de mortes por raios na Região Norte está aumentando e a tendência é que a incidência do fenômeno continue crescendo na região, por causa do aquecimento global. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e fazem parte do livro Brasil: Que raio de história, que está sendo lançado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília O estudo, realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Inpe, compara dados do primeiro levantamento de mortes por raios, de 2000 a 2009, com dados do segundo, de 2000 a 2014. De 2000 a 2014, 1.789 pessoas morreram atingidas por raios em todo o país. O número médio de mortes por ano caiu de 132 para 111 , mas, apesar da redução nacional, as mortes na Região Norte aumentaram e passaram de 18% para 21% dos casos. O Sudeste continua com o maior número de vítimas, por ter maior população, mas agora com 26% dos casos, contra 29% antes. Nas demais regiões, os dados seguem o padrão nacional de diminuição. Segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, a falta de acesso à informação pode ser a causa para o aumento de mortes no Norte, por ser uma região com cidades pequenas e muito distantes dos centros urbanos. Segundo Osmar, na Região Norte existe também a tendência de aumento da população, assim como o aumento da incidência do número de raios, porque é a região que mais está esquentando, devido ao aquecimento global (cerca de 7 ºC até o fim do século). Em setembro, o Inpe lançou um sistema de previsão de raios que pretende informar onde eles irão cair no dia seguinte. Osmar conta que o sistema deve entrar em operação em janeiro de 2016 e

Em todo país, em 14 anos, mais de 1,7 mil pessoas morreram vítimas de raios

a ideia é firmar parceria com as emissoras de televisão para que, assim como a previsão do tempo, seja divulgado o serviço de previsão de raios. Apesar de registrar a maior incidência de raios no mundo, por ser o maior país localizado na região tropical, o Brasil é o sétimo em número de mortes, atrás da China (média de 700 mortes por ano), Índia (450), Nigéria (400), México (220), África do Sul (150) e Malásia (150). Osmar explica que o padrão de ventos e a alta temperatura da região influi diretamente na formação de tempestades. O coordenador do Elat alerta

ainda que, apesar da tendência de aumento de raios no Norte, de forma pontual neste verão, por causa do fenômeno El Niño, a Região Sul será muito atingida. “No inverno, já tivemos 500% mais raios se comparado a 2014. No Sudeste o aumento foi 100%”, diz Osmar. Circunstâncias das mortes Apesar do número de mortes em atividades agropecuárias ser maior, com 25% dos casos, uma das preocupações do Inpe é com o aumento, de 12% para 19%, do número de pessoas que morrem por raios dentro de casa. Segundo Os-

mar é um número muito alto. Ele cita os Estados Unidos que tem uma média de 30 mortes por ano por raio e 1% delas é dentro de casa. “É verdade que dentro de casa a pessoa está mais protegida que ao ar livre, mas não completamente, pois o problema vem pelas redes elétrica e telefônica. Precisamos melhorar a segurança dessas redes com apoio do governo e das empresas”, diz o coordenador do Elat. Osmar orienta as pessoas a evitar banhos no chuveiro elétrico, falar ao telefone com fio e ficar próximo a eletrodomésticos e grande objetos me-

tálicos, durante tempestades. Falar ao celular não é perigoso, desde que ele não esteja conectado ao carregador. Além das citadas, as principais circunstâncias de mortes por raios são no transporte, embaixo de árvores, em campo de futebol e na praia. O Inpe destaca ainda que a idade das vítimas tem diminuído consideravelmente. O índice daqueles com menos de 24 anos mortos por raios passou de 40% para 68%. Segundo Osmar, as orientações sobre como se proteger de raios chegam mais fácil à população adulta do que aos jovens e crianças.

“Ou o jovem não recebe ou negligencia a informação, o que sugere que devemos fazer ações votadas para esse público. Uma sugestão é que os livros didáticos tragam informações para que as crianças percebam o perigo dos raios e ao longo das próximas gerações tenhamos crianças mais protegidas”, afirma Osmar. Além dos dados de mortes por raios, o livro traz a evolução do significado desse fenômeno natural, que antes era visto como uma manifestação mais mística e hoje está mais ligado à ciência e em como os raios podem ajudar a prever o futuro do clima.


Mundo B7

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Eleição para presidente do Haiti com 54 candidatos O

s eleitores haitianos vão às urnas no domingo (25) na esperança de tirar os país mais pobre das Américas de uma instabilidade política crônica. O número de candidatos é recorde: há 54 postulantes -- o que não é sinal de uma boa saúde democrática. Uma dezena deles são ex-parlamentares ou líderes de partidos políticos históricos, enquanto muitos outros são desconhecidos do público. E apenas um punhado publicou um esboço do seu programa de governo. “Os debates têm sido inúteis, os candidatos falam apenas de generalidades. Nenhum mostrou ser capaz de gerir a situação”, lamenta Kesner Pharel, economista haitiano. “O governo se esforçou para apresentar o orçamento 2015-2016 para os candidatos. Apenas quinze responderam ao convite e não aproveitaram esta oportunidade para mostrar a seriedade do seu programa (...) Eles nem sequer compreenderam que este instrumento financeiro é a pedra angular para administrar um país”, lamenta Kesner Pharel. Quase cinco anos após a chegada de Michel Martelly ao governo, essa nova eleição

presidencial é a única a ser realizada dentro do prazo legal. Em razão de uma profunda crise entre o poder executivo e a oposição, as eleições parlamentares, municipais e locais foram atrasadas em mais de três anos. O presidente, cantor popular e político novato, iniciou seu mandato em maio

PROBLEMAS Entre as dificuldades enfrentadas pelo novo gestor está a de tirar 6, dos 10 milhões de habitantes da linha abaixo da pobreza. Estimativa aponta que essa população vive com menos de 2,5 dólares por dia de 2011, em um país que acabara de sofrer uma das piores catástrofes naturais das últimas décadas. Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 6,3 devastou o Haiti, matando mais de 220.000 pessoas e jogando um milhão e meio de pessoas nas ruas. Além disso, o desastre causou uma destruição estimada em 120% do PIB, reduzindo em ruínas a maioria

DIVULGAÇÃO

Hoje, os haitianos vão às urnas para escolher novo presidente. Disputa está acirrada e novo gestor enfrentará crises dos edifícios públicos, incluindo o Palácio Presidencial. Desde o final, em 1986, dos 30 anos de ditadura de Duvalier, o Haiti vive crises cíclicas, com eleições banhadas de sangue por causa dos ataques dos “tontons macoutes”, o braço armado do regime Duvalier. No entanto, o país havia feito história ao nascer, em 1804, da única revolta de escravos. Grandes desafios Seis dos 10 milhões de haitianos vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 2,5 dólares por dia. A cada ano, 100.000 jovens abandonam o sistema de ensino sem encontrar um emprego. E passados mais de cinco anos desde o terremoto, 85.432 vítimas do desastre ainda vivem em acampamentos improvisados, segundo a Anistia Internacional. A necessidade de uma unidade nacional para tirar o país do subdesenvolvimento é defendida por muitos líderes políticos, mas desde o terremoto, as tentativas de governança abertas e inclusivas fracassaram. “No Haiti, ninguém gosta de perder. Os 53 perdedores da eleição presidencial vão concordar em dizer que houve fraude”.

Haíti, além de enfrentar problemas financeiros, também ainda não se recuperou do terremoto de 2010


B8

Mundo

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015


MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

3090-1041

diadia@emtempo.com.br

IONE MORENO

Dia a dia

C1

‘DA EDUARDO’

Feira caiu no gosto popular Dia a dia C4 e C5

Projeto de conservação de quelônios busca apoio

FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

Desenvolvido nas comunidades da calha do rio Andirá, programa teve recursos de instituições federais suspensos

Trabalho de coleta de ovos e soltura dos quelônios, nas comunidades do rio Andirá, viabiliza a proteção da espécie

IVE RYLO

A

suspensão da parceria com instituições federais, afetou tanto o projeto de conservação das populações de quelônios na calha do rio Andirá quanto o abastecimento da comunidade ribeirinha São Francisco de Canindé, localizada no município de Barreirinha (a 330 quilômetros de Manaus). Os comunitários, sem apoio para tocar o projeto à frente, decidiram arregaçar as mangas e dar continuidade por conta própria, realizando a coleta dos ovos para posterior soltura dos quelônios, já agendada para março de 2016. Neste ano, o projeto completa 15 anos de realização na comunidade, implantado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com a Petrobras. “Quem ajudava era a Ufam, com o projeto em comunidades de várias calhas do baixo Amazonas, mas acabou. Na soltura de 2014, veio o último apoio. Falaram que a Ufam não tinha mais o patrocínio da Petrobras e que, provavelmente, teríamos outro patrocinador, mas ainda não tivemos resposta”, informa o presidente da comunidade e coordenador do projeto na região, Francinaldo Rodrigues Lima. Ele explica que o apoio dos órgãos federais vinha em forma de insumos e cursos de manejo aos quelônios, oferecidos aos ribeirinhos envolvidos na ação. “A ajuda não vinha com dinheiro, mas com caixas de isopor, tela para fa-

zer o berçário, gasolina para a coleta dos ovos nas praias. Às vezes, quando a gasolina não dava, nós completávamos”, diz Lima. Somente na comunidade São Francisco participam da ação 26 famílias, além de outras 16 comunidades distribuídas à margem do rio Andirá. De acordo com Francinaldo, neste mês de outubro foi dada a largada aos trabalhos de coleta de ovos nas praias, com a abertura de 40 covas. A média de captura de ovos no São Francisco varia de 3

AUXÍLIO Quem tiver interesse em auxiliar o projeto, pode entrar em contato com o presidente da comunidade São Francisco de Canindé, Francinaldo Rodrigues Lima, pelos números 993703455 e 99456-3921 a 5 mil unidades. “Em outras áreas é de até 10 mil. Em uma coleta de 4 mil, nascem, aproximadamente, de 3 mil a 2.200 quelônios. Depende muito”, explica. Segundo ele, os moradores são divididos em equipes, cada um com uma coordenação para realizar a retirada dos ovos depositados ao longo da praia. O material recolhido é levado para a chocadeira construída na areia. Três meses depois, os quelônios nascem e são encaminhados para o berçário. “Então a gente marca a soltura. Convidamos a comunidade

para participar. É uma grande festa”, afirma. Ele explica que a coleta é necessária para levar os ovos para um local seguro longe dos inúmeros predadores. “Se deixar os ovos na área de desova, os predadores comem, como jacuraru, gavião, urubus, camaleão, a própria formiga, que fura os ovos, e as pessoas que não têm consciência da importância do nosso trabalho. Por isso não havia mais quelônios na nossa região”, observa. Ainda segundo Francinaldo, o homem também encontrase na lista predadores dos bichinhos. Sem consciência da importância da conservação da espécie, muitas pessoas realizam a coleta indiscriminada dos ovos para consumo e venda. “O ovo é muito cobiçado, a dúzia é vendida a R$ 25”, salienta. A comunidade já chegou a entregar para a natureza até 4 mil quelônios, em uma única soltura. “Ano passado tivemos uma perda grande, fizemos a chocadeira na campina e os predadores atacaram. Com isso, tivemos 1.884 quelônios. Em anos anteriores alcançamos 4 mil, varia muito”, destaca. Até as crianças auxiliam a coleta de ovos, aprendendo desde cedo a importância da valorização da fauna e flora. “As crianças acordam cedo para coletar com os pais, antes mesmo de irem para a escola. E eles levam para a chocadeira. Isto incentiva cada vez mais a importância da conservação ambiental desde cedo”, avalia o presidente da comunidade.

Trabalho pode gerar melhorias Com a implantação do projeto, os ribeirinhos compreenderam a importância do bom senso na captura e, hoje, encontraram um equilíbrio – na coleta dos ovos e, posteriormente caça do tracajá – tanto para o consumo, como para a conservação e perpetuação da espécie. “Apesar de não ter mais a parceria, continuamos trabalhando em prol da comunidade. Há 14 anos não havia muitos quelônios na nossa região, era muito difícil encontrar”, declara. No futuro, com a expansão do trabalho de manejo, a comunidade pretende constituir uma associação ou cooperativa para poder investir na

comercialização da espécie. “Nosso trabalho ainda não traz lucro comercial e é feito de forma voluntária pela comunidade. Os peixes e quelônios servem como alimentos e não são comercializados. Quando estivermos legalizados, por meio da associação ou cooperativa, vamos investir na venda de animais vivos, dentro da lei, para trazer recursos à comunidade”, afirma. Sem a parceria, a comunidade pede apoio para não parar as atividades. “Estamos tirando recursos do próprio bolso. Precisamos de combustível, lanterna, pilhas. Temos meio de transporte, que não são do projeto, são duas

lanchas particulares, mas que utilizamos no projeto, precisaríamos de mais uma lancha. Queremos patrocínio para a gasolina, fardamento como camisas e calças de manga compridas e os equipamentos de proteção individual padronizados”, salienta. Para arrecadar dinheiro para investir no projeto, os moradores têm trabalhado na fabricação e venda de farinha, rifa de boi, além da realização de torneios de canoagem, corrida, futebol e vôlei. A próxima soltura já tem data e hora para acontecer. Está programada para às 17h, do dia 30 de março de 2016, no porto da comunidade.

Projeto viabiliza a soltura de até 4 mil animais, mas depende de recursos para ter melhor continuidade


D2

Dia a dia

EMERSON QUARESMA

M

anter a lembrança de um ente querido em Manaus custa no mínimo R$ 1,6 mil, quando a família ou os amigos resolvem bancar os custos de uma funerária. Mas, esse valor pode ser superior a R$ 23 mil quando se se resolve bancar um funeral “classe A” e mais um jazigo em cemitério particular. Aos que comprovadamente não podem arcar com um velório, em Manaus a prefeitura oferece o programa SOS Funeral. Entre urnas, salão, ornamentação, castiçais e traslado, o mercado oferece planos de investimentos familiar e empresarial e até mesmo parcelamentos para as compras de última hora, que são apontadas pelas empresas do setor como a maioria dos negócios fechados na indústria fúnebre. A servidora pública Ieda Filgueira Montana, 65, não perdeu tempo, há dois anos, assim que viu uma propaganda na televisão sobre o lançamento de um novo cemitério, na Região Metropolitana de Manaus (RMM). O anúncio do cemitério Recanto da Paz falava ainda de um plano funerário, com cobertura total sobre o modus operandi dos clientes até a última morada. Para Ieda, o cemitério instalado no quilômetro 13 da rodovia AM-070 (Manaus -Manacapuru), também co-

nhecida como Manoel Urbano, é um lugar amplo, de fácil acesso. Sem medo da morte, ela avalia o lugar como um ambiente “muito bonito” e explica que não quer dar trabalho para ninguém quando chegar a sua hora. “Estou me cuidando para não dar para dar problema à família. E quando for a minha hora, depois de me enterrarem, todos ainda vão dar uma volta lá do outro lado do rio, depois da ponte, para

PÉRPETUO A lei municipal número 1.273/2008 proíbe a revenda de sepulturas por pessoas físicas ou jurídicas não autorizadas pelo município, tanto nos cemitérios municipais quanto nos particulares tomar um café em Iranduba ou, depedendo da hora, até comer um peixe assado na beira da estrada”, comenta de forma humorada a funcionária pública. Ieda conta que, na época que viu a propaganda, ela aproveitou uma promoção que a permitiu comprar logo duas sepulturas no cemitério, uma ao lado da outra. Com 24 parcelas, ela ainda paga R$ 220 mensais. “Aproveitei e paguei logo por duas sepulturas,

porque apenas uma sairia por R$ 150”, diz. Considerado por ela um serviço caro para ser resolvido somente na hora que o ente querido morre, Ieda diz que, para não dar “dor de cabeça” à família, também comprou o plano de assistência funerária, em leves prestações. Por R$ 39, ao mês, o pacote da funerária, segundo ela, garante desde o velório ao traslado do salão funerário, próximo à bola do bairro Coroado, na Zona Leste, ao cemitério na rodovia estadual. “Quando o meu padrasto morreu, ele já tinha uma sepultura paga no cemitério Parque Tarumã. Mas, sem um plano de assistência funerária, foi o maior aperreio para resolver a parte burocrática de conseguir as coisas que precisávamos. A minha mãe desmaiando para um lado, as outras pessoas chorando para outro, tive que pedir a um irmão para resolver as coisas”, conta Ieda. Bem-humorada, Ieda lembra que o plano de assistência póstuma que contratou, também cobre, além do titular, mais cinco dependentes. E na hora de montar a sua lista, teve parente que não quis entrar com medo de ser o próximo a deixar essa vida. “Quando fiz a minha lista, um sobrinho meu disse que não queria entrar nela de jeito nenhum. Por outro lado, o irmão dele topou sem problemas”, lembra.

Os custos última

Apesar da variação de preços dos velórios, taxas de sepultamento têm o mesmo valor Precavida, a servidora pública Ieda Filgueira adquiriu um plano funerário, no campo santo instalado na área da Região Metropolitana de Manaus

Planos com várias coberturas Na funerária Almir Neves, que presta o serviço em Manaus há mais de 100 anos, conforme o chefe administrativo Carlos Augusto Lopes da Silva, o velório completo custa em média R$ 12 mil, com uma urna funerária das mais caras no valor de R$ 10 mil. Os custos de um velório mais simples na Almir Neves, sem a inclusão do salão, variam em média de R$ 1,6 mil, com a urna mais barata que custa R$ 800. Com o salão, o rito mais simples sai por R$ 2,5 mil. O custo alto das urnas é justificado pelo chefe administrativo da funerária pela qualidade dos produtos, trabalhados em São Paulo, envernizadas em alto relevo e em vários modelos e estilos. Os demais custos cobrados pela funerária no pacote completo são as taxas de sepultamento – iguais para cemitérios públicos e privados -, a urna funerária, o carro para traslado, os castiçais, a higienização e maquiagem, as velas, a ornamentação e a capela com salão climatizado. Aos pretensos clientes que planejam a última morada, Augusto explica que a Almir Neves oferece planos como o “Ouro”, com parcelas mensais de R$ 45, num período de quatro anos. Nesse tempo o plano cobre o conjugue, pai, mãe, sogro, sogra e

os filhos solteiros de até 25 anos. A cada ano, as parcelas sofrem um reajuste conforme a taxa do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), que segundo o chefe administrativo, varia entre R$ 3 e R$ 4, ano. “A pessoa terá uma cobertura total para a família e automaticamente após esses quatro anos o contrato se renova. Geralmente as pessoas buscam esses planos quando têm alguém idoso ou alguém no hospital”, explica. Empresarial Na funerária Canaã é possível encontrar o plano empresarial para auxiliar o empresário no benefício de assistência funeral aos seus colaboradores e dependentes. Os custos variam a partir do número de beneficiados da empresa, sem a exigência de carência. O custo mensal do plano empresarial é cobrado R$ 10 por funcionário para empresas que beneficiam até cem colaboradores, R$ 7 até 500, R$ 5 até 1 mil, e R$ 3 para planos com até 1 mil funcionários. No plano familiar, a Canaã cobra uma taxa de adesão contratual de R$ 100 e mensalidades a partir de R$ 20 mensais, com carência de 90 dias a partir da data de assinatura do contrato e com as mensalidades pagas.


da morada

Com planos familiares ou corporativos, serviços funerários em Manaus oferecem várias opções

D3

IONE MORENO

Cuidados constantes com a estrutura e limpeza das sepulturas, podem varias de R$ 700 a R$ 1,5 mil

Questionamentos sem respostas Procurada pela reportagem do EM TEMPO, há duas semanas, a diretoria do Departamento de Cemitérios da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) não atendeu as demandas a respeito dos cemitérios públicos de responsabilidade da Prefeitura de Manaus. E-mail encaminhado à diretora do departamento, Danille Soares, trazia ques-

tões como qual o espaço dos cemitérios ocupados e ainda disponíveis, os passos que uma família deve seguir para enterrar um ente querido nos cemitérios públicos. Também não respondeu sobre a reponsabilidade da Prefeitura de Manaus sobre os cemitérios, bem como sobre o serviço do SOS Funeral. Outra questão que ficou

sem respostas da pasta foi quanto à discussão sobre a necessidade de uma unidade de cremação em Manaus, uma vez que essa é opção não há no serviço privado. Além da diretoria do Departamento de Cemitérios, a assessoria de comunicação da Semulsp não atendeu às chamadas aos telefones celulares 98844XXXX e 98214-XXX.

CEMITÉRIOS EM MANAUS São João Batista - Praça Chile, sem número, Praça 14 de Janeiro Nossa Senhora Aparecida - avenida do Turismo, 107, Tarumã Santa Helena - rua Coração de Jesus, 215, São Raimundo São Francisco - rua Coronel Pedro de Souza, sem número, Morro da Liberdade Santo Alberto - rua Monteiro Maia, sem número, Colônia Antônio Aleixo Nossa Senhora Piedade - rodovia AM-010, km 5, Santa Etelvina São José do Jutuarana - margem do rio Amazonas, zona rural de Manaus Nossa Senhora do Carmo - margem do rio Amazonas, zona rural de Manaus Santa Joana do Puraquequara - margem do lago do Puraquequara, Puraquequara N. S. da Conceição das Lajes - margem do rio Negro, zona rural de Manaus

Cuidados também geram lucros Quem prefere um jazigo num cemitério particular como o Parque de Manaus, no bairro Tarumã, Zona Oeste, terá que desembolsar entre R$ 7,5 mil por uma sepultura de uma gaveta e R$ 11.220 mil por um de duas gavetas, de acordo com a supervisora de manutenção do cemitério, Jacqueline Martins, 48. “Esses valores não são reajustados desde o ano de 2008, e podem ser pagos em parcelas de uma entrada com mais 11 prestações”, informa. Vizinho do cemitério público Nossa Senhora de Aparecida – conhecido popularmente como cemitério do Tarumã -, o Parque Manaus existe desde 1978. Segundo Jacqueline, ele tem hoje, aproximadamente, 1,5 mil jazigos reservados

para previdenciários, como são chamados os donos dos jazigos, que somados às sepulturas já ocupadas chegam

REVERÊNCIAS Uma média de 500 mil pessoas é esperada nos cemitérios da cidade, conforme informações da Prefeitura de Manaus, no próximo dia 2 de novembro, quando é celebrado o Dia dos Finados a 8 mil locatários, com arrendamento perpétuo. Os custos da última morada não param por aí. Depois dos cuidados com o falecido, o

velório, urna, féretro e jazigo, familiares ou amigos ainda podem bancar a construção da sepultura. Construtor autônomo há 16 anos no cemitério Nossa Senhora de Aparecida, Justino Dias de Souza, 73, além dos serviços de jardinagem oferece a mão de obra para a construção do túmulo em formato de jardineira (R$ 700), mureta (R$ 800), mausoléu (R$ 1,2 mil) e três pisos (R$ 1,5 mil). Segundo ele, a ordem no cemitério é que a construçãoe seja realizada no período de seis meses após o enterro do falecido. “Tem meses que eu não faço nenhuma construção, e vou vivendo dos serviços de jardinagem apenas. Mas já teve mês que fiz até dez construções de túmulos”, conta. Cemitério público Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, é o campo santo que mais cresce na cidade

DIEGO JANATÃ

MANAUS, SÁBADO, 24 DE OUTUBRO DE 2015


C4

Dia a dia

Doming

Feirinha da Ed Tradicional ponto de encontro das famílias aos domingos, a Feirinha da Eduardo Ribeiro há 15 anos está na vida do manauense. À disposição dos visitantes estão o melhor da gastronomia regional e artesanato variado ANDRÉ TOBIAS

O

vaivém de carros, as pessoas caminhando rapidamente rumo a seus compromissos, os guardadores de veículos, os pontos de táxi, o entra e sai em lojas, supermercados, bancos e a correria do dia a dia durante toda semana dão lugar a outro tipo de ocupação da avenida Eduardo Ribeiro aos domingos. Nesse dia o ritmo e a paisagem mudam completamente. As horas passam mais lenta e agradavelmente e as pessoas ficam mais propensas a olhar as belezas que se escondem por detrás da pressa cotidiana. Já não são mais os prédios que viram ponto de encontro ou um local para chegar, os destinos são as dezenas de barracas que adornam a avenida mais impor-

OS I R Á HOR A Feirinha de Artesanato e Produtos do Amazonas dos Artesãos da Eduardo Ribeiro funciona todos os domingos, de 6h30 às 14h. No local, o visitante tem à disposição 66 barracas com produtos diversificados

tante do centro da cidade. Nelas encontram-se algumas das preciosidades do Amazonas. Tem tucumã, banana frita, tapioca, cará, macaxeira, mingaus, bolos, sucos regionais, doces, balas, biscoitos, castanhas, pupunha, misturas diversas com guaraná em pó e xarope, e outros ingredientes amazônicos. Há também a diversidade do artesanato. Colares, brincos, bolsas, sandálias, caixas e tantos outros produtos feitos com materiais da floresta estão à disposição do turista local, nacional e estrangeiro. Mudas de plantas nativas da região, redes, roupas e confecções feitas à mão e blusas lembranças de Manaus também podem ser encontrados no local. A diversidade de opções não para por aí, e é preciso disponibilidade de tempo para desfrutar a contento de tudo que a Feirinha da Eduardo Ribeiro proporciona ao seu visitante. Quem quiser ir cedo pode chegar, juntamente, com os primeiros raios de sol que os donos das barracas já estarão a postos para atender, mas quem quiser ir à Feirinha só almoçar tem também esta opção. Às 6h30 as barracas já estão montadas. Nas duas extremidades da feira é possível encontrar barracas de café da manhã regional. Nelas tem o

tradicional X-Caboquinho (pão francês com tucumã, queijo coalho e banana frita), tapiocas dos mais variados sabores e tamanhos diversos, macaxeira e cará cozidos, além dos deliciosos mingaus de banana, mungunzá e arroz. O atendimento é simples, a comida é “sem frescura” e os preços, sobretudo, dos gêneros alimentícios são acessíveis. Não espere invencionices culinárias na Feirinha da Eduardo Ribeiro, ali há boa culinária regional e ponto. Farofa de jabá, vatapá, maionese e carne de sol também são opções para quem caiu um pouco mais tarde da cama no domingo. De um lado da avenida, nas barracas que fazem esquina com a rua 24 de Maio, é possível degustar das delícias da Feirinha contemplando a fachada do Instituto de Educação do Amazonas (IEA) - umas das escolas mais tradicionais da cidade -, vislumbrar a praça do Congresso e a beleza da cúpula do Teatro Amazonas. Tem também o outro lado a praça de alimentação, na esquida avenida 7 de Setembro. De lá pode-se observar fachadas de prédios históricos do Centro, a maioria deles hoje ocupadas por lojas que decidiram preservar a arquitetura que remonta ao


C5 FOTOS: IONE MORENO

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

SIAM ABIA S

AIS M A SAIB

Nenhum outro local da cidade reúne tantos sebos. Na Feirinha há livros para todos os gostos, desde os voltados para o ensino tradicional aos de poesia, sem esquecer, é claro, as grandes obras da literatura brasileira e internacional.

o é dia de

ardo Ribeiro período áureo da borracha. Dali também é possível avistar o relógio da praça da Matriz, um dos mais antigos e tradicionais monumentos históricos da cidade. Conforme o presidente da Associação da Feira de Artesanato e Produtos do Amazonas dos Artesãos da Eduardo Ribeiro (Afapa), Wigson Silva, a Feirinha, que já tem 15 anos, está cada vez mais mostrando sua importância para população local. “A Feirinha é bastante conhecida pela população. A importância dela para os manauenses é visível, você sempre vê nossos corredores lotados. Segundo estimativa da Polícia Militar, em média 5 mil pessoas nos visitam a cada domingo. Nossa feira é dividida em oito setores, que têm como agregados 298 associados. Hoje nós acreditamos que geramos mais de 3 mil empregos diretos e indiretos”, conta. Sem pressa Se há conselhos a serem dados sobre a Feirinha da Eduardo Ribeiro um deles é: não tenha pressa. Experimente o local sem pressa, desprendido de qualquer compromisso ou horário para cumprir, pois dificilmente você terá interesse apenas em tomar o café da manhã. Se caminhar um pouquinho pela Feirinha, não resistirá ao artesanato vendido ali. Tem de tudo quanto é tamanho, forma e preço, produzidos em madeira, barro, gesso, plástico, vidro. Certamente encontrará algum objeto para decorar a casa, ambiente de trabalho ou até mesmo como forma de presentear um amigo ou ente querido.

Produtos de dar água na boca Mas, se você é daqueles que prefere degustar o que o nosso Estado tem de melhor e mais tradicional em termos gastronômicos, se sentirá em casa. São biscoitos e balas feitos com castanha, cupuaçu, coco, maracujá, açaí e buriti. Tem até barraca que comercializa a tradicional vitaminada/batida de guaraná, que segundo especialistas é uma bebida energética, que ajuda no combate à fadiga. Para quem deseja um domingo mais agitado e descontraído é só experimentar os licores feitos à base de frutos regionais, como açaí, camu camu e cupuaçu. Não pense que acabou. Agora que você percorreu metade da feira da Eduardo Ribeiro, se andar mais um pouquinho encontrará barracas como a da empresa Harmonia Nativa, que há 11 anos encanta os visitantes com uma variada linha de cosméticos naturais. Sabonetes, hidratantes, shampoos, cremes para diversas partes do corpo e perfumes feitos à base de açaí, cupuaçu, maracujá e outros frutos regionais são algumas das opções. Segundo o supervisor comercial da Harmonia Nativa, a empresa foi um hobby que deu certo muito pela qualidade dos produtos, mas também pela “vitrine” regional que é a Feirinha da Eduardo Ribeiro. “No começo para nós era o suficiente trabalharmos somente aos domingos aqui na Feirinha, mas depois as oportunidades foram aparecendo e resolvemos abrir filiais. Hoje temos Harmonia Nativa em Gramado (RS), Campo Grande (MS), Boa Vista (RR) e exportamos para a Holanda. Se não fosse a Feirinha nada disso teria acontecido”, enfatiza.


C6

Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Mortes no beco Boa Sorte têm fator em comum JANAILTON FALCÃO

Vítimas de assassinatos ocorridos no São José de alguma forma estão ligadas ao tráfico de drogas, segundo a polícia

Chacina registrada em julho no beco Boa Sorte teria como alvo “Pato Rouco”

THAÍS GAMA

A

guerra por territórios entre traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Família do Norte (FDN) resultou em 14 mortes no bairro São José 2, na Zona Leste. A série de assassinatos iniciou com uma tentativa de chacina no beco Boa Sorte, no São José 2, ocorrida no dia 5 de julho. De acordo com a polícia, algumas mortes têm ligação com a briga entre as duas facções criminosas, mas o envolvimento das vítimas com o tráfico de drogas é um ponto em comum entre os crimes. Conforme o delegado titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, os assassinatos não possuem ligação

diretamente uns com os outros. “Depois daquela tentativa de chacina, várias mortes foram registradas lá. Porém, algumas são esporádicas e outras têm ligação devido à rivalidade e disputa do tráfico. O que podemos afirmar de fato é que todas elas estão relacionadas com o tráfico de drogas. Na área há uma guerra entre duas facções criminosas, onde um grupo tenta tomar o território do outro”, explica. Em resposta ao andamento das investigações, um dos chefes do tráfico de drogas no São José 2 e integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Eduardo Feitoza de Souza, o “Pato Rouco”, 24, foi preso na última quinta-feira (21), suspeito de ordenar a morte de Valdeir Azevedo Guimarães, o

“Bin Laden”, no dia 3 de julho, no bairro São José 2, dois dias antes da tentativa de chacina. Durante a invasão ao beco Boa Sorte, Gleidson Batalha Machado, o “Sapo”, 31, parceiro de “Bin Laden”, também foi baleado, mas sobreviveu. Para vingar a morte de “Bin Laden”, “Sapo” e outros 15 homens invadiram o lugar, no dia 5 de julho, e balearam nove pessoas, ocasião em que Denilson da Silva Carvalho, o “Chininha”, 17, e Roni Novo de Menezes, 23, morreram. Outras sete pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança de 2 anos de idade. Conforme a polícia, “Sapo” e outros suspeitos de participar da tentativa de chacina continuam foragidos. Os irmãos Luan de Figueiredo Lima, o “Duda”, 30, e Roney

Figueiredo Lima, o “Tango”, 22, foram presos dois dias após a tentativa de chacina, suspeitos de envolvimento no tiroteio, cujo alvo era “Pato Rouco”, chefe do tráfico na área desde 2013, quando Janderson Rolim Matos, o “Passarinho de Ouro”, foi preso. Execução A última morte registrada pela polícia no beco Boa Sorte ocorreu no dia 17 deste mês, tendo como vítima, o lavador de carros Luciano Rodrigues de Souza, 22, executado com sete tiros, na frente da mãe, ao sair de casa, para encontrar alguns amigos. Familiares de Luciano informaram na ocasião que a morte dele pode estar relacionada ao tráfico de drogas, uma vez que o lavador de carros era dependente químico.

Invasão de área gerou morte Durante apresentação na sede da DEHS, na última quinta-feira, “Pato Rouco” negou à imprensa ser o mandante da morte de “Chininha”, além de ressaltar o fato de que a vítima pertencia a sua comunidade e que não tinha nenhuma rixa com ela. Mas, segundo a Polícia Civil, “Pato Rouco” assumiu ser mandante do crime, durante depoimento, e afirmou que o adolescente, que era integrante da facção rival, a Família do Norte (FDN), estava invadindo o beco Boa Sorte, área de tráfico do PCC.

Ainda segundo a polícia, a vítima comandava o tráfico na comunidade da Portelinha, também localizada no São José. “A chacina ocorreu por conta do assassinato do ‘Chininha’. Os soldados da vítima foram para matar o ‘Pato Rouco’, mas como não o encontraram, atiraram para todos os lados, matando duas pessoas e ferindo outras”, explica o delegado Ivo Martins. Segundo ele, os homens que participaram do tiroteio no beco Boa Sorte, no mês de julho, estão sendo procurados.


Dia a dia C7

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Segmento de home care ganha espaço aos poucos U

tilizar os serviços de home care está se tornando uma prática cada vez mais comum. O tratamento domiciliar para pacientes que recebem alta do hospital, mas precisam estar sob cuidados médicos em casa, cresce de 3% a 5% ao ano em todo o país, conforme levantamento realizado pelo Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead). O faturamento do setor atualmente ultrapassa os R$ 10 bilhões. Para que o paciente receba o serviço é preciso autorização médica e avaliação técnica, além de aceitação da família. O maior número de pacientes que recebem esse tipo de assistência são os que possuem algum tipo de doença crônica. De acordo com Amanda Estald, diretora geral da Educação Profissional do Grupo Literatus, a popularização do serviço contribuiu para a procura por cursos de capacitação voltados para o setor. “Este ano observamos um aumento considerável nas turmas do curso de técnico de enfermagem, por exemplo”, revela. A diretora avalia que, devido à curta duração dos cursos

técnicos e às aulas dinâmicas aliadas a um conteúdo teórico e prático, eles acabam se tornando uma opção rápida para quem busca se tornar um profissional do segmento de home care. Como o técnico de enfermagem e cuidador de idosos, Glemerson Barbosa, que há, aproximadamente, um ano

ESPECIALISTAS Enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos são alguns dos profissionais da área de saúde que podem atuar no segmento de home care, auxiliando na recuperação do paciente, dentro de casa passou a oferecer serviços de home care. “Meu pai precisou fazer uma cirurgia e eu fiquei cuidando dele no pós-operatório. Foi nesse período que me interessei em trabalhar na área da saúde e nesse segmento”, conta. Para Glemerson, dentre os benefícios do home care está a diminuição dos riscos de contrair infecção em ambientes

DIVULGAÇÃO

Popularização do serviço em Manaus contribui para a procura por cursos de capacitação voltados para o setor hospitalares, a humanização do atendimento no ambiente domiciliar, a redução de complicações clínicas e reinternações desnecessárias. “O convívio dentro do lar, com a família, é um ponto positivo que conta para o bem-estar e torna a recuperação mais rápida”, afirma o profissional. Expectativa de vida Na avaliação do cuidador de idosos, a tendência é que esse segmento se torne cada vez mais demandado, tendo em vista a perspectiva de vida do brasileiro. A projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que, em 2050, a população de idosos seja de 63 milhões de pessoas. Em 1980 eram dez idosos para cada 100 jovens, e em 2050 serão 172 idosos para cada 100 jovens, porque a esperança de vida ao nascer saiu de 43,3 anos, na década de 1950, para 72,5 anos em 2007. “Os avanços na área de saúde também têm possibilitado que cada vez mais as pessoas consigam viver por um período mais prolongado, mesmo possuindo algum tipo de incapacidade”, observa Glemerson.

Serviço de home care diminui os riscos de contrair infecções hospitalres, além de humanizar tratamento


C8

Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015


MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

3090-1042

plateia@emtempo.com.br

Melanina Carioca em Manaus

DIVULGAÇÃO

Plateia

D1

NOVEMBRO

D3

Poesia, ‘nobre’ poesia

ASAFE AUGUSTO

A

paixão pela poesia que alcança diferentes idades e estilos de vida, hoje já é muito forte na internet. Prova disso são os autores que publicam suas obras nas redes sociais, e alcançam um maior público. Uma das pessoas que recorreu às redes sociais foi Luciana Nobre, 35. Ela conta que escreve poesias desde os 8 anos de idade e afirma que, com o passar do tempo, já encontrou o estilo que mais lhe agradou. Nobre lembra que aos 14 anos começou a escrever sonetos, e desde então não parou mais, e todos os dias se inspira para novos versos que até então não eram publicados. “Quando criança, fazia meus primeiros versos, alguns poemas de versos curtos – as chamadas redondilhas. As amigas da escola encomendavam poemas, para diversos fins, poderia ser para o pai, para o amigo, e também para o paquera (risos). Eu me inspirava na situação que as minhas amigas me contavam e escrevia meus poemas. Sempre escrevi muito, mas nunca levava a sério, escrevia porque tinha vontade mesmo”, afirmou a poetisa ao ressaltar que na adolescência era incentivada por amigos a publicar os poemas. A paixão pela escrita levou Luciana Nobre a se formar em letras na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e consequentemente fazer uma especialização em texto, também na Ufam. A sonetista tem como influências o brasileiro, jornalista e também poeta, Olavo Bilac, além de Mihail Eminescu, que foi o mais importante e conhecido poeta da literatura romena. A poetisa nordestina afirma que tão grande quanto a paixão pela poesia, é o amor que ela tem pela Amazônia. “Poesia é uma forma de expressar o que sinto e o que penso, todo dia escrevo e escrevo por tudo”, afirmou ao ressaltar que optou por escrever sonetos sobre a Amazônia. “Sou apaixonada pela Amazônia. Mesmo sendo de fortaleza sou apaixonada por essa terra, e vou muito aos interiores sempre que posso. Gosto de escrever sobre ela [Amazônia], cantar sobre ela, e denunciar as violências que ela sofre com queimadas e desmatamentos em geral. Se eu posso dar alguma contribuição, eu tenho a esperança de influenciar com a poesia para que o cuidado com a Amazônia aconteça”, disse. Além de falar muito sobre a Amazônia, a poeta também aborda temas filosóficos, morais, amorosos e sobre amizade. De acordo com ela, os amigos que gostam da forma que os temas são abordados por ela começaram a cobrar mais ainda que os poemas fossem publicados. Com isso Luciana começou a publicar em uma rede social [www.facebook.com/poemasdaluck]. Ela criou a página “Fragmentos”, e passou a expor os poemas ao mundo. “Quando criei a pagina eu não tinha ideia de quantas pessoas seriam atin-

gidas com as postagens. Em duas semanas já tive centenas de “curtidas”, e pessoas comentando e compartilhando. Conheci muitas pessoas de outros estados, e países que agora também me cobram um livro”, afirmou. Com o bom retorno que está tendo nas redes sociais Luciana Conta que já começou a selecionar poemas para a publicação do primeiro livro. “Tenho um material para lançar quatro livros com temas diferentes, mas o primeiro será sobre a Amazônia”, observou Luciana, afirmando que o livro já está em fase de diagramação. De acordo com ela, propostas de diversas editoras estão sendo analisadas para a negociar a publicação. A interação nas redes sociais proporciona para a poetisa a aproximação do mundo aos poemas produzidos por ela. “É curioso como o mundo da internet abre portas incríveis, existem poetas de Portugal – que considero os melhores –, e editoras de lá que me convidam para publicar, pois eles valorizam muito o estilo que escrevo. Pessoas da Turquia, Romênia, e Espanha me pedem para traduzir os poemas para o inglês, e com isso os pedidos por livro aumentam”, afirmou Luciana ao lembrar que a internet, por meio das redes sociais, tem se tornado um grande celeiro de novos talentos. Segundo Luciana, há vários grupos com propostas boas que utilizam as redes sociais. Um deles, do qual ela participa, irá lançar um livro com vários escritores de Estados diferentes, e a nordestina optou por representar o Amazonas nessa obra. Apesar de classificar as redes sociais como um universo sem fronteiras, onde se conhece pessoas do mundo inteiro, a poetisa – que faz parte de mais de 100 grupos literários na rede social – afirma que a internet tem os riscos de plágio, o que é conhecido como furto literário. Ela explica que ao mesmo tempo que a internet abre portas, ela expõe o autor a certas situações. Por conta disso a poetisa afirma que sempre procurou postar os poemas que já são protegidos pelos direitos autorais. “Um perigo que já percebi são os perfis “fakes” (falsos, em inglês), que só querem roubar os trabalhos. Além de editoras que por meio da internet buscam enganar os autores. Infelizmente, pessoas mal-intencionadas tem em todos os lugares. É preciso fazer uma triagem e participar dos grupos mais sérios, que estimulam a escrever”, explicou. Luciana que é bastante cuidadosa com o que posta se agrada do resultado que a internet traz. De acordo com ela, por semana o alcance da página é de 50 mil pessoas. “Estou começando, sou uma poetisa que ainda não tem um livro, e as redes sociais me ajudam muito. Inúmeros autores fazem trabalhos parecidos. Nunca vai faltar espaço para novos escritores e novas editoras, pois as redes sociais estão aí para ajudar na divulgação”, disse.

Mundo virtual é para Luciana campo fértil para projetos consistentes

Natureza e sustentabilidade são alguns dos principais temas da poetisa

FOTOS: IONE MORENO

Natural do Nordeste brasileiro, a poetisa Luciana Nobre mora no Amazonas desde 1994, vinda de Fortaleza/CE, e se diz apaixonada pela região amazônica, considerada por ela sua maior fonte de suas inspirações para escrever e agir


D2

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Verano

Humor . Muito riso e pouco siso. . Vencedor de quatro concursos de humor nacionais, integrante e fundador da Companhia de Humor Desculpa Qualquer Coisa, Thiago Carmona (Foto) se apresenta na próxima terça-feira, no ´Vitrine Cultural´ do Shopping Ponta Negra. . A carreira do humorista é marcada pelos inúmeros shows realizados para o público corporativo, mesclando sua experiência empresarial à comédia. O espetáculo também deve incluir situações hilariantes sobre relacionamentos e outros fatos do cotidiano. A apresentação de Thiago Carmona é gratuita e acontece na Praça de Alimentação, no terceiro piso (L3) do shopping.

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

2.

1.

. Por conta das altas temperaturas e para incentivar o uso das bermudas no ambiente de trabalho, a Empresa de Processamento de Dados Amazonas S.A (PRODAM) desenvolveu a campanha #sextadabermuda. . O movimento incentiva que a liberação do uso de bermudas para todos os colaboradores do órgão, conforme a portaria 243/2015. . Para o diretor presidente da PRODAM, Márcio Silva de Lira, flexibilizar o traje no ambiente de trabalho é um meio de ajudar os colaboradores a enfrentarem o forte calor da cidade. No último mês, Manaus registrou a temperatura mais alta em 90 anos, com os termômetros marcando 38.6º. A coluna é absolutamente favorável, inclusive para o uso de bermuda no fardamento dos policiais de rua, como é o caso dos policiais de Miami, Estados Unidos, que circulam pelas ruas do balneário usando bermudas.

Niver . A apresentadora Norma Araújo irá comemorar seu aniversário com evento que juntará celebração e moda.

1. Cris e Alessandro Pacheco enchendo de alto astral, evento que reuniu elenco Vip da cidade 2.

Florence Ayub durante festa do society

3.

Alice Lins em noite très chic

3.

Objeto de desejo

. A festa será na próxima terça-feira, em evento das 16 às 19 horas, na Zen Maison. Dispensável acrescentar que terá congestionamento de socialites e fashionistas.

. Do tamanho de uma moeda, o localizador TrackR Bravo irá ser um facilitador na vida de quem vive perdendo a chave e a carteira, por aí. . Apesar de “localizadores” não serem mais nenhuma novidade, o modelo chama a atenção por seu tamanho extremamente pequeno e por trazer uma função que foi desenvolvida para quem é realmente esquecido. . Caso você ache a chave, mas perca o smartphone, apertando o dispositivo o seu celular irá emitir um alarme, mesmo estando no “silêncioso”. À venda na Amazon.


Plateia D3

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Um jeito ‘Melanina’ de tocar Melanina Carioca vem a Manaus no Aniversário da Fábrica de Eventos, com mistura de ritmos, dia 19 de novembro para o sertanejo universitário. Ingressos já podem ser adquiridos nas centrais da Fábrica e também pelo site www. fabricaingressos.com. O Melanina Carioca se apresenta em Manaus com a turnê Vivendo de Amor, do novo CD da banda lançado em junho desse ano, “Vivendo de Amor – Ao Vivo”. Sucessos marcados da banda como “Deixa

se envolver”, “Aquela Gata” e “Vem Dançar” não vão faltar no show. Para completar o repertório da banda, o Melanina faz homenagem a outros músicos brasileiros com versões exclusivas que o público ouvirá somente no show. A banda que nasceu no morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, é formada pelos atores Marcelo Mello, Roberta Rodrigues, Jo-

nathan Haagensen, Jonathan Azevedo, Luiz Otávio, Roberta Santiago, Jefferson Brasil, e o músico David dos Santos. Na estrada desde 2009, o grupo Melanina Carioca está em sua terceira turnê nacional, a primeira turnê de um álbum específico, sempre com a intenção de “melaninar” o mundo. Recentemente o grupo foi indicado na categoria Revelação

Musical da premiação realizada pelo canal Nickelondeon – Meus Prêmios Nick 2015 – realizado no dia 15 de novembro, no Citibank Hall, em São Paulo.

acontece no Sambódromo já está com ingressos à venda nas centrais da Fábrica de Eventos. Jorge e Mateus se apresentam na capital com a turnê do novo disco “Os Anjos Cantam”. O álbum é o segundo de estúdio da banda que, em 2015, comemora 10 anos de carreira. Além de músicas do novo disco, hits emocionantes não vão faltar no show dos sertanejos.

Aniversário da Fábrica O show de Aniversário da Fábrica ainda conta com as apresentações de Jorge e Mateus, Bruno e Marrone e o cantor Jefferson Moraes. O evento que Grupo existe desde 2009 e vem a Manaus com show da turnê “Vivendo de Amor”

DIVULGAÇÃO

M

úsica, alegria, diversão e muito swing. É o que promete o grupo Melanina Carioca para o show que vai comemorar os 16 anos de Fábrica de Eventos. O evento acontece no dia 19 de novembro e conta com outros artistas nacionais como Jorge e Mateus, Bruno e Marrone e o cantor Jefferson Moraes – promessa

SERVIÇO ANIVERSÁRIO FÁ BRICA DE EVENTOS QUANDO: quinta-feira, 19 de novembro. ONDE: Sambódromo (Avenida Pedro Teixeira). QUANTO: Pista 2° Lote R$ 60; Área Vip Open Bar 1° Lote R$ 200 com open bar de água, refrigerante, cerveja, caipirinha e caipiroska até às 3h, entrada diferenciada, bares, banheiros exclusivos e acesso ao front stage (vendas somente para maiores de 18 anos); Camarote R$ 200; Camarote Stage R$ 350 com open bar de água, refrigerante, cerveja, whisky 8 anos e vodka importada até às 4h, buffet liberado, DJ exclusivo, acesso à área vip e front stage, bares e banheiros exclusivos. (preços de meia-entrada) VENDAS ANTECIPADAS: www.fabricaingressos.com

FESTIVAL

A primeira edição do Festival Paraense de Música e Gastronomia levará ao palco da arena Via Norte, grandes sucessos da música paraense como o cantor Waldo César e das bandas Amazon Beach, Pinta Cuia e Sayonara. Além disso, o evento vai apresentar o campeão do Sairé 2015, a agremiação Boto Tucuxi. O festival acontece no dia 31 de outubro (sábado) e os ingressos já estão à venda. O evento é direcionado para toda a família e tem como objetivo valorizar a cultura do Norte do Brasil, por meio da música e da culinária. Ele vai reunir em um só espaço, diversas opções para quem deseja “matar a saudade de casa” ou conhecer um pouco da cultura paraense. A noite será de muita música, com o brega dançante, mas também com romantismo. “As atrações são as que mais

caracterizam a nossa cultura e que agrada o público. Será uma noite especial para a comu-nidade paraense”, ressaltou Rildo Lessa, organizador do festival. Além da música tradicional paraense, o festival vai reunir o melhor da culinária típica. Em uma praça de alimentação estarão a venda pratos como vatapá, pato no tucupi, maniçoba, tacacá e muitos outros. Todas as delícias serão elaboradas pela equipe do restaurante Canto do Pará referência da culinária paraense em Manaus. Para todos os públicos O festival vai contar também com uma área VIP, onde o público vai poder curtir ainda mais o evento. Com capacidade para mais de mil pessoas, o espaço vai oferecer acesso diferenciado, lounge para descanso, praça de alimentação

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Noite paraense com atrações musicais e gastronomia exclusiva, bares e banheiros e acesso para o Fun Park – Parque de diversões localizado no Shopping Manaus Via Norte.

SERVIÇO FESTIVAL PARA ENSE DE MÚSICA E GASTRONOMIA QUANDO: dia 31 de outubro (sábado) ONDE: Arena Via Norte – anexo do Shopping Manaus Via Norte, bairro Nova Cidade QUANTO: pista R$ 20 e área vip R$ 40 com direito a entrada para o Fun Park, localizado no estacionamento do shopping VENDAS: estande da 2L Eventos, no Shopping Manaus Via Norte INFORMAÇÕES: 992970717 Referências ao Sairé 2015 e atrações musicais, como a banda Sayonara (no detalhe), já estão confirmadas


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Inscrições abertas para curso de direção de arte

MÚSICA

Recital destaca sonoridade de trombone e piano

A

diretora e cenógrafa Lia Renha vai orientar em Manaus o curso Direção de Arte, em novembro. As inscrições poderão ser feitas até o dia 3 de novembro e a iniciativa é da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco, através do Centro Audiovisual Norte-Nordeste (Canne). Lia Renha fez parte da equipe técnica de produções de filmes como “O auto da Compadecida”, “Caramuru – A invenção do Brasil”, de minisséries como “Hoje é dia de Maria” e “Dona Flor e seus dois maridos”, entre vários outros sucessos da TV e cinema brasileiro. O curso terá como temática “conceito, função e caminho para tornar-se um diretor de arte”. As aulas são voltadas para profissionais, professores e estudantes de comunicação, artes e audiovisual e ocorrerão de 9 a 14 de novembro, de segunda a sexta-feira, nos horários de 14h às 22h, e no sábado, das 9h às 14h, no Les Artistes Café-Teatro. No total serão disponibilizadas 25 vagas. Para participar, os interessados devem preencher um formulário de inscrição online disponível no link http://bit.ly/1f3yUTY. Todos os campos deverão ser

devidamente preenchidos, principalmente o de Carta de Intenção e Currículo. É por meio desses dois últimos itens que serão avaliados os interesses do candidato, entre eles o objetivo com o curso, coerência e clareza das ideias expressas na carta de intenção. A inscrição só será validada após o recebimento do formulário online. Os alunos selecionados receberão a confirmação por e-mail. A proposta do curso é apresentar aos participantes a definição de direção de arte, sua função e os caminhos para se tornar um diretor de arte, com leis de formação acadêmica para melhor absorver o conhecimento e aprendizado do método. O curso também oferecerá aulas teóricas em paralelo com aulas práticas, através da produção de um curta-metragem com gravações e sequências, com o roteiro podendo ser dos próprios alunos que desejarem participar. Experiente Cenógrafa com grande experiência na televisão, Lia Renha passou a se dedicar também à cenografia para cinema a partir dos anos 1980. Formada em arquitetura, fez um curso de extensão em cenografia na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Passou a colaborar com o

DIVULGAÇÃO

Em novembro, a cenógrafa Lia Renha apresentará o tema “conceito, função e caminho para tornar-se um diretor de arte”, no Les Artistes Café-Teatro Currículo de Lia Renha inclui produções para TV e cinema

cinema brasileiro, assinando a cenografia e direção de arte de títulos como “Um trem para as estrelas” (1987), “Dias melhores virão” (1989) e “Tieta do agreste” (1995), os três de Carlos Diegues, e “Copacabana” (2001), de Carla Camurati. Dois de seus trabalhos em direção de arte para minisséries de TV viraram longas-metragens para o cinema: “O auto da Compadecida” (2000) e “Caramuru – A invenção do Brasil” (2001), ambos dirigidos por Guel Arraes, além da série “Hoje é dia de Maria – Primeira e segunda jornada”, do diretor Luiz Fernando Carvalho, e a minissérie “Dona Flor e seus dois maridos”, do

diretor Mauro Mendonça Filho. Também trabalhou nos programas “Irritando”, com Fernanda Young, no canal GNT; “Programa do Jô”, na Rede Globo, e em “Os normais – O filme”, do diretor José Alvarenga.

O “Recital de trombone e piano” é a atração de amanhã, às 11h, no Centro Cultural Palácio da Justiça (avenida Eduardo Ribeiro, Centro), com um repertório de músicas clássicas. A entrada é franca e o evento, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Cultura, é indicado para todas as idades. O evento reúne os maestros Hugo Pinheiro, trombonista na Orquestra Amazonas Filarmônica, e Hilo Carriel, pianista do Coral do Amazonas. Por meio desse recital, o público de Manaus poderá conhecer a capacidade expressiva e lírica do trombone, instrumento que raramente é ouvido como instrumento solo.

Para o repertório foram selecionadas obras eruditas nacionais e internacionais para trombone e piano: “Morceau Symphonique op. 88”, de Guilmant; “Romanza Apassionata”, de Von Weber e Carl Maria; “Cavatine op. 144”, de Saint-Säens; e “Sonata para Trombone e Piano”, em três movimentos (Allegro Maestoso, Adagio e Allegro Giocoso). “O recital é um evento que possibilita a divulgação da música de câmara e ainda o aperfeiçoamento do talento individual de cada músi-co. Assim, o público aprende também a conhecer melhor os instrumentos tocados e suas possibilidades técnicas, transformando o evento em uma experiência salutar”, comenta o maestro Hugo Pinheiro. DIEGO JANATÃ

D4

SERVIÇO CURSO “DIREÇÃO DE ARTE” COM LIA RENHA QUANTO: gratuito QUANDO: 9/11 a 14/11 ONDE: Les Artistes CaféTeatro (avenida Sete de Setembro, 377, Centro) O maestro Hugo Pinheiro dividirá o palco com Hilo Carriel


Plateia D5

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Canal 1 Bate – Rebate

Exportação 1 A distribuidora do Oriente Médio Pyramedia acaba de licenciar “Joia Rara”, da Globo e vencedora do Emmy Internacional de Melhor Novela 2014. Com escritórios em Abu Dhabi, Dubai, Cairo, Londres, Riyadh e Nova York, a empresa irá distribuir a trama de Thelma Guedes e Duca Rachid dublada em árabe para canais de países da região MENA (Oriente Médio e Norte da África). Exportação “Joia Rara”, vale reforçar, estreou recentemente na Telemundo, nos Estados Unidos e também foi licenciada para a Telemundo PR (Porto Rico), para o grupo de mídia EPG (Coreia do Sul), para a Armenia Public TV (Armênia) e para o canal TV5 (Mongólia). É um dos atuais sucessos de venda da Globo. Êta correria Fechado o elenco de “Êta Mundo Bom”, substituta de “Além do Tempo” na Globo, o autor Walcyr Carrasco agora concentra-se apenas nos capítulos da novela, que estreia em janeiro. A ordem é abrir uma frente bem confortável. Quem manda No novo “Talk Tom” de Tom

MÁRIO ADOLFO

DIVULGAÇÃO

TV Tudo

Feras Anderson Silva e o ator norte-americano Steven Seagal se encontraram casualmente em um aeroporto do EUA, quando o brasileiro voltava de uma gravação na Rússia para o “Passando a Guarda”, do canal Combate. O encontro foi registrado pelas câmeras do programa, que vai ao ar neste domingo, às 20h, e reserva ainda uma entrevista com o ex-campeão do UFC. Mas Spider e Seagal, como se sabe, já se conhecem há muitos anos. Cavalcante, previsto para estrear ano que vem no canal Multishow, não haverá espaço para desconhecidos ou quase famosos. Ordem do canal, serão convidadas apenas figuras (atores, cantores, duplas...) de destaque na mídia. A equipe até pode sugerir nomes para as entrevistas, mas a palavra final caberá ao canal. Virou moda O estrangeirismo não tem mesmo limites por aqui. Assessorias de canais de TV e de outras empresas estão cada vez

mais recorrendo ao “Save The Date” no momento de convocar os coleguinhas para suas coletivas de imprensa. Vai que vai Acompanhando a “performance” de Mara Maravilha na “Fazenda”, fica a impressão que ela não está nem aí com coisa nenhuma. Que a preocupação é simplesmente causar, botar fogo na casa. Parece até que foi contratada apenas para isso. E está correspondendo.

• Nos bastidores da estreia de “Raia 30”, no Rio, Cláudia Raia não escondeu da imprensa detalhes do seu próximo trabalho na TV... • ...Em “Sagrada Família”, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Vil-lari, ela será Sarlete, dona de um posto de gasolina... • ...Sarlete vai pegar geral e sair com todos os rapazes do posto. • O “Globo News Especial” deste domingo, às 20h30, mergulha no drama dos refugiados do Congo, que fogem do mais sangrento conflito desde a Segunda Guerra Mundial... • ...O programa mostra que o Rio de Janeiro se tornou um destino frequente para eles. • Bianca Paiva, ex-“Chiquititas”, começou a gravar “Escrava Mãe”. Entra na fase final da novela.

plateia@emtempo.com.br Flávio Ricco

Fim de ano sem Xuxa

Colaboração: José Carlos Nery

A Record já definiu uma grande parte da sua programação de fim de ano. Em se tratando de produções próprias, o pontapé inicial acontecerá em 16 de dezembro, quando irá ao ar o “Isso eu faço”, comandado por Rodrigo Faro. No dia 17, entrará o programa de Zezé Di Camargo & Luciano, dirigido por Homero Salles; 22, “Retrospectiva dos Famosos”, 23, “Família Record” e 29, “Retrospectiva do Jornalismo”. E o “Xuxa Meneghel”? Por enquanto, o programa não aparece no radar.

C’est fini Em seus eventos sobre os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a direção da Globo tem ressaltado que o apoio das suas emissoras afiliadas será muito importante para o sucesso da cobertura. Afinal, a Olimpíada de 2016 irá mexer com o país. Como já destacado neste espaço, serão 160 horas no ar durante os 17 dias de competição, sendo 110 horas de transmissões ao vivo, com câmeras exclusivas nos principais esportes. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz plateia@emtempo.com.br Márcio Braz

O circo sem teto, sem lona e documento

GILMAL

ELVIS

A situação do circo no Amazonas, arte das mais antigas e prestigiadas, é um acinte, quando não um arroubo político. As experiências que sobreviveram não resistem à falta de estímulos e aos larápios que nada tem a ver com esta manifestação e acabam por explorar os ingênuos artistas para angariar recursos de algum edital. Nos resta esperar novos e bons momentos, com lona, teto e documento. Mas acho importante relatar uma experiência vivida no Recife por meio do espetáculo “Círculos que não se fecham... experimento n. 1” da Trupe Circus da Escola Pernambucana de Circo, apresentado em 2011. O espetáculo ressignifica as tradicionais técnicas do circo combinando com uma dramaturgia aperfeiçoada e precisa, daí a importância de sua ação cujo exemplo mais extraordinária é o grupo canadense Cirque du Soleil inaugurador o chamado Novo Circo. Encenado sob um picadeiro do século 21 (um pavilhão de concreto) o espetáculo abordava o tema da juventude brasileira (somente?) e suas contradições explorando o que, para um desavisado, seria um lugar-comum: rap, drogas, passos de street dance e brigas de gangs. No entanto, a temática abordada não se submetia somente ao óbvio e outros quadros eram pintados como a comovente cena do triângulo amoroso sob o trapézio representado de forma sutil, bem interpretada, coreografia inteligente e bem dirigida. Mas penso que talvez outras contradições poderiam ter sido abordadas no espetáculo como a relação com dos jovens os pais, a morte e a Aids, pensadas, é claro, de modo inteligente e criativo como no musical “Angels in America”. O que mais chamou a atenção foram os climas criados pela encenadora Fátima Pontes. A sequência dos quadros foi pensada de modo a produzir um ritmo, uma respiração. De momentos bruscos pintados ao som de rap e passos de dança de

rua a outros de extrema singeleza e outros mais de humor, o espetáculo tornou-se agradável e sem inspirar o cansaço. A emoção “jogada” do chamado “velho circo” ou circo tradicional, deu vez a emoção concentrada e objetivada oriunda do “novo circo” envolvendo ainda mais a plateia já bastante entusiasmada pelas peripécias dos intérpretes. A gestualidade destes, muitas vezes, era combinada com números de circo como cambalhotas, giros e técnica de equilíbrio. Em outros, como o pas de deux inicial - numa das primeiras cenas do espetáculo ao som de uma música popular - não foi solucionado de modo eficaz ficando gratuita a intencionalidade do jogo gestual e dos números circenses em se tratando de um espetáculo desta pretensão. O espetáculo não pretendia contar uma história e os quadros apresentados bem como a sugestiva trilha sonora de clássicos do pop/ rock já nos inseria no contexto temático pretendido pela trupe. A dramaticidade estava presente ao longo do mesmo, seja pela iluminação, pela interpretação dos artistas/criadores e pela sonoplastia. Talvez o figurino pudesse ser melhor ajustado tensionando o desenho da roupa às características dos personagens desta trupe-gang, afinal, os membros de toda trupe ou gang se diferem pelos seus universos cognitivos particulares. É cada vez mais raro estarmos diante de uma catarse coletiva em espetáculos de artes cênicas no Brasil. Muitos se entregam ao apelo do melodrama, ao susto-espetáculo, a performers exacerbadas e a dramas cerebrais. Mas não foi o que vimos no espetáculo “Círculos que não se fecham..experimento n. 1” onde a emoção, a tensão e o calor do circo estiveram presentes num espetáculo bem dirigido, cheio de momentos instigantes, climas dramáticos e, principalmente, contagiante pela alegria de seus intérpretes.

ator, diretor e cientista social

É cada vez mais raro estarmos diante de uma catarse coletiva em espetáculos de artes cênicas no Brasil. Muitos se entregam ao apelo do melodrama, ao susto-espetáculo”


D6

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

DIVULGAÇÃO

Programação de TV SBT

RECORD

4h45 JORNAL DA SEMANA SBT

6h37 Santa Missa

5h30 IGREJA INT. DA GRAÇA

4h SANTO CULTO EM SEU LAR

6h BRASIL CAMINHONEIRO

7h38 Amazônia Rural

9h TV KIDS

4h30 DESENHOS BÍBLICOS

8h06 Pequenas Empresas, Grandes

10h IGREJA INT. DA GRAÇA

5h55 DESENHOS BÍBLICOS

11h FIQUE LIGADO

6h55 RECORD KIDS – SÉRIE:

12h EN CIRCUITO

TODO MUNDO ODEIA O CHRIS

13h30 TV KIDS

9h DOMINGO SHOW

6h30 TURISMO & AVENTURA 7h15 ACELERADOS 8h CHAVES

Negócios 8h42 Globo Rural 9h37 Auto Esporte

9h PGM SAUIM CAP

10h10 Esporte Espetacular

10h MUNDO DISNEY

13h10 Esquenta

14h TE PEGUEI

13h30 HORA DO FARO

15h Futebol 2015: Campeonato Brasileiro:

14h30 SENSACIONAL

17h30 DOMINGO ESPETACULAR

Corinthians X Flamengo

16h PROGRAMA VIAGEM CULTURAL

21h A FAZENDA

17h Temperatura Máxima. Filme: Homem

16h30 CHEGA MAIS

21h45 REPÓRTER EM AÇÃO

-Aranha 3

18h ENCRENCA

22h30 ROBERTO JUSTUS +

20h30 TE PEGUEI NA TV

23h15 PROGRAMAÇÃO IURD

12h DOMINGO LEGAL 14h ELIANA 18h RODA A RODA JEQUITI 18h45 SORTEIO DA TELESENA

19h10 Domingão do Faustão

19h PROGRAMA SILVIO SANTOS

21h12 Fantástico

23h CONEXÃO REPÓRTER

23h27 Tomara que Caia

0h SÉRIE: ARQUEIRO 1h15 SÉRIE: TRUE BLOOD

Longa “Homem-Aranha 3” traz elementos da saga “Guerras secretas” das HQs

REDETV

GLOBO

21h45 MEGA SENHA

23h58 Fórmula 1: GP dos EUA (compacto)

22h45 OPERAÇÃO DE RISCO

1h12 Domingo Maior. Filme: 12 Rounds 2

23h30 LUTA TRIBAL

2h42 Sessão de Gala. Filme: Cães de

0h30 IGREJA INT. DA GRAÇA

3h BIG BANG

Aluguel

3h30 IGREJA UNIVERSAL

4h21 Mentes Criminosas

Cinema

Cruzadinhas

FOTOS: DIVULGAÇÃO

ESTREIAS SOS Mulheres ao Mar 2: BRA. 14 anos. Um ano depois de terem se conhecido, a escritora Adriana e o estilista de moda André ainda procuram pela felicidade. Mas Adriana descobre que André lançará sua nova linha de roupas num navio, e viajará dos EUA ao México acompanhado por uma top model devoradora de homens. Assombrada por antigas paranoias, Adriana convence sua irmã, Luiza, a pegar o primeiro voo para Miami. No dia seguinte, Dialinda, que agora trabalha nos EUA, recebe as irmãs e leva as duas até o porto. Um problema inesperado faz com que elas percam a partida do navio. Dialinda propõe que sigam de carro até o México, sem saber que foi jurada de morte pela família de traficantes para quem trabalhava. Além dos bandidos, Adriana e suas amigas também são seguidas por Roger, um charmoso agente do FBI. É o começo de uma nova jornada cheia de equívocos e confusões, por ar, terra e finalmente mar, em que Adriana provará, uma vez mais, que não há fronteiras para uma mulher apaixonada. Kinoplex 2 – 14h, 16h20, 18h35, 20h55 (diariamente); Playarte 6 – 12h45, 14h55, 17h05, 19h15, 21h25 (diariamente), Playarte 7 – 12h, 14h10, 16h20, 18h30 (diariamente). Atividade Paranormal – Dimensão Fantasma: BRA. 14 anos. Quando se muda para uma nova casa com a família, Ryan Fleege descobre uma caixa com dezenas de fitas cassetes de décadas atrás. Estranhamente, as imagens parecem se comunicar com os vivos. Procurando mais, Ryan encontra uma câmera diferente, capaz de registrar atividades paranormais. Com a ajuda da esposa, do irmão e da filha, ele passa a gravar fenômenos malignos que ameaçam a sua família. Kinoplex 3 – 15h05, 17h15, 19h25, 21h35 (3D/dub/diariamente); Playarte 5 – 12h30, 14h30, 16h30, 18h35 (dub/diariamente), 20h35 (leg/diariamente), Playarte 9 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20.

CONTINUAÇÕES Goosebumps – Monstros e Arrepios: EUA. 10 anos. Kinoplex 5 – 14h25, 16h35, 18h45 (3D/ dub/diariamente); Playarte 3 – 12h50, 15h05, 17h15, 19h25 (dub/diariamente). Operações Especiais: BRA. 14 anos. Kinoplex 4 – 17h, 21h40 (diariamente); Playarte 7 – 20h40 (diariamente). Peter Pan: EUA. 10 anos. Playarte 2 – 13h25, 15h45, 18h05 (dub/diariamente).

Perdido Em Marte: EUA. 12 anos. Kinoplex 5 – 21h (3D/dub/diariamente); Playarte 2 – 20h30 (dub/dariamente). Hotel Transilvânia 2: EUA. Livre. Kinoplex 3 – 13h (dub/diariamente); Playarte 8 – 13h10, 15h05, 17h, 18h55 (dub/diariamente). Vai Que Cola – O Filme: BRA. 12 anos. Kinoplex 1 – 14h40, 16h55, 19h05, 21h20 (diariamente); Playarte 4 – 13h10, 15h15, 17h20, 19h25, 21h30 (dub/diariamente).

Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4 Mais uma vez, para sua agonia, a desordem se instala nas rotinas, inclusive no trabalho. Os hábitos se confundem com os vícios. Seus pensamentos se dispersam e se evadem. TOURO - 20/4 a 20/5 Alguma boa surpresa pode vir de seu trabalho. Aceite as inovações, como quem já estava com elas há muito tempo. Há mais por detrás delas, do que aparenta à primeira vista. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Mercúrio seu regente ingressa em

Peixes e simboliza a disposição para trabalhar e pensar sobre a carreira profissional. Não pretenda clareza absoluta, mas vá tateando. CÂNCER - 22/6 a 22/7 A Lua minguante simboliza estabilizar certas relações e ingressar em auroras promissoras. Seus pensamentos se voltam para as perspectivas de futuro. LEÃO - 23/7 a 22/8 Mercúrio indica que você começa a assumir responsabilidades práticas nas relações e parceri-as. Não fique apenas nas intenções.

Mostre a valer por que veio às pessoas. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Mercúrio, seu regente, ingressa em Peixes e marca momento de se aproximar das pessoas. É preciso fazê-lo com sensibilidade, compreensão e afeição simpática. LIBRA - 23/9 a 22/10 Muitas sutilezas podem estar sendo vividas na vida amorosa e no ambiente de trabalho. Es-teja atento a elas. Pare um pouco: olhe, escute, perceba. Depois, volte a se agitar.

ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 É tempo de colocar um pouco de ordem em seus amores. Não pense poder gerar mais sen-timentos sem antes organizar sua natureza emotiva agitada e revolta. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 É preciso que você reconheça o que cabe no tempo disponível. Um dia oportuno para con-firmar mudanças que você pretendia fazer em sua agenda e no ritmo das rotinas. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento para começar a trabalhar melhor com a questão da auto-expressão. Você pode não

se comunicar direito por não ter claro o que pretende comunicar. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 É tempo de começar a fortalecer a certeza íntima com relação ao que dá sentido à sua vida. Mercúrio começa a mostrar os caminhos pelos quais pode concretizar seus sonhos. PEIXES - 19/2 a 20/3 Mercúrio em seu signo estimula a boa atividade intelectual. A percepção de si mesmo e de sua vida ganha agora contornos nítidos, gerando segurança e certeza interior.


Plateia D7

MANAUS, DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2015

Guto Oliveira

Decor

As pessoas estão ainda um pouquinho retraídas por outros fatores. Mas eu acredito que o po-tencial de crescimento da nossa economia está presente, e a possibilidade de recuperação no ano que vem não é nada desprezível”

SILVIA CASTRO

As arquitetas Anete Perrone e Germana Duarte, levam o charme para passear em evento que reuniu nomes de peso da arquitetura local, na loja Saccaro. *** O shopping Ponta Negra irá investir mais de R$ 20 mi em novos empreendimentos. Mais de 20 novas lojas irão somar às que compõem o shopping, que é hoje um dos mais mo-dernos centros comerciais da região norte. Entre as empresas estão a Academia Fórmula, Adidas, Almanaque Bookstore, Rosa Chá, além do pet shop Pet & RePet, entre outras. *** O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou hoje (23) segredo de Justiça no aditamento da denúncia apresentada contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão do ministro foi motivada pelo encami-nhamento, na semana passada, de novas acusações ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. *** O deputado federal Pauderney Avelino (Democratas-AM) está buscando, no Congresso, meca-

Ministro da Fazenda Joaquim Levy

gutomosaico@hotmail.com

Paraense de Música e Gastronomia levará ao palco da are-na Via Norte, grandes sucessos da música paraense como o cantor Waldo César e das bandas Amazon Beach, Pinta Cuia e Sayonara. Além disso, o evento vai apresentar o cam-peão do Sairé 2015, a agremiação Boto Tucuxi. O festival acontece no dia 31 de outubro e os ingressos já estão a venda. *** De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério das Cidades em 2015, Manaus está no topo do déficit habitacional, considerando os números relativos ao total de domicílios por capitais. A capital amazonense tem o déficit de 22,9%, enquanto capitais mais populosas, como São Paulo (11,8 milhões de habitantes) e Rio de Janeiro (6,4 milhões), têm índices, respectivamente, de 13,3% e 10,3%. Esse estudo considerou Manaus deficitária em habitação devido às seguintes condições: 13.131 domicílios são considerados precários; em outros 26.801, o valor do aluguel é superior a 30% da renda domiciliar total; também se evidenciou, no estudo, que 10.756 domicílios são alugados e têm mais de três habitantes utilizando o mesmo cômodo.

nismos para agilizar a resolução dos problemas com a BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus, e que recentemente teve obras de reforma em trechos autorizadas, em-bargados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A estrada está interditada há décadas, sendo iniciada nos anos 1970 e nunca concluída. Hoje são péssimas as condições de tráfego na rodovia, em razão da falta de manutenção e abandono diante de impasses quanto à preservação em órgãos como Funai (questão indígena) e Ibama (parte ambiental).

*** O Laboratório Sabin soma mais um prêmio às conquistas deste ano. Na 19ª edição do prêmio Guia 2015 Você S/A, o Laboratório Sabin foi eleito a melhor empresa para você trabalhar no Brasil do setor de serviços de saúde, pelo quinto ano consecutivo. Além disso, a empresa foi destaque na categoria Liderança. A premiação foi realizada no dia 19 de outubro em São Paulo. Desde 2005 a empresa marca presença constante no Guia.

meio da Defesa Civil do Estado, dará início amanhã, a se-gunda etapa da “Operação Vazante”, onde serão distribuídos 12 mil kit’s de limpeza, para 23 municípios das calhas do Juruá, Purus, Baixo e Médio Solimões, Baixo e Médio Amazo-nas e Madeira, que já saíram da Situação de Emergência e os que deverão deixar a con-dição nas próximas semanas. Na ocasião, o Secretário do órgão, coronel Fernando Pires Junior, fará um prognóstico da estiagem no Estado por calha.

*** O Governo do Amazonas, por

*** A primeira edição do Festival

*** Fragrâncias orientais, florais, amadeirados, para homens e mulheres. As novidades atendem aos diferentes perfis de consumidores e preferências. Entre as principais marcas que ocupam as prateleiras da Top Internacional. Para esta temporada a rede lança o perfume Balmain hit entre classe de bom gosto. ***


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
EM TEMPO - 25 de outubro de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu