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EM TEMPO - 24 de agosto de 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.456 – DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

IONE MORENO

SEGURANÇA, O DESAFIO DOS CANDIDATOS CANDIDATOS AO GOVERNO DO AMAZONAS APRESENTAM SUAS PROPOSTAS PARA UMA DAS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DA POPULAÇÃO: A SEGURANÇA PÚBLICA. ELEIÇÕES 1

RAIMUNDO VALENTIM

BIN LADEN PARA DEPUTADO Manoel Nunes de Assis, o Bin Laden, tem como slogan “Uma candidatura para explodir a corrupção”

FIVB

LEANDRO PAPA–SOPA, PALHAÇO QUIABO, FELIPE KABOCO DE FERRO, MADONNA DA COMPENSA E ATÉ OSAMA BIN LADEN (FOTO) DISPUTAM UMA VAGA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO AMAZONAS NAS ELEIÇÕES DESTE ANO. PARA ISSO NÃO POUPARAM A CRIATIVIDADE NOS NOMES PARA CONQUISTAR O SEU VOTO. ELEIÇÕES 4 E 5

Rosberg desbanca Hamilton

O aplicativo “Ignore No More” dá aos pais o poder de bloquear os smartphones dos filhos. Elenco 20

DIVULGAÇÃO

O alemão Nico Rosberg (foto), da Mercedes, cravou a pole position do GP da Bélgica, e desbancou o inglês Lewis Hamilton, que larga na segunda posição. Última Hora A2

O suicídio de Getúlio Vargas (foto), impelido por pressões políticas, completa 60 anos. Ilustríssima G4 a G6

Neste domingo, brasileiras podem conquistar décimo título no Grand Prix

ARRASADORAS

Sem dificuldades, a Seleção Brasileira Feminina de Vôlei venceu a Rússia por 3 sets a 0. A equipe comandada por José Roberto Guimarães decidirá o título do Grand Prix hoje, contra o Japão. Última Hora A2

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.

Pimenta, cenoura, farelo de aveia e chá verde são fortes aliados contra aqueles quilinhos a mais. Saúde F3

TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

Paz no trânsito e justiça Família de jovem vítima de acidente de trânsito realizou uma passeata ontem, em ruas do Centro DIEGO JANATÃ

Keyllene Nogueira e José Henrique Monteiro Galvão foram mortos em maio, após um veículo colidir com o carro que empurravam no momento do acidente MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

“S

into falta do sorriso dela. De ouvi-la me chamar; dela pedindo minha bênção”, disse, chorando, a dona de casa Alcilene Amoedo, mãe de Keyllene Nogueira, vítima de um acidente de trânsito ocorrido em 12 de maio. A declaração foi feita minutos antes do início da caminhada de protesto que a família da jovem fez durante a manhã deste sábado, na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro, pedindo que seja feita justiça e que o motorista causador do

acidente seja punido. “O Renato Benigno tem que voltar para a cadeia. Peço justiça às autoridades, que os promotores de Justiça do nosso Estado revejam esse caso. Hoje foi minha filha, amanhã pode ser a de vocês. Ele nunca nos procurou para pedir desculpas, muito menos para pedir perdão pelo que ele causou”, completou Alcilene. Jhony Lemos, namorado de Keyllene, e que também sofreu o acidente, lamentou a liberdade do condutor. “É muito dolorido saber que ele está solto. O que ele fez é imperdoável, ainda mais sabendo que está livre e que ela não pode mais estar aqui com

INTERNACIONAL

a gente. É difícil. Quero que a Justiça tome providências, que puna o culpado”, disse. Durante a caminhada, que seguiu pela avenida Eduardo Ribeiro em direção à rua 10 de Julho, pouco mais de 40 pessoas levantavam cartazes, fotos e gritavam “Justiça!”. Uma equipe de técnicos da gerência de Educação de Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran/ AM) esteve presente para dar apoio a iniciativa. “Trabalhamos pela preservação da vida, para combater esses excessos e abusos no trânsito. O Detran não fica omisso, e nosso objetivo é reduzir os índices de mortalidade no trânsito. A

Lei Seca está aí para isso”, informou Delnandina Monteiro, técnica do Detran. Mensagem O Manaustrans também ofereceu apoio à caminhada. De acordo com o supervisor da Área Central, Alex Pinto, “a mensagem da passeata é de interesse de toda a sociedade, por isso damos todo o apoio necessário, para que ocorra tudo na maior tranquilidade. Além do mais, ficamos tristes pelos familiares que sofrem muito com acidentes como esse, que envolvem álcool e direção e que, infelizmente, são muito recorrentes. E as pessoas não dão importância

VÔLEI

Brasil derrota a Rússia

Comboio retorna para a Rússia Todos os caminhões do comboio com ajuda humanitária para os territórios controlados pelos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia retornaram para a Rússia ontem, anunciou a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (Osce). “O retorno do comboio está completo”, declarou por telefone à AFP Paul Picard, chefe da missão de observação da Osce no posto de fronteira conhecido como Donetsk. O comboio havia atravessado a fronteira em direção à Ucrânia sem autorização de Kiev, na sexta (22). Um porta-voz militar ucraniano afirmou à agência Reuters que, “de acordo com nossas informações, até as 13h [no horário local] foi confirmada a saída de 184 veículos russos do território da Ucrânia”. Ele disse ainda que a saída ocorreu pelo mesmo posto de

fronteira pelo qual o comboio havia entrado, perto ao povoado de Izvaryne. Nenhuma revista ou inspeção foi realizada por autoridades de segurança ou aduaneiras durante a entrada. Na sexta, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, havia dito que a entrada do comboio representou uma violação do direito internacional e apelou a Moscou para colocar a situação de volta ao marco legal internacional. Paul Ricard, observador da Osce, disse que apenas 34 veículos passaram por uma inspeção entre quinta-feira (21) e a madrugada de sexta-feira, mas que a carga dos demais não foi inspecionada. Ajuda Os caminhões, carregados com água, geradores e sacos de dormir enviados por Moscou, são destinados aos civis na cidade de Lugansk, no les-

te de Ucrânia, onde ocorrem combates entre separatistas pró-russos e forças do governo ucraniano. A cidade está cercada pelo Exército e, há mais de três semanas, falta água, luz e a rede de telefonia está inoperante. Minutos antes da entrada dos caminhões, a chancelaria russa havia anunciado que o comboio com ajuda humanitária russa para a população do leste da Ucrânia entraria no país mesmo sem autorização do governo de Kiev. Os caminhões ficaram estacionados na fronteira por mais de uma semana, levando o Ministério das Relações Exteriores da Rússia a criticar Kiev por dificultar a entrega. “A Rússia decidiu agir. Nosso comboio com ajuda humanitária está seguindo para Lugansk”, afirma um comunicado do ministério das Relações Exteriores.

Cantor deixa show após passar mal O cantor Milton Nascimento, de 71 anos, precisou abandonar o palco na noite desta sexta-feira (22) durante um show com o músico Criolo, em São Paulo, após sentir um malestar, segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa na página oficial do músico no Facebook. Nascimento foi levado à unidade de emergência do Instituto do Coração (Incor), para ser submetido a exames. Ele teve alta durante a madrugada, de acordo com a assessoria. Segundo a nota da assessoria de imprensa, Nascimento teve “um mal-estar momentâneo” e foi aconselhado pela equipe médica a não continuar com o show. Ainda de acordo com a assessoria, na própria casa de espetáculos, ele realizou exames de sangue e pressão que não apresentaram nenhuma alteração. A assessoria informa ainda que um médico do Incor estava no local e acompanhou o cantor ao hospital. A assessoria de imprensa do Instituto do Coração confirmou a entrada de Milton Nascimento na unidade de emergência do Incor por volta da 1h. Ele chegou ao local acompanhado pelo Dr. Sérgio Timerman, diretor do laboratório de treinamento de emergências cardiovasculares, e passou por exames preliminares, que não apontaram nenhum problema de ordem cardiológica. Turnê A apresentação marcou a estreia da turnê “Linha de Frente” em São Paulo. O show, que tem a participação de Criolo, foi lançado no dia 13 de junho em Belo Horizonte.

FÓRMULA 1

DIVULGAÇÃO

Chefe da missão de observação da Osce, Paul Picard disse que retorno do comboio está completo

às leis de trânsito”, observa. O acidente ocorreu na madrugada do dia 12 de maio deste ano, após um veículo da marca Chevrolet, modelo S-10, prateado e placa OAK2643 conduzido por Renato Fabiano dos Santos Benigno, 37, colidir contra o Fiat Strada, placa JXP 6657. Keyllene Nogueira e José Henrique Monteiro Galvão empurravam o carro, quando houve o choque, que os matou na hora. Os outros três passageiros do Strada, Weslem Tavares e Silva, Jhony Lemos Rodrigues e Rodrigo de Oliveira Barroso sofreram ferimentos. O julgamento de Benigno acontecerá no dia 19 de setembro.

SAÚDE

Sem dificuldades, a seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Rússia por 3 sets a 0, parciais de 25/12, 25/21 e 25/20, em 1h20min, na madrugada deste sábado (23), em Tóquio, no Japão, pela fase final do Grand Prix. Foi a terceira vitória consecutiva das atuais bicampeãs olímpicas. Agora, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães decidirá o título da competição hoje, às 7h (horário de Brasília), contra o Japão, que passou pela Bélgica, também neste sábado, por 3 sets a 0 (26/24, 25/16 e 25/15). As asiáticas lideram a fase final do torneio com 12 pontos. As brasileiras, que buscam o décimo título da competição, vêm em seguida, com dez. Hoje, a maior pontuadora brasileira foi a central Fabiana, com 17 pontos. Thaísa foi eleita o destaque do jogo, com 12 pontos.

Rosberg faz a pole na Bélgica e Massa é o 9º O alemão Nico Rosberg, da Mercedes, cravou a pole position do GP da Bélgica, neste sábado (23), e desbancou o inglês Lewis Hamilton, principal concorrente ao título do campeonato, que larga na segunda posição. O treino aconteceu sob chuva, e Rosberg fez o melhor tempo, com 2min05s591. O brasileiro Felipe Massa fez o tempo de 2min09s178

e larga na nona colocação. Ele foi superado por mais de um segundo pelo companheiro de equipe Valteri Bottas, que correu em 2min08s049 e larga em sexto lugar. Atual campeão mundial, o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, se recuperou dos problemas com o carro durante os treinos livres e larga na terceira colocação.

O GRID DE LARGADA DO GP DA BÉLGICA 1º Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 2m05s591 2º Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 2m05s819 3º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 2m07s717 4º Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 2m07s786 5º Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull) 2m07s911 6º Valtteri Bottas (FIN/Williams) 2m08s049 7º Kevin Magnussen (DIN/McLaren) 2m08s679 8º Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 2m08s780 9º Felipe Massa (BRA/Williams) 2m09s178 10º Jenson Button (ING/McLaren) 2m09s776


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Candidato... a que mesmo? Não há dúvida: o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão é absurdamente chato, para os proprietários dos veículos e ouvintes e telespectadores. Justamente quando, a sequência da novela vai revelar que o grande industrial, na verdade, é filho da mãe da empregada doméstica com um traficante do Complexo do Alemão, entra o tal programa eleitoral gratuito, com uma voz de taquara rachada que diz: “Vote em mim”. E mais não diz e se fica perguntando: por que votar nesse “mim”, que parece vir do outro mundo? É constrangedor, sim. E quando se pensa que por esses segundo preciosos os candidatos vendem a honra e quem mais estiver ao seu alcance, então, a decepção é mais profunda, chega às raias da depressão. Mas – toda história tem um mas – não se pode negar o lado positivo desse polo negativo: o ouvinte ou telespectador acaba sabendo em quem não votar, não pelo que dizem os candidatos, mas justamente pelo não dizem. No Amazonas, urna mais próxima, existe uma espécie de síndrome da falta de identidade. E não é de hoje. Candidatos a governador (preste muita atenção) estão empenhados em tapar os buracos das ruas de Manaus, de construir um porto em cada barranco do rio Negro, higienizar as feiras de Manaus, e, principalmente, “dar melhores condições de vida” – para quem? – ao povo de Manaus. Um candidato a prefeito da capital amazonense não prometeria mais nem melhor. O pretendente a uma vaga na Assembleia Legislativa (um dos melhores empregos da Zona Franca de Manaus) quer legislar onde a competência é federal. E os candidatos a deputado federal pensam como vereadores... de Manaus. O Amazonas não existe. Tudo é Manaus. Nem os candidatos sabem para onde querem ir. Os horários eleitorais gratuitos são chatos, mas reveladores e até mesmo engraçados.

O primeiro teste de Marina A Confederação Nacional do Transporte (CNT) encerra neste domingo, 24, o trabalho de campo para a 120ª Pesquisa CNT/MDA. A previsão é que a divulgação ocorra na quarta-feira da próxima semana, 27. Nesta nova edição da pesquisa, constará o nome de Marina Silva como candidata do PSB à Presidência da República.

Emocional O emocional, movido por uma tragédia, deverá influenciar o resultado da pesquisa. Marina foi incluída na pesquisa eleitoral em substituição ao candidato Eduardo Campos, vítima de um acidente aéreo neste mês. Falando em Marina Um detalhe tem chamado a atenção na campanha publicitária da acriana para presidente. As cores do PSB – amarelo e vermelho – simplesmente sumiram. O verde e amarelo ganham destaque na fase pós–Eduardo Campos.

Com certeza inspirado pela frase de Campos: “Não desistimos do Brasil!”. Mudou o foco A popularidade do ex-governador Omar Aziz (PSD) é tão grande que, internamente, os marketeiros mudaram o foco da campanha. Agora não é somente elegê-lo senador, mas sim torná-lo, proporcionalmente, o senador mais votado de todo o país. Melo na Rede Já os marketeiros do governador José Melo, constataram esta semana que o nome do candidato do Pros foi o mais citado no Facebook. — Isso mostra um claro sinal de ocupação de território.

Sem festa A primeira-dama do Estado, Edilene Oliveira, aniversariou neste sábado. E aproveitou o dia para descansar, com a promessa de cumprir a extensa agenda na campanha do marido José Melo, na próxima semana. A substituta Enquanto isso, a sua substituta no Fundo de Promoção Social (FPS), presidente Vânia Cyrino, trabalha para cumprir as metas de atenção às organizações sociais de Manaus e do interior do Estado. Pai e filho O prefeito Arthur Virgílio (PSDB) aproveitou o sábado para fazer caminhadas com o filho-candidato, Athur Bisneto, no interior do Estado. Primeiro a caravana foi a Presidente Figueiredo e em seguida ao Rio Preto da Eva. Surpreendendo Números internos do PSDB mostram que Bisneto vem crescendo na pesquisa. O tucano poderá ser um dos mais votados entre os candidatos a deputado federal. O povo quer saber Por que no período da Copa do Mundo, aqui em Manaus não faltava água, luz e o telefone celular funcionava? Luz no fim do túnel Deu na “IstoÉ”:

APLAUSOS

regi@emtempo.com.br

A Amazonas Energia é apontada como principal foco de preocupação dentro da atividade de distribuição da Eletrobras. Mas deve começar a apresentar resultados mais favoráveis a partir do próximo ano. Aposta O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, informa que o prazo coincide com o início das operações da usina Mauá, previsto para dezembro deste ano.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

— Esperamos um crescimento paulatino da Amazonas Energia a partir de 2015, destacou Araújo. Desverticalização A Mauá faz parte do processo de desverticalização da Amazonas Energia. Isto é, do desmembramento das diferentes áreas de atuação da distribuidora. Geração Com o início das operações da usina, localizada na Região Norte do país, a Amazonas Energia passará a contar com um ativo com capacidade de geração de 590 MW. Rombo No primeiro semestre, a Mauá teve prejuízo de R$ 648 milhões, o equivalente a quase três quartos do prejuízo de R$ 866 milhões acumulado pela área de Distribuição da Eletrobras.

VAIAS

Meninas do vôlei

Regi

Apagão de internet DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para as meninas do vôlei, que colocaram a mão no título do Grand Prix na madrugada deste sábado, ao derrotar a Rússia por 3 sets a 0. Às 7h (de Brasília) deste domingo, a seleção enfrenta o Japão. Se vencer por 3 sets a 0 ou por 3 sets a 1, a equipe assegura a conquista.

Para o apagão da telefonia celular e internet, depois do rompimento de um cabo de fibra óptica, que deixou Manaus de pernas pro ar na sexta-feira.

O fortuito e o determinado Santo Tomás de Aquino, lá pelo século 13, já afirmava que aquilo a que denominamos “acaso” não é simplesmente um produto da “sorte” ou da mítica atividade das Moiras, as três mulheres que fiavam, teciam e cortavam, cada uma à sua vez, o fio da vida, segundo o mito grego. Ao contrário, dizia que o acaso é apenas o encontro esporádico de duas séries de causas perfeitamente ordenadas. Se assim for, a ordem precede o acaso e é pré-condição para que ele ocorra. Apenas, a dificuldade será fazer-se a previsão do quando as sequências causais se entrecruzarão. Se um tijolo despenca do alto de uma construção sobre a cabeça de um transeunte, a trajetória do tijolo é plenamente ordenada pelas leis da física, assim como o trajeto do pedestre também o é pelas da física e da psicologia, e apenas as duas sequências se cruzaram sem que tivessem relacionamento anterior. Carl Gustav Jung, para quem o conceito de ciência era muito mais amplo do que o era para as mentes cientificistas do século 19, aí incluído o próprio Freud, seu mestre, viajou pelos caminhos de outros saberes e outras sabedorias e, por isso, acabou por ganhar o epíteto nada elogioso, àquele tempo, de “místico”. Quando Jung intuiu o conceito de “sincronicidade”, apresentou-o a Albert Einstein como uma relação não causal entre fatos, fenômenos ou acontecimentos que interligariam fora do espaço e do tempo e fora do modelo causa-efeito os mundos físico e psíquico. As reflexões do grande físico alemão sobre os aspectos físicos da proposta foram, segundo ele, de grande importância para a elaboração da Teoria da Relatividade, então em gestação. No caso do transeunte atingido pelo tijolo em queda, é fundamental considerar que o tijolo não interfere

no trajeto do homem e nem o homem tem qualquer interferência na queda do tijolo. Apenas se cruzam na sincronicidade, mas nenhum é causa ou efeito do outro. Essa natureza de relação não causal é o que mais dificulta o entendimento do fenômeno, já que pensamos pela causalidade. Jung viveu vários casos concretos que muito o impressionaram. Entre eles, ressalte-se o da jovem paciente que sonhara com o escaravelho de ouro (símbolo arquetípico) e ao narrar o sonho, voou para dentro da sala um inseto semelhante na forma e na cor, quando deveria procurar a claridade exterior. Marina Silva, cuja história de vida por si só já é uma sucessão de ocorrências extravagantes, até no fato de ter sobrevivido, tentou o registro de um partido político e foi impedida pelas formalidades do sistema. Sem isso, jamais teria se chegado ao PSB. Eduardo Campos, com a considerável experiência política auferida em toda uma vida familiar marcada por ela, desconsiderou a desproporção entre a sua liderança regional e a extensão nacional e partiu para a aventura de disputar a Presidência da República, contra forças políticas sabidamente maiores. A frustração de Marina possibilitou a união sinérgica com Eduardo Campos, ainda insuficiente para permitir uma eventual vitória contra o PT ou o PSDB. Eis que, nos 13 de agosto (mesmo dia da morte do avô arquetípico Miguel Arraes e mesmo mês em que a Velha Senhora costuma colher políticos brasileiros) o líder do PSB também é arrebatado da Vida e, naturalmente, transfere a Marina Silva o seu posto e a sua condição. Alguma conexão (sem causalidade) entre tantos acontecimentos? Ou fatos “sincronísticos” relacionados pela significação? Logo saberemos.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Eduardo Campos, com a considerável experiência política auferida em toda uma vida familiar marcada por ela, desconsiderou a desproporção entre a sua liderança regional e a extensão nacional e partiu para a aventura de disputar a Presidência da República, contra forças políticas sabidamente maiores”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Quem te viu...

Magoado, eu não estou, não. Não tenho mágoa nenhuma dela. Apenas acho que quando se está numa instituição como hospedeira, como ela [Marina] é, tem que se respeitar a instituição, não se pode querer mandar na instituição. Ela que vá mandar na Rede dela porque no PSB mandamos nós

A presidenciável Marina Silva (PSB), que agora defende as principais bandeiras do mercado financeiro, já foi uma adversária radical das privatizações, do pagamento da dívida externa e do Plano Real. Em discursos como senadora do PT, no governo Fernando Henrique Cardoso, ela associou a venda de estatais à alta do desemprego e acusou os bancos de serem “vorazes por lucro” e sem “nenhum compromisso com o povo”. Marina também votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Quem te vê... A guinada liberal de Marina começou na corrida presidencial de 2010, quando ela prometeu manter o chamado tripé macroeconômico e passou a elogiar FHC. Agora a candidata vai além, prometendo até a autonomia do Banco Central. Deixa pra lá Coordenador do novo comitê, Walter Feldman diz que a ex-petista não precisará assinar uma nova “Carta aos Brasileiros”, a exemplo de Lula em 2002. A ideia é defendida por Márcio França, tesoureiro do PSB. Capital amigo Dirigentes da campanha estão animados com o ritmo das doações nos últimos dias. O empate técnico com Aécio Neves (PSDB) no Datafolha divulgado na última segunda-feira turbinou o interesse de grandes empresas por Marina. Encolhi as crianças Os nomes de Eduardo Campos e Marina Silva tinham o mesmo tamanho no material gráfico da chapa. Agora o do novo vice, Beto Albuquerque, aparece em letras miúdas. Ordem dos fatores Nas redes sociais, a assessoria de

Albuquerque tenta difundir a hashtag #BetoeMarina, com o vice à frente da titular. Quem manda? O coordenador da campanha de Aécio, José Agripino (DEM-RN), ironiza a divisão de tarefas na chapa rival: “Que história é essa de Beto ir aos palanques em que Marina não sobe? O eleitor não vai entender essa cobra de duas cabeças”. Vai por aí Em documento apresentado na sexta-feira, o núcleo do programa de governo de Dilma Rousseff (PT) que elaborou propostas sobre trabalho e emprego sugeriu que a petista defenda o fim do fator previdenciário. Não vou, não No mesmo dia, a presidente disse em Porto Alegre que a proposta é “demagogia”. Os sindicalistas do comitê não gostaram. É dos trabalhadores Os formuladores de Dilma redigiram 13 propostas que fariam tremer o empresariado já avesso à petista. O cardápio inclui a redução da jornada de trabalho, restrições à terceirização e reforço na fiscalização de empresas.

Franco-atiradora Sem nada a perder, a candidata do PSOL, Luciana Genro, inaugurou os ataques a Marina, a quem chama de “segunda via do PSDB”. Ela estava de olho no eleitor jovem e insatisfeito que flerta com a ex-senadora. Olha o mico, vô A neta de Cesar Maia (DEM), candidato ao Senado no Rio, tem reclamado das “selfies” que ele publica na internet. O ex-prefeito costuma cortar metade do rosto nas fotos.

Carlos Siqueira, secretário-geral do PSB, que era coordenador da campanha de Eduardo Campos, deixa o cargo após divergências com a nova candidata à Presidência, Marina Silva, indicada feita pela direção do partido socialista.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO

Olha o mico, pai Daniela Maia, filha do político, também reclamou: “Pai, você tem vergonha do seu nariz?”. O apelo não surtiu efeito. Ou ela ou eu O empresário e playboy Alvaro Garnero desistiu de concorrer à Câmara. Ele disse ao PRB que a namorada o deixaria se ele não desistisse da carreira política. Bom menino O advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, que ligou o tesoureiro petista João Vaccari a empresas envolvidas na operação Lava Jato, pediu para ser solto. Alegou que está colaborando com a investigação.

Tiroteio

Em direção à Ponta Negra, segue, sem lenço e sem documento, esse monte de porcaria, a céu aberto, sem a cobertura exigida para o tráfego desse tipo de carga. Dá até para ver a placa do veículo: JWN 9397. Pode ser uma contribuição voluntária ao aterro que ainda não foi concluído na praia mais querida de Manaus?

Dom Sérgio Eduardo Cas Castriani opiniao@emtempo.com.br

O governo treinou testemunhas para fraudar a CPI, mas não calou Paulo Roberto. Agora veremos o estrago que o PT fez na Petrobras.

A viagem

DO DEPUTADO RUBENS BUENO (PPS-PR), líder da bancada na Câmara, sobre a decisão do ex-diretor da estatal de fazer delação premiada à Polícia Federal.

A viagem do papa à Coreia suscitou questões e perplexidades. A primeira delas é a própria existência de católicos naquele distante país asiático. Ficamos sabendo que o seu número vem crescendo a cada ano ao longo das últimas décadas, o que faz da igreja da Coreia uma igreja jovem e dinâmica, com um clero numeroso e com missionários espalhados pelo mundo. Várias hipóteses são levantadas para explicar este dinamismo, desde o compromisso social da igreja católica coreana e sua participação na construção democrática do país, até um possível status social alcançado através da conversão. O fato é que outras denominações cristãs também estão vivas e atuantes. O que mostra que a proposta do Evangelho atrai as pessoas e conserva a Igreja jovem, isto é portadora de futuro num presente vivido significativamente. A Igreja da Coreia aprendeu com a visita do papa, nasceu com um grupo de leigos e foi violentamente perseguida, tendo na sua origem uma história de crueldade e martírio. O papa beatificou um grupo de mártires numa das celebrações mais concorridas. O sangue dos mártires é semente de cristãos. Perseguição e ódio geram fé, convicções profundas e solidariedade no grupo perseguido. O martírio é uma realidade mais atual que nunca. Cristãos são assassinados e destituídos de seus direitos e dignidade em muitas partes do mundo. A civilização ocidental de raiz cristã também não fica atrás quando se trata de violência e destruição do outro. Será que a história humana um

Contraponto

Lula, Brizola e um papo com Getúlio Na campanha de 1998, Leonel Brizola levou Lula a São Borja (RS) para visitar o túmulo de Getúlio Vargas, cuja morte completa hoje 60 anos. Para espanto do petista, seu companheiro de chapa presidencial iniciou um breve diálogo com o finado, chamando-o de “doutor Getúlio”. --De repente, o Brizola falou: “Lula, quer conversar com o Getúlio”? Eu falei: “Não, Brizola, eu não quero”... --lembrou o ex-presidente, em novembro de 2010. A negativa não conteve o fundador do PDT. --Aí ele me apresentou: “Olha, doutor Getúlio, esse é o operário que nós vamos apoiar agora!” Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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dia se libertará desta lógica? O papa colocou o dedo na ferida propondo um estilo de vida menos consumista e relações pacificas que respeitem a vida e vejam no diálogo e não nas armas o caminho de convivência humana. Mesmo que o cristianismo no continente asiático seja minoritário esta visita mostrou que ele tem história, produz cultura e não pode ser ignorado. Para o catolicismo, decadente em outras partes, ele é sinal de esperança e renovação. Minorias podem ser tão influentes e importantes quanto instituições culturais hegemônicas anacrônicas. Vivendo num país plural onde o catolicismo cultural vai perdendo o seu lugar temos diante de nós a tarefa de nos convertermos ao Evangelho e às suas exigências redescobrindo o que nos faz católicos. E aí nossos irmãos asiáticos talvez tenham muito a nos ensinar. Como sempre a viagem foi recheada de pequenos gestos simbólicos, destes que dizem mais que mil palavras: o carro popular, o uso do trem e não do helicóptero no aeroporto, a visita e o encontro com pessoas com deficiências, e aí por diante. Esta visita aponta para um possível futuro da Igreja católica, num mundo plural, onde o diálogo inter-religioso, e alguns comentaristas ressaltaram que o catolicismo tem mais facilidade no trato com o budismo, a liberdade religiosa, as experiências do sagrado ajudem a humanidade a ser mais humana e a viver em paz. Aliás, um dos sinais da viagem foi à mensagem enviada ao povo chinês quando o papa entrou no espaço aéreo da China. Será que ainda veremos uma visita papal àquele país?

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Vivendo num país plural onde o catolicismo cultural vai perdendo o seu lugar, temos diante de nós a tarefa de nos convertermos ao Evangelho e às suas exigências redescobrindo o que nos faz católicos. E aí nossos irmãos asiáticos talvez tenham muito a nos ensinar”


Economia

MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

A5

Oferta em alta derruba o preço do abacaxi no AM

DIEGO JANATÃ

Melancia também está com o valor mais em conta. Ambas as frutas ajudam a amenizar o forte calor desta época do ano

Feirantes que comercializam o abacaxi comemoram o aumento das vendas com a chegada do período do verão amazônico, época que favorece o consumo da fruta pela população amazonense

O

preço das frutas regionais boas para ajudar o amazonense a enfrentar o forte calor do verão, como o abacaxi e a melancia, estão em conta para o consumidor das principais feiras de Manaus. O motivo para tantas frutas nas bancas e preços mais baixos é justificado pelo período de safra do abacaxi produzido no Amazonas, que dura o ano todo, e da melancia que é importada de Roraima. Por ter uma produção local que garante abacaxi o ano todo, a fruta está sempre em alta em Manaus. Mas há períodos que o volume do produto diminui e ele fica caro. Foi o que ocorreu há duas semanas na Feira da Banana, no Centro. Naquele período, o abacaxi chegou custar até R$ 2 mais caro que o preço atual, com ofertas de R$ 5 a unidade. Mas agora, de acordo com a feirante Gelsineide Moreira Dantas, o preço está mais em conta devido ao aumento da oferta da fruta. O EM TEMPO passou pelas feiras da Manaus Moderna e da Banana, onde encontrou abacaxis com preços variados. Em alguns boxes, dois abacaxis saem por R$ 5 e os mais “graúdos”, três unidades custam R$ 10. “De terça a sábado chegam mais de oito caminhões-baú trazendo abacaxi para serem comercializados”, explica. O consumidor pode encontrar o preço por unidade, porém, de R$ 3 e R$ 4, mas é preciso pesquisar bem.

Para a feirante Gelsineide, que vende aproximadamente 1,5 mil unidades por semana, o abacaxi, além de ser uma fruta gostosa, é usado como item no café da manhã até mesmo nos bufês de festas. “Das frutas que eu vendo aqui na feira, o abacaxi é a que mais sai. Nunca sobra para o outro dia”, afirma. Com o crescimento na oferta da fruta, segundo o feirante Celso Almeida da Silva, as vendas aumentam. Ele chega a vender até 10 mil abacaxis numa semana. Para alcançar a meta, o feirante conta que trabalha de domingo a domin-

RANKING

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o Amazonas como o quinto Estado que mais produz abacaxi no país, atrás do Pará, Paraíba, Bahia e Minas Gerais go, geralmente das 2h às 18h. “O abacaxi é uma fruta que a população gosta e compra toda vez que vem à feira”, comenta o feirante. Benefícios A professora Andrea Gama Sá, 28, compra abacaxi por ser uma fruta que tem diversos benefícios, inclusive o de contribuir para o emagrecimento. Além disso, segundo ela, é uma fruta que pode ser toda aproveitada. “A casca serve para fazer suco, o qual fica muito gostoso”, diz.

Cultivo do fruta é constante Segundo o produtor do município de Autazes (a 113 quilômetros de Manaus), Abraão Pereira, a produção do abacaxi não tem entressafra. Desta forma, o abacaxi produzido no Amazonas nunca falta. “A produção depende dos meses que plantamos e das técnicas de adubação que utilizamos”, afirmou, ao dizer que a plantação de abacaxi demora em torno de um ano e seis meses para que os frutos comecem a ser colhidos no campo. Conforme Abraão, a maior parte da produção de abacaxi que chega na feira da Manaus Moderna é resultado do plantio do município de Itacoatiara (a 176 quilômetros da capital), principalmente das comunidades de Novo Remanso e Engenho, e de Autazes (a 113 quilômetros de Manaus). “Geralmente, um caminhão-baú traz até 5 mil abacaxis. A unidade é vendida aos feirantes de Manaus por R$ 0,70 a R$ 3, dependendo do tamanho da fruta”, acrescenta.

Melancia mais barata na feira Além do abacaxi, outra fruta que está com a oferta em alta nas feiras de Manaus é a melancia. A demanda aumentou na capital, porém os feirantes reclamam que a fruta ainda sai das mãos do atravessador muito cara para eles. Mesmo assim, os comerciantes dizem que buscam vender o produto mais barato. “Pagamos R$ 2 mil de frete, R$ 300 com carregador e a fruta sai quase R$ 9

para nós”, diz o feirante Reginaldo Pereira dos Santos, conhecido como o “Verdão da Melancia”. Tamanho Na feira da Manaus Moderna, o preço da unidade da melancia varia conforme o tamanho da fruta. As pequenas custam entre R$ 5 e R$ 8, as médias de R$ 8 a R$ 10 e as maiores de R$ 10 em diante. “Acredito que no próximo mês o valor

ficará mais em conta”, estima o feirante Reginaldo. Redução No mês de setembro, o preço da melancia deve ficar mais baixo no Amazonas porque, segundo o feirante Antônio Cabral, começará a safra do Rio Madeira. “Quando a safra é do Estado, os custos são menores e os produtos tende a ser comercializados mais em conta”, frisa o feirante. DIEGO JANATÃ

SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

Consumidor pode encontrar farta quantidade de melancia em feiras e mercados da cidade


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Economia

Games amazonenses Depois de conquistar mais de 1,5 milhão de downloads na plataforma Windows Phone, nova versão do Wake Woody Infinity, criado por desenvolvedores locais, é lançada em escala global, desta vez para smartphones e tablests com iOS e Android BRUNO IZIDRO EM TEMPO ONLINE

O IONE MORENO

cenário de desenvolvimento de games no Estado nunca esteve tão aquecido. A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) possui um curso de pós-graduação em jogos digitais (e uma graduação iniciando no ano que vem), centros de pesquisa dentro do Polo Industrial de Manaus (PIM) investem na criação de games e mesmo iniciativas inde-

pendentes estão focadas na produção de jogos. Uma característica comum entre as iniciativas é que elas utilizam as plataformas mobile para “escoar” os produtos criados por aqui. Um exemplo é o jogo Wake Woody Infinity, lançado pelo Instituto Nokia de Tecnologia (INdT), na última semana. O jogo está

disponível nas três principais plataformas mobile (iOS, Android e Windows Phone). E é a grande aposta do INdT, na área de games, depois do sucesso da primeira versão do Wake Woody, lançado em 2012 somente para Windows Phone, quando conseguiu atingir a incrível marca de 1,5

milhão de downloads. Gerente de projeto do jogo, o amazonense Silvio Silva avalia que o mercado mobile é um meio mais fácil para se publicar um jogo. Porém, ele também pode ser traiçoeiro. “Qualquer empresa que não seja renomada tem que contar com a sorte nesse mercado”, analisa. Mesmo com um nome conhecido como a Nokia, os desenvolvedores da INdT precisam trabalhar em estratégias para fazer os seus jogos fi-

carem visíveis diante do mar de jogos grátis que todo dia chegam às lojas da Apple e da Google. “Só qualidade não garante sucesso”, observa Silva. Uma das estratégias do INdT e que foi adotado com o Wake Woody Infinity é o modelo de game “freemium”. Silva explica que se trata de um modelo no qual o jogo é lançado de graça nas lojas e o lucro vem de pequenas transações que o jogador pode fazer para pagar por um power-up no jogo e outras facilidades dentro do jogo. Laboratório Mesmo com um mercado

competitivo, as simplicidades dos games mobile ajudam os que estão iniciando na área de desenvolvimento de games como, por exemplo, os alunos do curso de pós-graduação em jogos digitais da UEA. Os jogos experimentais e os protótipos que estão sendo criados por eles são disponibilizados de graça na loja de aplicativos para android, o Google Play. O coordenador do curso, professor Jucimar Maia, explica que é uma forma simples que um jogo pode ser publicado. “Não é preciso uma produtora intermediando o processo”, diz. Graças a isso que a coordenação do curso criou o selo UEA Game Lab, por meio do qual os jogos criados por alunos são disponibilizados para Android e em breve também na App Store da Aple. Leia mais na C3

Acesso a smatphones e tablets no país abre forte mercado para desenvolvimento de games mobile


MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

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es ganham o mundo Maioria dos jogos para mobile A aposta de desenvolvedores amazonenses no mercado de games mobile é o reflexo do que acontece no setor em todo o Brasil. Apresentada em maio deste ano e financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira pesquisa sobre mercado e indústria brasileira de games revelou que 81% dos jogos produzidos no país são para para a plataforma mobile. Esse número expressivo pode vir não das facilidades em se desenvolver e lançar um jogo interessante para plataformas móveis, mas da quantidade de aparelhos smatphones que são lançados para o comércio brasileiro.

Conforme dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), até maio desse ano foram comercializados 19,5 milhões de smartphones no país, um crescimento de vendas de 71% em relação a 2013, resultado que garante aos aparelhos smathphones 76% do mercado de celulares no país. Na esteira desses números, o público que pode consumir os jogos desenvolvidos para mobile passa a ser muito maior do que o dos jogos tradicionais, uma vez que, um dos principais videogames da atualidade, o PlayStation 4, somente agora alcançou a marca de 10 milhões de unidades, em termos globais. REPRODUÇÃO

O game Weke Woody Infinity é genuinamente amazonense

Equipe da INdT, coordenada por Silvio Silva (no centro), é exemplo que o segmento de games segue em expansão no Estado

Caminho inicial para pequenos estúdios Além da INdT e da UEA, outra empresa no Amazonas que também aposta no mobile é a Petit Fabrik, um estúdio de jogos local que já lançou o game Mini Champions, no meio do ano, e teve mais de 80 mil downloads. Para o produtor executivo do estúdio, Olímpio Neto, desenvolver um jogo para mobile, de modo geral, é um caminho inicial melhor pelas facilidades de recursos. “Publicar um jogo para mobile é muito fácil, qualquer um pode por o seu jogo em uma

Apple Store ou Google Play. O custo de produção também é menor, já que um game mobile é mais simples do que para consoles”, fala. Para que os jogos da Petit chamem a atenção, ele diz que o estúdio trabalha a partir de estratégias e parcerias com empresas para viabilizar os jogos. “Mas, no mercado mobile de vez em quando aparecem exemplos como o Flappy Bird, que de repente se tornou uma febre, sem nenhum divulgação ou campanha de marketing”, comenta.

Olímpio também comenta o modelo de jogos gratuitos (free to play) que faz parte da maioria dos games encontrados para celular. “A ideia é que se tem é que se não for grátis o jogo não faz dinheiro, mas não há uma fórmula pronta para fazer sucesso no mobile”, diz. Para a Petit Fabrik, nem sempre lançar um game grátis é válido e cada modelo de depende do jogo que está sendo lançado. O primeiro game do estúdio amazonense, Mini Champions,

foi lançado gratuitamente, mas o próximo jogo da Petit, Peep of Rip, deverá adotar o modelo tradicional pago. “O Peep or Rip é mais denso, com mais conteúdo”, justifica Olímpio por decidirem cobrar pelo jogo. Peep or Rip é um jogo musical que vai exigir muita habilidade dos jogadores ao acertar os tempos nas notas que passam na tela. O jogo dos amazonenses deve ficar disponível no dia 19 de setembro para iOs, Android, Windows Phone.


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Economia

MANAUS, DOMINGO, 25 DE AGOSTO DE 2014

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Verão bom para turismo de aventura na Amazônia

Site oferece pacotes de aventuras para público local, mas de olho no visitante nacional e estrangeiro Das seis atividades disponíveis no site do Praquerumo, o caiaque é uma das atividades mais procuradas pelos aventureiros, que podem experimentar o esporte em Manaus, Rio Preto da Eva e Iranduba EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

C

om a chegada do verão, o turismo nas terras amazonenses promete superar em 13% o volume de visitantes (590,3 mil) nacionais e internacionais que desembarcaram em Manaus, de julho a dezembro do ano passado. A estimativa é da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), que registrou, no mesmo período de 2013, o desembarque de mais de 522,4 mil turistas no Estado. De olho nas estimativas da Amazonastur, mas, focado no mercado local de 700 mil pessoas de 20 a 39 anos, a startup Praquerumo, que inaugurou em maio deste ano plataforma de turismo de aventura na Amazônia, trabalha para ampliar a quantidade atividades de turismo de aventura no seu site (praquerumo.com.br), com mais destinos e experiências de ecoturismo. “Em janeiro de 2014 um grupo de amigos cansado de pedir indicações de aventuras em Manaus decidiu criar um site para reunir essas informações. Hoje a startup vem se consolidando no mercado manauense levando seus clientes a uma imersão na beleza e diversidade da nossa região”, disse o gerente

de aventuras da Praquerumo, Tayke Monteiro. Segundo a gerente de aventuras, das seis atividades disponíveis no site, a mais procurada no momento é o caíque. De uma hora e meia a duas horas de remada, as aventuras são realizadas no lago do Puraquequara, zona rural de Manaus, no rio Preto da Eva, localizado no município que leva o mesmo nome, e

NEGÓCIOS

Praquerumo é uma startup que participa do processo de aceleração pela FabriQ Aceleradora, que ajuda a desenvolver negócios em fase inicial, buscando identificar e atingir o mercado consumidor no lago do Janauari, localizado município do Iranduba, um dos mais famosos parques ecológicos da Amazônia. A atividade custa hoje R$ 150 por pessoa, no Puraquequara e no Rio Preto, incluso lanche, aluguel dos equipamentos, instrutor e cobertura fotográfica. Quem prefere o Janauari pagará R$ 60. “Mas no Janauari talvez mês que vem nós faremos as últimas sessões do ano na região por

conta do nível do rio que está baixando”, explica Tayke. Trilhas No município de Presidente Figueiredo, a Praquerumo oferece ao aventureiro o Trekking Salto do Ipy, que é um dia inteiro de passeio por uma trilha de quatro quilômetros, até a cachoeira Salto do Ipy, com queda d’água de 30 metros de altura. Para quem quiser viver essa aventura o custo por pessoa é de R$ 60. “Em Presidente Figueiredo os guias estão preparados para falar da história geológica do local, reconhecido pela Unesco como Geoparque”, explicou a gerente de comunicação Tainara Tenório, 23. Na Terra das Cachoeiras a startup oferece ainda outros pacotes para turismo de aventura como o raſting, que é uma descida em bote por sete quilômetros de corredeira iniciada no Urubuí, por aproximadamente uma hora e meia, ao valor de R$ 150 por pessoa. Para quem prefere ficar em Manaus, o Praquerumo oferece atividade esportiva de Stand-Up Paddle (SUP), a R$ 50, por pessoa. A aventura é realizada a partir da marina do Rio Negro, no Tarumã, Zona Oeste, onde o turista é instruído para remar sobre a prancha pelo igarapé do Tarumã em direção a um igapó.

Para deixar o mundo urbano Depois de duas horas de remada de caiaque, no lago do Puraquequara, o advogado Joab Hardman Fagundes, 24, falou da satisfação de viver a experiência num lugar de natureza fascinante da sua cidade que ele não conhecia. “Necessário para tirar o stress do dia a dia”, comenta. A estudante de relações públicas Thaíssa Cordeiro, 20, também experimentou o caiaque no lago do Puraquequara. Para ela, a aventura que viveu com um amigo e outras pessoas que não

conhecia foi muito boa, por proporcionar contato com a natureza que o cidadão da cultura urbana não tem. A estudante observa que é inovador o serviço de turismo na Amazônia, como o ofertado pelo Praquerumo. “Só conhecia as agências de turismo, mas não com tantas atividades voltadas para esportes de aventura. Acredito que é uma oportunidade para o amazonense conhecer essa parte do nosso Estado pouco explorado por quem priva-se muito ao

meio urbano”, avalia. De acordo com Tayke, 93% do nosso público do Praquerumo hoje é local. “Estamos nos preparando para aumentar a variedade de atividades no site. Já levantamos uma boa quantidade de parceiros e estamos nos organizando para expandir a plataforma com novas opções de roteiros e atividades. A nossa meta para o final do ano é ser a maior ferramenta de informações de experiências na Amazônia”, sustenta.

Passeio sobre duas rodas e caminhadas por trilhas do município de Presidente Figueiredo


País

MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

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Museu Nacional celebra 196 anos com atividades O

gia, geologia e paleontologia, invertebrados e vertebrados. Para a diretora do Museu Nacional, professora Claudia Rodrigues Ferreira de Carvalho, as comemorações pelo aniversário, que ocorrem a cada ano, trazem ao público uma amostra da instituição além das exposições tradicionais. “Com orgulho, identificamos

REFORMA

Desde 1995, o Palácio de São Cristóvão, localizado na Quinta da Boa Vista, está sendo aos poucos restaurado, sem prejuízo às atividades acadêmicas, científicas e museolígivas da instituição que essas comemorações despertam grande interesse, e revelam que o prazer lúdico se estende e integra por todas as gerações, das crianças aos adultos”, destaca. Passeios Visitas guiadas ao Palácio de São Cristóvão e ao Horto Botânico do museu também fazem parte da programação especial.

Antiga residência da família imperial brasileira, o Museu Nacional abriga seis departamentos de pesquisas ligados à UFRJ

Instituição se prepara para o bicentenário “Na primeira fase foram feitas obras de conservação e restauração estruturais. Na fase atual foi possível iniciar obras de restauração de cunho artístico, como a antiga sala da Imperatriz Thereza Cris-

JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

s 196 anos de criação do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, o maior nas áreas de história natural e antropologia da América do Sul, estão sendo comemorados até este domingo (24) com vasta programação gratuita. Aberto na última sexta-feira (22). O evento especial de aniversário, nominado Ciência, História e Cultura na Quinta da Boa Vista, oferece ao público, de 10h às 16h, 23 atividades entre visitas mediadas, oficinas e exposições, que de forma lúdica e interativa servem para aproximar o visitante da instituição fundada em 1818 por dom João 6º. Inicialmente sediado no Campo de Santana, no centro do Rio, desde 1892 o museu ocupa o Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista - antiga residência da família imperial brasileira. Atualmente, o Museu Nacional integra a estrutura acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). As exposições abertas ao público exibem apenas uma pequena parte dos 20 milhões de itens que integram as coleções científicas do museu, conservadas e estudadas pelos seus departamentos de antropologia, botânica, entomolo-

DIVULGAÇÃO

Oficinas, visitas guiadas e exposições integram a programação gratuita oferecida ao público até este domingo

Grupos sociais e religiosos, artistas e simpatizantes da causa participaram do evento

tina e da fachada frontal, hoje com a cor amarela do período imperial”, conta Cláudia Rodrigues. Segundo a diretora, o Museu Nacional já começa a se preparar para as comemorações de seu bicentenário, em 2018.

“Estão previstas novas obras, como a restauração da fachada lateral norte, da antiga Sala dos Diplomatas e da Sala do Trono de dom Pedro II - atuais salas de exposições temporárias -, além da ampliação e renovação

das exposições científicas”, antecipa Claudia. Também faz parte dos planos para o bicentenário uma exposição histórica sobre o museu como instituição acadêmico-científica e de seus patrimônios.

PROTESTO

Genocídio de negros é lembrado Um protesto contra o genocídio de negros no Brasil reuniu no centro da capital federal, mais de 400 pessoas, conforme cálculo da Polícia Militar do Distrito Federal, na última sexta-feira (22). Foi a primeira vez que o Distrito Federal (DF) participou da Marcha Internacional contra o Genocídio do Povo Negro, que está na segunda edição. A marcha reuniu representantes de movimentos sociais e grupos religiosos, artistas, pessoas que sentem o racismo na pele e simpatizantes da causa. Com cartazes e cruzes brancas nas mãos, o grupo percorreu as ruas que cortam a rodoviária de Brasília, um dos lugares mais movimentados da cidade, de onde saem ônibus para as demais regiões administrativas do DF e cidades do Entorno.

DADOS

Segundo o Mapa da Violência 2014, a vitimização de negros é bem maior que a de brancos. Morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil em 2012 “O objetivo da marcha é dar visibilidade à questão. Quem está marchando aqui são as pessoas da periferia, dos assentamentos. Queremos dar vez para aqueles que estão à margem, que não falam”, disse uma das organizadoras da marcha, Layla Marisandra, do Fórum da Juventude Negra. “No DF, não é diferente dos outros estados. Aqui temos um cordão invisível

que divide as asas (Sul e Norte) do Entorno e das (cidades)-satélites. Tem uma população que só vem ao centro para trabalhar.” A marcha é realizada simultaneamente em 18 estados brasileiros e em 15 países, informou a coordenação da campanha “Reaja ou será morto (a)”, que convocou o ato. Juntos, os movimentos querem dar visibilidade às situações de violência e fortalecer a luta por políticas públicas que garantam direitos, como acesso à educação e à saúde. Segundo o Mapa da Violência 2014, a vitimização de negros é bem maior que a de brancos. Morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil em 2012, em situações como homicídios, acidentes de trânsito ou suicídio.


País

MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

Aplicativo ajuda evitar lojas com trabalho escravo RICARDO OLIVEIRA

Recém-atualizado, o Moda Livre é gratuito e monitora 45 empresas. Aplicativo está disponível para as plataformas Android (versão 4) e iOS (versão 5)

Lançado no ano passado, o aplicativo auxilia o usuário a avaliar grandes lojas varejistas

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ealidade no campo -onde a fiscalização tende a ser mais frouxa- e nas construções e oficinas de costura das grandes cidades, o trabalho análogo à escravidão também pode estar presente nos produtos consumidos em lojas de grifes dos shoppings do país. Para alertar o consumidor, o aplicativo Moda Livre foi lançado originalmente em dezembro 2013 e ajuda o usuário a avaliar que medidas a indústria vem tomando para evitar o uso de trabalho escravo. Gratuito, o app foi atualizado nesta semana e agora monitora 45 empresas.

Disponível para smartphones com sistemas Android (a partir da versão 4) e iOS (a partir da versão 5), o aplicativo foi criado pela ONG Repórter Brasil, que denuncia casos de desrespeito aos direitos humanos por meio reportagens. Para avaliar as empresas, os desenvolvedores do aplicativo enviaram um questionário às grandes varejistas do país, com o objetivo de criar um perfil da marca, onde consta, entre outros pontos, o monitoramento que elas fazem para fiscalizar seus fornecedores e um histórico do possível envolvimento

dessas empresas em casos de trabalho escravo, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com bases nessas repostas, as empresas receberam uma pontuação que as classifica em três categorias de cores -verde, amarelo e vermelho-, de acordo com sua conduta. Aquelas que não responderam foram automaticamente incluídas na categoria mais negativa, a vermelha. Por lei, trabalhos análogos à escravidão se caracterizam por condições degradantes, jornadas exaustivas, trabalho forçado e/ou servidão por dívida.

Construção e setor têxtil lideram casos Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) revelam que em 2013, pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão foi maior nas áreas urbanas do que nas áreas rurais. Dos 2.242 trabalhadores resgatados no ano passado, 51% foram encontrados exercendo atividade irregular nas cidades, especialmente na construção e no setor têxtil. Na sexta-feira (22), 12 haitianos foram encontrados trabalhando em condições degradantes em uma oficina de costura em São Paulo. No início de agosto, o MTE divulgou um levantamento sobre as operações de combate ao trabalho análogo ao de escravo relativo aos primeiros seis meses de 2014. Durante o primeiro semestre, segundo o ministério, os auditores fiscais realizaram 57 operações que resultaram na autuação de 109 empregadores flagrados utilizando força de trabalho ilegal, com identificação de 421 trabalhadores na condição análoga a de escravo.

INGLÊS SEM FRONTEIRAS

Programa abre inscrições no início de setembro A partir das 12h do dia 2 de setembro, começam as inscrições, exclusivamente na internet, para as 6.045 vagas do Programa Inglês sem Fronteiras. O prazo termina às 12h do dia 11 de setembro. Os cursos presenciais de língua inglesa serão ministrados em universidades federais credenciadas como núcleos de línguas e terão prioridade os estudantes que podem participar do Programa Ciência sem Fronteiras. A inscrição será confirmada por e-mail a partir do dia 18 de setembro. As aulas começam no dia 22 de setembro. A carga horária presencial é quatro aulas de uma hora, distribuídas em pelo menos dois encontros semanais, em locais e horários definidos pela universidade credenciada. Não há cobrança de taxa de inscrição, mas o candidato classificado deverá adquirir o material didático. Durante o período de inscrição, o candidato poderá alterar as suas opções, bem como

efetuar o cancelamento. A classificação no processo seletivo será feita com base na última alteração realizada. De acordo com edital publicado na edição de sextafeira (22), do Diário Oficial da União, podem se inscrever no processo seletivo estudantes que atendam cumulativamente aos seguintes critérios: ser aluno de graduação, mestrado ou doutorado, com matrículas ativas nas universidades federais credenciadas como Núcleo de Línguas (NucLi); participantes e ativos no curso My English Online, cujas inscrições tenham sido validadas com até 48 horas de antecedência à inscrição no NucLi; e alunos que tenham concluído até 90% do total de créditos da carga horária de seu curso. Para efeito de classificação, terão prioridade os candidatos que sejam alunos de graduação de cursos elegíveis ao Programa Ciência sem Fronteiras, que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso. DIVULGAÇÃO

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Mais de 6 mil vagas estão sendo oferecidas pelo programa


Mundo A11

MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

Estado Islâmico revela uma nova face do terrorismo (UnB) Pio Penna, diretor-geral do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais (Ibri). Segundo Penna, a desestabilização do governo xiita no Iraque, que não soube se articular com os sunitas, outro ramo do islamismo, e com os curdos, etnia que vive no Norte do país, foi o cenário propício para a expansão do Estado

ATAQUE

Desde o dia 8, o governo norte-americano realiza ataques aéreos a alvos do EI. O grupo estava com ameaças de matar outro refém, caso os ataques não fossem interrompidos, pelos Estados Unidos Islâmico. “O governo xiita não soube fazer uma composição adequada e sua legitimidade foi erodida. O Estado Islâmico foi explorando essas brechas, principalmente na Região Norte do país”, disse. Para o professor, os Estados Unidos não conseguiram cumprir a promessa de levar democracia ao Iraque após a invasão de 2003, que resultou na queda de Saddam

Hussein, e o Estado iraquiano foi se “esfacelando”. “O nome inicial era Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que é a região da Síria. Eles ganharam tanta confiança que mudaram o nome para Estado Islâmico, tirando a dimensão regional. A noção do califado é voltar ao império árabe muçulmano”, diz Penna. Grandes potências, como os Estados Unidos, a Alemanha, o Reino Unido e a França, elevaram suas preocupações nos últimos dias e anunciaram a ampliação do apoio, com efetivos militares e armas, à resistência contra o EI – composta por curdos e xiitas, no Iraque. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, disse que o Estado Islâmico é uma ameaça “que ultrapassa tudo o que conhecemos” em se tratando de terrorismo. “O Estado Islâmico vai mais longe do que um grupo terrorista. Alia ideologia e sofisticação com conhecimento militar, tático e estratégico. O diretor-geral do Ibri avalia que a tendência é que o grupo seja contido, mas não erradicado, e controle alguns territórios da Síria e do Iraque por muito tempo.

EMLAB/DIVULGAÇÃO

EBOLA

Equipe de saúde faz análise de amostras de sangue, de pessoas contaminadas com o vírus

OMS traça plano contra o vírus A Organização Mundial de Saúde (OMS) planeja uma estratégia de luta contra o surto de ebola para o oeste da África que deverá durar de seis a nove meses. A intenção é mapear as condições nos países mais afetados - Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria-, para embasar o trabalho das equipes da OMS e de ONGs que atuam na região. Com isso, será possível determinar as necessidades de cada país para controlar a doença. O órgão divulgará mais detalhes do plano na semana que vem. Na Libéria, o dirigente da OMS Keiji Fukuda disse que a maior dificuldade das equipes médicas é a velocidade com que a doença se alastra. “Nunca vimos um surto de Ebola avançando sobre cidades e zonas rurais de forma tão rápida e cobrindo uma área tão extensa”, afirmou. Segundo o órgão, 2.615

pessoas contraíram o vírus nos quatro países, das quais 1.427 morreram. Este é o maior número de casos da doença desde que o vírus que a provoca foi descoberto, em 1976.

ESTUDOS

Ao todo, 17 drogas contra o ebola e 12 vacinas estão em desenvolvimento em várias companhias e instituições, segundo a “BioWorld”, uma publicação da agência de notícias Reuters Novos casos Na última sexta-feira (22), as autoridades nigerianas confirmaram mais dois casos de ebola no país. As duas eram mulheres de médicos que fizeram o tratamento do liberiano Patrick Sawyer, a primeira pessoa a morrer com

a doença no país. Outras 12 pessoas haviam sido infectadas por estar em contato com Sawyer. Delas, cinco morreram. Na Libéria, país com o maior número de casos de ebola até o momento, houve novo confronto em West Point, na capital Monróvia. Na repressão policial, um adolescente de 16 anos foi morto pelos agentes. A região, que tem 75 mil habitantes, sofre com a falta de água e de comida devido ao bloqueio e ao toque de recolher imposto pelo governo. A epidemia de ebola já deixou 1.350 mortos desde o início do ano na Guiné-Conacri – onde o surto começou –, na Libéria, em Serra Leoa e na Nigéria. O surto também prejudica a aviação. Segundo a Organização Africana de Aviação, metade dos voos para os países afetados foram cancelados nas últimas semanas.

Grandes potências se mostraram preocupadas com o avanço do grupo, no Oriente Médio

MÉXICO

Mais de 20 mil sumidos O governo mexicano apresentou uma lista atualizada de pessoas desaparecidas no país, em um total de 22.322 casos - 44% deles ocorridos durante o mandato do presidente Enrique Peña Nieto. A subprocuradora Jurídica e de Assuntos Internacionais da Procuradoria-Geral da República, Mariana Benítez, disse, em entrevista, que a atual administração recebeu do governo anterior uma base de dados com um total de 26.121 casos de pessoas desaparecidas. Ela explicou que os dados foram atualizados e o número foi elevado para 29.707 desaparecidos. Até 31 de julho deste ano, tinham sido localizadas 17.175 dessas pessoas, sendo 16.274 vivas, mantendo-se as buscas por 12.532 indivíduos. Somam-se ainda 9.790 casos registrados durante o governo atual. O Congresso mexicano aprovou, em março de 2012, proposta que obriga o governo federal a abrir uma base eletrônica de dados de pessoas desaparecidas, de forma a dar seguimento às denúncias. A iniciativa surgiu diante da situação enfrentada pelo governo contra o crime organizado.

ARGENTINA

Regras de licenciamento violaram acordos, diz OMC A Organização Mundial do Comércio (OMC) decidiu contra a Argentina na sexta-feira (22) em um caso aberto em 2012 por Estados Unidos, União Europeia e Japão, reclamando da regra de licenciamento do país sul-americano usada para restringir as importações. Os três países argumentaram que a Argentina não concedia automaticamente as licenças para importadores como exigido pelas regras da OMC, permitindo ao país sul-americano proteger a sua frágil economia O painel de três árbitros independentes da OMC decidiu que as regras de licenciamento da Argentina violaram os acordos da organização, e pediu que o governo da presidente Cristina Kirchner altere as normas para que fiquem alinhadas com as regras internacionais de comércio. A Argentina tem 60 dias para apresentar recurso à decisão da OMC.

O painel de três árbitros independentes da OMC decidiu que as regras de licenciamento da Argentina violaram os acordos da organização, e pediu que o governo da presidente Cristina Kirchner altere as normas para que fiquem alinhadas com as regras internacionais de comércio. O escritório de representação comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) disse em comunicado que a decisão foi “uma grande vitória para os trabalhadores norte-americanos, fabricantes e agricultores”. “As medidas protecionistas da Argentina impactam um segmento amplo de exportações dos Estados Unidos, afetando potencialmente bilhões de dólares em exportações norte-americanas ao ano que dão importante suporte aos empregos da classe média norte-americana”, disse o USTR. REPUBLICA DA ARGENTINA

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a última terça-feira (19), imagens da decapitação de um repórter fotográfico norte-americano pelo grupo Estado Islâmico (EI) chocaram o mundo. Elas evidenciaram a brutalidade da violenta campanha empreendida na Síria e no Norte do Iraque, onde o grupo, no início do mês, invadiu áreas sob controle dos curdos deixando mais de 1 milhão de refugiados. A nova organização, fundada em 2004, a partir do braço iraquiano da conhecida Al Qaeda, tem a proposta de recriar o califado - a forma islâmica de governo, extinta em 1924 -, que representa a unidade política do mundo islâmico e sobrepõe a ideia de pertencimento nacional, extinguir as fronteiras e impor a sharia, a lei islâmica. “Eles não reconhecem a legitimidade dos Estados que foram implementados no Oriente Médio, a partir dos interesses ocidentais, e então, simbolicamente, por exemplo, queimam os passaportes, as identidades nacionais. Eles querem criar uma identidade árabe, mas com base numa sustentação sunita do Islã”, explica o professor da Universidade de Brasília

DIVULGAÇÃO

Grupo chamou atenção na última semana, ao divulgar a decapitação de um jornalista norte-americano mantido refém

Governo de Cristina Kirshner terá que alterar normas


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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014


Caderno C

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Dia a dia

CRF amplia ações no interior Dia a dia B6 e B7

Georreferenciamento vira aliado contra criminosos

FOTOS: SSP/DIVULGAÇÃO

Sistema oferece informações que apontam com precisão onde e como as ocorrências criminais surgem na capital

Coordenador do Grupo de Trabalho de Geoinformação e Análise Criminal da Secretaria Executiva do programa Ronda no Bairro, capitão Rouget Brito, explica o funcionamento do sistema

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riado em 2011 para estruturar territorialmente o programa Ronda no Bairro, o Núcleo de Geoprocessamento da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) tem contribuído com informações técnicas para o combate ao crime em Manaus. Por meio de dados estatísticos que apontam onde e como as ocorrências acontecem, a Polícia Militar está fazendo o direcionamento do policiamento ostensivo como forma de reduzir a criminalidade. Esse trabalho já resultou em diversas ações positivas, dentre elas a redução de homicídios, estupros, roubos e lesão corporal dolosa na área do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus, de acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho de Geoinformação e Análise Criminal da Secretaria Executiva do Programa Ronda no Bairro, capitão Rouget Brito. Ele destaca que, mensalmente, o grupo fornece informações aos Distritos Integrados de Polícia (DIP), que acompanham o georreferenciamento dos crimes em suas áreas de atuação. “Primeiramente é feita a análise para descobrir onde, como e quando o crime acontece. Feita essa análise, a gente cria uma mapa, que fica disponível on-line para que os oficiais de cada unidade montem um Roteiro de Policiamento Setorial (RPS), ou seja, os locais, horários e formas de atuação por partes das polícias Civil e Militar que trarão maior eficiência no resultado”, disse. Atualmente, o grupo vem desenvolvendo um trabalho específico no 27º, 6º, 26º, 5º e 8º Distritos Integrados

de Polícia. “Nesses locais, treinamos os delegados e oficiais para que eles possam utilizar as informações do geoprocessamento como rotina. O nosso soſtware no Brasil é um dos mais acessados hoje, segundo levantamento da empresa proprietária do produto”, afirmou. Na última quinta-feira (21), seguindo o RPS, policiais da 5ª Cicom flagraram dois adolescentes, de 13 e 14 anos, com maconha no bairro Santo Antônio, Zona Oeste. Os adolescentes foram encaminhados à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deai). “Pelo roteiro, o horário da ronda nessa localidade foi exatamente no momento em

Bairros com poucas ocorrências Francinaldo ressalta a Ronda Escolar, que é realizada nas escolas estaduais e municipais pelas guarnições de motociclistas, com patrulhamento no horário de entrada e saída de alunos das escolas. “Os policiais fazem também o contato pessoal com os gestores de cada unidade escolar pertencente a cada setor e anotam as reinvindicações, além de agir ostensivamente inibindo as ações de traficantes e outros indivíduos que circulam perto das escolas tentando promover brigas entre alunos e praticar furtos”, afirmou.

ATIVIDADES

O direcionamento do policiamento ostensivo resultou em diversas ações positivas, como a redução de homicídios, estupros, roubos e lesão corporal dolosa na área do 27º Distrito Integrado de Polícia que a viatura passava pelo local”, disse o tenente Diego Rodrigues da 5ª Cicom. O primeiro local a receber o monitoramento do núcleo foi o 27º DIP, responsável pelo bairro Novo Aleixo, Zona Norte, que tem 98.549 residentes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2012. Antes do trabalho do geoprocessamento, nos meses de maio e junho deste ano, foram registrados seis homicídios na área. Em julho deste ano, nenhum crime de homicídio foi registrado dentro da área de atuação do 27º DIP.

Secretário da SSP, Paulo Roberto Vital: trabalho pioneiro

Contribuição da população Segundo o comandante da 27ª Cicom, major Francinaldo Andrade, as ações foram canalizadas para onde realmente há demanda de policiamento. Ele destaca ainda a contribuição da população nas ações de segurança no bairro. “Realizamos reuniões comunitárias ao menos duas vezes ao mês, contando com a presença dos líderes comunitários de cada setor, os quais foram escolhidos em reunião do Conselho Comunitário”, destacou. Nas reuniões comuni-

tárias, o major destaca que são discutidas as demandas de cada setor, além da necessidade da implantação do policiamento e em quais áreas do bairro há maior incidência de ocorrências de roubo, furtos, tráfico de drogas e homicídios. “Com base nas informações obtidas pelo Geoprocessamento, é desenvolvido um trabalho de prevenção de crimes, reforço e desenvolvimento do policiamento ostensivo nas áreas de atuação de nossa Cicom”, disse o major Francinaldo.

Levantamento Segundo o secretário de Segurança Pública, Paulo Roberto Vital, o trabalho do geoprocessamento faz parte da essência do Ronda no Bairro desde a sua implantação. “Em nenhum lugar do mundo se faz policiamento ostensivo sem o apoio das estatísticas e também do geoprocessamento. Esse

trabalho é pioneiro em Manaus”, disse. De acordo com levantamento do Núcleo de Geoprocessamento, dos 63 bairros de Manaus, o secretário ressalta que em 33 não foram registrados homicídios em julho, o equivalente a 52% dos bairros da capital. No total, foram registrados 55 homicídios, a maioria nas zonas Norte e Leste. Os bairros sem registro de homicídios são Flores, Redenção, da Paz, Planalto, Parque Dez, Ponta Negra, Aleixo, Lírio do Vale, Adrianópolis, Nossa Senhora das Graças, São Geraldo, Chapada, Presidente Vargas, Nossa Senhora Aparecida, Praça 14 de Janeiro, Cachoeirinha, São Francisco, Petrópolis, Raiz, Betânia, São Lázaro, Santa Luzia, Colônia Oliveira Machado, Vila Buriti, Distrito Industrial 1, Mauazinho, Puraquequara, Novo Aleixo, Tarumã Açu, Nova Esperança, Vila da Prata, São Raimundo e Glória.

Rondas também são feitas nas escolas públicas de Manaus


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Dia a dia

Cidade ainda não dá A crescente popularização da bicicleta como meio de transporte sustentável bate de encontro à falta de estrutura para concretização desse hábito com a falta de ciclovias e, para piorar, a falta de respeito de motoristas da capital amazonense

TÁCIO MELO/SEMCOM

Início das obras na futura ciclovia Boulevard-Ponta Negra, no início do ano: projeto é aguardado por praticantes do ciclismo enquanto exercício e alternativa sustentável de transporte na cidade BRUNO GRAÇA Especial EM TEMPO

O

Dia Nacional do Ciclista, comemorado na última terçafeira (19), levou as pessoas a refletirem sobre um novo estilo de transporte, quando cada vez mais o número de carros nas ruas cresce, assim como os problemas de engarrafamentos nas cidades. O coordenador do Pedala Manaus, Paulo Aguiar, avaliou os sucessos, os fracassos e, acima de tudo, se realmente podemos adotar esse transporte alternativo na capital. A questão principal é: o ciclista em Manaus tem o que comemorar? Paulo Aguiar conta que na capital amazonense a questão de sucesso e fracasso deve ser separada do social e de ações do poder público nesse sentido. “No aspecto social, é possível ver cada vez mais a sociedade civil se organizando para pedalar, grupos de ciclismo se estruturando e cobrando ações do poder público para terem condições de pedalar nas ruas. A sociedade está se organizando, e isso nós dá motivos para comemorar”, afirmou Paulo Aguiar. “Por outro lado, foram um fracasso total as ações públicas para os ciclistas. Não temos estrutura cicloviária, nem campanhas educativas e tampouco respeito aos ciclistas no trânsito”, disse o

coordenador. Em mais de um ano da atual administração da cidade, nenhuma ciclovia foi inaugurada, de acordo com o coordenador do Pedala Manaus. “No início da gestão, o prefeito Arthur Neto prometeu 20 quilômetros de ciclovias por ano, ou seja, já devia estar fazendo a segunda leva desses 20 quilômetros”, destacou. “Tudo o que a prefei-

É possível ver cada vez mais a sociedade civil se organizando para pedalar e cobrar ações para terem condições de pedalar nas ruas Paulo Aguiar, coordenador do Pedala Manaus

tura fez foi três ciclofaixas, com alguns pontos que podem ser melhorados”, completou Paulo Aguiar. Pouco respeito No mesmo espaço de tempo, dois ciclistas já foram atropelados e morreram devido ao desrespeito no trânsito. No local das suas mortes foram colocadas as Ghost Bikes. “É uma bicicleta branca que indica que houve falecimento de um ciclista. Isso

é uma forma de protesto para cobrar do poder público políticas que evitem novas mortes”, explicou. “Os motoristas que atropelaram os dois ciclistas estão soltos. Não foram ainda julgados e estão respondendo o processo em liberdade”, contou. As Ghost Bikes em Manaus podem ser encontradas na Max Teixeira, Cidade Nova, em frente ao antigo supermercado Carrefour, na Zona Norte da cidade, e na avenida Santos Dumont (estrada do aeroporto), Tarumã, próximo à sede da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuaria (Infraero), Zona Oeste da capital. Alternativa viável De acordo com o coordenador do Pedala Manaus, as pessoas na capital têm condições para trocar seus carros por bicicletas. Basta disposição. “A bicicleta é um meio extremamente não poluente, sustentável, silencioso, econômico e representa um carro a menos no trânsito”, destacou Paulo Aguiar. “Ainda que alguns reclamem do calor da cidade, basta ter vontade. Por exemplo: em Belém, chove mais e é tão quente quanto Manaus, mas tem 60 quilômetros de ciclovias, onde a população da capital paraense pedala levando uma toalha, lenço úmido ou uma muda de roupa”, ressalta o coordenador.

Atualmente, ciclistas precisam se arriscar em meio ao trânsito da capital, repleto de riscos


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espaço aos ciclistas Cidades exemplos para Manaus

Duas cidades, em especial, também podem ser citadas como exemplos para serem seguidos, de acordo com Paulo Aguiar: Rio de Janeiro e São Paulo. “O Rio de Janeiro é praticamente a cidade mais ciclável do Brasil. A prefeitura de lá está acalmando as vias, fazendo com que não se passe dos 30 quilômetros horários e fazendo compartilhamento das pistas, ou seja, colocando as bicicletas na mesma faixa junto com os carros”, explicou. “A prefeitura de São Paulo está revolucionando com

novo plano diretor, onde faz 10 quilômetros de ciclovias por semana, tirando vagas de carros que estacionam na rua e fazendo ciclovias. Até 2015, São Paulo vai ter 400 quilômetros de ciclovias. O prefeito está fazendo a cidade para as pessoas, não para os carros”, completou. O Pedala Manaus tem quatro anos de existência, começando como grupo de ciclistas que queria conhecer a cidade. Há dois anos evoluiu também para discutir sobre mobilidade urbana pela bicicleta. “Realizamos e participamos de palestras sobre

mobilidade urbana, participamos de fóruns tanto aqui em Manaus como fora do Estado que discutem a bicicleta como alternativa de transporte”, ressaltou Paulo. “Já elaboramos campanhas educativas que entregamos tanto para a prefeitura quanto para o governo, mas até agora não saíram do papel”, afirmou Paulo Aguiar. O grupo recentemente participou de um seminário sobre a Lei de Mobilidade Urbana, que contou com a participação da Comissão de Legislação Participativa da Câmara Municipal de Manaus.

Bicicleta pertencente a ciclista vítima de acidente de trânsito: indicativo de falta de respeito

Muito mais que um exercício

FOTOS: REPRODUÇÃO

Integrantes do grupo Pedala Manaus: movimento oferece dicas de segurança a ciclistas

Com disposição e alguns cuidados é possível andar pelas ruas de Manaus com uma bicicleta e desviar do trânsito. “Temos uma atividade educativa que orienta as pessoas a pedalarem na rua usando alguns equipamentos de segurança, como capacete e luva”, explicou Paulo. Mais informações sobre o grupo e equipamentos de segurança podem ser encontrados no site pedalamanaus.org A ciclovia Boulevard-Ponta Negra será a primeira em Manaus, e de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), e teve o projeto anunciado em agosto do ano passado e as obras iniciadas

em fevereiro. A previsão de conclusão é em dezembro. Ao todo serão 14,6 quilômetros de ciclovia da avenida Álvaro Botelho Maia, Zona CentroSul, até a Marina do Davi, na Ponta Negra, Zona Oeste. A assessoria afirma ainda que a prefeitura possui outros projetos de ciclovia, mas ainda em estudo e pretende entregar até o final da gestão 80 quilômetros de ciclovia. Ciclista eventual Utilizando sua bicicleta como lazer, Raimundo Dias, 33, aproveita o tempo livre para passear no Parque dos Bilhares, Zona Centro-Sul. “É bem difícil eu sair de bici-

cleta, mas hoje eu tive um tempo livre, então vim dar uma volta para distrair um pouco”, contou. Raimundo contou que não utilizaria a sua bicicleta nas ruas da cidade devido à falta de preparo dos motoristas. “Eu sempre observo que as pessoas que andam de bicicletas pela cidade não são respeitadas, o que ocasiona acidentes”, disse. O médico Thiago Lima explica que pedalar representa um exercício física e mentalmente eficiente aos seus praticantes. “Pedalar melhora a atividade cardíaca e circulatória, diminuindo risco para doenças cardíacas”, afirma.


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Dia a dia

Roubos e furtos ame ALFREDO FERNANDES/REPRODUÇÃO

Frequentadores da área comercial da capital amazonense reclamam da ocorrência de crimes na região, principalmente ao entardecer, que os leva a tomar iniciativas para driblar os marginais que monitoram suas vítimas na hora do rush

Vista aérea de parte do Centro: ao anoitecer, o medo toma conta dos trabalhadores que dependem do transporte coletivo no início da noite para voltar para casa, após um dia de trabalho

A

falta de segurança ao anoitecer no centro de Manaus tem sido um problema frequente para comerciantes e frequentadores da área comercial. São centenas de consumidores e funcionários da empresas localizadas no circuito das avenidas Epaminondas, Getúlio Vargas, rua Marques de Santa Cruz e a estação de ônibus da praça da Matriz e adjacências. Os assaltos são recorrentes por volta das 17h, na hora do rush, mas populares denunciam que os bandidos buscam vítimas em qualquer hora do dia. A população contabiliza os prejuízos da falta de policiamento na região, e entre os principais objetos furtados estão os celulares. Todos dizem não saber mais a quem recorrer. Ao longo da avenida Getúlio Vargas, o EM TEMPO conversou com populares que denunciam as ações de criminosos e relatam as medidas

preventivas que cada um tem adotado para não serem alvos dos infratores. O dono da banca de revista, Ivanei Corrêa, 54, diz já ter sido vítima de assaltos e por duas vezes teve prejuízos em sua loja, na esquina da rua 24 de Maio. “Há 14 anos trabalho aqui e por duas vezes me deparei com a porta da banca arrombada. Fiz o boletim de ocorrência no mesmo dia, fui até o Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) do Aleixo, e lamentavelmente nenhuma imagem do monitoramento eletrônico na avenida registrou a ação criminosa. E pelo que percebi, a câmera fica parada em uma única direção a partir da meia-noite”, reclama. Corrêa alerta que a área, por ter tráfego constante de estudantes, tem atraído a prática de roubo de mochilas, e não há o que se fazer para combater. “Ouvi o lamento de vários estudantes após serem assaltados, e a maioria é mulher. A Getúlio Vargas faz parte do trajeto diário dos estudantes e universitários, e como portam

celulares, notebooks e outros objetos de valor, se tornam alvos desses furtos. É comum ouvir que houve roubo nos horários de grande movimentação na parada, e até no meio do embarque e desembarque. Temo a violência dessas áreas

PERIGO

Diversas pessoas ouvidas pelo jornal EM TEMPO contaram que já foram vítimas ou testemunharam assaltos até mesmo em plena luz do dia, principalmente furto de celulares por isso e fecho a banca às 18h. Não confio nas câmeras de segurança até porque ainda não ouvi uma notícia de prisão de elemento por meio dessas imagens”, afirma. O entardecer e a demora do ônibus ao final da tarde já preocupam a universitária Letícia Maria Câncio, 20, na

estação localizada na avenida Getúlio Vargas. Ela salienta que já foi assaltada na “rapidinha” do horário do rush. “O Centro é inseguro. Estava à espera do coletivo para voltar para casa quando puxaram o celular da minha mão, mais ou menos às 18h. A ação é muito rápida. Eu fiquei sem ter o que fazer e nem consegui ver quem puxou o aparelho, só o vi correndo rápido entre as pessoas”, lembra. Letícia indica que a partir do entardecer é o auge do perigo, e ela reorganizou seu tempo para mudar o turno na faculdade, temendo ser assaltada. “Estudava à noite, e era tenso. Descia a rua 24 de Maio em direção à parada rezando para não ser assaltada. Várias amigas minhas já foram vitimas desses delinquentes, e sei que outros universitários e pedestres também, e a minha sensação de medo só aumentava, ainda mais quando a vítima era um conhecido. Quando me surgiu a oportunidade de mudar de turno na faculdade, não hesitei”, conta.

Testemunhas sentem medo “Estamos aqui quase 24 horas por dia e presenciamos gritos e pessoas dizendo que acabaram de ter bolsa, carteira, celular e colar tomados à força. Como ambulante, não posso fazer nada, a polícia nunca pega e diz que tinha que ser flagrante. Só posso dizer que é um grupo de ladrões e ação deles é rápida”, conta a vendedora. Quem trabalha ali está condicionado a ter horários e rotas para se dirigir até o ponto de ônibus. A assistente financeira Renata Ramalho, 24, diz que sua atenção tem sido redobrada nas famosas áreas do “puxa e corre”. Qualquer em-

purrão ou tropeção já a deixa em alerta. “Fico com um olho no peixe e outro no gato, como diz o ditado. Escondo celular e nem uso nada de valor. Bandido conhece joia, e uso até sacolas plásticas nesse horário de saída do trabalho. E se, sentir um empurrão já fico em alerta. As histórias das vítimas que conheço são sempre as mesmas, foram empurradas e o homem pede desculpa a distraindo da ação do segundo ladrão, que aproveita o momento para roubar e, discreto, passa o objeto roubado ao terceiro que corre em meio à multidão”, conta a assistente. FOTOS: SSP/DIVULGAÇÃO

DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO

Frequentadores querem mais policiamento “Falta policiamento no centro de Manaus. Aqui há uma grande concentração de pessoas e pouco investimento de segurança. Em certos momentos avistamos uma viatura da polícia circulando, mas é coisa rara”, reclama Letícia, aluna do curso de enfermagem. Com a mochila de pano agarrada ao peito, a universitária Alexandra Dias, 19, diz que por medida

preventiva não usa a bolsa nas costas e segue as orientações dos amigos para não atrair a atenção dos ladrões. Ela foi alertada sobre as áreas onde os assaltos são recorrentes. “Vim de Macapá (Amapá), e fui alertada por amigos da faculdade que há áreas que devo evitar em certos horários, como a estação de ônibus da Matriz e a rua 10 de Julho. Temo ser vítima, pois do grupo de amigos

da faculdade sempre tem alguém com uma situação de roubo para contar. E por conta disso, sempre observo se estou sendo seguida, tento não chamar atenção com volumes e com bolsas chamativas e outra dica que várias pessoas me deram foi andar em grupos nessas áreas e silenciar o celular”, frisou. Uma vendedora ambulante que trabalha há 7 anos na estação de ônibus da praça

da Matriz, que não quis se identificar, revela que as cenas se repetem com frequência na região central, e que muitas vezes as pessoas que testemunham os atos fazem “vista grossa” temendo represálias dos infratores. “Já é corriqueira essa situação, imagino que dezenas de boletins de ocorrências já foram gerados, mas a segurança continua comprometida”, reclama a vendedora.

Mesmo com policiamento, crimes proliferam à noite


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edrontam no Centro Operação Manaus Segura inibe crimes

Nos arredores da praça da Matriz, na rua Marquês de Santa Cruz, mecânico Alfredo Oliveira, 50 reclama que o clima tenso ao escurecer na região do Centro tem tirado a tranquilidade do seu retorno para casa. “Fui assaltado na estação, quando havia acabado de desembarcar para pegar o próximo ônibus em direção ao bairro. Levaram meu celular e a minha carteira e não havia mais o box da polícia

na praça da Matriz. Meus documentos foram espalhados perto do Banco do Brasil. Pedimos por mais policiamento, talvez uma guarita da polícia no local, como havia antes. Mas é raro ver a polícia, a não ser quando chamamos para registrar uma ocorrência, aí já não é possível localizar quem roubou”, afirma. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSPAM) afirma que a região

central sempre foi alvo preferido de marginais para pequenos roubos e furtos. A assessoria informou que por meio das denúncias registradas e anônimas para o Disque 181, a SSP lançou a operação Manaus Segura para reforçar o policiamento a pé naquela área e no entorno da Igreja Matriza. Além disso, as câmeras de vigilância do Centro Integrado de Operações de

Segurança (Ciops) e da própria igreja tem auxiliado no policiamento a pé e motorizado da Polícia Militar, reforçado com mais homens e viaturas. A secretaria defende que o centro de Manaus está mais bem vigiado hoje e promete que em pouco tempo não haverá mais ameaça ao cidadão que frequenta o movimentado comércio, vai ao porto ou à igreja.

Monitoramento é uma das apostas para combater e reduzir o índice de criminalidade nas ruas do centro da capital Operações de segurança acontecem eventualmente no Centro


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Dia a dia

Conselho de Farmác CRF-AM busca coibir o funcionamento de farmácias irregulares e clandestinas existentes no interior do Amazonas

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isando ao desenvolvimento de ações conjuntas que possam causar impacto na qualidade dos medicamentos e nos serviços farmacêuticos ofertados à população, o Conselho Regional de Farmácia do Estado do Amazonas (CRF-AM), realizou no período de 19 a 21 de agosto em Coari - a 363 quilômetros de Manaus -, uma ação de fiscalização para coibir o funcionamento de farmácias irregulares e clandestinas no interior do Estado. As equipes de fiscalização visitaram 21 estabelecimentos, dos quais quatro foram lacrados pelos fiscais da vigilância sanitária por não atenderem nenhuma das exigências estabelecidas pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e CRF-AM. A ação promovida em parceria com o Departamento de Vigilância Sanitária do Município contou ainda com uma palestra de conscientização para os farmacêuticos que atuam na cidade sobre a importância da presença do profissional dentro desses estabelecimentos e da prestação de assistência farmacêutica para a comunidade. O trabalho segue o calendário de atividades do CRF-AM.

A previsão é que até o final de 2014 mais cinco municípios do interior do Amazonas sejam fiscalizados. De acordo com a presidente do CRF-AM, Ednilza Guedes, o Conselho pretende atuar de forma integrada para ampliar a fiscalização não apenas na capital, mas

morte se utilizado de maneira inadequada. As farmácias já deixaram de ser apenas estabelecimentos comerciais e passaram à condição de prestadoras de serviços de assistência à saúde. Precisamos não apenas fiscalizar, mas também orientar sobre a importância das exigências para se abrir um local com venda de medicamentos”, enfatiza Ednilza Guedes.

As farmácias deixaram de ser apenas estabelecimentos comerciais e passaram a ser prestadoras de serviços de assistência à saúde

Coisa séria Segundo a farmacêutica e fiscal do CRF-AM, Inês de Oliveira Maia, entre as irregularidades encontradas na ação foram detectadas a falta de um profissional farmacêutico dentro das drogarias, estrutura física inadequada, setor ambulatorial sem condições de higienes, ausência do alvará da vigilância sanitária e a autorização da Anvisa, medicamento importado, venda de medicamentos controlados, sem autorização de funcionamento de produtos controlados, entre outros. “O trabalho de fiscalização nos municípios é mais complicado devido à logística e a distância da capital, o que acaba diminuindo a periodicidade dessas ações entre uma fiscalização e outra”, afirma Inês Maia.

Ednilza Guedes, presidente do CRF-AM

nos municípios do Amazonas, estimulando ações conjuntas com o apoio do Ministério Públi co, DVisas e demais órgãos competentes. “Nossa ideia é intervir com ações desse porte, que possam refletir na qualidade dos medicamentos e mais do que tudo nos serviços farmacêuticos ofertados à população. O medicamento pode trazer a vida, mas também levar à

Trabalho do Conselho Regional de Farmácia foi intensificado no interior do Estado, para evitar proliferação de farmácias clandestinas


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CRÉDITO DO FOTÓGRAFO

cia intensifica ações

Trabalho para orientar empresários A intenção do trabalho de fiscalização é orientar esses empresários, donos de drogarias para que procurem buscar sua regulamentação e contarem com orientação de um profissional farmacêutico, se conscientizando que comercializar remédios é coisa séria”, alerta a fiscal Inês Maia. Para o farmacêutico Wolnei Vital, integrante da Comissão de Fiscalização do CRF-AM e responsável pela palestra de atualização com os profissionais farmacêuticos que atuam na cidade, a ideia é conscientizar não apenas a população sobre o papel do farmacêutico como agente da saúde, mais também desenvolver uma politica de orientação educacional com os profissionais da área sobre a importância da prestação de serviço de assistência farmacêutica de forma geral. “A proposta foi promover um intercâmbio e uma atualização com os profissionais que atuam na cidade para o melhor desempenho de suas atividades e discutir sobre a legislação do exercício profissional da categoria”, explica o farmacêutico.

Distinção do verdadeiro profissional

O especialista Wolnei Vital avalia ainda que ações desse porte atestam o diferencial de ser ter um profissional farmacêutico em seu estabelecimento.

“Somos habilitados a interpretar uma prescrição médica e saber, até mesmo por meio de uma conversa, se o paciente usa outros medicamentos que pos-

sam causar algum tipo de complicação entre outras fórmulas”, diz Wolnei. Modelos Na ocasião, foram apre-

sentados modelos de Pop (procedimento operacional padrão), PGRSS (Programa de Gerenciamento de resíduos e serviços de saúde), Manual de Boas Práticas

farmacêuticas e orientação sobre o registro de produtos controlados, emitido pelo Sistema Nacional de gerenciamento de produtos controlados.


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Dia a dia

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Especial

Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

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Segurança: candidatos ao governo debatem o tema EM TEMPO propõe uma série de reportagens com os candidatos ao governo, começando pelas questões de segurança pública

IONE MORENO

Candidatos ao governo do Amazonas debatem o tema de Segurança Pública tendo o programa Ronda no Bairro como principal alvo de críticas e de mudanças para melhorar o modelo MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO

O

caderno de política do EM TEMPO, intitulado “Eleições 2014”, começa hoje (24) uma série de reportagens com os candidatos ao governo do Estado sobre variados temas de relevância para a sociedade amazonense. Para este domingo, o tópico escolhido foi segurança pública. Os candidatos, ao apresentarem suas propostas de governo para este assunto, não deixaram de criticar governos anteriores e o atual com relação às falhas com a questão. José Melo (Pros), governador e candidato à reeleição, pela coligação Fazendo Mais por Nossa Gente, lembrou que no governo Omar e Melo o índice de criminalidade diminuiu, enquanto que no governo anterior (de Eduardo Braga), o número aumentou em 83%. “Só para comparar, nos oito anos do governo anterior o índice de criminalidade no caso de homicídio subiu 83% e em nosso caso, em quatro anos, reduziu em 23%, isso fruto naturalmente dos investimentos, mas, sobretudo do Ronda no Bairro, que é uma polícia presente e consequentemente inibe aquela questão da marginalidade”, finalizou. Consta no plano de governo do candidato a expansão do programa Ronda no Bairro a todos os municípios do interior do Estado, além da realização de concurso público para preencher as necessidades nos quadros da polícia Civil e Militar. “Vamos continuar expandin-

do o programa Ronda no Bairro para outros municípios, em quatro anos teremos o Ronda presente em todos os municípios. Em Manaus, vamos aprimorar cada vez mais o sistema que já temos hoje, onde o Ronda é parte integrante e é pensamento meu também fazer um novo concurso, ao final deste que temos ainda em vigência,

Vamos investir em forças especiais e inteligência para asfixiar o crime organizado e o tráfico de drogas Marcelo Ramos, deputado estadual

para continuar suprindo as necessidades que têm as polícias Militar e Civil nos seus quadros”, destacou. Melo disse ainda que quer ter uma polícia mais humanizada e que também pretende trazer a comunidade para dentro do sistema. “Agora eu pretendo ter uma polícia mais humanizada. Quero utilizar educação, saúde social e segurança pública, juntar todos para que a gente possa trazer a comunidade para dentro do sistema e ao trazer a comunidade para dentro do sistema”, destacou.

Braga critica o Ronda Candidato ao governo do Estado pela coligação Renovação e Experiência, senador Eduardo Braga (PMDB) criticou o programa Ronda no Bairro, implantado no governo Omar e Melo e destacou seus principais pontos de governo para a segurança pública. “O Ronda no Bairro, programa do atual governo escolhido para ser o carro-chefe no combate à violência não responde aos anseios e às expectativas da população. O projeto é bom, mas a falta de qualidade da gestão compromete a sua eficiência. O Ronda no Bairro precisa ser reestruturado, melhorando a sua atuação nas ruas, no serviço prestado à população”, disse. Braga pontuou alguns projetos para a melhoria na segurança pública do Estado, tais como: Elaborar o Plano Estratégico de Segurança Pública, como política de Estado, com diretrizes estratégicas, incorporando metas estruturantes (combate ao tráfico de drogas e redução das mortes intencionais violentas); implantar o Fronteira Segura, programa de defesa das fronteiras para coibir o narcotráfico internacional, por meio de parceria entre as polícias Civil e Militar do Amazonas e a Polícia Federal, Exército, Judiciário e outros órgãos; instituir o Programa de Revitalização da Polícia Técnico-Científica (Politec), com a integração física e funcional dos Institutos de Identificação, Criminalística, Médico Legal e de Genética Forense, tornando a perícia forense do Amazonas referência na Região Norte; entre outros.

‘Ronda não foi bem executado’ Chico Preto (PMN) faz duras críticas à execução do programa Ronda no Bairro. Segundo ele, a ideia é boa, mas não foi bem executada. “A própria ideia do Ronda no Bairro é algo de planejamento que faz todo sentido, porém a execução do programa tem mostrado falhas gritantes e essas falhas por certo têm proporcionado o descrédito que ano após ano vem se acumulando da comunidade de modo em geral”, disse Chico revela que, se chegar a comandar o governo do Estado, pretende ter uma relação próxima com as pessoas que

cuidarão da segurança pública, pois são essas pessoas que conhecem de perto as necessidades. “Eu pretendo, à frente do governo do Estado, ter uma relação muito próxima com as pessoas que executarão a segurança pública para que eu, como governador, possa autorizar e tomar as decisões de correção sempre num menor espaço de tempo”, destacou. Parcerias O candidato também abraçou como proposta de governo realizar parceria com as prefeituras do interior para criar postos do Corpo de Bombeiros.

“Em quatro anos, vamos dotar o Amazonas de estrutura em compartilhamento com a prefeitura de pequenas unidades de combate ao incêndio no Amazonas. No interior do Estado, quando pega fogo, a população só espera o fogo consumir tudo para depois ir lá e ver o que sobrou, porque não tem combate, e olha que água não é nosso problema. O problema é exatamente essa visão de você dotar os municípios, além da polícia civil e militar, de uma pequena estrutura com pequeno carro de combate ao incêndio dimensionado ao tamanho da cidade”, finalizou.

‘Segurança é mais do que polícia’ Para o candidato do PSOL, Abel Alves, as questões ligadas à segurança são muito amplas, e envolvem a conscientização da população para o que realmente é segurança pública. “Essa é uma questão que engloba muito mais do que a polícia, temos que conscientizar a população para o seu papel,” explica Alves. Além dos projetos que envolvem palestras e um trabalho de reorganização dentro do âmbito da segurança, o candidato defende ainda a unificação das polícias, assim como sua desmilitarização. Para o candidato, é necessário que

a polícia trabalhe em parceria com o Poder Judiciário para que assim o modelo de segurança funcione de forma completa. “Não adianta a polícia prender, e o Judiciário soltar,” dispara o candidato. Defendendo sempre que a informação é a melhor arma em qualquer combate, o político pensa em investir pesado nas campanhas de conscientização tanto no combate as drogas quanto à violência infantil, pois, segundo o candidato, a guerra começa dentro do seio familiar, principalmente no que diz respeito à violência infantil.

Forças especiais Já Marcelo Ramos (PSB) defende em seu plano de governo o direito à vida. Pensando nisso, segundo ele, o programa Ronda no Bairro será estruturado ao seu propósito: polícia de base no bairro. Além de investir em inteligência e forças especiais. “Vamos investir em forças especiais e inteligência para asfixiar o crime organizado e o tráfico de drogas, pois a maior parte da criminalidade está ligada ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, disse, explicando que esse projeto é para a capital e interior.


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FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

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A pesada bandeira para o sustento Os cabos eleitorais aguentam o cansaço, fadiga e horas de sede. A maioria dos trabalhadores defende uma única causa: seu sustento DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO

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ontratados para serem combatentes das estratéas dos candidatos na eleição deste ano, os cabos eleitorais de ruas entregam ‘‘santinhos’’, panfletos de proposta, carregam placas e também atuam como agitadores de bandeira. Sempre sorridentes e fazendo muito barulho, esses trabalhadores enfrentam muitas dificuldades para executar sua tarefa e a maioria confessa: estão atuando naquela função pelo dinheiro e não pelo candidato. Sob o sol escaldante às 10h da manhã do último sábado, um grupo de 20 pessoas trabalhava fazendo bandeirada para um candidato ao governo na Bola do Eldorado, Zona Centro-Sul. Para enfrentar o calor, muita água e protetor solar, além do boné. Os cabos eleitorais percorriam os pontos de grande fluxo nos sinais, e balançavam o estandarte com o nome e o número do candidato. Sempre acompanhados dos guardadores de placas – aqueles que ficam nas esquinas segurando a placa dos candidatos.

‘ ‘ To d o dia é um lugar diferente. O sol é de rachar, mas nós recebemos um tubo de protetor solar e algumas recomendações para evitar algum tipo de doença’’, esclarece a equipe de três agitadores de bandeira. Vida fácil Engana-se quem pensa que o trabalho deles se restringe apenas a balançar bandeiras por algumas horas. Desde cedo, os cabos eleitorais se organizam com líderes de grupo, geralmente nos comitês devidamente montados, e abastecidos com materiais da campanha. De lá, as equipes são divididas e encaminhadas para o ponto definido. ‘‘Eles (líderes de divulgação da campanha) nos orientam a usar chapéu e o protetor solar que eles nos dão. E nos permitem até usar sombrinhas e buscar sombra para não ficar tão expostos ao sol. Mas, tem muita gente que reclama. Eu estou aqui mais pelo dinheiro mesmo. Nunca

nem vi de perto o candidato para quem trabalho’’, disse um cabo eleitoral. Entre as principais dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores está o calor e falta de banheiro. Segundo uma equipe que trabalha para um deputado federal, para driblar as dificuldades, os cabos eleitorais de rua procuram “dar um jeitinho’’ para cada necessidade diária. Eles almoçam perto da kombi que traz suas refeições e aproveitam a distribuição de água para amenizar a sede e se refrescar. “Nossa função é simples: balançamos a bandeira num local bem movimentado para que o ‘candidato seja visto’.E ali estamos sujeitos a tudo, desde cantadas, até a um atropelamento, pois mesmo ficando nas calçadas pode de repente um carro perder o controle e nos atingir. Se alguém quer ir ao banheiro somos parceiros de cobrir o ponto dele. Usamos banheiros públicos ou pedimos em alguma loja, eles nos ajudam” comentou uma moça que preferiu não se identificar. O almoço também é improvisado. Segundo os trabalhadores, quando a kombi

vem deixar as quentinhas, eles aproveitam os assentos para almoçar e beber água. “Não é fácil, ficamos muito tempo em pé, no sol, apenas com um garrafão de água, que esquenta rápido demais. Mas, precisamos do salário”, declarou um estudante. Uma das trabalhadoras que não importou de se identificar é Maria Sueli. Autônoma, tem como fonte de renda apenas serviços de costura e toda campanha eleitoral aproveita para ganhar um trocado. ‘‘Vale a pena para quem não tem trabalho. Na minha equipe todos estavam precisando. Estavamos desempregados. Eu nunca trabalhei de carteira assinada. Faço serviços de bico em atelier e roupas para festivais. Este serviço de cabo eleitoral é uma ajuda que favorece pessoas. E no final do mês compensa’’, comenta. Segundo apurou a equipe do EM TEMPO, a maioria dos candidatos vem pagando um salário minino de R$ 724,00, além de bancar a alimentação e o transporte. O horário de trabalho fica entre seis e oito horas por dia. “Não é o trabalho ideal, mas como não temos estudos, é o que nos resta”, lamentou Maria.

Trabalhadores recebem um salário mínimo para atuar nas ruas

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA

JOSÉ MELO

Candidato não divulgou agenda.

Candidato não divulgou agenda.

MARCELO RAMOS

CHICO PRETO

Candidato realiza caminhada na Zona Leste às 9h e às 11h tem reunião de planejamento de campanha com equipe.

Candidato fará caminhada no bairro da Raiz e à noite tem encontro popular com moradores do bairro Santo Antônio.

HERBERT AMAZONAS

NAVARRO

Candidato não divulgou agenda.

Candidato irá realizar visita à cidade de Novo Airão.

ABEL ALVES Candidato fará caminhada no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, e no fim da tarde caminhada no núcleo 16 do bairro Cidade Nova, Zona Norte.


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Eduardo BRAGA

Um GOVERNO de EXPERIÊNCIA IONE MORENO

JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

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enador da República, governador do Amazonas por dois mandatos, prefeito de Manaus por quatro anos. Eduardo Braga (PMDB) volta ao palanque em busca da terceira eleição ao cargo de chefe do Executivo estadual, com críticas severas aos seus sucessores. Braga se diz confiante no apoio popular para mais uma conquista. Em um bate-papo com a reportagem do EM TEMPO, ele falou de suas propostas e de como pretende governar o Estado caso saia vitorioso das urnas no dia 5 de outubro. Leia e fique por dentro das propostas do candidato do PMDB.

...quero governar o Amazonas novamente pela experiência. Meus dois mandatos de governador, um mandato de prefeito e agora de senador da República me fizeram conhecer como funciona Brasília de uma maneira muito mais próxima do que eu tinha experimentado até então...”

EM TEMPO - Mesmo carregando um mandato de senador da República e figurando como líder do governo federal no Congresso, o senhor pleiteia o cargo de governador do Estado do Amazonas. Quais os motivos que lhe levam a desejar o comando do Executivo estadual pela terceira vez? Eduardo Braga - Primeiro, quero governar o Amazonas novamente pela experiência. Meus dois mandatos de governador, um mandato de prefeito e agora de senador da República me fizeram conhecer como funciona Brasília de uma maneira muito mais próxima do que eu tinha experimentado até então. Creio que no Amazonas estamos precisando de uma gestão que faça com que as coisas possam andar mais rápido. Não é que o Estado esteja parado, o Estado está andando, mas de maneira muito devagar. EM TEMPO - Como o senhor descreve essa estagnação? Eduardo Braga - A ponte sobre o Rio Negro, que é uma obra de grande envergadura, nós conseguimos executar, entre projeto, licitação e financiamento, em 5 anos. No entanto, a duplicação da AM-070, que é a duplicação de Manaus/Manacapuru, mesmo tendo dinheiro desde 2010, mesmo tendo projeto, está andando muito devagar. A cidade universitária, que foi lançada com tanta pirotecnia, não tem nenhuma obra de universidade ali. O que existe até agora é apenas o arruamento e uma estrada de acesso. Portanto, as obras vão muito devagar. A avenida das Torres, ou das Flores, que por sinal não tem flor nenhuma, era para estar pronta há um ano. Enquanto isso, a cidade está sem mobilidade urbana, com um transporte urbano lento e o povo sofrendo. A lentidão também abrange as questões ligadas à saúde. Nós tínhamos praticamente acabado com as filas e agora isso tudo

voltou. As pessoas estão indo de madrugada para as policlínicas. Quando eu construí os Serviços de Pronto Atendimento (SPAs), acabaram as filas. Nós criamos uma central de regulação, fazíamos a hora marcada e as pessoas tinham um tratamento mais humanizado, criei os Amigos da Saúde. Os coloquei dentro das unidades e isso tudo acabou. EM TEMPO - Em seu plano de governo, o senhor destaca bastante os projetos voltados para a segurança pública, que é considerada serviço essencial. Algumas declarações repercutiram de forma negativa dentro dos quartéis, onde em boa parte estão os policiais ligados ao programa Ronda no Bairro, instituído pelo seu sucessor Omar Aziz. Como o senhor enxerga o atual momento da segurança pública do Amazonas? Nesse contexto, o Ronda no Bairro tem espaço na sua administração, caso eleito? Eduardo Braga - Nós tivemos a maior fuga de todos os tempos dos nossos presídios, 170 presos fugiram de uma vez. O que para mim é uma vergonha. O Ronda no Bairro é um bom projeto, e agora estamos tomando conhecimento de estupros dentro das viaturas, de violência policial, isso tudo é gestão. Eu nunca acabo com o que é uma boa ideia, procuro fazê-la funcionar bem. Eu quando sucedi o Amazonino, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) era uma boa ideia e não estava consolidada e eu consolidei a universidade. Chego ao governo do Estado, se for da vontade de Deus e do povo, com o compromisso de fazer segurança pública. Mas, para mim, fazer segurança não é acabar com o Ronda. Ao contrário, quero fazê-lo funcionar bem. Quero que a população possa se identificar com uma polícia que é cidadã, que respeita o povo e que, ao mesmo tempo, combata o crime sem se transformar em criminosa. As cenas que temos visto revoltam qualquer um. Ao mesmo tempo, existem várias denuncias relativas à conivência com o tráfico. O que quero é acabar com isso. Queremos premiar o bom policial e tirar de circulação o mal profissional, não quero comandantes envolvidos com o crime dentro da polícia. Não dá para gastar milhões e milhões com aluguel de carro com uma Delta, nacionalmente envolvida em escândalos, e enquanto isso o nosso policial não é bem treinado, não é reconhecido. Então, quero dar melhores condições para esses policiais. O contrato com a Delta termina em dezembro, e se eu chegar ao governo realizarei uma nova licitação. Uma licitação que não seja nem tanto e nem tão pouco.

EM TEMPO - Seu concorrente mais forte é o atual governador José Melo, que tem nas mãos a máquina pública. Como o senhor se vê nesta disputa? Eduardo Braga - Nossa candidatura tem recebido um favoritismo nas pesquisas e temos visto isso com muita humildade. Porque o povo vê a necessidade de termos uma gestão de uma forma mais eficiente, isso me deixa bastante confiante na vitória. EM TEMPO - O senhor, durante seus mandatos, realizou ações conjuntas com a prefeitura municipal. Caso seja eleito em outubro, ações como essas devem ter destaque durante os quatro anos de mandato? Sua relação com o prefeito Arthur Neto permite cooperação? Eduardo Braga - Já fui prefeito e quando prefeito fui o primeiro a fazer a famosa aliança, que no fim se chamou ação conjunta. Na época, Amazonino Mendes governador e eu prefeito, isso ficou marcado na cabeça das pessoas, porque foi a primeira grande parceria entre Estado e prefeitura. Quando fui governador, ofereci a parceria a prefeitos de diversas matizes políticas. Ofereci ao Alfredo Nascimento, Luiz Alberto Carijó, Serafim Corrêa e ao próprio Amazonino. Em algumas vezes conseguimos fazer parcerias, está aí o programa Águas para Manaus (Proama). O Serafim entendeu que era importante liberar o Estado para que nós pudéssemos fazer o Proama. Eu fiz o projeto, depois não queriam botá-lo para funcionar sabe lá Deus por que. Alguns diziam até que a solução não era o Proama. Agora está aí, ele entrou em funcionamento, passou seis meses estava resolvendo o problema da água. Houve um acidente e todo mundo reconheceu que ele faz falta. Portanto, eu vou procurar o prefeito, vou ter um diálogo institucional com ele, vou propor parceria para que possamos atuar. Quero conversar com o Arthur em alto nível, tive meus problemas com ele há um tempo, mas tenho conversado com ele depois disso. Ele também teve seus problemas comigo, mas também ficou para trás. Eu tenho respeito pela história política dele e tenho certeza que ele pela minha. EM TEMPO - No seu plano de governo, o senhor voltou a defender o projeto do monotrilho, visando à melhoria da mobilidade urbana de Manaus. A tentativa fracassada do seu governo de construir o monotrilho, vez ou outra é lembrada por

seus opositores, como o senhor defende essa ideia? Eduardo Braga - Defendo o monotrilho porque na época que fomos fazer o projeto para a Copa do Mundo, contratamos as duas maiores empresas de consultoria do mundo, que nos apresentaram vários modais. Mas, os moldais estavam entorno de uma espinha dorsal central, que era o anel viário do monotrilho recebendo contribuições de diversos modais, até do BRT, para que nós pudéssemos aliviar o engarrafamento. Melhorar a qualidade do transporte urbano, sem que nós tivéssemos problemas de desapropriação, que é muito cara em Manaus, especialmente nos corredores viários e ao mesmo tempo sem atrapalhar o trânsito que já é caótico. A grande vantagem do monotrilho é que você trabalha com vigas e pilares pré-moldados. Feita a fundação que se faz no canteiro central, o resto é trabalho aéreo que pode ser feito durante a noite. Nós começaríamos o nosso monotrilho junto com o de São Paulo, o deles está quase pronto e o nosso nem começou. Não falta dinheiro, porque ele está ai. Falta vontade política. EM TEMPO - Alguns políticos amazonenses reclamam de demora na liberação de verbas federais para o Amazonas. O senhor concorda com esse tipo de descontentamento? Eduardo Braga - Em época de política tem conversa para tudo e tudo aparece. A verdade dos fatos é que o governo da presidente colocou muitos recursos no Amazonas, antes do governo da presidente não tinha creche no país. Para Manaus, a Dilma deu dinheiro para a construção de 55 unidades e o dinheiro está aí. Escolas de tempo integral, eu fui governador, construí escolas desse modelo pela primeira vez. A Dilma deu dinheiro para o Estado construir escolas de tempo integral e isso nunca tinha acontecido. Mas, isso é um tipo de coisa que não se fala para o povo. O hospital do sangue, há três anos o dinheiro está depositado na conta da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), o hospital de Manacapuru, há dois anos o dinheiro está depositado na conta do governo e a obra não começa. O hospital da Polícia Militar, há um ano o dinheiro está depositado na conta do governo e nada de acontecer obra. O anel viário que liga o Distrito Industrial ao aeroporto, dois anos o dinheiro à disposição do Estado. A avenida das Torres, a segunda e terceira etapa é 100% financiada com dinheiro do governo federal, ou da Caixa Econômica, ou a Fundo Perdido do Orçamento Geral da União.

Não dá para gastar milhões e milhões com aluguel de carro com uma Delta, nacionalmente envolvida em escândalos, e enquanto isso o nosso policial não é bem treinado”

Nossa candidatura tem recebido um favoritismo nas pesquisas e temos visto isso com muita humildade. Porque o povo vê a necessidade de termos uma gestão de uma forma mais eficiente”


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Eleições 2014

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OSAMA BIN LADEN É CAN E disputa uma vaga na Assembleia Legislativa contra Leandro Papa Sopa (PP), Felipe Kaboco de Ferro (PP), Madonna da Compensa (PRP), Risca Faca (PSOL) e Palhaço Quiabo (PTN) MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

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ocê votaria em um candidato com o nome de Osama Bin Laden? Leandro Papa–Sopa, Madonna da Compensa ou ainda Risca Faca? Os leitores e eleitores podem até estar pensando que isso é um texto de humor. Mas não é, esses candidatos existem e estão inscritos oficialmente no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM) para disputar as Eleições de 2014. Se você é daqueles que acham que eleição é uma festa e aquilo que dá para “ chorar também dá para rir”, vai ter um leque de opções para escolher seu candidato, principalmente à Assembleia Legislativa, onde estão concentrados os nomes mais engraçados e, até certo ponto, bizarros, que disputam uma cadeira no parlamento. Tem candidato para todos os gostos e humores: Kaboco de Ferro, Pão Torrado, Pai Amado, Ombro Amigo, Rosa do Coração, Zé Bonitinho, Palhaço Quiabo e por aí afora. Candidato que pretende se eleger sem gastar muito, faz de tudo e adota as mais incríveis e apelativas “técnicas de marketing” para divulgar o nome. Até mesmo mudando o próprio nome. Nesse apelo acaba adotando os nomes mais bizarros. E se você pensa que isso pode surtir um efeito negativo, está muito enganado. A história política do Brasil registra casos em que “candidatos” que usaram nomes “patéticos” acabaram se elegendo. No Amazonas, o maior fenômeno foi o veterano radialista José Costa de Aquino que, com o apelido de “Carrapeta”, se elegia nos anos

1970–80 sem imprimir uma carta. No dia em que ficou muito sério e resolveu adotar o sisudo “Costa de Aquino” nunca mais se elegeu. Na maioria das vezes, o fenômeno dos votos pode ter sido alimentado pelo voto do protesto e do descrédito com a categoria política. O caso mais curioso da história política no Brasil é do “Bode Cheiroso”, que foi eleito vereador na década de 50, no município de Jaboatão dos Guararapes, no interior de Pernambuco. A história foi mais ou menos assim: a população do município já andava “porraqui” com o perfil dos vereadores e resolveram protestar nas urnas, descarregando os votos num

PROTESTANDO Na maioria das vezes, o fenômeno dos votos pode ter sido alimentado pelo voto do protesto e descrédito com a categoria política

bode que andava pelas ruas da cidade, o famosíssimo “Bode Cheiroso”, um velho conhecido da comunidade. Quando abriram as urnas não deu outra: o Bode Cheiroso foi eleito com centenas de votos! Mas não assumiu, porque o TRE de Pernambuco anulou a candidatura. Quer dizer, “Bode Cheiroso” foi cassado antes de assumir! Baseado nesses “estranhos fenômenos”, a cada eleição surgem candidatos com nomes esquisitos, estranhos, bizarros, curiosos e, por que não dizer, engraçados. São aqueles que pretendem se eleger sem gastar muito, por isso fazem de tudo e adotam as mais incríveis e apelativas “técnicas de

marketing” para divulgar o nome. Até mesmo mudando o próprio nome. Nesse apelo, acaba transpondo a barreira do absurdo. E em 2014 não poderia ser diferente. A corrida eleitoral do Amazonas está abarrotada de candidatos com esse perfil. Por exemplo, do baiano Manoel Nunes, que vive no Amazonas e quer abocanhar uma vaga na Assembleia com o bombástico (perdoem o trocadilho) nome de Osama Bin Laden. Além de usar o nome do terrorista que detonou as Torres Gêmeas nas barbas de George Bush, o cara ainda se veste como tal. Na verdade, Osama Bin Laden é Manoel Nunes de Assis, candidato a deputado estadual pelo PTN sob o número 19.171, da coligação “Fazendo Mais por Nossa Gente” Bin Laden vai disputar uma cadeira na Assembleia com adversários que também estão bebendo na mesma fonte do marketing: o escracho. Confiram quem são seus adversários: Leandro Papa Sopa, cujo verdadeiro nome é Leandro José Péres de Araújo, candidato a deputado estadual pelo PP, na coligação “Renovação e Experiência” , com o número 11.211; Madonna da Compensa (Iranete Souza Marinho), candidata pelo PRP, nº 44.400, coligação “Fazendo Mais por Nossa Gente”; Risca Faca (José Carlos Ramalho Cutrim), candidato do Psol com o nº 50.090; Jackson Saúde e Fé (Jackson Guimarães Cordeiro), do PTB, com o nº 14.145; Pai Amado (Carlos Alberto Brito Davila), do PV, nº 43.111, na coligação “Juntos Pelo Povo”.

“Uma candidatura para explodir a corrupção” O baiano Manoel Nunes de Assis tem 46 anos. Desempregado, resolveu se lançar candidato a deputado estadual pelo PTN, na coligação “Fazendo Mais pela Nossa Gente”, usado o nome Osama Bin Laden. Apesar de ter feito a opção pelo nome de um terrorista que estarreceu o mundo ao detonar, no mais ousado atentado da história, as torres gêmeas do World Center, em Nova York, a candidatura de Nunes t e m

sido bem aceita pelos moradores do Tancredo Neves, o bairro onde vive. Ele explica porque: EM TEMPO – O senhor sobrevivia de que, antes de decidir entrar na política? OSAMA BIN LADEN, candidato do PRN – Estou desempregado, sobrevivo do aluguel de uma casa. EM TEMPO – O senhor é baiano? BIN LADEN – Na verdade eu sou um sertanejo. Nasci no sertão baiano, em Santa Maria da Vitória. EM TEMPO – Por que o senhor decidiu entrar na política? BIN LADEN – Eu já tinha me candidatado outra vez, com meu nome natural, a deputado estadual pelo PHS, em 2002. Tive apenas 396 votos, mas ganhei uma grande experiência. EM TEMPO – Por que o nome Osama Bin Laden? BIN LADEN – Esta é uma candidatura de protesto.

Existe uma revolta em relação aos políticos, digo, ao péssimos políticos. Por isso optei por ser um candidato que pudesse falar o que pensava, sem medo de partidos ou de eleitor. O nome pode influenciar, porque o personagem, apesar de ter sido um terrorista, era um destemido que não temia os poderosos. EM TEMPO – Também contou a questão do visual, não é? BIN LADEN – Sim, claro. Quando meus amigos souberam da minha ideia de criar o personagem para falar o que pensa, começaram a observar que eu estava parecido fisicamente com o Bin Laden. Aí um amigo conseguiu a farda, eu mesmo confeccionei o turbante e registrei o nome no Tribunal Regional Eleitoral. EM TEMPO – Bin Laden era o terrorista mais procurado do mundo, acusado de ter detonado as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Isso não poderia criar um efeito contrário no eleitor e em vez de atrair votos, criar uma rejeição? BIN LADEN – Isso pode

acontecer, mas eu estou preparado, pois tenho um argumento. Se alguém questionar, eu respondo: “Mas vocês mandam para Brasília, em toda eleição, bandidos, assassinos, corruptos... Quando desviam o dinheiro do remédio dos hospitais públicos e pessoas inocentes morrem, os políticos estão matando que nem Bin Laden; quando desviam o dinheiro do asfalto e um carro capota por causa de buracos na estrada e as pessoas morrem, os políticos estão matando que nem Bin Laden. No fundo, eles também elegem terroristas. EM TEMPO – Mas o povo o chamou de terrorista, durante a campanha, nas ruas? BIN LADEN – Ao contrário, o povo me surpreendeu quando eu fui para rua. Fazem selfie comigo, me abraçam, acenam quando me veem. E eu que pensava que o eleitor iria me confrontar. EM TEMPO – Qual o seu número? BIN LADEN – 19.171. EM TEMPO – No Código Penal isso é estelionato? BIN LADEN – Ué, mas não está cheio de 171 lá em Brasília?


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NDIDATO NO AMAZONAS TERROR NA POLÍTICA

O candidato Osama Bin Laden, cuja identidade “secreta” é Manoel Nunes de Assis, adotou como slogan “uma candidatura para explodir a corrupção”

Confira outros candidatos com nomes curiosos e diferentes: Madonna da Compensa (Iranete Souza Marinho) – PRP. Risca-Faca (José Carlos Ramalho Cutrin) – Psol Leandro Papa-Sopa (Leandro José Péres de Araújo) – PP. Papinha (João Paulo Repolho Cruz) – PSB. Chegou Chegou (Robelson Oliveira da Silva) – PV Palhaço Lero Lero (Raimundo Nonato Nascimento) – PSDC. Edivan Bal Amigo da Naval (Edivan Costa do Nascimento) – PV. Lica Generoso (Elidiane Samia Vieira de Oliveira) – PSDC. Elizoneide Afro Indígena (Elizoneide Rodrigues Silva) – PCdoB Pai Amado (Carlos Alberto Brito D’ Ávila) – PV Felipe Kaboco de Ferro (Felipe Ramos André) – PP. Guarda Sorriso (Hermenegildo de Castro Cavalcante) – PCdoB. João Couto Ombro Amigo (João Couto da Silva) – PTB. Ligeirinho (João Luiz da Silva) – PSTU. Papinha (João Paulo Repolho Cruz) – PSB. João Chapinha (João Soares dos Santos) –PSDC. Barreto da Estiva (Clodomir Farias Barreto) – PCdoB.

Macaco Tião, lançado a prefeito do Rio pela revista “Casseta & Planeta”, acabou em 3º lugar nas eleições de 1988

Cacareco foi um rinoceronte do Zoológico de São Paulo que, nas eleições de outubro de 1959, teve mais de 100 mil votos

A democracia do escracho Conscientes de que seu voto seria nulo, o eleitor brasileiro já tirou muito sarro durante um momento tão sério como uma eleição. A democracia brasileira registra casos hilários, como a expressiva votação do Macaco Tião, lançado candidato a prefeito do Rio de Janeiro pela turma do “Casseta & Planeta”. As eleições municipais de 1988 transcorriam no maior tédio, até surgir o candidato do zoológico. O Macaco Tião era um personagem irreverente da cena carioca, que jogava fe-

zes sobre os seus visitantes. Pois a revista de Bussunda e Cia. resolveu lançá-lo para prefeito, com o seguinte argumento: “Se o voto é obrigação, vote no Macaco Tião. Ele já tem uma grande vantagem diante dos outros candidatos: já está preso.” Os Cassetas foram os maiores defensores da candidatura com o mote de “dar uma banana para a caduquice na política”. A candidatura de “Sebastião Alves Paranhos Paiva de Prata, 25, o popular Macaco Tião, o último preso político brasileiro”, cresceu e ganhou as ruas.

A brincadeira era séria e foi conquistando adesões. Boa parte do elenco da TV Pirata posaria para os fotógrafos vestindo a camiseta da campanha (vendida aos milhares), que trazia uma foto do candidato em sua jaula e o slogan “tudo pela evolução, vote Macaco Tião”. No dia 15 de novembro, Marcello Alencar seria eleito com 31% dos votos. Em terceiro lugar, com 9,5%, aparecia o vencedor (i)moral da eleição: Sebastião Alves Paranhos Paiva de Prata, o chimpanzé mais votado da história.

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

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‘Atos de campanha não atrapalham Presidência’

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

“O olho do dono engorda o boi” Jornalista

Após demiti-la, Lula quer se aproximar de Marina O ex-presidente Lula disse ao comando da campanha da presidente Dilma que é preciso restabelecer uma “ponte” com sua ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que demitiu do cargo. Lula diz pretender “abrir um canal de diálogo” com Marina, para o caso de a disputa de segundo turno vir a ser travada entre Dilma e o tucano Aécio Neves. Se necessário, a conversa com Marina pode ganhar contornos religiosos. A história da demissão... Lula diverte amigos contando que certa vez a então ministra Marina pediu demissão dizendo ser a “vontade de Jesus”. Ele pediu um tempo. ...suspensa por Jesus Para segurá-la no governo, Lula chamou Marina e inventou ter ouvido de Jesus em sonho: “Companheiro Lula, Marina deve ficar”. Ela chorou. Seja feita Sua vontade Marina só seria demitida após Lula perder a paciência. Ela chegou a levar um pastor para participar de suas audiências com o presidente. Caindo na galhofa Lula arranca gargalhadas imitando Marina. Ele põe o paletó sobre a cabeça, como se fora um chale, e faz expressão de madona piedosa. Odebrecht se enrola em polêmica até nos EUA A empreiteira Odebrecht ameaça ir à Justiça americana para discutir a derrota na concorrência para a obra do novo terminal do aeroporto de Nova Orleans, nos Estados Unidos. A derrota fez a empresa perder um contrato de US$ 546 milhões (mais de R$ 1,2 bilhão). No primeiro processo de concorrência, uma

das empresas parceiras da Odebrecht chegou a ser acusada de discriminar mulheres e minorias raciais. Pegou mal A empresa enrolada nas acusações de preconceito e racismo foi retirada do consórcio Odebrecht, que foi rebatizado. De nada adiantou. Só alegria A Odebrecht recebe boas notícias do BNDES, que vai bancar sua obra da última etapa do porto de Manta, no Equador, por R$ 350 milhões. Pode sair antes Dilma pode indicar o novo ministro do STF antes da eleição. Disputam a vaga Luis Inácio Adams (AGU) e José Eduardo Cardozo (Justiça). O derradeiro O tucano Aécio Neves admitiu indicar um nordestino para o Supremo, na vaga de Joaquim Barbosa, caso vença a eleição e o substituto não tenha sido escolhido. O PT nomeou cariocas, paulistas e gaúchos e apenas um nordestino, já aposentado: o sergipano Carlos Ayres Britto. Repulsa Marina Silva (PSB) já sinalizou que não aceita apoio dos governadores tucanos Beto Richa e Geraldo Alckmin, no segundo turno. Dilma, ao contrário, não só aceita como até lhes promete “relação republicana”. Atenção, eleitor Candidatos à reeleição na Câmara dos Deputados ou no Senado devem ficar atentos às declarações de bens. Qualquer um deles ganha, em quatro anos, mais de R$ 1 milhão (líquidos) só com salários. Contas feitas Sem contar a verba indenizatória, um senador chega a

Candidata à reeleição, Dilma diz que aproveita o tempo das caminhadas e visitas como forma de “fiscalizar” trabalhos PR

DILMA ROUSSEFF garantindo que a agenda da candidata não prejudica a da presidente

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ganhar mais de R$2 milhões, descontados os impostos, durante o mandato. Deputados estaduais e governadores recebem mais de R$1 milhão num mandato. Nova crise O ministro Gilberto Carvalho sempre cria um problema novo para Dilma, quando viaja. Na Paraíba, durante encontro com políticos locais, nem sequer citou o senador Vital do Rêgo (PMDB), um aliado que na presidência das CPIs da Petrobras tem o dom de fechar os olhos. Apelo a Dilma Em baixa no Planalto desde as pesquisas indicando a vitória de Eunício Oliveira (PMDB) para o governo do Ceará em primeiro turno, o atual governador Cid Gomes (Pros) jura que “vira o jogo” em duas semanas. Desde que Dilma se engaje na campanha do candidato petista. Repeteco Candidata ao governo do DF pelo Partido da Causa Operária (PCO), Perci Marrara até parece que não leva isso muito a sério. O registro da candidatura foi rejeitado pelo TRE, exatamente como em 2010. Conta, Costa, conta O fim de semana apreensivo de políticos graúdos, com a notícia de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa havia fechado acordo de delação premiada, foi amenizado com o meio desmentido de sua nova advogada. Ela disse que nada há de concreto, ainda. Sinais e cores Jorge Viana (PT-AC) destacou o “alerta vermelho” para Aécio Neves e o “amarelo” para Dilma. Ficou louco para dizer que “sinal verde” mesmo só para a conterrânea Marina Silva.

PODER SEM PUDOR

Eu bebo, sim

A

presidente da República, Dilma Rousseff, negou no final de semana que os atos de campanha atrapalhem o trabalho como governante. “A minha ação como presidente passa por olhar obras” disse em coletiva de imprensa durante visita à estação Fenac do Trensurb, na região metropolitana de Porto Alegre. Segundo ela, antes sua agenda combinava tarefas de gestão com eventos para a entrega de obras nas cidades. “Agora aproveito meu tempo como candidata para fazer duas coisas: faço supervisão

das obras, fiscalizo as obras. Você sabe aquela frase célebre: ‘O olho do dono engorda o boi’... Se tiver alguma coisa errada, eu como presidenta vou ver”. Dilma afirmou que o país tem obras de dimensões muito variadas, cada uma com suas particularidades, e citou a visita que fez ontem ao projeto de interligação da bacia do São Francisco. “Eu olho essas obras, olho hidrelétricas, e além disso recebo e participo de todos os atos de governo”, revelou. “Porque estamos numa época bendita, a tecnologia permite que se acompanhe tudo o

que você quiser em t e m p o real. Você passa a ser múltiplo.” Investimentos A presidente também disse que o Brasil passou muito tempo sem investir em mobilidade urbana. “Não se investia de forma planejada em metrô nem em outros transportes sobre trilhos. E não se pensava em como integrar tudo isso, tendo em vista uma passagem mais barata”, afirmou.

Mobilidade urbana ‘tá na moda’ De acordo com a presidente, o governo federal destinou R$ 93 bilhões à mobilidade urbana na primeira parte do seu mandato e outros R$ 50 bilhões após os protestos de junho do ano passado. “Uma das grandes reivindicações (das manifestações) era mobilidade urbana”, falou. Ela também destacou que foi investido quase R$ 1 bilhão só na ampliação da malha de trem urbano da região metropolitana de Porto Alegre, para completar o trecho entre as cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo. Dilma chegou ao local da coletiva de trem. Acompanhada de militantes e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, ela embarcou na estação Santo Afonso, em um vagão comum, que já estava ocupado por passageiros. Desceu duas paradas depois, na estação Fenac. Após a entrevista, ela visitou as instalações do Aeromóvel

DIVULGAÇÃO

Em 1993, o senador Gilberto Miranda (PMDB-AM), grande apreciador de vinhos e dono de invejável adega, criticava o excessivo poder das estatais quando, em aparte, Esperidião Amin (PP-SC) forneceu mais alguns dados que enriqueceram o pronunciamento. Miranda agradeceu: - Vossa Excelência é como vinho Bordeaux: quanto mais velho, melhor! - Então – respondeu Amin, na bucha – vê se me manda logo uma caixa...

Dilma diz que campanha serve para que ela “fique de olho” nas obras

Presidente Dilma, segundo ministros, deve intensificar campanha durante o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV

de Porto Alegre. PT não é Marina A presidente Dilma Rousseff foi questionada em

GASTOS

Dilma afirma que seu governo destinou R$ 93 bilhões à mobilidade urbana na primeira parte do seu mandato e outros R$ 50 bilhões após os protestos de junho do ano passado evento em Belo Horizonte, sobre o que pretende fazer para dissociar Marina Silva, uma ex-petista, das realizações do governo do PT ambas foram ministras do governo Luiz Inácio Lula da Silva. “O povo saberá fazêlo”, respondeu brevemente a presidente.

Trabalho em dobro Pouco depois de Marina anunciar sua candidatura ao Planalto, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o PT, agora, terá de trabalhar dobrado para reeleger Dilma, valendo-se de uma “artilharia forte” no programa eleitoral de TV. Para ele, é preciso agir sem “salto alto”, com o objetivo de estancar a migração dos eleitores insatisfeitos para a candidatura de Marina. “Temos de trabalhar muito, até mais do que antes”, disse o ministro. “Temos de ter artilharia forte na televisão e uma infantaria forte também nas ruas. Isso, graças a Deus, nós temos. Não tem salto alto, não tem ‘já ganhou’, não tem 1.º turno”, afirmou Carvalho. Para a campanha do PT, Marina é adversária mais perigosa que o tucano Aécio Neves em eventual 2.º turno.

Dilma deve avançar com seu horário eleitoral, diz ministro O ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou, em entrevista à imprensa após participação no V Fórum Estadão Brasil Competitivo, em São Paulo, que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, deverá avançar nas pesquisas de intenção de voto quando começar a expor as conquistas do governo atual no horário eleitoral. Questionado, Paim evitou avaliar as possíveis consequências para a candidatura de

Dilma da entrada de Marina na disputa presidencial. “A presidente tem todas as realizações para demonstrar no horário eleitoral, e a população vai entender que esses resultados são importantes”, limitou-se. O ministro afirmou que a presidente deve focar as conquistas na área da educação durante a exposição dos avanços. Segundo ele, devem ser destacadas melhorias tanto na educação superior quanto na profissional.


Eleições 2014

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Caciques políticos descem de hierarquia nesta eleição

Grandes nomes da política local declinaram de disputar cargos maiores de olho nas costuras políticas feitas com partidos

RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

A

ntigos senadores e prefeitos, agora candidatos a deputado estadual e federal. Tradicional figura da política amazonense, Serafim Corrêa (PSB), eleito vereador por duas vezes e prefeito de Manaus em 2004, agora, pela primeira vez, disputa o cargo de deputado estadual. Outro político que almeja um cargo de menor status este ano é o senador Alfredo Nascimento (PR). Ex-ministro do governo Lula e presidente nacional da sigla, Alfredo agora encerra o seu mandato no Senado, inaugurando na disputa a deputado federal, após ser eleito vice-governador (1994) e prefeito da capital amazonense por duas vezes (1996 e 2000). Outros nomes como os ex-senadores Jefferson Praia e João Pedro também encabeçam a lista de políticos que foram “caciques” do Estado, e que agora passam para o outro lado da classe. Mas, a disputa

por cargos ‘menores’, muitas vezes, é resultado de acordos e cálculos partidários entre as siglas, que buscam a melhor forma de posicionar seus nomes de acordo com as estratégias eleitorais. Há casos de candidato “puxador de votos” ou ainda aquele que não vê mais chance de alçar voos maiores. A aposta do PSB é de que Serafim Corrêa não terá dificuldades em inaugurar a sua cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A campanha do partido acredita que o ex-prefeito tem potencial eleitoral capaz ainda de puxar votos para muitos candidatos da coligação, como o vereador socialista, Elias Emanuel, também candidato ao cargo. A cúpula da sigla vê como uma “obrigação” eleger o presidente. Presidente de honra do partido, Serafim Corrêa optou também por lançar o seu filho, o vereador Marcelo Serafim (PSB), na difícil corrida pelo Senado. A negociação surpreendeu blocos adversários, que apostavam em

Serafim para acirrar a disputa. Ex-aliado político de Serafim, o senador Alfredo Nascimento (PR), também apresenta projeto semelhante nestas eleições. Ex-ministro do governo Lula e presidente nacional da sigla, Alfredo agora encerra o seu mandato no Senado, inaugurando na disputa a deputado federal, após ser eleito vice-governador (1994) e prefeito da capital amazonense por duas vezes (1996 e 2000). Alfredo tem a vaga disputada pelo ex-governador Omar Aziz (PSD), de quem é aliado nestas eleições. A escolha por não disputar a reeleição foi costurada ao longo dos últimos passos do congressista. O senador viu a sua imagem desgastada após ser varrido do Ministério do Transportes, depois de ser alvo de um escândalo de corrupção revelado pela revista “Veja”. Alfredo se afastou dos holofotes e chegou a confidenciar aos aliados sobre o desejo de encerrar a vida pública. O senador afirmou recentemente, no entanto, que

ter sido inocentado o fez entrar na disputa novamente. Tendo ocupado a cadeira de Alfredo no Senado, o petista João Pedro não tentará a vaga neste ano. A cúpula petista optou por lançar o deputado federal Francisco Praciano na disputa. Candidato a deputado federal, João Pedro recebe grande destaque no programa partidário da sigla. No início das negociações, o petista fez grandes esforços para garantir o apoio ao candidato do PMDB, senador Eduardo Braga (PMDB), e chegou a ser cotado a vice na chapa. Lançado na carreira pública pelo lendário político amazonense Jefferson Péres, o exsenador Jefferson Praia (PSDB) tenta agora se eleger deputado estadual. Praia chegou ao Senado em 2008, após a morte do político, que chegou a ser candidato a Vice-Presidência da República. O PSDB tem também o caso do vereador Plínio Valério, que após ter ficado por oito meses na Câmara Federal, tenta se eleger deputado estadual neste ano.

Não há hierarquia de cargos O analista político e professor de ciências sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marcelo Seráfico, acredita que a escolha dos candidatos por cargos “menores” representa um perfil de acordo partidário, mas não deve ser encarada com pragmatismo. Segundo ele, não deve haver, na representação pública, uma estrutura hierárquica entre os cargos eletivos. Seráfico defende a escolha baseada em avaliação pessoal. “Não devemos olhar para a estrutura da organização da democracia como se fosse estrutura de cargo público, onde os sujeitos tendem a ter promoções de carreira. Essa

é uma visão equivocada, ainda que possa orientar o eleitor para os acordos e convenções partidárias.

PERFIL

Segundo o especialista em ciência política, Marcelo Seráfico, a escolha dos candidatos por cargos menores representa o perfil do acordo partidário de cada legenda O sujeito pode ser um excelente parlamentar, mas descobrir, enfim, não ter vocação para Executivo, e vice-versa. As representações são distintas”, defende.


Eleições 2014

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Petição pública quer eliminar os políticos profissionais U

m dos principais juristas do Brasil, Luiz Flávio Gomes, lança petição pública, que receberá milhares de assinaturas em todo Brasil, para acabar com a reeleição. Segundo ele, ela é uma das principais responsáveis pela multiplicação da corrupção e nepotismo na política nacional. Presidente do Instituto Avante, Gomes tem números e dados que comprovam o quanto a reeleição é maligna para o país. A petição será entregue no Congresso Nacional. O jurista Luiz Flávio Gomes, um dos maiores criminalistas do Brasil, acaba de criar o Movimento pelo Fim dos Políticos Profissionais. A iniciativa popular, que via petição pública colherá milhares de assinaturas em todo Brasil, pretende lutar contra homens e mulheres que fazem da política seu único meio de vida.

É comprovado que a eterna reeleição nos cargos eletivos é um multiplicador da corrupção, nepotismo e clientelismo. Fatores que deturpam a política nacional, impedindo o desenvolvimento do país e bem estar de seus cidadãos. O objetivo do movimento é a aprovação de uma emenda constitucional que acabe com a reeleição no Brasil. “A não reeleição é um freio contundente no atual quadro de degeneração da nossa política nacional, que precisa urgentemente de reforma”, diz Gomes. “Vamos chegar a milhão de assinaturas”, afirma. O atual cenário de profunda insatisfação política, que culminou nas Manifestações de Junho/2013, somadas às intenções de votos brancos e nulos na casa dos 15% demonstram que essa mobilização é urgente e necessária.

COMO ACABAR COM O POLÍTICO PROFISSIONAL? Todas as assinaturas deverão serão entregues ao Congresso Nacional, para que seja feita uma emenda constitucional. O objetivo é: 1- nenhum político pode ser reeleito para o mesmo cargo eletivo. Se estivesse em vigor atualmente, José Sarney não teria exercido mais de 60 anos de vida pública. 2- nenhum político pode deixar de exercer a sua profissão particular, 3- possibilidade de destituição pelo povo do político incompetente e corrupto, mesmo antes do fim do mandato.

Ampla experiência jurídica É presidente do Instituto Avante Brasil, doutor em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri e professor honorário da Faculdade de Direito da Universidad Católica de Santa María, em Arequipa, no Peru. Membro e consultor da delegação brasileira no décimo período de sessões

da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal da ONU, realizado em Viena. Foi promotor de justiça em São Paulo de 1980 a 1983, juiz de direito de 1983 a 1998 e advogado de 1999 a 2001. Atualmente, é comentarista do Jornal da Cultura, as terça-feira, ao lado do âncora William Corrêa.

EBC

O jurista Luiz Flávio Gomes afirma que a reeleição é um dos fundamentos que legaliza a corrupção dentro da política brasileira

Marina Silva afirma que se eleita não tentará a reeleição

‘Ser presidente do país não é um cargo vitalício’ A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, se comprometeu a não disputar um segundo mandato caso seja eleita em outubro. A ex-senadora também deixou em aberto a decisão de deixar o partido em 2015 para fundar a Rede Sustentabilidade. “ Agora não é hora de ficarmos cada um querendo valorizar a parte. É hora de lutar pelo

todo. Nosso compromisso é pelo fim da reeleição. O meu mandato será um mandato de apenas quatro anos. O que eu quero é ajudar a renovar a política”, declarou A proposta de fim da reeleição estará no programa de governo da ex-senadora, que será lançado no próximo dia 29. Marina desconversou quando foi questionada se

o projeto de fundar a Rede no próximo ano esta mantido, mesmo depois que o PSB a colocou na cabeça da chapa presidencial com a morte de Eduardo Campos. “Me comprometo em governar o Brasil. Não devemos tratar o presidente como propriedade de um partido. A sociedade está dizendo que quer se apropriar da política e as lideranças po-

líticas têm que entender que o Estado não é um partido e que o governo não é o Estado”, justificou. Depois da crise gerada com a saída de Carlos Siqueira da coordenação geral de campanha, Marina se reuniu na última sexta-feira (22) com a nova coordenadora, a deputada federal Luiza Erundina, e outros integrantes da equipe.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Mário Adolfo, Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz e Raphael Muniz

REVISÃO Dernando Monteiro e João Alves

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Kleuton Silva e Mário Henrique Silva

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima

DIVULGAÇÃO

Segundo especialista, a reeleição é uma das principais responsáveis pela multiplicação da corrupção e nepotismo na política


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A Nova York de German Lorca

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Depois daquele retrato

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opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

E outras 9 indicações culturais. Pág. 2

A ‘foto oficial’ de Julio Cortázar, 100. Pág. 3

O derradeiro passe de mágica

O suicídio de Getúlio Vargas, por Otavio Frias Filho. Págs. 4, 5 e 6

4

A Bienal da Bahia, criatura rediviva

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Do arquivo de Toquinho

Diário de Salvador. Pág. 7

Roma, 1969. Pág. 8

Capa

pintura de Zed Nesti


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Ilustríssima da Semana O MELHOR DA CULTURA EM 10 INDICAÇÕES

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BRASILEIRO

EXPOSIÇÃO | GERMAN LORCA A mostra “A Quinta Bandeira - German Lorca vê Nova York” traz 22 imagens feitas pelo fotógrafo em três visitas à metrópole americana, nos anos de 1967, 78 e 82. Além disso, está presente o painel “Janelas e Reflexos”, de 1985, realizado com 28 fotos e exposto no Masp em 1993. Galeria FASS | tel. (11) (11) 3037- 7349 | ter. a sex., das 11h às 19h; sáb., das 11h às 17h | grátis | até 20/9 GERMAN LORCA/DIVULGAÇÃO

PRÊMIO | ARTE CONTEMPORÂNEA A mostra “Situações Brasília” seleciona obras para premiação e aquisição pelo acervo do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília. Neste ano o edital contempla também textos teóricos sobre artes visuais, que serão premiados e publicados. Museu Nacional - Brasília | tel. (61) 3325-2589 | Edital e inscrições em situacoesbrasilia.com.br | até 2/9 EXPOSIÇÃO | BIENAL NAÏFS A 12ª edição da mostra, a principal do gênero, reúne 106 obras de 81 artistas de 16 Estados brasileiros, sob curadoria de Diógenes Moura. Com o tema “O Santuário Refletido no Espelho”, a bienal busca dar visibilidade à arte feita no interior do país. Sesc Piracicaba | tel. (19) 3437-9292 | de ter. a sex., das 13h30 às 21h45; sáb. e dom., das 9h30 às 18h | grátis | até 30/11

LIVRO | MEDEIAS LATINAS Nessa compilação, o mito de Medeia, consagrado na versão de Eurípides, aparece narrado por diversos autores da cultura romana. Na edição bilíngue português-latim estão 14 aparições de Medeia, entre elas, em Ovídio e Sêneca. trad. Márcio Meirelles Gouvêa Júnior | Autêntica R$ 54 | 312 págs.

‘Sem Título’, autorretrato da série Nova York (1978), de German Lorca

EXPOSIÇÃO | 100 ANOS DE READY-MADE A mostra Ciclo ocupa o CCBB com obras de 14 artistas que buscam, um século depois, dialogar com as primeiras criações “ready-made” de Marcel Duchamp. Com curadoria de Marcello Dantas, estão presentes trabalhos do brasileiro Daniel Senise, da portuguesa Joana Vasconcelos, do chinês Song Dong e do escritor canadense Douglas Coupland, responsável pela popularização da denominação “geração X”. Centro Cultural Banco do Brasil | tel. (11) 3113-3651 | qua. a seg., das 9h às 21h | grátis | até 27/10

RACHEL TOPHAM/VANCOUVER ART GALLERY/DIVULGAÇÃO

DEBATE | MAQUIAVEL Os historiadores Rodrigo Bentes Monteiro e Silvia Patuzzi, da UFF (Universidade Federal Fluminense), discutem “Introdução ao Pensamento Político de Maquiavel”, de Lauro Escorel (1917-2003). O livro, lançado em 1958, ganha reedição pela editora Ouro sobre Azul. Biblioteca Nacional - Rio | tel. (21) 3095-3879 | qui. (28), às 18h | grátis | transmissão ao vivo em bit.ly/aovivofbn Ouro sobre Azul | R$ 42 | 344 págs.

POP

ERUDITO

LIVRO | O HOMEM-MULHER O volume reúne 19 narrativas de um dos principais contistas do pais, Sérgio Sant’Anna. Na coletânea, o escritor carioca mantém a alta tensão erótica e os experimentos literários marcantes de sua obra. Companhia das Letras R$ 38 | 184 págs.

LIVRO | ARTES “Varia Aesthetica: Ensaios sobre Arte e Sociedade” reúne textos de Rodrigo Duarte, professor de filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, sobre questões da estética e da filosofia da arte. O autor volta a Kant, Hegel e Nietzsche, e dialoga com contemporâneos, como François Lyotard e Arthur Danto. Relicário | R$ 45 | 376 págs.

LIVRO | O DEMÔNIO DA TEORIA O livro de Antoine Compagnon, publicado em 1998, ganha nova edição em português. O professor do Collège de France faz um balanço da teoria literária estruturalista francesa nos anos 1960 e 70, que ele caracteriza como demoníaca, por sua força combativa ao senso comum. trad. Cleonice Paes Barreto Mourão e Consuelo Fortes Santiago | ed. UFMG R$ 47 | 292 págs.

‘Slogans para o Século 21’ (2011–2014), de Douglas Coupland

ESTRANGEIRO PABLO SENAREGA - FEV.2008

CINEMA | CORTÁZAR A 25ª edição do Festival de Curtas de São Paulo homenageia o escritor argentino com a seleção “100 Anos de Cortázar”, reunindo sete curtas-metragens. A primeira de duas sessões, na terça (26), no Cinesesc, às 21h30, será precedida por debate, às 19h30, em que o escritor Antônio Xerxenesky e a roteirista Sabina Anzuategui abordarão a relação entre cinema e a obra do autor. A outra sessão será na quarta (27), às 19h, no Espaço Itaú - Augusta. Programação no site kinoforum.org.br/curtas/2014 | grátis

Ilustríssimos desta edição ALCINO LEITE NETO, 55, é editor da Três Estrelas.

SARA FACIO, 82, é fotógrafa argentina.

GABRIELA SÁ PESSOA, 22, é jornalista.

DEA LELLIS, 30, é artista plástica.

NOEMI JAFFE, 52, escritora, é autora de “O que os Cegos Estão Sonhando?”(ed. 34). Seu romance “Írisz” (Companhia das Letras) será publicado em 2015. Pág. 10 OTAVIO FRIAS FILHO, 57, diretor de Redação da Folha, é autor de “Seleção Natural - Ensaios de Cultura e Política” (Publifolha) e da coletânea teatral “Cinco Peças e Uma Farsa” (Cosac Naify).

BIENAL DE VENEZA O arquiteto e jornalista Gabriel Kogan escreve sobre amostra de arquitetura FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha

TOQUINHO, Antonio Pecci Filho, 68, músico e compositor, faz show na sexta-feira (29), no Terra da Garoa, em São Paulo. ZED NESTI, 44, artista plástico, participa da 2ª Mostra do Programa de Exposições 2014, no Centro Cultural São Paulo até 26/10.

Folha.com

Sara Facio diante de seu famoso retrato de Cortázar

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Literatura

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A captura do cronópio A história do ‘clic’ que fisgou Julio Cortázar RESUMO A fotógrafa argentina Sara Facio, autora do retrato mais conhecido de Julio Cortázar, conta como conheceu o escritor numa primavera, em Paris, em 1967. Comemorando os 100 anos de nascimento do autor de “O jogo da Amarelinha”, museu em Buenos Aires abre duas mostras com acervo de objetos e fotos do ficcionista.

GABRIELA SÁ PESSOA FOTOGRAFIA SARA FACIO

A foto do cigarro. Com essas palavras, a fotógrafa Sara Facio se refere à imagem em preto e branco em que Julio Cortázar, vestindo terno e gravata, leva um cigarro no canto da boca, seguindo a direção do penteado, para a esquerda de quem olha. No centro da imagem, os olhos do escritor miram o obturador de Sara em um dia de março de 1967 em Paris, no instante em que ela tirava o que, mais tarde, se revelaria um dos retratos definitivos do autor ele próprio teria dito à fotógrafa que aquele seria seu retrato oficial. Aqui na Argentina essa é a foto de Cortázar. Fico feliz, porque ele está muito bonito, parece um galã, comenta a fotógrafa e amiga do escritor à Folha, por telefone. Facio, hoje com 82 anos, foi uma grande impulsionadora da arte fotográfica na América Latina. Ao lado de Alicia D’Amico, morta em 2001, fundou a primeira editora de livros de fotografia de seu país, La Azotea, e produziu dois dos mais importantes fotolivros do continente: Buenos Aires Buenos Aires e Humanario ambos em parceria com Cortázar. O Museu Nacional de Bellas Artes, em Buenos Aires, escolheu a foto do cigarro para ilustrar o material de divulgação das mostras com que a instituição celebrará o centenário do autor: Los Otros Cielos e Los Fotógrafos: Ventanas a Cortázar serão abertas na terça (26), aniversário do escritor. A primeira cujo título faz referência a um conto de Todos os Fogos o Fogo reunirá objetos, imagens e registros caseiros feitos em super-8, num recorte biográfico, além das capas de livros, aspecto que ocupava muito o escritor. Além disso, obras que integram o acervo do MNBA e que foram citadas por Cortázar em seu livro Territorios (1978), no qual se debruça sobre artes plásticas, estarão expostas. Já a segunda mostra é dedicada à figura do escritor

e tem fotos de, entre muitos outros, Facio e D’Amico. Buenos Aires, Paris Se a foto do cigarro ficou para a história como um ícone, entre Sara e Julio ela é o instantâneo do início de uma longeva amizade, que começou com uma proposta de parceria artística. O retrato foi feito no dia seguinte ao que eles se conheceram. Na primavera de 1967, ela viajou a Paris a pedido da Editorial Sudamericana para encontrar o escritor, que vivia na capital francesa desde os anos 50. Publicar um fotolivro era muito difícil. As técnicas de impressão disponíveis à época também não ajudavam. Batemos na porta de muitas editoras. Até que caímos na Sudamericana, então a editora mais importante do país, diz. A casa comprou a ideia de editar Buenos Aires Buenos Aires (projeto dela com D’Amico) com a condição de que um escritor de renome integrasse o projeto, como uma espécie de aval. Já que a Sudamericana havia publicado, anos antes, O Jogo da Amarelinha, a escolha não foi difícil. Ele estava na crista da onda, relembra. A editora entrou em contato com ele, mas Facio e D’Amico, que já eram leitoras de Cortázar, fizeram questão de mostrar as fotos pessoalmente. Com os protótipos de impressão debaixo do braço, a dupla viajou a Paris, para uma reunião no apartamento do escritor. Tocamos a campainha, e Cortázar abriu a porta. A primeira impressão que tive é que ele era alto, alto, alto, relembra Sara, aos risos a grande estatura era um traço notório do físico do escritor. Era a primeira vez na vida que eles se viam. Antes do encontro, Facio nem sequer havia visto uma foto dele. Quando começamos a conversar, os olhos me chamaram a atenção, o rosto, o interesse que tinha por tudo. Era um homem muito vivo, inteligente e simpático. Na sala do apartamento onde Cortázar vivia com Aurora Bernárdez, sua primeira mulher, Facio e D’Amico mostraram as fotos tomadas ao longo de quatro ou cinco anos em Buenos Aires. As imagens são uma leitura sentimental das ruas e de sua gente, do ponto de vista de duas fotógrafas escoladas nas artes plásticas. Caminhávamos pelas ruas e víamos o que nos interessava, a luz, uma curiosidade. Faço

isso até hoje, fotografar as pessoas em seu momento, com um gesto especial, um sorriso, uma melancolia que transmita alguma verdade. Cortázar ficou emocionado ao ver as fotos da cidade. Não digo que ele chorasse, mas que ficou com os olhos marejados. Nas imagens, ele reconheceu muito do clima que ainda associava à capital argentina, mas se assombrou ao ver o que não conhecia. Uma das novidades que o impressionaram foi a foto da arquibancada de um estádio de futebol tomada por uma multidão de torcedores. Em seu ensaio para o livro, ele descreveria a cena como uma parede humana. Enquanto conversavam sobre o livro, Sara aproveitou pra tirar umas 400 fotos de Cortázar na sala do apartamento. Ele se deixou fotografar porque pensou que nenhuma foto ia sair, porque o ambiente era escuro e eu não usava flash. Dizia: Não vão sair com essa luz, não vão sair. As fotos seriam publicadas depois em Julio Cortázar (La Azotea, 2009). Cortázar podia até não entender as minúcias técnicas envolvidas no processo de tirar fotografias uma das muitas maneiras de combater o nada, como escreveu em As Babas do Diabo. A fotografia, no entanto, foi uma das principais metáforas de seu modo de narrar e tema recorrente em sua produção ficcional e ensaística. Um de seus textos críticos mais famosos e sempre citados quando a intenção é comparar as duas linguagens, Alguns Aspectos do Conto estabelece um paralelo entre o ato de escrever um conto e o de clicar uma foto: dada a brevidade tanto de um como de outro gênero, cabe a eles atacar a realidade em profundidade, captando o instante definitivo de uma cena. Na obra de Cortázar, as fotos se parecem com os contos particularmente no que diz respeito à necessidade de um intérprete, de um leitor para completar a informação. Há uma série de pistas, como em um romance policialesco, que deixam algo para a imaginação, argumenta Horacio Fernández, historiador de fotografia e um dos organizadores do volume Fotolivros Latino-americanos [Cosac Naify, R$ 149, 256 págs.]. Fernández lembra que, além de teorizar sobre o assunto, Cortázar produziu dois livros em que a imagem tem papel

preponderante e que foram definidos pelo escritor como almanaques: Último Round e A Volta ao Dia em 80 Mundos. Além disso, Cortázar escreveu os ensaios que acompanham as publicações de fotografia Alto el Perú, de Manja Offerhaus, e Paris ou la Vocation de lImage, de Alécio de Andrade (1938-2003), brasileiro que se radicou na França.

Na opinião do historiador, porém, no campo essencialmente fotográfico suas colaborações importantes seriam com Facio e D’Amico. Além de Buenos Aires Buenos Aires, Cortázar escreveu os ensaios de Humanario, trabalho em que as fotógrafas retratam as más condições de vida em um hospital psiquiátrico. Queríamos que Samuel Be-

ckett escrevesse os textos. Éramos muito audazes, brinca Facio. As amigas mostraram os originais a Cortázar, que, na memória da fotógrafa, era bem relacionado e conhecia o editor do escritor irlandês. O contato com Beckett não deu certo, e Julio, que havia gostado das imagens de Humanario, se ofereceu para assinar os ensaios.


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História

3 O atentado, o suicídio e a carta Mil disfarces de Getúlio Vargas convergem num gesto de coerência RESUMO O teatral suicídio de Getúlio, impelido pelas pressões políticas internas e externas sobre seu governo e ocorrido há 60 anos, fez com que o poder político do estadista perdurasse após sua morte. Últimos anos de sua vida são tema do terceiro e último tomo da biografia que lhe consagra Lira Neto, aqui resenhado.

OTAVIO FRIAS FILHO ILUSTRAÇÃO ZED NESTI

Os efeitos políticos do suicídio de Getúlio Vargas (18821954), que hoje completa 60 anos, já se dissiparam há muito tempo, mas o ato continua a reverberar pela singularidade. Trágico, violento e irrecorrível, ele discrepa dos costumes conciliatórios vigentes desde pelo menos

meados do século 19, quando se fixou o padrão das revoluções com pouco ou nenhum derramamento de sangue e das transições negociadas em que parte da velha ordem se transfere como por osmose à nova (1889, 1930, 1945, 1964, 1985). Discrepa também da personalidade do suicida, conciliador-mor que encarnou como ninguém o papel de sedutor matreiro capaz de se safar das piores encrencas. Como todo gesto extremo, terá sido preparado por uma complexa malha de causas. É sabido que Getúlio sentia atração pelo suicídio honroso, destinado a prevenir alguma condição intolerável na eventualidade de uma derrota definitiva. Pelo menos duas vezes ele mencionou a possibilidade por escrito, quando era arrastado, em outubro de 1930, após muita hesitação, à ofensiva rumo ao Rio, sem saber que resistência encontraria pelo caminho, e em julho de 1932, quando foi surpreendido pelo ímpeto da contrarrevolução constitucionalista que irrompeu em São Paulo. Um de seus filhos viria a suicidar-se em 1977, o que parece sugerir alguma propensão inata. Para que essa atração se convertesse em ato, porém,

foi preciso que todas as portas se fechassem. Com os mandantes da tentativa de assassinar Carlos Lacerda (da qual resultou a morte de um oficial da Aeronáutica) alojados em seu palácio, com o “mar de lama” que as investigações subsequentes revelaram, Getúlio enfrentava uma avassaladora campanha pela renúncia, que logo se traduziu em ultimato militar transmitido pelo próprio ministro da Guerra (Exército). Naquela madrugada de 24 de agosto de 1954, ele ainda negociou uma licença que o manteria afastado do cargo até a conclusão das diligências. Os militares, contudo, foram irredutíveis. Relatos da época indicam um presidente amargurado, aos 72 anos, com os desmandos na família cometidos às suas costas e, ao mesmo tempo, receoso de que ela passasse a objeto de execração pública: um irmão e um filho talvez estivessem a par da preparação do atentado; outro filho vendera uma propriedade a Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do palácio e mentor do crime, pago com empréstimo bancário avalizado por João Goulart, ministro do Trabalho até a véspera e afilhado político do presidente.

Num homem tão racional e metódico, mesmo os lances da paixão foram comedidos pelo cálculo. Psicologia à parte, o extraordinário nesse suicídio é seu alcance político – num derradeiro passe de mágica o velho prestidigitador inverte a maré, derrota os inimigos quando mal haviam aberto o champanhe (conforme o relato de Lacerda sobre o fatídico amanhecer) e se consagra na memória popular, comandando seu vasto eleitorado por algumas décadas desde o alémtúmulo (há indícios de que ele tencionava apoiar Juscelino e seguramente gostaria de ter visto Jango ou Leonel Brizola como sucessores). Atentado Ao contrário do suicídio, o atentado é quase inexplicável. De sua execução desastrada, Lacerda emergiu como mártir vivo (fora ferido no pé) conclamando os militares a fazer justiça ao colega de farda assassinado. Mesmo que o crime fosse bem-sucedido, porém, naquele ambiente exasperado as consequências seriam devastadoras para o governo, sobre o qual recairiam as suspeitas pela eliminação do principal inimigo de Getúlio na imprensa. Por rústicos que fossem, é estranho que

os autores da trama não se dessem conta disso. Atentado e suicídio formam o clímax do terceiro volume da biografia escrita por Lira Neto,”Getúlio “” Da Volta pela Consagração Popular ao Suicídio (19451954)” [Companhia das Letras, R$ 49,50, 430 págs.], agora lançado, completando uma empreitada de 1.654 páginas. Ali, esse autor que gosta de explorar peripécias e lances pitorescos, mas trata seu material com exatidão escrupulosa, dá a versão dos condenados, apresentada anos depois do episódio. As confissões teriam sido obtidas sob coação. Os dois acusados apenas seguiam Lacerda, em busca de algo que o comprometesse. Quando, na madrugada de 5 de agosto, o major Rubens Vaz estacionou na rua Tonelero e Lacerda desceu do carro para entrar no prédio onde morava, um dos réus teria se aproximado para anotar o número da placa, sendo interpelado pelo militar, que também saíra do carro. Seguiu-se uma luta entre ambos; Lacerda, que mal entrara no prédio, começou a atirar, atingindo por engano o major. Um segundo tiro, desferido pelo acusado com quem se atracava, matara o

Ilustração de Zed Nesti, que também assina a arte da capa

oficial. O inquérito teria sido uma fantástica farsa. São mínimos os indícios em apoio dessa versão. Lira Neto os registra com gosto, contente por envolver acontecimento tão mítico nessas fumaças de mistério: a arma de Lacerda, que de fato disparou, não foi periciada; os boletins médicos do ferimento no pé desapareceram. Mas o biógrafo endossa a versão oficial, sustentada por todas as evidências disponíveis, entre elas o relato de três jornalistas do “Diário Carioca” que por acaso viram a cena a poucos metros de distância (um deles, o vizinho Armando Nogueira, foi o primeiro a reportála). É preciso uma sólida fé em teorias conspiratórias para acreditar que não houve atentado. Guarnição A guarda pessoal, que na época tinha 83 integrantes, havia surgido em 1938. Numa noite de maio daquele ano, seis meses depois do golpe em que Getúlio se fez ditador, um destacamento integralis-


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sequestrar e espancar um jornalista; o assecla encarregado da tarefa seria mais tarde um dos dois condenados pela execução do atentado contra Lacerda. Nesse submundo provinciano em que se cruzavam compadrio e delinquência, em que o hábito caudilhesco da violência se ampliara na impunidade garantida pela ditadura, formou-se o “mar de lama” que tragou o mandato democrático de Getúlio.

ta (espécie de fascismo católico-tropical) invadiu o Palácio Guanabara com o objetivo de assassiná-lo e tomar o poder. O assalto foi rechaçado pela guarnição e por auxiliares do autocrata, mas a fuzilaria se prolongou enquanto o Exército e a Polícia Especial demoravam, de forma suspeita, a enviar reforços. Benjamin Vargas, irmão mais novo de Getúlio, teve papel crucial na defesa do palácio naquela madrugada e parece ter sido responsável pelo fuzilamento sumário, nos próprios jardins do Guanabara, de uma dezena de golpistas presos quando o ataque foi debelado ao amanhecer. Em 1932, esse mesmo irmão se pusera à frente de um batalhão de voluntários,

recrutado entre capangas e apaniguados da família Vargas em São Borja para combater os paulistas. Nesse batalhão, que numa arruaça de fronteira chegou a invadir território argentino, figurava Gregório Fortunato, o futuro Anjo Negro, a quem foi confiada, depois do assalto integralista, a missão de chefiar o bando convertido em guarda permanente dedicada à proteção do ditador. Lira Neto narra incidentes espantosos durante a ditadura do Estado Novo em que Bejo – como o irmão atrabiliário e alcoólatra era chamado em família – provoca desafetos em boates, dá tiros a esmo, chega a ferir terceiros e continua impávido. Certa vez mandou

Carta-testamento Como no movimento entre tese/antítese/síntese, atentado e suicídio somente se resolvem no terceiro elemento mítico dessa narrativa, a carta-testamento, também ela objeto de controvérsia duradoura. Existem duas versões desse texto. A primeira, manuscrita certamente pelo próprio Getúlio, é mais curta. Seu tom é apressado, algo prosaico, e certas passagens exalam ressentimento. O autor reclama da “fraqueza de amigos que não me defenderam” e da “felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei”. O fecho é pedestre e anticlimático: “A resposta do povo virá mais tarde...”. A segunda versão, datilografada, logo distribuída e replicada à exaustão nas rádios e jornais, foi a que passou à história. É uma magnífica exortação política, escrita com simplicidade intensa e solene. Sua qualidade literária quase faz esquecer o quanto ressoa de demagogia nacionalista e de culto à personalidade em seu teor. “Não me acusam, me insultam, não me combatem, caluniam, e não me dão o

direito de defesa.” Feitas as negativas desse introito, que valem por uma refutação, o texto relembra que, depois de “decênios de espoliação”, o autor se fez chefe da Revolução de 1930, instaurou “um regime de liberdade social”, foi deposto e retornou ao governo “nos braços do povo”. Passa a enfrentar a resistência de grupos “nacionais e internacionais” ao aumento do salário mínimo, à restrição nas remessas de lucros para o exterior, à criação da Eletrobras. Vinha lutando “mês a mês, dia a dia, hora a hora” – o tempo da narrativa só se acelera – até concluir: “Nada mais vos posso dar, a não ser o meu sangue”, o que confere uma ressonância cristã ao sacrifício feito em nome do povo e que sela sua aliança (“uma chama imortal”) com o líder imolado. Segue-se uma saraivada desconcertante de antíteses: “Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém”. No último parágrafo, uma série de frases curtas, sincopadas, prepara o crescendo de suspense que se desata no majestoso traslado da sentença final: “Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”. Parece haver algum consenso entre os historiadores quanto à sequência de eventos. Getúlio faz anotações para uma carta que deixaria caso as circunstâncias o forçassem ao suicídio. Lira Neto conta que Alzira, sua filha e

secretária, diz ter visto essas anotações uma semana antes entre os papéis do presidente que, interpelado por ela, desconversou, atribuindo-as a um momento de “desabafo”. Essa versão já dizia que “velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor”. Em algum momento daqueles dias, Getúlio discute o assunto com o jornalista José Soares Maciel Filho, amigo e redator de seus principais discursos, a quem pede que redija uma segunda versão, como haviam feito em outras ocasiões. Maciel, que na juventude fora aluno do filósofo Benedetto Croce na Itália e depois criara um jornal no Rio para sustentar a Revolução de 30, era um ideólogo nacionalista que ocupou cargos altos na burocracia getuliana. Para tranquilizar o assessor, é plausível que o presidente tenha alegado reservar o texto para uma situação extrema que provavelmente nunca ocorreria. Cenário Claro que todo esse cenário é apenas a condensação teatral de um drama muito maior. O raio de manobra do governo vinha se estreitando, conforme era tracionado por uma dinâmica de polarização entre forças econômicas e interesses sociais contraditórios, que Getúlio (como Jango 20 anos mais tarde) tentou conciliar enquanto conseguiu. Como sempre, o cobertor era curto. O país precisava de recursos externos para investimentos em infraestrutura, mas a prodigalidade que os americanos haviam mostrado na Segunda Guerra e no começo da Guerra Fria, quando era prioritário manter boas relações com o

Brasil, cedera lugar, a partir de 1952, a uma atitude mais dura e à exigência de que os empréstimos tramitassem menos via governos e mais via instituições privadas, o que reclamava um “ambiente de negócios”, como se diria hoje, mais amigável. O foco das tensões era o regime de câmbio, que sofreu idas e vindas no período, conforme o governo cedia às pressões estrangeiras, aos exportadores de café ou aos importadores nacionais. Programas de estabilização financeira (encetados pelos sucessivos ministros da Fazenda, Horácio Lafer e Oswaldo Aranha) eram solapados pela necessidade política do governo de ceder às demandas crescentes. A economia crescia a uma taxa média anual próxima a 6%, mas a inflação, que estivera em 8% no quadriênio anterior, chegou a cerca de 20% anuais no mandato de Getúlio. Pelo flanco sindical, o governo era acossado por greves e pela radicalização do semiclandestino Partido Comunista, que, em mais uma reviravolta determinada por Moscou, rompera com Getúlio e adotava uma política de agitação operária. Em maio de 1954, o presidente concedeu o controvertido reajuste de 100% no salário mínimo, elevando-o a valor real próximo ao de hoje, quando a renda per capita é quase cinco vezes maior que a da época. O governo, entretanto, mantinha controle sobre o Parlamento, onde a Câmara dos Deputados votou, em junho de 1954, um pedido de impeachment do presidente, derrotado pelo placar de 136 votos contrários e apenas 35 a favor.


G6 Continuação A oficialidade militar, impregnada pelas divisões que cindiam a opinião pública e alvoroçada pela perda de poder aquisitivo dos soldos, ainda abrigava um setor “progressista”, simpático ao nacionalismo do presidente ou ao menos apegado ao regime constitucional de 1946. O assassinato do major Vaz gerou uma catarse corporativa que fez a balança de forças pender pelo afastamento, via renúncia ou deposição. Getúlio fora um oportunista por excelência, adotando os disfarces ideológicos que mais lhe convinham a cada conjuntura, mas seria um equívoco ignorar a linha de continuidade a estruturar essa trajetória cujas aparências parecem tão mutáveis. Sua aversão à democracia parlamentar, sua concepção do Estado centralizado como indutor do desenvolvimento e do equilíbrio entre classes e regiões, até mesmo sua prudência em matéria fiscal e a inclinação por um regime plebiscitário que mantivesse o líder por tempo indefinido no poder – tais aspectos integram uma doutrina à qual permaneceu constante, emanada do pensamento positivista do francês Auguste Comte (1798-1857). No final do século 19, essa doutrina, adaptada por discípulos brasileiros, desempenhou forte influência na mentalidade republicana, especialmente a gaúcha. Naquele Estado, facções positivistas e liberais chegaram a se enfrentar em duas guerras civis (1893-5 e 1923). Influência

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parecida aconteceu na mesma época em outros países latino-americanos, e diga-se de passagem que o recente “bolivarianismo” tem suas raízes nesse mesmo substrato. Em linguagem marxista, as teorias de Comte refletiam na França uma parcela do pensamento burguês engajada na universalização de direitos que a Revolução de 1789 apregoou, mas intimidada pela ameaça à propriedade representada pelas insurreições operárias de 1848 e 1870. Era preciso patrocinar mudanças dentro de um curso dirigido, “racional” (a doutrina exercia peculiar fascinação sobre engenheiros e militares). Tais ideias vinham a calhar quando transplantadas ao contexto de uma elite hostil ao bacharelismo, dissidente e autoritária, reformista e conservadora, como aquela que produziu o estadista Getúlio Dornelles Vargas. Enfoque Panorama tão amplo escapa, como não poderia deixar de ser, aos propósitos do biógrafo; seu enfoque sempre minucioso está concentrado no círculo íntimo do presidente. Neste terceiro volume, o narrador utilizou os rascunhos que Alzira Vargas preparou para seu segundo livro de memórias, nunca publicado, assim como as numerosas cartas que trocou com o pai, entre 1945 e 1950, quando ele cumpria seu ostracismo como estancieiro na fazenda de São Borja e ela atuava, no Rio de Janeiro, como sua articuladora. Além de filha devotada e

secretária diligente que lhe providenciava roupas, remédios e charutos, Alzira parecia possuída, como o pai e ao contrário de certos parentes, pela paixão da política enquanto responsabilidade pública. Era também uma mulher corajosa, arguta e dotada de tino maquiavélico, o que torna a leitura da correspondência muito instrutiva. Suas metáforas, extraídas do léxico feminino, são quase sempre tiradas divertidas nas quais ela informa o pai sobre o que se passa na corte do presidente Dutra – a famosa “copa e cozinha” – para então abrir o leque das opções a seu ver disponíveis e declarar-se à espera de ordens. Lira Neto revela que Samuel Wainer foi enviado para a famosa entrevista com Getúlio (“voltarei como líder de massas”) ao que tudo indica numa manobra engendrada pela filha no Rio. Anos mais tarde, na última reunião ministerial que Getúlio presidiu, às primeiras horas do 24 de agosto, seriam dela e de Tancredo Neves as vozes categóricas a favor de retomar pela força o mandato prestes a ser usurpado, prendendo imediatamente os generais insubordinados. Protagonistas Se há muito de cinematográfico no andamento dos livros de Lira Neto, não resta dúvida sobre quem são os protagonistas dessa história, que vai sendo ocupada do meio para o fim pela preciosa relação entre um pai declinante e sua filha dileta – até que o delicado

fio que prende esse Lear a sua Cordélia se rompa na torrente final da tragédia. No entanto, parece que foi faltando tempo ao autor (o trabalho inteiro consumiu cinco anos), de modo que o terceiro e o segundo volume, embora admiráveis, talvez não alcancem o nível primoroso do primeiro nem tenham sua originalidade, favorecida por tratar da fase inicial, menos divulgada, da vida do personagem. Ele foi assunto de diversas abordagens biográficas, em geral oficiosas (a própria Alzira escreveu a sua, “Getúlio

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A qualidade literária da versão da carta que passou à história quase definitivamente faz esquecer o quanto ressoa de demagogia nacionalista e de culto à personalidade em todo o seu teor Vargas, Meu Pai”, publicada em 1960). Em 1974, o criterioso historiador John W. Foster Dulles, biógrafo de Lacerda e filho do secretário de Estado norte-americano entre 1953 e 1959, publicou “Getúlio Vargas: Biografia Política”. Mais recentemente, o historiador Boris Fausto lançou seu excelente e conciso “Getúlio Vargas “” O Poder e o Sorriso” (2006). Apesar desses antecessores ilustres, é provável – devido às ambições narrativas, ao rigor documental da imen-

sa pesquisa e ao desengajamento do ponto de vista – que a biografia de Lira Neto assuma a posição de obra definitiva sobre o personagem por longo tempo, moldando a visão das próximas gerações de estudiosos, leitores e espectadores. Presente Quanto ao leitor atual, não será ele tentado a ver analogias inquietantes entre aquele passado nem tão remoto e o presente? O PT em vez do PTB, Lula em vez de Getúlio (Dilma em vez de Dutra?), o PSDB no lugar da UDN, o PMDB no do PSD – a demagogia, a corrupção, a direita golpista –; será que estamos presos ao mesmo círculo que se repete? Mas basta ressaltar as diferenças mais importantes para concluir que essa identidade é aparente. Em 1954, o capitalismo estava enraizado no país de modo ainda mais precário do que hoje, quando uma proporção maior da sociedade e do território foi incorporada a sua dinâmica e absorveu parte de seus benefícios. Em última análise, o sentido histórico da ditadura militar (1964-85) foi exatamente forçar pela violência uma trégua nas lutas sociais, que permitisse a acumulação destinada a completar a tarefa iniciada desde os anos 1930, a modernização capitalista. Lamentamos as metrópoles atulhadas e a depredação da natureza, mas foi esse processo vertiginoso que trouxe a mortalidade infantil de 128 óbitos por mil nascimentos (1955), por exemplo, aos atu-

ais 14, e a expectativa de vida dos 45 anos (1950) aos atuais 75, ambos índices objetivos de melhora nas condições coletivas de vida. Por motivos que extrapolam esta resenha, mas que decorrem em parte do amadurecimento institucional após tantas aventuras frustradas, o Exército deixou de ser o fio desencapado da política, que potencializava os impasses até conduzi-los a soluções de força. A estrutura constitucional passou a funcionar porque a trama de interesses na economia e na sociedade se tornou mais forte e complexa. Por falta de respaldo suficiente, direita e esquerda exaltadas tiveram de abandonar há 40 anos qualquer tentativa séria de golpismo. As relações com os Estados Unidos também evoluíram, conforme nossa dependência daquela economia se tornou menor, de maneira que uma posição nacionalista se traduziria, hoje, mais em termos de competição por mercados e tecnologias do que nos moldes tradicionais de uma resistência anti-imperialista. O maniqueísmo ideológico dos anos 1950 se dissolveu numa espécie de centrismo tecnocrático, administrativista, no qual as alternativas, por mais encarniçada que continue sendo a luta de suas falanges pelo poder, não passam de versões um pouco mais à esquerda ou à direita – precisamente como PT e PSDB na atualidade, separados por divergências mais de grau e estilo do que de essência.


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Diário de Salvador O MAPA DA CULTURA

4 Nordeste universal ALCINO LEITE NETO

Já que, mesmo no inverno, o sol arde em Salvador, é hora de ver a 3ª Bienal de Arte da Bahia, um evento “histórico”, nas palavras da crítica e curadora Lisette Lagnado. Com trabalhos de mais de 300 artistas e colaboradores, a mostra é uma das mais ambiciosas dos últimos anos no Brasil: além de ocupar vários museus, prédios e igrejas da capital, espalha suas exposições por dez cidades do Estado. Sua importância, porém, ultrapassa a geografia. Trata-se de um acontecimento que, por enfrentar importantes questões históricas, políticas e culturais, expande o sentido da arte e sua exibição. A 3ª Bienal deveria ter ocorrido em 1970, levando adiante o propósito de produzir diálogos entre a cultura nordestina e a do resto do país e do mundo. A ditadura militar, porém, impediu que fosse realizada. O isolamento prevaleceu. A nova 3ª Bienal – dirigida por Marcelo Rezende, com curadoria de Ana Pato e Ayrson Heráclito – é o enfrentamento desse trauma e um

esforço de problematizá-lo. Daí o seu aspecto desafiador, a começar pelo tema: “Tudo é Nordeste?”. A ênfase, contudo, não é regionalista. A mostra remexe em arquivos e censuras da história para tentar demonstrar como a Bahia é um elo perdido e, por isso mesmo, uma das chaves para pensar o futuro das artes plásticas no país. As exposições numerosas estão organizadas por “seções”, intituladas conforme os conceitos centrais da Bienal: Psicologia do Testemunho, Tropicalidades, Áfricas etc. Cada seção ramifica-se em “departamentos”, numa voragem classificatória tão insolente quanto evocativa: Departamento da Graça do Saber Universal, das Zonas Imateriais, do Pós- Racialismo, da Cura, da Luta Revolucionária etc. Parte das mostras forma um utópico Museu Imaginário do Nordeste. Um altar para Klein Assim, ao mesmo tempo em que percorre Salvador, seguindo os pontos da ocupação da cidade pela Bienal, o público é incitado a fazer conexões

muito provocativas. Como ao se deparar com o “Altar de Santa Rita de Cássia”, na Igreja do Pilar, que reúne três obras: de Yves Klein, do potiguar Mestre Ambrósio Córdula e do libanês Charbeljoseph H. Boutros. A “instalação” contém um misto de humor e revelação, tanto mais se sabemos que Yves Klein (1928-62) nutria forte devoção por Santa Rita. É como se o IKB (o International Klein Blue), o sublime tom de azul criado pelo francês, tivesse sua dimensão espiritual desrecalcada, enfim, na Bahia. Arquivos da violência Na mostra do Arquivo Público, a questão é bem outra: revolver camadas da história de uma cultura – a baiana – e de um prédio do século 16 que foi abrigo de jesuítas, leprosário e depois arquivo público. Para o local foi levada parte do acervo do Museu Antropológico Estácio de Lima, com objetos recolhidos pela polícia durante décadas, incluindo espólios da luta contra o cangaço e objetos de culto da umbanda e candomblé. Curiosamente,

um quadro de Di Cavalcanti fazia parte dos guardados – e está em exposição. Mas o lirismo modernista do pintor não ameniza a pesada herança dos arquivos, com seus registros de uma sociedade marcada pela escravidão, a perseguição religiosa e a violência. É a partir desse legado que trabalham mais de uma dezena de artistas, entre eles Paulo Nazareth, Rodrigo Matheus, Paulo Bruscky, Giselle Beiguelman e Ícaro Lira. Mostra infinita Destacam-se ainda no evento a iluminadora exposição “PEBA & Cia.” (nome que vem da fusão de Pernambuco e Bahia), com artistas experimentais dos anos 1970, no Palacete das Artes, a mostra de Dicinho e Ednizio Ribeiro Primo, no Museu Carlos Costa Pinto, e “A Reencenação”, na qual o curador Fernando Oliva retoma a história das bienais de 1966 e 1968, no Mosteiro de São Bento. Várias outras atividades e exposições estão previstas até 7 de setembro, último dia da Bienal, cuja liberdade e inquietude abrem uma frente bastante renovadora para a arte brasileira.

Bienal vê a Bahia como elo perdido das artes


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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

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Saltimbanco à italiana

ACERVO PESSOAL

Roma, 1969

TOQUINHO

Em 1969, fiquei sete meses na Itália ao lado de Chico Buarque, numa época em que ele não podia voltar para o Brasil por causa do período da ditadura militar. Passamos por dificuldades, fizemos shows em locais bizarros, viagens suicidas, recebemos calotes de empresários. Quando batia mais forte a saudade, íamos até a Fontana di Trevi e preparávamos fotos para mexer com os amigos distantes. Isso aliviava um pouco a distância e a solidão. Por fim, participamos de um espetáculo cuja estrela principal era Josephine Baker. Nós, simples coadjuvantes, fazendo humildemente a primeira parte do show. Viajamos por toda a Itália e acabei participando da gravação de um disco que, mais tarde, seria o motivo de meu encontro com Vinicius

de Moraes. Além disso, desse período ao lado de Chico resultaria nossa parceria em “Samba de Orly”. Porém, apesar de todas essas vivências, a mais pitoresca delas eu vivi em Trastevere, o bairro da velha Roma onde moravam muitos brasileiros que haviam escolhido aquela cidade para ficar longe da repressão militar do Brasil. Um dia, visitei um apartamento situado na Piazza di Santa Maria, onde se concentravam artistas amadores com suas telas, artesanatos e seus instrumentos musicais. Ficavam pintando, trabalhando, tocando músicas, angariando algum dinheiro dos transeuntes. Subindo ao apartamento, encontrei um grupo de brasileiros às voltas com uma brincadeira de prendas: várias duplas se defrontavam num desafio de habilidades mímicas ou intelectuais. À dupla perdedora impunha-se um castigo, com a obrigação de ser cumprido

Toquinho e Chico Buarque diante da Fontana di Trevi , em Roma

à risca. Eu formava dupla com Glauber Rocha. Num determinado momento do jogo, saímos derrotados. E lá fomos os dois para a praça desempenhar o castigo recebido: eu tocando violão, enquanto Glauber passava o pires para os que paravam. Então comecei a tocar Bach, surpreendente para os frequentadores daquela praça, acostumados com outros sons. De repente aumentava o número de pessoas ao meu redor e crescia o volume de liras no pires do Glauber. Formou-se uma grande roda, uns já pedindo a outros que calassem a boca para melhor se ouvir o som do violão. Era muita gente e as liras já não cabiam no pires. Até que dois policiais acabaram com a seriedade daquela brincadeira, carregando violonista e comparsa para o carro, rumo à delegacia. Para prevenir o tráfico de drogas, era proibido provocar aglomeração de pessoas em praça pública. Durante o trajeto, conseguimos explicar e nos identificar, sendo soltos depois de duas esquinas. Voltamos a pé, caindo pelas paredes, gargalhando de nós mesmos, das pessoas, e de algumas liras que conseguimos ganhar tão inesperadamente. Sinto não ter documentado esse momento humorístico, sempre relembrado como excêntrico e inusitado.


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DIVULGAÇÃO

‘Pump Party’ traz seis DJs nacionais (92) 3090-1042

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‘Viva a Sociedade Alternativa’

Após 25 anos da morte do cantor e compositor Raul Seixas, sua obra continua atual e admirada por várias gerações BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO

O

ano de 1989 foi marcado por diversos momentos históricos. Dentre eles, o fim da Guerra Fria com a derrubada do muro de Berlim, a vitória de Fernando Collor de Melo para a Presidência da República e a morte de Raul Seixas, o eterno “Maluco Beleza”, vítima de uma parada cardíaca. Hoje, 25 anos após sua “partida”, sua legião de fãs continua se renovando e suas composições um tanto quanto críticas continuam vivas. “Onde quer que ele (Raul) esteja, certamente, não está feliz. Não existe mais uma mosca na sopa para perturbar esses políticos que faltam com respeito à população brasileira”, diz Sandro Soares, integrante da banda Núcleo Base. Responsável por realizar anualmente tributos ao artista, Soares conta que seu contato com a obra de Raul Seixas se deu ainda na adolescência. “Tudo começou com os nossos pais. Na época era tudo no disco de vinil, ninguém nem sonhava com CD. Tinha uns 11 anos e passei a admirar todo aquele trabalho, aquela irreverência. Com o passar do tempo, decidimos criar a Núcleo Base, mas não como algo profissional e, sim, uma brincadeira”. O primeiro show, diz Soares, reuniu um público considerável. “Ficamos espantados com a quantidade de pessoas que, naquela época, ainda gostavam das músicas do Raul Seixas. A partir daí, todos os anos realizamos um tributo ao artista. Já chegamos a realizar três especiais acústicos somente com letras do “Maluco Beleza””. Porém, este ano, a homenagem será dupla. Na última semana, a banda perdeu o baixista Jean Menezes. “Ele foi uma das pessoas que viu esse projeto crescer e participou ativamente dele. Então, nada mais justo do que realizarmos um tributo ao Raul Seixas e também ao nosso amigo Jean”, adianta. O show está marcado para sexta-feira (29), às 23h, no Quintal Bar e Restaurante, localizado no bairro Alvorada. O artista amazonense ressalta, ainda, que Seixas é peça fundamental no rock nacional. “Ele era um ser humano de extrema inteligência. Morou por um tempo nos Estados Unidos e passou três dias na casa do John Lennon. Voltou para o Brasil com letras críticas e misturando os ritmos sem perder a essência do rock ‘n’ roll, na íntegra. Era um ser fantástico”, diz Soares.

O surgimento de um fã

“Pai” do rock ‘n’ roll nacional

Nascido após 1 ano da morte do cantor, Jordan Castro também se declara fã de Raul Seixas. Em sua coleção constam CDs, documentários, livros e revistas, além de uma tatuagem com o símbolo da Sociedade Alternativa. Assim como Sandro Soares, a admiração por Seixas surgiu na sua família. “Tinha um tio que era muito fã dele. Por volta dos meus 13 anos, passei a

Baiano de nascimento, Raul Seixas adotou São Paulo como terra para viver. Ao todo, sua carreira conta com 17 discos. Sua trajetória na música começou com o álbum “Raulzito e os Panteras” em 1968. Porém, o sucesso só veio com “Krig-ha, Bandolo!”, disco que contava com “Metamorfose Ambulante”, “Mosca na Sopa” e “Ouro de Tolo”.

prestar mais atenção nas coisas do Raul. “Meu Amigo Pedro” foi a primeira música que escutei”. A partir daí, Castro se aprofundou na obra do cantor. “Ele tinha um olhar muito crítico sobre a sociedade como um todo. Falava de pessoas que queriam nos controlar, controlar o país. E essas mesmas pessoas não se preocupavam com a população. Para ele, não existia

céu e inferno, acreditava na astronomia”, revela. Entre suas canções favoritas está o clássico “Metamorfose Ambulante”. “Todos somos bons, mas podemos melhorar ou piorar, tudo é uma questão de escolha”. Castro afirma que Seixas não estaria feliz com o atual cenário brasileiro. “Ele estaria decepcionado com a política e com a música”, finaliza.

Controverso e místico, teve seu trabalho reconhecido ainda mais com “Sociedade Alternativa”, em “Gita”, no qual cantava a liberdade do ser humano em poder ser aquilo que bem entendia. Em 2008, a revista “Rolling Stone” fez uma lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira e colocou o “Maluco Beleza” na 19ª posição.


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Plateia

>> Objeto de desejo

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>> Vitrine

. Sucesso nos anos 90, as mochilas voltaram com tudo entre as marcas de luxo. Tudo começou em 1984, quando a Prada lançou sua mochila de nylon que virou hit entre as então patricinhas. . Depois de um hiato longo, grandes labels como Chanel e Celine resolveram voltar a apostar no modelo, cada uma à sua maneira. Na coluna de hoje, modelo masculino da Louis Vuiton da linha Damian cinza. Très elegant.

Fernando Coelho Jr.

Rosiane Lima

fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Meeting . Turma society esteve no CEDOA-Centro de Diagnóstico Oſtalmológico da Amazônia, no fim de tarde de quinta-feira. . O motivo? Palestra do médico de São Paulo, André BorO oſtalmologista Arnaldo Russo, a empresária Lia ba, cirurgião plástico Souza e o cirurgião plástico paulista André Borba, no e oſtalmologista espemeeting que movimentou o CEDOA, na quinta-feira cializado em cirurgias oculares e tratamentos estéticos de primeira linha. Evento agradabilíssimo com a chancela do salão Villa Angel.

>> Os empresários Paulonei e Regina Avelino serão os anfitriões na noite de terçafeira, às 20h, da festa de entrega de mais um empreendimento com a assinatura do Grupo Unipar: o Easy Residencial. O evento acontece na Rua Acre, Vieiralves. >> “Baile da Anitta”, um caldeirão de alegria, acontece em Manaus no dia 31 de agosto, no Via Norte Show. >> Na lista de aniversariantes de amanhã, Silvia Castro e Sheislane Hayalla. Cumprimentos da coluna. >> Para refletir: a inteligência é sedutora!

>> Super poderosas . A revista norte-americana “Forbes” acaba de atualizar a lista com as modelos mais bem pagas do mundo. . Sem surpresas, Gisele Bündchen aparece na primeira colocação do ranking, com ganhos de US$ 47 milhões entre junho de 2013 e junho deste ano, graças a contratos polpudos com marcas como a rede de fast-fashion sueca H&M, a Chanel e a Carolina Herrera. . Completam o top 10 das modelos mais bem pagas do mundo as belas Doutzen Kroes (US$ 8 milhões), Adriana Lima (US$ 8 milhões), Kate Moss (US$ 7 milhões), Kate Upton (US$ 7 milhões), Miranda Kerr (US$ 7 milhões), Liu Wen (US$ 7 milhões), Alessandra Ambrosio (US$ 5 milhões), Hilary Rhoda (US$ 5 milhões), Natalia Vodianova (US$ 4 milhões) e Carolyn Murphy (US$ 4 milhões).

>> Amigos rezam pelo querido Mozart Tavares – um dos homens mais elegantes da sociedade de Manaus – na missa pelo sétimo dia de falecimento, hoje, na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, às 18 horas.

Roberto e Lia Souza

Mazé Mourão

Lucia Viana, André Borba e Emily Souza

Ana Simões Montenegro

Mary Tuma e Walderian D’avila

O deputado bonitón Arthur Bisneto, durante evento que reuniu nomes de sucesso da cidade DIVULGAÇÃO/ARQUIVO PESSOAL

GUSTTAVO LIMA

Fã-clubes prometem surpresas Muitos podem não saber, mas quem é fã de carteirinha sabe que um dia antes do show de Gusttavo Lima em Manaus, o cantor sertanejo vai completar 25 anos. No dia 4 de setembro, véspera de feriado, ele se apresenta na capital amazonense e vários fã-clubes estão preparando surpresas para presentear o cantor sertanejo. A presidente do “Danadinhas do Nivaldo” (nome de batismo do Gusttavo Lima), Suelen Ferreira, disse que já teve a oportunidade de entregar um presente pessoalmente para o ídolo. No entanto, os presentes que serão entregues para o cantor em Manaus têm um significado especial. “Nós nos preocupamos em entregar algo que seja criativo e que ele nunca tenha recebido. Não posso adiantar o que vai ser, mas posso dizer que será algo que ele jamais recebeu nas cidades onde fez shows”, ressaltou. Atualmente, o “Danadinhas do Nivaldo” é composto por 19 meninas e foi oficializado em março de 2013. “Escolhemos esse nome para que pudéssemos nos diferenciar dos demais fã-clubes, decidimos utilizar o nome dele de verdade”, explica a integrante. Amor de fã Com o fã-clube existente desde março de 2012, as meninas do “União Gusttavetes Manaus” já tiveram a oportunidade de conhecer o ídolo pessoalmente e, inclusive, mantém uma relação de carinho com todos os músicos da banda. A estudante Tayna Bernardino ressalta que o fã-clube não possui cargos e que todas as

meninas são completamente apaixonadas pelo artista. Para a estudante, o Gusttavo Lima adota uma personalidade indiscutível e, por isso, vale a pena todo sacrifício feito. Em uma das demonstrações de carinho pelo cantor sertanejo, Tayna entregou um presente e teve o agradecimento feito publicamente, por meio do perfil de Gusttavo Lima no microblog Twitter. “O Gusttavo é sempre receptivo e muito atencioso conosco. Todo carinho só nos dá mais garra para lutar e fazer tudo o que já fazemos com muita satisfação”, disse a fã. O “União Gusttavetes Manaus” também preparou grandes presentes para entregar ao ídolo, tanto para agradecer a vinda a Manaus quanto pelo seu aniversário. Mas quando questionada sobre a descrição de tais presentes, Tayna não dá pistas e também guarda segredo. “Não posso revelar, porém será uma surpresa boa e que ele vai gostar muito”, garante a fã. A casa noturna de Goiânia com filial em Brasília e São Paulo, Boate Villa Mix, é o point de celebridades, artistas e da alta sociedade. No comando dos negócios está a dupla sertaneja Jorge & Mateus. Com este conceito, que agrega um espaço sofisticado, inspirado nas tendências internacionais, a festa com a temática da boate chega a Manaus, no dia 4 de setembro, no Diamond Convention Center. Promovida pela Fábrica de Eventos, a festa “Uma noite na Boate Villa Mix” é inédita. Para animar, Gusttavo Lima promete cantar os sucessos que estouraram em todo Brasil, como “Gatinha Assanhada”.

SERVIÇO UMA NOITE NA BOATE VILLA MIX Quando 4 de setembro, véspera de feriado Onde Diamond Convention Center Quanto PISTA: 1º LOTE R$ 70 (meia entrada) 3x no cartão de R$ 23,33 Pontos de Venda: Óticas Veja, Bar Chopp Brahma, Rommanel (Amazonas Shopping e Shopping Ponta Negra), Sinhazinha.com, Mind’s, Stand da Fábrica de Eventos no Amazonas Shopping e loja da Fábrica de Eventos no Shopping Cidade Leste. Camarote Vip da Balada Open Bar: R$ 150 (meia entrada) 3x no cartão. Open até às 3h: vodka, cerveja, whisky 08 anos, Água, Refrigerante e chopp Brahma. Vendas para maiores de 18 anos. Pontos de Venda: Stand da Fábrica de Eventos no Amazonas Shopping e Loja da Fábrica de Eventos no Shopping Cidade Leste. Informações www.fabricaingressos.com.br

Cantor sertanejo Gusttavo Lima é considerado respeitoso e receptivo pelas fãs de Manaus


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INdT lança sequência de game criado em 2012 BRUNO IZIDRO Equipe EM TEMPO ONLINE

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jogo “Wake Woody Infinity” foi lançado para as principais plataformas mobile iOS, Android e ainda para Windows Phone. Desenvolvido no Amazonas, ele é a mais nova aposta do Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) na área de jogos. O game é do gênero “endless run”, que é bastante popular e usa da tela de toque dos smartphones ou tablets para fazer o jogador passar por obstáculos ao realizar manobras no wakeboard do cãozinho Woody. “Wake Woody Infinity” é resultado de oito meses de trabalho dos desenvolvedores do INdT de Manaus. O gerente de projetos do jogo, Sílvio Silva, fala que Infinty é a segunda versão de outro game lançado pelo instituto em 2012, chamado “Wake Woody”. “A ideia no começo seria adicionar mais fases”, diz Silvio. “Mas nos primeiros meses vimos que o gênero de runner estava em ascensão e resolvemos mudar o conceito do jogo”, explica. O game designer de “Infinity”, Felipe Barcellos, fala que além de melhoria no visual, outros elementos foram adicionados,

o que faz de “Infinity” um jogo bem diferente do “Wake Woody” original. “Os poderes especiais (power ups) foram adicionados no ‘Infinity’ e há também o desafio de tempo”, fala Barcellos, em referência ao limite de tempo que o jogador tem até cumprir um objetivo. “Wake Woody Infinity” é um daqueles games mobile que são fáceis de jogar, mas essas características na mecânica de jogo fazem dele desafiador o suficiente para que jogadores mais dedicados queiram passar horas nele. Algo que acontece bastante com jogos como “Jetpack Joyride”. Não à toa, esse foi uma das inspirações para o grupo do INdT na hora de desenvolver o game. “Ele também tem muita influência de Trails (da Ubisoſt) e Incredible Circus (jogo feito anterioremente pela própria INdT), que são jogos que nós sempre jogamos mesmo”, fala Felipe Barcellos. Sobre a expansão para outras plataformas mobile, o “Wake Woody Infinity” está sendo visto como um grande projeto e aposta dentro do instituto, que também desenvolve aplicativos e outros serviços.

REPRODUÇÃO

“Wake Woody Infinity” traz obstáculos a serem superados com manobras de wakeboard pelo cãozinho chamado Woody Aparelhos celulares e tablets podem “baixar” gratuitamente o novo jogo

Investimentos para a expansão de atuação Prova da expansão é que a primeira versão do jogo, “Wake Woody”, foi lançada somente para aparelhos que utilizam sistema Windows Phone (que é muito comum principalmente nos aparelhos Nokia).

Para a versão “Infinity” lançada agora, o INdT planejou alcançar o maior número possível de jogadores e, por isso, o lançamento se deu simultaneamente também para aparelhos que utilizam os sistemas Android e iOS.

Mesmo com “Wake Woody Infinity” já lançado, muito ainda é preciso ser feito no jogo. “Ainda vamos ter um ciclo de trabalho com o jogo até novembro e estamos resolvendo falhas, fazendo rebalanceamento e adicionan-

do outros elementos com o tempo”, informa Silvio Silva. Um detalhe importante que não pode deixar de ser falado: o jogo está disponível de graça. Então, não há desculpa para não experimentar “Wake Woody Infinity”.


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RESENHA

Williams: ‘O pescador de Ilusões’

DIVULGAÇ

A

PERFIL

Micael Silva Servidor público, músico e cinéfilo

pós a notícia da inesperada e trágica morte de Robin Williams, a procura por seus filmes é mais do que natural, a fim de relembrarmos os momentos especiais que ele nos proporcionou no cinema. Minha sugestão para a incursão nesse doloroso tributo é o poderoso “O Pescador de Ilusões”, de 1991, dirigido por Terry Gilliam. Robin Williams vai ser lembrado como o comediante elétrico, excêntrico, contagiante e, em algumas vezes, careteiro, mas também como o sujeito doce, sensível, um tanto tristonho, dotado de uma sabedoria oculta ou misteriosa. Em alguns filmes, é possível contar com as duas facetas do ator. “O Pescador de Ilusões” é um dos exemplos mais certeiros disso, provando que o diretor britânico foi um dos melhores a explorar todo o potencial da persona cinematográfica de Williams. O filme é centrado em Jack Lucas (Jeff Bridges), visto como um radialista egocêntrico e arrogante, que utiliza a história das pessoas que ligam para seu programa com o único propósito de alavan-

car audiência. Até que num incidente em via pública, ele cruza seu caminho com o mendigo Parry (Williams), que finda por salvar sua vida. A dívida de gratidão que persegue Lucas mostra-se inexequível, pois é impossível retribuir favores a um sujeito como Parry, que vive como se não possuísse necessidade na vida, a despeito de ser um semteto. A partir daí, tem-se a velha história de redenção através da interação dos diferentes, em que o choque de realidades apresenta a uma pessoa novas perspectivas e visões de mundo, mas o importante não é sobre o que o filme é, mas como desenvolve isso. Parry não é apenas um maltrapilho excêntrico, mas um homem com um passado, e que se entrega à loucura após um trauma. Jack Lucas quer ajudá-lo, mas suas motivações são egoístas. Essa interação é um dos pontos altos do filme, e os atores estão em sua melhor forma para tal. Os personagens são multifacetados e bem construídos,

com nuances capazes de fazerem tornar-se o centro da narrativa. Jeff Bridges faz com que o público torça por ele, mesmo que os defeitos de Lucas surjam em profusão. Há algo digno em seus gestos que nos faz acreditar que ele se aproxima de uma verdade transformadora. Ao seu turno, Robin Williams se diverte retratando os surtos psicóticos do personagem, alucinações e tiradas excêntricas, ao mesmo tempo em que permite que o público contemple a alma daquele ser, certo de que há algo dentro dele que não mudou, uma essência a ser resgatada. A parábola do Rei Pescador (o título original do

ÃO

filme: The Fisher King) é contada por Parry a Jack Lucas, e você pode pesquisá-la para conhecer em sua totalidade, mas basta que se diga que fala sobre encontrar aquele objeto precioso que se almeja nos lugares mais improváveis, algo que sempre esteve perto, mas nunca se teve a habilidade ou o discernimento para vê-lo. É a nobreza da simplicidade, a grandeza do prosaico, do singelo, do cândido. E essa percepção transformadora, talvez perdida pelo próprio ator, que sucumbiu às suas próprias mazelas interiores, pode ser um legado na galeria de seus trabalhos marcantes, impulsionando o público a se inspirar e se libertar.

Robin Williams se diverte retratando os surtos psicóticos do personagem, alucinações e tiradas excêntricas, ao mesmo tempo em que permite que o público contemple a alma daquele ser”

MÚSICA DIVULGAÇÃO

Evento reunirá Salgadinho, Chrigor e Márcio Art, dia 4, na Copacabana Chopperia

‘Esquenta para o Pagode 90’ O sucesso de público no Copacabana Chopperia tem dia marcado. Aos domingos, a casa localizada no Tarumã é o endereço certo para quem aposta em um ambiente descontraído e alto astral. Hoje, a partir das 15h, a choperia vai receber o “Esquenta do Pagode 90”, com as bandas Cacildes, Cuka Fresca, Vai Garotão e a cantora Laura Abreu. O projeto Pagode 90, formado pelos cantores Chrigor (ex-Exaltasamba), Salgadinho (ex-Katinguelê) e Márcio Art (ex-Art Popular), se apresenta no palco do Copacabana no dia 4 de setembro, véspera de feriado. E para começar a lembrar dos sucessos que marcaram a década de 1990 desde já, as bandas locais deste domingo prometem um repertório de composições que ainda animam as rodas de pagode

em todo o Brasil. No esquenta, o público pode esperar clássicos como “Recado à minha amada” e “No compasso do criador”, que fizeram sucesso na voz de Salgadinho; “Eu me apaixonei pela pessoa errada” e “Desliga e vem”, na voz de Chrigor; ou “Temporal” e “Valeu demais”, com o cantor Márcio Art. Vale lembrar que, aos domingos, a choperia tem como diferencial a venda de chope a R$ 1 no horário das 15h às 18h. Entradas Os ingressos para o Pagode 90 estão à venda no Mikas Chopp (conjunto Eldorado), Lanche do Edmilson (Parque 10), lojas Claro (Amazonas Shopping) e no Copa Sushi (dentro do Copacabana Chopperia). A pista custa R$ 30 e a área VIP R$ 70, esta última com open bar de cerveja, água e

refrigerante. Na área Premium o ingresso custa R$ 200 e conta também com open bar variado, incluindo whisky, vodka, cerveja, água e refrigerante. Além disso, no espaço privilegiado os convidados têm outras vantagens, como bares e banheiros exclusivos.

SERVIÇO ESQUENTA DO PAGODE 90 Quando hoje, a partir das 15h Onde Copacabana Chopperia (avenida do Turismo, Tarumã) Quanto R$ 20 Informações 8113-4266


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate-rebate

TV Tudo Mulheres de chuteiras Uma vez mais, a Bandeirantes irá transmitir o Torneio Internacional de Futebol Feminino, marcado para dezembro. E, a exemplo do que aconteceu no ano passado, o evento será realizado em Brasília. Das cinco edições disputadas até aqui, o Brasil conquistou quatro. Mulheres de chuteiras 2 Apesar do tempo que falta para a Olimpíada do Rio de Janeiro, já existe um grande temor em relação ao desempenho da seleção feminina. A falta de apoio é completa, bem diferente do que acontece com o selecionado masculino.

GLOBO

Paciência no fim 2 Já está tudo armado para essa virada de jogo no caso da Suzy. O lado compreensivo da esposa, objetivando o casamento, além da manutenção da estrutura familiar e patrimonial, vai se esgotar.

Paciência no fim Ainda vai demorar um pouco, mas Suzy Rêgo também irá ganhar mais espaço em “Império”, a partir de uma mudança de postura de sua personagem, Beatriz Bolgari. O casamento com Cláudio (José Mayer), em determinado momento chegará ao fim.

lhena, também em “Império”, é exatamente a mesma. O personagem Domingos Salvador agradou tanto o autor Aguinaldo Silva, que ele também passará a ter mais espaço na novela. O tipo é um presidiário esquizofrênico com um talento nato para as artes plásticas.

Da mesma forma A situação do Paulo Vi-

Novos trabalhos Felipe Folgosi está de volta

ELVIS

ao SBT. O ator, que atuou em “Jamais te esquecerei” e “Os ricos também choram”, assinou contrato com a emissora para integrar o elenco de “Chiquititas”. Já na televisão paga, o Felipe fechou participações em “Politicamente Incorreto”, série de Danilo Gentili na Fox, e também na nova temporada de “O Negócio”, na HBO.

• O repórter Alexandre Hisayasu deixou o jornalismo da TV Globo, em São Paulo. • Em meio a toda repercussão de suas entrevistas com os presidenciáveis, o “Jornal Nacional”, da Globo, se aproxima de mais um aniversário... • ... O telejornal, atualmente comandado por William Bonner e Patrícia Poeta, vai completar 45 anos no dia 1° de setembro... • ... Na redação, porém, ainda não se fala sobre algum tipo de comemoração para marcar a data. O foco continua na cobertura das eleições. • Enquanto aguarda definições da Globo sobre seu novo programa, Xuxa ataca em outras frentes... • ... No mês que vem, ela vai inaugurar a terceira unidade da Casa X - franquia de buffets infantis, desta vez em Uberlândia, Minas... • ... Já são 50 casas em andamento por todo o Brasil.

Vencedora do ‘Fama’ no SBT Além de Rosemary, no papel de Hebe Camargo, uma outra participante do “Esse Artista Sou Eu”, com estreia nesta segunda-feira no SBT, tem se destacado nas primeiras gravações do programa. Trata-se da cantora Vanessa Jackson, que vai aparecer imitando a norte-americana Beyoncé Knowles, e que também é bastante conhecida do público pelos seus vários trabalhos na música.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini André Henning continua, firme e forte, como titular das transmissões esportivas do Esporte Interativo. A única mudança é que ele deixou de apresentar o “Caderno de Esportes” porque irá assumir o comando de um novo programa muito em breve. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz* E-mail: plateia@emtempo.com.br

Política na cultura

GILMAL

MÁRIO ADOLFO

REGI

A principal dificuldade para a implementação de uma política cultural no Brasil é a falta de sinceridade. Muitos rodeios e muitas mentiras, e o que se ensina nos belos textos sobre política cultural, de Leonardo Brant a Ana Carla Fonseca, não se aplicam na prática. As concessões, a que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem nos situado em entrevistas recentes, tem se intensificado a ponto de furtar uma ação e reduzi-las a políticas de curto prazo do tipo marqueteiro como eventos e festas de sentido populista. O mesmo FHC faz alguns questionamentos:o que está por trás de um programa político de um partido? Um governo que não quer deixar de ser governo a troco de quê? A continuação de uma política populista através da clientelização dos setores mais pobres subjugados e persuadidos a troco de votos, acusta de quê? O que os programaspretendem? O exercício do poder e suas formas de cooptação obedecem a dois princípios distintos: persuasão e manipulação. O primeiro visa inventariar o alvo, conhecer as fragilidades do setor a ser seduzido e persuadilo a fazer parte da militância do programa partidário. O segundo visa manipular através do tipo mais cruel de política rasteira onde se aproveita das grandes facilidades sociais de grupos marginalizados e, como uma moeda, os aprisionam em “bolsas” de todo tipo. A cultura são todas as formas de organização e relação humana. A identificação de um povo através de suas diferentes culturas (a cultura da saúde, a cultura do transporte, a cultura econômica, a cultura culinária

etc) faz com que este povo seja único, o diferencial maior no mundo capitalista cuja estrutura de produção é a mesma, só varia o valor da mais-valia. No entanto, a política cultural da ministra Dilma Rousseff, criada pelo seu antecessor longínquo, Gilberto Gil, e continuada até hoje de forma um tanto embaraçosa, tem pretendido aprisionar setores marginalizados por meio de um tipo de discurso mais uma vez populista, cuja ação política voltada ao tema da diversidade (veja bem!), como exemplo, se concentra quase que exclusivamente aos negros, esquecendo que cada universo tem suas histórias e processos de formação. “Temos uma dívida histórica com o negros”, disse Marta Suplicy,atual Ministra da Cultura na abertura da III Conferência Nacional de Cultura, em Novembro passado, mas esquece que também que, em regiões particularmente interessadas, também temos com os índios, os homossexuais, asmulheres etc. Mas Dilma descobriu que o segundo lugar com maior número de negros depois da África é o Brasil com cerca de 97 milhões de pessoas declaradas negras ou pardas segundo censo do IPEA em 2010. Grande jogada, não? Dilma não está interessa em política racial. Está interessada em política de votos. Se quisesse resolverum problema moral, já o teria feito. Não se está em jogo aqui – e quero deixemos isto bem claro – uma valorização do negro em nossa cultura mas apenas e simplesmente os votos deste povo marginalizado e entregues a própria sorte. E qual será o projeto político do PT para as eleições de 2014? Adivinhem?!

Márcio Braz *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural

A política cultural da ministra Dilma Rousseff, criada pelo seu antecessor longínquo, Gilberto Gil, tem pretendido aprisionar setores marginalizados por meio de um discurso mais uma vez populista”


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Programação de TV

SBT

DIVULGAÇÃO

5h Jornal da Semana 6h Igreja Universal 7h Brasil Caminhoneiro 7h30 Planeta Turismo 8h30 Vrum 10h Domingo Legal 14h Eliana 18h Roda a Roda Jequiti 19h Programa Silvio Santos 23h De Frente com Gabi 0h Nikita 1h Rizzoli & Isles 2h Pessoa de Interesse

O SBT exibe mais um episódio da série “Pessoa de Interesse”

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Sua disposição é contrária ao que pede a rotina de trabalho deste dia. Tendência a perder o foco das coisas importantes, ou exagerar na importância do que é menor. TOURO - 20/4 a 20/5 Os desejos amorosos tendem a buscar o que está fora do alcance e é inatingível. Pode ser bem bonito, mas meio complicado, na medida em que fica só na imaginação. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Suas ações no trabalho e na vida familiar podem estar fora de foco ou se colocar além das possibilidades imediatas. É bom sonhar, mas que sejam sonhos válidos. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Momento de maior encanto no convívio humano e afetivo, e fascínio por atividades intelectuais e por reorganizar o dia a dia de modo a caber coisas que não poderiam caber. LEÃO - 23/7 a 22/8 Momento delicado para a lida com bens materiais, ainda mais se outras pessoas estiverem envolvidas. O território de cada um precisa ficar bem definido. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você se fascina facilmente por certos lados das pessoas, mas estes não correspondem inteiramente à realidade delas. Mas tende a se confundir com as pessoas queridas. LIBRA - 23/9 a 22/10 Você começa a se voltar para seu próprio interior. E tende a viver problemas de saúde, reais ou imaginários. Convém não exagerar em receios ou temores, quanto à saúde. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Os assuntos intelectuais e filosóficos atraem sua atenção, como também os amores e a expressão criativa, artística e poética. Mas as afeições podem se mostrar enganosas. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 A vida profissional está a lhe cobrar um novo posicionamento, mas as situações são movediças e instáveis. Talvez precise uma visão mais clara para se posicionar direito. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Possível tensão nas relações de cotidiano e na comunicação com as pessoas. O dia pede prudência ao afirmar palavras e lidar com escritos e papéis. Movimente-se com cuidado. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Um dia para reconhecer as dificuldades nos assuntos materiais, mas não para tomar uma atitude ou direção decidida. Atenção para não passar os limites do que é razoável. PEIXES - 19/2 a 20/3 Sua relação com as pessoas está hoje mais escorregadia do que imagina. Atenção para não passar os limites do razoável ou perder o senso de medida nas relações afetivas.

REDE TV 4h25 Telecurso Educação Básica - Profaut 4h40 Telecurso Profissionalizante - Básico 4h55 Telecurso Ensino Médio - Português 5h10 Telecurso Ensino Fundamental - Ciências 5h30 Globo Rural 6h Bom Dia Amazônia 6h30 Bom Dia Brasil 7h40 Mais Você 9h03 Bem Estar 9h40 Encontro Com Fátima Bernardes 10h57 Amazonas Tv 11h34 Globo Esporte 12h Propaganda Eleitoral Obrigatória 12h50 Jornal Hoje 13h14 Vídeo Show 13h56 Sessão Da Tarde - Construindo Uma Carreira 15h25 Cobras & Lagartos 16h25 Malhação 17h03 Boogie Oogie 17h53 Jornal Do Amazonas 18h09 Geração Brasil 19h Jornal Nacional 19h30 Propaganda Eleitoral Obrigatória 20h20 Império 21h35 A Grande Família

Cinema

22h20 O Rebu 23h04 Jornal Da Globo 23h37 Programa Do Jô 0h47 Corujão - Olga 3h05 Série

BAND 5h Power Rangers 6h30 Santa Missa no Seu Lar 7h30 Sabadão do Baiano 8h Power Rangers + Popeye 9h30 Popeye 9h45 Informercial – Polishop 10h15 Power Rangers 10h45 Verdade e Vida 11h Irmão Caminhoneiro – Boletim 11h05 Pé na Estrada 11h30 Só Risos 12h30 Band Esporte Clube 14h Gol: o Grande Momento do Futebol 14h30 Futebol 2014 – Ao Vivo – Criciúma x Flamengo 16h50 3º Tempo 19h Só Risos 20h Top 20 21h Pânico na Band

0h Canal Livre 1h Fórmula Indy – Compacto – GP de Sonoma/EUA 1h20 Alex Deneriaz 1h55 Show Business – Reapresentação 2h45 Copa do Mundo de Futebol Feminino Sub-20 da Fifa 2014

RECORD 5h Santo Culto em Seu Lar 5h30 Desenhos Bíblicos 8h30 Record Kids – Pica Pau 9h Amazonas dá Sorte – Local 10h Domingo Show 14h15 Hora do Faro 18h20 Domingo Espetacular 22h15 Tela Máxima – “Tropa de Elite” 0h15 Programação IURD

Cruzadinhas

ESTREIA

Os Mercenários 3: EUA. 16 anos. Barney (Stallone), Christmas (Statham) e o resto do grupo ficam cara a cara com Conrad Stonebanks (Gibson), que junto com Barney criou o grupo Os Mercenários anos atrás. Stonebanks se tornou um vendedor de armas impiedoso e alguém que Barney foi forçado a matar, ou pelo menos foi o que ele pensou. A nova missão se torna um embate entre o estilo clássico contra peritos em tecnologia, na batalha mais pessoal do grupo. Cinemark 1 – 13h (dub/somente sábado e domingo), 15h50, 18h40, 21h40 (dub/diariamente), 0h20 (dub/somente sábado), Cinemark 6 – 11h (dub/somente sábado e domingo), 13h50, 16h40, 19h30, 22h20 (dub/diariamente), Cinemark 8 – 12h (dub/somente sábado), 15h, 17h45, 20h30 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 4 – 15h, 18h, 21h (leg/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 13h, 16h, 19h, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 13h, 16h, 19h, 22h (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 4 – 12h (dub/somente sábado, domingo e segunda-feira), 15, 18h, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 14h10, 17h10, 20h10 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h, 19h (dub/diariamente), 16h, 22h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 13h30, 16h30 (dub/diariamente), 19h45, 22h30 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 15h40, 18h20 (dub/diariamente), 13h (dub/diariamente), 21h (leg/ diariamente), Kinoplex 4 – 14h50, 17h40, 20h30 (dub/diariamente); Playarte 6 – 13h05, 15h40, 18h15, 20h50 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sextafeira e sábado), Playarte 7 – 13h06, 15h41, 18h16, 20h51 (dub/diariamente), 23h26 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 9 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h20 (leg/diariamente), 22h50 (leg/somente sexta-feira e sábado). Sex Tape – Perdido Na Nuvem: EUA. 16 anos. Quando Jay (Jason Segel) e Annie (Cameron Diaz) se conheceram, o romance era intenso; mas 10 anos e dois filhos depois, a chama do amor deles começa a se apagar. Para apimentar um pouco a coisa, eles decidem – por que não? – gravar um vídeo de uma maratona de 3 horas onde eles tentam fazer todas as posições do livro A Alegria do Sexo. Cinemark 5 – 12h10 (dub/somente sábado e domingo), 14h40, 16h50, 19h10, 21h25 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 5 – 13h45, 16h15, 18h30, 20h45 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 14h30, 17h, 19h30, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 13h10, 16h10, 19h10, 22h10 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 15h, 20h (dub/diariamente), 17h45, 22h20 (leg/diariamente); Kinoplex 5 – 19h20, 21h30 (dub/diariamente); Playarte 2 – 13h, 15h, 17h, 19h, 21h05 (dub/diariamente), 23h05 (dub/somente sexta-feira e sábado).

CONTINUAÇÕES Que Será de Nozes?: EUA. Livre. Playarte 5 – 13h10, 15h, 16h50, 18h40, 20h30 (dub/ diariamente), 22h20 (dub/somente sextafeira e sábado). Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho: BRA. 14 anos. Cinépolis Millennium 8 – 17h50 (diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 14h45 (diariamente); Playarte 8 – 20h10 (diariamente), 22h25 (somente sexta-feira e sábado). As Tartarugas Ninja: EUA. 12 anos. Cinemark 4 – 11h10 (3D/dub/somente sábado e domingo), 13h30, 16h, 18h30, 20h50 (3D/dub/diariamente), 23h20 (3D/dub/somente sábado), Cinemark 7 – 11h40 (dub/somente sábado e domingo), 14h30, 17h20, 19h45, 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 14h, 16h30, 21h30 (3D/dub/diariamente), 19h15 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 2 – 13h15, 15h45, 18h15, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 14h, 17h30, 20h, 22h20 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 15h30, 18h30, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h10 (3D/dub/diariamente), 21h10 (3D/leg/diariamente), Cinépolis

Ponta Negra 4 – 14h15, 17h, 19h30, 21h45 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 15h40, 18h15 (dub/diariamente), 20h45 (leg/ diariamente); Kinoplex 3 – 14h30, 16h50, 19h10 (3D/dub/diariamente), 21h30 (leg/diariamente); Playarte 1 – 12h40, 16h50, 21h (dub/diariamente), 14h45, 18h55 (3D/dub/diariamente), 23h05 (3D/dub/somente sexta-feira e sábado). Vestido pra Casar: BRA. 12 anos. Cinemark 3 – 14h, 16h30, 18h50, 21h40 (diariamente), 0h10 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 7 – 13h20, 15h35, 20h15 (diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 17h45, 20h45 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 16h45, 19h15, 21h30 (diariamente); Kinoplex 1 – 14h20, 16h40, 19h, 21h20 (diariamente); Playarte 8 – 13h50, 15h55, 18h (diariamente); Playarte 10 – 12h50, 14h55, 17h, 19h05, 21h10 (diariamente), 23h15 (somente sexta-feira e sábado). Guardiões da Galáxia: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 3 – 14h30, 17h15 (3D/dub/diariamente), 19h45 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza

3 – 17h20, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 18h10 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 13h15 (dub/diariamente), 18h40 (leg/diariamente); Playarte 4 – 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado). Planeta dos Macacos – O Confronto: EUA. 12 anos. Cinemark 2 – 11h30, 14h25 (dub/somente sábado), 19h40, 22h25 (dub/exceto quarta-feira); Cinépolis Millennium 6 – 14h15, 17h (dub/diariamente), 20h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 13h45, 16h45, 19h45, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 15h50, 21h20 (leg/ diariamente); Kinoplex 5 – 14h, 16h40 (3D/dub/ diariamente); Playarte 3 – 13h20, 15h55, 20h55 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sextafeira e sábado). Juntos e Misturados: EUA. 10 anos. Playarte 3 – 18h30 (dub/diariamente). Transformers - A Era da Extinção: EUA. 12 anos. Cinépolis Plaza 3 – 13h30 (dub/diariamente).


MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

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Música e solidariedade juntas no ‘Beyhive Day’ O

s “beyhives”, como são chamados os fãs da cantora Beyoncé, realizarão, hoje, às 15h, no largo São Sebastião, a primeira edição do “Beyhive Day”. O encontro, que ocorre simultaneamente em 14 capitais brasileiras, tem como objetivo a “solidariedade em forma de arte” na doação de alimentos e roupas para instituições carentes. Em Manaus, a associação escolhida para receber as doações dos “beyhives” manauenses foi o Educandário Gustavo Capanema, que cuida de crianças com hanseníase. A casa está localizada no bairro Colônia Oliveira Machado, na zona Sul. Além de reunir as arrecadações, o “Beyhive Day” também contará com atividades dos fanáticos pela diva do rhythm and blues (R&B), entre elas, conversas sobre curiosidades e fatos históricos que ocorreram na carreira da cantora. De acordo com um dos organizadores do evento e administrador do grupo oficial no Facebook de fãs da Beyoncé em Manaus, Caio César, haverá premiação para os participantes que realizarem mais doações. “Este é o quarto evento que

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Os fãs locais da cantora Beyoncé promovem uma tarde para arrecadar doações para o Educandário Gustavo Capanema o ‘Beyhive Manaus’ promove, porém, desta vez, nos unimos ao resto do Brasil para levar um pouco do que chamamos de #beygood. Desde a criação há um ano, em parceria com organizações de caridade globais, o projeto já atingiu mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo, com o apoio tangível, e a ‘hashtag’ é usada

Em abril deste ano, o grupo fez um vídeo da música “XO”, faixa integrante do álbum mais recente da cantora. Em alusão ao clipe oficial, as imagens mostram os “beyhives” se divertindo em um parque de diversão, na zona Centro-Sul de Manaus.

MOSTRA

Durante o evento de hoje, haverá apresentação de integrantes do Bey Dancers, grupo de dança oficial de Beyoncé em Manaus, que já ultrapassa 500 seguidores nas redes sociais toda vez que Beyoncé realiza algum ato filantrópico, ou posta alguma mensagem contra o preconceito e outras ações no site oficial”, diz. “Para unir as ações que Beyoncé faz para ajudar as pessoas com o #beygood, criamos o ‘Beyhive Day Brasil’, com o objetivo de englobar música, arte e solidariedade. Tudo em um só encontro”.

Fãs produzem videoclipe para single

Turnê da diva Beyoncé está em turnê com o marido, o rapper Jay-z, intitulada “On the run”. Após várias polêmicas de separação e recente briga do rapper com a irmã de Beyoncé, Solange Knowles, o casal já arrecadou US$ 100 milhões com as apresentações. A tour será televisionada em setembro pelo canal HBO, nos Estados Unidos. O projeto “Beyhive Day” foi criado há um ano em parceria com organizações de caridade globais


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MANAUS, DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014

‘Black Party 2’ mistura

vertentes da e-music S

eis nomes do cenário nacional da música eletrônica estão escalados para fazer a trilha sonora da nova edição da label “Pump”, que acontece no dia 4 de setembro, véspera de feriado, no píer do Tropical Hotel Manaus, a partir das 19h. Batizada de “Pump – Black Party 2”, a balada reúne os astros Alok, Marcelo Cic, Dirtyloud, Vintage Culture, Repow e Alexfeld para a segunda versão da festa onde só entra quem usar roupas pretas. Cada um dos escolhidos para compor o line up da nova “Pump Party” tem peculiaridades musicais que os fazem fundamentais para sustentar a dinâmica do evento, sem cair em repetições de estilos e vertentes da emusic. “Todos os artistas são convidados para a festa a partir da sua significação no cenário da música eletrônica e, também, pela vontade do público, que sempre sugere os nomes que mais gostariam de curtir na balada”, afirma o organizador Bernard Teixeira. Uma das atrações da “Pump – Black Party 2” é o DJ Alok, filho de Ekanta e Swarup – dois DJs pioneiros na música eletrônica nacional –, que possui mais de um milhão de “plays” no

Soundcloud e é autor de diversos hits, como “Snoop Sings” e “Puro Êxtase”, em parceria com Icy Sasaki. Ele começou a aparecer na cena mundial ao participar de alguns dos principais festivais de música eletrônica em países como Inglaterra, Alemanha, Austrália, Lituânia, Holanda, Áustria, Estados Unidos, México, Chile, Argentina e Peru. Nova geração Considerado um legítimo representante de uma nova geração de DJs brasileiros, Marcelo CIC também surge como um dos nomes da noite eletrônica. Ele começou a carreira de DJ aos 11 anos de idade, no Rio de Janeiro. Embora tenha passeado por diversos caminhos da música, ficou reconhecido pela sonoridade que faz com os estilos house e techno. Além da técnica de mixagem propriamente dita, CIC é dono de um carisma que faz o público dançar e, ao mesmo tempo, querer vê-lo em ação nas pick ups. Um de seus feitos mais emblemáticos aconteceu em 2006, quando fez parte do line-up do Festival Mayday, em Budapeste. Sua passagem pelo evento foi aclamada pelo grande público. Mais de 60 mil

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Festa da label ‘Pump’ apresenta seis atrações nacionais: Alok, Marcelo Cic, DirtyLoud, Vintage Culture, Repow e Alexfeld pessoas escutaram e aplaudiram sua apresentação. Após esse show, Marcelo CIC carimbou sua carreira para grandes eventos: XV Jogos Pan Americanos, Skol Beats, Rio Parade, Ceará Music, Heineken Thirst, LG Music Festival, Chemical Music Festival, MOB Festival, Creamfields Brasil e Rio Music Conference, dentre outros. Fãs internacionais DirtyLoud é a dupla mineira cujo nome é um dos que se destacam como produtores musicais. Marcus e Eduardo despertam o interesse e até a admiração de outros colegas de profissão pelo mundo. Ambos os artistas da DirtyLoud ficaram marcados para sempre por situações como a de ser contratados para produzir um remix oficial para Yoko Ono, a viúva do “Beatle” John Lennon, que aprovou o talento da dupla e pediu para que eles trabalhassem na sua música “Hold Me”. Os ingressos para a “Pump – Black Party 2” custam R$40 (pista) e R$120 (área VIP) – valores de meia-entrada – e podem ser adquiridos pelo site pumpingressos.com.br e nas lojas Levi’s (Manauara e Amazonas Shopping).

O trabalho da dupla mineira DirtyLoud chamou a atenção de Yoko Ono, que encomendou um remix

DJ começou a carreira nos EUA Outro nome trazido pela “Pump” é Alexfeld, DJ e produtor de música eletrônica brasileiro, mas com carreira iniciada nos EUA. Ele trabalha com vários estilos, mas prefere a house music e suas vertentes. Além disso, é considerado especialista em progressive, electro e tech

house. O DJ Repow, por sua vez, traz como uma de suas marcas “mash-ups” ao vivo. O paranaense Vintage Culture não adotou esse nome artístico por acaso. Sua performance nas pick ups tem influência nas sonoridades de grupos “vintage” (antigos) como De-

peche Mode, New Order e Pet Shop Boys. Entre as novidades dessa nova festa da label “Pump” está a ampliação do número de atrações, saltando para oito, no total, incluindo os locais Diego Marzzitelli e Fábio Lulinha. Ao todo, são esperadas 5 mil pessoas.


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EM TEMPO - 24 de agosto de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu