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EM TEMPO - 24 de março de 2013

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

FOTOS: IONE MORENO

ANO XXV – N.º 7.952 – DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

As obras de restauração do Mercado Municipal Adolpho Lisboa avançam em ritmo acelerado. A fachada já está sendo pintada nas cores originais, para alegria de dona Judith, que há 50 anos vende ervas no local

MERCADÃO

Resgate do patrimônio histórico e da autoestima ‘Somos um Estado com pouca dívida’

PARTIDO

Marina traz a Rede para Manaus

Titular da Sefaz, Afonso Lobo posiciona-se firmemente na defesa da manutenção dos benefícios da Zona Franca de Manaus. Com a palavra A7

Marina Silva contou com o apoio do poeta Thiago de Mello, durante a coletiva na manhã de sábado

Depois de golear o Quissamã, o campeão da Taça Guanabara tenta dar sequência ao bom momento, hoje, contra o Madureira. Pódio E4

PEC DAS DOMÉSTICAS VAI PESAR NO BOLSO Se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Domésticas for aprovada em definitivo pelo Congresso Nacional, os gastos do empregador terão acréscimo de 98% no orçamento da casa, prevê o Conselho Regional de Economia do Amazonas. Economia B2 e B3

NESTE

DIVULGAÇÃO

SAÚDE

Café previne contra AVC, diz estudo

DOMINGO DIVULGAÇÃO/STCK

Botafogo tenta manter a ótima fase

Durante coletiva, realizada ontem, a ex-senadora Marina Silva diz que espera reunir 20 mil assinaturas no Amazonas para o fortalecimento da Rede Sustentabilidade. Última Hora A2

Uma xícara de café ou quatro de chá-verde podem evitar o risco de um AVC, aponta estudo de revista científica americana. Saúde 2

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

DANÇA

HUDSON FONSECA

AFONSO LOBO

JOEL ROSA

A promessa do prefeito Arthur Neto de que o Mercado Adolpho Lisboa será entregue no dia 24 de outubro, aniversário de Manaus, será cumprida. A construtora Biapó, de Goiânia, ampliou a jornada de trabalho em uma hora. O mercadão está fechado há 6 anos porque a obra foi interditada pelo Iphan. Dia a dia C4 e C5

Festival de ópera com passos de balé Das cinco óperas a serem apresentadas no 17º Festival Amazonas de Ópera, três terão o balé do Corpo de Dança do Amazonas. Plateia D1 TEMPO EM MANAUS

MÁX.:

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MÍN.:

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Última Hora

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MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Marina realiza mobilização para colher assinaturas Ex-ministra esteve ontem em Manaus promovendo uma ação de coleta de assinaturas para fundar o Rede Sustentabilidade JOEL ROSA

LUCIANO LIMA Equipe EM TEMPO

C

ontribuição voluntária e colaborativa foram as propostas apresentadas pela ex-ministra Marina Silva para promover a sigla Rede Sustentabilidade, em coletiva de imprensa realizada na manhã de ontem no Centro Cultural Reunidos, localizado na praça do Congresso, no centro de Manaus. Em discurso, a líder do partido em formação ressaltou as estratégias que estão sendo adotadas para o reconhecimento das assinaturas para o surgimento da sigla como legenda política. “Ficamos 2 anos na forma de um movimento da sociedade civil e esse grupo tomou a decisão recente de que para ir além do movimento, seríamos um partido político a serviço das causas, e agora estamos nós aqui criando os comitês próRede”, falou. “Temos a participação das pessoas que estão ligadas à Rede, que estão nesse processo conosco desde 2010, e temos os simpatizantes e os amigos. Temos pessoas do PT, PSB, PPS e de todos

os partidos que têm um posicionamento democrático de que é legítimo ter mais essa ferramenta política”, declarou a idealizadora. Segundo Marina, no Amazonas a expectativa é reunir 20 mil assinaturas e atesta que a proposta da Rede é de transparência e liberdade. “As pessoas têm sensibilidade, elas sentem na própria pele que algo está acontecendo e que precisa ser feito, com uma tomada de atitude de mudanças”. O poeta amazonense Thiago de Mello esteve presente na coletiva e declarou apoio a Marina Silva e relembrou a caminhada junto à ex-ministra. “Eu irei com a Marina onde ela for, eu tenho absoluta certeza que com ela na Presidência não terá ‘caixa 2’. Ela está criando para o Brasil um caminho novo”, falou. Para que um partido seja fundado, serão necessárias cerca de 500 mil assinaturas. Desde o mês passado, a exministra tem realizado vários encontros no país para colher assinatura de simpatizantes. Em Manaus, até o momento, mais de mil assinaturas já foram coletadas.

Agenda para discutir o Brasil

Durante coletiva, a ex-ministra Marina evitou falar se será candidata à Presidência em 2014

Ex-ministra evita falar de eleição Questionada sobre uma possível candidatura nas eleições presidenciais de 2014, Marina garantiu que no momento certo fará seu posicionamento. “Primeiro

2010, isso será feito em seminário nacional, estadual e municipal com os diferentes setores, com os empresários, com os trabalhadores e com a juventude”, pontuou.

DEBATE

VIOLÊNCIA

Seis homicídios na madrugada Seis homicídios ocorreram na madrugada de ontem em Manaus, segundo dados da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). O caso mais grave foi de um homem, ainda não identificado, encontrado morto por volta das 10h de sábado na torre de transmissão do kartódromo, na Zona Oeste da cidade. Segundo informações da delegada Iris Coelho, do 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o rapaz estava deitado no chão no primeiro andar da torre e apresentava sangramento na orelha esquerda. De acordo com a delegada, a vítima aparentava ter de 20 a 30 anos. Não foram encontrados documentos próximos ao corpo. “Fomos acionados pelo Centro Integrado de Operações e Segurança (Ciops) às 8h30. Não mexemos no cadáver para

estamos fazendo um esforço de criarmos o Rede Sustentabilidade, depois vamos fazer um profundo debate ampliando aquilo que foram as diretrizes programáticas de

Entre as proposta do futuro partido, Marina declarou que o Rede vai abrir uma agenda para discutir o Brasil. “As pessoas só conseguem ver a eleição como uma forma de chegar ao poder e o intervalo das eleições é muito importante para discutir ideias, propostas e fazer o alinhamento programático para criar possíveis bases de apoio”, explicou. No tempo oportuno vamos fazer a discussão se seremos ou não seremos candidatos, não queremos antecipar as eleições, essa antecipação não é boa para o Brasil, nós acabamos de fazer as eleições para prefeito”. disse Marina.

preservar a cena do crime. Por isso não sabemos dizer se ele tinha perfurações nas costas. Mas, há características de ter sido vítima de uma morte violenta”, disse. A delegada declarou ainda que o homem trajava apenas uma bermuda e havia um preservativo ao lado do corpo. O funcionário do kartódromo, que pediu para não ser identificado, disse que foi alertado do crime por um casal que caminhava na área. “Um casal me avisou às 7h30 que tinha um corpo na torre. Eu fui constatar, e avisei a polícia. O homem estava com a bermuda abaixada. Aqui é perigoso, muitos usam o espaço para consumir droga”, disse. O outro homicídio registrado nesta madrugada foi de uma mulher, também ainda não identificada pela polícia. Ela foi encontrada morta em frente à casa de

show Bora Bora, na avenida do Turismo, no Tarumã, Zona Oeste. A mulher estava despida em via pública e com um tiro na cabeça. A polícia ainda não tem pistas do autor. Outro corpo, de um homem identificado como “Coelho”, foi encontrado no bairro Novo Israel, Zona Centro-Sul. Também na madrugada de sábado, o motorista Rodrigo Carvalho de Araújo, 25, foi assassinado na avenida Ayrão, no Centro, Zona Sul, em frente ao lanche Energia. Ele levou um tiro na cabeça e outro no braço. O último caso foi o do mototaxista Roger Lopes Souza, 24, que levou seis tiros nas costas e na cabeça. Segundo testemunhas, ele foi assassinado pelo homem que transportava na garupa. Em nenhum dos casos os autores dos crimes foram identificados.

AAM reúne com prefeitos do interior Na manhã de ontem a Associação Amazonense de Município (AAM) promoveu mais um encontro municipalista para discutir e orientar os prefeitos do interior do estado sobre recursos emergenciais para a cheia, compensação e renegociação previdenciária, a questão dos royalties e o desemprego no interior. O evento foi realizado em parceria com Sebrae-AM e contou com a colaboração do Senac-AM, da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan-AM) e Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea). O evento pode ser o último promovido por Jair Souto como presidente da entidade, pois na próxima terça-feira (26) haverá eleição para escolha de nova diretoria e conselho. Também aconteceu a entrega simbólica de “kits da sala do empreendedor do Sebrae”, que estará disponível para os municípios na sede da associação. Em tom de despedida,

Jair destacou a importância que a capacidade de gestão dos municípios tem na governabilidade das cidades. De acordo com os prefeitos, no interior do Amazonas grande parte dos postos de trabalho estão ligados ao poder público, daí a necessidade de elaboração de po-

ELEIÇÃO

Às vésperas da eleição para presidência da associação, atual gestor da entidade, Jair Souto, promoveu um encontro com vários prefeitos do interior para discutir dúvidas sobre a gestão líticas públicas para sanar o problemas e criar alternativas de emprego para a população dos municípios. “A prefeitura não tem como empregar toda a população, vamos trabalhar em parceria com Sebrae para

que possamos criar alternativas para a geração de renda e fomentar atividades do setor primário. A melhor maneira de fazer isso é desenvolver um trabalho direcionado à vocação econômica de cada município”, analisou Joselías Lopes (PT), prefeito de Nova Olinda do Norte. Borba esteve representado pelo vice-prefeito Rosinaldo Fonseca (PTB). Para ele, o que mais importa no encontro são os esclarecimentos prestados pelo Sebrae para a geração de empregos. Sansuray Xavier (PSD), prefeita de Anori, elogiou a iniciativa promovida pela associação e destacou o papel da entidade em auxiliar os prefeitos, promovendo esses encontros para orientar os gestores sobre oportunidades de desenvolver atividades que beneficiem os municípios. Além destes, estiveram presentes gestores e vice-prefeitos de Anamã, Itamarati, São Sebastião do Uatumã, Alvarães, Envira e Novo Airão.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Contexto 3090-1017/8115-1149

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Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Necessidade social

Alfredo é brasileiro. Não desiste nunca O senador Alfredo Nascimento (PR-AM) não desiste. Quer reconquistar o lugar que perdeu no governo federal, custe o que custar. Um novo encontro com a presidente Dilma está agendado para a próxima terça-feira de manhã para definir se a legenda reassume o Ministério dos Transportes. Alfredo está esperançoso. — A nossa conversa para tratar sobre o partido será na terça, às 10h”, teria dito ela, segundo relato do senador amazonense à reportagem. Cansaço O cansaço decorrente da diferença de fuso horário após a longa viagem a Roma para visitar o papa Francisco fez a presidente adiar ontem as conversas marcadas para definir os próximos passos da reforma ministerial. Dá um tempo Alfredo Nascimento garante que está preparado para definir o retorno oficial da legenda ao governo federal. Mas, ao término da audiência com o presidente do PR – ele estava acompanhado do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) –, Dilma desculpou-se, afirmando que ainda estava cansada da viagem, já que chegara ao Brasil às 2h30. Quem comanda A pasta que Alfredo quer retomar, o Ministério dos Transportes, atualmente está sob o comando do ministro Paulo Sérgio Passos, que, apesar de ser do partido, é considerado cota pessoal da presidente. Esvaziada O evento da Associação Amazonense de Municípios, realizada ontem, não teve a participação de muitos prefeitos. A baixa adesão se deve, segundo fontes, ao receio dos prefeitos do PSD em desagradar o governador Omar Aziz. Apoio Omar, provavelmente, deve declarar apoio ao prefeito de Boca do Acre, Iran Lima (PSD), na eleição para presidente da entidade. Tolerância zero Ao saber que a Manaus Ambiental não havia cumprido o prazo dado para a normalização do abastecimento de água e a liberação do tráfego na avenida Coronel Teixeira, o prefeito de

Manaus, Arthur Neto (PSDB), deu um ultimato para a empresa. — Não vou mais tolerar qualquer tipo de brincadeira da Manaus Ambiental. Minha paciência com ela acabou. Outro rompimento, e se ela não cumprir o que promete, vai sair da cidade. Vou buscar outra empresa que tenha capital e capacidade técnica. A gestão é outra e eles têm que entender isso. Na cama Mesmo acamado por conta de uma virose, o prefeito tem acompanhado, junto ao vice-prefeito Hissa Abrahão, o andamento dos serviços no local onde rompeu uma adutora na tarde desta quinta-feira. Bombando O empresário Cláudia Soeiro e o marido Roberto repaginaram o bar do Armando. Colocaram música ao vivo e conseguiram atrair uma geração que antes não ia ao bar, tido como reduto de intelectuais e foco de movimentos políticos. Agora, a garotada invadiu o ambiente, curtindo canções que vão de Renato Russo a Amy Winehouse. Casa cheia Na sexta-feira o bar do Armando estava lotado por um público jovem. Fato inédito que nem o velho português Armando tinha conseguido. Fala, Semed Atualmente temos 30 escolas com reforma em andamento. O Plano Emergencial de Obras aconteceu inicialmente com 48 escolas, afetando 5.000 alunos da rede municipal. As unidades escolares afetadas passam por reformas como adequação e redimensionamento da rede elétrica, correção dos telhados, correção da rede hidráulica e pintura padrão dos ambientes e fachadas.

APLAUSOS

Charge elvis@emtempo.com.br

Conclusão Muitas escolas encontramse em fase de conclusão das obras e já com o ano letivo em andamento, mas as chuvas do período afetaram principalmente as escolas em fase de pintura. A Semed espera entregar mais oito escolas na semana que vem, e as demais até meados de abril. Saideira Não é só Tiririca que se desencantou com a política. O cantor Frank Aguiar também. Apesar de ter-se revelado um político ambicioso, ele acaba de jogar a toalha, admitindo que a política lhe causou prejuízo financeiro. Frank elegeu-se deputado federal em 2006 pelo PTB e foi cotado para ser ministro da Cultura. Não quis Frank Aguiar diz que a carreira política lhe causou prejuízo financeiro, mas não se arrepende. Ele também conta que pediu ao então presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) para, na época em que foi cotado para o ministério, permanecer como deputado federal. Manauscult O coordenador da Unidade Gestora Municipal (UGM) dos Projetos da Copa, Bernardo Monteiro, participou de reunião com empreendedores do turismo local na sede da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Manauscult). Mundial 2014 Na pauta, dois assuntos relacionados ao Mundial de 2014: a infraestrutura da cidade e a criação do Selo de Qualidade da Prefeitura, que está sendo estudado e deverá ser oferecido aos estabelecimentos comerciais para que o turista seja melhor atendido na capital amazonense.

VAIAS

Operários do mercado

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que herdou do seu antecessor tendência para cometer erros nas provas do Enem, anunciou neste fim de semana a suspensão de cem novos cursos de direito, cujos pedidos de autorização tramitam no ministério, e a criação de um “rígido sistema” de avaliação da qualidade do ensino jurídico, a ser construído em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Mercadante garante que, desta vez, “a política do balcão fechou. Não haverá mais jeitinho e a tolerância será zero com quem não tiver qualidade”, já admitindo que era assim que as coisas funcionavam na liberação de cursos, no atacado e no varejo. Mas a promessa não é a novidade. O que interessa no anúncio do ministro petista é que, pelo acordo, a OAB e o Ministério da Educação (MEC) definirão, por exemplo, os aspectos que integrarão a base da análise de pedidos de abertura de vagas, como campo de prática, necessidade social, qualidade da educação, entre outros. Nesse cardápio, é preciso ressaltar o item “necessidade social” para a abertura de novos cursos, em qualquer área. É assim, de olho na necessidade social, que se pode suprir o déficit atual é 800 mil engenheiros no país, nos cálculos do Instituto de Engenharia, entidade que representa a categoria no Brasil. Faltam médicos e juízes e promotores no interior do Brasil. A necessidade social, sem bem analisada, também promoverá uma melhor distribuição de profissionais pelo país. Existem no Brasil 1.200 cursos de direito – com 800 mil alunos matriculados. Das 220 mil novas vagas oferecidas, apenas 162 mil estão ocupadas. Se a proposta não for apenas da “boca para fora”, como costuma acontecer, alguma coisa começa a mudar no Brasil. E não é só a estação do ano.

Motoqueiros IONE MORENO

ARTHUR CASTRO/AGORA

Para a equipe de operários que tem intensificado o trabalho no canteiro de obras do Mercado Municipal Adolpho Lisboa para cumprir o prazo de entrega, no aniversário da cidade.

Para os motoqueiros de Manaus, que continuam passando por cima de canteiros, furando sinal e transitando no meio da pista, em total desrespeito ao Código de Trânsito.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Educar ou só preservar Há muito tempo que penso existir um equívoco na instituição de uma política cultural estatal que se volte apenas para alimentar e manter o que um povo produz num plano primário e espontâneo. Equívoco, se não implicar em má-fé; falácia, se constituir artifício para mascarar e justificar atitude política de Estado, deliberadamente demagógica e populista. A premissa de que me sirvo consiste em acreditar que a um Estado compete, entre seus principais deveres, a obrigação de educar o povo que o sustenta e que o instituiu. Um povo, como Nação, é por natureza produtor de cultura, enquanto cultura popular e folclore. Preservar e mesmo estimular essa produção é algo que interessa ao Estado e à sociedade, quando se leva em conta que o acervo dessa cultura diz muito da natureza de um povo e mesmo da sua história, já que é a sua bagagem primária. Não é contudo legítimo e nem atenderá aos interesses de um Estado honesto e consciente dos seus deveres, esgotar a sua política cultural nesse nível. Se assim proceder, estará colaborando para uma sociedade que produzirá artesanato em lugar de arte, magia em lugar de ciência, superstição por religião e assim por diante. Por essa via nenhum povo chegará a galgar os níveis mais altos da cultura e jamais terá acesso aos mais ricos e elevados produtos do espírito humano. Os gregos foram o que foram na Antiguidade precisamente porque, enquanto outras sociedades se fechavam nas suas próprias tradições, empenharam-se em abrir novos caminhos e em

subir a mais altos patamares culturais. Foi por aí que chegaram a criar a filosofia, a lógica, a dialética, a retórica, a fundamentar a matemática (como álgebra e como geometria), a trocar a astrologia pela astronomia e tanto mais, sem falar nas artes da dança, do teatro, da poesia, da escultura, da pintura. Por tudo isso aplaudo sempre as iniciativas únicas e isoladas que a Secretaria de Estado de Cultura, sob a regência de Robério Braga, realiza como andorinha solitária que não consegue fundar um verão. Se o nosso povo não tiver acesso à beleza da dança artística, fatalmente pensará que o “dois pra lá, dois pra cá” do boi-bumbá é realmente verdadeira dança. É como aquele sujeito que começou por beber o vinho alemão da garrafa azul como um início, para depois evoluir para um bom vinho, frente àquele que ficou mesmo nas garrafas azuis. O Estado estimula, e às vezes patrocina, os espetáculos das deploráveis duplas sertanejas e dos grupos de pagode, que apenas produzem como resultado o enriquecimento financeiro desses “artistas” e dos grandes veículos de comunicação de massa e, ao mesmo tempo, o empobrecimento cultural, até à indigência, de um povo que jamais terá consciência de tudo o que nunca viu nem ouviu e só perdeu. Aquele que subiu consegue descer, seletivamente, nunca para um torneio de MMA, mas pelo menos para uma partida de futebol ou para uma boa música popular, enquanto aquele que não teve a oportunidade de ascender estará condenado à desesperança, como no inferno de Dante.

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

Os gregos foram o que foram na Antiguidade precisamente porque, enquanto outras sociedades se fechavam nas suas próprias tradições, empenharam-se em abrir novos caminhos e em subir a mais altos patamares culturais. Foi por aí que chegaram a criar a filosofia, a lógica, a dialética, a retórica...”.


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Mãos à obra

Foi uma arbitrariedade. Não precisava disso. Apenas um pequeno grupo permanecia no prédio. Eles me pediram dez minutos para fazer uma dança de despedida, quando os PMs entraram. Vou analisar imagens e talvez entre com uma representação pedindo a responsabilidade da polícia

A direção nacional do PT convocou os presidentes de seus 27 diretórios para traçar estratégias de coligações e candidaturas aos governos estaduais e ao Senado amanhã, em São Paulo. A ideia é diminuir a tensão entre petistas e aliados em praças como o Rio, onde há embate com o PMDB, além de avançar no diagnóstico para a sucessão paulista. A partir do encontro, o partido planeja iniciar rodada de pesquisas de avaliação de seus governadores, seguindo orientação de Lula. Por que... Em suas viagens internacionais, Lula recebe pedidos de favores de políticos e chefes de Estado. Há casos em que o ex-presidente não se empenha em agir. Foi o que ocorreu com o rei Juan Carlos, da Espanha, desafeto de Hugo Chávez. ...não se cala? Em 2011, o rei pediu que o petista ligasse para Dilma Rousseff e a convencesse a participar da Cúpula IberoAmericana. Segundo telegrama da embaixada do Brasil em Madri, “o presidente Lula sugeriu que o rei ligasse diretamente para a presidente Dilma”. À mineira 1 De forma mais discreta que Eduardo Campos (PSB), o tucano Aécio Neves tem cumprido roteiro semelhante de conversas com empresários e partidos da base de Dilma. À mineira 2 Nas últimas semanas, esteve com Carlos Lupi e Paulinho da Força, do PDT, duas vezes com Roberto Jefferson (PTB) e com os senadores Francisco Dornelles e Ciro Nogueira, para tratar da troca no comando do PP. Esquenta Aécio passa o

fim de semana em São Paulo, cumprindo ritual de “imersão” pilotado por Fernando Henrique Cardoso antes do evento de amanhã em que falará aos tucanos paulistas. De oposição? Eduardo Campos tem 2% no Datafolha entre os que acham o governo Dilma ótimo ou bom, e vai a 12% junto aos que o avaliam como ruim ou péssimo. Faxina A recém-criada Controladoria Geral do Município promove força-tarefa para apurar denúncias de desvio de conduta de servidores nas 31 subprefeituras paulistanas. Desde a semana passada, nove casos foram denunciados e três resultaram em prisões de suspeitos. Espólio Embora Gilberto Kassab negue que a iniciativa tenha seu consentimento, o PSD prepara balanço crítico dos cem primeiros dias da gestão de Haddad. Aliados do ex-prefeito querem demonstrar que o congelamento de recursos do Orçamento prejudicou obras. Via rápida 1 O governo federal festeja o primeiro balanço

dos contratos firmados por meio do polêmico Regime Diferenciado de Contratações. Desde que adotou o modelo, a Infraero reduziu em 63 dias a duração dos procedimentos, sobretudo nas obras voltadas para a Copa do Mundo e a Olimpíada. Via rápida 2 Entre 2010 e 2013 foram homologadas 23 concorrências com prazo médio de 144 dias. Nos casos em que o recurso do RDC foi usado, 17 processos tiveram homologação em 81 dias.

Daniel Macedo, defensor público federal, critica a ação da Polícia do Rio de Janeiro contra os índios que ocupavam área no entorno do Maracanã, onde um museu indígena será destruído para a construção de um estacionamento para a Copa do Mundo.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br JOEL ROSA

DNA A lista encaminhada pela Justiça Federal a Dilma para vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça) tem na segunda colocação o juiz Ítalo Mendes, do TRF da 1ª Região. Ele é primo do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). E aí? Membros do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) esperam que Joaquim Barbosa proponha investigação de conduta dos conselheiros Tourinho Neto e Jorge Hélio, após apontar “conluio” entre juízes e advogados. Dizem que o corregedor do órgão, Francisco Leitão, não tem prerrogativa para isso.

Tiroteio

Água mole tanto bate até que marca presença em qualquer paisagem. E nessa paisagem de água a infância busca o prazer de ser e estar que, para os adultos, significa apenas necessidade (quando falta) e transtorno (quando excede). Mas a água nunca é a mesma que recebe a criança, nem a criança é a mesma que mergulha nesse sonho líquido.

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Daqui a pouco a presidente vai caçar bois no pasto, levando Sarney na garupa. Com tanta popularidade, fiscais da Dilma não vão faltar.

Amou até o fim

DE EDUARDO GRAEFF, ex-secretário-geral da Presidência nos governos de FHC, sobre as últimas medidas do governo federal para conter a alta da inflação.

O mistério central do cristianismo é o da encarnação do Verbo, que supõe a experiência de um Deus Trindade. Jesus é a Palavra do Pai que se fez carne. Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, ele entrou na história humana. A Paixão e Morte de Jesus mostram que esse mistério foi vivido até as últimas consequências, isto é até a morte, destino de todo ser humano que nasce neste mundo. Na Semana Santa os fiéis que partilham a fé católica celebram esse mistério na liturgia e nas devoções. Procissões, representações dos últimos momentos da vida de Jesus, vias sacras, atraem multidões. Contemplamos então um espetáculo que exprime o drama vivido pela humanidade como um todo e por cada um de nós em particular. Nessa memória aparecem traição, tortura, violência desmedida, condenação de um inocente, mentira, acusações falsas, indiferença, sadismo, uma amostragem daquilo de pior que a humanidade produz, mas também, solidariedade, perdão, momentos de profunda comoção. Mesmo para quem não acredita no valor salvífico e redentor da morte de Jesus, a solidariedade com este homem que assumiu as dores de todos renova sentimentos bons e propósitos de mudança de vida. Ao mesmo tempo ver e contemplar o sofrimento de Jesus recorda que esse sofrimento continua na vida dos seres humanos, e se torna muitas vezes quase insuportável, na doença, na fome, nas situações de violência, nos abusos, nas traições. Jesus podia ter fugido de tudo isso, e o Evangelho nos conta que o

Contraponto

Margem de erro O mineiro Walfrido Mares Guia tem o hábito de escrever em pedaços de papel quando traça prognósticos políticos e econômicos, sempre de maneira assertiva. Depois, no entanto, guarda essas análises para si. Em 2002, fez um gráfico em que o tucano Eduardo Azeredo ultrapassaria Itamar Franco nas pesquisas em setembro e se reelegeria governador de Minas. Ia guardando o papel quando o então presidente da Federação das Indústrias de Minas, Robson Andrade, o interceptou: – Walfrido, posso ficar com esse papel? Abertas as urnas, Itamar venceu Azeredo. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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demônio o tentou a fazer isso. Podia ter escolhido o caminho fácil do milagre, do espetáculo e do poder. Mas não quis, pois não seria humano. Seguiu o caminho da cruz, amou os seus até o fim, foi solidário, foi simplesmente um homem. A partir de Jesus tudo o que é humano ganha um novo sentido, e se torna participante do divino. O caminho para um mundo melhor, o caminho para a paz, e mesmo para conquistas materiais e espirituais duradouras é o de Jesus. Ir até o fim na missão, assumir a condição humana sem reservas, ser solidário. Antes de iniciar o caminho do calvário Jesus fez dois gestos que se tornaram sinal e sacramento para os que nele creem. Primeiro lavou os pés dos que estavam com Ele. O serviço desinteressado e solidário será sempre sinal de humanidade vivida em seu sentido mais profundo. Depois abençoou o pão e o vinho transformando-os em alimento que gera comunhão entre os que partilham a vida. Num tempo em que as religiões correm o risco de se tornarem supermercados da fé, ou pior ainda, formadoras de pessoas violentas na linguagem e até nas ações, a Cruz aponta para um Caminho que é Vida e Verdade. Olhemos para o crucificado, não tenhamos medo do seu forte apelo. O caminho de Jesus é este: de condição divina, não se apegou ciosamente a sua igualdade com Deus, mas assumiu a condição humana até o fim, por isso seu Nome está acima de todo nome. Esta semana é santa, porque é radicalmente humana. Tão humana que se torna manifestação do divino.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Num tempo em que as religiões correm o risco de se tornarem supermercados da fé, ou pior ainda, formadoras de pessoas violentas na linguagem e até nas ações, a Cruz aponta para um Caminho que é Vida e Verdade. Não tenhamos medo do seu forte apelo”.


Política

MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

FALA POVO Qual sua opinião sobre a unificação das eleições municipal e estadual? “Acho uma boa ideia porque a coisa mais chata é votar, assim a gente já faz tudo só de uma vez, mesmo que sejam sete candidatos”.

“Deixa como está, vai demorar mais se juntar aquele monte de gente na hora de votar. Vai ser mais trabalho, Deus me livre”.

Emile Souza, 37 artesã

Valmir São Bento, 44, vendedor

“Acho que melhora, pois aí você procura estudar mais o candidato para não fazer tanta besteira na hora de votar”.

“Para mim piora, dá margem para que as pessoas esqueçam o que candidatos de certa legenda fez de ruim”.

“Vai virar uma bagunça total, muita gente não dá conta nem de votar em dois candidatos, imagine em um monte deles”.

Sandra da Silva Mendes, 49, vendedora ambulante

Mikellem Almeida, 23, estudante de jornalismo

Iane Uterres, 24, inspetora de qualidade

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FOTOS: DIEGO CAJÁ

Unificação de eleições ganha adesões no AM Projeto que propõe a realização de uma única eleição no país deve passar por votação no Congresso já no mês que vem RICARDO OLIVEIRA

SARA MATOS Equipe EM TEMPO

Mandatos terão que ser cumpridos

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União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) está em mobilização para que a proposta da unificação das eleições municipal e estadual seja votada pelo Congresso Nacional. Trinta e duas propostas sobre o assunto estão em tramitação no Congresso, mas o que deve entrar em votação entre os dias 8 e 10 de abril é a proposta da Unale, de autoria do deputado federal Henrique Fontana (PT-RS). Se a unificação for aprovada, o eleitor irá votar para os cargos de presidente da República, senador, governador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador a cada cinco anos, mas existem divergências entre parlamentares sobre os benefícios da unificação. No Amazonas, o deputado estadual,Francisco Souza (PSC) é o coordenador da Comissão Especial da Unificação das Eleições, ligada à Unale. Na semana passada, o deputado Francisco Souza anunciou a criação de uma frente de mobilização pela realização de eleições simultâneas, majoritárias e proporcionais. Souza disse que no momento a proposta da União dos Legisladores é consolidar a campanha nacional de unificação e, posteriormente será colocada em discussão os prazos para que as eleições sejam realizadas. “Considerando que a proposta pode ser incluída na votação da reforma política no Congresso estamos ainda trabalhando em ‘velocidade regular’, pois a Unale não vai entrar no mérito de prazos, não queremos conflitar com as matérias do Congresso. A mobilização é para motivar o Congresso a votar, dentro da reforma política, a unificação”, explicou. O deputado afirmou ainda que, dependendo do que vier a acontecer no Congresso Nacional nos próximos dias, ele pretende realizar audiências públicas na capital e no interior do Estado para debater a proposta de unificação. “O Amazonas tem uma grande força constitucional, aqui no Estado já estou sonhando com um milhão de assinaturas”, destacou. Segundo a assessoria de comunicação da Unale, se a proposta não for votado em abril, a instituição fará uma grande mobilização nacional para que o Congresso Nacional coloque a proposta em votação. A proposta ainda não é um projeto de lei e somente o será quando as assembleias legislativas de todo Brasil recolherem assinaturas para a aprovação do projeto. A coleta de assinaturas para a aprovação do projeto da Unale só deve começar em abril.

O petista José Ricardo defende a unificação com o intuito de que os mandatos sejam cumpridos na íntegra, no entanto, ressalta a importância de que o assunto seja submetido a uma ampla discussão. Para o deputado, além da unificação também é importante colocar na pauta de discussões o financiamento público de campanhas. “Só assim os mandatos seriam cumpridos, mas deve se discutir muito mais isso, pois não podemos continuar com um quadro onde candidatos são eleitos pela população para exercer um cargo e depois deixam para assumir secretarias”, destacou. Para o deputado estadual Fausto Souza, líder do PSD na Aleam, a unificação é também uma forma de ajudar na questão de logística no Amazonas. “Uma eleição a cada cinco anos ajudaria nas estratégias dos tribunais eleitorais do Brasil. Acho uma boa iniciativa”, concluiu. Com a eleição unificada, a tendência é que os custos dos tribunais eleitorais de todo o país sejam diminuídos consideravelmente

Visão dos parlamentares O EM TEMPO falou com alguns parlamentares da bancada do Amazonas e a maioria se demonstrou favorável à proposta da Unale. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), o Brasil deve passar pela experiência da unificação, entre outros fatores, pela questão econômica, tendo em vista que com a unificação os parlamentares tendem a ficar mais concentrados em suas demandas de trabalho do que nas alianças partidárias e demais atribuições que tiram o foco da atuação política. “Eu concordo com a proposta. Claro que haverá um pouco de dificuldade para o eleitor, pois votará em sete candidatos, mas é uma experiência interessante para o Brasil. Se não der certo voltamos a fazer como é hoje”, argumentou. O deputado federal Fran-

cisco Praciano (PT), considera que os custos de uma eleição a cada cinco anos é muito menor, mas alerta que candidatos mais regionais podem ser esquecidos. “Considero essa uma proposta inteligente. Só lamento porque entre o presidente da República e vereador há uma distância enorme e no voto o eleitor acabará priorizando o primeiro, desvalorizando quem está na base”, opinou. Para o deputado federal Henrique Oliveira (PR), o país perde produtividade durante o período eleitoral, por isso apóia a proposta. “Para se ter um exemplo, a presidente Dilma já começou a se organizar, a sentar e falar sobre eleições, então o período eleitoral toma muito tempo dos parlamentares. Com a unificação essas coisas têm chance de ser enterradas”, especulou.


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Política

MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Campos em desalinho com a presidente Dilma Rousseff

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

“Ele está mais próximo que muitos que estão conosco”

Viagens de Mercadante com Dilma são mistério Tem provocado falatório a presença do ministro Aloizio Mercadante (Educação) nas viagens internacionais da presidente Dilma, mesmo naquelas onde isso não faz sentido, como a entronização do papa. Político amante dos holofotes, ele aproveita para se transformar em “papagaio de pirata” oficial porque disputará o Senado ou o governo de São Paulo, em 2014. E ainda sonha com a Presidência, em 2018. Custo secreto “A presidente tem a prerrogativa de escolher quem a acompanha”, diz a assessoria de Dilma, sem citar o custoMercadante nos passeios. Faturou bem Só nas viagens com Dilma mundo afora durante o ano de 2012, Aloizio Mercadante faturou quase R$ 40 mil em diárias. E teve tudo pago. Projeto de poder Para o senador tucano Álvaro Dias, o ministro Mercadante “prioriza seu projeto de poder, e ignora as mazelas da educação no Brasil”. Próxima eleição O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), acha que o governo só pensa em fazer propaganda e na próxima eleição: “É lamentável”. Planalto manterá ‘padrão’ de luxo em viagens É bom que o respeitável contribuinte se acostume: a Presidência da República considera “normal” os quase R$ 400 mil gastos oficialmente com a viagem de Dilma e 52 assessores a Roma para ver o papa e manterá o “padrão” anterior, de divulgar convidados

oficiais e omitir nomes e funções de “equipes de apoio” que a coluna tentou em vão obter – seriam médicos, seguranças, cerimonial e tripulação etc. Patriotas Um desconhecido processo administrativo define os “apoios”, que o Itamaraty subscreve sem questionar, claro, nem divulga. Só paga. No controle A Presidência garante que o relatório de gastos da viagem são remetidos aos “órgãos de controle internos”, e mantidos em sigilo. Padrão Enem A assessoria de Dilma escorrega no português também: “os custos totais relativos à hospedagem (...) foi (sic) de 125 mil, 990 euros.” Passou em branco O PSDB anda tão atordoado que até agora, cinco meses depois da eleição, nem sequer promoveu um ato em Brasília, como fazia antes, para homenagear os gatos pingados que elegeu em algumas capitais. Com lupa O papel do ministro Paulo Bernardo (Comunicações) em uma área que não é a dele, propaganda oficial, tem sido monitorada pela oposição. Tem a ver com a escolha de agências, principalmente do Paraná, para operar contas que somam mais de R$ 1,5 bilhão em estatais. Meta 2014 O PP planeja apostar na eleição de governadores em 2014. Os nomes mais cotados são Rebecca Garcia (AM), Ciro Nogueira (PI), Ivo Cassol (RO), Benedito de

Jornalista

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EDUARDO CAMPOS (SPB) sobre José Serra (PSDB), seu mais recente amigo de infância

Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, então aliado da presidente Dilma, disse ter mais afinidades com Serra

Lira (AL), Alberto Coelho (MG) e Ana Amélia (RS). Pizzaria Planalto Investigado no Itamaraty por assédio moral no consulado-geral em Sidney (Austrália), o embaixador Américo Fontenelle passa férias em Brasília até o início de abril. Não seriam saudades do Cerrado... Conclave tucano O deputado Paulo Abi Ackel (MG) diz que a escolha do candidato do PSDB ao governo mineiro “é quase um conclave”. Mas deve ser o deputado tucano Marcus Pestana, o preferido do senador Aécio Neves. Popó gostou O deputado Popó (PP-BA) não seguirá o exemplo do colega Tiririca (PR-SP), quer continuar na política: “Aqui eu trabalho pelo social. Estou bem, estou gostando e vou tentar a reeleição”, disse. Secura boa Na atual secura de dinheiro, boa notícia para o Piauí foi a instalação de um grupo privado espanhol interessado na mineração no Estado. Obra do superintendente da Sudene, Paes Landim. Mais uma multa O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) quer multar os pais que deixam de ir a reuniões nas escolas dos filhos. Aos que reclamam da falta de tempo, o senador dá de ombros: “Que convença o chefe”. Bendito seja O papa Francisco operou o primeiro milagre: a inesperada presença de Dilma na missa no Rio pelos mortos nas enchentes da região serrana.

PODER SEM PUDOR

Microfone indiscreto Francelino Pereira governava Minas e, ao inaugurar energia no interior, convidou dois deputados da região, Israel Pinheiro Filho e Humberto Souto, que mais tarde virou ministro do TCU. Em Tocandira, Israel se empolgou, lembrando no discurso que era filho e neto de governadores e foi muito aplaudido. Ao chegar sua vez, Souto disse que não era filho nem neto de governadores, mas “filho da região”, sentindo-se em casa “no meio desse povo sofrido”. Foi ainda mais aplaudido. Enciumado, Israel comentou com Francelino: - Ele é filho da p(*)!, né, governador? O microfone estava ligado, Souto quase teve um enfarte e a multidão explodiu numa sonora gargalhada

Até o momento Campos era tido como nome forte para compor a base da presidente Dilma

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ma semana depois de ter se encontrado com José Serra (PSDB) em São Paulo, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, afirmou que tem mais afinidades políticas do que divergências com o tucano. “Esse campo em que Serra sempre militou é muito mais próximo do nosso campo político do que muita gente que está conosco e que esteve conosco na base de sustentação do presidente Lula. Todo mundo sabe disso”, afirmou ele. Em entrevista, Campos disse que o mais importante é a capacidade de dialogar. “Dialogar não significa aderir à posição das pessoas, dialogar significa civilidade, humildade para saber que suas posições podem melhorar na medida em que se aceita a ponderação dos outros e isso nós fizemos”, argumentou. A aproximação de Campos com Serra, em mais um lance para pavimentar a candidatura do pernambucano à Presi-

dência em 2014 deixou tanto tucanos como petistas inquietos. Indagado se a conversa com Serra traria desconforto à boa relação que mantém com senador Aécio Neves (PSDBMG), que também pretende disputar a Presidência no ano

ATIVIDADES

Dilma Rousseff irá inaugurar adutora que vai levar água do rio São Francisco a moradores de Pernambuco e da Paraíba. Ela também assinará ordem de serviço para construção de uma barragem que vem, Campos minimizou. “O próprio Aécio vai encontrar Serra esses dias”, afirmou, voltando a explicar as afinidades que o aproximam de Serra, de quem foi colega, como governador, quando o tucano governou São Paulo. “Ele (Serra) foi muito amigo

do meu avô (Miguel Arraes), eu sempre tive boa relação com Serra, o próprio presidente Lula sabe disso, que sempre tivemos uma porta de conversa”, amenizou. Tarso contesta Campos O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou que Campos faz uma “revisão da história” ao dizer que há mais afinidade com José Serra do que com integrantes da base aliada ao governo federal. Tarso participou em Brasília do lançamento da candidatura do deputado federal Paulo Teixeira (SP) à presidência do PT. “Há uma distância enorme entre as propostas dele (Serra) para o país e o sistema de alianças que dá suporte a essas propostas. Ele esteve junto com o Democratas, com a direita conservadora, com toda a centro-direita do país, portanto, uma constatação como essa é quase uma revisão da história recente do país que não pode ser aceita”, declarou o governador petista.

Dilma vai dividir palanque A visita da presidente a Pernambuco na próxima semana deve ser marcada por uma plateia tão dividida quanto o palanque. Essa vai ser a primeira viagem da presidente da República ao Estado desde que o nome do governador Eduardo Campos foi lançado como provável adversário dela nas eleições do ano que vem. Na manhã de segunda-feira, Dilma vai até Serra Talhada (a 415 km do Recife) para inaugurar 20% de adutora que deverá levar água do rio São Francisco a

400 mil moradores de Pernambuco e da Paraíba. Também assinará ordem de serviço de uma barragem de R$ 42 milhões e entregará retroescavadeiras e ônibus escolares a prefeitos. A Prefeitura de Serra Talhada, administrada pelo PT, está divulgando a visita com carros de som e por meio de sindicatos rurais. Na segunda-feira, vai deixar disponíveis dez ônibus para levar a população ao evento. Do outro lado, o PSB local está espalhando pela cidade 20

faixas com agradecimentos ao governador socialista. O partido também solicitou aos prefeitos aliados de cinco municípios vizinhos que mobilizem a população para aplaudir o governador. Campos negou que haja mal-estar em dividir o palco com Dilma em meio ao acirramento da pré-campanha. “Terei muito gosto de fazer uma calorosa recepção para ela”, disse. Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta semana mostrou que a presidente tem 85% de aprovação no Nordeste.


Com a palavra

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Afonso LOBO

Estado com PODER E EM CRESCIMENTO FOTOS: DIEGO JANATÃ

IZABEL SANTOS Equipe EM TEMPO

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itular de um das pastas mais importantes do governo Omar, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AM), Afonso Lobo, em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, se posiciona firmemente na defesa da manutenção dos benefícios da Zona Franca de Manaus (ZFM) e fala de maneira clara sobre o assunto que tem preocupado os amazonenses nas últimas semanas. O economista também opina sobre reforma tributária e afirma que a guerra fiscal entre os Estados federados foi benéfica até aqui. Natural de Humaitá (a 777 km da capital), Afonso é funcionário de carreira da Sefaz e um exemplo de que a meritocracia existe no serviço público, tendo em vista que galgou vários postos até chegar à liderança da secretaria.

O Amazonas é um Estado pouco endividado e isso é muito importante. Tem uma dívida pequena em relação ao seu potencial de endividamento. O produto interno bruto do Amazonas é de R$ 60 bilhões e a dívida do Estado é de R$ 3 bilhões

EM TEMPO - Volta e meia surgem discussões em torno do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e posicionamentos contra e a favor do pólo. Existe a possibilidade de criação de uma medida definitiva que ponha fim a essa insegurança sobre a manutenção do modelo econômico? Afonso Lobo - A ZFM tem seus incentivos baseados, principalmente, no Imposto de Importação (II) e no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), no âmbito federal, além do ICMS, no âmbito estadual. De acordo com a Constituição os impostos federais (II e IPI) são impostos regulatórios da economia (de natureza extrafiscal), portanto, podem ser alterados por simples decreto do Poder Executivo. Da mesma forma, os benefícios fiscais do ICMS incidem principalmente nas operações interestaduais, cujas alíquotas podem ser alteradas por simples resolução do Senado. Destas duas situações decorre a fragilidade do modelo. De qualquer forma, uma área de incentivos fiscais com dificuldades logísticas e longe dos mercados consumidores só é competitiva se houver vantagens tributárias sobre os demais Estados, portanto, é muito difícil estabelecer uma “medida definitiva” para evitar a indesejada insegurança. AE - Como sentiríamos na prática a unificação do ICMS? Quais são as suas implicações (benefícios e perdas) para o Brasil e o Amazonas? AL - O mercado consumidor das regiões Norte, Nordeste e

Centro-Oeste é pequeno, portanto, grande parte do que é produzido nestas regiões se destina às regiões Sul e Sudeste. Atualmente as vendas dessas regiões são tributadas pelo ICMS a 12% e os Estados remetentes têm margem para dar benefícios fiscais para atrair empresas para seus territórios, renunciando grande parte desta tributação. Com a unificação das alíquotas interestaduais do ICMS para 4% (em substituição a 12%) a margem para concessão de benefícios fiscais é reduzida drasticamente, dificultando a atração de empresas por este mecanismo, de forma que Estados que se utilizam da guerra fiscal tenderiam a perder empresas incentivadas, empregos e competitividade. Outro aspecto que vai ser afetado é a arrecadação de ICMS. Mesmo se não houvesse migração de empresas, o prejuízo seria para os Estados que possuem atualmente balança interestadual favorável (vendem mais do que compram), embora o governo federal acene com a criação de fundos de compensação das perdas de receita durante a transição. No caso do Amazonas, em razão do seu reduzidíssimo mercado consumidor, a perda seria nos dois aspectos, tanto de competitividade como na perda de arrecadação. ET - Qual seria o cenário mais pessimista para o Amazonas se ocorrer à unificação do ICMS? AL - O Amazonas ficar submetido à regra geral, que estabelece alíquota de 4% em todas as operações interestaduais. Nesta situação, os setores industriais que têm tributação federal baixa (informática e celulares) perderiam competitividade e, talvez tivessem que transferir suas plantas para os grandes centros consumidores, com perdas de empregos e diminuição das atividades econômicas que dependem destas empresas. Além disso, haveria uma redução significativa da receita tributária do Estado, especialmente daquela arrecadada com as operações interestaduais de saída da ZFM. De acordo com estudos do Ministério da Fazenda e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a perda do Amazonas na balança interestadual do ICMS passaria de 76%. ET - Como o senhor vê a guerra fiscal entre os Estados? Existe algum ponto positivo nessa questão? AL - A guerra fiscal foi um instrumento eficaz de atração de empresas, especialmente no Nordeste e no Centro-Oes-

te, uma vez que as empresas pagavam ou pagariam mais impostos no Sul e Sudeste. Foi positiva para diminuir as desigualdades regionais, uma vez que levou atividade econômica para as regiões mais pobres do Brasil. No entanto, à medida que o modelo foi se tornando amplo, com concessão de benefícios fiscais até por Estados do Sul e Sudeste a atração de empresas para as regiões menos desenvolvidas ficou mais difícil, transformando a instalação de empresas no Brasil em um verdadeiro leilão de incentivos, com perda geral de arrecadação para o conjunto dos Estados. No caso do Amazonas, que possui a ZFM, a guerra fiscal produz impactos consideráveis, especialmente quando os incentivos fiscais são concedidos por Estados do Sul e Sudeste que possuem e estão próximos dos grandes mercados consumidores. ET - Como a questão dos royalties vai impactar a economia do Amazonas? AL - A nova distribuição dos royalties impactaria positivamente na economia do Estado à medida que elevaria a arrecadação estadual, e por consequência o repasse aos municípios amazonenses, que se beneficiariam de compensações financeiras que antes eram exclusivas dos Estados produtores. No entanto, como houve a suspensão temporária da nova regra não haverá mudança na situação por enquanto. ET - Há algum tempo, na contramão da maior parte do país, o governador Omar Aziz anunciou um pacote de obras até 2015. O que nos favorece? Por que quando o Brasil está passando por dificuldades, o PIB não cresce como o esperado, ainda assim o Amazonas consegue crescer? AL - Em primeiro lugar, o Amazonas é um Estado pouco endividado e isso é muito importante. Tem uma dívida pequena em relação ao seu potencial de endividamento e produto interno bruto (PIB). Imagine que o PIB do Amazonas é R$60 bilhões e a dívida do Estado é de R$ 3 bilhões. Outra coisa, temos um potencial de endividamento de duas vezes a receita corrente líquida, algo em torno de R$ 18 bilhões, mas só devemos R$ 3 bilhões. Por conta disso, estamos fazendo algumas operações de crédito que possibilitam a realização de investimentos como monotrilho, Arena da Amazônia e Prosamim. Além disso, temos investimentos realizados com repasses do governo federal, como por exemplo, o recapea-

mento do Distrito Industrial, anéis viários e a avenida das Flores. Também contamos com recursos do tesouro estadual. Somando tudo isso, estamos conseguindo levar a efeito uma série de obras de infraestrutura que facilitarão a vida da população e dos investidores das empresas de Manaus e do interior. Uma arrecadação consistente, um orçamento equilibrado e controle de gastos resultam em equilíbrio orçamentário. ET - O que seria uma reforma tributária justa? O senhor concorda com uma reforma fatiada e que o Senado arbitre as soluções em benefício dos Estados? O senhor não acha que essa reforma fatiada vai dividir os Estados em blocos (ganhadores e perdedores)? AL - Uma reforma tributária justa seria aquela que conseguisse um equilíbrio, de forma que as regiões menos favorecida pudessem, a médio e longo prazo, atingir um grau de desenvolvimento suficiente para dar qualidade de vida a seus habitantes, embora, por questões políticas e econômicas seja muito difícil chegar a um acordo tão amplo. Por esta razão e pelas fracassadas tentativas anteriores, o governo federal resolveu apenas promover alterações pontuais no sistema tributário, a exemplo das alterações da tributação da folha de pagamento e da mitigação da guerra fiscal entre os Estados, com a redução das alíquotas interestaduais do ICMS, que é competência privativa do Senado Federal. Não é a solução ideal, mas acho que é o que é possível fazer neste momento. ET - Na sua opinião, qual seria a melhor forma de renegociar a dívida dos Estados? O senhor concorda com a alteração da Lei de Responsabilidade Fiscal? AL - A Lei de Responsabilidade Fiscal para conter o super endividamento dos Estados e municípios brasileiros, que ocorreu entre 1980 e 1990, estipulou a impossibilidade de refinanciamento das dívidas contraídas com o governo federal. A alteração do artigo 35, assim como a mudança do índice de correção IGP-DI pelo IPCA, reduziria, - na atual conjuntura econômica -, a taxa de juros real, permitindo que os Estados e municípios que precisem de mais recursos obtenham os financiamentos com encargos menores. O Amazonas vem cumprindo o pagamento da dívida dentro dos prazos legais, mas uma alteração nesse sentido também beneficiaria o Estado.

A nova distribuição dos royalties impactaria positivamente na economia do Estado à medida que elevaria a arrecadação estadual e, por consequência, o repasse aos municípios

Uma arrecadação consistente, um orçamento equilibrado e controle de gastos resultam em equilíbrio orçamentário. Tem sido esse o propósito do governo do Amazonas


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Política

MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Câmara decidirá sobre permanência de Feliciano O

presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que o impasse em torno da eleição do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias se tornou “insustentável” e que vai tomar uma decisão definitiva até a próxima terça-feira (26). Durante a semana, Alves fez um apelo ao pastor Feliciano para que renunciasse ao cargo. O presidente da Câmara também se reuniu com o líder do PSC, deputado André Moura (SE) e o primeiro-vice-presidente do partido, pastor Everaldo Pereira, para tratar do assunto. “Criou-se um clima de radicalização que esta casa não pode aceitar. Esta casa tem que primar pelo equilíbrio, pela serenidade, objetividade e pelo trabalho parlamentar e, do jeito que está, se tornou insustentável. Eu asseguro que isso será resolvido até terça-feira da semana que vem”, disse Henrique Alves. Segundo Alves, o assunto, agora, passou a ser de responsabilidade não apenas da própria comissão como

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Até a próxima terça-feira, 26, a Câmara se posicionará em definitivo quanto a permanência do pastor Marco Feliciano também do presidente da Câmara. “A Comissão de Direitos Humanos, pela sua importância, não pode ficar nesse impasse. Espero que, até no máximo terça-feira, nós tenhamos uma decisão sim. Agora, passou a ser também a responsabilidade do presidente da Câmara dos Deputados”, enfatizou. Na segunda reunião da co-

Desde fevereiro, quando o PSC escolheu a CDH, Feliciano se tornou alvo de protestos nas redes sociais e na Câmara. Veio à tona a ação penal que enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF) por estelionato. Também surgiram vídeos com trechos de cultos na sua igreja. Em um deles, ele pede a senha do cartão de um fiel. Veio à tona também a contratação pelo seu gabinete de pastores da sua congregação. A primeira sessão presidida por Feliciano foi marcada por gritos, manifestações, palavras de ordem e troca de acusações. Entre as palavras de ordem ditas pelos manifestantes estava “ô, a ditadura voltou”.

INSUSTENTÁVEL O presidente da Câmara fez um apelo ao pastor Marco Feliciano para que deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos, alegando ser insustentável a permanência dele no cargo

missão sob o comando de Feliciano, os manifestantes intensificaram os protestos e conseguiram impedir os trabalhos. Feliciano é alvo de protestos de grupos defensores dos direitos dos homossexuais e dos negros por ter publicado nas redes sociais comentários ofensivos contra gays e negros.

Protestos durante as sessões

Deputado disse que não vai renunciar à presidência da Comissão, mesmo com todos os protestos


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

economia@emtempo.com.br

ARQUIVO EM TEMPO/GEOVANNA CONSENTINI

Custos com as domésticas vão dobrar no AM

(92) 3090-1045

Economia B2 e B3

Preço da farinha tem alta de 350% no Estado Segundo pesquisa da AAM, a saca de 60 quilos do produto pode ser encontrada por até R$ 450 no Amazonas

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JULIANA GERALDO Especial EM TEMPO

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limento tradicional na mesa do amazonense, a farinha de mandioca está sendo vendida a preço de “ouro” no Estado. O valor do produto disparou 350% desde o ano passado, com a saca de 60 quilos sendo encontrada hoje por até R$ 450 no atacado. No varejo, quem ainda quiser obter o produto não paga menos de R$ 7,50 por quilo e pode ter que desembolsar até R$ 10 pelo item. Os dados foram levantados este mês pela Associação Amazonense de Municípios (AAM) junto com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) em nove sub-regiões do Estado. O estudo revela que o preço médio da saca de 60 quilos da farinha de mandioca é de R$ 211 no Estado. O menor preço é de R$ 180, encontrado pela pesquisa em Barreirinha, região do Baixo Amazonas. O maior valor foi verificado em Fonte Boa, no triângulo formado pelos rios Jutaí, Solimões e Juruá, onde a saca chegou a R$ 300, ou seja, 41,8% acima da média estadual. A principal razão apontada pelo Idam para o preço médio estar acima do normal foi a diminuição da oferta do produto, resultado do período de cheia dos rios ocorrido ainda no ano passado, que atrapalhou o plantio para a safra deste ano. Em outras palavras, os produtores não se recuperaram da enchente de 2012. Entre os motivos para a escalada do preço da farinha, o gerente de apoio à produção vegetal do Idam, Pedro Jorge Benício, acrescenta a condição climática desfavorável do Estado nos últimos quatro meses. “Nesse intervalo registramos o maior período de seca e a maior cheia no nível dos rios. Somado a esse fator, temos o fato de o Nordeste, principal polo abastecedor do Amazonas, também passar por período longo de seca. Sem oferta, o produto só tende a encarecer”, detalha. Capital Em Manaus, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, calcula que a variação de preços em 1 ano foi de 266,6%. O preço médio verificado no atacado da capital amazonense passou de R$ 90 para R$ 330. Para o varejo, a alta foi de 275%, passando de R$ 2 para R$ 7,50, o quilo. Segundo Muni Lourenço, o que vai determinar se o preço da farinha regional vai continuar subindo, tanto na capital quanto no resto do Estado, será a cheia deste ano. “Quanto maior a cheia, mais impacto negativo isso representará na produção rural, principalmente em relação às culturas produzidas nas áreas de várzea”, enfatiza.

Vendido a preço de “ouro”, quilo da farinha não é encontrado por menos de R$ 7,50 no varejo, valor considerado abusivo por quem aprecia o produto regional

Situação é pior no interior Em outros municípios não abordados pela pesquisa a situação parece ser ainda pior. O diretor do Sindicato Rural de Parintins, Werner Corrêa da Gama, informou que a saca na região é comercializada por R$ 280, ou seja, bem acima da média encontrada no levantamento e 115,4% a mais frente ao preço da saca no mesmo período do ano passado (R$ 130). Para a população, o frasco (dois litros do produto) não sai por menos de R$ 10. Neste caso, o acréscimo foi de 150% em relação aos R$ 4 pagos pelo parintinense em março de 2012. Werner conta que a mandioca está sendo retirada com oito meses de antecedência, já que o mês normal para a colheita seria novembro e não final de março. “Como está em falta, os produtores se veem forçados a colher mandioca para abastecer

o mercado”, justifica. A presidente Cooperativa Mista Agropecuária de Manacapuru (Comapem), Eliana Medeiros, aponta que no município de Anori, dados passados por produtores rurais ligados a cooperativa mostram que a saca chega a R$ 450. Segundo ela, o preço mais em conta encontrado próximo a Manacapuru foi R$ 280, o que significa uma variação e 60,7% nos preços. “A Farinha virou comida para gente rica”, critica. A dirigente conta que na enchente de 2012 os produtores perderam até as sementes, salientando que o processo de recuperação foi lento. “Nossa perspectiva é que o preço se mantenha alto no próximo ano. O período de chuvas já começou e com ele as cheias, e nós não estamos passando por um período de equilíbrio”, relata.

Medidas para evitar prejuízos Para evitar danos, a orientação é a que os produtores iniciem a colheita das culturas de ciclo curto nas áreas de várzea, onde as águas estão próximas, para aproveitar o máximo possível a produção, antes de a área vir a ficar submersa. “Estamos acompanhando, junto a outros órgãos, a questão da cheia deste ano. Se continuar acelerada, vamos pleitear eventuais prorrogações de

vencimento de parcelas de financiamento rural de produtores atingidos pela cheia e concessão de linhas de crédito especiais”, afirma o presidente da Faea, Muni Lourenço. Dados Conforme levantamento do Idam, o consumo médio anual de farinha no Amazonas é de 58 quilos per capita. “Qualquer produto que te-

nha esse nível de consumo, causa impacto grande na renda familiar”, destaca o gerente de apoio a produção vegetal do Idam, Pedro Jorge Benício. Segundo o instituo, a cultura da mandioca no Amazonas emprega 63 mil famílias no Estado. A área plantada compreende 83,6 mil hectares e a produção chegou a 208 toneladas em 2012.

PREÇOS PRATICADOS NOS MUNICÍPIOS DO AM Região Alto Solimões Triângulo Jutaí/Solimões/Juruá Purus Juruá Madeira Alto Rio Negro Rio Negro/Solimões Médio Amazonas Baixo Amazonas

Município Preço da Farinha (R$)* Atalaia do Norte 200 Fonte Boa 300 Canutama 160 Guajará 130 Borba 235 Santa Isabel do Rio Negro 200 Careiro 250 Nova Olinda do Norte 250 Barreirinha 180 *SACA DE 60 KG. FONTE: PESQUISA DA AAM.


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Economia

Custos com domésticas vão Conforme projeção do Corecon-AM, gastos para manter empregadas nos lares de Manaus subirão quase 100% caso seja aprovada a Proposta de Emenda à Constituição que dá à categoria os mesmos direitos de funcionários em regime celetista BRUNO MARZZO Especial EM TEMPO

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uando aprovada em definitivo pelo Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) vai praticamente dobrar os custos atuais com as domésticas em Manaus. Conforme cálculos do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), os gastos com todas as obrigatoriedades que o empregador passará a ter com a nova emenda terá um acréscimo de 98%. O presidente do Corecon-AM, Marcus Evangelista, explica que, além dos encargos que antes não eram obrigatórios, como o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que somados agregam 46% a mais nas despesas, os patrões terão que pagar também férias e o décimo terceiro salário. Segundo ele, na ponta do lápis, se tomar por base um salário mensal médio de R$ 700, o empregador passará a desembolsar em torno de R$ 1.386 para manter alguém para cuidar da casa. “Os custos vão facilmente dobrar com as domésticas na capital amazonense”, afirma. A PEC das Domésticas ainda tramita no Congresso Nacional, porém ela ganhou impulso ao ser aprovada em primeiro turno no Senado, semana passada. Antes de começar a valer, a proposta precisa passar por nova votação na Câmara dos Deputados, onde a lei poderá ser aprovada sem a sanção presidencial. Com a entrada em vigor da emenda, as domésticas vão passar a ter os mesmos direi-

tos de um funcionário de empresa contratado com carteira assinada em regime celetista. Com a legalização, todos os empregadores de domésticas do país serão obrigados, entre outros deveres, a recolher o FGTS, cuja alíquota será fixada em 8% do salário base, além de controlar a jornada de trabalho que passa a ser de no máximo oito horas diárias, totalizando 44 horas por semana. Expectativa A empregada Janete Arirama começou a trabalhar aos 16

Esses abusos (no trabalho) aconteceram em várias ocasiões. Antes, não sabia o que era hora extra, porém agora já sei o que é Janete Arirama, empregada doméstica

anos e dedicou quase metade da vida à profissão. Ela está atenta às novidades e aguarda a aprovação da emenda para poder gozar dos benefícios que virão com a sanção da nova lei. “As patroas não nos respeitavam. Por diversas vezes trabalhei até mais tarde. Não parava para almoçar, comia pouco e tinha que ficar limpando. Sem perguntar se eu podia, ela me fazia esperar além do horário. Esses abusos (no trabalho) aconteceram em várias ocasiões. Antes não sabia o que era hora extra, porém agora já sei o que é”, conta.

Temor de demissões em massa Apesar dos avanços, diversas dúvidas ainda precisam ser esclarecidas na relação entre empregados e empregadores caso a nova lei seja aprovada. Entre os pontos obscuros estão o controle das horas trabalhadas, pagamento das horas extras e o adicional noturno, direitos que passam a ser obrigatórios para as domésticas que dormem na casa do patrão. Com aumento expressivo nas despesas, trabalhadores temem que possam ocorrer demissões em massa ou mesmo perdas dos vínculos que as domésticas tinham com as patroas. “A minha patroa disse que vai me contratar, mas terei que esperar três meses conforme a lei. Enquanto a situação melhora para mim, algumas amigas foram avisadas que serão demitidas assim que essa lei passar a valer”, revela Kelly Tatiane Rodrigues, que há pouco tempo atua como doméstica nas residências da capital.

ARQUIVO EM TEMPO/GIOVANNA CONSENTINI

Para donas de casa, PEC das Domésticas vai onerar os gastos das famílias de classe média

Proposta desagrada as patroas Como toda lei tem sua polêmica, a PEC das Domésticas não passou imune às divergências. A presidente da Associação de Donas de Casa do Amazonas (Adcea), Elizabete Maciel, apesar de entender que a medida é necessária, ressalta que é preciso observar todos os pontos que implicam nessa nova proposta. “Agora

muitas famílias de classe média terão que dispensar os serviços das domésticas porque não poderão arcar com todos os gastos. Ter uma empregada doméstica em casa será para quem pode”, avalia. Para o economista Raimundo Leão, a relação entre os patrões e empregados ganhará salto de qualidade

com a emenda, pois ela assegura direitos a uma classe historicamente rejeitada pelos brasileiros. “A aprovação dessa lei será um divisor de água em diversos lares do Brasil. Uma nova percepção cultural começa a surgir. A relação entre empregado e empregador não será mais a mesma”, frisa o especialista.


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o dobrar Emenda garante direitos Uma vez aprovada a PEC das Domésticas, os novos direitos estão garantidos a todos os empregados que trabalham pelo menos três dias por semana em um mesmo lar. Quem trabalha sem carteira deve solicitar ao patrão que regularize a situação. Assim que a lei começar a valer e a jornada de trabalho for definida, o pagamento de horas extras já deverá ser computado. Outras alterações, como o pagamento de FGTS, adicional noturno, auxílio-creche, salário-família, seguro-desemprego e contra acidentes, ainda dependerão de regulamentação posterior, que definirá valores e quem deverá pagar - se patrões ou o governo. Com a nova lei fica estabelecida uma jornada de trabalho de 44 horas semanais, ou seja, oito horas por dia. Caso o horário seja extrapolado, fica assegurado o pagamento de horas extras. O valor recebido no final do mês só vai aumentar se o empregado trabalhar horas além da jornada. Os trabalhadores que estiverem em seus postos de

trabalho a partir das 22h irão receber adicional noturno. O valor da hora extra trabalhada corresponde ao valor da hora normal mais metade do valor dessa hora (50%). Para quem recebe um salário mínimo, o valor da hora normal é de R$ 3,85, enquanto a hora extra custará R$ 5,78. Para calcular

NÚMEROS

44 HORAS

semanais é o período de trabalho das domésticas na nova lei. Acima desse horário, é hora extra a hora normal, basta dividir o valor bruto do salário pela carga horária mensal. Porém, a PEC das Domésticas precisa ser regulamentada para pôr em prática o que se prevê na lei. As novas regras não se aplicam às diaristas, que trabalham menos de três dias por semana em uma mesma casa.

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Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

Cadeias produtivas Na semana passada, por iniciativa da professora Nádia Ferreira, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), e do economista Pedro Falabella, da Afeam, a agência de fomento regional, o governo estadual retomou o projeto de qualificação profissional e inserção das populações carcerárias no processo produtivo, certamente o melhor e mais eficaz mecanismo de reintrodução deste segmento marginalizado no cotidiano proativo da sociedade. A convocação da Afeam é emblemática e estratégica, pois se trata de uma instituição rigorosamente especializada em cadeias, em suas conotações produtivas, bem entendido, aquelas que produzem, libertam e promovem a prosperidade social. E o trabalho desta agência tem sido alvo de reconhecidos acertos. Dados do próprio governo, do Idam, órgão de assistência técnica das atividades do setor primário, mostram que em 2010 o número de projetos financiados pela Afeam na área de crédito rural era 3,4 vezes maior do que o número de projetos financiados pelo Banco da Amazônia – essa instituição longínqua da expectativa ribeirinha de crédito e mudanças - e mais de 27 vezes maior do que o número de empreendimentos financiados pelo Banco do Brasil. Como os produtores no Amazonas são, em sua absoluta maioria, de pequena estatura financeira, os projetos com os quais a Afeam trabalha são de valor médio pra baixo, mas de extrema capilaridade regional e eficácia social. Isso significa que 90% dos seus recursos dão suporte para micro e pequenos empreendedores/produtores, notadamente do chamado beiradão, as comunidades municipais que vivem às margens dos rios. A média de um crédito da Afeam em 2012 ficou em torno R$ 15.300, mas teve

operação de crédito a partir de R$ 200, para financiar, por exemplo, equipamento e combustível para comunidades de pescadores. Nesta semana, a discussão da reforma fiscal trouxe mais um alvoroço à economia do modelo Zona Franca de Manaus e despiu, como de praxe, a fragilidade da estrutura local de negócios e sua absoluta dependência do viés político e sucedâneos eleitorais. A dependência fiscal da caneta. O questionamento do modelo, para não variar, veio da Fazenda paulista, cujo titular desferiu o ataque fatal, costumeiramente irônico e cercado de intenções encobertas, sobre o tamanho da isenção fiscal de R$ 20 bilhões/ano, a segunda maior do país, e dos apenas 100 mil empregos gerados no Polo Industrial de Manaus. A argumentação é maldosa e falaciosa, posto que é desta economia que sobrevivem as populações ribeirinhas, e muitas das atividades dos municípios que se inserem na Amazônia Ocidental, beneficiários dos incentivos da ZFM. Apesar disso, os privilégios fiscais não eximem o modelo de repensar suas contradições, sobretudo à luz da disparidade econômica injusta e anômala entre capital e interior, seus indicadores socioeconômicos e de desenvolvimento humano. Esse repensar necessariamente se projeta e se remete ao leque generoso de oportunidades que o interior abriga e que se põe à espera de mecanismos para um racional aproveitamento. A possibilidade efetiva de uso sustentável de sua imensurável riqueza se torna razão de constrangimento na contemplação da paisagem de exclusão e pobreza ora reinante. Comparativamente ao volume de recursos envolvidos no faturamento do Polo Industrial, são discretos, apesar de vitais e

emergenciais na dinamização da economia, os valores necessários ao estímulo das potenciais cadeias produtivas locais, do guaraná, da fruticultura regional, do extrativismo sustentável (açaí, óleos vegetais, castanha, borracha, piaçava), do pescado (manejo de recursos pesqueiros). Há uma consciência ambiental saudável, pautada no acatamento ao defeso no sentido que extrapola ao ciclo de repovoação da fauna aquática. O defeso é atitude consciente da defesa atávica dos nativos que se estende ao bioma como um todo, como fator de sobrevivência da natureza e das pessoas que com ela interagem. Foi observando o cotidiano dos ribeirinhos – nunca é demais lembrar - que o professor Samuel Benchimol, referência maior da socioeconomia regional, apresentou há mais de duas décadas – no fórum da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, o conceito amazônico de sustentabilidade: um paradigma de desenvolvimento que seja economicamente viável, ecologicamente adequado, politicamente equilibrado e socialmente justo. O acerto da economia da castanha, das fibras vegetais, a perspectiva de reativação do látex e demais arranjos produtivos comprovadamente bem-sucedidos, propiciam um modelo de desenvolvimento, que descreve o conjunto das cadeias produtivas recomendadas e financiadas pela Afeam: eis um caminho novo, seguro e comprovado de inserção das populações ribeirinhas, num patamar digno e justo de prosperidade, e que só depende de ações arrojadas de aposta e cumplicidade geral, que não permitem mais titubeios nem protelações.

Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta

A possibilidade efetiva de uso sustentável de sua imensurável riqueza se torna razão de constrangimento na contemplação da paisagem de exclusão e pobreza ora reinante”.


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Economia

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Mulheres dão o ‘tom’ na construção civil do AM HENRIQUE XAVIER Equipe EM TEMPO ON-LINE

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á quatro anos, a construção civil no Amazonas experimenta um crescimento de 32,65% no número de contratações. Nesse contexto, com 30% do total de profissionais contratados no setor, as mulheres vêm aumentando significativamente sua participação. Os dados, que fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), dão conta de que as oportunidades de emprego em aberto e a falta de mão obra masculina elevou o nível de emprego com carteira assinada para as mulheres em 5,93% em relação ao ano passado. De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), a relação dos salários entre homens e mulheres passou para 85,97%, com um crescimento de 4,94% no salário delas contra 4,74% para os homens. Segundo o titular da SRTE, Dermilson

Chagas, o ramo da construção civil chama atenção do público feminino devido aos altos salários pagos na atividade, razão pela qual a participação das mulheres aumentou 65% na última década e vem se ampliando numa média de 20% ao ano. Ele explica ainda que o aumento da participação de mu-

REMUNERAÇÃO

Na última década, a presença das mulheres teve um incremento de 65% na construção civil do Amazonas em função dos bons salários que o setor vem pagando para as trabalhadoras no Estado

lheres nos canteiros de obras aponta para uma atenuação em curto prazo da demanda por mão de obra qualificada e, mais do que isso, para um novo perfil da atividade historicamente dominada pelos homens. “As razões desse aumento passam pela necessidade crescente de mão de obra qualificada, maior oferta de capacitação para mulheres

DIEGO JANATÃ

Considerado reduto dos homens, os canteiros de obras do Estado registraram aumento de 6% na mão de obra feminina na área, salários mais atrativos do que os domésticos e maiores possibilidades de carteira de trabalho assinada”, comenta. Detalhistas A sócia-diretora do Instituto da Construção, Mazé Tiradentes, entende que esse crescente interesse do setor pelo público feminino é explicado porque normalmente as mulheres são mais criteriosas e detalhistas nas funções que exercem. Segundo ela, a busca pela libertação social que gerou a invasão feminina nos canteiros de obras fez os empreiteiros e contratadores saírem ganhando com qualidades inerentes às mulheres, como organização, determinação e persistência. “Além de tudo, as profissionais da construção civil chegam para agregar novas qualidades à rotina nos canteiros de obras, tornando os ambientes mais humanizados”, completa. O instituto oferece, entre outros, cursos profissionalizantes para eletricista, gesso acartonado, instalador hidráulico, pedreiro assentador e revestidor, pedreiro azulejista, pintor de obras e mestre de obras.

A procura por cursos profissionalizantes tem crescido muito entre as mulheres amazonenses

Setor amplia presença feminina nas obras. Lopes explica ainda que o jeito feminino de lidar com a argamassa e com a espátula é bem mais cuidadoso e preciso, principalmente no revestimento de paredes externas. “Os cargos mais procurados pelas empresas do setor exercidos pelas mulheres são de azulejista, hidráulica, mestre de obras, ajudante-geral (rejunte), auxiliar de engenharia e auxiliar de almoxarifado, entre outros. Essa mão de

obra é bem-vinda ao setor que há muito deixou de ser avesso à entrada das mulheres”, enfatiza. Crescimento Dados estimados do Sinduscon-AM apontam também que, do universo de trabalhadores do setor na capital amazonense, algo entre 25% e 30% são mulheres. A construção civil emprega em torno de 80 mil pessoas no Estado. REPRODUÇÃO

O novo perfil da construção civil deverá significar em forte mudança para o nível de concorrência de mercado em relação às mulheres. Pelo menos este é o entendimento do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes. Segundo ele, as empresas do setor em Manaus já estão totalmente adaptadas com a presença feminina

Entre os cargos mais procurados por “elas” está o de mestre de obras e de ajudante-geral

Mulheres buscam independência A procura das mulheres pelos canteiros de obras não está relacionada apenas com salários mais altos e melhores condições de trabalho. Elas querem também mostrar maior independência em relação aos homens. A universitária Adriane Vasconcelos, 18, é uma dessas mulheres. Estudante de engenharia civil, ela revela que o boom pelo qual passa o setor no Estado

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foi o que mais atraiu para a escolha da atividade no canteiro de obras. “Não foi algo aleatório. Sempre fui atenta à profissão e quero me especializar nela. Realmente me encontrei nessa profissão”, ressalta. Dados Números oficiais do Ministério do Trabalho apontam que Manaus é um das capitais em que a presença das mulheres na constru-

ção civil mais avançou em todo o país. Em pouco menos de dez anos, a participação feminina no setor ultrapassa os 650%. Ainda segundo o Ministério, o número das operárias pulou de 200, no ano 2000, para 1,5 mil, em 2008. Atualmente, aproximadamente 2 mil mulheres rebocam paredes, carregam tijolos e misturam cimento nos canteiros de obras da capital amazonense.

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Cursos de direito terão ‘tolerância zero’ do MEC O

ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou a suspensão de 100 novos cursos de direito, cujos pedidos de autorização tramitam na pasta e a criação de um rígido sistema de avaliação da qualidade do ensino jurídico, a ser construída em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que vai resultar no fechamento de dezenas de faculdades e vestibulares da área no país. “Vamos fechar muitos cursos. A política do balcão acabou. Não haverá mais jeitinho e a tolerância será zero com quem não tiver qualidade”, avisou o ministro. Existem no Brasil, hoje, 1,2 mil cursos de direito - com 800 mil alunos matriculados, seis vezes mais que os 200 existentes há vinte anos. Das 220 mil novas vagas oferecidas, apenas 162 mil estão ocupadas. “Há uma ociosidade de 25% na oferta e não há porque abrir novos cursos”, explicou o ministro. Ele ressaltou que a má qualidade do ensino fica demonstrada no elevado índice de reprovação de candidatos ao exame da OAB, que atingiu o recorde de 93% este ano. “O MEC não vai ficar

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Rígido controle do Ministério da Educação (MEC) já provocou o fechamento de 100 cursos de direito em todo o país assistindo esse absurdo sem agir. Há necessidade urgente de mudar esse padrão, essa política de expansão sem limites”, enfatizou. A nova política regulatória vai incluir a valorização do estágio profissional, hoje considerado um “faz de contas”, segundo Mercadante, com a

OCUPAÇÃO

Atualmente existem no Brasil 1,2 mil cursos de direito, com 800 mil alunos matriculados, seis vezes mais que os 200 existentes há vinte anos. Das 220 mil novas vagas oferecidas, apenas 162 mil estão ocupadas Pelas novas regras do Ministério da Educação não haverá “jeitinho” e a tolerância será zero com quem não tiver qualidade

criação dos campos de prática. “O estágio agora será avaliado, rigoroso e pra valer”, disse. O sistema de avaliação para fins de fechamento de cursos terá duas vertentes. Uma deriva da metodologia usada pelo MEC para avaliação dos cursos em geral, como o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que este ano será adotada na área de humanidades, incluindo o direito.

Cursos com notas abaixo de 3 serão punidos Os cursos que tiraram notas abaixo de 3 no Enade, num ciclo de quatro anos, serão punidos com a suspensão e impedidos de aplicar novos vestibulares, conforme explicou o ministro da Educação.

Entre estes, os que tiverem uma trajetória de notas negativas ficarão proibidos de reabrir em caráter definitivo. Já os que tiraram nota 1 e 2, mas evoluíram, poderão ser reabertos, “se apresentarem

um bom projeto que mostre que estão superando suas deficiências”, ponderou. Outra forma de punição prevista no acordo inclui a análise dos aprovados no exame da OAB. Ou seja: os cursos

que, de forma contumaz, não aprovam seus alunos no exame da Ordem, também serão fechados. O ciclo de avaliação da área de humanidades, já implantado na de ciências exatas, começa este ano.


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Bagaço da laranja é usado na produção de cachaça Técnica é econômica, pois é feita com os resíduos da produção de suco e a um custo menor que da cachaça feita da cana

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ma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara resultou na produção de cachaça a partir do bagaço da laranja. A bebida fica bem mais barata que o aguardante de cana, pois utiliza os restos da produção de suco Também não perde em qualidade e, por isso, já foi requisitado o pedido de patente para que em breve possa ser comercializada. Os testes foram feitos no Centro de Pesquisa da Cachaça instalado há cerca de dois anos na Unesp em Araraquara. Produtores desse setor foram convidados a experimentar o novo produto e aprovaram. A ideia surgiu a partir das próprias indústrias de suco que, assim como as cervejarias, buscam alternativas para as sobras de suas produções. O estudo teve à frente o professor João Bosco Faria, que montou uma equipe e coordenou a pesquisa. A principal matéria-prima desse aguardente é o líquor da laranja, ou seja, o sumo proveniente do bagaço da fruta. Nas indústrias esse material geralmente é descartado, sendo parte dele algumas vezes usada como complemento em ração animal.

RICARDO OLIVEIRA

De acordo com o professor, o líquor é uma alternativa vantajosa em relação à cana-de-açúcar por diversos fatores. Ele cita como exemplo a sazonalidade da safra de cana, que faz com que a produção de cachaça seja possível somente durante um período máximo de seis meses. Já o bagaço da laranja pode ser armazenado garantindo um

ALTERNATIVAS

A ideia de transformar o bagaço da laranja em cachaça surgiu a partir das próprias indústrias de suco que, assim como as cervejarias, buscam alternativas para as sobras de suas produções

produção contínua durante todo o ano. Quando for parar no mercado, o novo produto não poderá, no entanto, ser chamado de cachaça. Isso porque trata-se de um termo válido apenas para aguardente de cana produzida no Brasil, já que seus produtores contam com o selo de localização geográfica que impede o uso da marca.

Os pesquisadores já entraram com pedido de patente da bebida feita da laranja, mas ainda não há previsão para a comercialização ALAOR FILHO/AE

Testes do produto a partir do bagaço da laranja foram feitos no laboratório da universidade

Produto será uma aguardente Um levantamento realizado durante a pesquisa aponta que caso todo o resíduo da indústria da laranja fosse utilizado para fazer a nova pinga, a produção no país seria de um bilhão de litros por ano. Os pesquisadores também querem patentear uma cachaça feita a partir das leveduras que sobram na produção da cerveja. Mas nesse caso a pesquisa ainda está em um estágio mais atrasado e o estudo ainda busca aumentar a eficiência do processo. Essas leveduras, responsáveis por transformar o açúcar do líquor em álcool, costumam ser doadas a pequenos produtores rurais para servirem como adubo. Surpresas Os testes da aguardente foram feitos nos alambiques da universidade. Ela

é produzida a partir do líquor, o líquido extraído do bagaço da laranja. Após ser fermentado e destilado, o líquido se transforma em bebida alcoólica. As primei-

VANTAGENS

Pesquisadores estudam como tornar o negócio ainda mais vantajoso, reutilizando o produto que faz a fermentação da cerveja, que também é descartado e pode servir para a fabricação da pinga ras amostras não deram certo, mas os pesquisadores descobriram que a bebida envelhecida em tonéis de madeira, como o uísque, se torna um produto de qualidade. “Quando o aluno me trouxe o produto para eu ver se

tinha dado certo e ele não me falou nada eu não pensei que fosse aguardente, perguntei o que era e le me disse que era a nossa bebida”, afirmou o professor e pesquisador João Bosco Farias. Segundo o professor, a produção tem um custo menor que o da produção de cachaça envelhecida, à base de cana-de-açúcar. A principal economia da nova bebida está na matéria-prima, já que o bagaço é sobra da fabricação de suco. O produtor de cachaça artesanal Luiz Vanalli experimentou e gostou do resultado. Ele, que já exporta a aguardente que produz para a Inglaterra, diz que basta investir em qualidade para conquistar o mercado. “Todo o produto que tem qualidade e é diferenciado tem lugar no mercado brasileiro e no exterior também”, disse.


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40% da população mundial não tem acesso a banheiro Segundo relatório da ONU, só metade da população dos países em desenvolvimento tem um banheiro, latrina ou um poço séptico

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assados dez anos desde os compromissos que a ONU aprovou para melhorar a vida dos mais pobres do planeta, 884 milhões de pessoas seguem sem acesso à água potável e 2,6 bilhões não dispõem de saneamento básico nos locais em que vivem. Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) diz que, apesar desses números, os avanços no âmbito da água são certamente encorajadores, com 87% da população mundial bebendo e utilizando água apta para o consumo. Por outro lado, a situação é decepcionante quando se trata do saneamento básico: 40% da população mundial não tem acesso a ele. A diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, María Neira, explicou que a diferença no progresso alcançado nas duas áreas se deve, entre outros fatores, a “razões culturais e à falta de investimento” e “de colaboração entre os diferentes setores públicos envolvidos”. “É preciso uma mudança cul-

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tural para que o saneamento seja considerado uma necessidade tão clara e tão óbvia como o é o acesso à água potável”, acrescentou. Segundo o estudo, os avanços foram diferentes de acordo com as regiões: um terço das pessoas que não têm acesso à água limpa vive na África Subsaariana, onde

RETROCESSO

Pelos cálculos da Organização das Nações Unidas, 2,6 bilhões de pessoas não dispõem de saneamento básico nos locais em que vivem e 884 milhões não têm acesso a água potável

40% da população sofre com essa situação. Já quase metade das pessoas que ganharam acesso à água desde o começo dos anos 90 está na Índia e na China. Em relação ao saneamento, só metade da população dos países em desenvolvimento tem um banheiro, uma latrina ou um poço séptico de

uso doméstico. Os maiores progressos nesse campo nos últimos anos foram registrados no norte da África e em regiões do leste e do sudeste da Ásia. “Vale a pena chamar a atenção sobre algo que é tão óbvio que quase dá vergonha dizer isso em 2010. Sem água potável e saneamento básico, não há nenhuma base de saúde pública que possa se desenvolver. Se não acabarmos com essa situação, nunca vamos arrancar esses povoados da pobreza”, disse Neira. Segundo os resultados do relatório, o mundo alcançará o objetivo do Desenvolvimento do Milênio de cortar pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável em 2015, mas fracassará em fazer o mesmo em relação aos serviços de saneamento. A “boa notícia” é que a prática de defecar ao ar livre, considerada a mais perigosa do ponto de vista higiênico, está em declínio no mundo inteiro em termos percentuais, embora tenha aumentado em números absolutos. Se em 1990 era uma prática de 25% da população mundial, hoje essa taxa se situa em 17%.

ONU declarou ser decepcionante a situação de 40% da população mundial sem saneamento básico

APÓS 3 ANOS

Israel retoma diálogo com Turquia

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O primeiro-ministro de Israel, Binjamin Netanyahu, informou nesta semana que o Estado judaico retomou as relações diplomáticas entre os dois países, que estavam em baixo perfil desde 2010. A relação foi prejudicada após a morte de nove turcos em um ataque a um dos barcos da chamada Flotilha da Liberdade, que pretendia levar ajuda humanitária à faixa de Gaza. Em comunicado, Netanyahu disse que enviou pedido de desculpas ao presidente turco, Abdullah Gül, pelos erros que levaram à morte dos ativistas e prometeu uma compensação financeira. Mais tarde, o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que a Turquia aceitou o pedido de desculpas. No telefonema, Erdogan disse a Netanyahu que valoriza a “forte amizade de centenas de anos e a cooperação entre as nações turca e judaica”, segundo o governo turco. A ligação entre Netanyahu e Erdogan foi confirmada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em nota divulgada minutos após deixar Israel. No documento, o americano disse que a retomada ajudará os dois países a enfrentar desafios e oportunidades. “Os Estados Unidos valorizam profundamente nossas parcerias estreitas com a Turquia e Israel, e damos grande importância para a restauração de relações positivas entre eles, a fim de promover a paz e a segurança na região”, declarou Obama.

Mapa mostra o ataque israelense a turcos em águas internacionais

‘Liberdade’ queria furar bloqueio A operação militar que causou o rompimento foi em 31 de maio de 2010. A Flotilha da Liberdade pretendia romper o embargo imposto desde 2006 à faixa de Gaza, que é controlada pelo grupo radical palestino Hamas, para entregar mantimentos aos palestinos. Enquanto navegava pelas águas internacionais do mar Mediterrâneo, foi interceptada por militares de Israel. O Estado judaico suspeitava que a embarcação levasse armas ao território

palestino e que os ativistas eram militantes do grupo radical libanês Hizbollah, o que não foi confirmado. A interceptação provocou uma série de movimentos do governo turco para diminuir as relações com Israel, que era um dos poucos países de maioria islâmica que mantinha relações com o Estado judaico no Oriente Médio. Ainda em 2010, os turcos diminuíram o corpo diplomático em Tel Aviv em represália.


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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

ARQUIVO EM TEMPO/MICHEL MELLO

Quem tem medo do caramujo? Página C8

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Crianças com Síndrome de Down podem agir como qualquer criança comum, com o auxílio e o amor de seus familiares

Diferentes, mas adoráveis Crianças portadoras da Síndrome de Down mostram, ao lado de seus pais, que podem superar suas limitações e contribuir para um lar feliz, superando todos os medos gerados pelo desconhecimento de como lidar com a situação

RUTH JUCÁ/DIVULGAÇÃO

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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nascimento de um filho é aguardado com toda ansiedade e expectativa pelos pais, que não esperam nada menos do que a “criança perfeita”. Porém, a vida prega algumas “pegadinhas” e sustos de vez em quando, e quando alguns desses bebezinhos abrem os olhos, nasce um ser humano especial, literalmente. Foi assim com Vânia Lopes, 30, mãe do pequeno Mateus Lopes, 2, que apesar de ter feito todos os exames solicitados durante o pré-natal, levou um susto quando foi informada que o filho era portador da Síndrome de Down. “Soubemos somente depois que o Mateus nasceu. Nada apontou que ele tivesse algo, então foi um verdadeiro susto em todos, pois não sabíamos como lidar com aquele bebezinho”, disse. Passado o primeiro impacto, Vânia se recompôs e foi procurar se informar melhor sobre a síndrome com outras mães e médicos. “Além do impacto inicial, fui informada de que a síndrome não é uma doença, porém pode levar a pessoa a ter problemas cardíacos e neurológicos. Meu maior medo era ele desenvolver essas doenças”, explica Frequentando a escola “Vida”, há um ano, Mateus já obteve alguns avanços, segundo a mãe, que percebeu o desenvolvimento do menino ter progressos, em vários aspectos, como o relacionamento com outras crianças. Vânia verifica que antes o menino brincava com outros pequenos, mas também brigava. Agora está mais socializado, não briga e tem vários amiguinhos. “Em casa, a gente pensa em ficar protegendo, tratando como bebezinho, mas depois que começou na escolinha está mais independente. Ele aprendeu a comer sozinho, por exemplo”, constata. Entretanto, Vânia lamenta que as escolas não tenham professores qualificados para atender crianças “diferentes”, apesar de já existir uma lei que obriga as instituições de ensino a receberem essas crianças.

Carinho e acompanhamento são essenciais para as famílias que possuem filhos portadores da síndrome de Down, os quais têm habilidades extraordinárias

Uma história que vai do luto à luta Pai da pequena Stephanie Agostinho, 12, Omar Maia fundou há dois anos a Associação de Pais e Amigos do Down Amazonas (Apadam), para ajudar outros pais com a troca de informações sobre a síndrome. “O motivo da criação da associação foi a falta de conhecimento sobre o assunto e a necessidade de muitas pessoas terem informação. O

principal objetivo da Apadam é melhorar a qualidade de vida e proporcionar maiores oportunidades para pessoas com Síndrome de Down”, explicou. De acordo com Omar, algumas pessoas falam que quem tem um filho com a síndrome vai do “luto à luta”. Mas, ele adianta que a família não teve tempo para passar por essa situação, pois a preo-

cupação maior era que ela tivesse saúde. “Nossa maior fonte de informação era a internet”, disse. Segundo ele, justamente a quase nulidade de informações, foi o que levou Stephanie a não realizar muitos tratamentos nos primeiros anos de vida. Omar recorda que a menina não realizou sessões com fonoaudiólogos, terapias

ocupacionais e outras atividades, que agregadas possibilitam maior independência. “Há quatro anos tivemos que levá-la para um tratamento em São Paulo, por causa de um tumor no ouvido, o que pode acontecer com os portadores da síndrome. Porém, como não sabia nada a respeito, não percebemos o que estava acontecendo”, diz.

A criança frequenta a escola Sonho Infantil há quatro anos com crianças comuns e, apesar das dificuldades, consegue acompanhar. “Ela tem um pouco de dificuldade, pois na primeira escola não faziam acompanhamento correto e, por isso, atrasou o desenvolvimento”, explica. (Continua na página C2)


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Associação busca recursos para começar a funcionar Sem poder receber verbas oficiais, a Apadam apenas utiliza trocas de experiências para melhor auxiliar quem tem a síndrome RUTH JUCÁ/DIVULGAÇÃO

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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tualmente a Associação de Pais e Amigos do Down Amazonas (Apadam) funciona na residência de Omar Maia e não pode receber nenhum recurso do governo ou prefeitura, ou mesmo participar de projetos, pois para receber apoio tem que ter, a princípio, uma sede própria. “Por causa disso, somente estamos realizando reuniões para trocarmos experiência entre os pais e deixamos de dar atendimento terapêutico, que é uma das nossas finalidades”, lamenta. Uma das lutas de Omar é mostrar que a síndrome não é uma doença e as crianças portadoras são absolutamente normais. “É impressionante como Stephanie, por exemplo, é carinhosa, amorosa e também extremamente inteligente. Ela tem uma enorme facilidade de memorizar coisas, o que me surpreende”, constata. Expectativa Ele explica ainda que existem no Brasil 300 mil

pessoas com Síndrome de Down e que, atualmente, a expectativa de vida é maior, chegando a ser acima dos 50 anos. “Por isso, a atenção deve ser bem maior com os portadores da síndrome”, disse, completando que em muitas situações a maioria das pessoas, ainda

Estamos realizando reuniões para trocarmos experiências entre os pais e deixamos de dar atendimento terapêutico, uma das finalidades Omar Maia, fundador da Apadam

tem ideias estigmatizadas e preconceituosas. De acordo com Felipe Augusto, procurador do Ministério Público Federal (MPF), atualmente a igualdade tem que ser formal para equiparar direitos de igualdade. “A igualdade contempla o direito de ser diferente”, conclui.

Com a utilização de recursos, a Associação de Pais e Amigos do Down Amazonas poderia encontrar reforço para seu trabalho

Sessão especial marca data Uma sessão especial para lembrar o Dia Internacional das Pessoas com Síndrome de Down, que foi comemorado no dia 21 de março, foi realizada na manhã da última sexta-feira (22), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Diversas entidades, como a Apadam, a Associação Pestalozzi do Amazonas, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Conselho Munici-

pal das Pessoas com Deficiência (Conede), Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Seas) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), estiveram presentes. A data foi reconhecida em novembro de 2011 pela Organização das Nações Unidas (ONU), após iniciativa do governo brasileiro. A Síndrome de Down é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a

mais, o par 21. De acordo com pesquisas, ocorre um caso a cada 650 ou mil recém-nascidos. Além disso, 85% dos casos ocorrem com mães com menos de 35 anos. No Brasil, estima-se que nasçam cerca de 8 mil bebês por ano, com a síndrome. Com o avanço da medicina, o portador tem cada vez maior expectativa de vida e atualmente é comum pessoas chegarem a 70 anos.


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Amazonas entra na elite da ciência e da tecnologia Projetos de estudantes amazonenses mostram talentos locais para a criação de soluções para problemas do dia a dia FOTOS: JOEL ROSA

LUCIANO LIMA Especial EM TEMPO

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ue tal um equipamento capaz de revolucionar a engenharia marítima, protegendo principalmente aqueles que frequentam as praias brasileiras? Ou então um dispositivo que facilita a leitura e escrita para portadores de deficiência visual? Esses são dois projetos reais que, além de muito criativos, levam o selo de respeito à vida e com foco na sustentabilidade. Essas duas criações foram desenvolvidas no período de um ano pelos notáveis Rafael Oliveira, 17, e Nadson Cavalcante, 17, ambos ex-alunos do ensino médio técnico do Instituto Federal do Amazonas/Campus Manaus Distrito Industrial (Ifam/CDMI), localizado na avenida Danilo Areosa, 1672, Distrito Industrial, Zona Leste de Manaus. Com o apoio da instituição e do professor de automação de eletroeletrônicos do Ifam, Diego Câmara Sales, os dois garantiram reconhecimento nacional e internacional na área de engenharia e ciência, colocando o Amazonas no ranking de criações inovadoras no campo da tecnologia no ano de 2012. De acordo com Diego, o projeto é uma iniciativa que visa reunir as melhores ideias dentro da sala de aula. “A disciplina de controladores, é uma disciplina técnica onde os alunos irão aprender uma tecnologia que hoje é atual, a tecnologia dos microprocessadores que são componentes aplicados hoje em dia em celulares e notebooks. E com isso eu implementei, em conjunto com os alunos e disciplina, o projeto que dura todo o ano letivo, ou seja, de fevereiro a dezembro”, explicou. “No início, nós dividimos a sala em grupos e pesquisamos um assunto que pudéssemos desenvolver e trabalhar com problemas em sala de aula, tentando resolver com uso da engenharia”, descreveu Câmara. Visão Motivado a ajudar pessoas com deficiência visual a terem

uma qualidade de vida melhor, Rafael trabalhou em uma criação intitulada “Dispositivo de Auxílio Educacional para Deficientes Visuais”, capaz de facilitar a leitura e a comunicação em geral voltado às pessoas com limitações parciais ou totais da visão. “Boa parte do equipamento que eu desenvolvi foi com material reciclado que recolhi de uma empresa que já havia descartado, no caso aproveitei a caixa e os leds. Além disso, desenvolvi um aplicativo que roda em sistema Android, no celular, que possibilita a interação com o equipamento. Ao todo gastei R$ 450 com a criação, sendo que pesquisei dispositivos similares em outros países, e o mais barato não sai por menos de 25 mil euros”, destacou.

INCENTIVO

Com o apoio do Instituto Federal do Amazonas, Nadson e Rafael garantiram reconhecimento nacional e internacional na área de engenharia e ciência, colocando o Amazonas no ranking Nadson Cavalcante (à esquerda) e Rafael (à direita) com o professor Diego Câmara Sales, incentivador dos dois estudantes

“A pessoa com deficiência visual poderá escrever e ler em braile, pois cada botão desse dispositivo representa um relevo em braile. No caso do celular, ele pode digitar e o texto ser convertido para português, dependendo da adaptação pode ser vice e versa”, disse. “Durante a pesquisa, conversei com algumas pessoas que possuem algum tipo de deficiência e muitos deles me falaram que a busca pela independência é o que eles mais almejam”. “Um dos motivos para eu criar esse dispositivo foi a deficiência visual da minha avó, que ficou com complicações por conta do diabetes, então é algo que carrego comigo desde os sete anos de idade. Quando o professor nos incentivou a fazer o projeto, foi a oportunidade que tive para desenvolver a ideia”, relatou Rafael.

Um monitoramento seguro Praias seguras e todo o seu perímetro monitorado. Esse foi o objetivo de Nadson quando criou e apresentou o projeto “Rede de Sensoriamento de Embarcações: Uma garantia de proteção aos banhistas”, uma criação genuinamente local. Formado por um conjunto de equipamentos que interliga sensores posicionados no motor da embarcação, sensores na praia e uma base de monitoramento, o equipamento é capaz de parear e até fazer o desligamento automático de uma embarcação que eventualmente invadisse a área destinada

a banhistas. “Eu comparo a situação das praias com as ruas das cidades, onde barcos seriam os carros, o jet ski seria a moto e os pedestres seriam banhistas, e penso que a segurança deve ser a mesma”, pontuou. “Tudo começou com o acidente que aconteceu no ano passado no litoral paulista, quando um jet ski atropelou uma criança na praia. Daí pensei o que poderia ter sido feito antes para ter salvado essa vida, pois tanto lá como aqui em Manaus acontecem acidentes similares”, relembrou. Rafael Oliveira desenvolveu produto com material reciclável

Reconhecimento no Brasil Os dois projetos participaram de importantes movimentos de Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I). No caso de Nadson, o mesmo foi contemplado com o 2º lugar na Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit) realizada no Recife (PE) com o projeto “Liberat Animas” (Salva Vidas) e o 3º lugar na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) com o Prêmio Marinha do Brasil de Mentalidade Marítima promovida no Estado de São Paulo em 2012, cujo movimento estimula a participação de jovem cientista, que todo ano realiza na Universidade de São Paulo uma grande mostra de projetos. Com a projeção nacional, o projeto de sensoriamento de embarcações Para desenvolver a rede de sensoriamento, Nadson Cavalcante pensou na solução para acidentes entre embarcações e banhistas

recebeu excelentes críticas da Marinha do Brasil, além de reconhecimento com o certificado da American Meteorological Society (Sociedade Meteorológica Americana) organização que promove o desenvolvimento e a disseminação da informação e educação política sobre a atmosfera e as ciências oceânicas e hidrológicas, destinados a profissionais e alunos. Com a gama de possibilidades que foram apresentados pela pesquisa de Rafael, ele garantiu o 2º Lugar na categoria Social, credencial para Feira Internacional 2014, além de menção honrosa por contribuição à pesquisa e inovação certificada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.


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MERCA

Com a restauração do centenário “Adolpho Lisboa”, Manau

Aos poucos Adolpho Lisboa ressurge do mar de desmandos, incompetência e abuso de poder em que ficou mergulhado por seis anos MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

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impossível não se emocionar ao entrar no mercado “Adolpho Lisboa” e ouvir o barulho de ferramentas e ver operários em movimento, num ritmo frenético de quem tem pressa. Lacrado em para reforma em 2006, na administração do então prefeito Serafim Corrêa (PSB) o velho mercadão está fechado há oito anos. Depois de Serafim, veio a administração de Amazonino Mendes (PDT) – talvez o mais experiente e ousado gestor que Manaus já teve, mas, mesmo assim o mercado continuou coberto de tapume. São oito anos entregue à própria sorte. Povoado por sapos, ratos, baratas e, acredite, sem os famosos vitrais importado de Paris que foram estihaçados quando trabalhadores malorientados tentaram retirálos para recompor a sustentação de ferro fundido. É impossível não se indignar ao receber a resposta para a pergunta “onde estão os vitrais coloridos?” Os vitrais não estão mais lá. Mas as colunas de ferro fundido, importadas da Europa e fabricadas pela empresa Francis Norton, Enginers Liverpool estão firmes e fortes sustentando o estiloso telhado de metal. O Adolpho Lisboa é um dos mais fantásticos cartões-

postais de Manaus. Muitos turistas estrangeiros quando pisam em Manaus vão direto para lá. E ainda não entendem nada, por que o majestoso monumento de arquitetura inglesa está cercado de tapumes e completamente deteriorado? Why? O “Adolpho Lisboa”, que recebeu esse nome em homenagem ao prefeito da época, que construiu uma nova fachada de frente para a rua dos Barés e, modesto, resolveu colocar seu nome no edifício, começou a ser construído em agosto de 1882, e só viria a ser inaugurado em 15 de julho de 1883. Trata-se de uma cópia fiel, em miniatura, do extinto mercado Les Halles, de Paris. Sua arquitetura obedece ao estilo art nouveau da época e sua estrutura exibe armações grades e arcos de ferro importado da Europa. Diante da imponência de sua arquitetura e o que representa para a história da cidade, o mercadão foi tombado em 1º de julho de 1987 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Num festival de burocracia e desmandos, as obras no Adolpho Lisboa foram embargadas diversas vezes pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e Ministério Público Federal (MPF). Mas agora, Manaus, que um dia foi chamada de “cidade sorriso”, tem motivo para se alegrar. É que estamos ouvindo barulho de

ferramentas e vendo mais de 80 operários em movimento, trabalhando diariamente de 7h às 18h nos cinco pavilhões do mercado. Ainda se ouve também o eco do discurso de um recém-empossado prefeito que anunciou o que a cidade queria ouvir: ― O mercado Adolpho Lisboa será entregue ao povo no dia 24 de outubro, dia do aniversário de Manaus. A promessa é do prefeito é Arthur Neto (PSDB), no discurso de posse, em janeiro de 2013. A esperança é nossa. Para felicidade geral da aldeia, as obras do mercado “Adolpho Lisboa” avançam em ritmo acelerado. Pelo menos uma vez por semana, Arthur Neto vai lá, fiscalizar, injetar otimismo nos operários e cobrar. “O que engorda o gado é o olho do dono. É isso que estou fazendo todos os dias, para que as obras da prefeitura, espalhadas em vários cantos da cidade avancem” . Quem o conhece, sabe que o prefeito não costuma recuar no que prometeu. Apesar da burocracia do engenheiro responsável pela obra, contratado da Biapó, de Goiânia (GO), uma equipe do EM TEMPO conseguiu passar a manhã de quinta-feira dentro do canteiro de obras do mercado Adolpho Lisboa, assessorada pela arquiteta Fabrícia dos Santos Morais. Embora o arquiteto responsável pela restauração seja Roger Abrahim Fabrícia explica que as obras

estão obedecendo a cronograma de trabalho e devido ao prazo curto para a reinauguração, a jornada de trabalho foi amliada para mais uma hora. Agora as equipes trabalham de 7h às 18h. ― O trabalho vem sendo desenvolvido em tempo regular. Estamos fazendo o possível e o impossível para

O NOME

Em 1902, o mercado sofreu uma ampliação. Ganhou uma nova fachada voltada para a rua dos Barés e não para o rio Negro. Foi inaugurada pelo prefeito Adolpho Lisboa, que colocou seu nome na nova fachada entregar o mercado totalmente restaurado no dia 24 de outubro – conta Fabrícia enquanto acompanha os repórteres aos cinco pavilhões – Central, Carne, Peixe, Tartaruga e Pará. É claro que o pavihão Tartaruga recebeu esse nome porque em 1883, quando o mercado foi inaugurado, carne de tartaruga era comercializada livremente. A construtora Biapó garante que já executou mais de 60% da obra, que deverá custar aos cofres públicos R$ 15 milhões. Já estão prontos, por exemplo, o telhado dos pavilhões, a pavimentação interna, que interliga os pavilhões, com a iluminação cênica. Outras

A fachada está sendo pintada nas cores originais, ocre e terracota

áreas, no entanto, foram reformadas agora. É o caso dos pavilhões do Peixe, Carne, Tartaruga, Amazonas e Pará. Já no chamado Pavilhão Frontal (cuja vista dá para a rua dos Barés), que abrigará boxes e restaurantes, se encontra em fase de pintura final. Também já foi concluído o calçamento com as polêmicas pedras de “lioz”, que cerca a área externa do mercado. Falta muito pouco para que outros setores sejam concluídos. As paredes da fachada já estão sendo pintadas na cor original (ocre e terracota) e iluminação panorâmica instalada. O Pavilhão Central, que está quase pronto, abrigará 64 boxes, que trabalharão com venda de ervas e artesanatos. No corredor de entrada do mercado serão mais 16 boxes. Ali também, logo ao lado, está sendo feito um jardim de inverno, com direito a uma pracinha, bancos e lanchonete. Na parte superior do mercado, funcionarão dois restaurantes, um em cada torre, que ficarão abertos até à noite e oferecerão um cardápio tipicamente regional. ― Como vocês podem observar, estamos tendo o cuidado de deixar os pilares à mostra, porque também são uma obra de arte em ferro, que vieram da França – explica a arquiteta. Segundo ela, o tempo, a umidade, as goteiras, as infiltrações destruíram muitos detalhes do estilo art noveau, mas isso está sendo pré-moldado para que as linhas origi-

nais sejam mantidas. ― Por exemplo, as pedras lioz de Portugal, que causaram o embargo da obra pelo Iphan, estão sendo polidas e recolocadas no lugar de origem – explica Fabrícia, observando que as pedras são as mesmas da calçada do entorno do teatro Amazonas. As pedras a que se refere a arquiteta são de um tipo raro de calcário originário de Portugal. Os boxes externos, que ficam de frente para a rua dos Barés também já estão prontos e com um detalhe, todas as escadas internas foram construídas em madeira no estilo das famosas escadas “Santos Dumont”, que apresentam a extremidade de um degrau mais estreita para facilitar a escalada e evitar tropeços. O Pavilhão da Tartaruga, que abrigará a venda de estivas em geral, já está praticamente pronto, com os operários polindo o piso. O Pavilhão Amazonas, que ainda está em obras, abrigará os quiosques e uma tabacaria. Ao lado do Pavilhão do Peixe funcionará uma praça de alimentação. Foi nessa área leste do prédio, que os trabalhadores desencavaram uma velha escada de pedra, além de encontrar moedas e cédulas do século 19. É nesse setor também, que um letreiro moldado na parede, nos alerta para a importância histórica do velho Adolpho Lisboa – “Mercado Público 1882. Na administração do Exm. Snr. Drº Alarico


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ADÃO

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us recupera o patrimônio histórico e a autoestima

FOTOS: IONE MORENO

Uma pedra no meio do caminho

Mas de quem é a culpa para que o Adolpho Lisboa ficasse tanto tempo lacrado? De quem é a culpa para que as obras fossem suspensas, provocando a revolta de seus mais de 600 permissionários e da própria população, que tinha no mercado um agradável passeio dominical e uma opção mais barata de adquirir gêneros alimentícios, ervas medicinais, artesanato, frutas regionais e cereais? O EM TEMPO ouviu o exprefeito Serafim Corrêa (PSB), que interditou o Adolpho Lisboa em 2006. Ele conta passo-a-passo o que provocou o lacre do mercado por mais de seis anos. Em 2000, a Suframa fez um convênio com a Prefeitura de Manaus e repassou o valor da obra. De 2000 a 2004, apesar dos esforços, a Prefeitura de Manaus não conseguiu aprovar o projeto de restauro no Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). ― Em 2005, eu assumi a prefeitura e aproveitamos o que tinha sido feito anteriormente, mudamos o grupo de trabalho que tratava do assunto, foram feitos novos estudos e projetos até que, em 2006, o Iphan os aprovou –, relata Sarafa. Em 2006/2007 foram feitas as negociações para que os concessionários se mudassem para lugar seguro. Para isso, uma feira coberta foi erguida nos fundos do próprio mercadão. A partir daí foi feita a licitação e iniciada a obra. ― Mas aí a diretora do Iphan, nossa saudosa e querida Bernardete Andrade, que aprovou o projeto, foi sucedida por outro diretor. Este

entendeu que a administração tinha o direito de rever seus próprios atos e decidiu mudar os termos da licença exigindo que o piso fosse de pedra de lioz, como era originariamente, e não de cerâmica Gail como estava no projeto. A prefeitura discordou – lembra Serafim. O imbróglio começou aí. A Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) não admi-

PEDRAS

A verdadeira história de abuso de poder e desmandos que provocou a interdição das obras do mercado. Tudo por causa das pedras portuguesas do piso te pedra de lioz por questões de saúde pública, já que ela é porosa e absorve sangue, gerando tudo o que não presta. Ponderamos que o piso era a última coisa e que esse debate deveria ficar para o final da obra, mas o Iphan foi inflexível e representou ao MPF que entrou com ação judicial embargando a obra através de uma liminar. A partir daí, a obra da prefeitura de Serafim passou por uma dolorosa negociação. O então prefeito foi a Brasília e propôs à direção nacional do Iphan que fosse feito um convênio para que eles assumissem a obra e fizessem do jeito que entendiam que deveria ser. ― Mas aí não toparam. Levei o caso ao Comitê de Articulação Federativa, mas o governo federal sempre

insensível nesses casos, que nem Pilatos no credo, lavou as mãos e disse que cabia à prefeitura negociar um TAC com o Ministério Público, o que foi feito. Mas a via crucis não acabou aí. Serafim lembra que o impasse foi ampliado para vários pontos. E foi graças à interferência do senador Jefferson Péres, finalmente, o TAC foi assinado e depois homologado pela Justiça Federal. A expectativa era a retomada imediata da obra, mas a empresa contratada terminou quebrando, pois com a obra parada os seus trabalhadores foram para a Justiça do Trabalho. ― O resultado foi um grande imbróglio – conclui Serafim - Essa é a realidade fria dos fatos. Na sequência, a nova administração (Amazonino) rescindiu o contrato, fez nova licitação, teve quatro anos para concluí-la, mas não o fez. Em 2010, Amazonino jogou a toalha e disse que os recursos transferidos pela Suframa não davam mais para a prefeitura acabar a obra, pois teria que colocar mais oito milhões de reais, dinheiro que a prefeitura disse não possuir. ― O mercadão não comporta mais discussões. Todos querem a conclusão das obras e a sua entrega de volta à cidade. Nesse sentido, a imprensa noticia que os trabalhos que estavam paralisados foram retomados e o prefeito Artur Neto anunciou sua reinauguração para o dia do aniversário da cidade, dia 24 de outubro. Assim espero e que assim seja – torce o ex-prefeito. Operários trabalham 11 horas por dia para acelerar as obras e cumprir o prazo de entrega

Ervas para todos os males

A simpática dona Judith exibe em seu boxe mais de 500 plantas medicinais

A cena é engraçada. Dona Judith Braga Formoso, 77 anos, solta a maior gargalhada quando o repórter anuncia que “viemos fazer uma matéria com a senhora”. Com o rosto cercado de plantas medicinais, e permissionária que ocupa um boxe improvisado, fora do mercado desde 2006, diz que o abandono em que ficou o Adolpho Lisboa prejudicou a todos, “inclusive meus clientes, que já têm onde parar o carro, por isso não vêm mais aqui”. D. Judith trabalha no mercado desde 1959. É uma das centenas de permissionários que há

oito anos aguardam o direito de retornar para seus antigos boxes, nos pavilhões interiores do “Adolpho Lisboa”. Volta e meia, Judith interrompe a entrevista para atender um cliente. Os clientes chegam reclamando de algum problema de saúde, e a rainha das plantas medicinais tem na ponta da língua a receita. Ao mesmo tempo em que vende a erva, explica para que ela serve. ―Para sinusite é cravo amarelo, eucalipto e alfavaca. Faça o chá e deixe no sereno. Tem que ser serenado. No outro dia banhe a cabeça. Repita algumas

vezes e a sinusite vai embora – aconselha a vendedora. Quem aparece na banca com problema de rim, d. Judith aconselha chá de quebra-pedra; para tuberculose nada como mastruz com leite; unha-de-gato pode ser utilizada na cura do câncer; amor-crescido, para próstata; mucuracaá, para ameba; e pata-de-vaca, para diabetes. Tem remédio para tudo, até para quem é brabo. “A pessoa que não consegue controlar a raiva, deve tomar chá de erva amansa que vai melhorar com certeza”, aconselha a vendedora veterana.


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Detentos buscam chances para concluir os estudos IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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etenta por cento dos detentos do Amazonas – de um universo de cerca de 8 mil – não possuem o ensino fundamental completo. Para mudar esse cenário e oportunizar a conclusão do curso, até o dia 14 de abril estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Certificação de Competências (Encceja). A diretora da Escola de Administração Penitenciária (Esap), Sheryde Karoline Lima, explicou que é interesse das secretarias estaduais de Educação (Seduc) e de Justiça (Sejus) possibilitar aos detentos a oportunidade de ressocialização após o cumprimento das penas, por meio do ingresso ao ensino. “Os exames possibilitam a melhoria da escolaridade da população carcerária e, consequentemente, oferecer o acesso a cursos de capacitação que vialibilizem a integração social. Hoje, alguns cursos básicos, de pedreiro por exemplo, exigem no mínimo ensino fundamental completo. Há cursos de eletricista ou hidráulico que pedem pelo menos ensino médio completo. Por isso, é importante investir na educação

DIVULGAÇÃO

Com o Exame Nacional de Certificação de Competências, detentos ganham chance de retomar a formação educacional dos detentos para que quando saiam tenham uma oferta de trabalho a mais e possibilidade de reintegração”, disse. Ainda não foram contabilizadas quantas pré-inscrições foram feitas até agora. Contudo, a diretora estima que deve superar a do Enem do ano de 2012, quando 233 detentos participaram das avaliações. “Acreditamos que a busca será

ADESÃO

Ainda não foram contabilizadas quantas préinscrições foram feitas até agora, mas segundo a diretor da Escola de Administração Penitenciária, Sheryde Lima, o número deve superar o de 2012 maior, por se tratar de exame voltado ao público-alvo do sistema em nosso Estado, com a maioria das pessoas com ensino fundamental incompleto”, explicou. O exame foi implantado pelo Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/ MEC) no ano de 2005.

Detentos do Amazonas devem participar em grande número do exame para voltar aos estudos

Ensino superior para todos No ano passado, 233 detentos do Amazonas participaram do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem/PPL). Além de possibilitar a disputa a uma vaga no ensino superior, o exame

também oportuniza a certificação do ensino médio. A diretora da Esap revelou que está nos planos da Seduc e Sejus oferecer aos detentos a oportunidade de cursar o ensino superior a distância ainda este ano. Para

isso, no início de 2013 foi apresentado ao Ministério da Educação (MEC) o Plano Estadual de Educação nas Prisões, com a possibilidade de oferecer condições para que os presos deem prosseguimento aos estudos.

Participantes do Estado do Amazonas Do total de 233 detentos inscritos no Enem em 2012, 208 foram homens e 25, mulheres. Para a diretora da Esap, Sheryde Karoline Lima, essa quantidade é considerada significativa. As provas foram realizadas nas oito unidades prisionais da capital e em cinco do interior, no início de dezembro. Somente na capital, 195 presos participaram do exame. O maior número de participantes veio do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), com 58 inscritos, seguido de Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), com 57, e do Centro de Detenção Provisória (CDP), com 25.


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DIE GO CAJ A

Quem não ouviu a música de dona Dorô?

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Instalada em uma parada de ônibus da avenida Epaminondas, Maria Doroteia ganha a vida tocando acordeão para todos IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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uem não tem como escapar da viagem dos coletivos que ligam Manaus de norte a sul, conhece a fundo a sina diária a ser enfrentada. Mas o feito tem lá suas vantagens. Pelo menos para os que desembarcam em uma das paradas mais antigas do Centro, a avenida Epaminondas. É que lá, em meio aos ruídos típicos de uma das avenidas mais movimentadas da cidade, um acordeão descompassado puxa um forró animado e surpreende os viajantes. Entre as banquinhas de guloseimas, recostada na coluna do abrigo que recebe os trabalhadores todas as manhãs, dona Maria Dorô mostra o que mais gosta de fazer e que aprendeu sozinha, com orgulho. “Isso aqui, eu que ia tirando a lição devargarzinho e aprendi sozinha, mesmo. Um tio meu, irmão da mãe, que tocava. Achava bonito ver ele tocando, mas nunca me ensinou. Com sete anos deu vontade de tocar, mas não deu certo, meu pai não quis dar o instrumento. Ficou o sonho e um dia eu comprei”, lembra. A paixão antiga virou hobby

e agora é a principal fonte de renda da gaiteira. “Sempre gostei de ouvir música e achava bonito ver tocar o acordeão. Trabalho não tenho, e há muitos anos aprendi a tocar. Tô aqui para ver se arranjo ao menos dinheiro pra comer”, revela. Olhos arregalados, desconfiada, ela fala pouco, e sempre no mesmo tom. Como uma boa nordestina, dona Maria de Jesus Bezerra Barbosa, “Maria Dorô” para os íntimos, tem gosto em fazer a vontade da plateia, principalmente quando a preferência é pelo forró. “Eles pedem mais ‘forrozada’, Asa Branca... Gosto de tocar pé de serra. Às vezes, quando eles gostam, botam um ‘trocadinho’ na caixinha”, explica. Com as apresentações ela arrecada uma média de R$ 15 por dia. Da vida que levava no interior do Maranhão, dona Maria Dorô, lembra pouco. “Casei, mas mataram meus dois maridos. Já me disseram que tive 14 filhos, mas não sei bem. Lembro que minha mãe me ajudava a criar eles”, recorda. Contida, ela relata apenas alguns flashes de uma rotina pesada, comum à maioria dos sertanejos. Até que um dia, a mãe dela veio tentar a vida em Manaus e Dorô resolveu vir junto.

Velho e cansado companheiro Maria Dorô mora sozinha e tem orgulho de mostrar independência – e alguns fãs - conquistados pelo amor ao acordeão. “Acho bonita a dedicação dela de vir mostrar o talento aqui na parada de ônibus. Tem muita gente novinha que não tem essa coragem, que não vai à luta como ela”, comentou o autônomo Marcos Bezerra, 34. Mas, os anos têm pesado sobre o “velho companheiro de guerra”. A melodia inicia, anima os viajantes e balança, balança, torna ao início e subitamente encontra o fim. Séria, dona Dorô não perde o rebolado e, na iminência do erro, engata uma segunda canção - desta vez mais famosa - que arranca sorrisos e “dancinhas” da multidão, quebrando a entediante espera pela chegada do ônibus. Maria de Jesus Bezerra Barbosa, a dona Maria Dorô, e seu acordeão: renda diária de R$ 15


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Perigoso até certo ponto

Em meio ao combate ao caramujo africano, há quem considere as campanhas de extermínio um exagero desnecessário, inclusive divulgando a possibilidade de a conhecida praga urbana se tornar uma fonte de alimentação para o ser humano ARQUIVO EM TEMPO /MICHEL MELLO

GUILHERME ALVES Equipe EM TEMPO

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hegaram as chuvas e começaram os cuidados com o caracol africano, ou caramujo africano. Considerado geralmente como um molusco que deve ser combatido em razão das doenças das quais seria transmissor, seu papel de vilão está quase caindo por terra por conta de estudos que apontam controvérsias nessa imagem de perigo. Nativo da África – o que lhe valeu o nome -, o caracol é um dos hospedeiros de germes como Angiostrongylus antonensis, causador da meningite, e Angiostrongylus costaricensis, que causa a angiostrongilose abdominal, o que incentiva o combate a esses animais. No entanto, uma recente pesquisa apresenta o outro lado da questão, mostrando que o extermínio dos caramujos africanos seria uma medida extrema. O médico veterinário e mestrando do curso de ciências da saúde da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Mauricio Aquino, que estuda há dois anos o assunto, contesta as informações dadas pela maioria da imprensa brasileira e afirma que a preocupação que é gerada em torno do tema é desnecessária, uma vez que o molusco não é prejudicial à saúde da forma como é divulgado. “Eu sinceramente não entendo alguns alardes que pesquisadores e a imprensa fazem. Houve seis casos meningite no Brasil, porém nenhum foi registrado como se fosse por causa de contaminação pelo caracol

africano”, argumentou. Algumas cidades do Brasil, como Manaus, trabalham com campanhas de combate ao caramujo africano, com objetivo de evitar doenças graves. Para o pesquisador, existem animais que causam mais mortes do que se conhece, e ele questiona o porquê de não haver campanhas para combater esses problemas. “Cerca de 120 pessoas morrem por ano devido a infecções provocadas pela carne de porco. Desde 1945, quando foi diagnosticada a primeira meningite eosinofílica (pior doença atribuída ao caracol africano),

CONTESTAÇÃO

O médico veterinário e mestrando do curso de ciências da saúde da Universidade Federal de Alagoas, Maurício Aquino, estuda o molusco há dois anos e contesta informações divulgadas pela imprensa já houve 2,88 mil registros de morte causada pela doença, número igual ao que a esquistossomose (mais conhecida como barriga d’água) conseguiu alcançar em apenas cinco anos”, comparou. Integrante do Brasil Escola. com, um dos maiores portais privados de educação, a bióloga Mariana Araguaia explica cuidados de manuseio e doenças que podem ser transmitidas pelo molusco, porém não deixa de citar que, felizmente, não foram registrados casos em nosso país de doenças transmitidas pelo caramujo. DIVULGAÇÃO

Segundo Marcos Aquino, molusco poderia ser fonte de alimento

Visto como uma praga urbana perigosa, o caramujo africano pode não ter toda essa nocividade, segundo pesquisador da Ufal

Uma praga comestível? Para pesquisador, sim A pesquisa do médico Maurício Aquino explica que foram notificados no país, até o ano passado, seis casos de meningite eosionofílica. Os quatro primeiros casos foram registrados até 2007 no Espírito Santo, e os dois últimos, nos municípios de Escada e Olinda, em Pernambuco, em 2008. . “Infelizmente, é importante se frisar que na transmissão dessas doenças parasíticas que temos até hoje, são apenas moluscos brasileiros envolvidos. Felizmente, em nenhum

dos trabalhos houve relatos de óbitos”, afirmou. Os estudos vão além da defesa do animal. Aquino possui um blog chamado “O Projeto Caramujo Africano”, que apresenta o molusco como uma iguaria rica em proteínas na culinária. “Se fôssemos comparar, as proteínas contidas no caracol seriam equivalentes às proteínas dos bifes e das galinhas, além de possuir teor muito alto de minerais, especialmente o ferro”, disse. No blog é possível encon-

trar publicações em diversas cidades e países que mostram o caramujo como alimento proteico, opção de cosmético, além de receitas de como preparar os pratos exóticos que, segundo o pesquisador, seriam a alternativa para controlar sua proliferação sem gastos em campanhas de combate. “Imagino a quantidade de recursos distribuídos de norte ao sul do Brasil para esta tentativa frustrada de erradicá-lo. Só o que podemos fazer é controlar a quantidade

de animais. O único país que vem conseguindo isso é a China, por meio da coleta para o consumo humano”, garantiu. Em contrapartida, o gerente de Mobilização e Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Murilo Cirino, reafirma que o caracol precisa ser combatido. “O caramujo é uma praga internacional. A melhor coisa é prevenir, por isso há necessidade de fazer campanhas de mobilização”, explicou.


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Tirulipa fala de seus dois shows realizados hoje (92) 3090-1042

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Balé no Festival

Amazonas de Ópera Três das cinco óperas deste ano no festival terão a dança em sua concepção cênica, apresentadas pelo Corpo de Dança do Amazonas

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á menos de um mês para a abertura da 17ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), o Corpo de Dança do Amazonas (CDA) dá início as suas atividades. Ensaios e construções coreográficas compõem a rotina dos bailarinos, que aguardam a chegada dos diretores cênicos do evento lírico participantes deste ano. Das cinco óperas a serem apresentadas no evento, três terão o balé desenvolvido pelo elenco local. A abertura do festival, deste ano acontece no dia 14 de abril, mas o CDA só vai apresentar sua primeira coreografia no mês de maio, com a ópera “Aventuras da Raposa Astuta”, letra escrita pelo compositor tcheco Leoš Janáček. O musical, que é dividido em três atos, será coreografado pela diretora do CDA, Monique Andrade, e terá a direção de William Pereira. Andrade informa que o artista já teve a oportunidade de contribuir com o elenco em montagens anteriores, inclusive, em programações natalinas e que agora, retorna à capital amazonense para dar o direcionamento estrutural do trabalho. “Temos uma interação muito boa, consequente das experiências obtidas em outros festivais”, comenta. De acordo com a diretora, a ópera pode ser considerada como um trabalho que apresenta uma temática infantil, que exige um estudo das personagens, principalmente do comportamento da raposa, enquanto animal. “Aproveito da melhor forma a maturidade técnica dos bailarinos para que consiga obter, por meio de movimentos, uma lapidação na leitura feita sobre o comportamento desse bicho. É um desafio para todos”, expressa. A outra ópera que vai receber coreografias montadas pelo CDA é “Parsifal”, uma peça festiva de consagração, escrita pelo compositor e maestro alemão Richard Wagner. O musical, que será apresentado no dia 22 de maio, tem a coreografia assinada por Ruby Pagle. “É mais um intercâmbio que recebemos. Todas as experiências são valiosas, tanto para o elenco, como para nós, enquanto artistas”, afirma a diretora. A montagem será desenvolvida junto ao Coral do Amazonas e à Amazonas Filarmônica.

O CDA também encerra a programação do festival ao compor o elenco de “O Morcego”, uma ópera que poderá ser vista em um palco montado no largo São Sebastião, no dia 26 de maio. A música foi escrita por Johann Strauss Filho e também acontece em três atos. A coreografia é de André Duarte, um dos professores do CDA. “Esse texto faz uma leitura do século passado, mas tem cunho contemporâneo. Tem cenas específicas que acontecem em um castelo, onde ocorre maior parte das cenas, em um baile”, destaca a diretora. “O coreógrafo também está no aguardo das informações da direção cênica”, completa. Segundo Monique, até que tudo esteja pronto, os experimentos feitos durante os ensaios serão somados às leituras cênicas elaboradas pelos diretores. A junção será vista na construção de cenografia, figurinos e composição de palco. “Tivemos uma reunião com os maestros Fernando Malheiro e Marcelo de Jesus, responsáveis pelo evento, e tivemos acesso a essa programação. O trabalho final só será concebido após a atuação dos diretores convidados”, cita. Projetos Monique Andrade adianta que após o festival o CDA retoma as atividades programadas anteriormente. Ela anunciou que o elenco deve dar início aos preparativos para o Festival Amazonas de Dança (FAD) e ainda estrear novas montagens, uma delas é uma coreografia feita pelo mineiro Mário Nascimento, que tem estreia prevista para setembro. O musical, que ainda não tem nome definido, apresenta um olhar crítico do diretor sobre a cultura e a arquitetura amazonense, dando ênfase à relação entre o homem urbano e o ribeirinho em meio a uma selva de pedras. “Essa produção também tem a direção musical do maestro Marcelo de Jesus, junto ao DJ Marcos Tubarão”, adianta. Ainda no segundo semestre, o CDA também apresenta um musical que inclui diversos espetáculos. Todos serão desenvolvidos no palco do Teatro da Instalação, onde o corpo de baile ensaia.

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

>> Homenagem . A primeira-dama e presidente do Fundo de Promoção Social, Nejmi Aziz recebeu o título de ‘Cidadã de Iranduba’, sexta-feira pela manhã no município, em reconhecimento aos relevantes serviços em prol da cidade, por meio de propositura do vereador Francisco Elaime.

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Inauguração

. Emocionada, Nejmi Aziz se disse recompensada pelo reconhecimento que tem recebido, o que, segundo ela, lhe dá ainda mais força para continuar trabalhando pelas causas sociais e incentivar as instituições que realizam trabalhos assistenciais no interior. “Receber o título de cidadã de um município é gratificante, porque significa o reconhecimento pelo nosso trabalho. Eu não quero ser vista somente como a primeiradama, mas como uma pessoa que faz o bem e que, ao lado do governador, tem ajudado muitas famílias, com os projetos e ações em prol da sociedade”, destacou Nejmi.

. A Prefeitura de Manaus está preparando a inauguração do Centro Municipal de Atenção Integrada ao Autista para o primeiro semestre do ano.

. O governador Omar Aziz, com sua oratória sensacional, fez um discurso aplaudidíssimo na ocasião.

Os ótimos Mario e Claudia Bernardino circulando na cena social da grande Manaus

. O início das atividades do centro está previsto para o mês de abril e é resultado da integração das ações desenvolvidas pelas secretarias municipais de Saúde (Semsa) e de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), que pretendem oferecer atenção multiprofissional às pessoas com autismo. . O Centro de Atenção Integrada atenderá com profissionais como psicopedagogo, fonoaudiólogo, psiquiatra, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista, neurologista, psicólogo, professor de música, pediatra, odontólogo e assistente social.

Nairi Milon e Milena Desterro e Silva, mãe e filha, desfilando elegância em evento cinco estrelas na cidade

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Josué Neto, assinou na última quinta-feira, o 43º Termo de Cooperação Técnica entre o Centro de Cooperação Técnica do Interior (CCoti) e a Câmara Municipal de Novo Airão (CMNA). Na foto, o deputado Josué Neto, a vice-presidente da Câmara, vereadora Eva Vilma Brandão e o presidente da Câmara, vereador Rossiclei Santos

>> Barbie de volta a Manaus . Quem não lembra o sucesso da exposição ‘Barbie pelo mundo’ que agitou os redutos do Amazonas Shopping em 2010? Pois é, a boneca mais famosa do planeta estará de volta à cidade a partir do dia 28, desta vez para contar a história da moda em 65 figurinos que revelam as tendências de cada época desse universo fashion de maneira lúdica e divertida.

>> Objeto de desejo . A coleção 2013/2014 de bolsas da griffe francesa Louis Vuitton minimalista e extremamente chic.

Demósthenes e Lourdes Buzaglo em noite de festa no high society

. Numa espécie de tabuleiro de dama, as novas (e disputadíssimas bolsas) surgem em formato bicolor e em tonalidades como branco e amarelo, branco e preto, branco e nude e por aí. Nem precisamos acrescentar que vai virar hit absoluto!

>> Vitrine >> . A chique empresária Cris Topdjian orquestra evento de lançamento da nova coleção da Zeal 1+1, na terça-feira, com desfile e all aſternoon drinks. . O almoço de lançamento do cardápio 2013 do restaurante Waku Sese, será na segunda-feira, no Manauara Shopping. Chiquito Daou vai estar de anfitrião no evento. . No almoço de sexta-feira no Biastrô Zefinha, em mesas separadas, Lizandro e Ana Beatriz Breval, Marcello Coelho, Andréa e o secretário Pauderney Avelino, Carol Frota, Denise Benjamin, Kalina Cohen, Euler Filho, Deborah Camely, Márcia Martins, entre muitos outros. . Gilberto Grimmer está apresentando o programa ‘Saúde & Cia’ com muito sucesso no Canal 21 Net. . A ótima Maria Tereza Guerreiro estreia idade nova neste domingo. Cumprimentos da coluna.


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‘É difícil se manter no humor’

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Tirulipa declara estar feliz com a nova fase da carreira, que inclui um contrato com a TV Globo e turnê com seu show

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Filho do deputado Tiririca, o humorista Tirulipa fala da nova fase da carreira e das duas apresentações que faz hoje em Manaus PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

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m novo show e o fechamento de um contrato com Rede Globo de televisão. Esse é o balanço inicial dos trabalhos programados para este ano pelo humorista Everson Silva, popularmente conhecido como Tirulipa. Após estreia na Região Nordeste, o comediante traz a Manaus o espetáculo “Tá gostando, tá. Tá querendo, tá”. Em entrevista, por telefone ao EM TEMPO, o artista adianta detalhes do espetáculo, fala da carreira e dos projetos para 2013. No show, o filho do deputado federal Francisco Everardo, mias conhecido como Tiririca (PR), imita cantores como Luan Santana, MC Naldo e Beyoncé. O sertanejo vira “João Santana”, enquanto a música “Amor de Chocolate” passa a ser “Amor de Suvaco” e o sucesso “Single Ladies” pode ser ouvido como “Docinho de Leite”. Além das paródias, o artista desenvolve piadas e stand-ups, com e sem caracterização. O espetáculo tem uma hora de duração. “Estou ansioso para voltar a Manaus. O público é muito participativo e atencioso. Com certeza vou levar o melhor de mim”, declara. A estreia do espetáculo aconteceu este mês, no teatro do Shopping Via Sul, em Fortaleza, ocasião em que o artista também gravou um DVD. “Já passamos pela Paraíba e pelo Rio Grande do Norte. Agora, chegou a vez do Norte”, anuncia. De acordo com o cearense, após 16 anos de carreira, po-

der chegar a integrar o elenco humorístico da TV Globo é motivo de comemoração “É complicado chegar em uma grande emissora, porém, o sustento do humor, durante as aparições, é que é o mais difícil”, detalha. Tirulipa conta que após participar do quadro “Saco de Risadas”, no programa do Domingão Faustão, recebeu o convite para fazer parte do televisivo, junto com o comediante “Papudinho”, dramatizado por Bené Barbosa. Tiru-

Ao completar 13 anos vi que éramos dois Tiriricas. Senti a necessidade de conquistar a minha identidade e estilo Tirulipa, humorista

lipa assinou um contrato com a Globo com duração de seis meses. Que pode ser renovado pelo mesmo período. O comediante relembra que ao final da gravação o próprio Fausto Silva fez o convite para a emissora. “Ele disse que estavam à procura de uma pessoa completa, que dominasse o canto, a dança e a interpretação, tudo com humor e que essa pessoa era eu. Fiquei surpreso e muito feliz”, conta. O humorista afirma que todos os seus objetivos, para DIVULGAÇÃO

este ano, estão voltados à consolidação do seu trabalho na emissora, sem deixar de lado a circulação nacional do seu espetáculo. “Quero mostrar um trabalho legal e a capacidade do Tirulipa”, cita. Trajetória profissional Everson Silva começou a fazer imitações aos 10 anos de idade, quando apareceu em um programa de calouros. “Após uma semana um programa televisivo de rede nacional me chamou para fazer parte de um quadro, momento em que nasceu o Tiririquinha”, conta. Após alguns anos, o comediante percebeu que apesar de ter alcançado o sucesso havia se tornado a cópia do pai e que para dar continuidade à carreira precisava ser conhecido pelas próprias características, e não por meio das de Tiririca. “Ao completar 13 anos vi que éramos dois Tiriricas. Senti a necessidade de conquistar a minha identidade e estilo”, confessa. Na falta de opção, Silva deu uma pausa nos trabalhos e resolveu mudar de estilo, agora, o jovem enfrenta o desafio de ser cantor em bandas de forró. Passou por dois grupos com os nomes Mó Mentira e Levada Sacana, onde chegou até a conseguir algumas aparições em programas de televisão nacional. “Foram experiências boas, mas não conseguimos decolar, infelizmente não aconteceu”, lamenta.

SERVIÇO SHOW “TÁ GOSTANDO, TÁ. TÁ QUERENDO, TÁ” Quando: Hoje, com sessões às 19h e 21h Onde: Teatro La Salle Quanto: R$ 35 (meiaentrada) e R$ 70 (inteira) Informações: (92) 8216-3787 e 9171-4649

Personalidade forte no palco O tempo passou e o talento veio à tona e começou a aparecer, mas em versão de repórter. O humorista aceitou o convite para participar de um quadro de entrevistas em uma televisão local, no Ceará. “Passei 6 anos como repórter e conseguimos ter destaque, a partir daí novos convites surgiram”, comemora. Em um dos programas nasceu a extravagante Mulher Rapadura, uma cantora de funk do subúrbio cearense, a qual o comediante intitula como um dos seus maiores sucessos por ser criação própria. Uma das músicas cantadas pela personagem

que foi sucesso no Carnaval de 2009 foi a “Dança do prende e solta”, uma música envolvente com coreografia sensual. O ritmo conquistou o gosto de vários famosos, entre eles: Ivete Sangalo, Bel do Chiclete com Banana, Márcio Vitor do Psirico, Durval Lelis d o grupo Asa de Águia, Sheila Carvalho e seu marido T o n y Sales do Ragha-

toni. Hoje, a letra está regravada na voz de Andressa Soares, a Mulher Melancia. Ao encerrar a entrevista, o comediante pediu para deixar a seguinte mensagem: “Faço humor com amor. Esse é o meu segredo”, frisou.

BALADA

Pagodão Cuka Loka abre hoje PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

Estreia da primeira etapa de um projeto de incentivo ao pagode e apresentação de um CD. É em meio a esse cenário que nasce o “Pagodão Cuka Loka”, fruto da união entre as bandas Loka Tentação e Cuka Fresca. A partir de hoje a festa acontece sempre às 18h de domingo, no Rancho Sertanejo.

A banda Cuka Freska é uma das responsáveis pelo evento

O vocalista da Loka Tentação, Gilson Fernandes, explica que os artistas resolveram trabalhar em conjunto com a ideia de promover o retorno do samba aos palcos manauenses. De acordo com o cantor, a partir do momento em que o forró tomou conta das festas locais, o pagode saiu de cena. Ele afirma que atualmente, existem poucos

espaços que invistam nesse gênero. “Há algum tempo temos trabalhado em um projeto que visa a abertura de novos pontos destinados ao samba. Essa é a primeira parte. A segunda casa será aberta no bairro Cidade Nova”, conta. Para o cantor, a adesão conjunta dos músicos é importante porque serve como reforço para o resgate do estilo. “Gostaríamos que outros grupos também estivessem favoráveis a essa ideia. Seria uma ajuda a mais”, considera. A festa de estreia tem início às 18h com o show inicial da banda Free Lance. Logo após, o palco recebe o comando dos anfitriões Loka Tentação e Cuka Fresca. O evento conta com uma estrutura composta por TVs de LCD e iluminação de LED.

Durante o show, a rapaziada da Loka Tentação apresenta algumas canções que compõem o CD “Loka Tentação na Balada”. Canções como “Nasci pra te amar”, composta pelo cantor Belo, e “Não vou mais me culpar”, letra que é o carro-chefe do CD, escrita por Rafa Brito (compositor do Belo), serão conhecidas pelo público pela primeira vez no domingo. O volume, que já está pronto e será lançado em uma festa especial ainda este ano, contém 21 faixas, quatro delas inéditas e autorais. Segundo Fernandes, o CD traz uma mistura entre os estilos sertanejo universitário e pagode. Os músicos tiveram a ideia de dar novas roupagens a alguns sucessos conhecidos pelo público. “O povo aderiu facilmente ao sertanejo. Então pensamos:

por quê não adaptar algumas composições a um gingado diferente?”, justifica. “Nossa expectativa é que aproximadamente três mil pessoas compareçam à inauguração”, revela.

SERVIÇO INAUGURAÇÃO DO “PAGODÃO CUKA LOKA” Quando: Hoje, a partir das 18h Onde: Rancho Sertanejo Quanto: R$ 10 (mulher), R$ 15 (homem) e R$ 30 (área VIP)


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RESENHA

Os 40 anos do lado escuro da Lua GUSTAV CERVINKA*

PERFIL

Gustav Cervinka é jornalista, repórter do Plateia e músico

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oje, completamse exatos 40 anos que foi lançado no mundo o álbum antológico “The dark side of the Moon”(“O lado escuro da Lua”, traduzido para o português), da banda inglesa Pink Floyd. O disco é carregado de grandes sucessos inseridos no gênero do rock progressivo e é considerado como a melhor radiografia do grupo de Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason. Gravado nos estúdios Abbey Road, o disco “The dark side of the moon”, traz dez composições, incluindo “Breathe”, “Time”, “The great gig in the sky” e “Money”. Para o músico Anfremon D’Amazonas, que realizou nada menos do que 15 shows especiais em homenagem ao álbum, em Manaus, com sua (extinta) banda SweetCase, mesmo reconhecendo a grandiosidade por trás da concepção do disco, é difícil definir o que o torna tão importante para o mundo

da música, sobretudo para a história do rock. “Creio que seja uma junção de fatores, quase um daqueles eventos astronômicos que só acontecem de tempos em tempos: o bom momento da banda, o aspecto conceitual das músicas com temas universais (loucura, dinheiro, filosofia, morte, etc.), o nível técnico da gravação para a época, com a “benção” de Alan Parsons e dos estúdios Abbey Road”, diz. Segundo D’Amazonas, toda a história da banda Pink Floyd é sedimentada em composições de sucesso, contudo a representatividade desse disco está na mistura balanceada de estilos de seus integrantes. “Antes do “Dark Side” percebe-se muito o lado psicodélico de Syd Barret nos discos do Pink Floyd. Após isso, enxerga-se quase sempre uma personalidade dominante em cada disco da banda. Por exemplo, “The Final Cut”, “Animals” e “The Wall” são discos com a cara do Roger Waters. Os discos criados depois da saída do Waters da banda, como o “Momentary Lapse of Reason” e o “The Division Bell”, são, obviamente, mais a cara do David Gilmour.

Creio que o “Dark Side” tenha atingido o mix perfeito entre esses dois m ú sicos excepcionais e completamente diferentes um do outro. Talvez, por isso o disco seja tão bom. É melódico e psicodélico sem ser enjoativo e também ácido e crítico sem chegar a ser cínico. Gilmour e Waters na dose certa”, conclui. O disco é ainda alvo de uma espécie de conspiração mítica. Depois de alguns anos do seu lançamento, passou-se a popularizar a informação de que o álbum apresenta relação com o filme “O mágico de Oz”, com sincronia de melodias e letras às cenas do longa-metragem. O fato nunca foi confirmado pela banda que, aliás, chegou a manifestar não houve esse planejamento em momento algum, durante a produção do disco. “The dark side of the Moon”

é assinado pelos selos Harvest Records e Capitol Records e é o oitavo da carreira de Pink Floyd. O disco vendeu mais de 15 milhões de cópias só nos EUA, e ficou no Top 200 da Billboard estadunidense por 741 semanas. Todos os anos, desde 2000, a Biblioteca do Congresso dos EUA toma a decisão de adicionar mais 25 novas gravações para o seu Registro Nacional de Gravação, um arquivo financiado pelo governo federal que busca preservar as músicas e sons que são “cultural, histórica ou esteticamente importante”. Este ano, “The dark side of the Moon” recebeu o maior número de nomeações públicas para o álbum selar o seu lugar na história.

Gravado nos estúdios Abbey Road, o disco “The dark side of the moon”, traz dez composições, incluindo “Breathe”, “Time”, “The great gig in the sky” e “Money”


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TV Tudo Barraco de plantão Ou como “Casos de Família” ou “Quem convence ganha mais”, o título nada importa, o miolo do programa de todas as tardes no SBT nunca é diferente. Mesmo com denúncias de armação da produção, pagamentos de cachê, é sempre o mesmo barraco, a mesma baixaria. É uma pena ver a Christina Rocha metida no meio disso. Um pelo outro O “Casos de Família”, com a mesma Christina, voltará a ser exibido pelo SBT em 1º de abril. Não poderia haver mais acerto na escolha do dia. Vai tomar o lugar do “Quem convence ganha mais”, o que também não irá representar coisa nenhuma no resultado final da coisa. A moda pegou Toda craque de futebol que se preza, num desembarque em aeroporto ou chegada em estádio, sempre dá o “agá” do celular. Falando ou não com alguém, o aparelho no ouvido serve para evitar a aproximação de repórteres e outros que tais. A moda pegou 2 Artistas de maneira geral,

Bate-rebate

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em algo em torno de 6%.

Pequena pausa Glória Perez deu um tempo na personagem da Paloma Bernardi, que deixou de ter a mesma exposição de capítulos passados. Mas trata-se de algo temporário. Rosângela observará um crescimento bem importante no desfecho da novela. e aí se incluem atores, cantores e músicos em geral, resolveram adotar o mesmo truque. Em qualquer andança nos principais aeroportos, por exemplo, são sempre flagrados com o celular no ouvido, levando os mais curiosos a manter uma distância regulamentar. Previsão A direção do SBT trabalha com a expectativa de fechar 2013 com aumento no faturamento na casa dos 10% acima, se comparado com o mesmo período em 2012. O mercado deve fechar

Música assusta Curioso como muda o comportamento de quem assiste televisão. Nos tempos de agora, por exemplo, a música passou a ser evitada em alguns dos principais programas, mesmo em se tratando dos artistas mais populares. Evitada porque simplesmente não dá audiência. Porém... Não se trata de um simples modismo. Já de algum tempo, o telespectador da TV aberta, de maneira geral, deixou de colocar a música no meio daquilo que ele mais gosta de assistir. E aí alguém pode dizer, mas o “The Voice” é um exemplo em contrário. De fato é, mas devemos considerar que no meio dele existe o lance da competição. Posto de observação Setores da própria Band revelam certo estranhamento no que diz respeito à participação do Marco Luque, na bancada do “CQC”, na volta do programa, segunda-feira passada. Foram poucas as vezes que ele entrou no barulho dos companheiros Marcelo Tas e Oscar Filho.

Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br

A gênese dos bumbás Em 2013 os bois Garantido e Caprichoso comemoram o seu centenário. Há muito que um e outro digladiam-se para saber quem surgiu primeiro, assunto que tem ganhado contornos polêmicos ao longo dos anos, gerador de inúmeras versões sobre a genealogia de ambos. No lado azul, Odinéa Andrade e Simão Assayag divergem sobre a origem do Boi Caprichoso. No vermelho, as opiniões do próprio Lindolfo Monteverde, criador do Garantido, entram em conflito com o depoimento de seus filhos, como os relatados por Maria Monteverde e Reki Monteverde. O antropólogo Sérgio Ivan Gil Braga em sua tese de doutoramento intitulado ”Os Bois-Bumbás de Parintins”, é o autor da melhor análise sobre a festa e de onde extraímos boa parte de nossas insinuações. Uma das curiosidades presentes no livro diz respeito a própria notícia envolvendo os bois nos inúmeros jornais que circulavam pela ilha, por volta de 1913. Em nenhum deles (desde “O Tacape: literário, scientífico e noticioso” até “Tribuna de Parintins”) não se observou “qualquer referência sobre os bumbás”, e as notas sobre eles só são encontradas em jornais a partir do ano de 1980. Logo, a única possibilidade de informação sobre a gênese dos bumbás tem sido através da história oral, e ela, como falamos, é cheia de controvérsias. Na versão de José Monteiro de Oliveira, o Boi Caprichoso veio da Praça 14 trazido por seu “dono” que era originário do Maranhão, tornando-se conhecido em Parintins como “maranhense”. Depois do “maranhense”, Feliz Cid assumiu o boi, e em seguida, Luiz Gonzaga assumira o posto. Já Odinéa Andrade afirma que o Boi Caprichoso surgiu de uma promessa a são João feita pelos “irmãos Cid”, Roque da Silva Cid e Tomas Cid. Vindos do Crato, Ceará, os irmãos Cid fizeram a promessa com

o intuito de obter êxito em Parintins. No alcance do pedido, o santo seria homenageado com a criação de um bumbá. Andrade afirma ainda que o primeiro dono do Caprichoso foi Emídio Rodrigues Vieira, vindo da Praça 14, em Manaus, em 1913, época em que conheceu os irmãos Cid. Simão Assayag nos dá outra versão. Diz que o primeiro rival do Garantido foi o Boi Galante, criado em 1913. De uma dissidência do Galante é que surgiu o Caprichoso. Sobre o relatado acima, todas as versões colocam a Praça 14 como um espaço pertencente à história do Boi Caprichoso, seja como local de criação ou como origem de seu primeiro dono. Em relação a promessa a são João, Maria Michol Pinho de Carvalho afirma que a maioria dos “bois tradicionais” do Maranhão foram resultado de promessa ou homenagem a este santo, logo, é verossímil a versão contada por Odinéa. No Garantido, Tonzinho Saunier, em 1979, fez uma entrevista com Lindolfo Monteverde, pouco tempo antes de morrer, em que afirma a data de criação do bumbá: 1920. Para os Monteverde, o Garantido fora criado em 1915 quando Lindolfo tinha 13 anos. Ao ficar enfermo, fez uma promessa pra são João que caso ficasse bom “seguiria adiante” com a brincadeira passando o Garantido a se tornar, então, um Boi de Promessa. Outros “bois de fama” faziam parte das brincadeiras da ilha como o Fita Verde, Misterioso, Mina de Ouro e Campineiro. Cabe ressaltar que apesar da duplicidade de versões sobrea origem de um e outro boi é certo afirmar que de modo algum isto contribui para uma história desencontrada sobre a festa, ao contrário, a amplitude de versões só comprova a importância e riqueza dos bumbás em seus contextos de origem.

Marcio Braz ator, diretor e membro Núcleo de Antropologia Visual da Ufam (Navi)

Em 2013 os bois Garantido e Caprichoso comemoram o seu centenário. Há muito que um e outro digladiam-se para saber quem surgiu primeiro”

• Nanda Costa não está para tantos convites de eventos. O ritmo puxado de gravações de “Salve Jorge” não permite. • Neste domingo, dia 24, a partir das 13 horas, a Band exibe a primeira prova da temporada 2013 da Fórmula Indy, o GP de St. Petersburg, na Flórida, com Téo José, Felipe Giaffone e Antonio Pétrin. • Lembrando que a etapa brasileira da Indy está marcada para o dia 5 de maio - a SP Indy 300. • A Rede TV! exibe neste domingo, às 14h, o especial “X Games Tignes”, com os melhores momentos da edição francesa do evento. Fernando Navarro apresenta. • Já a edição do “X Games” em Foz do Iguaçu (PR), acontecerá entre os dias 18 e 21 abril.

C’est fini O “Manhattan Connection”, completando 20 anos, vai comemorar a data com uma edição especial, neste domingo, na Globo News. Lucas Mendes, Caio Blinder e Pedro Andrade participam da festa direto de Nova York, com Diogo Mainardi, de Veneza, e Ricardo Amorim, em um estúdio em São Paulo, recebendo o antropólogo Roberto DaMatta.

Desrespeito à vida A imprensa em geral, especialmente a TV, tem abordado com frequência a questão do trabalho extra dos policiais militares, o popular “bico”. Programas como “Brasil Urgente”, do Datena, e “Cidade Alerta”, do Marcelo Rezende têm batido nesta tecla. Difícil calcular quantos recorrem a tal expediente, em pequenos ou grandes centros do país. Cabe aos órgãos competentes julgar se correto ou não.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery


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Programação de TV

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GLOBO 4:45 Santa Missa em Seu Lar 5:50 Sagrado 6:00 Amazônia Rural 6:30 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:05 Globo Rural 8:00 Auto Esporte 8:30 Esporte Espetacular 11:30 Esquenta! 12:50 Temperatura Máxima 15:00 Futebol 2013 17:00 Domingão do Faustão 19:45 Fantástico 22:05 Big Brother Brasil 22:50 Big Brother Brasil 23:35 Domingo Maior 1:25 Flash – Big Brother Brasil 1:30 Sessão de Gala 3:15 Corujão 4:35 Festival de Desenhos

SBT A noite de domingo do SBT é comandada por Silvio Santos

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 As esperanças devem mobilizar gestos objetivos. Procure o caminho mais simples para você resolver seus problemas. É preciso agir de maneira eficiente mas sem complicar. TOURO - 20/4 a 20/5 Os amigos se mostram mais compreensivos e lhe favorecem de diversas maneiras. Podem ajudá-lo em pequenas encrencas ou trazer alegria para seus sentimentos. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Um dia voltado para as realizações sociais e profissionais. Você está mais dedicado às grandes causas, mas deveria fazer isso de maneira muito simples e sem afetações. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Bom estímulo às aspirações filosóficas e aos altos estudos, em especial se orientados à vida profissional. O momento pede que você coloque em prática seu conhecimento. LEÃO - 23/7 a 22/8 Você se devota a estudar e refletir sobre o desconhecido. Momento para pensar sobre questões fundamentais da existência, voltadas para o sentido da vida e seus significados. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você se volta a relações que envolvam resultados conjuntos. É tempo de se acertar com as pessoas de uma maneira bastante simples, sem recorrer a justificativas complicadas. LIBRA - 23/9 a 22/10 Um dia em que você está mais cooperativo e desejoso na dedicação ao trabalho. A harmonia com os colegas é fundamental. Siga o caminho mais simples que houver. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 É tempo de você viver situações inspiradas na relação amorosa. O cotidiano deve receber bem os gestos criativos e afetivos entre vocês. Viva o melhor de maneira descomplicada. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Um bom ambiente é fundamental para que os desejos afetivos e de diversão se realizem. Comece construindo uma situação tranquila e de confiança entre vocês dois. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Boa relação com colegas e pessoas próximas, o que tende a levar à formação de ambientes e situações agradáveis. Procure criar um bom clima com as pessoas ao redor. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 O bom aspecto torna este um dia favorável para seus negócios, alcançando resultados especiais em alguns casos. Procure comunicar de maneira simples os seus intentos. PEIXES - 19/2 a 20/3 As boas inspirações devem ser colocadas em ação nos negócios e na vida material, semeando algo positivo. Usufrua dos bens que estão à sua disposição neste momento.

6:00 Arnold 6:30 Pesca Alternativa

7:30 Brasil Caminhoneiro 8:00 Aventura Selvagem 8:30 Vrum 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:45 Programa Sílvio Santos 19:00 Programa Sílvio Santos 23:00 De Frente com Gabi 0:00 Série 1:00 Série 2:00 Série 3:00 Igreja Universal

REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça 7:30 Igreja Internacional da Graça 8:30 TV Kids 9:00 TV Shopping Manaus 10:00 Super Oferta 10:30 TV Kids 11:00 Igreja Internacional da Graça 12:00 Fique Ligado 13:00 Esporte Performance

Cinema PRE-ESTREIA

GI Joe – A Retaliação: EUA. 14 anos. Um acordo entre as grandes potências define a redução das ogivas nucleares no mundo todo, mas os Estados Unidos, comandados pela organização Cobra, desconsideram o acerto e dão ínicio a um plano de proporções alarmantes. Enquanto isso, seguindo as ordens do presidente americano, o esquadrão de elite G.I. Joe é acusado de traição e, após ser atacado brutalmente, tem vários de seus integrantes mortos em combate. Cinemark 4 – 21h40 (3D/dub/somente quarta e quinta); Cinemais Millennium 3 – 19h50 e 22h10 (3D/leg/somente quarta e quinta).

14:00 Encircuito 15:30 TV Kids 17:00 Ritmo Brasil 17:30 Star Trek 18:30 O Último Passageiro 19:45 Operação de Risco 20:30 Tá Gravado 21:00 TV Shopping Manaus 22:00 WWE Smackdown 23:00 Dr. Hollywood 0:00 É Notícia 1:00 Bola na Rede 1:30 Igreja Internacional da Graça

0:15 Programação IURD

BAND 5:00 Igreja Mundial 5:50 Popcorn TV 6:30 Santa Missa no Seu Lar 7:30 Fé na Verdade 8:30 Desenho 9:00 Expressão Esportes 9:30 Mackenzie em Movimento 9:45 Infomercial 10:45 Verdade e Vida 11:30 Gol, O Grande Momento do Futebol 12:00 Fórmula Truck 13:30 Terceiro Tempo 14:30 Futebol 2013 16:50 Terceiro Tempo 18:20 Polícia 24h 20:10 Os Simpsons 21:00 Pânico na Band 0:00 Canal Livre 1:35 Show Business 3:00 Igreja Mundial

RECORD 4:45 Bíblia em Foco 5:00 Nosso Tempo 5:30 Desenhos Bíblicos 8:45 Record Kids 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Record Kids 12:00 Tudo a Ver 14:00 Programa do Gugu 18:00 Domingo Espetacular 22:00 Tela Máxima

Cruzadinhas REPRODUÇÃO

ESTREIA Vai Que Dá Certo: BRA. 12 anos. Diretor de “A Grande Família - O Filme” (2010), Maurício Farias filma a história de um grupo de amigos que aceita participar do roubo de um carro-forte para quitar dívidas e realizar sonhos nunca realizados. Cinemark 8 – 12h50, 14h50, 17h10, 19h30, 21h50 (diariamente) e 0h00 (somente sexta e sábado); Playarte 3 – 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (diariamente) e 22h30 (somente sexta e sábado); Playarte 4 – 14h30, 16h31, 18h31, 20h31 (diariamente) e 22h31 (somente sexta e sábado); Playarte 7 – 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (diariamente) e 23h30 (somente sexta e sábado); Playarte 10 – 13h55, 15h55, 17h55, 19h55, 21h55 (diariamente) e 23h55 (somente sexta e sábado); Cinemais Plaza 3 – 14h10, 16h10, 18h20 e 20h20 (diariamente); Cinemais 7 – 15h, 17h10, 19h20 e 21h20 (diariamente); Cinemais Millennium 8 – 15h20, 17h30, 19h40 e 21h40 (diariamente). Os Croods: EUA. LIVRE. Do mesmo diretor de “Como Treinar seu Dragão” (2010), o filme mostra uma família pré-histórica que enfrenta criaturas monstruosas enquanto procura um novo lar. Cinemark 1 – 12h40, 15h10, 17h30 e 20h (dub/diariamente); Cinemark 6 – 11h30 (3D/dub/somente sábado e domingo), 14h, 16h30, 19h e 21h30 (3D/dub/diariamente); Cinemark 7 – 13h10, 15h30, 18h10, 20h40 (3D/dub/diariamente) e 23h10 (3D/dub/somente sexta e sábado); Playarte 1 – 12h20, 14h30, 16h40, 18h50, 21h (3D/dub/diariamente) e 23h10 (3D/dub/somente sexta e sábado); Playarte 5 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h (dub/diariamente) e 22h10 (dub/somente sexta e sábado); Playarte 6 – 13h31, 15h41, 17h51, 20h01 (dub/diariamente) e 22h11 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 15h10, 17h20 e 19h30 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 4 – 14h20, 16h30 e 18h40 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 1 – 14h40, 16h50, 19h e 21h (3D/dub/ diariamente); Cinemais Millennium 4 – 13h50, 16h e 18h10 (dub/diariamente).

Parker: EUA. 14 anos. O filme é uma adaptação dos livros do personagem Parker, criado pelo autor Donald E. Westlake sob o pseudônimo Richard Stark. Apesar de outras versões para o cinema - como “O Troco” (1999), com Mel Gibson - essa é a primeira vez que o protagonista tem o mesmo nome do personagem dos livros. Jason Statham interpreta o ladrão frio e metódico que, traído, busca vingança. Cinemark 3 – 13h, 15h50, 18h30 e 21h20 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 8 – 14h30, 16h50, 19h10 e 21h30 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 2 – 14h50, 17h10, 19h30 e 21h50 (leg/diariamente). O Som ao Redor: BRA. 16 anos. A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. Playarte 8 – 13h20, 16h, 18h40, 21h20 (diariamente) e 23h59 (somente sexta e sábado).

CONTINUAÇÕES Linha de Ação – 14 anos: Cinemark 1 – 22h30 (dub/diariamente); Playarte 2 – 14h, 16h10 (leg/diariamente) e 22h55 (leg/somente sexta e sábado); Cinemais Millennium 4 – 21h (leg/diariamente). A Busca – 12 anos: Cinemark 2 – 15h e 19h40 (diariamente); Cinemais Plaza 6 – 15h20, 17h30, 19h40 e 22h (diariamente); Cinemais

Millennium 7 – 15h, 17h, 19h15 e 21h20 (diariamente). A Fuga – 16 anos: Cinemark 2 – 12h30, 17h20 e 22h10 (dub/diariamente); Playarte 2 – 18h35 e 20h45 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 4 – 21h10 (dub/diariamente). Oz, O Mágico e Poderoso – Livre: Cinemark 4 – 12h45, 15h40, 18h40

(3D/dub/diariamente) e 21h40 (3D/ dub/não será exibido quarta e quinta); Cinemark 5 – 13h30, 16h20 e 22h (dub/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 21h40 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 5 – 13h40 e 19h (dub/ diariamente); Cinemais Millennium 3 – 13h30, 16h10, 18h50 e 21h30 (3D/dub/somente até terça-feira); Cinemais Millennium 6 – 14h, 16h40, 19h20 e 22h (leg/diariamente).

Dezesseis Luas – 12 anos: Cinemark 5 – 19h10 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 5 – 16h20 e 21h50 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 5 – 14h10, 16h35, 19h10 e 21h35 (leg/diariamente). Inatividade Paranormal – 16 anos: Playarte 9 – 14h15, 16h15, 18h15 (dub/ diariamente), 20h15 (leg/diariamente) e 22h15 (leg/somente sexta e sábado).


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Acompanhado da primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz, o governador Omar Aziz inaugurou o 2º Juizado Especial da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher ‘Maria da Penha’, na última semana. Por meio dessa parceria entre o governo do Amazonas e o Tribunal de Justiça, o Amazonas deu um importante avanço na luta contra a violência doméstica

::::: Sala de Espera

Zeca Nascimento comanda hoje, no casarão do Centro, sessão parabéns das mais animadas para sua querida prima Maria Tereza Guerreiro. A OAB-AM divulgou a classificação das universidades no 8º Exame da Ordem Unificado. A UEA, Ufam e UniNorte ocupam os três primeiros lugares, respectivamente. A UEA obteve índice de 38,82% de aprovação; a Ufam, 34,55%; e a UniNorte ficou com 15,18%, sendo a primeira no ranking de instituições particulares. Após atuação em Minas Gerais, em um dos centros de referência da cirurgia plástica no Brasil, a médica Márcia Leão está de volta a Manaus. Márcia está fazendo parte da equipe do Hospital Santa Júlia e atendendo no seu consultório fincado no Empire Center. A 3ª edição do Jantar Dançante do Caesar Business está agendada para acontecer no próximo 5, a partir das 19h. Taty Corazón Latino retorna este ano pela segunda vez, trazendo os ritmos calientes da salsa, merengue, zouk e muita música romântica. A Casa do Bacalhau vai deixar a Paraíba, em breve, para engrossar a lista de restaurantes do Vieiralves.

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com @hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: Pontapé Com presença de dezenas de autoridades do Estado, entre elas o governador Omar Aziz e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, além dos secretários estaduais e municipais e prefeitos do interior do Amazonas, a Escola de Contas Públicas do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas abriu, anteontem, oficialmente o calendário letivo de 2013. A aula inaugural foi conduzida pelos professores Antônio José Barbosa e Rodrigo Moraes, com o tema “História Política do Brasil: O Legislativo e o Papel dos Tribunais de Contas”. FOTOS: DIVULGAÇÃO

Alexandre Barreira, Hiroya Takano e Zeca Nascimento formando trio dos mais alegres celebrando como de costume a vida, a felicidade e os amigos, nos redutos do delicioso Shin Suzuran

HERICK PEREIRA/AGECOM

::::: Delivery

::::: Caravana

A palavra de ordem é praticidade. Os ingressos do 17º. Festival Amazonas de Ópera podem ser entregues em casa, depende de você optar pelo delivery, por meio do www.bestseat.com.br. Com 33 apresentações programadas, a temporada 2013 do FAO, no período de 14 de abril a 26 de maio, já estão com ingressos à venda também na bilheteria do Teatro Amazonas. Os valores dos ingressos, com a política do governo de tornar o espetáculo o mais acessível ao público, variam de R$ 5 até R$ 80, sendo os mais procurados os de plateia e frisa. A realização do evento tem a assinatura da SEC, com patrocínio máster do Bradesco.

A Comissão de Turismo e Empreendedorismo da Aleam, presidida pelo deputado Francisco Souza (PSC), iniciará uma série de visitas técnicas nos municípios da Região Metropolitana de Manaus. Novo Airão será o primeiro a ser visitado seguido de Itacoatiara, Manacapuru, Iranduba, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Careiro da Várzea. De acordo com Souza, o objetivo das visitas técnicas é conversar com os novos gestores municipais sobre as potencialidades turísticas de cada município e ainda sobre a criação de uma Secretaria Municipal de Turismo, pasta específica para tratar os assuntos da área. Danielle e Ricardo Castro naquele momento de carinho indispensável. Ele é o aniversariante da temporada e ganhou festim animado no Classic

Rômulo Sena, o festejado apresentador-escritor, comanda mais uma sessão autógrafo de sua nova cria: o livro “Personalidades da Amazônia”, no próximo dia 9, na Aleam – às 16h. O Waku Sese, do Manauara Shopping, pilota amanhã almoço de lançamento do seu novo cardápio – às 13h.

Em reunião de Páscoa: o Grupo da Associação Amigos da Catedral pilotado pelo querido casal Carmen e Ricardo Silva com Marilda Jacob, Yara Lanza, Célia Marques, Graziela Nogueira, Marinildes Lima, Maria Luiza Dantas, Sônia Bezerra e Liana Mendonça

ODENIR MACHADO

Nazaré Limongi Cabral e Mauro Beckman estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Guitarrista do Oficina G3

ministra workshop, amanhã Juninho Afram apresenta uma programação dividida entre ensinamentos e show do novo CD “Histórias e Bicicletas”

FOTOS: DIVULGAÇÃO

PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

O

integrante da banda de rock gospel Oficina G3, Juninho Afram, vai estar em Manaus amanhã para ministrar um workshop com o tema “Work Show”. Entre técnicas e músicas, o guitarrista vai explicar como acontece o processo de composição e gravação de um CD. O curso acontece na Igreja Ministério Internacional Geração Apostólica (Miga), na estrada da Cidade Nova. De acordo com o coordenador do encontro, Júnior Baia, a proposta do curso é oferecer recursos que possibilitem boa qualidade musical aos artistas locais. “Em algumas horas os participantes terão acesso a uma espécie de aula de reforço que vai fundamentar o conhecimento adquirido anteriormente. É uma soma”, explica. Baia informa que além de ensinamentos, os instrumentistas também vão assistir a um pequeno show, momento em que Afram vai apresentar alguns sucessos da banda e também do novo CD “Histórias e Bicicletas”. O encontro terá quatro horas de duração. “O guitarrista vai mostrar os solos deste trabalho”, adianta. Entre as questões a serem apresentadas, Afram vai falar sobre os “guitarristas fritadores”, um termo utilizado entre o segmento artístico para denominar o músico que, ao tocar, mostra agilidade, porém, não utiliza técnicas. “Ele vai ensinar como ser ágil, de forma correta. Também vai mostrar como acontece o processo

de composição de um disco até chegar ao estúdio para a gravação”, informa. Segundo o Júnior Baia, a ideia é fazer vários workshops com outros integrantes da banda. No ano passado, o palestrante foi o baterista, Alexandre Aposan. “É a segunda etapa da série de workshops da família G3. Ainda teremos outras novidades”, ressalta. A programação conta com o apoio da Ordem dos Músicos do Brasil no Amazonas (OMB-AM), o que dá direito ao desconto de 20% no valor da inscrição, para os artistas filiados. Outra novidade é que os músicos vão participar de sorteios de 50 palhetas, camisas e ainda vão concorrer a um jantar com o palestrante. Ao final do curso será exibido um ví-

deo, gravado com um fã da Oficina G3, Ney Carvalho. Ele tem um acervo de cinco guitarras e um violão criado por Afram sob a marca Tagima Dream Team, grupo que reúne os melhores guitarristas do Brasil, do qual Afram faz parte.

Trajetória José Afram Júnior nasceu no Rio de Janeiro no dia 9 de outubro de 1970. Além de instrumentista, também é cantor e atua como vocal de apoio da Oficina G3. Afram é um dos fundadores do grupo gospel e chegou a ser considerado diversas vezes, por críticos especializados em música, como um dos melhores guitarristas do Brasil. Teve os primeiros contatos com o instrumento durante a adolescência, quando estudou em um conservatório de violoncelo que ficava próximo à sua casa. Após alguns anos deu preferência à guitarra elétrica por influência de bandas como Pink Floyd, além do rock dos anos 70 e 80.

SERVIÇO WORKSHOP “WORK SHOW” Quando: Amanhã, às 20h Onde: Ministério Internacional Geração Apostólica (Miga)- av. Max Teixeira, 3.511, Cidade Nova 1 Quanto: R$ 25 Informações: (92) 9330-9835

DIVULGAÇÃO

SELEÇÃO

Balé folclórico prevê nova audição para o mês de maio Criado em 2001 o Balé Folclórico do Amazonas, um dos corpos artísticos estáveis da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), prevê a realização de audição externa para novos integrantes do corpo de baile em maio. A informação é da diretora do Balé Folclórico do Amazonas, Conceição Souza. Segundo ela, hoje são apenas 27 integrantes, divididos entre 11 homens e 16 mulheres, compõem o grupo. “Nós não fazemos audição há um bom tempo e, provavelmente, isso deve acontecer após o Festival Amazonas de Ópera”, completou. Em sua fundação, 50 pessoas compunham o corpo de bailarinos do Balé Folclórico do Amazonas. De acordo com Sousa, ainda não há uma data definida para as audições para novos integrantes. As aulas e ensaios do Balé Folclórico acontecem de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h no teatro Américo Alvarez, na rua Ramos Ferreira, 1.572, no Centro.

Frutos O balé folclórico tem como objetivo de apoiar, resgatar e divulgar as ações destinadas a valorização e dinamização das danças folclóricas regionais. O grupo transformou de alguns bailarinos como é o caso de no Josinaldo Sampaio, de 31 anos, que está no corpo de baile desde sua fundação. “O balé me deu várias oportunidades desde que o projeto começou. Aqui eu pude me tornar um profissional realmente, algo que antes era impensado por mim”, declarou. De acordo com Josinaldo, além da experiência proporcionada nos palcos, a equipe também participa de cursos, apresentações, e workshops. “Temos ótimas palestras com profissionais de fora do Estado e até do país. Se hoje eu sou um bailarino profissional é graças ao balé folclórico”, completou. A agenda de apresentações do balé não foi divulgada.

Atuamente o balé folclórico é composto por 27 bailarinos

Bailarinos ganham destaque Para o maître de balé, responsável pelo treinamento do grupo, Flávio Soares, o desempenho de cada integrante tem sido fundamental para suas carreiras e reputação da equipe. “Quem passa por nós tem de mostrar empenho e vontade e, geralmente, é isso o que acontece. O projeto lança

muitas pessoas e se destaca por isso”, salientou. A diretora Conceição Souza também ressaltou orgulhosa o talento de seus integrantes e o destaque e a visibilidade que eles recebem no meio artístico. “Alguns dos nossos dançarinos já ganharam destaque nacional”, disse.


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EM TEMPO - 24 de março de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu