O JORNAL QUE VOCÊ LÊ
Guerra de poder na igreja
ALESSANDRA TARANTINO/AP PHOTO
ANO XXV – N.º 7.923 – DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00
Uma série de denúncias de boatos sobre a guerra de poder na cúpula da igreja, envolvendo notícias de chantagens e sexo teriam sido o motivo da renúncia de Bento 16. As denúncias, publicadas pelo jornal La Repubblica e a revista Panorama, afirmam que o papa decidiu abandonar o cargo depois de receber um relatório secreto de 300 páginas, elaborado por três cardeais veteranos e considerados inatacáveis. Última Hora A2
DIVULGAÇÃO
Bento 16 teria teria decidido renunciar após ser divulgado os documentos onde são descritas as lutas internas pelo poder e o dinheiro, assim como o sistema de “chantagens” internas
A ponte Rio Negro foi criada para abrir um leque de oportunidades de desenvolvimento para o interior, mas as comuDO OUTRO LADO DA PONTE nidades da Região Metropolitana de Manaus ainda não puderam experimentar desse benefício. Dia a dia C C4 e C5
CONTRA O BOA VISTA
DOMINGO
Argo
Botafogo quer a vitória para continuar líder
Indomável sonhadora
DIVULGAÇÃO
Pódio E6
Lincoln
PLATEIA A atriz Grazi Massafera (foto) será a protagonista de uma novela que estreia na primeira quinzena de março. Plateia D5
2013 E o Oscar vai para... A entrega do Oscar acontece hoje, em Los Angeles (EUA). O grande favorito é “Argo”, filme dirigido por Ben Affleck sobre uma operação da CIA no Irã nos anos 70. Também estão no páreo “A hora mais escura”, de Kathryn Bigelow e “Lincoln”, de Steven Spielberg. Plateia D1
PLANEJAMENTO
A ordem é a legalidade, diz Moita As palavras de ordem transparência, legalidade e desburocratização são do novo diretorpresidente do Implurb, arquiteto Roberto Moita. Política A7
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ELEIÇÕES, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.
ANDRÉ LUIZ MELLO/AE
As dicas da arquiteta Cristiane Sotto Mayor (foto) para uma ambientação local. Elenco 9 e 10
SONHO MEU
Governar o Amazonas é a meta de Melo Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, o vice-governador do Amazonas, José Melo (foto), confirma o desejo de ser governador do Estado. Política A5 TEMPO EM MANAUS
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Opinião/Última Hora
Vaticano critica boatos relacionados à igreja
Contexto 3090-1017/8115-1149
MANAUS, DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013
marioadolfo@emtempo.com.br
GREGORIO BORGIA/AP
O porta-voz do Vaticano diz que comentários partem de pessoas que só enxergam dinheiro, sexo e poder
Lombardi se pronunciou em Roma sobre denúncias publicadas em jornal e revista internacional
O
O senador Alfredo Nascimento tem um obstáculo que vem prejudicando sua reaproximação com o governo da presidente Dilma Rousseff. O problema agora é seu filho, Gustavo Pereira, que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de enriquecimento ilícito, após denúncia da revista “IstoÉ” em 2009. Gustavo agora é alvo de uma nova ação. De acordo com a revista, o publicitário, ao lado do advogado Adalberto Martins, amigo do ex-ministro, é acusado de forjar a prestação de contas da empreiteira Forma Construção, da qual era sócio. Fermento A Forma é aquela empresa que se notabilizou, na época dos escândalos do Ministério dos Transportes, por ter crescido 86.500% em apenas dois anos. Geladeira O partido de Alfredo Nascimento, PR, está sem cargos no primeiro escalão desde que o próprio Nascimento foi demitido por Dilma Rousseff, em julho de 2011, do Ministério dos Transportes, na esteira de acusações de irregularidades na pasta. Emenda Vanessa A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 86/2011 da senadora do Amazonas, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que cria o Tribunal Regional Federal da 6ª. Região com sede em Manaus, estará na pauta da próxima reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Emenda Vanessa 2 Pelo texto, a 6ª Região do Tribunal Federal terá jurisdição nos Estados do Amazonas, Acre, Rondônia
e Roraima. A emenda Vanessa já conta com parecer favorável do relator, que é o senador Jorge Viana (PT-AC). Pecados da carne O deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) pressionou o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-AM). Ele exige uma fiscalização mais rigorosa no abate e na comercialização de carne animal no Amazonas. Na origem Rotta cobra inspeção desde a origem da carne, nos abatedouros, até a venda do produto, nos supermercados. Graça escreve Depois de “Senhoras da Justiça”, que conta a trajetória da mulher no Poder Judiciário, a desembargadora Graça Figueiredo lança no próximo mês um novo livro que resgata a história das comarcas do interior do Amazonas. Graça escreve 2 A desembargadora disse ontem ao CONTEXTO que o livro acaba de ir para a gráfica.
APLAUSOS
A magistrada vem trabalhando há bastante tempo nessa nova obra. — Demorou um pouco porque foi necessário um amplo trabalho de pesquisa – disse a desembargadora. Motosserra As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 69 km2 em janeiro de 2013. Isso representa um aumento de 28% em relação a janeiro de 2012, quando a degradação florestal somou 54 km2. □ Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Olha nós O Estado do Amazonas derrubou 12% da floresta, seguido do Pará (9%), Roraima (9%) e Rondônia (7%). É campeão Mato Grosso foi o responsável por 63% do desmatamento da Amazônia Legal durante o mês de janeiro de 2013.
VAIAS
Bruna La Close
Marronzinhos JOEL ROSA
Para a coragem da presidente da AAGLT, Bruna La Close, que vem denunciado grupos homofóbicos, acreditando que, por intolerância e preconceito, atacam e matam homossexuais.
DIEGO JANATA
Para agentes da Manaustrans que, ao invés de orientar, primeiro aguardam os motoristas estacionarem em locais proibidos, para depois multá-los.
relatório secreto de 300 páginas, elaborado por três cardeais veteranos e considerados inatacáveis. No documento são descritas as lutas internas pelo poder e o dinheiro, assim como o sistema de “chantagens” internas baseadas nas fraquezas sexuais, o chamado “lobby gay” do Vaticano. “Na maior parte dos casos, quem se coloca como juiz, emitindo graves juízos morais, não tem autoridade alguma para fazê-lo. Quem tem em mente apenas o dinheiro, sexo e poder, não é capaz de enxergar outra realidade, porque o seu olhar não é capaz de captar as dimensões e as motivações espirituais da existência. De tudo isso resulta uma descrição profundamente injusta da igreja e dos seus homens”, destaca o porta-voz.
Tempo de reflexão Federico Lombardi acrescentou que a igreja deseja, neste momento, que este seja um tempo de reflexão sincera sobre as expectativas espirituais do mundo e sobre a fidelidade da igreja ao Evangelho, de oração, de proximidade ao colégio de cardeais que vai escolher um novo papa. “O caminho da igreja nestas últimas semanas do pontificado de Bento 16, até a eleição do novo papa, é muito trabalhoso, dada a novidade da situação. Não temos que chorar a morte de um papa querido, mas teremos que enfrentar uma outra realidade: as pressões e as considerações alheias ao espírito que a igreja queria viver neste tempo de espera e reflexão”, conclui Lombardi.
NEGÓCIOS
Dilma promove Brasil na África A presidente Dilma Rousseff iniciará iniciou, ontem, uma visita de dois dias à Nigéria a fim de impulsionar o comércio e o investimento bilaterais, para o que se reunirá com seu colega nigeriano, Goodluck Jonathan, e participará de um fórum empresarial. A líder brasileira viajou acompanhada por uma grande delegação de empresários que tentarão aumentar os in-
vestimentos do Brasil no país africano, assim como o volume de comércio entre os dois países, informou à Agência Efe o secretário da Câmara de Comércio e Indústria Nigeriano-Brasileira (NBCCI, em inglês), Raymond Die. “É uma visita muito importante, já que vamos ter um fórum empresarial no sábado e nossos membros terão a oportunidade de conhecer empresários bra-
sileiros. Acreditamos que do fórum sairão alguns negócios, mas, mesmo se as conversas empresariais não forem fechadas, pelo menos terão sido feitos contatos que podem servir no futuro”, assinala Die. O secretário da NBCCI indicou que um setor de interesse para seus membros é a aviação, em particular porque não há voos diretos que conectem Brasil e o país africano.
CAMPANHA
Semmas inicia combate ao caramujo DIEGO JANATÃ
Ligações perigosas
porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, criticou, ontem, a onda de boatos sobre a guerra de poder na cúpula da igreja, envolvendo notícias de chantagens e sexo, que teria sido o motivo da renúncia de Bento 16. Lombardi afirma que, neste momento de espera e preparação para a escolha de um novo papa, há quem se aproveite para espalhar confusão e descrédito, recorrendo a instrumentos antigos, como a maledicência, a desinformação e a calúnia, ou exercendo pressões inaceitáveis para tentar manipular o exercício do voto de um ou outro cardeal. As denúncias, publicadas pelo jornal La Repubblica e a revista “Panorama”, afirmam que o papa decidiu abandonar o cargo depois de receber um
LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO
Somente nos dois primeiros meses do ano, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) registrou 45 ocorrências de infestação do caramujo africano em Manaus. Na manhã de ontem a secretaria iniciou uma campanha de combate ao caramujo, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, onde já foram registrados 15 denúncias até ontem. Técnicos do órgão visitaram casas no bairro e ensinaram a população a eliminar a praga. Segundo dados da Semmas, os bairros Santa Etelvina e Colônia Terra Nova, ambos na Zona Norte, são os que têm maior índice de infestação pela praga. No levantamento em toda cidade pela secretaria, em 2010 foram registradas 253 ocorrências, já em 2011 foram 291 casos, o índice caiu para 144 casos em 2012.
O movimento iniciou, ontem, no Santa Etelvina, Zona Norte
Cuidados devem ser tomados De acordo com o gerente de mobilização e educação ambiental da Semmas, Murilo Cirino, a população tem que tomar alguns cuidados para a prevenção da praga que se prolifera durante o inverno. “Como essa praga não tem um predador natural, a popu-
lação deve juntar e descartar corretamente o lixo doméstico, impedindo que os resíduos fiquem por muito tempo armazenado em local úmido”, diz o gerente, ao salientar que a pasta vem há muito tempo conscientizanado os manauenses sobre o assunto.
Opinião
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A3
Fala leitor
Editorial
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Briga de cego no escuro sem solução A irresolução do imbróglio criado pelo afastamento de Pauderney Avelino (DEM) do cargo de deputado federal para o de secretário municipal de Educação, deixou a Justiça Eleitoral parva, sem saber como se conduzir no labirinto paranoico que é a legislação. Da mesma maneira como tempestades imprevistas liberam as administrações para o recurso de liberar contratos sem licitação pública, o cipoal de leis estimula a produção de liminares, sempre que um necessitado consegue encontrar um juiz de plantão; liminares que são superadas por outras liminares de outros juízes de plantão, num círculo vicioso que não leva em conta os prejuízos administrativos nem financeiros. O Judiciário comporta-se como se a instrução, o trâmite e o julgamento dos processos não tivessem um custo em dinheiro para o cidadão que está à margem dessa circunstância. “É dinheiro do governo”. Não é. Governo não tem dinheiro. Governo administra (quando não desvia) a poupança da sociedade. Quem assumirá a vaga de Pauderney? O sempre indeciso Plínio Valério (foi eleito suplente pelo DEM, mas se bandeou para o PSDB)? O sempre atento às “correlações de forças”, Eron Bezerra, indeciso entre o PCdoB e a Secretaria da Produção? Ou o anônimo de uns poucos mais de mil votos, que já nem lembrava mais da eleição? Pauderney Avelino foi eleito (e merecia, como merecia ter sido eleito senador, quando foi tentado) para ser deputado federal, não para secretário da Educação de Manaus. Fabrício Lima (PRTB) foi eleito vereador e foi premiado com uma Secretaria de Esporte. Não existe eleição para secretário de Estado. Nesse sentido, o eleitor tem o direito de se sentir lesado. E o que desvia o candidato de um mandato para um cargo de confiança em um governo é a quantidade de voto que ele detém, e não, necessariamente, sua capacidade de administrar um bem público. Um ponto positivo no ainda não totalmente concluído estatuto do partido que a ex-senadora verde Marina Silva tentar criar: o parlamentar que virar secretário, perde o mandato. Mas ainda restará a briga de cego dos suplentes. Custeada pelo trabalhador.
Aos poucos uma mudança começa a ser percebida no formato do empreendedorismo brasileiro. O motor desse novo modelo é a inovação tecnológica, pilotada, geralmente, por uma nova geração de jovens sem experiência no mercado, mas com alto nível de escolaridade e muita criatividade. Um prato cheio para investidores. Os futuros
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empreendedores estabeleceram uma nova relação com os computadores. Para eles, laptops, PCs e tablets não servem apenas para alimentar as redes sociais, trocar mensagens instantâneas ou mera diversão com joguinhos eletrônicos de última geração. São, na realidade dessa turma conhecida como “nerds”, plataformas para lançar novas
ideias para o mundo, já que, na era da globalização, as fronteiras caíram. Foi assim na Campus Party, - evento que reuniu os amantes da tecnologia do Brasil e de outras partes do mundo, em São Paulo. Apesar de não ter noções básicas de plano de negócios ou de gestão – uma falha dos currículos do ensino brasileiro –, eles não
se intimidam e mostram grande talento com invenções e ideias de dar inveja aos mais experimentados. Representantes da geração Y, eles mostram mais uma vez que o brasileiro tem potencial, sim, de ser criativo e de tocar o desenvolvimento desse país. Luiz Gonzaga Bertelli
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Olho da Rua
Selvino Heck
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No cinema, na televisão, existe um cuidado com o que se expõe às crianças; esse cuidado tem o nome de classificação indicativa, que resguarda esse público do contato com cenas de violência, linguagem de baixo calão, sexo explícito, uso de drogas e outros temperos que aumentam a audiência. Mas como criar, na rua, uma classificação indicativa? Uma criança com o pai e outra sem a menor proteção.
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PT, 33 – Lula-Dilma, 10 Sem falso orgulho, mas com suficiente modéstia e responsabilidade, posso dizer que participei dos 33 anos do Partido dos Trabalhadores, do qual sou fundador, e dos 10 anos dos governos Lula e Dilma. Orgulho, porque, pela primeira vez na história, é criado um partido popular, das lutas e mobilizações e sociais, de esquerda, de baixo para cima e, pela primeira vez na história, a partir deste partido foi eleito Presidente da República um operário metalúrgico e sindicalista e uma mulher e ex-presa política. Modéstia, porque muitas e muitos participaram e ainda participam desta história, são seus autores e artífices, uma multidão de jovens, mulheres, operários, empregadas domésticas, agricultores, funcionários públicos, motoristas, aposentados. Responsabilidade, porque, se partilho das conquistas, não tenho menos responsabilidade nos erros, nos desvios e fracassos. Sempre que puxo a memória da fundação do PT em 1980, lembro de várias coisas. As reuniões do Núcleo de Base da Lomba do Pinheiro eram na Vila São Pedro na casa do Seu Cantílio (José Carlos Pintado), um pedreiro de mão cheia, mais ainda cheio de sabedoria e de compromisso com a melhoria de vida do povo das vilas populares e dos trabalhadores. Nossos candidatos em 1982 no município de Viamão, arredores de Porto Alegre, foram o pedreiro e mestre de obras Zé da Lomba a prefeito, o pedreiro Mário Declerque a vice e o operário Adão Lemos Alves a vereador. Estes dias, almoçando com a Irmã Delvina Pasquali, em reencontro depois de anos de trabalhos pastorais e comunitários em Moçambique, ela lembrou que secretariou a reunião de fundação do PT de Venâncio Aires, minha terra. Estas e estes, tantas e tantos foram as fundadoras e fundadores do PT. Gente que nunca
atuara na política partidária, mas já lutava há anos na melhoria do transporte nas vilas populares, por postos de saúde, por asfalto nas ruas. Gente que se reunia nos Grupos de Reflexão da Bíblia, organizava as associações de moradores, construía as Oposições Sindicais. E começava a se meter na política partidária pela primeira vez na vida. O PT era uma ferramenta nas mãos desse povo trabalhador e militante, como o eram as pastorais, os movimentos sociais de base, os sindicatos tirados das mãos dos pelegos e tornados combativos. A política estava no sangue, na alma, no espírito e no coração de brasileiros e brasileiras que queriam mudar o Brasil e o mundo, e precisavam também da ferramenta partidária para chegar ao governo e ao poder. E assim tornar os sonhos realidade. Mas vindos de baixo, da base popular, sempre no meio do povo. Este mesmo povo trabalhador e militante elegeu primeiro Lula, depois Dilma. Como lembrou a presidenta há poucos dias, no 1º Encontro Nacional do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC):”Eu estou aqui não por um milagre. Eu não estou aqui porque, ocasionalmente, eu passei por aqui e aqui cheguei. Eu estou aqui porque milhões de brasileiras, milhões de lideranças, milhões de mulheres que lutaram neste país, que se reuniram em movimentos como este, do Movimento das Mulheres Camponesas, construíram a possibilidade de eu estar aqui. Eu estou aqui porque vocês estão aí.” Por onde se mede a história de um partido? Por muitas coisas. Por sua fidelidade a um projeto de sociedade, a um sonho, a seu carisma e ideias de origem. Por fidelidade ao povo trabalhador que o construiu. Por não deixar de ser movimento, embora também seja instituição.
Selvino Heck Assessor Especial da Secretaria Geral da Presidência da República
O PT era uma ferramenta nas mãos desse povo trabalhador e militante, como o eram as pastorais, os movimentos sociais de base, os sindicatos tirados das mãos dos pelegos e tornados combativos
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Opinião
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Por razões pessoais, crítica Manaus e o novo arcebispo, é apenas um ressentimento d. Sérgio Eduardo Castriani Já há algum tempo, quando Fidel Castro, doente, afastou-se do comando do Governo de Cuba e até parecia que para morrer, a revista “Veja” colocou sua foto na capa e legendou: “Já vai tarde Fidel”. Àquela altura, mesmo sem aceitar qualquer tipo de governo autocrático, arvoreime a escrever e publicar um artigo para repudiar o desrespeito a um Chefe de Estado e de Governo, a um líder e estadista inquestionável, mesmo que se discorde de sua ideologia, e também a um dos políticos de maior presença no século 20. Agora, neste momento, ocorre o anúncio da renúncia do papa Bento 16, um fato de múltiplas dimensões, porque religioso, político, econômico, com repercussões também históricas, filosóficas e morais. Natural, portanto, que as mais diversas interpretações e reações se façam apresentar, porque assim o determinam a pluralidade e a originalidade dos humanos. Há, entretanto, um limite, não quanto à matéria da discordância, mas certamente quanto à forma com que se expressa a crítica. Não pensa assim a colunista Bárbara Gancia, da “Folha de S. Paulo”, que não considerou o direito de livre arbítrio, nem a dignidade dos cargos de pontífice e de chefe de Estado, nem a história do teólogo que hoje ultrapassa oitenta anos de caminhada e passou a detratá-lo mesmo como ser humano, que ela certamente nem chegou a conhecer como pessoa, e também à Igreja Católica, instituição que não ultrapassou o segundo milênio gratuitamente, mesmo carregando dentro de si a carga das administrações humanas. Já no título do artigo o papa é cognominado de “Arregão” (o que “arrega”) e acusado de ter abandonado o seu rebanho, comparado adiante ao comandante que abandonou o navio “Costa Concórdia”. Não é aí que param os vitupérios da Sra. Gancia. Ao contrário, continuam e se espalham por todo o seu texto, que aqui é criticado com veemência, sem, contudo, extrapolar para o âmbito da pessoa da articulista, que não conheço, como também ela não conhece Bento 16 (nem o cardeal Ratzinger) e a cuja dignidade humana ela não poupa. Pelo contrário, porque certamente é magoada em relação à Igreja, expande ainda mais a sua agressão e vai atingir outro papa, João Paulo II, já morto, a quem rotula como “um misógino que se autoflagelava para expiar suas culpas”, restando, ao fim, segundo ela, a opção excludente entre ser católico ou ser humano. Quase ao fim aparece pelo menos uma das possíveis razões da sua mágoa, quando afirma que “esses malucos de batina” teriam sentenciado que sua homossexualidade não se encaixa no modelo que fazem do amor. Não sabe que ninguém é condenado ou excluído da Igreja, nem mesmo do sacerdócio, apenas por ser homossexual. Pelo menos da Igreja Católica, onde o pastor Silas Malafaia não é papa. Como “Veja” fez com Fidel Castro, a sra. Gancia fecha o seu texto com um definitivo e muito pouco respeitoso “já vai tarde Bento 16”.
João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO
Porque certamente é magoada em relação à Igreja, expande ainda mais a sua agressão e vai atingir outro papa, João Paulo II, já morto, a quem rotula como “um misógino que se autoflagelava para expiar suas culpas”
Ontem, à noite, na catedral de Nossa Senhora da Conceição, tomou posse o novo arcebispo de Manaus, dom Sérgio Eduardo Castriani. A cerimônia teve a presença de vários bispos da região, de autoridades e de numeroso povo. Sem dúvida alguma, a Igreja Católica começa a viver em Manaus uma nova etapa que promete frutos de entusiasmo e de reafirmação graças às bênçãos de Deus e às esperanças surgidas com a chegada do novo pastor. Podemos esperar dias melhores porque dom Sérgio reúne todas as qualidades exigidas de um bispo escolhido para dirigir uma arquidiocese da importância da nossa. Foi bispo de Tefé por treze anos, compreende bem o povo amazonense e conhece-lhe a cultura. Á frente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil por dois períodos de quatro anos cada um, é atualmente membro da Comissão Episcopal para a Amazônia. Antes de ser bispo, dom Sérgio foi conselheiro geral da Congregação do Espírito Santo, com residência em Roma, e teve oportunidade de visitar as missões espiritanas na África e em outros continentes. Manaus ganha um presente de Deus que vem somar ciência, sabedoria, experiência e grandes dotes humanos e espirituais à caminhada desta Arquidiocese. No livro Pontifical Romano existe um texto de homilia proposto para a ordenação episcopal em que se expõem quais qualidades se exigem de um bispo. Antes de mais nada, o bispo deve lembrar-se de que pertence a um povo e não deve esquecer-se de que esse povo são seus diocesanos. Do meio de seu povo foi escolhido por Deus para servir aos que lhe foram confiados. “O episcopado é um serviço, não uma honra”, são palavras textuais do Pontifical. Foi-se, e foi-se graças a Deus, o tempo em que os bispos eram tratados como príncipes. É um serviço que lhes cabe de modo especial e os fará servir e não ser servido à semelhança de Jesus que lavou os pés dos discípulos. Será terrível o pastor que se enriquece às custas dos fiéis ou deles se serve para ter poder. Como servidor, o bispo deve pôr-se à disposição do povo nas coisas de Deus. Na história da Igreja existem exemplos de bispos que deram sua vida pelo povo quer morrendo por ele como Thomas Becket e John Fischer, quer doando-se totalmente ao bem de seus diocesanos como santo Agostinho e dom Luciano Mendes. Como consequência, explica o Pontifical, o bispo deve anunciar a Palavra de Deus sem medo, a tempo e a contratempo; deve interceder junto ao Pai pelo povo e fazer dos habitantes de sua diocese a razão de sua existência. Seu amor não se restringe aos católicos mas deve abarcar também aos que seguem outros caminhos religiosos e aos que não acreditam em Deus. É um programa de vida exigente e bonito. Tenho certeza de que a nova etapa iniciada ontem com a posse de dom Sérgio significa muito mais do que imaginamos.
Painel VERA MAGALHÃES
Segundo round
Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus
Antes de mais nada, o bispo deve lembrar-se de que pertence a um povo e não deve esquecerse de que esse povo são seus diocesanos. Do meio de seu povo foi escolhido por Deus para servir aos que lhe foram confiados
A disputa pela vaga de Carlos Ayres Britto no Supremo Tribunal Federal entre Heleno Torres e Humberto Ávila virou uma guerra nos bastidores. O Palácio do Planalto brecou a escolha diante da informação de que os dois travaram “batalha sangrenta” em 2010 e 2011 por uma cadeira da Faculdade de Direito da USP. Torres conseguiu anular o concurso vencido por Ávila. Diante de sinais de revanche em curso, interlocutores dizem que Dilma Rousseff pode escolher um “tertius”. Dossiês Aliados de Heleno Torres atribuem ao desafeto Ávila a tentativa de queimar o advogado pernambucano sob a justificativa de que ele é muito próximo do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, que enfrentou desgaste por conta da Operação Porto Seguro. Medida certa Logo que desembarcou em Malabo, na Guiné Equatorial, Dilma chamou a atenção dos jornalistas, que perguntaram se ela havia perdido peso. “Ela fechou a boca” após a lesão no pé direito, confirmou a ministra Helena Chagas (Secom). 1 + 1 Em conversa com Henrique Eduardo Alves (PMDBRN) na sexta, Lula disse estar convicto de que Dilma terá melhor desempenho em 2014 que na primeira eleição. Segundo o ex-presidente, em 2010 o resultado foi muito atribuído a ele. Agora, seria uma soma de ambos. Narrativa O petista disse ainda que “direita radical’’ tentou intrigá-lo com a aliada no começo do governo, como se ela tivesse conquistado a classe média avessa a Lula. “A intriga não prosperou, e ela ficou com o patrimônio de Lula e com esse novo”, reproduz o presidente da Câmara. Lado B Já aliados do governador e presidenciável Eduardo Campos fazem leitura inversa: acham que, ao lançar a campanha da reeleição com a mesma antecedência da de 2010, o PT mostra que a articulação em torno da presidente ainda é frágil. Sonho meu Decidida a contemplar Minas Gerais na reforma ministerial, a presidente gostaria que a vaga fosse para Josué Gomes da
Silva. Filho de José Alencar, que foi vice de Lula, o empresário é sondado para se filiar ao PMDB desde o ano passado. Vida... O governo investiga rota de tráfico de pessoas, principalmente travestis e transexuais, da Paraíba para a Itália. É a segunda operação desde que a novela global “Salve Jorge” passou a abordar o tema. A primeira quadrilha agia na Espanha. ... real Funcionários dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores e das secretarias de Mulheres e Direitos Humanos embarcam hoje para Roma para reuniões com autoridades italianas. Wi-fi Geraldo Alckmin passou a usar mais o Twitter para divulgar suas ações. Pediu a assessores que abasteçam páginas oficiais com boletins de inaugurações. Anteontem, posou para foto com a blogueira Yoani Sánchez. Quilometragem O governador monitora os passos dos secretários, de quem exigiu que ponham o pé na estrada em ano pré-eleitoral. Na última semana, registrou: sete deles viajaram pelo interior, atendendo 262 prefeitos. Bunker Funcionará na Secretaria de Segurança Pública, no centro de São Paulo, a agência de ação integrada dos governos paulistas e federal no combate ao crime organizado. O prédio passa por reforma para abrigar o QG. Bunker 2 Em reunião reservada, na quinta-feira, o secretário Fernando Grella e o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) definiram detalhes da atuação do grupo, que será coordenado pelo promotor Fábio Bechara.
Tiroteio
Frases A ciência médica não pode ser relativizada ou mesmo inviabilizada no seu livre e ético exercício, pelos altos riscos a que doravante estarão expostos os seus profissionais
Virgínia Soares Souza,, médica indiciada por mortes ocorridas no Hospital Evangélico de Curitiba apresentou carta em própria defesa, classificando a investigação como “o maior erro investigativo e midiático da nossa história”.
Tem gente que ficou doente mental, que se separou... as pessoas não conseguiram restabelecer suas vidas ainda. Passados 15 anos, as pessoas ainda estão traumatizadas com isso. Cada ano que passa, as famílias vão revivendo a tragédia Nélio Andrade, da Associação de Vítimas do Palace 2, diz que 15 anos depois do desabamento do prédio, os moradores ainda esperam pelas indenizações. Tem R$ 5,3 milhões depositados em conta judicial para fazer a partilha, mas o juiz não libera o dinheiro.
Por não haver presentemente encarceramento por estes autos, tratando-se ainda de réu primário, sem antecedentes judiciais, faculto-lhe recorrer dessa decisão em liberdade
Adilson Paukoski Simoni, juiz, determinou que o estudante Gil Rugai, condenado a 33 anos e 9 meses em regime fechado pelo assassinato de seu pai, Luis Rugai, e de sua madrasta, Alessandra Troitino, em março de 2004, possa recorrer em liberdade.
Junte-se algum estrategista Jim Jones e a relação romântica que o PT ainda vive com a Revolução Cubana e temos esse tiro no pé. DO EX-DEPUTADO FERNANDO GABEIRA (PV-RJ), sobre a repercussão dos protestos contra a blogueira Yoani Sánchez insuflados por petistas e aliados.
Contraponto
Vai por mim Em jantar há 15 dias no Rio, José Dirceu ouvia comentários de amigos sobre o anúncio de que o ator José de Abreu gostaria de se candidatar a uma vaga de deputado federal pelo PT do Rio. Enquanto os demais brindavam, o ex-ministro manteve a expressão séria e preocupada com o destino do amigo e comentou: - Eu disse para ele que voto não é fácil. Não se encontra voto em árvores. Diante da surpresa dos convidados, desabafou: - Eu disse mais: a política não é feita de caminhos, a política é feita de descaminhos. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
Política
MANAUS, DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013
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José Melo não esconde o desejo de ser governador Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, o braço direito de Omar Aziz apresenta suas qualidades e faz declarações reveladoras
JOEL ROSA
IZABEL SANTOS Equipe EM TEMPO
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esta entrevista reveladora, o vice-governador José Melo (PMDB), mostra porque é considerado uma das figuras mais carismáticas da política amazonense. Polido, sem alterar o tom de voz, falando pausadamente, sem gaguejar ou errar palavra, ele faz um balanço da sua vida pública. Nascido no município de Ipixuna, como filho de seringueiro, mudou sua realidade através da educação. Iniciou sua carreira como datilógrafo e chegou a ser assessor especial na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Também foi delegado do Ministério da Educação (MEC), secretário de Estado de Educação e também do município de Manaus, secretário de governo do Amazonas, deputado estadual e federal. Com 24 meses de governo e rumores fortes sobre a sucessão de Omar Aziz (PSD), Melo admite que gostaria de governar o Estado como titular do cargo e, como qualquer outra pessoa, gostaria de subir na vida. EM TEMPO - Quais são seus planos políticos para o futuro? José Melo - Sou um animal político. Já desempenhei muitas funções no Estado: fui delegado do MEC, assessor especial na Ufam, secretário de Educação por 3 vezes (2 vezes do Estado e 1 do município de Manaus), presidente do Idam, secretário de Produção, secretário do Interior, secretário de Governo e, hoje, sou vice-governador. Tenho uma carreira público-administrativa muito grande, o que me fez amealhar muita experiência. Com minha idade, 66 anos, essa experiência é também aliada a muita ponderação e zelo com as coisas. Aos 66 anos estou na minha plenitude física e mental. Não ingiro álcool, não fumo, chego em casa cedo e pratico minha esteira todos os dias. Com um volume de experiência que tenho, quero colocar a serviço do meu Estado. Todos nós temos objetivos. Se você encontrar um político que diga que não quer crescer, ele, no mínimo está tergiversando. Mas também sou daqueles que acha que há um tempo pra tudo. Diz em Eclesiastes que há tempo para tudo: um tempo para você semear, há um tempo para admirar as flores e outro para colher os frutos. Este momento atual é um momento que eu, Omar (Aziz) e todos nós estamos tentando construir um Amazonas diferente. Se você pega este momento e transforma numa guerra política estará prestando um enorme desserviço à sociedade, ao povo. Porque, politicamente, você se constrói com trabalho, tendo uma relação com o povo e também com apoiamentos políticos. Se você me perguntar qual é o meu futuro político, direi que está nessa linha: na vontade de Deus, na vontade da estrutura política e no meu trabalho. Se esses três pilares conseguirem se unir, então lá na frente, no tempo certo, sem prejudicar o atual momento
que é de trabalho, eu tomarei uma decisão como qualquer outro tomaria em relação ao seu futuro político. Todos sonham subir na carreira política e esta possui dois ápices: o governo do Estado e o Senado da República. Eventualmente a prefeitura. É a vontade de qualquer um terminar a vida pública em um desses patamares. Eu também sonho. Agora, realizar são outros quinhentos. Depende da vontade de Deus, o principal, o povo entender que você tem lastro de trabalho e experiência para tal e também de um arco de alianças que possa te alçar lá. Um desses três pilares falhando, falha a estrutura toda. EM TEMPO - Seu nome está sendo cotado para ser o sucessor do governador Omar Aziz em 2014, como o senhor avalia isso? JM - Eu diria que não é hoje. Tenho toda essa experiência que já te falei. Conheço o interior como poucos. Fui assessor do Amazonino e ele foi uma escola para mim, que me calçou as sandálias dos primeiros passos do campo político. Depois tive uma experiência muito produtiva com o senador Eduardo Braga, de quem fui secretário de Governo. E estou tendo hoje o prazer inenarrável de poder compartilhar um governo com o Omar, que é um governador diferente, despido de vaidades, que me permite ajudá-lo a governar sem a vaidade boba de achar que estou querendo perpassar o poder dele ou o fato de ele ser o governador. Nada disso! O Omar não tem essas coisas menores. Então isso está fazendo com que ele governe o Estado de uma forma diferente, gerando oportunidades, atento às necessidades. É um governo de oportunidades no interior. Eu chego aos 66 anos de idade e acho, como outros também devem achar, que tenho o direito de me postar como
Todos nós temos objetivos. Se você encontrar um político que diga que não quer crescer, ele, no mínimo, está tergiversando José Melo, vice-governador
um nome que pode ser futuramente avaliado pelo povo. No meu caso pessoal, isto é uma construção de muito tempo. Governar o Amazonas é uma coisa muito complicada. É um Estado que hoje está em dois momentos importantes: de um lado está a Zona Franca fortalecida e, de outro, o despertar para as nossas riquezas regionais. O Amazonas é hoje a região brasileira mais rica em minérios; pode se transformar no maior produtor mundial de peixes de água doce. O Amazonas tem uma biodiversidade incomum, mas também tem muitos problemas que outras regiões não têm, como a logística. Aos poucos temos que conseguir
fazer o sol irradiar para o interior, pois os nossos irmãos de lá merecem ter qualidade de vida. O Omar está fazendo isso. Governar esse Estado, com essas idiossincrasias é complicado. É para quem conhece e tem experiência. Tem várias pessoas no Amazonas com esse patamar de experiência, de conhecimento e eu, de forma muito humilde, me incluo entre elas. EM TEMPO - O senhor cogita deixar o PMDB? Como está a sua relação com o partido? JM - Eu não tenho absolutamente nenhum desconforto com o PMDB. Meu partido era o PRP, que construí na capital e no interior. Esse partido, num determinado momento saiu da minha área de influência e se tornou aliado da área de influência do exprefeito Amazonino Mendes. Quando o governador Omar foi candidato ao governo, o PMDB indicaria o vice e havia um compromisso do Braga comigo, de que eu, por conta de todo esse trabalho e minha experiência, seria o candidato do PMDB a vice-governador. Então tive que vir para o PMDB para cumprir essa etapa. Mas meu coração ainda bate muito forte pelo PRP. Mas no momento certo, terei uma conversa com as lideranças nacionais do partido, com o Braga, para naturalmente costurar uma eventual saída minha, ou não, do PMDB, mas da forma como tem que ser. EM TEMPO - E o senhor recebeu convites de outros partidos? JM - Não. Não recebi nenhum convite. Na verdade eu saí do meu partido por uma circunstância e vim para o PMDB, mas o meu coração ficou lá. Logo, uma eventual saída minha do PMDB, naturalmente, teria como caminho o partido que eu ajudei a construir. EM TEMPO - Qual a visão que o senhor tem de partido político hoje? JM - Primeiro, gostaria de falar do ponto de vista filosófico. O Brasil não tem uma filosofia de fortalecimento partidário, como em democracias fortalecidas, a exemplo dos EUA, que tem dois partidos, como a alemã, a francesa, que ancoram a classe política em no máximo três partidos. Nesses países está consolidada a institucionalização de partido político, pois têm toda uma cultura nesse sentido. O Brasil não tem essa cultura. Tem uma colcha de retalhos de partidos no país, com mais de 30 legendas. O Brasil criou uma legislação nesse sentido onde amarrou os detentores de mandatos proporcionais na questão da fidelidade partidária. Em virtude disso, para ter poder, os partidos passaram a aglutinar quantidades de filiados e de pessoas detentoras de mandato eletivos para poder negociar no Congresso Nacional e com os governantes. O PMDB é um partido que ao longo da sua história sempre teve um grande número de pessoas eleitas quer seja prefeitos, governadores, deputados, etc. Por isso, sempre
Com uma vasta experiência na vida pública, José Melo deixa a entender que está preparado
foi um partido que esteve na crista da onda e participando das decisões políticas nacionais. Ele é hoje um partido grande e forte, que participa do Congresso Nacional, que detém a presidência da Câmara Federal e do Senado e tem, no governo da presidente Dilma, representatividade em relação aos ministros. É um partido forte e com muito poder. Sempre esteve no olho do furacão durante as decisões importantes dos últimos 20 e poucos anos. Um partido que surgiu agora muito forte, o PSD, do governador Omar, tem uma bancada muito forte com grande número de deputados. Então, como nós não temos uma cultura muito forte de partido como em outros países. EM TEMPO - O senhor já participou de vários gover-
Estou tendo hoje o prazer inenarrável de poder compartilhar um governo com o Omar, que é um governador diferente, despido de vaidades José Melo, vice-governador
nos e é uma figura popular no interior. O que faltou para ser governador? JM - Vou contar uma história que nunca falei antes. Um dia eu estava em Tabatinga, quando ainda era delegado do MEC, e fui chamado para conversar com o governador Amazonino, à época. Ele ia visitar Ipixuna e queria que eu o acompanhasse. Fui e lá ele me fez o convite para ser seu secretário de Educação. Nos tornamos amigos muito próximos. E foi ele que me ensinou os primeiros passos da política. Me convidou pra ser deputado estadual, depois deputado federal para ajudar a legenda do partido e, naquela altura, fui o mais votado do
pleito. Durante seu governo, me permitiu alçar na política, isto para mim tem um grande valor. Após aquele episódio em que eu deveria ter sido o vice do Eduardo Braga, mas não fui por decisão do próprio Amazonino, eu me recolhi e não dei nenhuma entrevista, não falei nada disso e não guardei nenhum ressentimento por uma única razão: o Amazonino tinha, àquela altura, créditos ilimitados comigo, ele poderia fazer o que quisesse, porque àquela altura eu era o que era porque ele permitiu que eu chegasse até ali. Eu devia muito a ele pelas oportunidades que me deu, de fazer um trabalho que até hoje é lembrado. Aconteceu aquele fato, foi desagradável, mas ele tinha credibilidade para fazer aquilo. De lá para cá, eu construí uma vida pública com muito trabalho e sacrifício sem ter que dever isso a ninguém. Cheguei hoje até aqui em igualdade de condições, na minha avaliação, com todo mundo. Reconhecendo que é direito de todos querer subir na vida, e meu também. O processo político é assim, mas só dá certo se unir aquele tripé para uma candidatura majoritária. EM TEMPO - O que o senhor considera ter feito de mais importante na sua vida como homem, professor e político? JM - A coisa que mais me gratificou na vida, foi ser secretário de Educação. Sou daqueles que entendem que a educação é o que há de mais importante na sociedade e que nenhum país pode querer se transformar se não tiver uma base de conhecimento muito forte, por isso que digo que o Amazonas teve dois grandes momentos do ponto de vista do seu futuro. O primeiro foi quando o Amazonino teve a ideia de criar a Universidade Estadual do Amazonas, o outro, quando o Omar teve a inspiração de levar a Cidade Universitária para o outro lado do rio. Essa iniciativa vai permitir criar um modelo universitário único no mun-
do, diferenciado de todos, que vai atrair grandes estudiosos para que conosco possam desenvolver pesquisas científicas que resultem em produtos da biodiversidade amazônica gerando emprego e renda para o nosso povo. Então o que considero ter feito de mais importante na minha vida e que me deu mais alegria, foi o meu trabalho na área da educação. É transformador dar oportunidades a filhos de pais pobres como eu, meu pai era seringueiro, para que eles possam chegar a ser vice-governador pela educação, pelo conhecimento. Foi o que fiz na vida e que me deu mais alegria, que eu coloco no topo do meu currículo. EM TEMPO - O senhor tem fama de ser um homem sereno, ponderado e é muito querido por aqueles que o
O que considero ter feito de mais importante na minha vida e que deu mais alegria foi o meu trabalho na área da educação José Melo, vice-governador
conhecem. JM - A idade tem algumas coisas ruins, mas também tem as coisas boas. Você fica mais ponderado, ouve mais, fica mais calmo, analisa as coisas de uma forma mais correta, não fica açodado, não se apressa e comete menos erros, injustiças. Sou um homem de natureza serena, sempre fui. Tanto é que quando tinha 23 anos as pessoas achavam que eu tinha sido seminarista por essa minha forma de tratar. Acho que foi minha convivência com a natureza na minha juventude no interior, pois contemplar essa beleza por muito tempo nos faz pessoas telúricas. Eu me considero uma dessas pessoas.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013
JOEL ROSA
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
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Se o PT indica o Temer, o Alckmin papa no primeiro turno” PRESIDENTE DO PT, Rui Falcão, sobre disputa ao governo de São Paulo em 2014
Brizola livra ministério da ‘fábrica’ de sindicatos Torpedeado pela banda podre do PDT, que deseja apeálo do cargo, o ministro Brizola Neto decidiu publicar na próxima semana uma portaria cujo objetivo é acabar com a chamada “fábrica de sindicatos” existente no Ministério do Trabalho. O ex-ministro Carlos Lupi, dono cartorial do PDT, que exige sua cabeça, foi demitido pela presidente Dilma em meio a denúncias de corrupção na concessão de registros sindicais. Negócio rentável No submundo do sindicalismo, o registro de um sindicato pode valer até R$ 300 mil, dependendo da categoria que pretende filiar. Espanta ONGs Brizola Neto decidiu nomear um delegado da Polícia Federal para o cargo de diretor de Qualificação, para atuar como um “espanta ONGs”. Motivos Brizola Neto pode até deixar o cargo, diz fonte do Palácio, “mas isso não acontecerá por causa dos seus defeitos, mas de suas qualidades”. Ouro de Moscou A embaixada do Brasil e residência do embaixador em Moscou vai ganhar uma “guaribada”: a reforma custará US$6 milhões. Dilma visitou ditadura mais corrupta da África A presidente Dilma ignorou a expectativa de grupos de direitos humanos que esperavam seu apoio a reformas políticas na Guiné Equatorial, uma das ditaduras mais ferozes e corruptas do planeta, onde ela participou da 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de
Governo América do Sul-África. O governo do tirano Teodorin Obiang, que é bilionário, tem sido alvo de generosas ofertas de crédito do Brasil. Carnaval O filho do ditador da Guiné Equatorial, Obiang Mangue, que herdará a Presidência, passeou com autoridades no Carnaval da Bahia. Fugitivo Enquanto esteve em Salvador, Obiang Mangue deu festas e fugiu do mandado de prisão internacional por lavagem de dinheiro e tráfico. Apreensão Em 2011, a Justiça francesa apreendeu na mansão do presidente da Guiné Equatorial, em Paris, 11 carros de luxo, como Porsche e Ferrari. Bem na foto A objetividade do neurocirurgião Wilson Martins (PSB), governador do Piauí, fez dele um dos interlocutores preferidos de Dilma. Para ciúmes gerais da Esplanada dos Ministérios, madame adora papear com ele. ‘Compañera’ Além de Yoani Sánchez, outra cubana corre o mundo, mas sem incidentes: filha de Oswaldo Payá, morto em suposto acidente de carro, Rosa Payá brilhou na Conferência de Direitos Humanos na Suíça. Heil Os grupelhos esquerdóides que imitam os métodos dos “camisas negras” de Benito Mussolini, hostilizando Yoani Sánchez, já ofereceram seus “serviços” a Herr Franklin Martins, ex-jornalista e exministro da Propaganda de Lula, para “agilizar” o “con-
Jornalista
trole social da mídia”. Marcha da insensatez Pior que agredir uma blogueira famosa, talvez tenha sido a covardia, omissão e até a burrice das livrarias que lançaram o livro dela, aceitando a imposição da censura de grupelhos. Briga à foice Líder do PPS, Rubens Bueno (PR) afirmou que a bancada vai trabalhar para aprovar o projeto que inviabiliza o partido de Marina Silva: “Tempo de TV e fundo partidário precisam refletir a realidade da eleição”. 14º fracasso Para o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), faltou o tucano Aécio Neves (MG) abordar mais uma contradição da gestão petista em seu discurso: “Eles dizem estar erradicando a miséria, mas ampliam o Bolsa Família”. Recordar é viver O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) terá ajuda de Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI dos Correios, para escrever o livro “Máfia da Estrela II”, sobre como a comissão, de início governista, deu certo. Maluco feiúra O “soçiólogo” petista Emir Sader deu no Twitter nova versão para a visita de Yoani Sánchez: ela seria “uma agente do governo cubano, mandada para reativar o movimento de solidariedade com Cuba.” O que faz deputado? O deputado Tiririca (PR-SP) ficou surpreso com a repercussão dos cabelos pintados de amarelo:“De projetos de lei, ninguém quer saber...”
PODER SEM PUDOR
Paladar apurado Muita gente ficou escandalizada com o Romanée-Conti de R$ 6 mil que o marqueteiro Duda Mendonça ofereceu a Lula após ser eleito presidente, certamente achando que o petista tem mais é que continuar bebendo a pinga com cambucy dos seus tempos metalúrgicos. Mas há muito Lula conhece bons vinhos. Quando foi libertado dos calabouços do Dops, nos anos 80, o jornalista Mino Carta (genial criador de Veja, IstoÉ e CartaCapital, entre outros) convidou Lula e Marisa para jantar. E abriu um magnífico Brunello de Montalcino, que guardara durante vinte anos para uma “ocasião especial”.
Aleam sofreu apenas duas Adins A Assembleia Legislativa do Estado foi a que menos sofreu Adins para as leis elaboradas pelos deputados. Em 2012 apenas duas matérias foram questionados pelo Ministério Público do Estado (MPE). A primeira se trata do quadro de pessoal e o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). A segunda, sobre a destinação de 10% do horá-
rio de programação de Rádio AM-FM para divulgação de trabalhos musicais de artistas amazonenses. As duas leis ainda tramitam no Tribunal de Justiça e não tiveram seus processos julgados. O procurador-geral da Assembleia, Vander Goés, explicou que quando uma lei estadual é questionada por Adins, a procuradoria elabora e presta as informações da Aleam ao Judiciário ou ao MPE, oportunidade em
que contesta e rejeita os argumentos oferecidos pelo autor da ação. “Em todos os parlamentos existem leis aprovadas que são questionadas e tanto é assim, que as supremas cortes têm dentre suas atribuições o controle de legalidade. Se algum dia eu fosse presidente de Legislativo criaria uma equipe de técnicos vinculada à presidência para exame preliminar de constitucionalidade, legalidade”, disse.
Em 2012, a Câmara foi alvo de dez ações de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça
CMM é campeã em leis questionadas na Justiça
No ano passado, mais de 12 leis elaboradas pelas casas legislativas viraram alvo de ações de inconstitucionalidade NATHANE DOVALE Equipe EM TEMPO
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m total de 12 leis elaboradas pela Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e Câmara Municipal de Manaus (CMM), somente no ano passado, estão sendo questionadas na Justiça, alvo de Ações Diretas de Inconstitucionalidades (Adins) no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), conforme levantamento feito pelo EM TEMPO. O fato poderia gerar certo desconforto entre os poderes, haja vista que as leis sancionadas ou promulgadas e alvo de Adins tramitaram pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e ainda pelas procuradorias das respectivas casas legislativas e, apesar de todo o trabalho, foram questionadas. Onde estaria o erro para que tanto tempo seja perdido, visto que quando julgadas inconstitucionais, as leis passam a ser inválidas? Entre leis que ferem a Constituição Federal ou que não compete ao Legislativo, a Câmara Municipal apresenta o maior número de matérias inconstitucionais neste período: 10. A mais recente e que tem dado muito que falar é o inciso III do artigo 54 da Lei Orgânica do Município (Loman), que autoriza vereador assumir suplência em mandato federal, considerada inconstitucional em 2009 pelo desembargador Rafael Romano, após ação ingressada pelo PSB. A ilegalidade deste item impossibilitou o vereador Plínio Valério (PSDB) assumir como
suplente a vaga aberta na Câmara dos Deputados, deixada pelo deputado federal Pauderney Avelino (DEM), que se licenciou do mandato para assumir a Secretaria Municipal de Educação (Semed), em janeiro deste ano. Para “salvar” um possível mandato federal, a base aliada do prefeito Arthur Neto (PSDB), na Câmara, apresentou na semana passada uma emenda à Lomam, de forma a alterar a redação do artigo 54, de forma a permitir que Plínio
AÇÕES
Entre as lei que ferem a Constituição Federal, ou que não competem ao Legislativo, a Câmara Municipal de Manaus apresenta o maior número de incidências. No ano passado totalizaram dez ações assuma a vaga em Brasília. Mesmo julgada inconstitucional pelo TJAM, a emenda recebeu parecer favorável da CCJ da casa e, inclusive, foi aprovada em primeira discussão, devendo retornar à pauta nesta semana. Em questões que não competem ao Legislativo, a lei municipal nº 296/2012, que instituía o sistema sustentável de uso racional de água com a captação de águas pluviais em escolas municipais de ensino, foi julgada pelo TJAM inconstitucional. A justificativa da relatora do processo, desembargadora Carla Reis, foi que privativamente o teor
da lei municipal cabe ao prefeito da cidade. Mea culpa O presidente da Câmara, vereador Bosco Saraiva (PSDB), informou que já estão sendo tomadas providências para que se elimine a incidência. O parlamentar instituiu uma comissão interna para fazer um levantamento de todas as leis consideradas inconstitucionais. O grupo é composto por três procuradores, tendo como presidente o procurador-chefe do Centro de Estudos e Divulgação da casa, José Fernandes Júnior. Bosco explicou que o problema será tratado no seio das comissões, por entender que é preciso ser discutida com profundidade para se fortalecer. “A proposta é livre e ela tem que ser recepcionada. Muitas leis que são apresentadas já existem, são problemas principalmente de vereadores em início da legislatura. Mas as comissões precisam reunir para se fortalecerem”, disse o presidente, acrescentando que um calendário de reuniões será distribuído na próxima semana. O procurador José Fernandes Júnior explicou que as leis da casa têm sido direcionadas automaticamente para a CCJ, saem de lá e votam ao plenário para aprovação. Fernandes explica que, quando se argumenta a constitucionalidade de uma lei, a procuradoria age apresentando defesa . “Há uma seriedade da comissão, que tem poderes de permitir parecer sobre as leis. Quando precisam, eles pedem informações, tiram dúvidas”, salientou. DANILO MELLO/ALEAM
Assembleia, em 2012, sofreu apenas duas ações. Projetos apresentados já estavam em tramitação
Política
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Roberto MOITA
A ORDEM é DESBUROCRATIZAR’
PAULO LIEBERT/AE FOTOS: DIEGO JANATÃ
ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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novo diretor-presidente do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), arquiteto Roberto Moita, pretende usar sua experiência na profissão para buscar um melhor ordenamento de Manaus, cidade hoje repleta de problemas que se acumularam ao longo dos anos e de gestões, sem solução definitiva. Nesta entrevista, Roberto Moita fala sobre os problemas que encontrou na cidade ao assumir o Instituto, como a situação da interdição da Ponta Negra, colaboração da população e responsabilidades de cidadão.
Claro que utilizamos toda nossa experiência de arquiteto engajado nas questões públicas. No passado, tivemos vários envolvimentos em entidades de classe e também discussões do Plano Diretor, onde participamos ativamente, fora outras experiências”
EM TEMPO - Em quase dois meses da nova administração, a cidade que o senhor encontrou correspondeu ao que imaginava na área de ordem urbana? Roberto Moita - No final de novembro nós fomos chamados a fazer a transição do planejamento e do controle urbano, isso nos deu a oportunidade de mais de um mês antes do início do atual governo ficar a par das questões administrativas e gestão, como também dos problemas da cidade. Claro que utilizamos toda nossa experiência de arquiteto atuante na cidade, uma visão voltada para os empreendimentos privados, mas sempre realizando leituras não só de cidadão, mas também de arquiteto engajado nas questões públicas. No passado, tivemos vários envolvimentos em entidades de classe e também de discussões do Plano Diretor onde participamos ativamente, fora as experiências mais recentes, como organizar um grupo no Facebook, que tinha como pauta a cidade de Manaus, seus problemas e suas soluções. Tudo isso nos deu uma possibilidade de pensar a cidade sobre a ótica dos seus problemas e das possibilidades de solução. EM TEMPO - Um dos problemas “herdados” da gestão passada diz respeito ao complexo da Ponta Negra. A imprudência dos banhistas chegou a ser colocada como elemento de culpa nos casos dos afogamentos ocorridos na praia. Onde termina a responsabilidade da administração municipal? RM - O principal problema da Ponta Negra, assim como dos lugares públicos em geral no Brasil, é a falta de regras. Temos a sensação de que nos lugares públicos as pessoas são livres para fazer tudo. É muito comum em países do primeiro mundo,
por exemplo, ser proibido até o consumo de álcool. Na minha opinião, na Ponta Negra houve uma mistura explosiva de álcool e funcionamento sem horário. Não é possível não haver salvavidas e ter venda sem controle de bebida alcoólica dentro de uma praia, que é utilizada por centenas – até milhares - de pessoas. Essa mistura não pode resultar positiva. Então, estamos hoje muito mais preocupados em definir quais as regras seriam adequadas para serem impactadas para os usuários, com o próprio Ministério Público do Estado que se envolveu na ação propondo um Termo de Ajustamento de Conduta para o município, Corpo de Bombeiros e as partes envolvidas na operação. EM TEMPO - A tragédia de Santa Maria (RS) acabou criando um efeito dominó em todo o país. Em Manaus, um festival de irregularidades veio à tona, começando pelos alvarás irregulares. Como agir hoje para tentar reverter esse quadro nos próximos 4 anos? RM - Acho que Santa Maria traz lições muito importantes para o Brasil. A primeira delas é que as nossas normas do Corpo de Bombeiros para esses lugares públicos são insuficientes, porque a boate Kiss tinha um projeto aprovado pela corporação. O que não houve foi a renovação da licença de operação, ou seja, aquele material propagador de fogo estava aprovado, a dimensão da saída de emergência estava aprovada, então de um lado tem essa discussão das normas de bombeiros e da sua real fiscalização, de outro lado tem um componente importante que precisamos colocar em pauta, acho que no Brasil e em Manaus em particular, que é a responsabilidade civil de quem tem negócios. É impossível o poder público ser onipresente e impedir, por exemplo, superlotação de uma casa. Toda tragédia não tem um único fator, e sim uma sequência de fatores. Então, na sequência dos fatos, temos uma banda que resolve soltar fogos de área externa em um ambiente interno. Esse é o ponto um, isso não é legislação e operação, mas sim a responsabilidade de quem fez ou até mesmo promoveu o evento. O segundo, um extintor de incêndio que não funcionou; o terceiro fato, o fogo se propagou em grande velocidade e produziu fumaça tóxica. Os dois primeiros estão na raiz do licenciamento do Corpo de Bombeiros, na renovação da licença, e ainda temos o fato da superlotação que certamente promoveu um enorme tumulto, pois as saídas de emergência
foram insuficientes. Entre mil e 1,5 mil pessoas tentaram passar pela mesma porta, que estava dimensionada pateticamente para mil. Isso provoca uma série de situações que aumentam a mortandade. EM TEMPO - Qual a avaliação que o senhor faz desses primeiro 50 dias de sua administração no Instituto? RM - Estamos tentando implantar uma política traçada pelo prefeito e a ordem é a desburocratização do licenciamento das obras. Por isso que o Implurb é o órgão que examina e controla, fiscaliza e licencia as obras públicas e privadas. As palavras de ordem são transparência, legalidade e desburocratização e estamos desenvolvendo várias ações neste sentido. A outra missão do Instituto é do planejamento urbano, ou seja, de promover projetos de pequeno, médio e grande porte, intervenções na cidade visando a melhoria do ambiente urbano, do serviço urbano, visando a mobilidade, lazer, organização urbana na área central, implantar espaços públicos. Definimos três grandes eixos: projeto de planejamento para diversas áreas da cidade, para a desburocratização e transparência em diversas obras da cidade e um projeto voltado para o Centro, pois temos um nível maior de prioridades. Já desenvolvemos o trabalho voltado para as galerias, que são os camelódromos. Na questão do planejamento da cidade como um todo, desenvolvendo os projetos de requalificação do primeiro ciclo que chamamos da reforma urbana e se estende até a Copa do Mundo. Em termos de a desburocratização, precisamos definir mais racionalidade nas análises visando encurtar o tempo de tramitação dos processos e conseguir aumentar o nível de legalidade na cidade. EM TEMPO - Faltando pouco mais de um ano para a Copa, o senhor acredita que no quesito planejamento urbano, mesmo nesse caos em que a cidade está, é possível que sejam criadas soluções definitivas para esses problemas? RM - Seria exigir demais de uma única administração conseguir soluções definitivas para todos os problemas. Sempre digo que os problemas de Manaus não foram criados pelas administrações anteriores, pois temos 50 anos de passivos que vão se acumulando um ano atrás do outro. A própria formação da cidade e, durante um bom tempo, foi baseada nas invasões. Isso demonstra a nossa matriz urbana, pois é a desordem e, não temos a menor dúvida. A cidade
de Manaus tem a maior parte do seu território desordenado, o enfrentamento deste problema acaba investindo em políticas de curto prazo, principalmente ações de médio e longo prazo, e necessitamos encontrar formas para resolver esses problemas, como estrutura de ruas e suas distâncias, transformando o sistema viário caótico, a mobilidade urbana não se resolve rápido, mas são prováveis 25 anos. EM TEMPO - Enquanto profissional de arquitetura que está assumindo uma pasta importante nesta gestão, que avaliação o senhor faz dos trabalhos realizados nessa área? RM - O Centro tem que ser a prioridade, pois é o local onde a cidade nasceu e de onde partiu toda a formação da cidade e a identidade de Manaus está toda no Centro. Outra situação é a mobilidade, que é notória e retira um tempo importante para a população, pois no trânsito não se pode realizar outro afazer além de esperar, e isso faz a perda de tempo para o lazer, família e trabalho, e assim há uma diminuição no sistema econômico da sociedade. O exercício da cidadania também é outro ponto: precisamos descobrir uma forma de dialogar com a sociedade manauense, para ver o que cada um pode fazer para melhorar a situação da sociedade humana. Existe pouca doação para Manaus, desde os gestos mais sinceros como evitar jogar a embalagem do papel no chão, o respeito de deixar até um carro passar à frente, pois são os pequenos gestos que fazem a diferença e precisamos respeitar as legislações, evitar depredar os espaços públicos, não invadir calçadas. Isso que devemos despertar nas pessoas. EM TEMPO - Qual o diferencial que se pode esperar do Implurb nesta gestão? RM - O diferencial é de termos um arquiteto que é gestor, unir um olhar sobre a cidade ao mesmo tempo crítico e radical, e que vai fundo nos problemas; e poético - pois enxerga nos problemas oportunidades, a sensibilidade para olhar nessa desordem uma certa lógica que precisa ser antes compreendida e depois melhorada, e de outro lado, o foco do gestor que sabe e tenta organizar pessoas e equipe para que se crie ação por objetivos. A sensibilidade de trazer pessoas para somar com o Implurb, e saber a importância da experiência dos mais antigos na casa que colaboram com esse momento novo que queremos criar. Essa junção do gestor e do arquiteto pode fazer o diferencial.
A ordem é a desburocratização do licenciamento das obras. As palavras de ordem são transparência, legalidade e desburocratização e estamos desenvolvendo várias ações neste sentido”
A sensibilidade de trazer pessoas para somar com o Implurb e saber a importância da experiência dos mais antigos na casa que colaboram com esse momento novo que queremos criar”
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MANAUS, DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013
Que poderes Adail tem? D
esafiando a Justiça, o prefeito do município de Coari (a 780 quilômetros de Manaus) Manoel Adail do Amaral Pinheiro (PRP), usa as inúmeras brechas da lei para se manter no cargo. Ficha-suja e alvo de um inquérito policial por pedofilia, Adail já foi preso pela Polícia Federal na operação “Vorax”, em 2009, por envolvimento com um esquema de corrupção, fraudes em licitações e falsificação de documentos, além de abuso do poder econômico e desvio de dinheiro público. Mesmo com este currículo, Adail se elegeu em 2012 prefeito do município para o terceiro mandato com 43,01% dos votos válidos, o equivalente a 15.271 votos. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, declarou, em outubro passado, que nenhum candidato ficha-suja tomaria posse, mas Adail Pinheiro está no cargo. Em 45 dias após assumir a prefeitura, decretou situação de emergência no município e celebrou vários contratos sem licitação com empresas, cujo montante já alcança valores de quase R$ 15 milhões. A justificativa foi para a aquisição de material de consumo; fornecimento de sistemas de folha de pagamento; combustível, serviço de transporte emergencial de
pacientes, recursos humanos; serviços de hospedagem, fornecimento de refeições e fornecimento de faixas. Adail teve suas contas do exercício de 2006, quando estava à frente da prefeitura, reprovadas pelo pleno Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele foi condenado a devolver aos cofres públicos R$ 9 milhões. O prefeito teve ainda outras duas condenações no Tribunal de Contas da União (TCU) por superfaturamento de obras, uso de notas fiscais falsas e fraude em licitações. Ele foi condenado a pagar R$ 2,5 milhões por não executar parte de um convênio firmado para a implantação de aterro sanitário e de uma usina de reciclagem de lixo na cidade. Mesmo assim, Adail teve o registro de candidatura deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o entendimento de que não há comprovação de envolvimento intencional direto dele nas irregularidades. O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou recurso especial junto ao TSE para impugnar o registro de candidatura. Este recurso especial tramita no TSE desde 2012, mas o ministro Dias Toffoli, relator da matéria, tirou-o da pauta de votação sem qualquer explicação e até agora não foi recolocado em pauta.
ARQUIVO EM TEMPO/MICHEL MELO
Apesar dos inúmeros processos na Justiça Eleitoral e na comum, inclusive enquadrado na Lei da Ficha Limpa e preso em uma operação da PF, o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, ignora as irregularidades e se mantém ‘blindado’ no cargo
Adail assumiu em janeiro seu terceiro mandato executivo
Conselho deverá apurar fatos Ontem, foi instalado o Conselho de Cidadãos de Coari (Concico), uma iniciativa de inúmeras entidades da sociedade civil organizada do município, contando, inclusive, com apoio da Igreja Católica e da maioria das igrejas evangélicas. O grupo busca combater essas irregularidades no município e até mesmo alertar a sociedade coariense da realidade que envolve o prefeito. “Aqui em Coari vivemos na era do coronelismo, onde o que o prefeito diz é lei”, denunciou um morador que preferiu não se identificar. O presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção no Congresso Nacional, deputado federal Francisco Praciano (PTAM), protocolou na semana passada uma representação no Ministério Público Estadual (MPE) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE), contra atos do prefeito. “Coari não pode mais ser notícia nacional por conta dos escândalos de corrupção. O conselho será um importante instrumen-
to de controle social que possibilitará a participação dos cidadãos de Coari na fiscalização, das ações da administração pública, principalmente no que diz respeito a uma correta e transparente aplicação das verbas públicas”, disse Praciano. No fim do ano passado, o morador de Coari Joel de Souza Rocha, 42, acampou em frente ao TSE para tentar ser ouvido sobre o caso do município. Com uma faixa com a frase: “Por favor, TSE. Faça valer a lei da Ficha Limpa na minha cidade, Coari/Amazonas”, Joel passou 40 dias acampado em frente à corte eleitoral, mas não foi atendido. “Não entendemos porque esse homem ainda está impune. Mas, eu não tenho medo. Vamos implantar o Movimento de Combate ao Crime Eleitoral e recolher assinaturas para entregar no TSE. Eu acredito que a Justiça será feita”, declarou. Procurado pela reportagem, o prefeito Adail Pinheiro não foi localizado para comentar os fatos.
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Tijolos sem qualidade vendidos no AM Economia B3
Produção de melancias sobe 1.500% em município Cultivo de Rio Preto da Eva abastecerá Manaus com a fruta, que será vendida a um preço 50% mais em conta na capital
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BRUNO MARZZO Especial EM TEMPO
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onhecido por ser a “terra da laranja”, Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus) apostará suas “fichas” no cultivo da melancia. Favorecidos pelo solo fértil e a facilidade de escoamento para a capital, os agricultores do município querem ampliar a produção para 3 mil toneladas este ano. incremento de 1.500% em relação ao plantio atual de 200 toneladas. “A iniciativa visa abastecer a capital amazonense, eliminando a dependência de Manaus em relação a Roraima”, conta o presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), Valdelino Cavalcante. Com a produção de melancia mais próxima da cidade, o preço da fruta irá baratear até 50%, segundo o Presidente do Feirão da Secretaria de Estado da Produção (Sepror), Antonivaldo de Souza. “As melancias que abastecem as feiras de Manaus vem de Roraima a um preço de R$18 a unidade. Com as produções do entorno da cidade, esse preço poderá ser reduzido para a metade”, declara. O cultivo de melancia em Rio Preto da Eva é realizado em terrenos do assentamento Iporá, local que faz parte de um dos maiores projetos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No mesmo local, antes, os agricultores cultivavam a mandioca. Além do apoio do Incra e da ADS, os agricultores recebem também o suporte técnico do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (Idam). Conforme Valdelino Cavalcante, o importante é aproveitar a terra em todas as épocas do ano, pois o tempo entre o plantio e a colheita da melancia é de 90 dias. “Os produtos são de excelente qualidade. Não tem como comparar a qualidade de uma melancia que viaja uma hora de Rio Preto a Manaus e outra que passa mais de oito horas na estrada”, afirma o presidente da ADS. Para a presidente da Cooperativa Produtores Rurais Novo Horizonte, Maria das Graças Silva, a capacidade de produção por hectare favorece o cultivo de melancia em Rio Preto da Eva. Segundo ela, em apenas 2,5 hectares de terra cultivada, é possível colher 50 toneladas de melancia, o equivalente em dinheiro a R$ 250mil. “Conseguimos comprar mil sementes por R$ 250 e não se perde nenhuma”, revela a presidente da cooperativa. O prefeito de Rio Preto da Eva, Ricardo Chagas, garante que a administração municipal vai se empenhar em alavancar o plantio de melancia no município. “Esse projeto é um grande exemplo de economia e lucro. Por este motivo, deve ser seguido e ampliado”, enfatiza o político.
Propícia para o clima quente amazônico devido ao seu poder hidratante, melancia plantada na cidade vizinha do interior substituirá a produção vinda de Roraima DIVULGAÇÃO/ADS
Logística favorece escoamento Um dos fatores que beneficia a produção de melancia em Rio Preto da Eva é a proximidade com Manaus. A facilidade de escoamento para a capital amazonense anima os produtores a diversificar o plantio. “Deixei de fabricar farinha para priorizar o plantio das frutas e, desta forma, garantir renda o ano todo na minha casa”, comenta o agricultor Osvany Torres dos Santos, que é proprietário do local onde são armazenadas e tratadas as melancias antes de serem transportadas para Manaus. De acordo com o vereador e presidente da Associação dos Assentados do Iporá, Francisco de Assis de Oliveira Moraes, conhecido como Barbado, a logística de distribuição dos produtos funciona de forma adequada. Segundo ele, os ramais de acesso as plantações estão em boas condições. “A meta de todos os trabalhadores rurais é plantar e comercializar os produtos, pois quem trabalha consegue obter lucro garantido”, enfatiza. Plantio de melancias deverá chegar a 3 mil toneladas até o final deste ano, afirmam produtores
Por sua vez , o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Munir Lourenço Junior destaca que a iniciativa dos produtores do Iporá agrega valor a economia local. “Como o grande centro consumidor fica a poucos quilômetros dos produtores, a logística
NEGÓCIOS
Plantio de melancias cria oportunidades para os agricultores de Rio Preto da Eva diversificarem a produção local e, consequentemente, ampliarem a renda mensal da família de entrega e venda fica mais fácil”, frisa. O escoamento da produção é feito por cinco caminhões, sendo quanto da Secretaria Municipal de Produção do Rio Preto da Eva, que transporta duas mil melancias, e um cedido pelo Incra, com capacidade para 950 unidades.
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Amazonas quer aumentar exportações para a África Estado tem planos de estreitar relações com países africanos para vender produtos “made in” Zona Franca de Manaus (ZFM) JULIANA GERALDO Especial EM TEMPO
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África está na rota de destino dos produtos fabricados no Amazonas. Representantes da indústria local apostam no continente como um mercado promissor que deve se consolidar nos próximos três anos. “O potencial de importação dos países africanos é grande. Apesar de não termos números representativos, acreditamos na possibilidade de incrementar as vendas para esses destinos até 2016, dependendo da respostas dos investidores internacionais. Temos todas as condições e ferramentas para negociar”, afirma o gerente executivo do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Marcelo Lima. Atualmente, as vendas para o continente africano são tímidas. Elas representam menos de 1% de tudo que Amazonas exportou no ano passado. Marcelo Lima conta que o governo federal, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) do Mi-
nistério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior (Mdic), trabalha há dois anos no sentido de fortalecer a relação Brasil-África com estudos de mercado e prospecções de negócios. “Em relação ao Amazonas, planejamos missões prospectivas até o final de 2013. Quere-
SUFRAMA
Para o superintendente Thomaz Nogueira, a África é um destino interessante para o Amazonas a longo prazo. Hoje, os trabalhos da autarquia estão mais voltados para os países do Mercosul
mos levar empresários locais de segmentos variados para uma feira multissetorial em Angola. Estamos abrindo as perspectivas”, revela. A China é vista como o principal empecilho para a consolidação dos produtos amazonenses. Porém, de acordo com o gerente, essa visão deve ser modificada por parte dos empresários. “Os empresários acreditam que por ser
mais próxima, a China tenha vantagens na exportação para o continente africano, o que não é correto afirmar. A China pode ter vantagens na venda de produtos eletroeletrônicos, tecnologia dominada por ela, mas em produtos como açaí, castanha, bebidas, e medicamentos fitoterápicos, nós temos espaço”, observa. Atualmente as exportações do Amazonas para a África somam apenas US$ 6,9 milhões, 0,63% do total de US$ 1,1 bilhão enviado para o exterior pelo Amazonas em 2012, segundo dados do Mdic. As motocicletas são os principais produtos vendidos, sendo as motos de 250 cilindradas responsáveis pela maior fatia desse total (US$ 5,49 milhões). “Todos temos a impressão de que a África é um continente pobre sem perspectiva, o que não é verdade. Nos últimos anos, vários países africanos expandiram sua renda per capita. Esse fator somado à uma baixa produção industrial e à grande demanda da população por produtos formam cenário favorável para nós”, destaca o superintendente do Centro da Indústria do Estado do amazonas (Cieam), Ronaldo Mota.
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
A intuição do Boto Com quase dois anos de antecedência em relação ao pleito, e a despeito de o país estar vivendo momentos de indefinições e inseguranças estruturais e iminência de instabilidade econômica, a classe política do Brasil está predominantemente concentrada na preparação e expectativa do jogo eleitoral. A intensidade e prioridade dessa obsessão têm trazido danos substantivos para o conjunto da sociedade, posto que os interesses privados e do imediatismo eleitoreiro, costumam negligenciar o bem comum. O debate entre os atores e pensadores da questão nacional, suas alternativas de crescimento, do combate à desigualdade social e da distribuição injusta dos frutos do progresso, é substituído por medidas messiânicas de abolição da miséria, focadas na compulsão pelo voto, o substrato institucional do poder. Como se a miséria fosse apenas pecuniária. Neste sábado, Gilberto Mestrinho, que partiu em 2009, completaria 85 anos, de uma trajetória que foi marcada por um conceito e uma prática politica diferenciada. Igualmente focado nos parâmetros do respaldo eleitoral, com virtudes e vícios como todos os mortais, sua conduta, contudo, era a de quem pautava a promoção do interesse coletivo, materializada em medidas, projetos e ações de longo prazo tendo em vista a transformação das condições de vida e de prosperidade do tecido social. Daí sua presença, envolvimento e contribuição, a partir dos anos 50, nos momentos decisivos que tiraram o Amazonas da estagnação provocada pela segunda falência da economia da borracha, após a II Guerra Mundial. Governador do Amazonas, pela primeira vez em 1958 – ele já tinha sido prefeito de Manaus em 1956, depois deputado federal, mais dois mandatos de governador e, finalmente, senador da República, de 1999 a 2006, o Boto, como se permitia tratar nos últimos anos, era um homem atento ao seu tempo, sem desgrudar o olhar no futuro de sua gente. Com Almino Afonso, que depois chegou a ser governador de São Paulo, Arthur Virgílio Filho, e tantos outros companheiros, Gilberto lutou pela Fundação Universidade do Amazonas, pela homologação da Zona Franca de Manaus, 10 anos antes do Decreto-Lei 288/67, através do
projeto do deputado Pereirinha, aprovada pelo Congresso, com a lei de nº. 3.173/57. Eram anos difíceis, em seus três mandatos executivos, conjuntura nacional adversa, receitas escassas e tudo por ser feito. Na educação, na saúde e na segurança, a intuição de uma sociedade próspera ficou retida na lembrança de quem acompanhou ações, intenções e conquistas do Boto Navegador. No Senado, soube costurar com Arthur Neto e Jefferson Peres e uma bancada na Câmara Federal mobilizada e atenta, os interesses do Estado, a prorrogação da Zona Franca, as verbas do Prosamim, do linhão de Tucuruí, da unidade da Embrapa no Alto Solimões, depois esquecida pelo descaso habitual, nas verbas para biblioteca e recuperação física da Ufam, o volume mais robusto para educação e saúde, que o Amazonas jamais viu no Orçamento da União, nas três oportunidades em que presidiu esta importante Comissão no Congresso Nacional... e por aí foi. Sem se importar com desgastes junto à imprensa ambientalista, defendeu manejo sustentável de jacaré, das árvores com fins comerciais e ousou denunciar a armação do mundo desenvolvido – os grandes poluidores do planeta - em responsabilizar supostas queimadas da Amazônia pelo aquecimento global nos preparativos da Conferência da ONU, a Rio-92. “O fator humano é o único ser sagrado da escala evolutiva e, se a miséria polui, porque a fome depreda, a melhor maneira de conservar o ambiente é atribuir-lhe uma função econômica”. Essas premissas lhe custaram uma imagem adversa, associada à conivência com a depredação, uma injustiça que a Ciência tratou de remediar e esclarecer em poucas décadas. Antes de partir, e fora do páreo político por opção, planejava mobilizar cientistas, gestores e lideranças comunitárias do beiradão, para traçar um programa mínimo de governo e compromissos para oferecer a quem pretendesse governar seu Amazonas. Lições de um diapasão coerente na arte e desafio de fazer política, no sentido original e literal de sua raiz na Antiga Grécia, de ordenar a polis, o tecido social. Eis a intuição política do Boto, uma paixão que moveu toda sua vida e sobre a qual ainda é oportuno meditar. Parabéns, Gilberto!
Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta
Neste sábado, Gilberto Mestrinho, que partiu em 2009, completaria 85 anos, de uma trajetória que foi marcada por um conceito e uma prática política diferenciada.
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Tijolos de baixa qualidade são vendidos em Manaus DIVULGAÇÃO
Conforme comerciantes, cerâmicas vêm com defeitos de fábrica e ameaçam construção de imóveis na capital HENRIQUE XAVIER Equipe EM TEMPO ON-LINE
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larias amazonenses reduziram a qualidade do material cerâmico usado em Manaus. A medida coloca em risco a construção de imóveis na capital do Estado, conforme denúncia de empresários do setor. “Os tijolos de cerâmica vermelha vendidos em Manaus e, possivelmente, em outros municípios, estão fora das normas técnicas de qualidade”, afirma o empresário Flávio Diniz. Segundo ele, os tijolos não passaram nos testes de laboratórios nos quesitos resistência, tamanho e umidade. Diniz explica ainda que, mesmo fechando contrato de compra antecipadamente, os empresários correm o risco de receber um produto de qualidade inferior e sem garantias, resultando em prejuízo na hora da venda direta ao consumidor final. Conforme apurou a reportagem do EM TEMPO, o prejuízo começa já na hora de desembarcar o produto na loja. Usando de má-fé, explica o empresário, algumas indústrias encapam determinadas quantidades para evitar as quebras antes de serem vendidas. “Acontece que mesmo dentro das embalagens, várias unidades já chegam partidas. Não sei precisar se houve erro em uma ou duas fornadas, mas o que temos atualmente são tijolos que quebram facilmente, não oferecem bom padrão de acabamento da obra, provocam rachaduras nas paredes e não vedam infiltrações”, conta Diniz . Por sua vez, o empresário L.S.S, que pediu para não divulgar o nome, informa que notou esse problema não apenas em um fornecedor, logo após ter comprado dez milheiros do tijolo fabricado em Iranduba e perceber no seu estoque a série de cascalhos provenientes da pouca resistência. “Notei que comprei ‘gato por lebre’ tarde demais. Quando fui reclamar, os revendedores alegaram que não soubemos estocar o produto, o que não é verdade, já que vários lotes apresentaram rachaduras. Mas não iremos arcar com o prejuízo. Vou tentar revender esses tijolos assim mesmo”, ressalta.
Tijolos comprados em olarias de Iranduba e Manacapuru por comerciantes de Manaus apresentam fissuras e quebram antes de serem comercializadas DIVULGAÇÃO
Empresário apresentará denúncia O empresário Luiz Benzecry promete entrar com denúncia formal no Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor do Amazonas (Procon-AM) e pedir providências de fiscalização ostensiva junto ao Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amazonas (Ipem-AM) em relação aos tijolos vendidos na região. Segundo ele, os produtos deixam a desejar em termos de qualidade. “Eles estão à venda em todo o Estado. Não bastasse a baixa qualidade, nos últimos meses, os fornecedores reajustaram os preços em mais de 50%, deixando de lado itens como durabilidade. Atualmente, o milheiro de tijolos de cerâmica vermelha que custava até R$ 400, agora pode chegar até R$ 500”, lamenta. Conforme o arquiteto Alexandre Lemes, com o incremento da indústria da construção civil, novos fornecedores de tijolos de Sem qualidade, tijolos provocam rachaduras nas paredes
cerâmica surgiram no mercado amazonense. Segundo ele, a maioria dessas novas indústrias desenvolve produtos de baixa qualidade devido à utilização inadequada de processos quase
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Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas, em nota, informa que sempre fiscaliza os tijolos produzidos no Estado, verificando, itens como comprimento, largura e altura dos produtos
artesanais de secagem e queima da cerâmica. “Tijolos mal cozidos podem representar um risco direto para quem decide utilizálos, uma vez que as microfissuras podem se expandir e ocasionar rachaduras, condenando a obra”, explica.
“Sem perigo” Por sua vez, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Amazonas (Sinduscon), Eduardo Lopes, ressalta que devido a utilização somente nas paredes divisórias sobre estrutura de concreto armado, os tijolos cerâmicos não representam perigo para as grandes obras. “O prejuízo para o consumidor final começa na hora da entrega do produto. Se comprar um milheiro, por exemplo, com o decorrer da obra, essa quantidade será reduzida para 700 unidades”, acrescenta. O EM TEMPO procurou a presidente da Associação de Ceramistas do Estado do Amazonas (Aceram), Irlene Batalha, mas ela não quis falar sobre o assunto. Iranduba e Manacapuru, localizados, respectivamente, a 27 e 68 quilômetros de Manaus, são os únicos municípios que produzem tijolos no Estado.
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Corretores apostam nas vendas on-line de imóveis CAROL CASTRO Especial EM TEMPO
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ientes da comodidade oferecida pela internet, corretores de imóveis, em Manaus, têm aderido à rede virtual para conquistar clientes e fechar novos negócios. As transações on-line chegam a representar até 18% das vendas de imobiliárias na capital. “As construtoras atualmente têm investido no atendimento por meio da internet”, afirma o diretor da C&Castro Imóveis, Jorge Ayoub. O investimento em marketing pessoal na internet tem surtido efeito em relação ao aumento das vendas para alguns profissionais. O corretor de imóveis, Renan Valcácio, tem apostado nas redes sociais como principal forma de marketing desde meados do ano passado, o que lhe garante uma renda mensal de quase R$ 4 mil. “Procuro me preocupar com meu comportamento diante dos clientes, incluindo, o modo de me vestir e até com pequenos detalhes, como uma simples saudação”, acrescenta. Ele destaca que passou a usar as mídias sociais para apresentar imóveis ou empreendimentos aos potenciais clien-
tes. “A rede de amigos sempre foi o meu foco. No começo compartilhava os banners das construtoras e outros materiais de vendas. Agora, sempre me apresento como corretor de imóveis e, logo após, digo quem sou. Assim, o cliente sempre irá ligar meu nome à minha profissão”, comenta. A corretora Neide Castro, com cinco anos de atuação na área, conta que o momento hoje é propício para aderir aos negócios on-line. Ela possui um site para divulgar seu trabalho e oferta os empreendimentos por meio do Facebook. “É necessário estarmos sempre um passo à frente dos demais concorrentes”, ressalta. Ela revela que usa as novas tecnologias e investe quase R$ 2 mil com anúncios de jornal, sites, internet, telefone e até gasolina. “O retorno varia de acordo com o mês, mas preciso sempre correr atrás para manter o meu salário”, afirma. Embora esteja há pouco tempo na profissão, a corretora Liliane Rolim percebeu que a internet é uma ferramenta poderosa para divulgar os negócios. “A cada dez contatos feitos pela internet, conseguimos fechar em média 20% das transações”, explica.
DIEGO JANATÃ
Negócios realizados pela internet representam, hoje, aproximadamente, 20% das transações em imobiliárias de Manaus
Investimento em marketing digital Para especialistas em marketing digital, o mercado local passou por mudanças, obrigando o corretor de imóveis a ficar atualizado quanto ao comportamento do consumidor. Segundo o gestor estratégico, Arnaldo Rocha, os corretores precisam investir no planejamento digital, pois as redes sociais não devem ser usadas de qualquer forma, principalmente quando estão tratando da área de atuação profissional. “A internet permite uma enorme abordagem, mas é necessário que o profissional esteja preparado para estar presente, mesmo que virtualmente”, enfatiza o gestor.
Profissionais descobriram na rede virtual um meio potente para atrair clientes na capital
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País
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Brasil ganha 1ª estação do sistema global russo
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Selic deveria subir para que IPCA atingisse 4,5%
País passou a sediar, na última terça-feira, o primeiro satélite de um sistema russo de localização, fora da nação. Unidade está instalada na Unb, em Brasília REPRODUÇÃO
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esde a última terçafeira (19) o Brasil passou a sediar a primeira estação de um sistema russo de localização global - semelhante ao modelo americano Global Positioning System (GPS) - fora do país. A unidade, instalada no campus da Universidade de Brasília (UnB), vai permitir que novos ajustes sejam feitos ao sistema Global Navigation Satellite System (Glonass) para que as informações sobre localização de pontos em qualquer parte do mundo sejam ainda mais precisas. Atualmente, o Glonass tem uma margem de erro considerada grande. A imagem captada por qualquer um dos 24 satélites do modelo russo que aponta a localização de algum objeto em qualquer local da Terra pode estar, na realidade, deslocada 7 metros para a frente, para trás ou para qualquer dos lados. Os pesquisadores brasileiros acreditam que com as novas calibragens do satélite, ou seja, com o acréscimo de novos pontos de referência, essa margem caia para 1 metro até 2020. Além da inauguração da estação, na última semana, representantes do governo brasileiro assinaram um convênio, no dia 20, para a criação de uma estação óptica que vai complementar o trabalho dos pesquisadores.
Qual é o aumento de juros necessário para levar a inflação de volta à meta de 4,5% em 2014? Economistas acreditam que seria necessário pelo menos uma alta entre dois e três pontos porcentuais da Selic em 2013, que na avaliação deles deveria ocorrer rapidamente, se possível já em março, a fim de causar impactos no nível de atividade a partir do começo do ano que vem. “O mais adequado seria um conjunto de ações do governo, aperto fiscal e câmbio apreciado, para reduzir o peso do esforço da política monetária pelo Banco Central”, comentou Juan Jensen, sócio e economista da consultoria Tendências. “Em tais circunstâncias, o Copom (Comitê de Política Monetária) deveria aumen-
tar a Selic para uma marca muito próxima de 10% neste ano. O IPCA está muito alto, rodando ao redor de 6,5%. Só não mostra que está neste patamar porque está maquiado, devido a ações do Poder Executivo, como redução dos custos de energia e adiamento da alta da tarifa de ônibus em São Paulo e Rio de Janeiro”, do começo do ano para o fim deste semestre. Segundo as estimativas do economista-chefe da MCM Consultores, Fernando Genta, seria necessário o BC elevar os juros em dois pontos porcentuais, tudo o mais constante, para que a inflação atinja o patamar de 4,4% em 2014, o que ocorreria pela primeira vez nos 4 anos de mandato da presidente Dilma Rousseff.
Atualmente, o Glonass tem margem de erro considerada grande, segundo especialistas
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Informações usadas para estudos Além do uso cotidiano dos dados que podem ser acessados por aparelhos celulares ou receptores de sinais de posicionamento global, as informações geradas pelo sistema serão usadas para estudos técnicos conduzidos pela equipe formada pelos professores Ícaro dos Santos
e Giovani Araújo Borges, e por três alunos do curso de engenharia elétrica. A expectativa é que com dados mais precisos, seja possível aperfeiçoar pesquisas que já estão em andamento, como a que busca o aperfeiçoamento de veículos aéreos não tripulados (Vant) e o de
posicionamento marítimo de embarcações em cais. “Hoje, com o sistema atual, não conseguimos guiar os barcos até o cais”, explicou Ícaro, destacando a margem de erro atual. O desenvolvimento do sistema russo não vai impedir que outras tecnologias sejam utilizadas. Conjunto de ações quer reduzir peso do esforço monetário
Mundo
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Discurso de Raúl Castro é esperado para hoje O ditador Raúl Castro, cuja ratificação no posto máximo do governo de Cuba por mais cinco anos é esperada para hoje, surpreendeu jornalistas ao prometer, na sexta-feira, ainda que aparentemente em tom de brincadeira, que pretende renunciar ao poder. “Vou renunciar. Já vou completar 82 anos. Tenho direito de me aposentar já. Não acreditam?”, lançou, com leve sorriso, aos que acompanhavam seu encontro com o premiê russo, Dmitri Med-
vedev, em Havana. “Esperem meu discurso. (Será) um discurso interessante. Assistam”, disse. O irmão mais novo de Fidel, no comando formal da ilha desde 2008, deve falar domingo na abertura da nova legislatura cubana. Os 612 deputados do Partido Comunista, o único legal no país, foram chancelados nas urnas neste mês e votarão para escolher os integrantes do Conselho de Estado, a cúpula do Executivo.
TERRAS
Farc duvidam da intenção de paz do governo colombiano O anúncio do governo colombiano de entregar a camponeses 500 mil hectares que teriam sido usurpadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) provocou reação contrária da guerrilha , na última sexta. Segundo um comunicado do líder máximo das Farc, Timoleón Jiménez, conhecido como Timochenko a atitude do governo “coloca em dúvida se o governo quer mesmo a paz”.No comunicado, a guerrilha pediu a criação de uma comissão composta por representantes do governo, da Farc e de organi-
zações sociais para investigar a situação real das terras em San Vicente de Caguán, departamento de Caquetá, Sudeste do país, onde o presidente Juan Manuel Santos, anunciou esta semana, a entrega de títulos aos camponeses. Timochenko destacou no texto que “acreditava na sinceridade do presidente Santos, ao dizer que queria ficar na história como o presidente que conseguiu a paz na Colômbia”, disse. “Mas seu comportamento e suas palavras em San Vicente del Caguán nos deixaram perplexos”, completou.
Governo da Venezuela lança TV digital aberta A meta do país é alcançar 58,3% da população venezuelana com o sinal aberto gratuito. A plataforma terá 11 canais estatais e três privados
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governo da Venezuela inaugurou esta semana o novo sistema de televisão digital aberta (TDA) no país. A meta é alcançar 58,3% da população venezuelana com o sinal digital aberto gratuito. O governo definiu que a plataforma terá 11 canais estatais e três privados. O canal Globovisión, principal opositor do governo ficará fora da TDA. Para instalar o sistema, o vice-presidente da República, Nicolás Maduro, anunciou um investimento de U$ 256 milhões de dólares. Segundo Maduro, o dinheiro será investido na instalação de teleportos, 13 antenas de transmissão e nove estações adicionais em território venezuelano. Ao lançar o projeto em Caracas, ao lado de Maduro, o ministro de Ciência e Tecnologia do país, Jorge Arreaza, disse que a plataforma digital terá 11 canais estatais e três privados (Meriado TV, Venevisión e Televen) e alguns comunitários. O sinal da TV digital do país tem tecnologia japonesa e seus decodificadores serão montados no país com tecnologia brasileira e argentina. Depois do anúncio, a TV Globovisión questionou o fato de não ter entrado na lista dos canais escolhidos para operar com sinal digital.
REPRODUÇÃO VINCI
RENÚNCIA
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Televisão digital aberta foi lançada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza
Globovisión acionará a Justiça Ricardo Antela assegurou que a Globovisión acionará a Justiça. “Mas como já aconteceu antes, nenhum tribunal dará ao canal direito à justiça”, disse. O ministro da Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza, respondeu, na sexta-feira, as queixas da emissora via Twitter. Segundo ele, a
Globovisión não foi incluída na plataforma digital, por não ser um canal de cobertura nacional. “Não há nenhum canal com cobertura regional convidado”, respondeu Areaza a um seguidor no microblog que pedia uma explicação para a exclusão da Globovisión do sinal digital.
O governo também diz que ainda haverá sinal analógico até 2015, ano em que termina a concessão da Globovisión. A implementação do sistema é parte de um convênio de cooperação bilateral firmado em 2004 com o presidente Hugo Chávez e o ex-presidente argentino Néstor Kirchner.
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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013
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DIEGO JANATÃ
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Polêmica sobre Revalida agita comunidade médica Argumentos contrários e a favor apontam para o mesmo fato: há falta de médicos para atender a demanda no país
ALEX PAZUELLO/AGECOM
CHRIS REIS Equipe EM TEMPO
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projeto de lei 15/2012, da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que está tramitando no Senado e propõe a revalidação dos diplomas de alunos estrangeiros do curso de medicina de forma simplificada, continua sendo alvo de uma grande polêmica, que envolve estudantes de medicina, Conselho Regional de Medicina (CRM-AM), Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), além de parlamentares municipais e estaduais, todos propondo discussões para tratar o assunto com os interessados. Um dos objetivos do PL é tentar resolver a falta de médicos no interior do Amazonas. Uma das questões cruciais para oposição ao projeto é o fato de que poucos profissionais estrangeiros passaram nas provas. Em 2012, segundo dados do Conselho Federal de Medicina, o exame de revalidação dos diplomas de profissionais formados no exterior, o Revalida, reprovou na primeira fase, que era teórica, 87,5% dos candidatos. Em 2010, quando aconteceu o início do sistema de avaliação, o percentual final de reprovação dos graduados em outros países foi de 99,6%,
e em 2011, 90,3%. O Sindicato dos Médicos do Amazonas já se posicionou contra a flexibilização do Revalida. O presidente do Simeam, Mario Vianna, revelou que no último exame de 628 médicos, apenas dois foram aprovados. Ele afirma que a categoria não é contra a vinda de médicos estrangeiros para atuarem no Brasil, mas querem que haja qualificação. “Eles têm que fazer a prova e passar,
Além da diferença da carga horária, os médicos daquele país são preparados como técnicos, e esse profissional trará mais problemas Mario Vianna, presidente do Simeam
pois em todos os países do mundo é isso que acontece, os diplomas precisam ser requalificados”, analisa, lembrando que isso está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O representante dos médicos também explica que o sindicato defende a questão da saúde pública da popu-
lação do interior do Estado e entende que é uma área deficiente, que há mais de 20 anos não tem solução. Vianna lembrou que a “importação” de médicos já foi realizada em outra ocasião, porém é altamente arriscada e prejudicial à população. Citando especificamente o curso de Cuba, ele esclarece que a grade não chega a ter mil horas, enquanto que no Brasil passa de 8 mil horas. “Além da diferença da carga horária, os médicos daquele país são preparados como técnicos, e este profissional trará mais problemas do que ajuda para nossa região, e somente vamos adiar a solução de um problema”, resume, completando que a classe defende a carreira de Estado, semelhante à carreira dos magistrados e membros do Ministério Público, com direito a salário digno, moradia, alimentação e transporte, além de melhores condições de trabalho. O Simeam defende a implantação do piso nacional para a categoria proposto pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) de R$ 10.412 por 20 horas semanais. “Não é preciso que contratem pessoas de fora. O que falta é uma política séria de medicina para aproveitamento de nossos profissionais”, disse.
Níveis estão bem abaixo do esperado Outro que tem opinião contrária ao projeto da senadora comunista é o vereador Marcelo Serafim (PSB), presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Manaus (CMM), ao apontar que o nível dos estudantes estrangeiros oriundos de outros países é muito abaixo do o esperado. A prova, segundo ele, é que a maioria não passa na prova do Ministério da Educação (MEC), o Revalida. Ele enfatiza também não ser contra a atuação no Brasil de médicos formados em instituições estrangeiras, mas defende que a revalidação tem que ser rigorosa para que o nível dos profissionais seja alto. “O afrouxamento das regras é o que nos preocupa. A revalidação não pode ser simplificada, afinal esses profissionais tratarão da vida de pessoas”, avalia.
LDB regulamenta processo A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB) regula o processo de revalidação, não somente para os cursos de medicina, mas para qualquer pessoa (brasileiro ou estrangeiro) que se gradue em qualquer curso, em qualquer universidade do mundo fora do Brasil, nos seguintes termos: os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular e os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras serão revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação. Os que são contra a revalidação simplificada apontam o fato de que no interior e nas periferias não faltam só médicos, mas também odontólogos, enfermeiros, farmacêuticos e fisioterapeutas, mas destacam que a pressão é apenas para revalidação automática de diplomas
estrangeiros de médicos. Além disso, apontam que o diploma, após revalidado, terá validade nacional, e o profissional poderá exercer a profissão em qualquer municípios brasileiros de qualquer dos 27 Estados. Para discutir sobre o as-
ARGUMENTO
Os que são contra a revalidação simplificada apontam o fato de que no interior e nas periferias não faltam só médicos, mas tambem odontólogos, enfermeiros e outros profissionais sunto com mais ênfase, o Simeam solicitou a realização de duas audiências públicas. A primeira ocorre dia 4 de março, às 14h, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), e a outra no dia 5, às 15h, no auditório Cônego Azevedo da Assembleia Legislativa do Estado do Amazona (Aleam). CONTINUA NA C-2
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Proposta de senadora iria beneficiar interior do AM Para Vanessa Grazziotin, simplificação do Revalida garantiria acesso médico mais adequado aos cidadãos interioranos RAFAEL NASCIMENTO/ARQUIVO PESSOAL
CHRIS REIS Equipe EM TEMPO
O
projeto de Vanessa Grazziotin diz que a revalidação tem que ser simplificada, entretanto, não define os critérios, que ainda devem ser discutidos com o Ministério da Educação. A senadora, em discurso no Senado, lamentou ter sido mal interpretada por algumas entidades médicas, ao apresentar o projeto de lei sobre a revalidação de diplomas de médicos formados no exterior. “Não propus uma revalidação automática e nem para simplificar o método para que não constem provas de proficiência e sem nenhum critério. A matéria, que está em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais sob a relatoria do senador Paulo Davim, que é médico, tem como principal objetivo garantir ao cidadão que mora no interior o atendimento médico”, explicou, conclamando o governo, entidades médicas, prefeitos, governadores e o parlamento para que encontrem o que ela definiu como solução emergencial e para buscar o aperfeiçoamento do projeto. A parlamentar defendeu o projeto lamentando a situação da falta de médicos no interior do Estado e lembrou que recentemente, no encontro com prefeitos, a presidente Dilma Rousseff recebeu abaixo-assinado com mais de 4,6 mil assinaturas pedindo a contratação de médicos formados em outros países. Segundo Grazziotin, a presidente autorizou o Ministério da Saúde a viabilizar a proposta do ponto
de vista jurídico, pois mesmo com salário que chegam a R$ 20 mil, os prefeitos não conseguem contratar profissionais. “Enquanto isso, os cidadãos são obrigados a enfrentar as dificuldades logísticas para conseguir o direito básico de ter um atendimento médico”, argumentou, citando a logística que sofre o interior do Amazonas. “Imagine um cidadão que necessite de um tratamento emergencial em Manaus saindo de São Paulo de Olivença, distante quase mil quilômetros da capital. Depen-
DEFESA
A senadora Vanessa Grazziotin defendeu o projeto lamentando a situação da falta de médicos no interior do Estado, citando abaixoassinado recebido pela presidente para contratação de profissionais dendo das condições, o paciente pode enfrentar duas horas de voo, mas se for de barco levará um dia e meio para chegar ao destino”, criticou. Segundo ela, o Ministério da Saúde abriu as inscrições da segunda edição do Programa de Valorização do Profissional na Atenção Básica, o Provab, onde o governo propõe uma bolsa mensal de R$ 8 mil, pelo período de 1 ano, para o profissional cursar pós-graduação em Saúde da Família, com atividades práticas em locais carentes nos municípios do interior e periferia das grandes cidades.
Rafael Nascimento (à direita) e outros estudantes de medicina em Cuba: especificações típicas da grade curricular brasileira
Mais abertura para demanda reprimida Para a autora do projeto, além da má distribuição dos médicos no território nacional, o governo aponta carência desses profissionais no país, por isso a necessidade de estimular a abertura onde há demanda reprimi-
da. A senadora lembrou que para enfrentar o problema da falta de médico no interior o governo federal chegou a estudar a possibilidade de criar para a área médica carreira típica de Estado, nos mesmos moldes de procura-
dores e auditores fiscais. Ela citou um levantamento feito pelo jornal “O Globo”, que mostra que em abril do ano passado 1.228 municípios pediram ajuda ao Ministério da Saúde para atrair médicos recém-for-
mados para o interior. “Mas, das 7.193 vagas oferecidas, somente 20% foram preenchidas, isto é, apenas 1.460 médicos demonstraram interesse, e somente 460 começaram, efetivamente, a trabalhar”.
JOEL ROSA
Um olhar amazonense em Cuba
Como funciona o Revalida
O amazonense Rafael Nascimento está há 5 anos em Cuba estudando medicina. Ele se formará em 2014 em clínica geral e pretende retornar ao Brasil para atuar no interior. Rafael afirma ser a favor de um processo que seja justo não somente para os que estudam em Cuba, mas para todos que estudam em outros países. Ele garante que os estudantes de Cuba não apoiam a revalidação automática, mas uma simplificada e mais justa com a inserção de todos os graduados estrangeiros
Foi publicada no dia 18 de março de 2011 portaria interministerial que instituiu o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida), que é aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em colaboração com a Subcomissão de Revalidação de Diplomas Médicos, da qual participam representantes dos ministérios da Saúde, Educação e Relações Exteriores e da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do En-
no Sistema Único de Saúde (SUS), como o Ministério da Saúde está fazendo com o Provab. “Nada mais é que a inserção do recém-graduado no SUS com o sistema de médico da família nas áreas onde o governo acredite necessária”, defende, completando que os estudantes querem chegar ao Brasil e passar por um processo de revalidação. “Mas também queremos que o governo possa colaborar no sentido de fazer algumas complementações que seriam mais específicas da medicina brasileira”, solicita. Vanessa Grazziotin atribuiu polêmica a má interpretação
sino Superior (Andifes). As universidades públicas interessadas em aderir ao exame firmarão termo de adesão com o Ministério da Educação. Pode inscreverse o candidato que tenha diploma expedido no exterior em curso reconhecido pelo Ministério da Educação ou órgão correspondente do país onde se formou. O edital também definirá os locais onde a prova será aplicada. O Revalida é realizado em duas etapas, sendo a primeira prova teórica, e a segunda prova prática de habilidades clínicas.
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Uma eterna porta aberta para nosso conhecimento Livros didáticos permanecem firmes como aliados da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem, avaliam pedagogos FOTOS: DIEGO JANATÃ
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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uem não se lembra das antigas coleções de livros didáticos “Caminho Suave”, “Eu Gosto” ou já ouviu falar das mais atuais como “Aprender e Viver”? Tido por alguns como principal fonte de aprendizado de grande parte dos alunos, principalmente das localidades menos assistidas, o livro didático ainda é o queridinho defendido por muitos profissionais. Com novo colorido e abordagens mais direcionadas à realidade do estudante, ele sobrevive ao tempo e, dentro da mochila, divide espaço com o tablet, o celular e o notebook. Apesar dos variados meios de pesquisa, com a popularização dos meios de comunicação, o livro didático ainda tem espaço e é ferramenta importante de aprendizado. “Livro ainda é uma referência física, palpável do conhecimento. Para muitos alunos, o livro didático é a única porta para o conhecimento”, explica a pedagoga Aline Leal. Para ela, o livro abandonou a natureza estática, com a busca da maioria dos autores em atualizar as coleções, ajustando-se à realidade dos estudantes. “Ele ainda é uma espécie de mediador do conhecimento e do processo de aprendizagem. Alguns colegas entendem que ele não tem espaço como de tempos atrás. Mas ainda entendo que ele nos oferece um leque de possibilidades”, analisa. Prova disso é que grande parte dos autores - segundo a pedagoga - busca nas co-
leções atuais aproximar os conteúdos da realidade vivida pelos estudantes, diferentemente das obras mais antigas. “Ele proporciona uma ligação mais próxima do aluno, com conteúdo mais globalizado. Não é mais aquela coisa distanciada”, comenta. Como exemplo, ela cita o emprego do regionalismo utilizado como ferramenta importante no ensino. “Verificamos, inclusive, em algumas obras, referências à cultura de determinada região, o que proporciona ao alunos se identificar ao formato”, avalia.
BENEFÍCIO
Para a pedagoga Aline Leal, o livro abandonou a natureza estática, com a busca da maioria dos autores em atualizar as coleções ajustando-se à realidade dos estudantes Menino examina livros didáticos em prateleira de livraria: obras sobrevivem ao tempo, sempre ao lado das novas tecnologias
Atuação Apesar das transformações sofridas pelos didáticos, Leal aponta como imprescindível a atuação do professor, que vai dar vida às obras. “O livro didático, aliado ao projeto pedagógico, é uma estratégia mediadora. Bem trabalhada, é uma ferramenta que atende muito bem ao processo. Assim como o computador, o tablet, qualquer recurso pode intermediar a aprendizagem, mas se não for bem explorado, não tem validade. O segredo está muito mais em como explorar o material e a consciência do professor em valorizar o livro didático”, aponta.
Livros de hoje ajustam-se à realidade dos novos estudantes
Principais mudanças no material Professora há mais de 25 anos, Ana Santos, 48, observa que foram realizadas muitas mudanças no material didático, o que tem tornado o ensino mais dinâmico. “A ‘cara’ nova do livro didático não é tão somente no colorido de suas folhas nem nas inúmeras gravuras apresentadas (características não apresentadas em livros anteriores). Vejo que entre tantas inovações, a preocupação de produzir livros que nos permitisse ter uma visão mais ampla de mundo se fez presente. Desta forma, encontramos diversidades de textos capazes de nos proporcionarem esse conhecimento. Na minha opinião, a principal diferença do livro didático de hoje para o de ontem é que hoje o livro nos dá a oportunidade de pensar e produzir”, analisa.
A era do politicamente correto Outro fator que tem mudado a cara dos livros didáticos é a preocupação com o “politicamente correto”. Segundo o sociólogo Ademir Ramos, a atual política editorial busca assimilar as transformações sociais e valorizar a cultura que antes era ignorada. “Antigamente a imagem do índio, por exemplo, trazida nos livros, era de um bicho. Agora, isso é repensado. Isso faz parte da política do con-
selho editorial que avalia a qualidade dos livros. Não é qualquer livro que entra nas escolas”, afirma. O sociólogo destaca a importância de proporcionar estruturas adequadas em cada escola, para que os jovens tenham contato com livros. “Precisamos de mais bibliotecas, muitas escolas não têm bibliotecas e isso é lamentável. O que eles chamam de biblioteca é uma salinha,
um cubículo, que muitas vezes não tem nem estantes. O governo federal manda livros, tem um investimento alto e não tem estrutura. Os livros ficam no chão e os alunos não têm acesso”, lamenta. “No passado, os alunos que não se comportavam eram mandados para a biblioteca, que era uma espécie de lugar de purgação para ‘pagar os pecados’. O melhor lugar da escola era visto assim”, afirma.
A preocupação com o “politicamente correto” mudou a cara dos livros didáticos da atualidade
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WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO
naugurada há um ano e quatro meses, a ponte Rio Negro foi criada para abrir um leque de novas oportunidades e de desenvolvimento socioeconômico para o interior. Porém, muitas comunidades da Região Metropolitana de Manaus (RMM) ainda não puderam experimentar desses benefícios, tendo sentido muito pouco as melhorias trazidas pelo empreendimento feito pelo Estado. Os moradores do distrito de Cacau-Pirêra, pertencente ao município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), foram os mais afetados pela construção da ponte, porém não de um modo benéfico. Antes da estrutura ser erguida, o distrito era o porto das balsas na travessia da capital para Iranduba. “Tudo por aqui ficou pior depois da
inauguração da ponte. Antes passavam milhares de pessoas pelo distrito todos os dias, hoje só há os próprios moradores”, disse o comerciante Evaldo de Oliveira, 37, que vive no local com outras seis pessoas há 25 anos.
DECADÊNCIA
Os moradores do distrito do Cacau-Pirêra, em Iranduba, foram os mais afetados pela construção da ponte Rio Negro, porém não de um modo benéfico, após o fim da travessia das balsas De acordo com ele, o desenvolvimento prometido e esperado pela população nunca chegou. Para Evaldo, a única mudança foi o abandono da administração pública com
os moradores. “Estamos sem água na maior parte da comunidade, as ruas estão cheias de buracos e intransitáveis, o comércio que sustentava várias famílias por aqui foi completamente destruído. Na verdade, tudo piorou depois da ponte”, reclamou. Além dos problemas econômicos e de estrutura, a população do Cacau-Pirêra também tem sofrido com a falta de policiamento e atendimento de saúde precária. “Os bandidos tomaram conta daqui. A central de polícia funcionava, hoje é um ‘fumódromo’, onde os drogados fumam maconha”, disse o servente, Sidney Seixas, 35. Ainda segundo Seixas, a única unidade de saúde do local sofre com a falta de pessoal para atendimento e de medicamentos. “Nós chegamos lá e só tem dipirona e paracetamol. Se tivermos outra doença, que não sejam febre e dengue, temos de ir para a capital”, afirmou.
À espera
‘milagre Do outro lado da ponte Rio Negro, comunidades da Região Metropolitana de Manaus amargam falta de infraestrutura e abandono no lugar do sonhado desenvolvimento
Ausência da administração
Segundo denúncia de moradores, a falta de segurança é grande na área do município
Ao longo da rodovia AM070, que liga a capital amazonense a Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, são encontradas várias outras comunidades menores, que também ainda não sofreram o impacto benéfico causado pela ponte. No quilômetro sete, na margem direita da via, existe a comunidade São José, que de acordo com seus moradores, está abandonada pela administração municipal. Lixo e buracos pelas ruas, falta de saneamento e esgoto a céu aberto foram relatados pelos moradores à equipe do
PROBLEMAS
Segundo moradores das comunidades de Iranduba, o abandono pela administração municipal é evidente, com lixo e buracos pelas ruas e falta de saneamento e esgoto a céu aberto EM TEMPO. “Aqui nós não temos um serviço de coleta regular, um atendimento de saúde e nem policiamento. As nossas ruas estão fazendo
vergonha e a prefeitura não parece se importar”, afirmou a dona de casa, Lucélia Cordeiro, que vive na comunidade com três filhos. Segundo ela, houve muita expectativa de melhoria no local com a construção da ponte, porém até agora a situação é a mesma ou pior que antes do empreendimento. “Eu, meu marido, acho que todo mundo aqui pensou que seria tudo uma maravilha, mas até agora não houve diferença alguma na nossa vida. Continuamos tão abandonados quanto antes”, disse.
Estradas de acesso a vários locais no município estão sem condições adequadas de uso
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FOTOS: JOEL ROSA
Expectativas da inauguração
a de um
econômico’
Com 3,5 mil metros de comprimento, a primeira ponte de grandes dimensões construída sobre um rio em solo amazônico é também a maior ponte estaiada (com 400 metros de trecho suspensos por cabos) do Brasil em águas fluviais e a segunda no mundo, atrás apenas da ponte sobre o rio Orinoco, na Venezuela. Durante a inauguração, o governador do Estado, Omar Aziz, fez referência aos benefícios que, segundo ele, seriam proporcionados pela obra. “O maior ganho será o desenvolvimento que vai proporcio-
nar à região”, observa, ao destacar que o empreendimento, além de facilitar o escoamento da produção, também vai permitir avançar em projetos de infraestrutura do governo estadual, como a implantação da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Iranduba, que também ganhará uma Central de Abastecimento, orçada em R$ 5,5 milhões, para atender feirantes, comerciantes e produtores rurais do município, além de Manacapuru, Novo Airão, Careiro e adjacências.
Evaldo de Oliveira sentiu efeitos negativos da ponte Rio Negro
Local onde havia o porto de balsas hoje mostra sinais de total abandono no Cacau-Pirêra
Estagnação e total abandono Já perto da sede de Iranduba, primeiro município após a ponte Rio Negro, a população da comunidade agrícola Vila das Flores também se mostra insatisfeita com os atuais resultados. “Eu esperava que além de poder escoar minha plantação mais rápido, a cidade fosse crescer e os serviços fossem melhorar. Sei que faz pouco tempo, mas já tem mais de um ano e ninguém aqui sofreu uma grande influência dessa ponte”, disse a agricultora Simone Farias da Silva, 25. Ela e seu marido, o também
agricultor Marco Vieira, 38, vivem com suas três filhas na comunidade e dependem exclusivamente de sua plantação caseira para garantir o sustento de toda a família. “A plantação só dá uma vez por ano, quando o rio não está cheio, após isso nós dependemos diretamente do Bolsa Família. Eu esperei que, com a ponte, houvesse mais empregos, assim eu e minha esposa poderíamos conseguir dinheiro, mas isso ainda não ocorreu”, disse Marco. Vizinho de Marco e Simone, o pescador Raimundo Castro,
43, reconheceu que houve melhoria no escoamento de seus produtos, porém reclamou da falta de infraestrutura, que de acordo com ele poderia ser melhor, uma vez que a comunidade é bem próxima à sede do município. “Com certeza é mais fácil levar a pesca para outros lugares, mas aqui já devia ter asfalto, um posto de saúde próximo, mais segurança e outras coisas que deveriam acompanhar o desenvolvimento”, completou. O prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, não foi encontrado pela equipe do EM TEMPO.
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Da linha de produção para o trabalho rústico Ex-industriário ganha a vida produzindo vassouras de forma rústica, satisfazendo sua vocação para sustentar a família FOTOS: DIEGO JANATÃ
LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO
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bjeto indispensável dentro de uma casa, a vassoura é produzida hoje com avançados métodos tecnológicos, mas há ainda pessoas que de maneira artesanal ganham a vida fabricando esses produtos. É na profissão de vassoureiro que Armando Sarmento dos Santos, 57, trabalha há mais de 15 anos nessa linha de produção. Antes ele trabalhava em uma fábrica do Polo Industrial de Manaus (PIM), porém decidiu sair da empresa e viajou para sua cidade natal, Santarém (PA), para visitar familiares. Lá encontrou com um amigo que tinha uma oficina de produção de vassouras, onde aprendeu o ofício. “Quando saí da empresa, estava decidido a trabalhar por conta própria. Como estava muito cansado, viajei para Santarém. Um amigo de infância já trabalhava com isso, então me interessei em aprender como era feito, para posteriormente montar a mi-
nha oficina e produzir aqui em Manaus. Passei nove meses lá e aprendi a fazer as vassouras de forma manual e rústica. De lá para cá já são 15 anos, e esse emprego não pretendo trocar por nada. Quando a gente faz o que gosta, mesmo que seja trabalhoso, é gratificante. Não há dinheiro que
COMEÇO
É na profissão de vassoureiro que Armando Sarmento dos Santos, 57, trabalha há mais de 15 anos, após sair do emprego em uma fábrica do Polo Industrial de Manaus e viajar para Santarém (PA) pague”, comenta. Como não tem todas as máquinas necessárias para a produção das vassouras, em uma pequena oficina no quintal de sua casa, seu Armando compra os produtos pré-fabricados em uma loja especializada, e monta as vassouras com ajuda da esposa e
de um dos filhos. “Só não faço tudo porque não tenho todas as máquinas. Compro a piaçava de Barcelos (a 399 quilômetros de Manaus), e aqui vou moldando ela para ficar pronta e colocar na base da vassoura. Faço vassouras de náilon e de cipó também. Agora estou comprando a maioria dos materiais de plástico, para ajudar na preservação do meio ambiente”, destaca. O vassoureiro comenta que, apesar do trabalho, a renda dá para manter a família e pagar as dívidas da casa. De acordo com ele, por mês chega a produzir 1,6 mil vassouras, que são vendidas através de encomendas feitas por comerciantes. A dúzia do produto custa R$ 26. “Antes eu tinha um ponto na feira, onde minha esposa vendia, mas resolvi só ficar produzindo. Daqui eu consigo manter a família, não é muita coisa mas dá para sobreviver. Consigo fazer cinco dúzias por dia, com a ajuda de minha esposa. Mensalmente consigo fazer entre R$ 800 a R$ 1 mil, dependendo da demanda, mas só não vendo se não tiver mesmo”, ressalta.
Doença impediu atividades Antes de ter a atual clientela, seu Armando saía pelas ruas do bairro onde mora com uma dúzia do produto, oferecendo-o de porta em porta. Porém, uma doença o impediu de continuar vendendo nas
ruas. “Saía com as vassouras nas costas, vendendo. Chegava a andar cinco quilômetros por dia, porque eu não tinha cliente e vendia por unidade. Como trabalhava no sol, um certo dia começou a chuvis-
car, como estava com o corpo quente, quando a chuva me molhou sofri um AVC (acidente vascular cerebral). Após isso tive que ficar alguns meses sem trabalhar, mas graças a Deus estou bem”.
Um pouco de história Segundo relatos da história, antes da criação da vassoura usavam-se galhos de árvores e arbustos para varrer o chão e limpar as cinzas das lareiras. Amarrava-se numa vara uma porção de palha, galhos finos ou cascas de milho para formar uma vassoura primitiva, mas ela se desfazia num curto período de tempo, acabando por deixar detritos por onde a passavam. A invenção do produto como hoje a conhecemos ocorreu em 1797 quando Levi Dickenson, um agricultor de Hadley, em Massachuset-
ts, criou uma vassoura de sorgo para a sua esposa. O resultado foi excelente, e o seu uso acabou se espalhando por toda a pequena cidade. Com a grande procura, o cultivo do sorgo (espécie de milho originário da Índia) aumentou e começou a ser popularmente chamado de “milho de vassoura”. A vassoura de Dickenson era feita de uma forma bastante simples, e rústica. As franjas do “milho de vassoura” eram presas no cabo onde existiam dois furos
para serem unidas por um pedaço de pano. Em 1810, com a Revolução industrial, surgiu a máquina de fazer vassouras, que contribuiu ainda mais para a sua disseminação pela sociedade. Muitas pessoas envolveram-se no negócio da produção e venda de vassouras. Em 1830 os Estados Unidos já eram o maior produtor mundial de vassouras, exportando para vários locais como o Canadá, a Europa e África do Sul.
Armando Sarmento dos Santos e a esposa trabalham juntos no empreendimento que garante renda para toda a família
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Bocas de fumo possuem incentivo pela ganância
Busca pelo lucro fácil de até R$ 160 mil mensais agrega mais pessoas ao tráfico de drogas, dificultando a luta contra o crime ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO
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or mais que se tente, é cada vez mais difícil a tarefa de combater o tráfico de drogas em Manaus. A opinião é de policiais, autoridades e especialistas que apontam o oportunismo e a ganância dos traficantes, os problemas sociais e o descaso do poder públicos como fatores que dificultam o trabalho da polícia e impulsionam cada vez mais esse lucrativo comércio para os criminosos na capital. Levantamento da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Depre) da Polícia Civil indica que as “bocas” estão distribuídas por todos os bairros e zonas da cidade, principalmente nas Zonas Leste e Norte da capital, consideradas as mais pobres. O delegado adjunto da Depre, Rafael Schmidt, afirma que não há um dado exato de quantas bocas de fumo existem e de quanto é movimentado pelo tráfico de drogas em Manaus. Mas ele diz que “por baixo” existem umas 200 “bocas”. Ainda de acordo com o delegado, alguns desses pontos chegam a movimentar R$ 40 mil por semana, ou R$ 160 mil por mês. A dificuldade em se combater essa atividade criminosa se deve, primeiro, à ganância de algumas pessoas que veem
no tráfico o caminho mais “fácil” para ganhar dinheiro em vez de irem à luta e consegui-lo por meio do trabalho e do esforço próprio. Perfil O delegado cita o perfil dos envolvidos no tráfico como de pessoas de baixa renda, sem nenhuma ou pouca instrução. Mas isso não seria empecilho para sobreviver de forma lícita, de acordo com ele. “Têm inúmeras atividades informais, como manter banca de churrasco ou o comércio ambulante. Muita gente faz isso. Acredito que é questão de caráter mesmo”, afirma. O secretário executivo do programa Ronda no Bairro, coronel Amadeu Soares, afirma que, se aproveitando dessa situação, o traficante estabelece um ciclo vicioso. “Como via de regra o viciado é de baixa renda, ele provoca a dependência desse usuário, que, por não ter dinheiro para bancar o vício, vai ter que roubar ou trabalhar para o traficante para poder comprar a droga”, explica. Amadeu Soares cita ainda que o tráfico leva a outros problemas como a violência, já que muitos crimes como os homicídios são provocados por “acerto de contas” e disputa de pontos - sem contar o problema de saúde, já que não existe uma política de saúde pública para cuidar dos dependentes químicos.
Apreensão de drogas pela polícia: combate ao tráfico é dificultado pela ilusão de lucro fácil que atrai mais pessoas ao crime ARQUIVO EM TEMPO/BRENO FREITAS
Uma série de guerras internas
Aliados do combate ao crime
O promotor de justiça que atua junto à Vara Especializa de Combate a Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), Alberto Nascimento, afirma que a explicação para a série de mortes ligadas ao tráfico tem relação com uma espécie de guerra entre os traficantes. O promotor aponta a ambição como a causa dos assassinatos decorrentes do tráfico. “Um começou a invadir a boca do outro, daí surgem as guerras onde um traficante tenta eliminar o outro”, afirma. O delegado Rafael Schmidt confirma essa como uma das causas das execuções. “Essa é uma das causas. Quem deve para
Para frear as investidas dos traficantes, a polícia e as autoridades de segurança estão recorrendo cada vez mais aos meios convencionais e, também, aos mais sofisticados que usam tecnologia de ponta. O mais convencional é o de receber denúncias repassadas pela comunidade. O chefe de investigação da Depre, que pediu para não ser identificado, explica que, após receber a denúncia com a descrição do local do comércio de drogas, as equipes fazem o monitoramento por dias, semanas e até meses e depois, geralmente, deflagram uma operação para “estourar” a “boca” e prender os traficantes. “Teve uma investigação de uma quadrilha de
traficante tem de pagar de alguma forma e uma dessas formas de cobrar é mandar matar”, afirma. As vítimas do tráfico são jovens entre 15 a 25 anos, de classe D e E, e pouca escolaridade. O problema social, principalmente o desemprego e pobreza, são as oportunidades que tornam esse público presa fácil para os traficantes. Os jovens são os escolhidos para se tornarem “soldados”, “aviões” e “mulas”, pessoas contratadas exclusivamente para fazer o transporte da droga de um lugar para o outro. Os mais próximos, e de confiança dos chefes se tornam “gerentes”, como o braço direito do traficante. Alberto Nascimento, promotor da Vecute: uma guerra interna
traficantes da Praça 14 que demandou um ano de investigação”, afirma o delegado Rafael Schmidt. O policial conta que muitas vezes têm de usar de muita perspicácia para conseguir flagrar o transporte de entorpecente disfarçado. No aeroporto, por exemplo, o nervosismo da pessoa é logo um indicativo de algo estranho. Então é feita a abordagem do passageiro e de sua bagagem que geralmente dá certo e a droga é encontrada. A tecnologia tem sido o meio eficaz no combate às artimanhas dos traficantes. Um dos mais eficientes tem sido o uso das escutas telefônicas pelas equipes de inteligência e autorizadas pela Justiça.
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Juventude resgata sua religiosidade Motivados por formação familiar ou influenciados, jovens colocam em prática sua fé, sem importar a denominação ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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base da criação de qualquer pessoa é um lar, a educação, a alimentação e, também, a religião. Esta última, nos anos recentes, vem sendo questionada, ou até mesmo deixada de lado nos ensinamentos. Há crianças que conhecem o ensino religioso apenas na escola, mas esquecem as atitudes que podem melhorar seu interior. Entretanto, ainda existem jovens que buscam cada vez mais na religião – qualquer que seja sua denominação - a paz interior. O censo de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no país. A religião católica continua a seguir a tendência de redução, mas permanece majoritária. A população evangélica, de 15,4% em 2000, nas últimas pesquisas saltou para 22,2% na participação. Dos que se declararam evangélicos, 60% são de origem pen-
tecostal, 18,5%, evangélicos de missão e 21,8 %, evangélicos não determinados. A pesquisa mostra também um aumento dos espíritas, além dos declarantes sem religião e outras religiões. Com tantos estudos e desenvolvimento de pesquisas, e por terem liberdade, ainda existem jovens que escolhem e até dedicam um pouco do tempo para uma determinada religião. Um desses é o universitário Hermes Lucas Silveira Trassi, 20, que desde os cinco anos de idade participa de um grupo de oração da Renovação Carismática Católica e é engajado na igreja. “A minha família é participativa na igreja católica, então, desde muito cedo, eu e o meu irmão fomos incentivados ao ato de fé tanto pelos ensinamentos e motivações. Hoje vamos aos encontros, missas e adorações por vontade própria e principalmente por termos sede de mudança, pois acreditamos que o melhor pode acontecer”, explicou. Lucas, mesmo com todas as atividades diárias, sempre dedica um tempo para cumprir com as tarefas da igreja.
“Desde muito pequeno fui ensinado sobre a importância da santa missa, por isso tento ir à igreja todos os domingos, como manda a Santa Igreja”, contou. Atualmente o jovem frequenta um grupo de oração jovem chamado Totus Tuus (“todo teu, todo de Maria”), da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus. “O grupo de oração está se formando agora, mas já tem o intuito de evangelizar os jovens que não são participativos na igreja e mostrar a importância que este ato nos proporciona”, explicou Lucas. O universitário ainda relata que por ser engajado na igreja, não julga e muito menos deixa de ser amigo de outros jovens que não têm ou muito menos segue uma religião ou crença. “Não trato ninguém com diferença, a fé em Deus e na igreja, com certeza, é o meu maior combustível para continuar a caminhada”, disse.
Dedicação que vem da família No caso da engenheira ambiental Priscila Muniz, 27, não foi diferente. Antes mesmo de seu nascimento, seus pais já tinham uma caminhada na igreja evangélica Assembleia de Deus no Amazonas, e por esse motivo teve um incentivo familiar para a dedicação. Quando criança, sua mãe a colocou para cantar no coral da igreja. Foi a primeira de várias atividades religiosas. “Após cantar no coral comecei a participar da escola bíblica dominical, e esta atividade fez me aproximar, formando uma base sólida, além de passar por muitos momentos difíceis pude ver o quanto Deus é maravilhoso, e na igreja aprendi a ter esses sentimentos e aprender a enxergar o que Deus realiza entre nós”, contou a engenheira.
Com a base familiar na igreja evangélica, Priscila Muniz explicou que por curiosidade chegou a pesquisar sobre outras religiões para ter certeza de que iria continuar a seguir o caminho na Assembleia de Deus. “Atualmente, por ter muitas atividades, estou dedicando o domingo para ir à igreja, mas realmente não deixo de cumprir com os meus ensinamentos”, disse. O acadêmico em medicina, Giuseppe Perloti, teve a caminhada um pouco diferente. Nos últimos três anos participa da Cruzada dos Militares Espíritas Núcleo Manaus. Giuseppe contou que chegou ao espiritismo para tentar ajudar e acompanhar a sua irmã que estava passando por problemas emocionais. Segundo ele, muitos
jovens procuram a religião quando estão nesse momento, mas há casos que continuam a caminhada e outros que só nos momentos de dificuldades retornam. “Com os aprendizados e por perceber que me tornei uma pessoa melhor, resolvi continuar com o trabalho na cruzada, participando de grupos de evangelização e colaborando com o meu próximo”, explicou.
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Caderno D
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plateia@emtempo.com.br
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Entrevista com Alexandre Pires (92) 3090-1042
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‘E o Oscar vai para...’
GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO
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oje à noite, o mundo do cinema (norte-americano) vai premiar os melhores filmes produzidos em 2012. Ao todo, são nove indicações para a categoria mais importante (Melhor filme). Alguns dos concorrentes ainda não aterrissaram nas salas de Manaus ou chegaram muito tarde, em relação a outras praças. Mesmo assim, produtores audiovisuais do Amazonas arriscam palpites sobre qual obra merece (ou não) levar o troféu dourado. Para Rod Castro, premiado pelo curta-metragem “ET Set Era”, a premiação deve se confirmar para o considerado favorito ao título de melhor filme (mesmo que esse favoritismo tenha se configurado apenas na última semana). “Dos que assisti, o melhor é “Argo”. Quem diria que um dia Ben Affleck, que por um tempo ficou conhecido como namorado/marido da Jennifer Lopez, se tornaria um diretor tão competente? E o filme ganhou força ao levar a maioria dos prêmios em que foi listado, principalmente nos EUA”, diz ao mesmo tempo em que contesta a postura da academia de cinema americana para com quem, para ele, é o melhor dos cineastas contemporâneos. “Como que a maior festa de cinema americano, mais uma vez, deixa o seu melhor cineasta longe ao não indicá-lo aos prêmios de melhor filme e direção? Paul Thomas Anderson, que fez “O mestre”, é o melhor diretor dos últimos 20 anos e seus filmes (“Boogie Nights”, “Magnólia”, “A Última Hora”, que codirigiu ao lado do mestre Robert Altman e “Sangue Negro”) são verdadeiras aulas de como se fazer bom cinema, em qualquer parte do mundo”, questiona. A opinião de Castro é similar
à de Diego Nogueira, também produtor audiovisual premiado pelo curta “Póstumo”, no Amazonas Film Festival. Para ele, “Argo” merece o prêmio. “Incrível é saber que o diretor, Ben Afleck, não concorre ao prêmio, mas seu filme sim. Cada gesto, fala, ação captada, nitidamente para que o espectador não perdesse nada, para que ele soubesse tudo o que se passava na complexa história, que envolve um resgate de americanos em solo iraniano. Assisti-lo é uma experiência fascinante. , comenta. Segundo Nogueira, o filme que não leva o troféu (pelo menos no seu palpite) é o musical “Os miseráveis”. “Com mais de duas horas e meia de duração,
MELHOR FILME
Os indicados para o prêmio mais importante são “Indomável sonhadora”, “O lado bom da vida”, “A hora mais escura”, “Lincoln”, “Os Miseráveis”, “As aventuras de Pi”, “Amor”, “Django livre” e “Argo”. torna-se cansativo, apesar de emocionante. Tecnicamente é um filme que não erra. Entretanto, fica muito aquém dos concorrentes. Não leva a estatueta de jeito nenhum, apesar das excelentes atuações de Hugh Jackman e Anne Hathaway”, completa. Sem chances na opinião de um, mas aposta de outro. Zeudi Souza, produtor e finalista do curso de artes cênicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), acredita que há uma luz no fim do túnel para “Os miseráveis”. “Os musicais, de uns dez anos para cá, têm sido as grandes vedetes da noite do Oscar. Eu faria uma aposta em “Os miseráveis”, tanto pela qualidade estética do filme
quanto pela dificuldade em realizar, uma vez que o ator tem que ser cantor, além de outros atributos técnicos como a grandiosa pesquisa de direção de arte que abrange o figurino, cenários e cores, e a pesquisa musical”, observa. Embora manifeste a “torcida” pelo musical, Zeudi pondera que é difícil chegar à conclusão sobre qual obra pode ser a grande premiada. “Acho que todos os filmes estão com excelente qualidade. A cabeça dos votantes do Oscar tem nos dado certas surpresas. Fiquei surpreso quando não vi o nome de Leonardo Di Caprio na lista dos indicados, pois ele desempenhou um de seus melhores papéis em “Django Livre” (de Quentin Tarantino)”, faz um adendo. Zeudi Souza estudou direção cênica na Escuela International de Cine y TV – EICTV, em Cuba. Entre seus trabalhos produzidos, estão “Vivaldão – O colosso do Norte”, “Promessa” e o curtametragem “Perdido”, vencedor do júri oficial do Amazonas Film Festival de 2010. Para o produtor e ator Leonardo Mancini, os votos de vencedor vão para “O lado bom da vida”. “Eu torço pelo filme de David O. Russell. Não o vi, só ouvi elogios, mas este é um diretor que desde “Três Reis” (com George Clooney) eu já venho acompanhando. Então, acho que ele merece”, afirma Mancini, que assim como os demais colegas de arte, é premiado em festivais por suas produções, incluindo “Undead: morto vivo” e “Ataque do caramujo africano”. Tapete vermelho A cerimônia de entrega do Oscar acontece em Los Angeles, nos EUA, e os nove filmes indicados para o prêmio mais importante são “Indomável sonhadora”, “O lado bom da vida”, “A hora mais escura”, “Lincoln”, “Os Miseráveis”, “As aventuras de Pi”, “Amor”, “Django livre” e “Argo”.
O produtor audiovisual Diogo Nogueira aposta em “Argo” para o prêmio de melhor filme
FOTOS: DIVULGAÇÃO/ARQUIVO PESSOAL
Produtores audiovisuais com atuação no Amazonas falam ao EM TEMPO sobre qual filme deve ou não receber a estatueta dourada na noite de hoje
O voto do produtor e ator Leonardo Mancini é em “O lado bom da vida”
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Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
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>> Vitrine >>O Hospital Santa Júlia está convidando para o breakfast de inauguração de suas novas e modernas instalações, no dia 27, no boulevard Álvaro Maia. >>Cumprimentadíssimo na sexta-feira pelo seu aniversário, o querido César Seixas.
Vitória Verçosa, Ana Noronha, Soraya Vianez, a anfitriã Charufe Nasser, Olivia Rodrigues e Claudia Colares Acompanhado da primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz, o governador Omar Aziz inaugurou o Ambulatório de Doenças Infecciosas e Parasitárias, fortalecendo os serviços da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Esta nova unidade funcionará com alta tecnologia e manterá o atendimento humanizado do hospital
>> High-society
>> Chez Charufe . Comandado pela sempre alto astral Charufe Nasser, o jantar mensal que apresenta delícias das culinárias árabe e regional, no restaurante dela no Kyssia, movimentou grupo que aprecia boa mesa, na quinta-feira. . A noite foi superagradável, com nomes do society e o tempero especial de Cha-Chá.
. Zeca e Sídia Dantas de Góes serão anfitriões no próximo dia 8 de março. Jac, Marilena Perales, Alberto Martins e Alexandre Prata
. Com um elegante convite que já circula pela cidade, orquestrarão uma bela festa comemorando os 15 anos da filha Beatriz, no Elegance. Deverá ser um dos eventos mais chiques da agenda social do início do ano.
>> Made in Italy
>>A bela Rossana Feitoza estreia idade nova amanhã. >>Com coquetel especial, será lançado no dia 1º de março, a MAP Linhas Aéreas, no Hangar Manaus Aerotáxi, no ‘Eduardinho’. Evento que reunirá pesospesados da cidade. >>O empresário Reginaldo Pizzonia ganha cumprimentos na segunda-feira, pelo seu aniversário.
. Jovem e com um gosto de apurada sofisticação, o designer Gabriele Corto Moltedo cria bolsas que já trilharam história no mundo do luxo. Filho dos fundadores da italiana Bottega Veneta, Gabriele mantém loja na Via Santo Spirito, de onde saem as bolsas must have da temporada. . Posicionadas como Luxo de Nicho, as bolsas Corto Moltedo fogem da massificação do produto, o que as fazem mais desejadas e exclusivas.
>>A NCST e UGT, por meio da Secretaria Nacional para Assuntos do Trabalho da Mulher e Juventude, juntamente com a Secretaria Estadual para Assuntos da Mulher da NCST e da UGT estão convidando para o 2º Encontro de Mulheres Trabalhadoras do Estado do Amazonas, no dia 8 de março, no auditório da Escola Superior de Advocacia. O evento terá vasta programação, incluindo importantes palestras.
Rodrigo e Vitória
Rose Cruz, Francisquinha Negreiros, Ricardo e Vânia Atala
>>Segundo a Anatel, a Vivo ampliou a liderança no Amazonas para 64,1% do mercado. A empresa cresceu 0,20 pp no Estado. No segmento de pós, a Vivo também ampliou a liderança para 45,5% do mercado, o que representa quase a soma de todos os pós-pagos de todas as operadoras. No Norte a companhia ampliou sua participação de mercado para 39,3%.
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Alexandre PIRES
‘Eu só TENHO a agradecer A DEUS’
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GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO
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m turnê no formato acústico, o cantor Alexandre Pires fala ao EM TEMPO sobre sua carreira, projetos para 2013 e o show que fará em Manaus no próximo dia 7 de março, no Ducila Festas e Convenções, no bairro Ponta Negra. A apresentação faz parte do projeto “Rio Samba Show”, que nesta primeira edição do ano faz uma homenagem ao mês da mulher. EM TEMPO - Imagino que sejam incontáveis as vezes que você esteve na capital amazonense, desde a época do Só Pra Contrariar (SPC). Qual a diferença do show anterior para este? Alexandre Pires – Eu gosto muito de tocar em Manaus, principalmente pelo calor desse público maravilhoso. No show anterior, viemos com a turnê Eletrosamba, já esse é um projeto voz e violão. EM TEMPO - Você vem acompanhado de outros
músicos? Quem são? AP - São dois músicos: um baixista e um percussionista. EM TEMPO - O que prefere fazer? Show acústico ou com banda? AP – Gosto de fazer os dois formatos, são públicos diferentes, acho isso muito bom. Como músico, autor, intérprete e ser humano, temos que vivenciar várias experiências. EM TEMPO - O que pode revelar sobre o repertório para esta apresentação de março em Manaus? AP – Várias canções do SPC , Wando, Benito di Paula, MPB...o repertório está bem legal, o show tem duração de uma hora e meia. EM TEMPO - O ano de 2013 traz o que no planejamento de sua carreira? Isto é, quais os projetos novos? AP - Este ano vai ser bastante marcante na minha carreira, teremos grandes novidades para os fãs.
EM TEMPO - Você tem um perfil atuante nas redes sociais. Que benefícios traz essa aproximação virtual com o público? A P - Eu sempre procurei ter um contato mais próximo com os meus fãs e com as redes sociais a gente tem a oportunidade de se comunicar com um número maior de pessoas. Tudo isso é muito bacana, não só pelo carinho que a gente recebe, mas também pela participação ativa do público que, por exemplo, participa das enquetes votando na música que eles querem que seja a próxima a tocar nas rádios. Isso faz toda a diferença no meu trabalho. EM TEMPO - Com tantas premiações internacionais e até parte da carreira calcada em solo estrangeiro, há diferença entre fazer sucesso no Brasil ou lá fora? AP - Alcançar o sucesso é sempre difícil, tanto no mercado nacional quanto no internacional. Eu acho que não existe essa diferença, mas é claro que sair do teu país, can-
tar em outra língua, para um público diferente daquele que já te abraçou, foi um grande desafio para mim. Felizmente o meu trabalho foi muito bem aceito na América Latina, África e alguns países da Europa. Eu só tenho a agradecer a Deus e a todo esse público que me acolheu tanto no Brasil como fora dele.
SERVIÇO SHOW DO ALEXANDRE PIRES Quando: 9 de março, às 21h30 Onde: Dulcila Festas e Convenções (avenida Coronel Teixeira, 5.982, Ponta Negra) Quanto: R$ 120 (lugar à mesa) à venda nas lojas Way Shop e Imaginarium (Manauara Shopping) e Levi’s (Amazonas Shopping) Informações: (92) 91530545
Alcançar o sucesso é sempre difícil, tanto no mercado nacional quanto no internacional. Eu acho que não existe essa diferença”
HUDSON FONSECA
LITERATURA
Os Playmobils para ler PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
A história de uma década de atuação da banda de rock amazonense Os Playmobils agora pode ser conhecida por meio do livro “Recortes ácidos – o rock dos Playmobils”. A obra, escrita pelo baixista do grupo e professor de português Albenízio Junior, aborda os lugares por onde a banda passou, as amizades conquistadas e desfeitas, além de mostrar um panorama das festas da época. Júnior lembra que ao ingressar na banda, em 2001, começou a registrar todas as atividades desenvolvidas pelos músicos. Bastidores das festas, ensaios, encontros, contato com outros artistas, a disputa entre os trabalhos autorais e o couver, a conquista de novas amizades, assim como as perdas, consideradas pelo autor como as inimizades, estão descritas em seus relatos. Junior comenta que ao dar início às suas anotações não tinha pretensões de escrever um livro, mas ao constatar que havia material suficiente para produzir o volume resolveu formatá-lo. O livro foi escrito no período de 2008 a 2009, no município de Manacapuru (distante 84 quilômetros de Manaus). Na ocasião, Júnior havia dado uma pausa nos trabalhos junto ao grupo
musical por motivos pessoais. “Tinha todos os registros e também passei a ter tempo. Em 1 ano consegui concluir e ao retornar para Manaus dei continuidade ao meu acervo”, relata. Virtual Em 2011 o baixista teve a oportunidade de divulgar seu trabalho por meio da internet. Júnior publicou em sua página do Facebook apenas o primeiro capítulo do livro e não demorou para que o amigo Daniel Valentim, membro da editora Bartlebee o convidasse para fazer parte dos escritores cadastrados na organização. A obra ainda foi a primeira inscrita no Controle Gabiru (selo da editora dedicado aos livros que falam sobre música). Segundo Junior, após a apresentação na web, o grupo teve uma boa repercussão. Ao final das apresentações, os fãs procuram pelos músicos e solicitam o exemplar, que ainda não chegou às livrarias da cidade. “Acredito que ninguém esperava que, em algum momento, uma banda de rock pudesse apresentar um trabalho escrito. Agora, fazemos parte da literatura amazonense”, comemora. Segundo o músico, o livro deve ser lançado no mês de abril, porém, a data e o local ainda não foram definidos, o valor será R$ 20.
Professor de português, o baixista Albenízio Júnior utilizou seus registros pessoais com a banda para escrever o livro
Músico se prepara para escrever romance Além da primeira publicação, Júnior informa que finaliza um romance de aventuras. A obra é uma mistura de tema regional com ficção científica e fala
da história de dois amigos que viajam pela Amazônia em uma expedição. Durante a viagem, o encanador e o professor de arqueologia encontram um artefato
alienígena e acabam sendo contaminados pelo objeto. Os amigos saem em busca de uma nave, local de origem do objeto nocivo. “Nesse livro, o narrador fala com
o leitor. É uma inspiração nas obras de Machado de Assis. Prosa poética e diálogo entre os personagens também é algo marcante nesse trabalho”, adianta.
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‘Bella’ na visão de Ricardo Risuenho
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LITERATURA
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experiência e profissionalismo de Yara Costa aliados à força dos bailarinos Jonatas Amaral e Rodrigo Vieira. É assim que podemos descrever o espetáculo “Bella”, que leva assinatura do competente Ricardo Risuenho. A montagem, que encerra sua temporada hoje, em dois horários – 19h e 20h30 -, no Les Artistes CaféTeatro (Centro), é composta por um cenário minimalista, mas que casa perfeitamente com a proposta de Risuenho. Inspirado no conto “A Bela Adormecida”, o espetáculo, que tem 45 minutos de duração, tem uma visão diferenciada do que foi apresentado pela produtora Walt Disney. Aliás, a adaptação de Risuenho não tem nada de infantil. Em um primeiro momento, observamos uma personagem presa em um cubo de acrílico. Uma Aurora atormentada, em busca de liberdade. Após o contato com o que seria o mundo exterior, a personagem – vivida por Yara Costa -, apresenta seu processo de amadurecimento. O contato com os homens fica explícito por meio de uma
coreografia que é repleta de energia, no seu sentido mais literal. Yara é carregada por diversas vezes e executa com maestria passos complicados, como ao andar carregada por uma parede. Usando elementos simples, como ovos, a bailarina se entrega de corpo e alma com gestos fortes e que dispensam mais comentários. Com relação aos bailarinos Jonatas Amaral e Rodrigo Vieira, percebe-se, por vezes, uma falta de sincronicidade quando os holofotes estão em suas direções, mas nada que afeta o caminhar do espetáculo. O ápice da apresentação fica por conta de quebra de ovos na cabeça de Aurora, o que entende-se ser um orgasmo, pois, logo em seguida ela é conduzida novamente a cuba de acrílico para tomar um banho. O sorriso no rosto da bailarina mostra sua satisfação. Se a intenção de Ricardo Risuenho era causar uma inquietação no público, isto foi cumprido. Por vezes, podia-se observar rostos com uma interrogação. Em um balé contemporâneo dificilmente é possível compreender tudo, mas a beleza e precisão dos movimentos é essencial. E isso esteve presente no espetáculo “Bella”.
A obra é fruto do trabalho de mestrado de Márcio Araújo
Livro revela cotidiano dos camelôs da praça da Matriz
A versão em dança tira a conotação infantil da obra clássica
No próximo dia 9 de março será lançado “Entre árvores e redes – o camelô em Manaus”, livro de Márcio André Araújo. A obra investiga o cotidiano dos camelôs buscando identificar quem são, o que fazem, quais suas condições de trabalho, suas “estratégias de sobrevivência” e suas “táticas de integração à estrutura social”. O livro se originou da dissertação de Márcio para o Programa de Pós-Graduação em Sociologia, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em 2009. Na obra, o autor analisa os camelôs que trabalham no entorno da praça da Matriz, no centro de Manaus, em um momento histórico marcado por uma disputa em torno do uso do espaço urbano. De um lado, os camelôs e suas redes
sociais; do outro, o poder público e o empresariado comercial posicionando-se sbre o projeto urbanístico apresentado pelo governo municipal para a revitalização do centro histórico da capital amazonense. A leitura desse livro ajuda para a compreensão do mercado informal em Manaus, para entender o motivo da presença cada vez mais numerosa de homens e mulheres nas ruas e praças da cidade e também para entender as relações sociais forjadas no cotidiano do trabalhador de rua. Márcio André Araújo é amazonense, graduado em filosofia e mestre em sociologia. Atualmente, exerce a docência no ensino superior em instituições públicas e particulares.
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BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO
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Inspirado no clássico “A Bela Adormecida”, o espetáculo de dança, que tem como proposta uma análise psicanalítica do conto, causa inquietação ao público
Um dos maiores desafios do personagem de Bruce Willis é ouvir que está velho
Novo ‘Duro de Matar’ agrada “Boa mira, coroa!”. Logo no primeiro diálogo, John McClane, o herói quase humano interpretado pela primeira vez por Bruce Willis 25 anos atrás, tem de ouvir e saber lidar com o maior dos desafios: estar velho. Diante dessa questão, “Duro de Matar - Um Bom Dia para Morrer” esboça uma despedida, contada como se fosse uma transição, por meio da dupla formada pelo veterano policial e Jack, o McClane júnior, um jovem agente da CIA metido em uma enrascada em Moscou. Ao tentar libertar um antigo funcionário do comunismo que detém segredos ameaçadores do atual regime, Jack (Jai Courtney) é forçado a se reencontrar com o pai e a reatar os laços familiares.
A restauração da família, motivo presente desde o “Duro de Matar” original, de 1988, serve mais uma vez para moldar a dimensão humana de McClane, herói sem uniforme que nos habituamos a ver sendo agredido, ferido, sangrando e abatido. Courtney, com sua aparência de jovem veloz e furioso, funciona como isca para quem considera Willis meio velhusco para ainda saltar de prédios e sozinho abater helicópteros. Seu papel, porém, não vai muito além de escada e é difícil imaginá-lo como protagonista num improvável futuro de “Duro de Matar”. O que importa de fato é o impacto da pancadaria e esta tem de sobra neste quinto título da franquia. Desde uma longa e destruti-
va sequência de perseguição de carros nas ruas de Moscou logo no início até a delirante apoteose nas dependências arruinadas de Chernobil, o filme tem farto material para atender a quem só vai ao cinema para se reabastecer de adrenalina. Por Cássio Starling Carlos
SERVIÇO DURO DE MATAR - UM BOM DIA PARA MORRER Direção: John Moore Produção: EUA, 2012 Classificação: 12 anos Avaliação: Bom
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No entanto... É sempre bom deixar claro que temos excelentes profissionais, entre experientes e jovens, capazes de desenvolver bons trabalhos para a televisão ou qualquer outro veículo, que não ficam nada a dever aos de fora. Se a Globo olhar para “Malhação” como olha para seus outros importantes horários de dramaturgia, talvez consiga virar esse jogo, e este ano ainda, inclusive. Mas é preciso querer. Outro detalhe... “Malhação” sempre funcionou como escola ou curso de aperfeiçoamento de talentos. A Globo jamais poderá abrir mão disso, porque é impossível colocar aqui os tantos valores que saíram das suas fileiras. Em estudos A direção da Rede TV! se reuniu nos últimos dias, discutiu o assunto, mas ainda não tem uma decisão fechada sobre o horário de exibição da reprise de “Betty a Feia”. Inicialmente fala-se em 6 da tarde. De qualquer forma já é uma estreia confirmada para 4 de março. Merece destaque Um fato que tem repercu-
CRÉDITO GLOBO
TV Tudo Estrela Grazi Massafera é a protagonista de “Flor do Caribe”, substituta de “Lado a Lado” na Globo, que estreia dia 11 de março.
tido positivamente junto aos funcionários da Rede TV! e fora dela é que há exatos três meses não existem registros de atrasos nos salários. Está tudo sendo pago rigorosamente em dia, inclusive para aqueles que trabalham como empresa. Dia da volta Glenda Kozlowski, depois de trabalhar no Carnaval e uma semana de folga, retorna neste domingo ao comando do “Esporte Espetacular” na Globo. A novidade é que ela já irá encontrar Ivan Moré, como novo companheiro na apresentação. Comédia A participação de Fafy Siqueira começa no capítulo 21 de “Sangue Bom”, da Globo, próxima das 7. Mada é descrita como “uma adolescente
da terceira idade”. Será internada várias vezes pela filha, Giulia Gam, em clínicas psiquiátricas, mas sempre vai conseguir escapar. Os mais, mais O Philos, serviço da Globosat que disponibiliza um acervo de mais de 300 documentários e espetáculos, divulgou a lista dos mais assistidos pelos assinantes desde seu lançamento, em setembro de 2012. “Os Impressionistas” e “Vincent - The Full Story” documentários sobre o movimento artístico surgido na França e do pintor Van Gogh; a premiada série “Jazz”, de Ken Burns; concerto do pianista chinês Lang Lang em Berlim – “Live in Berlin”; o ballet “Romeu e Julieta” e o documentário “François Truffaut”, sobre o premiado diretor de cinema francês.
Em relação ao que tem sido mostrado em “Malhação”, e até como palpite para a equipe já envolvida na próxima temporada do programa, um dos comentários mais inteligentes sobre o assunto, partiu da atriz e escritora Carla Cocenza: “A forma como eles, os autores, abordam a questão do adolescente e sua relação com a internet está um pouco ‘surreal’. Entendo que hoje em dia há muito mais limitação de conteúdo, então talvez seja o caso de se ‘inspirar’ em séries
REPRODUÇÃO
O visual da apresentadora Sabrina Sato foi um dos assuntos mais falados na internet
A mais comentada da semana VISUAL
A apresentadora, que durante o carnaval estava com os cabelos castanhos, postou foto no Instagram na qual está com cabelos longos e loiros, com uma blusa decotadíssima. Era uma peruca Família Addams” e ainda a Lady Gaga. Antes do novo visual, ela fez fotos para uma revista de fitness. Foram divulgadas fotos do “recheio” da edição de fevereiro da revista “Corpo a Corpo”, que traz Sabrina Sato em sua
capa. Em entrevista à publicação, a apresentadora fala sobre sua rotina de exercícios físicos e conta que adota a lei da compensação. “Como sei que bebida engorda e desidrata muito, mantenho a linha no dia seguinte, tomando o dobro de água que bebo diariamente. Mas não deixo de ser feliz, nem fico encanada. Só faço a minha parte depois”, disse ela, que não abre mão de tomar uma cervejinha com os amigos. Sabrina conta que deixa de comer certos grãos para não se sentir inchada: “Eu elimino feijão, grão de bico e verduras como brócolis e couve-flor, todos pelo mesmo motivo”.
americanas de grande sucesso e, assim, recuperar seu público. “Pretty Little Liars” e “The Lying Game”, ambas da ABC Family, retratam adolescentes em suas escolas. As duas são baseadas em livros da Sara Shepard. Sem contar todo o sucesso que “Gossip Girl” fez. Acredito que em momentos de mais desespero, de busca de público, o ideal é deixar as histórias autorais um pouco de lado e buscar algo que o público já tenha uma certa afinidade.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
Bate–rebate • Para a produção de “Chiquititas”, o SBT promete levantar uma cidade cenográfica de 1.140 metros quadrados no Complexo Anhanguera. • Como é a vida... Dia desses foi escrito aqui que as expressões turcas de “Salve Jorge” não pegaram. • Começam em abril as filmagens de “Até que a Sorte nos Separe 2”, em Las Vegas.
C’est fini A audiência, claro, não será nenhuma coisa do outro mundo. Irá, com toda certeza, se enquadrar nos padrões de sempre, mas o “Oscar” deste ano, relativo aos trabalhos de 2012, está chamando uma atenção muito maior que as edições anteriores, especialmente as recentes.
MODA
CELEBRIDADE
Esta semana, Sabrina Sato apareceu com um novo visual na internet, conforme matéria publicada no site Ego. A apresentadora, que durante o Carnaval estava com os cabelos castanhos, postou foto no Instagram na qual está com cabelos longos e loiros, com uma blusa decotadíssima. “Amo muito”, escreveu ela. A mudança foi feita por Fernando Torquatto. Yan Acioli, stylist de Sabrina, colocou no site de compartilhamento outra imagem, escrevendo: “Peruca!”. Os fãs compararam a apresentadora a Cleo Pires, que ficou loira para atuar na novela “Salve Jorge”, Mortícia, personagem de “A
Globo precisa voltar a olhar para ‘Malhação’
Pele volta com força em Milão Fur is in the air” (A pele [de animais quentinhos e peludos, no caso] está no ar), diz o slogan num desenho de Karl Lagerfeld entregue aos convidados do desfile da Fendi, hoje, em Milão. O estilista, que coassina as coleções da marca, está certo. Com a neve fina caindo sobre a cidade, muitas fashionistas tiraram seus “bichos” do armário. Os looks estão registrados nos sites e blogs de estilo, que também já elegem a pele como tendência máxima do próximo inverno. Na passarela da Fendi, que nasceu e construiu sua história com base na peleteria, Lagerfeld mostrou como será esse retorno animal. Tecnologia de ponta misturada a artesanato. Pele nos óculos, nas roupas, nos sapatos e no cabelo. Haja raposas, haja mink. Ao final do desfile, aplausos animados e comentários sarcásticos sobre o que a Peta (a ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) acharia da coleção. No backstage, Lagerfeld diz que a “pele é divertida”. É uma brincadeira com Fun Furs, significado dos dois “F” que estão na logomarca clássica da Fendi. Em entrevista à editora Suzy Menkes, do “International Herald Tribune”, o designer comentou que a pele está deixando de ser politicamente incorreta. Menos de uma hora depois, no desfile da Just Cavalli, um manifestante sobe na passarela e é rapidamente retirado. Na plateia, outros seguram placas onde se lê “sua moda é a morte”.
ROCK
Steven Tyler gastou mais de US$ 5 mi em cocaína Aos 65 anos, Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, admitiu gastos excessivos com drogas no passado. Em entrevista à repórter Liz Hayes, do programa “60 Minutes”, o cantor contou que calcula que tenha desembolsado mais de US$ 5 milhões com cocaína. “Não importa o valor. Você também pode dizer que eu cheirei metade do Peru, mas isso não importa”, disse Tyler, que está livre das drogas há 20 anos. Em 2008, ele teve uma recaída com remédios controlados, mas se submeteu a um tratamento em uma clínica de dependentes químicos de Los Angeles. Ao ser questionado sobre sua luta contra as drogas, o veterano não se importou
RECAÍDA
Em 2008, o vocalista do Aerosmith teve uma recaída com remédios controlados, mas se submeteu a um tratamento em uma clínica de dependentes químicos de Los Angeles em responder. “O fim para isso seria a prisão, morte ou insanidade”, disse ele, que está sóbrio há alguns anos, depois de passar por cinco ou seis vezes em clínicas de reabilitação. “Perdi meus filhos, um casamento, uma banda, um monte de coisas. É muito perigoso”, explicou. DIVULGAÇÃO
O roqueiro diz que está longe das drogas há 20 anos
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Programação da TV DIVULGAÇÃO
SBT
GLOBO
RECORD
11:00 Igreja Internacional da Graça – Local
7:00 Palavras da Vida
12:00 Fique Ligado – Local
8:00 Santa Missa
13:00 TV Kids – Local
9:00 Viola, Minha Viola
5:00 Aventura Selvagem
4:45 Santa Missa em Seu Lar
4:45 Bíblia Em Foco
14:00 Encircuito – Local (Reprise)
9:30 Nova Amazônia – Local
5:30 Pesca Alternativa
5:45 Sagrado: Compacto
5:00 Nosso Tempo
15:30 Amazonas Mix – Local
10:00 Escola Pra Cachorro
6:30 Brasil Caminhoneiro
5:55 Amazônia Rural
5:30 Desenhos Bíblicos
16:00 Break obrigatório
10:15 Meu Amigaozão
7:00 A Grande Ideia
6:25 Pequenas Empresas, Grandes Negócios
7:00 Voto na Record – Local
16:05 TV Kids
10:30 Turma do Pererê
7:30 Vrum
7:05 Globo Rural
11:15 Tudo É Possível
16:45 Ritmo Brasil
11:00 ABZ do Ziraldo
14:00 Top Model – HD
17:20 O Último Passageiro
11:30 Anima TV Tromba Trem
15:00 Programa do Gugu
18:40 Super Bull Brasil
11:45 Anima TV Carrapatos e Catapultas
19:30 Domingo Espetacular – HD
19:40 Star Trek
12:00 Turma do Pererê
22:15 Repórter Record
21:00 TV Shopping Manaus – Local (Reprise)
13:00 Dango Balango
23:15 Série – Todo Mundo Odeia o Chris
22:00 Cine Total
13:30 TV Piá
0:15 Programação IURD
23:30 Dr. Hollywood
14:00 Stadium
0:15 É Notícia
15:00 Os Protetores do Planeta
1:15 Bola na Rede
16:00 Ver TV
1:45 Igreja Internacional da Graça – Local
17:00 De Lá, Pra Cá
8:00 Programa da Manazinha – Local
8:05 Auto Esporte
8:30 Chaves
8:38 Esporte Espetacular
9:00 Sorteio Amazonas da Sorte – Local
11:30 Temperatura Máxima
10:00 Domingo Legal
13:53 Esquenta
14:00 Eliana
15:17 Domingão do Faustão
18:00 Vamos Brincar de Forca
19:30 Fantástico
18:40 Sorteio da Telesena
21:30 Big Brother Brasil
18:45 Programa Sílvio Santos
21:50 Domingo Maior
23:00 De Frente com Gabi
0:05 Sessão de Gala
0:00 Série - O Mentalista
1:48 Corujão
1:00 Série – Alvo Humano
3:15 Sob Medida
6:30 Igreja Internacional da Graça – Local
2:00 Série – Chase
4:00 Festival de Desenhos
7:30 Igreja Internacional da Graça – Local
3:00 Encerramento de Emissora
REDE TV
17:30 Cara e Coroa
TV CULTURA
18:00 Papo de Mãe 19:00 Conexão 20:00 Esportvisão 21:30 MPTV – Local (Reprise)
8:55 Break obrigatório 9:00 TV Shopping Manaus – Local
5:55 Abertura da Emissora/Hino Nacional
22:00 Roda Viva Amazonas – Local (Reprise)
10:00 Show de Ofertas da Cidade – Local
6:00 Via Legal
23:00 Doc Especial
10:30 TV Kids – Local
6:30 Brasil Eleitor
0:00 Encerramento da Emissora/Hino Nacional
O “Fantásico” é exibido hoje, na TV Globo, após o Faustão
Horóscopo
Cinema
Cruzadinhas
GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Pequenas mudanças no jeito de ser ou na sua imagem corporal contribuem para libertá-lo de vínculos ultrapassados. Vale a pena um pouco mais de ousadia diante dos obstáculos.
ESTREIA REPRODUÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 A intuição poderá hoje funcionar a seu favor, em especial se estiver diante de um problema que não consiga resolver pelos meios comuns. Confie na grandeza da vida. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 O bom aspecto do dia favorece o acontecimento de pequenos fatos positivos no campo profissional. As boas ideias se unem ao uso criativo das condições existentes. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Boas inspirações favorecem a ação rápida e ágil dentro de sua atividade profissional. Pequenas mudanças oportunas fazem milagres quanto a liberá-lo de velharias inúteis. LEÃO - 23/7 a 22/8 O pagamento de dívidas está favorecido, ainda mais se você se dispor a doses extra de generosidade. Novos caminhos se abrem na exata medida em que se livra das dívidas. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Suas relações são favorecidas pela boa disposição para se entender com as pessoas. Um dia de bom convívio com a pessoa amada, ou com parceiros em outras atividades. LIBRA - 23/9 a 22/10 A disposição para trabalhar depende de você estar no comando das tarefas. Se não estiver no comando, provavelmente não vai gostar do que tem para fazer. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Os encontros sociais estão favorecidos, e deles surge um encontro mais estimulante. A capacidade intelectual e criativa favorece atividades de cunho criativo e artístico. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Do fundo dos seus sentimentos surge impulso renovador para sua expressão afetiva, criativa e artística. Momento de renovação do ambiente amoroso e doméstico. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Pequenas mudanças em sua rotina e em seu lar abrirão novos portais para você se sentir bem em seus ambientes. Procure renovar a conduta e o modo de estar em sua casa. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Certas negociações e atividades financeiras caminham melhor se você utilizar de criatividade e ousadia. Use de imaginação para realizar o potencial que o dia lhe traz. PEIXES - 19/2 a 20/3 Momento propício para resolver pequenos problemas práticos e materiais. Um dia também para colocar em prática boas ideias na lida com dinheiro e materialidade.
Duro de Matar - Um Bom Dia Para Morrer EUA. 12 anos. Seis anos após salvar o mundo acompanhado da filha, em “Duro de Matar 4.0”, o detetive John McClane tenta salvar o mundo em companhia do filho. O personagem interpretado por Bruce Willis vai à Rússia tirar seu filho da prisão e descobre que ele é um agente da CIA em busca de bombas nucleares roubadas. Cinemark 6 – 17h30, 20h e 22h20 (dub/diariamente); Cinemark 7 – 12h (dub/somente sexta, sábado e domingo), 14h10, 16h40, 19h, 21h20 (dub/diariamente) e 23h40 (dub/somente sexta e sábado); Cinemais Millennium 4 – 14h20, 16h30, 18h50 e 21h (dub/diariamente); Cinemais Millennium 8 – 15h20, 17h30, 19h40 e 21h50 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 15h, 17h10, 19h20 e 21h30 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 7 – 14h, 16h10, 18h30 e 20h40 (dub/diariamente). O Reino Gelado 3D – RUSS. LIVRE. Desejando criar um novo mundo no qual o vento polar esfrie as almas humanas, a Rainha da Neve cobriu o planeta com gelo e ordenou a destruição de todas as artes e artistas. De acordo com as previsões de um espelho mágico, a última ameaça aos seus planos estaria no mestre-vidreiro Vegard, cujos espelhos refletem as almas das pessoas. Vegard e sua esposa Una são sequestrados, deixando seus filhos Kai e Gerda para trás. Playarte 1 – 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (dub/diariamente) e 23h30 (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 4 – 12h30, 14h20, 16h20 (dub/não será exibido na terça) e 20h30 (dub/não será exibido na quinta); Cinemais Millennium 1 – 14h, 15h50 e 17h40 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 1 – 13h40, 15h30 e 17h20 (dub/diariamente). Cirque du Soleil: Outros Mundos 3D. EUA. Livre. O mais famoso circo acrobático do mundo traz “Worlds Away”, um espetáculo inédito concebido especialmente para um filme em 3D, dirigido por Andrew Adamson (Shrek) e com produção executiva de John Cameron (Avatar). Cinemark 4 – 18h20 (não será exibido na quinta); Cinemark 6 – 15h10 (diariamente); Cinemais Millennium 3 – 15h, 17h10, 19h10 e 21h10 (leg/diariamente).
CONTINUAÇÕES Inatividade Paranormal – 16 anos: Playarte 3 – 13h, 15h, 17h, 19h, 21h (leg/ diariamente) e 23h (leg/somente sexta e sábado); Playarte 6 – 14h, 16h, 18h, 20h (dub/diariamente) e 22h (dub/somente sexta e sábado); Playarte 7 – 14h01, 16h01, 18h01, 20h01 (dub/diariamente) e 22h01 (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 8 – 12h40, 14h50, 17h20, 19h30, 21h40 (dub/diariamente) e 0h (dub/somente sexta e sábado); Cinemais Plaza 3 – 15h10, 17h, 19h15 e 21h10 (dub/diariamente). Os Penetras – 14 anos: Playarte 2 – 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 (diariamente) e 22h20 (somente sexta e sábado). A Viagem – 16 anos: Playarte 4 – 17h20, 20h40 (leg/diariamente) e 23h59 (leg/somente sexta e sábado). O Mar Não Está Pra Peixe 2 – Livre: Playarte 4 – 13h20 e 15h20 (dub/diariamente). Fogo Contra Fogo – 16 anos: Playarte 5
REPRODUÇÃO
– 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (leg/diariamente) e 22h30 (leg/somente sexta e sábado); Cinemark 2 – 21h10 (dub/diariamente) e 23h30 (dub/sexta e sábado); Cinemais Plaza 8 – 15h20, 17h30, 19h40 e 21h50 (dub/diariamente). A Sombra do Inimigo – 14 anos: Playarte 8 – 13h25, 15h30, 17h35 e 19h40 (dub/diariamente). O Homem Mais Procurado do Mundo – 14 anos: Playarte 8 – 21h45 (diariamente) e 23h50 (somente sexta e sábado). O Resgate – 14 anos: Playarte 9 – 14h10, 16h10, 18h10, 20h10 (dub/diariamente) e 22h10 (dub/somente sexta e sábado); Playarte 10 – 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 (leg/diariamente) e 23h10 (leg/somente sexta e sábado). João e Maria – Caçadores de Bruxas – 14 anos: Cinemark 1 – 11h20 (dub/somente
sábado e doming), 13h20, 15h30, 17h40, 19h50, 22h (dub/diariamente) e 0h10 (dub/ somente sexta e sábado); Cinemark 4 – 22h30 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 1 – 19h30 e 21h40 (3D/dub/diariamente); Cinemais Millennium 2 – 16h40, 18h40 e 20h50 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 1 – 19h10 e 21h20 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 6 – 14h20, 16h20, 18h20 e 20h30 (dub/diariamente). Tainá 3 – A Origem – Livre: Cinemark 2 -11h (somente sábado e domingo), 13h, 15h, 17h10 e 19h10 (diariamente); Cinemais Millennium 2 – 14h40 (diariamente); Cinemais Plaza 4 – 14h10 e 1630 (diariamente). De Pernas Pro Ar 2 – 12 anos: Cinemark 3 – 13h10 e 15h40 (diariamente); Cinemais Plaza 4 – 19h e 21h (diariamente). O Voo – 14 anos: Cinemark 3 – 18h e 21h (leg/diariamente); Cinemais Millennium
5 – 14h10 e 19h (leg/diariamente); Royal Opera House: Carmen – 12 anos: Cinemark 4 – 14h (somente terça) e 19h (somente quinta). Meu Namorado É Um Zumbi – 14 anos: Cinemark 5 – 11h30 (dub/somente sábado e domingo), 13h50, 16h30, 18h50, 21h30 (dub/diariamente) e 23h45 (dub/somente sexta e sábado); Cinemais Millennium 5 – 16h50 e 22h (leg/diariamente); Cinemais Plaza 5 – 14h50, 17h15, 19h30 e 21h40 (dub/diariamente). As Aventuras de Tadeo 3D – Livre: Cinemark 6 – 12h50 (dub/diariamente). O Lado Bom da Vida – 12 anos: Cinemark 6 – 14h30, 17h, 19h20 e 21h45 (leg/diariamente). Os Miseráveis – 14 anos: Cinemark 7 – 15h10, 18h20 e 21h30 (leg/diariamente).
Plateia
::::: Sessão homenagem
MANAUS, DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013
Jander Vieira
Em mais uma ação social, a primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz reuniu mais de 40 entidades sociais da capital e interior do Amazonas, para doar leite, fraldas descartáveis e kits escolares. No encontro, a embaixadora da solidariedade recebeu homenagem dos padres Humberto Costa e Graciomar Fernandes. Palmas!
jandervieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
Rocilda e Márcia Martins celebrando o grande aniversariante da temporada, Alberto, nos domínios de chique encontro no Zefinha Bistrô
HERICK PEREIRA/AGECOM
É preciso ser honesto com a realidade do trânsito em Manaus, faltam mais guardas para fiscalizar os abusos e olha que não são poucos! Em muitas avenidas é possível se deparar com atitudes que arrepiam só de constatar o quanto existem mal-educados ao volante. Então fica a dica para que a prefeitura aumente o efetivo de “marronzinhos”.
::::: Promoção Atenção finas que adoram estar em dia com o espelho e em paz com o seu “narciso” de cada dia. O salão D&A está com várias promoções que faz um bem danado à autoestima. Os precinhos estão, digamos, convenientes ao período pós-gastos de Carnaval. Se é que vocês me entendem... Agendem que faz bem, viu?
::::: Sala de Espera Selene Costa, Claudia Barbosa e Neybe Lentz estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. A linda Beatriz dos Reis Góes vai ganhar concorrido début no próximo dia 8, no Elegance. A sessão 15 anos promete agitar o setor festa-tendência da cidade.
::::: Plantando dá
::::: Mais guardas
D7
É visível aos olhos de pedestres e motoristas que transitam em avenidas como a Djalma Batista, André Araújo e ruas como a movimentada Maceió. As mudas plantadas nessas vias já começam a ganhar espaço e forma na paisagem local. Com ações como essas, é possível embelezar Manaus e amenizar o clima severo do verão amazônico. Observando o resultado, duas perguntas vêm à cabeça: por que não se fez antes e por que não faz mais?
::::: Labuta O editor esteve ausente, substituído pelo amigo Carlos Aguiar, que com seu estilo único e elegante de escrever conduziu com maestria este espaço brilhantemente durante a semana. Uma pneumonia seguida de trombose deixou no estaleiro minha rainha-mãe, dona Raimunda Barreto – conhecida cariosamente como Miss M., mas graças a Deus e a indispensável corrente de oração comandada pelos amigos queridos ela saiu da UTI do Check-up Hospital, e está no apartamento, se recuperando. Obrigado, Carlão, pelo carinho.
Kátia Sebben e Baby Rizzato esbanjando simpatia e gracejos em noite de jantar concorrido no setor gastronômico de Selma Reis
Trio divertido pilotado por Jack Chagas, Fátima Abreu e Eliane Schneider conferindo happy hour divertida do Zefinha Bistrô
O presidente da Comissão de Meio Ambiente da CMM, vereador Everaldo Farias (PV), anunciou que a casa vai sediar no dia 8 de abril o Fórum “Lixo e Cidadania” que irá discutir a inclusão das cooperativas de coleta seletiva no sistema de limpeza pública de Manaus. Atualmente, 2 mil coletores de resíduos sólidos (catadores de lixo) atuam nesse segmento na cidade. No próximo da 28, acontece o lançamento da coleção Maresia Inverno 2013, nas dependências do Salão Michelangelo do Hotel Da Vinci, a partir das 21h. O evento é exclusivo aos lojistas que comercializam a grife em Manaus. O mister Brasil Lucas Malvacini fará participação especial. Representantes das mulheres de sucesso de Manaus, a dermatologista Montaha Jasserand foi escolhida para estrelar uma das capas da edição de aniversário da revista “Em visão” desse trimestre. Brindando os seus 10 anos, a revista iniciou a programação anual de comemoração com concorrido coquetel no Terezina 275. O Hospital Santa Júlia convida para conferir o café da manhã agendado para o próximo dia 27. Na ocasião serão mostradas as novas instalações que o tornam o maior complexo hospitalar da Região Norte. De anfitrião, o diretor Edson Sarkis. O empresário Juca Semen agendou para o próximo dia 7, no Dulcila da Ponta Negra, o show de Alexandre Pires, dando o pontapé ao projeto Rio Samba Show 2013. Mesas e ingressos já estão à venda.
D8
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013
Músico da Glory Opera prepara primeiro CD solo Com 10 anos de carreira, Casé Mar, que também é guitarrista na banda Rockaholics, prepara disco 100% autoral FOTOS: ARQUIVO EM TEMPO
GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO
G
uitarrista, violonista, cantor e compositor. Esses são alguns dos atributos do músico Casé Mar, oriundo de família de artistas, que possui tanto projetos autorais quanto os “covers” no cenário local. Há mais de 10 anos nessa trajetória, o instrumentista está em fase de reinventar a si mesmo para o público, apostando seus investimentos na produção do primeiro disco autoral solo. A previsão é concluir o material até o fim deste ano de 2013. Embora esta seja a primeira vez que Casé Mar investe tempo – e dinheiro – para registrar oficial e comercialmente um projeto autoral seu, o músico amazonense já possui outras investidas nesse segmento. “Gravei algumas músicas pelo (projeto de apoio cultural criado pela administração municipal) “Valores da Terra”, em 2003, que nunca foram lançados por motivos obscuros. Em 2004, juntamente com a banda Glory Opera, viajamos para São Paulo e registramos o álbum “Equilibrium” (que somente veio a ser lançado em 2007). Esta será a primeira vez que farei praticamente sozinho. Totalmente preenchido por músicas inéditas e de minha autoria. Espero contar com muitas participações especiais neste trabalho”, explica. Muito do conteúdo do álbum está pronto, mas algumas composições receberão um novo tratamento pelo autor. “Criei infinitos esboços, porém estou inclinado a sempre ter novas ideias, começando do zero e partindo do princípio de que hoje tenho mais história para contar que antes. Então, acredito que posso produzir coisas mais congruentes com o que estou vivendo musicalmente hoje em dia. Isso é bom para vivenciar o momento certo e não se prender tanto ao que passou, mesmo que seja recente”, diz. Casé Mar revela três das músicas que devem estar contempladas no álbum. “V8 charger” é instrumental e faz alusão ao som do motor automotivo V8 e à paixão do artista por carros velozes; “Blues castle” é um
blues que tem a pretensão de exaltar a vida de um “blueseiro” e a história que construiu; e “Love tonight” (nome provisório) é uma balada romântica, cujo conteúdo pode ser resumido apenas em “falar de amor”. “Talvez, eu faça alguma em português, mas somente no título em alguma instrumental. Além disso, terá um blues pesadão meio moderno de nome “Cosa Nostra”, tema que sou fascinado”, comenta o guitarrista. Pela variedade de fontes musicais para a concepção das músicas, fica claro que o álbum não apresenta um estilo específico a ser seguido. “Esse disco não será conceitual, como normalmente vem sendo o nosso trabalho com o Glory Opera. Muito pelo contrário, buscarei usar minhas influências de maneira muito livre. Sem me prender a conceitos de letras e roupagem das músicas. Na verdade, penso em fazer algo muito variado, passando pelo rock progressivo e instrumental até coisas mais pesadas e uma pitada de rock country, que sou muito fã. Mas o pano de fundo será uma pegada funk, que me norteia há muitos anos”, enfatiza. O título do álbum ainda não é uma preocupação para Casé Mar, que acredita que a própria sonoridade do disco será o parâmetro para essa definição posterior. A conclusão do projeto, segundo Casé, depende de conciliar a agenda em relação a outros projetos e compromissos. “Infelizmente, não vivo de música. Mas espero lançar antes do Natal”, diz.
‘Não espero lucro com o CD’ EM TEMPO – É correto afirmar que a construção do álbum está em fase inicial? Casé Mar – De fato não, pois tenho muitos álbuns prontos dentro do material que já tenho composto. No decorrer da produção, pretendo inovar tudo, mas não é certeza, pois o material pronto eu já acho bom e em número suficiente para fazer uma boa seleção. Só acho que é sempre bom termos a coerência em escolher algo legal também para quem ouve. Disco é algo introspectivo e paradoxalmente para outras pessoas escutarem.
brindar com o diferencial em timbres, na pegada, na técnica e, principalmente, nas ideias e improvisos peculiares de cada um.
EM TEMPO – Algumas participações estão previstas. Isso vale somente para cantores ou instrumentistas também? CM – Os vocais são imprescindíveis para tornar o trabalho mais dinâmico e não só uma voz, no caso a minha. Os instrumentistas convidados virão nos
EM TEMPO – Você vai atrás de apoio financeiro? CM – Não. Farei totalmente sozinho e não espero lucro com esse trabalho. Só amor pelo que gosto de fazer. Trabalho para não precisar disso. Infelizmente, uma mágoa que trago na música é a falta de apoio.
EM TEMPO – Qual o orçamento desse projeto autoral? CM – Sem contar os custos com energia elétrica e um computador, eu uso uma placa externa que custa de R$ 600 a R$ 700. Guitarras boas sempre custam mais de R$ 3 mil, mas nem conto isso. Agora prensagem, mixagem, masterização, tudo ficaria em torno de R$ 10 mil. Tenho que ver alternativas para esses custos.
Desde 2003, o guitarrista Casé Mar trabalha com gravações de disco, mas desta vez será uma produção solo
DIVULGAÇÃO
PALCOS PARALELOS
Cancelamentos no Lollapalooza
O Passion Pit cancelou a apresentação na programação paralela do Lollapalooza Brasil
Os shows paralelos do Lollapalooza Brasil, que oferecem aos fãs uma chance de ver as bandas fora do festival, ocorrerão no Cine Joia, em São Paulo. Inicialmente, eles estavam marcados para ocorrer no Grand Metrópole (antigo Cine Metrópole), mas foram transferidos para o local, no centro de São Paulo. Além disso, a GEO Eventos, organizadora do festival em sua versão nacional, cancelou a apresentação da
banda Passion Pit, que faria um dos shows paralelos. Mesmo assim, o grupo ainda tocará no Rio de Janeiro, que receberá algumas das atrações paralelas. Assim, em São Paulo, tocarão Mix Hell e Hot Chip, no dia 29 de março, Dudu Linhares e Of Monsters and Men, no dia 30, e Alabama Shakes, no dia 31 -todos no Cine Joia (praça Carlos Gomes, 82, Liberdade). Os ingressos estão sendo vendidos no http://lollapaloo-
za .showcard. com.br e custam R$ 150 por noite. Carioca No Rio, os shows serão no Circo Voador (rua dos Arcos, s/n, Lapa). No dia 28 de março, o Hot Chip se apresentará. No dia 29, é a vez do Two Door Cinema Club. No dia 30, do Passion Pit, e no dia 1º de abril, do Alabama Shakes. Os ingressos para os shows cariocas estão sendo vendidos no site do Circo Voador, pelo preço de R$ 140.