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EM TEMPO - 23 de março de 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.302 – DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

COPA SEM

A REVANCHE DO ANO

SEXO

SHOGUN HENDERSON

Manual da Fifa prega abstinência para prevenir Aids no Brasil

DIVULGAÇÃO

O brasileiro Maurício Shogun e o americano Dan Henderson fazem, hoje, em Natal, uma aguardada revanche depois de inesquecível duelo em 2011, no UFC. Pódio E8

Os s arquirrivais duelam hoje pelo Espanhol

MESSI X RONALDO Os dois melhores jogadores do mundo, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi (foto), se encontram hoje no clássico entre Real Madrid e Barcelona. Pódio E7

O MINISTÉRIO DA SAÚDE PERMITIU A DISTRIBUIÇÃO DE UM MANUAL DA FIFA QUE PREGA A ABSTINÊNCIA E A FIDELIDADE PARA PREVENÇÃO DA AIDS, DURANTE A REALIZAÇÃO DA COPA 2014 NO BRASIL. AS ORIENTAÇÕES ESTÃO EM DESACORDO COM A POLÍTICA TRADICIONALMENTE ADOTADA PELO BRASIL. O MINISTÉRIO DA SAÚDE ESTÁ SENDO CRITICADO POR TER PERMITIDO A PUBLICAÇÃO. ÚLTIMA HORA A2

ARTHUR “ZFM NÃO TEM SALVADOR DA PÁTRIA” Política A8

DIEGO JANATÃ

OUTRO SUSPEITO

Preso por morte de delegado

Exigido em eventos formais e sofisticados, o traje social completo pode ser bem mais simples do que se imagina.

Mais um suposto envolvido na morte do delegado Oscar Cardoso foi preso. É o autônomo William Rocha Bezerra. Última Hora A2

A berinjela diminui o nível de colesterol no sangue e atua a favor do emagrecimento saudável. Saúde F2

NA COPA

Viajar vai ficar mais em conta Anac registrou queda de 25% no preço de passagens aéreas para as cidades-sede da Copa do Mundo no período dos jogos. País B7

IGARAPÉS

Descarte absurdo de lixo Computador e geladeira estão entre as 21 toneladas de lixo retiradas diariamente dos igarapés de Manaus. Dia a dia C1

Segundo Omar, programa é um dos legados que ficarão para a educação com a Copa do Mundo

CURSO GRATUITO DE INGLÊS PARA JOVENS DO AMAZONAS

Físicos e filósofos estudam a possibilidade de que o universo seja uma grande simulação computadorizada.

O governo do Amazonas iniciou, na manhã de ontem, uma nova turma do programa “Amazonas Bilíngue”, que oferece curso gratuito de inglês para alunos de escolas públicas. Com a presença do governador Omar Aziz e do vice-governador José Melo, a aula inaugural para 1.140 jovens da capital e do interior ocorreu no Círculo Militar de Manaus. Última Hora A2

Jogos virtuais em alta

Economia B2 e B3

Oferta de empregos

Concursos&Empregos

A volta de Kate Bush Plateia D3

DOMINGO DOMINGO

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

Salão Imobiliário do Banco do Brasil, que ocorre nos dias 29 e 30, tem projeção de negociar mais de 500 imóveis.

TEMPO EM MANAUS

MÁX.:

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

Fifa ‘prega’ abstinência de sexo em cartilha da Copa Medida da entidade é “evitar” a contaminação pelo vírus da HIV, mas a divulgação do material recebe críticas de brasileiros

O

Ministério da Saúde permitiu a distribuição de um manual da Fifa que prega a abstinência e a fidelidade para prevenção da Aids, orientações que estão em desacordo com a política tradicionalmente adotada pelo Brasil. A pasta pediu que o material fosse alterado antes da divulgação, mas apenas uma parte do texto foi mudada pela entidade. A alternativa, criticada por associações não governamentais e especialistas em saúde pública, foi permitir a divulgação do material com uma errata. “A cartilha deveria ser recolhida. Claro que ninguém presta atenção numa folha anexa”, afirmou o assessor de projetos da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Juan Carlos Raxhach. No Brasil, ações de prevenção sempre tiveram como base o uso do preservativo. “Uma mensagem como essa, pregando fidelidade e abstinência, é anticientífica, é um desserviço”, afirmou o professor da Universidade de São Paulo (USP), Mário Scheffer. Ele lembra de uma pesquisa publicada no British Medical Journal, de 2007, que traz uma revisão de 13 estudos com 15 mil jovens entre 10 e 21 anos. O trabalho

DIVULGAÇÃO

mostra que programas de abstinência sexual não impedem práticas sexuais de risco para a infecção pelo HIV. Também não ajudam a impedir os casos de gravidez indesejada. África do Sul A distribuição do material começou a ser feita em fevereiro. As cartilhas serão usadas por professores de 132 escolas de ensino localizadas nas cidades-sede de jogos da Copa. O material não é inédito. Foi desenvolvido em 2009 e 2010 e usado na África do Sul, país que já adotava a fidelidade e abstinência como meios de prevenção. O projeto trabalha com 11 temas relacionados à saúde, como prevenção de drogas e de obesidade. A proposta, com as bênçãos dos ministérios da Saúde, Educação e Esportes, é que as escolas escolhidas façam os trabalhos durante ou depois do turno escolar. Na apresentação do material, a Fifa afirma que o objetivo é levar “educação séria sobre saúde”. “É muito triste (para dizer o mínimo) que a Fifa tenha autonomia para reproduzir esse material, sem levar em consideração as peculiaridades do país”, afirmou Raxhach.

HOMICÍDIO DIVULGAÇÃO

Imagens como essas que circulam na internet acabam comprometendo a maneira de como o Brasil é visto pelos estrangeiros

Não precisamos de ajuda iluminada, diz professor Raxhach avalia que o governo foi condescendente ao permitir a distribuição do material da Fifa - trata-se de mais uma queixa em relação a um programa do ministério nessa área.

MALAYSIA

Objetos podem ser de avião

William Rocha foi preso, mas negou participação no crime

Mais um suspeito da morte do delegado Oscar é preso O autônomo William Rocha Bezerra, 26, suspeito de envolvimento no homicídio do delegado Oscar Cardoso, foi preso na noite da última sexta-feira, 21, no quilômetro 50 da rodovia Manoel Urbano (que liga Manaus a Manacapuru), próximo a um sítio não identificado, por policiais civis da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestro (DEHS). Segundo a polícia, William alugava os carros na locadora Macedo Veículos e em seguida vendia para os traficantes da Família do Norte (FDN), que utilizava os veículos para cometer crimes em Manaus. Entre os carros alugados por William estava o Fiat Gran Siena, de cor branca e placa OAB-7782, utilizado por supostos traficantes para a execução do delegado da Polícia Civil do Amazonas (PC) e ex-titular da Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP), Oscar Cardoso. O mandado de prisão de William foi expedido pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal

do Júri, Anésio Rocha, junto a outros supostamente envolvidos com o crime. As prisões iniciaram na manhã da última terça-feira, 18, durante a operação que ficou conhecida como “Hórus” e continuam a ser cumpridas. Prisão Conforme a polícia, William não reagiu à prisão e informou que “estava pela estrada dando uma volta para pensar um pouco”. Em depoimento, o proprietário da locadora, Arlindo Jorge Teles Macedo, que também está preso, contou que William já havia alugado mais de 50 veículos, mas que os mesmos teriam sido vendidos pelo estelionatário. Destes, 45 veículos foram recuperados pela empresa e um queimado após a morte do delegado. Na apresentação de William Rocha, que ocorreu na manhã de ontem, o suspeito negou seu envolvimento com o crime. A polícia informou que ele ainda não prestou depoimento e que o mesmo deve ocorrer somente hoje.

As autoridades da Malásia afirmaram que a China captou novas imagens de satélite de um ou mais objetos flutuantes ao sul do oceano Índico, os quais poderiam estar relacionados ao voo MH370, da Malaysia Airlines, segundo a agência AFP. Um das peças encontradas teria 22,5 metros de comprimento. “Soube que o embaixador chinês recebeu imagens de satélite de objetos flutuantes e eles estarão enviando navios para verificar, disse o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein. Não há informações sobre a quantidade de objetos localizados, mas de acordo com o ministro, a China deve anunciar a descoberta nas próximas horas. Na quinta-feira, 20, outras imagens de satélite localizaram objetos a 2,5 mil quilômetros a sudoeste da cidade australiana de Peth.

“Esse é apenas mais um sinal do retrocesso da política de Aids adotada hoje no Brasil. Vai muito além de questões religiosas”, afirmou o especialista. Carlos Batistella, profes-

sor-pesquisador da Fiocruz afirma que “é de estranhar que os ministérios da Saúde e da Educação não tenham obstado essa iniciativa, uma vez que a construção de políticas de saúde e educação

no país já nos autoriza a considerar que não precisamos de auxílio iluminado para estabelecer um ‘programa de educação séria sobre saúde’, como anuncia a Fifa no material do programa”.

AMAZONAS BILINGUE

Curso vai atender mais de mil jovens Os 1.140 jovens da capital e do interior que participam do programa Amazonas Bilíngue tiveram uma aula inaugural especial na manhã de ontem. Com a presença do governador Omar Aziz, autoridades, alunos e professores, foi lançada a segunda etapa do programa no Círculo Militar de Manaus (Cirman), que oferece o ensino de um segundo idioma, importante para a cidade que deve receber milhares de turistas nos próximos meses. “É importante ter mais de um idioma hoje, e espero que, com esse programa do governo, possamos formar cada vez mais alunos da rede estadual. O Amazonas Bilíngue ajuda na Copa e ajuda futuramente no turismo e no próprio conhecimento desses jovens”, afirmou Aziz. O governador ressalta, ainda, que os cursos são gratuitos, o que já é um grande passo para quem não podia pagar pelas aulas. “Na minha geração, poucas pessoas podiam

ter acesso a inglês porque era muito caro, mas hoje oferecemos os cursos que ninguém precisa pagar nada. Fico muito feliz, como governador, em dar essa oportunidade a esses jovens”, completou.

FORMAÇÃO

Com a presença do governador Omar Aziz, autoridades, alunos e professores, foi lançada a segunda etapa do programa que oferece o ensino de um segundo idioma para jovens Os alunos Isabele Araújo, 14, e Rafael Andrade, 14, da Escola Estadual Prof. Antônio Maurity Coelho participam da segunda turma. “Interessei-me e fui atrás, porque é sempre bom estudar. Oportunidades como essa não acontecem todos os

dias – é um privilégio poder aprender um idioma que vai ser bom para o nosso futuro”, disse Isabele. Já Rafael diz que o comprometimento dos professores também ajuda no interesse pelas aulas. “Esse é um dos melhores trabalhos que teve aqui no Amazonas para a educação. Eu só sabia o básico, mas os professores são muito empenhados”, declarou. Futuro O titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Rossiele Silva, disse que o programa foi pensado para a Copa do Mundo, mas que os benefícios continuarão futuramente, tanto para o Estado, quanto para os alunos. “O primeiro ano de formação do programa começou pensado na Copa, já que queríamos promover pessoas um pouco mais preparadas com a língua inglesa. No entanto, o programa não é somente de aulas de inglês, mas um curso que fala sobre o Amazonas”. DIEGO JANATÃ

Esforço internacional A Malásia informou na sexta-feira, 21, que China, Japão e Reino Unido também vão se juntar aos trabalhos de busca feitos até o momento por Austrália, Estados Unidos e Nova Zelândia. Entretanto, a chegada do ciclone Gilian ao Índico pode comprometer as operações. O Boeing 777-200 de Malaysia Airlines fazia a rota Kuala Lumpur-Pequim e desapareceu do radar cerca de 40 minutos depois da decolagem. Desde então, não se sabe nada sobre ele. Governador Omar Aziz participou da aula inaugural de curso que beneficiará jovens do AM


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Desce o pano, rápido Quanto mais se aproxima do fim, 2014 perde a sua força mística. Energizado artificialmente há 7 anos, a partir do feitiço internacional do futebol, disseminou-se a crença de que neste ano o Brasil, enfim, chegaria ao futuro que ele próprio imaginou em berço esplêndido. Até 2014, o Brasil avançaria em tudo que está atrasado. Chegou-se a vaticinar a realização de 40 anos de obras em quatro, à maneira de Juscelino Kubitschek, que fez uma cidade em cinco. A própria mídia, sempre disposta a propagar sua dose de otimismo todo dia, cansou de insistir na feitiçaria, porque, afinal, precisa mais de fatos e menos de boatos. Só em pensar em fazer 40 anos em quatro, instalou-se um cansaço geral. É muito suor, mesmo para homens de boa vontade. Uma das 12 cidades-sede, Manaus, por anúncio da prefeitura e do governo do Estado, abandonou, ou postergou por mais 40 anos, suas revolucionárias intervenções no caos histórico da sua ocupação do solo e da mobilidade urbana. O transporte rápido (BRT) municipal viu ameaçada sua viabilidade mais de uma vez e o monotrilho estadual desafinou em seu discurso monocórdio sem convencer a ninguém de sua eficácia e eficiência e sem crédito bancário e das agências sociais. A capital amazonense parece ter-se contentado com a Arena da Amazônia, inspirada no trançado da artesania indígena, mas sempre comparada ao Ninho de Pássaro das Olimpíadas que se realizaram na China. O aeroporto está sendo ampliado, menos mal, embora não se saiba como sair de lá nem para onde. Quanto ao porto, o turista será recepcionado em território que perdeu todo o seu encanto, principalmente em qualidade urbana. As outras 11 cidades-sede também tropeçam nas próprias pernas. O ano de 2014 mal começou e já quer ser esquecido.

“Sem Tiririca, Brasília mica!” Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou, na sessão de quintafeira (20), cinco minutos do tempo de propaganda partidária gratuita do PR na TV, o partido do senador Alfredo Nascimento ((PR-AM). E sabe de quem é a culpa? Do deputado Tiririca. A corte entendeu que houve promoção pessoal do deputado federal Tiririca (PR-SP) na propaganda veiculada na televisão em novembro e dezembro de 2013, que também envolve o senador “potiguar do Amazonas”, quando o deputado diz que “sem o Tiririca, Brasília mica”. “Parô, abestado”! No fim da propaganda em questão, Alfredo Nascimento se despede e a tela fica preta, parecendo que a gravação vai terminar. Tiririca surge, então, de repente, usando vários dos seus bordões. — Parô, parô, parô! Quase eu não alcanço vocês. Abestado! Vocês pensaram que eu não ia falar, era? O Tiririca quer falar. Eu preciso falar. Parô, parô, parô! Abestado! Tem que me aguentar O deputado Tiririca avisa que continua na política e dispara: — Eu preciso falar. Eu quero falar com a boca mesmo. Vocês têm que me aguentar, galera tem que me aguentar. Porque, sem o Tiririca, Brasília mica. A bronca da Abinee Não podia ser diferente. O presidente da Abinee, Humberto Barbato, já deu sua cutucada depois que a PEC da Zona Franca foi aprovada no primeiro turno.

Ele manda dizer que as empresas em polos industriais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco “não sobrevivem sem a prorrogação para a Lei de Informática (8.248/91).

prorrogação para a Lei de Informática (8.248/91). A prorrogação da Lei de Informática está prevista em um projeto de lei – 6.727/13 – e tem um prazo bem menor: 10 anos a partir de 2019, quando ‘vence’ a lei 8.248/91. Quer igualdade A tramitação em PL, e não junto na mesma PEC, é uma das queixas da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. — Queremos igualdade de tratamento para os incentivos. Além do mais, PEC não pode ser vetada, enquanto lei pode –, lamenta Barbato. Famigerada marcha Como estamos cansados de saber, o problema do Brasil é falta de memória. Saudosistas da ditadura estão tentando reeditar, 50 anos depois, a famigerada Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Foi esse movimento que jogou o Brasil na mais escura noite de sua história, a ditadura militar. Vade retro Naquele 1964, a marcha foi às ruas, liderada por segmentos das classes abastadas e de alguns estratos da classe média tradicional da cidade de São Paulo. Todos a favor da intervenção militar contra o governo constitucional de João Goulart.

Fica difícil Barbato diz que o governo apoia os 50 anos para o PIM, mas será difícil garantir a

Deu no que deu. E ainda tem gente querendo repetir a dose!

APLAUSOS

regi@emtempo.com.br

Faz escuro Empresas contratadas para realizar as obras do programa Luz Para Todos no Amazonas estariam paralisando os trabalhos por não receber as medições da Eletrobras Amazonas Energia. Agora, com a interferência do Sindicato das Indústrias de Instalações Elétricas de Manaus, o programa será paralisado no Estado. Demissões Algumas empreiteiras e fornecedores estariam “à beira da falência”, com os salários atrasados desde o mês de fevereiro. Com isso, também está havendo demissão em massa. Mais de 1,1 mil trabalhadores já teriam sido dispensados. Medo de fraude A pergunta já foi feita por CONTEXTO. O Bradesco se comunica com seus correntistas usando a internet? O departamento de marketing deve responder, porque estão chegando mensagens com a logo do banco e ninguém responde — ou segue a orientação –, com medo de se tratar de uma fraude. Último torpedo O último e-mail enviado pelo Bradesco informa ao cliente que “o período de uso das suas chaves de segurança Bradesco expiraram, para continuar utilizando o mesmo cartão de chaves e os serviços Bradesco tais como caixas eletrônicos, Fone Fácil e Internet Banking será necessário realizar o recadastramento”.

VAIAS

Corrupto na cadeia

Regi

Marcha da Família DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para o STF, que determinou a prisão do deputado federal Asdrúbal Bentes, que trocava esterilização cirúrgica por votos. Quem sabe se a Justiça colocar, vez por outra, um ficha-suja na cadeia, a gente acaba com o rebanho de corruptos da política brasileira.

Para a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que agride os princípios da democracia vivida em sua plenitude pelo Brasil e reedita um momento tenebroso da história do país.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Do acaso para o ocaso Já na Idade Média, lá pelo século 12, filósofos vinculados à Igreja, à frente santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, diziam que não há acaso verdadeiro, pois para que ele ocorra precisa, como pressuposto, que haja ordem anterior para sustentá-lo. Essa convicção levou à definição do acaso como “o encontro ‘fortuito’ de duas séries ‘ordenadas’ de causas”. Com este posicionamento, a intenção dos pensadores católicos era claramente a de inviabilizar qualquer tese que intentasse valorizar a casualidade, em detrimento do ato criativo planejado, instituído pela inteligência divina. E assim foi, posto que, subjacente à casualidade, estava a ordenação inteligente das causas que apenas se cruzariam por mero azar. Para melhor compreender, imagine-se um acontecimento tido como casual, por exemplo, um tijolo que cai acidentalmente de um prédio e destrói a capota de um carro: nisto, que chamamos de acidente, está presente a ordem que presidiu a fabricação do tijolo, a gravidade, que tem status de lei, e todo o projeto que orientou a fabricação ordenada do automóvel e sua colocação naquele local. Faz muito pouco tempo que o Supremo Tribunal Federal julgou os réus do mensalão e a alguns condenou também pelo crime de formação de quadrilha. Ora, se uma sentença foi exarada pelo Supremo, supõe-se que seja definitiva e cabal, ou então o Supremo não será realmente supremo, mas apenas superável, temporário e provisório. Diz-se agora que a mudança da condenação em absolvição aconteceu em decorrência de mera casualidade: ministros se

aposentaram (tinham votado pela condenação dos “quadrilheiros”) e o quadro de juízes tinha que ser restaurado em seu número; foram então nomeados (pela “Presidenta”) novos ministros que, “por acaso”, já tinham convicção oposta àquela dos que vieram a suceder. Este fato, somado à presença de outras figuras tipo Dias Toffoli (que já fora advogado do PT e cumprira a exigência de “notório saber jurídico” ao ser reprovado em dois concursos para juiz de 1ª instância) e ainda à esdrúxula disposição do Supremo, de aceitar que uma recente decisão sua, como última e extrema corte de justiça, também designada como Suprema Corte, possa ser superada, inaugurando assim a possibilidade de uma sucessão ilimitada de decisões. Quem acompanhou todos os capítulos da novela “Mensalão” e tem pelo menos um olho para ver, percebe claramente o que aconteceu. Provou-se que a força da Política é praticamente ilimitada. Mantida a mesma sistemática de condução aos cargos de ministro do Supremo, ou seja, nomeação direta pela Presidência da República, exigida apenas a ratificação pelo Senado, onde também prevalece a força do presidente e mantido o PT como partido detentor do poder, e logo, logo, teremos um tribunal em que nada será julgado contra os interesses desse grupo político. É apenas uma questão de tempo e paciência, para pouco a pouco formar o tribunal que lhes convém. Afinal, para quem detém o poder político, não faltarão Toffolis, Barrosos, Levandowskis, Zavasckis e assemelhados.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Mantida a mesma sistemática de condução aos cargos de ministro do Supremo, ou seja, nomeação direta pela Presidência da República, exigida apenas a ratificação pelo Senado, e logo, logo, teremos um tribunal em que nada será julgado contra os interesses desse grupo político”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Nada a declarar

Esse negócio de mamar e chorar não pode acontecer. Vi nas revistas que uma das lideranças que comandam toda a oposição ao governo federal recebeu só numa empresa estatal R$ 30 milhões em emendas. Tem cargos. Lá comigo mesmo tem cargo, quando eu era ministro. E está lá liderando uma oposição ao governo federal

José Sérgio Gabrielli, que presidia a Petrobras quando a refinaria em Pasadena (EUA) foi comprada, não pretende comparecer diante da comissão externa criada no Congresso para investigar denúncias de irregularidades em contratos da empresa. Gabrielli tem dito que já prestou todos os esclarecimentos sobre o negócio ao Senado. Nos órgãos que investigam a compra, o ex-executivo manterá a defesa que tem feito: a de que o negócio era vantajoso segundo os dados disponíveis na época. Macro Diretores da Petrobras dizem que, na reunião do Conselho de Administração que discutiu em março de 2006 a compra da refinaria do Texas, nenhum dos conselheiros levantou dúvidas sobre cláusulas específicas do contrato – que ainda não estava finalizado. Macro 2 A discussão naquela época foi apenas sobre se era correta a estratégia de a Petrobras adquirir refinarias no exterior, que já havia sido definida desde 1999. Pós-furacão A reunião do conselho da Petrobras da última sexta-feira ocorreu sob um clima de nervosismo. O encontro, que costuma durar uma hora e meia, se estendeu por três horas. Maracujina O almoço foi interrompido diversas vezes, com saídas da presidente Graça Foster da sala de reuniões para o seu gabinete. Último a... Quando foi consultado por Aloizio Mercadante (Casa Civil) sobre o escolhido para o Ministério do Turismo, na tarde do dia 13, o presidente do PMDB, Valdir Raupp, pensou

tratar-se de Vinícius Lummertz, secretário-executivo da pasta e ligado ao PMDB catarinense. ... saber O presidente da sigla aprovou a indicação e disse que o novo ministro teria o apoio de parte da bancada da Câmara. Só depois soube que o Planalto escolhera Vinícius Lages, defendido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (AL). Cara... O silêncio brasileiro diante da crise entre Rússia e Ucrânia na Crimeia e a cautela do governo em relação aos protestos na Venezuela foram pautados pelo mesmo motivo: a economia. ...diplomacia O Itamaraty calcula que, caso embarque na censura dos EUA à Rússia, será pressionado também a impor sanções comerciais ao país, o que contraria interesses do país. Papagaios No caso da Venezuela, além da afinidade política com o chavismo, pesaram apelos feitos por empresários com atuação no país vizinho para que o governo não endurecesse o discurso contra Nicolás Maduro.

Papagaios 2 Gestores privados temem que o presidente venezuelano freie o pagamento de dívidas com as empresas brasileiras. Território O governador Geraldo Alckmin vai insistir em convencer o Vale do Paraíba do acerto do projeto de interligação da bacia do rio Paraíba do Sul ao sistema Cantareira para conter a crise hídrica na Grande São Paulo.

Antônio Andrade, deputado, ex-ministro da Agricultura, atacou o correligionário e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sem citá-lo nominalmente, acusando-o de atuar à frente de um “blocão” na Câmara contra Dilma Rousseff, enquanto se beneficia de emendas liberadas por ela.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br

DIEGO JANATÃ

Sola de sapato O tucano recebeu na quinta-feira passada deputados da região e volta amanhã a São José dos Campos para dialogar com os prefeitos do Codivap. Nota só Aliados de Alexandre Padilha (PT) dizem que o précandidatoa ao governo paulista vai aproveitar as falhas no metrô e na CPTM nas últimas semanas para voltar a atacar a “falta de planejamento” no setor. Passar bem Ainda que consiga rever na Justiça Eleitoral sua inelegibilidade, a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, não terá legenda do DEM para disputar a reeleição.

Tiroteio

Quanto mais abduzidos pela tecnologia de comunicação mais sofisticada, mais professores e alunos sentem-se passageiros de uma máquina do tempo, em viagem programada para uma zona sem códigos de referência. Não é o passado. No passado, havia o respeito que reivindicam e até o salário, que nunca foi lá essas coisas, era aceitável

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Aécio apoia a CPI porque está incomodado com os ataques de Campos ao governo. Isso é uma disputa interna na oposição.

José

DO MINISTRO PAULO BERNARDO (COMUNICAÇÕES), sobre o presidenciável tucano defender a investigação da Petrobras, que não é consenso no PSDB.

A celebração litúrgica da solenidade de são José leva cada ano milhares de pessoas às ruas, praças e igrejas. As novenas em sua honra e para pedir sua intercessão estão em alta e arrastam multidões. O próprio papa, no inicio de seu pontificado, em um desses gestos, que marcaram e se tornaram simbólicos, introduziu a invocação a são José, o esposo de Maria, na oração Eucarística, ponto de chegada e de partida de toda a vida da Igreja, pois aí se faz a memória da morte e ressurreição de Jesus, que é a fonte de sua vida e missão. Muito se pode dizer a respeito de são José e, a produção teológica a seu respeito é imensa existindo inúmeras associações ao redor do mundo que organizam simpósios e congressos para aprofundar a participação deste homem, simplesmente chamado de justo, na história da salvação. É esta palavra, justo, que o descreve melhor e aponta tanto para a sua missão quanto para a sua personalidade. O evangelho nos diz que ele decidiu deixar sua noiva em segredo, porque era justo. Ora, a Justiça da época exigia outra coisa. Mulheres adúlteras, e assim Maria poderia ser considerada, pois engravidara de alguém que não era nem seu noivo e nem seu marido, deviam ser apedrejadas. Bastaria uma denúncia de José para que isto acontecesse. Surpreendentemente decide o contrário. A partir daí o que poderia acontecer com Maria foge do seu controle, pois ele mesmo poderia ser acusado de ter avançado o sinal e a ter abandonado. A sua justiça é a da misericórdia e a da solidariedade. Ela não é a justiça dos doutores da

Contraponto

Diário extraoficial Um grupo de deputados e senadores viajou à estação brasileira na Antártida na semana passada. Num jantar no navio da Marinha, o deputado Jeronimo Goergen (PP-RS) brincava de distribuir ministérios aos presentes. – Jorge Viana vai para a Casa Civil – disse ao petista. “Nomeou” um brigadeiro para a Defesa e chegou a vez de designar Paulo Quartiero (DEM-RR), líder dos arrozeiros que resistiram à criação da reserva Raposa Serra do Sol em 2008 e que teve denúncia arquivada pelo STF. – E tu, Quartiero, vai ficar com Direitos Humanos! Todos riram, exceto o próprio deputado, constrangido. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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lei e dos fariseus, pois a supera e vai além. Com esta postura José mostra-se preparado para aceitar o Mistério. Em sonhos, isto é, na intimidade, no mais profundo do seu ser, José é avisado do que está acontecendo. Foi escolhido para participar do mistério da encarnação. Para os que creem em Cristo este é o mistério fundamental da ação de Deus no mundo. Deus se faz homem em plenitude com todas as consequências, e isto significou fazer-se criança necessitada de carinho, de cuidados, de limites, de educação, enfim necessitada de um pai como qualquer outra criança que nasce débil e carente e que não sobrevive sozinha. Missão sublime a de José, missão exigente e comprometedora que só poderia ser exercida por um justo. É interessante que não é chamado de santo nem de perfeito, mas de justo. Precisamos de José como padroeiro e protetor e por isso a Igreja se confiou a ele. Mas precisamos também como modelo num mundo de crianças abandonadas e sem pai, às vezes por causa da pobreza e da miséria, às vezes por causa do excesso de bens e de consumo, às vezes por irresponsabilidade dos que geram vida sem medir consequências. O amor é exigente, a geração da vida traz compromissos, somos todos responsáveis uns pelos outros. Só a misericórdia transformada em justiça nos abre para o mistério da vida e da graça atuante na história. Valei-nos são José, abrindo o nosso coração e a nossa vida para o Mistério, escondido nas manjedouras, nas carpintarias, nos barrancos, nas várzeas e nos becos obscuros de nossas cidades.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Mulheres adúlteras, e assim Maria poderia ser considerada, pois engravidara de alguém que não era nem seu noivo e nem seu marido, deviam ser apedrejadas. Bastaria uma denúncia de José para que isto acontecesse. Surpreendentemente decide o contrário”


Política

MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

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Novatos foram os mais presentes no interior DIVULGAÇÃO/ASSESSORIA

Nos últimos 3 anos, entre os 24 deputados, os de primeiro mandato se destacaram em viagens aos municípios do AM

Deputado José Ricardo (PT) chegando ao município de Anori (a 194 quilômetros da capital). Em 3 anos de mandato, ele afirma ter visitado os 61 municípios do interior e escutado seus anseios

O

s deputados estaduais que cumprem primeira legislatura na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) foram os mais presentes em viagens ao interior do Amazonas. Um dos campeões de visitas foi o novato José Ricardo (PT), que em 3 anos de mandato conheceu os 61 municípios do Amazonas. Abdala Fraxe (PTN) e Cabo Maciel (PR) também encabeçam a lista dos que mais viajaram. Segundo José Ricardo, para que um deputado estadual possa desempenhar seu papel com mais firmeza e compromisso é preciso que ele tenha conhecimento da real situação de cada região do seu Estado, independentemente de nicho político ou questões partidárias. Nos 3 anos de mandato, o petista realizou 140 viagens, sendo que 32 em 2011, 44 em 2012, 53 em 2013 e 10 já neste ano. “Tem regiões que viajamos umas três vezes por ano. É importante que cada parlamentar possa conhecer todo o seu Estado, pois não somos deputados apenas da capital”, ressaltou. Para custear esse roteiro, o deputado reforça que utiliza a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), que é de R$ 22,8 mil e que cada parlamentar recebe todo mês para gastar com despesas de combustível, transporte e demais necessidades. Na última eleição para deputado estadual, em 2010, quando se elegeu para a Aleam, José Ricardo teve apenas 4,9 mil oriundos do interior do Amazonas. Em cada viagem, o parlamentar afirma que realiza um levantamento dos problemas básicos encontrados em cada região. “Costumo visitar os serviços essenciais como

hospitais e escolas, e após retornar faço requerimentos às secretarias estaduais para tentar solucionar o problema. Quando a questão é mais grave, aciono até o Ministério Público do Estado”, declarou. Outro novato viajante é o deputado estadual Abdala Fraxe (PTN), que em sua primeira legislatura na casa já afirmou conhecer 57 municípios do Estado. Segundo o parlamentar, antes mesmo de assumir o seu primeiro mandato, ele já fazia viagens ao interior e as idas só aumentaram após se tornar deputado, realizando viagens semanais aos municípios. “Nessas viagens temos contato com a realidade do povo

TRAJETO

Dos 24 deputados estaduais da Assembleia, boa parte é composta de novatos. Esses, conforme relatos à reportagem, já visitaram quase todos os municípios do interior, que somam 61 ribeirinho e trazemos na bagagem os reclames e as necessidades para interceder por eles junto aos governantes, na tentativa de resolver os problemas. Como foi o caso do município de Humaitá, quando fomos pessoalmente ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) solicitar obras de manutenção da BR-319, nas proximidades do município. Casos como o de São Paulo de Olivença, onde cobramos do governo federal o recurso prometido quando a cidade teve a frente desbarrancada, entre tantos outros pleitos que trouxemos”, disse, ao ressaltar que foi o parlamentar que mais viajou pelo

Centro de Cooperação Técnica para o Interior (CCoti). Segundo Fraxe, apenas os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, Pauini e Boca do Acre é que ainda não foram visitados por ele. No mesmo patamar está o deputado Cabo Maciel (PR), que também na primeira legislatura já visitou mais de 40 municípios. Neste fim de semana, ele deverá visitar cinco municípios. “Costumo atuar sempre na área de segurança, as delegacias, presídios, mas também procuro dar uma atenção para áreas de educação e saúde. No fim, faço um relatório e encaminho aos secretários das pastas. Temos feito audiências públicas em municípios para dar um retorno à comunidade. É muito importante que os parlamentares conheçam o seu Estado”. Outro visitante do interior é Orlando Cidade (PTN). Segundo ele, nos últimos 3 anos ele percorreu mais de 45 municípios, principalmente para discutir questões voltadas à Comissão de Agricultura que preside na Assembleia. Nas últimas eleições, 75% da votação do parlamentar foram de eleitores do interior. “Mas, independentemente de regiões onde tive expressividade de votos tenho feito um trabalho de fiscalização e apoio, principalmente na questão agrária. E desses encontros realizo indicações para secretarias”, disse. Líder do PROS na casa, Sidney Leite, que também está na primeira legislatura, declarou que tem um vasto conhecimento no interior, pois já foi prefeito em Maués, e também presidiu a Associação Amazonense dos Municípios (AAM). Ele destaca que a presença do parlamentar no interior é importante para acompanhar os trabalhos e investimentos do governo federal e do Estado

nas ações de desenvolvimento em cada região. Leite declarou também que nos últimos meses acentuou as viagens ao interior devido ao trabalho da CPI da Telefonia. “Eu sempre tive essa ligação com a nossa região. Sou uma pessoa que vim do interior para capital e sei das necessidades que os municípios precisam. Por meio de visitas parlamentares minhas fiz fiscalizações rigorosas em ações do programa Luz Para Todos. Prontifiquei-me também em colaborar na questão da fiscalização de juízes no interior”, afirmou. Trabalho constante Marcelo Ramos (PSB) que entrou na Assembleia após um primeiro mandato como vereador, destacou que 80% do seu eleitorado está na capital, mas que ainda assim mantém uma constante agenda no interior. O parlamentar destaca que só não conhece uma região no Alto Rio Negro e uma pequena area no Juruá, mas que pretende dar continuidade às visitas neste ano também. “Isso é um trabalho constante que todo parlamentar deveria fazer, sem definir questão política ou partidária. É uma obrigação nossa conhecer a região”, enfatizou. Também estreante na Aleam, Tony Medeiros (PSL) declarou conhecer 50 municípios do Amazonas. Presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Defesa Civil da Assembleia, ele ressaltou que têm visitado além dos municípios, várias regiões que tem buscado a emancipação. “Eu também sou um parlamentar que vim do interior, de Parintins, e é claro que àquela região eu tenho dado uma atenção maior, mas me mantenho vigilante das demais areas, até por conta da atuação da comissão que presido na Aleam”, disse.

Veteranos também têm história Ricardo Nicolau (PSD) afirma conhecer 40 cidades do interior e, que, constantemente, tem feito visitas às regiões do Amazonas. A prioridade do deputado é identificar as necessidades do município com apoio de lideranças locais, dialogar com a população e, em conjunto, estudar as providências que ele pode tomar enquanto parlamentar para buscar soluções. Adjuto Afonso (PP) disse que ao longo de sua trajetória política sempre priorizou suas ações no interior. Seu primeiro projeto de lei foi voltado para a área extrativista, incentivando a geração de emprego e renda nas regiões interioranas, por meio da criação de uma “subvenção econômica” aos seringueiros, paga pelo governo do Amazonas por quilo de bor-

racha produzido, que posteriormente foi estendido aos produtores de juta e malva e, recentemente, à piaçava. Conceição Sampaio (PP) também se diz bastante participativa no interior. Ela destaca que sempre se manteve à frente da defesa da mulher e da família e tem realizado um trabalho constante no interior. Em seu quarto mandato, Marcos Rotta (PMDB) já visitou 52 municípios do Amazonas. Entre os projetos voltados para o interior, ele tem contribuído muito na defesa do consumidor, por meio da comissão que ele preside na Aleam. O resultado disso, entre os projetos aprovados em vigência está a Lei Estadual das Filas, que foi uma solicitação feita por alguns dos representantes dos municípios já visitados. HUDSON FONSECA/ALEAM

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

Marcos Rotta e Sidney Leite, no município de Itacoatiara


Política

MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

Votação do Marco Civil será destaque na Câmara

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

A ação de criminosos... envergonha a nossa sociedade” DILMA ROUSSEFF sobre o clima de insegurança dos cidadãos do país que ela preside

General teme cassar condecoração de mensaleiros Já não se fazem chefes militares resolutos, como antigamente. O comandante do Exército, general Enzo Peri, ainda se finge de morto para não cumprir o que determina o decreto 4.207/02: cassar a Medalha do Pacificador, conferida aos mensaleiros José Genoino, João Paulo Cunha (PT) e Valdemar Costa Neto (PR), todos cumprindo pena de prisão por corrupção, em sentença transitada em julgado. Batalha sangrenta O general Enzo teme a mais apavorante batalha: encarar Dilma, caso cumpra o decreto, cassando a condecoração dos meliantes petistas. Tá louco? Eu, não! Segundo fontes militares, o general Enzo Peri não conseguiu que seu chefe, ministro Celso Amorim (Defesa), levasse o assunto a Dilma. Vergonha Mantendo a honraria aos meliantes, o general os nivela, por exemplo, a Sérgio Vieira de Melo, falecido herói brasileiro na luta pela Paz mundial. Me erre Indagado com insistência, por meio da assessoria, o general Enzo não informa se cumprirá o decreto, cassando a medalha dos mensaleiros. Cerveró assessorou petista em ‘novos negócios’ O operador da compra superfaturada da refinaria de Pasadena, Nestor Ceveró, indicado pelo senador amigo Delcídio Amaral (PT-MS) para a Petrobras, assessorou o “desenvolvimento de novos negócios” quando a estatal era chefiada por José Eduardo Dutra, ex-presiden-

te do PT. Ele se envolveu em temas internacionais e na negociação de acordos e contratos, quando nasceu o “negócio da China”: a compra da refinaria. Nós, os otários A belga Astra Oil comprou a refinaria por US$ 42,5 milhões, em 2005, e vendeu 50% dela à Petrobras, em 2006, por US$ 360 milhões. Chame o ladrão A negociata seria ainda mais danosa: uma cláusula marota obrigaria a Petrobras a comprar da Astra Oil os outros 50%. Por US$ 860 milhões. Unidos na causa A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) virou fã do ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE: “Ele é feminista de carteirinha”. 100% PMDB Apesar do interesse tucano, o PMDB pode ter “chapa pura” em Minas: Clésio Andrade governador e Leonardo Quintão vice. O ex-ministro Antonio Andrade, que retoma a presidência do partido, corre por fora. O homem que calculava Antes de ser preso por lavagem de dinheiro, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa pretendia construir com dólares e reais quatro minirrefinarias de sua empresa REF, num investimento de R$ 1 bilhão. Déjà vu O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não perde tempo. A Câmara mal abriu mão de indicar cargos, ele se antecipou e puxou da cartola Luciano Barbosa, ex-prefeito de Arapiraca, como no governo FHC.

PODER SEM PUDOR

Aluguel de capital O falecido vice-presidente José Alencar contou certa vez que ainda era jovem quando pediu empréstimo ao irmão para abrir o próprio negócio, pagando-lhe juros de 1,5% ao mês. Um amigo, na época, ficou escandalizado: - É crime! A Lei de Usura do Getúlio Vargas, de 1933, limita os juros a 1%! Alencar tentou renegociar, mas o irmão desqualificou a “usura”: - Não são juros, é o aluguel que você paga pelo uso do meu dinheiro...

Jornalista

Projeto poderá ser votado na próxima terça-feira na casa. Governo concordou em fazer pequenos ajustes no texto GUSTAVO LIMA / CÂMARA DOS DEPUTADOS

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Os alvos O “blocão”, que agora se restringe a PMDB, PSC, PTB e PR, além da oposição, marcou almoço, na terça (25), na residência de Paulo Pereira (SDD). Na pauta, Marco Civil da Internet e denúncias contra Petrobras. Sem papas A língua afiada do líder do PR, Bernardo Santana (MG), ganha fama. Em reunião no Ministério dos Transportes, o deputado Fernando Giacobo (PR-PR) pediu uma cadeira mais baixa para Santana tocar os pés no chão. “O que alcança o chão é sua língua”, provocou. Périplo Na tentativa de fazer frente à pressão do governador Ricardo Coutinho (PSB) sobre prefeitos, o PSDB tem realizado maratona de reuniões em municípios da Paraíba para reforçar candidatura própria ao governo. Inconfiável O PMDB-RN ainda teme fechar acordo com a exgovernadora Wilma de Faria (PSB) para disputar o Senado, com Henrique Alves para governador. Segundo peemedebistas, ela já o traiu três vezes. Em obras O Itamaraty esclarece que presidente Dilma optou por hotel de luxo no Chile, em vez de ficar de graça na espaçosa residência do embaixador, porque prédio passa por reforma. Está em obras, mas funcionando. Pensando bem... ...Dilma avalizou a compra à vista uma refinaria pelo preço inteiro, e garantiu um escândalo em suaves prestações até a eleição de outubro.

Proposta do Marco Civil da Internet estabelece direitos aos usuários e deveres dos provedores

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votação do Marco Civil da Internet é o destaque do Plenário da Câmara dos Deputados nesta semana. Os deputados já começaram a discutir o substitutivo do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) ao projeto de lei 2.126/11, do Poder Executivo. A fase de debates continuará na terça-feira (25), com a posterior votação. Depois de encontros do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, com líderes partidários, com o relator e com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o governo concordou em fazer ajustes no texto para viabilizar a votação. Molon deverá apresentar mudanças no trecho que permite a regulamentação da neutralidade da rede por

decreto. Ele pretende deixar claro que o regulamento das exceções à neutralidade (serviços de emergência e por razões técnicas) deverá seguir a determinação constitucional de “fiel execução da lei”. A oposição tem criticado essa possibilidade de regulamentação por entender que o governo poderá usar o decreto para distorcer a neutralidade da rede. Ponto mais polêmico do texto, a neutralidade de rede determina que os usuários sejam tratados da mesma forma pelas empresas que gerenciam conteúdo e pelas que vendem o acesso à internet. Ficará proibida a suspensão ou a diminuição de velocidade no acesso a determinados serviços e aplicativos e também a venda de pacotes segmentados por serviços – só redes sociais ou só vídeos, por exemplo. Outro ponto que será mu-

dado pelo relator é a retirada da obrigatoriedade de uso de data centers no Brasil pelas empresas para armazenar dados de navegação realizada no país. O governo aceitou que os dados possam ser armazenados no exterior, mas o acesso a eles por ordem judicial deve seguir as leis brasileiras. Outras pautas Ainda na terça-feira, os deputados podem analisar, redação final do novo Código de Processo Civil (CPC - PL 8046/10). Com o término da votação dos destaques apresentados ao texto do relator Paulo Teixeira (PT-SP), no último dia 12, a comissão especial que analisou o tema consolidou o projeto, incorporando emendas de redação. Após essa votação, o projeto retornará ao Senado para nova votação.

Projetos tramitam com urgência Em sequência, o Plenário pode começar a votar outros projetos que tramitam com urgência constitucional. Entre os projetos que trancam a pauta destaca-se o Projeto de Lei Complementar (PLP) 328/13, do Executivo, que destina ao programa Minha Casa, Minha Vida a multa extra de 10% dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no caso de demissão sem justa causa.

Essa multa tinha sido extinta pelo Congresso por meio do Projeto de Lei Complementar 200/12, vetado pela presidente Dilma Rousseff em julho de 2013. O veto foi mantido em 17 de setembro, mesma ocasião em que o governo enviou o PLP 328/13 como parte de estratégia para convencer a base aliada a manter o veto. Está pautada ainda a PEC 111/11, da depu-

tada Dalva Figueiredo (PT-AP), que permite aos servidores públicos dos ex-territórios federais do Amapá e de Roraima optarem por fazer parte de quadro em extinção da administração federal. A proposta vale para os admitidos entre outubro de 1988 e outubro de 1993, período entre a transformação dos dois territórios em estados e a efetiva instalação desses estados.


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

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Divaldo MARTINS

‘O juiz hoje EM DIA É MENOS semideus’

FOTOS: DIEGO JANATÃ

RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

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O profissional, quando atua na composição de conflitos públicos e privados precisa ter, primeiramente, consciência de que ele é um servidor público. Ele tem despirse dessa ‘síndrome de juízite’ que tanto faz mal à instituição”

onhecido pelos colegas como “ministro”, o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Divaldo Martins da Costa vai se aposentar após 21 anos de magistratura, no próximo dia 29, quando completará 70 anos. Natural do Acre, Divaldo se define como um “amazonense por adoção” e diz que ter sido trazido a Manaus pelos seus pais para concluir os estudos “foi a melhor coisa” que lhe aconteceu na vida. Divaldo se formou em direito em 1973 pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e desde lá não parou mais. Atuou como advogado de interesses privados e de empresas, como a Petrobras. Em 1993, ingressou na magistratura e foi o único advogado a compor por 8 anos o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), tendo atuado no órgão durante 4 anos como advogado e outros 4 anos como juiz de direito. No TJAM, atuou ao lado de três presidências: a da desembargadora Marinildes Costeira de Mendonça, de Alcemir Pessoa Figliuolo e a última, do desembargador Ari Moutinho, que conclui seu biênio neste semestre. Divaldo deixa o tribunal fazendo um alerta: é preciso priorizar o primeiro grau.

EM TEMPO - Quais condições o senhor acha indispensáveis para que o profissional do direito tenha uma conduta louvável? Divaldo Martins - O profissional, quando atua na composição de conflitos públicos e privados precisa ter, primeiramente, consciência de que ele é um servidor público. Ele tem que despir-se dessa “síndrome de juízite” que tanto faz mal à instituição. Segundo, ele tem que ter consciência de que trabalha numa area muito técnica, então deve buscar o aprimoramento, o estudo constante. É preciso ser extremamente técnico e exaustivamente ético.

EM TEMPO - Essa falta de isenção da Justiça, ou de consciência de que o magistrado também é um servidor, são fatores que têm contribuído para o desgaste da imagem desse poder perante a sociedade? DM - Há situações em que o direito é extremamente técnico, pouco usual, então as partes vão a juízo para terem um pronunciamento correto, técnico e isento e, quando isso não acontece, vem o desgaste do Judiciário que eu diria que ocorre por duas razões: primeiro, a falta de compromisso do magistrado como servidor público, como agente estatal responsável pela pacificação da sociedade. A jurisdição bem prestada pacifica a sociedade. Segundo, é esse compromisso de ser invariavelmente, sempre, o mais possível técnico e absolutamente ético. EM TEMPO - O que mudou na Justiça amazonense ao longo desses seus 21 anos de magistratura? DM - A mudança é exatamente o fato de que o cidadão já sabe que tem direitos e que deve bater à porta do Judiciário para fazer valer esses direitos. Durante a ditadura, o Judiciário passou a viver como um caramujo, voltado para si mesmo, sem se importar com o que se passava lá fora. Quando menos se esperava, houve a redemocratização do país, a eleição presidencial e a promulgação da Constituição, que corrigiu todas aquelas situações de falta de democracia, de falta de reconhecimento de direito, criando um elenco de garantias sociais, individuais. A partir disso, o Judiciário passou a conviver com uma demanda com a qual ele não estava preparado, criando uma crise no poder. EM TEMPO - Hoje, o senhor acha que o Judiciário já consegue atender a demanda? DM - Ele ainda não consegue atender porque a demanda cresceu com base nessas garantias, na proclamação desses direitos, na conscientização e politização da sociedade. O que aconteceu: surgiu uma explosão

de demandas e o Judiciário não cresceu na mesma proporção. Em outras palavras, o poder deveria ter mais quadros técnicos, mais quadros de juízes e de auxiliares. O Judiciário não poderia ser hoje, como é, o poder anão do governo, onde se carrega os menores recursos, as fatias mais insignificantes dos recursos públicos. EM TEMPO - O senhor viu de perto o nascimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse senso de “estrelismo” não dificultou ou dificulta o trabalho do CNJ? DM - O Conselho Nacional de Justiça foi muito rejeitado no início porque prevalecia, de fato, um espírito de estrelismo, de semideus. Ninguém aceitava a intromissão, mas ele também pecou porque veio com uma volúpia de achar que tudo estava errado. Hoje, o CNJ é um grande parceiro e tem promovido grandes colaborações com a Justiça por meio das políticas sociais, políticas de mutirões, de simplificações de procedimentos. Aqueles que ainda estão presos naquelas práticas do passado, obviamente não gostam. EM TEMPO - Durante a gestão da desembargadora Marinildes Lima, o senhor participou de um gigante projeto de regulamentação fundiária... DM - Nós estávamos assustados com a denúncia dos órgãos fundiários da União de que o registro de terras no Amazonas era um descaso, então nós fizemos uma grande correição nos cartórios imobiliários. Encontramos situações estarrecedoras, como a de um município que tinha propriedades rurais registradas com tamanho três vezes maior, em número de hectares, do que a própria circuncisão geográfica daquele município. Era como se o município tivesse três andares e meio. Tudo era uma falácia. Eram títulos ideologicamente falsos, mas verdadeiros porque eram emitidos por órgãos públicos. Fizemos a correição vendo o que era falso e o que era ver-

dadeiro. Adotamos a política do cancelamento de registro. Isso inspirou inclusive uma lei que hoje regulamenta a matéria. Fizemos o cancelamento do que equivalente a muitos milhões de hectares. Saneamos todo o registro fundiário do Amazonas. Me sinto satisfeito de ter colaborado com isso. EM TEMPO - O tribunal agora está dividido na discussão a respeito do aumento do número de desembargadores. Há quem defenda o fortalecimento do primeiro grau. De que lado o senhor fica? DM - Eu defendo o primeiro grau por conta daqueles desvios históricos dos tribunais. Os tribunais se encastelaram, achavam que os recursos deveriam ser todos só para eles, que suas necessidades eram inesgotáveis, não havia compromisso com o social. Mas, numa metáfora castrense, eu posso dizer que o primeiro grau é a infantaria, é o “Freud”. O segundo grau, é o generalato, fica por trás, fica na tenda. Não se ganha a guerra sem a infantaria, sem o “Freud”. Então é preciso que haja essa consciência pública. Essa consciência de interesse público, de prestigiar o primeiro grau e de dotá-lo de espaços adequados, de pessoal, de juiz, de separar o joio do trigo. EM TEMPO - E agora, quais seus planos para depois da aposentadoria? DM – Estou saindo com todo vigor físico, com a mente fértil, com mesma vontade de servir. Vou voltar no dia seguinte para a advocacia. Não agradei a todos, é claro, mas eu me impus ao respeito de todos porque eu sempre respeitei a todos. Todo mundo sempre dizia: “o Divaldo é um advogado cavalheiro, ético e intransigente, mas extremamente educado, um juiz independente”. Tem gente que não gosta disso. Muitos desembargadores não gostam, preferem o bajulador, aquele que corrompe, já eu prefiro o que critica.

O CNJ foi muito rejeitado no início porque prevalecia um espírito de estrelismo, de semideus (...). Hoje, o CNJ é um grande parceiro e tem promovido grandes colaborações com a Justiça”

Estou saindo com todo vigor físico, com a mente fértil, com a mesma vontade de servir. Vou voltar no dia seguinte para a advocacia. Não agradei a todos, é claro, mas eu me impus”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

‘Não houve salvadores da pátria’, diz Arthur Neto RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

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utor da peça inicial pela prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, o prefeito Arthur Virgílio (PSDB) afirma que “não houve salvadores da pátria” durante as articulações que viabilizaram a aprovação da matéria em primeiro turno na última quarta-feira (19). Para o tucano, foi tímida a participação do governo federal durante a batalha na Câmara, apesar da presidente Dilma Rousseff (PT) ter se comprometido com a PEC. Virgílio afirmou que, ao lado do governador Omar Aziz (PSD), acompanhará novamente a luta pelo segundo turno. “Eu sou contra a figura do salvador da pátria. Eu fui para lá porque, se não prorroga, como é que eu governo? Antes, havia reunido com o setor do comércio da construção civil da capital, ambos dizem que geram mais empregos um que o outro. Eu disse que não é verdade, quem gera empregos mesmo é a ZFM, que mantém a economia. Eu usei muito esse argumento”, disse. A maratona de visitas aos gabinetes dos líderes das bancadas que antecedeu a votação rendeu ao prefeito um desgaste

nas articulações do seu joelho direito, operado no início deste ano por conta de lesões. De volta à capital, Virgílio cancelou agendas externas para retomar às sessões de fisioterapia. Clima de tensão O clima de tensão prevaleceu durante as articulações que envolveram toda a bancada de

PRORROGAÇÃO

A PEC que prorroga os incentivos da ZFM por mais 50 anos foi aprovada com 364 votos em primeiro turno, precisando ainda passar pelo segundo turno da Câmara e pelo Senado Federal deputados federais amazonenses, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), além de Omar Aziz. Para Virgílio, a maior preocupação era fechar os acordos com as lideranças do Sul e Sudeste que queriam emplacar os incentivos do setor de informática e com Norte e Nordeste que brigavam pelas zonas

de livre comércio. “Foi preciso explicar exaustivamente, que nós não éramos contra as condicionantes das bancadas, até porque elas partem de um desejo semelhante ao nosso: de manter a geração de renda e de empregos promovidas por esses incentivos. Visitamos todos os líderes para falar isso”, afirmou. Para o prefeito, a participação do governo durante as movimentações pelo segundo turno não poderão ser “tímidas” como registrado na votação da última quarta-feira. “Eu acho que faltou um azeite na participação do governo. Agora, ele vai precisar ajustar todas essas reivindicações para garantir o atendimento a todas as bancadas, de alguma forma”, disse. A PEC que prorroga os incentivos da ZFM por mais 50 anos foi aprovada com 364 votos em primeiro turno, precisando ainda passar pelo segundo turno da Câmara e pelo primeiro e segundo turno do Senado. Lembrado por diversas lideranças durante a votação, Virgílio afirmou que deve voltar à Câmara junto a Omar para acompanhar as próximas articulações.

IONE MORENO

Prefeito diz que na aprovação da PEC da Zona Franca de Manaus, o esforço de todos os parlamentares foi fundamental

Prefeito disse que faltou um pouco de interesse do governo federal nas negociações da ZFM


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

IONE MORENO

Mercado de água mineral cresce 10% Economia B4

Ovos de Páscoa caseiros por um ‘dinheirinho’ extra IONE MORENO

A 29 dias do feriado cristão, o mercado autônomo aquece a produção e promete ser tão atrativo quanto as grandes redes

Assim como as empresas especializadas em produção de ovos de chocolates, empreendedores autônomos também buscam melhorar o sabor e o visual do produto, a fim de impulsionar as vendas

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om a proximidade do período pascal, época propícia às vendas dos chamados ovos de Páscoa, as grandes redes de supermercados e lojas especializadas se preparam para receber os mais variados públicos, com tamanhos, sabores e recheios dos mais diversos tipos na prateleira, Mas, esse tempo é também de oportunidades para pessoas empreendedoras que aproveitam para produzir e vender ovos de chocolate caseiros, e desta forma garantir um “dinheirinho” extra. Depois de perceber que, há quem prefira comprar e degustar os ovos da Páscoa caseiros, aqueles feitos longe das grandes fábricas, a servidora publica Clarinda Alencar, 45, aproveitou a oportunidade para lucrar com a festa cristã. É o primeiro ano em que ela se propôs a produz o tradicional doce da pascal. Ela tomou a decisão depois de combinar todos os passos com uma amiga. “Começamos a produzir há três semanas e já podemos perceber que tomamos a decisão certa”, afirma. De acordo com Clarinda, os ovos que faz em casa são de recheio mole, o que reduz o prazo de validade do produto para somente três dias. Contudo, a empreendedora destaca que os sabores escolhidos no processo produtivo das guloseimas são os principais

atrativos para que os seus clientes não deixem os ovos perderem a validade. Conforme a servidora pública, por enquanto, ela e sua parceira só produzem por encomenda. “Trabalhamos com brigadeiro, coco, nutella, cupuaçu com chocolate e m&m”, enumera. Para Clarinda, trabalhar na produção de ovos de chocolate neste período não representa sacrifício algum, uma vez que o prazer que sente na arte cozinhar fala mais alto. Sobre a expectativa para a quan-

ESTIMATIVA

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima que as vendas de ovos da Páscoa cresça 7,2% nesse ano, sobre igual período de 2013, que superou as vendas de 2012 em 10% tidade de produtos a serem vendidos, ela afirma que tem como meta alcançar até 500 unidades comercializadas. “É um número muito bom, mas caso as encomendas aumentem, esta quantidade pode alcançar até mil unidades de ovos vendidos”, afirma. Além dos sabores, os tamanhos e os valores dos ovos de Páscoa caseiros feitos pela servidora pública são os mais variados. Segundo ela, o grande (500g) ela vende por R$ 35, o médio (300g) por R$ 18 e o

pequeno (100g) custa R$ 13. Escala Diferente da iniciante no mercado de produção caseira, a comerciante Ana Cláudia, 43, está no seu quarto ano consecutivo produzindo e vendendo ovos de Páscoa. Com conhecimento de causa, para esse ano ela promete sair do patamar de pequena escala, pois produzia e vendia tudo sozinha. Ana Cláudia disse que para este ano está montando uma equipe para trabalhar na produção da iguaria. Ela espera reunir até sete pessoas comprometidas com o projeto e iniciar a produção dos doces nesta semana, a menos de 30 dias do feriado de Páscoa. O processo se dará como uma espécie de sociedade autônoma, uma vez que cada pessoa comprará parte dos materiais necessários como barras de chocolate, embalagens e itens de ornamentação. “No final, vamos montar pontos de venda e oferecer nosso produto”, detalha. A autônoma lembra que em anos anteriores obteve 100% de lucro com o trabalho. Para este ano as expectativas são boas, principalmente por conta do trabalho em equipe. Sobre a diversidade dos sabores, Cláudia destacou seus bombons feitos com recheio de frutas regionais, como cupuaçu, coco, castanha e nozes. O seu diferencial está na montagem de kits especiais voltados para presentear esposas, namoradas e crianças.

Empresas apostam em novidades Uma das poucas fábricas de chocolate de Manaus, a Bombons Finos da Amazônia, já está com o trabalho totalmente voltado para o período pascal bem adiantado, segundo afirma o gerente de marketing da empresa, Jorge Alberto. “Estamos trabalhando desde janeiro. Todas as nossas lojas já estão com produtos voltados para páscoa”, assegura. O alto número de encomendas, principalmente de empresas do Pólo Industrial de Manaus (PIM), obrigou a fábrica a aumentar seu quadro de colaboradores. “Já contratamos mais sete

pessoas para trabalhar neste período e pretendemos contratar pelo menos mais cinco”, informa. A Bombons Finos vendeu, no ano passado, mais de 70 mil ovos de Páscoa. Para este ano, Alberto diz que a meta da empresa é atingir a marca de 80 mil. De acordo com ele, neste período o acréscimo no número de vendas é tão grande que chega a superar os 100% em comparação a qualquer outro período do ano. O empreendimento produz uma grande diversidade de produtos e apresentará novas opções aos clientes.

“Esse ano vamos lançar quatro novos sabores de ovos de chocolate. Tem o de brigadeiro belga, o de chocolate branco com cookies, tem o de champanhe com morango e um com 0% de açúcar, com recheio de avelã”, destaca Alberto. Enquanto isso, a Oiram, outra fábrica amazonense de chocolate não vai produzir nada de específico para o período pascal. Segundo o proprietário Mário Oiram, as atenções estão voltadas à Copa do Mundo, onde promete apresentar uma grande variedade de produtos feitos com frutas regionais. IONE MORENO

ASSINATURA NOME Equipe EM TEMPO

Bombons Finos iniciou produção de ovos em janeiro e Oiram se prepara para Copa do Mundo


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Economia

Manaus no rumo de se to BRUNO IZIDRO EM TEMPO ONLINE

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produção de jogos virtuais no Amazonas vive uma boa fase estimulada por empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) como a Samsung, por exemplo, que investe na área, e também pelo surgimento de estúdios de criação como a Petit Fabrik. E este cenário tem incentivado a abertura de cursos que vão do técnico profissionalizante ao de pós-graduação, focados na formação de profissionais desenvolvedores de games. Com o mercado favorável à produção, o coordenador do recém criado curso de pósgraduação de Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), engenheiro de soſtware Jucimar Maia, aponta que o surgimento de cursos voltados para o segmento potencializará a capital amazonense como um polo de games. “Manaus tem potencial para se tornar um polo de desenvolvimento de jogos, uma vez que os cursos estão surgindo a fim de formar esse novo profissional”, avalia. O curso de Especialização da UEA abriu 40 vagas, sendo 25 para graduados em ciência da computação e 15 para designers. Com duração de 15 meses,

o curso terá uma carga horária total de 450 horas. Na grade estão disciplinas relacionadas à arte, programação, concepção de jogos e game design. As aulas iniciam no fim de março. Segundo Maia, o curso é inédito na região e pretende ir além de capacitação de profissionais para o mercado, uma vez que também incentivará o empreendedorismo entre os participantes. “Queremos que os alu-

NÚMEROS

20,5 BILHÕES DE US$

foi quanto arrecadou, em 2013, o mercado de games nos EUA, enquanto o cinema faturou US$ 10,5 bi nos saiam do curso formando startups ou pequenos estúdios que produzam os próprios jogos e movimentem mais o cenário da cidade”, salienta. Apesar da seleção de professores da UEA entre os membros da equipe, de acordo com Maia, será necessário importar especialistas de outras universidades, como do Estado de Pernambuco, que já possuiu um polo de desenvolvimento

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Demanda do polo industrial incentiva a criação de cursos para formar desenvolvedores especializados em jogos de games consolidado.

Profissionalizante Se o curso da UEA qualificará profissionais formados em programação ou design para o mercado de games local, os primeiros passos na área para quem ainda não saiu da faculdade podem ser dados em cursos profissionalizantes como o de Gamer Art, da escola Gracom Manaus. Há quase dois anos instalada à rua Guilherme Moreira, a Gracom é uma escola de artes visuais que tem em sua grade o curso de Gamer Art, voltado para arte e modelagem 3D em games, e estuda a possibilidade de ofertar curso de Gamer Dev, com foco em programação e criação de jogos. A instituição abre turmas de até 22 alunos para cursos com duração de 12 meses, o qual capacita o aluno em criação de arte 3D, como os programas 3D Max e Photoshop. O coordenador da escola, Rubens Bentes, explica que o curso não exige experiência na área. “Não é pré-requisito, mas ajuda bastante na hora de fazer o curso”, afirma. Ele diz que, cursos como esses são a porta de entrada para os futuros desenvolvedores e profissionais do segmento de jogos, uma vez que a maioria é formada por jovens de até 20 anos de idade.

Gracom é uma escola nacional de artes visuais cuja única sede na Região Norte está em Manaus


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ornar um polo de games O súbito interesse de empresas e profissionais na área de jogos não é à toa. O mercado de games no Brasil vem crescendo exponencialmente e faturando cada vez mais. Segundo dados da empresa de pesquisa de mercado GFK, as vendas cresceram 25% entre 2012 e 2013 somente na área de soſtware. Na de hardware (consoles), o crescimento foi de 43% de 2012 para 2011, o que gerou um aumento também no faturamento com a venda de jogos, de 11%. A análise da GFK aponta o mercado consumidor de games no Brasil como o mais forte se comparado a países do continente europeu como Inglaterra, Alemanha e Espanha. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) também divulgou dados positivos na área de jogos. Em 2013, mais de 1,3 milhão de consoles de videogames foram produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM). O faturamento no setor foi de R$ 799 milhões. Esses dados foram impulsionados com o início da fabricação de mais duas plataformas de videogames no PIM, o

Playstation 3, da Sony, e o Xbox One, da Microsoſt.

Mercado é ocupado por profissionais de fora Enquanto programadores e designers amazonenses ainda não se qualificam na área de games, o mercado de desenvolvimento de jogos em Manaus “cobre essa lacuna” com profissionais especializados de outros Estados e aos poucos procura se adaptar com o pequeno número de mão de obra local. Quando a Samsung anunciou a criação de um estúdio dedicado a desenvolvimento de

jogos mobile em Manaus, no fim do ano passado, a multinacional optou por também trazer profissionais de outras regiões. “Estamos colocando todos os nossos esforços para atrair profissionais qualificados, recrutando em Manaus, no resto do País e exterior”, disse, à época, a vice-presidente de Media Solution Center para América Latina da Samsung, Fiamma Zarife. O estúdio de games Petit Fabrik, por sua vez, trabalha

100% com profissionais da safra local que, mesmo sem uma formação específica em ga mes possuem experiências anteriores em desenvolvimento de jogos. O produtor executivo da Petit, Olímpio Neto, explica que, por ser uma área tão nova até mesmo para o mercado brasileiro, no geral é normal a falta de profissionais especializados. “O mercado já se adaptou com os profissionais que estão disponíveis, mas com

certeza pessoas com formação mais especializadas em games vão acrescentar ao mercado e será uma nova etapa para o cenário de desenvolvimento de jogos. O nível (dos profissionais) vai ser maior”, sustenta Olímpio. A tendência, segundo Olímpio, é que apareçam cada vez mais cursos relacionados ao desenvolvimento de games na cidade e aqueça o panorama da produção local de jogos com profissionais formados no Amazonas.

ARQUIVO EM TEMPO

Consumo de jogos em alta

Em Manaus muitas lojas vislumbram o mercado de games


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Economia

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Mercado de água mineral mantém ritmo crescente As vendas do líquido e suas variáveis engarrafadas como a água saborizada e sucos seguem em expansão 10% ao ano IONE MORENO

JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO

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água mineral, por ser necessária à saúde tem se tornado um produto rentável, com público em potencial e vendedores empenhados. No país, nos últimos três anos, o mercado de água engarrafada cresce 10% ao ano, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam). Na capital amazonense, a tendência também é de crescimento. Recém-chegada de São Paulo, a médica veterinária Mônica Elias, 30, conta que tem sofrido com as altas temperaturas da capital amazonense, para combater o calor, a “arma” mais eficaz para ela é água a mineral. Quando sai de sua residência para resolver problemas profissionais, Mônica afirma que gasta cerca R$ 5 com o líquido. “São pelo menos três garrafinhas de água a cada vez que saio. O dinheiro já vai separado para essa finalidade”, conta. “De olho” em consumidores como Mônica, Marcos Pereira, 29, que saiu do emprego recentemente, resolveu há duas semanas encher uma caixa de isopor com gelo e garrafinhas de água para vender em uma

das plataformas do Bus Rapid System (BRS), na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul. Marcos conta que, por dia, comercializa até 16 caixas com 12 garrafas de água (192 unidades), de 300 mililitros e 500 mililitros. Segundo ele, retirando os gastos com o gelo, o seu lucro é superior a R$ 100 por dia, ao somar os R$ 0,20 de lucro por

CONSUMO

7

BILHÕES

é o total de litros de água consumido no país, que é o quarto produtor de água engarrafada do mundo cada garrafa pequena, vendida a R$1, com o de R$ 1,20 que lucra sobre os R$ 2 cobrados pelas garrafas maiores. O vendedor Jóse Maia, 31, faz parte de um grupo de nove pessoas que se distribuem pelas ruas do Centro da cidade para vender garrafas de água. Ele diz que o negócio tem se mostrado rentável. “Vendo de 300 a 400

garrafinhas por dia”, comenta. Apesar de não haver dados sobre o consumo de água engarrafada em Manaus, o consultor econômico e empresário do setor de bebidas, Francisco de Assis Mourão Junior, confirma o sucesso do negócio. Segundo ele, a desconfiança da qualidade da água da torneira das residências, além da praticidade propiciada pelas embalagens disponíveis em todos os tamanhos, tem estimulado o consumo. Diversificação O sucesso e a rentabilidade do negócio já fazem frente, de acordo com ele, ao mercado de refrigerantes. Conforme o consultor, apesar de a bebida industrializada ainda ser predominante, o consumo de água mineral conta com o apelo da vida saudável e tem as altas temperaturas como aliadas. De acordo com Mourão Júnior, o sucesso é tão grande que as próprias fabricantes de refrigerante passaram a investir sucos, refrescos, água com gás e águas saborizadas (bebida mista de água e refrigerante de baixa caloria). “Estas últimas são as de maior sucesso, chegando a custar R$ 6 cada garrafinha de 300 mililitros”, ressalta.

O verdadeiro valor da água para famílias A estudante de pedagogia Maria Augusta Peixoto Macedo, 26, que mora com a mãe no bairro Nova Floresta, Zona Leste, conta que descobriu há pouco tempo o preço da água mineral. Sua família passou anos pagando R$ 50 por mês para obter o líquido no seu poço artesiano do vizinho. “Essa era a água que tínhamos acesso, até mesmo para beber diariamente”, relata. Com a recente ligação do sistema de água na residência, Maria e a mãe chegaram à conclusão que precisariam passar a comprar água mineral. “Bebíamos direto da torneira. Agora passamos a comprar cerca de 100 litros de água mineral que custam R$ 20. O valor é válido”, avalia. Grupos de vendas se organizam nas ruas do Centro de Manaus

VitrineTech economia@emtempo.com.br

iPhone 4 é aposentado

Data centers

A Apple retirou o iPhone 4 de suas lojas on-line brasileira e chinesa, indicando que deixa de comercializar o aparelho nesses mercados. Agora, o iPhone mais barato da Apple Store brasileira passa a ser uma versão de 8 Gbytes do 4s, que sai por R$ 1.399. O último modelo do iPhone 4, também de 8 Gbytes, custava R$ 1,1 mil. O iPhone 4 foi apresentado em junho de 2010. Porém, só chegou ao Brasil em setembro daquele ano.

Investir em infraestruturas de data centers pode ser uma alternativa para reduzir em até 35% os custos em Tecnologia da Informação (TI) de empresas instaladas em Manaus, incluindo, micro e pequenas de diversos segmentos. Quem garante é a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), que possui expertise para hospedar serviços e aplicações de forma segura com alta capacidade de armazenamento e processamento. Até 2016, os investimentos em infraestruturas de data centers deverá movimentar US$ 152 bilhões em todo o mundo, segundo pesquisa da empresa norte-americana, Ciena.

FOTOS: REPRODUÇÃO

Derrubando Zuckerberg Todos admiram o Facebook, porém, nem todos fazem questão de trabalhar com o dono da empresa, Mark Zuckerberg. Ele ocupa a 9º posição de um ranking entre os 50 melhores CEOs para se trabalhar na área de tecnologia. O “queridinho” dos empregados é o CEO do LinkedIn, Jeff Weiner, que lidera a lista anual preparada pela empresa de consultoria Glassdoor.

Lanterna Atrás do CEO do LinkedIn, dentre os chefes da indústria tecnológica, estão Paul Jacobs (Qualcomm), em 4º; Brad Smith (Intuit), em 6º e Larry Page (Google), em 10º. No final do ranking, está o CEO da General Eletrics, Jeffrey Immelt, com 78% de aprovação.

Transparência O executivo “azarão” teve 100% de aprovação entre os funcionários do LinkedIn. O principal motivo de tanta admiração, segundo a consultoria, é a cultura de “transparência completa” de Jeff.

Fraude O Amazonas foi o segundo Estado do Norte a apresentar o maior índice de tentativas de “calote” no comércio eletrônico, conforme a empresa de segurança comercial na internet ClearSale. A cada tentativa no valor de R$ 100 no Estado, R$ 6,37 é fraude. Piratas O Instituto Avanzi - ONG de defesa dos direitos do consumidor -, protocolou, semana passada, documento em questiona o sistema criado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para bloquear os celulares não homologados pela entidade.

Big Hoss Mais alta que um prédio de sete andares e mais larga que o maior modelo de Boeing 767, a maior televisão HD do mundo - a Big Hoss -, será posta em funcionamento no dia 6 de abril, para uma corrida da Nascar, no Texas, Estados Unidos. A Big Hoss é uma TV de 2.844 polegadas da Panasonic LED. Sem 4G Estrangeiros que visitarem o Brasil na Copa do Mundo poderão ficar sem o serviço de internet móvel com tecnologia 4G, pois a tecnologia disponível aqui não é a mesma usada em muitos países.

Redução de energia Falando em Fucapi, o Centro de Laboratórios da Fundação em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), é o único da Região Norte que avalia o consumo médio de televisores fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM) no modo standby (espera).

Clicks O Twitter completou oito anos de existência, no último dia 21, com mais de 241 milhões de usuários ativos por mês e 500 milhões de tuítes diários. O novo comercial da Samsung ataca os principais concorrentes da empresa sul

-coreana como a Apple, Microsoſt e Amazon para promover a linha Galaxy PRO. Os jogos distribuídos pela Sony para PlayStation 4 têm preço sugerido de R$ 180 e a Microsoſt cobra R$ 200 por seus jogos para Xbox One.


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Projeto que legaliza uso da maconha perdoa traficantes Autor da proposta diz que objetivo da “anistia” é diminuir a população carcerária, com mais de 100 mil presos por tráfico

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projeto que legaliza o consumo de maconha, apresentado no Congresso pelo deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), também perdoa os traficantes da droga. Pela proposta, presos condenados pelo comércio de outras drogas, como cocaína, crack e LSD, por exemplo, continuariam na cadeia. Não é possível saber com exatidão quantas pessoas poderão se beneficiar do projeto caso ele seja aprovado. Hoje, existem no Brasil 131 mil pessoas presas por tráfico, independentemente do tipo de droga comercializada. O Projeto de Lei 7270/14 prevê anistia para quem foi condenado por venda da maconha. A medida vale para as condenações anteriores à aprovação da lei. Segundo o texto, o perdão é para “todos que, antes da sanção da lei, cometeram crime previsto na lei antidrogas, sempre que a droga que tiver sido objeto da conduta anteriormente ilícita por elas praticada tenha sido a cannabis (nome científico da planta), derivados e produtos da cannabis”.

Coerência Jean afirma que a soltura do traficante é uma questão de coerência. “Se a venda for legalizada, não faz sentido a pessoa continuar presa. A gente precisa ser uma sociedade solidária, discutir. Nós temos a quarta maior população carcerária do mundo”, disse. Segundo o deputado, pobres e negros são os principais integrantes das cadeias. “Precisamos acabar com isso de punir pobres e negros, principalmente jovens, moradores de periferias das grandes cidades, que são aliciados pelo tráfico e presos

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por portarem quantidades de maconha. Eles são jogados em celas, num sistema carcerário desumano”. De acordo com levantamento da empresa Expertise, divulgado no final do mês passado, 81% dos brasileiros são contra a legalização da maconha e 19%, favoráveis. Os números são semelhantes aos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apurados em 2013, que apontaram 75% da população contrária à liberação do entorpecente. Porém, a Expertise anotou que 57% dos brasileiros são favoráveis ao uso medicinal da maconha. Segundo lugar Tráfico de drogas é o segundo principal motivo de prisões no Brasil, perdendo

PROPOSTA

Pela proposta, presos condenados pelo comércio de outras drogas, como cocaína, crack e LSD, por exemplo, continuariam na cadeia. Não é possível saber quantos poderão se beneficiar do projeto De acordo com a proposta que legaliza a maconha, presos por tráfico seriam anistiados da pena devido a superlotação das cadeias

apenas para crimes contra o patrimônio, como roubo e estelionato. O último levantamento do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), de 2012, mostra que venda de drogas ilícitas é o motivo da prisão de 25% das 548 mil pessoas que formam a população carcerária. Destes, 131 mil cometeram tráfico comum e 6,8 mil, tráfico internacional. Entre os traficantes detidos, 123 mil são homens e 15 mil mulheres.

Droga deixaria de integrar lista de inspeção Essa é a segunda proposta apresentada neste ano na Câmara para descriminalizar a maconha. No mês passado, o deputado Eurico Júnior (PVRJ) protocolou texto sobre o mesmo assunto. A principal diferença entre os dois projetos está nas quantidades que podem ser produzidas de

forma caseira e a previsão de produção em larga escala. O projeto do deputado Jean Wyllys permite uma grande plantação de maconha desde que inspecionada e fiscalizada pelo Ministério da Agricultura. Também há variação na quantidade de pés que podem ser cultivados em casa. A proposta

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EXPERIÊNCIAS

e como torná-los bem sucedidos em outros países”, declarou a ministra. “Não queremos um depósito de documentos aleatórios apenas”, comentou, ao dizer que a plataforma terá vídeos, experiências gravadas com visita in loco, informações que sirvam de ferramentas de trabalho, sem que os gestores estrangeiros precisem sair de seus países. Proteção O site foi lançado durante o Fórum de Aprendizagem Sul-Sul 2014, promovido pelo Banco Mundial, que reuniu durante quatro dias formuladores de políticas, gestores e técnicos de programas sociais de 50 países em desenvolvimento para desenhar e implementar sistemas de proteção social e trabalho. O site deverá também oferecer redes interativas em que os participantes poderão fazer perguntas e opinar sobre pontos práticos das políticas apresentadas.

número de residentes no local. Os dois projetos preveem o máximo de 480 gramas para a produção caseira. Pelo texto de Jean Wyllys, a maconha deixa de integrar a lista de substâncias e medicamentos sujeitos à inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

PLANOS DE SAÚDE

Qualificação de profissionais será informada a clientes

Brasil faz intercâmbio de ações de combate à pobreza O governo brasileiro, em parceria com o Banco Mundial (Bird) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud), lançou, no Rio de Janeiro, a iniciativa Aprendizagem para um Mundo sem Pobreza (WWP). Em um primeiro momento, o objetivo do trabalho é disseminar experiências brasileiras de sucesso na assistência social e combate à pobreza para profissionais da área de políticas sociais de outras nações, por meio do site wwp.org.br. A ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, explicou que futuramente o espaço servirá de plataforma para trocas de experiências virtuais de combate à fome e à pobreza. “Nosso desejo é que possamos recepcionar experiências bem-sucedidas de outros países, não apenas com resumo e avaliação de impacto, como também com dicas de como implementar esses programas

de Eurico Júnior permite, no máximo, seis pés da planta por residência. O de Jean Wyllys legaliza a produção de 12 pés por pessoa em cada casa: seis pés maduros e seis verdes. Se a produção passar de uma dúzia de plantas, é necessária comprovação de que a quantidade de plantas é proporcional ao

Combate à fome e à pobreza foram temas de intercâmbio

Desde a última sexta-feura, 21, todas as operadoras de planos de saúde são obrigadas a divulgar informações referentes à qualificação dos profissionais e estabelecimentos que fazem parte de sua rede credenciada. Se um médico tem especialização ou se um hospital possui certificado de acreditação, por exemplo, o livro de convênio e o site do plano deverão exibir um ícone relativo a esses atributos na lista onde aparece sua rede de prestadores de serviços. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a medida pretende ampliar o poder de avaliação e de escolha dos usuários, destacar os atributos que diferenciam os prestadores e estimular a adesão de profissionais e dos estabelecimentos de saúde a programas que melhorem seus desempenhos e os qualifiquem. O diretor-presidente da agência, André Longo, explica que a obrigação de as operadoras prestarem estas informações depende da liberação

dos dados pelos prestadores de serviços, sobre os quais a reguladora não legisla. Ou seja, não pode obrigá-los a contribuir. Ele conta, inclusive, que os planos enfrentam resisitência dos conselhos de medicina, que não foram receptivos à ideia. No entanto, acredita no sucesso da adesão, tendo em vista que profissionais e estabelecimentos que informarem sua qualificação naturalmente serão mais requisitados pelos beneficiários. Qualidade Entre as informações que serão passadas ao consumidor por meio de ícones estão padrão nacional de qualidade, padrão internacional de qualidade, profissional com especialização, profissional com residência, título de especialista e qualidade monitorada. A divulgação das informações sobre a rede assistencial deve seguir a padronização estabelecida pela ANS por meio de ícones dos atributos, como prevê a Resolução Normativa 267.


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Preço de passagens cai 25% Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o valor médio de passagens aéreas para as cidades-sedes da Copa 2014 registrou recuo e passou de R$ 481,43, em outubro de 2013, para R$ 361,33, em janeiro deste

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Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou queda de 25% no preço médio de passagens aéreas para as cidadessede da Copa do Mundo no período dos jogos. Em nota, a agência informou que tem monitorado as ofertas de passagens para o período do torneio, 12 de junho a 13 de julho, e observou que o preço médio passou de R$ 481,43 em outubro de 2013 para R$ 361,33 em janeiro deste ano. Apesar de verificar certa alta em novembro (R$ 491,33), a média de valores cobrados caiu em dezembro e chegou a um patamar ainda mais baixo no primeiro mês deste ano. Segundo a Anac, entre os fatores que contribuíram para a redução no preço das tarifas, estão o anúncio dos jogos da primeira fase da Copa – feito apenas no início de dezembro, e a autorização de novos voos feita pela própria agência, em janeiro. Até o momento, está em 10% a taxa de ocupação dos voos que tem cidades-sede do Muncial como origem ou destino. As cidades de Natal e Fortaleza são as mais procuradas até o momento, porém, ainda existem muitos assentos vagos nos voos previstos para o período. Variação A autarquia ressalta, no entanto, que o preço médio das passagens pode “subir um pouco” em virtude de parte da Copa ocorrer em período de alta temporada e também com a proximidade do torneio, uma vez que os bilhetes mais baratos são vendidos primeiro. A Anac informou ainda que continuará observando os preços cobrados por empresas aéreas e, caso haja abuso nos valores anunciados, o caso será apurado pelo governo.

MP-SP

Máfia do ISS tem sigilo quebrado O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai pedir a quebra de sigilo da incorporadora BKO, única empresa citada pelo fiscal delator Luis Alexandre Cardoso de Magalhães como beneficiária da máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS) que não confessou participação no esquema de pagamento de propina na Prefeitura de São Paulo. Os promotores que investigam a quadrilha acusada de desviar até R$ 500 milhões dos cofres municipais entre 2007 e 2012 também vão convocar para depor o secretário de Finanças da gestão Gilberto Kassab (PSD) Mauro Ricardo, que hoje ocupa o mesmo cargo na Prefeitura de Salvador. Ele foi chefe do setor em parte do período no qual a quadrilha atuou. Ambas as ações ocorrem após o MP-SP receber o relatório final da investigação feita pela CGM (Controladoria-Geral do Município), órgão criado pela gestão Fernando Haddad (PT) que deu início à investigação sobre a máfia no ano passado a partir da análise do patrimônio dos fiscais investigados. Ao todo, há mais de 430 inquéritos por improbidade administrativa contra incorporadoras que constavam em uma planilha de pagamentos descoberta com Magalhães.


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União Europeia faz acordo de associação com Ucrânia Acordo deixará a Ucrânia e seus 46 milhões de habitantes mais próximos do coração da Europa, diz presidente da UE

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União Europeia e a Ucrânia assinaram os pontos principais de um acordo de associação política, adotando o tratado rejeitado em novembro pelo então presidente ucraniano Viktor Yanukovich, decisão que levou à sua deposição. O primeiro-ministro Arseni Yatseniuk, os dirigentes europeus Herman van Rompuy e José Manuel Barroso e líderes dos 28 países da UE assinaram os artigos principais do Acordo de Associação durante a cúpula da UE que ocorre em Bruxelas. O acordo prevê uma maior cooperação política e econômica entre o bloco e a Ucrânia, embora as partes mais substanciais do tratado, relativas ao livre comércio, só devam ser assinadas depois que a Ucrânia realizar novas eleições presidenciais, em maio. Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, disse que o acordo deixará a Ucrânia e seus 46 milhões de habitantes mais próximos do coração da Europa e de um “modo de vida europeu”. “O acordo reconhece as aspirações do povo da Ucrânia a viver em um país governado por valores, pela democracia e

AFP

pelo estado de direito, onde todos os cidadãos tenham envolvimento na prosperidade nacional.” Dois conjuntos de documentos circularam pela mesa para que os líderes da UE e Yatseniuk assinassem. Em clima solene, Van Rompuy e Yatseniuk se cumprimentaram e trocaram os documentos, sob aplausos, segundo testemunhas. Desistência Em novembro, Yanukovich desistiu de assinar o acordo de associação com a UE, preferindo em vez disso estreitar os vínculos com Moscou. A decisão desencadeou protestos violentos, que se estenderam por vários meses e acabaram levando à deposição e fuga de Yanukovich. Logo depois, forças russas ocuparam a Crimeia, motivando protestos e sanções por parte da UE e dos EUA. Além de estreitar os laços políticos, a Comissão Europeia decidiu ampliar em quase 500 milhões de euros os benefícios econômicos para a Ucrânia, removendo alíquotas alfandegárias sobre diversos produtos agrícolas, têxteis e de outros tipos.

Bloco quer área de livre comércio Depois da eleição presidencial ucraniana, a União Europeia planeja implementar uma área de livre comércio com a Ucrânia, dando ao país acesso ilimitado aos 500 milhões de consumidores do mercado europeu. Embora isso possa levar a uma recuperação da dilapidada economia ucraniana, também poderá atrair retaliações da Rússia, que já impôs um maior rigor nos trâmites alfandegários com a Ucrânia. Outro ônus para o governo de Kiev na associação com a UE é a necessidade de promover mudanças institucionais e adotar onerosas regras de comércio e ambiente. Premier ucraniano Arseni Yatseniuk (à esq.) e o dirigente europeu Van Rompuy assinam acordo

EM 5 ANOS

AFP

Comércio de armas cresceu 14% O comércio mundial de armas convencionais cresceu 14% em 2009-2013 em relação à meia década anterior, de acordo com um relatório divulgado pelo Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI). Os Estados Unidos se mantiveram como o primeiro exportador mundial, enquanto a Índia continuou a frente do ranking de importações. Os cinco principais exportadores: EUA, Rússia, Alemanha, China e França, somaram 74% das vendas mundiais de armas entre 2009 e 2013, e só os dois primeiros chegaram aos 56% do volume. As exportações americanas, 29% do total, foram distribuídas em pelo menos 90 países, e Ásia e Oceania foram os primeiros destinatários.

Aumento O aumento foi de 28% no caso da Rússia, que vendeu mais da metade de suas armas para Índia, China e Argélia. Tanto Alemanha como França reduziram suas vendas em 24% e 30% na última meia década, respectivamente, enquanto a China subiu para a quarta posição após aumentar em 212% suas exportações, dirigidas fundamentalmente para Paquistão, Bangladesh e Mianmar. A Índia dobrou sua participação no volume mundial de importação de armas, passando de 7% para 14% e triplicando quase a de China e Paquistão, países que a seguem no ranking. As compras indianas, 111% maiores que em 2004-2008, foram principalmente de ar-

mamento russo, enquanto o Paquistão, que aumentou em 119% suas compras, teve China e EUA como principais fornecedores. China X EUA “As provisões de armas chinesas, russas e americanas para o Sudeste asiático estão motivadas por considerações econômicas e políticas. Em particular, China e EUA parecem estar usando suas entregas de armas à Ásia para reforçar sua influência na região”, assinalou no relatório Siemon Wezeman, investigador do SIPRI. A Arábia Saudita retornou à lista pela primeira vez em uma década, subindo do 18º lugar para o top 5 de importadores mundiais, que juntos somam 32% das compras totais. Estados Unidos e China travam disputa mundial pelo poder do comércio de armas

MÉDICOS

Cubanos terão salários duplicados O governo de Cuba mais que dobrou o salário dos médicos e dentistas, que passarão a ganhar até US$ 64 mensais. De acordo com o jornal oficial “Granma”, o aumento, que será pago a partir de 1º de junho, “contribuirá para a estabilidade e a qualidade dos serviços médicos da população, assim como para cumprir os compromissos internacionais”. Segundo uma tabela publicada pelo “Granma”, o salário de um médico com duas especialidades passará de 627 pesos (US$ 25) a 1,6 mil pesos (US$ 64), um aumento de 155%. O salário médio em Cuba equivale a US$ 20 dólares mensais, razão pela qual os

médicos, que tinham um deficit salarial em comparação com os demais funcionários da saúde, estarão entre os funcionários públicos mais bem pagos da ilha, ainda que muito abaixo do que ganham seus colegas de outros países da América Latina. As enfermeiras também receberão aumentos substanciais, embora menores que os médicos e dentistas. Uma especialista passará de 562 pesos (US$ 22,5) a 940 ( US$ 37,6), segundo o jornal. Mais de 50 mil médicos e paramédicos cubanos trabalham em 66 países: entre eles Venezuela, Brasil e África do Sul, o que constitui uma

grande fonte de renda da ilha. O “Granma” declarou nesta sexta-feira que a exportação de serviços médicos fornecerá neste ano a Cuba o valor recorde de mais de US$ 8,2 bilhões, o que supera a exportação de produtos, de US$ 5 bilhões. Pagamentos O governo também aumentou os pagamentos salariais em dólares aos médicos e paramédicos que trabalham em missões no exterior, que conservam seu posto e salário na ilha. O aumento beneficia todos os trabalhadores da saúde, mais de 440 mil, 9% da população economicamente ativa cubana.


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

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(92) 3090-1041

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Projeto legaliza maconha e perdoa traficantes País B6

Descarte irregular de lixo compromete igarapés FOTOS: IONE MORENO

Dia Mundial da Água mostra que esforços para evitar disperdícios esbarram na falta de consciência da população

Descarte irregular de resíduos sólidos é uma prática comum em Manaus, e geralmente este tipo de material é jogado nos igarapés, comprometendo o trabalho de conservação dos mesmos ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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inte e uma toneladas de lixo são retiradas diariamente dos igarapés de Manaus, e os resíduos mais inusitados como monitor de computador, geladeira, colchões e outros fazem parte desse descarte. Secretarias estaduais e municipais que trabalham com o meio ambiente realizam palestras e oficinas com a finalidade de orientar a população a utilizar a melhor forma de descartar o lixo, sem que prejudique ainda mais a natureza, mas é notável que esse costume de jogar qualquer objeto nos igarapés persista na população, fato até considerado cultural. Nos dias que antecederam o “Dia Mundial da Água”, celebrado ontem, vários debates, sobre o processo de conscientização foram realizados, o que demonstra a preocupação em geral dos governantes que há mais de 20 anos vem fortalecendo a data, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A conscientização não deve acontecer só no dia 22 de março, mas nos outros 364 dias do ano, com os pequenos gestos que podem fazer a diferença na preservação e até na economia deste bem natural. Sugestões não faltam como, não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças e outros); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas. A data é destinada à discussão sobre os diversos temas relacionados ao tão importante bem natural. Porém, a realidade é preocupante até pelos simples fato de Manaus ter crescido desordenadamente, utilizando os igarapés como meio de descarte dos lixos e esgotos.

Ações Preocupados com essa questão a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) tem preservado as nascente dos igarapés, como o caso da nascente do Mindú que corta a cidade da Zona Leste a Zona Centro-Sul, mas as águas a partir dos muros do parque que lhe dá nome estão poluídas. A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), diariamente realiza o processo de retirada dos lixos nos igarapés. Todo o trabalho ocorre no horário diurno,

Coleta para salvar igarapé

CUIDADOS

Dois terços do planeta Terra é formado por água e em torno de 0,008%, do total da água do planeta é potável. Mas, parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) estão sendo contaminadas Após sair da torneira água é novamente tratada por empresa

com um quantitativo de 60 servidores envolvidos e com o auxílio de duas balsas com retroescavadeira, além das equipes que trabalham na área terrestre nos leitos dos igarapés, onde as máquinas não possuem acesso. Em 2012 foram retiradas dos igarapés 7.486 toneladas de lixo entre os meses de janeiro a dezembro. A média diária é de 21 toneladas, e mensalmente, são 624 toneladas. Em janeiro deste ano foram recolhidas aproximadamente 350 toneladas de lixo. Todo o material retirado dos igarapés é levado para o aterro municipal de Manaus. A Semulsp não realiza nenhum tipo de fiscalização, mas trabalha a forma de conscientização e orientação sobre o destino correto dos resíduos sólidos, com as pessoas que moram próximos dos igarapés.

Tratamento e limpeza da água A empresa concessionária de água, Manaus Ambiental além de ser responsável em fornecer a água para utilização nas torneiras, também faz o serviço dos procedimentos após o ralo. Com uma extensão de 478 quilômetros de redes coletoras associadas a 60 estações de esgoto e 51 elevatórias, disponíveis para atendimento a 18,5 % da população, que equivale aproximadamente 358.589 habitantes. Atualmente, a concessionária possui dois sistemas de tratamento de esgoto integrado e isolado. O sistema Integrado Centro-Edu-

candos abrange o centro da cidade e adjacências, a lista completa dos bairros que compreendem esse sistema são: Centro, Praça 14, Colônia Oliveira Machado, Morro da Liberdade, Betânia, São Lázaro, Santa Luzia parte do Crespo, Distrito Industrial, parte de Aparecida, parte da Cachoeirinha, Educandos e conjunto Atílio Andreazza. O sistema Isolado é composto por bairros/conjuntos residenciais que foram surgindo ao longo da cidade e que passaram a ser operados pela concessionária, localizados em várias áreas da cidade.

A coleta e o tratamento de esgoto é um serviço essencial para uma cidade pois, eleva a qualidade de vida, melhorando as condições sanitárias de todo um bairro, preserva o meio ambiente e evita a poluição dos rios e igarapés e ainda traz a valorização do imóvel. Além disso, livra o cidadão do uso da fossa, um foco de contaminação e proliferação de insetos e doenças. A meta da concessionária conforme a assessoria é ampliar esta cobertura em 56% até 2026 e 90% até 2045. Os investimentos para universalização deste serviço serão R$ 2.2 bilhões em 30 anos, com a construção de nove grandes complexos de estações de tratamento de esgoto. A expetativa da empresa é a de que em médio prazo, Manaus terá mais de 60% de todo o seu esgoto coletado e tratado, tornando-se assim, referência nacional em saneamento básico.

Todo o serviço de conscientização tem servido para algumas comunidades, como ocorre na rua Antônio Maia (antiga rua C 15), no bairro Japiim 2, Zona Centro-Sul, em que os moradores do local têm um zelo pelo descarte do lixo, por morarem nas proximidades do igarapé Manaus 2000. O taxista, Francisco Júnior Alves de Vasconcelos, 34, que mora no local com a esposa e um filho de 4 anos, participa desse processo. “Recolhemos diariamente todo nosso lixo e o entregamos ao caminhão de coleta à tarde. Se o perdemos, o lixo retorna para casa. Assim os moradores evitam a continuação da poluição dos igarapés”, contou. O lixo que todos os dias aparece no igarapé, segundo o taxistas é oriundo de outros bairros. “Infelizmente nem todos tem a consciência de evitar poluir, é triste ver que um igarapé não tem mais uma utilidade”, disse.

Moradores tentam preservar o igarapé da Manaus 2000


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Preservação passa por mudanças nos hábitos ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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antropólogo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ademir Ramos, explicou que o processo pelo qual Manaus passa é totalmente preocupante, pois é necessário um trabalho contínuo para que ocorra a mudança de comportamento com base na educação e cultural. “Em outros países o governo está investindo na reconstrução dos rios, e em Manaus é diferente, pois estamos aterrando os nossos igarapés, ameaçando o Encontro das Águas. Vivemos na maior bacia hidrográfica que está sendo destruída e se não mudar esse processo, vamos perder o que temos de mais valioso”, avalia Ademir. Ele relata que todo o processo de aderir ao despejo de dejetos nos rios iniciou com o processo de intervenção dos europeus. “Os índios constroem suas malocas de frente para o rio, como sempre fizeram. Quando viajavam entre os rios e precisavam passar pelo rio Madeira, paravam em casas de repouso que eram construídas no caminho, e evitavam jogar qualquer dejeto nas

FOTOS: IONE MORENO

Para antropólogo a conscientização em preservar igarapés deve ser um processo contínuo e permanente da população águas, mas, quando iniciou o processo de colonização essa situação mudou”, explica. Após a presença dos europeus os rios começaram a ser vistos de outra forma, assim como as construções das casas, passaram a ocupar um outro espaço na geografia amazônica. Segundo ele, no processo de colonização, as casas que antes eram construídas de frente para o rio, passaram ser erguidas na frente dele, fazendo com que fosse utilizado para servir de despejo dos dejetos. Interior com riscos “Depois do processo de colonização, a população virou as costas para os rios, até os barcos despejam todo seu lixo nos rios. Para que haja uma mudança é necessário um processo de educação de longo prazo e de cotidiano”, observa Ramos. O que preocupa o antropólogo são as comunidades que vivem nos interiores, pois há o risco de não ter água potável para a população consumir, tornando o caso mais grave. Outra observação feita por ele, refere-se a utilização de agrotóxicos nas plantações que estão nas várzeas, pois polui ainda mais o que resta de água potável.

Os rios saíram de frente das casas para a parte de trás, tornando-se um local para o descarte de lixo, o que ocorre até hoje

Lei e comissão tentam ajudar De autoria do vereador Reizo Castelo Branco, o Projeto de lei nº 063/2014, que tramita na Câmara Municipal de Manaus (CMM) trata sobre a elaboração de cartilhas sobre a reutilização, preservação e uso racional de água para os alunos matriculados na rede municipal de ensino. Caso o projeto seja aprovado, a publicação deverá ser fornecida junto com o material didático dos estudantes. A proposta de Reizo é a de que o material alerte e informe os alunos sobre a importância da água, como elemento essencial para a manutenção da vida no planeta, uma vez que ela é fonte de vida. O conteúdo da publicação, conforme o projeto de Lei deverá ser redigido em conjunto pelos profis-

sionais das Secretarias Municipais de Educação (Semed); Saúde (Semsa) e Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). Ainda de acordo com o projeto proposto por Reizo

CARTILHA

Publicação pretende alertar e informar os alunos da rede municipal de ensino sobre a importância da água, como elemento essencial da vida e a sua preservação e manutenção Castelo Branco, as despesas decorrentes da aplicação da referida lei ocorrerão por conta de cotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Comissão Além da proposta de Castelo Branco, a Câmara Municipal criou uma Comissão especial Mista de Água, para tratar da cobrança da taxa de esgoto, do cumprimento da lei que trata da implantação da tarifa social e o abastecimento de água na cidade de Manaus, oficializada no último dia 17 deste mês. Proposta pelo vereador Walmir José (PT) a criação da comissão, se dá pela necessidade de que em Manaus existem 430 mil famílias que utilizam o sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário, sendo que 127 mil delas necessitam da tarifa social, mas apenas 5 mil famílias foram beneficiadas. As ações da comissão devem iniciar nas próximas semanas.

Taxa de esgoto sob “suspeita” No último dia 13 deste mês a Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi palco de uma audiência pública na qual a empresa Manaus Ambiental, deu explicações sobre o aumento de 80% para 100% na cobrança da taxa de esgoto aos consumidores, serviço este que não é prestado pela empresa. A audiência contou com a presença dos representantes da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam), do Procon Estadual, da Ouvidoria Municipal, do Ministério Público do

Estado (MPE/AM), da Defensoria Pública de Ações Coletivas e os presidentes da Comissão de Defesa do Consumidor e da Comissão de Gestão e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). Na ocasião as discussões resultaram em duas ações que serão realizadas pela Comissão de Defesa do Consumidor da Casa Legisltiva (COMDEC) junto aos órgãos de defesa do consumidor, conforme disse o presidente da COMDEC, vereador Álvaro Campelo (PP). De acordo com o par-

lamentar, a primeira ação será a produção de um documento pelos órgãos de defesa do consumidor que pede a revisão do contrato da empresa, o qual será entregue pelo próprio vereador ao prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), no sentido de que se tenham informações para uma nova discussão de cláusulas contratuais como a do aumento de 80% para 100%. Além disso, o parlamentar vai sugerir no documento ‘amarrar’ as futuras correções para o cumprimento de metas da Manaus Ambiental.

Empresa é acusada de não realizar o serviço de tratamento de esgoto na cidade de Manaus


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Evento aborda pesquisas em mudanças climáticas C

om o objetivo de apresentar os avanços e resultados obtidos em diversas pesquisas ao longo do desenvolvimento do projeto Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (Adapta), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) realiza, a partir de amanhã, o 5º Workshop INCT-Adapta, no Auditório da Ciência, localizado no Bosque da Ciência, no bairro Petrópolis, Zona Centro-Sul de Manaus. O evento se estenderá em período integral até a próxima quinta-feira (27). O tema escolhido para este ano é “Novos paradigmas científicos e mudanças climáticas globais”, e reunirá pesquisadores de outros Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e universidades associadas ao Adapta. De acordo com o diretor do Inpa e coordenador do Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM), Adalberto Val, dentre os principais resultados de pesquisas desenvolvidas no Adapta estarão os referentes ao sistema microcosmos, salas que simulam

os efeitos das mudanças climáticas, previstos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), para o ano 2100 sobre os organismos aquáticos, tendo em vista variações de temperatura e gás carbônico (CO2). Programação Consta na programação

ESTUDOS

O projeto Adapta é um conjunto de atividades de Biologia Aplicada que atua por meio do Centro de Estudos da Adaptação a mudanças Ambientais na Amazônia, com três grandes linhas de pesquisas do workshop, pela manhã, palestras abordando diversos temas apresentadas por líderes de laboratórios associados ao Adapta, e à tarde, apresentações de comunicações orais e de pôsteres de estudantes pós-graduandos do projeto. Também haverá uma reunião de trabalho com líderes de

ARQUIVO EM TEMPO GIOVANNA CONSENTINI

Até a próxima quinta-feira (27), o Inpa abre espaço para os estudos desenvolvidos dentro do Projeto Adapta outros Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). Na quinta-feira (27), último dia do evento, os relatores das diferentes sessões farão uma avaliação do encontro, ocasião na qual será redigido um relatório síntese sobre ele. Na sessão de encerramento, acontecerá a seleção e premiação dos melhores resultados apresentados por estudantes nas categorias comunicação oral e pôster. A programação completa pode ser conferia no site do Inpa, no endereço www. inpa.gov.br. Projeto Adapta O projeto foi implantado em 2009 com o objetivo principal de avaliar os processos adaptativos das espécies, em nível genético, diante de diferentes ambientes, sejam naturais ou modificados pelo homem. É um conjunto de atividades de Biologia Aplicada que atua por meio do Centro de Estudos da Adaptação a Mudanças Ambientais na Amazônia, em três grandes linhas de pesquisas: Interações organismoambiente; Biomarcadores e Programas aplicados.

Os novos paradigmas científicos e as mudanças climáticas globais serão o tema do evento


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Castração é ato d Método pode ajudar a dimunuir a população de animais que vagam pelas ruas da cidade, além de frear a reprodução descontrolada, além de trazer benefícios para os animais, evitando doenças futuras, principalmente na velhice IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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les estão por todas as partes. É difícil encontrar uma rua de Manaus que não sirva de abrigo a cães e gatos abandonados à própria sorte. São hoje aproximadamente 90 mil, de acordo com dados divulgados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Contudo, os números são contestados pelas ONGs, que estimam mais de 300 mil animais vagando pela cidade. Para conter a multiplicação dos bichinhos, a castração é o método mais defendido para o controle populacional. Veterinários defendem que a castração traz diversos benefícios, principalmente frear o aumento populacional descontrolado. O método não faz mal aos animais, ou seja, a história de que cães e gatos ficam preguiçosos, sedentários e ganham peso, não passa de mito. “A castração é importante porque previne doenças futuras, que vão aparecer com a idade. Como tumor de mama, infecção no útero das cadelas e câncer de testículo no macho”, afirma o médico

veterinário, Shirlley Soares. Qualquer animal, castrado ou não, corre o risco de ficar obeso, se não se alimentar corretamente ou fazer exercícios físicos. “Se o animal castrado se exercitar não corre o risco de engodar. É que nem a gente. Após a castração, a produção de certos hormônios diminui e ele fica mais calmo”, explicou. Mudanças Em conformidade com o discurso do veterinário, o diretor do CCZ, Francisco Zardo, acredita que seria necessário mudar o pensamento de criadores, em que o método possa interferir na saúde dos mascotes. “Alguns criadores resistem em submeter seus animais ao procedimento pelos mais variados motivos. Desde que o animal engorda, fica preguiçoso até o clássico “ele precisa namorar” entre outros, na verdade são mitos que persistem e precisam ser revistos. Os animais se reproduzem por instinto natural de preservação da própria espécie e uma vez castrados têm todas as condições de levar uma vida saudável e sem os inconvenientes da reprodução”, defende.

Castração de animais vadios é uma questão de saúde pública, pois evita que os mesmos se proliferem pelas ruas sem cuidados


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de saúde pública

FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Conscientizaçao é necessária Zardo explica que o controle de animais acontece basicamente em três pilares: a educação em saúde e guarda responsável, o registro e identificação dos animais e a castração. “A esterilização cirúrgica/ castração de cães e gatos é o método mais eficaz e humano de reduzir o número de animais errantes além de eliminar todos os inconvenientes causados pelo cio das cadelas como sangramentos e aglomeração de animais”, disse. De acordo com dados do centro, estima-se que existam hoje de 85 a 90 mil animais nas ruas entre não domiciliados ou supervisionados e, aqueles considerados semi-domiciliados e até comunitários. Outros métodos Segundo Zardo, a castração não é a única ferramenta para evitar o crescimento da quantidade de animaizinhos abandonados. Seria necessário lançar mão de educação em saúde, guarda responsável,

registro e identificação. “É preciso também que haja punição para os maus tratos e também para os acumuladores, muitas pessoas que se intitulam protetores, na verdade não passam de acumuladores e deveriam responder por isso”, denuncia. Controlar a reprodução dos bichinhos é de suma importância. Só para se ter uma idéia, uma gata pode ter até cinco ninhadas por ano, e cada ninhada traz em média de quatro a cinco filhotes. Em cinco anos, a matriarca teria gerado 125 descendentes.

Cena comum pelas ruas de Manaus, de animais abandonados e vagando, pode ser evitada com a guarda responsável dos donos

Atendimento Quem desejar castrar seu animal, deve ir a sede do CCZ, na avenida Brasil, s/n, no bairro Compensa, Zona Oeste. Os criadores devem apresentar carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. O agendamento é feito na hora e o usuário recebe um protocolo e as orientações de como proceder no dia da cirurgia. Somente CPFs válidos são aceitos pelo sistema. Obseidade e falta de disposição são mitos criados em torno da castração de animais, de acordo com os médicos veterinários


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Centro de Zoonoses oferece

procedimento gratuito

CCZ oferece a castração gratuita, mas requer agendamento, devido a grande procura só há vagas para outubro DIVULGAÇÃO

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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procedimento cirúrgico que conta com exames pré e cuidados pós operatórios, além de aplicação de anestesia geral, chega a custar em média R$ 250 em clínicas particulares. Há possibilidade de fazer de maneira gratuita, pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) contudo o tempo de espera pode demorar. Somente no ano passado foram realizados 3.750 procedimentos entre cães e gatos, machos e fêmeas no CCZ. De acordo com o diretor do centro, Francisco Zardo, são disponibilizadas 24 vagas por dia, nos períodos matutino e noturno. Apesar da oferta, criadores reclamam da dificuldade em conseguir uma vaga, para a operação no espaço. Quem buscar o centro hoje, vai conseguir agendar o procedimento apenas para o mês de outubro. “De fato a procura é muito grande, a quantidade de vagas ainda é limitada e isso se deve também à qualidade do serviço prestado, o CCZ se tornou referência na realização do procedimento”,

declara o diretor. Ele ressalta ainda a necessidade de que outras instituições venham a reforçar as ações de controle populacional, como as instituições de ensino superior, por exemplo. Conforme o titular do CCZ, a Secretaria Municipal de Saú-

AGENDAMENTO

Quem desejar castrar seu animal, deve ir à sede do CCZ, na avenida Brasil, s/nº, no bairro Compensa, Zona Oeste. Os criadores devem apresentar carteira de identidade, CPF e comprovante de residência de (Semsa), está trabalhando no sentido de descentralizar o serviço por de unidades móveis que devem ser implantadas ainda este ano. “A Semsa entende que para que tenhamos uma redução significativa do número de animais errantes num médio prazo, o número de castrações deve ser multiplicado por dez e o problema é tanto ambiental quanto de saú-

de pública, por isso, quanto mais instituições envolvidas, mais rápida será a solução do problema”, pontua. Para desafogar o Centro de Zoonoses, o veterinário Shirlley Soares sugeriu a aceleração da construção do hospital público veterinário ou pelo menos da formação de convênios. “Esse procedimento (castração) já está no limite do CCZ, temos a promessa da criação do hospital veterinário para atender a demanda, mas ainda é um projeto. Até lá, o governo poderia fazer convênios com clínicas particulares, até que o hospital se torne realidade”, afirmau. Procedimentos O centro trabalha com a idade mínima de quatro meses para a castração de machos e fêmeas. Conforme Zardo, nos machos é utilizada a técnica da orquiectomia ou seja, retirada total dos testículos por meio de uma incisão (corte) mínima na bolsa escrotal. Já, nas fêmeas a técnica é minimamente invasiva, a “técnica do gancho”, onde é feita uma incisão de apenas dois centímetros e são retirados os ovários e o útero do animal.

Guarda responsável também é uma forma de evitar animais abandonados pelas ruas de Manaus


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Semana de Enfermagem da FCecon abre inscrições A

Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), promove, entre os dias 13 e 15 de maio, a 18ª Semana de Enfermagem da FCecon, evento voltado a acadêmicos da área da saúde em geral e que terá como tema ‘A Interdisciplinaridade e Transculturalidade no cuidar da pessoa com câncer”. Serão ofertadas 200 vagas para o evento, que acontece na própria instituição, localizada no bairro Dom Pedro, Zona CentroOeste de Manaus. A atividade recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam). De acordo com a coordenadora do evento e chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa da FCecon, enfermeira Júlia Mônica Benevides, as inscrições podem ser feitas no próprio departamento, ou pelos telefones 3655-4703 e 4763. Os valores variam de R$ 30 a R$ 60. “O objetivo do evento é promover a troca de experiências, atualização e qualificação dos profissionais acerca das práticas aplicadas nos serviços de enfermagem oncológica no Amazonas e fora dele”, explicou.

Serão discutidas, na ocasião, novas técnicas de assistência, bem como colocadas em pauta as repercussões acerca do cuidar do paciente com câncer, além de temas relacionados ao ensino e pesquisa na enfermagem. O evento faz parte das Semanas Brasileira e Amazonense de Enfermagem, que acontecem há 75 e 64 anos,

TAXAS

Os estudantes de nível médio pagam R$ 30 pela taxa de inscrição; os de nível superior R$ 40. Profissionais graduados pagam R$ 60; associados da Aben R$ 30 e Funcionários da FCecon estão isentos respectivamente, promovidas pela Associação Brasileira de Enfermagem (Aben). No caso da FCecon, a programação prevê a realização do curso ‘ Liderança e gerência no processo do cuidar em enfermagem na atenção oncológica’, que terá a duração de três dias e será aplicado pela Dra. Marléa Chagas Moreira, da Universidade Esta-

DIVULGAÇÃO

Evento acontecerá em maio e contará com diversas atividades voltadas para os profissionais da área de saúde dual do Rio de Janeiro (UERJ, e autora de cinco livros sobre enfermagem oncológica. Além dele, haverá o ‘Workshop da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH – FCecon)’, no dia 15, coordenado pela enfermeira Glauciane Moreira Neves, com atividades práticas nas enfermarias da FCecon e a tradicional premiação da melhor frase sobre o tema ‘ A higienização das mãos’, prática comum em hospitais para evitar infecções hospitalares. Está prevista, ainda, uma videoconferência no dia 15, com a transmissão de palestra com o tema ‘Novas tecnologias em curativos tradicionais’, com a estomaterapeuta Karina Barros, do Amazonas. Eventos científicos Anterior a Semana de Enfermagem, a FCecon promove, nos dias 26 e 28 de março, a Quarta Científica e a Sexta-feira da Enfermagem Científica, respectivamente. O primeiro evento será voltado aos acadêmicos de medicina e profissionais da saúde em geral e terá como tema. O segundo evento será destinado a acadêmicos e profissionais de enfermagem. Ambos são gratuitos.

Aben promove evento na FCecon que tratará de temas sobre a enfermagem oncológica


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plateia@emtempo.com.br

RAONI FRANCO

Band & Donna grava primeiro álbum (92) 3090-1042

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MICHEL GUERRERO

Por uma GESTÃO participativa FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

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Tudo é um processo. As experiências demandam realmente bons resultados, e os resultados às vezes bons e outras vezes nem tanto, servem para estabelecer o futuro. Minha primeira gestão movimentou o setor e inaugurou a parceria com o governo para fazer o Festival de Teatro da Amazônia”

o último dia 15, o ator e diretor Michel Guerrero, da Companhia Apareceu a Margarida, foi eleito pela segunda vez para presidir a Federação de Teatro do Amazonas (Fetam), entidade independente responsável pela realização anual do Festival de Teatro da Amazônia (FTA). O vicepresidente é o também ator e diretor Douglas Rodrigues, do grupo Arte & Fato. Guerrero, que já esteve à frente da Fetam na gestão 2005-2006, assume a federação após a mesma passar por um período transitório, presidida por uma comissão interina, sobre a qual o artista expõe algumas observações durante entrevista ao EM TEMPO. Ele também conversou a respeito das dificuldades enfrentadas nos últimos anos pela Fetam e revela como planeja comandar a entidade pelos próximos dois anos – ou três, caso uma alteração no estatuto, discutida em reunião, seja oficializada. EM TEMPO – Como você analisa a Fetam durante a sua primeira gestão à frente da presidência? MICHEL GUERRERO – Tudo é um processo. Eu acho que as experiências demandam realmente bons resultados, e os resultados, às vezes bons e às vezes não muito bons, servem um dia para o futuro, e eu acho que esse futuro é hoje. Mas posso dizer que foi uma gestão consagrada. Mesmo com alguns percalços foi uma gestão ativa, que movimentou o setor e inaugurou a parceria com o governo do Estado para a realização conjunta do Festival de Teatro da Amazônia. EM TEMPO – O que você acha que mudou para melhor na federação de lá para cá? MG – Não vou apontar o que foi bom ou o que foi ruim. Nós temos alguns fatos históricos. Em 2009 houve um movimento que destituiu um presidente da federação e sua equipe, em 2012 nós tivemos um problema com uma reeleição, que depois foi desconsiderada, e depois tivemos um problema em relação à gestão interina da Fetam, que no início mostrou que estava apta a cuidar dessa transição da federação para uma nova presidência

mas, infelizmente, no último ano, não conseguiu manter um elo direto com as pessoas que fazem parte da entidade. Prefiro fazer esse balanço histórico. EM TEMPO – A que você atribui essas dificuldades pelas quais a federação passou, entre elas o período sem um presidente eleito? MG – Eu acredito que os federados se sentiram desmotivados com essa sucessão de episódios nos últimos anos. E isso fez com que eles só mantivessem os olhos para o Festival de Teatro da Amazônia, deixando de lado algumas considerações em relação a nossa própria política, das necessidades reais do movimento. Eu acho que cada um começou a cuidar da sua “casinha” e não quis saber do todo, por questões particulares talvez ou por causa do andamento de toda a situação. EM TEMPO – Mas mesmo com essa situação da presidência, houve uma certa união entre os artistas para a realização do festival? MG – Em 2013, por mais que a comissão interina estivesse ativamente na Fetam, ela não acompanhou as reuniões do movimento para a formatação do festival. Então, os artistas pegaram a situação para si e disseram: “Vamos fazer, vamos eleger uma comissão para coordenar esse festival”. E ficamos o Douglas Rodrigues e eu para gerir a comissão da Fetam em relação ao festival do ano passado. EM TEMPO – Quais desafios você considera os principais para a sua nova gestão? MG – Na verdade, agora é que foi conseguido um acesso à sala da Fetam, mas ainda não entrei após a eleição por questões como a Mostra Festival 10 Anos, que envolve todo o movimento no Teatro Amazonas, e eu também tenho participação como artista. O encontro para ir até a Fetam está marcado para esta segunda-feira. A partir desse dia vamos levantar toda a documentação, números de filiados, quais foram os últimos procedimentos legais e documentais da entidade. Esperamos que esteja tudo certo e que realmente a equipe transitória possa ter gerido

pelo menos a questão documental para o movimento em relação à aptidão da Fetam para obter recursos. Se houver problemas de documentação, precisaremos solucionar. Então, o primeiro passo é verificar a situação fiscal. Quando tudo estiver OK, o movimento será convidado para uma assembleia onde o destino da Fetam será decidido por todos porque minha ideia é fazer uma gestão participativa. Historicamente percebemos que a federação é sempre muito centrada nos líderes. Acho que temos que solucionar tudo juntos. O importante é que a Fetam não seja prejudicada e fique firme na reconstrução desse movimento. EM TEMPO – Que “cara” você pretende dar à federação? MG – A credibilidade para mim, a partir de agora, vai valer mediante a documentação. Acho que as questões legais é que vão mover a federação. Isso não quer dizer briga, isso quer dizer organização. Um movimento organizado não só numa assembleia, mas juridicamente formalizado, é muito importante para o avanço. E a Fetam tem que ter esse cuidado para que possa agir de forma legal em todos os âmbitos. Então, para mim, o primeiro passo é estar legalizada para buscarmos parcerias. A gente entende que a Fetam é um movimento teatral independente, mas o estatuto prevê a realização de eventos, de ações e de intercâmbios, e isso não pode ser feito só com a anuidade que o federado paga (R$ 50 anuais por grupo e R$ 50 de cada integrante). As parcerias são muito bem-vindas. A do governo já existe há muitos anos, a da Prefeitura de vez em quando. Vou sugerir que entremos nas mais variadas esferas de patrocínio, de leis de incentivo de apoio à cultura, de leis municipal e estadual. A minha proposta inicial é essa. EM TEMPO – Com o tempo, perdeu-se a ideia inicial do festival de teatro de congregar artistas da PanAmazônia. MG – Nós acreditamos que o Amazonas não deve ser o único responsável por essa congregação apesar de termos o festival. Talvez se reabrirmos o diálogo com a Amazônia a gente consiga fazer com que

direitos e deveres sejam para todos. Com a participação dos governos da Região Norte acho que isso pode gerar outro fluxo para essa reunião. Mas enquanto o recurso só sair do bolso do nosso Estado fica difícil realmente conseguirmos, dentro do festival, um resultado efetivo e igualitário para todos da Amazônia. EM TEMPO – O que ficou decidido para melhorar o festival na reunião que avaliou a edição do ano passado? MG – Houve algumas sugestões, poucas críticas, mas o que ficou claro para todos nessa ida a Itacoatiara (município onde a décima edição foi realizada), foi o resgate do convívio entre os artistas. Nas últimas edições, esse convívio às vezes não acontecia ou era muito pouco. Os artistas se apresentavam, iam para casa e no outro dia ninguém se falava direito. Em Itacoatiara, ir para as mesmas ocasiões sociais fez com que as pessoas se respeitassem mais, ficassem mais juntas, podendo contribuir com o outro, dando dicas, elogiando. A rivalidade que às vezes existe dentro do movimento foi deixada um pouco de lado. EM TEMPO – Do que você acha que depende o sucesso de uma gestão à frente da Fetam? MG – Acredito que transparência, honestidade, olho no olho. Acho que é isso que faz uma gestão ter sucesso. Você trabalhar de igual para igual, respeitando as individualidades, as estéticas artísticas e trabalhar em prol de um todo e não transformar uma gestão que é de um movimento em uma gestão personalista. A gestão tem que falar por todos, e se não por todos, pela maioria. EM TEMPO – O que você acha que ainda precisa melhorar no teatro amazonense? MG – Mais estudos e mais escolas de teatro, de caráter acadêmico ou técnico, para aprimorar a voz, o corpo e o intelecto do artista, realmente fazem com que os trabalhos possam crescer. Depois disso, um investimento porque não adianta ter todas as habilidades técnicas possíveis para realizar um ótimo trabalho se você não tem um investimento.

Eu acredito que os atores federados se sentiram desmotivados com uma sucessão de episódios nos últimos anos (...) Cada um cuidou mais da sua própria casinha”

É preciso mais estudos e mais escolas de teatro, de caráter acadêmico ou técnico, para aprimorar a voz, o corpo e o intelecto do artista e fazer o trabalho crescer cada vez mais”


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MANAUS, DOMINGO, 23 DE MARÇO DE 2014

>> Alta gastronomia

>> Vitrine >> O presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Bosco Saraiva, convida para a sessão solene de outorga do Diploma de Cidadão de Manaus ao general de Exército Eduardo Villas Bôas, de propositura do vereador Rosivaldo Cordovil, no dia 26 no plenário Adriano Jorge.

. O Bistrô Belle Epoque vai sacudir a cidade novamente. . Os empresários João Paulo e Ítalo Jacob estão programando para o dia 15 de maio um grande jantar com o chef estreladíssimo Erick Jacquin. Não dá para perder! Noite para iniciados em alta gastronomia.

>> Data . Já está circulando o ‘Save the Date’. . Talita Avelino e Caio Michilles marcaram seu casamento para o dia 30 de maio, com uma festa cheia de charme no Diamond Convention Center. Cool.

>> Cristiano e Alessandra Brandão foram anfitriões na sexta-feira. Comemoraram o aniversário dele com festa hype no novíssimo Taboo.

As filhas Thamires e Yasmin brindando com seus pais, Jorge e Najla Akel, no jantar de Bodas de Prata

Eliane Yamada

Fernando Coelho Jr.

Silvana e Evilázio Nascimento

fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> A querida Regina Stein estreia idade nova neste domingo. Cumprimentos especiais a essa mulher sensacional, bonita e cheia de charme. >> O Almirante Hall será palco, neste domingo, a partir das 18h, de mais um ensaio show da Batucada. O objetivo, além de reunir os brincantes para o ensaio é fazer uma campanha para arrecadar fundos para auxiliar o dançarino de Garantido Show, Tayno Carvalho, que sofreu um acidente e passa por problemas de saúde. Todos os itens oficiais do bumbá Garantido estarão presentes na festa.

>> Bodas de Prata . Najla e Jorge Akel comemoraram seus 25 anos de casamento, com dinner reunindo os amigos, no fim de semana. . Orquestraram a noite de menu especial no Village, com nomes do high society e celebração da data. Very Nice!

>> Na lista de aniversariantes de hoje, Graça Assis, Renata de Paula e Ana Lúcia Montenegro. Congratulations. A primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz é exemplo no que faz. Seu trabalho na área social tem ajudado milhares de famílias na capital e interior. Aplausos!

Alexandre Prata e Moisa Guerreiro

Jorge e Najla Akel comemorando 25 anos de casamento, com festa no Village

Anabel, Bárbara e Liana Mendonça de Souza

>> Amanhã é a vez de cumprimentar a chic Nazareth Cabral e o executivo Mário Pio, aniversariantes da segundafeira.

MÚSICA DIVULGAÇÃO

Os integrantes do grupo local Poxa Vida tocam sucessos de bandas nacionais do gênero

Projeto reúne grupos de samba O Lappa Bar, localizado no conjunto Vieiralves, promove hoje mais uma edição do já tradicional projeto “Escritório do Samba”. O clima do evento, que começa às 15h, é o de reunião com os amigos aos finais de semana. A casa receberá como atrações as bandas locais Poxa Vida, Amizade do Samba e Nosso Caso. Durante o “Escritório do Samba”, o público vai poder contar com chope Brahma liberado até às 18h, e está prevista ainda a transmissão dos jogos da rodada. Para Rafhael Pina, um dos realizadores do projeto, o “Escritório do Samba” já virou parada obrigatória dos manauenses que não dispensam um bom samba.

“Hoje já conseguimos detectar que as pessoas se programam para ir até o Lappa aos domingos. Antigamente, a maior diversão

SERVIÇO “ESCRITÓRIO DO SAMBA” Quando hoje, a partir das 15h Onde Lappa Bar (rua Rio Mar, 98, Vieiralves) Ingressos R$ 25 por pessoa

nesse dia era ir até um flutuante e passar o dia lá.

Atualmente, esse quadro tem mudado e estamos bem satisfeitos com esse novo cenário”, diz. Destaque Formando por amigos e, claro, músicos, o grupo Poxa Vida é uma das atrações mais aguardadas da festa. Não apenas pela animação que proporcionam ao público, mas também pelo repertório diferenciado. Entre os sucessos interpretados pela banda amazonense estão composições dos grupos nacionais Exaltasamba, Revelação, entre outros. Andinho, Rafhael Pina, João, Léo, Hudson e Vicente são os responsáveis por dar vida ao grupo.


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Band & Donna grava álbum promocional

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FOTOS: RAONI FRANCO

Integrantes do grupo de rock decidem atender aos pedidos do público para a produção de um álbum, em breve GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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grupo de rock e blues Band & Donna, genuinamente amazonense, embora seja composto por paulistas e catarinenses, anuncia que em breve vai produzir um álbum com obras próprias e algumas releituras de sucessos já conhecidos do gênero. A previsão para concluir o trabalho é para o mês de agosto. Segundo o baixista Aldo Filho, ter um produto para disponibilizar aos fãs era um pedido antigo do público. “As pessoas nos cobram há algum tempo isso, mas sempre relutávamos, porque não queríamos gravar por gravar, muito menos gravar músicas cover e vender o produto. Não sou favorável a assumir essa postura”, diz. Para Aldo, o alto custo de uma boa produção de um disco geralmente não está associado ao retorno que o artista pode obter com a comercialização do álbum. “Chegamos, então, à conclusão de que seria melhor criar algo mais personalizado, não um CD comum. O que vamos fazer, portanto, é um álbum multimídia, com imagens, vídeo e áudio. E o mais importante é que não será algo para vender. Vamos dar de presente para o público em cada show que fizermos, limitando, claro, a quantidade de CDs para serem distribuídos por apresentação”, explica o músico. O disco vem com várias fotos em alta resolução do grupo, um videoclipe e pelo

menos seis músicas, sendo metade autoral e a outra metade de covers. “É importante deixar claro que todo o conteúdo próprio é inédito. Isto é, as músicas compostas pela banda não estão no repertório que costumamos tocar na noite local e as fotografias não estão divulgadas em nenhum lugar. É um ensaio exclusivo”, enfatiza. A partir desse cartão de visita, a banda pretende a médio prazo desenvolver outros produtos, aproveitando outras mídias. “No nosso cro-

EXCLUSIVO

Disco da Band&Donna é, na verdade, um produto multimídia, que vai conter material inédito, como fotos e videoclipe, além de faixas de autoria própria e releituras de sucessos que tocam na noite

nograma está previsto entrar em estúdio em maio. Em julho, vamos entrar em férias dos palcos para poder ficarmos dedicados a finalizar o material, para quem em agosto possamos fazer um evento especial de lançamento desse produto e da nova fase da banda”, projeta o baixista. As novas músicas autorais, em inglês, foram escritas pelo guitarrista e vocalista da banda, Guilherme Franco, e apresentam o mesmo perfil com o qual a Band & Donna é conhecida na cidade, rock e blues. Os arranjos foram

criados por toda a banda e as produções fotográficas e de vídeo recebem a assinatura do paulista radicado em Manaus, Raoni Franco, formado em cinema e fotografia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSC). Integram, ainda, a banda, a baterista Franci, que é responsável pela identidade visual do projeto, e o guitarrista Franco, que entre outras atividades, faz as honras de luthier do grupo local. A execução propriamente dita de todo o projeto depende da finalização da primeira etapa que o grupo está vivendo, que é a de pesquisa de orçamentos e parceiros. “Estamos fazendo cotação de gráficas, de materiais mais adequados para a confecção desse produto, incluindo matéria-prima reciclada, porque há a preocupação em fazer algo de boa qualidade e ambientalmente correto, também”, revela Aldo. Com três anos de atividade, a Band & Donna se prepara para levar novidades ao palco. “Em breve, voltaremos a incluir violão nos arranjos dos shows, por exemplo”, diz o baixista. Aldo revela apenas que uma das músicas cover que o álbum vai conter é “Suspicious mind”, famosa nas vozes de Elvis Presley e Bruce Springsteen. Para este trabalho, a banda está aberta para negociações com interessados em patrocinar a investida. Para isso, basta entrar em contato com a banda pelo perfil do Facebook (www.facebook. com/band.donna). DIVULGAÇÃO

A banda tem 3 anos de atuação no cenário local e anuncia novidades para o mês de agosto

Baixista Aldo Filho afirma que as músicas do grupo foram escritas em inglês

35 ANOS

Kate Bush de volta aos palcos A cantora britânica Kate Bush irá voltar aos palcos após 35 anos semse apresentar. A decisão foi divulgada ontem, quando a cantora anunciou que irá realizar 15 shows na casa Hammersmith Apollo, em Londres, onde se apresentou em 1979. As apresentações, com o título “Before the Dawn”, terão início no dia 26 de agosto e seguem até setembro. A cantora pop de 55 anos disse há alguns anos que

esperava voltar aos palcos antes que se tornasse muito velha para continuar. Ela despontou para a fama na década de 1970 aos 20 anos, mas logo deixou de se apresentar, alegando ser “fisicamente exaustivo”. Inúmeras teorias foram criadas sobre sua ausência desde então, que iam do medo de aviões até a morte de um dos membros de sua equipe durante uma turnê. Embora longe dos palcos, a cantora lançou alguns tra-

balhos esporadicamente nos últimos anos. Em 2005, divulgou seu primeiro álbum em 12 anos, “Aerial”, e em 2011 publicou a coletânea “50 Words for Snow”. Em abril do ano passado, recebeu a medalha de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE), concedida pela rainha Elizabeth 2ª, por sua contribuição à música. A artista já colaborou com artistas como Prince, Peter Gabriel, Elton John e Eric Clapton. DIVULGAÇÃO

Banda californiana é liderada pelo vencedor do Oscar de ator coadjuvante, Jared Leto

RIO

Ingressos de ‘30 Sec’ esgotam Os ingressos para ver a banda da Califórnia 30 Seconds To Mars, liderada pelo vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante Jared Leto, já acabaram no Rio. O grupo -formado pelos irmãos Jared e Shannon Leto- tem três apresentações marcadas no Brasil em maio. A primeira delas será em Brasília, no dia 13, no Opera Hall (SHTN Quadra 5 Bloco

A Parte A - Asa Norte). Depois seguem para São Paulo, onde se apresentam no dia 15 no Espaço das Américas (rua Tagipuru, 795, Barra Funda). Por fim, chegam ao Rio no dia dia 16, para um show com entradas esgotadas na Fundição Progresso (rua dos Arcos, 24, centro). As apresentações em São Paulo e em Brasília ainda têm ingressos disponíveis,

que podem ser adquiridos no site www.livepass.com. br. Tickets para o show na capital custam entre R$ 100 e R$ 400. Para a apresentação paulistana, o preço varia entre R$ 110 e R$ 360. O grupo também vai passar por Chile e Argentina, como parte da turnê sulamericana. A última vez que estiveram no Brasil foi ano passado, como uma das atrações do Rock in Rio. Cantora britânica conheceu o sucesso aos 20 anos de idade, na década de 1970


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RESENHA

O movimento ‘Nuggets’ PERFIL

Marcelo Brasil jornalista

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uggets para muitos são aqueles pedaços de frango empanado de gosto e origem duvidosa que são um dos símbolos de fast food. Mas o termo, originado da palavra pepita (aquelas de ouro), em inglês, também é usado para denominar um movimento musical que surgiu nos Estados Unidos quase na metade década de 1960 como reação comercial e cultural ao furacão da beatlemania, que começava a varrer o planeta. A fórmula na cabeça dos empresários e formadores de opinião em geral da época era simples: criar e promover bandas novas, formadas por jovens inexperientes no cenário musical – e que foram a primeira geração a sonhar em atingir o sucesso e a fama com uma guitarra/baixo/bateria – incentivá-las a produzir e gravar tudo que pudessem freneticamente, lançar no mercado e esperar até que surgisse a resposta norte-americana aos quatro garotos de Liverpool e que, ao mesmo tempo, rendesse muitos dividendos a um custo baixíssimo de investimento. O restante da história é

conhecido. Pelo menos quanto a parte comercial. A maioria não chegou sequer ao segundo disco (apesar de muitos singles terem atingido o topo das paradas nos EUA) e nenhuma chegou perto de rivalizar com o Fab Four. Em nada. Mas na parte artística o legado que aquelas centenas de bandas de garagem por todo o planeta deixaram é inegável e pode ser conferido em duas das mais legais coletâneas já produzidas em todos os tempos: “Nuggets – Original Artyfacts from the First Psychedelic Era, 1965-1968”, lançada em 1998 apenas com grupos da terra do Tio Sam, e o globalizado “Nuggets II: Original Artyfacts from the British Empire and Beyond” (ambas da Rhino Records), esta última com direito a “Bat Macumba” (Caetano/Gil), ao som dos Mutantes, e classificada no encarte da caixa como “uma fusão dos rimos afro-baianos com guitarras beatlemaníacas”. Perfeito.

No total são oito CDs que mostram que aquilo que parecia ser uma imitação de seus ídolos, no final se tornou algo totalmente diferente, com uma surpreendente variedade de estilos e influências que vão desde “Friday on My Mind” do Easybeats, típica música que fica na cabeça por dias, ao som básico e tosco do The Seeds, o noise e pré-punk do The Count Five e do The Seeds em “Psychotic Reaction” e “Pushin’ Too Hard”, respectivamente, e a clássica “Wild Thing” do The Troogs. Aliás, a quantidade de bandas que começam com “The” nas coletâneas também é digna de menção. Outro destaque nas duas coletâneas (e nas demais lançadas posteriormente) é a oportunidade de conferir os primeiros passos de talentos que nos anos seguintes iam escrever seus nomes em definitivo na história

d a música e se tornariam superstars como David Bowie (The Lower Third), Ron Wood (The Birds), Ian Gillan e Roger Glove (Episode Six), Jeff Lynne (The Idle Race), Steve Howe (Tomorrow), Johs Children (Marc Bolan) e Jimmy Page (The Primitives) e seu futuro companheiro no Led Zeppelin, John Paul Jones (The Poets), entre tantos outros. Divididas entre bandas pouco conhecidas que tiveram uma carreira curta, mas que são cultuadas por seus fãs até hoje e aquelas que você nunca ouvira falar antes (ou depois) como os suecos do The Tages, os checos do The Matadors ou os japoneses do The Mop, “Nuggets” é psicodelia, rock, pop, underground e punk em estado bruto, tudo junto e misturado, que ultrapassou as fronteiras musicais se tornando uma referência estética presente até hoje na indústria cultural.

A fórmula era simples: criar e promover bandas novas, lançar no mercado e esperar até que surgisse a resposta norte-americana aos quatro garotos de Liverpool

ENCONTRO

ROCK

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Eddie Vedder fará show extra O líder da banda Pearl Jam Eddie Vedder vai realizar um show extra no Rio de Janeiro, devido a grande procura pelos ingressos de sua apresentação, anunciou a empresa Time for Fun. A nova data será no dia 12 de maio, às 21h30, no Citibank Hall (avenida Ayrton Senna, 3.000). As vendas começam em 31 de março na bilheteria do Citibank Hall Rio de

Janeiro, pela internet ou pelo telefone 4003-5588. Os valores vão de R$ 400 (poltrona) a R$ 750 (cadeira VIP). A pré-venda exclusiva para clientes Citi e Diners acontece nos dias 27 e 28 de março. O músico já tinha um show marcado para o dia 11 no Rio, além de duas apresentações em São Paulo, nos dias 7 e 8 de maio, também no Citibank Hall (avenida das Nações

Unidas, 17.955). Em São Paulo, os tickets custam de R$ 100 (visão parcial) a R$ 800 (camarote 1). Todos os shows terão abertura do músico de folk rock Glen Hansard, da banda de rock irlandesa The Frames. Eddie veio a São Paulo em abril de 2013 com o Pearl Jam, quando o grupo de Seattle foi a principal atração do festival Lollapalooza.

O espetáculo/exercício “A Teia” será encenado por alunos de interpretação da escola Artcena

Sarau apresenta teatro e música Hoje, a partir de 18h, acontece o 12° Sarau Artcena, na Livraria Saraiva, do Manauara Shopping. O projeto, que tem entrada franca e acontece na loja uma vez por mês desde 2012, envolve encontros culturais diversificados (performances teatrais, músicas e poemas), com a participação de alunos da escola teatral, artistas locais e do público. O tema de hoje será “A Vida Imita a Arte”, e foi preparado para festejar o Dia Mundial do Teatro, que será comemora no dia 27 de março. Os alunos do módulo IV de interpretação vão apresentar “A Teia”, um espetáculo/exercício desenvolvido pelo professor e diretor Luiz Vitalli. A montagem trabalha o corpo em movimento na interpretação do ator em todas as dimensões. É um espetáculo contemporâneo e contextualizado, construído com o material fornecido pelos próprios atores, que nesse momento se tornam autores de seus textos e personagens. A linguagem é pós- moderna.

Com a direção do professor Leonel Worton, os alunos/ atores irão apresentar suas descobertas por meio do exercício. A peça tem início com elásticos espalhados pelo

SERVIÇO 12° SARAU ARTCENA Quando hoje, às 18h Livraria Saraiva, Onde no Manauara Shopping Quanto entrada gratuita

público em formato de teia de aranha, e no elenco estão Adalberto Monteiro, Andréa Landauro, Elza Craveiro, Kelly Beleza, Lorene Perrone, Luciana Benzecry, Naiara Soares, Rafael Dias, Reyson Morais, Sarah Pacifico, Lana Beatriz e Erick Maxi. Ao longo da noite também vai ser incentivada a participação da plateia, que poderá tocar o sino ao lado do palco

e pedir a atenção para recitar poemas, cantar uma música ou apresentar uma cena. O ator e músico Vicente Henrique também está entre as atrações e apresentará um repertório com MPB e rock-pop. Dionísio Na segunda parte do sarau será apresentada a cena “Eu Sou Dionísio”, orientada pelo ator e diretor Daniel Ferrat, que aborda o nascimento do teatro ocidental. No centro das manifestações religiosas na Grécia antiga, três mulheres disputam quem será Dionísio durante os festejos ao deus da uva. Elas levantam questionamentos relacionados a sociedade da época e criam argumentos para definir qual delas será a representante de Dionísio. A Escola de Teatro Artcena fica na avenida Tancredo Neves, 930, Parque 10, e oferece os cursos de Interpretação em Teatro, Canto, Vivência Teatral, Interpretação em TV & Cinema, Teatro Musical e Jazz.


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Bate-rebate

TV Tudo Não tá fácil As gravações da atual novela das seis, “Joia Rara”, só deverão ser finalizadas no dia 3 de abril, quinta-feira, véspera da exibição do seu último capítulo. Na Globo, isso praticamente vem se tornando um hábito, encerrar o trabalho bem em cima da hora. O motivo O fato de “Joia Rara” ser concluída horas antes da exibição do último capítulo não está relacionado a nenhum suspense. É atraso puro e simples nas gravações. A produção enfrentou alguns problemas durante sua trajetória, que acabaram levando a este estado de coisas. Algo que também não tira o seu brilho. “Cinquentinha” No dia 31, às 23h10, vai acontecer a estreia da série “Cinquentinha” no canal VIVA. Elenco liderado por Susana Vieira, Marília Gabriela, Betty Lago, Maria Padilha e José Wilker. De acordo com Susana, viver Lara foi uma feliz

REGI

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Dia de estreia Amanhã, às 19h, Thiago Oliveira (ex-TV Gazeta) estreia no comando do programa “Tá na Área”, do Sportv. Ele chega como apresentador fixo do esportivo. experiência e um grande desafio, por se tratar de sua primeira personagem cômica, beirando a caricatura. “Foi um prazer participar deste projeto, nos divertimos muito”, declara a atriz. Cirurgia Palmirinha Onofre, apresentadora do Fox Life, na última terça-feira, em São Paulo, passou por uma cirurgia nos olhos. Ela, agora, aguarda cha-

mado para gravar mais uma bateria de programas. Enfermaria O calor intenso no Rio de Janeiro e os figurinos utilizados nas gravações da “fábula” “Meu Pedacinho de Chão”, no Projac, estão provocando estragos no elenco da novela. Rodrigo Lombardi, por exemplo, passou mal durante uma gravação, semana passada, e precisou de atendimento médico.

• E não deu outra: Jô Soares realmente encontrou um cenário diferente na sua volta ao ar, na Globo, isso em se tratando de talk show diário. • O noticiário do gênero está praticamente voltado para os programas de Danilo Gentili e Rafinha Bastos. • Falando no Rafinha, ele vem aí com uma série de ações de merchandising. • E se a gente fala que o Danilo precisa esquecer a Band, o mesmo se aplica ao Rafinha, em relação a Wanessa Camargo. • Ele precisa virar essa página. • Tem muita gente se escalando na série policial “Dupla Identidade”, de Glória Perez. • Porém, só Morena Baccarin tem espaço garantido na produção. • Isso, claro, se a atriz conseguir resolver algumas questões na televisão dos Estados Unidos.

Comédia de volta às 19h Sabe o há em comum entre “Geração Brasil”, próxima novela das sete, e “Buu”, sua substituta? Ambas vão investir pesado na comédia, que é a grande característica das produções apresentadas às sete da noite. Existe desde já a promessa de resgatar “a loucura” que sempre imperou por ali. E é só isso mesmo que o telespectador deseja, uma fórmula capaz de lhe proporcionar boas gargalhadas.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Com 11 anos de experiência em emissoras de televisão aberta e fechada, o publicitário Rodrigo Nhan Silveira é o mais novo reforço do grupo Box Brazil. Ele acaba de assumir o cargo de gerente de negócios. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br

O Teatro Amazonas não é boteco

MÁRIO ADOLFO

GILMAL

ELVIS

Inúmeras frases e hastags pululam nas mídias sociais sob o título “teatro não é boteco” aludindo ao incidente ocorrido esta semana onde um grupo de jovens estudantes do curso de Teatro da Universidade do Estado do Amazonas (sim, nós temos um curso superior de teatro) incitados por um recém-chegado professor da mesma área promoveram o que chamamos de confusão conceitual e mau uso dos preceitos constitucionais. Alguém do público fora impedido de entrar no Teatro Amazonas por estar trajando bermuda e, no dia seguinte, vários alunos do dito curso fizeram uma pequena manifestação em frente à histórica casa de espetáculos, vestidos com saias num ato legítimo e pacífico, importante e comum no âmbito democrático. Até aí tudo bem. Mas vejamos a fundo o sentido do protesto, melhor, a orientação para. O conceito de liberdade no Brasil tem adquirido contornos que desvirtuam a própria possibilidade de integração. Quando falamos de liberdade automaticamente o submetemos a outro conceito, grudado e irmão dele: o de igualdade. Não existe liberdade sem igualdade, mas para isso precisamos estabelecer condições – livres condições – para que todos possam usufruir e serem – olha só! – iguais perante a lei. Outro conceito tem gerado um conjunto de imbróglios no âmbito das manifestações democráticas no Brasil: o de interesse público. Como sabemos, o conceito daquilo que é público, no Brasil, tem tido qualquer ideia de anarquismo, lufa-lufa, libertinagem, “a casa é minha”, “a praça é do povo” e todos os tipos similares usados em seu pior sentido, o populismo da coisa. Interesse público aqui é confundido com interesse “do” público ou interesse de “um” tipo de público, sendo que o correto é o pensarmos a partir do seu caráter isonômico

respaldando justamente o sentido de liberdade. Em suma, basta dizer e repetir que liberdade é sinônimo de igualdade e estes têm íntimas relações e conjugam esforços para complementar o sentido de interesse público, àquele que está acima de todos os outros interesses para o bem da coletividade. Para que todos possam usufruir dos lugares e prédios públicos é preciso que haja um mínimo de regras, abertas e livres, sem que isto cause danos ao moral e ao patrimônio. É comum em qualquer espaço democrático que não seja permitida a entrada de alimentos, objetos inflamáveis ou que prejudiquem a estrutura física do lugar. Assim como bermudas, chinelos, saias curtas etc., que firam o moral da sociedade. É um absurdo isto? Sim, pode ser. Mas a discussão deve girar nas origens do próprio moral e é possível conjeturarmos de que este esteja nas bases da colonização, da dominação simbólica exercida pela igreja católica, na estrutura de nossa formação educacional, nas bases de nosso provincianismo político etc. Mas não é em frente ao Teatro Amazonas que vamos resolver isto. A briga, a nosso ver, é contra os Bolsonaros e Marcos Felicianos da vida, contra os contraventores de todos os tipos, contra os políticos arrivistas e contra os adeptos da solidariedade em seu pior sentido, àquele “em que sou solidário porque sou melhor que outrem e por isso devo ajudá-lo”. Mas por enquanto esta revolução cultural ainda está longe de acontecer a contar pelos exemplos que citei acima. A cultura que temos nos permite a isto e é bom que a respeitemos, caso contrário, pagaremos o preço com a própria liberdade e, às vésperas da má lembrança dos 50 anos do golpe militar, um atentado contra a cidadania brasileira, isto serve como um alerta.

Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural.

Para que todos possam usufruir dos lugares e prédios públicos é preciso que haja um mínimo de regras, abertas e livres, sem que isto cause danos ao moral e ao patrimônio


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Programação da TV

REPRODUÇÃO

SBT

13h - Tv Kids 14h - En Circuito 15h30 - A Questão É 16h - Ad & D 16h30 - Tv Kids 16h45 - Vídeo Mania 17h15 - Ritmo Brasil 18h - Mornigng Show – Melhores Momentos 19h30 - Te Peguei Na Tv 21h15 - Teste De Fidelidade 22h35 - Tv Shopping Manaus 23h35 - Ronaldo Castro 0h05 - Sob Medida - Reprise 1h10 - É Notícia 2h10 - Bola Na Rede 3h10 - Igreja Int. Da Graça

5h - Jornal Da Semana 6h - Igreja Universal 7h - Brasil Caminhoneiro 7h30 - Aventura Selvagem 8h30 - Vrum 9h - Sorteio Amazonas Da Sorte 10h - Domingo Legal 14h - Eliana 18h - Roda A Roda Jequiti 18h45 - Sorteio Da Telesena 19h - Programa Silvio Santos 23h - De Frente Com Gabi 0h - Nikita 1h - Chase A Perseguição 2h - Alcatraz 3h20 - Big Bang 4h - Igreja Universal

REDE TV

O seriado norte-americado “Alcatraz” é uma das boas atrações da madrugada no canal SBT

Horóscopo

6h30 - Igreja Int.da Graça 7h30 - Igreja Int.da Graça 8h30 - Tv Kids 9h - Rompendo Barreiras 10h - Tv Kids 10h30 - A Questão É 11h - Igreja Da Graça 12h - Fique Ligado

Cinema

RECORD 4h45 - Bíblia Em Foco 5h - Santo Culto Em Seu Lar 5h30 - Desenhos Bíblicos 8h30 - Record Kids 9h - Amazonas Da Sorte 10h - Record Kids 11h30 - Tudo A Ver Especial 14h15 - O Melhor Do Brasil 18h20 - Domingo Espetacular

22h15 - Spartacus 23h15 - A Nova Super Máquina 1h10 - Programação Iurd

BAND 5h – Power Ranger – Dino Trovão 6h – Desenho 6h30 – Santa Missa No Seu Lar 7h30 – Sabadão Do Baiano 8h – Desenho 9h30 – Popeye 9h45 – Infomercial – Polishop 10h15 – Power Rangers – Super Patrulha Delta 10h45 – Verdade E Vida 11h – Minuto Da Copa – Boletim 11h05 – Pé Na Estrada 11h30 – De Olho Na Copa – Boletim 11h35 – Só Risos 12h40 – Band Esporte Clube 14h – Gol, O Grande Momento Do Futebol 14h30 – Futebol 2014 – Ao Vivo 16h50 – Terceiro Tempo 19h – Só Risos 20h – Polícia 24 Horas 21h – Pânico Na Band 0h – Canal Livre 1h – Minuto Da Copa – Boletim 1h05 – Alex Deneriaz 1h40 – Show Business - Reapresentação 2h30 – Igreja Universal

Cruzadinhas

GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 É tempo de você desenvolver formas de comunicação, principalmente em seus negócios, que cheguem para além do que já foi. Sua orientação de vida e trabalho depende disso.

PRÉ-ESTREIA

REPRODUÇÃO

TOURO - 20/4 a 20/5 O desenvolvimento de sua personalidade depende agora de usufruir dos recursos que você tem e de estruturar os relacionamentos principais. Procure conciliar as duas coisas. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 É preciso agora ser firme em seus critérios e valores, assim como trabalhar de modo disciplinado e consistente de modo a superar as situações das quais quer se libertar. CÂNCER - 22/6 a 22/7 A consolidação de projetos para o futuro depende agora de ir além das limitações de momento e firmar sua motivação para implantar esses projetos, com toda sua dedicação. LEÃO - 23/7 a 22/8 É tempo de firmar as condições familiares e ampliar as amizades, de modo a consolidar a situação profissional que construiu nos últimos anos. Fortaleça boas raízes e fundações. VIRGEM - 23/8 a 22/9 É preciso firmar as formas mais eficientes de comunicação, assim como desenvolver as atividades profissionais. Assim, você aponta para o melhor futuro possível para você. LIBRA - 23/9 a 22/10 O aumento da segurança na vida material e o desenvolvimento quanto a atividades filosóficas e culturais são as maneiras que você tem para fazer sua vida prosperar. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Momento para firmar a confiança pessoal e se tornar uma pessoa mais segura diante da vida. Deste modo, sua capacidade de relação com as pessoas irá se ampliar e melhorar. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 O desenvolvimento em seu trabalho, agora, depende de você fazer sacrifícios em nome de participar de atividades em parceria e associação. Faça os sacrifícios necessários. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 O desenvolvimento pessoal depende agora de uma participação social mais bem comprometida, assim como de uma rotina na qual você tenha mais liberdade de trabalho. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 A consolidação de sua condição familiar está em firmar sua posição profissional, torná-la mais estável, assim como ser participativo e amoroso quando junto aos familiares. PEIXES - 19/2 a 20/3 Consolide a definição dos projetos de longo prazo e os estudos e atividades culturais. Procure ainda melhores condições no lar e no convívio familiar. Sua vida ficará melhor.

S.O.S. Mulheres ao Mar: BRA. 12 anos. Desiludida com o fim de seu casamento, Adriana decide reconquistar o ex-marido Eduardo, embarcando no mesmo cruzeiro onde ele está com a nova namorada, uma estrela de novelas. Motivada pelo livro de autoajuda “SOS – Salvando um Sonho”, Adriana leva no navio a irmã, Luiza, e a empregada, Dialinda. Decididas a arruinar a viagem de Eduardo, essas três mulheres acabam descobrindo caminhos novos e surpreendentes para suas vidas. Cinemais Millennium – 15h10, 17h10, 19h30, 21h30 (diariamente); Cinemais Plaza – 14h50, 16h50, 19h10, 21h10 (diariamente); Cinemark 6 – 11h10 (somente sábado e domingo), 13h30, 15h40, 18h15, 20h45 (diariamente), 23h10 (somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 3 – 16h40, 22h25 (diariamente), 14h05, 19h40 (diariamente), Cinépolis 8 – 16h30, 18h45, 21h15 (diariamente); Playarte 7 – 12h50, 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (diariamente), 22h50 (somente sexta-feira e sábado).

ESTREIA Namoro ou Liberdade: EUA. 14 anos. Três grandes amigos sempre levaram uma vida de farra e diversão, sem relacionamentos sérios. Mas aos poucos cada um conhece uma garota diferente, e contra as expectativas deles, os casos de uma noite transformam-se em namoros. Cinemais Millennium – 15h30, 17h30, 19h35, 21h35 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 14h30, 16h40, 19h, 21h20 (dub/diariamente); Cinemark 2 – 11h20 (dub/ somente sábado e domingo), 13h50, 16h10, 18h30, 21h (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 9 – 15h, 19h45 (dub/diariamente), 17h15, 22h (leg/diariamente); Playarte 2 – 13h15, 15h15, 17h15, 19h15, 21h15 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somente sexta-feira e sábado).

CONTINUAÇÕES Ninfomaníaca – Volume 2: EUA. 18 anos. Cinépolis 2 – 21h30 (leg/exceto terça-feira). Alemão: BRA. 16 anos. Cinemais Millennium – 14h, 19h (diariamente); Cinemais Plaza – 14h45, 17h10, 19h30, 21h50 (diariamente); Cinemark 8 – 11h30 (somente sábado e domingo), 14h, 16h25, 19h15, 22h (diariamente); Cinépolis 6 – 14h15, 16h45, 19h15, 21h45 (diariamente); Playarte 4 – 13h55, 16h10, 18h25, 20h40 (diariamente), 22h55 (somente sexta-feira e sábado). Need For Speed – O Filme: EUA. 12 anos. Cinemais Millennium – 14h, 16h35 (3D/dub/exceto sábado e domingo), 19h10, 21h50 (3D/dub/diariamente), 16h20, 21h20 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 13h40, 16h15, 18h50, 21h30 (dub/diariamente); Cinemark 4 – 13h40, 19h30 (3D/dub/diariamente), Cinemark 5 – 21h45 (3D/dub/diariamente); Cinépolis 4 – 13h, 19h30 (3D/dub/diariamente), 16h15, 22h30 (3D/leg/diariamente).

REPRODUÇÃO

Doze Anos de Escravidão: EUA. 14 anos. Cinemais Millennium – 15h20, 18h40, 21h10 (leg/diariamente); Cinépolis 1 – 17h05 (leg/diariamente); Playarte 9 – 13h10, 15h45, 18h20, 20h55 (leg/diariamente). Tinker Bell - Fadas e Piratas: EUA. Livre. Cinemais – 14h, 16h (3D/dub/ somente sábado e domingo); Cinemark 5 – 11h15 (dub/somente sábado e domingo), 13h20, 15h30, 17h40, 19h40 (dub/diariamente); Cinépolis 10 – 13h45 (dub/diariamente). 300 – A Ascensão do Império: EUA. 18 anos. Cinemais Millennium – 15h, 17h20, 19h40, 22h (3D/dub/diariamente), 14h20, 16h40, 18h50, 21h (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h, 16h20, 18h30, 20h40 (dub/diariamente); 14h40, 17h, 19h20, 21h40 (3D/dub/diariamente); Cinemark 1 - 13h15, 15h50, 18h40, 21h15 (dub/diariamente), 23h40 (dub/ somente sexta-feira e sábado), Cinemark 4 – 16h50, 22h25 (3D/dub/diariamente),

Cinemark 7 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h30 (3D/dub/diariamente), 23h (3D/ dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 1 – 13h05, 20h30 (3D/leg/diariamente); Cinépolis 5 – 14h30, 20h15 (3D/ dub/diariamente), 17h, 22h45 (3D/leg/ diariamente), Cinépolis 7 – 13h15, 19h (3D/dub/diariamente), 16h, 22h15 (3D/ leg/diariamente), Cinépolis 10 – 18h30, 21h (leg/diariamente); Playarte 1 – 18h50, 21h (3D/dub/diariamente), 23h10 (3D/leg/ somente sexta-feira e sábado), Playarte 5 – 14h, 16h10, 18h20, 20h30 (leg/diariamente), 22h40 (leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h (dub/diariamente), 22h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). Justin e a Espada da Coragem: EUA. 10 anos. Cinemark 3 – 11h50 (dub/somente sábado e domingo), 14h10, 16h30 (dub/diariamente); Cinépolis 2 – 15h30 (dub/diariamente); Playarte 1 – 12h50, 14h50, 16h50 (3D/dub/diariamente). As Aventuras de Peabody e Sherman:

EUA. Livre. Cinemais Plaza – 14h20, 16h30 (dub/diariamente); Cinemark 1 – 11h (dub/ somente sábado e domingo); Playarte 3 – 13h10, 15h10, 17h10 (dub/diariamente). Sem Escalas: EUA. Livre. Cinépolis 2 – 18h15 (leg/diariamente); Playarte 10 – 16h, 18h10, 20h20 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). Robocop: EUA. 14 anos. Cinemais Millennium – 14h40, 17h, 19h20, 21h40 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 15h, 17h20, 19h40, 22h (dub/diariamente), 18h40, 21h (dub/diariamente); Cinemark 3 – 18h50, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis 10 – 15h45 (dub/diariamente); Playarte 8 – 14h05, 16h25, 18h45, 21h05 (dub/diariamente), 23h30 (sub/somente sexta-feira e sábado). Uma Aventura Lego: EUA. Livre. Playarte 10 – 13h50 (dub/diariamente). Frankstein – Entre Anjos e Demônios: EUA. 14 anos. Playarte 3 – 19h10, 21h10


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::::: Sala de Espera

Jander Vieira

Ana Lúcia Montenegro e Warly Bentes Jr. estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

SÍLVIA CASTRO

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas promove, entre os dias 13 e 15 de maio, a 18ª Semana de Enfermagem da FCecon, evento voltado a acadêmicos da área da saúde em geral e que terá como tema “A Interdisciplinaridade e Transculturalidade no cuidar da pessoa com câncer”. Serão ofertadas 200 vagas para o evento, que acontece na própria instituição. A atividade recebe o apoio da Fapeam. As inscrições pelos 3655-4703 e 4763. Os valores variam de R$ 30 a R$ 60.

A bambina Helena com os tios Orsine Jr. e Karyne conferindo o sucesso da All Kids no Shopping Ponta Negra

::::: Alto cocar!

Formando par dos mais elegantes da cidade: os bonitos Amin Aziz e Kamila Jeniffer Barbosa

Um selecionado elenco de formadores de opinião e torcedores tradicionais do Garantido reuniu-se anteontem em um endereço do Dom Pedro para ouvir as propostas e ideias de Ito Teixeira. O incensado e respeitado artista red é candidatíssimo à presidência do Boi do Povão e hoje conta com a adesão de manauenses e parintinenses de “alto cocar”. A campanha de Ito vem pautada no apartidarismo, já que o artista não possui filiação partidária ou mesmo qualquer pretensão política na Ilha, o que para muitos já é uma vantagem já que nos últimos anos a mistura entre “boi e partido” vem rendendo dores de cabeça para as associações folclóricas. Muito bem.

::::: Irresponsáveis Com o novo asfaltamento da Constantino Nery, o nível da camada asfáltica ficou na altura do canteiro central. Em horários de pico, um festival de barbaridades é cometido naquela via. Motoristas de motocicletas e veículos de quatro rodas fazem “retorno” sem nenhuma cerimônia no lugar. Um absurdo que põe em risco a vida de todos. Se todo mundo resolver improvisar assim, o trânsito de Manaus ficará “melhor” ainda. Pela fé!

FOTOS: ISMAEL NEVES

::::: Em pauta

::::: Com Deus O clima de fé, amigos queridos e emoção a cada louvor, não deixa dúvidas: o evento que acontecerá no sambódromo, no próximo dia 11, será imperdível. Trata-se da edição 2014 do “Louvarei”. Fernandinho, Fernanda Brum, DJ PV e a banda Atrium serão as atrações do evento que leva a assinatura do Di Campos Produções e Eventos. Eu vou!

Carol e Maria Júlia Bessa – e suas lindas lanterninhas azuis – eram só alegria na tarde divertida do All Kids

SOCIAL CLUBE

Buteko inaugura roda de samba Uma legítima roda de samba, com a participação de oito músicos, é o principal destaque do projeto “Samba Social Clube”, que ocorrerá pela primeira vez hoje, a partir das 15h, no Buteko da Piscina, localizado na rua Acre, 23, quadra 49, no Conjunto Vieiralves. A programação começa com a apresentação do sambista Jorge Pampolha, que possui mais de 11 anos de carreira e, desde 2010, atua como vocalista do grupo Ases do Pagode. Além dele, outros sete músicos de carreira solo e de diferentes bandas da cidade vão compor a roda de samba. Também estão confirmadas as participações de Serginho, do grupo Insensatez; do músico Dudu Moura e de Lucinha do Samba, além de outros membros do Ases

do Pagode. Haverá ainda um show do cantor Adriano Arcanjo. “A ideia é proporcionar aos domingos um dia de muita alegria, com boa música, cerveja gelada, pessoas felizes e muita dança. Por isso, o repertório desta primeira edição do projeto foi escolhido com todo critério. Haverá interpretações de sambas do Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Grupo Bom Gosto, Zeca Pagodinho, Turma do Pagode entre outras bandas”, afirma um dos organizadores do proje-

to, o produtor musical Beto Contartesi. O chope estará liberado de 15h às 18h e, após a roda de samba, às 20h, o espaço dará lugar ao sertanejo. A programação será realizada no Buteko sempre aos domingos, a partir das 15h. Os ingressos para curtir o “Samba Social CLube” estarão à venda, na bilheteria do local, ao valor de R$ 20 (para homens e mulheres). O evento é uma realização da Jacc Produções e Arrecad Produções e Eventos.

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Jorge Pampolha, cantor do Ases do Pagode, está entre as atrações

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O parque Cidade da Criança receberá a Escolinha Oficial do Fluminense com treinos gratuitos para crianças e adolescentes. As inscrições serão realizadas de segunda a sexta-feira, no próprio parque, das 8h às 17h. As vagas são limitadas, viu? O ortopedista Eduardo Stewien – coordenador médico do Comitê Organizador da Copa em Manaus – está em Milão, participando da 23ª Conferência Internacional de Reabilitação e Traumatologia Esportivas, que encerra amanhã. O Legião Urbana Cover Brasil vem a Manaus para fazer única apresentação no Teatro Manauara, no próximo dia 28, às 22h. Os ingressos já estão à venda. O Messer Núcleo de Gastronomia, fincado no Parque 10, oferecerá, a partir da próxima semana, cursos de Confeitaria Básica e Culinária Intermediaria com aulas teóricas e práticas, além de degustação.

A 4ª edição do Comida di Boteco em Manaus já tem data para acontecer. Será no próximo dia 10, às 19h, no bar do Jef, com a apresentação oficial dos 19 botecos participantes. O concurso, que está debutando este ano, tem como tema “Mais amor e mais boteco, por favor!”. Hoje, o Almirante Hall servirá de cenário, a partir das 18h, de mais um ensaio da Batucada, com uma pitada de solidariedade em prol da recuperação do dançarino do Garantido Show, Tayno Carvalho. Os ensaios são uma preparação para o lançamento do CD/ DVD “Fé” 2014, que acontece no próximo dia 29, no curral Lindolfo Monteverde, em Parintins, e no dia 12 de abril, no sambódromo, em Manaus. Apesar de o cardápio já ser exclusivo e inovador, uma novidade promete ser a grande sensação no Crêpe Bistrô: a comida funcional. O restaurante, que inaugurará na próxima quinta-feira, no Vieiralves, vai oferecer opções light, com baixo carboidrato, sem glúten, sem lactose e sem açúcar.


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3 Capa

pintura de Marcelo Camparini

opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

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O caderno de notas de Itamar Assumpção

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Universo em desencanto

E outras 8 indicações culturais. Pág. 2

Será a matemática a única verdade do mundo? Pág. 3

O labirinto como monumento O centenário de Octavio Paz. Págs. 4 e 5

4

O outono do ‘isoporzinho’

5

Do arquivo de João Almino

6

Diário do Rio. Pág. 6

Cidade do México, 1983. Pág. 7

Neste bordel onde trepamos à vontade

A imaginação de Afonso Henriques Neto. Pág. 8


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Ilustríssima Semana

O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES

BRASILEIRO DIVULGAÇÃO

LIVRO | HISTÓRIA DA ARTE O filósofo francês Georges Didi-Huberman volta à importância do visual na percepção das artes no livro “Diante da Imagem”. Detendo-se em teóricos como Giorgio Vasari e Erwin Panofsky, ele faz uma arqueologia da história da arte para buscar recompor um olhar que possa ser livre da leitura imposta por conceitos. trad. Paulo Neves | ed. 34 | R$ 53 | 360 págs. MÚSICA | JASON MORAN O pianista americano se apresenta com sua banda The Bandwagon, baixo e bateria, na última noite da nova edição brasileira do Nublu Jazz Festival. Moran é considerado um dos grandes artistas do jazz atual e suas composições são inspiradas em pintores como Basquiat, Egon Schiele e Robert Rauschenberg. Logo depois, no mesmo palco, é a vez do guitarrista John Scofield, que já gravou com Chet Baker e Charles Mingus, tocar com o grupo Überjam. Sesc Belenzinho | tel. (11) 20769700 | sáb., 29/3, às 21h30 | R$ 40 ARTE | ADRIANA DUQUE A artista colombiana expõe sua individual “Iconos”, de retratos de meninas, todas batizadas de “Maria”. As fotos são inspiradas na pintura holandesa do período barroco. Como afirma Eder Chiodetto, responsável pelo texto de abertura, a obra de Duque pode ser vista como uma incitação corajosa ao embate da fotografia com a pintura. Também em cartaz na Zipper está “O Corpo É Eu: Diários sobre a Distância”, de Patrícia Araujo. Zipper Galeria | tel. (11) 4306-4306 | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h | grátis | até 12/4

‘Maria 24’, 2014, de Adriana Duque

LIVRO | ITAMAR ASSUMPÇÃO Organizado pelo compositor Marcelo Del Rio, pelas duas filhas e pela viúva do músico, “Itamar Assumpção: Cadernos Inéditos” reúne escritos de 60 cadernos de anotações de Assumpção. No lançamento do livro será exibido o documentário “Daquele Instante em Diante”, sobre a carreira do músico morto em 2003. Livraria Martins Fontes Paulista | tel. (11) 2167-9900 | qui., 27/3, às 18h30 | ed. Terceiro Nome | R$ 80 | 250 págs.

CARLOS VERGARA

Fotografias montadas em grades de presídio desativado do Rio, obra de Vergara no Museu Nacional

EXPOSIÇÃO | CARLOS VERGARA Amostra“Sudário”,que esteve antes no MAC Niterói, leva agora à capital federal monotipias em lenços, pinturas, fotografias trabalhadas em 3D, vídeos e instalações do artista gaúcho. São expostos vestígios dos diversos lugares por onde Vergara passou ao longo de sua carreira, como Índia, Capadócia, Cazaquistão, Londres, Pantanal, São Miguel das Missões e Salvador. Museu Nacional Honestino Guimarães - Brasília | tel. (61) 3325-5220 | ter. a dom., das 9h às 18h30 | grátis | até 11/5

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POP

ERUDITO

DANÇA | NOVÍSSIMOS PORTUGUESES A mostra traz à cidade três espetáculos de coreógrafos portugueses de dança contemporânea. Em “So Far”, de Elisabete Magalhães, os corpos lutam contra a exaustão. Lander Patrick constrói um ambiente erótico e provocador entre dois bailarinos em “Cascas d’Ovo”. E Vera Mota dança em “What Is the Color When Black Is Burned?”, baseada na música de mesmo nome de Neil Young. Sesc Belenzinho | tel. (11) 2076-9700 ‘So Far’, sex., 28/3, às 20h; ‘Cascas d’Ovo’, sáb., 29/3, às 20h; ‘What Is...’, dom., 30/3, às 17h | R$ 25

PERIÓDICO | REVISTA USP No clima da Copa do Mundo, a edição número 99 da publicação traz dossiê sobre futebol. Hilário Franco Júnior, professor aposentado do departamento de história da USP, analisa as verdades e exageros do rótulo “o país do futebol”. Por sua vez, o treinador Tite, vencedor do Campeonato Mundial de Clubes de 2012, pelo Corinthians, comenta o que faz de um jogador um ídolo dos campos. R$ 20 | 214 págs.

LIVROS | 50 ANOS DO GOLPE A editora Zahar promove o lançamento de três importantes livros sobre o regime militar. “A Ditadura que Mudou o Brasil”, organizado por Daniel Aarão Reis, Marcelo Ridenti e Rodrigo Patto Sá Motta (R$ 49,90), “Ditadura e Democracia no Brasil”, de Aarão Reis (R$ 44,90) e “As Universidades e o Regime Militar”, de Sá Motta (R$ 54,90). Ridenti e Motta autografam. Livraria Cultura - Conjunto Nacional | tel. (11) 31704033 amanhã, 24/3, às 19h30

ESTRANGEIRO

LIVRO | O PINTINHO A jornalista Alexandra Moraes lança pela editora Lote 42 o livro “O Pintinho 2 - Para Sempre Classe Média”, segundo volume da série de quadrinhos do Tumblr homônimo, em que são retratadas as divertidas conversas do galináceo e sua mãe. Casa Prólogo | tel. (11) 3666-6055 sáb., 29/3, às 16h20 | Lote 42 | R$ 29,90 | 96 págs.

Folha.com

Ilustríssimos desta edição RAQUEL CUNHA/FOLHAPRESS

AFONSO HENRIQUES NETO, 69, é poeta e autor de, entre outros, “Uma Cerveja no Dilúvio” (7 Letras). Seu primeiro livro de contos, “Relatos nas Ruas de Fúria”, será publicado no final de abril pela Azougue Editorial. ALVARO COSTA E SILVA, o Marechal, 51, é jornalista. EDWARD FRENKEL, 45, é professor de matemática da Universidade da Califórnia e autor do livro “Love and Math” (Basic Books). O texto “Será o Universo uma Simulação?” foi publicado originalmente no “New York Times

JOÃO ALMINO, 63, é diplomata e escritor, autor de romances como “Cidade Livre” (Record). MARCELO COMPARINI, 33, é pintor. MARIANA SERRI, 31, é artista plástica. SYLVIA COLOMBO, 42, é repórter especial da Folha. ALEXANDRA MORAES, 32, é jornalista, editora-adjunta da “Ilustrada” e publica a tira “O Pintinho” às segundas-feiras no caderno da Folha.

CIÊNCIA Stephen Hawking ganhou uma disputa com o cosmólogo Neil Turok sobre a detecção das ondas gravitacionais pós-Big Bang. Leia no site. FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha MÚSICA Trecho do vídeo ‘In My Mind’, onde Jason Moran reinterpreta performance de Thelonious Monk, em 1959 >>folha.com/ilustrissima


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Matemática

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Será o universo uma simulação? As verdades duvidosas do mundo RESUMO Físicos, filósofos e matemáticos, como o autor deste ensaio, têm estudado a possibilidade de que o universo no qual vivemos seja uma grande simulação computadorizada, desenvolvida por um programador do futuro. Natureza objetiva e atemporal da matemática seria uma chave para a compreensão da nossa realidade.

EDWARD FRENKEL

No romance “O Mestre e Margarida”, de Mikhail Bulgákov, o protagonista, um escritor, queima um manuscrito em um momento de desespero, apenas para aprender mais tarde

com o Diabo que “manuscritos não ardem”. Embora seja possível apreciar essa versão romântica, naturalmente, não há nenhuma razão para achar que ela seja verdadeira. Nikolai Gógol aparentemente queimou o segundo volume de “Almas Mortas”, e o livro se perdeu para sempre. Da mesma forma, se Bulgákov tivesse ateado fogo a seus originais, nós nunca teríamos conhecido “O Mestre e Margarida”. Nenhum outro autor teria escrito o mesmo romance. Há, contudo, uma área da atividade humana que quase poderia exemplificar a máxima segundo a qual manuscritos não ardem. Essa área é a matemática. Se Pitágoras não tivesse existido, ou se o seu trabalho tivesse sido destruído, alguém possivelmente teria descoberto o mesmo teorema de Pitágoras. Além disso, esse teorema significa para todos hoje a mesma coisa que significou há 2.500 anos e vai significar a mesma coisa para todo mundo daqui a mil anos – independentemente de avanços tecnológicos ainda por ocorrer ou do surgimento de novas evidências. O conheci-

mento matemático é diferente de qualquer outro conhecimento. As suas verdades são objetivas, necessárias e atemporais. A que classe de objetos pertenceriam as entidades e os teoremas matemáticos para que possamos conhecê-los tal como fazemos? Será que eles existem em algum lugar, um conjunto de objetos imateriais nos jardins encantados do mundo platônico, esperando serem descobertos? Ou são meras criações da mente humana? Essa questão tem dividido pensadores há séculos. Parece assustador sugerir que as entidades matemáticas tenham uma existência real e própria. Entretanto, se a matemática é apenas um produto da imaginação humana, como é que todos nós acabamos concordando com exatamente os mesmos conceitos matemáticos? Seria possível argumentar que as realidades matemáticas sejam como peças de xadrez, ficções elaboradas em um jogo inventado por seres humanos. Porém, ao contrário do xadrez, a matemática é indispensável às teorias científicas que descrevem o nosso universo. E,

ainda assim, há muitos conceitos matemáticos – de sistemas numéricos esotéricos até espaços dimensionais infinitos – que atualmente não se encontram no mundo que nos cerca. Em que sentido eles existem? Muitos matemáticos, se instados a se definirem, admitem serem platônicos. O grande lógico austríaco Kurt Gödel (1906-1978) argumentou que as ideias e os conceitos matemáticos “formam uma realidade objetiva própria, que não podemos criar ou alterar, mas apenas perceber e descrever”. Porém, se isso for verdade, como seria possível aos seres humanos aceder a essa realidade oculta? Não sabemos como; mas uma possibilidade fantástica é a de que vivamos dentro de uma simulação computadorizada regida pelas leis da matemática – e não no que comumente consideramos ser o mundo real. Segundo essa teoria, algum programador altamente avançado do futuro criou essa simulação e somos parte dela sem saber. Assim, quando descobrimos uma verdade matemática, estamos simplesmente desco-

brindo aspectos do código que o programador empregou. Probabilidade É bem possível que isso lhe pareça altamente improvável. No entanto, na opinião do filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, há mais probabilidade de estarmos em tal simulação do que não. Se há a possibilidade teórica para a existência de tais simulações, então, argumenta Bostrom, em algum momento os humanos irão de fato criá-las – e pode-se presumir que criarão muitas delas. E, se for assim, com o passar do tempo, haverá muito mais mundos simulados do que não simulados. Por isso, em termos estatísticos, temos mais probabilidade de estarmos vivendo em um mundo simulado do que em um mundo real. A ideia é de fato muito inteligente, mas haveria alguma forma de pôr essa hipótese a teste, de maneira empírica? Na verdade, pode haver. Em artigo de 2012, “Constraints on the Universe as a Numerical Simulation” [restrições sobre o universo como simulação numérica, publicado na plata-

forma asXiv.org, administrada pela Universidade Cornell], os físicos Silas R. Beane, Zohreh Davoudi e Martin J. Savage delineiam um possível método para detectar se o nosso mundo é, na verdade, uma simulação de computador. Há anos físicos vêm criando as suas próprias simulações computadorizadas das forças da natureza – em escala minúscula, do tamanho de um núcleo atômico. Eles usam uma grade tridimensional para modelar um pedacinho do Universo e, então, rodam o programa para ver o que acontece. Dessa forma, eles foram capazes de simular o movimento e as colisões das partículas elementares. Entretanto, observam Beane e seus colegas, essas simulações computadorizadas geram pequenas, porém, distintas anomalias – certos tipos de assimetrias. Eles se perguntam se conseguiríamos detectar essas mesmas anomalias distintas no universo real. No artigo, eles sugerem que um olhar mais atento aos raios cósmicos pode revelar assimetrias análogas às dos modelos: poderíamos estar vivendo numa simulação..


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Literatura RESUMO Intelectual de maior relevo e único Nobel de Literatura do México, autor prolífico e ativo na vida pública, Paz (1914-98) é celebrado de forma solene em seu país. Escritores e críticos ouvidos pela Folha lá como no Brasil, onde é hoje pouco editado, comentam o legado de sua obra e as controvérsias na vida política mexicana.

SYLVIA COLOMBO ILUSTRAÇÃO MARCELO COMPARINI

Uma manta roxa com listras pretas cobre uma árvore na estrada Capacuáro-Los Reyes, no Estado de Michoacán (centro-sul do México). O tecido, usado como xale pelas indígenas da região do antigo Império Purépecha (séc. 14-16), é um sinal: até ali, e não mais, pode ir o homem branco. Os purépechas estão cansados não apenas da violência dos cartéis de drogas que atuam na região mas também do Exército e das instituições do Estado nacional. A guerra instalada entre as duas partes desde 2006 já deixou mais de 60 mil mortos no país. Mas o embate pode ser visto como uma das faces, ainda vívidas, de conflitos ancestrais envolvendo indígenas (cerca de 11% da população do país, hoje com 112 milhões de habitantes), espanhóis (ou branco dominante) e “criollos” (os nascidos na América, mas de ascendência europeia). Os mesmos conflitos, em suma, que ocuparam boa parte da obra de Octavio Paz (191498), maior intérprete da cultura mexicana, cujo centenário se comemora no dia 31. “Os escritos de Paz valem ainda hoje. Sua obra poética e ensaística buscava entender como a mistura histórica e cultural que nos forma é conflituosa, violenta e original”, diz à Folha o escritor Juan Villoro. “Ele dizia que nós éramos os executores do pó. Que havíamos destruído o mítico vale que nos fora dado e que nele havíamos construído um deserto. O eixo de sua obra poética e ensaística inquire sobre o que era esse deserto”. Essa obra que muito deve à investigação sobre o que é ser mexicano fez de Octavio Paz, em 1990, o único ganhador do Nobel de Literatura no país. Seu nome é, até hoje, uma espécie de estandarte da cultura local no exterior. A partir da semana que vem, Paz será celebrado em cerimônias solenes e exposições em seu país, no Colégio Nacional de México (instituição acadêmica que reúne nomes célebres da intelectualidade local) e no Palácio de Bellas Artes (teatro e centro de exposições). A maioria das celebrações terá o selo do Estado, por meio do Conaculta (Conselho Nacional para a Cultura e as Artes). Uma legião de autores de vários países se reunirá na capital mexicana para lembrar sua obra. Entre eles, estarão quatro outros vencedores do Nobel: Wole Soyinka (Nigéria), Derek

3 O imperador da solidão Visões de Octavio Paz em seu centenário

Walcott (Santa Lúcia), Jean-Marie Gustave Le Clézio (França) e Mario Vargas Llosa (Peru). As comemorações oficiais terão ainda um braço em Madri. No Brasil, o nome de Paz será lembrado com a reedição de “O Labirinto da Solidão” [trad. Ari Roitman e Paulina Wacht, R$ 69, 384 págs.], que a Cosac Naify coloca nas livrarias no começo de abril. A editora – que, em parceria com o Fondo de Cultura Económica, havia lançado dois dos principais ensaios sobre poesia do autor, “O Arco e a Lira” (em 2012) e “Os Filhos do Barro” (em 2013) – escolheu para marcar o centenário a obra na qual Paz investiga a alma, os hábitos, as festas, a sociabilidade e o histórico sentimento de solidão do mexicano. No ano que vem, a mesma editora lançará uma antologia poética, organizada por Heloisa Jahn, com tradução de Horácio Costa, que virá reforçar um catálogo hoje magro de obras de Paz no país. Além dos títulos recentes, só se encontram facilmente em livrarias edições brasileiras de outros três títulos: “Signos em Rotação”, “Marcel Duchamp ou o Castelo da Palavra” (ambos pela Perspectiva) e “O Ramo, o Vento” (Autêntica). A Flip considera realizar um evento de homenagem ao mexicano em sua próxima edição, no fim de julho, mas nada está definido. O que há de concreto é o seminário internacional “Pai-

xão Crítica: 100 Anos de Octavio Paz”, que reunirá mais de 20 nomes, entre 29 de setembro e 2 de outubro, para falar da relevância do intelectual tanto na literatura como na política, com sessões na PUC-Rio e na Academia Brasileira de Letras. Zócalo Num Starbucks localizado numa esquina do Zócalo, a praça principal da Cidade do México, em torno da qual se concentram os edifícios do poder federal, o estudante de administração Manolo Viñas, 23, olhos vidrados num iPad e tomando um expresso duplo (sinal dos tempos num país em que o café chamado “americano”, aguado, imperava até há pouco), conta que os livros de Paz ocupavam prateleiras inteiras na casa de seus pais, mas que seu conhe-

ENCONTRO

Uma legião de autores de vários países se reunirá na capital mexicana para lembrar sua obra. Entre eles, estarão quatro outros distintos vencedores do prêmio Nobel de Literatura

cimento da obra do autor se resumia a uns quantos poemas lidos na escola. Perto dali, numa filial da livraria Gandhi, famosa cadeia local, há uma estante comemorativa do centenário de Paz. Numa ensolarada manhã de fim do inverno, Alfredo Ordáz, 67, folheava o ensaio do autor sobre erotismo, “La Llama Doble” (fora de catálogo no Brasil). “Paz se aventurou em áreas que nós, mexicanos, não tratamos abertamente, como o amor e a sexualidade. Foi fundo para tentar entender por que somos tímidos e recatados, mas levamos uma chama interior que explode em momentos festivos”. Labirinto Em “O Labirinto da Solidão”, Paz diz: “Vivemos ensimesmados, como esses adolescentes taciturnos, donos de não se sabe qual segredo, que protegem com sua aparência carrancuda, mas que só espera o momento propício para se revelar”. O livro, publicado originalmente em 1950, insere-se na longa tradição de grandes ensaios interpretativos latinoamericanos, que deu origem também a “Facundo” (1845), do argentino Domingo Faustino Sarmiento, ou aos clássicos dos brasileiros Sérgio Buarque de Holanda (“Raízes do Brasil”, 1936) e Gilberto Freyre (“Casa Grande & Senzala”, 1933). “O Labirinto da Solidão” é

um ensaio sobre a identidade mexicana (individual e coletiva), baseado na investigação das heranças culturais (coloniais e pré-colombianas) e na originalidade dessa mistura com o elemento nativo. No pano de fundo, está a ideia da pátria violada, que seria a mãe dos mexicanos. No capítulo “Filhos da Malinche”, Paz opina que os mexicanos seriam filhos dessa mãe que não resiste à violação, à conquista. A relação direta é com Hernán Cortés, conquistador espanhol que tomou como amante uma indígena náhuatl, Malintzin. Malinche, como se tornou mais conhecida, teria sido sua guia e intérprete e é vista, por muitos, como uma traidora, que facilitou a conquista do país. Tudo sobre Malinche é duvidoso, pois falta documentação para provar seus passos, e sua desaparição é também incerta. Ao referir-se aos “filhos da Malinche”, Paz quer dizer que os mexicanos são frutos da violação da pátria. Hoje, a relevância do “Labirinto” é avaliada por escritores e ensaístas mexicanos de maneiras distintas – o grau de apreciação pode ir do tom celebratório ao relativizador, a depender da geração de quem se pronuncia. Ficcionista e jornalista contemporâneo de Paz, Carlos Monsiváis (1938-2010) dizia que “O Labirinto” ganhava im-

portância crescente “num país já não culturalmente periférico e já não tão dependente de mitologias”. Na opinião do crítico Christopher Domínguez Michael, 52, que trabalhou com Paz na revista “Vuelta”, fundada pelo Nobel em 1976, o livro parte de um sistema de interpretação ultrapassado. “Crônicas da pátria colonial violada existem em várias culturas”, diz. Ainda assim, Domínguez Michael (que está lançando uma biografia do ex-chefe, “Octavio Paz en su Siglo”) crê que ninguém analisou a mexicanidade como Paz fez naquelas páginas. Juan Villoro, 57, sublinha que “é preciso entender o contexto do ‘Labirinto’”. “É uma obra dos anos 1950, quando o México vivia uma euforia nacionalista, ainda efeito da Revolução; estávamos inebriados com o vanguardismo de nossa Constituição e, ao mesmo tempo, celebrando interpretações populares e artísticas de nossa história, vide o sucesso dos muralistas [Diego Rivera, José Orozco e David Alfaro Siqueiros]”. De fato, o processo revolucionário mexicano, que se iniciou em 1910 e culminou na promulgação da Constituição de 1917 (em vigor até hoje), deu origem a um período histórico de grande euforia e nacionalismo. O México conseguiu afastar a Igreja das decisões políticas, tirou terras do Estado eclesiástico, promoveu uma ampla


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no ano seguinte, Paz ganha o Nobel”. Para o editor e ensaísta Enrique Krauze, 66, a renúncia à embaixada “foi o melhor momento político de Paz, um gesto invulgar e altamente rebelde”. “E não mudaria apenas sua vida, mas a vida intelectual do México e, num certo sentido, da América Latina”, frisa Krauze, diretor da revista “Letras Libres”, publicação mensal criada em 1999 que é considerada uma sucessora de “Vuelta” (e que, além da edição mexicana, tem uma versão publicada na Espanha). Além de “Vuelta”, Paz fundou também a revista “Plural” (197276), que questionava tanto as ditaduras latino-americanas como o regime cubano. Christian Domínguez Michael recorda os tempos da “Vuelta”. “A revista era feita com a agenda de amigos de Paz. Se ele precisava de algo do Brasil, pedia a Haroldo de Campos; da Espanha, a amigos seus de lá; e assim por diante. Era uma rede de correspondentes de luxo, que morreu com ele, em 1998”, explica, com tristeza, o crítico. Jorge Volpi ecoa a constatação de Domínguez Michael: “Os intelectuais históricos estão desaparecendo, é o fim da grande geração que, com a pena, influenciava, participava da política e da sociedade. São outros tempos”.

reforma agrária, além de garantir liberdade de culto, direitos trabalhistas e outros direitos sociais, dois anos antes da mítica Constituição de Weimar. O escritor Jorge Volpi, 45, por sua vez, considera que “apesar de ser muito lindo, em termos literários, [‘O Labirinto’] traz uma fenomenologia do homem mexicano hoje difícil de sustentar. Ficou um pouco datada”. Por fim, o ainda mais jovem crítico e escritor Rafael Toriz, 31, considera que o desgaste do “Labirinto” está mais na interpretação do que em seu significado. “Essas outras gerações parecem não entender que é uma obra aberta. Uma obra que dialoga com a poesia de Paz e com a própria história do México atual. Não deve ser lida de maneira literal, é preciso continuar seu vanguardismo na forma, e não transformá-lo num cânone”. Até a época de publicação de “O Labirinto da Solidão”, Paz ainda era um entusiasta do PRI – o Partido Revolucionário Institucional, nascido após a Revolução – e era considerado um intelectual progressista. Sua desilusão com a esquerda começou no final dos anos 1930, após a Guerra Civil Espanhola (1936-39), no qual se enfrentaram as milícias republicanas e as forças franquistas. Paz engajou-se na campanha republicana, porém não escondeu sua decepção

com os abusos cometidos pelos comunistas e passou a denunciar os extremos ideológicos. Começava seu afastamento da esquerda soviética e uma defesa de um modelo mais democrático de progressismo. De 1946 a 1951, o escritor viveu em Paris. Durante esse período, conviveu com os existencialistas franceses e travou amizade especialmente com Albert Camus (1913-60), tornandose crítico severo da esquerda tradicional e pregando uma perspectiva mais libertária. Carlos Monsiváis registrou, em “Octavio Paz y la Izquierda” (“Letras Libres”, abril de 1999), a decepção de Paz com a ideologia que até então seguia: “Na Espanha vê instalar-se, ao lado do heroísmo e da solidariedade, a inquisição de corte soviético. Paz vai se distanciando da es-

SAÍDA

No ano de 1968 ocorreu o grande gesto político e humanitário. Em resposta ao brutal Massacre de Tlatelolco, Paz acabou renunciando ao posto de embaixador mexicano na Índia

querda stalinista (quase a única existente naquele momento) e se reorienta através do exame e da rejeição aos dogmas”. A essa frustração com a esquerda, cristalizada sobretudo após sua participação num congresso de escritores antifascistas em Valência, em 1937, Paz somaria outra: a prisão do poeta cubano Herberto Padilla (1932-2000), em 1971, pelo regime de Fidel Castro. O caso marcou o abandono por parte de vários intelectuais da defesa da Revolução Cubana (1959). Além de Paz, Mario Vargas Llosa, Julio Cortázar, Susan Sontag, JeanPaul Sartre, entre outros, pediram publicamente a libertação do poeta. A pressão internacional teve resultado, mas Padilla acabou deixando Cuba, optando por ir viver nos EUA. Acabou sendo tratado pela gestão Ronald Reagan (1981-89) como herói e símbolo do fracasso revolucionário cubano. A guinada ideológica de Paz não foi bem aceita pelos seus pares, e ele passou a ser considerado um escritor “de direita”. Sem encontrar espaço no México para suas denúncias contra os campos de concentração soviéticos, passaria a publicar artigos políticos e literários em revistas argentinas, como a “Sur”. Em 1968, porém, ocorreu o grande gesto político e humanitário que o reconciliaria com a maioria dos intelectuais latino-americanos. Em

resposta ao brutal Massacre de Tlatelolco, Paz renunciou ao posto de embaixador mexicano na Índia. Em 2 de outubro daquele ano, dez dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos na capital mexicana, o presidente Gustavo Díaz Ordáz enviara uma força militar para reprimir uma manifestação estudantil na praça das Três Culturas, em Tlatelolco, no centro da cidade. O resultado foi uma carnificina – as estimativas de mortos são díspares, indo de 500 a 3.000. Instado a fazer um poema celebratório das Olimpíadas, Paz respondeu, então, usando de trágica ironia, com versos que diziam: “Los empleados municipales lavan la sangre en la plaza de los sacrifícios”. O intelectual rompeu nesse momento com o PRI, que ocupava o poder desde 1929 (e no qual permaneceria até a eleição de Vicente Fox Quesada, do Partido de Ação Nacional, em 2000). “Nesse ponto, Paz já não correspondia estritamente mais à esquerda tradicional, mas também não se aliava à direita. Foi chamado de reacionário, foi afastado da discussão política, mas, na verdade, era quem fazia o retrato mais lúcido do que estava acontecendo”, afirma Villoro. Jorge Volpi completa: “A história acabaria por lhe dar razão do ponto de vista ideológico. Em 1989, cai o Muro de Berlim. E,

Poesia Apesar do relevo dado à dimensão política de sua obra, é consensual, entre os intelectuais ouvidos pela Folha no México e no Brasil, a ideia de que a parte do legado de Paz que se mantém mais sólida e influente é a poesia. Descendente direto das vanguardas do século 20, Paz iniciou-se na poesia em 1933, aos 19 anos. Logo abraçou diversos experimentalismos, o que o levou a afinar-se com os concretistas brasileiros. Sua poesia não era popular ou diretamente engajada, como a do chileno Pablo Neruda (1904-73), seu amigo, mas era revolucionária na forma e liderou uma renovação na região. Para o poeta e professor da UFMG Sérgio Alcides, 46, a poética de Paz era “totalmente absurda de um ponto de vista europeu ou anglo-americano”. “Em Paz, a condição de periférico é o que lhe dá o ímpeto verdadeiramente cosmopolita. Justamente por estar livre da rigidez dos centros estáveis é que consegue conciliar o barroco hispano-americano, a cadência torrencial de Walt Whitman, o desafio à linguagem de Mallarmé, o orfismo de Hölderlin e a sabedoria da Índia, chegando a um resultado único”. O texto em que talvez esses elementos tenham se reunido de forma mais exitosa foi “A Pedra do Sol”, que mistura vanguarda e mitologia clássica. Brasil Apesar de ser um fã incondicional da Argentina e de crer que, em toda a América Latina, somente ali havia uma grande tradição literária como a do México, Paz tinha afetos importantes no Brasil, e o principal deles era Haroldo de Campos (1929-2003). Seu diálogo com os concretistas marcou o trabalho de ambos os lados. “Sinto que os concretistas levaram ao limite o experimentalismo de Paz. Em algum momento, ele quis parar, voltar às formas tradicionais, e o Brasil representou um obstáculo para isso”, diz Domínguez Michael. “Depois de um tempo a influência brasileira tornou-se daninha”, opina. O principal ponto desse contato mútuo deu-se em 1986, quando Haroldo de Campos dedicou-se ao que chamou de “transcriação” do poema “Blanco”, de Paz. Pelas mãos do brasileiro, transformou-se

no “Transblanco”. Para chegar ao resultado, ambos trocaram ávida correspondência. Haroldo e Paz se conheceram no final dos anos 1960, quando o jurista Celso Lafer os colocou em contato. O brasileiro leu “O Arco e a Lira” e outros textos do mexicano e enviou-lhe por correio a revista “Noigandres”. Paz já tomara conhecimento do grupo dos concretistas brasileiros, por meio de indicação do poeta norte-americano E.E. Cummings. A correspondência entre ambos persistiria de fevereiro de 1968 a maio de 1981. “Não creio que se possa falar de influência, seria muito simplista. O que houve entre os dois foi um diálogo muito intenso e rico, ambos já eram poetas maduros. Havia muitas afinidades entre os concretistas e Paz; além do ímpeto renovador, nas temáticas, por exemplo o erotismo, o interesse pelo elemento indiano”, diz o crítico Davi Arrigucci Jr. Celeuma Às vésperas do centenário de Paz, a grande celeuma no México se refere a o que acontecerá com seu legado. Paz deixou tudo o que tinha para sua viúva, a pintora francesa Marie-José Tramini, sua segunda mulher, com quem se casou na Índia, em 1964. O escritor não teve filhos com Marijó, como a chamam os próximos. Com a primeira mulher, a dramaturga Elena Garro, morta em 1998, teve uma filha, Helena Paz Garro, hoje com 74 anos e, por conta de problemas graves de saúde, vivendo reclusa, em Cuernavaca, na região central do México. Assim, toda a autoridade sobre o espólio do escritor está nas mãos de Marijó, que não tem dado entrevistas e guarda em sua casa os livros e papéis sobreviventes ao incêndio que destruiu parte do apartamento do casal no Paseo de la Reforma, em 1996. Há cartas, textos inéditos de Paz e contratos oferecidos por editoras para relançar seus livros, muitos dos envelopes ainda fechados. Sem saber o que fazer quanto ao comportamento de Marijó, amigos de Paz e colaboradores de sua obra chamaram até mesmo María Kodama – viúva do argentino Jorge Luis Borges e conhecida por sua atitude rigorosa com a memória do autor de “O Aleph” – para convencê-la a ser mais flexível com relação à obra do marido. Há o risco, que alguns apontam já como uma sombra sobre a celebração do centenário, de que a obra de Paz, escritor tão prolífico – só de ensaio foram mais de 20 títulos – e ativo, adquira o caráter vetusto de um monumento. Bairro histórico cheio de construções coloniais e carregadas de símbolos nacionais, como a casa da Malinche e o museu Frida Kahlo, Coyoacán é hoje uma área de lazer e turística. Lá fica também a casa onde Octavio Paz passou seus últimos anos. Hoje transformada na Fonoteca Nacional, a antiga residência fica numa rua ainda de pedras – os citadinos gostam de dizer que a Francisco Sosa é a primeira rua calçada de todo o continente. Nos fins de semana, o “zócalo” do antigo vilarejo incorporado como bairro ao sul da cidade fica cheio de famílias buscando entretenimento. Na grande praça, abundam “organilleros”, de cujos realejos saem sons que se confundem nos ouvidos dos visitantes. “Por sorte eles estão desaparecendo, já não há mais peças de reposição para esses instrumentos”, diz o taxista Giuseppe, descendente de italianos. “O som é uma praga, mas eles estão associados à vida boêmia da cidade, quando os intelectuais se reuniam nos cafés. Uma época que já foi”.


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Diário do Rio O MAPA DA CULTURA

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Na orla, os cocos ardem Altas de valor e calor num Verão $urreal

ALVARO COSTA E SILVA

O verão só acabou na folhinha. No Rio ele costuma entrar março adentro, com chuvas fortes no fim da tarde, nem sempre com temperaturas menos elevadas, mas com praias mais vazias – a petizada já retornou às aulas, e os turistas, como a torcida do Botafogo, estão em menor número. O que o carioca ainda não sabe é como apelidar a estação: Verão do $urreal ou Verão da Bermuda? Se perguntar na esquina, é batata: o Rio é hoje a cidade do mundo que mais dói no bolso. Duas pesquisas recentes mostram que comer fora de casa, aqui, é mais caro que no resto do país (R$ 37,16, contra a média

nacional, de R$ 30,14) e que o aluguel de um apartamento de dois quartos em Ipanema aumentou 410% desde 2008. No auge do calor, os preços deram um foguete. Um exemplo é ilustrativo: o coco, na orla das praias da zona sul, bateu R$ 10. O carioca reagiu, com humor, criando uma nova moeda: o $urreal. Passou a fazer campanha nas redes sociais contra práticas escorchantes, denunciando-as. Não demorou e surgiu um símbolo da luta: o “isoporzinho”, bolsa térmica com latas de cerveja, sucos ou lanches. Até o casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert aderiu à novidade, nas areias em frente à rua José Linhares, no Leblon. Só faltou a farofa, com a qual os suburbanos eram identificados na praia.

Mas teve “sacolé”, picolé de frutas artesanal dentro de pequenos sacos plásticos, na versão pura ou batizada com cachaça ou vodca. E até piscininha de plástico e banho de mangueira em festas descoladas. A classe média, enfim, chega ao paraíso. Abaixo a calça comprida Com calor de rachar catedrais, o carioca andou avesso: pedindo frente fria e chuva. E convencido de ir ao trabalho de bermuda, antiga reivindicação que assumiu ares de movimento organizado. Não uma bermuda qualquer: estilistas recomendaram uma linha mais safári, manja? Calças curtas, é claro, têm mais a ver com o clima da cidade. Mas, fora uma ou outra empresa moderninha, não houve jeito. A

ditadura da calça comprida para homens continua mandando. Um funcionário público resolveu radicalizar: vestiu uma saia longuete xadrez, preta e branca – “discreta”, segundo ele – mas mesmo assim foi barrado no Centro Administrativo do Estado do Rio. Um aluno da Fundação Getúlio Vargas levou mais sorte: os seguranças, sem ação, o deixaram entrar de saia pelas canelas. Maior elegância. Quem sabe no ano que vem a moda pega? Sem camisinhas O que passou não foi um Carnaval de “importância histórica”, como previu na “Ilustrada” o escritor Michel Laub. Mas teve lá os seus momentos. Como a promoção de uma marca de camisinha no meio do bloco Sargento Pimenta,

que desfilou no Aterro do Flamengo. A intenção era instalar “uma cápsula do prazer”, que poderia ser usada por casais na folia. Mas a estrutura não tinha alvará da Secretaria Especial de Ordem Pública, e a brincadeira gorou. Nada que chocasse o arquiteto Nireu Cavalcanti, que mergulhou na pesquisa de documentos para escrever o recém-lançado “Histórias de Conflitos no Rio de Janeiro Colonial” [ed. Civilização Brasileira, 336 págs, R$ 50]. Nele revela-se que, em 1807, foi apreendido na alfândega um contrabando de 1.716 camisinhas (ou “saquinhos de pele fina”). Mais uma vez, empataram a festa. Lupa na Lapa Na história do samba, possivelmente não há bairro mais citado do que a

Lapa e, pelo visto, vai continuar como fonte de inspiração por um bom tempo. Que o diga Moyseis Marques, cantor e compositor ligado ao ressurgimento musical daquele pedaço de terra de ninguém cortada pelos Arcos. No CD “Casual Solo” – produção independente gravada na Califórnia, que pode ser encomendada no site do artista, moyseismarques.com.br –, a voz de Moyseis passeia na intimidade de dez canções, repertório que mistura Toninho Horta e Luiz Carlos da Vila a Ray Noble e Bob Marley. Pois lá está “De Lupa na Lapa”, recente parceria do cantor com o letrista Mauro Aguiar: “Quem vagou na Mem de Sá/ Sabe onde tá o tal filé/ Um capilé e toma lá, dá cá/ É como é/ O nosso mafuá”.


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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

5 Tardes de Paz Cidade do México, 1983

ACERVO PESSOAL

Exemplar de “Tiempo Nublado” dedicado por Octavio Paz a Almino

JOÃO ALMINO

Quando se comemora o centenário de nascimento de Octavio Paz, penso no privilégio de tê-lo encontrado várias vezes entre 1982 e 1985. Fui apresentado a ele pelo escritor colombiano Álvaro Mutis, que comentou com Paz meu trabalho com Claude Lefort. Eu havia terminado meu doutorado em filosofia em Paris, orientado por Lefort, e, como diplomata, chefiava o setor cultural da Embaixada do Brasil no México. Era maio de 1982, e Paz revia ou reescrevia ensaios que viriam a ser reunidos em seu livro “Tiempo Nublado”. “Em geral recebo os jovens às quartas-feiras, no final da tarde”, me disse, afável. Nunca soube se era certo ou não, pois quando o visitava nunca ali encontrei outros jovens, mas passei a telefonar-lhe às vezes no final das tardes das quartas para perguntar se poderia fazer uma rápida visita. Em apenas poucos minutos, a pé, eu chegava ao apartamento do poeta. Ele

morava no Paseo de la Reforma, 369, apartamento 104, e eu trabalhava no número 455 da mesma avenida. Sentávamos num banco entre estantes de sua biblioteca, tomávamos um café e conversávamos sobre os filósofos do grupo Socialismo ou Barbárie, em especial sobre Lefort e Cornelius Castoriadis, e sobre os temas da democracia, do totalitarismo e da revolução. Ele tinha um pensamento antitotalitário e nutria uma simpatia maior pela revolta do que pela revolução. Preocupavam-no de maneira especial os rumos tomados pela Revolução Islâmica no Irã e a evolução da crise centro-americana (o processo negociador do chamado Grupo de Contadora começaria em poucos meses, no início de 1983). Também tratamos da poesia no Brasil, cuja grande referência para ele era o concretismo e suas inspirações em Pound e nos ideogramas chineses. Na época mantinha uma correspondência com Haroldo de Campos sobre a tradução do poema “Blanco”, que veio a

ser mais tarde publicada com o título de “Transblanco”. Embora tivesse uma cultura quase ilimitada – quando de seus 70 anos, dialogava com especialistas dos mais diversos campos numa série televisiva demonstrando conhecimentos superiores aos de seus interlocutores, o que levava Álvaro Mutis a designar a série, em tom de brincadeira e em alusão ao romance de Vargas Llosa, de “Conversaciones con la Catedral” –, seus conhecimentos do Brasil eram limitados. Talvez por isso tenha apreciado tanto o convite, intermediado por Celso Lafer, para uma visita ao país. De nosso diálogo, quando de seu regresso, impressionou-me que não demonstrasse entusiasmo pelo barroco brasileiro, talvez sem perceber a elegância das fachadas de suas igrejas ou por achá-lo mais pobre que o hispano-americano. Eu escrevia meu primeiro romance, que teve um capítulo divulgado em primeira mão na revista que ele dirigia, “Vuelta”, publicação para a qual também escrevi uma breve introdução a Claude Lefort,

numa época em que ainda não havia traduções do filósofo para o espanhol. Num dos encontros com Paz, lhe contei meus planos de eventualmente trocar a diplomacia pela carreira universitária, já que eu apreciava naquela época a minha experiência como professor visitante na Unam (Universidad Nacional Autónoma de México). Paz foi enfático em me desaconselhar a abandonar a diplomacia. Ele renunciara ao cargo de embaixador na Índia em protesto contra o massacre de estudantes na praça de Tlatelolco, em 1968, mas não se arrependia dos anos no serviço exterior. Ao contrário, acreditava que, sobretudo para um escritor, a carreira abria horizontes e permitia encontros frutíferos. Quando “Tiempo Nublado” saiu, em setembro de 1983, levei um exemplar a ele, para que me dedicasse. Tenho praticamente todos os livros de Paz, mas guardo com carinho especial aquela primeira edição, com a dedicatória que me fez em sua biblioteca, por me recordar dessas conversas.


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Imaginação PROSA, POESIA E TRADUÇÃO

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Dois poemas

Visita

AFONSO HENRIQUES NETO ILUSTRAÇÃO MARIANA SERRI

Mais uma Balada En ce bordeau ou tenons nostre estat. François Villon o cancro não mente, semente imperdoável, quanto há de ser notável dileto, seleto esqueleto violáceo, olho fígado cu da tempestade o cancro não se faz pela metade, ilha sobre ilha, armadilha de flores, rebrilhar do sol sobre bouba sem boutade, neste bordel onde trepamos à vontade. a guerra não sente, demente olhar o que há na TV, paz, passeata, matinê de gritos brancos sob treva oca, a cama em que imagens podres babam sem alarde sementeira de bombas, asco que tanto arde quanto, destarte, planeta se desfaz em dores, cólica sem arte, fermento que já vem tarde, neste bordel onde trepamos à vontade. o cósmico silente, áurea lente abrir-se d’olho cego abstratamente, nem queira vir de verso que em reverso sonharás perverso dom do diluir cidade, pois quanto senti nem me lembro: invento o vento sem tempo, flutuar odores no vago, vaso vazio da emporcalhada verdade, neste bordel onde trepamos à vontade. envoi senhor, dos males que tanto temo livrai-me, turvo tumor tudo quanto late no planeta torvo em pústulas do demo, bordel onde trepamos dessarte.

Bateramà porta, bateram, esmurraram o tempo irremediável. Talvez dentro da casa ardesse ausência punho de sombra batendo, batendo. Se fosse possível ver no escuro uma cólica de ouro um contorcer-se de crepúsculo um arrepio de fumaça e máscara vazia recamada emprata baça. Se fosse possível arrancar os verbos dosmortos. As luzes trememdesprezo vaga-lumes em avesso. (E o inútil esmurrando, estuprando o inconsolável).

RESUMO Os poemas “Mais Uma Balada” e “Visita” farão parte do volume, inédito, “A Outra Morte de Alberto Caeiro”. Henriques Neto publicou seu primeiro texto no diário “Correio Braziliense”, de Brasília, em 1965, e desde então já lançou 11 livros de poesia. O mineiro foi um dos expoentes da poesia marginal dos anos 70 e mais tarde se aproximou do surrealismo, em textos marcadamente imagéticos. O poeta integra uma família de escritores. Alphonsus de Guimaraens Filho, poeta morto em 2008 aos 90 anos, era seu pai. Um de seus avôs era o simbolista Alphonsus de Guimaraens (18701921), que, por sua vez, era sobrinho de Bernardo Guimarães (1825-84), autor de “A Escrava Isaura”.


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