O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXV – N.º 7.864 – MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00
Rebecca não teme enfrentar Braga 1 2 3 4 Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, a secretária de Governo, Rebecca Garcia (foto), disse que não existe nenhum projeto em relação a sua candidatura ao governo, em 2014, mas advertiu que “tem cacife” e não temeria enfrentar o senador Eduardo Braga – provável candidato – nas urnas. Perguntada se, de fato, rompeu com o senador Eduardo Braga por conta do episódio em que teve sua candidatura à prefeita implodida, Rebecca respondeu que “de maneira alguma”, advertindo que “não existe um rompimento naquilo que nunca existiu”.
A deputada federal licenciada revelou que quando a convidou para assumir a Segov, em nenhum momento o governador Omar Aziz falou sobre eleição em 2014. E fez questão de deixar claro que queria uma secretaria que atuasse realmente como uma secretaria de governo, que desempenhasse esse papel.
Sobre a nova função de secretária, Rebecca encara como uma “espécie de ensaio para qualquer cargo que eu venha a assumir no futuro”. Mas ela faz questão de salientar que isso não quer dizer, necessariamente, que tenha que ser o governo do Estado. Política A6 e A7
Concerto terá personagens da Broadway e Disney Contexto A2 DIEGO JANATÃ
JOSUÉ NETO
‘Pretendo sair de mãos limpas’, diz deputado Eleito para presidir a Assembleia Legislativa, Josué Neto (foto) diz que assumirá a casa com a missão de torná-la um espaço cada vez mais democrático. Com a palavra A5
Obama pede rigor na venda de armas Depois do massacre em Connecticut, presidente dos EUA (foto) pressiona o Congresso para endurecer as regras para aquisição de armas de fogo no país. Mundo B8
DESAFIO
Sandro Viana em busca de um recomeço Atleta amazonense (foto) encara novo desafio ao criar o próprio clube e, assim, alavancar o nome do Estado no atletismo brasileiro. Pódio E8
DIVULGAÇÃO
HUDSON FONSECA
VIOLÊNCIA
Nas lojas de Manaus, produtos estão até cinco vezes mais baratos, neste ano
NATAL DOS ELETRÔNICOS Produtos eletroeletrônicos estão 22% mais baratos neste ano, em Manaus, na comparação com o ano passado. Descontos podem variar de R$ 36 a R$ 261 em itens como câmera digital e TV. Economia B1
Quase uase metade da população está acima do peso. Dieta do brasileiro é rica em gorduras, leite integral e refrigerante. Saúde & bem-estar F3
JEFFERSON BERNARDES/CBAT
Brasileiro não come frutas e verduras
REPRODUÇÃO
ALIMENTAÇÃO
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.
RIO DE JANEIRO
OPORTUNIDADE
Jovem baleada em ônibus tem morte cerebral
Crescem vagas para cursos de capacitação
Flávia da Costa Silva (foto), de 26 anos, foi atingida sexta-feira por uma bala perdida, em um ônibus, no subúrbio do Rio. Última Hora A2
Projeto “Oportunidade & Renda”, que visa qualificar trabalhadores, vai ampliar para 60 mil o número de vagas no próximo ano. Economia B2 TEMPO EM MANAUS
MÁX.: 33
MÍN.:
25
A2
Opinião/Última Hora
Polícia prende quadrilha que sequestrou empresária
Contexto 3090-1017/8115-1149
MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
marioadolfo@emtempo.com.br @emtempo.com.br
MÁRIO OLIVEIRA
Quatro homens sequestraram mulher, em novembro, e roubaram em duas horas R$ 80 mil em mercadorias
Polícia Civil apresentou os quatro suspeitos de sequestro e roubo, realizados dia 29 de novembro
Q
O megaespetáculo de Natal O Concerto de Natal “Glorioso” que o governo do Estado apresenta dia 25, a partir das 16h, no largo São Sebastião, é um megaespetáculo que deve atrair um público de 90 mil pessoas e vem sendo trabalhado há mais de 3 anos pelo secretário de Cultura, Robério Braga. Para formatar o concerto do jeito que sonhou, o secretário importou a magia e a competência tecnológica de 12 profissionais da Broadway e da Disney. — Mas para cada técnico americano existem seis profissionais do Amazonas trabalhando ao lado – explica Robério, garantindo que nossos inteligentes caboquinhos absorverão o know-how multinacional e aprenderão novas formas de produção. De 5 a 80 anos Para se ter uma ideia da grandiosidade do Concerto de Natal, um total de 4.500 artistas estará no palco para apresentar o espetáculo que gerou 20 mil empregos diretos e indiretos. — Vamos poder assistir bailarinos de apenas 5 anos e cantores de até 80 anos – adianta Robério.
bém pelo talento de 6.000 estudantes amazonenses de dança, música e de todos os artistas pop da cidade.
Quanto custa O megaconcerto de Natal vai custar aos cofres do Estado a bagatela de R$ 5 milhões. Mas cada centavo está sendo aplicado em Manaus, observa Robério, lembrando que todo o material necessário foi comprado aqui.
Chegue cedo O Concerto de Natal terá início às 16h com o show preliminar. O ponto alto tem início às 19h e terá a duração de 1 hora e 40 minutos. Para quem chegar cedo, haverá a opção de cadeiras e arquibancadas.
Gestação Para trazer uma produção com a qualidade da Disney e da Broadway, associada à experiência de técnicos do Amazonas, Robério disse que foram necessários 1 ano e dois meses, desde o contrato até a concepção do novo formato.
Natal feliz Pelo menos 25 prefeitos do interior do Amazonas vão passar o Natal rindo com as paredes. O motivo é o anúncio do governo federal da liberação de R$ 838,4 milhões para reforma de aeroportos.
Talento de casa Somente do projeto “Jovem Cidadão”, o Concerto de Natal conta com a participação de 2.000 alunos. E estará reforçado tam-
Dentro e fora O espetáculo utilizará como estrutura de apoio vários prédios do entorno do Teatro Amazonas. A orquestra e os corais atuarão dentro do teatro.
Listão Estão no listão os aeroportos dos municípios de Parintins, Maués, Itacoatiara, Nova Olinda do Norte, Borba, Codajás, Coari, Manicoré, Humaitá, Lábrea, Tefé,
APLAUSOS
Carauari, Uarini, Fonte Boa, Maraã, Jutaí, Pauini, Boca do Acre, Eirunepé, Tabatinga, Amaturá, Barcelos, São Paulo de Olivença, São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro. Tatu-bola Nem bem começou a Copa do Mundo de 2014 e a mascote já corre risco. Classificado como espécie “vulnerável” em uma tabela internacional de animais em risco de extinção, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) será rebaixado para a categoria “em perigo de extinção”, um nível mais próximo da extinção. Corre perigo Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o tatu-bola foi uma das 1.818 espécies brasileiras analisadas em levantamento concluído em outubro deste ano. Lista vermelha A mudança de status do tatu-bola deverá ser anunciada no início do ano que vem, quando o governo brasileiro fará uma atualização da situação de espécies brasileiras na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
VAIAS
Concerto de Natal
Preço da ceia HUDSON FONSECA
ALBERTO CESAR ARAUJO
Para o número de empregos gerados pelo Concerto de Natal “Glorioso”, que vem sendo preparado há mais de 3 anos pela Secretaria de Estado de Cultura. No total, são 20 mil empregos diretos e indiretos.
Para o preço da cesta de Natal em Manaus. Consumidores terão de gastar mais neste ano para comprar os mesmos produtos dos outros anos. A cesta, com oito produtos típicos do Natal, teve alta de 9,8%.
uatro homens foram apresentados pela Polícia Civil (PC) acusados do sequestro de uma empresária na capital no último dia 29 de novembro. Bruno Xavier, Jhony Ferreira, Leonardo Souza e Wilker Coelho também foram acusados de assaltar a loja da vítima, no início deste mês. De acordo com o delegado titular do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Mariolino Brito, Bruno Xavier, que era funcionário da empresária, foi o primeiro integrante da quadrilha a ser preso. “Nós começamos a suspeitar, pois notamos que os criminosos tinham muitas informações sobre a empresa, foi aí que chegamos ao funcionário”, afirmou. Ainda segundo o delegado, após a prisão de Bruno, ele de-
VENDAS
Comércio estima crescimento O aquecimento das vendas superou as expectativas dos lojistas de Manaus, que esperam, neste mês de dezembro, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, a previsão inicial era de que as vendas teriam um incremento de apenas 10%. “Nossa estimativa dobrou porque a movimentação de compras tem sido grande nesta época do ano”, afirmou. Para conquistar clientes, além de ampliarem o horário de atendimento, com lojas ficando com as portas abertas até a meia-noite, os lojistas investiram também em atrativos baseados no “espírito natalino” como chamativo. Um ônibus caracterizado com motivos de Natal, com direito a Papai Noel, foi colocado na esquina da rua Sete de Setembro com a avenida Eduardo Ribeiro, para as pessoas poderem tirar fotos e se divertir com o “bom velhinho”. Outro ônibus “natalino” de grande porte, patrocinado pela empresa Coca-Cola, foi estacionado em frente ao Palacete Provincial, na praça da Polícia, no Centro, para promover o projeto “Natal no Centro – sua melhor opção de compras”. O evento foi realizado pela ACA em parceria com a Associação Brasileira de Hotéis (ABIH-AM) e com apoio da Coca Cola.
latou os outros integrantes do bando, que foram reconhecidos pela vítima. A empresária ficou pelo menos duas horas cem poder dos sequestradores, que roubaram pelo menos R$ 80 mil em mercadorias da empresa. A empresária não teve o nome divulgado. Mariolino disse ainda que um quinto integrante da quadrilha está sendo investigado. Ivanildo Braga de Oliveira está sendo procurado pela polícia e, segundo o delegado, deverá ser preso nos próximos dias. “Não deve demorar para que ele seja preso, agora que os outros já foram detidos”, afirmou. Com a quadrilha foram apreendidos vários celulares, aparelhos de som automotivos, produtos de beleza, equipamentos para construção e uma quantia em dinheiro. Os acusados serão enquadrados nos crimes de roubo, furto, sequestro e formação de quadrilha.
Operação A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na noite da última sexta- feira (21), uma operação para fiscalizar casas de shows, vendedores ambulantes e postos de gasolina. Durante a ação, duas lojas de conveniência em postos de gasolina localizados na avenida do Turismo e do aeroporto Eduardo Gomes foram autuadas pela Semsa por não terem licença sanitária e por venderem medicamentos, o que de acordo com a lei 5.991, que regula a assistência farmacêutica, só pode ser feito por farmácias e drogarias. Foram realizados 11 autos de infração por descumprimento das normas de trânsito. Os motoristas que estavam dirigindo sem a carteira de habilitação e sem o documento do carro ou moto tiveram os veículo apreendidos.
RIO DE JANEIRO DIVULGAÇÃO
WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO
Família da jovem disse que não doará os órgãos
Atingida por bala perdida não responde a estímulos A jovem de 26 anos atingida por uma bala perdida em ônibus no Rio está em estado grave e não responde mais a estímulos, afirmou a assessoria de imprensa do Hospital do Andaraí. Flávia da Costa Silva, 26, foi atingida na cabeça por uma bala perdida quando estava em um ônibus, na Zona Norte do Rio, ontem pela manhã. O pai da jovem, Luiz Gustavo da Silva, disse que os médicos informaram à família que “ela está viva, o coração está batendo, mas não responde mais a estímulos”. O hospital ainda não confirmou a morte cerebral. Afirmou apenas que o estado dela continua grave. De acordo com policiais do 3º Batalhão da Polícia
Militar (Méier), a jovem estava em um ônibus da linha 232 (Lins - Praça 15) quando foi baleada. No momento do disparo, o veículo passava próximo à comunidade Árvore Seca. A Polícia Militar e a Polícia Civil informaram que não houve operações na comunidade no período em que a vítima foi baleada. A família disse que não irá doar os órgãos da jovem, quando ela vier a morrer. Segundo seu pai, Luiz Gustavo da Silva, Flávia nunca falou com ele sobre a vontade de doar seus órgãos. O pai informou que os médicos estão aguardando as próximas 24 horas para analisar o estado de saúde de Flávia, cujo coração continua batendo.
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
A3
Fala leitor
Editorial
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Problemas de quando a lei é levada a sério O que mais ressalta de toda essa questão do julgamento do mensalão é que, no país, nem o Judiciário estava preparado para levar a lei a sério, mesmo a lei brasileira que tem mais brechas do que o barraco da canção que descreve a “lua furando o nosso zinco”. Na verdade, o costume é driblar as várias interpretações que, culposa ou dolosamente, a legislação oferece para gáudio dos advogados. Existem dois tribunais no Brasil: o da opinião pública, acostumada a ser gentil, até mesmo generosa, com quem “rouba, mas faz” e, por isso, merece ser votado e eleito até que a morte o separe dos cofres públicos; e aquele, mais sofisticado e subjetivo, onde a intelligentsia jurídica nacional se desdobra em datas vênias e salamaleques, entretida com a imensidão do próprio ego. Costuma-se dizer que a Justiça precisa ser provocada para agir. Provocar a Justiça não é chutar o traseiro do magistrado, mas queixar-se a ele. Ocorre que a Justiça no Brasil mete medo ao cidadão, que prefere não ser roubado para não ter problemas com a polícia. Quis-se, nesse “julgamento do século” (qual século, o que terminou há 12 anos ou o que começou nesse mesmo tempo?) reduzir todas as acusações a uma só. Nada de formação de quadrilha, desvio de dinheiro, corrupção generalizada etc., mas “caixa dois”, que seria um crime (um delito?) menor, capaz até de ser perdoado antes de ser julgado, pois, afinal, como se defendeu, todo mundo faz ou fez ou fará um dia; faz parte da uma tal de natureza humana, contra a qual não há resistência e a carne é fraca e atire a primeira pedra quem não prevaricou. Ressalta ainda mais esse julgamento o quanto a sociedade civil e organizada é conivente com os pequenos crimes e o quanto assiste sem reação à sua organização em crimes qualificados. Criou-se em torno desse tribunal uma aura de esperança: será que a Justiça continuará assim, enredada na lei, ou é apenas um surto de lucidez que acomete o país, como o sarampo, de quando em vez? O século está apenas começando e suportará uma avaliação de novos julgamentos.
O movimento “Não foi acidente”, que pretende tornar a legislação de trânsito mais eficaz e com penas mais adequadas para quem dirige bêbado, não concorda com a lei referente à embriaguez ao volante, sancionada dia 21/12 pela presidente Dilma Rousseff: 1 – Mantém o nível de alcoolemia de 6 dg/l de álcool no sangue ou de 0,3 mg/L no ar
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alveolar; não foi revogado o decreto do ex-presidente Lula com tolerância de 2 dg/ l de sangue; 2 – Assim sendo, a utilização de filmes/ fotos/testemunhas jamais poderá atestar o quanto de álcool há no sangue do condutor; esta implementação é completamente subjetiva, portanto, os processos desta natureza serão extintos por falta de provas
objetivas; 3 – A pena para quem mata no trânsito continua a mesma, ninguém será preso e vidas inocentes continuarão sendo “pagas” com cestas básicas, serviços à comunidade e fianças. Perpetuará a discussão se o crime é culposo ou doloso, empurrando o processo por anos e anos, que só beneficia os criminosos. O povo se engana ima-
ginando que esse projeto é resultado da campanha “Não Foi Acidente”; não é. Nossa luta é continuar colhendo assinaturas para um mundo mais justo. Para muitas famílias, este não será um feliz Natal. Rafael Baltresca
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Olho da Rua
Dora Kramer
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opiniao@emtempo.com.br RICARDO OLIVEIRA
Balanço geral
Quem desce a Darcy Vargas sabe da incongruência. Esses cones são incapazes de conter a ignorância dos macacos treinados que se dirigem para a Djalma Batista pela pista à direita, enquanto os verdadeiros motoristas seguem em fila, como mostra o flagrante. Só dente de dragão funciona contra os bárbaros.
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Incorreu em grave equívoco quem pensou que o processo do mensalão acabaria “dando em nada”. Por variados motivos: hábito do descrédito, medida preventiva contra decepções, confiança na morosidade da Justiça ou certeza de que a composição da corte majoritariamente formada por indicação de companheiros de jornada dos acusados seria garantia suprema de submissão. Concluído o julgamento inédito na duração, quantidade de réus, número de crimes, gravidade de delitos e complexidade do esquema montado para financiar um projeto de hegemonia política, resta aguardar a conclusão dos trâmites e daí a execução das punições. A negativa do ministro Joaquim Barbosa ao pedido da Procuradoria-Geral da República de prisão imediata dos condenados talvez tenha até decepcionado os mais exaltados dos dois lados. Não ofereceu o “sangue” esperado pelos que se regozijam de maneira exacerbada nem forneceu argumentos aos que se revoltam de forma desatinada com o resultado do julgamento. Estes estariam prontos para apontar a “prova” de que Barbosa relatou o processo jogando para a plateia. Tudo transcorreu dentro da mais perfeita ordem institucional e com uma vantagem de natureza moral: o STF deu um alento aos que nos últimos tempos assistiram perplexos à escalada de impunidade de cinismo, muitas vezes duvidando do que viam e ouviam. Não raro até pensando se talvez não tivessem razão os que atribuíam a enxurrada de ilicitudes a uma injusta perseguição. Diante de toda narrativa, ficou patente que não se tratou de mera compra de votos no parlamento para aprovação de projetos. O mensalão propriamente dito acabou emprestando nome ao episódio, mas não foi o mais relevante naquilo que o ministro Marco Aurélio Mello chamou
de “esse grande todo” quando do recebimento da denúncia, em 2007. Por “todo” entenda-se o método do PT de arrecadar dinheiro e cooptar sustentação partidária para financiar o projeto de se tornar inamovível do poder por meio do voto. Para tanto, mandou os escrúpulos às favas e aliou-se aos piores tipos dentro e fora da política. Imaginou que poderia manipulá-los mediante o atendimento de seus interesses na máquina pública e ainda sairse ileso pelo fato de ser o sócio ideológico do esquema. O partido foi denunciado pelos comparsas e, assim, os ideológicos acabaram dividindo com os fisiológicos o mesmo doloroso destino. Fora da curva – Justiça seja feita, o deputado Marco Maia nunca disse que esconderia parlamentares da Polícia Federal na Câmara. A versão prosperou por causa da declaração ambígua dele na entrevista coletiva de quinta-feira. Maia tanto fez para tirar o corpo fora das perguntas sobre o tema, que terminou dando margem àquela interpretação. Indagado se abriria as portas da Câmara para eles, saiu pela tangente: “As portas da casa estão abertas a todos”. Se a alma petista não tivesse falado mais alto, poderia ter dito simplesmente que o parlamento não é esconderijo. Calendas – Depois que a emenda constitucional extinguindo o voto secreto para cassação de mandatos foi aprovada pelo Senado, a orientação para a maioria governista na Câmara era aprová-la ainda neste ano. Em novembro, a proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça e já poderia nessa altura ter passado pela comissão especial e ido a plenário. Diante da possibilidade de a Câmara dar a última palavra sobre a perda de mandato dos condenados, porém, tomou um chá de bela adormecida e descansa em berço esplêndido.
Dora Kramer Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”
O mensalão propriamente dito acabou emprestando nome ao episódio, mas não foi o mais relevante naquilo que o ministro Marco Aurélio Mello chamou de ‘esse grande todo’. Por “todo” entenda-se o método do PT de arrecadar dinheiro”.
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
Pizarro queimou navios e nós as nossas pontes
E o Natal está chegando, um tempo muito especial
Alguém me contou a anedota, que achei inteligente e ilustrativa: um homem chega a sua casa, procura a esposa e os filhos e dá-se conta de que cada um deles está em seu quarto, porta trancada, inteiramente isolado, vidrado em seu próprio computador. De repente, falta energia, a casa mergulha em absoluta escuridão e todos procuram chegar à sala, onde se sentam e, sem se ver, permanecem em silêncio, como surdos, mudos e cegos, totalmente isolados, embora juntos. Depois, comecei a perceber que não são necessários os quartos e suas portas, nem a escuridão do ambiente, para que a verdade da piada aflore com todo o vigor. Numa noite de domingo, morta como costumam ser todas, saímos, Elza e eu, em busca de algum lugar limpo e civilizado onde pudéssemos comer. Numa cidade em que, até nos dias normais, não é fácil achar o que agrade e, como dizia um amigo paulista que aqui morou, onde os restaurantes fecham para o almoço, fomos ao Roma que mesmo nos domingos chega à meia-noite e tem uma cozinha que agrada. Enfim, um lugar decente. Umas dez mesas estavam ocupadas e, sem nada preconcebido, os fatos começaram a se impor com aquela força que só a realidade possui. Bem à nossa frente, e essa foi a primeira cena percebida, em uma mesa, lado a lado, estavam dois jovens, com certeza um casal de namorados. A cena era em si mesma frugal, mas logo se mostrou a bizarrice nela contida: cada um dos jovens tinha nas mãos um desses telefones cheios de aplicativos, definidos como smartphones e, ignorando-se mutuamente, operavam freneticamente seus aparelhos, como se o outro ali não estivesse. Correndo a vista pelo salão, logo deu para descobrir que o que foi de início tido como inusitado, na verdade era o rotineiro. Em várias mesas a cena se repetia, às vezes com alguma peculiaridade. Afinal, o que aquelas pessoas estavam a fazer? Comunicavam-se entre si, evitando a linguagem oral? No momento não consegui decifrar. Bem depois, ouvindo alguns usuários contumazes desses apetrechos, pude decifrar o fato. Soube que estariam em atividade de comunicação com amplas comunidades virtuais, mundo afora, via Twitter ou Facebook. Enquanto se relacionavam com algum finlandês ou mesmo com algum esquimó, deixavam de perceber a presença física e real dos seus acompanhantes. Muito engraçado, senão trágico. E soube mais: é muito comum, sempre que chegam a algum lugar, sobretudo público, gostarem de passar tal informação adiante, sabe Deus a quem. “Cheguei a tal restaurante e vou comer talharim”. “Estou chegando ao cinema tal e vou ver tal filme”. Realmente, não consigo perceber a razão que pode levar alguém a espalhar informações que, de qualquer forma, integram a sua privacidade. Como também o porquê de alguém interessar-se por tais detalhes da vida alheia. Enquanto isso, o próximo realmente próximo passa à categoria de virtual, senão de inexistente, e o virtual e distante toma o seu lugar, com força de realidade.
Estamos a dois dias da festa do Natal, que, embora não seja a maior festa do calendário cristão, é celebrado e experimentado por nosso povo como tempo especial. De fato é tempo especial porque torna viva a memória da noite em que a Luz divina brilhou muito mais do que o sol sobre os homens e as mulheres de todos os tempos e lugares. Deus veio morar no meio de nós, assumindo nossa natureza humana. Jesus é o Emanuel que significa Deus-conosco. O recém-nascido de Belém arrebentou, arrebenta e arrebentará os estreitos horizontes do olhar humano para abrir-nos às coisas de Deus. Com ele deixamos de ser cidadãos e cidadãs da terra para sermos cidadãos e cidadãs do céu. Embora a Bíblia não nos possibilite saber a data exata do nascimento de Jesus, os cristãos convencionaram fazer de 25 de dezembro o aniversário natalício dele. O Filho de Deus, fazendo-se filho de Maria, recebeu o nome de Jesus que significa Salvador. Se na Santíssima Trindade faz parte da Família Divina, ao vir ao mundo, nasceu numa família humana, a família de Nazaré. Sua mãe foi e é mulher admirável, elogiada pelo arcanjo Gabriel como cheia de graças e acompanhada por Deus, louvada por Isabel num momento de inspiração do Espírito Santo como a mais abençoada de todas as mulheres. Aliás, abençoada, afirmou Isabel, por ser a mãe do Senhor e por acreditar. Maria esteve ao lado do filho em todos os momentos difíceis. Que mulher e mãe! José, o esposo de Maria e pai adotivo do Mestre, soube falar mais com o trabalho e o silêncio do que com palavras. Na Bíblia poucos foram chamados de justos; José está entre esses poucos. Jesus, o terceiro membro da família, nem se precisa escrever que pessoa foi e é. O Natal nos faz debruçar sobre aquela pobre família de Nazaré. O que constitui mesmo uma família segundo a vontade divina está no amor profundo e verdadeiro entre seus componentes. Aquele lar de Nazaré apresenta-se como exemplo para nossos lares porque José amou Maria que amou José, e os dois amaram a Jesus e foram por ele amados. No meio de uma das maiores crises por que passam os casais e, como consequência, os filhos, no meio de escancarada campanha contra a união familiar, e sem propostas sérias para substituir o modelo de lar proposto por Deus, é urgente contemplar no presépio José, Maria e Jesus e tirar dessa contemplação as lições necessárias para a construção da paz apregoada pelos anjos do Natal. As famílias precisam mostrar o rosto paternal, maternal e filial de Deus, em outras palavras serem semelhantes à família de Nazaré. Recordo que no domingo depois do Natal, que neste ano ocorre no dia 30 de dezembro, celebraremos a bela festa da Sagrada Família. Esta aí um apelo a mais para vivermos o Natal como oportunidade para estreitar nossos laços familiares. Desejando feliz Natal, imploro a Deus que muitas famílias sejam estrelas a indicar os caminhos de Belém a todos os lares que buscam o Salvador.
João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO
Não consigo perceber a razão que pode levar alguém a espalhar informações que, de qualquer forma, integram a sua privacidade. Como também o porquê de alguém interessarse por tais detalhes”.
Painel VERA MAGALHÃES
Sem quarentena
Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus
Que mulher e mãe! José, o esposo de Maria e pai adotivo do Mestre, soube falar mais com o trabalho e o silêncio do que com palavras. Na Bíblia poucos foram chamados de justos; José está entre esses poucos”.
Tão logo deixe a Prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab vai se dedicar a duas tarefas: a consulta interna no PSD sobre o apoio a Dilma Rousseff em 2014 e a candidatura própria do partido ao governo de pelo menos dez Estados, entre eles São Paulo. O prefeito tem demonstrado a aliados disposição de enfrentar, como candidato, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o candidato do PT. Ele defende voo solo mesmo se o PSD estiver com Dilma, como forma de fortalecer a sigla. Pompa O PSD programa fazer um grande evento para anunciar o apoio a Dilma entre abril e maio, após a rodada de consultas aos Estados. Pioneiros O primeiro Estado a entregar à direção nacional do partido uma resposta à enquete interna foi Roraima. A seção, comandada pelo deputado ruralista Moreira Mendes, disse “sim” à adesão à presidente. Papel passado Só após a adesão formal ao governo, o partido de Kassab deve ingressar no ministério. O vice-governador Guilherme Afif voltou a liderar a bolsa de apostas para a nova pasta da Micro e Pequena Empresa. Além de ser uma área à qual sempre se dedicou, seria uma forma de constranger Alckmin, desafeto do prefeito. Ativo Depois que retornou de viagem de férias, José Serra tem promovido rodadas de reuniões com deputados, secretários de Estado e conselheiros políticos. O tucano expressa desejo de participar ativamente da vida partidária e de eventos de entidades da sociedade civil, mas não menciona projetos eleitorais. Onde pega Serra tem demonstrado a aliados preocupação com o cenário eleitoral para Alckmin em 2014. Ele tem insistido na importância de tentar preservar a aliança com o PSD de Kassab. Caravana Eduardo Campos (PSB) deve intensificar nos primeiros meses de 2013 viagens a vários Estados, atendendo a convites para homena-
gens e outorga de títulos de cidadão honorário. Caravana 2 Nas visitas, o governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência aproveita para fazer contatos com políticos e empresários, principalmente fora da Região Nordeste. Ordem... Dilma decidiu fechar as portas do escritório da Presidência em São Paulo após envolvimento de Rosemary Noronha, a ex-chefe de gabinete da representação, com a quadrilha descoberta na operação “Porto Seguro”, da Polícia Federal. de despejo... Interlocutores do Planalto afirmam que a presidente, que não viaja com frequência a São Paulo, deverá despachar da sede do Banco do Brasil ou requisitar uma sala no prédio da Petrobras em 2013. RH A indicação de Paulo Vieira para a Agência Nacional de Águas passou pela ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, em agosto de 2009. RH 2 Em e-mail, Gilberto Miranda diz ao ex-diretor da ANA que Gim Argello (PTB-DF) esteve com a ex-braço-direito de Dilma, que teria lhe informado existirem cinco candidatos ao cargo. “O PT de São Paulo pediu também”, relata o ex-senador. Pós-Carnaval A Polícia Federal estima que deve concluir em março a análise de todos os documentos apreendidos na operação “Porto Seguro”, que investiga tráfico de influência do grupo liderado por Paulo Vieira em órgãos do governo e agências.
Tiroteio
Frases Evidentemente a pesquisa não muda em nada aquilo que sempre fui: um ser absolutamente alheio a partidos políticos. O juiz tem que ser livre, independente, na mais ampla concepção do termo
Joaquim Barbosa, comenta pesquisa do Datafolha que o listou entre possíveis candidatos à Presidência e diz que ficou “lisonjeado”, mas que ingressar na vida política “nunca, jamais” esteve em seus planos.
É uma forma de rejeição ao mundo como ele é. Isso tem a ver com imaginar um mundo muito melhor. Quando se torna claro que a nova ordem não virá, encontra-se um jeito de adaptar a mensagem Philip Jenkins, historiador da Universidade de Baylor, no Texas (EUA), sobre os entusiastas do fim do mundo que não aconteceu sexta-feira, 21, diz que “quando se investe muito em uma fé, há um grande interesse em preservar algo disso”.
Eu farei tudo o que estiver ao meu alcance como presidente para avançar com esses esforços, porque, se há pelo menos uma coisa que nós podemos fazer como país, é proteger nossas crianças, nós temos a responsabilidade de tentar
Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos, lembra a matança de Sandy Cook e diz que seu governo recebeu grande onda de apoio popular pelos esforços para endurecer as leis de controle de armas.
Lula é perseguido desde a ditadura. É um dos maiores estadistas da República. Debalde, portanto, é tentar atingilo em sua honra” DO MINISTRO DE MINAS E ENERGIA, EDISON LOBÃO (PMDB), defendendo o petista após novo depoimento de Marcos Valério que o envolve no mensalão.
Contraponto
Ajudante de Papai Noel No coquetel de fim de ano da presidente Dilma Rousseff com ministros e líderes, o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) foi o único a levar presente. Ao receber a sacola, Dilma disse para o ministro Paulo Bernardo (Comunicações): — Paulinho, você não me trouxe nada? Pego de surpresa, o ministro desconversou: — Me dê essa sacola aqui, presidente. A senhora não pode ficar carregando isso por aí... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
Com a palavra
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Josué CLÁUDIO DE SOUZA Neto
‘VOU FAZER uma casa LEGISLATIVA democrática’
FOTOS: JOEL ROSA
ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
V Quero deixar claro que, quando terminar o meu mandato, em 2015, não serei candidato à reeleição e não irei apresentar qualquer emenda relacionada a isso. Não é da minha vontade”
indo de uma família tradicional na política amazonense, Josué Cláudio de Souza Neto tornou-se na última quinta-feira, dia 20, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) para o biênio 2013-2014. Após uma votação expressiva dos parlamentares, Neto garante que assume a casa legislativa com a missão de torná-la um espaço cada vez mais democrático. Atual líder do PSD na Aleam, a indicação de seu nome para disputar a presidência da Casa Legislativa foi apontada pelo governador do Estado, Omar Aziz, com o objetivo de estabelecer o consenso junto à base governista. Pela primeira vez no cargo, o parlamentar reafirma que espera contar com o apoio de toda a base, seja governista ou oposicionista, para fazer um bom trabalho à frente do Legislativo. “Meu avô e meu pai passaram pela presidência desta casa, e saíram daqui de mãos limpas. Quero também seguir os passos deles e tenho a certeza que, ao deixar a cadeira da presidência, farei isso com a mesma honra”, declara. Josué Neto entrou para política em 2005, como vereador na Câmara Municipal de Manaus (CMM), com 5.994 votos. No ano seguinte, com a vitória por 15.876 votos deu início a uma nova etapa em sua vida pública onde assumiu seu primeiro mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa, já compondo a mesa diretora da casa, no cargo de 2º secretário. Também foi escolhido vice-líder do governo na Assembleia. Atualmente, é o líder do PSD na Aleam, ocupa o cargo de 3º vice-presidente da mesa diretora e permanece na viceliderança do governo no Poder Legislativo. E a partir de
1º de fevereiro passará a ser o presidente da Aleam. Em entrevista ao EM TEMPO, o futuro presidente da Assembleia falou do orgulho de assumir a função, dos futuros projetos a serem implantados na casa legislativa e na proposta de reeleição para o cargo. Na atual legislatura, Josué Neto ocupa o cargo de 3º vice-presidente e permanece na vice-liderança do governo no Poder Legislativo.
as economias da Assembleia estão bem finalizadas e tenho certeza que não encontrarei problemas em relação ao caixa. Outra prioridade de imediato será a valorização do servidor. Vamos dar continuidade a serviços que estão sendo realizados na casa, como a construção de creches, sem esquecer também dos investimentos em tecnologia e atitudes que desenvolvam a sustentabilidade, como o desperdício de papel e tinta.
EM TEMPO – Faltando dois dias para eleição da presidência da casa, seu nome não era cogitado para disputar o cargo. Como foi “costurada” essa indicação? Josué Neto - Essa decisão de lançar um nome para a disputa já estava fechada dentro do partido. E até o início desta semana os dois nomes que estavam no páreo eram o Chico Preto e Ricardo Nicolau, mas como os grupos de ambos não entraram em um entendimento, o partido resolveu contemplar meu nome para que pudesse ser um elo, e deu certo porque a bancada se manteve unida. Recebi 21 votos, que corresponde a todos os parlamentares da bancada governista.
EM TEMPO – Como foram as articulações partidárias para a composição da mesa diretora. Alguns parlamentares ficaram de fora e não se mostraram satisfeitos com a chapa. JN – Isso são fatos que sempre acontecem nas casas legislativas. E tomamos a medida certa na escolha dos nomes para compor a mesa, mas é claro que um ou dois colegas acabaram ficando insatisfeitos, mas isso faz parte da democracia. O critério escolhido foi partidário, as bancadas maiores tiveram mais espaço na mesa, mas também contemplamos os partidos que tem apenas um membro, como o caso do PTB, da deputada Vera Castelo Branco e o PSDB do Arthur Bisneto.
EM TEMPO – Quais serão suas primeiras medidas como presidente da Assembleia Legislativa? JN- Assumo a função no dia 1º de fevereiro de 2013, mas o atual presidente, Ricardo Nicolau, já deu carta branca para começar o período de transição a partir do dia 10 de janeiro. Prioritariamente, vamos continuar os trabalhos que já estão sendo desenvolvidos na casa. No retorno das atividades legislativas, vamos conversar com os colegas e abrir a reunião da Mesa Diretora. Vamos também fazer um estudo para avaliar o cenário da casa, mas acredito que o parlamento está sadio,
EM TEMPO – Em seu discurso no dia da votação, um dos pontos mais enfáticos foi de que na sua gestão seria prioridade realizar uma presidência para todos. O que quis dizer com isso? JN – Quero ser o presidente dos 24 parlamentares. Por isso, pedi o voto de todos os colegas do parlamento. Quero tratar com respeito todos os deputados, sejam oposição ou situação. Os três deputados que fazem parte da base de oposição, Marcelo Ramos (PSB), José Ricardo (PT) e Luiz Castro (PPS), merecem todo o meu respeito e quero contar com
a colaboração de todos em minha gestão. EM TEMPO- Seu nome para o cargo foi uma indicação do governador. Como será a relação da casa com o Poder Executivo? JN – Vamos manter a relação como sempre a Assembleia teve, de independência. Temos uma bancada majoritária com 21 deputados e vamos continuar pregando a democracia. Em votações onde o governo apresente matéria que melhore a qualidade do povo amazonense nós vamos votar favorável, e a partir do momento que percebermos que nós não concordamos com a pauta, seja vindo do Executivo ou dos tribunais, vamos discutir e criar emendas e até mesmo vetar. EM TEMPO – Na linha sucessória de sua família você é o terceiro parlamentar a assumir a presidência da Assembleia. A sensação de responsabilidade aumenta? JN – Meu avô foi presidente da Assembleia na década de 50, e meu pai em 90. Ambos saíram daqui de mãos limpas. Não fazia parte dos meus planos ser eleito presidente agora, mas coube a mim, por indicação de Omar, que meu nome fosse colocado na disputa. Entro de mãos estendidas e pretendo sair também de mãos limpas, como meus familiares. EM TEMPO – Qual sua opinião sobre a reeleição para a presidência da Assembleia? JN – No momento, temos uma Constituição que proíbe a reeleição, e quero deixar claro que, quando terminar o meu mandato, em 2015, não serei candidato à reeleição e não irei apresentar qualquer emenda relacionada a isso. Não é da minha vontade. Confio nos meus colegas e acredito termos nomes valorosos para assumir esse posto.
A partir do momento que percebermos que nós não concordamos com a pauta, seja vindo do Executivo ou dos tribunais, vamos discutir e criar emendas e até mesmo vetar”
Tomamos a medida certa na escolha dos nomes para compor a mesa, mas é claro que um ou dois colegas acabaram ficando insatisfeitos. Isso faz parte da democracia”
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Política
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Rebecca não te
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
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“A impunidade foi ferida de morte no Brasil” SENADOR PEDRO SIMON (PMDB-RS), avaliando a importância do julgamento do mensalão
Aérea ‘falida’ tem vínculo com irmão de Rose Fundada em 2009 e autorizada em 2011 pela Agência Nacional de Aviação Civil a transportar carga, a Viação Aérea Panamericana (VAP) enfrenta turbulências: foi despejada judicialmente há dias por falta de pagamento do aluguel da mansão na capital paulistana. No local funcionaria um escritório de Edson Lara Nóvoa, irmão de Rosemary, a “Rose”, que indicou o diretor afastado da Anac, Rubens Vieira. Céu azul A Anac autorizou a VAP a transportar malotes. A razão social da empresa do irmão de Rose registra também importação de aeronaves. Alternativa Outra empresa se instalou no local, ao lado do Banco do Brasil. A Serasa registra a VAP como “endereço alternativo” de Edson Nóvoa. Fora do ar Edson não foi encontrado. Na casa dele, uma mulher que não quis se identificar se disse “surpresa” com a VAP, e tirou o telefone do gancho. Família unida Ele, “Rose” e a sobrinha Mirella, ex-Anac, têm apartamentos da Bancoop, cooperativa habitacional suspeita de fraude com o PT. Senador é réu por pensão e abandono afetivo Habituado ao ataque, o senador Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado, agora está na defensiva: foi condenado na Justiça pelo não pagamento de pensão a uma filha – ainda menor de idade – fruto de seu relacionamento com a funcionária pública Monica Magdalena Alves. O
tucano responde a processos, em segredo de Justiça, por abandono afetivo e corre risco de ter o seu patrimônio bloqueado. Pensão paga Álvaro Dias ficou indignado com a ação judicial contra ele. Conta inclusive que só de pensão paga dez salários mínimos por mês. Nulidade Em um dos processos, a filha do senador Álvaro Dias pede anulação da venda de cinco casas dele, no valor de R$ 16 milhões, em Brasília. Chantagem Álvaro Dias considera que tem cumprido seu dever de pai “rigorosamente”, o que o leva a concluir: “Isso é chantagem”. Abin às moscas Recordista de gastos secretos nos cartões corporativos, a Agência Brasileira de Inteligência comemora o final de 2012 em grande estilo: não tinha viv’alma no “serviço secreto” sexta à tarde (21). A debandada se repetirá dia 31. Se o país precisar de ação urgente de inteligência... Esporte aparelhado O aparelhamento partidário toma até as áreas jurídicas de ministérios como o do Esporte, cujo consultor jurídico, Wladimyr Camargos, ocupa o cargo por ser filiado ao PCdoB. Ele nem sequer é concursado. Solução é o consenso Futuro presidente da Câmara, o deputado Henrique Alves (PMDB-RN) duvida de crise institucional entre STF e Câmara devido à cassação de deputados réus do mensalão: “É preciso costurar entendimento, e ninguém conhece melhor a Constituição do que
Jornalista
nós, que a fizemos”. Ex-ministra no SPC Em Vitória (ES), está atolada em dívidas a campanha da ex-ministra Iriny Lopes, aquela que se ofendeu com a beleza de Gisele Bündchen. Profissionais que atuaram na campanha decidiram recorrer à Justiça. Mulher forte Intriga os interlocutores do governador do Piauí, Wilson Martins, a presença de uma assessora, com cara de braço direito, que não o larga nem quando o encontro é para discutir investimentos no Estado. Velho golpe, novas vítimas Telefonaram aos senadores Walter Pinheiro (PT-BA) e João Alberto (PMDB-MA), em nome do deputado Renan Filho (PMDB-AL), pedindo dinheiro para viagem. Há um ano, Marta Suplicy foi vítima do golpe: vigaristas tentaram usar o nome do pai do deputado Renan Calheiros.
As últimas pesquisas que eu vi foram passadas por pessoas ligadas ao Arthur. Logo, não eram nem pesquisas nossas. Eu liderava com 10 pontos percentuais à frente do segundo colocado, que era exatamente o ex-senador”.
Melancolia Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PA), o fim de ano no Congresso mais uma vez é “melancólico”, já que o Legislativo não cumpriu o seu papel, “fruto de uma cultura que precisa mudar”. Prioridade O deputado Osmar Terra (PMDB-RS) comunicou ao líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que prefere disputar a liderança do PMDB na Câmara. O cargo de vice-líder do governo já não motiva ninguém. Pensando bem... ...Lula acusou Marcos Valério, que acusou Lula, talvez porque ambos têm razão.
PODER SEM PUDOR
Este imenso Brasil Gervásio Raimundo era candidato a deputado estadual, em Alagoas, e foi participar de um comício em Estrela, antigo Bola. Saudou a assistência: - Povo do Bola!... - Eles não gostam de ser chamados assim – cochichou um aliado. - Tá bom. Queridos amigos bolivianos!... - Boliviano é quem nasce na Bolívia... – voltou a corrigir o amigo. Gervásio se irritou, gritando ao microfone: - Oxente, e não é tudo Brasil?
EM 2012
Câmara aprovou 787 propostas O presidente da Câmara, Marco Maia, informou que 787 proposições foram aprovadas na Câmara em 2012. Segundo ele, em 2011, foram 638 propostas aprovadas na Casa. “Mesmo sendo um ano atípico, com eleições municipais, com menos sessões deliberativas, houve acréscimo de proposições votadas na Câmara”. Marco Maia fez prestação de contas dos trabalhos de 2012 e balanço de sua gestão (2011-2012). Conforme o presidente, dessas 787 pro-
postas, 176 foram aprovadas pelo plenário, enquanto 611 foram propostas aprovadas em caráter conclusivo pelas comissões permanentes. De acordo com o presidente, quatro propostas de emenda à Constituição (PEC) foram aprovadas pela Câmara neste ano: a que estabelece a expropriação das terras onde for constatado trabalho escravo (438/01); a que institui o Sistema Nacional de Cultura (416/05); a que regulamenta a carreira de procurador
municipal (153/03); e aquela que estabelece a igualdade de direitos trabalhistas entre os empregados domésticos e os outros trabalhadores brasileiros (478/10). Em 2012, foram aprovadas 38 medidas provisórias. Maia destacou a aprovação da MP 579/12, que reduz as tarifas de energia elétrica; da MP 563/12, que estabelece incentivos fiscais por meio do Plano Brasil Maior; e a MP 567/12, que estabelece regras para a desindexação da economia.
Eu acho que não existe um rompimento naquilo que nunca existiu. O senhor Eduardo foi governador oito anos e meu partido nunca teve, sequer, um cargo no segundo escalão”.
Política
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me enfrentar Braga nas urnas Mas descarta que exista algum projeto nesse sentido. E avisa que só é candidata a fazer uma boa administração na Segov
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ormada em Economia pela Boston University em 1993, a deputada e hoje secretária de governo Rebecca Martins Garcia viveu 10 anos fora do Brasil. Antes de entrar na vida política, trabalhou nas corretoras financeiras Merrill Lynch (Boston) e IS Conseil (Paris), fez parte dos quadros do Banco Pactual (Rio de Janeiro) na área de contabilidade de fundos internacionais e Private Banking. Só descobriu que seu destino seria a política quando criou a ONG Maria Bonita, em defesa dos direitos da mulher. Diante das dificuldades para estabelecer parceria com o poder público, decidiu ser candidata. Mas isso só aconteceu quando seu pai, o empresário Francisco Garcia, decidiu MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO
EM TEMPO – A senhora era vice-líder do governo na Câmara, conquistou em pouco tempo a simpatia e o respeito das lideranças, estava à frente da maioria dos projetos de interesse do Amazonas, tinha trânsito livre com a presidente Dilma Rousseff e estava no foco da mídia nacional. O que leva uma política, no início de carreira, a trocar tudo isso para assumir uma secretaria que, sem querer desmerecer, tem uma importância política bem menor que o cargo de parlamentar? Rebecca Garcia – Em primeiro lugar, o meu Estado é o Amazonas. Poder ajudar o meu Estado é uma honra e faz parte do meu projeto de vida. Quando entrei na política foi pensando em desenvolver uma carreira aqui, me fortalecer e poder ajudar o Amazonas. O trabalho em Brasília é importantíssimo, mas é diferente. E o trabalho que eu vou desenvolver a partir de agora ao lado do governador Omar Aziz é um trabalho de execução. Em Brasília você trabalha para que seja possível executar. Aqui você efetivamente executa. Chega um momento em que você percebe que já abriu as portas em Brasília, mas para executar é preciso estar presente, acompanhando. Hoje, estar aqui na secretaria é uma oportunidade que o governador está me dando de fazer parte da execução dos seus projetos. E isso me deixa honrada. EM TEMPO – Políticos que têm influência em sua vida, como a presidente Dilma Rousseff, por exemplo, não tentaram demovê-la a mudar de ideia e continuar cumprindo seu mandato em Brasília? Rebecca – Vou falar exatamente o que aconteceu, porque há poucos dias contei isso para o governador. Quando ele me fez o convite para aceitar a secretaria, por acaso, foi o mesmo dia em que eu estava retornando a Brasília. Desci do avião e fui conversar com o ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro, que é do meu partido, que é um grande amigo e que tem uma noção de Executivo – porque já foi secretário em seu Estado – , é deputado federal e hoje está ministro. Então, ele tem as duas experiências, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Além disso, o Agnaldo é uma pessoa neutra. Qualquer pessoa que eu fosse consultar aqui no Amazonas, que tivesse algum grau de ligação comigo, teria algum motivo para me incentivar a ficar na Câmara ou a tentar tirar de mim aquela vontade de assumir o cargo no Estado. Por isso eu fiz questão de ouvir uma opinião neutra. EM TEMPO – Não importaria nem mesmo a opinião do líder de seu partido? Rebecca – Não, porque ele, mais do que ninguém, precisava de uma deputada federal. No Congresso, quanto mais deputados o partido tiver, haverá mais poder de fogo para a negociação. E ele sabia que meu suplente não é do mesmo partido e por isso o PP perderia uma vaga em Brasília. Se eu procurasse meus familiares, eles também, naturalmente, estariam loucos pelo meu retorno para Manaus, logo não seria uma opinião neutra. Foi pensando em várias situações, que cheguei à conclusão que o melhor nome para me aconselhar seria o ministro Agnaldo. EM TEMPO – E o que o ministro aconselhou? Rebecca – Ele disse assim (vou falar exatamente o que ele disse): “Rebecca, você já tem 6 anos de experiência nesta casa. Você construiu uma relação em pouco tempo, que poucas pessoas conseguiram com muito mais tempo. Acredito que está na hora dessa experiência no Executivo. Eu acho que você merece ter essa experiência. Conte com o nosso apoio, o seu partido está aqui para lhe apoiar”. Ele me incentivou muito a aceitar esse cargo. Em seguida comuniquei minha decisão ao senador Francisco Dornelles (líder do PP). Na verdade, eu fiz questão de comunicar minha decisão para a avaliação de todo o grupo, afinal de contas ninguém consegue exercer um bom trabalho sozinho. Como secretária, vou preci-
sair de vez da política, deixando um vácuo no PP. A cada nova eleição, o nome de Rebecca surge como uma nova força política. Nas últimas eleições, liderava as pesquisas como candidata a candidata a prefeita de Manaus, mas teve a candidatura implodida na calada da noite. Agora, quando exercia o cargo de vice-líder do governo Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, Rebecca se licenciou para assumir, a convite do governador Omar Aziz (PSD), a Secretaria de Governo (Segov). Novamente, há quem aposte suas fichas que Omar quer popularizar o nome de Rebecca no interior, preparando-a para uma missão mais importante lá na frente. Mas a deputada descarta isso. “Essa pergunta
sar do apoio político de todas as pessoas, até porque vai chegar um determinado momento em que, para executar algumas situações do governo do Estado, vou precisar da força de meus companheiros de Brasília. EM TEMPO – O que a secretaria deverá agregar, em termos de experiência, à sua carreira política? Rebecca – É uma secretaria que dá a noção exata do que é o governo. Você consegue enxergar o trabalho de todas as secretarias, coordenar o trabalho que é feito com os prefeitos do interior e estabelecer as relações do governo com outras instituições, as chamadas relações institucionais. Então é uma secretaria que te dá uma visão completa do que é o governo do Estado e como fazer a ponte entre as ações do Executivo e dos diversos setores da sociedade. EM TEMPO – Ao trazer a senhora para obter essa visão exata do governo, agregar experiências nas ações do Executivo e trabalhar como uma espécie de ponta de lança de sua administração, o governador Omar Aziz não estaria lhe preparando para uma missão mais importante, lá na frente? Rebecca – Essa pergunta tem surgido muito. Mas eu continuo respondendo que em nenhum momento o governador falou sobre eleição em 2014. Em nenhum momento. O que ele deixou muito bem claro é que ele queria uma secretaria que atuasse realmente como uma secretaria de governo, que desempenhasse esse papel, tanto do lado técnico quanto do lado político. Quando ele (governador) me convidou e falou os motivos pelos quais ele estava me convidando, pareceu muito com o que falou o deputado
tem surgido muito. Mas eu continuo respondendo que em nenhum momento o governador falou sobre eleição em 2014”, disse Rebecca, durante entrevista exclusiva ao EM TEMPO. Na conversa, a nova secretária revelou como sobreviveu à frustração de ter sua candidatura detonada e disse que não rompeu com o senador Eduardo Braga, porque não existe um rompimento naquilo que nunca existiu. “O PP nunca fez parte do governo Eduardo Braga, o que demonstra que nunca fomos aliados”. Rebecca também garantiu que tem “coragem e cacife” para enfrentar Braga numa possível eleição a um cargo majoritário. Mas descarta que exista “algum projeto nesse sentido”. A entrevista:
mais é saber que nunca cometi crime algum e estou pronta para qualquer desafio que eu possa encontrar pela frente. Saí bem mais fortalecida, mesmo tendo a certeza de que, naquele momento estava abrindo mão de um cargo muito importante. Eu não digo que estaria eleita, mas eu tinha chances reais. EM TEMPO (interrompendo) – A senhora tinha pesquisas na época que diziam isso? Rebecca – As pesquisas na época apontavam para isso. EM TEMPO – Quais eram os números? Rebecca – Olha, as últimas pesquisas que eu vi foram passadas por pessoas ligadas ao Arthur (Virgílio, prefeito eleito de Manaus). Logo, não eram nem pesquisas nossas. Eu liderava com 10 pontos percentuais à frente do segundo colocado, que era exatamente o ex-senador Arthur. Isso me dava uma perspectiva em termos reais. Ali eu vi que tinha chances, podia até não chegar lá, porque, em eleição, a gente sabe disso, as coisas mudam no meio do processo. Quem diria que hoje o ex-senador Arthur estaria eleito prefeito de Manaus? Então a gente sabe que essas coisas acontecem. EM TEMPO – Então, a senhora saiu daquele incidente sem traumas ? Rebecca – Olha, de uma coisa eu tenho certeza. Nada acontece por acaso. De repente eu estava muito bem avaliada pela população, mas não era o meu momento. Eu acho que se eu quiser ter uma outra oportunidade preciso trabalhar, me qualificar ainda mais para atingir esse objetivo.
A função que estou exercendo é uma espécie de ensaio para qualquer cargo que eu venha a assumir no futuro. Não quer dizer que seja o governo do Estado”. Cândido Vaccarezza (PT) quando me convidou para assumir a vice-liderança do governo. Como o deputado, Omar disse que sou uma pessoa que “agrega muito”, que “sabe se articular bem”, que reúne uma série de requisitos para estar nesta função. Mesmo sendo cargos tão diferentes, lá no fundo os dois precisam dessa articulação política. Foi com esse intuito que o governador falou que gostaria de contar comigo na equipe de governo, por achar que o meu perfil é de uma pessoa adequada para o posto. Mas em nenhum momento foi ventilado qualquer compromisso com candidaturas futuras. EM TEMPO – Todo político sabe aonde quer chegar quando começa sua trajetória. A senhora traçou objetivos, construiu sonhos? Ser governadora de seu Estado, por exemplo, é uma dessas metas? Rebecca – Essa função que estou exercendo é uma espécie de ensaio para qualquer cargo que eu venha a assumir no futuro. Isso não quer dizer, necessariamente, que tenha que ser o governo do Estado. No entanto, qualquer cargo que eu venha a assumir no Executivo vai depender muito do meu desempenho, da experiência que eu possa acumular aqui na Secretaria de Governo. Mas hoje, eu sou candidata apenas a fazer uma boa administração nesta secretaria. EM TEMPO – Sua candidatura a prefeita de Manaus foi alvo de uma implosão e isso deve ter deixado marcas profundas, mas também um aprendizado. Que lições a senhora tira desse episódio? Rebecca – Saí absolutamente sem nenhum problema em relação àquele episódio, muito pelo contrário. O que me fortalece cada dia
EM TEMPO – Secretária, eu vou fazer uma pergunta que, se a senhora não quiser responder a gente respeita. Nesse processo traumático, a senhora atribui toda a arquitetura para implodir sua candidatura ao senador Eduardo Braga (PMDB-AM)? A senhora está rompida com o senador e guarda rancor? Rebecca – De maneira alguma. Eu acho que não existe um rompimento naquilo que nunca existiu. O senhor Eduardo foi governador oito anos e meu partido nunca teve, sequer, um cargo no segundo escalão. O PP nunca fez parte do governo Eduardo Braga, o que demonstra que nunca fomos aliados. Aliança política na época de eleição é uma coisa que nada tem a ver com blocos políticos que caminham juntos. Aquele que caminha junto tem os cargos no governo, tem secretarias, quer dizer, ocupa o espaço que é dividido com o poder. O PP, em momento algum dessa gestão do Eduardo teve algum cargo, o que deixa muito claro que nós nunca estivemos no grupo dele. EM TEMPO – A senhora tem coragem e cacife para, num breve espaço de tempo, em futuras eleições, enfrentar o senador Eduardo Braga nas urnas, numa eleição para um cargo majoritário? Rebecca – Coragem eu tenho. Não estou dizendo que já existe um projeto nesse sentido. Mas eu acho que, quem tem Deus tem tudo. E acima de Deus não existe ninguém. Por isso, eu tenho coragem sim, se essa for a vontade de Deus, do meu destino e do meu povo. EM TEMPO – Depois de viver por mais de 10 anos em grandes metrópoles como
Boston e Paris, como a senhora absorveu esse impacto de voltar a viver em Manaus, uma cidade que todo amazonense ama, mas que está totalmente degradada e bem longe de ser a cidade organizada, moderna e humanizada que sonhamos para viver? Rebecca – O Amazonas tem um potencial enorme, eu sempre repito isso. Lembro que quando eu estava morando em Paris houve um festival gastronômico e o prato que ganhou em primeiro lugar tinha por base o tucupi. E o chef vencedor não era amazonense, sequer brasileiro. Quer dizer, levaram o nosso tucupi daqui para lá. O chef era francês, mas a base do prato que ele fez era o tucupi. EM TEMPO – O Darcy Ribeiro dizia que, quando o mundo descobrisse o tucupi haveria uma nova revolução cultural. Rebecca – Viu, só! E eu conheço desde os dois anos, quando minha mãe me levava para tomar o tacacá da dona Hilda (risos). Então, nesse episódio de Paris dá para você perceber o potencial do nosso Estado. Na verdade o amazonas é uma nação. Uma nação que está aberta para o turismo gastronômico, para o turismo de aventura, para a biotecnologia... acho que o nós do Amazonas estamos deitados em berço esplêndido. EM TEMPO – Não está na hora de a gente levantar do “berço esplêndido” e ir à luta para elevar o Amazonas ao lugar que ele já deveria ter ocupado na agenda internacional? Rebecca – Hoje já estamos fazendo isso. E eu penso assim: antes tarde do que nunca, não é? Acho que talvez este seja o momento de mostrar para o mundo toda essa potencialidade. E isso vem sendo feito. EM TEMPO – Mas, falando de Manaus, a senhora não acha que a cidade está suja, esburacada, poluída, com uma desorganização urbana e que passa por um atraso cultural, tecnológico, só para citar alguns problemas? Rebecca – Eu acho que o processo de crescimento da nossa cidade foi baseada em outro modelo que hoje a gente vê de forma diferente. Talvez para a época não fosse errado, mas hoje sabemos que não foi o melhor caminho. No meu entendimento, é inconcebível morar no coração da Amazônia e não ter água, não ter árvores. Mas isso é uma coisa que a gente pode recuperar, que a gente pode correr atrás. São pequenas coisas que fazem a diferença e podem ser usadas como atrativos para o turismo. Que façam as pessoas visitarem Manaus e saírem daqui dizendo “olha, eu visitei Manaus e achei a cidade agradável, porque é arborizada”; “Eu visitei Manaus e comi um peixe maravilhoso!” Eu não vou longe, o deputado Maluf até hoje fala que o melhor prato que ele comeu na vida dele foi o tambaqui na brasa. E o Maluf é uma pessoa viajada, que já comeu nos melhores restaurantes do mundo. Então, receber bem as pessoas é uma garantia de que elas retornarão. Agora vamos ter uma oportunidade única, que é a Copa. E aí , eu já não falo nem na questão do legado das obras, mas sim da visibilidade que esse evento vai trazer para o nosso país e para o nosso Estado. A expectativa é de que mais de 600 mil pessoas de fora estarão passando pelas cidades-sede da Copa. Logo, é um número muito alto de pessoas que vai levar daqui o que vivenciou. EM TEMPO – O problema é que a gente não faz, aí vem os de fora, roubam o que é nosso e fazem... Rebecca – É verdade. Eu ouvi dizer que o prefeito Arthur estaria planejando construir um aquário. Está aí uma coisa que, se eu fosse prefeita, seria uma de minhas primeiras ações, porque é inconcebível você entrar no aquário de Gênova e dar de cara com um tucunaré e um tambaqui. É contraditório porque você vê nossos peixes lá e não os vê aqui. Então são pequenas ações que tornam uma cidade diferente. A gente não precisa inventar a roda, só precisa aprender com quem fez certo.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
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ILUSTRAÇÃO ELVIS
Caderno B
Economia
Amazonenses de olho na estabilidade Economia B4 e B5
Preços de eletroeletrônicos despencam no fim de ano FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA
Embora o dólar esteja mais caro, “mimos” como televisores e celulares estão, em média, 22% mais baratos neste Natal
ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
O
s produtos eletroeletrônicos podem ser uma boa opção para presentear no Natal. Mesmo com o dólar em alta, os “mimos” estão, em média, 22% mais baratos este ano, em Manaus, na comparação com o ano passado. Os descontos podem variar de R$ 36 a R$ 261, nos itens como máquina fotográfica e televisor. O índice local de redução é cinco vezes maior do que média brasileira, que registrou, desde dezembro de 2011, queda nos preços dos eletroeletrônicos de 4,18%, conforme dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O EM TEMPO foi às ruas da capital amazonense para pesquisar os preços de produtos eletroeletrônicos mais populares em lojas voltadas para os públicos com poder aquisitivo alto e baixo. Os produtos pesquisados foram indicados pelos próprios lojistas por terem maior procura e saída. São eles: televisão de 32 polegadas, máquina fotográfica de 14,1 megapixels, smartphones e o console de videogame Play Station 2. Em alguns produtos, o consumidor pode economizar até R$ 261, valor que está acima da média local, de R$ 230. É o caso do modelo Galaxy Y, aparelho celular da mar-
ca Samsung, que baixou do ano passado para este ano de R$ 660 para R$ 399 nas lojas do grupo TV Lar. Na média, a queda nos preços dos celulares pesquisados foi de quase 25%. No caso dos televisores, a média de redução ficou em torno de 20%. Em valores nominais, quem quer comprar aparelhos de 32 polegadas de uma marca boa pode economizar, em média, R$ 225.
nas vendas do comércio de Manaus. “O preço mais em conta dos eletroeletrônicos contribui para o aumento das nossas vendas”, afirma, ao ressaltar que o crescimento da TV Lar neste final de ano gira em torno de 15%. Conforme estudo da FGV, desde 2008, o preço da televisão ficou 30% mais barato, nos últimos quatro anos, enquanto que o do celular, a queda foi de 29%, em todo o país.
DESCONTO
Máquina fotográfica Em 2012, o preço das máquinas fotográficas ficou, em média, 18,4% mais barato do que no ano passado. O modelo Cyber Shot da Sony de 14.1 megapixels, um dos mais procurados, conforme os lojistas da cidade, sofreu uma redução de R$ 160 nas lojas da Ramsons. Em 2011, o produto custava R$ 559. Hoje, o mesmo modelo sai por R$ 399, economia de 28,62%. Por outro lado, o console PS2 baixou R$ 150 em lojas da capital, caindo de R$ 559 para R$ 449, variação para baixo de 25,04%. “De modo geral, os eletroeletrônicos sofreram redução de 20% a 30% em Manaus. A concorrência e as constantes inovações tecnológicas derrubaram os preços de vários produtos eletroeletrônicos”, explica o gerente da unidade da Ramsons, na rua Marcílio Dias, Centro, Jamerson Abreu.
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É o valor que o consumidor irá economizar este ano ao comprar o celular da Samsung, o Galaxy Y Na Ramsons, uma das maiores redes do comércio local, a economia chega a ficar acima da média. O preço do aparelho da marca Panasonic cobrado, em 2011, despencou de R$ 1.099 para R$ 858, este ano, diferença de R$ 241. Segundo o gerente da TV Lar, Lamberto Matos, a redução nos preços dos eletroeletrônicos ocorreu por fatores diversos, com destaque para concorrência acirrada no mercado local e também a queda
Manauenses aproveitam redução Quem gostou da queda nos preços dos eletroeletrônicos foram os manauenses. Com os descontos, eles aproveitam para realizar alguns sonhos de consumo. A vendedora de cosméticos, Rita de Cássia Cunha, 39, afirma que vai comprar um novo celular neste Natal. “Quero um mais moderno do que o atual que tenho”, diz.
Por sua vez, o industriário Roberto Nascimento, 32, revela que está pesquisando o preço de um televisor de 32 polegadas. Apesar de considerar o valor um pouco alto, ele garante que vai realizar o sonho de ter o produto em casa. “Hoje em dia está mais fácil comprar, pois as prestações cabem no bolso”, enfatiza. Conforme a pesquisa que
mede o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) divulgado, em novembro, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), o eletroeletrônico que será mais comprado, no Natal deste ano, será o aparelho celular. O produto é o preferido de 12,5% das 400 pessoas entrevistadas.
Celulares, máquinas fotográficas, videogames e televisores são os itens mais procurados
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Economia
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Oportunidade para 60 mil em cursos de qualificação Projeto do governo, que este ano capacitou 38 mil pessoas em Manaus e 12 mil no interior, vai ampliar número de vagas
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pós capacitar este ano 38 mil pessoas em Manaus e, aproximadamente, 12 mil no interior, o projeto “Oportunidade & Renda”, voltado à qualificação de trabalhadores e ao estímulo aos pequenos negócios, vai ampliar para 60 mil o número de vagas em cursos de capacitação em 2013, conforme projeção do Centro de Educação Tecnológica do Estado do Amazonas (Cetam). Lançado em março deste ano pelo governo do Estado, o projeto oferece, além da qualificação, o acesso facilitado ao microcrédito para empreendedores. Desde o mês de julho, quando iniciaram a primeiras concessões de créditos para participantes do “Oportunidade & Renda”, até dezembro deste ano, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) realizou 269 operações no valor de, aproximadamente, R$ 280 mil para empreendedores que passaram pelos cursos de qualificação na primeira fase do projeto. De acordo com a diretorapresidente do Cetam, Joésia Pacheco, todo o planejamento para o projeto em 2013 está
ALFREDO FERNANDES/AGECOM
finalizado e os resultados alcançados nas primeiras duas etapas, que contemplam os cursos realizados na capital e no interior em 2012, podem servir de base para o aprimoramento das ações de profissionalização da mão de obra e encaminhamento ao mercado de trabalho. Segundo o Cetam, após a conclusão dos cursos voltados para a empregabilidade, a pessoa qualificada é cadastrada no Sistema Nacional de Empregos do Amazonas (Sine-AM) e, posteriormente, encaminhada para uma oportunidade de emprego por meio da Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab). Para iniciar as atividades de empreendedorismo, o participante qualificado pode receber uma linha de crédito da Afeam, no valor de até R$ 2,5 mil. A dona de casa Nely Rodrigues, 31, sonhava desde a adolescência em ter seu próprio negócio, mas sempre esbarrou na falta de dinheiro para dar os passos iniciais. Ela foi uma das primeiras beneficiadas com a linha de crédito oferecida por meio do projeto. Para montar um buffet para festas, Nely fez um empréstimo de R$ 900 na Afeam.
Participantes capacitados pelo projeto podem, depois dos cursos, adquirir crédito na Afeam para começar o próprio negócio
Facilidades para contratar financiamentos A comerciante Lea Gonçalves, 44, utilizou R$ 1.400 obtidos por meio da Afeam dentro do “Oportunidade & Renda” para reabastecer a dispensa da sua lanchonete com novos materiais e refez seus planos para atrair a clientela, ao acrescentar novos produtos ao cardápio.
De acordo com o presidente da Afeam, Pedro Falabella, o acesso ao crédito é facilitado. “Seria interessante que todos os que fizeram os cursos procurassem a Afeam. É um dinheiro para a compra dos primeiros equipamentos. Ao concluir o curso, o aluno leva a documentação
pessoal completa e o certificado até a Afeam e solicita o empréstimo. Não há juros e é sem comprovação de renda, já que é para a pessoa começar o negócio”, explica. Acesso ao crédito Para acessar, o interessado precisa se dirigir a
sede da agência, localizada na avenida Constantino Nery. Mesmo quem possui restrição de crédito pode solicitar o empréstimo para abrir o pequeno negócio. O pagamento pode ser feito em dois anos e as parcelas não ultrapassam os R$ 100 mensais.
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
Veilling, obstinação e oportunidades A convite de uma pesquisadora da Unicamp/Ufam, nesta semana pré-natalina, estive novamente em Holambra, uma joia urbana e de prosperidade, fincada no eixo-logístico e de inovação biotecnológico do estado de São Paulo, dessa vez para conhecer o Veilling (leilão em neerlandês), da Cooperativa Agro Pecuária Holambra, uma associação de migrantes holandeses, fundada em 1948, na antiga fazenda Ribeirão, na região
de Campinas/Mogi Mirim. Suas origens emanam dos horrores da guerra - do caos ao logos da reconstrução - quando o governo holandês descobriu no Brasil o único país receptivo a acolher grande número de migrantes católicos. Inicialmente, quinhentos holandeses, com suas famílias, iniciaram a atividade pecuária, contida por doenças tropicais. E só a partir dos meados dos anos 50, com novos grupos de migrantes, eles focaram
na economia das flores, cuja vitrine anual de negócios e manifestação cultural fascinante da identidade neerlandesa, a Expoflora, para se ter uma ideia, atrai 300 mil visitantes a cada ano. No Veilling está o retrato da força, do foco e da fé que a obstinação holandesa dedica ao trabalho e seus desafios, esse ferramental precioso e eficaz na realização das pessoas e aprimoramento da Criação. Ali estão os paradigmas
de organização, modernidade e arrojo que, reunidos num modelo inteligente e enxuto de administração, confirmam as vantagens da gestão transparente, compartilhada e de resultados que estimulam seus atores na continuidade estratégica e busca permanente de aperfeiçoamento. E tudo isso, por força e a partir do fascínio que emerge das flores, cuja beleza natural propiciou o espetáculo da prosperidade social.
São mais de 400 colaboradores, treinados e apetrechados para atender os clientes de um leilão que abastece todo o país, o continente e parte da Europa, com espécies do bioma tropical, cultivadas e aperfeiçoadas com auxilio da bioengenharia genética, a partir de uma logística racional e eficiente, que coloca em tempo recorde, baixo custo e segurança, os itens de glamour e sedução nas praças de Manaus a Buenos Aires, passando por Caracas ou Amsterdã. Com uma área de 60 mil metros quadrados, um faturamento que se aproxima de meio bilhão de reais, o Veiling de Holambra investe em informática, automação e diversidade e faz da Estância Turística de Holambra, o maior produtor/exportador de flores da América Latina e uma referência de negócios e oportunidades na aldeia global de investi mento e charme floral. E o que tem a ver a Amazônia com tudo isso? Muitas das espécies, bromélias, orquídeas, amarantos, filodendros... têm origens amazônicas, notadamente da bacia do Rio Negro, onde até os galhos desidratados da estiagem hídrica são cobiçados para os arranjos florais. O Veilling faz com a flora, diversifica - potencializa e produz riqueza a partir da singeleza e candura das plantas - o que as empresas de ponta do Polo Industrial de Manaus fazem com os itens da eletrônica e da parafernália digital. O que se nota, contudo, na base dessas iniciativas inovadoras e no pioneirismo desses investimentos, é a presença constante de posturas e de atitudes humanas que asseguram a transformação de projetos e propósitos em produtos e avanços efetivos. Os neerl andeses católicos do Norte da Holanda, desembarcados em São Paulo, assim como os judeus marroquinos e demais migrantes na Amazônia, aportaram num Brasil em construção, a quem emprestaram ética, integridade de propósitos, responsabilidade social, respeito às leis do país e direitos de seus cidadãos, amor ao trabalho, opção pela poupança e pela superação, além da pontualidade nos compromissos. E nesse leilão de empreendedorismo, leva vantagem quem é capaz de se dar no lance dessas atitudes, inerentes às grandes edificações que nelas se fundam e florescem na gestação do progresso, da sustentabilidade e da prosperidade geral.
Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta
No Veilling está o retrato da força, do foco e da fé que a obstinação holandesa dedica ao trabalho e seus desafios”
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Economia
Amazonenses de olh Em vez de descansar, eles usufruirão das férias para se dedicar aos estudos ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
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e olho em um futuro melhor, cidadãos amazonenses vão abrir mão do descanso das férias para investir no estudo com o intuito de ingressar na faculdade ou em um emprego estável. Ao invés de praias exóticas ou parques temáticos divertidos, eles planejam fazer cursos profissionalizantes ou até mesmo estudar em casa. Tudo em nome da qualificação para o mercado de trabalho competitivo e mais exigente. No último ano do ensino fundamental, a estudante Monalisa Ferreira, 17, desistiu de viajar com a família para o Sul do país para se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que só ocorre no segundo semestre do ano e, desta forma ingressar no curso de biologia. Ela vai começar a partir do próximo dia 14 de janeiro, a frequentar um cursinho na Zona Centro-Sul da cidade para se preparar. “Preciso estar 100% para fazer o Enem. O importante é garantir um futuro melhor. Depois eu tiro férias”, salienta. Com 76 vagas disponíveis em dois editais, o pedagogo Roberto Barros, 42, vai aproveitar as férias para se preparar para o concurso que
será realizado para selecionar professores de carreira para a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “Quero cursar letras. Não preciso me matricular em um cursinho. Minha preparação será individual em casa nas férias”, destaca. Conforme o pró-reitor de Planejamento da Ufam, Cícero Mota, as inscrições para o concurso se encerram no dia 15 de janeiro, data prevista para os dois editais. Segundo ele, o processo de escolha terá três etapas com prova escrita, oral e, na última fase, a de títulos. A estudante Thelma Queiroz, 19, quer prestar vestibular para medicina, mas sabe que para passar, terá que estudar muito. Por esse motivo, ela decidiu abrir mão das férias para poder fazer um cursinho a partir de janeiro. “Minha diversão será o estudo. Não quero viajar. Estou focada no meu lado profissional, daí minha opção em me dedicar aos livros. Vou fazer de tudo para ingressar na faculdade”, ressalta. A também estudante Cristina Machado, 19, afirma que adiará o sonho de conhecer o nordeste para estudar durante as férias, de olho em uma vaga no curso de medicina. “Eu tinha de escolher entre estudar e ficar na ociosidade das praias. Preferi estudar, pois quero ser médica”, acrescenta.
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lho na estabilidade Curso para entrar no mercado Morador do município de Tefé (a 631 quilômetros de Manaus), Edmilson Pinheiro, 25, decidiu que este ano não irá visitar os parentes como habitualmente faz todos os anos. O tempo que gastará com as férias será para fazer um curso de auxiliar administrativo. “Quero atuar em empresas e, portanto, tenho que me qualificar. Vou investir no meu futuro, em vez de descansar nas férias”, salienta. Ele ainda não sabe ainda onde vai estudar. Uma das opções é aprender sobre a atividade no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), onde o curso é lecionado de forma gratuita. Além de auxiliar administrativo, os cursos para assistente de cabeleireiro, almoxarife, cuidador de idosos e operador de microcomputador também são gratuitos e duram em média 160 horas, ou seja, com duração aproximada de três meses. “Quem quiser aproveitar as férias para aprender uma profissão, uma boa oportunidade é fazer os cursos gratuitos do Senac”, afirma a gerente do Centro de For-
mação Profissional Alfredo Pequeno Franco da entidade, Railma Benevides. Outra boa opção para quem quer ingressar no mercado de trabalho é recorrer ao Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que oferece mais de 30 cursos. Segundo o CIEE, esses cursos, além de ter duração de poucas
CAPACITAÇÃO
Boa opção para quem procura qualificação são os treinamentos do CIEE. Atualmente, o centro disponibiliza mais de 30 cursos em diversas áreas e de forma gratuita
horas, são também gratuitos. Conforme o CIEE, os cursos on-line oferecem acompanhamento tutorial, exercícios e leituras, e os estudantes também podem participar de fóruns e chats. Ao final, recebem certificado on-line. Para participar dos cursos, o cadastro é feito de forma gratuita no site www. ciee.org.br.
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País
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Eletrodomésticos só com selo de qualidade em 2013
RECLAMAÇÃO
Gol remarca passagens da Webjet sem consulta
tidades particulares, como o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e a Proteste (Associação de Consumidores). Testes com esses tipos de eletrodomésticos mostram com frequência o risco que representam para o consumidor, especialmente em relação a queimaduras— explicou Alfredo Lobo, diretor de Qualidade do Inmetro. Mais seguros Segundo ele, a iniciativa fortalecerá “ainda mais o mercado brasileiro” e foi adotada após uma série de discussões com a indústria de eletrodomésticos e análise de diversos relatórios de ensaios do Programa de Análise de Produtos, que verificou a viabilidade e os impactos do programa. Alfredo Lobo disse ainda que o objetivo da medida é tirar do mercado esses produtos que não apresenta o mínimo de segurança para o usuário. — E a melhor maneira de fazer isso é criar um regulamento, que tomou por base normas internacionais, e tornar a certificação compulsória. Além de aumentar a segurança do usuário, a certificação favorece a concorrência justa entre os produtos nacionais e importados, já que todos têm de seguir, obrigatoriamente, os requisitos das normas de segurança — acrescentou.
Quem comprou passagem da Webjet para viajar neste fim de ano e no começo de 2013 tem enfrentado problemas. A Gol, que adquiriu a empresa e assumiu a responsabilidade por seus clientes, está remarcando voos sem consultar passageiros. Em alguns casos, eles têm sido realocados em viagens mais longas, com conexão e em horários muito diferentes do contratado. Se o viajante pede um voo mais conveniente, tem de pagar taxa. A Gol já foi notificada pela Fundação Procon-SP em novembro por causa do mau atendimento a passageiros da Webjet. Segundo o assessor-chefe do órgão, Renan Ferraciolli, tanto o Código de Defe-
sa do Consumidor (CDC) quanto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinam que, em caso de cancelamento, é obrigatória a reacomodação em voos até de outra companhia que ofereça serviço equivalente ou em data e horário mais conveniente. “É difícil, em se tratando de serviço aéreo, conseguir um voo exatamente igual, mas a escolha tem de ser sempre do cliente, que também pode pedir o reembolso da passagem.” Questionada, a empresa diz que a cobrança só é feita quando o passageiro “não aceita” o novo voo oferecido pela empresa. Em nota, disse estar “reacomodando todos os clientes Webjet sem custo” e admite as trocas de horário. DIVULGAÇÃO
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ermina no próximo dia 31 o prazo para o varejo comercializar eletrodomésticos sem o selo do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) que indica a qualidade dos produtos. Portanto, a partir de 1º de janeiro de 2013, o consumidor só deverá encontrar nas prateleiras mercadorias certificadas. Ao todo, 144 tipos de eletrodomésticos — fogões e fornos elétricos, cafeteiras, ferros de passar roupa, sanduicheiras, liquidificadores, fritadeiras, máquinas de costura, torradeiras, batedeiras, entre outros equipamentos nacionais e importados utilizados no dia a dia — passarão a ostentar a marca da certificação obrigatória. Fabricantes e importadores estão proibidos, desde julho deste ano, de vender eletrodomésticos que não atendam aos Requisitos da Avaliação da Conformidade (RAC), publicados na portaria 371 do Inmetro em dezembro de 2009. Os aparelhos passaram a ser certificados compulsoriamente por organismos acreditados pelo instituto, principalmente no item segurança elétrica. — A decisão pela certificação compulsória desses produtos foi tomada depois de análises em nosso banco de acidentes de consumo e de avaliações de en-
DIVULGAÇÃO
Objetivo do Inmetro é retirar do mercado, a partir de 1º de janeiro, mais de 140 tipos de aparelhos. Só valem mercadorias certificadas, inclusive importadas
Procon já notificou a Gol por remarcação de passagens Inmetro quer a comercialização de produtos certificados
Mundo
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Otan diz que Síria voltou a usar mísseis de guerra
MANIPULAÇÃO
Papa condena casamento gay em discurso de Natal também incluiu denúncias ao casamento entre pessoas do mesmo sexo em sua mensagem de paz divulgada recentemente, quando disse que o casamento gay, assim como o aborto e a eutanásia, era uma ameaça à paz mundial. Bento 16 disse que a teoria dos gêneros, que “é apresentada como uma nova filosofia de sexualidade”, é uma “falácia”. Segundo ele, contém erros profundos ao negar que o homem nasce homem ou mulher, manipula a natureza e compromete a dignidade da família e dos homens. O tema já havia gerado polêmica no início do ano, quando o papa afirmou que o casamento gay era “ameaça ao futuro da humanidade”.
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Papa afirmou que casamento gay é uma ameaça à família
secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse ontem que o regime sírio voltou a usar os mísseis Scud, de médio e longo alcance, em combates contra os rebeldes. O chefe da organização condenou o ato, que qualificou de desesperado. Na semana passada, a aliança militar ocidental acusou as tropas do ditador Bashar Assad de usar os mísseis de guerra, o que foi negado por Damasco. Para Rasmussen, a aplicação do armamento é um indício de que o regime está próximo do colapso. Ele ainda afirmou que o uso do Scud justifica a permanência das baterias de mísseis Patriot na fronteira da Turquia, deslocada há duas semanas por Estados Unidos, Alemanha e Holanda a pedido do governo turco. Para a região, também foram enviados mil soldados, incluindo 400 americanos. Os mísseis Scud são fabricados pela Rússia e foram fornecidos pela antiga União Soviética em diversos países da região, incluindo a Síria. O armamento foi usado também pelo regime de Saddam Hussein no Iraque, durante a Guerra do Golfo (1991) e a guerra com os Estados Unidos, em 2003. Damasco possui alguns desses foguetes de médio alcance,
AP
Segundo representantes da organização mundial, o regime sírio utiliza o armamento de médio e longo alcance em combates contra os rebeldes
AP
A rejeição do papa ao casamento gay tomou novos patamares. Bento 16 denunciou o que descreveu como pessoas que manipulam o gênero dado por Deus para adaptar suas opções sexuais, destruindo a “essência do ser humano” no processo. O líder religioso fez os comentários ontem em seu discurso anual de Natal para os agentes administrativos do Vaticano, uma das falas mais importantes do ano, que ele dedicou neste ano à promoção dos valores familiares. Durante o discurso, Bento citou o rabino chefe da França ao dizer que a campanha para conceder direitos de casamentos aos homossexuais era “um ataque” à família tradicional composta de pai, mãe e filhos. O papa
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incluindo os que seriam destinados ao uso de armas químicas. As potências ocidentais acreditam que a aplicação dos Scud é um dos indícios de enfraquecimento do regime de Assad após 21 meses de conflito da oposição. Desde o início dos primeiros protestos opositores, em março de 2011, mais de 40 mil pessoas morreram em confrontos na Síria, segundo ativistas.
ARMAMENTO
Os mísseis Scud são fabricados pela Rússia e foram fornecidos pela antiga União Soviética em diversos países da região, incluindo a Síria. Saddam Hussein também usou o armamento Fragmentação Na última sexta, o jornal americano “The New York Times” informou que o regime sírio usou bombas de fragmentação na cidade de Marea, na Província de Aleppo, na Síria, no último dia 12 de dezembro. Quatro pessoas morreram e 23 ficaram feridas na ação. O jornal diz, baseado em relatos de médicos e testemunhas, que todas as vítimas eram civis.
Otan denunciou o regime sírio contra as defesas dos rebeldes
Mundo
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CHARLES DHARAPAK/AP
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VENEZUELA
Patriota diz que Brasil não vê riscos à democracia “Não há razão para suspeitar que na Venezuela não serão cumpridos os requisitos para a plena vigência democrática”, disse o chanceler Antonio Patriota, durante conversa com jornalistas. Patriota também disse que o governo brasileiro não vê riscos à democracia da Venezuela diante da possibilidade de que Hugo Chávez não consiga tomar posse para seu novo mandato em 10 de janeiro. Chávez se recupera, em
Cuba, da quarta cirurgia para tratar de um câncer na região pélvica. Logo após a operação, seu vice, Nicolás Maduro, admitiu que a recuperação seria “complexa”. O mandatário se recupera agora de uma infecção respiratória. Como não se sabe se ele conseguirá comparecer à cerimônia de posse em Caracas, integrantes da cúpula chavista consideram a possibilidade de pedir à Justiça o adiamento da posse.
MUDANÇAS Lembrando as vítimas do atentado de Connecticut, presidente americano conclamou população a exigir controle de armas
Barack Obama exige rigor para controle de armas
Presidente quer maior pressão para Congresso aprovar medidas antidesarmamento
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presidente dos EUA, Barack Obama, conclama os norte-americanos a continuarem pressionando o Congresso a endurecer as regras para a aquisição de armas de fogo, em reação ao massacre da semana passada em uma escola primária de
Connecticut. Obama divulgou uma resposta em vídeo a centenas de milhares de pessoas que firmaram um abaixo-assinado divulgado no site da Casa Branca, em que pediam mais rigor no comércio de armas. “Preciso da ajuda de vocês”, disse Obama. “Para termos sucesso, precisamos
de um esforço sustentado de mãe e pais, filhas e filhos, polícias e proprietários de armas responsáveis, organizando-se, manifestando-se, ligando para seus membros do Congresso quantas vezes for necessário, erguendo-se e dizendo chega’, em nome dos nossos filhos.”
Massacres armados são comuns nos EUA, mas a morte de 6 adultos e 20 crianças na faixa dos 6 e 7 anos teve um impacto excepcional no país. Depois da tragédia, Obama pediu ao Congresso que proíba a venda de armas de assalto, de uso militar, e de cartuchos de munição de alta capacidade.
Reino Unido quer legalizar cópia de conteúdos digitais O governo britânico quer legalizar as cópias pessoais de conteúdos digitais como filmes, música e livros, embora seguirá sendo ilegal compartilhá-las com outros, segundo anunciou, ontem, o ministro de Empresa, Vince Cable. Atualmente, no Reino Unido é ilegal fazer uma cópia de um CD em um reprodutor digital e transferir canções, filmes ou jogos de videogame de um aparelho para outro, até sendo do mesmo proprietário. O ministro de Empresa afirmou que a mudança na legislação, que seguirá proibindo com-
partilhar os conteúdos digitais com outras pessoas, vai ser feita a partir do “bom senso e do sentido do negócio”. “Adaptar a lei às expectativas do povo impulsionará o respeito pelos direitos autorais de propriedade intelectual, nos quais se apoia nossa indústria criativa”, assegurou Cabo. O ministro explicou que se trata de “chegar a um equilíbrio entre o direito dos consumidores de desfrutar pelo o que pagaram de maneira legítima e impulsionar as oportunidades de negócio e proteger os direitos dos criadores”.
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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
JOEL ROSA
Da faculdade à coleta de recicláveis Dia a dia C6 e C7
À espera do Papai Noel WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO
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ara a maior parte das pessoas, o Natal é a época de reunir a família, trocar presentes, ter uma ceia farta e, principalmente, celebrar os sentimentos bons. A data é ainda mais atrativa para as crianças que esperam ansiosamente pelo Papai Noel e seus presentes. Porém, muitas não têm a sorte de passar um dia tão importante com a família. “Esse é um período muito importante, especialmente para os pequenos que tem uma ligação forte com a data. O ideal é que nesse período recebem muito amor, carinho e atenção. Nos abrigos isso tem de ser mais forte ainda devido a situação”, diz o coordenador do Centro Social de Aldeias Infantis SOS de Manaus, Nelson Peixoto. O centro abriga quase cem meninos e meninas. De acordo com ele, por estarem em uma situação de risco, as crianças das instituições podem se sentir mais frágeis nessa época do ano. Ele diz, ainda, que a propaganda amplia o sentimento dos menores. “Comerciais na televisão e em jornais acabam criando o desejo do presente”, ressalta. Para lidar com essa situação e das demais que surgem durante todo o ano, Nelson, no centro social existem pessoas que ajudam não só na parte técnica e pedagógica da
educação, mas também na estrutura sentimental. “Elas são as mães sociais, que não substituem as biológicas, mas representam o mesmo ideal”, explica. Peixoto acredita que é possível existir um lar sem crianças, mas uma criança não pode se desenvolver sem um lar. “Por isso, nós das Aldeias dedicamos nossos esforços para que cada criança que não esteja sob os cuidados de uma família ou que esteja em uma família desestruturada, possa viver um futuro cheio de oportunidades, crescendo em um lar sadio, com amor, respeito e segurança”, salienta. Apesar da estrutura dada para os internos permanentes do abrigo, o coordenador disse que o apoio familiar é essencial. “Apoiamos famílias em situação de risco para prevenir situações difíceis que podem levar ao abandono físico e emocional dessas crianças. Conseguimos isso por meio de um Programa Integral para cerca de dez mil crianças, adolescentes e jovens, atuando com foco no fortalecimento familiar e comunitário e acolhimento”, afirma. Mãe Social Mãe Social é a pessoa responsável por educar e cuidar d e
crianças, adolescentes e jovens que por diversos motivos tiveram seus vínculos familiares fragilizados ou rompidos. “Nosso objetivo é fazer com que as crianças voltem a conviver com suas famílias de origem. Trabalhamos para a reintegração dessas crianças, fazendo o possível para que o vínculo com a família não se rompa”, garante Peixoto. Segundo ele, a Mãe Social é a peça mais importante deste trabalho. “Seu papel é dar carinho, amor, orientação, passar valores para essas crianças. Ela acompanha e apoia o desenvolvimento deles para que se tornem adultos independentes e responsáveis no futuro”, explica. Cada Mãe Social é responsável por até nove crianças e vive numa casa-lar junto com elas. Ela se torna uma referência para as crianças acolhidas e recebe o apoio da equipe multiprofissional. Solidão Para a pedagoga, Marlene Ribeiro, algumas crianças tendem a se sentir sozinhas e abandonadas nos abrigos durante as épocas festivas, o que tem de ser monitorado pelos coordenadores. “Como em geral eles sabem que estão sem pais ou mães efetivos, a falta acaba pesando mais nesse período e é ai que entra o trabalho dos educadores”, explica.
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Enquanto muitas crianças comemoram em casa o Natal com a família e aguardam pela chegada do Papai Noel, nos abrigos, meninos e meninas esperam apenas por solidariedade, amor e carinho
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Dia a dia
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‘Coração do Pai’ abre uma porta para a esperança Criado a partir de uma experiência nas comunidades indígenas, o lar abriga crianças indígenas e não indígenas rejeitadas FOTOS: DIVULGAÇÃO
ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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rianças recém-nascidas, filhas de mães solteiras ou com necessidades especiais, totalmente privadas de assistência estão encontrando, no abrigo “Coração do Pai”, um lar para sobreviver. Concebido a partir da cultura indígena da rejeição de crianças que nascem com alguma deficiência física ou congênita, hoje abriga 13 crianças, a maioria indígena, em suas instalações, na rua D14, número 113, bairro Japim 2, Zona Sul. Por vivenciar a cultura indígena há 4 anos, a técnica em enfermagem Vânia Souza Hall, 37, decidiu que lutaria pela sobrevivência dos filhos de indígenas rejeitados, sem que prejudicasse ou descumprisse qualquer legislação. “Sempre achei a cultura indígena fascinante e desde os meus 19 anos já sabia que quando ficasse mais velha meu objetivo seriam em ajudar de alguma forma as etnias”, conta Vânia, que conseguiu realizar o sonho quando o marido Barry Hall, foi convidado a ministrar um curso de primeiros-socorros a uma tribo indígena próximo da
fronteira, que por motivos de sigilo, não foi informada pela técnica. De acordo com Vânia, nesse meio tempo em que foi morar com o marido e filhos na aldeia, presenciou várias situações de abandono de crianças recémnascidas. “Ajudei em diversos partos e pude ver que na cultura dos nativos. A mãe indígena
ATIVIDADES
O abrigo começou a receber as crianças em abril deste ano. Cerca de 25 crianças já passaram pela unidade. É um refúgio para crianças indígenas em perigo e lugar para crianças rejeitadas nunca pode ver o seu filho no momento em que nasce. Sempre são os líderes das aldeias que veem as crianças e caso tenha qualquer tipo de problema, é abandonada na mata ou enterrada viva”, conta. Há casos de mães indígenas que entram em depressão ou até mesmo cometem o suicídio por causa da perda do filho. “Nós, mães, temos a maior curiosida-
de de poder ver o rostinho do bebê e retirar um ser de uma forma tão brutal me comoveu bastante”, explica Vânia. Da experiência e ao retornar da aldeia, junto ao seu marido, a técnica em enfermagem resolveu criar um abrigo para acolher as crianças indígenas que são rejeitadas por suas etnias. E assim há dois anos, o casal junto de seus cinco filhos, vem lutando para a regularização do abrigo que foi batizado com o nome “Coração do Pai”. “Desde que fomos para as aldeias sempre trabalhamos em base das documentações, pois tínhamos o apoio dos órgãos de responsabilidade dos indígenas e para o trabalho do abrigo não foi diferente, estamos batalhando mais de dois anos e todas as crianças, que vem morar no abrigo chegam por ordens judiciais”, explica a técnica. Após deixarem as terras indígenas, a família Hall chegou a morar alguns meses em Tabatinga (a 1.108 quilômetros da capital), mas escolheu Manaus para a criação do abrigo por ser uma cidade que possui um dos melhores sistemas de saúde. Hoje o abrigo é considerado uma casa lar, pois a família mora juntamente com as 13 crianças.
Um refúgio para crianças em perigo O “Coração do Pai” começou a receber as crianças em abril deste ano, por onde já passaram em torno de 25. “Este é um lugar, de refúgio para crianças indígenas em perigo, um lugar onde essas crianças rejeitadas serão bem-vidas com braços abertos, valorizadas e tratadas com dignidade e respeito a curto e longo prazo”, informa Vânia, ao dizer que o alvo desse esforço é primeiro resgatar a criança no momento de perigo. “O Coração do Pai então cuidará da criança até passar o momento de perigo e habilitá-la para sobreviver. Após isso, nosso alvo é o retorno a convivência com seus pais na aldeia, mostrando que ela não trouxe maldição nenhuma”, diz.
Abrigo depende de doações O abrigo vive de doações. A casa lar em que a família e as 13 crianças vivem é alugada. “Queremos ter o nosso próprio local fixo, estamos a procura de pessoas que possam nos ajudar, pois nosso abrigo sobrevive de doações. Nosso trabalho é dar toda a atenção e carinho para cada criança”, disse a técnica, que conta, no abrigo, com cinco funcionárias e outras pessoas que trabalham como voluntárias. “Posso dizer que hoje mesmo não tendo um lugar próprio
para o abrigo, consegui realizar todos os meus sonhos, pois mesmo não sendo mãe biológica dessas crianças sei que faço o mesmo papel de mãe como sempre fui para os meus filhos”, disse Vânia Hall, emocionada. Quem quiser colaborar o endereço do abrigo é o seguinte: rua D-14, nº 113, bairro Japim 2, Zona Sul. O telefone para contato: (92) 3342-6092. (92) 9186-0909 e e-mail é o info@ocoracaodopai.org.
A entidade agora luta para ser reconhecida e obter ajuda
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Corpos não identificados terão um banco de dados
Quem tiver um parente desaparecido poderá acessar o sistema informatizado e obter informações e fotos para identificação DIEGO JANATÃ
NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO
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om o uso de tecnologia de ponta, a Polícia Civil (PC) vai inovar e diminuir o problema de identificação de corpos de pessoas que dão entrada sem identificação no Instituto Médio Legal (IML). Isso vai ocorrer já a partir de janeiro de 2013 com a criação de um moderno banco de dados que vai permitir a identificação de corpos com maior rapidez e eficiência. De acordo com a gerente de perícias do IML, a médica legista Marilane Menezes, o programa está sendo desenvolvido e estará acessível e disponível no blog e no site da Polícia Civil. Por meio dele, a pessoa que tiver um parente desaparecido poderá acessar de casa por meio de qualquer mídia digital e ter informações, ter detalhes, e ver fotografia que irá possibilitar a identificação da pessoa desaparecida. No programa estarão contidos informações importantes como o sexo, estatura, cor do cabelo, dos olhos, da pele, idade aproximada, peso, marcas e cicatrizes como de tatuagens e cirurgias do corpo que estiver sem identificação no IML.
A gerente informou que este tipo de trabalho já vem sendo realizado e tendo resultados principalmente com ajuda de exames realizados pela equipe de legistas do IML. Um desses é o exame antropológico que define o sexo, idade, altura, idade aproximada e outros detalhes da pessoa. O outro exame é o datiloscópio que ajuda a identificar o cadáver de uma pessoa desconhecida por meio das impressões digitais. O exame odontolegal faz a identificação de um cadáver da comparação com a arcada dentária. Já o exame de DNA é o mais importante é consegue com exatidão fazer a identificação por meio de comparação de material coletado O novo serviço vai agilizar e ajudar, também, na identificação dos chamados indigentes. Em 2011, o IML realizou 142 registros de pessoas mortas e sem identificação. Desse total, 138 foram enterrados como indigentes. Outros quatro corpos foram doados para estudos em faculdades. Os corpos sem identificação ficam no instituto até que o parente faça o reconhecimento. De janeiro a outubro deste ano foram realizados 68 enterros de indigentes, a maioria homens.
Livro dos Mortos tem registros O diretor-geral do IML, Sérgio Machado, explica que assim que um corpo é removido pelo carro-tumba do IML, os peritos vão até uma delegacia solicitar uma requisição para necropsia. É nesta fase que ocorre o primeiro registro do corpo ainda sem nome e sobrenome. No IML existe o Livro dos Mortos onde são anotados as características de corpos que foram recolhidos pelo IML sem identificação. Após os registros é feita uma ficha e são tiradas fotos do corpo. Também são coletados materiais genéticos e as digitais. Tudo é documentado e serve para facilitar a identificação caso algum parente recla me posteriormente. O Instituto Médico Legal teve 142 registros de pessoas mortas e sem identificação em 2011
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Dia a dia
Entre marreta mas sem perd
Trabalhar em borracharia não é atividade apenas para homens, como prova Deisiane Gomes da Silva, borracheira há 5 anos que não troca seu trabalho por nenhum outro. Atualmente exerce o ofício em um estabelecimento na Zona Norte da cidade LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO
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have de roda, estepe, pneu, marreta, calibrador, entre outras ferramentas, são usados diariamente por Deisiane Gomes da Silva, 23, mas conhecida como Ane ou mesmo Deise. Para sobreviver, ela arranjou meio de trabalho nada convencional para mulheres: ser borracheira. Há 5 anos ela trabalha em uma borracharia localizada na Zona Norte. A borracheira lembra que já passou por outras profissões na vida, mas a atual ela não pensa em deixar. Deisiane comenta que, antes de trabalhar na borracharia, atuou por um ano e meio como garçonete na barraca de bebidas de uma tia. Porém a antiga profissão, segundo ela, era muito leve e chata, pois além de passar a noite acordada, tinha que aturar pessoas bêbadas que iam ao local para comprar. A borracheira destaca ainda que gosta de trabalho pesado. “Essa borracharia é famosa porque várias mulheres da minha família já trabalharam nela. Sou a quinta mulher a passar por aqui. É um trabalho muito pesado. Imagina você carregar um pneu, estepe de carro, além das chaves de roda, e depois pegar uma marreta de 10 quilos, bater por várias vezes até conseguir tirar o pneu. Isso é muito cansativo, um trabalho para homem, mas como estou acostumada, é moleza”, comenta. Ainda de acordo com a jovem borracheira, ela aprendeu tudo apenas só olhando, e desde então, como não tinha outro emprego, pediu ao tio para trabalhar no local. Pegou gosto pela profissão e não pretende largar, pelo menos por enquanto. “Para trocar pneu não é preciso tanta força, é mais jeito.
Apesar de várias vezes eu já ter me machucado devido à força que faço quando estou trocando o pneu, não pretendo sair daqui. A não ser que meu tio venda a borracharia. Já dei várias marretadas no pé, que estou acostumada, nem dói mais. Gosto muito daqui, sou apaixonada pelo que faço”, destaca. Apesar do preconceito sofrido por parte dos homens, a borracheira ressalta que nem estranha mais a atitude. De acordo com ela, muitos motoristas chegam ao estabelecimento para fazer a manutenção, e pensam que ela trabalha como secretária, mas quando vêem que ela também pega no pe-
Essa borracharia é famosa porque várias mulheres de minha família já trabalharam nela. Sou a quinta mulher a passar por aqui Deisiane da Silva, borracheira
sado, ficam impressionados. Outros até duvidam de sua capacidade. “Preconceito eu tiro de letra, muitos motoristas chegam aqui pedindo para fazer o serviço, e pensam que eu sou a secretária ou nem trabalho na borracharia. Quando eles percebem que eu vou fazer a manutenção, desconfiam da minha capacidade. Muitos perguntam ‘é você que vai trocar?’. Eu respondo que sim e ficam impressionados. No final, quando veem que o trabalho foi bem feito, me elogiam. Isso é muito bacana. O desafio é bom às vezes, dá mais confiança para continuarmos trabalhando”, garante.
Olhada com desconfiança
Aposta ganha com cliente
A borracheira lembra que certa vez um cliente duvidou que ela não tinha força para trocar o pneu de seu carro. “O fato mais curioso no meu trabalho na borracharia foi uma aposta que fiz com um cliente. Ele duvidava que eu conseguiria trocar o pneu do carro dele, uma Kombi. Falei para ele
Trabalhar na borracharia rende uma boa grana. Segundo Deisiane, como já tem alguns clientes fixos, dependendo do movimento, por mês dá para faturar entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil. Trabalhando no local, ela despertou o desejo de cursar uma faculdade de mecânica. “Em dia de movimento bom,
que se eu tirasse o pneu do carro ele me dava R$ 10, se não conseguisse eu faria o serviço de graça. Troquei tudo, ganhei a aposta e ele me pagou, e ainda pagou o serviço. Disse a ele que nunca duvidasse da força, e nem da capacidade de uma mulher”, relatou. Pelo porte físico, os clientes se enganam inicialmente com ‘Deise’
chego a trocar entre 15 a 20 pneus por noite. Tenho alguns clientes que vem direto comigo, porque gostaram do meu serviço, muitos ainda deixam uma gorjeta. Nesses anos trabalhando aqui aprendi a gostar de mecânica, e pretendo cursar uma faculdade. Vou me preparar”, diz.
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as e estepes, der a ternura FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA
Amigos elogiam o trabalho da borracheira O borracheiro Ernandes Joaquim Oliveira da Rocha, 37, que trabalha há um ano na mesma borracharia, elogia a força de vontade e o desempenho de Deisiane na profissão exercida. “Aqui o serviço é pesado, muitos pensam que é só para homem, mas a Deise é um exemplo de
garra. Nós olhamos para ela, magrelinha, e pensamos que não tem força. Só é dar o serviço para ela que ela resolve numa boa. Os que são mais pesados a gente não deixa ela pegar, mas é tranquilo. Para trabalhar aqui tem que ter a técnica, força, e gostar do que faz”, destaca.
Várias mulheres O motorista Marcos de Sá, 48, dono da borracharia onde Deisiane trabalha, explica que há 20 anos montou o negócio e por seu estabelecimento já passaram várias mulheres. “A Deise aprendeu a trabalhar aqui olhando as tias e as primas dela fazerem o
serviço. Ela é mais uma da família, todas que passaram por aqui gostavam do que faziam. Elas deixaram porque arranjaram algo mais leve para trabalhar. A Deise é a única que não pensa em sair. Espero que daqui para frente outras mulheres possam gostar”, finaliza.
No trabalho diário, Deisiane da Silva pega no pesado
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Da faculdade à coleta
de material reciclável Ivete Barreto descobriu um novo modo de sobrevivência, ao aliar necessidade à consciência de preservar o meio ambiente CHRIS REIS Equipe EM TEMPO
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uem passa pela avenida Djalma Batista, no lado oposto à lanchonete McDonald’s, logo repara num amontoado do que seria, para a maioria das pessoas, considerado lixo (papel, papelão, garrafas PETs), depositado aleatoriamente na calçada de um prédio de dois andares. O transeunte mais atento olha para dentro do primeiro andar, que foi transformado numa espécie de galpão, e depara com uma senhora sentada separando o “lixo” que será vendido e posteriormente reciclado. Dona Ivete Barreto, 56, é a dona do lugar e do “negócio”, onde trabalham, além dela, mais três pessoas: um senhor de 70 anos e duas mulheres haitianas, que separam o material e ficam reticentes em falar sobre a atividade. A senhora, a princípio, a olhos menos observadores, poderia ser confundida com uma mendiga ou pedinte, entretanto ela explica que é uma coletora. “Tem gente que nos chama de catadores, mas somos realmente coletores”, salienta. Bastam alguns minutos de conversa para que ela demonstre saber mais do que a maioria sobre consciência ambiental, apesar de algumas ações nem sempre serem claras a esse respeito, afinal deixar um monte de papel entulhado na calçada não é a forma mais correta de demonstrar isso. “A prefeitura já veio aqui e me pediu para retirar o material da calçada. Os fiscais disseram que se tudo estiver somente dentro
do galpão não tem problema. As pessoas não gostam de ver isso tudo na avenida”, constata. Ela conta que nem sempre sua visão sobre lixo foi algo positivo. Porém, quando cursava economia numa faculdade particular, que não chegou a concluir, participou de um simpósio sobre economia ambiental e, durante as palestras, descobriu que alguns objetos que seriam considerado lixo não precisavam necessaria-
FACULDADE
Ao cursar economia em uma faculdade particular, sem concluir, Ivete Barreto participou de um simpósio sobre economia ambiental e, descobriu o reaproveitamento do lixo Ivete Barreto em sua atividade cotidiana, transformando o lixo em um negócio bastante rentável para ela e toda sua família FOTOS: JOEL ROSA
mente ser jogados fora. “Não sabia para qual seria o destino dos lixos e muito menos que podia ser reciclado. Hoje está mais claro tudo que aprendi. Faço então a minha parte, além de garantir o sustento da família”, explica a Barreto que transformou o lixo em fonte de renda.
Uma oportunidade do acaso A oportunidade de trabalhar com a reciclagem surgiu por acaso, quando uma pessoa alugou seu caminhão, o mesmo que hoje usa para transportar o material, e ao distribuir tudo do lugar, restaram apenas os papéis para ela. Dona Ivete recorda que pensou não ter nada para fazer com aquele monte de jornais, papeis de escritório e revistas, até seu marido ter um grave problema de saúde e o bar que tinham e de onde tiravam o sustento da família fechou. “Conheci nesse período a
Associação de Catadores de Resíduos Recicláveis de Manaus (Aliança), logo depois vendi todo o material para uma fábrica de papel reciclado e, desde então, passei a coletar papel e outros materiais para vender. Claro que tudo que pode ser reciclado”. Segundo ela, em algumas semanas já negociou até 22 toneladas de papel, que transformaram-se em outros papeis. Também são comercializadas por dona Ivete garrafas PET, que são modificadas e viram telhas. A separação dos resídios e o transporte consomem o dia de trabalho da ex-universitária, que resolveu apostar na reciclagem
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Os papéis das associações e cooperativas
Ivete diz que chegou a vender 22 toneladas de papelão
Rotina começa na madrugada A coletora acorda às 4h e sai à procura do material. Com experiência de sete anos trabalhando com reciclagem, Ivete sabe exatamente onde encontrar o que procura e serve para reciclar. “Perto de escritórios, por exemplo, com certeza sempre terá muito papel”, revela. Por volta das 7h, retorna ao prédio, dá uma pausa para almoçar e depois continua até as primeiras horas da noite, quando faz a triagem de tudo que foi coletado. Segundo conta, os papeis têm que estar limpos, sem cola, clipes ou algo que possa prender na máquina. Após essa etapa, é hora de separar os tipos de papeis que terão destinos diferentes. Os papelões são vendidos para a Associação dos Catadores e os outros tipos de papeis são comercializados com fábricas de papel. Duas vezes por semana, todo o papel com exceção do
papelão, que é levado para a associação, é comercializado com uma fábrica que fica no bairro Santa Etelvina. Dona Ivete conta que já chegou a vender 22 toneladas de papelão. Porém, o baixo valor (R$ 0,15) que vende, associado ao longo percurso para deixar o produto na fábrica, não compensa. Ela adianta que o trabalho pode estar com os dias contados. “Vendemos toneladas, mas o que ganhamos é pouco e talvez não continue por muito tempo”, revela. Apesar de conseguir pouco lucro, ter um trabalho excessivo em coletar, separar e levar para os compradores, dona Ivete avalia que a atividade que exerce é muito positiva. Na sua opinião, muitos dos problemas enfrentados na cidade, como igarapés sujos, são causados pela má organização do lixo. “Os governantes não dão atenção e incentivos”, diz.
Em Manaus, existem pelo menos sete entidades, entre associações e cooperativas que desenvolvem trabalho com reciclagem, preservação ambiental e comercialização do material. Uma dessas instituições é a Eco Recicla: Rede de Catadores e Reciclagem Solidária, que funciona desde 2001, na Grande Circular (Zona Leste) com 120 pessoas. Paulo Lamarão, presidente da Eco Recicla, explica que a rede possui 22 bases espalhadas pela cidade, onde são coletadas vários tipos de material (garrafas PETs, papelão, cadeiras e mesas de plásticos, papel branco,
latinhas de refrigerante), que são destinados à reciclagem. “Compramos e vendemos doações e também buscamos onde o material estiver”, revela, completando que o quilo do papelão é comprado por R$ 0,5 e passado adiante por R$ 0,15. Além disso, ele assevera que são comercializadas de 10 a 12 toneladas mensalmente de materiais. Ao fazerem a coleta, os membros da associação pedem que as pessoas tenham cuidado para não misturar com material orgânico, porém nem sempre isso acontece. “Entretanto, quando esses produtos
chegam à Eco damos um destino correto, mandando o lixo orgânico para o devido lugar”, assegura. Paulo também esclarece que além da comercialização dos produtos, a associação realiza palestras de conscientização em faculdades, empresas, indústrias e onde forem chamados. “Ensinamos as pessoas como reciclar o lixo que elas têm em casa ou mesmo no escritório. Sem modéstia, fazemos um trabalho bonito reciclando materiais e, com isso, ajudando a preservar o meio ambiente”, orgulha-se. Porém, ele lamenta que nem sempre o que
fazem é reconhecido, pois tem gente que briga quando os veem mexendo em lixeiras. “Tentamos explicar o que fazemos, mas as pessoas não entendem”, diz. A Eco Recicla, de acordo com o presidente, teve início quando o movimento Cáritas de Manaus percebeu que vários moradores de rua tinham contato com o lixo, mas que poderiam ser direcionados para um trabalho mais digno. “Tudo começou como um trabalho social e agora mais de cem famílias são beneficiadas diretamente com a reciclagem”, comemora.
Em meio a sacolas cheias de material reciclável, Barreto esboça o sorriso de quem está se dando bem na atividade
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‘Não é possível levar o coração para outra cidade’ N
IONE MORENO
ascido em São Paulo, dom Luiz, o arcebispo emérito da Arquidiocese de Manaus, completou 75 anos no dia 2 de maio. Se dedicou à Igreja Católica
MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO
EM TEMPO — Em 21 anos, qual foi o principal desafio à frente da Arquidiocese de Manaus? Dom Luiz — Foram muitos. Lembro que quando cheguei aqui a Zona Leste estava começando e hoje é metade da cidade, juntamente com a Zona Norte. Aquelas grandes ocupações estavam em andamento, como o Zumbi e tantos outros bairros. Como enfrentar tudo isso? Se o governo não consegue organizar a cidade, e nós em termos de igreja? Sem gente, não tínhamos padre. Então fomos aí. Enfrentando devagar e fazendo o que podíamos. Agora, Manaus para mim é uma cidade desorganizada, que precisa de organização e isso vai dar muito trabalho. Hoje mais do que uma metrópole ela é uma megalópole.
de Manaus por 21 anos e às vésperas de passar o cargo, afirma que “não é possível levar o coração para outra cidade”. Antes de passar o cargo ao novo arcebispo, dom Sérgio Edu-
EM TEMPO — Durante essas duas décadas várias ações sociais e de cidadania foram realizadas pela Arquidiocese de Manaus. Essas ações serviram para aproximar os fiéis da igreja? Dom Luiz — Realmente, a cidadania é uma exigência da nossa fé. Jesus disse “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Temos que fazer nosso pessoal entender que muitas coisas que o governo faz e eles consideram “bonitas” é apenas uma obrigação. Temos direitos a essas coisas. A Constituição brasileira está lá. Temos direito a água, moradia, infraestrutura, educação, saúde. Quando o governo faz, ele não faz mais que a obrigação dele. O nosso pessoal não entende, não grita. É preciso trabalhar esse tema cidadania como consequência de fé. É isso que a gente que fazer. A questão dos haitianos, muitas pessoas
ardo Castriani, nomeado pelo papa Bento 16, dom Luiz falou sobre os desafios que enfrentou e o que presenciou nas últimas duas décadas no Estado. Confira:
criticaram, mas no evangelho de São Mateus, Jesus diz que o que fizermos de acolhida aos imigrantes é a Ele que estamos fazendo. É uma questão de cidadania. EM TEMPO — Qual o balanço que o senhor faz dos anos que esteve à frente da Arquidiocese? Dom Luiz — Estes 21 anos à frente da Arquidiocese têm ganhos e perdas, alegrias e tristezas. Como alegria, vejo muitas comunidades entusiastas e muitos fiéis de fé vivida. O aumento dos padres, religiosos e religiosas é consolador. O projeto de evangelização é sério. Como perdas tivemos números significativos de católicos que nos deixaram para procurar realização religiosa em outros lugares. EM TEMPO — O senhor pretende deixar alguma recomendação ou orientação
para o novo arcebispo? Dom Luiz — Não pretendo influenciar o trabalho de dom Sérgio. Essa é a razão pela qual me ausentarei de Manaus ao menos por um bom tempo. EM TEMPO — Qual o desafio para o novo arcebispo? Dom Luiz — A falta de padres. Formamos muitos padres, mas ainda temos dificuldade para formar os padres locais. Sonho de igreja que sempre tive é que meu sucessor fosse um amazonense. Mas vai chegar a hora do nosso povo. EM TEMPO — E o seu sonho ainda não realizado? Dom Luiz — Organizar um instituto de pesquisa com pesquisadores da região, mas colocar o fruto dessas pesquisas na mão do nosso povo. Mostrar que há possibilidade de se viver muito melhor.
Dom Luiz Soares Vieira diz que vai, mas volta para Manaus
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plateia@emtempo.com.br
DIVULGAÇÃO
Balzac está de volta às livrarias (92) 3090-1042
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O mestre
FOTOS: IONE MORENO
dos sopros Dissertação de mestrado redireciona o foco das atenções para cinco composições de Claudio Santoro feitas para instrumentos de sopro
Gustav Cervinka Equipe EM TEMPO
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a contramão dos temas mais abordados sobre o compositor erudito amazonense Claudio Santoro, o músico Abner Viana, integrante da orquestra Amazonas Jazz Band, pousa o olhar e aguça os ouvidos para entender melhor peças praticamente esquecidas, escritas para instrumentos de sopro ainda na década de 40 do século passado. A pesquisa inédita do instrumentista compõe sua dissertação de mestrado, prevista para ser concluída em 2013. Intitulada “Uma análise interpretativa das cinco obras de câmara da década de 40 do compositor Claudio Santoro”, a pesquisa é uma espécie de sequência avançada da monografia “Uma análise comparativa entre Three pieces for clarinet solo de Igor Stravinsky e as Drei Stück für Klarinete-solo de Cláudio Santoro”, apresentada em 2007, também pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Embora Claudio Santoro tenha composto mais de 500 obras eruditas, Viana afirma que a maioria de suas peças pesquisadas e executadas pelo mundo são as produzidas para sinfônicas, canto, piano e cordas. As cinco obras pesquisadas pelo mestrando envolvem clarinete, que é uma de suas especialidades práticas, como músico. As obras são divididas em três trios (assim chamados “Trios”, de 1940, 1946 e um produzido entre 1946 e 1977); um quinteto de sopros (homônimo, para flauta, clarinete, oboé, fagote e trompa, de 1942); e um
ensemble que envolve cordas e piano, chamado “Música de câmara 1944” (para flauta, flautim, clarone, piano, violino e violoncelo). “O Trio de 1940 tem somente o primeiro movimento. Os demais (dois) provavelmente foram extraviados”, comenta Viana, que comprou as partituras originais da família de Santoro, ainda em 2007. “As contribuições dessas obras são múltiplas. A pesquisa tem o objetivo, sobretudo, de ajudar a entender a interpretação dos instrumentos de sopro e inserir as peças nos estudos dos cursos de música, além de valorizar a prata da casa,
As contribuições dessas obras são múltiplas. A pesquisa tem o objetivo, sobretudo, de ajudar a entender a interpretação Abner Viana, músico
tirando tanto proveito quanto das obras mais tradicionais e ampliando os conhecimentos de música clássica brasileira”, resume. O trabalho de Abner Viana apresenta todo um contexto sobre a vida e obra de Claudio Santoro, enfatizando inclusive o seu lado comunista, conceitos gerais sobre música de câmara, incluindo aspectos históricos, e sobre a estética de composição na história de Santoro, que passaram por quatro fases distintas.
Raridades em audiovisual
Abner Viana é integrante da orquestra Amazonas Jazz Band
Anos difíceis para música Entre 1939 e 1947, o compositor produziu obras atonais e dodecafônicas, como “Sonata para violino solo”. “Essa é uma fase não bem vista, devido à estranheza dos sons, e muito mais pelo desconhecimento de público em massa, além de ter sido rebatido pelos compositores europeus da época”, lembra Viana. Os anos de 1949 e 1950 foram classificados como um período de transição, que é quando Santoro viaja para França para estudar e passa a reescrever algumas de suas obras, após novo olhar de reflexão intelectual e estética. “Foi um momento de sua quase desistência da música”, diz o pesquisador. A década seguinte, até 1960, é tida como a fase nacionalista,
na qual Santoro assume a direção da rádio Tupi, no Rio de Janeiro e passa a ser perseguido pelo regime “Getulista”. A partir daí, o compositor retorna ao chamado serialismo, que é praticamente a sua primeira fase, mas com inserções de elementos eletroacústicos nas novas obras. “A maior dificuldade para a pesquisa é, sem dúvidas, encontrar as peças, pois muita coisa se perdeu. Mas consegui coisas muito importantes, como depoimentos de amigos, incluindo Nivaldo Santiago, que ficou emocionado ao saber da pesquisa. Ele revelou que havia dito ao próprio Santoro, na década de 1970, que seu legado ainda serviria de motivo para pesquisas como essa”, diz Abner Viana.
Uma das curiosidades durante a pesquisa de Viana foi a aquisição de um vídeo com depoimento de Gerald Kegelmann, maestro alemão amigo de Claudio Santoro, falando sobre o próprio. “Quem me repassou o material foi o (John Howard) Szerman, dizendo que não ira usar no seu documentário (o cineasta é responsável pela produção de “Santoro – o homem e sua música”, inédito). Estava em alemão apenas. Traduzi tudo e o próprio Szerman resolveu usar depois”, revela. Antes mesmo da defesa de sua dissertação, Abner Viana afirma que está tudo
certo para que a Biblioteca Braille transcreva tanto a monografia quantos os primeiros capítulos da dissertação nessa linguagem. “A previsão é que a partir de janeiro esse compêndio de dados sobre o Claudio Santoro, esteja disponível”, enfatiza. A pesquisa tem a orientação do professor doutor Márcio Páscoa, maestro da Orquestra Barroca do Amazonas (OBA). Claudio Santoro é considerado um dos três maiores gênios da música clássica brasileira, foi professor fundador do departamento de música da Universidade de Brasília (UnB) e criador de uma orquestra sinfônica.
O projeto de pesquisa faz parte do mestrado da UEA
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Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Ronda . O governador do Amazonas, Omar Aziz, inaugura, na próxima quarta-feira, às 10h, a última fase do programa “Ronda no Bairro” em Manaus, contemplando a Zona Sul, com o modelo de policiamento comunitário já implantado nas outras cinco zonas da capital. Cristiano e Alessandra Brandão e Silva – superchics - em noite de festa descolada que reuniu elenco AAA da cidade
>> Palco . O Les Artistes Café-Teatro segue com seu ritmo intenso de atividades. Para os amantes do teatro, música e artes visuais, opções não faltam. A exposição ‘PlanopanoramaManaus’, de Jimmy Christian, vencedor do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (Paic), segue até o fim de janeiro de 2013.
. O evento será realizado no Comando de Policiamento de Área da Zona Sul (CPA-Sul), próximo à empresa Trigolar. . O reforço no policiamento e de viaturas na Zona Sul beneficia 286.488 moradores em 18 bairros. A Zona Sul de Manaus é a última região da cidade a receber o programa, que começou a ser implantado na capital pelo governador Omar Aziz, em fevereiro deste ano.
. No teatro, a diretora e atriz Selma Bustamante sobe novamente ao palco do Les Artistes com a peça “Se essa rua fosse minha”, hoje, às 17h, com ingressos a R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada para estudantes, atores e idosos). . O Paic, projeto da Prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult, propicia ao público agora as contrapartidas sociais dos artistas contemplados em 2011, com apresentações gratuitas no Les Artistes Café-Teatro. . O show musical “Igarapé dos Currais”, de Pedrinho Ribeiro, volta ao Les Artistes, neste domingo pela manhã, às 11h. À tarde, às 15h, é a vez da Cia. ArtBrasil mostrar o seu talento com a peça infantil “A Flor da Praça”, com direção de Ana Cláudia Motta. Ambos os projetos têm acesso gratuito por conta do Paic. O Les Artistes Café-Teatro é um espaço cultural da Prefeitura de Manaus, administrado pela Fundação Municipal de Cultura e Artes – Manascult.
A charmante Goreth Garcia do Carmo Ribeiro enchendo de charme evento only for women
Juarez e Ângela de Lima circulando na cena social de Manaus
>> Fashion . Para quem cansou de ouvir o nome Christian Grey, a griffe paulista Sergio K lança coleção divertida de camisetas satirizando o personagem do best-seller “50 Tons de Cinza”. . Foram produzidas 900 peças que esgotaram em apenas 25 minutos! Se você não conseguiu comprar, fique atento: a marca está produzindo mais modelos para fevereiro de 2013, corra em busca da sua!
>> Objeto de desejo . Tem parceria de peso que acaba de ser lançada no mundinho fashion. . A badalada estilista Gloria Coelho acaba de lançar uma linha para a Euro Relógios, que traz peças imponentes e urbanas para o ecommerce da marca. . São três opções de relógios analógicos, com pulseiras de couro e caixas quadradas, em preto, branco e marrom, que podem ser adquiridas por R$369. Lindos e modernos.
>> Economia . A sexta e última reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) em 2012, prevista para o próximo dia 27 de dezembro, às 15h, no auditório da Fieam, avaliará pauta que relaciona 36 projetos industriais estimados em R$ 2.720 bilhões. . A pauta diversificada reúne projetos para a produção de tablets, joias, balsas, aparelhos eletroeletrônicos, cimento e bebidas não alcoólicas. . Destaque da pauta da 242ª reunião do Conselho, o projeto de atualização da coreana Samsung para a fabricação de tablets no Polo Industrial de Manaus, tem projeção de investimentos de quase R$ 2 bilhões. Do total de projetos que passaram pela análise técnica da Seplan, nove são de implantação, 22 são de diversificação e cinco de atualização. Dessa lista, 15 são para a produção de bens intermediários e 21 para a fabricação de bens finais.
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A ‘Comédia Humana’ está de volta às livrarias Após 22 anos fora de catálogo, a obra do francês Honoré de Balzac é devolvida aos leitores brasileiros pela Globo
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segunda edição brasileira de “A Comédia Humana”, publicada nos anos 1980 e 1990 pela editora Globo, tinha uma característica única dentre todas as edições mundiais da enorme obra de Honoré de Balzac: o prefácio ficava ao final do 17º e último volume. Foi a saída que o crítico Paulo Rónai (1907-1992), após revisar à distância o trabalho que organizara quatro décadas antes, encontrou para solucionar um lapso da editora, que esquecera de incluir a apresentação do francês. “Rónai recebeu o livro impresso em seu sítio em Nova Friburgo [RJ] e notou a falta do texto”, lembra Eliana Sá, então editora-executiva da Globo. “Disse: ‘Não se preocupe. Transforme em posfácio, no último volume. Teremos uma edição só nossa’”. Agora, com o lançamento dos primeiros quatro volumes da terceira edição da obra completa de Balzac, pelo selo Biblioteca Azul, da Globo, o prefácio retorna ao lugar de direito, abrindo a coleção. A nova reedição resgata, após anos fora de catálogo, as 88 histórias, entre romances e novelas, às quais Balzac
dedicou a vida -e cuja organização pelo húngaro-brasileiro Rónai é considerada das melhores do mundo. A revisão técnica ficou com Gloria Carneiro do Amaral, que respeita as correções feitas nos anos 1990 por Rónai. “Desde os anos 1950, ele anotava erros que gostaria de corrigir”, diz o diretor editorial Marcos Strecker. “Tentou reeditar nos anos 1970, mas só quando a Globo gaúcha foi comprada pelas organizações Globo, nos anos 1980, surgiram condições para isso”. Inédito Junto aos quatro primeiros livros, que têm histórias como “O Pai Goriot” e “A Mulher de Trinta Anos”, sai o volume “Balzac e a Comédia Humana”, com ensaios do crítico – incluindo o inédito “A Comédia Humana no Brasil: História de uma Edição”. Nesse texto, Rónai conta como o convite, em 1943, para apresentar “A Comédia Humana” virou um contrato para organizar para a Globo a coleção traduzida por nomes como Mario Quintana, Ernesto Pellanda e Dorval Serrano. Todos eles, escreveu sobre os cerca de 20 tradutores, eram excelentes.
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Críotica não entendeu o autor “Apenas tinham iniciado sem diretrizes. A mesma personagem de vários romances da ‘Comédia’ surgia ora com nome francês, ora com nome português. A mesma rua de Paris tinha denominações diferentes”. Organizar “A Comédia Humana” já não havia sido fácil para Balzac (1799-1850), que tinha parte das narrativas publicadas quando resolveu criar laços
entre elas, com personagens reincidentes nas tramas. Esse desafio, que o levou a reescrever as histórias por toda a vida, juntou-se a sua ambição de ser um “historiador de costumes”, investigando o tempo em que vivia. Balzac pagou o preço da originalidade. Como escreve Rónai, foi “negado pela quase unanimidade da crítica séria enquanto vivo”.
A obra de Balzac foi organizada no Brasil por Paulo Rónai
Confira estes outros lançamentos CINEMA O Palhaço Selton Mello e Marcelo Vindicatto EDITORA Edições Sesc SP/Ouro sobre Azul QUANTO R$ 25 (160 págs.) O roteiro do filme dirigido por Selton Mello ganha edição em livro. A trama retrata a crise de identidade do palhaço Benjamim (interpretado por Selton), que decide abondar sua profissão e recomeçar a vida longe do circo.
CONTO Um Coração Ardente Lygia Fagundes Telles EDITORA Companhia das Letras QUANTO R$ 29,50 (104 págs.) Reúne dez contos publicados entre 1958 e 1981. Em todos, a escritora Lygia Fagundes Telles retrata personagens em conflito com os próprios sentimentos. Na história que dá título ao volume, por exemplo, um rapaz tenta regenerar uma prostituta pela qual se apaixonou.
TEATRO A Comicidade da Desilusão Fernando Marques EDITORA Universidade de Brasília QUANTO R$ 35 (200 págs.) O livro investiga o humor nas tragédias cariocas de Nelson Rodrigues, especialmente nas peças “A Falecida” (1953) e “Toda Nudez Será Castigada” (1965). Fernando Marques é professor do departamento de artes cênicas da Universidade de Brasília.
RELIGIÃO A Infância de Jesus Joseph Ratzinger EDITORA Planeta TRADUÇÃO Bruno Bastos Lins QUANTO R$ 24,90 (112 págs.) Ratzinger, o papa Bento 16, interpreta aqui narrativas sobre o nascimento e os primeiros anos de Jesus. O título fecha a trilogia do papa, composta por “Jesus de Nazaré – Do Batismo no Jordão à Transfiguração” e “Da Entrada em Jerusalém até a Ressurreição”.
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MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
Obra conta infância miserável de Hendrix As memórias são descritas pelo irmão mais novo Leon Hendrix, que estava na prisão quando soube da morte do astro DIVULGAÇÃO
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uando soube da morte do irmão mais velho, em 1970, Leon Hendrix estava na cela de uma prisão em Seattle. Naquela hora, tocava no rádio “If 6 Was 9”, música em que o maior guitarrista do rock, Jimi Hendrix, dizia não se importar se o sol não voltasse a brilhar, porque vivia num mundo que era só dele. Mas Leon Hendrix, que então cumpria pena por roubar uma fábrica de anfetaminas, viveu um pouco desse mundo e descreve a infância ao lado do irmão, sua “energia crua” e os reveses que ele sofreu nas mãos de empresários em “Meu Irmão Jimi Hendrix”, livro que sai agora. Não tivesse morrido em Londres, aos 27, de uma overdose de calmantes em circunstâncias nunca esclarecidas, Hendrix teria feito 70 anos em novembro deste ano. “Não penso muito na morte dele, para mim ele é imortal”, diz Leon Hendrix. “Gente como ele não é desse mundo. Jimi sabia tudo sem nunca ter lido um livro, levava tudo na alma. Dizia que tinha nascido das estrelas, que era meio humano, meio alienígena e mostrava isso no palco. Ele se transformava com a música, explodia.” Mas isso depois de aprender a tocar guitarra amarrando cordas no pé da cama que dividia com o pai e o irmão num apartamento infestado de baratas, o “gueto dos guetos”, como lembra Leon.
Pobres, os irmãos Hendrix ajudavam o pai alcoólatra em trabalhos de jardinagem para sustentar a casa e viram seus irmãos mais novos, um menino e duas meninas, serem entregues para adoção. Mesmo depois da fama, conta Leon, Jimi Hendrix vivia só da diária de US$ 50 que seus empresários liberavam e teve boa parte da fortuna surrupiada. Ele também suspeita de que os executivos estejam envolvidos de alguma forma na morte do irmão -o contrato com a gravadora venceria na semana seguinte àquela em que morreu. “Sei que as circunstâncias da morte são misteriosas, o caso chegou a ser reaberto três vezes, mas ninguém colabora”, diz Leon, que foi deserdado pelo pai e hoje não recebe nada por direitos autorais do irmão. “Mas eu não penso mais em nada disso.” Leon prefere reviver memórias. “Parece que foi ontem”, lembra. “Tudo era mágico.” No livro, ele descreve as baladas ao lado do irmão durante uma turnê pela Califórnia. “Púnhamos cocaína na mesa como se fosse um aperitivo, carreiras grossas, intermináveis”, conta Leon. “Todo mundo se dopava nas casas noturnas. Receber uma nota de US$ 100 enrolada para aspirar drogas era tão comum quanto um aperto de mão.” Mesmo que tenha morrido de overdose, Jimi, segundo o irmão, não era viciado em nada. “Era tudo imagem.” Por Silas Martí
As memórias familiares
Hendrix teria feito 70 anos em novembro deste ano se não tivesse morrido aos 27 anos, em Londres, por uma overdose
Quem não conhece a obra de Jimi Hendrix não deve buscar informação na biografia escrita por seu irmão. Ela não serve para isso. Na verdade, serve para quase nada. Para Leon Hendrix, seu irmão é mais do que um herói. É praticamente um deus, e assim o músico é tratado. A narrativa tenta transformar fatos familiares corriqueiros em sinais de iluminação. Hendrix não é Buda para ser retratado assim. Mas é o maior nome da guitarra que o mundo conheceu e o livro não dá essa dimensão. Desconhecido na Inglaterra, Hendrix foi para Londres em setembro de 1966 e, em
um mês, suas apresentações na noite criaram um mito. Um show teve na plateia, entre outros, Jeff Beck, Eric Clapton, dois dos Rolling Stones, dois dos Beatles e todos os integrantes do The Who. Mais talentoso dos Stones, Brian Jones sentenciou: “Isso não é guitarra, é outra coisa, muito mais louca e bonita”. Pete Townshend, líder do Who, disparou: “Depois de ver esse cara, eu não toco mais guitarra!”. Falta ao livro transmitir essa unanimidade em torno do gênio. O biografado é muito maior do que a biografia. Por Thales de Menezes
“Meu Irmão Jimi Hendrix” • Autor Leon Hendrix • Tradução Maria Elizabeth Hallak Neilson • Editora Prumo • Valor R$ 45 (296 págs.) avaliação ruim
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MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
Projeto prevê aproximar estudantes dos museus
Embora haja registros de queda nas visitas aos espaços da cidade, o ano de 2012 registra aumento geral de 1,64% ARQUIVO EM TEMPO
GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO
“I
nfelizmente, as pessoas ainda desconhecem a riqueza dos museus”. Esse foi o argumento e diagnóstico apontado pela diretora do Departamento de Museus da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Nazarene Maia, em 2011, quando questionada sobre os sucessivos declínios nas visitas em museus públicos estaduais. A premissa ainda persiste mais de um ano depois. Para tentar ampliar esse público, a secretaria, por meio do departamento, pretende iniciar em 2013 um projeto de aproximação dos museus às escolas públicas. A informação é da própria diretora. Dados oficiais apontam que o mês de novembro é responsável por uma redução de pouco mais de 16% no número de visitantes em museus da cidade (considerando os 11 espaços coordenados pela SEC, incluindo o Museu do Seringal, localizado na zona rural). As estatísticas são dos Indicadores de Desempenho do Estado do Amazonas, da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Idea/Seplan), que revela a quantidade de 11.930 visitantes em todo o mês de novembro deste ano, frente aos 14.211 do mesmo período de 2011. Relacionado ao registrado no 11º mês de 2010, a queda é ainda maior, praticamente 25,7% (naquele momento, 16.053 pessoas passaram pelos espaços públicos). Em 2012, o mês com o menor registro de visitantes nos museus foi fevereiro, com 11.478 passantes, aproximadamente 27,45% menor que em 2011, quando esse número chegou a 15.820, e 31,17% comparando o mesmo mês do ano anterior (16.676). No apanhado do ano (janeiro a novembro), houve ligeiro aumento em
2012, relacionado ao ano anterior, de 1,64%, passando de 186.799 visitas em 2011 para 189.865 este ano. Para Maia, que está há cinco anos da função, é difícil diagnosticar os motivos efetivos para as reduções e até mesmo para os aumentos nas visitas. “Não há uma causa, uma razão propriamente dita para tal. O que se busca é sempre melhorar a comunicação entre museu e público-alvo, que no caso o foco principal são os estudantes. A partir de 2013, queremos levar o museu na escola, para que a visão de museu seja difundida de forma mais abrangente”, diz. Nazarene Maia afirma que, na prática, a ideia que ainda está sendo formatada consiste, em resumo, em visitas para
DESTAQUE
Dados oficiais apontam que o mês de novembro é responsável por uma redução de pouco mais de 16% no número de visitantes em museus da cidade, segundo pesquisa da SEC apresentar os museus (administrados pelo Estado) existentes na cidade de Manaus, envolvendo todo o âmbito de educação pública (estadual e municipal), para contribuir na formação de público. Temos em andamento projetos para levantar, inicialmente, qual o interesse da escola, para que possamos mostrar que existem museus que podem contribuir para formações específicas, uma vez que cada um deles tem tipologia diferenciada”, comenta a diretora sobre as especialidades como museus de numismática, imagem e som, por exemplo. A justificativa apontada por Maia é que as escolas podem ter o museu como apoio pedagógico para as aulas. DIVULGAÇÃO
Em 2012, o mês com o menor registro de visitantes nos museus foi fevereiro, com 11.478 passantes, segundo a SEC
SELEÇÃO
MinC lança edital para negros
Os editais são voltados para escritores afrodescendentes
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) oferece três editais voltados para criadores e escritores negros. Os editais fazem parte do projeto do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) de valorização e fomento de produtores, criadores e escritores negros. Os objetivos dos editais são formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros e incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país de forma a se estabelecer novo paradigma em todas as linguagens apoiadas pelo MinC, com a participação efetiva da população negra brasileira. O edital de Pontos de Leitura visa a implantação de 27 pontos de leitura em instituições selecionadas por edital público, onde serão desenvol-
vidas atividades de mediação de leitura, criação literária, publicação, seleção de acervo e pesquisa para entidades da sociedade civil com ações voltadas para a preservação da Cultura Negra e afirmativas de combate ao racismo no país. O edital prevê recursos no valor de R$ 3,2 milhões do Tesouro Nacional destinados a Programas Culturais. O edital de apoio à pesquisa prevê a concessão de até 23 bolsas para o desenvolvimento de projetos de pesquisa para pesquisadores negros para a promoção e disseminação do conhecimento e preservação da memória cultural brasileira por meio de trabalhos originais em qualquer área definidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. O edital tem valor aproximado de R$ 196 mil e as bolsas serão divididas em três categorias:
um para pesquisador-doutor no valor de R$30 mil; dois para pesquisadores – mestres no valor de R$22.800 mil, e 20 para pesquisadores – juniores de iniciação cientifica, formandos ou recém-graduados no valor de R$6 mil. O terceiro e último edital busca o desenvolvimento de projetos editoriais em co-edição com a finalidade de produzir publicações de autores brasileiros negros em meio impresso ou digital. Poderão participar do edital, editoras privadas ou públicas, institucionais ou universitárias, entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, e organizações da sociedade civil, desde que tenha em suas finalidades a publicação de livros. O edital tem valor de R$ 500 mil e prevê o lançamento de até 25 obras no prazo máximo de 180 dias após as assinaturas.
Datas dos editais do MinC Edital de Apoio a Pesquisadores Negros Prazo: até 20 de março de 2013 Edital de Apoio à Coedição de Livros de Autores Negros Prazo: até 30 de abril de 2013 Edital de Seleção de projetos para pontos de leitura cultura negra Prazo: prorrogado até 4 de fevereiro de 2013 O Siconv será aberto a partir de 15 de janeiro de 2013
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MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
Programação de TV DIVULGAÇÃO
SBT
GLOBO
RECORD
5:00 Aventura Selvagem – Reprise
4:45 Santa Missa em Seu Lar
5:30 Pesca Alternativa
5:45 Sagrado: Compacto
4:45 Bíblia Em Foco 5:00 Nosso Tempo 5:30 Desenhos Bíblicos 7:00 Voto na Record – Local 11:15 Tudo É Possível 14:00 Top Model – HD 15:00 Programa do Gugu 19:30 Domingo Espetacular – HD 22:15 Repórter Record 23:15 Série – Todo Mundo Odeia o Chris 0:15 Programação IURD
6:30 Brasil Caminhoneiro 7:00 A Grande Ideia 7:30 Vrum
6:25 Pequenas Empresas, Grandes
8:00 Programa da Manazinha
Negócios
– Local
7:05 Globo Rural
8:30 Chaves 9:00 Sorteio Amazonas da Sorte – Local
8:05 Auto Esporte 8:38 Esporte Espetacular
10:00 Domingo Legal
11:30 Temperatura Máxima
14:00 Eliana
13:53 The Voice Brasil
18:00 Vamos Brincar de Forca
15:17 Domingão do Faustão
18:40 Sorteio da Telesena 18:45 Programa Sílvio Santos
19:30 Fantástico
23:00 De Frente com Gabi
21:50 Domingo Maior
0:00 Série - O Mentalista
0:05 Sessão de Gala
1:00 Série – Alvo Humano
1:48 Corujão
2:00 Série – Chase Eliana anima as tardes de domingo do canal SBT
5:55 Amazônia Rural
3:00 Encerramento de Emissora
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 O modo de se comportar e comunicar tende a exaltações emocionais Seus pensamentos vão muito ao mar ou muito à terra. Sempre preferindo o lado que seja mais confortável.
REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça – Local 7:30 Igreja Internacional da Graça – Local 8:55 Break obrigatório 9:00 TV Shopping Manaus – Local 10:00 Show de Ofertas da Cidade
3:15 Sob Medida 4:00 Festival de Desenhos
Cinema
– Local 10:30 TV Kids – Local 11:00 Igreja Internacional da Graça – Local 12:00 Fique Ligado – Local 13:00 TV Kids – Local 14:00 Encircuito – Local (Reprise) 15:30 Amazonas Mix – Local 16:00 Break obrigatório 16:05 TV Kids 16:45 Ritmo Brasil 17:20 O Último Passageiro 18:40 Super Bull Brasil 19:40 Star Trek 21:00 TV Shopping Manaus – Local (Reprise) 22:00 Cine Total 23:30 Dr. Hollywood 0:15 É Notícia 1:15 Bola na Rede 1:45 Igreja Internacional da Graça – Local
TV CULTURA 5:55 Abertura da Emissora/Hino Nacional 6:00 Via Legal
6:30 Brasil Eleitor 7:00 Palavras da Vida 8:00 Santa Missa 9:00 Viola, Minha Viola 9:30 Nova Amazônia – Local 10:00 Escola Pra Cachorro 10:15 Meu Amigaozão 10:30 Turma do Pererê 11:00 ABZ do Ziraldo 11:30 Anima TV Tromba Trem 11:45 Anima TV Carrapatos e Catapultas 12:00 Turma do Pererê 13:00 Dango Balango 13:30 TV Piá 14:00 Stadium 15:00 Os Protetores do Planeta 16:00 Ver TV 17:00 De Lá, Pra Cá 17:30 Cara e Coroa 18:00 Papo de Mãe 19:00 Conexão 20:00 Esportvisão 21:30 MPTV – Local (Reprise) 22:00 Roda Viva Amazonas – Local (Reprise) 23:00 Doc Especial 0:00 Encerramento da Emissora/Hino Nacional
Cruzadinhas
ESTREIA
REPRODUÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 Você tende a cometer exageros na lida com dinheiro. Na vida a dois, as emoções são turbulentas e desejosas de uma liberdade inviável. Não estrague o que está bom. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 As relações pessoais podem ser marcadas por exaltação emocional de ambas as partes. A frivolidade e os caprichos de comodismo poderão afastá-lo das pessoas queridas. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Você tende a implicar com as pessoas que ama, encontrando coisas contra as quais se revoltar. A displicência para com os hábitos de saúde não lhe fará nada bem. LEÃO - 23/7 a 22/8 No amor, a disposição é benevolente e generosa, mas bastante dispersiva também. Não tente abraçar mais do que seus braços podem alcançar e sustentar.
As Aventuras de Pi . 10 anos. EUA Pi Patel (Suraj Sharma) é filho do dono de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia. Após anos cuidando do negócio, a família decide vender o empreendimento devido à retirada do incentivo dado pela prefeitura local. A ideia é se mudar para o Canadá, onde poderiam vender os animais para reiniciar a vida. Entretanto, o cargueiro onde todos viajam acaba naufragando devido a uma terrível tempestade. Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker. Cinemark 6 – 14h30 (3D/dub/diariamente), 17h40, 20h30 (3D/dub/diariamente, menos seg), 23h20 (3D/dub/somente sex e Sab); Cinemark 2 – 15h40 (dub/diariamente) 12h50 (dub/diariamente, menos ter), 18h30 e 21h30 (dub/diariamente, menos seg)
VIRGEM - 23/8 a 22/9 Vênus aflige Júpiter simbolizando um otimismo além da conta nos assuntos domésticos e de trabalho. Estes assuntos vão bem, mas não por isso exagere se disperse demais. LIBRA - 23/9 a 22/10 Dia bastante favorável a viagens e estudos, com você expandindo vivamente seus horizontes. Mas evite exageros, tem lugares a que talvez não consiga chegar. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Você tende a cometer exageros na lida com dinheiro. Possível displicência ao cuidar do que é seu. Os instintos impulsionam você achar que pode mais do que realmente pode. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Você naturalmente prefere o que lhe seja fácil e agradável neste dia, e poderá exigir que os outros lhe atendam plenamente. Considere as outras pessoas com muita delicadeza. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Exaltação de seus sentimentos, como se somente eles tivessem valor. Talvez você deseje ser atendido em caprichos que não têm nada de útil nem têm muito sentido. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Você tende a discutir com os amigos e discordar de todas as ideias que pareçam lhe limitar ou restringir. É tempo de assumir a responsabilidade por seus projetos pessoais. PEIXES - 19/2 a 20/3 No trabalho, você pode cometer exageros quanto às metas pretendidas. Vontade de sair da rotina e escapar daquilo que tolhe as ações e os sentimentos. Fique no seu tamanho.
O Impossível. 10 anos. EUA/ESP . O casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor) está aproveitando as férias de inverno na Tailândia junto com os três filhos pequenos. Mas na manhã de 26 de dezembro de 2004, enquanto curtiam aquele paraíso após uma linda noite de Natal, um tsunami de proporções devastadoras atinge o local, arrastando tudo o que encontra pela frente. Separados em dois grupos, a mãe e o filho mais velho vão enfrentar situa-
ções desesperadoras para se manterem vivos, enquanto em algum outro lugar, o pai e as duas crianças menores não têm a menor ideia se os outros dois estão vivos. É quando eles começam a viver uma trágica lição de vida, movida pela esperança do reencontro e misturando os mais diversos sentimentos. Cinemark 5 - 11h30 e 14h00 (dub/diariamente, menos ter), 16h40, 19h10 e 21h40 (dub/diariamente, menos seg)
CONTINUAÇÕES O Hobbit. 10 anos. Cinemark 3 -15h (dub/diariamente) 11h20 (dub/diariamente, menos ter), 18h40 e 22h20 (dub/diariamente, menos seg); Cinemark 4 - 19h40, 16h10 (dub/diariamente, menos seg), 23h10 (dub/somente sex e Sab); 12h40 (dub/diariamente, menos ter); Cinemark 7 - 13h40 (dub/diariamente, menos ter), 17h20 e 20h50
(dub/diariamente, menos seg); Cinemark 8 – 21h50 (dub/diariamente, menos seg). Playarte 1 – 20:40 (leg/diariamente, menos segunda), 23:59 (leg/sex e sab); Playarte 5 -13:20 (dub/ seg), 13:20,16:40,20:00 (dub/ diariamente, menos seg e ter); A Origem dos Guardiões. Livre. Cinemark 6 – 11h40 (3D/dub/diariamente, menos ter);
Cinemark 8 – 14h50 (dub/diariamente) 12h30 (dub/diariamente, menos ter), 17h10 e 19h30 (dub/ diariamente, menos seg). Os Penetras. 12 anos. Cinemark 1 - 11h50 e 14h10 (diariamente, menos ter), 16h30, 18h50, 21h10 (diariamente, menos seg) e 23h30 (somente sex e Sab). Playarte 3 – 14:10 (seg), 14:10,16:10,18:10, 20:10
(diariamente, menos seg e ter), 18:10,20:10 (ter e fer), 22:10 ( sex e Sab); Playarte 4 -14:11,16:11,18:11, 20:11 (diariamente, menos seg e ter), 18:11,20:11 (ter e fer), 22:11 ( sex e Sab) Dentona Raí. Livre. Playarte 1 – 14:00 (dub/seg),16:00, 18:20 (dub/ diariamente, menos seg e ter), 18:20 (dub/ ter, fer)
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MANAUS, DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012
::::: Tabuleiro Com a eleição do deputado Josué Neto para a presidência da Aleam, o governador Omar Aziz mostra que é um habilidoso estrategista no complicado xadrez da política local. Aos poucos coloca suas peças no tabuleiro e vai montando um grupo forte tanto na capital quanto no interior. A desenvoltura é tanta que no campo feminino, onde os votos são a maioria e tendem a ser fechado, Omar conta com duas aliadas: a primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz e Rebecca Garcia, a mais nova e poderosa secretária de Estado. Que venha 2013!
::::: Estranho A nova rotatória do Parque Dez deveria ter uma fonte elevada em diagonal, mas ao que parece foi inaugurada pela metade. No projeto que estava estampado em um painel próximo à obra, a tal fonte aparecia e na foto era tudo muito bonito. Bem, ao que parece era mais um truque do “são Fotoshop”, aquele que rejuvenesce e embeleza tudo. Com a palavra o Implurb.
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Jander Vieira
jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br FOTOS: MANOEL NETTO
Esbanjando elegância na dosagem certa: Lúzia Piassa e Mercinha Marinho na festa natalina de Pedrinho Aguiar
::::: Do bem Da chique e deliciosa Blend: as irmãs Rebecka, Pollyanna e Thalyta Freire são só sorrisos com o estrondoso sucesso da chocolateria
Gabriel, Cláudia e Mario Bernardino com o anfitrião Pedrinho Aguiar na divertida festa de confraternização “Amigos da Laje”
::::: Em alta Não adianta fazer protesto contra o secretário Robério Braga. O gestor mais longevo de uma pasta de governo no Amazonas mostra que tem prestígio e não é só no meio político, a aprovação vem do povo que lota as redes sociais em apoio ao secretário. No Facebook existem depoimentos solidários vindos até do Rio de Janeiro. Honestamente falando, se existisse uma pasta de gestor do centro de Manaus, não existiria melhor nome que o de Robério Braga para recuperar, manter e melhorar aquela tétrica área. Justiça seja feita, ele manda muito bem!
Cláudia Mendonça e Carlão Aguiar dividindo os flashes na festa dos “Amigos da Laje” – noite divertida e cheia de alto astral
A coluna deseja a todos os amados leitores, gente que curte, gosta, espalha e compartilha o estilo do editor deste espaço, um Natal maravilhoso, ao lado de amigos e familiares. Com saúde, paz dinheiro no bolso e tudo o que é necessário para se viver bem. Mas, quer fazer algo para merecer isso? Ajude o próximo, doe brinquedos a crianças sem lar, ajude a organizar um sopão aos mais carentes, faça uma cesta de Natal e leve a alguém necessitado, compre um bom livro e dê ao amigo-oculto. Faça isso e tanto você quanto o mundo serão melhores. Boas festas.
::::: Sala de Espera A Abrasel Amazonas fez a entrega oficial ao Fundo de Promoção Social de dois mil frascos de vidros para serem utilizados na coleta e armazenamento de leite humano. Os frascos foram arrecadados durante a campanha “Potes da Vida”, proposta pela atuante primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz e
executada pela Abrasel, em parceria com a Susam. Anny Torres, Rubens Ranchel, Iris Mara Lima, Walber Laurindo e Mayra Costa Rosa estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. A Orquestra Municipal, sob a regência do maestro Clau-
dio Abrantes, se apresenta hoje, às 18h, dando início à programação natalina no parque dos Bilhares, com palco pela Constantino Nery, em evento realizado pela Manaustur. Haverá a apresentação teatral “Os Três Magos Solitários”, da Companhia Metamorfose, com encenação e presépio vivo.
Como Manaus seria outra se o centro todo da cidade estivesse sob digamos, a coordenação da SEC. A nova Antonio Bittencourt, a popular praça do Congresso está um arraso! Linda, urbanizada e adornada para o Natal. O local é o novo cartão-postal do Centro e é mais um oasis de qualidade
naquela área. O governo Omar Aziz fecha o ano com chave de ouro! A Samel parte na frente e dá exemplo de sustentabilidade. É o primeiro complexo hospitalar do Amazonas a trocar todas as três mil lâmpadas comuns por modelos LED,
que emitem menos calor e não poluem o ambiente. Anteontem, foi inaugurada a primeira loja Dudalina em Manaus. A marca da flor de lis chega para conquistar seu espaço no shopping que homenageia a fauna, flora e cultura amazonense: Manauara Shopping.
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