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EM TEMPO - 23 de agosto de 2015

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FOTOS: JANAILTON FALCÃO

Pai e mãe cara a cara

Os pais do menino Pablo Pietro, Josias de Oliveira Alves e Cleudes Maria Batista Moraes, participam de uma acareação no decorrer desta semana para elucidar o crime que resultou na morte da criança de quatro meses, conforme o titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins. Pablo Pietro foi jogado no rio Negro na sexta-feira (15) durante uma discussão entre os pais. Cleudes acusa o ex-companheiro pelo crime, já Josias diz que foi ela quem jogou o filho no rio. Última Hora A2

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVII – N.º 8.853 – DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

Solidariedade e amor amenizam vida na rua

Recessão adia conquistas RAIMUNDO VALENTIM

Nova classe C sente os impactos da crise econômica que diminuiu o poder de compra e fez com que pequenos “luxos” fossem deixados para depois. Economia B4 e B5

ATROPELAMENTO IONE MORENO

INGRID ANNE/MANAUS CULT

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

Quem vive nas ruas, muitas vezes, se torna invisível. São homens, mulheres, jovens e idosos que moram sob marquises, que se alimentam de restos e que só tem em outros moradores de rua o irmão do abandono e da indignidade humana. E são para essas pessoas que o grupo “Mais amor, por favor” foi criado, para atender a quem está à margem da sociedade. Dia a dia C1 e C2

Liberdade de acusado causa revolta Última Hora A2

Elenco

REPASSE DE VERBA

Revisão do Pacto Federativo Parlamentares de todo o país se mobilizam para que o Pacto Federativo seja alterado até o fim do ano. Eles reclamam quanto ao repasse de recursos por parte do governo federal. Política A6

ESTREIA

Fla e São Paulo pelo Parque da Criança é boa Brasileirão

opção para a meninada

Crianças podem desfrutar de área verde, recreação supervisionada, teatro, música e atividades ao ar livre.

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ELENCO, CURUMIM E IMÓVEIS&DECOR.

Hoje é a estreia do novo técnico do Flamengo, Oswaldo Oliveira. Ele assume com o objetivo de reabilitar o RubroNegro carioca. Pódio E7 TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

Reconstituição de caso ainda sem data definida A

inda sem data definida, o delegado titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins realizará nesta semana a acareação entre o canoeiro Josias de Oliveira Alves, 29, e a ex-companheira Cleudes Maria Batista de Moraes, 22, a respeito da morte do filho do casal, de apenas 4 meses de idade, supostamente jogado no rio Negro, no último dia 14. Após a acareção, conforme Martins, ocorrerá a reconstituição do caso, até o momento sem testemunhas. As informações foram confirmadas na manhã de ontem, pelo delegado, durante uma coletiva de imprensa. “Temos um parâmetro definido sobre o caso, dentro das contradições deles (Josias e Cleudes), mas por enquanto não temos um corpo morto, e sempre vai haver essa dúvida, se a criança está morta ou não”, observou Ivo Martins, que considerou o caso como intrigante. As versões apresentadas por Josias e Cleudes, segundo ele, são absolutamente opostas e não há como saber neste

primeiro momento o que aconteceu. “O fato se deu no meio do rio, onde não há câmeras do Ciops e testemunhas. Só eles dois podem confirmar o que houve e podem elucidar o que ocorreu”, destacou o titular da DEHS. Prisões Por enquanto, Josias vai continuar detido, de acordo com o delegado até que seja necessário para ultimar as investigações. “Ele não é considerado culpado, mas não é considerado vítima, assim como ela também não é considerada culpada, nem vítima”, salientou. Martins chamou a atenção para o fato de que ao contrário de Josias, Cleudes estaria colaborando com as investigações, e todas as vezes em que ela é solicitada a comparecer à delegacia, a mesma se apresenta. “Ele pôs óbice às investigações, à medida em que ficou foragido quatro dias, atrapalhando as investigações iniciais”, avaliou, Martins. O fato da polícia não pedir neste momento a prisão de Cleudes, não significa que mais à frente ela não poderá ser solicitada, explicou.

Segundo Ivo Martins, apenas os pais da criança podem confirmar o que de fato ocorreu para que ela fosse jogada no rio

ZONA SUL

Militar é vítima de bala perdida JOANDRES XAVIER

Um suposto acerto de contas entre o soldado da Polícia Militar identificado apenas como “da Silva”, e uma pessoa identificada pelo apelido de “Bodó”, na quadra do condomínio Jardim Brasil, no bairro Raiz, Zona Sul, acabou por ferir o soldado da Aeronáutica Mateus Duarte, 20, vítima de uma bala perdida, no quadril. Após o disparo, o PM fugiu do local e não prestou socorro a Mateus, que foi levado para o hospital e prontosocorro 28 de Agosto, em Adrianópolis, Zona CentroSul, onde foi atendido e em seguida, transferido para o hospital da Aeronáutica, onde se encontra internado e fora de perigo. O militar deverá ser submetido a novos exames que irão definir se ele poderá ser submetido ou não a uma cirurgia para a reti-

rada do projétil, alojado no osso da bacia. No 28 de Agosto, Mateus foi informado de que poderia ficar paraplégico, caso tentasse retirar o projétil. Confusão Conforme informações repassadas por familiares de Mateus, que preferiram não se identificar, o soldado da PM foi até a quadra do condomínio para um acerto de contas - de acordo com os boatos que circulavam no residencial Jardim Brasil. No local, da Silva rendeu “Bodó”, que ao aproveitar um momento de distração do PM, bateu na mão dele e conseguiu fugir, enquanto a arma do policial caiu. Na ocasião em que “Bodó” corria por entre populares, nas dependências do condomínio, o policial da Silva pegou a arma do chão e efetuou um disparo na direção das pessoas, na expectativa de acertar Bodó,

mas acabou atingindo Mateus no quadril. Registro Ainda de acordo com os parentes, eles foram até o 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Petropólis, para registrar o Boletim de Ocorrência (BO), sobre o caso. Entretanto, na delegacia foram informados de que a ocorrência não poderia ser registrada. Os familiares seguiram então para a Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública, onde foram informados de que a delegacia agiu de má-fé e deveria ter registrado o BO pelo fato do policial militar estar à paisana e não haver neste caso restrições para a abertura de um boletim. O caso foi registrado pela Corregedoria, que neste sábado receberia a família da vítima, com filmagens e testemunhas da ocorrência.

TRÁFICO

Dupla é presa com 23 quilos Policiais da 17ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), apreenderam na sexta-feira à noite, 23 quilos de substâncias entorpecentes entre maconha, cocaína, oxi e pasta-base de cocaína -, além da quantia de R$ 1.490. Durante a ação, Michel Aslan de Souza da Silva, 27, e Anderson Júnior da Silva Oliveira, 28, foram presos e encaminhados ao 19º Distrito Integrado de Políca (DIP), na Ponta Negra, Zona Oeste, para procedimentos cabíveis. De acordo com o cabo da PM, F. Iran, a prisão dos suspeitos e apreensão da droga ocorreu durante uma barreira policial, nas proximidade do conjunto Santos Dumont, onde a dupla foi abordada. Uma pequena quantidade de entorpecentes foi encontrada em poder de Michel e Anderson, mas após averiguação foi constatado que a dupla guardava mais drogas em uma casa no bairro União da Vitória, na Zona Oeste. Deslocada até o local, a guarnição da 17ª Cicom constatou a maior quantidade de entorpecentes, resultando na apreensão do material. Após os procedimentos no 19º DIP, Michel e Anderson foram encaminhados à cadeia. (JX)

CASO SOLART

Manifestação pede Justiça para o atropelamento JOANDRES XAVIER E CONCEIÇÃO MELQUÍADES

Parentes e amigos da assistente social Alessandra Solart Amorim, 34, promoveram uma manifestação na manhã de ontem, na avenida Rodrigo Otávio, no Japiim, Zona Centro-Sul, pedindo Justiça, para o atropelamento do qual ela foi vítima, juntamente com o irmão Jorge Adriane Solart Rodrigues, 31, no último dia 14, no momento em que atravessavam a via. Na ocasião foram coletadas assinaturas de populares que de acordo com o cunhado de Alessandra, Alison Mourão, serão encaminhadas aos órgãos públicos, com o propósito de mudar a legislação de trânsito, para que crimes como este não fiquem impunes. A coleta de assinaturas vem ocorrendo desde a missa de Sétimo Dia da assistente social, realizada no último dia 20, na igreja onde ela atuava

como catequista, na comunidade São José, no Aleixo. Segundo Alison, todos os familiares estão empenhados na coleta das assinaturas. “Não é porque a minha cunhada morreu, que esse crime vai ficar impune”, declarou Alison. Uma outra passeata deverá ser feita pela família. Soltura O responsável pelo acidente que vitimou Alessandra, o autônomo Gleidson Sena Amaral, 27, conforme familiares da vítima, foi solto na sexta-feira àanoite, após pagar uma fiança de R$ 7.880, aplicada pela Justiça. A informação foi confirmada pelo marido da assistente social, Nonato de Souza Amorim, 36. “Queremos que ele seja enquadrado no artigo 121 (homicídio), do Código Penal, e não no Código de Trânsito, cuja pena é mais amena”, desabafou. IONE MORENO

CONCEIÇÃO MELQUÍADES

IONE MORENO

Polícia pretende realizar nesta semana a careação entre os pais do bebê de 4 meses supostamente jogado no rio Negro

Irmãos foram lembrados durante o protesto deste sábado


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

Contexto 3090-1017/8115-1149

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Editorial

fredsantana@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

O mais brasileiro dos sapos Para o escritor Euclides da Cunha (1866-1909) o sertanejo era, antes de tudo, um forte. Foi na Guerra de Canudos (1896-1897) que ele se convenceu disso. O tempo não para. Para o bem e para o mal, o sertanejo foi arrebatado pela realidade urbana brasileira. Virou até presidente da República que ele odiava. E continuou um forte. No seu artigo desta semana, o ministro Aldo Rebelo, da Ciência, Tecnologia e Inovação foi mais longe que Euclides nesse estudo comparativo: o brasileiro é antes de tudo um sapo. Um sapo que, talvez, não vire príncipe, em algum momento da história, mas intriga os cientistas “pela engenhosidade de enterrar-se no solo árido, até a profundidade de 1,80 metro, para aguardar a chuva que demora meses. Se o esquilo siberiano hiberna no frio, o sapo sertanejo estiva no calor”. Já se vê, o sapo camaleônico, capaz de ajustar-se a todas as realidades, vive na caatinga nordestina. Das observações comparativas a que têm submetido o brasileiro (ex-sertanejo) este é a mais conclusiva. De acordo com o ministro, “muitos animais têm truques para sobreviver ao ambiente e a predadores. Outras espécies de batráquios do mundo igualmente se enfiam no subsolo, e ficam dormentes. Mas a do Brasil movimenta-se o tempo todo, de olhos abertos, farejando água. O que come, se come, ainda é um mistério”. Esse “sapo ladino”, como refere Rebelo, é a espécie Pleurodema diplolistris, “comparável à serpente do Éden” – “o mais astuto de todos os animais da Terra que o Senhor Deus tinha feito”, o ministro cita o Gênesis 3:1. Os cientistas estudam o fenômeno. E Aldo Rebelo avalia que “provavelmente resultará em descoberta útil para o ser humano ao desvendar o complexo de tatu e a adaptação fisiológica do sapo ladino”. Em tempos de inflação e dinheiro curto, nada melhor.

Nuvens pairam sobre a Suframa Ex-superintendente cai após grave escândalo. Boicote do governo federal sobre o aumento para os servidores. Estes, antes insatisfeitos pelo salário, agora se sentindo enganados, já sinalizam retomar greve. Indefinição sobre o novo superintendente. É, a Superintendência da Zona Franca de Manaus já viveu dias melhores. Com tantos jogos de interesses e jogadas de bastidores, o destino da Suframa vai sendo empurrado com a barriga.

Greve à vista O presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, afirmou que a categoria tem sido paciente e está esperando o desfecho das negociações em Brasília. Mas como a apreciação dos vetos da Presidência vem sendo constantemente adiada, a paciência dos servidores está chegando ao fim. O próprio Belchior não descartou retomar a greve. Adiamento Na quinta-feira (20), estava pautada uma sessão conjunta do Congresso Nacional para a apreciação dos vetos. Mas, pela sexta vez, ela não aconteceu. O próprio presidente do Senado, Renan Calheiros, desmarcou. Agora não há previsão para uma nova sessão conjunta para apreciação de vetos.

Braga e Arthur de olho Isso pode gerar um problema. Arthur sairá para a reeleição em 2016, ainda que provisoriamente, já que a expectativa é que ele dispute o governo em 2018. Como a disputa será polarizada entre o atual prefeito e um candidato apoiado pelo ministro Eduardo Braga, uma terceira via pode atrapalhar um dos dois. Pioneirismo Com canos de PVC e uma placa solar, estudantes do Instituto Batista Ida Nelson criam projeto de captação de energia que gera economia mensal de, aproximadamente, R$50. Ao lado de outros cerca de 1,3 mil alunos, de escolas de todo o Brasil, eles participaram de um projeto colaborativo patrocinado por uma rede nacional de educação.

Tática do governo A base aliada sempre tem marcado as seções de apreciação dos famigerados vetos para horários e dias em que os deputados e senadores estão nas comissões. Ou seja, é tática de esvaziamento mesmo. Nos bastidores, o que se comenta é que o governo está acuado porque sabe que quando houver sessão, os vetos serão derrubados.

Adriano Jorge No mês que completaria 136 anos, o médico e professor, jornalista, político, escritor, conferencista, orador, membro da Academia Amazonense de Letras, Adriano Augusto de Araújo Jorge, será mais uma vez lembrado, nesta segunda-feira (24), às 9h, no plenário que leva seu nome, com o lançamento do livro ‘Adriano Jorge – Forte como a Morte’, do escritor amazonense Robério Braga.

Rebecca Garcia Quem está cansada de esperar a nomeação para a Suframa é Rebecca Garcia. Falando com exclusividade ao EM TEMPO, ela deixou claro que estará na disputa das eleições em 2016 caso a nomeação não saia. Como seu nome é muito forte para uma vaga na Câmara Municipal, só podemos imaginar que a cadeira desejada por ela será a da prefeitura.

Auditoria na CMM A Câmara Municipal de Manaus (CMM) começa, na próxima segunda-feira (24), o processo de auditoria interna nos setores envolvidos no Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) ISO — 9001:2008, com a finalidade de verificar se o sistema implementado opera de forma eficaz. A Câmara Municipal de Manaus é certificada com a ISO: 9001 desde 2014.

APLAUSOS

arteurucum@gmail.com

Juntos O prefeito Arthur Virgílio Neto participou, nesta sexta-feira, 21, da entrega da primeira parte da duplicação da estrada Manoel Urbano, a AM-070, que liga Manaus aos municípios de Iranduba e Manacapuru. Na solenidade, ele destacou a união entre governo e prefeitura para o crescimento de Manaus, mesmo diante da crise econômica. “Vamos vencer a crise”, bradou . É um recado direto sobre como está fechada a aliança entre ele, Melo e Omar. Marcelo Ramos Na sua saga em busca de um partido, o ex-deputado estadual Marcelo Ramos deu para trás na sua filiação ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), como você pode ler nas páginas do EM TEMPO. Sem querer dar uma de guru ou adivinho, vou aqui fazer uma análise. As possibilidades acabam se fechando em duas. Uma mais radical (Psol) e outra mais moderada (PSDB). Vai da disposição de Marcelo em ceder do seu discurso independente. Marcelo Ramos 2 Se ele preferir manter a posição mais dura e independente, Ramos pode achar apoio no Psol, que possui a mesma postura em âmbito nacional. E o problema não deve ser o socialismo do Sol. Vale lembrar que por anos, ele foi filiado ao PC do B (e não, não estou dizendo que comunismo e socialismo são a mesma coisa). Se preferir ceder um pouco, pode encontrar apoio no partido do prefeito. Afinal, ele se colocou ao lado de Melo contra Braga. O que custa ceder um pouco mais? Como mesmo se for eleito Arthur deve sair em 2018, Ramos pode ganhar uma vaga na prefeitura de bandeja. No final das contas, ele acaba conseguindo o que deseja.

VAIAS

Alunos pioneiros do Ibin

Gilmal

Indígenas acampados na Seind

DIVULGAÇÃO

IONE MORENO

Para os alunos do oitavo ano do Instituto Batista Ida Nelson que apresentaram soluções para casas sustentáveis em um evento nacional realizado em Curitiba, no Paraná.

Um grupo da etnia mura está acampado na frente da sede da Seind para protestar. Os indígenas agrediram funcionários que cometeram o pecado de ir trabalhar. Isso é coisa de bandido.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Sucessão na OAB Aproxima-se a hora de uma nova eleição que deverá definir as pessoas que receberão os encargos e, importante lembrar, também a honraria de dirigir a entidade que acolhe, em cada Estado e por fim em todo o país, a coletividade dos advogados. Dificilmente haverá, pelo menos entre nós, uma categoria tão heterogênea em relação aos modos como assume e se desincumbe das suas obrigações e prerrogativas profissionais. Ainda assim, a variar nos timbres e na qualidade com que encarna suas funções, nem sempre digna apenas de elogios, não se haverá de identificar no contexto social outra categoria profissional tão fundamental para a asseguração das relações cidadãs. Quanto mais democrática e republicana for uma nação, mais se exigirá que os direitos da cidadania sejam valorizados e preservados, o que conduzirá à necessidade de que nela se cultive e viceje uma estrutura jurídica complexa, eficiente e dotada de autonomia. É dentro dessa estrutura, onde atuam magistratura, Ministério Público, complexa teia cartorial, entre outros personagens, que a categoria dos advogados se insere e exerce sua ação, vital para todos nós, na medida em que somente a ela podemos recorrer quando alguma questão ou pendência venha a nos envolver nos limites do Judiciário, cuja essência pode ser resumida como o grande palco onde se desenrolam os conflitos e confrontos entre o que consideramos nossos direitos e aquilo que os outros julgam direitos seus. São tão complexas, por vezes rudes e às vezes sutis, as relações e as nuances que o mundo jurídico envolve, enquanto Legalidade, Moralidade, Direito e Justiça, que até há advogados e bacharéis do ramo que se afundam nesse autêntico

pântano. Dá para imaginar o que seria de nós, pobres e coitados, se não pudéssemos contar com os advogados. O segredo será o de saber identificar os autênticos... Mas por hora, o real e concreto é a iminente eleição a se realizar e o que dela resultará para a OAB no Amazonas. O fato ganha amplitude, se considerarmos que a Ordem, além de reger e definir ética de conduta para a categoria dos advogados, o que, por si só já sobraria em importância, também se espraia e se alarga pela importância política que a instituição possui dentro da sociedade brasileira, como tradicional defensora da Ordem Social, dos Direitos Humanos e das Prerrogativas das Minorias. Não posso dizer que conheço os dois candidatos que até agora se apresentaram, a não ser, como é costume dizer, apenas “de vista”. Mas como a cidade, mesmo com dois milhões de habitantes, ainda é de índole provinciana e “de muro baixo”, começa a permitir um ensaio de avaliação, ainda que indireta, pelo conhecimento dos nomes de alguns que já correm em busca de um lugar em baixo do guarda-sol dos “presidentes”. Abusei da paciência de uma velha amizade, de sabida atuação política no sentido mais amplo e, por profissão, enfronhada na coletividade dos advogados, para tentar chegar a algum saber a respeito das chapas postulantes, não por me sentir com direito a tal, pois nessa categoria nada é “de minha conta”, mas apenas porque sei que o que lá acontecer a toda a sociedade atingirá. Por fim, “tudo como dantes no quartel do Abrantes”: cada chapa se define nem tanto pelos presidenciáveis, mas sobretudo, pelos epígonos à espreita, entre os quais sempre estarão os alpinistas e alguns ovos de serpente.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Quanto mais democrática e republicana for uma nação, mais se exigirá que os direitos da cidadania sejam valorizados e preservados, o que conduzirá à necessidade de que nela se cultive e viceje uma estrutura jurídica complexa, eficiente e dotada de autonomia”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Tabuleiro de War

O Estado, ao não antecipar a metade do 13º salário, desencadeou problemas na vida dos aposentados e pensionistas, que estão afetando suas condições mínimas de sobrevivência. [...] Uma antecipação que ocorre desde 2006 sugere uma expectativa de direito que vem sendo ratificada todos os anos. A quantidade de aposentados que negocia esses valores junto a bancos é enorme

Peemedebistas próximos a Eduardo Cunha dizem que a possibilidade de que o PT assine em peso o manifesto pelo afastamento do presidente da Câmara é o ingrediente que pode unificar a bancada e deflagrar uma “guerra” contra Dilma Rousseff. Após a inclusão de alguns petistas na lista e a declaração de Rui Falcão de que as acusações eram “gravíssimas”, Cunha disse a Michel Temer que, caso a ação petista se amplie, exigirá uma “resposta institucional” do PMDB. Volta à ribalta Após a denúncia de Rodrigo Janot contra Cunha, sua tropa age para levar Marcos Valério para depor na CPI da Petrobras. Flashback Condenado pelo mensalão, o ex-publicitário disse ao Ministério Público em 2012 que o PT usou recursos da estatal para abafar investigações do caso Celso Daniel –prefeito de Santo André assassinado em 2002. Até ele Aliados de Cunha ensaiam argumento para contestar o pedido de deputados para que ele se afaste da presidência. Dizem que Janot poderia ter pedido sua saída do cargo, mas não o fez. Ideia fixa A oposição deve voltar a se reunir com juristas na próxima terça-feira, no Congresso, para discutir caminhos para um pedido de impeachment de Dilma. Água mole 1 Familiares de Pedro Côrrea (PP-PE), preso na Operação Lava Jato, estiveram em Brasília semana passada. Disseram a parlamentares que cresceu a chance de o ex-deputado, que já cumpre pena pelo mensalão, fazer delação premiada. Água mole 2 A oposição ali-

menta a expectativa de que Corrêa escancare relações políticas para as indicações de diretores da Petrobras. Coincidência Deputados indicam outro ponto em comum entre Fernando Collor (PTB-AL) e Cunha: os primeiros políticos denunciados foram os únicos que afrontaram publicamente Janot. Delete Após a Assembleia de Deus em Madureira aparecer na denúncia por ter recebido, a pedido de Cunha, R$ 250 mil, Abner Ferreira, líder da igreja, apagou as contas no Facebook e Twitter. Janot? Na última postagem no Facebook, depois da peça, Ferreira escrevera uma citação bíblica: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Ando devagar Cobrado por tucanos para que viaje mais pelo país e discurse mais no Senado para se cacifar como sucessor natural de Dilma, Aécio Neves adota uma resposta “à mineira”. Já tive pressa O senador repete: “Nem correr demais para que não pareça afoiteza nem andar tão devagar que pareça falta de apetite”.

Nos cascos Até Aécio e Geraldo Alckmin se surpreenderam com o petardo FHC contra Dilma: quando chegaram à casa do expresidente na semana passada, ele já estava com a nota em que fala na renúncia pronta. Na chuva Os tucanos criticaram o fato de Janot não ter mandado, junto com as primeiras denúncias ao STF, o arquivamento do inquérito contra Antonio Anastasia.

Tonia Galleti, do departamento jurídico do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, denuncia que o governo, ao recusar pagar o adiantamento do 13º salário a aposentados e pensionistas está ferindo direito adquirido.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br

RICARDO OLIVEIRA

Pé do ouvido Interlocutores do Ministério Público tinham avisado que o procurador-geral não via elementos para seguir com a investigação contra o senador mineiro. Cofrinho 1 Relatório da Previc, órgão do Ministério da Previdência que fiscaliza fundos de pensão, aponta irregularidades em sete aplicações do Postalis, dos Correios. Cofrinho 2 O material, que mostra prejuízo de R$ 824 milhões, foi enviado à CPI dos Fundos de Pensão. Quilo Mais novo ministro do STF, Edson Fachin costuma almoçar no bandejão da corte com funcionários do gabinete. Cezar Peluso, que se aposentou em 2012, também frequentava o restaurante.

Tiroteio

Toda essa felicidade não é uma questão de idade. É a pessoa certa, na hora certa mais quente do dia, no lugar certo mais recomendável em qualquer circunstância. O índice de umidade no ar está reduzido, e as temperaturas, alteradas, para cima, muito acima do tolerável pelo mais tolerante dos seres vivos. Esta é uma situação em que não faz mal a nenhum vivente sentir inveja

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Na primeira semana de CPI, já conseguimos ver quem perdeu com as fraudes nos fundos. Agora vamos pra cima de quem ganhou.

Família

DE EFRAIM FILHO (DEM-PB), presidente da CPI dos Fundos de Pensão, sobre a comissão ouvir os pensionistas afetados antes dos representantes dos fundos.

Acontece neste final de semana o IV Fórum da Família, promovido pela Arquidiocese de Manaus em conjunto com a Faculdade Salesiana Dom Bosco. O tema é pomposo: Família e a comunicação na contemporaneidade: o diálogo como um desafio na perspectiva dos valores humanos. Sabemos por experiência que a família vive num novo contexto. A nossa época viveu e vive mudanças radicais em todos os campos. Para ficarmos dentro do tema do fórum que é a comunicação, vivemos num mundo inimaginável pouco tempo atrás. Basta pensarmos no lugar que o telefone celular ocupa no nosso dia a dia. Digitar tornou-se a forma mais usual de transmitir mensagens e temos dificuldade de lembrar como era o mundo sem a internet e sem as redes sociais. Tudo tornou-se próximo e ao mesmo tempo distante e impessoal, a vida privada corre o risco de ser exposta ao mundo em fração de segundos. Como tudo que é humano também os meios de comunicação com todas as suas possibilidades são ambíguos. O mesmo meio, que torna acessível a pornografia mais pesada e desumanizadora, populariza conhecimentos e informações antes restritas a iniciados. Conflitos familiares sempre existiram. As sagradas escrituras nos contam a história de dois irmãos que terminou em tragédia. A humanidade a duras penas havia conseguido nas diferentes culturas elaborar caminhos de superação. Hoje temos a impressão de que os papéis se inverteram e é preciso descobrir novas formas de convivência construtiva. A igreja está convencida de que a família ainda é o ambiente privilegiado do encontro na gra-

Contraponto

Freud explica Negociador da reforma do FGTS na Câmara, o deputado Carlos Marun (PMDB-MT) foi chamado a discutir o tema em reunião com o relator Rodrigo Maia (DEM-RJ), o vice Michel Temer e os ministros Gilberto Kassab (Cidades), Ricardo Berzoini (Comunicações), Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento). Quando chegou, cumprimentou Temer em voz alta: –Presidente Michel! Com o clima de instabilidade no ar, os ministros trocaram olhares ressabiados. –Quer dizer, presidente do PMDB... Sem clima de golpe!–disse, tentando desfazer o malentendido. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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tuidade do amor. A vida é graça e só na gratuidade uma experiência concreta de amor proporciona ao ser humano criado a imagem e semelhança de Deus poder ser de fato humano. A interferência da tecnologia na vida familiar é inegável e devemos tomar consciência disto. Mas talvez as maiores mudanças se deram no campo da moral e do comportamento. Atitudes antes inimagináveis no campo da sexualidade se tornaram normais. A própria noção de natureza humana é colocada em cheque e a questão de gênero está na ordem do dia. A igreja não tem permanecido só na defensiva ou no ataque, mas tem uma proposta que se traduz nas ações da Pastoral Familiar. O fórum quer discutir a eficácia dessas ações e propor outras. Se perguntarmos aos jovens, e constantemente faço isto, o que querem para o futuro, em geral a resposta é: trabalho, estudos, casa e família. Não deveríamos nos espantar com isto, pois constituir uma família é o caminho normal de realização pessoal. Para quem acredita na Revelação que nos veio por Jesus e que a tradição conservou, Deus criou o casal para que fossem fecundos e cuidassem da terra e de todas as outras criaturas. As condições mudam, mas o sonho é o mesmo. Ficam então três perguntas. Como comunicar a afetividade nas relações familiares? Quais são os diferentes papeis na transmissão dos valores humanos? Como a família apressa a civilização do amor? Esperamos que a reflexão nos ajude a todos a achar caminhos para que a família evangelize, isto é, anuncie a Boa Nova do Reino, que já está entre nós.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Sabemos por experiência que a família vive num novo contexto. A nossa época viveu e vive mudanças radicais em todos os campos. Para ficarmos dentro do tema do fórum que é a comunicação, vivemos num mundo inimaginável pouco tempo atrás”


Com a Palavra

MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

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Waldívia ALENCAR

‘Com a crise, PRECISAMOS otimizar RECURSOS’

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

FRED SANTANA

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Se eu chegar sem essa segurança, o empresário ‘puxa o freio de mão’, não se dispõe a fazer a obra. Agora, como é esse ‘garantido’? Realiza-se a obra e faz-se a medição, que vai para os engenheiros da Caixa aqui em Manaus, que avaliam em campo”

á 9 anos à frente da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), a titular da pasta, Waldívia Alencar, teve a oportunidade de gerenciar todas as obras de grande porte no Estado, a exemplo da Arena da Amazônia, considerada uma das mais bonitas e funcionais da Copa do Mundo de 2014; da avenida das Torres; a construção da Cidade Universitária, que está sendo erguida na rodovia Manoel Urbano e a duplicação dessa estrada, a AM-070. Engenheira civil formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Waldívia dedicou parte de sua carreira profissional, cerca de 22 anos, à Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama). Em entrevista ao EM TEMPO, a amazonense falou como tem sido o trabalho de administrar as obras estruturais do Amazonas neste período de crise, do burocrático processo envolvendo o financiamento das obras e como o setor de obras do Amazonas vai sobrevivendo sem sentir muitos efeitos da crise financeira. EM TEMPO – A Secretaria de Infraestrutura trata basicamente de obras. Como funciona esse sistema? Como se negocia a destinação de recursos para obras no Estado? Waldivia Alencar – Temos dois tipos de obras: as com recursos do governo estadual e as com recursos do governo federal. Nessas últimas, a União entra com uma parcela maior e o Estado entra apenas com um percentual menor. Às vezes 3%, quando são obras em portos, em outras 10%, quando são obras na Suframa. E em outras ocasiões, depende de uma negociação em Brasília com algum ministério. Na hora em que temos o termo de compromisso assinado, o recurso está garantido. Vou dar um exemplo: estive recentemente na Caixa porque tenho obras pendentes no Anel Sul, no Anel Leste, na avenida das Torres, trechos 2, 3 e 4 e no igarapé Cachoeira Grande. Tive uma reunião por videoconferência com o secretário do ministro das Cidades (Gilberto Kassab) sobre o assunto. Ele me garantiu

que o recurso para a obra nos anéis Norte e Sul estavam certos, assim como os dois trechos que faltavam da avenida das Torres, um que vai da Timbiras, na Cidade Nova até a Baixada Fluminense, o que dá aproximadamente 1,9 quilômetro, e o da Baixada Fluminense até a AM-010. No total são aproximadamente 11 quilômetros e 10 metros. Todos deram a segurança para falar ao governador que o recurso dessas obras estava garantido. Se eu chegar sem essa segurança, o empresário “puxa o freio de mão”, não se dispõe a fazer a obra. Agora, como é esse “garantido”? Realiza-se a obra e faz-se a medição. Essa medição vai para os engenheiros da Caixa aqui em Manaus, que avaliam em campo. Se eles avaliam positivamente, enviam um e-mail ou um ofício para o órgão responsável e o recurso é enviado. EM TEMPO – Como funciona essa variação de recursos do governo federal em obras para um Estado como o nosso? WA – É proporcional. Vamos para sensibilizar das nossas necessidades. Novamente, vamos tomar como exemplo essas obras que eu citei a pouco. Vamos tomar como exemplo o Anel Leste, que totaliza R$ 163 milhões. Vamos até Brasília na tentativa de conseguir todo esse valor. Geralmente, eles alegam outros compromissos e só garantem uma parte desse recurso, algo variando entre 60% a 80% do total. Cabe ao Estado arcar ou não com o que completo. Às vezes ligo para o governador direto de Brasília informando as decisões. Como eu disse, é um processo de convencimento das nossas necessidades. EM TEMPO – Como é o critério de escolha do governo federal para esses financiamentos? WA – O procedimento é o seguinte: chegar com um projeto estruturado, com justificativa e Orçamento. Eles, no caso, o órgão do governo em questão, analisam e nos chamam posteriormente para uma defesa desse projeto. Feito isso, fazem todo um estudo de desembolso e impacto. Daí, nos chamam novamente para a negociação final. Quanto

mais elaborado o projeto, melhores são as chances. Se for um projeto já executivo melhor ainda. Mas um projeto desses não nasce do nada. É preciso contratar consultorias, com processo licitatório e tudo. EM TEMPO – Pela forma como a senhora descreve, parece algo muito burocrático. Na sua opinião, essa metodologia do governo é a mais eficiente? WA – A regra do jogo é essa. É assim para todos. Mas é preciso que se diga: esse procedimento é com alguns órgãos, como o Ministério das Cidades, via Caixa Econômica Federal. O Ministério da Integração, por exemplo, com o qual estamos fazendo obras em 25 orlas no interior do Amazonas, é diferente. Eles dividem o recurso total em parcelas e vai adiantando essas parcelas enquanto você presta contas da execução. Se surgir alguma pendência ou irregularidade, o repasse é suspenso. EM TEMPO – Essa variação de metodologia de um órgão federal para outro atrapalha o planejamento dessas obras? WA – Isso não atrapalha. Mas uma coisa é negociar com Ministério das Cidades, que trabalha com a Caixa, que por sua vez tem representante local. Outra é ter de ir até Brasília para negociar com o Ministério da Integração. Acabamos tendo de nos organizar mais para esses casos. EM TEMPO – Não há como falar em obras neste momento sem falar a palavra “crise”. A crise já chegou a este setor? Como? WA – Com esse sistema, onde há a execução da obra apenas com o recurso garantido e com a exigência de prestação de contas, a crise ainda não chegou com impacto. Ao menos não nas obras diretas. Nos convênios do Estado com as prefeituras, por exemplo, o procedimento é semelhante ao Ministério da Integração. Liberamos as parcelas de acordo com o cronograma de cada um. As prefeituras têm 30 dias para prestar contas. Caso esteja tudo normal, as parcelas vão sendo liberadas. Em caso de pen-

dência, a prefeitura tem de se explicar. Exatamente por essa cobrança contínua não sentimos ainda os efeitos da crise. EM TEMPO – Pelo jeito que a senhora descreve, quase posso acreditar que a crise foi algo benéfico por ter melhorado a forma de planejamento das obras. Estou certo? WA – Não, não é por aí. Se não existisse essa crise e não tivéssemos essa queda de arrecadação de 8% de um mês para outro como foi anunciado pelo governador, já teríamos empenhado todos os nossos recursos sem precisar de toda essa seleção. Com a crise, precisamos otimizar os recursos. Se uma prefeitura do interior vem até nós precisando de uma obra, como eu disse anteriormente, temos de ser criteriosos na cobrança da execução do projeto. Acabamos precisando segurar recursos por conta de não termos certeza se ele fará falta em outro momento. E temos de nos preocupar de ter esse recurso no próximo mês. O ideal seria ter o dinheiro todo em mãos, liberar de uma vez para dar celeridade às obras e aí fiscalizar a execução. EM TEMPO – O prefeito Arthur Virgílio Neto reclama da colaboração do governo federal que se restringe apenas ao que está previsto em lei. Na visão dele, a colaboração poderia ser muito maior. A senhora concorda com essa tese? WA – Eu não vou concordar ou discordar porque não sei o que ele pede ao governo e em qual percentual ele é atendido. O que eu sei é que tudo que temos levado a ele (governo) tem sido atendido. A obra no Anel Leste foi aprovada, assim como a obra na avenida das Flores também. Pedimos recursos para fazer 25 orlas no interior do Estado e também fomos atendidos. Poderia fazer mais? Poderia. Nossa demanda é muito grande. Quando pedimos dinheiro para dez obras de combate à erosão, na verdade eu precisaria para 64. O que é ruim nesse processo com o governo federal é quando eventualmente atrasam o repasse. É como um carnê de lojas. Às vezes, atrasa.

Se não existisse essa crise e não tivéssemos essa queda de arrecadação de 8% de um mês para outro, já teríamos empenhado todos os nossos recursos sem precisar de toda essa seleção”

O procedimento é o seguinte: chegar com um projeto estruturado, com justificativa e Orçamento. Eles, no caso, o órgão do governo, analisam e nos chamam para uma defesa desse projeto”


Política

MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

Políticos se unem em torno do Pacto Federativo

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Seis a no máximo 12 meses” DILMA, em entrevista a um jornal alemão, “chutando” a duração da crise no Brasil.

Suspeita de fraude marca criação do Solidariedade O partido Solidariedade é alvo da Polícia Federal e do Ministério Público de mais de 300 inquéritos por fraude, para atingir o número mínimo de assinaturas do requerimento de registro na Justiça eleitoral. Até o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), servidor do Senado, e sua mãe, dona Carminha, estão entre os mais de 3.600 filiados ao Sindilegis, sindicato de funcionários do Legislativo, cujos nomes foram usados para compor a lista de “apoiadores” do Solidariedade. Investigação em curso Rodrigo Janot e Eugênio Aragão, vice-procurador eleitoral, endossaram suspeitas de fraude contra o Solidariedade, e pediram a investigação. Olha quem manda O Solidariedade é de Paulinho da Força, que liderou ato de desagravo a Eduardo Cunha. Ele foi investigado por desviar dinheiro do BNDES. Olha quem recebe O tesoureiro do Solidariedade é Luciano Araújo, citado na Lava Jato por ser portador de dinheiro sujo para o sobrinho, Tiago Cedraz. Olha quem ajuda Até a sogra de Paulinho da Força, dono do Solidariedade, foi indiciada pela PF sob a suspeita de falsificar assinaturas para a criação da sigla. No país da hipocrisia, maconha pode; cigarro, não O Supremo Tribunal Federal, que já condenou às masmorras o cigarro comum, decide agora se é crime manter um bocado de maconha para “consumo próprio”. O primeiro voto, favorável à droga, pode indicar a tendência de descriminalizar, garantindo

judicialmente clientela para o traficante. E fica combinado: neste país da piada pronta, será permitido se drogar, mas segue proibido vender droga. E fumar cigarro comum. Fumaça por fumaça… No debate sobre descriminalização, ignora-se convenientemente a palavra da ciência: maconha é mais prejudicial à saúde que o cigarro. O ‘direito’ de se drogar Para os “politicamente corretos”, essencial não é o mal à saúde, mas o “direito” do viciado – negado com cara de nojo ao fumante de cigarro. Polícia à distância Alguns dos defensores apaixonados da descriminalização querem só comprar seu suprimento de drogas sem se preocupar com a polícia. Missão impossível Delcídio Amaral (PT-MS) reclama dos trabalhos da Comissão de Assuntos Econômicos às terças e quartas. Pretende dividir em outros dias da semana, para não coincidir com as atividades de outras comissões. Mas os senadores não trabalham nem nos dias regulares. Só falta um O vice Michel Temer confidenciou a aliados sua vontade de abandonar a articulação política do governo, mas lembra que ainda falta a votação do projeto de repatriação de recursos para concluir o pacote fiscal. Dedo duro Eliseu Padilha (Aviação Civil) conta com a simpatia de Dilma: ele é o responsável pelos mapeamentos dos votos (e traição) dos aliados no Congresso. E agora pleiteia ocupar a pasta das Relações Institucionais.

Jornalista

Legisladores, prefeitos e governadores buscam alinhar suas propostas a um novo federalismo fiscal no Brasil DIVULGAÇÃO

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Presunção de Inocência Entre os defensores de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está Alberto Fraga (DEMDF). Ele justifica: “na mesma tábua de acusação, tem uma que o ex-presidente Lula recebeu R$ 27 milhões em 5 anos”. Fraga diz que vai defender o presidente da Câmara enquanto ele não for condenado. Comida à vontade Até 31 de julho, os deputados peemedebistas foram os que mais gastaram com alimentação: R$ 1,066 milhão. O partido é seguido pelo PT, com R$ 829,70 mil, e o PR, com R$ 563,28 mil. Bancada define... A bancada do PDT na Câmara já chegou a um nome para substituir o ministro Manoel Dias (Trabalho), trata-se do deputado federal Wéverton Rocha (MA). Rocha foi escolhido pelos deputados no início do mês. ...o substituto A substituição de Manoel Dias no Trabalho foi consentida por Dilma para segurar o PDT na base aliada. A expectativa é que Rocha assuma o ministério até 2016. O PDT deve ganhar as secretarias da pasta. Outra história O Itamaraty desmente que deu R$ 25 milhões para a construção da embaixada palestina no Brasil; o governo doou “só” o terreno. A doação à Autoridade Palestina foi realizada em 2010, pelo então presidente Lula: R$ 25 milhões para auxiliar na “reconstrução” de Gaza. Pergunta na situação Se defender o impeachment de Dilma é golpe, defender a permanência dela no cargo é contragolpe?

PODER SEM PUDOR

O ‘Mão Santa’ do DF Ao discursar na inauguração da Clínica da Família em Samambaia (DF), perto de Brasília, o então secretário de Saúde, Rafael Barbosa, fez um agrado no chefe. Disse que os pacientes beneficiados com o mutirão de cirurgias vem dizendo que só aceitam ser operados pelo cirurgião Agnelo Queiroz (PT), o etnão governador que vinha sendo escalado semanalmente para ajudar a diminuir a fila nos centros cirúrgicos dos hospitais do DF. Um gaiato aproveitou a deixa e gritou, do meio da platéia, arrancando gargalhadas: - É o Mão Santa!

Câmara e Senado estão discutindo com prefeitos e governadores um novo Pacto Federativo ALIK MENEZES

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ma das constantes reclamações dos prefeitos e dos governadores do país é que o governo federal não repassa recurso suficiente para algumas regiões do Brasil. Mas isso, entre outras coisas, pode mudar com a alteração do Pacto Federativo. Com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) desacreditado, parlamentares de todo o país se mobilizam para que um novo pacto passe a vigorar até fim do ano. Definido na Constituição da República, nos artigos 145 e 162, o Pacto Federativo ou Federalismo Fiscal atribui, entre outras coisas, as competências tributárias dos municípios e Estados, encargos e serviços que cada um está responsável. Aproveitando esse enfraquecimento do governo, os políticos, que divergem em muitos assuntos, estão historicamente unidos com o objetivo de conse-

guir mudanças no pacto tanto no Senado, que já tem uma lista com 20 propostas, quanto nas casas legislativas. Entre as principais e mais urgentes estão mudanças na divisão da arrecadação do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), além do rateio dos recursos da União destinado à saúde. No Amazonas, por exemplo, a proposta dos parlamentares é a criação de novos municípios. Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado David Almeida (PSD), irá propor uma quinta proposta ao texto do Pacto Federativo apresentado pela Assembleia de Santa Catarina. “Iremos propor que as Assembleias tenham autonomia quanto à fusão, desdobramento e a criação de novos municípios. Algo que foi tirado das casas legislativas com a Constituição de 88”, disse o parlamentar. Essa proposta será anexada a quatro outras que foram apresentadas por deputados que in-

tegram o Fórum Parlamentar do Pacto Federativo da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Eles estiveram em Manaus no dia 10 deste mês para apresentar a proposta. Propostas As propostas dos catarinenses são quatro: dar autonomia para os Estados legislarem sobre a descriminalização, propaganda comercial e agronegócios; incluir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Imposto sobre Importação (IPI) e o Imposto sobre grandes fortunas (que poderá ser criado) na repartição de recursos com Estados e municípios, aumentar a parcela dos Estados (FPE) de 21,5% para 31,5% e dos municípios (FPM) de 22,5% para 32,5%; permitir que eleitores apresentem emendas à Constituição Federal; tornar obrigatória a destinação de 10% da receita corrente bruta da União para investimentos em saúde pública (artigo 166 da CF).

Distribuição de renda na pauta Para o prefeito do município de Juruá e secretário-geral da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Tabira Ferreira, a insatisfação quanto aos recursos repassados aos municípios é muito antiga. Mas com a mobilização que está havendo há alguns meses, é possível acreditar que mudanças ocorreram em breve. Para ele, o Poder Legislativo sempre foi subserviente e só aprova interesse do Poder Executivo. “A AAM tem participado efetivamente dessas discussões e da mobilização para que sejam feitas as mudanças

no Pacto Federativo”, disse o gestor. Segundo Ferreira, a principal mudança está diretamente ligada à distribuição de renda. “Os prefeitos estão custeando sozinhos muitos programas que deveriam ser financiados pelo governo federal”. Sem a verba necessária, o prefeito afirma que não a como investir em programas básicos de assistência, merenda escolar, remédios e transporte dos alunos. “Ao invés de transferir a responsabilidade de administração desses programas para o

poder municipal, o governo federal deveria transferir os recursos para execução dessas ações. Do jeito que está quem perde com isso é a população”, afirmou. Para o cientista político Tacius Fernandes, muitos Estados podem não concordar com as propostas ao pacto, mas quem ganha mesmo, na atual Constituição, é o governo federal. “O novo Pacto Federativo vem para redistribuir melhor, como de fato deve ser feito. Porque o governo federal dificilmente enxergará as dificuldades dos municípios longínquos”, avalia.


Política

MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

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PCdoB e PT lideram número de filiados no Amazonas Estado detém 8,17% de eleitores inscritos em algum partido político. Nos últimos 13 anos, crescimento foi de 75%

STÊNIO URBANO

A

pouco mais de um mês para o término do prazo legal para o troca-troca partidário e filiações em partidos políticos para aqueles que desejam disputar algum mandato eletivo ou majoritário nas próximas eleições, um dado chama atenção: o Estado possui 8,17% de eleitores aptos filiados a algum dos 32 partidos políticos registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual parece pequeno, mas em 13 anos, entre os anos de 2002 e 2015, o número de eleitores filiados a algum partido cresceu 75%, se comparado ao restante do país. No Amazonas, os dados apontam que a cada 12 eleitores, um é filiado a uma agremiação política. Dados do TSE mostram que o Amazonas possui 2.230 milhões de eleitores e, aproximadamente, 182,1 mil são filiados a algum partido político no Estado. Desse número, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) lidera a preferência dos amazonenses que militam em partidos, com 20,8 mil filiados. Seguindo a lista, o Partido dos Trabalhadores (PT) possui 16,2 mil e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com 12,4 mil militantes. Embora envolvido em supostos casos de corrupção, o PT é a agremiação que mais se destacou no Amazonas neste período, registrando um aumento de, aproximadamente, 196,5%. A legenda perde apenas para o PCdoB, que tomou a dianteira da preferência dos filiados nos últimos anos no Estado. Abaixo dos três primeiros partidos com mais filiados aparece o DEM, em quarto lugar, com 11.248 filiados, seguido do PSDB, com 10.617. Segundo o presidente estadual do PCdoB, Edilon Queiroz, o partido não faz apenas política em período eleitoral, mas vive a política como ciência

todos os dias. “Estudamos a sociedade em todas as suas vertentes. Trabalhamos com vários movimentos sociais. Trabalhamos com a agricultura familiar, no campo, com os movimentos juvenis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), e União da Juventude Socialista (UJS). Temos a frente de atuação das mulheres. Temos o movimento negro, do índio, dos trabalhadores. Isso faz do partido um organismo vivo”, defendeu o dirigente. Edilon argumentou que a agremiação vive em constante atividade e que “muita gente” vai ao partido, mas também muitos saem porque chegam à sigla imaginando ser igual aos outros. “Uns se decepcionam e vão embora, outros ficam”, disse. Sobre as eleições de 2016, Edilon Queiroz garante que o PCdoB lançará chapa própria, tanto de candidatos a vereadores quanto majoritária. Indagado sobre o nome da deputada Alessandra Campêlo para a disputa à Prefeitura de Manaus, ele não vacilou. “A Alessandra é um nome forte, uma mulher forte, corajosa, determinada. Se o partido a escolher como o nome, tenho certeza que ela dará conta do recado”, assinalou. Não sendo um dos grandes em número de filiados no Amazonas, com apenas 3.741 militantes, segundo o TSE, o Partido Social Democrata (PSD), que tem como presidente regional o senador Omar Aziz, prepara uma virada nas próximas eleições, com candidaturas proporcionais e majoritárias no interior do Estado. “O PSD terá candidatos em todos os 62 municípios do Amazonas, seja para prefeito, vereadores, vice-prefeitos. Acredito que ainda é muito cedo para falar em um apoio mais efetivo, pois temos até maio e junho de 2016 para o fechamento dessas questões”, adiantou o secretário-geral do partido, Paulo Radin.

‘PSB está pronto para 2016’, diz socialista Com 5.630 filiados no Amazonas, conforme dados do TSE, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) se prepara para “enfrentar” as urnas nas eleições municipais do próximo ano. “Aumentamos muito os nossos candidatos. O PSB está pronto para disputar a eleição com chapa própria e completa. Com destaque para as candidaturas femininas que nessa eleição serão protagonistas do processo, pois temos inúmeras mulheres com chances reais de vitória”, disse. Indagado sobre as alianças partidárias para as eleições de

2016, Serafim diz que ainda é cedo para afirmar como serão os trâmites políticos. “Ainda não sabemos bem quem serão os candidatos. As eleições do próximo ano serão discutidas de forma ampla e democrática com nosso partido, mas somente em 2016”, assegurou. Já o líder do Democratas (DEM) no Estado, o deputado federal Pauderney Avelino, afirmou que seu partido, que contabiliza 11.249 filiados no Amazonas, cresceu tanto em nível regional quanto nacional. “Para o DEM, o próximo pleito representa uma grande opor-

tunidade para uma obter uma bancada maior na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Para isso, a sigla pretende reeleger os vereadores Therezinha Ruiz e Ceará do Santa Etelvina e ainda eleger dois ou três nomes”, projetou Avelino. No último dia 15, a legenda realizou sua convenção em Manaus de forma a preparar o partido para disputar as eleições de 2016. Pros planeja crescimento Com apenas 2 anos de fundação, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros),

comandado pelo governador José Melo, tem buscado atrair mais militantes à legenda. Atualmente, a sigla contabiliza apenas 1.139 filiados no Estado, segundo dados do TSE. “Não tenho dúvidas de que o partido só cresce. Ainda temos mais de um ano para as eleições e ainda é cedo para se falar em alianças, mas estamos nos movimentando internamente”, garantiu o secretário-geral da legenda, Radyr Júnior. Ele acrescentou que a direção regional do partido tem buscado alianças em todo o Estado.

Partidarismo em xeque Terceiro colocado nas últimas eleições para governador do Estado, o ex-deputado Marcelo Ramos, ainda sem partido, afirma que até o final deste mês definirá a sua situação partidária. Segundo ele, “forças superiores” querem impedir que seu nome seja colocado na disputa eleitoral em Manaus. “Naturalmente, sou candidato a prefeito. Obtive 17,5% de votos em Manaus nas eleições passadas. Há inclusive um clamor de parcela da população que enxerga em mim como a única possibilidade real de rompimento com essa velha política do passado, que com acertos e erros, cumpriu o seu papel na história”, disse o pré-candidato. Segundo Ramos, apesar de o Estado estar vivenciando transformações políticas deste século, a população Sem legenda, Marcelo Ramos critica sistema partidário do país

ainda é governada por pessoas com cabeças no século 19. “Se avaliarmos, o prefeito de hoje é o mesmo de 1988. Com todas as qualidades que ele possa ter, ele não é desse tempo”, desabafou Marcelo, se referindo ao prefeito Arthur Neto, do PSDB. O político acredita que é preciso refundar o sistema partidário brasileiro. “O atual sistema é antidemocrático, em que a sociedade já não consegue se enxergar nos partidos políticos brasileiros. Se pegarmos todos os cinco grandes partidos do Amazonas, todos, sem exceção, têm os mesmo donos há mais de 10 anos. É obvio que a sociedade não se enxerga nisso. Os partidos ficam lutando para acabar com as reeleições gerais, mas querem reeleições perpétuas para os seus presidentes de partidos”, finalizou.


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Política

MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

Senadores articulam criar bancada da Amazônia

Proposta vai ser aprofundada na próxima terça-feira e objetivo é lutar pelas necessidades em comum de cada Estado

DIVULGAÇÃO

– mecanismo de realocação de receitas federais – até 31 de m defesa aos interesses dezembro de 2023. dos Estados da Região O senador petista Paulo RoNorte, na próxima ter- cha, do Pará, foi quem sugeriu ça-feira, parlamentares a união dos parlamentares da do Amazonas e de Estados vi- região amazônica, na formação zinhos se reunirão em Brasília de um grupo para lutar pelas nepara definir detalhes da criação cessidades em comum de cada da Bancada da Amazônia. O Estado. “Durante a conversa tiencontro entre senadores de vemos a ideia de articular a bantodos os Estados nortistas está cada para cuidar dos interesmarcada para ses da região. às 14h (horário Tanto pontos de Brasília), já em comum, para definir a MOVIMENTO como especicoordenação Movimento encabeçado ficidades de da bancada e por senadores da Recada Estado. pautar os pon- gião Norte em Brasília É importante tos em comum querem reunir também unirmos forças que afetam a deputados federais dos para cuidar do população do sete Estados da reque é nosso”, Norte. defendeu Rogião. Ideia da bancada A ideia da é do senador do Pará, cha. formação da Paulo Rocha A ideia dele é “colisão norque a bancada tista” surgiu na seja composta última quartanão somente feira durante uma conversa in- por senadores, como também formal entre os senadores, mo- por deputados federais de todos mentos antes de reunirem-se os sete Estados da Região Norcom o vice-presidente da Repú- te. “Acho importante que a lideblica, Michel Temer (PMDB-SP), rança seja compartilhada entre para protestar contra a Propos- dois senadores e um deputado ta de Emenda à Constituição federal”, afirmou Paulo Rocha, (PEC 87/15), que quer reduzir os que acrescentou que deverá resinvestimentos de empréstimos, ponder pela liderança, junto com prorrogando a desvinculação mais dois parlamentares. de Receitas da União (DRU) Apesar de especulações aponIVE RYLO

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Senador Paulo Rocha (PT-PA) quer reunir congressistas da Região Norte na bancada da Amazônia para defender interesses regionais

tarem que o senador Omar Aziz (PSD) poderia também estar à frente da nova bancada, a informação não foi confirmada pelo senador paraense. Ele explicou que somente após a reunião, poderá divulgar os nomes dos representantes. O coordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, Omar Aziz (PSD), viu

na sugestão do parlamentar petista uma importante ferramenta na luta dos interesses amazônicos. “Será no mesmo modelo da bancada do Amazonas. Vamos respeitar as diferenças de cada um, os interesses próprios de cada Estado. Mas vamos trabalhar os pontos comuns, independentemente de partido. Vai ficar muito mais

difícil aprovarem algo no Senado que atinja os interesses da Amazônia se a bancada estiver unida”, ressaltou. A senadora Sandra Braga (PMDB) também apoia a criação da bancada, e salientou que a união das forças é importante para defender as questões da região. “Entre essas questões estão a aviação regional, a

necessidade de políticas públicas adequadas à região (como oferta de serviços de saúde e educação que atendessem os amazônidas que vivem fora das cidades), melhoria dos serviços de energia e telecomunicações (telefonia fixa e móvel, internet), combate ao desmatamento ilegal, entre outras”, especificou Braga.


Caderno B

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REPRODUÇÃO

Economia

Construtoras apostam na classe A Economia B2

Verão aquece o mercado de gelados em Manaus

FOTOS: DIEGO JANATÃ E RAIMUNDO VALENTIM

Dos sorvetes ao tradicional rala-rala, empresários e ambulantes comemoram aumento dos lucros com o calor amazônico

Enquanto a maioria das pessoas reclama do calor excessivo em Manaus, empresas do mercado de gelados, por outro lado, estão satisfeitas com aumento do consumo de bebidas como a água ASAFE AUGUSTO

P

rodutos que possuem a “cara” do verão como sorvetes, água, sucos e o tradicional rala-rala, além da novidade das paletas mexicanas, estão fazendo a alegria dos empresários nessa época do ano em que as pessoas reclamam do calor. Enquanto alguns se queixam, os donos das indústrias e dos pontos de vendas destas mercadorias comemoram os bons lucros que aumentaram junto com a alta da temperatura. Na Hermanos Paleteros, na Zona Centro-Sul, as paletas mexicanas têm uma boa saída de vendas. De acordo com o proprietário Gustavo Garcia, o investimento foi válido, pois o empreendimento já apontou o crescimento de 30%. “Mesmo com um pouco da queda da novidade das paletas mexicanas em São Paulo e outros Estados, no Amazonas, as vendas se mantêm. Em período de férias escolares, as vendas costumam ser maiores, contudo, nosso público é diferenciado, pois nosso ponto se encontra em uma praça de alimentação, se tornando mais atrativo”, conta o empresário. Gustavo revela que investiu no novo negócio pelo fato de ter se tornado uma febre e uma opção de aumento de renda. “Nesse verão, com certeza, iremos vender mais que o normal. A nossa atração será o cartão de fidelidade, promoções e brindes que surgirão no decorrer das semanas e só sendo clientes fiéis para usufruir”, afirma. Picolé Não são apenas as paletas mexicanas que fazem sucesso no verão. O tradicional picolé continua sendo o “queridinho” do consumidor até

mesmo pelo preço mais em conta do produto. O agente de portaria conhecido como “Ceará”, 64, que há 30 anos vende picolé nas ruas do centro da cidade para obter uma renda extra, garante que o produto tem uma boa procura. “Para não ficar o dia todo parado, comecei a vender picolé. Estou com a cabeça branca, mas continuo a trabalhar. Neste ano, estou com um lucro muito bom. Vendo até mais rápido. Quando me dou conta já terminou e vou para o meu outro serviço”, diz. “Ceará” afirma que, por dia, ganha R$ 50 a mais nesse verão com a venda de picolé.

Sorveteria amplia faturamento De acordo com o supervisor de vendas da Sorvete Toya, Charles Jorge Araújo, houve um crescimento de 20% neste mês. Porém, ele lembra que em 2014, nesse mesmo período, a sorveteria apontou crescimento de 30%. “A crise deixa as pessoas retraídas. Para vencer, estamos acompanhando o mercado e lançando sempre novidades. O que vende muito hoje são as paletas mexicanas. Nós estamos produzindo as minipaletas, que atrai bastante o público amazonense. Apesar dos produtos novos e mesmo com tanto calor, não estamos vendendo como esperávamos”, observa o supervisor.

COCO

Outro grupo que tem aproveitado o calor para lucrar são os vendedores de cocos, que comercializam o produto, em média, por R$ 5, embora alguns estejam vendendo aopreço de R$ 7

Dindin Outro que gosta do aumento do calor é o pedreiro que se identificou como “Edson”. Ele aproveita a alta na temperatura para vender água na rua. Segundo ele, comercializar o líquido é uma alternativa para a falta de oportunidades de trabalho. “Edson” afirma estar surpreendido com o lucro. “Trabalho vendendo água e dindin há poucos meses porque vi que estava tendo essa abertura para ganhar dinheiro. Como estou sem emprego na minha área, me sustento com a venda desses produtos que são bastante procurados nesse calor”, destaca.

O ambulante Jean Vilaire, 42, saiu do Haiti, e está há poucos meses em Manaus. Ele conta que trabalhava no Centro, mas por conta da fiscalização, agora trabalha no bairro São Jorge, na Zona Oeste da capital amazonense. Para Jean Vilaire, as vendas no Centro estavam ótimas, pois lá a clientela era maior. Agora no São Jorge, ele afirma que as vendas estão “mais ou menos”, mas mesmo assim o calor ajuda. “O rala-rala é bastante procurado aqui porque o calor está muito forte, então as pessoas compram demais, porque combate o calor e é gostoso”, conta o ambulante.

Novidade das paletas mexicanas caiu no gosto do manauense

Aumento nos lucros de 30% O sócio da distribuidora de bebidas Azul Gelado, Mário Araújo, 35, conta que espera por uma melhora maior na saída de produtos. As vendas do estabelecimento deles já aumentaram 30% nesse verão. “Mesmo nesse período ruim no país, tenho uma boa expectativa porque o calor está forte e não tem jeito, a pessoa vai buscar alternativas para se refres-

car. O dono do bar ganha e ganho também”, avalia. Mesmo com alguns ambulantes e empresários comemorando a alta nos índices de vendas, alguns empreendimentos crescem timidamente. Para driblar a falta de vendas, eles buscam alternativas para ultrapassar a crise econômica que atrapalha no rendimento da distribuição dos produtos.

Vendedores ambulantes ganham um extra com rala-rala


Economia

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MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

Construtoras miram nos projetos de alto padrão REPRODUÇÃO

Mesmo com a crise, as empresas investem na construção de empreendimentos voltados para a classe A, em Manaus

Há 27 anos em atuação, em Manaus, a construtora Colmeia continua a ser atraída pelo mercado local e investe em empreendimentos cujos valores de apartamentos chegam a custar R$ 2 milhões ALIK MENEZES

A

pesar da crise econômica que afeta diretamente as vendas de apartamentos, algumas empresas apostam na construção de empreendimentos de alto padrão voltados para a classe A em bairros nobres de Manaus. Com 27 anos de presença em Manaus, a construtora Colmeia é uma dessas empresas que se sentem atraídas pelo mercado manauense, quase três décadas depois de apor-

tar na capital amazonense. Segundo o presidente do grupo, Otacílio Valente, o mercado está mais seletivo e o ideal é investir em empreendimentos exclusivos. “Continuamos a investir em empreendimentos para a classe alta. Esse é o publico que, nesse período de crise, sofre menos. Provavelmente, as classes média e baixa possuem mais dificuldades, por este motivo, focamos nesse público classe A”, conta o executivo. A construtora Colmeia tem

prédios em áreas nobres como nos bairros Ponta Negra e Adrianópolis. Os valores de seus apartamentos variam de R$ 350 mil a R$ 2 milhões. Expansão Conforme Valente, há a possibilidade de a construtora chegar ao município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), onde, nos últimos meses, alguns condomínios têm sido construídos destacando como diferencial o contato com a natureza. “É uma possibilidade. Vamos pesqui-

sar e quem sabe poderemos investir lá também”. Para Valente, o segmento continua em crise, mas é importante que os empresários pesquisem e sejam ousados para investir em condomínios luxuosos em áreas nobres da cidade. “Todas as atividades econômicas estão em declínio, mas o mercado tem que continuar a atuar. Precisamos ter o juízo de não fazer investimentos duvidosos e pesquisar antes de investir porque há redução da demanda”, diz. Apesar da queda nas ven-

das no cenário nacional, Valente não acredita em campanhas que ofereçam descontos para aquecer as vendas. “Existe de fato uma redução de preços em algumas empresas que estão com dificuldade de vender, seja por superoferta ou porque o produto delas estava muito alto. Mas, não acredito que essa possibilidade aconteça conosco, pois nossos preços já eram equilibrados”. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Construção Civil do Estado

do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Leite, o mercado da construção civil passa por dificuldade há uns 3 anos. Neste ano, a perspectiva de crescimento era de 1%, mas piorou com o passar dos meses. “A crise cresceu. Agora acreditamos que o setor não vai crescer nada até o fim do ano”, disse. Mesmo com crise, Lopes acredita que este é um bom momento para investir. “Há empresas dando descontos de R$ 350 mil”, lembra o presidente do Sinduscon-AM.

REPRODUÇÃO

IMÓVEIS

Capital Rossi aposta no ‘Feirão’ Quem pretende comprar imóvel tem a opção de recorrer aos chamados “feirões”, que oferecem descontos e vantagens para o consumidor que desejar realizar o sonho da “casa própria”. Até o próximo dia 30 de agosto, por exemplo, a Capital Rossi realiza o “Super Feirão Capital Rossi”, na praça central do Amazonas Shopping, na Zona CentroSul da cidade. O “feirão” acontece no horário de funcionamento do centro de compras e dispõe de diversas opções de apartamentos prontos para morar. No local, o cliente tem a oportunidade de sair com o “negócio fechado”. São mais de 20 opções de condomínios localizados em diversos bairros da cidade, entre eles, Centro, Adrianópolis, Tarumã, Ponta Negra, Parque 10, Flores, Cachoeirinha, entre outros. Do total de empreendimentos ofertados, apenas quatro estão em fase de obras. Dos que já foram

entregues e estão disponíveis no Super Feirão, quatro são da “família” Life - o Parque 10, Centro, Da Villa e Ponta Negra. Existem ainda apartamentos disponíveis no Vivendas do Rio Negro Praças, no bairro de Santo Antônio e Vivendas do Aleixo Praças,

OFERTA

Enquanto algumas empresas concedem descontos de até R$ 350 mil, a Capital Rossi oferece condições especiais de financiamento para os clientes que comprarem imóveis com a construtora no bairro Aleixo. Todos da “família” Ideal também já foram entregues e estão aptos para ser adquiridos durante o feirão, que são o Ideal Torquato, localizado no bairro Tarumã e o Ideal Flores da Cidade, que fica no bairro Flores, na

Zona Centro-Oeste. Facilidades As facilidades oferecidas pelo “feirão” são o ato parcelado, pois caso o cliente não consiga financiar 100% do imóvel, a Capital Rossi facilita o pagamento. Existe também o saldo congelado, quando o cliente fica com saldo sem correção durante o período de até 90 dias. Outros benefícios oferecidos são o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e registro por conta da empresa Capital Rossi, o benefício da adimplência premiada - pois quem paga em dia ganha bônus -, e as mensais fixas, sem ajuste do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) até a entrega das chaves. Informações Para obter mais informações, os interessados devem consultar os corretores durante o evento, ligar para 3212-3212 ou acessar o site capitalrossi.com.br/superfeirao.

Empreendimentos da “família” Life compõem uma das ofertas da Capital Rossi em Manaus


Economia

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Linha branca é a aposta da indústria para o Natal O

s produtos da linha branca são a principal aposta da indústria amazonense para o fim de ano. Geladeiras, máquinas de lavar e os condicionadores de ar, esses últimos indispensáveis neste período de calor intenso, aquecem a produção das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), que esperam ampliar as vendas para superar a crise. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o crescimento da atividade para a data, no geral, deverá ser de 3% em relação ao ano passado, o pior aumento de vendas de um ano para o outro desde 2004, segundo a entidade. Para a indústria de bens e equipamentos, em um melhor cenário, a previsão é que o segmento permaneça estável, mas insuficiente para compensar a forte queda verificada para o final deste ano. Varejo A aposta da indústria amazonense terá reflexo nas lojas do comércio que atuam com os produtos da linha branca.

A tendência é que ocorra um aumento nas vendas desses itens também no comércio local. Por sua vez, o consumidor aderiu à preferência de produtos da linha branca como: ar-condicionado, geladeira, e fogão, entre outros, segundo constatou o EM TEMPO junto ao comércio varejista da ca-

CRESCIMENTO

Na comparação com o mesmo mês de 2014, as vendas varejistas avançaram 0,6% em agosto, segundo dados divulgados na semana passada, pelo Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE) pital amazonense. Segundo os lojistas, a questão da proximidade do verão é o pico das produções desses produtos na indústria do parque fabril de Manaus. Para atender a demanda, algumas empresas deverão contratar, aproximadamente, 300 pessoas nesse período. Pesquisas ainda mostram que o ritmo, hoje, apesar da demanda por esses produtos,

está ainda baixo na comparação com os anos anteriores. No entanto, apesar de tímido, atualmente, esse ritmo deverá aumentar, nos próximos meses, com a proximidade da época de final de ano. “As empresas tentam desovar os estoques, procurando atender aos pedidos, principalmente, em áreas como a de informática. Já na parte de ar-condicionado, as empresas estão com boas encomendas em função do clima que está pairando em todo país”, avalia o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo da Costa. Liquidações Para tentar recuperar mercado até o Natal, as lojas devem apostar em liquidações. “A arma principal são as promoções mais intensas neste final de ano. Os empresários varejistas devem buscar junto às indústrias e aos seus fornecedores, condições melhores para repassar e atrair o consumidor pois ele está represado.”, afirma o gerente da TV Lar, Mário Portela. Segundo ele, o crescimento nas vendas da TV Lar, neste período, será de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

Produtos da linha branca também serão a aposta do comércio varejista para a época de Natal IONE MORENO

LINDIVAN VILAÇA

FOTOS: IONE MORENO

Produtos como geladeiras, máquinas de lavar, fogão e condicionadores de ar aquecem a produção do parque fabril local

Encomendas devem aumentar De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, diferentemente dos anos anteriores, as encomendas ainda estão fracas em relação ao ano passado. Segundo ele, não há perspectiva de aumento sensível da área industrial. “Inclusive, o número de contratações temporárias neste ano deverão ficar bem abaixo dos anos anteriores, devido à falta de confiança do consumidor”, acrescenta Périco. Gastos Quando questionados sobre o que pretendem fazer com o 13° salário, 57% dos entrevistados responderam que vão utilizar para o pagamento de dívidas já contraídas, enquanto que no ano passado 64% disseram o mesmo. Essa queda demonstra que há uma melhora da economia

com o crescimento da renda, do emprego e o crescimento do crédito reduziram as dívidas pendentes destes consumidores. Para a dona de casa Elaine, 26, parte do 13° servirá para pagamentos de dívidas, e a outra será para a compra de presentes. “Para não parcelar tanto, prefiro comprar a vista, aproveitando os descontos”, conta. Retração Segundo economistas, além da incerteza, o alto endividamento das famílias, o crédito limitado e a lentidão do comércio desde o início do ano elevam o pessimismo para o Natal, que é o “carro-chefe” do setor para o ano. Por conta dessa situação, a expectativa ficou em baixa, as encomendas foram discretas e as perspectivas para contratações de temporários poucos animadoras.

Cliente ouve explicação do vendedor sobre a máquina de lavar ofertada numa loja da cidade

Eletrônicos também vão ser destaques Os setores que se destacaram no comércio tiveram influência de promoções e liquidações de produtos como telefones, iPads (tablets), aparelhos de TVs e roupas, visto que o fim de ano não deverá ser muito bom para o comércio, conforme previsões do setor. Na indústria, nem todos estão otimistas. Para o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo da Costa, o ambiente econômico continua o mesmo de dezembro do ano passado. Segundo ele, os resultados naquele período foram bem melhores do que as expectativas de queda de 0,5% na comparação mensal e de recuo de 0,9% na base anual.


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Economia

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Depois de se acostumar a uma vida que permitiu a muitas pessoas a aquisição de bens de consumo como eletrodomésticos, carros e até mesmo viagens de avião, agora a nova classe média encara a crise econômica que reduziu o poder de compra e corre o risco de voltar a ser pobre como há 10 anos, avalia sociólogo EMERSON QUARESMA

A

té 2013, a manicure Elna Almeida Ramos, 32, conseguiu realizar alguns dos seus sonhos de consumo. A professora Fabiana Gomes, 23, também foi no mesmo rumo. Enquadradas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) como pessoas de família da classe média (classe C) - por conta da renda familiar -, as duas, que não se conhecem, não tinham certeza que estavam encaixadas nessa camada social. Sabem apenas que se vive um momento econômico difícil, o que as levou a tomar decisões comuns, como a de adiar outras metas de vida. Mãe do Carlos Eduardo, de 2 anos e 8 meses, e casada com o instalador de antenas de TV por assinatura Anderson Alves, 35, a manicure apenas desconfiava ser da classe média, porque nos últimos anos adquiriu o serviço de internet em casa. “Há algum tempo ter internet era somente para quem podia pagar. E hoje, para nós, é como a necessidade de pagar as contas de água e luz”, explica. Elna, que faz atendimento em domicílio, aos finais de semana, há mais de 12 anos, e no salão da cunhada, há 3 anos, acumula hoje com o marido uma renda média familiar de R$ 2 mil mensais. Ela conta que, na

época que a renda ultrapassava R$ 2,5 mil, quando trabalhava numa fábrica do Polo Industrial de Manaus (PIM), realizou sonhos como a construção da casa de alvenaria no lugar da de madeira, no bairro Japiim, Zona Sul, e a renovação dos eletrodomésticos da casa e da cama. Mas, o principal foi a aquisição do carro. “Não foi tão difícil comprar as coisas porque eu trabalhava empregada e quando a empre-

RENDA

Conforme a FGV, uma família classe média (classe C) tem renda mensal entre R$ 1,7 mil e R$ 7,4 mil, a média alta (classe B) entre R$ 7,4 mil e R$ 9,7 e a alta (classe A), acima de R$ 9,7 mil sa faliu, em 2011, nós recebemos o FGTS e daí eu pude comprar geladeira, fogão, duas TVs – uma para sala e outra para o quarto - e uma cama nova. Tudo à vista. Depois dessa compra toda a perseguição do sonho foi por um carro, que não era luxo, era necessidade por conta da gravidez do Carlos Eduardo”, lembra. Hoje, só quem tem trabalho fixo em casa é o seu marido, mas que ganha por produção.

A manicure Elna Ramos, com o filho Carlos Eduardo, acredita na recuperação da economia

Antes disso, ele trabalhou nas obras da Copa do Mundo em Manaus, como pedreiro. Até aquele ano de 2014, com os problemas mecânicos do carro, que foi comprado usado, a busca era pelo carro zero. Eles não esperavam, contudo, que a situação ia ficar apertada com a diminuição da renda com a queda nos serviços de manicure e a mudança de emprego de Anderson. “Até um tempo atrás nós pensamos em vender o carro para comprar um zero. Mas, agora, com todos os problemas, nós vamos ter que nos virar com ele até nos recuperarmos. Mesmo que vendêssemos o carro, não teria como dar entrada em outro. Agora vamos pagar algumas dívidas, até o final do ano, e começar a juntar no ano que vem para tentar comprar o carro novo até 2017”, explica a manicure. Para segurar as pontas em casa, Elna, que atendia as clientes apenas nos sábados e domingos e chegava a faturar até R$ 200 por fim de semana, agora começou a atender quinta e sexta-feira e faz apenas R$ 150. “Teve uma queda no serviço de maio até agosto bem grande, tanto em domicílio quanto no salão. As clientes faziam as unhas praticamente todos os finais de semana, mas agora elas agendam de quinze em quinze dias e às vezes até um mês”, aponta.

U

s Uma vida de classe média

O volume de financiamento de veículos caiu na praça pela falta de crédito no mercado

Há 3 anos, a professora Fabiana realizou um desejo de consumo, que foi a compra do cachorro Dean, da raça Cofap. Membro da família, os custos de alimentação e veterinário com ele são em média R$ 200 mensais. Uma aquisição típica da classe média alta, que no atual momento, para ela, não há crise que supere o amor pelo cãozinho. Do Dean, a professora, que mora no bairro Coroado, Zona Leste, não abriu mão, como também da TV LED, da geladeira e do fogão novos. Ela e a mãe, a gestora escolar Claudete Gomes, 48, contudo, sentem muito por não terem

aproveitado o melhor momento econômico familiar para resolverem metas como a reforma da casa e o financiamento do carro. Com renda mensal de R$ 4,5 mil, Fabiana diz que não sentiu muito a crise, porque ela e a mãe pararam de fazer as compras mensais para casa, por conta do trabalho. “Passamos o dia fora de casa e consumimos na rua. Tanto que não dá nem para receber visitas, porque a geladeira está quase sempre vazia”, comenta. Ao passo que se controlam nos gastos, Fabiana observa que, mesmo sem o poder para financiar um carro, o automóvel poderá tornar-se realidade em breve com a nova vaga de professora que assumiu, há duas semanas, via concurso da rede estadual de ensino, que elevará a renda família para R$ 5,8 mil. Mas, antes se concentrará na melhoria da casa. “Queremos ajeitar primeiro a casa para poder ter o carro com garagem”, diz. As realizações só não serão possíveis, em médio prazo, se ela efetivar uma vontade que alimenta há algum tempo. “Quero sair de casa para tomar conta da minha vida. Se isso acontecer terei que pagar aluguel, comprar as minhas coisas e aí eu vou voltar à classe C”, afirma de forma descontraída. “Mas ainda está tudo na cabeça”, conclui.

O amor das professoras Fabiana e Claudete pelo cãozinho Dean supera o momento de crise economica


Economia FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

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CLASSE

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‘Viajar ficou muito caro’ O enfermeiro Mário dos Santos Aguiar, 29, conseguiu comprar o carro e fazer viagens pelo Brasil, mas não conseguiu se organizar em tempo para realizar o sonho de conhecer Miami. De uma família com renda média de R$ 7,5 mil, ele conta que quando os seus planos começaram a se conectar para ir ao Rio de Janeiro, com o objetivo de tirar o visto na embaixada norteamericana, o dólar começou a ultrapassar a faixa de R$ 3,20. “Tudo ficou muito caro. As agências até lançaram promoções de passagens mais baratas para o Rio e para Miami. Mas, não ia conseguir fazer o que eu

queria nos Estados Unidos [da América] (EUA), porque ao chegar lá a hospedagem, a alimentação e os produtos que gostaria de comprar sairiam muito caros. Não valeira a pena. O jeito é esperar a poeira baixar”, comenta. Histórias como a de Mário refletem na queda das reservas de voos internacionais no Amazonas. De acordo com a gerente operacional da Amazon Explorer’s, Rejane Dias, a procura por reservas nos últimos meses caíram até 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Para o final do ano, já há sinais de queda de 15% para destinos como Miami e Orlando.

C DESILUDIDA

Uma recessão de

sonhos adiados

Camada que se desmancha A nova classe média brasileira está se “desmanchando” aceleradamente em todo o país. A afirmação é do sociólogo mineiro, doutor em ciências sociais Rudá Ricci. Membro do Fórum Brasil de Orçamento e do Observatório Internacional da Democracia Participativa, ele avalia que a desestruturação ocorre nesse momento de crise econômica porque o principal motor de formação dessa camada social é o consumo, que agora está com combustível na reserva. Na avaliação de Rudá, a nova classe média, que para ele se trata de uma classe trabalhadora, que na última década passou a ter crescimento na renda e consequente poder de compra,

A nova classe média está se desmanchando muito aceleradamente, porque o principal motor desse segmento é o consumo Rudá Ricci, sociólogo

ainda estava em processo de formação de uma identidade social - mesmo que muito atrelada ao consumo -, agora volta ao status de uma camada social formada por sobreviventes. “Muita gente que passou a pintar as unhas, o cabelo e pagar serviços domésticos com certa frequência; a comprar, carro, celulares, TV de tela plana e a viajar de avião. Mas, agora, com o corte do crédito e sem um aumento real na renda familiar que limitou o poder de compra, o cidadão da classe C começa a tentar sobreviver à maneira que mais se adéqua a ele”, observa. Para o doutor em ciências sociais, a recessão econômica foi provocada por um

pacote do governo federal, fruto de uma decisão política equivocada. “É diferente de uma crise de demanda represada. É um pacote monetarista como o adotado pela Grécia. Havia muitas outras soluções, pois, em 2013, não havia profundidade na crise econômica ao ponto de gerar o pacote que foi gerado. Agora, é uma situação que pode levar a nova classe média voltar a ser pobre, como há 10 anos”, aponta. A situação social das famílias deve se agravar, conforme Rudá, principalmente com as crianças de hoje. “Imagina o filho dessa família que nasceu na ascensão econômica. Filhos de pais que não saíram em nenhuma manifestação porque estavam absolutamente contente com atos políticos governamentais. Porque para ele é muito difícil entender o que está acontecendo. Certo é que o nível de descontentamento é muito grande, mas de maneira geral a situação política não é muito nítida para ele”, observa. O sociólogo explica que a definição de classe social no país, criada pelo economista da FVG Marcelo Neri, segue uma linha liberal que busca enquadrar as pessoas numa determinada faixa de renda, na busca de criar uma previsibilidade de reações comuns e identificar com ela padrões de comportamentos. A escolhida pelo governo, na avaliação de Rudá, procura fazer uma divisão simplista a partir do poder aquisitivo, que não leva em conta outros aspectos importantes para definir comportamentos, como a defendida pela teoria marxista que mede a reação das pessoas com os meios de produção. “O que houve no Brasil foi tão somente um aumento de um extrato de renda, que aumentou o seu patamar de receita. Não seria exatamente uma classe média, porque seus hábitos e interesses não mudaram”, opina.


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País

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Metade dos brasileiros está bem acima do peso N

o Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, ou seja, têm um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 25. Além disso, 20,8% das pessoas são classificadas como obesas por terem IMC igual ou maior que 30. A obesidade é um fator de risco importante para doenças como hipertensão, diabetes e câncer. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa, que está em sua primeira edição, visitou 81.767 casas em todos os estados brasileiros no segundo semestre de 2013, entre as quais 62.986 aceitaram responder ao questionário do IBGE. Enquanto todos os entrevistados tiveram peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial medidos, 25% tiveram também amostras de sangue e urina coletadas para exames. Durante a apresentação dos dados, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que vê o índice de sobrepeso com indignação. “Nós já

vínhamos observando uma tendência em um aumento importante no sobrepeso e uma certa estabilização da obesidade, mas a pesquisa, de uma maneira muito objetiva, mostra que a obesidade e o sedentarismo são problemas da sociedade brasileira”. De acordo com o estudo, o excesso de peso aumenta com a idade, de modo mais

ESTATÍSTICA

Entre as mulheres, o excesso de peso maior está na faixa etária de 35 a 44 anos. Já para os homens, a faixa etária de maior risco ao ganho de peso está entre os 25 e 29 anos rápido para os homens, que na faixa de 25 a 29 anos chega a 50,4%. Contudo, nas mulheres, a partir da faixa etária de 35 a 44 anos a prevalência do excesso de peso (63,6%) ultrapassa a dos homens (62,3%), chegando a mais de 70,0% na faixa de 55 a 64 anos. A partir dos

65 anos de idade, observa-se um declínio da prevalência do excesso de peso, tanto no sexo masculino quanto no feminino, sendo mais acentuada nos homens, que na faixa etária de 75 anos e mais corresponde a 45,4% contra 58,3% do sexo feminino. Os dados mostraram ainda que a obesidade acomete um em cada cinco brasileiros de 18 anos ou mais em 2013 (20,8%), sendo que o percentual é mais alto entre as mulheres (24,4% contra 16,8% dos homens). Em 10 anos, a obesidade entre mulheres de 20 anos ou mais passou de 14,0% em 2003, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), para 25,2% em 2013, de acordo com a PNS. Entre os homens, o crescimento foi menor, de 9,3% para 17,5%. O acúmulo de gordura abdominal também foi mais frequente no sexo feminino, atingindo 52,1% das mulheres e 21,8% dos homens. O oposto ocorre em relação à pressão arterial, cuja elevação foi mais comum entre os homens (25,3%) que entre as mulheres (19,5%), atingindo 22,3% da população no momento da entrevista.

DIVULGAÇÃO

Pesquisa do IBGE apontou que 59,9% dos brasileiros estão com excesso de peso e 20,8% estão classificados como obesos

Índices de excesso de peso dos brasileiros foram vistos com indignação pelo ministro da Saúde


País

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Entidade médica é contra o porte de entorpecentes E

ntidades médicas divulgaram, na semana passada, uma nota contrária à descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. No texto, os órgãos dizem que a “descriminalização do uso de drogas ilícitas vai ter como resultado prático o aumento deste consumo e a multiplicação de usuários”. A nota é assinada pela Associação Brasileira de Psiquiatria, a Associação Médica Brasileira, a Federação Nacional dos Médicos e o Conselho Federal de Medicina. De acordo com as entidades, ao aumentar o número de usuários, também crescerá o número de pessoas que se tornarão dependentes químicas. “E a dependência química é uma doença crônica que afetará seus portadores para o resto de suas vidas e devastará suas famílias”, diz o texto. Segundo os órgãos, a descriminalização também terá consequências nos acidentes de trânsito, homicídios e suicídios e aumentará “o poder e o tamanho do tráfico clandestino”. “Não existe experiência histórica, ou evidência científica que mostre melhoria com a descriminalização. Ao contrário, são justamente os países com maior rigor no enfrentamen-

to às drogas que diminuem a proporção de dependentes e mortes violentas”, diz o texto. A descriminalização é julgada por causa do recurso de um condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por porte de maconha. A droga foi encontrada na cela do detento, que atualmente, está em liberdade. No recurso, a

DISCUSSÃO

As associações médicas argumentam que com a descriminalização das drogas aumentará também o número de pessoas dependentes químicas, que podem sofrer de doenças crônicas Defensoria Pública de São Paulo alega que o porte de drogas, tipificado no artigo 28 da Lei de Drogas, não pode ser configurado crime, por não gerar conduta lesiva a terceiros. Na última quinta-feira, dia 20, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor da descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal. O julgamento

foi interrompido em seguida, quando ministro Edson Fachin pediu vista do processo para analisar melhor o caso. Não há previsão de quando o tema voltará a ser analisado. Ao votar a favor da descriminalização, Mendes considerou que o artigo da Lei Antidrogas que define o porte como crime contraria a Constituição, pois, além de interferir na intimidade do usuário, não garante a proteção da saúde coletiva e a segurança pública. Relator da ação sobre o assunto no STF, Mendes foi o primeiro a votar num processo que pretende derrubar a condenação de um homem que assumiu a posse de 3 gramas de maconha. A decisão final, que será aplicada para todos os casos semelhantes, ainda depende do voto dos outros dez ministros da corte. Atualmente, embora não seja condenada à pena de prisão, uma pessoa considerada usuária ou dependente de drogas cumpre as chamadas “penas alternativas”: leva uma advertência, é obrigada a prestar serviços à comunidade por certo período ou a comparecer a programa ou curso educativo.

DIVULGAÇÃO

Questão está em debate no STF, e relator Gilmar Mendes apresentou voto favorável à descriminalização do porte

O julgamento do projeto do Supremo foi interrompido após um pedido de vista de um ministro


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Mundo

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Japoneses não querem retomar a Fukushima Mesmo após 4 anos do desastre nuclear que afetou várias cidades, japoneses estão temerosos em retomar as suas casas

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á quatro anos, uma quietude misteriosa toma conta das casas rurais e das plantações de arroz de um vilarejo montanhoso, que está sem ninguém desde que o desastre da usina nuclear de Fukushima Daiichi espalhou a radiação por boa parte do nordeste japonês. Agora, os vales estão cheios novamente com o burburinho da atividade humana, à medida que máquinas pesadas e tropas de trabalhadores mascarados recolhem o solo contaminado em sacos plásticos pretos. Esse trabalho faz parte de um investimento de US$10 bilhões do governo central, em Tóquio, para limpar partículas radioativas do acidente de 2011, permitindo que boa parte dos 80 mil habitantes de Iitate e de dez outras comunidades evacuadas nos arredores da usina voltem para casa. Em julho, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe parecia estar dando um grande passo neste sentido, ao adotar um plano que permitira que dois terços dos evacuados retornassem até março de 2017, quando o desastre completará 6 anos. Mas, embora alguns dos

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evacuados se animem com a chance de retornar, muitos outros rejeitam a ideia. Milhares de pessoas de Iitate e de outras regiões abriram processos coletivos ou se juntaram a grupos organizados em oposição ao plano do governo, que segundo eles estaria forçando os habitantes a retornarem, a despeito dos níveis de radiação que continuam muito acima do normal. Eles acusam Tóquio de repetir os padrões dos primeiros momentos do desastre, colocando as pessoas em risco enquanto tentam minimizar os perigos do acidente. Eles afirmam que o governo central está tentando alcançar seus próprios objetivos políticos de visão curta, tais como restabelecer a indústria nuclear nacional, ou garantir ao mundo que Tóquio é segura o bastante para ser a sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020. “Se as autoridades nacionais acreditam que é seguro, então eles deveriam vir e morar aqui”, afirmou Kenichi Hasegawa, antigo produtor de gado leiteiro em Iitate, que organizou mais de 3 mil evacuados – ou cerca de me-

Governo japones está investindo U$$ 10 bilhões para limpar as partículas radioativas do acidente ocorrido em 2011 em Fukushima

tade da população da cidade antes do desastre – em oposição ao plano de retorno. “O governo só quer dizer que o acidente nuclear acabou, e mudar o foco de atenção para os Jogos Olímpicos”. Essa rebelião das massas ilustra a profunda desconexão entre as vítimas de Fukushima e o governo em Tóquio, um problema que

atrapalhou a resposta do Japão a um dos piores desastres nucleares da história. Embora o governo esteja realizando uma limpeza vasta e cara para desfazer os efeitos do acidente e permitir que as pessoas retornem a suas casas, muitos evacuados são contrários a esse plano, reclamando que ele foi decidido sem consultá-los.

Na verdade, as pesquisas de opinião mostram que a maioria nem deseja voltar. Em uma medida reveladora em um país onde os processos são relativamente raros, mais de 10 mil pessoas entraram com cerca de 20 ações judiciais coletivas que exigem mais compensações financeiras, para que possam escolher por conta própria entre retornar

ou construir uma vida nova em outro lugar. Essa se tornou uma questão cada vez mais urgente para os milhares de evacuados cujas vidas continuam em suspenso, em abrigos temporários ou vivendo apenas com a contribuição mensal de cerca de 800 dólares por adulto, paga pela operadora da usina nuclear aos afetados.


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

diadia@emtempo.com.br

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RDS do Tupé vai celebrar 10 anos Dia a dia C7

(92) 3090-1041

Levando amor

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

a quem é invisível à sociedade Formado por voluntários, o projeto “Consultório na Rua” cuida de moradores que têm as vias do Centro como morada ANDRÉ TOBIAS

S

em ter para onde ir, a rua acaba virando o lar de quem não tem onde ficar. As calçadas e as sarjetas são transformadas em colchões e travesseiros para aqueles que, por algum motivo, deixaram suas casas e romperam qualquer tipo de vínculo com a família, tornando-se invisíveis aos olhos da sociedade e esquecidos pelo poder público. Se nas ruas faltam comida, segurança, saúde, educação entre outros elementos importantes para que o ser humano leve uma vida minimamente digna, sobra vontade de ajudar em dezenas de voluntários que resolvem adotar os moradores de rua como parte da própria família. Com apenas dois meses e meio de atividades, o movimento “Mais amor, por favor” invade as ruas do centro de Manaus, às sextas-feiras à noite, para aliviar, mesmo que seja momentaneamente, a dor daqueles que foram esquecidos pela sociedade. Diferente da tradicional entrega de sopa e cobertor feita por alguns grupos de caridade, o “Mais amor, por favor” resolveu adotar uma abordagem diferente. Às sextas-feiras, eles se reúnem na sede do movimento e preparam alimentos, roupas, pintam os rostos e saem pelas ruas do Centro cantando alto e forte. Realizado em outras capitais brasileiras, pelas equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o “Consultório na Rua” é um dos serviços prestados pelos voluntários do “Mais amor, por favor”. De acordo com a enfermeira responsável pelos atendimentos, Maria Campos, o trabalho consiste na realização de curativos, sempre orientando os moradores de rua a procurar um centro médico ou pronto-socorro.

“Meu foco aqui é tentar entender o que realmente eles estão necessitando. Não é só levar conversa, é orientar mesmo. Nosso foco, além de levar amor, que é o que prega nossa ação, é isso. Eles têm déficit de saúde. Aqui eu ouço histórias e coisas do tipo ‘ah, como você é legal’, porque eles são maltratados nas próprias unidades básicas. Então, eu quero mudar esse foco, que a enfermagem. A saúde é universal”, explica Campos.

EQUIPE

O “Mais Amor, por favor” conta com 900 voluntários, entre eles uma fisioterapeuta, quatro enfermeiros, três assistentes sociais e dois psicólogos, para atender os moradores de rua Voluntários do programa levam atendimento de saúde, alegria e atenção aos moradores de rua todas as sextas-feiras

Segundo a enfermeira, o tipo de machucado mais comum encontrado nos moradores de rua são ferimentos por armas de fogo e branca, além de escoriações no pé devido à falta de calçado adequado. “Esse é o foco que eu espero que um dia a saúde mude. Quando eu digo que a saúde é universal, quero dizer que da mesma forma que trato um empresário, é o meu dever tratar o morador de rua da mesma maneira. E por que eles não procuram (as unidades básicas)? Porque não existe isso. É a falta de humanidade. É a falta de querer atender bem, porque eles não votam, porque são invisíveis aos olhos da sociedade e isso é um problema”, ilustra Campos. Mais que atendimentos médicos, a enfermeira descreve o trabalho realizado como uma forma de devolver para a sociedade aquilo que ela tem de sobra.

Atendimento médico humanizado é uma das propostas do projeto

Voluntários sempre estão dispostos a ouvir os moradores de rua


Dia a dia

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Atenção e carinho

Voluntários tentam amenizar os sofrimentos dos moradores de rua

a quem não tem abrigo Nas visitas às ruas do Centro, integrantes do projeto Mais amor, por favor, procuram ouvir as histórias ignoradas ANDRÉ TOBIAS

P

rincipal coordenador do movimento “Mais amor, por favor”, Carlos Melchizdek destaca a alimentação, a troca de roupas e o Consultório na Rua como principais serviços do grupo. Mas ele se orgulha é do trabalho humano realizado por todos os voluntários, como sentar na calçada, abrir uma roda e cantar junto com os moradores de rua. “A conversa, o diálogo, ganhar confiança, se tornar amigo, se importar de verdade. É uma relação muito próxima, muito pessoal. É de doação, de amor. Nós entendemos da seguinte forma: tudo que fazemos, fazemos com amor por essas pessoas, em algumas situações elas precisam muito mais do que alimento, remédio e curativo. Precisam de uma palavra amiga, se sentir de alguma forma tendo atenção e sendo amada”, avalia Melchizdek. Atualmente, o “Mais amor, por favor” conta com, aproximadamente, 900 voluntários, tendo entre eles uma fisioterapeuta, quatro enfermeiros, três assistentes sociais e dois psicólogos. Segundo o coordenador, todas as sextas-feiras à noite – dia em que o grupo se reúne para ir às ruas – uma média 50 pessoas atendem em torno de 120 moradores de rua. “Tem muitos jovens, estrangeiros querendo voltar para o seu lugar de origem, tem gente querendo voltar para casa, tem gente com casa, mas que entrou em conflito muito profundo com a família e não consegue voltar. Tem aqueles que tiveram desilusão amorosa, aqueles que são usuários de drogas

e não conseguem mais viver com seus familiares, vivem uma vida degradante não dá para traçar um perfil com precisão, mas podemos dizer assim que a grande maioria é realmente muito carente de amor”, declara Melchizdek. Reconstrução Morador de rua há 3 anos, o pedreiro Hélio Côrrea, 58, saiu de casa devido a desentendimentos que teve com sua ex-mulher, com quem viveu durante 20 anos em Porto Velho (RO). Ele conta que graças ao atendimento do consultório na rua do “Mais amor, por favor”, minimizou as dores na costas acentuadas por causa de um início de bico de papagaio. Hoje ele já consegue andar e até conseguiu arrumar emprego. “Eles são parte de uma família que nós não temos, que vem aqui, visita a gente, traz alimentação. É bom demais esse carinho, essa animação. Às vezes nós estamos com problemas, e esse carinho que eles trazem anima a gente, nos leva para o outro lado da vida, porque não é só aquele sofrimento. Melhora espiritualmente também, tranquiliza a gente. É paz!”, diz Corrêa. Esquecido pelo poder público, o pedreiro ainda sonha em reconstruir sua vida. Apesar de não ganhar muito no novo emprego, ele espera deixar as ruas em breve. “Estou tentando até entrar numa invasão. Estou rodando por vários lugares. Já arranjei emprego, graças a Deus. Estou ganhando uma mixaria, mas dá para comprar umas telhas e umas madeiras para fazer um barraco. Agora falta o apoio de alguém para arranjar um terreno ou algo assim”, aponta.

Moradores são tratados como se fossem familiares dos voluntários do projeto

Além de atendimento de saúde, moradores também recebem comida dos voluntários

Projeto em fase de implantação Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) esclarece que o projeto “Consultório na Rua”, sob a responsabilidade do Departamento de Atenção Primária à Saúde, está em fase de implantação de uma Equipe de Consultório na Rua modalidade I, onde a proposta foi apresentada aos Conselhos deliberativos e aprovados, conforme a Resolução 7/2015, pelo colegiado do Conselho Municipal de Saúde de Manaus e rResolução da Comissão Intergestores Regional 5/2015, aguardando o parecer de aprovação pelo Ministério da Saúde. A equipe de Consultório na Rua Modalidade I será composta por quatro profissionais da saúde, sendo uma enfermeira, uma assistente social e dois técnicos de enfermagem, que prestam atendimento, conforme diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de forma itinerante, a fim de viabilizar o acesso dos moradores de rua aos serviços de saúde. O local de atuação da equipe será no Distrito de Saúde Sul, nas regiões sul e centro sul da cidade de forma itinerante, podendo desenvolver suas ações na rua, unidade móvel.

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

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Cuidados simples evitam incêndios residenciais JOANDRES XAVIER

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ORIENTAÇÃO

Uma das principais orientações dos Bombeiros é deixar certos aparelhos eletrônicos ou eletrodomésticos ligados, ao sair de casa, o que pode contribuir para a ocorrência dos sinistros

como ar-condicionado, ferro elétrico, ventiladores, televisões, aparelhos de som, entre outros. Cozinha Outra situação corriqueira citada pelo tenente Janderson Lopes é deixar o fogão com as bocas acesas e acabar esquecendo a pa-

nela no fogo. O líquido da panela seca, provocando o princípio de incêndio. Os cuidados com a botija de gás devem ser redobrados, a começar pelo lugar correto de armazenamento da carga que deve estar sempre em lugar arejado na parte externa do imóvel. Em caso de vazamento, a pessoa deve imediatamente colocar a botija para fora da casa e, em hipótese alguma, ligar qualquer tipo de aparelho como celular, lâmpada ou objeto que produza faíscas, como isqueiro, fósforo e acendedores. Telefone Por falar em aparelho celular, o objeto pode parecer inofensivo à primeira vista, mas é um potencial causador de incêndio se não forem tomadas as devidas cautelas em relação a ele. Não deixar o celular carregando sobre superfícies que pegam fogo facilmente como lençóis, travesseiros, roupas, sofás, entre outros, é uma delas. Outra providência é certificar-se de que o carregador não está aquecendo excessivamente. Se estiver, o risco de um incêndio é eminente. ARTHUR CASTRO/AET

iação elétrica comprometida, botija de gás, produtos químicos e inflamáveis são alguns itens que podem contribuir para a ocorrência de incêndios domésticos e que na maioria dos casos podem ser evitados, com pequenas ações de precaução que qualquer pessoa pode executar em casa. Nas últimas semanas vários casos de sinistros em residências foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros, em diversas áreas de Manaus. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, Janderson Lopes, algumas das ocorrências atendidas pelas equipes da corporação envolviam aparelhos de ar-condicionado, por falta de cuidados simples. “As pessoas saem de casa e deixam o aparelho ligado. A fiação às vezes não suporta a tensão provocada pelo ar-condicionado, que é muito alta comparada ao outros aparelhos domésticos”, observa o bombeiro militar. Em situações desse tipo, segundo ele, a pessoa deve se certificar de que a

fiação elétrica usada está de acordo com a tensão provocada pelo aparelho e que possa suportar picos de energia. Com exceção de freezers, geladeiras e bebedouros, destaca o tenente dos Bomeiros, não é aconselhável deixar os aparelhos movidos à energia elétrica ligados ao sair de casa,

Ao perceber que não conseguirá conter o incêndio, a pessoa deve acionar os Bombeiros

Bombeiros devem ser acionados Um princípio de incêndio, que geralmente acontece em baixas proporções, pode ser combatido pela vítima, segundo o tenente Janderson Lopes do Corpo de Bombeiros. Porém, ele alerta que nos casos em que o incêndio já está se alastrando muito rápido sem dar chances de combate, as pessoas devem sair do local o mais rápido possível e acionar o Corpo de Bombeiros pelos números 193 ou 0800-720- 4040. “E o mais importante, a pessoa nunca deve voltar para o local em chamas antes que a situação esteja controlada, se não ela pode não conseguir sair mais”, observa o bombeiro militar. Velas acesas em cima de panos ou perto de cortinas também devem ser evitadas, além dos cuidados com

líquidos inflamáveis armazenados em recipientes inadequados como garrafas pets. Tais produtos também não podem ser deixados próximos ao fogão da cozinha.

DICAS

Para evitar de inalar fumaça, uma das dicas é colocar um pano umedecido no rosto, ao tentar sair do local de incêndio. Outra dica é a pessoa se agachar o máximo possível no chão Inspeção Uma das orientações do Corpo de Bombeiros é a realização, sempre que possível, de uma vistoria completa em toda a casa, buscando observar fatores que podem

DIEGO JANATÃ/AET

Sem perceber, muitas pessoas acabam criando armadilhas dentro de casa, o que contribui para a ocorrência dos sinistros

contribuir para um princípio de incêndio ou que possam obstruir saídas como, grades em portas e janelas, móveis velhos e defeitos de estrutura do imóvel. Uma dica dos bombeiros é iniciar pelo lado externo da casa, por onde as pessoas devem seguir, caso ocorra algum sinistro no local, uma espécie de rota de fuga. Outra orientação dos bombeiros é a de que quando iniciado o incêndio e a pessoa ainda estiver dentro da casa, ela deve se mover pelo imóvel, o mais agachado possível para não ter contato com a fumaça. Caso a roupa entre em chamas, a pessoa deve se deitar e rolar no chão rapidamente, ou se enrolar em uma toalha, de preferência molhada. A vítima pode também enrolar um pano umedecido no rosto para não inalar fumaça.

Pequenas ações de precaução podem evitar grandes incêndios, além de prejuízos materiais


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Dia a dia

Alteração em estatuto beneficia octogenários IVE RYLO

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a tentativa de suprir as deficiências de um sistema público de saúde falido, legisladores quebram a cabeça para estabelecer políticas a fim de que idosos com idade superior a 80 anos tenham seus direitos garantidos. A ideia está em discussão no projeto de lei 3575/12, do deputado Simão Sessim (PP-RJ), que quer oferecer “prioridade especial” às pessoas com mais de 80 anos, em detrimento de idosos pertencentes a outras faixas etárias. O projeto de lei foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados em junho e encaminhado à mesa diretora da casa, para posterior remessa ao Senado Federal. Para a presidente do Conselho Municipal do Idoso, Maria das Graças Monteiro de Castro, faltam políticas públicas para o idoso, principalmente aos de saúde mais debilitada. “Trabalho na Pastoral da Pessoa Idosa e percebo que quase não existem políticas públicas para o idoso acamado, os de idade mais avançada. O município, o Estado e o governo federal se

BRUNA CABREA/PALÁCIO IRATINI

Projeto de lei pretende oferecer prioridade especial, nos atendimentos de saúde, aos idosos com mais de 80 anos preocupam com atendimento aos idosos independentes. Há idosos com mais de 80 anos, independentes, mas em menor quantidade. A maioria está com a saúde debilitada e com doenças crônicas”, afirma Castro. Ela salienta que as unidades

LONGEVIDADE

Segundo o IBGE, a expectativa de vida saltará de 75 anos em 2013 para 81 anos em 2060. As mulheres terão uma média de vida mais longa, em média de 84,4 anos, e os homens 78,03 anos Falta de políticas públicas para idosos acamados ou de idade mais avançada pode ser compensada com a mudança da lei

de saúde – independente da esfera que a administra – ainda pecam na atenção dispensada aos idosos que necessitam de ajuda. “Vemos nos hospitais que muitos idosos ficam nos corredores. Os jovens e crianças são atendidos com mais rapidez. Para mim, um idoso no corredor é uma emergência. Realmente um idoso com mais de 80 anos deve ser priorizado, mas isso não acontece hoje em dia. É preciso priorizar e proteger a vida dos nossos idosos”, ressalta.

Mudança deve refletir na expectativa de vida A mesma opinião da presidente do Conselho Municipal do Idos é compartilhada pelo delegado titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra Idosos (DECI), Luiz Veiga, que acredita que as pessoas com mais de 80 anos necessitam de atendimento

com mais urgência que aqueles que ainda estão na faixa dos 60 anos. “O maior impacto será na qualidade de vida do idoso posto que os idosos com mais de 80 terão atendimento prioritário principalmente na área da saúde. É uma

medida importante porque cada vez mais brasileiros estão ultrapassando os 70 anos”, avalia. A preocupação com a qualidade de vida do idoso se baseia no avanço da projeção da expectativa de vida do brasileiro. A população brasileira

caminha a passos largos para o envelhecimento. No país vivem 20,6 milhões de idosos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é que, em 2060, sejam 58,4 milhões de pessoas idosas.


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Poluição eleva os casos de alergias respiratórias O

discurso em defesa do meio-ambiente não é recente, mas nem por isso parece ser consenso para a população global. Não à toa os índices de poluição ainda incomodam, gerando efeitos nocivos à saúde humana. Conforme a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), desde a década de 1980 é observado um crescimento significativo na frequência das doenças alérgicas associado a fatores genéticos e ambientais, incluindo a exposição aos alérgenos do ar, aos agentes infecciosos e à poluição. A asma e a rinite são as manifestações mais importantes das doenças alérgicas respiratórias, e, portanto, de maior impacto. Conforme o gestor técnico do Laboratório Sabin em Manaus, o farmacêuticobioquímico Régis Torres, ambas entram na lista dos casos de alergia respiratória mais comuns na cidade. Ele explica que estas alergias, conforme o próprio nome já diz, acometem o trato respiratório, que vai desde as vias áreas superiores (nariz e faringe) até as vias aéreas inferiores (traqueia, brônquios e bronquíolos).

Para identificá-las é feita uma pesquisa no sangue de anticorpos IgE (Imunoglobulina E) específicos e múltiplos. O Laboratório Sabin utiliza estas pesquisas como método auxiliar no diagnóstico de alergias respiratórias. Como forma de se precaver, o especialista aconselha evitar o contato com agentes

COMBATE

A manutenção da limpeza dos ambientes para evitar a proliferação de ácaros é uma das medidas que podem auxiliar no combate às crises de rinite alérgica ou mesmo de asma causadores (alérgenos), como ácaros, mofos, poeira, fumaça, cigarro, reformas e até exposição a mudanças bruscas de temperatura. Redução De acordo com o presidente da Asbai, José Carlos Perini, em comunicado recente divulgado na página oficial do órgão, “é urgente que se

reduza a poluição urbana, por meio de ações como a inspeção veicular compulsória, que pode evitar emissões lesivas aos doentes alérgicos respiratórios”. Com base no levantamento divulgado na última semana pelo Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), plataforma de acesso aberto criada pelo Observatório do Clima, apesar do Brasil ter passado por avanços importantes no que diz respeito às políticas públicas voltadas às mudanças climáticas, ainda não incorporou uma estratégia de desenvolvimento que leve em conta o controle das emissões de gases do efeito estufa. De acordo com a pesquisa, entre 1970 e 2013, o setor de energia — que inclui produção e consumo de combustíveis e energia elétrica — quadruplicou seus níveis de GEE, chegando a 2013 com 29% das emissões brasileiras. E, ainda que o pior vilão das emissões brasileiras, o desmatamento, tenha tido uma redução de mais da metade de participação nas últimas duas décadas — de 70%, nos anos 1990, caiu para 35% em 2013 –, não deixou de ser preocupante.

ALEX PAZUELLO/AET

Asma e rinite são as doenças respiratórias mais comuns em Manaus, potencializadas em contato com poeira e fumaça

Inspeções veiculares constantes podem evitar emissões de gases prejudiciais aos alérgicos

Áreas verdes melhoram o ar O presidente da Asbai pontua que o cidadão comum também precisa e pode fazer a sua parte, já que é fundamental disseminar a consciência de que quanto mais áreas verdes tiverem, melhor será a qualidade do ar respirado. A asma e a rinite são as ma-

nifestações mais importantes das doenças alérgicas respiratórias, e, portanto, de maior impacto. Conforme Perini, ambas afetam o paciente de maneira global, a começar pela baixa qualidade de vida. “Indisposição para tarefas banais, os relacionamentos

interpessoais, seja na família ou no trabalho, redução da capacidade de exercícios físicos, queda da autoestima e impacto emocional em razão da dependência do uso de medicamentos são as reações imediatas e identificadas nesses pacientes”, destaca.


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Manaus terá ação voltada para a esclerose múltipla N

a próxima quinta-feira (27), integrando a campanha “Esclerose Múltipla: um muro que podemos juntos ultrapassar”, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) promoverá ação especial no ambulatório Araújo Lima do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), localizado no bairro Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul. Como forma de desmistificar a doença e visando levar maiores informações à população sobre a doença, materiais informativos serão distribuídos aos populares que passarem pelo local e neurologistas especialistas estarão presentes para sanar eventuais dúvidas. A esclerose múltipla atinge de 15 a 20 habitantes entre 100 mil. Afeta principalmente os jovens de 20 a 40 anos, tendo predileção pelas mulheres. Trata-se de uma inflamação no sistema nervoso que deixa múltiplas lesões endurecidas semelhantes a cicatrizes, podendo evoluir para deficiências motoras, da coordenação, da visão e do equilíbrio. Sua causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que fatores genéticos e do ambiente podem determinar seu apa-

recimento. Um dos maiores problemas da doença é que seus sintomas são facilmente confundidos com os de outras e o diagnóstico precoce é extremamente importante para que possa ser controlada. Neurologista e coordenadora do Departamento Científico de Neuroimunologia da ABN, Elizabeth Regina Comini Frota destaca a importância da campanha: “A esclerose múltipla acomete pessoas jovens, cheias de planos, que só estão no início da vida. Ela é crônica, imprevisível e não tem cura, e os portadores sentem como se um muro tivesse sido colocado no meio de seu caminho. Com o conhecimento e entendimento da doença, os pacientes, médicos e familiares podem ultrapassar esse obstáculo, continuando a vida da melhor forma possível e convivendo com a doença”. Segundo a especialista, a população brasileira, de modo geral, tem poucas informações a respeito da doença, em virtude da prevalência da mesma ser menor do que em países como Estados Unidos e Canadá, por exemplo. “Isso não a torna menos grave, por isso a população deve ser alertada”, observa Elizabeth.

REPRODUÇÃO

Organizado pela Academia Brasileira de Neurologia o evento ocorre no próximo dia 27, no ambulatório Araújo Lima

Preconceito é a pior parte da doença A discriminação também é muito presente no dia a dia dos portadores de esclerose múltipla. Conforme a neurologista Elizabeth Regina Comini Frota, o preconceito é a pior parte da doença. “Muitas pessoas produtivas e competentes estão trabalhando normalmente, mas tentam escondêla, com medo de serem consideradas incapazes. Esta campanha é uma das iniciativas educacionais da ABN para diminuir o sofrimento das pessoas que têm a doença e sofrem discriminação”, afirma a médica. Aproximadamente 2,5 milhões de pessoas no mundo vivem com esclerose múltipla.

Movimentação da ABN acontecerá no ambulatório Araújo Lima, na Zona Sul de Manaus


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Atividades celebram os 10 anos da RDS do Tupé E

m comemoração aos 10 anos de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, no próximo dia 29, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) elaborou uma programação especial para marcar a data, que contará com a participação de moradores das seis comunidades que integram a RDS do Tupé – Julião, Livramento, Agrovila, Tatu, Colônia Central e São João do Tupé. As festividades acontecerão, ao longo de todo o dia, das 9h às 17h, na praia da comunidade São João do Tupé, um dos principais cartõespostais da reserva. “A ideia é proporcionar para os comunitários um dia de desporto, lazer, recreação e sensibilização ambiental”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Itamar de Oliveira Mar. A RDS do Tupé tem hoje, aproximadamente, 5 mil habitantes, distribuídos num espaço territorial de 11.973 hectares. Primeira e única unidade de conservação municipal na categoria RDS, o local foi criado por meio do decreto 8044/2005, com a fi-

nalidade de servir de polo para o desenvolvimento das comunidades com a implantação de projetos sustentáveis, de baixo impacto como o turismo de base comunitária, roçados ecológicos, implantação de sistemas agroflorestais, entre outros. A localização da reserva é privilegiada, próximo, ao cha-

GEOGRAFIA

A RDS Tupé está localizada a 25 quilômetros da zona urbana de Manaus, com acesso fluvial, e possui importância estratégica dentro do mosaico de unidades de conservação do baixo rio Negro mado Estreito, área importante para controle da região, por meio da proteção e fiscalização efetiva da navegação do rio Negro. Para o diretor de Áreas Protegidas da Semmas, Márcio Bentes, são muitos os motivos a serem comemorados nestes 10 anos de existência da RDS do Tupé. “A RDS tem um papel importante em con-

DIVULGAÇÃO

Localizada a 25 quilômetros da zona urbana de Manaus, a reserva abriga seis comunidade que vivem de forma sustentável ciliar homem e natureza, conservação e melhoria de vida das pessoas que ali residem, garantindo o modo de vida tradicional”, destaca. Programação A programação de atividades contará com a participação de representantes de instituições que desenvolvem pesquisas na RDS e órgãos municipais parceiros da Semmas, entre os quais o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Secretaria de Estado de Políticas Fundiárias (SPF) e várias secretarias municipais. Serão realizadas apresentações artísticas com música e teatro, torneio de futebol para adultos, recreação infantil com jogos ambientais, entre outros. Haverá também feira de exposição e venda de artesanato e doces da região e uma mostra de arranjos florais e decoupage por artistas independentes (Amigos dos Morcegos). Será dada premiação em dinheiro para a barraca da comunidade melhor ornamentada.

Localizada em uma área estratégica do rio Negro, o acesso à reserva se dá apenas por via fluvial


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Dia a dia

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Caderno D

Plateia MANAUS, DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2015

plateia@emtempo.com.br

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‘Aviões’ chega a Manaus no mês que vem (92) 3090-1042

Plateia 4

Abaixo, Renato Melo ao lado de João Alexandre, artista do universo gospel

‘Nasci para a música e vivo do que amo’

A

ntes de se dedicar para valer em tocar bateria, o manauense Renato Melo, 30, teve um breve interesse por teclado. “Um dia, meus pais me levaram na casa de uns amigos, e lá havia vários teclados. Fiquei louco, acho que eu tinha uns 7 anos, saí mexendo em tudo, e um amigo do meu pai falou, “Stanley, tem que comprar um teclado

para o Renato”. Aí meu pai disse, “Calma, deixa passar mais um tempo, ainda não é por aí!”. E foi dito e feito”, recorda o músico. Do primeiro “grande palco” onde se apresentou – o de uma das edições do Festival da Canção de Itacoatiara (Fecani) – até os trabalhos ao lado de

artistas do meio gospel como Leonardo Gonçalves, Paulo Cesar Baruk e Adhemar de Campos, o baterista Renato Melo revela à série de entrevistas “Longe de casa” um pouco sobre a sua trajetória artística, iniciada em Manaus e consolidada em São Paulo, onde está morando há 2 anos.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

LUIZ OTAVIO MARTINS

EM TEMPO – Como surgiu o seu interesse por música e por bateria especificamente? RENATO MELO – Sou de uma família que respira música, meus pais são músicos, cresci nesse clima maravilhoso. Desde criança ouvindo músicas de altíssimo nível, e sempre meu pai explicando (como faz até hoje) o que era o papel de cada instrumento na música e sobre o amor em tocar, tocar com o coração. O primeiro instrumento que me interessei foi o teclado, mas foi bem passageiro. Um pouco depois eu estava completamente apaixonado pela bateria. Sou privilegiado, sempre fui rodeado de músicos bons. Como meu irmão (Stanley Wagner) já estava tocando guitarra com uns “bateras” feras, eu pude assistir todos de perto em ensaios e shows. Bateristas como Almir Fernandes, que foi e sempre será um superprofessor; Lúcio Vieira, que foi meu primeiro professor, e é meu irmãozão; e Airton Silva, o “Gaúcho”, com quem também estudei. ET – Você chegou a tocar algum outro instrumento? RM – Eu cheguei a dar uma estudada em contrabaixo, hoje toco um pouco de violão, isso me ajuda muito na hora de tocar e entender o que a música está pedindo, o que aquela harmonia pede em cada acorde. ET – Qual é a sua formação musical? RM – Estudei na Escala Escola de Música em Manaus, com o Lúcio Vieira. Depois passei a estudar particular com Airton

Gaúcho, em Manaus também.

5 anos. Tinha que ser tudo perfeito, e minha função era fazer o público dançar, muito groove e pouca nota. Foi uma aula, aprendi muita coisa nessa banda. Tinha que “tirar” todas as músicas iguais ao CD, tudo muito perfeito. Isso me ajudou muito e ajuda até hoje! Sobre o retorno financeiro, em Manaus? É... vamos falar sobre coisas boas? (diverte-se)

ET – Quais são seus bateristas favoritos na música nacional e internacional? RM – A lista é gigante! Entre os nacionais, Serginho Herval do Roupa Nova, Lúcio Vieira, Tuto Ferraz, Cuca Teixeira, Mucão Silva e Kiko Freitas são os principais. Entre os internacionais, Simon Phillips, Paul Mabury, Omar Hakim, Mark Guiliana, Ian Paice, Aaron Sterling, Steve Jordan... e tem um que é o preferido, claro: Vinnie Colaiuta, the best! ET – Em Manaus, como você começou a sua atuação profissional? RM – Comecei a tocar profissionalmente aos 15 anos. A primeira vez que toquei foi com meus pais, em uma festa particular. Tenho flashes desse dia até hoje. Depois toquei com meu tio Júnior Lima, lembro que ele foi quem me chamou para tocar no Fecani, o primeiro palco grande onde toquei. Nesse período fui convidado por um amigo baixista, chamado Ricardo Peixoto, a quem serei sempre grato, para tocar em uma banda de baile, chamada Overtime, que foi uma aula de música para minha vida! A minha escola. Depois comecei a tocar com vários cantores da cidade e vieram também outras bandas. ET – Você tocou com quais cantores e bandas em Manaus? RM – Com os cantores Cileno, Márcia Siqueira, Lucilene Castro, Júnior Lima, Marcos Paulo, Elisa Maia, Anne Jezini, etc. E com as bandas Jamaomanau, Cabocrioulo, Graúna, Redpho-

Músico reconhece apoio de familiares e amigos na carreira

ne, Falsa Evidência, que foi uma das primeiras bandas. ET – Como eram essas experiências, em relação a

retorno financeiro e artístico? RM – A minha maior experiência com banda foi a Overtime, com a qual toquei durante

Além de tocar em shows, Renato também trabalha em estúdio

ET – Quando surgiu a oportunidade para trabalhar fora de Manaus? Por que você decidiu trabalhar em São Paulo? Alguma outra cidade chegou a ser cogitada? RM – Nunca imaginei morar fora. Gosto de Manaus, tem pessoas maravilhosas, minha família, meus amigos. Mas chegou um momento em que não dava mais para viver de música aí, tudo muito apertado, cachê super regrado. Fora isso, queria viver bem de música e queria muito fazer uma faculdade, já que aí não tem faculdade para o meu instrumento, é mais para o lado erudito. Faz 2 anos que vim para Sampa. Fui passar férias e amei a cidade. Assisti a uns shows locais e fiquei superafim de voltar. Cheguei em Manaus anestesiado de tanta música que ouvi e vi em Sampa. Depois de 6 meses voltei “de mala e cuia” e estou superfeliz com tudo o que tem acontecido. Graças a Deus! Quando se tem fé, tem tudo! ET – Como foi a sua chegada a São Paulo? Que dificuldades você teve que encarar? Entrou em contato com algum tipo de bairrismo?

RM – Foi melhor do que eu esperava. Já cheguei tocando com grandes músicos e artistas! Aqui é tudo a 320 Km/h, a cidade não para. Até pegar o ritmo demora um pouco. Hoje já estou no 320 com eles (risos). Graças a Deus, tudo foi acontecendo naturalmente. Quando é para acontecer não tem jeito. Cheguei na hora certa, e tudo e todos me receberam com o maior carinho. ET – Que campos profissionais você encontrou por aí? RM – Aqui tem de tudo e para todos. Como falei, a cidade não para. Workshops, teatros, shows. Hoje em dia toco com artistas do meio gospel e secular e faço gravações em estúdios. ET – Com que artistas você já trabalhou e trabalha atualmente? RM – Acompanho artistas do meio gospel como Leonardo Gonçalves, Paulo Cesar Baruk, Adhemar de Campos, João Alexandre, Gerson Borges, Jorge Camargo e Paulo Rogério, do grupo Comunhão e Adoração. ET – Atualmente você se dedica apenas ao trabalho como músico? RM – Sempre trabalhei com música séria, e nasci para a música. Hoje sou feliz, pois vivo do que amo! ET – Hoje você se sente um profissional realizado profissionalmente, sob o ponto de vista financeiro, e artisticamente? RM – Vivo bem, nada me falta, sempre buscando ser uma pessoa melhor a cada dia.


Plateia

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FOTOS: BARROS

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Fernando Coelho Jr. FOTOS: MAURO SMITH

fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

André e Maria Eugênia Catunda no batizado da filha Maria Isabel, na Igreja de Nossa Senhora das Graças

>> Água Benta

>> À francesa

A chic Alessandra Brandão

. A querida Izabel Prata ganhou festa de aniversário, reunindo um pequeno grupo de amigos, em noite intimista e cheia de charme. . Com cardápio francês composto por crepes sensacionais, Alexandre Prata organizou o petit comitê com amigas íntimas da aniversariante, em noite très chic, no Crepê Bistrô.

Detiva Coelho e Izabel Prata

Jac Chagas

Renatinha Braga

A avó materna Maria do Carmo Lins com a irmã Maria Regina Castro

Wellington Lins com os filhos Leandro e Wellington Junior

>> Hoje

A querida primeira-dama do Amazonas, Edilene Gomes de Oliveira, será cumprimentadíssima neste domingo pelo seu aniversário. Ela tem sido decisiva na execução das políticas públicas no governo José Melo. Aplausos da coluna!

. A boa de hoje é o evento organizado pela Fábrica de Eventos no Pódium da Arena da Amazônia. . Com um line up poderoso de DJs, o evento ‘Happy Holi’ vai sacudir o domingo a partir das 14 horas. Nas pick-ups os deejays Lyopak, Tom, Alok e Diego Miranda. O festival de música e cores leva a assinatura da Fábrica de Eventos.

2016

Ingresso para ‘Lolla’ em setembro SÃO PAULO, SP - A organização do Lollapalooza divulgou o valor do primeiro lote de ingressos do festival, que acontece em 12 e 13 de março de 2016 no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Começam a ser vendidas em 2 de setembro as entradas “Lolla Pass”, que dão acesso aos dois dias. Nessa primeira etapa, o bilhete custará R$ 660 -mais caro do que no ano anterior, quando saiu por R$

580 (R$ 622,07, corrigido pela inflação). No segundo lote, o valor sobe para R$ 740. Os ingressos estarão disponíveis pela internet (premier. ticketsforfun.com.br/) e em pontos de venda.

JOEL ARTHUS

A aniversariante Izabel Prata, no encontro no Crepê Bistrô

. Maria Eugênia e André Catunda batizaram a filha Maria Isabel com cerimônia religiosa na Igreja de Nossa Senhora das Graças. . Na sequência, Maria do Carmo e Welington Lins, avós maternos de Maria Isabel, orquestraram coquetel no endereço do Vieiralves.


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Inspirações para

DANÇA E MÚSICA

RICARDO OLIVEIRA

A nova produção da companhia francesa Ona Tourna busca conectar danças indígenas e coreografias contemporâneas LUIZ OTAVIO MARTINS

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ançarina e coreógrafa francesa, Fanny Vignals está desde a última terça-feira em Manaus buscando inspirações para o próximo espetáculo da companhia de dança contemporânea Ona Tourna, sediada em Gennevilliers, nos arredores de Paris, na França. O foco do grupo são as culturas tradicionais de regiões africanas, brasileiras e orientais e, na visita a comunidades indígenas da região – mais especificamente na capital do Amazonas e no município Parintins –, Vignals espera encontrar os elementos sensoriais, musicais e corporais necessários para o atual projeto. Provisoriamente batizada de “Cendres d’Amazonie”, o título em francês do livro “Cinzas do Norte”, de Milton Hatoum, essa nova empreitada artística da Ona Tourna foi sugerida no mês de janeiro por Thomas Ostrowiecki, músico francês de origem polonesa. “Ele chegou até mim para fazermos uma colaboração de música e dança e propôs trabalharmos com a Amazônia”, lembra Fanny Vignals. “Essa oportunidade de emergir numa cultura que não é a minha, construir essa ponte, é o que me interessa”. A coreógrafa não aceitou o convite de cara porque ainda não conhecia a região amazônica, mas a oportunidade de incluir uma postura política no espetáculo a estimulou a aceitar esse desafio. “Estamos

A coreógrafa Fanny Vignals pesquisa elementos tradicionais da região amazônica

querendo falar sobre o desmatamento e de como o povo indígena consegue ou não se manter diante de problemas como esse. Ainda não sabemos como vai ser o resultado no palco, mas a proposta é essa”. A artista comenta que, em suas produções, a companhia costuma explorar elementos como madeira, água e metal. “Todos esses elementos que são importantes aqui vamos buscar traduzir na música por meio dos instrumentos do Thomas e pelos meus conteúdos sensoriais e corporais”, explica. Fanny Vignals conta que as primeiras reflexões sobre a re-

REFLEXÃO

O novo projeto da Ona Tourna tem o nome provisório de “Cendres d’Amazonie”, título em francês da obra “Cinzas do Norte”, de Milton Hatoum, marco inicial das reflexões de Fanny Vignals sobre a região gião amazônica partiram da leitura de “Cinzas do Norte”. “Eu achei esse livro do Milton Hatoum muito forte e bem feito porque o íntimo está presente. Tem a questão do desmatamento, do capitalismo, da ditadura e do índio, mas entrando numa forma familiar e íntima muito forte. Isso me tocou bastante”, revela a coreógrafa. A narrativa do espetáculo,

porém, não está ligada a esse livro, esclarece Vignals. Ela enfatiza que não pretende levar para o palco danças indígenas da forma tradicional. “Assistir a essas danças pode me permitir conectá-las com a dança contemporânea. Acho que essas danças podem enriquecer muito a linguagem contemporânea”. Essa primeira viagem da

artista francesa para o Amazonas foi viabilizada por meio de recursos próprios, mas em Manaus ela conta com apoio cultural da Livraria Valer e, para o contato com comunidades indígenas sataré-mawé e tikuna, por exemplo, com o auxílio do professor e escritor Ely Macuxi, que é assessor do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena no

Estado do Amazonas. “Também quero encontrar pessoas ligadas ao Greenpeace e a outras associações para conhecer melhor essa questão mais política e ecológica”. Em Manaus e nos arredores da cidade, Fanny Vignals pretende permanecer até o próximo dia 28. “Se precisar ficar mais, por conta de encontros interessantes, eu posso ficar

até o início de setembro. Também gostaria de ir de barco até Santarém e Belém, mas Manaus e Parintins estão mais ligadas ao projeto”. A estreia do espetáculo está prevista para o próximo ano. O ideal para Fanny Vignals seria apresentar a produção primeiro em Manaus, mas por enquanto ela ainda não definiu o local da estreia.

Criações artísticas politicamente engajadas A companhia Ona Tourna nasceu em 2009 e, além da dança contemporânea, também destina-se à produção musical. Fundadora e diretora artística do grupo, Fanny Vignals conta que a quantidade de integrantes varia de acordo com a necessidade do espetáculo montado. Ela comenta que atua como coreógrafa desde

2000 e se apresentou pela primeira vez no Brasil como intérprete da Cia. Aérea de Dança, do coreógrafo João Carlos Ramos, no Rio de Janeiro, em 2010. Já estudou as tradições de Estados como Bahia e Pernambuco. O primeiro solo pela Ona Tourna, lançado em 2012, também foi exibido no Brasil. O repertório da compa-

nhia costuma fazer parte das programações de teatros, centros culturais e festivais franceses. “Mas tem um novo caminho para nós que é importante e onde me sinto bem. É um projeto que chamo de ‘in situ’. Tenho uma peça e chego num local que pode ser um museu, uma igreja, um jardim ou uma fábrica desativada. Eu

desloco o espetáculo para vários lugares e o público me segue”, diz Vignals. A decisão de Fanny Vignals de incluir uma postura política em suas produções surgiu a partir de uma experiência em 2005, quando quebrou o tornozelo e ficou quase 3 anos sem poder dançar. “Meu irmão mora na Austrália e estava envolvido numa associa-

ção de defesa do patrimônio aborígene. Eu senti vontade de ajudar e virei a coordenadora europeia dessa associação, mas é uma missão muito grande e achei muito difícil lutar contra o capitalismo em geral”, conta. Ao retornar para a dança, Vignals não conseguiu conciliar esse trabalho com o da associação, mas não deixou

de lado um engajamento político em suas criações. “Eu queria ir com esse projeto mais longe, mas ficando na minha área artística, que acho que faço melhor do que o militantismo puro. Eu queria, sem ser moralista, levar para o palco essas questões que considero importantes, não só para o Brasil, mas para todo o mundo”.


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‘Aviões do Forró’ aterrissa em Manaus em setembro Show da banda cearense chega à capital amazonense e conta com quatro horas de duração. Ingressos já estão à venda palco para a megaprodução do projeto, que é considerado um divisor de águas na historia do forró. De acordo com Solange, a banda queria fazer algo grandioso. “Foi a realização de um sonho. Um DVD inédito, totalmente inusitado, com grandes novidades, porque os nossos fãs esperam isso. E a gente tá sempre querendo surpreendê-los”, diz. Em Manaus, o show com quatro horas de duração, traz músicas inéditas do DVD e além dos sucessos da carreira da banda, como “Chupa que é de uva” e “Festa na piscina”. Pilotando A banda Aviões do Forró surgiu em agosto de 2002 com os vocalistas Xand Avião e Solange Almeida. Durante os 13 anos de carreira foram lançados dez CDs, três DVDs e atingiu a marca expressiva de mais de 14 milhões de CDs e DVDs espalhados pelo mundo. O trabalho levou a banda a realizar quatro turnês internacionais além de impactar mais de 5 milhões de fãs através das redes sociais. Em 2014, realizou em Fortaleza o evento intitulado “De volta pra casa”, em comemoração aos 12 anos de carreira.

Transmitido ao vivo pelo canal Multishow, a festa aconteceu no “Forró no sítio”, uma das mais emblemáticas e tradicionais casas de show da capital cearense. Após o estrondoso sucesso de “Lei da Vida”, música responsável por levar a banda Aviões novamente ao topo das músicas mais executadas do país, o grupo comemora o sucesso conquistado com o single “Fiquei Sabendo”. Além do grande número de execuções nas rádios nacionais, a canção ultrapassou a marca de meio milhão de visualizações em seu clipe oficial no YouTube. Produzida e gravada no estúdio do produtor musical Dudu Borges, a música acaba de ganhar o troféu “Danado de Bom”, sendo eleita como hit do São João 2015. Esse ano, aliás, a banda Aviões do Forró decola com grandes novidades que vão surpreender.

O grupo acaba de gravar seu novo DVD, a “Pool Party do Aviões”, no Beach Park, em Fortaleza

SERVIÇO AVIÕES DO FORRÓ

DIVULGAÇÃO

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anaus recebe mais uma edição do Forró Privilege, festa que tem a frente a banda Aviões do Forró e os vocalistas Alexandre Avião (Xand) e Solange Almeida (Sol). O evento que acontece pela segunda vez em Manaus será no dia 12 de setembro, na área da piscina do Tropical Hotel. O Aviões Privilege segue com um formato diferenciado, exclusivo e de caráter mais intimista que promete ser ainda melhor em 2015. Depois de passar por todo o Nordeste, o show aterrissa no Norte do país. A realização é da Fábrica de Eventos. Aviões do Forró, que comemora 13 anos em 2015, é considerada a maior banda do gênero musical do país. O sucesso da banda proporcionou a democratização do forró no meio musical. Foram longos anos sustentando sua identidade nordestina forrozeira. Criada na capital cearense, esse “avião” é comandado pela dupla cearense. Recentemente, a banda gravou mais um DVD, o “Pool Paty do Aviões”, no maior parque aquático da América Latina, o Beach Park, em Fortaleza, no Ceará. A festa serviu de

Quando: dia 12 de setembro Onde: área da piscina do Tropical Hotel Manaus Quanto: Pista 1º lote – R$ 50 - Pontos de Venda: Otica Veja, Sinhazinha. com. Centrais Fábrica nos shopping centers: Amazonas, Cidade Leste e Sumaúma; camarote primeira classe – R$ 300 (2x cartão) - centrais fábrica nos shopping centers e vendas on-line pelo www.Fabricaingressos. Com. Open bar até às 3h – whisky 8 anos, vodka importada, cerveja, água e refrigerante. Entrada diferenciada, bares e banheiros exclusivos, acesso à área vip. Somente para maiores de 18 anos; área vip executiva com open bar 1º lote – r$ 180 (2 x cartão) - centrais fábrica nos shopping centers e vendas on-line pelo www.Fabricaingressos. Com. Open bar até as 2h – cerveja, água, refrigerante, caipirinha e caipiroska. Entrada diferenciada, bares e banheiros exclusivos, acesso ao front stage. Somente para maiores de 18 anos.

E-MUSIC

DJs ‘Happy Holi’ chegam a Manaus DIVULGAÇÃO

Festival de música eletrônica que une som e pó colorido acontece pela primeira vez na cidade

Hoje, a capital amazonense vai receber pela primeira vez a edição do festival Happy Holi. A partir das 14h, o Espaço Podium da Arena da Amazônia vai ser colorido pelo público ao som de grandes DJs da cena eletrônica mundial. Estarão no comando das pick ups, Thales, Diego Miranda (listado entre os top 100 da Revista DJ Mag), Alok, Tom, Lyopak e Andre Pulse. O público manauara será embalado pelo som dos residentes oficiais da turnê do festival Happy Holi no Brasil. Neste time de DJs, merece destaque o paulistano Adriano Nagado, conhecido como DJ Lyopak. Dono de um feeling de pista bem apurado, que ao longo de 20 anos de carreira entende muito bem as diversas mudanças na cena eletrônica. Lyopak garante a experiência contribui para que sua pista não pare um minuto. Nas apresentações, ele busca não apenas fazer boas mixagens, mas apresentar conceitos que superam as expectativas do público. O DJ já fez quatro turnês pela Europa – passando pela Alemanha, Grécia e duas vezes por Portugal.

Outra grande atração é o português Diego Miranda, que é autor da música tema do festival, “Drop That Bass in Loud Sucka”. Miranda é DJ desde os 14 anos e já participou dos principais festivais de música do mundo, como Rock In Rio, Creamfields, MTV Shakedown e Sensation White. Seu primeiro hit estourou em 2009, com “Ibiza for Dreams”. O Festival O Happy Holi é inspirado no “Holi” indiano original, no entanto, não existe nenhuma conotação de motivação espiritual ou religiosa. A proposta da festa é que os convidados se vistam de branco para pintar e ser pintado, ao som de muita música, promovendo o espírito de união, alegria e diversão. A festa é para todas as idades e o set é formado por vários tipos de música, desde world music, hip-hop e eletrônica. O que chama a atenção dentro do Happy Holi são os momentos chamados “Color Blasts”. De hora em hora acontecem verdadeiras explosões de cores, quando todos lançam ao alto o pó colorido enchendo o ambiente de cor, criando

um momento único, mágico e inesquecível. O pó colorido é o ZIM, também inspirado na celebração indiana que é feito de amido de milho e corantes alimentares, sendo um produto não alérgico e de utilização segura para o meio ambiente, animais e pessoas de todas as idades.

SERVIÇO HAPPY HOLI MANAUS Quando: hoje, a partir de 14h Onde: Espaço Podium da

Arena da Amazônia 2º Lote Pista R$ 60 Quanto: - com direito a dois sacos de ZIM (pó colorido) - Ótica Veja, Sinhazinha.com, Loja da Fábrica Shopping Cidade Leste e Loja Sumaúma Park Shopping; 2º Lote Camarote R$ 120 - com direito a quatro sacos de ZIM - Stand Amazonas Shopping, Loja Shopping Cidade Leste e Loja Sumaúma Park Shopping. Vendas: www.fabricaingresso. com - Incluso quatro saquinhos de ZIM e uma camiseta oficial do evento. Informações: 3303-0100


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate – Rebate

TV Tudo GLOBO

Não deu certo O melhor que a Globo tem a fazer com o “Tomara que Caia” é sumir rapidamente com ele. Se convencer que foi uma experiência que, apesar das condições oferecidas, não deu certo. Em se tratando de um erro, como é o caso, deve-se agir rapidamente. Teatro Antônio Calmon, consagrado autor de novelas, escolheu Maurício Machado para ser o protagonista “Aprendiz de Feiticeiro”, seu primeiro texto para teatro, baseado na obra de Goethe. Bola cheia Murilo, de “Babilônia”, em nada alterou o prestígio de Bruno Gagliasso na Globo. Ao contrário, ele continua sendo um dos artistas mais disputados pelos principais autores e diretores de núcleo da emissora. História em cima Brilhante como sempre, Fernanda Montenegro foi responsável por vários picos de audiência de “Babilônia” nesses últimos dias. A personagem Teresa, estranhamente, só nesta reta final da novela foi mais acionada pelos seus autores.

MÁRIO ADOLFO

Um exemplo Gagliasso já está na mira de Glória Perez, com quem trabalhou recentemente em “Dupla Identidade”, para viver um dos protagonistas da sua nova novela que possivelmente terá a direção de Mauro Mendonça Filho. Consta, ainda, um desejo de Amora Mautner em contar com o artista em uma minissérie de Euclydes Marinho. Bruno termina “Babilônia” decepcionado, uma vez que sua trama principal com Sophie Charlotte, a prostituição, foi censurada. O personagem Murilo, agora no “Quem matou?”, voltará no último capítulo da trama. Sem o que fazer Ainda sobre “Babilônia”, vamos tentar chegar num acordo: que alteração importante poderia existir se o personagem do Marcos Pasquim simplesmente não existisse. Do primeiro ao último capítulo, foi um ninguém. Era para ser uma, depois foi outra e, sem existir um destino para ele, teve

a morte encomendada. É isso Roberto Justus grava o seu “Justus Mais” em ritmo acelerado e encerra todos os trabalhos em setembro. E não é só por causa de “A Fazenda”. Como já dito neste espaço, o programa ou vai acabar ou voltar como produção independente.

• Otávio Augusto está no elenco do filme “Tudo Bom, Tudo Bem”. • Em relação ao que foi ao ar na semana passada, o programa da Xuxa terá algumas alterações na sua segunda edição... • ...A própria apresentadora entendeu que o ao vivo exige maior agilidade... • ...As matérias gravadas, além de uma menor duração – como aqui já foi informada, serão diminuídas. • E o “Você Decide”? Parece que virou assunto proibido na Globo... • ...Tudo indica que o programa ficará para a temporada de 2016. • Para lembrar os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, a Globo exibe pela primeira vez na TV aberta brasileira a série alemã “Filhos da Guerra”... • ...Vai ao ar de 31 de agosto a 4 de setembro, depois do “Programa do Jô”.

Imprescindível para o sucesso O “MasterChef” pegou e é um dos grandes sucessos, não só da Band, como de toda a TV atual. A sua última edição não contou com a participação da Ana Paula Padrão. Os três jurados tiveram, claramente, dificuldades para comandar o programa. A sua ausência na terça-feira, no entanto, apenas comprovou o quanto ela é indispensável e o quanto ela tem o “MasterChef” nas mãos.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Longe das novelas desde “Em Família” e com uma carreira praticamente construída na Globo, o ator Alexandre Slaviero agora está na mira de outra emissora. Resta saber se para protagonista ou outro papel, em “Josué e A Terra Prometida”. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br

Os desastres da poesia em cena

GILMAL

ELVIS

Em “O Fingidor” o dramaturgo Samir Yazbek desenvolve uma trama interessante e singela para contar os últimos dias do poeta Fernando Pessoa. Pessoa, como é comumente chamado na peça, a uma semana de sua morte, resolve disfarçar-se de datilógrafo, empregado de um crítico literário que está escrevendo justamente uma conferência sobre sua obra. Enquanto acontecem alguns quiprocós, seus heterônimos ganham vida e acabam por ser os maiores confidentes de Pessoa. Ganhadora do prêmio Shell de 1999 de melhor texto teatral, a peça surpreende ao arrolar sobre a vida do poeta português numa dimensão original, poética e decisiva fugindo do “reducionismo do recital poético”, como nos revela o crítico teatral Mackzen Luís, ampliando-o ao texto teatral como forma de potencialização de sua poética e de sua vida. Em montagens que tomam como referência poetas e seus poemas (e poesias) é comum terrivelmente comum, vale ressaltar! - encontrarmos a fórmula do recital como modo dramático aprazível. Algumas dessas fórmulas surtem efeitos positivos como no caso da peça “Anjo Malaquias” dirigida por Afonso Drummond em 2007 no Rio de Janeiro. O diretor encontrou uma estratégia onde os poemas e a biografia do poeta gaúcho se entrelaçaram numa simbiose salutar e criativa tendo como cenário uma carruagem onde dois atores saltimbancos apresentavam ao público a vida e obra do poeta fazendo clara referência aos rapsodos antigos e aos ditirambos. Mas em sua maioria, os espe-

táculos que buscam homenagear poetas sucumbem a conversa entre poemas. A estrutura rígida a que muitos submetem sua mis-en-scéne acaba tornando os espetáculos pesados e monocórdicos. Vamos além: a estrutura dos poemas uma vez recitados, ipsis literis e sem nenhuma convenção dramática, acaba tornando-se uma armadilha para o diretor e, principalmente, suas intérpretes. Certo. Uma vez escolhida a forma de representação (o recital) falta às montagens a decisão de algo que as costurassem e abrissem brechas de entendimento. Os próprios poemas geralmente são conduzidos pelos atores num fôlego só e, ao que pudemos notar ao longo destes anos em espetáculos do gênero, muitas das sutilezas e leituras imagéticas e rítmicas dos poemas são ignorados impondo dificuldades ao espectador quanto a compreensão das imagens e metáforas. Talvez faltasse combinar ecos das biografias com o universo dos respectivos poemas (óbvio, sem dúvida, mais funcional), ou mesmo, utilizar-se de uma conversa sincera e aberta entre os poetas e suas musas sem a interferência de insinuações poéticas (métrica), ou, ainda, alguma outra técnica que nivelasse os planos de recital e dramático para além do usual. Isto certamente daria uma outra cara e viés aos espetáculos como também volveria o conflito para situações e temas. Talvez tenha soado estranho o tema deste artigo, mas a preocupação é pertinente quando surge, sobretudo, as experimentações do teatro experimental e amador.

Márcio Braz ator, diretor e cientista social

A estrutura dos poemas uma vez recitados, ipsis literis e sem nenhuma convenção dramática, acaba tornando-se uma armadilha para o diretor e suas intérpretes”


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Programação de TV SBT 4h45 JORNAL DA SEMANA SBT 6h BRASIL CAMINHONEIRO 6h30 TURISMO & AVENTURA 7h15 ACELERADOS 8h CHAVES 10h DOMINGO LEGAL 14h ELIANA 18h RODA A RODA JEQUITI 18h45 SORTEIO DA TELESENA 19h PROGRAMA SILVIO SANTOS 23h CONEXÃO REPORTER 0h ARQUEIRO 1h NIKITA 2h GAROTO DE OURO 3h BIG BANG Eliana é opção de conteúdos variados na tarde do SBT

ÁRIES - 21/3 a 19/4

Sua impulsividade natural está mais forte desde há alguns dias. Hoje, ela se defronta com aspectos da realidade que lhe põe freios. Considere o que deve ser melhor conformado.

4h45

BAND

Santa Missa

RECORD

5h POWER RANGERS 6h30 SANTA MISSA NO SEU LAR 5h45 Amazônia Rural 7h30 POWER RANGERS 6h15 Pequenas Empresas, grandes 8h30 MASKAT NA TV Negócios 9h30 GAME MANIA 10h45 VERDADE E VIDA 6h50 Globo Rural 7h48 FÓRMULA 1 - GRANDE PRÊMIO 11h PÉ NA ESTRADA 11h30 COPA PETROBRAS DE MARCAS DA BÉLGICA Etapa de Goiânia/GO 9h40 Auto Esporte 12h30 BAND ESPORTE CLUBE 14h O GRANDE MOMENTO DO FUTE10h Esporte Espetacular BOL 12h Esquenta 14h30 FUTEBOL 2015 – Campeonato 13h10 Temperatura Máxima - O ÚLTI- Brasileiro MO MESTRE DO AR Flamengo x São Paulo Joinville x Fluminense 15h Campeonato Brasileiro - FLA16h50 3º TEMPO MENGO X SÃO PAULO Inclui Fórmula Indy – GP de Pocono/EUA 17h Domingão do Faustão 19h SABE OU NÃO SABE 20h SÓ RISOS 20h Fantástico 21h15 PÂNICO NA BAND 22h17 TOMARA QUE CAIA 0h15 CANAL LIVRE 23h18 Domingo Maior - 72 HORAS 1h15 COMO EU CONHECI SUA MÃE 1h ENCERRAMENTO PREVISTO 1h50 FILHOS DA ANARQUIA 2h40 IGREJA UNIVERSAL (MANUTENÇÃO MENSAL)

Cinema

5h SANTO CULTO EM SEU LAR 5h30 DESENHOS BÍBLICOS 7h55 RECORD KIDS - TODO MUNDO ODEIA O CHRIS 10h DOMINGO SHOW 14h30 HORA DO FARO 18h30 DOMINGO ESPETACULAR 22h15 REPÓRTER EM AÇÃO 23h15 ROBERTO JUSTUS + 0h15 PROGRAMAÇÃO IURD

Cruzadinhas

ESTREIAS FOTOS: DIVULGAÇÃO

Horóscopo

3h30 IGREJA UNIVERSAL

GLOBO

TOURO - 20/4 a 20/5

Antes que você se entusiasme demais e cometa ações contra alguma pessoa que lhe é próxima, veja o que lhe diz a sensibilidade dessa pessoa - e cuide de respeitá-la. GÊMEOS - 21/5 a 21/6

Seus projetos mais idealistas precisarão agora respeitar os limites da realidade mais imediata. Não há como fazer os projetos crescerem se não for no terreno de que dispõe. CÂNCER - 22/6 a 22/7

O impulso para o desenvolvimento profissional é muito intenso nestes dias, mas deve se ajustar ao que você deseja. Uma oportunidade não vale a pena se não é um desejo seu. LEÃO - 23/7 a 22/8

As necessidades familiares colocam freios ao seu gosto, neste momento, de dedicar-se aos ideais, a viagens e aos assuntos filosóficos e espirituais. Procure um equilíbrio. VIRGEM - 23/8 a 22/9

Veja quais limites você pode realmente ultrapassar na relação com as outras pessoas, em especial com a pessoa amada. Converse a respeito disso e reconheça os limites. LIBRA - 23/9 a 22/10

As condições materiais devem ser levadas em conta como fator de contenção para os impulsos que surgem pelo forte entusiasmo acionado na vida a dois. Veja o que pode.

Linda de Morrer: BRA. 12 anos. Médica muito famosa, Paula (Glória Pires) descobre como resolver o drama das mulheres modernas: a celulite. Com o recém-criado Milagra, ela espera salvá-las deste “mal”. Porém, Paula toma o remédio e morre de um inesperado efeito colateral. Agora, seu espírito preso à Terra precisa denunciar o próprio remédio e salvar as futuras vítimas de seu inescrupuloso sócio, Dr. Francis (Ângelo Paes Leme). Para isso ela conta apenas com duas pessoas: o estabanado Dr. Daniel (Emilio Dantas), que acaba de herdar o dom da mediunidade da avó (Susana Vieira), e Alice (Antônia Morais), sua filha com quem vivia às turras quando era viva. Cinemark 1 – 14h10, 16h10, 18h30, 20h50 (diariamente), 23h (somente sábado), Cinemark 8 – 17h30, 19h30, 21h45 (diariamente); Kinoplex 1 – 15h10, 17h05, 19h, 20h55 (diariamente).

ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11

Você próprio tenderá a refrear alguns impulsos surgidos no ambiente de trabalho. Encontrar o ritmo certo é mais importante do que acelerar de maneira desmedida. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12

Situações limitantes se impõem sobre seus impulsos amorosos. Você terá que respeitar esses limites, nem que precise ser forçado a isso. Encontre o ritmo certo para suas ações. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1

Os projetos de longo prazo cobrar fidelidade e, com isso, limitam certos impulsos mais imediatistas. Não obstante, as relações familiares são entusiasmadas e vibrantes. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2

As obrigações profissionais e sociais colocam freios em seu jeito de ser e na condução do cotidiano. Sua comunicação terá que ser pautada pelos compromissos que estabeleceu. PEIXES - 19/2 a 20/3

A impulsividade na lida com os bens materiais mais imediatos será refreada por uma visão de longo prazo. Procure seguir um plano mais do que seguir seu temperamento.

CONTINUAÇÃO Exorcistas do Vaticano: EUA. 14 anos. Após cortar o dedo acidentalmente, a jovem Angela Holmes (Dudley) começa a ter um efeito devastador sobre as pessoas, provocando graves ferimentos e até mortes. O vigário da comunidade, Padre Lozano (Michael Peña), examina Angela e acredita que ela está possuída. Mas quando o padre Imani (Djimon Hounsou) e o cardeal Bruun (Peter Andersson) chegam do Vaticano para exorcizar a garota, eles descobrem uma força satânica mais ancestral e poderosa do que poderiam imaginar. Cinemark 7 – 13h50, 16h30, 18h50, 21h15 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sábado); Kinoplex 4 – 17h20, 21h30 (dub/diariamente), 19h25 (leg/diariamente).

Missão Impossível – Nação Secreta. EUA. 14 anos. Cinemark 5 – 11h20 (dub/somente sábado), 14h20, 17h20 (dub/diariamente), 20h20 (dub/exceto quarta-feira), Cinemark 6 – 12h30 (dub/somente sábado e domingo), 15h30, 18h20, 21h30 (dub/diariamente); Kinoplex 3 – 15h45, 18h30, 21h15 (dub/diariamente), 13h (dub/somente sábado e domingo). O Pequeno Príncipe. EUA, FRA. Livre. Cinemark 4 – 12h40 (dub/somente sábado e domingo), 15h15, 17h50, 20h30 (dub/diariamente), 23h15 (dub/ somente sábado); Kinoplex 5 – 16h20, 18h40, 21h (3D/dub/diariamente), 14h (3D/dub/somente sábado e domingo). A Escolha Perfeita. EUA. 12 anos. Cinemark 2 –18h10 (dub/diariamente).

Quarteto Fantástico. EUA. 12 anos. Cinemark 2 – 21h (dub/diariamente), Cinemark 3 – 19h20, 22h (dub/exceto terça-feira); Kinoplex 2 – 16h35, 18h50, 21h (dub/diariamente), 14h20 (dub/somente sábado e domingo). Meu Passado Me Condena 2. BRA. 12 anos. Cinemark 3 – 11h45 (somente sábado e domingo), 14h15, 16h45 (diariamente). Pixels. EUA. 10 anos. Kinoplex 4 – 15h (dub/diariamente). Carrossel: BRA. Livre. Cinemark 2 – 14h, 16h (diariamente), Cinemark 8 – 13h (somente sábado), 15h10 (diariamente).


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Sessentinha E lá vai ela somando mais um número..... Número assustador, uma espécie de divisor de águas....Que a deixa com um pé lá e outro cá numa espécie de gangorra que insiste que se trabalhe o equilíbrio....Ahhhhh o equilibrio....Nesse momento ela se sente meio louca, piradinha, descobrindo que o bom é quebrar tudo!!!! Não quer mais aquela coisa normal, regrada, temperada que explica tudo como se a vida fosse pra sempre........O tempo traz urgência e a certeza do fim , o fim que ela conhece que se banha , que discute se está gorda ou magra com as amigas..... Ela tem um olhar sobre a vida muito distinto. Não tem muita paciência para bobagens, papos sem futuro, desrespeito a vida.....Boçalidade e vaidade extrema a coçam inteira..... Gosta de sustância , de gente que atropela o convencional, que arrebata o cotidiano com uma frase.....Aquela foto das mesmas pessoas nos mesmos lugares lhe dão náuseas.....O mundo é imenso com gente diferente, extranha e perigosa .......Tudo é possível! Está solteira e gosta dessa condição.......É muito bom gostar do que se gosta sem ter que dar explicações.......Hoje percebe claramente o quanto é dificil estar morando com outro ser, mas vê aliviada grandes mulheres que conseguem dividir sem se excluir....... O amor desconstroi suas verdades e isso

é maravilhoso! Quer muito voltar a amar loucamente . Se olha no espelho e vê uma pessoa que quase não reconhece ! Meio senhora....(.Isso lhe da nos nervos.)...Não se sente assim.... Se sente mais livre do seu facão...... Mais entregue, não julga mais....Recebe e agradece! Quando alguém lhe olha com admiração e se é muito jovem não faz mais uma tese sobre o tema, simplesmente agradece! Aquela pessoa lhe olhou e sabe que não é mais nenhuma gatinha se gosta é porque vê outras possibilidades. É difícil envelhecer! Temos encontros com coisas que não pensamos nos pertencer! ( Ela gosta de ir fundo nas coisas ). Quer amar! Muito e fogosamente....Subir no lustre como diz um amigo!. Tem dó de quem desiste.....Quem se arrasta em lembranças, quem fala “no meu tempo”. O tempo é agora! Ainda não beijou todas as bocas que quer, ainda nâo viveu todas as experiências. A vida é movimento incessante e ninguèm perde as emoções , nâo tem idade que segure a vibração de uma vida! Que bom que aquela imagem da mulher largada com aquela “bata” medonha na janela com olhar vazio e triste voou no tempo. Temos força e queremos amar, somos fortes e agora muitas! Salve todas as idades!

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