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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.393 – DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
GUERRA DAS
ESTRELAS Com a possibilidade de ser novamente eliminado da Copa do Mundo na primeira fase com uma derrota para os americanos, Portugal aposta todas as fichas no melhor do mundo, Cristiano Ronaldo (foto à esquerda), hoje na Arena da Amazônia.
Os norte-americanos pretendem explorar o mau momento de Portugal , como avisou o técnico dos Estados Unidos, Jürgen Klinsmann. Para isso, eles contam com a habilidade do meia-atacante Clint Dempsey (foto). Pódio E6
NUNO GUIMARAES/GAZETAPRESS
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Massa desbancou a Mercedes e é pole na Áustria, quebrando jejum de 6 anos
MASSA LARGA NA POLE
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Felipe Massa é pole position do GP da Áustria. O brasileiro foi o responsável por quebrar a hegemonia da Mercedes na temporada. Seu companheiro de Williams, Valtteri Bottas, completou a dobradinha do time inglês na primeira fila. O piloto brasileiro não fazia uma pole desde o GP do Brasil de 2008. Última Hora A2
H O J E
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D O M I N G O DIEGO JANATÃ
PLATEIA Aos 26 anos, Tammy Cavalcante (foto), ex-miss Amazonas, volta a brilhar nas passarelas e foi eleita Miss Brasil Américas 2014, garantindo um lugar no concurso World’s Perfect Pageant. Elenco11
A consciência do final infeliz de Stefan Zweig (1881-1942) muitas vezes distorce a noção que se tem sobre sua vida e obra. Sua trajetória desafia biógrafos mundo afora.
Ilustríssima G4 e G5
Por ter propriedade antioxidante, a castanha-do-pará é ideal para quem quer combater as gorduras do organismo e evitar problemas cardiovasculares. Saúde F2
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.
Livro “O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro – Edição 2014” reúne imagens dos fotógrafos do EM TEMPO, entre eles a repórter Ione Moreno (foto). Plateia D1 TEMPO EM MANAUS
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Última Hora
MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
Massa quebra jejum de seis anos e larga na pole O piloto da Williams desbancou o domínio da Mercedes e vai largar na frente no GP da Áustria, hoje
O
brasileiro Felipe Massa, da Williams, desbancou o domínio da Mercedes, quebrou um jejum de 6 anos e largará na pole position do GP da Áustria, oitava etapa da temporada, que será realizada hoje. A última pole position conquistado pelo piloto brasileiro foi no GP Brasil de 2008. O piloto da Williams conseguiu a pole position nos segundos finais do treino classificatório ao cravar 1min08s759. O segundo colocado no grid de largada será o finlandês Valtteri Botas companheiro de Massa na Williams. Ele marcou o tempo de 1min08s846. Ainda bastante emocionado por ter conquistado na Áustria sua primeira pole position desde 2008, Felipe Massa contou que Neymar pode ter lhe trazido sorte neste sábado (21). “Hoje de manhã, antes de eu entrar no carro, na hora que eu estava me trocando o Felipinho (seu filho) me deu um bonequinho do Neymar para me dar sorte e eu coloquei do lado do meu capacete. Acho que valeu, não sei se foi isso, mas valeu”, disse o piloto da Williams, que quebrou a hegemonia de poles da Mercedes nesta temporada – o time havia colocado um de seus pilotos na ponta nas sete corridas já disputadas.
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“Não imaginei de jeito nenhum que sairia na pole hoje. Pensei que estaria brigando para sair entre os três primeiros, mas nunca pensei que largaria da frente”, completou Massa, que soma 16 poles em sua carreira na F-1. “É uma sensação incrível estar de volta a este lugar (o primeiro posto no grid). Eu estou realmente muito feliz, muito emocionado. Não só por mim, mas pela nossa equipe, também, que tem feito um excelente trabalho. Fazia muito tempo que eu não conquistava uma pole e agora temos que nos concentrar na corrida, pois sabemos que não será fácil lutar com a Mercedes”, completou o piloto brasileiro. Líder do campeonato e dono de três poles até o momento, o alemão Nico Rosberg, da Mercedes, largará na terceira colocação. Ele fez o tempo de 1min08s944. Já o seu companheiro de equipe, o inglês Lewis Hamilton rodou nos instantes finais de treino e sairá apenas na nona posição. Tetracampeão mundial, o alemão Sebastian Vettel não conseguiu se classificar para a terceira parte do treino e largará na 13ª posição. O GP da Áustria será realizado hoje, às 8h, com transmissão da TV Globo.
POLÍCIA
Os detidos responderão por tráfico e associação para o tráfico
Grupo suspeito de pertencer à FDN é preso em operação Nove pessoas foram presas na operação “Faroeste Amazônico 2”, deflagrada pela polícia civil na madrugada de ontem. Junto ao grupo suspeito de pertencer à facção criminosa Família do Norte (FDN), foram apreendidos R$ 3.416 mil, munições de fuzil e de revólver calibre 38, duas motocicletas e um veículo modelo Gol. O grupo foi apresentado na Delegacia Especializada de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (Depre). A operação, que vinha sendo articulada há seis meses, buscou cumprir os mandados de prisão emitidos pela juíza Eulinete Melo Tribuzy e desarticular um dos braços da FDN na capital. A ação foi chefiada pela delegada titular da Depre, Vanessa Ricardo, e pelo delegado adjunto Samir Freira. Os indivíduos foram presos em vários endereços nos bairros Petrópolis, Compensa, Flores e São Lázaro. O grupo era liderado por Alessandro Barbosa Fonseca, 38, o “Alê”, que foi assassinado com sete tiros no
dia 9 de junho, em Petrópolis. De acordo com a polícia, Alê era um dos dirigentes da FDN e suspeito de participação na morte do delegado Oscar Cardoso. Após o assassinato do líder, deu-se uma disputa em busca da liderança do grupo, que até ontem vinha sendo chefiado por Simone Cavalcante de Oliveira Fonseca, 28, a mulher de Alê, segundo informações da polícia. Durante a operação foram presos, além de Simone, Selene Teixeira Dias, 40; Claudionor de Lima Freitas, 39, o “Rato”; Marinalva Teixeira Dias França, 57, a “Magal”; Carlos Alberto Araújo de Lima, 26, o “Pequenos Mestre”; Gercírio Alves do Nascimento, 43, o “Grande”; Edivan Paulino da Silva, 31, o “Caio”; Mário Osmar Barroso de Oliveira, 34, o “Tobi”; e Fábio César Xavier Menezes, 23, o “Tainá”. O grupo responderá por tráfico e associação para o tráfico. “Grande” irá responder por posse irregular de munição de uso permitido e restrito e Simone pode ainda ser indiciada por lavagem de dinheiro.
Morre Oberdan Cattani Oberdan Cattani, um dos maiores goleiros do Palmeiras, ao lado de Leão e Marcos, morreu às 23h25 desta sexta-feira (20), aos 95 anos. Segundo o Palmeiras informou, a causa da morte foi uma infecção pulmonar. O ex-goleiro estava internado há dez dias no hospital do Servidor Público Municipal, na Zona Sul da capital paulista. O velório será na sede social do Palmeiras e o sepultamento será no cemitério do Araçá – os horários não foram confirmados. Ele já havia tido problemas cardíacos neste ano. Em abril, passou por uma cirurgia cardíaca para a colocação de um stent no hospital Bandeirantes, onde o ex-goleiro ficou internado. Um cateterismo apontou grave lesão coronariana. Goleiro do Palmeiras de 1941 a 1954, o ex-jogador era o último atleta ainda vivo da época em que o clube se chamava Palestra Itália. Em outubro do ano passado, o Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras aprovou a construção de um busto para Oberdan no clube. O busto seria inaugurado nesta semana, mas o evento foi adiado a pedido da família por causa do estado de saúde de Cattani.
A pole position foi conquistada por Felipe Massa nos segundos finais do treino de ontem
CONVENÇÃO DIVULGAÇÃO
PALMEIRAS
PSDB oficializa apoio O Partido Social Democracia Brasileira (PSDB) oficializou neste sábado (21) o apoio às pré-candidaturas de José Melo (Pros), para governador do Estado, e Omar Aziz (PSD), para o Senado. O anúncio aconteceu em evento realizada no Meu Xodó Music Hall, na avenida Max Teixiera, Cidade Nova, zona Norte, e contou com a presença do principal nome do PSDB no Estado, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio; do governador José Melo e de Omar Aziz, além de políticos como os deputados Arthur Bisneto, Carlos Souza e Silas Câmara. O prefeito Arthur Neto, que também é presidente de honra dos tucanos, afirmou que a parceria vai dar continuidade ao trabalho conjunto que governo e prefeitura vêm realizando na administração da cidade. “Vou me dividir em dois e serei cabo eleitoral da melhor chapa que podemos formar para o governo e que é melhor para população”, afirmou Arthur. José Melo e Omar Aziz agradeceram ao apoio do prefeito de Manaus. Melo citou, inclusive, o conceito elevado que Arthur possui com a população, sendo apontado como um dos melhores administradores municipais do país.
COPA DO MUNDO
TERRA
Seleção portuguesa realiza treino de adaptação ao clima A seleção portuguesa treinou ontem, na Arena da Amazônia, em Manaus, onde hoje defronta os Estados Unidos, em encontro decisivo da segunda jornada do Grupo G do Mundial 2014 de futebol. Além da adaptação ao gramado do local, a equipe vai ter uma primeira amostra do clima de Manaus, sendo esperadas, na hora da partida, temperaturas por volta de 30 graus Celsius e umidade superior a 80 por cento, além de existir a possibilidade de trovoadas. Com Fábio Coentrão, que já regressou a Portugal, Rui Patrício e Hugo Almeida fora do jogo, a grande dúvida passou a ser Bruno Alves, que, devido a dores musculares, não treinou
na sexta-feira. Antes da partida, marcada para as 19h30 locais, o treinador Paulo Bento e um jogador farão, às 15h15, a antevisão da partida com os norte-americanos, em conferência oficial da Fifa. A seleção dos Estados Unidos também treinou ontem em Manaus, e o treinador, o alemão Jurgen Klinsmann, falou com os jornalistas 45 minutos antes. Depois da goleada sofrida frente à Alemanha (4-0) na estreia, Portugal está praticamente obrigado a ganhar dos Estados Unidos, que, no primeiro jogo, venceram Gana, por 2-1. O encontro entre Portugal e Estados Unidos será arbitrado pelo argentino Nestor Pitana. DIVULGAÇÃO
O time de Portugal enfrenta, hoje, a seleção dos Estados Unidos
Entrega de títulos é anunciada Neste sábado, 21 de junho, durante a entrega de 3.408 títulos definitivos de terra para moradores dos bairros Zumbi, Nova Vitória, Amazonino Mendes, Tancredo Neves e Puraquequara, na Zona Leste de Manaus, o governador José Melo anunciou que, até o fim deste ano, serão entregues mais 60 mil títulos definitivos de terra em Manaus e no interior do Estado. “Além dos trinta mil títulos que o governo do Amazonas já tem programado para entregar até fim do ano na capital e no interior, eu acertei com a prefeitura, com o prefeito Arthur, que além destes vamos fazer a entrega de mais trinta mil nas zonas Leste e Norte de Manaus”. A entrega deste sábado aconteceu na escola estadual Professora Maria Teixeira Góes, no bairro Zumbi 2, Zona Leste. “Hoje é um dia especial, é um tema que comove muito. Dá alegria de ver que, a partir de hoje, 3.408 famílias não mais terão o desconforto de ver um oficial de justiça chegar e pedir para sair do local onde eles moram. A partir de hoje, essas famílias terão a tranquilidade de dizer que a casa onde moram é deles, será de suas famílias”, disse Melo. Segundo o secretário de Estado de Política Fundiária, Ivanhoé Mendes, está é a terceira entrega de títulos em Manaus neste ano, totalizando 7.023 títulos. Ainda neste mês serão entregues cerca de 300 títulos em Parintins.
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
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Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Com o dinheiro dos outros
Já estourou na mídia nacional. A revista Época, noticiou que a deputada Rebecca Garcia (PP–AM) não será mais candidata ao governo do Amazonas. Desde o início do ano, ela negociava uma coligação com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, chefe do PSDB local. “Não negocia mais. Virgílio parou de atender as ligações de Rebecca e ofereceu o seu apoio ao governador José Melo, que tentará a reeleição pelo Pros”, escreveu o colunista Felipe Patury. Rifada Rifada pelo PSDB de Virgílio, Rebecca procurou Aécio Neves. E disse ao presidenciável tucano que, sem a aliança, teria de buscar um novo caminho. Me chama, me chama Agora, a deputada vem conversando com o senador Eduardo Braga, candidato ao governo do Amazonas pelo PMDB e fiel aliado da presidente Dilma Rousseff. O mesmo que implodiu sua candidatura à Prefeitura de Manaus. Eu te proponho Conta ainda a Época, que Braga oferece a sua chapa para Rebecca ser a sua vice. Ou então, se quiser, disputar o Senado com o apoio do líder do governo. Toma lá, dá cá Mas o que pede Rebecca para se mudar de malas e cuias para o lado de Braga? Interessada no posto de vice, a deputada pede uma Secretaria estadual de peso, caso Braga seja eleito. Adversária de Arthur E mais: Rebecca faz questão de disputar a Prefeitura de Manaus, em 2016, contra o seu novo adversário, o tucano Virgílio. Para isso, quer que Braga patrocine a sua candidatura à prefeita da capital. Pedra no caminho Só que Rebecca não está contando com o desempenho
de Arthur na prefeitura, seu carisma, sua aceitação pela população e o resgate que ele está fazendo de Manaus. Quer dizer, o projeto não será “de barbada” assim como se pensa. O teste de Aécio Aécio Neves vai testar sua popularidade, neste domingo (22), na Arena da Amazônia. O pré-candidato a presidente assistirá seu primeiro jogo da Copa do Mundo em Manaus, acompanhado do prefeito Arthur Virgílio (PSDB). Mineiramente Mas, nem sob tortura o neto de Tancredo revela se vai torcer para Portugal e Estados Unidos. Afinal, não bastasse ser tucano, Aécio é mineiro. Pacote do desespero Falando em Aécio, o senador classificou as medidas anunciadas quarta-feira (18), pela presidente Dilma Rousseff (PT), como um “pacote de desespero”.
— O setor produtivo tem a sensação de que essa é uma agenda muito mais eleitoral. Confiança é um ativo valioso e quando se perde, é difícil recuperar. Esse é um pacote de desespero – disparou. Olha o assalto aí gente! Os 9 mil coletivos que circulam no Rio terão botões de pânico para que os motoristas alertem a polícia em casos de ataque de vândalos e criminosos. A grande sacada é do Rio ôni-
APLAUSOS
Regi regi@emtempo.com.br
bus, o sindicato das empresas de ônibus do Rio de Janeiroo. O que rola O sindicato está criando uma central de controle para operação de ônibus no Rio. Por meio de imagens e posicionamento dos veículos por GPS, vai monitorar o que rola dentro do veículo. Chame a polícia As informações chegarão em tempo real à Polícia Civil, no caso de qualquer ação criminosa, trazendo maior segurança aos usuários.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Alarme grevista A ideia é boa e pode muito bem ser adaptada por Manaus. Com botões de pânico para que os motoristas e cobradores de ônibus avisem quando o sindicato decretar outra greve. Pitaco Fontes ligadas ao ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) garantem que o programa de governo de Eduardo Braga vai ter a marca do veterano político. Administrador experiente e político ‘passado na casca do alho’, Amazonino só aceitou apoiar Braga se puder dar pitaco no programa administrativo. Quatro mãos Segundo o próprio Braga, ambos estão trabalhando na criação do programa de governo.—Estamos conversando bastante. Não estamos, neste momento, fazendo uma postura eleitoral –garantiu o senador.
VAIAS
Torcedores ilustres
Quem melhor definiu a meteórica ascensão (e queda) de Eike Batista foi a historiadora econômica e colunista do jornal “O Globo”, Miriam Leitão: “Ele empacotou e vendeu vento”. “E quem vende vento dissemina tempestade”. Eike surfou no surto da euforia brasileira que confundiu o tsunami financeiro de 2007/8 com marola, onda curta – banzeiro, se diria em Manaus, se fosse consultada. O que se creditou como ousadia a Eike Batista nesse curto tempo em que foi financiado pelo BNDES, de quem emprestou mais de R$ 10 bilhões, e mais de uma dezena de crentes em milagres financeiros, para comprar e engatilhar empresas foi um revival do que a Europa e os Estados Unidos já tinham sofrido desde os anos 1970, com uma geração de jovens “empreendedores”, desenvoltos, apesar dos terninhos justos, bem falantes, energizados principalmente por carreiras de cocaína e vodka (essa bebida, preferivelmente destilada da batata, não deixaria “bafo” de álcool e seria um realimentador da coca, outro produto destilado). Eram os yuppies, os antípodas dos hippies, que sonhavam com uma vida à base de um amor e uma cabana. Os yuppies conseguiram recolocar no mercado o antigo “golpe da pirâmide”, que transforma uma simples moeda, que viaja de mão em mão, em uma enorme fortuna. Um surto psicótico no mercado financeiro, devidamente desregulado por Margareth Thatcher e Ronald Reagan. Eike Batista apareceu na pavulagem brasileira do lulismo como um yuppie retardatário (e retardado). O administrador de fundos Jack Deino, em entrevista ao “The New York Times”, concordou com a leitura de Miriam Leitão: “Batista construiu seus negócios com muita conversa de vendedor e muito exagero. Não pretendo passar nem perto de nenhum outro de seus empreendimentos”. Eike está voltando com o mesmo pregão.
Intransigência do Manaustrans DIVULGAÇÃO
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Aos “torcedores” ilustres que escolheram a Arena da Amazônia para assistir ao histórico jogo entre Estados Unidos X Portugal, entre eles o presidente da Fifa, Joseph Blatter; o pré- candidato a presidente, Aécio Neves (PSDB) e o ministro dos esportes, Aldo Rebello; além da embaixadora dos Estados Unidos, Liliana Ayalde.
Para alguns agentes do Manastrans que estão barrando repórteres fotográficos e cinegrafistas, a caminho do Centro de Mídia, mesmo quando esses profissionais apresentam todas as credenciais como trânsito livre, crachá de imprensa e mapa da Fifa. Com isso, eles são obrigados a caminhar mais de 1 Km com equipamentos pesados.
Patrimônio e prejuízo nossos A Petrobras nunca foi apenas uma empresa. Nasceu como um ícone no tempo de Getúlio Vargas e da campanha de “O Petróleo é Nosso”, que arrebatou emocionalmente toda a nação e contou com a participação de lideranças políticas e de importantes e atuantes intelectuais, com especial destaque para o escritor Monteiro Lobato. Pelo clima em que nasceu, a carga emocional que recaiu e ainda paira sobre a Petrobrás é enorme e se constitui num fenômeno de extrema raridade. Empresas e grupos empresariais, mundo afora, gastam verdadeiras fortunas em estratégias e campanhas de marketing, na tentativa de capitalizar o investimento emocional das massas que constituem o seu mercado consumidor. Não é fácil e raramente conseguem, a não ser aquelas que de algum modo logram fundir e confundir a sua identidade com a própria identidade nacional do país a que se vinculam, muitas vezes em virtude de alguma peculiaridade quase idiossincrática do seu produto principal. O produto da Petrobras, o petróleo, nenhuma particularidade guarda que o remeta à brasilidade da nação. Foi outro o caminho trilhado pela nossa estatal. Por ter sido erguida como um símbolo da nossa autonomia e como o caminho que nos poderia levar à prosperidade e à independência econômica, a Petrobras, de empresa, passou a ser um emblema substitutivo do próprio sentimento de patriotismo. Ameaçar ou acusar algum político ou partido político de qualquer intenção de alienar a Petrobras, sempre pesou como golpe deletério. Ainda recentemente vimos o PT tentar usar desse expediente como tentativa de causar danos
eleitorais ao PSDB. Agora, é preciso deixar claro que não é só vendendo a companhia que se chega ao desvirtuamento e ao empobrecimento desse patrimônio a que tanto se apegam os brasileiros. Hoje, temos a impressão de que há um processo de aviltamento da imagem da Petrobras e, ao mesmo tempo, um nítido desgaste da fortaleza econômica que há muito colocou a nossa petroleira no grupo das maiores empresas do mundo. Os governos do PT, de Lula a Dilma, favoreceram e permitiram que estelionatários e peculatários (não há como esquecer de que se trata de uma empresa estatal e que, portanto, é patrimônio público), segundo matérias jornalísticas com farta documentação, tenham usado a companhia para fazer escabrosos negócios que, enquanto corroíam o patrimônio, promoviam o enriquecimento dessas pessoas e favoreciam grupos econômicos paralelos. Um dos mais destacados e poderosos diretores, ali colocado com objetivos apenas políticos, pois nenhuma outra qualificação parece ter, está hoje preso na carceragem da Polícia Federal. Outro, ligado diretamente à compra superfaturada da tal refinaria de Pasadena, pela força das denúncias já foi demitido e agora se acha sob investigação fiscal e policial. Se a Petrobras ora desce a ladeira, seja por conta das negociatas que se realizam impunemente no seu interior, seja pela força da incompetência dos que deveriam administrá-la, mas que apenas se qualificam politicamente, enquanto se desqualificam tecnicamente como gestores, o sentimento nacional é de que o próprio país desce a rampa e arrasta consigo a maior empresa brasileira.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Se a Petrobras ora desce a ladeira, seja por conta das negociatas que se realizam impunemente no seu interior, seja pela força da incompetência dos que deveriam administrá-la, o sentimento nacional é de que o próprio país desce a rampa e arrasta consigo a maior empresa brasileira”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
Frase
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BERNARDO MELLO FRANCO (INTERINO)
Ritmo de campanha A presidente Dilma Rousseff duplicou sua exposição em eventos oficiais nos últimos três meses, antes do fim do prazo em que os candidatos ainda podem ir às solenidades. Em um esforço para estancar a queda nas pesquisas e turbinar marcas de seu governo, ela participou de 66 cerimônias pelo Brasil e discursou por um total de 29 horas e 56 minutos entre 20 de março e 20 de junho deste ano. No mesmo período de 2013, a petista apareceu bem menos: foi a 29 eventos e falou por 14 horas 31mininutos.
Os conflitos estão se multiplicando mais e mais. E, ao mesmo tempo, conflitos antigos parecem nunca terminar. Não há solução humanitária para esses problemas... ver o Conselho de Segurança paralisado, quando todas essas crises estão se ampliando, é algo que não faz sentido. O que mais me frustra é e o mundo ser incapaz de por um fim a esse absurdo
Pesca-voto Nos últimos meses, Dilma inaugurou obras, visitou canteiros, entregou máquinas e participou de formaturas 20 vezes no Sudeste e 15 no Nordeste.
vive às turras com Dilma, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) quer tratar a candidatura do petista ao governo do Rio como palanque próprio no Estado.
António Guterres, alto-comissário da ONU para refugiados, disse à BBC que o número de pessoas forçadas a deixar suas casas e seus países devido a guerras ou perseguição superou a marca de 50 milhões em 2013 pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. Um “desafio dramático” para os que prestam ajuda humanitária.
Marca registrada A presidente foi a 19 eventos ligados a obras de infraestrutura e mobilidade urbana e a 11 formaturas de alunos do Pronatec, uma de suas principais vitrines eleitorais. Também compareceu a nove atos do Minha Casa, Minha Vida.
Tudo nosso Um aliado do pernambucano lembra que Dilma já conta com Anthony Garotinho (PR), Marcelo Crivella (PRB) e Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Rio. “Ela tem muito palanque, não precisa se preocupar com mais um do Lindberg”, ironiza.
Braços do povo A petista aproveitou algumas das viagens, bancadas pela União, para dar entrevistas a rádios locais e fazer corpo a corpo com eleitores recrutados por políticos aliados.
Confie em mim O senador petista, ainda eufórico com a adesão de Campos, promete lealdade total à presidente. O governador Pezão, cujo partido aderiu em peso a Aécio Neves (PSDB), repete o mesmo juramento a Dilma.
Valerioduto O ex-ministro Walfrido dos Mares Guia começou a montar a estrutura da campanha de Dilma em Minas. Amigo de Lula, ele se livrou do processo do mensalão mineiro ao completar 70 anos. Agora, foi escalado pelo ex-presidente para comandar a campanha no Estado. Regra três Após declarar apoio a Lindberg Farias, que
De virada Assessores do Planalto estão exultantes com pesquisa interna que afirma que cerca de 60% dos brasileiros consideram a Copa boa ou ótima até agora. Obrigado, bola Para o governo, o bom humor é impulsionado pelo engajamento da população com o Mundial. Cerca de 40% dos
brasileiros dizem ter assistido a “todos os jogos que puderam”, e não só aos da seleção. Rei do camarote Escalado para acompanhar mandatários estrangeiros, o ministro Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) se deu bem na Copa. Até a sexta-feira, ele já havia assistido a seis jogos nos estádios.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br
Hermanos O Planalto recebeu sinais de que a Argentina ainda manterá portas abertas para negociar com credores e saldar sua dívida de mais de R$ 3 bilhões.
DIEGO JANATÃ
Honra ao mérito Mais uma para o currículo de José Roberto Arruda (PR), que foi preso na Operação Caixa de Pandora e agora quer voltar ao governo do Distrito Federal. Em 2007, ele condecorou o general José Antônio Nogueira Belham com a medalha Imperador Dom Pedro 2º. Folha corrida O oficial comandou o DOI-Codi do Rio, no período mais brutal da ditadura militar. No mês passado, virou réu na Justiça Federal sob acusação de participar da morte, sob tortura, do ex-deputado Rubens Paiva. Ele se declara inocente.
Tiroteio
Esqueceu-se a palavra legado, que foi o fundamento de uma Copa do Mundo em 12 cidades-sede do Brasil. Em seu lugar, os animadores de outdoor inventaram uma luz no final do túnel: a gratidão de quem parte e leva a saudade de alguém, que fica chorando de dor. É aí que entra quem nunca foi lembrado: o gari. Onde está o gari?
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Alckmin usou o Procon como arma de negociação política. Agora que o órgão foi rifado, a quem o consumidor vai recorrer?
Migrantes
DE ALEXANDRE PADILHA, candidato do PT ao governo paulista, sobre a entrega do Procon ao PRB em troca do apoio do partido a Geraldo Alckmin (PSDB).
Vivi a infância numa pequena cidade do oeste paulista que nasceu e se desenvolveu em torno da estação ferroviária e viveu do cultivo, primeiro do café, depois do algodão, em seguida da criação de gado, e nos tempos atuais da cana e da soja. Nos anos 60, uma grande parte da população migrou para o Paraná, Mato Grosso e Rondônia. Minha lembrança maior é das famílias vizinhas que partilhavam o mesmo quarteirão, pois a cidade, embora pequena, era toda cortada por avenidas. Havia uma família espanhola, duas japonesas, três nordestinas, uma italiana, as quais se juntaram Dona Bárbara e seu Kalil vindos diretamente do Líbano. Crescer neste ambiente foi uma aventura culinária, pois jantar ou merendar na casa dos vizinhos significava fugir do arroz com feijão e conhecer o sabor dos charutos com coalhada, bolinhos de arroz do Japão, carne seca e assim por diante. Conversar com os mais velhos era ouvir história de guerras distantes, de viagens de navio, de cidades destruídas pela bomba atômica. A macarronada dominical ficava por conta das minhas origens italianas e a feijoada vinha das raízes maternas, paulistas de Itu. Quando cheguei a Amazônia descobri e me encantei com a história e a cultura dos povos indígenas e convivi com os descendentes de nordestinos que aqui chegaram no ciclo da borracha. Mas também descobri cemitérios judeus que testemunham a sua chegada nestas terras aos milhares. A minha história é a história do Brasil. Somos um país de migrantes, filhos e descendentes de homens e mulheres que por
Contraponto
Apelo ao padre O candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, não poupa orações para tentar atrair novos aliados. No último domingo (15), ele foi a uma missa em Tambaú com o deputado Guilherme Campos (PSD-SP), aliado de Gilberto Kassab. Os dois rezaram lado a lado na celebração do padre Donizetti, famoso na região. – Tenho certeza de que o padre Donizetti vai interceder pela nossa aliança – brincou Skaf. Descrente, uma assessora de Campos retrucou: – Se essa aliança der certo, o padre vai ser beatificado. E se ganhar a eleição, ele merece ser canonizado! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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motivos vários foram obrigados a deixar a sua terra natal. Somos um povo que continua a se mover, inchando cidades, ocupando espaços, forjando cultura. Somos uma nação que convive com uma injustiça estrutural difícil de ser superada. O racismo e a exclusão existem ao lado de muito machismo e autoritarismo. Nossas raízes penetram no mundo trágico da escravidão e do genocídio. Mas também somos alegres, tolerantes, hospitaleiros, conscientes da relatividade do poder, da autoridade, e até de dogmas intocáveis. Somos capazes de rir de nós mesmos. A chegada de uma nova leva de imigrantes ao Brasil, sobretudo de haitianos e latinos americanos veio testar a nossa capacidade de acolhida. Testemunhamos muita generosidade e organização, mas também muito preconceito e falta de responsabilidade. O fenômeno da migração é humano e vai continuar. Será sempre um dos indicativos do grau de desenvolvimento humano a forma como uma sociedade lida com ele. Para nós cristãos há uma indicação clara no evangelho: eu era estrangeiro e me acolhestes. A nós cabe ser criativos nesta acolhida, tanto no plano emergencial e caritativo quanto no governamental através de políticas públicas que permitam aos que chegam à mesma oportunidade de integração que tiveram nossos antepassados. O imigrante incomoda e desafia. Cada um tem as suas responsabilidades, talvez o possível seja uma saudação amiga, ou um contrato de trabalho, mas poderia ser também a votação de uma lei de estrangeiros mais atualizada. Neste Dia do Migrante pensemos nisto.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
O racismo e a exclusão existem ao lado de muito machismo e autoritarismo. Nossas raízes penetram no mundo trágico da escravidão e do genocídio. Mas também somos alegres, tolerantes, hospitaleiros, conscientes da relatividade do poder, da autoridade, e até de dogmas intocáveis”
Política
MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
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Poder Judiciário do Brasil é dominado por homens
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Informação consta de pesquisa inédita realizada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2013 e divulgado na semana passada
O conselheiro do CNJ, Paulo Teixeira (gesticulando), afirmou que essa pesquisa é inédita no Poder Judiciário e que vai servir de balizamento para futuras mudanças na Justiça brasileira
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ealizado pela primeira vez no país, o censo do Poder Judiciário revelou um amplo perfil dos magistrados e servidores desse poder no Brasil. Divulgado na semana passada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o estudo, que possui 213 páginas, irá servir como base para futuras mudanças e aperfeiçoamento do trabalho de toda a corte. O documento levantou dados dos magistrados de todo o país e não discriminou por Estado ou regiões. De acordo com o conselheiro do CNJ, Paulo Teixeira, essa é a primeira pesquisa aberta aos magistrados de todo o país. “Os resultados são inéditos, mesmo comparando-os a pesquisas realizadas nos Estados Unidos, Inglaterra e Canadá. A diferença é que, nesses países, as pesquisas são periódicas e realizadas há muitos anos. Esse trabalho gigantesco tende a melhorar a prestação jurisdicional e a identificar a magistratura brasileira”, afirmou. Apesar do levantamento ainda não ter apresentado um detalhamento do perfil dos servidores por região, o conselheiro ressaltou que nesta primeira análise já foi possível perceber que o perfil da magistratura brasileira é de homens, de faixa etária média de 45 anos, casados e com filhos. Os homens correspondem a 64% e as mulheres são 36% no
Poder Judiciário brasileiro. No quesito étnico-racial do censo, 14% são pardos, 1,4% negros e 0,1% indígenas. Em relação aos servidores, o coordenador do censo destacou que as mulheres são 56% do Judiciário brasileiro e os homens representam 44%. Além disso, 95% dos servidores são do quadro efetivo do Judiciário. No que se
PESQUISA
Conforme o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário é composto por 16.812 magistrados e 285.328 servidores. A pesquisa foi feita por meio de questionários a esse grupo no site do CNJ referem às metas de produtividade da Justiça brasileira, 73% dos magistrados e 80% dos servidores responderam positivamente a esses quesitos. “A pesquisa é de índices impressionantes e mostrou a necessidade de participação de todos”, disse o conselheiro à reportagem do EM TEMPO. Em relação ao quesito especialização profissional, o levantamento revelou que 37,6% dos servidores têm pós-graduação, 40,4% superior completo, 18,6% ensino médio completo ou superior incompleto e 1,4% têm ensino fundamental ou médio incompleto. A pesquisa trouxe
também dados sobre a saúde no trabalho, assiduidade e o nível de satisfação dos servidores. Do total, 88,5% dos servidores não estiveram de licença remunerada por motivo de doença ou acidente no último ano. Já quanto ao grau de satisfação, 90,5% está feliz com a escolha profissional de trabalhar no Poder Judiciário. Entre outras informações, 61,8% disseram que o seu tribunal investe na capacitação de seus servidores. Cerca de 88% dos servidores da área administrativa disseram que realizam boas práticas quase sempre. No mesmo patamar, seguem os profissionais da área judiciária. Conforme a pesquisa, 81% desses trabalhadores empregam ideias criativas para melhoria do trabalho também quase sempre. No levantamento foi destacada a proatividade dos servidores quanto à especialização em suas atividades profissionais. Entre os participantes do censo, 96,1% deles responderam que têm motivação para aprender mais sobre o trabalho que desempenham. Nesse quesito, a pesquisa revelou também a insatisfação dos profissionais quanto à preocupação dos tribunais e conselhos para com a qualidade de vida dos servidores e saúde no trabalho. Apenas 39,8% dos trabalhadores afirmaram satisfação com os órgãos do Judiciário nesse critério. Para 56% dos servidores faltam melhorias nas rotinas de trabalho no âmbito do tribunal.
Jornada de trabalho é de 9 horas Outro dado interessante revelado pelo censo é que a jornada de trabalho diária dos juízes é, em média, de 9 horas. Os juízes em início de carreira têm a maior carga horária de trabalho, com 9 horas e 37 minutos. Além do trabalho jurisdicional, 14% dos magistrados também realizam atividades docentes – 63% deles informaram possuir pósgraduação. Procurado para repercutir a pesquisa, o Tribunal
de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) afirmou que, como não há dados mais específicos sobre as informações locais não iria dar declarações sobre os dados apresentados. Os resultados do censo têm como objetivo ajudar o CNJ a melhorar as ações e políticas voltadas aos servidores e fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas direcionadas à carreira da magistratura. A pesquisa alcançou to-
dos os tribunais de Justiça; os tribunais regionais do Trabalho, Eleitoral; Tribunal Militar; Superior Tribunal de Justiça (STJ), Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Superior Tribunal do Trabalho (TST) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Os dados foram compilados a partir de perguntas que servidores e magistrados responderam num questionário disponibilizado na página da internet do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). RAPHAEL ALVES/TJAM
ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
Corte do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) não quis se pronunciar sobre censo
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Política
MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
Braga e Melo trabalham pela polarização no pleito
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Uma ponte ou um viaduto talvez não seja entregue” PRESIDENTE LULA, desinformado sobre as muitas obras não concluídas para a Copa
Longe de ser ameaça, Campos é poupado por Lula Quem se encontrou com o ex-presidente Lula nos últimos dias garante que ele nem parece o mesmo que bufava há um ano com a decisão do afilhado Eduardo Campos (PSB) de disputar a Presidência. A ordem de Lula no PT é centrar fogo no tucano Aécio Neves, adversário principal, e poupar o socialista, que, além de não representar no momento uma ameaça à reeleição de Dilma, poderá apoiá-la em segundo turno. Ninguém fez mais Lula é grato a Eduardo Campos por haver prestado o mais relevante serviço ao PT, nas eleições: neutralizar a candidatura de Marina Silva. Portas abertas Segundo aliados políticos, Lula tem se referido com carinho a Eduardo Campos, apesar de ele ter “se aventurado por caminhos diferentes”. Morde e assopra Lideranças do PT-PE dizem que o discurso “paz e amor” de Lula é fachada, e que petistas foram incumbidos de “bombardear” Eduardo. Brecou geral Do líder Rubens Bueno (PPS), sobre tentativa do governo de esvaziar CPMI da Petrobras: “Só prova que eles não querem investigar nada”. Joaquim renega política, mas age como político O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, já disse que o Brasil “só tem partidos de mentirinha”, faz caras e bocas diante das câmeras da TV Justiça,
nas sessões do STF, adota a expressão de fedor ao se referir a políticos, mas age como eles. Domingo (15), no Rio, no aeroporto Santos Dumont, posou para fotos, paparicou outros passageiros e, sorridente, até fez graça para atendentes da cafeteria. Como político Assediado, Joaquim foi o alvo de diversos “selfies”, no Santos Dumont, enquanto ouvia elogios como música. Tudo com inusual paciência. À vontade Em público, Joaquim aparenta manter distância dos políticos, mas quando conversa com eles em particular, parece muito à vontade. Sonho acalentado À vontade durante almoço oferecido ao francês François Hollande, em dezembro, Joaquim confessou a políticos o sonho de ser senador. Cão que ladra... A ONG Repórteres sem Fronteiras se solidarizou com os 16 jornalistas ameaçados no site do partido pelo vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, por críticas ao governo. Ele avisou que quer “tirá-los do ar”. Lorota protelatória Relator da cassação do mandato de André Vargas, Júlio Delgado (PSB-MG) puxou a orelha do deputado Sibá Machado (PT-AC), que prometeu, e furou, o testemunho de três petistas no Conselho de Ética. Dúvida vegetal Do jornalista Carlos Brickmann, com o brilho de sempre, sobre os casos de vandalismo em São Paulo, quinta-feira (19): “Depois da passeata do Movimento Pas-
Os dois têm travado uma “guerra fria” para ver quem atrai mais apoios partidários às suas pré-candidaturas majoritárias
se Livre, Alckmin é chuchu ou banana?” Maratona Apesar das brigas em São Paulo e Pernambuco, Dilma confirmou que irá à convenção nacional do PCdoB no próximo dia 27, em Brasília. Antes disso, vai ao lançamento de Rui Costa (PT) ao governo da Bahia. Cortando pela raiz Líder em criminalidade, o México trancafia “di menor” assassino: um adolescente de 15 anos que matou outro de 13 na escola em maio, vai ficar oito anos na cadeia, segundo informa o jornal local Reforma. Contagem O Programa Gol Verde, do governo da Bahia, promete plantar 1.111 mudas de Mata Atlântica para cada gol marcado na Arena Fonte Nova. Após a goleada da França, sexta-feira, já são 18.887 árvores. Licença Considerado um dos parlamentares mais assíduos do Congresso, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) decidiu pedir licença do mandato em julho para se dedicar exclusivamente à reeleição. Hora da largada Pré-candidato ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara fará ofensiva e espalhará fotos suas ao lado do exgovernador e presidenciável Eduardo Campos (PSB) a partir do próximo dia 6 de julho. Família da pesada Com a moratória da Argentina, o Brasil e “compañeros” bolivarianos enfrentarão aquela situação familiar de cobrar a dívida do cunhado.
PODER SEM PUDOR
Derrubado no tapume Além de apanhar da língua portuguesa, Lula correu o risco de tomar um corretivo, certa vez, ao receber nosso primeiro campeão mundial, João Derly. O então presidente ganhou um quimono (dogui) e a faixa preta (obi), maior graduação no esporte, mas quase tomou um ippon (golpe) com a bobagem que deixou escapulir: - Estou pronto para a luta, vamos para o tapume! Ganhar a faixa sem luta e chamar tatame de tapume, além de desrespeito, tinha toda pinta de “golpe da direita”, desconfiaram os judocas.
NO PAÍS
Manifestações completam um ano Há um ano o país vivia o auge da onda de protestos que tomou conta das principais capitais para criticar os gastos com a Copa do Mundo e apresentar uma pauta de reivindicações variada que incluía desde investimentos em saúde e educação até a preservação dos poderes investigatórios do Ministério Público. A primeira bandeira das manifestações, porém, foi a redução das tarifas do transporte público. Em 6 de junho, o Movimento Passe Livre (MPL) realizou
um ato em São Paulo, contra o aumento das tarifas na capital paulista, que resultou em confronto com a polícia. A partir daí, a adesão cresceu rapidamente e os protestos se multiplicaram pelo país, culminando com manifestações em diversas capitais no dia 17. Em Brasília, um grupo chegou a subir no teto do Congresso, onde permaneceu por cerca de uma hora. Em resposta à “voz das ruas”, o Senado estabeleceu uma pauta prioritária, que incluiu
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Jornalista
projetos como o que transforma a corrupção em crime hediondo (PLS 204/2011) e o que estabelece a exigência de ficha limpa para servidores públicos (PEC 6/2012), ambos à espera de votação na Câmara. As propostas sobre o transporte público, naturalmente, também foram destaque neste último ano. Um dos projetos aprovados, o que reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a receita do transporte urbano municipal até já se tornou lei (Lei 12.860/2013).
Braga atraiu dez partidos à sua pré-candidatura. Melo conquistou o apoio do prefeito Arthur Neto RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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s pré-candidatos ao governo Eduardo Braga (PMDB) e José Melo (Pros) travam uma “guerra fria” nos bastidores para ver quem amealha mais alianças partidárias aos seus projetos eleitorais. Juntos, os dois já atraíram para si o apoio de 17 dos 32 partidos registrados na Justiça Eleitoral. Com isso, eles trabalham para polarizar o pleito e esvaziar outras candidaturas majoritárias, que ficam sem muitas opções de coligação. Até o fim do período das convenções, outros cinco partidos ainda devem se posicionar, traçando definitivamente o cenário destas eleições. Até agora o maior número de partidos é do bloco peemedebista. Ao longo das últimas semanas, Braga conquistou as adesões do PTB, PRB, PCdoB, PEN, PTC, PSDC, PRTB, PPL, PT, além do PDT do ex-prefeito Amazonino Mendes, visto como importante cabo eleitoral e cujo posicionamento
nestas eleições foi alvo de muitas expectativas. Com grandes chances de ter a presidente Dilma Rousseff (PT) unicamente no seu palanque, Braga deverá ter o maior tempo de TV e rádio na campanha eleitoral. O cenário de poucas alterna-
CONJECTURAS
Essa polarização ameaça isolar candidaturas como a do vice-prefeito Hissa Abrahão (PPS) e dos deputados Henrique Oliveira (SDD) e Chico Preto (PMN). Já Marcelo Ramos (PSB) preferiu uma chapa puro sangue
tivas para os demais pré-candidatos tem forçado articulações de emergência, como a do PP da deputada federal Rebecca Garcia, que não obteve sucesso na tentativa de aliança com o PSDB do prefeito Arthur Virgílio Neto e agora se aproxima de Braga, com quem estava rompido há 2 anos. Nessa articulação,
Rebecca pode vir a compor como vice do pré-candidato, posição que descartava até o início deste mês. Após esvaziar possíveis conjunturas junto ao PPS, SDD e PP, Virgílio anunciou ontem o apoio à reeleição de Melo, que já carrega um arco de alianças com sete partidos e cujas negociações tiveram como articulador principal o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Omar Aziz (PSD). Com algumas dissidências no parlamento estadual e municipal, o governador tem apoio do PSL, DEM, PTN, PRP, PSC, PSDB e PSD. Cinco partidos devem se posicionar nas próximas semanas. São eles PV, PTdoB, PCO, PHS e o PR do senador Alfredo Nascimento, que também é presidente nacional da sigla, que está dividida sobre o apoio à presidente Dilma. Interlocutores de Braga dão como certo o apoio de Alfredo, apesar do senador se manter distante do assunto. Mas, o deputado Cabo Maciel (PR) não esconde a preferência por Melo.
Com a palavra
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Márcio MEIRELLES
‘A Lei DA FICHA Limpa É UM divisor de ÁGUAS’ FOTOS: ARQUIVO PESSOAL
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Neste período específico das eleições, que começa com as convenções e termina com as diplomações, o juiz auxiliar é quem vai se manifestar, primeiramente em representações como direito de resposta, cujo prazo é curto, na captação ilícita de votos e, em denúncias de abuso de poder econômico e político”
os 49 anos de idade, o advogado Márcio Rys Meirelles de Miranda sabe o que quer e aonde quer chegar. Nomeado no dia 4 deste mês pela presidente Dilma Rousseff para o cargo de juiz substituto da corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) para os próximos 2 anos, ele deve auxiliar o juiz do pleito entre julho e dezembro deste ano. Meirelles, que carrega em seu DNA a história de um desaparecido político, perseguido e torturado pela ditadura militar – o estudante Thomaz Meirelles, seu tio – afirma que tem no parente a inspiração para lutar pelos seus ideais e por um mundo melhor. Com 12 anos de carreira jurídica, Márcio também tem a formação de administrador e se mostra como um verdadeiro militante do direito. A junção das duas formações acadêmicas e o conhecimento adquirido pelo estudo constante lhe rendeu o cargo de secretário de Estado da Justiça e Direitos Humanos (Sejus), cuja função desempenhou entre os meses de maio de 2012 e março de 2013. Ele afirma categórico que, pese os dez meses que ficou à frente da instituição, desempenhou seu trabalho na maior lisura que a coisa pública demanda. EM TEMPO – Essa é a primeira vez que o senhor vai atuar no direito eleitoral? Márcio Meirelles – Sim. É a primeira oportunidade que estou tendo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A composição do TRE tem seus titulares e suplentes. Entre os representantes da Justiça, temos o da classe dos advogados e cada um tem os seus suplentes. Fui nomeado como juiz substituto do TRE. Neste período de eleição, que compreende de julho a dezembro, pelo artigo 37 do regimento interno, cada representante titular é escolhido – entre os dois suplentes – um que vai ser o auxiliar do juiz deste pleito. Consequentemente, observando o regimento interno, eu sou o juiz auxiliar neste pleito. EM TEMPO – E como será essa sua atuação? Terá poder de decisão? MM - Neste período específico das eleições, que começa com as convenções e termina com as diplomações, em dezembro, é o juiz auxiliar que vai se manifestar primeiramente em representações como direito de resposta, cujo prazo é curto, na captação ilícita de votos. Em representações sobre denúncias de abuso de poder econômico e político. O fato é que no momento em que eu me predispus a participar do edital para poder concorrer a essa
vaga de juiz substituto, eu já tinha a certeza do compromisso que me aguardava se, nomeado fosse. Meu perfil é a minha trajetória de vida profissional, com um trabalho sério, competente, transparente e justo. Em cima de outras oportunidades, que já tive no poder público de prestar meu serviço à sociedade, esta agora no Judiciário é mais uma forma de prestar um serviço em prol do interesse público e da coletividade. EM TEMPO – Como o senhor avalia a Justiça Eleitoral? MM - A Justiça Eleitoral é especializada. Ela foi criada recentemente, em 1932, por um decreto no início do governo de Getúlio Vargas e depois foi constitucionalizada, na Constituição de 1934. É uma Justiça que tem evoluído bastante. E tem uma importância de sobreposição na cidadania. É responsável por toda a programação, fiscalização, apuração e divulgação dos resultados do pleito eleitoral para poder verificar quem são aqueles escolhidos pelo povo. E que vão receber um mandato dado pelo povo. É uma Justiça que representa a soberania popular. EM TEMPO – Durante quase dez meses o senhor comandou a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Como foi essa experiência? MM – Olha, foi uma oportunidade sem dúvida nenhuma honrosa e enriquecedora para mim, pessoalmente e profissionalmente. Fazia parte do Conselho Penitenciário como membro suplente. Tive oportunidade de colocar meu nome e fui escolhido pelo governador à época. Então lá eu pude colocar em prática aquilo que eu entendo que tem que ser feito, do aspecto teórico e ideal. Havia uma participação ampla com a sociedade. Fiz meu trabalho na Sejus com seriedade, dignidade, com respeito com a coisa pública. EM TEMPO – Recentemente, o CNJ divulgou dados do excesso de presos nas cadeias públicas do Brasil e o Amazonas possui um excedente em torno de 4 mil... MM - Numa linha geral de entendimento, esse é um problema nacional e essas complicações todas no sistema penitenciário se dão principalmente pela ausência de políticas públicas para o sistema penitenciário em nível federal. EM TEMPO – O senhor é parente do desaparecido político da ditadura militar, o estudante Thomaz Meirelles. O que ele representa para sua história de vida?
MM - Bom, o Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto, meu tio, irmão da minha mãe....Começou seus estudos em Parintins, no ginásio, veio para Manaus na década de 50 e no início da década de 60, ele conseguiu uma bolsa para estudar na antiga União Soviética. Ao terminar os estudos, ele se formou como mestre em Sociologia, retornou ao país em 1969. Mas, ao retornar, já estávamos sob a égide do AI5 (Ato Institucional nº 5) e aí ele já entrou praticamente na clandestinidade: porque estudou na União Soviética, porque para o governo ele estaria recebendo apoio para implementar a revolução comunista no Brasil. Anos depois, tivemos acessos a documentos (eu tenho esses documentos que futuramente vou escrever um livro sobre Thomaz) e fica demonstrado que durante o período em que ele e outros estudantes brasileiros que estudavam em Moscou, estavam sendo monitorados. Todo ano, as informações vinham através dos serviços de informação do estrangeiro para o Brasil dando a evolução acadêmica de cada um deles. Então, quando o Thomaz chegou no país, ele já estava naquele rol daquelas pessoas que estavam no exterior estudando e teve dificuldades em arranjar trabalho por causa da perseguição política. Ele era um opositor ao governo militar. Foi preso a primeira vez em dezembro de 1970. Foi condenado pela Lei de Segurança Nacional. Foi posto em liberdade em fevereiro de 1973 e reconhecido desaparecido político oficialmente pelo governo brasileiro em maio de 1974. Em 2012, por conta da Comissão Nacional da Verdade (CNV), tem um relato na imprensa de ex-chefe da Dops do RJ, Cláudio Guerra, autor do livro “Memórias de uma Guerra Suja”, em que relata que participou de várias execuções, queimou vários corpos para que a pessoa literalmente sumisse, ficasse como desaparecido político. O caso Thomaz, no entanto, ele somente relatou após a publicação do livro. O ex-chefe da Dops recorda que quando foi chamado para ir ao 1º Batalhão da Polícia do Exército no RJ, na Tijuca, recebeu um corpo num saco preto: era do Thomaz, extremamente torturado. E de lá se dirigiu para Campos dos Goyatacazes para uma usina de açúcar de nome Cambaíba, onde os corpos dos presos políticos eram colocados nos fornos e cremados literalmente. Essa figura do Thomaz é emblemática para mim. Ele morreu por aquilo que acreditou e digo que vale a pena você acreditar nos seus ideais O ideal do homem é um referencial de vida. Ele é uma referência, como idealista, um brasileiro que morreu por aquilo que acreditava.
EM TEMPO – E como o senhor vai imprimir a sua marca nas eventuais decisões que irá tomar no colegiado do TRE? MM - Como professor de direito constitucional e administrativo, eu ministro as aulas e reforço sempre a questão dos princípios que regem a administração pública. Não só os princípios esculpidos na Constituição, como a legalidade, moralidade, a publicidade e a eficiência, mas outros que deles decorrem. É fundamental trabalhar dentro desse balizamento constitucional. Desses princípios e valores têm-se que somente prestar o serviço público. Temos que entender que hoje há uma evolução muito grande na lei. Temos a Lei da Ficha Limpa. O Ministério Público Eleitoral criou o Sisconta Eleitoral, onde é feito uma coleta de dados de vários órgãos relacionados à administração pública, que vão alimentar esse sistema e informar aquelas pessoas que já estão condenadas e que não cabem mais recursos que, em tese, elas são inelegíveis. Caberá à Justiça Eleitoral, no momento em que for provocada, analisar caso a caso e declarar se aquele caso, daquele candidato, é uma questão de inelegibilidade. É um avanço muito grande. Uma proteção à sociedade e uma referência para a Justiça Eleitoral. E, não tenho dúvidas que é um avanço da nossa legislação que não tem como parar. Então, temos que aprimorar as instituições, avançar na legislação e também na fiscalização do poder público como um todo. EM TEMPO – A Lei da Ficha Limpa foi defendida e votada para valer nas eleições de 2010. No pleito de 2012, ela teve uma atuação tímida. O senhor acredita que ela vai emplacar neste pleito de 2014? MM - Ela vai ser um grande referencial, sem dúvida nenhuma. Ela veio para ficar e esse sistema de coleta de informações detalhadas de potenciais inelegíveis vai ser um trabalho muito mais fácil. Até por conta dos prazos da Justiça Eleitoral. A Lei da Ficha Lima é um grande avanço no Brasil. EM TEMPO – Esta lei pode trazer a moralização política que tanto se luta e se busca no Brasil? MM - O crime nunca vai se conseguir eliminar. As intenções e práticas ilícitas podem ser minimizadas com a fiscalização, com a aplicação de penas. Mas, eu creio que a Lei da Ficha Limpa é um divisor de águas sim na legislação brasileira e um grande avanço para o Brasil.
A Lei da Ficha Limpa vai ser um grande referencial sem dúvida nenhuma. Ela veio para ficar e o Sisconta Eleitoral vai ser um trabalho muito mais fácil. Até por conta dos prazos”
O crime nunca vai se conseguir eliminar. As intenções ilícitas podem ser minimizadas com a fiscalização e aplicação de penas. Eu creio que a Lei da Ficha Limpa é um divisor de águas”
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Economia MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
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ALEXANDRE FONSECA
Produção de abacaxi em ritmo de alta Página B3
O teatro da gastronomia da ‘Paris dos Trópicos’ FOTOS: DIEGO JANATÃ
Região ao redor do Teatro Amazonas, no Centro, virou um ponto de atração de investimentos no ramo de alimentação
Conhecido por representar a pujança cultural do Estado, o largo São Sebastião é uma das principais áreas gastronômicas da capital amazonense aprovadas pelo público EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
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“Paris dos Trópicos”, uma referência à semelhança da arquitetura da Manaus da época áurea da borracha à capital francesa, por décadas perdeu o sentido devido à desorganização urbana do Centro de Manaus. No entanto, o entorno do Teatro Amazonas, no largo São Sebastião, começa a reviver aquele clima, especialmente pelo comércio gastronômico que amplia as opções de pratos regionais e internacionais que atraem não somente o turista estrangeiro, mas também o próprio amazonense. Do sanduíche de pernil do bar do Armando à pizza da Splash, do tacacá da Gisela ao tambaqui assado do Tambaqui de Banda, do sanduíche natural da Casa do Pensador ao sashimi do Himawari, o passeio pelo ambiente do largo São Sebastião deixou de ser apenas de conteúdo cultural e artístico e se consolida como um espaço gastronômico. “É um ponto mágico. A aura é fantástica. É o melhor ponto turístico de Manaus”, avalia o socioproprietário do Tacacá da Gisela, o pesquisador Joaquim Melo, marido da criadora do quiosque dona Rosa Maria Vital. Presente no Largo, desde a sua inauguração - em 16 de maio de 2004 -, o quiosque da culinária regional é a maior referência entre os frequentadores do lugar. Segundo Melo, o empreendimento vende tigelas de tacacá pelo valor único de R$ 15. Ele afirma que, em dia ruim, são vendidas em média 100 tigelas, equanto que no dia bom em torno de 300. “Quando chove, o
negócio quebra. Mas, a clientela mais antiga vem com guardachuva”, comenta o empresário. Para manter a fidelidade dos clientes, em 2005, os empresários criaram o Tacacá na Bossa, um espaço musical que funciona de abril a outubro, todas as quartas-feiras. Restaurante mais recente do largo, o Tambaqui de Banda já sentiu no período de dois meses, que o investimento aproximado de R$ 150 mil no local foi correto, como afirmou o gerente-geral
Espaço ‘caiu no gosto’ do povo A nutricionista Cristiane Rodrigues, 36, há 3 anos descobriu no largo um espaço cultural bom para relaxar e gastronômico para degustar diferentes sabores. Contudo, ela diz orgulhosa que é cliente do Tacacá da Gisela. “Acho o local bem a cara de Manaus. Aqui nós encontramos boa música e um clima gastronômico bem diverso. É um ambiente próprio para as famílias”, avalia. O cientista da computação, Francimar Rodrigues, 30, é daqueles que aprecia uma variedade de pratos como sanduíches e temakis. Mas, amazonense que é não dispensa um bom tambaqui assado. Para ele, faltava nas proximidades do Teatro Amazonas um restaurante que oferecesse ao público o que
MOVIMENTO
10 MIL
é a quantidade aproximada de pessoas que transitam no largo diariamente, segundo a SEC
há de mais precioso na culinária amazonense. “Agora temos um restaurante com esse toque mais regional”, comemora. A auxiliar administrativo Luciane Moura, 26, afirma que frequenta o largo há muitos anos, pelo menos cinco vezes ao mês, geralmente nos finais de semana. Ela lembra que quando começou a passear pelo lugar as opções culinárias eram poucas. “Só tinha a concentração na banca de tacacá”, comenta. Hoje, com alternativas como a Casa do Pensador, Luciane aponta que a variedade de opções de pratos do restaurante a permite levar a família, amigos ou o apenas o namorado, sem o risco de não agradar a alguém.
African House atrai clientela variada, inclusive estrangeiros
do empreendimento, Wagner Carvalho. “A receptividade foi muito boa. Os turistas ficaram encantados, da mesma forma que os próprios manauenses gostaram do clima de saborear um peixe e prestigiar o Teatro Amazonas. Tudo num clima seguro, tranquilo e bem frequentado”, comenta. Aberto para o almoço a partir das 11h, no restaurante que funciona até as 23h, é possível fazer uma boa alimentação com uma variedade de peixes regionais pelo valor de R$ 20 a R$ 25, por pessoa, conforme garante o gerente. “A banda assada do tambaqui é o principal prato que podemos servir em quantidades de duas a sete pessoas por banda”, explica.
Serviços são aprimorados Se o tempo mostrou que o entorno do Teatro Amazonas era bom para o mercado gastronômico, da mesma forma exigiu de alguns estabelecimentos mudanças de foco. Foi o que aconteceu com a Casa do Pensador, um dos empreendimentos culinários mais antigos do largo São Sebastião. De acordo com a gerente Laís Queiroz, o aprimoramento dos pratos foi uma exigência dos turistas es-
trangeiros e depois assimilada pelo brasileiro. “Passamos a servir não somente os pratos regionais, mas, também uma variedade que vai do filé às massas como pizza, lasanha e espaguete. A principal mudança se deu na criação de pratos vegetarianos, exigido principalmente pelos estrangeiros”, conta a gerente da Casa do Pensador, que funciona das 16h às 23h, ao lado do African House.
O tacacá é uma das delícias oferecidas aos visitantes
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
Yamaha lança motocicleta com inovações da MotoGP JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
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a busca de vencer o momento crítico pelo qual passa o setor de duas rodas do Polo Industrial de Manaus (PIM), a multinacional Yamaha lança no mercado a motocicleta YZF-R1/ 2014. O novo produto absorve as inovações da YZR-M1, pilotada pelos campeões da MotoGP Valentino Rossi e Jorge Lorenzo, continua com a referência “kando”, filosofia japonesa que busca a satisfação e emoção por meio da beleza e dos sentidos. A série desde que foi lançada, em 1998, apresenta um desenho que influenciou na aparência de todas as motos esportivas modernas. O design da carenagem frontal proporciona melhor aerodinâmica e uma personalidade única, agressiva e moderna. As novas cores e grafismos dão ainda mais destaque para esse clássico. O azul baseia-se nas cores das motos de competição da Yamaha, o vermelho, segue a tendência agressiva, bem como a Mat Gray, com acabamento fosco, que impressiona. O Sistema de Controle de Tração (TCS), que pode ser acionado ou desligado conta com sete
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A YZF-R1/2014 segue com a referência da filosofia japonesa, que busca a satisfação e a emoção por meio da beleza modos, que combinados com os três de condução – “STD”, “A” e “B”, oferece 21 diferentes possibilidades. A tecnologia faz com que a máquina possa se harmonizar com o estilo de cada piloto, o que deixa a aceleração mais cadenciada. O item é regu-
HISTÓRIA
Yamaha foi a primeira fabricante de motocicletas a se instalar efetivamente no país, no ano de 1974 em Guarulhos (SP) e em 1985 se estabeleceu em Manaus, com a Yamaha Motor da Amazônia Ltda Motocicletas têm cores baseadas nos modelos de competição, com tendência agressiva e moderna e ainda com acabamento fosco
lável e permite o ajuste fino de cada um, para que ele adapte a motocicleta como deseja. Em conjunto com o propulsor do tipo Crossplane não há perda de potência, com pulsos sequenciais a cada movimento do acelerador. Em rotações altas, o mapeamento de injeção eletrônica calcula a alimentação ideal para o motor deixar a pilotagem mais esportiva. Tecnologia que trabalhar por uma pilotagem mais ligada ao prazer do condutor.
R1 com ajuste fino ao estilo de pilotagem A R1 também conta com relógio, cronômetro, speed light, que acende quando o contagiros atinge determinado número de rotações, para indicar a troca de marcha – esse item é regulável e permite o ajuste fino do piloto, para que ele adapte a motocicleta
ao seu estilo de pilotagem. A motocicleta também traz acionamento do pisca alerta na mesa superior, gatilho de relampejo do farol e luzes de LED no conjunto superior da bela carenagem. Outras características influenciadas pela Yamaha M1
do MotoGP incluem a mesa superior mais leve, utilização de elementos em fibra de carbono, além do ajuste da pré-carga da mola da suspensão traseira, piscas com lente cristal e lâmpada âmbar, pedaleiras com melhor ergonomia e aderência a sola do calçado.
O compacto motor de 998cc, 182cv a 12.500 RPM, é equipado com a tecnologia crossplane, com virabrequim de 2700, o que permite um controle imediato sobre o torque faz com que cada virada no punho do acelerador transmita de maneira vigorosa.
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Produção de abacaxi segue ritmo de alta no Amazonas SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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m 10 anos, o Amazonas conseguiu atingir a meta de sair da 15ª para a 5ª posição no ranking dos Estados brasileiros que mais produzem abacaxi no país. Deste modo, ficou atrás apenas do Pará, Paraíba, Bahia e Minas Gerais, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somente no ano passado, de acordo com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), a produção amazonense saltou de 63 milhões de unidades de abacaxis colhidas, em 2012, para 69 milhões. A safra foi responsável pela injeção em 2013 de aproximadamente R$ 10 milhões na economia do Estado. Segundo o chefe do departamento de Assistência Técnica de Extensão Rural (Ater), do Idam, Alfredo Pinheiro, mesmo sem uma estimativa, a previsão é que a produção da fruta mantenha o ritmo de crescimento na região, uma vez que novas agroindústrias estão fase de instalação nos municípios produtores.
Pinheiro afirma que o município Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus) se mantém como o principal produtor de abacaxi do Estado. A maior área de plantio da fruta é distrito de Novo Remanso, que sozinho produziu mais de 44,5 milhões de unidades, em 2013, o que resultou em 80% da produção do Estado.
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Dados do Idam apontam que, em 2012, o total de área de plantio de abacaxi no Amazonas era de 3,8 milhões hectares. Já em 2013 o espaço ampliou para 4,2 milhões de hectares Por outro lado, o chefe de departamento do Idam aponta que a produção é ampliada para novas cidades como Benjamin Constant (a 1.121 quilômetros) e Carauari (a 788 quilômetros). “Acabamos de fechar a safra de 2013 e a expectativa é que a de 2014 seja ainda maior, pois a produção de abacaxi está sendo ampliada para outros municípios”, ressalta.
ARQUIVO EM TEMPO/HUDSON FONSECA
IBGE aponta Estado como quinto maior produtor da fruta no país que, somente em 2013 produziu 69 milhões de unidades Ele conta que as duas cidades já contam com agroindústria, que compram a maior parte do abacaxi produzido pelos agricultores locais e revende a fruta no mercado na forma de polpa para sucos. A produção do abacaxi na região acontece durante todo o ano, sendo que no período chuvoso tem uma leve redução. No entanto, mesmo com o crescimento no cultivo do produto, a produção ainda não é exportada. As frutas são comercializadas no interior e na capital apenas. “O objetivo é conquistar o mercado local, porque concorrer com as grandes indústrias nacionais ainda é muito complicado”, explicou o chefe de departamento do Idam. Sabor Para ele, o diferencial do abacaxi produzido no Amazonas é a sua resistência às pragas e doenças, além de ter um gosto mais adocicado que os demais, o que o fez até mesmo ser confundido com a variedade Pérola, uma das mais populares do país. “Porém, estudos feitos pela Embrapa e pelo Idam, identificaram que trata-se de um produto diferente, uma variedade nativa”, explica Pinheiro.
Município de Itacoatiara mantém o título de maior produtor de abacaxi em solo amazonense
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Economia
SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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espeitar o meio ambiente e produzir de forma sustentável, além de valorizar os trabalhos voltados para o uso de insumos regionais realizados pela mão de obra local é a principal missão da Aroma Ativo. Empresa da área de bionegócio, ela desenvolve seus produtos na Fucapi Incubadora de Tecnologia (Fit), no Distrito Industrial 1, Zona Sul. Segundo o proprietário da empresa, Genilson Rocha, a Aroma Ativo surgiu em 2010, mas apenas em 2012, após o desenvolvimento dos produtos, ela entrou realmente no mercado. O objetivo, de acordo com ele, sempre foi trabalhar com matéria-prima regional. “Por muito tempo eu trabalhei com venda externa no interior do Estado, conheci cooperativas e comunidades que trabalhavam com artesanato, extração de óleo e insumos da região. Foi quando me interessei pela área e troquei o ramo de confecção pelo de bionegócio”, conta. A troca de ramo rendeu a Rocha, bons resultados na sua vida econômica. Atualmente a empresa produz aproximadamente 80 produtos diferentes e tem aproximadamente 600 consultoras espalhadas entre os Estados do Amazonas, Pará e Acre. Conforme o empresário, o negócio cresce até 3% ao mês, o que resulta num crescimento anual de mais de 30%. “O setor de cosméticos nunca viu crise nesses últimos anos e sempre cresceu acima de 10% ao ano. Nós estamos crescendo duas vezes mais que a média nacional. É um resultado excepcional”, destaca. Cumaru, preciosa, pau-rosa, andiroba, copaíba, buriti, açaí, crajiru e babosa, são apenas algumas árvores e frutos regionais de onde são extraídos os óleos e extratos utilizados na composição dos produtos da Aroma Ativo. Segundo Rocha, para produzir a linha de artesanato, a empresa conta com fornecedores da capital, já na produção
dos cosméticos os parceiros que fornecem a matéria-prima são dos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Manacapuru e Parintins. Empregos A empresa, a exemplos de outras empresas de bionegócio, coloca em prática uma economia que respeita o meio ambiente. De acordo com o empresário, a Aroma Ativo trabalha de duas formas em relação aos “empregos verdes”. Diretamente, com os funcionários da produção, entrega e venda, e indiretamente com a parceria de artesãos, comunidades ribeirinhas e cooperativas que extraem de forma sustentável os óleos e extratos regionais. “Utilizamos o que a flo-
É mais vantajoso para o meio ambiente, porque não cria resíduo e ainda pode ser reutilizada como peça decorativa Genilson Rocha, empresário
resta nos dá e as pessoas que produzem por meio do extrativismo não derrubam as árvores, desta forma, causam menor impacto no meio ambiente”, observa. O proprietário da Aroma destaca ainda que esse tipo trabalho dá oportunidade para que as comunidades permaneçam no lugar onde se originaram e tenham uma atividade comercial que gere renda para os seus moradores se manterem de forma digna, sem precisarem sair da região onde nasceram. “Essa cadeia de produção é a que o Estado deveria incentivar, uma vez que, a natureza do Amazonas não é ter um polo industrial nos moldes que se tem hoje, mas, um que explore a biotecnologia que a nossa própria floresta dispõe”, aponta Rocha.
Dentre a linha de produtos desenvolvidos pela Aroma Ativo destacam-se entre eles os perfumes, aromatizadores, difusores de ambiente, esfoliantes, máscaras, sabonetes, cestarias e embalagens
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Inovação regional
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A Aroma Ativo, empresa da área de bionegócio incubada pela Fucapi, tem três linhas de cosméticos produzidos com óleos e extratos da região, que são a aromática, a terapêutica e a de artesanato para decoração
O empresário Gilson Rocha trocou de ramo da confecção e apostou nos insumos regionais
Empresas de impaco social A Fucapi Incubadora de Tecnologia (Fit) atua desde 2005 no Amazonas. Cinco empresas já foram “graduadas” ao longo desses anos e, atualmente, conta com 11 micros e pequenas empresas incubadas no local. “As empresas que nós apoiamos são aquelas que geram alto impacto na sociedade, principalmente, com relação à inovação e que atua de forma sustentável”, afirma o coordenador da Fit, Euler Guimarães. A Fit oferece acompanhamento gerencial, suporte para registro de marca e patente, treinamentos, cursos, participação em feiras e eventos, dentre outros e as empresas pagam somente uma taxa de incubação por mês que gira em torno de R$ 30 o metro quadrado. O di-
nheiro é utilizado na parte operacional da incubadora que para manter suas atividades, conta com diversos parceiros que auxiliam no desenvolvimento de projetos e implementação de laboratórios. Segundo o coordenador Euler Guimarães, além da assistência na expansão e crescimento das empresas que fazem parte da Fit, há ainda outros projetos como o Agente de Inovação que atende aproximadamente 400 empresas com a proposta de ajudá-las a inovar. “Tem também o Núcleo de Apoio e Gestão de Inovação, com viés mais industrial, que apóia 50 empresas na questão de inovação e o Sibratec que auxilia as empresas na parte de ferramentaria e instrumentação”, comenta Guimarães.
A Fit disponibiliza laboratório com todo suporte técnico
Incubação para iniciar o negócio
Buriti, um fruto da região amazônica, usado como vinho, também é utilizado como essência
Para que as empresas da área de bionegócios incubadas na Fucapi conquistem melhores desenvolvimentos, a Fit disponibiliza um laboratório com todo suporte técnico necessário para auxiliar os pequenos empresários na criação de novas fórmulas. “Quando eles necessitam realizar uma metodologia, vem ao laboratório para ver se é viável. É quando nós entramos em ação auxiliando-os a otimizar
essa metodologia”, explicar a coordenadora do Laboratório de Bioextratos (LBE-FIT), KetlenOhse. No local, além das empresas incubadas contarem com auxílio para desenvolvimento das novas fórmulas dos produtos, ainda tem apoio na utilização dos equipamentos e no treinamento dos colaboradores que atuam na linha de produção. De acordo com a bióloga da Fit, para fazer uso do espaço, os empresários
não pagam nada. O valor já está incluso no contrato da empresa com a Incubadora. Ainda segundo ela, é um lugar para experimento e produção de novos produtos. “Não é uma escala industrial. Os proprietários das empresas trazem a proposta ou ideia e nós tentamos colocá-la em prática para que ele leve a linha de produção de sua empresa. O laboratório é uma espécie de ensaio exploratório”, destaca Ketlen.
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País
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Lei da Maconha: rivalidade na fronteira Brasil-Uruguai Se de um lado da fronteira (Uruguai) o governo liberou a droga de maneira controlada, do lado brasileiro o debate se acirra
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m tempos de Copa, a rivalidade futebolística obviamente está ali, em forma de bandeiras unidas e algumas provocações. Ela sempre esteve e sempre estará, afinal se trata de duas nações apaixonadas por suas seleções. Mas, nos últimos meses, o tema que concentra o debate na convivência entre brasileiros e uruguaios na fronteira de Santana do Livramento com Rivera é a nova Lei da Maconha, em liberação controlada recentemente aprovada no país do presidente José Mujica. Pontualmente, nem o Mundial da Fifa mexe tanto com as emoções dos vizinhos como esta novidade na pauta social. Só que uma série de perguntas ainda sem respostas paira sobre a rotina compartilhada deste pedaço das duas nações, conhecido como “a fronteira da paz”. Numa comunidade urbana estimada em quase 200 mil pessoas, ainda não se sabe na prática como a lei uruguaia da maconha efetivamente incidirá na rotina do lado brasileiro (ela entrará totalmente em vigor no final do ano). Por exemplo, como valerá a regulamentação para os “doble chapa”, casais formados
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pelas duas nacionalidades. Em Rivera e Livramento, é comum famílias misturadas, com seus integrantes vivendo e trabalhando de ambos os lados. Possibilidades Existem outras questões, bolas pingando, como será viável o usuário uruguaio atravessar a fronteira com maconha no
CONVIVÊNCIA
O debate na convivência entre brasileiros e uruguaios na fronteira de Santana do Livramento com Rivera é a nova Lei da Maconha, em liberação controlada recentemente aprovada no país vizinho
bolso. Ainda, os brasileiros poderão fumar livremente nas ruas de Rivera, já que não se prevê fiscalização? O Parque Internacional, que marca a divisa, é um território compartilhado e um espaço de convivência comum. Diante de tudo isso, o lado de Santana do Livramento ainda não sabe como a questão será inserida na vida da fronteira.
Liberação controversa O pequeno Uruguai ganhou as manchetes internacionais no último ano com a lei de liberação da maconha com controle do Estado, saída do gabinete do presidente Mujica. A medida veio à tona como uma tentativa de enfraquecer o poder do tráfico de drogas no país. Entre as principais diretrizes da lesgislação, o usuário poderá se cadastrar para conseguir 40 gramas (ou 40 cigarros) por mês em farmácias. Ainda existe a possibilidade do mesmo se juntar a algum clube canábico, de no máximo 45 integrantes, ou então de plantar a erva em casa, com limite de pés. Regras As regras valem exclusivamente para cidadãos uruguaios, portanto excluindo os visitantes. Se alguém comprar em farmácias, não poderá cultivar a maconha em seu domicílio, nem participar dos clubes canábicos. De resto, o consumo nas ruas terá restrições parecidas com o álcool e o tabaco. “Já existem movimentos de pessoas que querem criar clubes canábicos, tanto em Rivera como em Santana do Livramento”, diz Washington Pereira, editor do jornal binacional “A Plateia”.
Uso controlado da maconha no Uruguai tem provocado debates controversos na fronteira
País
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Escolas punidas pelo MEC temem prejudicar alunos
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AGÊNCIA BRASIL
Pelo menos 79 instituições particulares estão impedidas de firmar novos contratos com o governo por meio do Fies
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ara o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, os estudantes serão os maiores prejudicados no processo administrativo aberto neste final de semana pelo Ministério da Educação (MEC) para punir 79 instituições particulares de ensino. Essas instituições estão impedidas de firmar novos contratos do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), de participar de processo seletivo para a oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “Voltamos à questão da avaliação. O MEC avalia as instituições com base em um conceito preliminar, que não condiz com a realidade”, diz o assessor do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, Sólon Caldas. As instituições obtiveram resultados insatisfatórios no Índice Geral de Cursos (IGC) e não assinaram Termo de Saneamento de Deficiências do MEC. Mecanismos Caldas também explica que o número é baixo, considerando-se o universo de 2,1 mil instituições privadas em funcionamento. “Se o MEC adotasse um mecanismo de avaliação de acordo com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, isso poderia não existir ou até mesmo existir em maior número”, avalia o assessor. A lei inclui na avaliação vários aspectos e leva em consideração as especificidades de cada instituição. A Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal divulgou nota na qual diz que “o Poder Público é ainda muito falho e lento nos diagnósticos e nas punições das instituições de ensino que demonstram mau desempenho e deficiência na gestão”. E acrescenta: “A pergunta que fica é: quem vai pagar pelo prejuízo causado aos alunos das instituições?”.
AUMENTO
Denúncias de violações a menores Cerca de 3,8 mil denúncias de violações de direitos das crianças e adolescentes foram feitas desde 18 de maio, mês em que se intensificou a campanha do governo brasileiro e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O balanço foi divulgado pelo Unicef ao afirmar que apenas na semana que vem poderá fornecer dados sobre os tipos de denúncias. O Unicef já adiantou que segundo os dados da Copa das Confederações e do Carnaval deste ano, o trabalho infantil supera o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes em números de denúncias. Para Casemira Benge, chefe do Programa de Proteção à Criança no Brasil, apesar do grande número de denúncias é preciso sensibilizar mais o brasileiro sobre a ilegalidade do trabalho infantil. “Estamos preocupados com a naturalização do trabalho infantil. Você sai à rua e vê uma criança vendendo algo”, disse Benge.
Ideia é educação de qualidade As instituições têm 15 dias para apresentar defesa ao MEC. No ano passado foi quando o então ministo da Educação, Aloi-
zio Mercadante, divulgou os resultados do IGC, ele ressaltou a importância de se ofercer uma educação de qualidade. Pela resolução do MEC, alunos não poderão ser financiados por meio do programa federal Fies
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Mundo
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Número de refugiados bate o recorde da Segunda Guerra De acordo com dados da ONU, as guerras e perseguições já expulsaram mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo
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número de pessoas forçadas a deixar suas casas devido a guerras ou perseguição superou a marca de 50 milhões em 2013 pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, informou a agência de refugiados da ONU. O número, de 51,2 milhões, é seis vezes maior que o registrado no ano anterior, e foi inflado pelos conflitos na Síria, no Sudão do Sul e na República Centro-Africana, segundo o relatório da UNHCR. O alto-comissário da ONU para refugiados, António Guterres, disse que o aumento é um “desafio dramático” para organizações que prestam ajuda humanitária. “Os conflitos estão se multiplicando, mais e mais”, disse Guterres. “E, ao mesmo tempo, conflitos antigos parecem nunca terminar”. Há uma preocupação especial com os cerca de 6,3 milhões de pessoas que são refugiados há anos (em alguns casos, há décadas). Deslocados internamente O Afeganistão ainda responde pela emissão do maior número de refugiados no mundo e o vizinho Paquistão é o país que abriga o
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maior contingente, com cerca de 1,6 milhão deles. Pessoas em condições classificadas pela ONU como situação de refúgio “prolongada” incluem mais de 2,5 milhões de afegãos. Em todo o mundo, milhares de refugiados de crises ausentes do noticiário têm passado boa parte de suas vidas em campos. Na
Campos nunca serão lar para os ‘sem-teto’ Alguns campos se tornaram praticamente permanentes, com escolas, hospitais e comércio, de acordo com a ONU. Mas eles não são, e jamais poderão ser, um lar. Mas o número de refugiados é excedido pela quantidade de pessoas deslocadas internamente, aquelas que foram forçadas a deixar suas casas, mas que seguem em seus próprios países. Só na Síria, acreditase que haja cerca de 6,5 milhões de pessoas deslocadas. O acesso à comida, à água, abrigo e assistência médica é limitado e, por permanecerem dentro de uma zona de conflito, é difícil para agências de ajuda chegarem até elas.
RETORNO
Para muitos, os mais de 300 mil refugiados somalis no campo de Dadaab, no Quênia, a possibilidade de retornar para suas casas é uma perspectiva distante, segundo dados da ONU
fronteira entre a Tailândia e Mianmar, cerca de 120 mil integrantes da minoria karen, de Mianmar, vivem em campos de refugiados há mais de 20 anos. Refugiados não devem ser removidos à força, segundo a ONU, e não devem retornar aos seus países ao menos que seja seguro e que tenham para onde voltar.
Número de refugiados foi inflado pelos conflitos na Síria, no Sudão e na República Centro-Africana
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Parintins se prepara para o festival Dia a dia C7
Mudança de nomes das ruas confunde manauense BRUNO GRAÇA Especial EM TEMPO
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ocê conhece a avenida Mário Ypiranga Monteiro? E a avenida Umberto Calderaro Filho? Provavelmente, não, mas deve conhecer a rua Recife e a avenida Paraíba. Nem todo mundo conhece os “novos” nomes das famosas ruas manauenses, nem mesmo os seus moradores. É o caso do vendedor Isaías Ferreira que trabalha há sete meses na avenida Umberto Calderaro Filho, mas ao ser perguntado sobre o nome do logradouro, respondeu: “avenida Paraíba”. Ao ouvir sobre o novo nome, mostrou-se surpreso e justificou que nunca ouviu falar da mudança – que aconteceu há alguns anos. Agora, outro logradouro que poderá mudar de nome: é a avenida J, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, se o projeto de lei nº 167/2014, do vereador Fabrício Lima, for aprovado, passando a se chamar “José Aldo Júnior”, em homenagem ao lutador amazonense. A justificativa para a alteração, além do fato de o lutador ter se criado no bairro, é por ele estar no topo do Ultimate Fighting Championship (UFC), na categoria peso pena, na qual detém o cinturão de melhor do mundo, defendido em seis ocasiões - a sétima será no dia 2 de agosto, contra o norte-americano Chad Mendes. “O Aldo é um atleta símbolo do nosso Amazonas, e em qualquer lugar do mundo faz questão de levantar a bandeira do nosso Estado e do Alvorada, bairro onde nasceu, cresceu e descobriu a luta”, afirmou o vereador Fabrício Lima. Segundo Lima, a emenda passou em primeira sessão no dia 6 de junho, mas faltava completar outras demandas para passar em outras, como
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Projeto de lei quer mudar nome de avenida para homenagear lutador amazonense, mas moradores não concordam entrega de abaixo-assinado dos moradores da avenida e não haver resistência da parte deles. Ele espera conseguir prestar essa homenagem até antes da luta de agosto. A Câmara Municipal de Manaus está em recesso e só volta após a Copa do Mundo, quando o projeto será votado. Discordância Apesar da homenagem, essa não é a primeira vez que a avenida J muda de nome. Atualmente, ela se chama rua João Paulo 1º, nome que os moradores e comerciantes não usam. Ao ouvirem que a avenida passaria por uma segunda mudança de nome, os moradores e comerciantes do local não se mostraram felizes. De acordo com a comer-
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A justificativa para a alteração, além do fato de José Aldo ter se criado no bairro, é por ele estar no topo do Ultimate Fighting Championship (UFC), na categoria peso pena ciante Deborah Lourenço já há confusão com o nome atual. Outro iria piorar a situação. “Vai atrapalhar como atrapalhou com a outra mudança (João Paulo 1º). Eu e todos os moradores daqui só conhecemos como avenida J”, contou. “Eu não concordo”, acrescentou. Outra que também não concordou foi a comerciante Valdete Moreira, que disse que a mudança de nome iria atrapalhar na localização. “O nome já é João Paulo, mas chamamos de avenida J. Todas as pessoas sabem que a avenida J é essa”, disse. “Por que não troca o nome para avenida 13?”, sugeriu.
O que diz a lei Segundo a assessoria da Câmara Municipal de Manaus, existem diversas leis federais e municipais que proíbem esse tipo de homenagem, como a lei federal 6.454, de 24 de outubro de 1977, que proíbe “em todo o território nacional atribuir nome de pessoa viva a bem público, de qualquer natureza, pertencente à União ou às pessoas jurídicas da administração indireta”, ou ainda a lei municipal 266, de 30 de novembro de 1994, cujo inciso três afirma que logradouros públicos da capital amazonense não devem conter nome de
pessoas vivas. Quando questionado sobre isso, Fabrício Lima responde que homenagens devem ser feitas quando pessoas estão vivas. “Acredito que é sempre melhor homenagear as pessoas quando estão entre nós, como foi o caso da ginasta medalha de ouro Bianca Maia, que ganhou um Centro de Treinamento na Vila Olímpica (bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste), com seu nome”, afirmou o vereador. “Espero ainda conseguir prestar homenagear para outras pessoas que fizeram muito pelo Amazonas”, finalizou. Vista aérea da avenida Umberto Calderaro Filho, antiga Paraíba, em Adrianópolis: mudança de nome confunde moradores
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Dia a dia
Vandalismo no Viver Me Vandalismo de jovens provoca riscos à saúde no residencial construído na Zona Norte de Manaus, onde reservatório de água não tem segurança alguma e é usado para banhos, sem que moradores possam tomar suas providências IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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ocê sabia que a água que sai de sua torneira - mesmo após tratamento - pode estar contaminada? Esta é a situação vivida pelos moradores do residencial Viver Melhor, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, que assistem o reservatório de água ser transformado em um balneário. A invasão dos jovens ao terreno onde fica localizado o reservatório e a caixa d’água que abastece o residencial é rotineira. Sem cerimônias e a qualquer hora do dia, eles invadem o local e sobem no reservatório, transformando-o em local para as confraternizações da turma. A denúncia foi feita por moradores do próprio conjunto que se surpreendem com a coragem de rapazes e moças de escalar a estrutura para se refrescar dentro do reservatório. “Dá para vê-los subindo as escadas para chegar na parte de cima do reservatório. E eles mesmos falam na nossa frente que vão para lá, que fazem xixi, cocô e cospem dentro d’água”, revoltou-se a feirante Sueli Martins, 41. As festinhas do reservatório atraem, segundo denúncias, jovens de todas as idades que não se intimidam com a “cara feia” dos moradores e se reúnem para nadar sempre que dá vontade. “Antes nós consumíamos essa água, mas meu filho adoeceu. Levei ao médico e ele disse para
evitar o consumo. Depois que passei a comprar água mineral ninguém mais adoeceu na minha família. Mas existem moradores que não têm condições de comprar sempre água mineral e acabam consumindo essa mesma”, afirmou Martins. Sem vigia, a reportagem teve fácil acesso ao terreno e à estrutura do reservatório guiada pelos moradores. Não há cadeados no portão principal, nem na sala onde ficam as máquinas. “Já ficamos muitos dias sem água, porque tem uns que vem aqui e roubam os fios da caixa de máquinas que fica sempre aberta, não tem tranca”, afirmou a feirante. Os moradores reclamaram também que, mesmo solicitando fiscalização da empresa concessionária, não se consegue evitar os furtos de cabos e os banhos da turma. “O vigia vem, fica uma semana e vai embora. Tem uns que vem e nem ficam aqui, vão se envolver em outras atividades dentro do residencial. A empresa tinha que contratar profissionais responsáveis ou ficar de olho no vigia deles”, reclamou a dona de casa Elen Fernandez. Outro problema preocupa também os moradores do residencial. É que uma cratera surgiu no barranco próximo à caixa d’água, o que para eles representa um perigo iminente. “Se der uma tempestade o barranco pode desabar e levar a caixa d’água”, alertou a feirante.
Um problema recorrente A assessoria de comunicação da empresa Manaus Ambiental informou que o reservatório do residencial é alvo frequente de vandalismo. No dia 1º de março deste ano, por exemplo, cabos elétricos das bombas, responsáveis pelo funcionamento dos três Centros de Produção de Águas Subterrâneas (CPAS) foram furtados, deixando quase 4 mil famílias sem abastecimento. Por isso, em agosto do ano passado, a empresa firmou parceria com a Polícia Civil para reforçar a segurança na área onde está localizado o reservatório de água. Os furtos não se limitam ao conjunto Viver Melhor. Na semana passada, cerca de 30 mil famílias de seis bairros da Zona Leste ficaram sem água após furtos de cabos elétricos das bombas, indispensáveis para o
funcionamento do reservatório responsável pelo fornecimento no setor hidráulico São José. A ação causou prejuízo em torno de R$ 20 mil para a concessionária. O furto dos equipamentos prejudicou o fornecimento de água nos bairros São Lucas, Tancredo Neves, Castanheiras, São José 1, São José 2, São José 3, Zumbi 1, Zumbi 2, Zumbi 3, Armando Mendes e Comunidade Sharp. Em relação à denúncia da cratera que está se formando próximo ao reservatório, a assessoria informou que irá realizar uma vistoria técnica no local, para apurar as possíveis causas do problema e se for constatado que é de responsabilidade da concessionária, a mesma realizará os devidos reparos, caso contrário, a mesma irá repassar aos órgãos competentes. Reservatório do residencial Viver Melhor, na Zona Norte: além do uso indevido por vândalos, erosão ameaça a estrutura
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lhor ameaça moradores
FOTOS ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Uma juventude bárbara Para o sociólogo Ademir Ramos, o comportamento “bárbaro” dos jovens é consequência da falta de educação básica, bem como revela deficiências na estrutura e investimentos em conjuntos habitacionais desta natureza. “Há um problema estruturante. A construção desse patrimônio é feita numa área sem infraestrutura nenhuma. Na verdade é só um espigão, onde não temos escola, segurança, área de lazer, é uma obra feita sem qualquer padrão de dignidade. Não há uma integração da obra com a própria cidade”, afirmou. Segundo Ramos, o que falta nesses projetos é organização e compromisso para com os moradores que vão habitar. “Essas pessoas são tiradas do contexto afetivo em que vivem, normalmente no centro da cidade, e jogadas para a periferia sem nenhuma condição de relação de trabalho, estudo, saúde, lazer e ali ficam isoladas, desorganizadas e isto é um passo para a barbaridade. O comportamento dos jovens é de
barbárie”, conceituou. O sociólogo apontou também que a situação revela ausência de educação e responsabilidade da juventude. “As pessoas se deslocam para lá, não se conhecem, não têm relação afetiva de compromisso e neste contexto se deparam com conflitos de vizinhança, de gerações. Vem a questão dos jovens e da educação básica. Como a pessoa vai se banhar num reservatório coletivo? Isto é um problema de educação básica, é irresponsabilidade, inconsequência, tudo isso pesa”, disse. Sem estrutura Reunindo a falta de estrutura com a falta de educação formam os ingredientes necessários para prejudicar não só familiares, mas toda a comunidade. “Uma obra do governo federal feita de cima para baixo, que não respeita o cidadão, não oferece infraestrutura, cria um gueto. Sem alternativa, os jovens começam a provocar esse tipo de comportamento inconsequente”, analisou. Moradores do residencial denunciam que já houve casos de doenças provocadas pela contaminação da água do reservatório
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Dia a dia
O que apenas pune não ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Justiça busca opções para reduzir o custo do preso ao Estado e contribuir para a ressocialização e recuperação da dignidade de quem já prestou contas com a sociedade DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO
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erca de 70% dos sentenciados ao regime semiaberto retornam ao presídio pelo mesmo crime. A estimativa é do juiz Henrique Veiga Lima, da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), revelando uma falha do sistema em apenas punir, não reabilitar. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), este ano, até início de junho, houve 341 evasões do sistema penitenciário. “Não pula o muro o preso que não quer, pois o muro é baixo (referindo-se ao regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim) e a fiscalização parece ser branda. A Casa do Albergado é ficção”, disse o magistrado. O juiz aponta que vivemos uma fase de transição onde a justiça, por meio de estudos de criminologia, descobriu a duas vertentes solúveis ao sistema penitenciário. “Somente a cadeia não resolve o problema, além do que quando a pessoa passa uma etapa dentro do presídio sai pior do que entrou. Na cadeia deve haver uma punição pelo mal feito e a
ressocialização, dando oportunidade ao preso de reabilitar com atividade lícita”, afirma Lima. O regime aberto é previsto nos artigos 113 a 117 da Lei de Execução Penal (LEP), sendo o último estágio da execução da pena privativa de liberdade, dentro do sistema penitenciário, aos apenados deste regime que
DIFICULDADE
Em Manaus, o regime mais leve funcionava na Casa do Albergado, localizada no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, fechado para reforma desde ano passado. Não há previsão para o fim das obras obtiveram à progressão alcançada no curso da execução penal. O juiz esclarece que, se durante a passagem pelo sistema prisional o encarcerado não passar por reabilitação psicossocial retornará à cadeia pelo mesmo crime. A indefinição ou retardamento dessas ações são alternativas para impedir o aumento da população carcerária e reduzir gastos ao
poder público com os presos. “Atualmente, um preso tem o custo mensal de R$ 2,4 mil. Com o que se gasta por ano, em três anos faríamos um novo presídio. É mais caro arcar com despesas dos encarcerados do que erguer um presídio novo”, frisa Lima. Reforma Em Manaus, o regime mais leve funcionava na Casa do Albergado, localizada no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, fechado para reforma desde ano passado. A Sejus, por meio de sua assessoria, informou que não há previsão para o fim das obras. O estabelecimento estava destinado aos apenados que cumprem pena privativa de liberdade no regime aberto como regime inicial ou como resultado de progressão alcançada no curso da execução penal durante o repouso e nos dias de folga do trabalho. A portaria de nº 003/2013, da Vara de Execuções Penais (VEP) da Comarca de Manaus, motivada pela estrutura precária da Casa do Albergado, determina que os detentos que cumprem corretamente irão continuar os processos em regime domiciliar, sendo acompanhados pela Sejus.
Presos do regime semiaberto em atividades laborais: alternativa à punição pura e simples
Monitoramento por tornozeleira Em nota, a Sejus informou que o acompanhamento desses apenados, enquanto se realiza a reforma e reestruturação da Casa do Albergado, e as atividades administrativas estão sendo realizadas na própria sede. Dessa forma, o monitoramento dos presos do regime semiaberto, albergados, incluindo os provisórios e condenados com base na Lei Maria da Penha
utilizam as tornozeleiras eletrônicas. Em maio, 4 mil foram licitadas para serem utilizadas conforme determinação judicial. Economia A Sejus elucida que desse total, mil estão prontas para serem utilizadas por presos. Os servidores do sistema prisional acessam um sistema ligado à internet (GPS) que disponibilizará, com precisão e em
tempo real, a localização de cada detento que utiliza a tornozeleira. Com isso, muitos apenados que estão ocupando vagas nas cadeias podem cumprir o resto de suas penas em casa (prisão domiciliar) ou trabalhando para ajudar no orçamento familiar. Assim, o custo por preso cai para R$ 600 mensais - uma economia alta, considerando o valor atual. FOTOS: IONE MORENO
Henrique Veiga Lima, juiz da 9ª Vara Criminal: sistema prisional atual não reabilita
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o serve para reabilitar Preconceito ainda é barreira à ressocialização O juiz Henrique Veiga Lima explica que a prisão como forma de punição é um fato novo. A evolução da ordem e organização civil trouxe a ideia do cárcere aos infratores, anulando as formas brutais de penalizar, mas a insegurança insiste em ser barreira ao avanço. “Antes havia pessoa que ao ser presa era torturada, morta a pedradas, queimada na fogueira. O mundo evoluiu e se tornou mais moderno, e percebeu-se que aquele tipo de pena era inadequa-
do, evoluindo para prisão da forma que nós concebemos”, explicou. “Quando a prisão surgiu, foi para acabar com aquele sistema bárbaro. Mas essa ideia causou no seio do povo insegurança, trouxe a sensação que as pessoas não estavam sendo devidamente punidas”, revelou. Henrique conta que a sociedade insiste em pensamento preconceituoso com relação aos que erraram civilmente, e essa desconfiança dificulta o progresso positivo ao preso. “Quando ele sai do sistema
prisional, há aqueles que entendem e os que o veem com um carimbo: egresso do sistema. E fogem como se o ex-preso tivesse uma doença infectocontagiosa. A sociedade tem dificuldade em aceitar e insiste na ideia de que quando uma pessoa cai no sistema deve ficar ali para sempre, ou paga a pena com prisão perpétua ou morte, mas nós não temos estas penalidades. O problema que temos é este. O mesmo ocorre entre os empresários: os egressos têm
grande rejeição no mercado de trabalho. Por isso temos que trabalhar para fazer este sair melhor”, frisa. Para o juiz, apenas prender o infrator anula a possibilidade de entregá-lo como cidadão em busca de atividade legal na sociedade, com isso há a alternativa de educá-lo durante a detenção. “Se prender por prender, ele vai receber uma punição, mas quando sair de lá dificilmente terá assimilado que aquela prisão foi só castigo”, pontua. IONE MORENO
Desembargador Sabino Marques, presidente do Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário do TJAM: oportunidades
Um trabalho de sensibilização Em Manaus, o projeto “Começar de Novo” compõe-se de um conjunto de ações voltadas à sensibilização de órgãos públicos e da sociedade civil para que forneçam postos de trabalho e cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário, como forma de concretizar as ações de cidadania e promover o retorno ao crime. O desembargador Sabino Marques, presidente do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do TJAM, afirmou que o objetivo do programa é promover a cidadania e tentar reduzir a reincidência de crimes. “O projeto partiu dos subgrupos de monitoramento nos presídios, e queremos fazer valer as oportunidades e ressocializar o preso, e o Estado não estava cumprindo este papel, a tarefa é corrigir as mazelas”, declara. “Se ele não sabe ler, terá acesso ao Ceja (Centro de Educação de Jovens e Adultos), por meio do convênio com a Secretaria de Justiça”, explica.
Marques diz que ação oferece por meio de parcerias os cursos profissionalizantes, como mecânico de máquinas pesadas e de motores, pintor de parede, pedreiro e serralheiro, para que o egresso tenha opção de trabalho lícito. “Temos conseguindo inseri-los por meio da lei municipal aprovada em 2010, onde cada órgão guarda um percentual de vagas para egressos do sistema trabalharem em suas construções. A obra no anexo do edifício Desembargador Arnoldo Péres foi feita com a participação dos egressos do sistema que passaram por este processo”, conta o desembargador. Marques diz que o projeto “Começar de Novo” está firmando parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para implementar a produção de sabão. “Favorecemos tanto o meio ambiente que daremos este recurso como alternativa ocupacional, contribuindo com a renda familiar, além de diminuir o impacto ambiental do óleo a ser despejado de forma irregular”, diz.
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Em busca dos extremos, advogado chega ao norte STENIO URBANO Equipe EM TEMPO ONLINE
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om o objetivo de cruzar o Brasil usando apenas a força humana, o brasiliense Leonardo Meirelles, 39, pretende colocar seu nome no “Guinness Book”, o livro dos recordes, como o único brasileiro a chegar aos pontos extremos do país. Leonardo é advogado e administrador de empresas e se define como explorador aventureiro. Deixou Brasília no dia 29 de março deste ano com destino ao monte Cabura, em Roraima, extremo norte do país, que está a 1.456 metros de altitude. “Em Porto Velho, eu e minha esposa deixamos nosso carro e, de lá, seguimos no barco Almirante Moreira 7º para Manaus, navegando pelo rio Madeira”, contou o viajante. O explorador está cortando o Brasil em um carro adaptado, tipo caminhonete 4x4, carregando barracas e uma bicicleta usada no trajeto até determinados locais. A bagagem inclui um caiaque, empregado na travessia dos rios que encontra
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Brasiliense quer entrar no “Guinness Book” como o único brasileiro a chegar aos pontos extremos do nosso território pelo caminho. Meirelles topou o desafio de ser o primeiro brasileiro a ir aos pontos extremos antes que uma pessoa de outra nacionalidade o faça. “Conheço 57 parques nacionais e todas as rodovias do país. Eu tinha vontade de conhecer todos os pontos mais extremos do Brasil”, confessou Leonardo. Entre 2011 e 2013 ele percorreu de carro, barco a motor e a pé várias regiões do país. Rotas programadas O percurso de Leonardo na Região Norte está previsto para acabar em dezembro de 2014. Com cerca de 5.080 quilômetros programados, o trajeto do aventureiro começou em Brasília (DF) em março, passou por Porto Velho (RO) e agora segue até Boa Vista (RR) indo até a comunidade de Água Fria, em Roraima. A pé, ele pretende ir até a aldeia Manalai, no norte de Roraima. Por fim, o aventureiro chegará até ao marco B/BG 11A, no monte Caburaí, no município de Uiramutã (RR), pontos mais extremo no norte do país.
Para chegar ao extremo norte do Brasil, Leonardo Meirelles saiu de Brasília em março, passou por Porto Velho e Manaus
Aventura registrada em imagens Leonardo ainda traz consigo, para comprovar seus feitos, além de depoimentos e quase 12 mil fotos, várias horas de filmagem e documentos oficiais que ratificam suas aventuras, como o comprovante da Nona Conferência da Comissão Mista de limites Brasil-Guiana, realizado em setembro de 2013, em Belém (PA). A delegação do Brasil documentou as informações de Leonardo relativas ao encontro do marco B/B11A, construído em 1993, no momento em que ele fotografou e registrou com um GPS portátil o ponto ali registrado.
PROBLEMA
No Acre, em 2011, com seu caseiro, conhecendo o Parque Nacional da Serra do Besouro, Leonardo Meirelles teve grandes problemas porque ele não sabia usar o aparelho GPS Dificuldades No Acre, em 2011, com seu caseiro, conhecendo o Parque Nacional da Serra do Besouro, Leonardo teve grandes problemas
porque ele não sabia usar o GPS. “Eu queria chegar ao extremo oeste. Passamos por trilhas de traficantes, madeireiros ilegais, a selva era bruta. Cheguei a pegar leishmaniose lá, mas conseguimos chegar. Nunca ninguém havia chegado”, confessou o aventureiro. Leonardo passou as especificações de onde está posto o marco do marechal Rondon. “O Ministério das Relações Exteriores me prometeu uma medalha de honra ao mérito pelo feito”, finalizou o aventureiro explorador.
Caminho do aventureiro já o fez conhecer rodovias e parques em todo o território brasileiro
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Parintins otimista para o 49º festival folclórico
PEDRO COELHO/DIVULGAÇÃO
Novo duelo entre Caprichoso e Garantido acontece a partir da próxima sexta-feira. Obras acontecem por toda a cidade
Trabalhadores preparam as ruas de Parintins para o festival folclórico que inicia sua 49ª edição na próxima sexta-feira (27): cidade está com preparativos de vento em popa para a grande festa
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seis dias do 49º Festival Folclórico de Parintins, o clima na cidade é de otimismo para receber os cerca de 80 mil visitantes que são esperados para o grande evento marcado para a disputa dos bumbás Caprichoso e Garantido. A expectativa neste ano é um aumento de turistas estrangeiros por conta dos eventos da Copa do Mundo em Manaus. Segundo o prefeito de Parintins, Alexandre da Carbrás (PSD), as informações vindas das agências de viagens e das empresas aéreas é de que são poucos os pacotes restantes para os dias de apresentação dos bumbás nas noites dos dias 27, 28 e 29 de junho. “O que nos foi passado é de que as empresas já estão se preparando para os voos extras para comportar a demanda de público interessada em estar na ilha”, disse Carbrás. Há pelo menos um mês, todas as secretarias e coordenadorias da prefeitura atuam, diariamente, no planejando e já executando ações de preparação da cidade para o festival, como as ações para limpeza e embelezamento da cidade, tapa buracos, saúde, assistência social, segurança, e estrutura viária com a obra de elevação de nível da avenida Paraíba, que está em fase final. . De acordo com o prefeito, as ações em parcerias com os governos federal e estadual são de fundamental importância para o êxito das ações principalmente no fator segurança e saúde. “Temos não apenas a responsabilidade de preparar a cidade para os visitantes, mas também e principalmente para os parintinenses que estão aqui o ano todo. O trabalho realizado em alguns pontos da cidade para o festival ficará como legado para a população. Cito a Paraíba
e concretagem de outras vias públicas que vão resolver os problemas de alagação nessas vias de forma permanente”, disse Carbrás. Além das obras e ações de embelezamento da cidade, a prefeitura também atua na preparação do estádio Tupy Cantanhede para a grande Festa dos Visitantes, na próxima quinta-feira (26), que terá como atração nacional o cantor Gusttavo Lima. De acordo com a secretária de Cultura e Turismo, Sinatra Santos, a empresa contratada Pro-show iniciou a montagem da estrutura necessária para o evento como camarotes e áreas vips. Sinatra Santos informa que o local terá também toda a estrutura de banheiros químicos, de segurança, atendimento médico para dar mais comodidade para o grande público parintinense e visitantes que irá prestigiar uma das maiores festas dos visitantes de todos os tempos. As principais ruas da cidade já receberam os serviços de embelezamento da cidade com a pintura de meio fio e calçadas das principais ruas e avenidas da cidade com as cores dos bois Caprichoso e Garantido. Ao todo, mais de 300 pessoas preparam a cidade para o festival folclórico. Homens e mulheres farão o serviço de pintura de meio fio, capinação, roço, recolhimento de entulho e ornamentação de ruas. A avenida Amazonas e outras vias principais receberam pinturas com cores da Copa. O trabalho de pintura artística das ruas e avenidas foi feito por um grupo de 40 mulheres. “É uma forma de gerar renda para as famílias utilizando todo cuidado e talento que as mulheres de Parintins possuem. Esse trabalho vai deixar a cidade ainda mais bonita”, disse Alexandre.
Empresa tem ingressos e voos A Tucunaré Turismo, empresa que possui a concessão para vendas dos ingressos para o festival de Parintins, já se encontra com os números reduzidos de bilhetes aéreos e ingressos. A Tucunaré Turismo, preocupada em proporcionar maior conforto e qualidade aos seus clientes, oferece com exclusividade o voo Boeing 737-700 da Gol, que estará operando o trecho Manaus/Parintins/Manaus entre os dias 21/6 a
1º/7/2014. As tarifas são a partir de R$ 390, e o tempo de voo de apenas 45 minutos. Quanto à hospedagem, há várias categorias, como pousadas e o tradicionalíssimo hotel Amazon River com 61 suítes, com quadra poliesportiva, piscina, dois restaurantes e salas de convenções. Os valores dos ingressos variam de acordo com a categoria: Cadeira tipo 01: R$ 820 Cadeira tipo 02: R$ 600 Arquibancada especial: R$ 800
Arquibancada central: R$ 1.050 Camarotes: não há mais disponibilidade. Os valores acima mencionado referem-se aos três dias de festival. Contato: Tucunaré Turismo Fone: 3234-5071 Site: tucunareturismo. com.br Endereço: avenida Djalma Batista, 1.719, edifício Atlantic Tower, térreo, sala 01-B/ ao lado do Millennium Center ALEXANDRE FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO
Interessados podem procurar a Tucunaré Turismo, que tem voos exclusivos para o festival
Aeroporto com tráfego 24 horas O aeroporto Júlio Belém voltou a operar sem restrições para aeronaves com capacidade até 140 passageiros, desde a tarde da última sextafeira (20), após inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) constatar as adequações feitas na parte de segurança do aeroporto. Para melhorias no local, o prefeito Alexandre da Carbrás informa que foram investidos cerca de R$ 40 mil. Ele destaca que a liberação foi comunicada por meio de documento enviado pela Anac e que a expectativa é ter operação recorde para o Festival Folclórico de 2014. “Estamos aguardando mais de 400 voos nesse período e todas as ações que concretizamos essa semana estavam em planejamento pela nossa administração”, disse. As autoridades fiscalizadoras do setor aeroportuário estão frequentemente em Parintins e atestaram as mudanças na gestão do aeroporto. “Não é à toa que o aeroporto completou em abril um ano de funcionamento integral. Isso mostra que os investimentos ocorreram também no trato dos resíduos sólidos”, disse o diretor do aeroporto, Paulo Pessoa.
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Acidentes com fogos de artifício servem de alerta O
mês de junho é associado a festas juninas e a grande animação. E este ano, conta com um motivo a mais para tanta alegria: o campeonato mundial de futebol. Comidas, danças típicas e fogos de artifício são, para muitos, atrativos indispensáveis nas brincadeiras. Porém, é preciso tomar cuidado para evitar que o uso inadequado de bombas e rojões provoque graves acidentes e acabe com a festança. As estatísticas deste ano, divulgadas pelo pronto-socorro municipal 28 de Agosto, que é referência no atendimento a queimados em Manaus, contabilizam o total de 229 acidentes com queimaduras, seja por fogos de artifício ou outras causas. Em janeiro, 35 ocorrências foram registradas. Em fevereiro, esse número ficou em 38, pulando para 55 em março e 44 em abril. Em maio, já foram contabilizados 57 casos. Os fogos de artifício causam geralmente queimaduras graves, de segundo e terceiro grau. No caso de acidentes, é preciso saber quais atitudes e soluções
que devem ser tomadas no momento de emergência. Muitas são as dúvidas. É correto utilizar manteiga ou pasta de dente em cima das queimaduras para aliviar a dor e auxiliar no tratamento? Deve-se lavar com água e sabão a queimadura? Essas crenças populares são realmente recomendadas nesse tipo de situação? A dermatologista do Hapvida, Clarice Albuquerque, explica que o procedimento correto, para quem gosta de utilizar os fogos de artifício, é, primeiramente, ter cuidado consigo mesmo e com as pessoas próximas, para que ninguém corra risco de se ferir. Caso ocorra algum acidente, deve-se chamar uma ambulância imediatamente, além de verificar os sinais vitais e dar o suporte geral à vítima. Sobre os procedimentos de aplicação de substâncias nas queimaduras, ela alerta: “Não se deve passar nada em cima da queimadura, nem pasta de dente, nem manteiga, nem borra de café. O correto é apenas passar uma água na temperatura ambiente em cima do local atingido. A água não pode ser gelada, pois pode causar um
DIEGO JANATÃ
Pronto-socorro 28 de Agosto já registrou 229 ocorrências de acidentes com fogos de artifício e queimaduras em geral choque térmico na pessoa que está sendo socorrida”, avalia a médica. Tipos Algumas orientações sobre a venda e uso desses equipamentos devem ser levadas em consideração para que a diversão e os efeitos das festas obedeçam às especificações e tragam segurança aos participantes. Segundo o Corpo de Bombeiros, os fogos de artifício são classificados em quatro classes: Classe A (Infantil) – são as “bombinhas” tipo palito e que podem ser vendidas para menores e sua queima é livre (recomendável assistência de adultos); Classe B (Juvenil) – as “bombinhas” com maior quantidade de pólvora, podem ser vendidas a menores, mas a sua queima é proibida em terraços, portas ou janelas que tenham proximidade com vias públicas (também sob a assistência de adultos); Classe C (Adulto) - venda proibida a menores de 18 anos; Classe D (Profissionais) - venda proibida a menores de 18 anos em qualquer hipótese. Só pode ser queimado com licença prévia de autoridade competente.
Com as festas juninas, o uso de fogos de artifício inspira vários cuidados para evitar problemas
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(92) 3090-1010
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Muitas possibilidades perdidas
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Quando alguém quase não existe
A imaginação da escritora Carol Bensimon. Pág 2
Um conto de Lydia Davis. Pág 3
Mais empolgante que a alta burguesia vienense O misterioso fim de Stefan Zweig. Págs 4 e 5
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No país do futebol
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As aventuras do bom soldado Sèvejk
A escalação de seis minicontos. Pág 6
Trecho do livro de Jaroslav Hašek. Pág. 7
Capa
fotografia de Stefan Zweig, do arquivo da Folhapress
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Imaginação
PROSA, POESIA E TRADUÇÃO
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A casa das possibilidades perdidas CAROL BENSIMON ILUSTRAÇÃO PAULO PASTA
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escritora gaúcha fez este texto, ainda inédito, para a intervenção “Em Busca de Poéticas Perdidas”, parte da ocupação “É Logo Ali”, do Sesc Ipiranga. O projeto, em casarão na rua Bom Pastor, 709, no bairro da zona sul paulistana, tem a participação também de escritores como Andrea Del Fuego, João Anzanello Carrascozza, Joca Reiners Terron, Ivana Arruda Leite e Luiz Ruffato, que contribuem
com contos escondidos pelo imóvel; até 6/7. Eu estava usando botas amarelas de borracha, mas não tinha chovido. As pessoas iam e vinham pelas calçadas como se aquela fosse uma noite especial, passavam na minha frente de braços dados e sempre rindo de uma dessas gracinhas que fazem os novos casais, essa coisa de braços dados é muito antiga, eu pensava, mas atribuía minha própria reflexão ao mau humor latente que agora vinha comigo, a vida não andava boa, isso era bem estranho para quem sempre tinha sido chamada de garota de sorte, para quem continuava sendo chamada de mulher de sorte, mas o fato é que hoje eu achava que essas pessoas, as
que se referiam a mim assim ou assado, mas sempre de uma forma muito positiva, elogiosa, lisonjeira, exagerada até, faziam isso com o único e claro objetivo de me irritar. Havia uma roda-gigante no fim da rua, brilhando. Havia um cara vestido de vampiro com um palheiro entre os dedos. Maçã do amor, quatro reais. Eu de botas amarelas sem saber muito bem por que nós estávamos em clima de festa. Um muro comprido, que provavelmente escondia um desses casarões antigos e descontextualizados, estava coberto de cartazes, todos iguais. Entre e veja como sua vida poderia ter sido. Ele disse lembra de mim?, parado no pé de uma escada curva, e eu demorei para
lembrar, porque ele tinha ficado bonito. Na minha cabeça, aquele garoto sempre estivera associado ao cheiro do laboratório de ciências, então eu fiquei meio que procurando partículas de formol no ar. Ele disse: a gente podia ter ficado juntos, mas eu só me lembrava de um beijo roubado perto da horta da escola. Eu não me lembrava nada do segundo cara a aparecer. Contou que tinha me oferecido um drinque em um bar chamado Espiral, e esse bar tinha virado uma sinuca, e esse bar tinha virado uma lavanderia, e esse bar estava vazio agora e era uma pena tremenda que aqueles sofás vermelhos de couro não ocupassem mais os cantos escuros e a trilha
não fosse mais o mesmo jazz sussurrado e triste triste triste. Um Manhattan com o copo errado, ele disse, contraindo os cantos da boca como se lutasse para mastigar papel crepom. Eu perguntei: o quê?. Eles te serviram Manhattan no copo errado. Eu tinha bebido um Manhattan em Manhattan alguns meses antes e sabia do que eu estava falando. O que aconteceu depois?, insisti. Você me contou tão pouco de você, e eu queria saber tanto, tanto. Subi para o segundo andar. Meu pai estava sentado na parte de baixo de um beliche, a cabeça inclinada para não tocar o estrado. O cabelo era quase todo preto, lambido pra trás, como quando eu tinha quinze anos e chorava por qual-
quer coisa. Ele disse: por que você brigou com sua irmã?. E eu lembrei que ela tinha rasgado meu poster do New Kids on the Block depois de a gente se engalfinhar por algum motivo bem bobo que tinha relação com o fato de que ela sempre acordava de mau humor e me respondia atravessado. Dois dias depois, ela começou a limpar o quartinho da bagunça e se mudou para lá. Meus pais se separaram naquele mesmo verão, depois que meu meu pai foi pescar com os amigos e pensou demais vendo aquela imensidão de água parada, luz e morros enquanto os peixes não mordiam o anzol. Ao menos foi isso que mamãe ficou dizendo, por meses e meses, até enlouquecer completamente.
Ilustríssimos desta edição BENJAMIN MOSER, 37, escritor americano, é autor de “Clarice,” (Cosac Naify). Seu texto nesta edição é uma versão adaptada para a Folha de artigo publicado na revista “Bookforum”. CAROL BENSIMON, 31 escritora, é autora de “Todos Nós Adorávamos Caubóis” (Companhia das Letras). FRANCESCA ANGIOLILLO, 42, é editoraadjunta da “Ilustríssima”. PAULO PASTA, 55, é artista plástico. FRANCESCA ANGIOLILLO, 41, é editoraadjunta da “Ilustríssima”.
DIVULGAÇÃO
LYDIA DAVIS, 66, escritora e tradutora norte-americana, é autora de “Tipos de Perturbação” (Companhia das Letras). JAROSLAV SÈVEJK (1883-1923) foi um escritor e jornalista tcheco. LUÍS CARLOS CABRAL, 64, jornalista e tradutor, recebeu o Prêmio Paulo Rónai da Biblioteca Nacional pela tradução de “Vestígios de Praga - Contos da Malá Strana”, de Jan Neruda. ANA PRATA, 33, artista plástica, abre em 5/6 uma exposição individual na galeria Millan. VANESSA BARBARA, 31, jornalista, tradutora e escritora, é colunista da Folha e do “International New York Times”. MARCOS BARBARÁ, 33, é bancário, peladeiro e autor do livro “Anão Vestido de Palhaço Mata Oito” (Rocco). JULIA DEBASSE, 28, é artista plástica.
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PROSA, POESIA E TRADUÇÃO
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Um conto
LYDIA DAVIS TRADUÇÃO FRANCESCA ANGIOLILLO ILUSTRAÇÃO JULIA DEBASSE
Ele era tão quieto, tão pequeno e tão magro que era quase como senão existisse. O cunhado. Cunhado de quem, não se sabia. Nem de onde havia vindo ou quando iria embora. Era impossível saber onde ele dormia, embora eles tentassem achar uma depressão no sofá ou algum sinal de bagunça entre as toalhas. Ele não deixava nenhum cheiro por onde passava. Ele não sangrava, ele não chorava, ele não suava. Ele era seco. Mesmo sua urina disparava do seu pênis para dentro da privada quase antes de ter saído de dentro dele, como uma bala de uma arma. Eles praticamente não o
viam: se eles entravam num cômodo, ele desaparecia como uma sombra, deslizando pelo batente, escorregando por sobre a soleira. Um suspiro foi o único som que jamais o ouviram emitir, e ainda assim eles não conseguiram ter certeza se não havia sido uma ligeira brisa raspando nas pedrinhas lá de fora. Ele não podia pagar nada a eles. Ele deixava dinheiro toda semana, mas assim que eles entravam na sala, lerdos e barulhentos como eram, o dinheiro se transformava numa bruma verde e prateada na bandeja da avó deles e, quando eles estendiam a mão, já não estava lá. Mas ele não dava praticamente nenhuma despesa. Eles não conseguiam nem
perceber se ele comia, porque o que ele tomava para si era tão pouco que nada representava para eles, que eram grandes comilões. Ele saía dum canto qualquer de noite e vagava pela cozinha, com uma navalha afiada na mão branca e delicada, raspando lâminas de carne, de nozes, de pão, até que seu prato, fino como papel, lhe parecesse pesado. Ele enchia sua xícara de leite, mas sua xícara era tão diminuta que nela cabiam no máximo um gole ou dois. Ele comia sem fazer ruído ou sujeira; nunca nada caía de sua boca. Ele limpava os lábios sem deixar nem uma marca onde eles haviam tocado o guardanapo. Seu prato era imaculado, não ficava uma migalha no
seu jogo americano, não sobrava uma gota de leite na sua xícara. Ele poderia ter ficado ali por anos, se não tivesse acontecido de um inverno ser duro demais para ele. Ele não suportou o frio e começou a se dissipar. Por muito tempo eles não tiveram certeza de que ele continuava na casa. Não havia mesmo meio de saber. Mas no começo da primavera eles limparam o quarto de hóspedes onde, muito provavelmente, ele tinha dormido e onde, a essa altura, ele tinha se tornado algo assim como um vapor. Eles o sacudiram do colchão, o varreram do chão, o esfregaram da vidraça e nunca souberam o que haviam feito.
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Uma história à luz do crepúsculo Stefan Zweig além de seu suicídio RESUMO A consciência do final infeliz de Stefan Zweig (1881-1942) muitas vezes distorce a noção que se tem sobre sua vida e obra. Sua trajetória vigorosa, que ele narrou em livro de memórias a ser reeditado no Brasil, desafia biógrafos mundo afora, como George Prochnik, autor de livro sobre o austríaco recém-lançado nos EUA.
BENJAMIN MOSER TRADUÇÃO FRANCESCA ANGIOLILLO
É fácil entender, quando se chega a Petrópolis vindo do Rio de Janeiro, por que alguém nascido e criado na alta burguesia vienense teria preferido viver nessa pequena cidade em lugar de escolher a caótica metrópole ao pé das montanhas. Não pelas numerosas construções em pretenso estilo alemão, mas pela sua ordem quase bávara, seu bem-estar e tranquilidade quase sem par no país,
mesclados a um cenário natural com o qual se sonha sob a neve europeia. Há recantos de Petrópolis que sugerem uma natureza benevolente – o trópico como poderia ter sido. Aqui não se acha aquela massa selvagem que, em tantos lugares do país, apavora estrangeiros e nativos (insetos ferozes, peixes carnívoros): tratase do trópico turístico como o que se cultiva nos melhores “resorts” do Havaí ou de Bali (palmeiras, flores, macaquinhos). Mas a harmonia natural não é o que de mais sugestivo fica da região. Petrópolis, mais do que qualquer outro lugar que eu conheça, carrega o peso de suicídios, exílios e derrotas de pessoas ilustres que, seduzidas pelas árvores e flores, buscaram refúgio ali, só para encontrar um fim amargo. O magnata homossexual Alberto Santos Dumont, que inventou a aviação com a esperança de fomentar a fraternidade universal, escolheu morar em Petrópolis, numa casa que é hoje um curioso museu – e terminou tirando a própria vida no Guarujá, diz a lenda que angustiado por ver seu engenho empregado para fins bélicos. Em Samambaia, nas escarpas da serra, no esplendor de sua casa modernista, a poeta americana Elizabeth Bishop perdeu seu grande amor, Lota de Macedo Soares, e afundou-se no alcoolismo. Célebre Hoje, o nome internacionalmente mais célebre entre os que ali se exilaram talvez seja Stefan Zweig. Nascido em 1881 numa família de judeus burgueses de Viena (seu pai era industrial têxtil; sua mãe descendia de uma família de banqueiros ítalo-austríacos), Zweig foi submetido a uma criação fria e à educação rigorosamente clássica destinada aos homens de seu tempo e condição social. Estudou filosofia na Universidade de Viena, onde se doutorou em 1904. Seu interesse artístico prevaleceu sobre sua formação austera, e ele se recusou a abraçar os negócios familiares, embora tivesse se mostrado desde cedo um herdeiro à
altura de seu pai rico e enérgico. Seu primeiro livro, uma antologia de poemas chamada “Silberne Saiten” (cordas de prata), foi publicado quando ele tinha 19 anos. Apesar de, ao longo de sua vida, ele nunca ter permitido uma reedição do volume, o livrinho anunciava o início de uma grande carreira que incluiria não só poesia mas também teatro e jornalismo, embora seja mais correntemente recordada pelas biografias e novelas. Figuras proeminentes da cultura europeia, de Auguste Rodin a Sigmund Freud (além de amigo de Zweig, o psicanalista foi tema de um dos ensaios que compõem “A Cura pelo Espírito”, de 1932), elogiaram sua obra – em especial graças a escritos breves como “Medo” e “Carta de Uma Desconhecida”, que, ao lado de “24 Horas na Vida de uma Mulher” serão reunidos em “Três Novelas Femininas” [org. Alberto Dines, trad. Adriana Lisboa e Raquel Abi-Sâmara, Zahar, R$ 39,90, 176 págs.], a sair no mês que vem. Na década de 1920, seus títulos publicados na Europa e nos Estados Unidos somavam milhões de exemplares, e ele se tornou o autor mais traduzido do mundo. Eram livros encantadores, no melhor sentido: eles enfeitiçavam o leitor. Mesmo se seus temas nunca eram menos que grandiosos, não reside na temática o brilho da obra de Zweig: é o fascínio pelo autor o que explica sua popularidade duradoura. Seus livros podem ser vistos ao lado de revistas de celebridades e de livros de dieta em estações ferroviárias no interior da França, e em dezenas de países ele ainda é, mais de 70 anos após sua morte, possivelmente o mais popular dos escritores de sua geração. Parte do encanto de Zweig vem de sua vida dramática e glamorosa. Se sua existência parece ter sido melancólica – dadas a data e o local de nascimento, dificilmente não o seria –, ela também pode ser considerada como extraordinariamente bem vivida. Ele viu as tropas alemãs marcharem sobre a Bélgica e começarem a Primeira Guerra Mundial; ele viu o fim da guerra, quando o último monarca abandonou o antigo trono dos Habsburgos. Seu engajamento político – seu horror ao racismo e ao nacionalismo, sua dedicação a um ideal cosmopolita que desconhecesse fronteiras – faziam-no parecer à frente de seu tempo: só alguns anos após sua morte um ideário em certa medida baseado no seu tornou-se a base para a reconstrução da Europa. Sua vida foi tão bem-sucedida que, sob certos aspectos, pode ser descrita como triunfante. Exceto pelo mesmo motivo que se abateu sobre tantas vidas mais comuns: a ascensão de Hitler. Brasil Quando a guerra estourou, Zweig teve mais sorte que muitos outros. Rico e famoso, ele não estava preso na Europa, por haver assumido a nacionalidade britânica, o que lhe dava plena e preciosa liberdade de movimento. Foi para os Estados Unidos e, mais tarde, para o Brasil, sobre o qual havia escrito o caloroso “Brasil: Um País do Futuro” [pref. Alberto Dines, trad. Kristina Michahelles, L&PM Pocket, R$ 19,90, 264 págs.]. Publicado em 1941, o livro agradou ao governo – e esse governo, que impunha tantas restrições a judeus bem mais necessitados de asilo do que Zweig, expediu-lhe um visto. Ele foi para Petrópolis. Mas aquela cidade e o Brasil que ele vislumbrou como uma nova possibilidade para a civilização não foram o bastante. Após ver seu mundo colapsar sob um morticínio de proporções inimagináveis, o escritor e sua mulher, Lotte, deram cabo da própria vida durante o Carnaval de 1942. Seu suicídio – somado à percepção de sua personalidade como depressiva e sexualmente ambígua – obscureceu muito do que se escreveu sobre Zweig. Seu curto período em Petrópolis acabou funcionando como uma estranha coda para sua história. Um ícone da cultura europeia exilado, inconsolável, para os confins da terra, em desespero, se mata: a morte de Zweig quase imediatamente abandonou a esfera do tormento pessoal, adquirindo um significado político, simbólico, do qual nunca se desvencilhou de fato. Thomas Mann, dando voz ao que muitos calavam, o reprovou: “Ele não tinha consciência de sua responsabilidade perante centenas de milhares de pessoas para as quais seu nome era importante e diante das quais sua capitulação provavelmente teria um efeito deprimente? Perante os muitos outros, refugiados como ele, mas para os quais o exílio era uma experiência incomparavelmente mais dura que a sua, celebrado como ele era, e sem preocupações materiais?”. Enquanto a cultura europeia era massacrada – sugere o raciocínio – o mínimo que se esperava de seus expoentes era que não se massacrassem a si mesmos. Essa carga simbólica, aliada aos aspectos pitorescos da vida de Zweig, atraiu levas de biógrafos. O primeiro problema com o qual se deparavam era o fato de que ele havia escrito uma autobiografia, “O Mundo que Eu Vi” – um dos melhores exemplos de livros de memórias do século 20 (o título será relançado em novembro no Brasil,
também pela Zahar). Nele, a força do estilo de Zweig se mostra plenamente. Sua argúcia para o detalhe eloquente, seu conhecimento do mundo e suas lembranças de grandes personalidades da cultura de seu tempo são amparadas por uma corrente emocional poderosa que ajuda o leitor a imaginar o inimaginável desespero de uma geração forçada a ver toda sua sociedade varrida pelo fanatismo e pela guerra. Escrito quase inteiramente em uma temporada de poucos meses no vilarejo de Ossining, no Estado de Nova York, o livro recorda o continente ao qual o autor nunca retornaria. Zweig se concentrou tanto no trabalho para escrevê-lo que sua mulher chegou a temer por sua saúde. Embora descrito com detalhes vívidos, esse mundo perdido é só em parte lamentado: nenhum leitor chorará, por exemplo, a desaparição da repressão sexual que vigia na Viena pré-Freud. Diante do tema, é surpreendente que o livro não seja mais sombrio, e a impressão que deixa é tal que quase se tem pena dos biógrafos de Zweig. Quem contaria sua história melhor do que ele próprio? Biografias Além de ficção e poesia, esse homem prolífico produziu uma grande quantidade de biografias, cobrindo uma galeria de personagens que soa quase disparatada e que inclui Maria Antonieta, Erasmo, Balzac e Napoleão. A atração que essas figuras exerceram sobre Zweig e aquilo que as une, é que todas, sem exceção, resistiram à história e terminaram vitimados por ela. Suas trajetórias, quando lidas à luz do que aconteceria a seu biógrafo, ganham um tom assustador de profecia. Maria Antonieta, a adolescente austríaca fascinada pela “joie de vivre”, designada a um papel à altura do qual nunca estaria, num lugar e num tempo que ela não conseguiu entender; Erasmo,
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em sua devoção trágica e paciente a um conceito de universalidade carcomido pela corrupção, máfé e ambição; a imaginação grandiosa de Balzac, submetida a preocupações financeiras que se impuseram sobre o gênio artístico: esses personagens, vistos como um conjunto, formam um retrato tão poderoso de Zweig quanto o que surge de “O Mundo que Eu Vi”. Uma sensação de vaticínio semelhante emerge da leitura de suas novelas e do único romance que publicou em vida – traduzido no Brasil como “Coração Inquieto”, o livro de 1939, hoje fora de catálogo, também foi produzido sob a sombra de Hitler. Mas essa ideia de predestinação não toma conta da obra de Zweig como um todo. Quando o vemos como personagem, a tendência a ler sua vida de trás para frente é irresistível. Tudo é refratado pelo prisma petropolitano. É um procedimento perfeitamente legítimo e foi adotado, por exemplo, por Alberto Dines no clássico “Morte no Paraíso: a Tragédia de Stefan Zweig” [Rocco, R$ 69,50, 594 págs.]. Contudo, em mãos menos hábeis que as de Dines, que há anos se dedica à obra de Zweig, o expediente favorece o perigo de fazer o que Zweig, em seus próprios escritos, não fez: lançar um olhar limitado sobre a vida de alguém que se dedicou a ampliar, e não a reduzir, as visões que oferecia em seus livros. Risco É nesse risco que incorre o novo livro do escritor norte- americano George Prochnik, “The Impossible Exile” [Other Press, R$ 48,90, e-book] (o exílio impossível). Apesar de se apresentar como uma biografia, o livro de Prochnik ostenta origens heterogêneas. Poderia ser descrito como relato de viagem (pela Áustria, pelo Brasil), romance (embora o tom se enquadre no de uma biografia ortodoxa, o livro não o é), reflexão sobre as raízes familiares do próprio biógrafo (como Zweig, o autor descende de judeus vienenses). Como sugere o título, a ênfase recai sobre a experiência de Zweig como exilado – especialmente em Nova York, onde esteve entre 1940 e 1941 e onde ele se sentiu acuado pelos refugiados pobres e desesperados, oriundos de uma civilização cujo colapso ele narrava no livro que então escrevia, numa casa alugada em Ossining. Por vários motivos, é uma escolha ousada a que Prochnik faz para meditar sobre o exílio. A temporada de Zweig nos Estados Unidos é aparentemente menos relevante para sua vida do que os períodos transcorridos na Áustria, na França, na Inglaterra ou no Brasil. Mas foi nos EUA que ele escreveu seu famoso livro de memórias, última parada antes da jornada que o levaria à morte. Prochnik evoca a cidade que Zweig conheceu: a taxa de criminalidade nova-iorquina à época, o clima, a irritação que o escritor sentia ao ver os espectadores da ópera
lendo os libretos com diminutas lanternas. São detalhes que mostram quão desconcertante a cidade podia ser até para o mais cosmopolita dos expatriados. Observando fotografias de viagens de Zweig antes da guerra, Prochnik frisa sua capacidade camaleônica para se mesclar a diferentes cenários como se a eles pertencesse. Chega a acusá-lo de não ter personalidade própria. Deixando de lado questionamentos sobre como poderia um dos mais famosos escritores do mundo desaparecer contra qualquer pano de fundo, o que há de mais notável na experiência de Zweig, conforme relatada no livro, é que Nova York se impôs como o local com o qual ele não podia se fundir; aquele que teria dado a ele a mais dura noção de exílio. Prochnik mostra o que significou, para Zweig, estar ali – quão difícil era para ele ser um dos “bem-aventurados”. Judeus refugiados na América, por definição, tinham mais sorte do que os que estavam sujeitos às tropas de Hitler. E, visto de fora, Zweig parecia ser o mais sortudo de todos. Prenúncio Enquanto o livro de Alberto Dines sobre Zweig no Brasil aproveita a história do escritor em Petrópolis para jogar luz sobre toda sua vida, o de Prochnik lê toda a trajetória de Zweig como prenúncio de seu suicídio na serra. E, assim, se concentra justamente nos aspectos menos interessantes de sua vida. A situação dos judeus europeus era tudo menos individual, e colocar ênfase numa questão que devastou milhões é enfatizar o que Zweig tinha em comum com tantas outras pessoas, em lugar de tentar entender o que faz dele extraordinário. Não valeria a pena apontar essas falhas no livro de Prochnik, não fossem elas tão disseminadas ou provenientes de fonte tão ilustre: além de Thomas Mann dizer que Zweig dera um mau exemplo, Hannah Arendt condenara seu excesso de sensibilidade. Ao iluminar o que ele não era, narrativas como essa pintam o retrato de alguém fraco, sem caráter, assustadiço e nervoso, e pouco se preocupam em explicar por que, sete décadas após sua morte, sua figura exerce fascínio tão duradouro. Quando Zweig se mostra integrado ao ambiente, Prochnik se refere à “artificialidade endêmica do caráter vienense” ou a “clichês inevitáveis sobre o desejo judaico de assimilação”. Define como ingenuidade suas “demandas imodestas por um mundo diferente” – sua convicção antissionista e contra qualquer outro tipo de nacionalismo; o cuidado feroz com que evitava linguagem ofensiva, até mesmo para falar de Hitler. Talvez. Mas por que descrever esse escritor, tão admirado, como um “professor itinerante de sabedoria pacifista”, colocando-o apenas um degrau acima de um hare krishna de semáforo? Quando Zweig escreve que seu “objetivo seria um dia se tornar não um grande crítico ou uma celebridade literária,
mas uma autoridade moral”, Prochnik se mostra confuso: “A ambição pode gerar perplexidade, mas Zweig falava a sério”. Mas o que haveria de causar perplexidade nessa intenção? Seria preferível aspirar à celebridade? Rumores Contribui para essa impressão a inclusão, no livro de Prochnik, de detalhes de cunho sexual que sugerem que Zweig era quase um pervertido: ficamos sabendo que “há rumores”, por exemplo, de que “Zweig saía à caça entre os rapazes sedutores do Rio”. Ou de que ele, em Viena, “se escondia entre arbustos perto da jaula dos macacos no zoo de Schönbrunn, à espera de mocinhas diante das quais saltar e se exibir”. Talvez. Mas por que somos expostos a boatos de mau gosto, para os quais não é oferecida qualquer prova ou corroboração? (Em especial se consideramos que, na página seguinte, Prochnik descreve outro amigo como “mais confiável” do que o que provera as histórias relatadas.) Zweig era conhecido no mundo todo; todo mundo dizia todo tipo de coisa sobre ele. Se, tanto tempo depois de Zweig e sua mulher terem sido encontrados mortos em Petrópolis, ele ainda se mantém relevante, a resposta certamente está no seu trabalho – sempre vivo, sempre lido, sempre traduzido – mais do que nos detalhes em torno do triste desenlace de sua vida. Apesar de ser tão modesto quanto generoso – Prochnik escreve que Zweig nunca deixou de olhar com humildade para seu próprio trabalho e sempre tinha na ponta da língua nomes cuja obra considerava maior que a sua –, chegar a ser o escritor mais traduzido do mundo não é pouca coisa. Ler seus livros e conhecer sua vida nos traz mostras não de fraqueza, mas de uma vitalidade típica de um Balzac. Todos aqueles livros! Aquelas viagens! Aquelas mulheres! Até mesmo o suicídio, já há muito estabeleceu a psicanálise, é a escolha dos fortes, dos que não esperam pelo destino, mas se lançam a ele por seus próprios meios. O que tinha Zweig que atraía a devoção de milhões de fãs, a admiração de Hermann Hesse? Que qualidades teria para que fosse escolhido a fazer a elegia de Freud em seu funeral? A fim de responder a essas perguntas, o livro de Prochnik precisaria iluminar todos os aspectos de seu trabalho, perpassar todos os seus livros e desafiar, mais do que aceitar, a modéstia aparente de suas declarações sobre sua própria trajetória. Há muito é devida a Zweig uma revisão plena, que vá além dos textos críticos emergidos a par das recentes retraduções, nos Estados Unidos, de sua obra. Tal reavaliação deveria também ir além do que disse outro refugiado suicida, Klaus Mann – “Ele só teve uma ambição: mitigar a amargura do sofrimento humano ao ampliar a consciência de suas raízes e causas” –, e perguntar: não seria essa ambição grande o bastante?
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Uma seleção de minicontos VANESSA BARBARÁ MARCOS BARBARÁ ILUSTRAÇÃO LEDA CATUNDA
DESTAQUE DA SELEÇÃO grega na Copa de 1986, Gofrindas Vonzondas é considerado até hoje o melhor driblador da história do futebol. Contase que o técnico da Bulgária chegou a escalar três zagueiros para a marcação de Gofrindas, que era vesgo. Infelizmente o jogador também não enxergava bem a bola e foi expulso após chutar um bandeirinha. EM 26 DE FEVEREIRO de 2014, roubaram a marca de pênalti de um estádio em Northumberland, Inglaterra. O zelador do time inglês Blyth Spartans descobriu o furto num domingo de manhã, ao inspecionar o campo – ambas as marcas haviam sido escavadas e removidas. O crime não foi solucionado.
EM 2007, a Federação Inglesa de Futebol baniu o aipo dos estádios. Qualquer torcedor do Chelsea que adentrasse nos jogos com o vegetal seria preso e fichado por crime contra a Coroa Britânica. Isso aconteceu após a reclamação de inúmeros atletas do Arsenal, alvejados por saladas enquanto cobravam o escanteio. Há uma linha direta para fazer denúncias de elementos portando talos suspeitos. O anonimato é garantido: +44 020 7915 1919. OSÍRIS NGUNGA BOLAÑO nasceu na Suíça e é centroavante no futebol iraniano. Filho de pai escocês e mãe australiana, foi criado pela tia paraguaia no Gabão. Tem três meios-irmãos: um norueguês, um bósnio e um pirata somali. Seu avô materno, japonês, lutou na Segunda Guerra pelos italianos, enquanto sua avó, esquimó, criou uma forma inovadora de temperar arenques. Seus bisavôs foram trapezistas russos, comerciantes libaneses, camponeses chineses e mártires da Guerra da Secessão dos EUA. Osíris Ngunga Bolaño não estará nesta Copa do Mundo. NOS PRIMÓRDIOS, o futebol era jogado com uma bexiga de porco, dois times de 25 integrantes e nenhum juiz. As táticas mais utilizadas incluíam morder, socar e arrebentar a cabeça do adversário com uma tábua. Havia pontos extras para quem trouxesse suas próprias ovelhas. O ZAGUEIRO ROMENO Marius Cioara foi transferido do UT Arad, um time da segunda divisão, para o Regal Hornia, da quarta divisão, por 15 quilos de salsicha. O atacante norueguês Kenneth Kristensen foi vendido pelo seu próprio peso em camarões, enquanto o lateral Hugh McLehanan aceitou jogar para o Manchester United por três freezers cheios de sorvete. A PARTIDA entre Flamengo e Alianza Lima, disputada em 21 de junho de 2011 e válida pela Copa Libertadores Sub-20, será para sempre lembrada pela atuação de Aparício. Nem tanto pelo futebol apresentado, mas por ser o primeiro Aparício a disputar uma partida de futebol desde Apparicyo, centerback do Ypiranga Athletic em 1908.
EM 7 DE JUNHO de 1994, Penapolense e Ituano protagonizaram o jogo mais dramático da história. A saga começou com um gol contra de Cicinho, que bateu duas vezes na trave e entrou, para desespero do goleiro de Penápolis. Em seguida, o árbitro Juarez expulsou o lateral Delei, que, inconformado, revelou que a esposa de Juarez era infiel. Enquanto este olhava atônito para o horizonte e alguém cobrava uma falta à revelia, um dos reservas irrompeu do banco com uma adaga e aproveitou a confusão para golpear Cicinho, que expirou em campo enquanto murmurava uma frase em latim. Descobriu-se posteriormente que Cicinho era filho bastardo do técnico Pupo Martinez, que por sua vez tomou o poder do Pantera do Noroeste ao chantagear o massagista. Que era na verdade uma mulher. O jogo terminou com sete feridos, dois mortos e um pênalti roubado para o Ituano. A GRANDE VANTAGEM de ser adulto é poder ir à banca de jornais pedir 50 reais em figurinhas da Copa. Amizades já foram desfeitas e casamentos arruinados por causa do cromo autocolante do meio-de-campo Mengálvio, um dos mais cobiçados no álbum da Copa de 1962 Conta-se que, naquele ano, o técnico da Bulgária convocou sua seleção baseando-se inteiramente na escalação do álbum, pois não queria decepcionar os fãs que já haviam adquirido o tomo. Por azar, não havia nenhuma figurinha de goleiro, motivo pelo qual Georgi Pachedzhiev teve que convocar um sujeito vestido de escudo. COM UMA APARÊNCIA de pelo menos 49 anos de idade, o centroavante nigeriano Taribo Amuleke foi um dos destaques da seleção sub-18 da Argélia em 2013, marcando três gols por partida em todos os jogos da primeira fase, antes de sofrer uma crise de gota. Procurado pela imprensa mundial, o agente de Taribo limitou-se a afirmar: “Ele teve uma infância difícil”. Na internet, foram divulgadas fotos do atleta em jornais de 1967, lutando pela Guerra de Biafra sob o codinome de general Chukwuemeka Odumegwu Ojukwu. NO ÚLTIMO DIA da janela de transferências, o Barcelona anunciou a contratação de Gabrielzinho, de 6 meses. Gabrielzinho já passou por três clubes sem sucesso, mas conseguiu se firmar no Mini-Maternal I, onde já senta sem encosto. O Real Madrid contra-atacou e informou estar próximo de acerto com o feto Kaiky, de 24 semanas. Segundo o presidente dos merengues, Kaiky apresenta bom desenvolvimento do tubo neural e três dedos do pé formados.
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5 O bom soldado Sèvejk JAROSLAV SÈVEJK TRADUÇÃO LUÍS CARLOS CABRAL ILUSTRAÇÃO ANA PRATA
O
trecho aqui reproduzido abre o livro “As Aventuras do Bom Soldado Sèvejk”, do escritor nascido em Praga Jaroslav Hašek (1883-1923), em sua primeira tradução integral para o português feita do tcheco, que chega às livrarias em junho pela Alfaguara. A história do leal e atrapalhado soldado do exército austro-húngaro durante a Primeira Guerra foi publicada originalmente entre 1921 e 1923. Sèvejk morreu sem concluir o plano completo da obra, considerada um clássico do gênero satírico. A imagem de sujeito bonachão de seu protagonista, que veio a se tornar um dos ícones tchecos, foi reforçada pelas ilustrações originais do texto feitas por Josef Lada (1887-1957). – Então eles mataram o nosso Ferdinand1 – disse a empregada ao senhor Sèvejk, que abandonara havia alguns anos o serviço militar por ter sido declarado definitivamente idiota por uma junta médica do Exército e vivia da venda de cães, monstruosos vira-latas para os quais inventava falsas genealogias. Afora essa ocupação, sofria de reumatismo e, naquele exato momento, estava massageando os joelhos com uma pomada de cânfora. – De qual Ferdinand está falando, senhora Müllerová? – perguntou Švejk, sem parar de massagear os joelhos. – Eu conheço dois Ferdinands. Um é o criado do farmacêutico Pruša, aquele que bebeu certa vez, por engano, um frasco de brilhantina, e também conheço um tal de Ferdinand Kokoška, que recolhe cocô de cachorro. Não temos motivos para lamentar por nenhum dos dois. – Meu caro senhor, estou me referindo ao arquiduque Ferdinand, o de Konopište, aquele homem gordo e piedoso. – Virgem santa! – exclamou Švejk. – Que história! E onde o arquiduque foi morto? – Levou um tiro de revólver em Sarajevo quando passeava de automóvel com a arquiduquesa, senhor. – Então vejamos, senhora
Müllerová... No automóvel... Bem, um senhor como ele pode se permitir tal luxo, mas não seria capaz de imaginar que um passeio desses acabaria mal. E ainda por cima em Sarajevo, que fica na Bósnia, senhora Müllerová! Deve ter sido coisa dos turcos. Não deveríamos ter lhes tomado, em hipótese alguma, a Bósnia-Herzegóvina. Ora, ora. Quer dizer, então, que o senhor arquiduque está
repousando na paz do Senhor. Foi longo seu sofrimento? – Bateu as botas no ato, senhor. Sabemos que revólver é uma coisa séria. Não faz muito tempo, lá em Nusle, onde moro, um senhor que estava brincando com um revólver matou toda a família e também o porteiro do prédio, que fora ver quem estava atirando no terceiro andar. – Alguns revólveres não disparam mesmo que a pessoa
tenha enlouquecido, senhora Müllerová. Há uma infinidade de sistemas de segurança, travas, coisas assim. Mas, para assassinar o arquiduque, devem ter comprado o que havia de melhor. Aposto o que a senhora quiser que o sujeito que fez isso estava impecavelmente vestido. Não há quem não saiba que atirar em um arquiduque é uma tarefa muito difícil. Não é como quando um caça-
dor clandestino atira em um guarda-florestal. A questão é como chegar perto da vítima, coisa que não é possível quando se está vestindo roupas andrajosas. Precisa usar um chapéu tipo cartola se não quiser que a polícia o apanhe antes. – Estão dizendo que foi mais de um, senhor. – Isto é facilmente explicável – disse Švejk, acabando de massagear os joelhos. – Se a senhora quisesse matar um arquiduque ou um imperador, com certeza consultaria alguém. Muitas cabeças pensam melhor do que uma. Um sujeito sugere isso, outro, aquilo, e assim se chega a um bom resultado, como diz aquele nosso hino. O mais importante é aproveitar o momento em que a pessoa em questão está perto de você. A senhora se lembra do senhor Lucheni, aquele que perfurou a nossa falecida Elizabeth2 com uma lima? Veja, estava passeando com ela. Não se pode confiar mais em ninguém! Desde aquele dia nenhuma imperatriz se permite passear. E muitas pessoas terão a mesma sorte. A senhora verá que daqui a pouco chegará a vez do czar e da czarina e, que Deus não o permita, a do nosso imperador, pois se começaram com seu tio...3 O pobre ancião tem uma porção de inimigos. Ainda mais que Ferdinand. Como ainda há pouco dizia um homem na taverna, chegará o dia em que os imperadores serão escorraçados um atrás do outro de tal maneira que nem o poder do Estado poderá fazer nada por eles. Bem, esse homem não tinha dinheiro para pagar a conta, e o taverneiro teve de mandar prendê-lo. E o sujeito deu um tapa e depois dois socos no policial. E aí o levaram no camburão para que recuperasse a consciência. Ora, senhora Müllerová, hoje em dia acontece cada coisa! Bem, é mais uma perda para a Áustria. Quando eu estava servindo no Exército, um soldado de infantaria matou um capitão a tiros. Carregou sua espingarda e foi direto ao escritório, onde lhe disseram que não tinha nada a fazer ali, mas o homem insistiu que precisava falar com o
capitão. O oficial apareceu e mandou-o, sem pestanejar, para o xilindró. O soldado pegou a espingarda e lhe deu um tiro no coração. A bala saiu pelas costas do capitão e ainda causou estragos na sala. Quebrou um vidro de tinta e sujou uma pilha de documentos oficiais. – E o que aconteceu com o soldado? – perguntou a senhora Müllerová quando Švejk estava se vestindo. – Enforcou-se com os suspensórios – disse Švejk, escovando o chapéu. – E os suspensórios nem eram dele. Pedira-os emprestados ao carcereiro, dizendo que suas calças estavam caindo. O carcereiro foi rebaixado e condenado a seis meses, mas não cumpriu a pena. Fugiu para a Suíça e agora está pregando em uma igreja qualquer. Hoje em dia são raras as pessoas honradas, senhora Müllerová. Imagino que o arquiduque Ferdinand também se equivocou a respeito da pessoa que atirou nele em Sarajevo. Certamente viu um senhor e pensou: se está gritando viva, só pode ser um homem honesto. E, em troca, o sujeito lhe deu um tiro. Atirou uma ou várias vezes? – Segundo os jornais, senhor, o arquiduque parecia uma peneira. Esvaziaram um pente inteiro em seu corpo. – Essas coisas acontecem muito depressa, senhora Müllerová, terrivelmente depressa. Se eu tivesse que fazer uma coisa dessas, compraria uma Browning. Parece um brinquedo, mas em dois minutos você pode fuzilar vinte arquiduques, gordos ou magros. Embora, aqui entre nós, senhora Müllerová, deva dizer que é mais fácil acertar um gordo do que um magro. Lembro que uma vez em Portugal fuzilaram um rei. Também era gordo. A senhora sabe que um rei nunca é magro. Agora vou à taverna U Kalicha. Se alguém vier buscar o pinscher, aquele pelo qual já recebi um adiantamento, diga que está no meu canil, fora da cidade, porque não faz muito tosei suas orelhas e só pode ser transportado depois de se cicatrizar, para não pegar um resfriado. Deixe a chave com o porteiro.
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entre os melhores do Brasil V
alorizar o repórter fotográfico e reunir as imagens dos principais fatos que marcaram o ano de 2013, numa só publicação, é o que pode ser conferido no livro “O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro – Edição 2014” da editora Europa. A sexta edição mostra a cobertura jornalística dos principais jornais, revistas e portais de notícias de todas as regiões brasileiras. Segundo o próprio editorial, o livro mostra imagens plásticas, cruas, impactantes, emocionantes ou simplesmente informativas. Fatos como a visita do papa Francisco, as manifestações populares que tomaram as ruas de todo o Brasil e a Copa das Confederações são alguns dos registros captados pelas lentes dos fotojornalistas selecionados. E o Amazonas também foi destaque na publicação com a participação de três profissionais do jornal EM TEMPO: Alexandre Fonseca, Ricardo Oliveira e Ione Moreno representaram o Estado com imagens que mostram o cotidiano local em reportagens publicadas no ano passado. Pela segunda vez, as imagens da fotógrafa Ione Moreno, que atua na área há 12 anos, foram selecionadas. Neste ano, o que chamou a atenção foi a reportagem sobre a curandeira parintinense, dona Maria de Fátima. Ela atua no município de Parintins, há 369 quilômetros de Manaus e por causa da manipulação das ervas que se transformam em remédios caseiros tornou-se conhecida na região. Moreno conta que na época, ela e o jornalista Luciano Lira estavam na cidade no período do Festival Folclórico dos bois-bumbás.
A dupla enviava diariamente reportagens para o caderno especial da festa. “Ela montou um laboratório na própria casa com todos os equipamentos necessários para fabricar pomadas, comprimidos e compostos para chás, além de fazer atendimento às pessoas”, detalha. Em 2012, a imagem escolhida foi uma que retratava o ritual indígena das tucandeiras, realizado pela tribo sateré-mawé, que marca a passagem da infância para a vida adulta dos índios. Para o manauense Ricardo Oliveira, fotógrafo há 25 anos, a imagem que chamou a atenção dos editores do livro e mereceu página dupla foi a de um pescador carregando um pirarucu. O registro foi feito para um caderno especial de 16 páginas, escrito pelo jornalista e diretor de redação do EM TEMPO, Mário Adolfo, sobre o manejo do pescado, que para ser produzido foi necessário passar uma semana no município de Maraã, distante 634 quilômetros da capital amazonense. “Não é apenas a imagem de um pescador trabalhando. Captei a relação que existe entre o ribeirinho e a natureza, a troca de generosidade que há nesse ambiente amazônico”, explica Oliveira, finalista de outros prêmios como o Imprensa Embratel em 2008 e 2011. A curtição da pele do peixe de água doce para ser transformado em couro para a fabricação de bolsas, sapatos e biojoias, por exemplo, realizada em Manaus pelo empresário José Rebello, foi que rendeu a imagem de Alexandre Fonseca, escolhida para compor o livro. Na ocasião, ele fotografou a pele do pirarucu que possui outras peculiaridades, diferentes de outras espécies como tucunaré, tambaqui, surubim e pirarara.
Alexandre Fonseca retrata a curtição de couro de peixe
Ricardo Oliveira mostra pescador e natureza
ALEXANDRE FONSECA
RENATA FÉLIX Especial EM TEMPO
Ione Moreno é uma das selecionadas, com foto de curandeira
IONE MORENO
Profissionais do EM TEMPO estão entre os únicos representantes do Estado na publicação que valoriza o melhor do fotojornalismo
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Fotógrafos amazonenses
RICARDO OLIVEIRA
Caderno D
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MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
>> Certificados
>> Esqueceram . A Copa em Manaus é show! . Os turistas estrangeiros estão maravilhados com nossa cidade morena, exótica, alegre e com o sol brillhando como astro rei, o que para eles não é tão comum, e que os deixam felizes e encantados! . Com toda essa alegria e charme, faltou avisar para alguns restaurantes da cidade, que no meio de toda essa festa, não dá para fechar as portas cedo. E faltou avisar, também, que uma publicidadezinha nos hotéis não faria mal algum, para lotar suas mesas de international money! Fica a dica, ainda dá tempo!
>> Inauguração . Antes do fim de junho, a cidade de Manaus passará a contar com um novo serviço de pronto-socorro. . O governador José Melo anunciou para o próximo dia 27 a inauguração do pronto-socorro da Zona Norte. Ao fiscalizar as obras do hospital, na manhã de sexta-feira, Melo disse que ficou satisfeito em ver o andamento da obra, iniciada há cerca de um ano e que está em fase de acabamentos e montagem de equipamentos. . O pronto-socorro corresponde à primeira etapa do complexo hospitalar que está sendo construído pelo governo do Estado na rodovia Vital de Mendonça (Torquato Tapajós), caminho para a BR-174 (Manaus - Boa Vista) e AM-010 (Manaus - Itacoatiara).
Fernando Coelho Jr. MAURO SMITH
fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
Daniel Dabela e Janaina Góes em evento high society com clima de Copa, no Diamond MAURO SMITH
. Cerca de 20 alunos da Universidade Federal do Amazonas que estagiaram na Host Broadcast Services (HBS) durante os jogos da Copa do Mundo, em Manaus, receberão os certificados pelo desempenho de excelência na próxima segunda-feira, às 11h, na Arena da Amazônia. . A Ufam, por meio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) assinou um convênio de estágio com a HBS, empresa responsável por televisionar e distribuir imagens da Copa 2014 para todo o mundo. Participaram da atividade acadêmicos dos cursos de ciências da computação, sistema de informação, engenharia da computação, engenharia elétrica/telecomunicações, comunicação social, administração e letras/língua inglesa. O único prérequisito era ter o nível de inglês de intermediário para avançado.
Tininha Silva e Munir Lourenço durante festa alto-astral no Diamond Convention Center
Lucas e Marthinha Pinheiro com a linda filha Bia e Chupeta Pinheiro, na Arena da Amazônia
A nova conselheira do TCE-AM, Yara Lins dos Santos, com o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Josué Neto, em sua concorrida posse no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas
>> Objeto de desejo . Fragrância do namoro e do amor, romântica e sensual, o elixir do bom humor. O perfume é destinado a todos aqueles que gostam de paixão, amor, união, realização. . A nova fragrância de Lanvin foi criada com a intenção de sugerir um forte vínculo que cada mulher tem com o perfume que ela escolhe.
>> Vitrine . Ana Simões Montenegro pilota almoço para assistir ao jogo entre Portugal e Estados Unidos. Cardápio luso. . Amanhã, o querido Waltinho Oliva Pinto sacode o beautiful people da cidade com sua badalada festa de aniversário no Classic. . Desembarca, nesta segundafeira, na cidade, os queridíssimos Rômulo e Dayse Mêne, que ficam uns dias em Manaus, revendo amigos. Casal que a coluna adora há muitos anos. . Cinthia Kanawati, Christianne Felicori e Andréa Aziz estão aniversariando neste domingo. Serão cumprimentadíssimas. . A Arena da Amazônia Vivaldo Lima conquistou a certificação LEED, sigla em inglês de Liderança em Projetos de Energia e Meio Ambiente. O LEED é um sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações, utilizado em 143 países e tem a finalidade de incentivar a sustentabilidade nas construções. . O top-fotógrafo Mauro Smith estreia idade nova nesta segunda-feira. Cumprimentos da coluna ao querido amigo. . Hoje, no Teatro Amazonas, acontece o espetáculo “Estrelas do Amazonas”. O evento integra a programação do projeto “Amazonas de Todas as Artes”, para o período da Copa do Mundo em Manaus. Zezinho Corrêa, Márcia Siqueira, Elias Monteiro, Ellen Mendonça, Fátima Silva e Lucilene Castro compõem o time de craques que irão relembrar clássicos da MPB e do cancioneiro amazonense. . Júnior Bandeira de Melo também estará aniversariando amanhã.
CINEMA DIVULGAÇÃO
Rian Johnson (à direita) durante as filmagens de “Looper: Assassinos do Futuro” (2012)
‘Star Wars 7’ já tem diretor O cineasta Rian Johnson, da ficção científica “Looper - Assassinos do Futuro” (2012), é o escolhido para dirigir o oitavo episódio da saga “Star Wars” (no Brasil, também conhecida como “Guerra nas Estrelas”). Diversos sites especializados, como “The Wrap” e “The Hollywood Reporter”, apontaram o nome de Johnson como o escolhido pela Disney para comandar o oitavo filme. As negociações entre os estúdios e o diretor estão praticamente fechadas. Além disso, Johnson está escrevendo o roteiro tanto do oitavo quanto do nono longa, embora por enquan-
to só deva dirigir mesmo “Star Wars 8”. O filme tem produção de Ram Bergman, que já trabalhou com o cineasta em Looper. Em sua carreira, Rian Johnson já dirigiu três filmes. O primeiro, “A Ponta de um Crime”, foi premiado no Festival de Sundance em 2005. O segundo foi “Vigaristas”, de 2008, e o terceiro foi “Looper”, estrelado por Joseph Gordon-Levitt e Bruce Willis há dois anos. Além disso, o cineasta dirigiu também três episódios da série “Breaking Bad”, um grande sucesso televisivo do canal AMC.
O sétimo episódio já está sendo gravado atualmente em Londres, comandado por J. J. Abrams, o criador da série “Lost”. O filme, primeiro de “Star Wars” desde 2005, traz astros da trilogia original, como Harrison Ford (Han Solo), Mark Hamill (Luke Skywalker) e Carrie Fisher (princesa Leia), além de caras novas, como a vencedora do Oscar Lupita Nyong’o e Adam Driver. “Star Wars 7” se passa 30 anos depois dos eventos retratados no sexto episódio da saga, “O Retorno de Jedi”, de 1983, e deve chegar aos cinemas em dezembro de 2015.
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MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
Promoção para fãs do cantor segue até amanhã
BUTEKO
Roda de samba oferece chope liberado à tarde ma selecionar desde Cartola até Seu Jorge, sem esquecer de clássicos do pagode. Hits de Alcione, Paulinho da Viola, Arlindo Cruz, Fundo de Quintal e outros compõem o seu repertório.
Prefeitura de Parintins vai realizar encontro de fãs com Gusttavo Lima durante a Festa dos Visitantes
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SERVIÇO RODA DE SAMBA Quando Hoje, a partir de 15h Onde Buteko da Piscina (rua Acre, 366, Vieiralves) Quanto R$ 25 (couvert artístico individual) Informações (92) 81003466 DIVULGAÇÃO
Em carreira solo, Laura Abreu canta hoje, no Buteko
s fãs do cantor Gusttavo Lima, principal atração da Festa dos Visitantes, que acontece um dia antes da abertura oficial do 49º Festival Folclórico de Parintins, no próximo dia 26, podem ter a chance de conhecer o cantor de perto. A promoção é da Prefeitura Municipal de Parintins, que irá escolher as três melhores frases contendo os seguintes termos: “Festival Folclórico de Parintins”, “Garantido e Caprichoso” e “Gusttavo Lima”. Os autores das melhores frases vão realizar o sonho de conhecer o cantor sertanejo “frente a frente”. Segundo a secretária municipal de Turismo e Cultura de Parintins, Sinatra Santos, a prefeitura entrou em contato com a produção do cantor, que aprovou a ideia de conhecer os fãs de Parintins. “A proposta foi aceita na mesma hora. Ele me disse que se sente nosso convidado e está vindo prestigiar Parintins. Lembramos que qualquer pessoa pode participar da promoção, não apenas os moradores de Parintins”, diz Sinatra. Ela destaca que, para participar, basta enviar a frase para o e-mail comunicacao@parintins. am.gov.br até amanhã. A escolha será feita pela Secretaria
de Cultura e Turismo e será divulgada no site da Prefeitura de Parintins e nos veículos de comunicação de Parintins e do Amazonas. A Festa dos Visitantes é promovida pela Prefeitura de Parintins para dar boas-vindas aos visitantes do Festival Folclórico. A expectativa para este ano, de acordo com o prefeito do município, Alexandre da Carbrás (PSD), é receber um público de 40 mil pessoas. “O Gusttavo Lima é um dos principais cantores da atualidade, contar com a presença dele com certeza trará maior público para a cidade”, afirma. Estádio O show do cantor será no estádio Tupi Cantanhede, que passa por melhorias em sua infraestrutura para receber a grande festa. “Também vamos melhorar a questão dos acessos ao estádio para evitar tumultos e dar mais facilidade para a entrada das pessoas”, diz o prefeito. A entrada para o evento, assim como nas edições anteriores, será um quilo de alimento não perecível. A previsão da prefeitura é iniciar na próxima segundafeira a troca dos ingressos, em diversos pontos que serão instalados na cidade.
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BARES
No Porão do Alemão, o público poderá curtir promoção de cerveja e show da banda Rahvox
Bebida, culinária e paixão nacional Os bares House 22 e Porão do Alemão vão transmitir a disputa pela Copa do Mundo entre Brasil e Camarões, amanhã, garantido valores reduzidos para bebidas e música ao vivo após o jogo. O House 22 (rua Acre, 22, Vieiralves) abre a partir das 12h, com uma feijoada completa no cardápio. Além disso, até
as 16h, entrega gratuitamente caipirinha para os torcedores e, no fim da disputa do Brasil, haverá show com cantores de sertanejo. Já o Porão do Alemão (estrada da Ponta Negra, 1.986) criou a “Torcida Organizada Porones”, e abre a partir das 15h, com promoção na compra de cerveja: ao pagar dez
Budweiser, o cliente ganha outras dez. A banda convidada para tocar ao vivo, após o jogo, é a Rahvox. A casa criou ainda uma camisa oficial para os torcedores que assistem aos jogos no Porão. Nesta semana, chegaram mais peças e já estão à venda pelos telefones (92) 8127-0439 e 3239-2976.
INFANTIL
Os jogos da seleção brasileira de futebol são a sensação do momento principalmente para os adultos, mas também podem ser motivo de diversão para as crianças. Em clima de Copa do Mundo, o Shopping Ponta Negra (Zona Oeste) realiza, amanhã, um encontro entre o público infantil e a dupla de palhaços Patati Patatá. A seleção entra em campo contra Camarões às 16h no horário local, mas a dupla que se apresentará para os pequenos vai comparecer às 11h, no hall do Cinépolis, para entreter o público e, depois, assistir ao jogo com as crianças no centro de compras. Os palhaços são recor-
distas na venda de CDs e DVDs. O vídeo “Brincando com Patati Patatá” foi certificado como diamante, com mais de 300 mil cópias vendidas. Em 2011, o fenômeno infantil estreou na televisão apresentando o “Carrossel Animado”, no SBT, programa líder de audiência, que já chegou a ganhar prêmios televisivos, entre eles, o Troféu Imprensa. Palhaços assistirão ao jogo da Copa com as crianças
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Patati Patatá para a criançada
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O pagode dos amigos, que acontece sempre aos domingos, no Buteko da Piscina, apresenta hoje Laura Abreu, Ângelo Márcio e os músicos-vocalistas do grupo Ases do Pagode, Mariozinho e Maycon. O couvert artístico para o evento custa R$ 25 e o chope é liberado no horário de 15h30 até 17h30. Laura Abreu costuma interpretar canções do repertório de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e a cantora gosta ainda de incluir em seus shows músicas de outros estilos da MPB em formato de samba, como alguns sucessos de Luciana Melo e Zeca Baleiro. Ângelo Márcio aposta no samba de raiz e costu-
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O artista sertanejo apresentará show no estádio Tupi Cantanhede
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Contos de terror contados para leitores modernos
Entre os clássicos selecionados, a obra dedica espaço à literatura oriental, com “O rio das tristezas”, de Pu Songling
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istórias de fantasmas encantam e assustam gerações e gerações. Por mais tecnológica que seja a sociedade, os segredos do desconhecido permanecem e o mistério que cerca o pós-morte ainda faz as pessoas valorizarem seus rituais, crenças e medos ancestrais. É essa a atmosfera por trás de grandes obras dos mestres da ficção científica e dos contos de terror, resgatada por Claudio Blanc em Avantesmas: 13 histórias clássicas de fantasmas, lançamento da Autêntica Editora, ilustrada por Kako. Com linguagem adaptada para o público moderno, a obra aproxima os mestres da literatura fantástica do leitor de hoje, sem esquecer de convidá-lo a conhecer mais profundamente os escritos originais ao manter indícios do estilo de cada um. Avantesmas, palavra do português arcaico que significa “fantasmas”, começa com “A aparição”, adaptação do original de Guy de Maupassant sobre um homem atormentado há mais de 50 anos por um fenômeno sobrenatural inexplicável. Segue com “O ladrão de corpos”, de Robert Louis Stevenson, escocês que se baseou em um caso lúgubre de
desaparecimentos em série em seu país, em 1828, para escrever sobre as relações entre crime e cumplicidade. “Na catacumba”, de H. P. Lovecraſt, resgata a história em que os personagens, envoltos em orgulho, sordidez e indiferença, protagonizam uma experiência macabra: ser enterrados vivos,
CLÁSSICOS
“Avantesmas” (do português arcaico que significa “fantasmas”), traz 13 histórias e tem objetivo de aproximar, pela linguagem moderna, os mestres da literatura fantástica do leitor de hoje à mercê da escuridão. Há também espaço para a reflexão sobre a efemeridade da vida, tema de “A missa das sombras”, de Anatole France, retomado com um ar de suspense e desconfiança pelo protagonista de “Ligeia”, de Edgar Allan Poe. Em “Espíritos”, de Ivan Turgueniev, a discussão é sobre o amor – e se ele é realmente capaz de unir um fantasma a uma pessoa viva.
“O funil de couro”, de Arthur Conan Doyle, traz o clássico estilo de investigações para solucionar um mistério, dessa vez com uma pitada de ocultismo. Em “Um estranho episódio na vida de Schalken, o pintor”, Joseph Sheridan Le Fanu apresenta o contraste entre vida e morte, belo e disforme, por meio de quatro personagens que se cruzam, sendo que a história de um deles é envolta no desconhecido. Referências à tradição celta e forças sobrenaturais evocadas para atormentar a vida de alguém aparecem na adaptação de “A maldição do fogo e das sombras”, de William Butler Yeats. Em “Lázaro”, de Leonid Andreiev, amargura e indiferença se materializam no protagonista, que, ao voltar dos mortos, subverte o curso natural da existência. A literatura oriental ganha espaço com “O rio das tristezas”, de Pu Songling, que versa sobre forças incompreensíveis atraídas ao mundo real pelas atitudes humanas. Finalmente, “O monge negro”, de Anton Tchekhov, e “A câmara atapetada”, de Walter Scott, fundem sobrenatural com realidade numa proporção em que a primeira tem decididamente
um poder arrebatador sobre a segunda, tirando-lhe totalmente a racionalidade. Ao unir uma linguagem acessível às histórias mais relevantes do gênero de horror, o livro GAÇÃ
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faz o importante trabalho de juntar a modernidade com a literatura clássica, preservando temporalidades – o passado e o presente.
Quem é Claudio Blanc? Claudio Blanc é jornalista, escritor, tradutor e editor. É autor de cerca de 600 artigos sobre história, ciência, filosofia e literatura, publicados em inúmeras revistas, tais como “Discovery Magazine e Filosofia”, “Ciência & Vida”. Traduziu 35 livros e tem também livros infantojuvenis publicados, como “Histórias sopradas no tempo” e “Os Celtas: de Lenda em Lenda Cruzando Fronteiras”. Seus gêneros preferidos são os contos de fantasmas, folclóricos e literários. O ilustrador Kako nasceu em São Paulo já desenhando livros, como ele mesmo diz. Hoje, quase 40 anos depois, continua com o mesmo sentimento toda vez que tem a tarefa de ilustrar um novo livro.
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Entre os autores reunidos no livro está Edgard Allan Poe
MARUPIARA DIVULGAÇÃO
Grupo local de reggae e samba rock, Cabocrioulo é uma das atrações listadas no evento
Bandas e DJs juntos em luau Música e natureza se misturam e viram ingredientes de muita diversão no Marupiara Luau Festival que acontece desde ontem, no município de Presidente Figueiredo e encerra hoje à noite ao som de rock, reggae, pop e até carimbó. Bandas como AlaideNegão, Cabocrioulo, Infâmia, Eduardo Guerra, Raul Mota Daniel Vandini e Ricardo Gutz são os responsáveis na hora de agitar a pista de dança. Os ingressos podem ser comprados no local (ramal do Urubui, km10, fazenda Marupiara) e custam R$ 50 por pessoa, com direito ao camping. Além de muita música, durante todo o dia um torneio de slack line, esporte de equilíbrio sobre uma fita de nylon, promete animar a programação e promover inte-
ração entre os participantes. Outras atrações diurnas são a realização de caminhadas numa trilha na mata que leva até a cachoeira da Princesinha e passeio de caiaque.
CRONOGRAMA
Hoje é o segundo dia de realização do festival Marupiara, que além de entretenimento musical, o público pode usufruir das paisagens para organizar acampamentos
A pegada ecológica não fica só por conta do ambiente, uma fazenda localizada no meio da floresta, mas também pelas mensagens
de preservação ambiental que são passadas aos participantes por meio dos músicos. “Poder cantar, dançar, namorar e se divertir tendo como testemunha a natureza é um momento único, por isso, preservar o local, não poluindo e nem depredando o meio ambiente é primordial”, afirma um dos organizadores da festa, André Zumak. No local, há lugares específicos para armar barracas de camping e é oferecido serviço de bar e restaurante, porém quem quiser pode levar água e a própria alimentação. “Quem quiser preparar sua comida, vai poder fazer sem problemas, desde que respeite o espaço dos outros participantes e jogue o lixo em local adequado”, informa Zumack.
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Pensando à frente Sabe o título de filme que está em “moda” entre o pessoal do “Vídeo Show”? – “O Dia Depois de Amanhã”. Claro que ninguém da sua equipe está esperando alguma catástrofe ou coisa e tal. Pensando à frente 2 É que todos já estão com o pensamento voltado para o dia imediatamente seguinte ao final da Copa do Mundo, quando o “Vídeo Show” retomará sua vidinha normal na grade da Globo. Sob pressão, porque os índices de audiência ainda não são os desejados, o programa passa por mudanças - enquanto a bola rola - e voltará ao ar, inteiro, dia 14 de julho, com a obrigação de apresentar melhores resultados. Dar um bico na má fase. Será que agora vai? Tá combinado assim A ideia da Rede TV! em relação ao “Encrenca”, novo programa de domingo, com estreia prevista para 29 de junho, é colocar no ar um produto totalmente diferente do formato do “Pânico”, da Band. Porém, se o modelo escolhido não funcionar e não
MÁRIO ADOLFO
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TV Tudo
Cobiçado As personagens de Bianca Rinaldi e Helena Ranaldi, com apenas uma letra de diferença, a partir de agora passarão a se estranhar, sempre por causa do Reynaldo Gianecchini. Doutora Silvia e Verônica irão se alfinetar o tempo todo, na disputa por Cadu. seduzir a audiência, aí entrará em cena o “plano B”. Tá combinado assim 2 Caso o plano inicial fique pelo caminho, o “Encrenca” poderá recorrer a mulheres bonitas, inclusive no time de apresentadores, a invasões, imitações... Só uma situação desesperadora não se admite por lá, que é a de pedir socorro a anões. Isso está inteiramente descartado, segundo sua direção. A princípio, existem ordens também de sempre se evitar tudo que lembre o “Pânico”.
Pesquisa O Ibope Inteligência abriu uma pesquisa para saber onde o espectador assistiu à partida entre Brasil e México, se
em casa ou no trabalho. Naquela terça-feira, vale recordar que em São Paulo, até o rei Pelé reclamou, durante a programação da Globo, que não conseguiu acompanhar o primeiro tempo do jogo porque estava preso no trânsito. Haja congestionamento! Alavanca O “Máquina da Fama”, apresentado por Patrícia Abravanel nas noites de segunda-feira do SBT, tem ocupado a vice-liderança de audiência até com muita frequência. Só que é importante destacar que isso não acontece à toa: entre outras coisas, porque a “filha do dono” tem pegado o horário em alta, devido aos bons índices registrados por Ratinho.
Bate-rebate • Globo solicitou o registro da marca “TV Pirada”, que já foi título de filme. • HBO ainda não marcou data para a estreia de “Motel”, da parceria com a Bossa Nova Films... • ...A série terá 6 episódios e cada capítulo irá contar diferentes histórias que acontecem entre as quatro paredes de um mesmo motel. • O Mega Senha, uma parceria da Rede TV! e Fremantle, está na sua sexta temporada... • ... Apresentado por um dos donos, Marcelo de Carvalho, o “MS” figura entre as maiores audiências do canal, ao lado de João Kleber e “Operação de Risco”.
Globo promete início arrasador No Projac, apesar de toda movimentação provocada pela cobertura da Copa do Mundo, tudo está sendo planejado para que “Império”, substituta de “Em Família”, tenha um começo arrasador. Todos os departamentos envolvidos na sua produção, que estreia dia 21 de julho, trabalham para que o “cartão de visitas” possa provocar estragos.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini De acordo com o cineasta José Eduardo Belmonte, o longa-metragem “A magia do mundo quebrado”, drama, já finalizado, chegará aos cinemas somente no ano que vem. O próximo semestre, por causa das eleições, não é o mais apropriado para lançamentos. O elenco reúne Alice Braga, Caroline Abras, Ingrid Guimarães, Rosanne Mulholland e Fábio Assunção, entre outros. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz E-mail: mbrazsantana@gmail.com
Somos humanos o bastante?
ELVIS
REGI
GILMAL
As declarações do técnico inglês sobre o clima de Manaus às vésperas da Copa do Mundo já fora comentado por esta coluna. De modo sintético, basta dizer que o mesmo não se referiu a cidade de um ponto de vista antipático, mas sim, técnico, afinal, as altas temperaturas evidentemente exigiriam novas táticas de treino, além de uma estratégia alimentar de modo a fortificar os jogadores e evitar a desidratação. No entanto, diversos outros veículos da imprensa, acompanhados de jogadores de diferentes nacionalidades, tem insistido na propagação de algo que é inerente e não ofensivo aos nativos destas plagas. Manaus é uma cidade quente, como Londres é uma cidade fria e a Patagônia é gelada. A situação climática de cada país é mais um elemento cultural de identificação, assim como a culinária e as vestimentas, estas estimuladas, em parte, justamente pelo clima (em parte, afinal, o clima é determinante, mas são os homens que criam as regras do vestir). Não há nada de ofensivo à nossa cultura identificar a cidade como “quente”. Pior são as outras formas de identificação que muitos brasileiros e estrangeiros ainda mantêm sobre Manaus. Por conta disto, manauaras e outros amazonenses acabam por desenvolver o autoexotismo, ou seja, acabam por aceitar a identidade forjada como forma de angariar algum benefício, sobretudo financeiro, como é o caso dos grupos de boi bumbá, alguns grupos teatrais, outros literários (poetas) etc. Para o Brasil, Manaus é uma quase uma vila, inóspita, habitada por onças e cobras criadas como se fossem de estimação. O
que é mais irônico é que quando chegamos em Nova Iorque, o Brasil todo é primitivo, no pior sentido da palavra. Somos todos identificados como “macacos”, ou como a terra das bundas e do “folclore”. Um país que insiste em se desenvolver economicamente, mas que se apropria dos métodos mais iníquos de obtenção. Mas do que rechaçarmos as críticas de forma emocional, devemos nos esforçar em compreender o processo de formação do pensamento social europeu e a sua ideia de Amazônia, quais os fatores que contribuíram para a sua exotização e quais são os seus principais “cabos” de sustentação. O que mais nos interessa aqui, inclusive a título de curiosidade, é discutirmos a construção simbólica que o próprio Brasil faz de seus brasileiros, ou seja, a construção de um estigma para cada grupo de brasileiros. É como se produzíssemos nossa própria cadeia produtiva, onde paulistas se acham melhores que cariocas, que se acham melhores que mineiros que, por sua vez, se reivindicam uma vantagem em relação a Salvador e por aí vai. É claro que estamos correndo o risco do generalismo, mas o que nos chega é o que a classe média tem divulgado (imprensa, mídia etc). Os estudos científicos - estes sim correspondem a uma realidade mais próxima - não são difundidos, e a grande imprensa acaba por tematizar as regiões ao invés de buscar os fatos, como se aprende no primeiro período do curso de jornalismo. O nordeste só interessa se tiver folclore, pobreza e seca; o norte, enchente, folclore e floresta. De fato, o assunto é polêmico e vamos desenvolvendo o assunto ao longo dos próximos artigos.
Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural
O que mais nos interessa aqui, inclusive a título de curiosidade, é discutirmos a construção simbólica que o próprio Brasil faz de seus brasileiros, ou seja, a construção de um estigma para cada grupo de brasileiros”
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Programação de TV
A animação de hoje fica por conta do “Programa Silvio Santos”
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Ao organizar melhor o dia, poderá conviver mais com os familiares e passar bons momentos em seu ambiente predileto. As conversas intimistas estão favorecidas.
REDE TV
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6h30 Igreja Int. Da Graça 7h30 Igreja Int. Da Graça 8h30 Igreja Primitiva Em Ação 9h Rompendo Barreiras 10h Tv Prime Brasil 10h30 A Questão É 11h Igreja Da Graça 12h Fique Ligado 13h Passaporte Amazônia 14h En Circuito 15h30 A Questão É 16h Ad & D 16h30 Palavra Que Transforma 17h Ritmo Brasil 17h45 Viagem Cultural By Decolar 18h Encrenca – Estréia 19h30 Tv Kids - Local 20h15 Gente Da Mata 20h45 Te Peguei Na Tv 21h15 Tv Shopping Manaus 22h15 Teste De Fidelidade 23h35 Ronaldo Castro 0h05 Sob Medida - Reprise 1h É Notícia 2h Bola Na Rede 3h Igreja Int. Da Graça
SBT 5h Jornal Da Semana 6h Igreja Universal 7h Brasil Caminhoneiro 7h30 Planeta Turismo 8h30 Vrum 9h Sorteio Amazonas Da Sorte 10h Domingo Legal 14h Eliana 18h Roda A Roda Jequiti 18h45 Sorteio Da Telesena 19h Programa Silvio Santos 23h De Frente Com Gabi 0h Nikita 1h Alvo Humano 2h Cult 3h20 Big Bang 4h Igreja Universal
GLOBO 4h30 Santa Missa 5h30 Amazônia Rural 6h Pequenas Empresas, Grandes Negócios 6h35 Globo Rural
Cinema ESTRÉIA
7h35 Fórmula 1 - Grande Prêmio Da Áustria 9h40 Auto Esporte 10h Esporte Espetacular 12h Copa Do Mundo - Bélgica X Rússia 14h Esquenta 15h Copa Do Mundo - Coréia Do Sul X Argélia 17h Domingão Do Faustão 18h Copa Do Mundo - Estados Unidos X Portugal 20h Fantástico 22h25 Superstar 23h40 Domingo Maior - 12 Rounds 1h30 Sessão De Gala - Alfie - O Sedutor 3h15 Hawaii Five-0 4h Festival De Desenhos
BAND 5h Tartarugas Ninja 6h Popeye 6h30 Santa Missa No Seu Lar 7h30 Sabadão Do Baiano 8h Power Rangers + Popeye 9h30 Popeye “Popeye Lenhador” / “O Robô Popeye” / “O Salva Vidas” 9h45 Informercial – Polishop
10h15 Irmão Caminhoneiro – Boletim 10h20 Pé Na Estrada – Boletim 10h45 Verdade E Vida 11h Band Na Copa 11h30 Copa Do Mundo Da Fifa 2014 – Ao Vivo 12h Bélgica X Rússia Maracanã / Rio De Janeiro-rj 14h Band Na Copa 14h30 Copa Do Mundo Da Fifa 2014 – Ao Vivo 15h Coréia Do Sul X Argélia Estádio Beira Rio / Porto Alegre-rs 17h Band Na Copa 17h30 Copa Do Mundo Da Fifa 2014 – Ao Vivo 18h Eua X Portugal Arena Da Amazônia / Manaus-am 20h Só Risos 21h Pânico Na Band 0h Band Na Copa 0h30 Canal Livre 1h30 Show Business – Reapresentação 2h20 Diário Da Copa 3h Igreja Universal
Cruzadinhas DIVULGAÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 Dia excelente para os negócios e as negociações. Oportunidade de fazer boas vendas ou aquisições. A confiança predispõe você a fazer a coisa certa. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Um dia favorável para encontrar solução para os negócios e assuntos financeiros. O otimismo tende a estimular os empreendimentos. Mas as sortes não duram para sempre. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Aspectos inconscientes de sua individualidade podem se integrar harmoniosamente ao lado consciente. A sensação de inteireza e firmeza interna é resultante disso. LEÃO - 23/7 a 22/8 Dentre os caminhos para alcançar seus sonhos, hoje você visualiza aqueles que permitem vencer obstáculos com a melhor eficiência de seu esforço. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Uma pequena colaboração pode trazer grandes facilidades. Você encontra o apoio de pessoas ou instituições que tenham interesses afins para os interesses profissionais. LIBRA - 23/9 a 22/10 É preciso colocar em prática suas ideias e seu conhecimento para que o crescimento da atividade profissional. O impulso é dado pela aplicação da capacidade intelectual. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 A necessidade de tomar decisões difíceis será bastante ajudada por vislumbrar a fase seguinte, sendo assim capaz de lhe trazer uma nova e maior segurança. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Momento para consolidar as direções das parcerias. A harmonia existente entre as uniões e os resultados pretendidos com elas facilita o entendimento e o convívio. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 O dia favorece trabalhar em cooperação com sócios e clientes, alcançando assim os resultados pretendidos por todos os envolvidos. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 O espírito criativo e as inovações favorecem o trabalho cotidiano. Você não apenas se sente melhor agindo assim, como hoje os resultados concretos se realizam. PEIXES - 19/2 a 20/3 O clima emocional positivo estimula a disposição amorosa e a coragem para expressar os sentimentos. O momento estimula a troca emocional dentro de um clima positivo.
Como Treinar o Seu Dragão 2: EUA. Livre. O segundo capítulo da épica trilogia de “Como Treinar o Seu Dragão” leva de volta ao mundo do heróico Soluço e seu leal dragão Banguela. Cinemark 2 – 12h50, 15h30 (dub/exceto segunda-feira), Cinemark 6 – 11h (3D/dub/somente sábado e domingo), 13h, 16h, 18h30 (3D/dub/ exceto segunda-feira), 21h (3D/dub/ diariamente), 23h30 (3D/dub/somente sábado), Cinemark 7 – 12h (dub/ somente sábado e domingo), 14h30, 17h05 (dub/exceto segunda-feira), 19h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 13h (3D/dub/exceto terça-feira), 15h30 (3D/dub/exceto quinta-feira e segunda-feira), 18h (3D/ dub/exceto domingo), 20h30 (3D/dub/ diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 13h30 (3D/dub/diariamente), 16h, 18h30 (3D/dub/exceto segunda-feira); Cinépolis Millennium 8 – 13h45 (dub/diariamente), 16h30 (dub/exceto segunda-feira), 19h, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 13h (dub/diariamente), 15h30, 18h (dub/exceto segunda-feira), 20h45 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 13h30 (3D/dub/exceto terça-feira), (3D/dub/exceto quinta-feira), Cinépolis Plaza 4 – 14h, 17h (dub/exceto segunda-feira), 19h30, 21h30 (dub/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h05 (3D/dub/somente sábado e domingo), 16h25, 19h05 (3D/dub/ exceto segunda-feira), 22h20 (3D/dub/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 5 – 14h30, 17h (3D/dub/exceto segunda-feira), 19h35, 22h (3D/dub/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 9 – 13h30 (dub/somente sábado e domingo), 16h (dub/exceto segundafeira); Kinoplex 3 – 14h, 16h20, 18h40, 21h (3D/dub/diariamente), 20h30 (3D/dub/somente segunda-feira); Playarte 1 – 12h20, 14h30, 16h30, 18h50 (3D/dub/exceto segunda-feira), 13h30, 19h, 21h10 (3D/dub/somente segunda-feira), Playarte 3 – 13h15, 18h45, 20h45 (dub/somente segunda-feira), 14h, 16h10, 18h20, 20h30 (dub/exceto segunda-feira), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 14h01, 16h11 (dub/exceto segunda-feira), Playarte 9 – 12h40, 20h30 (dub/somente segunda-feira), 13h30, 15h40, 17h50, 20h (dub/exceto segunda-feira), 22h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). Vizinhos: EUA. 14 anos. A comédia retrata a vida do casal Mac (Seth Rogen) e Kelly Radner (Rose Byrne) depois da chegada de sua primeira filha. Cinemark 1 – 11h20 (dub/exceto segunda-feira, terça-feira e quartafeira), 13h40, 15h50, 18h20 (dub/
exceto segunda-feira), 23h10 (dub/ somente sábado); Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h (dub/diariamente), 19h (dub/exceto segunda-feira), 16h30 (leg/exceto segunda-feira), 21h15 (leg/diariamente); Kinoplex 4 – 16h40, 21h40 (dub/diariamente), 21h40 (dub/ somente segunda-feira). BBC Earth? Pequenos Gigantes: EUA. Livre. Cinemark 3 – 11h30 (3D/dub/exceto segunda-feira, terçafeira e quarta-feira), 13h20, 15h (3D/ dub/exceto segunda-feira), Cinemark 5 – 17h50 (3D/dub/exceto segundafeira). Décimo Terceiro Distrito: EUA. 14 anos. Governo autoriza a construção de um muro de isolamento ao redor dos bairros classificados como de alto risco. O pior de todos é o 13º distrito, que é controlado por um chefão do crime. Cinemark 5 – 19h20, 21h40 (dub/exceto terça-feira), 23h50 (dub/somente sábado); Cinépolis Ponta Negra 9 – 18h30 (dub/exceto segunda-feira), 21h (leg/diariamente). Transcendence: EUA. 12 anos. O dr. Will Caster está trabalhando na construção de uma máquina consciente que conjuga informações sobre todo tipo de conteúdo com a grande variedade de emoções humanas. Cinépolis Millennium 2 – 12h50 (leg/diariamente), 15h40 (leg/exceto segunda-feira), 18h40, 21h20 (leg/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h05 (leg/exceto segunda-feira), 20h25 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 15h30 (leg/exceto segunda-feira), 21h15 (leg/diariamente); Playarte 2 – 13h10, 18h40, 21h05 (dub/somente segunda-feira), 13h40, 16h05, 18h30, 20h55 (dub/exceto segunda-feira), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado). Um Plano Brilhante: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 6 – 15h, 17h (leg/exceto segunda-feira), 19h30, 22h (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 17h25 (leg/diariamente); Playarte 10 – 13h05, 15h, 16h55, 18h50, 20h45 (leg/exceto segundafeira), 13h45, 19h05, 21h (leg/somente segunda-feira), 22h40 (leg/somente sexta-feira e sábado).
CONTINUAÇÕES A Culpa é das Estrelas: EUA. 12 anos. Cinemark 3 – 16h40, 19h40 (dub/exceto segunda-feira), 22h30 (dub/diariamente), Cinemark 8 – 11h50 (dub/sábado e domingo), 14h40, 17h30 (dub/exceto segunda), 20h20 (dub/diariamente), 23h20 (dub/sábado); Cinépolis Millennium 4 – 14h15, 17h (dub/exceto segunda), 20h 9dub/diariamente), Cinépolis Millennium 5 – 13h15 (leg/ diariamente), 16h15 (leg/exceto segunda), 19h15, 22h10 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 13h45 (dub/diariamente), 16h30 (dub/exceto segunda), 19h15, 22h15 (dub/ diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 14h30 (dub/diariamente), 17h30 (dub/exceto segunda), 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 15h05, 18h25 (leg/exceto segunda), 21h25 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h30 (dub/exceto segunda), 20h (dub/diariamente), 17h15 (leg/exceto segunda); Kinoplex 1 – 13h50 (dub/diariamente), 21h (dub/segunda), Kinoplex 2 – 13h, 15h40, 18h20 (dub/sábado e domingo), 15h40, 18h20 (dub/sexta), 21h10 (leg/diariamente); Playarte 1 – 21h10 (leg/ exceto segunda), 23h40 (leg/sexta e sábado), Playarte 6 – 13h05, 18h45, 21h20 (dub/segunda), 13h15, 15h50, 18h25, 21h (dub/exceto segunda), 23h30 (dub/sexta e sábado), Playarte 7 – 13h06, 18h46, 21h21 (dub/segunda), 13h16, 15h51 (dub/exceto segunda). Malévola: EUA. 10 anos. Cinemark 4 – 11h40 (dub/segunda, terça e quarta), 14h, 16h20, 18h50 (dub/exceto segunda), 21h20 (dub/diariamente), 23h40 (dub/sábado), Cinemark 5 – 13h15, 15h40 (dub/ exceto segunda); Cinépolis Millennium 3 – 21h (3D/leg/diariamente); Cinépolis Pla-
za 2 – 18h30 (3D/dub/exceto domingo), 21h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 16h15, 19h15 (3D/leg/exceto segunda), 13h45 (3D/dub/exceto sábado e domingo); Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h (dub/quinta, sábado e domingo); Kinoplex 4 – 14h10, 16h30, 18h55 (3D/dub/diariamente), 21h20 (3D/dub/segunda); Playarte 5 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (dub/exceto segunda), 13h20, 19h15, 21h15 (dub/segunda), 23h20 (dub/sexta e sábado). Os Homens São de Marte...: BRA. 14 anos. Cinemark 2 – 18h (dub/exceto segunda-feira), 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/sábado); Cinépolis Plaza 7 – 17h15 (exceto segunda), 22h30 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 13h15 (sábado e domingo), 15h45, 18h15 (exceto segunda), 20h45 (diariamente); Kinoplex 1 – 16h30, 18h45 (diariamente); Playarte 8 – 13h (segunda), 17h50 (exceto segunda), 22h50 (sexta e sábado). No Limite do Amanhã: EUA. 12 anos. Playarte 4 – 13h25, 20h30 (dub/exceto segunda), 18h30, 20h50 (dub/exceto segunda), 23h05 (dub/sexta e sábado). X-Men – Dias de um Futuro Esquecido: EUA. 12 anos. Cinemark 7 – 22h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 14h30 (dub/exceto segunda), 20h15 (dub/diariamente), 17h30 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 21h40 (3D/leg/diariamente); Kinoplex 4 – 13h50, 18h50 (dub/diariamente); Playarte 7 – 18h25, 21h05 (leg/exceto segunda), 23h40 (leg/sexta e sábado), Playarte 8 – 15h10, 20h20 (dub/exceto segunda), 18h50, 21h25 (dub/segunda).
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
Jander Vieira
A festejada aniversariante Iêda Baraúna Carvalho com Dôdora Cavalcante e Norma Simões Silva na sessão parabéns junina que agitou o Zefinha Bistrô
jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br jandervieira
Caminhando com fé
HERICK PEREIRA
Linda e amável, Nejmi Jomaa Aziz não mede esforços para continuar espalhando solidariedade por onde passa. Gesto nobre, que é primórdio do amor que o Amazonas sente por ela
Na última quinta-feira, o governador José Melo participou da procissão e Missa de Corpus Christi. Melo percorreu ao lado da primeira-dama e presidente do Fundo de Promoção Social, Edilene, os 2,3 quilômetros do percurso da procissão, que saiu da Igreja da Matriz e seguiu até a Eduardo Ribeiro, onde foi celebrada a Missa Campal. O casal oficial dispensou o convite de acompanhar a missa do altar e preferiu celebrar a presença real de Cristo na Eucaristia no meio da multidão de fiéis. SÍLVIA CASTRO
Os empresários Murad Aziz e Marília Zuazo na noite concorrida de inauguração do Empório Árabe com o ator global Marcello Melo, no Shopping Ponta Negra
Sala de Espera Andréa Aziz, Cynthia Kanawati e Teresa Raquel Souza estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. A Escola de Contas Públicas do Tribunal de Contas do Amazonas realizará, entre os dias 21 e 22 de julho, o curso “A nova Lei das Receitas e Despesas com a Saúde”, voltado para a capacitação interna de 40 servidores. O curso acontecerá no Quality Hotel e será ministrado pelo mestre em administração, Alex Teixeira.
O Shopping Ponta Negra preparou tarde agitada para os bambinos em tempo de Copa do Mundo. A animação fica por conta dos palhaços Patati Patatá, amanhã, a partir das 16h.
Rédea curta
Amanhã, o Copacabana Chopperia pilotará programação imperdível para quem for conferir o jogo Brasil x Camarões, a partir das 15h. O chope e a diversão com a cantora Laura Abreu mais o grupo Toque de Samba serão os ingredientes indispensáveis do lugar.
Futuros chefs
Manaus vem destacando-se cada dia mais, morderam a língua os que desacreditaram na nossa cidade e até perguntaram-se o porquê de “uma cidade no meio do nada” ser sede da Copa. A resposta está diariamente nos telejornais nacionais e internacionais. Nossa arena a mais bela, a cidade mais organizada e o povo mais hospitaleiro que há. Em tempos de Copa lembro-me de um Amazonas que me orgulha.
A escola de gastronomia Alquimia Arte Culinária acaba de divulgar a sua programação de cursos para o mês de julho. Na primeira semana o destaque fica para o risotto de bacalhau ao alho-poró e o peixe assado na folha de bananeira com farofa de banana. Que tal? As aulas são sempre às 19h30, nas terças, quartas, quintas e sextas-feiras, no Morada Buffet.
No próximo mês
A Real Express, no Vieiralves, está com novidades nas suas gôndolas como o Cranberry Su Fresh, um antioxidante a base de ameixa, banana, fibras e o melhor: sem conservantes.
Charufe Nasser vai ser a anfitriã do almoço regional, na próxima terça-feira, em torno da querida Tônia Seixas, que está fazendo rasante pela cidade. Vale confirmar a presença pelos 9202-0850 e 9128-4628.
10 x 0
Sonho realizado
A Faculdade Martha Falcão passa a disponibilizar aos amazonenses mais uma opção na sua grade de cursos: engenharia de produção. Um das áreas mais procuradas no mercado profissional, a EP está em alta, de acordo com uma pesquisa realizada recentemente pela “Folha de São Paulo” que revelou a falta de profissionais qualificados e sobra de vagas no mercado. O curso tem duração de 5 anos, no horário da noite e é ministrado por professores mestres e doutores.
A rede de lojas italiana 7 Camicie acaba de aterrissar no Amazonas Shopping. A ala masculina, que não dispensa andar elegante, amou.
D7
O McDonald’s levará 76 meninos e meninas entre 6 e 10 anos, de Manaus, para vivenciar um dos maiores eventos esportivos do mundo. Elas foram selecionadas pelo programa Sonho de Craque e terão acesso ao jogo entrando de mãos dadas com os craques, sentindo de perto da emoção de participar da Copa. Hoje, mais de dez crianças participarão de um verdadeiro “esquenta” antes de partirem rumo ao jogo Estados Unidos x Portugal, na Arena da Amazônia.
Dando continuidade às ações conjuntas dos tribunais de contas, a força-tarefa – coordenada pelo TCU – envolve 29 tribunais de contas dos Estados e municípios e deseja realizar uma avaliação sobre a Atenção Básica de Saúde, que engloba desde o atendimento nas UBS até a elaboração de relatórios com possíveis falhas. O objetivo é melhorar a prestação de serviços à sociedade e a utilização dos recursos públicos. Ponto positivo!
O jovem advogado Murilo com o irmão Maurício mais a mamma Mírian Laredo nos domínios de jantar de celebração pela troca de idade dele no Village
FOTOS: JANDER VIEIRA
Viva, Madu! Foi para celebrar sua troca de idade, que a querida Maria do Carmo Magalhães recebeu um grupo intimista e poderoso de amigas no salão de festas do Jardim Itália. Um almoço para lá de delicioso e o alto-astral da aniversariante não faltaram.
Débora Falcone, Janda Chagas, Teca Freitas, Mercedes Moura e Leo Gonçalves Ana Simões e a aniversariante Madu
Iracema Brandão, Sandra Chagas e Socorro Duarte
Silvestre Castro e sua Beth
Ana Garcia e Graça Ferraz
Camila e Sandra Saraiva com Katia Sebben e Menga Junqueira
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 22 DE JUNHO DE 2014
Nono festival de jazz abre inscrições para workshop A
s inscrições para as oficinas, workshops e palestras do 9º Festival Amazonas Jazz (FAJ), evento realizado pelo governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura, entre os dias 26 de junho e 1º julho, já estão abertas ao público interessado em compartilhar experiências e conhecer de perto as técnicas e a carreira de alguns dos grandes nomes da música contemporânea nacional e internacional, como o percussionista brasileiro Naná Vasconcelos, o saxofonista cubano Felipe Lamoglia e o pianista sueco Bo Stenson. Totalmente gratuitas, as inscrições podem ser feitas antecipadamente pelo e-mail fc.liceu@gmail.com ou pelo telefone (92) 3878-6159. No total, serão ofertadas 450 vagas para os encontros que acontecem no Centro Cultural Palácio da Justiça (avenida Eduardo Ribeiro, Centro), sempre a partir das 9h. Radicado nos Estados Unidos, o trompetista carioca Cláudio Roditi abre na quintafeira (26), a programação com um workshop voltado principalmente para estudantes,
profissionais da área, músicos e o público em geral. Na sexta-feira (27), é a vez do cubano radicado em Miami (EUA) e vencedor do Grammy, Felipe Lamoglia, uma das principais atrações do festival de 2013, volta à cidade para ministrar oficina e dividir as atenções com seu conterrâneo
PERCUSSÃO
O pernambucano Naná Vasconcelos é quem fecha a programação acadêmica do evento com uma oficina que deve reunir muitas pessoas na manhã do dia 30 (segunda-feira), no CCPJ Dafnis Prieto, jovem baterista que em um curto período de tempo revolucionou e teve um forte impacto na cena musical latina e jazzística com suas técnicas. O “Tango Moderno” e o “Jazz Escandinavo” são os temas dos workshops que os pianistas Diego Schissi (Argentina) e Bo Stenson (Suécia) apresentam na manhã de sábado (28). Exímios instrumentistas
de épocas diferentes, os músicos irão traçar um verdadeiro panorama da música de seus países e sobre sua influência no cenário musical mundial. Última atração a subir no palco do Teatro Amazonas, encerrando o 9º Festival Amazonas Jazz, o pernambucano Naná Vasconcelos também fecha a programação acadêmica do evento com uma oficina que deve reunir muitas pessoas na manhã do dia 30 (segunda-feira). Público específico Os detalhes do encontro com o público amazonense ainda são uma surpresa, mas os organizadores garantem que será um marco para o FAJ. “Para especialistas, engenheiros de som e profissionais que atuam na área de áudio, da sonorização de espetáculos, gravações, mixagem a produções em geral, realizaremos um curso exclusivo na terça (dia 1º de julho), com Clément Zular, membro da Associação Brasileira dos Profissionais de Áudio e da Sociedade Brasileira de Acústica e grande parceiro do festival”, destacou o maestro Rui Carvalho, diretor artístico do FAJ.
Naná Vasconcelos é referência internacional no que se diz respeito à percussão e sua apresentação encerra o festival
DIVULGAÇÃO
Evento concentra atrações nacionais e internacionais que, além fazer show no Teatro Amazonas, ministram aulas gratuitas