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EM TEMPO - 22 de março de 2015

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ RICARDO OLIVEIRA

ANO XXVII – N.º 8.660 – DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

MANAUS OLÍMPICA

SEGUNDO

LEGADO

Escolhida oficialmente como uma das subsedes do torneio de futebol nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Manaus torna-se novamente o centro das atenções. Porém, o sucesso na Copa do Mundo exigirá um esforço concentrado ainda maior, tendo em vista que a expectativa é de que a cidade receba o dobro de partidas e de visitantes para o evento esportivo. Não há dúvida de que estamos prontos, sim, mas o que ainda precisa ser melhorado até a Olimpíada? Política A7, Economia B2, Dia a dia C4 e C5, Plateia D1, Pódio E4 e E5 e Salão Imobiliário 1

RACIONAMENTO

Água, um desafio global Água

FOTOS: DIVULGAÇÃO

RICARDO OLIVEIRA

Comemorado hoje, o Dia Mundial da Água levanta a questão da conscientização, a fim de evitar o desperdício, e ressalta a necessidade de otimizar o uso dos recursos hídricos. Empresas de Manaus já estão desenvolvendo ações que visam garantir a economia desse bem natural. Dia a dia C1

Doa a quem doer Na terceira posição da Taça Guanabara, o Flamengo recebe o líder Vasco, hoje, no Maracanã, em jogo válido pela 11ª rodada do Estadual do Rio. Com 23 pontos, o Rubro-Negro pode chegar ao mesmo número do time cruzmaltino, que lidera o campeonato com 26 e busca a vitória para se distanciar dos adversários. Pódio E7

A ONU prevê que, em 2030, a população vai necessitar de 40% a mais de água

Quem disse que profissionais de saúde não podem estar antenados com a moda? A estilista Gigi Cunha desenvolveu looks pensados exclusivamente para eles (foto).

DIVULGAÇÃO

JJ SOARES

SUPLEMENTOS Marina Silva, candidata à Presidência em 2014, diz que o governo terá muita dificuldade “para sair do beco” e não crê numa “mudança verdadeira” da atual coalizão.

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELEIÇÕES, ELENCO E CURUMIM.

Uma pesquisa com oito mil entrevistados apontou o estresse no trabalho e os problemas financeiros no topo da lista de aspectos que tiram o sono das pessoas. TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 30

MÍN.:

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A2

Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

Kátia Scweickardt assume a secretaria de Educação

TROCA

A vaga na secretaria de Educação ficou aberta após a saída do então titular da pasta, Humberto Michiles, que entregou o seu pedido de exoneração do cargo na última quinta-feira, dia 19 obteve o título de mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia, Kátia tem doutorado em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Já Itamar de Oliveira Mar é formado em administração pela Ufam, e bacharel em direito pelo Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), com pós-graduação em

NATHALIE BRASIL/AGECOM

PLANEJAMENTO

Governador reuniu todo o primeiro e segundo escalão

José Melo realiza primeira reunião com secretariado O governador José Melo reuniu, neste sábado, 21, os secretários e dirigentes dos órgãos da administração direta e indireta para um encontro de trabalho que abordou, principalmente, o novo conceito de gestão estabelecido com a reforma administrativa. José Melo destacou que o desafio para os novos dirigentes, e para os que permanecem no governo, será otimizar recursos para assegurar que as ações e os serviços prestados à população sejam melhorados e ampliados. “A crise (econômica) nos forçou a fazer mudanças na estrutura do governo e também a estabelecer mudanças conceituais no modo de governar”, disse José Melo, ao destacar que neste ano o cenário econômico tem se apresentado adverso, no

Brasil e também no Estado com perspectiva de que a redução do ritmo da atividade econômica impacte as receitas do Estado. “Esse quadro nos induz a administrar nossos órgãos de forma diferenciada do que era feito até hoje”, frisou. Para fazer frente às adversidades, José Melo destacou que a reforma administrativa, que estabeleceu uma estrutura de governo mais enxuta, somada a medidas de corte de despesas com serviços terceirizados e material de consumo e de melhoria da eficiência arrecadatória, permitirão que o governo do Estado economize recursos que podem ser aplicados em sua atividade fim, principalmente na ampliação e melhoria dos serviços nas áreas social, saúde, educação e segurança.

Gestão Pública pela Universidade do Estado do Amazonas. A nova secretária da Semed disse que pretende, por meio do reforço nas ações de Educação, despertar a consciência ambiental na população de Manaus. “Educação é um grande desafio, mas não é possível pensar em gestão ambiental, que no fundo está tratando de mudança de comportamento, se a gente não atacar a educação. Ao final desses dois anos e meio à frente da pauta ambiental, eu entendi que o nosso maior desafio é na educação. É lá que vai começar as mudanças”, disse. Mudanças O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), destacou que está finalizando a segunda etapa da reforma administrativa e, que na próxima semana deverá encaminhar para Câmara Municipal de Manaus. “Temos a preocupação de entregar a reforma administrativa, cortando despesas, estruturas de secretariais e autarquias para tornar essa gestão como de uma empresa privada que possui poucas pessoas, mas que essas pessoas saibam dirigir bem seus setores”, disse Arthur.

Doutora em sociologia, Kátia está na equipe de Arthur Neto desde o início da gestão tucana

DECLARAÇÃO

COMPENSA

DIVULGAÇÃO

Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS). Ela estava na Semmas desde o primeiro ano de mandato do prefeito Arthur Neto (PSDB). Formada em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde também

Acidente na avenida Brasil deixa dois feridos Um veículo de modelo Chevrolet Classic, de cor preta e placa NOI 3479, colidiu com um ônibus da linha 126, da empresa São Pedro, de placa JWQ 8891, na manhã deste sábado (21). Segundo agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans), o motorista do carro, identificado como Willace Pereira Costa, 34, ficou ferido na colisão. O acidente ocorreu por volta das 8h40, na avenida Brasil, localizada no bairro Compensa, Zona Oeste da Capital. Segundo a cozinheira, Rosimary Almeida, 40, que presenciou o acidente, o Classic atravessou o sinal vermelho, cruzando

a frente do ônibus, e os dois veículos acabaram se chocando. Conforme a cozinheira, o veiculo rodou e atingiu também um ciclista, que não foi identificado e ficou gravemente ferido. Ele foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma unidade hospitalar. O motorista do Classic também foi atendido pelo Samu e encaminhado ao Sistema de Pronto Atendimento (SPA) do bairro São Raimundo, também na Zona Oeste. A perícia da Polícia Civil esteve no local para apurar as causas do acidente. Até o fechamento desta edição as vítimas ainda continuavam internadas no hospital.

Declaração do papa foi feita ontem durante evento em Nápolis

Papa Francisco afirma que sociedade corrupta fede IONE MORENO

A

té sexta-feira, dia 20, exercendo a função de secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Prefeitura de Manaus, Kátia Schweickardt foi nomeada ontem como a nova secretária municipal de Educação. A vaga na Semed ficou aberta após a saída do então titular da pasta, Humberto Michiles, que entregou pedido de exoneração ao prefeito Arthur Neto na última quinta-feira, dia 19. No mesmo dia, o prefeito confirmou a saída de Michiles, em entrevista exclusiva ao EM TEMPO Online, durante coletiva de imprensa sobre o lançamento de editais de cultura no Paço Municipal, no Centro Histórico de Manaus. A nomeação de Kátia foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) desta sexta-feira, assim como sua exoneração da Semmas. O substituto de Kátia na Semmas é Itamar de Oliveira Mar, que exercia a função de subsecretário e também teve sua nomeação no novo posto publicada hoje. Agrônoma e cientista social, a nova secretária da Semed já foi subsecretária da Secretaria de Estado do Meio

IONE MORENO

Nova secretaria deixará a pasta do Meio Ambiente para assumir a secretaria de Educação no lugar de Humberto Michiles

Segundo testemunhas carro atravessou sinal vermelho

O papa Francisco pronunciou neste sábado (21) um de seus discursos mais duros ao afirmar que “a corrupção é suja”, que “uma sociedade corrupta é uma porcaria”, e que aquele que permite a corrupção não é cristão e também “fede”. “Quanta corrupção há no mundo. (...) A corrupção é suja e a sociedade corrupta é uma porcaria. Um cidadão que deixa que a corrupção o invada não é cristão!”, afirmou. O pontífice argentino realizou estas declarações durante um discurso em Scampia, um dos bairros da periferia norte de Nápoles (sul da Itália) que tradicionalmente esteve vinculado à máfia local, a Camorra. O bispo de Roma aproveitou a ocasião para se dirigir aos milhares de napolitanos que foram até a praça de João Paulo II para escutá-lo

para incetivá-los a lutar contra o mal e a ter o valor e a coragem de ir pelo caminho do bem e da justiça. Limpar a alma “Espero que tenham a coragem de seguir adiante com alegria, de levar esperança, de ir pelo caminho do bem e não pela do mal. (...) De ir adiante limpando a própria alma, a alma da cidade e da sociedade para que não exista esse cheiro putrefato que tem a corrupção”, ressaltou com firmeza. Rodeado de dezenas de crianças que cantavam seu nome e que interromperam em algumas ocasiões seu discurso, Francisco descreveu Nápoles como uma cidade na qual “se tentou criar uma “terra de ninguém”, um “território em mãos da chamada microviolência”.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

Contexto 3090-1016

tricia@emtempo.com.br

contexto@emtempo.com.br

A3

Editorial opiniao@emtempo.com.br

Muita conversa para nada É mais fácil o prefeito de Manaus convencer Deus e o mundo que a capital amazonense é capaz de suportar oito jogos olímpicos, como já convenceu, do que o universo político amazonense meter na cabeça das autoridades federais, em Brasília, que a Suframa é um órgão de vital importância para o desenvolvimento da região e que, só por isso, deveria ter vida autônoma, isto é, imune à mesquinharia administrativa de que sofre o país neste exato momento. Os serviços da Suframa estão cada vez mais exíguos e a própria entidade míngua enquanto a região, permanece submersa no silêncio, que é a sua própria história. Neste fim de semana, o Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa) divulgou que os serviços de atendimento às empresas na Suframa “estão praticamente paralisados por falta de pessoal especializado e gestão efetiva”. Desde novembro do ano passado, a superintendência é administrada por um interino, situação constrangedora que paralisa a autarquia. O cargo de superintendente é disputado por facções políticas. Para quê? Para que os partidos disputam ministérios, se o presidencialismo à brasileira é que decide o rumo das políticas públicas, quando elas existem? Não são apenas as verbas da Suframa que sofrem contingenciamento na visão estreita que o governo federal dedica ao Norte do país. O próprio discurso da bancada amazonense se mostra inibido, desviando-se para outra mesquinharia: a disputa da liderança da bancada, como se a liderança fosse capaz de dar vez e voz e voto a quem não tem. É muita conversa para nada. Não apenas a Amazônia é um arquipélago silencioso no cenário sombrio do Brasil. Cada ilha desse arquipélago está fracionada em múltiplos silêncios. Não é que falte o que dizer, pelo contrário. É que não se sabe ou não se quer.

A farra das operadoras As operadoras de telefonia celular serão alvo de uma ação coletiva, em Manaus, por conta do corte nos serviços de internet quando a franquia contratada é atingida. Tal prática tem prejudicado os consumidores, que antes usufruíam do serviço mesmo com a velocidade reduzida. A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus e a Defensoria Pública do Amazonas mais os órgãos de defesa do consumidor vão reunir todos os processos existentes para ingressar com ação coletiva contra as operadoras. Frente parlamentar O deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) formalizou o pedido de instalação da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência. *** A medida dá prosseguimento ao trabalho que, ao longo dos últimos 3 anos, criou um marco legal da legislação relacionada às pessoas com deficiência. Deficiência Movimentos sociais que atuam no segmento estimam que mais de 1 milhão de pessoas que vivem no Amazonas têm algum tipo de deficiência. *** A estimativa supera em 7% o levantamento feito pelo Censo de 2010, que apontou um total de 792,1 mil amazonenses inseridos nesse grupo. Convite Ao participar do aniversário de 18 anos do PHS, em Brasília, o vereador Wilker Barreto convidou o deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG), que integra a Comissão da Reforma Política na Câmara Federal, para vir a Manaus nos próximos dias e discutir o assunto na Câmara. Conciliação O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região alcançou, durante a Semana Nacional da Conciliação Trabalhista, o total de R$ 9,3 milhões em

valores arrecadados. *** O evento reuniu os 24 Tribunais do Trabalho de todo o país na tentativa de solucionar conflitos trabalhistas por meio de acordos amigáveis. Benefício Por falar no TRT, foi homologado um acordo no valor de R$ 5,7 milhões na audiência de conciliação que vai beneficiar 292 ex-empregados da Benq/Siemens Mobile, que faliu em 2010. Indenizações A Câmara Municipal de Manaus retoma os pagamentos de indenizações trabalhistas de ex-servidores de cargos comissionados e verba de gabinete, a partir de amanhã. *** A sétima lista de convocação, com mais 30 nomes, foi publicada no Diário Oficial Eletrônico da Casa Legislativa, na quarta-feira (18). Projetos A deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB) destacou os projetos de sua autoria durante a reunião de instalação da Comissão de Esporte e Lazer da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). *** Alessandra disse que já tramita na casa o projeto que institui o Bolsa Atleta estadual. A deputada tam-

APLAUSOS

elvis@emtempo.com.br

bém defende a criação da Lei de Incentivo ao Esporte e do programa “Bom de luta, bom de escola”, que podem virar indicações ao governo do Estado. Dívidas Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que 13,5% das empresas brasileiras estavam acima do limite de endividamento em 2014. Em 2012, esse número era de 11,4%. ***

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Outro dado alarmante aponta que 37% das organizações ouvidas no levantamento disseram não ter condições de fazer mais dívidas. Sem crédito Um dos grandes problemas encontrados pelos empresários é a dificuldade em obter créditos pelos bancos. As instituições financeiras costumam exigir garantias reais ou acabam não aprovando o valor integral do empréstimo solicitado. Declaração do IR Mais de 65 mil declarações do Imposto de Renda foram entregues no Amazonas até sexta-feira (20). O prazo para entrega vai até 30 de abril. Multa A Receita Federal alerta que a multa por atraso na entrega será de 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é de R$ 165,74.

VAIAS

Alunos conscientes

Elvis

Desperdício de água DIVULGAÇÃO

IONE MORENO

Para os alunos da escola municipal Eliana Socorro Pacheco Braga que criaram, junto com professores e diretores, o “Dia pela Paz”, com o intuito de trabalhar o combate à violência, o respeito às diferenças e a promoção da paz.

No Dia Mundial da Água nada mais justo do que vaiar quem ainda insiste em desperdiçar água, tendo em vista a situação crítica em que o país se encontra nos últimos meses. Ainda falta consciência a muitos cidadãos brasileiros.

Incongruência política Assim como de uma pessoa individual, também de um povo, de uma sociedade, legítimo é esperar que se comporte com harmonia e coerência, ou seja, que construa a sua própria história linearmente, com início, meio e fim, guiada pela eleição de princípios antes estabelecidos. Assim certamente evitar-se-ão as contradições, as incoerências e as rupturas súbitas e abruptas que naturalmente tornam de difícil entendimento o caminho da sua evolução. Dentro desta linha, procure-se entender o que está a ocorrer no presente político da nossa nação. Refiro-me às insólitas relações que ora se processam entre a sociedade, ou pelo menos a maior parte dela, e a reeleita presidente da República. Como explicar o fato de que uma presidente reeleita recentemente, há menos de três meses na cadeira presidencial, onde foi colocada indubitavelmente pelo voto direto e livre do povo, possa subitamente, sem que sequer tenha havido o tempo necessário para mostrar a que veio, despencar na avaliação popular e quase passar a ser execrada pela mesma sociedade que acabou de elegê-la? Indubitavelmente, há uma clara incongruência quando se escolhe pelo voto livre um Presidente e, sem que este ainda sequer teve tempo para esquentar a cadeira, já se vê rejeitado, quase repudiado, por uma parcela que parece ser a maioria e que, de qualquer modo é a que conta, uma vez que a outra, a que sai em apoio a Dilma e a Lula, assim age por razões ideológicas e por isso é a priori programada, já que constituída por braços do PT. Por um lado, Lula e Dilma têm que responder por tal incoerência, já que cometeram o chamado estelionato eleitoral, quando, com o suporte de competentes marqueteiros, passaram à população a imagem de um país que dava certo, que prosperava

e até elevara uma boa parcela da população, da indigência econômica para a classe média. Ninguém pôde ainda comprovar a maioria dos anúncios, sempre alvissareiros, que Lula e Dilma fizeram como ações de encantamento e sedução do povo brasileiro. A autossuficiência na produção de petróleo jamais se confirmou e uma das sangrias de que sofre a Petrobrás resulta precisamente da loucura de importar combustíveis para revender a preço abaixo do custo e assim nos passar uma gestão irresponsável como exitosa. O tal pré-sal, milagre do governo petista, até hoje não se concretizou em produção e receita. Hoje, tudo nos leva a crer que fomos envolvidos numa formidável falácia e que a realidade é bem outra. O mais grave e trágico, contudo, é a revelação de que o PT jamais foi o tal partido diferente quanto à Ética. Na verdade, chafurdou e chafurda na lama com a mais surpreendente das descontrações. Mas como é da natureza da moeda o possuir duas faces, a coroa somente pode existir se for acompanhada e contraposta pela sua antípoda, a cara, que também é a sua complementação. Não haveria o descalabro que aí está, se o nosso povo fosse menos guiado por impulsos e emoções e mais crítico e analítico. A eleição de Lula, a primeira delas, é fácil de compreender, até como uma nova experiência. Mas no segundo mandato já se revelara a natureza populista, assistencialista e demagógica com que o partido governava. Então, eleger Dilma para continuar e, mais ainda, reelegê-la para completar um círculo mínimo de dezesseis anos, só se explica pela falta de consciência crítica e pela imprudência de aceitar ingenuamente a possível perpetuação de um grupo no Poder. Só Deus sabe aonde isso iria chegar.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Tudo nos leva a crer que fomos envolvidos numa formidável falácia e que a realidade é bem outra. O mais grave e trágico, contudo, é a revelação de que o PT jamais foi o tal partido diferente quanto à Ética. Na verdade, chafurdou e chafurda na lama com a mais surpreendente das descontrações”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Foram erros de visão política. Erros de visão de mundo. [...] Eu tenho a impressão que a presidente, todo o partido dela e quem orienta a propaganda e tudo mais, querem tapar o sol com a peneira. ‘O meu governo foi o que mais combateu a corrupção’, [...] ‘A culpa é do Fernando Henrique’... Minha senhora, não é assim

Lavanderia eleitoral O Ministério Público Federal vai tentar derrubar, nas denúncias contra investigados na Lava Jato, a queixa dos políticos de que há uma tentativa de “criminalização das doações eleitorais”. Os procuradores da República colecionam provas – fluxograma de recursos, depoimentos, planilhas de coincidência de datas entre repasses a partidos e pagamentos na Petrobras – para demonstrar que as doações eram lavagem de propina fruto de desvios e superfaturamento em contratos na estatal. Cristalino Os investigadores negam que haja uma “tese generalista” sobre doações. “É o mesmo que dizer que apontar lavagem de dinheiro em postos de gasolina significa criminalizar a venda de combustíveis”, ironiza um membro da força-tarefa. Documento Na “petição do fim do mundo”, de nº 5260, que descreve a quadrilha no petrolão, há e-mail de construtora que cobra de Alberto Youssef recibo de doação eleitoral pedida por ele. Déjà-vu Para quem participa da apuração do petrolão, a choradeira sobre doações “legais” lembra o mantra de políticos no mensalão de que todos os crimes eram “só” caixa dois eleitoral. Fio... Outra convicção do Ministério Público e da Polícia Federal é que a interrupção do mensalão, em 2005, aumentou a pressão sobre os diretores indicados por partidos na Petrobras para que pagassem propina a políticos. ...condutor O ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto

Costa diz claramente em seus depoimentos que a cobrança era menor até 2006. Rede A Kroll apresentou a deputados da CPI roteiro prévio para recuperar dinheiro no exterior. Além de rastrear contas de delatores, também deve se fixar na venda de ativos da Petrobras fora do país. Salgado A comissão ainda ajusta termos do contrato, cujo custo é estimado em R$ 500 mil. Serão duas parcelas: uma na contratação e outra depois dos resultados. Contusão Escalado para relatar uma das medidas provisórias do ajuste fiscal, o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), investigado na Lava Jato, pediu para deixar o posto por medo de desgaste. Pra quê? A relação entre Lula e Dilma atingiu seu pior momento. Em meio à crise que abarca o governo, o expresidente tem dito a aliados que a sucessora não o escuta mais e, mesmo que concorde com suas sugestões, não aplica nenhuma delas.

Pregando... Após a demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação, por exemplo, Lula aconselhou Dilma a colocar Aloizio Mercadante no MEC e Jaques Wagner na Casa Civil. ...no deserto Dilma, por sua vez, não deu sinais de que efetivará a troca, exceto se o próprio Mercadante se dispuser a mudar de área, hipótese considerada remota.

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente (PSDB), em entrevista na GloboNews, afirmou que país vive um “conglomerado de crises” e responsabilizou o PT por “perda de oportunidades” de fazer o país crescer.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO

Pra fora De um deputado do PT, sobre Dilma ter negado uma reforma ministerial ampla: “Ela estava com a bola na marca do pênalti mas chutou pra fora. Aliás, ela é craque em perder pênalti”. Até tu? A irritação do expresidente se estendeu a João Santana. Lula fez diversas sugestões para o pronunciamento de Dilma no Dia da Mulher, que motivou panelaço em várias cidades do país, mas também não foi ouvido. Recuar Jaques Wagner tem se preservado da disputa por espaço na articulação política e prefere não ir para o Palácio do Planalto agora.

Tiroteio

Uma insuspeitada Cooperativa dos Profissionais de Transporte Fluvial da Marina do Davi mostra para o mundo ver (quando um fotógrafo bem-intencionado se faz presente), que é possível manter o meio ambiente livre do resto da alegria dos fins de semana, catando nas águas latas, plásticos, latas, plásticos, latas, plásticos. Parabéns

D. Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Fora da toca, a presidente Dilma andou falando tanto que terminou até recebendo o apoio da elite branca comandada por Stédile. DO SENADOR JOSÉ AGRIPINO MAIA (DEM-RN), presidente do partido, sobre críticas do líder do MST, João Pedro Stédile, ao governo Dilma Rousseff (PT).

Contraponto

Aqui se faz, aqui se paga Quase ao final da sessão em que Eduardo Cunha anunciou a demissão de Cid Gomes, depois de ser acusado de “achacador” pelo então ministro da Educação, o deputado Nilson Leitão (PSDB-MS) pediu a palavra: – Quero sugerir trazer mais alguns ministros que não vão bem no governo pra poderem cair também. Quem sabe aí vai melhorar o Brasil. Cunha respondeu sem alterar a expressão: – Os ministros que têm tido comportamento respeitoso para com o Congresso estão vindo às quintas. Quem não teve veio sob a forma de convocação. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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Fraternidade e água No Dia Internacional da Água, faço memória da Campanha da Fraternidade de 2004, que teve como tema “Fraternidade e Água”, e como lema “Água, fonte da vida”. Fico imaginando se, como no tempo do profeta Jonas, as grandes cidades se tivessem convertido e mudado de hábitos como fez a cidade de Nínive, ouvindo a voz de cientistas que se juntaram ao clamor do povo. Certamente, teriam evitado a quase tragédia em que a falta de água ameaçou se transformar, sobretudo na grande metrópole paulistana e em algumas das regiões mais desenvolvidas do país. Naquele ano foi fácil tratar o tema sob o ponto de vista bíblico. A água está presente desde o relato da criação, pois no princípio o Espírito pairava sobre as águas para que pudessem gerar a vida. Fonte da vida, a água tem algo de sagrado. Na história da salvação, Moisés é aquele que foi salvo das águas e que depois de transformar as águas do Nilo em sangue, conduz o povo pelas águas do mar que se abrem para a sua passagem e se fecham sobre os egípcios. Na travessia do deserto, da pedra ferida sairá água para saciar a sede do povo arrependido de ter abandonado a segurança da escravidão e de ter partido buscando realizar o sonho da liberdade. Mas o simbolismo das águas chegará ao seu auge quando Jesus ao sair delas verá o Espírito Santo descer suavemente sobre Ele, e ouvirá a voz do Pai declará-Lo seu Filho Amado. O mergulho nas águas se tornará sacramento cristão, sinal sensível e eficaz da vida nova em Cristo, imersão no Mistério de Deus, e pertença ao Corpo de Cristo que é a Igreja.

A Campanha da Fraternidade propunha caminhos de conversão concretos. A crise hídrica fundamentalmente se deve a três grandes fatores facilmente constatáveis. O primeiro é a poluição. Nossos mares e rios estão se transformando em grandes lixeiras. É preciso mudar o comportamento no sentido de produzir menos lixo, e se não tiver jeito aumentar a reciclagem. Outra frente que é preciso atacar é o desperdício, e não só o de água. A duras penas estamos aprendendo que é preciso economizar antes de tudo a energia. Mas o mundo aprendeu que as mudanças climáticas, que provocam grandes inundações e grandes estiagens, se devem em grande parte a intervenção humana na natureza. Existe uma relação de causalidade entre a seca do Sudeste e o desmatamento na Amazônia, bem como com a destruição quase total da Mata Atlântica e a monocultura que ocupando áreas imensas subverte a ordem climática. No ano em que a água foi tema de campanha, vivi a quaresma no Médio Solimões e na foz do Japurá, experimentando junto com o povo o paradoxo de estar praticamente dentro da água sem ter água potável. Nestes mesmos lugares, se fica longe da água durante os meses de verão amazônico. Aprender que não poluir, não desperdiçar, usar filtros, fazer poços artesianos são gestos simples que fazem diferença e trazem vida. Neste Dia Internacional da Água, ouçamos a voz dos cientistas, mudemos nossos hábitos, comecemos a construir um mundo em que a vida e não o lucro seja o critério e que a fonte da vida seja sagrada e preservada.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

O mundo aprendeu que as mudanças climáticas, que provocam grandes inundações e grandes estiagens, se devem em grande parte a intervenção humana na natureza. Existe uma relação de causalidade entre a seca do Sudeste e o desmatamento na Amazônia”


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

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Miberwal JUCÁ

‘A ADS é um braço forte PARA O DESENVOLVIMENTO DO Amazonas’ FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

SÍNTIA MACIEL Equipe EM TEMPO

C

Essas feiras que ocorrem na capital mostram que o governo do Estado está tendo uma atenção com o produtor, pois ajuda ele a levar a sua colheita diretamente para o consumidor, com um preço mais acessível

om a missão de levar ao consumidor a produção rural dos pequenos agricultores do Amazonas, além de estimular e apoiar cooperativas e associações extrativistas, a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) se prepara para um novo momento, em seus oito anos de existência. A autarquia foi desvinculada da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (SDS) e passará a integrar a estrutura da nova Secretaria de Estado de Produção Rural e Sustentabilidade (Sepros), dentro da reforma administrativa executada pelo governador José Melo (Pros). Trabalhando na ADS desde a sua criação - quando ela incorporou as atividades da Agência de Agronegócios do Estado do Amazonas (Agroamazon), em 2007 -, o atual presidente da autarquia, Miberwal Jucá, 64,em entrevista ao EM TEMPO, falou sobre as atividades que a ADS vem desenvolvendo e as perspectivas para o futuro com a nova mudança estrutural. EM TEMPO - Uma das propostas da ADS é fazer com que a produção dos pequenos agricultores da região chegue direto ao consumidor, eliminando desta forma a figura do atravessador. A Agência vem conseguindo cumprir a contento esta missão? Qual o balanço que pode ser feito nestes quase dez anos da autarquia? Miberwal Jucá – Aqui em Manaus a ADS passou a gerir algumas feiras, como a do Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva), que foi transferida para o ASA (Associação dos Sargentos do Amazonas), a da Polícia Militar, e da Cidade Nova. É uma política de hortifrutis e demais produtos mais acessíveis com preço melhor. Vale ressaltar que a feira da Cidade Nova tem uma peculiaridade, pois a comunidade do entorno onde ela funciona pediu que ela seja realizada todos os sábados. Os produtos são frescos. O produtor colhe na sexta-feira à tarde e no sábado de manhã já está colocado à venda. Essas feiras que ocorrem na capital mostram que o governo do Estado está tendo uma atenção com o produtor, pois ajuda ele a levar a sua colheita para ser comercializada diretamente para o consumidor, com um preço acessível. Outro programa também desenvolvido é o Preme (Programa de Regionalização da Merenda

Escolar), que leva os produtos cultivados pelos nossos produtores do interior para a merenda escolar da rede pública de ensino. O Preme iniciou com oito produtos regionais e agora é composto por 51 produtos. Isso em um período de dez anos, houve um contato direto com o produtor para que ele coloque o seu produto na merenda escolar de forma escalonada. Também não podemos deixar de lado a Feira Agropecuária, realizada em vários municipios do Estado, como Apuí, Parintins, Manicoré, Envira, Itacoatiara, entre outros. Em 2014, a ADS desenvolveu uma atividade de muita relevância que foi a depesca do pirarucu, na reserva de Mamirauá, em Maraã. EM TEMPO - Quais são as expectativas da ADS para este ano? MJ - A ADS é uma empresa pública, um braço muito forte para o desenvolvimento do Amazonas. Além das feiras e os programas que nós tocamos, também paga a subvenção da borracha, da malva e juta. Esse braço muito mais fortalecido será muito importante para o governo, porque tem um olhar voltado para o interior do Estado, para com a melhoria e qualidade de vida dos nossos produtores. Agora com a reforma administrativa que deixamos de ser uma vinculada da SDS e voltamos para a Seprors, iremos aguardar o secretário Sidney Leite para uma reunião na qual serão dadas as diretrizes que devem ser adotadas, o que a ADS deve fazer. Com certeza, a ADS nesse governo será um vetor muito forte para o desenvolvimento do Amazonas. EM TEMPO - Como se encontra a Central de Abastecimento de Agricultura Familiar de Iranduba? O que há de projetos para aquele espaço? MJ - A Central de Iranduba foi erguida a pedido do à época governador Omar Aziz, para acomodar diversos produtores que estavam em situação de risco no meio da estrada, comercializando os seus produtos. Construímos um galpão para acomodá-los. Há algumas dificuldades lá relatadas pelos feirantes, como, por exemplo, o retorno que foi construído a um quilômetro da feira. Quem vai comprar na feira tem que percorrer mil metros e voltar para fazer compras. Isso provocou uma queda na venda de produtos. Eles estão reivindicando uma solução e vamos levar a demanda ao governador (José Melo) e à Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura),

para que seja feito um estudo para melhorar aquele trecho. Mas de um modo geral os feirantes estão satisfeitos, está sendo muito bom para eles. Acredito que aquele lugar pode ser muito mais que uma central de abastecimento, mas também uma central de comercialização. Um local onde possas colocar eletrodomésticos, confecções, além de oferecer outros tipos de serviços. Quem sabe um camelódromo. É um local com bom estacionamento, fácil acesso, além da viagem turística que a pessoa faz ao se deslocar para lá, cruzando a ponte. Esse é outro ponto que iremos conversar com o secretário (Sidney Leite), para saber quais as ideias que ele tem para aquele espaço. Para o que ela foi criada até agora os objetivos estão sendo alcançados, mas podemos, sim, ampliar as atividades, dando uma incrementada na economia daquela região. Estamos pensando para lá, na implantação de um açougue e também do comércio de peixe, com toda a higiene, é claro, que se faz necessária. EM TEMPO - Quantas pessoas estão sendo beneficiadas lá na Central de bastecimento do Iranduba? MJ - O galpão onde a central funciona tem 78 boxes. Estavam na rua 38 famílias, que passaram a comercializar os seus produtos lá dentro. Estamos num processo de licitação, para a locação dos espaços ociosos. EM TEMPO - Mas isso não desvirtua o objetivo inicial da Central? MJ - Não, muito pelo contrário. A feira continua. A pessoa chega lá para comprar um eletrodoméstico, por exemplo, acaba levando alguma verdura, uma fruta. Uma atividade auxilia a outra. EM TEMPO – Estamos na época do inverno amazônico, período comum de cheia em vários municípios amazonense. Este fenômeno natural prejudica de alguma forma o abastecimento dos 51 produtos que integram a lista de itens da merenda escolar, da rede pública de ensino? MJ - Não resta a menor dúvida que todo ano há um drama. Quando a água sobe, a produção diminui. São culturas rápidas de pequeno ciclo, cultivadas em várzea. Depende muito do volume e da subida das águas. Hoje a subida está acelerada. Não sei se vai continuar assim, mas o rio está subindo bem. Além de alguns hortifrutis, esta subida

também beneficia as culturas de malva e juta, que dependem da água. Até o momento ainda não sentimos nenhuma dificuldade. Mas é possível que até o final de março, isso possa ocorrer, inclusive com a majoração de preços. Mas os produtores que atendem a merenda escolar, que trabalham conosco no Preme, já sabem que tem os seus contratos a serem cumpridos e atendem o compromisso. Mesmo na última grande cheia não houve contra tempos, não afetou o programa. EM TEMPO - Há então excedentes, uma espécie de reserva para não deixar faltar nenhum dos 51 produtos da merenda escolar? MJ - Os nossos produtores que fornecem os itens da merenda escolar dão prioridade a ela. Trabalhamos com aproximadamente 50 cooperativas e associações e sete mil famílias, para atender o programa. A orientação do governador José Melo é para que se amplie este quadro para que o pequeno produtor seja cada vez mais beneficiado. EM TEMPO - O senhor comentou que no ano passado a ADS assumiu a depesca do pirarucu, junto à colônia de pescadores de Maraã. Quanto foi pescado e comercializado? MJ - Foram capturados 155 mil quilos de pirarucu, cuja carne foi empregada na merenda escolar. Tivemos a oportunidade de comercializar 2.400 peles do peixe para uma empresa do Rio de Janeiro, a Nova Kaeru que trabalha com couros exóticos, para serem empregados em bolsas calçados e outros acessórios, comercializados no exterior. Uma equipe desta empresa acompanhou o processo de retirada das peles, que seguiram em conteineres para o Rio de Janeiro, onde seriam tratadas no curtume. Esse material, o couro do peixe, é um grande filão a ser explorado. Um mercado muito promissor. Em relação a carne do pirarucu, por enquanto ele está sendo comercializado apenas para a merenda escolar. Foi uma atividade nova para a ADS EM TEMPO – Para este ano já tem comprador destas peles? MJ - É um processo licitatório, mas no ano passado apenas esta empresa que comprou conosco, se habilitou a comprar. Vamos aguardar. É um leilão invertido, quem der o maior preço fica com a exploração.

Para o que ela foi criada (Central de Iranduba), até agora os objetivos estão sendo alcançados, mas podemos, sim, ampliar as atividades, dando uma incrementada, na economia daquela região”

Tivemos a oportunidade de comercializar 2.400 peles de pirarucu para uma empresa do RIo de Janeiro, que trabalha com couros exóticos. Esse é um grande filão a ser explorado”


Política

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

‘Corrupção de hoje é um bebê, não senhora idosa’

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Dirceu me levou a Chávez e o dinheiro começou a sair” ALDO VENDRAMIN, empresário que usou os serviços de lobby do ex-ministro de Lula

Aliados de Dilma já falam em parlamentarismo Com a popularidade em queda livre, Dilma precisará enfrentar os próprios deputados governistas, que afirmam não suportar a ideia de vê-la no comando pelos próximos anos, e já falam em desencavar projetos para mudar o presidencialismo para sistema parlamentarista. A ideia é recuperar qualquer das propostas de emenda à Constituição em tramitação na Câmara e colocá-la na pauta de votações. Conspirações Enquanto governistas sonham com o parlamentarismo, a oposição continua construindo a fundamentação do projeto de impeachment. Blocão unido A proposta de parlamentarismo tem sido discutida em reuniões do chamado “blocão”, em locais fora do alcance do governo. Figura decorativa Deputados do “blocão”, formado basicamente por governistas, querem fazer de Dilma uma “rainha da Inglaterra”, meramente decorativa. Contabilidade Para aprovação de uma PEC são necessários 308 votos de deputados. Somando-se à oposição, o blocão calcula que teria número de sobra. Cartões do governo: R$ 6,2 milhões em 2 meses Apenas nos dois primeiros meses do ano, o governo Dilma conseguiu gastar R$ 6,27 milhões com cartões corporativos. Tudo na conta do contribuinte, claro. A Secretaria de Administração da Presidência da República, encarregada de abastecer os

carros e fazer compras diversas para a presidenta, é o órgão que mais usou os cartões: R$ 887 mil, mas 98% da conta é “sigilosa” por “motivos de segurança”. É quem ganha No total, a Presidência da República é a líder de gastos com cartões corporativos: R$ 1,8 milhão nos dois primeiros meses do ano. Segundo e terceiro Os ministérios da Justiça (com a Polícia Federal) e do Planejamento (com o IBGE) gastaram R$ 1,3 milhão e 976 mil respectivamente. Em cash O pequeno ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome foi o que menos gastou com cartões: um “saque cash” de R$ 105. Prêmio de despedida Servidores do Ministério da Pesca denunciaram à Comissão de Ética Pública da Presidência da República a chefe de gabinete Claudia Gama: ela teria recebido do então ministro Eduardo Lopes um presente de despedida do cargo: viagem ao exterior por conta do contribuinte. Esticadinha A chefe de gabinete do Ministério da Pesca viajou entre 9 e 28 de dezembro passado, quando o ministro se despedia do cargo. Representou-o em Portugal e Mônaco, e depois deu uma esticadinha. Daqui não saio Rose de Freitas (PMDBES) também é do grupo de senadores que ocupa ilegalmente apartamentos de deputado federal. Os outros são Romário (PSBRJ) e Wellington Fagundes (PR-MT). A Câmara gastou R$ 280 milhões reforman-

PODER SEM PUDOR

Animal errado No final dos anos 70, quando Arena e MDB eram os únicos partidos autorizados pela ditadura, vivia em Manaus um comerciante sírio, Salim, conhecido por “Jacaré”. Certo dia, às vésperas da eleição de 1978, recebeu uma ligação: - Aqui é Luís Humberto, da Comissão de Finanças da Arena. Estamos reunindo recursos para a campanha do vice-governador João Bosco, nosso candidato ao Senado. Precisamos de sua contribuição financeira. - De jeito nenhum, patrício. A Arena só tem leão ou rato. Eu sou Jacaré.

Jornalista

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu comparação de Dilma aos escândalos de corrupção dentro da Petrobras DIVULGAÇÃO

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do esses imóveis para os novos deputados. Rei do atestado O juiz que usou carrões confiscados de Eike Batista era conhecido em Colatina (ES), onde atuou, como “rei do atestado médico”. Mesmo sob licença médica, dava aulas em cursinhos, principalmente em Vitória. O choro é livre A Câmara do Patrimônio Imaterial do Iphan, responsável pela análise dos pedidos de Registros, deu sinal verde para estudos que pretendem fazer do Choro (ou Roda de Choro) Patrimônio Cultural do Brasil. Não faltou aviso Meses antes do incêndio no condomínio de logística Cone Suape, em Cabo de Santo Agostinho, as empresas que viraram cinzas notificaram a construtora Moura Dubeux sobre problemas na instalação elétrica. Fundo do poço O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) atribui ao tesoureiro do PT João Vaccari Neto parte da rejeição a Dilma. A permanência de Vaccari no partido, para ele, “afunda ainda mais” a madame. Entendimento Deputados aliados e da oposição concordam com a necessidade de diminuir a tensão com o governo. Dizem que a queda na popularidade de Dilma e do Congresso pode arrastá-los para o buraco. O Brasil é ela? Como Luiz XIV (“O Estado sou eu”), Dilma chamou os brasileiros vestidos de verde e amarelo, que foram às ruas contra ela, de “minoria que se opõe ao Brasil”.

FHC afirma que, pela proporção da corrupção é impossível que Lula e Dilma não soubessem de nada

O

ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) rebateu a afirmação da presidente Dilma Rousseff (PT) de que a corrupção é uma senhora idosa no Brasil. Ele disse que o escândalo de corrupção na Petrobras traz à tona algo completamente novo em termos de corrupção praticada no país, em que uma organização de pessoas estabeleceu um sistema de sustentação de partidos e ligação a empresas para abastecer os caixas das legendas. “Isso é um fato novo. Essa corrupção não é uma senhora idosa, é uma mocinha, um bebê quase”, disse o tucano. FHC repetiu a declaração que tinha dado ao longo da semana de que, pela proporção que a corrupção ganhou na Petrobras, considera impossível que o ex-presidente Lula e Dilma não soubessem, pois algo assim

acaba sendo do conhecimento de todos no governo. O ex-presidente argumentou que, em seu governo, a indicação política para cargos de diretoria na estatal, feita por partidos da base, era bem mais incomum. Ele disse se lembrar de duas indicações políticas - de José Coutinho Barbosa e do hoje senador petista, mas à época integrante do PMDB, Delcídio Amaral. Impeachment Apesar de dizer torcer para que Dilma possa terminar seu mandato, FHC voltou a defender que o impeachment, diferentemente dos clamores por golpe militar de alguns grupos, é um instrumento da democracia. E comparou os pedidos para afastamento da petista àqueles que ele viu durante o seu segundo mandato (1999-2002). “Esse ‘Fora,

Dilma’ é como o ‘Fora, FHC’. A Dilma hoje simboliza, é alvo dessa irritação. Mas não creio que seja transcrito em passos exatamente para tirá-la do poder. Vai depender da comprovação de delitos e da opinião pública”, afirmou. Sobre os cartazes e manifestações no dia 15, mesmo que minoritários, mas que pediam a volta da ditadura, FHC avaliou que são resultado da falta de coordenação atual entre as forças políticas organizadas. O vácuo, permite, segundo ele, o alastramento de ideias radicais. Mas, Fernando Henrique não acha que há espaço para esse tipo de ideia prosperar. “Eu não me amedronto com isso. Em muitos momentos da história, essa irritação é natural, mas não creio que isso vá prosperar pois a sociedade brasileira está bem organizada”.

Dilma diz que ninguém é imune Fernando Henrique Cardoso fez mais críticas ao governo da petista Dilma Roussef quanto à fala da presidente de que “não há setor ou poder imune à corrupção, pois o crime não nasceu hoje. Ela não só é uma senhora bastante idosa nesse país como não poupa ninguém. Pode estar em tudo quanto é área, inclusive no setor privado”. Dilma havia sido questionada sobre uma afirmação atribuída ao presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que a corrupção estaria

no Poder Executivo, e não no Congresso. A presidente afirmou que o dinheiro possui “poder corruptor” e que é necessário ter mecanismos de vigilância e legislação para combater desvios. Dilma declarou que a nova prisão de Renato Duque, ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras, e a denúncia à Justiça contra o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, não aumentam a insatisfação com o governo

e refutam outra insinuação de Eduardo Cunha: de que o governo exerceu influência sobre a Procuradoria Geral da União no pedido de abertura de inquéritos decorrentes da operação Lava Jato, que apura desvios na estatal. “Esses acontecimentos mostram que as teorias a respeito de como o governo interferiu sobre o Ministério Público, ou sobre quem quer que seja, para investigar ou fazer qualquer coisa com quem quer que seja, são absolutamente infundadas”, disse a presidente.


Política

A7 RICARDO OLIVEIRA

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

Melo e Arthur com

mesmo time MOARA CABRAL E JOSEMAR ANTUNES Equipe EM TEMPO

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prefeito Arthur Neto (PSDB) e o governador José Melo (Pros) irão manter a mesma equipe que trabalhou na Copa do Mundo, em 2014, para direcionar os trabalhos dos jogos de futebol das Olimpíadas 2016, em Manaus, que foi escolhida como uma das seis cidades sede dos Jogos Olímpicos 2016. Arthur Neto destacou que os encaminhamentos serão mais simples, e que ainda haverá alguns ajustes para verificar quem pretende ficar ou sair. “Agora a questão é mais simples e eu e o governador José Melo estamos aproveitando praticamente as mesmas pessoas que concluíram o trabalho”, destacou. No time da Copa do Mundo estava o coordenador do Comitê estratégico do governo, Evandro Melo, Bernardo Monteiro de Paula, Ali Almeida, diretor-presidente da Fundação Vila Olímpica, entre

outros. “A equipe que trabalhou na Copa está prontinha para entrar em ação. Os encargos são diminutos em relação ao que tivemos que fazer outra vez”, destacou Arthur Neto. O prefeito acrescentou, ainda, que há pouco a se fazer na cidade, uma vez que desde a Copa do Mundo muitas obras foram concluídas. Arthur defendeu ainda que a cidade está pronta para ganhar o selo olímpico. “Nós temos pouco a fazer, até porque não paramos. A cidade está melhor, bem estruturada e pronta para receber as Olimpíadas e grudar em sua vida o selo olímpico, o que é uma grande vantagem. O selo olímpico vai eternamente mostrar que a cidade é merecedora de investimentos”, pontuou. Visibilidade Para Arthur, a vinda dos Jogos Olímpicos para Manaus fará com que a cidade e o Amazonas receba cada vez mais turistas e eventos. “A cidade e o Amazonas estará preparada para receber turismo, eventos musicais, esportivos, corporativos. Qualquer tipo de evento de grande porte, que é pequeno perto de uma Olimpíada. É o maior evento do mundo e vamos sediar parte desse evento. Estou muito feliz”, defendeu o prefeito. O peso do nome Amazônia, bem como o sucesso que foi a Copa do Mundo em Manaus, segundo Arthur, foram grandes contribuintes para conseguir trazer os Jogos Olímpicos para a capital. Para o chefe do Executivo, fazer uma Copa ou Olimpíada no Brasil em várias cidades e não incluir em Manaus não tem como. “É contrassenso. Não incluir Manaus é virar as costas para o interesse do mundo inteiro. Imagina

os milhões de telespectadores. E o Amazonas”, questionou o prefeito. Para ele, Manaus já está no cenário internacional e as pessoas querem conhecer o Amazonas, pois têm curiosidade sobre o povo amazonense. “Em pesquisa realizada pelo governo brasileiro, Manaus está entre as principais cidades que os visitantes têm vontade de conhecer. Pela ordem estavam: Rio, São Paulo e Manaus. As pessoas têm curiosidade sobre nós. Temos que aprender a vender esse produto turístico bonito e prepará-la”, pontuou. Críticas O prefeito não perdeu a oportunidade e voltou a criticar o governo federal, ao defender que é preciso ter apoio e infraestrutura, ou seja, receber recursos do governo Dilma Rousseff (PT). “A gente faz o que pode com o dinheiro próprio, mas precisamos do governo federal, dinheiro internacional para a gente poder andar mais rápido e poder melhorar a cidade”, justificou. Arthur destacou ainda sobre a questão de voluntários, o que deu muito certo no evento da Copa e que pretende repetir nos jogos das Olimpíadas que serão realizados em Manaus.

DIEGO JANATÃ

MICHAEL DANTAS/AGECOM

Governo e prefeitura devem trabalhar como a mesma equipe que atuou nos quatro jogos disputados em Manaus, na Copa 2014


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Política

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

Dilma pode terceirizar o governo, diz especialista A

política econômica é, no essencial, correta. Mas é um ajuste, um arrocho — ou seja, as coisas vão piorar antes de melhorar. A afirmação é do jornalista e economista Carlos Alberto Sardenberg. Para o especialista, quando o ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), considerou boa a notícia do fechamento de 2,4 mil empregos com carteira assinada, não precisou dizer mais nada. “Mas, ele ainda disse que a crise não é extrema como se fala por aí”, ironiza. “Não é extrema porque o país não vai acabar, claro, mas, para o governo e para a presidente Dilma Rousseff (PT), é uma situação quase sem saída”. Na opinião do economista, as 2,4 mil vagas foram fechadas em fevereiro, número assim qualificado: o resultado é bem pior do que esperavam os analistas; é muito pior do que fevereiro do ano passado, quando foram criados 260 mil postos; durante 20104 foram criados quase 400 mil empregos com carteira; nos 12 meses encerrados em fevereiro foram fechadas 47 mil vagas e a região com o maior fechamento de vagas

em fevereiro foi o Nordeste, com perda de 27,5 mil. Só para relativizar as informações do especialista com uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no dia 19, cresceu expressivamente, entre os brasileiros, o medo de perder o emprego. A coleta ainda informa que apenas 16% dos eleitores nordesti-

BOA NOTÍCIA?

Para o especialista, como pode ser uma notícia boa o anúncio do ministro do Trabalho, Manoel Dias, de que foram fechados 2,4 mil postos de empregos com carteira assinada em todo o país? nos aprovam o governo Dilma. “Juntando as coisas: a geração de emprego era a única coisa positiva que resistia até o ano passado. Cada vez mais fraca, mas ainda positiva. O Nordeste foi onde a presidente obteve seu melhor resultado na eleição de outubro. Ou seja, o governo e a presidente estão perdendo seus maiores trunfos”, analisa Sardenberg.

Coisa pior vem O jornalista questiona, então, como o ministro do Trabalho pode considerar essa uma notícia boa?. “Só tem um jeito: o ministro devia estar esperando coisa pior. Ou acha, como parece achar todo o governo, a julgar pelas primeiras reações pós-manifestações, que dá para virar o jogo no grito, quer dizer, na comunicação”, dispara. Sobre as perdas sucessivas do governo e as voltas que anda com o clamor popular de impeachment, o especialista afirma que no regime republicano, o presidente não cai assim tão fácil. “A Constituição coloca restrições ao impeachment para preservar a estabilidade a longo prazo. Mas os governos caem — ministros, líderes parlamentares e porta-vozes podem ser substituídos para dar uma nova direção à gestão. Ainda que indecisa e contrariada, parece que a presidente vai por aí. Já há ministros caindo”, explica. E para quem ela pode terceirizar o governo, questiona Sardemberg: “O pessoal do PMDB, do lado político e administrativo, Joaquim Levy do lado da economia”.

DIVULGAÇÃO

Analista revela que o “pouco caso” que o governo federal tem dado à crise pode levá-lo a entregar o “ouro ao bandido”

Especialista considera que governo de Dilma sai das mãos do PT e cai nos braços do PMDB


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

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Olimpíadas no embalo da Copa do Mundo Economia B2

Agências pegam carona com festivais de música

Os grandes eventos como o Rock In Rio e o Lollapalooza incentivam amazonenses a comercializar pacotes turísticos FOTOS: DIVULGAÇÃO

EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

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gências amazonenses de viagens pegam carona com o novo mercado de pacotes de turismo doméstico, que se fortalece a partir do número crescente de grandes festivais de música no Brasil nos últimos. Até o mês de setembro, os três maiores festivais que alimentam a procura dos fãs de bandas nacionais e internacionais, o Lollapalooza, o Torrowland e o Rock In Rio, devem incrementar em média 30% o volume de vendas do segmento. Para o Lollapalooza, que será realizado no autódromo de Interlagos, na capital paulista, no dias 28 e 29 deste mês, a agência de turismo Pacífico Tur esgotou em novembro do ano passado os

pacotes, em parceria com a Tam Linhas Aéreas. Segundo a sócia-proprietária Raquel Pacífico, os 25 pacotes que tinha à disposição a partir dos bloqueios que tinha com a TAM foram vendidos a R$ 700 por pessoa. Estavam inclusos passagem aérea (ida e volta), hospedagem, translado compartilhado para o hotel e o festival e ingressos. A versão do Rock In Rio, em Las Vegas, nos Estados Unidos da América (EUA), que será realizado no mês de maio, também é procurada por amazonenses apaixonados por festivais. De acordo com Raquel, apesar da alta do dólar, viajar em grupo para o festival nos EUA fica mais barato, uma vez que em Las Vegas, por exemplo, o custo de uma hospedagem para quatro pessoas é de US$ 30 (R$ 91,5) e a passagem

com taxa de embarque por volta de R$ 1,9 mil. Rock In Rio Para o Rock In Rio brasileiro, que será realizado na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, os pacotes estão à venda desde o ano passado. O festival será realizado em dois finais de semana, o primeiro nos dias 18, 19 e 20, e o segundo nos dias 24, 25, 26 e 27 de setembro. Conforme a gerente comercial da agência Kero Mais Viagens e Turismo, Geisa Oliveira, o pacote individual para o Rock In Rio, com passagem, hospedagem e translado custa em média R$ 1 mil. Geisa avalia que, com o crescimento do número de festivais pelo país, as vendas da agência no segmento de turismo doméstico já representam até 30% do

volume de pacotes vendidos. Ela conta que, logo depois que confirmaram o Rock In Rio para este ano, a procura e as reservas na agência foram imediatas. “Os clientes fazem a reserva para a próxima edição do festival até um ano antes. Logo que a organização liberou a compra dos ingressos para o festival, as nossas vendas começaram”, comentou. Até o final do ano serão dez grandes festivais no Brasil; alguns, como o Tomorrowland, terão a sua primeira edição na América do Sul. Nos três primeiros dias do mês de maio, o festival de música eletrônica será realizado na Fazenda Maeda, em Itu, interior de São Paulo. Serão 150 artistas que se apresentarão em seis palcos numa área de 1,2 milhão de metros quadrados.

Jovens amazonenses marcam presença na versão brasileira do Festival Lollapalooza

Amazonenses criam os próprios pacotes

Adriana Brito (à direita) prepara os próprios pacotes de festivais pelo Brasil e pelo mundo

O administrador Isais Lima, 27, neste ano irá participar do Lollapalooza e do Tomorrowland. Os pacotes para os festivais ele preferiu montar de forma independente. Sem o auxílio de agências de turismo, para curtir o Lollapalooza ele fará investimento de aproximadamente R$ 1 mil. Segundo ele, serão R$ 300 do ingresso, que comprou no primeiro lote, R$ 400 da passagem aérea (ida e volta), que comprou na promoção, e aproximadamente R$ 300 para duas noites de hospedagem. Para o Tomorrowland, o

administrador disse que somente de ingresso para os três dias ele pagou R$ 900. A passagem aérea (ida e volta) ele conseguiu a R$ 600. Neste ano, ele não irá ao Rock In Rio, porque na última edição, em 2013, ele conta que sofreu um golpe com uma agência que ofereceu pacote com ingresso incluso. “Antes de pagar a última parcela, eles (agência) ficaram de enviar o ingresso. Passaram um localizador, mas que ele não era válido. Pesquisei na internet e muitas pessoas tinham o mesmo localizador. Agora pesquiso

bem para não comprar de agências”, diz. A advogada Adriana Brito, 28, se prepara para uma maratona de festivais no Brasil e no exterior. No ano passado ela foi para o Tomorrowland dos EUA. Nesse ano, ela começará pelo Lollapalooza, na edição da Argentina, que será realizado nos dias 21 e 22 de março. No final de semana seguinte, seguirá para o Ultra Music, em Miami, que acontecerá nos dias 27, 28 e 29. Quando voltar para o Brasil ela se preparará para o Tomorrowland, em São Paulo, e fechará a maratona de festi-

vais neste ano com o Rock In Rio, no Rio de Janeiro. Ela conta que faz a própria pesquisa em busca de diminuir os custos. Contudo, ela avalia que, desta forma, apesar de economizar dinheiro, gasta muito tempo para conseguir achar hotel mais barato e passagem com horário que combine com a programação do festival. “Com o pacote pronto a pessoa tem essa facilidade. Por conta própria ela tem que estar ciente de que corre o risco de passar por problemas graves. Tem que pesquisar”, avalia.


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Economia

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

Jogos Olímpicos animam indústria e comércio local EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

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advento das eleições de dois turnos e o impacto da economia que começava a cair. Comércio Para os comerciantes, a Copa do Mundo foi considerada um “fiasco” em termos de vendas, como classifica o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra. No entanto, com os Jogos Olímpicos o empresariado pode reconquistar a confiança e recuperar em 2016 os altos investimentos que foram feitos para 2014. “O comerciante poderá recuperar o que investiu para a Copa e que ficou encalhado, porque nas Olimpíadas há um público mais elitizado e possivelmente o consumo será de mais qualidade nos hotéis e restaurantes e até mesmo no varejo”, diz Bicharra. Segundo ele, para a Copa

TURISTAS

Amazonastur estima que o Estado, em 2015, sem os Jogos Olímpicos, receberá aproximadamente 1,3 milhão de turistas. Somente nos feriados serão 120 mil, que injetarão mais de R$ 200 milhões Empresários da indústria amazonense querem recuperação da infraestrutura do PIM para torná-lo cartão-postal nas Olimpíadas

do Mundo houve investimento muito grade em produtos, e enxerga as Olimpíadas como uma segunda chance das empresas colocarem para fora os produtos. “Manaus se tornou referência na Copa e com as Olimpíadas o mundo inteiro voltará a ver a nossa cidade, que sentirá os reflexos durante as Olimpíadas e após. Estudos apontam que as pessoas que participam de Copa e de Olimpíadas passam até 30 anos falando dessa experiência”, comenta.

Prefeitura investirá em qualificação turística No embalo do que foi feito na Copa do Mundo, a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) informa que Prefeitura de Manaus investirá em qualificação turística. De acordo com a fundação, o foco serão os permissionários dos serviços e comércio e demais

servidores do segmento, com mais capacitação em línguas estrangeiras. Conforme a Manauscult, os profissionais da cultura e do turismo da prefeitura participarão de missões internacionais em feiras e eventos turísticos para promover a capital amazonense.

Durante o evento, a prefeitura receberá os turistas e visitantes com recepção nos principais terminais de embarque: aeroporto, porto e rodoviária, bem como o reforço nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs). A prefeitura estima para os Jogos Olímpicos o mesmo

DIVULGAÇÃO

DIEGO JANATÃ

dezessete meses e dezessete dias da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a expectativa dos setores como a indústria e o comércio amazonense, após a confirmação de Manaus como sede de oito partidas de futebol do evento, se resume a uma tentativa de recuperação do que se esperava faturar com a Copa do Mundo, em 2014. Ao afirmar que a escolha de Manaus como uma das sedes das Olimpíadas foi o maior resultado que se pode tirar da Copa do Mundo, o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, espera que em 2016 o turista possa visitar o Polo Industrial de Manaus (PIM). Mas, para que isso seja possível, ele alerta sobre a necessidade de correção da infraestrutura de pavimentação e visual. “Queremos fazer do Distrito Industrial um cartão-postal para o visitante que vem a Manaus, assim como é o Teatro Amazonas e a ponte sobre o rio Negro, uma vez que o PIM é o grande catalisador do desenvolvimento regional. Agora, é claro que isso depende muito de vontade política; falta o querer fazer e acontecer nas esferas municipal, federal e estadual”, observa Périco. Quanto às expectativas da produção industrial, o presidente do Cieam avalia que o crescimento da produção do polo eletroeletrônico, por exemplo, vai depender da confiança do consumidor no país com relação ao evento internacional. Ele lembra que na Copa do Mundo, a produção de TVs cresceu apenas nos quatro primeiros meses de 2014, e depois caiu com a desconfiança do consumidor e do empresariado frente ao

IONE MORENO

Empresários esperam recuperar com os Jogos Olímpicos em Manaus o que não arrecadaram durante a Copa 2014

‘Holofote será maior’, diz Oreni A presidente da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Oreni Braga, diz que para o Estado o selo das Olimpíadas em Manaus é o maior legado da Copa do Mundo. E agora, o que não foi possível fazer de forma intensa, ela garante que será feito, como o melhor aproveitamento nas Olimpíadas do roteiro turístico criado para Copa com os profissionais da mídia internacional. Conforme Oreni, durante da Copa , quando foram realizados quatro jogos na Arena da Amazônia, a imprensa de cada um dos oito países que vieram a Manaus passaram em média de três dias na cobertura das seleções. Como desta vez Manaus não será apenas passagem das sete seleções – três femininas e quatro masculinas –, a permanência das equipes, dos torcedores e da imprensa de cada país será de 15 a 20 dias. “Além das presenças dos turistas, nós teremos os holofotes da mídia interna-

Durante a Copa, croatas se reuniam no largo São Sebastião

Amazonastur quer mídia internacional na rota natural e cultural

número de visitantes durante o período da Copa do Mundo em Manaus, que foi em média 120 mil pessoas de diversas nacionalidades. No entanto, a fundação aguarda o resultado oficial dos jogos e partidas da cidade para enfim dar a estimativa final da presença de turistas.

cional, não só cobrindo os jogos. Vamos criar roteiros para que ela possa conhecer a nossa gastronomia, a hospitalidade, ir ao mercado municipal Adolpho Lisboa, à Anavilhanas, às cachoeiras de Presidente Figueiredo e comunidades indígenas para viver o nosso potencial natural e cultural”, explica. Sobre o que ficou inacabado para a Copa, como a reforma do aeroporto internacional Eduardo Gomes e o centro histórico, por exemplo, Oreni avalia que prejudicou o turismo. Contudo, ela sustenta que o amazonense conseguiu fazer uma excelente recepção. “Mesmo com o aeroporto em obras não tivemos reclamação dos turistas. Gostaríamos de ter hoje a mobilidade urbana entregue, mas todo processo de mudança tem uma retração. A questão das cidades históricas não aconteceu somente em Manaus. Mas conseguimos superar Fortaleza e Porto Alegre, que estavam no páreo”, salienta Oreni.


Economia

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RMM ganhará mais dois poços Atualmente, a região metropolitana é abastecida com cinco fontes de água SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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Região Metropolitana de Manaus (RMM) possui cinco poços destinados e autorizados à produção de água mineral, sendo que, em breve, mais dois novos poços devem entrar em funcionamento. A informação é do Departamento Nacional de Produção Mineral no Amazonas (DNPM/AM). Segundo o superintendente do DNPM/AM, Fernando Burgos, existem hoje quatro empresas que produzem água mineral em Manaus: Santa Cláudia Bebidas e Concentrados da Amazônia Ltda. (Santa Cláudia), J. Cruz Indústria e Comércio Ltda. (Yara), Minalar Água Mineral da Amazônia Ltda. (Minalar) e Amazon Refrigerantes Ltda. (Aguacrim). Há uma empresa em Iranduba (a 27 quilômetros da capital): a Jamile Pamplona Daibes (Nossa Água). “As outras duas estão em processo de instalação em Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus), são elas Bmam Comércio de Águas Ltda. e Amazon Spring Agro Indústria e Comércio Ltda.”, informou. Porém, a produção de água mineral no Amazonas ainda é insignificante diante da quantidade produzida no país. Enquanto este produz em torno de

80 bilhões de litros ao ano, o Estado contribui somente com aproximadamente 80 milhões de litros no mesmo período. As informações são da extinta Secretaria Estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH). Mas o Amazonas tem potencial de produção de água engarrafada, tendo em vista que o Estado está sobre o aquífero Alter do Chão, cujo volume de água pode ultrapassar a quantidade encontrada no aquífero Guarani, de acordo com o ex-titular da SEMGRH, Daniel Nava. “Em torno de 30% do consumo de água subterrânea da capital amazonense vêm dessa reserva, que além de está sob a RMM, também abrange os Estados do Pará e Amapá”, afirma. Nava relata que as ações do Plano Estadual de Recursos Hídricos é reconhecer esse potencial e trabalhar para transformá-lo em ativo econômico, social e ambiental. Para ele, esse patrimônio pode ser uma alternativa de desenvolvimento para os próximos 50 anos da Zona Franca de Manaus (ZFM), com o objetivo de atender outras regiões. “Com o mercado em pleno crescimento podemos atender outros Estados do Brasil e também fazer uma ponte direta com os países que precisam de água como a Índia e a China”, destaca.

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

ARSAM

Morador lava carro com mangueira em rua de Manaus

Dicas ensinam a economizar gastos extras com a água Em comemoração ao Dia Mundial da Água (22 de março), a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam) dá algumas orientações aos usuários do sistema público de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade de Manaus. A ideia é que sejam preservados os recursos hídricos, por meio do controle de desperdícios e outras perdas. As orientações proporcionarão economia no orçamento mensal dos usuários. Os técnicos do órgão explicam que é possível conseguir uma economia diária de 12 a 80 litros se os usuários mantiverem torneira fechada enquanto escovam os dentes. Os banhos demorados também devem ser evitados, e o chuveiro deve ser desligado quando a pessoa estiver fazendo a sua higienização. Descar-

ga consome muita água, portanto, não deve ser utilizada à toa. Consome-se de 6 a 10 litros de água ao acionar sua válvula. Os restos de comida de pratos e panelas devem ser jogados no lixo antes que eles sejam lavados. A máquina de lavar deve ser usada só com a sua capacidade total, pois uma lavadora de cinco quilos consome 135 litros de água a cada lavagem. No tanque, as pessoas devem fechar a torneira enquanto ensaboam e esfregam a roupa. Carros não devem ser lavados com mangueira. O ideal é utilizar um balde e um pano. A mangueira também não deve ser usada para limpar a calçada. Ao invés disso, deve ser utilizada uma vassoura. Os técnicos alertam que usar a mangueira como “vassoura” durante quinze minutos pode desperdiçar cerca de 280 litros de água.

Minalar abriga uma das fontes de água potável na capital amazonense. Além dela, há outras três em Manaus e uma em Iranduba


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Economia

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Cultura do guaraná chega nas terras de Novo Airão A

cultura do guaraná, que atualmente é muito forte no Amazonas em municípios como Maués e Presidente Figueiredo, começa a chegar a Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus). A iniciativa, que partiu da prefeitura do município, por meio da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempra), visa aumentar a rentabilidade dos agricultores e produtores rurais familiares. A previsão é que o produto comece a ser colhido a partir do segundo semestre de 2016. De acordo com o secretário de Produção e Abastecimento, Lauro Góes Filho, foram adquiridas com recursos dos próprios agricultores e produtores e da Prefeitura de Novo Airão, o total de quatro mil mudas de guaraná. As plantas foram compradas do viveiro de mudas da empresa N. de A. Rolim Filho, localizada no município de Maués. “As mudas foram transportas de Maués para Novo Airão na última semana via embarcação fluvial”, relatou. Góes destaca que essas primeiras mudas de guaraná servirão como base de adaptação do projeto que prevê

também uma possível unidade demonstrativa da Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) no município. Conforme ele, a empresa tem papel fundamental na garantia da compra do produto diretamente do município, o que não deixa de ser uma parceira importante no processo produtivo. Além da prefeitura, dos

‘SALVAÇÃO’

O secretário de Produção, Lauro Góes, diz que cultura do guaraná agrega alto valor e pode ser a “salvação” dos pequenos agricultores familiares de muitos municípios do AM, como Novo Airão agricultores e produtores de Novo Airão e da empresa N. de A. Rolim Filho, o projeto de implantação da cultura de guaraná no município conta ainda com a parceria da unidade local do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). Segundo o gerente da unidade, Fernando Lima, o insti-

tuto entra com a assistência técnica, o fomento e o crédito rural aos produtores. Ele revela que o passo seguinte é fazer o processo de seleção de alguns agricultores e capacitá-los dentro da cultura do guaraná. “É interessante quando fazemos esse processo dentro da implantação da cultura, pois é quando o produtor recebe orientações sobre a forma de plantio, a preparação da área, a adubação, ou seja, um treinamento para que ele possa trabalhar com segurança”, salienta. Lima ressaltou que todo e qualquer solo pode ser trabalhado para receber uma determinada cultura. Para isso, ele aponta a parceria com a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que desenvolvem pesquisas de melhoramento do solo para a implantação das atividades agrícolas. “A cultura do guaraná em Novo Airão será mais uma atividade econômica do município, que já tem outras atividades como a criação de peixe e a avicultura. Temos aqui alguns produtores com boa escala de produção de carne e ovos”, comenta.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Cerca de quatro mil mudas foram compradas no município de Maués com recursos dos próprios produtores e da prefeitura

Agricultora que adotou a cultura do guaraná começou a plantar suas mudas com apoio do Idam

Investimento foi de R$ 32 mil Duas comunidades, além de sete produtores, adotaram o projeto e irão plantar guaraná em Novo Airão, conforme o secretário de Produção e Abastecimento do município, Lauro Góes Filho. Segundo ele, o investimento total do projeto gira em torno de R$ 32 mil e a estimativa de produção, ao ano, é de aproximadamente 8,5 toneladas. “O volume irá gerar mais ou menos R$ 187 mil aos agri-

cultores que fazem parte do projeto”, declarou. A agricultora Angelina Dias Teixeira, 34, foi umas das produtoras rurais do município que adotou a nova cultura agrícola. Segundo ela, adquiriu 200 mudas de guaraná e ganhou mais cem por ter, assim como os outros produtores, contribuído com o transporte das plantas. Agora ela está em processo de plantação do produto. “Já peguei as mudas e estou tendo apoio técnico do Idam

para a implementação da cultura”, destacou. Conforme a produtora que há 3 anos cultiva plantação de banana, ela investiu em torno de R$ 2,2 mil na implantação da nova cultura do guaraná, sendo que o volume a ser plantado deve produzir em torno de 600 quilos de grãos, o que dará pelo menos R$ 13,2 mil ao ano. “A expectativa é que dê certo, pois será mais uma forma de complementar a renda”, disse.

As mudas que foram compradas de Maués chegaram a Novo Airão por meio de embarcação


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Senado imprime e vende 1ª edição do novo Código Civil com apenas seis dispositivos vetados. No mesmo dia, a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, e o secretário-geral da casa, Luiz Fernando Bandeira de Mello, foram à Gráfica, como conta seu diretor, Florian Augusto Coutinho. “Eles nos comunicaram que a presidente da República iria sancionar o novo Código de

EM BRAILE

O Senado também vai editar uma versão em braile do novo CPC destinada a entidades que trabalham com pessoas com deficiência visual e magistrados e estudantes de direito deficientes visuais Processo Civil e queriam saber se seria possível lançarmos uma edição da lei já no dia seguinte ao ato da sanção. Recebemos o texto da SGM, com os seis dispositivos vetados pela presidente, às 22h. Começamos a trabalhar imediatamente e concluímos a impressão e encadernação do livro por volta das 5h da manhã do dia 17. E o presidente Renan fez o lançamento

no plenário do Senado na parte da tarde”, disse Florian. A coordenadora Ana Maria informou também que, em breve, haverá a primeira reimpressão dessa primeira edição. Serão pelo menos dez mil novas unidades, que podem chegar a 20 mil, pois vários senadores estão solicitando exemplares, que serão impressos dentro das cotas a que eles têm direito. Ela disse ainda que o CPC em formato de e-book, que poderá ser baixado gratuitamente no site da Livraria do Senado, deve ser lançado em algumas semanas. Já a segunda edição do Código de Processo Civil, disseram Florian e Ana Maria, já será feita com normas conexas, como artigos da Constituição e do Código de Processo Penal citados no texto do CPC. Eles acrescentam que o dinheiro resultante das vendas serve apenas para repor parte dos custos industriais de impressão. E como as vendas foram rápidas, a distribuição gratuita de exemplares impressos do novo CPC para órgãos públicos, instituições educacionais e bibliotecas de todo o país só será feita após a primeira reimpressão. O novo CPC também será vendido em inúmeras feiras de livro que o Senado participa pelo Brasil.

Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) lançou, na terça-feira (17), a nova versão do CPC

Modernização iniciou em 2009 A modernização do CPC foi iniciada em 2009 pelo então presidente do Senado, José Sarney, que instituiu uma comissão composta de juristas para elaborar o anteprojeto. A comissão foi presidida pelo agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que à época integrava o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A comissão de juristas apresentou um anteprojeto de lei que foi convertido no PLS 166/2010 e passou a ser

analisado por uma comissão especial de senadores. Depois, o texto foi aprovado em plenário e seguiu para a Câmara dos Deputados, onde recebeu alterações, como as regras especiais para favorecer a solução consensual de demandas no âmbito das ações de família, com previsão de apoio multidisciplinar para ajudar os envolvidos. De volta ao Senado, em 2014, na forma de um substitutivo, o projeto passou

mais uma vez pelo exame de uma comissão especial de senadores. Depois, seguiu para o Plenário para votação final, que ocorreu em dezembro. Renan Calheiros enviou o texto final à sanção em fevereiro após minuciosa revisão técnica. O novo CPC, primeiro a ser elaborado em plena vigência de regime democrático no país, tramitou no Congresso por mais de 5 anos. Ele vai substituir o antigo CPC, que data de 1973. DIVULGAÇÃO

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rasília (Ag. Senado) –A primeira edição do novo Código de Processo Civil (CPC), impresso em tempo recorde pela Secretaria de Editoração e Publicações, a Gráfica do Senado, foi vendida em apenas 48 horas. Foram 1.218 exemplares vendidos a R$ 15 pelo site e pelas duas lojas físicas da Livraria do Senado. A primeira tiragem foi de dois mil unidades, sendo o restante que não foi vendido distribuído aos senadores e órgãos da casa. Vale lembrar que o novo texto do CPC só entrará em vigor um ano após a sanção, ou seja, em 16 de março de 2016. “A repercussão foi impressionante. Foram mais de 20 mil acessos ao site da Livraria do Senado em poucas horas. Nas primeiras 24 horas, foram 630 exemplares vendidos na loja virtual e 198 nas lojas presenciais, uma aqui dentro da Gráfica e um estande no prédio do Senado. Hoje (última quinta-feira) de tarde esgotou tudo”, informou a coordenadora de Edições Técnica da Gráfica, Ana Maria Rodrigues. Aprovado pelo Senado em dezembro de 2014, o novo CPC (lei 13.105/2015) foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff na última segunda-feira,

MOREIRA MARIZ/AGÊNCIA SENADO

Produzidos em tempo recorde pela gráfica do Legislativo, exemplares se esgotaram em 48 horas, com 1.218 mil cópias

Reforma do Código Civil iniciou em 2009 pelo então presidente do Senado, José Sarney


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União Europeia libera dois bilhões de euros à Grécia S

ão Paulo - Após dois dias de cúpula, os líderes da União Europeia (UE) anunciaram, anteontem, que disponibilizarão € 2 bilhões em fundos estruturais para a Grécia, com o objetivo de reforçar o crescimento econômico do país. “A situação econômica da UE, e mais concretamente a da zona do euro, é positiva e vemos com satisfação que a recuperação chegou”, afirmou o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, em coletiva de imprensa. Segundo o líder do Executivo do bloco, Atenas tem “um tratamento privilegiado na medida em que a taxa de cofinanciamento da Grécia foi melhorada largamente, ao ser reduzida em 5%, o que normalmente é de 15%”. No entanto, Juncker acrescentou que o pacote bilionário não irá para os cofres do Estado grego, mas “será utilizado para intensificar os esforços de crescimento e de coesão social”. Durante a madrugada de sexta-feira foi realizada uma reunião sobre a situação da Grécia, com a participação dos presidentes do Conselho

REUTERS

País que enfrenta uma grave crise há alguns anos conseguiu sensibilizar líderes desse grupo a autorizar o empréstimo Europeu, do Eurogrupo e do BCE (Banco Central Europeu). O encontro ainda teve presença da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do chefe de Estado da França, François Hollande. Confiança De acordo com os membros do bloco, a cúpula serviu para que os parceiros europeus recuperassem a confiança em relação a Atenas. “Não era uma reunião para tomar decisões, mas para analisar a realidade e evitar mal-entendidos ao mais alto nível político”, explicou o presidente permanente do Conselho, Donald Tusk. “A Grécia vai apresentar suas próprias reformas estruturais, que vai colocar em prática”, tranquilizou o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que, amanhã visitará Merkel em Berlim. “Em primeiro lugar, devemos trabalhar no sentido de acabar com o tóxico ‘jogo de culpa’ e o moralizador ‘apontar de dedo’ que beneficia apenas os inimigos da Europa”, escreveu o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, em seu blog na última sexta-feira.

Cúpula teve presença da chanceler alemã Angela Merkel e o chefe de Estado francês, François Hollande (2º à esq), na Bélgica


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Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Manaus e o desafio das Olimpíadas Dia a dia C4 e C5

Uso racional da água vem sendo adotado em Manaus Empresas comprometidas com o meio ambiente adotam medidas para não desperdiçar um bem tão precioso

RICARDO OLIVEIRA

Conhecido pela abundância de seus recursos hídricos e também pelo fenômeno da enchente, o Amazonas tem pouquíssimas iniciativas espalhadas pelo Estado voltadas à preservação da água

C

omemorado neste domingo (22), o Dia Mundial da Água recebeu um reforço na divulgação com a crise hídrica em São Paulo, que fez ressurgir o alerta sobre a preservação do recurso. Por conta da pouca água potável disponível no planeta, é necessário adotar medidas para evitar o desperdício e otimizar o uso do bem natural. Algumas empresas em Manaus levantam esta bandeira e já desenvolvem ações para garantir a economia de água e a preservação das nascentes dos rios. É o caso do laboratório Sabin, na capital amazonense desde 2012. De acordo com o gerente de Sustentabilidade do laboratório Sabin, Antonio Leitão, a empresa é a única do segmento no Amazonas que tem seu sistema de gestão ambiental certificado conforme a norma ISO 14.001, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e a prática de políticas sustentáveis, levando em consideração aspectos ambientais influenciados e controlados pela organização. “Além da gestão de impacto de todos os nossos processos, adotamos medidas para o uso racional dos recursos naturais”, destacou. Entre as medidas adotadas

pelo Sabin para garantir o bom uso da água estão lavagem e desinfecção das caixas d’água de todas as unidades garantindo a potabilidade; implantação de torneiras de acionamento mecânico para regular a quantidade de água, permitindo uma economia de 22 litros por dia de água por colaborador; e um Programa de Monitoramento de Uso de Água nas unidades, no qual é medida a quantidade de

DESPERDÍCIO

O estudo foi divulgado no fim de janeiro, baseado em dados de 2013. Na Região Norte, os indicadores de perdas chegam a 50,8%. Apenas o Amazonas aparece com desperdício de 40,7% da água tratada água usada nos processos do laboratório por unidade de negócio. “Estabelecemos metas de consumo que são monitoradas mensalmente, permitindo o acompanhamento do uso racional. Para isso, mantemos nossos colaboradores mobilizados pelo programa de educação ambiental em

prol do uso consciente deste recurso”, frisou o gerente. No ano passado, as unidades conseguiram uma redução de 10% no consumo de água. Já para evitar a poluição dos mananciais de água doce, a empresa desenvolveu uma metodologia própria para tratamento de efluentes dos equipamentos que realizam exames, com a prévia análise antes do lançamento na rede coletora de esgotos. Conscientização As ações fazem parte de um pacote de práticas e medidas adotadas pela empresa como signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) na disseminação de práticas e políticas de sustentabilidade social, ambiental e econômico-financeira. A ONU foi responsável pela criação do Dia Mundial da Água há 23 anos, com um dos objetivos principais de conscientizar a sociedade sobre os problemas que envolvem a água, como o desperdício. Conforme levantamento divulgado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ligado ao Ministério das Cidades, o Brasil desperdiça em média 37% do recurso tratado.

Ações para preservar recurso Dentre as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM), a Moto Honda da Amazônia é uma das que desenvolvem ações em prol da preservação do meio ambiente. A empresa também conta com a certificação ambiental atribuída pela ISO 14.001. Em 2008 passou a aplicar o conceito mundial da Honda de Green Factory e, em 2011, passou a integrar o programa brasileiro que gerencia a emissão de gases, o GHG Protocol.

Quando o assunto é otimizar o consumo de água, várias medidas foram implantadas, dentre elas a instalação de novos hidrômetros, facilitando o aferimento individual do consumo da fábrica, possibilitando um melhor gerenciamento. Conforme informações da assessoria da empresa, para reduzir o desperdício do consumo de água no Departamento de Injeção Plástica, foram realizadas ações preventivas para eliminar

possíveis vazamentos nas bombas de água, evitando assim o desperdício. Reutilização Outra fábrica que implementa medidas de redução de consumo é a Whirlpool. A unidade de Manaus - as demais ficam em Joiville (SC) e Rio Claro (SP) - conta com sistema de captação de água da chuva que é reutilizada na refrigeração da fábrica, descargas de banheiros e testes de vazamento de contêiner. RICARDO OLIVEIRA

Medidas adotadas por empresas do PIM auxiliam na preservação e evitam desperdício


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Método Canguru auxilia na recuperação de bebês O

a diretora da maternidade, Pauline Campos. Curso A capacitação foi feita pela tutora do método Canguru no Ministério da Saúde, Paula Fortes, e teve duração de uma semana. Foram capacitados médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem. “Nós trabalhamos aqui durante uma semana e os profissionais da maternidade já estão habilitados a lidar com bebês prematuros e de baixo peso”, explica Fortes. Ela destaca que o método, que antes era de exclusividade da mãe, passou a envolver toda a família do recém-nascido e seus familiares. “O método deixou de ser somente da mãe do bebê e hoje todos da família ajudam o recém-nascido prematuro a substituir, paulatinamente, a incubadora pelo calor corporal do contato pele a pele, até que eles (bebês) tenham condições médicas, gástricas e respiratórias de deixar a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)”. Ela ressalta que o método acelera o desenvolvimento do bebê prematuro e ainda aumenta o fortalecimento do

vínculo entre o filho, mãe, pai e familiares. “O método estimula o aleitamento materno, diminui o risco de infecção hospitalar e reduz o estresse do bebê prematuro”, afirma. Certificado Até meados deste ano, a maternidade Celina Villacrez Ruiz será credenciada para receber o título de Hospital Amigo da Criança, reconhecido pelo Ministério da Saúde e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), instituição da Organização das Nações Unidas (ONU). Primeira maternidade do interior do Amazonas a buscar o credenciamento nacional, a maternidade está localizada no município de Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus) e é gerenciada pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam) em parceria com o Instituto Novos Caminhos (Oragnização Social). Para se chegar ao credenciamento, todos os funcionários da unidade de saúde estão passando continuamente por cursos de capacitação, no próprio município de Tabatinga, a fim de trabalhar dentro dos padrões e critérios estabelecidos pela Unicef e Ministério da Saúde.

Em Tabatinga, três mães com bebês prematuros passaram pelo método Canguru e aprovaram DIVULGAÇÃO

fertar um atendimento humanizado e salvar vidas são os pilares sob os quais estão fundamentados os princípios do trabalho realizado na Maternidade Celina Vilacrez Ruiz, localizada no município de Tabatinga e vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Partindo desse princípio, toda a equipe da maternidade foi capacitada para realizar os procedimentos do método Canguru. Desde a sua inauguração, há pouco mais de um ano, três mães com bebês prematuros passaram pelo método e obtiveram resultado satisfatório, colocando em 100% de aproveitamento o tratamento na unidade de saúde. O método Canguru é utilizado em bebês prematuros e substitui paulatinamente a incubadora. Por meio desse método, o bebê é “fixado” no colo da mãe ou do pai, onde fica recebendo calor, carinho e atenção. “É um método simples e extremamente eficaz, desde que seja realizado da forma correta, por isso é importante que toda a equipe esteja capacitada e comprometida a ajudar a mãe e a família na utilização do método Canguru”, destaca

DIVULGAÇÃO

Procedimento utiliza o colo da mãe, pai ou qualquer parente para substituir o efeito da incubadora nos prematuros

Os funcionários ensinam o método Canguru para o pai, mãe e outros parentes do neném

Família também é preparada Os funcionários da maternidade Celina Villacres Ruiz tornaram-se agentes multiplicadores das técnicas de utilização do método Canguru. Mãe, pai ou qualquer familiar são orientados pelos funcionários a desenvolverem as habilidades necessárias para executar as técnicas do método Canguru em seu recém-nascido de baixo peso. “Nossa unidade de saúde garante às mães e bebês prematuros atendimento digno e humanizado, por isso se faz necessário estar sempre buscando conhecimento do que há de mais moderno na área da saúde”, ressalta a diretora da maternidade, Pauline Campos, ao dizer que a unidade de saúde investe em seus profissionais. “Incentivamos nossos funcionários a participarem de cursos, palestras, seminários na área da saúde, para que todos, do motorista ao médico, estejam envolvidos no atendimento humanizado aos nossos pacientes, seja parturiente ou

seu acompanhante”, finalizou. A maternidade está preparada a oferecer atendimento 24 horas à mãe e ao bebê prematuro. A unidade de saúde conta com UTI neo-natal para manter o bebê sob observação, até

BEBÊS

Qualquer criança que nasça com peso abaixo de 2,5 quilos é considerada prematura. Conforme dados da OMS, todos os anos nascem no mundo, pelo menos, 20 milhões de prematuros que ele tenha condições clínicas de trocar a incubadora pelo calor corporal. Após atingir o peso de 1,6 quilos e estando clinicamente estável, o recémnascido de baixo peso pode receber alta hospitalar.

Prematuros Qualquer criança que nasça com peso abaixo de 2,5 quilos é considerada prematura. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos nascem no mundo, pelo menos, 20 milhões de crianças abaixo do peso adequado e com menos de 37 semanas de gestação. Preocupada com o aumento no número de recém-nascidos prematuros nos municípios do alto Solimões (que engloba os municípios de Tabatinga, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Fonte Boa, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Jutaí e Amaturá), a maternidade disponibiliza três leitos para o programa Método Canguru. O método Canguru foi implantado em 1978, na cidade de Bogotá na Colômbia, por médicos neonatologistas, e ganhou o mundo após ser comprovado que é resolutivo no salvar vidas de recém-nascidos prematuros.


Dia a dia

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Manejo de castanhas é alternativa sustentável O

sonho de ver perpetuados os conhecimentos tradicionais extrativistas e a união de famílias da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Amapá (RDS Rio Amapá) foi o que motivou a comunidade de Boa Esperança, localizada na zona rural de Manicoré (AM), a iniciar um trabalho de resgate sócioeconômico-cultural em torno da castanha. O Sistema Florestal Brasileiro aponta que, em 55 municípios, existem 898 iniciativas de Manejo Florestal Comunitário Familiar registradas no Amazonas, das quais 88 são de Produtos Florestais Não Madeireiros - com destaque para o açaí e a castanha. Desde o final da década de 90, o Manejo Florestal Comunitário tem experimentado um forte processo de expansão da produção de roças e exploração de outros recursos naturais, concentrando suas atividades na exploração madeireira. No entanto, os incentivos que vêm sendo dados às famílias da comunidade de Boa Esperança são para que eles dêem continuidade as suas atividades tradicionais de exploração de outros recursos florestais que não a madeira.

Em 2012, a comunidade de Boa Esperança foi convidada a participar de um projeto de pesquisa que tinha como proposta a realização de inventário participativo de alguns recursos não madeireiros presentes na RDS Rio Amapá e o papel das famílias extrativistas envolvidas era localizar e mapear castanhais abandonados. Modelo A mobilização comunitária deu origem ao projeto Resgatando a Boa Hora da Castanha - um dos 22 projetos selecionados, em 2014, pela 10ª edição do programa Oi Novos Brasis. Com o apoio do Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, as famílias da Associação de Moradores Agroextrativistas da Comunidade Boa Esperança (AMABES) realizarão atividades que sirvam como modelo de incentivo ao extrativismo sustentável em áreas de difícil acesso da floresta. A iniciativa capacitará 70 pessoas em Boas Práticas de Manejo e Ecologia da Castanha e fará o mapeamento participativo da floresta com o uso do GPS, além de outras atividades que visam a melho-

DIVULGAÇÃO

Comunidade rural extrativista em Manicoré receberá capacitação para unir o conhecimento tradicional à tecnologia ria das condições de trabalho na floresta e da qualidade de vida das famílias extrativistas. Ao todo serão beneficiadas, direta e indiretamente, cerca de 180 pessoas. Incentivo Várias famílias querem voltar a realizar o extrativismo nessas áreas abandonadas (ou até mesmo em novas áreas da floresta), mas encontram dificuldades. “O primeiro passo é conseguir acessar o recurso que está ‘perdido’ na floresta e saber manejá-lo para que não se acabe. Para isso, toda a família é convidada a participar das atividades do projeto e é estimulada a aprender outras maneiras de fazer uso da floresta. Também acreditamos que a troca de informações a respeito da ecologia e manejo da castanheira trará uma noção maior sobre as diversas relações que precisam existir na floresta para que tenhamos castanhas e que o extrativista precisa ter certos cuidados para que, ao final, tenhamos florestas produtivas e produtos de qualidade”, esclarece Julianna Fernandes Maroccolo, engenheira florestal e gestora do projeto.

Projeto será desenvolvido na comunidade de Boa Esperança, localizada em Manicoré, no AM

AGECOM

TCE

As provas serão realizadas hoje, a partir das 8h, na univerisidade Estácio de Sá/Literatus

Seleção de estágio acontece hoje As provas do processo seletivo para a contratação de 30 estagiários e formação de cadastro reserva do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) acontecem hoje, a partir das 9h, na universidade Estácio de Sá/Faculdade Literatus, na avenida Djalma Batista, entre o Plaza Shopping e a loja Pedrosa, sentido Centro-bairro. Os portões serão abertos às 8h. A divulgação parcial dos aprovados acontecerá até o dia 7 de abril. Ao todo, 2.433 estudantes se candidataram às vagas oferecidas, sendo 15 para direito, seis para contabilidade, cinco para administração, três para informática (nas áreas de desenvolvimento de soſtware e de suporte técnico) e uma para comunicação social. Os demais candidatos formarão o cadastro reserva, por ordem de classificação, dos cinco cursos já citados e ainda de engenharia, de arquivologia e de economia e serão convocados conforme as vagas

forem aparecendo. Segundo a comissão do Processo Seletivo do TCE, inscreveram-se 512 candidatos para administração; 18 para arquivologia; 389 para contabilidade; 885 para direito; 53 para economia; 317 para engenharia; 141 para suporte

VAGAS

Ao todo, 2.433 estudantes se candidataram às vagas oferecidas, sendo 15 para direito, seis para contabilidade, cinco para administração, três para informática e uma para comunicação social a sistemas matutino; 29 para suporte a sistema vespertino e 89 para comunicação social. Devido à grande quantidade de candidatos com inscritos, a Comissão do Processo Seletivo do TCE orienta ao estudante que chegue ao local

das provas com uma hora de antecedência, munido de documento de identidade original, caneta esferográfica de tinta azul ou preta, lápis e borracha. Os portões serão fechados às 9h. Vale ressaltar que o candidato será eliminado da seleção caso descumpra as normas previstas no edital, como dar ou receber auxílio para a execução das provas, consultar ou comunicar-se com outro candidato, por exemplo. O resultado final do processo seletivo será o resultado da soma da prova deste domingo mais a do coeficiente do candidato, que deverá ser entregue com documentos pessoas na Escola de Contas Públicas, logo após a divulgação do resultados das referidas provas. O estágio no TCE tem duração de 25 horas semanais, sendo cinco horas diárias. O valor da bolsa mensal é de R$ 812, auxílio-transporte no valor de R$ 121 e seguro contra acidentes.


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Dia a dia

Temos estrutura pa Depois da Copa do Mundo, a capital tem a missão de receber os jogos Olímpicos em 2016 e, para isso, deve ter uma infraestrutura e um projeto de mobilidade urbana

D

pal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult). Nesse sentido, o que foi chamado de quadrilátero da Copa (vias que interligam o Centro, a Arena da Amazônia, o aeroporto e o Hotel Tropical) receberá atenção especial. O último, por exemplo, deve funcionar como uma Vila Olímpica, já que atende

PONTO

O que foi chamado de quadrilátero da Copa (vias que interligam o Centro, a Arena da Amazônia, o aeroporto e o Hotel Tropical) receberá atenção especial, segundo a Manauscult aos critérios exigidos pelo Comitê Olímpico. “Os compromissos firmados com o Comitê Olímpico Brasileiro e Internacional já foram cumpridos. De resto, o evento nos proporciona a chance de ‘compactar’ a série de ações necessárias para a melhoria da cidade”, opina Bernardo.

DIEGO JANATÃ

epois da Copa do Mundo, Manaus foi escolhida mais uma vez para ser uma das cidades-sede de jogos internacionais. Desta vez a capital deve receber oito jogos das Olimpíadas, em 2016 – quatro a mais que no Mundial. Mas será que a cidade está preparada? De forma geral, as obras de adequação da infraestrutura de Manaus para a Copa 2014 foram executadas em tempo hábil, atendendo tanto às demandas da população quanto às dos turistas. Isso ficou como o chamado “legado”, que deve ser aproveitado em 2016. A avaliação é de órgãos ligados à prefeitura e ao governo do Estado, que também concordam noutra questão recente: bastam apenas pequenos ajustes para receber as Olimpíadas. “Os investimentos já foram feitos. Recebemos excelentes avaliações da mídia internacional. Resta agora encontrar formas de receber melhor os turistas”, explica Bernardo Monteiro de Paula, diretor-presidente da Fundação Munici-

Uma das principais obras para Copa do Mundo era do aeroporto de Manaus, que ainda continua em fase de finalização

“Legado”: obras ainda inacabadas Apesar da boa repercussão, há questões que permaneceram pendentes após o Mundial de 2014. A reforma do centro histórico e as obras de ampliação do aeroporto internacional de Manaus, por exemplo. A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou, por meio de nota, que o contrato referente às obras no aeroporto internacional de Manaus foi concluído em 30 de janeiro. Os investimentos foram de R$ 444,46 milhões. No momento, a Infraero está na fase de recebimento dos serviços. No período de 90 dias, a empresa responsável pelos trabalhos deve realizar a correção de reparos apontados pela equipe de fiscalização. A situação ocorre ao final de cada grande obra. Não há risco de impacto às operações do terminal. Estão em correção as pendências identificadas em áreas externas e internas do terminal de passageiros

e no estacionamento, tanto em áreas ampliadas como nas áreas que receberam reformas. O aeroporto internacional de Manaus já está apto a atender a demanda futura da região. Atualmente, a capacidade do aeroporto é de 13,5 milhões de passageiros/ano, sendo que em 2014 registrou 3,38 milhões embarques e desembarques. Rodoviária Na semana passada, o EM TEMPO noticiou que, em uma audiência pública, ficou decido a construção de uma nova rodoviária para Manaus. Na matéria, o presidente da SMTU, Pedro Carvalho disse que a rodoviária deve ser construída em um outro ponto da cidade, no mesmo local onde ficará o Terminal 6 (T6) – nas proximidades da barreira da Polícia Militar, no extremo norte da capital. Outro local sugerido por ele é o perímetro da entrada da ponte sobre o rio Negro, no bairro Compensa, Zona Oeste da cidade.


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‘PAC Cidades’: alternativa para o Centro No âmbito municipal, os projetos executados pelo “PAC Cidades Históricas vêm atender à demanda por melhorias no Centro de Manaus”. Trata-se de uma ação governamental criada para valorizar o patrimônio, a cultura e promover o desenvolvimento econômico e social. Das dez obras contempladas pela ação governamental, duas (praças da Matriz e entorno do Mercado Municipal Adolpho Lisboa) serão publicadas nos próximos dias para licitação e, em seguida, inicia-se a etapa de obras. Entre outros projetos em andamento, os da Câmara Municipal e Biblioteca Municipal seguem com revisões para análise no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Hotel Cassina aguar-

da documento de posse a ser emitido pelo governo do Estado. Discute-se ainda a possibilidade de que seja feito o estudo arqueológico da praça Dom Perdo II, dentro do período de obras. Caso a proposta seja aprovada, a mesma será publicada para licitação imediatamente. Os projetos das praças Tenreiro Aranha e Adalberto Vale, orçados no valor de R$ 2.085.844,14 e R$ 376.600,97, respectivamente, aguardam término do processo licitatório iniciado na última terça-feira, com a publicação do edital para licitação no Diário Oficial do Município (DOM). Após esta etapa, as empresas vencedoras dos certames darão início à requalificação urbanística destes espaços, executando a adequação das praças quanto às normas de acessibilidade,

Precisamos trazer as pessoas de volta para o Centro e despertar nelas o prazer de estar aqui de novo, promover novos modelos de economia Glauco Francesco, secretário do Centro

instalação de novo sistema de iluminação pública, entre outros, tendo prazo estimado para conclusão de 180 dias após o início das obras. O secretário do Centro, Glauco Francesco, aposta na parceira entre o poder público e organizações como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para promover a

revitalização da área. Na última quarta-feira, técnicos do órgão fizeram uma visita a pontos históricos para identificar situações que possam ser incluídos na segunda etapa do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis). A iniciativa vai financiar obras de infraestrutura e urbanização no Centro e bairro Jorge Teixeira. “Queremos fazer não só a revitalização das áreas. Precisamos principalmente requalificar, trazer as pessoas de volta para o Centro, promover novos modelos de economia, despertar na população o interesse de estar aqui de novo. Não só desenvolvendo uma atividade comercial, mas também cultural, turística e de lazer. E o BID vai nos ajudar a fazer isso”, afirmou Francesco. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

ara as Olimpíadas?

Torcedores esperam melhorias no quesito mobilidade urbana para os jogos olímpicos

RICARDO OLIVEIRA

A reforma do centro histórico, que também seria “legado da Copa”, ainda espera a licitação para iniciar as obras

O trânsito nos dias de jogos é a principal preocupação

Mobilidade urbana: situação questionável Como ocorreu na Copa do Mundo, as Olimpíadas deve ter um plano de mobilidade urbana. O “legado” do mundial seria o BRT (Bus Rapid Transit), e o monotrilho,ambos não sairam do papel. O BRT estava orçado em R$ 290 milhões, deste valor R$ 200 milhões eram dos cofres da União. Sobre as Olimpíadas, O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização no Transito (Manaustrans), reforçou que o motivo de o anúncio ter ocorrido no meio desta semana passada, o órgão ainda não iniciou os projetos e que deve anunciar posteriromente como funcionará. Torcedores Apesar das grandes obras não terem ficado prontas para Copa do Mundo, houve um esquema diferenciados para os torcedores que foram a Arena da Amazônia e, para as Olimpíadas, a expectativa é que essa operação seja melhorada. O advogado Kenny Marcel Oliveira dos Santos, 35,

que assistiu dois dos jogos dos quatro que tiveram em Manaus, relatou que para assistir aos jogos chegou a sair 3 horas antes do início do torneio, mesmo morando nas proximidades da Arena. Para evitar qualquer tipo

TORCEDORES

Os torcedores que tiveram experiência de ir à arena durante a Copa do Mundo reclamam da falta de transporte público para o acesso ao estádio e do trânsito nos dias de jogos de trânsito, Kenny deixava o carro no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul, e junto com a sua família, andava até o local do jogo. Para realizar o percurso, ele demorava em média de 20 minutos. Para retornar a sua casa, Kenny espera 30 minutos após os jogos para evitar pegar qual-

quer tumulto no caminho. Segundo o advogado se os projetos de mobilidade urbana tivessem sido concluídos, nem precisaria sair de carro de casa. “Tenho certeza que melhoraria a fluidez do trânsito, principalmente se a gente tive alternativa de um transporte público adequado”, afirmou. Para Olimpíadas, Kenny espera que a implantação do Bus Rapid System (BRS) ou esteja concluída. Como de sugestão, o advogado indicou a implantação de um bicicletário. “Se tiver um local apropriado para irmos de bike, e puder guardar com um sistema de segurança, creio que será bem melhor, afinal para cada bicicleta é menos um carro”, disse. Ele até sugeriu que a organização das Olimpíadas possa fazer igual em São Paulo (SP), quando há o período da fórmula 1 (F1). “A organização faz a implantação de alguns pontos espalhados pela cidade com ônibus exclusivos para Arena”, explicou.

O agente de trânsito, Rodrigo Mendonça, 28, que mora na Cidade Nova, Zona Norte, saia de casa 45 minutos antes de iniciar o jogo para ir até a Arena. “Para evitar pegar qualquer engarrafamento, nos quatro jogos sempre deixava meu carro próximo ao bairro da União e de lá junto com a minha família e amigos iria andando. Mas tenho certeza se utilizasse o caminho mais próximo e mais fácil, teria atrasado”. Para ele, Manaus está longe de ser uma cidade preparada para receber grandes eventos. “Durante a copa, a Constantino Nery era impossível de transitar, agora garanto que se tivéssemos tecnologias adequadas no transporte, não teríamos muitos carros nas ruas, pois assim como eu, muitas pessoas deixariam seus carros na garagem”, disse. “Espero que um bom trabalho seja adotado para evitarmos qualquer tipo de constrangimento nas Olimpíadas”, completou Rodrigo.


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Dia a dia

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Nova lei sobre venda de bebidas já existe no AM A

presidente Dilma Rousseff sancionou, esta semana, a criminalização da venda de bebidas alcoólicas a menores de idade, por meio da a Lei Federal 13.106/2015. Contudo, no Amazonas, a Lei Estadual 115, de autoria do deputado Adjuto Afonso (PP), contém a mesma proibição e já existe desde 2012, porém ainda falta fiscalização., na opinião do parlamentar. De acordo com a Lei 13.106/2015, quem praticar vender bebida a menores ficará sujeito à detenção de dois a quatro anos, mais multa. Estabelecimentos que descumprirem a proibição poderão sofrer multa de R$ 3 mil a R$ 10 mil, com interdição do local até o pagamento. No Amazonas, a lei Estadual 115 proíbe no âmbito do Estado, a comercialização, distribuição, fornecimento, oferta à entrega e à permissão de consumo de bebida alcoólica, ainda que, gratuitamente, a crianças e adolescentes definidos na forma de lei, pelos mercados, supermercados, bares, restaurantes, lanchonetes, padarias, casas noturnas, lojas de conveniência, ambulantes e estabelecimentos co-

merciais de qualquer espécie. A multa está fixada no valor de R$ 1,8 mil e pode chegar até A R$ 88,2 mil para cada infração cometida. Fiscalização Porém, de acordo com o deputado Adjuto Afonso, a legislação não está sendo executada porque não houve fiscalização por parte do poder público. “A lei foi aprovada na Casa Legislativa, mas não teve nenhuma forma de fiscalização dos órgãos responsáveis para implementação e execução. Não tem acompanhamento. Cabe ao Estado fiscalizar, além dos conselhos tutelares espalhados por todas as zonas da cidade e no interior”. Para ele, é importante, principalmente, a fiscalização no interior do Estado, tendo em vista que os adolescentes não dispõem de muitas atividades ficando à mercê dos donos dos bares, que lucram com a venda para os adolescentes. O deputado destaca que é necessário um envolvimento maior da sociedade para que a lei seja cumprida. “Eu espero que com a aprovação da lei na esfera federal reforce agora a execução da lei estadual, por-

ALEXANDREFONSECA/ARQUIVO

Sancionada semana passada pela presidente, legislação está em vigor desde 2012 no Estado, mas falta fiscalização que não adianta a presidente sancionar se não tivermos um grande movimento da sociedade junto ao poder público para que a lei seja implementada”, disse o deputado. “Em São Paulo, por exemplo, nos bares e restaurantes têm adesivos dizendo que é proibido venda de bebidas alcoólicas. Cabe a nós deputados estaduais fiscalizar também e ao município por meio dos vereadores. Isso é para o bem da sociedade”, completou. Outros Estados Em São Paulo, no ano de 2011, o governo estadual de lá iniciou uma campanha para coibir a venda de bebida alcoólica aos menores de 18 anos. O descumprimento acarreta na punição criminal e multa que vai de R$ 1,7 mil a R$ 87,2 mil, além da interdição do estabelecimento. Ao fim do ano de 2012, conforme o governo paulista, 99,6% dos comércios estavam cumprindo a lei. O governo ressalta, porém, que foi necessário um esforço, que envolveu duas frentes: educação e fiscalização.Um ano depois de a Lei Antiálcool começar a valer, 266,8 mil inspeções foram realizadas e 1.116 multas aplicadas.

Desde 2012, o Amazonas possui uma lei estadual para proibir a venda de bebidas a menores


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‘Pedala Manaus’ é destaque em encontro internacional P

espaço público, disponíveis e sem restrições para qualquer ciclista. O trabalho também mostra que uma parceria entre a iniciativa privada e a sociedade civil organizada pode trazer benefícios para cidade, promovendo benfeitorias que talvez o poder público não conseguisse realizar devido à escassez de recursos, sejam

PROJETOS

O projeto das “Estações de Reparos Rápidos de Bicicletas” e a pesquisa que traz o tema “Bicicleta e Saúde Mental” foram apresentados pelo “Pelada Manaus” durante o fórum monetários ou de tempo. Neste formato, foram as primeiras instaladas no Brasil. O segundo trabalho intitulado “Bicicleta e Saúde Mental” trata das transformações sociais e do potencial de melhoria da saúde mental e da qualidade de vida dos ciclistas urbanos. Sob o angulo psicologia social, o trabalho resulta de inúmeros depoimentos espontâ-

neos de ciclistas que apontam melhorias em vários aspectos de suas vidas, se sentem mais dispostos, menos ansiosos, estressados e/ou deprimidos, com melhor convívio e desempenho social e vivendo a cidadania com mais iniciativa, visto que pedalando pela cidade, o ciclista se sente mais responsável e participativo nos espaços públicos. Fórum Concebido no Brasil após um atropelamento em massa de ciclistas de forma intencional por um carro dirigido por Ricardo José Neis, em Porto Alegre em fevereiro de 2011, o fórum foi pensado como uma grande reunião de pessoas para discussão e trocas de experiências e boas práticas em torno da bicicleta. Assim espera-se garantir que o tema se torne presente e paute as discussões sociais e políticas de cada lugar que o receba, e também, por óbvio, evitar que se repitam episódios lamentáveis como o do atropelamento em massa. O fórum realizado este ano deixou uma série de lições e um legado importante aos usuários de bicicleta na América Latina e no mundo.

Em sua quarta edição, o Fórum Mundial da Bicicleta foi realizado em Medellín, na Colômbia DIVULGAÇÃO

articipante de todas as edições anteriores, este ano o “Pedala Manaus” levou 4º Fórum Mundial da Bicicleta, realizado em Medellín, Colômbia, a maior delegação entre as várias entidades brasileiras. Ao todo foram dez pessoas que participaram de várias trocas de experiência e conhecimento. Além disso, o Pedala Manaus apresentou dois trabalhos que foram selecionados entre as mais de 300 propostas enviadas do mundo inteiro: o projeto das “Estações de Reparos Rápidos de Bicicletas” e a pesquisa que traz o tema “Bicicleta e Saúde Mental”. O projeto das “Estações de Reparos Rápidos de Bicicletas” é uma intervenção urbana feita em parceria com a iniciativa privada e a Prefeitura de Manaus e que incentiva pessoas a usarem a bicicleta. Trata-se de um totem com ferramentas genéricas e uma bomba de ar que permite manutenções e ajustes rápidos em qualquer tipo de bicicleta e oferecem muitos benefícios, pois melhoram a conveniência entre os ciclistas e fomentam o uso da bicicleta. Além disso, a estações são de uso gratuito, ficam localizadas em

DIVULGAÇÃO

Projeto que reúne ciclistas locais apresentou, em um fórum, duas pesquisas inovadoras para a mobilidade urbana

O principal objetivo do fórum é incentivar a utilização de bicicletas em diferentes países

Fórum com 9 mil participantes Com as três primeiras edições ocorridas no Brasil, o 4º. Fórum Mundial da Bicicleta ganhou asas e foi para a Colômbia. Medellín apresentou um fórum grandioso, com uma estrutura impecável e registro de movimentação de mais de nove mil pessoas nos dias do evento. Pessoas de todo o mundo, apesar de esmagadora maioria Latina, participaram em conferências, oficinas, grupos, passeios de bicicleta, yoga para os ciclistas, reuniões, apresentações de livros, sessões de cinema e compartilhamento de idéias, preocupações e conhecimento. E enchendo a cidade com bicicletas e boas vibrações. O que chamou a atenção de início foi o gigantismo do evento. Embora a abertura tenha ocorrido oficialmente ao ar livre, em um pequeno palanque na frente do Teatro Pablo Tobon Uribe, a quase totalidade das

atividades ocorreu no moderno centro de convenções da Plaza Mayor. A sessão inicial teve Aníbal Gaviria, prefeito de Medellín, que anunciou planos de mobilidade, a curto e médio prazo e prometeu que até 2030,

FÓRUM 2016

A assembleia geral do fórum escolheu Santiago no Chile como sede da edição de 2016. Candidataram-se Buenos Aires, Cidade do México, São Paulo, Quito, Santiago e Moscou 10% das viagens da capital serão de bicicleta. Num auditório gigantesco quase lotado falaram ao público figurões da mobilidade urbana, a exemplo dos ex-prefeitos de Bogotá, Enrique Penãlosa

e AntanasMockus, e secretários de vários municípios da América Latina, como Jilmar Tatto, o secretário de transportes de São Paulo. “Foi uma enorme e muito bem articulada festa mundial da bicicleta, com presença de nomes importantes de pessoas que fizeram a diferença em suas cidades no que diz respeito “aciclabilidade”. Foi bonito ver a importância que as instituições públicas vem atribuído à bicicleta na mundo”, disse o coordenador do projeto Pelada Manaus, Paulo Aguiar. No último dia, a assembléia geral do 4ºFórum Mundial da Bicicleta escolheu a cidade de Santiago no Chile como sede da quinta edição, que será realizada em 2016. Candidataram-se seis cidades: Buenos Aires (Argentina), Cidade do México (México), São Paulo (Brasil), Quito (Equador), Santiago (Chile) e Moscou (Rússia).


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opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

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Um balanço da Mostra Internacional de Teatro

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Vívidos como órgãos recém-mutilados

E seis indicações culturais. Pág. 2

A imaginação do japonês Kobo Abe. Pág. 3

3

As face(ta)s do poder

4

É necessário mudar rápido

Dilemas de um partido político, por Demétrio Magnoli. Pág. 4

Entrevista com André Singer. Pág. 5

Um mundo-pizza sustentado por elefantes

5

O universo de humor e fantasia de Terry Pratchett. Pág. 6

6

Entrevista com Marina Silva. Pág. 7

O governo no beco

Capa

colegam de Manuela Eichner


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Ilustríssima Semana EXPOSIÇÃO | VÂNIA MIGNONE As novas séries da artista de Campinas se compõem de pinturas e colagens que remetem à iconografiados cartazes de cinema e das histórias em quadrinhos. Outra vertente, de pinturas brancas, enfoca o aspecto artificial da representação. Casa Triângulo | tel. (11) 3167-5621 | de ter. a sáb., das 11h às 19h | grátis | última semana POESIA | RODRIGO GARCIA LOPES Em “Experiências Extraordinárias”, o poeta e compositor londrinense busca dialogar com poetas consagrados e lidar com questões da atualidade, como a violência na mídia. “linchada por um boato/ numa tarde de sábado/ mundobarbárie// fabiane// ainda ergue a cabeça/ para um último olhar/ à multidão de agressores// filmando com celulares/ e smartphones”, escreve ele no poema “Guarujá Salem”. Kan Editora | R$ 25 | 104 págs.

DIVULGAÇÃO

REVISTA | DR Lançada neste mês, a publicação online feita por professoras universitárias e pesquisadoras do Rio de Janeiro se propõe a discutir política e cultura. O primeiro número tem entrevista com as filósofas belgas Vinciane Despret e Isabelle Stengers e artigos sobre comunicação nas favelas, a condição dos índios hoje, subjetividade e mídia. Disponível em revistadr.com.br

EDOUARD FRAIPONT/DIVULGAÇÃO

O MELHOR DA CULTURA EM 6 INDICAÇÕES

EXPOSIÇÃO | RENATA TASSINARI A individual “Cor e Estrutura - Pinturas, Desenhos e Colagens de Renata Tassinari” faz um panorama da obra da artista paulistana com 50 pinturas realizadas desde os anos 1980. A curadoria é de Taisa Palhares, que compara, no texto de abertura, elementos do trabalho de Tassinari às cores de Matisse e aos alvos e bandeiras de Jasper Johns. Instituto Tomie Ohtake | tel. (11) 2245-1900 | de ter. a dom., das 11h às 20h | grátis | até 29/3

Sem título (2014)

MÚSICA | SOLISTAS DA OSESP O projeto reúne músicos da orquestra em diferentes formações de música de câmara e terá quatro edições neste ano, começando por um trio com violino (Marcelo Soares), violoncelo (Renato de Sá Oliveira) e piano (Dana Radu). Eles executam obras de Aaron Copland e de Mendelssohn na pequena Sala do Coro, onde é possível estar bem próximo dos instrumentistas. Sala São Paulo | tel. (11) 3367-9500 | qui. (26), às 19h e sáb. (28), às 14h45 | R$ 58

LIVRO | DANÇA BUTÔ Em “O Soldado Nu”, o professor de artes cênicas da Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) Éden Peretta recorre aos arquivos de Kazuo Ono e de Tatsumi Hijikata para traçar as raízes da modalidade japonesa. Ilustrado com fotografias de Eiko Hosoe, o estudo ressalta a dimensão anti-imperialista da dança butô. Perspectiva | 188 págs. | sem preço

Sem título (1990)

Ponto Crítico

1

TEATRO - MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO

Mal-estar e histeria LUIZ FERNANDO RAMOS

A segunda MIT-SP reuniu, sobretudo, espetáculos europeus. A maioria eram estreias da década passada, mas que se provaram, ainda, índices da tendência de expansão da forma teatral para muito além do drama, indo ao encontro de uma fusão com o cinema e as artes visuais e performativas. De fato, o teatro contemporâneo mesmo quando se serve de dramaturgias consagradas – e 5 dos 12 espetáculos apresentados eram visitas a textos icônicos do

drama moderno – trai um malestar ao lidar com a tradição dramática. Em cinco destes, além de personagens femininas histéricas, no sentido cultural de fins do século 19, para referir sintomas de sexualidade reprimida, há recorrências que, mais do que reapresentar aqueles dramas consagrados com novas leituras, como era a tradição modernista, denotam a ansiedade e incômodo diante deles. De algum modo a histeria, tomada aqui como metáfora, e não no sentido já anacrônico da psicanálise, aparece como sintoma de desvio, efeito colateral de um impedimento. A tradição dramática, no teatro, surgiria como um morto cujo fantasma resistisse a desaparecer. Nessa constatação as encenações se tornariam

réquiens, senão do teatro (que afinal sobrevive para reiterar sua habilidade de morto-vivo, o que sempre renasce), certamente do modo dramático de realizá-lo. A angústia e a melancolia que movem essa toada histérica são só sintomas, mas se traduzem em procedimentos identificáveis: pulsão performativa exacerbada, sempre articulada pela repetição, pelo enfatizar do ato representativo na atuação frontal em que atores mais reiteram o ato de enunciação, encarando o público, do que os sentidos ficcionais internos à trama em curso. Isto vai além do distanciar-se crítico do teatro épico, e extravasa um mal-estar com a forma dramática. O mesmo fenômeno expansivo pôde ser observado de

outro ângulo, na montagem do badalado holandês Ivo van Hove. Como outros encenadores hoje (Robert Lepage, por exemplo, ou, no Brasil, Paulo de Moraes e Márcio Abreu), ele constrói dramaturgias cênicas, trabalhando junto a dramaturgos e artistas visuais, para friccionar o dramático contra a matéria espetacular e, assim, encontrar novos modos de viabilizar o drama. Ou no caso na inglesa Katie Mitchell, que se une ao designer de vídeo Leo Warner para propor uma integração radical dos procedimentos cênicos aos cinematográficos. No resultado, brilhante, os traços histéricos da personagem senhorita Júlia na peça de Strindberg, que no original refletem a ambição naturalista de revelar pulsões sexuais

reprimidas, migram para os corpos dos atores. Acumulando as funções de operadores da filmagem, eles têm que se desdobrar à vista do público, oscilando passos acelerados por trás das câmeras com pausas estudadas diante delas. Christiane Jatahy também se serviu da montagem cinematográfica nos seus dois espetáculos na MIT. Mas problematiza o dramático incitando os atores a se porem em tensão com seus personagens. Busca que estes se confundam com suas vidas reais e impulsiona seus desempenhos com fugas da ficção. O espetáculo da Mostra que melhor enfrenta esse malestar do teatro com o drama é “Stiſters Dinge”, de Heiner Goebbels, em que já não há uma história e no qual, ao

mesmo tempo, um infinito de ficções abre-se à imaginação do público. Um aglomerado de tanques de água, pianos preparados e imagens projetadas prende a atenção do espectador, que se torna poeta de “sua” cena. Goebbels dispensa os atores, mas precisa de operadores, o que faz lembrar o inglês Gordon Craig (1872-1966). Há cem anos ele vislumbrou a superação do teatro dramático pela “arte do movimento”, em que a matéria viva falaria por si, apenas com a colaboração de operadores. Em Goebbels avança-se além da histeria e da melancolia de um teatro morto para fazer emergir uma arte nova, que funde a música, o teatro, a performance e as artes visuais. Eis uma cena expandida.

1985 - AGIP/RUE DES ARCHIVES/LATINSTOCK

Ilustríssimos desta edição

KOBO ABE (1924-93) escritor e dramaturgo japonês. DEMÉTRIO MAGNOLI, 56, sociólogo e doutor em geografia humana, é colunista da Folha. LEIKO GOTODA, 74, tradutora, responde pelo texto de edições brasileiras de autores japoneses como Haruki Murakami e Kenzaburo Oe. MANUELA EICHNER, 30, é artista plástica.

LUIZ FERNANDO RAMOS, 58, é professor de história e teoria do teatro do departamento de artes cênicas da ECA-USP. REINALDO JOSÉ LOPES, 36, é jornalista, autor de “Além de Darwin” (Globo) e assina o blog “Darwin e Deus” no site da Folha. VERIDIANA SCARPELLI, 37, ilustradora, é autora de “O Sonho de Vitório” (Cosac Naify).


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Imaginação

PROSA, POESIA E TRADUÇÃO

2

O rosto de um outro KOBO ABE TRADUÇÃO LEIKO GOTODA ILUSTRAÇÃO VERIDIANA SCARPELLI

O acúmulo das noites de insônia transformou-se num caroço que começou a se expandir em meu cenho e, quando a dureza do banco se tornava quase insuportável, fui finalmente conduzido pela enfermeira ao aposento adjacente. A claridade estagnada que atravessava o toldo era de uma brancura leitosa. Embora não houvesse seringa, outros instrumentos igualmente ameaçadores, alguns pouco familiares, enfileiravam-se sobre a escrivaninha, e ao lado desta ficavam um arquivo de prontuários médicos e uma cadeira giratória. Frente a frente com esta última, uma cadeira giratória para o paciente. Um pouco mais adiante, um biombo com estrutura de ferro e um cesto sobre armação provida de rodinhas para as roupas despidas por pacientes”... O conjunto, perfeitamente previsível, me deprimiu ainda mais. Acendi um cigarro. Ergui o corpo à procura de um cinzeiro e me sobressaltei ao avistar o conteúdo de um prato esmaltado sobre a escrivaninha. Uma orelha, três dedos, um punho, uma face desde a pálpebra até os lábios”... os itens

RESUMO O trecho acima integra o romance “O Rosto de um Outro”. Publicada originalmente em 1964 e transposta para o cinema por Hiroshi Teshigahara em 1966 como “O Rosto da Maldade”, a obra terá sua primeira tradução no Brasil lançada pela Cosac Naify em abril.

estavam expostos de maneira descuidada, vívidos como órgãos recém-mutilados. Comecei a sentir-me nauseado. Pareciam mais reais que os reais. Eu nunca havia imaginado que “réplicas exatas” fossem tão atrozes. Bastava observar o corte para ter a certeza de que eram apenas modelos de plástico, mas de repente pareceu-me que chegava a sentir o cheiro desagradável da morte. De repente, o sr. K surgiu de trás do biombo. Contrariando o que eu esperava, tem uma aparência gentil, o que me faz respirar aliviado. Cabelos ralos e crespos, óculos sem aro de lentes grossas como fundo de garrafa, queixo carnudo”... Além do mais, havia em torno do sr. K um odor de substâncias medicinais familiares. Mas agora foi a vez de o sr. K ficar perturbado. Com expressão atarantada, examinava ora meu nome no cartão de visitas em sua mão, ora meu rosto, momentaneamente incapacitado de falar. – Isto significa que o senhor”... – disse o sr. K, interrompendo – se em seguida, observando uma vez mais meu cartão de visitas e continuando depois a falar num tom diferente e mais contido do que quando conversáramos ao telefone – veio me procurar na qualidade de paciente? De paciente, sem dúvida. Mas, por mais avançada que fosse a capacitação técnica do sr. K, ela não seria suficiente

para satisfazer a minhas expectativas. Quando muito eu poderia contar com alguns conselhos. Por outro lado, revelar tudo francamente e ofendê-lo seria uma atitude imatura. Imaginando talvez que eu tivesse me calado por estar constrangido, o sr. K continuou em tom bondoso: – Sente-se, por favor”... Que foi que lhe aconteceu? – Fui atingido por uma explosão de ar líquido ao fazer uma experiência, entende? Acho que me descuidei, porque estou habituado a trabalhar com nitrogênio líquido e”... – Queloides? – Em todo o rosto, como o senhor pode ver. Parece que meu tipo físico favorece essa reação. Tanto assim que o médico que cuidava de mim declinou de toda responsabilidade. Disse que qualquer falha na maneira de tratar as cicatrizes provocaria o surgimento de novas lesões. – Mas parece que nada aconteceu em torno dos lábios, não é? Removi os óculos, aproveitando o rumo da conversa, e disse: – Por sorte os olhos também se salvaram. Felizmente, estava com meus óculos de miopia. – Foi sorte, realmente! – disse o sr. K com entusiasmo, como se o problema fosse dele. – Seja qual for a situação, olhos e lábios são importantes”... Os dois precisam manter o movimento”... Caso contrário fica impossível disfarçar, por mais que a forma

seja perfeita. Pelo jeito, o sr. K era um profissional dedicado. Enquanto me olhava fixamente, sua mente já parecia preparar um esboço. Mudei depressa de assunto para não desapontá-lo: – Li o artigo que o senhor escreveu. É do verão do ano passado, se não me engano. – Isso mesmo, do ano passado. – Pois o seu trabalho me espantou. Nunca imaginei que fosse tão requintado. Aparentando satisfação, o sr. K apanhou um dedo macilento, depositou-o na palma da mão e o fez rolar com cuidado: – Este é um trabalho que exige muita perseverança. Vê como a impressão digital na ponta do dedo não difere em nada de uma real? Por causa disso, recebi um pedido inusitado da polícia: eles querem que eu a registre”... – O senhor também faz os moldes em gesso? – Nada disso, uso pasta de silicone. O gesso não captura minúcias”... Está vendo como reproduziu com nitidez até esse pedacinho de pele levantado na base da unha? Ao pegar a peça temerosamente com a ponta dos dedos, percebi que era viscosa como um ser vivo e, embora soubesse que não passava de um artefato, fiquei horrorizado ao pensar que poderia ser infectado pela morte. – Isto me parece até sacrílego”... – De todo modo, o corpo humano não passa disso”... Demonstrando orgulho, o

sr. K apanhou outro dedo e o depositou em posição vertical sobre a escrivaninha, com o corte voltado para baixo. Pareceu-me que um morto havia rompido o tampo da escrivaninha e espetado o dedo no ar. – O segredo é dar ao acabamento esse aspecto meio sujo. Quando você procura atender às demandas perfeccionistas dos clientes, acaba produzindo algo totalmente incoerente”... Por exemplo, este é um dedo médio, de modo que acrescentei uma nódoa no lado interno da falange. Dá a impressão de uma mancha de nicotina, não dá? – Foi pintado com um pincel ou algo parecido? – Nem pensar”... – disse o sr. K, rindo alto pela primeira vez em nosso encontro. – Ora, se eu fizesse isso, desbotaria num instante, não é? De baixo para cima, vou sobrepondo materiais de cores diferentes. Por exemplo, acetato de vinila para a área das unhas”... Se for preciso, um pouco de sujeira debaixo das unhas”... sombra na área das articulações e nas rugas”... um leve tom azulado bordejando vasos sanguíneos... e por aí vai. – Isto é um objeto de arte. Não é trabalho para qualquer um”... – Concordo – disse K, imprimindo movimentos miúdos e nervosos ao joelho –, mas isto é rudimentar se comparado à confecção de um rosto. Um rosto representa sempre o máximo da complexidade”... Para começar, existe esse transtorno chamado expressão facial, não é? Pois, veja

bem, toda ruga ou saliência de apenas um décimo de milímetro, quando sobreposta a um rosto, se transforma de imediato em algo muito significativo”... – Mas não há como fazê-lo mover-se, certo? – Ah, isso é impossível – disse K, descruzando as pernas e reposicionando-se. – No momento, o máximo que consigo é cuidar do aspecto externo do rosto, não me sobra tempo para pensar em movimentos. De modo que o único jeito é ir preenchendo aos poucos, escolhendo áreas que quase não se movem. Além disso, temos outro transtorno que é a questão da porosidade. No seu caso, por exemplo, embora não possa afirmar nada sem um exame direto”... noto, mesmo por cima das bandagens, que o senhor transpira muito”... Acredito que suas glândulas sudoríparas sobreviveram. E, se continuam ativas, não convém recobrir o rosto inteiro com algo não poroso. Isso não só lhe será nocivo do ponto de vista fisiológico como também, e principalmente, terá um efeito sufocante, não lhe será possível suportar o material nem durante a metade de um dia. Melhor mesmo é não radicalizar nessas questões. Veja bem: um velho com dentes imaculadamente brancos como os de uma criança se tornaria ridículo. Muito mais eficaz do que isso é fazer retificações quase imperceptíveis ao olhar alheio”... O senhor é capaz de remover sozinho essas bandagens?


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MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

História

PARTIDO DOS TRABALHADORES

A segunda fundação 3 do PT Da ruptura à velha ordem

RESUMO Com uma história que vai da opção pela esquerda latino-americana em detrimento do modelo social-democrata europeu à reinvenção do capitalismo de Estado brasileiro, o PT chega a uma encruzilhada. Na crise, o discurso ideológico da agremiação se volta para o passado, invocando fantasmas do udenismo e de 1964.

DEMÉTRIO MAGNOLI ILUSTRAÇÃO MANUELA EICHNER

Mais de dois anos antes da primeira eleição presidencial de FHC, que assinalou a segunda derrota de Lula na tentativa de chegar ao Planalto, a revista “Teoria e Debate”, publicada pelo PT, estampou na sua edição 18 (mai./jun./ jul.92), um artigo sobre Cuba, do então deputado estadual Marcos Rolim. Nele, o parlamentar petista fazia uma pergunta crucial: “O que, afinal, significa uma ‘posição crítica’ frente ao regime de Fidel?”. E respondia com um diagnóstico, e outra indagação, carregada de ironia: “Quer dizer [...] que, em que pese não estarmos de acordo com isto ou aquilo, somos a favor daquele regime e queremos colaborar com ele para que corrija certos ‘defeitos’. Por este caminho, poder-seia começar pelo ‘detalhe’ da liberdade, quem sabe?”. O “detalhe” da liberdade assombrou o PT, desde seu nascimento. Fundado quase junto com o levante do Solidariedade, em 1980, o PT apoiou os grevistas poloneses mas também enviou dirigentes para “escolas de quadros” no Leste Europeu. Alguns deles, inclusive o metalúrgico Djalma Bom, estavam na sede do Partido Comunista da Alemanha Oriental bem na hora da queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989. Na edição 14 da mesma “Teoria e Debate” (abr./mai./ jun.91), Eugênio Bucci escrevia que “o PT só não se tornou o último partido comunista do mundo porque isso não passou pela sua base, instintiva, mobilizada e antiburocrática”. Um dos criadores e primeiro editor da revista, Bucci tinha razão sobre o comunismo, mas exprimia apenas uma utopia possível nas linhas seguintes do texto, que definiam o PT como “um partido social-de-

m o crata”. De fato, ao contrário, no intervalo entre a queda do Muro de Berlim e a segunda derrota presidencial de Lula, o PT escolheu não ser um partido socialdemocrata. A opção negativa nunca foi explícita em termos teóricos ou programáticos, mas provocou um dramático estreitamento intelectual. Rolim desfiliou-se do partido em 2009 e, no ano seguinte, colaborou na formulação de programas de campanha de Marina Silva. Bucci afastou-se do PT depois de 2007, desferindo ácidas críticas ao partido, que se organizam em torno do “detalhe” da liberdade. Suas trajetórias ilustram uma debandada silenciosa que envolveu incontáveis quadros militantes ligados às origens do petismo. De certo modo, paradoxalmente, o PT converteu-se no “último partido comunista do mundo” enquanto abraçava-se às elites políticas tradicionais e aos maiores conglomerados empresariais do país. Opção A social-democracia era muito mais do que uma possibilidade teórica para o PT. Pierre Mauroy, ex-primeiroministro de François Miterrand, presidiu a Internacional Socialista (IS) entre 1992 e 1999. Pouco antes, os conflitos faccionais no PS francês tinham-no aproximado de Lionel Jospin, que viria a ocupar a chefia de governo em 1997. Jospin era oriundo da mesma corrente trotskista que o franco-argentino Luis Favre, futuro marido de Marta Suplicy e, na época, um quadro petista de algum destaque. Os dois ex-trotskistas acalentavam a ideia de levar o PT para a IS, cuja representação no Brasil era ocupada pelo PDT de Leonel Brizola. A articulação avançou até um ensaio de oferecimento da vice-presidência da IS a

Lula, m a s não prosperou: à social-democracia “europeia”, o PT preferiu a esquerda latino-americana. O Foro de São Paulo nasceu em 1990, de um acordo entre Lula e Fidel Castro, como uma rede ampla de partidos de esquerda da América Latina, destinada a oferecer suporte político ao regime cubano. Fidel operava no cenário desesperador do Período Especial, marcado pela desaparição da URSS, levando a ilha ao racionamento e à fome entre 1989 e 1994. Lula enxergava na rede uma plataforma para a difusão internacional de sua própria influência. Defendida por José Dirceu, a opção pela aliança com Cuba não era compatível com a adesão à IS, ainda mais naqueles anos em que os partidos social-democratas europeus insistiam em condenar a crescente repressão doméstica promovida pela ditadura castrista. A tradição nacionalista, estatista e populista da esquerda latino-americana não combinava com as origens do PT. Os sindicalistas do ABC contestavam o imposto sindical, base da CLT varguista, e ergueram a bandeira da liberdade sindical para criar a CUT. A crítica de esquerda ao capitalismo de Estado brasileiro, formulada durante o “milagre econômico” de Médici e Geisel, revelara que as empresas estatais não funcionavam como ferramentas de desenvolvimento social. Contudo, parale-

lamente à aliança com Cuba, os dirigentes petistas começaram a recuperar os dogmas da esquerda latino-americana. Como falar de “socialismo”, logo depois da queda do Muro de Berlim? Que resposta oferecer às proclamações triunfantes sobre a globalização? Fernando Collor e seu sucessor, Itamar Franco, esboçavam um programa de privatizações. O inesperado triunfo de FHC em 1994, obtido por meio do Plano Real numa eleição que parecia destinada a transferir a presidência para Lula, empilhava todos os enigmas ideológicos diante do partido. A resposta petista foi um curioso recuo intelectual rumo a trincheiras cavadas por outros. Dela, surgiu a polaridade PT-PSDB que fixou a geometria da política brasileiro nas últimas duas décadas. Chaves Durante os estertores do governo Collor, o deputado Luiz Gushiken, líder sindical bancário que pertencia ao círculo mais próximo de Lula, publicou um artigo premonitório na edição 19 da “Teoria e Debate” (ago./set./out.92) O programa de privatização, escreveu, “está destruindo o patrimônio público e fará surgir um Estado quase incapaz de influenciar o desenvolvimento econômico”. Como alternativa, num futuro governo petista, ele sugeria a seleção de setores “estratégicos” da economia nos quais concentrar uma “intervenção intensa e localizada” do Estado, capaz de “induzir o crescimento” dos demais setores. Os fundos de pensão das estatais não eram mencionados

no texto. Mas Gushiken j á identificara nesses vastos depósitos de poupança uma fonte de capitais para a “intervenção intensa e localizada” que preconizava. Tais recursos, privados, são geridos paritariamente pelas empresas estatais e pelos funcionários pensionistas. Os sindicatos dirigidos pelo PT deveriam apoderar-se da representação dos trabalhadores na governança corporativa dos fundos. Quando o partido chegasse ao Planalto, obteria o controle absoluto sobre os recursos, podendo direcionálos para os investimentos estratégicos de um renovado capitalismo de Estado. “Para o PT, que pretende governar o Brasil no ano que vem, está afastada a hipótese de participar dessa administração federal”, escreveu Dirceu, em fevereiro de 1993, na “Teoria e Debate”. No momento do impeachment de Collor, a direção petista decidiu apostar todas as fichas num triunfo eleitoral que seria facilitado pela crise inflacionária em curso. O Plano Real e a dura derrota de 1994 encerraram uma etapa. Sob o comando de Dirceu, o partido se reinventaria para chegar ao poder. A segunda fundação do PT realizou-se como uma dupla negação. No plano programático, pela rejeição da crítica original à herança varguista da esquerda brasileira. No plano organizacional, pela edificação de uma máquina político-partidária profissional, em substituição ao “partido da militância”. O “último partido comunista do mundo” não almejava o socialismo, mas a modernização do capitalismo de Estado local. Seu inimigo seria o PSDB, que encarnava o projeto de ruptura com essa tradição e passaria a ser identificado pelo rótulo do “neoliberalismo”.

Sépia O programa econômico, os métodos de administração, as coalizões políticas e as alianças empresariais implementados, não sem oscilações, nos três sucessivos governos lulopetistas foram gestados naquela segunda fundação do PT. A crise atual marca o esgotamento do modelo neovarguista, que implode em câmera lenta. De partido da ruptura, o PT transformou-se em partido da ordem e, em seguida, no partido da velha ordem. No espelho da linguagem, a crise aparece como uma declaração histórica anacrônica. Desde que subiu a rampa do Planalto, Lula trocou a referência de classe (os “trabalhadores”) pela vaca sagrada do populismo (os “pobres”). A incorporação das centrais sindicais às estruturas da CLT e a cooptação estatal dos “movimentos sociais” foram acompanhadas pela recuperação das figuras de Vargas e Jango Goulart. Na nova narrativa do lulopetismo, Lula emerge como a realização tardia, mas gloriosa, de promessas redentoras interrompidas pela ação da “elite”. O empreendimento historiográfico equivale à montagem de uma galeria de fotografias em sépia. Na convocatória para o 5º Congresso Nacional do PT, lançada no início de 2013, a defesa dos governos Lula articulava-se ao redor do argumento de que “as denúncias de corrupção sempre foram usadas pelos conservadores para desestabilizar governos populares, como os de Vargas e Goulart”. Diante das repercussões do escândalo na Petrobras, os dirigentes petistas alardeiam um suposto “udenismo” das oposições, enquanto os intelectuais associados ao partido alertam sobre o fantasma da “repetição de 1964”. O partido do futuro não para de falar sobre o passado.


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Entrevista ANDRÉ SINGER

4 A hora da grande política País será testado por turbulências e impasses

RESUMO Em respostas por escrito a questões da “Ilustríssima”, o cientista político André Singer diz que o PT corre risco de desmoralização e que Dilma Rousseff paga o preço de uma campanha equivocada. Ele considera que surgiu uma nova direita capaz de ir às ruas,mas vê o perfil das manifestações do dia 15 como de centro.

Folha - muitos imaginavam que a presidente Dilma, uma vez reeleita, implementaria uma agenda de governo que aprofundasse opções políticas mais à esquerda. Não foi o que aconteceu. ela optou por um ministério conservador e aderiu ao programa de ajustes defendido pela oposição. O que aconteceu? ANDRÉ SINGER - Dilma Rousseff fez uma escolha de campanha equivocada. Hoje sabemos que o governo já tinha uma avaliação de que precisaria compor como setor financeiro. Sendo assim, não deveria ter adotado o tom que adotou durante a competição eleitoral. Ainda na chamada pré-campanha, decidiu por destacar o seu passado heroico, com o slogan “coração valente”. Depois, a partir da ascensão de Marina Silva, no final de agosto, empunhou um ponto de vista de esquerda e de ataque aos bancos, o qual lhe permitiu em pouco tempo desidratar a candidatado PSB. Por fim, quando o segundo turno ficou apertado, escolheu mostrar o caráter de classe da candidatura Aécio Neves. Vale lembrar, a título de ilustração, que ele foi chamado de “filhinho de papai”, para mostrar de que lado estavam os pobres e de que lado estavam os ricos no pleito. A ideia (correta) de que o PSDB faria uma política econômica anti popular foi reiterada à exaustão. Tais opções acabaram por gerar uma falsa expectativa. Quando se olha a política econômica desde meados de 2013, percebese que ela já havia entrado em compasso defensivo. Os juros foram aumentados, o controle cambial, arrefecido. Persistiam as desonerações, mas esse era o lado menos avançado do ensaio desenvolvimentista tentado de maneira corajosa por Dilma, diga-se de passagem, entre 2011 e 2012. Na impren-

sa, circulavam informações, não desmentidas, de que as pressões por um ajuste recessivo haviam chegado ao coração do poder. a demissão de Guido Mantega em plena corrida eleitoral, aliás, foi um alerta do que viria pela frente. No entanto, o marketing tem seus efeitos. A maioria das pessoas não acompanha nem tem grande interesse por economia. Prevaleceu o entendimento de que havia compromisso profundo de Dilma comum a plataforma popular contra a opção preferida pelos banqueiros. Aí, não se passam nem sequer 24 horas da proclamação da vitória, e a presidente reeleita começa a buscar alguém do mercado financeiro para gerir a Fazenda. O eleitorado não costuma perdoar tal tipo de virada. Como você avalia as perspectiva no curto e médio prazos? Qual chance de a presidente recuperar autoridade política e atravessar o deserto? Acredita na hipótese de impeachment ou renúncia? O quadro de curto e médio prazo é muito difícil e não há saída simples. a situação econômica já era ruim, pois houve estagnação em 2014. A presidente prometeu reto mar o crescimento e, ao contrário optou por um ajuste recessivo, que aumentará o fosso em 2015 pelo menos. Uma coisa seria e enfrentar um pouco de inflação, de corrente do aumento da energia com a perspectiva de mais emprego e renda. Outra coisa é sentir o fantasma do desemprego e queda do salário real rondando por aí. Nessas condições, o mau humor com o governo cresce muito. Além disso, há uma segunda crise em curso, a qual potencializa a primeira. O escândalo da Petrobras tem, ao que parece, dimensão inédita. Os esquemas de financiamento de campanha são velhos e universais, não constituindo triste privilégio nem deste momento nem do Brasil. isso não justifica nem alivia nada, mas precisa ser

registrado. Porém a bola da vez é a Petrobras e o caso rende notícias cada vez mais fortes há um ano. Como este episódio se dá quase em cima das prisões do mensalão, que já foram algo espetacular, cria-se a impressão de que o Brasil está sendo literalmente saqueado. A soma das duas crises-econômica e de corrupção-gera uma situação terrível para o governo, até porque uma alimenta a outra. A Petrobras, e toda a cadeia produtiva em torno dela, ocupa um espaço importante no PIB. À medida que é afetada, ajuda a afundar mais a atividade econômica, o que enfraquece a presidente do ponto de vista político. Por outro lado, quando o governo está fraco, os agentes econômicos relutam em investir, com medo de instabilidade. Por fim, embora a presidente não tenha responsabilidade no esquema que existia na Petrobras, o escândalo cai no colo do Executivo. Cria-se, então, um círculo vicioso em que a fraqueza política gera mais dificuldade econômica e vice-versa. Como a presidente não tem responsabilidade no caso da Petrobras, não há qualquer base para impeachment e não acredito em renúncia. Então, teremos um período de impasse, turbulento e longo pela frente. É preciso ver com cuidado como os atores vão atuar nele. Chegou a hora da grande política, em que os partidos precisam ser partidos, os estadistas, ser estadistas, e a sociedade vai testar o próprio grau de maturidade. Como você avalia o papel do PMDB hoje, que parece com apetite para lançar candidato e assumir diretamente o poder? o partido poderia ocupar o lugar do PSDB em o posição ao PT ou se tornar uma espécie de terceira via conservadora? Por vias estranhas, mas bem brasileiras, o PMDB vem ocupando o lugar de partido de centro. Em geral, o partido centrista costuma ter grande apelo eleitoral, pois a maioria dos votantes, em condições normais, converge para o centro. Mas no Brasil, o PMDB tem sido um centro, desde 1989, eleitoralmente fraco, tanto é que desistiu de lançar candidatos à Presidência, e não

creio que venha a fazê-lo, a menos que a situação mude muito em razão da crise. Como o PMDB tem espaço parlamentar, funciona como fiel da balança entre o PT e o PSDB no presidencialismo de coalizão. Nos últimos 20 anos, o partido se acomodou bem nessa posição. Embora tenha uma composição heterogênea, com políticos que vão da esquerda à direita, na prática funciona com o moderador tanto das propostas do PT quanto do PSDB, o que é típico do centro. À medida que a crise tende a equilibrar os dois principais partidos, pois o PT caiu um pouco e o PSDB subiu um pouco, a força relativa do PMDB – como fiel da balança – cresceu. Não por acaso, o vice-presidente é do PMDB e tende a ter um protagonismo maior durante a crise. Apesar disso, não me parece que o PMDB tenha um projeto próprio nem que venha a ser o principal partido do campo conservador, no qual o PSDB está muito bem estabelecido. Não se deve esquecer que o PMDB está muito envolvido nas denúncias da Lava a Jato, o que dificulta o desenvolvimento e uma alternativa autônoma. O melhor que pode acontecer é o PMDB ter um papel positivo na busca de uma saída para a crise. Não adianta sonhar com partidos ideais É preciso que funcionem os que existem. Há uma nova direita? Com que perfil? Você diria que o PT de certa forma reinventou a direita no Brasil? Existe, sim, uma nova direita, mas que, em alguns aspectos, é bem velha. Em outros, não. Vamos por partes. Em primeiro lugar, apareceram no cenário jovens de direita, o que há muito não existia. Desde os anos 1960, a juventude no Brasil inclinava-se à esquerda. Agora há uma divisão. Os sinais da novidade já estão no ar há uns dez anos, mas de repente virou uma massa capaz de ir para a rua, embora, na minha opinião, a maioria dos manifestantes do 15 de março devam ser de centro, e não de direita. Não foi o PT que reinventou a direita. Em parte, ela surgiu como reação às políticas do Lulismo, que a direita

de testa com todas as suas forças. Isso não é novo, já aconteceu no anti Getulismo. A classe média tradicional mostrou que tem horror à ascensão social dos pobres. É um fenômeno sociológico e político. Chega a ser uma rejeição ao próprio povo brasileiro. Mas há também a lenta, porém contínua, penetração de valores neoliberais, o que, por sua vez, é um fenômeno internacional. Há uma hegemonia neoliberal no mundo que já dura mais de 30 anos. Isso explica o aparecimento de grupos de liberais extremados no Brasil, o que antes era visto como exótico. Tanto uma coisa quanto a outra – anti Lulismo e liberalismo radical – tendem a se concentrar em são Paulo, onde o capitalismo entra mais fundo, a globalização está mais presente e a classe média é maior. O PT nasceu também como promessa de mudança na cultura política. Com o tempo repetiu os mesmo vícios dos demais partidos e envolveu-se naquilo que o Lula costumava chamar de “maracutaias”. Como o PT pode recuperar sua autoridade moral? De fato, o PT surgiu como um partido diferente dos outros e durante muitos anos foi coerente com essa diferença. Foi isso que lhe deu o impulso vital para crescer e chegar onde está. Ocorre que, acerta altura, o partido decidiu assumir uma série de compromissos que não estavam no programa original. A partir de 2002 surge o que eu chamo de “segunda alma”, que orienta o PT desde então. Ao mesmo tempo, o partido conseguiu governar o Brasil por 12 anos, o que não é pouca coisa, mas foi perdendo energia moral. Agora chegou à grande encruzilhada. O escândalo da Petrobras, sobre posto e potencializando o do mensalão, representa um desafio maior para o partido, que corre o risco de completa desmoralização. Sempre convém lembrar que o governo passa, e o partido fica, e que o PT é uma instituição importante não só para os petistas,

mas para a democracia brasileira. A direita e parcelas da mídia estão aproveitando a situação para demonizar o PT, o que é um desserviço democrático. Todo aquele que cometeu crimes deve ser responsabilizado por eles, mas a direita democrática deveria entender que é fundamental existir no país um partido popular competitivo e capaz de governar. Uma coisa são as pessoas, outra, a instituição. Do seu próprio ponto de vista, para recuperar a autoridade moral, o partido precisaria tomar medidas duras de auto revisão. Por exemplo, afastar de imediato todos os investigados, até que terminem os inquéritos. Teria que se colocar à frente do processo, em lugar de permanecer em uma postura defensiva que o está sangrando dia a dia, com reflexos de longo prazo. É necessário mudar rápido. Como você avalia as manifestações do último fim de semana? Foram manifestações grandes, particularmente em São Paulo, com um tom que me pareceu de protesto, porém, de certa maneira, moderado. Há grupos extremistas que pedem golpe militar, mas são pequenos. Mesmo o impeachment não parece ser o núcleo das manifestações, e sim a corrupção. Uma coisa que chama a atenção é o fato de que não existe propriamente uma reivindicação. O 15 de março foi mais um modo de extravasar o descontentamento, sem uma palavra de ordem clara. Nesse sentido, é um movimento que ainda não tem uma direção definida, como se fosse uma energia que flutua sem saber direito para onde ir. Se eu estiver certo, ela pode adotar diversas direções, a depender de quem a empolgue. O governo deveria utilizar essa indefinição para repactuar logo, com as diversas forças em cena, inclusive as que saíram às ruas no dia 13 de março, um modo de gerir a crise, cujo agravamento não interessa a ninguém, a não ser a quem aposte no quanto pior melhor.


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Literatura FANTASIA

Magos com ácido 5 no cachimbo Como a imaginação de Terry Pratchett virou do avesso a tradição fantástica JESSE WILD - 03.06.2011/SFX MAGAZINE/GETTY IMAGES

RESUMO O escritor britânico Terry Pratchett, morto neste mês, criou um mundo psicodélico no qual um planeta achatado é sustentado por elefantes montados numa tartaruga. Subvertendo as convenções da fantasia pautadas pelo clássico de Tolkien, o autor que sofria de Alzheimer, fez nascer um universo de humor mordaz.

REINALDO JOSÉ LOPES

Um dos fenômenos mais esquisitos da cultura pop do século 20 foi a avidez com que o movimento hippie abraçou “O Senhor dos Anéis”, clássico de fantasia do católico conservador britânico J. R. R. Tolkien (18921973). Pode ser que os adeptos da contracultura tenham se identificado com a defesa de uma vida mais simples e próxima da natureza, típica dos hobbits de Tolkien, mas um ponto de contato mais subversivo provavelmente foi a “erva-de-cachimbo” que costuma ser fumada pelo mago Gandalf no romance, vista pelos hippies como maconha disfarçada. Essa hipótese, claro, é completamente furada – Tolkien explica no próprio livro que a tal erva não passa de tabaco. Seria preciso esperar algumas décadas para que magos de narrativas de fantasia colocassem substâncias mais fortes em seus cachimbos – mais precisamente até 1983, quando o também britânico Terry Pratchett publicou “A Cor da Magia”. O título do livro de estreia do Discworld (Mundo do Disco), universo ficcional criado por Pratchett, já é, por si só, um achado psicodélico

– a tal cor da magia é a octarina, a “oitava cor”, um “roxo-amarelo-esverdeado fluorescente” que só existe no espectro luminoso do Disco. A maluquice estava só começando. Pratchett, que morreu no dia 12 de março aos 66 anos, acabaria publicando outros 39 romances sobre o Discworld, sem falar em suas demais obras de ficção – juntas, somam até agora 85 milhões de exemplares vendidos, em 37 línguas, e o contador continua girando. Essas dezenas de livros mostraram que era possível subverter a grandiloquência e os clichês da fantasia produzida pelos sucessores de Tolkien de forma a criar histórias hilariantes, mordazes e imprevisíveis. Assessor nuclear Paradoxalmente (ou talvez não tão paradoxalmente; há paralelos com a literatura brasileira, afinal), o bestiário fantástico do Discworld nasceu quando Pratchett tinha um emprego de natureza relativamente burocrática, o de assessor de imprensa do CEGB, estatal britânica da área de geração de energia. O único elemento de aventura (no mau sentido) relativo ao cargo era a presença de quatro usinas nucleares na região onde o autor trabalhava, numa época em que o público ficava cada vez mais desconfiado em relação à energia atômica. “Eu escreveria um livro a respeito das minhas experiências [na empresa], se achasse que as pessoas iam acreditar”, brincou certa vez Pratchett. Antes de “A Cor da Magia”, ele tinha publicado um romance de fantasia e duas obras de ficção científica, escrevendo nas horas vagas enquanto atuava como repórter em publicações do interior. Nascido em Beaconsfield, cidadezinha inglesa de 12 mil habitantes, Pratchett tivera uma formação despretensiosa. Tornou-se jornalista logo depois de concluir o ensino médio e costumava dizer que tinha se educado frequen-

Terry Pratchett, autor da série Discworld, que morreu dia 12

“A Magia de Holy Wood”) e ao feminismo (em “Direitos Iguais, Rituais Iguais”), entre outras modernidades. Essa descrição rápida do Disco e de seus habitantes talvez deixe a impressão de que os livros valem apenas como uma sucessão descompromissada de gargalhadas, turbinada pelo tradicional humor absurdo dos britânicos. Tais aspectos, no entanto, são apenas parte do charme da obra. Se há algo da fantasia clássica tolkieniana nos livros de Pratchett, é o talento para a chamada subcriação – ou seja, a invenção de uma realidade secundária cheia de detalhes coerentes e memoráveis, que adquirem uma consistência própria, próxima do mito. E a sátira do Mundo do Disco, embora sempre muito engraçada, só é inócua na superfície, em especial quando os temas da narrativa incluem a natureza do poder e da morte (aliás, “o” Morte: no Discworld, tratase de uma entidade do sexo masculino, que só fala em letras maiúsculas).

tando a biblioteca pública da cidade natal. Pensou em ser astrônomo, mas desistiu diante das suas dificuldades com matemática (um asteroide descoberto em 2002 acabaria sendo batizado como 127005 Pratchett,em sua honra). Coincidência ou não, os elementos astronômicos são os primeiros a deixar claro que o Discworld não é nenhuma Terra-média. Vários dos livros da série começam apresentando a cosmologia doida do Disco, um planeta de formato achatado que se apoia nos dorsos de quatro super-elefantes, os quais, por sua vez, viajam pelo éter montados na carapaça da Grande A’Tuin, uma tartaruga estelar (nome científico: Chelys galactica) de 15 mil km de comprimento. Uma das grandes controvérsias acadêmicas entre os grandes magos da Universidade Invisível, principal instituição de ensino superior do Disco, é o que exatamente aconteceria caso chegasse a

Letras sumidas Em 2007, quando descobriu que tinha uma forma atípica do mal de Alzheimer, o autor continuava a produzir cerca de dois livros por ano, que invariavelmente iam parar na lista britânica dos mais vendidos. A doença que acabou matando Pratchett pode ser descrita com a ajuda de uma série de palavrões técnicos quase tão obscuros quanto os que constam dos tomos da biblioteca da Universidade Invisível. Entre os sintomas da PCA (sigla inglesa de “atrofia cortical posterior”, ou seja, que afeta a parte traseira do córtex cerebral) estão a apraxia, dificuldade de planejar corretamente os movimentos; a alexia, ou seja, problemas para ler direito; e a agnosia visual, que dificulta o reconhecimento de objetos. Nos últimos anos, essa constelação de fatores fez com que Pratchett passasse a “escrever” ditando as frases

época de acasalamento do réptil cósmico. Na superfície do Discworld propriamente dito, a luz se propaga de um jeito preguiçoso, muito mais lerdo que o da luz do nosso universo, incluindo em seu espectro a famigerada octarina (implicações desse fato são minuciosamente discutidas por Pratchett nos volumes da série “A Ciência do Discworld”). O planeta-pizza é habitado por versões satíricas de personagens que costumam povoar os mundos de fantasia “sérios”, como anões, trolls, bruxas e guerreiros (o mais famoso deles é Cohen, o Bárbaro). Mas Pratchett sempre foi ecumênico quando o assunto é humor, de modo que o Disco também abriga variantes mágicas e ridículas do Egito dos faraós, da Grécia Antiga e do Leste Europeu durante a Guerra Fria. E, apesar da ambientação pseudomedieval, o autor deu um jeito de incluir referências ao cinema (em

para Rob Wilkins, seu secretário, ou então quebrando o galho com soſtwares de reconhecimento de voz. Pratchett logo se tornou uma das vozes mais importantes em favor de mais pesquisas a respeito do mal de Alzheimer, em especial depois de descobrir que os estudos sobre a doença recebem apenas uma pequena proporção do financiamento dedicado a novos tratamentos contra o câncer. A BBC produziu um documentário em duas partes sobre como o escritor convivia com a enfermidade – o filme acabou sendo premiado no Baſta, o equivalente britânico do famoso Oscar. Diante da perspectiva de sintomas mais sérios da doença – conforme progride, a PCA pode ter efeitos cognitivos severos, a exemplo das formas mais comuns do Alzheimer –, Pratchett defendeu que todo doente deveria ter o direito de escolher o suicídio assistido caso desejasse. No fim das contas, ele não precisou lançar mão dessa saída. Os milhares de páginas do Discworld inevitavelmente continuarão a ser o principal legado de sir Terry – Pratchett foi sagrado cavaleiro de Sua Majestade em 2009. Mas é provável que o livro que melhor exemplifica seu amálgama único de mordacidade e ternura seja “Belas Maldições”, de 1990, que ele escreveu em parceria com Neil Gaiman. A discussão teológica no comecinho do romance é lapidar (os grifos são do próprio livro): “Deus não joga dados com o Universo. Ele joga um jogo inefável de sua própria invenção, que poderia ser comparado, da perspectiva de todos os outros jogadores (i.e. todo mundo), a estar envolvido numa versão abstrusa e complexa de pôquer numa sala escura feito breu, sem poder olhar as cartas, apostando o infinito, com um crupiê que se recusa a te contar as regras e que sorri o tempo todo”. Santo Agostinho não teria feito melhor.


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Entrevista MARINA SILVA DIVULGAÇÃO

6 O fim da política como projeto para o Brasil Permanecer no poder é a grande meta Marina Silva tem quase 30 anos de vida pública e disputou a presidência do Brasil em 2014

RESUMO Em resposta por email a questões da “Ilustríssima”, Marina Silva, candidata à Presidência em 2014, diz que o governo terá dificuldade “para sair do beco”. Ela não crê numa “mudança verdadeira” da atual coalizão e considera que a permanência no poder a todo custo aprofunda a cultura do patrimonialismo.

Folha - O capital político da presidente Dilma foi rapidamente corroído após as eleições. Ela parece desagradar não apenas os que votaram na oposição, mas também setores de seu eleitorado que se sentem ludibriados pelo discurso de campanha. A presidente tem condições de restabelecer sua autoridade e assumir a liderança do processo, de modo a pacificar o país? Marina Silva - É evidente que a presidente, seu governo e os partidos que a apoiam terão muita dificuldade de sair do beco em que se meteram. O principal problema é que governo e o PT abandonaram a política como forma de negociar, dialogar, mobilizar e propor um projeto para o país. Não há um plano, e as dificuldades não são referentes à execução de um projeto. As crises são encaradas apenas como circunstâncias e momentos desfavoráveis que podem ser superados por estratégias de marketing, com o objetivo de recuperar a “imagem”, os índices de avaliação positiva nas pesquisas e a “governabilidade”. Isto é, as condições de se manter no poder. A permanência no poder a qualquer custo aprofunda a cultura do patrimonialismo, que retalha o Estado, suas instituições e orçamentos em feudos partidários, grupais ou até mesmo pessoais. A negociação, nesses termos, dissolveu o sentido público que ela poderia ter. Insistindo nesse sistema, qualquer

ação do governo para sair da crise só faz aprofundá-la. Seria necessário dispor-se a uma mudança grande e verdadeira, não sei se a coalizão governista está disposta a tanto. Um dia desses vi uma charge muito expressiva – os humoristas sempre conseguem captar a essência da situação. Uma pessoa, numa tribuna, perguntava “quem quer mudança?”, e todos na plateia levantavam a mão. Quando ele tornava a perguntar “quem quer mudar?”, todo mundo ficava de cabeça baixa, com expressão desanimada. Alguma surpresa com o envolvimento de setores do PT nos desvios da Petrobras? O que houve com aquele partido que se propunha a mudar a cultura política brasileira? Eu me surpreendi em 2005, na denúncia do mensalão. Agora, não temos mais o direito de estar surpresos. E, assim como a corrupção é inaceitável, também é inaceitável a ideia de que a “causa” justifica o uso de meios ilícitos. Essa ideia parece ter tomado conta de setores importantes do partido. Em muitos momentos, lideranças relevantes tentaram justificar a corrupção como parte intrínseca da luta pelo poder, quase se vangloriando de não ter usado a propina para enriquecimento individual. Essa visão destrói a política, pois busca naturalizar o que deve ser combatido e distorce a democracia, pois cada vez mais a “causa” se confunde com a manutenção do poder, encarado não mais como um instrumento para a transformação da sociedade mas com o um fim em si mesmo. A resposta da presidente às manifestações foi satisfatória? Por quê? Não considero que o que foi dito e feito até agora pode ser chamado de resposta. O símbolo maior desse pacote anticorrupção é a publicação do decreto que regulamenta uma lei aprovada pelo Congresso Nacional em Agosto de 2013, em resposta às manifestações de junho daquele ano. Se houvesse a vontade política de responder à altura o reclamo da sociedade, a presidente não teria esperado quase dois anos para regulamentar aquela lei. Foi preciso que, novamente, mais

de 1milhão de pessoas fossem às ruas para tirar a regulamentação da lei da gaveta. É um tempo muito longo para tão pouco resultado. Mais uma vez o governo afirmou, após as manifestações, que é preciso fazer uma reforma política para fechar as portas da corrupção. Esse é o principal problema? A reforma política é uma necessidade para além do combate à corrupção, ainda que esse seja um objetivo importante. Trata-se de buscar soluções para uma ampla crise de representatividade, em que a corrupção é uma consequência. Não é um problema recente, mas fruto de um sistema político que vem se deteriorando há muitos anos, e as forças políticas que vêm comandando o país nos últimos anos pouco fizeram para transformar essa realidade. Ao contrário, aprofundaram essa forma de coalizão baseada na distribuição de pedaços do Estado. Apresentar a reforma política como resposta à corrupção pode parecer oportunismo de quem tenta se colocar como um agente moralizador, como se não tivesse responsabilidade na institucionalização da corrupção, como estamos vendo. Exortar os brasileiros a “defender a Petrobras” é um exemplo. É tratar a realidade pelo avesso, ou seja, a maioria dos brasileiros já defende a Petrobras, e a defende justamente do grupo político - governista - que a deixou nesse estado de desmonte. Precisamos discutir a reforma política sob esse prisma mais profundo, que deve ter como objetivo melhorar a qualidade das instituições, da representação política e ampliar os canais que permitam integrar melhor a contribuição da sociedade, com transparência e mais autonomia. Como avalia hoje a dinâmica da campanha passada e a derrota de seu projeto de terceira via? Uma “nova política” sem partidos tradicionais é mesmo possível? Há algum movimento para dificultar a criação da Rede? Acho que a Rede Sustentabilidade preocupa os partidos tracionais, pois não se

submete à lógica fisiológica que vem se estabelecendo e procura trilhar novos caminhos, ou novas formas de caminhar como costumo dizer citando o poeta Thiago de Mello. Esse é um processo de longo prazo, em que as formas de representação da sociedade estarão crescentemente em questionamento frente à velocidade de disseminação das tecnologias digitais. A internet está provocando profundas transformações na forma de nos relacionarmos e de fazermos negócios, por que não mudaria a forma de fazermos política? Esse é um processo mundial, mas antes temos que fazer um realinhamento político no Brasil para superar essa polarização em que os dois partidos da social-democracia se aliam a

setores atrasados da velha República para governar. Essa possibilidade não se efetivou na última eleição, mas é cada vez mais necessária. Basta olharmos o que está acontecendo. Marina será candidata em 2018? A única coisa que sei é que, como fiz em 2010, não vou ficar na cadeira cativa de candidata. Aliás, se tivesse ficado, não teria visto Eduardo Campos como alternativa mais adequada quando foi negado o registro da Rede. Como anda a política ambiental no Brasil? Vê diferença entre a atuação do PSDB e do PT nessa área? A natureza está agora mostrando o tamanho da irresponsabilidade que foi promo-

ver o retrocesso na agenda socioambiental e no combate às mudanças climáticas para favorecer setores atrasados da economia e da política. E, se podemos falar de retrocesso no caso do governo federal é por que havia, ao menos, alguns avanços no período anterior. Na maioria dos governos estaduais, incluindo os da oposição, nem isso havia. As crises ambientais, incluindo a crise hídrica no Sudeste e as enchentes gigantescas no Norte, são mostras de uma mudança planetária. Todo mundo já está informado de que, cada vez mais, extremos climáticos serão frequentes. O Brasil perdeu tempo e a posição de liderança internacional que tinha nesse assunto. Vamos ter de começar de novo e no meio do temporal.


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Agenda cultural

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A exemplo do que aconteceu na Copa do Mundo da Fifa, o governo do Estado e a Prefeitura Municipal oferecerão opções culturais para o público local e de turistas durante as Olimpíadas 2016, que tem Manaus como subsede LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

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anaus está confirmada como subsede dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e, a exemplo do que aconteceu durante a Copa do Mundo da Fifa 2014, tanto o governo do Estado quanto a Prefeitura Municipal vão promover programações culturais para o público – local e de visitantes. No caso do roteiro de eventos do Estado, o governador José Melo já avisou que os artistas locais serão selecionados mais uma vez por meio de editais públicos específicos. O secretário de Estado da Cultura, Robério Braga, adiantou que haverá opções de entretenimento para crianças e adultos. E, assim como aconteceu durante o “Amazonas de Todas as Artes” – nome da programação cultural lançada para a Copa do Mundo –, o público poderá se divertir com produções de teatro, dança moderna, folclórica, rituais indígenas, performances, shows de música popular e erudita, apresentações de cultura popular (capoeira, hip hop, tambor de crioula, samba de roda, maculelê, maracatu e pastorinhas), atividades circenses, sessões de cinema, de literatura, atividades infantis e exposições. A média de apresentações culturais diárias previstas em espaços culturais administrado pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC) é de 20, ainda de acordo com Braga. O

Programação cultural variada, como a que aconteceu no largo São Sebastião, durante a Copa do Mundo 2014, será realizada também durante os Jogos Olímpicos de 2016

secretário também adiantou que, inicialmente, a previsão é gerar mais de 55 mil postos de trabalho diretos e indiretos somente no setor cultural. Nos meses de junho e julho do ano passado, a programação “Amazonas de Todas as Artes” apresentou 1,2 mil eventos culturais em teatros, galerias, centros culturais, praças, parques, museus e bibliotecas administrados pela SEC. Mas, o próprio público, local e de turistas, acabou elegendo o largo São Sebastião, no Centro, como o principal point para usufruir de opções de entretenimento e assistir aos jogos do mundial de futebol. Assim, diversas atividades artísticas foram deslocadas para essa área, que reuniu mais de 300 mil pessoas durante o período da Copa. Polo receptor O diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, destaca que a decisão de tornar Manaus subsede das Olimpíadas 2016 representa mais uma chance de tornar a região “um grande polo receptor de grandes

eventos”. Para ele, após a bem-sucedida experiência com a Copa do Mundo, a repercussão internacional conquistada por Manaus prova a competência da capital para receber grandes eventos. “É um momento oportuno para nossa cidade, uma vez que, de acordo com a própria Fifa no ano passado, tivemos uma experiência exitosa. Fazer parte das Olimpíadas 2016 significa mais promoção para nossa capital, investimentos em qualificação profissional em diversos setores, especialmente de atendimento e turístico, além de investir mais em línguas, formando cidadãos bilíngues e preparados para o mercado”, comenta Monteiro de Paula. “Desde o início desta gestão municipal, investimos em infraestrutura turística, fazendo de Manaus uma grande vitrine da nossa cultura e das nossas belezas naturais”. No período da Copa do Mundo da Fifa 2014, a Fifa Fan Fest – um evento realizado pela Federação Internacional de Futebol e a Prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult, em parceria com a Rede Globo – foi vista por um público de 502.903 pessoas, no Complexo Turístico Ponta Negra. Foi a segunda maior Fan Fest da Copa (o primeiro lugar ficou com o Rio de Janeiro). Ao todo, foram realizados 25 dias de evento (12 horas de evento por dia), com shows de artistas locais e nacionais, entre eles Zeca Baleiro e Nando Reis.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Caderno D

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Teatro marca o Dia Mundial da Água


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>> Reunião

>> Seminário

. O calendário de reuniões do Conselho de Administração da Suframa (CAS) será retomado no próximo dia 30 de abril, com a realização da 269ª reunião ordinária. . A reunião será presidida pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando Monteiro Neto. . Nessa reunião, a expectativa da Suframa é de que a pauta seja composta por mais de cem projetos industriais e de serviços. Desses, aproximadamente 60 já foram aprovados pela autarquia, ad referendum, como forma de evitar prejuízos aos investimentos e às operações do Polo Industrial de Manaus (PIM). Nessa reunião será apresentado o calendário oficial das demais reuniões do Conselho em 2015.

. O 2º Seminário Educação do Campo e Escola da Terra no Contexto Amazônico, acontece entre os dias 25 e 26 deste mês. . O evento irá reunir centenas de educadores de municípios do Estado que passaram pelo curso de formação continuada de professores para que eles atendam às necessidades específicas das escolas da zona rural. . O Seminário será realizado pelo Programa Escola da Terra (Faced/Ufam).

Fernando Coelho Jr.

FOTOS: WESLEY ANDRADE

fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Hora do Planeta . Pelo terceiro ano consecutivo, todas as luzes do parque municipal Lagoa do Japiim serão apagadas para celebrar a Hora do Planeta, no dia 28 deste mês a partir das 19h. . O ato é realizado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), em parceria com a Organização Não Governamental WWF Brasil, Grupo de Voluntários do Greenpeace e Associação Torcida do Amazonas. . O movimento acontece em todo o mundo, desde 2007, para chamar a atenção para a necessidade de redução do consumo de energia e o compromisso com a melhoria da qualidade de vida no Planeta. O parque tem 45 postes de iluminação pública, cujas lâmpadas serão apagadas, juntamente com as luzes das salas da sede administrativa, por 60 minutos. Nesse período, serão acesas velas para formar o número 60, logomarca da hora do planeta, além de atividades culturais, distribuição de mudas e pintura facial para as crianças. Durante as atividades será realizado um abraço simbólico à lagoa que dá nome ao parque.

A anfitriã Bete Dezembro, entre Ana e Guto Cobertt, em sua festa privê de aniversário, na boate Pink Elephant

Mazé Mourão e Fabricio Cohen e Selma Reis, na badalação comandada pela empresária Bete Dezembro, na Pink

>> Objeto de desejo

Daiana Pereira e a aniversariante da temporada, Bete Dezembro, durante festa que comemorou a data, na Pink Elephant

A DJ Larissa Lahw, comandando as pick-ups na festa de aniversário da querida Bete Dezembro

. A coluna mostra hoje um dos muitos novos modelos de Rolex da coleção 2015. . Os relógios da nova coleção foram apresentados em Basel, na Suíça, nesta semana. O modelo da foto é em ouro 18 quilates com brilhantes e um arco-íris de safiras amarelas, laranjas e vermelhas, para mulheres. Um luxo!


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‘Louvarei’ deve atrair um público de 60 mil pessoas

EDUCAÇÃO

Peça teatral alerta para os cuidados com a água Seus pais não entendem a importância de cuidar do meio ambiente. Um dia, Zé encontra algo na barriga do peixe que muda suas vidas. “Fizemos um trabalho de transformar o conceito de sustentabilidade em uma linguagem que a criança se identifique”, diz Roger Barbosa, autor e diretor de criação. O projeto de educação “Economizando Água” busca conscientizar crianças para o uso consciente da água e do trato com o planeta. É aprovado pela lei federal de incentivo à cultura, patrocinado pela Manaus Ambiental, criado pela empresa Cultura Sustentável e executado em Manaus pela Artecena.

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Uma das principais referências da realização do festival “Louvarei” é a qualidade de sonorização e de iluminação que atendem às necessidades artísticas

Público do festival de música “Louvarei” recebe estrutura técnica de som com a mesma qualidade dos grandes eventos

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Hoje, Dia Mundial da Água, a Artecena Produções, em parceria com a Manaus Ambiental e a Cultura Sustentável, de São Paulo, apresenta o espetáculo “Este rio é a minha vida” no Complexo Turístico Ponta Negra, às 19h, próximo ao quiosque Tacacá da Tia Socorro. A peça conta a história da família de Zé Porcalhão que, junto com a esposa Raimunda Sujismunda, tenta educar o filho Joãozinho. Eles vivem num flutuante às margens do Rio Negro e adoram beber refrigerantes. O problema começa quando Joãozinho ouve na escola que não deve jogar lixo nos rios e igarapés.

Família “Porcalhão” aprende a respeitar a natureza

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uvir ou “experimentar” a música? Há quem prefira relaxar com um som ambiente. Outros não dispensam uma caixa acústica para desfrutar cada detalhe, como se o vocalista estivesse bem ali, cantando em uma apresentação particular. Se você é o tipo de pessoa que gosta de se sentir quase no céu em meio à adoração, não pode perder o “Louvarei 2015 – Conferência Voltando a Essência”. A programação será nos dias 17 e 18 de abril, com duas noites no Centro de Convenções – Sambódromo, na Zona Centro-Oeste, e um dia de

palestras (e mais música) na sede do Ministério Internacional da Restauração (MIR), na Ponta Negra, Zona Oeste. Os shows musicais, inclusive, terão tecnologia de ponta para agradar todos os participantes, que não perderão nenhum detalhe sonoro — que varia de 115 a 120 decibéis. “Quem gosta do som mais alto fica na frente. Mas não importa a distância do palco, dá para ouvir perfeitamente”, diz o proprietário da “Barra Som”, Eduardo Mendonça. A equipe dele é responsável por toda a estrutura sonora do evento desde o primeiro “Louvarei” realizado no sambódromo, em

2011, com a participação de Aline Barros, Kleber Lucas e apóstolo Gilmar Brito. “Para a comunidade evangélica é um dos maiores da Região Norte”, completa. Com a expectativa da organização de receber cerca de 30 mil pessoas por cada noite de show, na abertura e no encerramento, ele afirma que a qualidade será a mesma das edições anteriores. Na verdade, até melhor. Em setembro passado, o grupo aproveitou a parceria com os produtores do evento e estrearam um novo equipamento na Arena da Amazônia, que teve a presença da própria Aline,

de Thalles e o DJ PV. “Trabalhamos há 4 anos com o Louvarei e sempre oferecemos o melhor. Ano passado, na Arena, estreamos um equipamento novo, o PA. É uma sigla em inglês que significa ‘caixas endereçadas ao público’”, afirma, ao ressaltar a importância do show. “Para a comunidade evangélica é um dos maiores da região”, destaca. Os passaportes dão direito às duas noites de show e são vendidos por R$50 (pista) (que teve o primeiro lote esgotado) e R$ 140 (VIP); disponíveis nas lojas Disco Laser (Barroso e Grande Circular) e em toda a rede da Salmo 91.


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RESENHA

PERFIL

Emir Fadul é radialista na Rádio EM TEMPO www.radioemtempo.com.br

A

guardado com ansiedade, o novo álbum do Angra, “Secret Garden”, marca a volta do grupo após nova mudança de vocalista. Edu Falaschi assumira esse papel em 2001, substituindo André Matos, e permaneceu nele até 2012. O italiano Fabio Lione, ex-Rhapsody of Fire, contrariando algumas expectativas, foi confirmado como o novo vocalista, em caráter definitivo, e não apenas provisoriamente, como parecia quando entrou em 2013. Assim como o título do álbum “Rebirth” indicava o renascimento do Angra com a entrada de Falaschi, a primeira faixa do lançamento, “Newborn Me”, marca o novo momento de se reconstruírem. Além de Lione, a formação atual conta com o jovem baterista Bruno Valverde assumindo o lugar de Ricardo Confessori, que retornara para a banda em 2009. O trio das cordas, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro (guitarras) e Felipe Andreoli (baixo), formam a estrutura estável do grupo. O Angra sempre cantou em inglês e este novo trabalho não poderia ser diferente.

Surpreende o fato de algumas músicas possuírem uma abertura forte e bem trabalhada, onde as guitarras estão à frente dos demais instrumentos, item que caracteriza a banda. É o caso da primeira, “Newborn Me”, a que melhor segura uma pegada durante toda sua execução, contando ainda com uma bem encaixada parte mais lenta no meio, aliada ao potencial vocal do novo frontman. Não por acaso, da segunda faixa em diante percebe-se uma similaridade musical, bem presente nos álbuns do Angra, sempre destacando a presença forte das guitarras, trazendo riffs bem destacados. Atenção para a faixa “Perfec Symmetry”, com um andamento alto e constante, mostrando o talento das novas baquetas da banda, Bruno Valverde, paulistano de apenas 23 anos, tendo como seu tutor o fantástico Virgil Donati e não deixando nada a desejar ao antigo titular do cargo, o mestre Confessori. Essa nova aquisição na cozinha da banda traz o Angra próximo a sua essência, heavy metal acelerado.

CULTURA

Aceam homenageia o Dia da Água SÉRGIO RODRIGUES Especial EM TEMPO

A Associação de Cultura do Estado do Amazonas (Aceam) realiza hoje, das 8h às 13h, uma homenagem ao Dia Mundial da Água, em frente ao mercado

Adolpho Lisboa, Centro . Música, literatura, pinturas, fotografias, oficinas e outras atrações serão apresentadas ao público. Segundo a presidente da Aceam, Rosa dos Anjos, o projeto tem como objetivo a conscientização do público sobre a poluição

dos rios. “A associação busca um trabalho de cultura, que ocupe espaços de grande circulação e que, além de apresentar ao trabalho dos nossos artistas, conscientize o público sobre um recurso tão importante que é a água”, diz Rosa.

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Novo CD do Angra faz renascer o metal nacional

Essas composições, então, marcam o lado mais heavy de “Secret Garden”. O lado progressivo pode ser conferido claramente na maioria das faixas, apreciar esse estilo demanda atenção nos detalhes. Nota-se a presença de um trabalho aprimorado nos vocais semelhante às bandas dos anos 80, muito agradável aos tímpanos. Mais uma vez, a voz potente e marcante de Rafael Bitencourt teve espaço em algumas faixas deste álbum. Outra qualidade indiscutível e que aparece latente, são os solos e harpejos das guitarras. A dupla de

seis cordas evolui e encanta a cada álbum. Há também espaço para a seção rítmica de Felipe Andreoli e Bruno Valverde mostrarem suas habilidades no começo de “UpperLevels”, sem que precisem encher as músicas de viradas e variações fora da hora. Deixaram de fora influências de música brasileira, cuja ausência alguns fãs lamentarão. É a nova fase do Angra e “Secret Garden” se situa bem acima dos seus últimos lançamentos, lado a lado com o melhor do que cada formação já produziu.

Surpreende o fato de algumas músicas possuírem uma abertura forte e bem trabalhada, onde as guitarras estão à frente dos demais instrumentos, item que caracteriza a banda”

Bruno Mazieri E-mail: brunomazieri@gmail.com

Redes sociais: templo da intolerância Não é de hoje que tenho percebido que as redes sociais – mais especificamente o Facebook – tornaram-se um lugar no qual a intolerância e opiniões desnecessárias prevalecem. Diariamente, discursos de ódio, agressividade e preconceito podem ser, claramente, visualizados. Não sei em que momento a internet virou uma ferramenta de agressão, mas isso é a constatação de um fato. A grande sacada, para ganhar likes – claro! –, é ser polêmico, mas longe disso ser algo positivo. Para mostrar que se é popular, vale a pena ferir sentimentos, postar fotos de acidentes, escrever grandes discursos de ódio a políticos, classes sociais e tantos outros assuntos. Não tenho partido, não sou filiado a nada e nem pretendo ser. Isso, porém, não me impede de sentir um certo desconforto. Cada vez mais, os usuários utilizam de suas contas para denegrir imagens, sem saber de que forma isso vai afetar a vida dos envolvidos. Sou a favor da liberdade de expressão, desde que ela não ultrapasse o limite do bom senso. Desde que se tenha embasamento para criticar e, porque não dizer, inteligência. Está cada vez mais raro compartilhamentos que nos façam sorrir, que nos façam sentir o amor, que nos aqueçam o coração, que nos tragam uma mensagem de esperança e de dias melhores. O mundo está em crise, e não apenas econômica, mas também sentimental. Vale de tudo para chamar a atenção. Vale de tudo para que você seja notado. Vale de tudo para que a quantidade de “amigos” cresça. Sei que muitos irão dizer que a solução é simples: basta desfazer amizades, bloquear publicações...

Arrisco, inclusive, que os mais radicais irão sugerir o fim da minha conta. Mas como disse a personagem de Glória Pires, em “Babilônia”, não estou disposto. Sou do tempo em que usar uma rede social tinha como objetivo socializar, conhecer pessoas, ter novos amigos e não ofender, agredir. Chegamos ao ápice da “verborragia” descabida. Chegamos ao ápice do ódio. E para chegar nesta conclusão, sendo eu a personificação do estresse e do mau humor, é porque realmente o mundo está ao contrário e ninguém reparou. Dia desses, em uma conversa com a minha parceira de uma vida Mellanie Hasimoto, ela contava que após um acidente, as pessoas estavam mais preocupadas em fazer fotos do ferido do que socorrê-lo. Como isso é possível? E o pior, como é possível colocar tudo isso na rede, sem culpa, sem remorso? Espero pelo dia em que abrirei o meu Facebook e encontrarei amor, amor e mais amor. Espero um Facebook no qual as diferenças políticas não sejam mais importantes do que a boa ação feita pelo colega. Espero o dia em que a orientação sexual de alguém não seja mais importante do que o amor entre pais e filhos. Espero o dia em que a crueldade não seja maior do que uma música romântica do Roberto Carlos. Enquanto isso, o jeito é aceitar que nem todo mundo pensa da mesma forma que eu, que determinados valores estão invertidos e que continuo dando likes, vários deles, para assuntos que realmente importam e que, de certa forma, ajudam no crescimento da humanidade. Aliás, é isso que falta em tempos de tecnologia: humanidade.

Bruno Mazieri Jornalista e editor do caderno “Salão Imobiliário”

Está cada vez mais raro compartilhamentos que nos façam sorrir, que nos façam sentir o amor, que nos aqueçam o coração, que nos tragam uma mensagem de esperança e de dias melhores”


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate-rebate

Derrapando no gelo Na Bandeirantes, a turca “Mil e uma noites” não deslanchou em audiência. Até agora, pelo menos, não passou do marcha-soldado, um, dois, um, dois... Muito também porque a Band se caracteriza por raramente contemplar o público feminino em sua programação. A única coisa que existe, pasmem, é o “Dia Dia”, do Daniel Bork. Cinema Entre junho e julho, Leandro Hassum e Camila Morgado começam a filmar “Até que a sorte nos separe – 3”, com previsão de estreia para dezembro. Roteiro de Paulo Cursino e direção de Roberto Santucci. Uma coisa é uma coisa... Neste domingo, o ex-jogador Alex será intensamente exigido como novo contratado da ESPN Brasil. Às 3 da tarde, estará na transmissão do jogo do Campeonato Turco entre Fenerbahce e Besiktas. Na Turquia, ele foi ídolo do Fenerbahce onde atuou por 8 anos e tem uma estátua em frente ao estádio da equipe. E às 7 da noite, Alex participará

REGI

Paraíso

Vanessa Gerbelli durante gravação de “Sete Vidas” em Fernando de Noronha. Muitas cenas da novela são ambientadas no arquipélago, já que é lá que o protagonista Miguel (Domingos Montagner) decide viver após o retorno da Antártica. Neste cenário ele reencontra Marina (Vanessa), com quem viveu um romance no passado.

da edição especial do programa “Futebol no Mundo” comentando a rodada dos campeonatos europeus. ... Outra coisa é outra coisa A participação do Alex nas transmissões do futebol e em vários programas, por enquanto, é apenas na condição de convidado especial. Isto porque a sua estreia oficial como contratado da ESPN Brasil será no decorrer do mês que vem. Entendeu? Também não. Tudo a ver Dia desses, num dos seus editoriais na Folha, o craque Ruy Castro falou sobre o

comportamento dos repórteres brasileiros, em coletivas ou entrevistas individuais, que sempre se estendem no tamanho das perguntas. Na mosca. Ou porque querem mostrar conhecimento ou simplesmente não sabem perguntar, isto é o que mais acontece. Guardadas as devidas e honrosas exceções. Oxigênio Bonita a iniciativa da TV Bandeirantes na área da sustentabilidade. A emissora vai plantar 875 árvores no Parque Tietê, criando a “Floresta Bandeirantes” para ajudar a diminuir os efeitos provocados pela emissão de carbono da frota de veículos de SP.

JOÃO MIGUEL JÚNIOR/GLOBO

TV Tudo

• Dia 23, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, teremos o lançamento do “Jornalismo Ainda é Cultura”... • Um trabalho a quatro mãos desenvolvido pelo Willian Correa e Ricardo Taíra. • Na Globo, admitese, o “Fantástico” reúne nos dias atuais o melhor grupo de repórteres dos últimos tempos. • Ainda é observado um total desentrosamento entre a Rede TV! com a TV Pampa de Porto Alegre... • São vários os casos da afiliada não observar a programação da cabeça de rede... • No ano passado, a transmissão do campeonato brasileiro da Série B, que é vendida para toda a rede, foi ignorada em muitas oportunidades. • É muito bom o trabalho do Conrado Caputto em “Alto Astral”, como fiel escudeiro da Claudia Raia. Deu liga.

Vai começar O diretor Ricardo Mantoanelli inicia nesta próxima segundafeira, 23, as gravações da nova novela do SBT, “Cúmplices de um resgate”. Por enquanto, tudo ainda em externas. Essa primeira etapa será a introdução da história, quase um conto de reis e rainhas, para justificar a separação das gêmeas protagonistas vividas por Larissa Manoela.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Encerrada a primeira etapa de externas, inclusive em Nova York, a ordem agora é acelerar por aqui os trabalhos de “I Love Paraisópolis”, na fila das 7, na Globo. Aliás, as obras de uma mini réplica da comunidade de Paraisópolis foi construída na cidade cenográfica do Projac. Ficamos assim. Mas amanhã trem mais. Tchau!

Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br

A praça é do povo?

MÁRIO ADOLFO

GILMAL

ELVIS

Volto a tratar neste espaço a questão da Sociedade Civil e Poder Público. A ideia recorrente de discutirmos os caminhos trilhados para a compreensão de um e outro se dá pelo fato de que cada vez mais - seja nos jornais ou na política – o tema configura-se como nebuloso, injusto e impróprio. Virou senso comum, como bem sabemos, a ideia de que aquilo que é público é privado, é meu, e o utilizo do jeito que melhor me aprouver. O fato mais recente se deu durante as manifestações em Manaus quando a Secretaria de Estado de Cultura cercou com gradis a Praça da Polícia de forma a evitar possíveis vandalismos, afinal, como também sabemos, são muitos os grupetos infiltrados nos grupos de manifestantes pacíficos com objetivos escusos a este. Mas quem pensa que a atitude da SEC foi uma ato reacionário, está enganado. Cabe ao Estado a preservação de nossa história expressa nos monumentos e prédios públicos. Na iminência de algo, o Estado certamente seria responsabilizado. A praça não é do povo; a praça é pública, e público não quer dizer “do” público, “de” um público, “de um pedaço” do público. O interesse público é horizontal, reflete o moral de uma dada comunidade expressas na legislação local. O que quero dizer é que uma praça pode ser do povo, o que não quer dizer que o povo tenham livre arbítrio para fazer dela o que bem entender. Até porque o povo é plural, e que partes do povo estão ali? Representados? Tem muitas categorias do chamado povo em que não me sinto representado. O interesse público, portanto,

é bem diferente do privado, assim como o Poder Público é diferente da Sociedade Civil. Estas esferas jamais podem ser confundidas; uma legisla os interesses e o bem comum; a outra, seus próprios interesses que querem ver contemplados. Claro que também está em jogo, muitas vezes, a inoperância do poder público em muitas matérias relacionadas aos civis como os problemas mal resolvidos de habitação, alimentação saneamento básico, reforma agrária, saúde e tantos outros. Mas acho que devemos sempre insistirmos nos princípios regidos por nossa constituição e isto não é só o dever de cada cidadão, mas de organismos importantes como a imprensa e os intelectuais. A imprensa tem sido acusada de muitos infortúnios, alguns com razão. Os debates políticos na televisão a que os jornalistas dos “cadernos” de política impõem são quase uma espécie de diplomacia jornalística onde os profissionais da área se intimidam frente à matéria ou ao candidato/político com medo de perder seu emprego, afinal, o jornal é antes de tudo uma empresa, e quem não joga o jogo, dança. Neste jogo do público e privado, num país onde as pessoas são mais fortes que as instituições, o Poder Público é o alvo. A Sociedade contra o Estado, como nos diz Pierre Clastres? Pode ser. Diante de um país democrático, de livre expressão, não é aceitável a incompreensão sobre o tema, pois uma vez incompreendido, faríamos o papel de reverberadores de um pensamento que pode ser muitas vezes prejudicial.

Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural.

Neste jogo do público e privado, num país onde as pessoas são mais fortes que as instituições, o poder público é o alvo. A sociedade contra o Estado, como nos diz Pierre Clastres? Pode ser”


D6

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

Programação de TV

SBT

DIVULGAÇÃO

GLOBO

RECORD

4h45 Jornal Da Semana Sbt

5h29 Santa Missa

5h Santo Culto Em Seu Lar

6h Brasil Caminhoneiro

6h30 Amazônia Rural

5h30 Desenhos Bíblicos

6h30 Planeta Turismo

6h58 Pequenas Empresas, grandes

7h30 Vrum

Negócios

8h Chaves

7h32 Globo Rural

10h Domingo Legal

8h27 Auto Esporte

14h30 Hora Do Faro

14h Eliana

9h Esporte Espetacular

18h30 Domingo Espetacular

18h Roda A Roda Jequiti

12h Esquenta

18h45 Sorteio Da Telesena

13h01 Temperatura Máxima - X-

19h Programa Silvio Santos

MEN - O FILME

23h15 Roberto Justus +

23h Conexão Reporter

15h Campeonato carioca - CABO-

0h15 Programação Iurd

0h Sobrenatural

FRIENSE X BOTAFOGO

1h Rizzola & Isles 2h Pessoa De Interesse 3h Big Bang 3h30 Igreja Universal

8h30 Record Kids - Pica Pau 10h Domingo Show

22h15 Repórter Em Ação

17h DOMINGÃO DO FAUSTÃO 20h FANTÁSTICO 22h23 BIG BROTHER BRASIL 23h11 PLANETA EXTREMO 23h41 Domingo Maior - NA MIRA DOS ASSASSINOS 1h05 FLASH BIG BROTHER BRASIL 1h10 ENCERRAMENTO PREVISTO

Risadas, brincadeiras e, claro, dinheiro, com Silvio Santos

Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4 Você se mostra mais amoroso, enfatizando as afinidades com pessoas e situações. Um dia para se lançar na renovação de sua própria pessoa e de seu jeito de ser. TOURO - 20/4 a 20/5 Vênus, seu regente, em Áries inicia uma fase em que seus interesses se recolhem e a intimidade passa a ser o principal campo de cultivo. Termine o que precisa ser encerrado. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 As afinidades com os amigos ficam mais fortes. Contudo, a pressa em decidir e direcionar as ações causa perturbação. As paixões afetivas se intensificam e estão mais presentes. CÂNCER - 22/6 a 22/7 As boas relações e aprimorar a qualidade do que faz irão favorecer seu trabalho, a partir de agora. Você sonha com conquistas maiores na vida profissional e material.

(Manutenção Mensal)

BAND 5h Power Rangers – Na Galáxia Perdida 6h30 Santa Missa No Seu Lar 7h30 Sabadão Do Baiano 8h Power Rangers + Jimmy Neutron 9h30 Palavra Cantada 10h45 Verdade E Vida 11h Irmão Caminhoneiro – Boletim 11h05 Pé Na Estrada 11h30 Os Simpsons – Maratona “Indenização Desastrada” “Lisa, Uma Simpson” 12h30 Band Esporte Clube 14h Gol - O Grande Momento Do Futebol 14h30 Futebol 2015 – Fluminense X Tigres 17h50 3º Tempo 19h Sabe Ou Não Sabe 20h A Liga 21h30 Pânico Na Band 00h15 Canal Livre 01h15 Alex Deneriaz 01h50 Show Business – Reapresentação 02h40 Igreja Universal

Cruzadinhas

Cinema ESTREIAS A Série Divergente - Insurgente: EUA. 14 anos. Os riscos para Tris aumentam quando ela sai à procura de aliados e respostas nas ruínas de uma Chicago futurista. Tris (Shailene Woodley) e Quatro (Theo James) são agora fugitivos, caçados por Jeanine (Kate Winslet), a líder da elite Erudição, faminta pelo poder. Cinemark 1 – 19h10, 22h (dub/diariamente), Cinemark 4 – 12h (dub/somente sábado e domingo), 14h40, 17h30, 20h20 (3D/dub/ diariamente), 23h (3D/dub/somente sábado), Cinemark 7 – 13h20, 16h, 18h40, 21h20 (3D/dub/diariamente), 0h05 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 1 – 14h15, 17h, 19h45, 22h30 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 15h30 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 7 – 20h (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 13h15, 18h45 (3D/dub/diariamente), 16h, 21h30 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 13h30, 16h30, 19h30, 22h20 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 12h15, 15h, 18h, 21h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h, 17h, 20h (3D/leg/diariamente), 23h (3D/leg/somente sábado), Cinépolis Ponta Negra 4 – 15h30, 18h30, 21h20 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h30 (3D/dub/somente sábado e domingo), 16h30, 19h30, 22h20 (3D/leg/diariamente); Multiplex 1 – 16h, 18h15, 20h30 (dub/diariamente), Multiplex 4 – 14h30, 16h45, 19h, 21h15 (3D/dub/diariamente), Multiplex 5 – 15h, 17h15, 19h30, 21h45 (dub/diariamente).

LEÃO - 23/7 a 22/8 O gosto por interesses culturais e filosóficos se intensifica ainda mais. Você se dispõe a mergulhar de cabeça no que lhe parece ser bom e verdadeiro. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você se apega e ao mesmo tempo quer resolver situações que devem ser transformadas. Você se atira nos relacionamentos, mas talvez fosse melhor olhar bem onde está indo. LIBRA - 23/9 a 22/10 Vênus, seu regente, ingressa em Áries e reflete a disposição para se relacionar e se aproximar das pessoas que lhe são mais afins. A afetividade começa a estar em alta. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Prepare-se para conflitos no ambiente de trabalho. É melhor reconhecer um problema antes dele ser deflagrado. Vontade de fazer muitas coisas; se organize para isso. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Um dia movimentado na vida amorosa, com muitos sentimentos intensos a exigir serem expressos por você. Mais paixão, arrebato e impulsividade em suas emoções. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 A exaltação dos sentimentos nas relações familiares indica que há muitas coisas aí presentes, e pode revelar elementos que venham a se manifestar de modo conflitante. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 As relações pessoais são timbradas por um encantamento e uma impulsividade bastante fortes. Suas reações são fortes e radicais, e podem também ser bastante exageradas. PEIXES - 19/2 a 20/3 Os assuntos financeiros e materiais levam você a reações fortes e radicais, talvez em busca de conquistas ou em nome de defender seu território. Você se envolve a fundo.

CONTINUAÇÕES Para Sempre Alice: EUA. 12 anos. Cinemark 6 – 15h15, 21h15 (leg/diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 17h30 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 15h, 18h, 21h (leg/diariamente). O Sétimo Filho: EUA. 12 anos. Cinemark 5 – 12h30 (3D/dub/somente sábado e domingo), 14h50, 17h05, 19h20, 21h40 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 13h, 18h15, 20h45 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 14h, 16h15, 18h45, 21h15 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h40, 19h40 (dub/diariamente), 17h10, 22h10 (leg/diariamente); Multiplex 3 – 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 12h40, 19h10, 21h20 (dub/diariamente), 23h30 (leg/somente sexta-feira), 14h50, 17h (3D/dub/diariamente). Golpe Duplo: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 13h (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sábado), Cinemark 8 – 13h50, 16h20, 19h40, 22h10 (dub/ diariamente); Cinépolis Millennium 4 – 16h15 (dub/diariamente), 19h, 21h45 (leg/diariamente), Cinépolos Millennium 7 – 15h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 16h, 18h30, 20h50 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 16h15, 22h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h10, 19h10 (dub/diariamente), 16h40, 21h40 (leg/diariamente); Multiplex 2 – 17h, 19h15, 21h15 (dub/diariamente); Playarte 6 – 13h15, 15h30, 17h45, 20h (dub/diariamente), 22h15 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 9 – 14h, 16h10, 18h20, 20h40 (leg/diariamente), 23h (leg/somente sexta-feira e sábado). Kingsman – Serviço Secreto: RUS. 16 anos. Cinemark 3 – 18h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 5 – 16h45, 22h15 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 17h45, 20h30 (dub/diaria-

mente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h (leg/ somente sábado e domingo), 19h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 17h40 (dub/ diariamente), 14h50, 20h40 (leg/diariamente); Multiplex 6 – 18h (dub/diariamente); Playarte 5 – 13h, 15h30, 18h, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado). Simplesmente Acontece: RUS/ALE. 14 anos. Cinemark 2 – 15h50 (dub/diariamente), 22h50 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 2 – 21h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 14h50, 20h15 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 18h20, 20h50 (leg/diariamente); Playarte 7 – 13h30, 15h45, 18h, 20h15 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). Renascida do Inferno: EUA. 14 anos. Cinemark 2 – 14h, 20h45 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 15h15, 17h15, 19h15, 21h30 (dub/diariamente); Multiplex 6 – 16h (dub/diariamente). Superpai: BRA. 14 anos. Cinépolis Plaza 8 – 14h30, 16h45, 19h, 21h45 (diariamente); Kinoplex 1 – 14h, 16h, 18h, 20h, 22h (diariamente); Multiplex 2 – 15h (diariamente); Playarte 2 – 12h50, 14h40, 16h30 (diariamente). Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca: EUA. Livre. Cinépolis Millennium 2 – 14h30, 16h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 13h45, 15h45 (dub/diariamente); Kinoplex 3 - 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 (dub/diariamente); Playarte 1 – 13h (dub/diariamente), 14h45 (3D/dub/diariamente). Bob Esponja – Um Herói Fora D’água: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 12h15 (dub/somente sábado e domingo), 14h30, 16h45 (dub/diariamente), Cinemark 2 – 18h15 (dub/diariamente); Cinépolis

Millennium 2 – 18h30 (dub/diariamente), Cinépolis Millennium 4 – 14h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 14h15 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 13h40 (dub/somente sábado e domingo), 16h10 (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 14h20 (dub/diariamente), Kinoplex 5 – 14h40, 16h40 (3D/dub/diariamente); Playarte 3 – 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). Sniper Americano: EUA. 10 anos. Cinépolis Millennium 6 – 17h55 (leg/diariamente); Kinoplex 3 – 21h (leg/diariamente). A Casa dos Mortos: EUA. 14 anos. Kinoplex 2 – 13h40 (dub/diariamente). Cinquenta Tons de Cinza: EUA. 18 anos. Cinemark 3 – 15h10, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 5 – 13h45, 19h30 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 17h30, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h10 (dub/somente sábado e domingo), 18h40 (dub/diariamente), 15h50, 21h30 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 15h40, 18h20, 21h05 (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 16h15, 18h50 (dub/diariamente), 21h25 (leg/diariamente); Multiplex 6 – 20h30 (dub/diariamente); Playarte 4 – 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 (dub/diariamente), 23h45 (dub/somente sexta-feira e sábado). Corações de Ferro. EUA. 16 anos. Playarte 2 – 18h20, 21h (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Destino de Júpiter: EUA. 12 anos. Kinoplex 5 – 18h40, 21h20 (dub/diariamente); Playarte 10 – 13h05, 15h40, 18h15, 20h50 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado). Loucas Pra Casar: BRA. 14 anos. Playarte 8 – 13h20, 15h35, 17h50, 20h05 (diariamente), 22h15 (somente sexta-feira e sábado).


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MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015

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Sala de Espera Ana Lúcia Montenegro, Rodrigo Bonates e Warly Pontes Jr. estarão amanhã trocando de idade. Os cumprimentos da coluna. Em clima de Páscoa, aconteceu mais uma reunião dos amigos da catedral, no endereço chique dos Novoa Silva. O motivo? A aclamação por mais um biênio da atuante Carmen Novoa Silva como presidente. Depois do brunch pré-pascal com decoração do Bandeirão e delicioso bolo da Silene Martins, uma pausa para uma foto exclusiva com Irineu Assis, Graziela Nogueira, Maria Luiza Dantas, Marita Monteiro, a presidente Carmen com Ricardo Silva mais Aldenora Assis, Iara Lanza, desembargadora Liana Mendonça, Marilda Jacob, Célia Marques, desembargadora Marinildes Mendonça Lima e Suely Paiva

Elton John Tribute

O maestro paulistano Rogério Martins apresenta em Manaus o show especial “Rocket Man - Elton John Tribute”, no próximo dia 27, no palco do Teatro Manauara, a partir de 22h. O musical é o único licenciado pela editora e gravadora do astro internacional, com autorização para gravar e comercializar a obra do “Sir John”.

Inclusão social

Jander Vieira jandervieira@uol.com.br - www.jandervieira.com FOTOS: JANDER VIEIRA

Na noite badalada de apresentação, no Belle Époque Bistrô, da mais bela de Manaus 2015: a miss Taila Araújo com o anfitrião Waisser Botelho

Patrocinado pela Petrobras, por meio do programa Integração Petrobras Comunidade (IPC), o projeto Vestibulinho encerrou o período de matrículas para o ano letivo 2015 com 334 alunos inscritos. O projeto social desenvolvido pela Fundação Nokia de Ensino tem como objetivo preparar alunos matriculados no 8º ano do ensino fundamental para o processo seletivo para cursar o ensino médio em escolas técnicas de referência em Manaus. As aulas já estão em andamento e são realizadas aos sábados na Escola Municipal Nova Vida, com turmas pela manhã e tarde formadas por alunos de escolas públicas da região.

Regularização, já

Foi encaminhado à mesa diretora da Aleam o requerimento de autoria do deputado Francisco Souza (PSC), para que todos servidores de transporte rodoviário e aquaviário de Manaquiri sejam regularizados em suas profissões. Com a ideia de prevenir e organizar essa classe de trabalhadores, Souza pede que a mesa diretora encaminhe sob a forma de indicação aos responsáveis, governador José Melo, Detran-AM e a SNPH, para que viabilizem estudos técnicos no sentido de realizar o processo de regularização dos serviços. Os órgãos são específicos e incumbidos de gerir essas atividades, nesse processo de capacitação. Aplausos!

Só festa para o festejado casal Claudia e Ricardo de Medeiros no almoço de celebração aos 20 anos de sucesso da Gaucho’s Churrascaria O secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, em recente visita na Aleam a convite do deputado Sabá Reis (PR). Na ocasião, trataram assuntos sobre o Plano de Trabalho da pasta para conter o avanço da criminalidade nos municípios do Amazonas

Com o objetivo de oferecer as melhores ofertas e opções ao consumidor amazonense, o Millennium Shopping anuncia a liquidação “Quinzena de Ofertas”. No período de 20 de março a 5 de abril, os lojistas do centro de compras irão oferecer descontos de até 60%. Amanhã, a alegre Graça Assis vai ganhar sessão parabéns da family no endereço

do Parque Residências pelo seu niver. As lojas Via Mia do Shopping Ponta Negra e Manauara Shopping lançaram sua coleção 2015. A marca carioca, que não é apenas uma loja de acessórios, mas sim uma marca com atitude e conceito, vende comportamento e já fez a cabeça da ala feminina chique da cidade. Mazé Mourão vai comemorar seu niver no próximo dia 6, com almoço só para mulheres, nos domínios do bufê de Cândida Barbosa, a partir das 12h30.

Na chapa

Os principais foods trucks de Manaus têm encontro marcado hoje, das 16h às 22h, no Shopping Manaus ViaNorte. O maior centro de compras da Zona Norte vai reunir no seu Lifestyle, pela primeira vez na cidade, os carrinhos gourmets BoráLá Food Truck, Veraneio Food Truck e Urbano Food Truck num festival gastronômico de rua. Hot dog, hambúrgueres, sandubas de carne e outras opções estarão à disposição do público que for ao centro de compras e de quebra visitar a exposição Mundo Jurássico, que já atraiu cerca de 200 mil pessoas nas duas primeiras semanas.

Reta final

Hapvida contando os dias para o início dos trabalhos da Fundação Ana Lima em Manaus. As instalações estão em fase final de conclusão na Zona Leste da cidade e vai atender mais de 200 crianças carentes e distribuir sopas para moradores de rua. Um trabalho que o plano de saúde já realiza em várias capitais brasileiras.


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MANAUS, DOMINGO, 22 DE MARÇO DE 2015


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EM TEMPO - 22 de março de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu