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EM TEMPO - 21 de julho de 2013

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MÁRIO OLIVEIRA/SEMCOM

DIEGO CAJA

“MANAUS

TEM XERIFE”

ACAMPAMENTO

Hóspedes do barulho na Assembleia Em Manaus, grupos distintos montaram acampamentos em frente às casas legislativas. Mas, quem são essas pessoas e quais são seus propósitos? Política A5

SAÚDE

635 médicos para atender todo o interior Dos 2,8 mil médicos cadastrados no Amazonas para atender no SUS, 77% trabalham em Manaus, enquanto o interior têm 635 médicos no sistema. Dia a dia C8

Prefeito Arthur Virgílio diz que descansa pedalando na praia da Ponta Negra, onde conversa com as pessoas, ouve sugestões e novas ideias

QUE A PARTIR DE AGORA VAI CONTROLAR O SISTEMA DE TRANSPORTE COM MÃO DE FERRO, GARANTE O PREFEITO ARTHUR VIRGÍLIO. DIA A DIA C4 E C5

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

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ANO XXV – N.º 8.068 – DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

FLU X VASCO

PRONTOS PARA ENCONTRAR O PAPA FRANCISCO Arquidiocese de Manaus afirma que 1,5 mil jovens vão participar da Jornada Mundial da Juventude, que começa nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.

Clássico marca a reabertura do Maracanã

Evento contará com peregrinos da Polônia, Alemanha, Itália, Malásia, Canadá, Argentina, Costa Rica, México e Venezuela, que optaram por partir de Manaus. Dia a dia C3 Cinco meses depois de se tornar pontífice, o papa Francisco chega, amanhã, ao maior país católico do mundo. País B6 e B7

DIVULGAÇÃO

Fluminense e Vasco se enfrentam hoje, na partida que marca a reabertura do Maracanã, no Rio de Janeiro, para jogos de clubes. Pódio E7 FOTOCOM

JORNADA

Juventude se prepara para encontrar papa Francisco no Rio de Janeiro

A reinvenção de um poeta Uma carta em que Fernando Pessoa conta a origem de seus heterônimos serviu de pontapé inicial para o trabalho da escritora Suzana Ventura. Ilustríssima G2

COMPORTAMENTO

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PESSOA

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REPRODUÇÃO

D O M I N G O

Ir ao cinema ficou chato? Demora no atendimento, ingressos caros, sistema inoperante e banheiros sujos são as principais reclamações dos frequentadores. Plateia D1

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO, SALÃO IMOBILIÁRIO E CONCURSOS.

DIETA

Dieta do Jejum defende que uma pessoa pode comer à vontade durante cinco dias, mas deve ingerir 600 calorias nos outros dois. Saúde F7

TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

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MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Após ser preso, servidor público é achado morto

ISRAEL

Negociação de paz em espera FOTOS: PAULA CASTRO

Roberval Rodrigues da Silva foi detido por embriaguez ao volante e achado enforcado com a calça jeans PAULA CASTRO EM TEMPO ONLINE

O

funcionário público Roberval Rodrigues da Silva, 53, foi encontrado morto em uma cela do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), bairro Novo Israel, Zona Norte, por volta das 7h da manhã de ontem. Ele teria se enforcado no local com a calça jeans que utilizava ao ser preso duas horas antes por embriaguez ao volante na rua São Marcos, naquele bairro. Segundo a esposa de Roberval, Socorro Carioca Bezerra, o marido havia saído da casa de amigos com quem fora se encontrar na noite de sextafeira (19). Por volta das 5h do sábado, ele saíra para comprar cigarros quando foi abordado por uma viatura da “Ronda no Bairro”, passou pelo exame do bafômetro e, com o resultado, acabou detido e levado ao 18º DIP, onde foi colocado em uma cela usando ainda a calça jeans, ao contrário do procedimento padrão de deixar o preso usando apenas roupas íntimas. Roberval era motorista de ambulância do hospital Alfredo da Matta e funcionário público há mais de 30 anos, e morava na rua Rio Içá, no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul. A família acredita que o suicídio pode ter sido causado pela revolta do servidor, uma vez que nunca havia sido preso. O delegado do 18º DIP, Ivo Henrique Martins, não se pronunciou sobre o caso, mas a assessoria de comunicação da Polícia Civil informou por meio de nota que a Corregedoria ficaria responsável pelas investigações, cujos resultados seriam divulgados posteriormente.

POLÍTICA

Dilma defende plebiscito em

Roberval Rodrigues foi colocado na cela usando calça jeans, que teria utilizado para se enforcar

Esposa do servidor atribuiu suicídio à revolta pela prisão

IONE MORENO

CIDADANIA

Os estudantes de diversos cursos ficaram durante 13 dias em visitas a várias comunidades

Projeto Rondon mostra resultados RENATA PAULA Equipe EM TEMPO

A busca da prática profissional e o exercício da cidadania foram os guias para uma viagem promovida para dez estudantes a mais uma expedição fluvial do Projeto Rondon, coordenada pela Marinha do Brasil por meio do comando do 9º Distrito Naval. Durante 13 dias, os navios “Raposo Tavares” e “Soares de Meireles” navegaram para sete comunidades no entorno do rio Negro, de Manaus a Itacoatiara, para

O governo de Israel anunciou ontem que irá libertar alguns prisioneiros palestinos como um “gesto” de boa vontade, após ambas as partes terem concordado em se reunir para preparar as primeiras negociações de paz, diretas, em três anos. O anúncio foi feito horas depois de o secretário de Estado americano, John Kerry, ter afirmado, em Amã, que israelenses e palestinos chegaram a um acordo de princípio para retomar as negociações de paz por meio do palestino Saeb Erakat e da israelense Tzipi Livni “dentro de uma semana mais ou menos”, em Washington. O último diálogo foi interrompido totalmente em setembro de 2010, quando Israel se recusou a manter o congelamento da construção de novos assentamentos nos territórios palestinos. A expansão das colônias continua a ser um dos maiores obstáculos para as duas partes em conflito. Ontem, o ministro israelense de Relações Internacionais e de Inteligência, Yuval Steinitz, disse à rádio pública que “haverá um número limitado de prisioneiros palestinos libertados”, sem especificar quantos, mas ressaltando que alguns deles passaram até 30 anos em prisões israelenses.

atendimento e assistência técnica hospitalar. A estudante do 8º semestre de Farmácia, Kamylla Migliorelli, 24, conta que essa experiência serviu como um pontapé positivo para o início da carreira profissional. “O contato que tive com as pessoas foi muito próximo, conversar sobre medicamentos que muitos deles nunca tiveram acesso e são de uma necessidade básica, entender o pouco sobre a realidade deles foi muito marcante para mim”, explica. Participaram das ativida-

OBJETIVOS

Durante 13 dias, os navios “Raposo Tavares” e “Soares de Meireles” navegaram para sete comunidades, no entorno do rio Negro, de Manaus a Itacoatiara, para atendimento hospitalar des alunos de vários Estados brasileiros, estudantes de cursos como medicina, odontologia, farmácia e en-

fermagem, acompanhados por três professores supervisionando os navios. Para o capitão Luciano Silva, a surpresa dos alunos em relação ao contato é uma das características mais destacáveis da expedição. “Os alunos tiveram oportunidade de conhecer doenças e cada característica delas que só conheciam nos livros, doenças que não são comuns no Sudeste, como a malária”, exemplifica. O capitão ainda salienta a presença da Marinha do Brasil na prática de atividades

como esta em comunidades como Urucurituba Nova, São José do Amatarí, São Pedro do Iracema, Centenário, Tabocalzinho, Novo Remanso e Urucurituba. “A Marinha do Brasil já está presente nestas atividades, por outro lado, quando reforçamos nosso pessoal com uma equipe a mais, com qualidade comprovada, sendo praticamente aptos a exercerem as atividades só é um ganho para toda a comunidade. É notória a satisfação deles tendo o acesso direto à comunidade”, acrescenta.

Em carta de quatro páginas encaminhada ontem ao PT, a presidente Dilma Rousseff defende a realização de plebiscito para a reforma política e diz que, ao lado do ex-presidente Lula, está ouvindo a “voz das ruas” para dar respostas à sociedade brasileira. Dilma enviou a carta para justificar sua ausência na reunião do diretório nacional do PT, ocorrida ontem em Brasília, em que seria convidada de honra. A decisão de não comparecer irritou parte dos petistas, em especial o ex-ministro José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelo mensalão e participante da reunião do diretório. “Eles [brasileiros] querem um novo sistema político, mais transparente, mais oxigenado e mais aberto à participação popular que só a reforma política balizada pela opinião das ruas, por meio de um plebiscito, poderia criar. Mais do que tudo, eles querem ser ouvidos e participar”, afirmou na carta. Dilma justificou a ausência ao dizer que, com a vinda do papa Francisco ao Brasil, precisa cumprir “deveres aos quais não posso faltar” - com a demanda de organização e segurança que envolve “todo o governo”. Incomodada com recentes decisões do partido, Dilma avisou somente na sextafeira (19) que não participaria da reunião do comando nacional do PT organizada especialmente para garantir sua presença. Reunido com petistas em encontro preparatório, Dirceu incitou integrantes da corrente Construindo um Novo Brasil, a maior do PT, a protestar contra a ausência de Dilma. No documento, a presidente fez um afago à sigla ao afirmar que não haverá um “Brasil efetivamente novo” sem o PT. “Sei que podemos contar com o nosso partido para acolher essa energia renovadora que vem das ruas”.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Entre bandidos e militantes

Igreja Católica mostra sua força A Jornada Mundial da Juventude começa amanhã, no Rio de Janeiro. Será o grande momento em que a Igreja Católica dará provas de sua força e que não está esvaziando – apesar do inequívoco crescimento dos evangélicos -, como muita gente anda espalhando por aí. A expectativa é que cerca de 2,5 milhões de pessoas devem participar do Jornada 2013. Dá-lhe, Manaus! Manaus vai estar presente na JMJ com quase 2.000 enviados, de acordo com os números revelados pela Arquidiocese de Manaus. – A Jornada da Juventude não é um passeio turístico, mas uma peregrinação. É uma experiência única de internacionalização e comunhão – alertou dom Sérgio Castriani arcebispo de Manaus.

Quem indicou De cara, Pontes iniciou as discussões de propostas de ações que serão encaminhadas ao secretário de Justiça, Wesley Aguiar. Aliás, a indicação do novo presidente do Conselho Penitenciário é do próprio Wesley.

Colheita Para arrecadar o dinheiro que bancou a viagem, os jovens amazonenses não pouparam esforços. Realizaram rifas, fizeram quermesse, bingos, venderam camisetas e outras promoções.

Sai Dilma... Já tem petista trabalhando para substituir Dilma por Lula na eleição de 2014. Com a queda vertiginosa da presidente, o ex-presidente seria a alternativa, porque Lula seria até 37% mais forte do que Dilma Rousseff como candidato do PT à Presidência, se a eleição fosse hoje.

Vieram de longe A caminho da Jornada, aproximadamente 150 peregrinos passaram por Manaus antes de seguir para o Rio de Janeiro. De acordo com a igreja, estiveram em Manaus representantes do México, Estados Unidos, Malásia, Itália, Polônia e Vietnã.

... Entra Lula! Isso porque Lula teria 11 pontos porcentuais a mais do que Dilma em um dos cenários testados pela pesquisa nacional Ibope, feita em parceria com o jornal “O Estado de S. Paulo” entre quinta-feira e domingo passados.

Preparação Os peregrinos estrangeiros participaram em Manaus da “Semana Missionária”, uma preparação que antecede a JMJ.

Cenário No cenário estimulado com quatro candidatos à Presidência, Dilma tem 30% das intenções de voto, contra 22% de Marina Silva (sem partido), 13% de Aécio Neves (PSDB) e 5% de Eduardo Campos (PSB).

Ordem no cárcere O sistema carcerário requer medidas enérgicas e de impacto, já dissemos isso antes. Na quinta-feira, com toda sua experiência, o delegado Raimundo Pontes Filho, assumiu a presidência do Conselho Penitenciário do Estado. Choque de ordem Espera-se que, com a disposição para luta, vontade política e com sua experiência no setor, o delegado Pontes possa dar esse choque de ordem que o sistema penitenciário está precisando há muito tempo.

Se o PT mudar Caso o PT decidisse substituir a candidatura de Dilma pela do ex-presidente, contra os mesmos adversários, Lula chegaria a 41%, e os adversários ficariam, respectivamente, com 18%, 12% e 3%. Por comparação, a intenção de votos de Lula é 37% maior que a de Dilma Rousseff. Orelha quente A orelha de Dilma Rousseff deve ter esquentado na noite

APLAUSOS

Charge regi@emtempo.com.br

de terça-feira. A presidente foi alvo de duras críticas de peemedebistas na noite de terça-feira, durante confraternização do partido. Pau no Temer Presente ao jantar por apenas uma hora, o vice-presidente Michel Temer não foi poupado. Reunidos na casa do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), peemedebistas sugeriram que Temer se impusesse mais na defesa do partido e interferisse na articulação política do governo. Só tem um Para ilustrar o estado de espírito, o presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), reproduziu uma máxima do ministro Edison Lobão (Minas e Energia): – Do 4º ao 8º andar do meu ministério só tem um peemedebista, eu!

João Bosco Araújo

Greve de médicos O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) avisa. Haverá paralisação dos profissionais que atuam na rede municipal, estadual e os com vínculo federal, que prestam serviços no Amazonas nos dias 23, 30 e 31 de julho.

Nesses mais de dois mil anos, a contar de Pedro até os nossos dias, muitos foram os papas, titulares da cátedra, e em cada um deles uma personalidade, uma linha de ação, um conjunto de prioridades buscadas, um caráter, por sinal, nem sempre a ser imitado. Quanta diferença, por exemplo, entre um Alexandre 6º e um João 23. Agora mesmo, um teólogo, intelectual de estirpe, frente a problemas concretos dentro do corpo funcional da igreja, renunciou, fato raríssimo, por reconhecer a própria incapacidade para enfrentá-los e, em seu lugar, foi posto um pastor de almas, alguém nitidamente vinculado ao rebanho, ao concreto apascentamento do povo de Deus. A si mesmo deu o nome de Francisco e foi logo mostrando que toma o “poverello” como paradigma e que não quer guardar distância do rebanho que lhe foi confiado, mas inserir-se nele e com ele coabitar. Se a doutrina da igreja assegura que em cada eleição de um papa há interferência inspirativa do Espírito Santo, o qual também se faz presente sempre que algo se define e se estabelece “ex-catedra”, como entender tantas oscilações e variações nos rumos de uma instituição que, à primeira análise, deveria sempre guardar a mesma rota? Se esta é a Igreja de Deus, fundada pelo Filho e assistida pelo Espírito, podemos imaginar o “dilema” que se coloca ao Senhor, que sabe o que quer da sua Igreja e, ao mesmo tempo, libera o Homem à sua própria natureza e respeita incondicionalmente a sua liberdade. Eis

Orientação A greve dos médicos segue a orientação da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). Só emergências De acordo com o presidente do Simeam, Mário Vianna, todas as atividades médicas de rotina serão suspensas nas três esferas (municipal, estadual e federal). – Apenas urgências emergências estarão em funcionamento – avisa.

VAIAS

Juventude católica

O desabafo do comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Erir da Costa Filho, na quinta-feira 18, sobre o embate que suas tropas tiveram com manifestantes e bandidos, num mesmo momento e nos mesmos lugares, quarta-feira 17, que deixaram um rastro de destruição nos bairros do Leblon e Ipanema, exige uma reflexão politicamente comprometida com a situação das polícias e a formação dos seus quadros. No Rio de Janeiro, mais precisamente na Universidade Federal Fluminense, instalou-se, com repercussão em Manaus, no ano passado, um curso de graduação com o objetivo de mudar o perfil da polícia brasileira. Na mesma semana dos protestos e dos atos de banditismo, que as autoridades prudentemente estão sabendo não confundir, circulou na imprensa observações de estudiosos, focando a formação “para a guerra” das polícias. O próprio comandante da PM fluminense deixou escapar no seu lamento de quinta-feira (“Somos policiais militares, eleitores e cidadãos. Se a PM não estiver ali, é anarquia. Todos têm que ter responsabilidade. Não brinquem com o que está acontecendo. Ninguém sabe o que está por trás. A responsabilidade da mídia é muito grande”), que há cinco anos a disciplina para controle de distúrbios foi retirada do currículo da formação de policiais militares. Apenas agentes do Batalhão de Choque participam de cursos para agir nesses casos. Um erro estratégico. Está claro, talvez por isso, que a inteligência da polícia não tem sabido como analisar e identificar os grupos de bandidos que depredam e roubam acintosamente, diante das câmeras e dos olhos dos policiais. Os manifestantes também sentem-se desconfortáveis e temem que seu discurso político seja desmoralizado pela ação impune do banditismo. É hora de mudar a estratégia e a tática.

Poluição visual DIVULGAÇÃO

IONE MORENO

Para a juventude católica de Manaus que vai estar presente na Jornada Mundial da Juventude, no Rio.

Para lojistas e comerciantes que esticam faixas de um lado para outro da rua, contribuindo ainda mais com a poluição visual que compromete a paisagem urbana de Manaus.

opiniao@emtempo.com.br

Bento foi, veio Francisco um paradoxo, mas não uma contradição. Quando o Filho falou a Francisco, ao pé do altar, lá em Assis, ainda antes de lhe conferir ou, quem sabe, impor as chagas que Ele mesmo sofrera, reconheceu que a Sua Igreja estava em ruínas e ordenou-lhe que se lançasse à sua reconstrução. Extremamente revelador não lhe ter mandado abandoná-la para fundar e construir uma nova. Deixava assim claro que a Sua Igreja era uma só e a Ele se vinculava mesmo quando sofria as intempéries e as vicissitudes inerentes ao fato de ser uma instituição também humana, que, por esse lado, também abriga dentro de si o pecado. Francisco, o de Assis, lançouse ao trabalho que lhe fora determinado, não como um revolucionário que procura antes destruir, para depois construir em outros padrões. Não! Sua ação foi de edificar através do exemplo do amor, da pobreza, da humildade e do perdão. Foi, na verdade, a edificação daquilo que se passou a designar como a “Imitação de Cristo”, pois que, ser cristão é primeiramente recusar a lei de Talião, do olho por olho e dente por dente e substituí-la pelo perdão incondicional, pelo “oferecer a outra face” ao agressor. Se não me engano, foi Gandhi, um cristão não formalizado pelo batismo, quem disse que, a vigorar ainda a lei de Talião, a humanidade logo estaria toda cega e desdentada. Que nos venha então esse novo Francisco, mensageiro daquele primeiro e, ainda mais, d’Aquele que a ambos fundamenta e justifica. Recebamo-lo na nossa casa.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Se a doutrina da igreja assegura que em cada eleição de um papa há interferência do Espírito Santo, que se faz presente sempre que algo se define e se estabelece “ex-catedra”, como entender tantas oscilações e variações nos rumos de uma instituição que deveria sempre guardar a mesma rota?”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Currículo na mesa Enquanto Dilma Rousseff não bate o martelo sobre a reforma ministerial, que incluiria trocas em Relações Institucionais e na Fazenda, um ex-ministro do governo Lula tem defendido junto ao ex-presidente o nome de Otaviano Canuto para a cadeira de Guido Mantega. Economista com carreira na Unicamp, ele trabalhou com Antonio Palocci na pasta, em 2003. Hoje, é consultor do Banco Mundial e visto como um nome para “recuperar a credibilidade” do governo no mercado. Dupla jornada Setores do PMDB defendem que, em vez de endossar o substituto de Ideli na coordenação política, o vice-presidente, Michel Temer, assuma diretamente as Relações Institucionais, para devolver o prestígio da pasta junto à base. Roubada Aliados de Temer, no entanto, afirmam que, diferentemente da Defesa, que José Alencar acumulou quando era vice de Lula, com sucesso, a pasta de Ideli só traz desgastes ao titular. Tropa de Elite Reclamando de “descaso” de José Eduardo Cardozo (Justiça) com as reivindicações da categoria, a Federação Nacional dos Policiais Federais vai realizar manifestação na terça-feira, no Rio, durante a visita do papa Francisco. Mapa O Palácio do Planalto ainda insistia em mudar o local do encontro de Dilma e do governador Sérgio Cabral com o papa. O Palácio Guanabara é considerado muito vulnerável. Vapt-vupt Setores do go-

verno sugeriram que a audiência oficial com o papa acontecesse na própria base aérea do Galeão, logo após o desembarque de Francisco. Sai da rua Se em 2005 houve corrida de políticos brasileiros para ir aos funerais de João Paulo 2º, parlamentares e governantes adotam postura discreta na vinda de Francisco. “Não há clima para ser papagaio de pirata’’, admite um senador. Livre Embora publicamente mantenha o discurso de apoio a Dilma, Gilberto Kassab já diz a interlocutores que, se a eleição fosse hoje, o PSD ficaria independente na disputa presidencial. Seria a melhor forma de eleger uma grande bancada de deputados --sua prioridade. Próximos... Apesar de correr o risco de perder o apoio do PPS, Eduardo Campos (PSB) tem dito que apoia a filiação de José Serra ao partido de Roberto Freire para concorrer ao Palácio do Planalto em 2014. ... capítulos Para o pernambucano, a candidatura do exgovernador paulista dificultaria a entrada de Aécio Neves (PSDB)

Foi criado um grupo de trabalho de fantasia, uma enrolação para os médicos. O governo atropelou, é um desrespeito. Por trás de tudo isso está a campanha eleitoral, evidentemente. Não aproveitamos nada dessa medida

em São Paulo e daria à eleição ares de reprise da disputa entre Dilma, Serra e Marina Silva, o que favoreceria novos nomes. Nova direção O PSDB vai aproveitar uma lista de e-mails de cabos eleitorais de Serra na campanha presidencial de 2010 para montar banco de apoio para a candidatura de Aécio na internet.

Geraldo Ferreira Filho, presidente da Fenam, reage à medida provisória que criou o Mais Médicos – programa do Executivo para distribuir médicos estrangeiros e brasileiros no interior do país, e aumentar o curso de medicina com dois anos de serviços prestados no SUS- e aos vetos da lei do “Ato Médico”.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br ALEXANDRE FONSECA

Copyright O nome Rede 45, usado em 2010, terá de ser mudado graças ao futuro partido de Marina Silva. Negócios... Parentes de expoentes do PSDB paulista estão debandando do partido. No dia 25, o PTB nomeará como presidente do núcleo sindical Antonio Ramalho Júnior, filho do presidente de grupo similar tucano. ... à parte O genro do prefeito tucano de Praia Grande será candidato pelo PMDB em 2014. O irmão do prefeito de Cotia, do PSDB, deve disputar um cargo pelo PSC. A irmã do prefeito de Americana, também tucano, se aproximou do PCdoB. E o irmão do prefeito de Taubaté, do PSDB, embarcou no PTB.

Tiroteio

Os proprietários de carros continuam a ocupação indiscriminada de todo e qualquer centímetro quadrado de espaço público. Na Cidade Nova, paradas de ônibus são ocupadas por esses cidadãos privilegiados com a redução do IPI, que não implica na abertura de ruas e de estacionamentos para o trânsito terminal da cidade.

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Se o PMDB está defendendo a redução de ministérios, a primeira coisa a fazer deveria ser devolver as pastas que ocupa.

Peregrinos e excluídos

DO LÍDER DO PMDB NO SENADO, EUNÍCIO OLIVEIRA (CE), que discorda da reforma proposta pelo presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN).

Visitantes estrangeiros que chegam ao Brasil se impressionam com o número de escolas que funcionam à noite. São cursos fundamentais, técnicos, de ensino médio e universitário. A grande impressão que fica é que a juventude brasileira trabalha e estuda. Isto acontece já há algumas gerações. Nos últimos dias assinei centenas de declarações de participação na Jornada Mundial da Juventude para que os peregrinos possam justificar a ausência no trabalho e nas escolas. Daí a conclusão de que a grande maioria dos jovens que vai ao encontro do papa trabalha, estuda, participa de uma comunidade, está comprometida com a ação pastoral da Igreja e quer construir no presente um futuro que inclui família, profissão, estudos especializados, participação política e cidadania. Ir ao Rio é uma expressão deste sonho partilhado por toda uma geração e confirmado pela Igreja que se renova com sua juventude. Os peregrinos são convocados a se tornarem missionários, a dar testemunho deste sonho e a reafirmar que encontraram Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida em plenitude. Num mundo plural e fragmentado são confirmados na sua identidade cristã e católica, sem fundamentalismos e reconhecendo o destino comum de toda a humanidade. Mas nestes mesmos dias em que os peregrinos experimentam a alegria de partir em caravana, e também a solidariedade da família, da comunidade, e dos amigos que os ajudaram na arrecadação de fundos e os acompanham com suas orações, continuam a morrer jovens as-

Contraponto

Cancelando a assinatura Uma semana depois de ser eleito papa, em 13 de março deste ano, Jorge Bergoglio telefonou de Roma para seu jornaleiro Daniel, na calle Bolivar, em Buenos Aires. --Alô, Daniel, aqui fala o padre Jorge. --Pare com isso, Mariano, deixe de ser cretino! --reagiu o jornaleiro, julgando ser trote de um amigo. --Estou falando sério, é Jorge Bergoglio. Ligo para agradecer seu serviço todos esses anos e para pedir que não me envie mais o ‘La Nación’. Lembranças à família! O relato foi feito por Daniel ao jornalista Andrea Tornielli e consta do livro ‘’Francisco’’, sobre o papa. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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sassinados em todos os cantos da nossa cidade. Cada dia, jornais, telejornais e programas de rádio anunciam a morte violenta de homens jovens. Mortes com causas obscuras ou vagamente explicadas como acerto de contas. Mortes que geram ódio, ressentimento e revolta. Assim como os peregrinos, estes jovens assassinados também têm famílias, pais, mães, irmãos, irmãs, e até filhos e filhas. Se a peregrinação gera fraternidade, sentido de pertença, sensação de ser aceito e amado, as mortes violentas geram sobretudo o desejo de vingança. Seria ingênuo pensar que a Jornada vai resolver a situação. Mas ela com certeza aponta caminhos. A transformação da realidade se dá no dia a dia, e em primeiro lugar na atuação firme e responsável do Estado que arrecada impostos para poder executar políticas públicas em favor da juventude. É na vida familiar que se tecem relações humanas duradouras, é nas escolas que a educação formal de qualidade abre perspectivas de vida para todos em igualdade de condições, é na vida das comunidades de fé que a Palavra de Deus anunciada, ouvida e meditada vai transformando corações e mentes e levando as pessoas a se comprometerem com o anúncio do Evangelho. Mas, é tempo de festa para a Juventude. Mesmo quem não vai, está envolvido por esta atmosfera de celebração da vida. Jesus Cristo, o mesmo de ontem e de sempre, quer se encontrar com os jovens, sentinelas do amanhã, profetas de um tempo novo que já se faz presente como semente e fermento.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Seria ingênuo pensar que a Jornada vai resolver a situação. Mas ela com certeza aponta caminhos. A transformação da realidade se dá no dia a dia, e em primeiro lugar na atuação firme e responsável do Estado que arrecada impostos para poder executar políticas públicas em favor da juventude”.


Política

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

A5

Quem são os ativistas que acamparam no parlamento? RICARDO OLIVEIRA

EM TEMPO acompanhou durante uma semana a rotina desses manifestantes, que dizem estar lutando por um país melhor

Os manifestantes se revezam durante os dias de acampamento. Para enfrentar a situação contam com o apoio de familiares e desconhecidos, que levam alimentos e roupas durante o dia

O

s recentes protestos que o país tem vivido nas últimas semanas colocaram em evidência uma figura que há algum tempo havia perdido espaço no cenário político: o manifestante de rua. Diferente dos movimentos históricos anteriores que, na maior parte das vezes, foram capitaneados por partidos políticos ou lideranças sindicais e estudantis, as manifestações atuais de maior adesão se intitulam apartidárias e foram formadas nas redes sociais da internet, sobretudo no Facebook. Entretanto, o movimento não é hegemônico e ainda patina quanto à organização. Enquanto alguns grupos defendem pautas específicas, outros apresentam diversas reivindicações que acabam por inviabilizar resultados concretos em curto prazo, como esperam seus integrantes. Outra problemática observada é o uso dos movimentos para a ascensão política de alguns membros, que inclusive tem histórico envolvimento político e partidário ou processos na Justiça. No Amazonas dois grupos distintos montaram acampamentos em frente às casas legislativas da capital e do Estado. A União dos Movimentos Manaus (UMM) ocupa à frente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) desde o dia 1º deste mês, já são 21 dias ocupando o parlamento sem a previsão de saída. O Movimento Passe Livre (MPL-Manaus), braço regional do MPL nacional, iniciou na semana passada uma ocupação na frente da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O objetivo é pressionar os vereadores para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o transporte público da capital. Para saber quem são e como estão vivendo esses manifestantes, o EM TEMPO acompanhou durante uma se-

mana os dois acampamentos para verificar qual a real situação e como se articulam os membros dos movimentos. Nos dois locais, há presença de poucos adeptos fixos. Os manifestantes justificam que há revezamento entre eles para que todos possam cumprir com suas responsabilidades na vida pessoal, como a família, trabalho e estudos. No acampamento da União dos Movimentos Manaus (UMM), em frente à Aleam, apenas sete manifestantes estavam no local na manhã da última quinta-feira (17). No entanto, afirmaram que no decorrer do dia esse número cresce. “Recebemos pessoas que acampam com a gente um ou dois dias. Eles dizem que não podem ficar

GRUPOS

Dois grupos estão realizando acampamento em frente as casas legislativas do Amazonas, a Câmara e a Assembleia. Ativistas dizem que o ato é uma forma de ajudar a melhorar o país

direto aqui porque tem a vida deles”, disse Luan Pinho, 23, estudante de administração do Uninorte e um dos organizadores do movimento. Para o estudante de publicidade e propaganda Douglas Costa, 19, o apoio financeiro da família é fundamental neste momento. “Todo mundo tem uma vida aqui. Eu estou de férias, a maioria que está aqui estuda e também está de férias”, acrescentou. A maior parte dos manifestantes da UMM está na faixa dos 20 anos de idade, entretanto as idades variam e as ocupações também. Um dos mais velhos do grupo, com 33 anos, é Genesson Nogueira, empresário do ramo da refrigeração e pai de família. Entre as mais jovens está a estudante do ensino médio

Maria Saiara de 19 anos. Além dos recursos próprios, os manifestantes estão se mantendo com doações dos adeptos que não atuam diretamente no acampamento e de simpatizantes. As refeições são preparadas na casa de alguns deles, seguindo a mesma regra do revezamento. Todos os dias há reuniões e assembleias para definir as ações do grupo. Para passar o tempo livre eles jogam dama e leem livros. O banho é feito em casa ou na residência de algum membro do grupo. Para fazer necessidades fisiológicas, eles afirmam que usam o banheiro da guarita da Aleam. No entanto, moradores do condomínio Vila da Barra, que fica ao lado da assembleia reclamam de mau cheiro de fezes e urina. Em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM), os integrantes do MPL-Manaus também fazem sistema de revezamento para manter ativa a ocupação. Da mesma forma que a UMM, o MPL-Manaus é formado por um grupo heterogêneo de pessoas, das mais variadas idades e ocupações. Doações de alimentos prontos e financiamento próprio mantém o movimento, segundo seus representantes. Os banheiros da feira localizada em frente à CMM são usados para as necessidades básicas e para o banho. O estudante de pedagogia Exoduss Almeida, 24, disse que o grupo “está aprendendo a cada dia” a se manter nesta situação de protestos. Os manifestantes relatam mudanças na rotina na vida pessoal. Sandro Marandueira, 35, é bancário na Caixa Econômica Federal e está afastado do serviço por ter sofrido uma grave lesão no pé esquerdo. Para ele, o afastamento do emprego o favoreceu para participar ativamente do movimento. “Se eu não tivesse de licença, com certeza, seria mais difícil me engajar do jeito que estou hoje, mas eu tentaria mesmo assim. Quero ajudar a colaborar com o deselvolvimento do país”, disse.

Envolvimento político é negado A estudante de geologia Jéssica Pallotini, 19, é mantida pela família e disse ter encontrado dificuldade em conciliar os estudos com o movimento de rua, mas está se adaptando a militância. “Eu estou aqui para dar apoio. Quanto mais pessoas tiverem para mostrar que tem gente, melhor”, disse. Um dos mais experientes do grupo é Gilberto Fonseca, 63, o “Giba’Fon”. O artista plástico, que viveu momentos marcantes na história do Brasil, como o golpe militar de 1964 e o movimento dos Caras Pin-

tadas disse se identificar com a causa do MPL. Para ele, militar no movimento, além de uma forma de exercer a cidadania, é uma oportunidade de estimular a sociedade a ser mais ativa e consciente. Diante de rumores de que os grupos são financiados por empresários e políticos interessados nas ações políticas dos movimentos, representantes das categorias negam qualquer tipo de repasse. “Não temos líderes, envolvimento partidário nem financiamento”, garante Luan Pinho da UMM. “Não existe repasse,

financiamento das nossas ações”, afirma Exoduss Almeida do MPL-Manaus. Diferentes bandeiras Se o MPL-Manaus e a UMM são parecidos na forma e no discurso, o conteúdo das reivindicações é a diferença essencial. Enquanto o MPL luta especificamente pela redução e gratuidade da tarifa do transporte público, e por melhorias na mobilidade urbana, a UMM tem uma pauta extensa de reivindicações, com 17 pontos que passam longe de um acordo com os políticos. IONE MORENO

LUCIANO FALBO Equipe EM TEMPO

Ex-líder tem ficha na polícia O ex-líder do UMM, Rodolfo Marinho, 41, era um dos mais ativos membros do movimento nos primeiros dias das atividades, mas foi afastado oficialmente do grupo no início da semana passada por respon-

der a processo na Justiça. “Foi feita uma votação que foi solicitada na presença dele para que se defendesse, mas ele nem apareceu. Então, decidimos afastálo.”, disse Luan Pinho. Marinho é filiado ao Parti-

do Democrático Trabalhista (PDT), com o qual disputou sem sucesso uma vaga na Aleam em 2010. Além disso, ele responde a dois processos na Justiça, um referente a maus tratos a própria filha e outro sobre furto.


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Política

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Congresso articula para derrubar veto de Dilma

“Ainda é cedo para essas especulações, deixa para ano que vem”

A derrubada do veto, que cria novas regras de rateio do FPE, tem apoio de governistas, principalmente peemedebistas

COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

JOSÉ SERRA, sobre sua possível saída do PSDB para disputar a Presidência em 2014

Código de Mineração gera ‘pânico’ no Planalto Em meio à crise instaurada no parlamento, somada à queda de sua popularidade, a presidente Dilma está em pânico com os rumos que poderá tomar a votação do novo Código de Mineração, que já recebeu 500 emendas na comissão especial. O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) foi delegado a monitorar os trabalhos e tentar evitar repetição do “balcão de negócios” que tomou o Congresso na MP dos Portos. Invasão mineira O Planalto teme a quantidade de mineiros na comissão, presidida por Gabriel Guimarães (PT) e relatada por Leonardo Quintão (PMDB). Interesses mil Empresários de Minas estão de olho no projeto, que dá novos poderes ao governo, altera o sistema de controle e prevê licitação em blocos. ‘Aiatolado’ O “massacre” do Leblon, diante da casa do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) foi notícia no Irã, onde corruptos costumam ser enforcados. Gafe da vez Conhecida por trocar as bolas, Dilma provocou risadas em Fortaleza ao chamar o líder do PT na Câmara de “senador” José Guimarães (CE). Governo gasta mais com Bolsa que com Saúde Dilma tem razão quando atribui aos protestos o desejo do povo de “querer mais”: dados do Portal da Transparência revelam que o governo federal gastou até agora R$ 12,1 bilhões com o Bolsa Família – enquanto a Saúde recebeu R$ 9,8 bilhões. O ministério das Cidades recebeu ainda menos

– R$ 897 milhões, sendo R$ 6,4 milhões para abastecimento e esgoto em pequenos municípios. O programa de transferência de renda consumiu R$ 20,2 bilhões em 2012. Na rede Mais 450 mil famílias entraram para o programa este ano, sendo a Bahia, governada pelo petista Jacques Wagner, eterna líder do ranking. Sem rede Em fevereiro, cerca de 1,69 milhão dos 50,3 milhões de dependentes dispensaram o Bolsa Família, diz ministério do Desenvolvimento Social A praça é nossa A praça Tahir, no Egito, tem muito a aprender com a polícia do Rio, que por duas horas olhou quebradeira total sem dar um só golpe de caratê. Qualquer negócio O clima de insatisfação no PMDB chegou a tal ponto que deputados já falam até em convidar o ex-governador José Serra (PSDB) para se filiar ao partido e sair candidato contra a reeleição de Dilma em 2014. Arbitrário O advogado Antônio de Almeida Castro, o Kakay, procurou o BMG, o empresário nº 1 da Fifa, Juan Figer, e o presidente do Atlético de Madrid, Miguel Ángel, para denunciar a “arbitrariedade” da intervenção no Esporte Clube Bahia: “Vai abrir um precedente complicado”, alerta. Na mira do crime A violência entre jovens de 15 a 29 anos cresceu 414%, como mostra o Mapa da Violência 2013, divulgado sexta (19). Entre 2000 e 2010, o Maranhão registrou aumento de 398,5% em vítimas de

Jornalista

arma de fogo. Enquanto isso... ...para reforçar a segurança, a Câmara dos Deputados comprou, com dispensa de licitação, um aparelho detector de metais avaliado em R$ 7,5 mil. Nada de armas de fogo por lá. Quase uma gorjeta Para Luiz Pitiman (PMDBDF), dar aposentadoria especial aos garçons não impacta nas contas da Previdência, já que a categoria não é tão numerosa e o salário é menos da metade do teto do INSS (R$ 4.100). Defesa feroz A CCJ da Câmara aprovou projeto de Ricardo Tripoli (PSDB-SP) que criminaliza condutas contra cães e gatos. O texto, um tanto exagerado, prevê 3 a 5 anos de prisão até para a inocente brincadeira de crianças, que atiça cães: “pega, pega, ts, ts”, por “promover a luta entre animais”. Senta a púa... Esse era o lema dos pilotos da Força Expedicionária Brasileira durante a 2ª Guerra Mundial ao estabelecer recorde destruindo 1,3 mil veículos, 250 composições de trem, 25 pontes e 85% da munição alemã. ...senta a peia! É o que merecem políticos desavergonhados que utilizam aviões das Forças Armadas Brasileiras (FAB), que conquistou respeito mundial, para ir a jogos de futebol, casamentos ou para passear com cães. Pensando bem... ...os cariocas finalmente aprenderam que não devem aceitar balas de borracha de estranhos.

PODER SEM PUDOR

Mentira cabeluda No final de 1996, o à época deputado Álvaro Valle (RJ), chefe do PL, foi procurado pelo então presidente da Câmara, Luiz Eduardo Magalhães, com o processo em que Wellington Fagundes (PL-MT) pedia ressarcimento de despesas com operação de hemorroidas nos EUA, no valor de US$ 40 mil. - Ele se operou? Eu não sabia... –, espantou-se Valle. Álvaro Valle, que era sério, foi investigar. Descobriu que Fagundes fizera implante de cabelos, mas como a Câmara não restitui dinheiro gasto com esse tipo de tratamento, inventou a história das hemorroidas.

REUNIÃO

Movimento cobra cotas raciais A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta sextafeira representantes de 19 organizações do movimento negro, cumprindo a agenda de reuniões com a sociedade civil estabelecida após a onda de protestos pelo país, no mês passado. O movimento negro apresentou à presidente uma pauta com cinco itens e cobrou a implantação da política de cotas raciais no serviço público. Dilma disse que aguarda uma conclusão dos

ministérios envolvidos na discussão dessa questão. “A presidente reafirmou a posição de que as ações afirmativas, mais especificamente das cotas, constituem elemento central na luta pela promoção da igualdade no Brasil”, disse a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros. Segundo a ministra, será necessário um decreto para regulamentar as cotas no

FÁBIO RODRIGUES / ABR

Cláudio Humberto

serviço público, mas ainda depende de parecer jurídico da Advocacia Geral da União (AGU). A expectativa da ministra é que até o fim deste ano a questão esteja resolvida no governo. Além da ministra da Seppir, participaram da reunião os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, estava no Palácio do Planalto, mas não participou do encontro.

Presidente da Confederação dos Municípios, Paulo Ziulkoski estima prejuízo de R$ 2,8 bilhões

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ressionado por prefeitos e governadores, o Congresso se articula para derrubar em agosto o veto da presidente Dilma Rousseff à lei que cria novas regras de rateio do FPE (Fundo de Participação dos Estados). A derrubada do veto tem o apoio de governistas, principalmente do PMDB, que prometem retomar o texto original da lei aprovado pelos congressistas há um mês. Dilma vetou o trecho que retira os impactos das desonerações concedidas pelo governo federal aos Estados e municípios. O projeto aprovado pelo Congresso prevê que eventuais desonerações impostas pelo governo terão efeito apenas na cota de ar-

recadação destinada à União, não tendo impacto nos repasses do FPE e FPM (Fundo de Participação dos Municípios). O trecho vetado é de autoria do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) que, com o apoio da base governista, incluiu no projeto do FPE a questão das desonerações. “Isso seria o fim da gentileza com chapéu alheio. Prefeituras e governos estaduais não podem ser penalizados enquanto Dilma favorece um pequeno grupo encabeçado pelas montadoras”, disse Caiado. “Vamos votar e derrubar esse veto na terceira semana de agosto. Convoco todos os prefeitos e governadores para comparecerem ao Congresso Nacional”, completou o deputado.

Líder do PMDB, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) admite a iminente derrubada do veto. O deputado disse que articula colocar o veto em votação em setembro -na segunda sessão a ser realizada pelo Congresso no segundo semestre, para discutir vetos. A primeira será no dia 20 de agosto, após o “recesso branco” do Legislativo em julho. O presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, deu início à mobilização dos prefeitos de todo o país para pressionarem os congressistas pela derrubada do veto. Ziulkoski calcula que, até o final do ano, o prejuízo para os municípios será de R$ 2,8 bilhões.


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

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Edney SANTOS Mendonça

‘Ver o papa DE PERTO SERÁ uma grande EMOÇÃO’ FOTOS: DIEGO CAJÁ

SARA MATOS Equipe EM TEMPO

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O objetivo da Jornada Mundial da Juventude é fazer com que aquelas pessoas que estão participando do encontro com Jesus Cristo possam ser transformadas em novas pessoas. É uma espiritualidade cristã a serviço da vida com um sentimento social. Seremos quase 2 mil peregrinos caminhando de 6 a 13 quilômetros para viver esse momento único. Tenho certeza que após essa jornada a participação de brasileiros nas jornadas mundiais será maior”

m evento que reunirá pessoas de todas as partes do mundo e promete impactar a vida de jovens do Brasil”, é assim que o coordenador da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 em Manaus, Edney Santos Mendonça, 34, define o evento religioso realizado pela igreja católica, que esse ano acontecerá no Rio de Janeiro. E para esse grande encontro de fé, um grupo de 2 mil pessoas deverá sair de Manaus para ver de perto o papa Francisco. Edney será o coordenador de um desses grupos, atuando com jovens há 15 anos pertence à Arquidiocese de Manaus e trabalha especificamente na Pastoral da Juventude. “Nossa expectativa para esse encontro é muito grande. Uma oportunidade única, e estamos nos preparando há um ano para esse dia”, disse. Edney recebeu a reportagem do EM TEMPO para falar um pouco sobre o objetivo, importância e estrutura da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece entre os dias 23 a 28 de julho na cidade do Rio de Janeiro. EM TEMPO - O que é a Jornada Mundial da Juventude (JMJ)? Edney Mendonça - É uma atividade da igreja católica que acontece a cada 2 ou 3 anos, e é realizada desde 1986. Mas, todo ano tem uma etapa, porém nos anos em que não acontece a jornada mundial chamamos de “Jornada Diocesana”, que é quando todas as dioceses fazem uma de reflexão. O objetivo da JMJ é fazer com que os peregrinos tenham um encontro com Jesus Cristo e possam ser transformados em novas pessoas. É uma espiritualidade cristã a serviço da vida com um sentido social. A JMJ tem três dimensões: a jornada da fé, que é a espiritual; a cultural, quando se vivencia uma cultura de um determinado país por meio de intercâmbio e a questão da vivência social. EM TEMPO - Na comitiva que vai para o RJ, quantos jovens são aqui da capital? Edney Mendonça - Temos 1.513 mil peregrinos cadastrados conosco aqui da comissão da caravana ligada a Arquidiocese. Além de Manaus, a arquidiocese engloba

mais sete municípios do interior, cinco deles participarão da Jornada: Careiro da Várzea, Iranduba, Novo Airão, Rio Preto da Eva e Manaquiri, só não vai Presidente Figueiredo e Careiro Castanho. Ainda temos outras congregações religiosas de irmãs, padres que também montaram algumas caravanas particulares. Acredito que em torno de 2 mil pessoas de Manaus estarão no Rio de Janeiro na próxima semana. EM TEMPO – Como foi organizada essa caravana? Edney Mendonça – Primeiro convocamos uma reunião com todas as lideranças eclesiásticas da arquidiocese e explicamos o processo, isso foi em agosto do ano passado. Depois, se montou dentro das paróquias, especificamente nas áreas missionárias e nas comunidades grupos de peregrinos, que organizaram toda a estratégia de quantas pessoas iriam, a quantidade de dinheiro necessária, bem como estratégias para captação de recursos por meio de promoções, dentre outras coisas. Houve todo um planejamento, para possibilitar pacotes individuais e coletivos aos peregrinos, atendendo a realidade de cada pessoa. EM TEMPO – E os recursos para que esse grupo se desloque até o Rio de Janeiro de onde são provenientes? Edney Mendonça - Cada grupo se organizou na sua comunidade pedindo ajuda de amigos, fazendo vários tipos de campanha. A ideia era gerar mesmo essa mobilização. Quem pagou até o dia 31 de janeiro desse ano teve direito a um desconto de 5% do valor da inscrição. Além de que disponibilizamos vários kits, o coletivo com hospedagem com direito a café, almoço e janta e o kit sem hospedagem, onde a pessoa fará o uso de uma barraca para acampar na jornada, mas também com direito à alimentação. Os participantes terão um cartão específico para fazer as refeições nos lugares credenciados pela JMJ no Rio de Janeiro, além de que terão um cartão que dará a possibilidade de se deslocar até oito vezes por dia durante o evento. Lembrando que na jornada é preciso fazer realmente uma peregrinação, uns caminharão até o local do evento, um total de 6 quilômetros, outros cerca de 13 quilômetros. EM TEMPO – Qual o ob-

jetivo da JMJ? Edney Mendonça - O objetivo é encontrar com Jesus Cristo, o papa é a figura de representação, ele foi deixado por Jesus aqui na terra, então ele é visivelmente a comunhão da igreja católica como um todo. É óbvio que o papa Francisco precisa estar presente com os bispos que são os apóstolos atuais da igreja. EM TEMPO – E a estrutura montada para o evento. Como será? Edney Mendonça - Está sendo montada uma estrutura para receber 2 milhões de pessoas. Cada Estado tem um palco específico para o “Festival da Juventude”, são apresentações culturais, musicais que estarão espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro, então cada Estado terá seu espaço para desenvolver esse trabalho na jornada. Além disso, o Festival da Juventude tem atos religiosos e apresentação de mostras artísticas. Haverá uma feira vocacional, onde aos peregrinos poderão conhecer mais o que de fato é uma chamada vocacional, além de trezentos confessionários onde os padres vão poder ouvir as confissões dos peregrinos. Cerca de duzentas igrejas do Rio também farão curso de catequese, onde bispos ministrarão palestras com temáticas voltadas para os jovens. EM TEMPO - Existe algum trabalho para chamar atenção daqueles jovens que não são envolvidos com as programações da igreja, que realmente não participam, a ponto de começarem a participar de um evento assim? Edney Mendonça - Nós estamos muito mais preocupados com o resultado da jornada. Divulgamos bastante esse encontro e buscamos resgatar todos esses jovens. Percebemos que com a proximidade do evento e as mudanças do papa, que tem demonstrado cada vez mais proximidade com o povo, aumentou o interesse das pessoas em ir a jornada. Acreditamos que todo esse contexto vai fazer que muitos jovens se aproximem de Jesus Cristo por meio da igreja. EM TEMPO - Como é coordenar um projeto desses? Já havia participado de algo semelhante? Edney Mendonça - É desafiante. O Brasil não tinha a cultura de participar da JMJ,

sempre participávamos com grupos pequenos. Na última jornada que aconteceu em Madri, há 2 anos tinham apenas 2 mil pessoas inscritas do Brasil. Quando soubemos que a jornada seria no Brasil montamos uma delegação oficial com 600 pessoas para receber a cruz e trazer para o Brasil. Como não era uma cultura nossa estar nesses encontros, foi preciso realizar todo um trabalho de conscientização e orientação. Acreditamos que depois dessa jornada, o Brasil terá uma cultura maior de participação na JMJ mesmo sendo em outros continentes. Serão 65 grupos de peregrinos de Manaus, além de coordenar esses grupos, também estaremos dando apoio com informações e ajudando nas questões burocráticas. É recompensador ver a felicidade desses jovens. EM TEMPO – Como você descreveria o sentimento desses jovens nesse momento que se aproxima a JMJ? Edney Mendonça – Percebemos muita ansiedade, eles estão se preparando há muito tempo. A vontade de já estar no Rio de Janeiro e vivenciar essa JMJ é grande. Quando saiu a programação com todos os espaços detalhados e atividades o pessoal já começou se mobilizar para montar roteiros. Eles estão naquela correria para arrumar as malas e organizar tudo. A tensão só vai aliviar quando desembarcarem no Rio. EM TEMPO – Além de representar uma proximidade desses jovens à espiritualidade, outros legados serão deixados pela jornada? Edney Mendonça – Sim, legados que não podem deixar de ser citados. Está sendo montada toda uma estrutura para deixar um centro de recuperação para pessoas dependentes químicas no RJ. O segundo ponto que queria destacar é a reflexão sobre os direitos da juventude, a mobilização social está em alta, inclusive terá uma marcha mundial durante até o local onde os peregrinos se encontrarão com o papa, uma marcha contra a violência e o extermínio da juventude, lembrando inclusive os 20 anos da Chacina da Candelária. Vamos fazer toda essa memória para a valorização dos jovens e seus direitos, o que a gente chama de vida digna, vida em abundância.

Colaboro na coordenação de 65 grupos de peregrinos. Estaremos dando todo suporte para que tudo ocorra bem. Mas, apesar de todo trabalho viver esse momento é lindo”

A jornada deixará frutos para o todo o país. Está sendo montada uma estrutura para deixar um centro de recuperação para pessoas dependente químicos no Rio de Janeiro”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Átila Lins se articula para aprovar relatório da PEC SARA MATOS Equipe EM TEMPO

A

comissão especial responsável por emitir parecer sobre propostas para a Zona Franca de Manaus, pode ter encontrado a fórmula para conseguir aprovação do relatório final no plenário da Câmara dos Deputados. O relator da comissão, o deputado federal Átila Lins (PSD), disse ontem ao EM TEMPO que fará um substitutivo contemplando emendas de deputados dos Estados do Amapá, Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas onde existem áreas de livre comércio, inserindo assim a realidade desses Estados na PEC da prorrogação da Zona Franca. A medida se configura em uma estratégia para conseguir o apoio dos deputados desses Estados, que se mostraram insatisfeitos em alguns momentos por entenderem que a PEC não contempla a realidade dos seus Estados e beneficia somente o Amazonas. É o caso do Estado do Pará, que compõe a comissão, porém opina de forma contrária aos interesses da ZFM.

De acordo com o deputado, a medida não prejudicará o andamento dos trabalhos da comissão. “Estou muito propenso a acolher emendas também para mais cinquenta anos de vigência de áreas livre comércio nesses Estados. Não vai atrapalhar em nada a prorrogação da nossa zona franca, pelo contrário isso

ESTRATÉGIA

A medida se configura em uma estratégia para conseguir o apoio dos deputados dos Estados do Amapá, Rondônia, Acre e Roraima que demonstram insatisfação com a PEC da zona franca ajuda, pois assim todos os deputados da região vão apoiar a aprovação”, explicou. A prorrogação da ZFM foi promessa da presidente Dilma Rousseff (PT) quando visitou Manaus pela primeira vez durante a inauguração da ponte Rio Negro em outubro de 2011. Já foram realizadas audiências públicas com o objetivo de conversar com repre-

sentantes de outros Estados e representantes do comércio para esclarecer a importância da prorrogação também para outras regiões. A última audiência foi realizada em Boa Vista, Roraima. Na capital amazonense será realizada uma audiência, segundo o relator da comissão. “Após o retorno dos trabalhos na Câmara dos Deputados, em agosto faremos uma audiência em Manaus e uma última em Brasília com a presença de todos os governadores da região amazônica”, explicou. Após as audiências será apresentado o relatório final da comissão e só então a PEC poderá ser votada no plenário da Câmara. Átila acredita que até o final de agosto o relatório, que segundo ele já está sendo elaborado, estará pronto. “Vamos trabalhar para que até o final de agosto esse relatório esteja pronto e no máximo até o término do mês de setembro seja aprovado pelos deputados. Queremos deixar três meses para o Senado deliberar a matéria”, relatou. O deputado afirmou que a comissão está trabalhando para que, ainda neste ano, a prorrogação se torne realidade.

DIEGO JANATÃ

Parlamentar da bancada federal fará um substitutivo na emenda de deputados de outros Estados para conseguir votos

Deputado Átila Lins disse que tentará fazer uma manobra para conseguir aprovação da PEC

Etapa de reuniões é cumprida Para o deputado Francisco Praciano (PT) o cuidado com a base é essencial para o sucesso da PEC, mesmo sendo uma proposta federal. “A proposta é da presidente, o problema é que o governo nem sempre ganha e o PMDB está meio rebelde. O importante, após o relatório, é fazermos articula-

ções tanto com o Palácio, quanto com a Casa Civil e a base”, enfatizou. O deputado Carlos Souza (PSD) entende que a etapa de reuniões da comissão está sendo cumprida e isso ajuda nas decisões futuras e se diz confiante por se tratar de um compromisso de Dilma Rousseff. “Até o

momento as etapas estão sendo cumpridas, pois há um compromisso da parte de toda a comissão, se não houver nenhum empecilho será votada o mais rápido possível, afinal é um compromisso da presidente”, disse. Silas Câmara (PSD) está confiante com a aprovação até setembro.


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

DIEGO CAJA

A força da mulher negra no Amazonas Economia B4 e B5

Complexos imobiliários viram moda em Manaus

Empreendimento que abriga em um só espaço moradia, trabalho e lazer é a nova aposta das construtoras da região DIVULGAÇÃO

JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO

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iver, trabalhar e fazer compras sem precisar sair de casa é um “sonho” que está mais próximo de se tornar parte do cotidiano do manauense. Grandes construtoras apostam nos complexos imobiliários que reúnem em um só espaço apartamentos, prédios comerciais e até mesmo shoppings, como a nova tendência do mercado imobiliário para incrementar as vendas. O conceito - inaugurado este ano em Manaus -, tem como público principal as classes A e B. O Parque Ponta Negra, que inclui sete torres residenciais, um hotel, além do Shopping Ponta Negra em um terreno de aproximadamente 84,5 mil metros quadrados, é um desses projetos que conquistam o consumidor. “Essa região é reconhecida como o maior vetor de crescimento imobiliário de

alto padrão da cidade. Esse fator somado à grandeza do empreendimento têm garantido o sucesso da comercialização”, afirma o diretor da JHSF, empresa responsável pelo Shopping Ponta Negra, Robert Harley. Segundo ele, o novo shopping da cidade contará na primeira fase com aproximadamente 200 lojas de marcas nacionais e internacionais, distribuídas em três pisos, e uma área de 37 mil metros quadrados, que será ampliada posteriormente para 47 mil metros quadrados. Devido ao sucesso da comercialização, o shopping será inaugurado com sua primeira expansão. Outra aposta, bem ao lado do Shopping Ponta Negra, é o condomínio Reserva Inglesa, que está em fase de obras e será construído em uma área de 25 mil metros quadrados. Os apartamentos que variam entre 69 metros quadrados e 294 metros quadrados (cobertura) estão

disponíveis a partir de R$ 400 mil, embora o valor de uma unidade possa atingir R$ 1,1 milhão. O diretor de negócios da Capital Rossi, Henrique Medina, destaca que a ideia foi criar um bairro planejado

PREVISÃO

Conforme estimativa do presidente do Sinduscon-AM, Eduardo Lopes, 3 anos ainda serão necessários para saber se a moda dos bairros fechados vai criar raízes fortes em Manaus que servisse para moradia, escritório e lazer. “Além das torres residenciais e um shopping de rua (street mall), em setembro vamos lançar o condomínio corporativo, com vários prédios de salas comerciais que serão construídos à medida da neces-

sidade dos clientes. Tanto o shopping quanto o escritório atenderão os moradores e outros interessados de fora do residencial”, explica o empresário, que projeta concluir toda a estrutura em 4 anos. Planejamento Para Medina, o maior desafio para conceber o projeto foi o processo de planejamento. Segundo ele, a escolha do terreno demandou tempo, uma vez que há dificuldades para encontrar áreas grandes em bairros centrais da capital. “Então, optamos pela área para onde a cidade cresce. Outro desafio foram os estudos realizados para que o terreno pudesse ser aproveitado ao máximo e a longo prazo, de forma que não enfrentássemos problemas de espaço se surgisse necessidade de expansão. Essa é a diferença desse tipo de empreendimento”, frisa o diretor de negócios da Capital Rossi.

Novidade é recente na capital De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, os investimentos mais expressivos em complexos imobiliários começaram este ano em Manaus. A novidade por aqui, porém, é moda em São Paulo há 8 anos. “O conceito tem tudo para dar certo porque o conforto oferecido ao cliente é enorme. O principal atrativo é possibilitar ao morador ficar perto de tudo, evitando inconvenientes, por exemplo, com o trânsito”, salienta. Embora ofereça possibilidades variadas no mesmo espaço, Lopes opina que o preço do apartamento em um complexo planejado não deve sofrer acréscimos em relação às unidades de con-

domínios em bairros como Vieiralves. “O valor deverá ficar na mesma faixa. O equilíbrio se dá porque a construtora ou incorporadora consegue otimizar o terreno nesse tipo de empreendimento, utilizando a área ao máximo. Esse aproveitamento compensa o valor aplicado e não altera o preço para o cliente final”, detalha. O único empecilho, segundo Lopes, é a oferta de terrenos na cidade. “São necessárias áreas de, no mínimo, 10 mil metros quadrados para esse tipo de empreendimento. Em Manaus, as poucas áreas com essa metragem ficam distantes. Para contornar o problema, os empresários terão que comprar casas e outros terrenos para obter área necessária”, explica.


B2

Economia

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

ARQUIVO EM TEMPO/GIOVANNA CONSENTINNI

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

O rumo certo de Gilberto

Apesar dos resultados negativos, fabricantes de motos estão otimistas com recuperação do setor

Polo de duas rodas quer elevar a produção em 6% Medida é necessária para tentar sair da crise que atingiu o segmento, que amargou queda nas vendas neste ano HENRIQUE XAVIER Equipe EM TEMPO Online

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pós sucessivas quedas nas vendas no primeiro semestre e amargar com a estagnação nos níveis de estoque, o polo de duas rodas ensaia um avanço médio de 6% nos níveis de produção para sair da crise. A projeção é da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). O aumento da produção pode refletir na recuperação tímida do setor a partir deste mês. Além do otimismo crescente, o bom resultado do mês de junho – com a produção ampliada em 7,6% se comparada à de maio, resultado do salto de 140.914 para 151.652 de unidades saídas das linhas fabris, pode representar o início da recuperação dos níveis de empregabilidade do setor. “O crescimento refletiu principalmente a antecipação das linhas de montagem em função da paralisação das férias coletivas em julho”, afirma

o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian. Para o diretor industrial da Suzuki em Manaus, Antonio Calderaro, o segundo semestre é historicamente bem melhor que o primeiro, principalmente em se tratando de contratação de mão de obra. Segundo ele, o setor, como um todo, ainda se ressente das perdas de 9,3% sofridas no primeiro semestre nas vendas no atacado – que contabiliza as entregas das fabricantes às concessionárias. “Estamos com necessidade de ampliar em 10% o número de operários, que atualmente é de 56 pessoas. A contratação atenderá nossa atual demanda de mercado. O momento é de recuperação. Projetamos manter esse mesmo nível percentual até novembro”, explica. Os “vilões” apontados por Calderaro ainda são os mesmos do ano passado: restrições nos financiamentos e nas concessões de créditos. Já o diretor de relações interinstitucionais da Moto Honda, Mário Okubo, prefere acreditar

em um crescimento menos intenso do setor de duas rodas, que fechou os primeiros seis meses com queda global de quase 14% nas vendas. Embora não tenha revelado estimativas de contratação para o segundo semestre, ele esclareceu que o rodízio de empregados na fábrica fez a montadora perder mil operários especializados entre janeiro e junho. “Acreditamos que o mercado deve dar uma aquecida a partir de agosto, o que pode nos levar a um crescimento de 5% nas vendas durante a segunda metade deste ano na comparação ao primeiro semestre”, avalia. Incentivos Apesar das previsões da Abraciclo, o ano pode não estar perdido. Mas para as empresas do setor, a salvação só será possível em caso de cooperação do governo federal. “É fundamental que tenhamos alguns incentivos governamentais, como a redução dos custos agregados”, avisa o gerente nacional de vendas da Dafra, Mauro Ferraz.

Com a desculpa de resgatar R$ 0,20 e a necessidade de soltar a mágoa da indignação entalada no peito – contra a corrupção na classe política e o descompasso entre pesada carga tributária e a absoluta precariedade dos equipamentos públicos de saúde, educação, transporte e moradia - os jovens foram para as ruas e levaram consigo a revolta geral. A despeito disso, o desmando moral segue sorrateiro na conduta de determinadas lideranças políticas, num país açoitado por momentos de indefinições e inseguranças estruturais e a iminência de instabilidade econômica. Na TV, o movimento das ruas já virou mote eleitoral dos mais espertos, na disputa do talento publicitário que prioriza a ilusão e descuida do interesse do cidadão. A classe política do Brasil está predominantemente concentrada na preparação e expectativa do jogo eleitoral. A intensidade e prioridade dessa obsessão têm trazido danos substantivos para o conjunto da sociedade, posto que os interesses privados e do imediatismo eleitoreiro, costumam tratar o bem comum como estratégia do projeto politico e pessoal de poder. O debate entre os atores e pensadores da questão nacional, suas alternativas de crescimento, do combate à desigualdade social e da distribuição injusta dos frutos do progresso, tem sido trocado por medidas messiânicas de abolição da pobreza, como se a miséria fosse apenas pecuniária. Nesta sexta-feira, na missa da Igreja de Aparecida, a santa e o bairro que o acolheram por toda a vida, os amigos relembraram 4 anos da partida de Gilberto Mestrinho, uma trajetória marcada por um conceito e uma prática política diferenciada. Igualmente focado nos parâmetros do respaldo eleitoral, com virtudes e vícios como todos os mortais, sua conduta, contudo, era a de quem pautava a promoção do interesse coletivo, materializada em medidas, projetos e ações de longo prazo tendo em vista a transformação das condições de vida e de prosperidade do tecido social. Sou testemunha cotidiana disso. Daí sua presença, envolvimento e contribuição, a partir dos anos 50, nos momentos decisivos que tiraram o Amazonas da estagnação provocada pela segunda falência da economia da borracha, após a 2ª Guerra Mundial. Governador do Amazonas pela primeira vez em 1958 – ele já tinha sido prefeito de Manaus em 1956, depois deputado federal, mais dois mandatos de governador e, finalmente, senador da República, de 1999 a 2006, o Boto, como se permitia tratar nos últimos anos, era um homem atento ao seu tempo, sem desgrudar o olhar no futuro de sua gente. Com Almino Afonso, que depois chegou a ser governador de São Paulo, Arthur Virgílio Filho, e tantos outros companheiros, Gilberto lutou pela Fundação Universidade do Amazonas, pela homologação da Zona Franca de Manaus, 10 anos antes do decreto-lei 288/67,

por meio do projeto do deputado Pereirinha, aprovada pelo Congresso, com a lei de número 3.173/57. Eram anos difíceis, em seus três mandatos no Executivo, conjuntura nacional adversa, receitas escassas e tudo por ser feito. Na educação, na saúde e na segurança, a intuição de uma sociedade próspera ficou retida na lembrança de quem acompanhou ações, intenções e conquistas do Boto Navegador. No Senado, soube costurar com Arthur Neto e Jeferson Péres e uma bancada na Câmara Federal mobilizada e atenta, os interesses do Estado, a prorrogação da Zona Franca de Manaus, as verbas do Prosamim, do linhão de Tucuruí, da unidade da Embrapa no Alto Solimões, depois esquecida pelo descaso habitual, nas verbas para a biblioteca e recuperação física da Ufam, o volume mais robusto para educação e saúde que o Amazonas jamais viu no Orçamento da União, nas três oportunidades em que presidiu essa importante comissão no Congresso Nacional... e por aí foi. Gilberto foi para a rua a vida inteira, sempre e quando estavam em risco os interesses da nação, como na Corrente da Legalidade, com Brizola, Almino, Pedro Simon, Tancredo Neves e toda a mídia alternativa de rádio e jornal, para garantir a Constituição e dar posse a João Goulart, em 1961, com a renúncia de Jânio Quadros e o apetite golpista do conservadorismo de plantão. Mais recentemente, sem se importar com desgastes junto à imprensa do ambientalismo oportunista, Gilberto defendeu o manejo sustentável do jacaré – cuja proibição da caça provocou superpopulação da espécie e graves acidentes e muitas mortes entre os ribeirinhos -, das árvores adultas com fins comerciais, e ousou denunciar à armação do mundo desenvolvido, os grandes poluidores do planeta - em responsabilizar supostas queimadas da Amazônia pelo aquecimento global nos preparativos da Conferência da ONU, a Rio-92. “O fator humano é o único ser sagrado da escala evolutiva e, se a miséria polui, porque a fome depreda, a melhor maneira de conservar o ambiente é atribuir-lhe uma função econômica”. Essas premissas lhe custaram uma imagem adversa, associada à conivência com a depredação, uma injustiça que a ciência tratou de remediar e esclarecer em poucas décadas. Antes de partir, e fora do páreo político por opção, planejava mobilizar cientistas, gestores e lideranças comunitárias do beiradão, para traçar um programa mínimo de governo e compromissos para oferecer a quem pretendesse governar seu Amazonas. Lições de um diapasão coerente na arte e desafio de faz er política, no sentido original e literal de sua raiz na Antiga Grécia, de ordenar a polis, o tecido social. Eis a intuição política do Boto, o Rumo Certo de Gilberto, um slogan e um compromisso de vida, seu diferencial, uma paixão que moveu toda sua vida e sobre à qual ainda é oportuno meditar. Descansa em paz, Gilberto!

Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaista

Na educação, na saúde e na segurança, a intuição de uma sociedade próspera ficou retida na lembrança de quem acompanhou ações, intenções e conquistas do Boto Navegador.


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Economia

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Mulheres negras investem no próprio negócio no AM DIVULGAÇÃO

Cansadas de atuar como empregadas, elas partiram para montar seu empreendimento e ascender financeiramente ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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onsideradas como um dos elos mais vulneráveis do mercado de trabalho, mulheres negras no Amazonas superaram o preconceito e avançaram economicamente ao se tornarem donas do próprio negócio. De acordo com dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em torno de 21% das negras ativas trabalham por conta própria no Estado, onde representam apenas 1,8% da população. Este volume ainda é metade do número de assalariadas negras. Porém, é considerado pelos especialistas como um avanço. “É um índice bom que pode crescer mais com a expansão do comércio e do setor de serviços. Ao montarem seu próprio negócio, as mulheres negras quebram o estereótipo de que devem ser empregadas domésticas e passam a investir em áreas como o artesanato, culinárias e a empresarial”, avalia o economista Ailson Resende ao lembrar que o Amazonas foi o primeiro Estado brasileiro a abolir a escravatura no país.

Há 9 anos, a empresária Débora Neves, 41, abriu um salão de beleza no condomínio Vila Verde I, bairro Santo Agostinho, Zona Oeste da cidade, voltado para todos os públicos, mas que é também especializado em técnicas de beleza para a comunidade negra em geral. O sucesso do empreendimento não demorou a chegar . Hoje, ela possui uma renda quatro vezes maior do que na época em que era fotografada como modelo para uma famosa revista destinada aos negros brasileiros. “O mercado local é maravilhoso para quem quer se desenvolver economicamente. O negro precisa se valorizar e gostar de ser o que ele é”, destaca.

Para analista, país passa por mudanças Na avaliação do especialista em Marketing, Afrânio Soares, o avanço econômico das mulheres negras é um sinal de que o país passa por mudanças sociológicas. Para ele, com a ascensão de uma mulher (Dilma Rousseff) ao cargo de presidente da República e de um negro (Joaquim Barbosa) para a chefia do Supremo Tribunal Federal (STF), a tendência é que as negras ganhem mais espaço no mercado de trabalho e na política. “Quando a pessoa é boa na sua profissão e tem um bom relacionamento, ela supera qualquer tipo de preconceito”, analisa. Leia mais em B4 e B5

A empresária Débora Neves (em pé) é uma das mulheres negras que empreendem no Estado


B4

Economia

A força do trabalho EM TEMPO ouviu casos de superação de pessoas que precisaram vencer o preconceito de gênero e cor para traçar uma trajetória de conquista econômica no Estado ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

DIEGO CAJÁ

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Culinária é uma das áreas em que mulheres negras têm apostado para aumentar a renda familiar mensal

fortalecimento da economia favorece a entrada das mulheres, de modo geral, e das negras, em particular, no mercado de trabalho, além de estimular nelas o espírito de empreendedorismo. A avaliação é do economista Ailson Resende. Segundo ele, as áreas de serviço e comércio tendem a absorver a mão-de-obra feminina e os novos projetos empresariais, uma vez que, na indústria, a presença da mulher negra em cargos de chefia ainda representa uma barreira a ser derrubada. “A maioria das áreas que a mulher negra atua hoje mostra que ela está mais ligada à economia do Estado”, ressalta. Além do campo empreendedor, a mulher negra tem conquistado espaço na área acadêmica e científica, onde ocupa posições chaves na parte de pesquisa e coordenação de cursos. Porém, é no setor de serviços onde a presença da mulher negra é mais visível. Seja como empresária, artesã ou vendedoras de alimentos elas estão à frente do próprio negócio,

destruindo mitos criados ao longo da história de que a cor da pele é sinônimo de pobreza e de falta de oportunidade no mercado de trabalho. Gargalos Autora de livros que abordam a temática de gênero, a antropóloga Iraildes Caldas Torres afirma que ainda há barreiras a serem superadas para as mulheres negras ocuparem espaço na economia e na política também. Embora reconheça que houve avanço no acesso ao mercado, elas enfrentam dificuldade de ascensão no chamado “trabalho hierárquico. “As negras até ingressam nas empresas, mas dificilmente elas chegam ao cargo de chefia”, enfatiza. Segundo Iraildes, esta realidade acontece porque o Brasil ainda possui uma mentalidade patriarcal colonialistas. “O país continua sendo linearmente branco nos cargos mais importantes”, opina a especialista.


B5

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o da mulher negra DIEGO CAJA

O sucesso da venda do tacacá Até o ano de 1980, a pedagoga Maria da Glória Azevedo Santos, 65, - Baiana, como é conhecida por todos -, não imaginava que o tacacá que preparava para a família e os amigos iria mudar sua vida para melhor. Naquele ano, incentivada pelos parentes, ela decidiu vender a iguaria para o público e desde então viu sua renda crescer, além de se tornar famosa pelas comidas e salgados que faz. No início, Baiana comercializava o famoso prato da região nas manhãs de domingo na praia da Ponta Negra. Porém, não passou muito tempo e logo ela arrumou um ponto no centro da cidade, onde permanece até hoje com uma banca de alimentos na Praça Antônio Bittencourt, famosa pelo nome de “Praça do Con-

gresso”. “Nunca encontrei impedimento para crescer financeiramente por ser negra. Sempre fui muito amada em Manaus. Com meu trabalho, comprei casa própria em condo-

FAMÍLIA

Antes de se tornar uma “tacacazeira”, Maria da Glória era pedagoga, porém, abandonou a profissão de origem para poder se dedicar exclusivamente à educação dos filhos mínio fechado e consegui educar meus filhos”, conta, ao ressaltar que possui duas filhas formadas em pedagogia, um filho advogado e outro concluindo o curso de direito.

Com a banca de alimentos que possui, hoje, no Centro, “dona Baiana” conseguiu comprar uma casa própria e educar os filhos IONE MORENO DIVULGAÇÃO

Aposta no artesanato regional Descendente de negros, há 10 anos a artesã Maria Rita Santos de Oliveira, 49, resolveu colocar em prática um sonho antigo que martelava em sua cabeça. Ela fundou o Grupo de Mulheres Artesãs de Santa Etelvina (Gmase), no bairro de mesmo nome, na Zona Norte da cidade, para ensinar a sua arte e também incrementar a renda. No início, ela conseguiu “arrebatar” cinco mulheres. Hoje, o grupo conta com 14 artesãs, que produzem 25 itens de artesanato como pulseiras, arranjos, sandálias, flores e até vasos decorativos. “Para mim foi muito gratificante, pois consegui vencer as barreiras e ajudar essas mulheres que não tinham conhecimento sobre a

LUCRO

Conforme Maria Rita, a renda mensal das artesãs de seu grupo advinda da vendas das peças fabricadas na oficina que comanda fica em torno R$ 600 por mês profissão. Esse trabalho transformou minha vida”, conta Maria Rita. A artesã conta que, apesar do sucesso, ainda encontra dificuldades para fechar parcerias com entes públicos e privados. Mesmo assim, Maria Rita garante que fez a aposta certa. “Hoje ganho três vezes mais do que na época em que era assalariada”, enfatiza.

Maria Rita ascendeu economicamente após trilhar o próprio negócio DIVULGAÇÃO

Barreiras devem ser superadas Para Iraildes Caldas Torres, o que pode amenizar a situação dos negros em geral no mercado de trabalho é a implantação de políticas de cotas. “Neste caso, as negras ingressarão nos cargos de chefia por força das leis e não porque o Estado ficou menos preconceituoso”, conclui a antropóloga, que também é consultora do Programa “Pró-equidade de gênero e raça”, que é uma iniciativa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do governo federal. A medida, segunda ela, é necessária para diminuir as desigualdades entre trabalhadores negros e brancos. Conforme dados da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), órgão do Poder Executivo do Brasil, de cada cinco

mulheres negras no mercado, uma está no trabalho doméstico. Conforme a Divisão Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a taxa de desemprego entre as mulheres negras é de 18%, no país, cujo índice médio é de 12%. No Estado, o número de negras fora do trabalho era menor. Progresso Pesquisa do Instituto Ethos com as 500 maiores empresas do país, que foi realizada para identificar a participação dos negros no mercado de trabalho, mostrou que a participação dos trabalhadores afro-descendentes aumentou em 2010 (ano do último censo do IBGE), alcançado 31,1% do frente os 23,4% registrados em 2003. Para secretaria, mulheres negras precisam investir em educação

Kátia Schweickardt é secretária municipal de Meio Ambiente

Conquista na esfera pública Se no mercado corporativo é algo raro mulheres negras ocuparem altos cargos, no meio acadêmico e na administração pública, elas quebram paradigmas ao alcançar elevados postos de chefia. Atualmente, o caso de maior evidência é o da agrônoma e cientista social, Kátia Schweickardt, 45, que é titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) da Prefeitura de Manaus. Graduada em duas faculdades e com mestrado em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFJR), já ocupou postos importantes da esfera federal no Estado e garantiu também um cargo de professora adjunta do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Na avaliação da secretária, os investimentos na educação são o principal motivo de seu sucesso. “No Brasil, os negros, de modo geral, e as mulheres negras, em parti-

cular, sempre enfrentaram dificuldades para ter acesso ao mercado de trabalho. O principal motivo para essa exclusão é o déficit educacional, que atinge grande parte da comunidade negra, em função da herança colonial existente no país,”, avalia. Evolução Apesar dos entraves, Kátia acredita que essa realidade pode mudar no futuro, uma vez que as mulheres hoje estão mais presentes no mercado de trabalho devido ao fato de terem acesso maior às universidades brasileiras. “Temos que vencer e ocupar os altos cargos pela competência e não pelo discurso da vitimização. Não podemos nos intimidar com os desafios”, opina. Conforme dados do Censo 2010 do IBGE, no Amazonas, apenas 713 mulheres negras estavam empregadas pelo regime jurídico dos funcionários públicos.


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País

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A eleição de um papa latino-americano, austero e muito próximo dos pobres e excluídos, gera muita expectativa nos católicos brasileiros

O papa v Cinco meses depois de se tornar o primeiro pontífice nãoeuropeu em 13 séculos, o papa Francisco faz, a partir de amanhã, sua primeira viagem ao exterior para uma reunião de jovens no Brasil, maior país católico do mundo

O

papa Francisco começa amanhã sua primeira viagem internacional como pontífice à América Latina, uma região esquecida nos últimos anos pela hierarquia da Igreja Católica e que agora enfrenta o desafio histórico de mudar a face do Vaticano e oxigenar seu governo central, a Cúria Romana. A eleição de um papa latino-americano, austero e muito próximo dos pobres e excluídos, não apenas gerou muita expectativa nas comunidades católicas da América Latina, ao satisfazer um desejo da maioria dos católicos

do mundo (a região representa mais de 40% dos fiéis), como também é considerada um momento único para reformar as estruturas internas da igreja, marcada por escândalos de corrupção, disputas de poder e falta de transparência. Para dar um novo rosto à igreja, Francisco nomeou um grupo de oito cardeais, coorde-

DESAFIOS

Francisco chega ao Brasil em meio a um momento único para reformar as estruturas internas da igreja, marcada por escândalos de corrupção, disputas de poder e falta de transparência nados pelo hondurenho Oscar Andrés Rodríguez. “Com o passar do tempo, foi se formando um reino na Cúria e tudo isso que não se fala no mundo de hoje”, reconheceu o cardeal, em uma entrevista à imprensa em que admite que há muita burocracia e diz que Francisco “não vai ceder às pressões e à falta de transparência” dentro

da controversa estrutura do Vaticano. “Se há coisas que não estão bem, vamos corrigi-las”, assegurou Rodríguez Maradiaga, que iniciará em outubro a coordenação das primeiras reuniões sobre a reforma. Ineditismo A eleição em março do papa argentino, uma inédita abertura do Vaticano para a igreja do outro lado do mundo, conseguida com o surpreendente apoio da maioria dos cardeais europeus, foi o primeiro passo para tentar mudar as estruturas e a mentalidade da Cúria. “Há algo que não funciona na Cúria. O cargo de secretário de Estado já não faz sentido”, defende o cardeal alemão Walter Kasper, encarregado por anos pela promoção da unidade dos cristãos do Vaticano, que pediu a Francisco para realizar, sobretudo, uma “mudança de mentalidade”, com mais comunicação interna e menos formalismo. Contudo, Francisco não mexerá nas questões mais polêmicas para a sociedade: nem vai liberar os sacerdotes do celibato, nem autorizará a ordenação das mulheres, nem acatará tudo o que os progressistas pedem”, afirmou Kasper.


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vem aí!

País

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Jornada Mundial da Juventude Com um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada 2 ou 3 anos, promove um encontro internacional de jovens católicos o papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O evento marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março deste ano. O pontífice chega ao Rio de Janeiro na tarde de amanhã, com retorno a Roma previsto para o dia 28. Sua agenda no Brasil contempla a visita à comunidade de Varginha, no complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, e ao Hospital São Francisco de Assis. Além disso, terá um encontro com a sociedade no Theatro Municipal, no centro da cidade, e ao Santuário de Aparecida, em São Paulo. O ponto alto fica por conta de duas grandes celebrações na praia de Copacabana, na Zona Sul do

Rio, nos dias 25 e 26. Outros papas Francisco será o terceiro pontífice em toda a milenar história da Igreja Católica a pisar em solo brasileiro. Antes dele, João Paulo 2º e Bento 16 estiveram no país, em momentos diferentes da igreja e com propósitos distintos. Em 1980, por exemplo, o carismático João Paulo 2º levou milhões de pessoas às ruas e peregrinou por diversas cidades, aproximando-se da maior nação católica do mundo. Já em 2007, Bento 16, que renunciou ao pontificado em fevereiro deste ano, representava uma instituição que enfrenta críticas por escândalos envolvendo padres pedófilos e denúncias de corrupção, além de descrédito e perda crescente de fiéis. Agora, a missão de Francisco é reaproximar a igreja dos brasileiros e renovar a imagem dos católicos no mundo, ao estilo João Paulo 2º, e ter habilidade e clareza para responder às críticas. Veja a seguir os detalhes que marcaram as passagens dos papas pelo Brasil e o que espera Francisco na Jornada Mundial da Juventude de 2013.

João Paulo 2º levou milhões de pessoas às ruas e peregrinou por diversas cidades, aproximando-se da maior nação católica do mundo

Bento 16, que renunciou ao pontificado em fevereiro deste ano, representava uma instituição que enfrentou críticas por escândalos


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Mundo

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Ex-presidente mexicano Fox defende legalização da maconha

ONU quer participação em acordo de paz na Colômbia

Greve dificulta embarques no maior distrito da Argentina

O ex-presidente do México, Vicente Fox (2000-2006), defedeu a legalização da maconha em seu país em um fórum sobre o tema no qual participam personalidades políticas, empresariais e acadêmicas. “Não está sendo promovido o consumo da droga, mas se trata de um debate sério e profissional” sobre a legalização do uso da maconha, disse o ex-presidente em uma coletiva de imprensa em Guanajuato (Centro), onde pediu que o Congresso mexicano retome esse debate. Nos EUA, grande consumidor de drogas, o consumo de maconha já é legal para fins medicinais.

A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, ofereceu-se para participar da implementação de um eventual acordo de paz na Colômbia, garantindo que “será melhor” se seu escritório se mantiver no país nessa etapa. “É muito importante ter monitores independentes durante a implementação dos acordos de paz. Estou pronta para desempenhar um papel e concordo que será melhor se estivermos no país”, disse Pillay, em entrevista coletiva. “A ONU e meu escritório estão dispostos a desempenhar um papel diante de um eventual acordo de paz”, reiterou Pillay.

Uma greve de transportadores de cereais que começou há 15 dias dificulta a saída de barcos dos principais portos da província de Buenos Aires, o maior distrito argentino, onde o desabastecimento começou a ser sentido, disseram à AFP fontes sindicais e portuárias. “Reivindicamos um ajuste do quadro tarifário dos fretes, que um aumento de 12% acordado em novembro de 2012 se torne efetivo e que nos devem. Queremos negociar”, disse à AFP, Miguel Aguilar, presidente da Associação de Transportadores de Cereais e Afins por seus Direitos (Atcade).

Snowden: cidadania russa é ignorada pelo Kremlin

DIZ KERRY

Israel e Palestina acertam bases para nova negociação

AE

Governo russo desconhece se Edward Snowden, o ex-analista da CIA perseguido pela Justiça americana, deseja solicitar a cidadania russa

Israelenses e palestinos estabeleceram as bases para a retomada das negociações de paz, após quase 3 anos de impasse, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry. “Fechamos um acordo que estabelece as bases para retomar negociações diretas finais entre os palestinos e os israelenses”, disse Kerry a repórteres na Jordânia. “O acordo ainda está no processo de formalização”. A liderança palestina rejeitou o mais recente plano de Kerry, mas sinalizou um caminho livre para que ele continue seu esforço pela paz. Histórico As negociações, cheias de altos e baixos nas últimas duas décadas, foram rompidas no fim de 2010 devido a uma disputa sobre a construção de assentamentos

israelenses nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, capturados na guerra de 1967. De acordo com uma autoridade palestina, Erekat disse a Kerry que os palestinos estão prontos a voltar às negociações caso Israel concorde que as conversações tenham como ponto de partida as fronteiras de 1967. “Nós também precisamos de alguns esclarecimentos em relação aos assentamentos (israelenses) e (a libertação de palestinos) prisioneiros”, disse uma autoridade palestina. Um porta-voz do governo israelense não pôde ser encontrado para comentar sobre a visita de Kerry. Israel recusou-se a atender as demandas dos palestinos e diz que as negociações devem retomar sem condições prévias.

INVENTO Caso receba o asilo, status humanitário de refugiado por 1 ano, Snowden terá quase os mesmos direitos de um cidadão russo

O

Kremlin assegurou que desconhece se Edward Snowden, o ex-analista da CIA perseguido pela Justiça americana, deseja solicitar a cidadania russa, caso consiga o asilo temporário na Rússia. “Qualquer solicitação de cidadania por parte de qualquer pessoa será estudada”, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin. O funcionário lembrou que o presidente russo, Vladimir Putin, tem em sua atribulada agenda “assuntos muito mais importantes que Snowden”. “Para nós é muito mais importante o desenvolvimento regional. Por isso, certamente o assunto Snowden não é um dos assuntos principais na agenda diária do chefe de Estado”, explicou Peskov. O porta-voz do Kremlin lembrou que a “Rússia não é criadora dessa situação, mas se deparou com essa realidade, com Snowden”, que está na

área de trânsito do aeroporto internacional em Moscou desde o dia 23 de junho. Ao mesmo tempo, a fonte ainda lembrou que a condição imposta por Putin ao fugitivo americano para ficar no país, cessar toda atividade contra os interesses americanos permanece “invariável”. “A Rússia não entregou nem entregará ninguém. Ao mesmo tempo, não importa de quem se trate, o país não pode permitir que alguém se dedique a uma atividade que prejudique as relações bilaterais russo-americanas”, disse o porta-voz. O Kremlin considera prioritárias as relações com os Estados Unidos, também em matéria de segurança global. “Sinceramente desejamos que essa situação não repercuta de modo algum em nossas relações”, assinalou Peskov. E negou que tenha recebido alguma notificação por parte da Casa Branca sobre um

possível mudança de planos do presidente americano, Barack Obama, que deve visitar a Rússia no começo de setembro. Os veículos de imprensa russos e americanos opinaram que

RELAÇÕES

O Kremlin considera prioritárias as relações com os EUA, também em matéria de segurança global. Na concepção russa é importante que essa situação de Snowden não repercuta negativamente a presença em território russo de Snowden tornaria impossível a visita de Obama e sua participação na cúpula do G20 em São Petersburgo. O advogado russo Anatoli Kucherena, assessor legal de Snowden, explicou hoje que o

fugitivo americano está à espera de que o Serviço Federal de Migração acuse o recebimento de sua solicitação de asilo temporário na Rússia e que no mais tardar na próxima semana ele possa sair da área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo. Asilo Caso receba o asilo, uma espécie de status humanitário de refugiado concedido pelo período de um ano, Snowden terá quase os mesmos direitos de um cidadão russo, incluindo a licença de trabalho. Kucherena afirmou na quartafeira passada que Snowden não descarta pedir mais à frente a nacionalidade russa, embora também estude a possibilidade de deixar a Rússia no futuro. “Ele gostaria de se reunir com os líderes dos países que estariam dispostos a recebê-lo, mas por enquanto não pensa em viajar para nenhum lugar”, finalizou.

Bisturi é capaz de identificar tipos de tecidos cancerosos Um novo tipo de bisturi “inteligente”, capaz de diferenciar um tecido saudável de um canceroso, permitirá uma maior eficiência na remoção cirúrgica desses tumores, de acordo com um estudo publicado nos EUA. O chamado iKnife utiliza uma pequena corrente elétrica que gera um pouco de vapor, enquanto corta o tecido. Esse vapor é analisado, e o instrumento pode determinar se o tecido cortado é saudável, ou canceroso. Testes em 91 pacientes mostraram que o “diagnóstico do iKnife é particularmente preciso” e “suficientemente confiável para um uso generalizado na sala de cirurgia”, ressaltou o estudo americano, publi-

cado no periódico “Science Translational Medicines”. O iKnife utiliza um espectrômetro de massa para analisar o vapor que escapa do tecido cortado e informar ao cirurgião, em apenas três segundos, a natureza do material que está cortando. A técnica atual, em que uma amostra de tecido é enviada para um laboratório para sua análise, é “cara e muitas vezes insuficiente”. Além disso, leva-se de 20 a 30 minutos, destacaram os cientistas húngaros e britânicos que participaram da pesquisa. Por causa das deficiências tecnológicas atuais, muitas vezes, os pacientes devem se submeter a várias cirurgias, acrescentaram.


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

Segunda etapa da Ponta Negra está 50% concluída Secretaria Municipal de Infraestrutura garante que não haverá atrasos para a entrega da obra, marcada para 24 de dezembro

A

obra de revitalização da segunda etapa do complexo de lazer da Ponta Negra já está com 50% dos trabalhos finalizados e a cinco meses do prazo de entrega, programado para o dia 24 de dezembro. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) garante que não haverá atrasos. Com o final do período de chuvas o ritmo de trabalho foi intensificado. Com isso, foi possível finalizar todo o processo de concretagem da rampa de acesso, que liga o calçadão superior ao inferior, como explica a engenheira fiscal da Seminf, Zilda Fernandes. “Essa rampa possui 230 metros e liga o calçadão da segunda fase até a praia. Vamos iniciar o acabamento do piso com aplicação de pedra portuguesa. Quem passar por ela terá uma visão privilegiada do rio Negro”, explicou a engenheira. Ao todo, o calçadão da segunda fase da Ponta Negra terá 27 mil metros quadrados de área - 90% desse espaço já se encontra concretado e passa pelo processo de aplicação do calçamento. De acordo com o cronograma da obra, outra frente de trabalho, prevista para começar neste mês, é a de construção de uma segunda rotatória, dessa vez na entrada da avenida do Turismo. A intervenção visa melhorar o trânsito no local e seguirá os mesmos moldes da primeira rotatória construída em frente ao Hotel Tropical, porém com maiores dimensões. Um mirante também começou a ser construído e, de acordo com o engenheiro Alessandro Rodrigues, da Mosaico, empresa responsável

TÁCIO MELO/SEMCOM

pela obra, será um grande atrativo no local. “Já conseguimos colocar a fundação e as colunas de sustentação do mirante que deve ficar pronto logo. Sem dúvida será um ponto que irá atrair atenção de quem visitar o local”, disse o engenheiro. A Seminf também aguarda a descida do rio Negro para continuar o processo de ampliação da praia perene. A obra de revitalização da segunda fase da Ponta Negra irá custar aos cofres públicos R$ 27 milhões, financiada pela Corporação Andina de Fomento (CAF). Quando pronta, a segunda fase terá 27 mil metros quadrados de calçadão interligado com a praia, praça de artesanato, dois mirantes, três quadras esportivas, torre de observação, dois restaurantes, banheiros, estacionamentos, além de mais uma rotatória com chafariz.

Operário em ação na região da segunda etapa das obras do complexo da Ponta Negra

Esporte e cultura Outra frente de trabalho em fase de finalização é a de construção de três quadras esportivas, todas com arquibancadas e banheiros, que oferecerão mais conforto aos esportistas e ao público que for assistir aos jogos. O engenheiro Alessandro Rodrigues afirmou que foi iniciado o processo de reforma da pista de skate existente no local. De acordo com ele, esse espaço deve receber, ainda, uma feira de artesanato e será entregue 40 dias antes do prazo previsto para a realização de uma etapa do campeonato brasileiro de skate.

O trabalho na região da Ponta Negra está em andamento para a entrega do complexo no dia 24 de dezembro, como prometido


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Dia a dia

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Ideias equivocadas geram receios sobre a castração Medida é eficaz para evitar a superpopulação de cães e gatos e não interfere em nada no comportamento do animal

FOTOS: DIVULGAÇÃO

A castração é o meio mais indicado pelos veterinários para cães e gatos não terem reprodução descontrolada e, ao contrário do que dizem os mitos, não os torna inúteis e apáticos IVE RYLO Equipe EM TEMPO

E

les sentem fome, medo e saudade do amor do “melhor amigo” que não resistiu às transformações do tempo ao revelar carinho e traquinagens mais íntimas. Cerca de 80 mil cães e gatos foram abandonados à própria sorte pelas ruas da capital amazonense, segundo dados divulgados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Contudo, os números são contestados pelas ONGs, que estimam mais de 300 mil animais desamparados. Para livrar os bichinhos do sofrimento nas ruas, o controle populacional é apontado como uma saída. E para isso, a temida castração é o caminho mais indicado por veterinários e criadores. “Não vou castrar meu cachorro porque ele vai ficar preguiçoso, não vai mais proteger a casa, nem brincar com as crianças”, “ele vai ficar gordo, sedentário” e a clássica “ele precisa cruzar, é macho”. Ainda hoje, muitos são os discursos contrários ao procedimento. Para a veterinária Raquel Gaia do consultório São Lázaro, todas essas idéias podem ser definidas por apenas uma palavra: mito. “A castração é extremamente benéfica tanto para o macho quanto para fêmea. O animal vai guardar a casa, como antes. E ele o faz para proteger o dono, independente de estar castrado ou não”, garante. Ela explica que eles tendem a ficar menos agressivos, por conta da interrupção da formação de hormônios ocasionada pelo procedimento. “Após cortar o ciclo hormonal ele não tem mais necessidade de marcar território e nem brigar com outro

macho por isso. Tem machos que produzem mais testosterona que outros e, são extremamente agressivos e costumam disputar território até com o dono em casa. Nesses casos, recomendamos também fazer a castração”, aponta. E, pasmem, aquela história de que os animais não podem ter a necessidade sexual repreendida, também segundo a especialista, não passa de lorota. “Eles não têm necessidade de cruzamento, é puramente instintivo. O macho não entra no cio, ele está pronto para acasalar a vida toda, desde que a fêmea entre no cio. Se tiver

VERDADE

A castração deixa os animais de estimação menos agressivos por conta da interrupção da formação de hormônios ocasionada pelo procedimento, mas não deixa os bichinhos apáticos uma fêmea no cio toda semana, toda semana o macho vai estar disposto a acasalar, se não, ele fica tranquilo”, explica. Dentre outros benefícios apontados com a castração, é evitar o aumento populacional descontrolado. Segundo a veterinária, uma gata pode ter até cinco ninhadas por ano, e cada ninhada traz em média de quatro a cinco filhotes. Em 5 anos, a matriarca teria gerado 125 descendentes. “São muitos filhotes durante o ano, que são geralmente jogados na rua. As pessoas matam, jogam no rio, acham que eles serão adotados, mas não são. Eles geralmente

morrem vítimas de maus-tratos, de bicheira, atropelamento e fome”, pontua. A castração aumenta inclusive a expectativa de vida dos bichanos. Seguros em casa, mutilações decorrentes de brigas na rua, para conquistar a fêmea, são evitados. “Tenho vários pacientes, principalmente os homens, que relutam em castrar os machos, como se fosse fazer mal. Em alguns casos, os cachorros chegam no consultório mutilados. Castrado vai diminuir o fato do animal ir para rua atrás de companheiro”, aponta. Contudo, o sucesso da castração vai depender, segundo a veterinária, da atenção que o dono vai ter com seu bichinho. Gaia afirma que uma desvantagem seria a obesidade, por conta do desregulamento hormonal. “Se não controlar peso, o animal pode ficar obeso e pode levar à diabete. Mas é questão do dono controlar a alimentação, não pode dar mais comida, mesmo que eles peçam. É preciso também evitar o sedentarismo”, afirma. Segundo a veterinária, a castração segue passos parecidos ao de um procedimento cirúrgico em seres humanos, com exames pré e cuidados pósoperação, além de aplicação de anestesia geral. “Na fêmea é feita uma incisão pequena na região abdominal e é retirado o útero e ovário. Tem também outra técnica mais rápida e barata, em que uma incisão pequena é feita na lateral com um instrumento em forma de gancho que traz o útero e ovário”, explica. Isso chega a custar uma média de R$ 250. O mesmo procedimento pode ser feito gratuitamente no Centro de Zoonoses, bastando apenas o agendamento.

Cuidados com a medicação

A cirurgia de retirada do útero e ovários é simples e rápida

Recomendações para os donos Já nos machos de caninos e felinos, pode ser feita a vasectomia. “Mas não acho muito legal, porque ele vai cruzar e não engravidará a fêmea, mas não vai mudar a parte hormonal. Na castração são retirados os testículos, tem incisão no saco escrotal para retirar os testículos, mas o saco escrotal permanece. Não leva ponto. Outra técnica de incisão, é ao lado do pênis, e por ali é puxado os testículos e retirado”. O pós-operatório pode levar de 7 a 10 dias para a retirada de ponto, quando necessário. “É recomendado usar o protetor na cabeça para o animal não tirar os pontos, pois vão coçar durante a cicatrização”, recomenda. Para evitar as crias, muitos criadores optam em fornecer

para as fêmeas o “inibidor de cio”, vulgarmente conhecido como anticoncepcional. Segundo a doutora Raquel, é uma medicação hormonal alta, barata e de fácil acesso. Contudo, se mal aplicada, pode gerar deformidades e causar inclusive a morte do pet. “O problema é que a dosagem hormonal muito forte, dá muito efeito colateral e pode causar infecção no útero, às vezes até câncer de mama, pois todas as mamas ficam inchadas e extremamente doloridas. Você acaba tendo que operar o animal doente, correndo riscos porque são infecções graves e vai gastar mais com a cirurgia, além do risco do animal falecer. Se não pode castrar, é melhor não aplicar”, aconselha.

Ela explicou que é comum os criadores aplicarem a medicação no momento em que a fêmea entra no cio, o que contribui para o aparecimento de doenças. “Tem período certo para ser aplicado. Na fêmea não pode ser aplicado antes do primeiro cio. Na cadela tem que ser aplicado 45 dias do parto, ou três meses depois do primeiro cio. Na gata é aplicado 15 dias depois do parto ou 45 dias depois do cio, porque a gata entra em cio mais rápida que a cadela”, explicita. Como grande parte dos apaixonados por animais, principalmente os que praticam a posse responsável, a vice-presidente da ONG Proteção, Adoção e Tratamento Animal (Pata), Erika Schloemp, defende a castração e posiciona-se contra a introdução de medicações “inibidoras de cio”. Para ela, além de contribuir com o controle populacional, a castração livra os bichinhos de sofrimentos, consequência de agressões. “Existe muito preconceito das pessoas quando se fala em castrar seu animal. Mas é pura desinformação”, explica.


Dia a dia

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Juventude se prepara para encontrar papa Francisco A

semana mais aguardada por milhares de jovens de todo o mundo chegou. A partir de terça-feira (23) até domingo (28), acontece em Copacabana, no Rio de Janeiro, a 28ª edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Segundo a Arquidiocese de Manaus, aproximadamente 1,5 mil jovens da capital vão participar. Desde a última quarta-feira (17), os jovens da arquidiocese estão viajando, e a previsão é que todos viajem até sexta-feira (26). A arquidiocese ainda informou que desse número de jovens, 1.487 são peregrinos de Manaus, entre eles alguns adultos, padres e freiras. Os outros 89 estão distribuídos nos municípios que também fazem parte da arquidiocese. Do município de Careiro da Várzea (a 25 quilômetros da capital), vão 25 peregrinos; de Iranduba (a 27 quilômetros) e Rio Preto da Eva (a 57quilômetros) irão 26 peregrinos. A programação em Manaus para JMJ foi marcada com a presença dos símbolos da peregrinação. No dia 20 de setembro do ano passado milhares de jovens se deslocaram por meio das balsas e

barcos disponibilizados pela Arquidiocese, foram por volta do meio-dia receber os ícones da JMJ (a cruz e o ícone de Nossa Senhora) no encontro das águas, que pela primeira vez passou pela capital amazonense, seguindo depois para Itacoatiara( a 176 quilômetros). Em Manaus 61 peregrinos

PREPARATIVOS

Desde o anúncio do Brasil como local da Jornada Mundial da Juventude, jovens se preparam de todos os modos para participarem do evento que terá a presença do papa Francisco

da Polônia, Alemanha, Itália, Malásia, Canadá, Argentina, Costa Rica, México e Venezuela estiveram participando da semana na capital. Na última sexta-feira (19), na paróquia São José Operário, foi celebrado pelo arcebispo metropolitano dom Sérgio Eduardo Castriani e pelos bispos auxiliares e os padres de Manaus e padres

JOEL ROSA

Jornada Mundial começa na terça-feira no Rio de Janeiro e vai reunir milhares de católicos para discutir questões da igreja dos países que estavam peregrinando pela arquidiocese, a missa de envio de todos esses jovens, última atividade na capital antes da viagem, com um almoço entre todos. Expectativa O dia 21 de agosto de 2011 ficou marcado para os jovens das comunidades católicas de todo o Brasil, com o anúncio do então papa Bento 16, da realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no nosso país, em Madrid. Desde então, jovens de todos os cantos do país iniciaram seus preparativos para este grande evento tão esperado. O tema escolhido foi retirado do evangelho de são Mateus, “Ide, pois, fazer discípulos entre as nações!”, evangelho de são Mateus, capítulo 28, versículo 19. A escolha surgiu com uma visita do papa Bento 16 ao Brasil em 10 de maio de 2007, em um encontro com jovens no estádio de Pacaembu, em São Paulo (SP), quando o bispo Eduardo Pinheiro, responsável pelo setor da juventude na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mostrou a disposição em sediar uma jornada.

Peregrinos que irão à Jornada Mundial da Juventude participaram de almoço na paróquia São José


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Dia a dia

‘Manaus t

que vai controlar o sistema e transp

MÁRIO OLIVEIRA/SEMCOM

Há 200 dias no cargo, o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) garante que hoje é bem melhor ser prefeito de Manaus do que senador da República. Ele diz que essa realização pessoal acontece em todos os dias de seu trabalho, porque é um dos poucos políticos do país que pode andar de cabeça erguida e, às vezes, até aplaudido por seu povo. Em duas horas de conversa com o diretor de Redação do EM TEMPO, no final da tarde de sexta-feira, o prefeito fez um balanço dos avanços e problemas que tem encontrado pela frente na difícil missão de governar Manaus. Ele também garante que não se sente refém do setor de transportes e avisa aos empresários que, agora, “Manaus tem um xerife que vai governar o sistema de transportes com mão de ferro”. Veja a entrevista.

MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

EM TEMPO – O que é melhor, ser prefeito de Manaus ou senador da República? Arthur Virgílio – Como senador, eu podia cumprir meu dever, sendo um senador do país, um senador do Amazonas. Podia defender a Zona Franca de maneira intensa, dedicada. Um senador do país porque jamais municipalizaria meu mandato. Procuraria ser uma voz ouvida – não pela vaidade –, mas porque eu sabia que, quanto mais projeção nacional verdadeira, respeitável eu obtivesse, mais eu poderia ajudar o meu Estado. E isso eu aprendi com duas pessoas, aliás, três: meu pai, Almino Afonso e com meu compadre Bernardo Cabral. Quanto mais a gente projetar o nome lá, mais forte fica para falar do Estado. E quando você fala do Estado, ninguém te acusa de provinciano, porque você fala de assuntos nacionais e por isso é noticiado e respeitado nacionalmente. EM TEMPO – E administrar Manaus? Arthur – É uma coisa dura, extremamente extenuante, mas hoje eu prefiro mil vezes administrar Manaus a estar naquele Senado, porque aqui eu realizo coisas todos os dias. Todos os dias eu pratico intervenções na vida das pessoas. Todos os dias eu procuro melhorar alguma coisa na vida de um grupo social. Aqui nós vemos as coisas acontecerem. Na quarta-feira começa a repaginação da avenida Getúlio Vargas, vai começar mesmo e isso muda a cidade. Hoje (sexta-feira) à noite eu vou visitar obras, uma coisa que há muito tempo eu não faço. Também vou fazer uma peregrinação a canteiros de obras, que nem começaram ainda, mas já viraram canteiro de obras. Hoje, em Manaus, para onde você se vira tem gente trabalhando, mexendo com terra, fazendo drenagem, as plataformas do BRT sendo montadas ou, em alguns lugares, desmontadas, para as que precisamos recompor. Acabamos de inaugurar seis escolas e uma delas com

sala totalmente digitalizada (patrocinada pela Samsung). Isso tudo em sete dias, entre escolas novas e restaurações. E a alegria de ver que está mudando o destino da cidade é muito grande. Então, se hoje você me pergunta se eu prefiro ser senador ou prefeito da cidade, eu respondo que prefiro ser prefeito acima de qualquer coisa, porque estou podendo realizar, eu estou podendo jogar a minha maturidade a favor de uma causa que é causa de servir diretamente ao povo de Manaus. EM TEMPO – Como senador o senhor também não servia ao seu povo? Arthur – Servia, mas não era uma coisa tão direta, tão próxima. E o calor das pessoas que a prefeitura te proporciona é incomparável. Quando você tem a honra de ser um dos poucos políticos do país que anda de cabeça erguida, que é bem recebido e até aplaudido pelo povo de sua cidade, isso é a maior alegria que um homem pode ter. E falo sinceramente, não tenho um pingo de vaidade nisso, tenho alegria, muita alegria. EM TEMPO – Qual a sua rotina de trabalho? Arthur – De modo geral eu acordo entre as 6h15 a 6h30, quando começo a fazer ginástica. A minha ginástica consiste em fazer 15 minutos de corrida, consiste em fazer meia hora a 40 minutos de pedal e 15 minutos de musculação. Quando é sábado e domingo eu já pego um personal e aí a gente pedala de 40 a 50 quilômetros, porque aí eu tenho mais tempo. Depois disso saio, de manhã invariavelmente, para fiscalizar obras, para manter contatos com as pessoas. De tarde são despachos, que entram pela noite, não tenho nada contra assinar papéis. Quando eu tenho tempo, isto é, quando eu consigo sair cedo, eu volto a ver obras – é o que eu quero fazer hoje – e, quando não vejo obras ainda dou umas pedaladinhas antes de dormir. EM TEMPO – É verdade que o senhor sai da prefeitura depois das 22 horas?

Arthur – Às vezes sim. Eu não trabalho menos do que 12, 13 e até 14 horas por dia. Por isso eu saio à noite. Agora, no fim de semana eu gosto de fazer o seguinte: sábado eu faço minha ginástica e saio para visitar bairros, acompanhar obras ou mesmo só andando de carro pelos bairros da cidade, vendo o que precisa, o que não precisa. O que pode, o que não pode. Tomando providência na hora. Se tem o lixo ali eu ligo na hora para o secretário: “secretário, tem um lixo aqui impraticável, mande buscar agora”. Daqui a pouco tempo uma senhora me liga e diz “Prefeito, aqui é dona Luzinete, o lixo foi retirado, viu? E domingo é o dia em que durmo um pouquinho mais, que eu faço uma ginástica ampliada e saio para fiscalizar a Ponta Negra pra ver

Não me sinto refém do sistema de transporte. Nem de sindicalistas e muitos menos de empresário. Em 20 anos de vida pública os rodoviários sempre estiveram comigo

se está tudo bem. Mas aí eu vou de short, bicicleta... fico ali na faixa ampliada, falando com as pessoas, parando para ouvi-las. E ali acontece de tudo, fotos, abraços. Falam de coisas que precisam ser feitas, dão ideias, cobram... E aí eu me retiro e vou para a estrada do Turismo pedalar. Também gosto muito de entrar no supermercado, gosto muito de entrar no cinema. EM TEMPO – O senhor vive a cidade 24 horas? Arthur – Eu sou uma pessoa meio obsessiva. Quando eu entro numa empreitada eu vou com ela até o final. Eu não sou muito de ver limites. Eu respiro aquilo que faço. Respirei meu mandato de senador, respirei meu Ministério (Casa Civil, no governo FHC). Eu respiro a prefeitura, eu respiro os problemas de Manaus, eu

respiro a água que vai jorrar neste semestre na Zona Leste e depois na Zona Norte, se Deus quiser até março do ano que vem. Eu respiro a preparação da cidade para a Copa, enfim... EM TEMPO – Sua relação com o governo federal tem sido a ideal, isto é, o senhor tem recebido apoio? Arthur – Vamos falar de coisas práticas. Tem um ministro que está sendo um parceirão nisso. O ministro Alexandre Padilha, da Saúde, que nos deu 120 obras importantes agora. Evandro (Melo, secretário de Saúde), temos uma meta que é a cobertura no atendimento de saúde de 70% das pessoas ... Porque não 100? Esses 30% restantes têm plano de saúde. Se a gente tem 30+70=100, a gente acaba com a fila no Estado. A gente faz uma interação com o Estado que é boa para os dois. Então, o Padilha liberou para nós 120 obras fundamentais: 40 novas UBS (Unidade Básicas de Saúde), ampliações de UBS que já existem e reconstrução de outras. Também trabalhamos num esquema em que as nossas Carretas da Saúde vão para o SUS. Então vamos dar um grande salto em menos de um ano, graças a esse bom ministro. EM TEMPO – Mesmo ele sendo do PT, diga-se. Arthur – Eu liguei para ele ontem e falei: Padilha você está vindo a Manaus? E ele respondeu que “no dia 24 eu estou aí”. E eu disse “gostaria de estar contigo e vou reunir todo o secretariado, subsecretários e principais assessores nossos para te homenagear no Palácio Rio Branco. Quero te entregar uma placa de “Amigo da Cidade de Manaus”. E quero registrar que, quem ajuda de fato a cidade, tem a nossa gratidão. E aí eu fiz uma brincadeira com ele: Padilha, eu vou chamar toda a imprensa local, vou chamar os blogs, os correspondentes dos jornais de fora, porque faço questão que o Geraldo Alckmin saiba (risos). E ele riu muito. Só que ele não sabe da melhor. O vereador Wilker Barreto, que é meu líder na Câmara, já apresentou projeto para torná-lo Cidadão de Manaus.

EM TEMPO – Prefeito, a Fifa começou a torpedear dizendo que talvez tenha sido um erro escolher Manaus como sede da Copa do Mundo. Isso coloca a gente de forma negativa na mídia mundial, como o senhor avalia esse incômodo? Arthur – Olha, eu tenho visto o governador Omar Aziz lutar para tirar o atraso nas obras. Tenho certeza que o governador vai honrar o prazo de entregar as obras, que seria 31 de dezembro. E nesse ponto o governador foi enfático. “É 31 de dezembro, mas eu quero entregar no dia 21 de dezembro”. EM TEMPO (interrompendo) – Mas isso a Arena da Amazônia, não é? O que eles cobram são todas as obras da Copa. Arthur – A mobilidade urbana? Bom, isso eu herdei da outra administração com dois anos de atraso, sem nada. Eu não podia fazer o BRT (sigla em inglês de Bus Rapid Transit), porque a própria presidente Dilma tirou do PAC da Copa e jogou para o PAC da Mobilidade. Estamos tentando fazer da melhor forma possível, mas não substitui tudo, o sistema Bus Rapid Service (BRS), que vai melhorar bastante o trânsito. A cidade vai estar arrumada, sobretudo aquele corredor que chamamos de corredor da Copa com 55 quilômetros, que vai ficar um brinco, se Deus quiser. O governador está fazendo em parceria comigo – cedemos um terreno no valor de R$ 30 milhões para ele fazer um Centro de Treinamento, na antiga Vila Olímpica do bairro do Coroado. O governador também está reformando o estádio da Colina, que também será um segundo Centro de Treinamento. Sinceramente, tivemos uma reunião com o pessoal da Fifa que esteve aí, tanto o governador Omar quanto eu conversamos de maneira muito altiva com eles. Inclusive eu disse a eles que o Brasil era um, antes de se falar em Copa e hoje é outro porque eles (da Fifa) fizeram muitas exigências, inclusive de estádios suntuosos. Por isso, hoje, o povo está pedindo hospitais “no padrão Fifa”,

nas ruas. Disse para eles: “Os senhores não podem ignorar que o Brasil tem sido alvo de manifestações de rua”. EM TEMPO – E como o senhor avalia esse momento da vida nacional, em que o país é tomado por manifestações de protestos e indignação? Arthur – Algumas são bem intencionadas, partidárias, pequenas, que não conseguem convencer ninguém, porque seu líderes não percebem que há desgaste de partidos, sindicatos, centrais. Fazem o maior auê e colocam 300 pessoas nas rua. Mas quando é uma manifestação espontânea mesmo, vinda do povo, da sociedade civil, botaram 100 mil. Mas o povo que está em casa, que está na rua, percebe claramente que o Brasil de hoje não é diferente do Brasil da época em que fomos escolhidos para sediar a Copa. EM TEMPO – O senhor acha que havia necessidade de derrubar o estádio Vivaldo Lima para construir uma nova Arena? Arthur – Eu não era a favor da Arena – e tenho certeza de que o governador Omar também não gosta –, eu era a favor de reformar o Vivaldão. Até porque um país como os Estados Unidos da América não gastaram nada. Eles adaptaram o que já tinha e fizeram uma Copa econômica. Agora vamos lá, no nosso caso. Vai ser feriado nos dias dos jogos, o trânsito vai estar bom, nós vamos ter um sistema de ônibus bastante eficaz, nós vamos ter muita segurança porque o governador está cuidando disso e a prefeitura vai deixar a cidade muito bem preparada do ponto de vista da pavimentação das ruas, do ponto de vista do embelezamento de vias fundamentais como a avenida Djalma Batista e outras. Nós temos hoje uma capacidade melhor – que ainda não é a ideal –, de acomodações em hotéis. Então, eu discordo da Fifa, eu não acho que tenha sido um erro escolher Manaus. E por outro lado, se erraram, é porque eles erram. Veja, eu vou fazer aqui um certo jogo dialético: Se erraram,


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tem xerife

porte com mão de ferro’, diz Arthur

EM TEMPO – Entra governo e sai governo e o que se vê é que o poder público continua refém do sistema de transportes. Ou por parte dos empresários ou dos sindicalistas, no caso os rodoviários, que volta e meia ameaçam fazer greve. O senhor, que em pouco mais de seis meses já enfrentou várias crises, se sente refém desse sistema? Arthur – Eu governei quatro anos Manaus, há mais de 20 anos, e não fui refém. E nem agora me sinto. E olha que eu estou exagerando na liberdade, porque primeiro eu desfruto de um enorme prestígio que eu não vou abrir mão dele de jeito algum, junto aos rodoviários. Então, se tem uma turma que nunca me abandonou, é essa dos rodoviários. Nos meus momentos mais duros da vida pública, eu sempre tive 90% dos rodoviários comigo e hoje não é nenhum pouco diferente. Quanto aos patrões, eles receberam umas determinações minhas muito claras. A primeira é que parem com briguinhas internas. A segunda é que os “primos ricos” das cinco empresas passem dinheiro da Câmara de Compensação, o que foi estipulado pela SMTU, para os “primos pobres”, e que estão em situação difícil. Do subsídio que nós estamos dando, nós estamos ordenando que as empresas que devem o FGTS, sobretudo a Global, vá direto saldar sua dívida com o FGTS. Não é para comprar carro, comprar peça, garagem... não. É para ir direto para o FGTS. Que recorram ao que a Caixa está dando que é o financiamento de 60% em 80 meses, o que reduz a prestação. Tem empresa aqui que está em situação deficiente porque tem linhas ruins, mas tem empresa aqui que está em situação deficiente porque também têm gestão ruim. E eu quero acompanhar essa gestão de perto. EM TEMPO – O senhor diz que fez um monte de intervenções, quais foram? Arthur – Vamos lá, uma comissão está dentro da Global, num prazo de 45 dias, prorrogado para mais 40, para nos dar um diagnóstico da situação financeira, funcional, operacional e contábil dessa empresa. Eu quero saber tudo. Estamos entrando no Sinetram também para saber tudo do Sinetran. Vou dominar tudo da bilhetagem eletrônica e do centro de controle operacional. Isto significa o quê? Que todas as empresas terão câmeras em todas suas dependências, essas câmeras terão que ser ligadas ao nosso centro de cultura tradicional, para gente brincar de Big Brother com eles… E tem mais: vamos instalar GPS em todos os ônibus. Eu poderia perguntar quantos ônibus saíram hoje, mas nem pergunto, porque, via de regra, eles vão dizer 1.200, 1.500. E eu vou falar que foram 80? Eu nem corro

atrás de sombra de avião e nem conto ônibus. Eu quero a verdade e a verdade vai vir do GPS. Eu vou agir com eles, com esse GPS, que nem marido ciumento quando quer saber se a mulher foi para o motel e começa a controlar o celular dela pelo GPS. Ou instala o GPS no próprio carro, enfim, eu quero saber tudo. EM TEMPO – O senhor usou de um discurso duro? Arthur – Eu falei para a Global o seguinte, e isso vale pra todos eles: A tua situação é difícil. Vou te dar as hipóteses que têm: Primeiro, você paga o teu FGTS com o que vier da compensação para você, o que vier do subsídio para você. Ah, não deu?, então você vende metade das tuas linhas. Ainda não deu? Você vende 100% das tuas linhas e sai de Manaus. Ponto, está acabada a conversa. Vai ter quem queira ficar aqui e assumir seus compromissos. Então eu não me sinto refém deles, ao contrário, eles estão sendo enquadrados. Comecei a reunião, eles estavam aqui e eu estava sentado ali naquela ponta (aponta a mesa) e disse: olha, tem certas coisas que dependem da concordância de vocês, tem coisas que são atribuições minhas e aí eu não consulto vocês. Eu vou fazer e aí dizer a vocês que fiz. E rezei a cartilha: isso tudo aqui eu

Se a gente for comparar com o vinho, eu diria que o prefeito de hoje é bem melhor que o prefeito de 1988

vou fazer porque é atribuição minha. E aí, se o “seu fulano” gostou, porque vai receber da Câmara de Compensação, eu não estou preocupado com ele, quero que ele se reinicie no sistema. “Seu Beltrano” que se achava bom nesse trust (confiança), não gostou? Eu estou me lixando para o “seu beltrano”... Eu não tenho nenhum compromisso. Tenho compromisso com a cidade e eles têm que servir a cidade, enfim. A prefeitura quer ser parceira deles, mas vai mostrar para eles que tem um xerife que vai controlar com mão de ferro o funcionamento do transporte coletivo. Com mão de ferro! EM TEMPO – Um problema que há anos compromete a fachada de Manaus é a invasão de camelôs. Esse tem sido o calcanhar de Aquiles de outros prefeitos que o antecederam, mas que nada fizeram para resolver a situação. Quem ama Manaus quer ver sua cidade limpa, como o senhor vai resolver isso? Arthur – O Centro Histórico é a nossa origem, a cidade nasceu ali. Então, se a gente não respeitar a própria origem significa perder a identidade. E cidade sem identidade não é cidade, é qualquer coisa, menos cidade. Vou falar uma coisa, nós tive-

mos duas leis, já aprovadas, que foram muito bem recebidas pela Câmara e pelos camelôs. Uma estabelece as regras de transição de camelô para empresário de shopping popular. A outra estabelece um regime de incentivos fiscais por dez anos, isenção de todos os tributos municipais. Teremos um shopping que já vai estar pronto agora, que é um belíssimo shopping, só que é popular. Lojas a partir de R$ 425 por mês. É menos do que os camelôs pagam para tomarem conta dos produtos deles, na rua, para não serem roubados. E sai da ameaça de câncer de pele, provocada pelo sol; sai da chuva que impede o faturamento; sai da mão do agiota; sai do ladrão que o ameaça. É um novo tempo. EM TEMPO – Com essas medidas o senhor consegue retrirar quantos camelôs do Centro? Arthur – Não, a nossa ideia não é retirar camelô do centro, porque eles dão vida ao Centro. É deixá-los no Centro, mas em shoppings populares. Alguns que quiserem vão sair para a periferia porque nós faremos também shoppings populares na periferia. Mas, outros não, preferem ficar no Centro. E aqui pra nós, a Câmara dos Diretores Lojistas não quer camelô fora do Centro. Quer fora da rua. No Centro eles são consumidores, eles são ativadores do comércio, porque no momento em que você vai lá comprar um artigo de camelô lembra que está faltando comprar não sei o quê e corre para a loja. Por isso todos receberam muito bem a lei. Veja só como eles me recebem: outro dia eu estava saindo da Difusora, na avenida Eduardo Ribeiro, centenas deles me cercaram. Uma pessoa me pediu dinheiro por uma coisa justa e eu não sou de dar dinheiro a ninguém. E aí o “Negão”– é assim que chamam ele –, tomou a frente e disse: “Deixa essa comigo”. E aí meteu a mão no bolso e deu para aquela pessoa. Quer dizer, são grandes amigos que estão interessados em resolver a situação. No caso do Negão ele está feliz da vida com a hipótese de ascender socialmente, realizar seus sonhos. EM TEMPO – Quantos camelôs ocupam o Centro? Falam em 6 mil, vai ter shopping popular para isso tudo? Arthur – Não chega a tanto. Entre os cadastrados e não cadastrados, no centro, tem 2.200. Tem mais um detalhe: o cara tem que ter só uma banca, ele é um só, então tem que ter só uma banca. EM TEMPO – Em quanto tempo o senhor acredita que essa situação dos camelôs vai estar resolvida? Arthur – Acredito que até dois meses antes da Copa. Ainda temos muitas obras para fazer antes de começar a mudança. Vamos trabalhar a saída dos camelôs das ruas, mas não exatamente do Centro, até porque eles são ativadores do comércio, ao mesmo tempo em que são, também, consumidores e atraem o público consumidor.

MÁRIO OLIVEIRA/SEMCOM

escolhendo Manaus, é porque eles são passíveis de errar, não são infalíveis. E se não são infalíveis podem estar errados de novo dizendo que Manaus não deveria ter sido escolhida, não é?

O prefeito Arthur Virgílio diz que não é de tirar férias, “O melhor é descansar pedalando”

Arthur vai apoiar o candidato de Omar Quando o assunto é política, e principalmente sucessão governamental, o prefeito Arthur Virgílio (PSDB) avisa de antemão que não é candidato a nada. Seu único foco hoje é realizar um bom governo na prefeitura. Mas garante que marchará ao lado do governador Omar Aziz, apoiando um nome escolhido em conjunto. Para ele, não é aconselhável fazer nenhum prognóstico antecipado para 2014, mesmo reconhecendo a liderança e a potencialidade do senador Eduardo Braga que, ao seu ver, “já foi bem melhor”. – Eduardo tem liderança hoje numa eleição claramente de segundo turno. Será um pleito em que, hoje, eu não arriscaria prognóstico nenhum. Seria precipitado, porque a questão toda é que devem sair de três a quatro candidatos. Eduardo mais dois, Eduardo mais três... e isso vai definir muito os números. Esta semana, Arthur Virgílio anunciou que já tem um candidato para 2014. Trata-se de Omar Aziz (PSD) para o Senado. Para o governo, o candidato poderá ser um nome que o governador escolher, ou que possa ser escolhido conjuntamente. – O senhor vê quadro para um cenário com três ou quatro candidatos? – perguntou o repórter. – Claro que vejo, respondeu Arthur –. O vicegovernador José Melo, por exemplo, tem aparecido pouco nas pesquisas mas, ele mantém uma postura boa no cargo, uma postura discreta, além de que é um político habilidoso. Uma vez instalado no go-

verno, a tendência do Melo é crescer muito no interior. Também nós temos o nosso jovem vice-prefeito, o Hissa Abrahão (PPS), que tem hoje uma boa concentração popular, faz parte de um governo que tem sido vitorioso e vai ficar cada vez mais em evidência no verão, porque capitaneia o pacote de obras que vai mudar a cara da cidade. E temos também a deputada Rebecca Garcia (PP) que mesmo não estando numa posição de muita exposição, tem dois trunfos interessantes: está num cargo executivo – então não vão

IDENTIDADE

O Centro Histórico é a nossa origem. Se a gente não respeitar a própria origem significa perder a identidade. E cidade sem origem é qualquer coisa, menos cidade, afirma Arthur

poder dizer que ela não tem experiência – e tem uma base popular bastante considerável. Sobre o seu futuro político, Arthur Virgílio responde que, como disse nesta entrevista, é uma “pessoa muito obsecada”, por isso não consegue pensar em outra coisa que não seja “isso aqui” (a prefeitura). – Eu só viajo a Brasília quando é uma coisa muito certa mesmo. Quando vejo que a agenda está fraca eu desmarco. Não tiro férias, não é meu estilo. Pode ser até que eu precise uma hora dessas. Hoje, dois assessores meus me percebe-

ram assim, um pouco mais agastado que o natural, por causa de umas coisas aí, enfim... E aí questionaram se não seria o caso de eu tirar uns dias. Mas não vou, porque tenho muito o que fazer. Eu tenho é que descansar pedalando. E não tem nada melhor do que trabalhar na Ponta Negra aos domingos, porque ouço ideias, pedidos, sugestões reclamações. Se eu pudesse, eu trabalhava de short e camiseta o dia todinho. O meu futuro político é assim. Está muito ligado ao meu governo e à minha vontade. – Qual a diferença entre o prefeito de 1988 e o de 2013? – pergunta o repórter. Arthur responde que fica feliz de não ver diferença na capacidade física. – Porque eu continuo me doando por inteiro para cumprir meus compromisso com a mesma intensidade. Todos na cidade sabem o pique, o vigor e o ritmo com que a gente trabalha. O que eu vejo é que o outro (Arthur) de 1988 era mais açodado, mais brigão, menos experiente, perdeu seu primeiro ano porque tinha pouco entendimento do que seria responsabilidade fiscal, mas que terminou o governo com o quadro fiscal bastante favorável. Um prefeito que aprendeu muita coisa durante o exercício do governo. Seria ruim se eu tivesse a experiência e não tivesse o vigor físico. Mas sou mais o prefeito de hoje porque, graças a Deus, a gente juntou experiência com a não perda da capacidade física. Se a gente for comparar com vinho, eu diria que o prefeito de hoje é bem melhor. (MA)


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Dia a dia

Brasil terá embaixada Abertura da representação diplomática em solo brasileiro carrega simbolismo histórico por ser a primeira do mundo ocidental. Notícia foi dada pelo chefe do Fundo Nacional Palestino, Ramzi Khouri, durante sua passagem por Manaus

VALTER CAMPANATO/ABR

Presidente da ANP, Mahmoud Abbas lançou a pedra fundamental da embaixada palestina em Brasília - a primeira do hemisfério ocidental - em 2011: iniciativa histórica e marco de amizade ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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primeira embaixada da Palestina no mundo ocidental - a ser construída no Brasil -, deverá ficar pronta em outubro de 2015. A informação foi revelada pelo embaixador palestino no país, Ibrahim Al-Zeben, que concedeu entrevista exclusiva ao EM TEMPO durante sua passagem por Manaus, onde esteve para participar da inauguração de um empreendimento comercial erguido pela comunidade árabe na Zona Leste da cidade. Segundo o diplomata, a ordem de serviço para o início das obras seria dada este mês, que deverão durar em torno de 22 meses. A previsão é de que as por-

tas da nova sede estejam abertas a partir de outubro de 2015. “A inauguração da embaixada da Palestina no Brasil é um ato simbólico, pois além de marcar a amizade do povo brasileiro com os palestinos, representa a primeira sede diplomática construída no hemisfério ocidental”, afirmou. Conforme o chefe do Fundo Nacional Palestino, Ramzi Khouri, que veio ao Brasil para supervisionar as discussões finais sobre a construção da embaixada e também esteve em Manaus, onde falou com exclusividade ao EM TEMPO, o planejamento do projeto chegou a sua última etapa, cuja execução começaria nesta quinzena. “Em dois anos, a sede da embaixada da Palestina no Brasil estará pronta”, contou.

A inauguração da embaixada da Palestina no Brasil marca a amizade do povo brasileiro com os palestinos Ibrahim Al-Zeben, embaixador palestino

Histórico O início das obras acontece quase dois anos depois que a pedra fundamental para a construção da embaixada foi colocada, em 2011, pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. A representação diplomática será erguida em uma área

concedida pelo governo brasileiro em 2008 no lote 46 do Setor de Embaixadas Norte, em Brasília. Conforme Al-Zeben, hoje, as embaixadas palestinas no Ocidente ou estão instaladas em imóveis alugados ou em prédios adquiridos já prontos. “A embaixada é um símbolo de que o povo palestino existe apesar de todas as tentativas de ausentá-lo da arena política internacional”, declarou. Na época da colocação da pedra fundamental, o então representante do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, enfatizou que o reconhecimento do Estado palestino é “um ato de soberania que reconhece outra soberania”, e que esta é “uma mensagem de paz enviada pelo Brasil ao mundo”.

Colônia tem peso econômico De acordo com o embaixador Ibrahim Al-Zeben, o Brasil abriga uma comunidade de aproximadamente 60 mil palestinos, terceiro maior grupo árabe no país, atrás dos libaneses e dos sírios. Ao todo, a colônia árabe-brasileira é estimada em mais de 20 milhões de pessoas com forte presença na área econômica, política, gastronômica e cultural. “O árabe se integra com facilidade. No Amazonas, a colônia participa ativamente da construção da sociedade local gerando emprego e renda como no caso da inauguração do shopping Ci-

dade Leste, que simboliza a contribuição da comunidade árabe e, em particular, a palestina, no fortalecimento econômico do Estado”, avaliou o diplomata. Construído por empresários palestinos, o Shopping Cidade Leste, na avenida Autaz-Mirim (Grande Circular), bairro Tancredo Neves, oferecerá produtos e serviços “classe A” à população, incluindo, além das lojas e restaurantes, salas de cinema. O empreendimento deverá gerar em torno de mil empregos diretos nesta primeira fase e possibilidade de mais mil contratações.


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na Palestina em 2015 Uma luta que começa em 1967

‘Chegou o momento adequado’

No final de setembro de 2012, a atenção do mundo todo ficou voltada para a Organização das Nações Unidas (ONU), mais precisamente para o pedido que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, submeteu, no dia 23, para que o Estado da Palestina fosse reconhecido como membro do organismo. O pleito palestino para criar um Estado a partir das fronteiras de 1967, que incluem a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental – territórios ocupados por Israel -, conta com o apoio de dois terços dos 193 países

EM TEMPO - O que representa o pedido de reconhecimento do Estado da Palestina que foi apresentado, em setembro, pelo presidente Mahmoud Abbas nas Nações Unidas? Ibrahim Al-Zeben - Para o povo palestino, o reconhecimento representa a ação de um direito que foi postergado durante 63 anos até agora. Em 1948, foi recomendada a criação de dois Estados, sendo que um foi criado e o outro foi anulado até o momento. Portanto, para nós, é uma ação de direito e uma demanda justa que o povo palestino não pode, de nenhuma maneira, abrir mão porque é um direito legítimo que está de acordo com o direito internacional e tem o apoio da comunidade internacional independentemente da posição dos Estados Unidos, que é uma posição lamentável.

PRESENÇA

O EM TEMPO entrevistou o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al-Zeben, aproveitando sua presença em Manaus, onde esteve como integrante de uma comitiva membros da ONU, incluindo o voto do Brasil. Porém, o pedido enfrenta um obstáculo de peso: a oposição dos Estados Unidos que já declararam que vão vetar no Conselho de

Segurança o reconhecimento da Palestina. Para falar sobre o assunto, o EM TEMPO entrevistou o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al-Zeben, aproveitando sua presença em Manaus, onde esteve como integrante de uma comitiva de diplomatas de países árabes que vieram prospectar negócios no Amazonas. Falando em um português bastante claro, o embaixador comentou, entre outros assuntos, sobre o pedido na ONU, as relações com o Brasil, a postura dos Estados Unidos e as negociações de paz com os israelenses. Confira a entrevista: DIVULGAÇÃO

EM TEMPO - Por que somente agora foi apresentado esse pedido? IAZ - Porque simplesmente chegou o momento adequado. Israel segue negando o direito palestino, ampliando as colônias dentro do território onde devo criar o meu Estado. Benjamin Netanyahu (o atual primeiro-ministro de Israel) está se fazendo de omisso para burlar o direito internacional e enganar os palestinos. Por este motivo, levamos o assunto às Nações Unidas. Este é o momento oportuno para a comunidade internacional assumir seu papel de ajudar os palestinos a terem seu Estado e levar os palestinos e israelenses a uma negociação séria que termine em um tratado de paz à base do direito internacional. EM TEMPO – Como o senhor analisa a postura dos Estados Unidos que já avisaram que vão vetar o reconhecimento da Palestina na ONU? IAZ - Temos a esperança que os Estado Unidos assumam a sua responsabilidade para resolver essa questão que é de responsabilidade coletiva da comunidade internacional. Fomos às Nações Unidas por entender que é uma questão que deve ser resolvida de forma multilateral, independente das negociações bilaterais com Israel. EM TEMPO - Como o senhor analisa a posição contraditória da administração do presidente Ibrahim Al-Zeben, embaixador palestino no Brasil: confiança na restauração da democracia

Barack Obama, que tenta passar uma imagem de que os EUA são amigos daqueles que fazem os levantes no mundo árabe por democracia, mas ao mesmo tempo são contra o desejo de autodeterminação do povo palestino? IAZ – Esse posicionamento dos Estados Unidos, lamentavelmente, é por motivos eleitorais. É lamentável que a dor da Palestina se torna uma vez mais matéria eleitoral. Confiamos, e não perco a esperança, de que os Estados Unidos possam reassumir o papel que lhes corresponde como superpotência para preservar duas soberanias e dois estados, o de Israel e o da Palestina. EM TEMPO – Os EUA e Israel afirmam que a questão palestina tem que ser resolvida por meio de negociações entre palestinos e israelenses. Esse é o melhor caminho? IAZ - Entendemos que para a retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos, temos que negociar com Israel que é o ocupante. Temos que fazer um calendário de retirada com os auspícios internacionais. Se tivessem dado certo as negociações, o Estado palestino já teria sido construído e reconhecido por todos se tornando uma realidade há pelo menos dez anos. EM TEMPO – Quais foram os resultados em quase 20 anos de negociações desde o lançamento do processo de paz de Madri em 1992? IAZ - Os resultados que as negociações com Israel trouxeram foram o crescimento da quantidade de colônias e colonos em terras palestinas, o muro da vergonha, maior quantidade de presos políticos e menos territórios liberados. Portanto nos vimos na obrigação patriótica de levar esse assunto ao mundo para que a comunidade internacional assuma a responsabilidade de ter há 63 anos recomendado o reconhecimento do Estado da Palestina. EM TEMPO – Por que fracassaram as negociações de paz entre palestinos e israelenses? IAZ - Porque o governo de Israel simplesmente não respeita o direito internacional. EM TEMPO – As revoltas que testemunhamos hoje

em vários países árabes favorecem a luta de libertação da Palestina? IAZ - A primavera árabe tem como objetivo garantir que o povo tenha dignidade, que é um pleito palestino. O povo palestino exige o fim da ocupação de território e quer viver uma vida normal. Tanto eles (israelenses) como nós (palestinos) precisamos de uma primavera. Os israelenses precisam se desfazer deste governo que criou uma Israel ocupante para renascer uma Israel que possa viver em paz e harmonia com os seus vizinhos. EM TEMPO - Isso significa, então, que os palestinos aceitam conviver com um Estado israelense? IAZ - Para nós está bem claro que devemos viver lado a lado, respeitando uns aos outros em fronteiras seguras e delineadas pelo direito internacional. Temos que fazer justiça com os refugiados, fazer justiça com a libertação dos presos políticos e com aqueles que foram condenados há 63 anos viver no exílio. A justiça deve chegar ao povo palestino. Assim, haverá justiça tanto para os israelenses como para os palestinos para que os israelenses deixem de viver em tanques de guerra e os palestinos deixem de viver em campos de refugiados. Ambos precisam abandonar seus campos: os israelenses os campos de batalha e os palestinos os campos de refugiados. EM TEMPO – A divergência interna entre os palestinos, principalmente entre o Fatah, de Mahmoud Abbas, e o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, não enfraquece a posição palestina? Como estão as negociações de reconciliação entre os grupos palestinos? IAZ - As divergências e as dificuldades são produtos da ocupação. Temos duas visões diferentes em relação à ocupação (uma que defende as negociações e outra, a luta armada para libertar as terras ocupadas). As negociações não deram resultados. Ter divergências e diferenças é algo sadio dentro de um povo, em especial, dentro do povo palestino que vive uma ocupação sem precedentes na história moderna. Uma vez acabada a ocupação, o povo palestino pode cerrar as fileiras e fazer as tarefas de casa que é restaurar a democracia e a base do Estado. Estou confiante.


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Dia a dia

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Onde médicos não chegam Associação traça quadro preocupante sobre a prática da medicina no interior do Amazonas, onde há menos de um profissional para cada mil habitantes, índice inferior ao da capital, que concentra 77,7% da categoria no SUS

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os 2.844 médicos cadastrados no Amazonas para atender no Sistema Único de Saúde (SUS) nos hospitais e postos de saúde do Estado, 77,7% trabalham em Manaus, atendendo 51,7% da população, enquanto os outros 61 municípios do interior contam com apenas 635 médicos no SUS, o que representa 0,8 profissional para cada mil habitantes contra a média de 1,2 médicos por mil habitantes na capital. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de um médico para cada mil habitantes Esses dados alarmantes, referentes a novembro de 2012, fazem parte do estudo que Associação Amazonense de Municípios (AAM) está produzindo para entregar ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que na próxima terça-feira (23) desembarca em Manaus para reunião com prefeitos, profissionais e demais autoridades do segmento para apresentar o recém-lançado programa federal “Mais Médicos” e outras ações e investimentos da União nos municípios. Outra parte do levantamento produzido pelos técnicos da associação e que já atinge 60 dos 62 municípios de todas as calhas do Estado, aponta que proporcionalmente, a situação é mais crítica na região do Alto Solimões. Na área foi verificada

HUDSON FONSECA

que para uma população de 190 mil pessoas dos sete municípios que já responderam ao questionário da AAM (Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tonantins), existem apenas 37 médicos, enquanto a média apontada pela OMS como ideal para região seria de 190 profissionais. “É importante ressaltar que estes números repassados pe-

DISTORÇÕES

Dados da Associação Amazonense de Municípios revelam que 77,7% dos médicos do SUS trabalham em Manaus, enquanto nos outros 61 municípios contam com apenas 635 profissionais las prefeituras e secretarias de saúde, são de todos os médicos que atuam nos municípios, em sua imensa maioria pagos pelas prefeituras ou pelo governo do Estado, uma vez que são raríssimos os casos de médicos particulares que se instalam longe da capital ou das principais cidades do interior como Parintins, Tefé e Coari”, explicou o presidente da AAM, Iran Lima. Em outras partes do estudo, a avaliação indica ainda novas

distorções como nos municípios da região do Alto Rio Negro, Barcelos, Santa Izabel e São Gabriel da Cachoeira. Com 25,9 mil, 19,2 mil e 39 mil habitantes, respectivamente, e uma área total superior a 293 mil quilômetros, existem nessas três cidades apenas 18 médicos atuando. “Não podemos esquecer o papel das Forças Armadas, mas as distâncias no Amazonas são colossais e sem infraestrutura de transporte”, acrescentou Iran. Ainda segundo o levantamento da AAM, apenas Itapiranga, no Médio Amazonas, está acima da média de médicos recomendados pela OMS (tem dez profissionais para oito indicados pela organização). Em quantidade absoluta, as regiões do triângulo Jutaí-Solimões-Juruá, do Madeira e do Médio Amazonas são aquelas com maior quantidade de médicos no interior, com um total de 236 profissionais. “Vamos dizer ao ministro que a AAM apoia qualquer iniciativa da União de atrair médicos para o interior, sejam eles formados em São Paulo, em Manaus ou em Cuba, desde que sejam habilitados e plenamente capacitados para atender a população”, afirmou o secretário geral da AAM e prefeito de Juruá, Tabira Ferreira, que em sua gestão oferece salários de até R$ 30 mil para médicos, mas não consegue atrair profissionais.

Iran Lima informou que a situação de precariedade de médicos é maior no Alto Solimões


Caderno D

Plateia MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

plateia@emtempo.com.br

ARQUIVO

Seminário coloca bienal em pauta (92) 3090-1042

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A difícil missão de ir ao

cinema nas férias Demora no atendimento, ingressos caros, sistema inoperante e banheiros sujos são as principais reclamações

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érias, cinema, diversão. A lógica pode não ser tão simples assim e ainda se transformar em momentos de estresse. Demora no atendimento, ingressos caros, sistema inoperante e banheiros sujos são apenas alguns dos transtornos que acontecem, com mais frequência, no período das férias escolares. O EM TEMPO fez uma visita cinemas da cidade para ouvir as reclamações dos frequentadores. Para o publicitário Rafael Oliveira, 26, os valores dos ingressos são incompatíveis com os serviços oferecidos pelas empresas. Para ele, falta um bom atendimento e o acesso a filmes de qualidade. “Nossa cidade tem um problema crônico com relação a cinemas e o pior são os altos valores cobrados pelos bilhetes. Os administradores precisam priorizar o fornecimento de cursos de treinamento aos atendentes”, reclama. Oliveira relata que recentemente tentou assistir a um filme, durante a semana, no período da tarde e precisou ir a dois lugares. Primeiro foi ao Playarte, localizado no Manauara Shopping, onde se deparou com uma fila extensa de pessoas que também queriam comprar um ingresso. Ao ver que os atendimentos não eram agilizados, desistiu e seguiu para outro centro comercial. “Era um dia promocional. As pessoas estavam aguardando mas não procuravam saber o motivo da demora. Perguntei de um atendente e ele disse que estavam sem sistema e não havia previsão para o retorno”, comenta. Ao chegar ao Cinemais, no Millennium Shopping, os letreiros que informam os horários das sessões não estavam funcionando e para completar o estresse, o publicitário conta que havia poucos caixas atendendo. “Enfrentei mais uma fila. Foram cerca de 40 minutos de espera, mas enfim consegui assistir ao filme que queria”, cita. “Outro problema que acontece constantemente é o da demora para comprar a pipoca”, completa.

REPRODUÇÃO

O vendedor Márcio Eduardo Aguiar, 26, compartilha das mesmas reclamações. “Já aguardei meia hora para comprar um ingresso e ainda fui mal atendido. Nesse dia, tinham nove caixas, porém, somente três estavam operando”, disse. “Outra coisa que dificulta é que além de oferecerem um serviço reduzido, ainda disponibilizam guichês exclusivos para o pagamento com cartão. Isso gera mais confusão”, argumenta. Para fugir da fila, a universitária Kamilla Santos, 18, comprou o bilhete no guichê eletrônico do Cinemark, no Studio 5 Mall, mas foi obrigada a assistir à programação na primeira fila, que fica em frente à tela. Segundo ela, ao comprar o ingresso os lugares são determinados eletronicamente. “Os assentos prefe- As estreias são apontadas pelos usuários como um dos principais dias de transtornos: muitas filas e mau atendimento renciais, que são as poltronas

RESPOSTA

Durante toda a semana, a reportagem do EM TEMPO tentou contato, diariamente, com as assessorias das redes Cinemark, Cinemais e Playarte e não obteve nenhum retorno mais altas, são destinados a quem paga o ingresso à vista. O sistema nem me deu opção de outros lugares”, declara. Sujeira A servidora pública Ane Cunha, 45, disse que costuma frequentar as salas do Playarte, no Manauara, sempre no horário vespertino, e que ao final das exibições, das vezes que precisou ir ao banheiro, encontrou o local sujo. “Acho que o quadro de zeladores não está suprindo a demanda. Vejo que este mês a situação acontece com mais regularidade”, cita.

Longas filas para comprar ingresso e pipoca A estudante Débora Saboia, 16, relata que, no mesmo cinema, chegou a esperar quase duas horas para comprar um ingresso em um dia de estreia. Ela relata que ao conseguir adquirir o bilhete estava extremamente irritada e sem ânimo para assistir ao filme. “Perdi a sessão que havia programado para ver. Tive que esperar a próxima. O salão estava lotado e havia muita confusão. Eles precisam se organizar para os dias de estreia e estar preparados para o caso de falta de sistema”, questiona.

De acordo com a estudante Larissa Colombo, 20, um episódio que ocorre constantemente nas dependências do Cinemais, no Manaus Plaza Shopping, é a troca de salas por pessoas que não compraram o ingresso para determinado filme. Ela afirma que comprou o passaporte para uma programação, mas não conseguiu assisti-la no horário planejado por conta de pessoas que saíram de outra sala e se dirigiram à qual ela

ia entrar. “Fiquei sem lugar. Não há monitoramento nas portas, então as pessoas entram e saem a hora que querem. Isso é injusto”, destacou. Após uma temporada de meses sem ir ao cinema, a analista de sistemas Flávia Moraes, 37, resolveu levar a filha para assistir a um filme, mas ao tentar escolher a atração ela disse que ficou confusa ao ver o letreiro que divulga os filmes e horários no Manaus Plaza. “Poderia ter mais informações. Os horários não

ficam claros e nos deixam dúvidas”, cita. Durante uma semana a reportagem tentou entrar em contato com o Playarte, o Cinemark e o Cinemais, mas não obteve neretorno.


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>> Obras . Em visita ao município de Novo Aripuanã (a 227 quilômetros de Manaus) na quinta-feira, o governador Omar Aziz e o vice-governador José Melo entregaram implementos agrícolas e anunciaram para o fim deste mês o início de um pacote de obras que somam R$ 25,8 milhões, dos quais R$ 11,9 milhões será para o recapeamento de 28 quilômetros de ruas.

Fernando Coelho Jr.

fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br BARROS

. A construção de um novo hospital, urbanização de bairros, reforma e ampliações de escolas, além de tablets que serão distribuídos na rede estadual de ensino também foram anunciados na visita. . A visita de Melo e Omar foi marcada pelo anúncio de um convênio com a prefeitura para reforma de 15 casas inseridas no Programa Viver Melhor e a construção de 50 residências por meio do ‘Minha Casa, Minha Vida’.

Apoiando causas solidárias em prol dos carentes, a primeira-dama Nejmi Aziz tem nova ação no dia 7 de agosto no Manaus Casa Shopping (MS Casa), o “Arraial Solidário”. O evento beneficente pretende arrecadar cestas básicas para serem doadas à Casa Mamãe Margarida. No detalhe, um look da nova coleção do Atelier Tânia Castro, em estampas digitais, que irá fazer parte da programação do evento.

MAURO SMITH

Norma Silva, Jória Said e Regina Furtado na inauguração da T. Gallery, nova loja de objetos de decoração, no Vieiralves

>> Vitrine . O presidente do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e o Grupo Formas em Poemas, convidam para a homenagem ao‘‘Centenário de Nascimento do Poeta Vinícius de Moraes’’, no dia 27 no IGHA, presidido por Antonio José Loureiro. >> Como parte das comemorações de 35 anos do Grupo Vitor Souza, será lançada na próxima semana o projeto Con-

fraria MS Casa, evento que acontecerá todas as quintas-feiras, reunindo os profissionais da área de arquitetura, decoração e design. >> O top model internacional Anderson Dornelles estará na festa de lançamento da revista “Em Visão”, terça, no Reserva Inglesa. Na mesma noite será comemorado também o aniversário de Jefferson Cunha.

Tammy Simões recebendo os arquitetos André Sá, Ádria Braga e Achiles Fernandes, no coquetel de inauguração da loja T. Gallery

O delegado-geral de Polícia Civil, Josué Rocha, o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Emerson Negreiros e o diretor do Departamento de Controle e Avaliação (DCA), Paulo Sampaio, aniversariantes da temporada, em homenagem feita pelos servidores da instituição

>> Objeto de desejo

>> Badalação movimenta o Villa Angel

. Quer saber qual é um dos champanhes mais chics do mundo?

. Para comemorar o 10º aniversário do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), às 19h da próxima segunda-feira, no Salão Rio Solimões do Palácio Rio Negro, os Correios lançam um selo personalizado.

. Assinado pela marca Armand de Brignac, é o Ace of Spade, que realmente é um dos melhores e que só é encontrado em lugares muito especiais ao redor do planeta. Vale um brinde nas versões Brut e Rose.

. Foram emitidos mais de 1,2 mil selos, os quais serão entregues para autoridades e parceiros no dia do lançamento e também utilizados nas correspondências oficiais da autarquia. . O selo personalizado é composto por duas partes, sendo a primeira uma vinheta dos Correios: o Ipê Amarelo. Complementam a concepção gráfica e reforçam a mensagem de patriotismo a imagem da bandeira nacional e o desenho em contorno do mapa brasileiro. Na segunda, o selo representa a área de formação e de qualificação profissional, evidenciada pela imagem de vários personagens que simbolizam a ampla e variada oferta de cursos do Cetam.


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Marcelo MOURÃO Gomes

‘Coreografar é VER A DANÇA com outros OLHOS’

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prática as minhas ideias no corpo deles.

BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO

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Somente há alguns anos que tive a oportunidade de coreografar profissionalmente, depois de ser, de fato, um bailarino. E foi uma revelação para mim”

tuando como primeiro bailarino do American Ballet Theatre (ABT) desde 2000, o amazonense Marcelo Mourão Gomes “entrou de cabeça” em uma nova fase: a de coreógrafo. Aliás, não tão nova assim, já que ele mesmo, em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, afirmou que desde muito pequeno criava seus próprios passos em festas de família. Atualmente na Rússia, onde dançará pela primeira vez no conceituado Teatro Bolshoi, o bailarino conta, em detalhes, como se deu sua paixão pela coreografia, qual a sensação de ver sua criação “no corpo” de outros profissionais, a inspiração que vem do coreógrafo tcheco Jirí Kylián, sua vontade de trabalhar com uma companhia brasileira, seu futuro na dança e o desejo de tomar tacacá. Além disso, dá dicas para aqueles que, assim como ele, querem estar “do outro lado da mesa”. EM TEMPO - Quando você se interessou por coreografias? Marcelo Mourão - Quando eu era mais novo já fazia as minhas próprias coreografias dentro de casa, nas festas dos meus pais. Porém, somente há alguns anos que tive a oportunidade de coreografar profissionalmente, depois de ser, de fato, um bailarino. E foi uma revelação para mim. Como gostei, decidi trabalhar com outros bailarinos para colocar em DIVULGAÇÃO

EM TEMPO - No jornalismo se diz que nem todo repórter é um bom editor e nem todo editor é um bom repórter: salve, quem for bom nas duas coisas. Isso se estende ao balé? MM - Acho que funciona da mesma maneira. Mas essa diferença pode ser vista a partir do momento em que o próprio bailarino tem facilidade em apresentar sua criação para os outros profissionais. É justamente aí, que percebemos se é possível ou não ser as duas coisas.

maravilhoso de dança contemporânea que foi diretor da companhia holandesa Nederlands Dance Theatre. A maneira que ele faz os bailarinos se moverem no palco dá uma sensação de que estamos em uma pintura na qual ele é o pintor. EM TEMPO - Atualmente você está coreografando um espetáculo off-Broadway. Como surgiu o convite e que espetáculo é esse? MM - Sempre recebo convites que não são ligados ao American Ballet Theatre (ABT). E são justamente esses convites que me enriquecem tanto como bailarino, como coreógrafo.

EM TEMPO - Qual foi sua primeira coreografia e qual foi a sensação? MM - A primeira vez que coreografei foi em um curso de verão na Marthas Vineyard – uma ilha dos Estados Unidos - e a sensação foi meio de pânico, porque a responsabilidade passa a ser dos seus bailarinos e não sua. Está tudo na mão deles. Você fez todos os ensaios como manda o ‘repertório’, mas tudo pode acontecer, coisas boas, interessantes ou, às vezes, o que não foi ensaiado, planejado. Mas como sou bailarino, entendo isso. Quando você está no palco, na frente do público e ao vivo, é um momento único e o nervosismo é natural.

EM TEMPO - Você pensa em realizar trabalhos como coreógrafo no Brasil? MM - Gostaria muito de trabalhar como coreógrafo no Brasil. Colocar o meu nome em algo meu, no meu país. Já é uma emoção dançar na minha cidade, imagina coreografar bailarinos brasileiros. Acho que não haveria lágrimas para esse momento. Conheço bem os brasileiros que trabalham nas companhias americanas e nos damos muito bem. Seria interessante e, até mesmo, gratificante trabalhar em uma companhia de balé brasileira.

EM TEMPO - Você tem algum coreógrafo como inspiração? MM - Sim. Me inspiro muito no Jirí Kylián, da República Tcheca. Ele é um coreógrafo

EM TEMPO - Essa fase como coreógrafo é um indicativo de que você, daqui a algum tempo, deixará os palcos como bailarino?

MM - Daqui a um tempo não sei. Acho que tenho um bom trajeto ainda como bailarino, mas sei que é uma transição que é certa. Estou adorando ficar do outro lado da mesa e ver a dança com outros olhos. EM TEMPO - E como anda a carreira de bailarino? MM - Atualmente estou na Rússia e vou dançar, pela primeira vez, no palco histórico do Teatro Bolshoi, em Moscou. O balé que apresentarei será “Onegin”, do coreógrafo John Cranko. Depois faço uma turnê na Itália – juntamente com o bailarino Roberto Bolle -, e outra no Japão com Diana Vishneva. Em seguida, inicia a temporada de outono no ABT e tenho bastante ballés programados. Inclusive uma nova coreografia para a companhia. EM TEMPO - Planos para vir a Manaus? MM - Sim, estou com planos para ir a Manaus! Especialmente para matar a saudade da família e amigos e tomar tacacá. EM TEMPO - Deixe uma dica para quem está querendo seguir a carreira de coreógrafo. MM - Acho que quem quer ser coreógrafo tem que começar em algum lugar e deixar desenvolver o dom com o tempo. Após isso, encontrar o próprio vocabulário, a própria voz. Não ter muitas expectativas no começo, mas não ter medo também é um bom início. O resto é entrar de cabeça.

Gostaria muito trabalhar como coreógrafo no Brasil. Colocar o meu nome em algo meu, no meu país. Já é uma emoção dançar na minha cidade, imagina coreografar bailarinos brasileiros”

MÚSICA

Hanson faz dois shows no Brasil

Depois do show no Rio, hoje eles tocam em São Paulo

Lá se vão 21 anos desde que os irmãos Isaac, 32, Taylor, 30, e Zac Hanson, 27, decidiram formar uma banda na pequena Tulsa, no Estado americano de Oklahoma. Nesta semana, eles voltaram à América do Sul para a turnê do novo álbum “Anthem”, com shows em Buenos Aires (na última quinta); Rio, ontem, e São Paulo, hoje. A banda traz clipe novo, o dançante “Get the Girl Back”, com participações de Kat Dennings (“2

Broke Girls”) e Nikki Reed (saga “Crepúsculo”). “Eu me sinto muito grato por termos podido fazer isso, por todo esse tempo”, diz Taylor à reportagem, por telefone. “É preciso ser muito determinado para continuar criando música de que se possa se orgulhar nessa indústria. Isso gera tensões que não são pequenas”. Após o sucesso de “MMMBop” e “Save Me”, o Hanson amargou anos difíceis. Primeiro veio o descaso da gravadora Island Def Jam, que resultou num processo

judicial e no fim prematuro do contrato. Depois veio o desafio de fundar o próprio selo, 3CG (Three Car Garage, garagem para três carros, referência à primeira demo) e de fazer o negócio funcionar. “É difícil descobrir como equilibrar a administração do negócio e ser o artista”, diz. “Cada vez mais e mais artistas serão gerentes e trabalharão com parceiros para divulgar o seu trabalho. Essa ideia antiga, de que você assina e abre mão dos seus direitos, não acho que

tenha futuro.” O lado difícil, ele admite, é o de que não há bode expiatório. “No fim, você se esforça mais, porque não tem a quem culpar. Não pode dizer: ‘a gravadora quis isso’. Você olha em volta e diz: ‘é, fomos nós’.” Durante o processo de criação de “Anthem”, a banda quase terminou. Foi preciso dar um tempo para decidir que eles queriam, de fato, seguir juntos. “Esse álbum é mais forte, e esperamos que isso se reflita nos shows”.


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

RESENHA

O símbolo da esperança

está entre nós PATRICK OKADA* Especial para EM TEMPO

U PERFIL

Patrick Okada é publicitário e fã de quadrinhos

ma das minhas primeiras lembranças de infância e dos meus primeiros contatos com o cinema foi assistindo “Super-Homem”, aquele dirigido por Richard Donner, com a trilha de John Williams e estrelado por Christopher Reeve e Marlon Brando. Como aquilo me marcou. Aquela trilha sonora espetacular, aquele ser super poderoso voando pelos céus, resistente à bala, com sua visão de calor e seu sopro congelante. Uma peculiaridade que passou quase despercebida, o Super-Homem era um ser de outro planeta, mas de uma bondade e de uma “humanidade” fora do comum, beirando quase a inocência. No cinema, após a primeira quadrilogia houve um hiato, o mundo acompanhou o drama do astro Christopher Reeve, que se tornou tetraplégico após cair de um cavalo e acabou morrendo em 2004. A partir desse episódio, descobrimos que até o “Super-Homem” tem suas fraquezas além da Kriptonyta. Em 2006, Bryan Singer dirigiu “Superman Returns”, um filme homenagem à obra de Richard Donner que não fez muito sucesso com o público em geral por manter aquela mitologia e inocência da obra original (eu como fã do Super-Homem, gostei claro!). Então a Warner Bros. coloca o projeto de trazer de volta às telas de cinema o Super-Homem nas mãos de seu “garoto-prodígio”, Christopher Nolan, que foi responsável pelo resgate de outro super-herói ao estrelato no cinema e na cultura pop, Batman. Nolan ficou a cargo da produção e para a direção foi chamado Zack Snyder, conhecido por dirigir se-

quências de lutas impressionantes, como foi visto no seu filme Sucker Punch. E finalmente “O Homem de Aço” chega aos cinemas, sim, apenas homem de aço, as mudanças na reintrodução do Super-Homem no mundo do cinema começaram com o próprio nome do filme, que não faz nenhuma referência ao nome do herói. “Homem de Aço” realmente é um recomeço. Nolan consegue adaptar o heroi à realidade do mundo de hoje. Explora bastante o fato de o Super-Homem ser um alienígena entre nós e o medo e a desconfiança que isso traz à humanidade. O seu mundo de origem, Krypton, agora tem toda uma mitologia, inclusive modificando a ideia de que o “S” no peito do SuperHomem,era apenas um “S”, agora é um símbolo kryptoniano que em nosso planeta significa “esperança”. E a figura do Super-Homem como é retratada neste filme, realmente é a da esperança para a humanidade. Em uma época em que só nos preocupamos com nós mesmos, vimos na tela um alienígena altruísta, que aprendeu valores com sua família, em especial com seu pai adotivo Jonathan Kent, brilhantemente interpretado por Kevin Costner e seu pai natural Jor-El, interpretado por Russel Crowe e que em dado momento escolhe a

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nós, em detrimento de sua própria raça. O Super-Homem desse filme resgata a bondade, a humanidade do homem de aço, porém com menos inocência, com problemas e dúvidas inerentes à de qualquer ser humano e principalmente à de um “super-humano”, mostrando seus conflitos que beiram os limites da ética e da moral. Vale aqui exaltar a interpretação de Henry Cavill que soube expressar muito bem os conflitos, as dúvidas e as certezas deste novo Super-Homem. Para quem é fã, Homem de Aço é tudo aquilo que sempre se imaginou sobre um filme ideal do Super-Homem”: as sequências de lutas impressionantes e gigantescas, cidades sendo destruídas

por um General Zod quase psicótico e obstinado, junto com seus asseclas, uma nova Lois Lane mais participativa e corajosa (interpretada por Amy Adams), além de toda a construção do “ser” SuperHomem, que é o humano Clark Kent e o kryptoniano Kal-El. E é justamente esta construção da personagem que faz de “Homem de Aço” um filme totalmente compreensível também para quem nunca viu uma aventura do Super-Homem. Eu saí do cinema impressionado, extasiado, quase nem senti falta da belíssima trilha de John Williams, aqui substituída pela trilha de outro gênio, Hans Zimmer. Fiquei com a certeza de que este recomeço. É o recomeço definitivo, perfeito para a nossa época.

“Homem de Aço” realmente é um recomeço. Christopher Nolan consegue adaptar o herói à realidade do mundo de hoje. Explora bastante o fato de o Super-Homem ser um alienígena entre nós”

FEIRA

Intercâmbios culturais em foco Hoje, no Manaus Plaza Shopping, acontece a 4ª Feira Cultural Internacional Global Village, no 1º piso do empreendimento. No local, os visitantes poderão conhecer as experiências de jovens que fizeram ou fazem intercâmbio cultural ou empresarial, em vários países. A feira, promovida pela Aiesec Manaus, estará aberta ao público no horário de 10h às 22h, no sábado, e de 15h às 21h, no domingo. A relações públicas da Global Village, Mariah Dias, explica que a feira tem o objetivo de reunir informações e curiosidades de países de todas as partes do mundo, para mostrar a importância de viver no mundo globalizado, conhecendo e respeitando as diferentes culturas. A feira terá exposição de objetos, comidas e bebidas típicas, músicas, danças, en-

tre outros atrativos. Os visitantes poderão conhecer experiências de intercambistas que foram a países como Polônia, Rússia, Hungria, Índia, Japão, Peru, México, África do Sul, Arábia Saudita, Eslováquia, entre outros. Poderão conhecer, também, a cultura de pessoas que fazem intercâmbio em Manaus, vindos da Colômbia, Chile, Itália, Inglaterra, Malásia e Estados Unidos. Serão 30 expositores durante todo o evento. “As pessoas poderão fazer perguntas sobre a realidade encontrada pelos intercambistas em cada país”, disse a relações públicas da feira. Na página oficial do Aiesec Manaus na rede social Facebook, mais de 300 pessoas já confirmaram presença da feira. Mariah Dias frisa que a Aiesec incentiva e promove inter-

câmbios culturais ou empresariais de jovens e adultos com idades de 18 a 30 anos, em 114 países ao redor do mundo. Trata-se de uma organização apartidária, independente, educacional, sem fins lucrativos e totalmente formada e gerenciada por estudantes universitários. Entidade de renome internacional, é reconhecida pela Unesco como a maior organização mundial gerida por estudantes. No caso dos intercâmbios culturais, os participantes são envolvidos em trabalhos voluntários, ou seja, sem remuneração, mas podem receber auxílio para moradia e transporte, nos países de destino. Já no intercâmbio empresarial, os participantes assumem uma função remunerada em empresas de outros países, por intermédio da Aiesec Manaus.


Plateia D5

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate–rebate

TV Tudo

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TV paga Branca Messina, conhecida pelos vários trabalhos no cinema, estará na segunda temporada da série “Copa Hotel”, do GNT, no ar a partir de setembro. Uma arquiteta, Luiza, que se relacionará com o protagonista Fred, Miguel Thiré.

Tiro no escuro “O recolhimento do Walcyr Carrasco, evitando qualquer declaração sobre os próximos capítulos de “Amor à Vida”, pode servir de aviso a todos. É bom usar de certa cautela. Até mesmo o que já foi previsto para a novela poderá perfeitamente ser modificado a partir de agora. Tiro no escuro 2 Se faz necessário, inclusive, como recomendam algumas pessoas mais próximas do autor, não arriscar coisa nenhuma, de forma especial sobre o que irá acontecer com a personagem da Marina Ruy Barbosa. Aliás, muita coisa do que já saiu teria deixado o autor bastante contrariado, porque nunca foram informações adiantadas por ele. Outra bobeada O mínimo que as emissoras deveriam fazer é cuidar um pouco melhor das suas coisas, especialmente aquelas que dizem respeito a sua programação. No website da Rede TV! ainda se anuncia na apresentação do programa, que o “É Notícia”, do

Kennedy Alencar, é reprisado às segundas-feiras. Não é há muito tempo. Correndo atrás A produção do “Fantástico” tem alguns nomes em vista, mas ainda não fechou quem será o próximo ou a próxima do “Medida Certa”. A estreia do quadro, nos mesmos moldes das edições anteriores, deve acontecer em meados de setembro. Um pouco de show “Joia Rara”, a próxima das 6, na Globo, já está num ritmo bem aceitável de gravações. Deve estrear com certa folga. É uma novela que vem exigindo cuidados redobrados da sua produção, porque são muitos os detalhes, como no caso da persona-

gem da Mariana Ximenes. Existe todo um pessoal envolvido com música e dança em torno dela. Tempo necessário Embora já existam autores interessados, a direção de Entretenimento da Globo vai evitar a escalação de Nanda Costa para qualquer outro trabalho este ano. Em vias de sair na capa e recheio da “Playboy”, ela ainda terá um tempo para que todos esqueçam a Morena de “Salve Jorge”. Tem que justificar Também na Globo, a ordem é se ajustar aos novos tempos. Gravações de novelas e séries em países mais distantes, por exemplo, somente se o roteiro realmente exigir, houver a necessidade - como foi o caso de “Joia Rara” no Nepal.

Márcio Braz

• Baseado na obra de sucesso do finlandês Reijo Mäki, o canal +Globosat estreia na segundafeira, dia 29, às 22h, a série “Vares - Beijo do Mal”... • ...A produção acompanha o investigador particular Jussi Vares em seu trabalho. • Silvio Santos voltará a gravar os seus programas na outra semana. • Aquela “Bolada da Sorte”, no “Programa do Ratinho”, é uma coisa meio esquisita... • ...A primeira gravação, onde o cidadão ouve a piada, realmente não é cobrada, só que daí em diante começa a custar R$ 1,99. • As pessoas que têm ligado, e as reclamações que chegam aqui são muitas, falam que isso é o tipo da coisa que faz lembrar os tempos do famigerado 0900. • O Arte 1, da Band, está cumprindo o seu compromisso com a alta qualidade.

Misses Os concursos “Miss São Paulo” e “Miss Brasil”, ambos com transmissão da Band e apresentação de Renata Fan, estão com as datas definidas para os dias 17 de agosto e 28 de setembro. Quem também tem colaborado com esse evento é Nadja Haddad, apresentando algumas edições estaduais.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini A direção do SBT está disposta a investir no seu elenco e trabalhar na imagem de cada um. Caso a caso e sem que isso interfira nas suas reais características. É o tal do verniz, algo muito próximo, por exemplo, do que foi feito com a Sabrina Sato, que mesmo saindo de um programa popular tem força comercial e trânsito livre nas mais diferentes áreas. Então é isso. Tchau!

TV DIVULGAÇÃO

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A cultura da classe média baré A classe média amazonense não é mais a mesma, ou pior: herdou de seus pais o delírio arrivista da Zona Franca de Manaus com seus coq au vin enlatados e o surgimento de voos diretos para Miami. A ideia de, finalmente, voltarmos ao período áureo da borracha gerou uma onda de otimismo que só mesmo os mais descuidados (ou beneficiados) foram capazes de se enganar (ou de nos enganar). Mas a classe média dos anos 2000 e seu vigor pelo consumo não encontra na cidade o seu reduto e, muito menos, sua significação. São capazes de morar 100 anos em Manaus e sequer conhecê-la. São parasitas que sonham com Miami como se fosse o quintal da sua casa, assim como a última promoção da Prada no final de ano em Nova York. Mas essa pobre classe média, endereço do capitalismo cumulativo, quer mais, e quer a cidade programada para atender seus gostos. Esse tipo de política não é exatamente um atributo desta era. Dom João 6, vendo que a colônia estava aquém dos modos civilizatórios europeus, começou a importar e produzir uma série de ações de caráter científico e cultural com o intuito de dar um lar agradável para seus condes e duquesas. Embora tenho exigido que nossa classe média seja menos idiota e um pouco mais culta, ainda espero pra ver esta “massa” nos teatros e museus de nossa cidade. Os artistas e as políticas culturais tem feito um esforço para que a qualidade das encenações cênicas, por exemplo, e a variedade de opções culturais sejam concretizadas. Mas essa cultura, no sentido de cabedal intelectual, não será atingida através das salas de cinema locais, por exemplo. Os cinemas da Rede Cinemais,

por exemplo, são um antro de sujeira e péssimo atendimento. Procurei no Google para saber se a matriz era em Bangladesh ou Bombaim. Sem sucesso. A classe média anda resmungando pelas redes sociais a respeito embora nem entre no mérito a diversidade das opções, afinal, cinemas fastfood servem para atender a este tipo de público mesmo. Só nos resta, cada vez mais, lembrar o passado, apreender seus símbolos, projetá-los no presente e estimar seu futuro. A produção cinematográfica amazonense - e isto já falei um sem-número de vezes - tem revelado um crescimento significativo e cheio de qualificações. Ainda que este crescimento se dê de forma gradativa já é possível identificarmos uma produção qualificada e cheia de inquietações, com trabalhos expressivos e salutares. Mesmo com o crescimento quantitativo e qualitativo da produção cinematográfica regional (sim, Itacoatiara, Parintins e outras cidades já apresentam alguns trabalhos) a fase de ouro ainda se situa nos anos 1960 e 1970 em que um grupo forte e centrado de artistas como Márcio Souza, Joaquim Marinho, Roberto Kahane e outros pertencentes ao chamado movimento cineclubista revolucionaram o modo de fazer e ver o cinema desse período na cidade de Manaus. Essa geração se destaca pelo amor a cinematografia, ao debate constante em torno das produções mundiais, a entender o filme e o cinema, e a se dedicarem, como cinéfilos, a adquirir obras importantes de modo a lançá-las – inclusive nacionalmente – em Manaus. O importante de tudo é que a herança daqueles tempos de amor incondicional ao cinema continue a proliferar na cidade. Seria um alento em meio a tanta mediocridade.

Márcio Braz ator, diretor, cientista social, membro do Navi- Núcleo de Antropologia Visual da Ufam e do Conselho Municipal de Política Cultural Nas últimas semanas, a apresentadora tem conquistado o segundo lugar na audiência

A ideia de, finalmente, voltarmos ao período áureo da borracha gerou uma onda de otimismo que só mesmo os mais descuidados (ou beneficiados) foram capazes de se enganar (ou de nos enganar).

Eliana a um passo da liderança “Cada domingo é diferente”. É com essa filosofia que a apresentadora Eliana, 39 anos, encara o desafio de brigar pela audiência nas tardes de domingo com a atração que leva o seu nome, no SBT. De janeiro a junho deste ano, a loira conquistou média de sete pontos, segundo o Ibope. Seu programa venceu “O Melhor do Brasil” (Record), de Rodrigo Faro, nas últimas quatro semanas e chegou a registrar nove pontos (cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo). “Essa disputa é saudável, e quem ganha é o público, que tem opções na hora de escolher a que assistir. E as pessoas veem o que tem conteúdo”, afirma Eliana. “Tenho o maior respeito pelos meus colegas, mas, na hora do programa, há concorrência, sim”, diz a

apresentadora, que está há quase 8 anos no comando de dominicais, já que de 2005 a 2009, ela fez o “Tudo É Possível”, na Record. Nos seis últimos meses, o programa do SBT investiu em cinco novos quadros e, atualmente, tem outros dez à disposição da produção, que decide o que vai ao ar a cada domingo de forma estratégica. “A atração tem duração de quatro horas. Cada quadro leva, em média, 40 minutos no ar. E é a versatilidade da Eliana, seja para o lado do humor ou da emoção, que dá o tom certo a eles. Tratamos cada um como se fosse para um programa diferente”, define o diretor da atração, Ariel Jacobowitz. Segundo a apresentadora, o papel que desempenha em cada quadro é muito natural. “A mulher é cheia

de facetas, e eu as exerço dentro do programa. Vou do estilo maternal ao extrovertido. Eu canto, danço e brinco com todas essas possibilidades, e o público corresponde”, avalia. O único quadro que está toda semana no ar no “Eliana” é o “Rola ou Enrola?”. A atração, estilo namoro na TV, é um dos trunfos do programa em sua reta final, das 18h às 19h. Nele, são mostrados candidatos fazendo apresentações inusitadas a fim de conquistar as mulheres. “É uma brincadeira contemporânea na qual são os homens que se exibem. As mulheres, que querem mesmo encontrar um companheiro, assumem o poder e dão as cartas. É o retrato do momento que vivemos”, comenta a apresentadora. Por Alex Francisco


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Programação da TV

DIVULGAÇÃO

SBT 5:30 Jornal da Semana 6:00 Arnold 6:30 Pesca Alternativa 7:30 Brasil Caminhoneiro 8:00 Aventura Selvagem 8:30 Vrum 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:45 Sorteio da Telesena 19:00 Programa Sílvio Santos 23:00 De Frente com Gabi 0:00 True Blood 1:00 O Mentalista 2:00 Rizzoli & Isles 4:30 Igreja Universal

GLOBO 4:40 Sagrado Regina Casé comanda o “Esquenta!” aos domingos na Globo

Horóscopo

4:55 Santa Missa em Seu Lar

5:55 Amazônia Rural 6:02 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:00 Globo Rural 7:55 Auto Esporte 8:30 Esporte Espetacular 11:25 Temperatura Máxima 13:00 Esquenta! 15:00 Futebol 2013: Campeonato Brasileiro - Internacional x Flamengo. 17:00 Domingão do Faustão 20:00 Fantástico 22:05 Revenge 22:50 Domingo Maior 00:40 Sessão de Gala 2:45 Corujão 4:20 Festival de Desenhos

RECORD 4:45 Bíblia em Foco 5:00 Santo Culto em Seu Lar 5:30 Desenhos Bíblicos 8:00 Record Kids 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Record Kids 12:00 Tudo a Ver 14:00 Programa do Gugu 18:30 Domingo Espetacular 22:15 Tela Máxima 0:15 Programação IURD

Cinema

BAND

REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça

5:00 Igreja Mundial

7:30 Igreja Internacional da Graça

5:50 Popcorn TV

8:30 TV Kids

6:30 Santa Missa no Seu Lar

9:00 TV Shopping Manaus

7:30 Fé na Verdade

10:00 Super Oferta

8:30 Ação na TV

10:30 A Questão É

9:30 Mackenzie em Movimento

11:00 Igreja Internacional da Graça

9:45 Infomercial

12:00 Fique Ligado

10:40 Verdade e vida

13:00 Esporte Performance

11:00 Pé na estrada 11:30 Gol, o grande momento

14:00 Encircuito

12:00 Fórmula Truck

15:30 A Questão É

13:30 Band Sport Club

16:00 TV Kids

14:30 Futebol 2013: Campeonato Brasi-

16:45 Video Mania

leiro - Internacional x Flamengo.

17:30 Ritmo Brasil

16:50 Terceiro Tempo

18:10 O Último Passageiro

19:15 – As detetives

19:30 Te Peguei

20:15 Polícia 24h

20:30 Teste de Fidelidade

21:00 Pânico na Band

22:30 TV Shopping Manaus

0:15 Canal Livre

23:30 Dr. Hollywood

1:15 Alex Dereniaz

0:30 É Notícia

1:35 Show Business

1:30 Bola na Rede

3:00 Igreja Mundial

2:30 Igreja Internacional da Graça

Cruzadinhas

GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Sua personalidade se expressa com mais vigor, presença e propriedade. Você se torna mais comunicativo e magnético do que de costume. Sua vida toda vibra mais agora. TOURO - 20/4 a 20/5 Situações favoráveis, mas para além de seu controle direto vêm a lhe favorecer. Em especial, na vida material, você encontra oportunidades de crescimento e melhoria. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Você se entusiasma por novidades de todos os tipos. Momento de forte renovação para sua pessoa, sua identidade e também para as relações sociais. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Impedimentos para o desenvolvimento profissional podem ser desfeitos. Sua atuação se estende para novos campos e opções de trabalho. Aceite a liberdade que lhe é oferecida. LEÃO - 23/7 a 22/8 Possibilidade de participar de grupos de estudos e instituições que favoreçam seu crescimento. Os estudos universitários e elevados são redimensionados a partir de agora. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Os ganhos financeiros são boa consequência da renovação e do redimensionamento da atividade profissional. Momento de especial prosperidade nestes âmbitos. LIBRA - 23/9 a 22/10 Possibilidades novas abrem-se para o futuro de certos relacionamentos. Seja na vida afetiva ou no trabalho, as parcerias podem crescer bastante nos próximos tempos. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Momento para trabalhar mais, devido a ofertas e oportunidades que lhe são colocadas. Envolva-se com os projetos alheios e seu trabalho poderá crescer muito nestes dias. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 A relação amorosa está em fase de ampliação, de plenitude, mas também de renovação. Não fique apenas no que é conhecido nas relações. Viva o que de melhor há para viver. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento favorável para remodelar o conforto em sua casa e no trabalho. Melhores condições materiais vêm ao encontro. Os sentimentos afetivos se confundem um pouco. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 A liberdade de se mover pelo mundo e se relacionar com as pessoas abrem oportunidades novas para o amor. Você passa a viver sentimentos amplos e renovados. PEIXES - 19/2 a 20/3 O aumento de patrimônio financeiro e imobiliário está favorecido por agora. Talvez por consequência de um processo já de longo tempo, chegam a bom termo estes assuntos.

PRÉ-ESTREIA Wolverine: Imortal: EUA. 12 anos. Baseado na célebre saga da história em quadrinho, o filme Wolverine terá Logan, um eterno guerreiro recluso, no Japão. Ali, aço de samurai enfrentará as garras de adamantium de Logan, em um confronto com uma figura misteriosa do seu passado, que deixará marcas no herói para sempre. Cinemark 7 – 00h01(3D/leg/somente quinta-feira).

REPRODUÇÃO

ESTREIAS O Concurso: BRA. 12 anos. Quatro finalistas para uma vaga de juiz federal se conhecem no credenciamento e ficam amigos. Mas no fim de semana antes da prova situações hilárias e inimagináveis acontecem. Cinemark 5 – 12h40, 14h50, 17h10, 19h30, 21h50 (diariamente); Playarte 5 – 13h20, 15h10, 17h, 18h50, 20h40 (diariamente); 15h20, 17h20, 19h40, 21h50 (diariamente); Cinemais Plaza – 15h, 17h, 19h20, 21h30 (diariamente). Turbo: EUA. Livre. Theo é um caracol de jardim, que passa o dia com outros caracóis, colhendo tomates e torcendo para não ser capturado por aves predadoras. Apesar da vida pacata, este jovem animal sonha em se tornar extremamente veloz, como o seu ídolo, o corredor campeão de Indianápolis Guy Gagné. Um dia, no entanto, ele cai acidentalmente dentro do motor de um grande carro de corrida, e um efeito inesperado acontece em seu corpo, fazendo com que ele se torne extremamente veloz. Cinemark 2 – 11h20, 13h50, 16h10 (dub/diariamente), Cinemark 7 – 14h, 18h50 (3D/dub/diariamente), 11h30, 16h20, 21h20 (dub/diariamente); Playarte 1 – 14h, 16h (3D/ dub/diariamente), Playarte 4 – 13h, 15h, 17h, 19h (dub/diariamente), 13h, 15h, 17h, 19h (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h30, 16h30 (dub/diariamente), 13h30, 15h30, 19h30 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h50, 16h50, 19h (dub/diariamente). Antes da Meia Noite: EUA. 14 anos. Depois de se apaixonarem em Viena, em Antes do Amanhecer, e se reencontrarem em Paris em Antes do Pôr do Sol, o casal Jesse (Hawke) e Celine (Delpy) agora flana por Messínia, no sudoeste da Grécia. Linklater teria escolhido essas locações porque o filme está sendo bancado em parceria com a produtora grega Faliro House. Cinemais Millennium – 15h, 17h10, 19h50, 22h (leg/diariamente).

CONTINUAÇÕES Homem de Aço: EUA.CAN.RU. 12 anos: Cinemark 2 – 18h30, 21h30 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 22h20 (3D/leg/diariamente), Cinemark 4 – 12h30, 15h40, 19h (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 18h (3D/dub/diariamente), 20h55 (3D/leg/diariamente), 23h50 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 3 – 14h10, 17h05, 20h (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 9 – 14h20, 17h15, 20h10 (leg/diariamente), 22h55 (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 15h10, 18h40, 21h40 (3D/dub/ diariamente), 14h20, 17h40 (dub/ diariamente), 20h40 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 14h40,

17h50, 20h50 (dub/diariamente), 18h20, 21h20 (3D/dub/diariamente), 21h40 (dub/diariamente). Meu Malvado Favorito 2 – Livre: Cinemark 2 – 11h50, 14h30, 16h50, 19h10 (dub/diariamente), Cinemark 6 – 13h, 15h30, 18h, 20h30 (3D/dub/diariamente), 23h (3D/dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 6 – 13h10, 15h15, 17h20, 19h25, 21h30 (dub/diariamente), 23h45 (dub/ somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 13h11, 15h16, 17h21, 19h26, 21h31 (dub/diariamente), 23h46 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 17h30, 21h30 (3D/ dub/diariamente), 14h40, 16h50, 19h (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h10, 16h20 (3D/dub/dia-

riamente), 13h40, 15h40, 17h40 (dub/diariamente). Guerra Mundial Z – 12 anos: Cinemark 1 – 21h40 (dub/diariamente); Playarte 8 – 14h20, 16h40, 19h (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 21h10 (leg/diariamente), Cinemais Plaza – 14h20, 16h40, 19h10, 21h50 (dub/diariamente). Minha Mãe é Uma Peça – 12 anos: Cinemark 8 – 12h50, 15h10, 17h30, 19h50, 22h10 (diariamente); Playarte 10 – 13h40, 15h40, 17h40, 19h40, 21h40 (diariamente), 23h40 (somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 14h50, 17h, 19h10, 21h20 (diariamente); Cinemais Plaza – 14h30, 16h30, 18h50, 21h (diariamente).

O Cavaleiro Solitário – 14 anos: Cinemark 3 – 15h, 21h (dub/ diariamente); Playarte 4 – 21h (leg/diariamente), 23h50 (leg/ somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 18h30, 21h35 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 15h10, 18h10, 21h10 (dub/diariamente). Truque de Mestre – 12 anos: Cinemark 3 – 12h10, 18h10 (dub/ diariamente); Playarte 8 – 21h20 (leg/diariamente), 23h40 (leg/ somente sexta-feira e sábado); Cinemais Plaza – 19h40, 22h (dub/diariamente). Universidade Monstro – Livre: Playarte 2 – 13h20, 15h35, 17h50, 20h05 (dub/diariamente), 22h20 (dub/somente sextafeira e sábado).


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: Ecos de Parintins

::::: Sala de Espera

Atenta a todos os detalhes como perfeita anfitriã que é, a primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz manteve indispensável sintonia com todos os colaboradores que atuaram nos bastidores da movimentação oficial bovina deste ano. Mostra do que a coluna fala é a foto (ao lado) com Ubiracy Araújo, o ‘Bira’, recebendo a atenção da ilustre dama

Paulinho Santos e Keynes Breves estarão trocando de idade amanhã. Os cumprimentos da coluna. A feijoadíssima solidária da Casa Vhida já tem data para acontecer. Será no próximo dia 21, no Clube do Trabalhador, a partir das 12h. Os convites já estão circulando e custa somente R$ 50. Espante seu lado muquirana e ajude as crianças com HIV.

HERICK PEREIRA/AGECOM

::::: Nova data

WILLIAM REZENDE

Os preparativos em comemoração aos 20 anos de colunismo deste editor não param. O esperado evento será no Diamond, a partir das 21h13, com show humorístico do global Gustavo Mendes e uma pequena alteração na data: o jantar divertido que estava agendado para acontecer no dia 30 de agosto mudou para o dia 26 de setembro. Os convites assinados pela impecável Rymo já estão circulando.

::::: Noite cheia de charme Com presença do festejado enólogo da Moet-Hennessy François Hautekeur acontece, na próxima terça-feira, jantar de degustação da Chandon no Mon Plaisir, de quebra a apresentação do novo menu do bistrô. Também estará presente o diretor comercial da LVMH, Lúcio Rossi, e da representante regional da LVMH, Juliana Sá. Vai ser uma noitada de pura elegância assinada pelo empresário Ney Barroso. Merci pelo convite.

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::::: Intervenção Volta e meia a coluna chama atenção para obras que são necessárias nas vias de Manaus. Uma delas é a intervenção urgente no trecho que inicia a avenida Umberto Calderaro. Aquela ladeira antes do Manauara Shopping fica extremamente perigosa nos horários de pico, já que o fluxo em direção à Belo Horizonte é enorme. Fica a dica.

::::: Salas VIPs ::::: Eterna gratidão Voltar é difícil, reorganizar a vida e conviver com o sentimento da saudade é ainda mais doloroso. A minha, a nossa eterna Miss M. deixará saudades, indiscutivelmente. Meus agradecimentos são primeiramente a Deus, que me deu a oportunidade de conviver e aprender com essa mulher, que para mim foi uma supermãe, ensinando-me os princípios de amor, humildade, educação, ética, profissionalismo, lealdade e tantos outros adjetivos que derivam da personalidade ímpar e indiscutível dela e ao apoio incondicional dos amigos, que nos abraçaram e acalentaram durante a despedida da minha florzinha de Jesus. Que Deus abençoenos cada vez mais e fica a dica: aproveite o máximo quem você ama, amanhã pode ser tarde, viu?

Com a chegada da rede Cinepolis no Shopping Ponta Negra, Manaus ganhará as primeiras salas sobrenomadas da Região Norte. O complexo reunirá cines de última geração, com equipamentos de alta tecnologia, em 10 salas (uma com tecnologia 3D). Os espaços VIPs, três no total, receberão acabamento de luxo, poltronas numeradas e opção de compra de ingressos pela internet. Só para registrar: a grife cinematográfica é a quarta maior operadora de cinemas do mundo e a maior rede da América Latina.

A brilhante advogada Mônica Bonfim abriu o apartamento do Juliana III para jantar em comemoração a seu niver. Marco Antônio Villela, Marcelo e Cristiana Soeiro mais Rosa e Érika Renda e Manoel Netto foram abraçar a festejada aniversariante. Com muito charme e com direito a vaivém sobrenomado, a lindamente Tammy Simões inaugurou sua T. Gallery, no Vieiralves. Trata-se de uma chique loja de presentes e decoração para casa. Puro luxo! A “Em Visão” comandará coquetel de lançamento da nova edição na próxima terça-feira, no estande do Reserva Inglesa. O evento contará com a presença da secretária-deputada Rebecca Garcia e dos empreendedores Edson e Elza Sarkis, capas da revista. O Le Lieu e doces de Talita Avelino não faltarão para o deleite dos convivas. O gaúcho Pic Schmitz, um dos principais DJ brasileiros com repercussão internacional, fará sua primeira apresentação dia 24 de agosto, na terceira edição da festa “I LuvThisShiiittt”, trazendo na bagagem sua última turnê pela Europa e Estados Unidos. O lugar do evento está sendo bem guardado pelos empresários da festa que divulgarão o lugar na próxima semana.


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

Artistas exigem seminário para preparação de bienal O artista plástico Otoni Mesquita diz que o encontro foi proposto diante de um impasse para a realização do evento DIVULGAÇÃO

FABÍOLA PASCARELLI Equipe EM TEMPO

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rtistas plásticos do Amazonas encaminharam, esta semana, à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), uma proposta de realização do “Seminário para Construção da Bienal do Amazonas”. A finalidade é promover discussões e reflexões, não somente para realização do evento, mas também sobre as condições e tendências da produção artística local. Segundo o artista plástico e historiador Otoni Mesquita, membro da comissão de acompanhamento, esse tipo de iniciativa ainda é considerada um ponto fraco do segmento artístico. “Estamos carentes dessa prática. Os artistas precisam entender que a produção não é só fazer, tem que refletir, tem que pensar sobre a questão da regionalidade e da globalização”, afirmou. O encontro entre o secretário da SEC, Robério Braga, e representantes da classe artística ocorreu na última quarta-feira, 17. Segundo os artistas, foi o início da formatação do seminário que deve contar com a participação de

críticos e curadores de relevância nacional e pretende contribuir com a política cultural e as práticas empregadas nas artes visuais amazônicas. Para acompanhar o projeto, foi criada uma comissão formada pelos artistas Otoni Mesquita, Sebastião Alves e Rosa dos Anjos. Otoni Mesquita disse também que o seminário foi proposto diante de um impasse para a realização da 1ª Bienal de Artes Plásticas do Amazonas, prevista para acontecer em setembro. “Na semana passada, nós tivemos uma reunião com o secretário Robério Braga em que ele nos expôs problemas burocráticos e jurídicos em relação à realização da bienal”, contou. “Como ele colocou isso, dizendo que não dependia da vontade dele, mas de outros órgãos que deveriam liberar o evento, resolvemos propor o seminário”, completou. A ideia dos artistas é que o seminário seja realizado independentemente da bienal. Segundo eles, há uma defasagem nesse tipo de discussão, já que o último evento desse formato foi realizado em1984, momento em que houve uma evidência à produção local.

Otoni Mesquita ressalta que, independentemente de ter ou não a bienal, o seminário é necessário para discutir a produção local

Secretário confirma realização do evento Apesar da informação repassada pelos artistas de uma possível impossibilidade de realização da bienal, comunicada a eles pelo próprio secretário, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) mantém o posicionamento de que o evento continua

mantido na programação. O secretário Robério Braga informou, por meio da assessoria de comunicação, que “não há nada de problemas burocráticos e jurídicos”. Segundo ele, o processo não está concluído porque ainda está na Comissão Geral de

Licitação (CGL). Braga não informou a previsão para realização nem mais detalhes sobre o evento. No ano passado, foi realizada a Pré-Bienal de Artes Plásticas do Amazonas, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia. O evento, ba-

tizado de “Dos Lápis de Di ao Festim das Barrancas”, realizado de 30 de março a 30 de maio, teve como homenageado o artista plástico carioca Di Cavalcanti. Foram expostos são 98 desenhos, seis telas, 11 joias e 11 croquis.


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EM TEMPO - 21 de julho de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu