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VÍTIMAS
INOCENTES DA GUERRA Desde 8 de julho, pelo menos 80 crianças palestinas foram mortas nos ataques aéreos e bombardeios do governo de Israel contra Gaza. Trinta e oito delas tinham 12 anos ou menos. O Unicef apelou à máxima contenção para a proteção de civis, principalmente por causa das crianças que “sofrem o pior dessa violência”, disse a agência da ONU.
Massacre de crianças
O Unicef apela para o cessar-fogo, não só “para o bem da paz”, mas por causa das crianças que sofrem o pior da guerra
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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.421 – DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
SE ELEITOS
ARQUIVO EM TEMPO/JOEL ROSA
IONE MORENO
RUTH JUCA
COMO ELES VÃO GOVERNAR
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. Adversários na disputa pelo governo, o senador Eduardo Braga (PMDB) e o governador José Melo (Pros) apresentam semelhanças nos programas de gestão para o setor de economia apresentados ao TRE-AM, durante o processo de registro das candidaturas. Eles defendem pelo menos seis propostas em comum no setor.
2 Eduardo Braga promete a criação do Instituto de Estatística e Pesquisa Aplicada no Amazonas
Marcelo Ramos, em seu programa, quer reduzir os indicadores de desigualdade
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
José Melo vai investir na elaboração de propostas para o setor primário
. Sem especificar de onde virá o dinheiro para implementar suas agendas, ambos prometem a criação de três novos polos como alternativa à economia amazonense: Naval, Gás-Químico e de minério Silvinita. Confira também o programa do candidato Marcelo Ramos (PSB). Política A5 e A6
DOMINGO VERMELHO NO BEIRA–RIO Internacional e Flamengo voltam a se encontrar, neste domingo, pela 11ª rodada do Brasileiro. O jogo é no Beira-Rio, e o Rubro-Negro carioca está na lanterna do campeonato. Pódio E6
O instrumento da atualização de conhecimentos tem sido os livros virtuais. A facilidade de ter um livro pela web, os e-books, agrada os internautas por terem um custo menor. Dia a dia C2 e C3
DIVUL
GAÇÃ
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As americanas Mackenzie Bracken e Carlie Wright no ensaio fotográfico
A mulher mais atual e antenada na moda tem que observar qual é o tom da estação. A cor deve transitar entre o sóbrio e o atual, tirando o look do óbvio.
Rosberg na Pole no GP da Alemanha Pódio E8
6,5 MILHÕES ESTUDAM NA INTERNET
No ano de 1973, tudo aconteceu de forma muito intensa na vida do cantor Odair José. O sucesso de seu LP foi tamanho que as rádios passaram a tocar todas as faixas.
Quem vai à academia está em busca de resultados. E, para obtê-los, ninguém melhor do que um profissional qualificado para ajudar no desempenho.
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O ADEUS DO GENIAL JOÃO UBALDO Com o fardão da Academia Brasileira de Letras, foi enterrado, às 10h deste sábado, o corpo do escritor. Aos 73 anos, ele morreu na madrugada de sexta-feira. Última Hora A2
NOITE DE VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO O Manaustrans registrou durante a noite de sexta-feira para sábado três mortes por acidente de trânsito. O primeiro ocorreu por volta das 21h40, na avenida Buriti. Última Hora A2 TEMPO EM MANAUS
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MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
Candidatos buscam votos na Zona Leste da cidade
LITERATURA
Corpo de João Ubaldo Ribeiro é enterrado no RJ
SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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m clima de campanha eleitoral, os principais candidatos ao governo do Estado, Eduardo Braga (PMDB) e José Melo (Pros) intensificaram os encontros com a população, em busca dos votos dos eleitores. Ambos escollheram a Zona Leste. Melo realizou, ontem de manhã, na avenida Itaúba, bairro Jorge Teixeira, o primeiro comício de sua coligação. Por sua vez, Braga escolheu o bairro
São José 2 para fazer sua caminhada. Ao final da caminhada, Braga destacou a aprovação da prorrogação da Zona Franca de Manaus (ZFM) por mais 50 anos e o fortalecimento do Estado. Os candidatos a vice, Rebecca Garcia (PP), e ao Senado, Francisco Praciano (PT), também participaram do evento. Já Melo, durante o comício disse que sua meta no governo do Estado é fazer uma gestão olhando no olho das pessoas para a construção de um novo Amazonas,
que contemple os sonhos de uma vida melhor. “Aqueles que imaginam que não sou preparado, vão quebrar a castanha. Sofri como vocês, estudei e cheguei lá em cima trazendo não só o sofrimento de cada um de vocês, mas também a experiência adquirida com o estudo. Enganam-se aqueles que imaginam que não estou preparado”, destacou Melo. O candidato a vice-governador pela chapa, Henrique Oliveira, informou que um governo humano, voltado para a qualidade de vida das pessoas
AFP
Agenda Ainda no sábado, José Melo e a comitiva política do grupo, encabeçada por Omar Aziz e Henrique Oliveira viajaram para Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), para o lançamento oficial da candidatura do ex-prefeito Bi Garcia (PSDB) a deputado estadual. Já Eduardo Braga, conforme a assessoria de imprensa, realiza hoje de manhã, visita na feira da Betânia, no bairro de mesmo nome, na Zona Sul.
BRADESCO
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
Crianças representam aproximadamente um quarto das vítimas fatais na Faixa de Gaza
Massacre de crianças palestinas
SILÊNCIO
Os massacres de Israel contra a população da Faixa de Gaza ocorre em meio ao silêncio da comunidade internacional, que até o momento, fracassou em parar a violência que afeta civis naquela região noturno no sul de Gaza. Na cidade de Khan Yunes, no sul do território palestino, quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas na noite de sexta-feira (18), enquanto outras dez foram mortas nos bombardeios sobre a cidade
Academia O escritor João Ubaldo Ribeiro era o 7º ocupante da cadeira número 34 da Academia Brasileira de Letras. Ele foi eleito em 7 de outubro de 1993, na sucessão de Carlos Castello Branco. O secretário-geral da ABL, Domício Proença Filho, disse que Ubaldo era um escritor voltado para o povo brasileiro.
é a meta da candidatura.
Homem é preso por golpe
Na última noite, os ataques foram intensos em Beit Lahia e Beit Hanoun, matando uma família de oito pessoas, entre elas duas crianças e dois adolescentes. Três membros de outra família também morreram em um bombardeio
uma cerimônia religiosa foi celebrada pelo capelão do Outeiro da Glória, Sérgio Costa Couto. Em discurso de despedida, o acadêmico Domício Proença Filho disse que João Ubaldo “partiu de surpresa” e que “a casa está triste já que perdeu recentemente Ivan Junqueira”.
José Melo fala para correligionários no bairro Jorge Teixeira
PALESTINA
Novos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza resultaram na morte de nove palestinos, neste sábado (19), elevando para 333 o número de mortos em 12 dias de conflito, segundo informações dos serviços de emergência. A maioria dos mortos é de civis, em particular crianças e mulheres. As crianças, que representam quase a metade da população da Faixa de Gaza, são as principais vítimas desse conflito: cerca de 80 morreram, aproximadamente, um quarto das vítimas palestinas mortas por Israel. A isso se somam problemas psicológicos, resultado de 12 dias de bombardeio contínuo, em que o ruído e o medo os impede de dormir. Ao cair da noite, aviões lançam dezenas de foguetes que se espalham e iluminam os bairros para permitir que as forças terrestres operem enquanto aviões e navios de guerra lançaram mísseis.
O escritor João Ubaldo Ribeiro foi enterrado, ontem, por volta das 10h, no Mausoléu dos Imortais da Academia Brasileira de Letra (ABL), no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A morte do escritor, que tinha 73 anos de idade, ocorreu no último dia 18, após sofrer uma embolia pulmonar na casa dele, no bairro Leblon. Sob forte comoção, familiares e amigos se despediram de Ubaldo. Momentos antes do enterro, o caixão foi reaberto para despedida da mulher Berenice Ribeiro e dos filhos que vieram de outros países para acompanhar o enterro. O corpo chegou ao cemitério às 9h30. Às 8h, na ABL,
REPRODUÇÃO UOL
Eduardo Braga caminha entre população no bairro São José
JOEL ROSA
CHICO BATATA
Tanto Eduardo Braga quanto José Melo escolheram área mais populosa da capital para realizar respectivas caminhadas e angariar apoio dos eleitores
de Rafah, que fica próxima da fronteira com o Egito. Entre eles o quinto membro de uma família de Beit Hanun (norte), quatro homens da cidade vizinha Beit Lahiya, três homens no centro de Gaza e outra pessoa em Qarara (sul), segundo o porta-voz dos socorristas, Ashraf al Qudra. Do lado de Israel, um soldado e dois civis foram mortos em 12 dias de ofensivas. ‘Guerra aberta’ O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, afirmou que o governo de Israel usou a morte de três colonos israelenses, em junho, como um pretexto para declarar uma “guerra aberta” contra o povo palestino. “Condenamos o sequestro (dos três israelenses), condenamos o assassinato de civis sob qualquer pretexto. Só que Israel usa isso como pretexto para lançar uma ofensiva contra todo o povo palestino”, frisou o diplomata.
Um homem de 29 anos que foi preso, no último dia 18, suspeito de se passar por um cliente do Banco Bradesco para tentar sacar R$ 31 mil, foi encaminhado ontem à cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. Alex Souza da Silva teria, de acordo com a informações repassadas por policiais do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), procurado a agência do Bradesco no bairro Aleixo, Zona Sul, na última sexta-feira (18) com intuito de sacar um dinheiro de outro cliente. Com documentos falsificados, o homem tentou receber um cheque de R$ 31 mil. “O gerente percebeu que Alex não era o dono da conta e chamou a polícia”, conforme explicou a delegada do 1º Dip, Alessandra Braga.
Familiares e amigos participam do enterro do escritor
MANAUS
Três pessoas morrem em noite violenta no trânsito SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) registrou, durante a noite de sextafeira para sábado, três mortes por acidente de trânsito na capital amazonense. O primeiro acidente com vítima fatal ocorreu por volta das 21h40 de sexta, na avenida Buriti, no Distrito Industrial, Zona Sul da cidade. Segundo informações da Policia Civil, um homem morreu e outro ficou ferido após um ônibus da linha 677, da empresa Global Green, perder o controle e invadir a pista contrária, colidindo com o veículo modelo Ecosport, onde os dois estavam. O motorista do carro atingido, Moisés Alves Maia Filho, 39 anos, ficou preso entre as ferragens e precisou ser retirado por equipes do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e ele morreu ainda no local do acidente.
Já o passageiro César Augusto dos Santos, 27, foi socorrido e conduzido pela unidade de resgate dos bombeiros ao hospital e pronto-socorro Dr. João Lúcio, na avenida Alameda Cosme Ferreira, bairro São José 1, na Zona Leste. Outro acidente por volta de 5h28, de ontem, envolvendo duas motos, na avenida Torquato Tapajós, próximo a antiga Expoagro, na Zona Norte, deixou duas pessoas mortas. As vítimas, de acordo com a Polícia Civil, foram William Charles Barros Cruz, 30, e Fabrício Souza Cruz, 28. Conforme informações apuradas pelo Manaustrans, um dos motociclistas vinha na contramão e se chocou com o outro que vinha no sentido certo da via. Com o impacto da colisão, os dois motociclistas morreram na hora. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para remover os corpos e a Polícia Civil informou que vai investigar o caso para saber a real circunstância do acidente. DIVULGAÇÃO/TRÂNSITO MANAUS
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Estelionato Alex responderá pelos crimes de falsificação de documento público e particular, previsto no artigo 304 do Código Penal Brasileiro e estelionato presente no artigo 171 do código. Acidente na avenida Buriti deixou um morto e outro ferido
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
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Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Só eles podem zombar do eleitor Nem o ditador Getúlio Vargas teve tanto indisposição com o humor quanto o Congresso Nacional de hoje, que encarna, em tempos de eleição, o pior das atitudes das ditaduras civil-militares de direita e de esquerda. Só os parlamentares podem rir da desgraça alheia; o “alheio” não pode rir da própria desgraça, muito menos nomear quem os desgraça, com leis que eles mesmos criam com essa intenção perversa de rir da desgraça alheia. Não é prudente, por exemplo, dizer que o aeroporto inacabado de Manaus se transformou num arraial dos mais caipiras para receber um político que passa o maior tempo do seu mandato federal aqui mesmo na capital da Zona Franca, ou que certas e determinadas autoridades só se sentem bem protagonizando sua arrogância, aliada a muita mediocridade, no palco do Teatro Amazonas, que sempre mereceu, como abrigou, atuações mais ricas em talento e inteligência. Os políticos estão blindados contra o humor e, com esse recurso covarde, que apela para a “força da lei”, só conseguem ser ainda mais ridículos atrás das suas máscaras, quando poderiam ser apenas engraçados, isto é, mais simpáticos à plateia, que já desconfia das suas intenções de eleição. E, no entanto, a retórica desses seres intocáveis está repleta de alusões à liberdade de expressão, à garantia de uma imprensa que se disponha a escolher um programa político ou simplesmente seguir o banzeiro de acordo com a direção do vento. É muita petulância. Getúlio Vargas ria das piadas que o teatro de revista construía sobre a sua atuação política, mesmo nos seus momentos mais ranzinzas (e aproveitava para “namorar” vedetes mais disponíveis. Ele podia aceitar o riso. Ele tinha a força. Uma situação muito diferente de hoje, em que há força para chantagear e arregimentar alianças inacreditáveis. Só rindo.
Elvis
Batalha da minha vida Para quem pensa que José Melo, candidato à reeleição, está quieto demais “vendo o rio passar”, ele reage com a frase “muito pelo contrário”. — Esta é a batalha da minha vida e estou disposto a empenhar minha alma para sair vitorioso. Há quem garanta que Melo adota o estilo “caboco do Amazonas”. Quando fica muito silencioso, matutando na proa da canoa, é porque já sabe aonde vai jogar a malhadeira e puxar o peixe grande.
Míssil O programa de governo apresentado pelo senador Eduardo Braga (PMDB) à justiça eleitoral reserva um míssil contra um dos carros-chefe da campanha de Omar Aziz (PSD) ao Senado. O alvo é a Cidade Universitária, no município de Iranduba, a menina dos olhos de Omar. Musculatura A campanha de Marcelo Ramos não esconde que os acordos de última hora feitos por Rebecca Garcia (PP), Henrique Oliveira (SDD) e Hissa Abrahão (PPS) deram mais musculatura ao candidato pessebista. Voto dos descontentes Levantamentos internos revelaram que os ex-postulantes ao governo não deverão transferir seus votos aos blocos que migraram. Vão, sim, potencializar a captação dos votos do eleitorado “descontente” e da “renovação” para Ramos. Efeito TV O cenário, no entanto, ainda não foi convertido em estatísticas para o deputado, que continua estacionado. Ele aposta que o fenôme-
no só vai acontecer quando a disputa começar na TV e no rádio. Almino de volta O amazonense Almino Afonso retorno à sua terra para lançar o seu novo livro, “1964 na visão do Ministro do Trabalho do presidente João Goulart”. O livro será lançado na próxima quinta-feira, 24, no Palácio Rio Branco, no Centro. Anos de chumbo A obra, lançada recentemente em São Paulo, reporta-se ao governo do presidente Goulart e ao Golpe de Estado de 1964, que o derrubou e instaurou a ditadura militar que perdurou 21 anos.
Almino é membro do Conselho Municipal de Gestão Estratégica da Prefeitura de Manaus. Velho comunista Candidato a deputado federal, o comunista Eron Bezerra (PCdoB) investe todas as suas fichas no apoio aos rodoviários. Tudo bem se, volta e meia, os sindicalistas não paralisassem os ônibus com greves de surpresa, deixando a população no
APLAUSOS
sufoco. Em compensação Quer dizer, o velho comunista Eron fica de boa com a categoria. Mas, em compensação, atrai para si a fúria da população que depende de ônibus para a luta do dia-a-dia. Quem ganha? Ideologicamente pode ser até bonito. Mas, em termos de dividendos eleitorais, o camarada sai perdendo porque é toda uma cidade contra ele e seu aliados. Montanha-russa O viaduto Gilberto Mestrinho está se tornando um perigo para quem trafega pela parte de cima, no sentido Clube do Trabalhador, do SESI. Cheio de “mondrongos”, a pista do complexo acaba atirando os caros de encontro à mureta de concreto. Vá devagar Para que isso não aconteça, o motorista deve trafegar bem devagar. Qualquer acelerada a mais, os pneus do carro perdem o contato com a pista e derrapam para o lado da mureta. Está na hora de uma intervenção por parte da Prefeitura.
VAIAS
João Ubaldo
elvis@emtempo.com.br
Viaduto arriscado DANIELA DACORSO
ARQUIVO EM TEMPO
Para o escritor João Ubaldo Ribeiro, que conseguiu, em suas obras, traduzir com humor e simplicidade a alma do povo brasileiro. Foi um dos maiores escritores do país e vai fazer muita falta.
Para a pista do viaduto Gilberto Mestrinho, no Aleixo, que precisa de recapeamento – ou quem sabe, até ser refeita –, para dar mais segurança aos motoristas que necessitam trafegar naquele complexo.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
De novo o MMA Há algum tempo, aqui neste mesmo local e neste mesmo jornal, diante de uma informação colhida no noticiário de uma rádio que afirmara que o Secretário da Cultura, Robério Braga, estaria planejando abrigar, na agenda funcional do órgão que dirige, a realização de torneios de MMA, reagi com a cabeça e com o coração porque não conseguia, como ainda não consigo, compatibilizar uma secretaria que se empenha em educar o nosso povo, com esses espetáculos de barbárie que se pretendem o título de esporte. Não o são porque sua essência não se enquadra no espírito da atividade esportiva e, ademais, não vejo como, num calendário onde se encontram os vários festivais culturais e no mesmo órgão que criou e patrocina orquestras, corais, conjuntos musicais e corpos de baile, pode coexistir essa atividade brutal, de pura violência. Não é esporte porque apenas visa à mutilação do concorrente, a qualquer custo, e não tem regras de contenção de excessos nem limites para a violência que constitui a sua essência e, por isso, não desempenha papel educativo como se espera de qualquer atividade esportiva. Então, se por santa inspiração o secretário Robério parece ter desistido de gastar o seu talento e de deitar ao lixo os recursos destinados à cultura, por que agora voltar ao assunto e abusar da paciência do leitor? Instigou-me a isso a leitura de uma matéria da autoria do jornalista Nirlando Beirão, publicada em recente número da revista “Carta Capital”. Como eu, humilde articulista da província, o colaborador da revista de circulação nacional deplora o destaque que ora se concede ao MMA, sobretudo no Brasil, onde recebeu apoio e divulgação do tradicional clã dos Gracie que,
percebendo o enfraquecimento do jiu-jítsu, resolveu investir no que poderia ser um sucedâneo. De maneira inteligente, o jornalista foi buscar como parâmetro outro tipo de confronto homem a homem, o boxe, capaz de polarizar as multidões, mas que se rege por normas rígidas e técnicas apuradas, que lhe concedem outro patamar, inclusive como esporte olímpico. Já na abertura da matéria, a chamada é incisiva: “O boxe inspira cineastas e escritores; o MMA inspira só a brutalidade”. Nessa linha, não há como deixar de reconhecer a imensa diferença que existiu e persiste entre os astros do boxe, como Cassius Clay (Muhammad Ali), Sugar Ray Robinson, Rocky Marciano, Floyd Patterson, Joe Louis, George Foreman e esses grotescos espancadores que atuam no MMA. Precisamente porque tem charme e elegância, mesmo sendo um esporte de confronto, o boxe foi capaz de atrair e seduzir escritores de talento e importância, entre os quais há destaque para Ernest Hemingway. Também para o cinema o boxe foi inspiração e tema de algumas produções inesquecíveis, precisamente nas mãos de mestres respeitados na área. Basta lembrar que produziram grandes filmes tomando o boxe como assunto central, diretores como Luchino Visconti, John Huston, Martin Scorsese, Clint Eastwood e prestaram-se a atuar no gênero figuras como Robert Ryan, Anthony Quinn, Alain Delon, Robert de Niro. Parece que também na área dos esportes, pelo menos nessa estrita modalidade, a sociedade, especificamente a brasileira, dá um passo atrás e o faz quando troca a técnica e até a elegância do boxe pela truculência e pela brutalidade do MMA.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Nessa linha, não há como deixar de reconhecer a imensa diferença que existiu e persiste entre os astros do boxe, como Cassius Clay (Muhammad Ali), Sugar Ray Robinson, Rocky Marciano, Floyd Patterson, Joe Louis, George Foreman e esses grotescos espancadores que atuam no MMA”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
Frase
Painel
BERNARDO FRANCO MELLO (INTERINO)
A bondade da vez
A escola pública precisa atender crianças e jovens independentemente da região em que moram e das condições de sua localização, enquanto a escola privada existe quando há um interesse de um ofertante que vê uma demanda disposta a investir uma quantia financeira no ensino de seus filhos. Não por acaso são poucas as escolas privadas na rede rural
Depois de prometer o passe livre estudantil e o fim do fator previdenciário, a campanha de Eduardo Campos (PSB) vai propor um plano de recuperação gradativa dos salários de policiais militares em todo o país. O candidato dirá que não é possível reformular a segurança sem enfrentar o problema da baixa remuneração dos PMs. A ideia é sugerir uma solução próxima da PEC 300, a proposta de emenda constitucional que equipara os salários de todos os Estados aos do Distrito Federal. E a conta? Aliados de Campos insistem que ele não está fazendo populismo com a série de promessas. Dizem que o candidato provará a viabilidade financeira de tudo.
Dia da caça A rejeição de 42% a Dilma Rousseff nas grandes cidades já ultrapassa em quatro pontos a que José Serra (PSDB) ostentava no mesmo período de 2010.
Venda casada Um dia depois de o presidenciável prometer o passe livre, a Prefeitura do Recife, comandada pelo PSB, passou a alardear nas TVs locais que implantará o benefício até o fim do ano.
Santo remédio A presidente, que andou mancando durante a semana após bater o joelho enquanto brincava com o neto, diz ter melhorado nos últimos dias. “Passei arnica”, contou. “Arde um pouco, mas é uma beleza!”
Coincidência O município nega relação entre os comerciais e a promessa do candidato. A campanha começou na quarta-feira (16) e ficará no ar por uma semana.
Corre A campanha de Aécio Neves (PSDB) correu à Prefeitura de Belo Horizonte nos últimos dias para mudar o registro de uma sala comercial. Os boletos de IPTU estavam em nome do candidato, mas o imóvel não aparece em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral.
Assim pode O Tribunal Superior Eleitoral autorizou o governo a veicular propagandas de utilidade pública durante a campanha. Foram liberados comerciais do Ministério da Saúde sobre vacinação contra a gripe e o HPV. Assim, não A Justiça determinou, a pedido do PSDB, que o Banco do Brasil retire da internet as propagandas com a marca do governo federal.
Muda A operação foi deflagrada depois que um blog petista acusou o tucano de esconder parte de seu patrimônio. Os boletos agora estão em nome da NC Participações e Administração, empresa da qual Aécio é acionista. NC são as iniciais de Neves da Cunha, sobrenome dele. Explica Os tucanos apresentam escritura afirmando que o
imóvel foi comprado pela firma de Aécio. “As cotas do senador na empresa constam de seu Imposto de Renda e da declaração de bens”. Calcula O candidato declarou R$ 9.819 em ações da NC, registrada na Receita como consultoria e administradora de “caixas escolares”. O imóvel em nome da firma tem valor venal de R$ 160 mil. Outras salas do prédio são anunciadas por até R$ 350 mil.
Ernesto Martins Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann, diz que é preciso levar em conta que o contexto em que as redes privada e pública estão inseridas é completamente diferente. Há necessidade de a infraestrutura do ensino público melhorar, pois boas condições para a aprendizagem são direitos dos alunos.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO
Estoque Geraldo Alckmin (PSDB) atinge 46% das intenções de voto entre paulistas que têm o PT como partido de preferência. Parte do eleitorado tende a migrar para o petista Alexandre Padilha, ainda pouco conhecido. The book is... O Ministério Público Federal pediu ajuda aos EUA para abrir os arquivos de um HD da construtora Delta. O material foi apreendido em outubro na Operação Saqueador da PF. ... on the table A Justiça Federal alegou não ter “profissionais habilitados” para traduzir o pedido aos americanos. A Procuradoria terá que resolver o problema.
Tiroteio
Como registrava o saudoso jornalista Flaviano Limongi: “Dizem, dizem, eu não sei”, mas apenas quando tinha a mais absoluta certeza do que afirmava. O igarapé do Franco, que corta a avenida Brasil é um exemplo (dizem, dizem) da capacidade cada vez maior de consumo de milhares de amazonenses, que, antes desse período de fartura, podiam até banhar-se em águas limpas
Dom Sérgio Eduardo Cas Castriani opiniao@emtempo.com.br
O definhamento de Dilma aponta o fim da era em que o país foi dirigido por um partido que não honrou a confiança que o povo lhe deu.”
Reforma política
ALBERTO GOLDMAN (PSDB), ex-governador de São Paulo e aliado de Aécio Neves, sobre o desempenho da petista nas últimas pesquisas eleitorais.
No inicio de mais uma campanha eleitoral, que se reveste de suma importância, pois estão em disputa os postos mais importantes da República, são várias as questões colocadas por aqueles que são chamados às urnas para decidir coletivamente quem serão os futuros mandatários deste país, que é a nossa pátria, o espaço onde vivemos nossa nacionalidade e nossa identidade cultural. Uma das primeiras questões, difícil de responder, é até que ponto podemos saber se os eleitos realmente cumprirão as promessas feitas, ou ao menos se manterão as alianças com as quais se apresentaram diante do eleitorado. Os eleitos governarão segundo os projetos partidários ou seremos na prática governados por representantes de correntes minoritárias que receberão cargos loteados em nome da governabilidade? Outra questão que se coloca é a da representatividade. O sistema eleitoral garante que os eleitos realmente representam a população, ou devido à legislação atual teremos parlamentares eleitos com pouquíssimos votos enquanto outros são derrotados por causa da legenda? Até que ponto o poder econômico determina o rumo das eleições e quem de fato está financiando campanhas que intuímos ser milionárias? São questões que colocamos como cidadãos comuns que assistem aos resultados de administrações desastrosas, de conchavos e alianças que prejudicam a todos, mas, sobretudo os mais pobres. Basta acompanhar a vida das pessoas no seu dia-a- dia para ver que voto não tem preço, tem consequências. Diante dessas questões, grandes instituições do nosso país, instituições que representam a
Contraponto
Filha, papai te ama! No início da semana, com a Câmara esvaziada, o deputado Manato (SDD-ES) desabafou no plenário por não estar presente na festa de formatura da filha: – Estou muito triste. Desculpa o seu pai, Bruna! Em tom de protesto, o capixaba prosseguiu: – Peço a Deus que na sua formatura não haja um ato tão irresponsável como esse que me tirou daí para ficar sem fazer nada aqui... Papai te ama! Na presidência, Benedita da Silva (PT-RJ) se comoveu: – Vossa Excelência tem o apoio da Casa inteira para que pegue um avião e vá para Vitória! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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sociedade civil e que têm um histórico de luta pela implantação e aprimoramento da democracia, estão empenhadas na promoção de uma reforma política que torne o nosso sistema democrático mais representativo e mais imune às manipulações quer vindas do capital, quer de grupos espúrios que não têm em mente o bem comum, mas somente a defesa de interesses corporativos. É claro que a reforma política não se fará sem os políticos, e a pressão da população por meio de abaixo-assinados e projetos de lei de iniciativa popular só surtirá efeito se eles forem convencidos de que uma reforma se faz necessária, ou por vias normais, ou como pensam alguns, com a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Talvez então a questão primeira que devemos colocar aos candidatos nesta eleição é se estão ou não comprometidos com esta reforma ou se estão satisfeitos com aquilo que temos e que gera tantas distorções com consequências funestas para todos. Espero que este seja um critério na hora de votar. A todos que tem alguma responsabilidade social, cabe colocar a questão em debate. Não se trata de julgar partidos, candidatos ou de fazer alianças em vista da participação em futuros governos, mas se trata de pensar um Brasil diferente, uma democracia moderna que responda a desafios imensos, que para serem enfrentados exigem o aprimoramento do sistema político e do arcabouço jurídico que garanta que a maioria realmente governe e que o bem comum seja colocado acima dos interesses pessoais e corporativos. Oxalá estejamos à altura de tal tarefa.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
A reforma política não se fará sem os políticos, e a pressão da população por meio de abaixo-assinados e projetos de iniciativa popular surtirá efeito se forem convencidos de que a reforma se faz necessária por vias normais ou com a convocação de uma Assembleia Constituinte”
Política
MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
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Programas de governo projetam economia sólida IONE MORENO
ALEX PAZUELLO/AGECOM
Propostas de Eduardo Braga e José Melo defendem o fortalecimento dos processos econômicos para desenvolver o Amazonas
Braga apresentou seu programa de governo no dia 11 deste mês José Melo quer fortalecer o interior, dando mais ênfase à produção rural
RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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dversários na disputa pelo governo, o senador Eduardo Braga (PMDB) e o governador José Melo (Pros) apresentam semelhanças nos programas de gestão para o setor de economia apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), durante o processo de registro das candidaturas. Ambos os candidatos convergem para a desburocratização dos processos econômicos, falam em criação de novos polos de geração de renda e prometem potencializar o comércio exterior do Estado. Uma análise dos programas de governo registrados na Justiça Eleitoral aponta que os
candidatos defendem pelo menos seis propostas em comum no setor. Com muitas generalidades e sem especificar de onde virá o dinheiro para implementar suas agendas, ambos prometem a criação de três novos polos como alternativa à economia amazonense: Naval, Gás-Químico e de minério Silvinita. Os programas querem ainda atrair investimentos para a indústria de fármacos e de biocosméticos, além de garantir o combate à burocracia para o empresariado. Eles ainda elevaram o nível das propostas para o comércio exterior do Estado, prometendo iniciativas em logística. O senador peemedebista afirma que irá integrar a economia amazonense aos Estados e
SEMELHANÇAS
As propostas defendidas por Braga e Melo se assemelham em vários setores. Marcelo Ramos quer criar um Fundo de Participação dos Municípios (FPM) estadual, com repasses proporcionais ao interior países vizinhos, dotando a capital e o interior de infraestrutura para “portos, aeroportos, armazéns, visando diminuir o custo logístico da produção e do escoamento”. Repetindo a empreitada, José Melo aponta – no documento - sem detalhes, que irá implantar um
projeto que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico. Ambos reconhecem a necessidade de melhorar a assistência às prefeituras do interior, prejudicadas pelo isolamento, e prometem programas semelhantes no setor que é um forte reduto eleitoral. Braga cita que irá recriar o Instituto de Cooperação Técnica Intermunicipal (Icoti), que ensaiou sair do limbo nos últimos anos. Já José Melo promete elaborar um “projeto específico para a economia interiorana” e fala em criar um “escritório de projetos voltado para apoiar os municípios”. No turismo, Braga cita superficialmente a necessidade de melhorar a infraestrutura do setor, apesar de prometer emplacar o Estado como polo
Marcelo Ramos generaliza propostas volver o segmento no interior através de “políticas públicas que assegurem a relação de cooperação e respeito”. Entre as propostas concretas, está a criação do Instituto Jefferson Peres, que visa assessorar os municípios com pesquisas e projetos. O deputado promete elevar de 4,1% para 10% a participação do setor primário no Produto Interno Bruto (PIB) com políticas de pesquisa, assistência e regularização fundiária. Repetindo as propostas de Braga e Melo para potencialização do setor de biotecnologia e logística, Ramos se destaca pelo projeto de transformar o Fundo de Fomento ao Turismo e a Interiorização do Desenvolvimento (FTI) em Fundo de Participação dos Municípios (FPM) estadual, com repasses proporcionais aos municípios do interior.
Ramos afirma que vai reduzir indicadores de desigualdade
tação dos serviços. Criticando a transparência dos dados governamentais, o senador promete a criação do Instituto de Estatística e Pesquisa Aplicada (Ipea) no Amazonas. Segmento alvo de críticas de adversários, José Melo mostrou preocupação na elaboração de propostas para o setor primário. A area é protagonista de quatro páginas do documento registrado na Justiça Eleitoral, contendo grande foco para a produção rural. Melo diz que incentivará as indústrias de pesca, fruticultura, de carne, leite, açaí e cacau, além de sementes. Durante a gestão de Omar Aziz, o setor registrou baixos investimentos, não ultrapassando a marca de menos de 1% do Orçamento do Estado.
Futuro do Ronda no Bairro ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/ALEAM
Candidato do PSB, o deputado estadual Marcelo Ramos levou de forma generalizada e não aprofundada boa parte das propostas que defende em seu programa de governo registrado no Tribunal Regional Eleitoral. O documento, que é um dos menores entre os apresentados pelos sete candidatos, traz poucas propostas concretas e faz divagações sobre transparência, participação e fatores sociais. Na contramão, o documento dá grande destaque a dados que atacam governos anteriores. No texto que faz várias referências ao “desejo de mudança” da sociedade, Ramos diz que “reduzirá indicadores de desigualdade social” no Amazonas, mas não especifica quais meios irá usar. No setor de economia, o candidato afirma que irá desen-
de recepção de eventos especializados em pesquisa e tecnologia. A diferença da proposta do PMDB é a promessa de “desoneração fiscal e ampliação do crédito para empreendimentos turísticos”. Já Melo foi vago e afirmou que fará do Amazonas um “destino turístico singular”, providenciando a “interação entre os setores público, privado e terceiro setor”. O programa de Braga traz dados que atacam a gestão do seu sucessor no governo, o candidato ao Senado, Omar Aziz (PSD). Ele cita que na gestão do ex-governador a receita do Estado saltou de R$8,46 bilhões (2009) para R$14,77 bilhões (2013), um crescimento de 62% que, segundo ele, “não beneficiou a população” na pres-
O futuro do programa Ronda no Bairro surge com destaque na plataforma dos principais candidatos ao governo. Implantada na gestão de Omar Aziz, a política de fortalecer o policiamento comunitário em regiões estratégicas da capital e do interior dominadas por tráfico e milícia não é rejeitada por Braga, mas é duramente criticada e defende a expansão e e ampliação de programas sociais complementares. O senador cita nominalmente o projeto carro-chefe da campanha de Omar e diz que a iniciativa “não responde aos anseios e às expectativas da população”. Ele afirma que o “projeto é bom”, mas diz que seu governo vai reestruturá-lo. O candidato, no entanto, detalha apenas que irá fortalecer o programa na capital e no interior. O peemedebista cita que
irá criar conselhos de segurança, além dos programas Paz no Trânsito e Delegacias Fluviais Itinerantes. Já Marcelo Ramos sinalizou que irá incorporar a estrutura do programa em cima do Pacto pela Vida, ideia copiada do seu candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), que foi premiado internacionalmente pelo projeto que reduziu em quase a metade o número de homicídios no Estado de Pernambuco, onde governou entre os anos de 2006 e 2014. Ramos tem propostas ainda para fortalecer a inteligência policial no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. José Melo diz que vai “acelerar a expansão para o interior” e vai aumentar as rondas nas comunidades e engajar os moradores em conselhos populares.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
Deputados e senadores custam
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
Não sei se Dilma tem condição de olhar nos olhos daqueles que nela confiaram” PRESIDENCIÁVEL AÉCIO NEVES (PSDB-MG), durante ato de campanha no Rio
‘Lava Jato’ pode ganhar um novo personagem Nedson Micheleti (PT) tem mais poder do que sugere seu cargo de assessor do presidente da Caixa, Jorge Hereda. Fonte do Planalto diz ter sido dele a escolha de Hermínio Basso para o cargo de diretor Corporativo da Caixa. Amigo de André Vargas (ex-PT-PR), com quem morou em Brasília, Micheleti pode virar personagem da Operação Lava Jato, por supostas reuniões, na Caixa, com o doleiro Alberto Youssef. Lavanderia Youssef Preso pela PF, o doleiro Alberto Youssef pagou até jatinhos para André Vargas. É suspeito de “lavar” cerca de R$10 bilhões em dinheiro sujo. Poder paranaense O assessor NedsonMicheleti, quando prefeito de Londrina, teve como assessores o ministro Paulo Bernardo e a mulher, Gleisi Hoffmann. Projeto político A ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disputa este ano o governo do Paraná, partido daqueles que, de fato, têm poder da Caixa. Não confirma A assessoria da Caixa Econômica declarou que “não confirma a informação” de que Hermínio Basso teria sido indicado por Micheleti. Na rabeira, Campos prioriza eleição em Pernambuco Com medo de perder tanto a disputa à Presidência quanto o comando do governo de Pernambuco, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) tem deixado de lado sua campanha nacional para tentar fazer o socialista Paulo Câmara seu sucessor. O ex-governador participou da inauguração de comitês e de eventos
mais de R$ 1 bi por ano
www.claudiohumberto.com.br
em municípios do sertão que sequer são considerados de médio porte, como Araripina e Afogados da Ingazeira. Prioridade oficial No sábado (19), Campos confirmou participação na agenda de Paulo Câmara (PSB) nos municípios de Palmares e Escala, na Mara Sul. Não saiu do lugar Eduardo Campos aparece com apenas 8% das intenções de voto contra Dilma, com 36%, e o tucano Aécio Neves, com 20%, segundo Datafolha. Sob holofote A equipe de Eduardo aposta que o presidenciável deverá crescer nas pesquisas a partir de agosto, quando ganhará espaço nos jornais de TV. Tô nem aí É mesmo de indiferença a relação de Dilma com o presidente das duas CPIs da Petrobras, Vital do Rêgo (PMDB-PB), candidato ao governo. Preterido para ministro, o senador agora foi jogado pra escanteio pelo PT, que apoiará a reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB). Agente Fifa O deputado Romário (PSBRJ) desceu a lenha, em sua página nas redes sociais, nos “ratos do Marin e Del Nero”, pela escolha de Gilmar Rinaldi para coordenar seleções: “Ele vai fazer da CBF um banco de negócios”. Tamo junto O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que será responsável, junto ao pastor Silas Malafaia, pela coordenação-geral da campanha do pastor Everaldo Pereira (PSCRJ) à Presidência da República. Vacas magras A oposição tem se quei-
Jornalista
Proteção divina Os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE) invadem o Cariri cearense neste final de semana para pedir as bênçãos do Padim Ciço, nas comemorações de 80 anos de sua morte. O troco O PMDB discute a melhor reação para o desprezo que vem recebendo do Planalto. Do jeito que está, não pode continuar. Essa é a opinião unânime dos caciques, que só se dirigem a Dilma por duros apelidos. Sem pressa Antônio Reguffe(PDT-DF) declarou ao TSE previsão de gastos de até R$3,5 milhões, mas alega não ter recursos nem estrutura para organizarsua campanha. “Eu não comecei. Mas quando começar, vou só sair panfletando nos comércios, nos colégios, como sempre fiz”, afirmou. Mensagem Liliane Roriz foi a única candidata que conseguiu do ex-governador e pai, Joaquim Roriz (PRTB), gravação pedindo votos para distrital. Na peça, feita de forma amadora em sua mesa de jantar, o político pede para seus eleitores desconfiarem se alguém pedir votos em nome dele. Pensando bem... ... em tempos de eleição disputada cabeça à cabeça, o eleitor deve ter cuidado para não eleger Pinóquio por um nariz de vantagem.
Cafezinho abusado Jornalista tão combativo quanto satírico, Aparício Torelli, o “Barão de Itararé”, foi preso em 1935 e levado à presença do juiz Castro Nunes. - A que o sr. atribui a sua prisão, seu Aparício? - Tenho pensado muito, excelência, e só posso atribuí-la ao cafezinho. - Como assim? – o juiz ficou intrigado. - Vou explicar. Eu estava sentado no Café Belas Artes, na avenida Barão do Rio Branco, tomando o meu oitavo cafezinho e pensando em minha mãe, que sempre me advertiu contra o excessivo consumo de café. Nesse momento, chegaram os policiais e me deram voz de prisão. Só pode ser um castigo pelo abuso do cafezinho.
INFANTO-JUVENIL
Novas leis ampliam direitos e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. A lei define castigo físico como a “ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em sofrimento físico ou lesão”. Já o tratamento cruel ou degradante é a “conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que humilhe ou ameace gravemente ou ridicularize”.
JOSÉ CRUZ/ABR
xado (e muito!) da dificuldade para obter grana para campanha. Além da insegurança gerada pelo STF, que não julgou se a doação é legal, pesa nas empresas medo de acabar no noticiário.
PODER SEM PUDOR
O Senado aprovou, no primeiro semestre, projetos que trouxeram grandes avanços para a infância e a adolescência, entre eles, o PLC 58/2014, que se transformou na Lei Menino Bernardo, e o PLC 58/2013, que garantiu a convivência entre os presos e os seus filhos. A Lei Menino Bernardo (Lei da Palmada) inclui dispositivos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), para garantir o direito da criança e do adolescente de serem educados
Os benefícios dos parlamentares vão desde o telefone celular à gasolina para o carro oficial. Despesa é bilionária
Os pais ou responsáveis que agirem dessa maneira ficam sujeitos a advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, independentemente de outras sanções. Durante a votação da proposta, a relatora, senadora Ana Ria (PT-ES), reconheceu que a lei é polêmica, e lembrou que o ato de bater é cultural e frequente em muitas tradições. Ana Rita, no entanto, enfatizou que essa cultura precisa ser enfrentada.
Até outubro, quando vão trabalhar apenas quatro dias, congressistas vão custar R$ 228 milhões
O
s custos para a manutenção dos salários e benefícios atrelados aos deputados e senadores já passam de R$ 1 bilhão por ano. De acordo com levantamento exclusivo do Congresso em Foco, as despesas para cada deputado somam R$ 143 mil por mês. No caso dos senadores, a conta é mais salgada, são R$ 160 mil mensais. Ao final de um ano, a despesa total será de R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 939,2 milhões gerados pelos 513 deputados e R$ 164,8 milhões pelos 81 senadores. Em média, cada deputado custa R$ 1,8 milhão por ano; a despesa anual com um senador é de R$ 2 milhões. Com despesas correntes desse montante, é possível apurar que, no recesso parlamentar “branco”, que começou na última sexta-feira e vai até as eleições de outubro, serão gastos R$ 228 milhões, como mostrou o Congresso em Foco. Nesse período de 79 dias, os deputados e senadores só vão se reunir para votar projetos em quatro dias. O cálculo do Congresso em
Foco inclui o subsídio parlamentar, de R$ 26.723 por mês, e uma série de benefícios, como ajudas de custo, auxílio-moradia, verba de gabinete para contratar mais de 20 funcionários, verbas para bancar passagens aéreas, locação de veículos, serviços de segurança, combustíveis, correspondências,
ESTIMATIVAS
Uma parte dos benefícios sequer pode ser estimada, como as assinaturas de jornais no Senado e os materiais impressos na Câmara, ou a disponibilidade de apartamentos funcionais em Brasília telefones, além de ressarcimentos médicos e odontológicos. Os salários, afora os encargos trabalhistas, somam R$ 206 milhões por ano na conta da Câmara e do Senado. Passagens Na Câmara e no Senado, os parlamentares têm direito ao
chamado “cotão”, apelido da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceaps), uma verba multiuso que serve para pagar inúmeras despesas, mas, principalmente, passagens aéreas, combustíveis e aluguel de veículos. Sozinho, o benefício custa até R$ 253 milhões por ano às duas casas. Outro benefício importante para o congressista é a contratação de servidores em seu gabinete em Brasília ou nos escritórios estaduais. Essa medida custa cerca de R$ 606 milhões por ano ao Congresso, bem mais que os salários e o cotão. Os deputados têm direito a apenas 11 carros oficiais. Eles são destinados ao presidente da Câmara, a outros seis integrantes titulares da mesa, ao procurador parlamentar, à procuradora da Mulher, ao ouvidor e ao presidente do Conselho de Ética. No Senado, cada um tem direito a um veículo oficial, que é alugado pela casa para esse benefício. O combustível para rodar em Brasília é garantido. São 320 litros de gasolina ou 420 litros de álcool todo mês.
Com a palavra
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Abel ALVES
‘Quero dar DIGNIDADE ao povo do AMAZONAS’ FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
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Eu sou diferente de todo esse pessoal que está aí. Não quero renovar o que não deu certo e também não tenho um discurso moralista. Não estou candidato para apontar o erro de quem quer que seja. Venho com a inovação. E, essa inovação tem por objeto dar dignidade ao povo do Amazonas”
EM TEMPO inicia neste domingo uma série de entrevistas com os candidatos ao governo do Amazonas, de forma a apresentar aos nossos leitores suas propostas e como irão administrar um Estado de quase três milhões de habitantes, com um orçamento bilionário e peculiaridades regionais gigantescas. Para iniciar a série, vamos mostrar nesta edição o candidato Abel Alves, natural do município de Tefé, militante do Psol e com vasta experiência política e de gestão, inclusive em outros Estados do país. Candidato ao governo do Estado pela primeira vez, o advogado Abel Alves apresenta um discurso da renovação para conquistar os eleitores. Em penúltimo lugar nas pesquisas eleitorais, o esquerdista, que vem com o slogan “O Amazonas soberano com o povo no comando”, promete mudar seu lugar no ranking com muito diálogo e visita corpo a corpo com a população. Militante da política há mais de 40 anos e ex-aliado do prefeito Arthur Neto (PSDB), Abel Alves fala que ser adversário não significa ser inimigo, e que mantém um diálogo aberto e cordial com todos os seus oponentes. “Irei fazer uma campanha respeitosa, sem me preocupar em atacar os outros. Vou me preocupar em passar a minha mensagem aos eleitores”, ressaltou. Em seu currículo, ele traz um mandato como deputado estadual, ex-vice-prefeito de Tefé, ex-secretário de governo em Pernambuco na administração de Miguel Arraes. Também atuou em cargos políticos de confiança no Estado do Acre até retornar em 1985 ao Amazonas, onde fez parte do grupo “Muda Amazonas”, liderado pelo então candidato a prefeito Arthur Neto, o qual se elegeu para o mandato de 1988-1992. Confiante na sua candidatura, Abel já organizou o seu plano de governo para o Amazonas. As prioridades estarão na área de infratestrutura, saúde e educação. EM TEMPO – A princípio, o senhor não era o candi-
dato do Psol para concorrer ao cargo majoritário. Como foi essa escolha? Abel Alves – Na verdade, essa minha decisão durou dois meses. Estávamos discutindo no partido os nomes de interesse a saírem candidatos e tínhamos a proposta do Psol apresentar os nomes do professor Alcebíades e do Paulo Apurinã para disputar o cargo majoritário, e eu viria para deputado estadual. Mas, após um problema de doença do professor Alcebíades e de uma viagem do Paulo Apurinã, os companheiros do meu partido apontaram o meu nome para ocupar a vaga e decidi entrar de cabeça nisso, para enfrentar essa oligarquia que está no poder há 32 anos. Estou em uma candidatura para valer. Venho com uma ideia de um novo modo para governar o Amazonas. EM TEMPO – O que lhe diferencia dos outros candidatos? AA – Eu sou diferente de todo esse pessoal que está aí. Não quero renovar o que não deu certo e também não tenho um discurso moralista. Não estou candidato para apontar o erro de quem quer que seja. Venho com a inovação, e essa inovação tem por objeto dar dignidade ao povo do Amazonas, com educação, saúde, segurança e junto a isso, administrarmos a coisa pública com transparência e fazer com que o povo acompanhe a nossa administração. A população terá uma participação ativa em nosso governo. EM TEMPO – O senhor falou que no passado fez parte do grupo político do atual prefeito Arthur Neto. Não pensou nesta campanha em subir no mesmo palanque que ele? A A – O Arthur é meu compadre e somos amigos, o conheço de criança. Temos um carinho enorme um pelo outro, mas a questão política é diferente, e isso não confunde. Eu não tenho inimigos políticos, tenho adversários. Hoje, estou de um lado esquerdista e não caberia ficar ao lado dele. A política é assim. EM TEMPO – Este ano especula-se muito em uma
campanha grandiosa, inclusive de recursos financeiros. Como o Psol, que é um partido pequeno, vai atuar neste sentido? AA – A grande diferença se faz no voto. Eles (Eduardo Braga e José Melo) acham que vão disputar as eleições somente entre os dois, mas eu estou no meio sim. Teremos inovação e vamos vencer essa mesmice para mudar tudo o que não deu certo neste Amazonas. O problema financeiro é um fato que iremos enfrentar, porque teremos um recurso apertado. Vamos fazer uma campanha artesanal, com pessoas que realmente estão conosco. Teremos integração daquela parcela da população que almeja a mudança. Os meus adversários terão mais recursos, mas muito dinheiro também às vezes atrapalha, pois, em certo, muita gente fica ao seu lado só pela ganância, mas no coração e na hora das urnas o voto será outro. Eu ainda não encontrei um eleitor que diga que votará no Eduardo Braga por livre intenção. EM TEMPO – Quais serão suas ferramentas de campanha? AA – Vamos trabalhar com ferramenta humana, mas também vamos nos inserir bastante na questão das mídias sociais. Essa sem dúvida será uma grande ajuda, além, é claro, dos programas eleitorais, esse sim, será o nosso carro-chefe. EM TEMPO – O senhor visualizou mudanças no perfil do eleitor desde o período em que iniciou sua militância até agora? AA – O eleitor mudou sim, evoluímos e muito. Hoje, a televisão e a internet abriram muito a visão da população. Hoje, a população tem conhecimento dos seus direitos e suas dificuldades. Agora, é claro que ainda existem aqueles mais carentes que têm pouco conhecimento, assim como existem os aproveitadores. EM TEMPO – E os seus projetos para o Amazonas? AA – Vamos trabalhar por etapas. A nossa saúde está caótica. Hoje temos um trabalho curativo nesse setor,
com implantação apenas de hospitais, e não acaba a doença. Vamos atuar na área da saúde preventiva, que vai desde o pré-natal, como faz hoje a Igreja Católica, com o programa da Pastoral da Criança. Evitando assim que a população adoeça e superlote os hospitais. Agora, não podemos desconsiderar a saúde do Meio Ambiente, pois precisamos de água boa para beber. No interior, muitas crianças morrem por problemas ocasionados por infecções adquiridas. A educação também é um dos principais pontos de preocupação nosso. Hoje, vejo que esse setor é visto com descaso pelo governo federal. Queremos investir muito nisso, desde a questão infantil até a Universidade. A criação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi uma das maiores conquistas do interior. Preocupa-nos, no entanto, a criação de uma cidade universitária em Iranduba. Seria melhor se o governo investisse em centro de ensino nas cidades polos, não estimulando o êxodo para Manaus. EM TEMPO – Temos outros partidos esquerdistas no Amazonas. O que diferencia o Psol deles? Já pensaram em fazer um blocão para enfrentar a situação? AA – A nossa diferença é a prática. Estamos ao lado do trabalhador, assim como o PSTU e o PCB. Estamos aliados com o PSTU em São Paulo e Pará, agora aqui não deu para fazer. Cada um tem a sua história. Até tentamos um acordo, mas depois não deu para continuar. EM TEMPO – Como o senhor avalia a política local hoje? AA – Como disse, eu não tenho discurso moralista, acho que todos nós temos defeitos e qualidades, mas acho que quem está aí deve se avaliar e ter consciência de que é necessário trabalhar para o povo. Agora, alguns políticos metem os pés pelas mãos e fazem loucuras e avançam no dinheiro do povo. Por onde passei, sempre tive as minhas mãos limpas. Lamentável que tenhamos vários políticos com ‘Ficha Suja’.
A grande diferença se faz no voto. Eles (Braga e Melo) acham que vão disputar as eleições somente entre os dois. Mas, eu estou no meio sim (...). E vamos vencer essa mesmice”
Alguns políticos metem os pés pelas mãos e fazem loucuras (...). Por onde passei, sempre tive as minhas mãos limpas. Lamentável que tenhamos vários políticos com ficha suja”
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Política
MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
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Economia MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
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Mototaxistas aquecem polo de duas rodas Economia B4
Comércio otimista com a revitalização da estrada IONE MORENO
Mesmo com obras e trechos estreitos e esburacados, demanda de visitantes na AM-070 chega a 20 mil nos finais de semana
Empreendimentos como o Café e Restaurante Sabor da Terra, localizado no quilômetro 8 da estrada AM-070, ampliam suas estruturas para oferecer entretenimento além da comida regional
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aminhões na pista, redutores de velocidade, trechos estreitos e esburacados são obstáculos que não têm afugentado os visitantes que procuram lazer e alimentação regional nos estabelecimentos localizados às margens da AM-070, estrada Manoel Urbano, via que liga Manaus aos municípios de Iranduba, Novo Airão e Manacapuru. Mesmo com os problemas, dados do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) apontam que aproximadamente 20 mil veículos cruzam a ponte sobre o Rio Negro nos finais de semana. Com o avanço das obras de asfaltamento de um trecho de 15 quilômetros, que passaram por um período de estagnação por conta de embargo do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), a expectativa do comércio da região é positiva. Empreendimentos apostam no alto padrão para receber a demanda crescente de clientes como, por exemplo, o Café e Restaurante Sabor da Terra. Localizado no quilômetro 4, o estabelecimento especializado em comida regional recebe aproximadamente 3 mil clientes por fim de semana. O restarante do empresário Francisco Ferreira, 49, além de gerar 30 empregos diretos, recebe atualmente obras de ampliação com a construção de uma área de entretenimento, onde os clientes podem agendar partidas em quadras de futebol com gramado sintético. Formado por três campos, o complexo é o primeiro do modelo a ser instalado no município. “Não temos dúvidas de que Iranduba, Manacapuru e Novo Airão passam na cabeça das pessoas como uma das primeiras opções de passeio. E isso tem acontecido de forma bastante satisfatória para
quem decidiu investir nesses locais. Mesmo em obras na estrada e com a estrutura ainda comprometida, todos os fins de semana nosso estabelecimento fica lotado”, disse. A vendedora Ivane Batista da Silva, 42, também aproveita a onda crescente de clientes para comercializar iguarias regionais. A Barraca das Morenas, instalada no quilômetro 1, atende pelo menos 50 pessoas em um fim de semana agitado, com rendimento médio de R$ 800. Durante a semana, o ganho médio é de R$ 450. Ela diz que não vê problemas em conviver com a movimentação intensa de máquinas e trabalhadores, e tem aproveitado a vizinhan-
Duplicação da via amplia produção rural A estrada Manoel Urbano terá 78 quilômetros duplicados, entre o trecho da cabeceira da ponte Rio Negro, em Iranduba, até Manacapuru. O projeto contempla a construção de duas pistas com 7,10 metros de largura, acostamento e drenagem de 2,30 metros para cada lado, e largura total de 18,80 metros, além da iluminação de toda a extensão da rodovia, a restauração com pintura, jateamento e a duplicação das pontes sobre o rio Miriti e o rio Ariaú. Para o titular da Secretaria
de Estado de Produção Rural (Sepror), Valdenor Cradoso, o asfaltamento e a duplicação da pista da AM-070 têm vários aspectos de importância. O primeiro é quanto à segurança do trânsito e à qualificação da rodovia, que permite a fludez da via com velocidade apropriada,e a segurança das pessoas que por lá transitam. Produção O segundo aspecto é a facilitação do escoamento de toda a produção da calha do Rio Solimões (baixo, médio
e alto), que desembarcará em Manacapuru e chegará a Manaus por meio da via. “Isso vai diminuir algumas horas, não menos que dez horas de viagem de balsas (que consomem combustível e mão de obra), enfim, transtornos que toda navegação na Amazônia tem e que torna mais caro o produto em seu preço final”, analisa. Valdenor salienta ainda que as populações dos municípios de Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Caapiranga e toda a região do baixo Solimões contarão
com facilidade de trânsito e acesso aos mercados de Manaus, e condições reais de aumentarem as suas produções e, uma vez integradas ao sistema de estradas vicinais, ao longo da rodovia em Iranduba e Manacapuru, sofrerão com impacto positivo no aumento do volume da produção agrícola desses municípios, “com garantia de segurança alimentar, permitindo que os produtos sejam melhor qualificados porque demorarão menos para chegar devido à construção da ponte Rio Negro”.
DUPLICAÇÃO
IONE MORENO
JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
A obra na AM-070 conta com investimentos de R$ 224 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com contrapartida do Governo do Estado ça para fidelizar os clientes. “Além de atendermos os turistas e visitantes, estamos aproveitando a convivência com os trabalhadores para deixar a clientela mais fixa. Sabemos que qualquer obra traz consigo alguns transtornos, mas temos que conviver com isso se é pelo bem da nossa cidade”, ressaltou. A aposta na construção de postos de gasolina também é sentida. O lugar, que antes da construção da Ponte Rio Negro, contava com os serviços de apenas dois postos instalados nas proximidades do distrito de Cacau Pirera, recentemente teve mais um inaugurado entre os quilômetros 5 e 6 da estrada. E outro começa a ser erguido no quilômetro 10.
Governo do Estado iniciou fase de asfaltamento da obra de duplicação da estrada, que estava embargada por decisão do Iphan
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
Centro de comercialização para agricultura familiar Obras do espaço voltado para o setor primário, no município de Iranduba, avançam e inauguração está prevista para agosto
Localizado na AM-070, o Centro de Comercialização da Agricultura Familiar, que servirá aos agricultores da região, foi um investimento do Governo do Estado estimado na ordem de R$ 5,9 milhões
E
spaço com 7.540 metros quadrados de área construída, 88 boxes, 28 pedras, praça de alimentação com oito lanchonetes e amplo espaço para o trânsito de consumidores. Toda essa estrutura resultará no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar, localizado no Município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus), que será entregue, no mês de agosto, a agricultores familiares pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror). O empreendimento do setor primário, de acordo com o engenheiro responsável pela obra, Marcelo de Albuquerque Dodô, é o maior espaço de comercialização da agricultura familiar de todo o Estado do Amazonas. “A área é muito grande e tem espaço para centenas de agricultores e consumidores”, afirma. No local, trabalharão agricultores familiares de Iranduba e de outros municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM), como Manacapuru e Novo Airão, por exemplo. Conforme o secretário da Sepror, Valdenor Cardoso, o Centro tem várias funções estratégicas, entre elas, a social e a econômica. “A determinação do gover-
nador José Melo é que esse espaço melhore a qualidade de trabalho dos agricultores e ofereça segurança para os que estão vendendo na beira da estrada”, acrescenta. Em visita à obra do Centro, que está em fase de conclusão, o secretário de Produção conversou com produtores e explicou que, em princípio, o Centro de Comercialização será administrado pela parceria entre a Sepror, a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) e a Secre-
ALTERNATIVA
Centro de Comercialização do Iranduba servirá de alternativa ao comércio do setor primário que, na capital conta com a feira da Manaus Moderna, no Centro, e a Feira do Produtor, na Zona Leste taria Municipal de Produção Rural de Iranduba. De acordo com ele, a ideia do governador José Melo, no entanto, é organizar os produtores e capacitá-los para que possam gerenciar o espaço. Ocupação O secretário Valdenor Cardoso explica que os primeiros produtores a receberem
um espaço para venda no Centro de Comercialização do Iranduba serão os agricultores que hoje trabalham na beira da estrada AM070. “Eles são a prioridade número um do projeto. Os demais agricultores serão selecionados mediante levantamento feito pela ADS e pela prefeitura do município, mas deixo claro que não haverá privilégios na ocupação do espaço”, garante. O produtor Rosimar Mafra de Oliveira, que vende farinha e frutas ao longo da estrada, diz que ficou muito feliz com o anúncio e disse que agora ficará mais tranquilo. “Meu trabalho, hoje, é muito perigoso porque quase sempre a gente tem que dormir no local porque não tem onde guardar os produtos, aí fica confiando só em Deus mesmo para não ser assaltado e até morto, né?”, desabafou Rosimar. O vendedor de peixe Raimundo Silva Souza, que atualmente tem uma venda próxima à ponte Rio Negra, lembrou que além de perigoso, trabalhar na rua é desumano. “A gente fica o dia todo ou no sol ou na chuva e, às vezes, ainda nem vende tudo. É muito triste isso, mas quando a gente for para o novo local, se Deus quiser, tudo vai melhorar”, disse esperançoso.
Regras para cuidar do ambiente O presidente da ADS, Miberval Jucá, explica que cada permissionário assinará uma espécie de contrato, por meio do qual se comprometerá a seguir regras de cuidado e preservação do ambiente, e principalmente a de não vender seu local de trabalho para terceiros. Segundo Jucá, o pensamento é que o espaço, também, desafogue a feira da Manaus Moderna.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Iranduba, Irene Nazário, disse que, para a categoria é um orgulho ganhar um espaço desse porte para comercialização de produtos. “Queremos ser parceiros dessa obra porque ela representa a valorização do produtor rural”, disse agradecida. Orçado em R$ 5,9 milhões, o Centro é um an-
tigo sonho da comunidade. Além dos espaços para boxes e pedras, o local também possui duas salas administrativas - construídas no andar superior do galpão, banheiros e amplo estacionamento. O Município de Iranduba é considerado grande polo de produção de hortifrutigranjeiro, tendo mais de 60 comunidades produtivas. FOTOS: DIVULGAÇÃO
Espaço contará com 88 boxes, 28 pedras, e praça de alimentação com oito lanchonetes
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Atualmente, mercado local possui mais de 295 mil usuários de TV por assinatura, aumento superior a 11,9 mil novos assinantes em relação a janeiro deste ano, de acordo com dados da Anatel
O promissor mercado da TV por assinatura no AM
Operadoras fazem investimentos para ampliar a presença delas na região e conquistar os clientes com novos serviços UOL
SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
A
oferta crescente de TVs por assinatura é um dos principais fatores responsáveis pela expansão da televisão a cabo no Amazonas. O mercado saltou de 283.118 assinantes em janeiro para 295.103 em maio, aumento superior a 11,9 mil novos assinantes nos cinco primeiros meses do ano, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ainda de acordo com os dados da Anatel, no mercado local, o serviço é disponibilizado por quatro operadoras, sendo que em Manaus, a única que tem TV por cabo é a Net. Nas demais cidades do Estado, os consumidores só recebem o sinal da TV via satélite, pela SKY, Oi e Claro. Por meio da assessoria de imprensa, a NET informou que está presente em Manaus desde 2007. A operadora disse ainda que investiu nos últimos três anos mais de R$ 100 milhões na cidade, sendo que a principal meta da empresa é manter essa velocidade de investimento nos próximos anos. A Net não disponibiliza dados regionais, mas afirma que é a empresa que mais cresce nos mercados de TV por assinatura no Brasil. A operadora informa que encerrou o ano de 2013 com recorde histórico de crescimento. “Em um ano, a empresa adicionou 679 mil novos clientes à sua base. Ao todo, a NET somou 6,06 milhões de clientes de TV por assinatura em 2013, o que representa alta de 12,6% em relação a 2012 e 1,3 ponto percentual acima do crescimento de mercado anunciado pela Anatel”, revela em nota. Outra que faz constantes investimentos no mercado da região é a Claro HDTV, que oferece o serviço no Estado
desde dezembro de 2008. Segundo o diretor-executivo da operadora, Antonio João Filho, as aplicações são feitas em todas as áreas de atuação e visam oferecer serviços com menor custo benefício. O diretor-executivo destaca que nesse momento, a Claro amplia mais o serviço nesse mercado, oferecendo planos em HD (Alta Definição), a partir dos planos de menor custo. “Essa oferta fez e faz as pessoas escolherem a TV por assinatura como mais uma opção de entretenimento, cultura e lazer”, observa João Filho. Com base nos dados divulgados pela Anatel, a Claro HDTV tinha até maio deste
VALORES
Operadoras oferecem pacotes variados aos clientes. A NET tem planos que variam de R$ 50 a R$ 550. Já a Oi disponibiliza planos por R$ 29,90 até R$ 249,90 e a Claro de R$ 49,90 a R$ 79,90 ano, em torno de 81,1 mil clientes no Amazonas. Expansão Os amazonenses também contam com os serviços de TV por assinatura da Oi. A operadora oferece o serviço em 59 municípios do interior. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, em março deste ano, a Oi TV assinou um importante contrato com uma grande rede de comunicação, que a tornou a operadora com mais canais da emissora distribuídos em TV por assinatura via satélite no Brasil. A Oi não informou os números locais, mas salienta que distribui o sinal para 39,4 milhões de famílias no Brasil (60% dos lares).
Satélite SES-6, da OI TV, foi lançado no ano passado para garantir melhor qualidade de som e de imagem na programação
Variedade e preço atraem os consumidores A publicitária Andreza Gama, 23, assinou TV a cabo há aproximadamente um ano. Segundo ela, a adesão foi motivada pela variedade da programação oferecida pela TV paga. “Para quem gosta de estar antenado em tudo que acontece no mundo, a TV por assinatura tem muito a oferecer”, destaca.
O acesso facilitado à TV por assinatura, aliado a um menor preço e seguido pelas promoções das operadoras são motivos que, segundo Andreza, contribuem para a expansão dos serviços na capital. Além disso, para a publicitária, diversos motivos fazem com que as pessoas mudem para os
canais pagos. “A TV aberta não oferece mais confiança à população, com programas que agridem a moral de famílias, que não educam as crianças, corrupção, ou seja, perdeu totalmente a credibilidade do consumidor”, ressalta. Já o universitário Jean Almeida, 30, tem o serviço de
TV a cabo há seis anos. Para ele, assistir programas culturais é a grande vantagem da TV paga, sendo que na TV aberta as pessoas não têm opções de programas. “Acredito que a população está cansada da programação da TV aberta, que há muito tempo deixou a desejar”, salienta Jean.
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Atividade de mototaxistas aquece polo de duas rodas
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Abraciclo defende a regulamentação do serviço, que representa em Manaus 9% da frota amazonense de 148 mil unidades
Categoria realizou uma série de movimentos em Manaus para conseguir a regularização da profissão na cidade, e hoje eles ajustam os últimos processos junto à SMTU para organizar o serviço
D
e um total de mais de 148 mil motocicletas em Manaus, aproximadamente 13 mil trafegam por Manaus na atividade de mototaxi. O número representa aproximadamente 9% da frota na capital amazonense, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). De acordo com dados da entidade, no primeiro semestre deste ano foram vendidas em média 61 motocicletas por dia útil em Manaus, frente a média de 59 unidades diárias, no mesmo período do ano passado. Um crescimento de 3,4% em comparação com igual período de 2013. Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, a participação dos mototaxistas na comercialização dos veículos de duas rodas é positiva para o resultado do setor. Segundo ele, a própria regulamentação desses profissionais é um as-
pecto positivo, uma vez que dá à classe um nível de credibilidade maior, além de tirá-los do anonimato. Fermanian defende a regulamentação dos mototaxistas, mas destaca que eles devem passar por um processo de reciclagem. Para ele, a categoria
UNIDADES
Abraciclo aponta que, nos últimos quatro anos, Manaus registrou crescimento de 60% da frota de motocicletas. Em 2010, contava com aproximadamente 92,4 mil unidades e em 2014 mais de 148 mil contribui para a divulgação dos produtos do setor (motocicletas). “É um tipo de trabalho que serve como incentivo à população como um todo. Quem não usa (motocicleta) passa a querer comprar o produto pela facilidade no trânsito”, avalia. Com a regulamentação da profissão, os mototaxistas te-
rão a garantia de trabalhar de forma correta e isso, segundo o diretor de relações interinstitucionais da Moto Honda, Mário Okubo, resulta em diversos fatores positivos como, por exemplo, a diminuição de acidentes envolvendo veículos de duas rodas em Manaus. O executivo destaca que não adianta vender moto para causar acidente. “O pessoal fala: houve um acidente com moto. Mas o problema não é o veículo, é o piloto”, explica, ao observar que essa deve ser a principal preocupação do profissional da categoria. De acordo com o presidente da Associação dos Mototaxistas Vida Nova, Antônio José, há muitos motoquei-
ros que operam na atividade de forma clandestina. Com a sede da entidade localizada no bairro São José, Zona Leste da cidade, ele diz que, com a regulamentação da categoria diminuirá esse número e qualificará o serviço prestado. “Até o próximo ano teremos demanda de mais de 6,6 mil profissionais habilitados para atuarem na profissão”, afirma.
Cadastro até novembro De acordo com a Abraciclo, a Prefeitura de Manaus publicou Decreto Municipal número 2.549/2013, que regulamenta os serviços de mototaxi. A licitação para o serviço encerrou no dia 24 de abril deste ano, com 1.676 profissionais selecionados. Desde o dia 6 de maio, até o último dia 14 de julho, aproximadamente 700 dos selecionados iniciaram cadastramento na Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e padronizaram suas motocicletas e seus equi-
pamentos de segurança. Os demais selecionados têm até o início de novembro para efetuar o cadastro junto à SMTU. Após o processo de inscrição, a categoria deverá fazer o agendamento da vistoria das motocicletas e dos equipamentos. Com a aprovação nessa etapa, enfim são assinados os contratos de permissão. Segundo o diretor executivo da Abraciclo, José Eduardo Gonçalves, o programa exige uma série de padronizações, tanto da motocicleta quanto dos equipamentos de segurança dos mototaxistas. “Essa iniciativa é muito bem-vinda e esperamos que prospere, pois queremos que os mototaxistas ofereçam um serviço que tenha, além da eficiência que a moto proporciona, também segurança e organização do setor”, frisa Gonçalves. ARQUIVO EM TEMPO/ALEXANDRE FONSECA
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Butantã usará tecnologia russa contra a hepatite C B
rasil e Rússia assinaram acordo de cooperação tecnológica para desenvolvimento de vacinas e soros. O documento, firmado durante o encontro entre o presidente russo Vladimir Putin e Dilma Rousseff (durante as conferências do Brics), abre espaço para que o Instituto Butantã, de São Paulo, venda a vacina tríplice bacteriana (contra diſteria, tétano e coqueluche) e soros para neutralizar efeitos de picadas de cobras, escorpiões e aranhas para o Instituto São Petersburgo. Em troca, o instituto russo repassará tecnologia para produção de vacina contra hepatite C e pneumococos. “Não falamos em valores ou em prazos. Esse foi o primeiro passo”, afirmou o diretor substituto do Instituto Butantã, Marcelo de Franco, que foi a Brasília para assinar o protocolo. Ele conta que o principal interesse do instituto é incorporar tecnologia usada para o preparo da vacina contra hepatite C. “O imunizante é feito a partir de partículas sintéticas do vírus da hepatite, uma vacina que ainda não é produzida
EBC
Documento firmado entre o Brasil e a Rússia ocorreu durante a cúpula do Brics, que reúne os principais países emergentes país e que tem baixa toxicidade”, afirma. As técnicas usadas na produção da vacina de pneumococo também despertam a atenção dos integrantes do Butantã. Além do instituto brasileiro e do russo, faz parte também do acordo a empresa pública russa Microgem. “Na primeira fase, vamos fazer visitas técnicas para identificar outras tecnologias que interessam aos institutos. Feito o diagnóstico, partimos para o intercâmbio de informações”, disse Franco. Parcerias A lista com produtos candidatos, afirmou, tem cerca de 15 itens. Segundo Franco, acordos internacionais firmados têm como principal objetivo parcerias para produção e desenvolvimento de produtos. Entre eles, estão o feito com o National Health Institute (NIH) dos Estados Unidos, para produção da vacina da dengue e de rotavírus. Para que o fornecimento da vacina para a Rússia seja possível, o instituto terá de obter uma pré-certificação na Organização Mundial da Saúde.
Cooperação tecnológica entre Brasil e Rússia possibilitará desenvolver uma vacina mais eficaz contra a hepatite C
Mais de 20 mil mortes em 10 anos no Brasil O Brasil registrou, de 2000 a 2010, 20.771 mortes causadas por hepatites virais, dos tipo A, B, C, D e E e causas associadas. Os dados são do Ministério da Saúde. No mesmo período, 307.446 pessoas
adquiriram a doença no país. O maior número de óbitos ocorreu devido à hepatite C, com registro de 14.873 mortes nos últimos 10 anos. Em seguida, vem o tipo B (4.978), tipo A (608), tipo D (264) e
tipo E (48). O ministério da Saúde divulgou um boletim epidemiológico da doença e afirma que o principal desafio dos portadores é lidar com o preconceito.
“Se esta é uma doença é silenciosa, vamos aproveitar para dar um grito, que é contra o preconceito. A pior doença que uma pessoa pode ter é o preconceito”, dizia o boletim do governo brasileiro..
Mundo
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Dia a dia da vida repleta de restrições na Faixa de Gaza T
erritório de 40 km de extensão por 10 km de largura, Gaza tem cerca de 1,7 milhão de habitantes e é cercada por Israel, Egito e o mar Mediterrâneo. A região da Palestina, que fora ocupada pelos árabes a partir de 636 e incorporada pelo Império Turco-Otomano em 1517, ficou sob o controle do Reino Unido em 1917, após a 1ª Guerra Mundial. Posteriormente, cresceu tanto a imigração judaica à região (estimulada pela perseguição nazista na Europa e pelo movimento sionista) quanto à insatisfação árabe pelo domínio britânico. Após a 2ª Guerra, a ONU aprovou, em 1947, a partilha da Palestina em dois Estados, um judeu e um árabe, plano rejeitado pelos árabes. Após guerra entre 1948 e 1949, Israel passou a ocupar 77% da Palestina, e o Egito assumiu o controle de Gaza. Mas o território costeiro foi capturado por Israel durante a Guerra dos Seis Dias de 1967. Em 2005, Israel retirou dali suas tropas e cerca de 7 mil colonos. Um ano depois, o grupo militante islâmico Hamas venceu as eleições legislativas palestinas. Ele governou Gaza de 2007 a 2014 após uma disputa violenta
com a facção rival Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Quando o Hamas assumiu o poder em Gaza, Israel rapidamente impôs um bloqueio ao território, restringindo a circulação de mercadorias e pessoas. O Egito bloqueou a fronteira sul de Gaza.
PARTILHA
Após a 2ª Guerra, a ONU aprovou, em 1947, a partilha da Palestina em dois Estados: um judeu e um árabe, plano rejeitado pelos árabes. No pós-guerra (1948-1949), Israel passou a ocupar 77% da Palestina Restrições ao movimento Já limitada, a liberdade de movimento e acesso à Gaza foi reduzida significativamente após meados de 2013, quando o Egito impôs novas restrições na fronteira de Rafah e lançou uma ofensiva contra a rede de túneis de contrabando sob a fronteira Egito-Gaza. No primeiro semestre de 2013, 40 mil pessoas atra-
AP
Dependente de contrabando e de ajuda humanitária de vários países, Gaza vive sob o extremismo de grupos rivais a Israel vessavam Rafah por mês. De julho a dezembro de 2013, o tráfego foi reduzido para cerca de 9.550 por mês. Nos últimos anos, Rafah tornou-se o principal ponto de entrada e saída de Gaza para os palestinos após as restrições impostas por Israel na fronteira de Erez, no norte. Já os túneis de contrabando haviam se proliferado após o endurecimento do bloqueio de Gaza. Eram usados para importar materiais de construção, combustível, alimentos, dinheiro e armas. Mas a flexibilização do bloqueio, em junho de 2010, fez o número de túneis operacionais diminuir de cerca de mil para algo entre 200 e 300. Sobrevivência Contrabandistas passaram a atuar na transferência de materiais de construção para o setor privado e combustível, que era mais barato comprar no Egito do que em Israel. Os habitantes de Gaza vivem, em média, pior do que viviam na década de 1990. Vinte e um por cento estão em profunda pobreza, em comparação com 7,8% na Cisjordânia. A taxa de desemprego é de 40,8%, significativamente maior do que na Cisjordânia.
Habitantes da Faixa de Gaza vivem o terror de viver no fogo cruzado entre Hammas e Israel
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Mundo
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Aids: cura ‘estaria’ no avião Avião da Malysia Airlines, supostamente abatido por um míssil esta semana na Ucrânia, levava cerca de 100 ativistas e especialistas, incluindo um dos mais renomados cientistas no campo da pesquisa sobre a cura da Aids
A
queda do avião da Malaysia Airlines, ocorrida dia (17), reservou tristes notícias para o mundo da ciência. No voo, estavam cerca de 100 cientistas e ativistas a caminho da Conferência Internacional sobre a Aids, prevista para começar hoje (20) na Austrália.
Dentre os mortos, estava o holandês Joep Lange, 60, reconhecido como um dos maiores especialistas sobre a doença no mundo. O cientista dedicou cerca de 30 anos da sua vida às pesquisas sobre o vírus HIV e à Aids. Ele ficou mundialmente conhecido por defender a diminuição dos custos do
tratamento para os países mais pobres. Em anúncio, um professor da Universidade South Wales que havia trabalhado com Lange disse: “Joep tinha um compromisso absoluto com os tratamentos contra o HIV na Ásia e na África”. Ex-presidente da Sociedade Internacional da Aids
(IAS), o cientista estava trabalhando como professor de medicina na Universidade de Amsterdã e era diretor do Instituto de Amsterdã para a Saúde Global e o Desenvolvimento. Em declaração, o atual presidente da IAS falou: “O movimento HIV/Aids perdeu um gigante”. Pioneiro nas terapias mais
acessivas da doença, Lange estava voando para Kuala Lumpur, onde encontraria sua mulher para um voo de conexão à Austrália. Junto dele, estavam cerca de 100 pessoas que seguiam em direção à conferência. Em entrevista a uma rede australiana, Trevor Stratton, um consultor sobre a doença, disse: “A cura da
Aids poderia estar a bordo daquele avião, simplesmente não sabemos”. Combate Recentemente, o pesquisador divulgou um estudo que demonstra, pela primeira vez, como um composto probiótico poderia atuar no vírus HIV.
Cientistas trabalhavam em tratamento Há quem diga que a esperança de uma cura para a Aids num futuro próximo pode ter se perdido com a queda do Boeing. Em 2001, Lange criou a PharmAccess, uma fundação sem fins lucrativos cujo objetivo era melhorar o acesso aos medicamentos e tratamentos da Aids em países pobres. O pesquisador contribuiu no desenvolvimento de terapias combinadas a preços acessíveis e em meios de prevenir a transmissão do vírus da mãe para o bebê. A diretora da Unaids Brasil, programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Georgiana Braga-Orillard, afirmou que a morte dos pesquisadores no voo é uma perda muito grande. “Estamos esperando a confirmação oficial. Não são somente cientistas. Outros pesquisadores também estavam no voo”, disse a diretora da Unaids.
‘Ele nunca aceitava o impossível’ David Cooper, professor da Universidade de New South Wales, em Sidney, afirmou que Lange tinha um compromisso absoluto com a pesquisa contra a doença e dava atenção especial aos países da Ásia e África. “Ele nunca aceitava algo como impossível. A Sociedade Internacional de Aids, que organizou a conferência, expressou suas condolências pela morte dos pesquisadores e afirmou que irá cooperar com as autoridades. “Em reconhecimento à dedicação dos nossos parceiros na luta contra o HIV/ Aids, a conferência vai continuar como planejado e vai incluir oportunidades para refletir e lembrar aqueles que perdemos”, afirmou em nota. O atual presidente da sociedade manifestou seu pesar. “Nesse momento incrivelmente triste e delicado, a Sociedade Internacional de Aids está ao lado de nossa família internacional e envia condolências aos entes queridos daqueles que perderam alguém”.
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diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
IONE MORENO
Vem mais chuva por aí, afirma Inmet Dia a dia C3
AM registra mais de meio milhão de preventivos Testes foram realizados em unidades de saúde públicas e particulares, conveniadas com o Sistema Único de Saúde
ALEXANDRE FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO
Instituição vai iniciar futuramente uma pesquisa em parceria com a Ufam, no município de Coari. A cidade foi escolhida pela FCecon em virtude do volume populacional significativo
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ntre o período de 2011 e 2013, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), registrou um aumento de 15,1% no número de exames preventivos colpocitológicos (papanicolau) realizados no Estado, passando de 144 mil, há três anos, para 165,8 mil, ano passado. Se somados os dados dos últimos três anos ao primeiro semestre de 2014, chega-se à marca de 525,5 mil exames, realizados em mulheres de diferentes idades, que já iniciaram a vida sexual. Os testes foram feitos em unidades de saúde públicas e privadas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é realizado a partir da coleta de material do colo uterino, que é submetido à análise de especialistas e pode detectar, entre outras alterações, a presença do HPV (papiloma vírus humano), responsável por mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero no mundo. Prevenção A ampliação desse tipo de exame, facilitando o acesso
das mulheres, é uma medida que, no futuro, irá reduzir o número de casos da doença, hoje considerada o principal tipo de câncer entre as amazonenses, ressalta o diretor-presidente da FCecon, o médico Edson de Oliveira Andrade. De acordo com Andrade, ações preventivas, como a
A ampliação deste tipo de exame irá reduzir o número de casos da doença, hoje considerado o principal tipo de câncer entre as amazonenses Edson Andrade, diretor da FCecon
vacinação contra o HPV, iniciada pelo Estado, em 2013, numa ação pioneira do Governo do Amazonas, também surtirá efeito no futuro, uma vez que a ideia é erradicar este tipo de câncer, que é, segundo especialistas, 100% prevenível. Estudos “Estamos iniciando um
estudo na Secretaria Estadual de Saúde (Susam), por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa da FCecon, que visa levantar a presença do HPV e os tipos envolvidos nas mulheres que apresentam lesões, com o objetivo de conhecer melhor essa interação entre o vírus e a geração do câncer dentro de uma realidade regional”, ressalta. A diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação Cecon, Kátia Luz Torres, complementa que os subtipos identificados na região poderão, no futuro, apontar a diferença do Amazonas para o restante no País, no que diz respeito ao vírus. “Um braço desse estudo será iniciado, em agosto, em Coari (a 363 quilômetros da capita), para realizar as coletas de material nas mulheres daquele município. A cidade foi escolhida por representar um volume populacional significativo e por possuir diversas comunidades ribeirinhas, que também serão envolvidas no estudo. O trabalho será realizado com o auxílio da unidade da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) instalada em Coari”, frisa a pesquisadora.
Exame identifica doença precoce De acordo com a coordenadora de Atenção Oncológica do Estado e chefe do DPCC da FCecon, enfermeira Marília Muniz, o Ministério da Saúde (MS) preconiza que mulheres com idade entre 25 e 69 anos, sigam a seguinte linha: com o resultado negativo ao realizar o exame, deve-se repeti-lo no ano seguinte. No caso de negativo novamente, o exame deve ser feito a cada três anos. Ela destaca que a orientação do MS visa redimensio-
nar o exame para quem de fato necessita. “O Brasil se baseou na política de outros países, cujo rastreamento acontece a cada três anos, justamente porque o câncer de colo se desenvolve lentamente”, explica. O diretor-técnico da FCecon, o ginecologista Ademar Carlos Augusto, ressalta que o exame de papanicolau é o método mais eficaz para a detecção de lesões precursoras do câncer de colo de útero, evitando o
aparecimento da doença. No caso do câncer, ele destaca que o exame também pode identificar precocemente o câncer de colo de útero, aumentando as chances de sucesso no tratamento. “Embora o MS oriente que a realização do exame a cada três anos, após os dois primeiros apresentarem resultado negativo, a indicação mais segura é que o exame seja feito anualmente, a partir do início da vida sexual”, conclui. REPRODUÇÃO
Política de exame preventivo do país é baseada na estratégia adotada no exterior
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Dia a dia
E-books e livros: convivê DIVULGAÇÃO
Há quem aposte no fim dos livros com o advento dos e-books, mas para leitores comuns e estudantes a tecnologia ainda se alia ao tradicionalismo das bibliotecas, permitindo uma existência ainda ‘pacífica’, onde muitos conseguem aliar as duas modalidades
DENY CÂNCIO Especial para o EM TEMPO
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m qualquer dúvida que se tenha, é possível buscar diversas fontes em segundos na internet, o “Tio Google” está sempre pronto a responder aos curiosos. Os celulares, tablets e smartphones conectados à web favorecem a busca de forma rápida sobre qualquer assunto. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, cerca de 6,5 milhões de brasileiros estudam pela internet. O instrumento da atualização de conhecimentos tem sido os livros virtuais. A facilidade de ter um livro pela web, os chamados e-books, agrada os internautas por terem um custo menor em relação ao que se pagaria em livrarias. Os e-books são adquiridos por meio de download em qualquer parte do mundo e qualquer hora do dia, alguns com custo e outros gratuitamente, e têm sido considerados importantes tanto quanto os livros físicos. Até mesmo os professores têm
utilizado essa ferramenta em sala de aula, como a mestre em Língua Inglesa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Daniela Branquinho. “Utilizo na minha vida profissional tanto os livros físicos como os e-books. Em formato digital eles se tornam uma ótima ferramenta quando se ministra aula em uma universidade para fins de compartilhamento e mais fácil acesso ao material dado em sala. Usamos também os livros impressos que ainda não possuem versão e-book”, comenta. Daniela comenta que os livros virtuais têm praticidade por serem enviados por e-mail para compartilhar com vários amigos . O modo de leitura, através de um programa de computador ou da tela do celular, com escolha do tipo e tamanho de letra de acordo com as suas preferências, o que já não é permitindo no livro físico. Ela afirma que essa diferença favorece o ensino, embora o livro físico seja sua preferência particular. “Como professora, preciso focar no conteúdo e como ele vai ser
mais facilmente compartilhado com meus alunos, seja virtualmente ou por livro físico. Os e-books proporcionam ao educador a chance de compartilhar aquele arquivo com vários alunos, sem custo; a oportunidade de compra a qualquer momento, onde você estiver, e não ocupa espaço, e nem pesa nas mochilas, a não ser na memória do tablet ou notebook. Na minha vida pessoal, gosto de ler livros impressos, e tenho uma biblioteca particular que cresce a cada mês”, aponta. Hábito Usar livros e apostilas virtuais retira o hábito de alunos buscarem conhecimento numa biblioteca ou recorrerem ao livro físico? A professora Daniela discorda por acreditar que devemos aproveitar todos os tipos de acesso ao conhecimento, seja por livro físico ou pelos virtuais. “Pode ser que meu aluno prefira ler o livro pelo seu tablet, ou eu ter um aluno adulto que não se dê muito bem com tecnologias. O que importa é terem acesso ao conhecimento”, declara.
Imagem ilustra a realidade atual com a existência dos livros físicos e dos e-books
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União entre tecnologia e saber “Acho muito importante que os alunos se sintam bem quando estudam, para que isso se torne um hábito prazeroso. Mas também acredito que o aluno não pode se sentir totalmente confortável quando pesquisa sobre algum assunto: se não encontro virtualmente, devo ir atrás da informação onde ela estiver”, defende Daniela. Branquinho salienta que na era da web temos que explorar a busca também
de uma maneira prática e que as instituições de ensino acompanham a união da tecnologia e conhecimento. “O uso de aparelhos portáteis já é uma realidade, juntamente com as redes sociais. Temos que incentivar e promover ações de ensino prático, com temas de interesse e desafios, utilizando a linguagem do jovem, considerando que toda forma de ensino é avaliada a médio e longo prazo.
Parceira da formação profissional A web pode ser realmente colaboradora na formação profissional. Quem certifica isso é a especialista em mídias digitais Saleyna Borges. Ela salienta que a novidade dos e-books foi complementar na produção do seu trabalho de conclusão de curso (TCC). “Como eu e minha equipe optamos por produzir um livro-reportagem, e o tema não tinha tanta literatura impressa, tivemos que complementar nossa pesquisa com livros digitais. Em 2011 comprei um tablet, o que facilitou um pouco mais o uso do e-book”, relembra. “O acesso à internet possibilitou o contato imediato com o conhecimento, como um todo. Quem tem internet hoje sabe o que está acontecendo no mundo em questão de segundos”, analisa.
‘Função saudável na educação’ Ela reconhece que os livros virtuais foram importantes na fundamentação da sua pesquisa acadêmica. “Quando encontro um livro legal, baixo imediatamente. E quando se trata de um livro impresso, vou à loja e compro. Quando fiz minha pós, utilizei meu acervo impresso para produzir meu artigo. Mas claro, também utilizamos o PDF de um livro que não conseguimos encontrar na biblioteca da faculdade. Com a evolução das tecnologias virtuais, o e-book
está entrando na minha lista de coisas que gosto”. Com o perigo de informações falsas sobre diversas áreas de estudo, deve ser verificada a veracidade da informação disponível no campo cibernético. “A internet deve exercer uma função saudável na educação, enquanto ferramenta de interação social e, principalmente, como formadora de opinião e senso crítico. Como tudo na vida, tem seus prós e contras”, orienta. Com toda modernidade se-
ria possível os livros físicos um dia deixarem de existir? A especialista de mídias digitais acredita em processo de ressignificação. “A produção de livros ainda é um hábito de muitas instituições. Acredito que o livro impresso talvez deixe de existir, mas vai demorar um pouco. A criançada tem que ter acesso a esse produto, senão correm o risco de se tornarem dependentes dos dispositivos, o que em minha opinião não é muito saudável”, finaliza.
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
DIVULGAÇÃO
ncia (ainda) harmoniosa
Biblioteca pública de Manaus: exemplo de que o hábito da leitura ‘física’ ainda vai durar
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Dia a dia
O que seus filhos est Com os riscos de pedofilia e crimes virtuais, além da disseminação da pornografia pela web, pais devem ficar mais alertas com a “precocidade virtual”
A
CAUTELA
A responsabilidade de monitorar os filhos online está inclusa na formação social e educacional. Cabe aos pais acompanhar esse processo de adesão ao mundo virtual com diálogos francos si”, afirma a psicóloga. Ela alerta que o acesso à internet de forma livre sem a orientação dos responsáveis pode comprometer o bom desenvolvimento físico, psíquico, moral e social de crianças e adolescentes. “É um campo onde se posta de tudo, e nem tudo tem utilidade e, dependendo da faixa etária da criança, pode criar uma lacuna e assim levar ao desenvolvimento de patologias de leves a graves, como depressão, transtornos de conduta, desafiador ou opositor. O maior exemplo disso são os jogos do tipo Lineage Cosglade, o Interlude e o Warcraft, que viciam, e sem contar as postagens inadequadas para a idade. Em tempos de pedofilia todo cuidado é pouco”, salienta Rosilene.
O acesso cada vez mais precoce à rede mundial de computadores torna a criança alvo fácil do mau uso da internet
Crimes de pedofilia são os que mais preocupam os pais cujos filhos se renderam ao apelo das redes sociais e amizades virtuais DIVULGAÇÃO
internet está inserida na vida das pessoas cada vez mais cedo, inclusive crianças e dos adolescentes que sabem lidar com o computador e a rede mundial bem melhor que seus próprios pais. Estes, para agradarem os seus filhos, e interessados na educação e conhecimento deles, presenteam-nos com notebook, tablets ou celulares com acesso à internet. Entretanto, muitos desses pais não sabem mexer no computador, não conhecem os programas nele contidos, tampouco do perigo de crianças navegarem na internet sem orientação adequada. Outros, no entanto, sabem e conhecem bem o uso do computador e da internet, porém, em função das longas jornadas de trabalho não conseguem acompanhar totalmente o que os seus filhos acessam e de que forma se expõem nas redes sociais. Essa responsabilidade de monitorar os filhos online está inclusa na formação social bem como, na educacional. Cabe aos pais acompanhar este processo de adesão ao mundo virtual com diálogos francos, mesmo que seja algo novo a sua geração. Na visão dos críticos, essa responsabilidade deve ser tomada pelos pais e não transferida a quem dos filhos cuida temporariamente, é o que frisa a psicóloga escolar e infantil Rosilene Maia. “A educação dos filhos é de inteira responsabilidade dos pais. O correto e mais lógico seria acompanhar os filhos em todas as fases. No entanto, não é essa a realidade. Geralmente nossas crianças ficam com os cuidadores. O mais indicado seria os pais manterem diálogos abertos com os filhos, e com os cuidadores, pois já diz um velho ditado que mente vazia é oficina do diabo”, afirma Rosilene.
Ela pontua que a internet é uma grande fonte de entretenimento e conhecimento, atualmente indispensável na vida das pessoas. Porém, também existem riscos às crianças como a pedofilia, a pornografia e os crimes virtuais, visto que as crianças no geral desconhecem as consequências dessas atitudes e muitas vezes não sabem distinguir o certo do errado. “A nocividade da internet está contida no contexto, daquilo que cada ser busca de aprendizagem para si. Ter acesso virtual em casa é algo essencial. O que torna perigoso esta ferramenta é a escolha do que cada um assiste, acessa ou busca para
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DENY CÂNCIO Especial para o EM TEMPO
Sem supervisão, perigo é real O perigo da internet se torna real quando há falta da supervisão dos pais, principalmente nas redes sociais, onde elas costumam passar horas em conversas online. De acordo com a psicanalista clínica Ierecê Barbosa, a boa orientação eficaz é aquela que não vai restringir o acesso a essas preferências dos filhos, e sim advertir sobre os perigos com diálogo, dessa forma conseguindo estabelecer uma conexão de confiança com os filhos. “Por exemplo, se a criança for pequena, eles podem até dramatizar com o uso da história do Chapeuzinho Vermelho e dizer que assim como o lobo mau fingiu ser a vovozinha, há pessoas que usam a internet fingindo ser o que não são, daí a importância de não conversar e adicionar na rede estranhos”,
Perfis de crianças devem ser monitorados frequentemente pelos pais para melhor controle de quem tenta fazer amizades
orienta Ierecê. Outro ponto ensinado pela psicanalista é que nessa conversa entre os pais e seus filhos não deve haver tom de imposição. O importante é advertir, sem estresse e brigas, sobre a vida dos jovens na internet para apresentar aos filhos os riscos que existem do outro lado da tela. “A internet é um dos grandes avanços da civilização contemporânea. Obviamente que alguns fazem mau uso dela, mas isso não é motivo para proibir as crianças de utilizarem a rede”, afirma Ierecê. “O diálogo deve ser aberto, esclarecedor e nunca proibitivo. Na psicologia há a lei da reversibilidade dos efeitos, onde tudo que é proibido é mais estimulante. A leitura de gibis um dia também levou a culpa por certos atrasos cognitivos”, acrescenta.
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tão acessando hoje? Democracia lado a lado com má-fé A web tornou se espaço democrático com liberdade de expressão, mas também há o perigo de informações serem mal interpretadas e usadas por pessoas mal intencionadas. Daí a necessidade de monitoramento das crianças e adolescentes. É nisso que se apóia a técnica de enfermagem Gerlane Santiago, 37, chamando para si a responsabilidade de orientar o comportamento das três filhas na internet. Segundo ela, o mundo virtual apresenta os mesmo perigos que no mundo real. “O relacionamento que tenho com minhas filhas se estendeu nas redes sociais, assim como o cuidado. Criei perfil nas mesmas redes sociais que elas usam, principalmente o Facebook, e observo o que postam nos comentários e as fotos que publicam. Às vezes elas reclamam que são vigiadas, principalmente a caçula, que chegou a me excluir para evitar ser piada entre os amigos. Entendo que esse relacionamento online também faz parte do cuidado de mãe, e não abro mão de estar inserida neste meio social, são minhas filhas e devo cuidar delas”, conta. Primogênita de Gerlane, a
universitária Bruna Santiago, 21, iniciou o acesso à web aos 14 anos, um pouco tardio para essa nova geração. Ela percebe a presença constante da mãe observando suas publicações, mesmo assim procura se sentir à vontade. “Tive interesse em usar a web com o foco de obter conhecimento, fazer pesquisa e quis ter conta nas redes sociais para
VIGÍLIA
A técnica de enfermagem Gerlane Santiago orienta o comportamento das três filhas nas redes sociais, seguindo seus perfis e observando o que se comenta e as fotos publicadas acessar o perfil dos amigos da escola, brincar nos jogos online e conhecer novas pessoas. Minha mãe acompanhou os meus acessos e sempre está olhando todas as minhas publicações no Facebook, ela curte e comenta. Chego a pensar: ‘A mamãe está me vigiando em tudo’. E se algo não a agrada... Pessoalmente conversa. Mas isso acontece
com mais frequência com a caçula, de 17 anos”. “É bom saber que nossa mãe está presente curtindo minhas postagens e acompanhando tudo, pois tem pais que não possuem esta preocupação com seus filhos. Com isso, desenvolvi o cuidado para nada que me expor demais, como falar desabafos ou estresses diários. Uso para fazer publicações de fotos que são momentos únicos e compartilhar coisas legais”, comenta Bruna. A psicopedagoga e técnica da Gerência de Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Rita Mara Garcia, aconselha que, além do monitoramento e diálogo, os pais devem utilizar ferramentas e adotarem medidas para garantir a segurança social e psicologia de seus filhos. “Eles podem fazer o bloqueio de conteúdos impróprios, colocar o computador em um ponto em comum de passagem dos moradores da residência, onde o monitor esteja visível, também mostrar interesse nas atividades das crianças na internet, ao ver fotos, onde estão navegando, o que publicam e com quem conversam”, enumera.
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Dia a dia
Leitura ajuda proces Eliminar a dependência química e reintegrar-se à socidade com “alma nova”. Essa realidade é possível no trabalho realizado no centro de reabilitação
“É
por meio da educação que posso mudar minha vida. A leitura é o caminho para que esse sonho torne-se realidade”. Foi com essa afirmação que o residente do Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, Glacione Souza Gomes, 27, definiu como pretende reescrever seu futuro. Assim como ele, outros residentes do Centro de Reabilitação optaram por dispor de parte do seu tempo, no período de internação, para se dedicar aos estudos como alavanca para a reintegração ao meio social e na busca por uma vida melhor depois do tratamento terapêutico. Glacione está concluindo o ensino médio e se preparando para prestar vestibular para o curso de psicologia, assim que completar o plano terapêutico na unidade de tratamento. O rapaz se dedica aos estudos incansavelmente, dividindo seu tempo entre as atividades terapêuticas e os estudos. “Todas as manhãs frequento a biblioteca e procuro concentrar meus estudos em determinados assuntos, que para o meu futuro é prioridade”, pontua o residente,
que é morador do município de Nova Olinda do Norte (a 144 quilômetros de Manaus). Ele ressalta a dificuldade de dedicar seu tempo aos estudos na cidade onde mora e afirma que seu período de internação tem sido de grande valia para que seu sonho seja realizado por meio dos estudos. “Lá onde eu moro quando pego um livro para ler tem sempre um colega que vai me chamar para sair. Aqui no Centro tenho a tranquilidade da natureza, que me ajuda na concentração e foco nos aprendizados”, finaliza o residente. No mesmo caminho está Alexandre Marcony Maia, 43, que dá preferência para as leituras mais complexas. Seus autores preferidos são Marilena Chaui (sociologia) e Hannah Arendt (filosofia). O rapaz se diz fascinado pela leitura contemporânea, mas afirma não deixar de lado sua Bíblia. O livro da sabedoria, como ele descreve as escrituras sagradas, é o suporte para muitos altos e baixos de sua vida. “A leitura é um prazer para mim. Gosto de filósofos e sociólogos, eles explicam nossas realidade, mas a Bíblia mostra o caminho a se seguir”, ressalta.
Residentes e trabalhadores do Centro de Reabilitação Ismael Aziz: uma nova forma de dar impulso à reabilitação
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A leitura acabou sendo o incentivo que faltava aos residentes
Apoio pedagógico e disciplina Os residentes recebem o apoio pedagógico e orientação disciplinar com suporte de uma equipe multiprofissional do Centro de Reabilitação. Além do acompanhamento das leituras, realizado por pedagogos, eles têm aulas de memorização e ortografia. “Percebemos que muitos necessitavam de incentivo para se dedicar aos estudos e isso conseguimos fazer com o apoio deles. Hoje muitos cobram para serem
ensinados”, disse a pedagoga Mariângela Saldanha. A unidade tem capacidade de internar 120 residentes, - homens, mulheres e adolescentes com idade superior a 14 anos, com alto grau de dependência química. Eles ficam internados por 90 dias, prazo prorrogável por igual período, caso necessário. O centro de reabilitação é gerenciado pelo Grupo Gös – Organização Social em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam).
Aprimorando conhecimento em Libras Na biblioteca há inclusive livros de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Glacione, que aprendeu o dialeto dos surdos-mudos, no dia a dia aprimora seus conhecimentos. Hoje, Glacione ajuda os profissionais e médicos do centro no tratamento de um residente surdo-mudo, informando aos médicos sobre a necessidade de seu colega. “Graças à dedicação do Glacione, conseguimos identificar o que o rapaz está sentindo e o encaminhamos para o tratamento”, explica a diretora do Centro de Reabilitação, Anna Lopes. O residente, responsável pela biblioteca, consegue arrumar um “tempinho” para aprimorar seu conhecimento em libras. “Com livros sobre o dialeto dos surdos-mudos posso aprimorar meu conhecimento e ajudar ainda mais meu colega”, lembra o residente.
Biblioteca com quase 500 livros Impressionado com o desenvolvimento intelectual dos residentes, o pedagogo Rigo Breno Maranhão resolveu criar uma biblioteca dentro do Centro de Reabilitação. Para isso, pedagogo contou com o apoio das livrarias Lira e Valer, que deram gratuitamente mais de 400 livros. Hoje o acervo da biblioteca aproxima-se dos 500 livros, todos doados por instituições, parceiros e colaboradores do Centro
de Reabilitação. A biblioteca conta com diversos livros, abrangendo desde o ensino fundamental, literatura infantil e contemporâneos, além de apostilas para concursos e vestibulares. Os livros mais procurados são de ajuda motivacional, autoajuda e religiosos, mas livros de filosofia, história, contos, poesias, biologia, matemática e química são bastante requisitados pelos internos.
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sso de reabilitação
Biblioteca do centro surgiu com apoio de livrarias da capital
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opiniao@emtempo.com.br
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(92) 3090-1010
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Os últimos trabalhos de Leonilson
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Anchieta, apóstolo de parte do Brasil
E outras 8 indicações culturais. Pág. 2
Jesuítas e escravos, por Luiz Felipe de Alencastro. Pág. 3
Cem anos de escuridão
Há um século, estourava a Primeira Guerra. Págs. 4, 5 e 6
4
O fantasma (da crise) da ópera
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Do arquivo de Odair José
Diário de Londres. Pág. 7
São Paulo, 1973. Pág. 8
Capa
pintura de Tatiana Blass
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Ilustríssima Semana
O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES
BRASILEIRO GUI GOMES/DIVULGAÇÃO
EXPOSIÇÃO | TO SEE WHAT IS COMING Fruto de um workshop ministrado pelos curadores Bernardo José de Souza e Michelle Sommer entre abril e junho, a mostra questiona a possibilidade de antecipar fenômenos culturais, políticos ou sociais. Entre os artistas, que apresentam performances, vídeos e pinturas, estão o alemão Harun Farocki e o mineiro Matheus Rocha Pitta. Largo das Artes (RJ) | tel. (21) 22242985 | de ter. a sex., das 10h às 18h; sáb., das 10h às 17h | grátis | até 13/9
LIVRO | CULTURA INDÍGENA “Una Isi Kayawa: Livro da Cura” reúne a tradição de plantas medicinais do povo Huni Kuin, do Acre. Para o marcar o lançamento, estão programadas atividades como oficinas de tecelagem e pintura corporal, em uma oca no parque Lage, no Rio. “Ilustríssima” faz três perguntas à editora Anna Dantes e ao taxonomista do Jardim Botânico, Alexandre Quinet, coorganizador do livro. parque Lage | (21) 32571840 de seg. a sex., das 14h às 18h; sáb.,dom., das 14h às 17h | até 27/7 CNC Flora/JBRJ; Dantes Ed. | R$ 120 | 260 págs.
CINEMA | 25 ANOS IMOVISION A mostra comemora, durante uma semana, o aniversário da distribuidora. A cada dia será exibido um filme em pré-estreia com presença de elenco, como “Bem-Vindo a Nova York”, de Abel Ferrara, e “A Pedra de Paciência”, de Atiq Rahimi, além fr filmes em retrospectiva, como “Amor à Flor da Pele”, de Wong Kar-Wai. Reserva Cultural | tel. (11) 3287-3529 de 24 a 30/7 | de R$ 16 a R$ 28 LANÇAMENTO | FILOSOFIA “Hegel - Sistema, Método e Estrutura”, do canadense Charles Taylor, traça a trajetória da obra do alemão, passando por temas como a fenomenologia do espírito, a lógica e a substância da ética. A editora promove debate sobre a obra entre os professores de filosofia Agemir Bavaresco, da PUC-RS, e Danilo Vaz-Curado Costa, da Unicap-PE. Espaço Cultural e Realizações | tel. (11) 5572-5363 | qua. (23), às 19h trad. Nélio Schneider | É Realizações | R$ 99 | 624 págs.
LIVRO | A QUEDA DE NAPOLEÃO O historiador Jean-Paul Bertaud narra os três últimos dias do estadista francês. O trabalho não só relata os fatos hora a hora como recompõe diálogos dos personagens históricos. trad. Clóvis Marques | Zahar | R$ 49,90 | 304 págs. | R$ 34,90 | e-book
Folha - Como foi que surgiu o livro? Quinet - Essa iniciativa partiu das lideranças Huni Kuin, que procuraram o Jardim Botânico do Rio para a edição de um livro que perpetuasse seu conhecimento de plantas medicinais, passandoo à posteridade e apresentando-o com o devido tratamento científico, para o público em geral.
‘O Deslocado’ (1989), desenho de Leonilson
EXPOSIÇÃO | VERBO A mostra de performance chega a sua 10ª edição discutindo o registro das ações artísticas, com a participação de artistas como o brasileiro Jonathas de Andrade e a francesa Alice Pons. Vídeos e fotografias estão expostos e o seminário VERBO Conjugado reúne especialistas em quatro mesas de debates sobre assuntos como curadoria e corpo. Vermelho | tel. (11) 3138-1520 | de ter. a sex., das 10h às 19h | sáb., das 11h às 17h | grátis | até 9/8
E como foi recolhido o material? Dantes - São transcrições de depoimentos, histórias, fotografias, desenhos que fazem parte dos cadernos dos pajés, identificação e descrição de plantas e seus usos por pajés e botânicos, em edição bilíngue em hatxa kuin e português. Como foi a entrega do livro aos povos que participaram? Dantes - A entrega foi uma festa que durou quase uma semana. Reuniram-se na aldeia São Joaquim pajés e lideranças das 32 aldeias da região. (ÚRSULA PASSOS)
LIVRO | UM POR UM O jornalista britânico Craig Brown reconstrói 101 encontros reais, como o dos escritores Rudyard Kipling e Mark Twain, ou o de Madonna e Michael Jackson. Cada texto tem 1.001 palavras, totalizando 101.101 vocábulos. Leia no site da “Ilustríssima” o relato do encontro entre Salvador Dalí e Freud e o deste com Mahler. trad. Renato Marques | Três Estrelas | R$ 59,90 | 536 págs.
POP
ERUDITO
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EXPOSIÇÃO | LEONILSON A mostra “Leonilson: Verdades e Mentiras” traz, sob curadoria de Leda Catunda, desenhos, pinturas, aquarelas e esculturas realizados nos últimos anos de vida. “Curiosamente, o universo das mentiras exercia sobre ele um estranho encanto”, escreve no texto de abertura Catunda, amiga do artista, morto de Aids em 1993. Superfície | tel. (11) 3062-3576 | de ter. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h abertura ter. (22), às 19h | grátis | até 30/8
MÚSICA | DORIVAL CAYMMI Com curadoria da neta do compositor Stella Caymmi, jornalista e escritora, a exposição “Caymmi 100 Anos” apresenta o universo do músico baiano. Além de uma jangada na qual pode se escutar suas músicas, estarão expostas algumas de suas pinturas, e os visitantes poderão cantar sua composição favorita de Caymmi em um karaokê. Centro Cultural dos Correios | tel. (11) 3227-9595 | de ter. a dom., das 11h às 17h | grátis até 7/9
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ESTRANGEIRO
‘Três Estudos de Figuras sobre Cama’ (2010), fotografias de Edouard Fraipont
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História
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Santo Anchieta de poucos Negros não tiveram a proteção do jesuíta RESUMO Canonizado em abril, José de Anchieta (1534-97) é lembrado por sua atuação entre os índios do Brasil colonial. Pouco se fala, porém, de como os jesuítas não só toleraram como se beneficiaram da escravidão de negros, que, para eles, poupava os nativos e preparava os africanos para a fé católica e o perdão divino.
LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO
O destaque dado à canonização dos papas João 23 e João Paulo 2º eclipsou a santidade de José de Anchieta, oficializada dias antes, em 3 de abril passado, no Vaticano. Como todo mundo aprendeu na escola, Anchieta é o apóstolo do Brasil. Fundador de São Paulo, ativo na fundação do Rio de Janeiro e de cidades capixabas, Anchieta deixou ainda sua marca na Bahia. Redigida pouco depois de sua morte, em 1597, pelo padre Pero Rodrigues, a biografia de Anchieta tinha um claro propósito hagiográfico. Logo em seguida teve início o processo de sua beatificação, etapa preparatória da canonização. Na época, os jesuítas espanhóis estendiam sua influência sobre a Cúria, no embalo do poderio que a Espanha filipina exercia sobre Roma e boa parte do território italiano. Feito papa com o esmagador apoio de Madri, Gregório 15, grande aliado da Sociedade de Jesus (SJ), canonizou o primeiro time dos jesuítas espanhóis em 1622: Inácio de Loyola e Francisco Xavier – respectivamente fundador da ordem e apóstolo do Extremo Oriente. Anchieta poderia ter embarcado nessa galera como o apóstolo do Extremo Ocidente, da América Ibérica, a maior região ultramarina de povoamento europeu. Mas sua beatificação encalhou. Por quê? Talvez por causa de seu prólusitanismo. Embora nascido em Tenerife, nas Canárias, território espanhol, Anchieta estudara em Coimbra, onde ingressou no seminário jesuíta. Ativo nas missões e na conquista do Brasil, Anchieta vestiu a batina portuguesa de corpo inteiro. Fator que deve ter pesado negativamente nos anos 1620-1630, quando o antagonismo luso-espanhol se acentuava. Depois piorou, porque a Cúria romana ficou do lado de Madri em 1640 e só reconheceu a soberania da Coroa
de Bragança em 1668. Na circunstância, o insucesso da beatificação de Anchieta pode ter sido um efeito colateral da rivalidade entre Madri e Lisboa no século 17. Muito mais identificado com Portugal do que com a Espanha, Anchieta trouxe entretanto de Tenerife, de onde saiu aos 14 anos, duas referências capitais. A primeira foi o conhecimento da língua basca, idioma de seu pai, nacionalista basco deportado para Tenerife. Escrevendo em 1584 na Bahia, Anchieta se dizia basco – “biscainho”, e não canarino ou castelhano. Muito provavelmente, o domínio da sintaxe basca – língua aglutinante como o tupi-guarani – deu a Anchieta a chave para redigir sua gramática sobre o idioma indígena do litoral do Brasil. A segunda referência atlântica de Anchieta foi a sua familiaridade com a violência colonial. Terá sido na sua terra natal, e não na Bahia ou em Piratininga, que ele ouviu falar pela primeira vez de “entradas” e viu gente acorrentada no cativeiro. Na sua infância, se desenrolava em Tenerife o final da extinção dos “guanchos”, aborígenes de origem berbere das Canárias, primeiro povo ultramarino a ser exterminado pelos europeus. Na mesma época, preadores ibéricos desembarcavam nas Canárias muçulmanos escravizados nas “entradas” lançadas no litoral do Marrocos. Anchieta reencontrou em Piratininga a pilhagem sertaneja das entradas, dessa vez capturando índios; e, na Bahia, a pilhagem marítima, desembarcando negros. Parte desses africanos, traficados pelos jesuítas de Angola associados a Anchieta, era entregue ao Colégio da Bahia. Quando Anchieta era superior do Colégio e provincial da ordem, Miguel Garcia, um jesuíta que ele conhecia bem, protestou frontalmente contra a conversão dos missionários ao escravismo, prevenindo Roma em 1583: “A multidão de escravos que tem a Companhia [de Jesus] nesta Província [do Brasil], particularmente neste Colégio [da Bahia], é coisa que de maneira nenhuma posso tragar”. Desafiados, Anchieta e a hierarquia da ordem recambiaram o padre antiescravista para a Europa. Transmigração Como todos os missionários do Brasil, Anchieta protegia os índios e benzia a escravidão dos negros. Para ele, o cativeiro dos últimos livrava os primeiros da exploração colonial. Depois, o padre Antônio Vieira completou a justificação jesuítica do tráfico negreiro, afirmando que o escravismo também salvava os africanos do paganismo. Sua “primeira transmigração” para o Brasil nos tumbeiros facilitava sua conversão à fé e sua “segunda
transmigração”, para o Céu. Ao fio dos anos, acumulando negócios, os jesuítas se tornaram grandes proprietários de escravos. A fazenda de Santa Cruz, que lhes pertencia – hoje sede da base aérea de mesmo nome, na zona oeste da capital fluminense –, era a maior propriedade escravista das Américas por volta de 1750, concentrado mais de mil cativos negros e mulatos. Presentes e muito influentes em Angola e no Brasil quando a deportação de escravizados deslanchou e se intensificou, os jesuítas, mais do qualquer outra ordem religiosa, estavam no miolo do complexo escravista do Atlântico Sul. A história da SJ ocultou seu longo envolvimento negreiro na rota Angola-Brasil para dar relevo à catequização dos indígenas na América Ibérica, e, particularmente, nas veredas do Paraguai. Missão Na altura em que se anunciou a escolha do papa Francisco, Umberto Eco escreveu um artigo sobre a saga dos jesuítas na América Latina. Asseverando que o novo papa argentino foi influenciado pelo exemplo das missões paraguaias, Eco engrenou o debate do Iluminismo, citando Montesquieu e outros filósofos que exaltaram ou estigmatizaram o experimento jesuítico no Paraguai e terminou com as cenas de Robert De Niro no filme “A Missão”. Nada disse sobre a dimensão escravista e negreira do experimento jesuítico no Brasil e Angola. Vindo de um país onde a presença negra, considerável em Buenos Aires no século 19, tornou-se bem diminuída, o papa jesuíta Francisco pode ter as ideias que lhe são atribuídas por Eco. Em todo caso, a decisão papal de canonizar Anchieta avaliza a imagem unilateral de defensores dos índios que os inacianos cultivam no Brasil, na Argentina e na América Latina. Na realidade, os jesuítas e a Igreja perpetuam uma hierarquia calcada no passado, mostrando-se pouco permeáveis às mudanças da sociedade brasileira. Como nas Forças Armadas e na Magistratura – os dois outros pilares do Império escravista –, os negros continuam sendo minoritários no clero brasileiro. O único estudo que conheço sobre o assunto, de autoria do padre Toninho (Antônio Aparecido da Silva), militante da causa negra na Igreja morto em 2009, é revelador. Conforme os dados do padre Toninho, a Igreja Católica no país contava em 2001 com 16 mil sacerdotes. Destes, 4.000 eram estrangeiros. Dentre os 12 mil brasileiros, apenas mil padres eram afrodescendentes – nos anos 1960, seu número não chegava a cem. Interpretação seletiva do passado, a imagem piedosa de santo Anchieta como protetor dos índios e apóstolo do Brasil
inteiro está em descompasso com a história de sua época. Está também em descompasso com a história de nossa época, engajada numa política afirmativa instaurada pelos Três Poderes da República para configurar a verdadeira imagem do Brasil inteiro; para dar mais re-
BRUNO MARON/cartum
presentatividade aos afrodescendentes, maior contingente populacional do Brasil. NOTA O número de padres afrodescendentes brasileiros consta de artigo do padre Toninho,
publicado no site dos missionários orionistas (Messagio di don Orione) em 2001. O artigo continua no site, mas os números relativos aos padres afrodescendentes sumiram. (Disponível em bit.ly/1jNAXh0) Citei esses dados na revista “Veja” em 25.jul.2001.
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3 A primeira guerra total Há cem anos começava o conflito até hoje nebuloso RESUMO A responsabilidade russa, as atrocidades do exército prussiano sobre os belgas, o assassinato do arquiduque e o jogo político na Europa são alguns dos temas explorados em diversos livros recentes que investigam a Primeira Guerra, conflito que, cem anos depois de seu início, permanece ainda pouco investigado.
MARCELO COELHO ILUSTRAÇÃO TATIANA BLASS
Ao contrário da Segunda Guerra Mundial – que se explica pelo nazismo –, tudo é obscuro
e controverso no conflito que foi de 1914 a 1918. A morte de ao menos 10 milhões de pessoas naqueles quatro anos parece ter sido um sacrifício inútil, causado não se sabe exatamente por que razão. Os resumos de escola se contentam em mencionar o assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, como o “estopim” da Primeira Guerra – que, em seguida, é desqualificada como um confronto entre potências imperialistas (França, Inglaterra, Rússia e, posteriormente, Itália e Estados Unidos de um lado; Alemanha, Império Austro-Húngaro e Império Otomano de outro). Sem despertar maiores torcidas no plano moral, o interesse pela Primeira Guerra termina diminuído na comparação com a luta dos Aliados contra Hitler e Mussolini; a complicadíssima crise de 1914 pode ser fascinante, mas tende a atrair, sobretudo, os fanáticos pelos jogos de geopolítica e pelas teorias das relações internacionais. Vários livros vão sendo editados no Brasil por ocasião do
centenário da Primeira Guerra, e podem mudar bastante essa percepção. Nenhum dos que serão comentados neste texto consegue superar “Os Canhões de Agosto”, clássico de Barbara Tuchman publicado nos Estados Unidos em 1962 e com tradução brasileira esgotada há bastante tempo. É que, ao contrário das interpretações correntes, a historiadora americana (1912-1989) não temeu os julgamentos morais – em seu livro, condena claramente a Alemanha –, sem sacrificar por isso a precisão e o ritmo fulgurantes da narrativa. Mesmo que seu ponto de vista se revele contestável à luz de pesquisas mais recentes – como a de Sean McMeekin, no ainda não traduzido “July 1914” [Perseus, R$ 72,30, 464 págs.; disponível também em e-books], que aponta para a responsabilidade russa na crise –, o livro de Barbara Tuchman é o melhor “estopim” emocional para quem quiser se envolver nas discussões sobre o conflito.
Militarismo Ainda que todos os participantes da Primeira Guerra tenham promovido atos hediondos – com monumental destaque para o genocídio armênio, que deixou pelo menos 1 milhão de mortos, empreendido pelos turcos a partir de 1915 –, mesmo antes de Hitler o militarismo prussiano acumula um currículo com o qual é difícil rivalizar. Os alemães foram os primeiros a utilizar gás venenoso na guerra, na segunda batalha de Ypres, em 1915. Antes disso, os franceses se limitaram ao gás lacrimogêneo. Logo os combatentes trataram de se proteger com máscaras de diversos tipos. Ao cloro letal, capaz de corroer o tecido dos pulmões, a tecnologia alemã acrescentou então o gás mostarda, que atua diretamente sobre a pele. Veio dos alemães a decisão de usar submarinos (indetectáveis à época) para atacar não só navios militares como também navios mercantes, a partir de outubro de 1914, e também transatlânticos de passageiros, como o britânico Lusitania, em
maio de 1915. O navio afundou em menos de 20 minutos, matando perto de 1.200 civis. Foram também os primeiros, na Grande Guerra, a lançar ataques aéreos contra a população urbana. Em agosto de 1914, nove habitantes da cidade belga de Liège foram mortos por bombas jogadas de um zepelim. Inicialmente vetados pelo kaiser, os bombardeios contra Londres viriam no começo de 1915. Numa incursão inútil ao litoral britânico, o almirante Von Hipper explodiu casas de veraneio e edifícios públicos em dezembro de 1914. Era o conceito de “guerra total”, ou “absoluta”, que se impunha sobre as populações europeias (embora tivesse precedentes mais antigos). Não mais se acreditava que um conflito entre países dependesse só de batalhas entre soldados; tratava-se de destruir todos os recursos econômicos, humanos e morais do adversário. Nenhuma dessas iniciativas alemãs teve efeito comparável, na opinião pública mundial, ao das famosas “atrocidades” (o
termo virou um lugar-comum) cometidas na Bélgica logo nos primeiros dias da guerra. Era tão grande a autoconfiança da máquina militar prussiana que os invasores nem sequer cogitavam uma possível resistência do pequeno país neutro. Os planos alemães previam passar pela Bélgica rapidamente, de modo a atacar a França pelo norte, evitando a linha de fortificações que protegia a fronteira leste francesa. Não se teve ideia melhor do que redigir um ultimato à Bélgica – que não tinha nada a ver com o que acontecia do outro lado da Europa, entre russos, sérvios, austríacos e alemães. O pequeno país do rei Alberto 1º tinha sua neutralidade garantida por um tratado internacional assinado em 1839, pela Prússia inclusive. O tratado? “Só um pedaço de papel”, na frase famosa do ministro alemão das Relações Exteriores, Theobald von Bethmann-Hollweg. Para assegurar a marcha até Paris, ele expediu uma carta aos belgas, prometendo não atacá-los e pagar por eventuais prejuízos.
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Preferindo resistir a anular-se como país independente, a Bélgica logo enfrentaria uma impiedosa devastação. Os alemães não duvidavam da própria superioridade militar, mas temiam a reação de francoatiradores. Em “Catástrofe - 1914: A Europa vai à Guerra” [trad. Berilo Vargas, Intrínseca, R$ 49,90, 704 págs.; R$ 29,90, e-book], do jornalista e historiador britânico Max Hastings, 68, alinham-se exemplos chocantes das retaliações do exército do “kaiser” sobre a população belga. Trata-se de um dos raros livros recentes a insistir na tese da culpa alemã, tese essa que teve seu auge na década de 1960 com as pesquisas do germaníssimo (e ex-nazista) Fritz Fischer (1908-1999), da Universidade de Hamburgo. Hastings conta que, em 5 de agosto de 1914 (dois dias depois de a Alemanha declarar guerra à França), dez moradores de uma aldeia belga, incluindo uma família de cinco pessoas, foram assassinados em resposta à morte de soldados alemães. Os 118 habitantes da vila de Soumagne foram mortos com tiros ou golpes de baioneta no dia seguinte. Os alemães avançaram até Liège: em 8 de agosto, como punição por atos de resistência, 850 civis foram executados, e 1.300 casas, destruídas pelo fogo. O pior aconteceria em Louvain, também na Bélgica, em 25 de agosto. Um incêndio acidental colocou os alemães em polvorosa. Invadiram casas, arrastaram moradores para a rua, espancaram-nos, fuzilaram-nos, e tiveram a ideia de incendiar uma das mais valiosas bibliotecas da Europa, com 300 mil volumes. Em seguida, impediram os bombeiros de agir, destruíram 2.000 edifícios e expulsaram 10 mil habitantes de suas casas, deportando 1.500 para a Alemanha. Casos semelhantes fazem parte, hoje em dia, da rotina de qualquer guerra; na
época, justificaram plenamente a imagem dos alemães como “bárbaros”, ou “hunos”, no vocabulário da propaganda britânica. Contra os 6.427 civis mortos pelos alemães em 1914, segundo Hastings, contam-se apenas 101 vítimas da população alemã na invasão russa da Prússia Oriental, no mesmo ano. O que explica tanto furor guerreiro? Hastings cita o texto de um polemista alemão em 1913, segundo o qual “a destruição impiedosa das forças inimigas é o objetivo mais humano que se possa ter, por estranho que pareça”. Havendo muita consideração pelo adversário, a guerra se prolongaria demais, com prejuízo para todos. Perspectivas Para encontrar perspectivas menos desfavoráveis aos alemães, é preciso fechar os livros de Barbara Tuchman e Max Hastings, cuja argumentação viemos seguindo até agora. “Os Sonâmbulos” [trad. Laura Teixeira Motta e Berilo Vargas, Companhia das Letras, R$ 69,50, 704 págs.; R$ 39,50, e-book], do britânico Christopher Clark, tem vários pontos de superioridade sobre “Catástrofe”. Concentra-se sobre os antecedentes históricos da Primeira Guerra, traçando com nitidez e verve a situação política, para lá de confusa, dos países envolvidos no conflito. Enquanto Hastings é sobretudo um historiador militar da velha guarda, apressando a narrativa da crise diplomática de julho de 1914 para contar em pormenor as batalhas travadas ao longo daquele ano, Clark ilumina a sequência de improbabilidades, cálculos errados e tensões involuntárias que iria desencadear o conflito. Evita o “jogo da culpabilização”, ou “blame game”, sempre tentador num desastre de tais dimensões. “A Grande Guerra foi uma tragédia, não um crime”, afirma na conclusão.
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Crime bárbaro Seja como for, o livro de Clark começa com um crime bárbaro e repugnante. Não se trata, ainda, do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando e de sua mulher. Para uma descrição sensacional do atentado, a melhor leitura em português está em “O Assassinato do Arquiduque: Sarajevo, 1914, e o Romance que Mudou o Mundo” [trad. Gilson César Cardoso de Souza, Cultrix, R$ 52, 400 págs.], de Greg King e Sue Woolmans. Mas o crime a que Clark se refere ocorreu em Belgrado, 11 anos antes. O rei Alexandre e a rainha Draga são acordados no meio da noite; é uma conspiração militar. Estão protegidos, nos aposentos reais, por uma pesada porta de carvalho – que uma carga de dinamite põe abaixo. O casal se esconde na rouparia. Em outras partes de Belgrado, o massacre toma livre curso; dois irmãos da rainha são apunhalados, o primeiro-ministro e o ministro da Guerra são executados à queima-roupa. Por fim, o rei e a rainha serão encontrados, mortos e esquartejados. Era o fim da dinastia dos Obrenovic, notável pela brutalidade. Toma conta do reino o representante da dinastia rival, de currículo não menos apavorante, mas seguindo um ideário supostamente liberalizante – e, principalmente, expansionista. Numa região pulverizada em pequenas nacionalidades, tentando emergir entre os destroços de dois impérios (o Otomano e o Austro-Húngaro), ganhava força o lema segundo o qual “onde há um sérvio, lá é a Sérvia”. O grupo que toma o poder após o assassinato de Alexandre
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e Draga tem apoio da Rússia, motivada não só por questões de identidade étnica – eram todos “eslavos” – mas também pelo afã de garantir o enfraquecimento de turcos e austríacos numa área de importância geopolítica fundamental até hoje. A saber, o lado oriental do Mediterrâneo e sua ligação com o mar Negro, capaz de prover a Rússia de portos incomparavelmente mais convenientes do que as águas geladas do norte europeu. Os assassinos de 1903, em especial o famigerado Dragutin Dimitrijevic, o Apis (chefe da organização secreta Mão Negra e também responsável pelo serviço de inteligência do Exército sérvio) dariam inspiração e recursos para que o jovem Gavrilo Princip, nascido na Bósnia, mas de origem sérvia, disparasse os tiros de Sarajevo. Do ponto de vista de hoje, marcado pelos atentados do 11 de Setembro, não chega a ser surpreendente que os austríacos tenham desejado reagir militarmente contra a Sérvia, cuja organização governamental estava implicada claramente em atos terroristas. Com notável isenção, Clark lembra que não deixavam de ser legítimos os interesses da Sérvia em aumentar seu raio de independência, em meio a minorias nacionais sob o jugo dos austríacos. Torre de Babel O regime do velhíssimo imperador Francisco José errou catastroficamente ao pretender punir a Sérvia. Seu Exército, uma torre de Babel de nacionalidades que mal e mal improvisaram um mínimo idioma alemão em comum, vinha acumulando derrotas durante todo o século anterior. Enquanto isso, a Rússia se armava e se modernizava, com entusiasmada assistência francesa.
Uma ação austro-húngara contra a Sérvia previsivelmente desencadearia uma represália russa. Sabendo disso, os austríacos enviaram à corte do kaiser, no começo de julho, uma missão encarregada de avaliar o apoio dos alemães à pretendida missão punitiva. Obteve da Alemanha o famoso “cheque em branco”, garantindo, nos termos da aliança entre os dois países, sustentação militar à invasão da Sérvia. Guilherme 2º esperava que os austríacos empreendessem uma “blitzkrieg” contra Belgrado, coisa que eles não estavam preparados para
DEFINIÇÃO
Um dos raros livros recentes a insistir na tese da culpa alemã, tese essa que teve seu auge na década de 1960 com as pesquisas do germaníssimo Fritz Fischer, da Universidade de Hamburgo. fazer. Grande parte do Exército, composto de camponeses, se preparava para a colheita do verão; quanto à metade húngara do sistema político dual do império, eram imensas as resistências a entrar em guerra. Clark, assim como faz Sean McMeekin em sua reconstituição, dia por dia, dos mal-entendidos e hesitações da crise, é excelente ao demonstrar que, dentro de cada país e dentro do espírito de cada uma das principais lideranças políticas, nada existia de unívoco. O kaiser tinha, com certeza, alguns parafusos a menos. Após um concerto, pegava o maestro pelo braço e lhe ministrava lições de música. Após receber um título
puramente honorífico da Marinha britânica (era neto da rainha Vitória), começou a pedir informações e dar palpites sobre a organização do poderio naval alheio. “Os Três Imperadores” [trad. Clóvis Marques, Objetiva, R$ 57,90, 600 págs.; R$ 29,90, e-book], da britânica Miranda Carter, faz a biografia conjunta, com algum excesso de fofocas familiares, dos primos George 5º (Inglaterra), Nicolau 2º (Rússia) e Guilherme 2º (Alemanha). No plano puramente estratégico, o soberano alemão tinha sempre uma proposta absurda: numa crise entre EUA e Japão, por exemplo, ofereceu ao presidente americano um destacamento militar para guardar a costa californiana. Enquanto os austríacos não invadiam a Sérvia, o medo passou a tomar conta de Guilherme 2º; cada dia de atraso tornava mais provável a mobilização russa em favor do pequeno país eslavo. Por que não desistir, então? Bem que o kaiser tentou, assim como Nicolau 2º do lado russo, mas a crise acabou chegando a um ponto em que a técnica (e os desejos) puramente militares tornavam difícil recuar. A diplomacia significava cada vez menos. É difícil, apesar das argumentações de Clark e de McMeekin, crer na sinceridade dos esforços, ou na acidentalidade dos erros, de um personagem como Bethmann-Hollweg, ministro das Relações Exteriores alemão. Cada passo inexplicável da diplomacia alemã pode ser visto como falha profissional, mas também como aposta no caminho de fazer a Rússia, e não a Alemanha, surgir como responsável pela beligerância. “Mygotovy!” Sem dúvida, a violência com que a Alemanha
desencadeou o ataque à Bélgica e à França só se justifica, do ponto de vista subjetivo, pelo fato de que se sentia efetivamente acuada por inimigos a ponto de querer destruí-los. A teoria de que a Alemanha estava “cercada” e que só desejava “um lugar ao sol” ganha argumentos no livro de Clark e, mais ainda, em “O Horror da Guerra” [trad. Janaína Marcoantonio, Planeta, R$ 89,90, 768 págs.], do escocês Niall Ferguson, pelo fato de que repetidas vezes a Inglaterra vetou empreendimentos comerciais alemães no Oriente e na África. É mais fácil ver, por outro lado, o que a França teria a ganhar na eventualidade de uma guerra (tratava-se de recuperar as regiões da Alsácia e da Lorena, perdidas para Bismarck em 1870), do que os benefícios à Alemanha. Se a Rússia quisesse entrar em guerra com Alemanha e Áustria em função de algum conflito balcânico, disse famosamente o francês Poincaré em 1912, “estamos prontos” a ajudar. Falou em russo: “Mygotovy!” A certeza de que a Rússia, com ajuda francesa, militarizavase cada vez mais foi um importante fator para o pensamento militar germânico. Melhor entrar em guerra agora do que mais tarde, raciocinava Moltke, o chefe do Estado-Maior alemão. Ele sabia que a guerra europeia, nas condições modernas, seria prolongada e destrutiva (ao contrário, seu equivalente francês, Joffre, apostava em cargas de cavalaria e baionetas no estilo napoleônico). Mesmo representando o “fim da civilização”, era uma realidade que teria de ser encarada. Trata-se de um bom exemplo daquele “pensamento trágico” tão ao gosto dos conservadores – de qualquer país, aliás. O debate sobre as responsabilidades de
cada um no morticínio é interminável. A bibliografia, mesmo em português, não cessa de aumentar. “Os Sonâmbulos”, de Clark, é o melhor da atual safra. “O Horror da Guerra”, de Ferguson, formula as perguntas cruciais sobre a guerra em seu conjunto (por que as pessoas lutavam? Houve entusiasmo da população? Que país era o mais militarista?), mas peca por certa extravagância nas respostas, com marcada antipatia pela posição inglesa no conflito. O excesso de estatísticas e notas torna mais trabalhosa, ademais, sua leitura. “Catástrofe”, de Max Hastings, combina história diplomática, narrativa militar e depoimentos de soldados e civis para traçar um quadro do primeiro ano do conflito, atento à voga da “história do cotidiano”, à técnica militar e à tendência recente de enfocar o desenvolvimento dos conflitos nas decisões individuais de seus protagonistas. O resultado é que o texto, apesar de muito claro, parece oscilar entre essas três perspectivas. A vida nas trincheiras e nas regiões assoladas pelo conflito é tratada de forma engenhosa em outro livro, “A Beleza e a Dor” [trad. Fernanda Sarmatz Åkesson, Companhia das Letras, R$ 62, 520 págs.], do sueco Peter Englund, que entrelaça histórias reais de pessoas de várias nacionalidades durante aqueles anos. Como texto de referência, algo como um verbete de enciclopédia bastante estendido, há ainda “A Primeira Guerra Mundial” [trad. Roberto Cataldo Costa, Contexto, R$ 69,90, 560 págs.], de Lawrence Sondhaus. Até o final deste ano do centenário da Grande Guerra, certamente mais coisa será lançada nesse horizonte, já tão cheio de clarões e de fumaça.
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Diário de Londres O MAPA DA CULTURA
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A greve da pipoca Cortes na ópera e salário de cinema
LEANDRO COLON
É crise para todo lado nos bastidores do entretenimento de Londres. Ameaça de greve aqui e corte na verba pública acolá. O turista talvez nem perceba num primeiro momento, mas por trás das cortinas o bicho está pegando. O mercado de cinemas, teatros e outros espetáculos corre risco de sofrer uma greve pesada nas próximas semanas, em pleno verão londrino. Não se assuste se trombar com um protesto no cinema, a pipoca esfriar ou o começo do filme atrasar. Tem crescido a manifestação pela valorização dos funcionários, a maioria jovens de até 25 anos, que ficam atrás do balcão, vendendo os quitutes, o refrigerante e os bilhetes. Fama A campanha ganhou corpo sobretudo após o apoio púbico de personalidades, como Russell Brand, Eric Cantona, Ken Loach e Mike Leigh. No mês passado, Cantona, exjogador francês e ator, tirou foto ao lado de manifestantes no histórico cinema The Ritzy, em Brixton. Ele havia visitado o local para promover seu documentário “Looking for Rio”. Uma petição a favor do “staff ” dos cinemas já colheu 7.000 assinaturas. A conta é a seguinte: o salário mínimo de Londres é estimado em 8,80 libras por hora, segundo a prefeitura. Os funcionários desses centros de entretenimento recebem, em média, até 1 libra a menos. Numa conta mensal, isso representaria uma perda de até 300 libras no bolso deles. É muito para os padrões da classe trabalhadora de Londres. Eles compararam o salário com a média do ingresso de uma sessão de cinema na cidade, que é de 15 libras (uns R$ 60) – a pipoca custa entre 5 e 8 libras. A Picturehouse, uma das maiores empresas de cinema do país, diz que ofereceu aumento de 4%, ainda abaixo do salário mínimo, e alega que o valor exigido só será possível se as metas de atendimento aos clientes forem atingidas. Na faca A crise foi temperada pelo golpe que atingiu em cheio o orçamento da Ópera Nacional Inglesa, uma das mais tradi-
cionais de Londres. O Conselho de Artes da Inglaterra anunciou no dia 2 de julho um corte de 5 milhões de libras (cerca de R$ 20 mi) por ano na verba da instituição; 30% do orçamento anual. A Royal Opera House, a outra tradicional casa londrina do gênero, também passou na faca e perdeu 555 mil libras anuais. A resposta do conselho: cabe agora a esses lugares, se quiserem, diminuir a sua agenda de espetáculos ou encontrar um novo modelo de negócio rentável. Ao todo, 58 companhias de teatro, dança e outros espetáculos foram excluídas do portfólio do conselho inglês, órgão que administra os recursos, abastecidos por meio de impostos e de dinheiro da loteria. Caiu de 682 para 670 o número de organizações beneficiadas – ao todo, a verba é de 340 milhões de libras por ano. O Museu de Londres, por exemplo, vai perder 19% de sua verba até 2018. E água fresca O presidente da Faculdade de Saúde Pública do Reino Unido, John Ashton, lidera um movimento para mudar a cultura de trabalhar cinco dias por semana e descansar dois. Para ele, o ideal para a saúde dos britânicos é diminuir um dia de serviço. Segundo ele, a “má distribuição” da força do trabalho tem causado muitos problemas de saúde na população, disse ao jornal “The Guardian”. “Devíamos nos mover nessa direção porque o problema que temos no mercado de trabalho é que há pessoas trabalhando pesado e pessoas sem emprego”, reforçou Ashton. Para ele, a redução de um dia de trabalho representará mais lazer, redução do stress e problemas de pressão sanguínea, entre outras coisas. Recente pesquisa apontou que 57% dos britânicos aprovam a ideia – para 71%, a mudança faria a Grã-Bretanha um lugar mais agradável de viver. Young readers Londres tem até setembro 50 bancos espalhados pela cidade com ilustrações de livros infantis. A ideia, de um grupo de artistas e escritores, é promover a leitura entre os jovens. Uma pesquisa feita em 2013 com 30 mil crianças de oito a 16 anos aponta que 53% delas apreciam “muito” os livros. Mas quase um terço delas dizem ter dificuldades em encontrar um livro que as interesse.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
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O penetra na MPB
São Paulo, 1973
A década de 1970 foi, sem dúvida, o melhor período para mim como músico, compositor e cantor. No ano de 1973, tudo aconteceu de forma muito intensa e especial, acima de qualquer previsão das mais otimistas. O lançamento do meu quarto LP não veio apenas confirmar que eu realmente estava fazendo a coisa certa, mas também mostrou o quanto o meu trabalho estava sintonizado com o tempo. O sucesso foi tão grande que levou diversas rádios a tocarem quase todas as faixas do disco – eram 12 –, com exceção de “Pílula (Uma Vida Só)”, que havia sido proibida. A minha imagem estava sempre estampada nas revistas e jornais, e minha presença
era praticamente obrigatória em programas de televisão. Eu era, como se costuma dizer, a bola da vez. A gravadora Phonogram, sob o comando de seu competente presidente André Midani, iria realizar três noites de shows no Palácio do Anhembi, em São Paulo, um projeto chamado “Phono 73”. A ideia do evento era reunir o elenco da gravadora com ênfase nos artistas da MPB em uma festa inesquecível. Eu fazia parte desse elenco, mas não constava da lista dos convidados, pois fazia um estilo mais popular, o que não combinava com as ambições do evento. Foi nesse cenário que recebi um telefonema de Midani me contando do interesse de Caetano Veloso em ter a minha participação ao seu lado no
palco do evento. Levei um tremendo susto, pois mesmo consciente de tudo o que vinha acontecendo, jamais havia passado pela minha cabeça a possibilidade de receber um convite como aquele. Ainda cheguei a questionar o porquê do convite ao presidente, mas ele me disse que deveria me encontrar com Caetano para discutir o assunto. Caetano passava uns dias no interior de São Paulo e, dessa forma, a gravadora colocou um avião particular a minha disposição para que nosso encontro acontecesse. Lá fui eu, do Rio de Janeiro até onde ele estava. Caetano e Dedé, sua esposa na época, foram me encontrar no pequeno aeroporto – não me recordo o nome da cidade – e nos dirigimos até a casa de amigos onde eles estavam hospedados.
Tive o prazer de conhecer uma pessoa gentil e muito educada, um artista a frente de seu tempo. Passei uma parte do dia ao seu lado tomando sucos, refrigerantes e café, toquei violão e mostrei algo novo. Foi quando fiquei sabendo que ele gostava da música “Vou Tirar Você desse Lugar”, tema que ele gostaria que cantássemos juntos. Perguntei como seria e, de uma forma simples, ele disse: “Você toca e canta a primeira parte, e eu entro no refrão”. Voltei para o Rio naquela mesma tarde e, alguns dias depois, desembarquei em São Paulo para me encontrar com ele e com toda aquela constelação de estrelas no Anhembi. Chegando lá, dei de cara com Chico Buarque, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Nara Leão, Jorge Ben, Gal Cos-
ta, Elis Regina e tantas outras feras. Eu já disse uma vez que, na minha opinião, a felicidade não existe, o que existe na vida são momentos felizes, e aquilo tinha tudo para ser um momento extremamente feliz. A intenção de Caetano era linda e pura. Porém, o público não pensou da mesma forma e terminaram rejeitando a minha presença na festa. Era como se eu fosse um intruso, um penetra, e fomos vaiados do início ao fim. Ou melhor, eu fui vaiado e o meu anfitrião ficou muito chateado, por isso não conseguimos fazer daquele momento um momento totalmente feliz. A plateia não soube aceitar, mas o clima nos bastidores era ótimo, valendo muito cada minuto ali, pelo menos para mim, que tive esse momento único: o Caetano e eu, por um instante, na “Phono 73”.
ACERVO PESSOAL
ODAIR JOSÉ
Caetano (esq.) e Odair José, no encontro para o ensaio em 1973
Caderno D
Plateia MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
plateia@emtempo.com.br
DIVULGAÇÃO
Exposições em cartaz até início de agosto (92) 3090-1042
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Faz parte do meu
show
Cuidados físicos e mentais são essenciais para que artistas de segmentos distintos da música possam exercer seu trabalho com competência
LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO
Zezinho Corrêa cuida da voz e do corpo para atuar com o Carrapicho
Luigi Zonny pratica malhação para dar conta da rotina de até três shows por noite
Exercícios respiratórios e muita disciplina auxiliam Dhijana Nobre na carreira de soprano
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eja para apresentar um show de MPB, ópera, forró, sertanejo ou rock, um artista precisa estar sempre bem física e mentalmente. Esse preparo é necessário, claro, para que a rotina de canto e dança no palco ocorra sem percalços como a falta de fôlego para soltar a voz ou um desgaste físico que fique evidente para a plateia. Ao longo de sua carreira, o cantor Zezinho Corrêa dedica-se a um trabalho solo e ao de vocalista do grupo Carrapicho. Neste último, costuma se movimentar bem mais durante os shows, que duram em média 1h45. “Eu sempre me preparei para me apresentar como um artista. Então, estudei dança, canto, atuação, cinema. No palco, eu queria cantar, dançar e interpretar”, afirma. Para cuidar da voz antes de um show, Zezinho diz que o principal é reservar um período de descanso. “Se amanhã terei que apresentar um show, então procuro ir para a cama cedo e dormir pelo menos oito horas”, conta. Ele revela também que evita exagerar em bebidas geladas e come uma maça ou pêra antes de subir no palco. “Não sei se é verdade, mas já ouvi dizer que comer essas frutas é bom para a voz”. Se um período de repouso é recomendado para a voz, o mesmo não vale para o físico. “O descanso para o corpo não é bom e tenho que me aquecer. Se durmo oito horas para cuidar da voz, logo de manhã eu me movimento bastante. Se o local do show for perto de casa tento ir caminhando”, afirma. Zezinho diz ainda que a prática de musculação é fundamental para o seu bom desempenho artístico. “Não malho para ficar forte demais, mas para me manter bem. Então, malho de segunda a sexta, durante duas horas, quando não estou com muito tempo, ou até três horas”. O cantor comenta também que não tem restrições em relação a alimentação por causa das calorias que perde nos shows do Carrapicho. E, ao final dessas apresentações regadas a muita dança, garante que nunca se sentiu cansado ou esgotado. Nem mesmo quando se apresentou num trio elétrico no município de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, durante cinco horas. “Era um show do Carrapicho e fui avisado com antecedência da duração. Então, me preparei em dobro”, conta. Para Zezinho, essa ausência de cansaço durante uma apresentação tem a ver também com a sua concentração, ao saber o tempo de show que vai ter que cumprir. Alto impacto Para a soprano Dhijana Nobre, físico e mente têm que estar bem para se dedicar aos espetáculos de ópera, que podem durar até quatro horas. “A cabeça tem que estar tranquila, tenho que dormir bem, cuidar
da saúde, me hidratar. Eu não bebo, não fumo, não costumo dormir tarde. O que faz um bom cantor é a disciplina”, analisa a artista. Dhijana considera o trabalho dos cantores de ópera um exercício de alto impacto e, para se preparar, costuma praticar caminhadas , alongamentos e exercícios respiratórios, estes a qualquer momento do dia. “Embora não pulemos em cena, somos como atletas de alto impacto. Além de cantar, nós atuamos, temos que usar perucas, figurinos pesados. A descarga emocional também é intensa. Depois dá um cansaço corporal e posso demorar a dormir, por exemplo”, comenta a soprano. Mesmo com essa atividade física necessária para uma apresentação lírica, a cantora observa que a sua voz permanece bem, graças à técnica utilizada, que auxilia ao longo das performances. “Depois de um espetáculo, basta ficar calada durante uma hora e fica tudo bem”. Até o momento, o maior desafio em cena para Dhijana foi a participação na montagem de “Lucia di Lammermoor”, no 18º Festival Amazonas de Ópera. “Geralmente, é uma peça montada como pocket show, mas em Manaus foi produzida na íntegra. Estive presente em todos os atos e, até agora, foi a minha maior demanda vocal e emocional”. Toda essa dedicação para o bom desempenho na carreira de soprano também tem auxiliado Dhijana na vida pessoal. “Eu tenho asma e o canto lírico me ajudou a combater esse problema porque os exercícios respiratórios são muito fortes”, comemora. Exercícios constantes Antes de se dedicar à carreira de cantor sertanejo, Luigi Zonny confessa que não mantinha uma rotina constante de exercícios físicos. Mas hoje, com 1 ano e meio realizando até três apresentações por noite, que duram em média duas horas cada, em diversas casas de shows, ele passou a se dedicar a uma rotina diária de duas horas de musculação com o acompanhamento de um personal trainer. “Malho direto há seis meses”, afirma. Os exercícios físicos facilitam a rotina de canto e dança nos palcos, e somente ao final do terceiro show de uma noite é que Luigi chega a sentir o cansaço físico. Ele conta que as atividades na academia o estimularam também a cuidar da alimentação. “Evito refrigerante, bebo muita água, suco de vez em quando e incluo no meu cardápio frango, ovo cozido e batata doce, por exemplo”, revela. Luigi garante que esses cuidados, além do aquecimento de voz que realiza antes de sair de casa para o local do show, ajudam a aguentar o ritmo de suas apresentações. “Até hoje, graças a Deus, sempre consegui me apresentar sem nenhum imprevisto. Afinal, seria constrangedor não dar conta de fazer um show”, comenta, bem-humorado.
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FOTOS: MAURO SMITH
Charles e Juliana Garcia circulando na cena social da cidade
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Projetos
A ótima Rosiane Lima em festa chic no Diamond Juliana Follmer e Alex Lisboa em noite de jantar high society
>> Nome . O competente Ramiz Braga Junior acaba de assumir novo cargo importante na Prefeitura Municipal de Manaus. . Ele é o novo subsecretário municipal de Governo, ao lado do competente Márcio Noronha, secretário da pasta. Ramiz tem uma passagem de sucesso na diretoria de administração e finanças da Semcom - Secretaria Municipal de Comunicação.
>> Sabor junino . No dia 26 de julho, a partir das 18h, a Companhia Athletica Manaus realizará mais uma edição do Arraiá Solidário Cia na Roça. . A festa será no estacionamento da academia no Studio 5 e será em prol do Educandário Gustavo Capanema. . A festa é free e terá Ricardo Lira e banda e Jardell Bentes como atrações. Também contará com barracas de comidas típicas, quadrilha improvisada com alunos e colaboradores, bingos, sorteios e brincadeiras para as crianças.
. A 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, entre os dias 22 e 27 de julho, contará com a apresentação de 21 projetos de acadêmicos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). . Além da divulgação de projetos, o evento contará ainda com a palestra do reitor da UEA, Cleinaldo de Almeida Costa, sobre projetos desenvolvidos na área de Telessaúde. . O reitor participará como palestrante da mesaredonda “A importância da Telemedicina num país de dimensões continentais”, que contará ainda com a participação do diretor do Serviço de Informática do Instituto do Coração (Incor), Marco Antônio Gutierrez, e do pesquisador da Universidade Central da Venezuela (UCV), Héctor Arrechedera. A palestra acontecerá no dia 24 de julho, das 13h30 às 16h, no bloco Geraldo G. Mesquita, do curso de enfermagem da Ufac. Na ocasião, serão divulgados os resultados dos investimentos do governo do Amazonas na área de Telessáude e Telemedicina.
>> Vitrine
O ator Sacha Bali, atração especial do evento de coroação da Miss e Mister Manaus 2014, no Paço Municipal, com coordenação do apresentador Waisser Botelho
>> A estrelada dermatologista Patricia Akel é a aniversariante deste domingo recebendo cumprimentos especiais da coluna. >> No jantar de quinta do Alentejo, mesa de conversa animada com Jorginho Pereira e Miriam Laredo e Marilena Perales. >> Na próxima terçafeira, na Magic Games do Manauara, 2ª Oficina Mini Chef organizado por Ingrid Fraxe.
>> Objeto de desejo . Uma das marcas mais importantes do fechadíssimo mundo das fabricantes de malas e bolsas com mais de cem anos em Paris, a Moynat lança nova coleção especial, mas sem alardes na mídia, como é o hábito de griffes que produzem produtos de altíssima qualidade. . Na foto, a bolsa “Rejane” de crocodilo azul, uma das peças-chaves da marca chiquérrima que as francesas e as iniciadas em alta moda, amam. Moynat é très chic!
>> Concorridíssimo na quinta-feira, o jantar árabe no Chez Charufe. Meia Manaus presente, conferindo o tempero especial da chef Charufe Nasser. >> Na segundafeira, Euler Ribeiro Filho estreia idade nova. Cumprimentos.
FESTAS
Danças folclóricas nos bairros Vários festivais folclóricos e arraiais julinos vão acontecer neste fim de semana, com apresentação de quadrilhas, cirandas, boi-bumbá, cacetinho e danças internacionais. As barracas de comidas típicas da época e parque de diversões completam o cenário das festas em bairros como Compensa, Alvorada, Tancredo Neves, São José 2, Santa Etelvina e Petrópolis. O coordenador do Festival Folclórico do Penarol, no bairro Petrópolis, Carlos Mota, conta que os festejos tradicionais da
época acontecem há 21 anos na comunidade e no ano passado atraiu cinco mil pessoas em cada fim de semana. “Sempre trazemos grupos folclóricos de outras cidades, além de Manaus. Danças de Manacapuru, Tefé, Novo Airão e até de Boa Vista se apresentam”, informa. Hoje, a atração musical é a banda “Forró Ideal”. O festival encerra no dia 27 de julho. A temporada de festas julinas do bairro Santa Etelvina iniciou sexta com disputa que promete agitar os grupos folclóricos de Manaus. Quadrilhas, cirandas e danças internacionais, entre outras, disputam às categorias regional, nacional e internacio-
PERFIL
Barracas de comidas típicas da época e parque de diversões completam o cenário das festas em bairros como Compensa, Alvorada, Tancredo Neves, São José 2, Santa Etelvina e Petrópolis nal até o dia 9 de agosto. No dia seguinte acontece a premiação dos vencedores com troféus e valores em dinheiro. A disputa das danças folclóricas que se apresentaram
no Campo do Centro Social Urbano (CSU) do Alvorada 2 encerrou ontem à noite e o anúncio das quadrilhas vencedoras do concurso será realizado hoje. Logo em seguida, a comemoração ficará por conta do grupo Rabo de Vaca. “Desde o dia 27 de junho, várias quadrilhas e outras danças folclóricas vem à nossa comunidade para mostrar seu trabalho. Vamos encerrar o festival com chave de ouro, satisfeitos com a organização”, declara um dos coordenadores da festa, Cosmario da Silva. O Centro Desportivo da Compensa (CDC), também é palco das atrações julinas. Além das
7º FESTIVAL FOLCLÓRICO DO TANCREDÃO
tradicionais danças, barracas de guloseimas e diversão para a criançada, várias bandas de forró marcam presença no local. Hoje à noite, a banda Xotizinho encerra o festival. Moradores do bairro Tancredo Neves vão poder prestigiar o último fim de semana do 7º Festival Folclórico do Tancredão. Hoje, bandas de forró agitam o evento, além de ser anunciada a dança vencedora da disputa de quadrilhas. Hoje tem disputa de swingueira no Festival Folclórico do São José 2 que iniciou no dia 4 e vai encerrar no próximo dia 27. A atração da noite é a banda Feras do Forró.
Quando Até o dia 20/7 Onde Campo da Liga Desportiva (rua Granito, 20, Tancredo Neves)
FESTIVAL DO CENTRO DESPORTIVO DA COMPENSA (CDC) Quando Até o dia 20/7 Onde CDC da Compensa (rua Belo Horizonte, 1.000)
FESTIVAL FOLCLÓRICO DO ALVORADA 2 Quando Até o dia 20/7 Onde CSU do Alvorada 2 (avenida L, 417) DIVULGAÇÃO
RENATA FÉLIX Especial EM TEMPO
SERVIÇO
FESTIVAL FOLCLÓRICO DO SÃO JOSÉ 2 Quando 18 a 20/7 e 25 a 27/7 Onde Campo de Futebol Waldir Moraes (Marginal, s/n São José 2)
FESTIVAL FOLCLÓRICO DO PENAROL Quando 18 a 20/7 e 25 a 27/7 Onde Campo do Penarol (rua Danilo Correa, s/n, Petrópolis)
FESTIVAL FOLCLÓRICO DO SANTA ETELVINA Quadrilhas, cirandas, boibumbá, cacetinho e danças internacionais estão inclusas
Quando 18 a 20/7, 25 a 27/7, 1º a 3/8 e 8 a 9/8 Onde Complexo Desportivo Amadeu Teixeira (avenida Amazonino Mendes, s/n, Santa Etelvina)
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‘De cara’ com o Revelação Estrutura do evento permite que o público fique bem próximo do grupo referência em pagode
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a noite do dia 9 de agosto, o grupo Revelação desembarca na capital amazonense para o show de despedida do cantor Xande de Pilares, na arena externa do Studio 5. A Fábrica de Eventos oferece os melhores lugares para o público. Quem ficar na Mesa Premium, ganha uma vista privilegiada, proximidade do palco, conforto e tranquilidade. A proprietária da Fábrica de Eventos, Bete Dezembro, lembra que na compra Mesa Premium, o acesso é liberado para a Área VIP, bem como, para todas as vantagens que o espaço oferece. “A Mesa Premium é formada por quatro lugares e acompanha uma garrafa Red Label. É possível juntar três amigos para fechar uma mesa e usufruir de todas essas vantagens. Todos terão acesso à Área VIP que, por sua vez, tem open bar até às 3h, palco alternativo com shows das bandas Vem K Sambar e Cuka Fresca”, disse. Para adquirir a Mesa Premium, basta se dirigir ao stand da Fábrica de Eventos, onde é possível escolher a mesa no mapa, visualizando a melhor localização.
Roda de Samba Além da despedida do vocalista Xande de Pilares, o show do Revelação em Manaus será uma oportunidade para o público conhecer de perto o novo vocalista do grupo, o Almirzinho. Para este encontro de sambistas , a festa merece uma grande estrutura. Portanto, serão três palcos, o exclusivo do Revelação, em formato 360 graus, e dois palcos extras: um para o público da Área VIP e outro para a pista. Os grupos locais Vem K Sambar e Cuka Fresca farão o “esquenta” no palco VIP e o Calçada do Samba e Nosso Caso irão se apresentar no palco pista. Os portões abrem às 22h, e às 22h30 as primeiras bandas sobem ao palco. “O público chega e já vai logo curtindo o show desses meninos que comandam as rodas de samba espalhadas pela cidade”, destacou Bete. Hoje, no Copacabana Chopperia, os fãs do samba e do pagode vão se esbaldar no esquenta oficial do grupo carioca Revelação. Ali, acontece a comemoração dos 3 anos do Pagodão do Copa. Serão 15 horas de música com as atrações: Grupo Cacildis, Cuka Fresca, Roda de samba especial do Nosso Jeitto,
Laura Abreu & Pagode dos Amigos, Calçada do Samba e o DJ Daniel Barreto. Das 15h às 19h o chopp será vendido a R$ 1. No palco, os músicos prometem um repertório com hits do Revelação. Entre as bandas que vão se apresentar no Copacabana, o Cuka Fresca e Nosso Caso irão fazer o pré show da atração nacional no dia 9 de agosto em Manaus. O encontro de hoje já é uma prévia do que será o show, além de ser a oportunidade do público ficar afinado com os sucessos do Revelação. Haverá sorteios de CDs e até ingressos para o show que irá marcar a despedida do vocalista Xande.
Almirzinho (à esquerda) em breve assume o posto do colega Xande
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SERVIÇO ESQUENTA DO REVELAÇÃO E ANIVERSÁRIO DO PAGODÃO DO COPA Quando: Domingo (20), a partir das 15h Onde: Copacabana Chopperia, avenida do Turismo. Quanto: R$ 20 por pessoa Informações: 8113-4266
SERVIÇO SHOW DO REVELAÇÃO 360º Quando: 9 de agosto Onde: Arena externa do Studio 5 Quanto e Pista: 1º Lote R$ pontos de 50 (estudante) / 2º vendas: Lote R$ 55 (Óticas Veja, Minds Idiomas, Sinhazinha. com, Bar Chopp Brahma (Aleixo) e loja da Fábrica de Eventos no Shopping Cidade Leste). Área VIP: 1º Lote R$ 120 (estudante) / 2º Lote R$ 130. Com open bar até às 3h. (Stand da Fábrica no Amazonas Shopping e loja da Fábrica no Shopping Cidade Leste). Mesa Premium: R$ 200 por pessoa (estudante), incluso 1 garrafa de Red Label. Com acesso à Área VIP. (Stand da Fábrica de Eventos do Amazonas Shopping).
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CRÔNICA
Onde estão os poetas do rock? PERFIL
Marco Antonio Ribeiro Produtor musical da webradio Garimpo Rock (radiogarimporock.com)
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stava eu preparando o especial do Dia Mundial do Rock e pensando o que eu incluir dos representantes nacionais no play list que pudesse cobrir pelo menos 50 anos de história do estilo. Dos gringos estava fácil. De Elvis Presley a The Strypes, passando por todos os dinossauros sagrados. Quando chegou a vez do Brasil, empacou nos anos 80. O que surgiu depois de Cazuza, Renato, Lobão ou até mesmo de Arnaldo? Fiquei assustado por perceber que as novas gerações estão cada vez mais pobres em palavras. Não é papo de um velho hippie não. Preste atenção e analise. Fazendo uma varredura mental dos últimos 30 anos do pop nacional, percebi que sou um privilegiado por ter pertencido a (aparentemente) última geração de grandes letristas brasileiros. Depois dessa dura reflexão, saí para dar uma volta de carro e sintonizei uma rádio de flashback que tocava “Nada a Declarar” (Ultraje a Rigor), que diz o seguinte: “Eu tô sentindo que a galera anda entediada / Não tô ouvindo nada, não tô dando
risada / E aí, qual é? Vamos lá, moçada! / Vamos mexer, vamos dá uma agitada! / Esse nosso papo anda tão furado / É baixaria, dor de corno e bunda pra todo lado / Eu quero me esbaldar, quero lavar a alma / Quem sabe, sabe e quem não sabe bate palma / E pra celebrar a nossa falta de assunto / Vamos todo mundo cantar junto”. Pensei com meus botões que não existem nas minhas camisetas: é um sinal! Olha que eu tinha certa inveja das gerações anteriores. Lembro que no auge da new wave brazuca, quando tocavam exaustivamente nas rádios, bandas como Dr. Silvana e Cia, Titãs (da primeira fase), Absynto, Inimigos do Rei e outras bobagens, eu sentia até vergonha. Preferia Raul Seixas e os punks ingleses. Daí eu ouvia/via aquelas coisas nas rádios, na TV (Chacrinha, Clip Clip, Mixto Quente) e pensava como eram felizardas as pessoas que viveram a época dos festivais, com Chico, Caetano, Vandré, Gil e tantos outros no auge da criatividade. No entanto, o tempo passou e o joio foi separado do trigo. Ficaram Cazuza, Rena-
to Russo, Humberto Gessinger (sim, porque não?), Júlio Barroso, Paulo Ricardo, Lobão, Roger Moreira, Herbert Vianna, Marcelo Nova e até os caras do Titãs, que colavam o ouvido no radinho de pilha no início carreira mas que perpetraram álbuns fundamentais, com letras poderosas. Esses caras faziam a gente pensar e entender o que se passava naquela conturbada (e feliz) década quando ainda havia censura e regime militar, mas também havia criatividade. Hoje, mesmo olhando no espelho e me sentindo velho e acabado, sinto muito orgulho de pertencer à geração que lia livros (aquelas coisas com páginas de papel, capa, etc.), se deleitava ouvindo discos de vinil, mesmo com todo o “esforço físico” de levantar para trocar o lado da bolacha, colecionava gibis, marcava com os amigos a hora sagrada de assistir aos parcos programas de música que existiam (e isso valia para os desenhos toscos, Sítio do Pica Pau Amarelo, Batman e Agente 86) e tantas outras coisas legais que ajudaram a formar a cultura
pop da geração que nasceu na década de 60. Não me entendam mal. Não sou contra o progresso, mas apelo pro bom senso. Na geração da internet, pouco se cria e muito se copia. E é aquela cópia sem cor, sem vida, que já foi reproduzida zilhões de vezes. Dificilmente a gurizada de hoje, daqui a uns 20 anos, não vai poder dizer o que digo agora. Está tudo muito frouxo, sem conteúdo. Parece papo de velho ranzinza? Não, não é. Os quarentões do pop ainda dão conta do recado e enchem as casas de shows. Dinho Ouro Preto, Frejat, Herbert, Titãs (de novo) continuam em alta e (pasmem), se mantêm como referência. Não é surpresa nenhuma dizer que Renato Russo, morto há quase duas décadas, é o um dos compositores mais citados pela gurizada que procura conteúdo em música. E é mesmo. Isso que dizer que há mais de 10 anos não surgiu nada de relevante na indústria pop nacional. Triste.
Não sou contra o progresso, mas apelo para o bom senso. Na geração da internet, pouco se cria e muito se copia. E é aquela cópia sem cor, sem vida, que já foi reproduzida zilhões de vezes”
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo BANDSPORT
Layout Aí está, com exclusividade, o layout dos novos estúdios do BandSports. Há o desejo de concluir essa obra, com todas as instalações necessárias, entre 3 e 4 meses. Reprise O programa “Jogo Aberto”, da Renata Fan, que a Band aberta apresenta, diariamente a partir das 11h, terá uma reprise na faixa da tarde do BandSports. E o mesmo vai acontecer com “Os Donos da Bola”, uma edição nacional, compilando tudo que foi levado ao ar nos programas locais, na hora do almoço. Vai em frente Patrícia Abravanel pretende continuar gravando o “Programa Silvio Santos” até meados de agosto e depois se afastar.
REGI
O rasante da cegonha, com o Pedro a bordo, deve acontecer na primeira quinzena de setembro. Rodízio O SBT terá vários artistas se revezando no “Jogo dos Pontinhos”, durante a licençamaternidade da Patrícia. A ideia, portanto, é não fixar ninguém. Mas também já se dá como certo que Alexandre Frota, que já apareceu por lá algumas vezes, estará entre eles. Que fôlego Quando se diz que Tatá Werneck faz mil coi-
sas ao mesmo tempo, não é exagero. Além do trabalho na TV, ela continuará envolvida com as filmagens de “Loucas Pra Casar” até 16 de agosto, ao lado de Márcio Garcia, Suzana Pires e Ingrid Guimarães, entre outros. Não é ele O pessoal de “Império” anda estranhando o comportamento de Alexandre Nero nos bastidores da novela. Já não é o mesmo de outros carnavais. Será o “peso” de fazer um protagonista de novela das nove? Deve ser.
• A audiência da ESPN Brasil cresceu 145% no primeiro semestre de 2014 - de 1º de janeiro a 30 de junho... • ... Com este resultado ficou em segundo lugar entre os canais esportivos, atrás apenas do SporTV. • Internamente, “Império”, já faz sucesso dentro da Globo... • ... Quem assistiu ao seu primeiro capítulo garante que a novela vem para arrebentar • Cléo Pires, após “O Caçador”, volta as suas atenções para o cinema... • ... Ela já está envolvida com o policial “Boletim de Ocorrência” e, a partir de novembro, será a vez de “Qualquer Gato Vira-Lata - 2”. • Carol Castro, ainda sem um novo trabalho na Globo, depois de “Amor à Vida”, também fecha com o cinema... • ... Na próxima semana, ela inicia participação nas filmagens do longa de ação “E.A.S”, que também reúne Humberto Martins e Murilo Rosa.
‘O Rebu’ espanta a concorrência A qualidade apresentada por “O Rebu” repercute também na concorrência da Globo e, ao mesmo tempo, já provoca uma certa preocupação nos seus programadores. Acabou se concluindo, em meio a tantas críticas favoráveis, que o melhor é evitar um confronto. O detalhe é que setembro, pelo menos em se tratando de Globo, será outro mês repleto de novidades, prometendo novas complicações, em função das várias estreias programadas.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini É o primeiro domingo pósCopa, com Band e Globo, particularmente, retomando as suas programações normais deste dia. Inclusive com transmissão do campeonato brasileiro. Dirigido por Fernando Hiro, com roteiro de André Piunti e Celso Lobo, o quadro “Bem Sertanejo”, com Michel Teló, estreia hoje no “Fantástico”.
Márcio Braz* E-mail: plateia@emtempo.com.br
Gosto se discute sim!
MÁRIO ADOLFO
GILMAL
ELVIS
Um dos consensos mais famosos e difundidos na humanidade é o de que o gosto é matéria de foro íntimo. É comum encontrarmos numa mesa de bar, um amigo bradando aos quatro ventos que “gosto, todo mundo tem um”. O gostar para muitos indivíduos é tanto assimilativo quanto castrativo, ou seja, você pode em certo comentário encontrar alguém do mesmo gosto, que comungue da mesma opinião, ou simplesmente se deparar com aqueles que o rejeitam. No âmbito das políticas culturais ou das artes, duas áreas onde a ideia do gosto, transformada em políticas públicas - em mãos erradas pode gerar um desconforto ou até mesmo o uso de modo irresponsável - é onde mais estão sendo utilizados os padrões comuns de “esta peça teatral é ruim”, “que música chata” ou “esta banda não tem nada a ver com a Zona Leste”. Mas acontece que um sociólogo de nome Pierre Bourdieu (1930 – 2002) a partir de sua sociologia reflexiva decidiu contestar esta “máxima”. Para Bourdieu, o gosto se discute sim, e este é gerado no seio da família e da escola e é um dos mecanismos de hierarquização e de identificação da sociedade. O indivíduo, portanto, é treinado para gostar. Gostar de artes plásticas, por exemplo, não pode simplesmente ser fruto de um deleite do acaso, de forma vazia e sem sentido. A tradição do gosto reivindica estratégias e métodos de assimilação. Logo, para implementar o famoso programa de “formação de plateia”, texto comum em muitas tentativas de políticas culturais, não bastar ofertar uma programação cultural vasta se a plateia não
tem formação para assisti-la. Para gostar de tais atividades ela precisa conhecer e ser preparada, e é por isso que a parceria entre cultura e educação é sempre importante para o desenvolvimento intelectual do cidadão. Ao contrário do que muitos críticos dizem, Bourdieu não sugeriu apenas que a família e a escola fossem as únicas instâncias de formação do gosto. A televisão e a grande mídia também cumprem papel essencial neste processo, assim como as novelas e os filmes. Pierre Bourdieu se mostrou surpreso ao ser convidado, certa vez, a participar de um programa de televisão na França em que ele falaria “contra” e outro participante falaria “a favor” de determinado tema – parecido com o que acontece, muitas vezes, no programa da Globo News, “Entre Aspas” - mas a produção não compreendia que ele poderia recusar o enfrentamento e até concordar, ressaltar algum aspecto, ratificar ou retificar algum argumento. A atuação no campo político constitui-se no caso mais emblemático. As matérias veiculadas na imprensa, com as exceções isoladas e de praxe, confundem o ofício do jornalista com o de uma secretária, responsável pela confecção de ata de reuniões e transmissão de recados. Ao invés de privilegiarem o confronto entre os argumentos dos políticos e dos seus respectivos partidos, o móvel do debate, acabam por assediar o confronto entre os políticos criando uma visão particular deste campo que, por sua vez, ainda com Bourdieu, “encontra seu princípio na estrutura do campo jornalístico e nos interesses dos jornalistas que aí vão se engendrando”.
Márcio Braz* *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural
Para Pierre Bourdieu, o gosto se discute sim, e este é gerado no seio da família e da escola e é um dos mecanismos de hierarquização e de identificação da sociedade”
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Programação de TV
DIVULGAÇÃO
SBT 5h - Jornal Da Semana 6h - Igreja Universal 7h - Brasil Caminhoneiro 7h30 - Planeta Turismo 8h30 - Vrum 9h - Sorteio Amazonas Da Sorte 10h - Domingo Legal 14h - Eliana 18h - Roda A Roda Jequiti 18h45 - Sorteio Da Telesena 19h - Programa Silvio Santos 23h - De Frente Com Gabi 0h - Nikita 1h - Alvo Humano 2h - Pessoa De Interesse 3h20 - Big Bang 4h - Igreja Universal
BAND
GLOBO
5h - Tartarugas Ninja 6h - - Popeye 6h30 - Santa Missa No Seu Lar 7h30 - Sabadão Do Baiano 8h - - Power Rangers + Popeye 9h30 - Popeye 9h45 - Informercial – Polishop 10h15 - Power Rangers – Zeo 10h45 - Verdade E Vida 11h - Irmão Caminhoneiro – Boletim 11h05 - Pé Na Estrada 11h30 - Band Esporte Clube 12h - Fórmula Truck 13h30 - Band Esporte Clube 14h - O Grande Momento Do Futebol 14h30 - Futebol 2014 – Ao Vivo 16h50 - 3º Tempo 19h - Só Risos 20h - Polícia 24h 21h - Pânico Na Band 0h - Canal Livre 1h - Fórmula Indy - Compacto 1h55 - Show Business 2h45 - Popeye 3h - - Igreja Universal
4h34 - Santa Missa 5h35 - Amazônia Rural 6h05 - Pequenas Empresas, grandes Negócios 6h40 - Globo Rural 7h35 - Mundial de Fórmula 1 Grande Prêmio da Alemanha 9h45 - Auto Esporte 10h05 - Esporte Espetacular 11h40 - Esquenta 13h - Temperatura Máxima - PEQUENOS ESPIÕES 4 15h - Campeonato Brasileiro - INTERNACIONAL X FLAMENGO 17h - Domingão do Faustão 19h45 - Fantástico 22h06 - 24 Horas 23h26 - Domingo Maior - O GUARDIÃO 1h02 - Sessão de Gala - A TEMPESTADE 2h55 - Corujão - CLOCKSTOPPERS - O FILME 4h25 - Série
RECORD 5h – Santo Culto Em Seu Lar 5h30 – Desenhos Bíblicos 7h – Desenhos Bíblicos 8h30 – Record Kids – Pica Pau 9h – Amazonas Da Sorte 10h – Domingo Show 14h15 – Hora Do Faro 18h20 – Domingo Espetacular 22h15 – Tela Máxima 0h15 – Programação Iurd
Marília Gabriela entrevista o escultor Edgar Duvivier e seu filho Gregorio Duvivier
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Você se empolga com alguma variação ou mudança em suas relações, mas veja se elas têm base. Aperfeiçoar a comunicação é fundamental para estabelecer boas relações. TOURO - 20/4 a 20/5 É tempo de crescer no trabalho, mas com os pés no chão da realidade. As condições materiais podem ajudar bastante para você projetar novas atividades de trabalho. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Você se empolga com a vida e quer fazer crescer a expressão amorosa. É realmente um momento de expansão das experiências amorosas, mas dentro de sua maneira de ser. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Os deveres para com a família se impõem. Você terá que levar benefícios ao seu lar, em nome das necessidades de todos. Você salta por sobre dificuldades para ajudar a família. LEÃO - 23/7 a 22/8 Bom momento para estudos e atividades intelectuais, culturais e artísticas. Você se interessa e entusiasma por ideias e projetos futuros. Dedique-se ao que vale a pena. VIRGEM - 23/8 a 22/9 O crescimento financeiro está em função das condições profissionais. Estas abrem os caminhos para construir uma nova e melhor situação material e financeira para você. LIBRA - 23/9 a 22/10 Sua conduta deverá estar inteiramente dentro dos valores morais e do princípio de integridade que lhe é instintivo. É fundamental agora ser fiel a si próprio e a seus valores. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Você quer resolver problemas e superar velhos obstáculos. Contudo, isso dependerá muito mais das pessoas com quem se coloca em contato, do que propriamente de você. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Forte entusiasmo e sentimentos vigorosos capturam sua imaginação Veja se tudo isso corresponde à realidade. Relacionar-se exige agora um bocado de sentido realista. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 As ações no trabalho, em especial se visam expandir sua atividade, devem obedecer estritamente às condições da realidade imediata. Coloque os pés no chão para andar. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Sua expressão pessoal, apesar de estar em fase expansiva, agora precisa ser muito realista, em especial no campo dos valores e princípios éticos que lhe guiam. PEIXES - 19/2 a 20/3 Os acordos e compromissos devem ser claros e bem delineados. A boa base emocional em seus relacionamentos depende de ser justo e equilibrado no que é partilhado.
Cinema
Cruzadinhas
PRÉ-ESTREIA
Planeta dos Macacos – O Confronto: EUA. 12 anos. O filme é a continuação direta do remake “Planeta dos Macacos: A Origem” (2011). Seguirá a trajetória do macaco Caesar (Andy Serkis) 15 anos após a revolução animal ocorrida no primeiro filme. Desta vez, o animal deve enfrentar um grupo organizado de seres humanos sobreviventes, que planejam reconquistar o domínio do planeta. Cinemark 3 – 20h10 (3D/dub/exceto quarta-feira), Cinemark 5 – 21h30 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 20h40 (3D/leg); Cinépolis Ponta Negra 4 – 20h45 (3D/leg/diariamente); Kinoplex 5 – 21h (3D/dub); Playarte 1 – 20h35 (3D/dub/diariamente),
ESTREIA O Poderoso Chefão: EUA. 14 anos. Em 1945, Don Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma mafiosa família italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar várias pessoas, realizando importantes favores para elas, em troca de favores futuros. Porém, uma máfia rival resolve levar o tráfico de narcóticos para Nova York e Don Corleone não facilita essa entrada, nem com ajuda policial, nem política. A família Corleone passa então a sofrer atentados e seu filho Michael, um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial decide ajudar seu pai protegendo seu legado. Cinemark 3 – 12h30 (dub/somente domingo), 19h30 (dub/somente quarta-feira), 23h55 (dub/somente sábado).
CONTINUAÇÕES Juntos e Misturados: EUA. 10 anos. Cinemark 8 – 13h, 15h40, 18h20, 21h (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 4 – 13h40, 16h20, 19h, 21h50 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 13h, 15h30, 18h30, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 14h50, 17h50, 20h50 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 13h45, 19h45 (dub/diariamente), 16h45, 22h35 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 22h (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 15h50, 18h20, 21h10 (dub/diariamente), 13h10 (dub/somente sábado e domingo); Playarte 6 – 13h40, 16h, 18h20, 20h50 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). A Marca do Medo: EUA. 14 anos. Cinemark 2 – 22h25 (dub/diariamente). Aviões 2 – Heróis do Fogo ao Resgate: EUA. Livre. Cinemark 1 – 12h, 14h10, 16h20 (dub/diariamente), Cinemark 5 – 11h05, 13h10, 15h15, 17h20, 19h25 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 12h40, 14h40, 16h40, 18h40 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 5 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 12h30, 14h45 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 4 – 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 14h15, 16h15, 18h15, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h50, 18h50 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 13h, 18h30 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 12h30, 14h30, 16h30 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 (dub/diariamente); Kinoplex 5 – 15h, 17h, 19h (dub/diariamente), 13h (3D/dub/somente sábado e domingo). O Espelho: EUA. 14 anos. Playarte 1 – 14h, 16h10, 18h20 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). Transformers - A Era da Extinção: EUA. 12 anos. Cinemark 4 – 13h40, 17h10, 20h40 (dub/diariamente), Cinemark 6 – 11h10, 14h40, 18h10, 21h45 (dub/diariamente), Cinemark 7 – 12h40, 16h10, 19h40 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 1 – 14h10, 17h40 (3D/dub/diariamente), 21h10 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 6 – 15h20, 18h50, 22h20 (leg/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 13h30, 17h, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 14h40, 18h20, 21h40 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 16h50, 20h45 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 6 – 12h20, 15h50, 19h20, 22h50 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 22h25 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 2 – 13h10, 16h50, 21h35 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 15h (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 18h45 (3D/dub/diariamente), 22h15 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h15, 21h15 (dub/diariamente), 17h45 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 18h15, 21h45 (leg/diariamente); Kinoplex 3 – 14h, 17h20 (dub/diariamente), 20h40 (leg/diariamente), Kinoplex 4 – 20h20 (dub/diariamente). Um Plano Brilhante: EUA. 12 anos. Playarte 2 – 18h30, 20h30 (leg/ diariamente), 22h30 (leg/somente sexta-feira e sábado). Transcendence: EUA. 12 anos. Playarte 8 – 13h40, 16h05, 18h30, 20h55 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado). Como Treinar o Seu Dragão 2: EUA. Livre. Cinemark 2 – 12h30, 15h,
17h30, 20h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 15h, 17h30 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 7 – 13h30, 16h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 13h15, 15h45 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 13h30, 15h50 (dub/ diariamente); Playarte 3 – 12h40, 14h50, 17h, 19h10, 21h20 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h (dub/diariamente), 22h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). A Culpa é das Estrelas: EUA. 12 anos. Cinemark 3 – 11h, 14h (dub/exceto domingo), 17h05 (dub/exceto quarta-feira); Cinépolis Millennium 7 – 19h50, 22h30 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 21h10 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 22h30 9dub/diariamente), Cinépolis Plaza 8 – 14h, 17h, 20h10 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 20h (dub/diariamente), 17h (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 18h10, 20h55 (dub/diariamente); Playarte 5 – 13h15, 15h50, 18h25, 21h (dub/diariamente), 23h35 (dub/somente sextafeira e sábado). Malévola: EUA. 10 anos. Cinemark 1 – 18h30, 20h50 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 2 – 13h10, 15h50, 18h, 20h25 (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 13h40, 15h45, 18h (dub/diariamente). Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou: BRA. 14 anos. Playarte 7 – 12h35, 14h45, 16h55, 19h05, 21h15 (diariamente), 23h25 (somente sextafeira e sábado). No Limite do Amanhã: EUA. 12 anos. Playarte 9 – 13h40, 16h, 18h20, 20h40 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado). X-Men – Dias de um Futuro Esquecido: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 5 – 21h20 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 18h10, 21h (dub/diariamente); Playarte 2 – 13h30, 16h (leg/diariamente); Playarte 10 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h20 (dub/diariamente), 22h50 (dub/somente sexta-feira e sábado).
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MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014
No badalado vaivém estrelado do JH Studio, no Vieiralves: Janice Honorato e Rafael Campos
::::: Em pauta
Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
::::: Sala de espera Iolandinha Oliveira, Zayra Hauache, Bi Garcia e Marilena Corrêa estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.
::::: Cidade anfitriã Os diretores e representantes de empresas estatais de processamento de dados de todo o país participam, nos próximos dias 24 e 25, no Quality Hotel Manaus, da 93ª Reunião do Fórum de Diretores Administrativos e Financeiros da Abep. O encontro é uma realização da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação. Esse é o principal evento de interação das empresas estatais de Tecnologia da Informação, do Brasil. Segundo a diretora administrativo-financeira da Prodam, Léa Macedo, quatro soluções desenvolvidas pela empresa serão apresentadas durante o evento.
::::: Début Neste mês de julho, a Shizen Veículos, concessionária oficial Honda de Manaus, completa 15 no mercado de automóveis. Desde 1999, a empresa – que faz parte do Grupo Simões – vem conquistando seu espaço oferecendo serviços diferenciados como o Express Service, voltado para a assistência técnica ágil e eficiente, que pode ser acompanhado pelo proprietário do veículo, garantindo transparência.
Hoje, acontece a partir das 18h, o “Arraial do Amor”, no Parque do Idoso. A renda do auê caipira será revertida para as obras sociais do Abrigo Moacyr Alves, Casa do Caminho Simão Pedro, Casa da Santíssima, Lar Francisco de Assis e Centro Espírita Tomás de Aquino. Portanto, vale a visita. O ex-secretário da Semcom, o competente jornalista Eduardo Gomes, foi bastante cumprimentado pelo seu niver – ontem. A Editora e Livraria Valer e o Sesc Amazonas convidam para conferir o lançamento do livro “Contos que não mais contarei” de Cacilda Barboza. Quando? No próximo dia 25, às 19h, na sede da Henrique Martins.
vista para o setor teatral da cidade, viu? O primeiro grande evento não esportivo na Arena da Amazônia já tem data para acontecer. O furacão Ivete Sangalo pilotará o megaevento, no dia 22 de agosto, dividindo o palco com Saulo, Luan e Forró Estilizado. Hoje, Ivania Neves e Hugo Levy comandam almoço regional no chique apartamento do Garden Club. Só para os mais íntimos. A partir de amanhã, o Tropical Manaus Ecoresort será a sede oficial da Segunda Conferência Internacional sobre a Condição e o Futuro dos Grandes Rios Mundiais (World Large Rivers Conference). A primeira versão do evento aconteceu em Viena, em 2012.
DIVULGAÇÃO
Futebol Também em cartaz até o início de agosto, no Palácio Rio Negro, “O Brasil na Copa” é uma mostra dos fotógrafos Fernando Clark e Ricardo Fe-
Pessoal Na Galeria do Largo, dividem as atenções do público os artistas plásticos Zeca Nazaré e Nelson Falcão. O primeiro assina a exposição “Meu Universo Visual” e traz uma visão pessoal da Amazônia por meio de esculturas, impressões digitais, instalações e objetos diversos. De Nelson Falcão, “Onde Nascem os Mitos” também é centrada na região amazônica e inclui duas instalações (formadas por vídeos, folhas secas e aromas típicos da região) e 11 obras produzidas com as técnicas de óleo sobre tela, acrílico sobre tela e pastel seco.
::::: Julino do bom No próximo dia 26, a Companhia Athletica Manaus pilotará o badalado “Arraiá Solidário Cia. na Roça com Ricardo Lira e banda mais Jardell Bentes. O estacionamento do Studio 5 se transformará em um verdadeiro festão julino com muito milho, paçoca, fogueiras e quadrilhas. Tudo muito divertido e com tom beneficente em prol do educandário Gustavo Capanema. Agende, a entrada é gratis.
Fotos e pinturas compõem a mostra “Ciclos de Modernidade”
ENDEREÇOS Centro Cultural Palácio da Justiça Onde: avenida Eduardo Ribeiro, 833, Centro Palácio Rio Negro Onde: avenida 7 de Setembro, 1.546, Centro Galeria do Largo
Paulo Ferreira e sua Mônica em noite divertida no Le Rêve
::::: Bambinos O momento do desfralde é uma fase nova, tanto na vida das crianças como na dos pais, e pode vir acompanhado de muita expectativa e ansiedade, mas também pode ser encarado com bom humor e diversão. Para ajudar neste processo a editora Salamandra acaba de lançar os livros “O pirata Pedro e seu penico”, para os meninos, e “A princesa Polly e seu penico”, para as meninas, de Andrea Pinnington. Fabiana Bandeira de Melo Moraes com a tia Patrícia Akel formando dupla das mais festejadas e competentes da cidade
Exposições com temas variados res. Eles percorreram mais de 20 mil quilômetros, de Norte a Sul do país, para registrar cores, pessoas, crenças e tradições que ajudam a desvendar alguns dos segredos desta complexa questão. A exposição é fruto do livro homônimo que a dupla lançou em 2013 e, em Manaus, a mostra conta com a participação especial dos fotógrafos locais Afrânio Ribeiro, Carlos Navarro, Jefferson Rebelo, Lula Sampaio e Roumen Koynov. Outro projeto com foco no futebol é “No Mundo da Bola”, que pode ser conferida na Casa das Artes (largo São Sebastião, Centro) até 30 de agosto. A exposição reúne obras de Eli Bacelar, Marius Bell, Téo Braga, Homero Amazonas, Nonata Silva, Nilce Cleide e Lula Sampaio para mostrar como o futebol é visto por artistas da região. Uma variedade artística pode ser conferida ainda no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, que abriga a exposição “É do Brasil”, formada por peças de artesãos locais e do acervo do governo do Estado.
A conclusão da BR-319 e a implantação de um novo porto compatível com a movimentação de cargas no Amazonas estão entre as propostas que serão apresentadas pela classe empresarial aos candidatos ao governo do Estado nas eleições deste ano. O documento final, alinhavado em cinco temas principais, foi elaborado pelas coordenadorias operacionais da Fieam e apresentado às lideranças da indústria reunidas na sede da instituição, na última quinta-feira.
Adriana Cidade e Vandex Alvino estão em Sampa cumprindo agenda de compromissos da Tribus Produções e Eventos. Novidades a
ROTEIRO
Diversas exposições artísticas entraram em cartaz para o período da Copa do Mundo da Fifa, na programação “Amazonas de Todas as Artes”, e continuam abertas para a visitação. É o caso da mostra “Amazônia, Ciclos de Modernidade”, no Centro Cultural Palácio da Justiça até o dia 3 de agosto. Por meio de obras audiovisuais, fotográficas, de artes plásticas e de artesanato, são exibidos mais de três séculos de representações do imaginário da região. O ponto de partida dessa exposição, cuja curadoria é do crítico Paulo Herkenhoff, é o iluminismo pombalino e exibe as transformações promovidas pelo Marquês de Pombal no auge na Época das Luzes, datada do século 18. O Ciclo da Borracha é representado por meio de obras do artista plástico Hélio Melo e documentos fotográficos de George Huebner, Pierre Verger, Silvino Santos e Marcel Gautherot, com fotos de Manaus dos anos de 1940. Essa época apresenta ainda obras de artistas amazonenses como Manoel Santiago, Rita Loureiro, Jair Jacqmont, Óscar Ramos, Sérgio Cardoso e Otoni Mesquita. O projeto “Amazonas de Todas as Artes” é uma série de atividades promovida pelo governo estadual por meio da Secretaria de Estado de Cultura. O Palácio da Justiça abriga também, até 30 de agosto, a exibição “Uma Odisseia no Aslfalto – Ednelza Sahdo”, sobre a vida e obra da atriz amazonense.
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POPULAR
Entidade realiza, hoje, arraial beneficente Diversas atrações típicas das festas juninas – e, por que não, julinas também – compõem o “Arraial do Amor”, iniciativa beneficente do Núcleo de Amparo Social Tomás de Aquino (Nasta), que será realizada hoje, às 18h, no Parque Municipal do Idoso. A entrada custa R$ 20 e serão beneficiadas com a festa as cinco instituições que formam a Nasta: o Abrigo Moacyr Alves (Ama), a Casa do Caminho Simão Pedro (CCSP), a Casa da Santíssima (CS), o Lar Francisco de Assis e a sede, Centro Espírita Tomás de Aquino (Ceta). As atrações confirmadas são os grupos Cordão do Marambaia, que investe no resgate cultural de ritmos típicos da região amazônica; Cangaceiros de Aparício, o Grupo de Artes Livre de Dança (Gald) e o Evolução Nativa, que preparou um ritual dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso. Também fazem parte da programação do “Arraial do
Amor” barracas com comidas típicas e um espaço dedicado às crianças. Esta é a sexta vez que o evento acontece com o objetivo de arrecadar fundos para ajudar na manutenção das cinco instituições que formam o Nasta, além de dar continuidade as frentes de trabalho e as obras de ampliação da sede – localizada na rua Pico das Águas, 499, São Geraldo. O Nasta é uma entidade de personalidade jurídica privada, sem fins lucrativos, registrada no Conselho Nacional de Assistência Social. Tanto a sede quanto os anexos do Nasta realizam trabalhos de assistência social e espiritual nos bairros de Manaus para oferecer amparo a centenas de famílias em dificuldades. O objetivo principal é a valorização e o resgate social de crianças e adolescentes, além da reabilitação de suas características individuais, para que possam crescer e desenvolver suas potencialidades. DIVULGAÇÃO
Onde: rua Costa Azevedo, 290, Centro Largo São Sebastião Onde: avenida Eduardo Ribeiro, Centro Casa das Artes Onde: rua José Clemente, 560, Centro Centro Cultural Povos da Amazônia Onde: avenida Presidente Costa e Silva, s/nº, Distrito Industrial Brincadeiras de boi-bumbá estão na programação
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MANAUS, DOMINGO, 20 DE JULHO DE 2014