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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.255 – DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
TOQUE FEMININO NA ARENA
Nem só de mãos masculinas vivem as obras da Arena da Amazônia. Mulheres também marcam presença na construção do estádio. Pódio E8
CARGA PERIGOSA
VEÍCULOS DE PASSEIO E CAMINHÕES TRANSITAM PELAS RUAS TRANSPORTANDO PRODUTOS – COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, MÓVEIS, ENTRE OUTROS – QUE NÃO PODEM SER AJUSTADOS AOS COMPARTIMENTOS DE CARGA, PONDO EM RISCO PEDESTRES E MOTORISTAS. DIA A DIA C4 E C5
DIEGO JANATÃ
DOMINGO
8177-2096 DENÚNCIAS • FLAGRANTES
ARQUIVO EM TEMPO/JOEL ROSA
Goreth Garcia faz um balanço do primeiro ano à frente da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. Elenco 8
O transporte irregular de cargas tornou-se situação corriqueira nas ruas de Manaus
FÁBIO MONTEIRO
ORQUESTRA
3 ANOS
Valor do metro quadrado mais caro de Manaus varia entre R$ 7 mil e R$ 8 mil, enquanto o mais barato apresenta média de R$ 3 mil a R$ 3,5 mil. Salão Imobiliário 1
‘Abuso de crianças é absurdo’
Concerto erudito no ‘espaço’
Omar faz balanço do governo
Pesquisa de Boston, nos Estados Unidos, afirma que o consumo de castanhas por gestantes não causa nenhum dano ao bebê. Saúde F2
O promotor de Justiça Fábio Monteiro diz que é revoltante a impunidade na pedofilia. Com a palavra A7
Espetáculo “Música no Espaço”, que reúne a trilha de filmes de ficção, terá nova apresentação. Plateia D3
Nesta terça, o governador Omar Aziz abre o ano legislativo na Assembleia com balanço do governo. Política A5
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.
Primeiro clássico do Carioca Vasco enfrenta o Botafogo, hoje, no Maracanã, no primeiro clássico carioca da temporada. Pódio E3
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Última Hora
MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
PC treina servidores para a proteção de autoridades Profissionais estão sendo capacitados para guardar integridade física de autoridades no AM. Curso vai até 7 de fevereiro
É
comum em grandes eventos encontrarmos autoridades escoltadas por seguranças, identificados pela expressão séria, uso de terno e óculos escuros. Esses profissionais em questão possuem a função de guardar a integridade física dessas pessoas, mas para isso é necessário preparo e dedicação, pois proteger alguém não é tarefa fácil. Com a aproximação da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014, a Polícia Civil do Amazonas deu início à terceira turma do Curso de Proteção de Autoridades. Vinte servidores estão sendo capacitados com técnicas de segurança pessoal para garantir a integridade física dos dignitários que virão à cidade acompanhar o maior evento futebolístico do mundo. Entre as disciplinas, ministradas de forma teórica e prática, estão embarque e desembarque de autoridades, escolta a pé e motorizada, defesa pessoal, direção defensiva, regras de etiquetas e técnicas de tiro básico e avançado. Na última sexta-feira (31) foram repassados aos policiais civis técnicas de tiros para proteção de autoridades avançado e embarcado. A aula
DIEGO CAJÁ/ASCOM PC
prática ocorreu no estande de tiro do Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp – Campus 2), antiga Academia de Polícia Civil do Amazonas (Acadepol), na avenida Noel Nutels, bairro Cidade Nova 2, Zona Norte de Manaus. Para o exercício, foram divididos grupos de quatro equipes, como explica o instrutor
INÉDITO
A iniciativa considerada inédita tem por objetivo capacitar servidores, para atuarem na proteção de autoridades durante grandes eventos. Atualmente, o núcleo é composto por 26 integrantes de Segurança e Proteção de Autoridades, Renato Preto, responsável pela segurança dos ex-presidentes da República Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. “Essa técnica merece muita atenção por conta da segurança. É preciso ter uma sincronização maior, reflexo mais apurado, o tiro tem de ser bastante rápido e a curta
distância”, explicou. O curso segue até o dia 7 de fevereiro e terá a carga horária de 100 horas/aula. O subcoordenador do CPA, investigador Rodrigo Peixoto, revela que ao final da qualificação os alunos passarão por simulação que deve durar 48 horas ininterruptas. “Vamos simular a chegada de uma autoridade no aeroporto de Manaus e vamos acompanhar essa pessoa, que ainda está sendo escolhida, durante 48 horas”, disse. A policial civil Renata Lamas destaca a oportunidade de enriquecimento da carreira profissional por meio da capacitação. “Foi um processo seletivo difícil e o curso também está sendo árduo. Estamos tendo outra visão da atividade policial, que não é a do dia a dia na delegacia, mas se trata de uma função nossa também: a de proteger as pessoas”, concluiu. Núcleo de proteção A Polícia Civil do Amazonas criou em fevereiro de 2013 o Núcleo de Proteção de Autoridades (NPA), por meio de portaria assinada pelo delegado-geral de Polícia Civil Josué Rocha.
CADEIA
HUMAITÁ
Presos assaltantes de empresário
DIVULGAÇÃO/POLÍCIA MILITAR
Paulo Gusmão e Cláudio Gomes foram presos após assaltar uma casa, ontem, no bairro Crespo
Policiais militares da 7ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Ronda no Bairro, prenderam, na madrugada de ontem, dois homens armados que entraram na casa de um empresário da cidade, localizada na rua Vincá, bairro Crespo, Zona Centro-Sul da capital. De acordo com o capitão Polícia Militar José França, que comandou toda a ação policial, o filho da vítima de 14 anos estava na porta de sua casa quando a dupla anunciou o assalto. Na residência, estava a mãe e mais um irmão do adolescente. A família foi obrigada a colocar os eletroeletrônicos, computadores, celulares e joias dentro de uma bolsa e, em seguida, to-
O curso de Proteção a Autoridades da Polícia Civil deverá ocorrer até o dia 7 de fevereiro
dos foram trancados em um quarto. Mas os ladrões ao saírem da residência foram surpreendidos pela viatura 6098 da Polícia Militar. Ainda de acordo com o capitão França, um dos bandidos chegou a dar um disparo contra a viatura, por sorte o tiro não atingiu ninguém. Foram presos na ação Paulo Gusmão da Silva, de 37 anos, e Claúdio Gomes Reisde, 36 anos. Os policiais apreenderam ainda duas armas, uma pistola PT 58, calibre 380 com nove munições intactas e uma deflagrada e um revólver calibre 38 com cinco munições intactas. Segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) não existem registro de ocorrência
da dupla. Os homens foram conduzidos para o 1º Distrito Integrado de Polícia, na Praça 14, Zona Sul, onde foram autuados em flagrante por roubo, cárcere privado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Após os procedimentos eles serão encaminhados para a cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa. A casa pertencia a um empresário do ramo de alimentos, mas que por questões de segurança, não teve o nome divulgado pela polícia. A família está bastante abalada e não quis dar declarações sobre o caso. A polícia investiga se a dupla de assaltante já cometeu outros crimes semelhantes na área.
Indígenas fecham a rodovia Índios da etnia tenharim fecharam por duas horas, na manhã de ontem, a BR-319 (Transamazônica), que liga Manaus a Porto Velho, em protesto pela prisão de cinco indígenas da etnia suspeitos de terem sequestrado e matado três homens brancos, desaparecidos desde o dia 16 de dezembro. Entre os presos estão dois filhos do cacique Ivan Tenharim, morto após acidente de moto no dia 3 de dezembro. O protesto iniciou às 10h da manhã, quando cerca de 120 índios armados de arco e flecha bloquearam a rodovia impedindo a passagem de pedestres e carros. Não foi registrado nenhum tumulto, mas o bloqueio ocasionou engarrafamento na via. A pista só foi liberada por volta de meio-dia de ontem, quando a Polícia Federal interviu no caso. Segundo o parente de um dos homens desaparecidos, Darlen Rodrigues, a tensão na rodovia é constante. A família ainda aguarda apuração total do caso. No próximo dia 16, parentes e amigos dos três homens desaparecidos na estrada farão um ato ecumênico na praça do município de Humaitá em protesto ao caso, que completa dois meses.
IRANDUBA
Armas caseiras apreendidas durante revista na cadeia As polícias Civil e Militar, sob o comando do Delegado José Elcy Braga, Titular da 34ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), situada em Iranduba, município distante 27 quilômetros em linha reta de Manaus, realizaram, neste fim de semana, uma revista de rotina nas celas da unidade policial e encontraram diversas armas caseiras, entre machados, estacas e pontas de ferro, além de quatro celulares. De acordo com o delegado José Elcy Braga, havia suspeita de que os presos fariam uma rebelião por conta do comportamento que eles estavam apresentando e a revista foi programada. “Essa ação foi para prevenir uma possível rebelião e verificar as condições em que os presos estavam. Os celulares eram usados para comunicação externa. Iremos verificar as mensagens, contatos e todo o resto. Já as armas apreendidas serão
destruídas”, ressaltou. Presídio provisório A unidade policial, que funciona como presídio provisório, abriga presos que estão aguardando decisão judicial
INVESTIGAÇÃO
De acordo com o delegado que investiga o caso, Elcy Braga, havia suspeitas de que os presos fariam uma rebelião por conta do comportamento que eles estava apresentando na semana ou transferência para a cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus. A polícia deverá agora investigar como este material entrou nas celas. DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL
Material foi encontrado escondido entre colchões e roupas
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Negócios de saúde em família São coincidências demais ou a conjunção astral propicia, neste momento, tantos caminhos cruzados. O ainda ministro da Saúde Alexandre Padilha e o que ainda vai ser, a partir de amanhã, Arthur Chioro, têm em comum ser médicos, petistas e com família envolvida no ramo empresarial com o foco na saúde. Na semana passada, ao anunciar Chioro (que três vezes chamou de Choiro), como substituto de Padilha no Ministério da Saúde, a presidente Dilma Rousseff chamou atenção para o que estava fora de foco: o escolhido Chioro, que era secretário de Saúde em São Bernardo, está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo por ter uma firma de consultoria em saúde, que presta serviços a prefeituras paulistas, contra a legislação vigente no município de São Paulo. Segundo o secretário, acumular a participação na empresa Consaúde Consultoria com o cargo público em São Bernardo não seria a legislação municipal. Fere a federal também. Mais do que depressa, Chioro passou sua parte societária na empresa Consaúde Consultoria para a mulher dele. Com isso acredita ter se livrado dos problemas. O pai de Padilha, Anivaldo, é sócio da Koinonia, que tem convênio de R$ 199,8 mil com o ministério, também ganhou carona no noticiário e os destinos de Arthur e Alexandre se cruzaram. Tudo, como disse em outro contexto um conselheiro do Tribunal de Contas do Amazonas: “Foi legal? Foi”. Se está dentro da lei, pode até ser imoral e engordar. O convênio da empresa do pai de Alexandre Padilha foi cancelado neste fim de semana. Anivaldo não gostou nem um pouco e disse que sua empresa vai recorrer. Talvez não devesse, pois o filho é candidatíssimo ao governo de São Paulo, com apoio irrestrito de Lula, e os astros podem entrar em uma conjunção mais favorável. Ou quem sabe outras coincidências o favoreçam.
Globo quebra tabu Com o primeiro beijo entre dois homens em uma novela, a Globo quebrou um tabu estabelecido por ela mesma. Em 2005, por exemplo, a Globo gravou uma cena de beijo entre dois homens, na novela América, mas a imagem foi cortada. No último capítulo de Amor à Vida, o tabu ainda existia e as opiniões se dividiam.
Liberou A última cena entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) já havia sido gravada sem o beijo. Mas aí os dirigentes da Globo se manifestaram favoráveis ao “beijo gay”. Eles consideraram pertinente em uma novela, que discutiu a homofobia. Cúpula de olho Quando ficou decidido que o beijo ia acontecer, a gravação da cena foi acompanhada de perto pela cúpula da TV Globo. Corrente Mas não foi tão fácil assim. Nos últimos dias, famosos como Fernanda Paes Leme, Luciana Vendramini, Hugo Gloss, Fernanda Machado, Fernanda Souza, entre outros, e anônimos se uniram e mandaram mensagens para o autor da novela, Walcyr Carrasco, pelo Twitter pedindo o beijo gay. Beija Félix O jornalista e deputado federal pelo PSOL-RJ e integrante da frente parlamentar em defesa dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), Jean Wyllys, promoveu até uma campanha no Facebook em prol do tão esperado beijo gay entre os personagens de “Amor à Vida”: Beija Félix. Omar na Bica O governador Omar Aziz
telefonou para um dos compositores da marcha da Bica, informando que estava ouvindo o CD com o prefeito Arthur Neto. — Estamos dando boas gargalhadas, mas explica aí para a gente: onde fica a tribo que está no refrão? – brincou. Omar na Bica 2 Omar Aziz recebeu o convite para ir a um esquenta da Bica, no bar do Armando. Mas não deu certeza se vai. Já Arthur Neto – que foi incluído no refrão –, garantiu que vai no próximo ensaio. Figueiredo Corre de boca em boca um movimento para mudar o nome do município de Presidente Figueiredo – que, em princípio, seria uma homenagem ao general ditador —, para Cidade das Cachoeiras. Faz sentido. Nem todo mundo que mora na cidade gosta de saber que vive em um lugar que lembra a ditadura. Cachoeiras A ideia de alguns habitantes de Presidente Figueiredo é mudar o nome para “Cidade das Cachoeiras”. Na Globo O movimento para mudar o nome de Presidente Figueiredo ganhou força depois que a cidade serviu de cenário para a novela “Além do Horizonte”, que está sendo transmitida pela
APLAUSOS
elvis@emtempo.com.br
Globo. Encantos As primeiras cenas da trama foram gravadas ali e seduziram muitos viajantes apaixonados por natureza, que não se contentaram em apreciar pela telinha e foram conhecer os encantos de Presidente Figueiredo pessoalmente. Morte no exterior Uma notícia triste. O Ministério das Relações Exteriores registrou 1.353 óbitos de brasileiros residentes no exterior em 2013. Foram 373 ocorrências a mais do que no ano anterior, o que significa uma média de 3,7 mortes por dia. Estatística De acordo com o Itamaraty, a tendência é que o número aumente nos próximos anos. — Nós começamos a registrar esses óbitos recentemente para ter estatísticas, é possível que antes tenha nos escapado algum — explica a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do MRE, ministra Luiza Lopes. Pode aumentar A ministra teme que, a partir de agora, ocorra um aumento, porque a imigração está crescente. — Agora, os brasileiros que imigraram nos anos 80 estão começando a entrar na faixa dos 60, 70 anos, então vamos ter uma população de idosos no exterior – explica.
VAIAS
Estações do expresso
Elvis
Atendimento no PAC SEMCOM
DIEGO JANATÃ
Para a recuperação das miniestações do expresso, que estavam abandonadas há anos e davam a Manaus um aspecto de “cidade fantasma”.
Para o serviço de retirada de identidade no PAC. Para conseguir o documento, o cidadão tem que chegar às 4h da madrugada. Um absurdo!
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Nos domínios da liberdade As cidades são entes vivos, que se acomodam e mudam conforme os tempos em que as sociedades que as habitam se definem, pois cada cidade é a cara do povo que nela vive. E como nenhum povo é uma homogeneidade, também nenhuma cidade guarda uma identidade única, embora haja quem consiga encontrar, no meio das diferenças, algumas características que perduram e se instalam em toda ela, permitindo que se defina assim uma “personalidade urbana” que a distinguiria de outros conglomerados citadinos. Seja como for, não há cidade que não tenha seus nichos específicos e especiais, que geralmente não se misturam e até disputam e competem por um papel predominante no âmbito da sociedade ampla. Assim, identificam-se nichos que professam atividades políticas típicas do que se convencionou considerar como de “direita”, enquanto outros se põem à “esquerda”, e não apenas como ideologicamente “puros”, mas admitindo variações e peculiaridades incontáveis. Do mesmo modo, numa cidade viva também hão de se confrontar grupos que se colocam diferentemente diante da questão religiosa, entre ateus e teístas e estes ainda se diversificando e até se enfrentando em função das suas crenças. Seriam intermináveis os exemplos a serem enumerados e as áreas em que uma população urbana se define e se separa. Pense-se nos valores morais, nas preferências artísticas, nas coercitivas imposições das condições econômicas e em tantos outros cortes que se dão nas sociedades e tudo conduzirá à percepção de como uma cidade e sua população, longe de constituírem uma homogênea planície, se apresentam como terreno sempre acidentado.
Mas, concretamente, motivoume a discorrer sobre tão óbvios fatos o desejo de chegar à minha cidade, esta Manaus de todos os contrastes, como dizia o saudoso Gil para os seus leitores. E, dentro da nossa Manaus, atraime por vários motivos, inclusive porque já se aproxima o Carnaval, um reduto especialíssimo, um nicho inconfundível: o originalíssimo bar do Armando, aquele que se plantou e perdura na praça São Sebastião, teimosamente incrustado, com sua modéstia e sua simplicidade, entre a Igreja dos Capuchinhos, talvez a mais bela da cidade, e o maior de todos os nossos monumentos, o Teatro Amazonas. Não sei como começou sua vocação, mas já conheci o bar como ponto de encontros e de desencontros de jornalistas, poetas, escritores, artistas e intelectuais de todas as vertentes, reconhecidos pela população, como Mário Adolfo, Simão Pessoa, Aldisio Filgueiras, Márcio Souza e inúmeros outros. Figuras que dão vida à cidade. E agora, eis que chega a hora de se formar e aparecer a Bica, a Banda Independente da Confraria do Armando, aquele português que, por si só, soube criar o ambiente mais democrático de Manaus. Neste ano, entre outras coisas, a banda usará em seu tema a sugestão, certamente irônica, de um magistrado que, como muitos de nós, não conseguiu ainda vislumbrar uma finalidade e uma utilidade para o elefante, com certeza branco, que se erigiu no lugar onde já havia um similar, mais humilde, mas também sem serventia. Aceita a ideia do magistrado, pelo menos de uma coisa ficaremos seguros: não faltarão os usuários para tão portentosa e caríssima edificação, pois corruptos e bandidos por aqui abundam.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Não sei como começou sua vocação, mas já conheci o bar como ponto de encontros e de desencontros de jornalistas, poetas, escritores, artistas e intelectuais de todas as vertentes, reconhecidos pela população, como Mário Adolfo, Simão Pessoa, Aldisio Filgueiras, Márcio Souza e inúmeros outros”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Nas asas do Senado
Espero que a gente tenha essa consciência: deixar passar a Copa do Mundo. Aí vamos reivindicar o que os políticos estão roubando ou desviando. O futebol só traz divisas e só traz benefício para o Brasil. Vamos deixar passar essas festas e vamos exigir. Acho que o futebol não tem nada a ver com a corrupção dos políticos
Três senadores do PSB usaram verbas de seus gabinetes para viajar a São Paulo em outubro para um evento partidário. Antonio Carlos Valadares (SE), João Capiberibe (AP) e Lídice da Mata (BA) participaram do encontro que discutiu as diretrizes da aliança entre a sigla e a Rede, no dia 28. Os três pediram reembolso pelas passagens de ida e volta, que custaram R$ 5.248,56. A cota do Senado se aplica a atividades “exclusivamente relacionadas ao exercício da função parlamentar”. Outro lado Capiberibe disse entender que encontros partidários “correspondem ao exercício da atividade parlamentar”. “Sem partido, não há mandato”, afirmou. Outro lado 2 O gabinete de Lídice da Mata justificou que ela “fez o deslocamento de sua base (Salvador), via São Paulo, com destino a Brasília para cumprir suas atividades no Senado”. A equipe de Valadares não respondeu. Brecha O ato que regulamenta a verba não estabelece regras específicas para o uso das passagens. Em caráter reservado, parlamentares dizem ter sido incentivados pela direção do PSB a usar a verba de gabinete para ir a eventos partidários, já que o caixa do partido estava baixo. Diga ‘xis’ Na sexta-feira, a Casa Civil foi tomada por uma fila de funcionários da pasta que queriam tirar foto com Gleisi Hoffmann. A senadora deixa o ministério amanhã para se dedicar à campanha ao governo do Paraná. Reembolso O Ministério do Esporte confirma que a
Kaionina-Presença Ecumênica, ONG da qual Anivaldo Padilha, pai de Alexandre Padilha (Saúde) é fundador, devolveu R$ 301,2 mil por não não ter cumprido convênio de R$ 400 mil para atender 1,6 mil pessoas em Duque de Caxias. Histórico A decisão de rescindir o contrato, de 2010, partiu da própria entidade, que diz ter enfrentado dificuldades com fornecedores. Em série A campanha do PT no Rio deve contar com modelo similar à campanha de São Paulo na área de comunicação. O marqueteiro de Dilma Rousseff, João Santana, deve ajudar Lindbergh Farias a definir o tom do discurso e montar uma equipe de marketing. Inconfidência... Ala do PMDB de Minas capitaneada por Clésio Andrade e pelo presidente regional da sigla, Saraiva Felipe, insatisfeita com a falta de protagonismo na negociação com Fernando Pimentel, articula alternativas à aliança com o PT. ... mineira As opções do grupo, que pode enfrentar o do ministro Antonio Andra-
Pelé, maior jogador de futebol da história, volta a mostrar preocupação com os protestos durante a Copa-2014. Ele inclui os Jogos de 2016, no Rio, como outra oportunidade que não pode ser prejudicada por protestos. “Quando falei isso ano passado, muita gente não entendeu”.
de (Agricultura) na convenção caso a ruptura se confirme, vão de candidatura própria até uma composição com o PSDB de Aécio Neves. Clube O ex-presidente Lula viaja a Nova York no dia 10 para um encontro com o expresidente norte-americano Bill Clinton. O brasileiro vai visitar a fundação do democrata, que sempre teve boa relação com o tucano Fernando Henrique Cardoso.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Congelado O governo paulista não pretende autorizar o reajuste dos pedágios das estradas estaduais neste ano. A cobrança nas rodovias foi uma das principais armas dos rivais de Geraldo Alckmin (PSDB) na campanha de 2010 e deve voltar à pauta. Jurisprudência A Técnica Construções, subsidiária da Delta, acionou a Justiça paulista para tentar garantir contratos de uma concorrência de R$ 60 milhões para obras em rodovias estaduais. Jurisprudência 2 A empresa sustenta que o STJ suspendeu uma medida do governo federal que a declarou inidônea, o que impediria sua contratação no Estado.
Tiroteio
Imagine-se um exemplo de eficiência: um contêiner, com as dimensões de um ônibus articulado, para no meio de uma avenida, congestiona o trânsito, para quê?, para entregar a um vendedor ambulante, uma caixa de latinhas de cerveja ou de água ou de refrigerante. Funciona mais ou menos assim (mais para mais) a Floriano Peixoto
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Esses 51 a 1 são a diferença entre um prefeito feito por Lula em laboratório e um político com talento e competência administrativa.
Navegantes
DE MENDONÇA FILHO (PE), líder do DEM na Câmara, comparando a aprovação recorde do prefeito de Salvador, ACM Neto, com a de Fernando Haddad (SP).
Barcos, recreios, lanchas, flutuantes, voadeiras, canoas, balsas, rebocadores, e toda espécie de embarcações singram as águas dos rios, lagos, paranás, igarapés e enseadas da Amazônia. Aqui se vive ao sabor das águas que comandam a vida. São caminhos e fonte de vida, ao seu ritmo se organizam as populações ribeirinhas e as cidades, pois todas têm o rio e o porto como referência. São muitos os que vivem do transporte fluvial como maquinistas, práticos, comandantes, carregadores, ajudantes de bordo, mas também cozinheiros, enfermeiros, prestamistas, e assim por diante. Há um mundo que vive das águas e nas águas, uma vida dura, exigente, sem o mínimo de conforto, com precárias condições de higiene. Dois de fevereiro é dia de Nossa Senhora das Candeias, e na liturgia se faz a memória da apresentação de Jesus no templo. Pobre entre os pobres foi levado por seus pais para ser resgatado, primogênito que era, com a oferta dos pobres. Mas Nossa Senhora também é lembrada hoje como a dos Navegantes. Quem nunca viveu a experiência de um temporal a bordo de uma embarcação grande ou pequena, talvez não entenda esta invocação e o significado que passam a ter as Ave Maria depois de se ter experimentado a fragilidade humana diante das intempéries. Um temporal no rio Solimões, e mesmo em rios de menor porte, um banzeiro de águas enfurecidas num lago aberto fazem o navegante sentir sua fragilidade e toda a fugacidade da vida humana. São muitas as histórias de naufrágio e não se tem estatísticas confiá-
Contraponto
Famoso quem? Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) precisou ir ao Senado para participar de uma reunião no dia 6 de janeiro, em pleno recesso parlamentar. Chegou ao Congresso dirigindo seu carro particular, vestindo calça jeans, camisa sem paletó e tênis. O senador, que tem 41 anos, mas parece ser mais jovem, estacionou próximo à chapelaria do Congresso e foi barrado por um segurança. – Mas eu trabalho aqui – justificou. – O acesso é só para senadores – disse o segurança. Randolfe só conseguiu entrar na garagem quando outro funcionário do Senado o reconheceu. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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veis do número de afogamentos na nossa região. Às vezes parece que esta população toda é invisível, como tantas outras de nosso país e só nos lembramos dela quando acontece alguma tragédia, ou quando a denúncia de trabalho escravo chega aos grandes meios de comunicação. A legislação existe, mas distâncias oceânicas impedem que seja implementada, conhecida e cobrada por quem de direito. Fazem falta portos dignos de tal nome e também a organização do transporte de passageiros e cargas. Enfim, falta a consciência de que seres humanos convivem com os perigos das águas, e que sem eles a vida ficaria paralisada. A Senhora dos Navegantes acompanha os que viajam desde tempos imemoriais. Sua proteção é invocada e agradecida por tantos que no momento de perigo a ela se agarram. No seu dia, nos rios e nos mares, se fazem procissões em sua honra. É a estrela do mar, que brilha refletindo o sol nascente que inunda de luz a humanidade. Água, luz, barcos, todos são símbolos da vida, tão frágil e tão preciosa. Homenageando a Senhora dos Navegantes homenageamos a eles próprios, nos solidarizamos com eles, reconhecemos sua existência e seu heroísmo, manifestamos nosso desejo de que sejam reconhecidos e respeitados nos seus direitos. Ao escutar narrativas de naufrágios, invoquemos a mãe de Jesus para que interceda por todos os náufragos na hora da sua morte, mas que com sua ternura transforme os corações que não têm piedade de vidas que desaparecem nas vagas da morte e que assumamos as nossas responsabilidades.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Fazem falta portos dignos de tal nome e também a organização do transporte de passageiros e cargas. Enfim, falta a consciência de que seres humanos convivem com os perigos das águas, e que sem eles a vida ficaria paralisada. A Senhora dos Navegantes acompanha os que viajam”
Política
A5 IONE MORENO
MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
Assembleia Legislativa do Estado retoma suas atividades na próxima terça-feira sob a sombra de escândalos envolvendo deputados e, tendo que se posicionar a respeito de medidas a serem tomadas
Omar abre ano legislativo com balanço de sua gestão O EM TEMPO teve acesso ao texto da mensagem a ser lida na Assembleia Legislativa, que retorna atividades na terça-feira
A
ssombrada pelo peso de processos polêmicos envolvendo dois de seus membros, a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) retorna às atividades na próxima terça-feira, com a leitura da mensagem governamental a ser feita pelo governador Omar Aziz (PSD). A dois meses do limite para dar o veredicto se continua no cargo ou luta pela única vaga no Senado a que o Amazonas vai ter direito nestas eleições, Aziz deve realizar o balanço dos 3 anos em que está à frente da cadeira e dar o start ao início do ano legislativo. O EM TEMPO teve acesso ao texto da mensagem a ser lida na tribuna da Assembleia e, dentre os investimentos de destaque do mandato, o governador cita a construção da avenida das Flores, na Zona Norte; a duplicação da rodovia Manuel Urbano (AM 070, que liga Iranduba a Manacapuru); ampliação no número de escolas de tempo integral; construção do hospital da Zona Norte; e programas como Ronda no Bairro e Viver Melhor. Por conta da Copa do Mundo, ele vê resultados “ainda melhores” para a arrecadação de 2014. Com base em dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), os cofres públicos estaduais finalizaram 2013 com cifras na ordem de R$ 8,06 bilhões, alta de 10,99% em relação aos R$ 7,18 bilhões arrecadados em 2012. Aziz ressalta que os planejamentos para obras e projetos de infraestrutura não foram feitos com o único intuito de atender o evento mundial, mas para o bem-estar da população local. No entanto, o projeto do monotrilho – principal “bandeira” levantada pelo governador na época, Eduardo Braga (PMDB), durante anúncio de Manaus como anfitriã da Copa – não saiu do papel.
No quesito moradia, ele destaca que em seu governo foi o que mais construiu casas e apartamentos na história do Amazonas. Com base nos dados da mensagem, são mais de 23,6 mil unidades habitacionais, a contar as que foram entregues e as que estão em obras. O objetivo de expandir o ensino básico de qualidade, segundo o texto, foi atingido, por conta da ampliação da oferta de vagas tanto na capital quanto no interior. Enquanto em 2011 o Estado contava com 22,88 mil alunos matriculados, agora são mais de 38 mil. No entanto, um dos grandes projetos no
Oposição quer instalar CPI na Aleam A casa legislativa, pela qual o governador Omar Aziz dedica votos de respeito, contempla processos de grande repercussão, abrangendo, por sinal, parlamentares da mesma legenda. O processo de natureza mais grave envolve o deputado Fausto Souza (PSD), cujo nome aparece como um dos 20 acusados em uma rede de prostituição de adolescentes, conforme denúncia do Ministério Público do
Amazonas (MPE-AM) aceita pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Pedido de CPI Nesta semana, a bancada de oposição deve apresentar o pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para apurar os crimes de exploração e aliciamento sexual de menores. Cinco deputados já mostraram
ser favoráveis à proposta, restando apenas três para somar as oito assinaturas necessárias para dar início à discussão plenária sobre a instalação ou não. Embora casos de pedofilia já tenham sido denunciados pela imprensa local, o assunto veio à tona após matérias divulgadas em programa televiso de veículo nacional sobre a morosidade do processo contra o prefeito de Coari, Adail
Pinheiro (PRP), que liga o político a uma rede de exploração infantil. Outro processo em andamento é o que envolve o deputado Ricardo Nicolau (PSD). Junto a mais 12 pessoas, o parlamentar aparece como réu no processo de superfaturamento das obras do edifício-garagem da Aleam, realizadas durante o período que esteve como presidente da instituição. ALEX PAZZUELO/AGECOM
LUANA GOMES Especial EM TEMPO
SEGURANÇA
Como não podia ficar de fora, Omar Aziz lembra do setor de Segurança Pública, priorizada no mandato, tendo como protagonista a implantação do programa Ronda no Bairro setor educacional, apontado por ele, é a construção da Cidade Universitária. Mesmo sem ter a oportunidade de inaugurá-la, Omar Aziz acredita que a obra será um “legado a ficar na história do Estado”. Para a saúde, ele ressalta que o Estado é o que mais aplica recursos próprios, destinando 22,57% de sua receita em 2013, acima dos 12% estabelecidos na Constituição Federal. Dentre as obras de importância, ele destaca a maternidade Balbina Mestrinho, que ganhou um novo prédio, e o hospital Francisca Mendes, que se tornará hospital do Coração. Ele também ressalta que Manaus ganhará um hospital do Sangue, enquanto o quilômetro 54 da AM-010, em Rio Preto da Eva, receberá o Centro de Reabilitação para Dependentes Químicos.
Governador Omar Aziz tem dois meses para decidir se permanece no cargo ou se desincompatibiliza para disputar o Senado
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Política
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Mensagem deve explicar crescimento lento do país
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Isso é triste” MINISTRO JOSÉ EDUARDO CARDOZO (JUSTIÇA), sobre a explosão de criminalidade no DF
Presidente do PDT, Lupi coleciona escândalos Ex-ministro do Trabalho e proprietário do PDT, Carlos Lupi acumula vasto histórico de denúncias e escândalos. A mais recente revelou que o então ministro teria cobrado R$ 200 mil para garantir um sindicato a uma empresária. Mas em 2011, por exemplo, foi acusado de liberar R$ 300 milhões em recursos para Organizações Não Governamentais (ONGs) “amigas”, sem prestação de contas. Ele caiu em 2011. Pernas curtíssimas O então ministro Carlos Lupi jurava não haver usado o avião de uma ONG que presenteara com contrato “amigo”. Fotos provaram a carona. Dificuldades S/A Em 2010, o ministério contratou entidades para capacitar profissionais. Depois dificultava a liberação e exigia propina para soltar a grana. Carteirada Lupi lançou uma “inovadora” carteira do trabalhador, e foi acusado de escolher sem licitação a empresa que imprimiria os cartões com chips. Não parou O ex-ministro Brizola Neto, sucessor de Lupi no Trabalho, aposta no surgimento de novos escândalos: além de suborno, extorsão. PPS: aliança não garante apoio ao PSB em SP Apesar da aliança nacional com o governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), o presidente do PPS, Roberto Freire (SP), afirmou que dificilmente a sigla apoiará uma candidatura socialista ao governo de São Paulo contra reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). “O PPS
está com Alckmin, que é o melhor palanque para Eduardo. Por mais respeitável que seja, um candidato do PSB terá votos irrisórios.” Plano nacional Segundo Roberto Freire, o acordo do PPS com Eduardo Campos não inclui qualquer obrigação de apoio mútuo nas eleições estaduais. Chance zero Após Marina Silva ter exigido candidatura própria, o PSDB já admite que as chances de obter apoio do PSB em São Paulo são quase nulas. Olha a rasteira A cúpula PSDB vê na dissidência em SP uma brecha para tentar faturar o apoio PPS à eleição de Aécio Neves (MG) para presidente. Libera geral Irritados com a presidente Dilma na reforma ministerial, lideranças do PMDB coletam assinaturas para antecipar a convenção nacional para abril, visando liberar os diretórios estaduais a coligar com PSDB e PSB. PMDB desembarcando A dissidência de setores do PMDB em relação a Dilma, que antes era pontual, aumentou em relação a 2010. Hoje, o partido quer pular fora da aliança em dez Estados: BA, RJ, CE, MG, PR, PE, SC, RS, MS, PB. Consolidado Para o deputado Danilo Forte (PMDB), a candidatura do correligionário Eunicio Oliveira ao governo do Ceará já não tem mais volta: “Acho muito difícil ele desistir, até porque seria um suicídio político”. Presídio-açougue Opositor da família Sarney, o partido Solidariedade quer
PODER SEM PUDOR
Incorrigível otimista Governador da Bahia entre 1947 e 1951, Otávio Mangabeira tinha um secretário de Justiça, Albérico Fraga, que era um profissional do otimismo, capaz de extrair coisas boas das situações mais difíceis. Às vezes, no entanto, Mangabeira perdia a paciência. Ele definiu assim o auxiliar: - O doutor Albérico é tão otimista que, vendo uma casa sendo destruída por um incêndio pavoroso, é capaz de exclamar: “Que casa bem iluminada!”
Jornalista
Congresso Nacional reabre suas atividades amanhã, com sessão solene e leitura do documento oficial de Dilma
DIVULGAÇÃO
denunciar em encontro político, na Itália, as condições de trabalho de agentes penitenciários de Pedrinhas, no Maranhão. Quanto aos muitos detentos mortos, alguns decapitados, até pela omissão dos carcereiros, nada. Dura batalha O ex-governador Joaquim Roriz discute política o dia todo e sempre coloca seu nome à disposição para disputar o governo do DF, mas ele tem outra dura batalha pela frente: está na fila do transplante de rins. Oposições à parte A deputada Jô Moraes (PCdoB) guarda na estante um busto de Lênin, comprado no Museu Comunista de Praga, onde também funciona uma lanchonete McDonald’s, símbolo do “imperialismo americano”. O presente foi do governador Antônio Anastasia (PSDB-MG), adversário. PMDB no prejuízo Sem perspectiva de acordo, dirigentes do PT-CE já avisaram a cúpula do partido que apoiarão o candidato do governador Cid Gomes (PROSCE), em caso de enfrentamento com senador Eunicio Oliveira (PMDB). Todos por um O ex-presidente Lula defende que, ao apoiar Armando Monteiro (PTB-PE), o PT alia sua força metropolitana à capilaridade do petebista em 184 municípios, tudo para promover a reeleição da presidente Dilma. Lado bom Na Casa Civil, Aloizio Mercadante terá menos tempo para atormentar os músicos do bar Grao, atravessando o samba com seu atabaque desafinado, nos fins de semana do Lago Norte, em Brasília.
Mensagem de Dilma deve ser entregue pelo novo chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante
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m sessão solene prevista para às 16h de amanhã, o Congresso Nacional deverá receber a mensagem presidencial do último ano de governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Como acontece tradicionalmente, o texto deverá ser trazido pelo chefe da Casa Civil - agora, Aloizio Mercadante, que assumirá o cargo mais cedo, no mesmo dia. Mercadante deverá subir a rampa do Congresso portando um documento que resume os esforços feitos para desenvolver o país pela primeira mulher a chegar à Presidência da República. Na mensagem, Dilma deve expor a situação do país, explicar por que o crescimento econômico tem sido lento e solicitar a aprovação das iniciativas legislativas que ela considera fundamentais neste ano. A cerimônia desta segundafeira cumpre historicamente um roteiro em que o chefe da Casa Civil chega ao Legislativo 20 minutos antes da sessão solene, onde estarão deputados e senadores, representantes do Executivo e do Judiciário, além de embai-
xadores dos Estados estrangeiros com representação diplomática em Brasília. A tradição manda que a cerimônia comece com a chegada do presidente do Senado, Renan Calheiros, que reverencia a Bandeira Nacional, passa a tropa em revista e ouve o Hino Nacional. O roteiro inclui uma saudação de 21
SESSÃO O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza amanhã, às 12h, sessão de abertura do ano Judiciário na corte. O evento será presidido pelo presidente do tribunal, ministro Marco Aurélio tiros de canhão, honra oferecida aos chefes dos poderes desde o advento da República brasileira. Em seguida, o presidente do Senado sobe a rampa, sendo recebido pelos presidentes da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa; pelo chefe da Casa
Civil; e pelos líderes partidários. Dirigem-se todos então ao plenário da Câmara. Ali será anunciada a abertura da 4ª sessão legislativa da 54ª legislatura, para em seguida ser entregue a mensagem presidencial enviada por Dilma Rousseff. O primeirosecretário da Câmara, deputado Marcio Bittar (PSDB-AC), lerá o texto. Na sequência, discursará o presidente do STF, também fazendo uma síntese das realizações do Judiciário no ano anterior. Por fim, falará o presidente do Senado, a quem cabe presidir as sessões do Congresso Nacional, encerrando a sessão. Judiciário idem Também está marcada para amanhã, às 10h, a cerimônia de abertura do ano Judiciário. A sessão solene será conduzida pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, e deverá contar com as presenças dos presidentes da República, da Câmara e do Senado ou seus representantes, que deverão proferir discursos, além de outras autoridades convidadas. As sessões de julgamento serão retomadas na quarta-feira e quinta-feira, a partir das 14h.
HOJE
Nova eleição em município do PA Neste domingo, os mais de 19 mil eleitores da cidade de Santa Maria do Pará (PA) voltarão às urnas para eleger o novo prefeito e vice-prefeito do município. Esta será a primeira nova eleição de 2014. No ano passado, 75 cidades de 20 Estados realizaram novos pleitos devido à anulação, pela Justiça Eleitoral, da eleição de 2012 para prefeito nessas localidades. As novas eleições em San-
ta Maria do Pará foram marcadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-PA) devido à decisão que cassou, por compra de votos, os registros de candidatura e os diplomas do prefeito e do vice eleitos em 2012, Lucivandro Silva Melo e Paulo Augusto Batista Alencar. A decisão plenária do tribunal regional também determinou a inelegibilidade de ambos por 8 anos. Dois candidatos concor-
rem à prefeitura: Diana de Sousa Câmara Melo (PR) e o vice Paulo Guerreiro; e Jorge Luis da Silva Alexandre (PSDB), que tem como vice Juberson Paes Fontoura. De acordo com o TRE-PA, 19.078 eleitores estão aptos a votar neste domingo. Os eleitores estão distribuídos em 56 seções de 20 locais de votação. Serão utilizadas 80 urnas eletrônicas e 224 mesários foram convocados para a realização do pleito.
Com a palavra
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FÁBIO MONTEIRO
‘É um ABSURDO ter interesse SEXUAL POR crianças’
FOTOS: IONE MORENO
RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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Eu me surpreendo com a certeza da impunidade que tem os investigados. Em diversas apurações que fizemos, as figuras não demonstram nenhuma preocupação em se blindar. Muitas vezes até facilitam o nosso trabalho de encontrar evidências”
esde 2011 à frente da Coordenadoria de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ambos do Ministério Público do Estado (MPE), o promotor de Justiça Fábio Monteiro, tem nas mãos mais um processo polêmico: destravar uma rede de exploração sexual de menores no município de Coari que, segundo denúncias, tem como chefe o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP). Com vasta experiência em processos investigatórios na área criminal, entre os quais o caso Fred, que abalou a sociedade no ano de 2001 e, mais recentemente o que envolveu a família Belota, com a condenação do publicitário Jimmy Robert Queiroz Brito, mentor de um triplo assassinato de parentes, Monteiro também foi o responsável por comandar apuração de fraudes em concursos públicos e também fiscalizações em municípios como Parintins e Tabatinga. Com data definida para finalização até o fim do próximo mês, a investigação sobre o suposto esquema chefiado por Adail Pinheiro está longe de ser a única em andamento no órgão. Monteiro atua ainda em 67 de investigações, das quais 17 são relacionadas à prefeituras, 20 são procedimentos investigatórios avançados, 16 são fatos em análise; e dez são questões classificadas como “sensíveis”, uma vez que envolvem personalidades publicamente comprometidas. EM TEMPO - A condenação de criminosos parece estar desacreditada não só pela população, mas também pelos próprios acusados. E, quando se
trata de processos envolvendo políticos, parece que há uma certeza da impunidade.... Fábio Monteiro - Eu me surpreendo com a certeza da impunidade que tem os investigados. Em diversas apurações que fizemos, as figuras não demonstram nenhuma preocupação em se blindar, muitas vezes até facilitam o nosso trabalho de encontrar evidências das irregularidades. Eles subestimam o poder investigatório das autoridades públicas. EM TEMPO - A evidente morosidade dos processos em posse do Poder Judiciário contribui para a cultura da impunidade? FM - Podemos dizer que os corruptos são beneficiados com uma série de fatores, incluindo a carência de estrutura dos órgãos de investigação no interior, o comprometimento da polícia com o Executivo e, claro, o excesso de demanda do primeiro grau de jurisdição. Coari, por exemplo, ficou muito tempo dependendo de promotores temporários, sem um profissional fixo no local. No interior, o juiz é como um clínico geral: faz de tudo, atende a casos de famílias, casos criminais, etc. EM TEMPO - O Judiciário amazonense tem sido questionado sobre o encalhamento de processos envolvendo políticos. Como é possível combater esse dano à imagem da Justiça? FM - Acredito que o que tem que acabar no Brasil é o foro privilegiado, que atrasa o andamento dos processos, trazendo um excesso de burocracia aos procedimentos. Quando oferecemos denúncias ao Judiciário, esperamos pela demora, afinal é preciso rever todos os documentos, provas, depoimentos e tudo isso atrasa. São processos que não deveriam sair da primeira instância.
EM TEMPO - O senhor acredita que administradores públicos são favorecidos com esquemas de blindagem dentro da Justiça? FM - Tenho certeza que não há um esquema de blindagem. A demora, muita vezes regimental, no andamento dos processos alimenta vários questionamentos e, claro, prejudica a imagem desse poder. EM TEMPO - Em ano eleitoral, qualquer investigação no cenário político ganha grandes proporções. Há uma preocupação em tratar desse tema? Como o setor irá ajudar a promotoria eleitoral? FM - Essa é uma evidente preocupação da procuradoria-geral da casa. Não há como combater crime organizado sem combater corrupção. Essa é a minha prioridade à frente da coordenadoria. A nossa equipe trabalha em parceria com todas as promotorias, inclusive a eleitoral. Toda a nossa estrutura é compartilhada. EM TEMPO - Quais são os aspectos do crime organizado no setor público? FM - As organizações não partem só dos gestores. Existem muitos servidores públicos que agem de forma organizada sem seu próprio benefício, desviando recursos. Muitas vezes nem mesmo os administradores têm conhecimento das organizações. Há crime organizado em todas as esferas, como no sistema prisional e nas facções urbanas. EM TEMPO - Atualmente, há quantas investigações em andamento no CAO-Crimo? FM - Temos 67, das quais 17 são relacionadas à prefeituras; 20 são procedimentos investigatórios avançados; 16 são fatos em análise; e dez são questões sensíveis, pois envolvem personalidades de
peso. São procedimentos sigilosos e devem ser finalizados até o fim deste semestre, muitos deles já estão em fase de conclusão. EM TEMPO - Qual é o perfil das pessoas que tem procurado o MPE para denunciar o prefeito de Coari, Adail Pinheiro? FM - São pessoas que, em alguns casos, já estão casadas, com famílias construídas e nunca haviam falado sobre o assunto sequer com seus familiares. Algumas pessoas nunca, sequer, haviam sido ouvidas por outras comissões investigatórias. Há um aparente dano psicológico a essas vítimas. A pressão social no caso contribuiu para que essas pessoas nos procurassem e isso é muito positivo. EM TEMPO – Com todos estes indícios envolvendo o prefeito de Coari e, tendo em vista a repercussão que o caso tomou, ainda existe a possibilidade de ele conseguir se livrar? FM - A quantidade de elementos que temos, sem dúvida, contribuirá, para a celeridade das investigações. Confesso que não se pode admitir qualquer demora em um caso tão sensível. Se tudo isso se constatar e, enfim virar uma ação, eu não acredito na impunidade. A própria celeridade que projetamos para o processo qualifica a facilidade que temos em apurar os casos, visto a quantidade de evidências que já foram coletadas por outras comissões. EM TEMPO - O que é mais chocante no conjunto de fatos apurados até agora? FM - É um absurdo ter interesse sexual por crianças. É chocante constatar até que ponto o ser humano pode chegar. Seria revoltante e lamentável que uma pessoa como essa fique impune depois dessas práticas.
Acredito que o que tem que acabar no Brasil é o foro privilegiado, que atrasa o andamento dos processos, trazendo um excesso de burocracia aos procedimentos”
A própria celeridade que projetamos para o processo qualifica a facilidade que temos em apurar os casos, visto que a quantidade de evidências que já foram coletadas por outras comissões”
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Política
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Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
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Consultores dão dicas para investimentos Economia B4
O futuro promissor dos planos de saúde no AM O
crescente cuidado das pessoas para manter uma vida saudável transformou o Amazonas em uma “mina de ouro” para as seguradoras e associações que comercializam planos de saúde, que pretendem injetar quase R$ 116 milhões até 2016 só na capital amazonense. A expectativa é os investimentos garantam um crescimento de 20% ao ano no volume de clientes para as operadoras. O aporte mais vultoso, em 2014, vai partir da Unimed Manaus. A principal rede do setor, que hoje possui 800 consultórios e mais cinco hospitais, tem o investimento previsto de R$ 64 milhões, neste ano, apenas em Manaus. Com a injeção de capital a rede deve inaugurar, entre outros empreendimentos, um centro de imagens e uma central de marcação de consultas para atender os quase 200 mil clientes cadastrados.
Expectativa O presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Amazonas e Roraima (SincorAM/RR), Jair Fernandes, confirma a expectativa da diretora. De acordo com ele, o segmento vem crescendo em torno de 10% nos últimos 4 anos e a expectativa é que o volume de clientes passa a crescer 20% por ano entre 2014 e 2018. “Os investimentos volumosos somados a grandes campanhas de marketing acenam para um futuro promissor no ramo”, projeta. Conforme explica, a cidade conta com 15 seguradoras, entre corretoras como a Bradesco Saúde e SulAmérica Seguros, operadoras como Hapvida e Samel e hospitais como Unimed e hospital Adventista. Segundo Fernandes, esse número tende a crescer e o preço dos planos comercializados a partir de R$ 70 pode cair. “O preço deve ficar mais atrativo devido à concorrência que, esperamos, traga mais qualidade aos serviços prestados”, pontua o presidente do Sincor-AM/RR. ARQUIVO EM TEMPO
Hapvida Outra operadora que está “de olho” no mercado manauense é a Hapvida. Os investimentos para consolidar a presença da operadora na capital são da ordem de R$ 40 milhões. Deste total, 50% serão aplicados, já a partir deste ano, nas obras de ampliação do hospital São Lucas, no bairro Aparecida, Zona Sul da cidade, que vai ganhar uma nova área de emergência para adultos e uma torre de 10 andares.
A diretora de marketing da rede, Simone Varella, classificou Manaus como o grande alvo da empresa para este ano. Segundo ela, apenas 8% dos habitantes locais possuem plano de saúde, percentual que abre vasto caminho para o mercado do setor. “Além do espaço de mercado para expansão, a cidade passa por uma fase de crescimento econômico consolidado, o que permite às pessoas investir em saúde”, avalia.
Unimed é uma das empresas campeãs em reclamação
Com os novos investimentos, as grandes operadoras de saúde projetam ampliar em 20% o volume de clientes em Manaus
Mercado deverá apostar nas corporações Entre as duas modalidades de plano de saúde ofertadas pelo mercado (empresarial e individual), o presidente do Sincor-AM/RR, Jair Fernandes, destaca os corporativos, que são oferecidos para funcionários de empresas em geral, como a tendência para a modalidade na capital amazonense.
Ele calcula que sete das 15 operadoras que estão em atividade, hoje, em Manaus, vão se dedicar exclusivamente ao ramo. “A modalidade é rentável, pois dilui o preço do serviço e pode ser adotada até para microempresas a partir de três funcionários”, defende Fernandes.
Expansão A Samel é uma das redes que aposta nesse nicho. A empresa possui uma carteira atual de 57 mil clientes com plano de saúde e a expectativa do diretor-presidente do grupo, Luiz Alberto Nicolau, é alcançar um volume de 65 mil clientes, ainda este ano. Para atingir a meta, serão
empregados R$ 12 milhões em 2014. O montante será aplicado na construção de um novo centro administrativo, em frente à sede do hospital. “A administração será removida do hospital e abrirá espaço para 22 leitos e um setor de oncologia, além de uma reforma no centro cirúrgico”, adianta Nicolau. ARQUIVO EM TEMPO
JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Grandes empresas do setor vão fazer investimentos de, no mínimo, R$ 116 milhões na capital amazonense até 2016
Usuários cobram qualidade O volume de investimentos previstos reforça o desejo dos usuários de planos de saúde por mais qualidade no atendimento. Embora, grandes redes estejam consolidadas na cidade, as reclamações referentes aos serviços são constantes. A funcionária pública Carla Silva, 59, se queixa do serviço prestado. Ela estuda propostas de outras operadoras, devido às falhas encontradas na empresa atual. “Desde o início do ano, tento marcar um exame e descobri que terei que esperar até abril para realizá-lo e marcar retorno.
E se fosse um caso de vida ou morte?”, questiona. A aposentada Maria Melo da Silva, 65, que veio da Paraíba, para acompanhar a mãe de 89 anos em uma cirurgia, também não está satisfeita. Mesmo pagando um plano de R$ 760 por mês que deveria garantir atendimento ilimitado, a mãe dela aguardou oito dias a liberação de medicamento para um procedimento cirúrgico para o coração. “Ela podia ter morrido esperando a cirurgia. É um absurdo. O verdadeiro investimento deve ser em qualidade dos serviços e respeito com os cooperados”, resume.
Unidade da Hapvida, em Adrianópolis, teve aporte para se transformar em hospital exclusivo para mulheres e crianças
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Economia
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Governo promove boas práticas para Aquicultura Novas normas serão adotadas porque são indispensáveis para país alcançar liderança nos segmentos de proteína animal
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om amplas possibilidades de expandir a produção nacional de pescado em reservatórios públicos, no litoral e nas propriedades rurais, o governo federal elabora, sob a coordenação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a normatização das boas práticas para o cultivo de algumas espécies de interesse comercial. São elas a tilápia, o tambaqui e frutos do mar como ostras, mexilhões e vieiras. O processo de elaboração das normas - indispensável para o Brasil alcançar liderança em todos os segmentos de proteína animal –, começou há três anos, com a participação de mais de 70 instituições, como universidades, centros de produção, institutos federais, ministérios, secretarias de governo estaduais e municipais. As normas propostas, sobre as melhores práticas no cultivo de pescado, se encontram em fase de consulta pública no endereço eletrônico da ABNT até o próximo dia 18 de março. As pessoas ou entidades interessadas podem até esta data propor a alteração, a inclusão, a supressão ou a validação de seu conteúdo. “Quando as nor-
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
mas forem confirmadas pela sociedade, elas se tornarão não impositivas para todos, apenas referenciais importantes para garantir a estruturação dos negócios, a segurança do próprio criatório e a qualidade final dos produtos para os consumidores”, adianta o secretário de Monitoramento e Controle da Pesca e Aquicultura do MPA, Américo Ribeiro Tunes. Selo de qualidade Embora a adesão às normas sobre a criação de pescado seja voluntária, os estabelecimentos que estiverem adequados às melhores práticas de manejo poderão receber um selo de qualidade, conferido pelo MPA/ Inmetro, o que poderá valorizar os seus produtos junto aos consumidores e até abrir as portas para a exportação. “Alguns pontos fundamentais para a defesa do consumidor e a proteção ambiental, como a biossegurança em aquicultura, serão exigidos por atos normativos ministeriais, de forma independente”, esclarece o coordenador geral de Sanidade Pesqueira do MPA, Eduardo Cunha. Para ele, a normativa assegura marcos de excelência, que podem inspirar positivamente a cadeia produtiva.
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
Brasil tem potencial para crescer A aquicultura é responsável pelo atendimento de metade do consumo humano de pescado, tendo em vista o esgotamento dos rios e oceanos. A demanda cresce e o Brasil tem condições de expandir fortemente a produção. Tem água, espécies promissoras, espaço para produzir ração e clima favorável. O governo brasileiro aposta na atividade para gerar empregos e riquezas. “Simplificamos o licenciamento ambiental, desoneramos impostos e estamos expandindo os criatórios, a pesquisa, a sanidade animal e o crédito, através do Plano Safra da Pesca e Aquicultura”, diz o ministro Marcelo Crivella. Encontrado em abundância na região, tambaqui será cultivado com boas práticas de produção
Wilson Périco wilson.perico@technicolor.com
Carta aberta a Ênnio Candotti Prezado professor Candotti: inicialmente, cabe registrar o agradecimento de todos aqueles que reconhecemos a importância de sua presença e a relevância de sua contribuição ao desafio infinito de entender, interagir e integrar esse bioma fantástico que é a Amazônia e sua potencialidade de promover, harmonizar e humanizar as interações que se impõem na direção do bem comum. Endossamos, a propósito, sua posição sobre o papel do exercício multidisciplinar, entre os desafios da floresta e sua gente, aquele que provoca e convoca a Ciência a se reinventar e se aproximar dos mistérios e contradições do cotidiano para elevar a dignidade do cidadão. Aqui entre nós, esses desafios, de tão grandes, costumam impor o sentimento da cumplicidade fraterna, um catalizador essencial e imbatível das energias e talentos de cada um. Tem sido assim - integrando os que aqui chegam e comungam dessa tradição litúrgica – que historicamente associados em nome dos interesses da tribo, com tropeços e acertos, achamos algumas das soluções mais curiosas e determinantes que a Humanidade, sem saber a origem, adotou. Citamos algumas. Com a descoberta do látex, o leite generoso e promissor da Hevea brasiliensis, ajudamos o mundo a ser mais asséptico com as luvas estéreis pela borracha, e a andar mais rápido, com os pneumáticos de automóveis e aviões. De quebra, diferentemente da
cultura dominante que atribui a façanha aos ingleses, somos os verdadeiros inventores do futebol, o esporte bretão (?) que mobiliza o mundo e aproxima pessoas. Quem anotou a invenção foi viajante francês La Condamine, em 1744, e Jorge Tufic, poeta nativo assim a descreveu “ Da antiguidade seletiva dos tucanos, muras e cambebas? Lembras-te, por acaso, da bola de sernambi que estes últimos te deram, ainda em pleno século 18, e do jogo que eles jogavam num campo sem traves e sem torcidas?”. Pois é, caro professor, somos lépidos em juntar e lentos em intrigar! E para enfrentar a escassez dos alimentos, portanto, de energia, no ciclo de cheia das águas, além do peixe defumado e da farinha nos paneiros, e do piracuí, a farinha de peixe seco, desidratamos uma fruta lendária, “o olho de gente”, a Paullinia cupana, a invenção do guaraná, a mesma tecnologia adotada por russos e americanos para tripular as expedições no espaço sideral. Invenções e soluções são encontradas, por aqui, sempre em torno de uma cuia do caxiri da solidariedade pra encarar os desafios das agruras diárias e escancarar as trilhas da harmonia entre a homo e a biodiversidade em questão. Em sua entrevista à revista “Valer Cultural”, do final de 2013, foram anotados alguns dos problemas que preocupam a todos nós, efetivamente, especialmente a relação perversa da União com a Hileia. A desarticulação entre
a academia e a economia, anotada em sua crítica, é um divórcio que não se localiza apenas na indústria e academia local. É uma herança dos padrões e premissas da própria universidade do país, desde Coimbra, que encara Ciência aplicada como um empobrecimento da erudição acadêmica e condoreira, e mais recentemene uma instrumentalização capitalista do poder e outras distorções crônicas. Autonomia universitária se confunde, habitualmente, com a indiferença aos desafios do país afora. Não fosse assim, a Universidade estaria mais presente no suporte ao ensino fundamental e médio, onde o crescente empobrecimento no ensino de Comunicação, Aritmética e Ciência está fazendo do Brasil uma nau sem rumo. No próximo mês, as empresas que financiam a UEA, por iniciativa de suas entidades, vão celebrar um convênio de ação compartilhada. É um começo. Sua atuação no cotidiano das pesquisas da SBPC, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência pode confirma o vício dessa elitização vesga do saber. A inquietação, porém, existe e sua presença ajuda a somar, ajuda a avançar o debate e razão pela qual o acolhemos e valorizamos sua contribuição proativa. Precisamos desfazer preconceitos, desinformações, fórmulas exógenas, imposições que espoliam e não promovem nossa gente. É preciso que o país se dê conta de sua inépcia em
gerir a Amazônia e que isso só vai acontecer, a contento, com investimentos pesados em educação e qualificação técnica das novas gerações. É nebuloso e apressado, entretanto, dizer que as “elites locais” (?) proibiram deslanchar o projeto do Centro de Biotecnologia da Amazônia, pago pelas taxas recolhidas pela Suframa junto às empresas, uma aspiração e determinação dos atores locais, contra uma disputa de vaidades entre ministérios e facções politicas inconsequentes. É procedente, e coincidente com a nossa, sua indignação contra essa insensatez que o CBA representa, e contamos com sua ajuda para equacionar essa anomalia institucional. Em agosto último, como é de seu conhecimento, as entidades da indústria chamaram mais de 35 atores, instituições, empresas, academia, incluindo empresários com representação do próprio Museu Botânico, para sugerir a gestão do CBA pela Embrapa, seus 41 anos de bionegócios, e virar o jogo da embromação. Afirmar, porém, que a direção das entidades - parceiros que estão integrando o belo projeto do Museu da Amazônia - é ocupada por funcionários de terceiro escalão das indústrias, sem poder de decisão e mando, é incoerente com a nobreza de suas origens romanas e nada agrega na luta ora travada e em ebulição. Como, também, não agrega acusar a Fucapi de desperdiçar recursos e
questionar o portfólio de suas ações e a estatura moral, proativa e combativa de sua direção, professora Isa Assef. Fundada a partir das entidades de classe da indústria, há mais de três décadas, a Fucapi é reconhecida como a principal instituição tecnológica da Região Norte, por sua atuação voltada para o apoio técnico às empresas instaladas em Manaus, com laboratórios de última geração e inventividade. Se muitas empresas se limitam à montagem de partes e peças como o senhor afirma, isso escapa aos esforços dos atores locais empenhados em desenvolver com parcos recursos as novas saídas da inovação. A Fucapi é a instituição que criou a primeira escola técnica em informática do país, e tem pioneirismo de cursos de especialização em nível de graduação e pós-graduação eletrônica digital, engenharia de produção, automação industrial, qualidade e produtividade, desenvolvimento de recursos humanos, marketing, e design industrial e regional com serviços de busca e registro de marcas, patentes, desenho industrial e soſtware, entre tantos avanços que Enio Candotti, decididamente, precisa conhecer – além de se desculpar - ou colher depoimentos dos membros da Associação Brasileira de Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação que a Fucapi preside. Junte-se a nós, professor, pois a luta é grande, mas o mato é maior, como diria Guimarães Rosa!
Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta
Wilson Périco Empresário
Invenções e soluções são encontradas, por aqui, sempre em torno de uma cuia do caxiri da solidariedade pra encarar os desafios das agruras diárias”
Economia
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MAX GEHRINGER
‘Trabalhar cedo é a chave para o sucesso’ EMERSON QUARESMA Especial EM TEMPO
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executivo e conferencista, Max Gehringer, 64, esteve semana passada em Manaus, onde realizou palestra para o Centro Universitário do Norte (Uninorte). Na ocasião, ele concedeu entrevista ao EM TEMPO, quando defendeu que as empresas precisam formular estratégias de motivação para que os colaboradores alcançem as metas de modo satisfatório, e que ao seu exemplo, os jovens começem a trabalhar cedo a fim de aprender os segredos do mercado de trabalho. EM TEMPO - O mercado de hoje exige um empregado motivado ou determinado? Quando comecei a trabalhar não falávamos em motivação e sim obediência. Mas, aí criaram a motivação e eu achei mais legal. Eu sempre vi essa palavra pelo sentido exato que ela tem. Eu sempre fui um funcionário motivado nas empresas que trabalhei, desde que alguém me desse algum motivo para ser motivado. E qual é o motivo que alguém pode me dar? Ou me pagar bem, ou me dar o melhor ambiente de trabalho possível, ou me dar oportunidades de desenvolvimento, ou de preferência as três coisas juntas. E determinação significa que eu não vou desistir ao primeiro erro ou ao primeiro empecilho.
Eu posso ser tremendamente motivado e errar tudo que eu faço. Não posso me desmotivar por um erro que cometi ou por situação que esperava acontecer e não aconteceu. EM TEMPO - Mas é obrigação da empresa motivar ou do empregado estar motivado? A motivação interna que
Então, quanto antes nós começarmos a trabalhar nessa vida, mais cedo nós vamos aprender a nos defender no mercado de trabalho MAX GEHRINGER executivo e conferencista
a gente pode chamar é a seguinte: “eu tenho uma ambição na carreira, eu sei onde quero chegar, e não importa o que digam ou deixam de dizer, isso não importa, eu vou nessa direção”. Agora alguém pode me motivar dizendo “você esta indo bem, ou você está atropelando quem não deve ou você está incorrendo num erro que, se continuar assim desse jeito, você vai ser demitido, ao invés de ser promovido”.
EM TEMPO- Você começou a trabalhar muito cedo. Chegou ao topo. Como encara isso para os dias de hoje? Eu não encaro isso como nenhum mérito e nenhuma vergonha. A classe social de onde eu saí; a vizinhança onde morei; a situação familiar de todo o bairro onde eu morava fez com que todo mundo começasse a trabalhar com a mesma idade que eu: 12 anos. Comecei a trabalhar fazendo os serviços que todos da minha idade podiam fazer. Fui auxiliar de faxina. EM TEMPO - E o que você ganhou com essa experiência? Para mim a vantagem foi a de começar a entender muito cedo o que é chefe, o que é hierarquia, o que é injustiça. Eu me encaixei muito fácil no ambiente de trabalho. Por isso comecei a sugerir que os jovens começassem a trabalhar o quanto antes. Não esperar terminar a faculdade. Eu sempre fiquei pensando se eu tivesse só estudado e tivesse começado a procurar emprego aos 24 ou 25 anos de idade, com faculdade, pósgraduação, MBA, doutorado, e eu entrando numa empresa e um chefe fala assim: “você fez tudo errado”. Eu ia ter que fazer terapia porque não estava mais na idade. Então quanto antes nós começarmos a apanhar, mais cedo nós vamos aprender a nos defender.
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Cuidados para garantir o sucesso dos investimentos
Consultores apontam o primeiro trismestre do ano como um bom momento para aplicações financeiras em patrimônio REPRODUÇÃO
Empresa de consultoria que montará escritório em Manaus indica que a cidade, pelo fato de ter um polo industrial incentivado e ainda ser subsede da Copa do Mundo, atrairá mais investidores LUANA GOMES Especial EM TEMPO
A
no Brasil”, destaca. O público é dividido entre jovens investidores, que passaram a se acostumar com esta dinâmica, e aqueles que dão continuidade às aplicações na busca por manter o patrimônio constituído de décadas. Embora a empresa não trabalhe com educação financeira ou controle orçamentário, busca passar o mínimo de conhecimento para que o consumidor possa conhecer as formas de aplicar, saindo do famoso hábito de investir apenas em poupança. No início de 2013, o Instituto de Pesquisas Rosenfield elaborou uma análise – encomendada pela BM&F Bovespa –, sobre o quadro de investidores no país. Conforme os resultados, 44% dos entrevistados tem dinheiro na caderneta de poupança, o que subtende que o brasileiro
REPRODUÇÃO
s dores de cabeça com impostos e despesas escolares não parecem ser obstáculos na hora de investir. Conforme dados da BullMark Consultoria e Planejamento Financeiro, apesar dos gastos tradicionais de início de ano, o primeiro trimestre é o segundo com a maior procura de pessoas interessadas em fazer aplicações, seja para iniciar ou preservar um patrimônio. De acordo com o CEO da empresa de assessoria financeira – instalada em Manaus desde novembro –, Renato Nobile, o último trimestre do ano é o melhor para o segmento, mas o primeiro trouxe uma grande parcela de clientes inte-
ressados em procurar a melhor forma de investimento. O proprietário da consultora – ativa há seis anos no mercado e com 53 colaboradores em todo o território nacional –, comenta que, apesar da recente implantação em Manaus, a equipe atendia clientes de forma remota, por meio da agência em Brasília, e realizava pesquisas na capital amazonense há pelo menos dois anos. Por sinal, foram estes levantamentos que identificaram a demanda crescente do público investidor em Manaus. “Além do Polo Industrial que tem aqui, a cidade será uma das sedes da Copa do Mundo, o que pode atrair mais investidores. Nossos estudos apontam que aqui iremos montar um dos nossos principais escritórios
Bonecas e carrinhos são trocados por produtos tecnológicos
tem medo de arriscar. Retorno Grande parcela dos clientes não possui tempo e conhecimento específicos para escolher a menor aplicação financeira, segundo Nobile. Por isso a necessidade de auxiliar o cliente à aplicação que lhe garanta melhores respostas. “Mas a decisão final é sempre dele. Não há limite de capital, nosso atendimento é individual e buscamos clientes que tem o patrimônio a preservar e os que têm a construir”, salienta. A médica Nália Almeida, 60, junto ao marido, Rivanildo Almeida, 62, entrou no ramo de investimentos há muito tempo, mas a falta de visão, segundo ela, fez com que o casal “apostasse os ovos em apenas um ninho”.
Consultoria gera rendimento De acordo com a médica Nália Almeida, sem uma visão mais detalhada, ela e o marido jogaram as fichas no mercado imobiliário. Mas com a assessoria financeira perceberam que o retorno estava aquém do previsto. “Fizemos investimentos errados. Como não éramos da área, ficou difícil acertar. Não tivemos prejuízos, mas o retorno poderia ser maior”, ressalta. Ela detalha que, atualmente, por conta do assessoramento, conseguiram mudar este cenário e obtiveram rendimentos acima do esperado.
O empresário Caio Michiles, 30, diz que há oito anos tem investimentos em aplicações “menos ortodoxas”, com visão além da poupança e CDI. Ele conta que mesmo aqueles com muito dinheiro costumam perder a fortuna por conta da falta de conhecimento. Segundo o empresário, o rumo que tomou fez com que ele garantisse uma lucratividade positiva para os seus negócios. “Se houver informação, com certeza muitas pessoas vão migrar para outros tipos de aplicações”, destacou.
TABLET
Brinquedo preferido das crianças A maior fabricante de brinquedos do mundo tem sentido a tendência das crianças de trocar bonecas e carrinhos por produtos eletrônicos, como tablets e smartphones na hora de pedir dos pais os seus presentes. Nesse final de semana, as ações da norte-americana Mattel, dona da Barbie e dos carrinhos Hot Wheels,
caíram 12%, o maior tombo desde 2009, depois da divulgação de queda nas vendas no quarto trimestre. O faturamento com a boneca mais famosa do mundo caiu 13% no período. A Mattel também sofreu com o comportamento dos meninos, com a redução de 8% na venda da linha Hot Wheels. Nem a linha para bebês, a
Fisher-Price, escapou da queda nas vendas -de 13%. Em seu balanço, a Mattel cita que as vendas na América Latina, por exemplo, cresceram em 2013 pelo terceiro ano seguido, mas que o resultado poderia ter sido melhor se não fosse um desempenho mais fraco no Brasil - a empresa não detalhou números sobre o país.
Também pesou para o resultado fraco a migração dos consumidores dos EUA para o varejo eletrônico. Com isso, lojas como Target, Toys “R” Us e Walmart tiveram de reduzir preços e cancelar encomendas da Mattel. O resultado só não foi pior porque a linha de bonecas góticas da franquia das Monster High continua a subir.
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Projeto pode ser aliado no combate à obesidade O Programa de Aquisição de Alimentos pretende estimular a população a consumir gêneros alimentícios mais saudáveis
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esforço do Poder Público em tirar as famílias da pobreza e elevar sua renda por meio de programas sociais abriu espaço para uma nova discussão: a falta de qualidade dos alimentos consumidos pela população. De acordo com o Secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), Arnoldo Campos, esse é o mais recente desafio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo ele, com o aumento da renda e a autonomia das famílias para adquirir seus alimentos, a população passou a ter uma alimentação baseada em poucos produtos. “Com a renda vem o consumo e uma oferta grande de produtos cheios de gordura e baixo teor nutricional. O Brasil já enfrenta o problema da obesidade e sobrepeso e o PAA pode ser uma alternativa interessante de oferta de alimentos saudáveis e sustentáveis”, disse Campos. Ele explica que o PAA incentiva a diversidade na produção de alimentos e reconhece a gastronomia local. “Estamos levando mais frutas,
AGÊNCIA BRASIL
verduras e legumes para o dia a dia da população, incentivamos hábitos saudáveis com o consumo de produtos típicos de cada região e isso dialoga com a agenda da alimentação saudável.”
INCLUSÃO
As cooperativas e associações também podem participar por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os agricultores precisam ter a Declaração de Aptidão (DAP), do Pronaf Distribuição O PAA foi criado em 2003, dentro do programa Fome Zero, e possibilita aos agricultores familiares à venda de produtos para o governo federal. Esses produtos são destinados a hospitais, creches e escolas públicas, a asilos, comunidades terapêuticas e para a população em vulnerabilidade social. Também são usados para formar estoques públicos e compor cestas de alimentos distribuídas a grupos populacionais específi-
AVIAÇÃO AGÊNCIA BRASIL
cos ou, ainda, em ações emergenciais, em complementação à ação da Defesa Civil. Por meio de uma operação de compra governamental, o programa beneficia os agricultores familiares e as pessoas atendidas pelas redes assistenciais nos Estados e municípios. “Essa é a inovação. Com o mesmo recurso, conseguimos resolver dois programas diferentes: fortalecer a agricultura familiar vencendo a fome. É cada vez menor o número de pessoas em vulnerabilidade que não têm alimentação saudável. Quem recebe é beneficiário e quem fornece também”, disse o secretário. Campos explica ainda que o PAA fortalece as cadeias produtivas locais. “Temos um abastecimento de grãos já desenvolvido, então buscamos aumentar a cobertura da assistência técnica para diversificar a produção e adequá-la à realidade climática de cada região”, disse. Entre os itens mais presentes no programa estão leite e seus derivados, seguido pelas hortaliças e frutas. Segundo ele, o PAA incentiva também a produção em comunidades extrativistas, como na Região Norte, comprando pescado, castanhas e frutas nativas.
GAYS
Mortes são alvo de protestos
Em 2013 foram registrados 140 acidentes com aviões
Casos de acidentes aéreos no Brasil caíram 8,5% Em 2013 o total de 163 acidentes aéreos foram registrados no país, sendo 140 com aviões e 23 com helicópteros. Os dados foram divulgados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), na última sexta-feira (31). Nenhum deles foi de grande porte. Houve uma redução de 8,5% em relação aos 178 acidentes aéreos de 2013, com queda também no número de vítimas fatais: foram 72 no ano passado, frente aos 78 verificados em 2012 e 96 registrados em 2011. A redução foi significativa, de acordo com a pesquisa do Cenipa, considerando-se um cenário de crescimento gradativo do número de aeronaves em operação e o consequente aumento de voos na aviação brasileira, conforme o brigadeiro Luís Roberto Lourenço, chefe do Cenipa. Segundo ele, em 2013, houve uma média de 0,36 acidente por 1 milhão de horas de voo – menos da metade da média de 0,72 em
2012 e de 1,13 em 2011. O brigadeiro destaca que não só os acidentes aeronáuticos diminuíram, mas também os incidentes. “A aviação brasileira está mais segura, mas isso não significa que estamos satisfeitos. A prevenção deve ser reforçada dia a dia, porque a nossa meta é zero acidente”. Ele também destaca que os índices no Brasil são semelhantes aos dos países desenvolvidos, com pequeno número de ocorrências na aviação regular. Em 2013 teve apenas um caso. Parceria Em parceria com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Cenipa desenvolve campanhas educativas e atividades de prevenção como palestras, seminários e vistorias de segurança, tanto nas grandes empresas regulares quanto na aviação agrícola. “Nós estamos em todas as regiões do Brasil”, disse o brigadeiro.
O grupo Mães pela Igualdade reuniu-se na escadaria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, centro da cidade, para protestar contra os assassinatos de 39 pessoas por crime de homofobia somente em janeiro. Com cartazes e uma enorme bandeira com as cores do arco-íris, os manifestantes exigiram a criminalização do ódio contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTs). Uma das integrantes do grupo, composto por mães de pessoas LGBTs, Georgina Martins, explicou que este foi o primeiro ato que elas organizaram desde a criação do movimento, em 2011. “É um absurdo que, em menos de um mês, 39 assassinatos de pessoas LGBTs. Queremos que o crime de homofobia seja tipificado como crime e sairemos para a rua com mais frequência”, disse ela, ao informar que a prefeitura vai disponibilizar um espaço para servir de sede para atendimento para pais e mães que têm dificuldade para aceitar a condição sexual dos filhos ou que precisam de apoio. O filho de Georgina, Camilo Martins, explicou que os assassinatos de homossexuais são sempre extremamente violentos e agressivos.
Programa auxília na produção de frutas, verduras e hortaliças, bem como na aquisição dos mesmos
CHECKPLACA
App que checa se veículo é roubado tem boa procura O Checkplaca, aplicativo para celular e computador lançado pelo Ministério da Justiça, já alcançou mais de 400 mil downloads, tornando-se o mais baixado na loja da Apple no Brasil e o 14º lugar no mundo, conforme resultados divulgados na última sexta-feira (31). Com o Checkplaca, o cidadão pode verificar se qualquer veículo é furtado ou roubado. Basta digitar a placa para o aplicativo informar o modelo, as características e situação do carro na base de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Sinesp). Quando o aplicativo detecta algo irregular, o sistema avisa e dá a opção de o usuário ligar, sem ter que se identificar, para a polícia, que manda uma equipe ao local para verificar a situação. O aplicativo também é utilizado pelas forças policiais. Gratuito, o programa
está disponível para dispositivos que operam com os sistemas iOS (Apple) e Android. O Ministério da Justiça informou ainda que 50 veículos foram recuperados graças ao aplicativo, com média de um por dia. Mais de 5 milhões de consultas já foram feitas, com média de 150 mil diariamente. Em 2012, foram furtados 248.755 e roubados 203.844 veículos. Segundo o ministério, os números de 2013 ainda não estão fechados. Na última quinta-feira (30), o Ministério da Saúde aproveitou a Campus Party para lançar o aplicativo E-SUS Samu, que permite a usuários de todo o Brasil fazer seus pedidos de atendimento por meio de smartphones. Entre outros benefícios, o paciente poderá acompanhar o trajeto do veículo e saber em quanto tempo ele chegará ao local, evitando, assim, uma possível desistência quando a equipe de socorro já estiver a caminho. AGÊNCIA BRASIL
Aplicativo identifica se veículo apresenta restrição de roubo
INGLÊS
Inscrições abertas para curso As inscrições para concorrer às 9.225 vagas do programa Inglês sem Fronteiras estão abertas e terminam às 23h59 do dia 13 de fevereiro. Os cursos presenciais de língua inglesa serão ministrados em universidades federais e terão prioridade os estudantes que podem participar do programa Ciência sem Fronteiras. A inscrição será confirmada por e-mail até 17 de fevereiro. As aulas começam no dia 20 de fevereiro e os cursos terão a duração mínima de 30 dias e máxima de 120 dias. A carga horária presencial é quatro aulas de uma hora, distribuídas em pelo menos dois encontros semanais, em locais e horários definidos pela universidade credenciada. Conforme o edital publicado no Diário Oficial da União do último dia 24 de janeiro, podem se inscrever no processo seletivo os estudantes que atendam cumulativamente aos seguintes critérios: ser aluno de graduação, mestrado ou doutorado, com matrículas ativas nas universidades federais credenciadas como Núcleo de Línguas (NucLi); participantes e ativos no curso My English Online, e alunos que tenham concluído até 90% do total de créditos da carga horária de seu curso.
Mundo
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Gays russos falam em mais hostilidades após lei A
entrada em vigor de uma lei que limita a liberdade dos gays na Rússia, em junho passado, permitiu que a discriminação avançasse pelas mais diversas áreas no país e passasse a ameaçá-los inclusive em seu direito a atendimento de saúde. Um levantamento publicado no “Health and Human Rights Journal”, da Universidade Harvard, mostra que 72% dos 1.385 gays entrevistados dizem ter sofrido algum tipo de discriminação ao procurarem um médico, após a aplicação da lei. No caso dos transgêneros, o percentual sobe para 92%. Entre os relatos, estão o “uso de precaução excessiva” por parte dos médicos, a recusa do profissional em tocar o paciente e até a total privação de atendimento. Alguns entrevistados disseram ter sido recriminados por serem soropositivos ou acusados de levar uma “vida de pecado”. Para os gays com HIV, a situação foi ainda mais grave: 72% deles disseram ter tido atendimento médico negado pelo menos uma vez após a aprovação da lei.
Como consequência da discriminação, 42% deles disseram que, se puderem escolher, não esperam mais usar o sistema de saúde. “Esses resultados preliminares sugerem que a saúde dos LGBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) está ameaçada pelas mudanças nas leis”, afirmam os autores da pesquisa, o estudante da London School of Hygiene and Tropical Medicine Oleg Kucheryavenko e o estudante de relações internacionais Kirill Guskov. Com a lei contra a “propaganda gay”, os russos são multados em caso de manifestações de “relações sexuais não tradicionais” - o que, na prática, limita qualquer gesto homoafetivo. Em caso de infração, o autor é obrigado a pagar multa de 4.000 a 1 milhão de rublos (R$ 275 a R$ 68,7 mil). A punição também vale para estrangeiros, que, se culpados, são obrigados a pagar multa de 100 mil rublos (cerca de R$ 6.900), podem ser detidos por 15 dias e até expulsos do país. “Se você segurar um cartaz pró-gay na rua, isso pode ser considerado ilegal a partir de
DIVULGAÇÃO
Levantamento feito pela Universidade de Harvard revela que mais de 70% dos entrevistados enfrentaram discriminação agora, porque as crianças vão poder ver a ‘propaganda’”, explica Michael Walker, consultor da Fundação Vojvodina e um dos autores do artigo, à “Folha de S.Paulo”. Violência O artigo da revista científica também mostra dados, publicados em agosto passado, sobre a violência contra os gays no país. De acordo com um levantamento feito pela organização Russian LGBT Network com 2.437 gays no primeiro semestre de 2013 - antes da aprovação da lei -, 56% disseram já ter sofrido algum tipo de assédio psicológico e 16% disseram já ter sido agredido fisicamente. Do total, 7% afirmaram ter sofrido violência sexual e 8% dizem que foram detidos, pelo menos uma vez, em razão de sua orientação sexual. Como 77% também dizem não ter confiança na polícia, uma grande parte dos gays nem registra a violência. “Muitos na Rússia acham que os homossexuais ‘recrutam’ crianças para se ‘tornarem gays’ e não são diferentes dos pedófilos. As autoridades só têm reforçado essa visão”, disse Walker.
Atletas contra a lei antigay Às vésperas do início das Olimpíadas de Inverno de Sochi, que serão realizadas entre os dias 7 e 23 de fevereiro, mais de 50 atletas olímpicos e exesportistas pediram às autoridades russas que acabem com as leis antigay introduzidas no país, além de criticarem o Comitê Olímpico Internacional (COI) e patrocinadores multinacionais por não terem se esforçado mais nesse sentido frente ao governo da Rússia. Na petição, constam 52 assinaturas. Entre elas, a da ex-tenista tcheca Martina Navratilova. O ex-bailarino e fenômeno dos saltos ornamentais, Greg Louganis, que também é gay, foi outro a assinar.
Vários grupos ativistas protestam contra a lei antigay russa
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Mundo
MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
Caderno C
Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Alternativos promovem desordem Dia a dia C6 e C7
Com Prourbis, comércio também ganhará espaço
FOTOS: PROURBIS/DIVULGAÇÃO
Com 81% de área habitacional concluída, programa beneficiará pequenos comerciantes no bairro Jorge Teixeira
Hoje, a Área Habitacional 2 (AH2), do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis), está com obras 81% finalizadas na Zona Leste da capital
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a casa de três cômodos, alagada a cada chuva forte que cai na capital amazonense, Claudecir Pereira, 56, divide espaço para a família e o comércio improvisado de estivas. O sonho de um espaço seguro adequado a sua pequena renda parecia distante, mas, agora, ele será uma das 28 pessoas que a Prefeitura de Manaus, por meio do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis), com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), irá contemplar com um apartamento com divisão para área comercial. “É realmente reconfortante saber que o Prourbis olhou pelos comerciantes do bairro. Nós não temos muitos recursos e toda ajuda sempre é bem-vinda”, disse. Atualmente, 81% da Área Habitacional 2 (AH2), onde estão sendo construídas 28 unidades mistas para atender as necessidades dos moradores do bairro que atuam na área de comércio, já foi finalizada. Cada unidade possui 50 metros quadrados e é composta de sala de estar, dois quartos, uma copa/cozinha, um banheiro e área de serviço. Além disso, o diferencial é um salão, na parte frontal da casa, com 17 metros quadrados, destinado ao comércio ou negócio do morador. A estrutura é em tijolo estrutural cerâmico e laje. O conjunto terá, ainda, urbanização e estacionamen-
to externo. “Todos os que atuam na mesma situação que eu e forem beneficiados poderão se regularizar e ter um trabalho digno”, afirmou Claudecir. De acordo com o coordenador geral do Prourbis, Claudemir Andrade, as obras seguem em ritmo acelerado em todas as frentes de trabalho do programa para que o cronograma seja cumprido. Já com alvenaria completa, pintura base, instalações hidráulicas e elétricas, a unidade representa a concretização do sonho de
Desenvolvimento sustentável para bairros Realizado pela parceria mantida com o BID, o Prourbis tem a missão de promover, de forma sustentável, melhorias na qualidade de vida dos moradores dos bairros Jorge Teixeira 3, Arthur Virgílio e João Paulo, realizando também ações na infraestrutura urbana, serviços públicos e de meio ambiente dos bairros. Atualmente, o programa
está em uma das suas fases mais importantes desenvolvida no bairro Jorge Teixeira, 3ª etapa: o resgate habitacional das famílias que moravam em áreas de risco. Com a construção de quatro áreas habitacionais contendo 204 moradias — entre elas os residenciais Helso do Carmo Ribeiro e Deputado Francisco Queiroz, que já foram entregues pela Prefeitura de Manaus em outubro
de 2013 — o Prourbis já mudou a vida de 88 famílias que viviam em áreas de risco, em moradias inapropriadas para habitação, próximas ao igarapé e sujeitas a desabamentos e alagações. Todas receberam apartamentos com 51metros quadrados de área construída, divididos em sala de estar, dois quartos, uma copa/cozinha, um banheiro e área
de serviço. As demais 116 moradias previstas no programa estão em construção nas áreas habitacionais AH1 e AH2, com previsão de entrega para abril deste ano. Todos os moradores do bairro Jorge Teixeira – etapa 3 estão sendo beneficiados com as ações de reurbanização desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus.
PANORAMA
Atualmente, 81% da Área Habitacional 2 (AH2), onde estão sendo construídas 28 unidades mistas para atender as necessidades dos moradores do bairro que atuam na área de comércio Claudecir. “Temos uma grande preocupação com os prazos, uma vez que essas obras vão beneficiar os moradores do bairro que as estão aguardando e necessitam delas”, afirmou Claudemir Andrade. Ao todo, estão sendo construídas este ano 116 moradias, sendo 88 restantes na Área Habitacional 1, que está 37% executada. A previsão é de que a entrega destas duas áreas habitacionais ocorra em abril de 2014.
Claudecir Pereira agora comemora poder juntar sua casa e seu comércio em um único espaço no novo apartamento
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Dia a dia
Retomada de vida esb REPRODUÇÃO
Pessoas que prestaram suas contas com a Justiça enfrentam o estigma de “ex-presidiários” e encaram dificuldades em recomeçar em meio a uma sociedade que, por conta do preconceito, dificulta esse caminho e lhes tira as esperanças
Projeto Reeducar é voltado para ex-integrantes do sistema prisional e funciona como ferramenta de apoio à retomada por uma vida honesta, mas há entraves criados pelo preconceito social
A
pós perderem anos de liberdade por cometerem algum tipo de crime, os ex-detentos têm de lidar com mais um desafio em suas vidas quando deixam a prisão ou obtêm direito ao regime semiaberto e aberto: voltar ao mercado de trabalho. O desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas, Sabino Marques, também presidente do Grupo de Monitoramento Carcerário no Estado, atesta que a utilização da mão de obra de presos é uma poderosa ferramenta de ressocialização. “O trabalho é uma ponte para um futuro vivido com dignidade. Entretanto, as empresas ainda têm preconceito. Aqui no Amazonas mesmo, certa construtora firmou contrato com o tribunal para contratar alguns ex-presidiários, quando foi o momento não cumpriu com a sua palavra”, enfatiza o desembargador. E a dificuldade não reside apenas na iniciativa privada. Dentro dos próprios órgãos públicos o preconceito existe. Em Manaus, por exemplo, há cota de 5% para egressos nos editais do governo para as áreas de construção civil, serviços, alimentos, jardinagem e limpeza. Esse índice, contudo, não é respeitado. Vítimas de um mercado de trabalho preconceituoso e de um achatamento de salários resultantes da baixa qualificação, eles dependem de iniciativas públicas e privadas para serem incluídos novamente na sociedade. Segundo os últimos dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, divulgados no pri-
meiro semestre de 2012, 20,4% dos presos em regime fechado, semiaberto e aberto (não inclui egressos) estão envolvidos em atividade laboral interna e externa no país. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desenvolve vários programas de ajuda social e que trazem grandes benefícios às pessoas e comunidades por todo o país. Em Manaus o programa “Começar de Novo” compõe-se de um conjunto de ações voltadas à sensibilização de órgãos públicos e da sociedade civil com o propósito de coordenar, em âmbito nacional, as propostas de trabalho e de cursos de capacitação profissional para presos e egres-
Mutirões carcerários ajudam ressocialização No Brasil os mutirões carcerários têm evidenciado um contingente significativo de pessoas com mais de um processo nas varas criminais e nas varas de execução penal, indicando ser alto o índice de reincidência, compatível com
levantamentos que a fixam entre 60 e 70%. As altas taxas de reincidência têm reflexo direto na segurança pública, e a sua redução, dentre outras medidas, passa pela implementação de programas consistentes de
ressocialização. Destaque-se que, além do caráter preventivo e punitivo, a execução penal dever também proporcionar condições para a harmônica integração social das pessoas encarceradas.
Nesse contexto, evidenciase a necessidade da integração de órgãos do poder público e da sociedade civil no processo de execução da pena, compreendida esta em suas funções preventiva, punitiva e de reinserção social. IONE MORENO
ADRIANA PIMENTEL Especial EM TEMPO
PROBLEMA
Dentro dos próprios órgãos públicos o preconceito existe. Em Manaus, por exemplo, há cota de 5% para egressos nos editais do governo para diversas áreas, que não é respeitada sos do sistema carcerário, de modo a concretizar ações de cidadania e promover redução da reincidência. Desde 2006, a empresa Elo Componentes possui uma unidade de produção de relógios de medição de energia elétrica que emprega 50 homens e 78 mulheres do regime fechado do complexo penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Dessa forma, a empresa contribui para a ressocialização dos detentos e aumenta a produção fabril.
Desembargador Sabino Marques, do TJAM: construtora não cumpriu contrato com tribunal para empregar ex-detentos
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IONE MORENO
arra em preconceitos
RAPHAEL ALVES/TJAM
Henrique Veiga Lima, juiz de Direito da 9ª Vara Criminal e integrante do Grupo de Monitoramento Carcerário: cursos têm sido uma forma procurada para ressocializar os ex-detentos
Mutirões em presídios têm beneficiado detentos, mas o combate ao preconceito é difícil
Trabalho para a ressocialização Desde 2007, o Tribunal de Justica do Amazonas implantou o projeto “Começar de novo”. Segundo o coordenador do programa, o juiz da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas, Henrique Veiga Lima, o número de presos que participa é bastante flutuante. No ano de 2013 foram cadastrados 400 presos no sistema aberto. “O preso tem a necessidade de se inserir no mercado. Entretanto, te-
PROBLEMA
O preso tem a necessidade de se inserir no mercado. Entretanto há vários fatores que não contribuem. A grande massa não tem instrução. Quando eles sabem ler não têm formação mos vários fatores que não contribuem. A grande massa não tem instrução.
Quando eles sabem ler não têm nenhuma formação profissional que o capacita para trabalhar no Distrito, por exemplo. Nós temos realizado cursos para capacitar e ter uma outra opção com o sistema”. O projeto está trabalhando em parceria com o professor Ricardo Bessa, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na tentativa de buscar parceiros para implantar uma fábrica de sabão a partir de óleo mineral.
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Dia a dia
Cargas perigosas torna IONE MORENO
Falta de uma fiscalização mais rigorosa e desrespeito dos próprios condutores permitem o transporte inadequado de materiais pesados e mercadorias pelas ruas de Manaus, colocando em perigo outros motoristas e pedestres
Passageiro de moto leva tubos de ferro: falta de bom senso dos condutores pode provocar acidentes com transporte de objetos sem a devida colocação em espaços apropriados nos veículos ADRIANA PIMENTEL Especial para o EM TEMPO
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PROBLEMA
Há leis, normas e deliberações de órgãos como o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Boa parte das regras é desconhecida pelos motoristas Ele afirma que o veículo que conduz - uma Pampa branca placa NOP – xx33 - circula totalmente na legalidade, e que procura sempre obedecer o limite de peso estabelecido para o seu carro. A fiscalização é de competência do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização
do Trânsito (Manaustrans). De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), artigo 231, é proibido transitar com veículo que suas dimensões ou com carga superior ao limite estabelecido legalmente, ou pela sinalização, sem autorização é infração grave, com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira nacional de habilitação (CNH). Desde abril do ano passado o Manaustrans criou a Zona Máxima de Restrição de Circulação (ZMRC), na qual restringe a circulação de caminhões em várias ruas, de acordo com a carga. A fiscalização nessa área é realizada diariamente. De acordo com o diretor presidente do Manaustrans, Paulo Henrique Martins, a fisHUDSON FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO
oje em Manaus inúmeros veículos de passeio e caminhões transitam pelas vias públicas transportando cargas que, por suas dimensões, não podem ser ajustadas aos compartimentos de carga, levando seus condutores a fazerem o transporte sobre o teto e, nos casos das camionetes, com parte da carga além da caçamba. Entre os carregamentos indivisíveis mais comuns, há ferros, materiais de construção e móveis de mudanças, entre outros, que por sua natureza merecem um acondicionamento diferenciado no veículo, sob o risco de causar sérios acidentes.
Em maio de 2012, um contêiner de aproximadamente 40 toneladas se deslocou de uma carreta e caiu em sobre um carro, ferindo uma pessoa no Distrito Industrial. O risco aumenta com a falta de uma fiscalização adequada. Há leis, normas e deliberações de órgãos como o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Mas boa parte das regras é totalmente desconhecida pelos motoristas. “Não vejo nenhuma fiscalização, nunca fui parado por ninguém e ando bastante com os carretos de ferro”, disse João Silva*, autônomo que há dois anos largou o emprego no Polo industrial de Manaus(PIM) para trabalhar com fretes.
Transporte de objetos acaba não seguindo as normas estabelecidas pelo Manaustrans
calização é realizada diariamente. “É uma rotina da nossa diretoria de operações percorrerem a ZMRC. Fazemos um trabalho de orientação e, caso o condutor insista na infração, ou seja, mantenha o caminhão na área e horário proibidos, a punição ocorre”. Qualquer carga transportada em automóvel que exceda estas dimensões deve possuir Autorização Especial de Trânsito (AET). A expedição documento é realizada pela autoridade de trânsito com circunscrição na via pública. Entretanto, cabe salientar que em virtude das proporções do veículo de passeio, o transporte de cargas que excedam essas medidas dificilmente será permitido pela autoridade de trânsito, que
levará em consideração a capacidade de carga, peso e estabilidade do veículo. O monitoramento feito pelo município e Estado nas vias é insuficiente. A população corre risco diário de morte em meio a caminhões e até carros de passeio cujos condutores infringem a lei e a segurança transportando cargas acima do permitido. Para a regulamentação deste tipo de transporte de carga o Contran publicou a Resolução 349/10, a qual disciplinou as dimensões máximas permitidas em automóvel, caminhonete, camioneta e utilitário. De acordo com a norma, a carga transportada não pode exceder o peso máximo especificado para o veículo.
Absurdos mesmo com normas Segundo o órgão, muitos automóveis não são autorizados a prestar esse tipo de serviço. O agente de trânsito, ao visualizar o caminhão com excesso de carga, deve parar o veículo e fazer a abordagem do condutor. Entretanto, o número de carros e condutores que cometem absurdos no trânsito e expondo os demais condutores e pedestres a riscos é crescente. O Manaustrans restringe a circulação de veículos em
algumas áreas de acordo com o peso do veículo. Na Zona 1, que compreende avenida Leonardo Malcher, rua Luiz Antony, rua Governador Vitório, rua Tamandaré, rua Marquês de Santa Cruz, avenida Floriano Peixoto, avenida 7 de Setembro e avenida Joaquim Nabuco, onde é restrita a circulação de veículos acima de 8 toneladas, de segundafeira a sexta-feira das 6h às 20h, e nos sábados de 6h até as 17h.
Já na Zona 2 é proibida a circulação de veículos acima de 16 toneladas de segunda-feira a sexta-feira nesses mesmos horários nas ruas Floriano Peixoto, avenida 7 de Setembro, avenida Joaquim Nabuco, rua Marquês de Santa Cruz, avenida Lourenço da Silva Braga (Manaus Moderna), rua dos Andradas, avenida Joaquim Nabuco (trecho entre rua dos Andradas e rua Quintino Bocaiúva) e avenida Floriano Peixoto.
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HUDSON FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO
am trânsito um risco Regras que são desrespeitadas * Não pode representar risco aos demais condutores * A carga transportada não pode ser arrastada * O condutor deve providenciar o acondicionamento e amarração corretos para que a carga não caia sobre a via * A carga transportada não pode obstruir a visão do motorista
* A carga não pode ocultar as luzes de sinalização do veículo * A carga transportada não pode exceder a largura máxima do veículo, sem qualquer tipo de tolerância. * A carga transportada não pode exceder a parte frontal do veículo IONE MORENO
* Não pode haver o com-
prometimento da estabilidade do veículo com o transporte da carga
Até o transporte de mudanças é feito de modo improvisado O maior problema é a acomodação inadequada de produtos e mercadorias em locais inapropriados dos veículos nas ruas
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Dia a dia
Em Manaus, sistema alt FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Parando em qualquer lugar, às vezes até sem sinalizar, os micro-ônibus do transporte coletivo alternativo da capital contribuem para a desordem que toma conta das ruas, passando por cima de normas básicas de trânsito
A falta de respeito com regras básicas de trânsito mais o comodismo e inconsequência de passageiros fazem com que os executivos e alternativos tumultuem ainda mais o trânsito em Manaus CÉSAR AUGUSTO E ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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ma cena tem sido comum nas principais ruas e avenidas de Manaus: um micro-ônibus executivo ou alternativo para diante de uma garagem, da saída de uma rua, na esquina logo após um cruzamento para embarcar ou desembarcar usuários. Por conta de uma atitude assim, outros veículos acabam sendo impedidos de trafegar. O resultado é o aumento do caos nas nossas ruas, onde já não é fácil trafegar pois o conceito distorcido de “local público” virou motivo para cada motorista ou pedestre fazer o que bem quer onde bem quiser – e os outros que reclamem. Desde que começaram a funcionar efetivamente em meio a ruas quase tomada por um tapete de veículos, os micro-ônibus do sistema alternativo de transporte coletivo têm sido alvo de reclamações de usuários e outros condutores. Faltam educação e bom senso suficientes para perceber que parar em qualquer lugar, mesmo que por rápidos instantes, gera um efeito dominó em nosso trânsito. A desordem impera. A culpa vem da soma da irresponsabilidade – e ganância – do condutor à arrogância do usuário que crê possuir mais direitos por pagar mais caro (R$ 4,20 em vez dos R$ 2,75 do sistema convencional) e ter um serviço mais confortável (só se viaja - em teoria - sentado). De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), os condutores do sistema alternativo podem ser autuados por infrações como qualquer outro motorista. O problema
é que – como se observa no trânsito diariamente – irregularidades existem e são muitas, com a cumplicidade dos próprios usuários. Quem usa os executivos e alternativos não visualiza tantos problemas. Segundo o universitário Hercules Trassi, 18 – cuja opção pelo sistema alternativo está no conforto do ar condicionado -, a vantagem da modalidade é a mudança de rota que os condutores fazem para evitar tráfego pesado. “Mas eles param fora das paradas de ônibus, e dependendo do motorista, acontecem algumas falhas às vezes, mas de maneira geral acredito que não seja um problema, além do
Uma inconsequente disputa por passageiros Para o guarda metropolitano Paulo Afonso Guimarães Pereira, 42, os executivos servem para compensar um atraso. “O problema dos executivos é não obedecer a legislação. Muitas pessoas por estarem atrasadas, aceitam as condições precárias e valores absurdos
de utilização do transporte. Quase sempre quando preciso utilizá-los, vejo pessoas em pé, e para os bairros é possível presenciar lotações. O executivo tem a facilidade de parar em qualquer lugar, mas é necessário que o sistema seja regularizado”, informou.
Para o autônomo Carlos Gomes Praia, 35, faltam melhorias. “Disputa por passageiro é que os executivos fazem, mas tentar melhorar o sistema ou pedir apoio da prefeitura para solucionar algo no sistema para os veículos eles não fazem. Deixei de utilizar os exe-
cutivos pelo fato de, além de ter a passagem mais cara, o desrespeito é constante com os idosos, que nesse transporte não têm vez. O fato de pararem em qualquer lugar traz outros problemas como acidentes e transtorno no trânsito”, detalhou.
BAGUNÇA
Faltam educação e bom senso suficientes para perceber que parar em qualquer lugar, mesmo que por rápidos instantes, gera um efeito dominó em nosso trânsito. A desordem impera fato de ajudarem muita gente que tem pressa”, disse. Sequelas Essa pressa já fez até vítimas entre os que não usam - ou deixaram de usar - o serviço. A dona de casa Vera da Silva, 66, não utiliza o executivo por ter passado por vários problemas com o sistema. “Além de a passagem ser mais cara que a do transporte coletivo, sofri um acidente quando tentava atravessar uma rua e o executivo parou de forma incorreta para poder apanhar um passageiro, mas não me viu e me atingiu. Até hoje tenho sequelas de um ombro que foi fraturado”, contou.
Vera da Silva já foi vítima de um motorista de executivo que a atingiu ao parar para embarcar um passageiro na rua
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lternativo vira baderna Estudos e projetos para melhorar desses profissionais. Nosso sistema não tem estatísticas das denúncias, até porque está sendo implantado. Primeiro resolvemos organizar uma triagem para os motoristas. Uma média de 1,32 mil condutores passaram por diversos treinamentos com o apoio de outras secretarias, voltados para direção, urbanidade, primeiros socorros e tráfego onde inclui o atendimento aos passageiros”, conta. Com o processo de licitação do transporte alternativo, surge uma luz – ainda
que ínfima – no fim do túnel. “Para que os motoristas participem, estamos listando uma série de documentos até as certidões criminais. Sabemos que a maior parte são pessoas do bem, porém é necessário também organizar a categoria desses trabalhadores. A análise do comportamento e também a experiência será necessário e obrigatório. Estávamos fazendo algumas pesquisas e descobrimos que pessoas com mais idade e experiência têm mais atenção no trânsito”, afirma Carvalho. IONE MORENO
O titular da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, reconhece que o sistema viário está desorganizado, porém desde o primeiro ano da gestão do atual prefeito, o órgão realiza estudos e projetos para a melhoria do trânsito. Sobre as irregularidades praticadas pelos condutores, Carvalho afirma que a população precisa denunciá-las sem medo. “Deve ser anotada a placa e hora (da infração) para que a SMTU cobre as responsabilidades
Paulo Afonso Pereira denuncia que veículos transportam pessoas com excesso de lotação
Em busca de soluções efetivas
Pedro Carvalho, superintendente da SMTU: população deve contribuir com denúncias
Dados nacionais mostram que em média 81% dos acidentes são ocasionados por pessoas menores de 29 anos, e precisamos levar isso em consideração”, diz Carvalho. O sobe e desce em qualquer lugar – que causa transtornos que beiram a baderna – é reconhecido como um problema a ser
devidamente tratado. “Ainda não podemos afirmar o que será feito, mas estamos estudando cada detalhe do projeto para essa categoria, pois continuar a parar em qualquer lugar para subir ou descer passageiro não é correto e prejudica muito o trânsito, além de colaborar com os acidentes”, aponta Pedro
Carvalho. “Mas são problemas para os quais estamos tentando buscar soluções, talvez até a criação de paradas próprias para executivos, tendo em vista que eles passam em ruas onde o coletivo não tem a capacidade de passar”, finaliza o superintendente da SMTU.
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Bosque da Ciência termina horário especial de visitas N
o último fim de semana das férias, o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI) continuará aberto ao público com horário diferenciado. Das 9h às 16h30, sem intervalo para o almoço, estudantes, turistas e interessados poderão visitar o Bosque, que fica dentro do Instituto, e conhecer as suas atrações. Desde que houve a mudança no horário no último dia 5, mais de 11,3 mil pessoas já visitaram o espaço. Segundo o coordenador em exercício do Bosque, Ney Amazonas, o horário foi estendido devido à grande visitação do público no período de férias. Além disso, é uma forma de fazer com que o visitante não tenha a preocupação do horário quebrado do bosque, já que no período normal fica fechado das 12h às 14h, e pode até acordar um pouco mais tarde. “Muitas crianças que estão de férias, não viajam e os pais buscam lugares para levar seus filhos, para ocupar o tempo deles, e o bosque dá essa parcela de contribuição funcionando de segunda a domingo, sem o intervalo do almoço. Essa é uma forma de fazer com que o
visitante não tenha essa preocupação do horário firmado de poder vir aqui. Ele tem a total liberdade de acordar um pouco mais tarde e visitar o Bosque”, explicou Amazonas. Entre as atrações do Bosque estão o viveiro de peixes- bois, o viveiro das ariranhas, o viveiro dos jacarés, a casa da ciência - que conta com uma exposição
PASSATEMPO
Das 9h às 16h30, sem intervalo para o almoço, estudantes, turistas e interessados poderão visitar o Bosque da Ciência, que fica dentro da área do Inpa, e conhecer as suas atrações permanente onde se encontra, entre os objetos expostos, a maior folha do mundo -, a ilha da Tanimbuca, que tem um córrego onde se encontram peixes, quelônios e vegetação nativa, como a árvore da Tanimbuca (Buchenavea huberii), que é um gigante de mais de 600 anos. Há ainda o Lago Amazônico, o Paiol da Cultura que conta com exposições e
eventos regionais. Este mês, o Paiol da Cultura está com uma exposição de artesanato das etnias indígenas Tariano e Tukano, que produzem belos trabalhos com cestos, sementes e penas. Além das atrações, o visitante pode andar pelas trilhas que ficam dentro do Bosque, conhecer a flora e, com um pouco de sorte, encontrar animais como araras, bichos- preguiça, macacos, cutias, entre outros. “Há muitos atrativos para as crianças e que os adultos acabam se encantando também quando vêm aqui no Bosque da Ciência”, contou Ney Amazonas. Uma das atrações que mais encantam os visitantes é o Tanque dos peixes-bois. “É gostoso o ambiente, o frescor da mata. Tudo limpo, conservado. Vale a pena”, disse Ana Brondani, que levou os filhos para visitar o Bosque. A entrada do Bosque fica na avenida Otávio Cabral, s/nº, Petrópolis. O ingresso custa R$ 5, exceto para crianças até 10 anos e idosos a partir de 65 anos. Grupos escolares agendados têm entrada gratuita. Mais informações pelos telefones (92) 3643-3192/ 3312/ 3293.
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Até hoje, visitantes poderão visitar o local em horário corrido das 9h às 16h30. Por ali já passaram mais de 11 mil pessoas
Com o final do horário especial, visitação será interrompida entre meio-dia e 14h, como antes
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Plateia Pla MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
plateia@emtempo.com.br
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EM TEMPO promove sessão especial Plateia 3
(92) 3090-1042
Escola de teatro cheia de novidades
LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO
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Escola de Teatro Artcena está cheia de novidades para o público. Além de novos cursos livres e turmas, cujas aulas iniciam amanhã, as atividades passarão a ser realizadas em novo endereço, na avenida Tancredo Neves, 930, Parque 10. Desde a fundação da escola, em 2012, são oferecidos os cursos de Interpretação em Teatro, Canto e Vivência Teatral e, a partir de agora, o local também vai abrigar formações em Interpretação em TV e Cinema, Teatro Musical e Jazz. “Depois do dia 3, só teremos mais uma semana para receber novos alunos”, avisa o ator e diretor Roger Barbosa, que está à frente da empresa ao lado da irmã, a atriz e jornalista Kamila Jeniffer. A Artcena engloba ainda uma companhia de teatro, uma produtora cultural e treinamento e teatro corporativo. Não será cobrada taxa de matrícula, somente as mensalidades, e, ao final, os participantes vão receber um certificado de conclusão. O aumento do número de interessados pelos cursos e a necessidade de ter uma estrutura maior para as aulas de Jazz e Teatro Musical cooperaram para mudança. “O novo salão é três vezes maior do que o da sede anterior”, diz Roger. Segundo ele, o teatro musical é um gênero pouco explorado pelos grupos de teatro em Manaus. Entre as exceções está a montagem “Chapeuzinho Amarelo”, da Cia. Metamorfose. O diretor explica que o objetivo desse curso é desenvolver a competência de atores para atuar, cantar e dançar. “No eixo Rio-São Paulo já existe mercado para esse tipo de produção e eu acredito que o Festival Amazonas de Ópera já está no caminho para abrigar esse estilo de
musical, além das montagens líricas e clássicas”, comenta. No programa, está previsto o estudo de vários musicais clássicos e a compreensão da diferença entre texto falado e cantado. Quem escolher o curso de Jazz, entrará em contato com a arte da dança, é claro, mas também vai poder experimentar uma maneira de dialogar consigo mesmo. O novo prédio da Artcena também vai abrigar três salas para aulas de teatro, com capacidade para 20 alunos, e um estúdio com ilha de edição, câmeras e iluminação própria para as práticas do curso TV e Cinema. Os participantes serão preparados para atuar em frente às câmeras por meio de técnicas de interpretação realista. Roger Barbosa explica que esse curso também poderá auxiliar o movimento de cinema local na produção, por exemplo, de curtas-metragens. Os alunos da escola também poderão usufruir de salas dedicadas à exibição de vídeos e à leitura. “Temos um acervo de programas de televisão e vídeos ricos em experiências e conceitos, e ainda um acervo de livros de 500 livros que adquiri ao longo dos meus 20 e poucos anos de atuação em teatro”, afirma Roger. Futuramente, o salão maior da nova sede deverá abrigar um centro cultural para eventos como saraus e até a apresentação de espetáculos produzidos especialmente para esse espaço. “Também pretendemos estabelecer parcerias com outras companhias de teatro para uma troca de experiências”, adianta o diretor. Além de Roger e Kamila Barbosa, o corpo docente da Artcena é formado por Daniel Ferrat, Francisco Mendes, Helen Bessa, Adriano Antony, Magda Carvalho, Davy Chaves, Patrícia Botelho e Mariana Baldoino.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Começam amanhã as aulas dos novos cursos oferecidos pela Artcena, que vai inaugurar também uma nova sede, no bairro Parque 10 de Novembro
Os alunos podem se tornar membros da companhia teatral
Além da formação profissional Roger Barbosa revela que muitos alunos não procuram a escola para se tornarem atores ou atrizes, mas sim, para melhorar seus relacionamentos no cotidiano. “Há participantes que são muito tímidos e costumam conversar mais com outras pessoas por meio da internet. Então, procuram a Artcena para melhorar essas relações interpessoais”, observa. “Recebemos também gente que sempre sonhou em ser ator, mas que acabaram trabalhando em outras profissões e também quem ama o teatro e quer desenvolver o talento inclusive para continuar a estudar nos Estados Unidos”, enfatiza. Ele destaca que a escola também procura formar público para assistir à produção de teatro local. “Por incrível que pareça, cerca de 90% de quem procura a escola não sabe que existe grupos de teatro na cidade”, explica. O preparo de quem optar em ingressar no curso
superior em Teatro oferecido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) é outra preocupação da escola. “Esse curso é muito importante para o mercado local. E numa faculdade de arte você não pode chegar cru, pois existe uma banca que avalia. E, conforme o curso amadurece, a concorrência por vagas aumenta”. Outra maneira de oferecer uma profissionalização em teatro para os alunos da Artcena é incluindo-os nas produções da companhia teatral, que em 2013 conseguiu o feito de permanecer um mês em temporada no teatro do Manauara Shopping, com a peça “De Sol a Sol”. “Foi a primeira companhia local a permanecer esse tempo em cartaz num teatro particular”, comemora Roger Barbosa. A qualificação oferecida pela escola poderá ser colocada em prática durante a Mostra Escola de Teatro Artcena, que será realizada nos dias 30 e 31 de maio, também no Manauara.
Horário dos cursos O curso de “Interpretação em Teatro” (R$ 160 mensal) é formado por cinco módulos com duração de quatro meses cada. O Módulo 1 está disponível às segundas e quartas, de 15h30 às 17h; terças e quintas, de 15h30 às 17h; terças e quintas, de 19h às 20h30; sábado, de 9h às 12h; e sábado, de 13h às 16h. As aulas do Módulo 2 serão realizadas aos sábados, de 16h às 19h; do Módulo 3 às sextas, de 18h às 21h; do Módulo 4 às segundas e quartas, de 19h às 20h30; e o Pós-Módulo 4, de Montagem Teatral, aos sábados, de 19h às 22h. “Teatro Infantil” (R$ 160 mensal) tem duração de quatro meses, com turmas de 5 a 8 anos (sábados, de 8h30 às 11h30) e de 9 a 11 anos (sábados, de 13h às 16h). O curso “Interpretação em TV e Cinema” (R$ 300) é formado por quatro módulos
com duração de quatro meses cada, às terças e quintas, de 15h30 às 17h (12 a 15 anos), e terças e quintas, de 19h às 20h30 (a partir de 16 anos). As aulas VIP custam R$ 700 mensal, com horários e dias conforme a agenda do aluno e do professor. O curso de “Canto” (R$ 200 mensal) também é formado por quatro módulos com duração de quatro meses, com turma às sextas, de 14h às 16h. As aulas VIP saem a R$ 500 mensal. “Vivência Teatral” (R$ 500) tem duração de dois meses e as aulas acontecerão aos sábados, de 16h às 19h. As aulas de “Jazz” (R$ 120) têm duração de quatro meses, aos sábados, das 13h às 16h. E o curso de “Teatro Musical” (R$ 300) é formado por cinco módulos de quatro meses cada, aos sábados, de 16h às 19h.
Há turmas para todas as idades entre os cursos oferecidos pela escola Artcena
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Plateia A bela Suely Nascimento preparando-se para comemorar seu aniversário no próximo dia 6. Ela é uma das amigas queridas da coluna
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>> Benefícios sociais
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Teatro de qualidade
>> Reunião . O governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), realiza amanhã, às 14h30, no auditório do órgão, uma reunião com os maiores empresários do comércio varejista amazonense. Na pauta do encontro, o processo de implantação da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFCe) e suas vantagens. . Com o novo sistema, que substitui o Emissor de Cupom Fiscal, a Sefaz-AM aperfeiçoa o controle sobre a arrecadação do ICMS, já que a nota fiscal será lançada por meio de um programa interligado ao banco de dados da secretaria. Para o empresário, a nova tecnologia reduz gastos, pois elimina o valor de aquisição do Emissor de Cupom Fiscal e a burocracia necessária à homologação do equipamento. Para o consumidor, o avanço tecnológico proporciona maior controle sobre as compras e comodidade. Isso porque será possível optar pelo envio da nota fiscal para o celular, por meio de uma mensagem de texto, ou para um e-mail. A primeira-dama de Manaus, Goreth Garcia do Carmo Ribeiro, que será homenageada como “Madrinha da banda do Vieiralves” no próximo dia 15
. O Fundo de Promoção Social (FPS) do governo do Amazonas entregou, neste mês de janeiro, diversos benefícios sociais na capital e interior do Amazonas, alcançando mais de duas mil famílias. . Os recursos contemplaram projetos de geração de renda e inclusão social aprovados, via edital, pelo Conselho Deliberativo do FPS, sob coordenação da presidente do Fundo e primeira-dama do Estado, Nejmi Jomaa Aziz. . Entre os benefícios entregues, estão implementos agrícolas para associações de agricultores, micro-ônibus e novas instalações para entidades sociais que desenvolvem atividades socioeducativas com crianças, idosos e pessoas com deficiência, como é o caso da Associação Pestalozzi do Amazonas. A entidade recebeu, na sexta-feira, dia 31 de janeiro, um micro-ônibus para desenvolver, com mais qualidade, as ações sociais na vida de 180 alunos. Conforme a presidente do FPS Nejmi Aziz, as ações do fundo proporcionam boas perspectivas para o futuro das famílias amazonenses. “Fico muito feliz em ver milhares de famílias terem oportunidades, porque essa é a proposta do governador Omar Aziz, a de conceder apoio a quem precisa em nosso Estado”, comentou.
Kamila Jennifer e Roger Barbosa, atores à frente da Artcena
. Aos amantes das artes, a Escola de Teatro Artcena traz novos cursos e nova estrutura em 2014. . Seguindo o objetivo de contribuir para o crescimento cultural no Estado, formando profissionais - com técnicas especiais e com profissionais renomados aplicando teoria e prática na medida certa - para teatro, TV, cinema, campanhas publicitárias e teatro musical, lança, a partir de amanhã, novas turmas de teatro, canto e vivência teatral. . Com início nesta segunda-feira, os cursos serão ministrados na nova sede da Artcena, na avenida Tancredo Neves, 930, próximo ao supermercado Veneza, sob a direção dos irmãos Kamila Jennifer e Roger Barbosa, profissionais de alto quilate no assunto.
>> Objeto de desejo
Luigi Riccitelli, João Paulo Jacob, Bianca Braga e Lalá Rudge em noite badalada em São Paulo antes do evento de lançamento no novo cardápio e da carta de drinks do bistrô Belle Epoque, em Manaus
. A Gucci, sempre de olho em tudo que acontece no mundo, cria uma linha composta por três bolsas para comemorar a entrada do Ano do Cavalo (Ano-Novo Chinês), que é comemorado desde o dia 30 de janeiro. . Intitulada “China Exclusive”, a coleção é inteira vermelha. Chic.
PROMOÇÃO DIVULGAÇÃO
No próximo dia 16, haverá show do Chiclete com Banana e também do cantor Latino
Semana com blitze da Fábrica Quem é “chicleteiro” de verdade tem o adesivo da banda baiana no vidro do carro, pôster, camisa, CDs e DVDs e, em alguns casos, até tatuagem com as “patinhas” – símbolo do grupo. Para aumentar este mix de objetos com a marca Chiclete com Banana, a Fábrica de Eventos montou um cronograma de blitz, onde os fãs participam de dinâmicas, ganham brindes cheios de axé e ainda têm a chance de levar ingressos para o sunset do Chiclete com Banana e Latino. O show em Manaus acontecerá no dia 16 de fevereiro, no Diamond Convention Center. Na próxima semana, as ações acontecem na quarta e quinta-feira. A primeira no Forte Auto Posto Shell - bou-
levard Álvaro Maia, 1.690, Praça 14, e a segunda, na sorveteria Happy Ice , na av. Djalma Batista. Ambas das 17h às 19h. O melhor é que, para participar das blitze, o público não paga nada. O primeiro brinde vem logo após adesivar o carro com marca da banda. O participante que aceitar o adesivo leva para casa um CD promocional do Chiclete e ainda concorre ao sorteio de ingressos para o show em Manaus. Ainda nas blitze, os fãs podem tatuar o corpo com o símbolo da atração nacional, provando, assim, a paixão pelos baianos. As tatuagens são feitas de henna com a Narrila Tattoo. Mas, vale ressaltar que, apenas uma tatuagem por pessoa
será feita em cada edição da blitz. Para aqueles que não conseguiram tatuar, a opção é participar da promoção dos copos long drinks do Chiclete com Banana. Neste caso, o participante tira uma foto no painel “Chicleteiro”, posicionado na blitz, depois, posta no Facebook ou Instagram com a seguinte hashtag: “se tem chiclete eu tô lá”. Pronto, o fã leva o long drink para casa. Até o show do Chiclete com Banana e Latino em Manaus, outras ações de divulgação serão promovidas pela Fábrica de Eventos. Lembrando que os “esquentas” do show acontecem às quintas-feiras, no Buteko da Piscina, no Vieiralves, a partir das 19h.
Plateia
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D3 DIVULGAÇÃO
“A Menina que Roubava Livros” foi o filme escolhido para uma avant première especial realizada na última sexta-feira
EM TEMPO realiza sessão especial para publicitários O Dia do Publicitário, comemorado no dia 1º de fevereiro, foi lembrado pelo Grupo Raman Neves de Comunicação
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ara celebrar o Dia do Publicitário, comemorado em 1º de fevereiro, o Grupo Raman Neves de Comunicação lançou a campanha “Sonhos de Publicitário”, da qual fez parte uma homenagem aos profissionais dessa área, realizada com antecedência, na última sexta-feira. A homenagem foi seguida de uma avant première para convidados do drama “A Menina que Roubava Livros”, na sala 4 do Cinépolis, no Shopping Ponta Negra. O evento destacou a importância que os profissionais da publicidade têm para o mercado local. “São profissionais que ajudam o mercado transcorrer e a fomentar a briga saudável entre as agências em busca de uma criação melhor”, analisa Gibson Araújo, diretor comercial do Grupo Raman Neves de Comunicação. Roberta Costa, gerente de mídia da Oana Publicidade, aproveitou a ocasião para, além de conferir o aguardado filme, comemorar o seu aniversário. Filha de um dos diretores da empresa, conta que cresceu no meio publicitário e atua na área há 20 anos. “Trabalhar
FOTOS: DIEGO JANATÃ
com publicidade todo dia é sempre uma nova descoberta”, afirma. Para ela, um dos desafios da profissão é o de sempre: “Convencer o cliente de que investir em publicidade é importante para que ele sempre seja visto e tenha um bom retorno”. Quem também estava ansioso para assistir ao filme “A Menina que Roubava Livros” era o diretor de criação da R2 Ideias, Renato Bagre. Para ele, não basta que uma ideia publicitária seja criativa, ela também tem que gerar resultados. “É mais caro, leva mais tempo, mas é essa a forma correta de se produzir”, observa. Renato tem quase 30 anos de profissão, e acredita que o fato de gostar de escrever foi um bom estímulo para seguir essa carreira. Ele começou a trabalhar como redator júnior e hoje é um dos sócios da empresa ao lado do irmão, Ricardo Bagre. Na opinião de Andréa Menezes, diretora de criação da The White Publicidade, o principal desafio de quem atua como publicitário é tentar fazer com que os profissionais sejam mais unidos e tenham uma
postura mais homogênea. Ela trabalha na área desde 2001 e considera o envolvimento na profissão um caso de amor à primeira vista. “Independentemente das dificuldades, meu maior prazer é desenvolver uma criação e ver seus resultados junto ao cliente”, revela. Acima de tudo, ser publicitário em Manaus é “desafiante”, de acordo com o redator André Nishiwaki, da agência Mene & Money. “Todo dia é um job novo com um problema de comunicação a ser resolvido, e na maioria dos casos, com verbas enxutas de produção”, diz. Matson Kelly, redator da The White, lembra que nada cai do céu quando se trabalha nessa profissão. “O publicitário abre uma clareira em mata fechada. Existem muitos desafios para se superar como ideias, prazo e verba”, analisa. Há 13 anos na área, Matson observa que o mercado de Manaus está amadurecendo, e o aprendizado diário é o que o estimula como profissional. “Você aprende todo dia algo novo e poucas profissões propiciam isso. Mas, nada acontece sem esforço e muita pesquisa”, afirma. DIEGO JANATÃ
Publicitários de Manaus na avant première do longa-metragem “A Menina que Roubava Livros”
A ação, realizada pelo Grupo Raman Neves de Comunicação, ocorreu na última sexta-feira
ERUDITO
Ingressos à venda para concerto
O clima de “Star Wars” envolveu não só a música, mas também o visual da orquestra
O espetáculo “Música no Espaço” promovido pelo governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, dentro da programação da Série Guaraná 2014, que terá mais uma reapresentação no dia 9 de fevereiro, às 19h, no Teatro Amazonas. Os ingressos já estão à venda. Devido à grande procura do público, as vendas foram antecipadas e acontecem na bilheteria do Teatro Amazonas aos preços de R$ 20 (plateia 1º pavimento) e R$ 10 (2º e 3º Pavimentos). Sucesso de público no concerto de ontem (30), quando o Teatro ficou lotado de fãs e apreciadores das músicas de trilhas de filmes como Star Wars, o musical tem como tema principal o Universo,
retratado sob o entendimento do compositor inglês Gustav Holst em sua suíte “Os Planetas”, na qual cada planeta do Sistema Solar tem uma composição própria e exclusiva. Clássicos Em outro momento do espetáculo, são as trilhas sonoras com clássicos do cinema de ficção científica que ganham novo fôlego com a regência de Marcelo de Jesus para a Amazonas Filarmônica e são os destaques maiores do concerto que abre com “Assim falava Zaratustra” do alemão Richard Strauss e utilizada para a cena de abertura do clássico “2011, Uma Odisseia no Espaço” e termina com a “Star Wars Suite”, do nor-
te-americano John Williams, composta para a série de filmes “Guerras nas Estrelas”, e que na apresentação incluirá a “The Imperial March (Darth Vader’s Theme)”. “A diversificação cada vez maior de músicas e temáticas está atraindo um novo público, que nunca tinha ido ao teatro ou assistido a uma apresentação da Amazonas Filarmônica e que está superando todas as expectativas”, afirmou o secretário de Cultura Robério Braga. Para mais informações sobre os projetos, espetáculos, programações culturais e demais eventos promovidos pela Secretaria de Estado de Cultura em Manaus e no interior do Amazonas acesse facebook. com/culturadoamazonas.
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RESENHA
Luz, som, conspiração! PERFIL
CÉSAR AUGUSTO Equipe EM TEMPO
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César Augusto é jornalista, editor do DIA A DIA
rian De Palma é um dos meus diretores prediletos, e de vez em quando revisito alguns de seus filmes, principalmente os produzidos em sua melhor época, nas décadas de 1970 e 1980. É desse período que vem “Um tiro na noite” (Blow out, 1981), um thriller tenso vindo na esteira dos sucessos “Carrie, a estranha” (Carrie, 1976), “A fúria” (The fury, 1978) e “Vestida para matar” (Dressed to kill, 1980). Conhecido pela técnica cinematográfica apurada e homenagens a outros cineastas a quem considerava mestres, De Palma retoma esses elementos em “Um tiro na noite” ao homenagear Michelangelo Antonioni, realizador de “Depois daquele beijo” (Blow up, 1966), e Alfred Hitchcock, com suas referências a “Janela indiscreta” (Rear window, 1953). Enquanto em “Blow up” um fotógrafo descobre, por meio de ampliações de
suas fotos, que registrara acidentalmente um assassinato (e em “Rear window”, outro fotógrafo suspeita de um crime cometido por seu vizinho a quem espiona), no filme de De Palma um técnico de efeitos sonoros de filmes de terror baratos, Jack Terry (John Travolta), grava um acidente no momento em que captava sons durante a noite: um carro aparentemente estoura o pneu, perde o controle e cai em um lago. Ele pula nas águas para salvar os ocupantes do veículo e acaba retirando das águas a jovem Sally (Nancy Allen), mas o motorista acaba morrendo. Jack, no entanto, com sua experiência, percebeu outro som imediatamente antes do estouro do pneu, que poderia ser um tiro. Ao saber, no hospital para onde levara Sally, que o homem morto no veículo era o governador George McRyan, um potencial candidato à presidência dos Estados Unidos, os instintos de Jack o levam a investigar o que poderia haver por trás do acidente,
usando suas gravações e imagens do carro caindo no lago, registradas oportunamente e vendidas para emissoras de televisão pelo vigarista Manny Karp (Dennis Franz). Ao descobrir o envolvimento de Sally com Manny em golpes onde eram forjados flagrantes de encontros amorosos para prática de chantagem, ele percebe que de fato o desastre foi armado e acaba se envolvendo em uma conspiração política. A partir de então, Jack e Sally se tornam alvos do matador profissional Burke (John Lithgow), que tentará apagar quaisquer indícios da trama armada para liquidar o governador. O uso da câmera lenta, uma das marcas de De Palma, surte o mesmo efeito da técnica em filmes anteriores como “Carrie, a estranha” - apesar de exagerada e cansativa em “Irmãs diabólicas” (Sisters, 1974) -:
suspense extremo de fazer prender a respiração. Há espaço também para humor negro e chocante: na busca por um grito de mulher para a dublagem do último filme de terror em que trabalha, Jack acaba conseguindo-o de uma maneira irônica e cruel. De Palma, em “Um tiro na noite”, só confirmou meu respeito e admiração obtidos com seus filmes anteriores. Como um discípulo de Alfred Hitchcock, a quem sempre faz referência em suas obras, sabe como nenhum outro fazer o verdadeiro cinema. Seu filme seguinte, o remake de “Scarface” (1983), com Al Pacino, serviria como consolidação de um grande talento que hoje faz falta, depois de “Dália negra” (2006) e “Guerra sem cortes” (2007). Aos 73 anos, De Palma está com seu lugar reservado entre meus melhores cineastas do século 20.
‘Um tiro na noite’ reafirmou o talento do diretor Brian De Palma em abusar das técnicas cinematográficas para fazer filmes de sucesso”
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo Melhores do Ano No próximo dia 16, a Globo vai abrir a votação do público para o prêmio “Melhores do Ano” que será encerrada no dia 14 de março. O anúncio dos vencedores, ao vivo, está confirmado para 16 de março, durante grande festa no “Domingão do Faustão”. Merece o reconhecimento Se existe alguém que foi perfeito, do começo ao fim, em “Amor à Vida”, talvez no papel mais complicado da sua carreira, este alguém é o Thiago Fragoso. Fez o Niko com a maior dignidade, observando limites e sem chegar a tanto como o Félix, do Mateus Solano. Como trabalho de ator, foi 10. Ritmo forte Gugu Liberato está aproveitando esse seu tempo longe da televisão para se dedicar às reformas do seu estúdio em Alphaville. O plano é este mesmo. Quando voltar à televisão, fazer tudo de lá. Teatro Maurício Machado, o
MÁRIO ADOLFO
GLOBO
Alguns destaques Na categoria Melhor Ator, a disputa entre Antônio Fagundes, Bruno Gagliasso e Mateus Solano promete fortes emoções, assim como de Melhor Atriz, com Paolla Oliveira, Susana Vieira e Vanessa Giácomo. São cinco atores de “Amor à Vida” concorrendo contra um de “Joia Rara”. Silvério Duarte da novela “Cordel Encantado”, vai viver o “Vampiro de Düsseldorf”, personagem celebrizado por Peter Lorre no clássico de Fritz Lang. Será a primeira encenação no mundo do famoso filme expressionista. A peça será ainda estrelada por Stênio Garcia e terá direção de Ulysses Cruz. Estreará no segundo semestre. Estreia Neste domingo, no “Esporte Espetacular”, a Globo vai iniciar a apresentação da série “A Bola”, produção da Pindorama
Filmes, realizada em diversos países onde se pratica alguma coisa parecida com o futebol. Narração de Gilberto Gil. Está certo Mesmo com pequeno tempo de descanso entre um trabalho e outro, Antonio Fagundes vai fazer a novela do Benedito Ruy Barbosa. No caso é mais uma participação especial. O próprio Fagundes, até como homenagem ao Benedito, sempre demonstrou interesse em ser lembrado para o elenco de “Meu Pedacinho de Chão”.
• Silvio Santos continua nos Estados Unidos em férias. E como ele nunca dá maiores satisfações, no SBT ninguém sabe quando será a sua volta. Acham que será entre a última semana de fevereiro e a primeira de março. Mas é só palpite, porque ninguém tem certeza de nada. Silvio deixou programas gravados com folga. • Wolf Maya ficou entusiasmado com o projeto da série “A Casa de Eny”, escrita por Walther Negrão e Suzana Pires. Só que a Globo ainda não bateu o martelo que será dele a direção-geral. • Romário, ex-jogador, curvou-se a boa proposta e já aparece como propaganda de uma marca de cerveja. • Bandeirantes optou por um almoço, agora em fevereiro, para apresentar ao mercado as novidades da sua programação em 2014.
‘Vídeo Show’ com mudanças Ricardo Waddington, desde dezembro, não tem interferido diretamente nos rumos do “Vídeo Show”. Ainda é cedo para maiores cobranças, mas naquilo que se refere ao Ibope, a reação ainda não aconteceu. O barulho ou a resposta do público não atende ao que era esperado, o que até pode implicar novas mudanças.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Silvio de Abreu já está empenhado na supervisão da novela de Daniel Ortiz, uma das próximas da Globo na faixa das 19h, com estreia em novembro. Os trabalhos estão na fase inicial, mas já está decidido que a direção-geral será de Jorge Fernando e que Mônica Iozzi viverá um dos principais papéis.
*Márcio Braz plateia@emtempo.com.br
O Brasil e o estigma da herança colonial REGI
ELVIS
GILMAL
Durante a passagem do regime feudal para o capitalista, três fatores contribuíram para que esta transição ganhasse impulso. O primeiro diz respeito ao comércio à longa distância que ganhou visibilidade a partir das avançadas tecnologias de navegação que possibilitou o comércio em outras latitudes, principalmente a colonização no Novo Mundo e a busca de novas fontes de riqueza. O segundo ponto se refere à Reforma Protestante de Calvino e Lutero. A reforma foi importante por que rompeu com a ideia dominante - implementada por santo Agostinho e são Tomás de Aquino - de que o lucro era pecado e não era bem-visto “aos olhos de Deus”. A reforma quebra com esta ideia: o empréstimo a juros não é mais condenável e sim importantes para o desenvolvimento econômico e o bem-estar das comunidades europeias. O lucro passou a ser aceito moralmente desde que fosse distribuído boa parte aos mais necessitados e despossuídos de bens. Por fim, o terceiro fator se refere ao Renascimento. Este, talvez, foi o mais importante movimento intelectual deste período de transição e que possibilitou as mais significativas conquistas dos séculos seguintes, bem como impulsionou outros movimentos importantes como a Revolução Francesa. Este movimentou deu impulsos a educação e ao progresso científico, ocasionando a criação de várias escolas de navegação, culminando em grandes invenções como a bússola e o astrolábio. Portugal e Espanha eram as potências da época. Apesar de vizinhos, o que poderia ocasionar em
várias semelhanças, percebemos que seus modelos de colonização eram bastante distintos. Em “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda nos oferece um capítulo especialmente dedicado à questão. O modelo espanhol, por exemplo, se caracteriza pelo racionalismo na ocupação de suas colônias, que vai desde o estabelecimento de moradias da praça como figura central da cidade ou ocupação, até o número máximo de colonos. Já a colonização portuguesa no Brasil se voltou completamente ao litoral, pois se invadissem o interior do território brasileiro iriam se deparar com os índios, o que não era bem o que foram buscar - brigas e contendas - e sim metais preciosos e especiarias. Estas linhas já nos levam a pensar nas origens de nosso nosso perfil formador. O atraso tecnológico no Brasil colônia não contava com o mais simples sistema de educação, segundo as observações de Noval Benaion. Enquanto as colônias espanholas já podiam contar com inúmeras universidades, o Brasil sequer evidenciou a qualidade de um ensino médio. Todas estas observações nos levam a pensar nos dias de hoje, cujo modelo corrupto e exacerbadamente burocrático moldou alguns dos nossos nos fazendo acreditar realmente que o fim do mundo está bem próximo. Aprisionados em meio ao círculo vicioso de nossa herança política ficamos submetidos a toda a sorte de infortúnios. Hora de olharmos para o passado e percebermos os estigmas de nossa colonização e os efeitos diretos no processo de nossa formação cultural.
*Márcio Braz é ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultura
A reforma foi importante por que rompeu com a ideia dominante - implementada por santo Agostinho e são Tomás de Aquino”
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MANAUS, DOMINGO, 2 DE FEVEREIRO DE 2014
Programação da TV
REPRODUÇÃO
GLOBO 4H SANTA MISSA EM SEU LAR 5H AMAZÔNIA RURAL 5H30 PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES NEGÓCIOS 6H05 GLOBO RURAL 6H55 AUTO ESPORTE 7H30 ESPORTE ESPETACULAR 10H45 TEMPERATURA MÁXIMA 12H05 SAI DO CHÃO 14H05 DIVERTICS 15H00 FUTEBOL 2014: CAMPEONATO CARIOCA - FLAMENGO X MACAÉ 17H00 DOMINGÃO DO FAUSTÃO 18H45 FANTÁSTICO 21H15 BIG BROTHER BRASIL 22H00 DOMINGO MAIOR 00H15 FLASH BIG BROTHER BRASIL 1H25 CORUJÃO 2H45 HAVAII FIVE - 0. 3H40 FESTIVAL DE DESENHOS
SBT Patrícia Abravanel apresenta o programa “Roda a Roda Jequiti” hoje, no Canal SBT
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 As atribuições sociais e profissionais, assim como sua própria identidade, perdem sentido mais rapidamente a partir de agora. Você quer a liberdade para mostrar outra face sua. TOURO - 20/4 a 20/5 Desviar seu rumo de vida por conta da passividade diante dos obstáculos e resistências já criou muitos problemas para você. O momento agora pede mudar de atitude aqui. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 As condições materiais e os projetos de vida se modificam muito rapidamente. Situações antigas perdem o sentido. Abre-se o espaço para você viver novas possibilidades. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Seus vínculos e atribuições sociais e profissionais estão se transformando muito mais rapidamente a partir de agora. Será preciso encontrar um novo sentido para o viver. LEÃO - 23/7 a 22/8 A rotina de trabalho e a filosofia de vida podem perder o sentido de maneira rápida e radical. É preciso se orientar por valores novos e construir uma rotina transformada.
3H15 JORNAL DA SEMANA SBT 4H IGREJA UNIVERSAL 5H PESCA ALTERNATIVA 6H BRASIL CAMINHONEIRO
Cinema
CONTINUAÇÕES
AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Algumas limitações se impõem de maneira drástica e forçam você mudar seu modo de viver. É preciso rever as condições e possibilidades com que pode contar para você. PEIXES - 19/2 a 20/3 Seu projeto geral de vida e as condições financeiras modificam-se rapidamente, e alteram seu significado e suas possibilidades. É hora de pensar em novas possibilidades.
RECORD
4H00 – SHOW DE DESENHOS 5H30 – SANTA MISSA NO SEU LAR 6H30 – SABADÃO DO BAIANO 7H00 – CONEXÃO CARGAS 8H30 – DESENHO 8H30 – MACKENZIE EM MOVIMENTO 8H45 – INFOMERCIAL – Polishop 9h45 – VERDADE E VIDA 10h – MINUTO DO FUTEBOL - boletim 10h – PÉ NA ESTRADA 10h35 – OS SIMPSONS - Maratona 12h15 – DE OLHO NO FUTEBOL - boletim 12h20 – BAND ESPORTE CLUBE
3H45 BÍBLIA EM FOCO 4H SANTO CULTO EM SEU LAR 4H30 DESENHOS BÍBLICOS 7H DESENHOS BÍBLICOS 7H30 RECORD KIDS 8H AMAZONAS DA SORTE 9H NOSSO ENCONTRO 10H15 RECORD KIDS 11H00 DOMINGO DA GENTE 13H15 O MELHOR DO BRASIL 17H20 DOMINGO ESPETACULAR 21H15 SÉRIE SPARTACUS 22H15 50 POR 1 23H10 PROGRAMAÇÃO IURD
Cruzadinhas
Trem Noturno Para Lisboa: EUA. 14 anos. Raimund Gregorius (Jeremy Irons), afetuosamente chamado de ‘Mundus’ por seus alunos, é um professor de latim do ensino médio e um especialista em línguas antigas. Sua vida é transformada depois de um encontro misterioso com uma jovem portuguesa na antiga ponte de Kirchenfeld, na bela cidade suíça de Berna, que ele consegue impedir que salte para a morte nas águas geladas do rio. Raimund fica intrigado, mas a mulher desaparece, deixando seu casaco para trás. Dentro de um bolso, ele descobre um livro de um médico português chamado Amadeu de Prado, com uma passagem de trem no miolo. Ele decide usá-la espontaneamente, partindo para uma jornada de aventura em Lisboa. Enquanto procura pelo autor, Raimund revisita um capítulo sombrio da história do país e desvela um trágico triângulo amoroso. Ele é atraído para dentro de um misterioso quebra-cabeças onde os riscos são extremamente altos, cheio de intrigas políticas e emocionais. Por fim, sua jornada transcende o tempo e o espaço, tocando questões da história, da filosofia e da medicina, encontrando o amor e evoluindo para uma busca libertadora pelo verdadeiro sentido da vida. Playarte 2 – 16h10, 18h35, 20h50 (leg/diariamente), 23h15 (leg/somente sexta-feira e sábado).
LIBRA - 23/9 a 22/10 A estrutura familiar e o casamento entram em crise e precisam renovar seus significados. Você terá que firmar novos vínculos, assim como uma nova maneira de se vincular.
CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Sua identidade pessoal e a situação familiar entram em transformação radical. Tudo muda em você e em suas raízes. Mantenha-se em equilíbrio, apesar de toda essa revolução.
BAND
A Menina Que Roubava Livros: EUA. 14 anos. Baseado no livro best-seller, A Menina Que Roubava Livros conta a história de Liesel, uma garotinha extraordinária e corajosa, que foi viver com uma família adotiva durante a Segunda Guerra, na Alemanha. Ela aprende a ler, encorajada por sua nova família, e Max, um refugiado judeu, que elas escondem embaixo da escada. Para Liesel e Max, o poder das palavras e da imaginação se tornam a única escapatória do caos que está acontecendo em volta deles. A Menina Que Roubava Livros é uma história sobre a capacidade de sobrevivência e resistência do espírito humano. Cinemais Millennium 8 – 14h15, 16h50, 19h25, 22h (leg/diariamente); Cinemais Plaza 1 – 14h10, 16h40, 19h, 21h30 (dub/diariamente), Cinemais Plaza 6 – 14h, 16h35, 19h10, 21h45 (dub/diariamente); Cinemark 8 – 11h40 (dub/somente sábado e domingo), 14h40, 17h50, 20h50 (dub/somente sexta-feira, sábado e domingo), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado), 14h40, 17h50, 20h50 (dub/exceto sexta-feira, sábado e domingo); Cinépolis 1 – 13h05, 19h05 (leg/diariamente); Cinépolis 7 – 12h30, 15h30 (dub/diariamente), 18h30, 21h30 (leg/diariamente).
Quarenta e Sete Ronins: EUA. 14 anos. Um bando de samurais busca vingança pela morte de seu líder no Japão do século 18. Cinemais Millennium 3 – 14h30, 17h, 19h20 (3D/dub/diariamente), 21h50 (3D/leg/diariamente); Cinemark 6 – 18h20 (dub/exceto quarta-feira), 13h, 15h40 (3D/dub/exceto quarta-feira), 21h (3D/dub/diariamente); Cinépolis 1 – 16h10, 22h15 (3D/ leg/diariamente); Cinépolis 5 – 13h30, 19h15 (3D/dub/diariamente), 16h15, 22h (3D/leg/diariamente); Playarte 7 – 13h20, 15h45, 18h10, 20h35 (leg/ diariamente), 23h (leg/diariamente).
SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 A vida financeira e a amorosa entram em crise mais aguda. O que antes fazia sentido, agora não faz mais. Você terá que rever seus valores de maneira bastante profunda.
14h – GOL: O GRANDE MOMENTO DO FUTEBOL 14h30 – FUTEBOL 2014 – ao vivo 16h50 – TERCEIRO TEMPO 18h – OSCAR - desenho 18h10 – CAÇADORA DE RELÍQUIAS 19h – SÓ RISOS 21h – PÂNICO NA BAND 0h – CANAL LIVRE 1h – MINUTO DO FUTEBOL – boletim 1h40 – SHOW BUSINESS-Reapresentação 2h30 – IGREJA UNIVERSAL
ESTREIA
VIRGEM - 23/8 a 22/9 Sua vida amorosa se transforma em profundidade. Nada será como antes. Por um bom tempo, as coisas seguem para além de seu controle. Mantenha-se em equilíbrio.
ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Sua rotina de vida não se sustenta mais e é preciso encontrar outras opções, antes de tudo se esfacelar. Você terá que aprender outros ritmos de vida e de cotidiano.
6H30 AVENTURA SELVAGEM 7H30 VRUM 8H AMAZONAS DA SORTE 9H DOMINGO LEGAL 13H ELIANA 17H RODA A RODA JEQUITI 17H45 SORTEIO DA TELESENA 18H PROGRAMA SÍLVIO SANTOS 22H DE FRENTE COM GABI 23H SÉRIE 0H SÉRIE 2 1H SÉRIE 3 2H20 BIG BANG 3H IGREJA UNIVERSAL
Confissões de Adolescente: BRA. 12 anos. Cinemais Plaza 4 – 18h40, 21h10 (diariamente); Cinemark 3 – 14h (somente sexta-feira, sábado e domingo); Playarte 8 – 13h, 15h (diariamente). Caminhando com Dinossauros – O Filme: EUA. Livre. Cinemark 7 – 12h50 (3D/dub/ exceto terça-feira); Cinépolis 9 – 16h30, 18h45 (3D/dub/diariamente). Frozen, Uma Aventura Congelante: EUA. Livre. Cinemais Millennium 5 - 14h50, 17h15 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 3 – 14h30, 16h30 (dub/diariamente); Cinemark 2 – 11h50, 14h20 (dub/somente sexta-feira, sábado e domingo), 11h50, 14h20 (dub/ exceto sexta-feira, sábado e domingo); Cinépolis 9 – 14h (dub/diariamente); Playarte 4 – 12h40, 14h50, 17h, 19h10, 21h20 (dub/diariamente). Até Que a Sorte Nos Separe 2: BRA. 10 anos. Cinemais Millennium 7 – 19h20, 21h10 (diariamente); Cinemais Plaza 7 – 15h10, 17h20, 19h40, 21h50 (dub/diariamente); Cinemark 3 – 11h30 (dub/somente sábado e domingo), 16h20, 18h50, 21h20 (dub/somente sexta-feira, sábado e domingo), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado), 14h, 16h20, 18h50, 21h20 (dub/exceto sexta-feira, sábado e domingo); Cinépolis 2 – 14h55 (diariamente); Playarte 7 – 17h, 19h05, 21h15 (diariamente), 23h25 (somente sextafeira e sábado Azul É A Cor Mais Quente: FRA. 18 anos. Playarte 2 – 13h (leg/diariamente). O Lobo de Wall Street: EUA. 16 anos. Cinemais Millennium 2 – 14h40, 18h, 21h20 (leg/diariamente); Cinemark 4 – 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis 3 – 14h, 17h40, 21h25 (leg/diariamente); Cinépolis 9 – 21h (leg/diariamente); Playarte 10 – 13h, 16h30, 20h (leg/diariamente), 23h25 (leg/somente sexta-feira e sábado). O Herdeiro do Diabo: EUA. 12 anos. Cinemais Millennium 6 – 15h20, 17h20, 19h30, 21h30 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 5 – 15h, 17h, 19h50, 22h (dub/diariamente); Cinemark 2 – 16h50, 19h20, 21h40 (dub/somente sexta-feira, sábado e domingo), 19h20, 21h40 (dub/exceto sexta-feira, sábado e domingo); Cinépolis 10 – 20h35, 22h55 (leg/diariamente). Frankstein – Entre Anjos e Demônios: EUA. 14 anos. Cinemais Millennium 1 – 15h10, 17h10, 19h10 (3D/dub/diariamente), 21h15 (3D/leg/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 18h50, 21h 3d/dub/diariamente); Cinemark 1 – 13h10, 15h30, 18h, 20h30 (dub/somente sexta-feira, sábado e domingo), 13h10, 15h30, 18h, 20h30 (dub/exceto sexta-feira, sábado e domingo), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado), Cinemark 7 – 19h40 (3D/dub/exceto terça-feira), Cinemark 7 – 14h50, 17h20 (3D/dub/exceto terça-feira), 22h (3D/dub/diariamente); Cinépolis 4 – 15h (3D/dub/diariamente), 17h15, 20h, 22h20 (3D/leg/diariamente); Playarte 5 – 14h, 16h, 18h, 20h10 (dub/diariamente), 22h10 (dub/somente sexta-feira e sábado), 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (leg/ diariamente), 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 1 - 13h, 15h, 17h, 19h (3D/dub/diariamente), 21h (3D/leg/diariamente), 23h (leg/somente sexta-feira e sábado).
Ninfomaníaca: DIN. 18 anos. Cinépolis 2 – 17h35, 20h30 (leg/diariamente). Muita Calma Nessa Hora 2: BRA. 12 anos. Cinemais Millennium 4 – 14h35, 16h40, 18h50, 21h (diariamente); Cinemais Plaza 8 – 15h20, 17h30, 19h30, 21h40 (diariamente); Cinemark 5 – 13h05, 15h20, 17h40, 20h10, 22h20 (dub/somente sextafeira, sábado e domingo), 13h05, 15h20, 17h40, 20h10, 22h20 (exceto sexta-feira, sábado e domingo); Cinépolis 6 – 14h45, 17h, 19h30, 21h45 (diariamente); Playarte 6 – 13h30, 15h25, 17h20, 19h15, 21h10 (diariamente), 23h05 (diariamente). Tarzan – A Evolução da Lenda: ALE. Livre. Cinemais Millennium 7 – 14h20, 16h20 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 14h50, 16h50 (3D/dub/diariamente), Cinemais Plaza 4 – 14h, 16h (dub/diariamente); Cinemark 4 – 12h55, 15h10, 17h30 (dub/exceto segunda-feira), 19h50 (dub/diariamente); Cinépolis 10 – 13h45, 16h, 18h15 (dub/diariamente); Playarte 3 – 12h40, 14h40, 16h40, 18h40 (dub/diariamente). Atividade Paranormal – Marcados Pelo Mal: EUA. 14 anos. Cinemais Millennium 5 – 19h40, 21h40 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 3 – 19h20, 21h20 (dub/diariamente); Cinemark 2 – 0h (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 3 – 20h40 (dub/diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado), 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado).
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FOTOS: MANOEL NETTO
AGECOM
Mais de 250 famílias de produtores rurais de Envira foram beneficiadas com a entrega de títulos de terra por meio do Instituto de Terras do Amazonas. A ação aproveitou o aniversário da cidade para regularizar a situação de mais de 27 mil hectares de propriedades. O vicegovernador José Melo acompanhou a ação de perto, na foto com o agricultor Francisco Miranda, que há cinco anos tentava obter o documento para poder investir na sua propriedade e diversificar a pequena produção de verduras que mantém no lugar
Com uso de elegância única, Moramay Araújo desfilando simpatia em recente aparição relâmpago
::::: A folia de Momo está aberta A Banda Independente da Confraria do Armando deu o start ao Carnaval de Manaus com seu primeiro “esquenta”. De quebra, a diretoria apresentou as marchinhas que irão animar a banda mais famosa da cidade, entre elas, “Alô Manô, mas que calor!” – de autoria de Mário Adolfo, Edu do Banjo, Pinheiro e Dudu Brasil. Alegre, original e divertida – desde sua criação – o enredo da Bica, este ano, tira sarro do palpite infeliz do técnico da seleção da Inglaterra, Sir Roy que não queria jogar em Manaus por causa do calor e dos jacarés. Que tal? E viva a irreverência do humor sarcástico da Bica: “Em anos de Copa e Eleição, inglês foge do caldeirão e político ladrão vai para a cadeia do Vivaldão”.
Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
::::: Confetes-com-flashes A festa de aniversário do editor deste espaço vai ser pura diversão. O festim movimentará a cena alegre e divertida da cidade no próximo dia 15, no chique Le Rêve, com uma feijoadíssima ao som dos hits carnavalescos do DJ Sidney Almada, Chandon e delícias da Blend Chocolateria. O vaivém das mulheres mais interessantes servirá de ingrediente indispensável para batizar o auê de Momo o acontecimento da temporada.
::::: Vândalos Não há outro adjetivo às criaturas que quebraram as grades ao longo da Djalma Batista. Pasmem: as grades postas pela prefeitura – para justamente prevenir acidentes fatais entre os transeuntes que teimam driblar os carros ao atravessar – foram arrancadas. Isso tudo porque os “pedestres-sedentários” não querem subir e descer a passarela. É muita coragem... A bela Karina Guimarães nos domínios do Village Restaurante
::::: Perigo Depois que a área que compreende as avenidas Mário Ypiranga e Umberto Calderaro passou a figurar como zona de investimento imobiliário, o trecho da Belo Horizonte que corta as duas vias ficou perigosíssimo! Aquela “ladeirinha” logo depois do fórum Henock Reis é um susto. É preciso pensar numa alternativa já que ali se concentram hotéis, shopping, hipermercado, hospital, enfim, trânsito pesado. Pela fé!
::::: Evento religioso Rita Bacury e Zeca Nascimento conferindo agito animado sob o comando de Pedrinho Aguiar
Os pais Solange e Raul Andrade mais os irmãos Thiago, Yuri, Matheus e Thais convidam para conferir a missa em Ação de Graça pelos 15 aninhos da linda Mariah, no próximo dia 12, às 20h, na Igreja Nossa Senhora de Nazaré. Aliás, o convite chiquérrimo transpira elegância e bom-gosto.
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::::: Sala de Espera Gisèlle Lins Maranhão está trocando de idade hoje. Amanhã, Thais Sampaio, Mariete Gilona, Valdenice Garcia e Márcia Marinho estarão aniversariando. Os cumprimentos da coluna. O Glam Dancing Bar é pura agitação hoje com o “Juke Boxx”. O DJ May Seven, Nelly Miranda e convidados se revezaram no palco para a alegria dos amantes do pop rock nacional. Estão abertas as inscrições para o 4° Congresso Brasileiro de Saúde Mental, que traz o tema “Navegando pelos rios da Saúde Mental da Amazônia: diversidades culturais, saberes e fazeres do Brasil”, que será realizado em Manaus, de 4 a 7 de setembro, na Universidade Nilton Lins. A cena animada da cidade agendou para o próximo dia 16, o sunset chic do Chiclete com Banana, no Diamond. Quem assina a promoção é a Fábrica de Eventos. Com o tema “Eu quero Manaus padrão Fifa”, a edição 2014 da banda do Boulevard promete agitar as dependências da avenida no dia 23 de fevereiro. Na próxima quinta-feira, a diretoria orquestrará o lançamento do seu CD, com participação do Ita Melodia. Lounge VIP. Um delicioso canudinho entre os dedos e uma refrescante flûte com champanhe na outra mão serviram de ingredientes indispensáveis para as convivas que foram assistir ao último capítulo de Amor à Vida, no duplex do Saint Moritz da anfitriã Eliane Schneider, anteontem.
Janice Honorato e Rafael Campos em dia de lançamentos das preciosidades do JH Studio, badalada joalheria chic do Vieiralves
A mistura de alegria e alto astral sempre atrai muitos espectadores, não é mesmo? Então não perca a Banda do Vieiralves organizada pelos ótimos Lou Caliri e James Cavalcante, no próximo dia 15, tendo como padrinhos Goreth Ribeiro e Waisser Botelho.
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opiniao@emtempo.com.br
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Os 70 anos de Henfil
2
A criança é o pai do homem
(92) 3090-1010
E outras 8 indicações culturais Pág. 2
O amadurecimento das letras russas no século 19. Pág. 3
Duas horas com Stephen Hawking
Uma visita ao cientista mais pop da atualidade. Págs. 4, 5 e 6
4 5
Diário de Pequim
Quem despreza 1 bilhão de telespectadores? Pág. 7
Do arquivo de J. R. Duran Salvador, 1994. Pág. 8
Capa
fotografia de Jaime Travezán
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Ilustríssima Semana
O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
BRASILEIRO
TEATRO | LES COMMEDIENS TROPICALES A peça “Quem Não Sabe Mais Quem É, o Que É e Onde Está, Precisa se Mexer” finaliza o projeto “Laboratório Permanente de Plágio”, em que o grupo Les Commediens Tropicales remonta peças de outras companhias, com direção dos artistas envolvidos na montagem original (neste caso, Georgette Fadel e Paula Klein, da Cia. São Jorge de Variedades). Criada a partir de fragmentos de textos do dramaturgo alemão Heiner Müller, “Quem Não Sabe” retrata, com humor anárquico, guerrilheiros que tramam uma ação revolucionária. A peça começa nas ruas do Bom Retiro e segue para dentro do teatro. Oficina Cultural Oswald de Andrade | de sex. (dia 7) a 1/3 | sex., ao meio-dia, e sáb., às 16h | grátis
PALESTRA | O HAICAI NO BRASIL O poeta, tradutor e ensaísta Marcelo Tápia aborda a origem do haicai e os autores brasileiros que se dedicaram a essa tradicional forma poética japonesa, como Pedro Xisto e Guilherme de Almeida, autor de poemas no gênero como “Quiriri”: “Calor. Nos tapetes/ tranquilos da noite, os grilos / fincam alfinetes”. Casa Guilherme de Almeida | ter. (dia 4), das 19h às 21h | grátis (inscrições: tel. 11-3673-1883 ou casaguilherme dealmeida@gmail.com)
EXPOSIÇÃO | AS CÂMERAS DUPLAS Uma ideia extravagante do artista plástico Guto Lacaz guia as fotografias da mostra: a criação de câmeras imaginárias capazes de registrar frente e verso de uma imagem ou condensar dois momentos consecutivos. Os fotógrafos Arnaldo Pappalardo, Bruno Cals, Cris Bierrenbach, Tuca Vieira e o coletivo Garapa partem desse conceito e representam como seriam as imagens elaboradas por tais equipamentos futuristas. Galeria Mario Schenberg da Funarte - São Paulo | seg. a qui., das 10h às 18h; sex. a dom., das 15h às 21h | até 23/2 | grátis
LIVRO | HIPERCONEXÕES: REALIDADE EXPANDIDA A antologia propõe uma viagem poética ao futuro e indaga o destino do homem em meio a transformações tecnológicas. Temas como robótica, nanotecnologia, neurociência e clonagem perpassam os versos dos 31 poetas que integram o volume (entre eles, Fausto Fawcett, Ronaldo Bressane e Sérgio Alcides). No lançamento, o professor de tecnologia e mídias digitais da PUC-SP Fábio Fernandes conduz debate sobre o pós-humano. Terracota | organização de Luiz Bras | R$ 25 | 96 págs. | qua., das 19h às 21h30 | Casa das Rosas
Foto de Cris Bierrenbach
LIVRO | HISTÓRIA DO MUNDO GREGO ANTIGO O historiador francês François Lefèvre demonstra neste volume grande esforço de síntese para traçar, com clareza, um painel da trajetória da civilização grega, da pré-história até a dominação romana (por volta de 146 a.C.). “Não há dúvida de que essa história que chamam de ‘antiga’, que está tão viva, continuará a fascinar, pois nela é fácil reencontrarmos a nós mesmos”, diz o autor, em prefácio à edição brasileira. trad. Rosemary Costhek Abilio | WMF Martins Fontes | R$ 68 | 488 págs.
POP
ERUDITO
‘Eu Matei Lennon’, desenho de Henfil no ‘Fradim’ nº. 31
HOMENAGEM | HENFIL Evento no Museu da República do Rio celebra o cartunista (1944-88), que completaria 70 anos na quarta (dia 5). A programação inclui um bate-papo com o ator Paulo Betti, o cartunista Chico Caruso, o jornalista Tárik de Souza e o diretor Nelsinho Rodrigues, além do lançamento de cinco novos números da “Coleção Fradim”, reedição das revistas publicadas por Henfil na década de 1970. Quarta (dia 5), às 19h | grátis ‘Coleção Fradim’ | ed. Henfil Educação e Sustentabilidade | R$ 15 (cada livro), pelo site www.colecaofradim.org.br
LIVRO | VIRGINIA WOOLF Fruto de duas palestras que a escritora britânica (18821941) fez em 1928, “Um Teto Todo Seu”, em nova edição no Brasil, traça um panorama da condição social das mulheres e da presença feminina, como força criadora, na história da literatura. O volume traz ainda posfácio da crítica literária Noemi Jaffe, trechos do diário de Woolf (entre 1919 e 1940) e cronologia de sua vida. trad. Bia Nunes de Sousa | Tordesilhas | R$ 34 | 190 págs.
ESTRANGEIRO
DVD | BOB, O JOGADOR Neste suspense de 1956 dirigido por Jean-Pierre Melville, um velho gângster (Roger Duchesne) à beira da falência planeja roubar um cassino. O filme antecipa alguns dos principais pontos da nouvelle vague, movimento divisor de águas no cinema francês: baixo orçamento, filmagem nas ruas, atores não profissionais, a influência marcante do cinema americano (no caso, os filmes policiais). Cult Classic | R$ 29,90
LIVRO | SCHMIDT RECUA Livro final da trilogia protagonizada pelo personagem Albert Schmidt, advogado bemsucedido cuja vida sofre uma reviravolta com a viuvez e a aposentadoria. Neste romance de Louis Begley, ele também exadvogado, o personagem-título está, aos 78 anos, tentando reatar um amor do passado, com uma atraente editora francesa de meia-idade. O primeiro livro da série, “Sobre Schmidt”, foi adaptado para o cinema, com Jack Nicholson no papel do protagonista. trad. Rubens Figueiredo | Companhia das Letras | R$ 59 | 400 págs.
Folha.com FOTOGRAFIA Confira imagens da exposição ‘As Câmeras Duplas’
Ilustríssimos desta edição JAIME TRAVEZÁN
CLARA ALLAIN, 56, é tradutora. JOSÉ EDELSTEIN, 45, físico teórico argentino, é professor na Universidade de Santiago de Compostela (Espanha); publicou originalmente o relato de seu encontro com Stephen Hawking na revista “Orsai”. JAIME TRAVEZÁN, 50, é repórter-fotográfico peruano. Foi eleito o fotógrafo do ano, em 2012 pela revista britânica “Professional Photographer”. J. R. DURAN, 61, é fotógrafo, editor da “Rev.Nacional” e autor do romance “Cidade sem Sombras” (Benvirá, 2013).
MARCELO COMPARINI, 33, é artista plástico.
RAFAEL CAMPOS ROCHA, 43, é ilustrador, autor de “Deus, Essa Gostosa” (Quadrinhos na Cia.). Pág. 3
A BIBLIOTECA DE RAQUEL A colunista do Painel das Letras e repórter da “Ilustríssima” comenta o mercado editorial
RUBENS FIGUEIREDO, 57, é professor, escritor e tradutor. Transpôs do russo, entre outros, “Guerra e Paz” (Cosac Naify), de Lev Tolstói, e escreveu o romance “Passageiro do Fim do Dia” (Companhia das Letras).
FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha
SÉRGIO SANT’ANNA, 72, é escritor, autor de, entre outros, “Páginas sem Glória” e “O Livro de Praga” (ambos pela Companhia das Letras).
>>folha.com/ilustrissima
MARCELO NINIO, 47, é correspondente da Folha em Pequim.
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Crítica
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Romance de formação Como a Rússia viu crescer sua literatura RESUMO A força da literatura russa provém em grande parte da integração de seus autores ao debate sobre o destino do país. “Antologia do Pensamento Crítico Russo (1802-1901)” exprime em 22 ensaios, de nomes como Tolstói e Bielínski, o embate entre a modernização ao estilo ocidental e o apego às raízes nativas.
RUBENS FIGUEIREDO
Vem de muito tempo a noção de que a literatura possui um estatuto de exceção entre as atividades humanas. Ocuparia uma dimensão tão específica que poderia bastar-se a si mesma e sobre ela não teriam
efeitos relevantes os fatores que atuam no restante da vida social. E mais: supor que tais efeitos sejam relevantes significaria diminuir a literatura, empobrecê-la. Vista do presente, a literatura russa parece que nasceu para pôr em questão essa tese, hoje quase consolidada como norma. Pois a surpresa inicial com a quantidade de obras memoráveis dessa literatura, obras capazes de resistir às transformações históricas e até de ganhar mais força com elas, nos leva espontaneamente a perguntar de onde provém tudo isso. O livro “Antologia do Pensamento Crítico Russo (18021901)” [vários tradutores, Editora 34, R$ 76, 608 págs.], organizado por Bruno Barretto Gomide, permite entender melhor a questão. Podemos perceber que a vida intelectual russa se configurou como uma vasta polêmica em torno do destino de um país em formação, cujos horizontes pareciam abertos para muitas direções e possibilidades. A literatura russa se integra organicamente a essa polêmica. Daí provém grande parte
de sua força e de seu alcance, pois por meio de tais debates ela se enraizou na dinâmica da sociedade. Os autores não viviam isolados em bolhas de uma genialidade inexplicável. O livro, recém-lançado, reúne extratos dessa polêmica e assim abre caminho para refletirmos de modo mais racional sobre o fenômeno da literatura russa. Criança Um ponto de partida pode ser um trecho do ensaio de Vissarion Bielínski, de 1846, presente no volume. Após afirmar que a literatura do país “ainda é uma criança”, ele propõe: “Por isso nossa literatura, semelhante a nossa sociedade, apresenta um espetáculo de possíveis contradições, contraposições, extremos e esquisitices. Isso porque ela não se iniciou por si mesma, mas foi, de início, transplantada de um solo alheio para o nosso”. Portanto, uma forma social foi transplantada em bloco para a Rússia, de uma só vez. E, dentro dela, veio a literatura. Essa forma social e seus conteúdos (a literatura é um deles) tendem a ser percebidos como invasores, que tomam o lugar de
formações sociais e expressões culturais próprias. Em maior ou menor medida, um sentimento de opressão estará sempre associado a esse processo e à presença de tais formas sociais, mesmo quando descritas como progresso. A modernização, ou seja, a introdução das relações capitalistas, é vivida em geral como um trauma. Se Bielínski diz que a literatura russa “ainda é uma criança”, outro autor, Piotr Tchaadáiev, em 1836, explorara a mesma imagem por outro ângulo: “Assimilamos apenas ideias completamente prontas e por isso aqueles vestígios indeléveis – que se depositam nas mentes por meio de um desenvolvimento consequente do pensamento e criam uma força intelectual – não sulcam nossas consciências. Crescemos, mas não amadurecemos [...] Parecemos aquelas crianças a quem nunca fizeram raciocinar sozinhas, de modo que, quando crescem, não têm nada de próprio”. E mais: “Viemos ao mundo como filhos bastardos”. A noção de “povos avançados” e “povos atrasados”, repetidas por Tchaadáiev, faz paralelo com as imagens de
adulto e criança, em que a história procede à semelhança das etapas da vida do corpo. Assim, do ponto de vista da Rússia, a história tende a parecer uma corrida desigual em que os países tidos como modelos jamais poderão ser alcançados. Também por isso chama atenção o ensaio de Lev Tolstói de 1859, cujo título basta para nos situar em outra perspectiva: “Quem Deve Aprender a Escrever com Quem: as Crianças Camponesas Conosco ou Nós com as Crianças Camponesas?”. Aqui, a criança – e ainda por cima camponesa – ocupa a posição oposta e Tolstói inverte a direção da corrida. “Vemos nosso ideal à frente, quando ele está atrás”. Educabilidade Outro autor, Ivan Kiriêievski, em 1852, arma sua argumentação por uma via diferente: “Havia a opinião geral de que a diferença entre ilustração da Europa e a da Rússia é apenas de grau e não de caráter, e menos ainda do espírito e dos princípios básicos da educabilidade. [...] diziam que antes, entre nós, havia apenas a barbárie, que nossa educação
tinha começado apenas a partir do momento em que passamos a imitar a Europa”. O alcance do argumento é maior do que pode parecer, pois ele postula a possibilidade de um caminho alternativo para a sociedade se aprimorar, a partir de formas sociais enraizadas na vida popular. Vale a pena citar novamente Kiriêievski: “Então será possível na Rússia uma ciência baseada em princípios originais, diferentes daqueles que nos propõe a ilustração europeia. Então será possível na Rússia uma arte que floresça a partir de uma raiz nativa. Então a vida social na Rússia será firmada numa direção diferente daquela que lhe pode transmitir a formação ocidental”. Muito por alto, temos aqui uma ideia do rico e profundo debate entre as tendências eslavófilas e ocidentalistas, que marcou a Rússia no século 19 e, como diz Bruno Gomide, sobreviveu de outras formas no século 20, prolongando-se até hoje. Não admira, pois tal debate exprime com pertinência os dilemas históricos de fundo da Rússia e de países em situação similar.
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Ciência RESUMO Em visita à Universidade de Cambridge, físico argentino entrevista o cientista mais popular da atualidade. Um retrato da vida e do pensamento de Stephen Hawking, que voltou ao noticiário nesta semana ao negar, em novo artigo, a existência dos buracos negros, contrariando conclusões de 40 anos de suas próprias pesquisas.
JOSÉ EDELSTEIN TRADUÇÃO CLARA ALLAIN FOTOGRAFIAS JAIME TRAVEZÁN
Os corredores dos pagodes modernos que compõem o Centro de Ciências Matemáticas da Universidade de Cambridge convidam ao assombro. No primeiro andar, uma porta se destaca em meio à coreografia confusa criada pela infinidade de salas idênticas. É a única que não tem maçaneta; abre-se com um código numérico, e nela ainda se veem quatro furinhos nos quais, até há pouco, parafusos sustentavam uma discreta placa dourada, com 17 caracteres negros gravados em tipografia clássica, em letras maiúsculas, dizendo “LUCASIAN PROFESSOR”. A placa percorreu uma breve distância até parar na porta de Michael Green, um dos pais da teoria das cordas. O mesmo rótulo tinha sido fixado, em 1669, à porta de um jovem professor universitário de apenas 26 anos que respondia pelo nome de Isaac Newton. A partir daí, ser titular da cátedra Lucasiana converteu-se em distinção superlativa, legendária, compartilhada por gigantes da história da ciência. Como aquele que me aguarda atrás da porta da sala B1.07, Stephen William Hawking. Se um encontro com Hawking é sempre aguardado com ansiedade máxima, a minha ansiedade se viu redobrada pela frustração da primeira tentativa. Algumas semanas antes, eu tinha visita marcada à sua casa, mas um problema de última hora causou seu cancelamento. Foi preciso trocar o ambiente sóbrio e acolhedor da residência de Hawking pelo de sua sala de trabalho, luminosa e moderna. Em seu lar, eu o teria encontrado, como anos antes, mais descontraído, diante de estantes de madeira, nas quais livros convivem com desenhos que lhe são enviados por dezenas de crianças do mundo todo e com algumas primeiras edições que ele coleciona, e ouvindo Wagner. “Ninguém conseguiu, nem antes nem depois dele, transmitir tanta emoção com a música.” Doença Como se sabe, Stephen Hawking sofre de uma doença degenerativa que o imobilizou quase por completo. Não obstante essa deficiência grave, cujos primeiros sintomas apareceram na época de sua tese de doutorado, quan-
3 Senhor do tempo Stephen Hawking em 120 minutos
do completou 21 anos, ele conseguiu desenvolver uma carreira científica que o elevou ao Parnaso dos maiores físicos teóricos da segunda metade do século 20. Para dar a dimensão de sua importância como cientista, serei categórico: boa parte do que sabemos quanto aos aspectos teóricos mais fundamentais acerca da origem do universo e seus mais misteriosos e monstruosos habitantes, os buracos negros, é obra dele.
LEGADO
Boa parte do que sabemos quanto aos aspectos teóricos mais fundamentais acerca da origem do universo e seus mais misteriosos habitantes, os buracos negros, é obra de Hawking.
Apesar de toda sua carreira ter sido marcada pelas limitações impostas pela doença, foi nos primeiros anos que ela avançou mais rapidamente. O jovem Stephen Hawking tinha grandes aspirações quando chegou a Cambridge e, em muito pouco tempo, viu-se diante da possibilidade real de não viver nem para concluir o doutorado. O prognóstico habitual para os pacientes com esclerose lateral amiotrófica é de dois ou três anos de vida. A ponto de jogar a toalha, Hawking se apoiou em três pilares: o amor de sua primeira mulher, Jane Wilde; o incentivo intelectual que foi conhecer o físico matemático Roger Penrose; e, não menos importante, um aspecto de sua personalidade que se fará notar neste encontro: sua rebeldia impetuosa, obstinada e por vezes presunçosa. A rebeldia de alguém que vê a ciência “como uma disciplina não apenas racional mas também romântica e passional”. Seu caráter indômito o le-
vou a enfrentar a autoridade acadêmica da época, Fred Hoyle, e sua “teoria do estado estacionário” (segundo a qual o universo, em permanente expansão, não se dilui graças à criação contínua de matéria), que era vista como alternativa promissora à então infamada teoria do Big Bang (cujo nome, paradoxalmente, foi cunhado por Hoyle). Apesar de sua dificuldade crescente para escrever ou caminhar, Hawking publicou uma série de trabalhos cujo ápice foi um artigo assinado com Penrose, em janeiro de 1970. Nesse texto, eles demonstraram matematicamente que eventos em que o espaço e o tempo nascem e morrem, como o Big Bang e os buracos negros, não apenas são prováveis na teoria da relatividade geral como são simplesmente inevitáveis. Os cientistas só se encontraram cara a cara uma vez durante o processo de redação do que hoje se conhece como o “teorema da singularidade”.
Casca de noz Pouco antes, Arno Penzias e Robert Wilson tinham descoberto acidentalmente que o universo emitia, a partir de toda e qualquer direção, uma radiação térmica, indicação de que, levando em conta que a expansão produz resfriamento, ele teria de ter sido menor e mais quente no passado. Se regredíssemos no tempo tanto quanto a imaginação nos permitisse, chegaria um momento em que o universo inteiro caberia numa casca de noz e que sua temperatura seria altíssima. O Big Bang, como fruto desse teorema e dessas observações, adquiriu desde então status de teoria científica. O trabalho feito com Penrose bastaria para que Hawking conquistasse um lugar na história da física. Mas suas contribuições mais características têm a ver com os buracos negros, criaturas fantásticas cuja história é fascinante. Sua descoberta matemática foi feita por Karl Schwarzschild, que completou os
cálculos nas trincheiras do front russo na Primeira Guerra, pouco após Einstein publicar a teoria da relatividade geral. Schwarzschild não chegaria a saber que, por um quarto de século, seus resultados seriam recebidos como uma extravagância. Algo tão excêntrico quanto o pênfigo paraneoplásico, doença autoimune que o mataria meses mais tarde. Em 1939, Robert Oppenheimer e Hartland Snyder demonstrariam que uma
HONRA
Nenhuma das previsões de Hawking foi comprovada. Por isso, não levou o Nobel, mas sim uma distinção ainda mais prestigiosa, a medalha Copley, prêmio científico mais antigo do mundo.
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estrela suficientemente pesada poderia implodir devido à atração gravitacional, colapsando até chegar ao estado descrito por Karl Schwarzschild. Muitos outros físicos contribuiriam com pistas relevantes. Mas a mudança que fez com que esses seres mitológicos, cuja força gravitacional é tão intensa que nem sequer a luz consegue escapar, fossem considerados como entidades possivelmente reais deve muito a John Archibald Wheeler, que em 1967 os chamou buracos negros. Nessa época o jovem doutor Stephen Hawking começava a domesticá-los, armado com papel e lápis, ao mesmo tempo em que sua mulher, Jane, se ocupava de Robert, seu recém-nascido primogênito. Já confinado a uma cadeira de rodas, Hawking viu nascer sua filha Lucy, cuja chegada auguraria outras alegrias: pouco depois ele descobriu que os buracos negros deviam ter entropia, conceito estatístico associado a sistemas compostos. Mas, diferentemente do que ocorre em todos os sistemas naturais conhecidos, sua entropia parecia residir em sua fronteira, e não no buraco negro em si. Toda a informação se encontraria, portanto, na superfície que o rodeia, como uma lata de alimento em conserva que não se pode abrir, mas cujos detalhes podemos acessar pela leitura do rótulo. De acordo com o estabelecido então pelo cientista, os buracos negros seriam como hologramas.
As contribuições teóricas de Hawking dotaram de substância física esses entes misteriosos que, segundo ele, se emitissem radiação, evaporariam, levando junto o que haviam deglutido. Isso causa um conflito frontal com as leis da física quântica: a informação, como a energia, não pode ser perdida. Se os buracos negros evaporam sem deixar rastro daquilo que engoliram, tanto faz se o livro era uma antologia poética de Vinicius de Moraes ou se era o mesmo livro, mas com páginas em branco. Agora, depois de 40 anos de intensos debates, durante os quais Stephen Hawking ajudou a dar entidade aos buracos negros, o físico britânico a nega. Ele divulgou sua nova posição, na semana passada, em um artigo na plataforma arXiv, que acolhe trabalhos antes de sua publicação em revistas científicas. No texto, Hawking sugere que o chamado horizonte dos eventos, fronteira matemática a partir da qual toda e qualquer coisa desapareceria dentro de um buraco negro, simplesmente não existe. Se não há horizonte de eventos, não há buracos negros! Para ele, em vez de horizonte de eventos, haveria um “horizonte aparente”, capaz de capturar a luz por um tempo. O processo pelo qual o buraco negro engoliria matéria seria assim tão caótico que, ainda que a informação não se perdesse, estritamente, reconstrui-la seria tão difícil quanto, digamos, prever que tempo
vai fazer em São Paulo no instante preciso em que você estiver lendo estas linhas. O novo artigo ainda não foi revisado por outros cientistas nem apresenta fundamentação matemática para suas conclusões audazes e provocadoras. De fato, nenhuma das previsões de Stephen Hawking pôde ser comprovada. Nobel Por isso ele não recebeu o Nobel. Foi, no entanto, agraciado com uma distinção ainda mais prestigiosa, a medalha Copley, prêmio científico mais antigo do mundo, outorgado pela Royal Society de Londres desde 1731. Hawking a recebeu em 2006, dois anos antes de Penrose. Enquanto o Nobel de Física, Química ou Fisiologia é habitualmente dividido, a medalha Copley é entregue
JEITO
Fica a impressão de que Hawking sempre apostou contra o que julgava mais provável, como se ele desafiasse a natureza a seguir por um rumo inesperado, levado por sua própria rebeldia
a uma só pessoa por ano. Darwin, Einstein e Pasteur a receberam. Em 1838, numa rara ocasião em que foi difícil escolher um nome, ela foi compartilhada por Michael Faraday, um dos dez físicos mais importantes da história, e Carl Friedrich Gauss, rei da matemática. No início dos anos 80, Hawking se propôs a escrever um livro em que pudesse explicar os conceitos avançados da física fundamental ao grande público. Recusou-se a fazêlo com editoras acadêmicas, pois lhe interessava que o texto pudesse ser acessível a qualquer leitor. Habituado a usar uma linguagem metafórica e carregada de imagens em suas palestras, sentia-se preparado para lançar uma ponte sobre a enorme distância que separa do cidadão comum as sofisticadas teorias da física moderna, cuja expressão natural depende do idioma das matemáticas. O lento processo de redação e correções do livro acabou dificultado por um enorme contratempo. Em meados de 1985, numa visita que fazia ao Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), uma pneumonia deixou Hawking à beira da morte, e foi necessária uma traqueostomia para salvá-lo. Desde então, ele ficou mudo. Apesar disso, em 1988 saiu, finalmente, “Uma Breve História do Tempo”, que catapultou a divulgação científica ao status de bestseller. O estímulo que o livro representou para que milhares de jovens se inclinassem à ciência é incalculável.
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No horário novamente agendado, ali estava eu, à porta da sala de trabalho de Hawking; e, quando passei por ela, ali estava o próprio Hawking. O primeiro contato visual teve um ingrediente inesperado: o cientista mais famoso do planeta usava óculos escuros que pareciam saídos do “CQC” – lembrei-me de que era possível, pois, quando em visita a Santiago de Compostela, ele havia participado da versão espanhola do programa. Diante do espanto que não tive como esconder, Jonathan Wood, o assistente técnico que monitora com extrema atenção o sistema através do qual Hawking se comunica, assinalou a claridade ofuscante que chegava pelas grandes janelas da sala: “Ele precisa dos óculos de sol para poder utilizar o sistema de comunicação”. Há quase três décadas, Stephen Hawking se comunica com o mundo externo por meio de um computador integrado à sua cadeira de rodas e de um programa especial com que monta suas frases, emitidas por um sintetizador de voz. Apesar dos avanços tecnológicos Hawking não quer nem ouvir falar em melhorar a qualidade do sintetizador – cuja voz, além de metálica, para o constrangimento de um professor britânico, tem sotaque americano. “Essa é minha voz”, diz, com lógica arrasadora. Até o início da década passada ele era capaz de mover os dedos de sua mão direita com agilidade suficiente para manipular um mouse. Mas, quando perdeu a mobilidade da mão, teve que recorrer ao reconhecimento de movimentos faciais. Seu assistente anterior, Sam Blackburn, concebeu um detector que sai da parte superior de seus óculos, semelhante a uma pequena lâmpada de leitura, registrando os movimentos de sua bochecha. Com essa única maneira de clicar, Hawking não pode navegar pela tela, como antes fazia. Sua velocidade de comunicação diminuiu muitíssimo, até chegar a uma palavra por minuto. Alternativas de todo tipo vêm sendo exploradas
– desde o scanning cerebral até o rastreamento dos olhos, passando por um sistema sofisticado que monitora seu rosto, aproveitando a complexidade de movimentos a seu alcance. Mas, por ora, ele continua usando esse sistema. A perspectiva de encará-lo numa conversa tão cheia de silêncios prolongados era perturbadora. Eu o cumprimentei e me sentei ao seu lado. Ele me observou com especial atenção quando eu lhe disse que María, uma menina que ele conheceu na Galícia e que tinha recebido o diagnóstico de uma doença semelhante à dele, estava muito bem. Reforçado pela imobilidade do resto de seu corpo, o efeito que produz o olhar de Hawking quando seus olhos
VOZ
Há quase três décadas, ele se comunica com o mundo externo por meio de um computador e de um programa especial com que monta suas frases, emitidas por um sintetizador de voz.
claros se fixam sobre os nossos é assombroso: você tem a certeza de estar com ele e de que ele está com você. É um breve instante de comunicação intensa. Menu No primeiro almoço que tivemos em Santiago de Compostela, veio à tona, devido ao menu, seu gosto pela boa carne. A imobilidade de seu rosto converte o momento da refeição numa situação difícil, e ali se manifesta sua proverbial determinação. Hawking jamais parece fazer uma opção culinária pensando em simplificar a operação de comer. Não se priva de nada. Na Galícia, não deixou de provar nenhum marisco e comeu polvo e crustáceos até se cansar.
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Diário de Pequim O MAPA DA CULTURA
4 Rock rebelde,
pop de araque A ‘rosa de segunda mão’ faz barulho na China
MARCELO NINIO
Encravado no coração de Sanlitun, o bairro mais badalado de Pequim, o Estádio dos Trabalhadores, inaugurado em 1959, só mantém o espírito proletário no nome e nas épicas estátuas de atletas no estilo socialista. Hoje elas convivem com lojas de grife e revendedoras de reluzentes carros de luxo. Os aposentados que jogam peteca em volta do estádio não esquecem que o local foi usado para execuções públicas durante a Revolução Cultural (1966-76). O ginásio anexo recebe vez por outra astros da música internacional, numa constelação variada, mas rarefeita, que nos últimos anos foi de Bob Dylan à conhecida cantora nipo-brasileira Lisa Ono. Bandas chinesas com letras politizadas e um pé no underground não costumam ter vez; pelo menos não até dezembro
passado, quando a veterana Ershou Meigui (ou “rosa de segunda mão”) tocou lá. Foi o primeiro show da banda, em seus 14 anos de carreira, no principal palco de Pequim. Para Liang Long, líder e vocalista do grupo, a ideia era dar um atestado de maioridade ao rock chinês. “Há dez anos não havia mercado para a música; hoje ele está bombando”, disse Liang à Folha no dia seguinte ao show, entre goles de chá verde. “O que mudou não foram as pessoas ou as bandas, mas o governo.” A abertura do mercado significa que há mais liberdade de ação, mas ela permanece vigiada. Nove músicas programadas para o show foram previamente censuradas pelas autoridades. Ignorando a ordem, a banda tocou sete das canções proibidas. Depois do show, Liang recebeu o telefonema de um censor do governo, irritado com a desobediência. A banda foi convocada para uma “conversa séria” no
dia seguinte. “Mas depois nunca mais ouvi falar dele”, diz o cantor, terminando o chá. “Ficou por isso mesmo, como muita coisa na China”. O veto do padrinho Como fazem todos os anos, os chineses receberam o seu AnoNovo, na última sexta-feira, comendo “jiaozi”, espécie de ravióli, na frente da televisão, atentos à tradicional “noite de gala” da CCTV, a emissora estatal. Canções patrióticas dão o tom, numa sucessão de apresentações de comediantes, cantores, dançarinos e lutadores. Mas a atração mais esperada não apareceu. Cui Jian, conhecido como o padrinho do rock chinês, recusou o convite para participar ao saber que não poderia cantar sua música mais conhecida, “Nada em Meu Nome”, um hino do protesto estudantil de 1989. O movimento foi esmagado pelo Exército, e Cui ficou proibido de tocar para grandes
plateias durante anos. Só recentemente voltou a se apresentar regularmente. Ao recusar o surpreendente convite da CCTV, ele dispensou o programa de maior audiência da televisão mundial, estimada em 1 bilhão de espectadores. Estrela de laboratório A China é a segunda economia do mundo, possui cada vez mais poder, mas seus líderes não escondem a ambição de ter mais influência cultural – ou, no jargão diplomático, ampliar o seu “soſt power”. Um dos projetos é ter um artista do país nas paradas de sucesso internacionais. Formada nos melhores conservatórios musicais da China, com um estilo comparado à da canadense Celine Dion, a cantora Ruhan Jia, 29, é a aposta de Pequim para conquistar o mundo. “Um país só é visto como superpotência quando é forte culturalmente”, disse Bill Zang, vice-presidente da Synergy,
gravadora estatal por trás da carreira de Ruhan. Sonho chinês O maior sucesso do cinema chinês na virada do ano foi um deboche pouco sutil do patriótico slogan adotado pela atual liderança do país, o “Sonho Chinês”. Dirigido por Feng Xiaogang, maior campeão de bilheteria do cinema chinês, “O Alfaiate Pessoal” (em tradução livre) arrecadou US$ 60 milhões (cerca de R$ 145 milhões) nos primeiros quatro dias de exibição, um recorde. O filme conta a história de uma empresa especializada em realizar sonhos. Entre seus clientes está um taxista que fracassa ao tentar ser um político honesto. Muitos se espantaram com o fato de o filme ter sido liberado pela censura, apesar das fartas doses de crítica social e do final sombrio, um lamento sobre a degradação do meio ambiente.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIA
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O mini Jorge Amado sorriu para mim
Salvador, 1994
J.R. DURAN/ACERVO PESSOAL
Jorge Amado autografa ‘Navegação de Cabotagem’ para o fotógrafo
J. R. DURAN
“O Bóris não quer morrer, Zélia”. A voz era do Jorge Amado, e o comentário em voz alta tinha sido dirigido para Zélia Gattai. Cada um estava em uma sala dentro da casa, escrevendo, enquanto eu esperava do lado de fora, sentado na varanda, a hora certa para fotografar o escritor. Estávamos em 1994. A casa era a da rua Alagoinhas, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, casa que ele tinha construído com a venda para o cinema dos direitos de “Gabriela, Cravo e Canela”. Na época eu morava em Nova York e fui contratado pela Standard Ogilvy, uma agência no Brasil, com a missão de fotografar Jorge Amado para uma campanha publicitária do cartão de crédito American Express. A tarefa não era simples; normalmente as fotos publicitárias para o cartão eram feitas por Annie Leibovitz, uma das feras – e um dos meus ídolos – da fotografia mundial. Por reentrâncias e
saliências da vida (questão de agenda, se falou), ela não poderia fazer esse trabalho. Eu teria de entrar no seu lugar e, claro, mimetizar seu estilo. Era uma tarefa bastante inglória, tanto quanto seria a de um reserva do Barcelona ter que entrar no lugar do Lionel Messi e fazer dois gols nos últimos 15 minutos de um jogo de futebol. No dia do trabalho, chegamos antes da hora combinada e nos pediram, gentilmente, para esperar um pouco. Foi aí, tomando um cafezinho, que ouvi a frase. “O Bóris não quer morrer, Zélia.” “Que safado”, respondeu ela. Demorei alguns minutos para entender que Jorge Amado comentava alguma coisa que estava escrevendo, e que eu tinha o privilégio de presenciar esse fenômeno criativo em que os personagens começam a ter vida própria e vão traçando eles mesmos seu destino. Os escritores costumam dizer que, nesse momento, a magia do ato de escrever atinge seu ápice. Só anos mais tarde me dei conta de que naquele instante ele deveria estar
lidando com o protagonista de um livro que nunca seria concluído: “Bóris, o Vermelho”. Na hora certa, Jorge Amado se submeteu a todas as solicitações. Foi simpático, gentil e educado, mesmo com os constantes pedidos que eu fazia ao tentar achar a imagem que, imaginava, passaria à história da fotografia publicitária dos cartões de crédito. Aproveito sempre, quando tenho a oportunidade de fotografar alguma celebridade, para fazer alguns registros para um livro que, desconfio, nunca será publicado. Dessa vez, além de Jorge sozinho e ao lado de Zélia, pedi autorização para fazer algumas fotos retratando o escritor em seu lugar de trabalho. Com paciência, ele aceitou. Uma forte luz iluminava as folhas de texto colocadas sobre uma mesa, que me surpreendeu pelo seu tamanho reduzido. Em certo momento, o que me pareceu o sinal para que o deixasse em paz, ele me deu um exemplar de “Navegação de Cabotagem” autografado
com um generoso “Para J.R. Duran, mestre da fotografia, um obra de Jorge Amado. 1994”. O tempo passou e voltei à Bahia para um outro trabalho. Fiz uma série de fotos de moda para uma revista italiana. A editora, uma moça divertida e culta, quis conhecer o Pelourinho e, como não, entramos no casarão da Fundação Casa de Jorge Amado. Uma prateleira, encostada em uma parede, alinhava bonecos de todos os tamanhos reproduzindo a imagem do escritor. Para minha surpresa, uma das fotos que tínhamos feito para o American Express – a de Jorge Amado sentado numa rede laranja, vestindo shorts azuis, com uma camisa florida, chapéu de palha e chinelos brancos com listras azuis, segurando um bastão de madeira – tinha se convertido em um boneco de barro, daqueles feitos pelo Mestre Vitalino. O escritor, com não mais do que dez centímetros de altura, estava lá sorrindo para mim. Sem querer querendo, tinha entrado na vida de Jorge Amado.