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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.241 – DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
ROMBO
IMPROBIDADE
Marta perde direitos políticos
NA CAIXA
A Justiça condenou a ex-prefeita de São Paulo e ministra da Cultura Marta Suplicy à perda dos direitos políticos por 3 anos. Última Hora A2
AFEGANISTÃO
A POLÍCIA FEDERAL DESENCADEOU, ONTEM, UMA OPERAÇÃO EM TRÊS ESTADOS PARA DESARTICULAR UMA QUADRILHA QUE FRAUDOU A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL EM R$ 73 MILHÕES. O BANCO DISSE QUE ESSA É A MAIOR FRAUDE JÁ SOFRIDA EM TODA SUA HISTÓRIA. OS CRIMINOSOS FORJARAM UM BILHETE DA MEGA-SENA, MAS NEM O SORTEIO NEM O PRÊMIO ERAM REAIS. ÚLTIMA HORA A2
Atentado suicida em Cabul
DIVULGAÇÃO
RICARDO OLIVEIRA
Dois americanos e dois britânicos estão entre os 21 mortos em atentado do Taleban contra um restaurante libanês, em Cabul. Última Hora A2
MEIO AMBIENTE
TE QUERO
VERDE
Manaus foi tomada pelo concreto e se transformou em uma selva de pedra, porém novos projetos em curso, incluídos no Plano Diretor, visam resgatar o verde com a arborização de ruas, avenidas e terrenos privados. Dia a dia C1 EX–SUFRAMA
Mauro é citado na máfia de SP
PROTESTO
‘Rolezinho’ toma conta do país Fenômeno de caráter político, o “rolezinho” está sendo programado pelas redes sociais em mais de 10 Estados para as próximas semanas. País B6
TRÂNSITO
Pedestre tem parcela de culpa Não só os motoristas, mas pedestres também contribuem para transformar o trânsito em um dos mais caóticos do mundo. Dia a dia C2 e C3
HENRIQUE OLIVEIRA
‘Quero ser o nome da mudança’ Deputado federal Henrique Oliveira pretende entrar na disputa por um cargo majoritário e afirma que o povo quer renovação. Com a palavra A7
MARACANÃ
Flamengo estreia no Carioca O Flamengo põe os reservas em campo hoje, contra o Audax, no primeiro compromisso da equipe pelo Estadual. Pódio E7
DIEGO JANATÃ
DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
O secretário da Fazenda de Salvador, Mauro Costa (foto) – ex-Suframa –, é citado nas denúncias do escândalo conhecido como “máfia do ISS”. Contexto A3
No bairro do Coroado há apenas uma faixa verde que cerca o canal
HOJE É DOMINGO DIVULGAÇÃO
RESGATE
Centro volta a ter vida noturna Manauenses estão começando a sair novamente dos bairros para curtir bares e restaurantes do Centro. Economia B4 e B5
Cientistas da Universidade de Birmingham afirmam que algumas xícaras de café, por dia, são tão hidratantes quanto a água. Saúde F2
Peças do vestuário com rendas, aplicações com cristais Swarovski e penas são as dicas da Elenco para brilhar neste Carnaval. Elenco 14 e 15
O ator Eriberto Leão reencarna Jim Morrison
MUSICAL
8177-2096 DENÚNCIAS • FLAGRANTES
JIM
No espetáculo “JIM”, o ator Eriberto Leão (foto) vive o vocalista do The Doors, Jim Morrison, ícone da contracultura americana, encontrado morto em julho de 1971, em Paris. Plateia D1
Eleito o melhor do mundo, Cristiano Ronaldo é visto por jornalistas e torcedores como arrogante, mas colegas discordam. Ilustríssima G4 e G5
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.
MMA
Lutador troca a casa por academia Aos 18 anos, Wellerson Martins (foto), o Galinho, largou emprego, estudos e família para morar na academia e se dedicar ao MMA. Pódio E3 TEMPO EM MANAUS
MÁX.: 31
MÍN.:
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Última Hora
A2
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
ROMBO
Golpe da loteria na Caixa Operação em três Estados desarticula quadrilha que fraudou a instituição bancária em mais de R$ 70 milhões
A
Polícia Federal desencadeou ontem uma operação em três Estados para desarticular quadrilha que fraudou a Caixa Econômica Federal em mais de R$ 70 milhões no fim do ano passado. Segundo a PF, o banco disse que se trata da maior fraude sofrida em sua história. Foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, dez mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva (quando o suspeito é obrigado a depor na delegacia) nos Estados de Goiás, Maranhão e São Paulo. Entre os investigados que tiveram a prisão preventiva decretada está um suplente de deputado federal do PMDB do Maranhão, que não teve o nome revelado. Segundo a PF, ele adquiriu um avião de pequeno porte há menos de um mês. Até as 12h, ninguém havia sido preso. A fraude, segundo a PF, consistiu na abertura de uma conta corrente na agência da Caixa em Tocantinópolis (TO), em nome de uma pessoa fictícia, para receber um prêmio falso da Mega-Sena no valor de R$ 73 milhões. O dinheiro
DIVULGAÇÃO
foi transferido em seguida para diversas outras contas. O gerente-geral da agência de Tocantinópolis é suspeito de envolvimento no crime e teve a prisão preventiva decretada. Os investigados pela operação devem responder pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público por funcionário do Estado), receptação majorada (de bem público), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 29 anos de reclusão. A Caixa bloqueou as contas e recuperou quase 70% do dinheiro desviado. O agente da PF, Jorge Apolônio Martins, disse que esta foi a quarta vez que o golpe foi aplicado no Brasil. Em geral, o gerente da Caixa é cooptado pela quadrilha e confirma o recebimento do prêmio, transferindo o valor para uma conta dos fraudadores. A quadrilha está espalhada pelo Brasil, o que dificulta a investigação, informou a PF, que batizou a operação de Éskhara, nome grego que significa “escara”, ferida que nunca se cura. Policiais do Tocantins, Goiás, Maranhão e São Paulo participaram da operação com mais de 65 agentes envolvidos.
Segundo a Polícia Federal, há mais de 65 agentes envolvidos na operação Éskhara, que desbaratou golpe milionário na Caixa
IMPROBIDADE
CRIME
Marta recorre de condenação A ministra da Cultura, Marta Suplicy, vai recorrer da condenação por improbidade administrativa. Caso a medida não seja revertida, a ex-senadora perderá os direitos políticos por três anos e ainda terá que multa de cinco vezes o valor atualizado do salário que recebia entre os anos de 2001 e 2005, quando era prefeita de São Paulo. Segundo a assessoria do Ministério da Cultura, Marta e seus advogados particulares já estão discutindo a sentença da 1ª Vara da Fazenda Pública da Justiça de São Paulo, publicada no Diário da Justiça estadual
do último dia 10. A decisão do juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho proíbe a ministra de assinar contratos com o Poder Público, receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária. A proibição também tem validade de três anos. A denúncia por improbidade administrativa foi apresentada pelo Ministério Público estadual. Segundo o documento, a Prefeitura de São Paulo contratou a organização não governamental (ONG) Grupo de Trabalho
e Pesquisa em Orientação Sexual sem licitação quando era prefeita da capital paulista. No mesmo processo, também foi condenada a ex-secretária de Educação Maria Aparecida Perez. Ela foi condenada às mesmas penas que Marta. Já a ONG foi condenada a pagar multa de 10% do valor do contrato original firmado com a prefeitura de São Paulo (R$ 373.119,19, em 2002), quantia que deve ser atualizada, além de estar proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por três anos.
AFEGANISTÃO
Atentado terrorista mata 21 pessoas em restaurante Dois norte-americanos e dois britânicos estão entre os 21 mortos em atentado reivindicado pelo Taleban contra um restaurante libanês no centro de Cabul, no Afeganistão, na última sexta-feira. A ação foi sucedida por um tiroteio, em que três insurgentes foram mortos. Segundo a embaixada dos Estados Unidos em Cabul, os dois eram funcionários de uma organização privada sem fins lucrativos e atuavam na Universidade Americana do Afeganistão, instituição fundada após o início da guerra, em 2001. A embaixada e a instituição não informaram o nome das vítimas.
A Chancelaria britânica confirmou a morte de dois cidadãos do Reino Unido, um vinculado à Missão Policial Europeia no Afeganistão e um homem, identificado como Dhamender Singh Phangurha. Além de EUA e Reino Unido, o Canadá confirmou a morte de dois cidadãos e a Dinamarca, de um. No ataque, também morreram três funcionários da ONU e Wabel Abdullah, do Fundo Monetário Internacional (FMI). O local atingido se chamava “Taberna do Líbano”, restaurante apreciado por diplomatas, trabalhadores humanitários e outros estrangeiros que vivem na capital afegã.
Suspeitos de tráfico são presos JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO
Quatro suspeitos de tráfico de entorpecentes foram presos, ontem, na rua 15 do conjunto BeijaFlor 2, em Flores, Zona Centro-Sul. O quarteto formado por Fábio Teixeira, 24 e pelos irmãos Edinelza Paes da Silva, 23, Gerson Paes da Silva , 37, e Elizeu Paes da Silva, 29, foi preso em flagrante após cumprimento de dois mandados de busca e apreensão pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DHS). No local, foram encontradas 190 trouxinhas de pasta-base, 50 de cocaína e 16 pedras de oxi, além de duas pistolas, um revólver calibre 38, R$ 4.811 em espécie, seis celulares e instrumentos de precisão. Também foram apreendidos dois veículos supostamente usados na atividade criminosa. A polícia investiga se os carros são roubados.
GOVERNO
Micro-ônibus é entregue para ações educativas O Fundo de Promoção Social (FPS) do governo do Amazonas entregou, na última sexta-feira, um micro-ônibus com capacidade para 22 lugares para a Associação Missionária de Apoio e Resgate (Amar), no bairro Tancredo Neves, Zona Leste. O veículo é resultado do convênio entre o governo do Estado e a instituição, no valor de R$ 175 mil, e será utilizado nas atividades recreativas e de inclusão social promovidas pela instituição. A associação acolhe mais de cem crianças em situação de vulnerabilidade social com ações socioeducativas. O benefício deve atender a uma necessidade bastante antiga na instituição, segundo a diretora da entidade, Cleide Carvalho. “Faz tempo que precisávamos desse ônibus para oferecer mais segurança nas atividades externas com as crianças. Mas, agora, vamos conseguir fazer de maneira
melhor, levando todos para conhecerem lugares históricos e culturais de nossa cidade. E isso vai ajudar todos eles a terem uma boa formação social”, comentou. Conforme a presidente do FPS e primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz, esse benefício faz parte dos projetos aprovados no ano passado, via edital, e estão sendo entregues para atender as necessidades da população na capital e interior. “Neste mês, estamos entregando vários benefícios para as instituições sociais que tiveram seus projetos aprovados na área de geração de renda e qualidade de vida. Na próxima semana, o fundo vai estar em São Gabriel da Cachoeira, onde serão entregues equipamentos para a construção de uma padaria na Fazenda da Esperança para promover formação profissionalizante das pessoas atendidas na instituição”, afirmou Nejmi Aziz. DIVULGAÇÃO
Homicídio Segundo o delegado plantonista da DHS Paulo Martins, Fábio Teixeira comandava o tráfico de drogas nos bairros da Paz, Lírio do Vale e Redenção. “Tínhamos ordem para a detenção do Fábio também por suspeita de ter cometido um homicídio junto com o irmão, ainda foragido”, relatou. Novo veículo vai contribuir para formação social de crianças
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Nem chegou e já vai tarde Quanto mais se adentra 2014, mais este ano perde a sua força mística. Energizado com o feitiço internacional do futebol, divulgou-se a crença de que o Brasil chegaria ao futuro que ele próprio imaginou: 22 jogadores correndo atrás de uma bola. Em 2014, o Brasil avançaria em tudo que está atrasado, principalmente quanto à infraestrutura, que não admite voos mais altos (o empresariado queixa-se de uma desindustrialização, justamente por essa fraqueza). Chegou-se a vaticinar a realização de 40 anos de obras em quatro. A própria mídia, sempre disposta a propagar sua dose de otimismo todo dia, cansou de insistir na feitiçaria, porque, afinal, vive mais de fatos e menos de boatos. Só em pensar em fazer 40 anos em quatro, instalouse um cansaço geral. É muito esforço, mesmo para homens de boa vontade. Uma das 12 cidades-sede, Manaus, por anúncio da prefeitura e do governo do Estado, abandonou, ou postergou por mais 40 anos, suas revolucionárias intervenções no caos histórico da sua ocupação do solo e da mobilidade urbana. A capital amazonense parece ter-se contentado com a Arena da Amazônia, inspirada no trançado da artesania indígena, mas sempre comparada ao Ninho de Pássaro das Olimpíadas que se realizaram na China. O aeroporto está sendo ampliado, menos mal, embora não se saiba como sair de lá nem para onde. Quanto ao porto, o turista será recepcionado por uma “comissão de frente” do que existe de mais atrasado em qualidade urbana. Palavras de consolo: as outras 11 cidades-sede também não vão muito bem das pernas. Há duas semanas, uma diária em um hotel duas estrelas, no Rio de Janeiro, custava R$ 600, alto até para os padrões de Manaus. Já custa CR$ 1.200. O ano de 2014 mal começou e já quer ser esquecido.
O inferno de Mauro Costa Ex-superintendente da Suframa, o economista Mauro Ricardo Machado Costa está vivendo seu inferno astral. Uma testemunha ouvida pelo Ministério Público Federal na investigação do esquema que ficou conhecido como “máfia do ISS” em São Paulo aponta o atual secretário de Fazenda de Salvador e ex-secretário de Economia e Finanças de São Paulo como um dos integrantes da suposta quadrilha que cobrava propina para reduzir o Imposto Sobre Serviços pago por empresas da capital. Para quem conhece o perfil de Mauro Ricardo, fica difícil acreditar em acusação tão grave. Propina De acordo com o depoimento, Mauro Costa recebeu uma quantia não especificada da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para diminuir a tributação das operações financeiras realizadas durante o mandato do ex-prefeito da cidade, Gilberto Kassab (PSD). Fortuna Mauro Costa, que é do PSDB, também é acusado de receber dinheiro do esquema. Segundo o depoente, identificado apenas como “Gama”, o ex-prefeito paulista cobrou uma “fortuna” do Controlar, grupo responsável pela inspeção veicular no município, para recolher o valor mínimo do ISS. De avião A alta quantia teria sido transferida de avião para uma fazenda do então prefeito no Mato Grosso, em uma operação capitaneada pelo empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do empresário Rodrigo Garcia, ex-secretário da gestão Kassab e atual aliado do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Nem vou lá Mauro Ricardo afirmou que ainda não foi chamado para depor no caso conhecido como “máfia do ISS”. — Não fui chamado e nem tem porque eu ir lá! – disse o secretário de Fazenda de Salvador. Omisso Entretanto,
o
Ministério
Público do Estado de São Paulo manifestou interesse em ouvir Mauro. O promotor do caso, Roberto Bodini, chegou a chamar o secretário de “no mínimo, omisso”, ao falar sobre o esquema de propinas de empresas para auditores. Blindado Os vereadores da base de sustentação do prefeito ACM Neto na Câmara de Salvador rejeitaram por 29 a 12 o requerimento de convocação de Mauro Costa para prestar esclarecimentos à casa. Águas vão rolar O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Waldemir José, vai protocolizar uma representação junto ao Ministério Público do Estado (MPE) para que o prefeito Arthur Neto (PSDB) não autorize o reajuste da tarifa de água e esgoto da cidade. Na mão de Arthur O pedido de reajuste de 5,52% da tarifa de água e esgoto foi publicado no Diário Oficial do município de Manaus e prontamente autorizado pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam).
Mas o prefeito Arthur Neto pode aceitar ou não o pedido de aumento do preço da tarifa. Bonitinha, mas... A loja da Oi do shopping Manauara é relativamente
APLAUSOS
elvis@emtempo.com.br
moderna, conceito clean, ampla, e os funcionários são gentis. Só tem um probleminha: não resolve nada. Bonitinha 2 A loja da Oi não resgata pontos, não troca plano, não negocia aparelhos e nem tem poder para resolver cobranças indevidas. Fora isso, é muito boa. O povo quer saber Por que a ManausCult, responsável pelas ações de cultura do município, não explora o anfiteatro do Parque 10? O espaço é fantástico, com arquibancadas de concreto, um amplo estacionamento e localizado numa área de fácil acesso. Palco No final dos anos 60 e até a metade dos anos 70, muitos espetáculos foram realizados no anfiteatro, como festivais da canção, shows de rock e concursos de beleza. Cutucando o STF A Câmara analisa a PEC da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que transforma o STF em uma corte constitucional com ampliação do número de ministros de 11 para 15. A proposta também reduz a competência. O STF ficaria responsável por julgar apenas causas relativas à interpretação e aplicação da Constituição Federal.
VAIAS
Santa Casa
Regi
Aeroporto DIEGO JANATÃ
IONE MORENO
Para o esforço da Comissão pela Reabilitação da Santa Casa, formado por advogados, sociólogos e professores, para reabrir o hospital histórico como shopping popular da saúde.
Para as condições de trabalho nas obras do aeroporto de Manaus, que acabaram interditadas pelo Ministério Público do Trabalho.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Terra do já teve Faz muito tempo, diziam os antigos habitantes desta heroica Manaus que esta é a “cidade do já teve”. Tudo o que se cogitasse, Manaus já tivera e perdera, já não tinha mais. Depois, começou-se a pensar que esse tempo tivesse passado e que a sucessão da nossa história, finalmente, invertera o seu movimento e que, assim, passaríamos a ter no futuro o que não tivéramos no passado, o que, afinal, constitui a ordem natural das coisas. Esta contramão que regeu e, no meu humilde senso, continua a reger o fluxo dos acontecimentos manauenses, entretanto, não foi gratuita, mas fundamentada na própria realidade desta cidade que, para começar, tem que ser vista como um milagre ainda não explicado, que aconteceu como fenômeno bizarro, tanto pelo lugar onde ocorreu, quanto pelo tempo em que se deu. O mais importante é não esquecer que aqui começamos quase sempre pelo fim. Tivemos luz elétrica intensa e abundante bem antes de quase todas as outras cidades do país. Os ingleses a trouxeram para nós, com uma tecnologia que, naquele momento, sequer conseguíamos compreender. Por essa mesma Companhia, a “Manáos Tramways and Light Co.”, de 1908, tivemos transporte coletivo, constituído pelos bondes que cortavam a cidade do norte ao sul e do leste ao oeste. Depois, tudo isso passou para o irrecuperável estado do “já teve”. Passamos a viver na escuridão, apenas amenizada pelas lamparinas e pelos candeeiros, enquanto “progressistas” governadores derramavam asfalto sobre os calçamentos e sobre os trilhos dos bondes. Curioso saber que na maioria das cidades europeias os bondes persistem e apenas os veículos foram modernizados, o que, em São Francisco, por exemplo, nem isso aconteceu.
Nosso porto, o querido “Roadway”, construído e administrado pela “Manáos Harbour”, comparado ao que já foi, também incorporou em si a inexorável decadência. Na chamada Ponta do Ismael, a “Manáos Improvements Limited” construiu uma tomada de água com bombas tão poderosas e tão farto tratamento, que abasteceu a cidade até bem pouco tempo atrás. Também nos deu um eficiente sistema de esgotos, até hoje funcionando, mas agora insuficiente, com uma estação de tratamento de efluentes, também já tida e perdida, que operava no atual Teatro Chaminé, lá na rua Isabel. Também já tivemos grande produção de borracha, de castanha, de sorva, de cacau, de coquirana, de cumaru, de peles, de pau-rosa, de copaíba, de andiroba, que exportávamos para a Europa e para a América do Norte e nos garantiram grande prosperidade e nos legaram alguns monumentos magníficos, que ainda hoje nos orgulham. Esses, ainda temos, mas as fontes que os geraram já não temos mais e só há bem pouco tempo voltaram a ter um sentido de existência e de função. Há poucos dias vim a saber que o grupo Takeda decidiu fechar o Restaurante Roma. Não tinha a mesma sofisticação do restaurante da Helena, o Village, mas era um dos poucos a oferecer variedade e qualidade e não deve ter sido por insuficiente clientela, já que era perceptível sua abundante frequência. Como aconteceu com outros, caso do saudoso Chapéu de Palha, o senhor Takeda deve ter tido a preocupação de preservar para Manaus o título do “já teve” e o pior é que consta que lá se instalará mais uma unidade de uma rede churrasqueira, específica para glutões. Quem sabe, também logo entre no rol do que já foi e não é mais.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Os ingleses a trouxeram para nós, com uma tecnologia que, naquele momento, sequer conseguíamos compreender. Por essa mesma companhia, a “Manáos Tramways and Light Co.”, de 1908, tivemos transporte coletivo, constituído pelos bondes que cortavam a cidade do norte ao sul e do leste ao oeste”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Agenda de campanha
O povo não aceita processos tradicionais em que os recursos públicos eram vistos como propriedade dos governantes. Isso explica porque muitas vezes ele falava com o prefeito: ‘É de que partido? Ah, não é do meu? Não tem dinheiro’. Isso é uma coisa que fez parte da vida política deste país e que explicou o controle político de segmentos da população
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), tem usado o cargo para se aproximar do eleitor de São Paulo. Pré-candidato a governador, ele saiu de Brasília para participar de 53 atos oficiais entre o início de novembro e a última sexta-feira. Nada menos que 44 deles, ou 83% do total, ocorreram em solo paulista. Como cumpria agenda do ministério, Padilha contou com a estrutura do governo, foi acompanhado por assessores e viajou a bordo de aviões da Força Aérea Brasileira. Registros A agenda de Padilha mostra que ele manteve uma média superior a um evento em São Paulo a cada dois dias. Por duas vezes, chegou a visitar três municípios na mesma data. Maratona No último dia 20, Padilha embarcou às 7h para Ribeirão Preto, onde assinou portaria. Às 11h voou para Marília, onde anunciou investimentos em UPAs. Duas horas depois, decolou rumo a Guarulhos e visitou um hospital. Tudo nas asas da FAB. Locomotiva Em nota, o Ministério da Saúde diz que Padilha atende a convites e que São Paulo “concentra o maior número de unidades de saúde, possui hospitais de excelência, entidades do setor e instituições universitárias de impacto nacional”. Ah, bom “Além disso, o ministro vistoria o andamento de obras e acompanha a execução dos programas federais para a saúde de todos os Estados brasileiros”, afirma o texto enviado à coluna. O sucessor No Planalto e em
São Bernardo do Campo, é dado como certo que Arthur Chioro será nomeado para a vaga de Padilha, que já esvazia as gavetas no ministério. Ele é secretário do prefeito Luiz Marinho (PT). O cientista Dilma Rousseff ofereceu o Ministério da Ciência e Tecnologia ao PSD de Gilberto Kassab. A pasta é ocupada hoje por Marco Antonio Raupp, indicado por Aloizio Mercadante (PT). Já respondo O ex-prefeito prometeu consultar o partido e deve falar de novo com a presidente quando ela voltar de Davos. Os dois se encontraram na última terça-feira, dois dias antes de Kassab ser acusado de receber “uma fortuna” da Controlar. Ele afirma ser inocente. Gasparzinhos O Maranhão não tem vice-governador desde o fim de novembro, quando Washington Oliveira (PT) renunciou. Mesmo assim, Roseana Sarney (PMDB) nomeou mais dois assessores para a Vice-Governadoria. As datas Eliene Fernandes da Silva é “assessora especial II” do gabinete do vice desde 18 de dezembro. Ana Maria
Silva de Oliveira virou “adjunta de serviços residenciais” em 7 de janeiro. O companheiro A ViceGovernadoria é um feudo do PT maranhense, que continua aliado à família Sarney apesar das queixas de parte dos militantes. O presidente estadual do partido, Raimundo Monteiro, foi designado assessor especial em 2011. A explicação O governo diz que as nomeações “referemse a solicitações quando do período em que Washington estava no cargo”. E demoraram porque “é necessário obedecer a um criterioso cadastro de servidor público”, segundo nota oficial.
Dilma Rousseff garante em Belo Horizonte (MG) que se “orgulha de sempre ter tido um comportamento republicano à frente da Presidência da República”. A declaração foi feita durante discurso em que anunciou recursos para mobilidade urbana da capital mineira.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br FOTO LEITOR/ADILSON PANDA
De outro mundo O mineiro Walmir Marques, que se apresenta como embaixador cósmico, tem ligado insistentemente para o Planalto. Ele diz que a espionagem dos EUA tem um objetivo oculto: rastrear desembarques de óvnis no Brasil. Uma vez Flamengo Dilma nomeou o advogado Flávio Willeman juiz do TRE do Rio. Ele é vice-presidente jurídico do Flamengo.
Tiroteio
O sucesso do programa Ronda no Bairro está animando a turma do rolezinho, que se dirige ao local de encontro com o capacete que tem tudo para virar a moda da temporada, principalmente com a alta visibilidade eleitoral que conseguiram os mototaxistas de todas as bandeiras. Uma temporada customizada, estilosa e cafona, digamos
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
O Brasil voltou a ser uma monarquia com capitanias hereditárias. Viveremos uma disputa entre os netos de Arraes e Tancredo.
Piedade popular
DE CLÁUDIO LEMBO (PSD), ex-governador de São Paulo, sobre a presença dos herdeiros Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) na corrida presidencial.
Durante o encontro das Comunidades Eclesiais de Base em Juazeiro e no Crato, visitamos em missão, comunidades na região da serra. Com um grupo do Amazonas e Roraima fiquei na Baixa do Maracujá, pequeno povoado formado por duas famílias, uma delas descendente de um tal Stenio, sertanejo que morreu com a perna gangrenada depois de ferido numa das guerras entre Juazeiro e Crato no tempo do PE Cícero. Viera das Alagoas como romeiro e ali se fixara por ordem do padrinho. As casas todas têm o seu oratório, como mandava fazer o padre. As imagens de São Francisco, Coração de Jesus, Nossa Senhora das Dores e a do PE Cícero aí estão como testemunhos de fé. Todos carregam o rosário no pescoço, símbolo do romeiro e sinal de disposição de viver na fidelidade às convicções profundas e aos mistérios que envolvem a terra sagrada do Juazeiro. Constatamos a existência de uma fé concreta, segura daquilo que vai acontecer, vendo no presente à realização das profecias, gente disposta a lutar, consciente do próprio valor apesar das humilhações seculares. O mais emocionante foi que nos sentimos todos transportados para a Amazônia profunda, para as barrancas do Juruá, e de todos os rios amazônicos porque esta fé e este catolicismo é a dos nordestinos trazidos para a grande tribulação dos seringais. Quantas vezes encontrei o mesmo oratório e os mesmos santos nas colocações dos seringueiros depois de caminhar horas e dias pelos varadouros e estradas de seringa. Esta fé ajudou a suportar a dor, a solidão, à distância,
Contraponto
As cocadas da primeira-dama Aliado histórico da ditadura, o líder baiano Antonio Carlos Magalhães gostava de enviar presentes para agradar aos militares. Um dia, no governo João Figueiredo, mandou para Brasília uma caixa de cocadas. Horas depois, ligou para saber se dona Dulce tinha gostado. A primeira-dama, que não havia visto os doces, agradeceu polidamente. Logo o telefone tocou no Planalto: – Cadê as minhas cocadas? – cobrava ela. Tinham virado lanche de assessores. A solução, conta o fotógrafo Orlando Brito, foi enviar um avião da FAB a Salvador para buscar novos doces para a primeira-dama. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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alimentando sonhos e dando lugar a esperanças messiânicas. Esta fé produziu cultura, moldou relações familiares, edificou igrejas e capelas. Quanto desta fé está nas organizações ribeirinhas de hoje? O certo é que naquela visita rápida, onde nos foi dado comer mangaba e feijão com rapadura, entendemos melhor nossa identidade de brasileiros, romeiros e romeiras desta terra imensa que misteriosamente permaneceu unida. Os conflitos e a violência que sempre estiveram presentes na formação do Brasil, a humilhação dos pequenos, a destruição do diferente produziram também uma fortaleza de caráter muitas vezes escondida. A piedade popular sem dúvida nenhuma é fruto desta fé no Deus que dispersa os poderosos de seus tronos e eleva os humildes. Nestes tempos turbulentos em que a violência ronda a todos - basta pensarmos em conflitos que apontam para situações de extrema gravidade, como é o caso do sul do Amazonas -, ajudaria muito redescobrirmos esta força da religiosidade popular. Revisitar o passado ainda presente nas comunidades tradicionais nos faz encontrar forças de superação atuantes na cultura do nosso povo. Que não se repitam os dramas de Canudos e de Caldeirão quando a única solução vista pelo Estado foi a não solução do problema e a destruição das comunidades pela força bruta pura e simples. Talvez seja muito romântico este olhar, mas me parece necessário recuperar nossas raízes que vem de muito sofrimento e dor para não repetir os mesmos erros do passado.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de ManausComunicação”
Nestes tempos turbulentos em que a violência ronda a todos - basta pensarmos em conflitos que apontam para situações de extrema gravidade, como é o caso do sul do Amazonas - , ajudaria muito redescobrirmos esta força da religiosidade popular”
Política
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
A5
Projetos ‘encalhados’ no Planalto somam R$ 698 mi Todos os projetos são do ano passado, alguns já receberam bons sinais, mas grande parte continua sem previsão
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Repasse das verbas previstas pelo governo federal irá servir para execução de projetos na área de educação, saúde, habitação, e principalmente para o setor de infraestrutura e construção SEMCOM
RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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inco secretarias municipais aguardam, desde o ano passado, a liberação de verbas do governo federal para a execução de projetos na capital amazonense. Juntas, as pastas de Educação (Semed), Saúde (Semsa), Infraestrutura (Seminf), Habitação (Sehaf) e Centro (Semc) somam aproximadamente R$ 698 milhões propostas em articulação no Planalto. O assunto tem sido alvo das críticas do prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), que reclama das dificuldades em desencalhar os projetos. Responsável pelo projeto mais caro em andamento, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) articula desde junho do ano passado a aprovação de um financiamento de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 470 milhões) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a realização de um programa integrado de melhorias na educação municipal. A proposta apresentada ao Ministério do Planejamento durante a gestão do ex-secretário, Pauderney Avelino (DEM), seria aplicada em cinco anos, com programas de capacitação profissional e construção de escolas. O projeto consta na pauta de reuniões da Comissão de Financiamentos Externos do Planalto desde fevereiro deste ano. A unidade que responde principalmente para os ministérios da Fazenda, Planejamento/Orçamento e Educação terá o papel de decidir se a proposta tem condições de avançar. O caminho até a concretização do empréstimo terá que passar ainda pela Presidência e pelo Senado. Apesar do excesso
de burocracia nas tratativas, articuladores do Executivo Municipal em Brasília nutrem boas expectativas. Suplementando o pleito, Arthur chegou a se reunir no ano passado com executivos do BID, em Brasília, para tratar do assunto. O banco, principal financiador de projetos estaduais e municipais junto a União, responsável, por exemplo, pelo financiamento do Prosamim, entraria com metade dos recursos e a prefeitura com o restante. Por ano, o banco viabiliza aproximadamente US$ 3 bilhões em financiamento na América Latina. A recém-reestruturada Secretaria Municipal do Centro (Semc) aguarda desde agosto do ano passado a liberação
CUSTOS
Responsável pelo projeto mais caro em andamento, a Secretaria de Educação articula desde junho do ano passado um repasse de R$ 470 milhões para programas de melhoria na educação de R$ 33 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas. O projeto anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT), durante seu programa semanal “Café com a Presidenta”, financiará a restauração de monumentos e espaços públicos. Em todo o país, foi reservado R$ 1,6 bilhão para a finalidade. A liberação dos recursos depende ainda de últimos ajustes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Caixa Econômica Federal. Em Manaus, a Semc especificou que serão reformadas as praças da área cen-
tral da capital, com destaque para a praça do Relógio e Praça 14. O município iniciou as articulações do projeto em março do ano passado. Prefeito aguarda R$ 150 milhões Alvo de grandes expectativas de Arthur, o projeto de mobilidade urbana da Seminf no valor R$ 150 milhões já passou por todas as etapas de tramitação no Planalto. A iniciativa em andamento desde março do ano passado, aguarda somente o anúncio da presidente. Na última semana, o prefeito foi informado de que as etapas de análise dentro do Ministério do Planejamento e das Cidades já foram concluídas. Na última sexta-feira (17), a petista anunciou em Belo Horizonte (MG), durante sua primeira viagem oficial do ano, investimentos de R$ 2,55 bilhões para obras de mobilidade urbana na região. O anúncio gerou grandes expectativas na equipe da representação da Casa Civil do município em Brasília, que acredita que a liberação de recursos para outras capitais, inclusive Manaus, podem ser anunciadas nos próximos dias. Pasta de maior foco da administração, o projeto é o único que apresenta maiores chances de evolução no Planalto. No ano passado, nenhuma das outras iniciativas tiveram grandes sinais de aprovação. A Casa Civil estima que pelo menos 15 outras propostas estão em andamento nos ministérios. O sinal positivo suavizou o discurso de Arthur contra a petista. O tucano que anteriormente havia dito que a presidente “não escaparia das suas críticas”, disse, depois do comunicado, que ela terá sua “gratidão”.
Na semana passada, Arthur teceu críticas à postura do governo em não liberar verba para obras
Recurso para habitação escasso Três projetos da Sehaf encontram-se encalhados desde o início do ano passado. Dois deles tratam de iniciativas em construção e melhorias para habitação e o último solicita verbas para o município dentro do programa governamental “Papel Passado”, somando R$ 10 milhões em propostas. Segundo o titular da pasta, Danílio Elias de Souza, a questão “virou o ano sem nada concretizado”. Maior cotada para virar realidade neste ano, as verbas solicitadas para o município por meio do “Papel Passado” já foram
autorizadas pelo Ministério das Cidades. O resultado da primeira seleção de propostas do programa foi publicado em dezembro do ano passado no Diário Oficial da União (DOU), contemplando além de Manaus, Tefé, Maraã e Japurá. O governo espera investir R$ 21,8 milhões para garantir a regularização administrativa e jurídica da posse dos imóveis para o benefício dos moradores de assentamentos urbanos irregulares. De acordo com o secretário municipal de saúde, Evandro Melo, todos os
editais abertos pela União no passado tiveram pleitos do município, somando R$ 70 milhões em propostas. Segundo ele, foram 40 projetos de construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), 28 de ampliação e 45 de reforma e melhoria. Melo afirmou que parte dos recursos já foram liberados e o restante encontrase em articulação. A Casa Civil informou que os projetos estão em andamento desde julho do ano passado, foram aprovados em agosto, mas a primeira remessa de recursos só foi realizada em dezembro.
Política
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
Dilma se reúne com Lula para elaborar reforma
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Ele acha que eu não tenho mãe, não tenho família?” MENSALEIRO JOÃO PAULO CUNHA (PT-SP), para quem Joaquim Barbosa é “cruel”
Saúde firma contrato milionário sem licitação O Ministério da Saúde e a Fundação para o Remédio Popular (Furp) firmaram com a gigante Medtronic uma “parceria”, sem licitação, no valor de R$ 80,6 milhões, para fabricação de marcapassos e stents coronários. Com isso, a Medtronic, que já teve antes problemas com neuroestimuladores e bombas de infusão de medicamentos, ganhou o status de única fornecedora de marcapassos do SUS por cinco anos. Tirando o corpo Para explicar a escolha da Medtronic, o Ministério da Saúde tirou o corpo e passou a bola à Furp, que alegou “tecnologia avançada” etc. Santo protetor Cinco empresas queriam disputar em licitação parceria idêntica, mas o “santo” da Medtronic no Ministério da Saúde, em ano eleitoral, era forte. Alertas da Anvisa Antes da parceria, a Anvisa emitiu alertas sobre erros com bombas de infusão de medicamentos e neuroestimuladores da Medtronic. Fabricação A parceria com a Medtronic prevê transferência de tecnologia, caso a Furp pretenda fabricar os próprios marcapassos, no futuro. Marina e Campos acertam ignorar ‘intrigas do PT’ Após virar alvo de ataques de petistas nas redes sociais, o governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) firmou pacto com Marina Silva para impedir que a boataria do PT venha a romper a aliança PSBRede. Num encontro em São Paulo, antes de viajar
para uma visita ao Banco Mundial, em Washington, Campos disse à Marina que o movimento para afastálos deve intensificar com chegada das eleições. Programa Durante a conversa, Campos e Marina também trataram dos princípios do programa de governo, que deverá ser lançado no dia 31 de janeiro. Modéstia Quem conversa com Eduardo Campos constata que ele não apenas acha que tem chances, mas “certeza absoluta” de que será presidente. Direito dos manos O presidiário José Dirceu é suspeito de usar celular na Papuda. O número é palpite para jogo do bicho: 171747013. Se atender, desligue. Fundo profundo A Justiça já cobrou R$ 15 milhões de multa de oito mensaleiros presos. O valor deve engordar o Fundo Penitenciário, criado em 1994 para melhorar os presídios, mas que até agora não mostrou a que veio. Agora vai Após pressão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o exgovernador Marcelo Miranda (PMDB-TO) está na expectativa de assumir cadeira de senador tão logo se iniciem trabalhos legislativos. É um abacaxi Para Esperidião Amin (PPSC), quem aspira comandar o Ministério das Cidades talvez não tenha ideia da atividade espinhosa que será tocá-la. “A pasta não executa e tem suas parcerias limitadas em
ano eleitoral“ Só se for cota pessoal O deputado Saraiva Felipe, presidente do PMDBMG, afirmou que até agora a bancada mineira não foi consultada sobre indicar o empresário recém-filiado Josué Alencar para o Ministério do Desenvolvimento. Tamos aí Pretendendo permanecer no comando do Ministério dos Transportes, o ex-governador César Borges (BA) já avisou em reunião com dirigentes do PR que não tem o menor interesse em disputar eleições este ano. Cheiro de lorota Faz cinco anos o projeto de R$ 700 mil da prefeitura e governo do Rio que daria “cheiro de jasmim” à região de Copacabana, nos finais de semana, perto de elevatória de esgoto. O cheiro é de cocô mesmo. Tal e qual Jornalista “sênior”, como se apresenta, Guilherme Barros trocou de patrão: deixou a assessoria de Guido Mantega (Fazenda) para assumir a de Paulo Skaf, na Fiesp, com quem certamente tem mais afinidades. Tá feia a coisa Como a exploração continua livre nos postos de combustível, os preços do etanol são competitivos no Mato Grosso (67,04% do preço da gasolina), Paraná (68,35%) e São Paulo (67,34%), segundo a ANP. Pensando bem... ...com a tunga de R$ 719 milhões dos poupadores, a Caixa faz parecer uma merreca R$ 179 milhões surrupiados do Banco Central, em 2005.
PODER SEM PUDOR
Com limão se faz caipirinha O saudoso ex-governador e poeta paraibano Ronaldo Cunha Lima lançou em João Pessoa um livro autobiográfico todo rimado. Na ocasião, comentou com o jornalista e acadêmico Murilo Melo Filho: - Naquele episódio do jornalista americano, que publicou uma reportagem no New York Times sobre Lula, eu, se fosse ele, teria revertido o caso em meu favor, usando o seguinte slogan: “Lula, a cachaça do povo”.
Jornalista
Presidente tem encontro marcado amanhã com Lula. Ambos devem “desatar os nós” da reforma ministerial do Planalto ROBERTO STUCKERT/ PR
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Na mesa de discussão entre Lula e Dilma está a escolha do nome de Josué Gomes para o Mdic
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ntes da viagem internacional que a presidente Dilma Rousseff fará à Suíça e a Cuba, a partir do dia 22, ela deve se reunir com o ex-presidente Lula amanhã, em Brasília, para tentar desatar os nós da reforma ministerial, com prioridade especial para acertar os ponteiros com o PMDB, aliado preferencial da campanha à reeleição, que ameaçou com uma rebelião esta semana. Ela embarca na quarta-feira, dia 22, e só retorna ao Brasil dia 29 à noite. A partir do dia 30, ela pretende efetivar a reforma ministerial. Na mesa de decisões, na reunião de Dilma com Lula, também será tratada a nomeação de Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente da República José Alencar, para o
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). Os dois concordam com essa escolha para o lugar do petista Fernando Pimentel, mas a presidente ainda pretende consultar o empresariado a respeito, para que a nomeação seja respaldada pelo setor. Outro imbróglio da reforma envolve o próprio PT: a solução para o Ministério da Saúde, com a recente opção pelo secretário de Saúde de São Bernardo (SP), Arthur Chioro. Os dois também devem discutir a conjuntura política, palanques regionais e estratégias da pré-campanha à reeleição. Para a substituição no Mdic, a presidente Dilma fará um gesto de cortesia ao empresariado, setor com o qual as relações do governo vão de mal a pior, e consultará alguns de
seus líderes sobre a indicação de Josué, que é presidente da Coteminas e diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para convencer Josué a assumir a pasta, a presidente dispensará também um gesto excepcional: se ele aceitar o cargo, respaldado pelo setor, permanecerá no comando do MDIC em um eventual segundo mandato. Esse é um compromisso que ela tem se negado a assumir com os partidos aliados. Para o Ministério da Saúde, a presidente Dilma consultou o prefeito de São Bernardo (SP), o petista Luiz Marinho, a respeito de Chioro. A presidente teria se encantado com ele ao participar da inauguração de um hospital naquela cidade, no final do ano passado.
JOÃO PAULO CUNHA
Mensaleiro diz que Barbosa é cruel O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) afirmou que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi “cruel” no início deste mês, ao determinar sua prisão e sair de férias, sem expedir o mandado, para que pudesse se entregar. O deputado, que chegou a viajar para Brasília para aguardar a prisão, retornou para São Paulo nesta semana e recebeu apoio de mais de 300 militantes do partido em Osasco. “Veja que barbaridade, além de tudo o ministro Joaquim Barbosa é cruel. Ele acha que eu não tenho mãe, mulher, acha que sou um bandoleiro andando pelo Brasil”, disse, referindo-se à viagem que fez a Brasília para ser preso.
No evento promovido por apoiadores em São Paulo, Cunha lançou uma revista em que reitera sua defesa das condenações por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato no mensalão. O petista foi acusado de receber R$ 50 mil no ano de 2003, quando era presidente da Câmara, para beneficiar agência de Marcos Valério em contratos com a Casa. No dia 6 deste mês, em seu penúltimo dia de atuação antes das férias, Barbosa rejeitou recurso do deputado, decretou o fim do processo e determinou o início da pena por peculato e corrupção passiva, que somam seis anos e quatro meses de prisão, no regime semiaberto. Na ausência de Barbosa, a
presidente interina do STF, Cármen Lúcia, não assinou o documento ordenando a prisão, alegando ser atribuição do relator. Em momento mais descontraído, João Paulo chegou a brincar sobre a espera da prisão, dizendo que José Dirceu e Delúbio Soares já teriam reservado um lençol para ele na Penitenciária da Papuda. “Quando se vai para a prisão, tem de levar umas roupas... Não sei, nunca fui, mas eles disseram que tinha um lençol a mais”, disse. Presente ao lançamento, a filha de Dirceu, Joana, discursou em favor dos petistas. “É aqui fora que a gente tem que fazer mobilização para provar a inocência deles. João, pode ter certeza que a gente vai estar com você até o final”, afirmou.
Com a palavra
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
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HENRIQUE OLIVEIRA
‘Quero ser a renovação’ FOTOS: IONE MORENO
LUANA GOMES Equipe EM TEMPO
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Sou pré-candidato ao governo do Amazonas. Acredito que esteja preparado para disputar um cargo majoritário, pela minha experiência, minha idade e toda trajetória política vivida que tenho. Quero ser o nome das mudanças nas próximas eleições”
epois de ter surpreendido nas urnas no pleito de 2012, o deputado federal Henrique Oliveira (Solidariedade), pretende mais uma vez entrar na disputa política para um cargo majoritário. Nas últimas eleições, faturou o terceiro lugar para o cargo de prefeito, conquistando 16,46% do eleitorado contra os 19,95% registrados pela candidata Vanessa Grazziotin (PC do B), que ficou em segundo lugar. Com o otimismo elevado, o pré-candidato acredita que se tivesse ido para o segundo turno em 2012, com certeza, o atual prefeito Arthur Neto (PSDB) precisaria gastar mais energia, pois a disputa seria acirrada. Para o processo eleitoral deste ano, Henrique pretende continuar com a mesma equipe de marqueteiros, mantendo as estratégias que lhe renderam o apelido de “Cabeção” e garantiram o salto nas pesquisas, quando ninguém acreditava nele e nenhum vereador com mandato o apoiava. O deputado acredita que a sociedade está à procura do “novo” e espera que o rótulo seja ele. EM TEMPO - O senhor havia anunciado sua précandidatura a governador, mas depois recuou da decisão. Henrique Oliveira vem ou não como candidato majoritário? Henrique Oliveira - Sou pré-candidato ao governo do Estado. Acho que estou preparado para um cargo majoritário pela experiência, idade e vivências que tenho. O senador Eduardo Braga me convidou dizendo: “Você tem um bom nome, aparece muito bem nas pesquisas. Já parou para pensar que poderias ser um candidato competitivo contra o Omar?”. Agora claro, isso se os dois também estiverem em campos opostos, o que não está definido ainda. O que é certo é que mirei na questão da candidatura ao governo. Sou candidato porque acho que é triste imaginar um Estado com as nossas dimensões territoriais, com o número de habitantes que temos, e apenas apareçam dois candidatos que pleiteiam uma candidatura ao governo do Estado. A gente não pode comparar o Estado do Amazonas a um prédio onde um sindicato se perpetua há dez, 20, 30 anos, porque ninguém quer para si trazer problemas. EM TEMPO - Quando o senhor associa o Estado a
um prédio, sua intenção é dizer que existe uma cúpula no poder há anos, embora com nomes diferentes? HO - Na verdade são os mesmos nomes. Quem hoje tem 45 anos de idade só votou em quatro governadores eleitos pelo povo. Este cidadão quando tinha 18 anos de idade e começou a votar, elegeu Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, Eduardo Braga e Omar Aziz. Eu não estou aqui para dizer que esta escola deu errado, não estou olhando pelo retrovisor. Acho que eles contribuíram em diversos momentos, erraram e se equivocaram em outros tantos, mas a população precisa respirar. A política é feita de renovação. Não consigo compreender que uma pessoa que já teve oportunidade de governar o Estado durante três legislaturas venha contribuir com inovações neste momento. Sou uma pessoa muito ligada à população mais carente, ando pelas ruas e as pessoas acham que eu tenho a mesma força que um governador, um prefeito e que eu tenho a obrigação de resolver isso. E na verdade a gente se sente impotente. EM TEMPO - Que projeto o senhor consideraria inovador para os problemas básicos do Estado? HO - É preciso começar do zero. Quem conhece Manaus, e principalmente o interior sabe do que estou falando. O interior vive da economia do contracheque há quantos anos? Não tem perspectiva nenhuma de poder, de manutenção. É da Bolsa Família, é do salário que recebe da prefeitura, é o dinheiro que circula nas tabernas. Já veio terceiro ciclo, Zona Franca Verde, e nada se resolve. ? Porém, eu não estou dizendo que vou conseguir resolver isso, mas a gente precisa ter este diálogo aberto. Parece que existe um Alzheimer coletivo quando eu vejo os números que aparecem de aceitação popular. As pessoas precisam saber que merecem muito mais, pela contribuição que eles dão, de pagar IPVA, IPTU, ICMS e vários outros impostos. Quero dar opção para os eleitores pensarem que existe mais uma opção de escolha. Eu não sou o continuísmo. EM TEMPO - O senhor disse que tem conversado com Eduardo Braga, citado pelo senhor como uma das quatro opções de voto em 40 anos. Isso não faz com que o senhor pertença a mesma escola? HO - A princípio pode parecer isso, mas eleição
não se ganha sozinho. Para apresentar para o povo as minhas propostas precisa tempo de televisão. A propaganda eleitoral é importante. Em um Estado de dimensões continentais como o nosso, como eu vou chegar sem estrutura, sem governador, sem dinheiro e sem barco em áreas longínquas. Então política é a arte de somar. EM TEMPO - Voltando à questão dos projetos, o senhor disse que deveria voltar à estaca zero. Mas, na prática, caso o senhor venha a ser governador, que projeto o senhor poderia implementar logo no primeiro ano de mandato? HO - Manaus vive uma condição mais favorável apesar do índice de desenvolvimento humano ainda ser muito baixo, agora é com o interior do Estado que a gente precisa se preocupar. Hoje um ribeirinho, um caboclo, não pode derrubar uma árvore, matar uma caça, que ele vai preso. O governo federal, junto ao governo estadual, precisam criar um novo modelo de sustentabilidade para esta parte do país. Muito se falou nisso e ninguém pensou. Eu acho que o turismo e mineração são alternativas. A floresta precisa ser mantida em pé e o caboclo precisa receber alguma coisa por isso. Já existe a Bolsa Verde, mas é muito e pouco e o caboclo precisa de dignidade. Então precisa criar investimento no turismo, pois o mundo todo quer conhecer o Amazonas, não apenas Manaus. O que existe embaixo destas terras maravilhosas do Amazonas. Nós vivemos em cima de um tesouro, passando fome. EM TEMPO - O senhor pertencia ao grupo político de Alfredo Nascimento, mas saiu do PR – partido no qual ele se insere – para criar o Solidariedade. Isso foi uma estratégia para fugir de constrangimentos e entrar no seu objetivo de renovação? HO - Era a única possibilidade para não ferir os interesses do Alfredo, que eu sei que, como senador da República e presidente Nacional de um partido, ele tem toda legitimidade para buscar os cargos que ele achar necessário. O Alfredo hoje pode ser candidato a reeleição ao Senado, acho que não será candidato a governador do Estado nem a vice, mas poderia também ser candidato a deputado federal. Então para ser cavalheiro, deixá-lo decidir o destino sem precisar mudar os meus planos e projetos políticos eu
preferi sair do PR. Saí pela porta da frente, sem atritos, sem ferir a legislação. Mas nada impede que daqui para junho nós estejamos juntos. Gostaria muito de ter o apoio do Alfredo Nascimento, do PR, onde tenho muitos amigos. você precisa de uma aliança de partidos políticos porque sozinho ninguém ganha eleição. EM TEMPO - O senhor acredita que a sua experiência como candidato a prefeito nas eleições de 2012 faz com que o seu nome seja forte para vir como candidato a governador? HO - Eu acredito muito nisso, a história mostra que a última vez que não teve uma polarização e que teve um segundo turno, foi na época de Nonato Oliveira, Gilberto, Serafim e Eduardo Braga. Lá atrás, 1994 se não me engano. Depois disso sempre foi polarizado. Então, eu sei que o Eduardo Braga é muito forte, bem avaliado nas pesquisas, mas se nós conseguirmos ir para o segundo turno, a história se reverte, porque aí vou ter o mesmo tempo de televisão do Eduardo ou do Melo, caso ele vá ao segundo turno, e vou ter oportunidade de mostrar que tudo que estou falando é verdade. Não sou dono da verdade, mas acho que precisa ter um basta. Não estou falando que eles são corruptos, mas acho que precisa da renovação. Porque o ciclo se completou no Brasil inteiro. As pessoas querem o novo e tomara que seja eu. EM TEMPO - Em fevereiro do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pediu sua cassação por abuso dos meios de comunicação nas eleições de 2010, e em março eles voltaram atrás na decisão. Isso contribuiu para que o senhor desse uma pausa nos meios de comunicação? HO - Eu, quando me elegi pelo lado Alfredo, ele saiu como persona non grata no processo por algumas coisas que foram levantadas durante a campanha de 2010. Então, eu como fazia parte do grupo ninguém queria me prestigiar, me fortalecer. Fortalecimento, eu digo, de voltar para o meio de comunicação, de fazer televisão, de fazer o que eu gosto: ajudar as pessoas. Então, a decisão foi não ajudar o Henrique, porque ele está ajudando o Alfredo. Não voltei para a televisão justamente por isso. Eu não saí dos meios de comunicação, me saíram deles.
Não consigo compreender que uma pessoa que já teve a oportunidade de governar o Estado durante três legislaturas ainda venha dizer que quer contribuir com inovações”
Quero dar opção para que os eleitores do Amazonas percebam que existe uma nova opção de escolha. Eu não sou o continuísmo. Quero vir para fazer a diferença no Estado”
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Política
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
MPF denuncia 14 pessoas por desvio em ministério O
Ministério Público Federal denunciou 14 pessoas, pela participação em um esquema de desvio de dinheiro público do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O esquema foi desmontado em 2013, após a operação Pronto Emprego, da Polícia Federal. O dinheiro público era desviado por meio de um convênio do ministério com o Ceat, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que faz o “meio de campo” entre empresas e trabalhadores que procuram trabalho via sistema público federal de empregos. Ao todo, a entidade tem dez unidades de atendimento ao trabalhador, sendo sete distribuídas na cidade de São Paulo e outras três na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o MPF, entre 2009 e 2013, o Ceat recebeu R$ 47 milhões para implantar, manter e operar centros públicos de emprego e renda. Os centros serviriam para atender trabalhadores, intermediar mão de obra, qualificar profissionais, executar acordos, inclusão social e colocação de trabalhadores em atividades produtivas. O procurador da República Ander-
son Vagner Gois dos Santos protocolou uma denúncia no último dia 9 de janeiro porque entendeu que houve inexecução parcial ou total dos contratos por parte das empresas contratadas pela Ceat. Assim, para Santos, o Ceat fazia parte de um deliberado esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de ati-
ESQUEMA
O dinheiro público era desviado por meio de um convênio do ministério com o Ceat e uma Oscip. O esquema foi desmontado em 2013, após a operação Pronto Emprego da Polícia Federal vos executado pela quadrilha. Os bens da quadrilha estão bloqueados e poderão ser usados para ressarcir os danos causados pela quadrilha. Formação de quadrilha O Ministério Público entendeu que a presidente e mais seis integrantes do Ceat associaram-se em quadrilha para o fim de cometer cri-
mes peculato, falsidade ideológica uso de documento falso e lavagem e ocultação de bens e valores. Nos contratos celebrados pelo Ceat, foram detectados vínculos pessoais entre os responsáveis pelas entidades envolvidas, favorecimento às empresas contratadas e superfaturamento. O Ceat dirigia contratos superfaturados a empresas, que por sua vez faziam pagamentos a entidades fictícias. A partir desses pagamentos, parte significativa do dinheiro público desviado voltava para contas correntes de integrantes da quadrilha formada por integrantes do Ceat, ocultando-se a proveniência ilícita dos valores em transações formalmente legítimas. A presidente do Ceat foi denunciada pelo crime de corrupção ativa, pois ofereceu vantagem indevida ao assessor da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do MTE para que emitisse parecer favorável à celebração de aditivos de convênios. Um assessor da Secretaria de Políticas Públicas, que recebeu propina também foi denunciado por corrupção.
DIVULGAÇÃO
Polícia Federal descobriu que no MTE o dinheiro público era desviado por meio de um convênio misterioso com uma Oscip
Ao todo, o MTE tem dez unidades de atendimento ao trabalhador no Rio de Janeiro e São Paulo
Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
economia@emtempo.com.br
(92) 3090-1045
DIEGO JANATÃ
Vida noturna renasce na área do Centro Economia B4 e B5
Frutas viram ‘artigo de luxo’ para os manauenses Indispensáveis para saúde da população, esses alimentos são vendidos a preços exorbitantes na capital amazonense
E
de rico”, critica. A alternativa para manter o filho de 7 anos bem alimentado, segundo Joelma, vem da ajuda do marido que traz do trabalho variedades de banana, manga, pupunha e rambutã. “Se não fosse essa ajuda, não teríamos condições de oferecer frutas para o nosso filho porque ainda precisamos, com o salário do mês, garantir os alimentos básicos e pagar contas”, complementa.
Carlos Azevedo, 32, criou estratégias para driblar os preços e inserir as frutas na alimentação da filha. Entre as ações, ele evita grandes supermercados e compra os itens em feiras ou até mesmo em semáforos “Aprendi que posso comprar quatro palmas de banana por R$ 10 em semáforos no trânsito, por exemplo. Se não adotasse essas medidas gastaria mais de R$ 200 por mês apenas com esse item das despesas”, calcula.
Solução Mesmo recebendo dois salários mínimos, o motorista
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
ssenciais para garantir uma alimentação saudável, as frutas – das regionais como a banana e a laranja até as importadas como a maçã, a pera e o melão – viraram “artigo de luxo” nas geladeiras e despensas das residências de Manaus. Um trabalhador que recebe um salário mínimo (R$ 724) precisa gastar aproximadamente R$ 100 para adquirir pelo menos um quilo de 10 frutas importantes para a saúde. O valor representa 13,5% da renda mensal para a nutrição de uma família de quatro pessoas. Uma pesquisa do EM TEMPO, realizada em dois supermercados populares de Manaus, verificou que para encher um carrinho de supermercado com um quilo de 10 frutas variadas – maça, pera, laranja, banana-prata, mamão, tangerina, uva, morango e maracujá, além de um melão
de dois quilos – o chefe de família precisaria desembolsar R$ 97,90. Dependendo da variedade da fruta e o local da compra, o cesto com os mesmos frutos pode chegar a R$ 112,63, representando 15,5% do salário mínimo. Para a auxiliar de serviços gerais, Joelma Batista, 38, que ganha R$ 600 por mês, o valor cobrado pelas frutas é ainda maior. Mesmo ao considerar apenas frutas mais comuns como maçã, banana e laranja, o gasto não é inferior R$ 120 por mês. “Minha família não come só um quilo de cada fruta. Apenas com maçã eu gasto em torno de R$ 10 por semana. Fruta virou coisa
DIVULGAÇÃO
jULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO
Alta demanda encarece preços O secretário de Estado da Produção Rural, Eron Bezerra, justifica que o valor praticado pelas frutas na capital amazonense são regulados por dois fatores principais. A sazonalidade foi apontada como o principal elemento de majoração dos preços. “Toda cultura é sazonal com períodos de abundância e
de pouca oferta. As culturas frutíferas regionais também seguem a regra com o preço caindo no período de safra e ficando mais caro na entressafra”, detalha o secretário. O preço cobrado também varia, segundo Bezerra, de acordo com as leis de mercado. Ele explica que a cesta
básica varia nos Estados brasileiros conforme o poder aquisitivo do povo. Assim como os itens essenciais, as frutas são comercializadas nesse valor porque existe procura pelo alimento. Como o mercado é livre para praticar o valor que desejar, o trabalhador enfrenta este cenário”, acrescenta.
Gastos com frutas “abocanham” quase 14% da renda mensal de uma família assalariada
Itens regionais ‘pesam’ no bolso Embora o frete pago pelos produtores seja apresentado como justificativa para o alto preço dos frutos vendidos em Manaus – uma vez que a maior parte deles é importado de outros Estados brasileiros –, frutas regionais como a laranja e a banana não estão entre as mais baratas.
A laranja, cultivada no “quintal” do Amazonas – em especial no município de Rio Preto da Eva -, é vendida em alguns estabelecimentos da cidade por até R$ 0,50, a unidade. O valor cobrado contrasta com o preço do fruto vendido pelos produtores ao varejo local, uma média de R$ 25, o cento.
A banana-prata, que também é da “terra”, não chega na mesa do consumidor amazonense por menos de R$ 4,50, caso a compra seja feita em supermercados. Outros tipos do fruto como a banana-nanica e a bananapacovã foram encontradas em média por R$ 6 e R$ 8 a palma, respectivamente.
Preços praticados não inibem procura do manauense por frutas nacionais e importadas
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
Gastos com telefonia no exterior registram alta
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
O pirarucu e a inovação fragmentada - parte 1 DIVULGAÇÃO
De olho neste nicho, operadoras nacionais oferecem planos para turistas brasileiros que gostam de estar conectados
Com as novidades do mercado, usuários podem acessar a internet com preços mais em conta
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om o crescimento do turismo internacional, a utilização de serviços como telefonia e internet teve aumento significativo no ano passado. Conforme levantamento do Banco Central, até novembro de 2013 os brasileiros deixaram US$ 23,5 bilhões em estabelecimentos comerciais no exterior. Um dos serviços mais utilizados por quem viaja ao exterior é o de telefonia e as operadoras têm investido na qualidade da comunicação. “Em um mundo tão conectado como o atual, oferecer acesso ilimitado de voz e dados durante viagens ao exterior é mais uma forma que encontramos para viabilizar a comunicação sem fronteiras e aproximar as pessoas”, afirma o diretor de marketing da TIM, Roger Solé. A empresária Karina Dias, 26, faz pelo menos duas viagens internacionais por ano e disse buscar sempre alterna-
tivas para diminuir suas despesas no exterior. “A gente já gasta com passagens, hospedagem e outras despesas, por isso sempre pesquiso a melhor maneira de economizar com outros serviços, como a comunicação, por exemplo. As ofertas de roaming são ideais para quem busca qualidade de serviço na transmissão de dados no exterior. Mesmo viajando, não posso ficar sem internet”, afirmou. Oferta De olho nesse mercado, a TIM oferece as ofertas Liberty Passport Web e Liberty Passport Voz. O Liberty Passport Web é uma mecânica em Roaming Internacional que oferece tráfego dados (GPRS/EDGE/3G) nos cinco continentes e com valor único a ser pago por dia. Somente no ano passado, aproximadamente 400 mil clientes da TIM utilizaram o plano Liberty Passport em
suas viagens ao exterior. Com o Liberty Passport Voz, o cliente tem a utilização de 50 minutos por dia em chamadas originadas para números da TIM (fixo e móvel) do Brasil e locais (dentro do país de origem), além de minutos ilimitados para todas as chamadas recebidas em Roaming Internacional. Como na diária de dados, o serviço é tarifado por um valor único de acordo com a região em que o cliente estiver no momento das ligações. O Liberty Passport Voz é válido em mais de 50 países, que compõem os principais destinos de brasileiros nos cinco continentes. Facilidade Não é necessário contratar o Liberty Passport basta usar o serviço no exterior. O cliente será tarifado por dia, apenas se utilizar o serviço, pagando uma taxa a partir de R$ 29,90.
O Inpa, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, deverá receber R$ 300 mil em 2014 para promover o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica para a construção do primeiro Parque Tecnológico no Amazonas. Com esse recurso e iniciativa, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação pretende “... unir a produção científica e econômica de empresas e instituições do Amazonas nas áreas de cosméticos, medicamentos e produtos biotecnológicos, que devem ser contemplados no novo parque”, diz o portal da instituição. Também para este ano, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) liberou R$ 653 mil para o projeto Pirarucu da Amazônia, desenvolvido nos sete Estados da Região Norte, envolvendo a Embrapa. A dinheirama é para financiar novos estudos sobre o Pirarucu nas Unidades de Observação instaladas nos sete Estados da região. Se a distribuição for equânime, dará pouco mais de R$ 90 mil para cada Estado, por enquanto, onde as áreas de Genética, Sanidade, Nutrição, Engorda, Reprodução e Transferência de Tecnologia disputarão prioridade. Em ano de eleição, em que o Amazonas – da Arena Amazônia e outras prodigalidades - desponta como o Estado com orçamentos mais robustos para a contenda política, que promete ser acirrada, a distribuição desse montante de recursos dá uma ideia aproximada do lugar que a pesquisa e desenvolvimento ocupa na lista das prioridades vigentes. O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do país, que pode atingir até três metros de comprimento e pesar até 250 quilos, mas a produção nacional de pirarucu e tambaqui, juntos, em aquicultura chegou a apenas 112,2 mil toneladas, em 2011. Por enquanto, os pesquisadores estudam a caracterização e a rastreabilidade genética da cadeia produtiva, a sexagem dos peixes, a formação de casais, o comportamento reprodutivo, o número de fases de cultivo, o processo de fertilização nos viveiros, técnicas de transporte de animais vivos, o uso de anestésico em situações necessárias e os diferentes métodos de abate para a garantia de qualidade
da carne processada. Num contexto de pesquisa e segurança alimentar, a espécie, ao lado do tambaqui e da matrinchã, reúne a certeza de oportunidades e prosperidade, quando o assunto, algum dia, receber a efetiva prioridade que se impõe. Para um Estado que tem a sexta economia do país e importa quase tudo que consome na alimentação diária, é estranho que essa matriz econômica seja tratada com tanta improvisação. É ainda estranho e inaceitável o fato da Embrapa já dominar a tecnologia do cultivo extensivo de seringueira, com produtividade superior à coleta extrativista, e as fábricas de pneus em Manaus importarem mais da metade de que precisam do Mato Grosso, Bahia e São Paulo. Há uma desarticulação entre as instituições e uma interdição velada para que isso assim se mantenham as relações. O Inpa e a Suframa estão ensaiando há 2 anos romper o paralelismo funcional a serviço do cidadão e são castigados pela rotina restritiva e pela burocracia irracional. Fica difícil, assim, romper a cultura do inventário da biodiversidade amazônica e devolver à sociedade a equação entre pesquisa e ao desenvolvimento. Por isso é tão lerdo o propósito de avançar em ações como o cultivo de frutas e legumes convencionais e não convencionais da Amazônia Central, refém de uma nutracêutica cultural focada no binômio peixe com farinha. A Suframa está promovendo a revisão de seus recursos de pesquisa e desenvolvimento com as verbas recolhidas no âmbito da Lei de Informática, mas tem um volume substantivo, também, de recursos oriundos das taxas de administração, que as empresas recolhiam para gerar atividades econômicas nos municípios ribeirinhos da Amazônia Ocidental. No total, essas verbas ultrapassam os R$ 2 bilhões de recursos que “...dariam para qualquer país sério fazer uma revolução”. Esse conjunto intrigante de informações e obviedades sugere a ausência de uma visão de totalidade, que integre – além da inteligência e bom senso – comprovado espírito público. Voltaremos ao assunto...
Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaista
Por isso é tão lerdo o propósito de avançar em ações como o cultivo de frutas e legumes convencionais e não convencionais da Amazônia Central, refém de uma nutracêutica cultural focada no binômio peixe com farinha
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Economia
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Cultivo na Reserva de Canutama gera R$ 1 mi ARQUIVO EM TEMPO
Montante é resultado do bom desempenho do plantio de culturas como a da borracha e a de grãos, entre outras
Volume produzido de castanha foi de 28,7 mil latas do produto no ano passado, conforme a SDS LUANA GOMES Especial EM TEMPO
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vez, gerou R$ 54,2 mil (R$ 3,50, por quilo) ano passado, em virtude da produção de 5,4 mil quilos. Escoamento Conforme a titular executiva da SDS, Kamila Amaral, o Estado procura atuar na melhoria das condições de escoamento da produção, especialmente quando as extensões territoriais do município dificultam o acesso ao local. A via de acesso é somente fluvial. Kamila explica que é feita toda uma articulação comunitária para garantir a comercialização da mercadoria, muitas vezes destinada a Manaus. “Grande parte dos produtos vem a capital, especialmente a castanha. No caso da farinha, acaba sendo produzido principalmente para o consumo local”, assevera. DIVULGAÇÃO/SDS
m 2013, ações de desenvolvimento sustentável renderam “bons frutos” em Unidades de Conservação localizadas no Amazonas. A Reserva Extrativista do município de Canutama (distante 615,7 quilômetros de Manaus) gerou em torno de R$ 1milhão com culturas como a castanha e a borracha. Entre as atividades produtivas, a castanha respondeu pela maior renda acumulada. A produçao de 28,7 mil latas do produto no ano passado resultou em ganhos de R$ 430,8 mil (R$ 15 por lata). Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), responsável pelo gerenciamento das Unidades
de Conservação no Estado, as famílias migram para áreas de terra firme da reserva e permanecem na atividade extrativista da castanha de janeiro a junho. A mercadoria é um dos destaques de comercialização dos moradores e usuários da região, seguida pela borracha, pescado e farinha. A produção do grão, que costuma estar presente no prato dos amazonenses, garantiu uma cifra de R$ 300,9 mil (R$ 240 por saca) e o segundo lugar no ranking dos produtos que mais incentivaram o desenvolvimento da reserva em 2013, por conta da produção de 1,25 mil sacas. Quanto a borracha, foram produzidos 21,7 mil quilos envolvendo 62 seringueiros e a geração de um faturamento de R$ 65,2 mil (R$3, o quilo). O pescado in natura, por sua
Produtores em Canutama recebem treinamento para aperfeiçoar técnicas de produção
Unidade é área de preservação Criada em 2009, a Reserva Extrativista de Canutama é uma das 41 unidades de conservação do Amazonas, dentre áreas de proteção integral e de uso sustentável. O grupo destas últimas é composto por Área de Proteção Ambiental (APA), Floresta Estadual (Floresta), Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e Reserva Extrativista (Resex). Como o próprio nome já diz, a de Canutama re-
presenta uma das quatro unidades de conservação registradas como Resex. A reserva extrativista está localizada entre o interflúvio Purus-Madeira nos municípios de Tapauá e Canutama, a 448,5 e 615 quilômetros de Manaus), respectivamente. De acordo com o Relatório Conclusivo de Auditoria Operacional e Ambiental em Unidades de Conservação Estaduais do Amazonas, elaborado por uma equipe do
Tribunal de Contas do Estado (TCE), “apesar de identificadas fragilidades na gestão das UCs estaduais do Amazonas, é inegável que a estratégia de criação dessas áreas contribuiu para a proteção do patrimônio natural. E um fator preponderante nesta constatação são os gráficos da evolução do desmatamento no Estado que mostram redução. O índice saiu de 1.558 quilômetros em 2003, para 528 quilômetros, em 2012”.
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Economia DIEGO JANATÃ
Vida noturna renasce Com a reestruturação que a área central da cidade vem passando é possível notar que a população tem procurado o local para se divertir, inclusive, aos finais de semana LUANA GOMES Especial EM TEMPO
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omo uma fênix que ressurge das cinzas, a vida noturna no centro de Manaus aos poucos mostra os brilhos de outrora. Quando o sol se põe, as mesas e cadeiras dos bares e restaurantes da região começam a ser ocupadas, o que garante a esperança de quem investe no local. Em ano de Copa do Mundo, os investimentos não param na busca por um número cada vez maior de tilintar de copos cheios. Proprietário de um bar há cinco anos, o empresário Edson do Nascimento, comenta que a clientela é fiel, mas a partir de fevereiro ele pretende dar início a reforma para ampliar o leque de fregueses, especialmente com a demanda de turistas que devem chegar a cidade. O processo ainda não entrou em andamento porque ele espera a autorização da instituição financeira para um financiamento, no qual pelo menos R$ 10 mil devem ser utilizados para aperfeiçoamento do espaço, como troca de lâmpadas e até mesmo instalação de televisores. No bar do Armando, constituído formalmente em 1972,
os proprietários também estudam colocar aparelhos no local. Segundo o atual gerente do bar, Roberto Carvalho, a expectativa é grande para que os conterrâneos daquele país que vierem a cidade assistir a seleção portuguesa – uma das quais deve jogar na capital amazonense – prestigiem o empreendimento.
HORÁRIO
De acordo com os empresários, a vida noturna na região central de Manaus se inicia a partir das 17h, período em que os empregados saem dos seus locais de trabalho para se divertir Ele comenta que a ideia é mudar o layout do bar do Armando, o que irá garantir mais dez mesas no local, além de reformar os banheiros, construindo mais um boxe para o público feminino. “Estamos ansiosos para ver os portugueses visitando nosso espaço, inclusive, à noite”, pontua. Em dezembro do ano passado, o empresário José Martins fez modificações necessárias na Pizzaria e Restaurante Sca-
rola, pensando no conforto dos clientes da terra e dos que virão à cidade para assistir aos jogos do Mundial. Há 12 anos no local, que fica de esquina para a avenida Getúlio Vargas, ele pondera que o público caiu nos últimos anos, até mesmo pela falta de infraestrutura do bairro, portanto, há necessidade de adotar estratégias para manter a clientela. Cultura Com 51 anos de estrada, o bar Caldeira, na rua José Clemente, 237, esquina com a rua Lobo D’Almada, está sob nova direção há pelo menos dois anos. Frequentador do local visitado por Vinicíus de Moraes em 13 de setembro de 1974, Carbajal Gomes assumiu a propriedade junto a seu filho, Halison Moraes Gomes, com foco no investimento cultural. De acordo com Halison Gomes, os frequentadores do bar pertenciam a “velha guarda”, mas cada vez mais o público jovem se mostra interessado em conhecer o ambiente. Na tentativa de atrair esta nova geração, os sócios-proprietários criaram uma galeria destinada a exposição gratuita de artistas locais. “Jovens vêm ao bar por causa destas exibições”, destaca.
Entre as principais atrações de lazer no Centro estão os bares e os restaurantes da região
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no centro de Manaus Empresários cobram medidas da prefeitura
Projeto incentiva revitalização
ma que estuda abrir mão do negócio. Segundo ela, são 20 anos dedicados ao ramo, mas o lucro obtido não é suficiente para o risco de vida diário. “Confesso que estudo mudar de atividade, até mesmo porque entrei nesta área quando meu pai era comerciante. O problema com falta de segu-
rança é grande”, explica. A presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Amazonas (Abrasel/AM), Janete Fernandes, acredita que, em termos de vida noturna, o Centro tem potencial, mas precisa de uma série de incentivos, muito mais que isenção da
taxa do alvará e do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). A segurança é o ponto crucial para novos investimentos. “O movimento no Centro ainda é pequeno. Se a prefeitura não estudar formas de incentivo, será muito difícil revitalizar o local”, ressalta a empresária. ARQUIVO EM TEMPO/HUDSON FONSECA
Se por um lado há quem vislumbre ventos favoráveis para os investimentos no Centro, também existem os que não suportam a situação de descaso do poder público, principalmente no quesito segurança do bairro. A proprietária do bar da Loura, Ivanilda Gomes, afir-
restaurantes, lanchonetes, teatros, cinemas, casas de show, antiquários e similares na cidade. Os proprietários das empresas instaladas no espaço terão como garantia a possibilidade de serem isentos ou terem a redução tributária nas licenças municipais, nos Impostos Sobre Serviço (ISS), sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e demais taxas. DIEGO JANATÃ
Diante da discussão referente ao Plano Diretor na Câmara Municipal de Manaus, o vereador Ednailson Rozenha, apresentou emenda com intuito de incentivar a abertura de casas noturnas no Centro. A época, a propositura recebeu parecer favorável da Comissão Especial de Revisão do Plano Diretor da Casa Legislativa. Conforme o texto, a ideia é delimitar uma área especial para comércio de bares,
Apesar do descaso, área central da cidade atrai público
Bar do Armando, na rua 10 de Julho, é um dos “points” mais tradicionais do centro histórico da capital amazonense
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País
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Especialistas debatem o fenômeno do ‘rolezinho’ Movimento tem caráter político e surpreende por resgatar o espírito dos protestos de 2013 onde shoppings substituíram as ruas
“R
olezinhos” estão sendo programados pelas redes sociais em mais de 10 Estados para as próximas semanas. Em muitos deles, movimentos sociais e universitários organizam os encontros em protesto à repressão policial contra a reunião que ocorreu em um shopping de Itaquera, bairro da Zona Leste de São Paulo. Na linguagem popular, “rolezinho” significa passear ou dar uma volta. Nas últimas semanas, a palavra tem sido bastante usada para descrever reuniões de jovens, principalmente da periferia, em shopping centers. De acordo com a professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ivana Bentes, o fenômeno tem um forte caráter político e surpreende por resgatar o espírito das manifestações do ano passado em um cenário inusitado, os shoppings. “Mesmo que não tivesse uma intenção de causar politicamente, ele é político. A simples existência de um jovem negro da periferia dentro de um shopping center, sendo rejeitado, sendo considerado um consumidor indesejado, já é um fato político, independentemente da intencionalidade”, disse. “Acho muito importante que outros grupos sociais tenham se organizado para manifestar solidariedade a esses jovens”, completou. O chamado “rolezinho” começou em São Paulo, no fim do ano passado. Desde então, vários ocorreram, chegando a reunir milhares de pessoas. No último sábado, 11, foi no Shopping
REPRODUÇÃO
Itaquera, teve a participação de seis mil jovens e terminou em confronto com a Polícia Militar. Daniel de Souza, o MC Danadinho, esteve presente. Ele disse que a origem do “rolezinho” são os chamados encontros de admiradores, em que fãs dos cantores de funk iam aos shoppings para encontrar os ídolos. “Antes do ‘rolezinho’ tinha o encontro de admiradores, que era com os famosinhos das redes sociais, que faziam o seu encontro e reuniam o povo no shopping”, declarou. “É o único lugar que todo mundo conhece e é público”.
Prós e contra a entrada em shoppings As administrações de alguns shoppings conseguiram, na Justiça, liminares para impedir os encontros. Para o professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Fernando Menezes, o que está em jogo, nesse caso, é o direito de ir e vir e o direito à propriedade. “No caso em que um grupo, se valendo da sua liberdade de ir e vir, combina um encontro de tal volume e de tal tamanho e com tais atitudes que começam a, exageradamente, impedir o exercício de outros direitos e liberdade por outras pessoas, estão abusando do seu direito”, explicou. O professor da universidade de Brasília, Alexandre Bernardino, discorda. Na opinião dele, a proibição da entrada nos shoppings está ligada ao perfil dos jovens que fazem os “rolezinhos”. “É claramente uma manifestação de preconceito em relação a um determinado grupamento social que se caracteriza por pobreza e por negritude, um grupo que se manifesta politicamente, no sentido mais amplo da palavra”, disse.
LINGUAGEM
Na linguagem popular, “rolezinho” significa passear ou dar uma volta. Nas últimas semanas, a palavra tem sido bastante usada para descrever reuniões de jovens, principalmente da periferia O jovem acredita que os encontros de admiradores cresceram e se tornaram os “rolezinhos” de hoje, atraindo também pessoas que aproveitam a situação para causar tumulto. “Começou a encostar os caras que faz baderna, começou a colar os polícias para tirar a gente do shopping, começou a passar na televisão, começou a vir os caras de longe para tumultuar. Aí, por causa de uns, todos os que vão para curtir pagam do mesmo jeito dos que vão para tumultuar”, disse.
Na saída de alguns shoppings de São Paulo, polícia agiu com rigor para debandar “rolezinhos”
ROUBO
Golpe usa mensagem no WhatsApp Os pesquisadores do laboratório da ESET América Latina identificaram uma nova ameaça que utiliza o popular aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Segundo os especialistas, a campanha utiliza uma falsa mensagem de voz, com o intuito de disseminar o Zeus, uma das ameaças virtuais mais populares, voltada a roubar informações pessoais e dados bancários. Vale destacar que se trata do segundo golpe que utiliza o WhatsApp identificado pelos pesquisadores da ESET em apenas uma semana. Na campanha anterior, voltada a usuários brasileiros, os cibercriminosos utilizaram um
falso e-mail prometendo o WhatsApp para PCs. O novo golpe utiliza um email que simula uma mensagem de voz do WhatsApp e que apresenta um arquivo comprimido na mensagem, intitulado “Missed-message.zip”. Ao descompactá-lo, o usuário roda um arquivo executável com o mesmo nome, que funciona como um dropper, técnica comum utilizada pelos cibercriminosos para fazer com que um arquivo aparentemente inofensivo descarregue outras ameaças. O segundo dropper inicia um processo chamado kilf.exe, que tem a função de limpar a cena, apagando os arquivos mencionados anteriormente,
graças a um arquivo com extensão BAT, que também elimina a si mesmo. Logo, aparece um segundo executável, que é o malware (código malicioso) por trás do botnet Zeus (ZBot), que é detectado pelas soluções ESET como Win32/Spy.Zbot. Ao longo de todo o ciclo, o malware manipula os controladores de som do sistema operacional infectado, simulando ser um arquivo de áudio verdadeiro. “Os cibercriminosos aproveitam a popularidade do WhatsApp para disseminar campanhas. Para não ser vítima de casos como esse, é importante contar com uma solução de segurança que detecte a ameaça. DIVULGAÇÃO
Golpistas utilizam ferramenta para disseminar o vírus Zeus que captura dados pessoais
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Livros de escolas públicas na versão digital em 2017 Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação quer que estudantes e professores utilizem a tecnologia de forma interativa
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m 2017, todos os livros das escolas públicas terão versão digital. Essa é a estimativa do diretor de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Rafael Torino. Com o livro digital, os estudantes e professores poderão acessar conteúdos interativos, poderão clicar em uma imagem e assistir a um vídeo, poderão selecionar uma palavra e ter acesso a um jogo. Tudo pelo computador ou tablet. Isso facilitará as atualizações. O papel, no entanto, não perderá espaço. “A tecnologia deve entrar de forma gradual e deve entrar de forma complementar ao papel. O papel ainda é a mídia universal, usado por qualquer aluno em qualquer lugar do Brasil, independentemente de condições externas”, analisa. Embora a tecnologia já seja uma realidade em muitas escolas privadas, em um universo de mais de 40 milhões de estudantes de escolas públicas de todas as regiões brasileiras, fatores como o acesso à internet, à tecnologia e mesmo à eletricidade devem ser
ABR
levados em consideração. As experiências com a digitalização começaram a ser feitas no ano passado, no ensino médio, com a distribuição de tablets aos professores da rede pública. O FNDE comprou a versão PDF de 230 títulos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) por
Material vai custar R$ 68 milhões O material será disponibilizado também online. O custo para o FNDE foi R$ 68 milhoes, o total gasto com os livros chegou a R$ 570 milhões. A oferta de conteúdos digitais era optativa no edital, cerca de 45% dos livros têm materiais digitais. Esses livros serão entregues aos estudantes do 6º ao 9º ano. Para o próximo ano, cujo foco será o ensino médio, o edital pedia também opcionalmente o livro digital. Segundo Torino, 85% das propostas recebidas têm o livro digital. “Atualmente é opcional e a maioria já apresentou (a versão digital)”, diz Torino. A digitalização trará também outro benefício: a atualização.
ACESSO
Com o livro digital, os estudantes e professores poderão acessar conteúdos interativos, poderão clicar em uma imagem e assistir a um vídeo, poderão selecionar uma palavra e ter acesso a um jogo R$ 20 milhões. Para 2014, a digitalização já foi pensada no edital. Os livros que serão distribuídos este ano pelo programa trazem um elemento a mais, os chamados objetos educacionais digitais. São vídeos e jogos educativos disponibilizados em DVDs, que podem ser livremente copiados pelos estudantes.
Tecnologia dos livros digitais devem chegar às escolas públicas de todo o país em 2017
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Mundo
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Imagem de Hollande sofre forte queda entre franceses
VATICANO
Papa sofre pressão para denunciar casos de abusos
de um ponto percentual. Em baixa O diretor de Opinião do “Ifop”, Jérôme Fourquet, disse em entrevista que embora a imagem de Hollande já esteva em níveis muito baixos antes, com essa suposta relação o caráter pessoal foi o que mais caiu. Mas o caráter global para analisar essa degradação, segundo
DEFINIÇÕES
Instituto ofereceu aos franceses uma série de definições para que estes indicassem se Hollande está “bem ou mal”, e embora o presidente tenha recebido uma boa indicação, esta caiu sete pontos o especialista, é principalmente político, com a mudança de rumo e a aceleração de “sua inclinação social-democrata”. A suposta relação de Hollande com Julie Gayet foi revelada na sexta-feira pela revista “Closer”, que hoje acrescentou em uma nova exclusiva que seus encontros começaram em 2011, antes da chegada do chefe do Estado ao Eliseu, onde reside com sua esposa, Valérie Trierweiler.
O Vaticano admite que não há desculpa possível para casos de exploração e violência contra crianças, mas destacou que os agressores estão presentes “em todas as profissões, incluindo membros do clero e o pessoal da Igreja”. “Há responsáveis por abusos entre os membros das profissões mais respeitadas do mundo e, mais lamentavelmente, entre membros do clero e outros funcionários da Igreja”, disse Silvano Tomasi, representante do Vaticano na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra. Tomasi fez a apresentação do Vaticano perante a Comissão da ONU para os Direitos da Criança, na primeira participação da Igreja Católica em um órgão que vai escrutinar os
abusos sexuais de menores cometidos por sacerdotes em todo o mundo. O chefe da delegação do Vaticano reconheceu que a questão dos abusos contra crianças é particularmente grave quando o agressor goza de grande confiança e seu papel deveria ser o de proteger a pessoa, incluindo a saúde física, emocional e espiritual. “Essa relação de confiança é crítica e requer um grande sentido de responsabilidade e respeito em relação à pessoa que se serve”, disse Tomasi. “A resposta ao fenômeno dos abusos sexuais de menores foi articulada em vários níveis”, explicou ele, ressaltando que o Vaticano ratificou a Convenção dos Direitos da Criança em 1990. DIVULGAÇÃO
A
imagem do presidente da França, François Hollande, sofreu uma queda mais evidente em nível pessoal do que político após a publicação de seu suposto romance com a atriz Julie Gayet, revelou uma recente pesquisa. De acordo com a publicação, em um enquete feita pelo instituto “Ifop” em abril, 43% dos indagados o definiram como “sincero”, diferente dos 29% que deram a mesma resposta entre 15 e 17 de janeiro. O instituto ofereceu aos franceses uma série de definições para que estes indicassem se Hollande está “bem ou mal”, e embora o presidente tenha recebido uma boa indicação, com uma porcentagem de 45%, esta caiu sete pontos com relação a abril. Também houve queda nos que apontaram que o presidente está próximo das preocupações dos franceses (23%, sete pontos a menos), dos que o veem como “competente” (22%, cinco pontos a menos), e dos que pensam que defende o interesse do país, entre os quais houve uma queda de 4 pontos, até os 33%. Embora apenas 19% e 13% considerem que Hollande “sabe o que faz” e que “tem autoridade”, respectivamente, essas porcentagens são similares aos números de abril, com um retrocesso
AP
Pesquisa revela a inquietação da população francesa com o suposto caso entre o presidente Franços Hollande e a atriz Julie Gayet e confirma sua baixa aprovação
Vaticano admite defender os direitos da criança desde 90 Hollande sofre queda de popularidade por suposto romance
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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
TADEU DE SOUZA
Tensão no presídio de Parintins Dia a dia C4
A natureza ainda resiste! FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
O avanço do concreto e da desordem urbana sobre a natureza começa a ser detido com uma arborização mais adequada. Falta, ainda, conscientizar mais a população que ignora a importância desse ato para a cidade
O avanço das construções urbanas praticamente exterminou as áreas verdes originais e ameaçou as ainda existentes, mas hoje se trava uma luta para evitar danos maiores ao meio ambiente ADRIANA PIMENTEL Especial para o EM TEMPO
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rvores e plantas nativas desapareceram para dar lugar a uma imensidão de concreto, com o espaço urbano avançando e sufocando cada vez mais a floresta. Esse cenário atual de Manaus – ironicamente localizada em meio à maior floresta tropical do mundo – precisa de um planejamento estratégico mais ousado em relação ao meio ambiente. De acordo com o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Luiz Castro (PPS- AM), essa ousadia poderia alavancar parcerias de órgão municipais, estaduais e federais. “É muito triste ver a cidade de Manaus perder suas áreas verdes”, afirma o parlamentar. No começo do século 20, na época áurea da borracha, a capital amazonense foi batizada como “Coração da Amazônia” e “Cidade da Floresta”. No entanto, a evolução da ocupação urbana ao longo das últimas décadas levou à degradação de grandes espaços. Os efeitos da urbanização ameaçam as unidades florestais existentes e sua importância histórica. As áreas de proteção ambiental, muitas vezes, não possuem nem placa de delimitação. Para isso, é necessário ainda esforços financeiros, pois a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), este ano, teve seu orçamento
reduzido. Em 2013, os recursos destinados ao órgão somavam R$ 75,62 milhões. Este ano, o valor previsto caiu para R$ 71,046 milhões. Se formos ainda comparar com o orçamento destinado a outras secretarias, como é o caso da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) que é de R$ 125 milhões, a SDS recebe apenas 0,49% do orçamento do Estado. A realidade do espaço urbano e do espaço rural são totalmente diversas, exigindo tratamentos específicos e diferenciados para a boa gestão das relações entre os terrenos economicamente ocupados e as áreas florestadas. O fato concreto é que uma área florestada no espaço urbano deve cumprir funções específicas a esse meio, que no caso dizem respeito, especialmente, ao combate às enchentes, à eliminação de áreas de risco a deslizamentos, à melhoria da qualidade do ar, à alimentação do lençol freático e ao oferecimento de áreas de lazer para a população. Na verdade, as questões relacionadas à ocupação urbana devem ser mais apropriadamente objeto do Plano Diretor e Códigos de Obra. O novo Código Florestal traz alguns avanços que irão permitir uma ocupação mais inteligente dessas feições geográficas, mas insiste no conceitual equívoco em torná-las o elemento exclusivo de uma política florestal de caráter urbano. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas),
por meio do programa “Manaus Verde e Viva”, espécies nativas da Amazônia são utilizadas em boa parte de suas ações de plantio realizadas na cidade, atendendo ao que preconiza o Plano Diretor de Arborização Urbana da Cidade de Manaus. O plano garante que seja utilizado percentual mínimo de 70% de espécies nativas, em projetos de arborização de rua, avenidas e terrenos privados, visando assim promover a biodiversidade. Espécies Espécies predominantemente amazônicas são utilizadas, como o pau pretinho, a jutairana, o ipê, mais adequadas para a arborização de canteiros centrais e passeios públicos por serem detentoras de um sistema radicular que não agride o pavimento e apresenta rápido desenvolvimento. As espécies como o mogno, jatobá, a munguba, sumaúma, cibipiruna, a andiroba, a seringueira e o cedro são utilizadas em projetos de arborização de áreas de preservação permanente (APPs), parques e reservas, áreas com maior extensão devido ao grande porte dessas espécies. Segundo informações da Semmas, o plantio nas ruas procura obedecer a critérios técnicos. Nos novos projetos, a arborização teve espaço garantido. De janeiro a outubro de 2013, foram plantadas em toda a cidade 42.495 mudas, sendo 33.836 ornamentais e 3.186 arbóreas.
Biodiversidade está em alta É o caso da avenida Nathan Xavier de Albuquerque, na Zona Leste, inaugurada no final de março de 2013, totalmente arborizada nos dois sentidos. Foram plantadas 647 mudas arbóreas nos passeios públicos, porém permitindo o trânsito de pedestres, uma vez que respeita o Plano Diretor de Arborização de Manaus. Já na avenida das Torres, na altura do bairro Novo Aleixo, 4 mil mudas ornamentais foram plantadas nos canteiros centrais da
primeira etapa. O grande número de espécies ornamentais plantadas reflete outra vertente do programa Manaus Verde e Viva, que é a preocupação paisagística. Na Bola das Letras, no Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, onde recentemente a prefeitura construiu um novo retorno para facilitar o escoamento dos veículos, a Semmas realizou o plantio de 1.288 mudas ornamentais. Outras 57 mudas de espécies nativas, sendo 28 arbóreas (pau pretinho e
ipê amarelo) e mais 29 palmeiras de açaí, também foram plantadas na área. Outras áreas atendidas foram a praça Nossa Senhora de Nazaré, com 9.451 mudas ornamentais, os novos retornos da estrada da Ponta Negra, com 3.440 ornamentais, e a praça Domingos Russo, na avenida Djalma Batista, com 1.148 mudas. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) responsável pela obra, atua em parceria com a Semmas no trabalho.
Plantio de novas espécies nas avenidas principais de Manaus tem ajudado nas mudanças
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Dia a dia ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/ARQUIVO EM TEMPO
Aqui, a culpa tam
Caos diário no trânsito não é culpa exclusiva de motoristas. O transeunte desconhece seus deveres nessa área ADRIANA PIMENTEL Especial para o EM TEMPO
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mbora a atenção esteja sempre voltada para o motorista, os pedestres também dão sua contribuição para transformar o trânsito brasileiro em um dos mais perigosos do mundo. Perto do horário do rush, por volta das 16h, na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul, a empregada doméstica C. S.*, de 42 anos, aguarda para atravessar a rua a poucos metros da passarela. A moça reconhece a imprudência e justifica: “Essa escada é muito ruim, a gente leva muito tempo para atravessar a passarela”. A empregada afirma que todos os dias faz o mesmo caminho para ir até o trabalho, e por pressa atravessa fora da passarela, que fica a aproximadamente 100 metros da parada de ônibus. Ações voltadas para a mudança de comportamento do pedestre em Manaus ainda não estão no foco do poder público. Cada vez mais há necessidade de debater isto. Desde 1997, o Código Nacional do Trânsito (Conatran) prevê multa também para infrações cometidas por pedestres. São seis situações, todas de natureza leve, com valor de multa especificado em R$ 26. No entanto, sem regulamentação, a punição não saiu do papel. É necessário que seja realizada uma regulamentação para verificar como punir o pedestre. Um novo projeto de lei (leia matéria na página C3) pretende reajustar esse valor para R$ 85,13.
A empregada doméstica C. S., porém, desconhece tanto direitos quanto deveres dos pedestres. Quando perguntada a respeito da punição que os pedestres teriam, ao cometer esse tipo de infração a empregada vai logo afirmando: “aqui não daria certo”. “Como é que iriam multar a gente, se têm pessoas que não andam com seus documentos? A lei iria servir somente para alguns”, diz. Já o farmacêutico José Vieira, 56, diz que transita pela cidade como pedestre e também como motorista, e concorda que o pedestre é bastante imprudente. “Acredito que se houvesse mais rigor com os pedestres eles logo iriam ficar alertas. A gente vê cada coisa absurda!”, diz. Responsabilidades Para a assistente social Sônia Cunha, 58, a mesma responsabilidade que um motorista tem ao cumprir as leis de trânsito, os pedestres deveriam ter. “A multa poderia ajudar a pessoa a se policiar, apesar das punições com os motoristas serem mais rígidas e mesmo assim eles continuam sendo imprudentes.” No ano passado, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) lançou a campanha Manaus na Faixa, quando foram espalhados em vários locais da cidade painéis dando ênfase à importância da travessia segura na faixa, com alerta para pedestres e motoristas. * Nome omitido a pedido da entrevistada
Mulher atravessa fora da faixa, quase sendo atingida por moto: imprudência revela desconhecimento dos deveres do pedestre
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MICHELL MELO/ARQUIVO EM TEMPO
mbém é do pedestre
Cena que deveria ser vista todos os dias: pedestres utilizando corretamente a faixa de travessia
Um comportamento inadequado Outra polêmica que pode surgir é o projeto de lei que pune com perda do veículo motoristas causadores de acidentes que são condenados por homicídio culposo. Em trâmite na Câmara dos Deputados, o PL foi proposto pelo deputado Fabio Trad (PMDB-MS) e atinge condutores que tenham praticado o crime alcoolizados ou sob efeito de drogas. O farmacêutico José Vieira afirma que isso seria meio complicado já que existem muitos motoristas que dirigem o carro que não está no seu nome. “Como ficaria o caso das pessoas que dirigem carros alugados e outras situações?”, questiona. Atualmente o Código de Trânsito Brasileiro, pune com detenção de dois a quatro anos os motoristas condenados por homicídio culposo no trânsito, além de suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir. O código também prevê detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição da carteira de motorista para quem dirigir
sob efeito de álcool ou drogas. O deputado autor do projeto ressalta que a pena de perdimento de bens já é prevista na Constituição. Para ele, o acréscimo dessa norma à legislação de trânsito deve diminuir o número de homicídios cometidos por pessoas
POLÊMICA
Um projeto de lei que pune com perda do veículo motoristas causadores de acidentes que são condenados por homicídio culposo, está em trâmite na Câmara dos Deputados embriagadas ou drogadas, além de aumentar o poder dissuasório da lei. Ele destaca ainda que isso facilitará a indenização das vítimas, ao reter os veículos usados nos crimes. Segundo Trad, a punição atingirá até mesmo os veículos que tenham sido em-
prestados para os motoristas condenados. “Assim, maior cuidado terá o proprietário antes de emprestar o veículo à pessoa que faz uso de álcool ou entorpecentes e dirige em contrariedade à lei”, afirma. Pedestre na mira A Câmara também analisa o projeto de lei do deputado Eliene Lima (PSD-MT) que amplia a pena para o pedestre infrator, prevista no Código de Trânsito Brasileiro. A proposta classifica a infração cometida pelo pedestre como média, com multa de R$ 85,13. O texto permite substituir a multa pela frequência em curso de educação de trânsito, regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito. Lima diz que o curso seria uma opção principalmente para pedestres de baixa renda. “O comportamento inadequado ou mesmo errado do pedestre é um componente significativo para a ocorrência de atropelamentos, muitos dos quais resultam em vítimas fatais”, disse o deputado.
Quais as atitudes proibidas? O art. 254 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que é proibido ao pedestre os seguintes comportamentos: I - permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde for permitido; II - cruzar pistas de rolamento nos viadutos, pontes, ou túneis, salvo onde
exista permissão;
toridade competente;
III - atravessar a via dentro das áreas de cruzamento, salvo quando houver sinalização para esse fim;
V - andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou subterrânea;
IV - utilizar-se da via em agrupamentos capazes de perturbar o trânsito, ou para a prática de qualquer folguedo, esporte, desfiles e similares, salvo em casos especiais e com a devida licença da au-
VI - desobedecer à sinalização de trânsito específica. Todas são classificadas como de natureza leve, com multa de R$ 26,60. Fonte: CTB
Flagrante comum em qualquer avenida da capital: pessoas se arriscam em travessias perigosas
IONE MORENO
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Dia a dia
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Unidade prisional se torna mero ‘depósito de presos’ TADEU DE SOUZA Equipe EM TEMPO
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arintins (AM) – Parintins não tem uma unidade prisional nem um presídio público construídos com a finalidade de receber condenados da Justiça. Em junho de 2003, o governo do Estado inaugurou a 3ª Delegacia Interativa de Parintins, situada no bairro Itaúna II, Zona Oeste da cidade, e a antiga Delegacia de Polícia, que no primeiro momento seria a Delegacia da Mulher, passou, sem nenhuma reforma em sua estrutura de delegacia, a receber pessoas condenadas pela Justiça. Para se ter uma ideia da gravidade da improvisação, a Unidade Prisional de Parintins, que só tem capacidade para receber 36 presos, sendo 32 do sexo masculino e quatro do sexo feminino, está hoje com 149 detentos. A direção do presídio, com anuência da Justiça, determinou que os presos que estão cumprindo pena em regime semiaberto não durmam mais na unidade como determina a lei. “Eles vêm todas as tardes, assinam o livro de presença e voltam para dormir em casa”, diz o diretor Beto Medeiros, cuja
gestão vem conseguindo evitar o pior dentro da cadeia. Apreensivo com a questão, o promotor André Seffair, titular da 2ª Promotoria da Comarca de Parintins, convocou para próxima terça-feira (21), uma reunião extraordinária do Grupo de Gestão Integrada Municipal com a presença de representantes do Comando Geral da Polícia Militar, Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, Secretaria Estadual de Segurança Pública, direção da Unidade Prisional de Parintins, delegados de polícia, Poder judiciário e prefeitura municipal. Ele acrescentou que todos os dias a imprensa mostra as rebeliões do sistema carcerário brasileiro como a que vem ocorrendo em Pedrinhas, no Maranhão. “Por isso, o Ministério Público quer discutir uma alternativa antes que se chegue a extremos”. A implantação do programa Ronda no Bairro triplicou o número de prisões e agravou a situação tanto da delegacia quanto da unidade prisional. O delegado Ivo Cunha, do 3º DIP, também está apreensivo, mas acredita que o número de prisões efetuadas tende a cair. Antes da implantação do programa, a direção da Unidade
Prisional de Parintins registrava 138 presos. “Esse número subiu para 149, entre provisórios e condenados, sendo 136 homens e 13 mulheres”, diz o diretor Beto Medeiros. Ele reconhece a gravidade da situação enfatizando a necessidade de uma reforma. Ele contou que a única reforma que ocorreu no local foi no ano passado após a rebelião acontecida, mas abrangeu apenas o telhado. “Outra reforma ocorreu agora na cozinha, feita pela empresa responsável em fornecer alimentação para os presos, e só”. Em 2011, quando a Justiça decretou a interdição da unidade começou a novela para construção de um presídio com recursos do governo federal em parceria com o Estado, mas a falta de uma área destinada pelo município está dificultando a execução do projeto. “Não falaram mais nada”, comenta Seffair. O EM TEMPO tentou contato com o major Norte, indicado pela direção da unidade para falar sobre o projeto do novo presídio, por telefone, mas segundo sua secretária de prenome Ray, ele não pôde atender às duas chamadas, assim como o prefeito Alexandre da Carbrás.
TADEU DE SOUZA
Grupo de Gestão Integrada é convocado em caráter de urgência pelo Ministério Público Estadual em Parintins
Situação da Unidade Prisional de Parintins pode até levar a uma nova interdição do local
MANAUS, DOMINGO, 5 DE JANEIRO DE 2014
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Dia a dia FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Detran inicia campa Ação preventiva visa evitar problemas no trânsito e promover a segurança de quem utiliza transporte escolar
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governo do Amazonas, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), dará início, a partir de amanhã, à campanha “Volta às Aulas 2014”. O objetivo do órgão é fiscalizar os veículos e condutores que realizam transporte escolar na cidade de Manaus e também orientar pais, alunos e escolas sobre as boas práticas no trânsito. O diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza, alerta os pais para que fiquem atentos no momento de contratar a condução escolar dos filhos. “Precisamos agir preventivamente. Nós, poder público, vamos fiscalizar, mas cabe aos pais o papel de não contratar pessoas não habilitadas para a condução de seus filhos. Antes de fechar contrato, avalie a documentação do motorista e as condições do veículo”, recomenda Leonel Feitoza. O início da campanha coincide com o retorno das atividades nas escolas da rede particular de ensino, englobando ações educativas e de fiscalização e terá a parceria do Instituto de Peso e Medidas do Amazonas (Ipem-AM), na fiscalização dos equipamentos de segurança usados nos veículos, e também do Instituto Municipal de Engenharia de Trânsito (Manaustrans), órgão responsável pelo credenciamento dos veículos e fiscalização da atividade na capital. Feitoza explica que a campanha terá a participação de agentes do Núcleo de Operações Especiais de Trânsito (Neot) e da Gerência de
Educação de Trânsito. “Vamos fiscalizar o cumprimento das normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em relação aos pré-requisitos para o exercício da atividade de condutor de transporte escolar, e também vamos distribuir material educativo e orientar quanto ao uso da faixa de pedestre, travessia na via respeitando o sinal luminoso, trânsito pelas calçadas, uso do cinto de segurança, postura correta como
FORMAÇÃO
Segundo dados divulgados pelo DetranAM, em 2013, o órgão formou dez turmas de condutores escolares, totalizando 253 profissionais habilitados a exercer a atividade na capital passageiro e demais situações pertinentes ao trânsito”. Segundo dados do DetranAM, em 2013, o órgão formou dez turmas de condutores escolares, totalizando 253 profissionais habilitados a exercer a atividade. Entre 2011 e 2013, 422 pessoas concluíram o curso de formação de condutores de transporte escolar ministrado pelo Detran-AM. Em Manaus, segundo dados do Instituto Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), existem 158 veículos cadastrados para a atividade de transporte escolar.
Com o retorno das atividades escolares, pais e alunos precisam ficar atentos para o trânsito e para conduções escolares
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anha ‘Volta às Aulas’ Regras rigorosas para transporte
Para conduzir veículo de transporte escolar, o motorista precisa ter sido aprovado em curso especializado, ministrado pelo Detran-AM; ter idade superior a 21 anos; ser habilitado na categoria D; não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações médias durante os 12 últimos meses; e, apresentar certidão negativa do registro de distribuição criminal, relativa aos crimes de homicídio, roubo, estupro e corrupção de menores, renovável a cada cinco anos (art. 329 do Código de Trânsito Brasileiro). Os veículos usados na atividade de transporte escolar precisam ter registro como veículo de passageiros, classificado na categoria aluguel e autorização emitida pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Essa autorização deve estar afixada na parte interna do veículo, em local visível, com inscrição da lotação permitida Exigências O veículo também pre-
cisa ter equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade de tempo (tacógrafo); lanternas de luz branca, fosca ou amarela, dispostas nas extremidades da parte superior dianteira, e de luz vermelha nas extremidades da parte superior
CONDIÇÃO
Para conduzir veículo de transporte escolar, o motorista precisa ter sido aprovado em curso especializado, ministrado pelo Detran-AM e ter idade superior a 21 anos traseira; cintos de segurança em número igual à lotação; e extintor de incêndio com carga de pó químico seco ou de gás carbônico de quatro quilos, fixado na parte dianteira do comportamento destinado a passageiros. Além disso, outras exigências para o veículo incluem limitadores de abertura dos vidros corrediços, de no máximo 10
centímetros; dispositivos próprios para a quebra ou remoção de vidros em caso de acidente; assentos com, no mínimo, 30 centímetros de largura para cada criança com até 12 anos de idade incompletos; pintura de faixa horizontal na cor amarela, com 40 centímetros de largura, à meia altura, em toda a extensão das partes laterais e traseira da carroçaria, com o dístico “Escolar”. Assentos Os veículos também devem possuir distância de, no mínimo, 23 centímetros entre os assentos; faixa adesiva, de 23 por 20 centímetros, afixada na parte interna do vidro dianteiro, à direita do condutor, parte superior, expressando de forma visível a capacidade máxima de lotação permitida pelo órgão de trânsito para o transporte exclusivamente escolar. Além de todas essas exigências, o condutor deve apresentar todos os demais equipamentos obrigatórios, comuns aos veículos da mesma espécie, previstos no Código de Trânsito Brasileiro e resoluções do Contran. Para este ano, o Detran incentivará a educação no trânsito para evitar problemas nas escolas
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Dia a dia
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Caderno D
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plateia@emtempo.com.br
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Eles são os chicleteiros de Manaus (92) 3090-1042
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
está vivo No espetáculo “JIM”, o ator Eriberto Leão reencarna, inclusive visualmente, o vocalista do The Doors, considerado ícone da contracultura americana, encontrado morto em julho de 1971, em Paris
No cartaz na entrada do teatro, uma reprodução de uma foto de Morrison mostra a semelhança do ator brasileiro com o vocalista do The Doors
MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO
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s amazonenses, que nesta época melancólica de chuvas costumam migrar para o ensolarado Rio de Janeiro, não devem deixar de agendar o espetáculo”JIM”, que narra a saga trágica de Jim Morrison, o polêmico líder da banda The Doors, interpretado pelo ator Eriberto Leão, que se encontra em cartaz na sala “Tônia Carrero”, no Teatro Leblon, Rio. Todos conhecem a tragédia pessoal de Jim, que entrou para o chamado “clube dos 27”, ao ser encontrado morto na banheiro de seu hotel, em Paris, em 3 de julho de 1971. Repetia a trágica estrada de Hendrix, Joplin, Kurt Cobain e Brian Jones, dos Rolling Stones, que também morreram aos 27 anos. Em 2012, a trilha suicida seria seguida pela Amy Winehouse. “Esse espetáculo foi montado para contar ao mundo o lado interior do Jim, que não queria morrer cedo. Se morreu, é porque exagerou na vida”, diz Eriberto Leão no final da peça, numa rápida conversa com a plateia que o aplaude de pé. Fã do rockeiro desde a adolescência, Eriberto é a própria encarnação de Morrison. Logo na entrada do teatro,
tem-se a impressão que a foto do cartaz é a famosa imagem do rockeiro, captada pelo fotógrafo Joel Brodsky, no início da carreira, depois que ele pediu ao famoso cabeleireiro de Los Angeles, Jay Sabribg, que cortasse seu cabelo no estilo “Alexandre, o Grande”. Mas não é. O cartaz é do próprio ator brasileiro que deixou o cabelo crescer, repetiu o corte
Nós queremos o mundo e o queremos agora!”, conclamava Jim, enquanto The Beatles diziam que o mundo precisa de “mais amor” JIM MORRISON, cantor
e ficou a cara de Jim. No início do espetáculo, uma luz vermelha envolve o palco. O cenário se resume a um piano em forma de lápide, com as duas pernas da frente quebradas. Sobre as teclas, uma pedra registra a data: 1943 – 1971, o tempo que James Douglas Morrison esteve entre nós. Sobre o piano, está caído um homem, que lentamente vai
O cenário tem um piano em forma de lápide no meio do palco
se movimentado até se erguer completamente e atoar – acompanhado pela banda que fica no balcão superior do palco –, a balada “Light my fire”, com a mesma postura e gunhidos com que Morison interpretava a canção. Assim, de pé, com botas longas, calça de couro apertada, camisa de manga comprida por dentro e cinto largo, Eriberto “ressuscita”Jim. A voz (grave) também tem uma grande semelhança. No espetáculo ele interpreta 10 hits do The Doors. Na plateia, é impossível não viajar aos anos 60. Eriberto inclina o pedestal do microfone, deixa transparecer, no rosto, os sinais de que está “chapado”, caminha trôpego pelo palco e derrama sua verve, que cortam a carne como navalha. Jim está vivo! “Nós queremos o mundo e o queremos agora! –, conclama o vocalista, enquanto, na mesma época, The Beatles diziam que “o mundo precisa de amor”. “Nas costas, enfiada sob o jeans e o cinto, é possível ver um revólver, o sinal de que Jim flertava com a morte”. Jim tem texto de Walter Daguerre e direção de Paulo de Moraes. Eriberto contracena com a atriz Renata Guida, que faz Pâmela Courson, namorada que tentou segurar a barra de Jim. É ela que evita uma
roleta russa ao retirar a bala do revólver. Para remontar a mitologia que envolve a vida do astro do The Doors, Eriberto, às vezes, encarna o personagem João Mota, fã ardoroso que nasceu em Brasília, que dialoga com Jim, contando a forma como o vocalista interferiu em sua vida. Mas, na própria pele, o ator Eriberto revela que tinha menos de 27 anos quando sentiu que precisa contar a forma como o ícone da contracultura americana encarava a vida por meio da poesia e da sua forma de demolir conceitos e comportamentos. “Quando descobri o The Doors passei um tempo achando que eu poderia ser ele”, admite. Depois que o pano cai e retorna ao palco para receber os aplausos, o ator diz, em conversa com a plateia, que Jim Morrison lutou para mudar o mundo em um país bem mais civilizado e democrático que o nosso. “Porque aqui, me perdoem a expressão, somos um país bundão. Somos governados por corruptos e não fazemos nada. Está na hora de fazermos, não digo uma revolução, porque essa palavra caiu no desuso, mas uma insurreição contra isso tudo”. E aí acende no teatro uma nova explosão de aplausos.
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>> Feijoada de Carnaval do society
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Champagne . Foi para comemorar o novo endereço da MS Casa, o coquetel que o Grupo Vitor Souza pilotou, anteontem, na Rua Pará. . O Vieiralves esteve agitadíssimo no evento direcionado para arquitetos e integrantes da imprensa local. O espaço está muito bem montado. Renato e Juliana Rayol
Regina Lobato e Edson Marques Jr.
Fernando e Ruth Falabella
Vera Figueira e Carol Carvalho
O querido governador Omar Aziz durante inaugurações em comunidades do interior do Estado, neste fim de semana, recebido com aplausos por onde tem passado
Milena Bomfim e Serginho Monteiro de Paula
>> Business . A Clinique, marca de cosméticos do grupo Estée Lauder, tem uma nova representante: Jane Lauder. . Após 17 anos liderando equipes menores na empresa familiar – ela é neta do fundador, Estée Lauder -, Jane subiu no ranking como presidente global da label. Mérito que recebeu por exercer um trabalho excepcional como presidente global na Origins, outra marca do grupo Lauder. “Ela deu vida à marca com uma análise profunda e ótima estratégia de marketing”, disse Rose Marie Bravo, membro do conselho do grupo Estée Lauder, ao portal “WWD”. O pai de Jane, Ronald Lauder – presidente dos laboratórios Clinique -, também tirou o chapéu para sua filha: “Ela tem a habilidade de saber o que a mulher quer e de entender todas as partes do negócio.” . Entretanto, Jane ainda não tem o poder absoluto sobre a Clinique. A empresária precisa responder a Lynne Greene, chefona da marca de cosméticos e de outras empresas do grupo: Origins, Ojon, Aveda e Darphin.Em tempo: o valor da Clinique no mercado está estipulado em R$ 4,7 bilhões.
>> Objeto de desejo . Depois da coleção em parceria com a Missoni, chegou a vez da Valentino lançar sua linha de flip flops com a gigante Havaianas. Show hein? Pense no conforto e tradição das sandálias emborrachadas da brasileira + o hype explosivo dos studs da italiana Valentino. . O resultado? 3 modelinhos pra você aproveitar o verão com estilo. Camuflado para as meninas e com tirinha de croco, para os boys.
Paulo Ricardo Sachs, Ana Goreth Pimentel, Marilena Perales e Arlindo Paiva
. Os bacanas da cidade estarão em peso na feijoada de Carnaval que esta coluna irá assinar, no dia 22 de fevereiro, no Diamond – o espaço de evento mais badalado de Manaus, que receberá a turma que brilha em Manaus. . A camiseta/convite segue o padrão dos eventos da coluna: moderna e chic e podem ser customizadas acompanhando o estilo colorido e alegre da temporada do rei Momo. . Além do ‘Feijão Top’ produzido pela equipe cinco estrelas do Diamond, a festa contará com bateria de escola de samba. Não dá para perder!
>> Retorno . O Governo do Amazonas, por meio do Detran-AM, dará inicio, a partir de segunda-feira, à campanha “Volta às Aulas 2014”. O objetivo do órgão é fiscalizar os veículos e condutores que realizam transporte escolar na cidade de Manaus e também orientar pais, alunos e escolas sobre as boas práticas no trânsito. . O diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza, alerta os pais para que fiquem atentos no momento de contratar a condução escolar dos filhos. “Precisamos agir preventivamente. Nós, poder publico, vamos fiscalizar, mas cabe aos pais o papel de não contratar pessoas não habilitadas para a condução de seus filhos. Antes de fechar contrato, avalie a documentação do motorista e as condições do veiculo”, recomenda Leonel Feitoza. O inicio da campanha coincide com o retorno das atividades nas escolas da rede particular de ensino.
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Marjorie Moura tatuou o símbolo do grupo Chiclete com Banana
“S
er chicleteiro é um estado de espírito” costuma dizer Bell Marques em suas apresentações e entrevistas, e ao que tudo indica os fãs do Chiclete com Banana concordam com essa opinião. Prova disso são as demonstrações de amor e afinidade com as músicas e com a banda baiana, que este ano completa 30 anos de estrada. Além de comemorar tantos anos em atividade, o Chiclete este ano coloca uma “pimenta” a mais nas expectativas quanto às apresentações em 2014, tendo em vista se tratar da despedida do cofundador e vocalista da banda, Bell Marques. Com apresentação confirmada em Manaus no próximo dia16 de fevereiro, em evento que será realizado no Diamond Convention Center e terá a chancela da
SERVIÇO CHICLETE COM BANANA E LATINO Quando 16 de fevereiro (domingo), a partir das 17h Onde Diamond Convention Center – avenida do Turismo, Tarumã Ingressos Pista – R$ 50 Camarote VIP – R$ 150 (2x no cartão) com open bar até as 23h (Chopp Brahma, caipirinha, caipiroska, água e refrigerante). Pontos de Stand da Fábrica venda de Eventos (Amazonas Shopping – 2º piso), Asya Fashion (Shopping Cidade Leste), Óticas Veja, bar Chopp Brahma (avenida André Araújo – Aleixo). Informações 3303-0100 www.fabricaingressos.com
Fãs do Chiclete com Banana, chamados de ‘chicleteiros’, falam do amor à banda que se apresenta em Manaus no próximo dia 16 de fevereiro Fábrica de Eventos, o Chiclete com Banana promete emocionar os fãs e mostrar, mais uma vez, porque o sentimento pela banda é tão contagiante e autêntico. Quem não vê a hora de voltar a cantar com o Chiclete é a funcionária pública AnaPaula Valadares, 34. Ela que começou a ser fã da banda aos 9 anos, depois de ganhar um vinil de presente de aniversário. “Acompanho o Chiclete desde os meus 9 anos, é uma paixão inexplicável. Já fui ver shows deles em Salvador, em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Fortaleza. Aqui em Manaus, eles começaram a vir com frequência a partir de 2004 e eu fui a todos. Sempre que posso estou atrás do trio do Chiclete com Banana”, diz. Este ano, Ana Paula não iria a Salvador acompanhar a apresentação da banda, mas diante do anúncio de Bell Marques de que vai deixar o grupo após o Carnaval, a fã mudou os planos e já está com as passagens compradas para a despedida. “Tinha decidido não ir para o Carnatal este ano, mas com a notícia de que o Bell vai deixar a banda, mudei os planos e agora vou para Salvador. Apesar de estar acompanhando as discussões sobre a decisão por meio do fã clube que faço parte lá na Bahia, o Quiribamba, receber
a notícia foi um choque. Essa apresentação vai ser simbólica, cheia de emoção e eu não quero perder”, afirma. Com passagem marcada Quem também não quer perder a última apresentação de Bell Marques à frente do Chiclete com Banana na Bahia e está se programando para ir a Salvador é a profissional de marketing, Marjorie Moura, 39. Ela é fã da banda desde os 15 anos, quando foi pela primeira vez para o carnaval de Salvador. De lá para cá a paixão só fez aumentar, tanto que acompanhou por 11 anos ininterruptos as apresentações do Chiclete com Banana. Para não deixar dúvidas quanto ao amor pela banda baiana, Marjorie tem ainda duas tatuagens no corpo em homenagem ao Chiclete: uma é a patinha símbolo da banda - e a outra, a palavra “Chicleteira”. “Conheci o trabalho da banda e me apaixonei. O meu presente de formatura da faculdade foi a participação no trio do Chiclete, na Bahia. Fui por 11 anos seguidos curtir o carnaval de Salvador atrás do trio do Chiclete, e depois disso ainda fui outras quatro vezes alternadamente. Já estive em shows da banda em Fortaleza, Recife, São Luís, Boa Vista e todos os que ocorreram aqui em Manaus.
Tenho até hoje fitas cassetes, discos de vinil, abadás e muitas outras coisas que contam um pouco da trajetória do Chiclete com Banana”, fala. Sobre a saída do cantor Bell da banda, Marjorie lamenta, diz que não sabe como ficará a identidade do Chiclete depois disso, mas garante que a história com o grupo de axé music mais famoso do país não vai mudar. “Não sei como vai ser no ano que vem, quando o Bell não estiver mais no Chiclete. O Bell é o único cantor que eu conheço que canta sempre com um sorriso nos lábios, ele tem uma energia inexplicável, dá vida às músicas que ele canta. O Chiclete com Banana possui uma mistura de sons incrível, as músicas deles têm conteúdo, tem letra e marcaram muito a minha história de vida. Ser chicleteiro é uma paixão que não se explica”, sentencia.
A funcionária pública Raquel Santos frequenta o carnaval de Salvador, por causa do Chiclete, desde 2007
Aguenta coração manauense Outra que é só amores, boas recordações e desde já saudades da formação original do Chiclete com Banana é a funcionária pública, Raquel Santos, 28. Fã da banda há muitos anos e adepta do carnaval atrás do trio do Chiclete desde 2007, Raquel decidiu que não vai estar na Bahia quando Bell Marques der adeus ao grupo. Apesar disso, ela já comprou o ingresso para a
apresentação em Manaus e tem planos de se hospedar no mesmo hotel da banda e assim conseguir ter um acesso mais fácil aos artistas. “Sempre que posso vou atrás do Chiclete. Já fui a São Paulo, Fortaleza e Salvador, assisti a todos os shows que eles fizeram em Manaus. Apesar de amar a banda e de lamentar muito a saída do Bell, não vou a Bahia dar
adeus a ele à frente do Chiclete. Tenho quase certeza que quando o carnaval acabar vou me arrepender de não ter ido, mas optei por dar o meu adeus a ele aqui mesmo em Manaus”, finaliza.
A funcionária pública Ana Paula Valadares mudou de ideia e vai até Salvador para conferir a performance de Bell Marques
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RESENHA
Bruno Mazieri Editor do Salão Imobiliário
em cena como a “patrulha salvadora” formada por Julia Roberts, Julianne Nicholson e Juliette Lewis. Cada uma com seu perfil – Roberts sendo a controladora e cheia de razão, Nicholson a tímida que sonha com um grande amor e Lewis que vive por viver – elas tentam de todas as formas acalmar os ânimos da casa ao lado da irmã de Violet interpretada por Margo Martindale. Porém – mais uma vez ele –, Bervely é encontrado morto e a partir daí que começa a lavagem de roupa suja e os segredos mais obscuros veem a tona, assim como em qualquer família. Juntamente com isso, as personagens de Meryl e Julia passam a roubar a cena em uma guerra que inicia e não tem hora para acabar. Alguns críticos acharam as atuações de ambas exageradas, já outros compartilham do mesmo pensamento que este que vos escreve: espetacular e porque não digna de um Oscar. Aliás, dois! Um para cada uma delas. A entrega, as agressões verbais e físicas e os momentos de reflexão mostra que cada
vez mais o cinema está na busca de trazer veracidade as histórias, deixando o lúdico, que é importante sim, um pouco de lado. Discordo do que quesito exageros. Toda família possui a tia que cometeu erros no passado, primos e primas que algum dia já tiveram um relacionamento amoroso entre si, a vó que não está em suas funções mentais apuradas, a sobrinha que está na fase de descobrir o sexo e a viagem de um baseado. Aliás, creio que famílias que não possuem segredos ou escândalos, não podem ser chamadas de família.
ÇÃO
PERFIL
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onfesso que ao me dirigir ao cinema para assistir ao longa-metragem “Álbum de Família” pouco coisa sabia sobre a história. Claro que tinha vagas informações com relação a sinopse e também as brilhantes atuações de Meryl Streep e Julia Roberts, comumente escritas no Facebook. Enfim, como sou fã inveterado de famílias e suas histórias – as mais complexas, diga-se de passagem – tirei um domingo para conferir o filme dirigido por John Wells e baseado na peça de Tracy Letts, que tem como nome original “August: Osage County”. A história basicamente consiste nas loucuras de Violet (Meryl Streep), paciente de câncer na boca e viciada em remédios dos mais variados tipos. Ao lado dela, o marido Beverly (Sam Shepard) faz de tudo para que a esposa sofra o menos possível com a doença e, consequentemente, consiga receber o melhor tratamento possível. Porém, o inesperado acontece: Bervely decide desaparecer o que faz com que as três filhas do casal entrem
DIVULGA
Intensidade das nossas famílias
Falta tempero, falta gritaria, falta confusão... E “Álbum de Família”, como a próprio nome sugere, é tudo isso e um pouco mais. Independentemente dos prêmios que o longa possa vir a ganhar nos inúmeros eventos hollywoodianos e aqueles espalhadas pelo mundo, tenho a certeza que ele cumpriu sua missão. Saí do cinema com a alma lavada, por assim dizer, reflexivo e cheio de vontade de conhecer mais e mais famílias como as do filme: cheias de histórias bacanas para contar e com boas doses de um humor ácido e com amor também, porque não?!
Aliás, creio que famílias que não possuem segredos ou escândalos, não podem ser chamadas de famílias. Falta tempero, falta gritaria, falta confusão...”
LITERATURA
Projeto lança novo livro local A edição de 2013 do projeto Pequenos Autores Tuchaua chegou ao fim ontem, com o lançamento do livro “O Que é da Nossa Terra”, que reúne contos produzidos por alunos de cinco escolas públicas de Manaus. O evento de encerramento foi realizado no Teatro Manauara, no Manauara Shopping. A ação cultural, que está em sua sexta edição, é realizada anualmente pelo Grupo Simões, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed). Além de difundir a cultura amazônica e estimular a escrita, o
projeto tem a finalidade de estimular o hábito da leitura e a criatividade dos estudantes. O evento é voltado para os participantes do projeto, familiares e convidados. Nos contos escolhidos para participarem do livro, os autores descreveram a realidade local, sempre com muita criatividade. Relataram temas como a nossa floresta, os animais, a realidade dos ribeirinhos e descreveram a cultura indígena e dos outros povos que vivem na região. O Pequenos Autores é composto por três fases, sendo o
lançamento do livro o encerramento de todo o processo. A primeira fase consistiu na seleção das dez melhores histórias de cada uma das escolas participantes, entre mais de mil contos amazônicos, criados por estudantes do 5º ao 9º ano da rede pública de ensino. Na segunda fase, foi o lançamento da revista “Nossa Terra” – uma edição especial para cada escola, com a publicação dos contos selecionados. O projeto já incentivou a criação de mais de cinco mil contos, desde o seu lançamento, em 2008.
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MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo DIVULGAÇÃO
Narradores O repórter Leo Bianchi, a serviço do “Globo EsporteSP”, encerra neste domingo uma sequência de gravações na Europa para o especial “Narradores”, que será exibido no programa antes da Copa do Mundo. Nos últimos dias, ele acompanhou grandes jogos e importantes profissionais de rádio e televisão que trabalham como locutores. Volta ao Brasil amanhã. Narradores 2 Antes dessas gravações na Europa, Leo Bianchi esteve também na Argentina. O trabalho será concluído no México, em data ainda a ser definida pelo departamento de esportes da Globo. Interação Quem participa das gravações do “Vídeo Show” já reparou que o apresentador Zeca Camargo gosta mesmo de uma boa conversa. Nos intervalos, em vez de correr para os camarins ou fazer um lanchinho, ele prefere bater altos papos com os convidados na plateia. Sequência na grade Já circula uma informação na Globo de que o “Divertics” ganhará uma segunda tem-
MÁRIO ADOLFO
Apresentadora Anitta assume o comando do programa “Sai do Chão”, da Globo, neste domingo.
porada na emissora. Alguns redatores do programa ouvidos por este espaço desconhecem o assunto. Sequência na grade 2 Comenta-se até que o diretor Jorge Fernando e o criador do humorístico, Cláudio Torres Gonzaga, já estariam trabalhando nas mudanças do programa para a próxima temporada. Sobre o caso, a Globo, oficialmente, diz o seguinte: “Não temos nada nesse sentido por enquanto”. Duelos das tardes Na segunda e terça, respectivamente, Rodrigo Faro, de “O Melhor do Brasil” na Record, e Eliana, no SBT, voltam aos estúdios para iniciar os trabalhos de gravações desta temporada. No ano passado, a apresentadora do SBT teve
grande vantagem nos duelos contra o rival. Animado Em recente evento no Rio de Janeiro que reuniu elenco, direção e também o autor de “Em Família”, Manoel Carlos, observou-se um grande entusiasmo do escritor em relação a este novo trabalho. “Vem coisas muito boas por aí”, declarou Maneco, confiante no sucesso da trama. “Em Família” estreia dia 3 de fevereiro. Bola cheia Além do “Amor & Sexo”, a Globo pretende dar para Fernanda Lima, nesta temporada, um programa na faixa da tarde. A própria apresentadora já fala abertamente sobre isso. Não se sabe, porém, se os dois produtos ganharão presença na grade ainda neste semestre.
• Juliano Cazarré não ficará muito tempo parado, depois de “Amor à Vida”. • Autores da casa, inclusive do horário nobre, já estão de olho no trabalho do ator. • Aguinaldo Silva manifestou o desejo de contar com Paolla Oliveira na sua próxima novela. • Mas, ao que tudo indica, a atriz, agora, vai dar um tempo na televisão. • A equipe de “A Praça é Nossa” já dá expediente no SBT. • O humorístico de Carlos Alberto de Nóbrega segue em alta na emissora. • Na disputa interna, a “Praça” só perde para o “Programa Silvio Santos”. • Rodrigo Santoro, devido a compromissos no cinema, não pode viver Buda em “Joia Rara”, nos primeiros capítulos. • E até hoje a equipe lamenta o fato de o ator não ter encontrado espaço na agenda para gravar a novela.
Equipe ‘The Voice’ assume programa A atual equipe do “The Voice Brasil” foi convocada pelo diretor Boninho para fazer o trabalho de implantação do novo programa de André Marques na Globo. De acordo com informações de bastidores, o ex-apresentador do “Vídeo Show” irá comandar um produto musical, conteúdo de fora, intitulado “Rising Star”, que visa encontrar talentos.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Há uma preocupação na Globo em relação ao “Zorra Total” porque, ao contrário de outros tempos, seus tipos não repercutem. Não despertam atenção do público. É muito raro ver alguém falando do programa ou de seus personagens. E nem sempre foi assim. Agora, é preciso procurar saber por que isso está acontecendo? Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br
O Brasil e o estigma da herança colonial
REGI
ELVIS
GILMAL
Durante a passagem do regime feudal para o capitalista, três fatores contribuíram para que esta transição ganhasse impulso. O primeiro diz respeito ao comércio à longa distância que ganhou visibilidade a partir das avançadas tecnologias de navegação que possibilitou o comércio em outras latitudes, principalmente a colonização no Novo Mundo e a busca de novas fontes de riqueza. O segundo ponto se refere à Reforma Protestante de Calvino e Lutero. A reforma foi importante por que rompeu com a ideia dominante - implementada por Santo Agostinho e São Tomás de Aquino - de que o lucro era pecado e não era bem visto “aos olhos de Deus”. A reforma quebra com esta ideia:o empréstimo a juros não é mais condenável e sim importantes para o desenvolvimento econômico e o bem-estar das comunidades europeias. O lucro passou a ser aceito moralmente desde que fosse distribuído boa parte aos mais necessitados e despossuídos de bens. Por fim, o terceiro fator se refere ao Renascimento. Este, talvez, foi o mais importante movimento intelectual deste período de transição e que possibilitou as mais significativas conquistas dos séculos seguintes, bem como impulsionou outros movimentos importantes como a Revolução Francesa. Este movimentou deu impulsos a educação e ao progresso científico, ocasionando a criação de várias escolas de navegação, culminando em grandes invenções como a bússola e o astrolábio. Portugal e Espanha eram as potências da época. Apesar de vizinhos, o que poderia oca-
sionar em várias semelhanças, percebemos que seus modelos de colonização eram bastante distintos. Em “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda nos oferece um capítulo especialmente dedicado à questão. O modelo espanhol, por exemplo, se caracteriza pelo racionalismo na ocupação de suas colônias, que vai desde o estabelecimento de moradias da praça como figura central da cidade ou ocupação, até o número máximo de colonos. Já a colonização portuguesa no Brasil se voltou completamente ao litoral, pois se invadissem o interior do território brasileiro iriam se deparar com os índios, o que não era bem o que foram buscar - brigas e contendas - e sim metais preciosos e especiarias. Estas linhas já nos levam a pensar nas origens de nosso nosso perfil formador. O atraso tecnológico no Brasil colônia não contava com o mais simples sistema de educação, segundo as observações de Noval Benaion. Enquanto as colônias espanholas já podiam contar com inúmeras universidades, o Brasil sequer evidenciou a qualidade de um ensino médio. Todas estas observações nos levam a pensar nos dias de hoje, cujo modelo corrupto e exacerbadamente burocrático moldou alguns dos nossos nos fazendo acreditar realmente que o fim do mundo está bem próximo. Aprisionados em meio ao círculo vicioso de nossa herança política ficamos submetidos a toda a sorte de infortúnios. Hora de olharmos pro passadoe percebermos os estigmas de nossa colonização e os efeitos diretos no processo de nossa formação cultural.
Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultura
Todas estas observações nos levam a pensar nos dias de hoje, cujo modelo corrupto e exacerbadamente burocrático moldou alguns dos nossos, nos fazendo acreditar realmente que o fim do mundo está bem próximo”
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MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
Programação da TV
DIVULGAÇÃO
GLOBO
SBT
4h Santa Missa Em Seu Lar
3h15 Jornal Da Semana Sbt
4h00 Show De Desenhos
5h Amazônia Rural
4h Igreja Universal
5h30 Santa Missa No Seu Lar
5h30 Pequenas Empresas, Grandes
5h Pesca Alternativa
Negócios 6h55 Auto Esporte 7h30 Esporte Espetacular
3h45 Bíblia Em Foco
7h30 Vrum
4h Santo Culto Em Seu Lar
15h00 Futebol 2014: Campeonato
9h45 Verdade E Vida 10h Pé Na Estrada
7h Desenhos Bíblicos
13h Eliana
10h35 Os Simpsons - Maratona
7h30 Record Kids
17h Roda A Roda Jequiti
12h15 De Olho No Futebol - Boletim
8h Amazonas Da Sorte
12h20 Band Esporte Clube
00h15 Flash Big Brother Brasil
9h Nosso Encontro
14h Gol: O Grande Momento
18h Programa Sílvio Santos
22h00 Domingo Maior
4h30 Desenhos Bíblicos
10h Minuto Do Futebol - Boletim
17h45 Sorteio Da Telesena
21h15 Big Brother Brasil
Horóscopo
8h30 Desenho 8h45 Infomercial Polishop
14h05 Divertics
18h45 Fantástico
RECORD
8h30 Mackenzie Em Movimento
9h Domingo Legal
17h00 Domingão Do Faustão
2h30 Igreja Universal
6h30 Aventura Selvagem
12h05 Sai Do Chão
Carioca - Flamengo X Audax.
1h40 Show Business-Reapresentação
7h00 Conexão Cargas
8h Amazonas Da Sorte
10h45 Temperatura Máxima
1h Minuto Do Futebol Boletim
6h30 Sabadão Do Baiano
6h Brasil Caminhoneiro
6h05 Globo Rural
Sílvio Santos comanda a programação noturna do SBT
BAND
10h15 Record Kids
Do Futebol
22h De Frente Com Gabi
14h30 Futebol 2014 Ao Vivo
11h00 Domingo Da Gente
23h Série
16h50 Terceiro Tempo
13h15 O Melhor Do Brasil
0h Série 2
18h Oscar - Desenho
17h20 Domingo Espetacular
18h10 Caçadora De Relíquias
1h25 Corujão
1h Série 3
2h45 Havaii Five - 0.
2h20 Big Bang
21h Pânico Na Band
22h15 50 Por 1
3h40 Festival De Desenhos
3h Igreja Universal
0h Canal Livre
23h10 Programação Iurd
21h15 Série Spartacus
19h Só Risos
Cinema
Cruzadinhas
GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Momento de recolhimento em casa, de cuidar de suas plantas, de seu ambiente, das pessoas que cuidam de você. Nas amizades, não se aflija com o que foge de suas mãos.
PRÉ-ESTREIA DIVULGAÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 A organização com trabalho e organização de rotina precisa ser hoje bem resolvida. Cuidado para não perder ou se desviar nas conversas e acordos no trabalho. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Seu modo de conduzir as ações na vida material tende a ser otimista demais. Capriche na atitude como se coloca, sem exageros, mas também sem receio de expandir e crescer. CÂNCER - 22/6 a 22/7 As questões financeiras e amorosas lhe preocupam e afligem. Você pode achar que pode mais do que realmente irá poder neste momento. Mas também não aja com timidez. LEÃO - 23/7 a 22/8 Tendência a ser negligente nas relações pessoais, desconsiderando o que pode ser importante para os outros. Por mais que você esteja preocupado, dê atenção às pessoas. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Um dia para se dedicar ao trabalho, em particular à comunicação e às relações no trabalho. Pense grande, mas seja prático acima de tudo, conciliando ambas as coisas. LIBRA - 23/9 a 22/10 Ideias criativas movimentam as ações no trabalho, mas pode ser que levem a uma revisão, mais do que a um avanço propriamente. Há coisas a organizar em sua casa. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Perceba se não está exagerando em certas exigências. Um dia para aceitar mudanças. Não espere coisas de seus familiares que não poderia mesmo ser alcançadas. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Não pense abarcar o mundo com suas ideias e nem estabelecendo relações sociais e afetivas. É preciso saber até onde é razoável você prosseguir em seus gestos. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 É dia para se entender melhor com as pessoas quanto ao que tenham em comum. O que os outros prometem ou o que você espera dos outros pode não corresponder aos fatos. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 O trabalho pede sua atenção e por isso evite se dispersar. Alternativas novas facilitam as ações. Os afazeres são muitos, mas lhe parecerão mais confusos do que são de fato. PEIXES - 19/2 a 20/3 Você tende a se agitar com o volume de tarefas e sensações envolventes em seu cotidiano. Os sentimentos afetivos, em especial, estão mais agitados ainda.
Ninfomaníaca DIN. 18 anos. Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua auto avaliação. Cinépolis 3 – 18h35, 21h25 (leg/diariamente), Cinépolis 6 – 22h25 (leg/diariamente).
Frankstein - Entre Anjos e Demônios EUA. 14 anos. Uma reinvenção do mito do monstro, com muita ação e efeitos especiais, para uma nova geração de fãs. Cinépolis 5 - 21h50 (3D/leg/somente dia 23/01); Playarte 1 - 12h50, 14h50, 16h50, 18h50 (3D/dub/somente dia 23/01), 20h50 (3D/ leg/somente dia 23/01), Playarte 5 - 14h, 16h, 18h, 20h (dub), Playarte 6 - 14h01, 16h, 18h01, 20h01 (dub), Playarte 7 - 13h20
ESTREIA
Tarzan – A Evolução da Lenda: ALe. Livre. Estreia hoje, nos cinemas, a animação em 3D “Tarzan - a Evolução da Lenda”, do diretor alemão Reinhard Klooss, que deu realismo aos personagens com a captação dos movimentos de atores. Com belas imagens da selva e dos saltos de Tarzan entre as árvores, nesta versão, o menino, que se tornará o Rei da Selva, é o único sobrevivente de um acidente de helicóptero. Tudo acontece quando o seu pai insiste em encontrar o meteoro que extinguiu os dinossauros. Na versão dublada, Tarzan e Jane tem as vozes dos atores e namorados Débora Nascimento e José Loreto.
CONTINUAÇÕES Atividade Paranormal – Marcados Pelo Mal: EUA. 14 anos. Cinemais Millennium 6 – 21h (leg/ diariamente), Cinemais Millennium 8 – 15h30, 17h40, 19h50, 22h (dub/diariamente); Cinemais Plaza 1 – 15h10, 17h10, 19h30, 21h40 (dub/diariamente), Cinemais Plaza 3 – 14h10, 18h40, 20h40 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 3 – 16h30 (dub/diariamente); Cinemark 8 – 12h40, 15h, 17h10, 19h30, 21h50 (dub/diariamente); Cinépolis 10 – 13h (dub/diariamente), 15h30, 17h40, 20h, 22h10 (leg/diariamente); Playarte 3 – 19h20, 21h20 (leg), Playarte 8 – 13h, 15h, 17h, 19h, 21h05 (dub). Ajuste de Contas: EUA. 12 anos. Cinemais Millennium 6 – 18h40 (leg/ diariamente); Cinemark 3 – 12h10, 14h50, 17h30, 20h10 (dub/diariamente), 22h50 (dub/somente sexta-feira e
sábado); Playarte 3 – 13h05, 15h50 (leg/diariamente). Confissões de Adolescente: BRA. 12 anos. Cinemais Millennium 5 – 17h35, 19h40, 21h40 (diariamente); Cinemais Plaza 4 – 14h45, 16h50, 19h, 21h (diariamente). Cinemark 1 – 11h, 13h30, 16h, 18h30, 21h10 (diariamente), 23h30 (somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 6 – 17h, 19h20 (diariamente); Playarte 2 – 17h10, 19h10, 21h10. De Repente, Pai: EUA. 12 anos. Cinemais Millennium 2 – 14h50, 17h, 19h10 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 6 – 21h10 (dub/diariamente); Cinemark 2 – 11h20, 13h40, 16h20, 18h50, 21h20 (dub/diariamente); Cinépolis 6 – 14h30 (leg/diariamente). Caminhando com Dinossauros
– O Filme: EUA. Livre. Cinemais Millennium 1 – 13h30, 15h20, 19h20 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 13h40, 15h30, 19h20 (3D/dub/ diariamente); Playarte 1 – 12h40 (3D/ dub/diariamente); Cinépolis 4 – 16h05, 20h40 (3D/dub/diariamente). Frozen, Uma Aventura Congelante: EUA. Livre. Cinemais Millennium 1 – 17h10, 21h10 (3D/dub/diariamente), Cinemais Millennium 6 – 14h10, 16h20 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 6 – 14h30, 16h40, 18h50 (dub/diariamente); Cinemark 5 – 11h10, 13h50, 16h40, 19h20 (dub/diariamente), Cinemark 6 – 12h30, 15h30, 18h10, 20h50 (dub/diariamente), 23h20 (dub/ somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 5 – 14h15, 16h45, 19h15 (3D/ dub/diariamente), 21h50 (3D/dub/exceto dia 23/01); Playarte 3 – 12h40, 14h55, 17h10 (dub), Playarte 4 –
12h41, 14h56 (dub). Até Que a Sorte Nos Separe 2: BRA. 10 anos. Cinemais Millennium 7 – 15h10, 17h20, 19h30, 21h50 (diariamente); Cinemais Plaza 5 – 20h30 (diariamente), Cinemais Plaza 7 – 14h50, 17h, 19h10, 21h30 (diariamente); Cinemark 4 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h30 (diariamente), 23h (somente sexta-feira e sábado), Cinemark 7 – 11h30, 14h, 16h30, 21h30 (diariamente); Cinépolis 2 – 14h20, 16h50 (diariamente); Cinépolis 7 – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (diariamente); Playarte 2 – 12h50, 15h, Playarte 10 – 13h40, 15h50, 18h, 20h10. O Hobbit – A Desolação de Smaug: EUA. 12 anos. Cinemark 5 – 22h (dub/diariamente).
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ANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
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FOTOS: MANOEL NETTO
Carmen e José Ricardo Silva
::::: Sala de Espera
Jander Vieira
Yvelise Braga, Verena Frota e Phelipe Trajano estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.
jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
::::: Concorridíssima
A coluna trocou as bolas. O horário da sessão parabéns carnavalesca do colunista começará ao meio-dia e 33 minutos – do próximo dia 15 – e não às 0h33, como publicado anteontem. Sorry!
Assim foi a posse do acadêmico Armando Menezes como presidente da Academia Amazonense de Letras para o biênio 2014/2015, que contou com um irrepreensível jantar para os convivas VIPs e os intelectuais da Casa Péricles Moraes. A noite também serviu de cenário para o lançamento do manifesto poético do saudoso Álvaro Maia com seu clássico regional: “Canção de Fé e Esperança”, organizado e comentado (com artigos jornalísticos) e depoimentos de amigos pela acadêmica Carmen Novoa Silva – que o publicou em caráter comemorativo aos 90 anos do discurso. Do tipo preciosidade, apenas 90 livros foram distribuídos como simbolismo da data comemorativa. Detalhe importantíssimo: a imortal Carmen Novoa Silva, diretora de edições da AAL, conquistou a posição de “garimpeira de raridades” pela cena intelectual da cidade. Justíssimo!
Max Carpenthier Josué Souza Filho
O riso vai correr solto no dia 6 de abril, no Teatro Manauara, a partir das 19h. O motivo? A esperada apresentação do impagável “Incoveninte do Pânico na TV”. A Tribus Produções e Eventos é quem assina o espetáculo.
rahim ze e itano toccio
Em meio a tantas oportunidades no mercado, falar inglês se tornou peça fundamental. Nesse sentido, o Centro de Idiomas da Fucapi está com matrículas abertas para 2014 até o próximo dia 14. As aulas iniciam no dia 15. Maiores informações: 3234-3484/4842.
Mário Ypiranga Neto
O chef Anilton Silva e sua Leide estão em Sampa curtindo merecidas férias do seu badalado Barbacoa. Aliás, o restaurante do Manauara Shopping estreará novidades no seu menu em março.
::: Visionários
A Associação de Jovens Empresários do mazonas fechou uma importante parcea com o Sebrae. Trata-se da realização 1ª Turma do Seminário Empretec ra Jovens Empresários. Considerado o elhor curso de empreendedorismo do asil, que dispõe de uma metodologia ealizada e implementada pela ONU, ontecerá amanhã, às 8h, no auditório Leonardo Malcher.
Márcia Perales, Carmen Novoa Silva, Marilene Correia, Rosa Brito e Mazé Mourão
::::: Atendimento especializado Pacientes internados em hospitais ou com dificuldades de locomoção e que precisam realizar tratamentos dentários ganharam uma comodidade em Manaus. Coordenada pela dentista Denise Machado, o “Dentista em casa” vai até o paciente, mesmo os que estão internados em UTI, para realizar os mais variados tratamentos. As consultas são agendadas pelo www.dentistaemcasaam. com.br. Mais praticidade, impossível.
Ivete e Armando Menezes
::::: Nas nuvens Os professores estão em êxtase! A administração Aziz pagará, neste mês, abono salarial a mais de 27 mil servidores públicos estaduais da Educação. O benefício, segundo a Seduc, contemplará professores lotados em sala de aula e demais servidores com funções pedagógicas e foi estipulado no valor R$ 1.739,60 por matrícula de servidor e será pago até o próximo dia 21. Que tal?
O almoço regional das sextasfeiras, do restaurante da Charufe Nasser, é um sucesso total. Em mesas separadas, anteontem, Charles Garcia, Braga Neto, Porfírio Saldanha, Adriana Cidade e Vandex Alvino, Karina Guimarães, Liana Mendonça e Adiene Vieiralves, entre outros, se deliciavam com a tartaruga-autorizada da Chachá.
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MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
3
opiniao@emtempo.com.br
1
Há um Picasso na Sé
2
Crimes e pecados
(92) 3090-1010
E outras 8 indicações culturais. Pág. 2
Ruy Castro mede a estatura de Woody Allen. Pág. 3
Pavão misterioso Cristiano Ronaldo, quem diria, é um rapaz modesto. Págs. 4 e 5
4
Diário de Londres
5
Rio de Janeiro, 1983
6
Lunáticos e obesos na terra da rainha. Pág. 6
Do arquivo político de Fafá de Belém. Pág. 7
Quantos insones atravessam a tua noite
A imaginação paulistana de Fernando Paixão. Pág. 8
Capa
pintura sobre papel de Marcelo Daldoce
G2
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
Ilustríssima Semana O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES
BRASILEIRO FOTOS: DIVULGAÇÃO
LIVRO | CENA DO CRIME “Violência e Realismo no Brasil Contemporâneo” é o subtítulo desta obra do dinamarquês radicado no país Karl Erik Schollhammer . No livro, o crítico literário mostra como os temas da violência e do crime estão presentes nas artes e na literatura nacionais. Civilização Brasileira | R$ 40 | 336 págs.
EXPOSIÇÃO | DUPLO OLHAR A curadora Denise Mattar seleciona uma centena de obras pertencentes ao advogado e colecionador Sérgio Carvalho, delineando um panorama da arte contemporânea brasileira e de sua expansão para o circuito internacional. A mostra reúne obras em diversos suportes de artistas como Nelson Leirner, Iran do Espírito Santo, Rochelle Costi, Rodrigo Braga e Jonathas de Andrade. Paço das Artes | de ter. a sex., das 10h às 19h; sáb., dom. e feriados, das 12h30 às 17h30 | do dia 25/1 até 6/4 | grátis
LIVRO | ANTONIO CARLOS SECCHIN Em “Secchin : Uma Vida em Letras”, mais de 80 textos repassam as diferentes faces do poeta, ensaísta, professor emérito da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Letras. O volume é organizado por Maria Lucia Guimarães de Faria e Godofredo de Oliveira Neto. Ed. UFRJ | R$ 65 | 548 págs.
LIVRO | PHILIPPE ARIÈS O livro “O Tempo da História” reúne oito ensaios escritos entre 1946 e 1951 pelo historiador francês, considerado um dos precursores da história das mentalidades. Os textos de Ariès (1914-84) tratam das diferentes visões ideológicas da história partindo da experiência pessoal do autor. Editora Unesp | trad. Roberto Leal Ferreira | R$ 48 | 348 págs.
EVENTO | ANTROPOFAGIA PAULISTANA O evento celebra o aniversário da cidade e o do escritor Oswald de Andrade. Lenise Pinheiro realiza projeção de fotos sobre a intervenção urbana “Oswald de Andrade”, de Carlos Matuck (15h); às 20h, Livio Tragtenberg e Wilson Sukorski fazem ao vivo a trilha para o filme “São Paulo, Sinfonia da Metrópole” (1929). Haverá ainda espetáculos teatrais. Oficina Cultural Oswald de Andrade | sexta, 24/1, a partir das 13h | grátis
POP
ERUDITO
‘Round IV’ (2010), foto de Amanda
Melo que está namostra ‘Duplo Olhar’ LIVRO | JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE A pesquisadora Luciana Corrêa de Araújo traça neste livro o itinerário de formação do diretor de “Macunaíma”. “Joaquim Pedro de Andrade: Primeiros Tempos” trata das experiências iniciais do cineasta carioca, até seu filme “O Padre e a Moça”, de 1966. Alameda | R$ 51 | 290 págs.
Imagens da série ‘Câmara de Descompressão’ (2013), de Edu Marin
1
EXPOSIÇÃO | VISÕES DA COLEÇÃO LUDWIG A mostra apresenta 78 peças da coleção particular do alemão Peter Ludwig (1925-96), que reúne um dos maiores grupos de obras de Pablo Picasso no mundo. Além do espanhol, que tem exposta a tela “Cabeças Grandes”, estão representados na mostra nomes como Andy Warhol, Joseph Beuys e Gerhard Richter. Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo | de qua. a seg., das 9h às 21h | de 25/1 até 21/4 | grátis
LIVRO | PHILIPPE ARIÈS O livro “O Tempo da História” reúne oito ensaios escritos entre 1946 e 1951 pelo historiador francês, considerado um dos precursores da história das mentalidades. Os textos de Ariès (1914-84) tratam das diferentes visões ideológicas da história partindo da experiência pessoal do autor. Editora Unesp | trad. Roberto Leal Ferreira | R$ 48 | 348 págs.
ESTRANGEIRO Folha.com
Ilustríssimos desta edição CASSIANO ELEK MACHADO, 38, é editor da ‘Ilustríssima’. DANIEL SALLES, 29, é jornalista. FAFÁ DE BELÉM, 57, é cantora. FELIPE BERTARELLI, 30, fotógrafo, tem exposição em cartaz na Casa da Imagem (veja acima). FERNANDO PAIXÃO, 58, é professor de literatura na USP e autor de ‘Palavra e Rosto’ (Ateliê). GERMAN LORCA, 91, fotógrafo, reuniu em ‘A São Paulo de German Lorca’ (Imprensa Oficial do Estado/Casa da Imagem) registros do quarto centenário, entre outras cenas da cidade. JORGE CALDEIRA, 58, é escritor e editor, autor de “Mauá, Empresário do Império” (Companhia das Letras) e “História do Brasil com Empreendedores” (Mameluco).
FOTOGRAFIA Exposições de Edu Marin e Cristiano Mascaro
LEO PINHEIRO/VALOR/FOLHAPRESS
LEANDRO COLON, 33, é correspondente da Folha em Londres. MARCELO DALDOCE, 34, é artista plástico. MAYANA REDIN, 29, é artista plástica e mestre em artes visuais. RUY CASTRO, 65, jornalista e escritor, é colunista da Folha e autor de ‘Carmen - Uma Biografia’ (Companhia das Letras) e de ‘Letra e Música’ (Cosac Naify), entre outros. RAFAEL CAMPOS ROCHA, 43, é ilustrador, autor de “Deus, Essa Gostosa” (Quadrinhos na Cia.). SABRINA DUQUE, 34, jornalista equatoriana residente em Lisboa, é colaboradora da revista peruana ‘Etiqueta Negra’, que publicou a versão original do texto sobre Cristiano Ronaldo.
A BIBLIOTECA DE RAQUEL A colunista do Painel das Letras e repórter da “Ilustríssima” comenta o mercado editorial FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha >>folha.com/ilustrissima
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Artigo
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Nem todos dizem ‘eu te amo’ A estatura da obra de arte deve ser medida pela largura ou fundura do artista? RESUMO Prêmio especial dado ao cineasta Woody Allen na cerimônia do Globo de Ouro, há uma semana, gerou protestos de Mia, sua ex-mulher, e de Ronan Farrow, filho do casal, nas redes sociais. Acusado por ambos de pedofilia e incesto, Allen é notório exemplo de que a arte não deve ser avaliada pela vida de quem a produz.
RUY CASTRO
No domingo último, na entrega do prêmio Globo de Ouro a figurões do cinema, em Los Angeles, havia um prêmio especial para Woody Allen. Como sempre, ele não foi recebê-lo pessoalmente. A tarefa coube a
Diane Keaton, sua ex-namorada, amiga e atriz. Quem assistia à cerimônia pela TV e fazia comentários pelas redes “sociais” era a ex-mulher de Woody, a também atriz Mia Farrow. Ao ouvir o nome de Woody Allen, ela escreveu: “Hora de pegar um sorvete e mudar de canal para assistir a ‘Girls’”. Seu filho com Woody, Ronan, 26 anos, foi mais enfático: “Perdi a homenagem a Woody Allen”, escreveu. “Eles colocaram a parte em que uma mulher confirmou publicamente que ele a molestou aos sete anos?”. Os comentários se referem a um escândalo de 1992 envolvendo Woody Allen, Mia Farrow e seus filhos naturais e adotivos – os dois formavam um casal, embora não fossem casados e vivessem em apartamentos separados, em Nova York. Como muitos usuários dessas redes ainda não eram nascidos quando a história aconteceu, é provável que as mensagens tenham caído no vazio. Mas ainda há quem se lembre. Em janeiro daquele ano, ao visitar o apartamento de Woody na Quinta Avenida com ele ausente, Mia encontrou fotos
de sua filha adotiva, a coreana Soon-Yi, nua e em poses sensuais. O choque foi grande – Woody era um pedófilo, seduzira sua filha, 37 anos mais nova do que ele. Foi esta a versão que, pouco depois, em seu apartamento no outro lado do Central Park, Mia apresentou para seus dez filhos – nove adotivos, um deles a pequena Dylan, de 7 anos, e o que tivera com Woody, Ronan (então chamado Satchel), 4. O caso foi para os tribunais, onde aflorou a chocante acusação de que Woody também abusara sexualmente de Dylan. Pode-se imaginar a repercussão desse julgamento. Woody e Mia já tinham feito 13 filmes juntos, entre os quais três dos maiores da carreira do diretor, como “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985), “Hannah e Suas Irmãs” (1986) e “A Era do Rádio” (1987). As plateias tendiam a identificá-lo com seu personagem nas telas – o homem tímido e inseguro, mas decente e digno de proteção. Mia, ex-mulher de Frank Sinatra e do compositor e pianista André Previn, também renascera para o mundo: depois de uma estreia explosiva como protagonista em “O Bebê de
Rosemary”, de 1968, eclipsarase e só se provara de novo uma atriz sensível e competente nos filmes de Woody. Era um relacionamento perfeito. Por que aquilo estava acontecendo? Nos seis meses que durou o julgamento, sobraram versões e contraversões que deixaram todo mundo mal. Mia teria inventado a história de Dylan para se vingar de Woody por ele a ter trocado por Soon-Yi. Woody e Mia estariam juntos apenas formalmente, porque a vida sexual entre ambos acabara desde que ela tivera Satchel em 1987. Mia seria uma neurótica, dada a tentar salvar seus casamentos adotando crianças asiáticas e africanas, física ou mentalmente deficientes – mas como ser uma boa mãe para dez filhos ao mesmo tempo, cada qual falando uma língua? E, quanto a casos com homens maduros, ela própria tinha o que contar: aos 21 anos, em 1966, casarase com Sinatra, 51. “Algumas gravatas de Frank são mais velhas do que Mia”, disse um amigo do cantor. O casamento durou apenas dois anos, em parte porque Mia nunca quis aprender a
cozinhar macarrão. Em 1969, ela tomou André Previn de sua amiga Dory Previn, que tinha o dobro de sua idade. Com Previn, Mia começou seu programa de adoção em massa de crianças do Terceiro Mundo, o que levou alguém a defini-la como “babysitter da Unicef”. Reputação As acusações abalaram também a reputação de Woody. Ao rever seus filmes, as pessoas se deram conta de que, em vários deles, algum de seus personagens faz sexo com a enteada, a cunhada, a mulher do amigo, a sogra e até com uma ovelha (Gene Wilder, em “Tudo o que Você sempre Quis Saber sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar”, 1972). E, claro, havia “Manhattan” (1979), que trata de seu romance com a adolescente Tracy, vivida por Mariel Hemingway. A própria Tracy seria baseada em Stacey – atenção para a sonoridade – Nelkin, uma menina de 17 anos que ele teria namorado em 1976 e que faz uma ponta em “Annie Hall” (“Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, 1977). Se Allen podia ser um pedófilo
e incestuoso – como Mia o acusou no tribunal –, não seria com Soon-Yi, porque ela tinha 18 anos em 1992 e não era sua filha, nem adotiva. Era uma moça feita e ambiciosa, queria ser atriz ou modelo. Woody tinha 56 anos, mas essa diferença era pouco maior que a de Sinatra para Mia em 1966. Quanto à outra história, bem mais grave, Mia nunca conseguiu provar que Woody tivesse molestado Dylan. Quando isso estava acontecendo, há 22 anos, eu próprio comecei a achar que era o fim de Woody Allen. Seus filmes tinham prestígio, mas não eram sucessos comerciais. As plateias não o perdoariam e seus financiadores iriam abandoná-lo. Havia um precedente triste: o caso de “Fatty” Arbuckle (1887-1933), um dos grandes da comédia muda, mestre de Buster Keaton e amado pelo público. Uma garota de programa morreu numa orgia promovida por ele num hotel em San Francisco, em 1921. Depois de três julgamentos, “Fatty” saiu inocentado e o tribunal lhe pediu perdão. Mas o público nunca mais quis saber dele.
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Perfil
3 Cristiano, o humilde Os ângulos menos conhecidos do novo soberano do futebol mundial RESUMO Eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo, na segunda-feira passada, Cristiano Ronaldo está longe da unanimidade fora dos gramados; jornalistas e torcedores o acusam de egoísta e arrogante. Técnicos e antigos companheiros, porém, descrevem um atleta “profundamente humano” e aberto a críticas.
SABRINA DUQUE TRADUÇÃO CASSIANO ELEK MACHADO ILUSTRAÇÃO MARCELO DALDOCE
Anos atrás, um garoto passava todo o seu tempo livre tentando acertar os dardos no centro de um alvo pendurado no salão de jogos do time de futebol Sporting, de Lisboa. Os adolescentes à sua volta se divertiam jogando pebolim e pingue-pongue. Ele tinha 12 anos, um ar concentrado, o cenho franzido e os lábios apertados: errar o deixava furioso. O diretor da escolinha do time, Aurélio Pereira, ainda se lembra dessa expressão de raiva. A mesma de quando ele perdia no pingue-pongue, a mesma de quando o derrotavam no bilhar. O gesto irritado de um menino que não se permitia perder. Semana após semana, insistia em lançar o dardo no centro do alvo. O olho calibrando a pontaria certeira, o pulso firme e o movimento do antebraço. Pereira, seu primeiro mestre, a quem o ex-aluno visita sempre que passa por Lisboa, descobriu dessa forma seu perfil obsessivo. Todos eram esforçados, mas nenhum garoto se importava em ser derrotado na hora do descanso. Nenhum menos Cristiano Ronaldo. Os fãs de Ronaldo no Facebook são uma nação sete vezes mais populosa do que Portugal. Ele é um dos atletas mais ativos na internet e um pioneiro em contratos publicitários envolvendo redes sociais. Graças à marca de xampu Clear, que o patrocina, os fãs do jogador já puderam escolher o penteado de seu ídolo. Contratos como esses fizeram com que, em 2011, ele tenha se transformado, segundo a revista “Forbes”, no segundo jogador que mais ganhou dinheiro no mundo, depois de David Beckham: foram quase US$ 43 milhões (cerca de R$ 100 milhões) só naquele ano. Como Beckham, Ronaldo é vaidoso. Se penteia com gel e faz poses antes das partidas, quando a câmera o enfoca. O atacante inglês Wayne Rooney brincava que haviam instalado espelhos maiores no vestiário do Manchester United quando o português chegou ao time,
vindo do Sporting. Aurélio Pereira diminui a velocidade do carro toda vez que vislumbra garotos jogando futebol em seu caminho. A obsessão do mestre de jogadores como Ronaldo, Figo e Nani é formar talentos. Hoje é coordenador das divisões de base do Sporting Clube de Portugal e diz que sua principal tarefa é passar confiança aos garotos que chegam ao time. O Sporting não é o clube mais rico de Portugal. Nem o que desperta as maiores paixões. Em um país que divide seu coração entre o Benfica, de Lisboa, e o Porto, da cidade homônima, o Sporting é a equipe tímida que forma estrelas para brilharem nos melhores clubes da Europa. Em sua escolinha, considerada uma das melhores do mundo, treinam, estudam e dormem meninos de todo o país. Alguns dizem que a arma secreta é Pereira, 66, um lisboeta de fala calma e caminhar decidido. Quando conheceu Ronaldo, ele era um moleque franzino. Depois de seis anos sob sua tutela, o Manchester United pagou 15 milhões de euros por seu aluno, que acabava de chegar à maioridade. De lá, Ronaldo sairia em 2009 para o Real Madrid, em troca do maior valor pago à época por um jogador de futebol. O menino despenteado, que quando não estava competindo com os outros desafiava a si próprio nos dardos, se converteu em um jovem de cabelos engomados que hoje não tem vergonha de dizer que é o melhor jogador do planeta. Um jogador excepcional, com fama de arrogante. Humano Aurélio Pereira, como tantos em Portugal, não entende por que enxergam um arrogante no menino que ele educou durante anos. Fora de Portugal não caem bem as declarações autossuficientes de Cristiano Ronaldo, nem sua falta de modéstia ao reivindicar que merece os prêmios que ganhou. Pereira não se aventura em explicar por qual motivo rejeitam sua pose, seu olhar, o penteado, as respostas em terceira pessoa, as roupas, a obsessão por ganhar tudo. “Ao contrário do que se costuma crer, ele é um garoto profundamente humano”, diz Pereira. Paulo Cardoso também foi professor de Ronaldo. Era técnico da equipe infantil do Sporting. Hoje também rejeita a ideia de que CR7 – o apelido alude ao número de sua camisa – seja arrogante. Relembra que nos primeiros momentos de Ronaldo no Sporting chegou a se questionar: “Como educar alguém como ele?. Afirmando que ele é igual aos demais?”. Ele diz que chegou à conclusão de que essa fórmula não funcionaria. “Não podemos esperar que alguém que é considerado o melhor desde garoto não tenha autoconfiança ou uma autoestima elevadíssima. Para que falsa modéstia?” Afirma Pereira que seu trabalho com os garotos é ensiná-los o respeito mútuo. O desrespeito não seria um traço português.
No Sporting, Pereira e Cardoso exigiram mais de Cristiano Ronaldo desde menino e conduziram seu caráter obsessivo à busca da perfeição. O sonho de Aurélio Pereira era ser professor de primário. Seus pais, preocupados com que ele não conseguisse um salário decente, o obrigaram a fazer um curso técnico. O futebol o devolveu a sua vocação. Começou treinando os garotos de seu bairro. Depois passou ao Sporting, no qual havia jogado quando tinha 14 anos, e, como treinador, conduziu à vitória em campeonatos portugueses nos anos 1990. Enquanto Cristiano Ronaldo viveu em Lisboa, Pereira foi seu treinador. O Professor tem um temperamento calmo como sua voz. Seu bigode se curva com um sorriso enquanto mostra em seu celular as mensagens de texto que troca com seus discípulos. Em frente aos campos da Academia do Sporting, Pereira ajusta a distância dos óculos para conferir os SMS mais recentes. São de seu ex-aluno Silvestre Varela, atleta da seleção portuguesa que lhe escrevia da Ucrânia, onde então se encontrava, disputando a Eurocopa. Ele havia marcado o gol que definira o resultado da partida. Em um país com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Pereira é o único técnico ao qual dez dos convocados portugueses à Eurocopa 2012 já chamaram de Professor. Cristiano Ronaldo tinha a liberdade de um garoto desses que brincam na rua, roubam uma fruta no quintal do vizinho, escalam muros e jogam bola até a hora de dormir. Com sua mãe trabalhando o dia todo como cozinheira, ele e seus três irmãos passavam a maior parte do tempo sozinhos. CR7 ia à escola em Funchal, a capital da Ilha da Madeira (arquipélago mais próximo do Marrocos do que da Europa), e depois ia jogar pelada com os primos e com os amigos de seu irmão Hugo, dez anos mais velho. Talvez tenha sido ali que começou a moldar seu estilo de correr: bem estirado, como se quisesse parecer mais alto. Há jogadores que correm como desesperados. Outros, de forma burocrática. Cristiano Ronaldo avança ereto, com a coluna vertebral estendida em direção ao céu, os braços e as pernas rasurados pela velocidade. Enquanto a bola está entre seus pés, é impossível olhar para outra direção. Quando corre, é o pavão mais veloz do mundo. O número 7 do Real Madrid poderia concluir uma maratona aos 30 minutos do segundo tempo se corresse com a mesma velocidade com que dribla. Sobre o gramado e cercado por zagueiros, ele atinge 33,6 km/h, de acordo com a revista alemã “Der Spiegel”. Esse estilo de correr já aparecia quando ele chegou para fazer testes no Sporting, em 1997. Os técnicos da divisão infantil Paulo Cardoso e Osvaldo Silva viram um garotinho magro e frágil em cujo corpo não se adivinharia o atleta de
1,85 m de altura e 80 kg que viria a ser. Mas, quando a bola chegou aos seus pés, o campo virou sua autoestrada – uma premonição: o antigo gramado hoje é cortado pelo Eixo Norte-Sul, a estrada que cruza Lisboa. “Começou a driblar os outros numa velocidade incrível. Olhei para Osvaldo, ele, para mim, e nos perguntamos: ‘O que é isso?’”, relembra Cardoso. Ao final do treino, curiosos, os adolescentes cercaram o recém-chegado. Dribles O menino veloz que corria espichado tinha 11 anos e, segundo o primeiro documento do clube que menciona o nome de Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, era um “jogador com um talento fora de série, tecnicamente muito evoluído. Destacase sua capacidade de drible, em movimento ou parado”. No dia seguinte ao primeiro teste já falavam sobre ele no campo principal. Havia corrido a notícia de um prodígio. Esse foi o dia no qual Aurélio Pereira viu seu discípulo pela primeira vez. Era seu segundo teste e ele jogava novamente com adolescentes. Um deles o marcava com insistência e o agarrava seguidas vezes pelas costas. Cristiano Ronaldo parou a bola e lhe disse: “Ei, colega, vai com calma”. Pereira lembra que viu nisso uma prova de caráter. E deu-se conta de que nunca tinha tido um aluno tão jovem na escolinha. Os meninos chegavam aos 14 ou 15 anos. Ele escreveu um relatório para o diretor financeiro e o convenceu a aceitar a proposta do Nacional da Madeira, onde até então jogava o menino: trocá-lo pelos 450 mil escudos (cerca de R$ 80 mil) que o time devia ao Sporting. Nunca haviam desembolsado tanto por um garoto. Pelúcia Meses depois, Cristiano Ronaldo se mudou para Lisboa. Tinha dificuldades para aceitar que as coisas não saíssem como ele queria. Ele não gostava de ser contrariado. Tinha trocado a liberdade das ruas de Funchal pela rigidez de uma academia. “Logo nos demos conta de que ele precisava de carinho. Estava longe da mãe e num ambiente totalmente estranho.” Chorava todas as noites e dormia com a bola como se fosse um bichinho de pelúcia. Era um menino de 12 anos que dividia o quarto com garotos de 15. Em Portugal, aqueles que chegam das ilhas que fazem parte do país são vistos como gente fechada. Os ilhéus têm uma couraça. Assim parecia Cristiano Ronaldo aos olhos dos outros. Bruno Militão, seu contemporâneo nas categorias de base, lembra de um menino de quem tiravam sarro por seu forte sotaque madeirense, um português fechado, pronunciado com lábios que quase não se desgrudam. Ao final daquela primeira temporada, Cristiano Ronaldo ganhou os prêmios de melhor jogador em todos os campeonatos que disputou. Com os anos, Militão viu o garoto perder a
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garoto perder a timidez, converter-se em um gozador e despojar-se daquilo que o mantinha deslocado: começou a falar como um lisboeta. Os professores descrevem Cristiano Ronaldo como um menino tímido que aprendeu a se abrir, um menino querido pelos colegas e um aluno humilde, mas sempre insatisfeito. Dizem que Maradona não se desgrudava nunca da redonda, mesmo nos treinos sem bola. Do jogador de basquete iugoslavo Drazen Petrovic, seus técnicos diziam que não o tiravam da sala de treinamento nem com um fuzil. Ao garoto Cristiano Ronaldo costumavam encontrar de noite escondido no ginásio do Sporting fazendo embaixadinhas com dois pesos em cada pé. Mais de uma década depois, o “Wall Street Journal” contabilizou as horas que ele havia jogado em um ano e declarou que Ronaldo era o esportista que mais trabalhara no mundo. Em 2010, sua obsessão à perfeição foi tema de um comercial. “Não perco em nada”, dizia para promover as taxas de juros do Banco Espírito Santo. O comercial abria com Ronaldo lançando um dardo e acertando no centro do alvo. Não era um truque de câmera. Ao final de um dos jogos da Eurocopa 2012, Bruno Prata, um famoso jornalista português, sugeriu num artigo que Cristiano Ronaldo consultasse um psicólogo. “Quando ele estiver menos obcecado com as vitórias, com os gols e com ele mesmo, tudo será mais fácil”, escreveu. Voltou a um ponto comum nas críticas locais ao atacante: sua exagerada obsessão por ganhar. Alguns dias depois, a seleção nacional perderia as semifinais na disputa de pênaltis contra a Espanha, por 4 a 2. Nessa partida, Ronaldo não chegou sequer a ter a chance de chutar sua cobrança, que teria sido a última de Portugal. Um golpe e tanto para alguém que, aos 21 anos, havia declarado que estava disposto a tudo para ser campeão. Todos o tomaram como um ato calculado de vaidade: fazer o gol para sair nas fotos que anunciariam a chegada portuguesa à final. O apresentador britânico Piers Morgan disse como provocação que ainda não tinha entendido se Ronaldo era um grande caçador de glórias ou só um desmancha-prazeres supervalorizado. Mas o técnico português, Paulo Bento, declarou que a ordem das cobranças foi uma escolha dele próprio, com antecedência. Além de ser acusado de obsessão por triunfar, Cristiano Ronaldo era atacado pela imprensa local por nunca jogar bem nas partidas importantes. Diziam que não sabe jogar nas Eurocopas e nos Mundiais, que não sabe trabalhar em equipe, que não aparece quando é mais necessário, que só serve para jogar pelo clube que paga seu salário, que não faz nada pela seleção porque nela não ganha milhões. Os portugueses já acusaram CR7 de tudo, menos de arrogante. Arrogante não é uma palavra estranha ao vocabulário esportivo português. Assim caracterizaram o marfinense Drogba, quando este gracejou que estava “tremendo de medo”, porque o oponente na Liga dos Campeões de seu time da época, o Chelsea, seria o Benfica. Também se falava da arrogância de Hulk, quando era ídolo do Porto. Diziam que não passava a bola e foi acusado de bater num segurança do estádio do Benfica. Fanfarrão Fora de seu país, CR7 granjeou a fama de quem se sente superior aos demais. A imprensa chinesa o chamou de
egoísta e arrogante, por fazer cara de tédio nas entrevistas e ser apático nas respostas. Os ingleses o chamam de “Cocky Ronaldo”, algo como “fanfarrão”. A modelo israelense Bar Refaeli, ex-namorada de Leonardo DiCaprio, tuitou durante um jogo: “A única coisa que penso quando vejo Ronaldo é que ele deveria ser proibido de usar gel no cabelo”. Desde que Cristiano Ronaldo comemorou um gol dançando “Ai, se Eu te Pego”, sucesso cantado por Michel Teló, a coreografia virou sinônimo de arrogância. Num jogo do campeonato espanhol contra o modesto Rayo Vallecano, Daniel Alves, jogador do Barcelona e da seleção brasileira, foi repreendido por ter dançado para festejar um gol. O capitão do time, Carles Puyol, o interrompeu, e o então técnico da equipe catalã, Pep Guardiola [hoje no Bayern de Munique], chegou a declarar que aquilo era uma falta de respeito ao adversário: “Não voltarão a fazê-lo. Não é um ato próprio para jogadores do Barcelona”. Na Espanha, muitos o criticam porque, quando o Real Madrid está ganhando, CR7 faz passes olhando para o lado oposto e outras pirotecnias que não faria se estivesse empatando. Muhammad Ali já afirmou que não existe arrogância se você pode sustentá-la. A Ronaldo chamam de arrogante porque ele se crê extraordinário. “Neste momento” – disse ele quando lhe perguntaram há algum tempo quem era o melhor jogador, ele ou Messi – “acredito que sou eu.” O Real Madrid havia acabado de ganhar “La Liga”. Ele não estava sozinho na crença. Santiago Segurola, jornalista do diário esportivo espanhol “Marca”, escreveu durante a Eurocopa que Cristiano o fazia pensar no Maradona da Copa de 1986. Nessa época, o próprio Maradona declarou ao jornal indiano “Times” que Cristiano e Messi eram os melhores do mundo e que deveriam fazer um busto do português no centro de Lisboa. Uma ideia pouco compatível com o discreto espírito de Portugal, país no qual o maior ídolo do futebol, Eusébio [morto no dia 5 de janeiro deste ano, aos 71], havia sido homenageado com uma prudente estátua na entrada do estádio do Benfica. Quase nada em Cristiano Ronaldo é discreto. Nadou até a exaustão para conseguir um físico melhor, em nome da técnica. Os músculos fortes o ajudam a manter a velocidade e ampliam sua resistência. Ele exibe seu corpo e, nas férias, parece escolher roupas justas com cores que o destacavam da multidão: rosas, roxas, vermelhas e em tons fosforescentes. Em um comercial da Nike ele aparece com outros jogadores. Seu papel é o de representar a si mesmo: treina na academia, procura em seu “locker” uma camisa tamanho infantil e entra em campo com pose de modelo – e o umbigo aparente. Vaidoso Cristiano é capaz de fazer graça de sua própria fama de vaidoso. Ela nem sempre foi justificada, como comprova seu melhor amigo, Fábio Ferreira, ex-jogador que foi seu companheiro nos primeiros anos de Sporting e depois virou garçom em Lisboa. Há uma foto do time de 1998 na qual Ferreira abraça um garoto despenteado e baixinho que franze os lábios e tem os olhos semicerrados. Quase todos são mais altos que ele. Sorriem de boca aberta, inflam o peito enfeitado com o escudo de um leão, ensaiam poses de craque. Todos menos Cristiano, o único daquele pôster que virou uma estrela. O jogador que é pago para mudar de penteado gosta de
manter por perto as pessoas que são duras com ele. “Eu agradeço por cada puxão de orelha que levei”, disse na televisão espanhola. “Se não fosse pelos meus primeiros professores, não seria o jogador que sou.” Saber perder é um tema pouco explorado no futebol. O técnico colombiano Francisco Maturana repete que “perder é ganhar um pouco”. Seu veterano colega espanhol Luis Aragonés disse certa vez que no futebol “é preciso ganhar, e ganhar, e ganhar; e voltar a ganhar, e ganhar, e ganhar”. Guardiola declarou: “O medo de perder é a razão fundamental para competir bem”. A CR7 sempre doeram muito as derrotas. Na fase final de um campeonato juvenil no início dos anos 2000, o Sporting faria uma viagem à Madeira. Ronaldo contava os dias para jogar diante de sua família. Seria sua primeira competição em sua terra. Leu a lista dos convocados para o jogo quatro vezes, mas não encontrou nela seu nome. Começou a chorar. Quando foi reclamar, Aurélio Pereira lhe explicou que era uma punição por uma indisciplina no colégio. O Professor o deixou em Lisboa de castigo. Nenhum técnico gosta de ver sua equipe perder, mas Pereira preferiu arriscar alguns pontos do que a disciplina de seus jogadores. Nessa ocasião, o menino que recentemente ganhou sua segunda Bola de Ouro lhe respondeu que compreendia. Ronaldo diz hoje que foi uma das lições mais valiosas que já teve. Suas roupas, suas respostas, seu porte ao correr, os passos que retrocede antes de chutar uma falta, a forma de franzir os lábios em sinal de insatisfação: Cristiano Ronaldo é observado e interpretado em cada gesto. Em junho de 2012, o jogador quis dar um presente a seu filho, que completava dois anos. Depois de marcar de cabeça o gol que colocou Portugal na semifinal da Eurocopa, saiu correndo até um canto do gramado, cercado pelos companheiros, que riam e o abraçavam. Depois, correu em direção à câmera de TV gritando “para ti, para ti”. Logo em seguida, apareceram no Twitter mensagens raivosas de muitos que acreditaram ver em seus lábios um “Messi, Messi”, igual ao cântico que lhe dedicam as torcidas adversárias. Lionel Messi ainda é uma pedra na chuteira de Cristiano Ronaldo. Desde que os torcedores dos times adversários descobriram que ao cantarem esse nome o deixavam mais irritado do que se xingassem sua mãe, o argentino “aparece” em todos os seus jogos. John Carlin, um jornalista inglês, opina que o Cristiano Ronaldo que disputa o campeonato espanhol é um exemplo de garoto humilde e boa pessoa. Em especial levando em conta os insultos que ele recebe dos alambrados. Em 2011, perguntaram a Ronaldo por que as torcidas o vaiavam e lhe gritavam “Messi, Messi”. “Acho que por ser rico, bonito e um grande jogador as pessoas têm inveja de mim. Não tenho outra explicação.” Ele acabava de sair do gramado e tinha três pontos recém-costurados em seu pé. Em um dia ruim, ele disse o que pensava. Num jogo da Eurocopa, a torcida da Dinamarca entoou o cântico cada vez que ele tocava na bola. Ao final, os jornalistas perguntaram sobre o coro. “Sabem onde estava Messi a essa altura da Copa América? Eliminado, em seu próprio país. Não é pior?”, respondeu. Na Colômbia, perguntaram a Messi o que tinha achado do comentário de Ronaldo. “Não tenho nada a dizer sobre ele”, entrincheirou-se.
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Diário de Londres O MAPA DA CULTURA
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República na monarquia Cidadãos lunares e um rei disputado a tapa
LEANDRO COLON
A rainha Elizabeth 2ª talvez nem saiba, mas, desde o dia 10 de janeiro, há uma república independente na capital da monarquia britânica. Um grupo de artistas chamado “Arts Catalyst” completa 20 anos em 2014 e, para celebrar a data, declarou em Londres a “Republic of the Moon”, ou República da Lua. O “Arts Catalyst”, ONG britânica que se diz engajada em misturar arte e estudos sobre ciência, montou uma exibição gratuita, em cartaz na galeria Bargehouse até 2 de fevereiro. “Transformamos o espaço da galeria na embaixada da Lua na Terra, somos um território autônomo”, avisam os artistas, num tal de “Manifesto por uma República da Lua”. Eles celebram também os mais de 40 anos desde que o homem pisou o solo do satélite,
mas avisam que agora o negócio vai ser explorá-lo: “Mais cedo ou mais tarde, vamos voltar”. O trabalho mais maluco é o da escocesa Katie Paterson. “TerraLua-Terra” usa transmissão de rádio em código Morse para enviar musicas à Lua. As ondas batem na superfície e retornam à Terra em outro formato. É que a sombra absorve parte da informação, e outra parte se perde nas crateras. Quem visita a exibição pode ouvir, por meio de um solitário piano, o resultado obtido com “Sonata ao Luar”, de Beethoven. Início histórico A primeira vez que a tal república lunar apareceu foi em 2011, em Liverpool, como reação ao movimento de empresas privadas e de alguns países em explorar fontes naturais da Lua. Agora, o projeto ganhou uma dimensão bem maior, com novas peças incorporadas e ampla divulgação na mídia. Vale ver ainda a obra “Lua Própria”, do russo Leonid Tishkov, com imagens em
que um homem leva a Lua para casa e passa a viajar com ela pelo mundo, e o trabalho “Nós Colonizamos a Lua”, sobre a ideia de exploração do lugar. Na terra do ‘fish and chips’ É cada vez maior a paranoia com a obesidade por aqui. Pesquisa divulgada no fim do ano pela Universidade de Glasglow aponta que 40% dos britânicos chegam aos 60 anos com sobrepeso. Um grupo foi acompanhado por 14 anos. Pelo menos 38% apresentaram sérios riscos de saúde ligados a fatores alimentares. Neste começo de 2014, o pânico só fez aumentar. A entidade “Action Sugar” iniciou uma campanha para que a população reduza o uso do açúcar na comida entre 20% e 30% nos próximos cinco anos. Foi até mesmo publicada uma lista com as guloseimas preferidas dos britânicos e a quantidade de colheres de açúcar por porção. O campeão é o “frapuccino” da rede Starbucks, que leva empapuçantes 11 colheres de chá.
Shakespeare e balada Quem visitar Londres proximamente deve tentar assistir ao espetáculo “Henrique 5º”, que ocupa o teatro Noel Coward desde 3 de dezembro. Protagonizada por Jude Law, a montagem do texto de Shakespeare virou a queridinha da crítica. Os ingressos são disputadíssimos até o fim da temporada, no dia 15 de fevereiro. O espetáculo levou quatro estrelas do crítico do “Guardian” Michael Billington. Segundo ele, Law parece mais “maduro” que muitos outros que já interpretaram o papel daquele que foi rei da Inglaterra entre 1413 e 1422. Para popularizar a peça, até anunciaram um preço camarada de 10 libras (quase R$ 40) para alguns bilhetes, mas estes só são encontrados por milagre. Um ticket pode vir a custar R$ 420. Quem não estiver com tanto cacife pode desembolsar a bagatela de 3 libras (cerca de R$ 12), preço para quem confirmar presença pelo Facebook, e aproveitar a noite londrina na balada The Book Club.
O bar tem a fama de ser hoje um dos mais criativos da cena londrina. Tem preços decentes e fica longe do burburinho. O que SIR Ferguson tem? O best-seller de 2013 por aqui foi a autobiografia do ex-treinador Alex Ferguson, que comandou o Manchester United por 27 anos e é o mais premiado técnico do futebol inglês. Cerca de 650 mil exemplares do livro foram vendidos desde outubro, um recorde nacional de quantidade de cópias para este intervalo de tempo, em obras de não ficção. Entre as muitas histórias, uma pode fazer o leitor brasileiro levantar a sobrancelha. Primeiro jogador do Brasil a vestir a camisa do United e apresentado com Cristiano Ronaldo, em 2003, o pentacampeão Kléberson é tratado com deboche. O “manager” conta que ele perdeu o respeito entre os colegas depois que levou o sogro para um café da manhã para o qual somente atletas eram convidados.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
5 Duas gargalhadas
poderosas
ACERVO PESSOAL
Rio, 1983
Fafá de Belém, o político Teotônio Vilela e o compositor Fernando Brant, no estúdio da Som Livre, em 1983
FAFÁ DE BELÉM
Em março de 1983 recebi uma música de Milton Nascimento e Fernando Brant. A canção chamava-se “Menestrel das Alagoas”. E eu me perguntei: por que eles me mandaram uma música em homenagem ao Djavan? Quando chamei Wagner Tiso para fazer o arranjo, sabia que somente ele poderia colocar a música no tamanho dela, mas nunca imaginei que estaríamos escrevendo uma página rumo à redemocratização do Brasil. Em agosto, Teotônio Vilela soube da gravação e quis ouvi-la. Ele chegou, muito abatido, com Miro Teixeira e João Araújo, ao estúdio da Som Livre. Ouviu a gravação e, a cada passo, um cheiro de almíscar se espalhava pelo estúdio. Ele estava chegando de Pouso Alegre (MG), de mais uma visita ao paranormal Thomas Green Morton e de uma nova tentativa para deter um câncer avassalador. Ensimesmado, o senador pediu para dizer algumas palavras. E foram essas palavras que conduziram o Brasil rumo à democracia! Em determinado momento, ele deu uma poderosa gargalhada, e eu, outra. Então, surpreendentemente, me disse: “Minha filha, nossas gargalhadas, juntas, podem fazer o chão
deste país tremer!”. E continuou : “Saio desta caminhada pela anistia com muita dor e ainda cheio de sangue, mágoas, tristeza. Penso em cruzar o país pedindo eleições diretas, e já! Para isto, é preciso que nenhum partido se aposse... Terá que ser um movimento suprapartidário, e somente o espírito desarmado conseguirá agregar a todos. Uma caminhada que não pertença à ninguém; que tenha alegria e seja leve. Só assim faremos a transição democrática”. E assim foi. Vilela morreu aos 66 anos, no dia 27 de novembro de 1983, em Maceió. Naquele mesmo dia, 15 mil pessoas se reuniram na praça Charles Miller, em São Paulo, para a primeira grande manifestação pelas eleições diretas, depois de quase 20 anos de ditadura. Eu estava em Curitiba, no teatro Guaíra, quando soube da morte do senador. Peguei um táxi e viajei, a noite toda, até chegar a São Paulo, onde tomei um avião para Maceió. Ao sair do enterro, um sertanejo muito simples me segurou pelo braço e, com lágrimas nos olhos, disse: “Não deixe a gente só! Sem ele, o que vai ser de nós?”. Voltei para São Paulo, e o pedido do sertanejo permanecia em minha cabeça. Liguei para Teozinho (Teotônio Vilela Filho, hoje governador de Alagoas) e contei-lhe a história. Falei-lhe
da ideia de lançarmos o Movimento Suprapartidário pelas Eleições Diretas no dia 1’ de janeiro, em Maceió, homenageando o velho Teotônio. Mas ele achou que poderia não dar certo, já que o evento seria durante as festividades de fim de ano. Liguei para o político Marcos Freire (1931-87), que veio a São Paulo entusiasmado com a ideia. Combinamos o movimento para o dia 4 de janeiro, no pátio de São Bento, em Olinda, sob as bênçãos de dom Hélder Câmara. Havia, porém, um problema: como divulgar o evento? O disco que tinha a canção “Menestrel das Alagoas” era da Som Livre, gravadora que produz e comercializa trilhas sonoras de programas da TV Globo. Dei a ideia de fazermos um show de lançamento para que a Globo pudesse anunciar. E assim foi. Quando a voz de Vilela surgiu no meio da canção, bandeiras de todos os partidos de esquerda foram levantadas. Muitas faixas continham a expressão “Diretas Já!”. Era a voz de Vilela ecoando pelas ladeiras democráticas e libertárias de Olinda. Emocionante! No dia 12 de janeiro de 1984, em Curitiba, ocorreu o lançamento nacional Diretas-Já, mas o comando da campanha, que era do PMDB paulista, não me convidou. No 25 de janeiro (há 30 anos), dessa vez na praça da Sé, o mes-
mo comando cortou meu nome, alegando que eu não fazia parte de nenhum grupo historicamente ligado às lutas democráticas. Mas um querido amigo chamado Luiz Inácio Lula da Silva, que fazia algumas reuniões em meu apartamento, quando a sede do PT não era segura o suficiente para certos encontros políticos, bateu o pé e disse : “Fafá, vem conosco!”. Assim, reunimo-nos em minha casa para irmos, posteriormente, para o centro de São Paulo. E, da sede do Partido dos Trabalhadores, saímos de mãos dadas para nos encontrarmos com outros grupos, que também caminhavam de mãos dadas, comandados por Fernando Henrique Cardoso. A nós juntaram-se outros, outros, e muitos outros... E seguimos, sempre de mãos dadas e democraticamente, para a praça da Sé. Em minha mão, a caixa com a pomba branca que voaria naquele dia (e em muitos outros) levando a mensagem de esperança e construção de um novo país. Tudo ideia do genial Henfil, amigo pessoal de Vilela, que sugeriu que eu soltasse a pomba da paz enquanto a voz do senador ecoasse no silêncio das multidões. Aí, começou a grande caminhada, a campanha das Diretas: a voz de um povo que estava sem garganta para falar.
G8
MANAUS, DOMINGO, 19 DE JANEIRO DE 2014
Imaginação PROSA, POESIA E TRADUÇÃO
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São Paulo, teu nome
FERNANDO PAIXÃO FOTOGRAFIA FELIPE BERTARELLI
Urbinácia máxima imperfeita lençol de eus e meus em multidão plantada em hastes, a planalticeia: cidade inventada a cada pessoa. Teus homens, mulheres e moribundos vestem a roupa rústica das manhãs à noite desapertam os calçados da tarde ora com nuvens, ora sem elas. Levam às ruas o coração fechado enquanto os olhares usurpam cores das feias esquinas à quimera das vitrines atados estamos ao preço das coisas. E a matéria vivida coexiste calada nos cômodos das mesmas casas soma de tantos gestos e sentenças manchas úmidas nas paredes gastas. Quantos insones atravessam a tua noite acionam os remos largos da madrugada e no amanhecer fecham os olhos cansados indiferentes à altivez dos arranha-céus. Na praça do bairro aparecem as primeiras crianças – as que se interessam pela terra acreditam na sombra das árvores e acolhem faceiras a luz deste dia. Aos poucos – avenidas, viadutos, prédios despertam os músculos, os ossos e o rosto. Novamente o corpo se levanta por inteiro novelo de artérias sem fim nem começo. Teu nome, São Paulo, induz ao engano, tão pouco de ti lembra a santidade.