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EM TEMPO - 19 de maio de 2013

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXV – N.º 8.004 – DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

PIXOTE QUE MATA DEVE IR PARA A CADEIA?

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A discussão sobre uma possível mudança na legislação brasileira a respeito da maioridade penal tem mobilizado o país. Há quem apoie a medida e há quem a considere radical.

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Em Manaus, o projeto “Tocando em frente” trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco. A reintegração social acontece por atendimentos psicológicos, cursos profissionalizantes e encaminhamento para empregos.

RICARDO OLIVEIRA

Nos Estados Unidos, a maioridade penal varia. Treze Estados fixaram idade mínima legal, que se alterna entre 6 e 12 anos. No Brasil, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diz que qualquer tentativa de alteração é inconstitucional. Dia a dia C4 e C5

ÁGATA

OPERAÇÃO DO EXÉRCITO MOBILIZA 15 MIL HOMENS DIEGO JANATÃ

Última Hora A2

ESPECIAL NOIVAS

DIEGO CAJA

DOMINGO

Revista Elenco apresenta um roteiro especial com dicas para quem pretende organizar a festa de casamento. Elenco Noivas

MÚSICA

Japonês grava clipe com tikuna Famoso pela versão japonesa de “Ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló, cantor Yusuke Kamiji veio a Manaus para gravar videoclipe com a cantora indígena Djuena Tikuna. Plateia D1

QUALIFICAÇÃO

Sobram empregos em Manaus Economia B3

DIEGO JANATÃ

Cantor japonês esteve em Manaus, na sexta-feira, exclusivamente para gravar com Djuena

O inferno e o paraíso A ciência permite que nos vejamos hoje tão próximos da extinção quanto da bonança infinita. Dois livros tecem prognósticos opostos sobre o futuro da humanidade. Ilustríssima G4 e G5

NACIONAL EMBALADO Depois da vitória de 4 a 1, sobre o Coritiba, o Nacional enfrenta hoje o Princesa do Solimões pela primeira partida pela final do Amazonense. Pódio E3

DECISÃO Corinthians e Santos fazem o segundo e definitivo jogo da final do campeonato paulista. Timão joga com vantagem, mas Peixe quer o tetra. Pódio E6

MEMÓRIA

Jogos de tucumã

Pódio E4 e E5

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

Ação Global tem serviços exclusivos para mulheres

Com tema voltado para a mulher, este ano a meta é superar as 45 mil pessoas atendidas em 2012 IONE MORENO

MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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evar a cidadania a quem precisa. Esse foi o mote da 20ª Ação Global, que aconteceu ontem no Clube do Trabalhador do Serviço Social da Indústria (Sesi), Zona Leste. O tema deste ano foi a mulher, com alguns serviços exclusivos para a população feminina. De acordo com a coordenação local do evento, espera-se que a edição deste ano supere o número do ano passado, quando 45.118 pessoas foram atendidas. A população começou a ser atendida às 8h, e contou com 127 parceiros. Entre os serviços oferecidos, orientações sobre os benefícios previdenciários e jurídicos, emissão de documentos, corte de cabelo, esclarecimentos sobre o serviço militar, oficinas de emprego e renda, atendimento do programa Bolsa-Família, Seguro-Desemprego, atendimento médico, entre outros. Auto-estima De acordo com Rosana Vasconcelos, diretora técnica do Sesi, o diferencial dessa edição foram os serviços voltados para a mulher. “Atendemos mulheres no contexto social, visto que muitas estão à margem da

sociedade e sem a cidadania que lhes é direito”, disse. Para elas, serviços de higienização e massagem capilar, esmaltação e curso de maquiagem, limpeza de pele, massagem, além de serviços médicos, como ginecologia, exames dermatológicos, e agendamento de exames preventivos, mastologia, testes de HIV e DSTs. “Esses serviços levantam a autoestima da mulher. Há mulheres de todos os perfis participando, e notamos que, por elas serem parte importante da família, maridos e filhos também aproveitam também. É benefício para todos”, completou Rosana. A dona de casa Helena da Silva, 35, precisava de consultas com ortopedista e oſtalmologista, portanto aproveitou para conhecer os serviços prestados pela Ação Global. “Já fui ao posto de saúde tentar marcar os exames, mas é difícil, porque nunca tem vaga. Acho bom um serviço como esse, porque nos dá oportunidade de tirar algumas dúvidas e garantir o atendimento para o que precisamos”, disse. Acontecendo simultaneamente em 28 cidades, a Ação Global oferece serviços e atendimentos gratuitos nas áreas de saúde preventiva, direito e lazer.

A Ação Global, em sua vigésima edição, pretendia superar o balanço registrado no ano passado

CMA lança operação ‘Ágata 7’ IVE RYLO Equipe EM TEMPO

Cerca de 15 mil militares das forças armadas atuarão nos 11 mil quilômetros de fronteira da Amazônia, durante a sétima edição da operação “Ágata”, que iniciou ontem e se estende até 6 de junho. O lançamento foi feito na sede do Comando Militar da Amazônia (CMA), Zona Oeste, na manhã de ontem. A operação está sendo desenvolvida de maneira simultânea em toda a extensão da fronteira brasileira com dez países sul-americanos. A ação combate o tráfico de armas e munições, contrabando, garimpo ilegal, crimes contra o meio ambiente e narcotráfico. “O efeito da operação é impedir que o crime aconteça. A nossa maior preocupação é com o narcotráfico, responsável por 80% dos crimes urbanos”, disse o general do exército Eduardo Dias Villas Boas. Segundo o general, além dos militares brasileiros, as tropas dos países vizinhos - Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai – também realizam inspeções, em seus territórios. Em todo o Brasil, 25 mil militares participam da ação com a Polícia Federal, Rodoviária Federal e 20 agências civis. A logística para a ação representa R$ 14 milhões.

CHUVAS

CRIANÇAS

Crescem denúncias sobre violência sexual na capital “Os números em relação aos registros de violência sexual contra crianças e adolescentes aumentaram devido à conscientização da população”. A informação foi dada pela presidente do Fundo de Promoção Social (FPS), a primeira-dama do Estado Nejmi Aziz, durante o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi comemorada na manhã de ontem, com uma mobilização que reuniu membros da sociedade civil organizada, no largo São Sebastião - cerca de 20 mil pessoas. A informação mostra que a população amazonense está mais ciente da importância de denunciar os casos. No ano passado, de acordo com dados do governo do Estado, as denúncias de violência sexual aumentaram 16% na capital amazonense, em relação ao ano de 2011. “É importante fazer as denúncias e

FRONTEIRAS

divulgar a rede de proteção que atende nossas crianças e adolescentes. É algo que precisamos combater e jamais nos calar”, completou a primeira-dama. De acordo com a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em 2011 foram registrados 1.050 denúncias de crimes sexuais. No ano passado, foram 1.221 ocorrências. E, entre os meses de janeiro e abril deste ano, já são 432 casos em Manaus. O estupro encabeça a lista, com 82% dos casos, sendo as pessoas do sexo feminino as maiores vítimas, com idades entre 12 e 15 anos. O Estado tem parceria com diversas secretarias especializadas no atendimento às vítimas. Para denunciar, basta ligar para o Disque 100 (denúncias nacionais) ou Disque 181 (denúncias locais), além da Depca e conselhos tutelares. (MH) IONE MORENO

Pelo menos 20 mil pessoas participaram da manifestação

Barreirinha em estado de emergência TADEU DE SOUZA Equipe EM TEMPO

Barreirinha (AM) – Mais de 12 horas de chuva na sexta-feira (17) provocaram a inundação de grande parte da cidade de Barreirinha (a 331 quilômetros de Manaus) levando o prefeito daquele município, Mecias Sateré, a decretar estado de emergência e implantar o comitê SOS Barreirinha para captar ajuda para as famílias que estão desabrigadas. “É um dia muito triste para todos nós, mas especialmente para mim, que como prefeito não gostaria de assinar novamente esse decreto. Infelizmente, o poder da natureza nos impõe esse sacrifício”, afirmou Mecias, na reunião que contou com a presença do agente da Capitania dos Portos de Parintins e região, capitão Manoel Ribeiro, representante do Exército, capitão Carlos Alberto, representantes de igrejas católicas e evangélicas, Defesa Civil municipal, vereadores, secretários e jornalistas. Mecias disse que viaja amanhã para Manaus onde se reúne com o governador Omar Aziz e o vice José Melo, para apresentar um relatório sobre a situação que se agrava a cada dia. Os bairros situados em áreas mais baixas já estão todos inundados, mesmo com a construção de pontes pela Defesa Civil municipal, não há condição de os moradores permanecerem na área. Os bairros mais atingidos são Lasdilau Lucas, Ulysses Guimarães, São Judas Tadeu e parte do Santa Luzia.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

Contexto 3090-1017/8115-1149

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Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

De jacarés e outras marmotas

Arthur sacode a convenção do PSDB Arthur Neto balançou o coreto da convenção do PSDB, em Brasília. Ao chegar ao ninho tucano, o prefeito de Manaus afirmou que o futuro líder do partido terá que unir as forças partidárias. Para o tucano, se alguém pretende ser candidato, tem que conquistar todos os apoios. – A bola está nos pés de quem quer liderar o partido, no caso o senador Aécio Neves –, afirmou ao ser questionado sobre a possibilidade de José Serra vir a apoiar Aécio na corrida pelo Planalto.

A partir de hoje, a Ponta Negra volta a exercer seu status de praia. De praia perene, como o contribuinte manauense pagou para que seja, é o que se espera. Quantos heróicos banhistas morreram para que se chegasse a esse final feliz, em uma praia que resistirá (é o que se espera) ao sol e à chuva. Treze, 15, 16, em menos de um mês, em um mês e meio – cada veículo de comunicação escreveu ou falou o que “vazou” das investigações que jamais responderam por que morreram esses entes. Em meio às especulações (o aterro teria sido malfeito, porque faltaria dinheiro, não haveria areia suficiente nem paciência para domar o rio Negro; ou as mortes foram consequência de porres greco-romanos nas areias brancas da praia, embora houvesse crianças entre os mortos), surgiram três jacarés para mudar o rumo da novela. Por muito pouco não foram culpados pelas mortes, e antes que o fossem, sumiram do mapa com a mesma malícia de réptil com que chegaram. Na sexta-feira 17, uma equipe da Fifa deixou a Suíça e aterrissou na Ponta Negra. Ali, deverá acontecer o “Fifa Fan Fest 2014”, a festa oficial da proprietária dos eventos futebolísticos mundiais, com uma infraestrutura de fazer inveja. Não se sabe o que a Fifa achou da paisagem artificial. A visita ocorreu “sob sigilo de Fifa”, um modismo que margeia a obrigatoriedade da transparência. O que a Fifa acha ou deixa de achar em terra alheia é muito importante porque ela é capaz de mudar legislação, hábitos e costumes dos nativos. Tudo o que se deseja, no entanto, é que a situação da Ponta Negra se torne para sempre clara e que a praia não vire terra-caída, depois que a Fifa e os jacarés se forem para mares e praias nunca dantes navegados. Não é pedir muito, quando se tem tão pouco.

Charge elvis@emtempo.com.br

Tucano de Plutão Ao ser questionado se um candidato a vice oriundo da Região Nordeste poderia balancear a chapa, Virgílio respondeu: – O vice pode ser nordestino, plutoniano (referência irônica ao planeta Plutão), ou de qualquer lugar. Ele tem que representar esse sentimento de partido que vem a propor uma governabilidade de alto nível. “Bolsa Prostituta” A Polícia Federal e a Polícia do Senado estão investigando a autoria de notícia falsa envolvendo a senadora Ana Rita (PT-ES), que se espalhou nas redes sociais e foi republicada em vários sites. A notícia inverídica diz que projeto de autoria da senadora Ana Rita (PT-ES) criaria uma bolsa de R$ 2 mil mensais para prostitutas. É mentira Nunca houve, no entanto, proposta em tramitação sobre o assunto. Para o senador Wellington Dias (PI), a informação além de inverídica é “criminosa”. Ação criminosa A denúncia foi feita em plenário pelo senador Wellington Dias, que também é líder do PT. – Olha só que coisa maldosa. E, lamentavelmente, vários jornais do Brasil estão reproduzindo essa aberração. Queria manifestar solidariedade à senadora Ana Rita, esclarecendo ao Brasil que se trata de uma ação criminosa de um site que já está sendo investigado – , disse Dias. Constrangimento O senador lamentou que um parlamentar tenha que passar por uma situação como a que enfrenta agora Ana Rita.

Wellington Dias pediu aos parlamentares a aprovação do PLS 257/2005, do senador licenciado Marcelo Crivella. Lei Crivella O projeto de Crivella determina que reportagens com repercussão negativa sobre a dignidade de alguém sejam previamente levadas ao conhecimento daqueles a quem se refiram. Pernambuco-Manaus Cartilha distribuída pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro traz duas “ratadas” cabeludas. Ensina informações erradas a respeito das capitais de Estados do Nordeste. De acordo com o material, Belém seria capital de Pernambuco, em vez de Recife; e Manaus capital da Paraíba, e não João Pessoa. Pará ou Paraíba O Estado da Paraíba também foi identificado com a sigla errada - PA, em vez de PB. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que os erros na cartilha foram identificados e a errata já foi encaminhada para todas as escolas da rede no último dia 11. Miojo neles Bom, depois não querem que os meninos escrevam, na redação do Enem, receita de miojo ou hino do Palmeiras, como aconteceu no exame do ano passado. PEC da borracha A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) continua brigando para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de sua autoria, conhecida como PEC do Soldado da Borracha. Dez anos

APLAUSOS

A proposta está em tramitação há mais de 10 anos na Câmara dos Deputados. E iguala a situação dos soldados da borracha à dos ex-combatentes de guerra da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutaram na 2ª Guerra Mundial na Europa. Questão de justiça Com a aprovação da PEC, os soldados da borracha terão seus benefícios previdenciários ampliados. E passam dos atuais R$1.356 para R$4.500. Ação Global Na há de se negar a importância social do programa Ação Global, realizado ontem pela manhã, no Clube do Trabalhador, no Sesi. O que se questiona é por que, em ações com essa grandeza, não se monta um esquema de trânsito que evite os engarrafamentos quilométricos como aconteceu neste sábado na avenida Cosme Ferreira. Cadê o Marronzinho? Com o afunilamento na frente do Sesi, o congestionamento de carros se estendia até o UAI Shopping São José. Às 9h, não havia um agente de trânsito “marronzinho” para tentar organizar a parafernália. Muita gente ficou presa no trânsito por mais de 30 minutos. Flanelinha O que não dá para entender é que os poucos guardas de trânsito que estavam no local, cruzaram os braços e nada faziam para descongestionar o trânsito. Aliás, os flanelinhas acabaram assumindo a função que deveria ser de responsabilidade dos funcionários da Manaustrans.

VAIAS

Moradores do “Titanic”

Manaustrans DIEGO CAJA

DIVULGAÇÃO

Para as 15 famílias residentes no prédio “Titanic”, localizado na rua Mundurucus, centro de Manaus, que resolveram sair do imóvel pacificamente, diante do risco de desabamento.

Para a Manaustrans, que não montou um esquema de trânsito para o Clube do Trabalhador, no Sesi e causou o maior engarrafamento durante a realização da Ação Global.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Caminhos da vida Pastor, quando autêntico, dizse daquele que apascenta suas ovelhas e nesse verbo incluem-se o guiar o rebanho evitando os precipícios, o protegê-lo dos predadores e de todas as ameaças possíveis, o guiá-lo às paragens mais favoráveis à mitigação da sua sede e à saciedade da sua fome, o conservá-lo unido e coeso a fim de evitar a perda de alguns, o conduzi-lo ao aprisco no final da jornada. Entre o pastor e o seu rebanho estabelece-se uma forte relação de conhecimento mútuo e de confiança, sem lugar para surpresas e traições. Marcos Pereira fundou a “Assembleia de Deus dos Últimos Dias” e outorgou a si mesmo o título e a condição de pastor, ninguém sabe com quais credenciais e com qual legitimidade, como um rei que coroou a si mesmo. Criou uma “igreja” e, numa atividade de marqueteiro, partiu para a formação de um rebanho, através de um processo de sedução, que certamente prometia, além do paraíso, recompensas materiais, em nome de Jesus, cuja procuração jamais foi apresentada. Ao fim, descobriu-se que quem se intitulava pastor era na verdade um lobo disfarçado, de apetite insaciável, faminto pelas ovelhas que se arriscavam em aproximarse demais. Sabia ainda usar em proveito próprio seu certamente desenvolvido talento verbal e teatral, que lhe trouxe também a desejada riqueza. Assim o atesta, por exemplo, o apartamento de frente para o mar de Copacabana, avaliado em oito milhões de reais, naturalmente registrado como da sua “igreja”. E esta é a própria natureza da vida. Marcos Pereira e seus congêneres não poderiam vingar

e subsistir se não tivessem à sua disposição essa grande massa de ingênuos, incauta e acrítica, a ser manobrada e usada pelos “iluminados”. Mas é preciso reconhecer que isso a que chamamos de ingenuidade ou credulidade, no fundo é algo que se liga à frustração e à impotência que a vida impõe às pessoas que, incapazes de fazer frente aos percalços e aos fracassos, exacerbam na esperança, alimentada pela crença, parente próxima das soluções mágicas. Há poucos dias um sacerdote ortodoxo acreditou ter visto a Virgem Maria, pairando sobre uma árvore, e logo ali surgiu uma multidão que passou a enxergar gelo sobre um galho, a 30° de temperatura, de onde pingava uma água “milagrosa”, até que um botânico explicasse que não se tratava de gelo nem de água, mas de uma secreção natural daquele vegetal. Afinal, há alguém que possa ser considerado livre dessas armadilhas que a nossa impotência diante da vida, aliada à nossa esperança de superá-la, nos arma e nos induz a correr atrás de sombras e de miragens? A verdadeira fé é algo inteiramente gratuito, que nada espera como recompensa ou como ganho e que se impõe a alguns, imperativamente, que nada podem fazer por ela ou contra ela, ainda que os leve à bem-aventurança ou ao sofrimento e até à morte. A História o comprova, com os inúmeros mártires que acumulou. E nenhum deles a propagar o “Jesus me deu”, pois sabiam distinguir entre o que era de César e o que era de Deus.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Há poucos dias um sacerdote ortodoxo acreditou ter visto a Virgem Maria, pairando sobre uma árvore, e logo ali surgiu uma multidão que passou a enxergar gelo sobre um galho, a 30° de temperatura, de onde pingava uma água ‘milagrosa’, até que se explicasse que era secreção natural do vegetal”.


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Banho de povo

As uniões de pessoas do mesmo sexo não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família, que se fundamentam no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher

Eleito ontem presidente do PSDB, Aécio Neves estrela as inserções do partido na TV a partir de terça-feira. As peças são endereçadas ao eleitor das classes B e C, com renda familiar mensal de até R$ 3.000. O presidenciável tucano aparece conversando com “gente comum”, como donas de casa e caminhoneiros, sobre problemas cotidianos do Brasil, do preço dos alimentos à má conservação das estradas. Será a estreia da parceria de Aécio com o publicitário Renato Pereira. Café no bule No esforço para aproximar o partido do eleitorado de baixa renda, Aécio fará uma participação na quinta-feira no “Programa do Ratinho”, do SBT, palco usado em eleições passadas para lançar candidatos petistas, como Dilma Rousseff e Fernando Hadadd. Ibope Pesquisas qualitativas encomendadas pelos tucanos mostram que o programa do PSB de Eduardo Campos, em abril, foi bem recebido entre os ricos, mas temas como o pacto federativo não foram compreendidos pelos eleitores mais pobres. Ibope 2 Já a propaganda do PT, a cargo de João Santana, atingiu picos de aceitação entre os mais pobres quando mostrou o ex-presidente Lula, mas eleitores se disseram confusos sobre quem será o candidato: ele ou Dilma. Amistoso? A inauguração da Arena Recife amanhã, com um jogo entre operários que trabalharam na obra do estádio, será o primeiro encontro entre a presidente e Campos desde que o governador de Pernambuco subiu o tom nas

críticas ao governo, na propaganda do PSB na TV. Petit comité Mesmo depois de prometer ao vice-presidente Michel Temer (PMDB)que passaria a convidar parlamentares para viajar no avião presidencial quando Dilma fosse a suas bases, o Planalto só incluiu um na viagem de amanhã: o senador petista Humberto Costa. Mãozinha Aloizio Mercadante (Educação) ajudou Fernando Pimentel a convencer Dilma a demitir Alessandro Teixeira da secretaria-executiva do Ministério do Desenvolvimento. Sabático O número dois da pasta entrará em férias a partir de amanhã e, na volta, será aproveitado em outra função no governo. Agora vai? Passada a MP dos Portos, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) vai colocar em pauta o projeto que torna o Orçamento impositivo antes do recesso de julho. Para ontem O presidente da Câmara pediu para o relator Edio Lopes (PMDB-RR) apressar a aprovação da pro-

posta na comissão especial. O Planalto não vê com bons olhos o projeto que torna obrigatórias as emendas. Quem te viu... Irritado com a dobradinha entre Ideli Salvatti e Anthony Garotinho (PR-RJ) na MP dos Portos, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) lembra que o deputado fustigou a ministra quando ela foi convocada para explicar a compra de lanchas pelo Ministério da Pesca, em 2012.

Dom José Belisário, presidente em exercício da CNBB, critica decisão do CNJ que obriga os cartórios de todo o país a registrar casamentos entre homossexuais e diz que houve “um equívoco de atuação”.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br

... quem te vê A ministra falava sobre a cota da pesca de atum quando o deputado fluminense atacou: ‘’É uma belíssima explanação sobre o atum, mas nossa preocupação aqui é com o robalo”. Lembra? Cunha saiu em defesa da petista e emendou, sobre Garotinho: “Tem gente que fez piada aqui e está condenada a dois anos e meio por formação de quadrilha”. Diplomacia Para evitar mais desgastes com vereadores paulistanos por vetar seus projetos, Fernando Haddad resolveu apontar mudanças desejadas nas propostas antes de elas serem votadas.

Pelo retrovisor de um jipe Willys, que já foi febre, o Olho da Rua vasculha a avenida Eduardo Ribeiro, de asfalto bem sinalizado, e não encontra um só camelô para fazer raiva nas calçadas, entre a arborização que as sombreava. O que será que aconteceu com Manaus, depois que o jipe passou?

Dom Sérgio Eduardo Castriani

Tiroteio

opiniao@emtempo.com.br

A base da presidente Dilma é paquidérmica e um serpentário de lutas intestinas. É uma mistura de torre de babel e nau sem rumo. DO DEPUTADO FEDERAL MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre a dificuldade de negociação entre governo e partidos aliados para a votação da MP dos Portos.

Contraponto

Que deselegante! A sessão para votar a MP dos Portos se estendia madrugada adentro na Câmara quando o deputado Silvio Costa (PTB-PE) criticou o presidente Henrique Alves (PMDB-RN) prorrogava a discussão para fazer a “vontade” de Dilma Rousseff após receber telefonema dela. — Muito me honraria, deputado Silvio Costa, mas não recebi ligação alguma da presidente --respondeu Alves. — Não recebeu? Isso é uma tremenda injustiça! A presidente deveria ao menos lhe dar um telefonema, tamanho o esforço que Vossa Excelência está fazendo! --disparou. Mesmo com o cansaço o plenário irrompeu em risadas. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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Duas vigílias Eles e elas eram pessoas normais. Tinham amores, sonhos, planos para o futuro. Trabalhavam, estudavam, participavam da sociedade. Muitos deles eram membros ativos da igreja, de partidos políticos, de associações. De repente suas vidas foram ceifadas. Quando se deram conta eram portadores do vírus HIV. O mundo desabou, não podiam entender como tudo tinha acontecido, embora soubessem, mas era difícil aceitar. Aqueles que foram infectados no início da epidemia não tiveram muito tempo. Foi rápido o tempo das despedidas e das doenças oportunistas que os levaram à morte. Outros já encontraram possibilidade de tratamento com qualidade de vida que beira o normal, mas que deve ser cuidada com carinho e atenção. Mesmo em tempos melhores alguns demoraram em aceitar que poderiam estar infectados. Estou falando e lembrando de amigos e amigas, pessoas queridas que morreram por causa da Aids. Não são números, são rostos que me vem à lembrança neste dia de vigília pelos mortos da Aids. E no mundo inteiro ela acontece, porque a epidemia não escolheu países, povos, raças, idades, sexo ou gênero mas atingiu a todos. E a palavra de ordem é solidariedade. Somos todos solidários. A Aids nos atinge a todos. E só a venceremos se formos solidários superando preconceitos, medos e egoísmo. Quando nos lembramos dos nossos mortos somos desafiados a partir da dor e da saudade a fazer o que pudermos. Não se pede que deixemos de lado nossas con-

vicções religiosas e nem nossas convicções morais, mas que sejamos solidários na prevenção, no tratamento precoce, no cuidado dos que estão infectados, no carinho e no respeito para aqueles que estão em estado terminal. A epidemia lembrou que somos todos vulneráveis, limitados, e nos impede de fazer julgamentos e acusações. Venceremos este flagelo com uma ética baseada no respeito e no cuidado pelo outro, medida do respeito que temos pela nossa própria dignidade. Na Igreja Católica ontem foi dia de vigília de Pentecostes, a grande festa do Espírito Santo. Na Trindade nós o vemos como a terceira Pessoa, e teólogos o definem como o Amor entre o Pai e o Filho, Amor tão intenso que é uma Pessoa. Na história da salvação acreditamos que o Espírito está no início pondo ordem no caos primordial, falando pelos profetas, gerando o Ungido no seio de Maria, conduzindo Jesus na sua vida pública, sendo derramado sobre os discípulos e discípulas e formando a sua obra prima, a igreja. O que essas vigílias que neste ano coincidiram têm em comum? Creio que a segunda é uma resposta à primeira. Só o amor cura as feridas e dá sentido ao sofrimento e às perdas irreparáveis. O Espírito que sopra onde quer suscita a solidariedade que a primeira vigília pede e espera, e impede que medo, preconceito, irresponsabilidade atrasem o dia em que este flagelo será uma lembrança e no qual as vidas perdidas serão vistas como sementes lançadas no chão da história. Sementes que geraram solidariedade.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Não são números, são rostos que me vêm à lembrança neste dia de vigília pelos mortos da Aids. E no mundo inteiro ela acontece, porque a epidemia não escolheu países, povos, raças, idades, sexo ou gênero, mas atingiu a todos. E a palavra de ordem é solidariedade”.


Política

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

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Maioridade penal: nova batalha do Congresso

Há 20 anos, em determinados períodos, setores da sociedade clamam pela redução da idade criminal. Mas, nunca se avançou

E

m vias de ser votada na Câmara dos Deputados, a redução da maioridade penal volta à pauta novamente, após pressão da sociedade para que adolescentes e jovens infratores menores de 18 anos, possam responder criminalmente pelos seus atos. Pelo menos há 20 anos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 171/93, de autoria do ex-deputado federal Benedito Domingos (PP-DF), tramita naquele parlamento com posicionamentos diversos. A proposta requer a alteração da redação do artigo 228 da Constituição Federal que trata da inimputabilidade penal do menor de 18 anos. O atual relator da matéria, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB), já se manifestou contrário à redução, por meio do parecer entregue à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa. Luiz Couto é padre e já presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Caso seu relatório seja aprovado pelos membros da comissão, a matéria será arquivada. Couto argumenta que a redução da maioridade penal não reduziria os índices de cri-

MARCELO CAMARGO/ABR

minalidade. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também é contra a redução da maioridade penal. Mas, os debates prometem esquentar nos próximos dias. A favor O Partido da República (PR), em seu programa partidário veiculado em rede

ALTERAÇÃO

A proposta de emenda à Constituição 171/93 pede a alteração do artigo 228 da Constituição Federal, de forma a reduzir a maioridade penal brasileira, fixada pela na Carta Magna em 18 anos nacional na noite da última quinta-feira, já mostrou seu posicionamento: é a favor da redução da maioridade penal. A legenda foi a primeira a se manifestar publicamente defendendo essa diminuição. Único representante do partido pelo Amazonas na Câmara Federal, o deputado Henrique Oliveira ratifica o entendimento da sigla. Na

sua avaliação, os sistemas educacional e prisional brasileiros e as penas socioeducativas não são capazes de recuperar esses jovens. Ele explica que para que surtissem os efeitos necessários, o sistema educacional brasileiro deveria sofrer uma profunda reformulação. “Deve existir uma posição para que esses jovens ou quem está por trás deles entendam que devem responder pelas suas ações”, disse. Henrique disse que a sociedade clama por mudanças na legislação diante do número crescente de menores de idade envolvidos direta ou indiretamente em crimes violentos. Para ele, a única maneira de solucionar o problema é punindo os menores infratores como adultos. Alguns países sul-americanos adotam maioridade penal inferior a 18 anos, como Trinidad e Tobago (7 anos), Equador (12 anos), Argentina (16 anos) e Chile (16 anos). Nos Estados Unidos e no México, a maioridade penal varia de acordo com a legislação vigente em cada um dos seus Estados, que pode variar entre 6 e 12 anos. Continua na A8

Em São Paulo, amigos e parentes de vítimas cujo autor era um menor, fizeram protesto, em abril


Política

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

Criação de municípios deve entrar na pauta

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

A coordenação do Planalto precisa trabalhar a base da Câmara”

Jornalista

SENADOR ROMERO JUCÁ (PMDB-RR), sobre a insatisfação dos aliados com o governo

Após maratona, Henrique quer rever rito das MPs Após virar duas noites para aprovar a MP dos Portos, o presidente da Câmara, Henrique Alves, vai retirar da gaveta proposta de emenda constitucional, de autoria de José Sarney e relatada por Aécio Neves, que altera o rito de tramitação das medidas provisórias. A proposta, aprovada no Senado em 2011, dá ao Congresso o poder de arquivar MPs que não forem “urgentes e relevantes”, como manda a Lei Maior. Passou da hora Para Henrique Alves, o Congresso precisa estabelecer “regras claras, definidas, de bom senso, com prazos certos para votação as MPs”. Atrofia negociação O presidente reclama ainda que, hoje, o plenário não pode propor algo novo: “Só podemos rever o que foi destacado na comissão mista”. Nem pensar O governo trabalha para impedir a votação da PEC, que estica o prazo para que as MPs tramitem antes de trancar as pautas do Congresso. A la PT Do deputado Rubens Bueno (PPS) sobre a votação da MP dos Portos: “Criaram um balcão de negócios em Brasília, do jeito que o PT gosta”. Kassab quer o ministro da Integração no PSD O presidente do PSD, Gilberto Kassab, sonha com o ministro Fernando Bezerra (Integração), atualmente no PSB, filiado ao partido e disputando o governo de Pernambuco em 2014. Kassab alega que o PSD é a melhor opção para o ministro, que garantiria palanque a Dil-

ma sem precisar se filiar PT. Além de ter muito “cacique para pouco índio”, o PT definha após a divisão que o levou a perder a prefeitura do Recife. Dividido Fernando Bezerra foi metido em saia justa desde que o amigo Eduardo Campos (PSB), que o indicou, virou pré-candidato a presidente. Destino No governo desde o início, Fernando Bezerra continua prestigiado pela presidente Dilma e sabe que logo terá de definir seu destino partidário. Oremos Perguntado como dá conta de tanta pressão, o senador José Pimentel (PT-CE) tirou do bolso uma oração de Padre Cícero e a leu até o fim. Melhor evitar... O senador Jorge Viana (AC) foi desaconselhado pela cúpula do PT a solicitar audiência a Dilma a fim de reclamar da operação da PF que desbaratou um esquema de corrupção no governo petista do irmão dele, Tião Viana. Poderia ser expulso do gabinete de madame. Cassação secreta? Doações das empresas portuárias renderam ao governador cearense Cid Gomes (PSB) denúncia e processo na Justiça Eleitoral, com possibilidade de cassação. Mas, curiosamente, tramita em “segredo”. Convite suspenso O deputado Leonardo Quintão (MG) ameaçava trocar o PMDB pelo PSB, mas os socialistas agora reavaliam o convite. É que ele admitiu haver assinado, como de sua autoria, um projeto do lobby que pretendia manter privilé-

gios de empresas, no âmbito da MP dos Portos. Um morde, outro assopra Um dos pré-candidatos do PSC ao Planalto, Pastor Everaldo, visita o Nordeste com discurso de oposição a Dilma. O outro pré-candidato do partido, Pastor Marcos Feliciano (RJ), não fala mal da presidente. Casa de enforcado Do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) sobre a reação de Ronaldo Caiado (DEM-GO), que chamou Anthony Garotinho (PR-RJ) de “frouxo” e “chefe de quadrilha”: “Em casa de enforcado, não se oferece corda”. Palanque duplo Cotada para disputar o governo gaúcho, a senadora Ana Amélia (PP) titubeia sobre oferecer palanque apenas a Eduardo Campos (PSB). Segundo pesquisas, boa parte de seu eleitorado vota em Dilma. Só depende dele O PSD considera o vicegovernador Otto Alencar a melhor opção para disputar o governo da Bahia, com ou sem apoio de Jaques Wagner (PT). Para o partido, o único problema é a fidelidade dele ao petista. Se nada mudar Com o adversário Ivo Cassol (PP) enquadrado na Lei do Ficha Limpa, o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), está confiante de que poderá ser reeleito em primeiro turno nas eleições de 2014. Tô fora Lula recusou o convite para o lançamento, hoje, do filme “Amante muito louca”, em São Paulo. Achou que era provocação.

PODER SEM PUDOR

Deus e o Diabo na terra do sol Do tipo que perde o amigo, mas não a piada, FHC gostava de contar uma piadinha envolvendo Antônio Carlos Magalhães. A história começava com a morte de ACM, após 120 anos de poder. - Toninho Malvadeza? Ele é meu! – reivindicou o Diabo. - Também era chamado de Toninho Ternura – lembra Deus, sem êxito. No dia seguinte tocou o celular de Deus. Era o Diabo: - Não aguento mais. O ACM dá palpite em tudo, quer saber sugere aperfeiçoamentos. Não dá. Leve ele aí pra cima. No dia seguinte, o Diabo telefonou para o Céu: - Deus? – perguntou a quem atendeu. - Qual dos dois? – responderam do outro lado da linha.

a s

maldades,

EM 2014

Rio será sede de encontro da OAB O Rio de Janeiro foi a cidade escolhida pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para sediar a 22ª Conferência Nacional dos Advogados, em outubro de 2014. O evento é tido como o maior fórum de debates sobre advocacia e orienta o papel da OAB nos temas sociais de interesse nacional. A vitória da capital fluminense - que concorria com Porto Seguro - foi anunciada na tarde da última sexta-

feira, durante o Colégio de Presidentes da OAB, que acontece em Belém. A expectativa é que a cidade receba em torno de 20 mil advogados de todo país. Para o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, o anúncio “é motivo de orgulho e representa uma grande responsabilidade”. “Devemos aproveitar este momento para refletir e debater a participação mais intensa da advocacia sobre os fatos que incomodam a

O presidente da Câmara dos Deputados prometeu uma extraordinária na noite de terça-feira para votar o projeto JOSÉ CRUZ/ABR

A6

sociedade. A escolha do Rio também valoriza a retomada do prestígio da classe no Estado, um dos principais compromissos da nossa administração”, comemorou. Ele lembrou que há 15 anos a cidade não sedia a conferência. O local do evento será o Centro de Convenções da Barra da Tijuca. Os temas apresentados nesta edição ainda serão selecionados pelo Conselho Nacional da OAB.

Deputados federais deverão votar vários projetos esta semana, entre eles a que cria municípios

A

Câmara dos Deputados deve votar nesta semana novas regras para a criação, o desmembramento e a fusão de municípios (PLP 416/08). O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDBRN), prometeu colocar em votação o texto em sessão extraordinária da próxima terça-feira à noite, antes de qualquer outra proposição. Como regulamenta a Constituição Federal, um projeto de lei complementar precisa ser aprovado por mais da metade dos deputados, 257 votos. Há emendas para modificar a pro-

posta, e a votação pode não ser tranquila, apesar de a urgência da proposta ter sido aprovada por 399 deputados. “É um projeto de lei complementar (PLC), não é consensual, não é unânime. Há parlamentares que votaram contrariamente e há outros que querem discutir. Portanto, nós precisamos ter segurança para que não faltem alguns votos”, explicou Henrique Alves. O PLP 416/08 também confirma a validade de 57 cidades criadas de 1996 até 2007, e atende a uma recomendação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o texto da Cons-

tituição seja regulamentado. A criação de municípios foi questionada no STF e não tem sido feita desde 2000. O texto exige estudo de viabilidade do município que se pretende criar, e submete sua criação à aprovação da população por meio de plebiscito, e à obediência de requisitos objetivos, como população e arrecadação mínimas. Outra proposta que poderá ser votada pelos deputados é o PL 2.447/07, do Senado, que institui a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.


Com a Palavra

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

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Júlio ARAÚJO

‘O MPF tem QUE SER UMA referência’

FOTOS: DIEGO JANATA

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

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Dentro da instituição, elenco dois grandes objetivos: O primeiro será melhorar a estrutura do órgão aqui na região. O segundo é criar uma abertura maior do MPF com a sociedade, para que possamos ter um diálogo aberto com a população”

om a promessa de erradicar ao máximo a desigualdade social entre os povos indígenas, o novo procurador-chefe da Procuradoria da República no Amazonas (PR-AM), Júlio José Araújo Júnior, toma posse do cargo oficialmente no próximo dia 24, sexta-feira. Mas, desde o dia 3 deste mês, ele já vem atuando na função. Com apenas 29 anos de idade e pouco mais de 8 anos atuando no Ministério Público Federal (MPF) – onde iniciou a carreira como servidor de nível médio - ele se declarou apaixonado pelo órgão e disse ser uma “honra assumir a procuradoria-geral do Amazonas”. Graduado em direito pela Universidade de São Paulo, ele foi servidor do Ministério Público Federal em São Paulo, procurador federal em Osasco e Santo André (SP) e juiz federal no Rio de Janeiro, antes de iniciar a carreira de procurador da República, no ano passado. Atua no Amazonas desde junho de 2012, perante o 5º Ofício Cível, que cuida dos povos indígenas e populações tradicionais. Na semana passada, Júlio Araújo recebeu o EM TEMPO em seu gabinete, onde falou sobre suas ações para o órgão, a escolha por Manaus, o trabalho realizado em comunidades do interior, sobre a PEC 37 e também sobre sua atuação no combate à desigualdade social com os índios no Amazonas. EM TEMPO – O senhor assumiu o cargo mais importante do Ministério Público Federal com menos de 30 anos. Houve alguma resistência para escolha do seu nome por parte dos seus pares? Júlio Araújo – Não senti nenhum descontentamento pela minha indicação. Felizmente, na nossa instituição temos um respeito grande entre os nossos pares. Valorizamos o diálogo e a transparência

e senti que todos gostaram da minha nomeação. Agora, claro, se surgir alguma resistência por parte de algum descontente, cabe a mim quebra-la. Cheguei a essa função porque no início deste mês ocorreram mudanças de procuradores no Estado e alguns foram embora, mas eu quis ficar. Diante dessa alteração de quadros, foi necessário se buscar um novo nome e o meu surgiu. Aceitei assumir esse cargo com objetivo de colaborar com a instituição. Já fui servidor do MPF e sei como são os trâmites de todos os órgãos. Vou dar o melhor de mim. EM TEMPO – Quais são suas plataformas de trabalho na instituição? JA – Quero aprofundar meu conhecimento com a realidade do Amazonas. Tenho ainda muito que aprender e buscar experiência. Dentro da instituição, elenco dois grandes objetivos: O primeiro será melhorar a estrutura do órgão aqui na região, além de fazer com que MPF nacional olhe com mais carinho para o Amazonas, veja a nossa realidade e perceba que precisamos ampliar o quadro de procuradores aqui. A segunda meta é criar uma abertura maior do MPF com a sociedade, para que possamos ter um diálogo aberto com a população. EM TEMPO – E quais são os projetos que pretende concretizar na Procuradoria da República no Amazonas? JA – São muitos desafios que o cargo de chefia me traz, mas quero, a princípio, que o MPF dê a cara e dialogue com a população, principalmente nessa questão dos direitos humanos. Precisamos trazer a sociedade para dentro do MPF, que é uma instituição aberta e deve primar pela transparência. Mas, sei que cumprir esse papel será um objetivo muito grande. EM TEMPO – Como o senhor analisa a PEC 37? JA – Sou radicalmente

contra esse projeto. Não traz beneficio algum para a sociedade. O Ministério Público desempenha seu papel funcional de promover a ação penal e deve dispor dos meios para tanto. Não vejo incompatibilidade entre o trabalho da polícia e dos MPs. Acho que as duas esferas podem caminhar juntas e o acúmulo de forças é fundamental para o desempenho de um bom trabalho. EM TEMPO – Foi criado dentro do Ministério Público um programa chamado “MPF na comunidade”. Do que se trata esse projeto? JA – É um projeto que tem como objetivo levar aos municípios o papel do MPF na sociedade e permitir que as comunidades venham até nossos órgãos trazendo denúncia do que ocorre de errado naquela localidade. Queremos capacitar a população e os movimentos sociais para que eles colaborem com o nosso papel na sociedade e isso permitir que atuemos em vários campos. Realizamos a primeira edição em novembro do ano passado e já programamos quatro edições para 2013. A sociedade precisa ver no MPF uma referência. EM TEMPO – No mês passado o MPF entrou com uma liminar contra a Funai para que a instituição realize imediatamente um estudo sobre a revisão de terras indígenas no Estado. Como está essa situação? JA – No dia 19 de abril várias entidades entraram com ações a respeito de demarcações. Aqui no Amazonas houve três autuações. A primeira foi a respeito das terras indígenas maimiri-atroari, que já está demarcada, mas pedimos a revisão desses limites na região de Balbina. Outras duas ações são referentes às terras indígenas da etnia mura, que ficam localizadas no município de Autazes. Nesses dois últimos casos, temos ocupações de terras não demarcadas, onde só existem estudos homologa-

dos, mas que precisam ser encaminhados ao Ministério da Justiça. É preciso que esses processos andem, por isso fizemos essa cobrança. EM TEMPO – E os processos sobre violação dos direitos humanos dos povos indígenas que o MPF está investigando como andam? JA – Temos dois inquéritos sobre isso. O primeiro é uma apuração que está sendo feita e que aponta a responsabilidade do país na morte de indígenas waimiri-atroari durante a construção da BR174. Mas estamos colhendo elementos para verificar se de fato o MPF se convence dessa situação e adota uma medida cabível no âmbito cível. E foi também instaurado outro inquérito civil público mais recente que vai apurar a situação da construção da Transamazônica. Estamos avaliando se teria ocorrido violação aos direitos dos povos da etnia tenharim, mas esse inquérito ainda está em fase inicial. EM TEMPO – O MPF também abriu um inquérito recente contra militares do Exército, acusados de maltratar indígenas. Como essa denúncia chegou até vocês? JA – Esse caso ocorreu na região de São Gabriel da Cachoeira e já vinha sendo apurado no âmbito criminal, e gerou uma ação penal e uma ação de violação a princípios da administração pública. A ação foi para responsabilizar esses militares, que segundo nosso entendimento, teriam praticado tortura contra aqueles indígenas. EM TEMPO – A Procuradoria da República tem um assento na corte do Tribunal Regional Eleitoral. Como o órgão trata dessa matéria eleitoral? JA – Sobre esse assunto prefiro me abster porque eventuais processos podem cair na minha mesa e isso implica em uma imparcialidade grande.

Sou radicalmente contra esse projeto. Não traz benefício algum para a sociedade. O MP desempenha seu papel funcional de promover a ação penal e deve dispor dos meios para tanto”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

CMM vai enviar uma carta aos deputados federais A

redução da maioridade penal também tem repercutido no Legislativo do Amazonas. O assunto foi levantado no último dia 9 pelo vereador Professor Bibiano (PT), durante audiência pública realizada pela Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Na ocasião, os participantes decidiram que irão encaminhar ao Congresso Nacional uma carta-documento com a síntese da discussão, já que Câmara e Senado, frisou Bibiano, são as instâncias competentes para a análise da matéria. O parlamentar também chama a atenção para a relevância do tema e a posição do ministro do Supremo do Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que esteve na capital amazonense há uma semana, e posicionouse contrário à redução da maioridade penal. O vereador afirma que é preciso responsabilizar a quem deve pelos seus atos, entretanto, defende que não é reduzindo a idade penal que a questão será resolvida e, sim, colocando em prática o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o que está pre-

ROBERVALDO ROCHA/DIRCOM/CMM

No Legislativo municipal, as opiniões também são divergentes quanto à redução da maioridade penal aos jovens infratores visto em lei quanto a medidas sócio-educativas e adotando políticas públicas eficazes em áreas prioritárias, como é o caso da educação. Medidas severas O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, vereador Professor Samuel (PPS), se posiciona favorável à redução da maioridade penal. Mas, ao mesmo tempo, também defende a manutenção da maioridade a partir dos 18 anos, desde que tenham medidas punitivas mais severas para os jovens infratores. Para Samuel, o jovem tem entendimento pleno das suas ações a partir do momento em que pode votar, contrair matrimônio e até trabalhar. Outra alternativa sugerida pelo vereador é a adoção de punição mais severa sem reduzir a maioridade penal. “Seria uma pena intermediária”, explicou. Ele acredita que dessa maneira, no futuro, o país poderia reduzir a maioridade penal sem grandes embates. “Tudo foi gradativo, não podemos optar por fazer mudanças de maneira brusca”, defendeu. Continua na C4 e c5

No último dia 9, a Câmara Municipal de Manaus abordou o tema e pretende enviar uma carta-documento ao Congresso Nacional

Governador de São Paulo quer urgência Nas últimas semanas, após crimes cometidos por adolescentes menores de 18 anos, como o assassinato de um jovem em São Paulo em abril, o debate sobre a redução da maioridade penal retornou ao Congresso. O governador de São Pau-

lo, Geraldo Alckmin (PSDB), por exemplo, chegou a apresentar uma proposta para aumentar o tempo de internação, de 3 para 8 anos, nos casos mais graves, como homicídio. O tema divide os parlamentares da Câmara dos

Deputados e do Senado. “A nossa sociedade mudou nestes 23 anos”, disse o deputado Jutahy Junior (PSDB-BA), ao fazer discurso, na semana passada no plenário da Câmara defendendo a diminuição da maioridade penal.

Para ele, jovens menores de 18 anos podem “matar sem sofrer as menores consequências”. Ele propõe que o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) seja atualizado com uma nova faixa etária, de acordo com o Estatuto da Juventude.


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

ARQUIVO EM TEMPO/MÁRIO OLIVEIRA

Oportunidades de emprego são desperdiçadas Economia B3

Setor de bebidas prevê crescimento de até 15% DIVULGAÇÃO

Na contramão de outros segmentos do Distrito Industrial, empresas de concentrados comemoram o bom desempenho

2012, essa média foi de 1.731 empregados formais, ou seja, 13,7% a menos. Para o presidente do sindicato, um fator coopera com o outro. “A chegada do verão estimula tradicionalmente a venda de bebidas e consequentemente a fabricação dos concentrados. Como a partir desse mês o verão chega também para países da América do Sul – os principais compradores de produtos do

A chegada do verão estimula tradicionalmente a fabricação dos concentrados. A partir desse mês, as exportações são estimuladas Antônio Silva, empresário

Amazonas – as exportações também são estimuladas”, avalia o dirigente. Exportações De acordo com os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), em abril, mês em que as “vendas” amazonenses para o exterior somaram US$ 99,6 milhões, os concentrados representaram quase 30% do total exportado, com US$ 27,6 milhões em vendas.

Segundo o levantamento do Ministério, o volume de exportações adquirido com o produto foi 135,9% superior em relação ao montante movimentado em abril do ano passado (US$ 11,7 milhões). O valor também representa o melhor resultado desde outubro de 2012, quando as exportações do item somaram US$ 36,7 milhões. Um exemplo é a Recofarma, empresa do grupo Coca-Cola, principal exportadora do item no Amazonas, que exportou ano passado 6,7 mil toneladas de concentrados e acumulou US$ 200 milhões em vendas principalmente para Venezuela, Colômbia, Paraguai, Equador e Trinidad Tobago, 40% a mais frente ao ano anterior. Apesar de não detalhar as estimativas, conforme o diretor de operações da América Latina da Coca-Cola, Jório Veiga, os números de exportação para países da América do Sul devem crescer este ano. Segundo ele, a companhia investiu desde julho do ano passado US$ 23 milhões em infraestrutura, tecnologia e equipamentos. “A fábrica também passa por ampliação da área física com previsão de término no início do segundo semestre deste ano. Os investimentos atenderão o crescimento de vendas nos próximos anos com eventos como a Copa do Mundo, e devem permitir aumento de produtividade e de flexibilidade para a produção de novas fórmulas”, avalia Veiga.

Expansão no mercado interno Para empresas voltadas para o mercado interno, o faturamento e a produção devem crescer 8% este ano frente a 2012. A expectativa é do diretor-geral da Tholor do Brasil, fabricante de concentrados de bebidas, Francisco de Assis Mourão Júnior. Segundo ele, o segmento se fortalece ao promover geração de emprego e renda. “O Processo Produtivo Básico (PPB) de bebidas dá aos empresários o compromisso

de utilizar no processo produtivo, insumos regionais. Por exemplo, o guaraná é usado para produzir o concentrado, o caramelo é feito com o açúcar daqui a laranja utilizada para os refrigerantes cítricos também chegam do interior. Todos esses processos geram emprego no interior do Estado”, argumenta. Para o empresário, uma mudança de perfil do mercado nacional também tem colaborado para a expansão.

“Verificamos o surgimento de mais marcas de refrigerantes e sucos, algo que proporciona concorrência e ganhos para quem possui mais qualidade e preço. As empresas de concentrados instaladas na Zona Franca de Manaus e que respeitam o PPB consumindo insumos regionais têm ganhos tributários, que diminui custo de produção e permite a venda para as fábricas de bebidas do sudeste do país por preços mais baixos”, esclarece.

ARQUIVO EM TEMPO/MARCELL MOTA

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mercado de concentrados para elaboração de bebidas continua a pleno vapor no Polo Industrial de Manaus (PIM). Na contramão de vários setores que seguem em queda, o faturamento do segmento de bebidas deve crescer de 7% a 15% puxado principalmente pelas empresas de concentrados. A previsão é do presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral de Manaus, Antônio Silva, que aposta nos números da exportação do produto e na chegada do verão para alcançar o resultado. Apesar de representar apenas 0,77% do faturamento total do parque fabril de Manaus, de acordo com os indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no ano passado, as 30 indústrias do setor – entre fabricantes de bebidas e de concentrados – faturaram US$ 342 milhões. O crescimento foi de 240,6% nos últimos cinco anos e de 14,5% frente o resultado de 2011. Com a expansão prevista por Silva, o faturamento do segmento pode chegar a quase US$ 400 milhões até dezembro. Apenas no primeiro trimestre de 2013, o faturamento já alcançou US$ 67,1 milhões, 12,6% a mais no comparativo com o mesmo período do ano passado. A mão de obra empregada também cresceu. Até março a média de trabalhadores do setor foi de 1.969 por mês. Em dezembro de

Expectativa é que as vendas de bebidas tenham incremento de 8%, este ano, no Amazonas


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Economia

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

‘Máquina de lavar’ ajuda Alfredo MR Lopes na produção de laranjas alfredo.lopes@uol.com.br

Parado há 8 anos, o equipamento foi reativado para beneficiar os produtores da fruta em Rio Preto da Eva

DIVULGAÇÃO

Foram realizados gastos de R$ 21 mil para consertar máquina usada por 150 agricultores BRUNO MARZZO Equipe EM TEMPO

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om o intuito de alavancar o processo de beneficiamento da laranja, a prefeitura do município de Rio Preto da Eva, reativou uma máquina de lavar laranja que estava inutilizada há 8 anos. Para consertar o equipamento que vai beneficiar diretamente 150 pequenos produtores foram gastos R$ 21 mil. De acordo com o atual prefeito do município, Luiz Ricardo Chagas, essa máquina vai facilitar o trabalho dos pequenos produtores que antes precisavam recorrer aos grandes agricultores que possuem a máquina. “ Este equipamento estava parado há 8 anos por motivos técnicos e administrativos da gestão passada que não teve sensibilidade para entender a importância desse investimento”, declara Luiz Chagas. Ainda segundo Chagas, existem outras quatro máquinas similares do município que estão na propriedade de grandes produtores de laranja. Ele acrescenta que os principais prejudicados com a paralisação das máquinas eram os pequenos produtores que perdiam muito tempo lavando e selecionando os frutos. “Todo esse trabalho agora poderá ser

feito de modo automatizado pela máquina que lava e separa as laranjas entre, grandes, médias e pequenas”, frisa Luiz Chagas. Economia Para o pequeno produtor Edney Tavares, a volta do equipamento irá representar uma economia de 30% a 40% nas despesas que vinha tendo até então. “ Nós tínhamos que pagar R$ 6 por cada saco de laranja. Ao final de 20 toneladas isso representava um gasto muito alto no meu orçamento, além do tempo e mão de obra que tínhamos que investir para lavar e separar as laranjas boas das ruins”, lembra Edney que produz em média 80 toneladas por safra. Gastos A pequena agricultora Nazaré Pinheiro teve que parar suas atividades com o trato da laranja porque ficou muito dispendioso se ocupar com todo o processo que a máquina é capaz de fazer em minutos. “Depois que meu filho mais novo nasceu eu não tinha mais como acompanhar meu marido no campo, ele sozinho não conseguia fazer todo o trabalho, o que nos obrigava a vender as laranjas por um preço muito abaixo do justo para que não apodrecessem nas nossas mãos”, explica a produtora.

Prefeito faz promessas de melhorias O atual prefeito do Rio Preto da Eva destaca que, em sua gestão, as políticas do setor primário darão um salto qualitativo e quantitativo. “Umas das bandeiras principais de minha campanha foi fomentar políticas públicas que possam facilitar o acesso a linhas de créditos, além de trazer técnicos e engenheiros agrônomos para orientar e otimizar o uso da terra por parte desses trabalhadores rurais que tiram todo o seu sustento da terra. Certamente estamos iniciando um novo tempo”, declara com entusiasmo Luiz Chagas. A máquina que lava e separa as laranjas estará acessível a todos os pequenos produtores cadastrados em cooperativas e associações rurais do município, conforme explica o prefeito.

ZFM: quem cala consente! O apoio decisivo do governo Dilma, expresso na aprovação parcial dos 12% para Zona Franca de Manaus, na última votação da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, dentro do projeto de unificação do ICMS, provocou a mobilização dos Estados contra o modelo. A retaliação veio a galope, multiplicou-se em manchetes e análises nos principais jornais do país, foi às ruas em passeata e provocou a ida dos secretários de Fazenda de todo o país, incluindo antigos aliados, em romaria ao gabinete do presidente do Congresso Nacional. E certamente não vai parar, depois desses dias de idas e vindas da aprovação da MP dos Portos. As manobras de bastidores seguirão frenéticas e as pressões contra a ZFM se farão sentir em todas e próximas discussões de uma pauta que inclui a prorrogação e a ampliação dos incentivos para a Região Metropolitana de Manaus. Em todo esse imbróglio e tiroteio temos mantido um silêncio obsequioso, que permite diversas especulações e interpretações de sentido, com implicações que podem transformar as distorções disseminadas em dogmas inquestionáveis. Quem cala consente, diz a sabedoria popular. E boato, quando bem espalhado, corre o risco de se transformar em fato. Assim procedendo estamos aceitando, passivamente, que seja jogada toda a opinião pública nacional contra o modelo Zona Franca de Manaus. Silenciar é concordar com as críticas e compactuar com ineficácia do modelo na defesa do patrimônio florestal e que, de fato, usamos dezenas de bilhões de reais da renúncia para gerar 100 mil míseros empregos entre outras obscenidades. Na avaliação dos secretários estaduais de Fazenda de todo o país, o texto aprovado não acaba com a guerra fiscal, nem equaciona a complexidade do sistema tributário, razão e motor principal que provocaram a necessidade da reforma fiscal, tão historicamente procurada e sistematicamente evitada pela recusa generalizada de buscar o interesse maior da brasilidade nas discussões. O titular da Fazenda do Maranhão, o Estado proporcionalmente mais aquinhoado nas transferências constitucionais de recursos, pontifica que o texto aumenta a complexidade fiscal pois mantém sistema de desigualdade de alíquotas, desmerecendo os esforços de combate às desigualdades regionais. O representante do Pará é taxativo: o objetivo de racionalizar o ICMS não será alcançado, pois o texto produziu uma estrutura mais complexa do que a atual e de controle mais difícil. Na contramão do pessimismo, o secretário do Paraná ponderou que a guerra fiscal deverá diminuir porque o fundo de desenvolvimento regional que está sendo discutido em paralelo às mudanças do ICMS prevê que não haverá repasses para Estados que pratiquem guerra fiscal. E por aí a querela, em direção a lugar algum. Ninguém ponderou o alerta insistentemente repetido pelo relator do projeto da reforma do ICMS, segundo o qual 87% das transações comerciais no país se enquadrarão na faixa de 4%, o que na prática representa um avanço na direção da unificação de alíquotas. Sobra, pois, confusão e falta brasilidade. Nesta semana, num manifesto à Nação, pilotado pela Abinee e demais entidades da indústria paulista

predominantemente, foi feita uma leitura do catastrofismo estratégico, o anúncio da completa desindustrialização iminente caso o plenário do Senado aprove o texto da Comissão, na prática, os 12% da Zona Franca de Manaus. A grita tem muito ou tudo a ver com a guerra particular com a indústria de informática, que a Suprema Corte, em mais de uma oportunidade, deu como resultado favorável à ZFM, numa leitura simples e direta dos artigos 40 e 92 do ADCT-88. É a guerra da informação que busca demonizar o modelo ZFM, propositalmente ignorando o que reza a Constituição Federal. É inadiável entrarmos nesse conflito, com inteligência e contundência, e deixar claro que este modelo não pratica nem promove guerra fiscal. O Manifesto – na carona da choradeira dos secretários, faz questão de esconder que as demais unidades da federação, ao concederem incentivos fiscais ou financeiros, vinculados ao ICMS, afrontam a legislação complementar e constitucional. Do mesmo modo, os contribuintes beneficiários sabem ou deveriam saber que usufruem de vantagens ilegítimas. E mais: sendo promulgada pelo Senado Federal o Projeto de Resolução n. 1, de 2013, com a manutenção da alíquota de 12% para as operações interestaduais com mercadorias produzidas na Zona Franca de Manaus, não se acrescenta qualquer vantagem adicional para o estado do Amazonas, em relação àquela que desfruta desde 7 de janeiro de 1975, como demonstram a respeito os estudos do jurista Raymundo Noronha, autoridade no substrato histórico e legal da ZFM e sua função estratégica ambiental e nacional. Fizemos, a propósito, mas não repercutimos, a várias mãos, um documento sobre verdades e mentiras a respeito da Zona Franca de Manaus, ouvindo técnicos, empresários e trabalhadores, a academia, a classe política e demais formadores de opinião. “Todos os dados apresentados indicam que a verdadeira função do Polo Industrial de Manaus-PIM é a de um catalisador econômico que, de um lado alivia a pressão sobre a floresta amazônica, e por outro lado é capaz de canalizar recursos financeiros para a educação e desenvolvimento de C,T&I que por sua vez impulsionam o desenvolvimento de tecnologias e inovações de processos econômicos sustentáveis ao longo prazo”. O veredito proferido pelo Prof. Norberto Fenzl, Phd. consultor do CORDIS (Community Research Development Information Service) da União Europeia, está circunscrito à aldeia local. Fomos incapazes de dizer à nação o que significa o zelo e guarda de 20% do banco genético do planeta, que o Amazonas mantém intacto em 98% e sob a soberania do Brasil. Fomos incapazes de dizer que é o Sudeste que consome a parte do leão da renúncia fiscal do Brasil, e abocanha o filé mignon das verbas do BNDES para projetos e infraestrutura. A mulher de César, além de ser séria, precisa mostrar ao Império Romano sua integridade moral. A hora é agora de trazer a opinião pública para o nosso lado e convidar o Brasil a passear na floresta. (*) Alfredo é filósofo e ensaísta.

Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta

Na avaliação dos secretários estaduais de Fazenda de todo o país, o texto aprovado não acaba com guerra fiscal, nem equaciona a complexidade do sistema tributário


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Oportunidades de emprego são perdidas em Manaus Mesmo com postos ofertados, empresários têm dificuldades para contratar. Especialistas dão dicas para segurar vaga ARQUIVO EM TEMPO/MÁRIO OLIVEIRA

JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO

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erra de oportunidades, Manaus passa atualmente por uma situação atípica no mercado de trabalho. Mesmo com mais de 6 mil empregos em aberto, empresários enfrentam dificuldades para preencher as vagas ofertadas. De acordo com especialistas ouvidos pelo EM TEMPO, erros básicos no processo de seleção têm impedido os candidatos de ocupar os postos de trabalho, principalmente, porque não preenchem os requisitos mínimos pedidos pelos proprietários dos estabelecimentos em Manaus. Professora de cursos de capacitação e aperfeiçoamento profissional, Ana Patrícia Vasconcelos, que dá aulas em instituições de atendimento ao cliente e elaboração de currículos, entre outras disciplinas, aponta alguns desses erros clássicos. “Um currículo errado ainda é um dos mais frequentes. Pessoas, que pretendem concorrer a vagas como a de promotor de vendas ou atendente em bares, colocam em seus currículos informações que não são relevantes para o

cargo pretendido”, destaca. Em suas aulas, Ana ensina que quanto mais sucinto, melhor é o currículo. Segundo ela, as experiências profissionais mencionadas devem estar direcionadas à vaga. “Se o cargo é de vendas, não adianta colocar empregos em que a atividade exercida tenha sido

DEMANDA Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLManaus) afirma que há vagas disponíveis para vendedores, balconistas, recepcionistas, estoquistas e gerentes. Salários vão de R$ 800 a R$ 2 mil

a de secretária”, exemplifica. Outra dica dada pela professora é inserir no currículo cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional. “Mesmo que o candidato tenha pouca experiência, cursos como o de atendimento ao cliente para quem deseja trabalhar com vendas, por exemplo, é um grande diferencial. Significa que o candidato não

parou no tempo”, ressalta. O segundo maior erro, de acordo com a especialista, é a vestimenta e o comportamento durante a entrevista. Ana frisa que o candidato precisa saber se vestir e falar. “Há mulheres que usam decotes grandes e saias curtas, modelos que não favorecem a entrevista. Já a timidez aparece como principal fator a atrapalhar o candidato. É preciso olhar no olho do entrevistador. Olhar para o chão, para as mãos e unhas e mexer nos cabelos são gestos que não passam credibilidade e segurança”, ensina. O terceiro grande equívoco, na análise de Ana, é a falta de conhecimentos básicos em língua portuguesa, em especial, quando o assunto são as regras da nova ortografia e de questões de conhecimentos gerais, que constam em provas de seleção para empresas de médio porte tanto do comércio quanto da área de prestação de serviços. “Muitas pessoas não têm o hábito de ler ou assistir jornais. O que sempre aconselho aos alunos é ler livros e revistas, porque além de mantê-los informados ajuda a fixar regras gramaticais”, recomenda.

No comércio da capital há quase 3 mil vagas em aberto, conforme dados da CDL-Manaus

O desafio de manter o trabalho Depois de conquistar a vaga, a luta passa a ser a manutenção do emprego. Para a diretora-presidente do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Joésia Pacheco, não basta dominar as técnicas necessárias ao cumprimento das atividades diárias. “Além de ser qualificado, o empregado

tem que possuir habilidades comportamentais, como saber lidar com o público e trabalhar em equipe. Quem tem essas competências leva vantagem”, avalia. Para a diretora, os segmentos de comércio e serviço em Manaus sofrem pressão contínua por contratação de mão de obra, em especial,

nas proximidades de datas comemorativas. Entretanto, passado o período festivo, segundo ela, só conseguem permanecer aqueles profissionais devidamente preparados. “Se o empregado chamar a atenção de forma positiva para o seu desempenho, a chance de garantir a vaga é grande”, afirma Jóesia.


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Economia

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Amazonenses abrem ‘mão’ do descanso para lucrar Trabalhar nas horas vagas tem sido uma alternativa para quem quer ganhar um ‘extra’ e aumentar a renda da família

IONE MORENO

BRUNO MARZZO Equipe EM TEMPO

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proveitar o tempo vago tem sido um negócio lucrativo para alguns amazonenses, que deixam o descanso de lado para ganhar um “extra”. O comerciário Leonardo Gomes recebe o equivalente a um mês de trabalho para dar aulas particulares para alunos do ensino médio. Ele afirma que gera uma renda de até R$ 300 por aluno para lecionar quatro dias na semana, em horários flexíveis, de acordo com a disponibilidade dos estudantes. “Percebi que os pais procuram ajuda porque não tem tempo para dar atenção aos seus filhos. Na garagem de minha casa, junto com minha mãe, recebo no máximo 10 alunos por turno, justamente, para poder dar maior atenção a eles”, frisou. Além da dupla jornada, aos finais de semana, quando recebe convite, Leonardo atua como DJ. Para animar festas particulares, ele cobra até R$ 400 por noite. “ Desde a adolescência, curto musica eletrônica. Depois de animar muita festa de garagem, cheguei a ser DJ residente na boate Les Gens 300, o que me deu certa

notoriedade para poder cobrar e ganhar para me divertir”, completa o comerciário. Para o técnico em informática, Márcio Pinheiro, concertar computadores de familiares e amigos não é nenhuma novidade. A diferença é que hoje ele cobra até R$ 600 para “salvar” notebook. “Durante a semana, sou contratado por uma grande empresa de informática que me paga R$ 2,5 mil para trabalhar de segunda à sábado. Porém, concerto computadores desde a década de 90. Há clientes que só concertam computadores comigo”, revela Márcio, que chega a ganhar nos tempos livres mais do que no horário comercial. Animais O representante comercial Gian Corrêa uniu a paixão pelos cachorros a uma atividade muito lucrativa: adestrar cães. Ele chegou a ir a São Paulo fazer um curso de especialização. “Nunca larguei essa atividade, mesmo após 20 anos de experiência e uma vida estável eu não consigo dispensar um cliente. Cobro salário mínimo (R$ 678) por mês durante período de três meses, tempo o bastante para obter os resultados esperado”, ressalta.

Representante comercial, Gian Corrêa descobriu no adestramento de cães uma forma lucrativa de obter um dinheiro a mais

Secretária incrementa salário com a internet Na era da tecnologia, internautas de Manaus buscam ganhar dinheiro na rede mundial de computadores para incrementar a renda. A secretária Priscila Catrink, que ganha um sa-

lário mínimo para trabalhar no balcão de uma loja no Centro, aprendeu por incentivo de amigos a disparar e-mail para empresas e anunciantes da internet. Ela garante que já ganhou

um cheque de R$ 800 por seus serviços. “Conheci essa atividade a partir da internet mesmo, conversando com amigas em uma rede social. Tudo o que precisei fazer foi um

cadastro em um site. Desde então recebo milhares de e-mail todos os dias e enviou para os endereços solicitados. Acho fácil, não toma meu tempo, nem é cansativo”, conta.


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País

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Perfil do pedófilo: 40% dos criminosos são da família

Dados de uma pesquisa inédita no Brasil revelam que grande parte dos abusos sexuais contra crianças é cometido por familiares

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Polícia Civil de São Paulo está formando um banco de dados inédito de todos os pedófilos do Estado.O trabalho é feito pela 4ª. Delegacia de Repressão à Pedofilia, única no Brasil, especializada nesse tipo de crime. Desconhecida do público, a delegacia foi criada em novembro de 2011 e desde então tem cadastrado foto, nome, cor de pele, idade e histórico de crimes dos pedófilos. Segundo a delegacia, 40% desses criminosos têm entre 18 e 40 anos, 25% estão acima dos 40 e 35% têm até 17 anos. O número de pedófilos com parentesco com a vítima chega a 40%. Dos outros 60%, grande parte tem alguma relação com a família da vítima ou são amigos ou vizinhos, segundo a delegada-assistente Ana Paula Rodrigues, 38. A delegacia não foi autorizada a informar o número total de pedófilos cadastrados. Das vítimas, 80% são meninas, e 60% têm de 7 a 13 anos. O sobrinho de 10 anos da auxiliar de enfermagem Yneida Brito sofreu frequen-

ABR

tes abusos de um vizinho, amigo da família. “Ele falou para o menino: Vamos lá na minha casa. Tem uma bola de capotão super legal. Ao chegar lá, fechou a porta, amarrou o menino e o estuprou”, disse a tia. Os abusos foram tantos que a criança, hoje aos 12, teve uma disfunção anorretal

CADASTRO

Desconhecida do público brasileiro, a delegacia foi criada em novembro de 2011 e desde então tem cadastrado foto, nome, cor de pele, idade e histórico de crimes dos pedófilos

e, desde então, usa fraldas. A tia descobriu que as mudanças de comportamento no sobrinho tinham relação com algum tipo de abuso porque ela também foi abusada aos 9 anos. “Voltando da escola, eu fui tomar algo numa lanchonete de um conhecido da família. Ele disse entra, abaixou a porta da lan-

chonete e abusou de mim”. Yneida só conseguiu contar para mãe o que tinha sofrido aos 22 anos. Em 2011, foram 2.814 denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes no Estado. No ano passado, chegaram a 3.117, um aumento de 10%, segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. No Brasil, o aumento foi de 20%. A delegacia de pedofilia alerta: os pedófilos estão se proliferando pela internet. Caso chocante A delegada conta que o caso mais chocante que já investigou foi o de uma menina de 6 anos que vivia com a família em um cômodo pequeno. “Mãe, filha e padrasto dormiam na mesma cama e ele abusava da menina lá mesmo, com o consentimento da mãe.” A menina só conseguiu falar dos abusos quando encaminhada à brinquedoteca da delegacia. “Ela pediu para que todas as luzes fossem apagadas porque assim ela tinha a sensação de que ninguém ouviria o que ela tinha para relatar”, diz a delegada.

MÉDICOS

MÃO DE OBRA

Brasil simplifica visto de trabalhadores O governo vai implantar duas medidas para tentar atrair mão de obra estrangeira qualificada e facilitar a vida das empresas que estão procurando profissionais especializados: reduzir os documentos exigidos para visto e permitir “estágios” de estudantes de pós-graduação. As medidas vinham sendo estudadas desde o final do ano passado, como antecipou a “Folha de S. Paulo” em dezembro. As regras aprovadas, no entanto, ficaram aquém das propostas feitas pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. As propostas originais permitiriam que profissionais altamente qualificados obtivessem visto mesmo sem contrato de

Levantamento afirma que 80% das crianças abusadas são meninas, e 60% têm de 7 a 13 anos

trabalho e não obrigavam mais um estrangeiro a sair do país e pedir novo visto cada vez que mudasse de empresa ou de cargo. As mudanças aprovadas esta semana pelo Conselho Nacional de Imigração reduzem a burocracia para pedidos de vistos de trabalho temporários e permanentes. Até agora, o trabalhador estrangeiro que queira pedir visto precisa entregar no consulado brasileiro de sua região papéis como diploma e um comprovante de experiência, que serão avalizados. Essa fase pode demorar até 30 dias. Depois, é preciso traduzir a documentação. Só então o processo começa a tramitar no ministério, que tem cerca de 20 dias para avaliá-lo e conceder o visto.

O Brasil exige hoje em média 19 documentos ao imigrante em busca de visto de trabalho, no México e no Canadá, são 8; no Reino Unido, 12; na Austrália e no Chile, 13. Com isso, a obtenção de visto de trabalho leva, em média, 52 dias. Na Austrália, são 30 dias, e, no México, 40. Com a mudança, as empresas poderão obter o visto antes mesmo de o profissional cumprir todas as etapas burocráticas ele terá 60 dias após a concessão da autorização de trabalho para apresentar a documentação. Pelas novas regras, também será criado um cadastro eletrônico das empresas que querem recrutar estrangeiros para trabalhar no Brasil.

Contratação de estrangeiros é ilegal

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

O Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República para impedir o governo de contratar médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil. Na representação, a entidade cobra esclarecimentos dos ministros das Relações Exteriores, Antônio Patriota; da Saúde, Alexandre Padilha; e da Educação, Aloizio Mercadante. Na última semana, o governo anunciou a intenção de contratar 6 mil médicos de Cuba, além de profissionais de Portugal e da Espanha, para atuarem em regiões carentes do país. O presidente do CFM, Roberto d’Avila, disse que a preocupação do conselho é a contratação de profissionais sem qualificação comprovada. “Nós não vamos permitir que a população brasileira seja atendida por médicos desqualificados e que não tiveram a sua competência avaliada”, disse. Para exercer medicina no Brasil, os profissionais formados no exterior precisam ser aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida). Segundo o presidente do CFM, o conselho não vai aceitar alterações que possam baixar o nível de dificuldade da prova. “A entidade quer esclarecimentos sobre supostos projetos e acordos para assegurar a entrada no país de médicos estrangeiros e de brasileiros portadores de diplomas obtidos no exterior. Na representação, a entidade argumenta sobre os riscos da importação de médicos sem critérios.

Contrário ao CFM, classes estudantis defendem médicos estrangeiros

Medida põe população em risco Para o CFM, a contratação de estrangeiros fere a autonomia nacional, desrespeita a legislação que regula o ingresso de médicos no país, coloca em risco a qualidade da assistência oferecida à população e não resolve de forma definitiva o atendimento em saúde das áreas de difícil provimento no interior e nas periferias dos grandes centros”, diz nota do conselho. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu que

o governo está preocupado em trazer médicos com boa formação para o Brasil e estuda modelos adotados em outros países. “Nós queremos profissionais com qualidade. O ministério está estudando o que o Canadá, a Austrália e a Inglaterra fazem para atrair médicos de qualidade. Estamos dispostos a debater esse tema. Mas esse debate tem que ser transparente, não pode haver tabus e preconceito”, disse o ministro.


País

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Lei da Transparência faz aniversário sem funcionar E

statísticas divulgadas pela ControladoriaGeral da União (CGU) para comemorar o primeiro aniversário da vigência da Lei de Acesso à Informação estão sendo questionadas por especialistas. Levantamento da organização não governamental (ONG) Artigo 19, indica que o verdadeiro índice de satisfação com as respostas não chega a 93%, conforme divulgado pelo governo, e sim a pouco menos de 50%. Segundo representantes da ONG, a diferença pode resultar das várias metodologias usadas para medir a satisfação com o atendimento. “É pelo fato de não ter interposição de recurso? Esse critério é duvidoso, pois a pessoa pode ter perdido o prazo ou não sabia que podia recorrer. Além disso, nem todo mundo responde ao formulário liberado após o atendimento”, analisa o coordenador da área de acesso à informação da ONG, Alexandre Andrade Sampaio. Embora reconheçam que a Lei de Acesso à Informação representou um avanço, os pesquisadores afirmam que a sociedade deve ficar alerta para garantir o cumprimento da norma. “Há muitos órgãos

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

A lei tem o propósito de permitir que qualquer cidadão tenha acesso a informações sobre o que é feito com o dinheiro público resistentes e talvez até incapazes de atender plenamente às exigências da lei. Há muita contrariedade de fornecer informações com o conceito de que a visão desse órgão vai cair”, analisa o cientista político David Fleischer, integrante da ONG Transparência Brasil. Um dos pontos mais sensíveis

INSATISFAÇÃO

Levantamento da organização não governamental (ONG) Artigo 19, indica que o verdadeiro índice de satisfação com as respostas não chega a 93%, conforme divulgado pelo governo, e sim a pouco menos de 50% Pesquisadores reconhecem valor do Lei da Transparência, mas pedem que a sociedade fique alerta para garantir o cumprimento da norma

é a divulgação de salários nominais de funcionários públicos, que motivou várias ações na Justiça. Também há críticas sobre a postura pouco proativa de órgãos públicos na liberação de informações obrigatórias pela lei de acesso. Especialistas defendem a uniformização de procedimentos entre os órgãos e a adoção de ferramentas padronizadas para facilitar a consulta e fiscalização.

Campanhas de esclarecimento são a solução Para a diretora da Artigo 19 na América do Sul, Paula Martins, os órgãos devem treinar servidores e lançar campanhas de esclarecimento à população para evitar deslizes. “Veri-

ficamos casos de explícito desrespeito à lei de acesso, por exemplo, com a exigência de pagamento de taxas para protocolização dos pedidos de informação, ou municípios que só aceita-

vam pedidos apresentados por residentes na localidade”, relata. Outro erro recorrente é a retenção de dados públicos sob o argumento de que há direito autoral ou

pelo temor de represálias de superiores. “A gente sabe que o funcionário tem medo de dar a informação que o chefe dele não quer que ele dê”, observa Alexandre Sampaio.


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Mundo

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Sírios refugiados em outros países superam 1,5 milhão Fuga é uma tentativa do povo sírio de encontrar abrigo após anos de guerra civil entre os resistentes ao regime de al-Assad

O

Alto Comissariado de Refugiados da ONU (Acnur, sigla em inglês) informou no final de semana que passou de 1,5 milhão o número de sírios que saíram do país devido ao confronto entre o regime de Bashar al-Assad e grupos rebeldes. O anúncio é feito enquanto o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, vai à Rússia para buscar apoio do presidente Vladimir Putin para uma nova rodada de negociações de paz, a fim de dar uma solução para crise política dos últimos dois anos. Segundo a agência da ONU, o ritmo do êxodo se acelerou nos últimos quatro meses e cerca de 1 milhão de pessoas se registraram como refugiadas em acampamentos de países vizinhos desde janeiro. No entanto, o número deve ser bem maior, já que muitos atravessam a fronteira sem se registrar. A maioria dos refugiados fugiu para os vizinhos Líbano e Jordânia, onde o Acnur disse que contabilizou 470.457 e 473.587 refugiados, respectivamente, nesta semana. No início desta semana, a Turquia

REPRODUÇÃO

informou que mais de 230 mil sírios estão no país. Além dos três vizinhos, os maiores contingentes de sírios que fugiram do conflito armado em seu país podem ser encontrados no Iraque, no Egito e na Tunísia. De acordo com a entidade, o maior motivo para a fuga é o aumento da violência e a mudança constante de controle de cidades e aldeias. A população da Síria é de 23 milhões de pessoas. Segundo a ONU, outros 4 milhões de sírios se deslocaram para regiões mais tranquilas dentro do país e também precisam de ajuda humanitária. O auxílio a esses refugiados é dificultado pela violência dentro do país, que forçou a saída de agentes da organização. Chefe da ONU O relatório divulgado coincide com a chegada do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Sochi, onde acontece uma série de reuniões com integrantes do governo russo. Em entrevista coletiva, ele se disse confiante com a realização de uma conferência internacional sobre Síria, que deverá acontecer no início de junho. O evento foi definido após

reunião entre o secretário de Estado americano, John Kerry, e o presidente russo, Vladimir Putin, no início deste mês. Os dois países estão em polos opostos na crise síria, embora defendam uma transição política. Ele agradeceu a Kerry e ao chanceler russo, Sergei Lavrov, por terem convocado o encontro de países e defendeu a rápida realização do evento. O chefe da ONU ainda pediu ao regime sírio que permita a entrada dos inspetores da organização para investigar as acusações de uso de armas químicas. Já Lavrov defendeu a inclusão de países vizinhos da Síria, além do Irã e da Arábia Saudita nas discussões. Em outras ocasiões, o convite a Teerã frustrou outras conferências, já que os países ocidentais consideram que a República Islâmica influenciaria negativamente nas discussões. Perguntado pelas provisões de armas russas ao regime de Bashar al Assad, Lavrov declarou não compreender a repercussão que a notícia causa nos meios de imprensa e afirmou que não pode quebrar os contratos militares assinados com os sírios na época da União Soviética.

Regime ditatorial de Bashar al-Assad tem expulsado os sírios em meio a uma guerra civil


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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

ARQUIVO EM TEMPO/SHANA REIS

Tráfico vence nas salas de aeroportos Dia a dia C6 FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Keyce Jhones em plena rua: cidade não tem um plano adequado para uso de ciclovias e ciclofaixas, valorizando apenas carros, motos e outros veículos

Cicloativista tem projetos para a mobilidade urbana Incentivador do uso da bicicleta mostra que é possível tornar Manaus uma cidade com transporte seguro e exemplar CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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á algum tempo está acontecendo em Manaus o boom do uso da bicicleta, seja por modismo ou por convicção sobre seus benefícios tanto para a saúde quanto para melhorar a questão da mobilidade urbana. Fazendo parte dessa segunda categoria está Keyce Jhones, adepto da mobilidade por bicicleta há sete anos. Cicloativista, como se define, ele possui um programa para incentivo ao uso da bike chamado “Ciclo Urbano Manaus”, que deverá ser implantado na cidade, em breve, para dotá-la de mais infraestrutura e equipamento que incentivem ao uso da bicicleta como meio de transporte. Outro projeto que ele encampa é um guia com rotas alternativas para

quem quer usar a bicicleta para conhecer a cidade. Na opinião dele, é importante esse boom do uso das bicicletas, mas avalia que in-

Os discursos e ações precisam ser paralelos para que a demanda reprimida possa usar mais a bicicleta no dia a dia da cidade Keyce Jhones, cicloativista

felizmente o poder público não acompanha esse crescimento, realizado principalmente pelas pedaladas de grupos de usuários de bicicletas de pas-

seio durante a semana. “Os discursos e ações precisam ser paralelos para que a demanda reprimida possa usar mais a bicicleta no dia a dia na cidade”, avalia, completando que adotou a bicicleta como forma de contribuir para que a cidade se torne melhor. Para Keyce, boa parte dos recursos do sistema de trânsito são voltados para os portadores de veículo automotivo, e nem sempre há uma discussão para melhoria e implantação de sistemas alternativos de modais. “Nesses sete anos eu me tornei cicloativista, nos quais tenho feito defesas para que minha cidade receba melhor a bicicleta nas ruas, o que não é nada fácil, pois vivemos em uma sociedade meramente ‘carrocentrista’ o que acaba gerando uma imobilidade cada vez mais crescente”, critica.

Projeção na calçada que margeia o igarapé do Franco, na Compensa: ciclovia sempre possível

Problemas constantes nas ruas

Uma questão de criar prioridade

Em uma cidade em que o asfalto é assolado por buracos, a sinalização praticamente não existe e ciclovias e ciclofaixas são sonhos distantes, Keyce encontra problemas para se locomover e aponta que a falta de cumprimento efetivo das leis que regem a mobilidade para pessoas também contribuem para aumentar os problemas. “Temos excelentes legislações, como o Código de Trânsito Brasileiro, o Plano Diretor Urbano e Ambiental e agora

Apesar de a nova lei de mobilidade ter sido constituída há mais de um ano, Manaus – segundo ele - não apresentou um plano de mobilidade que priorize o uso da bicicleta. “Você já viu alguma sinalização indicando que tal rua é passagem de usuário de bicicleta? Alguma placa indicando ou advertindo motoristas sobre aquela área que é preferencial à bicicleta? Eu nunca vi, mas isso existe e está só no papel, que é o que o Departamento Nacional de Infraestrutura

a Nova Lei de Mobilidade Urbana (12.587/2012), que não são cumpridas. Todas elas traçam diretrizes que priorizam a mobilidade por bicicleta nas cidades brasileiras”, diz, completando que a educação da sociedade se faz com a organização espacial (urbanística) e social da cidade, isso que rege os deveres e direitos. “Manaus prioriza muito o sistema automobilístico, a prova é vista diariamente, com as dezenas de ruas abertas, viadutos, duplicação de

vias, ampliação e todas elas com eventos de inauguração, mas nenhuma resolveu a questão da mobilidade, e pouco resolveu os problemas de congestionamentos. O incentivo ao uso do carro é grande e vai contra os anseios da sociedade, pois não temos calçadas e ciclovias (faixa segregada para o trânsito de bicicletas). Antes de tudo, temos que fazer valer o cumprimento das nossas legislações para que tenhamos mais segurança e direitos constituídos”, aposta.

de Transportes (Dnit) instituiu, mas só vemos direcionados aos carros, nem para pedestre vimos sinalizações inteligentes”, polemiza. Munidos de estudos, Keyce aponta que as ciclovias de Manaus devem seguir uma relação de rede, ou seja, todas conectadas principalmente com as grandes avenidas e eixos viários. “São essas vias que suportam ciclovias devido à quilometragem permitida para circulação de automóveis, sendo 60 a 80 quilômetros por hora,

isso requer uma segregação do espaço para favorecer a segurança de quem pedala”, avalia, dando como exemplo Bogotá, na Colômbia, e Rio Branco, no vizinho Acre, que possuem infraestruturas planejadas para usuários de bicicletas. “São cidades que não precisaram fazer grandes campanhas ou mobilizações sociais para entender que é vantajoso e necessário para a cidade promover o uso da bicicleta. (Continua na página C2)


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Espaços ociosos podem ter ciclovias na cidade

Vários pontos da capital poderiam receber infraestrutura para permitirem o uso das bicicletas sem riscos de acidentes IONE MORENO

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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eyce Jhones explica que tem prospectos (estudos esquemáticos) que divulga em redes sociais e no blog pessoal para informar que Manaus tem espaço ocioso e sem reestruturação, que poderia receber uma infraestrutura simples de ciclovia. Ele assegura que são espaços de grandes rotas locados em grandes avenidas, como as avenidas André Araújo, Rodrigo Octávio, Djalma Batista, Constantino Nery, Corredor do Mindu, Torres e Flores, Coronel Teixeira (Estrado da Ponta Negra) e também um eixo importante como a avenida Beira Rio (Centro), passando pela Cachoeirinha, Raiz até chegar ao Distrito Industrial. “Seria tudo feito pela orla e seguindo as obras do Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus). Obras do Estado que poderiam contemplar ciclovias pelo igarapé do Quarenta, conectando uma mobilidade efetiva e eficiente”, sugere. Keyce não fica somente no projeto, ele encaminha aos órgãos de fiscalização e planejamento e confirma que, em alguns casos, tem bom

retorno. “Acabam refazendo o meu estudo para adequar às necessidades financeiras da gestão. É o caso do retorno da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), onde alertei sobre a necessidade de ter uma faixa e sinalização para usuários de bicicletas que são alunos, funcionários, professores e visitantes que acessam

EXEMPLO

A primeira e única ciclofaixa de Manaus está localizada na avenida Nathan Xavier Albuquerque, primeira etapa do corredor do Mindu, e tem seis quilômetros, estando com sua sinalização quase

para entrar no campus da universidade”, comemora. Corredor A primeira e única ciclofaixa (uma faixa na pista de rolamento destinada a bicicletas) de Manaus está localizada na avenida Nathan Xavier Albuquerque, primeira etapa do Corredor do Mindu, tem seis

quilômetros, de acordo com Paulo Henrique Martins, diretor de Engenharia do Manaustrans. Ele explica também que a sinalização já está sendo concluída, e o prefeito Arthur Neto deverá entregar tudo em pouco tempo à população. Paulo Henrique também esclarece que o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) é o órgão responsável por elaborar o projeto onde serão implementadas as ciclofaixas e ciclovias na cidade. Sobre o plano de mobilidade urbana, ele explica que o estudo já está sendo realizado pela prefeitura, que está fazendo a reforma do plano diretor, para ser realizado um estudo de diagnóstico e técnico para iniciar discussões com os órgãos envolvidos para implementá-lo. O diretor de Planejamento do Implurb, Laurent Troost, enfatiza que o instituto realizou um estudo preliminar para implantação de ciclovias e ciclofaixas nas vias da cidade, agora na fase da execução. Ele explica que a idéia é que o projeto faça parte da licitação de recapeamento, meio-fio e calçadas, que será realizada nos grandes eixos de Manaus, trabalho anunciado pelo prefeito Arthur Neto.

Ciclofaixa na avenida Natan Xavier Albuquerque, quase concluída: primeiro sinal de mudanças

Projetos futuros para a capital As avenidas Senador Álvaro Maia, Zona Centro-Sul, e Brasil, Zona Oeste, deverão ter ciclovias, enquanto as ciclofaixas deverão ser implantadas a princípio na avenida Coronel Teixeira, Zona Oeste. No total, de acordo com Troost, será feito um percurso de 14,6 quilômetros de ciclofaixas e ciclo-

vias. No Centro, ainda está sendo realizado um estudo de possibilidade. Ele explica também que o Implurb fez um levantamento de origem e destino, com a colaboração do grupo Pedala Manaus, sobre como os adeptos da bicicleta se movem dentro da cidade e, com isso, obter o mapeamento dos locais para

definir prioridade. Ele avalia que por outro lado tem-se que verificar o que a cidade oferece para que a prefeitura não tenha grandes gastos e se consigam os efeitos positivos para mobilidades alternativas. “Estamos tentando achar o equilíbrio para definir os percursos a serem implementados”, concluiu.


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O irresistível poder da fé Independente de religião ou mesmo de ausência de crenças, “poder invisível” ainda mobiliza as relações humanas, seja na busca de forças para lidar com as suas dificuldades, seja para enfrentar as perdas irreparáveis e dolorosas LUCIANO LIMA Equipe EM TEMPO

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sua fé “move montanhas”? Você considera que o poder desse sentimento é capaz de transformar a sua vida e de todos que o cercam? A fé pode ser a chave para a superação e o combustível para suas realizações. Em tempos de intolerância religiosa, falsas pregações e discursos de ódio espalhados por todo o planeta, a fé humana ainda é indiscutivelmente um mistério por transformar e modificar a vida de quem quer utilizá-la como fonte de apoio e até de cura. A ciência ainda procura respostas para desvendar os benefícios desse sentimento, que reacende e impulsiona o ser humano a viver bem e melhor com uma religião definida ou não. A produtora cultural Luciana Monteiro, 38, garante que a fé é uma mola propulsora indispensável em sua vida.

“Sou portadora de psoríase há mais de 20 anos e já sofri muito com isso. Fui diagnosticada como artrite psoriática, e como se não bastassem as feridas horríveis para me atormentarem ainda mais, tinha também dores terríveis no corpo e nas juntas, especificamente”, relatou. “Minha luta é diária, mas sei que preciso ter calma, paciência, mas é difícil. Sei que temos problemas na vida, seja com os pais, filhos, maridos ou esposas”, desabafou Luciana. Segundo a produtora, a medicina é a grande aliada. “Acredito em Deus como fonte de tudo que é bom, e também na fé humana. A medicina ajuda muito e fazer terapia também, mas ter fé é fundamental”, revelou. “Pois não se vive sozinho e sim em comunidade, por isso decidi falar pra todos. A convivência ajuda em tudo e você se recupera e supera”, completou a produtora.

Uma contribuição benéfica O psicólogo Fabrício Menezes analisou o sentimento como uma contribuição benéfica. “Compreendo que a fé é uma expressão de um sentimento profundo, da alma que procurar possibilitar a quem o tem, um sentido real e presente de muita confiança”, observou. “Assim, possuindo uma estrutura egoica adequada, a fé como expressão desse sentimento muito contribuirá no sujeito para que ele tenha uma percepção diferente da vida, dos conflitos, das dores. Fica mais fácil lidar com o sofrimento, angústia, dor e, perdas”, apontou Menezes.

Ainda de acordo com o profissional, mesmo que o ramo da psicologia não adentre literalmente na questão, ele considera que a religiosidade (crenças) é um aliado dentro do processo de atendimento de um eventual paciente, justamente pelo efeito ligado à confiança. “Entendo que a fé, por ser o equivalente à confiança em algo, em um ser superior, está de mãos dadas com a oração, que será utilizada para contribuir e para reduzir níveis de angústia e ansiedade”, finalizou o psicólogo.

O dom especial do ser humano Como o alimento da alma, a fé se materializa nas conquistas pessoais de cada um, na esperança por dias melhores ou por qualquer desejo de realização encarada por qualquer âmbito. O padre Geraldo Pereira Bendaham, 45, relaciona o sentimento como um dom especial do ser humano. “A fé é algo sobrenatural que nos motiva a vencer e a enfrentar as dificuldades, é algo

especial, um dom. Ela é muito importante para nos mantermos felizes”, destacou. “Conheço inúmeras pessoas que por meio da fé alcançaram seus ideais e até a cura de doenças. A fé é um referencial para existência humana, ela liberta”, declarou o padre. O empresário Ton de Souza, 24, atribui boas energias em sua vida aos ensinamentos do espiritismo e a autocompreensão. “Com o pouco

que já aprendi com meus estudos no espiritismo, acredito na fé como algo racional. Algo que nasce da busca pelo conhecimento, pelo entendimento”, contou. “Creio na fé como a representação de uma bússola como Emmanuel (famoso guia espiritual da doutrina) disse: uma lâmpada que nos guia o caminho a ser seguido”, acrescentou o empresário.

Opinião sem dogmas O estudante Denison Elierico Santos, 26, possui um posicionamento bastante particular sobre a representação da fé. “Eu não creio em divindades. Eu tenho uma necessidade íntima de entender para só depois poder acreditar. Sim, eu não tenho fé! Mas isso não significa que eu não ame e que não faça o bem ou que não seja justo”, relatou. “O religioso tem em Deus a fundamentação do bem, do amor, da justiça, da verdade, da moralidade e tudo o mais que é positivo. Eu, por outro lado, não fundamento nenhuma destas coisas em algo transcendente e contingente. Entendo que tais fundamentos estão em nossas ações”, pontuou Denison. “Somos nós que fazemos e promovemos, eu acredito no potencial do homem para o bem”, completou o estudante. Ainda de acordo com ele, o ato de ter fé é uma forma que o ser humano encontrou para trazer conforto à alma, acreditando em divindades para sentirem bem-estar e conforto.

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Menor culpad A redução da maioridade penal levanta vários debates sobre a necessidade de uma reformulação do tratamento dado a infratores GUILHERME ALVES E LUCIANO LIMA Equipe EM TEMPO

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om um assunto delicado e controverso, a redução da maioridade penal no Brasil tem chamado a atenção da mídia e principalmente da população que ainda desconhece as diretrizes que englobam o assunto. A reforma da idade penal no país vem mobilizando diversos movimentos que apóiam uma possível mudança na legislação brasileira na contramão de outras correntes totalmente contra a medida. A maioridade penal no país se aplica aos 18 anos de idade segundo a Constituição Federal de 1988. Os artigos 228 e 27 do Código Penal e o artigo 104 do Estatuto da Criança e do Adolescente ECA (lei nº. 8.069/90) caracterizam este perfil para aplicação de penas judiciais. Crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos

são apenados dentro dos rigores da lei que definem as contravenções ou crimes, como “atos infracionais”, e a lei estipula para esse tipo de perfil medidas “socioeducativas”. Talvez a grande discordância em relação ao atual modelo constituinte em vigência, seria o aumento na incidência de crimes cometidos por menores de 18 anos no Brasil. Em suma, o protesto opositor contra a redução fica por conta dos argumentos relacionados ao atual cenário prisional no país, visto que o Brasil possui uma das maiores populações carcerárias do mundo. O advogado Bruno Braz, 28, defende a mudança no Código Penal por acreditar ser um modelo defasado. “Acredito que chegou (mais uma vez) a hora de repensar essa redução. “Quem é contra justifica que cadeias não educam, e penso que quem tem que educar é a escola”, afirmou. “Tem que haver punição, pois a certeza da impunidade, somada

à falta de investimento em educação acabam sendo os maiores responsáveis pelo aumento da violência praticada por menores”, pontuou o advogado. Braz atribuiu essa perspectiva ao quadro penal por observar que a legislação tanto eleitoral quanto trabalhista admite ao adolescente votar (16 anos) e trabalhar (14) anos dentro de uma realidade que não considera o jovem apto distinguir o certo do errado. Mesmo tendo sido assaltado por um menor, o psicólogo Luigi Mendes, 25, acredita que a repressão de forma rigorosa não é o caminho. “Observo que reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre mais jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade e consequentemente isentando o Estado do compromisso com construções de políticas públicas e de atenção para com a juventude”, disparou.

A polêmica da maioridade penal gira em torno do contexto social no qual o país se insere

O dilema dos direitos e deveres Para o titular da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Paulo Roberto Vital, a maioridade penal deve ser revista, pois antes mesmo dos 18 anos, o adolescente possui responsabilidades. “Se uma pessoa aos 16 ou 17 anos tem consciência de que pratica um crime e se julga preparado para votar, essa pessoa tem direitos e deveres”, afirmou. O coronel explica, ainda, que não basta apenas reduzir a maioridade se não houver garantia de que a punição será cumprida. “A eficácia da pena está em o indivíduo ter certeza de que, se for sentenciado a 10 anos de regime fechado, ele cumprirá os 10 anos. Nada de o indivíduo ser condenado a 120 anos e ele só poder

cumprir o máximo de 30 anos. Esta situação fomenta a impunidade”, acrescentou. Na opinião do delegado geral adjunto da Policia Civil do Amazonas, Mário Aufiero, a maioridade penal é definida de acordo com um contexto de um país. “Precisamos entender que o contexto brasileiro é de adolescentes com maiores informações e conhecimento. Eu entendo que a redução está dentro da nossa realidade de desenvolvimento”, disse. A discussão deve ser com cautela, pois, segundo o delegado, a redução pode não resolver o problema. “Um jovem que aja com delinquência, quase sempre é porque não teve oportunidade, e se ele ficar à margem, irá para a criminalidade. A discussão

tem que ocorrer com muita calma”, acrescentou. A responsabilidade penal de adultos difere da responsabilidade penal juvenil em qualquer lugar do mundo. Há lugares onde a responsabilidade começa logo cedo. Aqui, a responsabilidade penal juvenil vai dos 12 aos 18 anos incompletos. Na maioria dos lugares dos Estados Unidos da América, em casos de crimes graves a partir de 10 anos de idade, os autores já podem ser submetidos à legislação de adolescentes. Já a maioridade penal inicia aos 16 anos. Contudo, nos outros estados do país, adolescentes com 12 anos que cometem crimes hediondos já podem ser julgados como adultos.


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do ou não? Reintegração social e punição Em Manaus, o projeto “Tocando em frente” trabalha diretamente com crianças, adolescentes e adultos em situação de risco. A reintegração social vem por meio de atendimentos bio-psicossociais, cursos profissionalizantes e encaminhamento para empregos. A pedagoga Janete Canto, uma das idealizadoras do projeto, acredita que a prisão não é a melhor alternativa. “O menino que recebe como punição um serviço à comunidade sofre bastante, pois ele precisa passar por vários preconceitos. As pessoas o veem prestando o serviço e o olham diferente. A partir daí, o adolescente já começa a refletir no que fez e se realmente deseja co-

meter outro delito”, disse. A pedagoga observa que uma punição mais severa pode ser estudada, e completa que a prisão é a pior decisão, visto que pode agravar a condição desse jovem. Convivendo com crianças abaixo de 10 anos de idade em uma escola particular, a professora Amanda Silva, 27, lembra que punir é também é um ato educativo. “Não podemos passar a mão na cabeça de alguém que comete crimes. Na hora de serem julgados, os adolescentes são tratados como crianças, porém atuam como adultos na hora de roubar e tirar vidas”, disparou. “Não adiantará esses adolescentes serem puni-

dos apenas por punir, e eu acredito numa reformulação do sistema educacional tendo em vista que tudo começa na base familiar”, completou a educadora. O médico José Anchieta de Carvalho Junior, 28, frisou que o jovem infrator deve responder criminalmente. “Particularmente, como médico, já atendi alguns casos de vítimas de atos de perversidade de menores, que às vezes causam danos irreversíveis à saúde”, disse. “Acredito que esses jovens podem responder criminalmente pelos seus próprios atos, pois possuem total consciência dos crimes que cometem”, reiterou o médico. FOTOS: JOEL ROSA

Menores de 18 anos podem votar. Com base nisso há questionamentos sobre responsabilidade

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JOEL ROSA

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Drogas apreendidas em operação policial: apesar das medidas de segurança, ainda não há uma forma efetivamente positiva no combate ao transporte de entorpecentes em bagagens no país

Tráfico, 1. Segurança, 0 ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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s recentes prisões de “mulas” – termo utilizado para identificar as pessoas que transportam entorpecentes – no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes indicam que a descoberta desse tipo de delito é feita com base em pura sorte – isso quando não é uma denúncia anônima ou resultado de investigações policiais. Os métodos de segurança ainda estão aquém do ideal para combater as redes de tráfico. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a inspeção das bagagens é de competência das companhias aéreas, cabendolhe apenas a disponibilização dos raios-x para inspecionar as bagagens, tanto de mão quanto as despachadas, conforme legislação em vigor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No caso do terminal aéreo de Manaus, existem quatro equipamentos para o despacho e oito para o exame manual.

Uma fonte ouvida pelo EM TEMPO, que trabalha para uma das companhias aéreas na qual foi presa uma das “mulas” recentemente, informou que o procedimento de raio-x de bagagens [e apenas utilizada nas malas que os passageiros trazem consigo. As demais vão para o depósito do avião sem terem passado por nenhum tipo de fiscalização. A descoberta de tráfico acontece, muitas vezes, por pura sorte. “Quando o passageiro demonstra nervosismo ou age de modo diferente que indique algo errado, após seu embarque na aeronave suas malas são retiradas da esteira para o avião e passadas pelo raio-x manual. Caso se descubra algum elemento indevido, é necessário que a empresa entre em contato com outros órgãos, como a Polícia Federal”, contou. A fonte ainda disse que há dificuldade com os plantonistas dos órgãos federais, pois são destacados poucos funcionários para uma grande demanda. “O caso não acontece apenas em Manaus”, disse.

ARQUIVO EM TEMPO/SHANA REIS

À exceção de investigações policiais e comportamentos suspeitos, transporte de entorpecentes via aeroporto é uma verdadeira “farra”, pois apesar dos equipamentos, o que vale para descobrir o delito é o “olhômetro” da fiscalização

No aeroporto internacional Eduardo Gomes, bagagens despachadas têm mais riscos

Mudanças no mercado da droga Em quase todos os casos, a história das “mulas” é a mesma: uma pessoa a contratou para que trouxesse os tabletes de maconha prensada em sua mala, e todo o processo é esquematizado, desde que se sai da capital. O pagamento é de R$ 2,5 mil, mas não sabem que o que vem na mala, cujo conteúdo, quando revertido ao tráfico, tem um valor triplicado, que pode chegar a até R$ 100 mil. São Paulo, Goiás e Mato Grosso, de acordo com policiais, são as principais rotas utilizadas para o transporte de drogas. Quando a “mula” retorna à capital, sempre é combinado um ponto de encontro para a troca das malas e a concretização do pagamento ofertado. Essa mesma

história foi divulgada quatro vezes apenas neste ano no aeroporto Eduardo Gomes. O chefe da Polícia Federal do terminal aéreo de Manaus, Rômulo Arantes, explicou que antigamente a capital amazonense era apenas uma das rotas de transporte dos entorpecentes, mas agora o fato mudou. “A cidade se tornou um mercado consumidor, e por isso estamos realizando um trabalho de inteligência que não pode ser revelado, mas estamos atentos para os acontecimentos”, explicou. No mês passado, o 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP) registrou mais de 130 quilos de maconha prensada. De acordo com o delegado titular, Ivo Mar-

tins, todas as apreensões foram realizadas por meio de denúncias recebidas pelo número 181 da Polícia Civil. “As denúncias normalmente descrevem as características da pessoa ou da bagagem, o que facilita o nosso trabalho durante a abordagem. Detectado o tráfico das substâncias entorpecentes, conduzimos os envolvidos até a delegacia”, informou. A titular da Delegacia Especializada em Prevenção e Repressão a Entorpecentes (Depre), Vanessa Pereira, contou que a polícia suspeita que as drogas apreendidas tanto no aeroporto quanto nas embarcações têm relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que já se instalou na capital.

O papel de cada órgão envolvido A Infraero informou que a Anac tem como objetivo regular e fiscalizar as atividades de aviação civil nos aeroportos. Em virtude disso, é responsável por verificar se há o cumprimento de legislações relacionadas à fiscalização de bagagens. E ainda disseram que, além disso, os aeroportos da rede Infraero passam, regularmente, por fiscalização de órgãos nacionais e internacionais da aviação civil. Decreto Com relação à inspeção de bagagens, o decreto de número 7.168, de 5 de maio de 2010, que trata sobre o Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil Contra Atos de Interferência Ilícita (PNAVSEC), determina que a fiscalização das bagagens de mão é responsabilidade da administração aeroportuária, sob supervisão da Polícia Federal do Brasil. “No Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, todos os passageiros, empregados do aeroporto e tripulação que entrem na Área Restrita de Segurança (salas de embarque, pista do aeroporto e outros) passam pela inspeção, conforme previsto no PNAVSEC”, explicou a assessoria da Infraero.


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Prazer, Lázaro de Juazeiro A curiosidade transformou o cearense em um restaurador de mão cheia, capaz de criar belos desenhos em matéria morta ou inerte, fazendo disso seu meio de vida e até utilizando as redes sociais para divulgar seu trabalho na cidade

FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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em um cubículo com pouco mais de um metro que seu Lázaro Marques Lima, 59, há 11 anos controla quem entra e sai do prédio da Cúria Arquidiocesana, no Centro. Para deixar o ambiente mais confortável, um ventilador no teto, bebedouro com água geladinha, armário, cadeira e uma enorme tela que todos os dias recebe novas pinceladas delicadas das mãos ásperas de quem já trabalhou duro na vida. Há nove anos, o cearense de Juazeiro do Norte fez do espaço da portaria o seu ateliê de pintura. A experiência surgiu de uma curiosidade. Há quase uma década, chegou na portaria uma sacola com tintas que foram doadas para a instituição. Atencioso, Lázaro resolveu conferir o material, quando encontrou as bisnagas e os pinceis. “Eu, curioso, peguei a tinta pra ver se saía em madeira. Fui misturando as tintas e deu certo, as cores foram surgindo. Aí comecei a comprar a bisnaga que era mais barato. E dali não parei mais”, lembra. Encantado pelas cores que surgiam das misturas, Lázaro começou a pintar paisagens naturais em pequenos pedaços de madeira. Rio, por do sol, luar, árvores e o seu preferido, o ipê amarelo, roxo, rosa, verde, furta cor, se a inspiração permitir. Cenários que desvendam as riquezas e misérias que teimam em cruzar os caminhos dos ribeirinhos amazônicos e dos sertanejos. “As pessoas perguntam: Lázaro de onde é esse desenho? Eu respondo: Não sei, é da mente. ‘Tá’ tudo aqui (aponta para a cabeça) e ainda vai sair muitas coisas. Gosto de fazer paisagem, tenho certeza de que daqui a uns anos, se não cuidar, não vai ter mais. Em 1979, próximo ao aeroproto era tudo mato, agora é só casa. É preciso ter consciência, não quero que morram as matas, e nem que elas fiquem mortas dentro de uma tela”, lamenta.

Lázaro Marques Lima mostra algumas de suas criações: gosto pela pintura começou praticamente por acidente, ao manusear uma sacola com várias tintas

Imaginação além dos limites

Dinheiro extra e aprendizado

A imaginação de Lázaro não se limita às misturas das cores ou as formas que reproduz. As plataformas utilizadas nas pinturas são as mais inusitadas possíveis. Folhas, sementes, pedras, casca de cebola, botões, CDs, vinil, caixa de fósforo, vidro, cigarro, palito ou cabaça. Tudo é aproveitado. “Tava cortando a grama e uma folha caiu nos meus pés. Eu juntei, ela era bem pequena, e tive a ideia de fazer na folha mesmo. E daí não parei mais. O que tiver no momento a gente pega.

Com tanta criatividade e bom humor, não demorou muito para Lázaro conquistar uma gama de admiradores. É difícil sair do ateliê do cearense sem levar nada. “Dei muitas pinturas também. Dava de presente de aniversário. Já vendi também um quadro para um japonês e uma carteira, com 20 cigarros pintados, para um alemão”, lembra. A arte do nordestino já viajou longe. Itália, Alemanha, Japão, Inglaterra, Peru e Venezuela. Os turistas adoram. “Eles gostam mais de

Não tem um lugar mais difícil de pintar”, argumenta. As imagens também são pintadas em bases minúsculas, como sementes ou botões. Tudo natural, sem precisar apelar para tecnologias, garante ele. “Pintar na tela é bem mais fácil, mais procuro as coisas menores porque a visão ainda ‘tá’ boa. Tenho certeza que daqui uns anos quando começar usar óculos vai ser difícil e as coisas menores não vou fazer mais. Quero aproveitar que os olhos estão bons”, conta.

Aposentadoria sem sossego

Seu Lázaro diz que nunca fez curso de pintura, mas também não descarta a ideia, que adia para daqui a mais ou menos quatro anos, com a chegada da esperada aposentadoria. “’Tô’ esperando a aposentadoria, porque terei todo o tempo para fazer o que quiser. Se eu não tivesse descoberto a pintura, eu ‘tava’ desse tamanho, sentando na guarita só comendo e cochi-

lando. Quem seria eu hoje?”, questiona-se. Além da busca pela literatura, a paixão pela pintura fez com que Lázaro ficasse mais intimo das tecnologias. Num perfil do Facebook ele expõe grande parte das pinturas. “Tudo que faço bato foto e jogo pra lá, para depois eu ver o que fiz, porque depois que vende não tem como”, conta. Por meio do

artistalazinho@gmail.com ele faz contato com os clientes e admiradores. Assim Lázaro encontra um tempo entre as atividades de porteiro, jardineiro e serviço gerais para eternizar sensações, experiências e paixões. “Cearense é assim. Não é porque tenho 11 anos de empregado que vou me encostar. Se eu não tiver fazendo as coisas, fico doente”, finaliza.

dele, sua companheira há 23 anos, é fã número um do artista. “Minha mulher adora. Eu tenho a minha primeira arte em tela que não sai de casa nem pra exposição. Ela não deixa sair com medo de vender”, conta. Além do dinheirinho extra, o envolvimento com a pintura, incentivou no artista a vontade de aprender. “Agora eu ‘tô’ lendo, antes não gostava de ler de jeito nenhum. Procuro livros que tenham arte, vou na internet ver pinturas pra aprender mais sobre as cores”, reconhece.

A técnica paciente do artista Com nove anos dedicados à pintura, seu Lázaro conta que tão importante quanto o dom é a paciência. “A arte quer só pra ela, não quer que nada ‘empate’. Na guarita quando ‘tô’ pintado e alguém me chama, já morreu 90% do que eu ia fazer. Quando volto já vai sair outra

CDs utilizados por Lázaro para suas criações: agora a paixão é pela literatura de arte

arte, acho que é porque não precisam se preocupar em suprir outras necessidades, daí eles compram a tela que vai fazer uma ‘boniteza’ na casa deles”, acredita. As produções de Lázaro também se fizeram presentes em momentos importantes da vida dos admiradores. “Teve um italiano que foi casar e pediu que fizesse pintura na folha, que ia ser o convite. Foram 90 folhas”, comenta. Mas não é só entre os gringos que Lázaro vem tonandose unanimidade. A esposa

coisa. Eu tenho arte em casa e aqui (no trabalho). A de casa dá de 10 a 0”, afirma. Em casa, para embalar as criações, ele não abre mão de canções “da época dele”. “Ouço música internacional e Aguinaldo Timóteo, Jerry Adriani e haja tela. O segredo é a paciência.

Quem tem pressa come cru”, anima-se. O artista chega a produzir oito CDs por dia. Já as telas grandes levam três meses para ficarem prontas. “A tinta óleo leva 25 dias para secar parcial. E 400 anos pra secar toda a tela, assim dizem os artistas primeiros”, explica.


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plateia@emtempo.com.br

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Fotojornalistas locais na mira do Oi Futuro (92) 3090-1042

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Conexão Japão e Amazônia Conhecido na música oriental por sua versão de “Ai se eu te pego”, hit cantado por Michel Teló no Brasil, o cantor japonês Yusuke Kamiji veio à capital amazonense especialmente gravar clipe com a cantora indígena Djuena Tikuna GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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a exemplo do que já faz em sua carreira. “É um trecho que fala sobre a relação do povo indígena com a natureza e tudo o que ela lhe proporciona de riqueza”, explica. O videoclipe foi gravado na aldeia Inhambee, da etnia saterê-mauê, por escolha do cantor Yusuke Kamiji, que queria muito conhecer uma localidade como essa. “O que fica de mais impressionante para mim dessa experiência é o calor humano entre os integrantes da aldeia e, claro, a beleza natural da região”, declara o japonês. A ida de toda a equipe de produção à aldeia foi facilitada pelo fato de que a cantora local possui parentes que residem ali. Djuena Tikuna e Yusuke Kamiji gravaram em Manaus, na última sextafeira

Honra Essa é a primeira vez que Yusuke Kamiji vem ao Brasil, mas revela que já conhecia parte da Amazônia, devido a passagens por outros países da América do Sul. “Tenho muita vontade de vir fazer um show no Brasil, mas ainda não foi possível”, comenta o cantor, que é considerado uma espécie de divulgador d e honra do Brasil no Japão, desde q u e

gravou uma versão, em japonês, do hit “Ai, se eu te pego”, interpretada pelo cantor brasileiro Michel Teló, e ampliou o conhecimento a respeito do Brasil em sua terra do sol nascente. O título honorário foi concedido pela própria embaixada brasileira no Japão, cujo prédio foi, inclusive, o escolhido para a realização do lançamento do CD com o material, na época. Na ocasião, o cantor contou com a participação de mais de 100 crianças de escolas brasileiras. O feito tornou o Brasil um dos

lugares mais evidentes no Japão. Para Yusuke, os brasileiros são animados e dançam bem. O artista quis gravar a música brasileira depois que foi “contaminado” pela febre na internet, cujos números ultrapassaram, em pouco tempo, a marca de 100 milhões acessos no YouTube. A gravação em japonês, segundo o cantor, foi estratégica para dar maior visibilidade à sua marca. Nascida na comunidade Umariaçu 2, no Alto Solimões, Djuena Tikuna vem de uma família que, tradicionalmente, vive de laços com a música e a arte nativa. A cantora e compositora afirma que a sua voz leva o grito de protesto dos povos indígenas da Amazônia. Djuena Tikuna alcança projeção entre os povos indígenas, com sucessivas apresentações em eventos de várias etnias da região. Além disso, a artista já desenvolveu trabalhos com o grupo Imbaúba, David Assayag, com o violonista Robson Miguel, por exemplo. Na próxima terça-feira Djuena embarca para a cidade de Maringá, no Paraná, onde tem apresentação marcada pelo projeto Canção da Mata, do Serviço Social do Comércio – Sesc.

FOTOS: DIEGO JANATÃ

videoclipe da canção inédita “Earth Child”, do cantor japonês Yusuke Kamiji, que faz sucesso no Japão com a versão de “Ai se eu te pego”, do Michel Teló, foi gravado na última sexta-feira, em Manaus, e contou com a participação da cantora local indígena Djuena Tikuna. O músico oriental veio à capital amazonense exclusivamente para gravar com a artista da terra. O material segue para o Japão, onde será editado e lançado, em breve. Segundo o próprio cantor Kamiji, houve uma afinidade imediata da sua obra com o trabalho de Djuena. “Eu vi vários vídeos dela pela internet e me interessei em entrar em contato para solicitar sua participação no meu clipe”, afirma. Yusuke diz que percebeu que a iniciativa da artista local conversava com a sua intenção de mensagem na nova música. “Achei que com ela eu poderia colocar em evidência um assunto tão global quanto a natureza, que é o objeto desse trabalho”, completa. De acordo com Djuena Tikuna, tudo aconteceu de forma muito rápida. “Os assessores dele entraram em contato comigo semana passada para dizer o que queriam fazer e logo chegaram. É muito

bom poder participar disso e ampliar a abrangência do que se pretende”, diz a cantora. Segundo ela, o vídeo da música “Saudades da aldeia” foi um dos fatores mais importantes que motivaram a vinda de Yusuke Kamiji a Manaus. Além de participar visualmente do videoclipe, Djuena Tikuna inseriu uma parte sonora na música de Kamiji, que ela própria batizou de “Mãe Terra”, onde canta no seu idioma nativo,

O cantor oriental veio ao Amazonas exclusivamente para gravar com a cantora Djuena Tikuna


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>> Vitrine >> Eduardo e Sandra Braga, Saulo e Regina Furtado convidam para o casamento de seus filhos Brenda e Saulo, no dia 15 de junho, com cerimônia religiosa na igreja São João Batista, seguido de recepção elegantíssima na Casa Pipo, em Trancoso, Bahia. Evento AAA. >> Maria do Carmo Magalhães comemora aniversário no dia 25, no espaço de eventos do Condomínio Jardim Itália. >> Os avós da noiva Demósthenes e Lourdes Buzaglo, os pais da noiva José Rinaldo Buzaglo e Mirlanei Andrade e os pais do noivo Ivanildo e Elenita dos Santos convidam para o casamento de Ana Carolina e Rafael, marcado para o dia 7 de julho, com cerimônia religiosa na igreja Adventista do Sétimo Dia. Na sequência, os noivos recepcionarão os convidados no Elegance. >> A querida Sophia Müller estreia idade nova na segunda-feira. Será cumprimentadíssima. >> Não dá para perder I: Maria Gadu e Preta Gil, no dia 29, no Diamond. >> Não dá para perder II: Festa dos Namorados em clima junino, dia 12 de junho, no Diamond.

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br FOTOS: ROBERVALDO ROCHA

>> Otimismo . De 19 a 26 de maio, o Sistema Coca-Cola Brasil realiza a 7ª. edição da Semana Otimismo que Transforma, durante a qual parte da venda de cada produto do portfólio da empresa irá para o Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB). . A iniciativa tem como objetivo gerar desenvolvimento econômico, social e ambiental. A campanha, assinada pela agência DPZ, terá como tema o futebol, com o slogan “Tá todo mundo convocado para a Semana Otimismo que Transforma”. Segundo Marco Simões, vicepresidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, a iniciativa abre caminhos para incrementar programas que geram aumento de renda e de capacitação profissional em grande escala.

Fabíola e Carlos Moraes em evento cinco estrelas na cidade

O escritor Dori Carvalho, o curador do Museu Oi Futuro Alberto Saraiva e seu irmão, o presidente da CMM, vereador Bosco Saraiva, durante encontro com Cultura em pauta

Dodora Cavalcante no concorrido stand do Bandeirão, no encerramento da Expo Noivas, no Elegance

>> Novo Bumbódromo . Logo após o encerramento da disputa entre Caprichoso e Garantido no Festival Folclórico de Parintins deste ano, o novo bumbódromo da ilha Tupinambarana se transformará no principal polo cultural, técnico e social permanente do interior do Amazonas. . O projeto, apresentado pelo governador Omar Aziz e anunciado pelo secretário estadual de Cultura, Robério Braga, na quinta-feira, prevê que a estrutura – que passa por uma mudança completa -, fun-

cione o ano inteiro. E ofereça à população uma série de serviços, atendimentos, cursos artísticos e profissionalizantes. . De acordo com o secretário, as atividades culturais estarão a cargo do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, que irá implantar no espaço os mesmos projetos que são sucesso em Manaus, como os cursos gratuitos de música, artes plásticas e cênicas e formação de orquestras, corais e grupos de teatro para terceira idade.

Hellen Garcia no badalado stand do Diamond na Expo Noivas que movimentou o Elegance

Márcia Baranda e Neusa Almeida, conferindo o espaço Diamond, no evento do Elegance Festas e Convenções

>> Objeto de desejo . Praticamente, toda coleção, a Chanel lança novos modelos dos braceletes de acrílico, são maravilhosos e dão um up em qualquer visual! . Presente nas melhores wish lists, os lindos braceletes pode ser usados em dupla – iguais, um em cada braço. Chic, não?


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A arte do

fotojornalismo Curador do Oi Futuro, Alberto Saraiva, busca profissionais do Amazonas para compor um projeto de nível nacional

GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

E

m Manaus até hoje, o curador de artes visuais do instituto Oi Futuro, Alberto Saraiva, afirma que a partir da formatação do projeto cultural “Brics”, a entidade pretende valorizar o trabalho artístico por trás da atividade fotojornalística. Ele acredita que serão escolhidos quatro profissionais com atuação local para compor o projeto de exposição, que somente deve acontecer no início do ano que vem, no Rio de Janeiro. Segundo Saraiva, algumas visitas já foram realizadas para conhecer alguns nomes do jornalismo amazonense. “Contudo, o tempo (uma semana) ainda não foi o suficiente para avaliar muitos materiais. Acredito que, em breve, devo retornar aqui para novos contatos antes de selecionar os profissionais em definitivo”, diz Alberto Saraiva, revelando que nessa segunda oportunidade deve vir a Manaus acompanhado do curador alemão Alfonz Hugs, autor do projeto, que inclui uma seleção de imagens oriundas dos países que

Fotografias do fotojornalista Alberto César Araújo, do Em Tempo, foram selecionadas

E-MUSIC

Meet Pool Party de casa nova BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO

Tendo como protagonistas a música eletrônica e a piscina, a pool party Meet ganha mais uma edição hoje, a partir das 14h, desta vez, de casa nova. Mais precisamente na entrada da praia Dourada Marinho, Tarumã. O evento terá como DJs Thel Bezerra, Nina Mess, Marcelo Borges, Israel Ferrari, Louis R e Neto Brelaz. Segundo o organizador da festa Marcelo Borges, a ideia de mudar de local, surgiu da necessidade de oferecer mais conforto ao público. “O crescimento do evento pedia uma lugar maior, com mais espaço. Uma das novidades é a piscina que possui cascatas e alturas diferentes”, explica. Com um line up formado

por DJs locais, Borges afirma dá espaço para novos talentos misturados com nomes conhecidos. “Todos eles são previamente apresentados durante o “Point da Meet”, uma espécie de esquenta que realizamos antes da festa. Foi uma maneira que encontramos de sempre mostrarmos novidades”, comenta. Já a parte de som e iluminação ficará sob a responsabilidade da empresa Lasertech, a mesma que usada durante o Seven Music Festival, um dos maiores eventos de música eletrônica realizados na cidade. “A decoração contará com balões infláveis, laser sincronizado diretamente com a canção e outras surpresas. Estamos contando com suporte do Bruno Campagnucci”, completa.

Consolidação Borges afirma que, apesar de chegar a 6ª. edição, a Meet ainda tem bastante coisa para “aprender”. “Ainda temos muito chão pela frente. Espero que essa festa ganhe uma maior proporção e com mais adeptos. O nosso diferencial é que conseguimos manter o clima harmonioso entre as pessoas, sem briga. Não vejo a hora de preparar a festa de 1 ano”. Sobre o evento de hoje, o organizador é taxativo. “Estamos com muitos lançamentos. Dos DJs aos drinques oferecidos. Estamos trabalhando com muito empenho para que sempre a festa seguinte seja a melhor. Esta, sem dúvida, é a nossa melhor edição. Estamos confiantes de que será um sucesso”, finaliza.

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Um dos DJ’s e organizador do evento, Marcelo Borges promete uma tarde marcante

SERVIÇO MEET POOL PARTY Quando: Hoje, a partir das 14h Onde: Avenida do Turismo, entrada da praia Dourada Marinho, Tarumã Quanto: R$ 20 (na hora) Informações: (92) 9116-9655 ou 8117-8183

formam o bloco econômico Brics — Alemanha, Rússia, Índia, África do Sul, China e Brasil. Para Saraiva, existe uma intenção de mostrar que há arte no jornalismo. “Especificamente, foi a partir da década de 1980, que pela primeira vez a fotografia atingiu o patamar de arte e, de lá p cá,

PROJETO

O projeto cultural “Brics”, do Oi Futuro, pretende valorizar o trabalho artístico por trás da atividade fotojornalística. O autor do projeto, e um dos curadores também, é o alemão Alfonz Hugs

passou a ser mais valorizada nesse mercado, num mundo em que uma imagem pode custar até 600 mil dólares. Mas com o fotojornalismo isso ainda não aconteceu. Como curador, penso que esse é um segmento muito distinto da fotografia e que deve ser visto como forma de arte também, justamente

porque essa foto é uma perspectiva, uma reflexão rápida do olhar, algo como se fosse o cérebro do olho articulando uma série de coisas junto com o fato”, afirma. Alberto Saraiva enfatiza que, na sua opinião, o fotojornalismo no Brasil é artístico por natureza. “E o Amazonas não fica de fora. Os fotojornalistas encontram um meio de dramatizar as imagens”, diz. A ideia da participação do Brasil nessa exposição está relacionada ao aprofundamento do registro histórico do Polo Industrial de Manaus (PIM). “Nenhum artista de outro segmento se debruçou sobre isso. É curioso como a história da arte se redesenha, mas se quisermos encontrar imagens da história do PIM, temos que procurar nas redações dos jornais. E esse norte deu um privilégio para a participação dos profissionais do Amazonas”, explica. Além da exposição fotográfica estilo “antes e depois” do PIM, a intenção do curador também é a de incluir a exibição do filme “No paiz das amazonas”, de Silvino Santos, amazonense e pioneiro no cinema do Brasil.


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RESENHA

A chave para um passado sombrio CÉSAR AUGUSTO* Equipe EM TEMPO

PERFIL

César Augusto é jornalista, editor do caderno Dia a Dia e cinéfilo

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m julho de 1942, Sarah Starzinsky (Mélusine Mayance) e seus pais foram presos pela polícia francesa que arrebanhava todas as famílias judias na Paris ocupada pelos nazistas para enfurná-los durante dois dias em condições deploráveis no Velódrome H’iver (Velódromo de Inverno), primeira parada antes do envio da capital francesa ao campo de extermínio de Auschwitz, no sul da Polônia invadida pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a pequena leva consigo a chave do armário onde trancara o irmãozinho Michel, em uma atitude desesperada de salvá-lo de um destino até então desconhecido. É a história da menina judia, contada em “A chave de Sarah” (Elle s’apelant Sarah/Sarah’s key), do diretor Mélusine Mayance, que irá marcar, mais de 60 anos depois, a vida da jornalista

Julie Zérac (Kristin ScothThomas), empenhada em escrever uma reportagem sobre o episódio que mostrava o colaboracionismo francês para a execução do Holocausto. Suas pesquisas acabam mostrando que a tragédia de Sarah e sua família acaba, no final das contas, tendo uma ligação direta com a própria história de Julie, casada com o arquiteto Bertrand Zérac (Frédéric Pierrot) e mãe de uma adolescente, e agora prestes a descobrir uma gravidez inesperada em plena maturidade. O apartamento dos pais de Bertrand, Julie descobre, era ocupado pelos Starzinsky até serem presos e deportados. A partir dessa descoberta, a vida da jornalista se firma em uma obsessão na busca do destino de Sarah e seu irmão Michel – o casal Starzinsky, eventualmente, foi assassinado em Auschwitz com outros 75 mil judeus franceses durante a Segunda Guerra Mundial. “A chave de Sarah” expõe, além do colaboracionismo

francês com as perseguições nazistas, os traumas que ficaram para os sobreviventes – a exemplo de “A escolha de Sofia” (1980), de Alan Pakula – e para quem se envolve na história. Na busca pelo destino de Sarah, Julie acaba descobrindo vários segredos envolvendo a família do marido. O filme não traz elementos comuns a outros com o mesmo tema. Somente as cenas do Velódrome, onde os 13 mil judeus franceses foram aprisionados, e do campo de transição de onde foram gradualmente enviados para Auschwitz – exibidas no prólogo e entrecortadas com a narrativa da busca de Julie - tratam diretamente do Holocausto. A reflexão aqui cabe não apenas ao papel dos franceses e suas autoridades com a Solução Final, mas também à necessidade de que a enormidade de um dos crimes mais monstruosos do século 20

não seja esquecida. Em uma das cenas, dois jovens jornalistas demonstram total desconhecimento a respeito do episódio do Velódrome, não documentado pelos nazistas. O esclarecimento vem da própria Julie: “não foram os alemães”. Ou seja, a barbaridade até então estranha ao comportamento francês começa a ser revelada. E isso vai afetar profundamente a vida de Julie.

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ÓPERA

do mexicano Sérgio Vela. O festival é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, com patrocínio master do Bradesco. Wagner levou 25 anos para concluir o trabalho que estreou julho de 1882 sendo regida pelo próprio compositor que levou a plateia ao delírio. Foi sua última ópera e ele morreu poucos meses depois da gloriosa estreia A montagem que será encenada no FAO tem como destaques nos papéis prin-

cipais o baixo-barítono Noé Colin (Amfortas), o tenor Michael Hendrick (Parsifal), o baixo Oscar Velazquez (Klingsor) e a soprano Olga Sergeyeva no papel de Kundry. A montagem é uma produção latino-americana, com direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro e direção de cena do mexicano Sérgio Vela. O festival é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, com patrocínio master do Bradesco.

ARTE

Feira reúne artesões no shopping

‘Parsifal’ será apresentada hoje Hoje será reapresentado a montagem “Parsifal”, de Richard Wagner, que teve sua estreia quinta-feira, no 17º. Festival Amazonas de Ópera (FAO). A próxima e última récita será no dia 22, data em que será comemorado o bicentenário de nascimento do compositor. A apresetação será 17h devido a duração de 5 horas da montagem. A montagem é uma produção latino-americana, com direção musical e regência do brasileiro Luiz Fernando Malheiro e direção de cena

Ao relatar o envolvimento de uma jornalista com a história de uma família judia destruída pelo nazismo, ´A chave de Sarah´ expõe o colaboracionismo francês com o Holocausto

“Parsifal”, de Richard Wagner, terá três récitas no FAO

Artistas e artesãos de 22 países e 15 Estados brasileiros irão expor trabalhos na Feira Internacional de Artesanato – Mundial Art, que irá acontecer no Manaus Plaza Centro de Convenções, na avenida Djalma Batista, no período de 23 de maio a 2 de junho. No local, o visitante encontrará inúmeras opções de artigos artesanais, decoração, móveis, acessórios, biojoias, cama, mesa, apresentações artísticas e outros. A abertura oficial do evento será no dia 23, a partir da 19h, com desfile e apresentações artísticas. Nesta data, a feira terá entrada franca. Nos demais dias, o ingresso custará R$ 6 a inteira e R$ 3 para estudantes. A partir do dia 24, o horário de funcionamento da feira será de 15h às 22h, de segunda-feira à sextafeira; e de 10h às 22h, aos sábados e domingos. Serão mais de 10 mil itens de artesanato em exposição, provenientes de países como Turquia, Indonésia, Marrocos, Líbano, Tailândia, África, dentre outros. Dos Estados brasileiros, estarão representantes do Ceará, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, entre outros. O Amazonas ganhará destaque com uma grande mostra de artesanato regional. Os internautas podem acompanhar informações sobre a feira na Funpage da MundialArt na rede social Facebook: https:// www.facebook.com/feiramundialart.


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Bate–Rebate

TV Tudo

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Tempos de agora Melissa Munhoz, repórter do SBT, foi furtada e agredida por uma flanelinha, na avenida Graça Aranha, centro do Rio. Teve um prejuízo de 2 mil reais. Depois de conseguir imagens do flagrante, Melissa localizou a mesma moça e conseguiu realizar a sua detenção. Tempos de agora2 Na porta da DP, quando resolveu cobrar os seus pertences, Melissa foi empurrada e jogada ao chão. Caída, levou chutes, em várias partes do corpo, especialmente na cabeça e pernas. Quanto à agressora, foi liberada horas depois e está de volta às ruas, trabalhando normalmente sem ser incomodada. Plano é esse A equipe de “Quem Quer Casar com o Meu Filho?”, da Adriane Galisteu, na Band, espera encerrar as gravações do programa até o dia 24. Portanto, uma semana antes do término oficial do contrato da apresentadora. Serão 11 edições, que, dependendo do sucesso de audiência e faturamento, podem virar 14 na ilha de edição. Estica e puxa Programa exibido pela Bandeirantes após o “CQC”,

Família Em “Joia Rara”, próxima novela das seis da Globo, com estreia em setembro, a protagonista Mel Maia será filha de Bianca Bin. A novela é das autoras Thelma Guedes e Duca Rachid, e fala sobre a reencarnação de Buda. “O Mundo Segundo os Brasileiros” acaba de ganhar novos episódios. Haverá também edições gravadas em Amã, Las Vegas, Cape Town, Luanda, Moscou, Estocolmo, Cingapura e Bangkok. Mas o que é isso? Funcionários da Rede TV!, principalmente aqueles que já deixaram a casa - e ainda não receberam - continuam fazendo denúncias muito sérias contra a emissora, especialmente contra

os dois sócios, Amilcare e Marcelo. Dizem que são fechadas permutas em troca de horas de helicóptero ou compra de bons vinhos e até peças de granito. Boca fechada Sobre a sua ausência nas corridas da Fórmula 1 – serão 4 ou 5 na temporada deste ano, Reginaldo Leme não falou sobre o assunto ou muito menos se queixou com alguém. A opinião aqui é a mesma. O rodízio deveria ficar limitado ao Luciano Burti e Rubens Barrichello. Falando nisso... Com 1m90 e quase beirando os 100 quilos, o piloto de Stock Car, Átila Abreu, resolveu aceitar o convite do “Oficina Motor” e vai encarar um minicarro. Isto vai acontecer no 7º. episódio do “Oficina Motor”, que irá ao no canal +Globosat, nesta segunda-feira, às 21h. Integração Na Bandeirantes dos dias atuais, observa-se uma maior integração do Esporte com o Artístico. Os ânimos estão bem mais serenados e todos têm procurado falar a “mesma” língua. O diretor Diego Guebel acompanhou toda a Indy-SP no caminhão de transmissão.

Márcio Braz*

• Nesta altura dos acontecimentos se pode garantir que não existe rigorosamente nada entre SBT e Adriane Galisteu. • Aliás, a própria Adriane tem outros planos que não incluem compromissos mais sérios com a TV ao longo dos próximos meses. • O mais importante deles é uma nova gravidez. • Hoje começa mais uma “Dança dos Famosos” no “Domingão do Faustão”. • A abertura do quadro, gravada há duas semanas, deve provocar um impacto bem positivo. • A anunciada saída da executiva Luciana Durbano da Band ainda não aconteceu. • Fala-se até na possibilidade de uma reviravolta no caso. • No SBT não se cogita outra maneira. Os apresentadores com programas na casa terão que trabalhar com contratos de parceria. • Mas também não se pretende extinguir com as raras e honrosas exceções.

Pensando naquilo A Playboy do Brasil, agora com o mercado focado em smartphones, passou a apostar mais forte na distribuição dos seus conteúdos em streaming. Tal investida no mercado móbile, segundo a emissora, não tem inibido o segmento de TV por assinatura. Até o final do ano passado, foram computados cerca de 350 mil assinantes nos seus canais.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Fazer programa ao vivo na tarde de sábado está cada vez mais difícil. A equipe de Gilberto Barros, de Rede TV!, continua enfrentando problemas para levar artistas A maioria nunca pode aceitar, porque está em shows por todo o Brasil. Fica complicado. É isso. Tchau!

NOVELA DIVULGAÇÃO

E-mail: plateia@emtempo.com.br

As técnicas do corpo Nos estudos da corporeidade, David Le Breton se destaca como um dos nomes mais importantes sobre o assunto, seguindo uma linhagem acadêmica iniciada pelo antropólogo e sociólogo francês Marcel Mauss (1872-1950), cuja obra “As técnicas do corpo” é capital para a compreensão do tema. Professor da Universidade de Estrasburgo, Le Breton afirma que a “corporeidade é socialmente construída” e “qualquer que seja o lugar e a época do nascimento e as condições sociais dos pais, a criança está predisposta inicialmente a interiorizar e a reproduzir os traços físicos particulares de qualquer sociedade humana”. Logo, os limites que envolvem o antigo debate entre natureza e cultura são resgatados de modo a entender esta situação. A linguagem corporal cotidiana em seu universo prático e simbólico e a extracotidiana (para usarmos um conceito de Eugênio Barba) ou de amplificação (Jerzy Grotowsk) são cobertas de significados e obedecem a códigos restritos de comunicação reconhecidos imediatamente pelo público e/ou receptor da mensagem. Esses códigos são passados de geração para geração através de sistemas de transmissão onde desde pequeno a criança é educada a comer, a beber, a dançar e a pensar de acordo com regras estabelecidas culturalmente. A criança assimila uma codificação de gestos e sensações (centrífuga) onde, já internalizados, forma-se como indivíduo treinado e pertencente aquela reunião de membros que o aceitam em sua comunidade (centrípeta). As técnicas do corpo no ambiente teatral, por exemplo, obedecem, a mesma lógica. Cada estilo, cada linguagem de representação e cada cultura produz seu próprio repertório de códigos facilmente assimilados

pelo público que o reconhece (e se reconhece) na representação. Mesmo que estes gestos extracotidianos ou amplificados fujam de sua comunicação imediata, a assimilação de novas condutas passa a existir dentro de seu vocabulário corporal – o que não quer dizer que serão facilmente aceitos ou totalmente aceitos. Para Schechner, esses comportamentos, gestos e sensações existem independentes do indivíduo, possuem “vida própria”; é a forma como “um diretor de filmes trata uma fita cinematográfica”, são sequências de comportamentos que podem ser ressignificados de acordo com sistemas de transmissão precisos. Quando tratamos de temas como tradição, um erro bastante comum é associar há algo estático, que atravessa o tempo incólume às condições sociais, um evento nato! Quando dissemos que certa dança ou arte é tradicional estamos naturalmente nos referindo à herança e herança diz respeito ao que/como você herda e o que/como você passa de herança. O que não quer dizer, evidentemente, que se vá passar para outras gerações os mesmos elementos materiais ou simbólicos como se estes fossem imunes à ação do tempo e às relações sociais. Em suma, a tradição não é estática, é dinâmica, como a identidade. Logo, o uso do corpo como eixo de significações sofre variações que condicionam diretamente o seu aspecto. O que pretendemos sugerir nestas breves linhas é que o corpo, como instrumento técnico do homem, tem sido usado para diferentes fins e sua eficácia vai além do seu uso comum, imediato, adquirindo conotações estéticas, políticas e simbólicas, construídas por meio de diferentes formas de inserção, variando de cultura pra cultura, de acordo com seus respectivos métodos de transmissão.

Márcio Braz diretor e membro do Núcleo de Antropologia Visual da Ufam (Navi)

Nos estudos da corporeidade, David Le Breton se destaca como um dos nomes mais importantes sobre o assunto, seguindo uma linhagem acadêmica iniciada pelo antropólogo e sociólogo francês Marcel Mauss”

Malvino Salvador, Paola Oliveira e Juliano Casarré são os protagonistas de “Amor à vida”

Novela custa R$700 mil por dia Cada capítulo da nova novela da Globo “Amor à Vida”, substituta de “Salve Jorge” custa R$ 700 mil. A informação foi por Wolf Maya, diretor de núcleo responsável pelo programa. “Peço muito ao espectador que assista, porque acho que a gente tem algo diferenciado. E espero que, se gostar, ele me devolva em audiência”, declarou. O enredo de “Amor à Vida” traz ritmo de série e personagens gays. O vilão Félix (Mateus Solano) é gay, mas não admite isso publicamente. Ao contrário, camufla sua orientação sexual sob a fachada de uma união hétero e um filho. Dois dos mocinhos, Eron e Niko (Marcello Antony e Thiago Fragoso, respectivamente), também são gays. E decidem ter filho. A maria chuteira Valdirene (Tatá Werneck) experimenta um surto místico e se torna evangélica. Com o potencial polêmico desses ingredientes no centro de “Amor à Vida”,

de Walcyr Carrasco, a Globo tenta elevar a partir de segunda a audiência da faixa das 21h, da qual “Salve Jorge”, de Gloria Perez, se despediu anteontem sem deixar boas recordações. A audiência média de “Salve Jorge” foi uma das mais baixas no horário, e esse pode não ser um percalço pontual. Conter a migração do público da TV aberta para os canais a cabo e a internet (ou ao menos o ritmo dessa tendência) é um desafio à Globo. “Estamos vivendo na nossa programação um momento em que precisamos de uma novela que traga a força de modernidade que a TV Globo sempre trouxe”, diz Wolf Maya, diretor de núcleo responsável por “Amor à Vida”. Com a direção de 20 novelas no currículo, Maya afirma: “Eu mesmo estou cansado do velho formato de telenovelas e quero desafiálo. Para mim, é um risco e uma excitação propor isso aos meus diretores”.

São cinco os diretores responsáveis pela novela, que conta com aproximadamente 80 atores. A renovação que o diretor de núcleo propôs foi usar “a influência da narrativa cinematográfica e das séries e sair da obviedade das novelas”, ainda que aplicando essa linguagem a “uma estrutura folhetinesca aparentemente tradicional dos grandes conflitos familiares sempre recontados”. Falando à Folha por telefone, na noite da última quinta, após assistir ao primeiro capítulo editado da novela, o diretor diz que o resultado é “uma narrativa mais ágil, não só na formatação de câmeras, mas também estética e dramaticamente, com coisas que são sugeridas, induzidas”. A escolha de São Paulo como palco da trama se deve à “diversidade fantástica, ao caráter moderno e contemporâneo” que a cidade oferece, além de seu potencial para fisgar “uma juventude que já não é mais tão ligada na TV aberta”, diz Maya.


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Programação de TV 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Record Kids 12:00 Tudo a Ver 14:00 Programa do Gugu 18:30 Domingo Espetacular 22:15 Tela Máxima 0:15 Programação IURD

SBT 5:30 Jornal da Semana 6:00 Arnold 6:30 Pesca Alternativa 7:30 Brasil Caminhoneiro 8:00 Aventura Selvagem 8:30 Vrum 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:45 Sorteio da Telesena 19:00 Programa Sílvio Santos 23:00 De Frente com Gabi 0:00 True Blood 1:00 O Mentalista 2:00 Rizzoli & Isles 4:30 Igreja Universal

GLOBO

RECORD Fantástico é tradição na grade da TV Globo aos domingos

Horóscopo

4:45 Bíblia em Foco 5:00 Santo Culto em Seu Lar 5:30 Desenhos Bíblicos 8:00 Record Kids

4:40 Sagrado 4:55 Santa Missa em Seu Lar 5:55 Amazônia Rural 6:02 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 6:37 Globo Rural 7:59 Auto esporte 8:30 Esporte Espetacular. (Stok Car - Salvador - Ao Vivo). 11:40 Temperatura Máxima. Filme: Se Eu Fosse Você 2. 13:23 Esquenta! 15:00 Futebol 2013: Corinthians X Santos - (Camp. Paulista). 17:00 Domingão do Faustão 19:45 Fantástico 22:05 Revenge 22:50 TUF - Em Busca de Campeões 23:45 Domingo Maior 1:10 Sessão de Gala 2:45 Corujão 4:20 Festival de Desenhos

Cinema

BAND 5:00 Igreja Mundial 5:50 Popcorn TV 6:30 Santa Missa no Seu Lar 7:30 Fé na Verdade 8:30 Desenho 9:00 Expressão Esportes 9:30 Mackenzie em Movimento 9:45 Infomercial 10:30 Campeonato Brasileiro de Marcas 11:30 Gol, O Grande Momento do Futebol 12:00 Fórmula Truck 13:30 Terceiro Tempo 14:30 Futebol 2013 16:50 Terceiro Tempo 18:20 Polícia 24h 19:10 As Detetives 20:10 Os Simpsons 21:00 Pânico na Band 0:15 Canal Livre 1:15 Las Vegas 1:35 Show Business 3:00 Igreja Mundial

6:30 Igreja Internacional da Graça 7:30 Igreja Internacional da Graça 8:30 TV Kids 9:00 TV Shopping Manaus 10:00 Super Oferta 10:30 A Questão É 11:00 Igreja Internacional da Graça 12:00 Fique Ligado 13:00 Esporte Performance 14:00 Encircuito 15:30 A Questão É 16:00 TV Kids 16:45 Video Mania 17:30 Ritmo Brasil 18:10 O Último Passageiro 19:30 Te Peguei 20:30 Teste de Fidelidade 22:30 TV Shopping Manaus 23:30 Dr. Hollywood 0:30 É Notícia 1:30 Bola na Rede 2:30 Igreja Internacional da Graça

Cruzadinhas

GREGÓRIO QUEIROZ

ESTREIA

ÁRIES - 21/3 a 19/4 Preocupações e questões não resolvidas lhe afligem. Mas não há agora o que fazer diretamente com elas. É preciso que sua interioridade se reorganize primeiro.

Reino Escondido: EUA. LIVRE. Na animação, uma adolescente é magicamente transportada para um universo secreto, e precisará da ajuda de vários seres místicos para conseguir salvar seu mundo, e o universo secreto, de uma força maligna. Playarte 6 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h e 22h10 (dub/diariamente); Playarte 1 – 12h40, 14h50, 17h, 19h10 (3D/dub/diariamente); Cinemark 7 – 11h30, 14h, 16h30, 19h e 21h30 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza – 13h30, 15h40, 17h50 (3D/dub/diariamente), 14h40, 19h (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h30, 16h30, 18h50 (dub/diariamente), 13h30, 15h40, 17h50 (3D/dub/diariamente).

TOURO - 20/4 a 20/5 Ao estar ao lado de pessoas queridas, não espere que algo espetacular aconteça. O simples fato de estar ao lado delas deverá ter interesse, graça e satisfação em si mesmo.

REDE TV

REPRODUÇÃO

GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Um dia para você apreciar a paisagem de sua vida. Olhe para tudo o que está vivendo, sem se descabelar. Cultive a serenidade neste momento, em meio a suas atividades. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Um dia para você pensar na vida. Mas não para pensar e concluir e sair fazendo. Apenas para dar tempo para sua mente se reorganizar diante das muitas opções e ideias. LEÃO - 23/7 a 22/8 As pequenas perdas e separações podem ser inevitáveis, mas não deveriam lhe afligir de todo. Se for preciso, vire a página. Se não for, espere as coisas se reacomodarem. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Estar ao lado das pessoas queridas pode ser muito gratificante, mesmo que na aparência nada aconteça. Procure relaxar e simplesmente estar ao lado das pessoas. LIBRA - 23/9 a 22/10 As muitas pequenas atividades do dia devem ser vividas envolvendo-se com elas, mas sem exigir-se chegar a nada muito espetacular. Vá fazendo, como quem nada anseia. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Os sentimentos amorosos devem ser vividos com languidez e desprendimento. Aceite que tudo tem movimento próprio e que, como a água, o amor não pode ser retido. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 É preciso um certo tempo de quietude para a regeneração de sua disposição emocional. Momento para buscar o sossego e o bem estar em seu lar. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 As relações humanas e o contato com lugares diversos podem ser divertidos. Deixe as coisas correrem como que por si mesmas, sem impor suas expectativas. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Não é hora de tentar resolver os problemas que lhe preocupam. Há coisas à sua volta, ao alcance de sua mão, que podem ser gratificantes. E é com elas que você deve se ocupar.. PEIXES - 19/2 a 20/3 A imaginação está altamente estimulada. Você tende a se envolver com os mais diversos sentimentos e imagens emocionais. Mas viva tudo isso sem perder seu eixo.

Giovanni Improtta: BRA. 14 ANOS. Giovanni Improtta é um contraventor que sonha com a ascensão social e vive há anos com Marilene, sua ex-amante. Após a morte de um colega de trabalho, Giovanni tem a grande chance de entrar para a cúpula, um grupo formado apenas por grandes contraventores que está negociando nos bastidores a liberação dos cassinos no Brasil. Cinemark 3 – 11h20 (somente sábado e domingo), 13h50, 16h10, 18h50, 21h40 (diariamente) e 23h50 (somente sexta e sábado); Cinemais Plaza – 14h50, 17h, 19h10, 21h25 (diariamente); Cinemais Millennium – 15h10, 17h20, 19h30, 21h40 (diariamente). O Massacre da Serra Elétrica - A Lenda Continua: EUA. 18 ANOS. Em 1974, uma tragédia atingiu um grupo de cinco jovens, numa pequena cidade do Texas. Eles nunca imaginaram vivenciar algo tão macabro e doentio. Apenas uma garota conseguiu escapar para contar a história, e os acontecimentos que se seguiram pareciam ter colocado um fim naquele horror. O que poucas pessoas sabiam é que uma criança foi escondida daquela loucura e cresceu sem saber sobre sua verdadeira família. Cinemark 4 – 18h, 20h20 e 22h40 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza – 20h, 22h (3D/dub/diariamente); 16h50, 21h20 (3D/dub/diariamente); Cinemais Millennium – 20h, 22h (3D/leg/diariamente). Finalmente 18: EUA. 16 ANOS. A melhor coisa da vida é ter amigos. E Jeff não pode reclamar nem um pouco disso, afinal, seus dois melhores amigos vão até o campus onde ele mora para agitar o seu aniversário de 18 anos. Este é “O” primeiro grande momento na vida de uma pessoa, é poder entrar em qualquer clube de dança, poder beber a vontade e praticamente fazer tudo o que quiser... ou quase tudo. Cinemais Plaza – 15h20, 17h30, 19h40, 21h50 (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 15h, 17h10, 19h15, 21h35 (leg/diariamente).

CONTINUAÇÕES Homem de Ferro 3 – 12 anos: Playarte 1 – 21h20 (3D/dub/diariamente) e 23h59 (3D/leg/diariamente); Playarte 5 – 12h50, 15h30, 18h10, 20h50 (dub/diariamente) e 23h30 (dub/somente sexta e sábado); Playarte 7 – 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (leg/diariamente) e 23h50 (leg/somente sexta e sábado); Cinemark 4 – 12h30 e 15h10 (3D/dub/ diariamente); Cinemark 5 – 11h50 (dub/somente sábado e domingo), 14h40, 17h40, 20h55 (dub/diariamente) e 0h10 (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 6 – 17h10, 20h (dub/diariamente) e 22h55 (dub/somente sexta e sábado); Cinemais

Plaza – 14h10, 16h40, 19h15, 21h45 (dub/diariamente), 13h20, 18h30, 21h (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h, 16h40, 19h20, 21h50 (3D/dub/diariamente), 13h20, 16h, 18h40, 21h20 (3D/leg/diariamente). Vai Que Dá Certo – 12 anos: Playarte 2 – 13h55, 15h55, 17h55, 19h55, 21h55 (diariamente) e 23h55 (somente sexta e sábado). O Último Exorcismo: Parte 2 – 14 anos: Playarte 3 – 13h, 14h55, 16h50, 18h45, 20h40 (dub/diariamente); Playarte 4 – 14h, 15h55,

17h50, 19h45, 21h40 (leg/diariamente) e 23h35 (leg/somente sexta e sábado); Cinemark 1 – 14h20, 16h20, 18h30, 21h20 (dub/diariamente) e 0h00 (dub/somente sexta e sábado); Cinemais Plaza – 15h, 17h10, 19h20, 21h30 (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h40, 16h50, 19h, 21h (leg/diariamente). Os Croods – Livre: Playarte 8 – 12h55, 15h05, 17h15, 19h25, 21h35 (dub/diariamente) e 23h45 (dub/somente sexta e sábado). Somos Tão Jovens – 14 anos: Playarte 9 – 14h, 16h10, 18h20, 20h30 (diariamente) e 22h40 (somente sexta

e sábado); Playarte 10 – 12h50, 15h, 17h10, 19h20, 21h30 (diariamente) e 23h40 (somente sexta e sábado); Cinemark 6 – 13h e 15h (diariamente); Cinemark 8 – 11h10 (somente sábado e domingo), 13h40, 16h, 18h40, 21h10 e 23h40 (somente sexta e sábado); Cinemais Plaza – 15h10, 17h20, 19h30, 21h40 (diariamente); Cinemais Millennium – 14h50, 17h, 19h10, 21h30 (diariamente). Uma Ladra Sem Limites – 12 anos: Playarte 1 – 12h (dub/diariamente), Cinemais Plaza – 16h20 (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 21h10 (leg/diariamente).


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

::::: Babado!

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: É festa, anarriê! Comidas de época do tipo deliciosamente de comer rezando de tão saborosas com muita animação e recheada de bossa quem tem a receita é Selma Reis. Que comandará um festejado almoço, no início do próximo mês, para dar as boas-vindas às festividades juninas. O arraial chique será no Zefinha Bistrô somente para 60 nomes identificados da cena alto astral, viu?

Está causando um verdadeiro rebuliço na seara bovina a ideia do CD alternativo “Quem Manda É a Galera”. O disco composto de toadas que não passaram na seleção do Boi Garantido chega, na próxima semana, trazendo na bagagem a participação do ex-apresentador Paulinho Faria, dos compositores Emerson Maia, Tadeu Garcia, Chico da Silva, Vandex Alvino, entre outros. Outra novidade do CD é a voz do criador do Garantido Lindolfo Monteverde que estava guardada a sete chaves pelo ex-apresentador. Para completar, o álbum produzido por Rafael Lacerda, João Paulo Faria, Neto Cidade e Mencius Melo traz ainda a voz do imperador David Assayag. De uma coisa é certa: a criação será a grande surpresa do centenário bovino. Oremos! FOTOS: WILLIAM REZENDE

Competente por excelência, a delegada Samira Mousse Carvalho – sempre chique – entre as mais bonitas em noite de reencontros, diversão e família

::::: Sala de Espera Brenda Braga e Saulo Furtado elegeram o lindo cenário de Trancoso para o esperado “sim”. O enlace chique acontecerá no dia 15 de junho, na igreja de São João Batista, no centro histórico do paradisíaco lugar, seguido de recepção na Casa Pipo. Falando em flor de laranjeira: o esperado casório de Ana Carolina Buzaglo e Rafael dos Santos já tem data para acontecer. Será no dia 7 de julho, com cerimônia na igreja Adventista do Sétimo Dia, seguida de recepção no Elegance. Cristiane Mancini, Giovanna Aufieiro e Mara Matos estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Depois de um giro positivo por São Paulo, a banda de rock amazonense Zona Tribal começa a colher bons resultados. Os meninos que tem contrato com a gravadora Blast Records são atração de programas como o Pop Stilo, Canja do IG e recentemente gravaram participação no programa nacional Estúdio Móvel da TV Brasil que ainda vai ao ar. Pelo trabalho sério, a banda merece aplausos.

::::: Demonstração de força e união Sucesso absoluto. Assim foi a Campanha de Luta Contra o Abuso e Violência de Crianças e Adolescentes, comandado pela primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz, no largo São Sebastião. A cada ano, eventos como esses ganham força e respeito acionando toda a sociedade para manifestar a intolerância a estes crimes. Nejmi com seu carisma indiscutível consegue promover as maiores mobilizações em todas as searas quando o tema é fazer o bem sem ver a quem. Aplausos.

D7

No badalado e chique estande do Diamond: Anselmo e Helen Garcia, anfitriões perfeitos, na noite concorrida do Expo Noivas 2013, assinada pela ótima Lena Souza Lima – no Elegance

Reunião festiva com Dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus, com a diretoria e membros honorários da Associação Amigos da Catedral no endereço de Ricardo e Carmen Silva. Na foto: Aldenora Assis, Yara Lanza, Claudia Martins, Marita Monteiro, Liana Mendonça, Carmen Novoa Silva, Dom Sérgio Castriani, Etelvina Garcia, Sônia Bezerra, Maria Luiza Dantas e Maria Carmen Novoa

A queridinha da coluna, Maria do Carmo Magalhães vai reunir elenco interessante para celebrar sua sessão parabéns, no próximo dia 25, no salão de festas do Jardim Itália, a partir das 12h30. O menu será regionalíssimo. Ontem, o deputado Francisco Souza distribuiu simpatia durante a caminhada de “Combate a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes”, no largo são Sebastião, pilotado pela primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz. Aliás, foi ele o autor do projeto de Lei nº 2686/2001, que instituiu a “Campanha Anual de Combate à Violência e Exportação Contra Crianças e Adolescentes” no Amazonas.


D8

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013


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EM TEMPO - 19 de maio de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu