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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.358 – DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
ÁLCOOL E DIREÇÃO ARQUIVO EM TEMPO
BALADA MORTAL MISTURA SUICIDA No ano passado, a fiscalização abordou mais de 3 mil condutores dirigindo embriagados pelas ruas de Manaus, muitos estavam saindo da “balada”.
VÍTIMAS FATAIS Mais de 30 pessoas morreram, somente neste ano, em acidentes causados por imprudência e abuso de álcool e drogas.
LEI SECA Nos primeiros quatro meses deste ano, em blitze de fiscalização da Lei Seca, já foram recolhidas 626 CNHs de motoristas que conduziam embriagados.
IMPUNIDADE O abuso de álcool mais a falta de uma fiscalização eficiente incomodam a sociedade amazonense, que cobra mais rigor na legislação. Dia a dia C1 a C7 DIVULGAÇÃO
Abuso de álcool e a falta de fiscalização eficiente, marcada por leis brandas, são o gancho para irresponsáveis que se tornam homicidas em potencial
NACIONAL X PRINCESA
A ópera “Carmen”, de Bizet, estreia hoje, no 18º Festival Amazonas de Ópera, sob a regência do maestro Luiz Fernando Malheiro. Plateia D1
Primeira partida da final do Campeonato Amazonense, no estádio do Sesi, terá desfalques tanto no Princesa do Solimões quanto no Nacional. Pódio E2
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
A SEDUÇÃO DE CARMEN NA ÓPERA
Trama é ambientada em Sevilha, Espanha, em 1820, e narrada em quatro atos
A revista mergulha no universo das noivas e dá dicas de como se sair bem na maratona que vai da escolha do vestido ao bufê ideal.
Hospedagem sobre as águas durante a Copa
Turistas que vierem a Manaus para assistir aos jogos da Copa do Mundo deverão desembolsar entre R$ 520 e R$ 800 para se hospedar em barcos-hotéis. Economia B1
Crítico lança nova edição de peça escrita, no auge da ditadura brasileira, a partir de “O Alienista”, e explica porque preferiu ressaltar o aspecto de revolta política.
Estudo feito na Austrália concluiu que incluir frutos do mar, duas vezes por semana no cardápio, reduz em 25% o risco das mulheres desenvolverem depressão.
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.
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MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
Partido dos Trabalhadores apoia candidatura de Braga No encontro, a dirigente nacional do PT, Anne Caroline, disse que a definição estadual seguiu orientação de Brasília DIEGO JANATÃ
EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
O
Partido dos Trabalhadores (PT) definiu, ontem, resolução para composição majoritária de apoio a pré-candidatura do senador Eduardo Braga (PMDB) ao governo do Estado. A decisão, que vinha sendo sinalizada durante a semana, foi tomada no encontro estadual da sigla realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, mesmo o partido dividido internamente entre apoio à Braga, ao governador José Melo (Pros) e à candidatura própria. Segundo a dirigente nacional do PT, Anne Caroline Moura, a definição estadual seguiu orientação de Brasília. Ele afirmou que na sexta-feira, em reunião de forças estaduais, ficou definida a saída dos petistas que ocupam cargos no Estado. Aos que fizerem resistência, Anne disse que o partido poderá criar resolução para determinar a retirada dos filiados da estrutura do governo Melo. O deputado estadual José Ricardo (PT) disse que não iria apoiar nenhuma das candidaturas ao governo do Estado defendidas por outras ten-
dências do partido. Ele disse defender candidatura própria. “As duas opções que estão aí são do mesmo grupo político, que está no governo há 30 anos. Eu não vou apoiar nenhum nem outro”, sustentou. O presidente do PT municipal, Vital Melo, confirmou durante o encontro seu apoio ao governo José Melo. Também presidente do Instituto de Terras do Amazonas (Iteam), ele disse que o partido dos trabalhadores não deve aceitar ser “manipulado por um grupo que quer mandar da sigla”. Vital reclamou que não foi chamado pelo PT estadual para dialogar sobre a decisão tomada. “Estou há 34 anos no partido e dessa vez não fui chamado para conversar nenhum minuto. Vou apoiar o governo José Melo, da mesma forma que trabalharei pela presidente Dilma. Só não aceito que aqui o PT continue a entrar pela porta da cozinha. Não queremos dirigentes submissos”, criticou. A decisão de apoio a candidatura de Braga começou a ser sinalizada durante a semana quando o deputado estadual Sinésio Campos (PT) entregou a função de líder do governo, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
A decisão, que vinha sendo sinalizada durante a semana, foi tomada durante o encontro estadual realizado ontem de manhã
POLÍCIA
RESGATE
Familiares de vítimas revoltados
DIVULGAÇÃO
O resgate dos mineiros prossegue, embora já não exista possibilidade de sobreviventes
Assassinado com seis disparos FLÁVIO GUIMARÃES Especial EM TEMPO
Um bando formado por seis pessoas é suspeito de assassinar Diego Leonardo Lopes de Souza, na madrugada de ontem, no bairro São José 1, Zona Leste de Manaus. O crime ocorreu na rua Careiro, esquina com a Vicente Dutra, por volta das 3h e foi registrado no 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Segundo o relato de populares, a vítima, Diego Leonardo Lopes de Souza, 26, foi alvejada por vários tiros disparados de dentro de um veículo modelo Ford K, cor preta, placa OAF 0913, que após isso, fugiram em disparada. Uma viatura da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) VTR 2740, que fazia patrulhamento na área, percebeu o fato e ao chegar ao local, encontrou a vítima Diego Leonardo Lopes de
Souza caída no chão. Informados pelos populares, os policiais seguiram o automóvel suspeito e chegando na rua 5, do bairro São José 2, na mesma zona, abordaram o carro, no qual
INVESTIGAÇÃO
Com o bando, os policiais encontraram duas pistolas PT-40, de uso da polícia, que estavam escondidas no forro do carro com a numeração raspada, um revólver calibre 38, que estava escondido embaixo do banco, além de celulares e uma quantia em dinheiro no valor de R$ 324.
encontravam-se Gláucio Lopes Cunha, 38, Carlos Eduardo Ferreira Silva, 19, Wilson Brito de Souza, Erick Batista Costa, 24, Eriton Batista Costa, 18, e Harison Bruno Nunes, 22.
Flagrante Em depoimento, os acusados informaram que os tiros, que atingiram Diego Leonardo, foram disparados por Gláucio, Erick e Wilson. A polícia está investigando as causas do crime. Os acusados foram presos e autuados em flagrante no 9º Distrito Integrado de Polícia, enquadrados no artigo 121 do Código Penal, onde estão à disposição da polícia para serem posteriormente encaminhados à cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa.
Em depoimento, os acusados informaram que os tiros que atingiram Diego Leonardo foram disparados por Gláucio, Erick e Wilson. A polícia está investigando as causas do crime
DIVULGACÃO
O ministro de Energia da Turquia, Taner Yildiz, afirmou a jornalistas que corpos de 15 mineiros foram retirados da mina, durante a noite de sexta para sábado e mais dois na manhã de ontem, o que elevou o número de mortos no desastre para 301. Acredita-se que pelo menos um trabalhador ainda possa estar na mina, mas é improvável que esteja vivo, quatro dias depois que um incêndio contaminou a instalação com monóxido de carbono. Protestos A polícia nas cidades de Ancara e Istambul, na Turquia, usaram bombas de gás e canhões de água para controlar milhares de manifestantes na sexta-feira,
que protestavam contra a explosão da mina. Os manifestantes pediam a renúncia do governo após o desastre - o pior do tipo na história do país. Também houve conflitos na cidade de Soma, próximo à mina de carvão, durante a visita do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan. Revoltados, parentes e amigos das vítimas cercaram o carro do premiê, gritando e tentando agredi-lo. “Em relação à operação de resgate, posso dizer que nossas esperanças estão diminuindo”, disse o ministro da Energi, Taner Yildiz, que está em Soma. Ele afirmou que o incêndio provocado pela explosão continua queimando o in-
terior da mina, mesmo 18 horas depois do acidente. O ar lá dentro está cheio de fumaça, e as mortes estão sendo provocadas por inalação do monóxido de carbono. Vaias e chutes Segundo a mídia local, os manifestantes em Soma chutaram o carro de Erdogan e gritaram frases pedindo sua saída, logo após o premiê dar uma entrevista coletiva. Ele foi vaiado assim que saiu do carro e, cercado por seus guarda-costas, teve de se refugiar em uma loja. Já na capital Ancara, cerca de 800 pessoas marcharam da uma universidade até o Ministério da Energia, para prostestar contra a tragédia. Os seis suspeitos do crime detidos no 9º Distrito de Polícia Integrado, na Zona Leste
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Não mate, não morra, seu p.... Quem tem uma arma nas duas mãos, não se sente tentado a ser gentil no trânsito, principalmente se faltam dois dias para vencer a prestação do carro ou se está embriagado atrás do volante e convicto de que nenhum tentáculo da Justiça pode alcançá-lo. É vergonhoso reconhecer, mas ainda há quem só feche a porta, depois de roubado, e só aprenda a lição se quebrar a cara, e entre essas duas imprudências, muita hipocrisia a clamar por justiça e muita justiça a responder aos clamores com o mais absoluto desprezo. A morte estúpida de duas pessoas no trânsito da cidade, esmagadas pela picape de um motorista estupidamente bêbado, que se fotografa na vertigem da velocidade, para se exibir nas redes sociais, apesar de ter a carteira de habilitação recheada de pontos negativos, deve (sim, assim, sem condicional) acordar a sociedade, o Estado e seus aparelhos de segurança, para, de uma vez por todas, tratar o trânsito como um problema de saúde pública e de vergonha nacional. A defesa de um motorista embriagado, que mata ao volante, pode repetir o jargão de que “não bebeu para matar”. Alguém, do outro lado da linha deve replicar que, quem bebe para dirigir, sabe que isso é proibido e pode, sim, matar: antes de beber, o cidadão sabe que dirigindo bêbado pode matar... e mata, como se lê nos jornais, vê na televisão e ouve nas emissoras de rádios. A legislação brasileira é conivente com os crimes do trânsito. Quem faz a legislação são os parlamentares que elegemos com o nosso voto. Deles, devemos exigir o fim dessa leniência. A interpretação dessa legislação que favorece mais quem mata do que aquele que morre, precisa, também, deixar de ser conivente. Até parece que a casa não foi roubada e a cara não foi quebrada. Que doença é essa que impede a todos de se resguardar na proteção da lei?
PT vai indicar vice de Braga O acordo para do PT em fechar com a candidatura de Eduardo Braga (PMDB–AM) ao governo do Estado foi realizado numa reunião, que aconteceu quinta-feira em Brasília. Numa conversa de pé de ouvido, o presidente do PT, deputado Rui Falcão (SP), e o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), acertaram os detalhes da aliança entre os dois partidos no Amazonas. Pelo acordo, o PT indicará um nome para compor a chapa encabeçada pelo líder do governo no Senado. Rebecca na mira O próximo passo é tentar tirar do páreo um dos rivais de Braga na disputa. A direção nacional do PT pressiona o PP a retirar a candidatura da deputada Rebecca Garcia ao governo do Amazonas, em nome de uma coligação com o PMDB de Braga. “Tamo” junto Mas o PP garante que isso não tem nem lógica. No Amazonas, o partido de Rebecca está fechadíssimo com o PSDB de Arthur Virgílio Neto. Nem pensar Os pepistas dizem que não admitem a possibilidade de abrir mão da candidatura de Rebecca Garcia por uma aliança com a dobradinha formada por PT e PMDB. Tapas e beijos Mas nem tudo é paz na relação PMDB–PT. Insatisfeitos com rumos que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem tomado, senadores do PMDB se reuniram na quinta-feira, 15, e foram se queixar ao ex-presidente Lula sobre as divergências entre PT e PMDB. Chame o Lula Os parlamentares reclamaram da condução da campanha de reeleição da presidente. E pediram a Lula que interviesse na relação. Estavam lá Participaram do encontro com Lula o presidente do Senado, Renan Calheiros; o ex–presidente da República, José Sarney; o líder do governo, Eduardo Braga; o líder do PMDB, Eunício Oliveira; e o líder do governo na gestão Lula, Romero Jucá.
Vem de cima Se a ordem para coligação PMDB–PT está vindo mesmo lá de cima, os petistas radicais vão ter que enquadrar e apoiar o senador Eduardo Braga. E aqueles que têm cargo no governo do Estado terão que esvaziar as gavetas. Praciano Até agora, só João Pedro e o deputado federal Francisco Praciano seguiram a orientação da Executiva Nacional do partido e declararam o apoio ao líder de Dilma. Vou não O deputado estadual José Ricardo Wendling e o vereador Waldemir José bateram o pé e dizem que não. Agora é crime A exploração sexual de crianças e adolescentes passará a ser considerado crime hediondo, assim que o projeto de lei (PL nº 7220/14) for sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Uma dentro O PL é de autoria do senador Alfredo Nascimento (PR–AM) que, enfim, deu uma dentro. Foi aprovado na noite da última quarta-feira (14) no plenário da Câmara dos Deputados. Sem anistia De acordo com a nova legislação (PL nº 7220/14), os condenados por esse tipo de crime não terão direito à anistia ou qualquer tipo de indulto e não poderão pagar fiança. Pena Além disso, terão de cumprir pelo menos 2/5 da pena no regime fechado antes de pedir a progressão a outro regime, em caso de
APLAUSOS
Elvis elvis@emtempo.com.br
réu primário, e 3/5 em caso de reincidentes. Exploração sexual Bem a propósito, o governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus lançam neste domingo mais uma Campanha de Enfrentamento e Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
A cerimônia acontece a partir das 16h, no parque Cidade da Criança, no Aleixo. Campanha A mobilização faz parte da programação do 18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescente, criado pela lei federal nº 9.970. Bandeirinha A Procuradoria Especial da Mulher do Senado repudiou a agressão praticada pelo diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, contra a bandeirinha Fernanda Colombo Uliana. A bandeira marcou de forma equivocada um impedimento do ataque do clube mineiro. Posar nua No caso de Fernanda, o dirigente argumentou que ela não seria capaz de suportar a pressão em “jogos importantes”. E chegou a aconselhá-la a “posar nua”. Machismo “Errar é comum na arbitragem, afetando o resultado de jogos. A Procuradoria é solidária à profissional e não aceita que sua atuação seja questionada de forma machista e preconceituosa”, advertiu a Procuradoria.
VAIAS
Projeto de Alfredo
Desrespeito aos cultos afros EBC
EBC
Para o projeto de autoria do senador Alfredo Nascimento (PR–AM), que considera a exploração sexual de crianças e adolescentes como crime hediondo.
Para a decisão judicial do juiz da 17ª Vara Federal do Rio, Eugênio Rosa de Araújo, considerando que os cultos afros “não contêm os traços necessários de uma religião”. Ele negou o pedido de retirada de vídeos com mensagens de intolerância contra religiões afro-brasileiras.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Violência social Estamos todos preocupados, até estarrecidos e amedrontados, com os comportamentos que presenciamos ou que nos chegam pelos veículos de informação e que fazem tremer o nosso dia a dia, que em algum tempo já chegamos a considerar pacato e até monótono. Aí vem a pergunta: o que está acontecendo com a humanidade ou, pelo menos com a sociedade brasileira, que já foi outrora rotulada como pacífica e acolhedora? Proliferam tantos cientistas sociais a teorizar e tantas são as respostas disponíveis que fica muito difícil escolher a que nos convença. Os mais simplistas, ou simplórios, garantem que pouca coisa mudou e que apenas aumentou vertiginosamente o volume das informações que caem sobre nós. É verdade que a comunicação se exacerbou e hoje sabemos com instantaneidade praticamente tudo o que está a ocorrer em todo o planeta. Mas a explicação que buscamos não se esgota nesse fato. Basta concentrar o olhar no restrito mundo em que vivemos, por exemplo, na nossa cidade, que sempre esteve ao alcance direto do nosso conhecer, e comparar o que havia outrora com o que hoje se apresenta, enquanto violência. Não, não há como duvidar de que hoje temos outra realidade. Isso se evidencia nas coisas mais triviais: quem, por exemplo, teria atualmente a coragem de pegar aleatoriamente um táxi e entregar ao motorista uma filha e mandar deixá-la num endereço distante? Entretanto, isso era comum e seguro há algum tempo... Sem pretender usurpar o lugar de nenhum cientista social, preciso dizer que o homem nunca deixou de ser um predador violento e perigoso, pela sua pura natureza. Então, algo vem mudando no que diz respeito
aos mecanismos de controle, que precisam ter a sua eficiência mantida e assegurada, para que também a convivência social (e mesmo a convivência com o seu habitat) seja garantida e até otimizada. Esses controles sociais estão aí, a atuar desde o início da vida humana, tanto no sentido de ontogênese (evolução do indivíduo), quanto no de filogênese (evolução da espécie) e, se o processo de educação do homem for efetivo e eficiente, a convivência com os outros tenderá a ser sempre melhor ou, como se costuma dizer, o comportamento tenderá a deixar de ser regido pelo processo primário (natural), para ser regido pelo processo secundário (aprendido e controlado). O homem inicial ou primitivo, enquanto espécie, tomava do outro o que queria e podia, segundo a lei do mais forte e, pela sua constituição muscular favorecida, também tomava e dominava a mulher. Quem lida com crianças e as educa, também sabe que de início predominam o egocentrismo e o egoísmo, enquanto os controles não lhes são transmitidos (não impostos). Com a psicanálise aprendemos que o comportamento é antes regido pelos impulsos e pulsões naturais, a cujo conjunto Freud chamou de Id (inconsciente recalcado), que depois vão sendo socializados pela introjeção de valores, critérios, normas, que formarão o Superego (inconsciente recalcante) e desse confronto caberá a gestão ao Ego. Quando a educação e a aculturação fracassam ou faltam, aí somente a polícia pode nos socorrer. Eis uma dica para entender porque, enquanto em toda a guerra do Vietnã morreram 52,2 mil soldados americanos, em apenas um ano foram assassinados mais de 58 mil brasileiros, pela sanha da violência social.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Não há como duvidar de que hoje temos outra realidade. Isso se evidencia nas coisas mais triviais: quem, por exemplo, teria atualmente a coragem de pegar aleatoriamente um táxi e entregar ao motorista uma filha e mandar deixá-la num endereço distante? Isso era comum e seguro há algum tempo”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Alerta máximo
Há 2 anos, Manaus era dos um dos exemplos dados de equívoco da escolha das 12 cidadessede da Copa. Estamos aqui na reta final e estádios em regiões mais ricas do Brasil, com supostamente maior capacidade de planejamento e execução de obras, estão com as obras em situação bem mais precárias
A preocupação do PT com a reaproximação entre Gilberto Kassab e o PSDB não se resume a São Paulo. Começa a ganhar corpo uma articulação para que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central de Lula, seja vice na chapa de Aécio Neves. A possibilidade de o PSD romper o acordo para apoiar Dilma Rousseff e se aliar aos tucanos nas disputas nacional e paulista levou o Planalto a marcar conversa de Kassab com a presidente nesta semana. Lula também entrou no circuito. Cortesia Na sexta-feira, Aécio e Meirelles tomaram um café amistoso durante compromisso do tucano na Amcham, a câmara de comércio BrasilEUA, em São Paulo. Capital-trabalho Um dos entusiastas da opção do expresidente do BC como companheiro de chapa do mineiro é o presidente da Força Sindical e do SDD, Paulinho da Força (SP). Carteado Diante do peso que adquiriu na disputa eleitoral e dono de cerca de 1 minuto e meio de na propaganda eleitoral, Kassab está sendo comparado ao personagem Frank Underwood, do seriado “House of Cards”, que vira vice e, depois, presidente dos EUA. Chão da fábrica Em pesquisa realizada pelo Vox Populi entre filiados do Sindicato dos Metalúrgicos paulista, filiado à Força “aecista”, Dilma aparece com larga vantagem em relação ao tucano e a Eduardo Campos (PSB). Marcial De um aliado do tucano sobre o súbito rompimento do pacto de não agressão pelo ex-governador de Pernambuco:
“Campos estava atravessando a rua de mãos dadas com Aécio e, de repente, deu um golpe de caratê nele, sem transição”. Asfixia Caso o PSB confirme a disposição de ter candidato próprio em Minas, os tucanos apostam que o partido não elegerá deputados. Já a sigla diz ter fôlego para fazer 3 estaduais e 2 federais. No banco Paulo Roberto Costa ficou fora da lista de depoimentos da CPI da Petrobras do Senado, mas está na mira dos deputados da comissão mista. No banco 2 Mesmo que o ex-diretor da empresa, preso na operação Lava a Jato, não seja citado no plano de trabalho, parlamentares pretendem votar sua convocação. Pendura Em troca de mensagens interceptada na Lava a Jato, o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) pede que Alberto Youssef pague a conta de um jantar de R$ 1,5 mil. O doleiro responde: “Sua conta estou pagando faz tempo”. Azar Na véspera do último Ano-Novo, Argôlo escreve para
Youssef: “Comigo e família está tudo bem. O resto, não”. E reclama de “passar a virada devendo aos outros”. O doleiro não se faz de rogado: “Se com você e família tudo bem, o resto resolvemos”. Quartel Superadas as greves de policiais militares na Bahia, no Rio Grande do Norte e em Pernambuco, o governo federal monitora ameaças de paralisação em Mato Grosso. O Ministério da Justiça recebeu sinais de que o risco, por ora, é baixo.
Luís Fernandes, secretário-executivo do Ministério do Esporte, disse que muitos duvidaram da capacidade da capital amazonense, Manaus, ser uma das sedes da Copa do Mundo. Na sua avaliação, as incertezas foram desmitificadas e se comprovou que a escolha foi correta.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br FOTO LEITOR
Orçamento A cúpula da Câmara apresentou há mais de um mês aos líderes dos partidos um projeto de lei que estabelece um teto de gastos para as campanhas deste ano, como sugeriu o presidente do TSE, Dias Toffoli. A discussão não andou. Henrique Alves (PMDB-RN) vai tentar retomar o debate. Execução Cada eleição teria seu próprio limite de despesas. Pelo texto, campanhas presidenciais poderiam gastar até R$ 290 milhões – pouco menos que os R$ 301 milhões que Dilma e seu comitê declararam em 2010.
Tiroteio
Os frequentadores da praça de alimentação do Dom Pedro ainda não se convenceram da utilidade dessa caixa de entulho, plantada no meio do caminho. Já se passaram duas administrações municipais e ela permanece ali, como um camelô renitente, às vezes superlotada de lixo, outras vezes vazia, acumulando água da chuva. Para quê?
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Depois da fala de Lula, o povo paulista pode entender por que o PT resiste tanto em apoiar nosso programa de expansão do metrô. DO DEPUTADO DUARTE NOGUEIRA, presidente do PSDB-SP, sobre Lula falar que é ‘babaquice’ a preocupação de ter mobilidade de Primeiro Mundo na Copa.
Contraponto
Do pescoço para baixo é canela Recém-eleito presidente, Lula viajou a Washington em dezembro de 2002 para um encontro com George W. Bush na Casa Branca. O brasileiro, despreocupado com o protocolo, e o americano, alheio à informalidade de Lula, tiveram uma conversa amena no Salão Oval. No meio do papo, Lula estava tão descontraído que colocou sua mão sobre a perna de Bush. O americano, então, ruborizou: – Depois da minha mulher, você é a primeira pessoa que coloca a mão aí... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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Meninas A globalização nos aproxima das tragédias que acontecem em todo o mundo e os meios de comunicação correm o risco de se tornarem um circo de horrores. O que pode acontecer é que nos acostumemos com eles e que perdendo a esperança nos fechemos em nosso pequeno círculo que pode ser invadido a qualquer momento ou desmoronar de forma impiedosa. Uma tragédia específica foi tomando aos poucos o lugar de manchete internacional até chegar até a Casa Branca com direito a um pronunciamento indignado por parte da primeira-dama dos Estados Unidos. Trata-se do sequestro das meninas nigerianas. Como é possível que duzentas adolescentes e crianças sejam sequestradas sem deixar rastros. Num mundo onde tudo se sabe, porque a demora em libertar estas meninas? O Estado que deveria zelar pela segurança de seus cidadãos e que os trata com mão de ferro quando se trata da segurança nacional não é capaz de trazê-las imediatamente de volta. Outros países se ofereceram para ajudar. O drama destas meninas levanta sérias questões para o mundo de hoje. Enquanto nos preparamos para a grande festa do futebol, milhares de crianças no mundo são transformadas em soldados, em mão de obra barata, em objetos sexuais. Os mesmos países, inclusive o nosso, que são capazes de organizar seleções para participar do mundial não são capazes de proteger suas crianças. Neste caso concreto afirma-se que quem sequestrou foi um grupo radical de origem religiosa. Coloca-se aqui o problema do fundamentalismo religioso que usa a tecnologia mais moder-
na possível para matar e destruir o diferente. Mas quem os financia, quem fornece as armas, que mercado os alimenta e é alimentado por este comércio mortal? Por se tratarem de meninas ficamos mais sensíveis. Meninas são símbolo de pureza e de ingenuidade. Suas imagens e figuras lembram sonhos e paisagens de primavera quando a vida desabrocha em toda a sua beleza. Seu sequestro nos faz corar de vergonha, pois são seres humanos os autores da barbárie. Isto poderia acontecer no Brasil? Infelizmente acontecem coisas piores ou semelhantes. O tráfico e o abuso existem e pelo que vem à tona tem as suas ramificações em todos os extratos sociais, e de maneira odiosa nos meios onde poder econômico e político se encontram. Vivemos hoje numa cultura de violência difusa e generalizada. O crime organizado tem seu cortejo de vítimas cada dia. O trânsito mata impiedosamente. As diferenças sociais aumentam. A pornografia disfarçada em entretenimento toma conta dos meios de comunicação. Comunidades religiosas cujos membros se julgam salvos e melhores que todos se multiplicam e se radicalizam. Grupos radicais queimam ônibus, depredam prédios públicos. As pessoas se irritam com facilidade. O Estado apesar da sua fúria arrecadadora não se mostra capaz de administrar a situação. É preciso repensar tudo isto. Que mundo queremos? Qual o nosso futuro? Cristãos, não podemos perder a esperança. Cristo ressuscitou, a morte foi vencida, o cordeiro imolado é vencedor. Os sequestradores de crianças e abusadores de meninas não terão a última palavra.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Meninas são símbolo de pureza e de ingenuidade. Suas imagens e figuras lembram sonhos e paisagens de primavera quando a vida desabrocha em toda a sua beleza. Seu sequestro nos faz corar de vergonha, pois são seres humanos os autores da barbárie”
MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
Política
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Ganhar eleição também passa por matemática Não é somente uma boa votação que garante a vitória. Antes de oficializar chapas, partidos estudam o quociente eleitoral JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
O
s cálculos que levam um candidato a eleger-se não são dos mais simples. Mesmo quem está inserido no meio político às vezes se confunde com os números. Para entender o chamado quociente eleitoral (QE), que determina a quantidade de votos necessária para a vitória de um candidato, é preciso dividir o número de votos válidos, pela quantidade de vagas disponíveis, isso sem levar em consideração os votos brancos e nulos. Como as vagas para os poderes do Legislativo são disponibilizadas por meio de votos proporcionais, onde as cadeiras são divididas com base no número de partidos por coligações, o eleitor precisa entender que nem sempre o candidato com maior quantidade de votos será o eleito. Após o quociente eleitoral identificado, sobra a distribuição das vagas por meio do quociente partidário, que surge quando é dividido o número de votos direcionados ao partido pelo QE. De acordo com o secretário geral do PSDB no Amazonas, Mário Barros, essa metodologia despreza o dígito depois da vírgula. “Essa etapa também é um tanto complicada, mas ao observarmos o resultado dessa divisão, e deixando de lado o número que fica após a vírgula descobrimos qual o número real de vagas que o partido leva na disputa”, explicou. Barros lembrou que nas eleições de 2010, o quociente eleitoral no caso dos deputados estaduais ficou na casa de 62,9 mil votos e para os federais em uma média de 191,2 mil. Para o processo eleitoral deste ano, ele projeta um número maior em pelo menos 15%. O secretário-geral do PSDB acredita que a matemática eleitoral para o cargo de deputado federal em 2014 alcance um pouco mais de 200 mil votos e para estadual, algo em torno de 72 mil. O nú-
mero é suposto com base na quantidade de votos válidos nas eleições de 2010, onde o número de votos registrados foi de 1,5 milhão, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e no aumento no número de vagas tanto na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), quanto na Câmara Federal, que passaram de 24 para 27 e de oito para nove respectivamente. O analista político, professor e proprietário da empresa Action, que é especializada em pesquisa de mercado, Afrânio Soares, aposta em um cenário mais conservador, com um aumento do quociente eleitoral, em no máximo 10%. “Supondo que a quantidade de votos válidos aumente nessa porcentagem, o QE ficará em 61 mil votos para o cargo de deputado estadual e 190 mil
NÚMEROS
Estimativas apontam que nestas eleições serão necessários em torno de 200 mil votos para eleger um deputado federal e outros 72 mil, para estadual. A conta é estudada com cuidado pelos partidos para federal”, analisou. Para Soares, a conta pesa muito para os partidos nanicos, que mesmo com candidatos apresentando expressivo número de votos tenderão a perder chances, frente a nomes ligados a legendas de expressão. A força das coligações, ressaltada pelas fontes, pode ser vista em 2010, quando os deputados estaduais e federais eleitos, conquistaram seus cargos, mesmo tendo uma votação abaixo da quantidade apontada pelo quociente eleitoral. Na Aleam, o deputado José Ricardo (PT) foi eleito com 38.380 votos; já Marcos Rotta, que ficou em segundo lugar no pleito, obteve 47.090 votos e Belarmino Lins, o mais votado do pleito, recebeu 52.092 votos. Ambos são do PMDB.
‘Bons’ de votos são disputados Conhecidos como puxadores de votos, os candidatos que ajudam seus companheiros a vencer são as principais peças disputadas pelas coligações. Uma dessas figuras é o deputado federal Francisco Praciano (PT). Em 2010, figurou como o mais votado da disputa, recebendo 166.387 votos, conforme dados do TSE. Ele, que na ocasião integrava a coligação formada por PDT, PT, PSL, PR, PSDC, PSB e PT do B, deu uma “forcinha” a Henrique Oliveira (antigo PR e atual PSDD), que só conseguiu ocupar a vaga por conta da representatividade do grupo. Mesmo sendo considerado um puxador de votos, Francisco Praciano, diz que não concorda com a metodologia e defende uma reforma política que contemple mu-
danças na temática. Segundo o petista, as coligações estão visivelmente ligadas à aritmética e esquecem do pensar ideológico. “Acredito que cada partido deveria ser
AJUDA
Nas últimas eleições gerais, em 2010, o deputado federal Francisco Praciano (PT) foi o mais votado do pleito, com 166.387 votos, puxando o colega, Henrique Oliveira dono de si. Cada um disputando seus votos. Já está mais que claro, que tirar o poder do eleitor de votar em seu candidato e sim nas coligações fere seus direitos”.
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Política
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Gabrielli deve ser ouvido na CPI da Petrobras
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
A esquerda acaba sendo usada pela direita...” MINISTRO GILBERTO CARVALHO, culpando terceiros pelos atos de vandalismo de aliados
Governo se omite e violência nos estádios cresce A omissão do governo federal fez ressurgir com força a violência nos estádios, após a extinção em 2011 da Câmara Técnica criada um ano antes para combater a intolerância esportiva. A Câmara definiu um Procedimento Operacional Padrão (POP), que reduziu a violência nos estádios já em 2010. Dois policiais da Força Nacional controlavam a Câmara, monitorando o movimento de torcidas. O trabalho ia bem, mas o Ministério da Justiça a extinguiu no início do governo Dilma. Na gaveta O POP era para ser implantado no campeonato brasileiro de 2011, já como teste para a Copa, mas foi engavetado. E a violência voltou. Esforço conjunto A Câmara Técnica promoveu dois encontros nacionais de especialistas em segurança com torcidas organizadas, CBF, clubes, policiais etc. Vítimas a lamentar A Câmara acabou, a violência voltou. Foram 17 casos graves em 2013. No Brasileirão, as torcidas de 17 dos 20 clubes entraram em conflitos. Para inglês ver Após o conflito no jogo Atlético-PR x Vasco, em Joinville, o governo criou às pressas um tal “Consegue”, organismo que não sai do papel. Focado na Copa, Aldo tem futuro político incerto Ao término do atual mandato de deputado federal pelo PCdoB-SP, este ano, o ministro Aldo Rebelo (Esportes) terá dificuldades de definir seu futuro político, porque não lhe sobra tempo para tratar do tema, nem para conversar
com aliados. Ele abriu mão de disputar a eleição, este ano, para permanecer à frente do Ministério do Esporte, a pedido da presidente Dilma, e cuidar dos preparativos da Copa do Mundo. Avis rara Político sem ambição, Aldo Rebelo só se candidatou ao sexto mandato de deputado federal, em 2010, após a insistência de aliados e amigos. Homem da roça Após sair do ministério, Aldo Rebelo vai adorar colocar a leitura em dia e cavalgar nas cercanias do seu sítio de Viçosa (AL), onde nasceu. Bolsa no bolso Se cada brasileiro recebesse uma parte do bolo (R$ 6,3 bi) do Bolsa Família em 2014, todos os cidadãos embolsariam mais de R$ 30. Buuuuu Se a ideia do PT é meter medo no eleitor, a campanha de Dilma na TV deveria incluir imagens em “close” da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do feioso Nestor Cerveró, ex-diretor da mesma estatal. Máfia do carvão Impressionam as acusações que levaram o Supremo Tribunal Federal a abriu ação penal contra Bernardo Santana (MG), líder do PR na Câmara: receptação, falsificação, lavagem e formação de quadrilha. Sem contar os 910 crimes tributários atribuídos a ele. Chave de cadeia. Quem te viu... Em 18 de maio de 1980, ainda no exílio, Leonel Brizola decidia criar o Partido Democrático Trabalhista, o PDT. Hoje o partido, desfigurado, virou um instrumento cartorial a ser-
Jornalista
Tá difícil A má vontade da mídia internacional em relação ao Brasil, alimentada pelos protestos, levou a inglesa BBC, maior canal de televisão do mundo, alertar para o risco de dengue durante a Copa do Mundo. Sem limites O deputado Fernando Francischini (PR), líder do Solidariedade, está revoltado com a descoberta das relações promíscuas do correligionário Luiz Argôlo com o doleiro Youssef: “Ele ultrapassou todos os limites”. Mão amiga Na reunião da cúpula do PMDB na suíte presidencial do hotel Golden Tulip, de Brasília, Lula jurou que o PT não deixará na mão, em seus estados, os líderes do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), e do PMDB, Eunício Oliveira (CE), ambos candidatos a governador. Conflito O governador do Piauí, Zé Moraes Filho, e o deputado Marcelo Castro, ambos do PMDB, estão à beira do rompimento, porque ambos querem disputar o governo. Só a cúpula do PMDB pode resolver o impasse. No mundo da Rede Provável vice na chapa de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva ainda não entendeu que seu “partido” Rede teve o registro negado pela Justiça e organizou um “congresso do partido Rede” em Brasília. Pensando bem... ...se as manifestações voltarem com o vigor do ano passado, o índice de rejeição da presidenta vai se aproximar do nível da Cantareira.
Manda quem pode Adhemar de Barros era um jovem médico e frequentava o gabinete do governador de São Paulo. Dava palpites, tentando ajudar o chefe de governo a não cometer erros, mas não era levados muito a sério. Certo dia ele sumiu, para reaparecer semanas depois, pedindo para falar com o governador. Deram-lhe um chá de cadeira e depois o chefe de gabinete se desculpou: - O senhor governador manda dizer que, infelizmente, não vai poder atendê-lo. - Pois volte lá e diga ao governador que o governador sou eu! Trazia no bolso o ato de Getúlio Vargas nomeando-o interventor federal.
5 ANOS
Projeto pune torcedor racista gênero, o que de modo algum pode ser tido como algo natural ou visto sem a necessária e justa indignação”, afirma o deputado. O texto modifica o Estatuto de Defesa do Torcedor (lei 10.671/03) e prevê que a responsabilidade pelo impedimento de acesso do torcedor ao estádio é do clube desse torcedor. O clube deverá impedir diretamente seu ingresso ou comunicar à administração do local em que se dará a partida com, no mínimo, três dias
JOSÉ CRUZ/ABR
viço de um Carlos Lupi.
PODER SEM PUDOR
A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei 7383/14, do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), que pune torcedores que cometerem atos de racismo durante competições esportivas. Independentemente de ser processado pelos crimes já previstos em lei, o torcedor ficará proibido de comparecer a jogos de seu time ou seleção por 5 anos. “Não é razoável que, em pleno século 21, estejamos convivendo com situações de injúria racial e ofensas desse
Ex-presidente da estatal deverá ser o primeiro depoente na Comissão Parlamentar em curso no Senado Federal
de antecedência, informando nome e RG, e enviando uma fotografia do indivíduo. Os clubes que descumprirem a medida estarão sujeitos a multas. A pena poderá ser aumentada em 1/3 se o autor do crime pertencer a torcida organizada, se for servidor público, dirigente ou funcionário de entidade desportiva, de entidade que organiza a partida ou de empresa contratada para o processo de emissão, distribuição e venda de ingressos.
Ex-presidente da estatal, Sérgio Gabrielli deverá ser ouvido pelos senadores da CPI da Petrobras
A
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras começará efetivamente os trabalhos de investigação das denúncias de irregularidades na companhia na próxima terça-feira. Como primeiro depoimento, o ex-presidente da empresa, José Sergio Gabrielli deverá ser ouvido especialmente sobre a decisão de compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Gabrielli presidia a Petrobras em 2011, quando a refinaria foi comprada por valores muito acima dos de mercado. Em audiências recentes no Senado e na Câmara, a atual presidente da empresa, Graça Foster, admitiu que a compra foi “um mau negócio”, mas ressaltou que o cenário na época era diferente do atual. Graça Foster está com depoimento marcado na CPI para o dia 27. Antes dela, contudo,
os senadores ouvirão o exdiretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, considerado o responsável por elaborar um parecer recomendando a compra da refinaria,
DISPUTA
A CPI da Petrobras se tornou um grande “cabo de guerra” entre os governistas e a oposição no Congresso Nacional. Depois de muitas brigas e até ação no Supremo, a comissão instalada no Senado o que teria induzido o Conselho Administrativo a aprovar o negócio. Segundo o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), foi feita uma inversão nas previsões de
tomadas de depoimentos – inicialmente estava previsto que Graça Foster seria a primeira a ser ouvida. Ele explicou que as mudanças ocorreram para adequação das agendas e porque os senadores não queriam perder a programação inicial de promover duas reuniões de trabalho da comissão por semana. Na última quarta-feira, a CPI da Petrobras fez a primeira reunião para definir um plano de trabalho. Foram aprovados 74 requerimentos que incluem nomes de pessoas convidadas e convocadas para depor, além do pedido de documentos para serem analisados e do auxílio de dois delegados federais nos trabalhos da comissão. Futuramente, funcionários e parte da diretoria atual e anterior da Petrobras deporão na CPI para esclarecer a compra de Pasadena e outros contratos sob suspeita de irregularidades.
Com a palavra
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Jorsinei DOURADO
‘Os partidos SE BENEFICIAM do trabalho dos CABOS ELEITORAIS’
FOTOS: DIEGO JANATÃ
JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
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Nossas atividades acontecem por meio de blitz de fiscalização. Geralmente, dois meses antes do pleito começamos com fiscalizações intercaladas durante a semana e de forma amostral. Quando o processo começa para valer, elas acontecem todos os dias”
campanha eleitoral está se aproximando e, com isso, os chamados cabos eleitorais começarão a ser recrutados pelos partidos e candidatos. Mas, essa relação que gera votos para os postulante e renda extra para os trabalhadores, é delicada e ambas as partes devem estar atentas para não terminarem o pleito, que acontecerá em outubro, prejudicadas. Entre os responsáveis por combater ilegalidades na contratação desses prestadores de serviço nas eleições deste ano está o Ministério Público do Trabalho (MPT), sob a representação do procurador Jorsinei Dourado do Nascimento. Em conversa com a reportagem do Amazonas EM TEMPO, o procurador do trabalho enfatizou que além da parceria com a Justiça Eleitoral, a exigência do cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado com as legendas durante o processo de 2010, serão os principais esteios do trabalho desenvolvido pelo órgão. “Em 2012 contamos com uma equipe de quatro pessoas, mas esse número torna-se gigante, quando pensamos nas parcerias que formamos com órgãos como o Ministério Público Federal e Justiça Federal. Elas têm dado certo, pois constatamos uma diminuição no descumprimento das leis trabalhistas por parte dos partidos e candidatos. Mas, independentemente desse dado, vamos continuar fiscalizando de forma intensa”, sinalizou. EM TEMPO - Qual o papel do Ministério Público do Trabalho nas eleições? Jorsinei Dourado - O Ministério Público do Trabalho realiza atividade de acompanhamento e fiscalização do trabalho dos cabos eleitorais. Esse acompanhamento é precedido de reuniões, que começam a acontecer após as convenções partidárias, que legalmente acontecem em junho. Partidos e candidatos são convidados a tratar das diretrizes que vão ser exigidas no âmbito trabalhista. Nossas atividades acontecem por meio de blitz de fiscalização. Geralmente, dois meses antes do pleito
começamos com fiscalizações intercaladas durante a semana e de forma amostral. Quando o processo começa para valer, elas acontecem todos os dias. EM TEMPO - A equipe do Mistério Público do Trabalho que atuará nas eleições deste ano já está estruturada? JD - Em 2012 contamos com uma equipe de quatro pessoas, mas esse número torna-se gigante, quando pensamos nas parcerias que formamos com órgãos como o Ministério Público Federal e Justiça Federal. Elas têm dado certo, pois constatamos uma diminuição no descumprimento das leis trabalhistas por parte de dos partidos e candidatos. Mas, independentemente desse dado, vamos continuar fiscalizando e forma intensa. EM TEMPO - As exigências trabalhistas devem mudar para as eleições deste ano? JD - O que norteia nosso trabalho não deve mudar muito. Acompanharemos além da remuneração específica, que tem que ser no mínimo de um salário mínimo por mês, o fornecimento dos vales-alimentação e transporte. Nos últimos anos, temos a exigência do fornecimento do protetor solar, água, banheiro e a proibição do trabalho infantil. Chamaremos atenção das legendas para mudanças que aconteceram por decisões judiciais, que surgiram com base nas nossas últimas atuações. Sobretudo das últimas eleições em 2012, em que alguns candidatos não pagaram os direitos trabalhistas dos cabos. Por conta disso, entramos com pedido na Justiça, para que os partidos também fossem penalizados, isso foi acatado e deve servir de parâmetro para 2014. A decisão é inédita no país. EM TEMPO - Esses processos de anos anteriores, ainda aguardam decisão? JD - Aguardamos a decisão de outros dois casos e esperamos que sejam entendidos pela Justiça no mesmo sentido. Vamos trazer isso para que os partidos fiquem vigilantes e atentos, porque se escolherem mal os seus
candidatos, eles é que poderão ser responsabilizados. Porque entendemos, que os partidos são beneficiados com o trabalho de campanha feitos pelos cabos eleitorais. Nada mais justo que eles também sejam responsabilizados. EM TEMPO - Qual é a verdadeira relação de trabalho entre candidatos/ partidos e cabos eleitorais? JD - Esses trabalhadores não são empregados celetistas. São trabalhadores eventuais e que estão na condição de prestadores de serviço. Portanto, não possuem direito a salário e sim a remuneração, que é o que todo prestador de serviço recebe. Eles não têm direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e isso tudo está amparado na Lei das Eleições nº 9.504, de 1997. EM TEMPO - Quando a contratação de menores de 18 anos é aceitável? JD - Quando a sua atividade não lhe oferece riscos. E a novidade para o pleito deste ano deve ficar mesmo neste item. Combatemos o trabalho infantil que acontece nas ruas, de modo a oferecer riscos ao menor. Mas, estamos diante de um novo trabalho, que pela legislação atual está sendo admitido. O de menores como mídias sociais, trabalhando em ambientes fechados, como escritórios. Nada impede que uma pessoa de 16 a 18 anos trabalhe dessa maneira. Entretanto, estamos elaborando como será feita a fiscalização desse público. EM TEMPO - Quais as principais irregularidades que o MPT encontra durante suas blitze? JD - O não pagamento das remunerações é um fator sempre identificado, mas o que temos visto de uma maneira geral é a falta de preocupação com o bemestar desses trabalhadores. A falta de cuidado dos candidatos, quando colocam seus cabos eleitorais para trabalhar nas imediações de postos de gasolina é um exemplo disso. Verificamos esse problema, e já nas eleições de 2012, estabelecemos um perímetro de segurança, com base nas determinações da
Agência Nacional de Petróleo (ANP), para circulação nesses lugares. EM TEMPO - Em que consiste o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelos partidos em 2010? JD - Ele foi um acordo firmado entre os partidos e diversos órgãos, entre eles o Ministério Público do Trabalho. No TAC estão previstos direitos equivalentes ao contrato individual por escrito dos cabos eleitorais; pagamento de salário mínimo proporcional; uma folga semanal; inclusão dos cabos eleitorais na folha de pagamento; mínimo de dois vales-transporte por dia ou transporte de ida e volta ao local de trabalho; permissão de intervalo; fornecimento de protetor solar fator 30; concessão de água potável e copo descartável; recolhimento das contribuições previdenciárias; e a não contratação de crianças e adolescentes. EM TEMPO - Como acontecerão as fiscalizações no interior do Estado? JD - Os promotores de Justiça são os principais responsáveis por acompanhar esses processos no interior. Eles identificam o problema e nos encaminham para que as providências sejam tomadas. Em 2012, uma situação de ilegalidade aconteceu em Parintins, mas, conseguimos regularizar administrativamente, esse foi o único caso das ultimas eleições. EM TEMPO - Casos de ilegalidade poderão ser denunciados de que forma? JD - Nós tratamos a questão da eleição como qualquer outra demanda do Ministério Público. É claro que nós intensificamos nesse período. As pessoas podem procurar o Ministério Público do Trabalho e seu nome será resguardado de forma sigilosa. No período eleitoral colocamos um telefone celular à disposição (ainda estamos analisando qual será a operadora do número) dos eleitores. Uma vez instaurada denúncia tomamos as providências cabíveis, inclusive dos quatro casos que tivemos em 2012, três chegaram ao nosso conhecimento por meio de denúncias.
Esses trabalhadores não são empregados celetistas. São trabalhadores eventuais e que estão na condição de prestadores de serviço. Portanto, não possuem direito a salário e sim a remuneração”
Nós tratamos a questão da eleição como qualquer outra demanda do MPT. É claro que nós intensificamos nesse período. As pessoas podem procurar o MPT e seu nome será resguardado”
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Política
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Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
economia@emtempo.com.br
(92) 3090-1045
IONE MORENO
Pessoas com deficiência no Polo Industrial Economia B3
Hospedagem de luxo sobre as águas dos rios da região O
AMBIENTE
O Iberostar conta com suítes, piscina, discoteca, bar e restaurante, além de seis lanchas, por meio das quais são feitas excursões no Encontro das Águas, visita à tribo indígena e passeios na floresta Iberostar possui suítes standar com camas de casal ou individual, televisão, secador de cabelo, ar-condicionado, música e cofre
Rio de Janeiro e São Paulo. O Maruaga realiza cruzeiro que tem na programação visita à tribo indígena do Tupé e visualização de botos no igarapé Tarumã Açú. Donizete observa que, apesar do significado que tem o mundial para o mercado de barco-hotel, não haverá alteração na tarifa dos pacotes, ao contrário do que ele sentiu nas redes hoteleiras de Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo. O pernoite, de acordo com ele, custa de R$ 650 a R$ 800, com direito a café da manhã, almoço e janta. Há pacotes de três dias no valor de R$ 2,6 mil. Para reservas ligar (12) 99159-0738.
Brasileiros são os principais compradores Durante a primeira fase da Copa do Mundo, a expectativa do Ministério do Turismo é de que passem por Manaus aproximadamente 176 mil visitantes entre turistas brasileiros e estrangeiros. A conta do ministério é maior 96 mil a mais que a da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), que
estima 80 mil visitantes no período do evento. O diretor-geral do Iberostar, Arnaud Le Lanchon, aponta que com 60% das compras de cruzeiros, o brasileiro é o principal cliente do grupo em Manaus e em Salvador (BA), onde o grupo atua com barcos-hotéis. Conforme afirma Lanchon, entre os 40% dos clientes
estrangeiros, os maiores compradores de pacotes do grupo são os norte-americanos, cuja seleção jogará na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, no dia 22 de junho, contra Portugal. De acordo com dados do ministério, os visitantes que passarão pela capital amazonense movimentarão R$ 318,8 milhões. O
valor estimado pelo órgão leva em consideração toda a estada do visitante no país e inclui os custos daqueles que passarão por Manaus e em seguida irão para outras cidades-sede. Em todo o Brasil, cálculos do ministério dão conta de que será deixado na sua economia valor na ordem de R$ 6,7 bilhões.
DIEGO JANATÃ
turista que virá a Manaus durante a Copa do Mundo terá como alternativa à rede hoteleira da capital amazonense mais do que a simples hospedagem de leitos disponíveis em barcos e iates de luxo. O segmento de barcos hotéis que, segundo dados da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) chegam a 34 disponíveis na cidade, com aproximadamente 900 leitos, prometem ir além do café da manhã. As reservas de turistas brasileiros e estrangeiros já começaram por meio das agências nacionais e internacionais. O Iberostar Grand Amazon Barco, que há 10 anos atua no segmento de cruzeiros nos rios amazônicos a partir de Manaus, usará pela primeira vez da estratégia de permanecer ancorado no porto de Manaus para servir de hotel. Segundo o diretor geral, Arnaud Le Lanchon, o navio ficará sem cruzeiros de 16 a 22 de junho. Como a decisão de ancorar foi tomada recentemente, Lanchon informa que a procura por reservas ainda está baixa, mas que a tendência é crescer até o período programado. “Nós já comunicamos as agências de renome, parceiras, para modificar o sistema de reservas”, afirma. Navio que pertence a um grupo espanhol, o Iberostar tem 75 leitos e é classificado como barco-hotel cinco estrelas. Conforme Lanchon, os pacotes para a Copa estão no valor de R$ 520 por pessoa, com direito ao café da manhã, almoço, jantar, bebidas nacionais e internacionais. No período antes e depois do mundial, o pernoite custa R$ 700 para clientes nacionais e R$ 400 para locais. Já o pacote do cruzeiro de três noites custa R$ 1,2 mil. Para reservas contatar (92) 2126-9927.
“O momento da Copa é uma estratégia diferente, mas temos confiança de que vai ser positivo”, salientou Lanchon. O diretor informa que depois do dia 22 de junho, o Iberostar estará reservado a um grupo de espanhóis. Iates de luxo como os do grupo Maruaga Barco Hotel também iniciaram reservas nacionais e internacionais para o período da Copa do Mundo. Segundo o gerente comercial, Francisco Donizete, a frota de Manaus, em torno de dez, com oito leitos duplo, cada, e outros dois acima de nove leitos, começaram a ser procurados por turistas suíços, cuja seleção do país jogará em Manaus, no dia 25 de junho, contra Honduras. De acordo o gerente, o grupo Maruaga tem também a confirmação de reservas para o período de turistas brasileiros dos Estados do
DIVULGAÇÃO
EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
DIEGO JANATÃ
Turistas que vierem a Manaus durante a Copa deverão desembolsar de R$ 520 a R$ 800 para dormir em barcos-hotéis
Grupo Maruaga Barco Hotel possui frota em Manaus de dez iates de luxo, com oito leitos cada, e realiza cruzeiros diários Serviços de bar e restaurante com bebidas inclusas no pacote
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
PÁGINADIGITAL
Por Tricia Cabral [suapaginadigital@gmail.com]
Layout: Mário Henrique Silva
Bits & bytes
LANÇAM
ENTO
∞ Moto E já está no mercado A Motorola lançou – na terça-feira, 13 – o Moto E (foto ao lado), smartphone com configurações simples e entrada para dois chips, que está sendo vendido por R$ 529 na versão básica e por R$ 599 na versão com TV digital. Ele vem com uma tela de 4,3 polegadas, revestida do vidro resistente
Gorilla Glass, um processador Snapdragon 200 de dois núcleos e 1 Gbyte de RAM. Além disso, tem uma câmera traseira de 5 megapixels, vem com o Android 4.4 (KitKat), versão mais recente do sistema do Google, instalado e tem uma bateria de 1.980 mAh, que a Motorola jura que vai “durar o dia inteiro”.
∞ Não emplacou
∞ Novo tablet A Lenovo lançou na quarta-feira, 14, um novo tablet, equipado com Windows 8. É o ThinkPad 10 (foto), com tela de 10 polegadas e resolução de 1920x1200 pixels. O tablet vem com processador quad core Intel Atom Z3795, GPU Intel HD Graphics 4600, 4 GB de RAM, 128 GB de armazenamento, caneta digital, entrada para cartão micro SD, case com teclado e modelos compatíveis com 4G.
>>>> A Microsoſt anunciou que os consumidores terão a opção de comprar o Xbox One (foto) sem o sensor de movimentos Kinect a partir de 9 de junho em todos os mercados em que o videogame é vendido, inclusive no Brasil. >>>> A BlackBerry lançou um aparelho de baixo custo e tela sensível ao toque em Jacarta, o Z3, num momento em que a fabricante de celulares busca recuperar suas vendas em mercados emergentes como a Indonésia. >>>> O Twitter vai permitir que seus usuários ocultem as publicações de pessoas que não os interessam. A nova função, batizada de “Mute” (silencioso), estará acessível nas próximas semanas.
∞ Nossa arena na Fifa
A aposta da Samsung no S4 Zoom (foto acima), o smartphone que vem com uma câmera fotográfica de 16 megapixels, furou. Lançado no final do ano passado no valor R$ 1,5 mil, com as vendas lá embaixo já pode ser encontrado pela metade do preço. Isso é que dá lançar um smartphone atrás do outro. A linha Grand Duos é outra cujo valor despencou, a exemplo dos modelos Mega (aqueles de 5,8 e 6,3 polegadas). A Copa do Mundo de Futebol é o assunto do momento e um dos games mais vendidos é o Fifa 2014 World Cup Brazil, da EA Sports, para Xbox 360 e PlayStation 3. São 203 seleções disponíveis, que dão “acesso” aos estádios do Brasil, incluindo as 12 subsedes no modo on-line, com direito ao jogo na Arena da Amazônia (foto). Quem chegar à final, vai levantar a taça em pleno Maracanã. Tem coisa melhor?
∞ Bilionário aos 30 Mark Zuckerberg (caricatura), criador do Facebook, completou 30 anos na quarta-feira, 14, com todos os motivos para comemorar – e muito. Sua fortuna já ultrapassa os US$ 28,5 bilhões. Na rede social que o transformou em fenômeno mundial, “Zuck” (seu apelido) tem 27,8 milhões de seguidores. Esse, sim, é o cara.
∞ Mùsica Os aplicativos Deezer (foto) e Rdio, definitivamente, caíram nas graças dos usuários de smartphones, notebooks e tablets. Por US$ 9,99 – no mínimo – você monta a própria playlist e faz download de todos os álbuns de suas bandas e cantores preferidos. Ainda dá para curtir CDs que nem chegaram às lojas e compartilhar com os amigos, além de escutar as músicas em modo off-line. Apesar de ser pago em dólar, vale o “investimento”.
>>>> Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriram que o Facebook pode fazer o usuário se sentir mal. Membros da Escola de Psicologia mostraram que não poder publicar conteúdo ou não ganhar “likes” e receber comentários dos amigos faz com que usuários do Facebook se sintam mal.
>>>> Os usuários do simulador de corrida “Gran Turismo 6”, do PlayStation 3, poderão fazer o download gratuito de carros e desafios baseados na carreira do piloto Ayrton Senna (foto). O conteúdo extra por download (DLC) será lançado para quem tem o jogo no dia 27 de maio.
Down loads Confira os 10 apps mais baixados da semana 1o Firefox
∞ Google Glass A Samsung vai lançar em setembro óculos para competir com o Google Glass (foto). O produto se chamará Gear Glass. O Google Glass entrou em pré-venda nos Estados Unidos e custa US$ 1,5 mil. O dispositivo tem conexão via internet e possui funções como ouvir músicas, acessar redes sociais, ver a previsão do tempo e tirar fotos.
2o 3o 4o 5o 6o 7o
FB Purity Deezer Sinesp Cidadão IFTTT TraktoPRO Chrome Remote Desktop 8o Popcorn Time 9o Google Camera 10o Evernote FONTE: INFO
Economia
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B3
Portadores de deficiência buscam vagas de trabalho JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
O
impasse quanto à quantidade de vagas no mercado de trabalho formal para portadores de deficiência física e o números de pessoas interessadas em ocupá-las no Amazonas deve acabar com a criação de um banco de dados, onde empregadores e profissionais terão mais facilidade de compartilhar informações sobre os postos de trabalho. Em fase de captação de recurso, o projeto é elaborado por um Grupo de Trabalho (GT) formado por entidade representativa de classe de órgãos normativos e fiscalizadores do trabalho. Atualmente, existem divergências entre as partes quanto à oferta e demanda da mão de obra do deficiente físico. Por um lado, empregadores reclamam da dificuldade de encontrar deficientes dispostos a trabalhar, já as entidades afirmam desinteresse das empresas em cumprir a cota de 5%, exigida por lei. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Amazonas (ABRHA), Roberto Chagas, o projeto é pensado há 2 anos. A ideia foi desenvolvida em parceria com Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT-AM) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Ama-
zonas (SRTE-AM). “O objetivo é acabar de vez com essa discussão. O banco de dados tirará qualquer dúvida quanto às facilidades ou não da inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. Empresas e profissionais poderão utilizar da transparência do recurso para reclamar ou se defender junto aos órgãos de fiscalização”, aponta Chagas. Ele afirma que, se flagrada no descumprimento da cota,
EMENDA
Desde 2013, tramita na Câmara Municipal de Manaus (CMM) um projeto de emenda à Lei Orgânica do Município (Loman) que aumenta de 5% para 10% a cota de vagas para deficientes a empresa será submetida à multa de até R$ 1,7 mil diários, por vaga não preenchida. Para que não se levantem suspeitas quanto à administração do projeto, o GT estuda a possibilidade de a SRTE-AM seja a responsável pela gerência dos dados. Chagas espera que até o segundo semestre, as negociações quanto ao recurso sejam concluídas. Segundo ele, o grupo pretende realizar, no Clube do Trabalhador, evento de lançamento do bando de dados, e nele
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Desencontro de informações do mercado será resolvido com criação de banco de dados construído por grupo de trabalho orientar trabalhadores como e onde realizar o cadastro. “E com a ajuda da superintendência, nenhuma das partes possa reclamar da falta de transparência do número de vagas disponíveis e nem da quantidade de deficientes interessados”, destaca. Estimativa Conforme os números do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Manaus abriga aproximadamente 231 mil pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. Já a Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas (Adefa) sustenta que no ano passado, o número passava de 240 mil. Em análise nacional, o mesmo Censo divulgado em 2010, estimou que 55% dessas pessoas estavam fora do mercado de trabalho. O representante da Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas (Adefa), Isaac Benayon, diz que, apesar do momento favorável ao deficiente - que tem se qualificado - as dificuldades para achar vagas são muitas, principalmente as de cargos de lideranças. “Dos 12 mil deficientes cadastrados na Adefa, ao menos oito mil estão fora do mercado de trabalho. Mas, muitos estão não por falta de interesse em trabalhar, mas porque as vagas que são disponibilizadas não correspondem ao currículo do profissional”, ressaltou.
Lei municipal determina que empresas cumpram cota de 5% das vagas para pessoas com deficiência
Superar dificuldades e crescer na carreira
MTP-AM quer transparência
O administrador Gilberto Martins, 32, integra a equipe do setor fiscal de uma empresa do Polo Industrial de Manaus (PIM), responsável por confeccionar componentes para motocicletas produzidas pela Moto Honda da Amazônia. Gilberto, que possui uma deficiência na perna que o impossibilita de realizar atividades que requeiram esforço físico, conta que começou sua carreira de trabalho como assistente administrativo. Sem encontrar dificuldades para conseguir emprego, o administrador teve apenas que lidar com o preconceito de colegas no início da carreira. A falta de compreensão de algumas pessoas o fez adoecer e pensar em desistir do emprego.
Segundo a procuradorachefe substituta do MPTAM, Fabíola Salmito, o conflito de informações existe, da mesma forma que se observa a resistência dos empregadores de contratar deficientes. Fabíola afirma ter chegado e tal conclusão após observar o modo de operação das empresas, antes mesmo da contratação. “Durante nossas ações, verificamos que em uma boa parte das vezes em que eles (empregadores) se propõem a contratar, solicitam ao Sistema Nacional de Emprego (Sine) a seleção de pessoas sem deficiência. O que identificamos é que em período de fiscalização, eles se esforçam para contratar. Passado o período as demissões
Ele conta que no começo, a rejeição não veio da falta de vagas. “Pelo contrário, sempre que me coloquei disponível ao mercado consegui vaga”, diz Gilberto. O trabalhador lembra que nas primeiras empresas que atuou, alguns colegas de fábrica “ou não aceitavam que um deficiente ocupasse um posto na área administrativa, ou se sentiam incomodados em conviver com a minha deficiência”, conta. Contente com a posição que alcançou na atual empresa que o contratou, Gilberto trabalha a fim de seguir carreira no PIM e para isso se mantém em constante formação e capacitação. Hoje, ele se diz realizado com o resultado da superação das dificuldades impostas pela sua condição.
Portador de deficiência na perna, Gilberto é administrador
acontecem”, observa. A procuradora frisa que para o MPT-AM, a falta de contratações e a alta rotatividade dos profissionais com deficiência são injustificáveis. Ela afirma que o órgão sabe de situações que levam a crer na rejeição de empresas aos trabalhadores com alguma deficiência, mesmo que tenha bom nível profissional. “Sabemos de casos, onde os portadores de deficiência, mesmo possuindo curso de nível superior, são submetidos a trabalhar por salários de nível médio. E será que a rotatividade também não está ligada à falta de interesse de certas empresas de adequarem suas estruturas para receber essas pessoas?”, questiona.
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
Interior é responsável por 40% do consumo no país D
e cada R$ 10 gastos no Brasil, R$ 4 correspondem ao consumo efetuado no interior do país. Os dados são do levantamento inédito do Sebrae, realizado em parceria com o Instituto Data Popular. O estudo mostrou que o consumo fora das capitais e regiões metropolitanas soma R$ 827 bilhões ao ano, o equivalente a 38% do total do consumo no país. Esse cenário confirma a existência de um ambiente promissor para os pequenos negócios, na medida em que metade da população brasileira vive no interior e que essas regiões apresentam um crescente desenvolvimento econômico. “O consumo no interior hoje já é maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) de muitos países, como Chile, Dinamarca ou Portugal, por exemplo. E ainda há muito potencial de crescimento, em especial para as micro e pequenas empresas que estão nessas localidades e conhecem melhor os mercados e as demandas da sua população”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. O Brasil tem 4,6 mil municípios fora das capitais e
ARQUIVO EM TEMPO
População fora das capitais consumiram R$ 827 bilhões, volume que demonstra potencial de vendas para empresários regiões metropolitanas que reúnem 94,3 milhões de habitantes, o equivalente a 49% da população. A grande maioria (74%) desses moradores do interior vive em áreas urbanas, e apenas 26% vivem em áreas rurais.
ESTIMATIVA
Segundo o presidente do Sebrae, Luiz Barreto, pelo fato de 73% dos municípios do interior terem menos de 20 mil habitantes, o pequeno negócio pode nascer e crescer na sua própria localidade Moradores do interior desembolsam mais para quitar contas com reforma da casa, diz pesquisa do Sebrae com Data Popular
Entre os trabalhadores, 77% ganham até dois salários mínimos (já nos grandes centros, 64% estão nessa faixa de renda). “Embora a renda seja menor no interior, o consumo vem sendo favorecido pelo desenvolvimento das cidades e pelo aumento da circulação de dinheiro nos municípios. Uma das razões é o fato que 63% dos beneficiários do Bolsa Família vivem no interior”, destaca o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles,.
Oportunidades para todos os segmentos Em 2013, os moradores dessas cidades gastaram R$ 265 bilhões na manutenção do lar e R$ 118,4 bilhões com alimentação no domicílio. Medicamentos, material de construção e alimentação fora do lar também estão entre os principais gastos.
Nos próximos 12 meses, esses consumidores planejam comprar principalmente móveis para a casa, TVs, geladeiras, máquinas de lavar e viajar de avião. “O desejo de consumo representa bons negócios não apenas para o comércio, mas para todos os
outros segmentos envolvidos”, avalia o presidente do Sebrae, Luiz Barreto. Movimento De olho nas oportunidades, o microempresário Marcos Vinícius de Sena e Paiva concluiu em 2013 uma obra
com a qual trabalha há 5 anos para ampliar sua loja. Desta forma, ele gastou mais e movimentou o comércio. “Pude dar mais conforto aos clientes, diversificar a oferta de produtos e até mesmo inserir itens mais sofisticados”, revela o empresário.
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Economia
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País
MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
Falta de integração na Justiça aumenta os HCs E
ntendimentos dos tribunais superiores não estão sendo seguidos pelas instâncias inferiores. O dado está em uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada neste fim de semana. O estudo foi encomendado pelo Ministério da Justiça (MJ), a fim de entender o porquê do aumento de quase 220% nos pedidos de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no comparativo dos anos de 2005 e 2011. Em 2005, foram impetrados 11.468 casos. Após 6 anos, esse total saltou para 36.570, crescimento que resultou do descompasso entre as decisões das instâncias da Justiça. Foram analisados cerca de 14 mil processos do total de 197 mil habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) e STJ, ajuizados entre 2008 e 2012. “Deve haver uma interação entre as decisões dos tribunais superiores com as decisões dos tribunais de Justiça (TJs) estaduais e também de primeira instância. Devemos ter mais uniformidade das decisões”, explicou Gabriel de Carvalho Sampaio, diretor da Secretaria de As-
suntos Legislativos do MJ. Antes do estudo, segundo Sampaio, acreditava-se que esse crescimento poderia estar relacionado a uma estratégia das defesas, pois o pedido de habeas corpus deve correr de forma mais célere, já que envolve o direito à liberdade. Com o resultado, “temos um problema
CRIMES
Dos 122 tipos penais encontrados nos documentos pesquisados, os crimes que se destacam são estupro e atentado violento ao pudor, furto simples qualificado, tráfico de drogas e roubo um pouco mais complexo do que o aumento do número. Precisamos discutir o mérito de cada um dos motivos que faz aumentar essa demanda”, apontou. Do total de processos que chegaram ao STJ, 43,8% são referentes às decisões dos juízes paulistas. Um terço desses pedidos são concedidos. O segundo colocado
é o TJ de Minas Gerais, com 9,4%. Os Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul aparecem em seguida com 7% e 6,7%, respectivamente. “Isso advém do número de sentenciados que o Estado (São Paulo) tem. Nós temos quase 250 mil encarcerados, enquanto a população carcerária do Brasil é 500 mil presos”, justificou o presidente do TJSP, José Renato Nalini. A pesquisa mostra que a população carcerária de São Paulo corresponde a 34,6% da do país, enquanto o número de habitantes em relação à população brasileira é 21,7%. Nos outros Estados com maiores taxas de habeas corpus, o percentual entre população e presos é mais equilibrado. Dos 122 tipos penais que foram encontrados nos documentos pesquisados, 72% correspondem a cinco crimes: estupro e atentado violento ao pudor (3,8%), furto simples qualificado (6,6%), homicídio qualificado (8%), tráfico de drogas (24,5%) e roubo (29%). Os temas mais discutidos pela defesa são excesso de prazo, cálculo da pena, regime inicial, prisão cautelar e progressão de regime.
REINALDO OKITA/ARQIUVO EM TEMPO
Pesquisa da Fundação Getulio Vargas revela que os pedidos de habeas corpus subiram quase 220%, no STJ
Segundo o estudo, descompasso nas decisões judiciais contribuem para o aumento de HCs
País
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Juiz não entende cultos africanos como religião O
Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) recorreu da decisão do juiz da 17ª Vara Federal do Rio, Eugênio Rosa de Araújo, que negou o pedido de retirada de vídeos com mensagens de intolerância contra religiões afro-brasileiras. O juiz alegou que tais crenças “não contêm os traços necessários de uma religião”, que seriam um texto-base, como o Corão ou a Bíblia, estrutura hierárquica e um Deus a ser venerado. Na decisão, Araújo coloca que “as manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões, muito menos os vídeos contidos no Google refletem um sistema de crença - são de mau gosto, mas são manifestações de livre expressão de opinião”. No recurso, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jaime Mitropoulos, argumenta que os 15 vídeos em questão caracterizam crime de ódio, pois são baseados na “intolerância e na discriminação por motivos religiosos”, ressaltando que a comunidade internacional “praticamente chegou ao consenso sobre a necessidade de coibir práticas desse tipo”. Ela cita a promulgação de documentos como a Declaração
Universal dos Direitos Humanos (1948), o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (1966), a Declaração sobre a Raça e os Preconceitos Raciais (1978) e a Declaração sobre a eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação fundadas na religião ou nas convicções (1981). A Ação Civil Pública foi proposta a partir de uma representação da Associação Nacional de Mídia Afro, que apontou vídeos divulgados no Youtube que trariam mensagens que “associam as referidas religiões à figura do diabo e a tudo de mal que a ele possa estar ligado, muito embora ‘diabo’ ou ‘demônios’ sequer façam parte do universo das religiões de matrizes africanas”, diz o recurso de Mitropoulos. Para o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir), Ivanir dos Santos, o juiz Eugênio Rosa de Araújo não se posicionou na decisão com a neutralidade que requer o cargo. Para ele, o juiz não externou uma posição como juiz, mas como uma pessoa que tem uma religião. Santos informa que o Ccir fará uma reunião na próxima semana sobre a questão para, se for o caso, denunciar o juiz ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
RICARDO OLIVEIRA/ARQIUVO EM TEMPO
Polêmica aconteceu no Rio de Janeiro em uma ação na qual o MPF solicita a retirada de vídeos ofensivos do Youtube
Na decisão do juiz da 17ª Vara Federal do Rio, as manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/ARQUIVO EM TEMPO
GENÉRICO
Remédio não emplaca em todos os Estados do país A indústria de genéricos chega aos 15 anos no Brasil, vangloria-se de ter sido o motor que possibilitou o nascimento de uma indústria farmacêutica de capital nacional, mas ainda não emplacou em alguns Estados. Obrigados a custar pelo menos 35% mais barato que os medicamentos de referência - e os preços, na prática, geralmente ficam até mais baixos devido à concorrência-, os genéricos ainda enfrentam dificuldades para cumprir o que o setor chama de seu “papel social”. Roraima é o Estado que tem a menor participação de genéricos no Brasil (10%), seguido de Amazonas (14%) e Rondônia e Acre (ambos com 16%), conforme dados do IMS Health, instituto que audita o setor no mundo. Para Telma Salles, presidente da PróGenéricos (associa-
ção do setor), as compras do governo foram importantes para a evolução do produto, que representa 85% dos itens dispensados pela Farmácia Popular - programa do governo federal que distribui gratuitamente. Ela afirma, porém, que o desconhecimento da população ainda é um dos motivos para a baixa penetração no varejo farmacêutico. “A possibilidade de substituir medicamento de marca pelo genérico ainda não é conhecida em todo lugar. Outras iniciativas públicas de divulgação precisam ser implantadas nesses Estados”, diz. Parte das vendas também pode ter sido perdida para o outro tipo de cópia, os medicamentos similares - que foram submetidos a exigências de testes de funcionamento diferentes do padrão cobrado.
Genéricos enfrentam dificuldades para cumprir papel social
CASO BERNARDO
Pai e madrasta do garoto tornam-se réus no processo A Justiça aceitou a denúncia contra quatro pessoas acusadas de envolvimento na morte de Bernardo Boldrini, 11, no interior do RS. Entre elas, estão o médico Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, pai e madrasta do menino e agora réus no processo. Também passaram a ser réus a assistente social Edelvânia Wirganovicz e um irmão dela, o motorista Evandro Wirganovicz, acusado de ter ajudado a ocultar o corpo. Para o Ministério Público, que ofereceu a denúncia, o pai de Bernardo atuou como “mentor” do crime, executado pela mulher. A suspeita é de motivação financeira. A promotoria afirma ter se baseado em indícios que apontam envolvimento de Boldrini, como contradições em depoimentos, relatos de testemunhas sobre o mau relacionamento com
o filho e desinteresse no paradeiro dele após o desaparecimento. “A prova existe”, afirmou a promotora Dinamárcia Maciel. “Leandro é o mentor intelectual do fato”. Segundo ela, Boldrini não queria dividir com o filho os bens que adquiriu com a exmulher, que se suicidou em 2010. Por isso, diz a promotora, demorou para formalizar o inventário dela. O órgão também considerou interceptações telefônicas de parentes de Graciele, que dizem “ter certeza” de que ele planejou o crime. Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que o pai não gostava do filho e o chamava de “bichinha”. Uma amiga disse ter ouvido de Graciele, em janeiro, que ela e o marido desejavam matálo, mas só não o faziam porque não tinham um poço para esconder o corpo.
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Mundo
MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
ONU alerta para casos de violações na Ucrânia
CLYDE SNOW
Detetive que ‘descobriu’ Mengele, morre nos EUA
Relatório recém divulgado pela instituição dá conta que no leste do país estaria ocorrendo uma “deterioração alarmante” dos direitos humanos AP
A
Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para uma “deterioração alarmante” dos direitos humanos no leste da Ucrânia, onde o exército combate uma revolução lançada por separatistas pró-Rússia. Num relatório divulgado neste fim de semana, a comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, manifestou também preocupação pelos “sérios problemas” de perseguição e intimidação contra os tártaros na Crimeia, território anexado pela Rússia em março, perante à indignação da comunidade internacional. Em resposta, o porta-voz da diplomacia russa, Alexandr Lukachevich, divulgou comunicado acusando a ONU de “falta de objetividade total” no relatório. “A falta de objetividade total, as contradições revoltantes e a utilização de dois pesos e duas medidas não deixam dúvidas de que os autores (do relatório) cumpriram uma orientação política para ‘branquear’ as autoridades autoproclamadas de Kiev”, afirmou O relatório da ONU, que cobre o período entre 2 de abril e 6 de maio, cataloga uma lista de “assassinato, tortura e espancamentos, raptos, intimidação e em alguns casos assédio sexual”.
O detetive forense norte-americano Clyde Snow morreu na última sexta (16), aos 86 anos. A notícia foi divulgada pelo jornal “The New York Times”. Snow já era reconhecido em sua profissão em 1985, quando fez uma de suas mais famosas descobertas: a identificação dos restos mortais de Josef Mengele, médico nazista alemão que ganhou notoriedade por experimentos cruéis conduzidos em seres humanos, sob a apro-
vação do Terceiro Reich, no campo de concentração de Auschwitz. Acreditava-se, embora sem provas, que, após o fim da Segunda Guerra Mundial, Mengele teria fugido para o Brasil e mudado sua identidade, vivendo anonimamente no país. O trabalho de Snow, contratado pelo Centro Simon Wiesenthal, comprovou que o corpo de um afogado achado em Bertioga, no litoral paulista, em 1979, era de fato o de Mengele.
CRAQUE
Presidente da Bolívia entra para time da primeira divisão Assassinatos, tortura, espancamentos, intimidação e raptos foram catalogados pela ONU
Excessos são denunciados O governo interino da Ucrânia trava uma ofensiva militar contra separatistas pro-Rússia, que pegaram em armas, após a destituição do presidente Viktor Ianukóvitch apoiado pela Rússia em fevereiro. Os confrontos ocorrem quase todas as noites, particularmente próximo ao bastião rebelde de Sla-
viansk, e dezenas de pessoas já morreram desde que Kiev lançou a sua “operação antiterrorista” em meados de abril. No leste do país, o relatório afirma que houve aumento “preocupante” dos raptos e detenções ilegais de jornalistas, ativistas, políticos locais, representantes de organizações internacio-
nais e membros das Forças Armadas. A ONU manifesta ainda sua preocupação com a deterioração do ambiente para os meios de comunicação no leste do país, onde os rebeldes proclamaram a independência em duas regiões, após consultas populares, por meio de referendos.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, 54, foi contratado por um time de futebol da primeira divisão do país, confirmou o Ministério da Comunicação na sexta-feira (16). Apaixonado por futebol, o presidente foi inscrito na próxima temporada (2014-2015) do campeonato nacional como o camisa 10 do Sport Boys, da cidade de Warnes, a 60 km de Santa Cruz de la Sierra. O Sport Boys será o segundo time de Morales, que jogou para o Litoral em 2008. Por isso, o novo clube terá que pagar sua transferência da Associação de
Futebol de La Paz (AFLP) para a Liga profissional. Em sua estreia no Litoral, Morales esteve em campo por 37 minutos, segundo o jornal local “El Deber”. O presidente da equipe, Mário Cronenbold, disse ao “El Deber” que quer realizar um desejo de Morales. Mas o Sport Boys também sai ganhando: “ele domina bem a bola e tem um bom chute”, disse Cronenbold. “Além disso, não é para que jogue 90 minutos, bastam 20”, acrescentou. Morales é conhecido por suas peladas e costuma promover partidas com políticos.
Caderno C
Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
diadia@emtempo.com.br
ALTEMAR ALCÂNTARA/SEMCOM
Semasdh inicia campanha Dia a Dia C8
(92) 3090-1041
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
ORIGEM
Há um ciclo complexo e vergonhoso de omissão de irresponsabilidade, que já começa no estímulo ao consumismo permitindo que qualquer um compre facilmente um carro hoje em dia trafegam com lotação acima da permitida; e onde deveria haver fiscalização, muitos dos responsáveis olham o tempo e fecham os olhos a quem para sobre a faixa de pedestre ou fala ao celular enquanto dirige. O diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitosa, falou ao EM TEMPO sobre a necessidade de uma legislação mais rigorosa. O que existe hoje é ignorado por quem se acha fora do alcance da lei e, movido pelo egoísmo elevado pela bebida, se torna dono das ruas. Enquanto isso não muda, resta observar a dor das famílias das vítimas e aguardar pela próxima tragédia.
ARTHUR CASTRO/AGORA
A
ocorrência das últimas tragédias no trânsito de Manaus provoca uma questão angustiante: quem será a próxima vítima? Mais de 30 pessoas morreram em acidentes causados por imprudência de motoristas ou pedestres, porém, o elemento mais perigoso é uma combinação combatida, mas ainda, presente na maioria das fatalidades: o abuso de álcool e a falta de uma fiscalização eficiente, coroados por leis brandas e ignoradas por motoristas irresponsáveis que se tornam homicidas em potencial. Foi o consumo de bebidas alcoólicas que levou às duas maiores tragédias no trânsito de Manaus, nos dias 28 de março e 12 de maio. No primeiro, o motorista Ozaias Costa de Almeida, morto no acidente com outras 15 pessoas, havia consumido até mesmo droga, conforme revelou o exame toxicológico. No segundo e mais recente, Renato Fabiano dos Santos Benigno estava embriagado e dirigia com excesso de velocidade, causando em uma batida, dois mortos e três feridos. Nos dois casos e em outros mais cujos autores sequer foram identificados, a culpa vai além do próprio motorista. Há um ciclo complexo e vergonhoso de omissão e irresponsabilidade, que já começa no estímulo ao consumismo permitindo que qualquer um compre facilmente um carro, passando pela legislação que é branda, pela ausência de controle eficiente e o comportamento inadequado de todas as partes do trânsito. E segundo os dados mais recentes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), só na capital são quase 500 mil motoristas habilitados. Por todos os cantos, há exemplos pequenos, mas significativos da combinação de
todos esses elementos: na rua Natal, em Adrianópolis, onde pais de alunos de uma escola das proximidades dirigem pela contramão para ganhar tempo, dando péssimo exemplo para os jovens estudantes; na avenida São Jorge, cujo tráfego foi temporariamente alterado e onde muitos fazem retornos imprudentes em lugares indevidos; em postos de gasolina e suas lojas de conveniências, não é raro ver grupos de amigos consumindo bebidas alcoólicas, mesmo sendo proibido, e depois saírem em seus veículos; em praticamente todas as ruas e avenidas, cruzamentos são trancados, faixas de pedestres se tornam inúteis, passarelas são ignoradas, micro-ônibus
(Leia mais sobre o assunto nas páginas C2 a C7) ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
CÉSAR AUGUSTO Equipe EM TEMPO
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
A capital amazonense foi marcada por dois acidentes que tiveram repercussão, mas apesar disso a realidade mostra que outras tragédias virão
ARTHUR CASTRO/AGORA
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
DIEGO JANATÃ
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
ARQUIVO EM TEMPO/ALEXANDRE FONSECA
Manaus aguarda sua próxima tragédia
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Dia a dia
Irresponsabilidade!
HUDSON FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO
O comportamento errado do motorista acaba sendo influenciado pela conivência de empresários que só querem lucrar, aponta o diretor-presidente do Detran-AM FLÁVIO GUIMARÃES Especial EM TEMPO
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ezenas de pessoas são autuadas diariamente dirigindo sob efeito do álcool nas ruas da cidade de Manaus. A prática do consumo de bebidas alcoólicas por motoristas dentro de locais proibidos por lei - como lojas de conveniência e nas imediações de postos de gasolina, por exemplo - contribui ainda mais para a ocorrência de acidentes graves como o da última segunda-feira (12), na Ponta Negra. Dados do Departamento de Trânsito do Amazonas (DetranAM) apontam que durante a fiscalização da Lei Seca, dezenas de motoristas são flagrados dirigindo embriagados ou têm a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. A fiscalização já abordou mais de 3 mil condutores dirigindo embriagados pelas ruas da cidade no último ano. Conforme o diretor presidente do órgão, Leonel Feitosa, foram suspensas 1.774 CNHs de março a dezembro do ano passado. Nos primeiros quatro meses deste ano, em blitze de fiscalização da Lei Seca, já foram recolhidas 626 CNHs de
motoristas que conduziam embriagados. O saldo nos quatro primeiros meses de 2014 registra 90 carteiras de habilitação cassadas e mais de 80 suspensas relacionadas ao consumo de álcool ao dirigir. O total geral, considerando o mesmo período do ano passado até agora, é de 299 CNHs cassadas. Na avaliação do órgão de trânsito os números são expressivos e preocupantes. “Acreditamos que isso seja uma questão de consciência do condutor, que ainda não aprendeu que álcool e direção jamais vão combinar. É preciso uma mudança de comportamento, porque de nada adianta coibirmos com as operações se ele continua fazendo e os números comprovam”, disse Leonel Feitosa. “As leis de trânsito brasileiras são muito benevolentes e precisavam ser mais rígidas. São muito brandas, pois permitem que mesmo cometendo infrações o condutor continue dirigindo”, frisou. O diretor-presidente informou ainda que tem atuado de forma conjunta e intensificado a fiscalização da Lei Seca em todas as regiões da capital com intuito de coibir o hábito
de motoristas comprarem bebida alcoólica e consumirem as bebidas em seus carros. “Vamos fazer uma operação em parceria com a Prefeitura de Manaus e com a participação de diversos órgãos para verificarmos essas situações nesses estabelecimentos comerciais, autuando, notificando e punindo nos casos em que se enquadrarem”, informou. Segundo o diretor do Detran-AM, está em vigor a Lei Municipal 135/04, mas não é respeitada, que inclusive foi de sua autoria, quando foi vereador de Manaus. “Constatamos dezenas de pessoas consumindo bebida alcoólica ao lado de veículos durante as fiscalizações da Lei Seca realizadas na cidade. Isso é um problema, mas atuamos para coibir”, informou. Leonel criticou os empresários desse ramo, pois permitem que os motoristas comprem bebidas e permaneçam dentro ou mesmo nas imediações onde a lei proíbe. “Visando o lucro, esses empresários acabam incentivando esse hábito e contribuindo para inclusive as mortes no trânsito acontecerem, pois nos deparamos com verdadeiras festas que ocorrem em frente às lojas de conveniência com os chamados paredões de som e jovens se embriagando”.
Consumo de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência: hábito incentivado pelo proprietário
Números muito assustadores De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o motorista não pode exceder o limite de 20 pontos em um ano. Mesmo se passar deste número, ele não tem o direito de dirigir suspenso imediatamente, porque pode se defender e recorrer às multas, como prevê resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O prazo para apresentar a defesa ao Detran é de 30 dias, podendo se estender a 90. Caso o recurso seja negado, o motorista fica em
situação irregular e deve se apresentar ao órgão de trânsito onde a CNH está cadastrada para entregar o documento. As infrações consideradas gravíssimas, que correspondem a 7 pontos, também suspendem automaticamente a CNH. Entre elas estão dirigir embriagado, ultrapassar 50% da velocidade máxima permitida, pilotar motocicleta sem capacete e praticar “racha” ou corrida em vias públicas. Quem atinge ou ultrapassa
20 pontos pode ficar impedido de renovar ou transferir a CNH e ter o direito de dirigir suspenso, entre outras penalidades previstas pela legislação federal. Em 2012, cerca de 50 mil condutores foram notificados por mês, em todo o Estado, por terem atingido 20 ou mais pontos na carteira. Segundo a legislação federal, esses motoristas podem apresentar defesa e não têm a habilitação suspensa imediatamente, como explicou o diretor.
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JOEL ROSA/ARQUIVO EM TEMPO
Curso de reciclagem Durante o período de suspensão, o motorista deverá passar por um curso de reciclagem de 30 horas que pode ser feito nos CFCs (Centro de Formação de Condutores). Alguns deles oferecem a modalidade de curso a distância: o aluno estuda o conteúdo em casa com uma apostila e realiza a prova diretamente no CFC. Para concluir o procesLeonel Feitosa, diretor-presidente do Detran-AM: leis de trânsito brasileiras são muito benevolentes e precisam ser mais rígidas
Trânsito para matar e ferir as pessoas A professora aposentada Cleogecy Aquino, 65, possui CNH há cerca de 30 anos e nunca recebeu pontuação em todo esse tempo. Ela contou que sempre procurou dirigir conforme as normas de trânsito, mas atualmente não dirige mais em razão do trânsito matar muito mais pessoas que na época em que retirou sua habilitação para dirigir. “Resolvi parar de dirigir muito em razão do receio de hoje de as pessoas usarem muito o trânsito para ferir e matar pessoas. Fora a discriminação que a mulher ouve sempre de que não sabe dirigir, mas a preservação da minha vida foi o fator que mais levei em conta”, contou. O segurança patrimonial Mário Augusto Andrade, 38, contou que já chegou a atingir 20 pontos na CNH logo nos primeiros anos em que tirou habilitação e sofreu todas as penalidades, além de passar pelo curso de reciclagem. “Foi ruim isso para mim, mas hoje mudei de comportamento. Não incentivo ninguém a andar irregular e conduzir sem CNH. Você anda se escondendo no transito quase que nem um bandido”, disse o motociclista.
Suspensão e cassação Suspensão e cassação não são a mesma coisa. A suspensão tem período de pena variável (de um a 12 meses) e precede a cassação, que sempre ocorre por dois anos. O condutor notificado por ter atingido ou excedido o limite de 20 pontos na CNH nos últimos 12 meses não tem o direito de dirigir suspenso imediatamente, pois a lei garante o direito de recorrer das multas junto aos órgãos de autuação (Resolução 182/2005, do Conselho Nacional de Trânsito/ Contran). Para quem não atingiu a pontuação máxima, o efeito suspensivo de multas é anulado após 12 meses da data da infração.
so, o cidadão fará uma prova com 30 questões e deverá acertar mais de 70% para ser aprovado e receber o certificado (pelo menos 21 questões). Uma vez cumprido o período de suspensão e o curso, o motorista terá sua CNH restituída mediante a apresentação do Certificado de Conclusão do Curso de Reciclagem ao Detran.
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Dia a dia
Para população, legislação é fraca Os últimos acidentes fatais no trânsito chocaram e causaram indignação por conta da irresponsabilidade de motoristas e até mesmo imprudência das vítimas. O manauense quer mais rigor na legislação, que ainda acha fraca e cheia de brechas que permitem a impunidade, principalmente de quem combina álcool e direção ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
Cena do acidente de 28 de março na avenida Djalma Batista, que deixou 16 mortos: população reclama de brechas na legislação que permitem a impunidade e que fatos se repitam
FOTOS: DIEGO JANATÃ
Você acha que as leis de trânsito são fracas no nosso país? O que pode torná-la mais rigorosa?
Precisamos de mais severidade, quem mata no trânsito tem que ser preso sem fiança, principalmente o povo que não cumpre a Lei Seca. A mudança deve ser política, para ver se as leis que são sancionadas deixam de trazer benefícios para os ricos, porque geralmente acidente no trânsito acontece pela irresponsabilidade de filhinhos de papai. Augusto Carlos, 45, autônomo
As leis não têm servido de nada para resguardar a vida das pessoas. Elas são extremamente fracas e geralmente beneficiam quem as fez. Os responsáveis por mortes no trânsito muitas vezes nem ao menos são presos. Isso para mim é o mais revoltante. Acho que devemos forçar as autoridades a fazerem leis que punam de maneira exemplar. Colocar a morte no trânsito como inafiançável seria uma grande mudança. Levy do Nascimento Pinheiro, 36, porteiro
As leis evidentemente já não suprem as necessidades do trânsito que a cada dia está mais caótico. Além disso, tanto motoristas, quanto pedestres parecem não se importar mais com a vida. Virou uma bagunça sem fim. Precisamos exigir mais, estamos muito calados diante ao cenário. As mudanças devem vir da base, de como os condutores estão sendo formados, até a estrutura das vias, chegando às leis feitas pelos políticos. Elinete Roque, 45, professora
Nem todas as leis funcionam, vemos acidente o tempo todo. Para mim, quem fiscaliza o cumprimento dessas leis também está falhando. O último acidente na Ponta Negra mostrou o quanto nossa realidade é cruel. O responsável parece ser de família rica, então vamos ver se essas leis, mesmo fracas, se aplicarão a ele. Acredito que as leis precisam ser revistas por conterem muitas brechas.
As leis estão muito fracas e não surtem os efeitos necessários, quem é irresponsável continua irresponsável. Isso tudo pela anuência dos políticos. Nenhuma mudança acontecerá se não pressionarmos os responsáveis diretos por ela. Elas são decididas nas casas legislativas, temos que começar cobrando aos políticos que elegemos para mudarem sua forma de fazer leis.
As leis são fracas e isso é uma pouca vergonha. Já está na hora de obrigarmos os motoristas a respeitarem os pedestres. Os responsáveis pelo trânsito precisam rever o Código de Trânsito Brasileiro, que já está ultrapassado.
Mário Antonio, 23, autônomo
José Carlos Oliveira, 61, aposentado
Marcos Cley, 34, auxiliar de estoque
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Dia a dia
Clamor por justiça de quem Familiares de mortos nos últimos acidentes de trânsito em Manaus vivem com a dor e a indignação de tragédias se repetirem
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autônoma Francineide Guedes teve a filha Quézia Guedes de Souza, 25, e o neto, Luis Miguel Guedes de Souza, de 1 ano e 2 meses, mortos no acidente de 28 de março, quando uma caçamba e um microônibus executivo da linha 825 colidiram na avenida Djalma Batista, matando 16 pessoas. Ainda abalada pela fatalidade, ela conta que a saudade tem reinado acima do interesse da causa na Justiça. “Desde o acidente não havia conseguido trabalhar porque tudo lembrava minha filha e meu neto. Minha casa está vazia. Ela era o meu braço direito e tinha projetos com restaurante, que dois meses antes do acidente havíamos iniciado. Com a morte deles, parei tudo”, conta. Francineide aponta que a sua filha e neto foram vítimas da combinação perigosa de álcool e direção, comprovada pelo resultado do laudo do exame toxicológico do motorista Ozaias Costa de Almeida, condutor da caçamba que colidiu com o micro-ônibus, revelando que ele estava sob efeito de álcool e cocaína no momento do acidente. Ele era funcionário da empresa Etacom, que prestava serviços para a Prefeitura de Manaus. Como o veículo prestava serviço de infraestrutura ao município, tanto empresa quanto administração municipal poderão responder pelo ocorrido. “Quero que os condutores sejam prudentes no trânsito, respeitosos com as normas e condutas da lei. Como pode uma empresa ter um funcionário tão negligente? Fico chocada que uma imprudência
dessas tenha tirado a vida de tantas pessoas, incluindo a de minha filha e meu neto”, desabafa. As provas técnicas apontam o motorista da caçamba como responsável criminal do acidente, autor de homicídio doloso na direção veicular, mas por ter morrido na tragédia, sua culpa punitiva se torna extinta. “Como posso ter senso de justiça, se quem causou o acidente morreu também? Ele foi vítima da própria negligência. Queria que nada disso estivesse acontecido. Este é o meu senso de justiça”, declara Francineide. “É terrível ouvir que quero ficar rica com esta tragédia. Nada devolverá a presença dessas pessoas que amo. E quando vejo a placa fixada (memorial embaixo do viaduto do acidente) com os nomes e fotos das vítimas, só machuca”, lamenta. O motorista Raimundo Nonato Fernandes Moraes, pai do condutor do micro-ônibus, Robert da Cunha de Moraes, 26, morto na colisão, não aceita que o fato seja esquecido, bem como seu o pedido feito no culto ecumênico ao prefeito de Manaus, Artur Neto, por providências públicas. “Estamos com o coração partido e perdemos parte da nossa família. E no culto pedimos providências para que a tragédia não se repetisse, investindo em uma maior fiscalização”, conta. Já a mãe de Robert, Rosangela da Cunha Moraes, clama por providências e o cumprimento da Justiça em favor dos familiares das vítimas do acidente. “Queremos que isto seja alerta às empresas que contratam funcionários, para que analisem quem contratam”, declara Rosangela.
Sepultamento de uma das vítimas do acidente de 28 de março: famílias passam pela dor e pela certeza de novas tragédias IONE MORENO
DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO
Henrique Veiga Lima, juiz da Vara de Crimes de Trânsito: penalidades não satisfazem anseios
Motoristas ou criminosos? O juiz Henrique Veiga Lima, da Vara Especializada em Crimes de Trânsito do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), explica que o crime de trânsito foi desenhado para ser classificado como culposo (sem intenção de matar), quando se tem imperícia, imprudência ou negligência. “Na teoria, ninguém sai de casa com a intenção de matar alguém no trânsito. Por isso que, em regra, os motoristas são enquadrados nesta categoria”, explicou o juiz sobre a justificativa de que é difícil enquadrar o responsável na categoria dolosa (onde há intenção de matar). O Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 302, estabelece a pena do homicídio culposo na direção de veículo automotor com detenção de 2 a 4 anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor, podendo ser aumentada de um terço à metade. “Isso se deve ao teor, ao formato e até mesmo ao espírito da lei de
quando ela foi concebida. Aí as pessoas ficam falando mal da Justiça, mas nós aqui somos aplicadores do direito”, salienta Veiga. O magistrado pontua que as penalidades do Código de Trânsito não correspondem aos anseios da população,
MECANISMO
Segundo o juiz Henrique Veiga Lima, o crime de trânsito foi desenhado para ser classificado como culposo (sem intenção de matar), quando se tem imperícia, imprudência ou negligência tampouco de familiares das vítimas, pois apontam como branda uma penalidade de 2 a 4 anos de reclusão. “O sentimento da família da vítima é que ele apodrecesse na cadeia ou fosse executado, mas não temos pena de morte e nem prisão perpétua, aí qualquer pena aplicada, por maior que seja, para a
família que perde um ente será sempre insuficiente. Nós, como Judiciário, cumprimos o que a lei determina e aplicamos como ela está posta. Agora, se comparamos com a quantidade da pena com o tipo de delito e o sentimento da população, há uma discrepância”, afirma o magistrado. “Ou fazemos o que está escrito na lei ou nós, em parceria com a sociedade, vamos pressionar o Congresso e os deputados para fazerem outra lei”, acrescenta. Entretanto, o Judiciário vem entendendo que o cidadão, ao dirigir um veículo em estado de embriaguez, assume o risco de produzir um dolo eventual. “Há uma corrente mais severa que indique, neste caso, que este motorista sabia do problema que poderia causar. Aí é dolo eventual. Daí, já tem corrente ganhando força contra esses tipos de delitos, para que seja julgado no tribunal do júri, onde a pena é bem mais severa”, salienta o juiz Henrique Veiga Lima.
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FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
passou pela dor da perda
Parentes de vítimas em busca de informações após acidente na avenida Djalma Batista em março: histórias que se repetem
Mais fiscalização necessária Segundo o presidente da Associação dos Advogados Criminalistas do Amazonas, Christian Naranjo, as normas precisam se adequar às mudanças da sociedade, além da intensificação de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM). “Sou a favor da lei, mas ela é antiga e não acompanhou o progresso da sociedade. Essas normas precisam de adequação a essas mudanças. Discordo de que precise de lei rigorosa, e sim política de controle e mais fiscalizações. Tornando mais intensas essas medidas, a lei estará sendo cumprida”, pontua o criminalista. O juiz Henrique Veiga considera o acidente ocorrido, na última segunda-feira, na Ponta Negra, como dolo eventual. “Não houve a vontade de matar, mas ocorreu o evento que ele podia ter previsto, pois não podia ter se embriagado e assumido a direção. Contudo, o motorista da S10 conduziu de forma inapropriada e com velocidade imprópria ao local. Então, ele assumiu o dolo pela sua irresponsabilidade e dano pelo que causou”, afirma. Para Christian Naranjo, os crimes ocorridos no trânsito são provenientes de duas
razões: a imprudência dos condutores e ausência da intensificação de política de controle e fiscalização. “No caso do acidente na Ponta Negra, o motorista estava com mais de 120 pontos na carteira de habilitação. Legalmente, ele deveria devolver o documento ao órgão público, e não houve essa investigação”, declara.
ALTERNATIVA
Segundo o presidente da Associação dos Advogados Criminalistas, Christian Naranjo, as normas precisam se adequar às mudanças da sociedade, além de uma fiscalização mais intensa “Deve haver fiscalização e campanhas educativas, mas isso nem é tão simples, nem rápido e tampouco barato. Paralelamente a isso, a fiscalização deve ser mais rígida, pois só o endurecimento da lei não resolve. A solução é a efetividade no cumprimento das medidas. As pessoas então irão ser inibidas de praticar qualquer tipo de infração no trânsito”, conclui o juiz Henrique Lima.
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Dia a dia
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Manaus intensifica guerra contra exploração infantil Durante esta semana, ações incluirão manifestações em várias vias da cidade como parte da campanha nacional
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Prefeitura de Manaus vai intensificar o combate à exploração infantil. Nos próximos dias, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) realizará a Semana de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes em Manaus. Diferente de edições anteriores, em que a secretaria coordenou a caminhada do Dia Nacional de Luta Contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 2014, a Semasdh promoverá ações em diferentes zonas da capital. “Essa é uma das nossas maiores bandeiras, um assunto de extrema importância e que deve ser visto dessa maneira por toda a sociedade. Na verdade, existe uma Campanha Nacional, realizada sempre no dia 18 de maio e que, este ano, teve suas atividades redirecionadas pelo governo federal para o dia 19, segunda-feira. Como estamos coordenando o Comitê Pró-Copa, vamos dar uma dimensão ainda maior para esse tema, iniciando nossa programação ainda neste domingo, e estendendo
ALTEMAR ALCÂNTARA/SEMCOM
durante toda semana para propagar esse grito de alerta por toda a cidade”, explicou a secretária da Semasdh, Goreth Garcia Ribeiro. Abertura A abertura da Semana acontece às 16h de hoje, no Parque Cidade da Criança, Aleixo, Zona Centro-Sul, e vai contar com a participação do prefeito Arthur Virgílio Neto, da secretária da Semasdh, Goreth Garcia, e de diversas autoridades e órgãos ligados à defesa dos direitos da criança e do adolescente, além de representantes religiosos e estudantes. Uma queima de fogos está programada para acontecer no local. Amanhã, a Semasdh fará uma ação a partir das 8h, no entorno do mercado municipal Adolpho Lisboa. Uma grande caminhada de conscientização está programada para o local. A concentração será em frente ao parque Senador Jefferson Peres e segue até o galpão ao lado do mercadão. A avenida Djalma Batista será palco de um bandeiraço, programado para o dia 20, às 8h, no cruzamento com a avenida Pará. No local, cola-
boradores da Semasdh vão distribuir materiais informativos e buscar a conscientização da população para que todos possam unir forças no combate à exploração sexual e de trabalho infantil. A programação segue com outra grande caminhada, no dia 21, na rotatória do Produtor, Zona Leste de Manaus. A concentração será a partir de 8h e estudantes de diversas escolas municipais e estaduais, além de secretários do município, representantes religiosos e órgãos ligados à defesa dos direitos da criança e ao adolescente, vão participar do evento. A Semana de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes em Manaus encerra no dia 24, no bairro Mauazinho, Zona Leste. Todas as ações têm como finalidade conscientizar, fomentar o debate e fazer com que a população se posicione no combate à exploração sexual e de trabalho de crianças e adolescentes, por meio dos telefones de denuncia: Disque 100, Disque Direitos Humanos (0800 092 6644) e o Disque Denúncia Regional (0800 092 1407).
Goreth Garcia Ribeiro, da Semasdh, anunciou as atividades da campanha para esta semana
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opiniao@emtempo.com.br
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Os outros 40 de Arnaldo Antunes
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Quando ser leve ou pesado faz sentido
(92) 3090-1010
E outras 9 indicações culturais. Pág. 2
Um navio soltou as amarras de Richard Serra. Pág. 3
Partículas elementares
Cinquenta anos dos (até hoje) indivisíveis quarks. Págs. 4 e 5
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O que é preciso saber para ser alemão
Diário de Berlim. Pág. 6
Do arquivo de Raquel Arnaud São Paulo, 1954. Pág. 7
Quinteto para Cri
A imaginação de Armando Freitas Filho. Pág. 8
Capa
ilustração de Felipe Cama
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Ilustríssima Semana
O MELHOR DA CULTURA EM 10 INDICAÇÕES
BRASILEIRO DIVULGAÇÃO
LIVRO E DEBATE | ARTE FOTOGRÁFICA “Fotografia na Arte Brasileira Séc. XXI”, organizado por Isabel Diegues e Eduardo Ortega, reúne obras de 39 fotógrafos com presença marcante no cenário artístico. São nomes como Luiz Braga, Rosangela Rennó, Cao Guimarães, Jonathas de Andrade e Rochelle Costi. No lançamento, Pedro Motta e Claudia Andujar debatem. Pivô | tel. (11) 3255-8703 | sáb. (24), às 15h | grátis Cobogó | R$ 168 | 400 págs.
REVISTA | ESTUDOS AVANÇADOS O número 80 da publicação quadrimestral do Instituto de Estudos Avançados da USP, editada por Alfredo Bosi, inclui dossiê sobre os 50 anos do golpe militar, com textos de Otto Maria Carpeaux, Audálio Dantas e estudo sobre como o “New York Times” tratou do tema. Além disso, traz artigo de Bosi sobre o conto “O Espelho”, de Machado de Assis. Há versão digital gratuita na plataforma SciELO (bit.ly/SUy6Xm). R$ 30 | 324 págs. | R$ 80 (ass. anual)
‘Gambiarras #13’ (2001-13), de Cao Guimarães
LIVRO | LUCIA SANTAELLA O ensaio “Arte Aquém e Além da Arte” comenta e analisa a obra da artista plástica paulistana Betty Leirner. Segundo escreve a pesquisadora, Leirner “segue o caminho oblíquo da miniaturização, joga com ausências” e amalgama obra e espaço. Cosac Naify e Jatobá | R$ 59,90 | 224 págs.
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DIVULGAÇÃO
MÚSICA | OSESP A orquestra se apresenta sob regência de Eivind Gullberg Jensen e com a soprano Mari Eriksmoen, ambos noruegueses. No programa, a “Abertura” e a “Ária de Pamina” de “A Flauta Mágica”, e outras duas peças de Mozart, além da “Sinfonia nº 5” de Sibelius. Sala São Paulo | tel. (11) 3367-9500 | qui. e sex., às 21h; sáb., às 16h30 de R$ 36 a R$ 166 CINEMA | IUGOSLÁVIA O Cinusp exibe a partir de amanhã, na Cidade Universitária e na Maria Antônia, a mostra “Želimir Žilnik e a Black Wave”, com 19 filmes do cineasta sérvio, que fará palestra e workshop, em sua primeira retrospectiva no Brasil. A “black wave” surgiu na então Iugoslávia nos anos 1960 com cineastas independentes que, como no cinema novo no Brasil ou na nouvelle vague francesa, buscavam modernizar a sétima arte. Cinusp | tel. (11) 3091-3540 | programa em usp.br/cinusp | grátis | até 1/6
LITERATURA | PRÊMIO CÂMARA CASCUDO Para celebrar os 60 anos da obra “Dicionário do Folclore Brasileiro” do historiador, antropólogo e jornalista potiguar, foi criado o concurso nacional de ensaios. Com inscrições até 30 de dezembro, o melhor trabalho com o tema “A cultura popular na obra de Câmara Cascudo” será publicado em livro pela editora Global e receberá R$ 6 mil. Global Editora e Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo regulamento e inscrições em cascudo.org.br
POP
ERUDITO
LIVRO | TORTURA NA ERA DOS DIREITOS HUMANOS Organizado por Nancy Cardia e Roberta Astolfi, o volume reúne 16 textos, frutos de seminário organizado pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP. São artigos de estudiosos brasileiros e estrangeiros sobre as diversas formas de tortura no mundo pós-11 de setembro. Edusp | R$ 67 | 480 págs.
LIVRO | ARNALDO ANTUNES A coletânea “Outros 40” traz textos do poeta, cantor e compositor para orelhas, posfácios e prefácios de livros, releases de discos, livretos de espetáculos e catálogos de exposições. Sobre um disco de Planet Hemp ele dizia, em 2001, “quem não viu ainda de repente vai ficar ciente agora nesse ao vivo possante potente então atente aqui a música motivo de celebração como também veículo de alteração da consciência”. org. João Bandeira | Iluminuras | R$ 38 | 176 págs.
ÚLTIMO DIA EXPOSIÇÃO | ARTE CHINESA A grande mostra “ChinaArteBrasil” traz obras inéditas no país de 62 artistas chineses contemporâneos. Estão lá desde os mais conhecidos do público brasileiro, como Ai Weiwei e Cao Fei, presentes na Bienal de São Paulo de 2010, até os menos célebres, como o polêmico He Sen e o irreverente trio Luo Brothers. Oca | tel. (11) 3105-6118 | das 10h às 17h | R$ 20 LIVRO | MAURO MALDONATO A grande mostra “ChinaArteBrasil” traz obras inéditas no país de 62 artistas chineses contemporâneos. Estão lá desde os mais conhecidos do público brasileiro, como Ai Weiwei e Cao Fei, presentes na Bienal de São Paulo de 2010, até os menos célebres, como o polêmico He Sen e o irreverente trio Luo Brothers. Oca | tel. (11) 3105-6118 | das 10h às 17h | R$ 20
‘Garota. Brinquedo Fumando’ (2003), pintura de He Sen
ESTRANGEIRO Folha.com ARTE CHINESA Obras de artistas chineses contemporâneos expostas em SP
Ilustríssimos desta edição MIREYA ACIERTO/GETTY IMAGES/AFP
CÁSSIO LEITE VIEIRA, 53, jornalista do Instituto Ciência Hoje (RJ), é autor de “Einstein - O Reformulador do Universo” (Odysseus). FELIPE CAMA, 43, é artista plástico. Sua obra “Notícias de Lugar Nenhum (Made in China)” está na mostra “O Artista como Autor/O Artista como Editor”, no MAC-USP até 27/7. PALOMA VIDAL, 39, escritora, tradutora e professora de teoria literária na Unifesp, é autora do romance “Mar Azul” (Rocco). RAQUEL ARNAUD, 78, trabalha com arte desde 1968. Uma das primeiras marchandes do Brasil, a paulista comemora 40 anos de galeria neste ano.
RICHARD SERRA, 74, é escultor e desenhista norte-americano, célebre por suas peças de grandes proporções. SILVIA BITTENCOURT, 48, é jornalista, autora de “A Cozinha Venenosa” (Três Estrelas). Fernanda Brenner, 28, artista plástica, atualmente se ocupa da gestão do espaço Pivô. Armando Freitas Filho, 74, poeta, é autor de Dever (Companhia das Letras).
FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha CRIME Em livro engenheiro afirma ter descoberto que o serial killer do filme “Zodíaco” é seu pai >>folha.com/ilustrissima
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Artes
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Peso Uma reflexão sobre o que não é leve DIVULGAÇÃO
RESUMO Este texto, que data de 1988, estará no livro “Richard Serra - Escritos e Entrevistas (1967-2013)”, a ser lançado na sede carioca do Instituto Moreira Salles no próximo dia 29, quando ali se inaugura, para convidados, mostra de seus desenhos (em cartaz até 28/9). Richard Serra participa ainda de debate com Michael Kimmelman, crítico de arquitetura do “New York Times”, no teatro Adolpho Bloch, também no Rio. Já não há vagas para o evento, que abre, no dia 27, às 18h, o fórum Arq.Futuro 2014 (arqfuturo.com.br). ‘Basalt Columns’, desenho de Richard Serra (pastel litográfico sobre papel; Svartifoss, Islândia, 1993)
RICHARD SERRA TRADUÇÃO PALOMA VIDAL
Uma das minhas recordações mais antigas é a de estar atravessando com meu pai a ponte Golden Gate de carro, ao amanhecer. Íamos para o antigo estaleiro da Marinha, onde ele trabalhava como encanador, para a cerimônia de batismo de um navio. Era o outono de 1943, no dia do meu aniversário. Eu tinha quatro anos. Quando chegamos, o cargueiro coberto de aço preto, azul e laranja, estava equilibrado num poleiro. Ele era desproporcionalmente horizontal e, para um menino de quatro anos como eu, tinha
as laterais grandes como um arranha-céu. Eu me lembro de passear ao redor do casco com meu pai e olhar a enorme hélice de cobre, espiando através dos suportes. Então, numa lufada repentina de atividade, as estacas, as vigas, as placas, os postes, as barras, os blocos da quilha, toda a proteção foi removida; os cabos foram cortados, as correntes foram soltas, as travas foram abertas. Houve uma total incongruência entre o deslocamento dessa enorme tonelagem e a velocidade e a agilidade com que a tarefa foi executada. À medida que a estrutura de apoio foi desfeita, o navio começou a se mover para baixo, ao longo da calha, na direção do mar. Ouviu-se o som da celebração, os gritos, as buzinas, os berros, os assobios. Livre de suas amarras,
com as toras rolando, o navio escorregou do berço com um movimento sempre crescente. Foi um momento de tremenda ansiedade quando o cargueiro chacoalhou, balançou, se inclinou e bateu de encontro ao mar, meio submerso, para então emergir e se levantar e encontrar seu equilíbrio. Não apenas o navio havia recobrado o equilíbrio, mas a multidão de espectadores também. O navio havia passado por uma transformação: de um enorme peso morto para uma estrutura brilhante, livre, flutuante e à deriva. O espanto e a admiração que eu senti naquele momento permaneceram. Toda a matéria-prima de que eu necessitava está contida no reservatório dessa lembrança, que se tornou um sonho recorrente. O peso é um valor para
mim. Não que ele seja mais expressivo que a leveza; mas simplesmente eu sei mais sobre o peso do que sobre a leveza, e tenho, portanto, mais a dizer sobre ele, mais a dizer sobre o equilíbrio do peso, a diminuição do peso, a adição e a subtração do peso, a concentração do peso, a manipulação do peso, o suporte do peso, a colocação do peso, o travamento do peso, o efeito psicológico do peso, a desorientação do peso, o desequilíbrio do peso, a rotação do peso, o movimento do peso, o direcionamento do peso, a forma do peso. Eu tenho mais a dizer sobre os ajustes perpétuos e meticulosos do peso, sobre o prazer que deriva da exatidão das leis da gravidade. Tenho mais a dizer sobre o processamento do peso do aço, sobre as
forjas, as usinas de laminação e as fornalhas. É difícil empregar objetos do dia a dia para expressar ideias de peso, pois a tarefa seria infinita. Há uma vastidão imponderável no peso. No entanto, eu posso registrar a história da arte como uma história da particularização do peso. Tenho mais a dizer sobre Mantegna, Cézanne e Picasso do que sobre Botticelli, Renoir e Matisse, ainda que eu admire o que me falta. Tenho mais a dizer sobre a história da escultura como uma história do peso; mais a dizer sobre os monumentos à morte, sobre o peso e a densidade e a concretude de inúmeros sarcófagos, sobre câmaras funerárias; mais a dizer sobre Michelangelo e Donatello; mais a dizer sobre a arquitetura micênica e inca,
sobre o peso das cabeças olmecas. Nós somos todos restringidos e condenados pelo peso da gravidade. No entanto, Sísifo empurrando eternamente o peso da sua rocha montanha acima não me impressiona tanto quanto o trabalho incansável de Vulcano no fundo da cratera fumegante, martelando a matéria bruta. O processo construtivo, a concentração e o esforço diários me atraem mais que o leve e o fantástico, mais que a busca pelo etéreo. Tudo que escolhemos na vida pela sua leveza logo revela seu insuportável peso. Estamos diante do medo do peso insuportável: o peso da repressão, o peso da constrição, o peso do governo, o peso da tolerância, o peso da resolução, o peso da responsabilidade, o peso da destruição, o peso do suicídio, o peso da história que dissolve o peso e erode o sentido de uma construção calculada de leveza palpável. O resíduo da história: a página impressa, a cintilação da imagem, sempre fragmentária, sempre dizendo algo aquém do peso da experiência. É a distinção entre o peso pré-fabricado da história e a experiência direta que evoca em mim a necessidade de fazer coisas que ainda não foram feitas. Eu tento continuamente confrontar as contradições da memória e fazer tábula rasa, de modo a ter que apelar para as minhas próprias experiências e os meus próprios materiais, mesmo diante de uma situação sem chance de realização. Inventar métodos sobre os quais eu não sei nada, utilizar o conteúdo da experiência de modo que ele se torne conhecido para mim, para então questionar a autoridade daquela experiência e assim questionar a mim mesmo.
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Física
3 Ases indomáveis Os 50 anos dos quarks RESUMO Nos anos 60, um estudante russo e um professor americano desenvolveram ao mesmo tempo, separadamente, o modelo de partículas hoje conhecidas como quarks. A história desses que estão entre os menores pedaços de matéria que conhecemos até hoje é, também, uma amostra das relações sociais e do jogo de forças na ciência.
CÁSSIO LEITE VIEIRA ILUSTRAÇÃO FELIPE CAMA
Em 14 de dezembro de 1900, o físico alemão Max Planck (1858-1947) propôs que, na natureza, a energia é gerada e absorvida na forma de minúsculos pacotes (hoje chamados quanta) e não com um fluxo contínuo, como se acreditava. Foi um “ato de desespero” – palavras dele – para resolver um problema em aberto à época: como os corpos aquecidos emitem luz e calor. Para ele, no entanto, os quanta eram só um artifício matemático, sem realidade física. Cinco anos depois, Albert Einstein (1879-1955), então técnico do Escritório de Patentes da Suíça, aceitaria a realidade física dos quanta e, com base neles, proporia sua ideia mais revolucionária: a de que a luz é composta de partículas (hoje, denominadas fótons). Há 50 anos, um embate semelhante entre real e irreal marcaria a história de um pesquisador estabelecido e um jovem físico. Suas ideias permitiram entender do que prótons e nêutrons são feitos. Em abril de 1963, aos 27 anos de idade, o doutorando em física George Zweig passou os olhos em um dos muitos artigos sobre física de partículas publicados à época. Entre o emaranhado de números, símbolos e gráficos, algo laçou a atenção do estudante russo: os dados do experimento não mostravam a transformação (ou decaimento, no jargão científico) de determinada partícula em outras duas. Essa ausência lhe pareceu particularmente estranha porque a teoria então mais aceita exigia que aquela transformação fosse a dominante, a mais corriqueira. Nem mesmo os autores do experimento – o texto era assinado por P. L. Connolly e colegas – deram muita atenção ao fato. Alegaram que tal ausência se devia aos erros costumeiros de um
experimento daquele tipo, envolvendo aceleradores de partículas e eletrônica sofisticada, típica da chamada física de altas energias. Zweig, porém, cravou a anomalia na memória. Por que um jovem teórico conseguiu enxergar o que outros físicos mais experientes não viram? Em parte, porque a primeira tentativa de doutorado de Zweig (frustrada pelos resultados, que não saíram como ele esperava), havia sido em física experimental – ele, portanto, sabia interpretar resultados nessa área. Mas uma explicação mais ampla, e também mais aceitável, é a de que Zweig era produto de uma época em que os físicos começavam a desconfiar de que partículas até então ditas elementares (indivisíveis) poderiam ser, na verdade, compostas por entidades menores. Por exemplo, essa desconfiança recaiu sobre a partícula méson pi, logo depois de sua descoberta, em 1947 – que, por sinal, contou com a participação essencial do físico brasileiro César Lattes (1924-2005). Além disso, o início da década de 1960 foi marcado por uma enxurrada de novas partículas. E ela trouxe confusão ao mundo dos físicos. Anos antes, o físico norte-americano Willis Lamb (1913-2008) já demonstrava preocupação com esse excesso de constituintes. Em seu discurso de aceitação do Nobel (1955), pronunciou uma das frases mais saborosas da história da premiação: “Em outros tempos, o descobridor de uma nova partícula elementar era recompensado com um Prêmio Nobel; hoje, porém, tal descoberta deveria ser punida com uma multa de 10 mil dólares”. As palavras de Lamb têm razão de ser: até o final da Segunda Guerra, havia grande resistência por parte dos físicos em aceitar a incorporação de novos itens ao cardápio subatômico. Havia, então, o elétron (descoberto em 1897), o fóton (1905), o próton (1919), e o nêutron (1932), bem como dois componentes bizarros, o pósitron (1932), antimatéria do elétron (ou seja, um elétron de carga elétrica positiva), e o ainda hoje estranhíssimo múon (1937), primo “gordo” (de maior massa) do elétron. Buda x David Com novas partículas pululando às dezenas nos aceleradores no início da década de 1960, enxergar alguma ordem naquele zoo de fragmentos tornou-se quase uma obrigação. Havia esperança de encontrar similaridades entre as novas e as velhas partículas e, assim, poder classificá-las em grupos ou famílias, segundo essas propriedades comuns.
À época, a mais famosa dessas tentativas de classificação foi o Eightfold Way, caminho óctuplo, um tipo de tabela periódica cujo nome é uma referência (e não mais do que isso) às oito práticas pregadas pelo budismo: visão, intenção, fala, ação, meio de vida, esforço, atenção e concentração. O Eightfold Way, de 1961, pôs ordem na casa e, como a tabela periódica no século 19, permitiu fazer previsões, pois, nessa forma de agrupar as partículas, apareciam lacunas, ou seja, partículas que deveriam ocupar determinada posição – mais ou menos como um “buraco” deixado pela fala de uma peça em um quebra-cabeça. A mais famosa dessas lacunas foi a ômega menos. Descoberta em 1964, essa partícula deu impulso às ideias ali propostas, de forma independente, pelos dois idealizadores dessa classificação, o físico norte-americano Murray Gell-Mann e o físico israelense Yuval Ne’eman (1925-2006), ex-combatente na guerra de independência de Israel (1948) – Gell-Mann ganharia o Nobel de Física de 1969 pelo Eightfold Way. A referência ao número oito vem do fato de as partículas formarem – por um motivo então desconhecido – grupos de oito, segundo certas propriedades. O físico John Gribbin, em “Q is for Quantum” (1998), conta que Ne’eman, em um estágio prematuro da elaboração do modelo, alimentou a esperança de ver aquelas partículas reunidas em grupos de seis, para que pudessem ser representadas pictoricamente pelas seis pontas da estrela de David. Gell-Mann havia sido a primeira opção de Zweig como orientador de sua segunda tentativa de doutorado – dessa vez, em física teórica. Impedido de aceitá-lo como orientando, pois passaria uns tempos fora do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), para ser pesquisador visitante em outra instituição, o professor havia deixado boas recomendações de Zweig para Richard Feynman (1918-88) – que pouco depois se tornaria Nobel de Física (1965). “Se Murray diz que você é ok, então você deve ser ok”, foi como Feynman disse “sim”, segundo relato de Zweig. Foi nesse momento que a atenção de Zweig se viu capturada pela tal anomalia. O aluno tentou discutir com seu orientador as implicações daquela ausência, mas Feynman não lhe deu muita trela – dispensou seu esforço, argumentando que experimentos sempre implicam possibilidade de erro. Anos depois, ele se desculparia pela arrogância que despejou sobre o orientando. Anomalia na cabeça Em 1963, recém-doutora-
do, Zweig embarcou para um período de um ano de pesquisa no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na fronteira entre a França e a Suíça – hoje, a casa do acelerador mais potente do planeta, o LHC. Enquanto estava ali, na tranquilidade de um chalé, rodeado de um pasto verde com vacas, ideias sobre a tal anomalia, bem como sobre similaridades entre partículas, começaram a se avolumar. Mas o “insight” viria de um artigo escrito pelo japonês Shoichi Sakata (1911-70) ainda em 1957. No estudo, esse físico teórico japonês – conhecido por ser adepto do materialismo dialético – propunha que boa parte das partículas então conhecidas era constituída por três “tijolos” básicos: próton, nêutron e a então recém-descoberta partícula lambda. Sakata estava equivocado, e havia pontos obscuros em seu modelo. Porém, para Zweig, a classificação do colega japonês com base em uma tríade seria a semente para responder à pergunta basal: por que certas partículas se agrupavam em grupos de oito? E mais importante: por que ocorria a tal anomalia, que não permitia que essa partícula se transformasse em outras duas? Zweig, ainda no Cern, propunha uma resposta: prótons e nêutrons, bem como tantas outras partículas, seriam formados por “blocos” ainda menores, que ele denominou “aces” (inglês para os “ases” do baralho, como também são conhecidos em português). No modelo de Zweig, prótons e nêutrons, por exemplo, são formados por três ases cada um. Outras partículas, como o méson pi (ou píon), teriam dois ases. Hoje, aquelas com três ases são denominadas bárions; as com dois ases, mésons. Em tempo: Zweig ousou criar um quarto ás, para o qual tampouco deu nome, a fim de dar mais alcance ao seu modelo, que, desse modo, poderia agrupar ainda mais partículas. Hoje, esse quarto “tijolo” é denominado “charm”. Aí estavam os
quatro naipes do modelo criado por ele. “Eu estava brincando novamente, como uma criança, mas agora com ideias e não com blocos para construir. Como a minha infância, essa foi uma época maravilhosa”, recorda Zweig, em entrevista à Folha. O físico diz que, para a construção do modelo de ases, a influência do Eightfold Way – que, afinal, já havia posto alguma ordem na classificação das partículas – “foi incidental”. “Fui realmente influenciado pelo modelo de Sakata”, responde. O modelo de ases oferecia um bônus: explicava a anomalia que acompanhara Zweig por tanto tempo. Ao contrário do sugerido no artigo que captara sua atenção anos antes, a tal partícula (phi) não se transformava em duas outras (pi e rô), porque estas duas últimas eram formadas por ases diferentes daqueles que compunham a primeira. Portanto, a reação (phi pi + rô) era proibida. Tudo se encaixava com elegância – critério importante para um modelo. Mas Zweig conta que, dada sua crueza, “era um milagre” que a hipótese dos ases permitisse não só classificar em grupos os bárions e mésons conhecidos, mas também explicar por que algumas transformações (decaimentos) ocorriam e outras não. Ou seja, além
de classificatório, o modelo tinha poder explicativo. Mas, para poder classificar as partículas e explicar o comportamento delas, o modelo teve que cometer o que para alguns era quase uma heresia: adotar uma carga elétrica fracionária para os ases (mais 2/3 ou menos 1/3). Para muitos, uma esquisitice e tanto – afinal, havia 50 anos que se acreditava que, na natureza, carga elétrica só poderia ter valores inteiros (+1, -1, +2, -2 etc.). Puro lixo Para apresentar o modelo de ases, Zweig preparou deze-
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nas de páginas, com cálculos e muitos desenhos feitos à mão, na esperança de tornar as novidades mais palatáveis a seus colegas. Mas, como conta Zweig em artigos recentes, o aspecto social da ciência começou a arreganhar os dentes: a) o chefe da divisão de física teórica do Cern, o belga Léon van Hove (1924-90), o proibiu de enviar o calhamaço para um periódico científico norteamericano de prestígio; b) instruiu a secretária a não datilografar nada que fosse dele – e Zweig não sabia datilografar; c) cancelou um seminário em que Zweig explicaria seu modelo . O físico britânico Frank Close escreve, no livro “Infinity Puzzle” (2011), que Van Hove considerava a ideia dos ases “puro lixo”. Apesar dos esforços contrários de Van Hove, dois relatórios acabaram sendo publicados pelo Cern – hoje são documentos históricos (http://bit.ly/1lidS08 e http://bit.ly/1jDjfKK). Num deles, Zweig esboça o modelo; no outro, discute suas implicações. “Quando Van Hove publicou um livro reproduzindo artigos sobre o
modelo de quarks [nome atual dos ases], não incluiu nenhum de meus dois relatórios [...] Van Hove deliberada e sistematicamente tentou manter meu trabalho alheio à opinião pública”, disse Zweig em entrevista recente ao Cern (bit. ly/1qxfrzl). Outra lição a respeito dos meandros sociais da ciência é que, nela, tanto quanto em outras áreas, ter uma boa ideia não basta. É preciso saber defendê-la de forma adequada. Na oportunidade que teve de apresentar seu modelo de ases, em Erice, na Sicília (Itália), perante a nata da física da época, Zweig – ainda no Cern – não se saiu bem, como relata, em entrevista de 2002 para o arquivo de história oral do Caltech, o húngaro Valentine Telegdi (1922-2006). Presente na plateia, o renomado físico experimental diz que Zweig “não vendeu muito bem suas ideias”. Real x irreal Do outro lado do Atlântico, de forma independente, GellMann chegava a conclusões muito semelhantes às de Zweig quanto à constituição de bárions e mésons. No seu estudo, os constituintes básicos da matéria ganhariam o nome de quarks – palavra extraída do romance “Finnegans Wake”, do irlandês James Joyce (1882-1941). A essência dos dois modelos era basicamente a mesma: bárions e mésons são formados por constituintes menores. Mas havia entre os dois estudos uma diferença crucial: Zweig nunca deixou de acreditar na realidade de seus ases. “Sempre os tratei como partículas reais. Eles tinham dinâmica”, explica o físico. Dinâmica, no caso, significa que os ases saltavam de uma partícula para outra, giravam e rodavam um em torno do outro etc. “Qual seria o significado de tudo isso se eles não fossem reais?”, relembra Zweig. Em 1967, começariam a brotar os primeiros resultados de um experimento que se estenderia pelos próximos cinco anos no Slac, acelerador linear da
Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA). Nele, faziase colidir elétrons ultraenergéticos contra prótons. E a conclusão parecia ser clara desde o início: prótons eram de fato formados por estruturas menores. Segundo Zweig, mesmo depois de cinco anos de resultados do Slac, Gell-Mann ainda não aceitava a realidade dos seus quarks. Mostra de seu descrédito foram dadas, por exemplo, numa palestra proferida por ele em 1972. Em sua comunicação, o professor diz que “os hádrons [grupo que reúne bárions e mésons] comportam-se como se fossem feitos de quarks, mas quarks não precisam ser reais”. E, mais adiante, afirma textualmente que hádrons agem como se fossem feitos de quarks, mas frisa que “quarks não existem”. Zweig conta que, ainda no fim de 1964, recém-chegado aos EUA do Cern, tentou explicar o modelo de ases para Gell-Mann, que reagiu com ceticismo categórico: “Quarks concretos [reais]! Isso é para estúpidos”. A Folha contatou Gell-Mann para que ele desse sua versão da história. No entanto, a assessoria de imprensa do Instituto Santa Fé, no Novo México (EUA), instituição à qual ele está vinculado, alegou que o físico de 84 anos não poderia responder às perguntas, por seu frágil estado de saúde. Segundo os assessores, Gell-Mann disse que as respostas poderiam ser encontradas em seu livro “O Quark e o Jaguar” (Rocco, 1996, esgotado). Na obra, lê-se a seguinte passagem (p. 182, edição norte-americana): “Numerosos autores, ignorando minhas explicações dos termos ‘matemático’ e ‘real’ [...], têm alegado que eu realmente não acreditava que os qua-
rks estavam lá! Uma vez que tal mal-entendido se torna estabelecido na literatura popular, ele tende a se perpetuar, porque vários autores frequentemente copiam uns aos outros”. A explicação de Gell-Mann para seu suposto descrédito é descartada por uma advertência feita por Valentine Telegdi na mesma entrevista que se encontra nos arquivos do Caltech. Nela, o húngaro é peremptório: “Pessoalmente, acho que é preciso ser muito cauteloso, porque Murray [GellMann] tem certa tendência a reescrever a história. Ele, claro, agora, diz que considerava os quarks como objetos físicos, e eu não acho que isso seja inteiramente verdade. Acho que ele os considerava como objetos matemáticos”. A dúvida entre real e irreal é um dilema corriqueiro no campo da física. A esse respeito, vale lembrar a carta de recomendação escrita por Max Planck para sustentar o ingresso de Einstein na prestigiosa Academia Prussiana de Ciências. “Que ele, às vezes, tenha errado o alvo em suas especulações, como, por exemplo, em sua hipótese dos quanta de luz, não pode ser levado muito a sério, pois não é possível introduzir ideias verdadeiramente novas, mesmo nas ciências exatas, sem correr alguns riscos de vez em quando”. Em 1913, ao escrever a carta, Planck ainda acreditava que seu quantum era um mero artifício matemático. Einstein talvez tenha sido o único físico a acreditar na realidade dos fótons entre 1905, quando os propôs, até meados da década de 1920, tempos em que passaram a ser aceitos como reais. Reação Zweig conta que, por ve-
zes, a reação ao modelo de ases “não foi benigna”. Ao tentar, ainda na década de 1960, uma posição na Universidade da Califórnia em Berkeley, sua candidatura foi barrada por um físico teórico sênior da instituição, Geoffrey Chew. Para o decano, o modelo de ases era obra de um “charlatão”. Hoje, passados exatos 40 anos da Revolução de Novembro, ninguém mais duvida da existência dos quarks (ou ases). Em 1974, foi descoberta a partícula J/Y (jota/psi) que fincou na mente dos físicos a realidade desses constituintes da matéria. Assim como a ômega menos, essa partícula foi prevista como um desdobramento do modelo de quarks (ou ases). Caso ela existisse, esses constituintes seriam reais; caso contrário, o modelo teria que ser revisto. A J/Y – que comprovou a existência daquele quarto ás (hoje, “charm”) – ganhou esse nome duplo por ter sido descoberta simultaneamente por dois grupos de pesquisa, que a batizaram com letras diferentes. O jeito foi juntar os nomes, para não privilegiar ninguém. Hoje, conhecem-se seis quarks: além dos quatro propostos por Zweig – “up”, “down”, “charm” e “strange” – outros dois, descobertos mais tarde, se somaram à lista – “top” e “bottom”. As cargas elétricas de todos eles são (realmente) fracionárias: mais 2/3 (“up”, “charm” e “top”) e menos 1/3 (“down”, “strange” e “bottom”). Os dois mais famosos bárions ficam assim: o próton é formado por dois up e um down (carga elétrica positiva), e o nêutron por dois down e um up (sem carga). Mésons são formados por um quark e um antiquark – este último é a antimatéria do quark, ou seja, um quark com a carga elétrica invertida. Sabe-se hoje que quarks nunca são vistos livres – eles são unidos por forças tão fortes que não podem ser separados. Atualmente, há linhas de pesquisa que tentam saber se os quarks são ou não divisíveis, buscando responder a que talvez seja a mais fascinante pergunta do intelecto humano: do que, afinal, são feitas as coisas? No mês passado, uma surpresa. Ao que tudo indica, deuse a comprovação de uma esquisitice da qual se desconfiava havia anos: a existência de uma partícula formada por quatro quarks, a Z (4430), o primeiro tetraquark. A esta altura vale ressaltar que o físico britânico Donald Perkins, em artigo recente, conta como, por “falta de imaginação e de confiança” dos físicos, os quarks não foram descobertos no Cern em... 1963! Segundo
Perkins, os dados experimentais indicavam claramente que certas partículas eram compostas por entidades menores, ou seja, por quarks. E, assim, esses “tijolos” fundamentais acabaram nascendo da cabeça dos teóricos e não dos dados experimentais dos aceleradores. Ainda é cedo Em maio de 1968 – portanto, quatro anos depois do doutorado com Feynman – Zweig encontra seu exorientador no Greasy (“sujinho” seria uma tradução tentadora para o nome da histórica lanchonete do Caltech). Feynman pergunta a Zweig sobre novidades, e ouve o ex-aluno repetir, pacientemente, a mesma ladainha que vinha recitando por anos: “ases”. Para a surpresa de Zweig, Feynman desta vez diz: “Certo, vou dar uma olhada nisso”. Foram precisos quase três anos para que, em outro encontro, Feynman disparasse para Zweig: “Parabéns, você estava certo”. O físico norte-americano passara a acreditar que bárions e mésons tinham subestrutura e batizara esses constituintes pártons. Em 1977, Feynman – conhecido por não recomendar ninguém para prêmio algum– indicaria os nomes de Zweig e, surpreendentemente, dado o notório choque de egos entre os dois, Gell-Mann para o comitê do Nobel. O esforço, porém, foi em vão: a Academia Sueca não considerou a teoria dos quarks merecedora da honraria. Em seu livro “Constructing Quarks – A Sociological History of Particle Physics” (1984), Andrew Pickering define os quarks como um elemento importante na transição entre a “velha” e a “nova” física de altas energias. Enquanto a primeira buscava fenômenos corriqueiros – e os resultados experimentais costumavam guiar os físicos teóricos –, a segunda passaria a se orientar pela teoria e se voltar a atenção para a descoberta de fenômenos raros – entre eles, quarks. Conta-se que o diplomata norte-americano Henry Kissinger certa vez perguntou ao líder do Partido Comunista chinês Zhou Enlai (1898-1976) o que ele achava da Revolução Francesa. A resposta teria sido: é muito cedo para dizer. Talvez, meio século depois da proposição das ideias que mostraram que os prótons e nêutrons são divisíveis, seja prudente adotar uma posição semelhante quanto à história dessas partículas: afinal, os dois principais protagonistas dessa descoberta estão vivos, e seus relatos têm divergências importantes. Mas o fato de comemorarmos o 50º aniversário de entidades que ficaram conhecidas como quarks – e não como ases – é emblemático de como a história se constrói a partir de um jogo de influências, poder, hierarquia, prestígio e preconceito contra novas ideias. E de esquecimento. A física, é claro, está cheia de casos assim. Em 1972, quatro anos após dobrar seu ex-orientador, Zweig alterou radicalmente sua carreira. Dedicando-se à neurobiologia, o homem dos ases veio a ganhar destaque internacional por seus estudos sobre como o som é representado no cérebro.
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Diário de Berlim O MAPA DA CULTURA
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Alemães à toda prova O bom germânico sabe onde registrar seu cão
SILVIA BITTENCOURT
O que é preciso saber para ser alemão? Que aspectos da identidade nacional são importantes na visão das autoridades alemãs? Confronta-se com estas questões quem faz o teste Viver na Alemanha, uma das precondições exigidas do estrangeiro para adquirir a nacionalidade do país. São mais de 300 perguntas, elaboradas pela Universidade Humboldt (Berlim), relativas a política, leis, história, cultura e costumes na Alemanha, que o estrangeiro deve “estudar”. No teste, de múltipla escolha, são 33 delas e o candidato deve acertar ao menos 17.
No geral, as perguntas são básicas: Que cidade alemã foi dividida em quatro setores depois da Segunda Guerra? Às vezes, hilárias: Que costume os alemães têm na Páscoa? Pintar ovos ou enfeitar a árvore de Natal? Outras exigem um pouco mais: Quem é o autor do hino alemão? (August Heinrich Hoffmann von Fallersleben) Ou em qual repartição pública deve-se registrar um cachorro? (Na prefeitura.) Instituído há cinco anos, o teste provocou, no início, uma queda nos pedidos de naturalização, feitos sobretudo por turcos, sérvios, montenegrinos e kosovares. Entretanto, com seu índice de aprovação em torno de 98%, logo se mostrou uma barreira superável, e o número voltou a subir. Cerca de 110 mil estrangeiros naturalizam-se todo
ano na Alemanha, número que deve aumentar. Com a dupla nacionalidade, o governo tenta cooptar mão de obra especializada, em falta no país. O teste, porém, é alvo de críticas. As questões de direito trabalhista ou sobre acordos internacionais seriam complicadas demais, inclusive para o alemão médio. sNomes importantes da cultura alemã teriam ficado de fora, como Beethoven e Thomas Mann. Políticos e representantes de entidades judaicas também criticam o fato de o Holocausto, frequentemente negado por dirigentes muçulmanos, não ser mencionado uma única vez. Estranham o fato de o Estado considerar mais importantes questões sobre impostos para cachorros do que sobre a maior catástro-
fe da história do país. A volta de Baal Depois de mais de 40 anos fechado num arquivo, foi liberado o filme “Baal” (1969), de Volker Schlöndorff, baseado na peça de Bertolt Brecht com o mesmo título. O filme havia sido proibido em 1970, a pedido da viúva de Brecht, Helene Weigel (1900-71) – provavelmente porque a obra remete aos tempos juvenis e anárquicos do autor. Trazendo dois ícones do cinema alemão nos papéis principais, os então jovens atores Rainer Werner Fassbinder e Margarethe von Trotta, o filme leva a peça de Brecht para o contexto da revolta estudantil dos anos 60. “Baal” narra a história de um poeta talentoso, que despreza a alta sociedade que o bajula e que se aproveita descaradamente dos ami-
gos e das mulheres. Brecht escreveu a primeira versão da peça em 1918, quando tinha 20 anos. Flores a Weiwei As milhares de cartas e flores enviadas pelos alemães não foram suficientes para o governo chinês liberar a saída de um dos seus maiores artistas, Ai Weiwei, objeto de retrospectiva até o próximo dia 7 de julho no museu Martin-Gropius-Bau, em Berlim. A exposição “Evidence”, a maior já realizada sobre o artista, reúne objetos, vídeos e instalações, que ocupam 18 salas e o belo pátio interno do GropiusBau. Ali estão expostos, por exemplo, 6.000 banquinhos antigos de madeira, alusão à China rural. Casa do biquíni Posta de escanteio de-
pois da Queda do Muro, quando os investimentos se concentraram no lado oriental, Berlim Ocidental refloresce. Enquanto a Ku’damm, avenida glamorosa décadas atrás, voltou a receber grifes internacionais, foi reinaugurada a Bikinihaus (“casa do biquíni”), um shopping center com grifes de Berlim. Ela fica ao lado do jardim zoológico, região ainda “barra pesada”, celebrizada no filme “Eu, Christiane F.” (1981). O apelido do prédio, dos anos 50, se deve ao fato de que o projeto original lembraria a peça de banho: uma construção baixa e retangular, dividida em duas partes. A abertura ocorre poucos após a reinauguração do prédio vizinho, o Zoo Palast, cinema mais tradicional da cidade, da mesma época e, por décadas, sede da Berlinale.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIA
5 Um caminho muito longo São Paulo, 1954
RAQUEL ARNAUD
O resgate dA Tela “Eternos Caminhantes”, que estava em poder dos nazistas, foi uma vivência que me marcou muitíssimo. Em 1954, Lasar Segall soube por meio de um marchand francês, Emeric Hahn, da sobrevivência de sua obra, de 1919. A emoção que essa notícia causou é indescritível. Eu estava casada com seu filho Oscar, e a descoberta envolveu a todos nós da família. Essa obra, um dos melhores exemplos do expressionismo construtivo de Se-
gall, havia sido comprada em 1920 pelo Museu da Cidade de Dresden, dirigido na época por Paul Ferdinand Schmidt. Tínhamos conhecimento de que ela teria sido confiscada pelo governo “nacional-socialista” que passou a vigorar na Alemanha em 1933, sob o comando de Adolf Hitler. Em 1937, em Munique, duas grandes exposições foram abertas ao público. A primeira, doutrinava o povo alemão sobre o que era, de fato, arte. A segunda, inaugurada a 500 metros da outra, deveria causar repulsa à arte moderna, ou “degenerada”. As obras que participaram dessa segunda mostra foram presumivelmente destruídas. Durante a Segunda Guer-
ra, essa tela e milhares de obras de expressionistas alemães foram confiscadas e transferidas para depósitos públicos. Foi muito gratificante para a família saber que teria sido encontrada no sótão de um oficial nazista, onde estava escondida. Após a morte de Lasar Segall, dona Jenny, sua viúva e, àquela época, minha sogra, lançou-se na batalha da divulgação de sua obra. Com o apoio do Itamaraty, organizou uma mostra itinerante pela Europa e Israel, da qual participei, em algumas etapas. Já pensando no futuro acervo museológico, dona Jenny chegou a anunciar o interesse de aquisição de obras expressionistas na Europa. A compra de
“Eternos Caminhantes”, em 1958, foi muito significativa, pois passaria a integrar o acervo do museu que levaria o nome do artista. Mais tarde, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, homenageando os dez anos de morte do pintor – Lasar Segall morreu em 2 de agosto de 1957 –, fez uma grande exposição com as obras que voltaram da mostra itinerante. No mesmo ano, após a morte de dona Jenny, inaugurava-se o Museu Lasar Segall, em 21 de setembro de 1967. O testemunho vivo da atrocidade na época da guerra está no documentário de Peter Cohen, “Arquitetura da Destruição”, que Leon Cakoff trouxe para a 16ª Mostra de Cinema de
São Paulo. No filme, a tela “Eternos Caminhantes” aparece em destaque, junto a outras obras consideradas degeneradas, a caminho da destruição. Como disse Cakoff, “os nazistas tinham como um de seus principais fundamentos a missão de embelezar o mundo. Nem que, para isso, destruíssem todo o mundo”. Até setembro próximo, “Eternos Caminhantes” é um dos destaques da mostra “Degenerate Art: the Attack on Modern Art in Nazi Germany” na Neue Galerie, em Nova York. São mais de 50 obras confiscadas pelos nazistas durante anos, entre elas trabalhos de artistas como Paul Klee, Ernst Ludwig Kirchner e Max Beckmann.
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Imaginação PROSA, POESIA E TRADUÇÃO
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Quinteto para Cri
Namoro No início, o calor da sua palma encontra a temperatura da minha. O cumprimento se aprofunda entre as duas conchas de pele tão íntimas como as menos imediatas, e o suor é o mesmo que vai cobrir e unir o comprimento todo dos dois corpos depois. Prova de amor Quando sua mão tocava no meu ombro não era não era somente ali que eu a sentia. O toque se alastrava tomava conta e cobria todo o corpo. A sensação durava com o calor certo e você me colhia por dentro. Eu cabia inteiro no fervor da sua mão. Nome Cri em outra língua é grito. Nesta em que eu falo é chamado cotidiano, terno ou alterado no vaivém do amor pelo beijo ou berro, que lambe ou morde. Perseguida Enfio o rosto no seu regaço a cara, a cabeça toda no cabelo crepitante, entreaberto brotando na beira, na origem no abismo do mundo e a provo e a possuo e molho e molho-me no mesmo molho do corpo, e da suada fantasia. La grande baigneuse O vapor da água do banho é a última roupa, negligenciável antes da sua nudez, que o espelho registra: veste ainda e se esgarça devagar, depois da banheira esvaziar-se e da mão limpar o reflexo embaçado. Banho longo: a água competiu com sua pele qual era a mais lisa. Après le bain, sua nudez de costas (sua pele é meu único luxo) não tem pressa de enxugar-se na paz de um quarto de hotel, em Paris.
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(92) 3090-1042
Plateia 3
DIVULGAÇÃO
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Tradicional e sedutora A ópera “Carmen”, de Bizet, estreia hoje, no 18º Festival Amazonas de Ópera, com um elenco de destaque encabeçado pela soprano Cristina Gallardo-Domâs
LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO
A
montagem da ópera “Carmen”, de Georges Bizet, concebida por Enrico Castiglione, que estreia hoje no 18º Festival Amazonas de Ópera, também marca o début da soprano Cristina GallardoDomâs no papel de uma das personagens mais célebres do universo erudito. “Durante uma conversa que tivemos há 4 anos, num concerto em Málaga, a Cristina demonstrou interesse em interpretar Carmen em Manaus”, conta o maestro Luiz Fernando Malheiro, diretor musical e regente do espetáculo, que será apresentado no Teatro Amazonas, a partir de 19h. Malheiro destaca que a versão de “Carmen” que o público assistirá hoje é bastante tradicional do ponto de vista cênico. “Mas, o maior diferencial é o elenco, formado por grandes nomes da cena lírica internacional”, observa. Além de Cristina Gallardo-Domâs, a produção traz Andeka Gorrotxategi (tenor, Don José),
Homero Velho (barítono, Escamillo), Joanna Parisi (soprano, Micaëla), Alfonso Mujica (barítono, Morales), Kátia Freitas (soprano, Frasquita), Andreia Souza (meiossoprano, Mercedes), Alfonso Mujica (Dancairo, barítono), Cristhiano Silva (tenor, Remendado) e Murilo Neves (baixo, Zuniga). Esta será a quarta vez que Luiz Fernando Malheiro vai reger uma montagem da obra de Bizet. “Já participei de montagens diferentes no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na Itália e em Manaus. Mas essa de hoje considero a mais importante”, afirma o maestro, que considera como maior desafio em relação a “Carmen” apresentar a ópera de uma maneira que ainda consiga conquistar o público, inclusive os admiradores que conhecem as gravações de cor. Originalmente, “Carmen” estreou no dia 3 de marco de 1875, em Paris. A trama é ambientada em Sevilha, Espanha, no ano de 1820, e narrada
em quatro atos. A personagem principal é uma cigana que seduz vários homens, inclusive o cabo Don José e o toureiro Escamillo, e os leva a ser protagonistas ao lado dela de uma história de final trágico. Luiz Fernando Malheiro conta que, na época de sua estreia, a obra foi um grande fracasso. “A ópera também chocou o público por tratar de uma mulher livre, avessa a qualquer tradição moral pré-estabelecida. Mas, com o tempo, a história tornou-se famosa e, até hoje, é uma das preferidas do público. Sempre faz sucesso no Brasil e no mundo inteiro e exerce um grande fascínio graças a hits como ‘Habanera’ e a ‘Canção do Toreador’. Não existem momentos chatos e é uma ópera interessante do início ao fim”, comenta. A concepção, direção e cenografia da “Carmen” que estreia hoje são assinadas pelo italiano Enrico Castiglione. Os figurinos foram criados por Sonia Cammarata e o desenho de luz é de Fábio Retti. O es-
petáculo conta ainda com os talentos dos músicos da Orquestra Amazonas Filarmônica, do Coral do Amazonas, do Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro e do Corpo de Dança do Amazonas (CDA). Balé Os 15 bailarinos foram coreografados por Adriana Góes, também integrante do CDA. Ela foi convidada para criar os balés presentes no segundo ato e nos entreatos da montagem, e diz que não chegou a receber nenhum tipo de orientação específica para a coreografia. “O diretor me deixou com bastante liberdade para criar, mas ele assiste e diz que caminhos o artista tem que trilhar”, conta a bailarina. Ela acrescenta que aproveitou muitos elementos de “Carmen Suíte”, um trabalho que tem desenvolvido paralelamente, a convite do maestro Marcelo de Jesus, e contou ain-
da com o apoio dos profissionais do CDA, para aproveitar também o conteúdo desenvolvido pela companhia. Adriana Góes considera “Carmen” uma ópera emblemática, pois, como ela observa, possui uma música que faz parte do cotidiano de muitas pessoas sem que elas percebam. “É também uma obra carregada de paixão sobre uma mulher que é livre e fiel a si mesma”, observa. As próximas récitas de “Carmen” serão apresentadas no Teatro Amazonas, sempre às 20h, nos próximos dias 20 e 24. Mais informações sobre o 18º Festival Amazonas de Ópera na rede social www.facebook.com/ culturadoamazonas.
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Caderno D
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Lucas Lucco se diz ansioso para show na cidade
Plateia Omar Aziz, colhendo os frutos de sua ótima administração, tem sido cumprimentadíssimo por onde passa. Ele merece!
>> Vitrine >> O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Antonio Silva, e o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Wilson Périco, convidam para a solenidade de entrega dos diplomas de Industrial do Ano de 2014 para Valdenice Garcia, de Microindustrial do Ano de 2014 para Fredson da Encarnação, de Empresa Exportadora do Ano de 2014 para Recofarma Indústria do Amazonas Ltda., no dia 23 de maio, no Clube do Trabalhador. >> Tricia Tadros estreia idade nova neste domingo. >> O hotel Go Inn Manaus fará breakfast especial hoje, a
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>> Menu . O Bistrô Belle Epoque reuniu famosos locais para jantar com menu degustação assinado pelo chef francês Erick Jacquin, especialmente na ciCris e Levon Topdjian, conferindo o dade para duas menu degustação do chef Erick Jacquin noitadas de alta gastronomia. . Na quinta-feira, foi a abertura do projeto, que deverá trazer à cidade nomes importantes da gastronomia, para o restaurante mais charmoso do Shopping Ponta Negra.
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br FOTOS: MAURO SMITH
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Ana e Guto Cobert, Daiana Pereira e Bete Dezembro
partir das 7h. >> Roberto Gesta de Melo está convidando para a exposição “Esporte e Movimento”, no dia 20 deste mês – Caixa Cultural São Paulo. >> Amanhã é a vez de cumprimentar Gustavo Barbosa. Ele estará aniversariando. >> Será no dia 4 de junho, o tradicional “Arraial da Chachá” comemorando o aniversário de Charufe Nasser, no Clube do Idoso. >> Evento chic da temporada: o casamento de Talita Avelino e Caio César Michiles, no dia 30 deste mês, no Daimond Convention Center. Recepção elegante.
Vinicius, Sheila e João Paulo Jacob no evento do Belle Epoque
>> Namorados na Copa . O tema da festa dos namorados, que esta coluna promoverá, será Copa do Mundo. . Quando será o evento? No dia 11 de junho, no Diamond Convention Center, que estará ambientado com as cores do Brasil. . A versão 2014 da festa terá jantar com cardápio brasileiríssimo e o colunista/DJ Alexandre Prata comandando o setor musical da noite. Reservas por meio dos números 8118-9717 ou 9985-1422.
Marcos e Suelem Pacheco
>> Ouro
>> Objeto de desejo . Para quem pensa que o mundinho fashion gira em torno de modelitos convencionais, a Chanel prova o contrário. . A tradicional casa francesa lançou mochila com aspecto “destroyed”, dando um “frescor jovial” para a coleção verão 2014. Aspecto moderninho com precinho salgado.
. O tour da taça da Copa do Mundo estará em Manaus e os amazonenses poderão ver de perto o troféu que nossa seleção poderá conquistar. . A taça estará no dia 19 deste mês, às 10h, no espaço Coca-Cola montado no estacionamento do Amazonas Shopping, que fica perto da passarela da Efigênio Sales. Vale conferir.
AUDIOVISUAL
ARENA
Definidos acessos do ‘LouvaRei’
Bodanzky e Da-Rin fazem palestras em Manaus
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Cantora Aline Barros está confirmada para dividir o palco da sexta edição do festival LouvaRei, na Arena da Amazônia LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO
A primeira visita técnica da Di Campos Produções para definir detalhes sobre a realização do festival gospel LouvaRei na Arena da Amazônia, em setembro, foi realizada na última sexta-feira. Na ocasião, ficou decidido como será o acesso do público para cada área do evento e, a partir do segundo lote de ingressos para o setor de cadeiras, não haverá divisão entre lugares superiores e inferiores. Esse novo lote de bilhetes para cadeiras já está disponível e pode ser comprado a R$ 35 nas lojas Disco Laser (rua Barroso e Grande Circular) e Festiva (Parque 10). Já o primeiro lote para a área VIP e área Extra VIP custa R$ 100 e R$ 120, respectivamente. A venda de camarotes só será
permitida depois da realização da Copa do Mundo da Fifa, que acontecerá de 12 de junho a 13 de julho. O proprietário da Di Campos Produções, Nailton Campos, revela que o público que comprar ingressos para cadeiras vai ter acesso para a Arena da Amazônia pela avenida Constantino Nery, nos portões A e B. “Quem comprar área VIP e área Extra VIP vai entrar exclusivamente pela rua Lóris Cordovil e pela avenida Pedro Teixeira”, explica. E aqueles que adquirirem futuramente os ingressos para os camarotes terão acesso pela Constantino Nery. Atrações A sexta edição do LouvaRei, na Arena da Amazônia, em 12 de setembro, apresentará shows de Aline Barros, Bruna Karla, Thalles Roberto
e do DJ PV. O início do festival gospel está marcado para as 19h, mas os portões do estádio serão abertos a partir de 16h. A expectativa do produtor
ARTISTAS
A sexta edição do festival evangélico “LouvaRei”, na Arena da Amazônia, no dia 12 de setembro deste ano, apresentará shows de Aline Barros, Bruna Karla, Thalles Roberto e do DJ PV é reunir 60 mil pessoas desta vez e superar o recorde de público do festival, que é de 35 mil pessoas, na edição de outubro de 2013. Tanto a área VIP quanto a Extra VIP do festival gospel
vão dispor de open bar de água e refrigerante. Já o front stage será privilégio apenas de quem optar pela compra da área Extra VIP, que oferecerá também entrada e saída exclusivas, tendas para serviços como salão de beleza e massagem, além de uma camiseta exclusiva do evento, já inclusa no valor desse ingresso. Pela primeira vez, o palco do evento terá 25 metros de largura, 20 metros de profundidade e 12 metros de pé direito. Com a geração de empregos diretos e indiretos, a realização do festival deve atrair cerca de 700 pessoas. Dessas, 300 estão previstas para ser contratadas para trabalhar no atendimento ao público que for até a arena. Informações podem ser adquiridas pelo 3877-3045 e www.dicampos.com.
Dois dos mais importantes documentaristas brasileiros participam do Seminário “O Documentário na Amazônia” que o Núcleo de Antropologia Visual (Navi/Ufam) realiza nos dias 21 e 22 com o patrocínio da Fapeam. Jorge Bodanzky, com passagem pelo Amazonas como cineasta e como integrante de júri em mostras e festivais, e Sílvio Da-Rin, documentarista na região e ex-secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, serão os convidados do evento que pretende reunir realizadores, estudantes e pesquisadores do audiovisual para discutir o documentário em suas representações sobre a Amazônia. O seminário acontece no Campus Universitário, no auditório Rio Negro do ICHL, a partir das 8h30, quando Bodanzky e Da-Rin proferirão palestras e exibirão seus filmes mais significativos para o tema. Aberto também ao público em geral, no dia 21, Jorge Bodanzky abordará o
que significa “Documentar a Amazônia”, entrecortando sua fala com exibição de trechos de seus filmes. Em seguida, será exibido “Iracema, uma Transa Amazônica”, filme referência para a compreensão do avanço capitalista na Ama-
GRATUITO
Todas as atividades do seminário são gratuitas e o evento recebe o apoio da Fapeam, das secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Cultura, Blue Tree e do Cine & Vídeo Tarumã zônia nas décadas de 1960 e 70 pelo regime militar. No dia 22, Silvio Da-Rin apresentará o tema “O Documentário Brasileiro na Atualidade” e, em seguida, será exibido o filme “Paralelo 10” e o lançamento do livro “Espelho Partido”. DIVULGAÇÃO
Jorge Bodanzky aborda o tema “Documentar a Amazônia”
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Lucas Lucco canta para ‘princesinhas’ de Manaus
O cantor revelação do sertanejo universitário tem uma agenda de 20 shows por mês e dia 24 estreia no Amazonas
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ascido em Patrocínio, Minas Gerais, o cantor sertanejo Lucas Lucco tem 23 anos e um ano e meio de carreira. Atualmente, é considerado um dos artistas mais badalados do país. O cantor se apresenta na cidade no dia 24 de maio (sábado), na área externa do Studio 5. Em entrevista, Lucas Lucco fala sobre a vinda a Manaus e o que as “princesinhas” podem esperar o show. O que você está preparando para surpreender o público? Lucas Lucco – Preparo o melhor do meu repertório para as pessoas curtirem uma ótima noite. Entre as músicas, estão “Pronto pra tudo”, “Coisas e Tal ” e do meu novo CD, “Gago”, “Sua Linda”, “Toda Toda” e, claro, “Mozão”. Faço também pout pourri de hits do momento de outros colegas. É uma honra se apresentar na capital que é considerada o “pulmão do mundo”. O que os fãs podem esperar de seu novo álbum “Tá Diferente”? LL – São 18 músicas. O repertório é mesclado de romance e
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batidas animadas. O CD abre com o balanço de “Toda Toda”, que é um sucesso do MC Menor e conta com a participação de seu parceiro MC Pikeno. A letra conta a história de uma garota que perdeu o namorado, mas que dá a volta por cima. A Anitta também participa do disco e canta comigo “Beijar a Queima Roupa”. Tem a música “Mozão”, que está em primeiro lugar em várias rádios do país e o vídeo soma mais de 25 milhões de acessos no YouTube. Este é o primeiro CD pela lançado pela Sony Music. Você é considerado, hoje, o novo fenômeno do sertanejo, após estourar na internet. Como você encara o sucesso? LL – É o resultado de muito trabalho. Em pouco tempo, eu me vi com mais de 20 shows por mês. Hoje eu encaro como um sonho realizado, mas confesso que estou surpreso com o retorno do público e com o carinho da mídia. Eu me esforço muito para que o meu trabalho seja bem recebido pelas pessoas. Só tenho que agradecer ao meu público e aos meus fãs que me aplaudem. Qual mensagem você dei-
xaria para suas “princesinhas” de Manaus? LL - Cada show para mim tem um significado. Subir ao palco de Manaus é a minha nova conquista. Obrigado pelo carinho de vocês, minhas “princesinhas”.
Último ‘Esquenta’ para o show Para deixar o público afinado com o repertório dos shows das atrações nacionais, o cantor amazonense Edu Guedes dedica uma noite aos sucessos dos artistas. Ele se apresenta na terça-feira (20), no bar Chopp Brahma, na avenida André Araújo, no Aleixo. A partir das 19h, o cantor sertanejo interpreta os sucessos de Luan Santana e Lucas Lucco. Quem for conferir o “Esquenta” vai participar de sorteios de brindes e ingressos para o show sertanejo universitário, promovido pela Fábrica de Eventos. No show de Edu, das 19h às 21h, quem comprar um chopp leva outro na faixa.
SERVIÇO SHOW LUAN SANTANA E LUCAS LUCCO Quando 24 de maio (sábado) Onde Studio 5 (avenida Rodrigo Otávio, Japiim) Quanto: R$ 55 (pista/ meia) e R$180 (pista premium/ meia) Pontos de Stand da Fábrica Venda: de Eventos da Amazonas Shopping e loja Shopping Cidade Leste (para ambos os ingressos); Minds English School, Óticas Veja e Bar Chopp Brahma (apenas para pista) Informações 3303-0100 / www.fabricaingressos.com Cantor afirma estar ansioso para show em Manaus, no dia 24
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RESENHA
Loucura, defeitos e perdão S
PERFIL
César Augusto Jornalista e editor do caderno Dia a dia do EM TEMPO
ozinho, confuso, mudo. Assim Travis (Harry Dean Stanton) é encontrado em pleno deserto texano. Socorrido em um posto médico, após desmaiar em um café de beira de estrada, um pedaço de papel achado em seu bolso com o nome de seu irmão Walt (Dean Stockwell), que vive em Los Angeles é o elo que pode trazê-lo de volta à realidade. Mas as coisas não são tão fáceis. Assim começa “Paris, Texas”, dirigido por Wim Wenders em 1984. Na tentativa de resgatar Travis do estado de confusão, Walt se submete à aparente loucura do irmão: ele se recusa a falar, parece ter perdido completamente a memória e, ainda por cima, demonstra pavor para viajar de avião. O jeito é a dupla pegar a longa estrada de volta do Texas para Los Angeles, oportunidade de Walt tentar arrancar de Travis a verdade sobre seu desaparecimento durante 4 anos. Os mistérios permanecem por um bom tempo: o irmão reencontrado tem um filho, Hunter (Hunter Carson), agora com 8 anos, deixado no lar de Walt e Anne (Aurore Clément), sua esposa, por Jane (Nastassia Kinski), mulher de Travis que também desaparecera na mesma época que o marido. Travis aos poucos começa a relembrar sua vida e tenta se reaproximar de Hunter, tarefa não muito fácil, uma vez que o garoto tem em Walt e Anne seus pais de verdade. Seu único elo com a
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realidade, antes de reencontrar o filho e tentar refazer sua vida, é uma foto de um terreno que comprara em Paris, no interior do Texas, onde - explica para o irmão Walt ao romper o silêncio inicial - seus pais haviam feito amor pela primeira vez e certamente o haviam concebido. Com a ligação com Hunter novamente estabelecida, Travis tem um novo objetivo na vida: reencontrar Jane e descobrir o que acontecera 4 anos antes. E o menino acaba sendo seu suporte nessa busca. “Paris, Texas”, obra-prima de Wim Wenders, é um desses filmes que nos fazem pensar sobre valores familiares, ciúmes obsessivos, egoísmo, perdão e compreensão. Ao recuperar a memória, Travis tenta corrigir erros do passado, mas ao perceber o ponto em que deixara a coisa ficar, percebe que retomar a vida a partir daquela ruptura não adianta mais. O objetivo agora é reunir Hunter e Jane. Cumprida a missão, Paris é a cidadezinha texana onde, finalmente, ele tentará reiniciar sua vida. Uma das coisas que chama a atenção em “Paris, Texas” é a bela fotografia, explorando bem as paisagens texanas e californianas. Vale a pena, sobretudo, pelo trabalho dos atores e pela beleza de Kinski, bem destacada na cena do reencontro de Jane e Travis, por meio de uma janela de cabine, onde ela trabalha como stripper. Um filme que jamais será esquecido.
O longametragem “Paris, Texas”, obra-prima de Wim Wenders, é um desses filmes que nos fazem pensar sobre valores familiares, ciúmes obsessivos, egoísmo, perdão e compreensão”
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo
Endereço O diretor Pedro Henrique Peixoto, chamado para implantar o reality “The Bachelor”, que será exibido na Fox e depois na Rede TV!, está de mudança do Rio para São Paulo. A partir de amanhã, segunda-feira, ele inicia suas atividades no programa. Peixoto já trabalhou em realities como “Fama” e “Big Brother”, dentre outros programas. Nova temporada Começa no próximo dia 25, às 23h, no Multishow a nova temporada do programa “Vai Pra Onde?”, apresentado por Bruno de Luca. Desta vez, ele embarcou em um Cruzeiro saindo de Miami com destino à Jamaica. Ficou por aí Por enquanto, na Band, não existe o desejo de am-
MÁRIO ADOLFO
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Trio de frente Isis Valverde, Bianca Bin e Marcos Pigossi serão os protagonistas de “Boogie Oogie”, novela do estreante Rui Vilhena que substituirá “Meu pedacinho de chão” a partir de agosto. Pigossi, nome em alta na Globo, ficou com o personagem que seria destinado ao Caio Castro.
Toda a movimentação... Sabrina Petraglia, atriz paulistana, que coprotagoniVai girar em torno desses três. Trata-se de uma produção ambientada no ano de 1978. Uma troca de bebês, logo nos primeiros capítulos, irá abrir os trabalhos desta próxima novela das seis. pliar a equipe de colunistas ou colaboradores do “Café com jornal”. Deve continuar do tamanho de agora. Aliás, não progrediram os entendimentos com Alexandre Rossi, o dr. Pet. Time da Globo A Globo já está com seu time de transmissão fechado para a final da Liga dos Campeões, no dia 24. Viajam para Portugal Cleber Machado, Caio Ribeiro e Leonardo Gaciba.
O trabalho de reportagem será de Marcos Uchôa. Final da Liga A Bandeirantes está com uma equipe na Europa preparando matérias e entrevistas sobre o jogo decisivo da Liga dos Campeões, Real e Atlético de Madrid, no Estádio da Luz, em Lisboa. O zagueiro Miranda, por exemplo, já gravou a sua. O detalhe é que a Band ainda não tem presença confirmada em Portugal neste jogo decisivo.
• A Globo está jogando pesado no próximo “Malhação”, em busca de melhor audiência... • ... Todo o apoio é oferecido para que os seus responsáveis apresentem o melhor dos trabalhos. • A CNT já está despedindo a maioria dos seus funcionários... • ... Aliás, eles estão saindo para dar lugar aos pastores da Universal... • ...E não adianta espernear porque não acontece nada. É um vale-tudo. • Tudo indica que o SBT, ainda nesses próximos dias, irá processar mudanças em alguns dos seus principais postos. • Está cada vez mais difícil a vidinha do Ibope... • ... Todo santo dia tem a reclamação de uma emissora. • Passando a Copa, a Globo vai acelerar o passo na produção do próximo “The Voice”... • ... Por enquanto, em campo, só as necessárias audições.
Não cansam de se repetir Na TV, se acentuaram os programas especializados em grandes reportagens, especialmente fora do país, trazendo um pouco da cultura, usos e costumes de cada povo. Até aí, maravilha. Mas raramente sai do “tá muito frio”, “tá muito quente”, “é cansativo”, “perigoso” etc. Será que não é possível escapar um pouco desse roteiro? Ou é pedir demais o uso de maior imaginação?
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Assim como aconteceu no programa inédito, o “Superpop” teve a melhor audiência do dia, na terça-feira, quando reprisou a entrevista com Jair Rodrigues. Foi quando ele plantou bananeira no palco. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br
Ética cristã em trajes políticos
ELVIS
GILMAL
REGI
Articulistas renomados do Brasil afirmam, de modo irônico, possuir sete leitores. Este que vos escreve, longe da consagração nacional, diminui a conta: a pedido de meus três leitores e meio, reproduzo aqui artigo publicado nesta coluna há alguns meses atrás. Talvez o pedido de republicação surja aqui diante da emergência dos debates em torno de uma política nacional para as drogas (combate ou regulação de uso?) e de outros temas importantes, sobretudo, neste período de prévias eleitorais. Há algum tempo venho observando a postura de muitos políticos em relação a alguns temas tabus em nossa sociedade. Os temas geralmente recaem sobre o aborto, a descriminalização das drogas e o casamento gay (ou, na terminologia de quem não é, “homoafetivo”). A ética cristã, sobretudo católica, vem moldando algumas políticas públicas, assim como é o veio principal de ressignificação de uma das principais instituições da sociedade ocidental: a família. Em nome da família, inúmeros movimentos foram criados de modo a rechaçar qualquer tentativa de desestabilização sendo que a própria igreja, contraditoriamente, foi a primeira a abrir uma brecha em sua moral ao permitir o divórcio. Se se jura perante Deus o amor eterno “até que a morte nos separe”, a punição moral para o fim da junção deveria ser a excomunhão ou qualquer outro método medieval de punição por descumprimento às regras - típico dos atos desta grande instituição. O número de divórcios tem aumentado no país, assim como as igrejas evangélicas são as que mais crescem. As razões para tal? São muitas, a começar, a dominação simbólica das igrejas católicas não tem surtido tanto efeito, as provas a que os santos tem se submetido não estão gerando resultados desestimulando, assim, seus devotos, ao passo que as evangélicas tem conseguido ser mais ópio do povo do que as católicas. Nas últimas eleições temos visto táticas de alguns candidatos no sentido
de “sujar” a imagem de seu oponente justamente pelo viés da moral católica, especialmente. Digo católica, pois as evangélicas sempre têm recebido “ex” de todo tipo: ex-drogado, ex-gay, ex-desempregado, o que faz com que qualquer ato insano seja motivo de rápido perdão através do nome no azeite acompanhado pelo pagamento do dízimo. Quanto maior o pecado, maior o dízimo e, claro, maior a esperança de satisfação. As igrejas evangélicas tem conseguido maiores resultados, pois seus métodos são mais incisivos e “encantadores”. Talvez, o maior número de evangélicos esteja justamente nos bairros mais periféricos e cuja população seja, por diversos fatores, menos esclarecida politicamente, alvo principal dos candidatos oportunistas. Sendo assim, a tentativa de ferir a imagem católica de um candidato não surte efeito nas periferias, redutos de boa parte das igrejas evangélicas e afeitas a outro método de salvação de seus fiéis. O caso “Soraia” em que o prefeiturável Serafim Corrêa teria uma segunda família gerada por poligamia foi exemplar, o mesmo acontecendo a outro caso, mais antigo, com o candidato a presidente, Luís Inácio, em fins dos anos 1980. A confiança de que o moral do oponente estaria abalada sequer garantiu algum resultado: Serafim foi prefeito numa virada histórica em relação ao seu principal adversário. O Brasil precisa de um debate claro e menos ortodoxo em termos religiosos para resolver questões como o aborto e as drogas. No caso do aborto, a clandestinidade das práticas tem causado seqüelas físicas e psicológicas para muitas mulheres. A questão é entender cada um dos casos sem o veio da moralidade cristã. São muitas as mulheres vítimas de estupro e elas têm o direito de serem donas de seu próprio corpo. Isto não deve ser uma questão de Estado e sim de saúde pública, como também deveria ser o caso das drogas, que já tratamos aqui nesta coluna.
Márcio Braz *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Cultura de Manaus
O Brasil precisa de um debate claro e menos ortodoxo em termos religiosos para resolver questões como o aborto e as drogas; e entender os casos sem o veio moral cristão”
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Programação de TV
REPRODUÇÃO
De Gulliver 15h Campeonato Brasileiro - Grêmio X Fluminense 17h domingão doFaustão 19h45 Fantástico 22h10 Superstar 23h35 Tuf - Em Busca De Campeões 0h35 Prêmio da Música Brasileira 1h20 Sessão De Gala - Nove Rainhas 3h15 Corujão - Totalmente Demais
SBT 5H jornal da semana 6H igreja universal 7H brasil caminhoneiro 7H30 planeta turismo 8H30 vrum 9H sorteio amazonas da sorte 10H domingo legal 14H eliana 18H roda a roda jequiti 18H45 sorteio da telesena 19H programa silvio santos 23H de frente com gabi 0H nikita 1H alvo humano 2H cult 3H20 big bang 4H igreja universal
REDE TV
GLOBO
Partida entre Grêmio e Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, será exibida hoje pela TV Globo
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 As motivações que o levaram a trabalhar em determinada linha profissional devem ser levadas em conta. Conheça-as melhor para que seus projetos venham a deslanchar.
5h10 Santa Missa 6h10 Amazônia Rural 6h40 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7h15 Globo Rural 8h10 Auto Esporte 8h30 Esporte Espetacular 11h55 Esquenta 13h10 Temperatura Máxima - As Viagens
BAND 5h Power Ranger – Rpm 6h Popeye 6h30 Santa Missa No Seu Lar 7h30 Sabadão Do Baiano 8h Power Ranger + Popeye 9h30 Popeye 9h45 Infomercial – Polishop 10h15 Power Rangers 10h45 Verdade E Vida 11h Irmão Caminhoneiro 11h05 Minuto da Copa 11h10 Pé na Estrada 11h35 De Olho na Copa 11h40 Band Esporte Clube 12h30 Gol, O Grande Momento Do Futebol 13h Fórmula Truck 14h30 Futebol 2014 16h50 3º Tempo 19h Só Risos 20h Polícia 24h 21h Pânico na Band 0h Canal Livre 1h Minuto da Copa 1h05 Alex Deneriaz 1h40 Show Business - Reapresentação 2h30 Igreja Universal
Cruzadinhas
Cinema PRÉ-ESTREIA
6h30 Igreja Int. da Graça 7h30 Igreja Int. da Graça 8h30 Igreja Solidária 9h Rompendo Barreiras 10h Tv Kids 10h30 A Questão É 11h Igreja da Graça 12h Fique Ligado 13h Passaporte Amazônia 14h En Circuito 15h30 A Questão É 16h Ad & D 16h30 Palavra Que Transforma 17h Sempre Bem 17h30 Ritmo Brasil 18h15 Muito Show – Melhores Momentos 19h45 Ricardo Colyer (Reprise) 20h15 Gente da Mata 20h45 e Peguei na Tv 21h15 Tv Shopping Manaus
22h15 Teste De Fidelidade 23h35 Ronaldo Castro 0h05 Sob Medida - Reprise 1h É Notícia 2h Bola na Rede 3h Igreja Int. da Graça
REPRODUÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 Seus conhecimentos culturais devem ser incorporados por experiência direta, o que requer ousadia. A investigação conjunta de temas ocultos e metafísicos está favorecida. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Perceba como certas sensações internas suas são capazes de ajudar em sua orientação e na descoberta do sentido das coisas. Conheça mais a fundo o seu próprio corpo físico. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Momento para pensar e atuar junto com as pessoas, e assim vir a conhecer o que não conseguiria sozinho. Ajuste-se melhor aos relacionamentos e grupos dos quais participa. LEÃO - 23/7 a 22/8 Há certas tradições bastante antigas dentro de sua profissão que talvez valessem a pena ser pesquisados por você. Conheça mais a fundo seu campo de atuação. VIRGEM - 23/8 a 22/9 As pessoas, ideias e coisas que lhe atraem precisam ser melhor compreendidas por você. Aprofunde seu conhecimento a respeito do valor que a vida tem para você. LIBRA - 23/9 a 22/10 Conheça a fundo seu trabalho, a origem de uma técnica ou um segredo profissional bem guardado. As origens tradicionais do trabalho ou da família devem ser melhor conhecidas. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Procure conhecer as raízes e a tradição das pessoas com quem você se põe em relação. É muito mais fácil, mais feliz e mais completo quando conhecemos com quem estamos. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 É tempo de você conhecer a origem do dinheiro e dos bens materiais que lhe estão disponíveis. Veja quais vínculos o dinheiro ou bens criam para você. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 É tempo de conhecer melhor a si mesmo e seus sentimentos amorosos atuais. Conhecer as raízes de tais sentimentos irá ajudá-lo a compreender melhor o que vive neste tempo. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Momento oportuno para investigar as questões que lhe são mais veladas, ocultas e incompreensíveis. Poderá encontrar luz, ao procurar conhecer as causas fundamentais. PEIXES - 19/2 a 20/3 Você poderá aprimorar a maneira como se relaciona e se comunica com as outras pessoas. Conheça melhor as pessoas e seu jeito de se comunicar e interagir com elas.
X-Men – Dias de um Futuro Esquecido: EUA. 12 anos. Os X-Men precisam viajar no tempo para mudar um grande evento histórico que terá impacto global no homem e na natureza mutante. Cinemark 6 – 0h01 (3D/dub/somente quarta-feira).
Praia do Futuro: BRA. 14 anos. Donato é salva-vidas na Praia do Futuro, em Fortaleza. Ayrton é um menino que sonha com motos e super-heróis e admira a coragem do irmão mais velho em se jogar nas ondas para salvar desconhecidos. Quando falha pela primeira vez em resgatar uma vida no mar, Donato acaba conhecendo Konrad, um alemão piloto de moto velocidade, amigo do afogado. Donato parte com Konrad para Berlim e desaparece, deixando o irmão mais novo para trás. Anos depois, Ayrton, já adolescente, se aventura em busca de Donato para um acerto de contas com aquele que considerava seu herói. Cinemark 2 – 15h30, 20h50 (diariamente), Cinemark 5 – 19h (diariamente); Cinemark 8 – 13h30 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h30, 17h, 19h30, 22h (diariamente); Kinoplex 4 – 14h40, 17h, 19h, 21h40 (diariamente). Godzilla: EUA. 12 anos. Um épico renascimento para o icônico Godzilla, da Toho, coloca o monstro mais famoso do mundo contra criaturas que, sustentadas pela arrogância científica da humanidade, ameaçam nossa própria existência. Cinemark 3 – 13h45, 19h30, 16h40, 22h20 (3D/dub/diariamente), Cinemark 4 – 11h40 (3D/dub/somente sábado e domingo), 14h40, 17h30, 20h30 (3D/dub/diariamente), 23h20 (3D/dub/somente sábado), Cinemark 6 – 12h50, 15h40, 18h30 (3D/dub/diariamente), 21h30 (3D/dub/exceto quarta-feira); Cinépolis Millennium 1 – 0h15, 13h30, 19h (3D/dub/diariamente), 16h15, 21h45 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 15h15, 18h, 20h45 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 14h30, 20h45 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 13h30, 16h15, 19h, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h10, 16h10, 19h10, 22h10 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h30, 19h (3D/dub/diariamente), 16h15, 21h45 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 9 – 12h30, 15h15, 20h45 (dub/diariamente), 18h (leg/diariamente); Kinoplex 3 – 13h, 15h40, 18h20 (3D/dub/diariamente), 15h40, 18h20 (3D/dub/somente terça-feira e quarta-feira), 21h (leg/diariamente); Kinoplex 5 – 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 (3D/dub/diariamente), 16h10, 18h50, 21h30 (3D/dub/somente terça-feira e quarta-feira); Playarte 1 – 14h, 17h (3D/dub/diariamente), 20h (3D/leg/diariamente), 22h50 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 5 – 12h50, 15h35, 18h20, 21h05 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 12h51, 15h36, 18h21, 21h06 (dub/diariamente). Yves Saint Laurent: FRA. 16 anos. Paris, 1957. Com apenas 21 anos, Yves Saint Laurent é chamado cuidar do futuro da prestigiosa grife de alta costura fundada por Christian Dior - falecido recentemente. Depois de seu primeiro desfile triunfal, ele vai conhecer Pierre Bergé e este encontro irá abalar sua vida. Amantes e parceiros de trabalho, os dois se associam a fim de criar a grife Yves Saint Laurent. Apesar de suas obsessões e demônios interiores, Saint Laurent vai revolucionar o mundo da moda com sua abordagem moderna e iconoclasta. Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h10, 17h10, 20h10 (leg/diariamente). A Recompensa: EUA. 16 anos. Dom Hemingway (Jude Law) é um dos maiores arrombadores de cofre com um fusível solto, engraçado, profano e perigoso. De volta às ruas de Londres depois de doze anos de prisão, é hora de recolher o que ele lhe é de direito por ter mantido sua boca fechada. Viajando com o seu devoto melhor amigo Dickie (Richard E. Grant), Dom vai visitar seu chefe do crime Sr. Fontaine (Demian Bichir), no sul da França para reivindicar sua recompensa. Mas seu ego alimentado por bebidas e drogas decide que sua perda não pode ser substituída. Depois de um acidente de carro e uma femme fatale, Dom percebe que sua prioridade é se reconectar com sua filha há muito tempo perdida, Evelyn (Emilia Clarke). Mas Dom faz o que ele faz de melhor. Ele estraga as coisas para todo mundo. Cinépolis Ponta Negra 3 – 15h10, 18h10, 21h10 (leg/diariamente).
CONTINUAÇÕES Hoje Eu Quero Voltar Sozinho: BRA. 12 anos. Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h (somente quinta-feira), 16h30, 19h15 (diariamente). A Grande Vitória: BRA. 12 anos. Cinemark 8 – 16h10 (diariamente). Mulheres ao Ataque: EUA. 12 anos. Cinemark 2 – 13h, 18h10 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 5 – 13h15, 15h45, 18h30, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 15h15, 17h45, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 21h30 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 14h10, 16h40, 19h (dub/diariamente), 21h20 (leg/diariamente); Playarte 10 – 13h30, 15h45, 18h, 20h15 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 11h50 (dub/somente sábado e domingo), 14h50, 18h, 21h10 (dub/diariamente), 0h15 (dub/somente
sábado), Cinemark 7 – 11h (dub/somente sábado e domingo), 14h10, 17h10, 20h20 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 3 – 14h, 17h15 (dub/diariamente), 20h15 (leg/diariamente); Cinépolis Millennium 4 – 13h, 16h, 19h15, 22h15 (leg/diariamente); Cinépolis Millennium 8 – 15h, 18h15, 21h15 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 13h, 16h, 19h15, 22h15 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 17h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 14h45, 18h, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 18h15 (3D/dub/diariamente), 15h, 21h15 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 17h15, 20h30 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 15h45, 22h15 (dub/diariamente), 18h45 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 14h30, 17h30, 20h30 (dub/diariamente); Playarte 3 – 12h30, 15h15, 18h, 20h45 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 18h01,
20h46 (dub/diariamente). Getúlio: BRA. 12 anos. Cinépolis Millennium – 19h30, 22h (diariamente). Inatividade Paranormal: EUA. 12 anos. Cinépolis Plaza – 18h15 (dub/diariamente); Playarte 7 – 13h40, 15h30, 17h20, 19h10, 21h15 (dub/diariamente), 23h05 (dub/somente sextafeira e sábado). Copa de Elite: BRA. 14 anos. Cinépolis Millennium 2 – 17h, 22h30 (diariamente); Playarte 2 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (diariamente), 23h20 (somente sextafeira e sábado). Divergente: EUA. 14 anos. Cinemark 5 – 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 13h45, 19h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 15h, 20h15 (dub/diariamente).
Capitão América 2 – O Soldado Invernal: EUA. 12 anos. Cinemark 8 – 18h50, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 15h30, 18h30, 21h30 (dub/diariamente); Playarte 9 – 12h30, 15h10, 17h50 (dub/diariamente), 20h30 (leg/diariamente), 23h10 (leg/somente sexta-feira e sábado). Noé: EUA. 14 anos. Cinépolis Plaza 6 – 18h45, 22h (dub/diariamente); Playarte 8 – 13h, 15h40, 18h20 (dub/diariamente), 21h (leg/diariamente), 23h40 (leg/somente sextafeira e sábado). Rio 2: EUA. Livre. Cinemark 5 – 14h, 16h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 14h15, 16h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 14h, 16h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h45 (dub/diariamente); Playarte 4 – 13h40, 15h50 (dub/ diariamente).
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014
HERIC
K PER EIR
A
Pelo visto o poder público jogou mesmo a tolha quanto à situação deprimente do porto histórico de Manaus. O porto que é, ou poderia ser, a mais charmosa “porta de entrada” para a cidade é um local inapropriado para receber visitantes. O Booth Line caindo aos pedaços é só mais um detalhe no agravante estado de abandono daquele espaço que conta a memória e a história da antiga “Manaós”. Sem dúvida uma pena já que teremos que apresentar ao público visitante um decrépito pôster do descaso com o patrimônio arquitetônico da capital do Amazonas. Oremos!
DOIS RIOS COMUNICAÇÃO
::::: Porto
A Abrasel Amazonas orquestrou mais uma edição de sucesso do Festival Brasil Sabor, no Tropical Ecoresort Manaus, com um vaivém da ala puro-poder da cidade: governador José Melo com a anfitriã-presidente Janete Fernandes
::::: Belo Muito bonito o estádio Carlos Zamith localizado na alameda Cosme Ferreira entre o Coroado e o conjunto Tiradentes. A obra promete ser mais um ganho ligado à escolha de Manaus como uma das 12 sedes para receber os jogos da Copa 2014. A estrutura além de bonita deverá atender a demanda Z Leste da desportiva da Zona cidade. Muito bem-vinda porque o esporte é ssempre uma boa ferramenta de inclusão social. Parabéns ao governo.
Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
::::: Firme
::::: Calamitoso
Os que cantaram e decantaram sordidamente que a exprimeira-dama Nejmi Jomaa Aziz iria sumir dos palcos no apagar das luzes do excelente governo do esposo Omar Aziz, morderam a língua. O desejo maligno não se concretizou e a bela anda, ou melhor, flutua em eventos políticos e grandes encontros sociais. É a prova de que “quem tem luz própria não precisa da pilha de terceiros”. Nejmi é estrela e não lanterna como poucos gostariam que ela fosse. Brilha e continuará brilhando. Lamento, serpentinhas...
Considerada cartão-postal da cultura amazonense, a incensada Parintins passa por momentos difíceis a menos de dois meses do seu badalado festival folclórico. Com ruas esburacadas, constante falta de energia elétrica e a água que cada vez mais avança sobre as vias da cidade, a ilha já não apresenta tanto charme assim. A situação é temerosa porque o fluxo de turistas tende a aumentar em função dos jogos da Copa e, óbvio, não fica nada bem, exibir uma cidade no mínimo deficitária para o receptivo de visitantes, não é mesmo?
Os travestis e transexuais amazonenses agora podem ser reconhecidos pelo famoso “nome de guerra”. As primeiras cédulas de identidade com o Nome Social aos saltapocinhas foram entregues pela OuvidoriaGeral da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. O secretário da SSP-AM, Paulo Roberto, foi quem assinou a portaria que oficializou a medida. Aplausos!
CANNES
DIVULGAÇÃO
Filmes dirigidos por atores em foco
O francês Mathieu Amalric, de “007 - Quantum of Solace”, também está nesta programação
“Um Certo Olhar”, a segunda mostra mais importante do Festival de Cannes, ganha uma roupagem diferente na edição 2014: apesar da atenção aos novos cineastas, dá uma dedicação especial aos atores que viraram diretores. Dos 19 filmes selecionados pelo diretor artístico Thierry Frémaux, seis são comandados por artistas mais conhecidos por seu trabalho na frente das câmeras. O mais surpreendente, claro, é a presença do galã Ryan Gosling. O ator de “Diário de uma Paixão” (2004) e “Drive” (2011) se lança como cineasta já levando seu “Lost River” para estrear mundialmente nesta terça (20), em Cannes. O filme confia no visual surreal para falar sobre a fantasia de uma mulher (Christina Hendricks, de “Mad Men”) que, ao lado do filho, encontra um portal para uma cidade subterrânea. No mesmo dia, o cineasta indiano Kanu Behl, que começou atuando em longas de sua
família de produtores, exibe “Titli”, sobre um adolescente querendo escapar da vida de roubos de carros. O francês Mathieu Amalric, conhecido pelas atuações poderosas em “O Escafandro e
SELECIONADOS
A mostra “Um certo olhar”, em Cannes, traz 19 filmes selecionados pelo diretor artístico Thierry Frémaux, e seis deles são comandados por artistas mais conhecidos pelo trabalho na frente das câmeras a Borboleta” (2007) e “007 - Quantum of Solace” (2008), também faz parte da programação, com seu quarto filme como diretor. “O Quarto Azul”, baseado no livro homônimo do belga Georges Simenon (1903-1989), retrata uma relação doentia entre um homem e uma mulher
passada praticamente dentro de um quarto. Perdas A mostra inclui ainda o drama “White God”, do ator e diretor húngaro Kornél Mundruczó, sobre uma garota que perde o cão de estimação, com estreia marcada para este fim de semana. O americano Ned Benson, que participou de “Heróis Imaginários” (2004), também compõe a seleção, com seu “The Disappearance of Eleanor Rigby”. O romance, lançado em duas partes no Festival de Toronto, no ano passado, ganhou um corte e ficou com menos de duas horas de duração. A última da turma de atores/diretores a apresentar seu filme é Asia Argento. Na quinta (22), a filha do mestre do terror Dario Argento e atriz de “Maria Antonieta” revela o esperado “Incompresa”, espécie de autobiografia centrada na separação de seus pais. Por Rodrigo Salem
Eliana Barreto está trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. O médico urologista Anoar Samad está em Orlando, participando do Congresso Americano de Urologia. Trata-se do maior evento do mundo na área que tem data para encerrar no próximo dia 21. A queridinha Denize Santana ganhou sessão parabéns animada, no Zefinha Bistrô, pilotada pelas amigas mais chegadas.
A cantora Nelly Miranda e a banda Moinhos de Vento comandam o menu musical de hoje, no Manaus Plaza Shopping, os shows fazem parte da programação do projeto Música na Praça, de 19h às 21h. O acesso é grátis.
::::: Celebração Hoje, será comemorado em todo o país o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Para marcar a luta dos amazonenses contra esse crime, o hotel Go Inn Manaus realizará um café da manhã, aberto ao público em geral, a partir das 7h, com valor simbólico de R$ 18.
::::: Sala de Espera
Se nada der errado, está programado para acontecer no período de 13 a 22 junho, na arena do Centro Cultural dos Povos da Amazônia, o tão esperado 59º Festival Folclórico do Amazonas.
::::: Conquistando espaço No divertido e impecável chá de baby da Maria Izabel, os paizões-anfitriões Jeane Glay e Elvis Chaves eram só alegria
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Na noite de lançamento do chope da Heineken em Manaus, na cachaçaria do Dedé, no Shopping Ponta Negra: el bonitón Márcio Dimas, diretor de marketing do Grupo Simões
Adriana Cidade e Vandex Alvino elegeram Miami-Orlando para curtir o mês de junho, longe da agitação bovina. Que tal?
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MANAUS, DOMINGO, 18 DE MAIO DE 2014