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ANO XXVI – N.º 8.449 – DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
CANDIDATA
O país está em alerta para a exposição de jovens em mensagens anônimas, com apelo sexual, que podem ser publicadas no aplicativo para celulares “Secret”. Elenco 16 e Dia a dia B4 e B5
1 2
IONE MORENO
APESAR DAS DÚVIDAS ENTRE ALGUNS MEMBROS DO PARTIDO, O PSB JÁ DECIDIU. DEVE ANUNCIAR A EX-SENADORA MARINA SILVA COMO CANDIDATA À PRESIDÊNCIA NA PRÓXIMA SEMANA, SUBSTITUINDO O LÍDER DO PARTIDO, EDUARDO CAMPOS, MORTO NA QUEDA DO AVIÃO EM SANTOS. MARINA SILVA DEVE SER FORMALMENTE ANUNCIADA EM UMA REUNIÃO DO PARTIDO, MARCADA PARA 20 DE AGOSTO. SEU COMPANHEIRO DE CHAPA DEVE SER O DEPUTADO FEDERAL BETO ALBUQUERQUE (PSB-RS). ÚLTIMA HORA A2
PLATEIA
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Time de fotógrafos do EM TEMPO expõe trabalhos feitos durante a Copa do Mundo na mostra “Gol da Fotografia”, que entra em cartaz amanhã. Plateia C3
Marina Silva, que era candidata à vice-presidência na chapa do PSB de Campos, deve ser anunciada como a candidata a presidente da República, apesar das correntes contrárias dentro do partido
O alecrim atua como anti-inflamatório, relaxante muscular, fortificante, cicatrizante, antisséptico e bactericida. Saúde F2
IONE MORENO
BIANCA MAIA: A MENINA DE OURO DO AMAZONAS ouro conquistadas nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no México. A campeã conta ainda sobre os projetos para o futuro. Pódio D2
Bianca Maia: colecionadora de vitórias para o Brasil na ginástica rítmica
RAIMUNDO VALENTIM
Com apenas 21 anos, a atleta amazonense Bianca Maia já possui uma carreira vitoriosa na ginástica rítmica, especialmente pelas medalhas de IONE MORENO
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
ENTREVISTA
A média de venda de apartamentos entre janeiro e julho deste ano chegou a 200 unidades comercializadas por mês. Salão 1 DIVULGAÇÃO
Contexto A3 A exemplo de Tiririca (no destaque), Carlos Portta...
...e Márcio Braga vão se arriscar na política
ROUPA NOVA FAZ SHOW EM SETEMBRO
TEM PALHAÇO NA POLÍTICA A exemplo de Tiririca, hoje deputado federal, o Amazonas também tem seus humoristas, que decidiram enfrentar o desafio das eleições para tentar “mudar a cara da política brasileira”. Eleições 2014 1
Plateia C8
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Ariano Suassuna (foto) trabalhou por mais de 30 anos naquela que chamava de obra da sua vida, em que reuniu prosa, poesia, teatro e arte. Ilustríssima G3
TORRE DO INPA SERÁ MAIOR QUE A EIFFEL
VITÓRIA DAS EMPREGADAS DOMÉSTICAS Economia A5
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.
TEMPO EM MANAUS
MÁX.: 33
MÍN.:
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Última Hora
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Anúncio de Marina como candidata sai essa semana teria dito o novo líder do PSB, Roberto Amaral. Na sexta-feira, um aliado chave da coligação do PSB disse à “Reuters” que o consenso estava sendo construído em torno de uma candidatura de Marina, mas que muitas questões ainda tinham de ser resolvidas antes de uma decisão final. “Parece que caminha para um consenso a candidatura da Marina em substituição a Eduardo”, disse à “Reuters” Roberto Freire, líder do Partido Popular Socialista (PPS). Marina, que era candidata à vice-presidência na chapa do PSB de Campos, disse a líderes partidários que está disposta a ser sua substituta, disseram os jornais, citando fontes não identificadas que se encontraram com ela em São Paulo na noite de sexta-feira. Campos, ex-governador de Pernambuco, morreu em um acidente de avião na quartafeira, a caminho de um evento de campanha em Santos (SP). O acidente mudou o rumo da corrida presidencial no Brasil, com pesquisadores e analistas dizendo que há agora uma maior chance de que a eleição seja decidida em um segundo turno em 26 de outubro.
FÓSSIL
Animal pré-histórico é achado em Minas Gerais Um novo fóssil de crocodilo pré-histórico foi encontrado durante escavações em Campina Verde, no Triângulo Mineiro. Os pesquisadores encontraram o crânio e parte do esqueleto de um crocodilo ainda não identificado. A idade do fóssil está estimada em 90 milhões de anos. O material já está em análise no laboratório do Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, instituição pertencente à UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), em Uberaba. Coordenados pelo geólogo Luiz Carlos Borges Ribeiro, os estudos morfológicos e anatômicos não foram concluídos para determinar se os ossos são de uma nova espécie. O coordenador da pesquisa, no entanto, afirma que o fóssil tem características divergentes dos dois crocodilos pré-históricos identificados anteriormente na região, o Campinasuchus dinizi e o Uberasuchus terrificus. Ribeiro diz que a maioria
dos fósseis descobertos no Triângulo Mineiro tem entre 65 e 72 milhões de anos. No entanto, os ossos do crocodilo encontrado em Campina Verde estavam inseridos em rochas sedimentares de 90 milhões de anos. Outra diferença é o tamanho do animal. O crânio possui 38 centímetros e o fêmur, 30 centímetros. Com isso, estima-se um comprimento total de 3,5 metros. “Com certeza, é o maior crocodilo fóssil já descrito em Minas Gerais. Existe a possibilidade de ser um animal diferente das espécies que já conhecemos”, diz. O trabalho de estudo e preparação do fóssil deverá levar três meses. Em menos de dois meses, os pesquisadores também já coletaram no Triângulo Mineiro duas vértebras de dinossauros de grande porte. Um dos ossos foi encontrado no ponto principal de escavação do sítio paleontológico de Peirópolis, na zona rural de Uberaba. Por Gisele Barcelos
Estrangeiros participam de investigação Especialistas dos Estados Unidos e do Canadá foram enviados ao Brasil para participar da investigação da queda do jato Citation em Santos, que matou o presidenciável Eduardo Campos e mais seis pessoas na última quarta-feira (13). O grupo é formado por técnicos do National Transportation Safety Board (NTSB), principal autoridade norte-americana de investigação de acidentes, da Transportation Safety Board (TSB), órgão similar do Canadá, da Cessna Aircraſt Company, fabricante do avião, da Pratt & Whitney, fabricante do motor, além da Federal Aviation Administration (FAA), agência de aviação civil americana.
Candidatura de Marina Silva é “contemplada” em projeto político, segundo novo líder do PSB
TUBERCULOSE
Mudança no diagnóstico de doença A partir de amanhã, a baciloscopia direta do escarro, utilizada há mais de 100 anos como principal método para o diagnóstico da tuberculose, será substituída, na rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) de Manaus, pelo Teste Molecular Rápido da Tuberculose (TRM-TB). O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, informou que Manaus é um dos 92 municípios brasileiros selecionados pelo Ministério da Saúde (MS) para a utilização do novo método e o quinto a iniciar sua implantação na rede do SUS. “Até o momento, segundo o Programa Nacional de Controle da Tuberculose, apenas os municípios de Guarulhos, Santos, Recife e Salvador já iniciaram o uso da nova metodologia, enquanto os demais municípios estão em processo de recebimento e instalação dos equipamentos”. Para a chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), enfermeira Lucianne Aguiar, o fato de Manaus ter apoiado a operacionalização do projeto- piloto do Ministério da Saúde que avaliou, no ano de 2012, o custo-efetividade da introdução dessa nova tecnologia na rede do SUS foi determinante para que o município viesse a ser um dos primeiros a efetivar sua implantação.
OCORRÊNCIAS
MATERNIDADE
Chuva alaga principais avenidas de Manaus SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
A forte chuva que caiu na manhã de ontem em Manaus provocou alagamentos em diversos pontos da cidade e a Defesa Civil do Amazonas, até o fechamento desta edição, tinha registrado três ocorrências na capital. Segundo o coordenador da Central de Emergência do órgão, Cristiano Barbosa, houve um princípio de desabamento, no bairro Nova Vitória, na Zona Leste, alagamento no bairro da Raiz, Zona Sul, e um risco de desabamento de muro no bairro Vila da Prata, na Zona Oeste. “A princípio nenhuma das ocorrências foi grave”, informa. Além disso, algumas das principais vias da cidade foram comprometidas. Uma delas foi a avenida
Mulher dá à luz em banheiro
Constantino Nery, próximo ao hospital da Unimed. Segundo a vendedora Joelma Greice, da loja Lucilene Móveis, toda vez que chove forte a região alaga por conta dos bueiros entupidos. “Prejudica quem passa pela rua e danifica os móveis porque a água entra na loja”, declara. Outro ponto de alagamento foi na avenida Boulevard Alvaro Maia, próximo ao viaduto. O proprietário da loja bicicletaria Big Bike, Eduardo Jorge, disse que não aguenta mais ter que desentupir o bueiro toda vez que chove. Conforme Cristiano Barbosa, o pluviômetro da Defesa Civil registrou 29,4 milímetros no nível da chuva - quantidade considerada na média - durante toda a manhã de ontem. IONE MORENO
O
Partido Socialista Brasileiro (PSB) deve anunciar a exsenadora Marina Silva como candidata à Presidência na próxima semana, substituindo o líder do partido Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo. O PSB concordou em concorrer com a candidatura de Marina, apesar de dúvidas entre alguns membros proeminentes do partido sobre seus pontos de vista conservacionistas e outras questõeschave, como a política econômica, de acordo com a “Folha de S.Paulo”, “O Estado de S.Paulo” e “O Globo”. A candidatura de Marina deve ser formalmente anunciada em uma reunião do partido, marcada para 20 de agosto, disse a Folha, adicionando que seu companheiro de chapa deve ser o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS). “O Globo” e o “Estado”, entretanto, disseram que o partido ainda estava indeciso sobre quem dividiria a chapa com Marina. “Uma candidatura de Marina é contemplada no nosso projeto político. É uma solução que assegura a continuidade”,
DIEGO JANATÃ
PSB concordou em concorrer com a candidatura de Marina, apesar de dúvidas entre alguns membros do partido
Chuva na manhã de ontem alagou avenidas de Manaus
Segundo denúncia, as mulheres grávidas que estavam chegando ontem à Maternidade Balbina Mestrinho, localizada na rua Duque de Caixias, no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus não estavam conseguindo receber atendimento médico adequado. Ainda segundo as informações, uma mulher teria dado à luz dentro do banheiro da maternidade, na madrugada de sábado. De acordo com o diretor-geral, Marco Lourenço, a maternidade está com uma grande demanda, mas os atendimentos estão dentro da normalidade. Quanto à mulher que deu à luz dentro do banheiro da unidade, ele afirmou que realmente o caso aconteceu, mas não houve descaso. “Nós disponibilizamos para as grávidas diversos métodos não farmacológicos para alívio da dor, dentre eles o banho morno. E foi nessa hora que o fato ocorreu, quando ela estava tomando o banho”, explicou. Nesse caso, o diretor-geral da maternidade declarou que a equipe médica e de enfermagem estão capacitadas para conduzir o parto. “Isso não é nenhuma novidade dentro das maternidades”, destacou. (SS)
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Líderes Existe uma grande diferença entre ser chefe e ser líder. Isso não quer dizer que um chefe não possa ser líder. Inclusive, será muito mais respeitado e admirado se conseguir se comportar sem precisar impôr força ou medo. Na verdade, impôr autoridade é um claro sinal de insegurança. Um chefe pode agir assim. Um líder jamais agirá dessa forma. Não é à toa que o empresário Jorge Paulo Lemann, além de ser o homem mais rico do país, é o líder mais admirado pelos jovens brasileiros. Lemann é dono da 3G, que abrange empresas como a AB InBv, Burger King, Heinz e Lojas Americanas. Uma pesquisa realizada pelas consultorias Cia. de Talentos e Nextview People, para os mais novos, “um bom líder precisa, antes de tudo, ter iniciativa”. Essa foi a característica principal citada por 94% dos entrevistados. Em seguida, aparecem a capacidade de inspirar e motivar pessoas (89%), ter conhecimento sobre a área em que atua (84%), saber trabalhar em equipe (84%), ter coerência entre fala e ação (83%) e saber desenvolver pessoas (78%). Um líder de verdade não pode jamais ser do tipo “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Ele também precisa motivar seus subordinados. No estudo, foram ouvidos mais de 50 mil jovens com idade entre 17 e 26 anos. Entre eles, 54% dizem que admiram algum líder. No ano passado, esse percentual havia sido de 46%. Outros líderes brasileiros admirados pelos jovens são Joaquim Barbosa, Roberto Justus, Silvio Santos, Bernardinho e Jorge Gerdau, todos campeões da vida, diga-se de passagem.
Maior que a Torre Eiffel O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) está liderando um projeto ousado. Com um grupo de instituições científicas brasileiras e alemãs, começou a construir nesta sexta-feira (15) um observatório climatológico no meio da Amazônia, cuja estrutura de 325 metros de altura será mais alta que a da Torre Eiffel. Amazon Tall Tower Observatory (Atto, na sigla em inglês) servirá para a monitoração das mudanças climáticas que ocorram nas florestas da zona, um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta e que desempenha um papel importante na estabilização do clima, segundo o Inpa. Altura A Torre Eiffel tem 301 metros de altura, mas alcança os 324 com a antena instalada na ponta, enquanto o observatório na Amazônia terá 325 metros de altura e chegará aos 330 metros com o sistema de pararraios. Em Novembro A previsão é que as obras da gigantesca estrutura sejam concluídas em novembro. Foi o que informou nesta sexta-feira (15), em comunicado, o Inpa. No Uatumã O observatório climatológico começou a ser erguido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Uatumã, localizada a 150 quilômetros de Manaus. Escolhido a dedo O local para a torre de monitoração foi eleito após uma série de estudos que determinaram sua idoneidade para abrigar a construção. Todos os santos No comício de José Melo (Pros) e Omar Aziz (PSD), em Itapiranga, teve vela para todos os santos. Enquanto num dos cartazes o deputado Átila Lins pedia votos para a presidente Dilma Rousse-
ff (PT), no cartaz ao lado o deputado estadual Arthur Bisneto pedia para Aécio Neves. Chame a Marinha A Marinha do Brasil socorreu o Navio-Motor “Cisne Branco”, que ameaçava afundar nas proximidades do município de Parintins, deixando em pânico seus 70 passageiros. Quebrou O “Cisne Branco” estava abarrancado na comunidade devido à quebra de uma peça da manete. O problema mecânico impedia a embarcação de seguir viagem. A salvo Ontem, o empurrador “Paraná do Caldeirão” rebocou o barco com apoio dos Inspetores Navais da Marinha, para segurança e a tranquilidade dos passageiros da embarcação. Deu na ‘Folha’ O vencedor do leilão que arrematou a virgindade da catarinense Catarina Migliorini, então com 20 anos, desistiu do prêmio. O motivo foi o “comportamento e a atitude” da virgem. “Virgins Wanted” O desfecho polêmico foi
APLAUSOS
regi@emtempo.com.br
citado no documentário “Virgins Wanted”. O filme estreou na quinta-feira (14) nos Estados Unidos. Chocado A jovem conheceu o homem - um japonês que não teve a identidade revelada - no restaurante de um hotel em Sidney, no fim de 2012. O vencedor ficou “chocado” com a postura da jovem. Samsung roubado A partir de informações da Polícia Civil e do serviço de inteligência da Samsung, a EPTV flagrou no Paraguai a venda de celulares roubados durante o mega-assalto à fábrica de eletrônicos de Campinas (SP). Câmera escondida Com uma câmera escondida, em Ciudad Del Este, a reportagem comprou, por R$ 1.740, um aparelho com a numeração que consta no lote roubado no Brasil. Quanto custa No comércio legal brasileiro, o eletrônico é vendido por aproximadamente R$ 2,5 mil. O smartphone adquirido pelos jornalistas será entregue à delegacia que investiga o caso.
VAIAS
INPA
Regi
Ala contra Marina DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que está construindo, em parceria com instituições científicas brasileiras e alemãs, a Amazon Tall Tower Observatory, torre que vai funcionar como observatório climatológico no meio da Amazônia, com estrutura de 325 metros de altura, mais alta que a Torre Eiffel
Para a ala do PSB que não percebe – ou finge que não percebe – que Marina Silva é o melhor nome para seguir com a luta de Eduardo Campos. Até quem não votaria em Campos sabe que a líder da Rede é o caminho natural.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
A criação de um mito (ou de um delírio) Quando alguém que não esteja sob o domínio do fanatismo neo-pentecostal da Igreja Universal do Reino de Deus, encara e tenta decifrar a figura bizarra de Edir Macedo, há que ser extremamente cauteloso e aguçadamente crítico, ou correrá o risco de vir a ser simplista (até simplório), conceituando o ex-bispo, hoje sumo sacerdote, como um homem apenas em busca de dinheiro e de tudo aquilo que este lhe pode proporcionar, dentro de limites cada vez mais alargados. Se o caso de Edir Macedo fosse apenas acumular riqueza material para o seu próprio usufruto, há muito já teria desacelerado a sua marcha, pois faz muito tempo que ele é um homem muito rico. Diria até que a sua trajetória não teria sido a que foi, pois poderia multiplicar o seu patrimônio a custos muito menores e resultados bem mais fartos. A sua igreja foi, desde o começo, a grande fonte da sua riqueza, a sua autêntica galinha dos ovos de ouro. Verdade que, de início, procurou basicamente fortalecê-la e expandi-la, mas, até aí, o seu projeto não estava fechado nem completo. O script de líder religioso, por maior e mais exitoso que fosse, não esgotava o papel que queria para si. Era apenas o ponto de partida, a catapulta que deveria lançá-lo em direção ao seu maior alvo. Vitorioso o empenho da criação e da expansão da sua igreja, para onde se volta o chefe religioso? Para a busca da construção de uma rede de comunicação social, tendo à frente uma cadeia de televisão, a Rede Record”, e ainda emissoras de rádio (suas ou alugadas) e um jornal, a “Folha Universal”, posta fartamente nas mãos de todos os seus seguidores. Agora não é apenas o poder econômico que atrai o bispo. Chegou a hora de desenvolver o projeto
político que lhe dará a força social desejada. Hábil e astuto como poucos, Edir Macedo sabe que o povo, o rebanho, gosta do luxo, do cerimonial dos ritos, da liturgia que impressiona. Sabe inclusive que os cultos protestantes, nesse particular, perdem muito, frente à liturgia da Igreja Católica. Mas há uma religião muito antiga, bem mais antiga que o cristianismo, com tradições e rituais muito bem definidos, que lhe pode servir e até ajudar a se contrapor à tradicional Igreja Católica Romana. Coube-lhe como uma luva o transformar-se em Sumo Sacerdote, título maior do antigo clero judeu, e apossar-se até das vestes e da hierarquia dessa que foi a religião onde o próprio Jesus Cristo nasceu e foi criado. Fácil lançar mão dos recursos dos fieis, acrescentar mais um novo dízimo, fazer a transação das transferências dos recursos da Rede e da Igreja, misturando o seu patrimônio (da Record) com o patrimônio da Igreja, teoricamente comunitário. E assim criou o “Templo de Salomão” ao custo de 680 milhões de reais, o terceiro, já que o primeiro foi destruído por Nabucodonosor e o segundo pelas Legiões Romanas. Desta forma é usurpada a tradição judaica, que sempre considerou a reconstrução do Templo, mas quando e onde fosse ordenada por Javeh. Montado o grande show, todo o “grand monde” político e econômico compareceu para inaugurar a obra do “Grande Rabino”, à frente a própria “Presidenta da República”. Todos esqueceram, certamente menos ele, que há uma separação irreparável entre judeus e cristãos: nenhum judeu acredita que Jesus Cristo é o Messias, o Filho Unigênito do Pai e Deus como Ele, segunda Pessoa da Trindade. Então, ninguém pode ser cristão-judeu.
João Bosco Araújo, Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Se o caso de Edir Macedo fosse apenas acumular riqueza material para o seu próprio usufruto, há muito já teria desacelerado a sua marcha, pois faz muito tempo que ele é um homem muito rico. Diria até que a sua trajetória não teria sido a que foi, pois poderia multiplicar o seu patrimônio a custos muito menores e resultados bem mais fartos”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Devagar com o andor
A minha avaliação é de que o Eduardo Campos era um adversário mais perigoso. Se chegasse ao segundo turno, era um candidato mais difícil que qualquer outro, porque aglutinava à esquerda e ao centro. Qualquer outro nome não vai ter a perspectiva de preocupar como ele nos preocupava
Dirigentes do PSB e da Rede estão vacinados para não tomar as primeiras pesquisas com o novo cenário eleitoral como medida das chances reais de Marina Silva. A expectativa dos aliados é que ela largue ao menos empatada com Aécio Neves (PSDB), no segundo lugar. No entanto, o clima de comoção com a morte de Eduardo Campos deve se esvair até outubro. “Estamos no auge da emoção. Depois, as pessoas tendem a se acostumar”, diz o novo presidente do PSB, Roberto Amaral. Meio vazio Passado o choque com a tragédia, Marina deverá enfrentar dificuldades na competição com Aécio. O tucano contará com mais estrutura e com palanques estaduais mais sólidos. Meio cheio Por outro lado, a candidata que entra com a disputa em curso já é mais conhecida nacionalmente do que o tucano, que disputa sua primeira eleição fora das divisas de Minas Gerais. Tabelinha Em São Paulo, o novo protagonismo de Marina tende a beneficiar Eduardo Suplicy (PT) no duelo com José Serra (PSDB) pela única vaga no Senado. Ela já havia declarado apoio ao petista, de quem é amiga. Tarefa O novo presidente do PSB está preocupado em engajar Marina na disputa das vagas de deputado federal. “É isso que define a divisão do fundo partidário e da propaganda. Eleger dez senadores não dá um segundo a mais de TV”, diz Amaral. Retrovisor Em 2010, o desempenho de Marina na eleição presidencial não turbinou o PV, que elegeu os mesmos 13
deputados da disputa anterior. Neste ano, ela apoiará candidatos da Rede espalhados por várias siglas. Voz das ruas Funcionários do hotel que sediou as últimas reuniões do PSB em São Paulo torciam para que Marina fosse escolhida para substituir Campos. “Tem que ser ela”, repetia uma atendente que servia café aos políticos. Futurologia No cálculo em que prefere o segundo turno contra Aécio, a campanha de Dilma Rousseff (PT) considera que Marina tenderia à neutralidade, e parte de seus eleitores poderia anular o voto. Com ela no páreo, o tucano seria obrigado a apoiá-la. Déjà-vu No segundo turno de 2010, a ex-senadora optou por não apoiar nem Dilma nem José Serra (PSDB). O clima piorou Na capital paulista, 28% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum em Alexandre Padilha (PT) para governador, mostra o Datafolha. Na mesma época de 2012, a rejeição a Fernando Haddad (PT) na cidade era de 15%.
Rei do interior O governador Geraldo Alckmin (PSDB) ostenta seus menores índices de aprovação nos municípios paulistas com mais de 500 mil habitantes. Neles, 37% dizem que sua gestão é ótima ou boa. Em cidades médias, esse índice é de 58%. Corrida maluca Entre os eleitores que aprovam o governo Dilma, o oposicionista Alckmin tem 52% das intenções de voto. Os aliados Paulo Skaf (PMDB) e Padilha correm atrás: o peemedebista tem 14%, e o petista, 11%.
Humberto Costa, líder do PT no Senado, afirmou que a candidatura de Eduardo Campos era mais “perigosa” para o partido do que uma eventual candidatura de Marina Silva, vice na chapa do PSB e nome mais cotado para concorrer na vaga à Presidência.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br RICARDO OLIVEIRA
O bispo derreteu A candidatura de Marcelo Crivella (PRB) ao governo do Rio sofreu queda acentuada entre os eleitores mais pobres. Há um mês, ele tinha 28% no universo com renda de até dois salários mínimos. Agora, aparece com apenas 16%. Indulgência Anthony Garotinho (PR), que já chamou o PT de “partido da boquinha”, passeia no eleitorado que aprova Dilma. Ele marca 33% nesse grupo, contra 20% de Crivella, 18% de Luiz Fernando Pezão (PMDB) e 10% de Lindberg Farias (PT).
Tiroteio
Esse campo de futebol, situado na avenida Brasil, está completamente entregue ao abandono. Impossível, por assim dizer, realizar qualquer atividade nesse espaço. Espaço esse que até morador de rua anda dispensando. Triste cenário.
D. Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Não se explica uma tragédia assim com uma nota oficial de três linhas a um partido que perdeu o seu maior líder”
Família
DEPUTADO BETO ALBUQUERQUE (PSB-RS), sobre as explicações da Aeronáutica para a falta de registro de áudio do avião de Eduardo Campos.
Encerra-se hoje nas comunidades católicas a Semana da Família. Reuniões, seminários, fóruns, celebrações e, sobretudo encontros familiares aconteceram em todo o Brasil. Não foram noticia na grande mídia, mas agiram como fermento e semente de uma sociedade nova num mundo cansado da violência, do consumismo exagerado e das diversas dependências. O grande sonho das pessoas é viver com tranquilidade numa moradia digna, trabalhando e tendo acesso à escola de qualidade e a serviços de saúde rápidos e eficientes. Isto tudo para que se possa ter o conforto de um lar onde se vivam as relações humanas quotidianas que vão tecendo a nossa vida. A Semana da Família lembrou que a realização deste ideal depende também de uma espiritualidade. Traduzindo em outras palavras, necessita de motivações profundas que levem a atitudes fundamentais e se traduzam em comportamentos. Para o cristão, que tem no encontro pessoal com Jesus o eixo de sua vida, a vida familiar é consequência e condição de viver o mandamento maior que é o do amor mútuo. Ética e moral brotam do reconhecimento do outro, da sua liberdade, dos seus direitos e das suas necessidades. A vida familiar no seu sentido estrito, mas também amplo se pensarmos em todas as relações de parentesco é o ambiente propicio e natural onde se gera a vida social. Onde há vida familiar existe esperança de mudança. No dia dos pais vivi uma experiência única de evangelização no sentido de perceber o Reino já presente no meio de nós. Terminávamos a celebração da Eucaristia numa das penitenciárias
Contraponto
Governador e confidente À frente do governo de Pernambuco, Eduardo Campos percorria o interior do Estado para entregar ambulâncias com o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em Ibimirim, a dupla se reuniu com o prefeito para passar as chaves e ficou sabendo que, antes de assumir o cargo, ele cuidava de um armazém. Depois do habitual choro sobre as dificuldades financeiras do município, os dois foram surpreendidos pela primeira-dama: — Até agora, o meu marido não fez nada na prefeitura. Quando ainda se recuperavam do riso, ela emendou: — E o pior: também não está cuidando da bodega! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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da nossa cidade. Aproxima-se então um jovem casal e pede que o seu filhinho, de alguns meses, seja apresentado à comunidade. Momento de emoção. Naquele ambiente de liberdade cerceada, de humilhação, de violência reprimida, surge uma criança desafiando a todos na sua dependência total dos seus pais ainda adolescentes, numa prova de que a vida sempre recomeça e brota de situações que imaginamos de desespero total e sem saída. Cantamos, pedimos a benção de Deus para os pais e para o menino, dissemos o seu nome em alta voz e o aplaudimos. Convidei a todos os presentes a cantar a Oração da Família do padre Zezinho. Como em tantas ocasiões e lugares diferentes, a participação foi total. Isto sempre me impressiona e confirma a convicção de que viver em família, cuidar e ser cuidado, acompanhar as pequenas e as grandes conquistas, curtir o repouso, celebrar os acontecimentos é o grande sonho das pessoas. Por isto, tudo o que fizermos pela família, a começar pela nossa, é pouco. E tudo o que destrói a vida familiar e dissemina uma cultura que perverte valores humanos fundamentais é um desserviço à humanidade e ao seu futuro. Famílias renovadas a partir do Evangelho são um dos poucos sinais de esperança que nos restam. Purificar a vida familiar das atitudes autoritárias, da violência das palavras, da violência contra mulheres e criança, do abuso sexual, é tarefa de todos, e aí entra a religião com a sua visão de Deus, que para nós e o Pai misericordioso e compassivo em nome do qual não se pode justificar nenhuma opressão ou perda de liberdade.
D. Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
A Semana da Família lembrou que a realização deste ideal depende também de uma espiritualidade. Traduzindo em outras palavras, necessita de motivações profundas que levem a atitudes fundamentais e se traduzam em comportamentos”
Economia
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
A5
Novos tempos para as empregadas domésticas Carteira de trabalho assinada e horas extras estão entre as novas garantias, mas há muito a regulamentar na PEC
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
Os benefícios conquistados implicaram em impactos na geração de empregos domésticos que registrou queda, principalmente por conta dos encargos para o contratante, que chegaram até 49% SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
S
em hora para entrar ou sair do trabalho e sem ter muitos direitos previstos em lei. Assim era a vida dos mais de 70 mil trabalhadores domésticos registrados no Amazonas, em 2012, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas agora, a partir da publicação de novas instruções normativas da Proposta de Emenda à Constituição, conhecida como PEC das Do-
mésticas, publicada no Diário Oficial da União (DOU), no último dia 7 de julho, a categoria passará a ter os mesmos direitos empregatícios dos demais trabalhadores urbanos e rurais. O patrão que não assinar a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) do funcionário poderá ser multado com valores entre R$ 402,53 e R$ 805,06. De acordo com o titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas (SRTE/AM), Edson Rebouças, a fiscalização para o efetivo cumprimento da instrução normativa será feita por
‘Vitória para a categoria’ Para a coordenadora de projetos e política institucional da Associação das Donas de Casa do Amazonas (ADCEA), Elizabeth Maciel, a lei que prevê multa para o patrão que não assinar a carteira do empregado doméstico é mais uma grande vitória para a categoria. “É bom porque agora as profissionais que trabalham nesse setor vão ter seus direitos garantidos”, destaca. Segundo Elizabeth, ocorreu um impasse no início das discussões sobre a PEC das Domésticas, tendo em vista que algumas ações ficaram pendentes por muito tempo. Mas, conforme ela, apesar de que nem todos os direitos estejam regulamentados, a tendência é que agora quem precisar de uma doméstica deverá manter a profissional regulamentada. Mas a representante da ADCEA ressalta que deveria haver um projeto que reduzisse os impostos pagos pelos patrões. Desta forma, Elizabeth explica que a demanda iria aumentar. “Tem que haver a redução da carga tributária para viabilizar o mercado regular”, comenta. Para a babá Inalva Ferreira
da Silva, 37, que trabalha há dois anos com carteira assinada, a lei é ótima. Porém, ela salienta que os outros direitos deveriam entrar logo em vigor. “Mas os que já estão valendo são importantes porque antes ninguém tinha direito a nada”, declara, ao revelar que é a primeira vez que trabalha com carteira de trabalho assinada.
SITE
Segundo Rebouças, para regularizar a situação do empregado doméstico, o patrão pode fazer todo o processo pelo próprio site do órgão na internet http:// portal.mte.gov.br Apesar de ter sido promulgada há mais de um ano, a PEC ainda não foi regulamentada. Segundo o titular da SRTE/AM, Edson Rebouças, alguns direitos ainda dependem de regulamentação. “Os benefícios que o Estado concede ainda precisam ser regulamentados”, frisou.
denúncia do trabalhador ou do vizinho que observar o descumprimento da lei. “A ação será feita através da fiscalização indireta, visto que a residência é um asilo que tem proteção constitucional, sendo neste caso, inviolável”, observa. Rebouças afirma que a equipe do órgão pode entrar na moradia somente com autorização do morador ou por determinação judicial. “Não é como uma empresa, em que a fiscalização tem passe livre”, comenta. Desta forma, conforme ele, após receber a denúncia, o empregador doméstico será convocado por
meio de notificação a comparecer a SRTE/AM, para prestar esclarecimentos necessários à regularização da situação do empregado. A lei beneficiou os profissionais domésticos, mas causou forte impacto no setor, que após a promulgação da Emenda Constitucional, que garantiu os direitos a eles, registrou queda na geração de empregos, principalmente por conta dos encargos acrescentados que ficaram entre 36% e 49%, segundo o superintendente da SRTE/AM. Rebouças lembra que quem trabalha dois dias por semana
em uma residência é considerado diarista e não precisa ter a carteira de trabalho assinada. Porém, mais do que isso a jurisprudência já considera vínculo e o patrão deve assinar a carteira do profissional. Para a procuradora do Estado de Roraima no Amazonas, Aline Souza Ribeiro, o aumento da carga tributária para os patrões é um ponto prejudicial que implica na contratação regular dos trabalhadores domésticos. “O prejuízo maior são com os encargos tributários que temos que pagar”, frisa. Segundo Aline, desde quando se casou, há aproximadamente
oito anos, todos os profissionais domésticos de sua casa são contratados com carteira de trabalho assinada. Segundo ela, por acreditar ser uma obrigação e para a própria segurança. Para ela, que tem três filhos, inclusive um com apenas seis meses, a maior dificuldade para cumprir a lei é a fixação do horário. “Para quem trabalha fora e tem compromissos que não dependem de horários é difícil, pois não conseguimos chegar na hora em casa”, conta, ao destacar que é mais vantajoso pagar outra profissional para ajudar do que pagar horas extras.
Direitos não regulamentados 1 - Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até os cinco anos de idade (auxílio creche e pré-escola); 2 - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) 3 - Seguro desemprego; 4 - Seguro contra acidente de trabalho; 5 - Relação protegida contra despedida arbitrária sem justa causa (indenização em demissão sem justa causa).
Direitos regulamentados 1 - Duração do trabalho não superior a 8 horas diárias e 44 horas semanais; 2 - Garantia de salário nunca inferior ao mínimo; 3 - Gozo de férias remuneradas com pelo menos um terço a mais do que o salário normal; 4 - Proibição de diferença de trabalho, funções e de critérios de admissão por motivo de sexo, idade cor estado civil; 5 - Proibição de qualquer discriminação no tocante à admissão do trabalhador portador de deficiência; 6 - Proibição do trabalho noturno perigoso; 7 - Proteção do salário na forma da lei; 8 - Reconhecimento das convenções de acordo coletivo; 9 - Redução de risco inerente ao trabalho por meio de norma de segurança; 10 - Remuneração de serviço extraordinário superior no mínimo 50% do normal; 11 - Remuneração do trabalhador noturno superior ao do diurno. Fonte: titular do SRTE/AM, Edson Rebouças Patrão que não regularizar pode ser multado em até R$ 805,06
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Soſtwares piratas estão em 50% dos computadores L
evantamento realizado pela BSA – The Soſtware Alliance, uma associação internacional que atua como líder mundial no combate à pirataria e figura respeitada na definição de políticas públicas para a promoção da inovação tecnológica e do crescimento econômico, descobriu que 50% dos programas em uso nos computadores brasileiros são piratas. Segundo estimativa da entidade, as cópias ilegais causam prejuízo anual de aproximadamente R$ 6 bilhões no Brasil. Para combater esse crime, alguns escritórios de advocacia implantaram setores dentro de suas unidades para cuidar especificamente deles. Um deles é o escritório de advocacia Pinhão e Koiffman Advogados, especializado em TI, que atende empresas de soſtware, provedores de internet e telecom. A empresa criou um setor somente para atender casos extrajudiciais de regularização do uso de softwares. “Realocamos advogados e contratamos novos especificamente para atuar nesta área, uma vez que a demanda vem crescendo de
forma mais agressiva”, disse o sócio do Pinhão e Koiffman Advogados, Mauro Eduardo de Lima Castro. “A tendência é que as empresas, com apoio de escritórios especializados, passem a complementar a sua estratégia de atuação judicial buscando sanar, também extrajudicialmen-
PERDAS
O uso de soſtwares piratas causam prejuízos de aproximadamente R$ 6 bi, por ano, ao Brasil, de acordo com o levantamento da BSA, que é uma associação internacional ligada ao assunto te, a utilização irregular de soſtwares” explicou. Mundo corporativo O movimento surge a partir do reconhecimento de que não são somente pessoas físicas e pequenas empresas que se valem de programas irregulares. Há grandes corporações, como grandes marcas e instituições de
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Para combater as cópias ilegais, escritórios de advocacia criaram setores exclusivos para cuidar deste crime no país ensino, que funcionam com soſtwares ilegais. “De um modo geral, as empresas preocupam-se em controlar seus ativos fixos por meio de inventários rigorosos. Contudo, grande parte não atua com o mesmo rigor em relação aos seus ativos intelectuais, o que gera grandes desconformidades em seu parque tecnológico instalado e as licenças efetivamente adquiridas”, salientou Castro. Controle De acordo com os advogados, o objetivo é aumentar os procedimentos extrajudiciais de controle da pirataria por meio de atendimento mais rápido ao maior número de denúncias possível, somando a isso a credibilidade do contato realizado por um escritório de advocacia. “A maioria das empresas contatadas regulariza a situação rapidamente, previamente ao ingresso em juízo”, esclareceu Hélio Ferreira Moraes, que também é sócio de Pinhão e Koiffman Advogados. Ele afirmou ainda que “com nosso novo setor, poderemos atender muito mais rapidamente às denúncias recebidas pelos clientes.”
Venda de soſtwares piratas é comum em praticamente todas as zonas da capital amazonense
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
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Lei amplia atendimento em setor farmacêutico EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
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á vinte anos, uma proposta de lei que aplicaria novas normas ao segmento de farmácias tramitava no Congresso Nacional. Ela foi aprovada somente no início de agosto desse ano e publicada no Diário Oficial da União (DOU), no último dia 11. A contar desta data, as farmácias têm 45 dias para se adaptarem às regras que, entre outras obrigações, está a permanência de um farmacêutico durante todo o seu período de funcionamento. Serviços como, por exemplo, medir pressão, glicemia, aplicar soro e vacina que já existiam, mas, que anos atrás tinham sido suspensos, com a lei nº 13.021 tiveram a permissão para voltar a funcionar nos estabelecimentos farmacêuticos como um auxílio à população. Mas para passar a executar esse tipo de atendimento, a lei prevê que tenham instalações adequadas sob o aspecto sanitário e equipamentos para conservação de imunobiológicos, como vacinas, entre outros equipamentos exigidos pela vigilância sanitária. De olho nas novas obrigações, empresários e represen-
DIEGO JANATÃ
Drogarias têm 45 dias, a contar do dia 11 de agosto, para se adaptarem às normas que prevêem auxílio à população tantes do setor farmacêutico garantem que nova lei não irá onerar os estabelecimentos, e muito menos influenciar nos valores dos medicamentos. Apesar de dar as garantias de que não influenciará em mudanças que afetarão o consumidor, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista
Todas as nossas drogarias parcerias têm o seu farmacêutico. Agora só ficou definido o que ele pode fazer na empresa Armando Reis, Presidente do Sindidrogas
de Drogas do Estado do Amazonas (Sindidrogas), Armando Reis, disse que cada empresa irá analisar o custo operacional das novas regras. “Acho que não deve onerar, até porque as empresas associadas já têm nos seus quadros os técnicos responsáveis pelos serviços, que são os farmacêuticos”, afirma Reis.
Regra diz que profissional farmacêutico tem que permanecer no ambiente de trabalho durante todo o seu tempo de funcionamento
Empresários amazonenses estudam nova lei Na avaliação do representante do segmento, a lei veio apenas para definir o que o farmacêutico poderia fazer. “Agora o farmacêutico pode fazer a intercambialização do medicamento. O médico passa o medicamento de marca e o farmacêutico pode
indicar o remédio”, explica. A proprietária da rede de drogarias Nossa Senhora de Nazaré, Sandra Mousse, confirma que a presença do profissional farmacêutico nas suas lojas é uma realidade de muitos anos. Quanto ao funcionamento
da rede como um posto, ela diz que seu farmacêutico chefe analisa o conteúdo da Legislação para saber os limites da obrigação. Sobre repassar o custo para o cliente, Sandra Mousse diz que é impossível, uma vez que trabalha com
produtos que possuem preço controlado pelo governo. “Verdade que isto onerou nosso custo operacional, mas não há como repassá-lo ao cliente. Agora, o que está ocorrendo é uma remodelagem no formato de trabalho”, explica.
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Economia
MANAUS, DOMINGO, 17 DE JULHO DE 2014
Os 100 anos de comércio pelo Canal do Panamá
DIVULGAÇÃO
Desde 15 de agosto de 1914, via marítima é a principal rota de escoamento de mercadorias entre o Atlântico e Pacífico
Antes do Canal do Panamá, a travessia de um oceano para outro era feita pelo contorno da América do Sul, realidade que mudou há 100 anos com a construção da nova passagem marítima EMIR SADER*
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Canal de Panamá veio mudar em muitos aspectos a configuração não apenas do comércio mundial, mas também do desenvolvimento econômico de regiões. Antes dele, a passagem de um oceano a outro requeria cruzar pelo sul da América do Sul, tornando portos como os de Lima e Valparaíso passagens estratégicas para o transporte marítimo. O fracasso do projeto francês de Ferdinand de Lesseps – que terminou até com a prisão dele, assim como com a morte por acidentes e por lepra de cerca de 25 mil trabalhadores – permitiu que os Estado Unidos herdassem a
obra, a concluíssem, ao mesmo tempo em que forjavam a separação da região do Panamá da Colômbia e levando à criação de país que viveria em função do canal. Os Estados Unidos impuseram o direito de controle direto do Canal do Panamá por um século, fazendo da zona um enclave colonial dentro do país, que passou a dele viver economicamente. Até que o nacionalista general Omar Torrijos decidiu fazer cumprir os prazos do tratado e conseguiu que o governo do Panamá retomasse o seu controle, em 1977. Porém, a dependência dos Estados Unidos não deixou de ser menor deste então. O país não dispõe de outra fonte importante de renda.
O esgotamento da capacidade de uso do canal e a construção de outra via – submetida por referendo à população e aprovada – está sendo levada adiante sob a responsabilidade direta dos Estados Unidos. Essa posição estratégica – que faz com que eles chamem o país, ou melhor, o canal, de esquina do mundo – é defendida militarmente pelos EUA, pela importância de única via que permite a passagem direta entre os dois oceanos. A modernização do Canal do Panamá, que permite que navios de maior calado transitem, se projeta para a América do Sul. O Uruguai e a Argentina disputam o desfrute dessas vantagens.
CAPACIDADE
O Canal do Panamá, com 77,1 quilômetros de extensão, foi projetado para navios. Localizado no Panamá, na América Central, liga o Oceano Atlântico (através do Mar do Caribe) ao Oceano Pacífico Ambos constroem ou adaptam portos que possam corresponder aos novos calados, especialmente voltados para a exportação para a China, movimento crescente em toda a região. Essa disputa se dá paralelamente a uma outra, também entre o Uruguai e a Argenti-
na, sobre a circulação pelo Rio da Prata, para passar as exportações do Paraguai, antes monopolizada pela Argentina, na qual o Uruguai entra com acordo direto com o governo paraguaio, além da oferta para que a Bolívia também disponha de portos uruguaios para a exportação dos seus produtos. Mas a maior novidade veio de outro lado. Um antigo projeto de aproveitar os lagos da Nicarágua para construir outro canal, antes considerado pelos Estado Unidos, foi retomado pelo governo de Daniel Ortega, mediante acordos com a China. Esta representa a abertura de outra via entre os dois oceanos, expressão direta das novas relações de co-
mércio e de força política no plano internacional. De que o porto de Mariel, construído pelo Brasil em Cuba, é um complemento. Ao completar neste 15 de agosto um século, o Canal de Panamá vive assim suas maiores transformações: a construção de uma via maior e mais moderna e a concorrência de um novo canal, quebrando um dos seus aspectos essenciais – o monopólio de que gozou, por cem anos, da via de comércio entre os dois oceanos, agora mais valorizado do que nunca, com as profundas transformações que a avassaladora expansão do comércio da China com tantas partes do mundo introduz. *REDE BRASIL ATUAL
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
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Samel investe R$ 7 milhões em infraestrutura e pessoal EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
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á mais de 30 anos em Manaus, o Hospital Samel segue com investimentos para melhoria da qualidade do seu atendimento e espera ampliar sua carta de clientes em até 25% , até o final desse ano. Para isso, aproximadamente R$ 7 milhões serão designados para a ampliação da sua estrutura e no pioneirismo em novos modelos de atendimento. Segundo o presidente da Samel, Luis Alberto Nicolau, na linha de inovação, a rede inaugurou a primeira sala de vacinação em hospitais do segmento privado. Entre as obras de expansão, o hospital inaugurou também mais uma ala de apartamentos, o que ampliou a sua capacidade de internação. Hospital tradicional, localizado na rua Joaquim Nabuco, esquina com a Leonardo Malcher, Centro, Zona Sul, a Samel atravessará a rua para estender a sua infraestrutura hospitalar. “O plano é criar até o final do ano mais 30 leitos e ambulatórios e mais 25 consultórios em casas que temos no outro lado da Joaquim Nabuco. In-
vestiremos também na nossa capacidade de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”, garante. Atualmente, de acordo com o seu presidente, a Samel alcança marcas importantes como o atendimento de 1,5 mil pessoas por dia, mais de 30 mil exames e uma média de 500 cirurgias, por mês.
AMBULATÓRIO
Segundo a assessoria de imprensa, além do hospital instalado no Centro de Manaus, a Samel conta com mais uma unidade ambulatorial na Zona Leste da cidade, onde funciona há sete anos No âmbito maternal, Nicolau conta que, no mês, opera mais de 200 partos humanizados. “Nós incentivamos o parto normal que precisa de toda uma atenção cuidadosa, humanizada”, explica. Hospital com plano de saúde que tem como principal cliente as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), a Samel também trabalha para ampliar o
RAIMUNDO VALENTIM
Após conquistar selo ISO 14000, empresa busca agora o título Hospital Amigo da Criança junto ao Ministério da Saúde seu quadro de profissionais de 460 para 550, fora os médicos especialistas, que hoje são o total de 215. “Com o nosso plano de saúde nós efetuamos 90% de todo o atendimento médico e clínico no hospital”, comenta Nicolau. Selos Parto humanizado, sala de vacina e banco de leite materno são itens que somaram na empreitada que a Samel buscará junto ao Ministério da Saúde, que é o selo de Hospital Amigo da Criança, concedido aos hospitais particulares, que cumprem com metas no atendimento infantil. “Somos a única unidade hospitalar da rede particular com esses serviços. Agora vamos buscar o selo com o Ministério da Saúde”, salienta. A conquista de selos é uma marca da empresa. Recentemente ganhou o ISO 14.000, que estabelece diretrizes sobre gestão ambiental dentro de empresas. “Estamos sempre nos modernizando. Alcançamos os 100% das metas estabelecidas pela ISO, com coleta seletiva, trabalho muito forte voltado aos cuidados ambientais do empreendimento hospitalar”, comemora Nicolau.
Sala de vacinação inaugurada na última sexta-feira é a primeira de rede hospitalar privada
País
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Somente após reforma, imóveis serão liberados TÂNIA REGO/AGÊNCIA BRASIL
Obras serão certificadas por um engenheiro civil, para que os prédios atingidos pelo avião que matou o presidenciável Eduardo Campos sejam entregues
Vidraças do prédio ficaram danificadas, em virtude da dimensão do acidente ocorrido no local
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Defesa Civil de Santos informou que os quatro apartamentos e o estabelecimento comercial interditados em consequência do acidente do avião que matou o candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, e mais seis pessoas, na última quarta feira (13), só deverão ser liberados após reformas atestadas por um engenheiro civil. Entre os imóveis interditados, está o de uma academia de ginástica onde três pessoas ficaram levemente feridas, sendo uma professora de natação, com um corte na cabeça, um bebê e sua mãe. O dono do empreendimento, Benedito Ju-
arez Câmara, informou que se dedica a esse ramo há 30 anos, e que ainda não sabe como vai continuar o negócio. O empresário contou que, no momento do acidente, estavam na academia apenas 45 dos cerca de mil alunos matriculados, e que, “se não fosse a chuva e o frio, poderia ter muito mais gente correndo riscos”. Sem seguro e ainda buscando informação sobre a quem recorrer para ressarcir os prejuízos, o empresário afirmou que terá de buscar outro local para não interromper o seu ganha-pão e dos 16 empregados. Ele, no entanto, ainda não sabe precisar o tamanho do prejuízo.
No imóvel de dois andares da academia, há três piscinas, que ficaram cheias de cacos de vidro, e uma sala de musculação, onde pedaços de concreto cobriram os aparelhos. Alguns, segundo Juarez, talvez só tenham que ser limpos para serem usados novamente. Tudo ainda terá de passar, conforme relatou, por uma avaliação mais minuciosa. Já a moradora de um dos apartamentos atingidos, Marlene Rodrigues Martinez, disse que se sente “uma sobrevivente”. Ao ouvir o forte estrondo, ela saiu pela porta da cozinha, no térreo, e ficou paralisada em meio a uma chuva de estilhaços.
Condomínio tem seguro “Eu estava a quatro metros de onde o avião caiu e, logo em seguida, vi uma bola de fogo subindo, mas não tive um ferimento sequer”, contou Marlene, que vive no local há 17 anos. Além dela, moram na casa duas irmãs e um cachorro. “Felizmente, eu tenho para onde ir, uma casa de parentes que estava vazia, e vou poder ficar lá o tempo que for necessário”. A aposentada informou ainda que o condomínio tem seguro e que os moradores iriam se reunir para discutir como acionar os seus direitos e obter a cobertura para os reparos. Os danos em seu imóvel foram mais pelo alagamento do que pelo impacto. Para debelar as chamas do apartamento, que fica um andar acima, os bombeiros usaram muita água que vazou para seu imóvel. Por enquanto, a área de todo o quadrilátero onde ocorreu a tragédia está isolada para os trabalhos dos peritos da Aeronáutica e da Polícia Federal (PF). A PF escaneou a região usando drones.
PETROBRAS
CPMI retoma atividades na próxima quarta-feira Após cancelar suas atividades por causa da morte do ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) da Petrobras volta a se reunir na próxima quarta-feira (20). Com a retomada das atividades, os parlamentares devem ouvir os depoimentos do gerente jurídico internacional da estatal, Carlos Cesar Borromeu de Andrade, e do diretor de Segurança Empresarial da empresa, Pedro Aramis de Lima Arruda. Na reunião de quartafeira (13), cancelada após o acidente aéreo em que morreram Eduardo Campos e mais seis pessoas, a CPMI iria colher o depoimento do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Ainda não foi marcada nova data para esse depoimento. Investigações A CPMI da Petrobras in-
vestiga denúncias de superfaturamento em obras da empresa e os prejuízos por ela sofridos na compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Os parlamentares investigam ainda o suposto pagamento de propina a funcionários da estatal para fechamento de contratos internacionais. Reincidência No dia 18 de junho, por falta de quórum, a CPMI da Petrobras cancelou a reunião. Na ocasião, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), decidiu cancelar a reunião ao perceber que não seria atingido o número mínimo de 11 parlamentares para abertura dos trabalhos, nem tampouco os 17 necessários para votação de requerimentos. Após o cancelamento da reunião, deputados e senadores de oposição acusaram o governo de fazer uma manobra política para inviabilizar os trabalhos. JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
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Senador Vital Rego e o relator da CPMI, deputado Marco Maia
Mundo A11
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Ucrânia diz ter destruído blindados russos no país A
Ucrânia afirmou neste fim de semana ter destruído blindados do Exército da Rússia que cruzaram a fronteira em uma área da região de Lugansk, no leste do país, dominada por separatistas. Repórteres dos britânicos “The Guardian” e “Daily Telegraph” afirmam ter visto a incursão. É a primeira vez em que fontes independentes denunciam a entrada de tropas russas na Ucrânia. Segundo as publicações e o governo ucraniano, 23 blindados de transporte do Exército russo cruzaram a fronteira por uma estrada de terra perto da cidade ucraniana de Izvaryne. Os veículos, que levariam homens armados, seguiram para a região de Donetsk, tomada por separatistas e alvo de uma ofensiva ucraniana desde o início da semana. O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou que “parte significativa” do comboio foi destruído assim que cruzou a fronteira. O governo do país, porém, não confirma o número de veículos destruídos. Não há imagens que comprovem a incursão russa na Ucrânia.
Desde o início da ofensiva, em abril, as autoridades de Kiev acusam o Kremlin de financiar e enviar combatentes para o conflito com os separatistas do leste do país. Em nota, o Ministério da Defesa russo negou ter feito a incursão e qualificou a acusação como “fantasiosa”.
MISTÉRIO
Segundo o “Guardian”, a carga das carretas é guardada por agentes que se dizem de ONGs, mas parecem militares russos veteranos ou com baixo nível de treinamento Na Europa Ocidental, aliada de Kiev, o tom foi de condenação à Rússia. O Reino Unido chamou o embaixador russo em Londres para fazer uma reclamação formal. O presidente da França, François Hollande, pediu que a Rússia respeite a integridade territorial da Ucrânia. O mesmo pedido foi feito pelos ministros das Relações Exte-
riores da União Europeia. “Cavalo de troia” O governo ucraniano acusa Moscou de ter aproveitado a chegada de um comboio de ajuda humanitária da Rússia, em outro ponto da fronteira entre os dois países, para desviar a atenção da incursão militar. Já as autoridades russas fizeram acusação oposta: disseram que o país vizinho usa a suposta intrusão de blindados como pretexto para impedir a chegada do comboio humanitário. O grupo de 260 caminhões com alimentos saiu de Moscou na terça-feira (12) e deveria entrar na Ucrânia por Kharkov, região dominada pelas autoridades de Kiev. O governo ucraniano, porém, negou a passagem e acusou os russos de quererem infiltrar soldados entre os caminhões de suprimentos. Diante do impedimento, o comboio de ajuda humanitária russo chegou na sextafeira (15) a 35 km da fronteira. Os agentes ucranianos, a Cruz Vermelha e observadores europeus fizeram uma vistoria nos caminhões.
Comboio humanitário chegou na fronteira entre Rússia e Ucrânia na última sexta-feira (15)
DÍVIDA
EUA
Polícia revela assassino de jovem A polícia de Ferguson, no Estado de Missouri (EUA), identificou o policial que matou o adolescente negro Michael Brown, 18, no último sábado (9). Thomas Jackson, chefe de polícia de Missouri, disse na sexta-feira (16) que Darren Wilson, que trabalha na polícia há seis anos e não tem medidas disciplinares contra ele, foi o responsável pela morte de Brown. Em declarações à CNN mais cedo, Jackson descreveu Wilson como “um policial fantástico”. A morte de Brown levou a depoimentos conflitantes de testemunhas e policiais sobre a causa de sua morte. Desde domingo, violentos protestos tomaram conta da cidade e mais de 50 pessoas foram presas. A pequena cidade viveu na quarta-feira sua quinta noite de protestos, em um
REUTERS
Veículos cruzaram a fronteira em uma área da região de Lugansk, no leste do país, dominada por separatistas
episódio que trouxe novamente à tona o sensível debate sobre racismo nos Estados Unidos. A polícia também chegou a prender dois jornalistas - Wesley Lowery, repórter de política do jornal “The Washington Post”, e Ryan Reilly, que trabalha para o “Huffington Post” -, mas ambos foram postos em liberdade sem acusações contra eles. O presidente Barack Obama pediu na quinta (14) à polícia “transparência” e criticou o “uso excessivo de força”. De acordo com uma testemunha, Brown estava desarmado e caminhava pela rua quando um policial atirou nele, apesar de a vítima estar dominada, com as mãos para o alto. Já a Polícia de St. Louis, capital do Missouri, indica que Brown foi morto
depois de ter agredido o policial e de ter tentado roubar sua arma. Em função da situação, o governador do Missouri escolheu o chefe da Polícia Rodoviária Estadual, capitão Ron Johnson, de origem afro-americana, para liderar as operações em Ferguson a partir de quinta à noite. Nos Estados Unidos, a Polícia Rodoviária é de jurisdição estadual, e não federal. Johnson é natural dessa cidade e é negro, como pelo menos 14.000 dos 20.000 habitantes locais. Já a polícia é de maioria branca. “Cresci aqui, e essa é minha comunidade e minha casa”, disse o capitão. “Significa muito, para mim, romper esse ciclo de violência e reconstruir a confiança”, acrescentou.
Argentina obtém apoio da ONU O Ministério das Relações Exteriores da Argentina informou na sexta-feira (15) que obteve apoio do comitê assessor do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) no conflito com os chamados fundos abutres, que compraram títulos da divida argentina a preços baixos, depois da moratória de 2001, para entrar na Justiça e cobrar o valor original mais os juros, sem qualquer desconto. Um pequeno grupo desses credores ganhou o processo na Justiça dos Estados Unidos, e o juiz americano Thomas Griesa bloqueou o depósito de US$ 539 milhões que a Argentina fez no Banco de Nova York, no final de julho, para pagar os credores da dívida reestruturada. Ele diz que só vai liberar o dinheiro quando o país cumprir a sentença judicial e pagar o dinheiro exigido pelos fundos NML e Aurelius, mais 13 investidores particulares, no
valor de US$ 1,6 bilhão. Segundo comunicado da chancelaria argentina, em reunião na quinta-feira (14), em Genebra, Suíça, o comitê da ONU (integrado por especialistas em direitos humanos de todas as regiões) aprovou por unanimidade a denúncia de que “a Argentina foi objeto, em agosto de 2014, de um ataque de especuladores dos chamados fundos abutres”, o que, a seu ver, “viola o direito dos povos em desenvolvimento, assim como os direitos econômicos e sociais dos cidadãos dos países afetados”. O comunicado acrescenta que o comitê assessor recomendou à ONU “uma investigação profunda sobre a atividade dos fundos abutres”. A Argentina lançou uma campanha internacional, buscando apoio político de diversos organismos, desde que foi impedida pelo juiz Griesa de pagar o último vencimen-
to da dívida reestruturada, sendo assim obrigada, por ordem judicial, a entrar em moratória pela segunda vez em 13 anos. Ao contrário do que aconteceu em 2001, quando o país não pôde pagar os credores, porque estava em crise, desta vez a Argentina tem dinheiro e vontade de regularizar a sua situação. Coisa que fez, saldando sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e organismos internacionais, e renegociando com os países desenvolvidos do Clube de Paris e com 93% dos detentores de títulos da dívida, que aceitaram cobrar 35% do devido em 30 anos. A Argentina argumenta que tem dinheiro para pagar os fundos abutres, mas não pode cumprir a sentença de Griesa este ano, porque estaria violando uma cláusula dos acordos de reestruturação da dívida, assinados em 2005 e 2010.
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Mundo
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Caderno B
Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
JOEL ROSA/ARQUIVO EM TEMPO
Uma luta árdua pelas doações Dia a dia C2-C3
Zona Sul recebe reforço na sinalização das ruas
FOTOS: MARCELO LIMA/MANAUSTRANS
Japiim, Colônia Oliveira Machado, Educandos, Morro da Liberdade e Betânia estão entre os bairros beneficiados
Uma das ruas principais do bairro Petrópolis sinalizada: intervenções incluem também troca de focos de semáforos e novas placas nas vias mais movimentadas para maior segurança no trânsito
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s bairros Japiim, Colônia Oliveira Machado, Educandos, Morro da Liberdade, Betânia, Petrópolis, Santa Luzia, Jardim Petrópolis e São Lázaro começaram a receber nova sinalização de trânsito horizontal e vertical não só nas principais avenidas como também nas vias locais. A implantação de linhas na pista, faixas de pedestres, trocas de focos de semáforos e novas placas nas áreas movimentadas da Zona Sul fazem parte das medidas da Prefeitura de Manaus para proporcionar trânsito seguro nas ruas da capital. O trabalho é executado pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) durante a noite e madrugada. “A Prefeitura de Manaus está ampliando cada vez mais as ações para promover a segurança viária. É um trabalho incansável que fazemos com empenho, porque temos a certeza de que vamos evitar acidentes e salvar vidas”, informa o diretorpresidente do Instituto, Paulo Henrique Martins. Quarenta e duas placas de sinalização foram implantadas para reforçar a segurança do trânsito nas vias com grande fluxo de veículos e pedestres. A sinalização alerta para trechos de vias com velocidade máxima permitida; parada obrigatória, sentido da via e avisos para saliência ou lombada. No bairro Japiim, linhas contínuas e seccionadas que dividem o fluxo de veículos na pista, foram implantadas nas avenidas Fernando Pessoa, Penetração 1 e Penetração 2 (em frente à igreja católica), Rodrigo Otávio (área da feira do Japiim), rua 15 (próximo ao posto Shell), avenida Polivalente com ruas 41, 15 e 10; avenida Tefé e rua 7 (ao lado do Rei do Churrasco). Os cruzamentos das avenidas Presidente Kennedy,
Rodrigo Otávio e Desembargador Felismino Soares estão com mais segurança a partir da implantação de legendas PARE pintadas no asfalto e de placas de alerta. No bairro de Jardim Petrópolis a sinalização pode ser vista nas ruas Paulo VI, Anderson de Menezes, Benjamin Constant, Monte Castelo (entre Tefé e terminal de ônibus). As ruas Paulo VI, Cel. Ferreira de Araújo, Raquel, Benjamim Constant, Monte Castelo, Portugal, rua 32 e travessa S8 e Travessa S8, no bairro de Petrópolis, estão recebendo linhas contínuas e seccionadas. Em São Lázaro, bairro que há anos não recebia sinalização de trânsito, as ações de segurança viária também foram implantadas nas ruas Magalhães Barata e avenidas São Vicente e Adalberto Vale.
AÇÕES
A implantação de linhas na pista, faixas de pedestres, trocas de focos de semáforos e novas placas nas áreas movimentadas fazem parte das medidas da prefeitura para proporcionar trânsito seguro Vários dos locais beneficiados não recebiam reforço na sinalização nem mesmo implantação há vários anos, segundo Manaustrans
Na Colônia Oliveira Machado, onde os moradores fizeram inúmeras solicitações para revitalização de sinalização, foram implantadas faixas de pedestres, linhas na pista, nas avenidas avenida Felismino Soares, em frente à fábrica Trigolar; no CMEI Gustavo Capanema; próximo ao Distrito Integral de Polícia e na avenida Vista Alegre, nas proximidades do SPA da Zona Sul. Nos cruzamentos dessas avenidas, também foram colocadas placas de PROIBIDO PARAR E ESTACIONAR.
Placas proibitivas e indicativas nos pontos As avenidas mais movimentadas do bairro Educandos receberam placas de proibição de estacionamento e indicação de velocidade máxima permitida. A nova sinalização de linhas seccionadas e contínuas está presente na avenida Vista Alegre, em frente à feira da Panair; no boulevard Rio Ne-
gro com rua Vista Alegre, em frente ao Posto BR de Educandos; Amâncio de Miranda, em frente à E.E Machado de Assis; rua Manoel Urbano; avenida Inocêncio de Araújo com Manuel Urbano, em frente à igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e avenida Leopoldo Peres, ao lado da Importadora Luanjo.
Também foram implantadas faixas de pedestres na frente das escolas Estelita Tapajós, Machado de Assis e no CMEI José Érico de Souza. Trinta e seis placas de PARE foram implantadas no Centro e no bairro Betânia. No bairro Cachoeirinha, o Manaustrans implantou luzes de LED no cruzamento da avenida
Avenida Carvalho Leal com avenida Silves, as mais movimentadas da Zona Sul. A sinalização também foi revitalizada no entorno da Galeria Espírito Santo, recém inaugurada pela Prefeitura de Manaus na rua 24 de Maio, entre as ruas Lobo D’Almada e Saldanha Marinho.
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Dia a dia
Doar ainda é um JOEL ROSA/ARQUIVO EM TEMPO
Mesmo com a falta de conscientização e outros problemas que afetam a coleta de sangue no hemocentro do Estado, instituto usa agora a tecnologia para esclarecer sobre a importância de manter os estoques bem abastecidos
Doação de sangue no Hemoam: de acordo com a chefe do departamento do ciclo do sangue, Socorro Viga Yurtserver, se não depender da boa vontade dos doadores, os necessitados vão morrer
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ontar calorias, identificar aos motoristas a localização de controladores de velocidade, compartilhar mensagens, vídeos e fotos, buscar oportunidades de emprego ou até mesmo aconselhar a quem deseja se aventurar na milenar arte da conquista. Existe uma infinidade de aplicativos, aqueles programas destinados a diferentes tarefas no celular. Para aproximar os cerca de 5 mil doadores cadastrados na pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) e atrair futuros membros, o instituto aderiu à tecnologia e lançou o aplicativo gratuito Hemoliga. A ferramenta está disponível há apenas uma semana e já foram realizados mais de mil downloads. Ela disponibiliza informações sobre o estoque de sangue do Hemoam, especificando a necessidade de casa tipo, como estável, alerta ou crítico. O aplicativo também registra a última e a data da próxima possível doação, além do endereço de outros hemocentros no país e a necessidade de coleta deles. Bem como os requisitos básicos e impedimentos temporários para a doação. Cerca de 150 doações de sangue são recebidas pela fundação diariamente. Contudo, para manter o estoque regular – sem necessidades de encabeçar campanhas na mídia - seria importante 220 doações diárias, de acordo com informações repassadas pelo instituto. “Esse aplicativo é bom porque o doador cadastrado já vai ter acesso aos estoques do Hemoam e já se programa para a doação. Além de a gente ligar e enviar carta, o
aplicativo também informa a necessidade de doação. É uma ferramenta muito boa”, explicou a médica hemoterapeuta e chefe de departamento do ciclo do sangue, Socorro Viga Yurtsever. Segundo a médica, o estoque sofre baixas principalmente durante o período de férias, em que muitos doadores viajam e adiam a visita, ou em tempos de epidemia na cidade. “Às vezes tem alguma epidemia de dengue, por exemplo, e esses doadores estão doentes e não comparecem”, explicou. A instituição fornece sangue para toda a rede pública e privada do Estado do Amazonas, por isso há necessidade de todos os tipos.
PROBLEMAS
Segundo a médica Socorro Yurtserver, o estoque sofre baixas principalmente durante o período de férias, em que muitos doadores viajam e adiam a visita, ou em tempos de epidemia na cidade “Temos menos pessoas com fator Rh negativo, e são os que estamos sempre pedindo porque não temos estoque suficiente, mas todos são importantes. Por isso há necessidade das pessoas se conscientizarem que a doação não faz mal, não prejudica em nada. A pessoa é avaliada para ver se tem condição de doar, ninguém colhe sangue sem avaliar se doador se está apto, para que não haja efeito adverso ao doador e nem a quem vai receber o sangue”, informou Yurtsever. Para a chefe, a nova ferramenta é uma ponte para aproximar e facilitar os doadores de realizar um ato
de amor ao próximo. “A doação tem importância porque apesar de toda tecnologia que existe, ainda não há um sangue artificial. Não há substituto para o sangue humano. Se não depender da boa vontade das pessoas que queiram doar para ajudar os necessitadas, as pessoas vão morrer, então é importante que a gente consciente que a doação seria um ato de amor ao próximo e também uma obrigação nossa como cidadão”, defendeu. Exemplo Há 20 anos o militar Josué de Lima, 41, busca os hemocentros do país, a cada três meses, para realizar a doação. “Acho importante porque tem sempre alguém precisando. Vi a necessidade e me senti interessado em doar. Quando tem grandes eventos, como o Carnaval, sempre falta sangue e faço doação”, afirmou. Na família do militar, somente ele e um irmão fizeram do gesto um hábito. “Na minha família muitos tem medo, se assustam com o tamanho da agulha, acham que dói. Eu gosto porque é bom para ajudar alguém e ainda fazemos os exames completos. Não dói, nem demora nada, acho que fiz em menos de 10 minutos”, disse. Além de aprovar o aplicativo, Lima sugeriu que a fundação adote outras medidas para atrair mais colaboradores. “O aplicativo é bom, mas poderia melhorar ainda mais. Lá no Acre, onde eu doava, os doadores recebiam uma carteirinha que dava 50% em muitas coisas, como na tarifa de ônibus, shows, cinema, o que incentiva bastante a doar sangue. Se adotassem essa medida ia ter que dispensar gente”, analisou.
Esclarecimentos aos candidatos Para doar, a pessoa precisa ter de 18 até 69 anos e 11 meses e no mínimo 50 quilos. Na primeira doação, independente do sexo, o limite é de 60 anos. Menores de 16, somente com autorização do responsável legal. Homens podem doar de dois em dois meses e fazer no máximo quatro doações ao ano; mulheres, de três em três meses e fazer quatro ao ano. O tempo entre uma doação e outra é importante para que o doador continue saudável, e são retirados cerca de 450 ml de cada doador. Na véspera da doação, é recomendado que o paciente não ingira alimentos gordurosos. “Na hora de fracionar o produto, você fraciona um concentrado de plaqueta e do plasma. Quando é ingerido alimento gorduroso esse plasma fica gorduroso e a
gente não aproveita, joga fora. Por isso não é ideal você pegar um paciente que comeu uma comida gordurosa”, explicou Socorro Yurtserver. Pessoas adeptas das tatuagens podem doar somente após um ano de realizada a arte no corpo. “Na tatuagem, como você usa agulha e tinta, você pode contrair uma hepatite B, C ou HIV. A agulha e a tinta utilizadas pelo tatuador têm que ser descartáveis porque se eu furar tua pele e usar a tinta de outro - que não sei se é portador da hepatite ou HIV assintomático (não teve manifestação clínica da doença)- pode passar”, afirmou. Por isso a necessidade do período de um ano para se detectar se houve a contração da doença. Pessoas de comportamento sexual de risco, aqueles que mantêm relações com
diferentes parceiros, também devem informar durante a triagem. “Um pessoa que teve um parceiro só e não teve variação, pode doar. Se tiver um parceiro fixo e tiver tido dois relacionamentos com pessoas diferentes, com camisinha, ainda pode. Mais que isso, não pode”, elucidou a médica. Socorro Yurtserver explicou que, apesar de haver teste que diminuiu o período de janela imunológica para hepatite C e HIV das pessoas que tiveram relacionamento sexual no período de uma semana, esses testes podem vir negativos e a doença ser transmitida. “As pessoas tem que dar informação correta. Apesar de todos os testes, assim mesmo tem o risco residual da pessoa estar infectada e transmitir doença por meio do sangue”, afirmou. ARQUIVO EM TEMPO
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
Algumas das desculpas utilizadas para evitar a doação é o medo da dor das agulhas
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um ato de amor Prazos devem ser observados Além destes fatores, quem tiver visitado locais onde há incidência de malária – e que nunca teve a doença - também tem que aguardar um prazo de 30 dias para poder realizar a doação. A médica explicou que quem quiser doar, pode procurar a fundação, na avenida Constantino Nery, 4.397, na Chapada, Zona Centro-Sul, de segunda a sexta-feira das 17h às 18h. O candidato a doador deve apresentar documento de identidade original com foto e preencher o cadastro. Em seguida, ele passa pela triagem clínica e assina o termo de consentimento e declaração que respondeu honestamente os dados. Por fim, ele segue para realizar exames e segue para a doação. Candidatos a doadores devem passar por diversas etapas de seleção, mas as restrições servem para a coleta de sangue sem risco à saúde dos receptores
JOEL ROSA/ARQUIVO EM TEMPO
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Dia a dia
A nova face do FOTOS: REPRODUÇÃO
Aplicativo Secret, lançado nos Estados Unidos em janeiro, se populariza cada vez mais no Brasil, mas a preservação das identidades dos participantes abriu uma brecha para um festival de calúnias, difamações e brincadeiras de mau gosto
DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO
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ançado em janeiro deste ano, um aplicativo americano chamado Secret - no qual as pessoas podem contar segredos anonimamente para os contatos do Facebook, usuários da mesma ferramenta - virou fenômeno no Brasil e tem gerado polêmica nas redes sociais, pois os usuários aproveitam a ausência de identificação para difamar, fofocar e caluniar outras pessoas, usando a “liberdade” para compartilhar segredos e fotos de si e, principalmente, dos amigos. Em Manaus, o publicitário Saulo* foi surpreendido pela divulgação de uma foto pessoal no Secret, realizada por usuário do aplicativo. A postagem acompanhada de legenda iniciou uma discussão sobre sua vida pessoal, e assim atraiu diversos comentários ofensivos, tornando-o centro de confissões e palpites difamatórios. “Fui alertado por amigos sobre a tal publicação. Quando vi a minha imagem, pensei: ‘O que querem com a minha vida?’. Foi uma invasão de privacidade
muito grande. Fiquei incomodado. Logo após o anúncio, surgiram novas mensagens no Secret ironizando e diversas coisas que me ofenderam e me deixaram abismado, alvo de preconceitos latentes na sociedade”, relata. Saulo conta que soube do aplicativo por meio de amigos,
REVOLTA
Uma das vítimas das calúnias, Saulo diz que se sentiu traído pelo seu círculo de amizades da rede social, pois o Secret identifica o perfil anônimo como parte de seus contatos de e-mail ou Facebook e se sentiu traído pelo seu círculo de amizades da rede social, pois o Secret identifica o perfil anônimo como parte dos seus contatos de e-mail ou do Facebook. “Lamentavelmente fui vítima mesmo nem estado lá (no aplicativo). Ousaram denegrir a minha imagem e da minha namorada. Sei que isso partiu dos meus amigos do
Facebook, pois o aplicativo indica isso. A publicação ganhou força por conta que os dados do Secret são vinculados entre pessoas que possuem amigos em comum (mesmo que não sejam identificados), e todos do círculo de amizade virtual receberam as notificações com a foto e as mensagens ofensivas”, conta. O publicitário optou por se defender conforme a recomendação do Secret escrita em inglês: ao encontrar algum conteúdo que julgue inadequado, o usuário pode denunciá-lo. “Enviei o e-mail escrito no mesmo idioma da empresa responsável relatando sobre o ocorrido, e solicitei remoção do conteúdo ofensivo. E me retornaram, - tudo em inglês -, afirmando que futuramente a publicação será excluída e que o perfil responsável pela divulgação difamatória receberá a notificação por violar uma regra de conduta, que segundo eles é de não denegrir a imagem de qualquer pessoa”, relata Saulo. *Alguns nomes foram trocados para preservar a identidade dos entrevistados
Ataques constantes à dignidade “Fiz isto para contribuir com as melhoras do próprio aplicativo quanto à moderação de conteúdo e, desta forma, quem fez isto saberá que a sua conduta também foi reprovada pelos moderadores”, acrescenta Saulo. O publicitário diz que perdeu o interesse de manter a sua conta no aplicativo. “Fiz minha conta por indicação de amigos. Como sou publicitário, fiquei interessado em conhecer como se desenvolviam e processavam os mecanismos do aplicativo, e também sobre o seu layout (tamanho e o formato pelo conteúdo do trabalho e pela perspectiva criativa). Nem havia sido vítima desses tipos de ‘brincadeiras’ quando percebi que diariamente as publicações eram de ataques à moral, então deletei o aplicativo do celular”, explica. A decoradora de interiores, Natalia Charchar, 21, há uma semana está usando o
programa, indicado por uma amiga que contara sobre os boatos e revelações. “Numa conversa pelo WhatsApp, minha amiga me explicou como funcionava o Secret e que havia publicações hilárias, e outras eram ataque à moral de algumas pessoas. Baixei o aplicativo, não fiz nenhum comentário, apenas observo e tenho até monitorando a minha reputação. Mesmo as publicações sendo anônimas, em algumas dá para perceber sobre quem estão comentando”, diz. Sem educação A novata do Secret ressalta a aceitação crescente do aplicativo mesmo diante dos relatos da prática deliberada de prejudicar outras pessoas na rede social. “Analisei que a maior parte dos membros do Secret era de outros Estados brasileiros e até de outros países. Nos últimos dias recebi a notificação de que 33 amigos
do meu Facebook usam o aplicativo”, conta. Para a especialista em mídias digitais Saleyna Borges, o novo comportamento revela que a sociedade tem buscado extravasar seus desafetos na rede social, e isto era prática decorrente em perfil identificado, como vista na extinta comunidade virtual Orkut e, de forma massiva, no Facebook. “As pessoas estão mal-educadas em todos os sentidos. Usam as redes sociais para desabafar, e surgem outros discordando ampliando a uma discussão em um ambiente cibernético, que ultrapassa os desafetos do mundo real”, analisa. Borges declara que aplicativos como o Secret servem para medir até onde uma pessoa é capaz de ir em um plicativo que dá apoio a comportamentos hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar o outro, o cyberbullying.
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o cyberbullying Lutando contra a ferramenta “O programa tem proporcionado um ambiente que foge da real proposta de contar seus segredos e coisas inusitadas, e tem se convergido numa plataforma digital propícia para a disseminação de mentiras e preconceitos”, revela Saleyna. A especialista de mídias sociais salienta que o usuário, ao encontrar conteúdo que julgue inadequado, pode denunciá-lo. E deve alternar em fazer contato com a empresa, solicitando a remoção do conteúdo ofensivo, como tem sido indicado pelos usuários do Secret. “Não acredito na inviolabilidade das informações, pois existe monitoramento. O perigo desses aplicativos é a pessoa perder a individualidade. Na minha adolescência, era comum escrever segredos no diário, aquele com chavinha e cadeado. Hoje isso deveria ser atitude de adolescente também, mas virou hábito de adultos postarem nas redes suas amarguras”, adverte.
Vítima foi alvo de calúnias
Fora do ar As frases de boas-vindas do aplicativo, “Seja honesto. Seja aberto e seja você mesmo”, incentiva seus usuários a falarem livremente e os tem estimulado a contar seus segredos na rede, mas com a liberdade em falar de outros também. Para dar um basta na omissão dessas identidades, na última terça-feira (12), a advogada especialista em direito digital Gisele Arantes, no Rio de Janeiro, ingressou com uma ação contra a Apple e o Google, que disponibilizaram o programa na versão brasileira de suas lojas de aplicativo. Ela quer a remoção do programa, para que ele não seja disponibilizado no Brasil, onde chegou oficialmente em maio. Segundo ela, o aplicativo viola as leis brasileiras no marco civil da internet que veda o anonimato e o Código de Defesa do Consumidor por disponibilizar os termos de serviço somente em inglês, dificultando a compreensão e regras da ferramenta.
O consultor de marketing Bruno Machado faz parte do grupo de dez pessoas com pedidos extrajudiciais para que Apple e Google removam o Secret de suas lojas virtuais. Ele alega que antes mesmo de conhecer a rede social estava sendo mencionado nas mensagens anônimas. Dia 5 deste mês, ele descobriu que havia sido alvo de mensagens ofensivas e a publicação de uma foto onde aparecia nu, e mensagens que afirmavam ser ele portador do vírus HIV e fazia orgia com os amigos. De acordo com o titular da Delegacia Interativa (DI) da Polícia Civil do Amazonas, Irineu Brandão Júnior, os infratores podem ser punidos com pena de seis meses a dois anos de prisão. Disponível nas duas plataformas virtuais Android e iOS, aplicativo tem obtido sucesso no país
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Dia a dia
Parceria entre Estado e EUA capacita policiais P
oliciais militares, civis e federais do Amazonas iniciam amanhã o curso de Investigação de Assuntos Internos/Corregedoria, que será ministrado pela Polícia de Miami (agência Miami Police Department – MPD). A aula inaugural será no auditório do subsolo da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), às 9h, no Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. A capacitação é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) e Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, tendo como público-alvo policiais que atuam na CorregedoriaGeral de Segurança Pública do Amazonas e Corregedoria Regional da Polícia Federal. De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel PM Paulo Roberto Vital, o curso apresentará os passos utilizados pela Divisão de Assuntos Internos do Departamento de Polícia de Miami ao receber e analisar a reclamação de um cidadão, como forma de verificar se a conduta de um policial ou funcionário violou os procedimentos legais. “Também abordará a análise da queixa inicial, a abertura de uma investigação e a
SSP/DIVULGAÇÃO
Curso de investigação de assuntos internos será ministrado a partir de amanhã pela agência Miami Police Department realização da verificação de antecedentes, entrevistas e o acompanhamento necessário até a fase final e o resultado”, destacou o secretário. Ele ressalta que o resultado da investigação irá refletir se o servidor acusado é inocente da denúncia, se a investigação é inconclusiva ou se o acusado é culpado. “Igualmente irá mostrar em que situação o acusado será suspenso do serviço ativo, o que ocorre quando o caso é encaminhado para o Ministério Público (caso haja suspeita de violação criminal) e quais ações internas são tomadas se for comprovada negligência no exercício das funções por violação dos regulamentos internos”, informou. Participação Para o curso foram inscritos 40 policiais, dentre federais, civis e militares. A capacitação será no período de 18 a 22 de agosto, em turno integral (8h às 12h - 13h às 17h). Na solenidade, estarão presentes o representante da Embaixada dos EUA, agentes da Polícia de Miami - professores do curso -, e autoridades da segurança do Amazonas (SSP, DPF, PC, PM).
Segundo o secretário da SSP, coronel Paulo Roberto Vital, curso trata da análise da conduta de policiais junto aos cidadãos
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
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Oficiais aprendem no Inpa Aviadores da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram do Curso de Adaptação Básica ao Ambiente de Selva no Bosque da Ciência, onde obtiveram conhecimento sobre a diversidade biológica existente na região amazônica
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epassar conhecimento sobre a fauna e a flora da região aos aviadores da Força Aérea Brasileira (FAB). Este foi o objetivo do Curso de Adaptação Básica ao Ambiente de Selva (Cabas) que a FAB realizou na última sexta-feira (15) no Bosque da
Comar busca parcerias Para atender a essa necessidade identificada, o Comar busca parceria com órgãos que tenham conhecimento tanto empírico como científico. “Por isso, procuramos parcerias com o Inpa e outras instituições nesse sentido para que os nossos militares tenham capacidade ao final do curso de compreender o caboclo e o cientista”, explica Mauri. De acordo com o suboficial Mauri, as informações repassadas pelo pesquisador do Inpa ajudarão a melhorar a visão dos tripulantes somado ao conhecimento científico, melhorando o senso de brasilidade em relação à Amazônia. “Essas informações repassadas aqui no Inpa são importantes e vão nos ajudar a aplicar esses conhecimentos teóricos em alguma situação real”, comenta.
Militares de fora obtêm conhecimento Para o major Jailson, coordenador do Cabas, a parceira entre o Inpa e a FAB para a formação dos tripulantes que sobrevoam a região amazônica é importante, porque como os alunos são militares de outros Estados, eles não têm informações sobre a região. “E o Inpa possui especialistas da região com conhecimento para nos repassar para que possamos ter condições de sobrevida para esperar um resgate no caso de algum acidente”, disse. O major conta que o curso era destinado para aqueles que iniciavam suas atividades na região Amazônica e, inicialmente, o curso foi criado para atender somente aos militares do 7º ETA. Posteriormente, as unidades coirmãs, sediadas na Base Aérea de Manaus, começaram, também, a realizar o curso.
Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A parte teórica foi ministrada pelo pesquisador e coordenador de extensão do instituto, Carlos Bueno. O curso, que já está na sua 21ª edição, foi organizado pelo 7º Esquadrão do Transporte Aéreo (ETA), do
8º Grupo de Aviação, sediado em Manaus. Participaram do curso 27 tripulantes, entre pilotos e mecânicos, recémchegados à Amazônia, que realizam voo na região. O pesquisador Carlos Bueno mostrou aos militares um pouco da diversidade biológica amazônica existente no
Bosque da Ciência, como os insetos aquáticos e frutos da Amazônia. O pesquisador também falou sobre a missão e a produção científica e tecnológica do Instituto. “A missão do Inpa prevê que se realize pesquisa sobre a Amazônia, forme pessoal especializado sobre a região e
se faça a disseminação dos conhecimentos gerados pelo instituto”, diz. De acordo com o suboficial Mauri, um dos instrutores do curso, o Cabas é voltado para a formação de oficiais aviadores, que vieram de outros Estados para compor a tripulação de aeronaves que sobrevoam
a região amazônica, com o intuito de conhecer informações sobre os aspectos de adaptação na selva. Ele explica que o Comando da Aeronáutica (Comar) percebeu a necessidade dos militares adquirirem mais conhecimento sobre a região em que estão operando.
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Dia a dia
MANAUS, DOMINGO, 17 DE JULHO DE 2014
Especial
Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
politica@emtempo.com.br
(92) 3090-1019
‘Efeito Tiririca’ na
eleição baré
Embalados pelo fenômeno na eleição de Tiririca, humoristas do Amazonas também começam a arriscar carreira na vida política, mas com promessa de levar o parlamento muito a sério o “endeusamento” devotado aos políticos brasileiros. “Não podemos ficar só assistindo, a necessidade de mudarmos a cara da política é evidente e o momento é agora. O trabalho na rádio e na televisão me fez acompanhar de perto a vida e descobrir as necessidades da população carente, e principalmente sua luta atrás de políticos que só aparecem nas vésperas d e
JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
“É
sério isso!”. É o que garante o humorista Carlos Portta, quanto a sua candidatura a uma vaga na Câmara Federal, nas eleições de outubro. Conhecido por pegar no pé dos políticos amazonenses, ele assegura que não quer ser mais um em meio à multidão,
e promete fazer um trabalho sério em Brasília, caso seja eleito. Quem também se aventura pela primeira vez na briga por uma das 24 vagas disponíveis na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) é Márcio Braga, conhecido humorista local. Os seguidores do “efeito Tiririca” na política local declaram que decidiram enfrentar o desafio para tentar mudar a cara da política brasileira. Mas, sem piadas. Defendendo a mudança nas casas legislativas, o agora integrante do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Portta, quer o voto de confiança dos eleitores. O candidato defende a necessidade de se extinguir
Humorista abriu as portas
IONE MORENO
Segundo o presidente da Action Pesquisa de Mercado, Afrânio Soares, o caso do Tiririca foi o que motivou outros humoristas a se arriscarem. De acordo com o especialista, os nomes Carlos Portta e Márcio Braga não passam batido nas pesquisas. Mas pelo fato de serem do meio de comunicação, existem prós e contras pois por estarem todos os dias em contato com a população ganham vantagem em não serem meros desconhecidos. Mas, o fato de trabalharem com o humor poderá lhes tirar votos porque tem muita gente que não os veem como competentes.
RAIMUNDO VALETIM
Portta decidiu se candidatar após ver a realidade da população na pele
Márcio Braga quer implantar projetos voltados para deficientes físicos
eleição. Precisamos mudar isso, quero que o meu mandato aconteça junto do povo”, comentou. Com projetos ousados, Portta, ressalta que uma das suas metas é levar as necessidades do Amazonas ao Congresso Nacional, por meio das novas ferramentas tecnológicas. Ele quer mostrar por meio de áudios e imagens os problemas vivenciados pelos caboclos da capital e do interior. “Nossa ideia é tornar o mandato uma espécie de reality show, vamos visitar as comunidades e documentar tudo aquilo que eles precisarem, seja uma creche, um posto de saúde. Vamos levar isso para Brasília e defender nossos projetos do início ao fim, embasados nesses depoimentos”, explicou.
Comprometido a não deixar o bom humor de lado, Portta, tem com lema: “Vamos quebrar o pau”, ele prepara uma série de programas que começarão a ser transmitidos pelas rádios e emissoras de televisão. A exemplo das tiradas do personagem, que já incomodou muito parlamentar, ele pretende relembrar velhos escândalos do mundo político, como o Mensalão, e o dinheiro guardado na cueca. “Nessa pegada faremos os eleitores relembrarem os atos da velha política. Os anos passam, as eleições acontecem e os eleitos continuam os mesmos. Além disso, e o que para mim é o mais grave, é que as bandeiras empunhadas também não mudam. Desde criança só escuto se falar de Zona Franca e sua prorrogação, problemas na saúde, educação, mobilidade urbana. Estamos atrasados pela falta de interesse desses homens em tornar o nosso Estado mais igual para todos, sem distinções”, reclamou. Há 20 anos escrevendo e trabalhando junto a produtoras durante os períodos eleitorais, o multifacetário Márcio Braga também se aventura pela primeira vez na briga por uma das 24 vagas disponíveis na Aleam. A ideia de conciliar os palcos com a tribuna instalada no plenário Ruy Araújo, segundo ele, vem da necessidade latente de se humanizar a forma de pensar e fazer política no Amazonas. O humorista diz que tem evitado misturar as velhas piadas com temas políticos e o trabalho junto aos eleitores, para não parecer debochado com as necessidades reais dos mais carentes. “Fazer piada neste momento é ter a certeza de ser sem graça. Levo meu bom humor para onde vou e sei que sou reconhecido por isso. Mas, a coisa é séria. Política nunca foi e nunca será brincadeira”, enfatizou.
Tiririca foi um fenômeno O ano de 2010 pode ficar lembrado como aquele em que o Brasil elegeu um palhaço - de verdade - para o Congresso Nacional. O palhaço Tiririca, codinome do cidadão Francisco Everardo Oliveira Silva, não só foi eleito como foi o candidato com a maior votação entre os postulantes a uma vaga na Câmara dos Deputados em todas as unidades da federação. Concorrendo pelo PR-SP, ele teve 1,35 milhão de votos. Ficou muito à frente do segundo mais votado do país, Anthony Garotinho (PRRJ), ex-governador do
Rio de Janeiro, que beirou 700 mil votos, e teve mais que o dobro do segundo mais votado em SP, Gabriel Chalita (PSB), escolhido por 560 mil eleitores. É a segunda maior votação da história para deputado no Brasil: Tiririca só fica atrás de Enéas Ferreira Carneiro (morto em 2007), presidente do extinto Prona e detentor dos votos de 1.573.112 eleitores para deputado federal no pleito de 2002. A campanha de Tiririca caracterizouse pelo deboche. Com essa receita, Tiririca conquistou eleitores - fica para os pesquisadores e analistas a tarefa de entender ou explicar se foi “voto de protesto”.
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Eleições 2014
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Petistas fazem campanhas isoladas nestas eleições MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
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Fe d e r a l , João Pedro, concorrendo a vaga de deputado federal e do vereador Waldemir José, o qual vem erguendo as mangas para apoiar a candidatura dos companheiros. José Ricardo justificou sua não participação nas atividades coordenadas pelo candidato majoritário. Segundo o parlamentar “quando tem uma programação do majoritário, os proporcionais não aparecem”, disse. Questionado se pediria votos para o candidato majoritário, Wendling fez questão de frisar que a vontade dele era que o PT tivesse candidato próprio, mas que estava acatando a decisão nacional da legenda e cumprindo o regimento interno do PT. “Estamos fazendo o que o partido decidiu, mas a nossa vontade era candidatura própria. Nossa prioridade é eleger o Praciano para Senado e João Pedro para federal e os demais candidatos do PT estaduais”, destacou.
MAIORIA
A princípio, essa corrente do PT era favorável à candidatura própria para o cargo majoritário. Mas, após indicação do diretório nacional, o grupo coligou com o bloco de Eduardo Braga O parlamentar não tem se juntado as atividades do majoritário, como caminhadas, viagens e comícios. Na semana passada, José Ricardo realizou um comício na frente do terminal de ônibus (T3), localizado no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus e contou com a presença dos companheiros Praciano, que disputa uma vaga no Senado
IONE MORENO
isto sempre juntos nas ações do Partido dos Trabalhadores (PT), o grupo formado pelo deputado federal Francisco Praciano, deputado estadual José Ricardo Wendling e o vereador Waldemir José, sempre estiveram unidos em suas causas e ações. Depois do pleito de 2012, mas um integrante se uniu ao grupo, o vereador professor Bibiano, formando assim, o quarteto petista que ganhou destaque por tentar preservar os ideais originais do Partido dos Trabalhadores. A vontade do grupo era que o PT regional tivesse candidatura própria ao cargo majoritário desde a última eleição para prefeito em Manaus. Vencidos pela maioria, o quarteto teve que aceitar a decisão nacional de fazer coligação com outros partidos, apoiando dessa forma a candidatura do senador Eduardo Braga (PMDB) ao cargo de governador do Amazonas. No entanto, apesar dos correligionários terem que “engolir” a decisão, ainda
tentam se manter neutros com relação à campanha para o pleito de 2014. Uma das atitudes que demonstram isso é a peregrinação solitária do deputado estadual José Ricardo Wendling, para a colheita de votos para garantir sua reeleição para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Praça disse que não se omite de subir no palanque de Braga
DIVULGAÇÃO
Acostumados a fazerem ações sempre juntos, Zé Ricardo, Praciano, Waldemir José e Professor Bibiano caminham isolados
Grupo petista diz que não abandonará a velha Kombi para fazer as campanhas eleitorais
PALANQUE
Praciano não vê constrangimento Já o candidato ao Senado, Francisco Praciano, não demonstrou constrangimento em caminhar ao lado de Eduardo Braga. “Da minha parte estou participando de tudo, vou ao comício, caminhada, subo em palanque. A decisão é do partido nacional. Eu estou acompanhando qualquer evento da coliga-
ção”, pontuou. No entanto, o vereador Waldemir José disse que o método da campanha será o mesmo sempre utilizado pelo quarteto, distribuição de panfletos informativos, Kombi e carreatas, além de visitas às famílias, comunidades e interior do Estado. No entanto, o vereador
Waldemir José, disse que o método da campanha será o mesmo sempre utilizado pelo quarteto, distribuição de panfletos informativos, Kombi e carreatas, além de visitas às famílias, comunidades e interior do Estado. “Eu estive hoje (ontem), no comício do companheiro José Ricardo. Eu não sei se a gente
vai fazer em todos os locais, mas toda vez que eu não tiver numa agenda da Câmara Municipal de Manaus (CMM), estarei colaborando com a agenda deles”, disse. De acordo com José Ricardo, no início do mês, Praciano esteve com ele e João Pedro em visita a dois municípios da calha do Rio Solimões.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA
JOSÉ MELO
Candidato não havia divulgado agenda até o fechamento desta edição.
MARCELO RAMOS
Candidato retorna das viagens a municípios do Baixo e Médio Amazonas.
CHICO PRETO
Candidato suspendeu as atividades de campanha em respeito ao falecimento do presidente do seu partido, Eduardo Campos.
HERBERT AMAZONAS
Candidato não havia divulgado agenda até o fechamento desta edição.
NAVARRO
Candidato não não havia divulgado agenda até o fechamento desta edição.
Candidato participa de reunião com comunitários da Zona Sul.
ABEL ALVES Candidato fará caminhada no município de Alvarães pela manhã e a tarde segue para a cidade de Uarini. À noite, segue de barco para o município de Coari.
Eleições 2014
MANAUS, SEXTA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2014
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José MELO
‘Conheço a ARTE DE GOVERNAR’
DIEGO JANATÃ
MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
A
...venci, com muita luta, com muito sacrifício e perseverança e aprendi com a floresta a ser humilde, terno, respeitador, não alterar a voz e estar sempre em paz comigo mesmo. Estudei e aprendi as coisas do conhecimento, o que me levou a galgar muitos postos”
mazonense nato, o atual governador do Amazonas, José Melo (Pros), junto ao deputado federal licenciado, Henrique Oliveira (SDD), galgam a reeleição ao governo do Estado nas eleições deste ano pela coligação Fazendo Mais por Nossa Gente. Em entrevista ao EM TEMPO, Melo fala do orgulho de ser filho da terra e das políticas públicas que pretende desenvolver no Estado do Amazonas. Como legado, pretende deixar uma sociedade crítica, formadora de opinião, por meio da cidade universitária. Ele também fez questão de falar que o ex-governador Omar Aziz (PSD) e ele, juntos, apresentaram uma nova forma que governar: “isso levou o Omar a ser considerado o melhor governador do país”. É justamente por esse novo jeito de governar, voltado para as pessoas, que Melo pretende permanecer à frente do Executivo estadual. Acompanhe, agora, a entrevista cedida ao EM TEMPO com José Melo, em seu gabinete na Secretária da Fazenda Estadual (Sefaz). EM TEMPO - Quem é José Melo? José Melo - O José Melo é um homem simples, que nasceu no interior. Que sofreu, como muitos, as dificuldades da vida, mas que venceu, com muita luta, com muito sacrifício e perseverança. E que aprendeu com a floresta a ser humilde, terno, respeitador, não alterar a voz e estar sempre em paz consigo mesmo. Depois estudei e aprendi as coisas do conhecimento, o que me levou a galgar muitos postos. Fui secretário de Educação duas vezes do Estado e um do município de Manaus; fui delegado do Ministério de Educação; presidente do IDAM; secretário de produção; secretário do interior; fui secretário de governo, depois vice-governador e agora governador. No campo político, fui deputado federal, uma das vezes o mais votado, até então, da história política do Amazonas, deputado estadual e consequentemente vice-governador. Esse é o José Melo, um homem que tem muita vivência, que participou de três gestões de governador, como um dos atores principais e o que me permite hoje apresentar minha candidatura como um dos candidatos com maior experiência no campo político administrativo e na arte de governar. EM TEMPO - O que lhe diferencia dos demais candidatos? José Melo - Uma das qualidades que eu acredito que me diferencia é o conhecimento ob-
tido, não somente do povo, do interior, mas da arte de governar. Outro diferencial, não em relação a todos os candidatos, mas especificamente em relação a um ou outro, é que eu sou uma pessoa terna, que não trato mal as pessoas, sou um ser humano que acorda às 5h da manhã, faz uma hora de esteira, faz a barba, toma banho e sai correndo para o trabalho todo dia. Portanto, eu acordo cedo para trabalhar e gosto de trabalhar. Tenho experiência de mais de 30 anos de vida pública. Sou servidor público por excelência. E eu e Omar inauguramos uma nova maneira de governar voltada diretamente para o povo, a partir das experiências vividas com o povo e que deu certo. Isso não existia, até então, o que tinha antes era formas fortes e duras de governar. Essa nova maneira de governar foi muito bem avaliada pelo povo, tanto é que Omar saiu como o governador bem mais avaliado do Brasil. EM TEMPO - Quais propostas de governo o senhor poderia destacar? José Melo - Na questão da educação, vamos aumentar de 25% para 30% os investimentos, além da construção de Escolas de Tempo Integral (Cetis) em cada município; duplicar o Centro de Mídias levando educação à distância, bem como a valorização do profissional da educação, quer seja pelo aumento de salário e também pelos cursos de pós-graduação; dar continuidade à cidade universitária, pois acredito que é ali que vamos criar massas críticas para o Amazonas, entre outros. Na economia, a proposta mais importante é de criar uma nova Zona Franca, não a Zona Franca de Manaus (ZFM), mas me refiro à Zona Franca da nossa natureza, das nossas riquezas regionais. A exploração dos nossos minérios, a criação de uma indústria (gásquímica) e uma indústria petroquímica, uma vez que temos muito petróleo e gás. Refiro-me ao surgimento de uma indústria produtora de fertilizante. Isso é possível por meio da exploração dessas matérias-primas e vontade política de incentivar a construção de uma fábrica. Na área da saúde, temos inovações, como a criação de 14 polos no interior do Estado para suprir uma grande deficiência que é falta de especialistas, construir mais dois andares no Cecom para num colocar radioterapia e no outro, quimioterapia, além de levar o Cecom para o interior numa área central para desenvolver o trabalho de combate ao câncer. Na área de segurança pública, vamos expandir o Ronda nos Bairros, que é uma polícia presente e que inibe e tem diminuído a criminalidade, além
de suprir, através de concursos, as deficiências de contingentes nessa categoria. EM TEMPPO - Quanto aos apoios à campanha. Há pressão para que a coligação apoie a candidatura do presidenciável tucano Aécio Neves? José Melo - A nossa campanha tem apoio de pessoas de muito peso. O Omar, o prefeito Arthur Neto, meu vice Henrique Oliveira foi uma escolha espetacular. Temos ainda os deputados federais mais votados no último pleito, bem como a maioria absoluta dos deputados estaduais e a maioria absoluta dos prefeitos e o mais importante, o apoio do povo. A questão principal, quanto à Presidência da República, o meu vice, Henrique Oliveira pertence ao Solidariedade (SDD) que está na coligação do Aécio Neves, e inclusive ele participou da vinda do Aécio aqui. O meu partido, o Pros, está alinhado com a candidatura da presidente Dilma (Rousseff), portanto, existe uma questão de obediência partidária. Eu e o Arthur temos um compromisso com a cidade de Manaus. Temos uma ação compartilhada, onde juntos estamos colocando recursos e cuidando da cidade de Manaus. Tanto ele quanto eu, temos responsabilidades maiores com nosso povo, que está acima de questões políticas partidárias, acima de questões eleitoreiras e eleitorais. Em cima disso, ele tem que ter um comportamento nesse sentido e eu também, mas nem ele nem eu podemos ir contra as diretrizes dos nossos partidos. Portanto, o que existe de fato é o Henrique seguindo as orientações do seu partido e eu tendo um comportamento de magistrado, porque afinal de contas, antes de ser candidato, eu sou governador e a liturgia do cargo me impõe um comportamento nesse sentido. EM TEMPO - O prefeito Arthur Neto, que apoia a candidatura de Aécio, e aqui apoia a sua também, está compreendendo sua atitude? José Melo - O Arthur é um político maduro, experiente. Passou por muitas intempéries na vida. Lutou e conseguiu ser um vencedor. O Arthur não faz política com emoção, ele faz política com pragmatismo e eu também faço política com pragmatismo. Esse pragmatismo está prevalecendo e ele (Arthur) está entendendo a importância que é a minha eleição para a continuidade da nossa relação conjunta e também o continuar das obras e projetos, tão bem avaliados pela nossa gente. Isso é maior do que uma eventual candidatura de A ou de B, então o Arthur está tendo uma dose de compreensão muito grande e eu agradeço
muito por isso. Por outro lado, eu tenho tentando me esforçar para dar a minha contribuição, do ponto de vista administrativo e político, para que ele também possa ter os seus ganhos, independentemente de qualquer outra anuência que possa vir ao caso. EM TEMPO - Como o senhor e a coligação estão lidando com as questões das pesquisas que apontam seu maior oponente na disputa à frente das intenções? José Melo - Existem pesquisas e pesquisas. Existe pesquisa séria e pesquisa encomendada. A pesquisa séria te dá uma radiografia daquele momento. Era como se tivesse amanhecido nublado, então você tem uma radiografia daquele nublado, mas à tarde começa a chover e à noite a lua aparece e está tudo limpo. No entanto, existem pesquisas encomendadas, bem pagas e que o cliente impõe o que ele quer do resultado das pesquisas. Falando das pesquisas sérias, nós também fazemos pesquisas, pesquisa do momento atual. A campanha ainda nem começou, estamos nos momentos inicias. O resultado vai aparecer no dia 5 de outubro e lá que eu quero ver. EM TEMPO - Por que o amazonense deveria escolher o José Melo no dia 5 de outubro? José Melo - Eu gostaria que o eleitor soubesse que pela primeira vez o Amazonas tem a oportunidade de eleger um governador que tem suas raízes no interior, que nasceu aqui e se criou aqui. Pela primeira vez, o Amazonas tem a oportunidade de eleger um governador que teve uma experiência e uma vivência de vida que milhares de amazonenses têm: sofrida, lutadora, batalhadora, mas que venceu. Eu tive oportunidade, por isso, eu venci. E esse governador que começou sua vida nesse formato, tem políticas públicas que levam em consideração esse sofrimento, toda essa vivência e por isso suas políticas são voltadas para oportunidades. Todo meu programa de governo tem como ponto central a educação. Portanto, eu quero ter a oportunidade de poder colocar toda essa vivência e experiência adquirida esses anos todos. Uma experiência incomum vivida agora com o Omar, nesses 4 anos de governo que estivemos juntos, quando ele, diferentemente de todos os governos que conheci, que centralizam, que não permitiam que seu vice não fizesse nada, ele permitiu que seu vice o ajudasse, governasse ao seu lado, sem coisas menores de vaidades. E é desta forma que quero governar. Por isso, peço a oportunidade do povo amazonense.
Na economia, a proposta mais importante é de criar uma nova Zona Franca, não a Zona Franca de Manaus (ZFM), mas me refiro à Zona Franca da nossa natureza, das nossas riquezas regionais”
Na questão da educação, vamos aumentar de 25% para 30% os investimentos, além da construção de Escolas de Tempo Integral (Cetis) em cada município”
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Eleições 2014
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Vida de Marina nas mão Presidente do PSB disse que a exsenadora é o nome mais cotado para disputa eleitoral, mas essa afirmação não é consenso entre os partidários da sigla na disputa eleitoral
O
presidente do PSB, Roberto Amaral, afirmou que o mais provável é que Marina Silva seja a candidata do partido à Presidência da República, no lugar de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo na última quarta-feira (13). Em São Paulo, a ex-senadora deu aval à cúpula do PSB para que se faça uma consulta entre os dirigentes do partido a respeito do nome dela como candidata à Presidência. Informalmente, essa consulta já estava sendo feita desde quinta-feira (14), dia seguinte à morte de Campos, com senadores, congressistas e lideranças regionais. “O mais provável é que Marina seja a candidata, mas tomaremos essa decisão apenas no dia 20”, afirmou Amaral, que negou ter resistências ao nome da ex-senadora. A consulta pelo nome de Marina é necessária dada a resistência de parte do PSB à ideia dela ser a presidenciável. De acordo com a coluna “Panorama Político”, Amaral esteve com Marina e, na saída, revelou para correligionários que tinha ido levar solidariedade à vice da chapa e informá-la que defende que ela seja a candidata dos socialistas. Na manhã de sexta-feira (15), Amaral, Luiza Erundina e outros líderes da legenda estiveram no apartamento de Marina. Ali, ela teria dito que não se opunha à consulta no partido, demonstrando sinais claros de que pode ser lançada ao posto que era de Campos.
Gonzaga Patriota diz que vontade de Campos era por Marina
Rede não agrada ala mais radical Uma ala ligada ao presidente nacional em exercício, Roberto Amaral, mais próxima do PT, defende para a cabeça de chapa um nome que não seja oriundo da Rede, movimento de Marina abrigado no PSB. Outro grupo apoia o nome de Marina como candidata à Presidência. Dele fazem parte o candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o líder na Câmara, Beto Albuquerque (RS), e os deputados Márcio França (SP) e Julio Delgado (MG). De acordo com um dos dirigentes nacionais do partido que esteve na reunião em São Paulo, a “parte mais pragmática do partido” defende o alinhamento com o nome de Marina Silva. A leitura é que o nome da senadora seria a salvação para a consolidação do PSB. Outro grupo, mais preocupado com o futuro do partido, trabalha com a posição de não haver candidatura do PSB. O receio é que Marina, na prática, desestruture o partido. Segundo esse dirigente, será convocada uma reunião da Executiva do partido, em Brasília, depois da missa de sétimo dia de Campos.
Na tarde de ontem (16), dirigentes do PSB viajaram para Recife, onde devem conversar novamente com Marina. A intenção é que eles cheguem à reunião de quarta-feira (20) em Brasília já apresentando a nova chapa montada. A discussão do vice será iniciada após o término dessa consulta interna e a oficialização de Marina como cabeça de chapa. Mulher de Campos Questionado se há uma articulação para fazer de “Dona Renata”, como Campos a chamava, vice na chapa, ele disse desconhecer esse fato: “Não tenho conhecimento, mas ela seria um grande nome”, disse. Amaral negou ainda ter conversado com o ex-presidente Lula sobre política após a morte de Campos: “Ele telefonou e foi muito respeitoso. Só falou da amizade que tinha por Eduardo e que tem por mim”. Pela manhã, em Recife, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) defendeu que Marina Silva passe a encabeçar a chapa do PSB. “Eduardo escolheu Marina para ser sua vice por confiar nela. Nós temos que manter essa confiança. Na hora que o PSB concedeu a Marina a vice, não vejo como ela não ser a substituta”.
Presidente do PSB, Roberto Amaral apoia Marina Silva para substituir Eduardo Campos
Coligação deu aval a favor de ex-senadora Lideranças do PSB e do PPS, os dois maiores partidos da coligação, já decidiram pela substituição do exgovernador de Pernambuco por Marina Silva. Entretanto, a condição para o anúncio é que Marina entenda que não é candidata da Rede Sustentabilidade, partido montado pela ex-senadora que não conseguiu assinaturas para o registro antes das eleições deste ano. Eles pretendem, por outro lado, que ela entenda que representa uma coligação inteira. Ainda de acordo com especialistas, os líderes garantem que Eduardo Campos gostaria que seu projeto de governo fosse mantido e relatam que Campos e Marina se entendiam muito bem e definiram pessoalmente as bases políticas e pragmáticas da aliança.
Informalidade Roberto Freire, deputado federal e presidente nacional do PPS, afirmou que a legenda vai “conversar com Marina sobre os compromissos que vamos ter que ter”. Ele disse que só depois do enterro de Eduardo Campos a coligação deve se reunir para chegar a uma posição sobre a substituição da candidatura. Inicialmente, ele declarou que “o PPS tinha compromisso claro e com muita confiança em Eduardo Campos”, sem citar o nome da ex-ministra do Meio Ambiente. No entanto, “não vê problema” na candidatura de
Marina Silva. Os líderes dos partidos coligados ao PSB afirmam querer Marina candidata à Presidência no lugar que era de Campos, mas pontuaram que Marina está diferente desde que iniciou a campanha. Alguns pedem que ela reafirme compromissos da época em que ingres-
sou no PSB, em novembro do ano passado.
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os dos caciques do PSB Roberto Freire quer que compromissos sejam mantidos
PT quer rachar PSB de Campos O PT já começou a operar na tentativa de fazer com que o PSB abra palanques nos Estados para a presidente Dilma Rousseff, segundo lideranças socialistas. A intenção é rachar a sigla ex-aliada e fazer com que setores regionais do partido embarquem na campanha de Dilma, o que enfraqueceria uma eventual candidatura da ex-senadora Marina Silva, que era vice na chapa de Eduardo Campos. Interlocutores do PT já começaram a assediar líderes do PSB em Estados onde há uma boa relação entre as duas siglas, como Bahia e Sergipe. Em meio a esse processo, a própria Dilma e o ex-
presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligaram para Roberto Amaral, presidente em exercício do PSB, que assumiu a responsabilidade de conduzir o processo para a nova candidatura. Na pauta, oficialmente, constam apenas condolências pela morte de Campos.
Eduardo Campos escolheu Marina para ser sua vice por confiar nela. Nós temos que manter essa confiança Gonzaga Patriota, deputado federal (PSB-PE)
Mesmo sem consenso, maioria aposta em Marina
FOTOS: DIVULGAÇÃO
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Braga cumpre uma agenda extensa no fim de semana tanto por Rebecca quanto pelas pessoas com quem ela falava. “Já fui assaltada oito vezes e sofri sequestro relâmpago”, relatou a aposentada Conceição Kramer. “Aqui a gente paga segurança particular todo dia”, afirmou Jorge Almeida. “Segurança é uma
CAMPANHA
No encontro corpo a corpo realizado com moradores do bairro Alvorada I, a candidata Rebecca Garcia pediu votos para a sua coligação e também para o candidato ao Senado, Praciano das nossas prioridades. E quando a gente fala em segurança da mulher, não é só de violência doméstica, não. A mulher é mais vulnerável a assaltos. Se tiver uma loja com um homem e
outra com uma mulher, o bandido vai preferir assaltar a que tem uma mulher”, disse Rebecca. Rebecca Garcia também pediu votos para Praciano. “O nosso candidato a senador, Praciano, é um cara muito correto, ético, honesto. É parlamentar, conhece Brasília. E o Senado é um parlamento. O Praciano tem sido um grande parlamentar nesses oito anos em que é deputado federal”, testemunhou. Sentindo a receptividade dos moradores e comerciantes do Alvorada, Rebecca fez coro com as ansiedades da população. “A gente quer muito fazer o Estado voltar a andar como andava na época do Eduardo. Muito mais rápido, com respostas mais imediatas. Está tudo andando muito devagar”, disse. No final do dia, Eduardo Braga e Francisco Praciano, candidato ao Senado, caminharam no bairro Terra Nova 3, na Zona Norte da cidade. Ao longo da caminhada, Braga identificou muitos problemas, como falta de drenagem nas ruas, falta de remédios na unidade de saúde e um sentimento de insegurança generalizado.
PRODUÇÃO RURAL DIVULGAÇÃO
ALEAM
Comissão de Assuntos Municipais é coordenada pelo deputado estadual Tony Medeiros
Comissão faz avaliação de temas Tendo como atribuições as políticas públicas, programas, projetos, atividades e matérias relativas à habitação, além de estudo de viabilidade técnica, social, econômica e política das comunidades que desejam se transformar em município, a Comissão de Assuntos Municipais (Comam), presidida pelo deputado Tony Medeiros (PSL), teve neste primeiro semestre de 2014 uma atuação discreta em relação a trâmite de matérias. A Comam realizou três reuniões itinerantes para estudo de viabilidade nesse período sendo 1 no mês de abril, 2 em junho e uma audiência pública em março no município de Rio Preto da Eva. Complementando, o Núcleo Institucional de
Braga cumprimentou os moradores e ouviu demanda da população do bairro Alvorada I
Orientação aos Municípios (NIOM) realizou 1 reunião em fevereiro, 1 em abril e outra julho. O mesmo ocorreu com o Núcleo de Apoio Técnico (NAT) com 1 reunião em abril, 4 em março e 1 em junho. Ocorreram ainda 1 visita institucional em abril; 1 visita técnica, também, em abril e 2 no mês de maio, além de uma participação em um evento. Ao todo foram 18 atividades ocorridas de fevereiro a julho. Dentre as proposituras apresentadas tramitaram no seio da comissão 3 requerimentos no mês de abril e 3 em maio, além de 1 projeto de lei com parecer favorável no mês de março, num total de 7 propostas. Para dar orientações aos moradores, o presidente da Comissão de Assuntos Municipais, deputado
José Melo apresenta investimento Incentivo à produção rural, piscicultura e a abertura de novas estradas são destaques na pauta de investimentos do plano de gestão do governador José Melo (Pros) para os municípios de Silves, Itapiranga e São Sebastião do Uatumã. O candidato à reeleição pela coligação Fazendo Mais Por Nossa Gente e o ex-governador Omar Aziz (PSD), que concorre ao Senado Federal, cumpriram, no último fim de semana, agenda nos municípios e defenderam ações para desenvolvimento econômico da região. A comitiva formada por candidatos a deputado estadual e federal reuniu multidões em carreatas e comícios nos municípios. A viagem começou por São Sebastião do Uatumã (a 247 quilômetros de Manaus). Na cidade da
calha do Baixo Amazonas, José Melo e Omar Aziz tiveram reunião com lideranças comunitárias e representantes do setor primário para ouvir reivindicações. Na cidade, Melo falou de ações previstas em seu plano de governo, como a construção da escola de tempo integral e da estrada para interligar São Sebastião ao município vizinho de Itapiranga (a 227 quilômetros da capital), abrindo a oportunidade de ligação rodoviária até Manaus. Em Itapiranga, a proposta é asfaltar a estrada que liga a sede até a comunidade de Enseada. “Essa estrada vai possibilitar que toda a produção rural seja escoada, gerando mais renda para os produtores. Mas também vamos fazer investimentos olhando o
futuro dos nossos filhos e isso virá com a construção de uma escola de tempo integral e de um novo núcleo da Universidade do Estado do Amazonas”, disse o governador. Candidato ao Senado, o exgovernador Omar Aziz disse que se sente feliz por saber que até final de setembro o município de São Sebastião do Uatumã terá um polo da UEA. “Foi um trabalho que iniciamos no nosso governo e o Melo dará continuidade. A UEA precisa e deve estar no interior do Amazonas e fico feliz em saber que esta cidade será um polo universitário”, declarou Omar. Em setembro também estão previstas o fim das obras do sistema de abastecimento de água com capacidade para 600 mil litros e rede de distribuição. VALDO LEÃO/ ASSESSORIA
A
s atividades de campanha foram intensas neste fim de semana para a chapa Renovação e Experiência. O senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo do Estado, se reuniu na última sexta-feira, 15, com lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus logo pela manhã. Enquanto isso, a candidata a vice-governadora Rebecca Garcia realizou uma caminhada pelas ruas do bairro Alvorada I. No encontro corpo a corpo que realizou com moradores, comerciantes e clientes do bairro do Alvorada I, conhecido por seu intenso comércio, Rebecca levou sua mensagem e pediu apoio e votos para ela, Eduardo Braga e Francisco Praciano, candidato ao Senado pela coligação. “Estamos aí nessa caminhada. Eu estou como vice-governadora do Eduardo Braga. Estamos construindo um plano de governo bem preocupado com a mulher, com a saúde da mulher e com a segurança da mulher”, dizia Rebecca às pessoas que encontrava. O quesito segurança foi um dos temas mais abordados,
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Acompanhado por membros da coligação Renovação e Experiência, candidato caminhou por bairros e reuniu com evangélicos
Tony Medeiros, esteve em visita neste primeiro semestre nas comunidades de Caiambé, no município de Tefé; Tuiué, em Manacapuru; e, Novo Céu e Murutinga, em Autazes. A Comissão implantou na Assembleia Legislativa (Aleam), o Núcleo de Apoio Técnico aos Municípios do Amazonas para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esse núcleo tem como objetivo orientar prefeituras e a população em geral sobre os mecanismos para acabar com lixões e aterros sanitários irregulares que poluem o meio ambiente e levam doenças aos moradores da capital e interior. Dentre as propostas do núcleo está a realização de um seminário sobre o assunto pós-eleição. José Melo e Omar Aziz percorreram os municípios de Itapiranga e São Sebastião do Uatumã
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PSDB define Aécio como a continuidade de Campos O artigo publicado pelo Instituto Teotônio Vilela diz que o tucano e o socialista fizeram a mesma escola de formação
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e olho em capturar o espólio político deixado por Eduardo Campos, o PSDB publicou na internet uma análise que coloca Aécio Neves (PSDB) como o nome capaz de “continuar a escola” do socialista, morto em acidente aéreo na quarta-feira (13). Elaborada pelo ITV (Instituto Teotônio Vilela) - órgão de “estudos e formação política” do PSDB - a análise diz que Campos “espelhou-se” em Aécio durante sua gestão como governador de Pernambuco. O texto foi publicado na página do instituto na última sextafeira, dia 15. “O ex-governador de Pernambuco era um dos representantes da boa política que mira, acima de tudo, os benefícios aos cidadãos, a gestão responsável da máquina pública, a busca pela justiça social. Em sua administração no Estado, espelhou-se em outras experiências exitosas, como a de Aécio Neves no governo de Minas Gerais. A escola é a mesma e será continuada”, diz o texto. Em outra comparação com Aécio, o documento afirma que o candidato do PSB “também personificava o vigor da juventude que não deixará de estar presente” nas eleições de outubro. “As candidaturas de oposição ao governo de turno - tanto a que era capitaneada pelo candidato do PSB quanto a de Aécio Neves - representam o sentimento de união em favor do país, em contraposição ao modelo que prefere dividir para conquistar, atacar para triunfar, difamar para confundir”, afirma o texto, numa clara referência à candidata à reeleição Dilma Rousseff. A análise diz que Campos, assim como Aécio, “encarnava o desejo de mudança manifestado por quase 70% dos brasileiros em todas as mais recentes pesquisas de opinião”. “Este sentimento permanece e não se abaterá com a tragédia.
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Pelo contrário: continuará a ser o principal motor dos novos rumos que os cidadãos pretendem ver o país tomar a partir de 2015”, diz. Segundo o texto, Campos personificava o “vigor da juventude” que, destaca, não deixará de estar presente quando os brasileiros estiverem escolhendo nas próximas semanas os novos caminhos que o país deve trilhar. A análise diz que as candidaturas de oposição, tanto a do PSB como a do PSDB, representam “o sentimento
COMPARAÇÃO
Segundo o artigo publicado, é feita uma comparação entre o candidato Aécio Neves e Eduardo Campos. A análise diz que Campos chegou a “se espelhar” no tucano durante sua gestão em Pernambuco de união em favor do país em contraposição ao modelo que prefere dividir para conquistar, atacar para triunfar, difamar para confundir”. Com a morte de Campos, as campanhas de Aécio e Dilma começam a traçar estratégias para buscar votos do candidato. O PT pretende fazer uma homenagem ao ex-governador de Pernambuco no primeiro programa de Dilma no horário eleitoral, que começa na terça-feira (19). Aécio também estuda dedicar parte do seu primeiro programa a Campos. Em janeiro, o site oficial do PT publicou texto com duras críticas a Campos. O artigo dizia que o governador é um “tolo”, um “playboy mimado”.
Aécio Neves tem aparecido em segundo lugar nas pesquisas eleitorais. Análise está sendo apontada como jogada política
CAMPOS
Senado Federal fará homenagens
No Senado Federal, as homenagens estão sendo programadas para o próximo dia 20
O presidente do Senado, Renan Calheiros, marcou para a próxima quarta-feira (20), às 16h, sessão especial do Senado Federal em homenagem a Eduardo Campos, exgovernador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência da República, que morreu aos 49 anos. Ele era um dos sete ocupantes do avião que caiu em Santos (SP) na quarta-feira (13). O ex-deputado federal Pedro Valadares, que era assessor da campanha do PSB e sobrinho do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), também morreu no acidente aéreo. Renan Calheiros informou que vai propor a concessão da Ordem do Mérito do Congresso ao ex-governador. Em nota divulgada horas depois da tragédia, Renan afirmou que “o país sofre a dor coletiva da perda de uma das mais promissoras lideranças da políti-
ca brasileira”. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que também marcou sessão de homenagem para a semana que vem, disse que Eduardo Campos era um líder em ascensão. “Era uma liderança com muito entusiasmo, muito espírito público e, de repente, uma morte brutal no seu melhor momento de vida pública”, disse. Câmara também A Câmara dos Deputados também deverá realizar na próxima quarta-feira (20), às 15h, sessão solene em homenagem a Campos. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse que Eduardo Campos era uma liderança em ascensão e lamentou a tragédia. “Nós, do Nordeste, conhecíamos tão de perto Eduardo Campos, suas qualidades. Era uma liderança com muito
entusiasmo, muito espírito público e, de repente, uma morte brutal no seu melhor momento de vida pública”, disse. Henrique Alves não quis comentar as repercussões que a tragédia terá no processo eleitoral. Não temos como fazer essa análise. Estamos todos voltados para o emocional, no sentimento de dor. Ninguém tem cabeça para isso. O ex-deputado federal Pedro Valadares, que era assessor da campanha do PSB, também morreu no acidente aéreo. “Toda e qualquer homenagem que se faça sempre será muito pouco. Mas, queremos deixar nossas homenagens a esse homem público que é muito querido e respeitado pela classe política deste país. Certamente perdemos um grande potencial político”, disse Henrique Alves.
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Morte de Campos provoca reviravolta política no país EBC
Às vésperas do início da propaganda gratuita, coligação terá poucos dias para decidir quem será cabeça de chapa da sigla
tido socialista será chamado a deliberar internamente e sua Executiva Nacional terá que escolher um candidato, que, posteriormente, deverá ser referendado pela coligação. “Marina, além de vice, é filiada ao PSB e é a candidata natural, para mim. Não vejo um candidato mais forte do que ela. No entanto, a ex-senadora não tem o direito adquirido. Isto é, a Executiva Nacional pode até deliberar por outra candidatura que não seja a dela”, analisa Vânia Aieta. Controle emocional Cientistas políticos concordam que o cenário mais óbvio agora seja o de Marina Silva assumindo o lugar deixado pelo ex-governador de Pernambuco na disputa presidencial, não só pelo nome forte da ex-senadora no cenário político, como também pelo curto tempo de escolha do partido. Contudo, as divergências dentro do PSB a respeito do nome da ambientalista são dadas como certa. “É provável que Marina ganhe mais apoio devido ao curto tempo para a decisão e por não haver nenhum nome tão forte quanto o dela no partido”, avalia Maria do Socorro Braga, professora de Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos (USFSCAR). No entanto, a especialista aponta que o futuro do quadro político no Brasil vai depender do controle emocional da ex-senadora. “Se ela assumir, será uma candidatura até mais forte que a de Campos, mas tudo depende de como ela irá lidar com essa tragédia”, diz.
Para onde vão migrar os votos?
‘Marina será bombardeada’
Para Maria do Socorro Braga, da USFSCAR, em um cenário no qual Marina não aceite, a tendência é a de que parte dos votos de Campos se dividam entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. “Não saberia dizer em qual proporção. Mas acredito que a tendência é o crescimento de votos nulos e brancos, como um protesto contra as duas candidaturas”, aponta a especialista. Já para o cientista político da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), Claudio Couto é certo que os votos de Campos migrem em maior número para a presidenta Dilma Rousseff. “Isso já
Também é preciso considerar que haverá uma mudança no planejamento programático da campanha da coligação Unidos pelo Brasil, com Marina Silva tornandose candidata. É o que aponta a cientista política Maria do Socorro Braga. Segundo ela, os ajustes serão necessários, uma vez que o ex-governador de Pernambuco tinha costurado acordo com setores mais conservadores. “Se ela aceitar, teremos um quadro mais à esquerda nessa eleição”, avalia. Cientista político e professor de Ciências Sociais da PUC-Rio, Ricardo Ismael enxerga um cenário bem
era apontado nas pesquisas de intenção de voto em um cenário de segundo turno entre Dilma Rousseff e Aécio Neves”, relembra o cientista político da FGV-SP. Diferentemente dos colegas, David Fleischer, cientista político e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), acredita que uma parcela dos votos que seriam destinados a Campos devem ir para Aécio Neves. Ainda assim, Fleischer projeta que a candidatura da ex-senadora cresça em relação à do ex-companheiro de chapa. “Marina roubará votos de Dilma, o que irá favorecer Aécio”.
diferente dos demais. Para ele, é preciso considerar também que o PT pode tentar impedir a candidatura própria do PSB e atrair o partido para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff. “Vale lembrar que os partidos já foram aliados”, salienta. Ainda assim, Ismael tende a apostar também numa candidatura de Marina. Mas ele salienta que essa não será uma posição muito fácil para a ex-senadora. “Certamente, ela será bombardeada durante a campanha. Os maiores ataques virão do PT, que enxerga nos eleitores de Campos potenciais eleitores.”, afirma Ismael.
AE
A
morte prematura do candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, provocou uma reviravolta na corrida eleitoral. Ontem, tanto o PSB quanto a Rede Sustentabilidade se fecharam em respeito ao luto pela perda do político e não quiseram antecipar à imprensa quem encabeçará a coligação Unidos pelo Brasil, que inclui ainda PPS, PPL, PRP e PHS. Mas o partido socialista terá menos de seis dias para anunciar o substituto de Campos nas eleições. Embora a legislação eleitoral no artigo 13 parágrafo 1º (Lei nº 9.504/97) preveja o prazo de 10 dias, contados do fato, para a escolha e registro do substituto junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral gratuita obrigatória em rádio e TV começa já na próxima terça-feira (19). O PSB conta ao todo com 2 minutos e 3 segundos de tempo de exposição. “Por força das circunstâncias, a deliberação do partido deverá ser a mais célere possível”, avalia a advogada Vânia Aieta, sócia da área de Direito Eleitoral do escritório Siqueira Castro Advogados. A especialista explica que não há previsão legal que possibilite qualquer alteração no início da propaganda eleitoral gratuita. “Nem o presidente do TSE poderia intervir, pois feriria o princípio de igualdade entre os candidatos”, completa ela. Como a cabeça de chapa é do PSB, há o direito de escolha do partido, em detrimento das legendas que integram a coligação. Dessa forma, o par-
Com morte de Eduardo Campos, presidenciável que encabeçava a chapa do PSB, eleitor terá poucos dias para tomar decisão
EXPEDIENTE EDIÇÃO Mário Adolfo e Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz e Assessorias
REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Kleuton Silva e Mário Henrique Silva
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima
MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
opiniao@emtempo.com.br
(92) 3090-1010
Capa
detalhe de ‘Cartografias Abstratas (Sea)’, obra de 2014 de Marcius Galan
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Um Lasar Segall jamais visto em SP
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O que Ariano Suassuna escrevia
E outras 8 indicações culturais. Pág. 2
O romance inédito do autor, por seu ‘digitador’. Pág. 3
Não há vagas
Como ficam as prisões na reforma do Código Penal. Págs. 4, 5 e 6
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O padrinho do rock chinês virou cera
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Do arquivo de Nicolau Sevcenko
Diário de Pequim. Pág. 7
Londres, 1986. Pág. 8
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Ilustríssima Ciência
O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES
BRASILEIRO
LANÇAMENTO | CINEMA O jornalista Paulo Antonio Paranaguá lança o livro “A Invenção do Cinema Brasileiro”, parte da coleção Modernismo +90. O volume explora a produção nacional das décadas de 1920, 30 e 40, examinando a relação da sétima arte com o movimento modernista. Cinemateca Brasileira | tel. (11) 3512-6111 | amanhã (18), às 19h Casa da Palavra | R$ 39 | 192 págs.
EXPOSIÇÃO | CAMILA ALVITE “Recorte” apresenta 14 pinturas recentes da artista divididas em três séries: “Bichos”, “Claraboias” e “Piscinas”. Na primeira estão representados pedaços de corpos de animais como zebras e girafas Galeria Vila Nova | tel. (11) 2691-1190 de ter. a sáb., das 12h às 18h | grátis | até 9/9 EXPOSIÇÃO | SÉRVULO ESMERALDO O Instituto de Arte Contemporânea apresenta um panorama da obra do artista cearense (1929), cujo acervo passa a abrigar em comodato. São cerca de 150 itens, entre os quais estão gravuras, desenhos e maquetes. IAC | tel. (11) 3255-2009 | de seg. a sex., das 10h às 18h; sáb., das 10h às 16h grátis | última semana
Esboço para painel de baile de Carnaval da SPAM (1933), de Lasar Segall
LIVRO | SHAKESPEARE A edição de “A Tempestade” da editora da Universidade Federal de Santa Catarina traz o texto em inglês, além de partituras originais da música que acompanhava a montagem. Já a L&PM lança volume que reúne quatro peças do bardo traduzidas por Millôr, entre elas “Hamlet” e o “Guia Cambridge de Shakespeare”, de Emma Smith, professora da Universidade de Oxford. trad. Rafael Raffaelli | Ed. UFSC | R$ 35 | 222 págs. trad. Petrucia Finkler | L&PM | R$ 52 | 288 págs. trad. Millôr Fernandes | L&PM | R$ 48,90 | 440 págs.
MÚSICA | PIANO E VOZ O pianista Ney Fialkow e a meio-soprano Angela Diel apresentam repertório do “lied”, a canção romântica alemã, com composições de Schubert sobre poemas de Goethe. Centro Cultural São Paulo | tel. (11) 3397-4002 | ter. (19), às 20h30 | grátis
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
LANÇAMENTO | CLAUDIUS Claudius Ceccon, cartunista e colaborador da Folha, lança livro que reúne 50 anos de seu trabalho. O volume traz ainda textos dos colunistas do jornal Janio de Freitas e Ferreira Gullar, e de Millôr Fernandes e Cassio Loredano. Livraria da Vila - Lorena | (11) 3062-1063 | qua. (20), às 18h30 Sesi-SP Ed.| R$ 89 | 256 págs.
POP
ERUDITO
LANÇAMENTO | COPAN O arquiteto Carlos Lemos autografa seu livro “A História do Edifício Copan”, primeiro da trilogia que a Imprensa Oficial de SP lança sobre o prédio desenhado por Oscar Niemeyer. Bar da Dona Onça | tel. (11) 3257-2016 | ter. (19), às 19h Imprensa Oficial | R$ 50 (288 págs.)
Pintura da série ‘Bichos’ (2014), de Camila Alvite
EXPOSIÇÃO | LASAR SEGALL O Salão de Arte, em sua 21ª edição, apresenta a sala especial “Lasar Segall Carnavalesco”, com obras raras do artista (algumas expostas só uma vez, no Rio). Além dos painéis de grandes dimensões “O Circo” e “Jardim Zoológico”, estarão na mostra 61 desenhos criados pelo artista para os bailes de Carnaval da SPAM (Sociedade Pró-Arte Moderna) nos anos 1930. Clube A Hebraica | tel. (11) 3081-8343 | abertura beneficente qua. (20), às 19h | qui. e sex., das 15h às 22h; sáb., das 13h às 21h; dom., das 13h às 20h | R$ 200 (abertura); R$ 40 | de 21 a 24/8 LIVRO | WILLIAM TREVOR Com “A História de Lucy Gault” o escritor irlandês ganhou o Prêmio Man Booker de 2002. O volume, que chega agora ao Brasil, narra uma tragédia familiar durante a guerra de independência da Irlanda. trad. Elisa Nazarian | Biblioteca Azul R$ 44,90 | 288 págs.
ESTRANGEIRO Folha.com
Ilustríssimos desta edição MARCELO NADDEO - 12.JUL.2010
CARLOS NEWTON JÚNIOR, 47, , é poeta, ensaísta
NICOLAU SEVCENKO (1962-2014) , foi professor
e professor de história da arte da UFPE (Universidade
de história da cultura da Universidade de São Paulo e
Federal de Pernambuco).
professor titular da Universidade Harvard. Seu texto para a “Ilustríssima” foi concluído há menos de um mês.
CLAUDIUS CECCON, 76, é arquiteto e cartunista.
MARCIUS GALAN, 41, é artista plástico. Ele fará parte da exposição “Singularidades”, no Itaú Cultural entre 28/8 e 26/10.
SERGIO KALILI, 45, é jornalista e documentarista. MARCELO NINIO, 48, é correspondente da Folha em Pequim.
ARTES PLÁSTICAS Artistas britânicos falam sobre galerias gratuitas e união civil estável FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha CINEMA Documentarista chinês Hu Jie desafia a censura de seu país >>folha.com/ilustrissima
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Literatura
2 Dom Pantero no
palco dos pecadores A construção da ‘obra total’ de Ariano Suassuna
RESUMO Morto em 23 de julho, Ariano Suassuna trabalhou por mais de três décadas naquela que chamava de obra da sua vida, em que reuniu prosa, poesia, teatro e arte. Estudioso do escritor e “digitador” do inédito, professor relata o percurso que leva de Pedro Dinis Quaderna, de “A Pedra do Reino”, a dom Pantero, o novo protagonista.
CARLOS NEWTON JÚNIOR
O leitor não perca tempo procurando em dicionários. A palavra “ilumiara” é mais um neologismo usado por Ariano Suassuna para identificar uma de suas criações no campo da arte. Neste caso específico, para identificar a súmula da sua própria criação, uma vez que “A Ilumiara” foi o título escolhido para a obra em que pretendia fundir – e não apenas reunir – todo o seu trabalho nos campos da poesia, do teatro, do romance, do ensaio e das artes plásticas. No tempo em que atuou como Secretário de Cultura de Pernambuco, durante o terceiro mandato do governador Miguel Arraes (1995-1998), Suassuna idealizou conjuntos escultóricos e também arquitetônicos que batizou de ilumiaras – a exemplo da Ilumiara Zumbi, construída em Olinda, ou da Ilumiara Pedra do Reino,
CLAUDIUS | cartum
em São José do Belmonte, bem em frente aos dois monólitos que dão nome ao lugar e se tornaram conhecidos, sobretudo através dos romances de Araripe Júnior, José Lins do Rego e dele próprio. Seriam, esses espaços, “altares iluminados”, erguidos à guisa de marcos sagratórios do “Brasil real” (em oposição ao “Brasil oficial”) e para que neles se realizassem espetáculos em defesa da cultura brasileira. Assim também Ariano pensava a sua obra: como um marco do Brasil verdadeiro e profundo, que apontasse, para o nosso povo, um novo caminho a seguir, mais justo e fraterno, do ponto de vista social, do que o que trilhamos até agora; e mais belo e original do que o caminho da vulgaridade, da descaracterização e do mau gosto, apontado pela massificação cultural e pelos apóstolos da globalização. Amigo de Suassuna ao longo de quase três décadas, tive o privilégio de acompanhar de muito perto, nos últimos sete anos, sua trajetória em direção à Ilumiara. Isto porque fui o responsável, ao longo desse tempo, pela digitação do seu novo romance, que ele batizou de “O Jumento Sedutor” e através do qual deu início, de fato, à fusão de gêneros tantas vezes anunciada. Foi este o romance que Suassuna concluiu pouco antes do último dia 23 de julho, como se pressentisse, cada vez mais próxima, a bela e cruel Moça Caetana. Suassuna escrevia à mão, como muitos sabem. Aos poucos, os manuscritos foram se avolumando e as alterações que ele sentia necessidade de fazer no texto foram exigindo um tempo de que não dispunha, sobretudo por conta das inúmeras aulas-espetáculo que vinha ministrando
Brasil afora. O trabalho de digitação, assim, agilizava o processo, permitindo que as alterações fossem feitas com muito mais rapidez. Forma final O caminho de Suassuna não foi fácil. Foram muitas as experiências que empreendeu até chegar à forma final que o satisfizesse plenamente. O êxito do “Romance d’A Pedra do Reino”, consequência direta da identificação absoluta entre o protagonista-narrador, Pedro Dinis Quaderna, e o seu “estilo régio”, certamente dificultava as coisas. A voz de Quaderna, personagem que reaparece em “O Jumento Sedutor”, não poderia sobressair à de dom Pantero, o novo protagonista. Mal comparando, Suassuna não poderia deixar ocorrer, com ele próprio, o que ocorreu com seu amigo José Cândido de Carvalho, que não conseguiu, em textos posteriores a “O Coronel e o Lobisomem”, desvencilhar-se da voz de Ponciano de Azeredo Furtado. Além disso, perfeccionista declarado, Suassuna burilou o texto o quanto pôde. Foram inúmeros os personagens e cenas cortados e acrescentados, os nomes de personagens alterados, as passagens inteiramente reescritas. Todas as vezes que me devolvia o material já digitado com as alterações a serem feitas, ele pedia desculpas pelo trabalho que me dava e arrematava com a seguinte frase: “Ah, dom Carlos [era assim que ele carinhosamente me chamava, e como sentirei falta, meu Deus, desta forma de tratamento], este seu amigo, aqui, é o Hamlet da literatura brasileira!”. a pedra Ao mesmo tempo em que se dedicava ao novo livro, Ariano fazia pequenas alterações em romances e pe-
ças anteriores, para que estes pudessem melhor se ajustar ao conjunto final com que sonhava. Quem tiver a curiosidade de cotejar as folhas de abertura das últimas edições de “A Pedra do Reino”, por exemplo, poderá melhor compreender o que estou afirmando aqui, ao perceber a inclusão do nome “A Ilumiara” antes do título do romance, enquanto o “romance armorial brasileiro” transforma-se, paulatinamente, em uma “Introdução ao Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores”. Por outro lado, se “A Pedra do Reino” já contava, desde a sua primeira edição, em 1971 (editora José Olympio), com a participação de Antônio Moraes, o mesmo personagem do “Auto da Compadecida”, o leitor atento poderá encontrar, nas edições mais recentes, ninguém menos do que João Grilo e Chicó, que passam a ocupar, respectivamente, os lugares que cabiam a Piolho (empregado de Quaderna na célebre Estalagem à Távola Redonda) e a seu inseparável companheiro Adauto.
Suassuna já vinha demonstrando, assim, na prática, a desistência do plano original da trilogia iniciada com “A Pedra do Reino”, anunciada pelo menos desde o início da década de 1980. E deixava claro, também, que “O Jumento Sedutor”, em vias de ser concluído, como vinha afirmando em várias entrevistas, seria apenas o primeiro livro de um conjunto maior, o “Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores” – obra que exigiria, como introdução, a leitura de “A Pedra do Reino”. Não é fácil explicar, em poucas linhas, como Suassuna conseguiu fundir, em “O Jumento Sedutor”, os vários gêneros que compõem a sua obra. Apresentado sob a forma de cartas, publicadas em um suplemento de jornal, o romance é na verdade um extenso diálogo do qual participam vários personagens. Ao longo deste diálogo, conduzido, em última instância, por dom Pantero, a trama do romance vai sendo tecida através da recitação de poemas, da encenação de espetáculos de música,
dança e teatro, da discussão de teses filosóficas etc. À medida que compunha o romance, Ariano ia incorporando à narrativa, devidamente transfiguradas pela arte, as saídas para ministrar as suas famosas aulas-espetáculo. Entenda-se a palavra saída, aqui, no sentido eminentemente quixotesco, ou seja, no sentido de missão, uma missão tão bem desempenhada por Suassuna ao longo de 70 anos de vida literária. Foram as aulas-espetáculo da vida real que lhe deram o material necessário para criar as “aulas-espetaculosas” ministradas por dom Pantero. Suassuna conseguiu, assim, de modo genial, incorporar à sua obra a sua própria vida. É por isso que ele não morreu, como muitos podem estar pensando. Usando a si próprio como matéria de romance, ele acabou por se transfigurar na sua própria Ilumiara. Afirma dom Pantero, a certa altura do livro, que “A Ilumiara” seria a grande obra; e cada carta por ele escrita, um “padrão”, ou “marco”, semelhante àqueles que os navegadores portugueses semeavam pelas terras que iam descobrindo. Nesse sentido, Suassuna poderia dizer, agora, como Fernando Pessoa: “A alma é divina e a obra é imperfeita./ Este padrão sinala ao vento e aos céus/ Que, da obra ousada, é minha a parte feita:/ O por fazer é só com Deus”.
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Justiça
3 O futuro das masmorras Como a reforma do Código Penal pode afetar o sistema carcerário
RESUMO Projeto de reforma do Código Penal em tramitação no Senado busca reduzir a criminalidade tornando a legislação mais austera e com obstáculos à progressão de pena. Autores do texto dizem querer evitar a impunidade, mas defensores dos direitos humanos alegam que aprovação agravaria a situação das prisões no país.
SERGIO KALILI LUANNA BARROS ILUSTRAÇÃO MARCIUS GALAN
Motivo de orgulho do governo do Espírito Santo, o Centro de Detenção Provisória de Viana
2, na região metropolitana de Vitória, é uma prisão moderna, cópia de unidades norte-americanas. Segue determinações do Depen (Departamento Penitenciário Nacional). Inaugurada há quatro anos para receber presos provisórios, que ainda não tenham sido julgados, já está superlotada, inclusive de condenados. É um exemplo da velocidade com que se constroem presídios e se prende no Brasil. Entre as principais causas do excesso de presos está uma série de leis rígidas, aprovadas a partir de 1990. A 1.200 km dali, senadores se preparam para votar, em Brasília, o projeto de novo Código Penal, em gestação no Senado desde 2012, com leis que podem tornar a vida dos detentos mais difícil. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), atual relator do projeto, que ainda pode receber emendas, espera votá-lo em plenário neste semestre. Em dezembro de 2013, o projeto, elaborado por um grupo de juristas, sofreu modificações e foi aprovado pela Comis-
são Temporária de Reforma do Código Penal, de onde seguiu para análise na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), composta pelos mesmos senadores da Temporária. Se não houver surpresas, os fundamentos do futuro código estão postos. O senador Pedro Taques (PDT-MT), relator da Comissão Temporária e membro da CCJ, afirma em seu relatório que se impõe “ao Estado o dever de legislar no sentido de evitar a impunidade dos agentes criminosos, situação que, especialmente em dias atuais, tem levado à descrença do povo quanto à efetividade do sistema vigente”. O objetivo da proposta é reduzir a criminalidade, ao tornar a legislação mais austera. Se aprovada, vai à Câmara. bomba O jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior critica o provável aumento no encarceramento resultante do projeto. “É uma bomba-relógio que estoura o sistema penitenciário”. Um dos aspectos que fazem com que a proposta seja con-
siderada dura é a coleção de obstáculos à progressão de pena. Vai ficar mais difícil e demorada a passagem de um preso do regime fechado para o semiaberto, do semiaberto ao aberto e, então, à liberdade, o que elevará a população carcerária. Pode inviabilizar o sistema progressivo – criado para estimular o bom comportamento do preso com a ideia da passagem para regimes mais brandos. O defensor público Patrick Cacicedo, coordenador do Núcleo de Situação Carcerário da Defensoria de São Paulo, opina que “o coração [do novo código] está na parte geral, aquela que diz como vai ser aplicada a pena, como vai ser a progressão. Nessa parte o endurecimento foi absurdo”. A proposta aumenta o tempo de progressão de quase todos os crimes. Atualmente, com exceção de delitos hediondos ou equiparados, a legislação estabelece, como regra geral, que o encarcerado cumpra um sexto da pena (pouco menos de 17%) antes de seguir para o próximo regime, independentemente de ser réu primário ou reincidente. Se tiver bom comportamento, ao cumprir um sexto da pena no fechado um condenado pode ter direito de subir para o semiaberto, onde cumpre mais um sexto do que resta da pena, para progredir ao aberto, onde passa mais um sexto do que falta – só depois disso ganhará a liberdade. Willian Silva, desembargador e presidente da Comissão de Enfrentamento e Prevenção à Tortura do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que contribuiu no projeto como consultor, defende a mudança. “Por causa do atual sistema progressivo, o sujeito sabe que, se condenado a 12 anos, não vai ficar 12, vai ficar dois, um sexto. E se for um crime hediondo, vai ficar no máximo quatro anos.” Pedro Taques acrescenta: “O fato é que o patamar de um sexto tem gerado – de forma uníssona e reiterada – o reconhecimento da total sensação de impunidade”. Os senadores extinguiram no projeto a fração de um sexto (17%), menos dura. Pelo texto aprovado na Comissão Temporária, o período mínimo para progredir passa a ser de 25%, um quarto da pena, e vale só para quem não reincidir em crimes dolosos. Se reincidente em delinquência dolosa e/ou se o crime for cometido com violência ou grave ameaça, a fração é maior, um terço (33%). Homicídios Apesar do endurecimento das
leis nos últimos anos, enquanto a taxa de homicídios se estabilizou ou caiu na maior parte do mundo, na América Latina e no Caribe subiu 11%, entre 2000 e 2010, segundo o Relatório Regional de Desenvolvimento Humano de 2013-2014 do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).O documento diz que um em cada três latino-americanos lidou, em 2012, com algum crime violento. Mais de 30% dos homicídios do mundo ocorrem na América Latina. Pedro Taques afirma que o projeto “representa um avanço” em relação ao código vigente, por atualizar à sociedade de agora uma legislação criada em 1940 e reformada em 1984. “A pena no direito penal moderno continua sendo uma resposta a uma necessidade de vingança, uma reação passional, apesar de, hoje, de intensidade graduada em relação aos séculos passados. O ato criminoso viola sentimentos comuns à grande média dos indivíduos da mesma sociedade”, diz o senador. O juiz Marcelo Loureiro, coordenador do Mutirão Carcerário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), não vê eficácia em um código austero. “O tamanho da pena importa pouco na vontade do agente. Aquele que pratica o crime acredita que não será punido. O Estado precisa acabar com a impunidade, e não se preocupar em aumentar penas”. O esforço do Mutirão Carcerário não acompanha a velocidade do aprisionamento. Desde 2008, o mutirão analisou 400 mil processos e concedeu mais de 80 mil benefícios, como progressão de pena e direito a trabalho externo, além de libertar 45 mil detentos que haviam cumprido pena mas seguiam encarcerados. “Uma prisão superlotada não recupera ninguém”, observa Loureiro. “É importante que o Estado dê um tratamento correto para que essa pessoa retorne ao convívio social”. Mesmo com o aumento do ritmo de construção de presídios o país continua tendo muito mais detentos do que vagas. Em 1994, eram 511 unidades (Instituto Avante Brasil); em 2012, 1.478 (Depen). No ano passado, 550 mil presos se espremiam em 309 mil vagas (Depen). Neste ano, 567,6 mil ocupam 357,2 mil vagas (CNJ). O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chegou a afirmar que preferiria morrer a cumprir pena nos presídios brasileiros, que qualificou de “masmorras medievais”. O deputado estadual Marce-
lo Freixo (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio, se diz familiarizado com as irregularidades. “Entro em prisões há 20 anos, desde que dava aula em cadeias. Colocamos lá quem queremos esquecer. Se a lei é cumprida ou não, pouco importa. O problema no Brasil é a confusão entre justiça e vingança”. Segundo Roy Wamsley, do anuário online World Prison Brief, nas últimas duas décadas o crescimento da população carcerária brasileira só foi superado pelo do Camboja, que passou de 1.981 presos, em 1994, para 15.404, em 2011, um aumento de mais de 700%. Caos É notória a situação de caos no sistema carcerário brasileiro, que registra com frequência greves de agentes, decapitações e presídios comandados por presos. Em Pedrinhas (MA), desde o ano passado houve mais de 60 homicídios. Na penitenciária de Alcaçuz (RN), em 2012, outros 20 mortos. Em Presidente Venceslau (SP), cinco pessoas foram decapitadas em 30 horas de rebelião em 2005. No Urso Branco (RO), houve 27 mortos em 2002. Mais de 200 presos morreram de janeiro de 2013 até hoje em 24 Estados (Alagoas, Bahia e Rondônia não informaram os números à Folha). Assim como em Rondônia, Rio Grande do Norte e São Paulo, o governo do Maranhão prometeu resolver o problema construindo unidades modernas como Viana (ES). O complexo capixaba, inaugurado em 2010, com seis unidades, tenta deixar para trás outro palco de horrores. A nova prisão foi construída sobre os alicerces da antiga Casa de Custódia de Viana, onde, a partir de 2004, houve vários assassinatos e ao menos dez esquartejamentos – o último deles em 12 de março de 2009, quando um jovem de 23 anos morreu no dia em que entrou. Naquele ano, a Casa de Custódia atingiu superlotação máxima, 1.213 homens onde cabiam 360, segundo o Conselho Estadual de Direitos Humanos. Assim como hoje em Pedrinhas e em outras detenções superlotadas, o presídio capixaba era controlado internamente pelos presos. Agentes penitenciários vigiavam, do lado de fora, os pavilhões. Em 2013, a nova Viana já estava superlotada, abrigando 1.284 presos em 864 vagas.
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Pelo ritmo do encarceramento no Estado, a cada quatro meses seria necessária uma nova unidade com 400 vagas. A princípio, o futuro código não afetará processos antigos. Por isso, a consequência sobre o ritmo do encarceramento deverá ser sentida de maneira gradativa. O secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Marivaldo de Castro Pereira, afirmou, baseado em um estudo preliminar, com as leis rigorosas do projeto do Senado, o número de presos deve subir. “Pode haver aumento do contingente entre 45% e 87%”. Tranca paga Trancafiado no Centro de Detenção de Viana, Fábio Martins, 31, reincidente em crime doloso, foi condenado a oito anos em regime fechado por furto qualificado. Pelo código atual, teria direito de progredir ao semiaberto após um ano e quatro meses, um sexto da pena. Se fosse condenado na vigência do projeto do Senado, o detento precisaria cumprir um terço, ou seja, dois anos, antes de pedir pela progressão. De qualquer maneira, mesmo tendo direito à progressão Fábio segue no regime fechado. “Paguei minha tranca. Pode perguntar à direção [do presídio], sou preso de boa conduta. Não sei por que estou aqui.” Há dois anos e meio ele dividia uma das celas, de 12 m², construída para quatro pessoas, com outras seis. Aqueles que não dormem nas camas se ajeitam no chão. Ao fundo, uma pia e uma privada de metal. Do lado de fora, chuveiros para um banho de 90 segundos contados. São sete galerias, seis delas com dois andares. As três maiores têm 48 celas. Os exaustores não dão conta do calor no verão. O prédio de concreto lembra filmes americanos nos quais, ao comando do agente, as portas das celas se abrem automaticamente. A cada 15 dias, os detentos podem receber visitas em uma das 12 janelas de acrílico dos parlatórios. Falam por interfone, sem contato físico – de vez em quando, alguns ganham permissão para abraçar familiares numa pequena praça. A vigilância fica a cargo de 28 agentes por plantão, 80 câmeras e 70 monitores. pena completa O defensor Bruno Shimizu, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo, reforça as consequências do novo projeto. “Dobrar o lapso para a progressão, em casos de reincidência e violência ou grave ameaça, significa que em todas as ocorrên-
cias de roubo, o condenado vai cumprir praticamente a pena inteira no fechado, mesmo nas menos graves, que representam 80% dos roubos, naquelas sem lesão, sem arma, em que o sujeito puxa uma bolsa, pega um celular”. Condenado a três anos e seis meses de prisão, em São Paulo, em 2011, Jonathan dos Santos, na época com 18, teria destino diferente se a nova lei vigorasse. Com um amigo, invadiu uma residência para roubar um laptop. Na fuga da polícia, bateram a moto em uma árvore. Jonathan teve uma perna amputada. Durante os três meses em que os dois aguardaram o julgamento presos, Jonathan diz ter recebido pouca atenção médica. Chegou à audiência em cadeira de rodas, confessou a tentativa de roubo e foi condenado. O juiz fixou o regime aberto, por considerar que ele não tinha condições de saúde para cumprir pena na cela. Pelo projeto do Senado, que proíbe o aberto para roubo, por ser um crime de violência e grave ameaça, o magistrado estaria impedido de tomar tal decisão. Roubo, disparo de arma de fogo e homicídio simples se enquadram nessa categoria e abarcam 32% de todos os presos no país, segundo dados de 2012 do Depen. O projeto não muda a progressão de pena para crimes hediondos – mas aumenta a lista de ilícitos nessa categoria. Entre as novas modalidades estão a redução de uma pessoa à condição análoga à de escravo, racismo, tráfico de seres humanos e de órgãos, corrupção ativa e passiva e crimes contra a humanidade. A reincidência rende aumento de punição em todos os crimes, na nova proposta. Se há reiteração em delito “praticado com violência ou grave ameaça”, como roubo, o condenado precisa cumprir metade da penitência para progredir, bem mais do que um sexto (17%) que hoje vale mesmo para quem volta a delinquir. Isadora Fingermann, coordenadora institucional do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa), afirma que, se a proposta passar, na prática “o sistema progressivo acaba”. Segundo a advogada, “apesar de hoje a lei prever a progressão com um sexto, há varas de execuções, como a de Guarulhos, em que um pedido demora de um ano e meio a dois. Depois, o preso permanece de seis a oito meses no fechado, aguardando uma vaga no semiaberto. É o cumprimento integral no fecha-
do, na prática”. O procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves, relator do grupo de juristas que preparou o anteprojeto de código à Comissão Temporária de Reforma do Código no Senado, defende o endurecimento. “O problema não é o projeto. Se for pensar assim, enquanto a Justiça for lenta, não altero a lei penal”. Reincidência A reincidência é alta no Brasil. O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) César Peluso e o ministro Gilmar Mendes, da mesma corte, estimam que, de cada dez presos, sete sejam reincidentes. A pesquisa “Crime, Segurança Pública e Desempenho Institucional em São Paulo”, coordenada por José de Jesus Filho, assessor jurídico da Pastoral Carcerária, realizada com a FGV, a Universidad Nacional de Tres de Febrero (Argentina) e a ONU, apurou no ano passado que 49,4% dos presidiários no Estado haviam sido condenados anteriormente. Segundo a proposta do Senado, a informação da reincidência deve constar na ficha de um condenado por dez anos (o dobro do que o código vigente determina). O futuro código restringe o início do cumprimento de pena no regime aberto. Se atualmente condenados a quatro anos ou menos podem começar a cumprir pena no regime aberto, segundo a nova proposta só os condenados a dois anos ou menos teriam esse direito. De acordo com o texto no Senado, para ter direito ao aberto o crime não pode ter sido praticado com violência e grave ameaça. No aberto, o preso trabalha durante o dia e dorme em casas de albergado (estabelecimentos de segurança mínima). Caso não haja vaga nesses albergues, o que é comum – existem apenas 64 no país – o juiz decide se envia o sentenciado para casa (em prisão domiciliar) ou se o retém no regime anterior até que surja lugar. Entre os mais atingidos pelas novas regras, estão aqueles enquadrados em tentativa ou consumação de roubo simples – a ação, por exemplo, de empurrar a vítima, ou imobilizá-la, ou agredi-la, ou ameaçá-la para pegar uma bolsa. Aqui, a pena mínima é de quatro anos, acima dos dois anos estabelecidos pelo futuro código para o início no aberto. Também seriam afetados condenados em tentativa ou infração de homicídio privilegiado, quando “o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social
ou moral, ou sob domínio de violenta emoção, logo seguida de injusta provocação”. Casos em que a lei atual permite o início no aberto. A proposta amplia a penalidade para um condenado por homicídio privilegiado. Eleva a pena mínima de seis para oito anos, o que põe a chance de redução da pena a pouco mais de cinco anos, acima do limite para começar no aberto até pela lei atual. De acordo com Miguel Reale Júnior, “o projeto cria tantas hipóteses para homicídio qualificado que nenhum deixará de ser qualificado. E aí a pena mínima é de 12 anos”. Pedro Taques defende o aumento nas penas. “É importante não perdermos de vista que o homicídio ainda é o pior dos crimes. Seja simples ou qualificado, é inegável o fato de que é, em si, dotado de hediondez”. Besteira Em uma das quatro salas de aula de Viana, entre 15 colegas, estudam Jessi Assis, 49, condenado por homicídio simples, e, ao seu lado, acusado de homicídio qualificado, Josias Souza, 31. Jessi foi condenado a oito anos e dois meses de prisão. Conta que vendeu um revólver a um vizinho e ficou de receber depois. Quando passou para pegar o dinheiro, o homem quis desfazer o negócio. “Foi aí que apareceu um indivíduo, roubando a arma entre a mão dele e a minha. O rapaz tava com ele. Acabei cometendo uma besteira”. Como cumpriu um ano e meio de prisão pelo assassinato do cúmplice do comprador da arma, Jessi pode pedir progressão para o semiaberto. Alternativa que deixaria de ter com o novo código, já que poderia ser enquadrado em alguma das novas qualificadoras do projeto, como a que diz que é homicídio qualificado se cometido “com uso de arma, artefato bélico ou acessório de uso proibido ou restrito”. A pena aumentaria para 12 ou até 30 anos. A progressão de um sexto subiria para dois quintos da pena, pois homicídio qualificado é crime hediondo. O processo de Josias corre na Justiça. Era meeiro na zona rural próxima a Colatina (ES). Conta que o proprietário o mandou embora e não queria lhe pagar. A resposta à sua súplica, diz ele, foi: “Filho de macaco se trata com banana”. Josias relata que pediu respeito e levou um soco. “Acertei uma facada nele. Minha esposa estava com barrigão... Sei que o que fiz é caso de Justiça. Quero pagar”. O juiz aceitou a acusação de
homicídio qualificado, por motivo torpe, sem que a vítima, atacada pelas costas, tivesse chance de reagir, e proferiu que o réu fosse a júri. Mas, se a versão de Josias for a verdadeira, seu caso deveria ser tratado como homicídio privilegiado, por ele ter reagido “sob domínio de violenta emoção, logo em seguida de injusta provocação”. Poderia ter iniciado a pena no semiaberto ou aberto, como possibilita a legislação atual. Em março deste ano, após dois anos e sete meses aguardando julgamento, Josias pôde deixar a cadeia, em liberdade provisória, beneficiado por um habeas corpus. Exame A volta da obrigatoriedade do exame criminológico para todas as infrações, que consta do projeto, pode ser mais um entrave à progressão. O laudo, feito a pedido do Judiciário, avalia se o preso “merece” ou não progredir. Parte do princípio de que psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais podem mensurar se um indivíduo tende a cometer outro crime ou fugir após conseguir a liberdade condicional ou o semiaberto. A progressão, assim, pode ser negada mesmo que o apenado já tenha cumprido a pena e possua bom comportamento. Dúvidas sobre a efetividade e a demora, muitas vezes de mais de um ano na obtenção do laudo, levaram à extinção de sua obrigatoriedade em 2003. Na época, 80 mil apenados, em condições de receber a progressão ou a liberdade, aguardavam o exame. Em 2010, o Conselho Federal de Psicologia proibiu psicólogos de aplicar o exame. A solução que o projeto oferece é que o juiz possa decidir sem o laudo se este não ficar pronto em 60 dias. O procurador Gonçalves defende o exame. “Recentemente, um sujeito que estuprava e matava crianças foi posto em liberdade sem esses cuidados [sem o exame]. O que ele fez? Estuprou e matou de novo.” O defensor Bruno Shimizu considera que o prazo de 60 dias pode levar um magistrado a barrar a progressão. “O juiz vai falar: ‘Como não deu para fazer o exame, não vou deferir a progressão’.” A defensora paulista Juliana Belloque, que participou do grupo de juristas do anteprojeto e foi voto vencido, também é contra. “Prazo no processo e na execução penal é algo que costuma ser descumprido. A lei diz que todo processo precisa ter audiência de instrução e julgamento em 60 dias, e as pessoas estão há um ano esperando essa
audiência presas”. Marcelo Freixo escolheu o presídio semiaberto Vicente Piragibe, em Bangu, para conversar com presos sobre a proposta – muitos dos presos não estariam ali se o código proposto pelo Senado estivesse em vigor. O Piragibe foi o eleito do deputado por duas de suas características: a superlotação (2.324 detentos para 1.200 vagas) e a fama de não permitir aos detentos alguns de seus direitos, como a autorização de saída para trabalhar ou visitar a família. A maioria cumpre pena como se estivesse no fechado. Por isso, os presidiários e o CNJ, que esteve ali em 2011, apelidaram o Piragibe de “semifechado”. Para o deputado, os juízes usam a morosidade da Justiça para segurar o apenado: “O magistrado cria obstruções, pede [exame] criminológico, que não deveria mais pedir e, na prática, não concede a visita. Há o medo de fuga, de um crime com visibilidade”. Muitos no Piragibe têm algum benefício vencido. Walbert Vitoriano, que cumpriu seis dos oito anos por tráfico, ilustra outro impacto que o projeto poderá causar. Há sete meses, o detento aguarda a concessão do livramento condicional, que lhe daria liberdade imediata. O novo projeto extingue o livramento condicional. A lei hoje diz que o juiz pode conceder o livramento ao preso condenado a dois ou mais anos em regime fechado após o cumprimento de mais de um terço da pena, desde que não reincidente em crime doloso e com bons antecedentes. Caso remitente, o encarcerado precisa cumprir mais da metade. Se sentenciado por crime hediondo, deve passar mais de dois terços na prisão antes de pedir o livramento. A prerrogativa é vedada àqueles reincidentes em infrações dessa gravidade. Se o preso em condicional cometer uma penalidade antes da data final da sentença, além de perder o benefício, perde o tempo da pena decorrido fora da cadeia. O procurador Gonçalves defende o fim do livramento. “O sistema de progressão e do livramento concorrem entre eles, com um detalhe: se a pessoa em livramento delinquir, volta a cumprir toda a pena. Além disso, você a joga na rua no dia seguinte. A progressão tem uma gradação. Vale a pena coexistirem ou é melhor aperfeiçoar a progressão e deixá-la como incentivo ao bom comportamento?”.
G6 Continuação O caso de Marcela Batista, que desde agosto de 2008 cumpria oito anos e 20 dias por roubo na penitenciária do Butantã, em São Paulo, mostra como o livramento e a progressão nem sempre servem aos mesmos propósitos. Marcela poderia ter progredido em 2010, mas seu pedido não foi apreciado. Em maio de 2012, teve um bebê. É comum em penitenciárias paulistas a mãe ficar com o filho por seis meses para amamentação. Depois disso, agentes tiram a criança e, se ninguém da família se dispuser a cuidar dela, a colocam para adoção. Para impedir isso no caso de Marcela, a Defensoria fez um pedido de extensão da amamentação por prazo mínimo de dois anos. Após cumprir mais da metade da pena no regime fechado, sem progressão, Marcela recebeu o livramento em dezembro de 2012. Com a reforma do código, continuaria presa ou talvez progredisse para o semiaberto, separada da criança. Shimizu levantou o número de pessoas em livramento e em regime aberto na capital paulista hoje e fez as contas do impacto do projeto. Concluiu que só na cidade seriam quase 30 mil pessoas a mais presas. “Seria necessária a construção de mais 70, 80 presídios.” Ele frisa que a maior parte dos presos que perderiam benefícios pelo novo código são pessoas sentenciadas por furtos, crimes patrimoniais ou pequenos traficantes. “O juiz não dá o livramento quando o crime é grave. Vai criar um colapso no sistema”. “A realidade é que as penas
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de curta ou média duração são cumpridas quase que integralmente no fechado, porque não dá tempo de progredir. O que salva esses condenados é o livramento”, opina Belloque. Fracasso Segundo Miguel Reale Júnior, projetos de penas duras aplicadas como resposta à criminalidade fracassaram nos EUA, onde a população carcerária quadruplicou entre 1980 e 2009. Hoje esse tipo de proposta vem sendo abandonada no país. Fernando Delgado, professor da Clínica de Direitos Humanos da Universidade Harvard e colaborador da ONG Justiça Global, corrobora. “O Brasil, infelizmente, segue em direção a políticas penais falidas.” A população carcerária brasileira, que é a quarta do mundo (depois de EUA, China e Rússia) quase quintuplicou entre 1992 e 2012; saltou de 114,3 mil para 549,5 mil, segundo dados do ICPS (Centro Internacional para Estudos de Prisão). E continua crescendo. Neste ano, já são 567,6 mil detentos. Somando as pessoas em prisão domiciliar, o número chega a 715,6 mil, de acordo com o CNJ. Se os 373,9 mil mandados de prisão em aberto fossem cumpridos, o total saltaria para mais de um milhão. Após anos de políticas carcerárias pesadas aos cofres públicos, sem relação clara com a redução da violência, americanos e europeus tentam diminuir suas populações atrás das grades. Estudos descrevem uma relação limitada entre cadeia e segurança. Steven D. Levitt, economista da Universidade de Chicago, e William Spelman, especialista em políticas públi-
cas da Universidade do Texas, avaliam em seus trabalhos que a cada 10% de aumento no número de encarcerados, há uma queda de 2 a 4% na criminalidade. Spelman acredita que é uma redução restrita dado o tamanho do gasto financeiro e do custo social. Os gastos e a limitação aumentam na proporção em que a população carcerária cresce. Por exemplo, em 2003, Califórnia e Nebraska tinham índices de criminalidade similares, de cerca de 4.000 delitos por 100.000 moradores, segundo o Departamento de Justiça. Para reduzir a violência em 2% a 4%, a Califórnia, com uma população prisional de 162,6 mil presos teria que encarcerar mais 16 mil pessoas. Nebraska, com 3,9 mil, precisaria colocar na cadeia outros 400. Com a média americana de gastos por preso em US$ 22.650 por ano, na época, a Califórnia gastaria US$ 355 milhões a mais que Nebraska. No Brasil, estudos apontam que a cada 10% na elevação do encarceramento há uma redução de 0,5% em homicídio (Ipea/2013). Luiz Octávio Coimbra, coordenador do Observatório de Segurança Hemisférica da OEA (Organização dos Estados Americanos), calculou, com base nos dados do Ipea: “Para reduzir a taxa de mortes intencionais no Brasil (27 por 100 mil habitantes) até chegar à média mundial (7/100 mil), deveríamos [...] botar na cadeia mais de 2 milhões de brasileiros”. Segundo a CPI do Sistema Carcerário, de 2009, o custo médio mensal por detento equivaleria a R$ 1.300. Além de ser uma prática custosa ao Estado, a opção pelo aumento do en-
carceramento não garante a diminuição da violência – estudos nos EUA apontam que pode ocorrer o contrário. Reflexos Raymond V. Liedka, da Universidade de Oakland, Anne Morrison Piehl, da Universidade de Nova Jersey, e Bert Useem, da Universidade de Purdue, analisaram dados dos 50 Estados americanos, mais a capital federal, de 1970 a 2000, e perceberam que a criminalidade sobe após o aprisionamento atingir entre 325 e 492 detidos por 100.000 habitantes. O que pesquisadores como a socióloga americana Dina R. Rose e o professor Todd R. Clear, da Universidade de Nova Jersey, concluíram é que o superencarceramento destrói laços sociais e familiares. Adultos mandados à cadeia deixam de criar, educar e sustentar suas crianças. Comunidades pobres se tornam miseráveis. Em 2012, a média brasileira de presos, segundo o Depen, era de 287 por 100.000 habitantes. Alguns Estados, no entanto, chegaram ao limite comentado na pesquisa citada, ou o ultrapassaram. No Paraná, o encarceramento atingiu 340 presos por 100 mil habitantes; em Mato Grosso, 371; em Roraima, 395; no Espírito Santo, 419. Em seguida vêm Brasília (447), São Paulo (463), Mato Grosso do Sul (499), Rondônia (516) e, no topo, o Acre (521). Entre 1990 e 2005, a criminalidade caiu nos EUA. No entanto, Spelman e outros pesquisadores mostraram que o encarceramento foi responsável por apenas 25% da queda. Os 75% restantes seriam reflexos de investimentos em educa-
ção, policiamento, aumento no poder aquisitivo da população, envelhecimento populacional, redução do desemprego e da taxa de urbanização. Levitt identificou que, a cada 10% de aumento no policiamento de uma cidade, há redução de 11% nos crimes violentos e de 3% nos delitos à propriedade. No Brasil, um aumento de 10% no efetivo policial provoca quedas entre 0,8% e 3,4% nos homicídios do ano seguinte (Ipea/2013). Educação e renda Os economistas Eric D. Gould, da Universidade Hebraica de Jerusalém, Bruce A. Weinberg, da Universidade de Ohio, e David B. Mustard, da Universidade da Georgia, constataram que aumentos de 10% no salário médio de trabalhadores sem formação universitária diminuem em 25,3% os crimes violentos. Outros dois economistas, Lance Lochner, da Universidade Western Ontário, e Enrico Moretti, de Berkeley, apontam que 10% mais graduações no ensino médio baixam a criminalidade em 9,4%. Do outro lado da mesma moeda, o Ipea percebeu que o crescimento de 1% na evasão escolar eleva em até 0,1% os homicídios. O doutorando de sociologia da USP Marcelo Campos vê, no novo código, a continuidade de uma política de recrudescimento. “É ver no direito penal a solução, passando pelo encarceramento.” Ele pesquisou e identificou o surgimento de 49 leis punitivas de 1989 a 2006. O conjunto de leis que forma a legislação de crimes hediondos é importante exemplo do recrudescimento e uma das causas da explosão carcerária.
São três, aprovadas a partir de 1990. Drogas Outra causa de superencarceramento deriva da lei de 2006 que instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas. A lei subiu de três para cinco anos a pena mínima, impedindo a aplicação de penas alternativas, e manteve a máxima em 15. Também proibiu a concessão de liberdade provisória e vedou, para reincidentes, o direito ao livramento condicional. Em 2010, o STF considerou inconstitucionais as partes da lei que proibiam a liberdade provisória e impediam a possibilidade de pena alternativa aos condenados por tráfico. Com a legislação de 2006, quadruplicou o número de encarcerados por tráfico. Um ano antes da lei, havia 32,8 mil condenados pelo crime; cinco anos depois, já eram 125,7 mil (Depen). A porcentagem de detidos por drogas em relação à população carcerária total aumentou de 13,4%, em 2005, para 24%, em 2012. Agora, tráfico e roubo qualificado (18%) são as principais causas de prisão. A lei criada para deter o grande traficante terminou por aprisionar o traficante eventual, que comercializa para consumo próprio, e o usuário. Levantamento feito em São Paulo, em 2012, pelo Instituto Terra, Trabalho e Cidadania e pela Pastoral Carcerária aponta que, dos crimes relacionados às drogas registrados em boletins de ocorrência, 98% foram classificados como tráfico, associação e produção; 1% como praticados por usuários-traficantes; e apenas 1% como delitos cometidos por usuários.
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Diário de Pequim O MAPA DA CULTURA
4 Cera quente
Steve Jobs vira estátua no escaldante verão chinês
MARCELO NINIO
Inaugurada recentemente no centro de Pequim, sob um calor de derreter, a versão local do tradicional museu de cera britânico Madame Tussauds é um termômetro do gosto dos chineses por celebridades. Quem dá as boas-vindas, ainda do lado de fora, é uma estátua do norte-americano Steve Jobs, fundador da empresa de computação Apple. Morto em 2011, Jobs é adorado pelos fãs de tecnologia do país, embora a marca sofra restrições do governo para uso oficial, por medo de espionagem. Entre as 60 figuras de cera do museu, os destaques na ala nacional são empresários de sucesso como Robin Li, fundador do Baidu, o “Google chinês”, e estrelas do esporte, como o jogador
de basquete Yao Ming. A surpresa é a estátua do músico Cui Jian, conhecido como o “padrinho do rock” chinês. Cui passou anos proibido de se apresentar em público depois que uma de suas músicas tornou-se o hino dos protestos pró-democracia de 1989 na praça da Paz Celestial, que fica a poucos metros do museu. No setor político do espaço, os visitantes fazem fila para tirar fotos com a rainha da Inglaterra, com os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin. Mas nada de personalidades chinesas. “Somos um povo conservador”, diz um funcionário do museu. “Para nós, política não é diversão”. Do outro lado da rua, na praça da Paz Celestial, é possível visitar, de graça, o
corpo embalsamado do líder comunista Mao Tse-tung. Agosto na praia Com temperaturas nunca abaixo dos 30°C, o sufocante verão em Pequim dá à megalópole de 20 milhões de habitantes um ar de cidade do interior. O espírito coletivo dos chineses aflora e famílias inteiras sentam em cadeiras dobráveis na calçada, abanam-se com leques ou o que estiver à mão, olham a vida passar ou debruçam-se sobre carteados ou pedras de “mahjong”, o popular jogo de mesa chinês. Ao entardecer, casais saem de pijama para passeios pelas ruas mais movimentadas, como se estivessem no quintal de casa. Os guarda-chuvas saem do armário, afinal o chique é a palidez cosmopolita. Pele
bronzeada é coisa de camponeses que labutam ao sol – e ninguém quer ter a aparência de um migrante caipira. No auge do calor, os líderes máximos do país fazem as malas e se mandam de Pequim. Desde os tempos de Mao, é tradição a cúpula comunista se reunir durante o verão em Beidaihe, um balneário de águas turvas que nos últimos anos fica apinhado de turistas russos. Em meio à maior campanha anticorrupção em décadas, é lá que será decidido quem serão os próximos comunistas que verão a chapa esquentar. De Xi, para Dilma Entre os mimos levados pelo líder da China, Xi Jinping, para presentear a presidente Dilma em sua mais recente vi-
sita ao Brasil, estavam DVDs com três exemplos da recente produção cinematográfica e de teledramaturgia chinesa. A Folha obteve as sinopses das obras, traduzidas para o português especialmente para a ocasião. O filme escolhido foi “O Amor Não é Cego”, comédia água com açúcar que conta a história de uma moça que “sai do fundo do poço” após ser abandonada pelo namorado. Dilma também ganhou coleções completas de telenovelas curtas da TV chinesa: “Jovens de Pequim” (36 capítulos) e “Na Terceira Idade com Amor” (45 capítulos). Se depender dos mandachuvas chineses, é só o começo. Várias novelas estão em processo de tradução e dublagem para o português. Pequim aposta no gosto do
brasileiro pelo gênero para exportar sua produção e difundir a cultura chinesa no Brasil. Novela também é “soft power”. AI Algo mudou na perseguição do governo a Ai Weiwei, o artista chinês mais famoso do mundo. Ele continua proibido de deixar o país. Mas, pela primeira vez em anos, a censura deixou passar uma entrevista dele numa publicação nacional. A premiada foi a revista “Time Out Beijing”. Nem ele entendeu. “As autoridades estão numa posição de tamanha superioridade que nunca têm que dizer o porquê”, afirmou Ai Weiwei, que arriscou um palpite. “Acho que eles estão concluindo que sou só um artista”.
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Arquivo Aberto
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MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
Jardim das delícias Londres, 1986
ACERVO PESSOAL
NICOLAU SEVCENKO
Olho pela janela do alto do prédio da Biblioteca Central da Universidade de Londres e vejo uma cena fantástica. Por todo o jardim externo até a esquina, onde fica o Diretório Central dos Estudantes, a ULU (University of London Union), havia se espalhado uma massa extravagante de formas, cores, materiais e um mundo de gente trabalhando em agitação festiva, sob o sol do verão. Vista do alto daquele depósito cinzento de livros empoeirados, era a visão do “jardim das delícias”. Larguei tudo e corri para lá. Eu sabia o que era. Desde o final do semestre letivo, não se falava de outra coisa que a organização de um megaevento para denunciar o regime do apartheid na África do Sul, exigindo a imediata libertação de Nelson Mandela. Não tinha apenas a ver com um país em particular, uma injustiça atroz e um regime especialmente repugnante. Àquela altura o
Artistas como Sting no palco do show-protesto contra o apartheid em junho de 1986, em Londres
caso assumia uma proporção simbólica em escala mundial, já nos estertores da Guerra Fria, com o governo sul-africano municiando grupos de extrema direita e encarnando o arqui-inimigo do mundo póscolonial e das comunidades discriminadas, oprimidas e espoliadas por toda parte.
Claro, no Reino Unido, isso se referia não apenas aos imigrantes, mas a toda a vasta população que assistia aflita ao desmonte do sistema público de bem-estar social por Margaret Thatcher, anunciando os ares de ganância, intolerância e insensibilidade da nova ordem mundial.
Isso tinha tudo a ver com os jovens e estudantes. Desde o início do seu governo, em 79, Maggie havia cortado as verbas para a educação em 10%, taxa aumentada a cada ano. Era o que os conservadores chamavam de “a política da mudança” (the Switch). A ideia era cortar as verbas
para cursos de artes, humanidades e ciências sociais, as bases da educação liberal iluminista da Grã-Bretanha, repassando recursos, em termos restritos, para as áreas de ciências, tecnologia, engenharia e medicina. De passagem, as universidades eram instadas a buscar verbas junto a empresas privadas e os alunos, com bolsas cortadas e altas mensalidades, levados a assumir empréstimos para pagar pelos cursos. Em paralelo, verbas públicas foram canalizadas para conglomerados corporativos de ensino superior técnico e profissional. Conhecemos. As universidades, portanto, como o restante da sociedade, estavam em franca ebulição. A química que catalisou essa turbulência, naquele verão de 86, foi gerada pela frente ampla de resistência chamada de Cunha Vermelha (Red Wedge). Criada por músicos como Billy Bragg, Paul Weller e Jimmy Somerville, ela reunia toda uma gama de ativistas independentes ligados ao mundo das artes e da cultura. Jimmy era habituê do bar que frequentávamos em Notting Hill Gate, ambiente radicalizado, com gentes de todas as tribos independentes, Redskins Rebels, Club Sandino, Lynx, Earth First, Primitive Urban, Mutoid Waste, o lote.
Como a ULU tinha um bar e um espaço de shows que era o templo da música independente, o público era praticamente o mesmo nos dois espaços. Quando me juntei à turba trabalhando nos jardins da ULU, era evidente o papel decisivo assumido pelo pessoal das escolas de arte. Desde o pósguerra o foco nevrálgico da sociedade britânica passou a ser as práticas criativas: música, artes gráficas e visuais, design, moda de rua, performance, teatro experimental, crítica cultural. Era essa galinha dos ovos de ouro que a nova ordem estava matando e os independentes queriam manter viva. No dia seguinte marchamos pelo centro da cidade em direção ao concerto Artistas Contra o Apartheid, em Clapham Commons, no sul. Éramos cerca de 300 mil pessoas. Ninguém imaginou aquilo possível. Era teatro de rua: máscaras, fantasias, bonecos, música e dança. Consolidouse ali um modelo de protesto como celebração da arte coletiva, do prazer da comunhão social, que se desdobraria nos motins da Poll Tax e depois, pelo mundo, com as manifestações antiglobalização e o agito Occupy. Esse êxtase do reencontro do calor social, só a violência sufocaria.
Caderno C
Plateia MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
plateia@emtempo.com.br
RICARDO OLIVEIRA
Fotógrafos do EM TEMPO em exposição (92) 3090-1042
Plateia 3
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
‘Refúgio’
é opção para colecionadores O “caçador de relíquias” Nilson Barbosa tem mais de mil peças raras em sua coleção
SÉRGIO VICTOR Especial EM TEMPO
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inguém imagina que no casarão antigo de n° 89 da Rua Lauro Cavalcante, no Centro de Manaus, se encontra um verdadeiro túnel do tempo. Ao subir alguns degraus, o visitante pode se surpreender ao olhar para os rádios valvulados da década de 1940, lampiões a querosene, luminárias, balanços fundidos a ferro, cristaleiras antigas e outros artefatos, todos adquiridos pelo colecionador Nilson Barbosa, dono do antiquário “Refúgio”. A paixão por colecionar sempre existiu, mas foi somente aos 30 anos que Nilson começou a procurar por objetos antigos e exóticos. Os primeiros alvos foram as figuras de ação: personagens da Marvel, DC Comics, Star Wars e desenhos antigos da Hanna-Barbera fizeram as honras de estrear na sua estante e, desde lá, a coleção só aumenta. Os artigos se acumularam e, há mais de 1 ano, já sem espaço na própria casa, Nilson decidiu inaugurar seu “Refúgio”. O endereço atual, na Rua Lauro Cavalcante, ainda é recente. A inauguração aconteceu na Rua Duque de Caxias, na Praça 14 de Janeiro. No entanto, assim como na sua casa, o espaço foi insuficiente, uma vez que a coleção quadruplicou. Hoje, aos 40 anos, Nilson, que também é DJ, possui mais de mil peças. “Poderia ter ainda mais objetos”, brinca Nilson. “Mas só pude começar a colecionar quando tive recursos para poder comprar as peças”, explica. A internet ajudou bastante na procura pelos itens, porém, a maioria deles é negociado diretamente com as pessoas na cidade. Assim que Nilson tem uma pista de onde pode estar uma antiguidade, ele investiga o local e tenta adquirir do dono, nos moldes do programa televisivo Caçador de
Relíquias, exibido no Brasil pelo canal pago History Channel. No programa, os caçadores Mike e Frank saem à procura de raridades pelas casas nos Estados Unidos, vasculhando em ferros-velhos, celeiros, garagens e porões. “Aqui em Manaus é muito difícil achar esses objetos”, afirma Nilson. As dificuldades para se desfazer de um objeto raro em uma coleção são muitas e Nilson conhece a fundo esse problema. “Já pude encontrar muitos itens raros dos quais as pessoas não quiseram vender. Algumas pessoas não sabem o valor do item que tem em casa, mas outras sabem exatamente o que aquele objeto representa”, diz o colecionador. O próprio Nilson teve de superar seu apego para começar a vender suas peças. “Muitas vezes as pessoas ficavam rondando o antiquário e quando achavam algum objeto que eu ainda não tinha me desapegado, recebiam um ‘não’ logo de cara”, lembra. “Mas hoje posso dizer que 95% das peças estão à venda”. Entre os 5% restantes, há os filhos dos quais Nilson não pretende vender de modo algum, pelo menos por enquanto. Alguns deles são uma caixa registradora dos anos 1960, um telefone vermelho com manivela e um antigo taxímetro. “Não sei se um dia vou me desfazer deles”, brinca Nilson. O dono do antiquário garante que máquinas fotográficas analógicas, máquinas de datilografar, relógios de ponto antigos, ferros a carvão, ventiladores de ferro, videocassetes e toca-discos chamam a atenção, além de itens raríssimos. “Acredito que o item mais valioso que temos aqui é uma escrivaninha de madeira dos anos 1940”. Os preços no antiquário variam de R$ 10 até R$ 4 mil. “Quem vai no antiquário sempre quer negociar”, ressalta.
Em busca de ‘novas’ raridades Além das buscas pela internet e nas casas em Manaus, Nilson conta que faz visitas regulares ao antiquário Império. “Somos os únicos antiquários na cidade. Não posso me dar o luxo de não visitar o concorrente”, esclarece Nilson. Ele informa que cerca de 150 pessoas visitam por mês o “Refúgio” e que a cultura de colecionar antiguidades ainda está engatinhando na capital. “Se compararmos com São Paulo e Rio de Janeiro, Manaus ainda tem poucos antiquários. Mas vejo que as pessoas têm cultivado um interes-
se maior e muito disso é mérito da internet, dos programas de TV sobre o assunto e dos antiquários da cidade”, aponta. Apesar de fazer trabalhos como DJ nos finais de semana, o trabalho no antiquário se tornou a principal fonte de renda para Nilson e ele planeja ampliar ainda mais sua coleção no futuro. “Colecionar é minha verdadeira paixão e pretendo fazer isso até morrer, não tenho planos de fechar. Quero ainda aumentar o espaço para adquirir mais itens para mostrar às pessoas”, revela o colecionador.
Máquinas fotográficas, aparelhos toca-fitas e videocassetes estão na lista de produtos que chamam a atenção dos visitantes
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>> Beleza
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br TÁCIO DE MELO
>> Agenda da arena
A chic Maria Helena Gesta de Melo, de modelo Balmain, no evento que movimentou o Arrondissement Jardim das Américas
. Numa avaliação que foi feita num encontro que reuniu os maiores agentes de viagens de luxo em Las Vegas, o hotel Rosewood London foi eleito o melhor hotel do mundo de uma lista top ten. . Na mesma lista, o hotel eleito como o melhor design foi o Four Season Lion Palace, em São Petersburgo, na Rússia, com ambientação deslumbrante! Na lista hotéis realmente lindíssimos.
O famoso cirurgião plástico paulista André Borba, que será a figura central de meeting que reunirá convidadas especiais, no exclusivo auditório do Cedoa
Júnior Vicente, a aniversariante Waleska Macêdo e Waltinho Oliva Pinto, na festa da segunda, quintafeira no Jardim das Américas
. Além do show confirmado da cantora Ivete Sangalo na próxima sexta-feira, a Arena da Amazônia já possui uma agenda interessante de eventos no local. . A produtora M1 Eventos também organizará o espetáculo das bandas Malta e Jota Quest no dia 4 de setembro, no primeiro show na área do pódio da arena. Ainda em setembro, estão agendados o espetáculo gospel Louvarei 2014, no dia 12, e o jogo entre Oeste (SP) e Vasco da Gama (RJ), no dia 16. . A dobradinha Natiruts & Capital Inicial no dia 23 de outubro também toma conta do pódio da Arena da Amazônia. Em novembro, a Fundação Vila Olímpica também prevê dois jogos válidos pela Série D e mais dois megaeventos. Aguardem.
VILLA MIX
Camarote da Balada presenteia com brinde
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Gusttavo Lima é a atração da festa que traz a Manaus a boate Villa Mix como tema central
Para quem não abre mão de um show alto-astral, com todas as mordomias que tornam a noite ainda mais agradável, a pedida é o “Camarote da Balada”, espaço privilegiado da festa “Uma noite na Boate Villa Mix”, que vai agitar Manaus, no dia 4 de setembro, no Diamond C o n ve n t i o n Center. Para animar a festa, o “queridinho” do sertanejo universitário, Gusttavo Lima. O camarote possui entrada e banheiros exclusivos e vista privilegiada do palco, além da vantagem do open bar até as 3h. Aqueles que optarem pelo Camarote da Balada vão desfrutar ainda de um cardápio free de bebidas que inclui, whisky 8 anos, vodka, cerveja, chopp Brahma, água e refrigerante. O ingresso de estudante para o camarote custa R$ 150, podendo ser divido até em 3 vezes no cartão. Vale
ressaltar, que as vendas para o espaço são somente para maiores de 18 anos. Boate sofisticada A casa noturna de Goiânia com filial em Brasília e São Paulo, Boate Villa Mix é o point de celebridades, artistas e da alta sociedade. No comando dos negócios, está a dupla sertaneja, Jorge & Mateus. Com este conceito que agrega um espaço sofisticado, inspirado nas tendências de clubs internacionais, a festa com a temática da boate chega a Manaus. Uma noite dedicada para a animação, atração nacional no palco e infraestrutura de primeira linha. Promovida pela Fábrica de Eventos, a festa “Uma noite na Boate Villa Mix” é inédita e, por isso, será em alto estilo. Para animar Gusttavo Lima promete cantar os sucessos que estouraram em todo Brasil e músicas do novo álbum “Do outro Lado da Moeda”. O CD traz músicas inéditas como “Tô solto na night” e o hit “Diz pra mim”, versão da música “Just give me a reason” da cantora norteamericana Pink, que já é sucesso nas rádios de todo o Brasil e contabiliza mais de 23 milhões de visualizações no YouTube.
ca francesa Fauré Le Page lança nova coleção de verão com maxi bolsas, que são disputadas enlouquecidamente pelas mais chiques da Europa. . A centenária Fauré Le Page é considerada uma das griffes mais importantes de Paris. Em Manaus, possui adeptos com o colunista Alexandre Prata e a top odontóloga Alessandra Brandão. Um luxo! Aniversariante da próxima terçafeira, Cristiane Pacheco, aguarda a chegada da filha Liz, ao lado do marido Alessandro Pacheco, e prepara a comemoração da chegada da cegonha, próximo de seu aniversário
O prefeito Arthur Virgílio Neto, o médico Luiz Fernando Nicolau, Raimundo Fortunato Jr. e o vereador Hiram Nicolau, na inauguração das novas dependências do hospital Samel, em evento no centro de Manaus
>> Top Ten
sejo e d de o t e j b >> O . Chiquérrima mar-
SERVIÇO UMA NOITE DA BOATE VILLA MIX Quando 4 de setembro, véspera de feriado Onde Diamond Convention Center Pista 1º lote R$ 70 (meiaentrada) 3 x no cartão de R$ 23,33 Pontos de Óticas Veja, Bar Venda Chopp Brahma, Rommanel (Amazonas Shopping e Shopping Ponta Negra), Sinhazinha. com, Mind’s, Stand da Fábrica de Eventos no Amazonas Shopping e loja da Fábrica de Eventos no Shopping Cidade Leste.
>> Encontro . Mais de 25 agências reguladoras de água de todo o Brasil se encontrarão em Manaus na 17ª Reunião da Câmara Técnica de Saneamento Básico, que fará uma ampla discussão nacional sobre abastecimento de água, regulação e saneamento básico. . O evento será realizado nos dias 18 (segunda-feira) e 19 (terça-feira), no hotel InterCity Premium, em Adrianópolis, das 9h às 19h. . O encontro está sendo organizado pelo governo do Amazonas, por meio da Agência Reguladora dos Serviços Públicos concedidos do Estado do Amazonas (Arsam), e pela Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar). Guto Oliveira na festa de aniversário de Waleska Macêdo no início do fim de semana
HUMORISTA
Jô Soares recebe alta hospitalar em São Paulo O humorista e apresentador Jô Soares, 76, teve alta hospitalar no início da noite de sexta-feira (15), após passar 22 dias internado no hospital SírioLibanês, em São Paulo. Jô foi hospitalizado no dia 25 de julho, com um quadro de infecção pulmonar. O único boletim médico divulgado pelo hospital nesse período saiu três dias depois da internação. A nota dizia que o apresentador estava sendo tratado com antibióticos e que deveria ter alta em breve. Na sexta, porém, o SírioLibanês não deu detalhes
sobre o estado de saúde de Jô Soares. De acordo com a assessoria do hospital, nenhuma informação seria divulgada, a pedido do próprio apresentador. No período em que Jô ficou internado, a Globo exibiu reprises de seu programa. A emissora prepara um novo pacote de programas repetidos para serem transmitidos durante a ausência do apresentador, que deve passar mais algumas semanas em casa, segundo Anne Porlan, chefe da produção de jornalismo do “Programa do Jô”. DIVULGAÇÃO
. O badalado salão Villa Angel estará promovendo um meeting para mulheres do society no próximo dia 21, no auditório do Cedoa. . Receberá para um encontro 50 mulheres com o renomado cirurgião plástico, oftalmologista e dermatologista André Borba, que vem de São Paulo especialmente para o encontro com o time feminino de Manaus. . Borba tem formação no Hospital das Clínicas da USP e Felloship em cirurgia plástica ocular na Universidade da California, Los Angeles, entre muitos outros itens especiais de um currículo sensacional. Entre outras especialidades, André Borba é expert em plástica na região dos olhos, pálpebras etc. Vale conferir.
Camarote Vip R$ 150 (meia-entrada balada da) 3 x no cartão. open bar Open até as 3h: vodka, cerveja, whisky 8 anos, água, refrigerante e chopp Brahma. Vendas para maiores de 18 anos. Pontos de Stand da Fábrica Venda de Eventos no Amazonas Shopping e Loja da Fábrica de Eventos no Shopping Cidade Leste. Informações www.fabricaingressos.com.br
Apresentador esteve internado por quase um mês
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EM TEMPO participa de exposição de fotografia
IONE MORENO
IONE MORENO
RICARDO OLIVEIRA
Ione Moreno, Alberto César Araújo, Raimundo Valentim e Ricardo Oliveira expõem registros captados durante a Copa
BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO
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ensando em resgatar os melhores momentos da Copa do Mundo, por assim dizer, um time de fotógrafos locais que participaram da cobertura do Mundial se reuniu e criou a exposição “Gol da Fotografia”, que entra em cartaz amanhã, a partir das 18h, no Millennium Shopping. Entre os 25 profissionais que irão participar da mostra estão quatro do EM TEMPO: Ricardo Oliveira, Ione Moreno, Alberto César Araújo e Raimundo Valentim. Ao todo, o público poderá conferir um acervo com mais de 500 imagens que serão exibidas digitalmente, por meio de projetores e no formato de rodízio. E se engana quem acha que só serão mostrados cliques de dentro dos estádios. Bastidores e torcedores dentro e fora dos jogos poderão ser conferidos de maneira gratuita. Segundo Ricardo Oliveira, a experiência em ter participado do Mundial foi “formidável”. “Tivemos a oportunidade de mantermos contato com fotógrafos de outros países e tivemos patrocínio da Canon, o que nos possibilitou trabalhar com equipamentos de última geração”, revela. Oliveira afirma que como em toda cobertura jornalística a concentração do fotógrafo tem que estar no ápice. “Além disso, nós, fotógrafos do Brasil, tínhamos que disputar com grandes agências internacionais. Mas acredito que no nosso caso (do EM TEMPO), não usamos na manchete e nem na capa do
caderno de esportes, imagens ‘de fora’. Acredito que nos saímos muito bem”. Ele ressalta, ainda, que a iniciativa da exposição é bastante positiva. “É algo ímpar. Assim teremos a oportunidade de expor imagens que não puderam sair em jornais e sites, levando ao grande público a experiência do trabalho que tivemos ao longo de toda a competição”, afirma. Apesar de possuir um grande acervo pessoal, o profissional acredita que a melhor imagem pode estar em qualquer lugar. “A edição da foto se dá conversando e
IMAGENS
O público que comparecer à exposição poderá conferir um acervo com mais de 500 imagens que serão exibidas digitalmente, por meio de projetores e no formato de rodízio analisando em conjunto com a equipe do jornal. É lógico que fazemos uma pré-edição do material, mas, como disse, a decisão final é tomada em conjunto. A melhor fotografia nem sempre está no momento do gol, ou nem mesmo no jogo em si. Ela pode estar na torcida, nos bares e praças de uma cidade, por exemplo”, observa. Lembrando uma imagem da Copa do Mundo de 1982, vencedora do Prêmio Esso. “A fotografia é um menino chorando na arquibancada do estádio Sarriá e ganhou um dos maiores prêmios do Brasil”.
“Click” de Ricardo Oliveira em momento singular em partida disputada na Arena da Amazônia RICARDO OLIVEIRA
A energia da torcida pela seleção brasileira de futebol ganhou atenção especial de fotógrafos
Olhares exclusivos em foco A fotojornalista do EM TEMPO Ione Moreno também estará na exposição. Assim como Oliveira, ela afirma ter vivido um momento único. “Um evento dessa magnitude dentro da nossa cidade é algo que ficará marcado não apenas na minha carreira, mas também na minha vida. Ter acesso aos eventos que envolveram o Mundial, por meio de um veículo de comunicação, valeu mais do que qualquer prêmio que já ganhei até hoje”, fala. Ione selecionou pouco mais de 50 imagens de um acervo que chega a 4 mil fotos. “As pessoas vão poder conferir cenas de estrangeiros, amazonenses, crianças, enfim, imagens que certamente irão emocionar”. Também fazem parte da mostra Clovis Miranda, Márcio Silva, Bruno Kelly, J. Renato Queiroz, Euzivaldo Queiroz, Erica Melo, Lucas Silva, Evandro Seixas, Antonio Lima, Reinaldo Okita, Jair Araújo, Alexandre Fonseca, Tácio Melo, Karla Vieira, Alex Pazuello, Agnaldo Oliveira, Bruno Zanardo, Raphael Alves, Aguilar Abecassis, Edmar Barros e Carlos Navarro. Fotografias em exposição digital evidenciam detalhes que geralmente passam despercebidos
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Conforto burguês atrapalha o autor, diz Milton Hatoum M
ilton Hatoum fecundou, na Espanha, “em um quartinho de 6º andar”, em “um inverno sem calefação”, “nos horários mais absurdos”, seu romance de estreia, “Relato de um Certo Oriente”. A obra, como um filho robusto, comemora seus 25 anos de publicação com tradução inédita ao árabe, no Egito. As feições do livro fazem Hatoum se lembrar, em entrevista, de um tempo passado, com o que parece ser o saudosismo dos pais. “Foram os meses menos infelizes da minha juventude, que estava acabando. Eu era um pobre estudante da província sonhando em ser um escritor”, diz. O que de fato ele se tornou. Hatoum participará, no próximo dia 27, de uma mesa na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde irá debater com o seu colega libanês Elias Khoury. A recordação dos anos vividos na Espanha, durante os quais Hatoum deu início a uma carreira mais tarde premiadíssima, é a de um marco na memória do autor, nascido em Ma-
naus, em 1952. “O que vivi aos 20, 30 anos se tornou minha infância, que renovei enquanto envelhecia”, diz. O autor trabalha hoje em um romance que deve ser narrado por um personagem exilado em Paris. Hatoum mudou-se para Madri no final dos anos 1970, com uma bolsa de estudos. “Não era fácil viver no Brasil. Era chato e opressivo”, diz. A Espanha, àquela época, celebrava a Movida Madrileña, depois da ditadura de Francisco Franco (1936-1975). “Eu descobri ali a minha liberdade. Era uma coisa nova também para os espanhóis”, conta. “Vivi essa ininterrupta comemoração”. Os quatro meses previstos pelo programa tornaram-se quatro anos, e o “jovem da província” trabalhou ali, “a mão” e “no braço”, no rascunho de sua primeira obra. À época, vivia no bairro de Argüelles. “Escrevi também em Barcelona e em Paris. Era um manuscrito nômade e, por anos, passou por muitos quartinhos de empregada”. “Eu morava mal. O dinheiro da bolsa não era suficiente, então fazia bicos de tradu-
ção. Mas isso não me impedia de ler e de escrever. Hoje penso: o conforto burguês atrapalha o escritor”. Antes de “Relato de um Certo Oriente”, Hatoum havia tentado, também na Espanha, escrever sobre os tumultos políticos no Brasil. Ele se lembra, rindo, do amigo argentino que lhe sugeriu abandonar o projeto após ler seu esboço. “Joguei o manuscrito na lareira de uma amiga catalã, em Barcelona”, conta. Então desistiu do lastro na atualidade e passou a trabalhar a memória de sua família, imigrantes libaneses, em Manaus. A fecundação resultou não apenas em “Relato”, mas também em “Dois Irmãos”, que deve ser adaptado para uma série na TV Globo. A obra, que ele diz ser sua menos autobiográfica, garantiu com o sucesso que ele pudesse se dedicar à literatura. Hoje reescreve as quase 600 páginas em que tem trabalhado, sobre experiências em Brasília nos anos 1960 e em São Paulo na década seguinte. Por Diogo Bercito
“Relato de um Certo Oriente”, de Hatoum, ganha nova edição, com tradução inédita para o árabe
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Escritor amazonense, reconhecido nacional e internacionalmente, comemora 25 anos do livro de sua estreia na literatura
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo
A propósito... Sobre este novo trabalho do João Emanuel, mesmo com estreia programada para o fim do ano que vem, muita coisa começa a ser preparada desde já. Amora Mautner tem se dedicado inteiramente a isso. É uma história que irá se desenvolver nos dias atuais. Desânimo Verifica-se nos interiores do “Fantástico” certo desconforto com o quadro “Medida Certa”. Não é por nada, mas pouco deu de resultado até agora todo esforço da produção, tentando colocar aqueles que foram convidados em seus pesos corretos ou algo próximo disso. Ronaldo e Preta Gil são dois desses exemplos que jogam contra.
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Acontece que... Salvo raras e bem honrosas exceções, poucos conseguiram manter as medidas conseguidas depois de participarem do programa. Todos voltaram a aparecer rechonchudos, o que até joga contra as boas intenções do programa. Daí agora a decisão de se usar, nas próximas edições, só gente desconhecida. DIVULGAÇÃO
Cauã reservado Cauã Reymond é outro nome confirmado na próxima novela do João Emanuel Carneiro. O que se informa na Globo é que não existe a possibilidade de ele fazer nenhum outro trabalho até lá. Amora Mautner vai dirigir.
Bandido Não existem mais dúvidas quanto à participação de Marcos Palmeira em “Babilônia”, do Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que vai substituir “Império” na faixa das 21h. Está confirmada a sua escalação para fazer o grande vilão da novela, um político envolvido em corrupção. Imagine só. Diferente, pelo menos.
Tem uma coisa... Que poucos sabiam até agora: quando deixou o SBT, o autor Tiago Santiago assumiu compromisso com Silvio Santos que ficaria dois anos sem pegar trabalho com outra emissora aberta. E é o que ele tem cumprido. A série “Na mira do crime”, no caso, foi um acerto com a Fox, TV fechada.
• O “Esporte Espetacular”, da Globo, neste domingo, vai estrear o quadro “Superclássicos”... • A ideia é revisitar grandes jogos da história do Campeonato Brasileiro... • O primeiro capítulo é sobre Cruzeiro e Santos, primeira partida da decisão da Taça Brasil de 1966, no Mineirão... • O Peixe do Pelé contra a Raposa do Tostão. • Com estreia dia 2, a Band vai botar no ar o “MasterChef”, da Ana Paula Padrão. • Viviane Araújo não tem decepcionado em suas cenas na novela “Império”... • É uma personagem pobrezinha, mas limpinha... • Está valendo a aposta do autor Aguinaldo Silva... • Que antes mesmo de escrever os primeiros capítulos já tinha se decidido pela sua escalação.
Está diferente Franz Vacek começa a colocar a sua marca no jornalismo da Rede TV!. O principal informativo da casa, “Rede TV! News”, já está com uma nova escalada. Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Adriane Galisteu, mesmo longe da TV aberta, é uma das personalidades mais procuradas para eventos e pelo mercado da propaganda. A sua força comercial é indiscutível. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Dora Kramer plateia@emtempo.com.br
Mova-se!
MÁRIO ADOLFO
GILMAL
ELVIS
Realizado de 13 a 17 de agosto, a 5° edição do Festival Mova-se de dança – solos, duos e trios consagra-se como o principal festival do gênero no Norte e um dos mais importantes do país. Capitaneados pelo coordenador e curador, João Fernandes, artistas e profissionais da dança de diferentes partes do país chegam a Manaus com a expectativa da troca de saberes, de impressões sobre suas obras e a relação destas como público. A diversidade de linguagens em dança que se pôde notar até o presente momento é digno de nota. Há desde a excepcional batalha de B.Boys com a edição do “Movase na Rua” até o linear “Romeu e Julieta” da Cia de Ballet da cidade de Niterói. Perfomances, espetáculos, lançamento de livros e debates emoldam o festival firmando de vez a cidade no centro das discussões em dança no Brasil. O festival abre precedentes inclusive para uma discussão interessante se contarmos o que temos visto nas mostras. A dança contemporânea está chata e cafona. Os diálogos estão presos à forma e ao corpo envolto em vocábulos gestuais que não somatizam e nem provocam o espectador que parece estar sentado numa poltrona num dia de domingo. Em muitos lugares acontece o outro extremo que também incita diferentes situações: o ultra-vanguardismo tem atraído pequenos grupos de espectadores, mas a tentativa de incluir um público maior em suas investidas acaba por assustar a plateia ainda acostumada a velhos bordões, mas que nem por isso deixa de ser participativa. Talvez o que falte neste caso é o tempo e a espera, afinal, o público tem diferentes formações do qual já tratamos aqui nesta coluna. Um dos espetáculos mais interessantes apresentados no festival talvez tenha sido “A projetista” da coreógrafa e
bailarina mineira Dudude Herrmann. O solo versa sobre um artista diante da feitura de um projeto para um edital “de dança” – como bem frisa a intérprete -, único meio no Brasil de se conseguir angariar recursos para concretização de suas obras. Passeando por gamas de sensações, Dudude vai do drama ao riso sem ser óbvia e piegas. Aliás uma coisa deve ser dita: a arte brasileira tem se revelado séria demais, um drama mórbido sem sentido e aspirações. O trabalho de Dudude brinca com esta seriedade e mostra como um artista capaz de múltiplas potências criadoras e sensíveis se vê diante de um “esquema” para obter recursos com vistas a sua montagem. O espetáculo na verdade não faz críticas ao modelo, apenas aponta as dificuldades. Infelizmente (ou felizmente) a análise dos critérios artísticos por edital é a forma que a sociedade brasileira encontrou, sob a alcunha do interesse público, para que todos os artistas possam concorrer entre si pela verba pública. Pois é. Dudude tem forte presença cênica e um domínio corporal incrível, capaz de provocar o público sob uma conjuntura singular e ao mesmo tempo plural. Uma espetáculo cercado de nuances inteligentes, bem-humoradas e sensíveis, como a cena final onde o público contempla a imagem de uma árvore cujas folhas dançam levemente ao calor do sol. Tudo isto estimulados por uma personagem clownesca e cheia de recursos. Os espaços trabalhados de forma “objetiva” (e que outro nome poderíamos usar?) revelam bem o tom e a linguagem pretendidos por Dudude que conta ainda neste espetáculo com a direção de Cristiane Paoli Quito. Tudo bem “projetado” e um deleite para o público que lotou o Teatro da Instalação na última quinta-feira.
MARCIO BRAZ *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural
A dança contemporânea está chata e cafona. Os diálogos estão presos à forma e ao corpo envolto em vocábulos gestuais que não somatizam e nem provocam o espectador”
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Programação de TV
DIVULGAÇÃO
SBT
BAND
5h - Jornal Da Semana 6h - Igreja Universal 7h - Brasil Caminhoneiro 7h30 - Planeta Turismo 8h30 - Vrum 9h - Sorteio Amazonas Da Sorte (Local) 10h - Domingo Legal 14h - Eliana 18h - Roda A Roda Jequiti 18h45 - Sorteio Da Telesena 19h - Programa Silvio Santos 23h - De Frente Com Gabi 0h - Nikita 1h - Rizzola & Isles 2h - Pessoa De Interesse 3h20 - Big Bang
“Alvin e os Esquilos 3” está em cartaz na programação da “Temperatura Máxima”, hoje, na Globo
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 É tempo de começar empreendimentos e ações em que coloque sua marca individual. As relações afetivas e amorosas estão positivamente estimuladas e podem se estabilizar.
4h - Igreja Universal
Cinema
5h - Power Rangers – Zeo 6h - Popeye 6h30 - Santa Missa No Seu Lar 7h30 - Sabadão Do Baiano 8h - Power Rangers + Popeye 9h30 - Popeye 9h45 - Informercial – Polishop 10h15 - Power Rangers – Zeo 10h45 - Verdade E Vida 11h - Irmão Caminhoneiro – Boletim 11h05 - Pé Na Estrada 11h30 - Band Esporte Clube 12h - Fórmula Truck – Ao Vivo 13h30 - Band Esporte Clube 14h - Gol - O Grande Momento Do Futebol 14h30 - Campeonato Brasileiro - Coritiba X Flamengo 16h50 - 3º Tempo - Fórmula Indy – Gp De Milwaukee/eua 19h - Só Risos 20h - Top 20 21h - Pânico Na Band 0h - Canal Livre 1h - Alex Deneriaz 1h35 - Show Business 2h25 - Popeye 3h - Igreja Universal
GLOBO
4h54 - Santa Missa 5h55 - Amazônia Rural 6h25 - Pequenas Empresas, grandes Negócios
7h - Globo Rural 7h55 - Auto Esporte 8h30 - Esporte Espetacular (Torneio Internacional de Ginástica Rítmica / Bolt contra o Tempo) 11h40 - Esquenta 13h - Temperatura Máxima - ALVIN E OS ESQUILOS 3 15h - Campeonato Brasileiro - Coritiba x Flamengo 17h - Domingão do Faustão 20h - Fantástico 22h25 - 24 Horas 23h40 - Domingo Maior - A MARCA 1h16 - Obrigado Senhor 1h20 - Hino Nacional 1h25 - Encerramento Previsto (Manutenção Mensal)
RECORD Record 5h - Santo Culto Em Seu Lar 5h30 - Desenhos Bíblicos 7h - Desenhos Bíblicos 8h30 - Record Kids - Pica Pau 9h - Amazonas Da Sorte 10h - Domingo Show 14h15 - Hora Do Faro 18h20 - Domingo Espetacular 22h15 - Tela Máxima 0h15 - Programação Iurd
Cruzadinhas
ESTREIA
TOURO - 20/4 a 20/5 É tempo de começar a se dedicar mais ao lar e à família. Boa disposição para conversar com as pessoas queridas. Fase de felicidade e afeições sinceras e próximas no amor. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Tempo de iniciar novos estudos e atividades intelectuais, conhecendo e aprendendo mais. Você está mais afável e afetuoso, o que favorece bem as relações humanas. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Momento para cuidar da situação financeira, colocando ordem em seus negócios e no patrimônio. A disposição é firme, objetiva e benevolente para com os familiares. LEÃO - 23/7 a 22/8 Um dia de perturbação emocional, por entrarem em cena novas motivações, vontades e sentimentos. Algo de novo está nascendo em seu interior. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você está retraído e sensível, sujeito a viver algumas conturbações. É tempo de cuidar do que lhe está sendo cobrado pela vida. Faça valer a sua vontade, apesar de tudo. LIBRA - 23/9 a 22/10 Você precisa estar mais próximo dos amigos e das pessoas queridas, exercendo, aos poucos, a expressão plena de suas afeições e ardores sentimentais. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 A Lua Nova marca um impulso para a carreira profissional. É tempo de cuidar muito bem dela. Os bons aspectos do dia estimulam a amizade e as atividades intelectuais. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Momento para iniciar estudos e atividades alto intelectuais. Associações e acordos, hoje, deverão lhe beneficiar. O convívio social e as amizades estarão também favorecidos. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Um momento adequado para a revisão da relação a dois e das associações. Algo em sua vida pode precisar de profunda regeneração ou ser eliminado de vez. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 As parcerias começam a se firmar, as mais imediatas e também as de médio e longo prazo. Há mudanças maiores em torno das relações que agora se estabelecem. PEIXES - 19/2 a 20/3 As atividades de trabalho começam a se tornar produtivas, apresentando resultados. É tempo de cuidar melhor do conforto físico e dos hábitos de saúde.
As Tartarugas Ninja: EUA. 12 anos A cidade precisa de heróis. A escuridão caiu sobre Nova York na medida em que o Destruidor e seu maligno Clã do Pé controlam tudo, desde a polícia até os políticos. O futuro é sombrio até que quatro irmãos excluídos e improváveis surgem dos esgotos e descobrem que seu destino é proteger a cidade como as Tartarugas Ninja. Eles devem trabalhar com a destemida jornalista April O’Neil (Megan Fox) e com seu cinegrafista atrapalhado Vern Fenwick (Will Arnett) para salvar a cidade e desvendar o plano diabólico do Destruidor. Cinemark 6 – 13h50, 16h15, 18h40 (dub/diariamente), 21h10 (dub/exceto terça-feira), 23h40 (dub/somente sábado), Cinemark 7 – 12h40 (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h05, 17h30 (3D/dub/exceto terça-feira), 22h20 (3D/dub/diariamente); Kinoplex 3 – 14h10, 16h30, 18h50 (3D/dub/diariamente), 21h10 (3D/leg/diariamente), Kinoplex 4 – 15h55, 18h15 (dub/diariamente). O Que Será de Nozes?: EUA. Livre Quando o teimoso esquilo Surly é expulso de um parque na cidade grande, ele precisa encontrar outras maneiras de sobreviver. Mas o lugar dos seus sonhos está muito perto dele: trata-se de Maury’s Nut Store, uma loja repleta de nozes, castanhas, amêndoas... Surly reúne os amigos e bola um plano para invadir o lugar e roubar toda a comida para suportar o inverno. Cinemark 1 – 13h40, 15h50 (dub/diariamente); Playarte 1 – 15h25 (dub/diariamente), 17h15, 19h05 (3D/dub/diariamente). Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho: BRA. 14 anos Longa-metragem de ficção sobre a vida do célebre autor, inspirado em seus próprios depoimentos. Um filme sobre a pessoa por trás do mito: o menino incompreendido pelo pai, o jovem rebelde, o parceiro de Raul Seixas, o homem que não desiste de seu sonho. Paulo flertou com a morte, fugiu da loucura, namorou com as drogas, superou a tortura, sofreu e sorriu por amor, encontrou o sucesso com a música, mas nunca abandonou seu maior sonho: vencer como escritor. Cinemark 5 – 13h30, 16h, 19h, 21h40 (diariamente); Kinoplex 4 – 13h30, 20h40 (diariamente); Playarte 7 – 13h45, 16h, 18h20, 20h40 (diariamente), 23h (somente sábado e domingo).
CONTINUAÇÕES Guardiões da Galáxia: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 18h, 20h45 (dub/diariamente), Cinemark 3 – 13h45, 16h30 (dub/ diariamente), 19h15, 22h10 (dub/exceto quarta-feira); Kinoplex 1 – 15h30, 18h (dub/diariamente), 13h (dub/somente sábado e domingo); Playarte 1 – 13h, 20h55 (3D/leg/diariamente), 23h20 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado). Planeta dos Macacos – O Confronto: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 23h30 (dub/somente sábado), Cinemark 4 – 12h (dub/exceto domingo), 14h55 (dub/diariamente), 17h50, 20h50 (dub/exceto quarta-feira); Kinoplex 5 – 15h45, 18h30, 21h15 (3D/dub/ diariamente), 13h (3D/dub/somente sábado e domingo); Playarte 5 – 13h20, 15h55, 18h30, 21h05 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado).
Juntos e Misturados: EUA. 10 anos. Playarte 9 – 13h40, 16h, 18h20, 20h50 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). Transformers - A Era da Extinção: EUA. 12 anos. Kinoplex 5 – 20h30 (dub/ diariamente). Como Treinar o Seu Dragão 2: EUA. Livre. Playarte 2 – 13h30, 15h40 (dub/diariamente); Playarte 8 – 12h40, 14h50, 17h, 19h10, 21h20 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). A Culpa é das Estrelas: EUA. 12 anos. Playarte 10 – 18h10, 20h45 (dub/diariamente). Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou: BRA. 14 anos. Playarte 10 – 13h50, 16h (diariamente), 23h20
(somente sexta-feira e sábado). X-Men – Dias de um Futuro Esquecido: EUA. 12 anos. Playarte 2 – 17h50, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado). Vestido pra Casar: BRA. 12 anos. Cinemark 2 – 14h25, 17h15, 19h45, 22h15 (diariamente), Cinemark 8 – 14h, 16h25, 18h50, 21h30 (diariamente), 0h05 (somente sábado); Kinoplex 2 – 14h, 16h20, 18h40, 21h (diariamente); Playarte 3 – 12h50, 14h55, 17h, 19h05, 21h10 (diariamente), 23h15 (somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 13h50, 15h55, 18h, 20h10 (diariamente), 22h15 (somente sexta-feira e sábado).
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
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Mova-se encerra hoje O
Festival Mova-se de Dança: Solos, Duos e Trios encerra hoje. Porém, a programação que, geralmente, é realizada somente a partir das 18h, será diferente. Realizando mais uma edição do “Mova-seZinho”, a organização do evento preparou um espetáculo para as 11h, no Teatro Amazonas. A cerimônia de encerramento, juntamente com a final da batalha “2 vs 2”, acontece somente a partir das 19h. Nos dois casos a entrada é gratuita. De Minas Gerais, a Meia Ponta Cia. De Dança apresentará “De Esconder Para Lembrar”. Este é o primeiro trabalho da companhia que se lança na aventura da dança contemporânea para crianças. Indo além das estruturas tradicionais das histórias infantis, a proposta inédita em quase todo o país, desperta a criança para o universo criativo da dança, por meio de uma poética coreografia dos sonhos e medos da infância. Marisa Pitanga Monadjemi, diretora do grupo, explica a opção por um caminho por não recorrer a uma história autoexplicativa e linear. “Optamos por fazer emergir as memórias de criança, por meio das referências pessoais que os bailarinos-criadores trazem
consigo”, explica. “De Esconder Para Lembrar” é um espetáculo de coisas escondidas no tempo. Um jogo em cena e brincadeiras guardadas nas lembranças de todos nós, como adedanha, trava-língua e esconde-esconde. Também estão presentes as nuances da “ingênua loucura”, que atribui poder mágico às crianças, permitindo-as ser, num piscar de olhos, “super-
GRATUIDADE
A organização do evento preparou um espetáculo para as 11h, mas o encerramento e a final da batalha “2 vs 2”, acontece somente a partir das 19h. Tudo no Teatro Amazonas e com entrada gratuita herói, passarinho ou adulto”. A montagem trata disso, refletindo um cotidiano lúdico. A obra tem direção geral de Marisa Pitanga Monadjemi; direção coreográfica de Denise Stutz, cenografia e figurinos do artista plástico e ilustrador de livros infantis e foi vencedor do 6º Prêmio Usiminas/Sinparc (Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de MG), na categoria Me-
DIVULGAÇÃO
O encerramento será realizado no Teatro Amazonas e contará, em horários distintos, com espetáculos infantil, adulto e a final da batalha “2 vs 2”, que marcou o evento como novidade implementada nesta quinta edição do festival lhor Bailarina e Melhor Trilha Sonora Para Espetáculos de Dança de 2008. Encerramento Às 19h, também no Teatro Amazonas, o festival apresenta a montagem “Retina”, da Camaleão Grupo de Dança. A partir de questões sobre a capacidade humana de reter informações visuais é que surgiram os movimentos levados ao palco por cinco bailarinos. “Partimos desse aspecto para perceber o quanto nos rendemos a esse excesso de informação. Então, chegamos à retina, esse filtro em que o claro e escuro, sombra e luz se misturam”, comenta Marjorie Quast, diretora geral do grupo. O coreógrafo Jorge Garcia completa: “O homem contemporâneo não cessa de consumir imagens. Nessa obra, cada olhar refletido questiona o estatuto da realidade”. A trilha sonora, assinada por Kiko Klaus, é composta por canções de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse. “Retina” conquistou as categorias de Melhor Espetáculo, Melhor Iluminação, Melhor Cenografia e Melhor Trilha Sonora no 1º Prêmio Copasa/Sinparc de Artes Cênicas MG– 2013.
Companhia mineira de dança Meia Ponta apresenta primeiro espetáculo voltado para crianças
Uma história de ‘transformação’ O Camaleão Grupo de Dança é uma companhia estável, que tem em seu repertório 14 montagens assinadas por 11 destacados profissionais nacionais e internacionais, entre eles Carlota Portela, Mário Nascimento, Luís Arrieta, Tindaro Silvano e Tuca Pinheiro.
Em parceria com o Núcleo Artístico, criado em Belo Horizonte em 1978, participam, incentivam, criam e divulgam a dança cumprindo com o seu compromisso social de educadores e difusores culturais, se tornando o berço de renomados artistas nacionais.
Por isso, é uma das companhias representativas do país por seu aspecto plural – da pedagogia e formação na dança a realização de espetáculos de estilos variados. O Camaleão transforma o pensamento e a dança ao longo dos anos investindo em pesquisa e criação.
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MANAUS, DOMINGO, 17 DE AGOSTO DE 2014
Músicos amazonenses se inspiram em Roupa Nova
Artistas locais falam sobre as influências da banda carioca - com mais de 30 anos de estrada - em suas carreiras
SERVIÇO SHOW DO ROUPA NOVA EM MANAUS Quando Dia 6 de setembro, véspera de feriado Plenária do Studio Onde 5 Convention Center Quanto Frisa numerada: R$ 140 (estudante) 3x cartão Cadeira numerada: R$ 150 (estudante) 3x cartão Camarote: R$ 160 (estudante) 3X cartão Mesa (4 lugares): R$ 180 (por pessoa – estudante) 3x cartão Centrais de Stand da Fábrica vendas de Eventos do Amazonas Shopping e loja da Fábrica no Shopping Cidade Leste Informações 3303-0100
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anter-se no mercado musical mesmo depois de tanto tempo de carreira, para alguns músicos é algo que dá trabalho. No meio do caminho, muitos abandonam “o barco” e acabam desistindo por motivos associados, principalmente, à falta de incentivo ou patrocínio. Porém, grandes carreiras de sucesso foram construídas e, mesmo com todos os obstáculos, alguns sustentam composições até hoje. Exemplo disso é a banda Roupa Nova, que possui a mesma formação há mais de 30 anos e
continua mostrando trabalho e colhendo bons frutos. Em Manaus, alguns músicos seguem a mesma linha da banda de destaque nacional e assumem que, muitas vezes, tiveram no Roupa Nova a inspiração que precisavam para construir uma carreira sólida. Com 53 anos de idade e 34 anos de carreira, Kokó Rodrigues é um deles. Nascido no interior do Pará, Kokó veio para Manaus ainda jovem, mas já fazendo aquilo que mais gosta até hoje, cantar. Com um repertório voltado para a bossa nova, samba e chorinho, o cantor é apaixonado por Chico Buarque. No seu repertório tamb é m não faltam músicas do Roupa Nova, como o clássico “Sapato Velho”. “Já são tantos anos de carreira e eu continuo apaixonado pelo o que faço. A música me fez ser o que sou e boa parte dos amigos que possuo conquistei pela música”, diz. O cantor destaca que a carreira consolidada se deve à
dedicação e a qualidade musical. “Música boa não morre nunca. Já passaram tantos grupos por aí, o modismo vem e vai embora e o Roupa Nova continua sendo referência de música boa” ressalta. A onda do romantismo Quem também “tira o chapéu” para o Roupa Nova é o músico Amílcar Azevedo, que faz show em Manaus há 34 anos. Nos seus shows ele inclui sucessos da banda carioca, como “Seguindo o trem azul” e a “A viagem”. “Muita gente não sabe, mas a música que fez sucesso na voz da Sandy e que as pessoas acham que é dela, não é. “A lenda” é uma música que tem uma letra linda e é do Roupa Nova. Também canto essa música nos shows”. Amílcar destaca que o Roupa Nova faz sucesso até hoje devido ao romantismo, “pois as músicas são cantadas com verdade e os arranjos muito bem feitos”. Apresentação única O Roupa Nova se apresenta em Manaus no dia 6 de setembro (véspera de feriado) no Studio 5. A realização é da Fábrica de Eventos.
BOTECO PAULA PESSOA
O cantor paraense Kokó Rodrigues diz ser impossível não interpretar “hits” do Roupa Nova em seus shows
Recém-aberto, Boteco aposta em nova promoção para clientes do Manauara Shopping
Chope em dobro na semana Apostando em novidades para atrair mais frequentadores durante os primeiros dias da semana, bares e restaurantes de Manaus estão inovando ao criar promoções e ações gastronômicas. Além de apostar em petiscos diferenciados, proprietários dos bares estão oferecendo ações inéditas de fidelização dos clientes. É o caso do Bar e Restaurante “O Boteco”, que a partir da próxima segunda-feira (18), vai iniciar a promoção “Chope em Dobro”. Durante todas as segundas e terças-feiras, os pedidos de chope serão servidos em dobro. A ação inicia sempre às 16h e termina após a saída do último cliente, mesmo que seja após as 22h. De acordo com o sócio do Boteco, Ruy Silva, os
clientes ganharão o dobro de chopp independente de quantos foram pedidos. “Se ele pediu um, vai ganhar dois. Da mesma maneira que vai receber 20 chopes, se pediu 10.
DURAÇÃO
A promoção do chope em dobro, segundo a direção do Boteco, será permanente e acontecerá nos moldes do que já é oferecido em grandes bares e restaurantes de outras capitais Os dias de promoção foram pensados de maneira estratégica para que o público amazonense tenha mais opções de diversão durante os primeiros dias da semana, que conta com
poucos atrativos na cidade”, explicou. A promoção será permanente e acontecerá nos moldes do que já é oferecido em grandes bares e restaurantes de outras capitais brasileiras. “O Boteco conta com um público que conhece a realidade de outras regiões. Estamos oferecendo a eles uma opção comum em muitos restaurantes conhecidos no país”, afirmou. O Boteco, que funciona no piso Castanheira do Manauara Shopping, inovou com o atendimento em Manaus, oferecendo o serviço volante. Por meio desse sistema, os clientes têm acesso a todos os petiscos, que os garçons ficam oferecendo dentro do bar. Diferente de um rodízio, os clientes só pagam pelo o que vão consumir.