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EM TEMPO - 17 de novembro de 2013

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PIZZOLATO FOGE. DELÚBIO SE ENTREGA

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ANO XXVI – N.º 8.180 – DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

ENQUANTO O EX-TESOUREIRO DO PT DELÚBIO SOARES SE ENTREGOU, ONTEM, À POLÍCIA FEDERAL EM BRASÍLIA, O EXDIRETOR DE MARKETING DO BANCO DO BRASIL HENRIQUE PIZZOLATO ESTÁ FORAGIDO, NA ITÁLIA. A INTERPOL ESTÁ EM CONTATO COM AUTORIDADES ITALIANAS. UM AVIÃO DA FORÇA NACIONAL CONDUZIU, NA TARDE DE ONTEM, OS MENSALEIROS PARA BRASÍLIA. ÚLTIMA HORA A2 E PAÍS B6

Jatinho da Polícia Federal (PF), no aeroporto de Congonhas, que levou José Dirceu e José Genoino, presos condenados no julgamento do mensalão, para Brasília

TRÂNSITO MATOU 219 EM MANAUS DIVULGAÇÃO

Android é queridinho do consumidor

DIVULGAÇÃO

A MORTE DO AMAZONENSE PEDRO NICOLAS, UMA DAS PROMESSAS DA NATAÇÃO BRASILEIRA, VÍTIMA DE ATROPELAMENTO, EM VITÓRIA, TROUXE À TONA A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO. SÓ EM MANAUS, DE JANEIRO ATÉ O DIA 11 DE NOVEMBRO, FORAM 219 ACIDENTES COM VÍTIMAS FATAIS, SEGUNDO O MANAUSTRANS. DIA A DIA C1 A C7

Para reorganizar o funcionamento do intestino, água de coco é a opção. Saúde F2

Economia B2

Chilenos vão às urnas hoje

Revista revela as tendências da moda nos próximos meses. Elenco 20 e 21

HISTÓRIA

Última Hora A2

Moacir Andrade em videodança Plateia D1

Clube resgata a história dos grandes automóveis

Cinco regras básicas de cores para manter ambiente harmonioso. Imobiliário 7

VASCO X TIMÃO Vasco foca na vitória hoje para não cair e joga contra um Corinthians em crise, por conta da saída de Tite, no fim do ano. Pódio E7

Hitler (foto) escondeu obras de arte em minas para fazer museu. Ilustríssima G4 e G5

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

Veículos antigos em exposição Clube do Carro Antigo realiza, hoje, uma mostra de carros que por muitos anos foram sensação no Brasil. Plateia D3 TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

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MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Pizzolato foge para a Itália Condenado no mensalão, ex-diretor do Banco do Brasil já está sendo considerado foragido pela Polícia Federal. Dos doze réus com mandado de prisão, ele foi o único que não havia se apresentado até ontem às autoridades

O

ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, um dos 12 condenados do mensalão que tiveram a prisão preventiva decretada é o único que não se apresentou, até a tarde de ontem, e já está sendo considerado fugitivo pela Polícia Federal. Conforme nota da PF, Pizzolato estaria foragido na Itália, país onde também tem nacionalidade. Um delegado da polícia esteve na casa para buscar o acusado e a família disse que ele já estava na Itália. Pizzolato tem cidadania italiana. O ex-diretor do BB foi o primeiro a ter a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão - na última sextafeira. Segundo a PF, ele não frequenta o apartamento dele em Copacabana, Zona Sul, há dois meses. Ele era o último a não se entregar da lista dos 12 condenados por envolvimento no esquema do mensalão que haviam tido a prisão decretada. A Interpol está em contato com autoridades italianas. A inteligência da polícia recebeu informação de que ele teria viajado para a Itália há 45 dias e teria saído do país por terra até o Paraguai. Na última quarta-feira, os ministros do STF rejeitaram por unanimidade recurso apresentado pelo ex-diretor do Banco do Brasil. Com isso, ficou mantida a pena de 12 anos e sete meses de prisão em regime

REPRODUÇÃO TV

fechado estabelecida pela corte no ano passado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Delúbio se entrega O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares despistou a imprensa e entregou-se na direção da Polícia Federal em Brasília. Ele era esperado na superintendência do órgão, que fica no final da Asa Sul da capital. Assim, toda a antiga cúpula do PT no primeiro governo Lula está presa. Ao fugir da imprensa, Delúbio distanciou-se da atitude desafiadora de seus ex-chefes José Dirceu e José Genoino, que posaram para fotos com punhos cerrados antes da prisão ontem. Apenas o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato ainda não se entregou. No prédio da direção da PF, em Brasília, a informação na portaria é de que Delúbio chegou por volta das 10h30. Ele foi condenado a 8 anos 11 meses por participação no mensalão, mas cumprirá inicialmente em regime semiaberto a pena de 6 anos e 8 meses por corrupção ativa. Sua condenação por formação de quadrilha será alvo de um novo julgamento no ano que vem, quando serão analisados os recursos chamados embargos infringentes. Se for mantida sua pena, ele deverá ir para o regime fechado - destinado a penas superiores a 8 anos.

Avião da Polícia Federal levou, ontem, para Brasília, todos os 11 condenados que se entregaram às autoridades na sexta-feira

Dirceu, Genoino e Valério já estão em Brasília Após terem se entregado à Polícia Federal ontem, os presos por envolvimento no mensalão José Dirceu, exministro da Casa Civil e o deputado José Genoino, expresidente do PT, embarcaram, por volta das 14h de ontem, em avião da PF rumo

a Brasília. Num acordo com a defesa de ambos, eles foram sem algemas. A mesma aeronave também levou os condenados no julgamento do mensalão que foram detidos em Belo Horizonte. Dirceu e Genoino foram condenados a cumprir pena

a capital mineira na tarde de ontem em direção a Brasília, onde ficarão presos. Os presos são Marcos Valério Fernandes de Souza, Cristiano Paz, Simone Vasconcelos, Romeu Queiroz, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach e José Roberto Salgado.

FAMÍLIA DO NORTE

HOJE

População chilena vai às urnas O Chile que vai às urnas hoje para eleger uma nova presidente - as duas principais candidatas são Michelle Bachelet, da centro-esquerda, e Evelyn Matthei, da direita - não busca apenas o que antes tinha como prioridade: o desenvolvimento econômico. O país, que no ano passado cresceu 5,6%, quer menos desigualdade social. Nesse contexto, é o modelo

em regime semiaberto, mas serão transferidos a Brasília para se apresentarem à vara de execução penal do DF. Os sete condenados no processo do mensalão que se apresentaram na tarde de sexta-feira na Superintendência da PF de Belo Horizonte deixaram

de crescimento, visto como neoliberal, e o sistema político do país que estão em jogo no pleito de hoje, disputado por nove candidatos. Segundo a pesquisa Latinobarômetro divulgada no início do mês, em ranking elaborado com 18 países da América Latina, o Chile aparece em último lugar no quesito interesse por política.

E o país alcança a antepenúltima colocação da pesquisa, com 28%, quando a pergunta é: “O governo pode resolver os problemas nos próximos 5 anos?”. “A população quer a democracia, mas existe uma insatisfação grande com as oportunidades, com a possibilidade de mobilidade social. O Chile é um país mais rico, mas as pesso-

as não conseguem mudar suas condições sociais”, afirmou à reportagem Marta Lagos, diretora no Chile da Latinobarômetro. Por isso, segundo ela, temas que surgiram de protestos da população, como a mudança no sistema educacional reivindicada por estudantes e professores e a reforma tributária, entraram na campanha eleitoral.

Polícia prende suspeito de compor facção criminosa Policiais da 7º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) prenderam um homem suspeito de participar da facção criminosa Família do Norte (FDN), identificado como Jean Geovane Souza Menezes, 19. Ele foi encontrado em via pública, no beco Jupiá, no Japiim, Zona Sul, no fim da noite da última sexta-feira, com uma porção de substancia entorpecente, possivelmente pasta base de cocaína. O suspeito foi apresentado no 3º Distrito Integrado der Polícia (DIP), bairro Petrópolis, Zona Sul e será encaminhado à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. Também foi capturado pela polícia neste feriado o fugitivo do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Rozivaldo Ribeiro dos Santos, 30, no ramal Novo Paraíso, localizado na BR-174 (Manaus-Boa Vista). Segundo relatos da Polícia Militar, uma denúncia anônima informou sobre o esconderijo de Rozivaldo. Quando a polícia chegou ao local, foi recebida a tiros pelo foragido e mais dois suspeitos. Durante a ação, Rozivaldo recebeu um tiro de raspão e foi levado ao pronto socorro 28 de Agosto, mas passa bem e será encaminhado à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. Preso em flagrante por tráfico de drogas, Rozivaldo fugiu do Ipat durante a rebelião de 9 de julho de 2013, junto a mais de 170 detentos.

Assassinato O comerciante Nicério dos Santos, 33 foi assassinado na madrugada de ontem, no bairro São José 1, Zona Leste. Segundo informações de testemunhas, um homem ainda não identificado invadiu o bar de Santos, localizado na rua J, e disparou mais de cinco tiros contra o proprietário. Pelo menos três tiros atingiram o corpo do comerciante que ainda foi levado com vida por familiares ao pronto socorro João Lúcio, na Zona Leste, mas não sobreviveu aos ferimentos.

CAPTURA

Uma denúncia anônima levou a PM a capturar um foragido do sistema penal do Estado, o presidiário Rozivaldo Ribeiro dos Santos. Ele foi detido no ramal Novo Paraíso, localizado na BR-174 Segundo dados da Polícia Militar, após atingir o comerciante, o atirador fugiu em uma motocicleta, que o aguardava próximo ao bar. A placa do veículo não foi identificada e a polícia ainda não tem pistas da autoria do crime. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Ação conjunta contra o prefeito O PT e a Igreja do Ministério Internacional da Restauração ensaiaram, nesta semana, uma ação conjunta contra os 11 meses de administração do prefeito Arthur Virgílio Neto. Não tem sido incomum o alinhamento de forças das várias denominações de esquerda com as inúmeras denominações das seitas cristãs, basta que as alvíssaras de uma eleição aqueça com suas trombetas os homens de boa vontade. O presidente do PT, João Pedro, suplente do senador Alfredo Nascimento (PR), cobra, em Manaus, do tucano Arthur Virgílio Neto, o que ele próprio não conseguiu como esforçado diretor do Boi Garantido, em Parintins: enfrentar “as questões estruturantes”. Pelo tom do discurso, João Pedro parece manter-se perfeitamente convencido pela propaganda leviana do governo federal que prometeu, “sem medo de morder a língua”, realizar em quatro anos, nas cidades-sede da Copa do Mundo 2014, o que “os governos anteriores” não foram capazes de idealizar e construir em 40. Quatro anos já se passaram desde a conquista de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, intermediadas por uma Copa das Confederações, realizada no mesmo ambiente provinciano de antes do delírio. A promessa foi feita antes das eleições dos 12 prefeitos que estão descascando abacaxis e pepinos e não conseguem livrar-se deles. A outra mão que balança o berço, nesse somatório de esforços contra o prefeito do PSDB, é o pastor vereador Marcel Alexandre (PMDB), fiel seguidor também do senador Eduardo Braga, a quem presta contas de todos os passos de Arthur em Manaus. Nada mais salutar para uma sociedade do que uma democracia e nada revigora mais uma democracia do que uma oposição. Mas uma oposição consciente do que e contra que está se opondo. Dizer, simplesmente, “não gosto” não é oposição nem altera o cardápio.

A história fez justiça? A prisão do ex-ministro José Dirceu divide opiniões no país. Para os que querem ver o PT pelas costas, foi feito justiça e “lugar de corrupto é na cadeia.” Mas, para quem conhece a história do ex-líder estudantil que empenhou sua vida no combate à ditadura, a história — e muito menos o destino –, não fez justiça.

Luta armada Numa época de caça às bruxas, de tortura, assassinatos, desaparecimentos, censura e perseguições, muitos fugiram do país. Já Dirceu, mesmo depois de ser trocado pelo embaixador norte-americano, esteve em Cuba onde fez treinamento de guerrilha. Clandestinidade Mesmo considerado um inimigo do regime, Zé Dirceu não ficou escondido no exílio. Fez uma plástica para mudar o rosto e, na clandestinidade, retornou ao país. Zé Dirceu teve a ousadia de retornar ao país para continuar sua luta. Resistência Convenhamos, poucos teriam a coragem que ele teve. Mesmo agora, quando caiu em desgraça, Dirceu mandou avisar que a prisão não vai abatê-lo nem tirá-lo da vida política. — Eu não vou me dobrar. Eu vou continuar lutando. Nenhuma prisão vai prender a minha consciência. Guerrilha O mesmo se pode dizer do deputado licenciado José Genoino (PT). Não se questiona qual foi seu grande erro. Isso cabe à justiça dizer. Mas o exparlamentar também colocou sua vida em risco no combate ao regime ditatorial. Esteve na guerrilha do Araguaia e, se está vivo para cotar, é porque foi metralhado durante confronto com os militares. Cada uma Aconteceu no balcão do ae-

roporto Eduardo Gomes. Durante o check in de um voo da Azul para Tefé, dois jornalistas do EM TEMPO supreenderam-se com a proposta da funcionária. — Qual a possibilidade de vocês viajarem amanhã? — Como assim?... — É que vai haver um concurso público lá e nós estamos levando o material. Queremos evitar o peso. — Problema de vocês e deles. O que nós temos a ver com isso? – respondeu um deles, se dirigindo ao portão de embarque. Nas Alagoas O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, recebeu nesta sexta-feira, 15, a medalha do “Mérito da República Marechal Deodoro da Fonseca”, concedida pelo Governo de Alagoas. A honraria é concedida a personalidades que se destacam em defesa dos princípios republicanos e do desenvolvimento social e econômico do país. Aniversário Além da honraria, o prefeito, que fazia aniversário neste dia 15 de novembro, teve direito a um bolo surpresa e ao “Parabéns pra você”, no final da solenidade. Espírito de luta — O Arthur Virgílio Neto é uma das pessoas que mais representam os princípios republicanos, com sua coragem, espírito de luta em favor do país, sua generosidade e grandeza e seu espírito público –, disse o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, ao entregar a medalha e o diploma da ordem ao prefeito de Manaus.

APLAUSOS

regi@emtempo.com.br

Faz escuro A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que reconhece o esforço da Eletrobrás Amazonas Energia. Mas a empresa tem a responsabilidade de se dirigir à população e explicar o que está acontecendo em relação aos constantes apagões em Manaus. Faz escuro 2 A senadora comunista cobrou explicações da empresa disponibilizadas em sua página na internet, informando que as quedas de energia ocorreram em razão de fortes chuvas, intensas rajadas de vento e descargas elétricas, “não são suficientes para explicar o problema”. Portas fechadas A maioria das 5.564 prefeituras do país deverá fechar suas portas no dia 13 de dezembro. Trata-se de um protesto contra o governo federal, em virtude das baixas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mãos atadas A ideia é dificultar a manutenção dos serviços essenciais à população e o pagamento dos salários dos servidores. Dessa forma, não será permitido que os prefeitos de honrem compromissos básicos, tendo em vista o comprometimento das receitas municipais. Mobilização O movimento é apoiado pela União Brasileira de Municípios (UBAM), cuja equipe está percorrendo todos os Estados brasileiros, em busca da adesão das assembleias legislativas, para realização das audiências públicas.

VAIAS

Asfalto de qualidade

Charge

Linchamento midiático DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para a qualidade do asfalto que está sendo colocado no recapeamento das ruas de Manaus, chegando, em alguns casos, a 10 cm. Bem diferente daquele que ia embora na primeira chuva forte.

Para alguns jornais e sites que publicaram a foto da filha de José Dirceu, Antônia, de 3 anos. Isso é proibido em qualquer lugar do mundo e, depois, o que a criança tem a ver com os problemas do pai?

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Fazer o que se pode Um quer implantar o BRT (Bus Rapid Transport), outro prefere o Aero-Trem cortando a cidade de norte a sul, de leste a oeste e outro ainda quer o metrô e pelo menos sabe que esse é o melhor transporte urbano, o grande tatu que se desloca livremente por baixo de tudo e de todos. Para qualquer dos três projetos, sabemos que não temos o dinheiro necessário e nem podemos pedi-lo à Dilma que, fiel ao mestre, está obcecada pela ideia de um trembala para ligar o Rio a São Paulo, ao custo de alguns bilhões. Além do dinheiro, faltam também espaços e vias para as duas primeiras possibilidades e para a terceira, a mais inteligente, não há grana mesmo. Aí, ao invés de buscarem-se as coisas mais dentro do nosso alcance e da nossa competência, dispersamos nossos parcos recursos na construção de um estádio de quase nenhuma serventia ou de uma ponte que nenhum dos nossos problemas urbanos veio a resolver. Por justiça, é de se reconhecer que Arthur, o prefeito, vê a nossa crua realidade e se esforça em melhorar o que temos: uma cidade cheia de problemas, onde faltam as mínimas condições urbanas quando se sai de uma restrita área central que nos foi legada por antigas administrações e pela “colonização” inglesa, bem antes dos populistas e demagogos de há pouco. Como comecei falando de transporte e mobilidade, pergunto com a maior simplicidade: por que, antes de implantar o BRT, não conseguimos que os ônibus que hoje temos trafeguem com urbanidade, à direita das vias, sem a sede das ultrapassagens e adquiram o hábito de pegar e largar os passageiros

junto às calçadas? Por que não penalizamos e fazemos recuar os que se apoderaram criminosamente dos espaços públicos? É revoltante, por exemplo, ver, na rua Tarumã, quase esquina com a Major Gabriel, uma oficina que resolveu se expandir para a frente e chegou sua parede até a sarjeta. No acesso ao bairro de São Raimundo, logo que se atravessa a Ponte da Aparecida, são várias as casas que avançaram paredes e grades para fazer da calçada suas garagens, uma prática que se espalha por toda a cidade. Em resumo, há muito a fazer na cidade, a começar pelo mais simples e básico. O prefeito recuperou o mercadão e se esforça por sanear o centro histórico, ainda vilipendiado por camelôs e outros invasores, além de estar oferecendo um piso de qualidade para as nossas ruas. Se o trânsito melhorar, todos sentiremos os benefícios. Mas, para isso, necessário será sinalizar a cidade e aumentar o efetivo dos patrulheiros, para educar e reprimir duramente os infratores contumazes. O estacionamento pago funciona nas maiores cidades do mundo e pode funcionar aqui. Vias e espaços urbanos precisam ser totalmente aproveitados. Não podemos dar-nos o luxo de não utilizá-los. A Praça do Congresso, por exemplo, recuperou a sua beleza original e bem poderia também recuperar sua original funcionalidade, abrindo suas vias ao trânsito, como outrora foi, e desafogar a Eduardo Ribeiro. Hoje temos um prefeito que está longe de ser provinciano, um cidadão cosmopolita, que conhece o mundo civilizado e certamente sabe que, com pequenas providências, muita coisa pode ser mudada.

João Bosco Araújo, Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

O prefeito recuperou o mercadão e se esforça por sanear o centro histórico, ainda vilipendiado por camelôs e outros invasores, além de estar oferecendo um piso de qualidade para as nossas ruas”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Via rápida

Só se usa algemas se há risco de fuga ou à integridade de quem está sendo levado ou de alguém que o esteja conduzindo

Em meio à discussão sobre a perda dos mandatos de deputados condenados à prisão no julgamento do mensalão, surge na Câmara uma articulação para acelerar a aprovação do fim do voto secreto para cassações. A ideia seria destacar e votar apenas este tópico da proposta de voto aberto que tramita na casa. Como o artigo já foi aprovado pelo Senado, poderia ser promulgado separadamente e aplicado quando a perda de mandato dos deputados presos for levada a plenário. Sinuca A manobra enfrenta resistência de parte das bancadas do PMDB e do PT, que pretendiam aprovar o voto aberto para todas as decisões do Congresso.

de prisão. Um dos réus que apresentaram embargos infringentes sem os requisitos regimentais chegou a viajar a Brasília e arrumou seus pertences, mas não foi preso.

Refresco Cardeais do Senado, no entanto, gostariam de ver a medida aprovada na Câmara, para evitar a pressão sobre os senadores pela demora na aprovação do texto.

Trending Repercutiu mal no PT a postagem de Dilma Rousseff no Twitter em que destacou o combate à corrupção no dia em que próceres do partido foram presos por determinação do STF.

Próximo... Apesar de Joaquim Barbosa não ter expedido mandados de prisão para réus que apresentaram embargos infringentes sem quatro votos pela absolvição, é consenso no STF que esses recursos serão rejeitados nas próximas sessões da corte.

Protocolo Dilma e o ministro Aloizio Mercadante (Educação) foram os últimos a se levantar para aplaudir quando, no congresso do PC do B, o presidente da sigla, Renato Rabelo, comparou as prisões de petistas no mensalão à inquisição e fez duras críticas ao Supremo.

... capítulo O relator do processo do mensalão abriu espaço para determinar o cumprimento dessas penas na sessão de quarta-feira, quando declarou que os embargos de declaração apresentados por outros réus eram apenas “protelatórios”.

Mais-valia Ao lado de canecas, camisetas e outros produtos à venda, a lojinha do Congresso do PC do B exibia em destaque uma biografia de Getúlio Vargas, que entregou aos nazistas a comunista Olga Benário.

E eu? Os próprios condenados estavam confusos ontem quanto ao momento da execução dos mandados

Pé... Eduardo Campos (PSB) buscará estreitar relações com empresários do setor de infraestrutura. O pessebista, que já se reu-

Ricardo Lewandowski, vice-presidente do STF, ao afirmar que o uso de algemas para conduzir os condenados do mensalão aos presídios só é feito se houver risco de fuga ou risco à integridade física do preso ou de outras pessoas.

niu com representantes do setor elétrico, vai agendar para este mês um encontro com concessionárias de rodovias. ... na estrada Partidários de Campos relatam que o presidenciável pretende explorar a incerteza dos empresários em relação ao governo federal e destacar os gargalos da infraestrutura do país.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br ALEXANDRE FONSECA

Sirene Ala da Rede contrária ao apoio do PSB a Geraldo Alckmin (PSDB) quer explorar no debate que acontece entre os diretórios paulistas das duas siglas, no dia 23, a área da segurança, tema sensível ao governador. Lado a lado Alckmin e Dilma negociam data para que a presidente viaje a São Paulo, no fim do mês, para lançar edital do monotrilho do ABC, berço petista. A obra terá recursos federais. Zás-trás O ministro Guilherme Afif (Micro e Pequena Empresa) assina contrato na terça-feira em Campinas para portal que permitirá abertura e fechamento de empresas online, em cinco dias.

Tiroteio

As festas de fim de ano já chegaram para os fãs da cachaça. Na avenida Rodrigo Otávio, os criativos frequentadores da praça “montaram” uma árvore natalina com garrafinhas de Corote. Curioso é que lá no fundo ainda existe um Lar Cristão. Feliz Natal!

Dom Sérgio Castriani opiniao@emtempo.com.br

O mensalão tucano, original e verdadeiro, permanece impune. O STF dirá se age por um ímpeto republicano ou preferência política. DO DEPUTADO RICARDO BERZOINI (PT-SP), sobre o processo do mensalão que envolve dirigentes do PSDB em Minas Gerais, que pode ser julgado em 2014.

Contraponto

The Voice Em meio a um dos diversos bate-bocas no plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão durante a semana, os ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello trocaram ironias sobre os debates. — V.Exa. não está errado, mas foi vencido! -decretou Barbosa, presidente da corte. — Se estou vencido, então por que V.Exa. perde tempo ouvindo meu voto? Será que V.Exa. só gosta de ouvir a minha voz? – rebateu Marco Aurélio. Barbosa se virou para outros colegas e riu: — V.Exa. realmente tem um timbre excepcional. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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Não matarás Neste domingo somos convidados a fazer memória das vitimas de acidentes de trânsito e seus familiares. Todos os dias os meios de comunicação nos informam de acidentes com vitimas fatais. Cada um de nós tem a sua lista de amigos, familiares, conhecidos que morreram no trânsito. Quantas vidas ceifadas prematuramente. Quantos sonhos desfeitos em minutos trágicos em que a linha da vida foi ultrapassada e a morte venceu e chegou antes da hora. Quantas lágrimas derramadas, quanta dor e quanta saudade. Mesmo acreditando que a vida continua, mesmo experimentando solidariedade, sentimos o absurdo da situação. São passeios de família que se transformam em tragédia, brincadeiras de adolescentes ou adultos infantis que destroem vidas, são motoristas desatentos que colocam a vida de todos em perigo. Sem falar em carros mal conservados e pior ainda estradas em condições péssimas, verdadeiras armadilhas para quem trafega. Uma sociedade que depende cada dia mais de carros, aviões, trens, motocicletas, assiste a morte de tanta gente, cria mecanismos de segurança, mas veem seus filhos e filhas morrerem. Um dia de memória é em primeiro lugar para lembrar. Não queremos esquecer os que partiram. Somos humanos e a saudade é um dos sentimentos mais nobres que um coração possa ter, pois é fruto do amor e não admite a indiferença provocada pelo tempo e pela ausência no mesmo espaço. Mas é também ocasião para nos comprometermos com uma cultura que rompa com a cultura da morte que se instala sorrateiramente no tecido

social em que vivemos. Se quisermos ser livres, se quisermos ser gente é preciso voltar a temer a Deus que nos deu um mandamento: não matar. Este mandamento é básico e necessário para que convivamos, e não há outra maneira de viver senão o viver juntos. Fere a vida aquele que dirige sem cuidado, abusando da velocidade, não cuidando da manutenção de seu veiculo, dirigindo embriagado. Quem provoca um acidente é responsável. Temos que ter coragem de dar nome aos bois. Mas também quem não cuida das estradas, que tem o dever de fiscalizar e não fiscaliza, quem desvia dinheiro publico da segurança nas estradas, é conivente e responsável pela morte de seres humanos. O trânsito e sua segurança acabam sendo também uma questão religiosa. A que Deus presto contas? Em que Deus acredito? No Deus da vida ou num ídolo criado a minha imagem e semelhança para meu consumo pessoal? Um Deus diante do qual tenho que prestar contas de meus atos e que não é indiferente ou um Deus que não interfere na minha vida? O mandamento não matar está no centro dos dez mandamentos. Ele é condição e critério para todos os outros mandamentos. Enquanto não estivermos convencidos disto continuaremos a morrer e matar no trânsito, espalhando a morte e a dor que não poupa ninguém. Rezemos e lembremos das vitimas,também das que não morreram mas tiveram suas vidas diminuídas. Rezemos pelas famílias, que penso não ser exagero dizer, são todas, porque todos perdemos pessoas queridas.

Dom Sérgio Eduardo Castriani, Arcebispo Metropolitano de Manaus

Fere a vida aquele que dirige sem cuidado, abusando da velocidade, não cuidando da manutenção de seu veiculo, dirigindo embriagado. Quem provoca um acidente é responsável. Temos que ter coragem de dar nome aos bois”


Política

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

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TJAM tem a corte mais congestionada do país Dados são do relatório “Justiça em Números”, dossiê anual da Justiça brasileira publicado pelo Conselho Nacional da Justiça

RAPHAEL ALVES/TJAM

O pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) é composto, atualmente, por 19 desembargadores. Com o acréscimo de mais sete vagas, o número de magistrados deve subir para 26 RAPHAEL ALVES/TJAM

RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

T

Presidente do TJAM, Ari Moutinho defende novas vagas

oda a discussão a respeito da abertura de sete novas vagas de desembargador na estrutura do Poder Judiciário do Amazonas tem possibilitado a dissecação em números das reais necessidades deste poder no Estado. Uns defendem que a prioridade é o primeiro grau de jurisdição, outros que a expansão do segundo grau não desqualifica a importância da primeira. Em comum, os dois lados usam o mesmo instrumento: O “Justiça Em Números”, dossiê da Justiça brasileira publicado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Recentemente, o relatório foi reavaliado pelo Conselho e ganhou novas tabelas e gráficos. Nessa edição, ainda com os dados da pesquisa feita em 2012, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) figura entre os cinco tribunais do país com a menor quantidade de magistrados por cem mil habitantes. O ranking mostra que o

TJAM, ao lado dos tribunais da Bahia, Ceará, Piauí e Maranhão, na região Nordeste, tem média abaixo de 4,4 magistrados para cada cem mil habitantes. A média considerada padrão pelo CNJ é de oito para cada grupo populacional. Apesar de ser classificado como um tribunal de pequeno porte, na tabela seguinte, que avalia a demanda dos tribunais, o Tribunal de Justiça do Amazonas se mostra grandioso. Os quatro Estados que foram classificados com quantidade inferior de magistrados por habitante tem o aval de que são os menos demandados do país, com média abaixo de 5.501 mil casos por cem mil habitantes. O TJAM, entretanto, figura na lista de tribunais grandes, como o TJMG (Minas Gerais), com a média de 7.858 por grupo. O baixo colégio de magistrados aliado à alta demanda processual do tribunal do Amazonas não o poupa de figurar também na lista das cortes mais congestionadas do Brasil. Em sétimo lugar, o Poder Judiciário local tem o

porcentual de congestionamento de 73%. Nessa lista, logo depois, entram os gigantes tribunais de São Paulo e Rio de Janeiro. Em contraposição, o desempenho do TJAM em processos eletrônicos é destaque em eficiência. Os dados sustentaram os argumentos de desembargadores e deputados estaduais que se fizeram contra a criação de novas sete vagas na corte do tribunal do Estado. O desembargador João Simões, um dos oito que votou contrário ao aumento da corte, mostra que o desempenho do tribunal é diretamente aliado ao número de juízes. “Pelo menos 98,5% de todo o acervo Judiciário do Estado encontra-se sob a responsabilidade dos 131 juízes do Amazonas e o restante, nas dos 19 desembargadores”, observou. Os dados levantados por Simões revelam ainda que enquanto cada desembargador possui 557 processos em mãos, cada juiz possui em média 5.347. Portanto, para cada processo de responsabilidade do desembargador, um juiz tem nove a mais.

Nomeação de novos membros está sub judice O imbróglio jurídico que se formou na criação de sete novas na vagas corte do Tribunal de Justiça do Amazonas promete novos capítulos nos próximos dias. A sessão do pleno do dia 5 de novembro, em que por nove votos a oito o desembargador Ari Moutinho conseguiu aprovar projeto de aumento das vagas está sub judice. Nesta mesma sessão, contrariada após ter seu pedido de vista negado, a desembargadora acionou, horas depois, o Conselho Nacional

de Justiça e relatou o ocorrido. Após ouvir as considerações contrárias do colega João Simões ao acréscimo de novas vagas na corte, se baseando no relatório “Justiça em Números”, Graça pediu vista do projeto, o que foi veemente negado por Ari. Nesta mesma terça-feira, a presidência do TJAM enviou o projeto aprovado pelo pleno para votação na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) e, numa urgência de 48h, a matéria foi aprovada com 18 votos a 2 no plenário da casa

legislativa. Em contrapartida, a queixa de Graça foi atendida pelo CNJ que, por meio do conselheiro Rubens Curado, expediu liminar cassando os efeitos da sessão do tribunal. CNJ expede liminar Era tarde. Quando a liminar chegou, a lei complementar nº 14/2013 já havia sido sancionada pelo governador Omar Aziz (PSD). Sem se sentir derrotada, Graça comunicou o fato ao Conselho e, na sexta-feira, 8, o conselheiro Rubens Curado expediu nova

liminar proibindo a nomeação dos sete novos desembargadores no pleno até o julgamento do mérito. Na última terça-feira, 12, a corte do CNJ se reuniu em Brasília e, entre tantos processos, a maioria dos conselheiros ratificou a decisão de Curado. Portanto, até que seja julgado o mérito da questão – que pode acontecer em 3 de dezembro – ou mesmo no próximo ano, o presidente do TJAM, Ari Moutinho, está impedido de nomear os novos membros.

Presidente defende as vagas A exemplo do discurso adotado pelo presidente da corte, desembargador Ari Moutinho, que defende que o aumento do número de desembargadores é só mais uma das medidas adotadas na sua administração dentro do pacote de reforma no Poder Judiciário, o analista político Fernando Pimentel, da Faculdade paulista Cásper Líbero, afirma que a agilidade dos tribunais não depende só dos juízes. Segundo Pimentel, embora sempre se imagine que um dos fatores para a maior celeridade do Judiciário seja o aumento do número de juízes, existem outros pontos a serem destacados no trabalho de combate à morosidade, como boa gestão de recursos humanos nos tribunais, capacitação de servidores e recursos modernos de informática

que permitam o processo eletrônico. Além disso, citou uma maior conscientização por parte da população brasileira e uma legislação processual que conceda maior agilidade e celeridade ao processo. “Precisamos entender que o juiz não é uma peça que trabalha sozinho no processo judicial, ele tem que ter um conjunto de servidores habilitados, capacitados e ágeis no andamento processual. Um magistrado precisa ter, também, recursos de ordem material em seu gabinete, para que consiga fazer um bom gerenciamento do acervo processual que não para de entrar nos tribunais, alem de uma legislação processual que não permita retardamento no andamento do processo, como a quantidade de recursos atualmente existente”, explicou.

RAPHAEL ALVES/TJAM

Desembargadora Graça Figueiredo entrou com ação no CNJ


Política

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Relatório da CPI sai dia 15 de dezembro, diz Rotta

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Estou um caco, um caco” MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, PRESIDENTE DO STF, apos o julgamento do mensalão

‘Boquinhas’ do governo crescem 27% na era PT O número de cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), o famoso cargo em comissão, aumentou mais de 27% nos últimos dez anos. Segundo o Boletim Estatístico de Pessoal de 2013, o governo do PT criou na base do canetão 4.836 novos “cabides” em ministérios, secretarias, autarquias e fundações. O número passou de 17.559 no final de 2002, na era Fernando Henrique, para 22.395 em 2012. Aspones São 5.773 os cargos liberados para nomeação da ‘cumpanherada’ sem exigência de concurso ou qualquer vínculo com o funcionalismo público Pole-position O Senado Federal e Câmara dos Deputados não ficam atrás: juntos, tem à disposição 15.213 cargos para contratar aspones. Lanterninha boa Mesmo com estrutura menor, o Supremo Tribunal Federal impressiona com pouquíssimos nomeados sem vínculo: são só 29. Escola Na Esplanada dos Ministérios, impressionam os números do Itamaraty: são 1.538 servidores efetivos e apenas 22 cargos comissionados. Senadores disputam espaço nas redes sociais Com o impacto das redes sociais, que espalharam protestos por todo o País desde junho, políticos travaram uma verdadeira guerra digital para obter maior número de seguidores. No Senado, o peemedebista Clésio Andrade está em primeiro lugar no ranking de curtidas

no Facebook, com 206 mil seguidores. O presidenciável Aécio Neves leva o segundo lugar, com 203 mil, seguido de Eduardo Braga, que alcançou 134 mil. Estão no páreo Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Ana Amélia (PPRS) e Cássio Cunha (PSDBPB) também figuram entre os que mais têm seguidores. Falha de estratégia Viciado no Twitter, Cristovam Buarque (PDT-DF) está em décimo lugar no número de curtidas no Facebook, apesar do forte apelo entre jovens Sem transferências De olho na reeleição, a presidente Dilma também entrou na onda, e tem apenas 104 mil seguidores. Já a Dilma Bolada conquistou 507 mil. Oportunismo Em sua busca incansável por holofotes, o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) já garantiu o troféu Melancia no Pescoço 2013, ao tentar criar uma “máquina do tempo” para anular o golpe contra João Goulart. Cota pessoal A bancada do PMDB já repete o mantra de que será da “cota pessoal” do ex-presidente Lula a eventual indicação do inexperiente Josué Alencar, filho do exvice José de Alencar, à pasta de Desenvolvimento. Está avisada Políticos aliados recomendam a presidente Dilma escolher dois nomes mais afinados para o comando do Turismo e da Embratur, para evitar alfinetadas públicas como ocorreu entre Gastão

Jornalista

Vieira e Flávio Dino. #vemprabriga Isolado após aliança entre Orlando Pessuti e Gleisi Hoffmann no Paraná, Roberto Requião, o “Maria Louca”, disse ao senador Jarbas Vasconcelos (PE) que peitará Michel Temer, na convenção PMDB, para disputar Presidência em 2014. Perderá mais uma. Não me misturo Em segundo lugar nas pesquisas, o deputado Francisco Praciano (PT-AM) resiste à ideia de disputar vaga ao Senado. Ele não quer pisar no palanque do senador Eduardo Braga (PMDB), seu desafeto. Bolo O deputado Professor Sétimo (PMDB-MA) critica a “superexposição” do Supremo Tribunal Federal na mídia durante o julgamento do mensalão: “Em outros países não é assim. Toda transparência tem limites”. Tô nem aí Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ministro Alexandre Padilha deu um bolo na bancada de médicos do PMDB, a quem prometeu há mais de seis meses encontro para tratar de propostas para a saúde. Estreitando laços O primeiro-ministro e emir de Dubai, Mohamed Bin Rashid al Maktoum, confirmou ao vice-presidente Michel Temer que visitará o Brasil em abril de 2014, atendendo convite feito por carta pela presidente Dilma. Pensando bem... ....quando era presidente, Lula não sabia de nada. Agora, após o mensalão, desconhece a solidariedade.

PODER SEM PUDOR

Ao pé da letra A manifestação popular contra o abandono de Belford Roxo, Baixada Fluminense, em 2004, incluía o então prefeito Waldir Zito (PSDB) e vereadores. Mas um deles ficou de fora do “enterro coletivo”: o vereador Pastor Oliveira (então no PL), que morreu no dia do protesto, vítima de pancreatite.

PARA 2014

CNJ realiza encontro sobre metas Começa nesta segundafeira, em Belém/PA, o 7º Encontro Nacional do Judiciário, um dos mais importantes eventos institucionais do Judiciário brasileiro, em que serão definidas as metas a serem perseguidas pelos tribunais em 2014. O evento, que vai até o dia 19, será no Hangar do Centro de Convenções de Belém e deve reunir presidentes e corregedores de todas as cortes do país. A abertura do encontro será feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),

ministro Joaquim Barbosa, no dia 18, às 19 horas. Participarão também da solenidade de abertura o governador do Pará, Simão Jatene, a presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), Luzia Nadja Guimarães Nascimento e o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Márcio Miranda. O encontro tem por objetivo avaliar a Estratégia Nacional do Poder Judiciário, definir as metas nacionais para 2014 e aprovar os macrodesafios para o período de 2015 a 2020. Serão discutidas propostas

Presidente da Comissão de Inquérito da Telefonia vê a Anatel como a grande responsável por estes problemas

ELISA GARCIA MAIA/ALEAM

A6

de metas voltadas para o aumento da produtividade, a redução do acervo de casos pendentes, uma melhor distribuição dos recursos materiais e humanos entre as unidades, a remoção de obstáculos que impedem o julgamento de processos e o combate à corrupção. Um dos convidados do encontro deste ano é o professor Oscar Vilhena Vieira, que fará palestra com o tema “Confiança na Justiça”. O segundo palestrante é o consultor André Macieira, que falará sobre o desafio da alocação de recursos na prestação de Justiça.

Presidente da CPI da Telefonia na Aleam, Rotta prevê entregar relatório dia 15 de dezembro

O

relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) deve ser concluído no dia 15 de dezembro. A previsão é do presidente do processo investigativo, deputado estadual Marcos Rotta (PMDB). Segundo Rotta, com a conclusão das oitivas – que se encerraram na última quinta-feira, com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – os relatores irão se debruçar sobre a confecção dos respectivos relatórios, os quais formarão um único relatório final da CPI da Telefonia do Amazonas. “Como presidente da comissão já informei aos relatores que a meta é concluir o relatório final até o dia 15 de dezembro. Após a conclusão, o relatório final será lido e votado no plenário da Assembleia”, afirmou Rotta, ao acrescentar que o documento

será composto pelos relatórios individuais sobre telefonia fixa, móvel e internet, cujos relatores são os deputados Sidney Leite (PROS), Adjuto Afonso (PP) e Marcelo Ramos (PSB), respectivamente. Rotta informou ainda que o

OMISSÃO

Marcos Rotta também observa a ganância das operadoras que venderam muito mais que a capacidade disponível, associado à má atuação e omissão da Agência Nacional de Telecomunicações resultado a constar no relatório final vai depender muito do posicionamento das operadoras de telefonia e internet. “Durante as oitivas com as operadoras, fizemos muitas cobranças. Mas infelizmente

alguns representantes não tem poder para assumir compromissos perante a CPI. No entanto, foram incumbidos de levar as cobranças à direção nacional da respectiva empresa e de nos dar um posicionamento final. Mas deixo claro que não estamos pedindo nada além do que determina a lei”, esclareceu Rotta. Na última semana, os membros da CPI questionaram as empresas Oi, Vivo, TIM, Claro, Embratel e Net sobre as deficiências dos serviços prestados tanto na capital quanto no interior. Rotta ressaltou ainda que, após todo o processo investigativo, a CPI chegou à conclusão de que, talvez, a Anatel seja a grande responsável pela constituição de 18 CPIs pelo Brasil. “Se a Anatel tivesse cumprido com o seu papel de agência reguladora, o Brasil não estaria nessa situação ruim e precária com os serviços de telecomunicação”, disse o deputado.


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

A7

Clóvis SMITH

‘Não há VÍCIO na proposta DO TJAM’

FOTOS: ALEXANDRE FONSECA

LUANA GOMES Especial EM TEMPO

A PGE, por uma determinação constitucional, tem duas funções principais: primeiro representa o Estado em juízo, em todos os processos judiciais em que o Estado é autor ou é réu. Além disso, a PGE tem papel de órgão consultivo do Estado em matéria jurídica”

Com 2 anos de cargo – completados no dia 4 deste mês – o procurador-geral do Estado, Clóvis Smith, já viu ao longo da gestão o resultado de seus esforços e de seus antecessores, como a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) diante da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pelo governo do Amazonas contra as isenções fiscais concedidas pelo Estado de São Paulo às fábricas de bens de informática e tablets, e a decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no famoso “caso Maria Luiza”, cuja família solicitava indenização do Estado no valor de R$ 500 milhões pela desapropriação de um terreno. Jovem, com apenas 35 anos de idade, Smith mostra reconhecimento pelos outros procuradores que passaram pela função e acredita que a PGE sempre foi um órgão bem administrado. No último dia 13, a PGE completou 41 anos, uma data considerada simbólica já que considera apenas a atual nomenclatura e estrutura do órgão. Ainda assim, segundo o procurador, a data – neste dia também se comemora o dia do procurador – enaltece o trabalho da instituição e do seu quadro de pessoal. EM TEMPO - Qual a importância da Procuradoria Geral para o Estado? Clóvis Smith - A PGE, até por uma determinação constitucional, tem duas funções principais: primeiro ela representa o Estado em juízo, ou seja, em todos os processos judiciais em que o Estado é autor ou é réu essa representação é feita por meio da procuradoria. Além disso, a PGE tem papel de órgão consultivo do Estado em matéria jurídica. Então, todas as questões de indagação jurídica que surgem no âmbito da administração e que precisam de esclarecimentos são remetidas à PGE. EM TEMPO – Hoje, quais são as prioridades da PGE? CS - Olha, a PGE atua em muitas questões, em várias facetas. Aquilo que repercute de maneira mais intensa na vida da população, o que é? A PGE auxilia a Sefaz na questão de cobrança de tributos, porque se o contribuinte não efetua o pagamento, isso necessariamente vai se transformar em uma execução fiscal. E quem ajuíza essa execução fiscal (procedimento especial em que a Fazenda Pública requer de contribuintes inadimplentes o crédito que lhe é devido), acompanha e busca fazer o recebimento deste crédito é a procuradoria. Além disso, a PGE atua nas Ações Diretas

de Inconstitucionalidade (Adins) que são do interesse do Estado. Então, por exemplo, se a gente precisa ajuizar uma medida, se o governador toma a decisão de ajuizar uma medida no Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma lei de outro Estado, em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), quem faz o trabalho técnico relativo a isso é a procuradoria. É ela quem acompanha o processo e adota as providências neste sentido. O que diz respeito a processos contra o Estado, por indenização, desapropriações, entre outros, todas essas questões a procuradoria que efetua a defesa do Estado. Então quando a procuradoria defende o Estado, na verdade ela está defendendo o patrimônio publico que é o patrimônio de toda a população. Então há uma dimensão social no trabalho que a procuradoria desenvolve. EM TEMPO - E por falar em Adins, como está o estágio das ajuizadas contra o Estado de São Paulo concernente às isenções fiscais? CS - No caso da ação que o governo do Amazonas ajuizou contra as leis do Estado de São Paulo houve a concessão de uma medida liminar, que é provisória, mas que representa pelo menos, a priori, o reconhecimento de que há uma inconstitucionalidade. E com isso as leis de São Paulo foram suspensas, aquelas que davam incentivos fiscais que acabavam atingindo a Zona Franca de Manaus (ZFM), retirando a competitividade. Então este processo já está com essa decisão favorável ao Estado, apenas pendente de ser referendada pelo pleno do STF, mas já está em vigor e a gente aguarda que dentro de um horizonte não muito longo haja o julgamento do mérito. EM TEMPO - E quanto a liminar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o aumento no número de vagas dos desembargadores? O governador sancionou a lei... CS - Nós recebemos uma solicitação tanto do governador quanto do tribunal no sentido de que adotemos providências para assegurar que a lei que foi editada seja cumprida. Na nossa compreensão, a criação das novas vagas de desembargadores em nenhum momento violou qualquer norma jurídica. Ela não prejudica o Judiciário do Estado. O tribunal naquela oportunidade acrescentou mais vagas de desembargadores e para muitos a prioridade deveria ser aumentar a quantidade de juízes, que é a primeira instância. Mas na verdade, a questão não é exatamente essa, porque o tribunal em nenhum

momento esquece da primeira instância, tanto que na verdade há um concurso em andamento para provimento de cargos de juiz e que vai providenciar uma melhora no jurisdicional de primeira instância. E de outro lado, do total de recursos repassados ao tribunal, o aumento de vaga de desembargadores representa apenas 25% do acréscimo de repasse, já considerado não só o cargo de desembargador, mas também toda a estrutura necessária, gabinete, servidor e etc. Significa dizer que mais de 75% desse acréscimo de repasse vai poder ser usado pelo TJAM para melhorar a atividade jurisdicional, em especial a primeira instância que nós sabemos que tem uma carência. A gente entende que não há vício nesta proposta de aumento da quantidade de desembargadores. É importante ressaltar que esta decisão do CNJ não é definitiva, é apenas para que não haja provimento destas vagas enquanto a matéria está em discussão. A gente tem a confiança de que apresentado os dados, todas as alegações pertinentes, como o procedimento que foi seguido, as reuniões realizadas no tribunal, o próprio CNJ vai chegar a conclusão de que não houve ilegalidade no procedimento. EM TEMPO - Essa discussão é uma das prioridades no momento? CS - Não. Na verdade aqui na procuradoria a gente trabalha ao mesmo tempo com muitas questões. Dentre as quais, o edital de licitação envolvendo a venda de participação da Companhia de Gás Natural (Cigás). Esta questão do número de desembargadores é outra que estamos trabalhando agora. Nós também estamos em plena atividade na questão do monotrilho. Então todas essas questões são tratadas com a mesma seriedade, prioridade. EM TEMPO - Do número de procuradores que compõem o quadro da PGE, há aqueles lotados no interior do Estado? CS - Isso daí necessariamente vai acontecer no futuro, mas hoje não temos um volume de processo que justifique a ida de um procurador para o interior. Os processos que temos no interior do Estado chegam aqui, nós elaboramos as defesas e enviamos para lá. Se há necessidade de comparecimento em audiência, vai um procurador daqui para lá. Mas hoje não há necessidade específica de termos procuradores lotados no interior. Nós até fizemos um levantamento no ano passado para saber como estava a participação dos municípios no nosso volume de trabalho, Manaus ainda corresponde

a mais de 95%. EM TEMPO - Qual a média do volume de processos que cada procurador tem atendido? CS - Se formos fazer uma média de processo ao ano por procurador, este número passa dos 800. EM TEMPO - Há possibilidade de aumentar este quadro? CS - A nossa prioridade neste momento é melhorar os quadros administrativos da PGE, porque a gente entende que o procurador deve ficar dedicado basicamente àquilo que é a atividade técnica-fim da PGE. Se nós não temos um quadro administrativo que dê suporte a esta atividade do procurador, vamos ter que colocar o procurador para desenvolver atividades burocráticas que, digamos assim, subtilizam o recurso dele. Porque o procurador é bem remunerado, se formos considerar a média remuneratória dos servidores públicos. A gente acredita que é preciso reforçar esta parte da administração da PGE. EM TEMPO - O senhor completou 2 anos à frente da PGE. O que pode ser apontado como os principais obstáculos encontrados na função? E também o que é visto como vitória para o Estado? CS - Eu entendo que a PGE sempre foi um órgão bem administrado. Então não posso dizer que encontrei problemas seríssimos, sempre houve esforço no sentido de realizar uma administração consciente e trabalhar em sua na melhoria. O que a gente fez foi dar continuidade neste trabalho e intensificar a atuação naquilo que consideramos como sendo os aspectos mais relevantes. Por exemplo, os processos que tem maior dimensão econômica para o Estado, como os que envolvem indenizações de valores muito elevados. Tive a felicidade de, ao longo da minha gestão, receber a decisão daquilo que podemos considerar como a maior vitória judicial do Estado, no caso de R$ 500 milhões no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que envolvia uma indenização por desapropriação de um terreno da família dos membros Eduardo Silveira Lima e Maria Luiza de Santana Lima, o famoso “caso Maria Luiza” (o processo tramita desde 1982). Não é decisão definitiva, mas foi uma vitória muito importante. A liminar contra o Estado de São Paulo também foi uma vitória, pois muita gente via com ceticismo já que anteriormente tinha sido feita uma tentativa que não levou ao êxito.

Temos confiança de que apresentado os dados, todas as alegações pertinentes, como o procedimento que foi seguido, o próprio CNJ vai chegar à conclusão de que não houve ilegalidade”

Eu entendo que a PGE sempre foi um órgão bem administrado (...). Sempre houve esforço no sentido de realizar uma administração consciente e trabalhar em sua melhoria”


A8

Política

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

ARQUIVO EM TEMPO

Empresários criticam cortes de energia Economia B3

Supermercados começam preparativos para o Natal ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Previsão que as vendas desta época festiva tenha incremento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado

Produtos como panetone, frutas cristalizadas e espumantes já ganham espaço nas prateleiras das redes de supermercados de Manaus, que estão otimistas quanto ao bom desempenho do setor

D

entro de três dias, os consumidores manauenses que desejarem antecipar a compra dos produtos para a ceia de Natal podem se dirigir às redes de supermercados e lojas especializadas. O cenário dos estabelecimentos que já contam com panetones e espumantes nas prateleiras devem ficar mais enfeitados com a chegada de itens como o peru, o chester, o tender, as frutas cristalizadas e o bacalhau, previstos para o próximo dia 20. A expectativa dos lojistas do segmento, ouvidos pelo EM TEMPO, é de que, nos últimos dias de novembro, além de guirlandas e árvores de natal, as lojas estejam com as prateleiras recheadas. A estimativa é de que as vendas deste ano cresçam 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Com jogos de pisca-pisca pendurados na porta em bengalas natalinas enfeitando os corredores de prateleiras, o Empório Santa Fé, na avenida Constantino Nery, já está com quase tudo pronto. Os panetones tradicionais de frutas cristalizadas ocupam o meio da loja (R$ 8, a unidade). No setor de bebidas, espumantes a partir de R$ 38,95 e champanhes de até R$ 109,87 dividem espaço com vinhos

para todos os gostos e bolsos, variando de R$ 11 a R$ 906,50, a garrafa. Um dos “astros” da ceia natalina, o bacalhau, também já está a disposição na loja, custando R$ 30, o quilo do peixe desfiado e R$ 79, o quilo da posta. Mas, segundo a gerente do Empório, Gleice Ladislau, até quarta-feira os outros protagonistas do Natal chegam à loja. “Além do tradicional peru, vamos receber todas as frutas da época como uva passa,

COMÉRCIO

O período de final de ano, época do Natal e do Ano-Novo, é considerado como a data mais importante para os lojistas, uma vez que nesta época as vendas registram um alto crescimento ameixa, pera e pêssego além de frutos diferenciados como damasco, caqui, nectarina e romã”, detalha. Com as gôndolas da loja abastecidas, a expectativa de Gleice é de que o estabelecimento receba mil consumidores por dia e um total de 1,5 mil pessoas no dia 24 de dezembro. “Se a projeção estiver correta, o número de clientes no dia do Natal vai representar um aumento de 40% no fluxo de pessoas em

relação ao mesmo dia do ano passado”, calcula a gerente que estima crescimento de 10% nas vendas deste ano sobre dezembro de 2012. O supermercado Veneza, localizado no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus, também aposta no dia 20 (próxima quarta-feira) como a data para o recebimento das encomendas. O gerente da unidade, Júlio César Lino, não adiantou estimativa de crescimento, mas informou que os preços deveram vir com pequena variação de 5% entre as marcas. “O consumidor terá opções na hora de escolher, podendo levar uma ceia mais elaborada ou itens mais em conta. Também estamos estruturando promoções que serão divulgadas ainda em novembro”, ressalta. Preparação Nas grandes redes de supermercados da cidade a expectativa é a mesma. O cliente que se dirigir ao supermercado DB da avenida Mário Ypiranga, na Zona Centro-Sul, por exemplo, vai encontrar apenas panetones e espumantes entre os produtos que remetem à data. “Todo o resto do arsenal é esperado entre o dia 20 e o dia 30 de novembro. Estamos fechando a negociação dos preços, mas após esse período, o cliente poderá encontrar tudo o que precisa para a ceia”, afirma o gerente de marketing da rede, Guto Cobertt.

Clientes devem pesquisar preço Pesquisar os preços dos principais produtos que compõem a cesta natalina pode ser essencial para que o consumidor pague uma conta menos “salgada” no final do ano. As lojas do setor ainda nem receberam todos os itens e uma variação nos valores já pode ser encontrada. Alguns produtos chegam a variar quase 37% de uma loja para outro como é o caso dos panetones.

O panetone tradicional de frutas cristalizadas, por exemplo, foi encontrado no DB por R$ 5,85. No Carrefour, o preço subiu para R$ 7,49. No supermercado Veneza, o mesmo produto custa R$ 7,82 e no Empório Santa Fé, o item sai por R$ 8, variação de 36,7%, entre o produto mais caro e o mais barato. Um panetone mais incrementado, como o Gianduia, recheado com avelã, foi

encontrado em três supermercados, sendo o valor mais barato o do DB da Paraíba (R$ 23,05) e o mais caro, encontrado no Veneza (R$ 24,79), diferença de 7,5% no preço. Bebidas Um espumante simples pode sofrer variação de 15,8%, pode ser encontrado por R$ 38,95 no Empório Santa Fé e por R$ 45,12 no DB. ARQUIVO EM TEMPO

JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO

Quilo do bacalhau desfiado custa R$ 30, enquanto que posta do peixe sai por R$ 79 o quilo


B2

Economia

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Sistema Android lidera a preferência do mercado O

sistema operacional do Google continua líder do mercado, segundo novo relatório da IDC, referente ao terceiro trimestre de 2013. No período, o Android estava em 81% dos smartphones, o que representa 221,6 milhões dos aparelhos (a Samsung foi responsável por 39,9% por essa liderança). Em segundo lugar, com fatia muito menor, está o iOS, da Apple, com 12,9%, e em terceiro aparece o Windows Phone, com 3,6%, seguido pelo sistema da Blackberry (1.7%) No mesmo período do ano passado, o Android detinha 74,9% do mercado, enquanto o iOS ficava com 14,9% e o Windows Phone repre-

sentava 2% (menos que o sistema do BlackBerry). Apesar da terceira posição, o crescimento das vendas do Windows Phone, com apoio da Nokia (respondeu por 93,2% das vendas), foi de 256% de trimestre para trimestre, com 3,7 milhões de unidades vendidas. Já a venda de iPhones, o smarpthone da Apple, aumentou de 26,9 milhões para 33,8 milhões entre julho e setembro deste ano. “Android e Windows Phone têm um importante fator por trás de seu sucesso: preço”, afirma a gerente de pesquisa de telefonia móvel da IDC, Ramon Llamas, que compelta. “Ambas as plataformas têm uma seleção de dispositivos disponíveis a preços baixos o suficiente

para ser acessível para o mercado de massa, que é o que tem impulsionado as vendas de smartphones no mundo”. A pesquisa aponta ainda que o preço médio de smartphones continua a cair. No segundo trimestre de 2013, o recuo foi de 12,5%, para US$ 317. Sobre o tamanho das telas, a IDC afirma que tem crescido a demanda por telefones maiores (5 polegadas a 7 polegadas), também conhecido como phablets (mistura de tablet com smartphone). A categoria representou 21% dos aparelhos embarcados no trimestre, ante 2% um ano antes. Tal crescimento seria mais um motivo a explicar a consolidação do Android e o salto da Nokia, segundo a IDC.

DIVULGAÇÃO

Ferramenta tecnológica da Google está presente em 81% dos smartphones do mundo, conforme relatório trimestral da IDC

Smartphones da Samsung são responsáveis pela liderança do sistema operacional da Google

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

O TCU e o Discurso da Servidão Voluntária Em seu Discurso sobre a Servidão Voluntária, o filósofo francês Etienne de La Boétie sacudiu a letargia da monarquia europeia do Século XVI, para alertar sobre os riscos do poder que um só homem (monarca ou presidente) exerce sobre os outros. E que as crenças religiosas e a promessa política são frequentemente usadas pelo poder para manter o povo sob sujeição e jugo. Ele anteviu, com dois séculos, a Revolução Francesa ao destacar a liberdade e a igualdade de todos os homens na dimensão política e ao antecipar o papel e a força da opinião pública para repelir todas as formas de demagogia. Morreu aos 33 anos. O Discurso ilumina a compreensão das graves e elucidativas denúncias de descaso – expressas no relatório do Tribunal de Contas da União – sobre os modais de transporte no Estado do Amazonas, feitas nesta quarta-feira, na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados. Elas confirmam o tamanho da indiferença e a distância entre o discurso da promessa e a prática da gestão federal na região. É um desvelamento da desatenção federal, expresso no abandono de políticas públicas, na falta de planejamento estratégico e de enfrentamento dos gargalos infraestrutura, notadamente na área de transporte na Amazônia

como um todo. Problemas que não se resolvem com o discurso de meio século de prorrogação. As discussões tomaram por base os dados desconce rtantes do Relatório de auditoria, realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), focado especificamente no diagnóstico da logística de transporte no Estado do Amazonas, em seus modais terrestre, aquaviário, hidroviário e aeroviário. O descaso é vesgo pois atinge um estado que responde por 2/3 da arrecadação federal na Amazônia. Uma conduta que compromete a competitividade de uma indústria que poderia e deveria irradiar benefícios e oportunidades para a região se dispusesse de modais inteligentes e eficientes de transporte. O Comitê de Logística da FIEAM/CIEAM manifestou seus protestos, recentemente, à SUDAM, Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, fundados na premissa de que a logística dos transportes é indutor essencial para o desenvolvimento de uma região, e que o Amazonas não conta com investimentos expressivos neste campo desde a década de 1970. Já há alguns anos, formulou uma proposta, encaminhada ao conhecimento da Bancada Parlamentar – governista, pra azar do interesse local - de ter o mínimo de 2% do PIB, o somatório das riquezas produzidas no Amazonas, investido no Estado e região para construção de novos eixos

de infraestrutura de transporte. Isso permitiria romper o isolamento rodoferroviário histórico e mitigar a baixa competitividade da indústria local. O alerta incluiu ainda a discordância sobre o Programa Norte Competitivo, finan ciado pela indústria (CNI) para identificar e propor saídas aos gargalos regionais de transporte, e que se revelou muito mais empenhado em atender as demandas de escoamento do agronegócio do Centro-Oeste do país, negligenciando as lacunas, gargalos e demandas de infraestrutura dos estados da Amazônia de modo equânime e integrado, sobretudo do modelo Zona Franca de Manaus. É curioso que, na semana passada, técnicos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação redirecionaram algumas dezenas de milhões de dólares de Pesquisa & Desenvolvimento, recolhidos pelas empresas de informática de Manaus, e que seriam usados em programas locais de P&D, para o agronegócio. Além do descaso, paira no ar um clima e aura de intimidação. Cabe resgatar que, de 1995 a 2002, na gestão Fernando Henrique Cardoso, existiu apenas um investimento significativo para a logística da indústria do Amazonas: a BR-174, ligando Manaus à Boa Vista, em direção ao Caribe. No período seguinte, de 2003 a 2010, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o único investimento em logística foi um armazém

de cargas no Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus. É contundente a sensação do abandono para a infraestrutura logística no Estado e injusto com um Estado que comparece com aproximadamente 60% dos recursos da receita federal na Região Norte. Diferentemente do que se possa conceber, Manaus não é distante. O que é distante, historicamente, é o olhar federal para os gargalos de infraestrutura logística do Amazonas. Dizer que o Amazonas é distante é desconhecer a História da Economia da Borracha, que agregou, por três décadas, 40% a 45% de riqueza ao PIB do país, graças aos investimentos ingleses na logística dos transportes. Distante, a rigor, é a China, mesmo assim, hoje é mais barato trazer um contêiner de Shangai para Santos, em São Paulo do que de Manaus para Santos. Pelo Plano Nacional de Logística de Transporte (PNLT), do Ministério dos Transportes, há sete projetos de hidrovias na região amazônica, que somam 5.838 quilômetros e investimentos na ordem de R$ 1,55 bilhão. Nenhuma delas está na lista de prioridades do Governo Federal. Nem estavam quando havia um ministro na área de Transportes na cota política do Estado. Na audiência pública, o assunto que mais causou polêmica e maior debate foi a implantação dos terminais hidroviários no interior do Amazonas. De acordo

com o PNLT, estão em obras 40 portos nos municípios e outros 30 estão por serem construídos em Manaus e em todo o Estado do Amazonas, com investimento total de R$ 1,66 bilhão. As obras se guiam pelo padrão tartaruga e os investimentos estão contingenciados até segunda ordem. Como promover a interiorização da economia se os recursos do Orçamento para a região minguam a cada ano, os recursos do Fundo Amazônia, destinados a programas de desenvolvimento sustentável para a região? Recursos que esbarram numa burocracia que demora 300 dias para analisar um projeto, sem garantias do compromisso de ajustes para sua aprovação. Como interiorizar programas de diversificação da economia se os recursos das Taxas da Suframa seguem contingenciados, os recursos de P&D desviados de suas finalidades e atribuições? Há um esvaziamento institucional dos órgãos federais locais, não apenas do Desenvolvimento, como em C&T&I, Agricultura, Energia, Transportes e por aí vai, ao sabor de um descaso explícito que deveria empurrar a todos – na contramão do servilismo governista - a uma efetiva prontidão e inadiável providê ncia de mobilização. No mínimo para visitar, compreender e utilizar o alerta profético de Etienne de la Boétie.

Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta

É contundente a sensação do abandono para infraestrutura logística no Estado e injusto com Estado que comparece com 60% dos recursos da receita federal na Região Norte.


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Cortes de energia elétrica afetam a economia local JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO

A

s constantes quedas de energia em Manaus levaram os principais setores da economia local a acender uma “luz” de alerta. As interrupções no fornecimento de energia têm prejudicado o comércio e a indústria, que já contabilizam perdas com as falhas no sistema elétrico. O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, calcula que o segmento deixa de vender, no mínimo, em torno de R$ 150 milhões em mercadorias devido aos cortes intermitentes. “Não conseguimos mensurar as perdas totais, mas sabemos que, para este período, poderíamos estar vendendo pelo menos o dobro do volume atual”, comenta. O dirigente relata que quando ocorrem quedas de energia, todas as lojas param porque dependem de computadores e sistemas de cartão de crédito para funcionar. “No caso dos comerciantes de perecíveis a situação piora, pois com as oscilações os alimentos congelam e des-

IONE MORENO

Empresários criticam Eletrobras Amazonas Energia pelas interrupções de luz que causam perdas milionárias para o AM congelam ficando impróprios para uso”, queixa-se. Indústria No segmento industrial, os empresários demonstram temor de prejuízos futuros. Para evitar perdas maiores, as empresas investem em seu próprio sistema de geradores. É o caso do setor de duas rodas, onde os geradores das empresas têm dado conta das interrupções e evitados, assim, prejuízos no processo, explica o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus (Sinmen), Athaydes Félix. Desaquecimento No setor termoplástico, as perdas são mais concretas. Um empresário do segmento que optou por não se identificar explica que as máquinas injetoras de sua fábrica levam em média quatro horas para aquecer e começar a produzir “A cada queda de energia superior a dez segundos, a máquina desaquece e precisamos reiniciar todo o processo, aguardando mais quatro horas. Apesar de a situação já ter melhorado nos últimos anos, está longe do ideal”, avalia.

Concessionária fala que fez investimentos A Eletrobras Amazonas Energia ressalta em nota, que realizou investimentos ao longo dos anos de 2009 e 2010 para corrigir problemas na geração de energia. Ela informa que, desde julho deste ano, tem a rede local conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio do Linhão de Tucuruí (em caráter experimental). A concessionária destaca ainda que tem construído novas subestações e 33 linhas de transmissão para melhorar a distribuição de energia. A Eletrobras Amazonas Energia reforça que trabalha “diuturnamente para a melhoria da qualidade no fornecimento de energia elétrica” em todo o Estado.

Lojistas deixam de vender quase R$ 150 milhões por causa das constantes quedas de energia


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‘Forbes’ pode ser vendida por quase R$ 1 bilhão O

grupo de mídia dono da revista americana “Forbes” se colocou à venda, depois de ter sido abordado por potenciais compradores interessados na publicação. O presidenteexecutivo da Forbes Media, Mike Perlis, afirma que trabalha com o Deutsche Bank para definir os termos de uma possível proposta. O valor do negócio, que inclui o site Forbes.com, é estimado em US$ 400 milhões (R$ 931 milhões). A “Forbes” foi fundada em 1917 pelo jornalista escocês Bertie Forbes. Ajudou a dar fama à revista a publicação de rankings, entre os quais o das maiores empresas e o dos bilionários. Em 2006, a empresa vendeu, por US$ 240 milhões, participação de 45% para a companhia de “private equity” (participação em empresas) Elevation Partners, que tem Bono, líder da banda U2, como sócio. A circulação da “Forbes” subiu 1% no último semestre, para 932.884 exemplares, segundo a Aliance Audited Media (empresa que audita os dados de empresas de mídia nos EUA).

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Grupo de mídia dona da famosa revista norte-americana foi procurado por vários interessados em comprar corporação Como parâmetro, a “Time”, maior revista do país em circulação, imprime 3,3 milhões de exemplares por semana, e a “Economist”, 845 mil em sua versão americana. Já a receita com publicidade somou US$ 275 milhões no ano passado, acumulando queda de 19% desde 2008. Perdas Diante da perda de receita com publicidade, o grupo da Forbes se esforçou para diversificar o seu negócio nos últimos anos, expandindo sua presença on-line com a ajuda de blogueiros e investimentos em conferências de negócios. Hoje, mais da metade dos ganhos da empresa é gerada com a publicidade digital. “Este ano será marcado pelo nosso melhor desempenho financeiro nos últimos seis anos, sustentado pelo crescimento da receita digital e das conferências. Como resultado, recebemos mais algumas indicações de interessados em comprar a ‘Forbes’”, afirma Perlis. Segundo ele, a previsão para 2013 é alcançar incremento de 25% nas receitas on-line. De janeiro a setembro, o avanço fora de 27%.

Este ano, a previsão é que “Forbes” tenha incremento nas receitas on-line de 25%, desempenho que ajudou valorizar a empresa

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ESTADOS UNIDOS

Novo console da Sony custará quase R$ 4 mil quando iniciar as vendas no Brasil, a partir do próximo dia 29 de novembro

Começa venda do PlayStation 4 O PlayStation 4, novo console da Sony, começou a ser vendido hoje nos Estados Unidos. Fãs aguardavam há dias na fila esperando as lojas abrirem. Em Nova York, a Sony realizou um evento de lançamento especial e vendeu seu primeiro videogame a Joey Chiu, 24, morador do Brooklyn. Ele

recebeu o PS4 autografado por Andrew House, presidente da Sony Computer Entertainment Global, e de Jack Tretton, que é o presidente da Sony Computer Entertainment America. A Sony anunciou no evento, transmitido ao vivo para a televisão nos EUA, um novo jogo da série “Uncharted”,

entre outros títulos. Nos Estados Unidos, o PlayStation 4 custa US$ 400. No Brasil, o preço será de R$ 3.999, com vendas a partir de 29 de novembro. Ou seja, no país, o preço custará um valor quase quatro vezes mais caro do que o preço cobrado nos Estados Unidos, onde o produto não

custará nem R$ 1mil. Jogos Os jogos do PS4 custarão entre R$ 180 e R$ 200, semelhantes aos do rival Xbox One. A diferença é que o console da Microsoft -em prévenda desde junho- sairá por quase metade do valor: R$ 2.299.

BABÁ ELETRÔNICA

Produto permite interação à distância com animais Os donos de animais de estimação que sofrem por deixá-los sozinhos quando vão viajar, trabalhar, ou cumprir outros compromissos podem ter parte do seu problema resolvido. A empresa Petcube criou uma espécie de “babá eletrônica” para animais: um pequeno cubo de alumínio e vidro equipado com câmera, alto-falante e internet sem fio, que é controlado remotamente pelo uso de um aplicativo em smartphone ou tablet. Os donos poderão ver seus animais e “falar” com eles pelo dispositivo. Segundo o site da revista “Forbes”, a start-up entrou no site de financiamento coletivo Kickstarter com a meta de arrecadar US$ 100 mil

(aproximadamente R$ 234 mil) para o projeto, e acabou garantindo US$ 251 mil (aproximadamente R$ 587 mil) ao longo da campanha de 42 dias. Preço O produto, que será vendido por US$ 199 (aproximadamente R$ 465), também permitirá que os usuários tirem fotos de seus animais de estimação e compartilhem com seus amigos. A ideia é de Andrey Klen, Alex Neskin e Yaroslav Azhnyuk, todos os três são publicitários. Segundo Azhnyuk, a ferramenta deve ser instalada em abrigos americanos, e as pessoas poderão interagir com animais abandonados.


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Novo laboratório reduzirá custos das empresas do PIM Expectativa é que redução seja de 70%, enquanto que o tempo de resposta deverá ser dez vezes menor do que hoje FOTOS: DIVULGAÇÃO

ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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novo laboratório de Metrologia Dimensional da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) com a Hexagon Metrology vai reduzir em 70% os custos que as empresas tinham com a análise das peças de seus produtos. A novidade vai otimizar também o tempo de resposta que as indústrias necessitavam caindo para menos de uma semana o prazo de entrega de suas demandas, que antes levava até 60 dias. “Tirando as grandes fábricas que possuem altos investimentos na área de pesquisa, as demais empresas não têm capacidade de investimento para montar um laboratório de análise e melhorias de processos e projetos de produtos. Com o novo laboratório, essas empresas vão diminuir os custos e ganhar tempo”, afirma o coordenador do projeto do laboratório de metrologia Fucapi/Hexagon, José Luiz Zanirato. Segundo ele, hoje, as empresas precisam esperar quase dois meses para obter uma resposta para a demanda de suas peças, uma vez que a análise era feita em laboratórios em Estados do Sul e Sudeste como São Paulo e Rio Grande do Sul. “Agora, o atendimento será imediato”, ressalta. De acordo com o diretor executivo da Hexagon na América do Sul, Danilo Lapastini, o laboratório já funciona a todo vapor. Por ser inédito, ele espera que o laboratório possa atrair uma larga clientela. “Estamos confiante no sucesso do projeto”, destaca.

Aprovação Proprietário de uma empresa de ferramentaria que produz peças para as fábricas do Distrito Industrial, o empresário Walter Júnior afirma que vai conseguir reduzir custo e ganhar tempo com o laboratório de metrologia dimensional da Fucapi/Hexagon. Ele também acredita que haverá uma otimização da qualidade das peças fabricadas para os produtos das fábricas instaladas em Manaus. “Como micro e pequeno empresário, poderei ter acesso a uma análise metrológica mais confiável das peças que forneço para o parque fabril local”, avalia Walter, que recentemente investiu dinheiro para adquirir

QUALIDADE

Conforme Danilo Lapastini, a Hexagon detém tecnologia vinda do exterior como máquinas da Itália, soſtwares dos EUA, e de países como França, Japão, Itália e também da Alemanha uma máquina de análise de peças da própria Hexagon. Por sua vez, o analista da área de Qualidade da Moto Honda, Rafael Vasconcelos, frisa que as empresas sempre buscam reduzir os custos e melhorar o tempo de respostas de análise de suas peças. Para ele, o novo laboratório pode ser uma “saída”, principalmente, para as pequenas empresas. “Hoje, algumas fábricas trabalham com fornecedores estrangeiros que prezam pela qualidade”, argumenta.

Equipamentos importados medem peças de praticamente todos os tamanhos a um custo que varia de R$ 30 mil até R$ 350 mil

Investimentos de R$ 10 milhões A parceria entre a Fucapi e a Hexagon demandou investimentos iniciais de R$ 10 milhões. Esse volume tende a crescer, uma vez que novos recursos deverão ser injetados no projeto até 2015, inclusive, para a construção de um laboratório de ensino. “A Hexagon tem interesse de no mercado amazonense e procurou associar a imagem dela a uma empresa que tenha o reconhecimento das fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). A Fucapi Braço de medição portátil é uma das vedetes do laboratório

entra com a estrutura física e a parte técnica, enquanto que a Hexagon participa com recursos e equipamentos”, conta o coordenador José Luiz Zanirato ao frisar que a Fucapi também vai injetar verbas no projeto. De acordo com o diretor executivo da Hexagon na América do Sul, Danilo Lapastini, além de reduzir custo e tempo, as empresas vão ganhar qualidade com o laboratório de metrologia criado em Manaus. Máquinas que medem por coordenadas serão usadas em Manaus


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Ditadura X Justiça: prisão de mensaleiros divide opiniões Prisões dos envolvidos no esquema do mensalão coloca em lados opostos, petistas e outros políticos que divergem da Justiça

O

s parlamentares e políticos se dividiram ao comentar a determinação da prisão dos primeiros condenados do mensalão. De um lado, os filiados ao PT, que comparam a expedição dos mandados de prisão de José Genuino e José Dirceu a ações de regimes ditatoriais e lamentam. Do lado da oposição, visão é de que justiça foi feita e que condenação comprova que crimes do mensalão existiram. O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho de José Dirceu, postou no Twitter sua indignação com a prisão dos mensaleiros. “O Brasil já viveu isto na ditadura. Hoje, ditadura das mídias e das condenações sem provas. Genoino: sou preso político”, escreveu ele. Zeca Dirceu emocionou-se ao se despedir do pai. Ele escreveu no Twitter: Acabo de dar no meu pai o abraço mais difícil dos meus 35 anos de filho”. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) lamentou a prisão dos condenados no mensalão. Vaccarezza voltou a criticar a decisão do Supremo de no julgamento do caso. “Pessoalmente, acho um quadro desnecessário. Existe uma decisão incorreta do Supremo Tribunal Federal (STF), mas, sentença do Supremo não se discute, cumpre-se. A democracia existe para o bem e para o mal “, disse. O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), comemorou a prisão dos mensaleiros. Em sua conta no Twitter, ele afirmou que “a decisão do STF deixa claro que a organização criminosa existiu, praticou o dolo e por isso foi punida exemplarmente”. Para ele, “o Brasil viverá novo momento. Não é apenas a figura política

GERVASIO BAPTISTA-SCO-STF

de Dirceu que está indo para a cadeia, mas uma quadrilha de pessoas poderosas”. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse em nota que a decisão do presidente do tribunal, ministro Joaquim Barbosa, é a confirmação de que a Justiça foi feita. Freire disse que espera que a Câmara “cumpra com seu papel” e decrete a perda imediata do mandato de Genoíno. “É um momento importante (para o país), não porque (os condenados) irão ser presos, mas pelo significado do ato de que as autoridades não estão impunes pelos erros cometi-

DESABAFO

Zeca Dirceu (PT-PR), filho de José Dirceu, postou no Twitter sua indignação com a prisão dos mensaleiros: o Brasil já viveu isto na ditadura. Hoje, ditadura das mídias e das condenações sem provas dos”, afirmou Freire, em nota. “A Justiça foi feita”, completou. O governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), postou em seu Twitter que o dia da Proclamação da República (15), é uma oportunidade ideal para a sociedade se perguntar em qual país gostaria de morar nos próximos anos. “Mais um dia para pensarmos em um Brasil mais justo, mais transparente e mais humano. Todos nós temos o direito de sonhar com esse país”, anotou Campos. “Celebramos um capítulo importante da nossa história”.

‘Autoridades podem ser punidas’ Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), a prisão dos condenados no mensalão seria um “desestímulo à corrupção” e uma mensagem à sociedade de que autoridades podem ser punidas no Brasil. Dias destacou que o fato de terem sido presos é simbolicamente importante no desfecho do julgamento. “Isso é uma vitória da sociedade, porque estabelece uma crença de ser possível a justiça prevalecer, mesmo quando estão em julgamento

autoridades no país. É um fato histórico, com consequências da maior importância. É um desestímulo à corrupção na administração pública. A partir de agora, aqueles que gostam de propina e outras coisas mais, vão pensar duas vezes. Se não tivesse cadeia, passaria uma sensação de impunidade. A prisão é emblemática porque, para os cidadãos, quando se chega ao cárcere, houve condenação de fato. Se não, é embromação”, declarou. Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa expediu mandados de prisão para envolvidos no mensalão

Os 12 primeiros condenados

‘Sou um prisioneiro político’

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, expediu os 12 primeiros mandados prisão dos condenados no processo do mensalão na sexta-feira, 15. A Polícia Federal (PF) confirmou que recebeu os pedidos e afirmou, pelo Twitter, que cumpriria os mandados de prisão logo. Nessa primeira leva estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu; o ex-presidente do PT José Genoino;

Em documento intitulado “Carta Aberta ao Povo Brasileiro”, divulgado minutos depois de ter seu mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro José Dirceu reiterou sua inocência, disse ser vítima de uma condenação injusta e que, assim como José Genoino, se considera “um preso político de uma democracia sob pressão das elites”. Segundo ele, o julgamento do mensalão, a Ação Penal

o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares; o operador do esquema Marcos Valério; a dona do Banco Rural Kátia Rabello; o ex-deputado federal Bispo Rodrigues; Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, ex-sócios de Valério; Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Valério; o ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas; o exdeputado Romeu Queiroz (PTB-MG); e ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Ex-ministro José Dirceu se diz inocente é vítima da injustiça

470, caminha para o fim, segundo ele, como começou: “inovando e violando garantias individuais asseguradas pela Constituição e pela Convenção Americana dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário”. “Como sempre, vou cumprir o que manda a Constituição e a lei, mas não sem protestar e denunciar o caráter injusto da condenação que recebi. A pior das injustiças é aquela cometida pela própria Justiça”.


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Cobre, presente na água potável, acelera o câncer Cientistas constataram que o nutriente acelera o crescimento de tumores e células cancerígenas com incidência em humanos

U

m grupo de cientistas suíços demonstrou que o consumo de cobre, metal presente na água potável, acelera o crescimento de tumores em ratos com câncer, descoberta que também pode ocorrer com os seres humanos. Um estudo realizado por especialistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) na Suíça testou os níveis máximos de cobre permitidos na rede de provisão pública da água. “Nosso maior surpresa foi constatar que acrescentando uma pequena quantidade de cobre à água potável, acelerávamos o desenvolvimento de tumores nos ratos, o que demonstra que este metal é um nutriente essencial para as células cancerígenas”, explicou a autora principal do estudo, Seiko Ishida. Os cientistas da EPFL descartaram que o cobre possa produzir câncer, já que os ratos com boa saúde expostos aos mesmos níveis de cobre na água potável que os ratos com câncer não desenvolveram a doença. “Os tumores, ao contrário dos tecidos, são particularmente sensíveis aos níveis de cobre”, afirmou Ishida, que descreveu este fato como uma

DIVULGAÇÃO

“observação desconcertante” que incitou a equipe científica a investigar o problema. Tratamento Nesse sentido, o estudo sugere que níveis inferiores de cobre nos pacientes com câncer poderia ajudar no tratamento desta doença. O estudo conclui que se for possível limitar as duas maneiras nas quais as células produzem

NÍVEIS

Um estudo realizado por especialistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) na Suíça testou os níveis máximos de cobre permitidos na rede de provisão pública da água energia em forma de ATP (respiração e glucólisis), seria possível fazer as células cancerígenas “morrerem de fome”. Para se multiplicar, tanto as células sãs com as cancerígenas necessitam de energia, que pode ser produzida por “respiração”, para a qual necessitam de oxigênio, ou por “glicólise”.

Nutriente presente na água, o cobre ajuda a acelerar as células e os tumores cancerígenos, segundo um estudo científico


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Mundo

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Filipinas: ajuda humanitária mundial deve evitar erros Organismos mundiais de ajuda humanitária evidenciam a falta de sincronia no socorro aos sobreviventes do megatufão

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specialistas em ajuda humanitária de emergência advertiram que é preciso evitar nas Filipinas, devastada por um tufão que deixou pelo menos 10 mil mortos, os mesmos erros cometidos após o tsunami de 2004 na Ásia. A resposta ao tsunami que deixou 275 mil mortos na Indonésia, Índia, Sri Lanka e Tailândia provocou um grande debate sobre a organização das operações de resgate, a natureza da ajuda a ser concedida e os meios que foram disponibilizados para a reconstrução. Alguns participantes nas operações de ajuda, como a Cruz Vermelha britânica, lamentaram a disputa entre agências ou ONGs, o transporte de equipamento ou de produtos inúteis e a dificuldade para administrar os recursos financeiros. Parte do financiamento prometido para a reconstrução nunca foi entregue e a corrupção e a gestão equivocada absorveram grandes quantias. “Antes de mais nada é essencial entregar donativos de maneira reflexiva e prudente”, afirma Paul Arbon, diretor do Torrens Resilience Institute, um centro de pesquisas australiano sobre ajuda de emergência.

DONDI TAWATAO AP

“Em contextos difíceis, a boa vontade que se manifesta em todo o mundo produz um fluxo impossível de administrar de todo tipo de bens nas zonas afetadas e isto cria pontos de congestionamento nos portos e aeroportos, o que prejudica a ajuda mais específica”, explica. Países e organizações humanitárias começaram a en-

IMPASSES

Alguns participantes nas operações de ajuda, como a Cruz Vermelha britânica, lamentaram a disputa entre agências ou ONGs, o transporte de equipamento e a dificuldade para administrar os recursos financeiros viar ajuda às Filipinas, onde algumas regiões do centro do país foram arrasadas pela passagem do tufão Haiyan. Segundo as autoridades, o balanço de vítimas pode superar 10 mil mortos. “Chegar nas áreas mais afetadas é muito difícil. Trabalhamos 24 horas por dia”, declarou Tomoo Hozumi, representante do Unicef nas Filipinas.

Ajuda humanitária tenta chegar aos sobreviventes do maior desastre natural da história, o furacão Haiyan, nas ilhas das Filipinas

SÍRIA

Plano para destruição de armas A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) apresentou nesta semana em Haia um plano para a destruição do arsenal químico da Síria. O anúncio foi feito por Christian Chartier, porta-voz da Opaq. O conselho executivo da organização tinha até a última sexta-feira, 15, para determinar os prazos para a destruição de mais de mil toneladas de armas químicas, estabelecida em um pacto entre Estados Unidos e Rússia que evitou uma intervenção militar no país, mergulhado em guerra civil desde o início de 2011. As discussões em Haia foram interrompidas duas vezes, até que um acordo foi alcançado. Uma equipe conjunta da ONU e da Opaq está na Síria desde outubro para inspecionar o arsenal químico sírio, assim como as instalações de produção. A eliminação dos centros declarados de produção de

armas químicas foi concluída em outubro, quando todas as armas e produtos químicos envolvidos foram selados, de acordo com o anúncio feito pela Opaq no final de outubro.

PACTO

A Opaq tinha prazo a até a última sexta-feira, 15, para determinar os prazos para a destruição de mais de mil toneladas de armas químicas, estabelecida em um pacto entre Estados Unidos e Rússia Os inspetores trabalham “em uma zona de guerra, em condições extremas no que se refere à segurança”, declarou Sigrid Kaag, coordenadora da missão conjunta Opaq-ONU, durante a reunião da sexta. Segundo o plano, as ar-

mas químicas sírias serão transferidas para fora da Síria “da forma mais segura e quanto antes”, indicou a Opaq em um comunicado. “O plano define um caminho claro e marca objetivos ambiciosos que o governo sírio terá de cumprir”, disse o diretor geral da Opaq, Ahmet Uzumcu, em um comunicado. “O apoio e a ajuda internacional para esta tarefa será crucial”, acrescentou. Russos O plano de russos e de americanos para o desarmamento químico da Síria foi aprovado em setembro pelo Conselho de Segurança da ONU, o que permitiu evitar uma ofensiva americana que parecia ser iminente, depois de um ataque químico no dia 21 de agosto perto de Damasco que deixou centenas de mortos. Esse ataque químico foi atribuído, principalmente pelos ocidentais, ao regime de Bashar al-Assad. REPRODUÇÃO

Organização Para a proibição de Armas Químicas trabalha no desarmamento da Síria


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

MAXWELL ROCHA/DIVULGAÇÃO

Estudo sobre insetos chega ao Inpa Dia a dia C8

Trauma, dor e consciência No Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidente de Trânsito, chamar a atenção para a violência que toma conta das ruas de toda cidade brasileira é uma tarefa que deve ser repetida exaustivamente todos os anos

CÉSAR AUGUSTO Equipe EM TEMPO

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a semana passada, o jovem nadador amazonense Pedro Nicolas Sena da Silva, de 14 anos, passou a fazer parte das estatísticas de vítimas fatais de acidentes de trânsito no país, ao morrer dos ferimentos provocados por um atropelamento em Vitória (ES). Como acontece todos os dias, principalmente nas grandes cidades, a imprudência de motoristas e pedestres causa indignação. A morte de Pedro volta a enfurecer os cidadãos pelo absurdo do acidente: um atropelamento provocado por um motorista imprudente que avançou o sinal e atingiu o adolescente no momento de sua travessia numa faixa de pedestres. É o retrato de uma guerra entre conscientização e impunidade. De um lado, há quem pressione por leis muito mais rigorosas contra quem avança sinais, abusa da velocidade ou dirige sob efeitos de bebidas alcoólicas. Do outro, estão os que fogem de suas responsabilidades e insistem em um tipo de comportamento já definido como criminoso, movidos pela impunidade ou mesmo pela falta de respeito com o próximo. No meio, há famílias de vítimas dessa batalha, as próprias vítimas e até mesmo os responsáveis pelos acidentes marcados pelo peso da fatalidade provocada. Hoje, terceiro domingo de novembro, é o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito, uma data que a cada ano tem mais perdas a serem lamentadas, mas ao mesmo tempo marca, junto com outras iniciativas, uma nova busca de paz definitiva para esse caos. Nas páginas seguintes, há histórias de quem sobreviveu a essa guerra, perdeu familiares e até mesmo abriu os olhos para um problema tão grave. Aparentemente repetitivas, são histórias que devem ser repetidas à exaustão enquanto os números de mortos e sequelados nessa batalha permanecerem em progressão. É uma forma de chamar a atenção para a conscientização no trânsito. (Continua nas páginas C2 a C7)


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Dia a dia

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Experiência inimaginável

ALEXANDRE FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO

O mecânico Glauber Marinho Pereira foi atropelado em um sábado de abril de 2012 e ficou vários dias se recuperando. Hoje, não guarda rancor da mulher que causou o acidente que por pouco lhe custou a vida, mas reconhece seu papel no fato IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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Experiências A partir daí, ele viveu experiências inimagináveis, para quem só esperava chegar em casa e curtir o fim do dia na companhia de esposa e do filho recém-nascido. Com o baque, ele teve o corpo lançado a uns 30 metros de distância. Foi levado desacordado para o pronto-socorro João Lúcio, na Zona Leste. De lá, veio o diagnóstico: com sorte Glauber teve somente o fêmur fraturado, paralisia no pé esquerdo e um pequeno quadro de desorientação resultado do choque da cabeça no asfalto. “Fiquei em observação, eu conversava com a minha esposa, mãe e irmã, mas não lembro o que eu conversava. Só vim lembrar o acidente três dias depois. Mas do acidente mesmo, só lembro até o momento em que veio o carro e achei que dava para atravessar, quando fui para a terceira faixa não me lembro mais de nada”, afirmou.

Vítima de atropelamento sendo socorrida em via pública de Manaus: no caso de Glauber, ele reconheceu sua imprudência ao não prestar atenção na travessia ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

nforcar um dia na semana para curtir feriado prolongado, ou mesmo um sábado preguiçoso com direito a feijoada e peladinha, definitivamente é mordomia para poucos brasileiros. A maioria, como o mecânico de refrigeração Glauber Marinho Pereira, 38, tem que abrir mão de certas regalias para não terminar o mês refém do apetite voraz de capatazes, que também atendem por “limite de crédito”. Foi num sábado qualquer de batalha, em abril de 2012, dia sem muitas novidades, que o mecânico escapou por pouco de rechear as estatísticas. Era fim do expediente quando Glauber deixou a oficina no bairro Compensa e resolveu fazer uma visitinha ao último cliente, na Ponta Negra, bairro vizinho na Zona Oeste. Dono de um físico forte e agilidade de quem é acostumado a “pegar no batente”, Glauber estacionou o carro e tentou cruzar a avenida. “Já estava acostumado a atravessar a estrada da Ponta Negra direto, porque trabalhava lá. Desci do meu carro, vi um carro vindo mais devagar e atravessei. Daí uma senhora que vinha num Ecosport me ‘pegou’. Eu não vi, nem ela me viu”, disse. E esta foi a última lembrança que o trabalhador guarda daquele dia comum de labuta.

Não guardo mágoa de maneira nenhuma, porque ninguém sai de casa dizendo ‘hoje vou lascar alguém’. Acontecem acidentes Glauber Pereira, mecânico

Depois de passar por uma experiência difícil, Glauber mostra no corpo as marcas do acidente

Depois do acidente, um longo período de dor Quando estava se preparando para voltar para casa, uma reviravolta. Ele é obrigado a ampliar sua estadia, por mais 40 dias, dos quais 14 foram em coma. “Aparentemente só tinha quebrado o fêmur e batido a cabeça. Fiquei em observação três dias, quando comecei a me lembrar das coisas, também comecei a passar mal com falta de ar”, lembrou. Sem conseguir respirar, Glauber foi enviado duas vezes para sala de reanimação. “Não teve reanimação que

TRANSTORNO

Sem conseguir respirar, Glauber foi enviado duas vezes para sala de reanimação. “Não teve reanimação que desse jeito. Não sei se aplicaram sedativo ou se desmaiei com falta de ar”, arriscou desse jeito. Não sei se aplicaram sedativo ou se desmaiei com falta de ar”, arriscou.

Sem conseguir respirar, as atenções da equipe se voltaram ao pulmão do mecânico. Um raio-x revelou uma mancha preta permanente sobre o pulmão. “Descobriram que era um pedaço do fígado que tinha estourado, ‘varado o esôfago’ e ido para cima do pulmão. Os médicos conversaram com minha mãe e fui para cirurgia. Entrei às 8h no centro cirúrgico e saí às 16h, já todo cortado. Fui induzido ao coma 14 dias. E ‘tô’ aqui até agora”. Ufa!

Prudência como uma lição Depois de toda essa maratona, nem é preciso ser doutor pra saber que restaria ao mecânico um longo período de cuidados pós-operatórios, regado a coquetéis contra dor, inflamação, intermináveis idas e vindas da fisioterapia e todo aquele desgaste, principalmente para quem depende da saúde pública. Errado, Glauber passou um ano “encostado”, mas virouse como pode. “Depois que saí não tomei mais remédio nenhum. A manutenção só foi cadeira de roda e muleta, não fiz fisioterapia, não recomendaram”, revelou. Quase 2 anos após o acidente, as sequelas e marcas espalhadas pelo corpo relembram a experiência. No abdômen e nas costas cicatrizes imensas, a perna direita que foi fraturada resolveu reclamar de uns dias para cá - com inchaço e grande dificuldade de movimentação - e o pé esquerdo voltou a mexer recentemente. “Sinto diferença. Antes pegava um ar-condicionado e carregava sozinho. Agora preciso de alguém para me ajudar. Tem várias coisas que precisa de alguém comigo. Jogar bola, correr e ajoelhar, eu não consigo. Tem que ser tudo devagar, subir e descer escada é

muito mais complicado que antes. Graças a Deus eu ando, tiro o meu sustento trabalho. Mas é com sacrifício”, revelou. Apesar do espelho dedurar diariamente os momentos difíceis, Glauber encara tudo como aprendizagem e diz não guardar mágoa da condutora do Ecosport. “Assim que ela me bateu, se desesperou e fugiu. Todo mundo fica nervoso e ela teve medo de ser linchada. Mas depois voltou e ajudou. Não guardo mágoa de maneira nenhuma, porque ninguém sai de casa dizendo ‘hoje vou lascar alguém’, acontecem acidentes. Vacilo dela e meu que se tivesse visto não teria atravessado e ela teria parado”, analisou. Após a experiência, o mecânico reconhece que falta mais prudência e respeito à lei por parte dos motoristas e inclusive, pedestres. “Sobre o trânsito, as leis são boas, o problema que a maioria não gosta de cumprir e vira o caos”, lamentou. Mesmo sem condições de carregar sozinho os condicionadores de ar, como fazia antes do acidente, o mecânico leva de experiência daquela tarde de sábado, uma dose de prudência.


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Uma lembrança dolorosa IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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poucos metros do acidente de Glauber, e no mesmo horário, outro homem também tentou atravessar a avenida, mas não teve a mesma “sorte”. “Ele foi jogado 20 metros e a cirurgia que ele tinha na barriga rompeu na batida. Meu pai perdeu a vida indo ao hospital”, disse a filha de Nicodemos Figueira de Souza, 41, a vendedora Jocilene Monteiro de Souza, 31. Além de atingir o pedestre que não sobreviveu aos ferimentos, o condutor também não prestou socorro. “A placa do homem que bateu era fria. Fomos pesquisar e dava numa Brasília, e o carro que matou e meu pai era uma S-10 cabine dupla, então até hoje não foi desvendado”, afirmou. Se não fosse o bastante perder o pai num acidente de trânsito, outra tragédia marcaria a família Souza para sempre. Após curtir a “Festa do Cupuaçu” de Presidente Figueiredo, com o namorado e um casal de amigos, a caçula da família Souza, Josiane Monteiro de Souza, 22, retornava para casa num domingo à tarde. “Foi no quilômetro 33 que aconteceu. O namorado dirigia o carro dela, quando houve a colisão com outro carro que

vinha do sentido contrário. Nessa colisão morreram ela e mais duas pessoas do outro veículo. Tenho o jornal onde saiu a matéria do acidente dela, e me choquei ao ler, porque dizia ‘Final de semana chocante: 70 vítimas de acidente’”, lembrou. A jovem morreu na hora. Apesar de estar com cinto de segurança, o amigo sentado no banco traseiro não estava. Com a colisão, segundo análise pericial, o corpo dele foi arremessado pelo parabrisa. Mas antes de sair, chocou-se contra Josiane, que teve o pescoço quebrado na hora. “Ela não foi cuspida porque estava com cinto, que acabou queimando o corpo dela. Ninguém sabe se ela tivesse sem cinto, pudesse ter sido diferente. Mas o conselho é usar”, analisou. A vendedora explicou que na época foi observado que dirigir alcoolizado, pode ter feito o namorado de Josiane perder o controle do automóvel, modelo Gol. “No depoimento, ele disse que alguém passou na frente e para desviar teve que invadir outra pista. O motorista e a passageira do outro veículo faleceram. Não sei como ficou, mas minha mãe não foi atrás de justiça, a situação toda já é tão triste e ter que ir atrás disso... E ela acredita em outra justiça”, apontou.

IONE MORENO

Jocilene Monteiro de Souza perdeu o pai e a irmã mais nova em acidentes de trânsito diferentes. Com tantas tragédias, a família reforçou a segurança dos veículos e mudou hábitos cultivados antes das mortes dos parentes

Jocilene mostra a foto dos familiares mortos em acidentes: trauma mudou hábitos da família

Sequelas e traumas para todos os familiares Além de saudade, a perda do pai e em seguida da irmã deixou sequelas e traumas na família. “Minha mãe fica muito preocupada. Eu dirijo o dia todo, porque trabalho com vendas e ela fica muito nervosa com isso”, apontou. Os passeios para Presidente Figueiredo foram banidos da família. “Era constante, todo

fim de semana a gente ia para lá. Pegar estrada era tão gostoso. Mas não vou mais pela minha mãe e porque não nos sentimos seguros. Mesmo porque a estrada não tem sinalização, nem iluminação, também não temos pista para ultrapassagem. E na maioria das vezes você, para fugir de um buraco, acaba fazendo isso

e causa acidente”, afirmou. Os cuidados com a manutenção dos veículos também viraram prioridade da família. “Estou trocando de carro por segurança. Aqui não tem para onde recorrer, se teu carro se acaba por andar nessas vias sem manutenção, cheias de buraco, não temos para quem reclamar”, lamentou.

Tristeza, descrença e reflexão Mais do que redobrar a segurança, a experiência trouxe à família certa descrença quanto à aplicação das leis e da atuação dos políticos. “Falta lei e gente com pulso para aplicar. Mas acho que além da falta de policiamento, falta investimento na infraestrutura da cidade, na sinalização e educar orientando de verdade as pessoas. O governo tem que trabalhar a educação na escola, nas bases”, pontuou. Para Jocilene, a grande quantidade de acidentes registrada nas cidades brasileiras, deve ser seriamente analisada. “É fácil jogar a culpa no condutor e dizer que foi imprudência. Por quê? Isso faz a gente refletir. Para tentar se conformar porque não temos justiça, as pessoas preferem acreditar que ‘tinha que acontecer’. Aqui o conforto é entregar nas mãos de Deus”, lamentou.


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Um problema Penas mais rigorosas e campanhas educativas ainda não surtiram um efeito radical quanto aos crimes de trânsito. Ainda assim, legislação brasileira é considerada uma das mais rígidas do mundo ADRIANA PIMENTEL Especial para o EM TEMPO

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Dia em Memória das Vítimas de Trânsito também é uma data para lembrar que a violência no trânsito precisa acabar e que é necessário mais respeito e cidadania para um trânsito menos violento e seguro para todos. Mas como prevenir toda essa violência? No Brasil, pesquisas recentes revelam que 42.844 pessoas morrem a cada ano nas ruas e estradas do país. A Lei Seca foi promulgada em 2008 com objetivo de reduzir os acidentes provocados por motoristas embriagados no território nacional, endurecendo as punições contra quem bebe antes de pegar o volante. A legislação de transito atual prevê que os delitos de homicídio e lesão corporais praticados no trânsito são de natureza culposa (artigos 302, 303 da lei 9.503/1997). Os demais delitos são de natureza dolosa, pois não há esta previsão expressa. Segundo dados da Vara Especializada em Crimes de Trânsito (VECT), do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), ano passado foram distribuídos 448 procedimentos, referentes a todo tipo de crimes. Este ano, de janeiro até o dia 8 de novembro passado foram 1.173 procedimentos, uma média mensal de 120. Quem for flagrado sob efeito de álcool (de 0,1mg a 0,29 mg de álcool por litro de ar expe-

lido) é enquadrado no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): comete infração gravíssima (7 pontos na CNH), com penalidade de multa no valor de R$ 957,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses. O veículo ainda fica retido até que apresente outro condutor habilitado e em condições de dirigir. Porém, aquele condutor que atingir o limite de 0,30 miligramas comete também crime de trânsito, pelo artigo 306 do CTB, que prevê penas de detenção, de seis meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. De acordo com a juíza da VECT, Anagali Bertazzo, antes de se discutir a legislação ou o eventual endurecimento das penas, devem ser feitas campanhas constantes de prevenção e educação no trânsito, por meio dos meios de comunicação em massa, projetos em escolas, para que se possa atingir o maior número de pessoas, esclarecendo e prevenindo contra qualquer tipo de infração de trânsito e alertando para as suas consequências. “Desta forma, poderão ser minorados os resultados negativos que vêm se apresentando”, aponta a magistrada. “É necessário um esclarecimento para a população prevenindo contra qualquer tipo de infração de trânsito e alertando para as suas consequências”, acrescenta. DETRAN-AM/DIVULGAÇÃO

Campanhas não são contínuas

Ranking mostra rigor brasileiro

Para conscientizar a população sobre a importância de não dirigir depois de beber, campanhas educativas foram desenvolvidas desde a regulamentação da Lei Seca. Para o publicitário Nelson Santos, as campanhas buscam mexer tanto com o emocional quanto servem de alerta.” O objetivo é conscientizar a pessoa a não dirigir após beber”, ressaltou o publicitário. Foram realizadas várias campanhas em

De acordo com a lista elaborada pelo Centro Internacional para Políticas sobre o Álcool (Icap), sediado em Washington (EUA), o Brasil está entre os 20 países que possuem a legislação mais rígida sobre o tema. Das 82 nações pesquisadas, Noruega, Suécia, Polônia, Estônia e Mongólia têm o mesmo nível de rigor do nosso país. Na América do Sul, a tolerância brasileira só fica atrás da Colômbia, onde o limite é zero.

nível nacional mostrando a realidade do trânsito no Brasil. “Nós víamos campanhas impactantes que chocavam a população bastante eficazes“, enfatiza o publicitário. “As campanhas vieram chancelar a Lei Seca, porém teve um ponto de suma importância que foi esquecido: esse tipo de campanha tem que ter uma continuidade, ser frequente”, afirma o publicitário, ao destacar os pontos fracos das campanhas de envergadura nacional. Carro destruído em acidente usado em campanha: continuidade

A Noruega foi o primeiro país a criar leis específicas para misturar álcool e direção. Desde 1936, a legislação de trânsito vem sendo aprimorada e hoje o limite tolerado para motoristas embriagados é igual ao do Brasil. Se for flagrado com índices maiores que 2 decigramas de álcool por litro de sangue, o condutor perde a carteira por um ano, é preso por no mínimo três semanas, e o trabalho na cadeia é obrigatório.


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a sem solução REPRODUÇÃO

ÁLBUM DE FAMÍLIA

Experiência é retratada em livro

Publicidade utilizada em campanha de conscientização sobre a violência no trânsito: objetivo é atingir diretamente o público

“Essa é uma data para lembrar que por trás de cada um dos milhares de mortos e feridos do trânsito brasileiro, friamente revelado nas estatísticas, há um rosto, uma história de eterna dor, decorrente de uma vida interrompida abruptamente, com sonhos e esperanças dramaticamente frustrados”. A frase é de Selma Claudino, mãe de Marcel, vítima de acidente de trânsito em 2009. Marcel tinha 22 anos e cursava o oitavo período de medicina na Universidade Nilton Lins, quando o acidente ocorreu por negligência do poder público, que ao construir a passagem de nível da avenida Umberto Calderaro Filho, na Zona Centro-Sul, deixou restos de construção e um dente de dragão no meio da via. Ele não conseguiu desviar a tempo e o veículo atingiu as estruturas. Para Selma, qualquer um que viesse ali seria surpreendido como o filho. Depois do impacto da morte de Marcel, Selma começou a escrever um livro chamado “Meu filho, meu amor, minha dor”, relatando todo o seu sofrimento. Marcel, filho de Selma Claudino, morreu em acidente provocado por objetos deixados em plena rua

DIEGO JANATÃ/ARQUIVO EM TEMPO

ÁLBUM DE FAMÍLIA

A solidariedade que vem da dor “Sinto um vazio, não é natural uma mãe perder um filho, tento ajudar os outros que estão passando por situações semelhantes e isso era o que Marcel fazia”, afirma Selma. “Quero que ele não seja mais só um número. Temos que nos conscientizar dos perigos e tomar medidas. Utilizar o cinto de segurança e o capacete, não dirigir após consumir bebida alcoólica, evitar o uso de celular enquanto estiver dirigindo e Carro capotado em Manaus: campanhas não surtem efeito total

atravessar na faixa de pedestres são algumas das principais ações preventivas que ajudam a reduzir as chances de acidentes de trânsito”, analisa Selma. Conduzir um veículo nos dias de hoje não é algo que qualquer pessoa possa fazer com tranquilidade. “Há uma falta de responsabilidade por parte do condutor, pedestre e poder público”, afirma Selma Claudino, ao analisar o cenário do trânsito no Amazonas. Marcel com a família: vazio compensado com solidariedade


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Uma dose irresponsável

Boa parte dos acidentes de trânsito são provocados por consumo de álcool pelos motoristas. Mesmo com formas de repressão a essa atitude irresponsável e criminosa, há quem matenha o comportamento perigoso em nossa cidade HUDSON FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO

ADRIANA PIMENTEL Especial para o EM TEMPO

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quela história de “só um copinho“ não “cola” mais. Mesmo em pequenas quantidades, o álcool afeta a habilidade de direção dos motoristas que ficam com as reações mais lentas e perdem a noção quanto à velocidade do próprio carro e de outros veículos, causando acidentes fatais. O álcool é uma substância facilmente absorvida pelo organismo. Depois de alguns minutos após a ingestão de alguma bebida alcoólica, a droga já está correndo no sangue e chegando aos principais órgãos vitais do corpo, como o cérebro. Essa substância altera a comunicação entre os neurônios diminuindo as respostas do cérebro ao organismo. As principais áreas afetadas são o córtex frontal (responsável pela coordenação motora do nosso corpo) e o cerebelo (responsável pela leitura espacial do corpo e do equilíbrio). Assim, uma pessoa que bebe, sobretudo de forma exagerada, perde a capacidade de resposta motora e espacial, aptidões essenciais para conduzir um veículo. De acordo com a juíza Anagali Bertazzo, da Vara Especializada em Crimes de Trânsito (VECT), do Tribunal de

Justiça do Amazonas (TJAM), uma das principais causas dos acidentes de trânsito é a embriaguez ao volante. Os procedimentos relativos à lesão corporal e homicídio culposo em acidente de trânsito abrangem cerca de 10% do total e geralmente são autuados pela polícia por meio de portaria, sem prisão em flagrante. “Os condutores muitas vezes se afastam do local do acidente, tanto por fuga, quanto para garantir sua integridade física”, afirma a juíza. Dados da Polícia Civil apontam o registro de 14 ocorrências de embriaguez ao volante somente no último final do mês de julho. Entretanto pequenas observações mostram que até mesmo os hábitos da população estão mudando para se adaptar à realidade. Exemplo dessa adaptação é a contadora Kelem Monteiro, 30. Ela afirma que antes da reforma da Lei Seca tinha o hábito de ingerir bebida alcoólica e dirigir, mas agora se reveza com os amigos em um esquema de caronas. “Nós mudamos de comportamento. Estamos utilizando táxi, indo de carona ou frequentando bares próximos de casa. Desde que o meu noivo se envolveu em um acidente de trânsito, ficamos com medo das consequências”, declarou a contadora.

‘Hoje não existe cultura de trânsito’

Jovens consomem bebidas alcoólicas em posto de gasolina: sensação perigosa de prazer

Comportamento baseado em falsos valores Mesmo cientes de que a imprudência ou que a negligência ao volante pode custar sua vida e a de outras pessoas, muitos condutores ainda insistem em desrespeitar a lei. Fatos assim são vistos frequentemente pelo gerente do bar Touchdown, Marcelo Marcedo. “Apesar das ações que o Detran tem realizado, muitas pessoas continuam infringindo a lei”, afirma o gerente.

Falsa ideia A psicóloga Célia Cunha explica que, em princípios, todo homem é transgressor. “As pessoas ainda são iludidas pela falsa ideia de que bebidas alcoólicas agem como estimulante para o organismo. O efeito desinibidor que o álcool provoca em algumas pessoas é o responsável por esse equívoco que, por vezes, as leva a consumir bebidas com a

intenção de se manterem ‘ligadas’”, avalia.. “Somos conduzidos na vida, e muito, pelo desejo constante de sentir prazer”, afirma a psicóloga. Já para o sociólogo Ademir Ramos, o trânsito é o único momento em que as pessoas se igualam socialmente, mas sempre existe quem se ache mais poderoso, e isso implica em infligir às leis e ficar impune.

“Muitos carros de chapa branca realizam infrações. A lei é para todos, independente de classe social e poder aquisitivo”, afirma Ademir Ramos. Para ele, o trânsito é um grande desafio para os educadores e para o poder público. A multa é apenas medida financeira e deve ser praticada como uma atividade pedagógica. “Hoje não existe uma cultura de trânsito, o governo tenta punir com as multas”, ressalta o sociólogo. Ele ressaltou que a falta de educação e a agressividade no trânsito em Manaus são problemas culturais. “As campanhas deveriam ser constantes no sentido de formar uma cultura de trânsito, instituir valor, princípio e regra”, afirma Ademir. Para ele, o Estado e o município deveriam dar mais suporte ao trânsito, com estruturas adequadas.


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Trauma difícil de superar Para vítimas e causadores de acidentes de trânsito, muitas vezes a ocorrência do fato pode gerar sintomas que resultam em depressão. Para isso é necessário acompanhamento médico para haver superação do episódio ALEXANDRE FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO

ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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eviver o acidente em qualquer momento, medo, pesadelos, insônia, falta de apetite, entre outros, são alguns dos sintomas relacionados com o estresse pós-traumático que afeta uma pessoa que foi vítima ou causadora de acidente de trânstio, ou até mesmo familiares e amigos que tiveram alguém próximo envolvido em situações desse tipo. Essas situações devem ser tratadas por profissionais na área de saúde mental, pois podem levar a pessoa a desenvolver algum tipo de síndrome ou até mesmo a depressão. O acidente deixa marcas de todas as formas, e os envolvidos até evitam comentar sobre o fato, principalmente os que ocasionam o transtorno. É mais fácil as pessoas que foram vítimas, ou seus familiares, comentarem e detalharem o fato do que o causador. O especialista em questões de acidentes de trânsito, psicólogo Mauro Negreiros, que escreveu uma monografia com o título “A dor da perda no trânsito”, explicou que o trabalho deve ser constante na questão das campanhas e conscientização

dos motoristas conforme a legislação do trânsito. “O acidente no trânsito traz consequência como outros fatos que podem acontecer na vida de um indivíduo. É necessário o acompanhamento de todos com um profissional, caso contrário a chance das sequelas se tornarem uma doença é grande”, explicou o psicólogo. Mauro explicou que o es-

Acompanhamento do processo Quando há vítima fatal no acidente, todo o processo do luto também é necessário ser acompanhado. Os comportamentos, conforme o especialista, pode demonstrar o grau do estresse ou até mesmo uma depressão. Ainda faltam muitos estudos e desenvolvimento da psicologia no trânsito. “Os trabalhos ainda são muitos escassos. É necessário haver campanhas regulares, combater direto os erros cometidos pela população para evitar que novos casos aconteçam”, detalhou Mauro. O psicólogo indicou aos que passam por esses sintomas as clínicas de faculdades de psicologia como também os próprios centros médicos que oferecem serviços gratuitos para a população.

ESTRESSE

Mauro Negreiros explicou que o estresse póstraumático é o que mais preocupa os médicos, pois força os envolvidos a reviverem toda a sensação e sofrimento que ocorreram no momento do acidente tresse pós-traumático é o que mais preocupa os médicos, pois força os envolvidos a reviverem toda a sensação e sofrimento que ocorreram no momento do acidente. “O sentimento de culpa, os danos e outras questões devem ser trabalhadas. A pessoa não pode esquecer que o fato já passou, e nem que procurar uma justificativa, pois essa questão piora o lado emocional”, disse.

Estatísticas Entre janeiro e setembro deste ano, o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (DetranAM) registrou 184 vítimas fatais de acidentes de trânsito. Nesse mesmo período, comparando ao Jovem é socorrido em acidente: traumas para todas as partes

ano anterior, ocorreu uma redução de 2%. Porém o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) informou que na capital amazonense, do início de janeiro até o dia 11 deste mês, foram registradas 219 vítimas fatais de acidente de trânsito, um crescimento de 2,82 % do ano passado, quando no mesmo período foram registrados 213. O Manaustrans informou que realiza fiscalização diária para coibir infrações de trânsito e ações de educação para o trânsito para orientar condutores e pedestres sobre trânsito seguro. No setor de fiscalização, são realizadas diversas operações de rotina. Na “Explosão”, por exemplo, agentes de trânsito orientam condutores a evitarem estacionamento proibido, parada em fila dupla e estacionamento sobre calçada. Em caso de descumprimento, condutores são notificados. Ela é realizada em todas as zonas da cidade, diariamente.


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Mosca-da-fruta é objeto de pesquisas científicas Pesquisador da Universidade de Washington diz que estudos com moscas servirão de base para pesquisas de entomologia

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uso da microeletrônica em um estudo sobre o comportamento da mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster) poderá servir de base para análise do comportamento de mosquitos transmissores de doenças como a malária e a dengue. O estudo com a mosca-da-fruta foi apresentado esta semana pelo pesquisador renomado Michael Dickinson da Universidade de Washington (EUA) em palestra no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). No estudo com a mosca-dafruta o pesquisador procura entender, por exemplo, quais as respostas neurais quando as moscas veem e como isso vai influenciar no voo delas. Dickinson tem mais de 100 publicações científicas, além de ser um ícone na sua área pelo conhecimento adquirido na carreira de pesquisador. Ele explicou a pesquisadores e alunos de pósgraduação do Inpa como se dá o uso da microeletrônica para o estudo do comportamento da mosca, o voo e o que faz ela pousar sobre os objetos. De acordo com o pesquisador o estudo servirá de base para pesquisas sobre o comportamento de mos-

MAXWELL ROCHA/DIVULGAÇÃO

quitos, dentre eles os que transmitem doenças. “Nós conseguimos financiamento lá nos Estados Unidos para adaptar os estudos para focar nos mosquitos para avaliar como eles reconhecem os odores e assim pousam no ser humano. Graças aos estu-

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De acordo com o pesquisador Michael Dickinson, o estudo servirá de base para pesquisas sobre o comportamento de mosquitos, dentre eles os que transmitem doenças dos inicias que agora há essa possibilidade”, disse. Para o biólogo e entomólogo do Inpa e organizador da palestra, Gil Felipe Gonçalves Miranda, eventos como este promovem o intercâmbio entre cientistas, o que pode resultar em possíveis parcerias. ”Essa era uma das intenções em trazer o Dickinson para ver se surge uma nova linha (de pesquisa) aqui no Inpa”, afirmou.

O estudo do comportamento da mosca-da-fruta servirá de base para pesquisa sobre insetos que também podem causar doenças


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MANAUS, SEXTAFEIRA, 15 DE NOVEMBRO DE 2013

CONCURSO

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Cerveja gelada, petiscos de dar água na boca aliados a um excelente atendimento são os três pré-requisitos para eleger o melhor estabelecimento do Festival Bar em Bar 2013, promovido pela Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel). Em Manaus, o evento é realizado com o patrocínio do Sebrae Amazonas e Ambev. Na edição de 2013, o tema do festival “Tá na Boca do Povo” vai ter 13 concorrentes associados da Abrasel Amazonas. O Bar em Bar começa na próxima quinta-feira (21) e vai até o dia 6 de dezembro. A solenidade de abertura do Bar em Bar em Manaus acontecerá no Café Teatro “Les Artistes”, na avenida 7 de Setembro, Centro. Os estabelecimentos, que concorrem no festival, têm a missão de conquistar o voto da equipe de jurados que é formada por jornalistas, especialistas em gastronomia e é claro frequentadores de bares com os seguintes critérios de avaliação: cerveja mais gelada, melhor petisco e melhor atendimento. Segundo a presidente da Abrasel Amazonas, Janete Fernandes, durante o festival, os bares vão apresentar preços promocionais nos petiscos que concorrem no Bar em Bar. “É uma forma de gerarmos mais movimento nos estabelecimentos participantes”, destaca. Janete Fernandes afirma que dentro da programação do festival também está prevista a capacitação técnica para os associados da entidade. “Precisamos estar constantemente participando de aperfeiçoamentos e qualificação na área de gastronomia”, diz. Participam da edição 2013 do Bar em Bar: Bier Garten, Bodega da Vila, Boteco Spettos, Cachaçaria do Dedé & Empório, Chapéu Goiano, Coronel Pastel, Eightys Burguer & Beer, Lobby Bar do Tropical Hotel, Najua Restaurante, Palazzolo, Premiato, Tambaqui de Banda Parque 10 e Vitrine Amazônica. Para conhecer melhor os bares e restaurantes que concorrem é só acessar o site www.abraselam.com.br.

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Festival ‘Bar em Bar’ na boca do povo

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O projeto cultural Roda de Toada promovido pelo Movimento Marujada está de volta em sua sétima edição. Amanhã, o povo de fé azulado visitará o bairro de Petrópolis, Zona Sul de Manaus, no curral do Garrote Majestoso, no campo João Samba (rua Cunha Melo, Petrópolis). O Roda de Toada começa às 18h e previsão de encerramento até as 21h. O Garrote Majestoso tem em comum com o centenário Boi Caprichoso as cores azul e branco. Segundo o presidente do Movimento Marujada, Keynes Breves, as afinidades com o bumbá de Parintins foram determinantes para a escolha do local. “Um reduto azul e branco que ama nossa cultura e ritmo, que estamos felizes por visitar”, diz. A banda Sangue Caboclo comandará o repertório musical e terá as participações especiais de Edilson Santana e David Assayag. O projeto cultural Roda de Toada já foi realizado nos bairros de Aparecida, Chapada, Eldorado, Parque 10 e nas cidades de Itacoatiara e Manacapuru. Natal Solidário O Roda de Toada também será palco de lançamento do Natal Solidário. A campanha, que chega na sua terceira edição em Manaus, visa contemplar uma instituição social da capital com donativos arrecadados ao longo de um mês, aproximadamente. Keynes Breves, presidente do Movimento Marujada, afirma que o período e os locais de arrecadação de donativos serão definidos e divulgados em breve e que todos os segmentos do Boi Caprichoso e a sociedade manauense serão mobilizados para a nobre causa. “É nosso compromisso social”, concluiu. O Boi Caprichoso vive atualmente uma importante transição em sua história: o início de seu segundo centenário, com “Táwapayêra” definido como tema para 2014. O Movimento Marujada avança seu planejamento inovando na organização da 3 ª Caravana Azulada, que leva a Parintins torcedores para a gravação do CD e DVD do Boi Caprichoso.

Mais uma vez, a TIM é a pioneira em ações para o lançamento de novos modelos de iPhone no Brasil. A operadora saiu na frente e já disponibiliza um cadastro em seu site para os interessados na chegada do iPhone 5S e do iPhone 5C, que estarão disponíveis em suas principais lojas a partir do primeiro minuto da próxima sexta-feira. A partir de hoje, os consumidores – clientes TIM ou não – podem se registrar no www.tim.com.br para começar a receber informações como a data de lançamento, preço e demais detalhes sobre os novos smartphones da Apple.

O clã Simões está em festa, dona Walderez Simões é a grande aniversariante de hoje. Os cumprimentos da coluna

::::: Oportunidade

::::: Sala de Espera

A julgar pela revoada de amazonenses para assistir a shows gringos em Sampa e Rio, as empresas de eventos devem repensar a agenda de 2014. São consumidores que não aguentam mais o “mais do mesmo de sempre” nas casas de shows da cidade. É preciso estar atento a esses clientes, afinal, Manaus tem um De uma elebom PIB e isso está gância ímpar e coração idem, cada vez mais claro Eliane Schneidiante do enfadonho der vai ganhar mercado de espetácuamanhã sessão los praticados na parabéns em cidade. família pela troca de idade

::::: Convidado

de honra

Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de Pequim e de Londres, defendendo a seleção brasileira, o jogador de vôlei Giba chega a Manaus hoje. Vem com a mulher e os dois filhos e ficará hospedado no Tropical Manaus Ecoresort. O motivo da vinda do atleta é participar como convidado da partida final de vôlei da Copa dos Bairros, organizada pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: Clube de Vantagens A loja Florense, franquia do Grupo Vitor Souza, está ampliando a parceria estratégica que mantém com a Construtora Vaneng e o Grupo Vanpart. A novidade é o Clube de Vantagens, criado especialmente para os clientes dessas duas empresas. Ou seja, os futuros felizardos donos de imóveis no Privilege Club Residence – um empreendimento de alto padrão da Vaneng – terão tratamento VIP da grife Florense como uma série de vantagens, descontos e mimos especiais. Que tal?

A jovem empresária Adriana Brito, dona do Fran’s Café, esbanjando beleza invejável em festim divertido na noite sobrenomada

Lucius Gonçalves e Márcia Meirelles – coordenadores do Miss Amazonas 2014 – convidam para conferir a “Preliminar do Traje de Banho” do concurso com todas as 20 candidatas ao título do próximo ano. O evento acontece hoje, às 19h, no Blue Tree Premium. Ruth Falabella vai comandar mais um niver solidário em prol das crianças das creches da nossa Manaus. Quando? Na próxima segunda-feira, às 19h, no salão de festas do Quintas das Laranjeiras. O Ceros Restaurante comanda, no próximo dia 19, almoço de comemoração de mais um ano de puro sucesso no setor gastronômico da cidade. As gêmeas Dani e Gabi Costa vão pilotar coquetel de lançamento de joias finas no Fran’s Café, no próximo dia 21, às 19h. As preciosidades levam a assinatura da badalada paulista Maria Joana.

O Manaus Plaza Shopping irá inaugurar, hoje, às 16h, a decoração de Natal, inspirada na magia da data, com presépio e imensas cascatas de luzes. A grande atração do evento será a chegada do Papai Noel, acompanhado pelas crianças do grupo Flauta Mágica.

::::: Cavaquinho

do bem

Amanhã, a partir das 12h30, o hotel Quality Manaus promoverá a “Feijoada do Bem” para arrecadar recursos para a ONG Childhood Brasil, que desenvolve projetos contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Também terá a apresentação do sambista Miguel Ferreira que fará um repertório especial dedicado ao melhor do chorinho.

O prefeito Arthur Neto está trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

Falando em Fran’s Café, a toda bela Harumi Tsuji receberá hoje, às 17h05, no chique espaço, as amigas mais íntimas para um chá da tarde. O motivo da reunião é a celebração de mais uma primavera da anfitriã.

Ontem, no almoço do restaurante da Charufe Nasser, as donas das joias exóticas Nádia Abrahim com a amiga Zamia Hebron

MANOEL NETTO

Marujada promove Roda de Toada

::::: Largada

O L NETT

AZUL

Coluna 15

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MANOE

MANAUS, SEXTAFEIRA, 15 DE NOVEMBRO DE 2013

MAURO SMITH

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A doce Hêmilly Lira faz show amanhã, no Fino da Bossa, para comemorar seu aniversário – a partir das 23h. A noite contará com as participações especiais de grandes nomes da música amazonense como Nicolas Júnior, As Dessanas e Jorjão do grupo Ases do Pagode. Reservas: 9240-8036.

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com ‘Esquenta Sertanejo’ Várias atrações para aquecer o público que aguarda o último show sertanejo do ano, promovido pela Fábrica de Eventos, no dia 23 de novembro DIVULGAÇÃO

SERVIÇO ÚLTIMO SHOW SERTANEJO DO ANO!

Um repertório atual, com hits do sertanejo, estão no repertório de Kelly & Klinger

H

oje, a partir das 22h, o Pegadas Sertaneja, no Tarumã, vai abrir as portas para receber a nação sertaneja, no esquenta do “Último Sertanejo do Ano”, que será no próximo dia 23, no sambódromo. O evento do dia 23 contará com os shows de três grandes duplas de Goiás, que estão liderando as paradas nas rádios de todo o país, Matheus e Kauan, Humberto e Ronaldo e Jorge e Mateus. No Pegadas Sertaneja, point oficial do ritmo, o público vai poder curtir os sucessos das atrações nacionais neste feriado. No palco, quem abre a noite é a dupla Kelly & Klinger, em seguida, os cantores Luigi Zonny e Álvaro Nina. A última atração da noite está reservada para Beto Gomez e a banda Pegadas. “Esperamos um grande público, pois o último esquenta foi excelente e teve uma boa participação da galera. O movimento com os universitários tem sido grande, por outro lado, as promoções com sorteios de CDs também têm sido um sucesso. O povo de Goiânia também comparece em massa para prestigiar o sertanejo”, adianta Hans Young, proprietário da casa.

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Quanto ao repertório, não poderia ser de outra forma: muito sertanejo. “Vamos apresentar um repertório atual, com vários sucessos das duplas que estarão se apresentando no show e algumas músicas autorais de nosso DVD, que será lançado agora em dezembro”, adianta Klinger, da dupla Kelly & Klinger.

SERVIÇO PEGADAS SERTANEJA Quando: 15/Nov (sexta-feira, feriado) Avenida do Turismo em Onde: frente à Aseel - Tarumã Pista – R$ 20,00 (somente na hora) Valores: Meia – 10,00 Antecipado área Vip dos formandos – R$ 25,00 com Camarote: Open Bar até as 3h, com cerveja, água e vodka. R$ 300,00 (para 15 Informa- pessoas) ções: 9160 6523

Atrações: Jorge e Mateus, Humberto e Ronaldo e Kauan e Matheus Amanhã Quando: 23 de novembro, no Sambódromo Ingressos: Pista: R$ 60 (3º lote estudante/limitado). Pontos de Vendas: Óticas Veja e Bar Chopp Brahma (Av. André Araújo, Aleixo) Camarotes: R$ 170 (por pessoa/ estudante/ limitado – 2x cartão). Ponto de venda: Stand da Fábrica de Eventos, no segundo piso do Amazonas Shopping. Área Vip: R$ 220 (2º lote estudante/limitado 2x cartão). Open bar com chopp, cerveja, caipirinha, caipiroska, água e refrigerante até às 3h. Somente para maiores de 18 anos. Pontos de Vendas: Stand da Fábrica de Eventos e Bar Chopp Brahma Camarote Stage: R$ 350 (estudante/ limitado 2x cartão). Open bar com chopp, whisky 8 anos, vodka importada, caipirinha, água e refrigerante até às 4h. Somente para maiores de 18 anos. Espaço com vista privilegiada para os shows, DJ, banheiros exclusivos e entrada diferenciada. Ponto de venda: Stand da Fábrica

Programação musical no Millennium Neste fim de semana o Millennium Shopping vai oferecer aos clientes vasta programação musical gratuita, que vai desde o chorinho até baladas de pop rock. Ao todo são três shows que acontecem no sábado e domingo. As apresentações começam a partir das 12h30 deste sábado (16) com o grupo Chorinho Quarteto Amazônico, conhecido em Manaus por apresentar grandes sucessos em uma roupagem diferente. “Não tocamos apenas os clássicos do chorinho, mas gostamos de transformar a roupagem canções populares, dando nova cara a grandes sucessos”, afirmou Junior Leal, saxofonista do grupo. Já entrando no clima de natal, o grupo incluiu em seu repertório canções como Jingle Bells, Noite Feliz e outras que fazem sucesso nessa época do ano. O show está marcado para as 12h30. A noite de sábado no shopping será marcado por canções de rock pop, pop e clássicos da MPB, apresentadas pelo brasiliense Frederico Mar. Frederico, afirmou que preparou um repertório especial para esse sábado. “O show é formado por grandes hits nacionais e internacionais. Além do repertório já montado, sempre abro espaço para atender aos pedidos da plateia”, assegurou. O show de Frederico acontece das 18h às 20h. Domingo No domingo, o show fica por conta do trio Orfeu, que tem em seu repertório sucessos dos principais artistas da MPB. O grupo apresentará canções de Guilherme Arantes, Emílio Santiago, Djavan, além de criar novos arranjos para as canções de Roupa Nova e outros grupos consagrados. O show será das 12h30 às 14h30. Todos os shows acontecem na praça de alimentação do Millenium Shopping, no piso térreo, e são gratuita.

Rapper carioca Gutierrez é atração de #Rap092 Artista faz seu primeiro show na capital amazonense amanhã, no Nativos Bar, Centro de Manaus

DIVULGAÇÃO

Feriado mais animado

GRATUITO

SERVIÇO #RAP092 – 2ª EDIÇÃO Quando: dia 16 de novembro, sábado, às 21h Onde: Nativos Bar (avenida Leonardo Malcher, 1363, Centro) Quanto: R$15 (antecipado) / R$20 (no dia) Ponto de loja Daray (AmazoVenda: nas Shopping)

Com quase 10 anos de carreira, o rapper Guitierrez acredita que o hip hop e, em especial o rap, está em uma fase ascendente no meio musical do Brasil GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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stá marcada para amanhã a segunda edição da festa que valoriza eminentemente a cultura hip hop, em Manaus. O evento #Rap092, desta vez, traz para a capital amazonense o rapper carioca Gutierrez. Além do músico convidado, a balada conta com line up formado por artistas locais, como Ritmo e Poesia, MayerMC, Conexão Zona Norte, P8 Crew, JayM e Jander Manauara. A primeira edição, ocorrida em setembro passado, marcou a primeira experiência do segmento a ser adotada pela Manga Verde Produções, até então especializada em realizar shows de hardcore, na cidade. O palco escolhido para o novo evento é o do Nativos Bar. Pela primeira vez em Manaus, o

rapper Gutierrez fala ao EM TEMPO sobre a proposta de sua apresentação. “Vai ser minha primeira vez aí na cidade, mas sempre tive vontade de conhecer. Costumo viajar com uma equipe de três pessoas, mas para alguns eventos eu viajo sozinho, como é o caso desse”, diz. Gutierrez, que tem quase 10 anos de experiência profissional no segmento, acredita que o estilo musical está numa escala ascendente no país. “O hip hop aqui no Brasil, principalmente a música rap, desde o início tem só evoluído e no momento, a evolução tem ficado cada vez mais visível”, declara. Ele começou a trajetória em 2004, quando produziu, compôs e lançou seu demo “Esse é Meu Reino”, muito bem aceito no Brasil e no exterior como em Portugal, Moçambique, Cabo Verde e Angola. Sobre a performance que está preparando para o público de Manaus,

Gutierrez conta que vai apresentar várias vertentes de suas obras. “Meus shows tem como característica a originalidade, tanto em relação a minha voz quanto em relação aos instrumentais e abordagem dos temas. Meu estilo é visceral. Alguns temas costumam ser polêmicos, mas ao mesmo tempo tenho composições profundas e consistente. As principais músicas para esse show são: Agora Chora, Todo Dia, Madrugada Louca, Deixa Eu Fumar, Fallujah e Por Toda Noite”, revela o músico. Para compor suas letras, Gutierrez afirma que tudo na vida é inspirador. “A vida em geral me inspira, a todo momento”, afirma o artista que admira ícones como Axl Rose, Chico Buarque, Michael Jackson, Marcelo D2, Mano Brown, Chico Science, entre outros. “Minhas expectativas para chegar e fazer o show em Manaus são as melhores possíveis. Espero reforçar meu

nome aí e que seja a primeira de várias vezes”, reforça. Novidades No momento, Gutierrez está trabalhando no álbum “Selvagem” (ainda sem previsão de conclusão). “Antes que ele saia, a meta é continuar lançando singles. Meu último foi “Madrugada Louca” e agora vou lançar o novo, chamado “Rezas”, no dia 27 de novembro”, revela. Gutierrez tem passagem por palcos alternativos do Rio de Janeiro, como Circo Voador, Fundição Progresso, Teatro Odisséia, e outros. Em outros Estados, fez apresentações em São Paulo (SP), Salvador (BA), Joinville (SC), Dourados (MS), Belo Horizonte (MG), Ipatinga (MG), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Criciúma (SC), Brasília (DF), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Caxias do Sul (RS).

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Um toque de sofisticação Restaurantes oferecem pratos diferenciados, mas com produtos bem conhecidos da região, somados a um ambiente especialmente pensado para o deguste mais apurado PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

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xperiência, regionalidade e sofisticação. Essa mistura é a principal marca das novas peixarias que podem ser encontradas em Manaus. Do atendimento diferenciado à decoração do restaurante, há dois meses o manauense pode ter acesso a estabelecimentos que procuram inovar na culinária regional e ainda garantir a comodidade do cliente. O EM TEMPO preparou um roteiro que permite ao leitor escolher o local que mais lhe agrada. No restaurante Estória de Pescador é possível provar o “A moda seringueira”, que é um prato composto por pirarucu frito, farofa de castanha, arroz branco e banana frita. O opcional foi criado pelo proprietário, Milton Rôla, que é o chefe de cozinha. Ele conta que o destaque do preparo está na farofa que tem um contexto histórico baseado nas refeições feitas pelos seringueiros atuantes no período áureo da borracha, que teve duração entre os anos de 1890 e 1910. “Criei esse prato há 5 anos. Minha avó contava que seus pais, que moravam no Estado do Acre e trabalhavam como seringueiros, faziam um pirão de castanha para comer com pirarucu. A ideia era combater o sal do peixe com o alimento molhado”, informa. “O que temos hoje não é igual, mas é parecido e lembra a refeição deles”, completa. O prato é servido para duas pessoas e custa R$50. O segundo preparo mais pedido pelos clientes, segundo Rôla, é a “Pérola de pirarucu”, que são filés cortados em formas de iscas e fritos em azeite português. A porção pode ser degustada pelo preço de R$ 20. O cozinheiro comenta que os demais pratos têm como ingrediente principal o jambu. “Essa folha é um outro diferencial nos temperos que utilizamos. Comecei a fazer testes com esse legume e o público aprovou e passei a utilizá-la em tudo”, frisa. A peixaria funciona há apenas dez dias, mas o serviço delivery já atende aos manauenses há 2 anos. De acordo com

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o administrador, a proposta do serviço é oferecer preparos inovadores com a utilização das várias espécies de peixes. Tudo, com base em receitas antigas e tradicionais. “A ideia é produzir alimentos bem elaborados. Para isso, desenvolvo pesquisas sobre a culinária regional, faço testes e chamo amigos para fazer as provas”, conta. Os opcionais são oferecidos entre os valores de R$ 50 e R$ 80. O restaurante e a entrega funcionam diariamente nos horário de almoço, de 11h às 15h, e jantar de 19h às 22h. Aos domingos o público ainda tem acesso ao bufê ao valor de R$ 30 por pessoa. Outro lugar em que é possível encontrar diversidade e bom atendimento é na Peixaria do Largo. Localizado no largo São Sebastião, o estabelecimento apresenta um cardápio traduzido em cinco idiomas, que são: português, inglês, espanhol, francês e alemão. O espaço ainda disponibiliza um elevador e uma Peixarias apostam nas decoração que lembra os anos de 1900. riquezas dos rios amazô“Toda a prataria é de ferro e a decoração nicos para compor pratos lembra um ambiente colonial. A intenção que agradem público local e é remeter o cliente às características turistas históricas proporcionadas pelo Teatro Amazonas”, explica o proprietário do restaurante, Farid Mendonça. No restaurante, o público pode lembrar o legado deixado pelo bailarino José Rezende por meio de uma foto exposta no salão. “Tive a oportunidade de comprar esse prédio do próprio professor, ainda em vida. Ele era uma pessoa amável. Por isso fiz questão de homenageá-lo”, disse. Segundo Mendonça, o principal prato oferecido é o escabeche de tambaqui, servido por R$ 75 (para três pessoas). “O peixe recebe um molho suave e sem gordura”, cita. O diferencial do local é a preocupação com a retirada de toda a gordura do peixe e também da espinha. Mendonça afirma que diferente de outros projetos, a sua peixaria oferece pratos regionais sem adição de ingredientes que possam mudar o gosto dos preparos. “A ideia é disponibilizar peixes da forma como o público local gosta, da Restaurantes não distanciam do paladar original maneira mais natural possível”, diz.

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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Coincidência A próxima novela de Aguinaldo Silva, substituta de “Em Família”, já será alvo de uma alteração importante antes da conclusão da sua sinopse. O autor pretendia abrir a história falando de Serra Pelada, mas o filme de mesmo nome com Wagner Moura e Juliano Cazarré, em formato de série, será exibido na Globo também no ano que vem. Coincidência - 2 Diante disso, e apesar da direção da casa não entender como problema, para o Aguinaldo essa coincidência pode atrapalhar. E ele já saiu em busca de um caminho ou lugar diferente para a novela. Pessoal de cima Dias 23 e 24 deste mês, o fim de semana que vem, no Jequitimar, do

Guarujá, será realizado o 1º Encontro dos Executivos do SBT. E que terá como principal objetivo alinhar direção, estratégias e os próximos projetos corporativos. Desenho de Natal Na véspera do Natal, faixa da noite, a Globo terá duas animações depois de “Amor à Vida”. Primeiro, “Kung Fu Panda 2” no Cinema Especial e, na virada para o dia 25, um desenho animado do Maurício de Souza, “O Natal de todos nós”.

Novidade O programa da Eliana, no SBT, vai voltar com o “Rola ou Enrola”. O quadro está, atualmente, em férias. Nesta nova fase, no entanto, a sua produção pretende contar apenas com a presença de pessoas conhecidas do grande público, entre elas alguém de outra emissora.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

Ajustes necessários Na Globo já se cogita antecipar para quanto antes o “grupo de discussão” de “Além do Horizonte”, nova novela das 19h. A queda de mais de 10 pontos desde a estreia indica que nem tudo está funcionando como se planejou.

TV Tudo

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Convidados do rei Ainda em se tratando de Natal e do especial de Roberto Carlos, a Globo pretende reunir cerca de 1,2 mil convidados na plateia, além daqueles que subirão ao palco para interagir com o rei – como são os casos de Erasmo Carlos, Lulu Santos, Tiago Abravanel, Tatá Werneck, Anitta e Fátima Bernardes. Quatro conhecidos DJs também darão suporte ao programa. No ar, dia 25 de dezembro.

SERVIÇO PEIXARIA ESTÓRIA DE PESCADOR Quando Almoço, de 11h às 15h, e jantar de 19h às 22h Onde Quadra M, nº 1, conjunto Adrianópolis, em frente ao Centro Educacional Lato Sensu Telefone 9224-4997

Bate-rebate • O “Canal Brasil” exibiu, dia desses, o filme “Eu te amo”, dirigido por Arnaldo Jabor, com Sonia Braga e Paulo César Pereio nos papéis principais... • ... Modelos de beleza à parte, os temas abordados, como crises amorosas e existenciais de um homem e uma mulher, continuam mais atuais do que nunca. • Projeto de um novo programa para Dani Calabresa na Band ainda não andou. Mas vai andar. • O mesmo acontece com o novo programa das manhãs. Existe a ideia e

o desejo, mas ainda falta o dinheiro. • A TV Gazeta também estuda mudanças na sua grade de programação para o começo do ano. • Valdemiro Santiago teme que exista um plano da Universal para retirar a sua programação também da Rede TV!... • ... A exemplo do que já aconteceu na Band. • No SBT, a data de 11 de janeiro, sábado, permanece mantida para a estreia do seriado “Patrulha Salvadora”.

C’est fini É preciso destacar o trabalho do correspondente da Globo na Ásia, Márcio Gomes, e do seu cinegrafista, Luciano Tsuda, na cobertura do supertufão, “Haiyan”, que atingiu as Filipinas. Superando dificuldades como alimentação, transporte e comunicação, entre outras. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

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PROGRAMAÇÃO DA TV

SBT 5h Jornal do SBT 6h Igreja Universal 7h Jornal do SBT 8h Bom Dia & Cia 9h50 Waisser 10h40 Bom Dia & Cia 10h55 Programa A Voz da Esperança 11h35 Programa Agora 12h25 Programa Livre 13h15 As Visões da Raven 13h30 Maria do Bairro 14h30 Cuidado com o Anjo 15h30 A Madrasta 16h30 SBT Notícias 17h20 Jornal Em Tempo 17h45 SBT Brasil 18h30 Chiquititas 19h15 Rebelde 20h Seriado 20h50 Programete Sebrae 21h Programa do Ratinho 22h Tela de Sucesso 0h15 Jornal do SBT 1h Big Bang A Teoria 1h30 Mike & Molly 2h Tele Seriado - Sobrenatural 3h Programa Jogo da Gente 3h30 Igreja Universal

BAND 4h Religioso 4h50 Primeiro Jornal 5h Nosso Tempo 5h30 Primeiro Jornal 6h Dia Dia 7h10 Band Kids 9h10 Jogo Aberto 10h30 Teleshow Festa Clube 11h35 Comunidade Alerta 11h10 Notícias de Agora 11h25 Exija Seus Direitos 12h05 Câmera 13 12h50 Na Mira da Notícia 12h55 Cidade Urgente 13h20 Ação Na TV 14h Kenan & Kel 14h25 ICarly 14h50 Os Simpsons 15h50 Brasil Urgente 17h50 Band Cidade 18h20 Jornal da Band 19h25 Minuto do Futebol - Boletim 19h28 Show da Fé 20h20 Zoo 20h30 Os Simpsons 21h30 Pânico na Band - Reapresentação 23h15 Agora É Tarde com Danilo Gentili 0h15 Jornal da Noite 1h Claquete 2h Minuto do Futebol 2h05 Religioso

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GLOBO

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para cardápio amazônico FOTOS: DIVULGAÇÃO

3h55 Telecurso Educação Básica - PROFPRF 4h10 Telecurso Profissionalizante - Comércio 4h25 Telecurso Ensino Médio - História 4h45 Telecurso Ensino Fundamental - Geografia 5h Globo Rural 5h30 Bom Dia Brasil 6h30 Bom Dia Amazônia 7h30 Bom Dia Brasil (Reapresentação) 8h30 Mais Você 9h57 Bem-Estar 10h40 Encontro com Fátima Bernardes 12h Amazonas TV 12h40 Globo Esporte 13h10 Jornal Hoje 13h40 Vídeo Show 14h25 O Cravo e a Rosa 15h50 Sessão da Tarde - Zack e Cody / Os feiticeiros de Walverly Place 16h46 Globo Notícia 16h50 Malhação 17h20 Joia Rara 18h10 Jornal do Amazonas 18h30 Jornal Nacional 19h08 Além do Horizonte 20h10 Amor à Vida 21h25 Globo Repórter 22h25 A Mulher do Prefeito 23h05 Jornal da Globo 23h40 Programa do Jô 1h15 Corujão do Esporte 1h58 Corujão 4h53 Festival de Desenhos

Preparo de fazer comer com os olhos A peixaria funciona de segun- plica o chef e socioproprietário, da-feira a sábado de 11h15 às Paulo Fortunato. 15h15, para almoço, e de 19h15 O local é coberto por palha, tem às 22h15, para o jantar. mesas e cadeiras coloridas. Tudo No restaurante Fish Maria o lembra o ambiente visualizado cliente encontra o escabeche de nas comunidades do interior. tucunaré como prato principal, Os preços variam entre R$ Programa da Eliana seguido do tempurá amazônico. 18,90 e R$ 44,90 e em todos os de 6do meses, uma pessoa, Este último foi o Depois vencedor opcionais o cliente pode optar a taça no O restaurante concurso Bar emenfi Barm,deconseguiu 2012 e quebrar pelas guarnições. grito eprincipais levar o prêmio que estava tem como ingredientes funciona de terça-feira a sábado acumulado em R$ d10 mil. A às 15h30 e de o jambu, o camarão, o molho e 11h30 será exibida shoyo, gengibre efaçanha mostarda. 18hnaàs 23h. No dominAs principais edição sobremesas deste go o atendimento domingo do oferecidas são: açaí, bananaacontece somenprograma pacová com canela e leite conte no almoço Durante o densado, entre outras. O local de 11h30 às p e r í o d há o, está em funcionamento 15h30. um mês e meio. cerca de “O nome do restaurante é uma brincadeira com o nosso ‘amazonês’. É mais do que uma questão de saciar a fome”, ex-

RECORD 6h15 Record Kids - Pica Pau 7h40 Fala Brasil 9h Hoje Em Dia 11h Magazine 12h Alô Amazonas 13h15 Craque na TV 13h30 Programa da Tarde 16h15 Cidade Alerta 17h55 A Crítica na TV 18h40 Jornal da Record 19h30 Todo Mundo Odeia o Chris 20h30 Todo Mundo Odeia o Chris 21h30 CSI Nova York 22h30 Pecado Mortal 23h30 Câmera Record 0h30 Go On - Seguindo em Frente 1h10 Programação IURD

SERVIÇO

SERVIÇO

PEIXARIA DO LARGO

FISH MARIA Quando Terça-feira a sábado de 11h30 às 15h30 e de 18h às 23h. No domingo de 11h30 às 15h30 Onde Nilton Lins, conjunto Parque das Palmeiras (próx. avenida das Torres) Telefone 8171-1882

Quando Segunda-feira a sábado de 11h15 às 15h15, para almoço, e de 19h15 às 22h15, para o jantar Onde Largo São Sebastião Telefone 3234-8462

Ingredientes inovam sem descaracterizar

Banda de tambaqui é o prato mais pedido

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Novos talentos do rock

DIVULGAÇÃO

Festival “Stay Heavy Manaus” apresenta, amanhã, quatro bandas locais de estilos diferentes na Soparia da Vila GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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manhã, está marcado o festival “Stay Heavy Manaus”, que vai apresentar quatro bandas locais de estilos diferentes no palco montado na Soparia da Vila, um local que dedica tempo e espaço para bandas amazonenses que começam a ganhar projeção na cidade. O evento recebe a assinatura do estúdio Prodev, como principal articulador. No line up, foram escaladas as bandas Sinais e Ruídos, Morgados, Shape e Skywalker 51. De acordo com o empresário e músico Vander Rafael, o objetivo da iniciativa é contribuir para o surgimento de novos talentos locais. “Todas as bandas selecionadas possuem trabalhos autorais de muito boa qualidade. A intenção é justamente dar visibilidade a essas obras e estimular cada vez mais a produção local”, diz. Além de acender os holofotes sobre

SERVIÇO Skywalker é uma das quatro bandas de Manaus que participará do festival

os músicos em destaque, o “Stay Heavy Manaus” surgiu de um sentimento de necessidade de ajudar a mudar a visão (e os ouvidos) do público da cidade, conforme argumentos de Rafael. “Precisamos valorizar as bandas de rock da cidade. Muita gente curte DIVULGAÇÃO

o gênero, mas muitos ainda não tem a cultura de dar valor aos trabalhos. Temos bandas de muita qualidade que precisam expandir seus limites de atuação e revelar seus talentos. Espero que esta seja a primeira de muitas edições do festival”, declara.

STAY HEAVY MANAUS Quando: Amanhã, às 19h Onde: Soparia da Vila (rua Estanho, 1.919, Vila da Prata) Quanto: R$ 15 Informações: (92) 9233-7012

ROCK

Banda 00:00 apresenta set list eclético em show hoje, no Porão

Paralelo aos shows, a banda 00:00 está em processo de gravação de um clipe

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A banda 00:00 (Midnight) é atração hoje do Porão do Alemão. O repertório do show irá enfocar a obra autoral da banda com músicas como “Don’t let hands down, “Adolf Hitler”, “ Destinations Higher’ ,“Get Up”, todos do primeiro disco. Além disso, o set contará com sucessos de grupos como Seether, Muse, Van Halen, Aerosmith, Bon Jovi, Helloween e Iron Maiden, entre outros. “Serão quase duas de show”, contou o tecladista Alexandre

Pedraça. Paralelo às apresentações, a 00:00 está em processo de gravação do novo clipe “Living One More Day”. “Gravamos uma das cenas no domingo passado no Porão. Estamos bem ansiosos com o resultado das gravações”, disse Pedraça, ressaltando o apoio do videoclipe: Porão do Alemão, Donald Tattoo e Boutike On-line para o clipe. O bar é na estrada da Ponta Negra, São Jorge. O bar abre às 21h e as mulheres têm acesso gratuito até as 23h.

ESTREIA

HORÓSCOPO REPRODUÇÃO

Jogos Vorazes – Em Chamas: EUA. 14 anos.

O filme começa com Katniss Everdeen retornando a salvo depois de ter ganho o 74º Jogos Vorazes juntamente com o colega Peeta Mellark. Vencer significa que eles devem retornar e abandonar sua família e amigos próximos, embarcando na “Turnê da Vitória” nos distritos. Em decorrer do percurso, Katniss sente que uma rebelião está em ebulição, mas o congresso continua fortemente no controle, o mesmo tempo que o presidente Snow prepara o 75º Jogos Vorazes (O Quarteirão Quell) – uma competição que pode mudar Panem para sempre. Cinemark 1 – 11h10 (dub/somente sábado e domingo), 14h20, 17h30, 20h40 (dub/ diariamente), 23h50 (dub/ somente sexta-feira e sábado), Cinemark 2 – 12h10,

15h30, 18h40, 21h50 (dub/ diariamente), Cinemark 6 – 13h40, 16h50, 20h10 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sexta-feira e sábado), Cinemark 7 – 11h40 (dub/somente sábado e domingo), 14h50, 18h, 21h10 (dub/diariamente), 0h20 (dub/somente sextafeira e sábado); Cinépolis 3 – 13h10, 17h, 21h20 (leg/ diariamente), Cinépolis 5 – 12h (dub/exceto domingo), 18h (dub/diariamente), 15h, 21h15 (leg/diariamente), Cinépolis 6 – 14h15, 17h15, 20h30 (dub/diariamente), Cinépolis 7 – 12h45, 15h45, 18h45, 22h (dub/diariamente), Cinépolis 8 – 13h15, 16h15, 19h15, 22h30 (dub/diariamente); Playarte 1 – 15h15, 18h10 (dub/diariamente), 21h05 (leg/diariamente), 23h59 (leg/somente sex-

GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Um dia positivo para vislumbrar bons caminhos para o futuro. Os estudos e a atividade mental estão particularmente favorecidos. As viagens abrem-se para novos horizontes. TOURO - 20/4 a 20/5 Sol e Urano estimulam a superação de antigas dificuldades pessoais, fazendo você se renovar. Alguma liberdade nova abre os caminhos para você seguir adiante. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Aceite o ritmo mais rápido que certas relações propõem. Assim, você poderá ingressar em novos ambientes e participações, capazes de renovar o alento de sua vida.

ta-feira e sábado), Playarte 3 – 13h20, 16h30, 19h40 (dub/diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 4 – 19h41 (dub/diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 5 – 11h50, 14h45, 17h40, 20h35 (dub/diariamente), 23h30 (dub/ somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 14h, 17h, 20h (leg/diariamente), 23h (leg/somente sexta-feira e sábado). REPRODUÇÃO

CONTINUAÇÕES Capitão Phillips: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 21h (dub/diariamente), 0h (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 1 – 20h40 (leg/diariamente), Cinépolis 9 – 22h10 (leg/diariamente); Playarte 2 – 20h40 (leg/diariamente), 23h20 (leg/somente sexta-feira e sábado). Bons de Bico: EUA. Livre. Cinemark 3 – 12h, 14h, 16h10, 18h30 (dub/ diariamente); Cinépolis 1 – 12h30, 15h10 (3D/dub/diariamente); Cinépolis 9 – 14h30, 16h50 (dub/diariamente); Playarte 2 – 12h40, 14h40, 16h40, 18h40 (dub/diariamente), Playarte 4 – 13h40, 15h40, 17h40 (dub/diariamente), Thor 2 – O Mundo Sombrio: EUA. 10 anos. Cinemark 4 – 13h20, 16h, 18h50, 21h30 (3D/dub/diariamente); Cinemark 8 – 12h30, 15h10, 17h50, 20h30 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 1 – 17h50 (3D/leg/diariamente); Cinépolis 4 – 13h, 15h30, 18h15 (3D/dub/diariamente), 21h30 (3D/leg/diariamente); Cinépolis 9 – 19h25 (leg/diariamente); Playarte 1 – 13h (3D/dub/diariamente), Playarte 6 – 13h, 15h30, 18h, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 10 – 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 (leg/diariamente), 23h40 (leg/somente sexta-feira e sábado). Meu Passado Me Condena: BRA. 12 anos. Cinemark 5 – 12h20, 15h, 17h20, 19h50, 22h20 (diariamente); Cinépolis 10 – 14h (exceto quintafeira), 16h30, 19h, 21h45 (diariamente), 14h (somente quinta-feira); Playarte – 12h50, 14h55, 17h, 19h05, 21h10 (diariamente), 23h15 (somente sexta-feira e sábado).

CÂNCER - 22/6 a 22/7 É tempo de se abrir a um mundo novo. Trabalhe mais que de costume, enfronhe-se nas relações de trabalho sem se prender a velhos ditames nem a elos que ficaram para trás. LEÃO - 23/7 a 22/8 Momento criativo para assuntos intelectuais. No amor, suas esperanças se renovam. Mas não basta viver de intenções, é preciso partir em busca de novas experiências amorosas. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Sair do cerco de antigas condições domésticas é hoje a possibilidade de renovar a vida. Melhor do que a segurança do lar, somente a segurança de um lar pleno de força viva. LIBRA - 23/9 a 22/10 É tempo de se relacionar com mais liberdade. A comunicação instantânea e intuitiva com algumas pessoas pode criar uma empatia especial, até mesmo um certo fascínio. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 É tempo de se abrir a novas possibilidades no trabalho, inclusive novos meios de ganhar dinheiro. Os negócios e atividades comerciais são agora intensificados. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 É tempo de se abrir a novas possibilidades no trabalho, inclusive novos meios de ganhar dinheiro. Os negócios e atividades comerciais são agora intensificados. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento de experiências internas bastante significativas. Alguma revelação está por acontecer. Pode ser a recordação repentina de algo a seu próprio respeito. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 O momento é de aceitar a dinâmica forte dos relacionamentos no âmbito social, saindo de suas próprias restrições e possíveis preconceitos com certo tipo de pessoa. PEIXES - 19/2 a 20/3 Momento favorável para extrair melhores resultados financeiros do trabalho. Para isso, é preciso sair da rotina e ir atrás do melhor aproveitamento de suas capacidades.

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Cinema

Coluna

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 15 DE NOVEMBRO DE 2013

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MANAUS, SEXTA-FEIRA, 15 DE NOVEMBRO DE 2013

ESTREIA DIVULGAÇÃO

Blue Jasmine: EUA. 12 anos.

. Guardem esse nome: Anthony Vaccarello. . Ele é estilista da moda hoje na Europa. Está com tudo! Seus modelos very sexies estão fazendo a cabeça das top models e das estrelas de Hollywood, e veio pra ficar. Ele é apontado como a maior revelação do mundo fashion nos últimos tempos. Fiquem de olho! . Graças a Anthony Vaccarello, a Semana de Moda de Paris foi sexy. O jovem estilista belga, neo queridinho das mulheres bacanas da nova geração. Confiram flashes de seu desfile no Palais de Tokyo em Paris.

Uma mulher rica perde todo seu dinheiro e é obrigada a morar em São Francisco com sua irmã, em uma casa muito mais modesta. Ela acaba encontrando um homem na Bay Area que pode resolver seus problemas financeiros, mas antes ela precisa descobrir quem ela é, e precisa aceitar que São Francisco será sua nova casa. Cinépolis 2 – 13h140, 16h10, 19h10, 22h05 (leg/diariamente); Playarte 8 – 13h15, 15h20, 17h25, 19h30, 21h35 (leg/diariamente), 23h40 (leg/somente sexta-feira e sábado).

Woody Allen volta aos EUA

Aos poucos, parece que o diretor nova-iorquino vai retomando a característica de ambientar suas produções em cenários dos Estados Unidos, com o lançamento do drama “Blue Jasmine”

D

epois de tanto filmar na Europa, nos últimos anos, Woody Allen parece ter se apaixonado novamente pelos Estados Unidos. Mas não, desta vez, Nova York. Ao adaptar “Um Bonde Chamado Desejo” (de Tennessee Williams, mas também o filme dirigido por Elia Kazan), escolheu situar seu “Blue Jasmine” em San Francisco. Na verdade, Nova York não está excluída: é de lá que chega a chique Jasmine (Cate Blanchett) para visitar sua irmã proletária, Ginger (Sally Hawkins). A história é um pouco mais complicada: Jasmine e Ginger são ambas filhas de adoção. Portanto, irmãs e não irmãs ao mesmo tempo. Jasmine até pouco tempo atrás era a mulher de um bilionário magnata das finanças. Há algum tempo, foi-se ver, o magnata era um escroque. Foi preso e, de uma hora para outra, Jasmine se viu na miséria e sem ter aonde ir com sua mala Louis Vuitton, exceto o pobre apartamento de Ginger. Como a Blanche DuBois de Tenessee Williams e Elia Kazan, Jasmine tentará por todos os meios apagar o passado. O encanto do filme, no entanto, não vem das semelhanças entre “Blue Jasmine” e “Um Bonde Chamado Desejo”, mas desse jogo de aproximação e oposição que Allen

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DIVULGAÇÃO

constrói, a começar da troca de Nova York por San Francisco: não muda apenas a costa, mas também o ar que se respira. Depois, Jasmine experimenta uma espécie de queda de categoria social bem diferente daquela por que passa Blanche. O marido vigarista é um finório e constitui uma oposição bem interessante ao namorado de Ginger, um grosseiro de carteirinha. Ali, onde Tennessee Williams e seu duplo, Elia Kazan, olhavam as relações humanas e a necessidade de desnudamento para chegar à verdade com angústia, Woody Allen observa os fenômenos com o distanciamento do humor, ainda que na segunda metade do filme, à medida que a necessidade de Blue Jasmine de se reencontrar na vida fica mais intensa, o drama se insinue. Mas Cate Blanchett não permite que o ar de Nova York chegue a San Francisco: insere beleza mesmo na decadência da dama, e não a despoja de ironia, quando sua Blue Jasmine evoca não mais Blanche Dubois, mas, mais diretamente, Vivien Leigh interpretando Blanche no célebre filme de Kazan. Nada melhor do que reencontrar Woody Allen em forma. Por Inácio Araujo

>> Fashion

Modelos assinados pelo estilista belga Anthony Vaccarello na Semana de Moda de Paris

>> Branco . O Estado do Amazonas conseguiu reduzir em mais de 22% o número de vítimas lesionadas por acidentes de trânsito, no período de janeiro e setembro deste ano, no comparativo com o mesmo período de 2012, quando 8.781 saíram lesionadas. Neste ano, 6.829 pessoas foram vítimas de acidente de trânsito. . Também houve redução no número de vítimas fatais de acidentes de trânsito no mesmo período. A redução foi de pouco mais de 2% no número de vítimas. . Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) e foram usados como referência pelo diretor presidente do órgão, Leonel Feitoza, para convocar a população do Estado para aderir à campanha que o Detran-AM vai realizar no próximo dia 17 (domingo) de novembro, Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trânsito e seus Familiares. Todo mundo usando a cor branca nesse dia! Às 10h30 do dia 17, dois mil balões na cor branca serão lançados no céu, simbolizando o pedido de paz no trânsito. Todos os agentes do órgão estadual trânsito envolvidos na ação estarão usando camisetas brancas.

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br FOTOS: DIVULGAÇÃO

. Neste sábado, a partir das 12h30, o hotel Quality Manaus promoverá a “Feijoada do Bem”. . O evento será para arrecadar recursos para a ONG Childhood Brasil, que desenvolve projetos contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Também terá a apresentação do sambista Miguel Ferreira que fará um repertório especial dedicado ao melhor do chorinho. Vale aderir.

>> Nova data

>> Pista

Cate Blanchett interpreta Jasmine, esposa de um bilionário que vai à miséria

. Amanhã, a partir das 23h, o SUB será uma opção para quem vai curtir a noite do feriado da Proclamação da República. . Com um line-up especial que terá seis DJs dividindo as pick-ups em apresentações simultâneas. São eles: Márcio S., Iann Wenery, Sthepan Mendon, Raul Mota, Cezar Dantas e Felipe Litaiff. É a pedida de hoje!

>> Feijoada do Bem

A ótima Deborah Ruiz, presença sempre especial no society da cidade, em rara circulada, durante evento cinco estrelas na Casa das Artes

. A festa de fim de ano da coluna, mudou de data. . O evento temático “Noite Portuguesa”, comemorando 29 anos de colunismo social do editor deste espaço, passou do dia 6 de dezembro para o dia 4 de dezembro. . A festa terá jantar com delicias portuguesas além do sorteio de duas passagens para Lisboa no novo voo da TAP. Agendem.

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Roteiro

Roteiro

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 15 DE NOVEMBRO DE 2013

Episódio de 50 anos de ‘Doctor Who’ é exibido em Manaus

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Pedidos dos fãs da série britânica foram os principais fatores que contribuíram para a inclusão da obra nas salas da capital BRUNO IZIDRO Equipe EM TEMPO

O

episódio comemorativo de 50 anos da série britânica “Doctor Who”, que passará em diversos cinemas brasileiros no próximo dia 23, também será exibido em Manaus, na rede Cinemark, graças a pedidos de um grupo de fãs na cidade. A estudante Layana Pessoa conheceu “Doctor Who” somente esse ano, mas rapidamente se tornou uma grande fã da série. “Virava noites assistindo à série, é um vício particular meu”, diz. Apesar de ser uma admiradora recente, foi ela quem começou a iniciativa de pedir para que o especial, que será transmitido simultaneamente em diversos cinemas, também fosse exibido na capital amazonense. “Quando vi que o episódio não iria passar em Manaus, eu criei um grupo na internet e comecei a chamar pessoas que também queriam a exibição aqui”, disse. Ela conta que tudo foi muito rápido, em pouco tempo o grupo já era formado por mais de 30 pessoas e na semana passada, um pequeno grupo desses fãs foi até o cinema e conversaram com a gerente sobre a possibilidade de exibição do especial na cidade. “A gerente disse que ia entrar em contato com São Paulo para viabilizar a exibição, poucos dias depois ela ligou confirmando que ia passar aqui também”, conta a Whovian – nome como são chamados os fãs de “Doctor Who”. Antes, o especial seria exibido em 16 cidades brasileiras, mas devido ao pedido dos fãs como os de Manaus, mais seis cidades, incluindo a capital amazonense, foram adicionadas, mostrando o tamanho do sucesso que a série de ficção científica tem entre os brasileiros. De acordo com nota do Cinemark, os ingressos para o episódio especial em 3D “The Day of the Doctor” já

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estão à venda em Manaus. Os valores são R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). A exibição única acontecerá no dia 23 de novembro e, devido ao horário de verão, está marcada para às 15h50, em Manaus. Expectativa dos fãs O casal Harley Júnior e Gabriela Ferreira acompanha “Doctor Who” a cerca de dois anos e, apesar de irem para a exibição do especial, estão um pouco receosos com o episódio. “Eu estou um pouco com o pé atrás, porque quem tá encabeçando é o (Steve) Moffat [Atual roteirista da série], e ele tem umas manias que não concordo”, confessa Gabriela. Harley completa a namorada dizendo que o novo roteirista não é uma unanimidade entre os fãs. “Ele era incrível quando era escritor convidado, mas agora que a série tá na mão dele tá deixando muita gente irritada”, diz. A exibição do episódio pretende se transformar também em um verdadeiro encontro de fãs da série, quase uma espécie de “Convenção Doctor Who”, como acontece na Inglaterra e muitos que se conheceram virtualmente por causa da mobilização, devem se encontrar pessoalmente e trocar experiências.

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MANAUS, SEXTA-FEIRA, 15 DE NOVEMBRO DE 2013

O especial seria exibido, inicialmente, em 16 cidades brasileiras, mas os apelos populares conseguiram adicionar outras seis

A SÉRIE

A exibição pode resultar em um grande encontro de fãs da série

“Doctor Who” é uma série de ficção científica britânica produzida e exibida pelo canal BBC e mostra as aventuras do personagem conhecido como “Doutor”, um viajante do tempo que explora o universo, resolvendo mistérios e solucionando conflitos. Uma das características da série é a constante mudança nos atores, tanto no que interpreta o “Doutor” como de suas companion (companheiras), cada um com personalidades e características diferentes. Desde o início da série, houve 11 doutores, o atual é interpretado pelo ator Matt Smith, que será substituído no fim do ano por Peter Capaldi. A série começou a ser exibida em 1963 e teve uma primeira fase, conhecida como “série clássica”, que durou até 1989. Espisódio comemorativo será exibido no dia 23

EXPOSIÇÃO

Euros apresenta trajetória de 3 décadas PRISCILA CALDAS Especial EM TEMPO

Charges, pinturas digitais, esculturas caricaturadas e ilustrações compõem a mostra “Do risco ao pixel”. O projeto reúne parte do acervo produzido durante 30 anos pelo artista plástico e multimídia Euros Barbosa. No total, o público confere mais de 200 obras que relembram fatos dos cenários local e nacional em âmbitos político, econômico e artístico. O evento conta com o apoio da Secretaria do Estado de Cultura (SEC). Entre as obras que fazem parte do espaço o visitante tem a oportunidade de conhecer nove esculturas, mais de 50 ilustrações que fizeram parte dos antigos cadernos que integravam a série impressa educativa intitulada “Aprovar”, mais de 20 ilustrações na técnica de pontilhismo (pintura que apresenta pequenas manchas ou pontos coloridos que provocam uma mistura óptica), e 16 telas com imagens em foto paint. De acordo com o artista a exposição apresenta a sua trajetória profissional, que iniciou em 1983, em um jornal impresso da cidade, mídia em que ele atua até hoje. Ele

conta que o nome escolhido para o projeto, que ele considera como o pioneiro em sua carreira na capital, tem base o cenário material existente na época. “Naquele período ainda não trabalhávamos em máquinas eletrônicas, desenvolvíamos riscos que eram preto e branco. Hoje, temos a facilidade de trabalharmos com mídias digitais”, justifica. Barbosa informa que o processo de seleção das obras teve duração de 20 dias. Ele adianta que um dos espaços ainda recebe charges em 3D, que são as esculturas caricaturadas que foram construídas com foco em determinado tema como político ou artístico. “Não há como explicar de onde tiro inspiração para fazer uma obra. Isso nasce em observações diárias ou de fatos cotidianos, até mesmo de comportamentos pessoais”, explica. Ao iniciar a sua primeira exposição, o ilustrador afirma ter superado a sensação de ansiedade. Ele afirma estar feliz em poder mostrar seu trabalho ao público amazonense. “Estou emocionado. Só tenho motivos para comemorar. A partir dessa exposição vou avaliar alguns convites recebidos para levar esse trabalho a outros Estados”, conta.

A curadoria foi assinada por Virna Lisi e a produção por Cláudia Batista. Segundo a curadora, a mostra tem o objetivo de exibir uma coletânea da trajetória profissional do artista. Ela conta que o projeto foi programado durante 1 ano. “É uma mostra que transmite uma história sócio-político local e nacional. Ela faz um resgate memorial de fatos e ainda une novas tecnologias e arte. É cultural, artística e didática”, considera. Durante o evento as obras serão comercializadas por preços que variam entre R$180 e R$3 mil.

SERVIÇO EXPOSIÇÃO “DO RISCO AO PIXEL” Quando: de 14/11 a 14/02 (de terça a domingo) Onde: Galeria do Largo – Largo São Sebastião Hora: de 17h às 22h Quanto: gratuito DIVULGAÇÃO

Artista plástico Euros Barbosa levou praticamente 1 ano para selecionar obras que refletissem sua carreira

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MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

opiniao@emtempo.com.br

3 Capa

óleo sobre papel de Ana Prata

(92) 3090-1010

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A motoca de Alcides

2

O século da destruição

E outras 9 indicações culturais. Pág. 2

István Mészáros fala da crise do capitalismo. Pág. 3

O rapto da arte pelo nazismo

Patrícia Mello e as correspondentes de guerra. Págs 4 e 5

4

Diário de Lisboa

5

Do arquivo de Marcelino Freire

6

O jeitinho lusitano de falar brasileiro. Pág. 6

São Paulo, 2004. Pág. 7

O mundo todo é uma grande fotografia

A obra de Luigi Ghirri, por Lorenzon Mammì. Pág. 8


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MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Ilustríssima semana

O MELHOR DA CULTURA EM 10 INDICAÇÕES

1

BRASILEIRO

JOÃO LIBERATO/DIVULGAÇÃO

EXPOSIÇÃO | ALCIDES A mostra em homenagem ao artista baiano (1932-2007) reúne 19 pinturas que retratam veículos a motor (caminhões, motos, trens). Para o curador Paulo Sergio Duarte, as telas de técnica simples e de poucos elementos de Alcides têm uma sofisticada estrutura geométrica. “Essa monumentalidade que adquirem as máquinas de Alcides é inédita, e não encontramos ocorrências semelhantes seja na arte popular, seja na erudita”, afirma Duarte no catálogo da mostra. Galeria Estação | de seg. a sex., de 11h às 19h; sáb., de 11h às 15h | até 20/12 | grátis

LIVRO | BARBARA HELIODORA Em “Caminhos do Teatro Ocidental”, a crítica teatral e tradutora sintetiza a história das artes cênicas, desde seu início, em Atenas, até a segunda metade do século 20. O livro é uma versão revista e ampliada de textos produzidos por Heliodora para suas aulas de dramaturgia, entre 1966 e 1985. Perspectiva | R$ 70 | 424 págs.

EXPOSIÇÕES | GALERIA RAQUEL ARNAUD Duas novas exposições ficam em cartaz até 21/12 na galeria. Célia Euvaldo apresenta em “Desenhos e Colagens” trabalhos que combinam a desconstrução minimalista à tensão dramática do expressionismo. Já o artista plástico Tuneu, em “Dobradura”, reúne 16 aquarelas, com recortes cromáticos que testam os limites da tela. de seg. a sex., de 10h às 19h; sáb., de 12h às 16h. | grátis

PALESTRA | NUNO RAMOS O artista plástico e escritor apresenta no Centro Universitário Maria Antonia a conferência “A Cena da Arte Contemporânea no Brasil”, na qual irá destacar dilemas e possíveis rumos da produção artística atual do país. O evento integra o ciclo ‘Aberto para Balanço”, que celebra os 20 anos do Maria Antonia. quinta (dia 21), às 20h | grátis (senhas serão distribuídas 30 minutos antes)

LIVRO | NEI LOPES Nesta quarta edição, revista e ampliada, da “Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana”, o compositor e pesquisador retrata em 9.000 verbetes a saga de afrodescendentes nas Américas. Os tópicos tratam dos mais variados assuntos – biografia, vestuário, fatos históricos, música e religião. Selo Negro Edições | R$ 171,90 | 720 págs.

POP

ERUDITO

Pintura ‘Viageme Turismo Honda’ (1999), de Alcides

DIVULGAÇÃO

LIVRO| O QUE É LOUCURA? Opsicanalista britânico Darian Leader propõe novas interpretações para os conceitos de doençamental e normalidade.Neste estudo, defende a existência de uma “loucura silenciosa”, compartilhada por milhares de pessoas, e indaga as diferenças entre ser louco e ficar louco. trad. Vera Ribeiro | Zahar | R$ 79,90 | 400 pags.

LIVROS | COLEÇÃO FANFARRÕES, LIBERTINAS E OUTROS HERÓIS A série da editora Civilização Brasileira dedicada a personagens notórios, ainda que nem sempre pelos motivos mais benfazejos, lança mais dois títulos. “Naná”, romance de 1880 do francês Émile Zola sobre uma ardilosa cortesã, ganha nova tradução. A coquete formaria um belo par com o personagem-título de “A Extraordinária Carreira de Nicodemo Dyzma”, carreirista sem estofo algum que conquista fortuna num golpe do acaso. O livro do polonês Tadeusz Dołega-Mostowic é editado pela primeira vez no Brasil. “Naná” | trad. Marcela Vieira | R$ 60 | 576 págs. “A Extraordinária Carreira de Nicodemo Dyzma” | trad. Tomasz Barcinski | R$ 54 | 464 págs.

LIVRO| ELMORE LEONARD “Raylan”, último romance do escritor americano (1925-2013), traz mais uma aventura do personagem-título, um agente federal que também protagoniza a série de TV “Justified”. Mestre da narrativa policial, Leonard dispara uma saraivada de balas e diálogos mordazes em trama sobre o tráfico de órgãos. trad. George Schlesinger | Companhia das Letras | R$ 36 | 256 págs. Aquarela do artista Tuneu

LIVRO | FRACASSOU O CASAMENTO POR AMOR? O estudo do francês Pascal Bruckner mete a colher da filosofia nas brigas de marido e mulher e tenta entender por que, nas últimas décadas, o número de divórcios aumentou e o de casamentos, diminuiu. Lançando mão de grande erudição e fina ironia, o filósofo investiga os impasses criados pelos relacionamentos por amor. trad. Jorge Bastos | Difel | R$ 30 | 108 págs.

EXPOSIÇÃO | ANTON STEENBOCK Inspirado no visual kitsch de lojas de decoração populares, o artista alemão apresenta uma série de desenhos, vídeos, fotografias e instalações que questionam os conceitos de originalidade, autenticidade e autoria da obra de arte. Galeria Pilar | de ter. a sex., das 11h às 19h; sáb. das 11h às 17h | até 20/12 | grátis

ESTRANGEIRO Folha.com EXPOSIÇÃO Telas do pintor Alcides que integram exposição da Galeria Estação

Ilustríssimos desta edição REPRODUÇÃO

ALEXANDRA MORAES, 31, é editora-adjunta da “Ilustrada”, autora de “O Pintinho” (Lote 42). ANA PRATA, 32, é artista plástica. Participa da 18ª edição do Festival Sesc Videobrasil, que ocorre até 2/2 no Sesc Pompeia. CASSIANO ELEK MACHADO, 38, é editor da “Ilustríssima”. CLARA ALLAIN, 56, é tradutora. ELEONORA DE LUCE-NA, 56, é repórter especial da Folha. ELIZABETH PATON é correspondente do jornal “Financial Times” nos EUA. ISABEL COUTINHO, 47, é repórter do jornal português “Público”.

JEEVAN VASAGAR é correspondente em Berlim do jornal “Financial Times”. LORENZO MAMMÌ, 56, é professor do departamento de filosofia da USP, crítico de arte e de música. LUCIANO DUTRA, 40, é bacharel em letras islandesas e estudos de tradução pela Universidade da Islândia. LUIGI GHIRRI (1943 - 92), fotógrafo italiano, é tema de exposição que o Instituto Moreira Salles inaugura no dia 23/11. MARCELINO FREIRE, 46, lança o romance “Nossos Ossos” (ed. Record). É criador da Balada Literária, que acontece de quarta a domingo (www.baladaliteraria.com.br).

A BIBLIOTECA DE RAQUEL A colunista do Painel das Letras e repórter da “Ilustríssima” comenta o mercado editorial FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha >>folha.com/ilustrissima


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MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Entrevista ISTVÁN MÉSZÁROS

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A barbárie no horizonte Filósofo húngaro encara a crise do capitalismo RESUMO O filósofo húngaro István Mészáros, principal discípulo e conhecedor da obra de seu conterrâneo György Lukács, lança livro e faz palestras no Brasil. O pensador marxista argumenta que as ideias socialistas são hoje mais relevantes do que jamais foram e defende mudanças estruturais para conter a crise do capitalismo.

ELEONORA DE LUCENA

A atual crise do capitalismo, que faz eclodir protestos por toda a parte, é estrutural e exige uma mudança radical. Essa é a visão do filósofo István Mészáros, 82. Professor emérito da Universidade de Sussex (Reino Unido), o marxista Mészáros defende que as ideias socialistas são hoje mais relevantes do que jamais foram. Nesta entrevista, feita por e-mail, ele diz que o avanço da pobreza em países ricos demonstra que “há algo de profundamente errado no capitalismo”, que hoje promove uma “produção destrutiva”. Brasil Mészáros vem ao Brasil para palestras em São Paulo (amanhã, no Tuca, às 19h), Marília, Belo Horizonte e Goiânia. Maior discípulo e conhecedor da obra do também filósofo húngaro marxista György Lukács (1885-1971), Mészáros lançará aqui o seu livro “O Conceito de Dialética em Lukács” [trad. Rogério Bettoni, Boitempo, R$ 39, 176 págs.], dos anos 60. A mesma editora lança, de Lukács, “Para uma Ontologia do Ser Social 2” [trad. Ivo Tonet, Nélio Schneider e Ronaldo Vielmi Fortes, R$ 98, 856 págs.] e o volume “György Lukács e a Emancipação Humana” [org. Marcos Del Roio, R$ 39, 272 págs.]. Folha - O sr. vem ao Brasil para falar sobre Lukács. Como avalia a importância das suas ideias hoje? István Mészáros - Lukács foi meu grande professor e amigo por 22 anos, até sua morte, em 1971. Ele começou como crítico literário e transitou para temas filosóficos fundamentais, em trabalhos com implicações de longo alcance. Fala-se menos de sua atuação política direta entre 1919 e 1929. Ele foi ministro de Educação e Cultura no breve governo revolucionário da Hungria em 1919 e é um exemplo de que moralidade e política não só devem como podem andar juntas.

Sua vida e a dele unem teoria e prática. Que diferença há entre ser militante marxista no séc. 20 e hoje? A dolorosa e grande diferença é que os principais partidos da Terceira Internacional, que teve uma força organizacional significativa e até influência eleitoral durante algum tempo, implodiram. Como um militante intelectual por mais de 50 anos, ele estaria desolado hoje. Quando a União Soviética acabou, muitos previram o fracasso do marxismo. Depois, com a crise de 2008, muitos previram o fim do neoliberalismo e a volta das ideias de Marx. O marxismo está em expansão? Conclusões apressadas geralmente nascem mais de desejos do que de evidências. O colapso do governo [Mikhail] Gorbatchov (1985-91) não resolveu nenhum dos problemas em questão na URSS. Também não é possível descartar o neoliberalismo só pelo fato de que suas ideias são perigosamente irracionais. Em certas condições, até absurdos perigosos obtêm apoio em massa, como mostra a história. A mudança de humor que colocou “O Capital”, de Marx, de novo na moda não significa que as ideias marxistas estejam avançando. É inegável que o aprofundamento da crise está gerando protestos mundo agora. Mas encontrar soluções sustentáveis requer a elaboração de estratégias e de formas de organização. E as ideias conservadoras? Elas estão ganhando mais adeptos? Inegavelmente, ainda que não sejam sustentáveis. “Não mudar” é quase sempre mais fácil do que “mudar” uma forma de comportamento. Na situação atual, respostas podem requerer esforços maiores do que seguir o que “deu certo”. Qual seria uma boa definição para o período histórico atual? Há diferença fundamental entre as tradicionais crises cíclicas/conjunturais do passado (que pertencem à normalidade do capitalismo) e a crise estrutural do sistema do capital como um todo – que define o atual período. Nossa crise estrutural (que nasce no final dos anos 1960 e se aprofundou desde então) necessita de mudanças estruturais. Quais são as figuras mais importantes deste século 21 até agora? A figura política cujo impacto deve perdurar e se estender é a do presidente da Venezuela Hugo Chávez (1954-2013). Fidel Castro foi muito ativo na primeira metade desta década, mas as raízes de seu impacto histórico estão nos anos 50. Do

lado conservador, se ainda estivesse vivo, eu não hesitaria em nomear o general De Gaulle. Ninguém neste século chegou a sua estatura no lado conservador. E o evento mais surpreendente? É provavelmente a velocidade com que a China conseguiu se aproximar da economia norte-americana, alcançando o ponto em que ultrapassá-los é considerado factível em alguns anos. No entanto seria ingênuo imaginar que a China possa permanecer imune à crise estrutural do sistema do capital. Mesmo o superávit de trilhões de dólares dos chineses pode evaporar numa turbulência. O capitalismo se fortaleceu ou se enfraqueceu com a crise? As tradicionais crises cíclicas/conjunturais fortaleciam o capitalismo, já que eram eliminadas empresas capitalistas inviáveis. Assim, ocorria o que [Joseph] Schumpeter (1883-1950) idealmente chamou de “destruição criativa”. Os problemas são mais sérios hoje, porque a crise estrutural afeta de forma perigosa até a dimensão mais fundamental do controle metabólico social da humanidade, incluindo a natureza. É mais apropriado descrever o que ocorre como “produção destrutiva”. A crise provocou mudanças políticas em muitos

países. É possível discernir um movimento geral, para a esquerda ou para a direita? Até agora, é mais para a direita do que para a esquerda. Todos os governos “capitalistas avançados” adotaram políticas que tentam resolver problemas pela “austeridade”, com cortes reais em salários e nos padrões de vida já precários dos “menos privilegiados”. Mas é improvável que essas políticas produzam soluções duradouras. Como o sr. previu, a pobreza aumentou. Nos EUA, a desigualdade cresceu. O que está errado no capitalismo? Certamente há algo de profundamente errado e insustentável na maneira como o crescimento é perseguido sob o capitalismo. Há alguns dias o ex-primeiro-ministro britânico John Major reclamava que neste inverno muitas pessoas no Reino Unido terão de escolher entre comer e se aquecer. Em 1992, quando era premiê, ele disse, com autocomplacência: “O socialismo está morto; o capitalismo funciona”. Eu disse, então: “Para quem e por quanto tempo?”. O único crescimento com significado é o que responde à necessidade humana. A crise ampliou o desemprego em muitas regiões e abalou o Estado de bem-estar social na

Europa. Multidões foram às ruas protestar. Os partidos de esquerda estão se beneficiando desses movimentos? O Estado do bem-estar social foi limitado a um punhado de países capitalistas e se ergueu sobre fundações frágeis. A tendência que se nota e que se aprofunda eu já havia caracterizado nos anos 70 como “equalização descendente da taxa diferencial de exploração”. Isso diz respeito às diferenças nos ganhos por hora de trabalhadores para o mesmo trabalho na mesma transnacional na “metrópole” e em países “periféricos”. Os protestos em muitos países capitalistas são compreensíveis e devem se agudizar. Eles surgem no arcabouço dessa tendência perversa. Os partidos que operam no enquadramento da política parlamentar, compreensivelmente, não podem se beneficiar dos protestos – eles tendem a acomodar seus objetivos a limites restritos. Os protestos no Brasil têm conexão com os de outros países? É impossível achar hoje um lugar no mundo onde não estejam ocorrendo protestos sérios. Eles parecem ter diferentes temas, criando uma impressão superficial de que não há correlação entre eles. É um autoengano. A grande variedade de pro-

testos não se enquadra nos modos de ação da política tradicional, mas isso não é prova de sua irrelevância. Ao contrário, apontam para as razões mais profundas dos problemas e das contradições acumuladas. Qual a relevância das ideias socialistas hoje? As ideias socialistas têm sido definidas desde o início como as que requerem uma época histórica para a sua concretização, embora os problemas imediatos, de onde elas devem partir, sejam muito dolorosos. Elas requerem não apenas os serviços urgentes mas também prevenção para as doloridas infecções no longo prazo. As ideias socialistas são, portanto, mais relevantes hoje do que jamais foram. O socialismo ou o comunismo são objetivos atingíveis no futuro? Há risco de barbárie? Como já escrevi antes, se tivesse que modificar as famosas palavras de Rosa Luxemburgo, “socialismo ou barbárie”, acrescentaria: “Barbárie se tivermos sorte”. Porque o extermínio da humanidade é a ameaça que se desenrola. Enquanto falharmos em resolver os grandes problemas que se espalham por todas as dimensões da nossa existência e nas relações com a natureza, o perigo seguirá no horizonte.


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Reportagem

RESUMO Confiscar obras de arte era para os nazistas tão importante quanto as vitórias militares; artista frustrado, Hitler escondeu em lugares como minas de sal milhares de peças e tinha planos de construir um gigantesco museu. Livro de jornalista portoriquenho ilumina em detalhe o funcionamento da máquina nazista de espoliação.

CASSIANO ELEK MACHADO ILUSTRAÇÃO ANA PRATA

Quando, no início de maio de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, oficiais do Terceiro Exército norte-americano entraram numa mina de sal da pequena cidade de Altaussee, nos Alpes austríacos, se depararam, depois de uma longa caminhada pelas galerias subterrâneas, com uma curiosa população de esculturas antigas de mármore branco, posicionadas como se estivessem numa reunião. As lanternas dos oficiais também iluminaram uma vasta quantidade de pinturas, 6.755 delas, contabilizou-se depois, apoiadas nas pedras de sal, sem nenhum plástico que as protegesse. Mais de 5.000 eram de grandes mestres, incluindo a joia da pintura holandesa “Adoração do Cordeiro Místico” (1425-32), dos irmãos Van Eyck, uma madona de Michelangelo e “O Astrônomo”, de Vermeer. Anos mais tarde especulouse que a pintura mais famosa do mundo, a “Mona Lisa”, de Da Vinci, tenha estado na mesma mina, no período de três anos em que a sorridente obra-prima ficou realmente escondida. O pesquisador norte-americano Noah Charney, autor de um livro sobre o tema, “The Theſts of the Mona Lisa” [Arca, US$ 18, 162 págs.], concluiu que houve sim uma Gioconda no subsolo de Altaussee, mas que se tratava de uma cópia, que os nazistas acreditaram ser a verdadeira. Não havia só quadros pela mina. Em caixotes e cestas, repousavam pilhas de livros e de documentos antigos, e móveis de variados estilos, inclusive tronos, eram vigiados por armaduras de 600 anos. Espalhadas por todo o cenário estavam caixas de madeira, de diferentes tamanhos, com a mesma inscrição, que também pôde ser vista nos versos de muitas das melhores pinturas: A. H., Linz. Havia mais de 3.000 anos, e ainda hoje, aquela mina tinha sido usada para a extração de sal. Mas naqueles tempos de guerra ela se convertera numa espécie de reserva técnica, um depósito para o gigantesco museu que Adolf Hitler (o A. H.) pretendia construir na cidade austríaca onde passou parte de sua infância e adolescência. O ambicioso projeto de Linz, que caso houvesse sido levado a cabo constituiria o maior museu de todos os tempos, implodiria em seguida. Pouco antes de se suicidar, em 30 de abril de 1945, o líder nazista ditou um testamento, no qual manifestava o desejo de que o museu fosse continuado por seus seguidores, mas seu delírio não ultrapassou os limites do bunker de Berlim, onde ele

3 Beleza roubada Hitler e a poderosa engrenagem nazista de saquear obras de arte mantinha uma maquete do tamanho de um quarto do “Führermuseum”. Com a fachada desenhada pelo próprio Hitler, como se sabe um pintor e arquiteto frustrado, o museu começou a ser planejado antes do início da guerra. Em junho de 1939, a meses da invasão da Polônia, um historiador da arte designado para montar o acervo da instituição já tinha em mãos um orçamento equivalente a R$ 185 milhões atuais. Em fins de 1944, com muitos alemães em debandada, a empreitada ainda ganhava fôlego (e dinheiro). Naquela altura, sua dotação orçamentária era de inacreditáveis R$ 1,38 bilhões. Ainda que muitos marcos alemães tenham sido empregados em compras e vendas de obras de arte na Europa, ao longo da Segunda Guerra, não era este o principal expediente do Exército alemão para saciar a fome de arte de Hitler e de outros líderes do Terceiro Reich. Roubar, espoliar e confiscar eram verbos mais conjugáveis. Um dos melhores trabalhos já feitos sobre o tema, “O

Museu Desaparecido - A Conspiração Nazista para Roubar as Obras-Primas da Arte Mundial” [trad. Silvana Cobucci Leite, WMF Martins Fontes, R$ 47,50, 384 págs.], de Héctor Feliciano, chega enfim às livrarias brasileiras neste final de novembro – 18 anos depois de sua edição original, na França. Não é um capítulo encerrado, este ao qual o premiado jornalista porto-riquenho dedicou muitos anos de pesquisa, desde que topou acidentalmente com o tema, em 1988. Os recentes acontecimentos num apartamento do bairro de Schwabin, em Munique, ilustram isso com vivacidade. Feliciano conta à Folha que quase engasgou quando leu a edição digital do “Guardian”, há dois domingos, no terraço de sua casa, em San Juan, capital de Porto Rico. O diário britânico reproduzia a notícia dada pela revista alemã “Focus” de que mais de 1.400 obras haviam sido encontradas em posse de Cornelius Gurlitt, filho de um dos marchands mais influentes entre os nazistas, Hildebrand

Gurlitt (leia texto ao lado). Uma das pinturas apreendidas no apartamento do misantropo Gurlitt, “Mulher Sentada em uma Poltrona” (1920), de Henri Matisse, estava inclusive reproduzida no livro do jornalista. Era uma obra sem destinação conhecida, que pertencera a uma das principais coleções de arte de marchands judeus franceses confiscadas durante a guerra, a de Paul Rosenberg (1881-1959), que foi galerista de artistas como Matisse, Picasso e Braque. Como conta em minúcias “O Museu Desaparecido”, em texto fluente e repleto de informações, a coleção Rosenberg integra o conjunto de 100 mil pinturas roubadas, apenas na França, pelos nazistas, que também confiscaram cerca de 500 mil móveis e mais de 1 milhão de livros e manuscritos. O trabalho de Feliciano ilumina todas as engrenagens dessa máquina de roubar obras de arte: que estruturas de poder organizavam os butins, de quem confiscavam, que tipos de pinturas eram almejados, como as peças eram transpor-

tadas, estocadas, quem saía ganhando com esse vaivém. Epicentro Ainda que muitos tenham sido os cenários dessa história, o epicentro foi o museu conhecido como Jeu de Paume, na place de la Concorde, centro de Paris. Nesse pavilhão, construído em 1861 por Napoleão 3’ originalmente como um espaço para o jogo ancestral do tênis, funcionou o maior depósito de obras roubadas pelos nazistas. Lá também operou a principal das três estruturas do Reich para roubo de arte, a ERR, abreviação de Einsatzstab Reichsleiters Rosenberg für die Besetzten Gebiete, ou Destacamento Especial do Dirigente do Reich Rosenberg para os Territórios Ocupados, sendo o Rosenberg em questão o ideólogo nazista Alfred Rosenberg. Só no período que vai do outono de 1940, quando a França já estava ocupada pela Alemanha, ao inverno de 1941, sabe-se que o ERR teve ao menos 60 funcionários fixos: historiadores,

restauradores, fotógrafos. O labor deles era acompanhado pela elite do Reich. O número 2 do regime nazista, Hermann Goering, comandante-chefe da Força Aérea alemã, esteve pessoalmente mais de 20 vezes no Jeu de Paume, para supervisionar trabalhos e, sobretudo, para alimentar sua coleção particular. Um depoimento do líder nazista Hans Frank durante o Julgamento de Nuremberg, o tribunal militar internacional para julgar os crimes de guerra, entre 1945 e 1946, dá a ideia da afeição do “reischsmarschall” pela arte. “Se Goering tivesse gasto mais tempo na Força Aérea e menos nas bacanais e pilhando obras de arte, talvez a Alemanha estivesse em melhor situação hoje, e eu não estaria preso nesta cela”, disse Frank. O testemunho está recolhido no livro “As Entrevistas de Nuremberg” [trad. Ivo Korytowiski, Companhia das Letras, R$ 68, 552 págs.], de Leon Goldensohn, que traz ainda depoimentos do próprio Goering


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ficou conhecido como “The Monuments Men”. É este o nome de um livro de Robert M. Edsel, no Brasil lançado como “Caçadores de Obras-Primas” [trad. Talita M. Rodrigues, Rocco, R$ 57, 368 págs.], base de um filme homônimo dirigido e protagonizado por George Clooney, a ser lançado no início do ano que vem, no Festival de Berlim. Feliciano diz que o livro é “chauvinismo militar americano”, pois, a seu ver, dá a entender que só oficiais daquele país estiveram na elite de resgate de obras de arte, quando havia, entre outros, militares franceses, canadenses e britânicos. De qualquer modo, por maiores que tenham sido os esforços dos “Monuments”, uma parte substancial dos roubos nunca voltou às famílias originais.

sobre arte. “De todas as acusações lançadas contra mim, a chamada pilhagem de tesouros artísticos foi a que mais me angustiou”, disse. Ele também tratou de suas preferências. “Gosto de todo tipo de arte, exceto o negócio futurista, que detesto. Costumo ser bem cético quanto às pinturas modernas. Picasso, por exemplo, me enoja”. Sabidamente não estava sozinho nestas avaliações. Modernistas em geral eram tratados como “degenerados” e, se eram muito bem guardados pelos nazistas, numa ala do Jeu de Paume batizada de Sala dos Mártires, era para que fossem vendidos ou trocados por outras pinturas consideradas “nobres”. “Um mestre da pintura, ou ainda um de seus insossos seguidores, vale por seis, sete, oito ou até dez ‘petimetres’ modernos”, contabiliza Héctor Feliciano. Confiscos Hitler não frequentava o Jeu de Paume – só esteve uma vez em Paris em toda a sua vida, numa viagem furtiva logo depois da ocupação –, mas acompanhava com zelo os confiscos na França. “De todos os ditadores do século 20, nenhum gostou tanto de arte quanto Hitler”, diz Feliciano. “Se não houvesse esse interesse profundo e tão integrado na ideologia nazista, não teria havido um butim deste tamanho. Em pleno esforço de guerra, consideravam cada saque tão importante quanto ganhar uma batalha.” Prova da importância que dava ao tema dos saques artísticos é um relatório que Hitler encomendou

antes da guerra a um historiador alemão chamado Otto Kümmel. Ele pediu ao então diretor dos museus nacionais do país para elencar todas as obras de arte roubadas da Alemanha desde o século 16, para que fossem recuperadas. O chamado “Relatório de Kümmel” é composto por três volumes, cada um com cem páginas. Na lista, entram desde flâmulas e bandeiras roubadas pela Suécia na Guerra dos Trinta Anos (1618-48) até pinturas da coleção do rei da Inglaterra, como “Cristo e Maria Madalena”, de Rembrandt, um dos artistas prediletos do Führer. Hitler não teve muito sucesso com as obras listadas por Kümmel, mas sua política de saque de obras de arte pode ser considerada a mais eficiente desde que Roma começou a pilhar peças da Antiguidade Grega. O alvo principal eram as grandes coleções. E a que sofreu mais perdas foi a da tradicional família de banqueiros Rothschild, que teve 5.009 obras confiscadas. Feliciano dá bastante destaque também às expropriações das obras do colecionador Alphonse Kann, do investidor Fritz Guttmann, dos banqueiros David-Weill e da dinastia Bernheim-Jeune. Depois da guerra, uma parte importante das obras foi restituída às famílias. Havia ao menos um destacamento dos Aliados dedicado só a essa tarefa, chamado de Monumentos, Obras de Arte e Arquivos. O grupo, formado em 1943, para ajudar a proteger e detectar obras roubadas (e também devolvê-las),

Legislações A obra de Feliciano, publicada em diversos países do mundo, acelerou o processo de restituição, assim como outra obra importante sobre o tema, “Europa Saqueada” [trad. Carlos Afonso Malferrari, Companhia das Letras, R$ 68, 544 págs.], da historiadora Lynn H. Nicholas, lançada nos Estados Unidos em 1994. Após as publicações dos livros, tiveram lugar mudanças nas legislações de diversos países. “O Museu Desaparecido” chama a atenção para o fato de que as instituições francesas detinham, à época do lançamento do livro no país, mais de 2.000 obras de arte recuperadas depois da guerra e não restituídas aos proprietários originais. O jornalista identificou telas importantes em tal condição, como a pintura cubista “Dama em Vermelho e Verde”, de Fernand Léger, que estava no Centro Pompidou, ou “O Bosque”, do pintor François Boucher, uma das 400 obras “não reclamadas” do acervo do Louvre. Em 1997, o presidente Jacques Chirac anunciou a criação de uma comissão para tratar do tema, a qual organizou uma exposição nacional com todas as pinturas, respondendo ao argumento de Feliciano de que os museus nem sempre davam visibilidade às obras não reclamadas e não se esforçavam para encontrar os donos originais. O número de obras roubadas e não restituídas foi caindo progressivamente, mas, das 100 mil pilhadas só na França, o autor estima que cerca de 25 mil ainda não tenham sido devolvidas. Segundo ele, houve avanços na legislação alemã, que passou a considerar como roubadas também as peças vendidas entre 1933, ano de ascensão de Hitler ao poder, e 1939, já que colecionadores eram forçados a vender. A legislação que menos contribui, para ele, é a da Suíça, que só pune as compras comprovadamente de má fé. Houve quem alegasse que Feliciano, mestre em jornalismo pela Universidade Columbia e doutor em literatura pela Universidade de Paris, estivesse agindo de má-fé. Em 1998, três descendentes diretos do conhecido marchand Georges Wildenstein o processaram no Tribunal de Grande Instância de Paris, acusando-o de danos morais por conta de passagens do livro que tratavam das ligações do galerista com os nazistas. “Mesmo depois do armistício na França e da ocupação alemã desta, Wildenstein parece ter tirado proveito dessa rede de contatos para organizar uma série de contratos e transações com os alemães”, diz um trecho do livro. Os herdeiros pediam US$ 1 milhão e exigiam que ele não voltasse a mencionar o nome Wildenstein em qualquer de seus escritos. As idas e vindas na Justiça levaram cinco anos, até que a Cour de Cassation (equivalente francês do Supremo Tribunal Federal) indeferiu a demanda dos galeristas. Ainda em plena atividade no universo da arte, os Wildenstein têm uma ligação estreita com a história dos museus no Brasil. Eles foram os principais vendedores de pinturas de grandes artistas internacionais para o Museu de Arte de São Paulo, o Masp. Segundo levantamento feito pela Folha, ao menos 52 pinturas importantes do museu passaram pelas galerias Wildenstein, entre elas 36 obras francesas, 6 espanholas e 4 italianas.

Tesouro descoberto pode chegar a R$ 3 bi As obras modernas na coleção incluem aquelas pelas quais os nazistas nutriam ódio profundo e ideológico. Mas o Reich não era avesso a negociar obras desprezadas JEEVAN VASAGAR ELIZABETH PATON TRADUÇÃO CLARA ALLAIN

O advogado alemão Markus Stötzel ficou espantado ao saber que a obra “O Domador de Leões”, de Max Beckmann, estava sendo anunciada como um dos destaques de um leilão de arte moderna da casa Lempertz, em Colônia. Faltavam poucas semanas para a venda da peça em guache e pastel sobre papel. O advogado sabia que a coleção de Alfred Flechtheim – marchand, colecionador e defensor do modernismo alemão perseguido pelos nazistas, cujos herdeiros eram seus clientes – tinha incluído “O Domador de Leões”. O reaparecimento da pintura oferecia uma chance rara de reparação antes de ela sumir mais uma vez em mãos privadas. O proprietário, Cornelius Gurlitt, um idoso de Munique, admitiu que seu pai comprara a tela de Flechtheim em 1934, numa venda forçada. “O Domador de Leões” foi arrematada em 2 de dezembro de 2011 por Ç 720 mil (cerca de R$ 2,2 milhões), e parte do dinheiro foi para os herdeiros de Flecht- heim. Foi uma das últimas vendas feitas por Gurlitt. No dia 28 de fevereiro de 2012, seu apartamento foi invadido e revistado por investigadores e por agentes da Alfândega. Eles levaram três dias para examinar o tesouro que encontraram: pinturas de Picasso, Renoir e Toulouse-Lautrec, obras até então desconhecidas de Marc Chagall e Otto Dix e trabalhos de artistas que os nazistas tinham vilipendiado – como Beckmann – numa exposição local de arte degenerada. Algumas das obras eram anteriores ao século 20, sendo uma destas uma gravura em cobre da Crucifixão, de Albrecht Dürer. Havia ao todo 1.406 obras; 121 delas, ainda emolduradas numa estante, como num depósito de museu. As demais ocupavam gavetas. O tesouro secreto de Gurlitt suscitou, além de assombro, controvérsia. Pelos princípios (aceitos pela Alemanha) da conferência sobre arte confiscada pelos nazistas, realizada em 1998 em Washington, todos os esforços devem ser feitos para difundir descobertas como essas, a fim de que sejam localizados os proprietários das obras antes da guerra ou seus herdeiros. Mas a maior descoberta feita desde a Segunda Guerra de arte confiscada pelos nazistas veio a público somente no último dia 3, quase dois anos após a batida no apartamento, quando foi divulgada pela revista alemã “Focus”. Cautela A relutância das autoridades alemãs de levar o assunto a público tem origem numa cultura legal regida pela cautela. Os promotores se negam até mesmo a identificar Gurlitt, 80, publicamente. Dizem apenas que “uma pessoa se encontra sob investigação por suspeita de sigilo fiscal e apropriação indébita”. Segundo o advogado Stötzel, se as autoridades expuserem detalhadamente a coleção, Gurlitt pode mover uma ação contra elas. Nem todas as obras foram roubadas pelos nazistas. Meike Hoffman, o historiador de arte que está catalogando a descoberta, disse que é preciso mais tempo para verificar a proveniência das peças. Não é certo que descendentes de judeus alemães venham a ser compensados. Stötzel, que representa cerca de 50 outros querelantes, diz que, embora a Alemanha tenha aceito os princípios de Washington em nome de instituições públicas, proprietá-

rios particulares não são obrigados a segui-los. Após a descoberta, o mundo da arte ficou siderado por duas perguntas: que impacto um influxo repentino de tesouros – a “Focus” estimou seu valor em Ç 1 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões) – pode ter sobre os preços no mercado de arte? E, no momento em que as famílias se preparam para uma batalha para definir os proprietários de direito das obras, quanto tempo será preciso esperar para que as obras apareçam numa sala de leilões? Julian Radcliffe, proprietário e presidente do The Art Loss Register, de Londres, um banco de dados internacional de obras de arte roubadas e perdidas, diz que o tesouro encontrado em Munique não terá grande impacto sobre valores no futuro próximo. “Para começar, nem todos os trabalhos encontrados vão valer preços altíssimos – as avaliações atuais não passam de palpites. E, mais importante, é improvável que muitos cheguem até leilões ou marchands, considerando que haverá décadas de trabalho até as obras passarem às mãos dos que terão direito legal de vendê-las”. Os marchands e as casas de leilão enfrentam grande pressão para determinar a origem das obras que serão vendidas. Uma “mácula” pública pode dificultar a venda de uma tela, mesmo que sua posição legal se resolva e que um herdeiro abra mão de seus direitos. Trilha As autoridades alemãs dizem que a trilha que levou à descoberta extraordinária começou às 21h de 22 de setembro de 2010, quando Gurlitt foi sujeito a uma revista de rotina num trem de alta velocidade de Zurique a Munique. Segundo a “Focus”, Gurlitt afirmou que seu destino tinha sido a galeria Kornfeld, em Berna. A revista diz que ele tirou do bolso um envelope contendo 18 cédulas novas de Ç 500 (cerca de R$ 1.500). A galeria conta que não teve nada a ver com o dinheiro e que sua última transação com Gurlitt foi feita em 1990. Gurlitt era um homem que não existia. Embora parecesse estar vivendo em Munique, não estava cadastrado ali. Não tinha número de contribuinte alemão, não pagava seguro-saúde e não recebia aposentadoria. Mas seu sobrenome era famoso nos círculos de arte. “É claro que sabíamos quem era!”, diz Karl-Sax Feddersen, da Lempertz. O pai de Gurlitt, Hildebrand, foi um marchand e historiador de arte e promoveu artistas alemães progressistas. Quando os nazistas chegaram ao poder, ele se tornou dos pouquíssimos autorizados a negociar obras modernistas. As obras modernas na coleção incluem aquelas pelas quais os nazistas nutriam ódio profundo e ideológico; marchands como Flechtheim eram chamados “agentes do bolchevismo cultural”. Mas o Reich não era avesso a negociar obras desprezadas. Pesquisadores do Projeto de Restituição de Arte do Holocausto encontraram evidências de que algumas das obras de arte que pertenceram a Gurlitt, pai, estiveram em poder dos Aliados após a guerra e foram devolvidas a ele em 1950. Elas vieram a formar o núcleo de uma coleção vasta e oculta herdada por seu filho. A lista de 115 pinturas apreendidas e depois devolvidas inclui “O Domador de Leões”. Feddersen descreve “O Domador de Leões” como “maravilhosa”. Na ocasião, curioso, ele perguntou se Gurlitt teria outros trabalhos para vender. “Ele não respondeu”, lembra Feddersen.


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Diário de Lisboa O MAPA DA CULTURA

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Português a falar brasileiro Apanhar o autocarro ou pegar o ônibus?

ISABEL COUTINHO

Em todas as edições se fazem apostas para tentar adivinhar quem vai receber o Prêmio José Saramago. A honraria no valor de Ç 25 mil (cerca de R$ 78 mil) é atribuída de dois em dois anos a uma obra literária de ficção escrita em língua portuguesa (e publicada em qualquer país lusófono) por um autor de não mais de 35 anos. Se em 2011 foi uma surpresa a vitória da brasileira Andréa del Fuego, por “Os Malaquias”, o resultado deste ano, divulgado no dia 5 em Lisboa, confirmou o palpite de muitos. O vencedor, o angolano Ondjaki, havia muito era favorito. A vez dele chegou com o romance “Os Transparentes” (Companhia das Letras). O prêmio instituído pela Fundação Círculo de Leitores escolheu o livro por unanimidade. A escritora e imortal brasileira Nélida Piñon, parte do júri, disse que Ondjaki criou “uma gale-

ria de grandes personagens, cada qual com suas idiossincrasias muito bem definidas, enlaçadas por um fio de solidariedade e de ironia”. Ondjaki dedicou o Prêmio José Saramago ao país onde nasceu. “Este é um livro sobre uma Angola que existe dentro de uma Luanda que eu procurei escrever e descrever. Fi-lo com o que tinha dentro de mim entre verdade, sentimento, imaginação. E amor. É uma leitura de carinho e de preocupação. É um abraço aos que não se acomodam, mas antes se incomodam. É uma celebração da nossa festa interior, trazendo as makas, os mujimbos, algumas dores, alguns amores. Penso que todos queremos uma Angola melhor”.

Baldaque (sua neta). Os escritos reunidos foram encontrados em “folhas soltas, em cadernos de notas, em espaços brancos de impressos, em margens de livros”, explica Alberto Luís no prefácio. Há excertos de entrevistas, de conferências e alguns inéditos. Um dos textos é dedicado a Lisboa, que a escritora descreve assim: “Descei do céu para Lisboa, vindos de Nova York, e vereis a torre de Belém como um castelo de areia. Se o rio crescesse como cresce o mar, arrancava-lhe os dentes um a um. E ficava desdentada a bela torre; a sua lendária face deixava de ser proa de Lisboa. E o velho do Restelo não sabia mais o que dizer nem onde se encostar”.

Papéis dispersos De Agustina Bessa-Luís, escritora do Porto afastada da vida pública por motivos de doença, acaba de ser publicado em Portugal “Caderno de Significados” (Guimarães Editora; Ç 12,50; cerca de R$ 38), com seleção, organização e fixação de texto de Alberto Luís (seu marido) e da escritora Lourença

Vai, Brasil “Os cariocas têm de ganhar a vida como toda a gente, mas nunca a perdem por causa disso.” Essa é uma das frases de “Vai, Brasil” (Ç 18; R$ 55), novo livro de Alexandra Lucas Coelho, repórter e escritora portuguesa residente no Rio há alguns anos, que acaba de ser editado em Portugal na

coleção de viagens da Tinta da China, dirigida por Carlos Vaz Marques. O editor considera ser este “o melhor livro” da autora. “Ela consegue uma síntese da língua portuguesa, cruzando o modo de dizer de Portugal com o jeito do Brasil de uma forma tão feliz que nos dá a sensação, em certos momentos, de estar a proceder à refundação do idioma, como Caetano Veloso a roçar sua língua pela língua de Luís de Camões”. O livro, com prefácio de Francisco Bosco, colunista do jornal “O Globo”, começa no final do governo Lula e termina nas gigantescas manifestações deste ano. Um excerto: “Português a falar brasileiro não tem jeito, mesmo quando tem. Mas o que não tem jeito mesmo é perder tempo a não ser entendido. Não vou subir a favela e dizer sítio quando posso dizer lugar, ou apelido quando posso dizer sobrenome, ou alcunha quando posso dizer apelido, ou apanhar o autocarro quando posso pegar o ônibus. Português a falar brasileiro nem é jeito de dizer, porque português e brasileiro falam sempre

português, em toda a sua mestiça extensão”. O Rio por quem sabe E se Alexandra Lucas Coelho é a estrangeira que olha para o Brasil e nos mostra coisas que quem lá vive nem sempre vê, Rita Sousa Tavares revela-nos o Rio de Janeiro pelos olhos de quem lá mora. “Show Me Rio” (ed. Café Pessoa; R$ 109) é um livro de edição luxuosa, com fotografias belíssimas de José Pedro Monteiro e Márcio Mercante e textos, em “carioquês”, da filha de Miguel Sousa Tavares. É vendido acompanhado por um CD com um documentário homônimo. Livro e filme têm dicas de 19 personalidades que nos guiam pela cidade. Entre elas, Chico Buarque, cuja conversa serve de introdução ao que veremos e leremos a seguir, Vik Muniz (nos mostra o Jardim Botânico e o Instituto Moreira Salles), Maitê Proença (recomenda o Theatro Municipal), o prefeito Eduardo Paes (nos leva à Floresta da Tijuca de bicicleta) e Zuenir Ventura (visita o Real Gabinete Português de Leitura).


G7 G

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIA

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50 letras, sem tirar nem pôr FABIO BRAGA/FOLHAPRESS

São Paulo, 2004

Exemplar de ‘O Anão e a Ninfeta’ autografado por Dalton Trevisan

MARCELINO FREIRE

Dalton Trevisan não poderia faltar. Pus no juízo: vou atrás, insisto, me rastejo, ínfimo. Uma antologia de microcontos não ficaria completa sem ele. Mestre da concisão. Alto Dalton. Máximo, grande. Mas ele vive recluso, não dá as caras. Eu não desisto. O ano era de 2004. Muito antes do Twitter. Resolvi criar a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século” (Ateliê Editorial). Uma referência à organizada pelo Italo Moriconi, “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”. Ao Italo, pedi a assinatura de um microprefácio. Que ele generosamente fez. Em 50 palavras. Os contos, esses não, teriam de ter até 50 letras. Sem contar o título. Isso, inspirado que fui pelo microconto mais famoso do mundo, o do guatemalteco Augusto Monterroso. Uma história de 37 letrinhas, a saber: “Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá”. Toparam participar Sérgio Sant’Anna, Adriana Falcão, João Gilberto Noll, Manoel

de Barros, Modesto Carone, Andréa Del Fuego, Glauco Mattoso... Lygia Fagundes Telles escreveu um, genial, só em diálogos: “– Fui me confessar ao mar. / – E o que ele disse? / – Nada”. Maravilha! Mas faltava o Dalton. Até o Millôr Fernandes topou – esse, antigo seguidor dos microformatos. Com Millôr foi relativamente fácil. Eu já tinha estado com ele no Rio para um papo raro. Cheio de humor e irreverência. Ligou-me para se certificar: “Até 50 letras, sem contar o título, é isto?”. É isto, Millôr. E não é que ele me mandou um conto em contadinhas 50 letras? No entanto, o título era imenso. “Fiz o que você me pediu, não fiz?” Fez, sim, fez. Mas repito: faltava a presença do Vampiro de Curitiba. Eu havia mandado uma carta para ele. Havia mais de um mês. Esperei, esperei. Noventa e nove escritores já reunidos. O livro todo diagramado. Organizado por ordem alfabética. Na letra “D”, antes de Daniel

Galera, deixei o espaço vago. Qualquer coisa, se o Dalton não me responder, eu invento um autor: Dalvan Trigueiro. Faço uma homenagem, sei lá, à revelia. E mando o livro para a gráfica, entristecido. O tempo ficando miúdo. A esperança é a última que chega. Em cima da hora. Eis que recebo um envelope. E, dentro, o conto, também em diálogos: “– Lá no caixão... / – Sim, paizinho. / – ... não deixe essa aí me beijar”. E eu quase morro. Dalton Trevisan é desses escritores que me deixam sem fôlego. É ele em que me espelho quando coloco minhas neuroses na página. Gosto de suas obsessões. Inquietações. A cada livro seu, uma surpresa. Dalton escreve na velocidade da luz. Não se engane. Ele não é só o “dono” de um estilo rápido. Vupt, vapt. Dalton escreve à velocidade da sombra. Vai sempre longe. E foi assim. A antologia finalmente saiu. Até hoje é referência para quem quer estudar as narrativas curtas. Foi trabalho, fiquei sabendo, inédito no mundo, à

época: esse de reunir tantos autores, de uma vez só, escrevendo “enormemente menor”. A todos, até hoje agradeço. Sobretudo aos que já se foram: Moacyr Scliar, Manoel Carlos Karam, Alberto Guzik, Wilson Bueno. E idem ao sempiterno Millôr. E essa antologia também me deu, ave, a amizade do Dalton. De quando em quando, assim, a gente se fala. Via correios. O contato mais surpreendente foi pouco antes de ele ganhar o Prêmio Camões, em maio de 2012. Enviei a ele o meu livro de contos “Amar É Crime” (Edith). Recebi, em troca, “O Anão e a Ninfeta”, com a seguinte dedicatória: “Ao Marcelino Freire, com a muita admiração do seu leitor fiel”. E eu quase morro. De novo. Em saber que ele se diz o meu “leitor”. Eu que aprendi a ler com ele. Nas entrelinhas. E continuo a apreender. E a me surpreender. A dedicatória do Dalton, por exemplo, tem exatas 50 letras. Sem tirar nem pôr. Pode crer.


G8

MANAUS, DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013

Fotografia HERDEIROS DE LUIGI GHIRRI

‘Salzburgo, 1977’

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O trivial maravilhoso Sentidos do prosaico na obra de Luigi Ghirri

MIGUEL DEL CASTILLO ILUSTRAÇÃO RAFAEL CAMPOS ROCHA

No ensaio incluído no catálogo da exposição de Luigi Ghirri que agora chega ao Brasil, Quentin Bajac alude à “grande desconstrução do meio fotográfico realizada na década de 1960, de que o contexto italiano foi na Europa o ator principal” e cita, entre outros, as fotografias sobre espelho de Michelangelo Pistoletto e o filme “Blow Up” (1966), de Michelangelo Antonioni. Vale ampliar o quadro de referência: a discussão sobre a fotografia se insere num processo de reconstrução dos códigos narrativos e descritivos que interessava a toda a cultura italiana da época. Estava-se saindo da experiência neorrealista, que tentara o resgate de um país arcaico e pobre (bem diferente daquele que a retórica anterior à guerra glorificava), mediante procedimentos narrativos modernos e altamente sofisticados, tanto na literatura como no cinema. O crescimento econômico que culminou nos anos de 1960, a americanização acelerada da sociedade, o desaparecimento rápido de tradições culturais seculares, quando não milenárias, tornou aqueles procedimentos insuficientes. As estratégias de representação precisavam ser reformuladas, para adquirir um alcance maior e, ao mesmo tempo, tornar-se mais transparentes. Não era apenas questão de novas realidades a serem representadas: a própria relação

entre realidade e representação tornava-se problemática, sob o impacto dos meios de comunicação de massa. Por outro lado, a modernização não se instalava sobre um terreno quase virgem, como aconteceu na América. Para a Europa, e para a Itália especialmente, o arcaico não é só o atrasado, mas também o antigo. Uma nova rede de imagens se sobrepunha a uma paisagem urbana e rural cuja legibilidade já era muito consistente, depurada pela experiência de séculos, mesmo nas camadas populares. A consciência moderna permitia uma nova leitura do mundo tradicional; mas o mundo tradicional também, com seu patrimônio de imagens, suas sabedorias artesanais, seu patrimônio de formas e objetos, enfim, sua história, permitia uma leitura diferente, mais matizada e problemática, do sistema moderno de produção e troca. O neorrealismo, nesse quadro, não foi repudiado. Antes, foi virado do avesso, fazendo referência constante a seus mecanismos internos, como para mostrar as linhas de costura. Surgiram, num período relativamente curto de tempo, o cinema de Antonioni, Fellini e Pasolini, a narrativa de Italo Calvino, a música metalinguística de Luciano Berio (a partir, não por acaso, das “folk songs”), a arquitetura tipológica de Aldo Rossi, a arte povera. Todas essas manifestações artísticas buscaram meios linguísticos mais reflexivos para lidar com uma realidade complexa em que traços culturais contrastantes conviviam, mas não renunciaram ao conta-

to com essa realidade. Todas se caracterizaram pela tensão entre modernidade e tradição, novos códigos e escavação quase arqueológica de camadas de significado que se sobrepunham sem se encobrirem totalmente. A ressignificação do mundo se apoiava sobre um fundo de memórias. O grande desenvolvimento das pesquisas semiológicas, tendo Umberto Eco como figura de maior ressonância internacional (mas Roland Barthes também foi muito lido na Itália), dialogou com grande parte dessa produção, garantindo uma verificação contínua entre teoria e praxe artística. Inflexão Na obra de Luigi Ghirri, que pertence à geração imediatamente seguinte à que descrevi, tais questões alcançam, no que diz respeito ao meio fotográfico, desenvolvimento pleno, mas também um ponto de inflexão. O processo de transformação já não tem o impulso de outrora: o moderno começa a envelhecer, o antigo já não é um fundo compacto, mas uma substância que transpira entre as malhas não tão cerradas da modernidade. Mais que a energia propositiva e rebelde, passa a valer a sutileza capaz de identificar as resistências, as contaminações, os pontos de sutura num panorama já transformado, em que novidade e obsolescência se fundem, às vezes, no mesmo objeto. Quando Ghirri fotografa plantas recortadas em formas geométricas ou dispostas simetricamente no espaço exíguo entre uma grade e um muro de concreto, ou cadeiras de jardim

no espaço diminuto da varanda de uma casa pequeno-burguesa de periferia, ele parece buscar, na terra de ninguém que cresce desmedidamente entre as cidades históricas e o campo, o aflorar de sentidos antigos: a ordem cósmica do jardim à italiana, traduzido em arranjo doméstico; a “joie de vivre” do subúrbio impressionista homogeneizada por um piso de granito industrial. O que o fotógrafo registra é a persistência dos homens em qualificar os espaços, atribuir valores às coisas, transformálas em signos. E esses signos, por baratos e ingênuos que sejam, individualmente, se combinam em cadeias nem sempre intencionais, mas que sempre os tornam mais ricos. O lugar de eleição para que tal combinação se torne legível, se não decifrável, é o enquadramento fotográfico. Em Ghirri é sempre frontal, a ponto de o espaço representado parecer tão plano como uma página ou um mapa. A luz é uniforme, seja aquela leitosa da planície do rio Pó, ou a dourada de Capri e do litoral da Puglia. Ghirri não se pauta pela poética do momento decisivo, pelo esforço de resumir no instante o significado inteiro de uma ação. É fotógrafo dos tempos longos, das permanências: na ação humana, interessam-lhe os sedimentos, aquilo que se depositou e já não tem mais sujeito – a cultura, enfim, enquanto patrimônio coletivo de significados. A sensibilidade à luz é, de fato, um grande trunfo de sua arte. Nos tempos longos da narrativa ghirriana, a luz é o tempo longuíssimo, o que unifica, como um campo linguístico mais ge-

ral, a colagem e superposição contínua dos signos. Longuíssimo, mas não imóvel. As fotos justamente famosas de Versalhes, por exemplo, foram realizadas com meios simples e sem manipulação na impressão. Essencial foi esperar o momento e as condições atmosféricas exatas em que o ambiente adquirisse a aparência irreal de postal colorido. A vida imita não a arte, mas a imagem barata, de uso cotidiano. Toda imagem de Ghirri é releitura de outras imagens, não só quando fotografa outras fotos, mapas, propagandas, maquetes, mas também ao retratar paisagens ou edifícios. Atrás de cada enquadramento há inúmeras imagens que, de tão repetidas, se tornaram banais: cartões-postais, decorações em “trompe-l’oeil” de palácios antigos (não as obrasprimas, mas a pintura menor, quase artesanal), cartazes de agências de turismo, suvenires em gesso ou plástico. Esse repertório comum, aparentemente inexpressivo, Ghirri o subverte, conferindo-lhe uma intensidade inesperada. Suas imagens, quando vistas pela primeira vez, são reconhecíveis, como se já nos pertencessem. Ao mesmo tempo despertam uma sensação de estranhamento, como se aquilo que é excessivamente familiar se tornasse, por isso mesmo, enigmático. Em seus numerosos escritos, Ghirri insiste sobre dois pontos: o primeiro é a transformação da realidade em imagem, como se o mundo estivesse se tornando uma grande fotografia. Emblema disso é a famosa imagem da Terra vista do espaço, realizada durante a viagem da Apollo 11 à Lua, em 1969.

Ela é, para Ghirri, a foto das fotos, aquela que contém potencialmente todas as outras. Ele a reencontra e a reproduz em 1978 numa sinalização em Lido de Spina, pequeno balneário no delta do rio Pó. Não é uma brincadeira sem intenção: se o mundo inteiro é um signo, também todo signo, pelas infinitas relações que entretém com todos os outros, é o mundo. A imagem da Terra tirada da nave e aquela pendurada no poste são dois polos de uma cadeia ininterrupta de significados. Uma não é mais real do que a outra. O segundo ponto focal da reflexão de Luigi Ghirri é a representação da nova paisagem. Esse termo define especialmente aqueles espaços nem urbanos nem rurais (periferias que se esgarçam em direção ao campo, regiões agrícolas atravessadas por rodovias e já contaminadas por complexos industriais e comerciais), cuja existência se tornou sempre mais evidente e invasiva a partir do pós-Guerra. Certamente, não era uma questão só de Ghirri, nem apenas italiana, muito embora na Itália, pelo valor icônico de que a paisagem se revestia anteriormente, ela fosse mais pungente. A esse respeito, Ghirri reconhece sua dívida com a nova fotografia de paisagem norteamericana: William Eggleston, Stephen Shore. Mas, atrás deles, sua referência principal declarada é o realismo enxuto de Walker Evans. Pode surpreender, num fotógrafo interessado na fotografia como signo, essa admiração incondicional por um artista marcado pela busca de um contato direto e despojado com os homens e as coisas.


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EM TEMPO - 17 de novembro de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu