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EM TEMPO - 17 de fevereiro de 2013

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NESTA EDIÇÃO

O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXV – N.º 7.916 – DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

A despedida de dom Luiz DIEGO JANATÃ

OMAR

LU EXC

DIVULGAÇÃO/AGECOM

‘RONDA NO BAIRRO É UM ATO DE CORAGEM’ SIVO

Em fevereiro de 2012, Omar Aziz lança o programa “Ronda no Bairro”

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Vinte e um anos depois que desembarcou em Manaus para cumprir a missão de sua vida, o arcebispo emérito da cidade, dom Luiz Soares Vieira, se despede hoje, às 10h, com uma missa realizada no Centro de Convenções do Studio 5. Ele assumiu a arquidiocese em 1992, nomeado pelo papa João Paulo 2º e deixa o cargo no dia 23 de fevereiro, quando toma posse o novo arcebispo. Dia a dia C4 e C5

Ao completar um ano do programa “Ronda no Bairro”, o governador Omar Aziz disse que a ação de combate à criminalidade é “um ato de coragem” de seu governo. Para ele, é uma nova forma de fazer segurança pública, com foco no cidadão, tornando a polícia mais proativa e preventiva, “a partir da intensificação do patrulhamento nas ruas”. Dia a dia C1

Fogão confia em Seedorf (à esquerda), enquanto o Fla aposta em Rafinha

DUELO DE LÍDERES O arcebispo emérito de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, faz uma retrospectiva de 21 anos dedicados ao Amazonas

Barco afunda em Autazes com 30 pessoas a bordo

Com a Palavra A7

“O fantástico corpo humano”, vista por mais de 20 milhões de pessoas, será aberta em Manaus nesta segunda-feira. Plateia D8

ED VIGGIANI/AE

Uma viagem pelo corpo humano

É

HAITIANOS

Renúncia do papa gera boatos sobre o ‘fim dos tempos’

Última Hora A2

H O J E EXPOSIÇÃO

APOCALIPSE?

Estrangeiros trabalham na ilegalidade

Dia a dia C8

Economia B2 e B3

D O M I N G O

COMPORTAMENTO

Os perigos da gordura abdominal Pesquisa afirma que o homem brasileiro está sedentário, acima do peso e negligente com a saúde. Saúde & Bem-estar F7

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

DIVULGAÇÃO

‘Meu projeto é ser prefeito de Manaus’

UM DESAPARECIDO

DIVULGAÇÃO

CARLOS SOUZA

Flamengo e Botafogo se enfrentam hoje, no Engenhão, pela penúltima rodada do primeiro turno do Estadual. Pódio E5

ELENCO

Salas de jantar deixam de ser coadjuvantes e conquistam destaque de luxo e requinte. Elenco 9 e 10 TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 30

MÍN.:

23


A2

Opinião/Última Hora

Rússia se mobiliza para limpar danos do meteoro

Contexto 3090-1017/8115-1149

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

marioadolfo@emtempo.com.br

Milhares de membros de equipes de resgates russas foram às ruas ontem para limpar os estragos nos Urais

AP

Em Brasília, 19 horas! A transmissão do programa A Voz do Brasil pode deixar de ser obrigatória. É o que estabelece um projeto que está tramitando no Senado, de autoria do senador Cyro Miranda (PSDB-GO). A lei que institui o Código Brasileiro de Telecomunicações estabelece que de segunda a sexta-feira, de sete às oito da noite, as emissoras de rádio são obrigadas a transmitir o programa oficial de informações dos poderes da República, a Voz do Brasil. Mas a verdade é que, o programa que todo mundo seria obrigado a ouvir, ninguém ouve. O projeto apresentado pelo senador Cyro Miranda retira da lei o artigo que trata dessa obrigação. Ouve quem quer Cyro argumenta que a imposição legal limita a liberdade de expressão das rádios e a do ouvinte. O senador do Goiás, no entanto, esclarece que o programa Voz do Brasil não deixará de ser produzido e as rádios que se interessarem poderão colocá-lo no ar. Mas será que alguma rádio vai se interessar? Rodízio de rádio O senador tucano adverte que seu projeto não tem a finalidade de proibir a Voz do Brasil, mas não tornar obrigatório que todas as rádios no mesmo horário tenham que transmitir. □ — Você tem problemas nas grandes cidades nesse horário, das sete até as oito. Então, por que não fazer um rodízio de rádios e aquela que se interessar pela hora da Voz do Brasil, mas não se tornar obrigatoriedade? Trânsito A Prefeitura de Manaus e o governo do Amazonas comunicam que por conta de intervenções decorrentes da obra da Arena da Amazônia haverá interdição parcial, a partir do dia 19/2 (terçafeira), na alça de retorno da avenida Constantino Nery, sentido bairro/Centro, no trecho em frente ao estádio. Afunilado Um trecho da alça será

estreitado, reduzindo o acesso de veículos que saem da avenida Lóris Cordovil em direção à Constantino Nery. A previsão é que o trecho permaneça interditado parcialmente por aproximadamente 30 dias. Evite Por conta da intervenção viária, o Instituto Municipal de Engenharia Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) recomenda aos condutores que evitem trafegar pela Avenida Lóris Cordovil para sair do bairro Alvorada. Orientação Os motoristas devem optar pelas avenidas Pedro Teixeira e Desembargador João Machado (antiga Estrada dos Franceses) para sair do bairro Alvorada e acessar ambos os sentidos da Avenida Constantino Nery. Leia O Manaustrans vai distribuir panfletos com orientações de itinerário para os condutores e manterá agentes de trânsito nas vias próximas à obra. Sucursal do inferno Falando em trânsito, uma cena ocorrida na passagem de nível da Djalma Batista com a Darcy Vargas, na sextafeira, era o retrato do trânsito de Manaus. No início, um caminhão quebrado da White Martins transportando gás fechava a entrada do túnel, dificultando o trânsito de quem vinha da

APLAUSOS

avenida Jacira Reis no sentido Amazonas Shopping. Buzinaço Na saída da passagem de nível, uma carreta, também quebrada completava o fuzuê, gerando um engarrafamento homérico e um festival neurótico de buzinas. Isso tudo debaixo de chuva. A situação estressaria até monge budista. Carga pesada Não cansamos de alertar. O trânsito de Manaus só vai melhorar quando os carros pesados de carga e descarga forem retirados do d ia-a-dia do trânsito, passando a circular na madrugada. O prefeito Arthur Neto já anunciou que vai fazer cumprir a lei. A cidade aguarda ansiosa. Extrema pobreza A partir deste ano, o governo do Amazonas inicia a implantação do Projeto de Economia Solidária como Estratégia de Enfrentamento à Extrema Pobreza. O programa começa pelos territórios do Madeira, Baixo Amazonas, Alto Solimões, Alto Rio Negro e Manaus e entorno. Banco comunitário O convênio de R$ 2,252 milhões celebrado entre o Amazonas e o Governo Federal, prevê, entre as ações, a implantação de três bancos comunitários de desenvolvimento nessas regiões.

VAIAS

DOM LUIZ

CHARLATÃES DIEGO JANATÃ

DIVULGAÇÃO

Para dom Luiz, arcebispo emérito de Manaus, por toda uma vida dedicada a Manaus, aos humildes e à missão que Deus colocou em seu caminho e que ele cumpriu da forma mais digna.

Para charlatães e falsos religiosos que, usando o nome de Deus, se aproveitam para arrancar dinheiro de pessoas que mal conseguem sobreviver, prometendo-lhes a recompensa divina.

A queda do meteorito causou grande estrago na região, atingindo prédios e quebrando vidros

O

ntem, mergulhadores entraram em um lago perto de Chelyabinsk, onde um buraco de vários metros de espessura foi aberto no gelo, após a queda do meteorito que caiu na sexta-feira em uma zona povoada da região russa dos Urais, onde deixou pelo menos 950 feridos e causou pânico entre a população, mas ainda não encontraram grandes fragmentos. As evidências em solo espalharam teorias da conspiração sobre as possíveis causas da

bola de fogo e suas consequências na sexta-feira, na região que abriga muitas instalações da indústria de defesa nacional. O líder nacionalista Vladimir Zhirinovsky disse a repórteres em Moscou que o fato pode ter sido causado por “monges da guerra” nos Estados Unidos. “Não são meteoros caindo. É uma nova arma sendo testada pelos americanos”, afirmou. Perguntado sobre as especulações, uma autoridade local do Ministério das Emergências da Rússia simplesmente retrucou:

REIVINDICAÇÃO

“Asneira”. A bola de fogo viajando a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo, de acordo com a agência espacial russa Roscosmos, causou um rastro no horizonte de cerca de 200 quilômetros. A Nasa calculou que o meteoro tinha 17 metros antes de entrar na atmosfera terrestre e pesava cerca de 10 mil toneladas. Ele explodiu quilômetros acima da Terra, liberando quase 500 quilotoneladas de energia, cerca de 30 vezes a força da bomba nuclear que foi jogada em Hiroshima.

TRAGÉDIA

Professores vão às ruas em prol de reajuste salarial DIVULGAÇÃO

Embarcação afunda com 30 pessoas NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO

Os professores querem um reajuste de 15% para este ano RENATA PAULA Equipe EM TEMPO

A luta pelas conquistas salariais atinge todas as classes trabalhadoras, com os profissionais da educação não é diferente. E para aproveitar a chegada do mês de março para pôr o pingo nos “is” a Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus já marcou a agenda de assembleias definidoras das principais causas dos professores para 2013. A primeira assembleia deste ano será no próximo sábado, dia 23, a partir das 9h, no Salão Paroquial da Igreja São Bento, localizada na rua Beijaflor, 3, Cidade Nova 3, Zona Norte. Na ocasião, professores e representantes da classe debaterão sobre estratégias de divulgação da campanha, que visa, além do ajuste salarial de acordo com o piso nacional, a inclusão do plano de saúde para os professores. De acordo com o coordenador do movimento, professor Helton Francisco, é uma luta de quase

EXTRACLASSE

Outro tema abordado pelos professores são as HTP, as horas oferecidas aos professores para realização de atividades extraclasses. É o período para corrigir provas, realizar eventos, entre outras ações dois anos em prol do ajuste real do salário dos professores com aumento de 15%. “Não temos plano de saúde, nem vale transporte, nem auxílio alimentação”, reclama o professor Ivan Nascimento, presidente do Movimento Candiru, há 10 anos em atividade em Manaus. O método de fortalecimento da campanha também tem ênfase no próximo sábado a partir das 8h, no Terminal 5, no São José; a partir das 10h, na Feira da Compensa e às 12h no Terminal 3, da Cidade Nova.

Uma embarcação naufragou por volta de 4h30 da madrugada deste sábado (16) no Lago do Juma, no rio Tupana, no município de Autazes, a 161 quilômetros de Manaus. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o barco chamado “Comandante Bacurau” estava com 30 passageiro, a maioria membros da Igreja Batista dos municípios de Iranduba, Manaquiri e Castanho. O naufrágio ocorreu no momento em que barco estava parado no local onde era realizado um retiro espiritual dos batistas. Ainda não se sabe as causas do acidente, mas tripulantes e passageiros acreditam que tenha sido um furo no casco que tenha levado a embarcação a pique. Mesmo estando praticamente toda a tripulação e os passageiros dormindo naquele horário, houve tempo para as pessoas se salvarem se jogando dentro dágua e nadando até a margem, isto porque o barco foi afundando lentamente. Se o barco tivesse afundado quando navegava teria ocorrido uma tragédia. Só um passageiro de identidade desconhecida continua desaparecido. Todos os sobreviventes foram levado até a sede do município de Autazes. Um inquérito será instaurado pela Capitania dos Portos para apurar o acidente.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

A3

Fala leitor

Editorial

falaleitor@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Momo devolve as chaves da cidade. E agora? O jeito democrático de ser do atual presidente da Câmara Municipal de Manaus, João Bosco Saraiva (PSDB) deixou a critério dos vereadores a escolha da primeira agenda de discussões e aprovações dessa legislatura, e defendeu e promoveu o que ele considera saudável para o bom andamento dos trabalhos, o distanciamento físico entre a imprensa e os parlamentares, que já não podem mais nem ler em paz o jornal do dia, enquanto seus pares discursam sem audiência. O contato dos jornalistas com os representantes do povo será mediado por seus assessores de imprensa, de quem se espera, desde sempre, melhores respostas às consultas que lhe fazem. Este é o início oficial do ano político municipal, na Câmara. Não se sabe, exatamente, o que o Executivo municipal acrescentará à pauta, para decisões aceleradas, como aceleradas têm sido as intervenções e solicitações do prefeito Arthur Virgílio, nestes primeiros dias de governo, de aparições-relâmpago em blocos e bandas carnavalescas, à mediação da greve anunciada, mas abortada, dos vigilantes, a um “chamado às falas” das empresas de transporte coletivo da cidade, num jeito, também, muito seu de ser democrático. Da “votação” incentivada pelo presidente Bosco Saraiva, uma primeira decepção, que se espera logo se dissipe pelo trabalho dos 41 vereadores. Eles estão, e é justo que estejam, preocupados com as necessidades do seu eleitorado. Essa preocupação remete a um histórico de assistencialismo, proselitismo, demagogia, que só podem ser satisfeitos com o dinheiro do contribuinte, porque, quanto ao que recebem, essas senhoras e senhores não foram capazes, ainda, de entender o quanto é indecente o auxílio-paletó, por exemplo, e o uso do que chamam de “máquina pública” em benefício dos próprios interesses, a insaciável cooptação de votos e a manutenção de currais eleitorais. Não é à toa que, em um panorama com esse espectro, surja entre as propostas apresentadas, a inclusão da criação do Dia de Combate à Violência Contra os Taxistas. Alguém, no mesmo banzeiro de criatividade, poderá sugerir a instalação de um monumento ao taxista morto em ação. Quanto à segurança e a garantia à vida desses trabalhadores, à construção de ruas que não se abram em buracos a cada dois meses... bom, ainda restam quatro anos de mandato. O rei Momo devolveu as chaves da cidade. E agora?

As famílias de classe média sentem-se penalizadas pelo esforço que fazem para que seus filhos tenham chance de acessar o ensino superior público de qualidade. E agora a regra do jogo tornou-se outra, aumentando a concorrência para alunos oriundos da rede particular. Em 2016, das 12 mil vagas oferecidas pela Fuvest, 6 mil se-

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rão oferecidas para alunos cotistas. Se o sistema é meritocracia, porque as cotas? Por que não criar mais escolas de ensino médio de excelência? Atraindo os melhores alunos das escolas públicas? O papel do governo é garantir essa formação básica, de forma atraente e efetiva, necessária para o ingresso no mercado de

trabalho. Se isso fosse feito, não haveria necessidade de políticas de cotas: melhores alunos acessam as melhores escolas. Afinal, o que estamos ensinando nas escolas? Por onde os nossos jovens irão começar? Como irão desenvolver seu potencial sem o mínimo de condições de competir no mercado de trabalho? Responder essas

questões se torna crucial para que as escolhas sejam feitas pelos diretores de escola, professores e a comunidade em geral. Esse é o maior desafio de agora e para frente. Leticia Bechara

Charge regi@emtempo.com.br

Olho da Rua

Dora Kramer

opiniao@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br DIEGO JANATÃ

Depois do incêndio vem a bonança: os escombros do que foi um dia uma favela na entrada do bairro São Jorge recebe o peso pesado dos tratores que abrem caminho para mais uma etapa do Prosamim, que vai mudar a paisagem da bacia do São Raimundo.

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Oito ou oitenta A ex-senadora Marina Silva quer concorrer à Presidência da República em 2014 e, para isso, se propõe a criar um partido que seja diferente de todos os outros. Saiu do PT e do governo Lula por preferir “perder o pescoço a perder o juízo”. Concorreu em 2010 pelo PV, conseguiu 20 milhões de votos, mas não teve uma boa experiência partidária: retirou-se para não se submeter às normas do pragmatismo dos donos do feudo “verde”, em nada diferentes dos caciques das demais legendas. Até aí, ponto para ela. É preciso mesmo dar uma sacudida nos meios e modos de se fazer política no Brasil. É necessário ousadia; uma boa dose de rebeldia não faz mal a ninguém nesse cenário de conformismo e está mais do que na hora de aparecer alguém disposto a nadar contra a corrente, falando a linguagem da inovação. A questão é que o conjunto de boas intenções precisa também fazer sentido, estabelecer alguns acertos com os dados de realidade para não correr o risco de se circunscrever ao mundo das boas ideias carentes de condições objetivas para se materializar. E aí começam os problemas da exsenadora, com declarada intenção de reunir “sonháticos” para abrir um espaço de participação de atuação que integre a sociedade à atividade política e permita a “participação direta do cidadão”. A não ser que da reunião de ontem tenha saído uma proposta clara de condução de um processo de mudança mediante métodos exequíveis, o que se tem até agora é um conjunto de sugestões triviais sem grandes efeitos práticos. Para falar apenas das legendas mais recentes, do “oito” representado pelo PSD na escala de extremos, o partido de Marina Silva vai ao “oitenta”, sem por enquanto se apresentar como um meio-termo entre o

pragmatismo rasteiro e o idealismo utópico que tanto afastam política e sociedade. As dificuldades do novo partido se expressam na resistência dos políticos a aderir. Por enquanto há muita solidariedade e pouca disposição de embarcar nessa canoa. Para início de conversa, há a atmosfera de personalismo. A ex-senadora passou os últimos dois anos sem fazer gestos efetivos para agregar aliados e trabalhar de fato para alterar a correlação de forças políticas vigente. Transitou como quem o faz do patamar dos que se colocam acima do bem e do mal e agora lança um partido com o propósito de sustentar uma candidatura. Isso cria insegurança nos políticos que dependem de visibilidade e espaço. O mais fácil na trajetória da nova legenda, que já rejeita a denominação de “partido”, parece ser a coleta das 500 mil assinaturas exigidas pela Justiça Eleitoral, justamente porque a ideia genérica do “algo novo” é atraente. O mais difícil será tirar a ideia do papel. Os simpatizantes consideram excêntricas exigências como a limitação de 16 anos de mandato para parlamentares e realização de plebiscito daqui a 20 anos para decidir pela extinção ou continuidade da agremiação. A reserva de 30% de vagas para candidaturas avulsas não pode ser considerada inusitada, mas no momento é ilegal: só existe na legislação brasileira a figura do candidato com filiação partidária. Daí a decisão da Justiça de que os mandatos pertencem aos partidos. Tudo isso soa bonito, assim como a proibição de doações de empresas não comprometidas com a “sustentabilidade”. Mas como nenhum desses pontos toca de fato nas feridas de um sistema eleitoral falido, soa também superficial, o que subtrai do novo partido substância para se apresentar como fator de real inovação.

Dora Kramer Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”

O mais fácil na trajetória da nova legenda, que já rejeita a denominação de “partido”, parece ser a coleta das 500 mil assinaturas exigidas pela Justiça Eleitoral, justamente porque a ideia genérica do ‘algo novo’ é atraente”.


A4

Opinião

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

Nos EUA, é o Super Bowl, no Brasil, Gabi x Malafaia

Vinte e um anos passaram, mas parece que foi ontem

No mesmo domingo, dia 3, em que o Super Bowl nos Estados Unidos era decidido numa partida extremamente disputada, onde, até pela permissividade das regras, a violência das jogadas levava aos choques corporais, paralelamente, na tela do SBT outro embate se desenrolava com acentuada crueza, numa entrevista em que se confrontaram a jornalista Marília Gabriela e o pastor Silas Malafaia, neopentecostal ligado à facção Assembleia de Deus. O “gancho” de que Gabi se serviu para levar Malafaia ao seu programa foi o fato de a revista “Forbes” ter mencionado o pregador como o quarto líder protestante mais rico do Brasil, apenas atrás de Edir Macedo, Valdemiro Santiago e R. R. Soares, com um patrimônio de US$ 150 milhões, cerca de R$ 300 milhões. Como o pastor jamais poderia esclarecer a origem de tal fortuna, nada mais a fazer além daquilo que efetivamente fez, ao vivo e em cores: negou peremptoriamente e sustentou sua negativa na declaração de bens que teria apresentado ao Imposto de Renda, o que também poderia apenas significar que sua declaração não é um modelo de veracidade. Na verdade, a riqueza de Malafaia não se sustenta apenas nos recursos vinculados ao seu nome, às suas contas bancárias e ao Brasil. Ele mesmo admite ter propriedade na Flórida, desfrutar de um jato particular e inúmeros outros sinais exteriores de riqueza. Só que, e então nos trata como lesos, nada é seu e, sim, da sua igreja e da editora, da qual é apenas sócio. Depois, como o fazem em regra os protestantes, sobretudo nas seitas pentecostais, a Bíblia passou a ser tomada por Malafaia principalmente nos textos que compõem o chamado Velho Testamento, a Torá judaica, e nela valorizadas as sentenças condenatórias, o realce dos pecados e a eficiência de Satanás. O Evangelho de Jesus Cristo, como mensagem de amor, de perdão e de fraternidade é considerado apenas secundariamente. Nunca se viu Jesus Cristo manifestar rancor ou ódio em nenhum momento nem contra qualquer dos homens, mas Silas Malafaia tem feito do seu “ministério” um campo de batalha para combater impiedosamente os homossexuais, que nitidamente considera como imorais e doentes do caráter. Não é capaz de perceber que ser homossexual não é uma decisão da vontade, nem uma doença ou aberração, mas sim uma definição global de um ser humano que preserva a sua dignidade e merece o nosso respeito, dentro da sua peculiaridade afetiva e sexual. Nesse debate, como em qualquer situação similar, o que se percebeu claramente é o esforço para desviar o foco na direção das questões doutrinárias, onde o terreno é sempre incerto e discutível, porque regido pela crença e pela fé. O que não se consegue é entender como esses líderes religiosos que nunca se mostraram laboriosos e produtivos lograram todos, em exíguo tempo, acumular tanta riqueza e atingir padrões de vida que sequer se situam ao alcance das nossas vistas.

Um senhor de idade chegou a um consultório médico para fazer curativo em sua mão, onde havia profundo corte. E, muito apressado, pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso. O médico, que o atendia, curioso, perguntou o que tinha de tão urgente para fazer. O simpático velhinho lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa, internada num abrigo para idosos, com mal de Alzheimer muito avançado. O médico, preocupado com o atraso do atendimento, disse: “Então, hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?”. – Não... ela já não sabe quem eu sou. Há quase 5 anos que não me reconhece mais. – Mas, então, para que tanta pressa e a necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela não o reconhece mais? O velhinho deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico, respondeu: “Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem quem ela é”. Esse fato, que li na revista “Livro da Família”, me impressionou por revelar qual é o verdadeiro amor. É aceitação de tudo o que o outro é, de tudo o que foi, do que será amanhã e do que não é mais. Imaginemos uma sociedade baseada sobre esse tipo de amor, como seria o paraíso na Terra. As relações familiares e sociais teriam o rosto de Deus. Conta-se o seguinte fato protagonizado pelo falecido cardeal James Hichey, arcebispo de Washington. Em conferência a doadores de fundos para programas sociais da igreja voltados para migrantes, um senhor perguntou ao cardeal por que ajudar pessoas que nem eram católicas. O arcebispo respondeu: “Damos abrigo aos sem-teto, educamos os que têm fome de conhecimento e cuidamos dos doentes. Não fazemos isso porque essas pessoas são católicas, mas sim porque nós somos católicos. Elas são Jesus disfarçado de pessoas comuns”. Quem tem fé descobre a presença de Deus em cada homem e em cada mulher que passar por sua vida. Às vezes são encontros agradáveis, mas às vezes provocam dor. É fácil ver Deus em pessoas sadias e simpáticas, mas é complicado vê-lo em drogados, alcoolizados, criminosos, antipáticos e em quem nos tem como inimigos. Já me aconteceu de ter de dizer a uma jovem, que me olhava com ódio por eu ser bispo: “Somos irmãos e amigos, não inimigos”. Hoje, às 10h, no Studio 5, presidirei a missa de encerramento de meu serviço como arcebispo da Arquidiocese de Manaus. Foram 21 anos em caminho com o povo desta região amazônica, tempo que marcou minha vida de cristão, de padre e de bispo. Aprendi muito mais do que ensinei. Relatei os fatos acima narrados justamente para dizer a que posso resumir o que pude fazer nesta terra abençoada. Procurei mostrar o rosto de Deus revelado por Jesus, um Deus que é amor e que deve ser amado no amor aos homens e mulheres, um amor puro, sem interesses pessoais. Aquele amor que vem da pureza de coração. Espero que muitos tenham se encantado com nosso Deus.

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

Gabi se serviu para levar Malafaia ao seu programa do fato de a revista “Forbes” ter mencionado o pregador como o quarto líder protestante mais rico do Brasil, apenas atrás de Edir Macedo, Valdemiro Santiago e R. R. Soares”.

Painel VERA MAGALHÃES

Agora vai?

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo emérito de Manaus

Hoje, às 10h, no Studio 5, presidirei a missa de encerramento de meu serviço como arcebispo da Arquidiocese de Manaus. Foram 21 anos em caminho com o povo desta região amazônica, tempo que marcou minha vida de cristão, de padre e de bispo”.

Diante das cobranças internas para que assuma retórica mais incisiva de candidato a presidente, Aécio Neves vai apontar, em discurso no Senado previsto para o dia 27, “13 fracassos” do PT no governo federal. Com base em dados levantados por técnicos do PSDB, criticará Dilma Rousseff por “inoperância” nas áreas de segurança e saúde, atrasos nas obras do PAC, a volta da inflação e prejuízos da Petrobras. Será um ensaio para que o mineiro assuma o comando do partido, em maio. Carrossel... Empenhado em conter o avanço de PT e PMDB no interior, Geraldo Alckmin receberá a partir de quarta-feira 60 prefeitos para maratona de jantares no Bandeirantes. O tucano programou cinco reuniões, nas quais receberá pedidos para municípios que representam 70% do eleitorado paulista. ...caipira Pré-candidato à reeleição, Alckmin patrocinará ainda o encontro de todos os recém-empossados nas 645 cidades do Estado, nos dias 13 e 14 de março no Memorial da América Latina. Reação Diante das declarações de Beto Albuquerque (PSB) de que pode enfrentar Tarso Genro na sucessão para o governo do Rio Grande do Sul, o PT gaúcho, que pretendia apoiar o líder socialista ao Senado, já começa a se movimentar para lançar um candidato próprio à vaga. Cautela A orientação de Tarso, no entanto, é negociar para manter o PSB na aliança para sua reeleição. O governador tem lembrado a boa relação que tem com seu vice, Beto Grill, indicado por Albuquerque, e a participação do partido de Eduardo Campos em outras pastas do governo. Armadilha Observadores da estratégia de Marina Silva para a criação da Rede dizem que, ao vetar alianças e doações que não atendam aos critérios rígidos definidos, a senadora sofrerá críticas duras se tiver de se render à ‘’realpolitik’’ para conseguir tempo de TV para sua candidatura à Presidência. Termômetro Emissários de Renan Calheiros (PMDB-

AL) sondaram senadores na semana passada para sentir qual é a chance de prosperar o pedido de impeachment contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Não tiveram adesão à ideia. Meteorito Ao chegar na quinta-feira à Rússia para participar da reunião do G-20, Guido Mantega e a comitiva brasileira jantaram em um restaurante perto do hotel. Na hora da conta, o restaurante não aceitou cinco cartões de crédito. Ocupando o cargo mais alto na mesa, Mantega pagou para todos. Oremos O governo quer acelerar a emissão de vistos para estrangeiros que virão ao Brasil, em julho, para a Jornada Mundial da Juventude. O evento deve inaugurar as incursões internacionais do sucessor de Bento 16. A ideia é criar um “fast-track” nos consulados de países que também pedem vistos a brasileiros, como os EUA. Caixa... Aeroportos de Brasília e Guarulhos passam a contar, a partir de amanhã, com sistema que permite pagamento direto, via cartão de débito, dos impostos de importação à Receita Federal. Hoje, se o passageiro não dispuser de dinheiro em espécie, as taxas precisam ser recolhidas na rede bancária. ...rápido A medida, parte do Plano Nacional de Gestão Aeroportuária, coordenado pela Casa Civil, entrará em vigor sexta-feira também no Galeão. Os três terminais respondem por 80% dos viajantes internacionais no país. Marca Fernando Haddad apresentará amanhã aos vereadores o projeto da isenção da taxa de inspeção veicular, promessa de sua campanha.

Tiroteio

Frases Esses dois tipos de comportamentos antissociais e crimes ambientais precisam ser combatidos, então nós tomamos a iniciativa com a proposta de tratar de cuspe e urina em público como lixo Clyde Loakes, vice-líder do conselho da subprefeitura de Waltham Forest, no nordeste de Londres, começou a cobrar multas no valor de 80 libras (cerca de R$ 244) de quem cuspir ou urinar nas ruas.

Além do conteúdo ofensivo da matéria, vale registrar que as estudantes postaram-na durante o horário de expediente, utilizando ferramentas de trabalho. O estágio tem o objetivo de preparar o educando para o trabalho produtivo Direção do Senado, justifica em nota a demissão das duas estagiárias que postaram na internet a foto de um rato que apareceu no setor onde trabalhavam e a publicaram com a legenda: “E a gente achou que o único problema aqui fosse o Renan Calheiros”.

Na Sapucaí, foi excelente, o resto não gostei. No ano que vem, vocês receberão a Copa do Mundo, em 2016 terão Jogos Olímpicos. Muitas pessoas virão para cá, os taxistas irão cobrar a mais, as ruas ficarão muito sujas, eu não acho que será bom Min Li, americano nascido na China, critica a sujeira e o serviço de táxis no Carnaval e chegou a colocar em dúvida a capacidade do Rio de Janeiro de sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Se a presidente Dilma der um ministério a Lupi e Vieira da Cunha, eles estão com ela. Se não, estão fora. É muito fisiologismo” DE JULIANA BRIZOLA (PDT-RS), sobre a articulação do grupo do ex-ministro do Trabalho para tirar da pasta Brizola Neto, irmão da deputada estadual.

Contraponto

Está escrito Em janeiro, Aldo Rebelo (Esporte) inspecionou o estádio Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul, no ABC, um dos possíveis centros de treinamento de seleções para a Copa. Após conhecer as instalações do complexo esportivo, Aldo concedeu entrevista coletiva. Uma jornalista perguntou ao ministro a sua opinião sobre a gestão anterior da prefeitura na área de esporte, alvo de contestação. Procurando escapar da bola dividida, o comunista recorreu a uma passagem da Bíblia: — Prefiro olhar para o futuro para não correr o risco de virar uma estátua de sal. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Política

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Pacto federativo poderá ser revisto no Congresso IZABEL SANTOS Equipe EM TEMPO

A

cordo firmado entre os entes da Federação (União, Estados e municípios), o pacto federativo seria, em tese, uma ferramenta para assegurar autonomia política, administrativa e orçamentária entre eles. No entanto, na prática a desigualdade existente entre suas atribuições e o repasse de verbas que recebem do governo federal para a execução de políticas públicas tem provocado o efeito contrário. As consequências dessas desigualdades geram preocupações entre gestores e parlamentares comprometidos com a causa municipalista. O pacto federativo estabelece as funções, direitos e deveres de cada um dos entes federativos para garantir autonomia entre eles, mas com o passar do tempo, e em virtude de medidas de desoneração fiscal tomadas pela administração federal com o intuito de tornar o país mais competitivo, os municípios estão perdendo essa autonomia e ficando impedidos de cumprir com as suas atribuições. De olho nesse tema, o novo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), chamou a pauta para si e promete discutir com todos os governadores a reformulação do pacto federativo numa reunião marcada para o dia 13 de março. Segundo notícia veiculada no site da instituição, o deputado afirmou que o atual modelo de repartição de direitos, deveres, Orçamento e administração “está falido” e precisa ser revisto. Na opinião do deputa-

ANTÔNIO CRUZ/ABR

Acordo criado para defender a autonomia política entre os entes federados tem sido alvo de insatisfação de gestores do federal amazonense Silas Câmara (PSD), o presidente da Câmara dos Deputados também deve conversar com os principais afetados pela medida: os gestores municipais. “Ele tem que ser capaz de articular a presença do ministro da Economia, Guido Mantega, ou da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para garantir medi das concretas”. Para o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), o pacto deveria adotar uma divisão com critérios mais justos dos

CRÍTICAS

O presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Jair Souto, disse não concordar com as medidas do governo federal, que desoneram impostos que alteram a arrecadação municipal Presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Alves (de óculos), vai discutir o assunto

repasses obrigatórios. Na sua avaliação, os recursos deveriam ser menos concentrados nos Estados e na União. De acordo com Ramos, a reformulação do pacto federativo passa pela reforma tributária. “Nas discussões sobre o tema, todos discutem apenas como é formado o bolo tributário e ignoram como é realizada a distribuição. Devemos discutir como vamos distribuir o bolo tributário entre União, Estados e municípios, pois a crise do sistema federativo brasileiro se concentra na distribuição. Os recursos não são repassados na mesma proporção que as responsabilidades”, explicou.

Vice-prefeito aponta soluções Para o vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão (PPS), o principal problema gerado pela distorção na distribuição de recursos aos municípios é a manutenção de políticas públicas direcionadas às necessidades básicas da população e que cabem ao município. Hissa cita como exemplo a situação das creches: “Recebemos uma parte dos recursos para a construção, mas não recebemos recursos para

a sua manutenção, como folha de pagamento, alimentação, energia elétrica, consumo de água, material de expediente, manutenção da estrutura física”, disse. A solução, defendeu, seria aumentar o volume de repasses para expansão dessas políticas públicas e a vinculação dos recursos para esta manutenção. Ele defende ainda a discussão sobre os recursos arrecadados entre os entes

federativos, dando prioridade aos municípios, visto que as demandas municipais são infinitamente maiores e que são nos serviços básicos municipais (educação, saúde, transporte coletivo e infraestrutura) que se encontram o retorno dos impostos pagos pela população. Hissa disse ainda que o acordo provoca insuficiência de recursos para suprimentos das demandas.

Braga defende o acordo O senador Eduardo Braga (PMDB), líder do governo federal no Senado, explica que o pacto federativo é a essência do sistema federativo brasileiro. “Sem o pacto, não existiríamos enquanto Federação”, disse. Para sustentar seu argumento, o senador exemplifica que o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a questão do imposto sobre o ICMS interestadual fazem parte do pacto federativo, uma vez que também são acordos firmados entre os Estados. “É preciso que nossos políticos entendam que quando somos beneficiados com a manutenção da alíquota de 12% de ICMS, todos os outros Estados estão colaborando para isso. É um acordo entre Estados para beneficiar o Amazonas, isso faz parte do pacto federativo”, explicou. Ele acrescentou que esse acordo nada mais é que Estados e União compactuando receitas compartilhadas. “Mas também são deveres e obrigações. O SUS, a segurança pública, o Fundeb, fazem parte do acordo”, finalizou.


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Política

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

Política do lixo deve ser implantada em Manaus

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

O instrumento é o juro” Jornalista

MINISTRO GUIDO MANTEGA (FAZENDA) negando uso do dólar para controlar a inflação

Escândalo envolvendo ministro ainda é mistério Um anos após a denúncia de graves irregularidades, o Tribunal de Contas da União ainda aguarda que a Polícia Federal conclua investigação do escândalo do milionário projeto Jampa Digital, sistema de internet gratuita, sem fio, para toda cidade de João Pessoa, inaugurado pelo ministro paraibano Aguinaldo Ribeiro (Cidades), em 2010. Sob suspeita de superfaturamento, o projeto previa também que a cidade seria monitorada por câmeras e escolas informatizadas. Comissão O projeto Jampa Digital foi confiado à empresa Ideia Digital Sistemas, cujo representante admitiu pagar “de 5% a 10%” a quem a contratava. Alô, galera Aguinaldo Ribeiro era secretário de Ciência e Tecnologia quando anunciou “internet de graça pra toda galera de João Pessoa”. Fantástico O escândalo e as suspeitas de superfaturamento foram revelados há quase um ano, em março de 2012, no programa “Fantástico”, da Globo. Fui O ministro Aguinaldo Ribeiro não foi encontrado. Sua assessoria diz que ele está em férias até sexta (22), e não pode ser contatado. Em Toronto, Itamaraty fez do assédio uma pizza O embaixador Américo Fontenelle se livrou em 2007 da acusação de insultar e humilhar subordinados, como a que responde hoje em Sidney (Austrália). Era cônsul-geral do Brasil em Toronto (Canadá) e, apesar da gravidade da denúncia e da contundência

dos testemunhos, o corregedor do Itamaraty arquivou a sindicância. Ainda foi premiado com o posto em Sidney, onde é novamente acusado de assédio moral. Sob proteção Américo Fontenelle teria se livrado da sindicância de Toronto por suas ligações ao ex-ministro José Dirceu, a quem assessorou na Casa Civil. Pizzaria Patriota No Itamaraty poucos apostam que resulte em punição as investigações instauradas contra Fontenelle e seu adjunto, Cezar Cidade, em Sidney. Gracinhas O site da revista americana Forbes chama a Petrobras de “patinho feio” das petroleiras, mas não aponta quem é a “patinha feia” da empresa. PTB com Eduardo Réu condenado no mensalão, o presidente licenciado do PTB, Roberto Jefferson, acompanha com entusiasmo a consolidação da candidatura a presidente do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Ele tem mágoas do PSDB e não suporta o PT, daí... Persona non grata O artigo 9 da Convenção de Viena prevê a declaração de “persona non grata” do embaixador que se meter em questões soberanas, como foi o caso do venezuelano Maximilien Arveláiz. Ninguém se mexe? Contra corrupção Diretora da Escola de Formação dos Magistrados, a ministra Eliana Calmon (STJ) assinará acordo de cooperação com o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Conselho Nacional de Justiça, para preparar juízes a comba-

JOEL ROSA

ter e julgar com mais rapidez crimes de corrupção. Pauta comum Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) articulam para votar, logo após serem instaladas as comissões, o projeto que reformula a tributação sobre royalties da mineração. Consolidação A carteira política do senador Valdir Raupp (RO), presidente interino do PMDB, cresceu de significado: consolidou o posto de ligação mais estreita da cúpula do partido com o vicepresidente Michel Temer. Rose perde espaço Isolada após disputar com Henrique Alves (PMDB-RN), a deputada Rose de Freitas (ES) não vai apitar mais nada na Câmara. No PMDB, a avaliação é que ela se queimou ao enfrentar Henrique, que a ajudou a alcançar a vicepresidência da Casa. Rose poderá deixar o partido. Mal a pior Militares de cidades onde não há hospital do Exército comemoram: o plano de saúde da Força encaminha aos melhores especialistas. Os outros colegas aguardam na fila de espera para serem atendidos. Não é mole Presidente do Partido Ecológico Nacional (PEN), Adilson Barroso, não vê chance de a ex-senadora Marina Silva conseguir montar seu partido a tempo de disputar a Presidência em 2014: “Eu demorei cinco anos”. Mão de Deus A Nasa informa: a ciência ainda não descobriu como desviar meteoritos para regiões com grande concentração de políticos corruptos.

PODER SEM PUDOR

A dona da voz Interventor em Minas, Benedito Valadares era apaixonado pela voz melodiosa de uma locutora de Belo Horizonte, como lembra o escritor Petrônio Souza. Mas se a voz era bonita, a moça era feia de dar dó. Como a paixão é cega, os assessores de Valadares resolveram promover um encontro da locutora com o fã ilustre. Foi um desastre: ao ser apresentado à moça, no Lacmè, antigo “point” político e cultural da cidade, a paixão de Valadares parece ter entrado em estado de choque. Ele apenas balbuciou: - É este fantasma que tem aquela voz maravilhosa? A pobre locutora morreu com raiva do fã que preferia não tê-la conhecido.

SENADO

Ices podem ser regulamentadas Começou a tramitar no Senado neste início de ano projeto de lei que regulamenta o funcionamento das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices). Aprovada pela Câmara dos Deputados no final de 2012, a proposta autoriza essas entidades a receberem diretamente recursos públicos para suas atividades. O projeto de lei da Câmara 01/2013, de autoria da deputada federal licenciada Maria do Rosário, en-

contra-se na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado e depois será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será votado em decisão terminativa. O texto lista as características básicas de uma universidade comunitária: constituição na forma de associação ou fundação de direito privado; patrimônio pertencente à sociedade civil ou ao poder público; não distribuição da sua

Capital amazonense deve se adequar às normas exigidas pela lei federal 12.305 até 2014, afirma prefeito Arthur Neto

renda; aplicação integral dos recursos nas suas atividades; e desenvolvimento permanente de ações comunitárias. A matéria também determina que as verbas repassadas pelo poder público devem ser aplicadas na prestação de serviços gratuitos à população, como oferta de vagas em cursos de graduação e pós-graduação e o desenvolvimento de atividades culturais e esportivas.

Dados da Semulsp apontam que, por dia, são produzidos mais de duas mil toneladas de lixo NATHANE DOVALE Equipe EM TEMPO

H

á um ano para o fim do prazo de inclusão das cidades brasileiras na Política Nacional dos Resíduos Sólidos, em Manaus a obrigação deverá ser um dos grandes desafios do prefeito Arthur Neto (PSDB). A pergunta que fica é: Como a cidade vai conseguir cumprir as determinações se sua produção de lixo é superior a duas mil toneladas por dia, segundo dados da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviço Público (Semulsp). A lei federal nº 12.305, sancionada em 2010, que institui a “Política Nacional de Resíduos Sólidos”, traz como suas principais propostas a prática de hábitos de consumo sustentável e uso de alguns instrumentos para que haja aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos. Entre as metas que devem ser cumpridas até 2014 está o fechamento dos lixões e a elaboração de planos municipais para implantação de coleta seletiva. Com a aplicação da lei, o Brasil dará um grande passo para enfrentar os principais problemas decorrentes do manejo de resíduos sólidos. Arthur informou em entrevista que é de sua vontade o cumprimento da lei na sua administração e que se pense na destinação final do lixo. “Nós queremos cumprir a lei. Só quero que as pessoas entendam que eu cheguei agora. Mas o lixo está sendo vencido”, desabafou o prefeito.

Para o tratamento e destinação final dos resíduos sólidos nos aterros sanitários em 2013 o orçamento que a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) dispõe é de R$ 56,1 milhões, de acordo com valores divulgados no Diário Oficial do Município (DOM) do dia 4 de janeiro deste ano. O secretário da Semulsp, Paulo Farias, informou que Manaus deve conseguir se adequar à política nacional até 2014. “Já realizamos duas reuniões, que tinham como objetivo a reativação do Fórum

META

Todas as cidades brasileiras têm até o próximo ano para se adequarem à Política Nacional dos Resíduos Sólidos. A Prefeitura de Manaus prepara um plano para alcançar a meta nacional de Lixo e Cidadania. Agora temos quatro representantes dos núcleos de catadores na secretaria que estão nos ajudando nas ações para cumprir a meta”, explicou Paulo. Na primeira reunião, ocorrida no mês de janeiro, a Semulsp anunciou como principais ações deste ano para a continuidade da lei nacional o apoio logístico aos núcleos de “Ponto de Entrega Voluntária” (PEV), captação de recursos e construção de seis galpões para o alojamento dos materiais de reciclagem.

Na ocasião, o prefeito Arthur Neto informou ainda que provavelmente seja construído um galpão e meio por ano. “Não quero criar uma prefeitura de promessas, mas vamos sim construir aos poucos estes galpões e adequar essa política nacional de implementação de resíduos ao município”, garantiu. Conscientização Embora não seja obrigação da prefeitura ‘ensinar’ métodos educacionais de como ter uma cidade mais limpa, está no plano municipal que esta conscientização seja feita para que a população crie a consciência de que é necessária uma prática de consumo sustentável para uma cidade mais limpa. Segundo informou Farias, um dos maiores desafios será com a sociedade manauense. “Já marcamos com a Secretaria de Comunicação para que este tema da conscientização de produção de lixo chegue até a população. Vamos conversar com as pessoas, levar as informações e cobrar uma postura. Só com essa parceria conseguiremos organizar nossa cidade”, adiantou o secretário. Para a bióloga Fabiane Almeida, de nada vai adiantar o cumprimento da legislação se não houver investimento em campanhas de educação ambiental que conscientizem o cidadão. “Promover o encontro da comunidade com o ambiente em que ela vive tornará os objetivos desta política atingíveis de forma mais efetiva”, disse.

Especialista defende legislação A bióloga Fabiane Almeida, que também é coordenadora do curso de pósgraduação em gestão de resíduos sólidos e efluentes do Instituto de Desenvolvimento do Amazonas (Idaam), destacou que embora a lei seja difícil para muitas cidades grandes no Brasil, em nenhum aspecto será impossível. Dentre os maiores problemas que deverão ser enfrentados, Fabiane destaca a dificuldade de readequação de infraestrutura e a coleta seletiva. “Os coletores de maneira geral não chegam a

muitas partes da cidade e os moradores, por consequência, jogam o resíduo que poderia ser reaproveitado nos igarapés ou lotes baldios tornando estes ambientes extremamente insalubres”, explicou a bióloga. Porém, para Fabiane, mais preocupante que a coleta seletiva e de resíduos de forma geral, será atender de forma satisfatória as exigências quanto a destinação final, ambientalmente adequada, incluindo a reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação e o aproveitamento energético ou outras

destinações admitidas pela legislação adequada, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos. “Os problemas de disposição final trata da distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos” finalizou Fabiane.


Com a palavra

A7 DIEGO JANATÃ

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

Carlos SOUZA

‘Quero ser PREFEITO de MANAUS’ FOTOS: DIVULGAÇÃO

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

O

O programa faz muita falta para mim. Aquilo era minha vida, meu ideal e tudo que fiz ali foi verdadeiro. E se um dia tiver a oportunidade de voltar ao ar, vou continuar com a mesma intensidade de veracidade, respeito e dignidade aos meus telespectadores”

deputado federal Carlos Souza (PP) caiu no gosto do eleitorado graças ao constante contato com a população de Manaus, principalmente a mais carente. Ao lado dos irmãos, o deputado estadual Fausto Souza e o exdeputado estadual Wallace Souza, morto em 2010, Carlos comandou um dos programas de maior audiência da televisão local, o “Canal Livre”. O sucesso dos apresentadores foi tão grande que colocou os “Irmãos Coragem”, como ficaram conhecidos, no topo da lista de parlamentares mais bem votados do Amazonas. Após quase duas décadas de ascensão política, a família Souza sofreu um declínio ao ter seu sobrenome envolvido em uma trama que os ligava a um grupo de extermínio e tráfico de drogas. Carlos foi preso e viu sua família sofrer “a maior perseguição política já registrada na história do Estado”, como ele mesmo define. Passado o turbilhão, o deputado optou por ter uma vida reservada, a valorizar ainda mais a família e a focar suas forças em seu mandato em Brasília. Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, ele falou de seus projetos futuros, de seu mandato federal, de sua experiência como vice-prefeito de Manaus, do programa “Canal Livre”, e do sonho de se tornar, um dia, prefeito da cidade. EM TEMPO – A ascensão política da família Souza começou com o programa “Canal Livre”, fora do ar há mais de 3 anos. O senhor sente falta do programa? Carlos Souza – O programa faz muita falta para mim. Aquilo ali era minha vida, meu ideal e tudo que fiz ali foi verdadeiro. E se um dia tiver a oportunidade de voltar ao ar, vou continuar com a mesma intensidade de veracidade, respeito e dignidade aos meus telespectadores. Diariamente a população me pergunta sobre o nosso retorno. Creio que o programa faz

muita falta para Manaus. EM TEMPO – Como vocês reagiram ao “Caso Wallace”? CS – É um momento tão triste em nossas vidas que nem gosto de tocar nesse assunto. Foi um massacre tão grande que mexeu com todos nós, principalmente pela perda do meu irmão. É um assunto que não gosto de tratar. Já fui julgado por Deus e pelo povo. EM TEMPO – Os trabalhos na Câmara Federal serão retomados esta semana. Como será a sua atuação em Brasília este ano? CS – Com a ausência do programa me dediquei exclusivamente a minha atuação em Brasília. Tenho trabalhado com mais disponibilidade de tempo, sempre em prol da população de Manaus, que me deu a oportunidade de estar lá. Mas, sem ter o programa para apresentar não preciso ficar nessa ponte aérea entre as duas cidades. Isso, com certeza, me deu uma atuação melhor. Fui um dos parlamentares que mais apresentou projetos de lei e proposituras em 2012. Estes últimos anos sem o programa também pude me dedicar mais às comissões de Minas e Energia e da Amazônia, onde sou membro titular. Creio que tive uma boa atuação parlamentar. EM TEMPO – E em 2013, qual será o seu principal foco? CS – Além de dar continuidade e celeridade aos trabalhos, estou mudando de comissão. Atualmente, estou nas comissões de Minas e Energia e da Amazônia, mas quero participar da Comissão de Defesa do Consumidor. Nesta nova comissão poderei ajudar ainda mais a população. EM TEMPO – O senador Eduardo Braga (PMDB) já anunciou que não pretende ser mais o coordenador da bancada federal. O senhor tem pretenção de ocupar essa função? CS – Não vou colocar meu nome para apreciação. Se o senador não quiser mais, temos vários colegas que estão

colocando seu nome na disputa. Mas, tenho certeza que se o Eduardo Braga desejar continuar no cargo terá consenso da bancada. Ele é o líder do governo federal. EM TEMPO – O senhor teve a experiência de atuar em Manaus como vice-prefeito na gestão de Amazonino Mendes (PTB). Como foi esse período? CS – Foi uma fase da minha vida que infelizmente não foi satisfatória, mas tive um aprendizado, pois de todo limão tiro uma limonada. Me empenhei muito para que eu e Amazonino nos elegêssemos, e a proposta era que Manaus teria dois prefeitos. Esperava chegar na prefeitura e ter esse quadro, mas não foi o que aconteceu. Foi aí que eu caí na real de que vice-prefeito não mandava nada, era apenas uma figura decorativa. Eu não sou político que briga por cargos, por isso, renunciei e me candidatei de novo a deputado federal. Ser viceprefeito não foi uma experiência boa para mim. EM TEMPO- O senhor já atingiu a meta de ascensão política ao chegar à esfera federal ou pretende atingir cargos mais altos? CS – Todo político que pretende dar o melhor para seu Estado é que nem jogador de futebol: não deseja ficar apenas na escolhinha, e sim passar para o campo dos titulares. Eu pretendo ir buscar cada vez mais espaço na política local para que possa desempenhar um melhor papel no Estado. EM TEMPO – O senhor planeja alçar voos mais altos nas eleições de 2014? CS – Acho que essa questão ainda está muito longe e fazer lançamento precoce só faz o político ser “bombardeado” desde cedo. E no meu entendimento esse processo político passa pelo nosso grande líder, o governador Omar Aziz. E, pela sua experiência política, sei que ele irá trabalhar um bom nome para o cargo. EM TEMPO – Recentemente, a Câmara dos Deputados elegeu seu novo pre-

sidente. Qual a sua opinião sobre essa escolha? O seu voto foi do vitorioso? CS – Vou fazer 12 anos naquela casa e já começei a conhecer um pouco do local. Lá as eleições costumam ser de “pacote feito”, que vem do Palácio do Planalto. Não que eu tenha nada contra a Dilma Rousseff (PT), é a presidente que apoio, mas não aceito muito essas imposições. O Henrique Alves é um grande nome, está no seu 11º mandato como deputado federal e tem 42 anos de Câmara dos Deputados, além de manter portas abertas nas instituições e nos ministérios. Não tenho dúvidas de que ele fará um bom mandato, mas não foi o meu candidato. Não sou traíra. Trabalhei e dei meu voto para o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). EM TEMPO – O senhor tem algum desafeto político? CS – É difícil na vida pública você caminhar sempre na linha tênue. De onde você menos espera recebe ações que lhe deixam triste e até desencorajado em continuar a trajetória pública, mas são coisas da vida. Nem todos têm respeito e jogam limpo para ganhar espaço diante do seu adversário. Mas, não gosto de citar desafetos, já amadureci o bastante na política e vi inimigos públicos declarados dividirem o mesmo palanque no período de eleição. Não gosto de citar inimigos, mas tenho pessoas que me maltrararam bastante, que confundiram política com politicagem. Porém, eu não quero ter ódio no meu coração. EM TEMPO – Que projeto ainda não conseguiu realizar, mas que não deixou de lado? CS - Meu grande projeto político é ser prefeito de Manaus. Eu achei que quando me candidatei com Amazonino Mendes era uma porta que se abria para me empenhar e aprender bastante, mas foi um sonho frustrado. Só que meu sonho não se acaba, ele sempre se renova.

Me empenhei muito para que eu e Amazonino nos elegêssemos e a proposta era que Manaus teria dois prefeitos. Esperava chegar na prefeitura e ter esse quadro, mas não foi o que aconteceu”

Meu grande projeto político é ser prefeito de Manaus. Eu achei que quando me candidatei com Amazonino era uma porta que se abria para me empenhar, mas foi um sonho frustrado”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

AGU alerta sobre os vetos Advogacia-Geral da União teme um colapso institucional se o Congresso Nacional for apreciar os mais de três mil vetos presidenciais em ordem cronológica, segundo determinação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal

REPRODUÇÃO

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, determinou no final do ano passado que o Congresso Nacional apreciasse todos os vetos presidenciais a projetos de lei em ordem cronológica

A

determinação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o Congresso Nacional aprecie os vetos presidenciais a projetos de lei em ordem cronológica causarão impactos jurídicos, econômicos, políticos e fiscais ao país. É o que diz a Advocacia-Geral da União em parecer enviado ao ministro no mandado de segurança em que a decisão foi tomada. O braço jurídico da União afirma que, caso o Congresso decida derrubar todos os mais de 3 mil vetos, o país sofreria um impacto de R$ 471,3 bilhões. No documento, encaminhado ao STF na última quintafeira, a AGU pede a afetação do MS ao plenário do tribunal, para que a decisão de Fux seja modulada. Afirma que, caso a determinação de votar os vetos em ordem cronológica se aplique ao que já foi discutido pelos parlamentares, os efeitos serão irreversíveis. Seria, nas palavras da AGU, “um colapso institucional”. O órgão calcula que são 3.060 os vetos pendentes de apreciação, referentes a 205 proposições legislativas. “Caso venha a prevalecer o entendimento de que

deve ser seguida a ordem cronológica, inclusive para os vetos cujo prazo de apreciação já tenha se esgotado, é indiscutível que novas discussões acerca de temas e estruturas já consolidadas gerará impactos sérios nas relações jurídicas, com consequente desrespeito ao tão caro postulado da segurança jurídica”, anotou a AGU. Há insegurança sobre o que pode acontecer, caso a decisão de Fux seja aplicada indiscriminadamente. A AGU aponta que, dos 205 projetos cujos vetos estão pendentes de discussão, 80 foram vetados por inconstitucionalidade. Caso os parlamentares derrubem o veto, a consequência inevitável é que a discussão vá parar no Supremo Tribunal Federal por meio de ações de inconstitucionalidade. Como exemplo, a AGU cita o veto ao projeto que igualava o reajuste dos benefícios acima do salário mínimo ao mínimo de 2006. Subiria dos atuais 5% para 16%. A União calcula que o impacto, de 2006 a 2012, em valores nominais, de R$ 72,6 bilhões. Em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de dezembro do ano passado, o impacto salta para R$ 90

bilhões. Já o veto ao projeto que extinguia o fator previdenciário causaria impacto de R$ 8 bilhões. Desestruturação Também é mencionado o impacto da decisão de Fux no funcionamento da burocracia administrativa federal. São citados 101 projetos de lei que envolvem servidores públicos,

PERIGO

Preocupada com os efeitos da decisão do Supremo, a AGU afirma que, caso o Congresso decida derrubar todos os mais de 3 mil vetos, o país sofreria um impacto de R$ 471,3 bilhões com repercussão direta nos planos de carreira, remuneração e estruturas administrativas, por exemplo. São projetos de lei que tratam de temas como a transposição de servidores sem concurso, mexendo em sua composição remuneratório (PLV 28/2008, decorrente da Medida Provisória 44/2008). Só esse caso afetaria 20

mil servidores e cerca de R$ 80 milhões. A AGU afirma que as carreiras públicas foram readaptadas e estruturadas para funcionar de acordo com esses vetos. E reabrir essas discussões “implicaria desestabilização do próprio funcionamento da máquina administrativa”. “A fixação de entendimento diverso ensejaria uma verdadeira corrida ao Poder Judiciário para se questionar a legitimidade dos atos praticados pela administração pública, por intermédio de seus agentes, circunstância que atentaria contra o próprio princípio da continuidade do serviço público.” Fisco Outra grande preocupação da União é com as questões fiscais. A Medida Provisória 472/2010, que reconheceu o direito ao crédito tributário do crédito-prêmio do IPI, teve alguns dispositivos vetados no projeto que a converteu em lei. Caso esses vetos sejam derrubados, diz a AGU, o impacto seria de R$ 280 bilhões. Já no caso da reabertura de prazos para inscrição nos programas de parcelamento de dívidas com a Receita, os Refis, o impacto previsto seria de R$ 8 bilhões.

Aspectos podem ser práticos Por mais que a análise da AGU seja fatalista — leva em conta que todos os vetos presidenciais serão inteiramente derrubados pelo Congresso, o parecer leva em conta um aspecto importante da decisão do ministro Fux: a completa paralisação das atividades do Congresso. E isso mesmo com o esclarecimento do ministro sobre sua decisão. Em ofício, ele explicou que os deputados e senadores não são obrigados a passar os vetos na frente das demais discussões legislativas. Podem votar os projetos de lei normalmente. A discussão dos vetos é que deve seguir a ordem cronológica. Mas para derrubar um veto, é necessária maioria absoluta de parlamentares presentes em sessão mista — 41 senadores e 257 deputados federais. Numa conta hipotética, o documento da AGU diz que, se o Congresso conseguisse fazer duas sessões

conjuntas por semana, todas com alto quórum, e em cada um delas se deliberasse sobre dez vetos, seriam necessárias 153 semanas. Ou seja, seriam três anos dedicados exclusivamente aos vetos. Outra questão importante levantada pelo parecer da União é a realidade dos fatos. O Legislativo federal nunca observou a ordem cronológica para analisar os vetos presidenciais. Sempre observou a pertinência política, a urgência do tema, o contexto da época ou até mesmo a popularidade da discussão. “Se prevalecer a inconstitucionalidade de tal prática, poderiam ser judicialmente questionados diversos diplomas legais, que disciplinam temas caros à sociedade”, analisa o documento. Exemplos são a Lei de Responsabilidade Fiscal, a de Recuperação Judicial e Falências ou a Lei Kandir, que regulamentou o ICMS.


Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

DIVULGAÇÃO/ADS

Merenda rende R$ 30 milhões a produtores Economia B4

PIM aprova medidas para ‘agilizar’ TV digital no país Governo quer adotar mecanismos para antecipar a digitalizaçao do sistema, além de conceder crédito para a compra dos televisores RICARDO OLIVEIRA

A produção de aparelhos de TVs deve alcançar a marca de 15 milhões de unidades no Brasil, em 2013, conforme estimativa do setor, que está otimista com a chegada da tecnologia digital JULIANA GERALDO Especial EM TEMPO

A

nimadas com a previsão de crescimento a partir deste ano, as fabricantes de televisores do Polo Industrial de Manaus (PIM) têm outro motivo para comemorar. O governo tem estudado adotar algumas medidas para antecipar a conclusão da digitalização do sistema de televisão brasileiro. Além dos incentivos para as empresas, está em análise também a concessão de linhas de crédito para que a população compre aparelhos de televisão que venham com o sistema digital embutido. A euforia se soma à aproximação da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014, que podem trazer ganhos superiores ao faturamento de R$ 7 bilhões conquistados no ano passado. O projeto do ministério visa permitir o uso da faixa de frequência, hoje utilizada por emissoras analógicas, para o serviço de internet móvel de quarta geração (4G). O estudo busca também incentivos para as emissoras digitalizarem o sinal e formas de subsidiar para a população de baixa renda a compra de aparelhos de televisão com o sistema digital embutido. Os recursos viriam justamente da arrecadação do leilão da faixa de frequência de 700 megahertz (MHz), que será usada

para a tecnologia. Para o presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Celso Piacentini, o projeto promove um adiantamento no plano original de desligamento do sistema de transmissão de TVs analógicas. “Melhora a imagem e som recebidos pela população, além de abrir caminho para outras funcionalidades que os televisores analógicos não podem

PREVISÃO

Conforme avaliação feita, no mês passado, pelo superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, a produção de televisores continuará em expansão no Polo Industrial de Manaus (PIM), em 2013 oferecer como, por exemplo, a interatividade”, enfatiza. Segundo ele, caso se torne realidade, a medida abre espaço na banda (espectro de frequências) para a instalação do 4G, tecnologia que permite considerável aumento na velocidade da internet. Sem entrar em detalhes, Celso Piacentini afirma que a mudança vai trazer incremento considerável para a produção de televisores no PIM. “Certamente haveria um aumento na demanda por estes

aparelhos preparados para a recepção do sinal digital”, conta. O vice-presidente de Novos Negócios da Samsung, Benjamin Sicsu, salienta que ainda é muito cedo para prever os efeitos, pois se trata apenas de um estudo. Porém, ele adianta que caso a medida seja aprovada, somada à proximidade das copas, a previsão da fábrica é de produzir 4,5 milhões de aparelhos em 2013 A previsão nacional, conforme o empresário, é de que 15 milhões de televisores sejam produzidos no país este ano, a maior parte concentrada no PIM. Segundo ele, o número de TVs de tubo (analógicas), que em 2012 foi de quase 1 milhão de unidades, deve cair para no máximo 300 mil este ano. Balanço Conforme indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em 2012, foram produzidas 12,2 milhões de TVs de LCD. O aumento foi de 14,2% frente ao ano anterior, com faturamento de US$ 6,5 bilhões. Por sua vez, os televisores de plasma somaram 440,8 mil unidades, incremento de 8,1%, e faturamento de US$ 332,7 milhões. Apenas as TVs de tubo recuaram no ano passado. Ao todo, foram um pouco mais de 1 milhão de unidades contra 2,5 milhões fabricadas em 2011, queda de 58,2%, e faturamento de US$ 181,1 milhões.

LUCAS LACAZ/AE

Serviço 4G permitirá telefonia móvel de qualidade e internet com velocidade de 10 Mbps

Portaria favorece migração Publicada na semana passada, no Diário Oficial da União (DOU), portaria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai permitir o início dos procedimentos para a destinação da faixa de 700 MHz para a telefonia de quarta geração (4G).

Duas exigências serão impostas às empresas que vencerem o leilão para oferecer o serviço 4G. A cobertura de serviço de telefonia móvel nas principais rodovias do país, e a construção de rede de fibra ótica em cerca de 800 municípios para oferecer internet com velocidade

de pelo menos 10 megabits por segundo (Mbps). Em 2012, o governo licitou a faixa de 2,5 gigahertz (GHz) para a oferta de 4G rural. A licitação para destinar a faixa de frequência deverá acontecer em fevereiro ou março do ano que vem, segundo previsão do ministério.


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Economia

Comércio empreg de obra estrangei Sem permissão de trabalho, universitários de outros países são contratados sem carteira assinada por empresas de Manaus ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Custo de vida na capital e as “despesas extras” são alguns dos fatores que levam os estrangeiros a atuarem na ilegalidade, formando um “exército de invisíveis” no mercado amazonense HENRIQUE XAVIER Equipe EM TEMPO ONLINE

E

m busca do sonho de permanecer no Brasil, obter a dupla cidadania e ganhar um dinheiro extra, universitários estrangeiros sem permissão de trabalho encontram no emprego ilegal, em Manaus, uma saída para suas necessidades econômicas. Favorecidos por alguns fatores como a facilidade para a contratação, a conivência de empresários e a falta de fiscalização dos órgãos competentes, o comércio do Centro é a principal rota de escolha dos estudantes que imigraram para a capital amazonense. Geralmente, eles são acolhidos como “estagiários” mesmo sem o visto federal necessário que os manteriam no mercado com seguridade social e os direitos de um trabalhador legalizado. Os universitários explicaram ao EM TEMPO que, apesar de terem concordado com a regra de não trabalhar no Brasil, o emprego ilegal foi a forma encontrada para ajudar nas despesas com a faculdade, uma vez que o dinheiro enviado pela família quase sempre não é suficiente para suprir os

gastos em Manaus. O estudante equatoriano Paul*, 22, que trabalha há quatro anos numa grande loja de departamentos da cidade, afirma que o custo de vida na capital amazonense é um fator proibitivo a qualquer pessoa permanecer na cidade sem um ganho extra. “A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) oferece habitação, comida e livros, mas falta transporte, vestuário, apostilas e lazer, gastos que não fazem parte do acordo de intercâmbio. O problema é que são itens que precisamos muito”, explica. Por sua vez, o estudante marfinense Ngaw*, 20, que atua como analista numa empresa de variedades, destaca que o mercado local não é tão aberto aos trabalhadores estrangeiros como aparenta ser. Segundo o universitário, apesar da falta de mão de obra qualificada, as empresas têm dado preferência aos brasileiros na hora da disputa por uma vaga no mercado formal. “Não tiro a razão de ninguém preferir empregar um compatriota a empregar um estrangeiro. Apesar de ser pouco dinheiro, não reclamo. Mas precisamos trabalhar e, enquanto não ob-

temos o visto federal para entrar no mercado, o jeito é burlar a lei”, conta. Flexibilidade O universitário haitiano Immanuel*, que reside em Manaus há mais de um ano, salienta que “seria muito bom se a política de trabalho para estrangeiros fosse mais flexível. Ele veio para o Brasil

ATÍPICO

Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, a contratação de estudantes estrangeiros não é uma prática comum no comércio local com o objetivo de estudar e sobrevive da mesada que recebe da família para suprir as necessidades básicas. No entanto, por vontade própria e até para melhorar a condição financeira dele, o estudante admite que sempre aceita um trabalho quando surge a oportunidade. “A necessi-

dade é maior e a principal área de atuação é dar aula de línguas ou atuar em alguma área na qual o tema internacional seja primordial”, ressalta. Immanuel revela que conhece pessoas de outras nacionalidades que trabalham ilegalmente. Segundo ele, a maioria dos estrangeiros que conhece trabalha em acordo com o empregador, ou seja, sem a carteira assinada. “A gente explica nossa situação ao patrão. Ele entende e nos aceita assim mesmo, pois sabe que precisa de mão de obra especializada ou de pessoas que façam o trabalho que muitos em Manaus rejeitam”, acrescenta o estudante haitiano. Renda mensal Os universitários de outros países recebem, em média, R$ 400 por mês, mas não souberam precisar como esse valor é declarado pelas empresas no fim do mês. Entre os estrangeiros encontrados trabalhando ilegalmente no comércio de Manaus, há pessoas da Costa do Marfim, Colômbia, Equador, Guiné-Bissau, Haiti e até mesmo da Alemanha. *Nomes fictícios

Lei veda trabalho de estudantes Os estrangeiros que vêm para Manaus com permissão para estudar não podem exercer atividade remunerada, de acordo com a lei nº 6.815/80 do Conselho Nacional de Imigração (CNIg). Quem libera essas permissões são as embaixadas brasileiras distribuídas nos cinco continentes. O titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE), Dermilson Chagas, explica que para obter o visto, é necessário que a pessoa tenha uma bolsa de estudos concedida pelo governo brasileiro ou pelo país de origem do estudante. No ato de outorga da bolsa, segundo ele, a família deve comprovar que tem condições de bancar os gastos do estudante com alimentação, moradia, transporte, entre outros. O superintendente frisa ainda que se torna quase impossível flagrar as empresas que incorrem nessa prática

de contratar mão de obra ilegal. “Como eles não possuem qualquer vínculo com a empresa, são invisíveis ao sistema e às fiscalizações da SRTE. As empresas têm toda a responsabilidade em cobrar a legalidade dessas pessoas no mercado de trabalho, mas a obrigação deles é simplesmente estudar. Quanto a arranjar trabalho, é importante respeitar as leis brasileiras. Se não têm visto para trabalhar é preciso se regularizar”, ressalta. De acordo com as normas da SRTE, se forem pegos, os estudantes estão passíveis de ser extraditados, enquanto que as empresas que os contrataram podem receber uma multa pesada ou até mesmo responder judicialmente pela prática. “Nada contra estrangeiros vir para o país, mas é preciso ordenamento jurídico, pois esta é uma garantia social para não serem explorados”, enfatiza Dermilson Chagas.


MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

g a mão ira ilegal Infrator pode ser deportado De acordo com a página da CNIg, embora a atividade remunerada seja proibida, o estágio obrigatório em cursos de graduação no Brasil é permitido. Sobre este ponto, a lei nada cita a respeito, mas como alguns cursos universitários exigem o estágio, é concedida a

permissão para a realização da atividade, desde que esta esteja relacionada à área de graduação. Já nos cursos de graduação em que o estágio é opcional, a regras do CNIg diz que os estrangeiros não podem exercer a atividade, caso seja remunerada. Se um deles

for pego nessa situação, ou ainda trabalhando ilegalmente, corre o risco de ser deportado. Com base na lei 6.815/1980, o CNIg garante o direito ao visto temporário para os estudantes estrangeiros que desejem prestar estágio no Brasil.

País tem escassez de profissionais O governo federal anunciou, na semana passada, que pretende no curto prazo atacar o problema de escassez nacional de profissionais de alta qualificação. De acordo com o CNIg, está em andamento um estudo sobre a possibilidade de o estrangeiro vir ao Brasil procurar emprego. Hoje, ele só entra no país com um contrato assinado. Essa permissão geraria maior abertura à entrada de profissionais de outros países e menor custo para as empresas. “Atualmente não é simples, porque a empresa tem que recrutar o trabalhador lá fora e tem encargos com isso”, afirmou em nota o presidente do CNIg, Paulo Sérgio de Almeida. Segundo ele, um modelo mais aberto, como está sendo analisado, é “melhor, dependendo da realidade” e,

por este motivo, o governo deve avaliar cuidadosamente. Segundo ele, há o receio de que regras mais flexíveis resultem em desemprego, em caso de mudança na

ESTUDO

Governo federal tem estudado sobre a possibilidade de adotar medidas que venham estimular a vinda de profissionais de alta qualificação do exterior para encontrar emprego no Brasil situação econômica do país. “A ideia é abrir com critérios bem definidos. Isso favoreceria a produtividade, porque é custoso trazer esse profissional qualificado, é um processo burocrático.

Mas esse é um dos maiores desafios para aumentar a produtividade e ampliar os níveis de qualificação na mão de obra no mercado interno”, conclui Paulo Almeida. Concessão de visto No ano passado, 1.333 estudantes colombianos chegaram ao Brasil, 944 portugueses, 934 franceses e 745 angolanos. Na comparação com 2011, por exemplo, o número de colombianos interessados em estudar no Brasil aumentou quase 50%. Naquele ano, 972 estudantes colombianos pediram o visto, 441 portugueses, 798 franceses e 608 angolanos. Os números fazem parte de um balanço, feito pelo Ministério das Relações Exteriores, sobre os vistos de estudantes requisitados nas representações diplomáticas brasileiras em 156 países. GIOVANNA CONSENTINI/ARQUIVO EM TEMPO

Ministério do Trabalho realizou, ano passado, mutirões para regularizar estrangeiros no AM

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Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

A refinaria e o porto Há 105 anos, Isaac Benayon Sabbá nascia em Belém, no dia 12 de fevereiro de 1907. Faleceu jovem, em Manaus, no ano de 1966. Apesar do tímido reconhecimento de seus pares amazônidas, ele integra a galeria dos pioneiros da floresta, um verdadeiro self-made man, uma trajetória que emerge de origem humilde e vai revelar muito cedo um obstinado empreendedor. Oriundo de família judaica, o mais novo de cinco filhos de migrantes marroquinos, Primo Sabbá e Fortuna Benaion Sabbá, Isaac começou a vida como vendedor de cartela de cigarros, de onde conseguiu acumular capital para fundar com seu irmão, Jacob Benayon Sabbá, sua primeira empresa, a J. B. Sabba Ltda., na qual era responsável pela publicidade e seu irmão pela administração. O sucesso da empresa permitiu a diversificação de negócios investindo na extração de borracha e outros produtos do extrativismo e de beneficiamento, alcancando consolidar mais de 42 empresas no ramo, como a produção de sacos de juta, curtume de pele de jacaré, extração de pau-rosa, castanha, etc. etc.. Seus negócios, incluindo depois uma refinaria de petróleo - sua estupenda companhia, a Petróleo Sabbá - gerava mais de 10 mil empregos diretos e indiretos na capital e 25 mil ao longo da cadeia produtiva pelo interior do Estado. Nos meados do século 20, foi o terceiro maior pagador de impostos à federação, um desempenho similar ao volume de tributos pagos pela Benchimol & Irmãos, a Bemol, um empreendimento de 70 anos, recordista de recolhimento de tributos e empregos no Estado. A refinaria, trazida desmontada da Costa Leste dos Estados Unidos, é o simbolo maior desta epopéia, a Copam, Companhia de Petróleo de Manaus. Foi construída entre os anos de 195356, numa cidade em que não havia mão-de-obra especializada, inexistia num raio de 1500 quilômetros um guindaste ou itens similares e demandados pela empreitada. À força da obstinação, juntaram-se apenas pás, picaretas e carrinhos de mão. Na inauguração, em 1956, estavam JK, o presidente dos 50 anos em 5, e Gilberto Mestrinho, prefeito de Manaus, dois arautos do progresso e da prosperidade geral. Em 1971 a refinaria foi estatizada, sob a alegação de que era infraestrutura de segurança nacional e seu controle não poderia ficar na mão de particulares. Por isso foi entregue à Petrobras. Começava a intervenção marota do Estado, fonte atual de tantos entraves ao pioneirismo.

Há seis anos, a família Pinheiro, na esteira do pioneirismo de seu patriarca, Petronio Augusto, se atreveu a instalar um porto nas proximidades da refinaria histórica. Ousadia oportuna para atender a uma demanda de infraestrutura logística que ora atravanca os negócios e subtrai do modelo ZFM a competitividade que poderá desconstruí-lo. A família juntou-se a uma empresa do ramo portuário/cabotagem, com ações de sustentabilidade na bolsa de valores, ou seja, proibida de sair do figurino ambiental. E com seis poderosas embarcações, qualquer uma delas, apenas, com capacidade suficiente para transportar com segurança, baixo custo e equilíbrio ambiental, a produção de 15 dias do polo industrial local. Foi cumprida toda a ritualística legal, ambiental, dentro dos mais rigorosos parametros de sustentabilidade – reposição ambiental e atendimento das demandas sociais. Restava enfrentar o arcaísmo da estrutura vigente. Sabem o que aconteceu? Nada. Ou melhor, tudo o que poderia ser feito para nada acontecer. O processo de licenciamento está na Suprema Corte, acusando, pasmem!, de destruir o Encontro das Águas, o mesmo fenômeno sobre o qual ancoram placidamente há 60 ansos os megapetroleiros da refinaria de I.B.Sabbá. Uma perversa, mafiosa, competente e escandalosa movimentação dos interesses inconfessos que a modernidade pioneira do Porto das Lajes ameaçaria. Nessa estratégia de protelação pra provocar a desistência do projeto se envolveram agentes da hipocrisia ambiental, engravatados alguns, com cargos na magistratura, no parlamento, no poder executivo local, vend edores de dificuldades para amealhar facilidades, passando por acadêmicos meia boca, intelectuais, poetas e ascetas, psiquiatras perturbados, cineastas desavisados e militantes mal intencionados, uma cangalha marota, abrangendo figuras eclesiais. A refinaria de I.B.Sabbá está aí pra provar a encenação, integrada à paisagem, sobretudo socioeconômica e ambiental e a pronunciar permanentemente o potencial pioneiro de nossos empreendedores. A seu favor inexistiam tantos embaraços e penduricalhos legais, formais, usados não para ordenar e ajustar os empreendimentos em favor do homem em seu habitat, mas pra refinar interesses, lavar dinheiro escuso, num desvairado abuso do poder de plantão, enquanto o bem coletivo permanece parado, pregado, na espera do porto... de uma nova estação!

Alfredo MR Lopes Filósofo e Ensaista

A refinaria, trazida desmontada da costa leste dos Estados Unidos é o símbolo maior desta epopeia, a Copam, Companhia de Petroléo de Manaus.


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Economia

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

Merenda escolar vai garantir R$ 30 mi a produtores do AM Em 2013, governo do Estado desembolsará 30,4% a mais do que gastou ano passado para adquirir itens regionais DIVULGAÇÃO/ADS

BRUNO MARZZO Especial EM TEMPO

A

compra de alimentos regionais para a merenda escolar da rede pública de ensino do Estado deve render aos produtores rurais amazonenses, neste ano, R$ 30 milhões. O valor é 30,4% superior ao registrado no acumulado de 2012. No ano passado, o governo destinou em torno de R$ 23 milhões para aquisição de frutas, verduras e hortaliças para garantir a merenda escolar dos estudantes amazonenses. A substituição de gêneros alimentícios importados de outros Estados por itens regionais contribui para resgatar hábitos saudáveis, ao trazer para o prato dos alunos, produtos mais ricos em proteína e nutrientes. A produção dos pequenos agricultores será comprada pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) por meio do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme). A medida deve melhorar a qualidade nutricional da merenda nas escolas estaduais, além de garantir o escoamento da produção dos pequenos agri-

cultores do interior. Neste ano, pela primeira vez o programa irá contemplar todos os 62 municípios do Estado. “Em 2013, chegaremos aos produtores e cooperativas mais isolados do Amazonas, onde iremos comprar de acordo com os potenciais de cada região”, afirma o presidente da ADS Valdelino Cavalcante. O Preme foi desenvolvido com o intuito de apoiar o desenvolvimento sustentável, incentivando a aquisição de gêneros alimentícios diversificados, produzidos em âmbito local e preferencialmente pela agricultura familiar ou por empreendedores rurais, valorizando as comunidades tradicionais. “Um dos benefícios do programa é gerar oportunidades de emprego e renda para os produtores e associações participantes, principalmente, para as famílias do interior do Estado, e de forma sustentável”, destaca o coordenador do Preme, Luis Otávio. Escoamento Algumas cooperativas do interior conseguem escoar até 50% de sua produção com o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme). Na Cooperativa dos Produtores

Rurais Novo Horizonte, no Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus), o programa garante o escoamento da metade do que é plantado, permitindo estabilidade financeira para as despesas mensais das famílias. “Muitos pequenos produtores nunca tiveram acesso ao crédito. Não sabiam o que era comprar a prazo. Mas agora, depois

PREME

Os produtos cultivados no interior do Estado são adquiridos pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) por meio do Programa de Regionalização da Merenda Escolar que esse programa começou, tenho visto eletrodomésticos, motos e motores em lugares aonde esses equipamentos nunca chegavam”, salienta a presidente da cooperativa, Maria das Graças. Sem atravessadores Produtora rural do município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), Walda Ferreira

relata que conseguiu ampliar os negócios com a ajuda do Preme. “Participamos desse projeto porque é uma força grande para tirarmos nosso sustento. Só temos a crescer com esses incentivos, pois antes vendíamos para os atravessadores e, hoje, vendemos direto para o governo, por meio da ADS que sempre nos incentiva a produzir”, enfatiza ‘Salvação’ Em Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus), os produtores e associados rurais, que trabalham em conjunto por meio de cooperativas, vendem banana pacovã, melancia e abóbora para o Preme. Segundo o presidente da Cooperativa de Manicoré (Copema), Walter Perin, o programa tem sido a “salvação” para os agricultores da região. “Se o projeto acabar, vamos ter sérios problemas porque os produtores não têm como chegar aos grandes mercados, pois a competitividade é alta e os preços devem ser mais atrativos para os varejistas”, frisa o produtor. A Copema é formada por 65 sócios e mais 400 famílias que se beneficiam indiretamente com a produção e o escoamento das frutas e hortaliças.

Produção de alimentos é vendida de forma direta para o governo


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Economia

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País

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Brasil quer lançar satélite com foguete nacional

ITAMARATY

Acusação de assédio moral é investigada

o monitoramento de recursos terrestres. Já foram lançados os Cbers 1, 2 e 2-B. Brasil e China são parceiros na área espacial desde 1988, quando iniciaram a cooperação para o desenvolvimento do Programa Cbers. O objetivo é implantar um sistema completo de sensoriamento remoto de nível internacional, no qual satélites sejam responsáveis pelo monitoramento de

PLANOS

Enquanto o plano não for possível, o Brasil se prepara para colocar em órbita mais um satélite de uma base chinesa, o Cbers-3. O lançamento estava programado para o ano passado, mas foi adiado desmatamentos, da expansão urbana e da agropecuária.Para fortalecer o Programa Espacial Brasileiro, em 2013, haverá mais ações voltadas para a formação de pessoas na área aeroespacial, entre elas, enviar estudantes brasileiros, por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, para se especializarem em países já desenvolvidos na área espacial e trazer especialistas desses países.

O Itamaraty informou que investiga uma acusação de assédio moral contra o cônsul-geral do Brasil em Sydney, Américo Fontenelle. Um embaixador foi enviado à Austrália para levantar informações sobre a denúncia feita pelo servidor terceirizado Luís Henrique Aroeira Neves, responsável pelo Departamento de Promoção Comercial do Consulado, que acusa Fontenelle de ofendê-lo repetidamente. A denúncia foi feita em uma carta enviada ao ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e ao corregedor do ministério, Denis Fontes de Souza Pinto. Neves, que foi contratado em Sydney, afirma que Fontenelle tem por hábito ofender e humilhar servidores,

não apenas a ele. Também o adjunto do embaixador, Cezar Cidade, teria a mesma postura. A Corregedoria decidiu, então, abrir uma investigação sobre os dois diplomatas. Como se trata de uma missão investigatória, Fontenelle não possui advogado no caso. A reportagem não conseguiu localizá-lo nesta sexta devido ao fuso horário. Se as informações passadas por Neves em carta puderem ser confirmadas pela chamada “missão investigatória”, a Corregedoria do Itamaraty abrirá uma sindicância que pode levar até mesmo a expulsão de Fontenelle do quadro de servidores, apesar de isso nunca ter acontecido no ministério por conta de acusações de assédio moral. REPRODUÇÃO

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ssistir à televisão, conferir a previsão do tempo, falar ao telefone e até receber alertas por causa de chuva são atividades comuns que se tornaram possíveis graças aos satélites. Os três últimos colocados em órbita pelo Brasil - chamados Cbers, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, do inglês China-Brazil Earth-Resources Satellite - foram lançados de base chinesa. No ano em que o acidente na Base de Alcântara completa 10 anos, o país divulga o seu quarto programa espacial. O desafio é lançar até 2021 um satélite desenvolvido no Brasil, acoplado a um foguete nacional, a partir de um centro de lançamento próprio. Enquanto o plano ainda não for possível, o Brasil se prepara para colocar em órbita mais um satélite de uma base chinesa, o Cbers-3. O lançamento estava programado para o fim do ano passado, mas foi adiado para o primeiro semestre deste ano porque conversores comprados nos Estados Unidos apresentaram falhas nos testes finais.O Cbers-3 será o primeiro da família de satélites sino-brasileiros a integrar uma câmera para satélite 100% desenvolvida e produzida no Brasil. A câmera vai registrar imagens para

REPRODUÇÃO

No ano em que o acidente na Base de Alcântara completa dez anos, o país divulga o seu quarto programa espacial. O desafio é mandá-lo em 2021

Itamaraty anunciou que enviou embaixador a Austrália Câmera registrará imagens para monitoramento de recursos terrestres


Mundo

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Países emergentes têm redução de derivativos A

s operações com derivativos para proteção contra calote em títulos de dívida, os credit default swaps (CDS), de países emergentes tiveram redução de 39% no quarto trimestre de 2012 ante o mesmo período do ano passado, para US$ 142 bilhões. No acumulado de 2012, o volume foi de US$ 809 bilhões, queda de 23%. O Brasil e empresas como Petrobras seguem como líderes nesse tipo de derivativo, de acordo com um estudo da EMTA (uma associação de corretores e operadores dos mercados emergentes). Os CDS do Brasil mantiveram no quarto trimestre o posto de mais negociados entre os emergentes e tiveram volume de US$ 24 bilhões, seguido por Turquia, com US$ 16 bilhões e Rússia (US$ 14 bilhões). No caso do volume do Brasil, especialistas destacam que os investidores estrangeiros são muito expostos a papéis soberanos brasileiros e a títulos corporativos, como Vale e Petrobras, empresas que sempre emitem no exterior. Por isso, recorrem ao CDS como uma forma de proteção (hedge) das operações O CDS de Petrobras, por exemplo, foi o segundo em volume entre as empresas de países emer-

gentes no quarto trimestre, com US$ 1 bilhão, perdendo apenas para a petroleira russa Gazprom (US$ 1,5 bilhão). O responsável por bancos emergentes no ING Wholesale Banking, David Spegel, destaca no estudo da EMTA que a queda acentuada das operações com CDS no quarto trimestre reflete a maior volatilidade no mercado

ESTUDO

Argentina e Venezuela estão na contramão do mercado de CDS. Enquanto as operações caem mundo afora, a dos papéis dos dois países cresceu no quatro trimestre, segundo o estudo financeiro mundial no último período do ano e também a saída desse mercado ou a redução de exposição de alguns grandes bancos e corretoras. Na comparação do quarto com o terceiro trimestre de 2012, houve queda de 33% nas operações com esses ativos. O mercado de CDS vem apresentando nos últimos anos queda de volume também como

REPRODUÇÃO

Proteção contra calote em títulos de dívida, os credit swaps (CDS) caíram 39% no quarto trimestre de 2012 reflexo da ação de governos, que têm lançando novas regras para disciplinar o mercado de derivativos, como reflexo da crise financeira mundial. Desde 2010, por exemplo, a União Europeia vem apertando o cerco a algumas operações com esses papeis, proibindo operações a descoberto usando o CDS. Na contramão Argentina e Venezuela estão na contramão do mercado de CDS. Enquanto as operações caem mundo afora, a dos papéis dos dois países cresceu no quarto trimestre, destaca o estudo da EMTA sem citar números. A razão, diz o documento, foi o aumento do risco político e incerteza nos dois mercados, que levaram os investidores estrangeiros a buscarem mais proteção para suas aplicações no mercado de derivativos. Para fazer o levantamento, a EMTA avalia dados disponibilizados por 12 grandes bancos/corretoras que atuam com ativos de países emergentes, como Bank of American Merrill Lynch e Goldman Sachs. O estudo leva em conta 19 mercados emergentes e nove empresas, sobretudo as mais ativas no mercado internacional de dívida.

TÂNIA RÊGO/ABR

SUPERMERCADOS

O mercado de CDS vem apresentando, nos últimos anos, queda de volume como reflexo dos governos

As marcas próprias têm ganhado cada vez mais espaço nas gôndolas dos supermercados e o que antes era uma alternativa de preço tem se tornado também mais uma opção de produto frente a nomes consagrados. No entanto, a participação desses produtos nas vendas totais dos supermercados ainda é pequena se comparada à média mundial. Para este ano, a expectativa é de que estas marcas representem 5,9% do faturamento dos supermercados no Brasil, conforme projeção da Nielsen. De acordo com a pesquisa, em 2012 as marcas próprias responderam por 4,9% das vendas totais do autosserviço, enquanto a média global é de 16%. Na Suíça, a participação do segmento chega a 45%, no Reino Unido, 42% e nos Estados Unidos e Ca-

nadá, 18%. Mas o crescimento das vendas de itens de marcas próprias (ou private label) no Brasil esbarra em questões culturais dos diversos elos da cadeia (varejo, indústria e consumidor), segundo profissionais ouvidos pelo Broadcast. “Pode ser um avanço não muito grande no ano, mas o faturamento do setor mais do que dobrou (alta de 114,6%) desde 2006, passando de R$ 1,341 bilhão para R$ 2,878 bilhões, o que é bem expressivo”, conta o diretor de atendimento do instituto Nielsen, Olegário Araújo. Ponto de Venda Antonio Sá, diretor de marcas próprias do Walmart Brasil, afirma que a participação de produtos sazonais como, por exemplo, Páscoa e Na-

tal, tem grande importância nas vendas desse segmento. No entanto, segundo o executivo, ainda é clara a preferência por itens básicos da alimentação (óleo, arroz, feijão), limpeza e higiene. Em 2012, as vendas de itens de marcas próprias do varejista norte-americana registrou incremento superior a 10% em relação ao período anterior. “Neste ano esperamos crescimento 20%, sendo que 5% devem partir de vendas sazonais”, afirma Sá. O Walmart conta com 1.500 itens de marcas próprias (varejo e atacado) distribuídos em 40 categorias, atualmente, mas os produtos com seu nome são oferecidos desde que desembarcou no Brasil, em 1995. “Estamos constantemente desenvolvendo produtos exclusivos e com alta qualidade.

Escolas Calcula-se que o evento tenha atingido uma área de 100 mil metros quadrados e danificado cerca de 3 mil prédios, entre eles muitas escolas. Segundo especialistas, esse é o maior objeto a atingir a Terra em um século. O último havia sido em 1908 no lago Tunguska, na

Sibéria. Um objeto de 100 m explodiu sobre a região e tombou árvores. Estima-se que o corpo celeste visto sexta-feira na Rússia tivesse até 15 m de diâmetro e 7 mil toneladas antes de se partir na atmosfera. “Estava sentado trabalhando e a janela estava levantada. Em segundos, foi como se a cidade inteira tivesse sido iluminada. Olhei para fora e vi uma grande mancha brilhante no céu que durou dois, três minutos e então os cachorros começaram a uivar”, disse um homem identificado como Artyom que falou à rádio Moscou FM. Tcheliabinsk tem pouco mais de 1 milhão de habitantes e fica cerca de 1,5 mil km a leste de Moscou. ASSOCIATED PRESS/AE

Marcas próprias ganham espaço

Comércio entre África e Brasil

Onda de choque deixa 1,2 mil feridos, diz Rússia A passagem de um meteoro que cortou o céu na região oeste da Sibéria assustou os moradores da cidade de Tcheliabinsk. A explosão causou uma onde de choque que estilhaçou vidraças e derrubou muros na cidade deixando 1,2 mil feridos, dos quais cerca de 200 crianças, segundo informações do governo russo.

Gôndolas têm cada vez mais produtos fabricados pelos supermercados, sendo boas opções

CRESCIMENTO

METEORO

Tcheliabinsk fica cerca de 1,5 mil quilômetros a leste de Moscou

O comércio bilateral entre Brasil e África cresceu 85% em seis anos e atingiu US$ 26 bilhões em 2012. Já o comércio do continente sul-americano com os países africanos foi US$ 39 bilhões em 2011 e cresceu 75% entre 2006 e aquele ano, segundo dados mais recentes do Ministério das Relações Exteriores. Segundo a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, subsecretária-geral de Política do Itamaraty, ainda há espaço para ampliar o intercâmbio comercial entre as duas regiões e esse será um dos temas discutidos na 3ª Cúpula América do Sul-África, que começa na quarta-feira (20) e vai até sexta (23) em Malabo, capital da Guiné Equatorial. “O crescimento do comércio reflete uma tendência da última década entre os países do Sul. Cresceu também [o comércio] com os países árabes e a Ásia, com destaque para a China. O espaço para continuar crescendo é grande, pois a tendência é que o poder aquisitivo (dessas populações) se amplie. Deve aumentar a demanda por bens de consumo e bens de capital”, disse a embaixadora. A Cúpula América do SulÁfrica, que reunirá 76 países – 64 africanos e 12 latinoamericanos – tratará de parcerias econômicas em uma mesa redonda sobre infraestrutura, energia e transportes e em painéis sobre oportunidades de comércio e investimento e agricultura e inovação.


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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

diadia@emtempo.com.br

DIEGO JANATÃ

Porto do São Raimundo abandonado Dia a dia C3

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‘O Ronda no Bairro é um ato de coragem’, diz Omar

ARQUIVO EM TEMPO/SHANA REIS

Um ano depois do lançamento do programa, governador ressalta sua importância para a segurança pública com a ampliação para outros municípios MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

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Ronda no Bairro é um ato de coragem”. É assim que o governador Omar Aziz (PSD) traduz o programa de segurança pública que completou um ano este mês, um investimento de R$ 1 bilhão para os cofres públicos. A primeira fase do Ronda no Bairro foi lançada no dia 16 de fevereiro do ano passado, na Zona Norte de Manaus. Na ocasião, o governador anunciou reajustes para as polícias Militar e Civil, explicando que a nova metodologia baseada no policiamento comunitário e na proteção do cidadão passaria a ser empregada a partir daquele momento. “É uma nova forma de fazer segurança pública no Estado, com foco no cidadão, tornando a polícia mais proativa e preventiva, a partir da intensificação do patrulhamento nas ruas, além de consolidar a atuação integrada dos órgãos de segurança”, disse o governador naquela ocasião. Um ano depois, Omar disse ao EM TEMPO que antes do Ronda no Bairro, o governo primeiro teve a preocupação de estruturar toda a base do sistema de segurança pública. O governador disse que o programa é uma das principais prioridades de seu projeto de governo. “Considero a área de segurança pública fundamental para o equilíbrio da sociedade e para o anseio de todos à liberdade de ir e vir sem sobressaltos. As famílias desse Estado merecem essa tranquilidade. Digo isso porque esse é o Estado e a cidade que escolhi para viver com minha família e, se Deus quiser, ficar até os últimos dias morando nessa cidade de Manaus”, disse Aziz. A estratégia de segurança que vem sendo aplicada há um ano deverá, num segundo momento, ser expandida para o interior do Estado a partir da Região Metropolitana de

Manaus, divide a cidade em 192 setores, distribuídos nas seis zonas geográficas – Norte, Sul, Centro-Sul, Leste, Oeste e Centro-Oeste. Em síntese, a divisão territorial permite a ocupação plena dos espaços com base no sistema de georreferenciamento. Cada setor, ou área, abrange um raio médio de 1,5 quilômetro quadrado a no máximo 3 quilômetros quadrados, o equivalente a sete quarteirões. Nesse quadrante, uma ronda fixa com 18 policiais, amparados por uma viatura embarcada com tecnologia moderna e duas motocicletas, vai atuar no policiamento os-

Agora é esperar que a gente possa reduzir a criminalidade e que a polícia integrada possa servir a população, que tem que fiscalizar e ser proativa Omar Aziz, governador do Amazonas

tensivo 24 horas por dia. O planejamento das ações é feito de modo que a polícia passe a utilizar 99% do seu tempo na proteção do cidadão e apenas 1% na repressão qualificada. O governador disse que o primeiro passo para consolidar o Ronda no Bairro foi dado quando o governo concluiu a implantação do programa nas seis zonas de Manaus. A segunda fase é trabalhar para expandi-lo para os municípios do interior. Omar advertiu que é preciso que a sociedade se convença de que não se faz segurança pública sem investimento e sem homens e mulheres atuando dentro do sistema. “Não estão desvinculados homens e mulheres que trabalham na segurança pública dos mais modernos equipamentos que um Estado ou um país podem ter para atuar no combate à criminalidade”, afirmou.

Investimento 40% maior Em relação aos gastos com a segurança, o governador disse que os anais da Assembleia Legislativa têm todos os orçamentos desde o início do trabalho legislativo do Estado do Amazonas. Para mensurar a importância que seu governo deu ao setor, basta fazer um comparativo em relação aos investimentos que os governos passados fizeram na segurança pública. “O nosso governo pode se orgulhar e dizer que saímos de pouco mais de

R$ 600 milhões de gastos em segurança pública para mais de R$ 1 bilhão por ano. Significa um aumento de mais de 40% de investimento, quando o crescimento do nosso orçamento foi em torno de 15%”, comparou Omar. Para ele, foi a determinação e a vontade de corrigir os erros dentro da segurança que fizeram com que seu governo realizasse “esse ato de coragem de fazer esse investimento da ordem de 1 bilhão de reais”.

Omar Aziz durante o lançamento de uma das etapas do programa Ronda no Bairro, ano passado: expansão para o interior

Estado vive novo momento na segurança EM TEMPO ― Um ano depois, como o senhor avaliaria o Ronda no Bairro? Omar Aziz ― Acredito que estamos vivendo um novo momento, deixando claro que com investimento é possível fazer mudanças. Agora é esperar que a gente possa reduzir a criminalidade e que a polícia integrada possa servir a população, mas a população tem que fiscalizar e ser proativa. O importante para nós é evitar que o crime aconteça. Estamos lutando pela prevenção para que o cidadão possa ter tranquilidade ao saber que tem alguém cuidando da sua segurança. EM TEMPO ― Quando o governo lançou o Ronda no Bairro, há um ano, tinha a dimensão de que esse investimento chegaria a R$ 1 bilhão? Omar Aziz ― É o que eu falei. Não faz se segurança pública sem investimento. Investimos R$ 1 bilhão e não vai parar por aí. Este ano vamos implantar o Ronda no Bairro em 12 municípios e vamos gastar imediatamente R$ 100 milhões para que isso possa ser feito. EM TEMPO ― O Ronda no Bairro mudou radicalmente a forma de pensar segurança pública, no Amazonas? Omar Aziz ― Sim, a co-

meçar pela transformação, inclusive com novas instalações, do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que foi ampliado e modernizado, e agora passa a funcionar como Centro de Comando e Controle. EM TEMPO ― Isto significa dizer que além do investimento em equipamento e em profissionais, o programa também modernizou a filosofia de trabalho? Omar Aziz ― Foi essa diferença de gestão que nós aplicamos na segurança pública. Passamos a usar novas tecnologias e iremos gastar agora R$ 8 milhões para modernizar ainda mais o Ciops e dotálo de mecanismos para que nós possamos fazer o que determina a Fifa em relação à segurança pública para a Copa 2014. EM TEMPO ― O número de delegacias também foi ampliado? Omar Aziz ― Tínhamos no município de Manaus 17 delegacias de polícia. Estamos construindo mais 13. Já entregamos algumas e vamos entregar as outras. Saímos de 17 Distritos Integrados de Polícia (DIPs) para 30, todos reformados e ampliados, trabalhando conjuntamente Polícia Civil de um lado e Polícia Militar

de outro. EM TEMPO ― Esta integração entre as polícias também tem sido fundamental para que o programa venha dando certo? Omar Aziz ― É a integração que nós queremos, que nós buscávamos para facilitar o trabalho das duas polícias e possa facilitar a vida das pessoas. EM TEMPO ― Um dos problemas da segurança era a falta de viaturas. Isso foi resolvido? Omar Aziz ― A falta de viatura sempre foi citada como um dos problemas de segurança. Agora, se uma delas quebrar, imediatamente terá que ser substituída para que não faça falta no trabalho de prevenção e repressão à criminalidade na cidade de Manaus. Isso foi um ganho importante para nossa sociedade. EM TEMPO ― O problema é que essas viaturas quebravam logo e tinham pouco tempo de vida útil. Omar Aziz ― Nós também acabamos com isso. Era uma prática impressionante. O Estado não tinha estrutura de mecânicos para saber se o os equipamentos quebrados realmente precisavam ser trocados… Ou

se era verdade que essas peças estariam quebradas. Se isso era verdade ou não. A gente vinha repetindo esse erro há anos, então, resolvemos mudar essa prática, com nossos próprios profissionais fazendo esse serviço. Aparentemente, parece que o custeio vai aumentar, mas na realidade a atividade fim será 10 vezes mais importante do que era antigamente e no final você vai ter uma economia tanto financeira para o Estado, como um ganho espetacular para a população. EM TEMPO ― Quando o senhor deve começar a implantar o Sistema de Identificação Automatizado de Impressão Digital? Omar Aziz ― Vamos começar a implantar ainda este ano, devendo terminar em 2014. A través desse programa teremos a impressão digital de todas pessoas que vivem no Estado do Amazonas. Não existe política técnica capaz de identificar uma digital se não tiver essa digital dentro do sistema para que a gente possa fazer as comparações. Estamos dotando a polícia de equipamentos, de inteligência e, principalmente, uma polícia científica que possa resolver os crimes num menor espaço de tempo para dar uma resposta à sociedade.


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DIVULGAÇÃO

Presos sem antecedentes Dados da Sejus revelam que, atualmente, 90% das pessoas que cumprem pena nas unidades prisionais do Amazonas enveredaram pela primeira vez no mundo do crime, enquanto o restante responde por outros atos criminosos

MÁRIO OLIVEIRA/TJAM

WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO

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o contrário do que muitos podem pensar, hoje quase 90% das pessoas que cumprem pena nas unidades prisionais do Amazonas não têm antecedentes criminais. Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) disponíveis no sistema e-Siga, do total de presos do Estado, que até dezembro eram 7,7 mil, somente 895 respondem por outros crimes. De acordo com os dados da Sejus, mesmo representando pouco mais de 11,5% da população carcerária, o número de criminosos presos que possuem antecedentes criminais aumentou cerca de 28% em 2012, uma vez que em 2011 havia apenas 698 pessoas nessa situação. Para o presidente do Grupo Permanente de Monitoramento Carcerário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Sabino da Silva Marques, a diminuição da sensação de impunidade evita o costume de reincidir. “Muitas pessoas estavam desavisadamente malinformadas. Aquelas levadas pela sensação de impunidade reduziram”, apontou. O presidente disse que a reincidência é geralmente causada pela falta de chances que os ex-detentos enfrentam perante a sociedade. “Há a falta de oportunidade e assim alguns procuram o caminho mais curto, que é enganosamente o mais fácil, porém tem ocorrido números extremamente insignificantes desse reincidir”, completou Sabino. Sobre a população carcerária, o secretário executivo adjunto da Sejus, coronel Bernardo Encarnação, diz que existem vários fatores que podem levar alguém a cometer o primeiro crime. “Essa é uma questão que pode ser explicada de diversas formas. A ilusão do dinheiro

fácil, a desestrutura familiar, além da falta de capacitação profissional, são fatores agravantes”, diz. Segundo ele, a baixa escolaridade acompanha o crime. “O perfil que contribui para a incidência criminal é a questão de escolaridade. Geralmente o preso tem apenas o ensino fundamental incompleto”, afirma. Porém, o secretário ressalta que a característica não é uma regra. “Muitas pessoas têm pouco nível escolar, mas nem por isso são criminosos”, enfatiza. De acordo com o Departamento do Sistema Penitenciário da Sejus, presos com antecedentes são aqueles que

MOTIVOS

Segundo o presidente do Grupo de Monitoramento Carcerário do Tribunal de Justiça do Amazonas, Sabino da Silva Marques, a diminuição da sensação de impunidade evita o costume de reincidir foram detidos, encaminhados à cadeia e, após ter redução de pena ou benefício do regime semiaberto, voltam a ter liberdade e a cometer um novo crime. É um conceito diferente de reincidência, quando o preso, após ser julgado e cumprir pena, ganha liberdade e volta a cometer crimes. Jovens e crimes Conquistar mulheres, ter poder na comunidade e utilizar armas. De acordo com a socióloga Sílvia Ramos, o maior fator de atração dos jovens para o crime é o reconhecimento social. De acordo com a especialista, mitos sobre as razões do envolvimento de rapazes com traficantes estão caindo. Roubar para comprar um tênis

porque a família é desestruturada ou para compensar sua pobreza não são os principais motivos apontados. “Por que entram para um negócio tão ruim, que maltrata tanto, é tão perigoso? Porque ainda há um apelo simbólico. As meninas reconhecem os bandidos, têm essa questão da sexualidade”, diz Sílvia Ramos. Outro fator importante para atrair as pessoas à ilegalidade, de acordo com a socióloga, é a proximidade com os bandidos que controlam os locais onde eles crescem. “Geralmente as crianças têm contato direto com os bandidos e traficantes nas comunidades mais próximas. Isso acarreta em um modelo, que acaba sendo seguido e às vezes até idolatrado”, explica. Superpopulação A população carcerária do Amazonas passou de 6,4 mil presos em 2011 para 7,7 mil em 2012, sendo registrado um aumento de quase 21% no número de presidiários no Estado. Dados da Sejus indicam que o sistema carcerário amazonense tem hoje um déficit de 4,8 mil vagas. “São fatores diversos. A questão que permanece é essa falta de estrutura familiar”, disse Sabino Marques sobre o aumento do número de presos no Estado. O programa Ronda no Bairro também foi apontado por ele como um dos contribuintes. “É um trabalho que veio em boa hora e que merece elogios”, completou. Apesar de aprovar o programa, o magistrado disse que em alguns casos ocorre a supervalorização de pequenos crimes. “Em crimes de pequenas proporções, o policial deve ser mais sensível, não se deve fazer vista grossa, mas está ocorrendo o prender por prender e isso causa o inchaço. É preciso que haja um filtro, um equilíbrio”, concluiu o presidente.

Desembargador Sabino da Silva Marques, do TJAM: “É preciso que haja um filtro, um equilíbrio”


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Porto do São Raimundo à espera da ‘ressurreição’ Boxes desativados servem de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas. SNPH anuncia licitação para novos serviços FOTOS: DIEGO JANATÃ

LUCIANO LIMA Especial EM TEMPO

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cenário de abandono e depredação é visível para quem utiliza ou visita o Terminal Hidroviário de São Raimundo, localizado na rua Sagrado Coração de Jesus, 176, naquele bairro. As obras de revitalização do complexo custaram R$ 22 milhões, disponibilizados por meio de convênio entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), e faz parte do projeto de modernização de pontos estratégicos de Manaus para a Copa do Mundo de 2014. Inaugurado no dia 15 de março de 2010, hoje nem de longe o local tem as atividades esperadas. A administração do porto previa trânsito para cerca de 3,5 mil veículos por dia, além de serviços de vendas de bilhetagem controlada e uma passarela de 120 metros com 14 quiosques para vendas de

comidas e bebidas. A realidade é outra: após quase 3 anos da entrega, quase todos os elementos que compõem a estrutura encontram-se em estado de abandono e tomados pelo mato abundante. Com a inauguração da ponte Rio Negro, em 24 de outubro

CUSTOS

As obras de revitalização do complexo custaram R$ 22 milhões, disponibilizados por meio de convênio entre Dnit e Seinfra, como projeto de modernização da capital para a Copa de 2014 de 2011, a principal proposta de serviço do terminal acabou virando um “tiro no pé’’, já que ideia inicial de embarque e desembarque de turistas por meio das balsas acabou sendo substituída pela comodidade da travessia rápida de veículos via

ponte, principalmente para os pontos de destinos mais procurados pela população, no caso Cacau-Pirêra e a sede do município de Iranduba. Outro agravante é a falta de segurança no local. A equipe do EM TEMPO constatou que a guarita erguida para fazer o monitoramento de entrada e saída de veículos estava vazia e com a cancela levantada para livre acesso, sem nenhum controle aparente. De acordo com o vendedor ambulante Amâncio Silva, 52, diversos boxes estão desativados há algum tempo, e ele tem receio de comercializar próximo ao local. “Já tive comércio aqui próximo, já vi de tudo nesse porto, inclusive quando ainda não era desse jeito. Hoje eu vendo água, refrigerante e cerveja em um carro que levo para todos os locais, e quando comercializo aqui sempre vejo muitos ‘cheira colas’ e gente dormindo nesses boxes, fora os ‘galerosos’ que aparecem de vez em quando”, falou.

Na margem do porto, o mato cresce rapidamente, sobretudo na época atual de chuvas no Estado

Apenas três dos 14 quiosques construídos no porto funcionam, ainda de forma precária

‘Fase de readequação do espaço’ A reportagem conversou com a assessoria da Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH) e foi informada que o terminal está passando por uma fase de readequação do espaço, em vista que o mesmo está em processo licitatório para adesão de novos serviços. Ainda de acordo com a assessoria do órgão, atual-

mente seis balsas fazem o transporte de mercadorias para Novo Airão e Barcelos, e dos 14 boxes apenas três estão funcionando, pois muitos dos comerciantes que pretendiam utilizar o espaço não possuíam os critérios legais para uso do local, e os comerciantes que permaneceram consideraram baixo o retorno financeiro. Segundo o órgão, a imen-

sa quantidade de mato que atinge o local é proveniente do período chuvoso, que causa seu crescimento rápido, mas é o tipo de situação que pode ser sanada a qualquer instante pela administração. Quanto à segurança do local, a reportagem foi informada que dois vigilantes fazem a ronda nos turnos da manhã, tarde e noite, mesmo não havendo expediente noturno.

Boxes do local estão fechados e foram até mesmo alvo da ação de vândalos, apesar da segurança


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Dom Luiz Soares Vieira: Prestes a ser sucedido no cargo de arcebispo de Manaus, ele faz uma retrospectiva de sua vida e revela que em 2 anos pretende voltar a seguir o caminho da fé ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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minha vida inteira sempre quis ser padre!”. A convicção sobre esse desejo resultou em 21 anos de serviços voltados à capital amazonense do arcebispo emérito de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, que hoje, às 10h, no Centro de Convenções do Studio 5, se despede da comunidade. Como seu saudoso cumprimento, um sorriso e palavras sábias repletas de saudades, mas o clérigo garante que, em menos de 2 ano, pretende retornar para continuar a sua caminhada como padre. No dia 2 de maio de 1937, em Conchas (SP), nascia Luiz Soares Vieira, filho caçula do funcionário público Luiz Carlos Vieira e da professora Judith Soares Vieira, menino cuja vocação marcaria a história da diocese de Manaus. Por causa da transferência a serviço de seus pais, Luiz e seus dois irmãos foram morar em Itatinga (SP). O pai e a mãe, sempre fiéis, levavam os filhos a participarem das missas diárias, mas não imaginavam que esse ato colaboraria na vocação do filho. “Quando tinha 5 anos, junto com um dos meus irmãos, começamos a ajudar na liturgia no serviço do altar como coroinhas, e naquele tempo o nosso pároco, espanhol, já idoso se tornou um exemplo pela sua humildade. Lembro que quando ele morreu, suas coisas couberam em uma maletinha. A família até pediu uma túnica para guardar de recordação, mas a única que tinha foi enterrada junto com ele. Após isso, passaram pela nossa comunidade dois padres que logo depois se ordenaram bispos, e pelo exemplo dessas vidas, desde novo já havia decidido que queria ser padre”, relembrou.

Dom Luiz, até os 10 anos, conseguiu concluir o ensino primário no Grupo Escolar de Itatinga, após optar pela vocação foi mandado para Botucatu (SP), ao Seminário Diocesano, onde estudou o ensino médio, ginásio e clássico. “Tenho muita saudade dessa época, pois tive ótimos educadores, que também eram padres. Com o meu estudo no clássico, aprendi as línguas antigas, o grego e o latim, após concluir tudo fui em busca de fazer a faculdade de filosofia”, contou. O Seminário Central do Ipiranga (SP) acolheu o bispo durante seus 3 anos de faculdade em filosofia. “Por

Passaram pela nossa comunidade dois padres (...). Pelo exemplo de suas vidas, desde novo decidi querer ser padre Dom Luiz Soares Vieira, arcebispo de Manaus

ter começado muito novo os estudos, o arcebispo encaminhou uma carta para Roma, pois já havia concluído a primeira faculdade e precisava estudar teologia. Lá em Roma havia um colégio para seminarista brasileiro, que atualmente é para padres, e lá eu estudei meus 4 anos de teologia. Na metade do ano letivo, nós nos ordenávamos padres, mas a idade canônica era 24 anos e eu tinha apenas 22 anos, e necessitava de uma licença do papa daquela época, João 23, e consegui conversar com um cardeal que havia estado um tempo no Brasil e ele então falou com o papa, que autorizou a minha liberação”, disse.

Da diocese para uma vida nova Com a lei canônica da Igreja, ao completar 75 anos de idade os bispos precisam reescrever uma carta ao papa e colocar a diocese à disposição. O ato não foi diferente com dom Luiz. O bispo ainda garantiu que o processo foi tranquilo, pois aguarda uma vida nova. “Tento cumprir com todos os processos a mim instituídos, pois sou muito adepto ao cotidiano e sempre cumpro com as normas da Igreja. Se é necessário realizar a entrega aos 75 anos, fiz a carta e deixei à disposição da Diocese de Manaus para uma nova administração, e tenha certeza de que um ótimo trabalho continuará”, informou. Para dom Luiz, o processo de evangelização deve ser gradativo. “Não devemos nos preocupar com números, e sim com a qualidade e a missionariedade da Igreja, que ajuda o mundo a se encontrar com Deus em Jesus Cristo”, explicou.

Relação perfeita com a família

Momentos marcantes Pentecostes, festa da padroeira do Amazonas Nossa Senhora Imaculada da Conceição e Corpus Christi são os momentos que marcaram - e marcam até hoje - a vida de dom Luiz. “É o momento que mais presencio onde o povo é feliz por ser católico”, disse. A morte de dom Jacson Rodrigues, que foi bispo auxiliar de dom Luiz, em 16 de março de 1998, foi um dos momentos que também marcaram a vida do arcebispo. Dom Jacson, seis meses depois da sua ordenação, estava em serviço no interior e retornou à capital muito doente, com um tumor maligno na cabeça. Ele morreu uma semana depois do primeiro aniversário biscopal. “Quem vive muito, vê muitas pessoas morrerem, mas como temos a esperança na vida eterna, elas não desaparecem, estão vivas em Deus”, afirmou.

Por seus pais serem muito abertos com a vocação de cada um dos três filhos, sempre apoiaram a decisão de dom Luiz e seus dois irmãos. O irmão mais velho do bispo se tornou militar do Exército e hoje é aposentado aos 86 anos e mora em Florianópolis (SC) com dois filhos e netos. O outro irmão escolheu ser professor, atualmente tem 78 anos e mora em Botucatu (SP), com filho casado e neto. A mãe de dom Luiz morreu aos 67 anos, quando ele era padre, e seu pai, aos 88 anos, quando era bispo. “Mesmo sendo o único que escolheu a vocação de ser padre, sou feliz por minha família continuar sendo muito religiosa”, finalizou. Dom Luiz Soares Vieira, prestes a sair da diocese, afirma que vai manter ligação com a igreja


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: o religioso e o homem

FOTOS: DIEGO JANATÃ

Colaboração sempre permanente Com a conclusão da faculdade de teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, o padre Luiz Soares Vieira se ordenou no dia 21 de janeiro de 1960. Ele retornou ao seminário para colaborar com o estudo de muitos seminaristas, ficando assim por 2 anos, após isso recebeu a sua primeira paróquia. “Foi no Estado de São Paulo que eu iniciei com o meu trabalho de padre. Fiquei durante 8 anos no local, mas fui encaminhado para o Paraná, em uma paróquia rural, bem pequena. Fiquei lá mais de 8 anos, quando resolvi pedir do bispo 1 ano sabático. Passou em minha cabeça ir para a Região Nordeste para trabalhar, mas vi que não era o que queria, e resolvi realizar uma viagem pelo mundo inteiro, passei por EUA, China, Japão, Indonésia, Malásia e fui terminar na Austrália, Nova Zelândia, Ilha de Páscoa e Chile”, relembra. Quando retornou ao Bra-

sil, Luiz Vieira foi transferido para a paróquia da periferia de Apucarana (SP), pois o pároco local estava em crise, e por isso o padre Luiz ficou no local por 1 ano, e acolheu outra paróquia rural. Por necessidade, o bispo o transferiu para o

HISTÓRIA

Devido à transferência do bispo da Arquidiocese de Manaus, em novembro de 1991, dom Luiz foi nomeado pelo papa João Paulo 2º como bispo da capital amazonense, tomando posse no início de 1992 seminário de filosofia e para as faculdades que a diocese tinha. Além de dirigir as faculdades, ficou responsável pela administração da arquidiocese de Apucarana em 1983. Com tantos critérios, em junho de 1984 o padre foi nomeado bispo de

Macapá (AP). “Vim conhecer a região amazônica neste período. Cheguei dois dias antes da minha posse. Fui a Belém, de lá me encaminhei para a capital do Amapá, onde tomei posse”, disse. Por motivo da transferência do então bispo da Arquidiocese de Manaus em novembro de 1991, dom Luiz Soares Vieira foi nomeado pelo papa João Paulo 2º como bispo da capital amazonense. “Em janeiro de 1992 tomei posse. Já se passaram 21 anos e um mês, sou um administrador apostólico e fico neste cargo até o dia 23 de fevereiro, quando toma posse o novo arcebispo”, explicou dom Luiz. No dia 4 de março dom Luiz irá para Apucarana (SP) colaborar com suas orientações a uma pároco da catedral, mas o próximo ano é de pretensão de retorno para Manaus. “No que o bispo precisar, estarei junto, disposto a colaborar para qualquer paróquia”, disse. Dom Luiz nasceu no interior paulista e passou a liderar a comunidade católica local em 1992


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A vida recomeça aos 40 anos, ensina ‘seu’ Carlos

Desempregado na meia idade, professor de matemática e sua família mostram que recuar não faz parte de suas rotinas HUDSON FONSECA

Carlos Francisco Alves Pereira junto ao painel em que coloca os momentos importantes da vida de sua família: perda de emprego na meia idade não afetou a vontade de lutar por oportunidades IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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esempregado aos 40 anos de idade com mulher e duas filhas pequenas para sustentar. O enredo que tinha tudo para terminar em tragédia, teve final feliz. Com apoio da mulher e das filhas, ele driblou as adversidades, voltou para a sala de aula, tornou-se bacharel em matemática, foi aprovado em dois concursos públicos e hoje, aos 54 anos, o professor da rede estadual de ensino não deixou de sonhar. Com efeito, os dramaturgos gregos invejariam os dramas brasileiros. Depois de 20 anos de trabalho dedicados a uma fábrica no Distrito Industrial de Manaus, Carlos Francisco Alves Pereira viu-se desempregado e com família para sustentar. Aos 40 anos, idade em que todo mundo pensa em desacelerar e curtir mais a vida, a necessidade repentina o obrigou a mudar completamente e buscar nova fonte de renda. Em busca de estabilidade - e desempregado há 4 anos - ele resolveu investir na formação para quem sabe,

no futuro, disputar uma vaga no funcionalismo público. Foi quando, após a liberação de um empréstimo e do apoio da família, Carlos voltou à sala de aula. “Tenho comigo um otimismo muito grande de achar que podemos conseguir. E Deus realmente tem nos proporcio-

Foi muito difícil encarar (os estudos), porque ainda estava desempregado. Tinha tudo para desistir logo, mas eu não sei desistir Carlos Francisco Pereira, professor de matemática

nado isso. Fui fazer curso de matemática, tinha atração pela área. Como passei muito tempo fora da sala de aula, havia esquecido quase tudo. Também foi muito difícil encarar, porque ainda estava desempregado. Tinha tudo para começar e desistir logo, mas eu não sei

desistir”, revela. Embora o início tenha sido difícil, a esposa Vilma Brito Pereira, 49, lembra que a mudança repentina na vida da família já era esperada. “Ele é uma pessoa muito determinada e sempre busca algo novo. Para a gente não foi surpresa, porque ele sempre quis fazer a faculdade de matemática e exercer a função. Na época as nossas filhas estudavam em escola particular e tinha que conciliar a faculdade dele com o estudo delas. Mas superamos tudo isso”, afirma. Durante o segundo período da faculdade, Carlos resolveu arriscar um concurso para a vaga de vigia e foi aprovado. Mesmo com a estabilidade alcançada, Carlos levou os estudos até o fim. “Prossegui com o curso. Nossa sala tinha 36 alunos muito bons, e eu me considerava bem fraco, por ter passado muito tempo longe dos estudos. Durante o curso, os melhores foram saindo e restaram oito alunos. Eu terminei com a segunda melhor média da sala, fui representante e escolhido como orador da turma”, lembra.

Família em primeiro lugar Além do incentivo da esposa, Carlos Francisco resolveu levar o curso adiante por conta das filhas. “A dona Vilma deu apoio para tudo. Toda essa caminhada foi sempre em direção ao fortalecimento da família, que está em primeiro lugar. Queria minhas que filhas se tornassem forte no conhecimento para que decidissem o melhor para a vida delas e, com isso, acabei me fortalecendo. Foi um sonho muito bonito que se tornou realidade. Na vida tudo tem a cor que costumamos pintar”, considera. Terminado o curso, o bacharel arriscou outro concurso, dessa vez voltado para a nova área de atuação, e foi aprovado. Mais de 1 ano depois da nomeação, Carlos foi chamado para assumir o cargo e há duas semanas iniciou as atividades. “Essas duas semanas têm sido um desafio, mas já tenho percebi-

do os frutos aos poucos. Digo para eles que é importante estudar, saber a tabuada, e falo que já armo conta para o meu filho de 6 anos fazer, o Nicolas Gabriel. Mas eles não acreditam e pedem para eu

CHANCE

Terminado o curso de matemática, Carlos arriscou um concurso e foi aprovado. Mais de 1 ano depois da nomeação, foi chamado para assumir o cargo na rede estadual de ensino não exagerar”, brinca. Na sala da nova casa, para onde acabou de se mudar, ele mostra com carinho o quadro feito com foto das duas filhas, da esposa e dele. Vinte e oito anos de história

em que as filhas foram o incentivo e a mulher a verdadeira inspiração. Hoje as meninas seguem o exemplo do pai com apoio da mãe e colecionam aprovações em concursos. A mais velha, Carla Vanessa Pereira de Santoris, 28, formada em letras, passou em dois concursos e hoje é policial civil. A mais nova, Carine Brito Pereira, 25, assistente social, já passou em dois e não abandona os livros, já planejando o próximo. “É impossível sair da linha, acabei sendo influenciada, como minha irmã deve ter sido, por ele também. Porque pude ver que quem estuda para concurso acaba conseguindo passar. Tem que perseverar. Minha mãe também teve um papel fundamental. Ela nos deu suporte muito importante no nosso dia a dia. São coisas que nos dão forças pra continuar”, reconhece.


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Projeto estimula família a resgatar seus pacientes Iniciado em outubro de 2012 em São Paulo pelo Conselho Nacional de Justiça, trabalho é voltado para doentes psiquiátricos

FOTOS: DIVULGAÇÃO

REGINA BANDEIRA Agência CNJ

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Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está executando projeto para que o doente psiquiátrico receba documentação civil que lhe assegure o direito aos benefícios sociais e previdenciários e com isso ser resgatado pela família para esvaziar os leitos hospitalares. O projeto Resgate da Cidadania de Pessoas Internadas em Hospitais Psiquiátricos foi iniciado em outubro do ano passado no Hospital Vera Cruz, em Sorocaba (SP). Do total de 405 internados, 252 não recebem os benefícios a que têm direito e 131 não possuem sequer documento civil. O censo revelou também que 15 pacientes estão internados há mais de 30 anos, outros 90 estão lá há mais de 10 anos, e 286 há mais de 5 anos. “Não imaginávamos que encontraríamos tanto abandono”, afirmou o conselheiro Silvio Rocha, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que participou do censo como membro da Comissão Permanente de Acesso à Justiça. Em entrevista à Agência CNJ, Silvio Rocha falou sobre esse trabalho.

O projeto de Resgate da Cidadania de Pessoas Internadas em Hospitais Psiquiátricos nasceu com a intenção de promover a obtenção da documentação civil dos internados e de benefícios sociais e previdenciários a que tiverem direito

Por que o CNJ abraçou a causa dos pacientes psiquiátricos? O projeto de Resgate da Cidadania de Pessoas Internadas em Hospitais Psiquiátricos nasceu com a intenção de promover a obtenção da documentação civil dos internados e a obtenção de benefícios sociais e previdenciários a que tiverem direito, com o objetivo de que estas intervenções sirvam de mais um instrumento para a desinstitucionalização das pessoas internadas em hospitais psiquiátricos, e a consequente inserção delas ao meio social, em consonância com a Política Antimanicomial, estipulada pela lei 10.216/2001.

Qual foi a situação encontrada no Hospital Vera Cruz? Escolhemos o Vera Cruz após a denúncias de maustratos às pessoas ali internadas. Face a essas denúncias, o hospital foi alvo de investigações do Ministério Público e sofreu intervenção pelo Ministério da Saúde. Devido à gravidade das afrontas à dignidade ocorridas no Hospital Vera Cruz e devido ao elevado número de pacientes e hospitais psiquiátricos na região de Sorocaba, o Ministério Público do Estado de São Paulo promoveu um Termo de Ajustamento que envolveu as secretarias municipais de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, Ministério da Saúde, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e vários outros órgãos e instituições. Ainda, pela gravidade das denúncias contra o Hospital Vera Cruz, promovemos, em parceria com vários órgãos e instituições, o censo junto às pessoas internadas na referida instituição. O levantamento revelou que lá há 405 pessoas internadas, a maioria há mais de 5 anos. Ao todo, 286 pessoas vivem no hospital há mais de 5 anos. Há 90 pessoas internadas há mais de 10 anos e 15 pacientes vivendo ali há mais de 30 anos. Desses pacientes internados, quantos cumprem medidas de segurança? O censo revelou que dos 405 internos, 13 cumprem medidas de segurança. As fichas dessas pessoas serão encaminhadas para o Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ para que a validade dessas internações seja analisada. Muita gente já poderia ter saído desse regime de internação há muito tempo, mas continuaram por várias razões. A situação mais comum desse abandono está na falta de

uma rede de assistência social e de saúde que acompanhe essas internações, essas pessoas. No levantamento, percebemos que muitos ali não possuem sequer documentos civis, como documento de identidade, CPF ou certidão de nascimento. Existem 131 pessoas nessas condições. Como a emissão desses documentos contribui diretamente nessa questão? O fornecimento de documentos a esses pacientes é fundamental. Sem esses documentos essas pessoas não conseguem qualquer benefício social ou previdenciário, ou seja, ficam desassistidas. Ao obter benefícios, essa pessoa passa a ter uma capacidade contributiva em casa. É um apoio financeiro que serve de estímulo para que essas famílias acolham esse membro e restabeleçam seus laços. Esse é um dado real. Só no Vera Cruz existem 252 pacientes que não recebem quaisquer benefícios previdenciários ou sociais. Como vai ocorrer esse levantamento e impressão de documentos? Esse é um trabalho que conta com diversos órgãos e entidades; INSS; Associação de Notários e Registradores do Brasil; Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Ministério da Saúde; Conselho Nacional do Ministério Público; Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, entre outras entidades e órgãos governamentais. A expectativa é que fixemos uma metodologia para ser disponibilizada para os demais Estados. Estamos criando esse ‘como fazer’ agora e isso será exportado para os próximos mutirões. É muito interessante perceber como as demandas foram surgindo. Foi com o contato e o pensar em como resolver determi-

nados problemas que outras questões foram aparecendo. Por exemplo, percebemos que há muitos entraves, muita burocracia, para permitir que se faça o registro tardio de um adulto. Neste aspecto a Corregedoria Nacional de Justiça, com a colaboração de vários órgãos e entidades (Associações de Registradores, Conselho Nacional do Ministério Público, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Procuradoria Federal de Direitos do Cidadão e INSS) editou o provimento que dispõe sobre o registro tardio de nascimento. Esse provimento contribuirá para eliminar dúvidas que se apresentam quando da solicitação do registro e contribuirá para maior celeridade na obtenção do registro. Já há previsão para o próximo mutirão? Sim, já estão confirmados censos nos sete hospitais psiquiátricos da região de Sorocaba. Nessa região, a previsão é de que 2.200 pessoas tenham suas documentações avaliadas. Além de São Paulo, outros Estados também provavelmente receberão nossa visita. A escolha desses locais observará duas premissas: a quantidade de pessoas internadas e a denúncia de afronta à dignidade humana. Com o objetivo de estabelecer as interfaces necessárias para continuidade dos trabalhos está em vias de concretização a assinatura de Termo de Cooperação Técnica que envolverá vários órgãos e instituições. Como ocorrerá a entrega desses documentos? Primeiro vamos dar publicidade ao resultado do censo em solenidade que será promovida por todos os órgãos e instituições que participaram do censo. Estimamos que os primeiros lotes de entrega de documentos ocorram no decorrer do mês de abril de 2013.

Sem esses documentos essas pessoas não conseguem qualquer benefício social ou previdenciário, ou seja, ficam desassistidas. Ao obtê-los, passam a ter capacidade contributiva

Além de São Paulo, outros Estados também provavelmente receberão nossa visita. A escolha desses locais observará a quantidade de pessoas internadas e a denúncia de afronta à dignidade


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Dia a dia

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Fatos históricos iniciam proliferação de ‘teorias’ CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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renúncia do papa Bento 16 e a queda do meteorito na Rússia fizeram com que algumas teorias apocalípticas fossem relembradas pelos supersticiosos. A “Profecia de são Malaquias”, ou “Profecia dos papas”, que fala sobre o fim da igreja e do mundo, e a do profeta Nostradamus ganharam destaque, principalmente nas mídias sociais, campo vasto para proliferação desse tipo de “informação”. A profecia atribuída a são Malaquias, publicada em 1595, é composta por 112 frases curtas. Escritas em latim, a obra revela que o futuro chefe da Igreja Católica Romana, o sucessor de Bento 16, seria o último antes de Roma e a Igreja Católica serem destruídas. Um trecho da profecia atribuída a Nostradamus diz que “o homem de Roma deixará seu posto. A fé humana se cobrirá com véu. A morte enviará seu rosto, enviando fogo e rochas do céu”, que logo foi atribuído à queda do meteorito, no leste europeu, ocorrida na sexta-feira (15). De acordo com dom Luiz Soares Vieira, arcebispo de Manaus, a profecia imputada a são Ma-

laquias não deve ser levada a sério. Os redatores da última edição da Enciclopédia Católica afirmam que a profecia é uma farsa elaborada por um falsário italiano, Alfonso Ceccarelli, para influenciar os cardeais no conclave de setembro de 1590, que elegeu o papa Urbano 8º. “A Igreja Católica não aceita como verdadeira, pois prova-

CRENÇAS

A profecia atribuída a são Malaquias, publicada em 1595, é composta por 112 frases curtas em latim, revelando que o futuro chefe da Igreja seria o último antes de Roma e a Igreja serem destruídas velmente não foi escrita por são Malaquias”, disse. Ele pediu que as pessoas parem de tentar adivinhar quando será o “final dos tempos”, pois segundo a Bíblia somente Deus sabe o dia e a hora em que tudo terá um fim. Apesar das evidências de ser falsa, ao falar sobre a sucessão de papas o imaginário popular volta a lembrar sobre a “profecia de são Malaquias”.

Na opinião do sociólogo Ademir Ramos, todo imaginário popular é construído pelos elementos históricos e também religiosos, o que determina a formulação de certas representações, e no contexto da renúncia do papa, vem à tona os textos religiosos sobre o Apocalipse. “Isso acontece há séculos, o que favorece a construção de representações, tanto em obras de arte, literatura e até no cinema”, diz, completando que a construção das teorias é para tentar compreender os fatos. “Os homens recorrem à tradição simbólica para explicar algo. Nessa situação específica da sucessão tem a ver com o poder político, misturado à questão histórica e sociológica, afinal não é um fato corriqueiro e, também por isso, as pessoas começam a construir diversas representações, pois o Vaticano é um mundo hermético com pouca visibilidade, e quando o papa também recorre a metáforas, dá margem às teorias”, avalia Para o estudioso, as redes sociais ajudam na divulgação das diversas versões das teorias. Entretanto, Ramos defende que isso é bom para enriquecer o “cardápio” da discussão.

ASSOCIATED PRESS

Últimos incidentes abrem a temporada de novas interpretações sobre conspirações e, mais uma vez, o fim do mundo

A renúncia de Bento 16 foi o princípio da proliferação de novas teorias conspiratórias e crenças


Caderno D

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Exposição sobre o corpo humano chega a Manaus (92) 3090-1042

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‘Não sei fazer outra coisa além de cantar’ Prestes a completar 25 anos de carreira, a cantora Márcia Siqueira, conhecida também como “Rosa Vermelha do Garantido”, anuncia a gravação do DVD “Ritual” PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

“H

oje, vivo a fase do recomeço. Conquistei o amadurecimento e mesmo assim não deixo de passar pelos obstáculos, que sempre resultam em aprendizado”. Essa é a avaliação que a cantora Márcia Siqueira faz da trajetória profissional dela, que no mês de maio chega aos 25 anos. Em comemoração à data, a artista anuncia os preparativos para a gravação de um DVD em abril e o lançamento logo após o festival de Parintins 2013. Márcia Siqueira afirma que o DVD recebe o nome homônimo do CD “Ritual”, mas o título ainda é provisório. O projeto está em fase de elaboração e fechamento dos detalhes. A mídia terá 20 canções, toadas que marcaram a história do boi-bumbá Garantido no período entre 1995 e 2012. Márcia faz parte da nação vermelha e branca, onde é conhecida como “A Rosa Vermelha do Garantido”. No show, o público ainda vai ouvir a gravação de duas toadas do Boi Caprichoso. Além da parte musical, o DVD também vai conter um documentário sobre a

trajetória profissional da amazonense. Outro detalhe divulgado pela cantora é a participação de amigos que também são músicos. “Posso afirmar que um dos nomes a serem chamados é o de Sidney Rezende. Tenho o prazer de dividir o palco com meus amigos neste momento tão especial”, informa. “Há 1 ano tenho trabalhado no levantamento dos registros de minha carreira. Esse trabalho é dedicado a todas as pessoas que acompanham e apoiam minha trajetória”, completa. O DVD será desenvolvido pela produtora Olha Já Filmes. História Para a cantora, os 25 anos de atividades representam o fechamento de um ciclo, onde as dificuldades fizeram parte da caminhada, da mesma forma que as conquistas. A artista enfatiza que os problemas logísticos relacionados ao atendimento à capital amazonense podem ser considerados como um dos principais obstáculos à atividade de qualquer cantor manauense. “Apesar de todas essas problemáticas, estou feliz por ter conquistado um espaço em minha terra. O reconhecimento e o carinho das pessoas é o

Em abril, Márcia Siqueira comemora 25 anos de carreira

melhor resultado de uma vida no segmento musical. Não sei fazer outra coisa, a não ser cantar”, expressa. Outra barreira encontrada pelos artistas locais, de acordo com Márcia, é a falta da valorização profissional. A cantora lamenta o fato de a população não ter iniciativa para investir em produtos e eventos promovidos por mão de obra amazonense. “Isso é algo constante e natural. Porém, é uma mentalidade que precisa ser mudada. Às vezes, o artista produz um show e o público não comparece porque não quer investir um preço simbólico como R$ 10, por exemplo”, lamenta. Segundo a artista, durante o período de atuação o cantor passa por diversas situações, definidas por Márcia como inusitadas, engraçadas e emocionantes. A manauense recorda ao menos duas datas que lhe causaram “marcas”: a primeira, a da apresentação na noite dos 25 anos do Festival da Canção de Itacoatiara (Fecani), onde interpretou a canção “Dança”, de Rezende, uma das primeiras colocadas durante a história do concurso; a segunda, foi a produção de um espetáculo baseado no repertório da cantora nor-

te-americana Billie Holiday, em 2003. “Esse show foi um dos maiores desafios que enfrentei. Como não falo inglês, precisei passar por um curso rápido. O resultado da dedicação, foi um belo trabalho”, celebra. “Até mesmo as programações que não deram certo merecem ser tidas como motivos de aprendizagem”, comenta. Projetos Além da gravação do DVD, Márcia anuncia que se dedica a novas produções do projeto “Elas cantam Samba”, onde atua em parceria com as amigas, também cantoras, Lucilene Castro, Fátima Silva e Cinara Nery. De acordo com Márcia, ainda não há previsão para a próxima apresentação. Outro trabalho que ganha a voz da manauense é a gravação do DVD do Garantido 2013.


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The Dust Road prepara sua estreia em palco alemão

Além de conquistar espaço fora de Manaus, a banda nortista foi selecionada para participar do Grito Rock Berlin Festival DIVULGAÇÃO

PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

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pós tentar ascenção musical no Sudeste do país, a banda nortista The Dust Road está entre os quatro nomes selecionados para fazer parte do Grito Rock Berlin Festival, evento que acontece no dia 2 de março em Berlim, na Alemanha. Na tentativa de realizar esse sonho, os músicos promovem uma campanha online para arrecadar recursos para custear as passagens. O grupo é composto por quatro integrantes: Collins Freitas, Cahê Paixão, Gil Santos e Léo Cólera. Para chegar a ocupar uma das vagas no elenco do festival, os artistas concorreram com mais 31 bandas nacionais. Além da The Dust Road a programação conta com a participação de Barracuda Project e Quinze Meses, de Caxias do Sul; e os mineiros da Ozome. Agora, os nortistas pedem ajuda ao público para que contribuam por meio do site www. vakinha.com.br para a compra de cinco passagens ida e volta São Paulo-Berlim, que inclue o

passaporte da produtora. Os músicos devem viajar no dia 28 e após a apresentação, retornar para o Brasil no dia 4, período em que precisam atender a compromissos agendados, como shows. De acordo com o tecladista da banda, Collins Freitas, a notícia de que estariam na lista

SELECIONADOS

O grupo local The Dust Road passou por um processo seletivo juntamente com mais 31 bandas nacionais para participar do Grito Rock Berlin Festival, que será realizado em março, na Alemanha

dos aprovados para o evento significa a resposta positiva do trabalho desenvolvido há 8 anos juntos. Empenho, dedicaçao e esforço são citados pelo roraimense como marca principal do grupo. “Tenho a sensação de que as coisas estão dando certo e que todo o trabalho não foi em vão. Isso quer dizer

reconhecimento, o que nos deixa gratificados”, comemora. Para o guitarrista e vocalista do grupo, Cahê Paixão, a aparição do nome da banda na lista dos selecionados representa o profissionalismo e ainda a possibilidade de evolução aos artistas amazonenses. Paixão nasceu em Manaus e concorda que a cidade é um campo aberto, que apresenta diversidade de talentos musicais. “A aprovação é resultado do nosso trabalho. Manaus tem profissionais capacitados para ganhar o mundo, porém, ainda falta o incentivo por parte do governo”, declara. Mudanças Os artistas residem em São Paulo há oito meses, tempo que precisavam para “enfrentar o mundo e conquistar a ascenção musical”. E não deu outra. Após a adaptação na nova terra, Collins lembra que passaram a realizar shows em novos lugares, o que foi proveitoso. “Nosso foco era avançar e para isso foi necessário sair de onde estávamos. Hoje, comemoramos o fato de chegarmos a ser atrações internacionais”, finaliza.

A banda local The Dust Road foi selecionada para participar de um festival em Berlim

O colunista Fernando Coelho está em férias


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Marcelo Marrom promete rimas e interação total GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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osto conhecido há 1 ano (completado em março) pela televisão aberta e voz característica em rede nacional de rádio, o humorista Marcelo Marrom chega a Manaus no primeiro fim de semana do mês que vem para apresentar, ao lado do comediante Rodrigo Capella, o show “Comédia em preto e branco”, no palco do Teatro Direcional. Na bagagem, Marrom traz um violão, piadas não inventadas e lembranças de outras três passagens pela capital amazonense. Em entrevista por telefone ao EM TEMPO, Marcelo Marrom afirma que o texto de “Comédia em preto e branco” é bem diferente do que costumava apresentar no stand-up “Preto combina com tudo”. “É um roteiro bem mais atualizado. Pouca coisa ficou do espetáculo que eu fazia sozinho que, aliás, deixei de lado por conta desse novo projeto com o Capella”, diz. Destaque Segundo Marrom, um dos pontos fortes do espetáculo em dupla é a inserção de elementos do quadro que apresenta no programa “Altas Horas”, da TV Globo, semanalmente, onde interage com o público pedindo palavras avulsas para compor rimas musicadas na base do improviso. “As pessoas gritam palavras para mim. Qualquer coisa mesmo. Eu vou pescando essas sugestões e anotando num quadro. Aí, faço uma música de improviso com algumas delas. Muitas pessoas vão para esse show para ver e participar disso, porque é um quadro muito assistido no programa de TV e que gerou até um braço na (rádio) Transamérica, onde batizamos de “Na rima do Marrom”, para o qual os ouvintes mandam e-mail contando alguma situação pela qual passaram ou mesmo fornecendo dados sobre alguém que queiram zoar um pouco”, explica. Embora não haja ensaio entre os comediantes, o espetáculo que vem pela primeira vez a Manaus está há 1 ano e dois meses em cartaz, semanalmente, em São Paulo. “A gente tem um esqueleto que dá uma dire-

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Esta é a quarta vez que o comediante vem a Manaus para apresentar espetáculo de humor com Rodrigo Capella ção de onde podemos partir e onde queremos chegar, mas o meio do caminho depende muito das possibilidades e até das respostas da pleteia. Às vezes, a melhor piada nem é nossa. Já teve situações em que o público foi responsável por isso, tamanha é a zoação em cena, entre nós mesmo e com as pessoas”, afirma Marcelo Marrom. Experiente O humorista já esteve em Manaus em outras três oportunidades. A última delas foi em 2011, quando esteve em um evento em que dividia o palco – não juntos – com a personagem de comédia Nany People. “Já estive aí com o (grupo) Deznecessários (onde chegou a atuar ao lado de Rodrigo Capella) e com o espetáculo ‘Dezimprovisa’, mas posso dizer que seguramente não conheço praticamente nada da cidade. Não dá tempo mesmo. Por outro lado, tenho muitas lembranças boas daí. Sempre com a casa cheia. Às vezes, mesmo não estando lotado o ambiente, nunca esteve desconfortável para nós, artistas”, diz. O ator e humorista Marcelo Marrom divide a cena com Rodrigo Capella no teatro

SHOW

Um dos pontos fortes do espetáculo em dupla é a inserção de elementos do quadro que apresenta no programa “Altas Horas”, da TV Globo, semanalmente, onde interage com o público Para ele, fazer rir é o principal objetivo de ambos os atores. “Quase a totalidade das piadas foram e ainda são criadas no palco. Às vezes, não dá certo e quando isso acontece a gente tira aquilo que não funcionou. Mas, em geral, as pessoas dificilmente ficam mais de 30 segundos sem rir nessa montagem”, garante o comediante que tem como ídolo, entre os vivos, Jô Soares. “Estamos muito felizes com a repercussão do show. Há mais de 1 ano, começamos fazendo em um lugar para umas 30 pessoas e hoje é sucesso em diversas cidades. Em 2013, estamos com a perspectiva de realizar uns 200 shows, incluindo os eventos corporativos”, conclui.

SERVIÇO COMÉDIA EM PRETO E BRANCO Quando: dias 2 e 3 de março, às 20h e às 19h, respectivamente Onde: Teatro Direcional (Manauara Shopping) Pontos de Bilheteria do vendas: Teatro Direcional Quanto: R$ 50 Informações: (92) 3342-8030

Opções gratuitas para curtir o domingo em toda a cidade

Ingressos à venda para a noite com ícones do sertanejo

Site na internet divulgará as obras de Candido Portinari

Hoje será realizada mais uma edição da “série Guaraná”. A Orquestra de Câmara, sob regência do maestro Marcelo de Jesus, apresenta seu repertório clássico a partir das 19h, no Teatro Amazonas. A entrada é gratuita. No mesmo dia, o trio Em Si, se apresenta no largo São Sebastião dentro do projeto “Arte por Toda Parte”, às 18h30. Para as crianças opções não faltam: os palhaços Gororoba, Quiabo e Alegria são algumas das opções durante todo o dia. A praça de alimentação do Manaus Plaza terá a banda Moinhos de Vento, a partir das 18h30. A entrada gratuita. saxofonista e vocalista Caio Camargo antecipa que o show será uma espécie de comemoração à MPB, incluindo desde os clássicos gravados por Geraldo Azevedo, Naldo, Djavan, Alceu Valença, até os sucessos da atualidade.

Em março o público amazonense que é fã do sertanejo terá a oportunidade de conferir os shows das duplas Jorge & Mateus, Humberto & Ronaldo, além de Gusttavo Lima e Israel Novaes e o melhor: em uma única noite. Trata-se do evento “Villa Mix”, que já passou por cidades como Brasília, Fortaleza, São Paulo e, em 2013, chega a Manaus. A festa será realizada no Centro de Convenções (sambódromo). Os ingressos já estão à venda e custam R$ 40 (pista/1º lote); R$ 240 (camarote/2x no cartão); R$ 250 (área VIP com open bar até às 3h/2x no cartão); R$ 500 (camarote Stage com open bar, bufê Empório dos Reis/2x no cartão). Um dos diferenciais do “Villa Mix” é a estrutura. O palco tem um acabamento próprio. Ao lado dele, são usados telões verticais em LED, no recuo da bateria – no sambódromo – será a área VIP.

Democratizar a obra de Candido Portinari. Esta é a principal proposta do novo portal do Projeto Portinari – www.portinari.org.br, que estará no ar a partir do dia 21 de fevereiro. Fruto de mais de 30 anos de pesquisa e uma catalogação minuciosa sobre a obra do pintor, sua vida e época, o Portal Portinari agrega a este complexo conteúdo, totalmente disponível na web, uma interface inovadora, que explora as tecnologias disponíveis para propor uma navegabilidade mais acessível e lúdica para o grande público.O novo portal acessa diretamente todo o acervo do Projeto Portinari, uma complexa base de dados com cerca de 30 mil itens relacionados, entre obras, cartas, fotografias, periódicos, depoimentos, que se referem não só a Portinari como também a seus contemporâneos, como Carlos Drummond de Andrade.


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REPRODUÇÃO

CRÍTICA

Os últimos anos na busca pelo terrorista Bin Laden Kathryn Bigelow, que ganhou seis Oscars por “Guerra ao Terror”, retorna à premiação com “A Hora Mais Escura”, concorrendo em cinco categorias BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO

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s americanos provam, mais uma vez, que o fatídico atentado de 11 de setembro está vivo – e muito! – em suas memórias com o filme “A Hora Mais Escura” (Zero Dark Thirty) que leva assinatura da premiada diretora Kathryn Bigelow (“Guerra ao Terror”). O longametragem, que infelizmente não chegou as salas de Manaus, conta a saga heroica em busca do responsável do ataque: Osama Bin Laden. Usando e abusando de imagens escuras e carregadas, o filme tem como protagonista a atriz Jessica Chastain, que vive Maya, uma agente da CIA que esquece de sua vida pessoal em busca do temido terrorista. A cena inicial provoca uma sensação de desconforto, pois são colocadas diversas gravações de pessoas que estavam presentes no World Trade Center, no Pentágono e no Voo United 93, tendo como fundo apenas uma tela preta. A partir daí, o roteirista Mark Boal mostra os últimos 4 anos que coincidem

com a morte de Bin Laden em 3 de maio de 2011. Vale ressaltar que a agente de fato existe, mas por ainda trabalhar na CIA, sua identidade é preservada. Enviada ao Paquistão, Maya, que, ao que tudo indica, não tem experiência no quesito tortura devido a sua reação, depare-se com Dan (Jason Clarke), responsável por torturar presos que são ligados ao terrorista. A realidade pesa, causando no espectador momentos de confronto sentimental: seria necessária tanta brutalidade na hora de interrogar? O que facilmente é esquecido com o diálogo seguinte, nos trazendo para a realidade e nos fazendo lembrar quantas pessoas morreram durante o ataque. Aliás, a própria Maya, no decorrer do longa, começa a se familiarizar com sofrimento dos seguidores de Bin Laden. Entre idas e vindas pelo Oriente Médio e sem muito prestigio por parte de seus superiores, Maya não desiste um só segundo de suas evidências que cada vez mais são cabíveis. Mesmo abandonada pelo parceiro Dan – que não suporta mais o

REPRODUÇÃO

fato de viver no Paquistão -, sua saga continua. Ela perde amigos em um atentado, sofre dois ataques – um saindo o local onde mora e outro em um restaurante -, perde confiança a confiança do

SINOPSE

O longa-metragem “A Horas Mais Escuras”, da diretora Kathryn Bigelow, conta a saga da CIA em busca de Bin Laden, responsável pelo ataque de 11 de setembro aos Estados Unidos próprio governo, é mandada de volta aos Estados Unidos, mas não desiste. E como mostra o longa, ela estava certa. O ápice da história são os momentos que antecedem a invasão a casa onde morava o líder da rede Al-Qaeda. Aliás, uma verdadeira fortaleza tamanha era quantidade de concreto e mecanismos de defesa que o local possuía. Quando parecia fácil, Maya teve mais uma missão: convencer a SEAL Team 6, de

que estava certa, mas isso ela tirou de letra tamanha sua força e determinação. Com dois helicópteros, armamento moderno, monitorados por Barack Obama e com sede de vingança os soldados iniciam a invasão a casa de Bin Laden. São mostradas diversas mortes nos andares de todo o local. E, sem dúvida, o que mais choca são as reações das mulheres – sendo algumas delas poupadas – e seus filhos. Neste momento, a tensão é a única sensação existente no espectador. E no último andar aparece o terrorista que se encontra armando, mas é morto por um dos soldados. Seu corpo é transferido para base americana ainda no Pasquistão onde é realizado seu reconhecimento por Maya. Ao final de tudo, a sensação de dever cumprido da personagem é visível. Porém, nos levar a questionar até que ponto tudo que foi mostrado é real. Onde está o corpo de Bin Laden? O que foi feito com sua família? E o principal: quanto o governo americano investiu na produção do filme? Questionamentos que não param.

ERUDITO

Diana Damrau fará ‘La Traviata’

Diana Damrau fará pela primeira vez a ópera “La Traviata”

Nem mesmo os trechos de ópera que o avô cantarolava para ninar a neta foram suficientes para fazer com que a pequena Diana aturasse em paz as horas na sala de casa, ouvindo LPs ou assistindo a fitas com as principais obras do repertório. Isso até os 11 anos, quando algo mudou. Culpa de um senhor chamado Giuseppe Verdi e de uma história por ele narrada - a da cortesã Violetta e seu difícil caso de amor com o jovem Alfredo. Diana Damrau cresceu e, aos 41 anos, fará no próximo mês sua estreia no papel de Violetta, na Traviata, em montagem do Metropolitan Opera House, de Nova York. Vai contracenar com o tenor Plácido Domingo que, fazendo as vezes de barítono, interpretará o pai de Alfredo, Giorgio Germont. “Você pode imaginar a sensação de estrear nesse papel, responsável por minha paixão pela ópera, e ainda mais ao lado do Domingo, que cantava naquele vídeo que assisti na infância? Uau...É daqueles momentos em que você se dá conta de que adianta ter sonhos, porque eles de fato podem se realizar!”. Antes da Traviata, porém, Diana está às voltas com um outro papel de Verdi: Gilda, no

“Rigoletto”, que será transmitido nos cinemas brasileiros. A montagem foi muito aguardada - e tem sido bastante discutida. O motivo? O diretor Michael Mayer tira a ação da Mântua do século 16 e a passa para a Las Vegas dos anos 60. No New York Times, por exemplo, Anthony Tommasini, normalmente o mais gentil dos críticos, define a produção como uma “mistura frustrante entre ideias inventivas e outras mal ajambradas” - e questiona se uma produção que faz referência ao Rat Pack é capaz de atrair jovens plateias. “Será que eles têm ideia do que foi o Rat Pack?”. Diana confessa que, de cara, quando foi chamada para a produção, teve lá suas dúvidas. Mas reconhece - importa menos o local em que a trama está ambientada e mais se o diretor é capaz de narrar de modo efetivo a história nesse novo universo. “Eu estudo meu personagem, entro nele e então paro para pensar: vou conseguir narrar o seu drama nesse ambiente?”, ela diz, em entrevista concedida ao Estado na quinta-feira. “Sinatra, a máfia, o jogo...onde eu entro? Mas há algo de decadente na Las Vegas recriada pelo diretor, e isso se relaciona com Verdi.

E então você se dá conta de que tudo funciona muito bem e que é possível narrar a história que queremos”. Verdi é um território relativamente recente para Damrau. Nascida em Günzburg an der Donau, cidade de pouco mais de 15 mil habitantes às margens do Danúbio, no sul da Alemanha, ela iniciou a carreira no repertório germânico. Seu primeiro grande

ÓPERA

A cantora Diana Damrau, 41 anos, dividirá o palco com o tenor Plácido Domingo na ópera “La Traviata”. A apresentação será realizada no Metropolitan Opera House, de Nova York sucesso foi com o papel da Rainha da Noite, em “A Flauta Mágica”, de Mozart, que a fez correr o mundo todo em montagens e gravações premiadas. Seguiram-se uma série de papéis do chamado bel canto, a ópera da passagem do século 18 e para o 19 - em especial Rossini e Donizetti -, que ela mantinha em seu repertório ao lado de canções de autores como Ri-

chard Strauss e peças sacras de Mozart ou Bach. “Saber quando mudar seu repertório, quando enfrentar um papel, é algo muito complicado. Não há regra, cada voz é diferente”, ela explica. “E mais do que isso, a voz não é uma só. Você tem a voz de quando está bem, a voz de quando está um pouco indisposta, a voz de quando há algo te incomodando. É só quando você conhece a si mesmo, a seu corpo, que pode começar a ousar e correr riscos”. Ela, ainda assim, se considera uma cantora de sorte. “Nos anos 90, iniciei minha carreira como membro estável do Teatro de Mannheim, que tinha muitos cantores e, por isso, eu podia cantar apenas o que era bom para mim, sem forçar, sem machucar meu instrumento.” Sua primeira Traviata estava prevista para o ano passado, mas ela ficou grávida do segundo filho. “Tive bastante tempo para me preparar, mas ainda é assustador! Não dá para ignorar o fato de que é um enorme passo.” Mas ela se tranquiliza, afinal, não está sozinha. Quem a acompanha? Aquele mesmo senhor, Giuseppe Verdi. “O poder do drama de sua música, cada pedaço dela, é um presente especial ao cantor”. Por João Luiz Sampaio


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TV Tudo

REPRODUÇÃO

Chiquititas O SBT tem certeza de uma coisa: a “Menina Fantasma” estará na trilha sonora de “Chiquititas”. Só não se decidiu ainda, se ela, Anna Livya Padilha, se fará acompanhar de alguém nesta interpretação. Na novela, ela fará a personagem Janu, uma criança fora do orfanato. Chiquititas 2 Pelo projeto armado com a gravadora Building Records, a estratégia de lançamento de “Chiquititas” será a mesma de “Carrossel”. O CD estará no mercado 30 dias depois da estreia da novela. No ar Ainda sem entrar nos maiores detalhes, como data de estreia e os novos participantes, o canal GNT já tem no ar as primeiras chamadas do “Saia Justa”. Aliás, um trabalho do maior bom gosto. Nova ordem A novela do Walcyr Carrasco, substituta de “Salve Jorge” na Globo, está com a sua sequência de trabalhos invertida, em relação ao que inicialmente foi informado por aqui. Começa com gravações no Rio e em São Paulo, para só em abril viajar ao Peru. A favor A Bandeirantes fez algumas mudanças na sua programação e o lançamento de séries, como “Simpsons” e “The Walking Dead”, por exemplo, vieram acrescentar pontos importantes na

Versátil Amanda Françozo, após vários trabalhos na TV como apresentadora, vai investir também na carreira de atriz. Ela está se preparando para fazer participação no longa-metragem “Dona Beija”, que terá Tais Pacholeck no papel título. As filmagens acontecerão a partir de agosto, em Minas. sua audiência. O responsável por isso, Diego Guebel, merece o reconhecimento. Contra O que a Bandeirantes precisa evitar é o erro de mexer a todo instante na sua grade, sem ao menos comunicar o seu telespectador. Foi o que aconteceu no começo da semana que passou, em relação aos horários de exibição dessas séries. Pode mudar, mas avisa com alguma antecedência. Não existe esse papo Espalharam por aí que o Rogério Gallo estaria deixando o seu trabalho no canal Arte 1, para assumir outras funções no Grupo Band, inclusive em setores ligados à TV aberta. Nada disso. Gallo permanecerá cuidando da nova emissora,

que será oficialmente inaugurada no começo de março, quando se completará a sua fase de testes. Aquecimento Começaram as leituras de texto da série “As Teresas”, com Denise Fraga e Cláudia Mello, sob encomenda para o GNT. O elenco, nas últimas horas, ganhou o reforço de outro craque, Enrique Diaz.

Bate–Rebate • A passagem da Bandeirantes por Vitória, no Carnaval, foi considerada bem positiva pelo pessoal de lá. • Os organizadores do evento já manifestaram interesse em repetir a dose na temporada 2014. • Ficou prometida a participação da Luciana Gimenez no programa do Raul Gil. • Só que não foi marcado nada até agora. • Há um certo suspense na Anhanguera botando medo em alguns. • Os rumores de corredor indicam que as mudanças no SBT devem começar a partir desta segunda-feira. • Fúlvio Stefanini, casado com Cássia Kis Magro, será pai do Malvino Salvador na novela do Walcyr.

O exercício do bom jornalismo O exercício do bom jornalismo deveria ser uma coisa integrada à vida de todas as TVs. Chamou atenção a forma desprezível como foi tratada, por parte de várias delas, a renúncia de Bento 16. Está certo que o fato se deu em pleno Carnaval, mas notícia não escolhe hora ou lugar, ainda mais se tratando de algo tão relevante como o afastamento de um Papa. Algumas, ignorando completamente o fato, ficaram no baticumbum e nem aí. Aliás, qualquer coisa mais importante, no Brasil ou em qualquer outra parte, só poderá ocorrer antes ou depois do Carnaval. Durante, por favor, jamais.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini A Rede TV! está mesmo empenhada em reforçar o seu departamento de esportes e em ampliar a sua participação na grade de programação. Daí o empenho da sua direção em viabilizar novas contratações. Flávio Prado é apenas um nome. Existem outros na mira, inclusive já conversados.

Explicação No dia 3 de março, a Globo vai fazer o lançamento do “Senhores das Águas”, no “Esporte Espetacular”. O repórter Clayton Conservani vai informar o funcionamento do quadro e apresentar os participantes - Pedro Oliva, Benjamin Stooksberry e Chris Korbulic, que irão desafiar as principais cachoeiras do planeta.

TV

REPRODUÇÃO

Totia comemora o sucesso

Os revoltados com as maldades que Wanda (Totia Meirelles) pratica contra Morena (Nanda Costa), em “Salve Jorge” (Globo), podem comemorar. A traficante deve apanhar novamente em breve. E a torcida não é apenas do telespectador. “Ela tinha que apanhar mais umas quatro vezes’’, diz Totia. Surpresa com a repercussão de sua primeira vilã em novelas, a atriz matogrossense comemora o fato de ser abordada nas ruas por fãs que pedem a ela que pare de maltratar a mocinha. “Alguns me elogiam, mas nenhum deles deixa de me falar para pegar mais leve com a Morena. Eu me divirto muito’’, conta. A atriz global tem em seu currículo personagens do bem, que sempre são confiáveis e que ganham a simpatia do público. Foi assim com a paz e amor Zambeze, de “Fina Estampa’’ (2011-2012), a Laurinda, de “O Clone’’ (2001), a Vera, de “América’’ (2005), e a Aida, de “Caminho das Índias’’ (2009). O curioso é que, com “Salve Jorge’’, Totia figura no elenco de quatro novelas da autora Gloria Perez. “Ela é minha madrinha na televisão. Meus melhores papéis foram em tramas dela. Considero-a uma heroína que escreve uma novela sozinha. Fico impressionada’’, diz. Segundo a atriz, Gloria quis aproveitar que o público a reconhece por ter interpretado personagens bonzinhos para

lhe dar uma vilã duas caras. O resultado? Wanda é mais odiada por muitos telespectadores do que a chefe do tráfico, Lívia (Claudia Raia), a grande vilã da trama das nove. Para construir a traficante, Totia conversou com pessoas traficadas sobre como elas eram humilhadas e aliciadas pelos bandidos. “Elas me contaram histórias cruéis. Isso, aliado ao texto, ajudou-me a criar uma Wanda falsa e obstinada. Mas eu realmente não esperava que ela fosse ganhar tanto espaço na novela’’. Parceria Em cena, Totia volta a trabalhar com Claudia Raia, sua parceira no musical “Gypsy’’ (2010), e descobre as facetas de Nanda Costa, recém-chegada ao time de protagonistas da Globo. Segundo a atriz, elas se divertem com o ódio que suas personagens sentem uma pela outra, principalmente nas cenas em que brigam. “Nos tornamos muito próximas, e estou adorando apanhar dela. As cenas de luta são gravadas com muita técnica, mas o resultado emociona’’, afirma. Aos 54 anos, Totia, que vive a melhor fase da sua carreira, conta que, para aguentar o pique da aliciadora de mulheres, dedica-se à musculação, corrida, aeróbica e dança. “Eu espanto a preguiça e me exercito sempre que posso’’, diz.

Próximos capítulos da novela Totia Meirelles adianta que, após descobrir que Morena está grávida, Wanda vai torturá-la dizendo que venderá o bebê e que já tem até um casal interessado. Mas Lívia, com medo de que liguem sua imagem ao esquema do tráfico, dará ordens para a comparsa se afastar da jovem. “Ela vai ficar muito brava e vai voltar ao Brasil. O que ela mais quer é acabar com a Morena, mas sempre é impedida, e esse ódio só aumenta’’. Lívia também proibirá Wanda de se aproximar de Mustafa (Antonio Calloni), já que a traficante tem a intenção de se aproveitar de um momento de fragilidade do casamento do turco com Berna (Zezé Polessa). “Ela aproveita todas as oportunidades. É uma chance de se manter longe de suspeitas’’, define a atriz. Além disso, Lurdinha (Bruna Marquezine) contará a Helô (Giovanna Antonelli) que Santiago (Junno Andrade) foi apresentado como sobrinho de Wanda, e a vilã entrará para a lista de suspeitos da morte do

policial - que, de fato, ela atropelou e matou. Embate Com o cerco se fechando para a vilã, Totia revela que torce para que o grande embate final da trama seja entre Wanda e a mocinha. “Como atriz, eu acabo tor-

Ela (Glória Perez) é minha madrinha na televisão. Meus melhores papéis foram em tramas dela. Considero-a uma heroína Totia Meirelles, atriz

cendo para a minha personagem, mas quero, sim, que ela seja punida e tenha um final terrível. E que seja pelas mãos de quem ela maltratou a novela inteira’’, encerra. Por Alex Francisco A atriz está tendo bom resultado com sua personagem Wanda


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

Programação da TV REPRODUÇÃO

GLOBO

SBT

4:45 Santa Missa em Seu Lar

5:00 Aventura Selvagem – Reprise

6:30 Igreja Internacional da Graça – Local

5:45 Sagrado: Compacto

5:30 Pesca Alternativa

7:30 Igreja Internacional da Graça – Local 8:55 Break obrigatório

6:30 Brasil Caminhoneiro

5:55 Amazônia Rural 6:25 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:05 Globo Rural

7:30 Vrum

10:30 TV Kids – Local 11:00 Igreja Internacional da Graça – Local

11:30 Temperatura Máxima

10:00 Domingo Legal

15:30 Amazonas Mix – Local

15:17 Domingão do Faustão

18:00 Vamos Brincar de Forca

16:45 Ritmo Brasil

18:40 Sorteio da Telesena

17:20 O Último Passageiro

4:00 Festival de Desenhos

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Momento para você afirmar um sonho ou projeto que venha a orientar a forma geral de sua vida. Este sonho deve caber sua realidade, de algum modo em, para dar forma a ela.

11:00 ABZ do Ziraldo 11:45 Anima TV Carrapatos e Catapultas

14:00 Top Model – HD

12:00 Turma do Pererê

15:00 Programa do Gugu

13:30 TV Piá 14:00 Stadium 15:00 Os Protetores do Planeta

19:30 Domingo Espetacular – HD

19:40 Star Trek

16:00 Ver TV 17:00 De Lá, Pra Cá

22:15 Repórter Record

17:30 Cara e Coroa

21:00 TV Shopping Manaus – Local (Reprise)

1:00 Série – Alvo Humano

23:30 Dr. Hollywood

18:00 Papo de Mãe

23:15 Série – Todo Mundo Odeia o Chris

19:00 Conexão 20:00 Esportvisão

0:15 É Notícia

21:30 MPTV – Local (Reprise)

0:15 Programação IURD

22:00 Roda Viva Amazonas – Local (Reprise)

1:15 Bola na Rede

23:00 Doc Especial

1:45 Igreja Internacional da Graça – Local

Cinema CONTINUAÇÕES

10:15 Meu Amigaozão

18:40 Super Bull Brasil

22:00 Cine Total

3:00 Encerramento de Emissora

10:00 Escola Pra Cachorro

7:00 Voto na Record – Local

11:30 Anima TV Tromba Trem

16:05 TV Kids

0:00 Série - O Mentalista

2:00 Série – Chase

9:30 Nova Amazônia – Local

13:00 Dango Balango

14:00 Eliana

3:15 Sob Medida

9:00 Viola, Minha Viola

5:30 Desenhos Bíblicos

16:00 Break obrigatório

13:53 Esquenta

1:48 Corujão

7:00 Palavras da Vida

11:15 Tudo É Possível

14:00 Encircuito – Local (Reprise)

23:00 De Frente com Gabi

6:30 Brasil Eleitor

10:30 Turma do Pererê

13:00 TV Kids – Local

9:00 Sorteio Amazonas da Sorte – Local

0:05 Sessão de Gala

6:00 Via Legal

12:00 Fique Ligado – Local

8:38 Esporte Espetacular

21:50 Domingo Maior

5:55 Abertura da Emissora/Hino Nacional

4:45 Bíblia Em Foco

8:00 Santa Missa

10:00 Show de Ofertas da Cidade – Local

18:45 Programa Sílvio Santos

CULTURA

5:00 Nosso Tempo

7:00 A Grande Ideia

8:30 Chaves

19:30 Fantástico

RECORD

9:00 TV Shopping Manaus – Local

8:00 Programa da Manazinha – Local

8:05 Auto Esporte

Regina Casé apresenta o programa “Esquenta” na Globo

REDE TV

0:00 Encerramento da Emissora/Hino Nacional

Cruzadinhas DIVULGAÇÃO

TOURO - 20/4 a 20/5 Procure entender com clareza a situação profissional, para poder tomar as decisões certas e positivas. Importantes passos estão para ser dados e é preciso saber por onde ir. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Os estudos elevados e o desenvolvimento filosófico estão em momento decisivo. Procure conciliar a visão dos detalhes com a visão de conjunto para embasar uma boa decisão. CÂNCER - 22/6 a 22/7 A Lua Crescente indica possível transformação profunda em seus sentimentos com as pessoas ou na maneira de se relacionar com elas. É tempo para ser mais participativo. LEÃO - 23/7 a 22/8 É hora de você dar um encaminhamento justo e harmonioso para sua relação com as pessoas. Este é um momento decisivo para a relação a dois e para as associações. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Momento onde é necessário tomar decisões ligadas ao trabalho e ao aumento de produtividade. As boas ideias são aquelas capazes de fazer parte da realidade prática. LIBRA - 23/9 a 22/10 É tempo de se decidir na vida amorosa. Os sentimentos estão em um ponto que precisam ser expressos e vividos com plenitude. Evite racionalizar e desviar-se do amor. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Você fará bem em estar mais próximo dos familiares e de sua casa, neste momento. Uma decisão está sendo necessária em relação à família ou à moradia. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Pequenas mudanças no ritmo de cotidiano e nos ambientes são bem vindas. É tempo de reorganizar a rotina e o estilo de vida. Procure formar ambientes mais intimistas. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento de tomar um partido diante das difíceis opções na vida financeira. Não tema ter que lidar de modo franco com aquilo que lhe aflige. A realidade cobra total franqueza. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Este é o momento de você tomar consciência a respeito de quem você é, de qual sua identidade é legítima. A partir disso, poderá firmar um jeito melhor de viver. PEIXES - 19/2 a 20/3 É tempo de liberdade conquistada por meio de esforço pessoal. Você pode se desembaraçar de algum nó ou empecilho que lhe amarrava e travava os movimentos.

Meu Namorado é Um Zumbi - 10 anos: Cinemark 8 – 11h (dub/somente sábado e domingo), 13h05, 15h20, 17h40, 20h, 22h30 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 4 – 15h20, 17h30, 19h30 e 21h40 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 5 – 15h, 17h, 19h15 e 21h20 (dub/diariamente). Tainá 3: A Origem – 10 anos: Cinemark 3 –12h40, 14h40, 16h40 e 18h50 (diariamente); Cinemais Millennium 2 – 14h10 e 16h10 (diariamente); Cinemais Plaza 7 – 14h30 e 16h40 (diariamente). O Voo - 14 anos: Cinemark 1 – 12h50, 15h40, 18h40 e 21h50 (leg/ diariamente); Cinemais Millennium 5 – 14h, 16h40, 19h20 e 22h (leg/diariamente); Cinemais Plaza 6 – 19h e 21h40 (leg/diariamente). Fogo Contra Fogo - 14 anos: Cinemark 5 – 16h10, 21h10 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sextafeira e sábado); Playarte 5 – 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (leg/diariamente) e 22h30 (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Plaza 8 – 15h20, 17h30, 19h40 e 22h (dub/diariamente). As Aventuras de Tadeo – Livre: Cinemark 7 – 11h20 (3D/dub/somente sábado e domingo), 13h30, 15h50, 18h e 20h10 (3D/dub/diariamente); Cinemais Millennium 1 – 15h10 e 17h10 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 1 – 14h50 e 16h50 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 6 – 14h e 16h (dub/diariamente). João e Maria: Caçadores de BruInatividade Paranormal – 16 anos: Cinemark 6 – 12h30, 14h50, 17h10, 19h20, 21h30 (dub/diariamente) e 23h40 (dub/somente sextafeira e sábado); Playarte 1 – 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 (dub/diariamente), 21h30 (leg/diariamente) e 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 3 – 13h, 15h, 17h, 19h, 21h (leg/diariamente) e 23h (leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 6 – 14h, 16h, 18h, 20h (dub/diariamente) e 22h (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 7 – 14h01, 16h01, 18h01,

xas – 14 anos: Cinemark 4 – 11h10 (dub/somente sábado e domingo), 13h10, 15h10, 17h20, 19h30, 21h40 (dub/diariamente) e 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemark 7 – 22h20 (3D/dub/diariamente); Cinemais Millennium 1 – 19h40 e 21h50 (3D/dub/diariamente); Cinemais Millennium 8 – 14h40, 16h45, 18h50 e 21h (leg/diariamente); Cinemais Plaza 1 – 19h20 e 21h30 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 14h20, 16h20, 18h30 e 20h40 (dub/diariamente). De Pernas Pro Ar 2 – 12 anos: Cinemark 2 – 13h, 15h, 17h30, 19h50 e 22h10 (diariamente); Cinemais Plaza 4 – 14h40, 17h10, 19h10 e 21h10 (diariamente). Os Miseráveis – 14 anos: Cinemark 3 – 23h20 (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium 7 – 15h, 18h20 e 21h20 (leg/diariamente). Caça Aos Gângsteres – 16 anos: Cinemark 3 – 20h50 (dub/diariamente). O Lado Bom da Vida – 12 anos: Cinemark 5 – 13h20 e 18h30 (leg/ diariamente); Cinemais Millennium 6 – 14h30, 16h50, 19h10 e 21h30 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 7 – 19h30 e 21h50 (leg/diariamente). 20h01 (dub/diariamente) e 22h01 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium 3 – 19h15 e 21h15 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 3 – 15h10, 17h20, 19h35 e 21h35 (dub/diariamente). O Mar Não Está Pra Peixe 2 – Livre: Playarte 2 – 14h20 e 16h20 (dub/diariamente). Os Penetras – 14 anos: Playarte 2 – 18h20, 20h20 (diariamente) e 22h20 (somente sexta-feira e sábado).

A Viagem – 16 anos: Playarte 4 – 14h, 17h20, 20h40 (leg/diariamente) e 23h59 (leg/somente sexta-feira e sábado). A Sombra do Inimigo – 14 anos: Playarte 8 – 13h25, 15h30, 17h35 e 19h40 (dub/diariamente). O Homem Mais Procurado do Mundo – 14 anos: Playarte 8 – 21h45 (leg/diariamente) e 23h50 (leg/somente sexta-feira e sábado).

O Resgate – 14 anos: Playarte 9 – 14h10, 16h10, 18h10, 20h10 (dub/ diariamente) e 22h10 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 10 – 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 (leg/diariamente) e 23h10 (leg/somente sexta-feira e sábado). Lincoln – 12 anos: Cinemais Millennium 2 – 18h10 e 21h10 (leg/ diariamente). Monstros S.A. 3D – Livre: Cinemais Millennium 3 – 14h50 e 17h (3D/dub/diariamente).


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com @hotmail.com - www.jandervieira.com.br

Hoje, a querida Regina vai ser alvo de cumprimentos pela troca de idade com homenagem pilotada pelo maridãomúsico Beto Spener e as filhas Roberta, Renata, Ramona e a bambina Marina

::::: É preciso saber que... O Carnaval da Vila Isabel teve não só os dedos, mas as mãos e o talentoso elenco de artistas de Parintins assinando seu campeonato de 2013. Dez artistas parintinenses, entre escultores, pintores e decoradores, todos sob a batuta de Rossi Amoedo, atuaram na confecção das alegorias da escola campeã do skindô carioca. Da pintura aos movimentos robóticos, passando pelas esculturas e decoração, as alegorias tiveram a assinatura da grife parintinense. Palmas.

::::: Balanço positivo Os órgãos responsáveis pela segurança no Estado estão em estado de graça, tudo porque, segundos fontes fidedignas, o Carnaval amazonense foi um dos menos violentos do país. Com o rigor da Lei Seca, o Ronda nos Bairros e a forte presença de policiais nos eventos momescos, a população sentiu o clima seguro para brincar à vontade. Pontos para o governador Omar Aziz que colhe os frutos pelo investimento pesado em segurança pública.

::::: Aniversário poderoso

ECOM

Será uma verdadeira festança com repertório do top DJ Sidney Alamada a sessão parabéns, que este editor comandará, no próximo dia 16, no Morada Buffet, para celebrar sua troca de idade. Uma feijoada servirá de pretexto para reunir os amigos queridos. O festim promete ser contagiante.

Vem aí o aniversário da mais poderosa autarquia do norte do país. A Suframa, entidade que administra o maior parque fabril do Brasil setentrional fará 46 anos de existência. O quase meio século de atuação do órgão mudou a feição de Manaus e ajudou a consolidar o modelo que auxiliou a preservar a floresta amazônica. Ao concentrar investimentos em tecnologias, o polo industrial tirou as motosserras dos troncos das árvores no Estado. Merece aplausos.

::::: Será? Falando em Suframa, será que pelo menos no aniversário do órgão que ajuda a engordar o PIB brasileiro, o ministro Fernando Pimentel do Ministério da Indústria e Comércio Exterior – Mdic, finalmente virá a Manaus? Mistério...

Roberto Chagas e Ozeneide Casanova Nogueira, respectivamente, vice-presidente e presidente, da ABRH Amazonas, que tomarão posse na próxima terça-feira. Ambos atuam em grandes corporações locais como executivos de recursos humanos

REPRODUÇÃO

O funkeiro será uma das atrações no dia 30 de março juntamente com o Monobloco

Naldo fará show em Manaus o Monobloco promete agitar a pista com o repertório que vai das marchinhas tradicionais de João Roberto Kelly ao samba de Cartola e Clara Nunes, passando pelo forró de Luiz Gonzaga até canções de Paralamas, O Rappa e Cidade Negra. Na voz dos cantores Pedro Luís, Fábio Allman, Renato Biguli, Alexandre Momo e Pedro Quental, o Monobloco exibirá músicas como ‘Samba de Arerê’, de Arlindo Cruz, Xande de Pilares e Mauro Júnior; “Eu Também Quero Beijar”, de Pepeu Gomes; “Do Seu Lado”, de Nando Reis; e “Girassol”, de Pedro Luís e Cidade Negra, Os ingressos limitados es-

tão à venda por R$ 70 (pista) e R$ 150 (área VIP com open bar) nas lojas Granada Beach (Amazonas Shopping) e Companhia Athletica (Manauara Shopping).

SERVIÇO SHOW DO NALDO E MONOBLOCO Quando: 30 de março Onde: Piscina VitóriaRégia (Tropical Hotel Manaus” Quanto: R$ 70 (pista)

Em recente visita pela Aleam, as lentes da coluna clicaram os atuantes: deputado Francisco Souza e a primeiradama Nejmi Jomaa Aziz, esbanjando sua peculiar simpatia ímpar

::::: Sala de Espera Manoel Paiva, Átila Denys e Elizandra Rodrigues estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Na próxima quinta-feira os tambores rufarão durante o ensaio da Marujada de Guerra, rumo ao bicampeonato, no Atlético Rio Negro Clube. Eliane Schneider encerrou a temporada de verão nas praias de Maués com Hamilcar Silva, ao lado, e seus familiares da Terra do Guaraná.

SHOW

A piscina Vitória-Régia do Tropical Hotel será cenário para o show de duas atraçõea nacionais: o funkeiro Naldo e do grupo Monobloco, no dia 30 de março. Considerado um dos novos fenômenos do pop nacional, o cantor Naldo apresentará em Manaus o show “Na Veia Tour”, no qual estão garantidos hits como “Exagerado”, “Amor de Chocolate”, “Chantilly”, “Se Joga”, que, em 2012, ganhou videoclipe gravado nos Estados Unidos com participação do rapper norte-americano Fat Joe; e “Meu Corpo Quer Você”, destaque na trilha sonora da novela “Salve Jorge”. No mesmo tom alto astral,

ALEX PAZUEL LO/AG

::::: Só para os amigos...

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O querido Aluisio Gonçalves vai reunir os amigos mais chegados na Musique Nuit, no próximo dia 23, para celebrar seu aniversário. No menu: as indispensáveis batidas eletrônicas do lugar. Hoje, Baby Rizzato e Waisser Botelho apadrinham a Feijoada InComum, de Júlio Ventilari e Marko Belém, no Diamond, a partir das 12h30. O evento sobrenomado faz parte dos festejos pós-Carnaval. O Dulcila Festas e Convenções estará realizando pela primeira vez a promoção “Outlet de Salão” que garante 50% de desconto para aluguel dos seus salões para qualquer tipo

de festa e evento coorporativo. Informações: 3658-6334. O Sesc Amazonas e a Strategos Gestão Cultural realizam, no próximo dia 24, a 1ª Mostra Cosplay 2013. Concurso de Cosplay, apresentações de K-pop (dança coreana), exibição de filmes e documentários, exposição de quadrinhos, exposição e demonstrações de jogos de mesa (tabuleiros e similares), oficinas e concursos de desenho e pintura, estandes de livrarias e produtos relacionados ao tema, bancas de comida típica e oficinas de maquiagem farão parte da programação do evento, que acontecerá de 13h às 19h, na sede da Henrique Martins.


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

‘O fantástico corpo humano’ chega a Manaus Visto por mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo, exposição entra em cartaz no Manauara Shopping

E

sta semana, Manaus receberá a exposição “O fantástico corpo humano”, que já foi visto por mais de 20 milhões de pessoas em outros países. A mostra permite aos visitantes conhecerem mais sobre seus próprios corpos e ensina como cuidar da sua saúde e optar por estilos de vida saudáveis. O lançamento oficial para a imprensa e convidados será amanhã. A exposição é composta por espécies humanas reais, como as utilizadas em universidades e hospitais, preservados para fins educativos por um processo chamado de plastinação. Apenas recentemente (2007) estas espécies ficaram disponíveis para o público, provendo uma oportunidade única para aprendizado visual. O “O fantástico corpo humano” ajuda a ver e compreender as doenças de maneira totalmente nova, pois enfatiza problemas de saúde, como câncer de mama, câncer de cólon, cirrose hepática (do fígado), gravidez ectópica,

artrite, osteoporose e fraturas ósseas. A exposição também ilustra danos ou lesões a órgãos, como os causados por tabagismo e obesidade. Na mostra, o visitante poderá fazer um mergulho tridimensional para dentro destes sistemas – pele e ossos, dos pés à cabeça – todos com o objetivo de ajudar as pessoas, a tomar decisões mais informadas sobre os cuidados com a saúde e o estilo de vida. Durante a visitação, o público recebe dicas e informações interessantes sobre os cuidados que devemos ter com a saúde.

SERVIÇO

“O FANTÁSTICO CORPO HUMANO”

Quando: Fevereiro Onde: Manauara Shopping, piso G8 Informações: (92) 3342-8032 / 9258-0558 ou 3342-8030

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MOVIMENTO

‘ArteOCupa Manaus’ é realizada hoje, no Centro Hoje será realizado mais uma edição do movimento “ArteOCupa Manaus”, na praça Dom Pedro II, Centro (conhecida como Itamaracá, em frente à antiga sede da Prefeitura de Manaus). A ação é um evento artístico independente idealizado por um grupo de cidadãos comuns, onde serão exaltadas as mais diversas expressões artísticas, tais como: canto, dança, música, artes cênicas, poesia, artes plásticas, fotografia, cinema. A praça se transformará em uma galeria de arte a céu aberto. O evento conta com o apoio da comunidade da área, onde atualmente é conhecida como ponto de prostituição, marginalização e consumo de entorpecentes por parte de crianças, jovens e adultos. O principal objetivo é promover de maneira gratuita a interação com a arte, priorizando a qualidade de vida e o bem estar social, proporcionando ao público presente uma vasta programação cultural. A programação conta com o lançamento da revista nacional de graffiti Collorzine; exposições de artes plásticas, de fotos, vídeos e documentários; distribuição de preservativos; feira da produção dos artistas e demais apoiadores que quiserem levar suas obras, para expor, trocar, doar ou comercializar; pista de skate; apresentação de DJ, MCs, grupos musicais.

Gaga terá prejuízo de R$50 milhões

Além disso, o evento marcará a realização da I Mostra de Throw Up, um espetáculo onde os escritores de graffiti pintarão letras grandes, também conhecidos como bombs, durante todo o evento. A ação conta com 50 artistas confirmados, entre escritores, artistas plásticos, músicos, entre outros, destacando a cantora Karine Aguiar, a ban-

ATIVIDADES

A programação conta com o lançamento da revista nacional de graffiti Collorzine; exposições de artes plásticas, de fotos, vídeos e documentários; além de feira da produção dos artistas da: Extremamente Tosco, os artistas plásticos Marius Bell, Turenko Beça, Hadna Abreu, Raiz Campos, Thaizis Izy, Afrânio Pires, além da cineasta Dheik Praia e os fotógrafos Daniely Gomes, Wanessa Leal, Jimmy Christian e Ruth Jucá. O DJ Marcos Tubarão também confirmou presença. A ação conta com o apoio dos movimentos Bumerangolândia (bumerangue), Capoeira Matumbé, Vira Lata (hip hop), Slackline, Gente Limpa e Clean Up Amazônia. Informações: (92) 8215-5601.

POP

A praça se transformará em uma galeria de arte a céu aberto com intervenções artísticas

O cancelamento da turnê de Lady Gaga para que ela possa realizar uma cirurgia no quadril custará aproximadamente 18,5 milhões de euros- o equivalente a R$ 48,4 milhões. A informação é da revista britânica “NME”. Mais cedo nesta semana, a cantora anunciou que cancelaria todas as 20 datas faltantes de sua turnê, “Born This Way Ball”, nos Estados Unidos e no Canadá, por motivos médicos.Cerca de 200 mil ingressos já haviam sido vendidos, que, juntos, custavam cerca de R$ 48,4 milhões. Agora, a empresa responsável pelos shows, a Live Nation Global Touring, está planejando como fará para devolver o dinheiro aos fãs. Até 17 de janeiro (data do último show de Gaga), a turnê já havia arrecadado US$ 108,2 milhões (R$ 211,8 milhões) ao redor do mundo, passando por Ásia, Europa e América do Sul - inclusive o Brasil, visitado pela cantora em 2012. A única parte dos shows planejados que faltava para a cantora fazer ocorreria na América do Norte. O lucro obtido por Gaga até o cancelamento das datas restantes foi suficiente, porém, para colocar sua turnê entre as 20 mais lucrativas da história. Ela deve lançar seu terceiro álbum, “ARTPOP”.


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EM TEMPO - 17 de fevereiro de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu