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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ
Comandante militar da Amazônia nega a atuação das Farc no Amazonas e enumera os problemas que tornam difícil manter a região como parte do país. Dia a dia C4 e C5
RICARDO OLIVEIRA
‘Narcotráfico é uma ameaça à soberania’
JOEL ROSA
ANO XXV – N.º 7.857 – MANAUS, DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00
General Villas Bôas aponta, em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, os principais problemas da região
Faltam 5 dias para o fim do mundo Dia a dia C1 e C2
Mulheres decidem botar a mão na massa
Pais erotizam os filhos e não sabem por que erraram REPRODUÇÃO
Modeladas no comportamento adulto, crianças são expostas aos riscos da erotização precoce e da prostituição na infância e adolescência. Dia a dia C3
Elas descobrem que podem ganhar mais na construção civil, como ajudantes de pedreiro, onde também são menos humilhadas pelos patrões. Economia B2
MUNDIAL
Agora, ou vai ou racha
SHIZUO KAMBAYASHI/AP
TRABALHO
PERIGO
Pódio E5
EDUCAÇÃO
Arte ajuda a levantar moral na Jesus me Deu Projeto “Arte sem fronteira” oferece resultados positivos à comunidade, onde índice de desenvolvimento de educação passou de 3,2 para 4,6. Plateia D1
SUPLEMENTOS TERAPIA
Beijinho doce pode operar milagres Um simples beijo mobiliza dezenas de músculos, queima calorias e pode auxiliar no combate ao estresse e à depressão. Saúde F4
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.
ENTREVISTA
Dom Luiz quer ficar em Manaus O arcebispo dom Luiz Soares Vieira Tef será substituído pelo bispo de Tefé, Carlos Castriani. Só não quer deixar a capital amazonense. Elenco pág. 22
TEMPO EM MANAUS
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Opinião/Última Hora
Países manifestam pesar às famílias de Newtown
Contexto 3090-1017/8115-1149
MANAUS, DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012
marioadolfo@emtempo.com.br
Entre as nações que enviaram seus pêsames está o Irã, representando pelo seu porta-voz Ramin Mahmanparast
G
Ninguém me disse Durante visita ao EM TEMPO, na tarde de sexta-feira, o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA) descartou que esteja cotado para assumir o Ministério da Defesa, como anda circulando nos bastidores. Ao ser indagado durante a coletiva se tinha conhecimento disso, o general disse que nunca ouviu falar sobre o assunto e lembrou que o Exército respeita a hierarquia. ― Não existe nada disso. Eu pelo menos não fui contatado. Mas, quero lembrar que o Exército respeita a hierarquia. Existe uma fila de outros generais bem mais experientes que eu. Sou general há apenas dois anos, logo estou lá no final da fila – disse. Cutucada É do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), que na sexta-feira visitou o EM TEMPO, a frase que traduz uma realidade que o Brasil parece que ainda não assimilou: ― O poder político está em Brasília, o poder econômico em São Paulo e o poder cultural no Rio de Janeiro. Falta uma visão centrada na Amazônia”. Camuflagem Em artigo publicado nesta sexta-feira (14/12) no jornal “O Globo”, com o título “Quase Invisível”, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) diz que a invisibilidade do crime de tráfico de pessoas ocorre porque as vítimas raramente procuram as autoridades e muitas vezes sequer se reconhecem como tais. ― Essa atitude contribui para camuflar a real dimensão do problema. Números tristes Vanessa lembra na publicação que, entre 2005 e 2011, 475 brasileiros foram vítimas desse crime. Desse total, 337 sofreram exploração sexual e 135 foram submetidos ao trabalho escravo. Alô, Marta! A ministra da Cultura, Marta Suplicy, ligou para a senadora parabenizando-a pelo artigo. Show surpresa O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, deu um grande presente aos profissionais de imprensa de Manaus, na festa de confraternização dos jornalistas.
De surpresa, trouxe a Manaus o show de Michael Sullivan, o compositor que mais emplacou sucessos na MPB. O cara Sullivan, parceiro de Paulo Massadas, já fez sucesso com “Um Dia de Domingo”, gravado por Gal e Tim Maia, e “ Deslizes”, gravada por Fagner, só para citar alguns. Grosseria O show foi de alto nível, pena que a maioria dos jornalistas não deu a mínima. Alguns ficaram de costas para o palco, falavam alto enquanto Sullivan se esgoelava no palco e explicava histórias de suas composições. Absurdo Um grupo de jornalistas chegou ao absurdo de cantar parabéns para um colega que estava aniversariando, sem nenhum respeito ao compositor que deslizava pérolas da MPB. É bonito A Biblioteca Braile do Amazonas completou 13 anos. Voltados à socialização de deficientes audiovisuais, está aí um dos mais belos trabalhos da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), que merece ser visitado e incentivado. Vem logo, Omar! Moradores de Boa Vista do Ramos, a 270 quilômetros da capital, aguardam ansiosos a visita do governador Omar Aziz. A ansiedade tem um motivo: a doação de 460 motoresrabeta, 40 casas de farinha, 60 kits pescador e 60 kits agricultor, equipamentos que
APLAUSOS
estão no depósito do Idam daquele município desde o dia 20 de julho de 2011. Entrega cancelada Todo esse material deveria ter sido entregue no ano passado, por ocasião da visita de Omar Aziz àquele município. Mas, uma manifestação do povo contra os desmandos administrativos do gestor à época, levou o governador a desmarcar a solenidade de entrega e retornar a Manaus. Tensão A Comissão de Transição indicada pelo futuro prefeito de Maués, Padre Carlos Góes, já está apavorada com o levantamento das dificuldades que o novo gestor irá encontrar. Funcionários com salários atrasados, ruas esburacadas, obras inacabadas, escolas sem merenda, entre outros. Segundo a comissão, a situação é preocupante. Não gostou A crítica e dramaturga norteamericana Amy Nicholson, do site “Movielines”, foi convidada pela Secretaria de Estado de Cultura para o Amazonas Filme Festival, realizado em dezembro. E não gostou do que viu e ouviu. Pré-disposta A rigor, jornalistas de site ou de impressos não são convidados para gostar. O convite se dá para a promoção do evento, para o bem ou para o mal. Dessa vez foi para o mal. Mas gostar ou não gostar é, também, uma condicionante da cultura do indivíduo. Nicholson já saiu de casa para não gostar.
VAIAS
Fieam
Gestores públicos DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Para o jantar de confraternização oferecido pela Fieam, com show surpresa de Michael Sullivan, realizado no Clube do Trabalhador do Sesi.
Para gestores públicos, que preferem cancelar uma festa tradicional, como é o Réveillon na Ponta Negra, a resolver os problemas gerados por erros de sua administração.
overnos de diversos países, incluindo nações que mantém divergências diplomáticas com os EUA, manifestaram condolências aos afetados pelo massacre acontecido na escola primária de Newtown, no Estado norte-americano de Connecticut, que deixou 27 mortos, entre os quais 20 crianças, na sexta-feira, 14. O autor foi o jovem Adam Lanza, 20. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, expressou solidariedade às vítimas e instou a sociedade americana a tomar medidas contra o belicismo e os massacres de inocentes, de acordo com a agência estatal, Irna. Para ele, “a sociedade americana deve promover um movimento para lutar contra o belicismo e atuar contra os massacres de gente indefesa e inocente no mundo todo por parte de pessoas armadas em atentados terroristas e atos dementes”. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também expressou neste sábado suas condolências a Barack Obama pelo ocorrido. De acordo com o comunicado divulgado pelo serviço de imprensa da Presidência russa, o chefe de Estado lamentou que a maioria das vítimas do massacre tenha sido crianças. Putin pediu a Obama que transmita suas condolências aos familiares das vítimas.
ROOSEWELT PINHEIRO/AGÊNCIA BRASIL
Vladimir Putin foi um dos líderes que transmitiram condolências
Assassino era tido como quieto Pessoas próximas à família Lanza descrevem Adam como um garoto excessivamente tímido e inteligente, que, contudo, não parecia uma pessoa agressiva. A polícia ainda procura um motivo para Adam ter matado sua mãe e, logo depois, ter dirigido até a escola primária Sandy
BRASÍLIA
MENSALÃO
IAB lança campanha contra planejamento estrangeiro SÃO PAULO - O IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) lançou na última sexta-feira, 14, campanha contra a contratação da empresa Jurong Consultants, de Cingapura, para planejar o crescimento de Brasília para os próximos 50 anos. O lema homenageia também o arquiteto Oscar Niemeyer, que projetou os edifícios da capital do país: “Niemeyer sim! Brasília by Cingapura não!” O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi em outubro ao país asiático contratar a empresa. O objetivo é criar polos de desenvolvimento econômico fora do Plano Piloto, a fim de desafogar a área central do Distrito Federal.
Entidades de classe criticaram a entrega do projeto a empresa estrangeira. O governo do Distrito Federal afirma que a Jurong, ligada ao Ministério da Indústria e Comércio de Cingapura, tem experiência internacional nesse tipo de serviço. Aponta ainda que arquitetos e urbanistas brasileiros participarão do projeto no futuro. “O IAB considera o contrato um crime de lesa-cultura e está dando início à campanha para mobilizar toda a sociedade em um manifesto nacional contra a intervenção estrangeira na cidade símbolo da arquitetura brasileira e do legado de Oscar Niemeyer”, diz o instituto.
CACHOEIRA
CPI entra na última semana e deve votar relatório terça SÃO PAULO - Com prazo de funcionamento até 22 de dezembro, a CPI que investiga as relações criminosas de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, entra na sua última semana de atividades. As informações são da Agência Brasil. Na terça-feira, os parlamentares farão nova tentativa de votar o relatório final com a conclusão dos trabalhos da comissão. O documento deveria ter sido apreciado na reunião no último dia 11, mas divergências em relação ao seu conteúdo e a apresentação de cinco votos em separado por parlamentares insatisfeitos com o texto do deputado
Hooks, onde ela trabalharia - e onde ele havia estudado há muitos anos - e disparasse diversos tiros no local, matando 20 crianças e seis funcionários. Segundo investigação das autoridades, Adam Lanza sofria de transtorno social e tomava medicação.
Odair Cunha (PT-MG) levaram ao adiamento. O relator informou que até terça vai analisar as propostas apresentadas, para decidir se serão incluídas no seu texto. Mudanças significativas não devem acontecer, visto que ele descartou qualquer alteração no “eixo central” de suas investigações. O relatório de Odair Cunha pede o indiciamento de 29 pessoas e a responsabilização de outras 12. Na lista estão o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), o deputado Carlos Lereia (PSDB) e o ex-senador Demóstenes Torres.
Lula ganha defensores na internet SÃO PAULO - Com a frase “Mexeu com Lula, mexeu comigo”, internautas iniciaram uma campanha em redes sociais para defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após novas suspeitas sobre a sua participação no esquema do mensalão. Tendo como principal alvo a oposição e veículos de imprensa, a maioria das postagens contesta as declarações do empresário Marcos Valério feitos à Procuradoria-Geral da República e reveladas pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. De acordo o depoimento de Valério, Lula teve despesas pagas pelo empresário, já condenado pelo mensalão, e deu aval para empréstimos que alimentaram o esquema. No Twitter, dirigentes petistas, como o presidente da sigla, Rui Falcão, aderiram à manifestação nesta sexta-feira, acusando uma “ofensiva contra Lula”. “Desde o julgamento da AP 470, em que se tentou impor uma derrota à esquerda, iniciou-se ofensiva contra Lula #MexeuComLulaMexeuComigo”, escreveu Falcão. O ex-ministro Orlando Silva (PC do B), que deixou o governo após denúncias de irregularidades no Ministério do Esporte, também saiu em defesa do ex-chefe. “Se bem conheço Luís Inácio, ele dará uma bela resposta, junto com o povo, aos provocadores e falsários, em 2014. #MexeuComLulaMexeuComigo.”
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012
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Fala leitor
Editorial
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O ‘imexível’ Lula e sua fiel cerca de jurubeba Remexendo o baú da política brasileira não há como esquecer a pérola do ex-ministro do Trabalho, Antônio Rogério Magri, dita na década de 1990, de que o plano econômico do governo Collor era “imexível”. Mas, apenas o termo será lembrado neste texto, pois o resto é digno de permanecer sepultado. Ressuscitado mesmo só a mais viva do que nunca cerca de jurubeba erguida em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o “imexível” de Magri, que teve, esta semana, o nome arrolado entre os suspeitos de participar do esquema do mensalão. O incrível, se é que neste país alguma coisa ainda provoque indignação, são as inúmeras manifestações de apoio que Lula vem angariando desde que o operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério, acusou o petista de ter “despesas pessoais” pagas pelo esquema fraudulento, em 2003. O ex-presidente estava em Paris quando soube do burburinho de que seu nome havia sido mencionado por Valério, em depoimento dado ao Ministério Público, em setembro, após a condenação do empresário. Perguntado pela imprensa se ele poderia responder pelo menos uma pergunta relacionada à denúncia, Lula foi curto e grosso: “Nem duas”. O “imexível” estava atordoado, pois como alguém pôde ousar citar o tão ilibado e imaculado nome de quem sempre esteve (e parece que ainda está) acima de qualquer suspeita? Do outro lado do Atlântico, a base aliada e o clã dos petistas logo trataram de mexer os pauzinhos e plantar na mídia sonoras expressões de “mentira”, “absurdo”, “lamentável” e “inadmissível” para justificar o apoio ao maioral e senhor da verdade do partido da estrela vermelha. Enquanto isso, o famigerado Marcos Valério, careca de saber que a acusação de nada, ou quase nada, valeria, permanece enclausurado em seu mundinho esperando, quem sabe, fazer companhia, um dia, ao velho companheiro Lula em um quatro por quatro com beliche, banheiro, TV a cabo, frigobar e direito a visita íntima.
Nietzsche dizia: “Quando você olha para o abismo, o abismo olha para você”. Diante do bueiro nauseabundo que se abriu ao redor do ex-presidente Lula da Silva nos últimos dias, parlamentares governistas protagonizaram uma histórica patacoada retalhista ao aprovar um convite para que o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vá ao Congresso Nacional dar explicações
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sobre suas condutas e sobre a suposta “Lista de Furnas” que, a partir de 2000, teria abastecido os cofres do PSDB. Sem prestigiar o raciocínio estratégico e a inteligência (algo bastante peculiar ao atual governo, refém de marqueteiros), em ato de pura insensatez, o convite a FHC foi proposto pelo deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP, líder da maioria na Câmara) e aprovado em “pauta extra” da reunião da
Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) na última quarta-feira, presidida pelo senador Fernando Collor de Mello (PTBAL), outrora defenestrado do Palácio do Planalto e atualmente aliado-irmão de Lula, Dilma e do PT. Na mesma “pauta extra”, Collor também conseguiu aprovar convite ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na tentativa de constrangê-lo ao fim do
julgamento do mensalão. Por óbvio, esse movimento escuso do PT e sua base aliada foi articulado, às pressas, para tentar embaralhar o jogo e as manchetes da mídia, lançando uma cortina de fumaça sobre as denúncias que atingiram o peito do ex-presidente Lula da Silva e atolaram o “pop star” no lamaçal de apaniguados, bandalheiras e corrupção Helder Caldeira, por e-mail
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Olho da Rua
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Em troca de algum dinheiro que lhes dê sustento, eles se desdobram na arte circense – que sobrevive desde os tempos antigos – para driblar os “malabarismos” da vida e conquistar a atenção de pedestres e motoristas. Entretenimento garantido na hora do rush.
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Só na semana passada foram três os casos de acusados interessados em entregar o ouro aos mocinhos. Parece efeito colateral do julgamento do processo do mensalão, cujo rigor no trato do Supremo Tribunal Federal terá repercussão em outras instâncias do Judiciário e pelo jeito funciona como uma espécie de soro da verdade. Condenado a 40 anos de prisão, Marcos Valério Fernandes de Souza deu dois depoimentos (um ainda não divulgado) à Procuradoria-Geral da República com novas informações para tentar um alívio na execução da pena já recebida e obter benefícios nos outros processos a que responde. Condenado a 39 anos de cadeia, Carlos Augusto de Almeida Ramos ameaça atuar como “garganta profunda” - o responsável por revelar ao jornal The Washington Post detalhes sobre o caso Watergate - apontando vínculos de integrantes da CPI do Cachoeira com a construtora Delta, em troca de prêmio pela delação. Acusado de ser o chefe de uma quadrilha que fraudava pareceres e traficava influência no governo federal, Paulo Rodrigues Vieira trocou de advogado (o antigo era ligado a Márcio Thomaz Bastos) e analisa se não seria vantajoso para ele denunciar “gente mais graúda” implicada no inquérito da operação “Porto Seguro”. Indiciada por formação de quadrilha em decorrência da mesma investigação, Rosemary Noronha arrisca-se a ser processada por este e outros crimes como corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Se condenada, somadas as penas – considerando a dosimetria mínima e sem levar em conta os possíveis agravantes – seriam nove anos e quatro meses de prisão. Em regime fechado, como aprendemos que ocorre quando a condenação é superior a oito anos. Na avaliação de quem entende desse tipo de riscado, Rose está hoje mais ou menos na situação de Marcos Valério
em 2005: pode acreditar na eficácia da rede de proteção prometida a ele e na expectativa de que não haja penalidade tão pesada ou pode fazer um acordo com o Ministério Público a fim de se livrar do regime fechado. Para Marcos Valério, pode ser tarde em relação à ação principal, já em fase de conclusão. Mas, para Rose e outros implicados, a hora é essa. Palanque. Não foi ao acaso que Lula introduziu um “caco” sobre possível candidatura no discurso a empresários, na França. Sinalizou que pode enveredar por esse caminho para mobilizar apoios nos campos político, empresarial e na sociedade. Não necessariamente para se candidatar mesmo, mas para motivar as pessoas em torno de sua figura com um tema que não envolva escândalos. Seria uma tentativa de repetir a volta por cima dada em 2006 depois do escândalo que atingiu o PT no ano anterior. Os tempos, no entanto, são outros. Na época a economia ia de bem a melhor, o mensalão ainda merecia do eleitorado o benefício da dúvida e a eleição estava relativamente próxima. A ideia de Lula sair pelo país em “caravana” seria uma forma de preencher o vazio eleitoral de 2013. Eco do passado. Em 1994, o então presidente do Senado, Humberto Lucena, foi condenado à perda do mandato, em decisão do Tribunal Superior Eleitoral confirmada pelo Supremo, mas acabou sendo anistiado pelo Congresso. Lucena teve o registro da candidatura na eleição daquele ano cancelado pelo TSE por abuso do poder econômico porque usou a gráfica do Senado para imprimir 130 mil calendários de propaganda eleitoral na Paraíba, para onde enviou o material por meio da franquia postal do Senado. Em outubro, concorreu sub judice e foi declarado inelegível por 3 anos em novembro de 1994. Em dezembro o Congresso aprovou projeto de anistia. Transformado em lei, permitiu a Lucena concluir seu mandato.
Dora Kramer Jornalista, escreve simultaneamente no jornal “O Estado de S.Paulo”
Indiciada por formação de quadrilha em decorrência da mesma investigação, Rosemary Noronha arrisca-se a ser processada por este e outros crimes como corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012
A festa do Fernando, as Papa nomeia o novo suas raízes e antecedentes arcebispo de Manaus No último dia 6, mais uma vez o jornalista Fernando Coelho Júnior realizou a sua festa de fim de ano, como o faz há tanto tempo que já se tornou uma tradição e passou a integrar o calendário da cidade. Respeitando as diferenças que as coisas e eventos guardam, umas em relação às outras, assim como já incorporamos as festas e eventos que o Robério Braga instituiu, dos quais já não abrimos mão, pelo mesmo caminho já estão nas nossas agendas as duas festas que o Fernando realiza a cada ano, uma em torno do Natal e outra no Dia dos Namorados. Razões não faltam para que tais eventos se tenham cristalizado, pelo menos para uma parte da sociedade, precisamente a que mais valoriza as estruturas e as tradições, ou seja, as chamadas classes A e B, configuradas não apenas por suas posições na economia, mas também pelas suas atuações como conservadoras guardiães dos ritos sociais. Na realidade, o prestígio que Fernando Coelho desfruta em Manaus, assim como a facilidade com que transita nos ambientes sociais, não decorrem exclusivamente da sua competência profissional e do cuidado ético que confere ao seu trabalho. Acontece que esse Fernando Coelho que hoje conhecemos e que nos acostumamos a estimar e a respeitar, não é apenas ele, como um acidente sem origem e sem explicação, mas, ao contrário, é o termo atual de toda uma história familiar, que pude conhecer de perto porque a casa de meu pai, onde cresci, limitava-se pelo quintal com a casa da família Coelho, aquele palacete onde hoje se aloja o Museu Amazônico da Ufam, que atraía os olhares dos passantes pela sua opulência e principalmente pelo belo cavalo marinho de jade, que repousava no pequeno jardim frontal. Na Manaus daquele tempo, em que no máximo umas dez pessoas conseguiam ter um carro para uso próprio, o patriarca Antônio Coelho, o avô deste Fernando, possuía dois em sua garagem, que por si só já era um luxo, uma limusine e um esportivo. Lembro bem da figura, sempre impecavelmente vestida em seus ternos de linho HJ importado da Irlanda, passando em nossa rua, rumo ao enorme escritório de Coelho & Cia., que tomava quase todo um quarteirão da Guilherme Moreira, de onde exportava para a Europa os produtos da nossa floresta, como borracha, castanha, essências, óleos, peles etc. Antônio Coelho não era um homem que se pudesse classificar como letrado, mas que trazia toda uma educação europeia, de Portugal, e que soube transferir à sua família, seus dez filhos de dois sucessivos casamentos, uma postura de elegância e critérios éticos de comportamento. A essa linhagem o nosso Fernando cuidou de acrescentar apenas a formação acadêmica, como complemento à sua educação, pois o resto, como se diz no meio que frequenta, já trouxera do berço.
João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO
O prestígio que Fernando Coelho desfruta em Manaus, assim como a facilidade com que transita nos ambientes sociais, não decorrem exclusivamente da sua competência profissional e do cuidado ético que confere ao seu trabalho”
Na última quarta-feira, 12 de dezembro, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o papa Bento 16 nomeou o novo arcebispo de Manaus. Seu nome é dom Sérgio Eduardo Castriani, que atualmente está à frente da prelazia de Tefé. Dom Sérgio nasceu em Regente Feijó, Estado de São Paulo, em 31 de maio de 1954. Tem, portanto, 58 anos de idade e está em pleno vigor de suas forças físicas. Após ter feito seus estudos como seminarista da Congregação do Espírito Santo, recebeu a ordenação presbiteral em 9 de dezembro de 1978. No início de seu sacerdócio foi pároco de Feijó, Acre. Por alguns anos fez parte dos formadores dos seminaristas de sua congregação. De 1992 a 1998 viveu em Roma como conselheiro geral dos espiritanos. Para ajudar dom Mário Clemente Neto, bispo titular de Tefé, foi nomeado por João Paulo 2º bispo coadjutor daquela Prelazia. Tive a alegria de participar de sua ordenação episcopal no dia 9 de agosto de 1998, em bela cerimônia realizada num ginásio de esportes lotado de entusiastas tefeenses. Em 2000, dom Mário renunciou e dom Sérgio tornou-se o bispo prelado de Tefé. Foram 13 anos de trabalho missionário no imenso território da prelazia, uma das maiores do mundo. Devido a sua capacidade, dom Sérgio destacou-se logo entre os bispos do Brasil. Foi presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial por dois períodos de 4 anos cada um. Durante sua gestão, a Igreja Católica no Brasil abriu missão em Timor Leste, reforçou o trabalho e o número de missionários em vários países, preparou os estrangeiros que vieram colaborar com as dioceses e prelazias do Brasil, e desenvolveu atividades de animação evangelizadora. Atualmente, dom Sérgio preside a comissão que elabora um dos temas da próxima Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a se realizar em abril de 2013. A Arquidiocese de Manaus recebe na pessoa do novo arcebispo um presente valioso, que todos haverão de reconhecer ao passar dos anos. A posse acontecerá no dia 23 de fevereiro de 2013. Dom Mário Pasqualotto e dom Mário Antônio da Silva continuarão como bispos auxiliares para ajudar o novo arcebispo a conhecer as pessoas e o andamento da arquidiocese. Tenho certeza de que todos o receberão como “aquele que vem em nome do Senhor” para ser o pastor do rebanho de Cristo que vive nesta parte abençoada do Brasil. Cada bispo, ao receber a ordenação episcopal, escolhe um lema que iluminará seu trabalho de pastor. Dom Sérgio escolheu “Habitou entre nós”. Anunciar Jesus como presença de Deus companheiro de caminhada e feito humano é tarefa necessária para o bispo. Pelo exemplo de vida, pelo amor ao povo e pelo serviço de unir os fiéis, ele revela a que veio como autoridade. A dom Sérgio desejamos bom pastoreio e muitas alegrias. A ele as boas-vindas de todos nós.
Painel VERA MAGALHÃES
Teste de resistência
Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus
Seu nome é dom Sérgio Eduardo Castriani, que está à frente da prelazia de Tefé. Dom Sérgio nasceu em Regente Feijó, Estado de São Paulo, em 31 de maio de 1954. Tem, portanto, 58 anos de idade e está em pleno vigor de suas forças físicas”
Frases Aquela estátua está ali por merecimento e não porque sou legal ou por amizade. Inveja é arma de otário
Romário, ex-jogador e hoje deputado federal, sobre a possibilidade de sua estátua em São Januário ser retirada pelo presidente do Vasco, Roberto Dinamite.
Na minha vida eu tive que me preparar para muitas surpresas. Uma delas foi esta, de assumir a Presidência da República depois de 22 anos, substituindo a presidente Dilma Rousseff nestes breves instantes José Sarney, senador, ao reassumir o cargo que exerceu há mais de duas décadas, dizendo que foi uma grata surpresa
Com a volta de Dilma Rousseff do giro europeu, a dúvida no Palácio do Planalto é se o titular da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams, ainda reúne condições para ficar no cargo após os desdobramentos da Operação Porto Seguro. Os relatórios da Polícia Federal não envolvem o ministro nas investigações, mas reforçam a proximidade entre ele e José Weber Holanda, além de detalhar como o ex-assessor operou para favorecer a quadrilha que traficava pareceres no governo. Em cascata Na véspera da apresentação do relatório final da CPI do Cachoeira, no Congresso Nacional, Adams diz a Weber em conversa interceptada pela PF que gostaria de discutir o texto do deputado Odair Cunha (PT-MG). Eles marcam uma reunião para falarem sobre o tema. Fica a dica Diálogo entre Gilberto Miranda e Valdemar Costa Neto (PR-SP) gravado pela PF mostra o ex-senador sugerindo que o deputado designe outro advogado para a fase de embargos do julgamento do mensalão, no qual ele foi condenado. Liquidação Segundo Gilberto Miranda, o advogado consultado por ele para assumir a defesa de Valdemar teria prometido que, se atuasse nos recursos, “segurava isso aí [a pena] por três anos”. O STF condenou o cacique do PR a 7 anos e 10 meses. Pesos... Na lista de autoridades com foro privilegiado mencionadas no inquérito encaminhada pela PF para o STF e para o Congresso foi notada a ausência de nomes como o do governador Jaques Wagner (PT-BA) e do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. ... e medidas A relação com 18 nomes traz desde pessoas que foram apenas citadas em conversas, sem especificar sua conduta. No inquérito, Wagner e Pimentel são citados por terem sido procurados por Rosemary Noronha para agendar audiências para o grupo investigado na operação da PF. Filhotes A PF estuda abrir novos inquéritos para investigar pessoas citadas na Porto Seguro sobre as quais a aná-
lise de material apreendido mostre evidências de envolvimento no esquema de tráfico de influência em órgãos públicos e agências. É ela Um dado da pesquisa Datafolha deve desencorajar setores do PT a se engajarem pela candidatura presidencial de Lula em substituição a Dilma: a presidente supera o antecessor na menção espontânea de voto, num sinal de que sua candidatura é vista com mais naturalidade. Prova... Potenciais pré-candidatos ao governo de São Paulo, os ministros Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha estão em polos opostos na pesquisa Datafolha. ... de fogo Enquanto a Educação é apontada como a área mais exitosa da gestão Dilma, a Saúde lidera como principal problema do país e a pasta mais mal avaliada. Overbooking A equipe que analisa medidas de incentivo à aviação civil se reuniria neste final de semana na Casa Civil para concluir um documento que será apresentado à presidente. O Planalto quer lançar o novo pacote para o setor aeroportuário ainda neste ano. Piquete Dirigentes das seis maiores centrais sindicais do país, entre elas CUT e Força Sindical, se reúnem amanhã em São Paulo. Piquete 2 Em litígio com o Planalto graças à indefinição em torno do fator previdenciário, as entidades querem organizar uma grande marcha a Brasília no início de 2013 para cobrar Dilma sobre a pauta apresentada em 2010, quando a petista teve apoio em peso das entidades.
Tiroteio A lista de exigências das pessoas que ameaçam contar o que sabem sobre o PT é para ocupar Papai Noel por muitos Natais.
Eu nunca me considerei patrão de vocês, me considerei e me considero colega de vocês e por não ter tido as portas abertas em outra emissora, eu fui obrigado, se eu quisesse continuar naquilo que gosto, a abrir as portas de uma nova emissora Sílvio Santos, dono e apresentador do SBT, durante a festa de confraternização que reuniu cerca de 3.500 pessoas, entre funcionários e artistas da emissora.
DO DEPUTADO PAUDERNEY AVELINO (DEMAM),sobre ameaças de Marcos Valério, Carlinhos Cachoeira e Paulo Vieira de fazer acusações contra o partido.
Contraponto
Bola de cristal Em conversa gravada pela Polícia Federal, Paulo Vieira e Rosemary Noronha discutem um negócio com alguém que ele dizia ser “ente direita”, mas ela duvida. – Ele é cientista do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, moça – atesta o ex-diretor da ANA. A exassessora da Presidência em São Paulo se irrita: – Você sabe qual é o seu problema, Paulo? Você dá valor demais para o currículo da pessoa. Cuidado, hein! Ela alerta que o aliado poderia ter uma “surpresa”: – Conheço um monte de gente de currículo presa... Vieira, servidor concursado, foi preso meses depois.
Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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Política
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Aleam elege presidente na quinta e a CMM dia 1º À
s vésperas de suas respectivas eleições internas, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) e a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), vivem dias tensos e de muita articulação nos bastidores. Na próxima quinta-feira, o Parlamento estadual deve referendar quem será seu líder nos próximos dois anos: se reconduz o atual presidente, o deputado Ricardo Nicolau ou eleva Chico Preto, ambos do PSD, ou ainda se escolhe um terceiro nome. Enquanto isso, na Câmara, a eleição- que acontece dia 1º de janeiro de 2013 após a posse - está praticamente certa. A maioria dos vereadores eleitos e reeleitos deve alçar o tucano Bosco Saraiva à presidência da mesa diretora. Caso isso se concretize, será a terceira vez em sua vida pública que Saraiva irá dirigir o Legislativo municipal. Dois outros nomes também aparecem como concorrentes à mesa diretora da CMM, o atual presidente, Isaac Tayah (PSD), e Waldemir José, do PT. No Legislativo municipal, a correlação de forças está evidente: de um lado, Bosco representa os interesses do prefeito eleito,
Arthur Neto e, de outro, Tayah, busca manter a “força” do senador Eduardo Braga (PMDB), dentro da casa. O tucano Mário Frota, que vinha defendendo sua candidatura, recuou e afirmou que, em conversa com Arthur, entendeu que não era o momento de disputar a presidência da Câmara. “O Artur foi a minha casa sábado passado. Ele disse que nem eu e nem o Plínio (vereador eleito) tínhamos falado nada com ele sobre o cargo, mas desde início o Bosco tinha pedido “uma ajuda”, um apoio para ele. Ele disse que ficou amarrado à palavra que tinha dado”, revelou. Já na Assembleia, o problema é uma briga dentro da base governista. Tanto Nicolau quanto Chico Preto integram a bancada de sustentação do governador Omar Aziz (PSD), que tem afirmado publicamente que não vai se envolver nessa disputa. Mas, para Nicolau se reeleger, terá que modificar a Constituição do Estado, de forma a permitir a reeleição na Aleam. Ele necessita de 15 assinaturas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Mas, até a última sexta-feira, possuia apenas 12.
SÉRGIO OLIVEIRA/CMM
As articulações estão intensas entre os candidatos das duas casas legislativas, que costuram apoio para suas candidaturas
O deputado Ricardo Nicolau (à esq.) e o vereador Isaac Tayah, ambos do PSD, tentam alinhavar suas respectivas reeleições
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Política
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CPI da violência contra a mulher encerra audiências
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Pergunta pra ele” Jornalista
EX-PRESIDENTE LULA, ao ser questionado sobre as provas de Marcos Valério contra ele
Planalto não reduz ‘farra’ com cartão de crédito Nem o “pibinho” contém a gula da Presidência da República, que já torrou R$ 7 milhões com cartões corporativos até abril de 2012 – últimos dados disponíveis no Portal da Transparência do governo federal. Os gastos, sigilosos em nome da “segurança do Estado”, consumiram R$ 16,9 milhões nos 12 meses de 2011. Mantido o ritmo nos próximos oito meses, a “farra” poderá se superar em 2012. Ela tinha um Os gastos com cartões corporativos estão sob sigilo desde o governo Lula. E pensar que Rosemary Noronha também tinha cartão... Josué 2014 PMDB e PT estão entusiasmados com possível candidatura ao governo de Minas, em 2014, de Josué, filho do ex-vice-presidente José Alencar. Tomou gosto A meta do ex-boxeador e deputado federal Acelino Popó (PRB) é ser reeleito e disputar o governo da Bahia dentro de dez anos. Falta quórum Presidente da comissão especial, João Arruda (PMDB-PR) adiou para “sabe-se lá quando” votação do projeto punindo empresas corruptoras. TAM cobra R$ 5.413 por bilhete Brasília-Maranhão Fazendo coro com o próprio secretário de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, a TAM diz em sua propaganda que “paga menos quem compra antes”, mas não é verdade. Enquanto a TAM cobra R$
5.413 por um bilhete Brasília-Imperatriz (MA), a empresa alemã Luſthansa oferece passagens do Brasil para qualquer destino na Europa por módicos R$ 1.800. A ganância das áreas brasileira é mesmo imparável. Cumplicidade A Agência Nacional de Aviação Civil precisar explicar sua omissão com o impacto de aumentos da TAM (mais de 11%) nos índices de inflação. Põe na conta O MPF-AM quer o INSS pagando salário-maternidade a índias kanamaris. Seria mais econômico dar orientação sexual e camisinha. Mundo dos games A indústria de jogos no Brasil come mosca: um jogo “Onde está Rosemary?” faturaria horrores. É a pergunta de U$2 milhões… Cabo eleitoral Homem forte de Dilma, integrante do triunvirato que toca a política econômica à revelia de Guido Mantega, o secretário do Tesouro, Arno Agustín, defende Carlos Gabas na presidência dos Correios. Companheirada Luz no fundo do túnel para decifrar o rumo da candidatura do PT ao governo paulista, em 2014: o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) atua, no PT, na mesma ala de Fernando Haddad, prefeito paulistano. Produz, ou perde O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) defende que a entrega de alvarás às mineradoras seja mais criteriosa. Para ele, as empresas precisam primeiro
O Estado de Goiás foi o último a receber a comissão de parlamentares de um total de 18 localidades visitadas ALEXANDRE LEMOS/DIVULGAÇÃO
provar que têm capacidade de produção Esquema pesado A CPI do Tráfico de Pessoas pediu ao Ministério da Justiça a entrada da PF no caso de cinco crianças desaparecidas no bairro Planalto, em Natal (RN), entre 1998 e 2001. Há suspeita de conivência da polícia. Garganta rasa Tem pinta de “bafo” a ameaça de Lula de processar Marcos Valério por calúnia e difamação. O ex-presidente fez acordo com Paulo Maluf que o processou por calúnias, e também com o ex-petista Paulo de Tarso Venceslau, que o acusou de mutreta com empresa de consultoria. Esvaziado O deputado Francisco Praciano (PT-AM) não esconde constrangimento com o escândalo Rose, em meio ao julgamento do mensalão: “Com isso, bons quadros intelectuais do partido foram todos para burocracia”. Investimentos em Manaus A Suframa aprovou 42 novos projetos, 15 de implantação e 27 de ampliação, no polo industrial de Manaus. Juntos, devem gerar 1.820 empregos em três anos. Investimentos fixos de US$ 370,2 milhões. Zé das medalhas O dinheiro daria para “guaribar” uma escotilha no portaaviões São Paulo: a Marinha distribuiu 1 mil e 500 medalhas de ouro, prata e bronze, na última leva de homenagens a comandantes e comandados. Pensando com tristeza... ...os EUA têm criminosos loucos que matam no atacado. O Brasil, criminosos “sãos” que matam no varejo.
PODER SEM PUDOR
Paixão presidencial Nas silenciosas noites de Brasília, o presidente Jânio Quadros tinha o hábito de freqüentar sozinho o cinema do Palácio Alvorada. De copo na mão, ele se instalava numa das duas poltronas brancas do cinema de 50 lugares, e assistia a seu filme favorito, “Gata em teto de zinco quente”, com a beldade dos anos 60 Elizabeth Taylor. O filme seguia normalmente até a cena em que Liz Taylor subia num telhado e a câmera mostrava a exuberância de suas ancas. O operador se divertia com a repetição do grito presidencial: “Pára!”. Diante da cena “congelada”, o presidente exclamava: - Que mulher!...
Presidente da CPMI, deputada Jô Moraes (no centro) dirigiu os trabalhos no Estado de Goiás
E
m audiência pública realizada na última sexta-feira na Assembleia Legislativa de Goiás, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher no Brasil encerrou sua etapa de visitas e diligências nos Estados e no Distrito Federal. Na ocasião, a relatora da CPMI, senadora Ana Rita (PT-ES), anunciou a entrega do relatório final em março de 2013, mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher. O relatório trará o diagnóstico da realidade de violência contra a mulher no Brasil - o que foi constatado de ruim e de boas práticas nos equipamentos e rede de atendimento à mulher - bem como apontamentos do que é ideal diante do quadro encontrado e sugestões de políticas públicas para a reversão dessa realidade. Legislação Recomendações aos órgãos competentes sobre a aplicabilidade da legislação, em especial a Lei Maria da Penha, também constarão no relatório.
Durante a última audiência pública, que foi requerida pela deputada federal Marina Sant’Anna (PT-GO), a CPMI constatou problemas de precariedade nos órgãos e na rede de atendimento às mulheres em Goiás. Falta de pessoal especializado, de funcionários capacitados, sucateamen-
DESCASO
O secretário de Estado de Saúde de Goiás, Antônio Faleiros, não compareceu e nem mandou representante. A presidente da CPI, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), classificou a ausência como “omissão” to das poucas delegacias de atendimento à mulher e inexistência de equipamentos como casas-abrigo públicas também foram diagnosticados. Oitivas A audiência contou com a presença da delegada-geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi, representando o secre-
tário de estado de Segurança Pública, Joaquim Cláudio Figueiredo Mesquita; a secretária de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial, Gláucia Maria Theodoro Reis; o Juiz Donizete Martins de Oliveira, representante do presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Leobino Valente de Chaves; a promotora de Justiça dos Direitos da Mulher, Rúbia Correia Coutinho, representante do procuradorgeral de Justiça, Benedito Torres Neto; e o defensor público Alaor Arantes da Silva, representante do defensor público-geral, Alexandre Eduardo Felipe Tocantins. Também falou à CPMI da Mulher, representando a sociedade civil organizada, a coordenadora do Fórum Goiano de Mulheres, Fátima Veloso, que apresentou um dossiê da violência contra a mulher no Estado de Goiás. A Secretaria de Estado de Políticas de Mulheres e Promoção da Igualdade Racial e o Ministério Público de Goiás também entregaram à CPMI um relatório com as respostas solicitadas. MÁRIO OLIVEIRA
ADIN NO STF
Questionada norma sergipana Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4890) ajuizada pelo governo de Sergipe questiona dispositivo da Constituição daquele Estado que dispensa o parecer do Tribunal de Contas do Estado na análise da prestação de contas de prefeitos quando ultrapassado prazo de 180 dias para o envio às Câmaras Municipais. A Adin questiona o artigo 68, inciso XII, parte final, da Constituição do Estado
de Sergipe, com a redação dada pela Emenda Constitucional 11/1996, por entender que houve violação aos artigos 25, 29, 31, parágrafo 1º e 2º, 71, 72 e 75 da Constituição Federal. O dispositivo impugnado prevê que cabe à Assembleia Legislativa analisar as contas dos prefeitos municipais prestadas anualmente e essa análise deve contar com parecer prévio do Tribunal de Contas, mas também prevê que decor-
ridos os 180 dias sem o envio do parecer o processo será remetido diretamente às câmaras municipais. Na ação, o governo do estado sustenta que a emissão desse parecer prévio pelo Tribunal de Contas é uma etapa fundamental no processo de controle externo das contas públicas, porque subsidia o Poder Legislativo com elementos técnicos imprescindíveis para a emissão do julgamento das contas do Poder Executivo.
A comissão esteve em Manaus nos dias 22 e 23 de novembro em audiência na Assembleia
Sangari fez mapa da violência De acordo com o Mapa da Violência 2012, elaborado pelo Instituto Sangari/Ministério da Justiça, Goiás ocupa a nona posição entre os Estados brasileiros em assassinatos de mulheres, com taxa de 5,7 por grupo de 100 mil mulheres. O
primeiro colocado é o Espírito Santo (9,8), seguido de Alagoas (8,3) e Paraná (6,4). Na capital, Goiânia, a taxa se eleva para 6,8 assassinatos por grupo de cem mil mulheres. A Comissão de Inquérito já
esteve no Distrito Federal, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Alagoas, Paraná, São Paulo, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará, Roraima, Ceará e Goiás.
Política
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FOTOS: DIEGO JANATÃ
Jair SOUTO
‘Não há quebra DE CONTRATO no caso DOS ROYALTIES’ ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
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O Congresso referendou a vontade democrática e legal de toda a sociedade brasileira e aprovou requerimento para votação de urgência da derrubada dos vetos da presidente Dilma Rousseff e ela já se posicionou, dizendo ter feito o que podia fazer”
presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM) e prefeito do município de Manaquiri, Jair Souto (PMDB), finaliza sua administração em março de 2013. Após 4 anos se desdobrando nas duas funções, Jair arruma as gavetas para passar o cargo de prefeito adiante e se articula para continuar à frente da entidade. Entre suas principais ações adotadas na associação, Jair destaca a inserção do Plano de Saneamento Básico dos Municípios, que já atingiu 95% dos municípios da região e mudará o aspecto das cidades. “Esse plano foi um dos grandes avanços que demos. Nosso trabalho está sendo observado por todo país. E recebemos visitas de outras capitais que vem para região observar nossos investimentos e fazer um trabalho semelhante lá fora”, conta. Ele explica que a grande expansão do país está nos municípios, e somente com investimentos e boa vontade política é possível promover um planejamento de crescimento. “No dia que tivermos a capacidade de enxergar que somente com união poderemos dar longos passos, a sociedade terá acesso ao serviço público e uma boa qualidade de vida”, comenta. EM TEMPO – O senhor é prefeito de Manaquiri até o fim deste ano, e como está no segundo mandato não foi possível se reeleger. Porém, para ser presidente da AAM é preciso ter cadeira na administração municipal da região. Como ficará a sua situação? Jair Souto – O estatuto da associação proíbe que a entidade seja administrada por ex-prefeitos. Mas, a Confederação Nacional dos
Municípios (CNM) permite que a associação possa ter a participação de ex-prefeitos em sua pasta. Estamos realizando uma modernização no nosso estatuto, e muito em breve estaremos realizando uma assembleia com todos os associados para discutir essas modificações. Se a decisão da maioria prevalecer, existe uma possibilidade de que eu permaneça no cargo. A princípio estou presidente até março, e se houver esse alinhamento colocarei meu nome à disposição para exercer esse terceiro mandato. EM TEMPO - A Associação aderiu à campanha nacional “Sanciona, Dilma”, que pede da presidente do Brasil a sanção total da nova lei dos royalties. Quais os benefícios que esse projeto pode trazer para região? JS – A mobilização já ocorre há 3 anos, nossa associação tem uma mobilização para que tenhamos resultados positivos para nossos Estados. Essa campanha foi lançada pela Associação Amazonense de Municípios (AAM) como reforço à campanha da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O Congresso referendou a vontade democrática e legal de toda a sociedade brasileira, e aprovou requerimento para votação de urgência da derrubada dos vetos da presidente Dilma Rousseff e ela já se posicionou, dizendo ter feito o que podia fazer. Isto é, reconhece a legitimidade e força do Congresso. Quanto a ida à Justiça pelos Estados de Roraima, Rio de Janeiro e Espírito Santo, acho que não prospera a ação porque, simplesmente, não há nem nunca vai haver quebra de contrato nesse caso. Na realidade, estamos tendo a oportunidade de construir um país forte de verdade que começa pelo fortalecimento dos municípios,
os governos locais, que são a raiz da democracia. EM TEMPO – Nessa última eleição tivemos uma renovação muito grande no quadro de prefeitos. Muitos, por falta de experiência, acabam cometendo deslizes. Como a associação estará apoiando esses novatos? JS – Teremos uma renovação em 32 prefeituras. Na frente da associação há 4 anos sempre procurei melhorar os serviços à população. Realizamos um encontro com todos os novos eleitos onde falamos ponto a ponto os trâmites da transição e explicamos as diretrizes principais da administração. Até o fim do ano vamos realizar um outro encontro com os atuais prefeitos para orientar a entrega dos seus mandatos. Além do que, para auxiliar os administradores, também montamos um programa estruturante, como implantação do Diário Eletrônico, que trouxe uma grande economia financeira e expansão tecnológica. EM TEMPO – O repasse do Pacto Federativo ainda é um gargalo nos municípios brasileiros. Isso pode atrapalhar no desenvolvimento das cidades do Amazonas? JS – Os municípios precisam discutir ações integradas a essas questões. Precisamos sim, de mais recursos para atender a necessidade e o desenvolvimento sustentável dos municípios brasileiros. Neste ano tivemos uma redução no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Perdemos em março R$ 21 milhões; em agosto R$ 1,8 milhão e em outubro R$ 4,3 milhões. Utilizamos essa verba para o pagamento de todas as despesas, como merenda escolar, funcionários municipais e esse corte no orçamento apertaram muito
as nossas arrecadações. EM TEMPO – Um dos seus maiores projetos de implantação foi a criação do Plano de Saneamento Básico dos Municípios. Como está essa questão no momento? JS – O Amazonas é um dos Estados que vem se fortalecendo nesse segmento. Somos o primeiro da federal que está com quase 95% do seu plano de saneamento esperando apenas o financiamento do governo federal no apoio dessa política. Somos um diferencial a ponto de outras cidades virem até aqui captar nossa situação para levar. O passo agora será consolidar a política para aprovar o projeto de lei da política de saneamento. Até 2014 vamos acabar com os lixões. EM TEMPO – Após 4 anos na AAM, qual é o balanço de sua gestão? JS – Buscamos uma gestão moderna de prestação financeira, sempre pensando na economia. Temos um valor significativo no caixa e temos um corpo técnico e político funcionando e, sobretudo, ampliamos a interlocução com o governo federal e estadual e outros órgão que são fundamentais para administração de uma cidade. Buscamos sempre o fortalecimento dos municípios. EM TEMPO – Em relação ao seu futuro político, quais serão suas aspirações para 2013? JS – Eu sou filho de Manaquiri e tudo que tenho devo ao meu município. Portanto, vou continuar muito atuante lá. Quero ver tudo aquilo que construi como base estrutural, ser ampliado e até melhorado. Sou apaixonado pelo desenvolvimento local. Acredito que o crescimento do país esteja nos municípios.
Vou continuar muito atuante lá. Quero ver tudo aquilo que construi como base estrutural, ser ampliado e até melhorado. Sou apaixonado pelo desenvolvimento local”
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Condenados do mensalão serão cobrados pela AGU A
Advocacia-Geral da União (AGU) informou, na última sexta-feira, que pretende cobrar na Justiça o dinheiro público desviado no esquema do mensalão. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), autora da denúncia que resultou na condenação de 25 pessoas, foram desviados aproximadamente R$ 78 milhões de verbas da Câmara dos Deputados e do Banco do Brasil. Em nota divulgada, a AGU disse que poderá usar procedimentos comuns como bloqueio e sequestro de bens, além de penhora, para garantir que o dinheiro desviado retorne à União. No entanto, o órgão espera a publicação do acórdão do julgamento da Ação Penal 470, o processo so mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não terminou. Em média, o resumo da decisão leva seis meses para ser publicado. A afirmação ocorreu no mesmo dia em que o jornal O Globo publicou que a Advocacia-Geral da União se recusou por duas vezes a fazer parte de processos que pedem a devolução de dinheiro desviado para o mensalão. Uma delas
com o julgamento do mensalão já em andamento. Em novembro, o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, disse que só cobraria caso houvesse uma determinação expressa do STF. “Normalmente, a gente entra quando há execução. Tem que aguardar a decisão – caso haja uma decisão
AMEAÇA
Em quatro meses de julgamento do mensalão, os ministros do STF condenaram 25 pessoas, sendo que quatro são deputados federais que, inclusive, podem vir a perder seus mandatos dentro do processo relativo à essa questão – e a gente vai atuar de acordo com a decisão”, explicou Adams, em novembro. O órgão não se manifestou sobre a recusa em ter participado de ações para reaver o dinheiro desviado. Para ministros do STF, a soma passa de R$ 150 milhões, já que são computados os empréstimos concedidos pelos
bancos Rural e BMG. Publicação sai logo De acordo com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, o resultado do julgamento do mensalão deve ser publicado no início de 2013. Somente com a publicação da decisão, o chamado acórdão, as sentenças podem ser executadas ou recorridas. “Como esse processo foi bastante estudado pelos ministros, os votos estão prontos. A publicação deve sair logo no início do semestre”, disse a ministra na última sexta-feira. Segundo a legislação vigente, os acórdãos devem sair até dois meses após o julgamento, mas há casos no STF em que mais de um ano se passa sem a publicação. Cármen Lúcia também criticou as brechas no sistema judicial que permitem vários recursos para atrasar a execução da sentença. Para a ministra, o ideal é que as decisões saiam “não tão depressa que parece que está com medo, nem tão devagar que parece estar afrontando”. Ela também descartou qualquer crise entre Judiciário e Legislativo.
JOSÉ CRUZ/ABRA
O órgão informou, na última sexta-feira, que vai requerer na Justiça a devolução de R$ 78 milhões de verbas desviadas
A corte do STF deve decidir, em breve, sobre a perda do mandato dos deputados condenados
Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012
economia@emtempo.com.br
(92) 3090-1045
MÁRIO OLIVEIRA
‘Mão na massa’ para mudar de vida Economia B3 e B4
Pesquisa pode assegurar ceia até 50% mais barata O EM TEMPO levantou preços dos principais itens da mesa de fim de ano e constatou a variação de valor nos estabelecimentos de grande e pequeno portes ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
Q
uem ainda não comprou os produtos das ceias de Natal e Ano Novo precisa pesquisar bem para evitar surpresas na hora de pagar. Uma boa pesquisa e um pouco de paciência podem significar uma economia de, aproximadamente, 47% em alguns itens essenciais na mesa de final de ano. O preço mais em conta do peru, por exemplo, em uma grande rede de supermercados da cidade, na Zona Norte, custa R$ 25,49. O mesmo produto pode ser encontrado por R$ 14,90 em um empório de produtos importados situado na avenida Constantino Nery uma economia de R$ 10,59. Já com o vinho, a situação se inverte. Nas grandes redes, o valor da bebida está 23,71% mais barato do que nas pequenas lojas de produtos alimentícios.
Uvas passas e panetones também podem ser adquiridos a um preço mais baixo em um empório de alimentos. No caso das uvas passas, o consumidor pode ter uma economia de 47,33% por 200 gramas se comprar em alguns estabelecimentos de médio porte do que adquirir o produto em uma grande rede de supermercados No panetone de menor preço, a economia chega a 6,5%, uma vez que é possível encontrar o pão natalino por até R$ 5,60, a unidade com 400 gramas. “De modo geral, os produtos da ceia estão com preços acessíveis. Porém, sempre haverá clientes que reclamam dos valores. Não podemos aumentar o preço, se não perdemos clientes”, destaca o gerente do Empório Santa Fé, Agizander Braga, ao ressaltar que espera um crescimento nas vendas de 35% nesta época do ano em relação ao mesmo período de 2011. Preço ‘salgado’ Nos estabelecimentos da cidade que vendem produtos natalinos, o preço do quilo do bacalhau oscila entre R$ 28 e R$ 79, variação de 282%. Nas grandes redes, o consumidor pode encontrar pacotes com tiras de baca-
lhau, que custam, em média, em torno de R$ 10. A engenheira agrônoma, Lúcia Tavares, 56, afirma que pretende gastar R$ 350 com a ceia natalina. Na última sexta-feira, ela foi a um estabelecimento de produtos natalinos para comprar o primeiro item: o bacalhau. Mesmo com o bacalhau sendo comercializado a um preço um pouco “salgado”, a engenheira frisa que vai levar o produto para a casa. “O preço está bom. Vou comprar logo e antecipar. Pode ser que depois fique tudo mais caro”, enfatiza. Mudança de hábito Os preços elevados dos produtos natalinos têm causado mudança de hábito em alguns consumidores, que para não pagar mais caro, irão substituir itens da ceia. A dona de casa Jussara Pires, 42, não gostou muito do preço do peru e está pensando em substituí-lo pelo frango, por ter um valor mais acessível. “O custo de vida está caro e ainda os supermercados aumentam os preços dos produtos natalinos. O jeito é mudar a ceia para evitar despesas maiores”, salienta. A aposentada Esmeralda Barros, 57, ficou surpresa com
o preço do quilo do bacalhau na unidade de uma rede estrangeira de supermercados situada no bairro Cidade Nova, na Zona Norte da cidade. No local, o quilo do bacalhau imperial chega R$ 43,09. Mesmo o tipo inferior de bacalhau, cujo quilo é mais em conta (em torno de R$ 25), a peça inteira de 3,5 quilos sai por R$ 94,84. “Estou pensando em substituir pelo pirarucu”, frisa, ao ressaltar que o gasto com o peixe amazônico será de R$ 20, o quilo. Apesar do preço alto dos produtos natalinos, o empresário Paulo Nonato, 49, destaca que não pretende substituir nenhum item da ceia. Ele apela para o tradicionalismo para justificar sua atitude de gastar um pouco mais. “Mesmo com o preço salgado, gosto de manter a tradição. Vale a pena pagar mais caro para preservar as origens nesta época do ano”, enfatiza.
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Economia
Elas colocam a ‘mão na Em busca de melhores salários, mulheres amazonenses abriram mão de empregos “confortáveis” para atuar na construção civil local. Em canteiros de obra, algumas trabalhadoras chegam a ter a renda mensal triplicada RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO
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mbora seja considerada uma atividade “pesada”, a construção civil no Amazonas tem recebido mais trabalhadoras. De olho em melhores salários, elas trocaram o conforto do escritório e as práticas na cozinha por canteiros de obras. A ex-atendente de consultório dentário Osmarina Santiago, 45, está entre as amazonenses que decidiram colocar a “mão na massa” para se firmar no ramo da construção e viu a renda triplicar com os serviços que desenvolve como pedreira. “Fiz
cursos e consegui trabalhos em obras que me renderam até R$ 2 mil por mês, enquanto que na minha antiga profissão ‘tirava’ um salário mínimo”, contabiliza. Osmarina diz que desde que concluiu os cursos ligados à atividade de construção não lhe faltaram trabalhos. “Atuo com pintura, forro e alvenaria. Além disso, assento cerâmica e garanto, faço serviço melhor que muito homem”, garante a operária, que hoje atua na obra de uma residência da Zona CentroOeste. A pedreira salien-
ta que está de olho nas vagas ofertadas por grandes construtoras na capital amazonense. “Já recebi proposta de uma grande empresa do ramo, mas tive que recusar por já estar envolvida em uma obra. Mas, em 2013, ano em que o volume de obras deve aumentar na cidade por conta da Copa, vou procurar uma vaga para constar na minha carteira de trabalho”, relata Os-
marina, que também planeja incrementar o currículo com mais cursos profissionalizantes relacionados a obras. No mesmo caminho está a ex-auxiliar de cozinha Maria do Socorro Silva, 50. “Fiquei desempregada por quase dois anos e, durante a busca por emprego, pude perceber que havia grande demanda por profissionais para a construção civil. Foi aí que eu decidi buscar cursos ligados à área e me matriculei no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Amazonas (Senai-AM), nos quais aprendi a atuar como uma profissional da construção”, observa. O que aprendeu nas aulas práticas, Maria do Socorro pôs em prática em obras nas residências de familiares. “Trabalhei na reforma da minha casa, de parentes, e nesta semana vou iniciar uma obra na casa da minha irmã”, comemora a pedreira, que tem experiência em assentar cerâmica, re-
junte e revestimento. Maria do Socorro planeja para 2013 ocupar uma vaga na edificação de prédios na capital amazonense. “Após concluir o trabalho que realizarei na casa da minha irmã, começarei a distribuir currículos nas empresas do setor para conquistar uma vaga. Experiência eu tenho e, por isso, me considero apta para me firmar como uma profissional da construção”, pontua. Preparando o terreno Para entrar com o “pé direito” no ramo da construção, a estudante Izabel Castro, 30, que até pouco tempo exercia a função de secretária no mercado de trabalho local, deu o “start” no curso de aperfeiçoamento para atuar no ramo. “Faço curso técnico de edificações no Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e, para complementar o meu currículo, também decidi me matricular em cursos ligados a obras no Senai”, acrescenta. Entre as apostas de Izabel, para se tornar uma profissional de destaque em obras, estão os cursos relacionados a pintura e de pedreiro de argamassa. “Assim, tenho a certeza, que ganharei experiência com a prática que aprenderei nesses cursos e garantirei um bom trabalho na profissão que eu escolhi seguir”, ressalta.
Busca crescente por capacitação É constante a presença de mulheres nos cursos ligados aos serviços de construção, segundo o gerente da Escola Senai Demóstenes Travessa, Rodson Barros. Ele credita o crescente interesse das amazonenses na área ao aquecimento da demanda das empresas do ramo da construção civil por profissionais, especialmente no que se refere às atividades que requerem maior aptidão para detalhes como revestimento, acabamento e áreas afins. “A média é de 24%, ou seja, de 3.327 matrículas efetivadas, 820 foram realizadas pelo gênero feminino”, informa o gerente. Ele pontua que as mulheres conquistaram mais um espaço que antes era um ramo dominado exclusivamente por homens, agregando mais uma conquista à classe feminina na sociedade.
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FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA
Quem tem interesse na construção há cursos disponíveis
Cursos para capacitação Para as mulheres interessadas em ingressar na construção, o Senai dispõe de cursos nas áreas de elétrica, alvenaria, gesso acartonado, hidráulica, marcenaria e desenho. De acordo com o Senai, os cursos da modalidade aprendizagem são totalmente gratuitos, porém, a seleção ocorre dentro das
empresas que encaminham os candidatos para matrícula. Nas demais modalidades — Iniciação Profissional, Qualificação e Aperfeiçoamento —, o valor dos cursos variam entre R$ 130 para cargas horárias de, aproximadamente, 160 horas e de R$ 876 para cargas horárias de 324 horas.
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
Pioneirismo no Amazonas – parte 2 No espocar dos espumantes de fim-de-ano, com a celebração de mais um faturamento recorde nos indicadores da Suframa, é importante ter presente as demissões de quase mil trabalhadores no Polo Industrial de Manaus, iniciadas na Nokia e Samsung, antes do respectivo término do contrato de trabalho e com perspectivas de ampliação. O bom senso nos recomenda a identificar no episódio e demais indicadores da produção industrial, eventuais sintomas da desarticulação da economia baseada no modelo ZFM, no contexto da crise que se alastra pelo planeta e do encolhimento dos negócios anotado por aqui. O momento impõe prontidão. A mesma que se impunha há 100 anos, quando perdemos o bonde da inovação pra perenizar a economia da borracha, das fibras vegetais, das resinas e potencialidades das rubiáceas, que vicejam aos borbotões neste país das fibras e das Amazonas. Prestar atenção na História é, pois, assumir a importância de revisitar os pioneiros da resistência, da reinvenção e da transformação que se impõe. O tal Plano B de uma nova bonança econômica e social. O que diriam os pioneiros da Amazônia na esteira do Vale do Silício que criou uma civilização digital e de múltiplas utilidades e oportunidades, com
a matéria-prima oferecida pelo banco de germoplasma que a Amazônia abriga em seu almoxarifado natural e monumental? O que diriam os pioneiros, Samuel Benchimol, Cosme Ferreira, Isaac Sabbá, Antônio Simões, Petrônio Pinheiro, Djalma Batista, entre outros, ao flagrar um investidor interessado em fazer do Centro de Biotecnologia a biópolis da Bioengenharia e da Nanotecnologia, e ser taxado de biopirata, como ocorreu com a Novartis, empurrada depois para os rincões tropicais asiáticos? Por que a delonga inaceitável em implantar o polo gás-químico, ou cloroquímico, que a vocação da geodiversidade amazônica propicia? Por que vacilar diante das promessas da aquicultura, da silvicultura e da busca de alternativas energéticas para sua viabilização? “O que aconteceu é tão importante quanto o que está acontecendo e o que vai acontecer”, diz o professor Marcovitch, para quem, pioneiros só adentraram o labirinto da vida, porque souberam combinar razão e intuição, rigor econômico, com responsabilidade social, a sustentabilidade ambiental. Eis as premissas sagradas dos que souberam amar o próprio destino e fazer do foco e da fé, a força da transformação e do avanço. Em 2013, o projeto Pioneiros e Empreendedores:
a Saga do Desenvolvimento no Brasil, estará no Amazonas, agora com a exposição integral, nacional e local, para mobilizar discussão, consciência e atitudes em favor da prospecção e proposição de caminhos, novos e ousados, como aqueles formulados nos corações, mentes e posturas de nossos heróis e heroínas amazônicas da resistência. Há que se mobilizar a juventude, para assimilar o sentido do pioneirismo e do empreendedorismo, através de uma linguagem adequada e coerente, para que suas mentes irrequietas possam navegar na história e criar interatividade com o presente das divagações e indefinições, tendo em vista a formulação de novas trilhas, códigos e aplicativos existenciais, funcionais e profissionais no contexto frenético da mudança de focos, valores e perspectivas que descrevem os novos tempos. Há que se mobilizar as entidades, para que saibam sensibilizar seus parceiros e atores na decodificação dessas premissas da transformação. E, por fim, mobilizar o poder público, para potencializar seu papel enzimático e estratégico de acelerar as composições e articulações visando diversificar e interiorizar saídas e oportunidades na conjugação pioneira de todas as derivações do verbo empreender e fazer acontecer...
Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta
O bom senso nos recomenda a identificar no episódio e demais indicadores da produção industrial, eventuais sintomas da desarticulação da economia baseada no modelo ZFM, no contexto da crise que se alastra pelo planeta
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Economia
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Hotéis preparados para atender nova geração Interessados em atrair público jovem, 270 estabelecimentos da rede hoteleira amazonense se adequam às exigências
ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
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om atual potencial de compra de R$ 32 milhões, a geração com idade de 10 a 32 anos, está na mira da rede hoteleira de Manaus. Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Amazonas (ABIH-AM), para conquistar os jovens, 85% dos 270 estabelecimentos da cidade se adequaram às exigências desse público, que quer preço barato, boa localização, conforto e tecnologia. Inaugurado há quase dois anos, o hotel Go Inn Manaus, na rua Monsenhor Coutinho, Centro, foi projetado para atrair clientes que buscam os serviços básicos de hospedagem, sem se preocupar muito com o luxo. Mas, as opções também se enquadram nas exigências da nova geração. Além de uma diária acessível - o quarto standard custa em média R$ 175 , o empreendimento conta com camas confortáveis, conexão wi-fi, café da manhã de cortesia e uma boa localização na área central da cidade, próxima ao “coração comercial” da capital.
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O hotel não possui piscina, item desnecessário para os hóspedes jovens, conforme o levantamento “Millenials e Hotelaria”, divulgado na última terça-feira. Segundo o assistente da Gerência de Operações do
ESTUDO
Segundo levantamento ‘Millenials e Hotelaria’, os hotéis que estão sendo construídos para a Copa 2014 não levam em conta os anseios dos jovens, que são os futuros clientes das redes hoteleiras hotel, George Buiati, o design arrojado é outro diferencial para atrair o público. “Os jovens merecem uma atenção especial, pois é um tipo de cliente que tem dinheiro para gastar”, enfatiza. O presidente da ABIHAM, Roberto Bulbol, destaca que os empresários do setor hoteleiro precisam se enquadrar à realidade para atender os hóspedes mais jovens em Manaus. “É um público que viaja em
datas específicas e que, dificilmente, vem sozinho, de modo geral”, salienta. Contraponto Porém, se o mercado local se importa com a nova geração, no resto do país a situação é diferente. No Brasil, de modo geral, a rede hoteleira não está preparada para lidar com esse público tão influente no mundo, segundo pesquisa realizada pela Mapie, consultoria especializada no segmento, sobre as preferências dos jovens na hora da escolha de um hotel. De acordo com o levantamento “Millenials e Hotelaria”, os hotéis que estão sendo construídos ou reformados para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016 não levam em conta o poder de compra e os anseios dos jovens, que são os futuros clientes das redes hoteleiras. Segundo a pesquisa, itens como piscina, spas, área de fitness ou mesa de trabalho no quarto não são tão importantes para os jovens. Antenados com os avanços tecnológicos, para eles, o que importa é a modernidade aliada à comodidade.
Jovens se preocupam com a disponibilidade de tomadas, conexão wi-fi e refeições saudáveis
‘Arcaicos’ com os dias contados Ainda conforme a pesquisa da Mapie, se depender dos jovens, os hotéis “arcaicos” estão com os dias contados. Isso porque, 44,7% dos entrevistados entre 15 e 32 anos escolheram o design moderno e atraente como prioridade
na hora de escolher um lugar para se hospedar. Em seguida, a principal preferência é por ampla disponibilidade de tomadas e conexão wi-fi (21,2%), qualidade nos quartos (16,3%) e opções de refeições saudáveis (10,6%).
Ao todo, foram 25 os itens que obtiveram alguma relevância estatística, no estudo da Mapie. Por outro lado, a sujeira, a demora no atendimento e filas são os pontos que mais irritam os jovens em um hotel.
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País
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Lei Antifumo faz um ano sem ser regulamentada
DEFESA CIVIL
São Paulo em alerta de chuvas no fim de semana São Paulo e no CentroOeste Paulista. Para hoje, a previsão é que a chuva se concentre no Sul, próximo ao Paraná, mas com incidência em todas as regiões do Estado. De acordo com a Defesa Civil, o acúmulo de água aumenta o risco de quedas de árvores e muros, deslizamento de terras, transbordamento de córregos, formação de alagamentos intransitáveis e destelhamento de casas. A Defesa Civil Estadual orientou pessoas que moram em áreas de risco deixem esses locais caso percebam sinais de anormalidade, como como trincas, rachaduras em paredes e muros, aumento do nível de rios e córregos e deslizamentos de terra com ou sem chuva.
Pizzas foram entregues a funcionários do Ministério da Saúde, na sextafeira, como forma de protesto contra a falta de regulamentação da lei
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WILSON DIAS/ABR
A Defesa Civil do Estado de São Paulo alerta a população para o risco que fortes chuvas devem trazer ao longo deste fim de semana. Segundo o órgão, a principal preocupação é com os deslizamentos de terra em áreas de risco e alagamentos intransitáveis. A previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) é que tempestades de curta duração atinjam a maior parte do Estado nos próximos dias. As fortes chuvas serão seguidas outras com menor intensidade, mas de longa duração entre sábado e domingo. A previsão era de chuvas com maior intensidade no sábado, no Norte do Estado – na divisa com Minas Gerais –, na Grande
Ruas centrais de Franco da Rocha alagadas ano passado
epresentantes da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica distribuíram pizzas, na sexta-feira, a funcionários do Ministério da Saúde em protesto contra a falta de regulamentação da chamada Lei Antifumo, que completou um ano ontem. Sancionada em 15 de dezembro de 2011 pela presidente Dilma Rousseff, a lei proíbe o fumo em locais coletivos fechados privados ou públicos e os fumódromos (áreas reservadas a fumantes). A regulamentação serve para definir, por exemplo, penalidades em caso de desrespeito à lei. Atualmente, legislações estaduais impedem o fumo em locais fechados em Rondônia, São Paulo, no Rio de Janeiro, Amazonas, em Roraima, na Paraíba e no Paraná. Os fumódromos ainda são permitidos em Alagoas, na Bahia, no Ceará, Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, no Pará, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Sergipe, no Tocantins e no Distrito Federal. Acre, Piauí e Rio Grande do Norte têm projetos de lei para a criação de ambientes livres de tabaco que tramitam desde 2009.
ELZA FIÚZA/ABR
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“A ideia dessa manifestação, além de marcar um ano sem a regulamentação da Lei Federal Antifumo, é mostrar para o governo que ele não pode ceder a pressões do setor ligado à indústria do tabaco, que vem buscando impedir a adoção de conceitos mais fortes, que são compromissos assumidos internacionalmente pelo governo”, explicou o
RECEBIDOS
O Ministério da Saúde informou que os representantes das entidades foram recebidos pela chefe de gabinete, Eliane Cruz, porque o ministro Alexandre Padilha está fora de Brasília coordenador da Aliança de Controle do Tabagismo, Guilherme de Almeida. Para ele, experiências registradas em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná demonstram o sucesso da lei. Dados da ACT mostram que o índice de cumprimento das normas nesses estados é superior a 99%, enquanto o apoio entre os próprios fumantes é acima de 80%.
Protesto com as pizzas pediu que Lei Antifumo seja respeitada
Mundo
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Hugo Chávez falou com a família após nova cirurgia O ministro da Informação venezuelano, Ernesto Villegas, fez um pronunciamento televisivo em cadeia nacional, na noite de sexta-feira, afirmando que, 72 horas após a cirurgia a que foi submetido no dia 11, o presidente Hugo Chávez se comunicou com sua família. “O presidente Chávez se comunicou com seus familiares imediatos por meio do ministro Jorge Arreaza e enviou cumprimentos a todo o povo venezuelano”, disse, Villegas, de acordo com um comunicado divulgado pelo
governo. “Passadas 72 horas da operação, os médicos indicam que o paciente cumpre satisfatoriamente com o protocolo pós-operatório, em vista da complexidade associada a uma intervenção cirúrgica da natureza e duração da praticada”, afirma a nota oficial. “O sangramento ocorrido no transcorrer da intervenção foi atendido de forma oportuna e o paciente respondeu de forma favorável ao tratamento aplicado”, prossegue.
LONDRES
Herdeira da Tetra Pak morreu de overdose, diz polícia A polícia britânica informou, na sexta-feira, que Eva Rausing, mulher do herdeiro da indústrias Tetra Pak, morreu após uma overdose de cocaína. Ela foi encontrada morta em 8 de julho, em sua casa, em Londres. Eva era casada com o bilionário sueco Hans Kristian Rausing, que se declarou culpado por ocultar o cadáver de sua esposa durante dois meses. Segundo a juíza forense Shirley Radcliffe, responsável pela investigação, uma necropsia detectou a presença de cocaína no corpo de Eva. “A morte
de Eva Rausing foi causada por sua dependência de drogas.” Além da intoxicação por cocaína, os exames determinaram que a morte de Eva Rausing também foi causada por uma doença cardíaca. O corpo de Eva foi encontrado entre lençóis e sacos de lixo na casa do casal, situada no exclusivo bairro de Belgravia, no centro da capital britânica, enquanto as forças de ordem faziam um registro no imóvel. A polícia revistou a casa depois que Hans foi detido sob suspeita de dirigir sob efeito de drogas.
Otan diz que mísseis caíram perto da Turquia Síria é acusada de ter passado a usar o armamento nos últimos dias em ataques contra grupos rebeldes. País vive em guerra civil há 20 meses
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iversos mísseis Scud lançados pelo governo sírio contra rebeldes caírvam perto da fronteira com a Turquia, disse um comandante da Otan, na sexta-feira, em um blog, explicando por que baterias antimísseis Patriot foram alocadas na Turquia. Os comentários do almirante norte-americano James Stavridis foram os primeiros a confirmar que os Scud chegaram próximos à região. O almirante ainda descreveu a situação na Síria como “caótica e perigosa”. Os EUA e a Otan acusam a Síria de ter passado a usar o armamento nos últimos dias em ataques contra grupos rebeldes. O país vive uma guerra civil há 20 meses, que ameaça derrubar o presidente, Bashar Assad, e que já deixou mais de 40 mil mortos. O regime de Assad negou o uso de tais mísseis em batalhas contra o que o governo chama de “grupos terroristas”. “Nos últimos dias, mísseis Scud foram lançados dentro da Síria, pelo regime, contra alvos da oposição. Diversos caíram muito perto da fronteira turca, o que é muito preocupante”, escreveu Stavridis.
DIVULGAÇÃO
VENEZUELA
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Mais de 40 mil pessoas já morreram desde o início da guerra civil na Síria, há 20 meses
Preocupação com armas O almirante manifestou uma preocupação particular em relação aos Scud, já que eles podem ser adaptados para carregar armas químicas. “Por conta de uma série de incidentes recentes de morteiros caindo na Turquia e matando civis turcos, estamos preocupados com a possível atividade dos Scud na
Síria”, declarou. A Turquia já vasculhou aviões comerciais com destino à Síria e chegou a retaliar quando bombas resultantes do conflito do país vizinho caíram em seu território. No caso de um Scud cair no país, há um considerável risco de que o conflito se espalhe. Por duas vezes, Ancara, signatária da Otan, invocou o
artigo 4º da carta da organização, que prevê consultas quando um Estado-membro se sente ameaçado. O estatuto da organização prevê o envolvimento de todos os países-membros no caso de um ataque a um dos signatários, o que aumenta a repercussão de um eventual ataque à Turquia.
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Mundo
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diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
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MÁRIO OLIVEIRA
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Dia a dia
A dor de uma saudade e da culpa
Cinco dias para o fim do mundo... ou não “Profecia” sobre o final dos tempos no dia 21 de dezembro mexe com o imaginário popular, gerando teorias e até mesmo brincadeiras
MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO
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ela profecia o mundo vai acabar. Para muitos, tal fato tem dia e hora marcada: 21 de dezembro de 2012. Para quem acredita, o momento é de reflexão e preparo. Para os que não acreditam, restam apenas as brincadeiras. E há quem, por “medida de segurança”, prefira não arriscar. As catástrofes para o dia do juízo final são os principais fatores que têm mexido com o imaginário da população. Ondas gigantes, terremotos, dilúvios e pragas culminarão com o fim dos tempos. E os sinais estão descritos também no livro sagrado do cristianismo, a Bíblia. Os sinais de que o fim está próximo são cada vez mais visíveis para a humanidade. As teses catastróficas se disseminam em livros, sites da internet e programas de televisão. Até quites de sobrevivência para o fim do mundo estão sendo comercializados. Além dos conhecimentos religiosos baseados em relatos bíblicos, a discussão que envolve o fim do mundo e o da vida humana está baseada numa profecia do povo maia, uma das civilizações mais inteligentes de todos os tempos da humanidade. Para os maias, no dia 21 de dezembro de 2012, o mundo passará por grandes mudanças, o que é interpretado por muita gente como o fim dos tempos, mas que para os estudiosos da cultura maia significa apenas uma mudança de ciclo, ou um novo começo. Os maias acreditavam que o sol (Kinich-Ahau) é um ser
vivo que respira e que a cada certo tempo se sincroniza com o enorme organismo que existe, que ao receber uma manifestação de luz do centro da galáxia brilha mais intensamente produzindo em sua superfície o que os cientistas chamam de erupções solares e mudanças magnéticas. Em 2006, cientistas modernos revelaram que em 2012 o sistema solar que vivemos se encontrará no cruzamento entre duas galáxias, e vai se alinhar no centro da Via Láctea. Tal acontecimento cósmico foi calculado pelos maias há mi-
Brinquei sobre o assunto (fim do mundo), mas de qualquer forma decidi viajar antes e também não comprei nada a vista André Luiz Viana, engenheiro florestal
lhares de anos. E é entre estudos, pesquisas e muitos cálculos que as interpretações de um “fim do mundo” estão sendo propagadas entre a humanidade. A discussão chegou a ponto de preocupar autoridades de países como os Estados Unidos, que negam a versão do fim. A polêmica sobre o evento final é tamanha que a Agência Especial Americana (Nasa) chegou a divulgar uma nota negando que o fim esteja próximo e respondeu as principais curiosidades sobre o possível evento.
Teorias e uma visão religiosa A comunicóloga Cristina Machado, 44, diz que teve curiosidade sobre a discussão e realizou várias pesquisas sobre o tema. Ela queria saber o dia e o horário do Juízo Final e após horas de pesquisa chegou à conclusão que o fim do mundo será às 7h11 do dia 21 de dezembro de 2012, horário de Manaus. Cristina conta que todas as vezes que houve as discussões sobre o fim do mundo, ela nunca levou em consideração, mas dessa vez pesquisou bastante e achou que fazia um certo sentido. “Sinceramente, não vai ser o fim do mundo, mas 90% da humanidade vai deixar de existir. Haverá terremotos e tsunamis, pouquíssimas pessoas sobreviverão. Os que sobreviverem terão pelo menos uma década de sofrimento, sem água potável, comida e luz”. Ela falou ainda sobre o programa “Preparados para o fim”, produzido por um canal americano. “Nos Estados Unidos as pessoas estão estocando alimentos houve até registros de casos de suicídios, por isso, as autoridades se alertaram para desmentir e o programa foi tirado do ar”, comentou. O engenheiro florestal André Luiz Vianna, 27, disse que não acredita que o mundo irá acabar no dia 21, mas em caso de dúvidas, decidiu antecipar a viagem que já estava marcada. “Brinquei sobre
o assunto, mas de qualquer forma decidi viajar antes e também não comprei mais nada a vista”. Tempo reservado O pastor Marivaldo Pontes, da Igreja Cristã Geração Santa, disse que a igreja se baseia na Bíblia, material de fé. “Quando foi questionado a Jesus quando seria o Dia do Juízo Final, ele afirmou que apenas Deus tem reservado esse tempo para Ele”. Marivaldo disse que mui-
CRENÇA
Cristina Machado conta que pesquisou bastante o tema e concluiu, após horas de pesquisa, que o mundo acabará às 7h11, de 21 de dezembro de 2012, hora de Manaus tos que tentaram prever o fim dos tempos nos últimos anos caíram no descrédito e disse que há uma passagem na Bíblia em que Jesus diz que “se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa (Lucas, 12:39)”, referindo-se ao Dia do Juízo. “Não estamos preocupados com dia e hora, temos é que estar preparados para a vinda do Senhor”. Continua na página C2
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Em vez do término, só o começo de um novo ciclo Grupo foge do alarmismo apocalíptico do 21 de dezembro e defende o início de uma nova era na história humana MÔNICA FIGUEIREDO Equipe EM TEMPO
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esquisador da cultura maia e integrante da Rede de Arte Planetária, Vitor Permaculturando fala sobre o Sincronário das 13 luas de 28 dias, com base no calendário maia, o mesmo que trata do fechamento do ciclo no próximo dia 21. A Rede de Arte Planetária é uma aliança global de pessoas voluntárias, autônomas, que trabalham pela paz, pela cultura e pela natureza (Biosfera), sem nenhuma filiação a uma determinada religião ou tendência política, mas apresentando como estrutura básica a “Lei do Tempo”, já divulgada às estruturas de poder do planeta, especialmente a ONU e o Vaticano. A rede está fundamentada em princípios naturais que orientam para uma cooperação maior com o objetivo comum dos participantes de fazer “Paz através da Cultura” e a “Paz da Cultura da Biosfera”. Entre os objetivos da rede está a substituição do calendário gregoriano (o que é usado hoje) pelo calendário Maia. Vítor conta que a data de 21 de dezembro de 2012 representa o fechamento de um ciclo. Nesse dia a população deverá escolher
se pretende viver em um mundo de ódio e destruição ou optar pela evolução e a harmonia. “É o encerramento, não estamos no fim do mundo, mas sim no encerramento do ciclo e nascimento do outro. As pessoas, equivocadamente, acham que 21 de dezembro é o fim do mundo. O que temos é a conclusão de 26 mil anos”, comentou. A partir desse dia, haverá 20 anos de reconstrução da terra e a rede apresenta um cronograma de orientações para as pessoas, o próximo ano, será para as pessoas fazerem suas escolhas para viverem em harmonia. O cronograma vai até 2033. Entre os dias 21 e 23, a Rede de Arte Planetária realizará um retiro no município de Presidente Figueiredo, onde um grupo de 20 pessoas esperará o novo ciclo. “Será o despertar de uma consciência espiritual e vamos nos preparar para isso. Temos que aplicar na prática a purificação do corpo e da mente”. Sobre possíveis sinais que deverão aparecer na Terra no dia 21, Vítor afirmou que não serão visíveis e que apenas na Rússia, possivelmente, as auroras boreais sejam mais intensas. “Não é o fim do mundo, não agora. É apenas o início de um novo ciclo”.
Alarmismo leva em conta possibilidade de extinção em massa
Algumas teorias apocalípticas REDAÇÃO EM TEMPO
Campo magnético alterado - A partir da interpretação do calendário maia, surgiram informações de que, no dia 21 de dezembro, o sol e a Terra estarão alinhados com o centro da Via Láctea e que, justamente neste, espaço há um buraco negro gigantesco. Com isso, baseando-se na Teoria do Campo Magnético Terrestre, de Einstein, o campo magnético da Terra pode ser alterado, levando a terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis e, claro, ao fim do mundo.
Imagem idealizada de um cataclismo global que assusta o mundo
Respostas dadas pela Nasa A Terra está em perigo de ser atingida por um meteoro em 2012? A Terra sempre esteve sujeita a impactos de cometas e asteroides, embora os grandes sejam raros. O último ocorreu há 65 milhões de anos e levou à extinção dos dinossauros. Hoje os astrônomos da Nasa estão realizando um levantamento chamado “pesquisa Spaceguard”, para encontrar qualquer grande asteroide próximos da Terra muito antes dele bater. Não há asteroides ameaçadores tão grandes quanto o que matou os dinossauros. Todo esse trabalho é feito abertamente com as descobertas publicadas todos os dias no
site da Nasa. Existe o perigo de gigantes tempestades solares previstas para 2012? A atividade solar tem um ciclo regular, com picos de, aproximadamente, 11 anos cada. Perto desses picos de atividade, explosões solares podem causar uma interrupção das comunicações por satélite, embora os engenheiros estejam aprendendo a construir eletrônicos que estão protegidos contra a maioria das tempestades solares. Mas não há riscos especiais associados a 2012. O próximo máximo solar ocorrerá no período de tempo 2012-2014.
Aquecimento global A teoria do aquecimento global é a que mais possui respaldo científico. Defendida por inúmeras teses e com resultados que podem ser comprovados todos os dias, o aquecimento global é mais plausível do que a teoria maia. De acordo com cientistas, sim. 2010 teria sido o ano mais quente do planeta e esse cenário não parece ser facilmente reversível. O aquecimento da Terra continuaria mesmo se parássemos com as emissões de gases prejudiciais e diminuíssemos a quantidade de lixo produzido. Com o aumento da temperatura, a qualidade do ar é prejudicada, os alimentos se tornam escassos e as terras podem se tornar desertas. Sem comida, suscetível a diversas doenças, sem sombra ou água fresca: morrerá não só o ser humano, mas toda e qualquer forma de vida. Explosão de raio gama - Os raios gama, a forma de luz mais intensa que conhecemos, trazem
uma alta frequência eletromagnética e são produzidos durante fenômenos astrofísicos. Quando uma estrela supernova explode, ela libera essa enorme quantidade de radiação, o que pode ser devastador, se feita a uma distância mínima de 30 anos-luz da Terra. A atmosfera terrestre seria destruída pelos raios gama, causando incêndios generalizados no planeta e acabando com qualquer tipo de vida em semanas. Pandemias - Levando em conta as facilidades de se modificar vírus e bactérias e a rapidez de transmissão de doenças - devido, principalmente aos meios de transporte e às aglomerações urbanas - iniciar uma pandemia seria fácil. Zumbis – No imaginário, os mortos-vivos são criaturas que, ao serem infectadas, perdem parte de sua consciência e se alimentam de cérebros. Por ser uma condição infecciosa, a transmissão do vírus que transforma a pessoa em zumbi poderia ser muito rápida e devastadora. A ciência tem registros de alguns parasitas capazes de tomar o controle do cérebro, transformando o sujeito e alterando seu comportamento cerebral. Com tantos vírus e bactérias que sofrem mutações ou que têm a genética alterada propositalmente, a ideia de uma transformação zumbi não parece assim tão absurda. Fonte: textos extraídos do site Primeira Edição (primeiraedicao.com.br)
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Um reflexo muito perigoso Modelando-se no comportamento adulto, crianças expõem-se aos riscos da erotização precoce, que vão além da simples imitação de atitudes. Cabe aos pais saberem determinar os limites da exposição dos filhos a essas influências ARQUIVO PESSOAL
WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO
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horts curtíssimos, blusas decotadas, salto alto e sutiãs com bojo. Está produzida a chamada “periguete”. Hoje crianças seguem a tendência de moda ditada pelos adultos e usam da sensualidade, mesmo sem entender bem do que se trata. É isso o que se percebe ao observar o comportamento e as roupas de muitas meninas, já a partir dos primeiros anos de idade, em Manaus. Atualmente em muitas casas da capital, o estereótipo de “periguete” - gíria que remete a mulher que usa roupas provocantes, tem expressões corporais exageradas e fala alto - é visto pelas crianças como algo divertido e engraçado. Porém, o caráter sensual desse comportamento compromete a inocência da fase infantil. Para a pedagoga Simone Rezende, as crianças estão chegando à fase adulta de forma cada vez mais precoce, perdendo parte preciosa da infância, na qual deveriam estar brincando e se desenvolvendo. “Em vez disso, entram no universo das preocupações com questões estéticas e comportamentais dos adultos. A perda é, portanto, dupla”, afirma. Segundo ela, esse compor-
tamento acontece porque a criança vê o adulto como modelo. “Para qualquer criança é interessante se parecer com o adulto. As roupas de hoje e de antigamente são muito diferentes. Hoje podemos dizer que são uma cópia do que os adultos usam”, disse. Segundo ela, esse comportamento não acontece por um fator isolado, mas por uma série deles. “Hoje o corpo da menina se desenvolve muito precocemente. E o conhecimento da criança a respeito da sexualidade também vem cada vez mais cedo. Às vezes, a criança não tem o amadurecimento cognitivo e físico para entender determinadas situações”, explica. Prejuízos De acordo com a pedagoga, copiar um modelo adulto traz prejuízos no desenvolvimento da criatividade infantil. “Consequentemente, prejudica a aprendizagem da criança. Se esse estímulo está sendo feito para o lado da erotização, pode atrapalhar. Inclusive no âmbito emocional”, disse. Para ela, é importante impor regras quanto ao uso de roupas curtas e decotadas. “Se não há limites, o comportamento acaba refletindo em outros aspectos sociais, assim como na parte acadêmica. Isso é prejudicial”, afirmou.
O papel importante dos pais
Aridsi Farache é um exemplo da mãe consciente da educação adequada para sua filha de 10 anos
O perigo da erotização precoce A titular do Juizado da Infância e Juventude Cível, Rebeca de Mendonça Lima, se mostra preocupada com o quadro de erotização precoce, especialmente das meninas, na atualidade. “O que se vê hoje em dia é que realmente essas crianças têm a sexualidade aflorada precocemente. Atribuo isso ao acesso à internet, programas de televisão desapropriados e outros. Até
mesmo os produtos como roupas e maquiagens contribuem”, opina. “Crianças se vestiam como crianças. Um salto só se usava quando fazia 15 anos, hoje em dia, sapatos com tamanho 30 para meninas de aproximadamente oito anos já têm salto”, argumenta. Rebeca também acrescenta o cuidado que os pais devem ter com o desenvolvimento
precoce de seus filhos, o que pode incitar crimes como o estupro. “O pedófilo não se interessa pela menina que já tem o corpo de mulher, é por uma criança mesmo, e se ele vir na rua uma menina expondo as pernas, partes do corpo, com certeza vai despertar o interesse. Claro que isso não justifica a atitude, mas temos que fazer por onde evitar ”, orienta a juíza.
É pensando nisso que Aridsi Farache, mãe de uma menina de 10 anos, orienta sua filha. “A nós, pais, é dada a liberdade de definir que tipo de educação daremos aos nossos filhos, tanto nos aspectos educacionais quanto morais. Cada família traz seus hábitos e tradições. Além disso, existe a influência dos dias atuais que se dá pelos meios de comunicação e da convivência social”, diz. “A minha opinião é que os pais ainda são os responsáveis por definir as regras de educação, mas este conceito tem se perdido com o passar dos anos. Os pais que incentivam a maturidade precoce estão tirando o direito de seus filhos de vivenciarem a fase que estão passando e os expondo a perigos, tanto de saúde quanto de ordem psicológica”, opina.
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Dia a dia
General Villas Bôas
‘A guerra contra o narcotrá “O Brasil está vencendo ou perdendo a guerra contra o narcotráfico?”A pergunta foi feita ao general Eduardo Villas Bôas, comandante Militar do Amazonas, que, antes de responder, faz uma reflexão em uma fração de segundos. — Olha, um chefe militar não pode nunca dizer que uma guerra está perdida. Mas posso dizer que é uma guerra difícil de vencer, porque não é uma guerra que vai se vencer só com ação de segurança, com a parte operacional. Este foi um dos momentos MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO
E
M TEMPO – Qual a mais difícil missão de um comandante militar na Amazô-
nia? Villas Bôas – Levar a realidade da Amazônia para o centro-sul do país. O que chega lá sobre a Amazônia é filtrado por ideias pré-concebidas e distorcidas, que acabam constituindo uma base de pensamento, a partir das quais as soluções para a Amazônia são completamente distorcidas. Não tem a capacidade de alterar a realidade, porque não tem essa compreensão e aí não tem profundidade, não tem permanência, não atinge a essência dos problemas. Muita gente verbaliza em nome da Amazônia, mas não consegue sustentar o que diz. Ou por ignorância ou por não ter profundidade. À vezes também por pura presunção. A pessoa vem aqui, passa um mês e meio, pensa que já conhece a Amazônia e sai falando. Um exemplo típico disso aí é a questão indígena. EM TEMPO – O senhor vem repetindo que o Brasil tem que abrir os olhos para o “atraso nacional” na ocupação do território. O que o senhor quer dizer com isso? VB – O Brasil é um país que em pleno século 21 ainda tem metade de seu território para ser ocupado e integrado à dinâmica do desenvolvimento nacional. Isso é um passivo muito grande que a gente tem, porque o país já é a sexta economia do mundo, já começa a ocupar o papel de ator global, tem assento no Conselho de Segurança da ONU. Quer dizer, se ele quer ser um país protagonista, ele não pode ter uma vulnerabilidade, e ter metade de seu território não consolidado e sendo questionado pela opinião pública internacional sobre a nossa capacidade de cuidar desse território, correndo o risco de uma simplificação. Na verdade a Amazônia tem três grandes papéis para cumprir: o primeiro papel diz respeito ao Brasil, em decorrência dos recursos naturais que a região abriga. Uma reportagem da revista “Época” assegura que a Amazônia abriga US$ 23 trilhões - 17 trilhões abaixo da superfície, com minerais metálicos e não metálicos, energéticos e não energéticos; e US$ 6 trilhões acima da superfície. Tem um outro dado também onde se estima que somente 10% dessa potencialidade
da entrevista que o general concedeu, com exclusividade, ao EM TEMPO, onde foi recebido, na sexta-feira, pelo presidente do Grupo Raman Neves de Comunicação e toda a diretoria do jornal. Em mais de duas horas de perguntas e respostas, o general mostrou porque hoje é considerado um dos militares que mais conhece o coração e a geopolítica da Amazônia. No depoimento, o general Villas Bôas admitiu que não só o narcotráfico representa uma ameaça à soberania nacional,
seja conhecida realmente e quantificada em termo de potencial econômico. Então você vê que a Amazônia representa um valor que nenhum país do mundo poderia deixar de ter uma atenção especial para algo com tanto valor. EM TEMPO – E qual seria o segundo grande papel a cumprir? VB – O segundo papel que a Amazônia tem que cumprir diz respeito à integração sulamericana no futuro do Brasil. A integração sul-americana vai se dar em torno da Amazônia. São nove países condôminos da Amazônia, o Brasil faz fronteira com sete. De Manaus você sai para o mar do Caribe pela BR-174; você sai para o Oceano Atlântico e agora já sai para o Pacífico pela rodovia do Pacífico, que sai do Acre e vai pelo Peru, ela se conecta com o nordeste brasileiro, com o centro-oeste brasileiro, com o altiplano boliviano e com os Andes, e ela atinge três bacias hidrográficas, já conectadas, a do Orenoco, a Amazônica e a bacia do Prata. Então, à medida que os países forem desenvolvendo uma estrutura de transporte, comunicações, cada vez mais a Amazônia vai ficando como centro da gravidade da América do Sul. É fácil a gente compreender, a partir daí, o papel que uma cidade como Manaus vai ter no futuro. Será uma capital da América do Sul. Daí a importância de ela estar conectada com a BR-319. Essa rodovia tem que ser recuperada porque a gente tem um polo de desenvolvimento com a Venezuela, conectada ao Caribe, que agora integra o Mercosul; temos polo de desenvolvimento no centro-oeste, com Mato Grosso, Rondônia e Acre conectado com o Pacífico. E temos outro polo de desenvolvimento com o Pará, pela Transamazônica, que continua crescendo. Agora é preciso entender que do ponto de vista geográfico há um determinismo. O futuro do Brasil está na Amazônia. Há de se entender que tudo aqui tem uma vocação de crescimento, tanto quantitativo quanto qualitativo. EM TEMPO – Pela importância da região amazônica, o senhor acha que a segurança de nossas fronteiras é a ideal, em termos de contingente e equipamentos? VB – Vou abordar isso logo mais. Mas quero concluir o terceiro papel da Amazônia, aquele que faz com que ela atraia a atenção de toda a opinião pública internacional. Isto porque a Amazônia abriga
mas também a desinformação sobre a realidade da Amazônia que chega ao centro-sul do país. “O que chega lá sobre a Amazônia é filtrado por ideias pré-concebidas, que acabam constituindo uma base de pensamento, a partir das quais as soluções para a Amazônia são completamente distorcidas”. Na entrevista, o general também assegurou que as Farc não operam dentro do território brasileiro e descartou que existam bases americanas na Amazônia. Veja a entrevista:
respostas e soluções para os grandes problemas que afligem a humanidade hoje em dia. Estamos falando de produção de energia renovável, biodiversidade, mudança climática, produção de alimentos, água... tudo que é relativo à Amazônia gera impacto na opinião pública internacional. Então, qualquer abordagem sobre a região não pode ser simplista. Tem que ter um componente humano e social, isto se considerarmos que 25 milhões de pessoas habitam a Amazônia e que o ser humano é a parte mais importante do meio ambiente. Esse conceito de desenvolvimento sustentado que surgiu a partir das décadas de 1970 e 1980, segundo o qual tem que se promover desenvolvimento sem esgotar os recursos naturais é importante, mas isso vem sendo aplicado com caráter de fundamentalismo, esquecendo das pessoas. É como disse certa vez o presidente Lula, na Europa: “Não adianta preservar a árvore na Amazônia com as pessoas morrendo de fome embaixo dela”. E mais: se eu tenho uma visão social, tenho que promover uma estrutura social de apoio às pessoas. O que a gente sente, principalmente no interior do Amazonas é que a situação é bastante carente, na questão da saúde, do transporte, que é extremamente difícil. E aí tem todo um desdobramento. EM TEMPO – Como o senhor avalia a interferência internacional e relação às questões ambientais? VB – O Brasil não pode, não deve e não precisa ser colocado no banco dos réus quanto à preservação do meio ambiente. Nós fomos capazes de preservar, em pleno século 21, 70% das nossas florestas originais; na Amazônia esse percentual é de 80% a 85%; na Europa é de 0,3%; e na América é de 20%. Então, ninguém tem autoridade para nos colocar no banco dos réus. Nem por pragmatismo, para não estar legitimando bandeira de pessoas que vêm aqui nos ensinar como temos que cuidar da Amazônia. E vem por interesse, já que a economia tem um valor muito grande, embora ainda não esteja totalmente dimensionada. Não podemos permitir isso até por responsabilidade, é claro. Nós temos que ter responsabilidades perante o mundo e perante as futuras gerações que vão nos suceder e têm o direito de receber esse patrimônio todo preservado. Já falei sobre a questão social e ambiental, mas também é muito importante a questão do conhecimento. Existe uma
geopolítica no Rio de Janeiro, Bertha Becker (doutora em Ciências e livre-docente pela UFRJ), que diz o seguinte: “Há de se construir um valor econômico para a floresta em pé, para que ela possa competir com as outras commodities. Isto é, as outras áreas econômicas. As pessoas não têm alternativa de se sustentar com a floresta em pé, então têm que buscar outras formas de sobrevivência. EM TEMPO – Que formas de sobrevivência são essas e a que custo isso vem sendo feito? VB – Por meio do 4º vetor importante da economia, que é o do desenvolvimento. Os ambientalistas odeiam ouvir isso, mas o que vai promover o desenvolvimento da Amazônia é o desenvolvimento da população. Pobreza é sinônimo de poluição e de prejuízo ambiental. E o Polo Industrial de Manaus (PIM) é a prova viva disso. O distrito industrial proporciona aí, entre diretos e indiretos, 500 mil empregos. Se colocarmos uma família de quatro pessoas para cada emprego, vai dar 2 milhões de habitantes, que é a população da capital. Por isso o Amazonas é o Estado mais preservado, porque desenvolveu alternativas. Por conta disso há um desenvolvimento intensivo de consequências diretas no crescimento social. EM TEMPO – De que forma o Exército Brasileiro vem contribuindo para encurtar essa distância entre desenvolvimento e crescimento social na Amazônia? VB – A ação do Exército na Amazônia tem duas vertentes principais. A primeira é a defesa da pátria, razão de ser das Forças Armadas. A segunda, em linhas gerais, se chama missões e decorre das nossas atribuições de promover e auxiliar na promoção do desenvolvimento e no apoio às populações. E isso aqui na Amazônia se perpetua porque, em muitas áreas, nós somos a única presença do Estado junto à população. Muitas vezes somos a única possibilidade de atendimento de necessidades básicas de algumas regiões. Por exemplo, 95% da população de São Gabriel da Cachoeira é indígena e está muito desassistida. Então, nós temos essa presença. Essa questão nós herdamos dos portugueses. Eles entravam nos rios, pela foz e iam subindo os afluentes até o limite da navegação, geralmente numa cachoeira, onde plantavam um forte. E aí, em torno daquele
O Brasil não pode, não deve e não precisa ser colocado no banco dos réus quanto à preservação do meio ambiente. Nós fomos capazes de preservar, em pleno século 21,70% das nossas florestas originais; na Amazônia esse percentual é de 80% a 85%. Na Europa, 0,3%
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áfico é uma guerra difícil’ JOEL ROSA
forte eles faziam uma colônia. O país tinha uma população reduzida, então eles marcavam a presença dessa maneira. E nessa a igreja teve uma participação importante. Então, a gente procura se espalhar na Amazônia. Hoje temos 126 unidades em distantes localidades da região e, na faixa de fronteira temos 27 pequenas unidades. Esse trabalho relativo à presença na Amazônia, a gente divide em três principais vetores: vida, combate e trabalho. EM TEMPO – O senhor poderia definir cada um deles? VB – Vida é tudo que diz respeito ao bem-estar das unidades dos militares e suas famílias. Trabalho é tudo que fazemos em benefício da comunidade que vive em torno da fronteira. E é importante destacar que em pleno século 21, uma parte importante do Exército ainda cumpre o papel de colonização. Aquilo que o Exército americano fez com a implantação dos fortes apaches, que a gente tanto viu em filmes. Cada unidade de fronteira dessas é um pequeno forte, não só para oferecer segurança e manter a vigilância territorial, mas para promover condições para que as populações a sua volta possam desenvolver suas atividades. Por fim, a parte de combate que é a atividade-fim. Todo o adestramento que nós realizamos, a parte de vigilância de fronteira permanente, o patrulhamento de fronteira, o reconhecimento e manutenção dos marcos de fronteira, estão dentro desse vetor. Agora, desde 1999, o Exército recebeu numa lei complementar, que lhe atribui o poder de polícia no combate aos crimes transnacionais na faixa de fronteira. Isso jogou sobre os nossos ombros uma responsabilidade enorme, algo que é bastante complexo, principalmente no que diz respeito aos crimes ambientais e ao narcotráfico. EM TEMPO: Qual é a real situação do narcotráfico em nossas fronteiras? VB – Isso é uma coisa que está ficando bastante séria. Nós estamos tendo uma situação muito intensa no que diz respeito a isso. Em relação à sua pergunta sobre efetivos...
A defesa no Brasil sofreu uma inflexão muito grande no governo Lula. em 2008, o presidente nomeou o ministro Jobim (Nelson) e deu a ele a missão de colocar a Defesa na agenda nacional, porque o Brasil é um país onde não há percepção de ameaça, diferentemente, por exemplo, de Israel
EM TEMPO (interrompendo): E sobre equipamentos também. VB – Vamos dividir em duas partes: primeiro do ponto de vista de equipamento e em segundo, do efetivo. A defesa no Brasil sofreu uma inflexão muito grande no governo Lula. Em 2008, o presidente nomeou o ministro Jobim (Nelson) e deu a ele a missão de colocar a Defesa na agenda nacional, porque o Brasil é um país onde não há percepção de ameaça, diferentemente, por exemplo, do israelense, que todo dia está caindo uma bomba sobre sua cabeça. Nenhum brasileiro quando se reúne para conversar discute problemas de segurança, porque não sofre nenhuma ameaça de segurança à integridade, à soberania. Contudo, somos um país que caminhamos para ter essa importância para o mundo. Desde então, o Brasil precisa ter condições de estar presente
nas suas áreas de interesse estratégico. Logo, a estrutura de defesa é o respaldo que o país precisa ter para suas decisões políticas. Nesse aspecto estávamos muito carentes. Então, o presidente Lula, a partir desse entendimento, nomeou o ministro Jobim, que estabeleceu a estratégia nacional de defesa no ano de 2008, que modificou bastante esse parâmetro. O outro aspecto foi do ponto de vista orçamentário, também. Houve uma inversão total, mas a partir daí houve uma inflexão numa condição ascendente e a presidente Dilma tem sido muito atenciosa, cuidadosa, tanto na parte orçamentária como na liberação de recursos para projetos e programas especiais. E o mais importante que o recurso e o montante, é a regularidade e previsibilidade do recebimento do recurso. Gera muito problema receber grandes recursos numa determinada oportunidade para fazer uma grande aquisição e depois não ter o recurso para a manutenção. Então, essa preocupação o governo está tendo. Agora nós estamos podendo pensar a longo prazo e fazer programações na área de segurança.
dos americanos, que teve uma repercussão muito grande e essa estrutura migrou muito para o Peru. O narcotráfico cresceu muito e hoje o Peru é o maior produtor. A maior parte da droga produzida na Colômbia e no Peru sai pelo Pacífico e pelo Caribe para os Estados Unidos. Mas uma parte entra pelo Brasil, passa pelo Brasil com destino principalmente para a Europa. E a coca produzida na Colômbia se destina principalmente ao mercado interno brasileiro. Nós vivemos uma situação muito crítica porque isso faz de nós corredor de passagem e nós somos o segundo maior consumidor de cocaína do mundo. Tem um dado que eu fiquei muito impressionado: estima-se que já haja 2 milhões de consumidores viciados no crack. Se um viciado desse consumir uma pedra por dia e essa pedra tiver um grama, 2 milhões de consumidores representam uma tonelada de cocaína por dia. Isso aí dá 700 toneladas de cocaína por ano. Esse é um dado muito impressionante. Então, o tráfico de drogas na nossa fronteira, apesar de tudo, é muito intenso.
EM TEMPO – Isso tem influenciado no crescimento da presença do Exército na Amazônia? VB – Sim. A previsão de ampliação da nossa presença na Amazônia começou a crescer. Em 1970, o Exército tinha 1.000 integrantes na Amazônia. Em 1985-86, já éramos 3 mil, e hoje somamos 27 mil. A nossa previsão, daqui a 10 anos é de chegarmos a 40 mil. Até porque não é conveniente a gente adensar muito porque a infraestrutura nas cidades do interior do Amazonas é precária. E, por outro lado, a nossa melhora tem que ser qualitativa e não quantitativa.
EM TEMPO – General, a gente está vencendo ou perdendo essa guerra? VB – Olha, um chefe militar não pode nunca dizer que uma guerra está perdida. Mas posso dizer que é uma guerra difícil de vencer, porque não é uma guerra que vai se vencer só com ação de segurança, com a parte operacional. Exemplo, lá na região de fronteira, em Tabatinga, cuja área se estende no Brasil e nos territórios limites, ocorreu recentemente uma coisa perigosa. A coca sempre foi plantada a partir de 400 a 500 metros de altitude. Mas eles desenvolveram uma qualidade de coca que se adapta ao clima quente, úmido e vasto da Amazônia. Então, de determinadas áreas junto às fronteiras, principalmente no Peru, ao longo do Vale do Javari, a Polícia Federal mostrou fotografias onde existe muito plantio de coca. E esse plantio de coca ocorre em áreas indígenas, que são comunidades que têm áreas no Brasil e no território dos índios. Então, se esses índios não tiverem suas necessidades básicas atenuadas,eles acabam ficando vulneráveis e suscetíveis ao narcotráfico. É primordial não permitirmos que haja plantação de coca no Brasil, porque no momento em que houver plantação de coca no país, ele passará à condição de produtor de cocaína, estabelecendo até uma condição jurídica internacional diferente. E a partir daí, todos os problema se adensarão, é a presença de cartéis internacionais, do crime organizado, a capacidade de contaminação das instituições aumentarão. A violência também vai aumentar muito, atingindo ainda mais a população Então, a nossa preocupação tem sido essa. Estamos permanentemente monitorando, com auxílio de satélite e fotografias áreas de nosso território. Quando detectamos alguma alteração na vegetação, uma clareira nova, um plantio suspeito, monta-se uma operação e vamos lá investigar. Até agora não constatamos nada.
EM TEMPO – E em termos de equipamentos? VB – Nos equipamentos estamos muito deficientes na parte de sensoriamento e de monitoramento de vigilância. E vamos considerar que a nossa fronteira no Amazonas são 11 mil quilômetros. A gente cita como exemplo a fronteira do México com os Estados Unidos. São 3 mil quilômetros com todo aquele aparato tecnológico, policial, com vigilância por satélite e estima-se que mais de 90% da cocaína que entra pelos Estados Unidos passa por ali. Então, imagina o que é, para nós, vigiar essa fronteira aqui? Só com a presença física é impossível. Há que incorporar muita tecnologia. Estamos carentes de sistema de comando e controle porque aqui tudo é muito distante e temos, também, muita carência de mobilidade. Então, hoje existe um esforço muito grande para aquisição de helicópteros e, principalmente, de embarcações. EM TEMPO – Então, o combate ao narcotráfico hoje é o nosso grande desafio nas fronteiras? VB – Fazemos fronteira com três países produtores de cocaína. Colômbia, Peru e Bolívia. O maior produtor era a Colômbia, que chegou a produzir 70% da cocaína. Depois, veio aquele Plano Colômbia, com o apoio
EM TEMPO – General, um relatório ‘de 2010, da Polícia Federal, descartava a presença das Farc em território brasileiro. Mas a prisão de um guerrilheiro dentro do Brasil, pouco tempo depois, colocou por terra essa versão. As Farc agem dentro do território brasileiro ou não? VB – As Farc recentemente se enfraqueceram muito, mas continuam operando, e hoje, totalmente ligadas ao narcotráfico. Quer dizer, aquela bandeira ideológica eles mantêm para buscar alguma credibilidade mas, na verdade, dentro da Colômbia são chamados de narcotraficantes. Eles nunca operam militarmente, operacionalmente do lado do nosso território. Nós tivemos um incidente na região do Traíra, no Juruá, em 1991, em que traficantes com o pessoal das Farc e garimpeiros atacaram um posto de segurança nosso. Houve uma retaliação, que resultou em mortes. Depois, no final da década de 90, teve outro incidente quando um barco das Farc não respeitou a sinalização para parar e ser revistado em Villa Bittencourt e houve o conflito. Mas não há interesse das Farc de operar junto à faixa de fronteira, porque, em consequência disso, estariam atraindo a atenção e as ações dos dois governos. Isso não seria inteligente porque é na faixa de fronteira que eles fazem o comércio exterior, vamos dizer assim. Eles vendem a coca e ao mesmo tempo compram insumos, tanto para o sustento deles como para a produção. Então, eles não têm esse interesse. Por conta disso eles não operam junto à faixa de fronteira e nem dentro do nosso território. Agora, é verdade que eles entram em nosso território como cidadãos colombianos, afinal, na faixa de fronteira o trânsito é livre. Isso é coisa que se noticia. EM TEMPO – Existem bases americanas dentro da Amazônia? VB – Não existe. EM TEMPO – Mas rola esse papo, não é? VB – Rola, mas com certeza não existe. A preocupação dos americanos é com o combate ao narcotráfico, porque isso é uma questão que afeta muito a sociedade americana. É lógico que os Estados Unidos, como um ator global, procuram preservar determinada estrutura que proporcione, em caso de necessidade, uma presença mais efetiva nessa guerra. EM TEMPO – Quais são as principais ameaças à nossa soberania? VB - Algumas ameaças à nossa soberania hoje são, por um lado o narcotráfico, por outro lado são essas doutrinas novas, de pensamento politicamente correto, que é importante para a estruturação da sociedade moderna, mas o problema é que são concepções geradas em outros contextos regionais, outras realidades sociais e políticas da Europa, Estados Unidos e são trazidas para ser aplicadas aqui sem a devida adaptação à nossa realidade e com caráter de fundamentalismo. Estes são os maiores problemas que temos aqui dentro da Amazônia.
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FOTOS: MÁRIO OLIVEIRA
Mendigos ganham mais que trabalhadores do DI Pedintes de semáforos chegam a faturar até R$ 1,2 mil mensais em um trabalho escolhido por falta de oportunidades WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO
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sinal fica vermelho e todos os motoristas são obrigados a parar. De repente, aparece alguém limpando o párabrisa ou simplesmente pedindo uma moeda. Essa é uma cena muito comum nos semáforos de Manaus. O que pouca gente sabe é que esses pedintes podem muitas vezes ganhar mais que o doador da esmola. Os valores chegam a variar entre R$ 700 e R$ 1,2 mil por mês, salário maior que a média dos trabalhadores do Distrito Industrial, que é de R$ 670 a R$ 850. “Geralmente nós arrecadamos dois ou três reais toda vez que o semáforo fecha, mas tem vezes que não conseguimos nada. Já cheguei a apurar R$ 50, mas geralmente o que eu ganho fica entre R$ 25 e R$ 40”. A afirmação é do morador de rua Luiz Mello, 26, que atua em vários semáforos da cidade. Ele, que no momento da entrevista pedia dinheiro na rua João Valério, no conjunto Vieiralves, diz que “trabalha” pelo menos seis horas diariamente em diversos locais, um a cada dia. “Hoje eu estou aqui, mas amanhã eu devo trabalhar no Centro, e assim eu vou mudando”, explica. Para Luiz, não há motivos para se envergonhar do que faz. “Tem um monte de pessoas por aí assaltando, matando, sequestrando e outras coisas. Eu prefiro pedir. Se um cara para e me dá um real tudo bem, se não, o próximo vem e me dá”, completa. Situação semelhante é a de Gustavo Loureto, 30, que além de pedir dinheiro
nos semáforos, pede em calçadas e em pontes. Ele afirma que consegue arrecadar pelo menos R$ 800 todos os meses. “Tem dias de chuva que faturo menos, mas em outros compensa e assim vai”, afirma. De acordo com ele, ainda sobra tempo para descansar durante o dia. Geralmente ele faz intervalos de 20 a 30 minutos a cada duas horas trabalhadas. “O sol é muito forte e também tem o outro pessoal que pede. Eu arrumo uma sombra e
Geralmente nós arrecadamos dois ou três reais toda vez que o semáforo fecha, mas tem vezes que não conseguimos nada Luiz Mello, morador de rua
fico deitado um pouco para descansar”, relata. Jovens Além dos adultos, não é incomum encontrar adolescentes e até mesmo crianças mendigando pela cidade. Na mesma rua em que Luiz atua, um garoto de 16 anos ganha a vida limpando os vidros dos carros. “Eu nunca tive estudo e não conheci meus pais. Esta foi uma forma que encontrei para sobreviver”, diz. Ele, que diz nunca ter trabalhado, espera ainda conseguir oportunidades para mudar de vida e sair das ruas. “Sempre converso com os outros caras sobre isso. Mas por enquanto isso aqui é o que eu sei fazer”, explica.
Nos cruzamentos e semáforos das principais avenidas de Manaus, pedintes chegam a faturar mais que operários assalariados
Vício em drogas elimina renda
Estado faz abordagens nas ruas
Apesar do valor arrecadado diariamente, o vício em drogas faz com que os pedintes não consigam administrar ou poupar o dinheiro. “Infelizmente quase todos nós que pedimos, temos algum tipo de vício. O mais comum é o álcool e a maconha. Alguns usam coisas mais pesadas”, diz Luiz Mello. De acordo com ele, a maioria das pessoas que pedem nos sinais e pelas ruas da cidade estão em situação de moradores de rua devido ao vício. “Se não fosse por isso, nenhum de nós estaria na rua tendo que pedir esmola para
Para auxiliar as crianças e adolescentes em situação de risco nas ruas, a Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas) mantém o projeto Criança Cidadã, que consiste no trabalho diário de abordagem em ruas, pontes, passarelas e casas abandonadas. Trinta assistentes sociais, psicólogos e socioeducadores tentam convencê-los a participar de atividades recreativas, esportivas, educacionais e culturais que acontecem na Casa de Acolhida, na avenida Ephi-
sobreviver”, completa. Gustavo concorda com a opinião de Luiz e ressalta que mesmo sem o uso de drogas, ele não conhece ninguém que tenha deixado de pedir nas ruas. “É triste e vergonhoso, mas pedir acaba virando o nosso vício. É muito mais fácil do que ter que trabalhar”, salienta. Para ele, o maior problema está entre as crianças e jovens, que parecem ser os maiores afetados pelo problema. “Os mais velhos até que não, mas os pivetes são os que mais usam drogas”, afirma.
gênio Sales, Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. De acordo com a secretaria, desde 2008 já foram cadastrados mais de uma centena de crianças e adolescentes que fazem as ruas, passarelas e pontes da cidade como moradia ou espaço de trabalho para ajudar no aumento da renda familiar. O projeto realizou também mais de mil atendimentos psicossociais às crianças e seus familiares, além de oferecer atividades socioeducativas, visitas domiciliares e reuniões com as famílias.
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Tráfico de drogas abusa de criatividade em ações
Traficantes têm utilizado os meios mais inimagináveis para fazer o transporte dos entorpecentes a seus consumidores FOTOS: ARTHUR CASTRO/AGORA
NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO
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em surpreendido e causado espanto até aos policiais mais experientes a criatividade usada pelos traficantes para transportar droga de um lugar para outro ou de introduzir o entorpecente para dentro de um espaço como um presídio, por exemplo. Para não acumularem enormes prejuízos caso percam um carregamento apreendido pela polícia, os criminosos inventam as mais criativas formas de camuflar o volume de tóxicos na tentativa de driblar as investidas da polícia. As drogas estão sendo transportadas na calha de embarcações, de peças e partes de automóveis, diluídas em meio líquido para depois serem processadas, ou misturadas em meio a polpas de frutas, como o caso do carregamento de 100 quilos de cocaína apreendidos no porto de Santos (SP) no mês passado. Há transporte até mesmo nos órgãos sexuais femininos. “Já encontramos também cocaína em roupas engomadas, na armação de malas, dentro de baterias de carro, bichinhos de pelúcia, no fundo falso de malas, em fraldas de crianças e aparelhos eletrônicos”, afirma o chefe de investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Depre) da Polícia Civil, que pediu para não ser identificado. Na maioria das vezes, o transporte do entorpecente é feito por uma “mula” - pessoa contratada por um traficante só para fazer o transporte - ou por um “avião” - o encarregado da venda. Mas têm os casos em que a pessoa faz para agradar uma outra pessoa. Foi o que ocorreu com Rosemilda Teixeira Delgado, 47, presa no último dia 11, quando tentou entrar no Centro de Detenção Provisória (CDP), situa-
do no quilômetro 8, da rodovia BR-174, com substância entorpecente dentro de uma palma de bananas. Ao ser conduzida ao 26º DIP, a acusada disse que estava levando a droga para o namorado que tinha conhecido ao fazer visita ao irmão, também preso. Para frear as investidas dos traficantes, a polícia e as autoridades de segurança estão recorrendo cada vez mais aos meios convencionais e, também, aos mais sofisticados que usam tecnologia de ponta. O mais convencional é o de receber denúncias repassadas pela comunidade. O chefe de investigação da Depre explica que após receber a denúncia com a descrição do local do
MÉTODOS
As drogas estão sendo transportadas na calha de embarcações, de peças e partes de automóveis, diluídas em meio líquido para depois serem processadas ou misturadas com polpas de frutas
comércio de drogas, as equipes fazem o monitoramento por dias, semanas e até meses, e depois, geralmente, deflagram uma operação para “estourar” a “boca” e prender os traficantes. “Teve uma investigação de uma quadrilha de traficantes da Praça 14 que demandou um ano de investigação”, afirma. O policial conta que muitas vezes tem de usar muita perspicácia para conseguir flagrar o transporte de entorpecente disfarçado. No aeroporto, por exemplo, o nervosismo da pessoa é logo um indicativo de algo estranho. Então é feita a abordagem do passageiro e de sua bagagem, que geralmente resulta na localização da droga escondida.
Até mesmo palmas de bananas são utilizadas no tráfico
Drogas que entram no presídio A criatividade usada pelos traficantes para colocar droga dentro dos presídios de Manaus tem exigido esforço de quem trabalha e é responsável pela segurança nesses locais. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Antônio Jorge, cita que os agentes penitenciários e de disciplina estão treinados e orientados a ficarem
atentos na hora de fazer a revista. A forma, o peso, características do material ou alimento que está entrando: tudo isso é detalhe para saber se o mesmo não está contendo entorpecente. “Estamos atentos a esses e a outros detalhes e temos conseguido êxito para evitar que, principalmente, droga entre nas penitenciárias”, afirma.
Na semana que passou, Rosemilda Teixeira Delgado foi presa tentando entrar em presídio com drogas ocultas em bananas
Uso de tecnologia contribui para resultados A tecnologia tem sido o meio eficaz no combate às artimanhas dos traficantes. Um dos meios mais eficientes tem sido as escutas telefônicas usadas pelas equipes de inteligência e
autorizadas pela Justiça. É por meio dos “grampos” feitos pela Secretaria Executiva de Inteligência (Seai) da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que a polícia
tem desarticulado quadrilhas e realizado apreensões recordes, principalmente de cocaína e maconha. Um moderno aparelho de raio X no setor de embarque
e desembarque do aeroporto internacional Eduardo Gomes e a utilização de cães farejadores treinados para esse fim também são armas utilizadas contra esse tipo de crime.
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Tempo de Natal, tempo de solidão para famílias Pais que perderam os filhos sofrem pela sua ausência e carregam a culpa por uma morte que não tinham como evitar MÁRIO OLIVEIRA
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IVE RYLO Equipe EM TEMPO
mensurável é o tamanho da dor de pais “órfãos” de filhos. Mas, o luto pode ser ainda mais cruel quando eles carregam a culpa pela morte das crianças. E é nesta época do ano, durante as festas e reuniões familiares, que a angústia e a saudade ficam mais presentes. O luto da funcionária pública Eliana Silva, 26, já dura seis anos. Ela viu o filho morrer engasgado com macarrão e nada conseguiu fazer. Na época, a criança tinha dez meses. Ela lembra com tristeza o dia do acidente com o pequeno Jonathan. “Eu já estava variando a dieta dele, além do leite dava papinha, fruta, macarrão e outras coisas. Mas, ele passou uns dias sem querer comer, só queria água. Então eu deixei ele com a babá e pedi que ela o fizesse comer miojo. Quando fui trabalhar, não demorou muito, a babá me ligou dizendo que ele estava se engasgando e ela não sabia o que fazer. Voltei para casa correndo e ainda tentei salvá-lo, mas não consegui”, conta. Ela tentou socorrer a criança, ligou para o serviço de urgência, mas nada podia ser feito.
“Meu filho morreu no meu colo”, revela. Depois disso, a vida de Eliana mudou. O casamento não sobreviveu ao trauma e ela viveu momentos de reclusão. “Minha irmã me ajudou a tentar superar, mas foi difícil. Eu não conseguia nem trabalhar. Tive que deixar a casa onde meu filho morreu e aluguei outra”, comenta. Hoje, com outro parceiro e mãe de uma menina de um ano e meio, Eliana ainda tenta superar a perda. “Nenhum filho substitui outro. A minha filha me dá muito alegria, mas sempre penso no Jonathan e como seria ter ele comigo agora e vê-lo crescendo”, afirma. Sem alegria “Quando chega a época do Natal ou o dia do aniversário deles, lembro muito e sinto muita falta. Não tem um dia que eu não chore, não tenho mais a alegria que tinha”, revela a aposentada Maria Oliveira dos Santos, 72, conhecida como dona Lourdes. Ela carrega no peito a dor da perda de dois filhos. O mais velho, Ralp, morreu aos 38 anos em 2000, após um assalto no local de trabalho, uma agência dos Correios, quando ele foi baleado no peito. “Até hoje não superei essa dor”, afirma.
Maria Oliveira dos Santos com as fotos dos dois filhos, mortos num intervalo de nove anos: saudade e dor que não têm fim
Um segundo golpe em apenas nove anos Nove anos após o incidente, dona Lourdes sofreu outra perda. Após três anos de luta e espera na fila por um rim compatível, ela teve a experiência de ver o filho morrer nos braços. “Não consegui transplante, tinha muita gente na espera
e não deu tempo. O Ricardo era meu filho de coração, criei desde três dias de nascido. Eu fiz o teste, mas por causa da idade não podia mais doar e meu rim também era incompatível. Fiz de tudo que podia fazer, mas infelizmente não
deu. Ele tem muitos irmãos legítimos, mas nenhum deles se dispôs a fazer os exames e doar. Infelizmente não é todo mundo que tem humanidade”, lamenta. Outro filho de dona Lourdes fez o teste, mas não pode doar porque tinha pro-
blema nos rins. Apesar das tentativas, Ricardo não sobreviveu à espera e às intermináveis idas ao hospital para as sessões de hemodiálise. Ele morreu no dia 11 de março de 2009, aos 33 anos.
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Plateia MANAUS, DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012
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DIVULGAÇÃO
Nicolas Júnior prepara seu novo disco (92) 3090-1042
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‘Arte Sem Fronteiras’ Projeto desenvolvido há seis meses resulta em aumento na nota do Ideb 2012 da escola estadual de tempo integral Rafael Henrique Pinheiro dos Santos. A proposta é proporcionar disciplina por meio da dança PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
“A
dança é minha vida e a coreografia é como um agente coletivo de mudanças”. Disse o bailarino Wilson Júnior, idealizador do “Arte Sem Fronteiras”, um projeto artístico que atende a 430 alunos da escola estadual de tempo integral Rafael Henrique Pinheiro dos Santos, localizada na comunidade Jesus Me Deu, Zona Norte. Em apenas seis meses de trabalho a instituição teve um salto na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 3,2 para 4,6. Júnior relata que desenvolve trabalhos sociais por meio da dança há 8 anos e que conheceu a diretora da escola, Nizete Correa, em 2012, durante uma apresentação feita por adolescentes que eram deficientes físicos. Nesse momento surgiu o convite para a implantação de seu trabalho na unidade educacional onde a professora atua como administradora. Ao aceitar o desafio, o bailarino passou a treinar alunos com idade entre 6 e 12 anos. “Até este momento sempre havia treinado adolescentes e agora me vi em novo mundo, onde tinha que ensinar crianças. Foi difícil
no início, mas depois tudo ficou mais fácil. É um aprendizado há mais que adquiro”, expressa. “Os pequenos não tinham noção alguma sobre dança, mas sempre mostraram força de vontade de aprender e isso é que faz a diferença”, destaca. O professor desenvolve o trabalho voluntariamente e conta com o apoio da equipe pedagógica institucional. As aulas são ministradas duas
Até este momento sempre havia treinado adolescentes e agora me vi em um novo mundo, onde tinha que ensinar crianças Wilson Júnior, bailarino
vezes por semana, momento em que ensina técnicas de balé, jazz e dança contemporânea. O primeiro musical, intitulado como “Smurfs na Amazônia”, foi encenado pelas crianças no mês de outubro, em um evento interno. A apresentação contou com a atuação de 50 alunos, além da colaboração dos professores que atuaram como cenógrafos,
figurinistas e sonoplastas. “Foi uma experiência incrível. Trabalhamos e vimos o bom resultado juntos. É difícil encontrar uma escola onde todos os profissionais tenham o interesse de ajudar. Fico feliz com a adesão e apoio de todos”, comemora. Para Júnior, a expressão corporal é considerada como uma missão que, segundo o bailarino, contribui na formação pessoal e profissional do ser humano como cidadão. “Acredito que todos vieram ao mundo para implementar algo. No meu caso, é a dança. Sei que minha contribuição está nesse segmento”, declara. Atualmente, o bailarino estuda a possibilidade de criar um novo musical, ainda sem nome definido, mas com a atuação de 200 bailarinos, além da produção desenvolvida pelos professores. O projeto também deve contar com a parceria do elenco da Companhia Amazônia de Dança, que é dirigida por Júnior. Entre as temáticas sugeridas para o evento estão os contos infantis “Rei Leão”, “Tarzan” e “A Pequena Sereia”. O programa terá duração média de 40 minutos. “Minha proposta é iniciar os ensaios no mês de janeiro e em abril fazer a estreia. Estamos com boas expectativas para o novo trabalho”, conclui.
Os ensaios são realizados na própria escola, duas vezes por semana, por Wilson Júnior
Dança contribui para a disciplina De acordo com Júnior, a dança, além de proporcionar a socialização entre os pequenos, também contribui na disciplina, reflexo, respeito e organização. “Todos esses benefícios são somados ao trabalho corporal, que resulta em saúde mental e física de quem adere aos movimentos rítmicos”, explica. Ao ter a notícia do aumento da nota do Ideb, o bailarino afirma que se sentiu realizado por poder fazer parte do sucesso educacional de cada integrante do grupo. “Minha meta é que no próximo ano esse índice passe por alterações, para
melhores notas”, frisa. O trabalho de Júnior também pode ser acompanhado por meio do site www.wilsonjunior.yolasite.com. O bailarino é finalista do curso de dança da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde também integra o corpo do balé folclórico. Júnior comenta que o processo de estudos somado a atuação de bons profissionais em sala de aula é um dos segredos para a lapidação de um dom. “Tive a oportunidade de ser ministrado por nomes como Getulio Lima, Conceição Souza
e André Duarte. Foram momentos riquíssimos, onde pude desenvolver técnicas que ainda não conhecia”, expressa. Júnior afirma, ainda, que a expressão corporal é um dos meios que o ser humano pode utilizar para extravasar emoções, o que segundo o artista, acarreta em benefícios para a saúde. “Prova disso, é o aumento no índice educacional dos alunos da escola onde atuo. A dança proporciona bom condicionamento físico, o que consequentemente facilita o aprendizado durante as aulas”, enfatiza.
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>> Cidade universitária O governo do Amazonas avança mais uma etapa para a construção da Cidade Universitária, que será instalada em uma Área de Preservação Ambiental (APA) no município de Iranduba (a 25 quilômetros da capital). A segunda audiência pública para apresentar o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), pré-requisito para licença de instalação, foi concluída na última sexta-feira, no auditório da Universidade Paulista (Unip).
Fernando Coelho Jr. Interino: Guto Oliveira
fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Festa de fim de ano
. O evento contou com a participação de cerca de 200 pessoas, entre representantes de comunidades e de instituições de pesquisa.
. A programação para as festas de fim de ano já está definida pela Prefeitura de Manaus. . Dia 29 de dezembro, no Centro de Convenções - Sambódromo, a partir das 19h, vai ser realizado o baile pré-Réveillon. Esse evento tem como público alvo, a terceira idade e as famílias. A atração musical será a Big Manaus Band e cantores convidados. . O Réveillon acontecerá em dois pontos da cidade. No anfiteatro da Ponta Negra (Zona Oeste) e na avenida Itaúba (Zona Leste). As atrações musicais serão somente artistas locais. Nos dois espaços haverá queima de fogos, com duração média de 10 minutos.
>> Badalação moderna
Márcia e Sérgio Martins em festa que movimentou o fim de semana
. O bistrô Mon Plaisir lançará, no dia 22, das 15h às 22h, o projeto Sunset que vai oferecer música eletrônica de alta qualidade ao redor da piscina do hotel Park Suites Manaus. . As atrações serão o DJ paulista Fábio Spavieri, que é diretor de arte da Pacha na América Latina e do Festival Creamfields Brasil, além dos DJs amazonenses Cezar Dantas, Felipe Litaiff e Alonso M.
>> Vitrine >>Hoje, o governandor Omar Aziz e a primeira-dama Nejmi Aziz recebem família e amigos para o aniversário da filha Johara. O buffet Elegance será transformado em grande circo, a partir das 17h. >>No próximo dia 22 de dezembro é a vez da querida Gilce Albano Jathaty celebrar mais um aniversário, no casarão da família. >>O Grupo Dulcila lançou esta semana o site da Expo Eventos Manaus 2013, com informações completas de todas as edições da feira e as novidades que estão sendo preparadas para o ano que vem. >>A loja Di Bambi já está funcionando em novo endereço, no shopping Number 1, no coração do Vieiralves.
Waltinho Oliva Pinto
>> Objeto de desejo Tem novidade masculina nas coleções de Christian Louboutin. O sapateiro acaba de lançar um modelo clássico, luxuoso e ousado. Não, não temos taxas nos novos calçados para homens de Louboutin, mas uma “biqueira” metalizada com detalhes “rococó”, que surpreendeu os rapazes que já aderiram à marca. O “Metal Henri Flat”, como foi batizado, segue uma modelagem clássica. Mesmo com a qualidade Louboutin, o sapato é simples, tendo inovação apenas em sua comissão de frente, que abusa na medida certa.
Mary Tuma na sessão parabéns chique da semana
Milcyete e Ralph Assayag em evento que reuniu primeiro time
>> Musa pop . Para se manter na mídia, uma musa pop não pode simplesmente gravar CDs e performar em grandes shows. Tem de ser um produto vendável. Nicki Minaj é exemplo disso na imagem do seu novo batom para a M.A.C. . O produto chega às Lojas Americanas no dia 9 de fevereiro e tem toda a sua renda revertida para instituições que apoiam o combate ao HIV/Aids. . Essa não é a primeira campanha da M.A.C com Nicki. Anteriormente, foi lançada uma ação promocional estrelada por ela e o cantor latino Ricky Martin.
>>Na próxima sexta-feira, dia 21 de dezembro, acontece mais uma edição da festa Chicken Can Fly, na boate do Tropical Hotel. A cena moderna agradece! >>A loja Officina acaba de abastecer suas araras com peças da grife masculina Ellus Second Floor. Quem ainda não comprou seu look para Natal, vale a pena conferir. >>O beauty artist das divas brasileiras Ivete Sangalo e Gisele Bündchen, o amazonense Silvio Giorgio, chega na cidade para mais uma temporada.
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Cantor Nicolas Júnior em fase de produção de disco
Projeto é resultado de pesquisa científica durante 2 anos. Freud, Le Corbusier e Beethoven fazem parte das composições DIVULGAÇÃO
PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
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cantor Nícolas Júnior anuncia a gravação do seu quinto álbum, intitulado “Mãos”. Composições inspiradas em expressões que fizeram parte da história mundial como o arquiteto francês Le Corbusier e o compositor alemão Beethoven estão presentes no disco. O CD deve ser lançado no final do mês de janeiro. O local ainda não foi definido. De acordo com o cantor, o projeto está em desenvolvimento há 2 anos, período em que ele iniciou as composições, que segundo Júnior, aconteceram em paralelo às pesquisas científicas sobre as personalidades citadas por ele como “gênios”. Júnior relata, ainda, que o novo trabalho chega com uma visão diferente dos demais, principalmente dos dois últimos que têm o mesmo nome “Divina Comédia Cabocla 1 e 2”. “Esses últimos discos apresentavam canções regionais sob um ponto de vista cômico. Em “Mãos”, falo sobre o poder utilizado pelo ser humano para mudar a humanidade”, explica. Segundo o artista, o amor pela leitura o fez buscar o novo direcionamento para suas letras. O cantor afirma que a cada descoberta sentia o desejo de dar continuidade aos estudos. Temas relacionados à psicologia também estão presentes no CD. “As teorias de Freud exercem influência no nosso cotidiano por isso,
não podia deixá-lo de fora desse conjunto de informações”, ressalta. “Ao mergulhar na leitura tinha novas informações que puxavam outros temas. Depois, tudo se completa. Curto isso e quando cheguei a essa conclusão percebi que estava envolvido com os livros”, revela. Júnior considera que a criação de um álbum mais didático é a oportunidade de fazer uma ligação entre a informação e o entretenimento. O artista afirma estar satisfeito com o resultado de sua dedicação. “A arte cumpre o seu papel ao transmitir conhecimentos, seja por meio de canções ou por trabalhos visuais, como pinturas. A ideia é que a população tenha acesso a relatos históricos mundiais e também regionais”, explica. Estúdio O álbum conta com 15 faixas autorais, das quais sete já passaram pelo estúdio. “Até o final deste mês concluo todas as gravações e encaminho os áudios para a masterização e logo teremos o produto finalizado”, comenta. Junior ainda adianta que o CD, apesar de ter letras relacionadas a estudiosos, não abandona a temática regional distribuída entre os estilos fado, carimbó, toada e samba. O trabalho foi contemplado pelo Programa de Apoio às Artes (Proarte), idealizado pela Secretaria do Estado de Cultura (Sec). Em sua lista de coletâneas estão: “Nicolas Júnior”, “Simetria” e “Divina Comédia Cabocla”. REPRODUÇÃO
O cantor paraense lançará o disco “Mãos” no final do mês de janeiro e promete surpreender o público com suas composições
Ingresso na musicalidade muito pelo acaso O cantor é descendente da cidade de Terra Santa, no Estado do Pará. Chegou a Manaus aos 24 anos de idade com o intuito de participar de um curso técnico de som. Júnior afirma que até este momento não tinha
a intenção de ser cantor, até porque, não conhecia técnicas e nunca havia tido experiência como artista. “Neste período comecei a ter contato com instrumentos, aprendi a tocar e logo a compor. Foi algo inevitável e
apaixonante”, lembra. Suas letras chegaram às mãos de artistas locais que logo as levaram para os estúdios. E não demorou para que Júnior fosse indicado pelos amigos e músicos para subir ao palco
e apresentar seu talento, ainda escondido. “Comecei em bares, como todo profissional da música. É um local de aprendizagem, onde o discernimento e o gosto musical são trabalhados”, argumenta.
NACIONAL
‘Mulheres de Péricles’ nas lojas
A cantora Mallu Magalhães é uma das participantes do CD
Há uma fartura de projetos com vozes femininas reunidas em um mesmo disco para homenagear alguém. Desde os mais tradicionais, como “Elas Cantam Roberto” (2009), até os mais ousados, como “A Voz da Mulher na Obra de Taiguara” (2011), “Literalmente Loucas As Canções de Marina” (2011) e “A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes” (2012). Nessa linha de álbuns-tributo menos convencionais, acaba de ser lançado pelo selo Joia Moderna o disco “Mulheres de Péricles”, em que 17 cantoras interpretam músicas do compositor Péricles Cavalcanti.
“Mais do que novas cantoras, nós temos uma turma nova. Me impressionou, no resultado do disco, a unidade”, diz o produtor e DJ Zé Pedro, do Joia Moderna. De fato, seria difícil imaginar tal unidade, já que cada uma das intérpretes gravou sua faixa com sua banda, sem ter um produtor que padronizasse os arranjos e juntasse tudo em um mesmo balaio. O álbum, homenagem a Péricles Cavalcanti, compositor gravado por nomes como Caetano Veloso, Gal Costa, Arrigo Barnabé, Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto, entre
ARTISTAS
Céu, Mallu Magalhães Tulipa Ruiz, Nina Becker, Karina Nuhr e Tiê são algumas da cantoras que fazem parte do projeto “Mulheres de Péricles”, que visa homenagear o compositor outros, pode ser baixado gratuitamente no site mulheresdepericles.com. Na escalação, cantoras já conhecidas, como Céu (“Blues”),
Mallu Magalhães (“Elegia”), Tulipa Ruiz (“Porto Alegre”), Nina Becker (“O Céu e o Som”), Karina Buhr (“Negro Amor”) e Tiê (“Medo de Amar nº 3”). Além delas, Anelis e Serena Assumpção, Laura Lavieri, Barbara Eugênia, Iara Rennó, Ava Rocha, Juliana Kehl, Juliana Perdigão e Blubell, relendo um cancioneiro composto entre 1974 e 2008. Ainda há espaço para Marietta Vital e Mairah Rocha, que, acompanhadas pela banda Afetos, interpretam “Clariô” (gravado anteriormente por Gal Costa), um dos destaques do disco. Por Lucas Nobile
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A história de papisa Joana A obra, assinada por Donna Woolfolk Crossa, relata a saga de uma mulher guerreira, nascida em um período de trevas intensas que abominava qualquer tentativa de emancipação intelectual e social, que decidiu desafiar a Igreja Católica DIVULGAÇÃO
VERA LIMA Equipe EM TEMPO
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m um mundo predominantemente machista, onde ser mulher era um supremo desafio às leis da sobrevivência, a Igreja Católica foi alvo de um dos maiores embustes de todos os tempos; por ironia do destino, em uma época em que a mulher era considerada menos que um asno, que pelo menos tinha valor comercial, uma representante do sexo feminino atingiu o mais alto posto na hierarquia da fé cristã. O irmão João Ânglico, nascido Joana, foi o supremo mandatário da cristandade por dois anos. O belíssimo livro “Papisa Joana” relata a saga de uma mulher guerreira, nascida em um período de trevas intensas que abominava qualquer tentativa de emancipação intelectual e social da mulher. De espírito livre e inteligência aguçada, Joana não conseguiu “domar” seu espírito para se acomodar às restritas condições de vida das suas contemporâneas e alçou voos antes nunca imaginados, nem mesmo em seus mais altos devaneios. Os pouquíssimos registros sobre a papisa Joana datam dos anos de 850, século 9, e mostram que as mulheres só eram inferiores aos homens por absoluta falta de oportunidades, jamais de competência.
“Papisa Joana” é um romance histórico de tirar o fôlego. Daqueles que você quer ler de uma vez e receia chegar à última página cedo demais. É impossível deixar de se apaixonar por Joana, sua mente apurada, inteligência brilhante, sua garra e tenacidade. Joana existiu? Fez parte da história da Igreja Católica? Essas são questões que ficarão na mente do leitor e talvez nunca sejam respondidas de maneira
ESTUDO
Poucos registros sobre a papisa Joana datam dos anos de 850, século 9, e mostram as mulheres que só eram inferiores aos homens por absoluta falta de oportunidades, jamais de competência
satisfatória, já que documentos do século 9 praticamente não existem. Esse foi um século de absoluto obscurantismo, uma época de analfabetismo generalizado, notável pela extraordinária escassez de registros. Segundo a autora, Donna Woolfolk Cross, pesquisas realizadas hoje em dia sobre o período precisam fiar-se em documentos esparsos, incompletos, contraditórios e pouco confiáveis. Ela acrescenta que
ainda existe uma cópia antiga do “Liber pontificalis” (Livro dos Papas) com um registro do papado de Joana. Mas a ausência da papisa dos registros eclesiásticos não surpreende. A Igreja Católica, conforme atesta a autora, realizou um esforço supremo para destruir os embaraçosos registros históricos sobre a papisa. Tudo indica que os clérigos romanos da época, incomodados pela impostura, teriam empregado todos os esforços para sepultar notificações sobre Joana. Segundo o historiador alemão Frederick Spanheim, que realizou estudos sobre o assunto, existem mais de 500 manuscritos antigos contendo relatos do papado de Joana. A história de Joana é surpreendentemente agradável, sem contar que é um marco na luta que as mulheres travaram ao longo da história para serem reconhecidas como gente. A história registra outras mulheres que tiveram que se disfarçar de homem para poder viver com dignidade, em um mundo onde eram tratadas como menores de idade vitalícios, sem quaisquer direitos legais ou de propriedades. Por tudo isso, recomendo o livro “Papisa Joana” como uma excelente dica para presentear alguém querido neste Natal, ou para comprar e saborear até a última página. Boa leitura!
O livro de Donna Woolfolk conta a saga da papisa Joana, que viveu durante o século 9
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Otoni Mesquita finaliza mostra com bate-papo PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
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esses locais não imagina as lutas que um artista enfrenta para chegar a conclusão de um projeto”, reclama. O artista afirma que cada tela finalizada deve expressar conteúdo cultural. “Não é só pintar. Quem vê determinada ilustração precisa entender o que o pintor quis transmitir com determinadas cores”, fundamenta. Para o artista, 2012 foi um ano de conquistas profissionais. Mesquita fez menção à PréBienal de Artes e à Mostra de Dança Mova-se como eventos que lhe proporcionaram maior visibilidade na capital. Também deu ênfase à mostra do Sesc. “Foram meses interessantes. Lembro que não tinha grandes expectativas quanto a essa mostra no Sesc, mas logo ampliei minhas gravuras
DESCONTRAÇÃO
A ideia do artista plástico é ter uma interação com o público local, por meio de um bate-papo descontraído, no qual falará, entre outros assuntos, sobre sua atuação profissional e os objetos que fazem parte da programação. Foi realmente produtivo”, avalia. Quanto ao próximo ano, o amazonense se restringe a comentar que não costuma pensar nas produções futuras e que mantém uma rotina de atuação diária. Após a reunião de um conjunto de obras o artista verifica o direcionamento a ser tomado Trabalhos O artista realizou vários ensaios a partir de uma coleção de cadernos de desenhos que continham linogravuras, gravuras em metal e litogravuras. Esse trabalho foi desenvolvido no período em que estudou artes na Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro, de 1980 a 1983. A partir de 1984 Mesquita iniciou uma nova fase, onde investiga materiais alternativos, apresentados em “Artistas Experimentais do Amazonas” e “Soltando os Bichos e Fragmentos”. Atualmente, Mesquita desenvolve trabalhos baseados nas técnicas de infogravura e gravura digital, sem abandonar a pintura em tela e a coleta de materiais.
SERVIÇO “CONVERSA ILUSTRADA” COM OTONI MESQUITA Quando Quarta-feira, às 19h Onde Sesc Amazonas (rua Henrique Martins, 427, Centro) Quanto Gratuito
O artista Otoni Mesquita é o responsável pela mostra “Em Busca do El Dorado” que ficará em cartaz até quarta-feira, dia 19
DIVULGAÇÃO
encerramento da mostra “Em Busca do El Dorado” será marcado por uma “Conversa Ilustrada”, desenvolvida pelo artista plástico Otoni Mesquita, responsável pelas obras expostas. Durante o encontro, o público assiste a vídeos de curta duração que mostram um pouco da trajetória profissional do amazonense. A programação acontece na galeria Moacir Andrade, no Serviço Social do Comércio (Sesc-AM), quarta-feira, a partir de 19h com entrada gratuita. “É um momento de interação entre o público e o artista. A ideia é que as pessoas conheçam o trabalho que desenvolvo há 40 anos”, explica Mesquita. Após um mês de exibição na galeria do Sesc, o artista afirma que decidiu realizar algo diferente na última noite de programação na tentativa de chamar a atenção dos manauenses para conhecer os quadros e materiais históricos expostos no salão. Mesquita comenta que o bate-papo é algo frequente em suas atividades, principalmente em sala de aula. O amazonense também é jornalista, historiador e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). As informações transmitidas por meio dos vídeos recebem o suporte de músicas e dão origem a uma sequencia histórica que narra todos os projetos desenvolvidos por Mesquita, desde o primeiro caderno de desenhos, as imagens psicodélicas que ganharam destaque após começar a frequentar as aulas com o artista Manoel Borges, na Pinacoteca do Estado (1975), além das mudanças apresentadas em estudos de temática social, que resultaram em sua primeira exposição individual (1980), denominada “Fruturbano”. “À medida que as imagens são transmitidas relembro os acontecimentos de cada momento. As pessoas podem interferir e fazer perguntas. Quero que conheçam minha vida”, anuncia. Apesar de atuar há quatro décadas no segmento artístico, Mesquita afirma que sente falta do apoio da população local, que segundo ele, não tem o hábito de visitar os centros de exposição. “Tem pessoas que até hoje não conhecem uma mostra de obras artísticas. Considero que até mesmo quem costuma visitar
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Na última noite da exposição “Em Busca do El Dorado”, no Sesc, o artista plástico realizará uma palestra interativa
A concentração da caminhada será no porto de Manaus
LOCAL
Evento ‘Abraços Grátis’, hoje Conhecer pessoas e promover a troca de informações. É com essa proposta que a comunidade “Couchsurfing Manaus”, um grupo formado por manauenses e turistas que visitam a capital, realiza a última excursão do ano pelo centro histórico da capital. A iniciativa acontece hoje, a partir de 9h. O líder do movimento em Manaus, Renan Azulay explica que neste ano, o Couchsurfing promoveu cinco movimentos, um deles denominado como “Abraços Grátis”. De acordo com o orga-
nizador, no último programa do ano os membros terão a oportunidade de conhecer os principais pontos turísticos localizados na região central da cidade. O ponto de partida da caminhada será o porto. Em seguida os integrantes param em frente à fachada da Alfândega, seguem para a Praça da Matriz e também apresentam o relógio aos turistas presentes. Os integrantes também percorrem a avenida Eduardo e Ribeiro e chegam ao Teatro Amazonas, onde o movimento é finali-
zado com um segundo “Free Hugs”, ou “Abraço Grátis”. O evento ainda conta com a atuação de dois guias, que farão interpretações em inglês, espanhol e francês. Os intérpretes fazem parte da equipe amazonense. De acordo com Azulay, os integrantes do couchsurfing mantém comunicação por meio do site www.couchsurfing.org, onde se cadastram e atualizam suas informações. Na capital amazonense, os participantes se encontram semanalmente, sempre às
sextas-feiras, no Bar do Armando, no Centro, momento em que os turistas, inseridos no programa também marcam presença. No total, mais de duas mil pessoas integram o grupo local, porém, somente 30 tem frequência ativa nas reuniões. “Queremos incentivar o turismo e a hospitalidade entre as pessoas de todo o mundo. A inserção no programa nos permite trocar hospedagens ou acompanhar visitantes em curso em nossa cidade”, explica. O grupo existe há 2 anos em Manaus. (PC)
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Programação de TV DIVULGAÇÃO
SBT
GLOBO
5:00 Aventura Selvagem – Reprise 5:30 Pesca Alternativa 6:30 Brasil Caminhoneiro 7:00 A Grande Ideia 7:30 Vrum 8:00 Programa da Manazinha – Local 8:30 Chaves 9:00 Sorteio Amazonas da Sorte – Local 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:40 Sorteio da Telesena 18:45 Programa Sílvio Santos
REDE TV
4:45 Santa Missa em Seu Lar 5:45 Sagrado: Compacto 5:55 Amazônia Rural 6:25 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:05 Globo Rural 8:05 Auto Esporte 8:38 Esporte Espetacular 11:30 Temperatura Máxima 13:53 The Voice Brasil 15:17 Domingão do Faustão 19:30 Fantástico 21:50 Domingo Maior 0:05 Sessão de Gala 1:48 Corujão 3:15 Sob Medida 4:00 Festival de Desenhos
23:00 De Frente com Gabi 0:00 Série - O Mentalista 1:00 Série – Alvo Humano 2:00 Série – Chase Eliana apresenta programa todos os domingos no SBT
3:00 Encerramento de Emissora
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 A realidade da vida material está agora favorecida. Aplique os recursos com sentido construtivo. Uma decisão relativa a um empreendimento material pode ser tomada.
6:30 Igreja Internacional da Graça – Local 7:30 Igreja Internacional da Graça – Local 8:55 Break obrigatório 9:00 TV Shopping Manaus – Local 10:00 Show de Ofertas da Cidade – Local 10:30 TV Kids – Local 11:00 Igreja Internacional da Graça – Local 12:00 Fique Ligado – Local 13:00 TV Kids – Local 14:00 Encircuito – Local (Reprise) 15:30 Amazonas Mix – Local 16:00 Break obrigatório 16:05 TV Kids 16:45 Ritmo Brasil 17:20 O Último Passageiro 18:40 Super Bull Brasil 19:40 Star Trek 21:00 TV Shopping Manaus – Local (Reprise) 22:00 Cine Total 23:30 Dr. Hollywood 0:15 É Notícia 1:15 Bola na Rede 1:45 Igreja Internacional da Graça – Local
Cinema
RECORD 4:45 Bíblia Em Foco 5:00 Nosso Tempo 5:30 Desenhos Bíblicos 7:00 Voto na Record – Local 11:15 Tudo É Possível 14:00 Top Model – HD 15:00 Programa do Gugu 19:30 Domingo Espetacular – HD 22:15 Repórter Record 23:15 Série – Todo Mundo Odeia o Chris 0:15 Programação IURD
TV CULTURA 5:55 Abertura da Emissora/Hino Nacional 6:00 Via Legal 6:30 Brasil Eleitor 7:00 Palavras da Vida 8:00 Santa Missa
9:00 Viola, Minha Viola 9:30 Nova Amazônia – Local 10:00 Escola Pra Cachorro 10:15 Meu Amigaozão 10:30 Turma do Pererê 11:00 ABZ do Ziraldo 11:30 Anima TV Tromba Trem 11:45 Anima TV Carrapatos e Catapultas 12:00 Turma do Pererê 13:00 Dango Balango 13:30 TV Piá 14:00 Stadium 15:00 Os Protetores do Planeta 16:00 Ver TV 17:00 De Lá, Pra Cá 17:30 Cara e Coroa 18:00 Papo de Mãe 19:00 Conexão 20:00 Esportvisão 21:30 MPTV – Local (Reprise) 22:00 Roda Viva Amazonas – Local (Reprise) 23:00 Doc Especial 0:00 Encerramento da Emissora/Hino Nacional
Cruzadinhas
ESTREIA
REPRODUÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 É tempo de reconhecer suas características pessoais de modo realista. Não se acanhe diante de seus próprios potenciais. Invista no que há de novo em você mesmo. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 É tempo de resolver todo tipo de pendência que esteja a lhe pressionar. As dificuldades e pendências, inclusive de saúde, devem ser cuidadas de maneira realista. CÂNCER - 22/6 a 22/7 É fundamental aprender a se responsabilizar por seus sonhos, para que eles se concretizem. Sua visão sobre seus projetos futuros e os sonhos é agora mais realista. LEÃO - 23/7 a 22/8 A realidade da carreira e dos papéis de autoridade lhe é colocada frente a frente. A partir disto, construa uma situação mais sólida. Use o melhor de sua criatividade para tal. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você pode perceber com particular clareza a qualidade de seus pensamentos e o padrão de sua mentalidade. A realidade de seus valores filosóficos lhe é colocada às claras.
O Hobbit - Uma Jornada Inesperada: 14 anos. EUA/NZ Bilbo Bolseiro, um hobbit, viaja para a Montanha Solitária acompanhado por um grupo de anões para recuperar um tesouro tirado deles pelo dragão Smaug. Playarte 1 – 14h (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 17h20 e 20h40 (3D/leg/diariamente); Playarte 5 – 13h20, 16h40, 20h (dub/diariamente) e 23h20 (dub/somente sexta e sábado); Playarte 6 – 13h21, 16h41, 20h01 (dub/diariamente) e 23h21 (dub/diariamente); Playarte 7 – 13h22, 16h42, 20h02 (dub/diariamente) e 23h22 (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 1 – 11h40, 15h20, 19h (dub/diariamente) e 23h (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 6 – 21h10 (3D/leg/diariamente); Cinemark 6 – 13h40 e 17h30 (3D/dub/diariamente); Cinemark 7 – 12h40, 16h20, 20h (3D/dub/diariamente) e 23h50 (3D/dub/somente sexta e sábado); Cinemark 8 – 11h, 14h40, 18h20 e 22h10 (dub/diariamente). REPRODUÇÃO
LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento para ser realista no trato com questões financeiras, em especial quanto a dívidas materiais. Terá que se decidir por eliminar algo que lhe atrapalha ou prejudica. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Momento para esclarecer as situações no casamento e demais uniões. Reconheça a atual situação e poderá melhorá-la sensivelmente. Aprimore-se no modo de se relacionar.
A Vida de Outra Mulher: 12 anos. FRAN/BEL.
SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 É hora de tomar decisões quanto ao ambiente e à rotina de trabalho. Tudo está mais claro e as decisões podem ser tomadas. Aprimore-se quanto a ser capaz de manter um ritmo.
Marie (Juliette Binoche), uma mulher de 40 anos que acorda pensando ter 25. Esqueceu de 15 anos de sua vida e ainda vive uma história de amor que já terminou. Agora, ela tem
CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento caloroso e brilhante para os sentimentos amorosos e a criatividade. Uma decisão fundamental é tomada com êxito. Mas, para isso, considere bem a realidade. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Uma nova luz faz você perceber um bom caminho em direção a suas raízes e origens. É tempo de contatar os pontos essenciais de sua vida, inclusive de sua família. PEIXES - 19/2 a 20/3 Você experimenta o quanto cabe em seu tempo, na capacidade de ação e na rotina. Não cabe tudo o quanto imagina, mas cabe o suficiente para você realizar o necessário.
uma segunda chance de reconquistar o amor de sua vida. Playarte 8 – 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (leg/diariamente) e 23h30 (leg/somente sexta e sábado).
CONTINUAÇÕES Quatro Amigas e um Casamento – 16 anos: Cinemark 3 – 20h20, 22h30 (dub/diariamente) e 0h30 (dub/somente sexta e sábado). O Mar Não Está Pra Peixe 2 – Livre: Playarte 2 – 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 (dub/diariamente) e 22h20 (dub/somen-
te sexta e sábado). Os Penetras – 14 anos: Playarte3 – 14h10, 16h10, 18h10, 20h10 (diariamente) e 22h10 (somente sexta e sábado); Playarte 4 – 14h11, 16h11, 18h11, 20h11 (diariamente) e 22h11 (somente sexta e sábado); Playarte 10 – 13h10, 15h10,
17h10, 19h10, 21h10 (diariamente) e 23h10 (somente sexta e sábado); Cinemark 5 – 12h50, 15h10, 17h20, 19h30, 21h50 (diariamente) e 0h10 (somente sexta e sábado).
riamente) e 23h50 (dub/somente sexta e sábado).
A Sombra do Inimigo – 14 anos: Playarte 9 – 13h25, 15h30, 17h35, 19h40, 21h45 (dub/dia-
Amanhecer – Parte 2 – 12 anos: 12h30, 17h10, 19h40 e 22h20 (dub/ diariamente).
Diário de Um Banana 2 – Livre: Cinemark 2 – 15h (dub/diariamente).
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012
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::::: Fim do mundo?
::::: Confraternizações
Gente, peloamordedeus, o que tem de gente viajando nesse tal “fim do mundo” não está no gibi. O mundo não vai acabar. O que promete acabar é a paciência do brasileiro com tanto imposto. Fim do mundo mesmo é andar nas ruas esburacadas de Manaus. Fim do mundo é ter que aturar gente com som do carro altíssimo na hora do rush. Fim dos tempos é a pessoa lhe abraçar, dizer que lhe adora e logo em seguida ligar para alguém e falar que “não teve como evitar lhe cumprimentar...” Isso sim é o fim da picada! Feliz 2013.
Chega dezembro e o povo da press fica em polvorosa! É que as badaladas confraternizações de empresas, poderosos órgãos públicos e entidades de classe são o alvo de encontros do “mundinho jornalístico”. Ali, sorteios e mimos fazem a alegria dos jornalistas que durante o ano todo noticiam o dia a dia de quem faz a roda do mundo girar. É mais que merecido.
Será no próximo dia 26, no República Real, o evento “O Fim do Mundo Aconteceu e Deus Esqueceu de Avisar”. O sugestivo nome é mais um show da Zona Tribal. A banda de rock que é uma dos expoentes da música jovem amazonense promete sacudir os domínios do lugar na Djalma Batista. Como a semana que antecede o Réveillon é de festa, trate de agendar que vale a pena.
DIVULGAÇÃO
::::: República
Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
::::: Identidade Muito bom ver o novo perfil da badalada cantora Márcia Novo. A artista amazonense que antes parecia “uma cantora carioca perdida nas noites de Manaus” assumiu uma porção mais nortista. Até a logomarca – um cocar estilizado multicolorido com foto dela ao centro – é mais apropriado e criativo. Melhor assim.
::::: Mindu detonado Uma pena ver o parque do Mindu, um dos mais importantes fragmentos de florestas de Manaus tão abandonado. O parque, que é uma conquista dos moradores do Parque 10 de Novembro, está precisando ser recuperado. O mais triste é ver o acúmulo de lixo na beira do igarapé que empresta nome ao local. O lixo é resultado de inúmeras comunidades por onde o igarapé passa. Uma lástima!
::::: Dica importante O badalado Marcos Costa, maquiador da Natura que assina o make-up de famosas como Ana Hickmann, Giselle Büdchen e Letícia Sabatela, revela que os tons cítricos são a tendência para quem quer arrasar na maquiagem das festas de final de ano. As nuances podem ser encontradas na primeira coleção UNA Expressões de Primavera / Verão, novo lançamento de maquiagem da grife. Os produtos trazem cores vibrantes para os Batons Pérola e novas combinações para os Trios de Sombra e os Duos Blush. Que tal?
::::: Sala de Espera
Hoje, a princesa Johara Jomaa Abdel Aziz ganhará, dos paizões Nejmi e Omar Aziz, festão no Elegance para comemorar seus 4 aninhos. Quem viu diz que o “Circo da Johara” está deslumbrante e encantador. Merci pelo convite
Renato Rayol está trocando de idade hoje. Amanhã é a vez de receber cumprimentos Yndira Assayag, ela está aniversariando. O Grupo Dulcila lançou o site da Expo Eventos Manaus 2013, com informações completas de todas as edições da feira e as novidades que estão sendo preparadas para o ano que vem. O endereço é www.expoeventos-
manaus.com.br. Dia 18, acontece coquetel de lançamento da loja da Oi em Manaus. O evento será às 9h, na Guilherme Moreira. O empresário Juca Semen agendou para o dia 7 de marco, no Dulcila da Ponta Negra, a primeira atração do projeto Rio Samba Show 2013. Trata-se da apresentação do Alexandre Pires lan-
çando o seu mais novo show pagode chic.
O atendimento vai até o próximo 31.
A Unimed Manaus e o Studio 5 Festival Mall fecharam parceria e criaram o “Espaço Natal Saúde”, onde profissionais do plano de saúde disponibilizarão aos clientes do centro de compras serviços gratuitos de medicina preventiva com aferição de índice de massa corpórea, pressão arterial e Glicose.
Amanhã, tem sessão almoço de confraternização com a press pilotado pelo Sistema Fecomércio, Sesc e Senac Amazonas, na sede da federação. Existe coisa mais interessante do que gente que celebra e é celebrada? Não. Não é mesmo? Bom e revigoroso domingo. Oremos!
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012
A fábrica de sonhos do
‘Glorioso’
O espetáculo criado para celebrar o Natal conta com números expressivos no que diz respeito a figurinos e mão de obra local
“M
ade in Manaus”. É com esse conceito que o diretor técnico do concerto de Natal “Glorioso”, Marcos Apolo Muniz, e diretor da Central Técnica de Produção, a CTP, um galpão que ocupa quase um quarteirão no bairro Cachoeirinha, trabalha para executar figurinos, cenografia e tudo o que vai se movimentar, brilhar, iluminar e sonorizar o espetáculo preparado para o dia 25 de dezembro. O concerto completa 10 anos e chega a um marco. Mais do que isso, segundo Apolo, dá um salto de qualidade e desenvolvimento, tendo a parceria da empresa norte-americana Hardrive, na produção executiva, com realização do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura. O evento tem patrocínio máster da Coca-Cola. O espetáculo projetado para uma plateia de 90 mil pessoas, com 90 minutos, está sendo montado como um grande quebra-cabeça tridimensional, tamanha sua complexi-
FOTOS: REPRODUÇÃO
dade. A concepção artística leva assinatura da Hardrive e a construção-execução da secretaria e da CTP. “Executar o palco, sonorização, cenografia, adereços, figurinos, tecidos, tudo é 100% daqui, local, assim como os telões, painéis, enfim, toda a mão de obra”, explica o diretor. Só de objetos cênicos, como taças, bandejas, cajados, presentes, carrinhos, camelos, burricos, árvores, entre outros, são mais de mil peças. Mas também há os objetos maiores, como um grande painel que reproduzirá a fachada do teatro, com cores que remetem à época da história do concerto, que se passa em 1896. “Mas o Teatro Amazonas também entra nessa composição, como objeto de fundo. Aí temos a grande fachada, escadaria, pisos, nas cores do passado, em tons pastéis, amareladas”, conta Apolo. Os trabalhos para a montagem técnica de “Glorioso” começaram há 40 dias e boa parte do material já está sendo manuseado pelos artistas
e figurantes nos ensaios. Mesmo sendo a noite de Natal, com todas suas referências lúdicas e universalmente clássicas, há toques regionais na produção, como nos próprios textos da apresentação e objetos cênicos, como o tipo de manjedoura utilizada, os carrinhos e o desenho do presépio. “Apesar de em outros momentos termos utilizado a figura do Curupira, este é um outro tempo, outra linha, a mais clássica e que a plateia recebe melhor”. Boi na área Cerca de 50 artistas parintinenses também estão mexendo seus dedos mágicos para construir e movimentar objetos cênicos no show. “Eles migraram para Manaus e ao longo dos anos foram mudando suas linhas de trabalho para algo mais teatral, porque o boi é um pouco Carnaval e até importa artistas para outros carnavais do país. Para o teatro existe uma outra linha de acabamento, finalização. O boi você vê à distância, no teatro e nos festivais daqui
você vê de perto”, fala o diretor técnico de “Glorioso”. E os parintinenses acabam agregando mais profissionais ao concerto e lançando mão de suas tradições e raízes, pegando o conhecimento adquirido no boi para resolver situações que muitas vezes o cenógrafo de teatro não consegue: “Ele pega um pedaço de cabo de aço e uma manivela e resolve em meia hora. E ainda tira onda”, brinca o diretor. Figurino Este ano, totalizando peças e trocas, são mais de 5 mil, sem contar, por exemplo, sobretudos, sapatos e outros acessórios menores. “É um número quase incontável, que vai desde roupas básicas em dificuldade de costura, como o coral, que tem um conceito definido, até as mais complexas e que precisam de bordados e cenografia, como a dos reis”. São 50 costureiras trabalhando de manhã, tarde e à noite, número que aumenta para formar o grupo de cem camareiras, responsável por identificar figurinos e ajudar a vestir milhares de pessoas.
Marcos Apolo é o responsável por comandar a central técnica
Tecnologia avançada no evento Tecnologia é uma palavra que será bastante usada no concerto de Natal, talvez na mesma proporção que o volume de tecidos. Segundo Apolo, os americanos valorizam desde um pequeno elemento que vai acender num determinado segundo, até uma estrutura maior, de metros de altura. Os equipamentos de iluminação, sonorização e efeitos de fogos são os mais modernos. Até com os parintinenses os parceiros inseriram novas possibili-
dades de execução, mesmo numa área que os artistas já dominam muito bem. “Eles trabalham com sincronia, um sistema para que tudo funcione cronometrado, exato. A gente faz isso, mais ainda tem o toque artesanal. Eles não, são mais exatos, o espetáculo é preciso. Esse é o grande desafio”, conta o gestor. Na CTP, em construção e movimentação de objetos trabalham 150 pessoas, número que chega a 300 na operação para o show.