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EM TEMPO - 14 de junho de 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

DECIFRA-ME ANO XXVII – N.º 8.783 – DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2015 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

IONE MORENO

DIVULGAÇÃO

MONUMENTOS QUE NÃO DIZEM NADA E CUSTARAM UMA FORTUNA

Missões arriscadas nas alturas

AM na rota do tráfico humano Mulheres jovens, de boa aparência, moradoras de bairros pobres, são alvo preferido do tráfico humano, que tem o Amazonas como uma das rotas preferidas dos criminosos. Dia a dia C4 e C5

ÇÃ GA UL DIV

Fazer alongamento antes e depois de atividades físicas é fundamental, mas poucas pessoas sabem que os benefícios dessa prática não param por aí. Saúde & Bem-estar F8 DIVULGAÇÃO

PRÓXIMO À PONTE RIO NEGRO, OUTRO “MONUMENTO” CUSTOU R$ 5,5 MILHÕES PARA VIRAR FOCO DE DENGUE E ABRIGO PARA MENDIGOS. ENQUANTO ISSO, MONUMENTOS HISTÓRICOS DO AMAZONAS SE PERDERAM OU ESTÃO ESQUECIDOS. POLÍTICA A7 E DIA A DIA C1 E C2

O

MONUMENTOS QUE CUSTARAM UMA FORTUNA AOS COFRES PÚBLICOS SE TRANSFORMARAM EM ELEFANTES BRANCOS, OU SEJA, SEM NENHUMA UTILIDADE. CONSTRUÍDO NA GESTÃO DO EX-PREFEITO AMAZONINO MENDES PARA SER UM “CARTÃO-POSTAL” DO PARQUE 10, O MONUMENTO ERGUIDO NA ROTATÓRIA DO MINDU VIROU MOTIVO DE PIADA. DIVULGAÇÃO

Profissionais que trabalham em plataformas móveis, pendurados por cordas, contam os riscos que correm diariamente para cumprir missões quase impossíveis. Economia B4 e B5

PLATEIA

BRASIL ESTREIA Sob o comando do técnico Dunga e com Neymar e Jeferson (foto) em campo, a seleção brasileira está em Temuco, no Chile, onde estreia hoje na Copa América, contra o Peru. Pódio E3

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO/CBF

Luan Santana (foto), Wesley Safadão, Harmonia do Samba e Léo Magalhães são algumas das atrações da Fábrica de Eventos no segundo semestre. Plateia D3

IMÓVEIS

Brasileiros só pensam em Miami Pesquisa mostra que os brasileiros lideram o ranking de compra de imóveis na cidade americana. Imóveis & Decor 2

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ELENCO, CURUMIM, IMÓVEIS&DECOR.

CURUMIM Namoradinho de Murupi, Curumim conta que o Dia dos Namoradosestárelacionadoaofreiportuguês Fernando de Bulhões. Em suas pregações religiosas, o frei sempre destacava a importância do amor e do casamento.

TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2015

Brasil enfrenta ‘dificuldade momentânea’, afirma Dilma Em entrevista para a TV, a presidente da República comentou temas como saúde, educação, crise na Petrobras e, principalmente, a economia do país REPRODUÇÃO

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RASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em entrevista ao “Programa do Jô”, a presidente Dilma Rousseff defendeu o ajuste fiscal e reforçou o discurso de que o cenário de dificuldade econômica no país é “momentâneo”. Na conversa, Dilma prometeu fazer “o possível e o impossível” para o país “voltar a ter uma inflação bem estável, dentro da meta” e avaliou que a situação econômica do país deve melhorar no final deste ano. “O Brasil tem uma estrutura forte. Nós estamos enfrentando uma dificuldade momentânea. Vamos superar essa dificuldade”, disse. A entrevista foi gravada na tarde de sexta-feira no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, e foi ao ar na madrugada deste sábado (13). Ao longo dos três blocos do programa, Dilma comentou temas como saúde, educação, crise na Petrobras e, principalmente, a economia do país. “O Brasil não passa por uma situação em que ele é estruturalmente doente. Pelo contrário, ele está momentaneamente com problemas e dificuldades. Por isso que é importante fazer logo o ajuste para a gente sair o mais rápido possível dessa situação”, disse na entrevista. Ela reconheceu que o aumento do preço dos alimentos “é uma das coisas que mais preocupam. Sei que é passageiro, mas sei também que mesmo sendo passageiro, afeta o dia a dia das pessoas.”

Dilma Rousseff reconheceu que o aumento do preço dos alimentos é uma grande preocupação

Justiça dos EUA investiga pagamentos da Nike à CBF SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está investigando os pagamentos realizados pela multinacional esportiva Nike à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 1996, publicou nesta sexta-feira (12) o Wall Street Journal. Segundo essa publicação, a Justiça americana está analisando o acordo de patrocínio de dez anos assinado em 1996 entre CBF e Nike no valor de US$ 160 milhões. Após a assinatura do contrato, a Nike pagou outros US$ 40 milhões em conceito de “despesas de marketing”, que não estavam contempladas no acordo inicial, e que foram depositados em uma conta bancária na Suíça em nome de uma empresa brasileira de patrocínio esportivo. O documento ao qual o Wall Street Journal teve acesso não identifica, em

nenhum momento, a Nike por seu nome, mas se refere a “uma multinacional esportiva americana”. Segundo esse mesmo jornal, fontes ligadas à investigação confirmaram que se trata da Nike. O governo dos EUA anunciou no dia 27 de maio uma ampla investigação contra a corrupção no mundo do futebol que afeta vários dirigentes da Fifa e que, segundo o Departamento de Justiça, envolve a escolha da África do Sul como sede da Copa do Mundo em 2010 e a designação do presidente da Fifa em 2011. No contexto dessa investigação, foram apresentadas acusações contra 14 pessoas, entre dirigentes da Fifa e executivos de empresas relacionadas com essa entidade, após a surpreendente detenção de sete deles, incluído o ex-presidente da CBF José Maria Marin, em um luxuoso hotel da Suíça.

Nova diretoria é de confiança Questionada sobre o que a motivou a trocar a diretoria da Petrobras em 2012, Dilma justificou que tomou decisão porque “não eram pessoas da minha confiança”. Entre os que deixaram a empresa, estava Paulo Roberto Costa, exdiretor de Abastecimento da estatal. “A Petrobras não é um barquinho que você vira rapidamente. Passou um ano e eu troquei a diretoria toda e coloquei uma diretoria da minha confiança. Foi isso o que eu fiz.” Ela voltou a afirmar que

a empresa “virou a página” e “está no caminho certo”. “Pode ter certeza: [a Petrobras] será uma das empresas mais lucrativas do mundo nessa área.” Protestos Na conversa, Dilma fez afagos ao vice-presidente Michel Temer, articulador político do Planalto, e minimizou protestos contra sua gestão. “Eu acho o Temer um grande parlamentar, com muita experiência. É extremamente hábil”, disse sobre o peemedebista. Sobre manifestações con-

trárias ao seu governo, disse que “diante de radicais, o melhor remédio é a democracia”. O Brasil não pode achar estranho as manifestações. Elas têm de ser vistas como algo normal. Sempre defenderei o direito e liberdade de expressão de quem quer que seja.” Mais tarde, ela ponderou, no entanto, que a sociedade brasileira muitas vezes é excessivamente crítica. “No Brasil tem uma coisa que não vejo em outros países: eu acho que nós somos mais críticos conosco do que nós merecemos”. Detenção de Marin iniciou acusações a dirigentes da Fifa

REPRODUÇÃO

FUTEBOL

para que as pessoas não se aproximassem da entrada do lobby. O prefeito Miguel Becker Alvear recepcionou a seleção na entrada do hotel. Vendedores cobravam o equivalente a R$ 10 por bandeirinha do Brasil e cornetas verde e amarelas. Não choveu nesta sexta em Temuco, o que é raro nessa época do ano. Há preocupação de como ficará o gramado do estádio Germán Becker, se chover muito. Ontem à tarde, a seleção treinou no palco da partida, com previsão de chuva.

INFORMÁTICA

Plataforma de ensino de idiomas recebe US$ 45 mi

Seleção é recepcionada por 700 pessoas em Temuco TEMUCO, CHILE (FOLHAPRESS) – A selecão brasileira chegou nesta sexta (12) na cidade onde vai estrear na Copa América, hoje, contra o Peru. Por volta das 23h15, a delegação chegou ao hotel Dreams, em Temuco, cidade mais ao sul do Chile das oito que receberão jogos na competição – está a 670 km da capital Santiago. Segundo a polícia local, cerca de 700 pessoas esperavam a seleção, mas não puderam chegar perto dos jogadores, já que grades foram colocadas na avenida Alemanha,

PATROCÍNIO

REPRODUÇÃO

A2

A seleção brasileira de futebol joga hoje contra o Peru

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A plataforma digital de aprendizagem de idiomas Doulingo declarou ter recebido uma rodada de investimentos de US$ 45 milhões liderada pelo Google Capital, o fundo de investimentos do Google, com participação de seus investidores anteriores. Segundo a empresa, o aporte será utilizado para “aumentar o nível de personalização e eficácia do Duolingo e para distribuir a plataforma para mais escolas mundialmente”. O Duolingo tem um site e aplicativos gratuitos para iOS, Android e Windows Pho-

ne, em que é possível aprender idiomas em uma interface similar a jogos on-line. Na versão em português, é possível aprender inglês, espanhol e francês. Além disso, a ferramenta oferece o serviço Duoling para Escolas para auxilar professores no ensino de idiomas. Em nota, Luis von Ahn, cofundador e presidenteexecutivo do Duolingo, diz: “Como professores particulares humanos são escassos e caros, a educação on-line personalizada que criamos tem a finalidade de dar a todos o acesso a um ‘tutor’ de uma maneira sustentável”.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2015

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Um sopro de esperança A seis meses da reunião da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, em Paris, o G7, elite dos países mais ricos, politicamente e militarmente mais fortes do mundo deixou escapar, nesta semana um sopro de esperança quanto ao objetivo de descarbonizar a economia. Foi a primeira vez que Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Alemanha, Itália e Reino Unido mostraram-se tão simpáticos (na verdade reconheceram) com a problemática do aquecimento global, que tem sofrido várias tentativas de negação, inclusive de vozes da área da ciência. Mas é como se tentassem negar a existência do Holocausto. Não há mais tempo para isso. Inscrita na declaração final do encontro do G7 que terminou segunda-feira 8, na Alemanha, essa posição revela um passo novo das economias mais avançadas do mundo na luta contra o aquecimento global, mas esconde, também, as difíceis negociações entre os seus líderes para chegarem a um texto consensual, como testemunharam observadores do evento. O G7 traça uma meta de 70% de redução das emissões globais de gases com efeito de estufa até 2050, a ser partilhada por todos os países signatários da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. As não está claro o que afirmam com “enfatizamos que são necessários cortes profundos nas emissões de gases com efeito de estufa e uma descarbonização global da economia ao longo deste século”. Como fazê-lo? Os países europeus do grupo (França, Alemanha, Itália e Reino Unido) não conseguiram a adesão do Canadá e, principalmente, do Japão, que atribui grande importância ao carvão em sua produção de energia. O G7 ainda é reticente, mas foi silencioso. Agora, os “sete samurais” reconhecem a existência do aquecimento global. Não é pouco.

Nunca fomos tão felizes Dia 14 de junho de 2014, a Arena da Amazônia recebia seu primeiro jogo pela Copa do Mundo do Brasil. Em campo, havia craques como Gerrard, Rooney e Pirlo, que desfilavam seu futebol na vitória da Itália sobre a Inglaterra, por 2 a 1. Contraste Agora veja o contraste. Após quase 365 dias, o estádio foi palco, neste sábado, de um confronto com muito menos glamour: Princesa do Solimões X Nacional. Não se trata de nenhuma discriminação contra o nosso futebol, mas a diferença é abismal. Histórico Apesar de tudo, Nacional e Princesa pode não ter o mesmo glamour, mas é histórico, por ser o primeiro jogo da decisão do Campeonato Amazonense, também conhecido como “Barezão”. Elefante Naquele jogo do Mundial, que curiosamente completa um ano hoje, a Arena da Amazônia recebeu quatro partidas. Depois disso, virou um verdadeiro “elefante branco” para o futebol local. Só dois Neste um ano, apenas dois jogos envolvendo clubes amazonenses aconteceram no local. Ambos foram em fevereiro. Padrão Fifa O Nacional usou o estádio “padrão Fifa” no empate com o Vilhena pela Copa Verde, e na vitória sobre o Rio Negro, por 3 a 0, na estreia do Estadual. Agende Nesta terça-feira (16), às 20h, no Teatro Amazonas,

a Orquestra de Câmara do Amazonas fará uma apresentação especial com músicas das trilhas sonoras dos filmes “Psicose” (1960) e “As Horas” (2002). Psique O tema do concerto será a psique humana. A batuta ficará sob a responsabilidade do maestro Marcelo de Jesus.

Também participa o maestro Bruno Nascimento, que vai reger “As horas”. Dá-lhe, raposa! O deputados Átila Lins (PSD–AM), viveu um momento histórico em sua longa carreira política. A raposa felpuda da política baré estava entre os parlamentares do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul que, na segunda-feira, 8, assinaram a 1ª Declaração do Brics no âmbito do Legislativo. Em Moscou O ato aconteceu durante o 1º Fórum Parlamentar do bloco, realizado em Moscou. No documento, ficou acertado, entre outras coisas, que o grupo defenderá a reforma dos mecanismos globais de segurança, entre eles o Conselho de Segurança da ONU. Convênios Além da reunião coletiva, os deputados também tiveram encontros bilaterais com parlamentares da Rússia e da China.

APLAUSOS

Dilma no Jô A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao “Programa do Jô”, que foi ao ar na TV Globo na madrugada desta sexta-feira (12) para sábado (13), que, embora necessite de um ajuste fiscal para equilibrar as contas públicas, o Brasil não está “estruturalmente doente”. Nuvem passageira Segundo ela, o país passa, momentaneamente, por “problemas e dificuldades”, e o ajuste é necessário para uma rápida retomada do crescimento econômico. A entrevista foi concedida na tarde desta sexta, na biblioteca do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente da República, em Brasília. Agoniada Dilma também se disse “bastante agoniada” com a inflação, uma das coisas que, segundo afirmou, mais a preocupa.

— Fico preocupada porque acho que vamos ter de fazer um imenso esforço. Nós iremos fazer o possível e o impossível para o Brasil voltar a ter inflação bem estável, dentro da meta. Este processo que estamos vivendo tem um tempo, ele não vai durar”, declarou.

Uso criminoso da internet DIVULGAÇÃO

regi@emtempo.com.br

Na pauta, a elaboração de convênios em diversas áreas, como energia, governança, mineração, finanças e agricultura.

VAIAS

Fernando Brant

Regi

DIVULGAÇÃO

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Não há como separar De um lado, os veículos de comunicação de massa, lidos, ouvidos e vistos, insistem e persistem em divulgar e valorizar os eventos do UFC, onde se permite a mescla de qualquer técnica de luta e onde a violência e a agressividade dos lutadores contam como qualidade e como técnica. Assim, enaltece-se a violência e transmite-se à população, de qualquer faixa etária, a ideia de que naquela prática, por mais chocante que seja, há um valor intrínseco que a legitima como “esporte”, ainda que possa mutilar e até matar. Coincidentemente, acontece que um delegado de polícia resolveu estimular e promover, entre os presos da sua delegacia, a prática do tal MMA e assim tornou-se execrável enquanto autoridade policial, exposto a todas as críticas da imprensa e sujeito às sanções funcionais.Mas, afinal, se o Jacaré, o José Aldo, o Victor Belfort, o Anderson Silva e outros têm sido indicados à população como ícones e paradigmas, o natural seria encarar esse “esporte” como edificante e digno. Mas não o foi. Ao contrário, considerou-se a atividade como perniciosa e absolutamente distante de qualquer papel educativo. Com certeza, se o delegado tivesse promovido, entre os presos, a prática do basquete, do vôlei ou do futebol, somente lhe teriam sobrado elogios. *

Para o músico, jornalista e escritor Fernando Brant, parceiro de Milton Nascimento, que morreu na sexta-feira. O compositor deixa um rico legado à MPB, que inclui pérolas como “Travessia”, Maria, Maria”, “Canção da América”, “Planeta blue”, “Promessas do sol”, “O vendedor de sonhos”, “Saudade dos aviões da Panair (Conversando no Bar)”, “Encontros e despedidas”, “Nos bailes da vida” e “San Vicente”, entre outros sucessos.

A internet é uma das maiores invenções da atualidade, mas, muitas vezes vem sendo usada para o mal. O uso desgovernado dessa ferramenta pode acabar com a vida das pessoas ou mesmo servir ao crime. Alguns internautas sem escrúpulos continuam postando fotos íntimas de ex-namoradas, como aconteceu esta semana em Manaus. Um absurdo!

Toda a sociedade tem sabido frequentemente o quanto os homossexuais, que passaram a se congregar no genérico GLBT, têm sofrido, em termos de segregação, de execração e de covardes agressões físicas que, por vezes, levam à morte. A rejeição é tão forte que já houve casos de espancamento de pessoas apenas por terem sido supostamente tidas como homossexuais porque

estavam juntas, como ocorreu na av. Paulista, quando pai e filho foram agredidos em razão de caminharem lado a lado. Então, como forma de denúncia, adequada ou inadequada, uma moça resolveu se apresentar como “crucificada”, no meio da Parada Gay, a fim de ressaltar a injustiça contida nas ações da chamada homofobia. Foi o suficiente para que uma pastora/vereadora, a mesma que pretendeu edificar púlpitos nos terminais dos ônibus, vestisse seus antolhos para ver apenas o lado que pôde alcançar: não há homofobia, mas sim uma “cristofobia”. Como se essas pessoas não pudessem ser cristãs.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

* Estarrecemo-nos todos com o noticiário que nos trazem diariamente os veículos de comunicação e que parece borrar definitivamente o velho conceito de humanidade. E há muita justiça nesse estarrecimento. Afinal, são filhos e filhas que matam os próprios pais; pais que lançam seus filhos recém-nascidos nas fossas, que espancam, queimam, mutilam e matam àqueles que naturalmente deveriam amar, proteger e educar; “amigos”, companheiros e vizinhos que partem do lazer de assistir a um jogo de futebol para o homicídio absurdo daquele que, havia momentos, estava ao seu lado como parceiro. Mistério? De jeito nenhum. Apenas consequência inevitável do arcabouço que edificamos e instituímos com suporte para a vida social. Se não temos mais deveres e sim apenas direitos; se o dinheiro tornou-se o nosso deus, precisamente na medida em que nos garante o poder e o prazer de tudo poder; se o meu eu é absolutamente descompromissado, a não ser com a sua egoística busca da autossatisfação, então, tudo que nos limite, nos impeça e nos comprometa, que seja a qualquer custo removido.

Se o dinheiro tornou-se o nosso deus, precisamente na medida em que nos garante o poder e o prazer de tudo poder; se o meu eu é absolutamente descompromissado, a não ser com a sua egoística busca da autossatisfação, tudo que nos limite, nos impeça e nos comprometa, que seja a qualquer custo removido”


A4

Opinião

MANAUS, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2015

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Roque

Os símbolos religiosos se referem a uma situação. A cruz se refere aos abandonados e oprimidos. Se ela usou essa imagem para fazer a sociedade perceber a situação de dominação, está certa. Tem gente discutindo a pessoa crucificada na Parada Gay e acaba mudando o foco do que é importante. A cruz nem era um símbolo religioso quando a Bíblia foi escrita

Depois do curto-circuito da convocação de Paulo Okamotto, amigo e assessor de Lula, pela CPI da Petrobras, o governo começará a semana fazendo nova ofensiva para retirar assinaturas do requerimento da CPI do BNDES, protocolada no Senado, mas cuja instalação ainda depende da leitura pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Será uma missão “árdua”, como reconhece um líder. Se não houver sucesso, a ordem é cozinhar as indicações dos membros. Xeque... Além do cochilo do Planalto, que foi avisado e não agiu para blindar Okamotto, Lula se irritou ao saber que a bancada do PT facilitou sua convocação. ... mate A deputada Moema Gramacho (PT-BA) pediu a suspensão da sessão do plenário na quinta-feira, o que permitiu que a CPI retomasse a votação dos requerimentos. O cara O resultado da votação das contas de 2014 de Dilma Rousseff pelo TCU dependerá do voto do relator Augusto Nardes, que os ministros esperam conhecer com antecedência. No escuro Como o relatório liberado não detalha todos os aspectos das contas, mesmo os ministros que tenderiam a rejeitar as contas da presidente só o farão se Nardes indicar o caminho. Goleiro O ministro Benjamin Zymler é visto no tribunal e no governo como aquele que abrirá uma divergência pró-Dilma caso Nardes peça a inédita rejeição das contas. Zaga São considerados votos certos pró-Dilma, ainda, José Mucio e Walton Rodrigues, que se livraram de compromissos para comparecer à votação na quarta. Ataque Se Nardes pedir a

rejeição das contas de Dilma deve ter dois votos com ele: Ana Arraes, Bruno Dantas. Meio campo Os votos incertos (e decisivos) são os ligados ao PMDB: Vital do Rêgo e Raimundo Carrero. Tamo... O governo abandonou o tom beligerante da semana passada e redirecionou sua defesa para dizer que aceita a “nova jurisprudência” do TCU no caso das famosas “pedaladas” fiscais. ... junto Assim, antecipações de recursos do Tesouro por bancos passam a ser tratadas como empréstimos, não prestação de serviço. Apetite Geraldo Alckmin, que jantou com o PSB na semana passada em Brasília, quer agendar encontro semelhante com o PMDB. Trata-se de mais uma ação do governador paulista para projetar seu nome nacionalmente de olho na eleição de 2018. Viveiro Dada a disputa velada entre Aécio Neves, Alckmin e José Serra pela candidatura à Presidência na sucessão de Dilma, há quem, na sigla, projete até um cenário em que as três fotos apareçam na urna eletrônica. Penas... Aécio, se mantiver o controle da máquina partidária,

o recall da disputa de 2014 e o apoio do partido nas bancadas do Congresso e nas seções do Norte e do Nordeste, garantiria uma nova postulação pelo PSDB. ... pra todo lado Nesse caso, Alckmin poderia ir para o PSB, onde lançaria Márcio França à sua sucessão em São Paulo. E Serra, hoje próximo do PMDB, seria o candidato dos sonhos do partido de Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Efeito Lava Jato Pesquisa da Análise Editorial junto às 1.500 maiores empresas do Brasil mostra que 67% delas já montou uma área para cuidar das questões ligadas a compliance (conformidade com regras e procedimentos). Mais de um quarto delas criou um setor próprio. Anti-Moro Na maioria das companhias, o setor que passou a cuidar do assunto foi o departamento jurídico. O levantamento será publicado na próxima edição do anuário “Análise Executivos Jurídicos e Financeiros”, a ser lançado nesta terça-feira. Parlatório A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), uma das mais importantes do Senado, não deliberou sobre nenhum projeto neste ano. Até agora, só se dedicou a sabatinas e audiências públicas de autoridades.

Tiroteio

Antônio Manzatto, teólogo e professor da PUC-SP, não acha que o ato da modelo transexual Viviany Belebony, que apareceu “crucificada” na Parada Gay, chegou a desrespeitar o símbolo cristão.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO

Então, chegamos à marca da quinta maior enchente da história. Um momento para ninguém botar defeito, embora haja a suspeita de que, em 2016, esse evento se repita. O melhor testemunho desses sucessos é cada indivíduo levando um pedaço de chão para onde as águas do rio não possam afogá-lo. A rua dos Barés é também recordista em inundações

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Lula perdeu completamente o pudor. Como pode um ex-líder sindical ter coragem de comemorar a demissão de trabalhadores?

Crucificados

DE CÁSSIO CUNHA LIMA (PB), líder do PSDB no Senado, sobre o discurso em que Lula atacou a imprensa e citou em tom ácido demissões de jornalistas.

Muito se falou nestes dias da encenação da crucificação de uma transexual na Parada Gay em São Paulo. Vozes exaltadas se levantaram contra a profanação de símbolos cristãos num país em que a grande maioria professa a fé em Jesus Cristo. É bom lembrar que o deboche em relação a estes símbolos não é de hoje. Em Roma, pode-se ver um desenho, provavelmente feito por soldados em que um macaco está numa cruz. Sobretudo, símbolos católicos são vilipendiados constantemente até por irmãos de fé. Reagir no mesmo nível não me parece ser o caso. A consequência pode ser o aumento da intolerância religiosa que facilmente resvala para a violência que começa com a verbal e termina na física. É melhor ignorar e não entrar no jogo que é o que querem os fundamentalistas de todos os matizes. No Estado de direito, compete ao Poder Legislativo estabelecer os limites, e ao Judiciário julgar se for o caso. Pessoas de responsabilidade não deveriam entrar no jogo da intolerância, sobretudo em nome de Deus. No fundo, todos temos as nossas culpas na humilhação do diferente, passando pelo chute na santa, pela diabolização do outro, pela calúnia, pelo deboche, pela acusação de ignorância religiosa, chegando a colocar alguns no inferno e reservando o céu para um determinado grupo religioso. Respeitemos os outros como queremos ser respeitados. E se não nos respeitarem, perdoemos como gostamos de ser perdoados. Este me parece ser o caminho de Jesus. Mas a pessoa que se fez crucificar na avenida Paulista disse que queria chamar a atenção para o

Contraponto

Abre-te, Sésamo! Nas semanas que antecederam a votação do ajuste fiscal no Congresso, Joaquim Levy (Fazenda) se reuniu diversas vezes com Michel Temer e outros ministros. Ao deixar um encontro no gabinete do vice-presidente, foi cercado por jornalistas e tentou sair pela porta que dava acesso ao anexo do Palácio do Planalto, que estava fechada. Encurralado, começou a ser sabatinado pelos repórteres. -- Assim eu tô ferrado, mesmo. Não sei nem onde é a porta! O ministro só foi “libertado” quando um assessor abriu a porta com um crachá pelo outro lado. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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assassinato de transexuais. Sem precisar recorrer às estatísticas é evidente que eles são junto com outras minorias um grupo de risco. Basta ler os jornais. Esta realidade nos deveria chocar e indignar. Ninguém pode tirar a vida de ninguém, sobretudo aproveitando-se de uma situação de inferioridade. Pessoas marcadas pelo preconceito, pela rejeição social, tornam-se presa fácil de mentes perversas e as vezes até do próprio Estado como no drama nazista que nunca devemos esquecer. Hoje se mata em nome de Deus e devemos ter cuidado para que o discurso religioso aparentemente libertador não diabolize o outro e crie clima para a violência. É fácil para pregadores incautos se dissociarem dos atos praticados por indivíduos desequilibrados cujas mentes foram deformadas pela sua pregação. A história está cheia de crucificados. Na tradição católica, há uma identificação deles com o Cristo. A arte nas suas diversas expressões vem expressando esse mistério há dois mil anos. Talvez queiramos um cristianismo sem o crucificado, mas não é possível. Os crucificados se identificam com o Senhor, independentemente do seu comportamento moral. O seu sangue se mistura ao sangue do cordeiro que os purifica e acolhe na imensidão da misericórdia divina. Oxalá aprendamos a viver e a conviver com o diferente respeitando todas as expressões religiosas, reconhecendo limites na liberdade de expressão para não ferir o outro. Mas que a verdadeira indignação que brota da compaixão tome conta do nosso coração diante dos crucificados.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

É fácil para pregadores incautos se dissociarem dos atos praticados por indivíduos cujas mentes foram deformadas pela sua pregação. A história está cheia de crucificados. Na tradição católica, há uma identificação deles com o Cristo. A arte vem expressando esse mistério há dois mil anos”


A5 FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Política

MANAUS, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2015

Arlena GATO

Mais uma vez,

NÓS, DA AMAZÔNIA,

somos subestimados NÁIS CAMPOS Equipe EM TEMPO

À

De tudo o que pedíamos, a mais relevante solicitação era que pelo menos os 48 profissionais lotados no CBA ficassem em suas atividades até que ocorresse um novo edital”

s 18h da quarta-feira (10), os três últimos funcionários do extinto Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), no Distrito Industrial, apagavam as luzes daquele que por quase 11 anos ajudou a promover a formação da inovação tecnológica a partir de produtos e processos da biodiversidade da região com o objetivo de ser ponte entre seus procedimentos e as empresas e indústrias do Estado. Com o fim do contrato entre a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e o Centro, pelo menos 48 bolsistas que desempenhavam funções, como a execução tecnológica cuja finalidade tinha como alcance as indústrias, estão desempregados e sem a convicção de um acordo que promova o restabelecimento das atividades praticadas. Nesta entrevista, uma das cientistas e coordenadoras da Comissão do Movimento Pró-CBA, Arlena Gato, doutora em biotecnologia vegetal pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), faz um desabafo e culpa as autoridades pela desvalorização de quem se dedica à ciência no Amazonas.

EM TEMPO - O que inviabilizou a continuidade das atividades do CBA em Manaus? Arlena Gato – Um dos pilares de nossas reivindicações era, no mínimo, a permanência dos 48 bolsistas integrados ao Centro a fim de que pudéssemos, pelo menos, participar da transição das atividades de pesquisa em andamento. Mas, infelizmente, esse pleito já foi, pois até o último dia (10) tivemos que retirar nossas coisas. De tudo o que pedíamos, a mais relevante solicitação era que os profissionais ficassem em suas atividades. Com o fim do convênio, administrado pela Suframa, não temos mais empregos o que inviabiliza a continuidade das pesquisas. Desde o início das ativida-

des do CBA, em 2004, não possuíamos personalidade jurídica, notadamente reconhecida por um CNPJ. Como esse documento nunca foi adquirido, oficialmente jamais existimos. EM TEMPO – Esse fato de “não existir juridicamente” trouxe que impedimentos? AG – Os prejuízos maiores são as nossas pesquisas, que tivemos que interromper. Mas, segundo o superintendente da Suframa, Gustavo Igrejas, as atividades não serão paralisadas; apenas os bolsistas que estavam no programa não podem permanecer nos cargos pelo fato do convênio ter sido finalizado. Contudo, Igrejas nos prometeu que um dos pontos a ser discutido com o Ministério da Indústria e Comércio (Mdic), em Brasília, será a assinatura de um termo para a realização de um edital para a convocação de pesquisadores. Para nós, essa manobra já deveria ter acontecido seis meses atrás como prometido, e não aconteceu. O Amazonas perde e muito com essa interrupção, pois o Centro de Biotecnologia da Amazônia veio para a formação da inovação tecnológica a partir de produtos e processos da biodiversidade da região com o objetivo de levar o mais rápido esses procedimentos às empresas e indústrias. Costumamos dizer que o centro possui um tripé: biodiversidade, biotecnologia e bioindústria, e nosso papel era justamente executar as tecnologias para serem levadas a essa clientela, ou seja, passar essas técnicas até que o resultado final alcançasse o setor industrial dos produtos amazônicos, como fármacos, biocosméticos, coleção e identificação de microorganismos (fungos e bactérias), que, inclusive esse campo de pesquisa é referência na Região Norte. Agora, a sociedade não tem esse conhecimento, pois nunca possuímos uma identidade jurídica, o que nos impedia de divulgar nossos serviços.

EM TEMPO – Mas, o que a sociedade precisaria saber ou conhecer? AG – Um dos nossos campos de atuação é o trabalho biológico com plantas, que é a transformação dessas em clones. Pois quando se pega uma planta convencional para análise você pode encontrar diversos problemas no seu desenvolvimento e no aspecto sanitário, como o surgimento de fungos e bactérias, e no exato momento que se colhe uma amostra de cultura de tecido vegetal desse espécime podemos transformar suas células, o que vai gerar uma nova planta, livre de vírus e com qualidade genética. Todos esses procedimentos foram patrocinados com o dinheiro público que estão sendo perdidos, pois no desligar de uma lâmpada um trabalho de anos pode ser comprometido. EM TEMPO – Para onde vão os profissionais que atuaram por quase 11 anos no Centro? AG – Vão para casa. Pois temos aqui pais e mães de família que têm suas obrigações com contas a pagar e diferentemente de outras dispensas, nós não temos direitos trabalhistas assegurados, como FGTS, férias e 13º salário por sermos dependentes de uma bolsa. E, em alguns casos, os pagamentos atrasavam em até três meses. EM TEMPO – O governo não se mostra interessado em dar continuidade às pesquisas do CBA. Qual fator preponderante a senhora classifica para justificar essa apatia à atividade científica? AG – Porque acredito que não damos muitos votos. Nós, da área científica e do setor primário, nunca fomos prioridade. Já entramos em contato com a bancada federal do Amazonas, em Brasília, e com os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). Nos foi prometido que, dos 24 deputados estaduais seria escolhida uma comissão para que os líderes do movimento fossem até a

capital federal para tentar amenizar e resolver a problemática. No momento em que estivemos na Aleam fui bem clara ao afirmar que essa promessa não permanecesse apenas no papel, mas encerrou-se nossos prazos e não obtivemos nenhuma resposta. Uma coisa é certa: se for confirmado que haverá mesmo esse edital para convocar novos bolsistas, nada nos garante que a equipe atual vai permanecer em seus cargos. Ora, sendo um certame em nível nacional, estará aberto a qualquer pessoa interessada, e quem está lá fora não tem o conhecimento e vivência de quem já está aqui há anos labutando em favor da ciência amazônica. Nossa preocupação é que poucos de fora permanecem e de novo voltemos à estaca zero. Não duvidamos da capacidade intelectual desses pesquisadores, mas nos preocupamos por eles não conhecerem a realidade e as peculiaridades da nossa região. Em resumo: vejo mais uma vez nós da Amazônia sermos subestimados e todo o trabalho iniciado não ter continuidade. Assumindo outros, entendo que cada cabeça pensa de um jeito e as linhas de trabalho são e serão diferentes. EM TEMPO – O CBA deixa o quê de legado para o Amazonas? AG – Existem resultados que não podem ser divulgados para a sociedade, porém um dos nossos maiores legados vem dos jovens que formamos – que entraram como estagiários e hoje já obtiveram títulos de mestres – pois um dos papéis do CBA era a formação de recursos humanos para o próprio centro e para fora também. E quem sonha com a continuidade dessas pesquisas vai permanecer lutando por essa conquista e vamos lutar aqui e em Brasília, em uma audiência pública que fomos convidados a participar. O importante é que de alguma forma haja prosseguimento das nossas atividades.

Os prejuízos maiores são as nossas pesquisas, que tivemos que interromper. Mas, segundo o superintendente da Suframa, Gustavo Igrejas, as atividades não serão paralisadas”

Quem está lá fora não tem o conhecimento e vivência de quem já está aqui há anos labutando em favor da ciência amazônica. Não conhecem a nossa realidade e nossas peculiariedades”


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Votação da maioridade será fechada ao público

COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Esse problema o governo vai ter que viver” PRESIDENTE DA CÂMARA, Eduardo Cunha, sobre a urgência dos projetos anticorrupção

Lobista APS seria figura central na CPI do Carf O empresário e lobista Alexandre Paes dos Santos, conhecido como APS, seria figura central na CPI do Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. A avaliação é de um senador que teve acesso a documentos que fundamentam a abertura da CPI. O Carf foi alvo da Operação Zelotes, da Polícia Federal, que desbaratou uma quadrilha suspeita de mais de R$ 19 bilhões em desvios de multas tributárias. O maior até o próximo Segundo o senador, “a CPI do Carf pode revelar o maior escândalo da República moderna. Maior que mensalão, petrolão, Fifalão etc.” Desconhecido O Carf, pouco conhecido da população, julga os recursos de empresas que questionam pendências fiscais e tributárias com a Receita Federal. Lembra dela? A revista Veja informou que a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra seria sócia oculta de APS e também do chefe do esquema no Carf. Histórico APS já foi mencionado em duas CPIs (ONGs e Roubo de Cargas). Ele também ficou conhecido por ter “bancada” no Congresso. Governo esconde rombo dos fundos sob o tapete Dos 23 autos de infração da Previc (órgão fiscalizador dos fundos de pensão), que é controlado por petistas, apenas nove foram relativos a gestores anteriores a 2012. Outros 14, dizem

fontes da Previc, seriam de grandes fundos administrados pelo PT: Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras). A ordem no governo e no PT é proteger e evitar o desgaste dos dirigentes desses fundos. Cortina de fumaça Audiência no Senado tratou do rombo no Postalis, que atormenta os servidores dos Correios, mas ignorou a situação dos grandes fundos. Relações perigosas O governo teme os vínculos desses grandes fundos de pensão – Previ, Funcef e Petros – no escândalo de corrupção da Lava Jato. Bilhões Os maiores fundos de pensão federais, chefiados por petistas, fizeram investimentos bilionários estranhos, nos setores de petróleo e energia. Caso de denúncia Petistas do Congresso estão furiosos com o líder tucano, deputado Carlos Sampaio (SP), que disse que o partido da presidente Dilma se desgastou por completo devido a “bandidos estarem na legenda”. Receitas do governo… Em menos de um mês, o governo federal arrecadou R$ 200 bilhões em impostos etc e atingiu R$ 1,25 trilhão em 2015, pela Transparência. Se mantiver o apetite, Dilma baterá recorde de R$ 2,2 trilhões de 2014. … são centenas de bilhões Só a Fazenda, do ministro Joaquim Levy, responsável por cortar R$ 70 bilhões em investimentos, já arrecadou mais de R$ 1 trilhão este ano, o equivalente a mais

Jornalista

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse ontem que após confusão da última semana, discussão será fechada DIVULGAÇÃO

Cláudio Humberto

de 60% do valor arrecadado em todo o ano passado Tem de tudo Audiência pública convocada pelo ministro Luís Roberto Barroso (STF) sobre ensino religioso nas escolas terá presença de católicos, espíritas, muçulmanos, evangélicos, umbandistas, bruxos e... da Igreja de Satã. Sem vagas Nem o fato de ser filho de um ex-governador ajuda o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) a emplacar indicados no governo mineiro. Até agora não emplacou nenhum indicado no Executivo estadual. Presidente e relator Na futura CPI da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), exclusiva do Senado, Romário (PSB-RJ) deve assumir a presidência da CPI e Romero Jucá (PMDB-RR) é o predileto para assumir a relatoria. Chapéu virtual Silas Malafaia deu uma pausa nas belicosas mensagens do seu Twitter para passar o chapéu. Pediu aos 919 mil seguidores para não esquecerem da “oferta mensal”, também conhecida como dízimo. Rosso perdeu Aliado de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) na campanha e no governo, o deputado federal Rogério Rosso (PSD) perdeu muita força no governo do DF com a saída de Hélio Doyle, de quem foi avalista, da Casa Civil. Pensando bem... ... o programa do PT “Seja Companheiro” que pede doações ao eleitor trouxa até parece sócio-torcedor, mas sem os resultados “no campo”.

Na sessão da última quarta-feira, dia 10, estudantes realizam manifestação no plenário

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presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a defender nesta sexta-feira, 12, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 171/93) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em entrevista à Rádio Estadão. Ele negou, porém, que esteja negociando a aprovação de um texto alternativo e ainda afirmou que a sessão para análise da matéria na Comissão Especial será realizada a portas fechadas. Questionado sobre a limitação da proposta a crimes hediondos, Cunha respondeu ter “uma opinião pessoal um pouco diferente”. “Eu discuto a isonomia. Aquele que pode votar aos 16 anos também tem de ter obrigação. Defendo isonomia”, afirmou o presidente da Câmara, ao comparar a maioridade penal ao fato de um jovem de

16 anos poder votar. “Eu sou coordenador do processo. Eu nem sequer voto. O que eu faço como coordenador é tentar fazer com que se chegue a uma proposta mínima, que tenha consenso, que permita ser aprovada (a PEC)”, afirmou Cunha. A proposta voltará a ser analisada na Comissão Especial na quarta-feira, 17. Nesta semana, a sessão foi suspensa após tumulto durante a votação do relatório final. Diante da movimentação de setores contrários à redução da maioridade penal, Cunha disse que impedirá a presença de público na votação. “Todas as matérias que vêm pessoas que invadem, ou não exercem o direito democrático, da forma como manda o decoro, a gente toma essa atitude (de fechar as sessões)”, disse Cunha. “Tudo aquilo que foi para agredir o patrimônio

público ou deputados foi objeto de atitude semelhante. É o que vou fazer na comissão da maioridade para permitir que a expressão daqueles que são representantes do povo seja exercida em plenitude.” Confusão Após uma reunião que teve tumulto em plenário e uso de spray de pimenta, a comissão especial da maioridade penal adiou a votação, prevista para ocorrer na última quarta-feira (10), do relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF), que reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para que uma pessoa seja punida criminalmente por cometer delitos. O adiamento se deu por um pedido de vista coletivo de deputados petistas que integram o colegiado. Com isso, a proposta de emenda à Constituição voltará a ser analisada na próxima quarta (17).

PRÓXIMA SEMANA DIVULGAÇÃO

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PODER SEM PUDOR

Barriga cheia Cezar Schirmer fazia sua campanha para vereador de Santa Maria (RS) pelo velho MDB, contando com a solidariedade de vários amigos. Um deles, Bayard Azevedo, era gordo, imensamente. Mas, bom orador, foi escalado para destacar as virtudes de Schirmer. Pegou o microfone e atacou com uma frase de efeito: - Os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres! O povo passa fome! Mal acabara de pronunciar a frase, um provocador gritou: - Gordo desse jeito, até que te encostaste bem...

Entre pautas de votação nas casas legislativas está a questão do aumento do salário

Congresso vota temas polêmicos

HEDIONDO

Ofensa religiosa se torna crime O Brasil é um dos países de maior diversidade religiosa do mundo. Além de católicos e evangélicos, que juntos representam 86% da população brasileira, há também aqueles que seguem outras religiões como a espirita, budista, judaica, umbandista e diversas outras, todas permitidas pela Constituição. Na recente manifestação ocorrida na última parada do orgulho LGBT de São Paulo, a Parada Gay, em que uma modelo transexual simulava uma crucificação, uma parte

cristã da sociedade brasileira ficou incomodada com a encenação, por entenderem que o ato era um ataque direto às religiões que cultuam Jesus Cristo. Com intuito de evitar que cenas desse tipo voltem a ocorrer, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) apresentou um projeto de lei (1804/15) que torna crime hediondo a ofensa religiosa e aumenta de quatro para oito anos o período de reclusão daquele que cometer esse tipo de delito. Rosso assinala que os pro-

testos direcionados às religiões cristãs têm se tornado cada vez mais frequentes nas manifestações LGBT e também em marchas que defendem os direitos das mulheres. No entendimento do parlamentar, essas ações desrespeitam não só a entidade religiosa, mas também as pessoas que são fiéis a algum tipo de religião, tanto que o projeto não especifica qualquer tipo de crença e amplia o leque para além das religiões cristãs..

Temas polêmicos como o reajuste do salário mínimo, a tabela do Imposto de Renda e a renegociação de dívidas dos clubes de futebol, tratados em medidas provisórias, podem avançar no Congresso nesta semana. Na Câmara, está na pauta do Plenário a votação da MP 670, que estabelece reajustes de 4,5% a 6,5% na tabela do Imposto de Renda. Se aprovada, a matéria será examinada em seguida pelo Plenário do Senado. A MP tem validade até 8 de julho. A MP 672, com as regras de reajuste do salário mí-

nimo de 2016 a 2019, já tem relatório pronto para ser votado. Outras duas MPs, a 671, do futebol, e a 673, que trata do emplacamento de tratores, ainda estão em fase de discussão de relatório. Já a MP 675, que eleva a tributação dos bancos, teve a primeira reunião na última quarta-feira (10) e agora aguarda relatório da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Na Câmara, pode ser votada em Plenário na quarta-feira (17) a Medida Provisória 670/2015, que determina reajuste escalonado por faixas da tabela do Imposto

de Renda, variando de 6,5% a 4,5%. Os novos limites, válidos a partir de abril de 2015, são decorrentes de negociações do governo com o Congresso para manter o veto ao reajuste linear de 6,5% para toda a tabela. Em estágio mais avançado nas comissões está a MP 672/2015, que estabelece a política de reajuste do salário mínimo até 2019. Na última quarta-feira (10), foi apresentado em comissão mista o relatório do senador João Alberto Souza (PMDB-MA), favorável a manutenção integral do texto editado pela presidente Dilma Rousseff.


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TIAGO CORREA/CMM

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MONUMENTOS INÚTEIS Parlamentares criticam, mas dizem que não têm como fazer nada por se tratar de obras do município ou Estado

Ex-deputado Marcelo Ramos afirma que monumentos são “trambolhos”

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eputados do Amazonas e vereadores de Manaus lamentam a construção de obras inusitadas, sem finalidade e com custo altíssimo aos cofres públicos, mas dizem que o que podem fazer é fiscalizar, uma vez que a decisão de erguer as obras é de competência dos Executivos municipal e estadual. Umas das obras que são alvos de críticas da população e de instituições civis é a obra construída na gestão do exprefeito Amazonino Mendes (PDT), na rotatória do Parque do Mindu, no Parque 10 de novembro. A obra é uma haste de metal, que tem como finalidade formar um espelho d’água a aproximadamente 10 metros de altura, no entanto, é chamada atualmente pela população como “pau de self do Amazonino”. Para a construção da obra, à época, segundo o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), foram gastos mais de R$ 1,8 milhão em desapropriações e, segundo os críticos, não lembra nada que represente a cidade. De igual forma, a obra construída na gestão do ex-governador e hoje ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), na entrada da ponte Rio Negro, que custou mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos, também é motivo de críticas, piadas e até de denúncia no Ministério Público do Estado (MPE).

Uma ação promovida pelo ex-deputado Marcelo Ramos, os deputados Luiz Castro (PPS) e José Ricardo Wendling ainda tramita na Justiça do Amazonas. O MPE deu parecer favorável à ação, mas o julgamento ainda continua suspenso no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Segundo a denúncia no local da obra, seria construída uma passagem de nível para agilizar o trânsito no local. Parte da obra precisou ser demolida para que pudesse dar fluidez ao trânsito de veículos que precisavam acessar a avenida Brasil. Para o ex-deputado Marcelo Ramos, a obra não valoriza a história do amazonense, além de serem monumentos caros sem valor simbólico. “Nós não temos monumentos que valorizem a nossa história. São monumentos caros, sem valor simbólico ou histórico, de péssimo gosto arquitetônico e artístico”, criticou Ramos que é um dos autores da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). ‘Trambolhos’ Ramos lembra que os investimentos nas obras sem significados seriam mais bem aproveitados se fossem investidos em saúde, educação e segurança. “São trambolhos colocados no meio da rua à custa de muito dinheiro público que seria melhor investido em educação, saúde e segurança”, justificou, acrescentando que o parlamentar tem o dever de fiscalizar, assim como MPE e o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Culto ao desperdício

Adjuto afirma que a ideia foi boa Já o deputado Adjuto Afonso (PP) acredita que o monumento tem o significado de informar que dali começava o desenvolvimento para a região do Iranduba e adjacências. “Acredito que a obra em frente à ponte marca o início do desenvolvimento que parte de Manaus para aquela região. Talvez a arquitetura não tenha sido muito feliz, mas a ideia é boa”, defendeu o progressista. Quanto ao monumento em frente ao parque do Mindu, Adjuto disse que é mais uma questão de vereadores opinarem, tendo em vista ser uma obra da prefeitura da cidade. O parlamentar

ressaltou, no entanto, que acredita que nesse tipo de obra deveria haver discussão com a população. “Particularmente, acredito que deveria haver mais discussão com a população para que não houvesse tantas críticas após a construção de tais monumentos”, pontuou. Para o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), o monumento em frente ao Mindu acabou com um feira a céu aberto e que atentava contra a saúde pública. Ele acredita que a obra artística e arquitetônica até poderiam ser melhores escolhidas, mas que a finalidade foi positiva.

“Ali funcionava uma feira a céu aberto que atentava contra a saúde pública, então com a construção do monumento foi uma benfeitoria. Pode até terem errado na questão arquitetônica e artística, mas a finalidade foi positiva, uma vez que acabou com aquilo que existia no local e deu fluidez ao trânsito na área”, defendeu o parlamentar. Barreto também concorda com Adjuto Afonso quanto à participação da sociedade na escolha dos monumentos. “Acredito que a sociedade deveria ter participação sim. Quem sabe até um concurso poderia ser bem interessante”, pontuou. DIVULGAÇÃO/ALEAM

MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO

Wilker defende obras, mas diz que deveriam ser melhores escolhidas

Deputado Adjuto Afonso acredita que monumento antes da ponte é um marco para Manaus

Já o vereador Marcelo Serafim (PSB) foi bem crítico ao analisar as duas obras, lembrando que as gestões de Amazonino Mendes e Eduardo Braga são marcadas pelo desperdício com o dinheiro público. “A gestão de Amazonino e Braga era um culto ao desperdício com o dinheiro público. Essa é a escola deles. Agora cabe à gente, como parlamentar, fiscalizar e denunciar”, ressaltou, lembrando que a questão do monumento em homenagem à ponte foi realizada quando as obras ainda estavam em andamento, então o governador, à época, sabia que precisaria de uma passagem de nível no local e mesmo assim deu continuidade à obra, a qual precisou ser demolida em parte para consertar o “erro”. Quanto à consulta à sociedade, Marcelo foi seguro em afirmar que é uma questão de poder e por isso, os executivos não colocam a discussão para o público. “É uma questão do poder. Tipo eu mando, então esse tipo de coisa não é posto em discussão com a sociedade”, finalizou o parlamentar.


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Projeto da reforma política pode ser alterado, diz Cunha Presidente da Câmara quer um texto que muda a legislação para definir regras relativas a teto de financiamento de campanhas

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presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não está nenhum pouco contente com os rumos tomados por certos partidos nas votações no Congresso no que diz respeito a alguns pontos da reforma política. Para isso, Cunha afirma que a proposta que regulamenta itens da reforma poderá ser votada na primeira semana de julho. Uma comissão especial em funcionamento na Casa está encarregada de elaborar um texto que muda a legislação infraconstitucional para definir regras relativas a teto de financiamento de campanhas, redução de tempo de campanha, mudança do programa eleitoral, divisão do tempo eleitoral, restrições ao fundo partidário. “Haverá muitas normas que poderão ser mudadas”, avisou o presidente. Ele explicou também que certamente haverá um teto para o financiamento, por ser essa uma exigência da Constituição. Eduardo Cunha se disse satisfeito com a votação da reforma política (Proposta de Emenda à Constituição

J.BATISTA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

182/07 e apensados) em primeiro turno, pelo Plenário. Até agora, os deputados aprovaram pontos como o fim da reeleição para os cargos do Executivo, mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos e a doação de empresas a partidos e de pessoas físicas a candidatos e partidos, no que diz respeito ao financiamento de campanha. Hipocrisia “A gente está acabando com a hipocrisia de todo mundo defender a reforma política e ninguém votar. Aqueles que passaram a vida inteira fazendo discurso, que defendem mudança de modelo, financiamento público, lista fechada, distrital ou não sei o quê, vão agora acabar com o discurso”, afirmou. A votação da reforma política deve ser retomada na terça-feira (16) e deverão ser votados temas como a criação de cotas para mulheres nas eleições proporcionais. A ideia de Cunha é concluir a votação em primeiro turno na quarta-feira (17). O segundo turno deverá ser votado na primeira semana de julho.

Urgência para projeto da ‘Cristofobia’ O Projeto de Lei que tenta transformar a chamada “cristofobia” em crime hediondo deve tramitar em regime de urgência na Câmara. Foi o que declarou Cunha depois de mais uma rodada de votações sobre reforma política. Entenda-se por cristofobia, de acordo com quem utiliza o termo, uma espécie de aversão a preceitos e práticas cristãos, em que eventuais detratores dispensariam a religiosos o mesmo tratamento – a “homofobia” – dado a homossexuais por parte dos chamados homofóbicos. De autoria do líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), a matéria aumenta a pena de ultraje a culto para até oito anos de prisão. Cunha quer pressa na tramitação de pontos cruciais da reforma política, como os financiamentos


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IONE MORENO

Caderno B

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Atividades desafiam as alturas Economia B4 e B5

Festas juninas ainda não contagiaram os feirantes

De acordo com vendedores, itens tradicionais usados nas guloseimas da época estão com a procura baixa, neste ano ASAFE AUGUSTO Especial EM TEMPO Online

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Jhony sobre as vendas. Para o vendedor de peixe, Ivo Almeida, 34, a venda do pirarucu até o momento não é boa. “Até agora não estamos vendendo bem, ano passado nesse período de festa junina eram vendidos 250 quilos de pirarucu por semana. Neste ano não chega nem a 100 quilos por semana”, avalia Ivo. Crescimento Alguns dos feirantes afirmam que o início do mês de junho está com a mesma quantidade de vendas, em re-

lação ao mesmo período de 2014. Entretanto, esperam crescimento na procura. De acordo com o vendedor de bananas Rafael Silva Xavier, 24, durante o mês de junho os pedidos dobram e as vendas crescem. Empolgada com as festas juninas, a vendedora de frutas Rose Machado, 49, afirma que no período das festividades ela vende bastante. Contudo, conta que nos anos anteriores a saída dos produtos era bem maior. “No mês de junho e julho nós

vendemos mais os produtos, pois quando termina o Festival na Bola da Suframa, o povo continua fazendo festa nos bairros”, observa Rose. “Estamos vendendo bem, mas lembro que há quatro anos eu vendia muito mais morango, maçã e laranja para fazer os doces da festa. Hoje só a goma, a farinha de tapioca, o tucupi e o milho continuam com uma boa saída”, completa a feirante. Consumidores A aposentada Heloísa Car-

valho, 60, organiza todos os anos uma festa junina na própria residência. Entretanto, ela reclama dos preços e diz que o momento é de economizar. “Para uma festinha com poucas pessoas não dá para gastar menos de R$ 400 em comida. A crise está batendo à porta de todo mundo e os preços estão altos por conta da inflação. Tudo isso faz com que nós consumidores gastemos menos por não saber o que pode acontecer futuramente”, afirma a aposentada. FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

s feirantes da Manaus Moderna, no Centro, dividem opiniões sobre a expectativa de vendas dos ingredientes de comidas típicas das festas juninas, neste ano. Enquanto alguns afirmam que as vendas se mantêm, outros veem redução em seus lucros e atribuem queda à crise econômica. O feirante Alexsander Souza Barroso, 27, afirma que no

período de junho, de 2014, as vendas de camarão foram melhores que 2015. “Comparando este ano com o outro é mais fácil ter redução nas vendas. A crise está afetando o consumidor e ele está se retraindo, quem comprava mais agora compra menos”, afirma Alexsander. Para o vendedor de frutas Jhony Soares, 23, as vendas estão a passos lentos por conta da cheia. “Este ano está muito devagar, a cheia está atrapalhando, o pessoal não desce para comprar,” reclama

A compra de camarão, goma e tucupi, usados no tacacá, estão tímidas em relação a 2015, segundo os feirantes


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Economia

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Mercado fitness é aposta de empreendedores locais A

crise econômica parece passar longe do mercado fitness e de nutrição esportiva. Prova disso é que o Brasil responde hoje como a segunda maior economia mundial nesse setor, perdendo apenas para os Estados Unidos. Conforme dados mais recentes do IHRSA Global Report (entidade internacional do fitness), em um ano o país teve crescimento de 31,48% no número de academias, alcançando a faixa de 30,76 mil estabelecimentos. Como uma rede em cadeia, o cenário propicia o aumento de produtos e serviços relacionados à boa forma e à prática de atividades físicas. O Amazonas Shopping conta com uma série de operações com foco neste segmento, como o caso da recém-inaugurada Jump Fitness, primeiro empreendimento da empresária Ludmila Feitosa. Para a elaboração do projeto, localizado no primeiro piso do centro de compras, foram investidos em torno de R$ 250 mil. De acordo com Ludmila, a loja foi criada apostando no crescimento do mercado e com intuito de aumentar o leque de opções relaciona-

das à moda fitness. “Resolvi criar um ambiente onde os clientes pudessem encontrar peças que realmente os agradassem, com uma grande variedade de estilos e preços”, destaca. Com intuito de atender a um público diversificado, a Jump Fitness conta com vitrines expondo roupas fitness e moda

MALHAÇÃO

Dados da IHRSA Global Report também revelam que a quantidade de alunos frequentando academias chegou a 7,69 milhões no país, numa média de 250 alunos por academia praia com preços que variam de R$ 29,90 a R$ 450 - no caso das botas para treino. O retorno tem sido positivo, tanto que já existe projeto em andamento para a abertura de uma nova unidade, no próximo ano, e possível ampliação da loja no Amazonas Shopping. “O público gostou das novidades trazidas. Temos marcas que muitos não conheciam

DIVULGAÇÃO

Academias, roupas, acessórios, suplementos, não importa o segmento, pois o setor é um dos que mais crescem no país e passaram a gostar, o que faz com que retornem à loja”, observa Ludmila. Suplementos Quem também se integra ao ramo de cuidados com a saúde e o corpo é a Big Way, inaugurada em março deste ano. O empresário Aurelindo Câmara Braga já possuía uma loja de pet shop no centro de compras, mas resolveu alçar novos vôos e investir neste setor em crescimento. Repleta de suplementos de linhas nacionais e importadas e, em breve, fitoterápicos, a Big Way foi concretizada a partir de um investimento na faixa de R$ 200 mil. De acordo com Aurelindo, a expectativa é que o retorno aconteça em no máximo dois anos. Somente a indústria nacional de suplementos nutricionais deve terminar 2015 com um faturamento na ordem de R$ 1,4 bilhão e crescimento de 15% na produção, com base em expectativa da Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri). Em 2010, o faturamento desta indústria estava na ordem de R$ 637 milhões.

Com preços voltados para um público variado, a Jump Fitness oferece moda praia e de academia


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Linha LG G4 fica completa com o G4 Beat e o Stylus As versões compacta e com caneta Stylus da marca seguem o objetivo do G4 de trazer elegância e conforto ao usuário DIVULGAÇÃO

Fabricante promete estilo e tecnologia com custo-benefício mais acessível para o consumidor

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fim de deixar a família de smartphones mais completa para atender as necessidades de públicos diferentes, a LG Electronics apresenta ao mercado brasileiro o LG G4 Beat e o LG G4 Stylus, que chegam para compor a família G4 e trazer estilo e tecnologia com um custo-benefício mais acessível, mas não abrindo mão dos principais atributos do LG G4. Ambos smartphones possuem o design levemente curvo do G4, que traz mais conforto, ergonomia e elegância para o produto, são equipados com Android 5.0Lollipop, contam com a tecnologiaAdvancedIn-CellTouch (AIT), que combina o LCD e o sensor de toque em uma única camada, oferecendo uma melhor reprodução de cores e sensibilidade ao toque, ao mesmo tempo e possuem a nova interface UX 4.0, que promete ser mais simples e intuitiva, entendendo e atendendo as reais necessidades de cada consumidor. Assim como o G4, o G4 Beat e o G4 Stylus contam com a QuickShot, que permite acionar a câmera com a tela desligada, apenas clicando duas vezes o botão de volume para baixo; vem também com novo for-

mato da galeria de fotos, que agrupa as imagens e vídeos em uma linha do tempo única, separando-os de acordo com as datas e locais que foram capturadas, sem ter que fazer upload para a nuvem; Possui ainda, EventPocket,que permite ao usuário unificar todos os seus compromissos em um único calendário, arrastando

HDTV

O G4 Stylus vem acompanhado de uma caneta Stylus e estará disponível nas versões 4G e 3G com HDTV (TV com sinal digital em alta definição). Equipado com uma tela de 5,7 polegadas HD seus compromissos de e-mails e redes sociais; Já oSmartNoticetraz notificações de clima, viagens e muito mais, por meio de uma análise dos hábitos do consumidor, como por exemplo, o trajeto de casa para o trabalho e o por fim, o Quick Help, sana as dúvidas dos usuários sobre ferramentas e funcionalidades do G4 na mesma tela do SmartNotice e pode

até realizar uma chamada para o serviço de atendimento ao cliente da LG. Atributos O G4 Beat é destinado àqueles que querem os melhores atributos do G4, mas em um formato um pouco mais compacto e por um preço mais acessível. Equipado com uma tela de 5.2 polegadas Full HD, câmera traseira de 13MP com Foco Automático a Laser e câmera frontal de 5MP, o smartphone traz uma ótima experiência de câmera para os consumidores. Para garantir bom desempenho do produto, a LG traz o processador Snapdragon™ 615, 16GB de memória (8GB itnerno + 8 Gb cartão incluído na caixa), 1GB de memória RAM e uma bateria de 2,210mAh. “O G4 Beat traz uma experiência de tela e de câmera mais avançadas que seu antecessor, aproveitando de exclusivas e inovadoras ferramentas do novo LG G4. Para quem busca design, boa performance a um bom custo-benefício, o G4 Beat chega para atender as necessidades e surpreender o consumidor”, ressalta Bárbara Toscano, gerente geral de marketing da LG Electronics do Brasil.


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Economia

Trabalhando

Seja dando manutenção em postes de alta tensão, limpando fachadas ou fixando adornos de edifícios em geral, o trabalho daqueles que utilizam plataformas móveis ou equipamentos de amarração requer segurança e cuidados

Quase todas as atividades apresentam algum grau de risco de acidente, mas capacitação constante melhora desempenho

SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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les trabalham nas alturas, mas o salário quase sempre está lá embaixo. Essa é a realidade da maioria dos profissionais que trabalha em plataformas móveis, pendurados por cordas, em fachadas de altos edifícios ou mesmo amarrados por equipamentos de segurança em postes de energia elétrica de alta tensão. O salário desses especialistas varia em média de R$ 800 a R$ 1.300 por mês. Sobre esse valor é acrescido o pagamento 30% de periculosidade e até 40% de insalubridade, quando são submetidos a agentes nocivos à saúde. O alpinista industrial Jackson Santana Silva, 20, ganha em torno de R$ 900 na carteira de trabalho e mais 30% relativo à periculosidade para trabalhar fazendo limpeza de revestimento e fachadas em geral de grandes prédios. Apesar de estar há dois meses na profissão, ele destaca que há mais de um ano trabalha nas alturas, e tão tranquilamente quanto se estivesse no chão. “Comecei a trabalhar nas alturas quando fiz um curso de bombeiro civil, depois conheci o alpinismo e migrei”, comenta. Ludiene Batista Santarém, 33, está começando no alpinismo industrial. Apesar do salário não ser tão alto quanto a altura em que os

profissionais dessa área trabalham, ela conta que está gostando da nova profissão. “Estou em treinamento ainda, mas já perdi o medo. E é legal porque as pessoas, por eu ser mulher, acabam comentando e me admirando como profissional por estar em uma profissão que é tradicionalmente masculina”, revela. O eletricista Raimundo Silva e Silva, 41, há oito anos presta serviços terceirizados para a

SEGURANÇA

Chagas frisa que toda empresa precisa ter o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) concessionária de energia que atende a capital. Segundo ele, o salário na carteira é de R$ 1.300, mas tem ainda os benefícios da periculosidade e insalubridade por se tratar de uma profissão perigosa. “Tem muita gente que pensa que nós ganhamos muito (dinheiro), mas não ganhamos. Mas tem algumas vantagens, principalmente quando viajamos”, conta. Ele destaca que o mercado é concorrido e também aquecido em Manaus. Mas, quem deseja entrar nessa área precisa fazer diversos cursos, além

de ficar em constante capacitação. Conforme Raimundo, nesse período nunca sofreu um acidente de trabalho. “O risco é contínuo, mas temos que estar sempre com cinto de segurança, capacete, luva e bota. Desta forma, o risco de acidente é mínimo”, salienta. Tendência Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Seccional Amazonas (ABRH-AM), Roberto Chagas, quase todas as atividades não são seguras e o risco de acidente existe em todas. Porém, algumas são mais propensas. Ele conta que nessas, a legislação determina aposentadoria por menor tempo de trabalho ou um adicional sobre o salário. “A pessoa tem um diferencial de ganho por mês, agora ela precisa se conscientizar que não é de graça. A probabilidade de acidente com ela é maior. Tem que estar sempre atenta e alerta”, ressalta. Roberto explica que nessas profissões a atualização e capacitação deve ser constante e a pessoa tem que conhecer muito bem o trabalho seguro. “Tem que ser reciclado, visto que tem muitos que trabalham anos na profissão e acabam se acostumando e quando relaxa acontece o acidente”, lembra. Chagas destaca que hoje em dia, a maioria dos equipamentos já vem com um dispositivo de segurança que trava quando ocorre uma falha.

Mercado da construção civil, segundo Bergson Júnior, contribui para procura do alpinismo


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o nas alturas

FOTOS: IONE MORENO

Ajustes às normas de segurança

O presidente da ABRHAM, Roberto Chagas, diz que toda empresa precisa ter serviços especiais de segurança e medicina do trabalho para fazer análise de risco das atividades e estabelecer normas de segurança. Ele cita como exemplo quem trabalha com energia elétrica, que está em constante risco, mas conta com todo o equipamento necessário para garantir que não se exponha a acidente. “Os equipamentos que são desenvolvidos hoje conseguem anular o risco daquela atividade”, comenta. Segundo Roberto, a empresa tem toda responsabilidade quanto à segurança do funcionário. Porém, a maior causa de acidente é devido à falta de atenção. “O que acontece é que nós temos muito relaxamento com as normas de segurança. Isso por parte do empregado pode dar demissão por justa causa. Ele pode ser punido quando se colocar em situação de risco onde não poderia haver”, aponta. Chagas declara que as empresas são classificadas pelo número de empregados e de risco, sendo que cabe a elas mapear todas as atividades,

encontrar as situações de riscos e corrigir as falhas. “Por meio da classificação a empresa verifica nas leis de saúde e segurança qual medida se encaixa em seu quadro e que tipo de equipamentos os empregados têm que usar quando estiverem fazendo as atividades”. Para ele, entre os problemas mais comuns estão os empregados não atenderem as normas de segurança e algumas empresas não darem a devida atenção, nesse caso elas podem ser autuadas pelo Ministério ou Superintendência do Trabalho. Ele faz um alerta para o fato de que hoje em dia um acidente causar efeitos muito grandes à empresa, as quais podem ser punidas pelo Ministério do Trabalho e também por outra área do direito, chamada de danos morais. Além disso, o impacto emocional do grupo de empregado é trágico, conforme Chagas. “Há consequências tanto financeiras quanto emocionais que impactam diretamente na produtividade da empresa”, conclui.

Uso de equipamentos de proteção e segurança evitam acidentes

Empregados ou empresas que não atendem às normas de segurança podem ser autuados conforme prevê o Ministério do Trabalho

Cursos garantem qualidade

Alpinismo industrial cresce

A demanda de profissionais em busca de especialização nessa área é crescente, de acordo com a responsável pelas matrículas no Instituto da Construção (IC), Fernanda Nunes. Segundo ela, dentre todos os cursos ligados ao setor da construção civil a maior procura é por cursos de trabalho em altura e elétrica. “A demanda cresceu por conta do aumento das obras em Manaus”, avalia. Fernanda aponta outro fator positivo para o crescimento da procura pelos cursos de profissões perigosas. Ela salienta que, as próprias empresas buscam capacitar ainda mais os funcionários tanto para oferecer um serviço de qualidade aos clientes quanto para proporcioná-los maior

O mercado de alpinismo industrial cresce em Manaus, onde há pelo menos cinco empresas especializadas na atividade, de acordo com sócio-proprietário da Estrela Guia, Bergson Melo Júnior. Segundo ele, a empresa de consultoria e serviços tem registrado crescimento da atividade com o aumento de obras na construção civil. “O mercado de quem trabalha principalmente com limpeza, pintura e fixação de adornos festivos em fachada de shopping e edifícios em geral está cada vez mais aquecido”. Segundo ele, apesar de ter sete anos de mercado, com o sistema de ancoragem predial - um conjunto de elementos que propicia estabilidade e segurança para o trabalho em altura - a Estrela Guia tem um ano em atividade de alpinismo

segurança no ambiente de trabalho. “Ainda tem muito profissional que não faz curso por achar que sabe de tudo, mas hoje em dia as empresas procuram ter em seu quadro pessoas bem qualificadas”, observa. O Instituto da Construção, situado na avenida João Valério, conjunto Vieiralves, Zona Centro-Sul, oferece cursos de mestre de obras, pintor de obras, oficial de manutenção predial, NR 10, NR 35, dentre outros. Os dois últimos - os mais procurados -, custam em torno de R$ 400 e R$ 230, respectivamente. “Temos um número alto de formandos por mês. Cada vez mais os profissionais buscam se destacar no mercado de sua atuação”, conclui Fernanda.

industrial. “Comecei nesse mercado por conta da atividade de ancoragem, ela acabou fazendo esse casamento de serviços”, revela. Júnior relata que é caro trabalhar com alpinismo industrial. Os equipamentos de trabalho não são baratos. Ele conta que 100 metros de corda apropriada para a atividade, por exemplo, custam em média R$ 3 mil, o capacete R$ 147, a cadeirinha R$ 320. Fora os outros materiais de proteção e segurança. Para trabalhar na área a pessoa precisa fazer diversos cursos e treinamentos, conforme Júnior. Os primeiros cursos a serem feitos são o de alpinismo e o de NR 35. Este segundo conta com aulas teórica e prática de legislação e também com o aprendizado de nó em cordas.


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País

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Religiosos se unem contra a palavra ‘gênero’ na educação LAYCER TOMAZ/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Católicos e evangélicos encamparam uma luta para impedir que o termo passe a fazer parte dos planos municipais

Na semana passada, o plenário da Câmara dos Deputados viveu um dia inusitado: parlamentares da bancada evangélica se deram as mãos e rezaram um Pai Nosso contra os atos da Parada Gay

O argumento contra a palavra “gênero”, tanto no ano passado como neste ano, é que a inclusão, ainda que dentro do contexto da criação de regras para a “promoção da igualdade”, confere um caráter ideológico ao tema, em oposição ao uso da palavra “sexo”, uma alusão biológica. Os que odeiam a palavra afirmam que querem evitar a inclusão nas escolas do que chamam de “ideologia de gênero”, que pressupõe que

POLÊMICA

O novo Plano Municipal de Educação das cidades brasileiras, para a próxima década, tem enfrentado muita resistência de grupos religiosos, que não querem a abordagem de gênero nas escolas cada indivíduo tem o direito de escolher o próprio gênero, sem ser definido, necessariamente, pelo sexo biológico. “A expressões gênero ou orientação sexual referemse a uma ideologia que procura encobrir o fato de que os seres humanos se dividem em dois sexos. Segundo essa corrente ideológica, as diferenças entre homem e mulher, além das evidentes implicações anatômicas, não correspondem a uma natu-

reza fixa, mas são resultado de uma construção social”, explica Dom Fernando Arêas Rifan, bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (Rio de Janeiro), em uma nota publicada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “Os que adotam o termo gênero não estão querendo combater a discriminação, mas sim desconstruir a família (...) e, deste modo, fomentam um estilo de vida que incentiva todas as formas de experimentação sexual desde a mais tenra idade”, continua. Além de Dom Fernando, também se manifestaram contrariamente à “ideologia de gênero” ao menos outros três religiosos: o bispo do município de Frederico Westphalen (RS), Antônio Carlos Rossi Keller, o padre Paulo Ricardo, popular pároco da arquidiocese de Cuiabá (MT) que oferece aulas no YouTube sobre a doutrina católica e tem quase um milhão de seguidores no Facebook, e o cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, que em nota divulgada no última segunda-feira disse que “as consequências de tal distorção antropológica na educação poderão ser graves”. “Os legisladores (devem evitar) a ingerência do Estado no direito e dever dos pais e das famílias de escolherem o tipo de educação dos filhos”, completou.

Onda de protestos As manifestações dos religiosos impulsionaram uma série de protestos em câmaras municipais do país, onde o tema está sendo discutido. O que, por sua vez, desencadeou reações de movimentos feministas e LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais), transformando as casas legislativas em uma batalha de gritos. Em Campinas, uma das cidades mais importantes do Estado de São Paulo, é discutido o “Projeto de Emenda à Lei Orgânica Anti-ideologia de Gênero”, que proíbe que sejam realizadas legislações sobre o tema na cidade. Na Câmara houve beijaço de manifestantes gays contrários à lei ao lado dos que seguravam cartazes que diziam “não à ideologia de gênero”, “pelo direito natural da família”. “Que tragédia! A mãe gerou uma criança e agora essa criança cresceu e não quer que ninguém mais seja homem nem mulher. A emenda que fizemos é a emenda do amor, a emenda da fraternidade, que trata de homem e de mulher”, explicava aos manifestantes em uma audiência no final do mês passado o vereador Campos Filho (DEM), ex-secretário da Arquidiocese de Campinas e ligado a padres locais. A questão também é calorosamente discutida em Guarulhos (Grande São Paulo) e em Maceió (Alagoas).

Termo causa novas disputas Na capital paulista, a palavra gênero aparecia em seis metas do Plano Municipal de Educação, enviado para a Câmara ainda em 2012 pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD). Entre elas, a 6.5, que obriga o município a “fomentar a implementação de políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação à orientação sexual ou à identidade de gênero e étnico-racial, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”. O texto já havia sido aprovado em duas comissões, entre elas a de educação, sem polêmicas. Até que, na segunda audiência pública promovida pela comissão de finanças,

grupos religiosos iniciaram a pressão. A aprovação nesta comissão seria o último passo antes da votação no plenário. “Até então, eu nunca tinha escutado esse termo. Eles afirmam que as crianças seriam tratadas de forma assexuada, podendo inclusive usar os mesmos banheiros, independentemente do sexo. Mas não é nada disso. Trazemos uma discussão de direitos humanos, de acabar com o preconceito e o machismo e de evitar que as crianças sejam oprimidas no ambiente escolar. Não dá para ignorar o conflito que já existe por causa da homofobia”, diz o relator da matéria, vereador Toninho Vespoli (Psol). DIVULGAÇÃO

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ão Paulo (El País) - Grupos religiosos estão em uma cruzada nas câmaras municipais brasileiras para evitar que a palavra “gênero” passe a fazer parte dos planos municipais de educação, o conjunto de metas que as prefeituras terão que adotar pelos próximos dez anos e que estão sendo votadas em vários pontos do país neste ano. Em São Paulo, a pressão surtiu efeito e o termo desapareceu, na última quarta-feira, das 34 páginas que estão sendo discutidas desde 2012. A pressão repete o que já foi visto no ano passado, durante a discussão do Plano Nacional de Educação, em Brasília, quando o lobby religioso, liderado especialmente pelos deputados evangélicos, também suprimiu a palavra do texto final. É apenas mais um exemplo da mobilização de grupos religiosos para fazer valer suas posições nas discussões relacionadas à inclusão e direitos humanos no Brasil. Na própria quarta, deputados cristãos tomaram o plenário da Câmara, presidida pelo evangélico Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para protestar. Rezaram um Pai Nosso diante dos holofotes durante a votação da reforma política por considerarem absurda a imagem de uma transexual crucificada durante a Parada Gay em São Paulo, no domingo passado.

Vereador Toninho Vespoli (Psol) incrédulo com a discussão


País

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População de Castelo do Piauí tenta entender crime B

rasília - Um crime bárbaro cometido no fim de maio deixou perplexos não só os mais de 19 mil habitantes da pequena Castelo do Piauí, a cerca de 190 quilômetros de Teresina, como reacendeu o alerta para o aumento da criminalidade em municípios do interior do país, até pouco tempo considerados pacatos. A população está assustada com a crueldade com que os cinco suspeitos – um homem de 40 anos e quatro adolescentes moradores da própria cidade – trataram as vítimas, quatro garotas que foram amarradas, agredidas e estupradas e depois jogadas do alto de um penhasco. Devido aos ferimentos, uma das vítimas, de 17 anos, morreu no último dia 7. Ela teve a face esmagada, lesões no pescoço e no tórax. Duas das meninas tiveram alta hospitalar e uma continua internada. No último dia 11, os quatro rapazes foram ouvidos pela Justiça, em Teresina, durante todo o dia. “O problema maior da violência no país é a droga”, disse à Agência Brasil o prefeito de Castelo, José Ismar Lima Martins. Segundo ele, o adulto e os adolescentes já autuados pela

polícia estavam sob efeito de drogas quando encontraram as jovens em um local afastado, de onde é possível avistar toda a cidade, o Morro do Garrote, onde as meninas tinham ido tirar fotografias. Ainda segundo o prefeito, enquanto o adulto, apontado como “cabeça” do crime, já esteve preso em São Paulo, os rapazes eram conheci-

PRECÁRIO

A cidade conta apenas com uma delegacia e três policiais. O delegado dá expediente em um município vizinho, Campo Maior, de onde responde por várias outras localidades da região dos das autoridades locais por cometerem pequenos furtos. “A desestruturação familiar é um outro problema. Infelizmente, em parte devido a problemas familiares, os quatro jovens suspeitos abandonaram os estudos e acabaram nas drogas”, disse o prefeito antes de lamentar que, também devido a esses problemas, as mães se veem obrigadas a transferir

para o Estado toda a responsabilidade com as crianças, inclusive a educação pessoal. O prefeito diz que é defensor da redução da maioridade penal apenas para casos de crimes bárbaros. “O Estado não tem condições de abrigar em cadeias todo jovem que cometer uma infração. E apenas jogar os adolescentes numa cela, sem estrutura adequada para a ressocialização, só vai piorar a situação.” Em Castelo do Piauí, as principais atividades econômicas são a agricultura familiar e a prestação de serviços. Castigado pela seca que afeta o sertão nordestino, Castelo está entre os municípios piauienses que, desde o primeiro semestre de 2014, estão em estado de calamidade. Em 2010, das 5.565 cidades brasileiras, Castelo do Piauí ocupou a posição número 4.467 do ranking Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (IDHM), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O mau desempenho decorreu, principalmente, do baixo índice de escolaridade (0,47). No primeiro lugar do ranking, a cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo, obteve 0,81.

JOÃO BRITO JR/O OLHO

As pessoas estão assustadas com a violência cometida por cinco homens que estupraram e agrediram quatro adolescentes

Pórtico de entrada da cidade de Castelo do Piauí. Crime bárbaro chocou e assustou a população


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Mundo

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Falsos orfanatos enganam estrangeiros no Camboja Crescimento do turismo no país causou fenômeno da multiplicação dos centros que acolhem crianças e adolescentes

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hnom Penh (El Diario) - O Centro da Paz tem um aspecto lúgubre para quem olha a partir do lado de fora. Uma grade verde cerca um pequeno pátio na parte térrea de um edifício de dois andares. Três dependências separadas dão para uma espécie de claustro onde entra uma luz tênue. A visita é inesperada, porém bem aceita. “Normalmente pedimos aos visitantes que nos telefonem antes, mas podem entrar”, diz Bophal, a proprietária do centro. Dentro da casa, cerca de vinte crianças aprendem algumas palavras em inglês enquanto brincam com dois professores e uma voluntária norte-americana. Trata-se de um dos mais de 500 orfanatos que durante os últimos anos têm proliferado nos principais pontos turísticos do Camboja. Cerca de metade deles não está registrada nos órgãos governamentais e funciona sem nenhum tipo de controle sobre suas atividades ou finanças. Os centros residenciais para menores começaram a se multiplicar no país asiático a partir de 2005. Cinco anos depois, eles praticamente tinham dobrado, segundo um estudo realizado pelo governo cambojano e pela Unicef em 2011. O estudo aponta também um motivo para o aumento dos orfanatos em um país onde o número de órfãos diminuiu: o grande crescimento do turismo internacional ao longo desses anos. A explosão turística no Camboja começou em 2004, quando foi superada pela primeira vez a cifra de um milhão de visitantes estrangeiros. Em 2010, já eram 2,5 milhões, e neste ano o governo estima

US NAVY / FLICKR CC

que chegarão a 4,7 milhões de visitantes estrangeiros. A maioria dos orfanatos é na verdade um negócio, afirma James Sutherland da Friends International, ONG que se dedica a crianças vulneráveis no Camboja e que há vários anos vem promovendo uma campanha contra estes estabelecimentos. Segundo ele, o Lighthouse Orphanage seria um exemplo disso. Situado na periferia da cidade, é um velho conhecido dos condutores de tuk-tuk, que transportam os turistas em reboques puxados por motocicletas. Basta subir no tuk-tuk, e o condutor sugere comprar um saco de arroz para levar para as crianças do orfanato. Os sacos de arroz, em sua grande maioria, comprados por turistas a preços exorbitantes, não são cozinhados e voltam intactos para a loja onde foram adquiridos. O proprietário da loja costuma ter um acordo com o orfanato e o condutor. O portal de viagens TripAdvisor, por exemplo, tem um tópico com comentários sobre o lugar. “Não é necessário que você telefone antes, simplesmente venha”, informa o site do orfanato. Vários turistas brincam na área interna com as crianças e os ajudam com suas supostas lições escolares. Rithy, um dos empregados do centro, recebe os visitantes e lhes explica que o orfanato recebe ajuda do governo e que depende de doações. “Se você quer fazer um trabalho voluntário, pode ficar o tempo que quiser, porém é preciso pagar 15 dólares (cerca de 45 reais) por dia”, explica, sem pedir referências nem um projeto concreto para fazer com as crianças. “Você pode ajudar como quiser, dando aulas ou trabalhando na horta”, explica.

Crianças entregues à própria sorte

Tenente canadense da coalizão Pacific Partnership com crianças cambojanas em orfanato no país

Um país envolto pela miséria Muitos turistas chegam cheios de boas intenções ao Camboja, um país com 20% de sua população abaixo da linha da pobreza e uma das histórias mais sombrias do século 20. O capítulo mais obscuro foi o dos Khmer Vermelho, movimento que chegou ao poder em 1975 e exterminou cerca de dois milhões de habitantes em menos de 4 anos. Em 1979, tropas vietnamitas derrubaram o governo de Pol Pot, porém vários grupos do Khmer Vermelho se fortaleceram em zonas fronteiriças, e a guerra civil continuou até 1999. O país tem vivido desde então 15 anos de relativa calma. “Era

de se esperar um aumento no número de orfanatos após os Khmer Vermelho, porque muitas crianças ficaram sem pais. Porém o lógico era que essa tendência tivesse mudado, e o que se viu é um aumento ainda maior desses estabelecimentos”, diz Sutherland. Em três de cada quatro casos, inclusive, as crianças não são órfãs. Bophal confirma. “Não, a maioria não é órfã, porém vem de famílias pobres”, diz a proprietária do Centro da Paz, cuja página na internet se anuncia como orfanato. Intermediários e funcionários de orfanatos percorrem os povoados mais pobres do Camboja em busca

de famílias que não conseguem prover para todos os seus filhos. Prometem-lhes que cuidarão das crianças, dando-lhes educação formal e um futuro brilhante. A realidade encontrada nos orfanatos costuma ficar distante da imagem apresentada pelos intermediários às famílias. Com equipes de funcionários escassas, as crianças ficam sem supervisão, não recebem o afeto adequado e têm um nível de educação formal menor do que a média do país, porque seus professores são em geral voluntários estrangeiros que permanecem apenas algumas semanas, diz a Unicef.

“Estes centros deveriam ser a última opção para as famílias, porém os agentes lhes convencem de que as crianças estarão melhor nos orfanatos”, diz Sutherland. De acordo com o estudo realizado pelo governo cambojano e pela Unicef, os orfanatos podem gerar “distúrbios de personalidade, atrasos no crescimento e na fala, e uma diminuição da capacidade para se reintegrar na sociedade” no futuro. Muitos deles estão expostos a agressores sexuais, devido à falta de controle sobre os visitantes ou até sobre os funcionários. “O perigo dos orfanatos em relação à exploração sexual das crianças é real”, diz Ana Gabriela Pinheiro da ONG Aple Camboja. Um dos casos mais conhecidos foi o do britânico Nicholas Griffin, que foi condenado em 2011 a 2 anos de prisão por abusar de crianças e adolescentes que estavam sob seu cuidado em um orfanato na cidade de Siem Reap. Estas crianças também sofrem exploração trabalhista, já que muitas vezes são obrigadas a entreter os visitantes.


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2015

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Alergias colocam mães em alerta Dia a dia C6

Monumentos ‘estranhos’ têm utilidade questionada Estrutura na Bola do Mindu e monumento da ponte Rio Negro são apontados como inúteis e desperdício de dinheiro

IONE MORENO

O monumento da ponte Rio Negro, na avenida Brasil, foi inaugurado em março de 2010 com custo de R$ 5,5 milhões, servindo atualmente apenas como abrigo para pessoas e criadouro de mosquitos

I

DANIEL AMORIM Equipe EM TEMPO

naugurado em setembro de 2012, o monumento construído na rotatória em frente ao Parque do Mindu, no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus, logo se tornou alvo de piadas devido ao formato fálico da estrutura. Na época, fotos da obra passaram a circular pela internet, ensejando interpretações diversas. Para além do humor viral, a primeira reação que vem à mente do cidadão comum é: qual a finalidade disso? A pergunta traz um questionamento implícito, uma vez que grandes somas de dinheiro público foram investidas ali. “Acho que tentaram construir um cartão-postal para os turistas que visitam o Parque do Mindu. A intenção foi boa, mas infelizmente não funcionou. Acho que uma praça de alimentação seria uma ideia mais acertada”, opina o aposentado Ricardo Mendonça. De acordo com os moradores, as bombas dos chafarizes deixaram de funcionar há cerca de seis meses. A manutenção do local, afirmam, é custeada por um funcionário da Lojas

Constroi, localizada ao lado da rotatória. Com a instalação do monumento da Bola do Mindu, os comerciantes que trabalhavam ali foram transferidos para áreas próximas. “Hoje, muitos estão passando por dificuldades financeiras”, revela o estudante de odontologia Fernando Menezes. Por meio de nota, a assessoria do Instituto de Ordem Social e Planejamento Ur-

DÚVIDA

Para além do humor viral, a primeira reação que vem à mente do cidadão comum é: qual a finalidade disso? A pergunta traz um questionamento implícito sobre dinheiro público investido bano (Implurb) ressalta que o monumento faz parte de uma medida compensatória e, portanto, não houve utilização de investimentos públicos na empreitada. A obra foi inaugurada pelo ex-gestor do instituto, Manoel Ribeiro, e visava também organizar o fluxo de veículos no local. “Muitos devem lembrar

que no lugar, antes, havia uma construção depredada e degradada, que inicialmente funcionava como uma central de abastecimento. Com o tempo, o espaço foi recebendo bares, lanches, restaurantes e havia até gente morando em uma espécie de apartamento improvisado”, informa. “A higiene lá era precária, as construções maltrapilhas, com lonas, telhados quebrados e o que era para ser uma rotatória, dando fluidez ao trânsito, acabava por engarrafar, devido ao estacionamento de carros”. Outro exemplo é o monumento em homenagem à ponte Rio Negro, na avenida Brasil, Zona Oeste da capital. Orçada em R$ 5,5 milhões, a obra, inaugurada em março de 2010, integra uma área de 400 metros quadrados. Uma pequena parte serve atualmente como abrigo de pessoas. O técnico em eletrônica Ewerton Nogueira alerta para a grande quantidade de água acumulada no depósito debaixo do totem, que tem 34 metros de altura. “Só serve para dar mosquito. Não é funcional, ninguém passei por ali. Roubaram as instalações elétricas, por isso a cascata de água deixou de funcionar”, relata.

Cidade não tem obras relevantes Segundo a assessoria do governo do Amazonas, o valor investido englobou a estrutura da praça e do monumento e está condizente com o tipo da obra realizada, levando-se em consideração a qualidade do terreno trabalhado sobre o igarapé do Franco. Isso determinou a necessidade da cravação de estacas a uma profundidade considerável

em toda a estrutura da praça e do monumento – todo em concreto e aço, para garantir a sua estabilidade. “A princípio, não tem função nenhuma. É uma escultura ao ar livre”, resume o arquiteto Roger Abrahim, a respeito das obras. “Infelizmente, nos últimos 20 anos, não surgiu nenhuma obra de relevância na cidade, como as estátuas

de Tenreiro Aranha, na praça da Saudade, e de Nossa Senhora de Nazaré”, observa. Entre outras criações, Abrahim assinou o projeto de restauro e reforma do mercado Adolpho Lisboa, no Centro Histórico de Manaus, inaugurado há dois anos. (Leia mais sobre o assunto na página C2) ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Na Bola do Mindu, estrutura que substituiu imóveis retirados até virou alvo de piadas


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Dia a dia

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Modificações urbanas, as ‘vilãs’ dos monumentos

FOTOS: REPRODUÇÃO

Alvos de mudanças urbanas, monumentos foram perdidos ou têm seu sentido esquecido ou desconhecido pela população

Enquanto os monumentos modernos não geram “empatia” com a população, obras com significado histórico desapareceram. Na foto, estátuas que ficavam no espelho d’água da praça da Saudade CLEIDIMAR PEDROSO Especial EM TEMPO

S

ob o pretexto das transformações urbanísticas necessárias para a cidade, monumentos históricos em Manaus se perderam ou estão guardados longe das vistas da população. Por conta de reformas ou instalação de equipamentos para dar um novo uso aos espaços públicos, outros monumentos mudaram diversas vezes de local. O relato é de pesquisadores e pessoas dedicadas à mobilização para defesa desse patrimônio. A falta de zelo com os monumentos do patrimônio histórico corrompe a própria memória de uma cidade e deforma as lições deixadas pelo passado. Instalados no centro histórico, muitos deles foram fabricados na Europa, comprados por meio de um catálogo, e as peças eram transportadas para ser montadas em Manaus. Esses objetos são parte do espaço onde foram originalmente montados e das memórias construídas com eles nesses locais, alerta a pesquisadora Maria Evany Nascimento, que estuda os monumentos históricos do centro e já publicou livros sobre o tema. “Com as mudanças de local, há a perda das referências das pessoas com a cidade”, ressalta. “A cidade vai perdendo seus pontos confiáveis, pontos de memória de gerações, pontos seguros. Além disso, a transposição e montagem em outros espaços trazem prejuízo às peças que sofrem danos como quebras e perdas de componentes importantes. Ou passam por montagens que

não obedecem à concepção da peça, como aconteceu com a fonte da Dama dos Leões, que foi montada na bola do Eldorado com os leões voltados para dentro, quando seu projeto original eram os leões voltados para fora”, conta. Keyce Jhones é estudante de arquitetura e urbanismo e atua na conscientização por meio da Organização Não Governamental (ONG) Defesa do Patrimônio Arquitetônico e Histórico de Manaus. “Depois das grandes reformas no centro histórico, muitas coisas se perderam, inclusive prédios, monumentos e toda uma relação de paisagismo com o entorno”, destaca. As estátuas do “Homem PréHistórico e Homem Moderno”, que ficavam no espelho d’água da praça da Saudade e instaladas na década de 1960 são exemplos citados por Evany e Keyce como monumentos retirados de seus locais de origem e que estão “desaparecidos”, segundo eles. Citam, ainda, o monumento ao Barão Sant’Anna Nery, que ficava no extinto Jardim Jaú, demolido em 1975. O jardim ficava nas proximidades da igreja da Matriz, onde havia um complexo de outros jardins e praças. As estátuas dos Meninos Angelicais do Chafariz das Musas, localizados na praça Dom Pedro II, que também foram retiradas do monumento para reforma, desapareceram ou estão em local desconhecidos de acordo com os pesquisadores. Na praça Heliodoro Balbi, conhecida como praça da Polícia, havia um bebedouro público que foi transferido para a avenida Getúlio Vargas

na década de 1920 e tempos depois sumiu. Em homenagem a Gonçalves Dias, foi instalado um monumento em frente ao Café do Pina, que também desapareceu. Parte dos monumentos está guardada em prédios públicos. Outra parte tem paradeiro desconhecido. Retirados do local original onde foram instalados, alguns monumentos ou peças que os compõem estão, segundo a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Ma-

ABANDONO

A falta de zelo com os monumentos do patrimônio histórico, alguns instalados no Centro, corrompe a própria memória de uma cidade e deforma as lições deixadas pelo passado nauscult), estão guardados em órgãos públicos e aguardam por reparos. As estátuas do Homem Pré-Histórico e Homem Moderno estão sob a guarda da Secretaria Municipal de Infraesturura (Seminf), onde aguardam restauro, destacou a assessoria da fundação. A proposta da ManausCult é que as peças sejam expostas no Paço da Liberdade. Os Meninos Angelicais do Chafariz das Musas estão armazenados no Paço da Liberdade, também informou a ManausCult. Serão restauradas com recursos do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultu-

ral (Fumpatri) e posteriormente reinstaladas no chafariz. Itinerantes Um único chafariz já foi instalado em seis diferentes locais. Protegido atualmente pelo gradil que cerca o parque Jefferson Peres, seu local original é a praça do Comércio, que foi erguida no local onde hoje é Terminal da Matriz. “O Chafariz das Quimeras originalmente foi instalado na antiga praça do Comércio (entre 1911 e 1913) no final da gestão de Adolpho Lisboa, local também chamado de alameda das Palmeiras Imperiais. Em 1926, aproximadamente, ele foi reinstalado em frente à Alfândega, no trecho entre a praça Oswaldo Cruz. Ali era um pracinha isolada chamada de jardim Ajuricaba de Menezes, mas que compunha uma conjunto de elementos arquitetônicos e paisagísticos no entorno do porto”, conta Keyce Jhones. Depois, o chafariz foi transferido para a rotatória no cruzamento das avenidas Senador Álvaro Maia e Constantino Nery. Na década de 1990, com a construção do viaduto, o chafariz foi desmontado e levado para o antigo Horto Municipal, onde hoje é o parque Cidade da Criança. “Depois foi para a rotatória do Eldorado, e a fonte da Dama dos Leões foi montada de forma errada, com os leões voltados para dentro, quando seu projeto eram os animais voltados para fora”, contou Evany. “Posteriormente, foi restaurado na sua forma original - a bacia da base e os leões - e então foi instalado no parque Jefferson Peres”, ressalta.

População desconhece história A pesquisadora Maria Evany Nascimento identificou que as pessoas não sabem informar e desconhecem os monumentos históricos. O questionamento foi feito às pessoas que passavam pelo largo São Sebastião e pela praça da Matriz e refere-se ao Monumento à Abertura dos Portos do Amazonas a Todas as Nações Amigas e ao Monumento Comemorativo ao 1º Centenário da Elevação da Vila da Barra do Rio Negro à Categoria de Cidade. O relato foi publicado na revista científica “Fronteiras do Tempo”.

“Ao serem questionados sobre o Monumento à Abertura dos Portos, no largo São Sebastião, todos afirmaram não conhecer ou não saber sobre o monumento. E sobre o obelisco disseram que não sabiam por que estava ali e que não servia para nada. A localização e o aspecto formal do obelisco, principalmente o seu tamanho, torna-o sem destaque no movimentado centro de Manaus”, destaca. “Falta uma política de valorização para os espaços públicos e suas obras artísticas, como referência da própria construção da cidade”, declarou Evany.

Local anterior do Pavilhão Universal: terceira mudança


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Parintins inicia preparos para receber visitantes TADEU DE SOUZA Equipe EM TEMPO

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arintins (AM) – Faltando 16 dias para o 50º Festival Folclórico de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), a cidade já está se preparando para receber os visitantes. O evento começa na próxima quarta-feira (17), com a apresentação de quadrilhas e danças que integram o segundo grupo da festa. No início do mês, a abertura do festival chegou a tomar conta das rodas de conversa da cidade. A maioria da população defendia que ocorresse no bumbódromo, como foi até os idos de 1980, quando o ex-governador Amazonino Mendes inaugurou o anfiteatro. Porém, a própria Associação de Danças e Quadrilhas de Parintins optou pela abertura na área azul da Praça dos Bois. A justificativa foi que não havia recursos suficientes para uma apresentação na arena do bumbódromo. Na semana passada, durante uma hora e 30 minutos, as polícias Civil e Militar, bombeiros, Defesa Civil estadual e municipal, secretarias de Educação, Saúde, de Assistência Social e

outros órgãos locais participaram de uma ampla simulação de emergência aeronáutica no aeródromo de Parintins. Cerca de 120 funcionários municipais atuaram como vítimas e familiares. Os “feridos” na simulação foram enviados para os hospitais Padre Colombo e Jofre Cohem. Os “mortos” foram para o Instituto Médico

MUDANÇA

A Associação de Danças e Quadrilhas de Parintins optou pela abertura na área azul da Praça dos Bois. A justificativa foi que não havia recursos suficientes para uma apresentação na arena do bumbódromo Legal. O exercício foi cronometrado para uma avaliação final pelo comando da operação. O coronel Dan Câmara, secretário-executivo de Planejamento e Gestão Integrada, considerou positiva a operação de simulação de acidente grave na pista do aeroporto Júlio Belém. No entendimento do oficial, o ponto mais positivo foi o envolvimento da sociedade

local nas operações. “Pretendemos realizar um segundo exercício no período do festival, onde os recursos que estarão presentes em Parintins estarão envolvidos. Vamos testar a capacidade do município”, destacou. O administrador do aeroporto Júlio Belém, Paulo Pessoa, disse que o exercício simulado está previsto na legislação. “Esse exercício mede a capacidade de intervenção dos órgãos em atendimento a um acidente aeronáutico, em menor tempo hábil”, disse. Para ele, o exercício foi bem executado e eliminou a possibilidade de o aeroporto pagar multas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A secretária municipal de Saúde, Rainês Rocha, revelou que as equipes de médicos, enfermeiros e técnicos cumpriram o prazo determinado pelo Controle de Operações Especiais (COE). “A primeira equipe foi estipulada no planejamento para dez minutos, porém a primeira equipe conseguiu chegar à aérea de concentração de vítimas em cinco minutos, enquanto a outra chegou com sete minutos previstos”, afirmou.

PITTER FREITAS

O 50º Festival Folclórico começa na próxima quarta-feira (17), enquanto a apresentação dos bumbás será de 26 a 28

Ruas da área central de Parintins estão sendo recapeadas nas preparações para o festival

Ruas centrais têm recapeamento Um convênio foi firmado entre o município e o governo do Estado para recapear a maioria das ruas da área central e alguns bairros de Parintins. O trabalho começou pela Zona Leste e hoje está concentrado nas proximidades do bumbódromo,

estrada Odovaldo Novo e na rua Fausto Bulcão, que dá acesso aos galpões do Boi Caprichoso. A secretária de Infraestrutura do Estado, Valdívia Alencar, disse que o governo vem monitorando todo trabalho que esta sendo executado em Parintins.

Diariamente ela faz postagens do andamento do trabalho nas redes sociais salientando o convênio com o poder público municipal. (Leia mais sobre o Festival Folclórico de Parintins no caderno Plateia, página D7)


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Omissão favorece RAFAEL S. NOBRE Equipe EM TEMPO

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ulheres jovens com até 25 anos idade, de boa aparência, pobres, moradoras de bairros sem estrutura urbanística ou social de Manaus e em situação de vulnerabilidade social são as principais vítimas de tráfico humano no Amazonas. Elas são captadas para trabalhar como escravas sexuais em bordeis. O Estado serve como rota do tráfico ou fonte de “matéria -rima” para um crime só perde, em dinheiro movimentado, para tráfico de armas e entorpecentes. Atraídas por promessas de empregos com salário alto sem exigência de escolaridade, essas mulheres rumam à Europa, principalmente Alemanha, Espanha, Holanda e Portugal. Quando chegam ao destino descobrem que “não passam de mercadorias, são tratadas como um produto qualquer e viram escravas sexuais”, relatou o presidente da Frente Parlamentar de Prevenção e Combate ao Tráfico Humano na Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Professor Bibiano (PT). Ele é um dos 17 parlamentares que atuam no enfrentamento ao tráfico de pessoas

em Manaus e aponta o “medo de denunciar” como principal obstáculo. “Tráfico de pessoas é um crime quase invisível, é muito difícil de ser apontado, caracterizado. O principal meio [de denunciar] é a família da vítima procurando as autoridades, como a polícia”. Até que a família tenha coragem de procurar a polícia pode ser tarde demais. “Temos relatos de famílias que mesmo

ILUSÃO

Atraídas por promessas de empregos com salário alto sem exigência de escolaridade, mulheres rumam à Europa, mas quando chegam ao destino descobrem que não passam de mercadorias depois de anos não sabem o paradeiro de seus entes queridos levados por agenciadores. Só sabem o país e mais nada. Isso porque demoram a denunciar, e quando denunciam. Não o fazem por medo ou por vergonha, na maioria dos casos. Precisamos mudar essa mentalidade”, apontou Bibiano. Para conscientizar familiares de vitimas e evitar que mais pessoas sejam traficadas, a Frente

RAIMUNDO VALENTIM

Medo ou vergonha de denunciar suspeitas de tráfico de pessoas tornam esse tipo de crime “invisível” em Manaus

Parlamentar da CMM pretende lançar uma cartilha em escolas da cidade. “O material será distribuído junto com a exibição de um vídeo explicando o risco dessa situação”. A distribuição da cartilha será reforçada por uma audiência pública onde familiares de vítimas e poder público estarão frente a frente para “encurtar as distâncias entre quem precisa de ajuda e quem deve tomar providências”. Devagar Enquanto os vereadores parecem adiantados no assunto, os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) ainda estão no planejamento. A questão do tráfico humano não tem uma comissão específica, é tratada na Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, cujo presidente, deputado estadual José Ricardo Wendling (PT), ainda “está verificando como a comissão pode ter uma voz para cobrar que as instituições públicas que têm acesso a essa questão possam assumir de verdade”. O deputado também planeja fazer uma audiência pública, ainda em junho, para debater o assunto. “Ressalto que o foco da comissão é cobrar cada órgão público para que tenha ações de enfretamento”.

Professor Bibiano: o tráfico de pessoas é difícil de ser apontado e só surge a partir de denúncia


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o tráfico humano Trabalho escravo e remoção de órgãos

A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Amazonas (Sejusc) contabiliza a existência de quatro casos de tráfico de pessoas em 2014. “Três denúncias de trabalho escravo, sendo uma pessoa vinda do Peru para o Brasil, via Tabatinga, e um caso de remoção de órgãos, uma criança de sete anos”, informou a gestora do órgão, Graça Prola. No ano anterior foram qua-

tro casos de tráfico para fins de exploração sexual, cinco casos de trabalho escravo: de Bahia para Boa Vista, com passagem por Manaus; dois de Manaus para São Paulo; um de Parintins para Santarém com passagem por Manaus; e outro de Manaus para Porto Alegre. Em 2015 há registro de apenas um caso: uma mulher de 21 anos levada a Portugal para ser escrava

sexual sob a promessa de emprego. O caso é atendido pela Polícia Federal do Amazonas. A Sejusc tem três unidades de atendimento a vítimas de tráfico de pessoas na capital (Porto do Centro, na Ceasa e na Rodoviária) e em mais sete cidades: Itacoatiara, Tabatinga, Iranduba, Novo Airão, Parintins, Presidente Figueiredo e São Gabriel da Cachoeira.

“Esses municípios não foram escolhidos de forma aleatória, foram selecionados pelo Mapa da Violência, construído na época da pesquisa de tráfico humano [Pestraf] em 2002. Naquela época, esses locais já indicavam ser pontos fortes de exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres, por isso foram selecionados para nossa atuação mais intensa”, justificou Graça. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Graça Prola, da Sejusc: indícios de tráfico humano no Mapa da Violência foram identificados em municípios do Amazonas

Perfil da vítima muda sempre O perfil da vítima de tráfico humano pode mudar conforme “o tempo passa e muda o conceito de tráfico”, como disse o assessor do Departamento de Promoção e Defesa dos Direitos da Sejusc, Cristiano Chíxaro. “Em grande parte são moradores de periferia, com baixa escolaridade, mas hoje já observamos também pessoas com curso superior completo sem oportunidade no Brasil e que buscam isso no exterior. Acham que é mais fácil conseguir um bom emprego fora e acabam indo mesmo sem conhecimento da realidade do lugar de destino”. Essas pessoas só descobrem uma possível situação de tráfico humano quando já estão instaladas na cidade onde sonham com uma vida melhor. “É o que chamamos de migração forçada, a busca por melhor condição de vida. Não são vitimas de tráfico, porque tráfico implica no processo, mesmo com mudança de conceito ou nova dinamicidade, mas podem acabar em

situação semelhante a quem vai evidentemente numa rota de tráfico de seres humanos”. Denúncia Para denunciar tráfico humano, seja exploração sexual, adoção ilegal, re-

MIGRAÇÃO

Essas pessoas só descobrem uma possível situação de tráfico humano quando já estão instaladas na cidade onde sonham com uma vida melhor, vítimas de migração forçada moção de órgãos ou trabalho escravo, a vítima ou familiar deve procurar a polícia por meio do número de telefone 190. A Frente Parlamentar de Prevenção e Combate ao Tráfico Humano tem à disposição o telefone (92) 3303-2872; e a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa atende no número (92) 3183-4388.


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Alergia alimentar provoca vida de temor para mães A

jornalista Valesca Martins, 37, não acreditava que a falta de tranquilidade do filho recém-nascido na hora de dormir podia ser algo normal. Em poucos dias, o bebê, além de não descobrir o prazer do sono, começou a ter vários episódios de vômito. Ao levá-lo ao pediatra, o médico informou para a mãe que a situação da criança era normal. Depois de mais de 30 exames e passagem por vários especialistas, a jornalista resolveu viajar com o filho para São Paulo (SP) à procura de uma gastropediatra, e, antes que perdesse o filho, descobriu que tudo era resultado de uma alergia à proteína do leite que ela consumia. Com um mês e meio de vida, a criança passou por exames de rotina como sangue, fezes e urina, e outros com raio-X e ultrassonagrafias. O pior sempre acontecia, pois não havia nenhum diagnóstico preciso. “Resolvi procurar por conta própria e consultar uma alergista, que também não conseguiu fechar o diagnóstico dele e me encaminhou para uma gastropediatra. Mais uma frustração”, detalhou. Quando Valesca procurou uma gastropediatra, foi exatamente o período em que passou

pelo episódio de fezes com sangue. “Fiquei tão assustada que resolvi procurar ajuda de um profissional em São Paulo. Entrei no consultório chorando, desesperada. A médica me ouviu e pela primeira vez tivemos o diagnóstico de alergia alimentar”, contou. Mesmo com um ano e seis meses, João Arthur só se amamentava do leite materno. “Fiquei confusa, pois meu filho nunca tinha se alimentado com nada além de leite materno”, relembrou. Foi então que Valesca começou a difícil dieta da exclusão, pois como a mãe consumia alimentos que tinham leite de vaca, toda a proteína era repassada para o filho por meio da amamentação. “Tivemos que trocar panelas, talheres, copos, liquidificar em casa, pois o utensílio que já teve algum contato com leite ou derivado, embora bem higienizado, já está contaminado. Ganhamos um espaço exclusivo nos armários, tudo nosso até hoje é separado”, explicou. O filho da jornalista foi diagnosticado com múltiplas alergias alimentares severas que vão desde a proteína de vaca, ovo, glúten, oleaginosas, frutos do mar, banana, melancia, pêssego, pêra, maça e brócolis. O mais difícil ainda estava

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Problema é visto como raridade, o que leva muitas mães a redobrarem a atenção para a alimentação dada aos filhos por vir com a introdução dos alimentos após os 6 meses de vida. Foram muitos sustos, até que uma crise alérgica séria chegou a levar Arthur para o pronto-socorro. “Assim que saímos de uma festinha de aniversário, meu filho começou a ter diversos hematomas no rosto, entrei em desespero, pois desde que soube de sua alergia tenho o cuidado de sempre levar toda alimentação dele apropriada”, detalhou. Beijo contaminado No hospital, Valesca descobriu que seu filho tinha sido contaminado por meio do beijo por outras pessoas que tinham consumido bolo e docinhos e os hematomas surgiram no local do contato. Com incentivo médico, a mãe iniciou a introdução de alguns alimentos com o glúten e o ovo. “Fomos bem-sucedidos, mas o leite realmente foi o trauma”, relembrou. A jornalista recebeu recomendação de testar 10 milímetros de leite, mas uma colher de sobremesa de farinha láctea no mamão foi o bastante para Arthur viver um dos piores momentos de sua vida. “Foram momentos de desespero, achei que iria perder meu filho”, contou.

As alergias alimentares em crianças causam na vida das mães um excesso de cuidados necessários

Encontro inicia grupo de apoio

O Criale foi uma forma de as mães compartilharem suas experiências para ajuda mútua

Foi o convívio hospitalar em SP que fez Valesca e outras mães de Manaus que passam por essa situação a criarem um Grupo de Apoio às Crianças com Alergia Alimentar do Amazonas (Criale). “A vida com alergia é estar em constante alerta e ser surpreendida com leite em quase tudo que possa imaginar. Tem leite no grão de arroz, no sabonete, no produto de limpeza e até em remédio. Virei a ‘louca do rótulo’: leio todos antes de comprar qualquer coisa”, contou a jornalista. Segundo as mães organizadoras do Criale, o Amazonas não tem estrutura física para tratar esses tipos de alergias, não há laboratórios, e escolas privadas nem públicas possuem qualquer tipo de cardápio alimentar preparado para o tratamento. “O Criale é um grupo de apoio sem fins lucrativos que nasceu em janeiro de 2015

com o objetivo de orientar desde a nova rotina a ser introduzida após o diagnóstico (dieta restrita), quanto a acessibilidade a programas como o de distribuição de fórmulas especiais. O nosso diferencial é proporcionar na convivência diária a rica troca de experiências”, explicou. “A alergia alimentar existe e é mais comum do que se pensa, mas o acesso a informação ainda é difícil. Segundo dados da OMS, a cada 20 crianças que nascem, uma apresenta alergia alimentar, que está no quarto lugar no ranking de doenças crônicas no mundo. Em nossa rede, temos bebês diagnosticados com múltiplas alergias e precisaram sair de Manaus para ter um diagnóstico correto. Infelizmente o assunto em Manaus é tratado como raridade, mas a realidade é bem diferente. Poucos profissionais estão preparados para identificar a alergia e

conduzir o tratamento. Não existe um ambulatório voltado ao diagnóstico com especialistas para avaliarem melhor as crianças do Amazonas”, detalhou. O princípio O início de tudo foi uma reunião com o presidente da Assembléia Legislativa. Dali surgiu uma Audiência Pública que foi realizada no dia 24 de abril. As mães sugeriram a criação de um ambulatório de diagnóstico e tratamento. A criação de um protocolo de atendimento nas escolas e um cardápio da merenda diferenciado. As mães sugeriram a criação de um projeto de lei que determine a informação no cardápio de restaurantes, lanchonetes e empresas do gênero alimentício, a existência de glúten, proteína do leite de vaca, ovo, soja na preparação de seus alimentos.


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Lazer ajuda a recuperar os dependentes químicos DIVULGAÇÃO

Pacientes do Centro de Reabilitação Ismael Abdel Aziz visitam o zoológico de Manaus como parte do tratamento

O pedagogo, Rigor Breno Maranhão, do Centro de Reabilitação Ismael Abdel, acompanha os pacientes que se recuperam da dependência química durante visita ao zoológico de Manaus

L

evar o paciente para passear, conhecer outros ambientes, ver coisas novas e possibilitar ao mesmo a oportunidade de enxergar e descobrir um mundo que ele não conheciaou havia esquecido que existia. Foi com esse propósito que a equipe de profissionais do Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel levou um grupo de pacientes para um conhecer o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), localizado na Avenida Coronel Teixeira, bairro São Jorge, em Manaus, esse semana. A programação faz parte do calendário de atividades desenvolvidas com os pacientes e dessa vez o passeio foi destinado a um grupo de mulheres que estão em tratamento no Centro de Reabilitação. Algumas delas nunca tinha ido ao Zoológico e tinham uma expectativa bem específica com relação ao que iriam ver no local. “Quando cheguei ao zoológico esperava ver bichos

como elefante e girafa e acabei me surpreendo com tudo que vi e aprendi. Nunca tinha ido a um Zoológico, foi fantástico”, relata Rayane Vidal, 19, queassume se dependente química há mais de 5 anos e encontra-se em tratamento.

CURSO

A atividade é desenvolvida pelo setor de pedagogia do centro e tem ainda o objetivo de oferecer às pacientes uma oportunidade de adquirir conhecimento sobre a fauna e flora da região O Secretário de Estado de Saúde, Wilson Alecrim, destaca que esse tipo de atividade é de extrema importância na recuperação e reintegração social dos dependentes químicos. “Nós precisamos olhar e trabalhar com essas pessoas

de forma diferenciada, pois eles estão adoecidos pelo uso abusivo da droga e muitas perderam completamente os vínculos sociais e com este tipo de atividade nós estamos buscando a reconstrução desses laços e dessas vidas”. A atividade é desenvolvida pelo setor de pedagogia do Centro de Reabilitação e tem ainda o objetivo de oferecer as pacientes uma oportunidade de adquirir conhecimento sobre a fauna e flora da região. Maranhão, explica que esse tipo de atividade, além de dispor conhecimento cultural, é uma ótima ferramenta para incentivar as pacientes a retornar a sala de aula para adquirir conhecimentos sobre os animais que mais despertaram interesse zoológico. “Ao retornarem do passeio, as pacientes ficam mais interessadas em querer aprender sobre os animais encontrados no zoológico. Com isso acabam frequentando com mais interesses as aulas”, disse.

Atividade gera inclusão social Outro fator destacado pelo pedagogo Rigor Breno Maranhão durante o passeio é a inclusão social e ajuda mútua entre as pacientes. “Um ponto forte dessa atividade é o companheirismo e inclusão social. Elas se ajudam para identificar cada espécie de animal e isso proporciona, além do desenvolvimento mental e social de cada paciente, também o intelectual”, explicou o profissional. Para a paciente Poliana Marques, conhecer mais da natureza ajudou a refletir e acordar lembranças boas. “Para mim é muito gratificante ter essa oportunidade de conhecer mais um pedacinho da nossa cultura amazônica e relembrar momentos bons que perdi por

conta das drogas. Sou do Acre e vim a Manaus para fazer meu tratamento, lá não tem zoológico, eu realmente fui presenteada com esse passeio”, disse. Atividades Este é o segundo passeio promovido pela coordenação de pedagogia do centro de reabilitação aos seus pacientes e desta vez reuniu somente as mulheres. “Promovemos esses passeios para que o residente tenha oportunidade de conhecer coisas que foram esquecidas por conta das drogas. A atividade proporcionar ainda uma maneira de reintegração social as pacientes”, disse o diretor do centro de reabilitação, Pablo Gnutzmann.

Instituição O centro de reabilitação atende homens, mulheres e adolescentes, a partir dos 13 anos, adoecidos pelo uso excessivos de álcool e outras enntorpecentes. É preciso passar por uma triagem para ter acesso ao centro e ter o encaminhamento do médico psiquiatra. A unidade está localizada no quilômetro 53 da Rodovia AM-010 (estrada que liga os municípios de Manaus e Rio Preto da Eva), e fez parte da rede de saúde mental do Estado do Amazonas. É gerenciado pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam), em parceria com o Instituto Novos Caminhos – Organização Social.


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Semana terá campanha para evitar o lixo na rua P

ara conscientizar a população do Jorge Teixeira 3ª Etapa sobre a importância de recolher o lixo nos horários corretos e de se manter um bairro limpo, de amanhã até sexta-feira, a Prefeitura de Manaus, por meio do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis) e da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) vai realizar uma ação em prol da conscientização dos moradores da comunidade. A campanha, que tem início às 9h, vai acontecer em três etapas: uma campanha educativa junto com a comunidade, com a distribuição de panfletos com os horários da coleta e informações sobre atitudes sustentáveis; o recolhimento do lixo e entulho retirados pelos moradores de suas casas, e, por fim, a varrição das ruas. “Em sua fase educativa, a ação visa conscientizar a população a fim de que o lixo não permaneça elevado tempo nas ruas, evitando assim que animais rasguem os sacos que contêm restos de comida”, explicou a engenheira ambiental do Prourbis,

ALBERTOCÉSARARAÚJO

O bairro Jorge Teixeira 3ª Etapa será o alvo das ações de conscientização que iniciam amanhã e terminam sexta Gislaine de Souza. Coleta Em sua primeira fase, a ação vai acontecer em parte da avenida Pirarucu, a principal via do bairro, que recentemente foi completamente revitalizada pelo programa e em cinco das suas ruas transversais. “É importante que a popu-

AÇÕES

A campanha terá três etapas: a educativa junto com a comunidade, com distribuição de panfletos, o recolhimento do lixo e entulho retirados pelos moradores e, por fim, a varrição das ruas lação saiba da importância da coleta de lixo e que novas ruas e calçadas também devem estar limpas para que não haja entupimentos nas novas redes de drenagem e esgoto e nem lixo acumulado nas vias recém recuperadas ou nas calçadas atrapalhando a passagem dos pedestres”, completou a engenheira ambiental.

A campanha vai recrutar moradores para que eles possam ajudar na limpeza das ruas e igarapés do bairro onde moram


Caderno D

Plateia MANAUS, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2015

plateia@emtempo.com.br

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Fábrica de Eventos divulga programação (92) 3090-1042

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‘Diário de um Exorcista’, das páginas para a telona

Filme deveria ser lançado no mesmo ano da publicação do livro (2013), mas ficou para o segundo semestre de 2015 FOTOS: DIVULGAÇÃO

FRED SANTANA Especial EM TEMPO

O

assunto “exorcismo” é algo que desperta curiosidade. A indústria cinematográfica já explorou de diversas maneiras, em produções como “O Exorcista” e “O Exorcismo de Emily Rose”. Pensando nisso, o cineasta Renato Siqueira e o escritor Luciano Milici escreveram, em 2013, o livro “Diário de um exorcista - como lutar contra as trevas quando elas se escondem dentro de você”. Além dele, está em fase final de produção pelos mesmos autores um longa-metragem adaptando a história para o cinema. Nele, os dois contam uma história real, porém narrada através de personagens fictícios, onde dois estudantes de cinema, Renan e Bruno, contam a saga de um padre e os exorcismos que ele é capaz de fazer. A figura em questão é o sacerdote Lucas Vidal que, aos 12 anos, assiste a um fato que muda para sempre seu destino e resolve combater os espíritos maus que insistem em dominar pessoas.

nenhuma obra nacional sobre o tema exorcismo. No filme, o protagonista padre Lucas Vidal será vivido pelo veterano Ewerton de Castro. O restante do elenco terá o próprio diretor Renato Siqueira, além de Lisa Negri, Fábio Tomasini, Ruben

LIVRO

Renato Siqueira e Luciano Milici escreveram, em 2013, o livro “Diário de um exorcista - como lutar contra as trevas quando elas se escondem dentro de você”, disponível em editoraevora.com.br Espinoza, Cibelle Martin, entre outros. O longa deveria ter sido lançado também em 2013, mas sofreu atrasos na produção e teve sua estreia mudada para o segundo semestre deste ano. Autor também assina a direção do filme e revela que estudou durante anos maquiagem e efeitos visuais para aplicar na obra

Inovação e estudos para efeitos especiais

Contramão Ciente da carência do público brasileiro, o diretor Renato Siqueira pesquisou na internet a existência de alguma obra cinematográfica sobre exorcismo. O único encontrado foi o longa produzido em 1974 pelo cineasta José Mojica Marins (Zé do Caixão) chamado “Exorcismo Negro”. Na literatura, ele não encontrou

Para conseguir o resultado desejado, o diretor Renato Siqueira precisou se dedicar de corpo e alma à produção. “Doei 5 anos da minha vida para este projeto, tive que estudar muito antes de começar a realizá-lo e com isso trouxe para o Brasil uma inovadora técnica de ma-

ENTREVISTA

‘Por que não uma história de exorcismo no Brasil?’ EM TEMPO: Como foi o seu primeiro contato com a história? Renato Siqueira: No final do ano de 2010, uma noite adormeci no sofá de casa, assistindo à TV, e às 2h acordei assustado com os gritos alucinantes que saiam da boca de Regan McNeil, personagem do clássico “O Exorcista”, interpretada pela atriz Linda Blair. Após este susto pensei: “Por que não uma história de exorcismo no Brasil?”. EM TEMPO: O que os levou a apostar nesse gênero, tanto para o livro quanto para o filme? RS: Estava terminando as filmagens do meu curta “Laços Violados” (um suspense policial), e estava pronto para um novo desafio, mas eu me perguntava: “Qual seria esse novo desafio?” E a resposta veio como uma meta, produzir um longa-

metragem, com uma história inédita e surpreendente, algo que ainda não tivesse sido explorada no Brasil, pois o cinema nacional de ficção fantástica é quase escasso, seguindo sempre a mesma linha, apostando no realismo cru das comunidades carentes, policiais cariocas e traficantes. EM TEMPO: Quais são as suas maiores referência e filmes favoritos nesse estilo (terror)? RS: “O Exorcista”, “O Ritual”, “O Exorcismo de Emily Rose”, “A invocação do mal”, “A hora do pesadelo”, “A hora do espanto”, “Massacre da serra elétrica”, “Sexta-feira 13” e “O Chamado”. EM TEMPO: Para você, por que há tão poucas produções de terror no Brasil? RS: Infelizmente, os produtores brasileiros não investem no cinema fan-

tástico pelo simples fato de terem medo de perder dinheiro, preferindo investir em comédias românticas para obterem lucro. Eles sabem que grande parte dos brasileiros já está condicionada a essas “modinhas” há muito tempo. EM TEMPO: Quais são as principais dificuldades para produzir um filme como esse? RS: Acho que no Brasil fazer cinema já é um grande desafio e também um risco, pois os cineastas não recebem apoio nem o devido valor que deveriam receber. Ao invés de ficar esperando verba para produzir o filme, resolvi eu mesmo juntar dinheiro e investir em equipamentos, adereços, figurinos e locações. Quando obtive tudo isso, formei uma equipe de primeira, onde todos vestiram a camisa comigo para esse enorme desafio que estava para começar.

quiagem e efeitos visuais que aperfeiçoei durante esses anos. Apliquei-a no longa metragem e o resultado ficou excepcional. Além de produzi-lo eu também dirigi e atuei no filme, sem contar que a montagem e os efeitos especiais foram desenvolvidos por mim”, orgulha-se.

Tema proibido Na Bíblia, há passagens em que o próprio Cristo ou os apóstolos expulsavam os espíritos maus das pessoas. Porém o Vaticano não fala muito a respeito e não incentiva a pratica, apesar de existir muitos padres em diferentes partes do mun-

do que fazem os rituais de exorcismo e estudam sobre o tema. E não apenas membros da igreja católica se interessam sobre o assunto, tanto que psiquiatras também tentam explicar o tal fenômeno e tratar pessoas supostamente possuídas.


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

>> Redes sociais . Floyd Mayweather pode ser o atleta mais bem pago do mundo. Mas quando o assunto é popularidade nas redes sociais, ninguém é maior do que o português Cristiano Ronaldo.

Fernando Coelho Jr.

. Com um total de 158 milhões de seguidores no Facebook, Twitter e Instagram, o jogador do Real Madrid já chegou a bater recordes nesse quesito: em outubro do ano passado ele se tornou o primeiro atleta a reunir 100 milhões de seguidores no Facebook e, de lá para cá, conquistou outros 3 milhões, o que faz dele a personalidade mais popular do site de relacionamentos.

fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Publicação . A empresária Josi Jota reuniu convidados no meio da semana para uma noite de coquetel no Classic Hall.

. Depois de Ronaldo, os outros quatro atletas mais populares das redes sociais são todos do mundo do futebol, sendo eles Neymar, Lionel Messi, James Rodriguez e Mesut Ozil.

>> Investidores . A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), por meio do seu Centro Internacional de Negócios (CIN-AM), promove, hoje uma reunião de negócios entre empresários locais e uma comitiva de investidores dos Emirados Árabes Unidos comandada pelo sheik Mohammed Saif Al-Afkham.

A empresária Josi Jota e Mateus Arruda na festa de lançamento da “Classic Eventos Magazine”

. A noite era dedicada ao lançamento da revista “Classic Eventos Magazine”, publicação alto nível voltada para o universo das festas. Evento cheio de charme.

Patrícia Vieira

Josi Jota e Wladya Benzecry

. O encontro será realizado às 15h, na sede da Fieam. . Ao todo, 150 empresas foram convidadas para o encontro que tem o objetivo de proporcionar oportunidades comerciais e culturais. Entre os assuntos abordados no encontro estão investimentos ao Polo Naval de Manaus, que está em fase de implantação, além de outras oportunidades de investimentos no Amazonas. Vinte e quatro países formam a comunidade árabe: Árabia Saudita, Argélia, Bahrein, Comores, Djibouti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iémen, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauriânia, Omã, Palestina, Catar, Saara Ocidental, Síria, Somália, Sudão e Tunísia. Monique e Felipe Ávila

Gaio e Patricia Diniz Rocha

Lica Sampaio e Josi Jota

Morgana Nathacha


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Fábrica de Eventos

começa venda para shows

No segundo semestre do ano, a produtora apresenta um line up de shows que vão do sertanejo a música eletrônica

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Fábrica de Eventos, maior produtora da Região Norte já começa o segundo semestre de 2015 com um mês inteiro recheado para o público. O “start” no calendário de eventos já começa em agosto com os shows mais pedidos pelo público. E já amanhã todos os eventos estarão com vendas online no www.fabricaingressos.com e os valores podem ser parcelados em até 6 vezes no cartão. Festas que vão do pagode ao sertanejo, passando pelo forró e pela música eletrônica. O calendário de eventos tem a característica de atender a todos os públicos, com o padrão Fábrica de Eventos. A proprietária da empresa, Bete Dezembro destaca que a empresa abre a agenda de shows com o pé direito, depois de um breve período de férias. “Vamos começar o segundo semestre aquecido e com todo gás para realizar os melhores eventos, tudo isso no ritmo da Fábrica e vamos seguir assim até o fim do ano. Vai haver novidades com relação às atrações e locais de shows, tudo pensando na satisfação do público que curte os melhores eventos da cidade”, destaca. O segundo semestre chega também com um toque a mais na realização dos shows. Desta vez, as festas não estão concentradas num só espaço. Os locais vão desde o Sambódromo, passando pelo Studio 5, Copacacabana Chopperia, Shopping Sumaúma, entre outros. O pontapé inicial será dia 1º

DIVULGAÇÃO

de agosto com o show acústico do cantor Luan Santana que acontecerá no Studio 5 Convention Center. No fim de semana seguinte, dia 8 de agosto, será a vez dos sambistas e pagodeiros curtirem o “Esquenta Manaus”, no Copacabana Chopperia com Belo, Dilsinho e Ferrugem. Abrindo a segunda quinzena, dia 15 de agosto, chega a Manaus o projeto “Garota VIP”, do cantor Wesley Safadão. Na mesma noite se apresentam ainda Harmonia do Samba e Márcia Felipe & Forró da Curtição. A festa será no sambódromo. Quem retorna à capital amazonense, igualmente no mês de agosto, é o cantor Léo Magalhães. Sucesso de público, ele fará um show especial que irá acontecer no estacionamento do Sumaúma Park Shopping. Inovando no mercado de entretenimento, a Fábrica vai realizar um evento no maior centro de compras da zona Norte de Manaus. E para finalizar a programação da Fábrica durante o oitavo mês do ano, chega a vez de curtir uma festa diferente. O espaço Podium da Arena da Amazônia vai receber no dia 23 de agosto um dos maior es festivais de “música e cor” do mundo, o Happy Holi, com muita música eletrônica, diversão e cores farão parte da festa. Pensa que acabou? Este é apenas o “start” do segundo semestre de 2015 da Fábrica de Eventos, muita coisa ainda vem por aí. Preparemse para os melhores shows da cidade.

Grupo Harmonia do Samba e o cantor Belo estão entre os nomes que vêm a Manaus em agosto

Bruno Mazieri E-mail: brunomazieri@gmail.com

Junho com gosto e cheiro de infância Para muitos, o mês de junho é representado pelo Festival Folclórico de Parintins. Mas para este que vos escreve, não. Apesar de ser alucinado pela festa de Caprichoso e Garantido – pela ordem alfabética, por favor! – quando junho chega, só consigo lembrar da minha infância, distante de tal evento. Todo dia 12 de junho, meu pai e eu tínhamos um encontro marcado: soltar fogos na praça próxima de onde morávamos. Ele chegava do trabalho, cansado, mas mesmo assim cumpria a promessa de me levar estourar as bombinhas (aquelas que basta jogá-las ao chão) e bombinha (aquelas que acendemos com o uso de fósforo e/ou isqueiro). Não sei por qual motivo, mas isso ficou gravado na minha memória. Na mesma praça era realizado uma espécie de festival folclórico com direito a palco, quadrilha, danças e, claro, comida, muita comida. Da janela do apartamento no qual eu morava, era possível ver tudo. Mas como toda criança, eu nunca queria ver de longe, sempre de pertinho, sentado na beirada do palco. E como eu era feliz naquele momento. Amava ver os passos ensaiados e colocados em prática com precisão, sem erros. Por lá, ainda tinha uma atração chamada de “Monga – A Mulher Macaco”, muito comum em boa parte do país. Com uma mistura de realidade e ilusionismo, entrávamos em uma espécie de cabana e ali víamos uma mulher – nem sempre bonita – transformar-se em macaca. A

gritaria era coletiva, mas o desejo de ver aquilo se transformar novamente, na minha frente, era incontrolável. Aliás, controlável eram os meus pais que não aguentavam mais gastar dinheiro bancando essas brincadeiras. No domingo, último dia da festa, minha mãe não me deixava descer, tudo porque no dia seguinte eu tinha aula de manhã cedinho. Assim sendo, eu sentava na máquina de lavar roupas, bem na área de serviço, cruzava os braços na janela, apoiava a cabeça e de lá acompanhava tudo. Todas as danças, as brincadeiras, conferia quais amigos estavam por lá... Eram tempos maravilhosos e que, volta e meia com a chegada de junho, acabo por sentir saudades. Outra lembrança é com relação à Festa de Santo Antônio de Borba, terra onde nasceu a minha vó Zenir. Apesar de nunca ter conseguido ir até o festejo, tínhamos quase que uma tradição: levar a vovó para embarcar no navio D. Carlota, rumo a Borba. Como ela era passageira constante do navio – ou seja, todos os anos ela viajava nele – nós acabávamos entrando, vendo a sala de TV, o restaurante e todas as outras curiosidades do lugar. Infelizmente, eu ficava de férias do colégio somente depois da festa e eu nunca conseguia embarcar com ela. Sem falar que a passagem era caríssima. Essas e outras lembranças fazem de junho um mês com gosto e cheiro de infância. Saudades de ser criança em pleno mês de junho.

Bruno Mazieri Jornalista

Apesar de ser alucinado pela festa de Caprichoso e Garantido – na ordem alfabética, por favor! – quando junho chega, só consigo lembrar da minha infância”


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GILMAL

REGI

ELVIS

MÁRIO ADOLFO

Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4

Este é um momento de entender e sentir. Tenderá a buscar o sentido mais profundo de tudo o que estiver acontecendo. Deixe de lado alguns questionamentos que vem fazendo e aceite a felicidade na sua vida como um fato real. Há sinal de boas energias. Cuidado com a interferência de ideias plantadas saiba diferenciar o que lhe pertence ou não. Não reclame nem deixe o tempo levar seus sonhos, agrade sua criança interior sempre.

TOURO - 20/4 a 20/5

Embora haja o desejo de se destacar profissionalmente, não perca o foco de seus compromissos familiares. É preciso muito cuidado com as reações emocionais exageradas nesta noite. Mantenha suas prioridades em ordem para poder aproveitar novas oportunidades que possam surgir. Dedique-se ao perdão, livre-se das mágoas e tristezas.

GÊMEOS - 21/5 a 21/6

A Lua ilumina a Casa da Fé, aumentando sua autoconfiança. Os estudos serão os mais favorecidos. A noite vai estimular a expressão dos sentimentos e as manifestações de carinho. Foque energia em sua capacidade ajude os que são importantes para você, não desista das pessoas ou dos seus sonhos. Planeje mais as finanças, seu dinheiro vai render.

CÂNCER - 22/6 a 22/7

Está mais do que na hora de abandonar tudo o que for ultrapassado e pensar em um novo conceito na maneira de administrar Sua atividade profissional. Fique alerta, pois problemas de terceiros cairão no seu colo, e será difícil dizer não. A vida amorosa precisa de mais tempo e determinação para acontecer de fato, ame sem sufocar a pessoa amada precisa de espaço.

LEÃO - 23/7 a 22/8

Tenderá a buscar o sentido mais profundo de tudo o que estiver acontecendo. Apesar da sua insegurança na paixão, há sinal de boa sintonia. Cuidado com a interferência de terceiros, não se deixe levar pela opinião dos outros. Não reclame nem deixe o tempo levar seus sonhos. Aproveite a felicidade, é tempo de fazer planos de mudanças de vida, de ser feliz, de viver intensamente.

VIRGEM - 23/8 a 22/9

Entender as fraquezas dos outros nem sempre é tarefa fácil. Poderá se decepcionar com pessoas que julgava de sua confiança, mas encare isso como um fato normal, não sofra tome as decisões que achar mais conveniente. Vale contar com a sua intuição e sensibilidade para captar o desejo dos outros. Excelente astral na vida amorosa, aproveite os momentos que estiver ao lado da pessoa amada.

LIBRA - 23/9 a 22/10

No trabalho sua convicção a respeito de suas possibilidades aumentará e trará segurança. Cuidado para não deixar a vaidade e o orgulho. No amor sua indiferença pode lhe gerar problemas sérios. Na saúde cuidado com o desequilíbrio, alimentação e dieta requer cuidado. O pet pode estar carente e precisando de atenção. Busque ajuda através do floral. Cuidados com a casa, se decidir pela reforma, faça tudo com planejamento.

ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11

Não seja orgulhoso e conte agora com a poderosa proteção de pessoas conhecidas. Boas influências para revelar planos para o futuro, fazer amigos, obter resultados positivos e práticos. Influências benéficas dos astros. Ótima intuição e bastante alegria para as coisas novas. Busque aprender mais do mundo espiritual. Trabalho em crescimento e evolução, poderá ser surpreendente o resultado e as mudanças que irão ocorrer.

SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12

Confie na sua capacidade de receber pessoas e deixar todos a vontade! O astral revela um grande potencial para trabalhar com atividades ligadas à diversão e ao entretenimento, se sente vontade de entrar neste mundo, não perca tempo. Sua vida amorosa pode encontrar barreiras. Você terá dificuldade para mostrar o que sente, mesmo na intimidade com a pessoa amada. Abuse da cor rosa para suavizar seu coração.

CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1

As viagens de lazer ou comerciais trarão bons resultados, o momento se apresenta favorável, tanto para o descanso como para iniciar novos desafios. Ganhos inesperados podem mudar seus planos e direções. Em relação ao coração esqueça as mágoas passadas, não se alimente de frustações, olhe a vida para a frente com esperanças renovadas. Busque respostas na espiritualidade do bem.

AQUÁRIO - 20/1 a 18/2

Pode aparecer alguém especial que irá mexer com seu coração, não se sinta intimidada (o). O não você já tem. Procure estar disponível e se faça presente, até ser notada (o). Como adora sentimentos arrebatadores, é comum encantar-se à primeira vista, mas cuidado com os impulsos. Por outro lado, quando encontrar a pessoa ideal, entrega-se às emoções e faz o possível para viver um romance feliz.

PEIXES - 19/2 a 20/3

A imaginação está altamente estimulada. Você tende a se envolver com os mais diversos sentimentos e imagens emocionais. Mas viva tudo isso sem perder seu eixo.

Cinema

Cruzadinhas

PRÉ-ESTREIA Divertida Mente: EUA. Livre. Crescer pode ser uma jornada turbulenta, e com Riley não é diferente. Ela é retirada de sua vida no meio-oeste americano quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco. Como todos nós, Riley é guiada pelas emoções – Alegria (Amy Poehler), Medo (Bill Hader), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Mindy Kaling) e Tristeza (Phyllis Smith). As emoções vivem no centro de controle dentro da mente de Riley, onde a ajudam com conselhos em sua vida cotidiana. Conforme Riley e suas emoções se esforçam para se adaptar à nova vida em São Francisco, começa uma agitação no centro de controle. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola. Cinemark 3 – 19h30 (3D/dub/somente terça-feira); Cinépolis Millennium 4 - 20h (3D/leg/somente terça-feira); Cinépolis Ponta Negra 4 – 21h20 (3D/leg/somente terça-feira).

ESTREIAS Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros: EUA. 14 anos. No Jurassic Park, o público pode conferir shows acrobáticos com dinossauros e até passear perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para a existência humana. Cinemark 4 – 16h30, 19h20 (3D/dub/diariamente), Cinemark 6 – 12h45, 15h30, 18h20, 21h10 (3D/dub/diariamente), 0h (3D/dub/somente sexta-feira e sábado), Cinemark 7 – 11h40 (dub/somente sábado e domingo), 14h30, 17h20, 20h20 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis Millennium 1 – 14h (3D/leg/somente sábado e domingo), 16h45, 19h30, 22h15 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 17h30, 20h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 18h30 (3D/dub/diariamente), 15h45, 21h15 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 14h (3D/dub/somente sábado e domingo), 16h45, 19h30, 22h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 13h (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h45, 18h30, 21h15 (3D/dub/ diariamente), Cinépolis Plaza 3 – 17h30, 20h15 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 14h40, 23h (3D/leg/somente sábado e domingo), 17h30, 20h20 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 13h (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h50, 18h30 (3D/dub/diariamente), 21h20 (3D/dub/exceto terçafeira); Cinépolis Ponta Negra 5 – 14h (3D/dub/somente sábado e domingo), 19h30 (3D/dub/diariamente), 16h40, 22h10 (3D/leg/diariamente); Kinoplex 3 – 16h, 18h40, 21h20 (3D/dub/diariamente), 13h30 (3D/dub/somente sábado e domingo), Kinoplex 5 – 15h30, 20h50 (3D/dub/diariamente), 13h (3D/dub/ somente sábado e domingo), 18h10 (3D/leg/diariamente). Deixa Rolar: EUA. 14 anos. Escritor que não acredita no amor é desafiado pelo chefe a escrever uma comédia romântica. Tudo vai bem até ele conhecer uma linda mulher que muda a sua forma de pensar. Cinépolis Millennium 2 – 15h30 (leg/diariamente), Cinépolis Millennium 6 – 19h (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 16h30, 22h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 13h20 (leg/somente sábado e domingo), 18h (leg/diariamente). Sob o Mesmo Céu: EUA. 12 anos. Após fracassar em uma missão, o militar Brian Gilcrest (Bradley Cooper) é enviado de volta para o Havaí, sua terra natal, para supervisionar o lançamento de um satélite. Lá, ele se reaproxima de um amor do passado, ao mesmo tempo que começa a se apaixonar por uma piloto da Força Aérea. Cinemark 2 – 13h20, 15h50, 18h30 (dub/diariamente), 21h (dub/exceto quarta-feira), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis Millennium 6 – 14h15 (leg/somente sábado e domingo), 16h30, 21h45 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 13h50 (leg/somente sábado e domingo), 19h30 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 15h30, 20h30 (leg/diariamente).

CONTINUAÇÃO Qualquer Gato Vira-Lata 2: BRA. 12 anos. Cinemark 5 – 13h, 15h40, 18h10 (diariamente), 20h50 (exceto quintafeira e domingo), 23h20 (somente sexta-feira e sábado), Cinemark 8 – 11h20 (somente sábado e domingo), 14h10, 16h40, 19h10, 21h50 (diariamente); Cinépolis Millennium 5 – 16h, 18h45, 21h (diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 13h30 (somente sábado e domingo), 16h15, 18h45, 21h30 (diariamente), Cinépolis Plaza 8 – 18h, 20h30 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 15h40, 21h30 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h50 (somente sábado e domingo), 17h10, 19h50, 22h20 (diariamente); Kinoplex 2 – 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (diariamente).

(dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 16h20, 21h50 (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 18h30 (dub/diariamente), 13h20 (dub/somente sábado e domingo).

A Espiã que Sabia de Menos: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 16h10 (dub/diariamente), 18h50 (dub/exceto terçafeira e quarta-feira), 21h30 (dub/exceto terça-feira), 22h (dub/somente terça-feira); Cinépolis Millennium 4 – 15h (dub/diariamente), Cinépolis Millennium 7 – 14h45 (dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Plaza 7 – 15h30, 21h

Terremoto – A Falha de San Andreas: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 13h40, 16h20, 19h, 21h40 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 4 – 20h (3D/dub/exceto terça-feira), Cinépolis Millennium 4 – 17h45, 22h30 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 13h45 (3D/dub/somente sábado e domingo), 16h30, 19h15, 21h45 (3D/dub/diariamente); Cinépolis

Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível: EUA. 10 anos. Cinemark 4 – 13h30, 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 18h, 20h45 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 18h15 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 8 – 15h15 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 18h20 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 13h30 (dub/somente sábado e domingo), 19h (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 15h20, 21h (dub/diariamente).

Ponta Negra 9 – 17h40 (leg/diariamente), 22h40 (leg/somente sábado e domingo), 15h, 20h10 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 16h40, 19h05, 21h30 (dub/diariamente). Poltergeist - O Fenômeno: EUA. 12 anos. Cinemark 3 – 14h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 15h, 17h15, 19h45, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 19h20 (leg/diariamente). Mad Max – Estrada da Fúria: AUS. 16 anos. Cinépolis Millennium 3 – 14h30 (3D/leg/somente sábado e domingo); Cinépolis Plaza 3 – 14h45 (3D/dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Ponta Negra 10 – 14h30 (leg/somente sábado e domingo). Os Vingadores 2 – A Era de Ultron: EUA. 16 anos. Kinoplex 1 – 13h55 (dub/diariamente).


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D´CASTRO

Encerra hoje a visitadíssima Feira de Artesanato do Manaus Plaza Shopping. O lugar transpira artesanato de produtos reciclados. Por lá, vocês terão a oportunidade de conferir a exposição dos trabalhos de cinco artesãs do Amazonas. A feira acontece no térreo do centro de compras.

FOTOS: JANDER VIEIRA

Vale conferir

Zizi e Luiza Possi com o anfitrião Juca

Showzaço

Tablado

A Prefeitura de Manaus promoveu um show todos especial de boas-vindas aos membros do Instituto Internacional de Teatro, que estão na cidade para definir detalhes do Congresso que acontece em junho do ano que vem na cidade. A comitiva foi recebida pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, que destacou o papel do evento, deixando mais uma vez Manaus em evidência para o mundo. A festa foi embalada pelo canto e encanto do Grupo Imbaúba.

Juca Semen mais uma vez acertou. O show “Divas” com Luiza e Zizi Possi foi irretocável, perfeito, assinado pela sua Sunset. Uma noite embalada pelos sucessos que levaram ao delírio o público no Dulcila da Ponta Negra. Zizi, dona de voz marcante – repartindo a cena com a talentosa filha Luiza – fez do evento um momento divinal, único. Quem foi adorou!

jandervieira@uol.com.br - www.jandervieira.com Marcus Hoaegen e sua Meg

Mônica Santaella e Bonates Jr.

O governo do Amazonas, por meio da Afeam, lançará em Itacoatiara, amanhã, o programa estadual de microcrédito Banco do Povo. Criado pelo governador José Melo, o programa é voltado aos trabalhadores autônomos, microempreendedores individuais, profissionais liberais, produtores rurais e micro e pequenas empresas. O BP objetiva incentivar o empreendedorismo em atividades produtivas que gerem trabalho e renda, por meio de crédito orientado aos visionários que queiram iniciar, manter ou ampliar seu próprio negócio em todo o Estado do Amazonas.

Graça Assis, Cleide Avelino e Valdenice Garcia

Antonio Silva e sua Norma Regi Aquino e Ronney Peixoto

Naira e Antonio Norte Filho

PARINTINS

Anitta na Festa dos Visitantes A secretária de Cultura de Parintins, Sinatra Santos, confirmou que a funkeira Anitta é a atração nacional da Festa dos Visitantes do Festival Folclórico de Parintins. No final de semana, o secretário-executivo adjunto do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), coronel Dan Câmara, esteve em Parintins para uma vistoria no estádio Tupy Cantanhede onde acontecerá a festa, marcada para o próximo dia 25. Ele informou que o Estado elaborou um plano tático

Selma Reis mais Sérgio Martins e sua Márcia

Jander Vieira

Incentivo importante

TADEU DE SOUZA Equipe EM TEMPO

Eliane Schneider e Norma Araújo

para segurança tanto da festa quanto do festival em si. O comandante do Corpo de Bombeiros, Alexandre Freitas, também participou da vistoria e disse que os principais pontos verificados foram a saída de emergência e outras áreas de acesso ao estádio. A cantora Anitta já postou em seu site oficial que estará no próximo dia 25 no Amazonas conhecendo as belezas da terra dos bumbás. O prefeito de Parintins, Alexandre da Carbrás, também confirmou a vinda da cantora. “Eu estive em Manaus no início da semana para uma

conversa com o governador José Melo e justamente cuidando dos preparativos finais para a Festa dos Visitantes e aí vamos ter a cantora Anitta. Está confirmadíssimo”, afirmou. Segundo o prefeito o evento acontece porque o governo do Estado ajuda o município e, mesmo com a redução dos gastos com o evento, está havendo grandes investimentos. “O governador José Melo foi sensível mais uma vez à nossa realidade. Sou muito grato por isso e com ajuda de Deus vamos ter uma grande festival”. DIVULGAÇÃO

A funkeira estará na Festa dos Visitantes, marcada para o dia 25, no estádio Tupy Cantanhede

Manoel Netto e Mônica Bonfim

Protázio Botelho e Rebeca Lima

Andréa Medeiros e George Tasso

Marcelo Simões e sua Vera

Silvia Tuma e Lupercino Nogueira


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EM TEMPO - 14 de junho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu