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EM TEMPO - 14 de maio de 2017

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Na alegria ou na tristeza, mãe com certeza Em reportagem especial do Dia das Mães, o EM TEMPO relata dramas e histórias de luta de mães que sofrem com a vida, mas que têm sempre a esperança de superação das adversidades em todos os momentos. | País B6 e B7, Dia a dia C3, C4 e C5, Pódio D1 e Elenco | ARTHUR CASTRO

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

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ANO XXIX – Nº 9.476 – Manaus, domingo, 14 de maio de 2017 – Presidente: Otávio Raman Neves – Diretor Execuঞvo: João Bosco Araújo

| ELDORADO |

Amazonenses buscam Lisboa contra a crise Capital portuguesa tem sido destino mais procurado por estudantes e profissionais em busca de oportunidades de | Economia B4 e B5 trabalho e uma vida melhor.

| ELEIÇÃO |

PR lança Marcelo e busca apoio Partido reúne com lideranças da capital e do interior e fecha com Marcelo Ramos como candidato a governador, mas ainda não definiu quem será o seu vice. Legenda continua aberta para propostas e negociações. | Última hora A2

| DIVULGAÇÃO

| CRÉDITO |

Em tempos ‘bicudos’, o velho e bom fiado vale Proprietários de pequenos estabelecimentos, como mercadinhos, não desanimam com a situação da economia e abrem esse tipo de crédito para os seus clientes. | Economia B3

| ARTHUR CASTRO

A vereadora Joana D’Arc, Marcelo Ramos, Wilson Lima e os deputados Alfredo Nascimento e Sabá Reis

| IONE MORENO

| DAVID ALMEIDA |

| RENOVAÇÃO |

Governador até o último momento

Faltam novos nomes na política local

David Almeida (PSD), 48, pretende alavancar os projetos e investimentos deixados pelo seu antecessor e quer imprimir sua marca até o último dia do seu mandato como governador. | Política A7

Às vésperas da eleição para governador e vice, o quadro político amazonense não apresenta novidades ou opções para o eleitorado, e os candidatos são os mesmos para comandar o Estado. | Política A5

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| MICHAEL DANTAS

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A2

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

Edição: Thiago Monteiro Email: ultimas@emtempo.com.br Telefone: (92)3090-1013

ÚLTIMA HORA

| ZONA OESTE |

| GOVERNO | DISPUTA |

Bairro comemora Dia das Mães

Marcelo Ramos é o candidato do PR

Isac Sharlon

Hoje (14) à tarde acontece a 11ª edição da Festa do Dia das Mães, na rua Bela Vista, bairro Vila da Prata, Zona Oeste de Manaus. Além de som ao vivo com bandas locais e DJs, a organização planeja homenagear as mamães com sorteios de brindes. “A iniciativa surgiu para reunirmos um grupo de mães e celebrar essa data tão especial. A princípio, esse encontro era simples e realizado no quintal de uma casa, mas, com o passar do tempo, cresceu e se tornou um evento de grande porte. Esperamos superar a edição anterior e reunir cerca de 3 mil pessoas desta vez”, comentou a idealizadora do projeto Leninha Fernandes, 51. Ainda segundo ela, passarão pelo palco as bandas “Suado de Bom”, “Forró Suado”, além da apresentação dos cantores Walmir Moreno, Juninho Show e a própria Leninha Fernandes. “A regra é tocar de tudo. Quem for prestigiar o evento vai poder dançar desde o boi-bumbá até o forrozinho pé de serra. Ninguém vai ficar parado”, destacou Fernandes.

| DINHEIRO |

Movimentação intensa para saques do FGTS

O partido busca apoio de outros grupos políticos do Amazonas para criar uma coligação e gerar força para a campanha Daniel Landazuri

A

pré-candidatura de Marcelo Ramos ao governo do Estado foi oficializada pelo Partido da República (PR), na manhã de ontem (13), durante encontro com políticos eleitos, representantes municipais e filiados da sigla, que foi realizado no auditório Berlamino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na Zona CentroSul de Manaus. O evento contou com todos os prefeitos e autoridades da sigla. O partido agora busca apoio de outros grupos políticos para criar uma coligação e gerar força para a campanha. O anúncio aconteceu após Marcelo se reunir, na semana passada, com o presidente regional do PR, o deputado

federal Alfredo Nascimento, e o presidente nacional da legenda, Antônio Carlos Rodrigues, em Brasília, para apresentar o atual cenário político no Amazonas. Ao EM TEMPO, Marcelo informou que toda a liderança do partido está conversando para unir forças políticas, tanto na capital quanto no interior do Estado, para viabilizar financeiramente uma campanha que ao ver do parlamentar será muito árdua, devido ao curto prazo. “A tarefa a partir daqui será fazer com que essa candidatura represente um arco de alianças vitoriosas. Iremos buscar criar as condições para que essa candidatura seja viável, até porque o momento é para pensar em uma estabilidade e numa transição segura, para que o Amazonas possa tomar um caminho de

retomada do desenvolvimento”, disse Marcelo. Até o fechamento desta edição, o partido ainda não tinha definido quem seria o vice de Marcelo Ramos. Apoio ao candidato De acordo com o presidente regional do PR, deputado Alfredo Nascimento, conversas estão sendo feitas em busca de apoio de outros partidos, principalmente para alcançar as intenções de voto no interior do Estado. “O partido tem um bom candidato, que é líder das intensões de voto na capital, mas sabemos que precisa agregar pessoas no interior para aumentar a possibilidade de ganhar essa eleição. Teremos pouco tempo nessa campanha, por isso estamos conversando com muita gente”, disse Nascimento.

Lideranças do PR fizeram uma reunião ontem (13) na Assembleia Legislativa do Amazonas

| IONE MORENO

Manauense foi à agência bancária ontem (13)

Joandres Xavier

A movimentação nas agências bancárias da Caixa Econômica Federal foi intensa ontem (13). Um total de 84.794 amazonenses pode sacar um montante de R$ 88,3 milhões na abertura da 3ª fase de saques de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com a Caixa Econômica Federal, o total de contas contempladas no Amazonas corresponde apenas a 1,12% de todo o total disponibilizado para o país inteiro, onde também segue o mesmo calendário. Quanto ao valor que deve ser sacado, corresponde apenas a 0,81% do total disponível para todo o Brasil. Em todo o país, 7,6 milhões de brasileiros poderão fazer os saques nesta 3ª fase, somando um total de R$ 10,8 bilhões em recursos que serão liberados. Nessa 3ª fase, poderão sacar pessoas que nasceram nos meses de junho, julho e agosto. A Caixa Econômica informou que para sacar valores até R$ 1.500, o trabalhador deve se dirigir aos postos de autoatendimento e retirar o montante somente com a senha do Cartão Cidadão. Para valores até R$ 3.000, o

| IONE MORENO

saque pode ser feito com o Cartão Cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas e correspondentes do banco. Acima de R$ 3.000, os saques devem ser feitos diretamente nas agências. Quando forem fazer os saques ou resolver pendências, para facilidade no atendimento, os trabalhadores devem sempre ter em mãos o documento de identificação e Carteira de Trabalho, ou outro documento que comprove a rescisão de seu contrato. Para valores acima R$ 10 mil, é obrigatória a apresentação de tais documentos. Depois de iniciados o calendário de saque, o trabalhador tem até o último mês de julho para retirar o seu dinheiro no regime especial facilitado. Balanço Iniciado no dia 10 de março, os saques das contas inativas no Amazonas registraram que até o último dia 5 de maio, um total 116.069 amazonenses retiraram um montante de R$ 140,1 milhões. Em nível nacional, as duas primeiras fases de saques até o dia 5 de maio somaram um número de 10,6 milhões de brasileiros que retiraram um total de R$ 16,6 bilhões, injetados na economia de todo a Federação.

| CENTRO |

Incêndio de grande proporção destrói depósito Gabriel Costa

A fumaça negra causada por um incêndio de grandes proporções atingiu um depósito na rua Emílio Moreira, Centro, na manhã de ontem (13). Ela pôde ser vista de vários pontos da cidade. Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), não houve registro de mortos ou feridos. Ainda de acordo com o órgão, um ônibus ficou completamente queimado. Ele estava no depósito, onde

ficavam guardadas mercadorias confeccionadas com plástico e material emborrachado, o que ajudou, segundo agentes do Corpo de Bombeiros, a alastrar as chamas rapidamente. O gerente da empresa responsável pela manutenção do prédio, Heliomar Fontes, acredita que o incêndio pode ter sido criminoso. “Não existe rede elétrica dentro do prédio, existia resto de mercadoria, mas nada eletrônico que poderia gerar fogo. Os vizinhos

me informaram que usuários de drogas costumavam entrar por uma grade e consumir entorpecentes lá dentro”, afirmou o gerente, que lamentou a perda material. Segundo Fontes, houve perda total no local. “Perdemos tudo que estava lá dentro. Agora, só nos resta correr atrás do prejuízo”, concluiu Heliomar Fontes. Oito viaturas do Corpo de Bombeiros foram deslocadas até o local e foram usados, aproximadamente, 54 mil litros de água para combater o fogo.

Chamas destruíram o depósito

| IONE MORENO


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OPINIÃO

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

Edição: Aldísio Filgueiras Email: opiniao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013

CONTEXTO

EMERSON QUARESMA |

EMERSONQUARESMA @ EMTEMPO . COM . BR

|

QUARESMA . EMERSON @ GMAIL . COM

| 92-3090-1017

Um check-up médico para a eleição Após um procedimento cirúrgico de urgência no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o exprefeito Amazonino Mendes (PDT) passa bem. Agora ele seguirá por terras paulistas para fazer um check-up geral da sua saúde, a fim de turbinar a sua presença na campanha eleitoral pelo governo-tampão, como cabeça de chapa. Há 5 anos longe de mandatos majoritários e há 9 sem disputar uma eleição, Amazonino tem atuado nos bastidores como consultor político ou, como ele mesmo já disse, como um “doutrinador de jovens”. Duas vezes governador do Estado, três vezes prefeito e uma senador, ele voltou no ano passado a testar a sua presença em aparições públicas. Em muitas delas, como na UEA, ele recebeu aplausos espontâneos. Não é dia de santo Amazonino e os demais nomes do cenário político amazonense, que se colocaram no game para disputar a eleição suplementar, têm até 16 de junho para fechar as últimas pontas das alianças. As convenções começam no Dia dos Namorados. Eu não... Diferente de Amazonino, o deputado Serafim Corrêa (PSB) desta vez não entrará na linha de frente do pleito. Diz que caberá mesmo ao seu filho, o vereador Marcelo Serafim, articular a candidatura sob a retaguarda da executiva do partido. ...ele sim Sobre possíveis alianças que garantam a musculatura eleitoral para esta disputa, o pai, que carrega uma longa experiência de vitórias e derrotas eleitorais em quase 30 anos, diz que agora toda condição caberá ao filho. Indireta Mesmo com as datas das eleições já definidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) - dia 6 de agosto, primeiro turno, e o segundo no dia 27 do mesmo mês -, o parlamento estadual manterá a programação de recorrer por eleição indireta. Indireta 2 O líder do governo no poder, deputado Sabá Reis (PR), afirma que a procuradoria da casa já

tem uma petição pronta para ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), assim que for publicado o acórdão do processo de cassação do ex-governador José Melo (Pros). Indireta 3 Apesar da minirreforma eleitoral,SabáobservaqueaConstituição Federal e a estadual dizem que em casos como esse a eleição se daria de forma indireta, com votação restrita ao Poder Legislativo. “A minirreforma não alterou o que está dito na Constituição”, avalia. Mãos à obra Mas, antes da eleição, o governador David Almeida (PSD), que vem de uma agenda política intensa, deve mostrar mais força nesta semana. Ele acompanhará a retomada das obras de duplicação da rodovia estadual AM-070 (Iranduba/Manacapuru) e da avenida das Flores, Zona Norte de Manaus. Revendo Um dia depois de desconfiar do levantamento do deputado Serafim Corrêa (PSDB) sobre a tendência de queda nos repasses da União e do Estado aos municípios do Amazonas, o presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), João Campelo, voltou atrás. Confirmando Um estudo comparativo mostrou que é real a curva de queda tanto do governo federal quanto do estadual. A explicação para

| APLAUSOS |

EDITORIAL A campanha dos R$ 0,20 A política brasileira, em geral, e a amazonense, em particular, começam a sofrer influência do preço da tarifa do ônibus, em um movimento que (talvez) sugere que ela (a política), enfim, acabe encontrando o seu melhor caminho pousando os pés no chão e não a cabeça nas nuvens. Em 2013, uma rasante da juventude brasileira promoveu um realinhamento político ao ir às ruas (isto é, pôs os pés no chão) e protestou contra o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte coletivo de algumas cidades. Com certeza o alvo não era a presidente da ocasião, Dilma Rousseff, mas ela sofreu um impeachment e seu vice, Michel Temer, assumiu a Presidência... e a tarifa aumentou. Um tiro no que foi visto e um buraco no pé que não estava na mira. O ônibus volta a protagonizar um enredo político, agora, aqui, em Manaus, quando todo o país está voltado para as reformas da Previdência e a trabalhista, que estão criando um clima de fim de século 19 ao dia a dia nacional. Até o momento, somente os sindicatos dos rodoviários e das empresas concessionárias do transporte coletivo pareciam dominar o assunto, embora uma considerável massa de usuários fosse atropelada todos os dias, o dia todo, em uma ação completamente sem controle. Esse mesmo ônibus, e não qualquer outra reforma que o governo interino de David Almeida pretenda fazer, pode alterar a condução do processo sucessório de José Melo. De repente, Arthur Neto, o prefeito de Manaus, reassume o protagonismo na cidade, depois de uma ausência justificada por questões de saúde que todos conhecem e em que a capital amazonense parecia que perdera o controle. David Almeida e Arthur Neto, neste fim de semana, acenaram com a possibilidade de reduzir o preço da passagem do ônibus, com o retorno do subsídio do governo estadual retirado sem justificativa plausível por José Melo. Os “R$ 0,20” mais uma vez, como valor simbólico, podem render muito mais – uma nova linha política para a cidade e o Estado. A conferir.

| FRASE |

esse movimento, segundo ele, se deve ao recuso da arrecadação de ICMS da indústria e do comércio no país e no Estado.

“Olha, eu acho que devo ter errado, mas confesso, vai parecer pretensioso… Acho interessante, eu não consigo detectar onde errei. Devo ter errado, não há a menor dúvida. [...] Vocês não podem me ajudar se errei em alguma coisa? Como tudo foi muito rápido, a própria formação do Ministério foi algo fulminante. E fui tomando providências reformadoras”

Alertando Campelo até fez um alerta aos prefeitos entes associados, apontando que o momento requer cautela das gestões financeiras municipais, por conta das conhecidas dificuldades econômicas que o Brasil e o Estado do Amazonas atravessam.

Michel Temer, presidente, em entrevista ao jornal “O Globo”, ao completar na sexta-feira (12) 1 ano no poder, faz um balanço positivo de sua gestão, diz que errou algumas, mas pede aos seus assessores que o lembrem desses erros que ele não conseguiu de listar.

Conscientização O hospital Adriano Jorge promove amanhã (15) uma ação social alusiva ao Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses (conjunto de doenças metabólicas hereditárias e raras), que têm entre os seus sintomas atrasos no desenvolvimento e defeitos cardíacos. A força... Como parte da programação em comemoração ao Dia das Mães, o Amazonas Shopping passou a adotar a reserva de vagas de estacionamento preferenciais para as grávidas, mesmo não havendo nenhuma lei prevendo esse tipo de concessão. ...das mães O superintendente do centro de compras, Eduardo Zucareli, diz que a ação é também uma forma de homenagear o público feminino, que representa, hoje, 52% dos clientes que frequentam o shopping.

| VAIAS |

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A todas as mães do mundo pelo dia de hoje e de sempre, pelo belo milagre de gerar a vida que a elas foi concedido. Mas, um aplauso em especial àquelas mulheres que resistem aos dias sombrios por conta da perda de suas crianças, ao cárcere dos seus filhos envolvidos com a criminalidade e à injustiça de um sem número de xingamentos em estádios.

Ao governo francês, pela cobrança de até 430 euros (cerca de R$ 1,5 mil) de pedágio aos brasileirosquequeremvisitaraGuianaFrancesa, por terra, na travessia de uma nova ponte de 378 metros, que liga a cidade de Oiapoque, ao norte do Amapá, à cidade guianense de Saint-Georges. Um voo do Brasil para o país vizinho pode sair bem mais barato.

JOÃO BOSCO ARAÚJO Lula e Mujica O jornalista Pedro Bial, num programa de entrevistas na Rede Globo, há poucos dias, teve como convidado e entrevistado o expresidente da República do Uruguai, o notório José Mujica, mais conhecido como Pepe Mujica, chancelado internacionalmente como “o mais pobre de todos os presidentes do mundo”. Na conversa que manteve com Bial revelou-se mais uma vez a encantadora personalidade desse político originalíssimo. Mujica, ainda muito jovem, participou da guerrilha dos Tupamaros, que lutavam para implantar um governo socialista naquele país. Em razão dessas atividades foi preso e, ao todo, chegou a viver encarcerado por cerca de 14 anos, vários deles em regime de isolamento solitário. Mais adiante, anistiado pelo Estado, passou à prática formal da política institucional e acabou por chegar à presidência da república, onde veio a evidenciar uma ação governamental essencialmente popular, fiel às suas convicções de político da esquerda. Aí, Pepe Mujica expressou plenamente seu feitio e sua personalidade e, em algum tempo, tornou-se uma figura política mundialmente conhecida e ganhou o epíteto de “o mais pobre dos presidentes”. Recusou morar no palácio presidencial e permaneceu na chá-

cara em que sempre viveu com a mulher; continuou a usar o fusquinha que, ainda hoje, é o único carro do seu uso e da sua propriedade; grande parte do ordenado presidencial, dizem que cerca de 90%, era doado a organizações políticas e a instituições filantrópicas; como outro Nelson Mandela, mostrou-se generoso, desprovido de revanchismo e fiel a si mesmo e às suas inclinações e convicções. Mujica é o político que incorporou o autêntico espírito público, imune às ambições pessoais e à sede de poder, seja político e sobretudo econômico. É um estadista, e do tipo que a qualquer país convém, principalmente a nós, cujas sucessivas tentativas no sentido de achar um só que fosse, em nada deram. Esse é o José Mujica, que deixou a presidência do Uruguai, pobre, simples e fiel a si mesmo, como quando a assumiu. Complicado, então, entender o fato de, passando pelo Brasil, aparecer num ato público, sentado à mesa ao lado de Lula. Lula, como acabou por revelar, tem todas as características de um anti-Mujica: quando prometia mudanças radicais das práticas políticas, acabou por consolidar as piores dessas mesmas práticas; quando se esperava dele apenas compromissos com o povo, veio a aliar-se com empresários

João Bosco Araújo

Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO.

corruptos para saquear o erário; criou à sua volta um grupo de áulicos com os quais pretendia a perpetuação no poder. Na verdade, até aí, nada de novo. Trata-se de uma velha prática que acompanha as ideologias e que fazem delas o contraponto do pensar, do analisar e do criticar. Quando Stalin praticava gigantesco genocídio em várias das “repúblicas soviéticas”, ouvia-se dos ideólogos marxistas a tese de que se tratava de uma necessidade histórica, a fim de assegurar a vitória do socialismo. Quando a ditadura agonizava no Brasil, foi grande o sucesso nos meios universitários, de um pequeno livro de um marxista brasileiro, que separava as linhas de pensamento em as que facilitam a ditadura do proletariado, a serem defendidas, e as que a retardam e devem ser refugadas. E lixe-se a veracidade... Nada a estranhar, então, quando Mujica e Chico Buarque são solidários a Lula e ao PT. Lula se justifica simplesmente por razões ideológicas, faça ele o que fizer, seja ele quem for.


A4

OPINIÃO

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

OLHO DA RUA

PAINEL DANIELA LIMA

O segredo da corte O ministro Edson Fachin tem, sob sua guarda, termos da delação da Odebrecht ainda sigilosos que envolvem integrantes de diversas esferas do Judiciário. As informações prestadas por delatores da empreiteira sobre nomes da Justiça e de alguns de seus parentes estão entre os 25 pedidos de inquérito formulados pela Procuradoria-Geral da República que ainda não foram divulgados pelo relator da Lava Jato no STF. Os documentos já despertam insegurança no STJ e no TCU, por exemplo. EM ALERTA A relatoria da Operação Lava Jato fez com que Fachin mudasse não só seus hábitos pessoais, como também o esquema de compartilhamento de informações dentro de seu gabinete. | JANAILTON FALCÃO

São crianças (indígenas ou não) venezuelanas aportadas em Manaus, depois de um longo estirão de dúvidas e incertezas estrada afora (crianças sofrem desse tipo de desconforto, sim). Antes, porém, de serem venezuelanas são crianças, filhotes da espécie humana, como são as brasileiras, também jogadas de um lado para outro sem encontrar pouso neste largo país

SOB VIGILÂNCIA O ministro, famoso pelos costumes simples, não almoça mais com a mesma frequência no bandejão do Supremo. A segurança da corte também ampliou o esquema de proteção a Fachin em áreas públicas, como aeroportos. SEM CONTATO O magistrado agora só embarca em aeronaves direto na pista de decolagem, sem circular pelos saguões. Seu apartamento em Brasília e sua residência em Curitiba também tiveram os serviços de proteção revisados e ampliados.

CHARGE | ELVIS

NEM PARA O CHEIRO As diárias de R$ 1.500 que Mônica Moura diz ter pago a Celso Kamura para fazer cabelo e maquiagem de Dilma Rousseff representam 16% do valor que o cabeleireiro cobra por um dia de trabalho exclusivo: R$ 9.600. O desconto, costuma dizer Kamura, foi dado “por consideração”. DO BOLSO Petistas dizem que João Santana e Mônica se ofereceram para arcar com os custos da preparação de Dilma depois que Antonio Palocci deixou o governo, em 2011. Quando chefe da Casa Civil, era ele quem pagava a diária de Celso Kamura. ESTRAGO irrestrito Em sua delação, Palocci não pretende falar só sobre empresas do sistema financeiro. Discorrerá também sobre a Receita e o Banco Central.

DOM SERGIO EDUARDO CASTRIANI Mães do Brasil Quando nos anos 1980 visitava os seringueiros do rio Envira, sempre me impressionavam as mulheres que organizavam a estadia daqueles que vinham em busca dos sacramentos para si e para seus filhos. Nessa ocasião, se realizavam os batizados e casamentos e em muitos lugares se fazia uma festa. A desobriga, como era chamada, se fazia nos barracões, mas com o tempo passamos a parar nas casas, e havia viagens em que entrávamos seringal adentro parando nas colocações. Era preciso que se providenciasse comida e dormida para o padre e seus acompanhantes e para as famílias que vinham inteiras para aquele encontro anual e único. As pessoas chegavam pela parte da tarde e partiam no outro dia depois do almoço. Eram, portanto, três refeições. A dona da casa devia organizar tudo. Sal, óleo, açúcar, arroz, café deviam ser encomendados com muita antecedência no barracão

ou com os regatões. A farinha devia ser feita e armazenada. A carne era a de caça e, para isto, caçadores experimentados saiam no dia anterior em busca de veados, porcos do mato, pacas, jabutis, e se tivessem sorte uma anta. Se isso não desse certo, morriam galinhas e patos do terreiro e ainda se podia apelar para o peixe salgado e seco. A dona da casa, aparentemente sem dizer uma palavra, tudo controlava. Em sua grande maioria, naqueles tempos, eram analfabetas mas tinham um controle total quando se tratava de comida. Ela também organizava o tempo e a ordem das refeições, em geral feitas no chão, mas com uma dignidade que vi em poucos lugares. Combinava com elas a hora em que começaríamos as celebrações, a que elas mesmas em geral não assistiam ou só apareciam nos momentos em que era exigida a presença das madrinhas. À noite eram as últimas a vir se confessar.

Mais que pecadoras, carregavam as marcas dos pecados dos outros. Só então diziam alguma coisa, talvez porque estavam protegidas pelo segredo da confissão. Durante a festa perdiam o controle sobre maridos e filhos que se embriagavam. Eram mulheres de pouquíssimas ou nenhuma palavra, mas no seu silêncio eram portadoras de vida. Lembrei-me delas neste ano mariano. Nossa Senhora Aparecida também não falou nada. Não existe nenhuma frase dita a um vidente, como em Fátima, Guadalupe e tantas outras. Ela, simplesmente, está ali, providenciando comida e realizando sinais. A imagem pequenina, quebrada e enegrecida também me recordou as mulheres que conheci marcadas pelo tempo, na pele e na alma, mas sempre prontas a lutar pela vida e defender a família. A hospitalidade, a preocupação de receber bem, de ter muita comida e um bom lugar para atar a rede são as marcas

COM LUPA A Diretoria de Análises de Políticas Públicas da FGV fez estudo sobre o comportamento de usuários das redes soci-

NOVO CENTRO O mapeamento identificou uma maioria que parece ter se cansado da polarização. O grupo responde por cerca de um terço das menções (32,3%), e não se posicionou incisivamente a favor (como 19,2%) ou contra o ex-presidente (20,7%) . VIDA PRÁTICA Embora significativas, o levantamento registra que as 650 mil menções a Lula ficaram bem abaixo do 1,5 milhão de engajamentos em torno da greve geral, dia 28 de abril, contra as reformas trabalhista e da Previdência. TEOLOGIA... O bispo Robson Rodovalho vai reunir a direção da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil e a bancada evangélica no Congresso – com 207 parlamentares – para discutir a reforma da Previdência. ...DA PROSPERIDADE O grupo se preocupa com dois pontos específicos da reforma: a idade mínima e as mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada) – pago a idosos e pessoas com deficiência com renda familiar per capita de até 25% do salário mínimo, onde se concentra o eleitor evangélico. UNI-VOS O ex-prefeito Fernando Haddad (PT-SP) escolheu a sala que leva o nome de Paulo Renato, ex-ministro da Educação de FHC, para dar aula no Insper. O gesto caiu bem entre o corpo docente e a direção do instituto. TROCA O petista se licenciou por dois anos da USP, onde ministrava Ciência Política, e passou a lecionar Administração e Gestão Pública na pós-graduação do instituto de pesquisa particular.

TIROTEIO

Dom Sergio Eduardo Castriani

Temer é um golpista fiel, serve aos que lhe deram poder: privatiza, terceiriza e ameaça as conquistas trabalhistas e direitos sociais.

Arcebispo Metropolitano de Manaus

da maternidade. Não sobreviveria sem essas cuidadoras que hoje se chamam Aimée, Vânia, Rosa, Fátima e por aí vai. São as mães do Brasil. Um país que só será grande quando aprender a respeitar suas mulheres, quando as ouvir, quando não permitir que sejam exploradas, traficadas e prostituídas. Já caminhamos muito, mas ainda há muito preconceito e exploração do corpo e da alma de nossas mulheres. Que a imagem quebrada da Mãe Aparecida nos lembre, sempre, nossas mães e suscite gratidão, carinho, mas antes de tudo, justiça e respeito.

ais em torno do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro. O interrogatório recebeu 650 mil menções no Twitter.

DE RUI FALCÃO, presidente nacional do PT, em comentário sobre o primeiro ano do presidente Michel Temer à frente do Palácio do Planalto.

Lotação excedida

CONTRAPONTO

Em reunião sobre a reforma política na CCJ da Câmara, semana passada, deputados debatiam a cláusula de barreira, instrumento que, instaurado, vai diminuir o número de partidos no país. Filiado a uma sigla que seria afetada, Chico Alencar (PSOL-RJ) fez provocação, relacionando o tema à quantidade de parlamentares envolvidos em escândalos. – Essas restrições não elevarão a credibilidade das legendas que restarão, todas com figurões investigados! Esperidião Amin (PP-SC), então, instigou o colega: – Chico, admita que ao menos o povo terá um número menor de partidos para falar mal... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

Presidente: Otávio Raman Neves Vice-Presidente: Otávio Raman Neves Júnior Diretor-Executivo: João Bosco Araújo Diretor de Redação: Júlio César Guimarães — MTB 15.121/RJ | julio@emtempo.com.br Chefe de Reportagem: Ed Blair — AM 00283 JP | edblair@emtempo.com.br Diretor Administrativo: Leandro Nunes | administracao@emtempo.com.br Diretora Comercial: Ivana Sampaio | ivana.sampaio@emtempo.com.br Diagramação: Mario Henrique Silva — MTB 232 | mario@emtempo.com.br Fotografia: Ione Moreno — DRT 8620 | fotografia@emtempo.com.br

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POLÍTICA

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

Edição: Valéria Costa Email: politica@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013

| INVESTIMENTO | CAPITAL POLÍTICO |

Eleição atípica traz à tona falta de renovação Há mais de uma década que, em todos os pleitos eleitorais, os mesmos atores políticos estão na disputa, seja direta ou indiretamente. Nesta, que acontece em três meses, não é diferente e mostra a escassez de novos políticos

Diogo Dias

C

om a realização de uma eleição suplementar inédita para o governo do Amazonas, marcada para o dia 6 de agosto, veio à tona uma preocupação que já ronda os partidos políticos e mesmo os eleitores: a falta de renovação dos quadros políticos. Com essa reviravolta, caciques e legendas buscam, freneticamente, compor uma aliança com pré-candidatos que possam representar uma esperança para a população. Mas, a exemplo das cinco últimas eleições, as figuras que se movimentam para disputar esse pleito atípico são praticamente as mesmas, com discursos e práticas já conhecidos dos eleitores. Num levantamento feito pelo EM TEMPO, desde as eleições de 2008 até a deste ano, que acontece dentro de três meses, mais da metade dos nomes que se apresentam, como o ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) e o senador Eduardo Braga (PMDB), já são velhos conhecidos das urnas. Além de os mesmos atores políticos se movimentarem para disputar este pleito, direta ou indiretamente, a eleição suplementar se desenha para uma polarização, como tem acontecido nos três últimos pleitos. As convenções partidárias, que definirão candidatos e alianças, somente acontecerão entre os dias

12 e 16 de junho, mas alguns políticos se adiantaram e lançaram pré-candidaturas, e tentam ser uma terceira via para os eleitores, como os deputados estaduais José Ricardo (PT) e Luiz Castro (Rede), que disputaram as eleições municipais de 2016, no cargo de prefeito, e também o ex-deputado Marcelo Ramos (PR). Para o analista político Afrânio Soares, várias situações estão envolvidas para a participação dessas mesmas figuras. Ele afirma que uma delas é que esses pré-candidatos virão, mas com intenção de não ganhar, e sim de projetar o seu nome para a próxima eleição. “Esse é um caso, por isso que se pode ver uma certa movimentação. As figuras repetidas aparecem, porque não temos substitutos que venham ter o carisma que esses políticos mais antigos possuem. E se surgisse um indivíduo novo, completamente fora da política, eu tenho quase certeza de que ele não seria bem votado”, analisou. E um dos empecilhos para a carência de votos numa eleição majoritária para uma figura “novata” na política, explicou Afrânio, é desconhecimento do eleitor do interior do Estado. “Esse candidato seria acusado de não conhecer o interior e ter um plano de governo que não contemplaria os anseios dessa população, que está acostumada a ter e ver os políticos tradicionais”, disse Afrânio.

O especialista cita como exemplo a liberação do benefício do Bolsa Família a mais do normal para aquela certa população. “Então, o povo está acostumado, e isso ajuda a ganhar eleição como propostas e conjunto de ações. Muitos ainda querem a velha política de populismo. Por isso que esses nomes que se sobressaem. Mesmo que lance

CONHECIDOS Nas últimas eleições, é comum ter nomes conhecidos na disputa eleitoral, como o senador Eduardo Braga (PMDB), o ex-deputado Marcelo Ramos (PR) e mesmo o ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT), que ensaia retorno à cena política

muitos candidatos, provavelmente vai ficar entre um candidato de um grupo e de outro. O restante apenas adere”, pontuou. ‘Curta e difícil’ Já o sociólogo Carlos Santiago ressaltou que essa eleição será bastante curta e difícil para que surja uma figura nova. “Um pleito imenso, porque atinge 62 municípios e não será fácil para os candidatos chegarem a atingir

toda essa população. Vai ser uma campanha que para você conseguir ir para o segundo turno, é preciso compor alianças partidárias e políticas de caciques. Portanto, não haverá muito fôlego neste pleito para novos nomes”, afirmou. Ele ainda destaca que esta eleição será de total proveito para alguns candidatos, que vão buscar se consolidar como uma nova alternativa política. “Isso está sendo uma aposta do PMN, PHS, PT, da Rede. Mas, mesmo assim, essas legendas que estão apostando em nomes futuros são as que já foram testadas nas urnas. Como o vereador Chico Preto, os deputados Luiz Castro e José Ricardo. Isso inclui também o ex-deputado Marcelo Ramos. Então, não é algo novo e diferente. E somando isso tudo, tem ainda os antigos caciques, como Eduardo e Amazonino, pois ambos possuem uma vida política longa desde 1982”. Questionado por que em todas as eleições sempre as mesmas figuras políticas participam ou apoiam, Santiago afirma que é porque esses políticos possuem o controle de seus respectivos partidos. “Todos eles controlam seus partidos, dando a facilidade de controlarem suas legendas e se colocarem na alça de disputar o pleito com a preferência sempre. Isso dificulta o surgimento de outras pessoas. Isso conta nas pesquisas eleitorais. Se você vir, Amazonino e Eduardo participaram praticamente de todas as eleições. Dificilmente eles

não são conhecidos. Na hora da pesquisa, quando coloca o nome dos dois, acabam sobressaindo”, observou. Partidos políticos O escritor e jornalista Aldisio Filgueiras ressalta que a falta de renovação se dá pelos partidos políticos que, para ele, são uma farsa na democracia brasileira. “Neste momento, são 35, com 28 representados no Congresso Nacional, e existem mais 57 siglas esperando registro. Não representam nada e ninguém, divorciados da sociedade desde a fundação, uma simples ata que qualquer time de futebol de várzea preenche e leva ao cartório. Tudo o que o povo faz é votar e pagar o fundo partidário que sustenta esse estelionato. Os políticos e seus clubes de recreação desmoralizam a política, contribuem para o afastamento do cidadão do processo decisório e se proclamam representantes e, mais do que isso, donos dos processos decisórios”, disse. Ele ainda salienta que a cada dia a abstenção é maior entre o eleitorado, citando que é mais barato pagar R$ 3 de multa do que sofrer a “humilhação de pagar o pato” da eleição. “Alguém já observou que os governadores do Amazonas, com a exceção de Danilo do Matos Areosa e Gilberto Mestrinho, são filhos do interior e jamais governaram senão para Manaus. Eles ainda são capazes de dizer em campanha que o interior está abandonado”.


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POLÍTICA

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| PROCESSOS | CRIMES |

CLÁUDIO HUMBERTO Com André Brito e Tiago Vasconcelos

“Não adianta esconder bens ou valores fora” Rodrigo Janot, procurador-geral da República, sobre o cerco à lavagem de dinheiro

Deputados têm cem acusações Um grupo de parlamentares de 12 Estados brasileiros acumula inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF)

Eunício exclui nove ‘contrabandos’ da MP do Refis Pela primeira vez, desde quando esse tipo de falcatrua floresceu no Congresso, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, ordenou a retirada de nove artigos “enxertados” na MP 766, medida provisória que institui o Programa de Regularização Tributária, o “Novo Refis”. Os “jabutis”, sem qualquer ligação ao tema original da MP, foram incluídos pelo relator do projeto, deputado Newton Cardoso Filho (PMDB-MG). Causa própria Dentre os “jabutis” da MP 766 estava o perdão de dívidas tributárias de empresas da família do relator, Newton Cardoso Jr (PMDB-MG). Barriga de aluguel Irritados, os donos dos “jabutis” excluídos ameaçam apresentá-los como destaques na votação da MP 757, que expira em 28 de maio. Prática antiga Esta coluna revelou em outubro de 2014 que a MP 651 (a do “Refis da Crise”) recebeu 334 emendas, saltando de 51 para 114 artigos. Léguas de distância Cardoso Jr não comentou a acusação de tentar usar a MP 766 para beneficiar a família. “Ele não foi encontrado”, informou sua assessoria. Mônica se revela magoada com Dilma, Lula e PT Mônica Moura, a mulher de João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma, deixou transparecer mágoa com o grupo que ajudou a eleger: “Nunca [alguém do PT me procurou após a prisão]. Nem nossos filhos”, revelou. Mônica disse que não fala com nenhum deles “há mais de um ano”. E que “nem Lula, nem Dilma, ninguém do PT” mandou “nem recadinho de apoio, nem recadinho de ameaça. Nem de medo. Nada”. É o medo Tentando ser elegante, Mônica atribui ao “medo” a falta de contato de Lula e Dilma após as prisões dela e do marido. Ingerência em tribunais Indagada sobre se “existia a possibilidade de ingerência [de Dilma] em tribunais, tribunais superiores”, Mônica Moura negou.

Operação Bullish, da Polícia Federal. Chave de cadeia As relações do BNDES com a Friboi são investigadas há muito tempo pela PF e o Ministério Público Federal. O futuro de liberdade do ex-presidente do banco Luciano Coutinho pode ser considerado incerto. Não é inocente A capa da revista IstoÉ, que circula neste fim de semana, resume o sentimento geral de operadores da Justiça, em Brasília. Mostra Lula de cabeça baixa e o título “Lula não é inocente”. Agilidade PSDB, PP, DEM e PMDB querem agilizar a reforma política. Decisão de líderes dos partidos esta semana pode fazer com que a PEC, de Aécio Neves, venha a ser votada pelos deputados em até um mês. Já era tempo Após o cancelamento de leilões de energia renovável e limpa para privilegiar usinas térmicas, caras e poluidoras, a geração de energia eólica será tema de audiência pública nesta quarta (17), na Câmara. Lesa-pátria O ministro Osmar Serraglio (Justiça) tem lá um jeitão discreto, mas até em particular não esconde o entusiasmo pela Lava Jato. Até considera “crime de lesa-pátria” qualquer tentativa de interferir na operação. Título indigesto A Controladoria Geral da União deu a Florianópolis o título de capital menos transparente do país. O resultado, fruto de análises colhidas nos últimos três anos, está no levantamento Brasil Escala Transparente.

Poste de Lula Na delação, Mônica mostra desapreço pela petista: “Numa campanha como a da Dilma...era impossível, era um poste para eleger”.

Não é culpa de Marisa A loja Marisa não informou quem criou a propaganda “Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa”, que “bombou” nas redes sociais, após Lula atribuir à falecida mulher as acusações contra ele.

Ofuscou geral Os devastadores depoimentos de Mônica Moura e João Santana, comprometendo de uma vez Lula e Dilma, acabaram por relegar a plano secundário a

Pensando bem... ...muitos ladrões torceram para que o “ciberataque” em computadores de todo o mundo destruísse os arquivos da Lava Jato.

PODER SEM PUDOR Quem tem votos De Dinarte Mariz aos jornalistas Carlos Castello Branco e Murilo Melo Filho: - Eu vetara a candidatura de Aluízio Alves ao governo do Rio Grande do Norte, quando ouvi do marechal Castelo Branco, no Planalto, a advertência: - “Lá no seu Estado, segundo estou informado, quem tem votos é o doutor Aluízio.” - Não seja por isto, presidente. Se fosse só por ter voto, quem devia estar sentado aí era Juscelino (Kubitscheck), que tem muitos votos, e não o senhor, que não os tem. www.claudiohumberto.com.br

Roberto Góes, André Moura e Andrés Sanchez são alguns que acumulam acusações

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rasília (Congresso em Foco) - Um grupo de apenas 13 deputados acumula cem inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). Os campeões em número de acusações criminais na mais alta corte do país colecionam de cinco a 18 pendências judiciais. Eles representam 12 estados (Amapá, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Ceará, Paraná, São Paulo, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Alagoas) e dez partidos políticos (PDT, PTB, PMDB, PSDB, PSL, PT, PSC, PR, PP e Solidariedade). Entre eles estão parlamentares que exercem funções de prestígio na Câmara, como o relator da reforma trabalhista, Rogério Marinho (PSDB-RN), da medida provisória que facilita a vida de devedores com a União, Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), o autor do projeto que permite que alimentação e moradia sejam contadas como pagamento a trabalhador rural, Nilson Leitão (PSDB-MT). A bancada suprapartidária também reúne réu na Lava Jato, Aníbal Gomes (PMDBCE), e líderes partidários, como Arthur Lira (PP-AL) e Alfredo Kaefer (PSL-PR), presidente de partido, caso de Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), e até ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP). Corrupção é o crime atribuído com maior frequência a

eles. Mas também há apurações por outros delitos, como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Os dados são de levantamento exclusivo do portal Congresso em Foco, feito com base em registros oficiais na página do Supremo. Responder a acusações criminais não implica culpa, mas a repetição das suspeitas sobre um mesmo parlamentar costuma acender o sinal amarelo para o eleitor. Muitas das pendências criminais deles estão atreladas ao exercício de outros mandatos, principalmente de prefeito. Da Papuda para prefeitura A liderança da bancada dos investigados na Câmara é do deputado Roberto Góes (PDTAP), ex-prefeito de Macapá. Góes acumula 18 acusações criminais: oito inquéritos e réu em dez ações penais. Os crimes atribuídos a ele vão de corrupção, passando por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, até lesão corporal. O Congresso em Foco procurou o deputado, mas não houve retorno. O vice-campeão em problemas na Justiça é o deputado Zeca Cavalcanti (PTB-PE), com 11 inquéritos. Ele não responde a nenhuma ação penal. Sete das investigações envolvem crimes de responsabilidade e se referem à época em que o petebista era prefeito de Arcoverde (PE), entre 2005 e 2012.

| DIVULGAÇÃO

Em nota enviada ao Congresso em Foco, a assessoria do deputado afirma que ele está “absolutamente tranquilo” em relação aos inquéritos e que tem colaborado para o esclarecimento dos fatos. A última apuração contra Cavalcanti, por crimes contra a Lei de Licitações, foi aberta no último dia 4 pelo Supremo. Na terceira colocação entre os mais enrolados no STF, o deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB) responde a dez procedimentos. A única ação penal está suspensa. Dos nove inquéritos, quatro investigam a prática de crimes de responsabilidade. Ele também é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção. Veneziano afirma que os inquéritos são referentes à época em que ele foi prefeito de Campina Grande (PB), entre 2005 e 2012. “Dos 28 processos abertos no âmbito do STF (desde sua posse na Câmara, em fevereiro de 2015), 19 foram arquivados após extensas investigações realizadas pelas autoridades competentes, sem a comprovação, sequer indiciária, de minha participação na prática de qualquer ato lesivo ou ilícito durante minhas gestões. Tenho plena convicção de que os nove inquéritos remanescentes, serão arquivados pela mesma motivação”, afirmou o peemedebista, irmão do ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU).

Acusados com influência No quarto lugar, está o líder do governo no Congresso, André Moura, réu em três ações penais. O STF aceitou denúncias de formação de quadrilha, improbidade administrativa e crimes de responsabilidade. Nos outros quatro inquéritos, ele é investigado por tentativa de homicídio, crimes contra a Lei de Licitações, peculato, crimes de responsabilidade, formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele não retornou o contato feito pela reportagem. Atual presidente da Fren-

te Parlamentar Agropecuária (FPA), também conhecida como bancada ruralista, Nilson Leitão tem contra si cinco inquéritos sobre crimes contra a Lei de Licitações, um sobre corrupção passiva e uma ação penal na qual é réu por crimes de responsabilidade. O tucano ganhou visibilidade nas últimas semanas por causa de um projeto de lei de sua autoria que prevê uma espécie de reforma para o trabalhador rural. Um dos pontos mais polêmicos é o que permite o empregador pagar funcionários com “remuneração de qualquer espécie”, o que pode

ser interpretado como apenas alimentação e moradia. Ele também não se manifestou sobre as apurações. Réu na Lava Jato Em dezembro do ano passado, o Supremo aceitou denúncia contra Aníbal Gomes com base nas acusações de que recebeu propina para facilitar um negócio entre a Petrobras e um sindicato de práticos, profissionais que transportam navios em portos. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa apontou o cearense como intermediário de Renan Calheiros (PMDB-AL) no esquema.


POLÍTICA

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

| DAVID ALMEIDA |

‘Estou pronto para governar o Estado até o último dia’ Aos 48 anos de idade e com 11 anos de mandato parlamentar, a trajetória política de David Almeida (PSD) deu uma guinada de 360 graus na última semana. De aspirante a político há 11 anos, a governador do Estado por força das circunstâncias. Constitucionalmente, na linha de sucessão, o presidente da Assembleia Legislativa é quem assume o Poder Executivo na ausência do governador e vice. E assim fará David Almeida nos próximos quatro meses, tempo em que deve dirigir o Estado do Amazonas até a eleição e posse de um novo governador e vice para finalizar a gestão, em 31 de dezembro de 2018 Henderson Martins

EM TEMPO – O senhor vai pautar seu mandato nestes próximos quatro meses com parcerias entre as forças políticas e instituições? David Almeida - O interesse público tem que estar acima dos partidos, acima dos políticos e tem que ser a ação que vá beneficiar as pessoas e os políticos devem trabalhar para beneficiar a população sem cores partidárias. EM TEMPO – O senhor assumiu de forma repentina. Os projetos em andamento da gestão passada continuam? O senhor tem novas metas? DA – Eu não trabalhei, não fiz campanha para governador. Constitucionalmente eu assumo a chefia do Executivo estadual em função dos desdobramentos do julgamento finalizado semana passada em Brasília. Portanto, nós não planejamos estar à frente do governo, mas quando vejo essa responsabilidade, não teve transição. Quando um candidato, um partido político, lança uma candidatura a governador, lança o seu plano de trabalho, a sua plataforma de trabalho, faz o seu planejamento e após vencer a eleição, ele tem ao menos dois ou três meses para fazer a transição, para conhecer o governo, conhecer as engrenagens da máquina pública e, aí ele assume depois de dois ou três meses. Excepcionalmente, aconteceu pela

primeira vez aqui no Amazonas. Então, eu tive entre dois e três dias para tomar decisões e convidar pessoas para compor minha equipe de trabalho. Como não planejei - reafirmo para as pessoas do meu Estado - que não planejei ser governador, mas estou pronto para atravessar esse rio, até que nós possamos entregar o governo de uma forma tranquila para aquele que será nosso sucessor. EM TEMPO – Como o senhor vai resolver a questão do subsídio às empresas de transporte coletivo, para que a tarifa de ônibus possa, de fato, ser reduzida? DA – O governo do Estado está pronto para oferecer uma parceria com a Prefeitura de Manaus para resolver a questão da tarifa de transporte. A parceria antiga, o governo abria mão do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) da venda do diesel, as empresas tinham essa isenção e, por isso, seguravam o preço das passagens do transporte público. Esse recurso é na ordem de R$ 4 milhões/mês, só de ICMS. E eu acredito que vamos reeditar essa parceria, desde que o preço da passagem volte a diminuir. EM TEMPO - Quais os outros investimentos o senhor planeja para o Estado neste período de mandato? DA – Na semana passada, nós nos reunimos com uma

empresa multinacional de refrigerantes que patrocina o Festival Folclórico de Parintins e o grupo está aportando para os cofres dos bois, recursos na ordem de R$ 2,5 milhões que serão divididos em forma igualitária. No ano passado, devido à dificuldade que tinha o governo do Professor José Melo, não foi possível a participação efetiva do governo em patrocinar o festival, e este ano, vou seguir um planejamento que já tinha sido feito pela gestão anterior. Mas estou fazendo de forma célere. Então, além do recurso da multinacional, o governo vai patrocinar cada boi com R$ 1 milhão e recursos para que a prefeitura de Parintins possa reestruturar as ruas do município, um total de aporte de R$ 5 milhões para o festival. EM TEMPO – Quais são os projetos que o senhor planeja para o interior do Estado? DA – Nós falamos muito de Manaus, do transporte coletivo, dos venezuelanos (imigração), da cadeia pública. Mas, para o interior do Estado já existe um planejamento, feito pelo governador José Melo, e vamos executar R$ 1,6 milhão para investimentos no período de dois anos, para atenção aos sistemas viários a todos os municípios do interior. Logo de início, não poderemos chegar em todos os locais, mas, semana que vem, já vamos anunciar quais os municípios poderão ser agraciados com a ordem de serviço.

Ainda surpreso com os últimos acontecimentos, Almeida disse que vai imprimir sua marca no governo

David Almeida foi empossado semana passada

Também vamos implantar os projetos referentes à matriz econômica ambiental. EM TEMPO – Conforme o calendário eleitoral para este pleito atípico, a diplomação dos eleitos, num eventual segundo turno, acontece dia 11 de outubro. Qual é o seu planejamento de gestão para este período? DA – Eu fiz um planejamento para três meses, mas eu devo mudá-lo. Meu ritmo de trabalho é acelerar ainda mais, uma vez que o que dava para fazer em dois ou três meses, amplia o prazo e temos como realizar. EM TEMPO - O senhor tem conversado como o exgovernador José Melo? DA – Desde que eu assumi, ainda não conversei com ele. Conversei com o senador Omar Aziz (PSD), com o presidente do Tribunal de Justiça do Amazona (Tjam), desembargador Flávio Pascarelli, com o procuradorchefe do Ministério Público, Fábio Monteiro, com o deputado federal Silas Câmara (PRB), com o deputado estadual Josué Neto (PSD), com o deputado Sidney Leite (Pros). Tenho buscado informações e conselhos em pessoas que tem vivência política e perfil administrativo, que possam ajudar efetivamente a população do nosso Estado.

| MICHAEL DANTAS

EM TEMPO – Por conta da eleição atípica, o senhor não teme que sua gestão seja contaminada pela campanha eleitoral? DA – É por isso que estou ficando distante dessa questão política e eleitoral para eu poder continuar trabalhando. Estou focado no trabalho, como se tivesse na eternidade, mas na forma como se tivesse que sair amanhã. Eu quero focar e deixar imprimir a minha marca nesse curto período que eu vá ficar à frente do governo. EM TEMPO - Como o senhor avalia sua trajetória, como deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas e agora governador? DA – Nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria que seria governador. Estou com dez anos de mandato, há pouco tempo eu era candidato a vereador e nem mandato de vereador eu consegui. Depois fui abençoado por Deus e consegui meu primeiro, segundo e terceiro mandatos como deputado. Ocupei alguns cargos na Assembleia, e agora presidente da casa. Eu planejei ser deputado, não planejei ser governador. Apesar de não ter feito um planejamento, digo que estou pronto para governar o Estado até o último dia.

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ECONOMIA

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

Edição: Anwar Assi Email: economia@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1042

| ALERTA | DÍVIDAS |

Gestão ineficiente eleva a inadimplência de MEIs De acordo com dados do Sebrae, 58.752 microempresários individuais estão devendo no Amazonas. Este número representa 81,6% de um total de 72 mil empresas no Estado, que podem ter problemas com o recebimento de crédito e até perder benefícios do INSS Joandres Xavier

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desinformação e a falta de qualificação administrativa são alguns dos fatores que levaram 81,6% dos 72 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) existentes no Amazonas, o equivalente a 58.752 empresas, a ficar inadimplentes no Estado, segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O consultor do Sebrae, Ricardo Sampaio explica que a maioria desses empresários procura a instituição em busca de financiamento, entendendo que sua maior dificuldade é o capital. “De fato, várias empresas precisam de financiamento, mas, na verdade, a falta de recursos financeiros pode ser por falta de estratégia de gestão, desconhecimento de uma ferramenta empreendedora como o próprio controle de custo, ou mapeamento melhor das receitas”, conta o especialista. Sampaio orienta que é preciso equilibrar os gastos de acordo com a receita da empresa que tenha condição de manter o seu negócio funcionando, e, ainda assim, ter um mínimo de lucro. Como os empresários têm pouca informação desta parte contábil e financeiro, acabam tirando recursos além do que podem suportar. “Então, a questão não é só financeira, porque quem não sabe administrar R$ 10, não saberá administrar R$ 10 mil”, detalha. Os fatos acontecem como resultado das ações do dono da empresa, que não existe sozinha. Já a baixa de vendas tem várias razões, como formação equivocada de preços, a não utilização de regras básicas e mínimas de marketing que podem facilitar o processo de venda e até indefinição de modelo de negócio. Ricardo conclui que, além de entraves e imprevistos, o maior responsável por esse nível alto de inadimplência é a própria falta de conhecimento e disciplina de pagamento, porque o valor que se paga de impostos, no modelo de MEI, é mínimo comparado a outros modelos de empresas maiores. “O empreendedor acha muito que não tem escola para ele, o que é um engano tremendo. Vamos levar essa capacitação e orientação para que aprendam a gerir negócios”, completa. Dívidas O vidraceiro Rogério Silva possui uma dívida de pouco mais de R$ 1 mil em imposto não pagos por sua empre-

Microempresários individuais estão endividados no Amazonas e devem quitar seus débitos para não perder benefícios e ter os negócios prejudicados

PERFIL O MEI é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar, no máximo, até R$ 60 mil por ano e não ter participação em outra empresa

sa individual, criada com o irmão dele, para prestar serviços a lojas e residências. Rogério conta que decidiu abrir sua empresa individual e contratou uma contadora, mas a mesma morreu e não informou que havia aberto o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de sua empresa. Com mais de um ano aberto, a microempresa individual de Rogério acumulou impostos em atrasos, o vidraceiro acabou sendo cobrado e procurou o Sebrae para se orientar e regularizar sua situação. Com faturamento mensal de até R$ 2 mil, o vidraceiro quer quitar sua dívida para não perder direitos a financiamentos e continuar regularizado. “Depois de muito tempo que fui saber que a empresa estava aberta e que acumulava dívidas. Agora quero reabrir a empresa”, diz.

| IONE MORENO

Pagamento do DAS é obrigatório

Donos de empresas de pequeno porte, como vidraçarias, têm dificuldades para pagar suas dívidas

As pessoas que abriram empresas como microempreendedores individuais precisam pagar o Guia de Recolhimento Mensal do MEI, documento conhecido como DAS. De acordo com o Sebrae, é por meio do DAS que o empresário mantém a empresa regularizada perante os órgãos de controle e fiscalização.

Ao não pagar o DAS, o empresário pode perder os benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ainda pode ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) cancelado pela Receita Federal. Os mais de 58,7 mil MEIs no Amazonas não estão pagando regularmente o DAS. Por conta desta inadimplência, eles estão

excluídos dos benefícios da Previdência Social, impedidos de vender para órgãos públicos, ou participar de licitações e podem, inclusive, ter o CPF bloqueado. O DAS é documento por meio do qual o MEI paga sua contribuição previdenciária e impostos fixos, que pode ser de R$ 1, para quem vende produtos, ou R$ 5 para o prestador de

| DIVULGAÇÃO

serviços. Na semana passada, o Sebrae-AM esteve com sua unidade reforçada no shopping Manaus ViaNorte, no bairro Nova Cidade, Zona Norte. A instituição realizou uma semana de atividades voltada aos MEIs para diminuir a informalidade na economia e, principalmente, reduzir a inadimplência dessa categoria.


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ECONOMIA

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

| CARÊNCIA | BARREIRAS |

Telefonia móvel ainda é atrasada na Amazônia Desde 2010, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem estabelecido obrigações de cobertura nos municípios brasileiros em seus editais de licitação para promover a ampliação do serviço no país, em especial, com a adoção das tecnologias 3G e 4G Joandres Xavier

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telefonia móvel ainda continua atrasada na Região Amazônica em relação a outras regiões brasileiras. Segundo especialistas, a principal razão para essa realidade é dificuldade logística da floresta. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esclareceu que o Serviço Móvel Pessoal (SMP) é um mecanismo prestado em regime privado, baseado nos princípios constitucionais da atividade econômica, no qual o atendimento pressupõe interesse comercial, dependendo apenas do plano de negócios e estratégia de atuação comercial das prestadoras. Entretanto, desde 2010, a estatal tem estabelecido obrigações de cobertura nos municípios brasileiros, inclusive no Amazonas, em seus editais de licitação para promover a ampliação desse serviço no país, em especial, com a adoção das tecnologias 3G e 4G. O gerente de operações da empresa Oi, José Cláudio Moreira, acredita que a Região Norte tem um desafio logístico a ser vencido, razão pela qual, ao longo dos últimos cinco anos

a companhia fez novas abordagens e investimentos para melhorar essa percepção de uso. Moreira explica que parte da estrutura, resultante dessa transformação para atender a Região Norte, está nas saídas de satélites e abordagens terrestres. Esta última apresenta maior dificuldade para ser utilizada porque necessita de licenciamento ambiental e passar pela selva, gerando esforço e trabalho dobrados por conta das inúmeras barreiras logísticas. “Existe uma elevação do nível de serviço, mas ainda há uma carência histórica que precisa ser tratada e evoluir”, argumenta. Mais propostas Entre os projetos destaques para Região Norte, está o de Belém (PA), onde está sendo reconstruída a rede de acesso cabeada metálica. O gerente de operações da Oi afirma acreditar que é fundamental que a companhia tenha uma rede de acesso com estabilidade melhor. Por este motivo, ocorria um plano de manutenção preventiva na região, mas notou-se que somente a manutenção não bastava e logo passou-se a construir toda área de redes importantes de Belém para ficar

mais robusta e estável. Por fim, ele destacou que a região não precisa apenas de investimentos em transmissão, mas também em rede de acesso, além de reciclagem do conhecimento de agentes em campo, dando o que tem de melhor de ferramenta e de capacitação. “Mas não é um trabalho que terá efeitos rápidos, e sim evolutivos dia após dia”, conclui. Atendimento A Anatel informou, ainda, que nesses municípios em que as prestadoras possuem obrigação de atendimento, inclusive os do Amazonas, a área de cobertura para a telefonia móvel, prevista entre as obrigações existentes até o momento, engloba somente os distritos sedes dos municípios. Além disso, conforme editais de licitação, um município é considerado atendido quando a área de cobertura do SMP ou telefonia móvel ter, ao menos, 80% da área urbana do distrito sede. Cabeamento fluvial As operadoras também devem aproveitar a operação da Marinha do Brasil, que está distribuindo cabos de fibra ótica nos leitos do rio Amazonas.

Área de cobertura para telefonia móvel engloba apenas os distritos sedes dos municípios

| IONE MORENO

REINALDO DOMINGOS

Juros do cartão de crédito caem, mas descontrole é alto Em abril, primeiro mês da nova regra do rotativo do cartão de crédito, os juros caíram quase pela metade segundo pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A notícia é boa, mas de nada adianta se o consumidor não souber controlar seus gastos. Para se ter ideia, quatro em cada dez (42%) não sabem ao certo o quanto gastaram em compras em março deste ano, segundo recente pesquisa da SPC Brasil e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojoitas (CNDL). Para usar o cartão de crédito com consciência é preciso estar atento às taxas cobradas, mas mais do que isso, é necessário se educar financeiramente, pois por mais que o valor total da dívida seja di-

minuído após o parcelamento, as parcelas mensais são muito parecidas com o valor mínimo da fatura. Isso significa que no orçamento mensal a diferença é nula. Quem chegou ao ponto de não conseguir pagar as parcelas mensais precisa fazer, imediatamente, um diagnóstico financeiro para rever sua situação e combater a verdadeira causa do problema. Ao fazer compras no cartão de crédito, é preciso ter cuidado para que a soma das dívidas não ultrapasse 30% do salário ou ganho mensal, justamente para evitar o descontrole financeiro. Veja sete cuidados o con-

sumidor ao usar o cartão de crédito: 1 - Com a mudança, por mais que o valor total da dívida seja diminuído, as parcelas mensais acabarão muito próximas do valor mínimo da fatura. Ou seja, no orçamento mensal, a diferença será quase nula. Portanto, caso perca o controle financeiro e não consiga pagar a fatura total do cartão no vencimento, é preciso fazer, imediatamente, um diagnóstico financeiro e descobrir a verdadeira causa do problema; 2 - Buscar uma linha de crédito com taxas de juros menores é válido, contudo trocar uma dívida pela outra não é a

solução. É preciso ter responsabilidade na hora de consumir; sempre se pergunte se realmente precisa do item, se tem dinheiro para comprar e também condições de pagar o valor total da fatura no vencimento; 3 - Se tiver apenas um ganho mensal, deverá ter apenas um cartão de crédito; caso ganhe semanalmente, poderá ter até três cartões, para os dias 10, 20 e 30. Com isso, poderá comprar seis dias antes do vencimento de cada um deles, ganhando 36 dias para pagamento; 4 - O limite do cartão de crédito não deve ultrapassar 50% do salário ou ganho mensal. Assim evita-se gastar mais do

que se recebe; 5 - Ao fazer parcelas fixas, é preciso ter consciência que está comprometendo o orçamento mensal dos próximos meses, portanto é imprescindível controlar os gastos; 6 - Evite o pagamento de anuidade do cartão. Hoje, é possível encontrar cartões que não cobram nenhuma taxa de manutenção. Também nunca empreste o cartão de crédito à outra pessoa, mesmo que seja conhecida; 7 - Uma forma educada financeiramente de utilizar o cartão de crédito é aproveitar os benefícios que ele pode oferecer, como prêmios e milhas.

Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da Dsop Educação Financeira, Abefin e Editora Dsop, autor do best-seller “Terapia Financeira”, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras


ECONOMIA

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| COMÉRCIO | DINHEIRO |

Na crise, fiado resiste à falta de crédito na praça Proprietários de pequenos estabelecimentos, como mercadinhos, não desanimam e permitem a modalidade para a clientela. Boa parte dos consumidores ainda utiliza o tradicional método de comprar em um mês e deixar o pagamento para o outro

Para alguns proprietários de mercadinhos, anotar as compras dos fregueses nos caderninhos é uma opção para não perder venda e, consequentemente, fortalecer o elo com seus consumidores

Henderson Martins

M

esmo em tempos de instabilidade econômica, as vendas de fiado no comércio local resistem ao longo tempo e o mecanismo de vender a prazo e anotar as compras em um caderno de fiados continua em alta. Entretanto, comerciantes amargaram prejuízos entre o fim de 2015 e durante todo o ano de 2016, momento que boa parte dos brasileiros sentia de forma mais aguda o aumento no desemprego por conta da economia bastante enfraquecida. Em um estabelecimento da família, o gerente Caio Rodrigues, 21, afirma que o mercadinho Valdir, localizado no bairro Santa Luzia, Zona Sul, atua com fiados anotados em um caderninho há mais de 60 anos. Segundo ele, entre os anos de 2015 e 2016, o empreendimento amargou prejuízo e que os valores fiados dariam para comprar um carro zero quilômetro. “Muitas pessoas ficaram sem trabalhar e foram deixando o fiado de lado. Dessas pessoas que ficaram devedoras nesse período de crise, apenas 5% quitaram a dívida”, conta. Caio Rodrigues explica que, mesmo com os prejuízos, o mercadinho continuou atendendo a clientela do bairro com as vendas de fiado anotadas no caderno. Segundo ele, o estabelecimento atende pouco mais de cem consumidores que utilizam o benefício de compras fiadas. O comerciante Paulo da Silva, 75, que possui um mercadinho localizado no bairro Presidente Vargas, Zona Sul, comenta que há mais de 15 anos trabalha com o fiado.

Para o microempresário, existem os clientes fiéis, que pagam sempre em dia e os infiéis que esquecem a dívida. Paulo da Silva salienta que as vendas sempre continuaram com fiados anotados em cadernos e que a crise econômica prejudicou as vendas. Ainda de acordo com o microempresário, durante o ano passado, muitas pessoas que pagavam as contas corretamente começaram a atrasar os pagamentos. Para evitar grandes perdas, o comerciante passou a trabalhar com a venda de fiados apenas para um número de 20 pessoas. O prejuízo no empreendimento de Paulo foi de 40% em 2016 e muitos clientes começaram a pagar de forma fracionada, dando uma parte no mês e deixando o restante para pagar no mês seguinte. O proprietário ressalta que não é de ficar no pé do cliente cobrando e mantém o pensamento positivo com relação aos pagamentos. Fatores que prejudicam Paulo da Silva explica que as vendas tiveram uma queda pelo fato de as pessoas mudarem de endereço. Outros fatores são o surgimento de grandes comércios e as facilidades nas condições de pagamento também acarretaram uma baixa nas vendas. “Às vezes chegam mães com crianças, aí eu vendo um arroz, um feijão. Como é para comer, não posso negar”, frisa. O aposentado José Lobato, 90, disse que compra fiado no mercadinho de Paulo da Silva desde quando o local iniciou suas atividades. Ele explicou que paga sempre no final de cada mês, quando sai o dinheiro de sua aposentadoria.

| ARTHUR CASTRO

Confiança é a ‘alma do negócio’ Para o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (FecomércioAM), José Fernando Pereira da Silva, o mecanismo do fiado anotado em cadernetas acontece devido à confiança mútua entre comerciantes e os consumidores. De acordo com o especialista, antigamente, em muitos bairros, a relação

entre as pessoas fortalecia essa modalidade de comercio no Brasil. José Fernando afirma que esse tipo de comércio tem um fundamento, que é relacionado a uma relação altamente amistosa entre o comerciante e o consumidor. “Nem o cliente adulterava ou arrancava a página da caderneta e nem o comerciante colocava dados que não fossem reais. Na realidade, existia essa re-

lação mútua de confiança que, ao fim de cada mês, com o pagamento dos salários dos clientes, o comerciante recebia o dinheiro devido”, explica o assessor econômico da Fecomércio. “Financiamento” José Fernando enfatiza ainda que o tipo de comércio se tratava de uma espécie de financiamento de curto prazo informal e que funcionava plenamente. “A

partir do momento em que a confiança acaba, a modalidade do fiado também deixa de existir”, observa. Para o especialista, este tipo de modalidade pode resistir no comércio local. “A crise influencia, principalmente, quando o cliente está desempregado, mas na minha avaliação, esse comércio funciona somente pelo sistema de confiança entre as duas partes envolvidas”, complementa.

Para especialista, fiado ainda resiste por conta da confiança do proprietário do estabelecimento depositada em seu freguês

| ARQUIVO AET


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ECONOMIA

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| OPORTUNIDADE | RECOMEÇO |

Lisboa, o novo destino prof Classificada como a “Miami” da Europa pelos brasileiros, devido à alta procura, a capital portuguesa tem atraído pessoas do Amazonas, que buscam o solo luso para aprimorar estudos ou conquistar um “lugar ao sol” no competitivo mercado de trabalho europeu Alyne Araújo

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orar fora do país sempre foi um dos sonhos de vários amazonenses. Seja para estudar, trabalhar ou até mesmo driblar as crises econômica e política que o Brasil atravessa, a vontade de viver em uma outra nação e com costumes totalmente diferentes para buscar um novo destino profissional está na rota de quem vive por aqui. Atualmente, um dos destinos mais procurados pelos amazonenses é Portugal, mais especificamente Lisboa. Pessoas de todas as classes sociais encontram, em solo luso, um local mais seguro e com melhores chances para adquirir conhecimento e construir uma excelente carreira no mercado de trabalho. Qualificação De olho na melhoria de sua qualificação profissional, o professor de física Marcel Braga chegou às terras lusas em fevereiro de 2012. “Vim fazer um dou-

torado no ensino da Física. Entretanto, em 2014, entrei em regime de cotutela com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, onde realizei parte da minha pesquisa entre 2014 e 2015”, conta. Ainda de acordo com Marcel, há várias motivações para sua ida para Portugal. “Do ponto de vista acadêmico, foi para ter uma proximidade com outra realidade dentro dos fenômenos educacionais, em outras palavras, ter uma noção do cenário pedagógico nas escolas públicas em Portugal, e assim, compreender melhor as principais diferenças com o nosso sistema”, esclarece. Marcel conta, ainda, que precisou “ralar” um pouco para chegar e permanecer no país luso. “Houve uma fase em que eu precisei correr atrás de uma bolsa de estudos. Consegui por meio da obtenção do estatuto de igualdade de direitos políticos e civis portugueses. A luta foi grande, teve carta, na época, até para a expresidente Dilma Rousseff e vários ministérios, além

do governo português. A carta foi baseada no Tratado de Porto Seguro, de cooperação científica e cultural entre os países, justificada pela falta de reciprocidade no tratamento de concessão de bolsas”, relembra. Mais conhecimento Morando em Portugal desde agosto do ano passado, a jornalista Débora Holanda se mudou com o marido para o país em busca de estudo. “Nós viemos fazer mestrado. Cursamos comunicação, cultura e tecnologias da informação no Instituto Universitário de Lisboa”, conta. Débora e o marido fizeram uma reserva de dinheiro para uma temporada de, aproximadamente, seis meses. “Depois desse período teríamos que trabalhar para nos mantermos aqui, pois nossa vinda para cá era motivada apenas pelo mestrado, não tínhamos nada certo. Mas, graças a Deus, tive sorte e consegui emprego na minha área”, afirma. De acordo com Débora, o mercado de trabalho na

“terrinha” tem algumas dificuldades. “É bem mais difícil se você não for português e não tiver o visto de trabalho. O mercado é bem protecionista quanto à contratação de estrangeiros, barreira que somada à burocracia, que consegue ser pior que no Brasil, dificulta bastante, principalmente para quem vai certo de que vai conseguir um emprego”, enfatiza a jornalista. O casal fez planos de ficar em Portugal somente até o fim do mestrado, que encerra no próximo ano. No entanto, segundo Débora, tudo pode mudar, dependendo de como os dois estiverem na época. O custo mensal para viver em terras portuguesas, de acordo com Débora, pode ficar entre 900 e 1,2 mil euros. Os gastos variam conforme a moradia, se for estudante, sozinho ou casal. “Mas o custo de vida é bem tranquilo, dá para fazer muito com pouco dinheiro e ter uma qualidade de vida ótima”, destaca, ao ressaltar a felicidade que sente em morar na Europa.


ECONOMIA

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issional dos amazonenses Planos para empreender O amor levou a pedagoga Nara Magalhães para as terras lusas. Em 2011, ela começou a se comunicar com um português pela internet e um ano depois, viajou para o país para conhecê-lo. Com o nascimento da paixão entre os dois, ela passou a ir para Portugal com mais frequência, até que, em 2013, eles se casaram. “Sempre quis conhecer e trocar ideias com pessoas de Portugal, até por conta da facilidade no idioma. De-

pois que resolvi casar, larguei tudo no Amazonas. Entretanto, tudo se torna mais complicado quando você não é legalizado, por esse motivo resolvi ter a dupla nacionalidade”, conta Nara. “Minha vida mudou bastante e encontrei uma pessoa que me dá muita segurança”, completa. Formada em pedagogia, Nara pretende cursar o seu doutorado em Portugal e também entrar em outro ramo de trabalho.

“Quero trabalhar com vendas de produtos artesanais do Amazonas. O objetivo é levar o ‘potencial amazônico’ para Portugal, até porque várias pessoas já conhecem e me pedem algumas coisas sempre que estou no Amazonas”, revela. A intenção de Nara é trabalhar também com o fornecimento de cosméticos da Região Amazônica. “São produtos que terão uma grande aceitação pelos portugueses”, enfatiza a amazonense.

Nara Magalhães quer levar o “potencial amazônico” para Portugal, onde mora | DIVULGAÇÃO

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Ed Blair

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las são mães, brasileiras de Estados diferentes e têm algo em comum: transformaram suas dores em luta por justiça. Christiane deseja ver preso o culpado pela morte de seu filho Gilmar Rafael. Sônia viu parar na cadeia, por duas vezes, o principal acusado pela morte da filha, porém não teve o corpo de sua Elisa para velar. Por um erro médico, Maria do Carmo teve que se despedir da filha Vanessa. Rosane quer apenas provar a inocência de Thiago e tirar o filho do maior complexo penitenciário do país. Todas são mulheres que provavelmente nunca iam se encontrar, mas quis o destino que a tragédia que as atingiu, também as unisse. Maria do Carmo dos Santos, de 54 anos, conta que perdeu sua filha, Vanessa dos Santos Bastos aos 4 anos, por culpa de um erro médico. Jovem, sem experiência e força para lutar contra o que considera ser um corporativismo médico, se formou em psicologia e doutorou-se em educação para tentar entender a mente humana. Hoje é presidente do “Grupo Vítimas Unidas” (VU) com mais de 110 mil pessoas empenhadas no combate às mais variadas injustiças sociais. Criado há cinco anos pela estilista Vana Lopes, na ocasião, para capturar e prender o ex-médico Roger Abdelmassih, 73 anos, acusado de estuprar mais de 60 vítimas em uma clínica de fertilização. “E o que era para ser um local de sonhos das futuras mães, foi palco do horror por parte deste criminoso”, lamenta Maria, acrescentando que, até hoje, ela nunca viu justiça para o caso de sua filha, mas segue empenhada para que outras mães que passam por problemas parecidos, consigam ver os culpados condenados. Tragédia anunciada Em junho de 2010, Sônia Fátima Silva Moura, 51 anos, perdeu sua filha Eliza Samúdio, então com 25 anos, brutalmente assassinada, a mando do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes. Ele foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, asfixia, cárcere privado e ocultação de cadáver. O corpo de Eliza nunca foi encontrado. A dona de casa assumiu a criação do neto e faz salgadinhos para ajudar a mantê-lo. O menino está com 7 anos e, segundo ela, nunca recebeu sequer ajuda financeira do pai. “É muito difícil ser mãe e avó. Tenho cuidado redobrado com o Bruninho, pois ele precisa ser protegido”. Ela conta que não há um dia que não pense na filha e lembra, com revolta, que quando estava grávida de Eliza, o pai (senhor Samúdio - atualmente foragido da Justiça, acusado de pedofilia) a ameaçava dizendo que iria esquartejá-la quando ela nascesse. “No final, quem a matou e esquartejou foi justamente o homem que deveria protegê-la, pois ela tinha um filho dele. Foi uma maldade muito grande que fizeram com ela. Sua vida foi tirada e junto a possibilidade de viver seu maior sonho que era ser mãe. E, nesses anos, todos os dias são difíceis e os das mães, nem se fala. Às vezes tenho vontade de sumir, mas penso no quanto meu neto, meu filho e marido precisam de mim e eu deles”, disse. O desejo de Sônia é que o ex-goleiro cumpra pena em regime fechado e que ele devolva os restos mortais de sua filha. “Luto para que meu neto cresça com saúde e tranquilidade para o sofrimento que ainda o aguarda não seja antecipado, pois ele não sabe de que forma sua mãe foi morta. Ele (Bruninho) é muito alegre. Contar para ele agora seria rou-

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PAÍS

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a t u l u o r i v

e u q r o d A O |

ÇÃ ERA

P | SU E Ã

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Conheça a história de quatro mulheres que fazem parte de grupo, com mais de cem mil pessoas, em defesa de vítimas de violência e injustiças

bar sua infância. Já basta que o pai nos tirou minha filha e o direito de levar flores em seu túmulo, além de ter atentado duas vezes contra a vida do meu neto”, desabafou. “E, mesmo sem ele saber o que o pai fez, Bruninho não gosta de seu nome. Diz que quando crescer vai mudar. E eu ainda o fiz porque respeito o desejo da minha filha”, contou. “Não espere doer na própria carne para se importar” A frase é da deputada federal do Paraná, Christiane Yared (PTN), 57 anos, que perdeu o filho Gilmar Rafael, 26 anos, em um acidente de trânsito provocado pelo ex-deputado estadual, Fernando Ribas Carli Filho. Ele dirigia embriagado, segundo laudo do

Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba e em alta velocidade. Na última quinta-feira (11), o julgamento de Carli Filho foi retirado de pauta no Supremo Tribunal Federal (STF) e sua defesa tenta impedir que ele vá a júri popular por homicídio doloso, no acidente ocorrido em maio de 2009, que vitimou também o jovem Carlos Murilo Souza, de 20 anos. Eleita deputada federal mais votada no último pleito, Yared fez da conscientização e prudência no trânsito uma de suas bandeiras de luta. “Não deixe para mudar de comportamento no trânsito apenas quando a dor vier ensinar essa mudança. O aprendizado da dor

é muito difícil. É melhor aprender pelo respeito mútuo. Precisamos nos educar para a responsabilidade e a solidariedade”, defende. “Hoje a minha luta é por um país melhor. Eu apenas entendi que precisava lutar pelos outros porque o filho morto eu não posso trazer de volta. Meu filho descansa, graças a Deus e um dia irei reencontrá-lo. Mas a Justiça é para os vivos e é por este motivo, por esta causa que eu luto, que eu grito e estou deputada federal para poder lutar por leis mais eficazes”, justifica.


PAÍS

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| MOVIMENTO | VÍTIMAS |

Unidos para fortalecer Cada um com uma história de vida, de perda, e todos sofrendo com a Justiça que julgam lenta e ineficiente. Mas a amizade lhes rendeu coragem e laços afetivos para seguir em frente e apoiar os membros que precisam de força para continuar lutando

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o Rio de Janeiro, a professora Rosane Brum, de 52 anos, e sua família, chora há três anos o injusto equívoco que levou seu filho Thiago, na época com 23 anos, à cadeia pública José Frederico Marques (Bangu 10). Thiago é acusado de participar de um assalto, mas um vídeo analisado por três dos principais peritos do país, contrariam todas as acusações. “O vídeo mostra claramente que o assaltante não é meu filho. Até a perícia da polícia não encontrou nenhuma digital. Temos filmagem dele na casa da namorada lavando o carro no portão. Tem a hora que ele chegou. Foi injustamente reconhecido por quatro testemunhas através de foto no Facebook. Mesmo com todas as provas contrárias, tudo comprovado, foi condenado por dez anos. Isso não dá para aceitar. Não vou cansar de lutar para provar que meu filho é inocente”, declarou a mãe. Ela conta que o filho, mecânico de avião, tinha acabado de passar em um concurso para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e que ele sempre foi estudi-

oso. Havia passado numa prova para uma empresa de aeronaves para começar a trabalhar, exatamente na semana em que ocorreu o assalto. “Aí todos os sonhos dele caíram por água abaixo. Com isso ele está preso há dois anos e sete meses. O que falta para ele ser solto? Falta a justiça ser feita. No nosso país, o que se vê é inocente como o Thiago preso e pessoas que deveriam estar presas, eles estão soltando. Estou cada vez mais decepcionada com nosso país. Foi o terceiro aniversário dele (dia 8 de maio) que completou lá. Terceiro Natal, terceiro Dia das Mães. Sou uma pessoa muito revoltada”. Rosane conta que sua vida parou. Ela é professora e que, por conta do que ocorreu, passou a tratar a depressão. Depois, teve que se aposentar, pois já tinha tempo de serviço, apesar de não querer parar. “Tenho 52 anos, poderia estar perfeitamente trabalhando, porque eu sempre amei lecionar, eu não planejava parar tão cedo. A vida da nossa família parou. O Thiago, com a graça de Deus sempre teve uma cabeça muito boa. É uma pes-

soa do bem. Está se mostrando ser uma pessoa muito forte. Ele faz de tudo para que eu não sofra. Tem dias que ele quase não fala. Outros dias fica meio revoltado e pergunta: Mãe, porque eu estou aqui? Me tira daqui pelo amor de Deus. Eu não fiz nada. Eu não consigo entender isso! Tem gente culpado por crimes graves que já saíram. E eu não fiz nada e estou aqui. Eu sempre fiz tudo certo, sempre lhe obedeci. E, eu como mãe não posso fazer nada pelo meu filho. Entrego tudo nas mãos de Deus. Eu não posso, mas tenho certeza que Deus pode. Ele vai fazer porque meu filho é inocente”, defende a professora. No grupo Vítimas Unidas, a dor de Rosane é compartilhada com e por Maria do Carmo, Sônia, Christiane e todos os outros. Cada um com uma história de vida, de perda. Todos sofrendo com a justiça que julgam lenta, ineficiente e sem efetividade. Mas a amizade lhes rendeu força, alento e laços afetivos, como é o caso de Maria do Carmo, que recebeu o convite de Sônia para ser a madrinha de Bruninho, criança que conheceu através de uma grande dor.

Entre os mais de 110 mil membros, representantes levam seus anseios às autoridades

| ARQUIVO PESSOAL


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MUNDO

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Edição: Lívia Nadjanara Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041

| PONTE | TERRITÓRIO FRANCÊS |

Pedágio de R$ 1,5 mil separa Brasil da Guiana Muito mais caro do que o valor de uma passagem de avião saindo de Manaus para a capital do outro país, o custo de até 430 euros, cobrado para travessia de veículos de qualquer tipo, impede brasileiros de cruzar a fronteira

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egar um voo do Brasil para a Guiana Francesa pode sair bem mais barato do que atravessar os 378 metros da nova ponte que liga as cidades de Oiapoque, no extremo norte do Amapá, e Saint-Georges de l’Oyapock, no território ultramarino da França. Inaugurada em 18 de março, após seis anos de atraso e duas décadas de seu projeto, a interligação custou R$ 68 milhões, segundo o Ministério dos Transportes. O investimento foi rachado meio a meio entre Brasil e França. Apesar disso, o governo francês cobra até 430 euros (cerca de R$ 1,5 mil) de quem quer chegar de carro vindo do Brasil - já o caminho inverso está livre de qualquer tipo de pagamento. As motos (o principal meio de transporte em Oiapoque) não estão isentas. Para qualquer tipo de veículo, os va-

lores mudam de acordo com o prazo de validade da apólice - o viajante pode optar por coberturas com duração de um a três meses. A cobrança é o pagamento do seguro obrigatório para veículos brasileiros, caso queiram entrar na Guiana Francesa. Para evitar a taxa, muitos fazem a travessia a pé ou de bicicleta, num percurso que soma 25 quilômetros entre as duas cidades. Como comparação, um voo entre Manaus e Caiena - a capital da Guiana Francesa - sai a partir de US$ 156 (ou R$ 490) em um dia de semana. Para atravessar o rio de Oiapoque a Saint-Georges de barco, o custo total de ida e volta é de somente R$ 30. O tráfego predominante pela ponte é de carros com placas da Guiana Francesa. O Itamaraty e a embaixada francesa responderam que trabalham para diminuir as dificuldades de trânsito.

Ponte estaiada custou R$ 68 milhões e pedágio absurdo limita circulação

| DIVULGAÇÃO


DIA A DIA

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

Edição: Náferson Cruz Email: diadia@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041

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Mães do cárcere No dia em que elas são exaltadas de todas as formas por filhos em residências ou restaurantes da cidade, no sistema penitenciário | Dia a dia C4 e C5 do Amazonas as genitoras tentam visitar, dar uma palavra de consolo, um abraço, um carinho e receber amor

| ARTHUR CASTRO


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DIA

A DIA

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

| NATUREZA | CONSERVAÇÃO |

Estudo tenta preservar botos no rio Madeira A pesquisadora Waleska Gravena, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Universidade Federal do Amazonas, investiga espécies que vivem na divisa dos Estados do Amazonas e Rondônia. Ela também alerta para a preservação desses mamíferos

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studo desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) visa a contribuir com a conservação de diferentes grupos de botos que vivem no rio Madeira, situado na divisa entre o Amazonas e Rondônia. A pesquisa investiga espécies de botos específicas e deve ser concluída em outubro deste ano. De acordo com a pesquisadora do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Ufam Waleska Gravena, a motivação para desenvolver essa pesquisa começou a partir dos trabalhos apresentados nos estudos de doutorado dela. Ela conta que muitas perguntas precisavam de respostas e esse foi o ponto de partida para o começo do estudo. “Depois que finalizei meu doutorado, percebi que muitas questões ficaram sem respostas, principalmente com relação aos híbridos entre as duas espécies de botos, que

ocorrem em uma área da bacia do rio Madeira. Para esclarecer essas questões eu deveria buscar outras metodologias que não utilizei durante o estudo”, disse Gravena. Segundo a pesquisadora, muito se discute sobre o conceito de espécie, se realmente o que estamos observando são espécies diferentes ou da mesma linhagem. Outra questão proposta para discussão é se o estudo pode enquadrar tudo que está sendo observado dentro de uma mesma categoria e, principalmente, se deve conservar esses grupos da mesma maneira. “A partir do momento em que sabemos com o que estamos lidando, podemos gerar diferentes planos de conservação para diferentes grupos. Isso se aplica claramente na área que estamos estudando, já que nessa área foram erguidas duas hidrelétricas (Jirau e Santo Antônio) e mais duas ainda estão previstas para ser construídas”, contou a pesquisadora.

Alerta para conservar as espécies Waleska Gravena também ressaltou que ao longo da última década, grupos -tanto de fauna quanto de floraforam descobertos nas áreas das hidrelétricas, e muitos deles podem ter desaparecido durante a inundação dos reservatórios. A doutora deixou um alerta para a sociedade. “Mesmo com a necessidade de gerar desenvolvimento para o país, na forma de eletricidade, a sociedade também precisa ter conhecimento do que estamos perdendo com isso”, destacou a pesquisadora. Diferentes grupos de botos são estudados para contribuir com a conservação da espécie

| IONE MORENO


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| DESAPARECIMENTO | HISTÓRIAS |

O drama das mães com crianças desaparecidas Casos emblemáticos de Shara Ruana e Cinthya da Gama Pereira relatam a dor e sofrimento de duas mães, hoje. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), ainda tenta buscar informações sobre as meninas Bárbara Chagas

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eviver anualmente a dor irreparável de passar o Dia das Mães sem os filhos é algo inimaginável para muitas mulheres, mas uma realidade dolorida para tantas outras. Seja pela morte por causas naturais ou violentas, milhares de mulheres não comemoram esta data. Neste dia, um dos grandes desafios é encontrar forças para prosseguir com a vida. Histórias reais vividas por diversas mães brasileiras, como a da paranaense Eliza Silva Samúdio, de 25 anos, desaparecida desde junho de 2010 após se encontrar com ex-amante, o goleiro Bruno, do Flamengo; ou a de Priscila Belfort, 29, irmã do lutador de MMA Vitor Belfort, que sumiu misteriosamente ao sair do trabalho para almoçar. Casos como esses e os vividos pelas mães das amazonenses Shara Ruana e Cinthya da Gama são apenas alguns exemplos tristes de uma data que

poderia ser de abraços, beijos e declarações de amor entre mães e filhos. Shara Ruana Em Manaus, um dos casos mais conhecidos de desaparecimento é o da menina Shara Ruana, que sumiu no dia 28 de outubro de 2007, quando tinha 7 anos. O sumiço aconteceu quando a garota saiu para comprar pão, no bairro Betânia, Zona Sul de Manaus. Passados quase dez anos, dona Alzenira Lira, de 40 anos, costureira, e mãe da Shara, nunca perdeu a esperança de encontrar a filha. “Todos os dias, ao acordar, eu levanto pensando na falta que ela faz e lembro que não posso perder a esperança dentro de mim”, disse a genitora. Dona Alzenira conta que o Dia das Mães nunca será como antes, pois a primeira coisa que lembra neste dia é da filha sempre muito alegre e carinhosa. “O Dia das

Mãe não comemora data alusiva

Cristiana Batista não comemora o Dia das Mães por conta do desaparecimento

Mães nunca será o mesmo. Eu não comemoro mais, apesar de meus outros 3 filhos insistirem”, relatou a mãe. Como sempre faz em entrevistas, a mãe de Shara pede

que quem souber algum paradeiro informe pelos telefones 99264-1544 ou 99381-1726. Caso emblemático O crime contra Shara

| JANAILTON FALCÃO

Ruana foi registrado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e até hoje não foi desvendado pela Polícia Civil.

Outra mãe amazonenses que não comemora a data é a comerciante Cristiana Batista da Gama, de 34 anos. Desde o dia 5 de outubro de 2016 sua filha Cinthya da Gama Pereira, de 12 anos, saiu de casa para pegar o irmão na escola e nunca mais voltou. “Eu me levanto e durmo pensando como ela está; se está bem”, afirmou Cristiana, que revelou não comemorar mais o Dia das Mães mesmo tendo outros filhos. “Eu não consigo comemorar nada. Não consigo fazer nada. O Dia das Mães para mim não existe”, disse.


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DIA

A DIA

Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

Gerson Freitas

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Nesta reportagem especial do Dia das Mães, o EM TEMPO relata o drama e histórias de lutas e esperanças das mães que sonham ver os filhos fora das prisões. A reportagem também aborda o sofrimento das mães, que estão por trás das grades das prisões e esperam um dia, voltar para o seio da família

ães com dívidas na Justiça sofrem na pele a dor da solidão no dia dedicado a elas. Neste domingo, elas relatam como é viver trancada em uma cela sem a chance de dividir momentos de confraternização com os filhos. As que estão aguardando do lado de fora dos centros de detenções, relatam a dor da separação e a esperança de poderem passar esse dia especial ao lado dos filhos presos, mesmo que seja no pátio de uma penitenciária. Beneficiada em liberdade provisória, Patrícia Silveira de Santos, 26, disse que nunca imaginou que passaria um longo período longe dos filhos, principalmente por ser acusada de um crime que não cometeu. No período em que esteve presa, Patrícia só pensava em uma coisa. Sair para ter novamente a oportunidade de viver ao lado dos filhos e receber deles todo o apoio e amor necessários para começar a escrever uma nova história. “Foram dias e dias de angústia, dor e sofrimento longe dos meus filhos”, lembrou. Patrícia disse ainda que a dor foi maior porque precisou tomar a dura decisão de não querer receber na penitenciaria a visita dos filhos. De todas as formas ela tentou resguardá-los, para evitar um desconforto às crianças. “Nos primeiros dias eu não conseguia dormir de tanto que eu chorava pensando neles e na minha mãe, que estava sofrendo muito. Tudo que eu passei, me fez crescer e ver que a vida sem eles

| PERSEVERANÇA | DRAMA |

não tem sentido. Senti a necessidade de fazer coisas que eu nunca havia feito com meus filhos, mas farei tão logo seja inocentada da acusação, declarou. O julgamento que decidirá o rumo que a vida dela irá tomar está marcado para os próximos dias. A incerteza da sentença assusta Patrícia, que diz temer por um novo afastamento dos seus filhos. O apelo agora é para que as pessoas olhem para ela sem preconceito. Patrícia atualmente está com dificuldade de cumprir uma das promessas feitas ainda no presídio, de sustentar seus filhos com os recursos oriundos do seu próprio trabalho. “O que mais me dói é ver meus filhos querendo e precisando das coisas e eu sem ter condições financeiras para suprir as necessidades deles. Toda vez que tento fazer uma entrevista de emprego, é unânime as pessoas não disfarçarem o preconceito, principalmente quando olham para as minhas pernas e enxergam a tornozeleira”, comentou. Exercendo em dobro o papel de mãe, a genitora de Patrícia, Maria do Carmo Silveira, 50, relatou que viveu desde a detenção de sua filha e vive até hoje dias dolorosos. A preocupação, além da segurança de Patrícia, girava em torno dos netos, para que eles não sofressem com a situação da mãe. Maria do Carmo teve que guardar a sua dor para se tornar uma fortaleza diante das dificuldades. “Uma mãe é para dez ou mais filhos como diz o ditado, e

Amor de mãe


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Manaus, domingo, 14 de maio de 2017

eu vivi isso na pele. Tive que me tornar mãe dos meus netos para que eles não fossem afetados pela tragédia. Mesmo com o coração na mão e tendo a consciência que a Patrícia (filha) precisava de mim, eu não tive coragem de ir até o presídio vê-la. Não queria ficar com aquela cena na minha memória. No entanto, movi céus e terras para tirá-la de lá. Agora meu esforço é para provar definitivamente a sua inocência. Se eu conseguir, terei feito com excelência meu papel de mãe”, concluiu. Mães guerreiras Do lado de fora dos centros de detenções, mães que enfrentam sol e chuva para ficarem poucas horas perto dos filhos, mostram que não existem barreiras para o amor. Vivendo a primeira experiência dolorosa de ficar o Dia das Mães longe do seu primogênito, dona Silvana Oliveira, 49, vai abrir mão de passar esse domingo no conforto da sua casa e na companhia dos outros filhos, para tentar dar um abraço que leve esperança ao seu filho preso há pouco mais de duas semanas. Mesmo que não seja possível o reencontro, Silvana ficará em frente ao presidio para transmitir a ele o amor que só uma mãe pode dar a uma pessoa prejulgada pela sociedade. “Não é fácil para uma mãe ver o filho preso em uma gaiola como se fosse um animal. Há 8 dias meu filho foi detido e até o momento não tive contato com ele. Talvez no Dia das Mães ainda não esteja liberada a visita, pois a regra diz que só pode depois de um mês”, completou.

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Esforço para ver o filho ‘livre’ A doméstica Dinoral da Cunha, 65, também decidiu abrir mão temporariamente da família, inclusive dos demais filhos, para se doar inteiramente ao filho detento do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Hoje, o seu maior esforço é para conseguir uma liminar que conceda o pagamento da pena em casa, devido a condição física do filho, que tem deficiência. “Há oito meses vivo em função do meu filho que está preso. Minha rotina é um vaivém à penitenciária. Não há dor maior para uma mãe do que ver um filho nessa situação. No meu caso, a situação ainda é mais grave. Ele é cadeirante, sofre dos rins e depende literalmente da caridade dos outros detentos para tomar banho, comer e fazer outras atividades. Isso tem me destruído dia após dia, mas coração de mãe não faz distinção. Uma grade não vai nos separar. Estamos ligados pelo amor, pela alma e pela vida. Farei o impossível para levá-lo para casa. Jamais vou abandoná-lo”,

desabafou. Dados Sobre a reclusão de gestantes, a Secretaria de Estado

VISITAS A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) explica que apesar das unidades femininas possuírem uma população carcerária menor do que a masculina, no comparativo os números ainda apresentam uma diferença bastante elevada

de Administração Penitenciária (Seap) informou que, atualmente, não há registro de nenhuma grávida nas dependências da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), que é destina-

da a presos que cumprem o regime fechado. Já no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) o órgão está com três gestantes. Com relação à situação das mães após darem à luz, a Seap trabalha com dois possíveis cenários: o primeiro é no caso de o advogado da interna entrar com um pedido na Justiça para prisão domiciliar. O juiz avalia e se autorizado é concedida a liberdade provisória por um tempo determinado pelo próprio juiz. O segundo caso é a utilização dos berçários das duas unidades para que a mãe fique com a criança por 6 meses. Após esse período, a detenta tem que entregar a criança para um parente aqui fora. Sobre as visitas dos filhos às prisioneiras do sistema, algumas não recebem tantas visitas dos filhos e parentes como nas unidades prisionais masculinas. Durante o ano de 2016, o CDPF recebeu a visita de 3.539 menores de idade durante todo o ano e a PFM recebeu 731 menores.

por trás das grades | ARTHUR CASTRO


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| AVANÇO | EXAMES |

Tecnologias auxiliam no diagnóstico de doenças De fevereiro a abril deste ano, o hospital e pronto-socorro Delphina Aziz, localizado na Zona Norte de Manaus, realizou mais de 31 mil exames de alta complexidade. A unidade hospitalar montou um Centro de Diagnóstico como plano estratégico para a saúde do Estado

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Parque de Imagens do Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Delphina Aziz realizou mais de 31 mil exames de alta complexidade desde fevereiro até abril. O diagnóstico de doenças por imagem é um avanço da tecnologia, aliado da medicina, e o Centro de Diagnóstico do Delphina Aziz conta com Raio x, ultrassonografia, ressonância, tomografia, mamografia, endoscopia, colonoscopia, ecocardiograma, holter (monitoração do ritmo cardíaco), mapa (monitorização ambulatorial de pressão arterial) e teste ergométrico. Inaugurado em fevereiro deste ano, o início das atividades do Centro de Diagnóstico faz parte um plano estratégico da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) que tem a meta de, até o fim do primeiro semestre, estabelecer o tempo de espera por procedimentos como esses seja menor que 30 dias. O Centro de Diagnóstico atende toda a rede pública de saúde do Amazo-

nas com agendamento exclusivo pelo Sistema de Regulação do Amazonas (Sisreg) e funciona de segunda a sextafeira de 6h às 22h. O Delphina Aziz está localizado na avenida Torquato Tapajós, Colônia Terra Nova, Zona Norte. O Delphina Aziz é uma unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e o Centro de Diagnóstico é administrado pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed). O instituto também administra o pronto-socorro da unidade desde a inauguração, em julho de 2014. Resultados pela internet “Em nosso Centro de Diagnóstico a tecnologia vai além dos equipamentos de exames. De forma segura, pacientes podem visualizar, por meio da internet, resultados dos exames de raio x, ressonância, tomografia e mamografia que realizaram na unidade”, disse o diretor administrativo da unidade, Remídio Vizzotto Junior.

Resultado em até 72 horas Zenaide Lucas, 55, é uma das pacientes que realizou exame no Delphina Aziz. “Fui informada que deveria ir ao Delphina Aziz realizar o exame. Ao final, me disseram que em até 48 horas o exame estaria na internet e com o laudo de um médico”, conta. Após realizar o exame, o paciente recebe impresso em papel um link e um número de protocolo. Ao acessar esse link por meio de qualquer navegador, aparece um campo para digitar o número de protocolo. Após 72 horas de realização do exame, o paciente pode visualizar o laudo. Grupo de médicos testa novo equipamento de exame em paciente

| DIVULGAÇÃO


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| ACESSIBILIDADE | BARREIRAS |

Obstáculos que dificultam o acesso aos deficientes Pessoas com algum tipo de deficiência física precisam enfrentar um problema a mais para se locomover pelas ruas de Manaus. As más condições nas calçadas, barreiras arquitetônicas e transporte público são alguns dos obstáculos que dificultam a acessibilidade Bárbara Costa

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esmo com grande investimento em acessibilidade por parte do poder público, pessoas com deficiência, sejam elas auditivas, visuais, motoras ou intelectuais, enfrentam todos os dias as dificuldades de locomoção na capital. De acordo com dados contabilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo 2010 o Amazonas registrou 790.647 pessoas com deficiência em todo o Estado, em percentuais significa 26% da população amazonense. Já na capital, pelo menos 461.414 foram contadas com algum tipo de deficiência computando 23% da população de Manaus. Tratando-se de dados nacionais, o Brasil possui mais de 45 milhões de deficientes equivalendo a 24% dos brasileiros. Mundialmente, conforme o controle da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um bilhão de habitantes é deficiente, sendo aproximadamente 7% de toda a população mundial. O assessor técnico da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), Mário Célio Ferreira de Castro Alves, 49, disse que o órgão desenvolve projetos

onde a pessoa com deficiência (PcD) seja protagonista de suas atividades. “A Seped possui núcleo de apoio com equipe técnica multidisciplinar de enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e outros profissionais que auxiliam no desenvolvimento. Sabemos que muitas dessas deficiências não são completamente reversíveis, mas a ideia é tornar essas pessoas o mais independente possível”, disse. Mário Célio que também é cadeirante, engenheiro ambiental executivo de logística, áudio descritor e radialista, contou como PcD, as dificuldades estão nas barreiras que esse público enfrenta diariamente. “Existem as barreiras arquitetônicas, como por exemplo, orelhões mal distribuídos, alguns locais não possuem o rebaixamento adequado para o cadeirante, no transporte público, às vezes o equipamento para quem utiliza a cadeira de rodas está com defeito ou os funcionários do veículo não sabem manusear o recurso. Além desses entraves existem também as barreiras que chamamos de atitudinal, que nada mais é a falta de sensibilidade das pessoas com o próximo, de alguém ver o cadeirante, ou o surdo e não querer auxiliá-lo quando necessário”, relatou.

A falta de acessibilidade foi constatada na rua Francisca Mendes, antiga rua da Penetração 2, na Cidade Nova

| IONE MORENO

Auxílio e solidariedade Como apoiadora das ações em defesa dos direitos das pessoas com deficiência da causa advogada Adriana Mendonça, reforça a questão da solidariedade e amor ao próximo quanto ao auxílio dessas pessoas no dia a dia. “A lei n. 13.146/2015, chamada de Brasileira de Inclusão assegura diversos direitos das Pessoas com deficiência. A provação dessa lei foi uma importante conquista. Porém, é importante lembrarmos que as leis são cumpridas por homens. A Cadeirante conta com o apoio de passageiro solidário para deixar o ônibus

| MARCIO MELO

nossa sociedade ainda precisa vencer as barreiras atitudinais para que possamos assegurar a igualdade, a acessibilidade e a inclusão que as pessoas com deficiência precisam e merecem ter”, ressaltou. Legislação municipal Conforme o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), órgão responsável pela fiscalização das estruturas adequadas para PcD, o Plano Diretor de Manaus prevê, no Código de Obras exis-

tente na lei municipal nº 003/2014, mais especificamente no artigo 47, que “toda edificação de acesso público, independentemente de ser a edificação caracterizada como pública ou privada, deverá assegurar condições de acesso, permanência, circulação e uso por pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, conforme disposições estabelecidas neste código, em Decreto Federal e de acordo com normas específicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”.


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| DEVASTAÇÃO | ESTUDOS |

Pesquisa evidencia morte das árvores em Balbina Pesquisador Jochen Schöngart, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), informou que as espécies macrolobium acaciifolium, a arapari, morreram devido aos distúrbios hidrológicos associados à operação da usina hidrelétrica, no rio Uatumã, no Amazonas

U

m estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) mostrou revela que 20 anos depois da implantação da Usina Hidrelétrica de Balbina, no rio Uatumã, no Amazonas, árvores adaptadas a prolongados períodos de inundação continuam morrendo, e áreas mais baixas das florestas alagáveis dessa região são dominadas por milhares árvores mortas, conhecidas como paliteiros. Segundo estudos, esses impactos concentramse nos igapós que ficam até 100 quilômetros depois da barragem. “Nossa hipótese principal é que as árvores morreram devido aos distúrbios do regime hidrológico associados à operação de Balbina”, diz o pesquisador do Inpa Jochen Schöngart, ao apontar que o estudo investigou a conexão entre a represa e as árvores mortas de Macrolobium acaciifolium, conhecida como arapari, na área. Segundo o pesquisador, o diferencial da pesquisa é que enquanto a maioria dos estudos avalia os impactos sociais, econômicos e ambientais das hidrelétricas na área do reservatório e nos arredores da barragem, os estudiosos do grupo de pesquisa ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (Maua/Inpa) se concentraram

nos distúrbios ambientais causados em áreas de igapó a junto com a Usina de Balbina. Artigo Os resultados são apresentados no artigo “A mortalidade das árvores de uma espécie adaptada às inundações em resposta às mudanças hidrográficas causadas por uma represa amazônica”, que tem como primeiro autor Cyro Assahira, mestre pelo programa de pós-graduação em Botâni-

A HIDRELÉTRICA Inaugurada em 1989, a Usina Hidrelétrica de Balbina está localizada no rio Uatumã, no município de Presidente Figueiredo. De Manaus até a UHE de Balbina são cerca de 170 quilômetros por via terrestre ca do Inpa. Ele foi publicado recentemente na revista científica Forest Ecologyand Management. Além de Assahira e Schöngart, a pesquisadora Maria Teresa Fernandes Piedade, líder do grupo Maua é coautora do artigo. Pesquisadores do Instituto Max-Planck também participaram do estudo dos paliteiros.

Árvores que ficam até 100 quilômetros depois da barragem estão mortas devido a implantação da usina hidrelétrica

Alterações hidrológicas No estudo, os pesquisadores constataram alterações no padrão de inundação do rio Uatumã a vazante da usina hidrelétrica. A equipe analisou um conjunto de 32 indicadores hidrológicos biologicamente rele-

vantes, comparando o período antes da implementação da barragem (1973-1982) e durante a operação da usina (1991-2012). Antes da construção da hidrelétrica o rio Uatumã apresentou um característico pulso de inundação com uma fase de

cheia e seca durante o ano, comum para os rios da bacia amazônica. Este padrão praticamente desapareceu no período pós-barragem, depois do início da operação da hidrelétrica de Balbina. Isso aumentou os níveis mínimos e dimi-

| DIVULGAÇÃO

nuiu os níveis máximos da água, resultando em uma supressão da fase terrestre durante vários anos consecutivos, principalmente no período de 19992011, ultrapassando a capacidade de tolerância de inundação dessas espécies arbóreas.

Impactos ambientais causado pela usina Em geral, a construção de represas hidrelétricas na bacia amazônica impacta direta e indiretamente o habitat, a estrutura e o funcionamento do ecossistema de florestas alagáveis a jusante da barragem. As usinas modificam o regime hidrológico natural, retém sólidos e nutrientes no reservatório, alteram a temperatura e a transparência da água, e obstruem vias de migração de peixes e Usina Hidrelétrica de Balbina foi inaugurada em 1989

|ARQUIVO

outros organismos aquáticos. Árvores adaptadas ao pulso de inundação com uma fase de cheia e uma fase de seca por ano não possuem as adaptações necessárias para sobreviver inundações de vários anos consecutivos. “Por este motivo, a espécie estudada e outras nas mesmas posições topográficas morreram em consequência das alterações do regime de inundação causadas

pela usina de Balbina”, explica Jochen Schöngart. As espécies de árvores mortas de M. Acaciifolium, da família de Fabaceae, e outras, como a Eschweilera tenuifolia (Lecythidaceae), da família da castanha-dopará, estavam concentradas em áreas sujeitas a inundações ao longo do rio Uatumã, a mais de 100 quilômetros de distância depois da usina. O pesquisador explica

que essas árvores possuem mecanismos sofisticados de adaptações morfológicas, anatômicas, fisiológicas e bioquímicas que lhes permitem tolerar inundações longas de até 300 dias por ano, como ocorre com o arapari. Nelas, o metabolismo anaeróbico permite manter alguns processos fisiológicos por meio da fermentação alcoólica durante o período de inundação.


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Edição: Thiago Botelho Email: esportes@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013

HOMENAGEM

| ESPECIAL |

Sem título-24 1

às mães injustiçadas Sem ligar para as vozes que saem das arquibancadas, as mães dos árbitros falam do orgulho em ver seus filhos realizando sonhos de infância e recebem uma justa homenagem daqueles que, sem elas, nada seriam André Tobias

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las são sempre lembradas pelos torcedores, seja nas arquibancadas, nas rodinhas de resenha ou até mesmo em frente à televisão. As homenagens nunca são agradáveis e, mesmo sem nada ter a ver com o espetáculo dentro de campo, as mães de árbitros e assistentes sofrem com a ira da torcida. Geralmente, não importa quem venceu ou foi derrotado, sobram reclamações e xingamentos àquelas que, na maioria das vezes, nem dentro do estádio estão. Neste Dia das Mães, o PÓDIO foi atrás daquelas que não saem da boca do torcedor, principalmente quando o apito soa contra sua equipe. Genitora de um dos principais árbitros da atualidade do futebol amazonense, Lindalva Silva, 57, fala com orgulho do filho Antônio Carlos Pequeno Frutuoso, 37. Insultada nas arquibancadas, ela dá de ombros para as “homenagens” e enaltece a carreira de seu caçula. “Só não me chamam de bonita. Eu não ligo para torcida, em 2013 eu dei cartão vermelho para eles (torcedores). Ele sempre fala quando vou ao estádio para não dizer que sou mãe dele, eu fico caladinha, não digo nada. Em campo eu passo mal de nervoso, só quero e peço a Deus para que não toquem nele”, conta a bem-humorada Lindalva, fã número 1 de Frutuoso. Ex-jogador do Sul América e apaixonado pelo esporte, o árbitro destaca o apoio da mãe quando decidiu seguir a carreira no apito.

Só não me chamam de bonita. Eu não ligo para torcida, em 2013 eu dei cartão vermelho para eles (torcedores). Ele sempre fala quando vou ao estádio para não dizer que sou mãe dele, eu fico caladinha, não digo nada” Lindalva Silva, mãe de Antônio Frutuoso

Sobre os xingamentos que recebe dentro de campo, principalmente direcionados à dona Lindalva, ele admite que ouve tudo, seja de torcedores, jogadores ou comissões técnicas, mas garante que é necessário se fingir de surdo para não perder o foco na partida. “Apitei uma final no Sesi em que teve impedimento e saiu gol do time. Só que quem marca impedimento é o assistente, eu apenas confirmo. O rapaz começou a me xingar ao lado dela, daí ela disse que eu era o filho dela. O cara pediu desculpa e perguntou se o bandeirinha era filho dela também. Ela disse que não e ele começou a xingar o auxiliar”, revela Frutuoso. Evangélica, o árbitro diz que sua mãe não é muito chegada em futebol,

mas que acompanha seus jogos da arquibancada, pela televisão ou pelo rádio sempre que pode. Grato por tudo que dona Lindalva lhe proporcionou até hoje em sua vida, Frutuoso faz questão de enaltecer o papel dela para sua formação cidadã. “Depois da perda do meu pai, com quem viveu por 25 anos, ela foi uma guerreira, criou os filhos ao lado da religião. Ela é uma mãe que todo filho gostaria de ter. O meu pai bebia, mas eu nunca coloquei um copo de cerveja ou cigarro na boca, graças a ela eu não tenho vicio. Desejo um feliz Dia das Mães para a dona Lindalva. Ela é tudo para mim, foi quem me mostrou e me ensinou o que era certo e errado na vida”, declara o “homem de preto”. Apoio materno Mãe da árbitra assistente Anne Kesy, 25, Janaína Silva recorda que, quando criança, a filha não gostava de praticar nenhum tipo de esporte. Até que o pai começou a organizar competições e ela foi criando uma relação mais íntima com o futebol. “A gente fica com o coração um pouco apertado por causa da reação da torcida, mas estou sempre dando força para ela seguir firme na carreira”, avisa. Assim como a mãe de Frutuoso, dona Janaína costuma acompanhar as atuações da filha in loco. Segundo Anne, até discussão no Gilbertão já houve por conta de xingamentos direcionados a ela. “Ela já foi assistir a um jogo em Manacapuru e tinha um senhor na arquibancada que estava próximo dela que não parava de me xingar. Parece que eles

discutiram muito no estádio, na tentativa dela de me defender”, descreve. Dona Maria Telmita, 56, mãe da árbitra assistente Eliane Santos, teve papel ainda mais fundamental na carreira da filha. Após duas boas temporadas, a auxiliar sofreu uma lesão no joelho e perdeu a temporada de 2015. “Sinto-me muito por feliz por ela estar realizando um sonho de criança. Ela já passou por cirurgia e eu sempre dei muita força para ela”, diz. Apesar de nunca ter sido prestigiada pela mãe na arquibancada, Eliane mostra gratidão por tudo que sua mãe fez e faz para que ela pudesse realizar seu sonho de infância. “Agradeço a ela por todo o apoio, pelas orações que ela faz, porque não é fácil. Quero dizer que eu a amo muito e sei que ela sempre estará me apoiando, independentemente se o momento for bom ou ruim”, finaliza. Agradeço a ela por todo o apoio, pelas orações que ela faz, porque não é fácil. Quero dizer que eu a amo muito e sei que ela sempre estará me apoiando, independentemente se o momento for bom ou ruim” Eliane Santos, árbitra assistente

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WILLIAN D’ÂNGELO podio@emtempo.com.br|

| TÚNEL DO TEMPO |

Fast Clube no Brasileiro

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década de 1970 é considerada a melhor na história do Fast Clube, quando o time participou de várias competições de peso, enfrentando grandes equipes do cenário nacional. Um dos campeonatos disputados nessa década foi a Copa Nordestão, assim como também nas edições do Brasileirão de 1977, 1978 e 1979. O Campeonato Brasileiro de 1977, realizado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), foi a 20ª edição do certame nacional e foi vencido pelo São Paulo Futebol Clube, conquistando seu primeiro título brasileiro. Os 62 clubes foram divididos em seis grupos, sendo quatro de dez e dois de 11, com o Fast ficando no grupo F, ao lado de Atlético-MG, Cruzeiro, Botafogo-SP, Remo, Santos, Uberaba, Paysandu, América-MG e Nacional-AM. Foi nesse campeonato de 1977 que o Fast Clube conseguiu classificação para a segunda fase da competi-

Time do Fast Clube que disputou o Brasileirão de 1978, surpreendendo ao derrotar o Fluminense por 2 a 1, no Maracanã

ção. O Fast era o atual vicecampeão estadual, tendo em seu elenco jogadores como Iane, Raulino, Dentinho e Rolinha. O time trico-

lor ficou na 24ª posição. A final do Brasileirão de 1977 foi disputada entre Atlético-MG e São Paulo no dia 5 de março, no

estádio do Mineirão. Pela primeira vez, o campeonato foi decidido em cobranças de pênaltis,com vitória do time tricolor por 3

| REPRODUÇÃO

a 2. Depois de ter sido bicampeão pelo Internacional em 1975 e 1976, o técnico Rubens Minelli, do São Paulo, tornou-se o pri-

meiro treinador a vencer o Campeonato Brasileiro em três anos consecutivos. Em 1978, o Rolo Compressor ficou em 8º lugar no grupo F da primeira fase, que tinha 12 clubes. Foi nesse ano que o time amazonense surpreendeu o Fluminense, em pleno Maracanã, aplicando 2 a 1 nos cariocas. O time terminou a competição em 57º lugar entre 74 participantes. A final do Brasileirão de 1978 aconteceu no dia 13 de agosto, quando, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, o Guarani-SP venceu o Palmeiras-SP por 1 a 0, gol do atacante Careca. Neneca, Mauro Gomes, Miranda, Zé Carlos, Renato, Capitão, Careca e Bozó, eram alguns dos jogadores do time titular comandado pelo técnico Carlos Alberto Silva. No ano de 1979, o time tricolor participou do Brasileirão no grupo D, ao lado de América-MG, Campo Grande-RJ, Vila NovaGO, Campinense-PB, Botafogo-PB, Treze-PB, Tuna Luso-PA, Paysandu-PA e Rio Negro-AM.


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| GAMES | NEGÓCIO |

Profissão ‘Fifeiro’ Wendell Lucas Monteiro, de 17 anos, mora em Manaus e é um dos principais nomes do Brasil do jogo de futebol virtual “Fifa”. Atualmente, ele se prepara para o Brasileiro e para o Mundial da modalidade, que serão disputados no segundo semestre

A eterna disputa ‘Fifa’ x ‘PES’

João Paulo Oliveira

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um sonho que não cabe para todos. Tem que ter dedo. É isso que dizem os jogadores profissionais de futebol virtual a respeito do sonho de buscar a independência financeira através de dribles, jogadas e gols com o joystick nas mãos. Esse é o mesmo pensamento do quarto colocado no Campeonato Brasileiro de games “Fifa”, o brasiliense Wendell Lucas Monteiro, 17, que reside em Manaus desde dezembro. A promessa do mundo virtual conquistou o honroso vice-campeonato do Vídeo Game Show, em Taguatinga (DF), no último dia 23 de abril. Ele foi superado por 6 a 5 no placar agregado pelo campeão brasileiro de Fifa, Lucas Salles. Patrocinado pela Scorpions/DF, que custeia suas viagens e inscrições, ele agora foca sua preparação para o certame nacional, no segundo semestre, e a seletiva on-line para o Mundial da modalidade. “Preciso manter um ritmo de 40 partidas por fim de semana. O meu planejamento me obriga a vencer no mínimo 36 partidas. Não é fácil, pois para manter o pique existe também um desgaste, a partir do momento que você trabalha e não brinca com o videogame, passa a produzir estresses. Nessas horas, a alimentação correta e o descanso noturno ajudam bastante”, explica Wendell, que já faturou o título da Seletiva Brasiliense em 2016.

A independência financeira vem quando você tem um nível alto. É possível, sim, pois hoje em dia o videogame deixou de ser visto como algo para quem não tem o que fazer. As coisas mudaram. Jogar ‘Fifa’ virou uma profissão” Wendell Lucas Monteiro, “fifeiro” profissional

dência financeira. “A independência financeira vem quando você tem um nível alto. É possível, sim, pois hoje em dia o videogame deixou de ser visto como algo para quem não tem o que fazer. As coisas mudaram. Jogar ‘Fifa’ virou uma profissão. Existem competições com valores altos aos vencedores. Estão investindo pesado lá fora”, relata. Quando chegou a Manaus, Wendell foi saudado por outros

“fifeiros”, integrantes de grupos de jogadores locais e admiradores da plataforma. “Cheguei aqui no dia 23 (de dezembro) e passei o Natal na cidade. O povo manauense é muito receptivo. Gostei bastante de Manaus. A galera me recebeu muito bem. Conheci o Leo Simas, que é o campeão daqui e foi muito legal saber que todos me conheciam e admiravam meu trabalho”, conta. Auxílio às crianças Para Wendell, o videogame é uma ótima maneira de socializar as crianças e evitar a marginalização infantil. “Por se futebol, acaba atraindo a meninada. O video ame oferece uma boa maneira para aproximar as crianças e tirá-las de caminhos ruins. Vejo como uma

importante ferramenta de socialização, já que as grandes cidades estão cada vez mais violentas”, diz o fifeiro. Para começar a jogar, ainda pequeno, a mãe de Wendell solicitava uma contrapartida para liberar o game: ajudar nas tarefas de casa. O jogador digital conta que no início a família foi contra o videogame, mas com o tempo ele provou tamanho talento e convenceu a todos. “No começo minha mãe ficava muito chateada. A maioria das partidas são no modo on-line e não tem como pausar. Foi difícil no começo, mas meus pais foram vendo que eu possuía dom para coisa. Então, resolveram me liberar para dedicar boa parte do meu tempo para o jogo ‘Fifa’”, lembra Wendell.

Se existe uma enquete a ser feita relacionada a videogame é: qual é o melhor, “Fifa” ou “PES”? Os jogos virtuais de futebol “Fifa”, da produtora norte-americana EA Sports, e “Pro Evolution Soccer”, da produtora japonesa Konami, são eternos concorrentes comerciais e disputam o gosto dos fãs do esporte digital. Nos últimos anos, as marcas têm lutado incansavelmente por direito de imagens e licenças exclusivas de clubes e ligas europeias. Com jogabilidades totalmente diferentes, ambos os jogos deixam certo equilíbrio nas vendas, por mais que o “Fifa” seja ovacionado como o dono do mercado e preferido pela maioria dos players. Para Wendell, o jogo “Fifa” é para quem gosta mais de driblar e o “Pro Evolution Soccer” conta com uma velocidade e gráficos reais. “O ‘Pro Evolution Soccer’, na época que se chamava ‘Winning Eleven’, foi muito importante para evolução do videogame. Inclusive, joguei muito ele. Mas hoje, a maioria dos jogadores digitais prefere uma realidade virtual mais envolvente relacionada a dribles e infiltrações. Como eu treino o jogo desde muito criança, deu para adquirir a prática de uma enorme variedade de jogadas e dribles. Acredito que o ‘Fifa’ hoje é melhor”, decreta o campeão.

‘Candango amazônida’ Após o pai ser transferido de Brasília para Manaus, a promessa dos games respirou novos ares em territórios barés. Fez amigos e prossegue o curso de direito na capital amazonense. Sua meta de vida, porém, tem o videogame como principal parceiro, pois enxerga nesse ramo uma oportunidade de indepen-

Wendell concentrado enquanto disputa uma partida de “Fifa” | FOTOS: MICHAEL DANTAS


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| EMPREENDEDORISMO | ESPORTE |

De artilheiro e ídolo a comerciante Ex-atacante Garanha, que treina o time de juniores do Nacional, encontrou no empreendedorismo uma maneira de aumentar a renda João Paulo Oliveira

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pós pendurar as chuteiras, o ex-jogador e artilheiro Garanha, conhecido dos torcedores de Nacional e São Raimundo e com passagem pelo GrêmioRS, comanda o time de juniores do Naça. Mas, para ajudar no sustento de sua família, ele tem investido na venda de camisas térmicas para jogadores profissionais, aquelas que os atletas usam por debaixo do uniforme. Atento às tendências de mercado, Garanha explora as redes sociais WhatsApp e Facebook para movimentar o negócio. “É uma renda extra que ajuda fortalecer a casa. Todos sabem que não é fácil viver do futebol em Manaus. Infelizmente, só dá para pagar conta. Por isso resolvi inovar e tenho projeto de construir minha loja virtual e no futuro espaço um físico também”, explica o ídolo azulino. Garanha conta que entrou no ramo de vendas por incentivo do lateral-direito Andrezinho, com quem atuou ao lado do exatacante no Nacional, em 2013 e 2014. “Ele começou a vender as camisas no ano passado e entrei em contato com ele para eu representar aqui em Manaus. Então, graças a Deus fizemos uma amizade muito grande e temos tocado os negócios”, diz.

Algumas das blusas térmicas contêm mensagens positivas, com dizeres bíblicos como: “Jesus, eu te amo”, “Sou mais que vencedor”, entre outros. O ex-camisa 9 explica que associa o comércio e o evangelismo cristão. “É uma oportunidade levar o evangelho aos jogadores. Afinal, eles precisam de Deus como qualquer outro ser humano. Aproveito para aproximar as pessoas do cristianismo, que é fonte de vida”, afirma. Apesar de ser reconhecido como um jogador brigador dentro de campo, fora dos gramados, Garanha é um pai exemplar e muito preocupado com o futuro dos filhos Robson Garanha Junior, 19, e Gisele Garanha, 16. O ex-jogador garante que mantém uma economia com uma reserva financeira pensando na educação de ambos. “Não é fácil. Os gastos sempre aumentam. Visamos a dar um melhor aos nossos filhos já estudando o dia de amanhã. O mercado não é fácil e já estamos calculando os gastos com a faculdade deles. Todo esforço por recuso financeiro soma nessas horas”, afirma. Carreira Com característica de centroavante nato e dono de um posicionamento sábio dentro da grande área, Robson Ga-

ranha foi heptacampeão amazonense como jogador, cinco vezes pelo Nacional (1996, 2000, 2002, 2007 e 2012), uma vez pelo São Raimundo (2006) e uma Série B pelo Manaus Compensão em 2009. Ele chegou a compor o elenco júnior do Grêmio em 1997. Mas, como o time porto-alegrense comandado por Luis Felipe Scolari tinha ídolos como Paulo Nunes, Arce e Jardel, Garanha pouco foi aproveitado no elenco principal, mas chegou a ser campeão gaúcho sub-20. Ponto de vista Garanha diz sentir saudade dos estádios amazonenses lotados na época em que jogava profissionalmente. Ele enfatiza o time do Iranduba feminino líder do Brasileirão como exemplo atual a ser seguido pelos dirigentes locais. “Temos que analisar o desempenho do futebol feminino local. O que está acontecendo com elas que está dando certo e o porquê não está acontecendo o mesmo com os clubes locais. O Iranduba hoje é parâmetro para o futebol masculino do Amazonas, pois está na elite do Brasileirão e é um dos favoritos ao título, mesmo competindo contra clubes grandes como Corinthians, Grêmio e Sport Recife”, destaca.

Garanha mostra alguns dos modelos de camisas comercializadas por ele nas redes sociais

| FOTOS: ARTHUR CASTRO

Negócio paralelo aos gramados Mesmo com um novo negócio, o amor pelo futebol não deixa Garanha se afastar dos gramados. Após largar a vida de atleta profissional, Garanha comandou o time infantil do Naça campeão estadual em 2012. Ele foi convidado pela cúpula do Manaus FC em 2015, para auxiliar o técnico do time profissional, Fábio Luiz. Ele retornou a casa em 2016 para comandar o time dos juniores do Nacional e prossegue no cargo, e atualmente mantém trabalho de pré-temporada para disputa do Campeo-

nato Amazonense 2017. “Hoje a minha vida é outra. Estou sempre buscando repassar o conhecimento adquirido no futebol aos mais novos. É gratificante perceber que os atletas do time júnior estão sempre aprendendo e assimilando o que está sendo explicado a eles”, revelou. No planejamento com a garotada nacionalina, está almejada uma vaga na Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018. “Desde 2012 o time não levanta esse troféu e desde 2013 não dispu-

tamos a copinha. O Nacional é muito grande e precisa continuar levando seu nome lá fora. Já que não participou de Copa do Brasil este ano e também não vai participar da Série do Brasileiro no segundo semestre”, frisou.


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| BRASILEIRÃO | FUTEBOL |

Fluminense duela com o Santos no Maracanã Oscilando neste início de temporada, tanto o Tricolor quanto o Peixe buscam regularidade neste Campeonato Brasileiro. Time paulista deve preservar seus principais atletas para o jogo do meio de semana pela Copa Libertadores da América, diante do The Strongest

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io de Janeiro (RJ) Em momento irregular na temporada, o Fluminense inicia sua caminhada no Campeonato Brasileiro neste domingo (14), às 10h (de Manaus), contra o Santos, no Maracanã. Os tricolores vêm de derrota na final do Carioca e classificação suada na Sul-Americana. Já os santistas vivem situação mais tranquila, pois estão na liderança do seu grupo na Libertadores. Pelo lado do Fluminense, o clima ficou pesado após a classificação na Sul-Americana. A má atuação tricolor quase resultou na eliminação da equipe contra o Liverpool-URU, em Montevidéu. O atacante Richarlison argumentou que os cariocas têm tido mais dificuldade, principalmente porque os adversários melhoraram a marcação sobre a equipe. “As outras equipes estão estudando melhor a gente. Eu e o Wellington não temos a mesma liberdade que tínhamos no início. Nesses

últimos três jogos tivemos uma queda. Vamos conversar com o Abel para acertar e oscilar menos no início dos jogos”, disse. Em termos de escalação, a tendência é de que o técnico Abel Braga opte por manter a base dos últimos jogos. O treinador ainda não poderá contar com o meia Gustavo Scarpa, que se recupera de uma lesão no tornozelo. Do outro lado, pensando na viagem para La Paz, onde pegará o The Strongest, na próxima quarta, pela Libertadores, o Santos não deve levar seus principais titulares para o Rio de Janeiro. Mesmo deixando claro que o primeiro jogo do Brasileirão é muito importante, Dorival sabe que o duelo contra os bolivianos é praticamente uma decisão para o Alvinegro no torneio continental. Dorival ainda analisará as condições de cada atleta para saber que time entrará em campo diante do Flu. Bruno Henrique, Ricardo Oliveira e Renato, que

foram substituídos contra o Papão, são desfalques praticamente certos. Com isso, Vladimir Hernández, Kayke e Leandro Donizete ganharão uma oportunidade. Quem também deve ganhar uma “folga” diante dos cariocas é Victor Ferraz. O lateral-direito atuou em 19 dos 21 jogos do Peixe na temporada. Matheus Ribeiro, que não empolgou quando jogou improvisado na esquerda, será o substituto e atuará em sua posição original. O único considerado titular que está confirmado neste domingo é Thiago Maia. O volante está suspenso na Libertadores e não viajará com o elenco para La Paz na próxima segunda. Vitor Bueno também é outro que não deve ser poupado. O camisa 7 acredita que vem recuperando o bom futebol e não quer perder o ritmo. Já Lucas Lima, que afirmou ter vontade de atuar diante do Flu, ainda terá sua presença analisada pelo técnico do alvinegro.

FICHA TÉCNICA Fluminense Santos Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro Árbitro: W a g n e r Reway (MT) Horário: 10h Fluminense: Cavalieri, Lucas, R. Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza; W. Silva, Richarlison e H. Dourado. Técnico: Abel Braga Santos: Vanderlei; M. Ribeiro, L. Veríssimo, Cleber e J. Mota; L. Donizete, T. Maia, L. Lima (L. Cittadini); V. Bueno, Hernández e Kayke. Técnico: Dorival Júnior

Henrique Dourado comandará ataque tricolor

| DIVULGAÇÃO/FFC


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| ESTREIA | BRASILEIRÃO |

Fora de casa, Botafogo mede forças com Grêmio O duelo foi o mesmo de despedida de ambas as equipes do Campeonato Brasileiro do ano passado e marca o encontro de dois times que estão disputando a Copa Libertadores. Pensamento dos jogadores é não perder pontos no início do certame

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orto Alegre (RS) - O Botafogo visita o Grêmio neste domingo, às 18h (de Manaus), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), em duelo válido pela estreia das duas equipes no Campeonato Brasileiro. Curiosamente esse confronto marcou a despedida de ambos do Brasileirão no ano passado, nesse mesmo palco, onde os cariocas ganharam por 1 a 0. Apesar de estarem envolvidos na disputa da Libertadores, os dois times sabem da importância de se começar bem uma competição tão complicada. O Botafogo sabe muito bem o que representa ter que se recuperar ao longo da competição. No ano passado, o Botafogo terminou o primeiro turno na zona de rebaixamento e acabou a competição na zona que o levou para a Copa Libertadores. Os botafoguenses, porém, não querem repetir o “sufoco”. Renato Portaluppi vai ter a ausência de alguns titulares importantes. O equatoriano Miller

Bolaños sofreu uma distensão no músculo adutor da perna direita e está fora do time. Ainda no meio campo, com dores no joelho, o volante Maicon segue em recuperação e não tem data para voltar a reforçar a equipe. Durante a ausência do jogador, o garoto Arthur surgiu bem como peça de recomposição e deve receber uma chance do técnico Renato para iniciar a partida como titular. Pelo lado do Botafogo, o zagueiro Emerson Silva, que sofreu uma pancada no joelho direito durante um treino, e o meia Montillo, com dores no joelho direito, ficam de fora e serão preservados. Expulsos na última rodada no ano passado, o volante Aírton e o atacante Sassá podem jogar pois as punições automáticas não passam de um torneio para o outro, mas deverão ser preservados. Assim, Marcelo deve compor a zaga com Carli, Camilo segue isolado na criação de jogadas e Roger será o companheiro de Pimpão no ataque.

FICHA TÉCNICA Grêmio Botafogo Estádio: Arena do Grêmio, no RS Árbitro: Braulio da S. Machado (SC) Horário: 18h Grêmio: Grohe; Léo Moura, Geromel, Kannemann, Marcelo Oliveira; Ramiro, Michel, Arthur; Luan, Pedro Rocha e Barrios. Técnico: Renato Gaúcho Botafogo: Gatito, Emerson Santos, Carli, Marcelo e Víctor Luís; Bruno Silva, Lindoso, João Paulo e Camilo; Pimpão e Roger. Técnico: Jair Ventura Sem Walter Montillo, meia Camilo seguirá na armação das jogadas do Botafogo sozinho

| VITOR SILVA/SSPRESS

| MINEIRÃO |

Em má fase, Cruzeiro e São Paulo se enfrentam Belo Horizonte (MG) A abertura do Campeonato Brasileiro será a oportunidade de Mano Menezes e Rogério Ceni afastarem qualquer risco de crise em seus centros de treinamento. Cruzeiro e São Paulo tentam juntar os cacos de suas eliminações precoces na Copa Sul-Americana e estrear com o pé direito no Campeonato Brasileiro, neste domingo (14), às 15h (de Manaus). Ambos caíram logo na primeira fase do torneio continental contra adversários inexpressivos em território internacional. A Raposa vive uma semana péssima. No último domingo perdeu o Campeonato Brasileiro para o maior rival, Atlético, com uma derrota por 2 a 1, encerrando a série invicta e jogando mal. Dos 180 minutos decisivos,

o Cruzeiro foi superior em, no máximo, 20. Dias depois foi a vez de dar adeus à Copa Sul-Americana. O Cruzeiro voltou a perder, 2 a 1 no tempo normal e 3 a 2 nos pênaltis, para o Nacional do Paraguai. A situação do São Paulo é ainda mais complicada. Enquanto a Raposa ainda tem a Copa do Brasil pela frente nesta temporada, o Tricolor jogará apenas o Brasileirão em 2017 e tem na competição sua última chance de se redimir no desastroso ano de estreia de Rogério Ceni como treinador. “Pressão sempre existe, é natural. Nos resta o Brasileiro e temos que focar. As convicções são de um time que ataca bem, que vai tentar se recompor mais rápido”, disse o treinador.

Pratto reencontrará seu velho rival da época em que jogava no Galo

FICHA TÉCNICA Cruzeiro São Paulo Estádio: Mineirão, Belo Horizonte (MG) Árbitro: Não informado Horário: 15h Cruzeiro: Rafael, Mayke, Léo, Caicedo, Diogo Barbosa, Henrique, Hudson, Thiago Neves, Rafinha, Arrascaeta e Ramon Ábila. Técnico: Mano Menezes São Paulo: Renan Ribeiro; Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei, Thiago Mendes e Cícero; Cueva, Luiz Araújo e Lucas Pratto. Técnico: Rogério Ceni

| GAZETA PRESS


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| FUTEBOL | BRASILEIRÃO |

Palmeiras inicia defesa do título diante do Vasco Verdão encara o Cruz-Maltino no Allianz Parque, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Equipe comandada por Cuca busca o bicampeonato nacional, enquanto equipe carioca retorna à Série A após 1 ano longe da elite do futebol nacional

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ão Paulo (SP) - O Palmeiras inicia a defesa do título do Campeonato Brasileiro neste domingo (14), às 15h (de Manaus), no Allianz Parque, em São Paulo (SP), enfrentando o Vasco. O duelo é especial pois vai marcar a estreia do técnico Cuca, que volta ao clube que deixou campeão nacional no fim do ano passado. Ele ocupa a vaga de Eduardo Baptista, demitido por conta da irregularidade do time. O confronto, por sinal, coloca frente a frente dois times que lutam pela afirmação. O Palmeiras tem que provar que o elenco, considerado por muitos o melhor do país, pode comprovar essa superioridade em campo. Algo não demonstrado por um time eliminado, por exemplo, nas semifinais do Paulistão. O Vasco, que caiu na mesma fase do Campeonato Carioca e que já foi despachado da Copa do Brasil logo na terceira fase, quer comprovar que o risco de rebaixamento não passa de uma provocação de seus rivais. “Nós sabemos que o Campeonato Brasileiro é equili-

brado e que vai exigir muito da gente. Mas ainda é muito cedo para qualquer tipo de crítica ou elogio, pois a competição está apenas começando”, disse Milton Mendes. Cuca também promete um time que se entrega em campo na luta pela vitória, mas minimiza a questão da defesa do título para reduzir a pressão sobre os jogadores. “O Palmeiras investiu, mas no futebol você não ganha por ter investido mais do que os outros. Se fosse assim, o Novo Hamburgo não seria campeão gaúcho”, disse Cuca. Em seu primeiro jogo na segunda passagem pelo Palmeiras, Cuca não deve promover grandes alterações em relação ao time que vinha sendo utilizado pelo antecessor. Uma das alternativas é recuar Tchê Tchê para o lado de Felipe Melo e armar um esquema 4-2-3-1, empregado com sucesso em 2016. Pelo lado do Vasco, o lateral-direito Gilberto, que chegou a ser dúvida por conta de dores no joelho direito, confirmou escalação.

FICHA TÉCNICA Palmeiras Vasco Estádio: Allianz Parque, em São Paulo Árbitro: Rodolpho T. Marques (PR) Horário: 15h Palmeiras: Fernando Prass; Jean, Yerry Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo e Tchê Tchê; Willian (Roger Guedes), Guerra e Dudu; Borja. Técnico: Cuca Vasco: Martin Silva, Gilberto, Rafael Marques, Jomar e Henrique; Jean, Douglas, Yago Pikachu, Nenê e Wágner; Luis Fabiano. Técnico: Milton Mendes

Willian deve ser escalado para jogar pelo lado do campo no lugar de Róger Guedes

| GAZETA PRESS


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Edição: Guto Oliveira Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1052

SAÚDE

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| HUMANIZAÇÃO | PARTO |

Seguindo o curso natural Gestantes têm as decisões respeitadas e contam com apoio psicológico para o momento de dar à luz Kássio Nunes

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forma de parto mais comum hoje em dia não é natural”. A constatação é da advogada Juliana Botelho, 30, que deu à luz a Estêvão há dois meses por meio de acompanhamento humanizado. Ela defende que parir é um processo que deve fluir sem intervenções cirúrgicas, respeitando o tempo ditado pela natureza. Durante a gestação, Juliana contou com o auxílio de enfermeiras e doulas, profissionais que não estão ligadas à área médica, mas fornecem suporte psicológico e tratamentos não farmacológicos, com o objetivo de dar conforto e tranquilidade. “O corpo é preparado para o parto normal. Então, eu quis seguir esse curso, sem cirurgia”, opina O parto de Juliana foi normal - e humanizado - o que significa que o processo envolveu mais autonomia e respeito às escolhas da mãe, conforme explica a ginecologista Elis Akamy, que atua no hospital São Lucas, em Manaus. “Essa é a principal característica do parto humanizado: dar liberdade à paciente. Todas as suas decisões são respeitadas. Ela tem o direito de escolher desde quem vai acompanhá-la nesse momento importante até

o tipo de parto, já que a cesárea também pode ser feita de forma humanizada”, ressalta A médica também define o parto humanizado como um processo mais fisiológico. “Procuramos fazer com que tudo corra da maneira mais natural possível, no seu devido tempo, sem apressar nada nem fazer procedimentos desnecessários. Também prestamos suporte psicológico, fisioterapia, massagem e banho morno, que ajuda na dilatação do colo do útero e no alívio das contrações. Tudo isso ajuda a paciente a relaxar e contribui para que o parto ocorra naturalmente”, explica. O retorno das pacientes atendidas por Akamy é sempre positivo, pois não há riscos, conforme a especialista. “Só há benefícios. Muitas mães chegam até mim amedrontadas no início do acompanhamento e depois de receberem todo o apoio que oferecemos, ficam mais seguras e, posteriormente, agradecidas”, lembra. Suporte A enfermeira obstétrica Isabela Persilva, que atua na capacitação de doulas, afirma que no processo do parto humanizado, o papel dessa profissional é indispensável. “As doulas acompanham do início ao fim da gestação e ainda prestam cui-

dados pós-parto. O trabalho não envolve práticas médicas, mas é de orientação aos pais quanto aos procedimentos a serem feitos durante o parto e, principalmente, de apoio emocional. Ela não recebe o bebê, mas está presente nesse momento. Também aplica recursos não farmacológicos para alívio das contrações, como massagens, exercícios e preparo de banho morno. Após o parto, a doula orienta quanto à amamentação e na completa recuperação da mulher”, informa. Isabela ressalta, ainda, que a orientação feita pelas doulas evita o que ela define de “violência obstétrica”, práticas prejudiciais à mãe e ao bebê, como manobra de Kristeller (pressão feita no útero para acelerar o nascimento). Cuidado Para estar habilitada a esse tipo de tratamento, a paciente não deve apresentar complicadores que possam prejudicar a sua saúde na hora do parto, como diabetes e doenças hematológicas conforme destaca a ginecologista Cristiane Pacheco. “Quem dita a melhor conduta a ser aplicada é o médico. Se eu me deparo com uma situação de risco, por mais que seja considerado o desejo da paciente, existem algumas decisões que precisam ser tomadas independentemente disso”. Estrutura Em Manaus já existem espaços estruturados para atender gestantes interessadas no parto humanizado como o hospital São Lucas, que faz parte da rede Hapvida. O local dispõe de salas com equipamentos destinados a dar conforto e relaxamento à mulher, como bola suíça (utilizada na prática de pilates) e barra de apoio para agachamentos e outros exercícios.

O hospital São Lucas, da rede Hapvida, possui estrutura e profissionais para oferecer condições adequadas para o parto humanizado | FOTOS: MICHAEL DANTAS


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SAÚDE

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| ESTÉTICA | REJUVENESCIMENTO |

Lifting leva benefício para a pele do rosto As técnicas do Fio Silhouette estão fazendo sucesso em todo o mundo porque trazem inúmeras vantagens, de forma menos invasiva que outros procedimentos estéticos

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medicina mundial está cada vez mais empenhada em desenvolver procedimentos de rejuvenescimento, que ajudem homens e mulheres no tratamento de sinais do envelhecimento e que, muitas vezes, são vistos como “problemas”, pela grande maioria, como o “bigode chinês” e a “papada do pescoço”, além da elevação das sobrancelhas que sofrem forte depressão com o passar dos anos. Uma das técnicas de maior sucesso, atualmente, é a do Fio Silhouette, desenvolvida nos Estados Unidos, aprovada no Brasil, e que proporciona um lifting por meio de método minimamente invasivo. Segundo a médica carioca Cinthya Basaglia, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, o método funciona por meio de um fio de sustentação, como o próprio nome diz, com cones totalmente absorvíveis de ácido polilático, que ajuda na regeneração do colágeno de forma gradual e natural. “Esse tratamento possui um resultado imediato e consegue corrigir problemas de flacidez da face e do pescoço, sem falar nas melhorias que ele proporciona para a pele”, explica. Quando a especialista diz que o resultado é imediato, deve-se ao fato de que o lifting é feito por meio do fracionamento do fio para dar um efeito de sustentação e, em três meses, o resultado total de produção do colágeno pelo

O Fio Silhouette pode ser aplicado a partir dos 25 anos

ácido polilático é finalizado. “É um procedimento minimamente invasivo, feito no consultório médico após anestesia local e realizado com os fios agulhados no local desejado para o efeito lifting. A modelagem da face é feita de maneira manual pelo médico”, completa. Composição O tempo do procedimento leva, em média, de trinta minutos a uma hora, dependendo da quantidade de fios que serão utilizados durante a aplicação. Essa quantidade varia de acordo com o grau de flacidez

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de cada paciente. “Ela pode ser feita para elevar os supercílios (sobrancelhas), tratar flacidez do pescoço e na face para definir o contorno da mandíbula e na região malar (bochechas) para fazer um lifting não cirúrgico”, comenta a dermatologista. As áreas tratáveis e que levam de um a quatro fios, por procedimento, são: contorno facial (deixando as bochechas mais cheias e com contorno redefinido), mandíbula, bochechas e “maçã” do rosto (os sulcos nasogenianos são atenuados), sobrancelhas (proporciona um olhar mais aberto) e pescoço (pele

mais lisa e com firmeza). Indicações e resultados A técnica do Fio Silhouette pode ser aplicada em pacientes a partir de 25/30 anos e não agride a pele. “A duração é de 18 meses, podendo chegar até 24 meses, dependendo do grau de flacidez e estilo de vida de cada paciente”, revela. Porém, em alguns casos, como no caso de gravidez, amamentação, infecção no local da aplicação, alergia ao componente dos fios, doenças autoimunes e flacidez excessiva, o método não é recomendado pela especialista.

JOÃO BOSCO BOTELHO Mentira e fraude acadêmica

João Bosco Botelho Doutor Honoris Causa, França

De modo geral, em maior ou menor escala, a mentira faz parte da estrutura social humana. Não é à toa que a Bíblia mantém censura aos mentirosos e à mentira (Levítico 19:11, Provérbios 6:17, João 14:16). Importantes filósofos trataram do tema. Platão, no genial diálogo “Sobre a Mentira e Sobre a Inspiração poética” (Hípias Menor e Íon), onde Sócrates e Hípias examinam a importância de saber mentir. Aristóteles (384-322 a.C) só creditava dois tipos de mentira: diminuindo ou aumentando uma verdade, enquanto Santo Agostinho, no século 4, descreveu seis características da mentira: malefício a alguém, mas é útil a outro; prejudica sem beneficiar ninguém; prazer de mentir; diverte alguém; a que leva ao erro religioso; “boa mentira”, que salva a vida de uma pessoa. As evidências apontam diferentes tipos de mentiras. Uma das reconhecidas é a criança que mente com a intenção de proteger-se do eventual castigo ou impondo falsa acusação ao irmão, para vêlo castigado e atenuando o próprio ciúme. Apesar de não haver parâmetro etário para que a criança interrompa as mentiras, a censura familiar exerce influência para que valorize a verdade. A psicóloga paulista Maria Helena de Brito Izzo afirma: “Num país como o Brasil, em que a impunidade corre solta, mesmo um adulto pode não ver mal algum em mentir”. Essa circunstância sociopolítica agregada à ausência da censura familiar, pode se agravar

o quadro doentio, tornando o núcleo familiar compulsivamente mentiroso: todos mentem o tempo todo, e pior, acreditam nas mentiras. Os estudos experimentais evidenciam que os mentirosos se comportam de modos semelhantes: escondem as mãos, involuntariamente os mentirosos retiram as mãos de cena, colocando-as nos bolsos; alisam a face e encobrem a boca. Esse conjunto gestual está ligado às mudanças fisiológicas que ocorrem no corpo durante a linguagem oral mentirosa, assinaladas pelo detector de mentiras: a respiração altera-se, inicia a taquicardia e aumenta o suor. A mentira ampara e reproduz a fraude acadêmica! As consequências sociopolíticas da fraude acadêmica podem assumir diferentes gravidades: desde comprometer a vida de milhares de pessoas até destruir a formação moral de pessoas. É conhecido o episódio, em abril de 2013, quando o jornal The New York Times publicou a história do pesquisador Diederik Stapel, reconhecido psicólogo social holandês, que havia falsificado os resultados de determinada pesquisa durante dez anos. A amplitude da fraude acadêmica é muito extensa e diversificada: divulgação de mentira em relação a qualquer atividade dentro ou fora do muro universitário, não só do conteúdo, mas também do local onde ocorreu o evento. Em verdade, a universidade abomina a fraude!

FALA DOUTOR Pré-natal

Dra. Elis Akamy

Possui graduação em medicina pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA)/2012. Especialista em ginecologia e obstetrícia pela maternidade Ana Braga, instituição conveniada à UEA. Atualmente, integra o sitema de saúde Hapvida.

O acompanhamento pré-natal é uma das maiores provas de amor que uma mãe pode dar ao filho quando ele ainda está na sua barriga. É por meio dos exames realizados nesse período que a gestante pode cuidar de sua saúde e do bem-estar do bebê, evitando diversas doenças e complicações que podem trazer inclusive o parto prematuro e o aborto. EM TEMPO: O que é o pré-natal e qual sua importância? ELIS AKAMY: É o acompanhamento médico-obstétrico indicado para toda gestante. É realizado por meio de exame clínico, laboratorial e ultrassom. Funciona como um “vigia” da gestação e é onde são esclarecidas as dúvidas sobre as inevitáveis mudanças no corpo materno. É importante para identificar problemas que possam resultar em maiores danos à saúde da mulher e seus filhos. Uma mulher que seja portadora de alguma doença, por exemplo, apresenta maiores chances de evolução desfavorável, tanto para si quanto para o feto. Se realizado o pré-natal, doenças, infecções ou disfunções podem ser tratadas e revertidas de forma rápida. EM TEMPO: Quais exames abrangem o pré-natal? EA: Aferição de pressão, cálculo do peso obstétrico, fundo uterino, ausculta dos batimentos do feto, hemograma, tipagem sanguínea, fator RH, glicemia, VDRH, sorologia para toxoplasmose, HIV, hepatites B e C, uri-

nocultura, coleta de pesquisa para estreptococus do grupo B e transvaginal para datar a gestação. EM TEMPO: Quando se deve iniciar o acompanhamento? EA: No mínimo, três meses antes da gravidez. EM TEMPO: Quais principais problemas podem ser evitados no parto se a mulher fizer o pré-natal? EA: Quando se inicia o pré-natal, faz-se a estratificação dos riscos para mãe e filho. Então, por exemplo, uma paciente com HIV, hoje, consegue ter um filho que não se contamina se fizer o protocolo correto. EM TEMPO: Quais riscos para a mãe e o bebê se a gravidez não tiver acompanhamento? EA: A não realização do pré-natal tem sido associada a eventos adversos da gestação, problemas como sífilis congênita, morte neonatal precoce e prematuridade.

O pré-natal é uma prova de amor

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Gratuidade No Sistema Único de Saúde (SUS), o prénatal é realizado gratuitamente. O Programa Rede Cegonha oferece a realização de consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) - com realização dos exames e acesso aos resultados em tempo oportuno - e auxílio-deslocamento para as consultas de pré-natal e para o local em que será realizado o parto. Os medicamentos básicos, como sulfato ferroso e o ácido fólico também são oferecidos pelo SUS.


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| MALHAÇÃO | ALIMENTAÇÃO |

Grávidas em alerta com alimentação e bem-estar As gestantes têm invadido as academias não somente para cuidar da boa forma, mas visando ao melhor preparo do corpo para o momento do parto. Além disso, os cuidados com os alimentos consumidos durante a gravidez são prioridade para as mamães Rosianne Couto

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ais que qualquer corpo sarado entrando em uma academia, é uma mulher grávida que mais chama a atenção ao adentrar o mesmo local. E quem vê de fora (inclusive outras mulheres gestantes) fica se perguntando se a prática de exercícios físicos nesse período não traz riscos à saúde, tanto da futura mamãe quanto do bebê. Outras perguntas também norteiam o pensamento de quem vê uma grávida malhar. Todas podem praticar os exercícios? Frequentar a academia nessa fase tão especial na vida de uma mulher traz quais tipos de benefícios? O EM TEMPO conversou com uma gestante e um profissional da área de educação física que irão esclarecer as dúvidas de como é a vida de uma “mamãe fitness”. É importante ressaltar que uma gestante só deve buscar um personal trainer ou procurar uma academia após liberação do médico que acompanha a sua gestação. E, mesmo liberada, deve estar atenta às cargas utilizadas durante a prática das atividades físicas. “As cargas devem ser adaptadas porque não é recomendado exercícios intensos no período gestacional”, explica o educador físico Franco Lira, que não recomenda atividades em que as gestantes estejam de bruços. Lira ressalta que as mulheres podem iniciar os exercícios a partir do terceiro mês de gestação, fase em que o feto já está formado e o embrião já possui aparência tipicamente humana. Ainda de acordo com o educador físico, os treinos estão liberados até o dia do parto. A engenheira de alimentosCamila Lopes, 26, grávida de 6 meses de uma menina, já frequentava a academia e realizava quase todos os exercícios oferecidos por lá. Quando descobriu que estava esperando a bebê, Sabrina teve de dar

uma pausa nas atividades e voltou à rotina quando completou o quarto mês de gestação, e confirma a ressalva feita pelo educador físico. “Antes, fazia atividades de alta intensidade e que me levavam ao limite. Agora, só faço as que não coloquem em risco a gravidez, como hidro, natação e musculação, todos com foco na resistência para o parto e controle de peso”, disse a futura mamãe, que, até aqui, só engordou dois quilos. O educador físico explica que, comumente, o padrão indicado é de 30 minutos de atividades físicas, cinco vezes por semana, durante a gestação. Segundo ele, além do controle do peso, a circulação sanguínea e o trabalho de parto também melhoram quando a grávida se exercita. “Também cai o risco de diabetes gestacional, de complicações no parto prematuro, reduz a fadiga e facilita a recuperação pós-parto, inclusive no fortalecimento da musculatura abdominal e na redução nas dores lombares”, pontuou Franco. Camila é “rata” de academia. Optou por fazer as atividades todos os dias da semana por, ao menos, duas horas. “Às vezes, nado aos sábados também. Domingo é o único dia que me dou de folga, mas sinto falta dos exercícios”, disse, ressaltando que sempre alinha com a prática de exercícios e que, na academia, sempre recebe auxílio de profissionais para o desenvolvimento correto da atividade. Comer faz bem “Não se pode ter medo de comer na gravidez. Mas também não precisa ‘comer por dois’. Uma alimentação adequada só traz benefício”. Esse é o alerta da nutricionista Jovana Benoliel. A boa formação do bebê e a saúde da mãe estão ligadas fortemente à alimentação da gestante. É por meio dela que se obtém um ganho de peso ideal para o período gestacional, os nutrientes essenciais para o

Frutas e verduras fornecem vitaminas e fibras, necessárias para o bom funcionamento intestinal

Cargas devem ser adaptadas para cada gestante

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desenvolvimento e crescimento do feto, além de se evitar o evitar o aparecimento de doenças na mãe que comprometam também a saúde do bebê, impedindo assim um parto prematuro ou ainda o nascimento do bebê com um baixo peso. A nutricionista elenca alguns cuidados que a futura mamãe deve ter em relação aos alimentos: • Evitar refrigerantes ou bebidas açucaradas, em geral, pois favorecem o aparecimento de diabetes gestacional e ganho exagerado de peso. “Além do que o excesso de cafeína e acidez agridem o estômago e são fatores antinutricionais que prejudicam a absorção de ferro e cálcio”, ressalta Jovana; • Por causa do excesso de sal, os alimentos embutidos e enlatados também devem ser evitados, pois, segundo a profissional, eles favorecem a elevação da pressão arterial, podendo ocasionar a

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prematuridade do parto; • Evitar alimentos crus ou malpassados, cuidar da higiene dos alimentos e ingerir água potável também estão entre os cuidados que se devem ter. A nutricionista afirma que as ações evitam o contágio de doenças transmitidas por alimentos, como toxoplasmose, infecções alimentares, hepatite A, entre outras. A médica destaca ainda que o zelo com a alimentação deve seguir por toda a gravidez porque há os que auxiliam, por exemplo, na boa circulação sanguínea. Um outro alerta feito pela profissional se refere às gestantes que estão vinculadas a quaisquer grupos de risco. Jovana frisa que o primeiro passo para a grávida é procurar orientação de um profissional habilitado a prescrever a dieta, para que ela saiba quais alimentos devem ser excluídos, evitados e substituídos para manter a alimentação equilibrada e adequada.

| RITMO |

Zumba:, o balanço que emagrece e tonifica

A zumba é uma excelente opção para emagrecimento e diversão

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Para quem pretende entrar em forma, esse exercício com cara de brincadeira cai como uma “luva”, principalmente para aqueles que fogem da rotina de treinos tradicionais e repetitivos das academias. As aulas são uma mistura de ginástica com movimentos de dança embalados por ritmos latinos. Diferentemente de algumas danças, que são predominantemente dominadas por mulheres, a zumba é muito eclética e oferece excelentes resultados para os mais diversos perfis e

objetivos. De acordo com o professor Samuel de Souza, da academia AZ Fitness, por ser uma prática bem alegre e divertida, beneficia a autoestima dos seus praticantes. “Em uma aula de zumba, o aluno pode queimar de 500 a 1.000 calorias, dependendo da intensidade, além, é claro, da interação com os outros participantes, tornando uma aula bem social, ou seja, você emagrece se diverte e ainda faz amizade”, completa o professor.

O professor explica ainda que a zumba trabalha muito os músculos inferiores (músculo da coxa, glúteo e músculo posterior da coxa e panturrilha), o que faz com que haja o fortalecimento dos mesmos, deixando sua perna e bumbum durinhos. Os músculos do Core (abdômen, cintura e quadril) também são muito usados, além de ser ótimo para a memória, pois os passos ensinados pelo professor devem ser lembrados para as próximas vezes.


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SAÚDE

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| TRATAMENTO | COMBATE |

BUCAL |

Anvisa aprova novas drogas contra o câncer Medicamentos Olaparibe (Lynparza) e Osimertinibe (Tagrisso) serão utilizados para o combate ao câncer de ovário e de pulmão. Drogas agem diretamente na célula tumoral

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uas novas drogas foram aprovadas recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e lançadas no mercado, na última semana, em um evento no Rio de Janeiro e que contou com a presença de renomados nomes da oncologia nacional e internacional. A oncologista clínica Gilmara Resende explica que os medicamentos Olaparibe (Lynparza) e Osimertinibe (Tagrisso) serão utilizados para o combate ao câncer de ovário e de pulmão, respectivamente, e agem diretamente na célula tumoral, principalmente em estágios mais avançados da doença. “Por conta disso, o tratamento com elas pode provocar reações de menor intensidade quando comparadas ao tradicional com quimioterapia”, explica a médica da clínica Oncológica, que destaca que a disponibilização desses medicamentos no mercado brasileiro representa um aumento significativo das chances de controle da doença. O Olaparibe é da classe dos inibidores da PARP, destinada ao tratamento do câncer de ovário para as pacientes

Procedimentos não são oferecem risco

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Dentistas observam cuidados na gestante Kássio Nunes

Reações aos remédios são menos intensas se comparadas à quimioterapia

que têm mutação (um defeito) em um dos dois genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2, o mesmo da atriz Angelina Jolie, e que tem doença recorrente (quando o câncer voltou após tratamentos anteriores). A médica destaca que o medicamento é um exemplo de como a maior compreensão dos mecanismos da doença pode levar a um tratamento alvo mais personalizado.

“Ele vem em forma de cápsula e deve ser usado no tratamento de manutenção do câncer de ovário após a quimioterapia tradicional”, disse Gilmara. Já Osimertinibe se destin ao tratamento de câncer de pulmão em estágio avançado e após falha com inibidores de Tirosino Quinase (TKI), cujos pacientes são portadores da mutação de resistência T790M. Também vem em

A gravidez é um período sensível para a mulher que exige uma série de cuidados. Nessa época, podem surgir dúvidas a respeito de quais procedimentos e tratamentos médicos são permitidos à gestante, dentre eles, o acompanhamento odontológico. De acordo com a dentista Ana Rita Sanches, boa parte dos procedimentos odontológicos não oferecem risco às grávidas. “Em qualquer período ou idade gestacional, elas poderão ser atendidas, embora o segundo trimestre seja o mais oportuno, já que nessa fase se encontram num período de maior estabilidade”, avalia. Quanto ao uso de anes-

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forma de comprimidos. Gilmara afirma que o tratamento do câncer de pulmão passou por uma verdadeira revolução na última década, marcada pelo advento da terapia alvo e da imunoterapia. “Atualmente, novas moléculas ainda estão em andamento em estudos clínicos, com Imunoterapia e novos inibidores da Tirosino Quinase, mas não disponíveis no mercado”, revela a oncologista.

tésicos, por exemplo, Sanches esclarece que não há riscos, desde que o dentista conheça os efeitos das substâncias e as alterações que ocorrem durante a gravidez. “As gestantes podem apresentar uma elevação da pressão arterial e isso deve ser levado em conta. O dentista, juntamente com o ginecologista, deverá escolher o anestésico apropriado”, ressalta. A dentista também ressalta que as radiografias devem ser evitadas no primeiro trimestre, período da embriogênese. “Se as radiografias forem imprescindíveis, um protetor de tireoide e um avental de chumbo deverão ser utilizados, em qualquer fase gestacional”, alerta.

DRª CAROLINE FROTA A importância do hormônio GH Tudo no corpo humano tem uma razão de ser. E é justamente essa a função dos hormônios. Trabalhar para que o ser humano produza quantidades exatas e precisas de substâncias que ajudem no desenvolvimento e funcionamento do corpo. Entre os hormônios mais conhecidos está o GH ou HGH (Human Growth Hormone), produzido de forma natural pela glândula hipófise que possui cerca de um centímetro e está localizada na base do cérebro. O GH é responsável pelo crescimento (altura e músculos) e também pela perda de gordura e desenvolvimento ósseo. Quando criança, o hormônio é produzido em grande quantidade e liberado por meio da corrente sanguínea. Caso essa

produção seja falha, a criança pode sofrer com a baixa estatura grave, popularmente conhecida como nanismo. Isso faz com que o desenvolvimento físico seja falho. Por isso, é importante que os pais sempre acompanhem o crescimento dos seus filhos e questione o pediatra caso esteja notando algo de diferente. Ao chegar por volta dos 16 anos, em um ser humano de produção do GH frequente, ele passa por um declínio, perdendo cerca de 25% a cada 10 anos. Algo alarmante, tendo em vista que sua função vai além do crescimento. O hormônio atua de forma direta no metabolismo, no aumento da massa muscular, na queima de gorduras, promo-

ve a lipólise (redução de tecido adiposo) e estimula ao sistema imunológico. Mas para tudo – ou quase tudo – existe uma solução! Você pode aumentar os níveis do GH de forma natural e simples, tomando conhecimento de procedimentos como, por exemplo, preservar uma boa noite de sono. A liberação do GH é feita nas duas primeiras horas do sono e não deve ser interferida, justamente para que não atrapalhe o seu ‘transporte’ pelo corpo. Uma alimentação saudável faz a diferença. Evite excesso de carboidratos, pois eles se tornam açúcar e, com isso, acontece uma inibição na produção do GH. Consuma alimentos ricos em Vitamina B tais como peito de peru, ovos, atum, salmão,

carne, fígado e banana, por exemplo. Claro que sem excessos e com o acompanhamento de um especialista.

Ações simples podem ajudar no bem-estar e na sua qualidade de vida. Sua saúde agradece, sempre!

O GH responsável pela altura e músculo

Drª Caroline Frota

Médica pós-graduada em medicina ortomolecular

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SUPERMÁQUINAS

Edição: Emerson Quaresma Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1019

| NOVO CICLO | LINHA DE PRODUÇÃO |

BMW Group aplica mais R$ 13 milhões no PIM Com o adicional, a motocicleta G 310 R começará a ser produzida a partir do dia 18 de maio na fábrica que a marca alemã tem no Polo Industrial de Manaus. Será o décimo modelo a ser produzido na linha de montagem

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BMW Group anuncia um investimento adicional de cerca de R$ 13,7 milhões em novas tecnologias, treinamentos e em novos equipamentos para produção de novos modelos na sua fábrica instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM). A primeira motocicleta produzida a partir deste novo ciclo de investimentos é a BMW G 310 R, um dos principais lançamentos do BMW Group no Brasil em 2017. Inaugurada em outubro de 2016, a fábrica de Manaus produz dez modelos que atendem, aproximadamente, 98% da demanda da BMW Motorrad no Brasil. De acordo com a marca, a produção desta planta é destinada exclusivamente ao mercado nacional. Segundo o diretor regional da BMW Motorrad para a América Latina e Caribe, Alejandro Echeagaray, no próximo dia 18 de a o se a gada da pproo maio seráá dada a largada dução ç da BMW G 310 R em Manaus. “É o primeiro resultado deste novo investimento. O Bra-

A BMW G 310 R é equipada com motor monocilíndrico com 43,5 cavalos de potência

sil é um mercado estratégico e focaremos em tecnologia e qualidade para este novo produto, que promete aproximar a marca de um novo mercado consumidor, no Brasil e em todo o mundo”, afirma Alejandro. De proporções compactas, design dinâmico e motor monocilíndrico, a BMW G 310 R incorpora a essência de uma legítima roadster da marca, em seu estado mais puro, mas voltado para um segmento de menor cilindrada. Desse modo, agregando qualidade premium, característica da marca, consumo reduzido de combustível e conforto ao pilotar. O desenho marcante da BMW G 310 R deixa o seu caráter

ág â ágil e d dinâmico transparecer à primeira vis vista, revelando a inspiração em outros membros da família BM BMW Motorrad, entre eles a BMW S 1000 R. Isso fica evidente na n carenagem frontal que inc incorpora o farol, nos contornos do tanque de combustível em formas arrojadas e nas pro proporções típicas de uma roads roadster, com dianteira robusta e tr traseira elevada. Além d do design dinâmico, outro desta destaque da BMW G 310 R é o novo motor monocilíndrico de 313 centímetros cúbicos (cm³), refrig refrigerado a água, com duplo coma comando de válvulas e injeção eletrô eletrônica de combustível. Ele é capaz de entregar 34 cavalos (cv) de potência p a 9.500 rotações por m minuto (rpm) e um torque máxim máximo de 28 nanometrôs (Nm) a 7.50 7.500 rpm. O conju conjunto, aliado ao peso da moto de apenas 158,5 quilos em ordem de marcha, proporc proporcionam uma condução mais ágil. á O ponto alto do motor fica por conta do cilin-

dro inclinado para trás, desenvolvido em construção “opendeck” e o cabeçote rotacionado em ângulo de 180 graus, já que o duto de admissão está posicionado à frente. A configuração do motor favorece uma distância mais curta de entre-eixos e uma condução mais ágil. Freios Assim como em outras motos da gama, a G 310 R vem com sistema anti-travamento ABS de série. O conjunto inclui freios de alto desempenho e ABS de dois canais. A dianteira é equipada com um freio monodisco com pinça fixa de quatro pistões e disco de 300 mm de diâmetro. Na traseira, o dispositivo traz uma pinça flutuante de dois pistões associado a um disco de 240 mm de diâmetro. O painel de instumentos da roadster conta com um grande display de cristal líquido (LCD) e de boa visualização.

Grupo produz dez modelos O investimento inicial do BMW Group foi de aproximadamente R$ 35 milhões na planta, que tem capacidade produtiva inicial de 10 mil motocicletas por ano e já foi responsável pela contratação de 175 colaboradores. Abriu ainda contratos com 45 fornecedores locais, sendo 15 deles para a nova linha de produtos. Pela expectativa do grupo, o diretor regional observa que os números que podem crescer de acordo com o aumento da demanda. Além da G 310 R, a nova fábrica produz outros nove modelos: BMW F 800 GS, BMW F 800 GS Adventure, BMW F 800 R, BMW R 1200 GS, BMW R 1200 GS Adventure, BMW S 1000 R, BMW S 1000 RR, BMW S 1000 XR e BMW F 700 GS – este último foi o primeiro a sair das linhas de montagem, em outubro de 2016. Construída em uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados, a fábrica levou cerca de nove meses para ser concluída. Ela conta com equipamentos de última geração, além de uma equipe de colaboradores altamente treinada e capacitada a garantir os mesmos níveis de qualidade premium encontrados em todas as unidades produtivas do BMW Group ao redor do mundo. Assim como as demais plantas fabris do BMW Group, a nova fábrica em solo amazonense adota modernos processos de economia de energia e reuso de água em sua linha de montagem, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade. Marca Com as suas marcas BMW, MINI e Rolls-Royce, o BMW Group é o fabricante líder mundial de automóveis e motocicletas premium. Como uma empresa global, o BMW Group opera atualmente com 31 instalações de produção e montagem em 14 países e comercializa seus produtos em mais de 140 nações.

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| ELÉTRICO | BIOETANOL |

A combinação adaptada amiga do meio ambiente A Nissan escolheu o Brasil para fazer os testes com o protótipo, levando em consideração que o país conta uma ampla rede de abastecimento de etanol. Com a tecnologia adaptada, o veículo da marca japonesa consegue autonomia superior a 600 quilômetros

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Nissan é a primeira empresa da indústria automobilística mundial a desenvolver o protótipo de um veículo movido por uma Célula de Combustível de Óxido Sólido (SOFC), que funciona por meio de energia elétrica de bioetanol. Com a combinação dessa com outras duas tecnologias (motor e baterias elétricos), o Nissan SOFC consegue autonomia superior a 600 quilômetros (km). Por contar com uma ampla rede de abastecimento – e ser um dos principais produtores de etanol do mundo –, o Brasil foi escolhido pela empresa japonesa como o país a desvendar mundialmente a novidade e a fazer os primeiros testes. Realizado com dois veículos equipados com SOFC, o primeiro período de testes de abastecimento e utilização no dia a dia foi realizado nos últimos meses pela equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da Nissan do Brasil e demonstrou que a tecnologia de adap-

ta ao uso cotidiano e ao combustível brasileiro, ainda mais pelo fato de o país ter infraestrutura já existente para abastecimento com etanol em todo o seu território. A nova tecnologia apresenta uma Célula de Combustível e-Bio, com um gerador de potência movido por meio de uma SOFC, que se utiliza da reação de diversos combustíveis com oxigênio, incluindo etanol e gás natural, para produzir eletricidade altamente eficiente. O protótipo com a Célula de Combustível faz parte do compromisso contínuo da Nissan para o desenvolvimento de veículos com emissões zero e novas tecnologias automotivas, incluindo sistemas de condução autônoma e conectividade. A Nissan já tem o carro emissão zero mais vendido do mundo, o LEAF, que tem mais de 275 mil unidades comercializadas, e é pioneira em sistemas de mobilidade inteligente, muitos deles que já estão sendo implantados nos

veículos da marca. A pesquisa e o desenvolvimento da Célula de Combustível e-Bio foi anunciada pela Nissan em junho do ano passado, em Yokohama, no Japão, mas o veículo foi revelado mundialmente em agosto, na véspera da abertura dos Jogos Rio 2016. O motor é limpo, altamente eficiente e funciona 100% com etanol ou água misturada ao etanol. Atmosfera Suas emissões de carbononeutro são tão limpas quanto a atmosfera, o que será a parte do ciclo natural do carbono. Além disso, a Célula de Combustível e-Bio oferece a aceleração viva e condução silenciosa de um veículo elétrico, juntamente com os seus custos baixos de manutenção, ao mesmo tempo em que possui a autonomia de um veículo movido a combustível fóssil. Combustíveis bioetanol são provenientes principalmente da cana de açúcar e milho. Eles estão amplamente dispo-

O protótipo é abastecido 100% com etanol para carregar uma bateria de 24kWh

níveis em países da América do Norte e do Sul, que dispõem de infraestrutura já estabelecida. Devido à fácil

disponibilidade de etanol e da baixa combustibilidade de água misturada ao etanol, o sistema não é dependente ou

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restringido pela infraestrutura de carregamento existente, tornando mais fácil para apresentar ao mercado.


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SEDAN | LUXO |

Volvo S90 desembarca no país ainda neste semestre Com o novo modelo, a fabricante sueca entra para disputar um mercado no Brasil já dominado pelas marcas gigantes do setor automobilístico, como a Mercedes-Benz e a BMW. Para tanto, ela aposta num motor de quatro cilindros 2.0, uma transmissão automática de oito marchas e tração integral

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Volvo apresentou na Espanha as novas gerações do sedã executivo S90, que desembarcará no Brasil ainda no primeiro semestre deste ano. Com o novo modelo a marca sueca quer entrar na disputa de um mercado altamente dominado por fabricantes alemães. O preço estimado para o carro superluxo da Volvo é de R$ 350 mil. A expectativa do fabricante com o S90 é de atrair os consumidores de BMW Série 5 e de Mercedes-Benz Classe E. Para isso, trará ao país a versão topo de linha T8, com motor de quatro cilindros 2.0 dotado de turbo e compressor volumétrico e um propulsor elétrico montado no eixo traseiro de 87 cavalos (cv). O S90 será o único híbrido plug-in nesse segmento. E ele entrega 407 cv de potência e 68,3 de quilograma força por metro (kgfm) de torque, permitindo ir de 0 a 100 quilômetros por hora (km/h) em 5,2 segundos. A transmissão au-

tomática oferece oito marchas e a tração é integral. Conforme avaliação de especialistas no segmento, não somente os dados de desempenho agradam, como o S90 pode percorrer até 45 quilômetros (km) utilizando somente a energia da bateria de

íons de lítio posicionada no centro do carro. De acordo com a Volvo, as emissões de CO2 (dióxido de carbono) nesta versão são de baixos 47 gramas por quilômetro (g/km). A versão disponível para a avaliação era a T6, cuja chegada também está agendada para o Brasil, porém ainda sem data defi-

Para até sete pessoas, o sedan executivo da Volvo tem 1776 milímetros (mm) de altura, 2008 mm de largura e 4950 mm de comprimento

Um belo de um semiautomático Pelo histórico sueco, a Volvo prima pela segurança de seus carros. O City Safety é de série em todos os carros da marca e passa a identificar animais de grande porte. Já o Pilot Assist de segunda geração funciona até 130 km/h (no XC90, até 50 km/h) e torna o veículo um semiautônomo. Contudo, diferentemente do XC90, ele não se guia pelo veículo à frente, mas sim pelas faixas pintadas na pista. Depen-

nida. A diferença do conjunto mecânico do T6 para o T8 está na ausência do propulsor elétrico. Enquanto o compressor volumétrico entrega torque, o turbo privilegia a potência. Funciona da seguinte forma: os dois trabalham juntos abaixo de 3.500 rotações por minuto (rpm). Acima dessa rotação, o

dendo da curva, ele a contorna. Caso o motorista não coloque as mãos no volante por 10 a 15 segundos, o sistema desarma. Afinal, o condutor ainda é o responsável pela condução do carro. Outro sistema novo é o Run-Off Road. Ele atua na direção, freios e tração, fazendo correções e impedindo que o carro saia da pista. A cabine do S90 segue a qualidade presente no XC90,

com materiais de qualidade, boa posição de dirigir e muito espaço. A tela de 8,2 polegadas no centro do painel pode ser bonita, mas ela faz com que o motorista desvie a atenção da estrada para acessar algumas funcionalidades. Com o S90, a Volvo continua mostrando ao mundo a forma de construir ótimos carros.

turbo passa a trabalhar sozinho. Dessa forma, segundo a Volvo, foi possível atingir a potência de motores aspirados V6 e V8. São 320 cv de potência e bons 40,8 kgfm de torque entre 2.200 e 5.400 rpm. As respostas são rápi-

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das e há força desde os giros mais baixos fazendo o Volvo S90 andar sem nenhum esforços - nem parece ter 1.800 quilos (ou 2.075 quilos dependendo da configuração escolhida). O câmbio automático de oito velocidades privilegia esse tempero esportivo, com rápidas mudanças ou reduções. As trocas sequenciais são feitas pela alavanca. Faltou as borboletas atrás do volante para privilegiar uma condução mais esportiva. A plataforma modular SPA (a mesma da perua V90 e do crossover XC90) permitiu a instalação da suspensão dianteira double wishbone, enquanto na traseira o S90 usa sistema multilink com barra transversal construída de material compósito. Embora esse conjunto privilegie o conforto, ele não se esquece de entregar uma dinâmica apurada nas curvas ao transmitir muita estabilidade e pouca inclinação de carroceria. Já a direção elétrica tem assistência progressiva.


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O Oficial Titular do 1º Ofício de Registro de imóveis de Manaus/AM, no uso de suas atribuições legais e a requerimento do Credor PATRI ONZE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA, CNPJ sob o nº 48.726.640/0001-00, vem INTIMAR através deste edital, o(s) devedor(es) abaixo relacionado(s), para pagar(em) no prazo de 15 dias, contados a partir do 1º dia útil após esta publicação, as prestações vencidas e as que vencerem até a data de pagamento, nos termos do art. 26,§4º da Lei nº 9.514/97, referentes ao contrato de Alienação Fiduciária firmado com o Credor e abaixo relacionado. Para tanto, deverá(ão) comparecer a esta Serventia Registral, situada na Rua Joaquim Sarmento, nº 418 – Centro, nos horários de 09:00 às 15:00 hrs., de segunda à sexta feira ou na própria sede/agência do credor. Fiduciante: JOANA ROCHA DA SILVA, CPF: 274.892.642-00; VALDY CARNEIRO DA SILVA, CPF: 701.255.113-53. Matrícula nº: 70.526 Endereço: Avenida Ephigênio Salles, 2240 – Ap. 134 – Samoa (Bloco B) – Mundi Resort – Bairro: Aleixo – Manaus – AM – CEP: 69060-020.

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EM TEMPO - 14 de maio de 2017 by Amazonas Em Tempo - Issuu