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EM TEMPO - 13 de julho de 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

DESCULPEM ANO XXVI – N.º 8.414 – DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

IVAN PACHECO

PELO VEXAME DE 2014

QUEDACÉLIO MESSIAS/GAZETA PRESS

DJALMA VASSÃO/GAZETA PRESS

IVAN PACHECO

PELÉ, GARRINCHA, DIDI, NILTON SANTOS, VAVÁ, RIVELINO, JAIRZINHO, TOSTÃO, GÉRSON, ROMÁRIO, BEBETO, RONALDO...

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

12 DE JULHO DE 2014: TERMINOU DE FORMA MELANCÓLICA A PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA COPA DE 2014. O TIME DE LUIZ FELIPE SCOLARI DÁ NOVO VEXAME E PERDE PARA A HOLANDA DE 3 X 0. O ANFITRIÃO FICA COM O 4º LUGAR E SEM MEDALHA. PÓDIO JORNAL DA COPA E6 E E7

Marvada, manguaça ou simplesmente cachaça. A bebida é reconhecida como patrimônio nacional da gastronomia.

A função catártica do riso serve de chave para ler as manifestações humorísticas ocorridas na net durante a Copa.

Desde 1800, mulheres correm atrás de dietas milagrosas, ignorando que exageros podem até matar.

Aly Almeida, com representantes da Di Campos e do Grupo Raman

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.

DEPOIS DA COPA

LOUVAREI VAI REABRIR A ARENA Depois de receber quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima tem um novo espetáculo previsto para marcar o “pós-Copa”. No dia 12 de setembro vai receber a 6ª edição do Festival da Música Gospel “Louvarei”. Plateia D1 TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

Braga inicia campanha com caminhada e comício Aspirante ao governo escolheu o centro da cidade para apresentar à população suas propostas, sua chapa e seus candidatos

DIEGO JANATÃ

MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

A

pós a passeata que percorreu as ruas do Centro, durante a manhã de ontem, os candidatos da coligação “Renovação e Experiência”, encabeçada pelo senador Eduardo Braga (PMDB), realizaram um comício para apresentar suas propostas. O candidato ao governo questionou sobre alguns programas que deu início durante sua gestão, e também reforçou os projetos para o crescimento do Amazonas. Centenas de pessoas compareceram à caminhada, que contou com a presença da candidata a vice-governadora Rebecca Garcia (PP) e do candidato a senador Francisco Praciano (PT), que compõem a chapa majoritária da coligação. Além deles, participaram candidatos a deputados federais, como Hissa Abrahão (PPS), Eron Bezerra (PCdoB), Marcos Rotta (PMDB), Socorro Sampaio (PP) e João Pedro (PT). A concentração iniciou às 9h, na praça do Congresso. A caminhada desceu a avenida Eduardo Ribeiro, passou pela avenida 7 de Setembro e terminou com o comício na

praça da Polícia. Durante seu discurso, Rebecca Garcia ressaltou os programas voltados para as mulheres. “Nossos únicos adversários são os problemas do nosso Estado. É com isso que temos que nos preocupar. Queremos ver o Amazonas crescendo novamente e essa

PROPOSTAS

Na última sexta-feira, o trio de candidatos majoritários divulgaram as diretrizes do programa de governo da coligação “Renovação e Experiência”, encabeçada pelo senador Eduardo Braga (PMDB) caminhada é apenas o pontapé inicial”, afirmou. Ela falou, ainda, que Braga é quem criou o Prosamim, além de ter construído hospitais no interior. O senador Eduardo Braga questionou o andamento de alguns programas iniciados durante sua gestão. “Há verba, mas porque o Prosamim parou de funcionar? Onde estão os projetos habitacionais? Precisamos de mais casas para

a população. Construímos o Prosamim, os conjuntos Cidadão do 1 ao 15, o Viver Melhor. O máximo que eles fizeram foi rebatizar alguns dos nossos projetos”, discursou se referindo aos ex-aliados, o ex-governador Omar Aziz (PSD) e o governador José Melo (Pros). Além disso, o candidato ao governo falou sobre a segurança da cidade e sobre a “perseguição” de funcionários públicos. “O Ronda no Bairro é um bom programa, mas não tem gestão. Enquanto isso, o governo do Amazonas está preocupado em privar direitos do funcionalismo. Estamos na democracia e não na ditadura”, completou. Apoio para Dilma Ao final do comício, Braga, Rebecca e os outros candidatos reafirmaram seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). “Seguiremos firmes e certos de que Deus e o nosso povo estarão sempre conosco. O Amazonas merece voltar a crescer, com ‘Renovação e Experiência’. E esse palanque não esconde seu candidato à Presidência da República: é Dilma!”, finalizou.

BATERISTA REUTERS

Praciano, Braga e Rebecca iniciam campanha majoritária, rumo ao governo e Senado, pelo Centro

PARA GAZA

Cessar-fogo na pauta de reunião

Um dos fundadores da banda de punk rock, Tommy Ramone, morreu anteontem em Nova York

Morre Tommy Ramone, aos 65 anos O baterista Tommy Ramone, um dos fundadores do grupo de punk rock Ramones, morreu na noite de sexta-feira (11), em sua casa, em Nova York, aos 65 anos. De acordo com o site da revista “Variety”, ele estava “sob cuidados paliativos após tratamento de câncer no ducto biliar”. A imagem do perfil oficial do Ramones no Facebook, em homenagem a Tommy, informa que sua data de nascimento é 29 de janeiro de 1949. “Nós estamos tristes de anunciar a morte do baterista original dos Ramones, Tommy (Erdelyi) Ramone”, anunciou a conta oficial do grupo no Twitter. A nota do grupo reproduz ainda uma frase de 1978 atribuída ao músico. “O Ramones não era apenas música: era uma ideia. Era o ato de trazer de volta para o rock todo o sentimento que

estava faltando – foi uma explosão para dizer algo novo e diferente. Originalmente, era apenas uma coisa artística; depois, finalmente, senti que era bom o suficiente para todo mundo”.

LEGADO

A banda acabou em 1996, após a turnê Lollapalooza, mas o legado tem sucessos como “I wanna be sedated”, que os transformou em um dos nomes mais míticos do punk rock Tommy, cujo verdadeiro nome era Erdelyi Tamas, nasceu em Budapeste (Hungria) e era o último sobrevivente da formação original da banda. O lendário grupo de punk rock foi formado em

Nova York, em 1974. Todos integrantes adotaram o sobrenome Ramones. O vocalista Joey Ramone (Jeffrey Ross Hyman) morreu em decorrência de um câncer linfático, em 2001. O guitarrista Johnny Ramone (John William Cummings) também morreu de câncer na próstata, em 2004. Já o baixista Dee Dee Ramone (Douglas Glen Colvin) foi encontrado morto em casa, por overdose, em 2002. Tommy participou dos três primeiros discos do grupo, “Ramones”, “Leave Home” e “Rocket to Russia”. Entre as canções famosas deste período estão “Blitzkrieg Bop” e “Sheena Is a Punk Rocker”. Tommy saiu da banda em 1978, sendo substituído por Marky Ramone (Marc Bell). O grupo acabou em 1996, depois da turnê do disco “¡Adios Amigos!”.

Os ministros de Relações Exteriores de Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha se reunirão hoje, em Viena, para discutir um cessar-fogo entre Israel e Hamas em Gaza. “Precisamos de uma ação internacional urgente e coordenada, para instaurar um cessar-fogo como em 2012”, disse o chanceler britânico, William Hague, ontem. A operação Margem Protetora, de ofensiva israelense sobre Gaza, chegou ao seu quinto dia neste sábado, com saldo de ao menos 121 palestinos mortos e centenas de feridos - na maioria civis. De acordo com o Exército israelense, o Hamas já lançou cerca de 700 foguetes contra Israel. A maioria foi interceptada pelo sistema “Domo de Ferro”. Até agora, a operação foi feita somente por ataques aéreos. Israel mantém aberta a possibilidade de invasão por terra.

NO RIO

Bloco das favelas realiza ato em favor de Amarildo O mantra #cadeoamarildo resiste nos morros cariocas. Moradores de favelas como Rocinha, Manguinhos, Complexo do Alemão, Santa Marta, Cantagalo e Babilônia se reunirão num ato, marcado para hoje, em homenagem ao pedreiro Amarildo de Souza, cujo desaparecimento completa um ano nesta segunda-feira. Batizado como “A festa nos estádios não vale as lágrimas nas favelas”, o protesto unificado deve ocorrer no entorno do Maracanã, simultaneamente à partida da final da Copa do Mundo. “Este é um ato diferente dos que aconteceram no Rio desde o ano passado. Dessa vez ele é marcado pelos moradores de favelas. A pauta da favela está colocada em primeiro lugar. A favela enfim é protagonista”, explica Gizele Martins, 28, comunicadora comunitária da Maré. Amarildo, segundo Gizele, tornou-se símbolo para uma série de “abusos com os quais os moradores de comunidades convivem todos os dias”.

“Ninguém gosta de passar por tanque de guerra e armas no quintal de casa. Ninguém quer ser revistado e abusado gratuitamente. Ninguém quer ser confundido com bandido, nem ver parentes e amigos desaparecendo. É contra isso que lutamos. E com a Copa isso se intensificou de um jeito que nunca tinha acontecido.” Da mobilização na internet surgiu a pressão que culminou nas investigações e indiciamento de policiais envolvidos no desaparecimento do pedreiro. No convite do ato, os organizadores convocam moradores de favelas cariocas a trazerem “seus cartazes, camisas e faixas para o Bloco das Favelas”. O pedreiro Amarildo de Souza desapareceu em 14 de julho do ano passado, após ser levado pela polícia carioca à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Após passar por “averiguação”, nos termos da PM, o pedreiro nunca mais foi encontrado. TÂNIA REGO/ABR

Conflito A atual crise começou após o assassinato de três adolescentes israelenses e de um palestino, na semana passada. Apesar das pressões internacionais por cessarfogo, autoridades israelenses já disseram que o confronto vai se prolongar. O Hamas se diz preparado. Esta é a maior operação realizada na região desde 2012. Ato simbólico em praia pelo desaparecimento de Amarildo


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Em campo, o próximo legado

Quem perdeu e quem ganhou Quando a última bola rolar em campo, neste domingo, a Copa do Mundo terá deixado vencedores e perdedores também na economia. Apesar das promessas do governo de que o evento geraria milhares de empregos e ajudaria a impulsionar a economia, ainda não está claro qual será seu impacto geral nesta área. Mas analistas preveem um efeito nulo ou insignificante sobre o PIB. Perdas e ganhos Mas se o saldo total do torneio ainda é incerto, está cada vez mais evidente que alguns setores devem comemorar a “taça” das vendas, enquanto outros amargarão resultados mais fracos. Cerveja e TV Entre os mais beneficiados, estão negócios ligados a segmentos de lazer e turismo, como bares e os hotéis das cidades-sedes. Produtores de cerveja e fabricantes de televisores também saíram ganhando. Quem ganhou E ainda na fase de preparação para os jogos, grandes empreiteiras lucraram com as obras ligadas ao Mundial. Quem perdeu Do lado dos perdedores, estão a indústria em geral e o varejo não ligado ao torneio - que sofreram com os feriados e paralisações provocados pelos jogos. Sopão Os restaurantes também reclamam da falta de movimento no mês da Copa. E do perfil dos turistas que vieram para ver as partidas, que comiam até em restaurante popular de R$ 1. Xepa Quem preferiu deixar para o fim da Copa a compra de uma lembrancinha oficial se deu bem. Com o Mundial na reta final e com a derrota da seleção brasileira na partida contra a Alemanha, a loja da Fifa colocou boa parte dos

produtos em promoção. Fuleco em baixa Os descontos chegam a 60%. É o caso da minibola do Fuleco, o mascote do Mundial. Antes ela custava R$ 49,90. Agora sai por R$ 19,90. Bom e barato Apesar do reajuste abusivo no preços dos combustíveis em Manaus ainda, é possível achar alguns estabelecimentos da cidade que vendem o combustível a um valor mais barato. Bom e barato 2 É o caso do posto de bandeira Ipiranga, na rua Maceió, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, onde o litro da gasolina é comercializado a R$ 3,12. Cara de pau

Arruda disparado O mais recente favorito é o ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda. Ele foi cassado por corrupção por 8 anos, lembram? Há uma imagem sua recebendo propina e que foi mostrada em todo o país. Favorito Agora, ele luta na Justiça para ser novamente candidato a governador, pelo PR, o parti-

APLAUSOS

elvis@emtempo.com.br

Lá e cá O jornalista está certo. Lá, como cá, a história se repete. Como é que um eleitor pode votar novamente em um político que tem uma das fichas mais sujas do Brasil? Preço do poder Candidato prevenido deve preparar os bolsos. As campanhas para os governos estaduais em todo o país devem custar mais de R$ 2,2 bilhões, segundo declararam 167 candidatos à Justiça Eleitoral.

Aos menos é esta a projeção feita pelos partidos, cujos valores reais só serão conhecidos ao final da campanha com a prestação de contas. Mais cara A previsão é de que a campanha mais cara do Brasil será a do empresário Paulo Skaf (PMDB). Ele pretende gastar até R$ 95 milhões no pleito. Em 2010, quando tentou chegar ao Palácio dos Bandeirantes pelo PSB, o gasto previsto era de R$ 50 milhões. Prestação de conta Mas na prestação de contas feita junto à Justiça Eleitoral, o montante declarado foi de R$ 18,9 milhões.

VAIAS

Osmar de Oliveira

Elvis

do do mensaleiro Waldemar da Costa Neto. — O que é mais desanimador é que Arruda é favorito para ganhar a eleição, se a Justiça não conseguir enquadrá-lo na lei da Ficha Limpa – diz Barbeiro.

Só no final

O blog de Heródoto Barbeiro, o âncora do jornal da Record News e do R7, deu a dica. Se houver um concurso para eleger o maior cara de pau do Brasil, certamente haveria um congestionamento.

Na cadeia alimentar do processo eleitoral, o vereador ocupa a primeira linha de suprimentos; ele é o contato com a sociedade em estado bruto; depois vêm os deputados, os senadores, os governadores, os presidentes. Na prática, sabe-se que quanto mais se avança em direção aos cargos majoritários, mais se emancipam do social os candidatos eleitos. A realidade vira retórica e sua representação política um manipulador de interesses, que converge para a própria ambição. Não deveria ser assim, claro, nem esse é o princípio republicano. Mas é assim, de fato. A representação delegada pelo voto transformou-se em uma disputa histérica por emprego, renda e concentração de renda; isso é próprio de sociedades atrasadas, muito atrasadas, incapazes de um mínimo de discernimento, até das próprias demandas. Não é à toa que a ressaca pós-voto leva ao esquecimento do que se praticou nas urnas, à culpa e ao arrependimento. A lógica do eleito é: “Se eu sou o representante do povo, eu sou o povo”. Uma legalidade é criminosamente distorcida para destruir a legitimidade que, em tese (sempre em tese) deveria garantir. O processo pervertido se sustenta na cultura do favor, um tipo de prostituição que o país desenvolveu desde a colonização e se fortaleceu na desesperança treinada: “Afinal, o ser humano sempre foi assim”; “O homem sempre foi o lobo do homem”, com a conclusão, também desesperançada, de que nada muda ou se transforma sobre a face da terra. De uma situação estratégica no concerto político, o vereador vira o leva e traz das categorias superiores da cadeia alimentar. E é no município que tudo acontece e onde se começa a escrever a história. Eles já estão em ação para garantir o afunilamento da pirâmide. Vai começar mais um legado. É melhor tirar as crianças da sala.

Fuleco em promoção REPRODUÇÃO

REPRODUÇÃO

Para a dedicação do jornalista da Band TV, Osmar de Oliveira, ao esporte. Como os saudosos João Saldanha e Luciano do Valle, Osmar também partiu em plena Copa do Mundo.

Para a falta de respeito com o Fuleco, o mascote da Copa do Mundo 2014, que agora está sendo vendido a preço de banana. Talvez se tivessem tabelado o boneco a preço justo, hoje ele não estivesse “boiado”.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Lição educativa Quem nunca ouviu falar que, quando os pais não educam, o mundo lá fora vai assumir o seu papel e geralmente com maior dureza? Nenhuma criança exageradamente protegida em família vai com facilidade aprender os segredos do ajustamento ao mundo real. Há muito tempo a psicologia ensinou que a capacidade de resistir e de lidar com as frustrações talvez seja o mais significativo sinal de que alguém chegou a um bom nível de adaptação ao mundo e a um bom grau de maturidade e de saúde emocionais. Por tudo isso e porque é verdade que a ontogênese, a evolução do indivíduo, em certo grau repete a filogênese, a evolução da espécie, acredito que o Brasil, frente à Alemanha, revelou-se na escala do amadurecimento, sendo ele mesmo o imaturo e ela a sábia senhora, madura pela rica educação e pela larga experiência de vida. Por isso, enquanto os germânicos construíam estratégias e treinavam exaustivamente, os brasileiros, imaturos e deseducados, apelavam para o pensamento mágico e apegavamse a fetiches, como o agasalho do Felipão, o boné e a camiseta do Neymar, ou “oravam” para que Deus os favorecesse e prejudicasse os adversários que, afinal, também são seus filhos. Ademais, jogar futebol não é ofício d’Ele. Por fim, o “azar” do Mick Jagger, artista de sucesso mundial, nos foi fatal. Outrossim, como uma criança ou, no máximo, um adolescente, o Brasil se preocupou muito mais com a festa e com as aparências do evento do que com a fundamental preparação da equipe que iria representá-lo. Isto é, fez exatamente o oposto do que fizeram os alemães, que investiram pesadamente no grupo que iria representá-los em campo. Diferença fundamental entre uma nação educada e amadurecida, inclusive

pelo sofrimento, e outra, imatura e iludida pela fantasia de que ninguém a superaria em seu talento natural e inato. Acontece que, como em tudo na vida, o que faz a diferença entre o êxito e o fracasso é precisamente a competência, que naturalmente supera a inépcia. Milagres são intervenções divinas raríssimas e geralmente os fatos apresentados como tais não passam de ignorância humana ou de engodo. Talentos extraordinários são eventos individuais esporádicos que podem ocorrer em qualquer país e aí estão os casos concretos que comprovam isso. Se o Brasil os tem tido com alguma frequência em Pelé, Garrincha, Zico, também os houve em Beckenbauer, em Cruyff, em Maradona, em Paulo Rossi, em Zidane, em Platini etc. A probabilidade evidentemente cresce quando a população do país também é maior. Acontece que o futebol é esporte coletivo, de equipe, e um talento individual que se destaca, bem pode ajudar, mas somente uma equipe, um conjunto pode ter sucesso. Se for possível agregar um número maior de talentos, tanto melhor, mas se a associação de todos num mesmo conjunto não se der, o êxito certamente também faltará. O papel da seleção brasileira nesta Copa do Mundo foi apenas o de um fracasso. Só isso. E não adianta tentar mascarar ou velar esta pura e simples realidade. Todos fomos frustrados: treinador, jogadores e mais 200 milhões de expectantes, que são os que assistem e que também têm expectativa. Como grande Circo, a Copa foi um sucesso e aí mais se deve às severas exigências da Fifa. Como enorme frustração, foi uma grande experiência pedagógica que precisa ser aproveitada como propiciadora do amadurecimento do povo brasileiro.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

O futebol é esporte coletivo e um talento individual que se destaca, bem pode ajudar, mas somente uma equipe, um conjunto pode ter sucesso. Se for possível agregar um número maior de talentos, tanto melhor, mas se a associação de todos num mesmo conjunto não se der, o êxito certamente faltará”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

Frase

Painel

BERNARDO FRANCO MELLO (INTERINO)

Vozes do porão

Tivemos uma reunião excelente com a presidente, que nos deu a oportunidade de parabenizar o Brasil pelo excepcional resultado da Copa do Mundo. O Brasil pode se orgulhar da organização do Mundial. Estamos confiantes que, em dois anos, teremos excelentes jogos olímpicos no Rio de Janeiro, porque vemos o grande progresso que tem sido feito desde minha visita há dois meses

A Comissão Nacional da Verdade fará um mutirão para ouvir ex-agentes que atuaram na repressão durante a ditadura militar. O órgão está concluindo uma lista de cerca de 40 nomes, que será entregue nos próximos dias à Polícia Federal. Quem não atender ao convite inicial deve ser obrigado a falar. O objetivo da comissão é registrar as versões de todos os militares vivos que serão citados em seu relatório final, a ser apresentado em outubro. Os depoimentos começam no próximo dia 21. Sem desculpa A comissão não quer deixar que a morte do ex-torturador Paulo Malhães, em abril, seja usada como argumento por militares que não querem falar. O órgão deve encampar a tese de que o coronel não foi vítima de queima de arquivo. Selva Uma das prioridades do grupo é ouvir militares que atuaram na Guerrilha do Araguaia. Os mais conhecidos, como Sebastião Curió e Lício Maciel, devem ser convocados a depor em agosto. Bola Os trabalhos da comissão ficaram parados durante a Copa do Mundo. Integrantes alegam que não havia clima no país para tratar de temas ligados à ditadura. Dilmão A campanha de Dilma Rousseff espera que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), marque o prometido encontro com 80 prefeitos do Estado. Os aliados dele continuam migrando para Aécio Neves (PSDB). Partido dos Jardins As campanhas majoritárias do PSDB em São Paulo serão quase vizinhas. José Serra está prestes a alugar

casa ao lado do comitê de Aécio, na avenida Brasil. Geraldo Alckmin deve se instalar perto dali, na rua Estados Unidos. Vamos conversar O PSB deve gravar amanhã uma conversa de Eduardo Campos e Marina Silva com jovens para a propaganda de TV. O estúdio, em formato de arena, foi montado em São Paulo. Os carbonários O nanico PCO (Partido da Causa Operária), de Rui Costa Pimenta, cita no programa de governo o “direito da população a se armar”. A proposta é trocar polícia e Exército por um “sistema de milícias populares”. A sigla ficou conhecida pelo bordão “Quem bate cartão, não vota em patrão”. Pendura Os três principais candidatos ao governo do Rio acumularam, em multas eleitorais na pré-campanha, dívidas maiores do que o patrimônio que declararam ao registrar as candidaturas. Tostão e milhão Campeão de multas, Lindberg Farias (PT) deve R$ 966 mil e diz ter R$ 189,5 mil em bens. Anthony Garotinho (PR), punido em R$ 757 mil, declara

possuir R$ 303,5 mil. Pezão, autuado em R$ 565 mil, informa patrimônio de R$ 252 mil. Joga para cima A legislação eleitoral permite que os partidos quitem as dívidas em nome dos candidatos. Ponte aérea Em São Paulo, só foram aplicadas duas multas por propaganda antecipada: uma de R$ 25 mil a Alexandre Padilha (PT) e outra de R$ 5 mil a um petebista que pôs jingle de Geraldo Alckmin (PSDB) no YouTube.

Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, após reunir com a presidente Dilma Rousseff, afirmou que o Brasil pode “se orgulhar” da organização da Copa do Mundo e disse estar “confiante” de que a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, será “excelente”.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br

RICARDO OLIVEIRA

Festa do pijama Paulo Skaf (PMDB) e seu novo aliado Gilberto Kassab (PSD) têm trocado torpedos desde 6h. Papo reto Na conversa da última segunda com Lula, Eduardo Suplicy (PT) disse estar à disposição das campanhas de Dilma e Padilha. Off line Um juiz de Teófilo Otoni (MG) determinou a retirada do Facebook do ar no Brasil por ter descumprido ordem dele. O Comitê Gestor da Internet diz que não pode cumprir a decisão porque o site tem sede fora do país.

Tiroteio

Fim de jogo. Fazer o quê? Tudo começou com a expectativa de uma Copa de Futebol com ruas e pessoas fantasiadas de Brasil, que acabou se transformando em uma disputa de pênaltis, com jogadores paralisados por cãibras aos 150 minutos de maratona inútil. Agora, um joguinho de baralho para fazer o cérebro funcionar, pôr os pés no chão e a cabeça no lugar

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Dilma tentou tirar proveito do sucesso da seleção. Agora quer se aproveitar do fracasso dela, subordinando o futebol ao governo.

Quênia

DO SENADOR ALOYSIO NUNES (PSDB-SP), candidato a vice-presidente, sobre as propostas de Dilma Rousseff após a goleada que tirou o Brasil da Copa.

Quem viver o suficiente será perguntado sobre o lugar onde estava e com quem estava no dia da humilhação da seleção brasileira quando a Copa se realizou no Brasil. Será questionado sobre os sentimentos e as reações vividas no calor dos acontecimentos. Os historiadores farão as suas interpretações e darão as verdadeiras dimensões do fato para a evolução do futebol e, sobretudo da nação brasileira que naquele dia estava toda diante de telinhas e telões sentindo uma mistura de revolta e pena das tristes figuras em campo que simplesmente amarelaram. Eu estava no Quênia, mais especificamente no aeroporto de Nairobi. Voltava para o Brasil depois de uma semana intensa de descoberta de um país africano cheio de vida, com grandes possibilidades de desenvolvimento, culturalmente rico com suas etnias, ainda guardando comportamentos e sabedoria ancestrais, mas enfrentando problemas e desafios que vêm da modernização acelerada e da globalização econômica. Ao mesmo tempo enfrenta grupos extremistas que matam indiscriminadamente alegando motivações religiosas que certamente escondem razões bem mais obscuras com uma racionalidade demoníaca destruidora. Junto comigo, assistia ao jogo uma pequena multidão formada por árabes, africanos de vários países, e funcionários do aeroporto, dando assim uma visão da importância deste país como lugar de encontro de homens e mulheres de negócio, esportistas, e também religiosa. Fui até lá para presidir a ordenação diaconal de dois jovens, um brasileiro e um venezuelano, membros de

Contraponto

O calendário da ministra No início do mês, os ministros do Supremo discutiam se o número de vagas para deputado em cada Estado seria mantido na eleição deste ano. Ao lembrar que os partidos já haviam feito as convenções, Cármen Lúcia disse: – A única coisa que eu vi até agora que tem prazo certo e definitivo no Brasil é eleição. Comparando, a ministra brincou: – A mulher pode estar grávida que falam: “Deita e espera mais um pouco”. Para morrer, ligam-se fios e espera-se um pouco mais. Mas as eleições funcionam porque os prazos são cumpridos! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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uma Sociedade Missionária. Foram ao Quênia para a formação filosófica e teológica necessárias para a ordenação presbiteral e para a vida missionária. O brasileiro permanecerá no Quênia numa missão situada na fronteira com a Tanzânia, o venezuelano irá para o Camboja. Além de presidir a ordenação, visitei a família de um missionário queniano que vive em Manaus, fui até uma das mais belas reservas da África, onde se podem ver grandes animais no seu habitat natural, visitei outros missionários, conheci Nairobi e me impressionei com seu belo centro, com a intensa atividade de construção civil, com os engarrafamentos comuns a todas as grandes cidades, com o numero impressionante de igrejas pentecostais e neopentecostais. Assisti à semifinal da Copa com o coração cheio de experiências fantásticas vividas numa cultura diferente, numa língua diferente, experimentando a história humana em ebulição. Diante de tudo isto foi mais fácil digerir a humilhante derrota no meio daquele grupo cosmopolita que o acaso reuniu naquele aeroporto. Quando terminou, depois de expressarem incredulidade, desapontamento, e certa satisfação com a derrota de um gigante na história do futebol, todos se dispersaram procurando os diferentes portões de embarque. A vida real não estava ali, havíamos apenas assistido à uma partida de futebol, só isto. Oxalá tenhamos aprendido a lição e continuemos a torcer pelo Brasil, que é muito maior que a sua seleção, e faz parte de um mundo com desafios imensos que não se resolvem apenas organizando um circo.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Assisti à semifinal da Copa com o coração cheio de experiências fantásticas vividas numa cultura diferente, numa língua diferente, experimentando a história humana em ebulição. Diante de tudo isto foi mais fácil digerir a humilhante derrota no meio daquele grupo cosmopolita”


Política

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

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O poder do eleitor jovem RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

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úblico estratégico da campanha dos candidatos ao governo nestas eleições, o eleitorado jovem do Amazonas, entre 16 e 24 anos, aumentou 7% se comparado à última disputa estadual, em 2010. Fatia do eleitorado que registra forte desânimo com a política, os jovens amazonenses somam hoje 449,4 mil votantes, o que representa 21,6% de todo o colégio eleitoral do Estado, mais que o dobro do grupo de eleitores considerados tradicionais, de 60 anos para cima. Esse perfil de votante é alvo dos candidatos que buscam se lançar como a via da “renovação”. Os dados disponibilizados pelo relatório virtual do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) revelam que apesar do aumento de 7% do número de eleitores jovens em relação a 2010, a representatividade desta fatia de votantes registra sucessivas quedas desde 2006. Naquele ano, o grupo somava 25,2% de todo o colégio eleitoral. Nas eleições seguintes, em 2010, o percentual encolheu para 22%. Agora, a parcela registra o menor índice dos últimos 8 anos, de 21,6%. Em outro aspecto, o mapa do eleitorado mostra que o crescimento do número de votantes jovens não acompanhou o crescimento total do colégio eleitoral do Amazonas nos últimos 8 anos. Desde lá, o Estado aumentou em 25% o número de cidadãos aptos para votar, hoje somando pouco mais que 2,2 milhões de eleitores, ante os 1,7 milhão registrado em 2006. Público cobiçado Esse eleitor, no entanto, está longe de deixar o campo prioritário das campanhas e dos discursos dos candidatos nestas eleições. O perfil, cuja escolaridade varia do ensino fundamental às graduações pós-universidade, representa mais que o dobro do número de votantes da ala tradicional, cuja faixa etária varia entre 60 a 79 anos. A fatia jovem de votantes só é menor que o grupo de eleitores adultos, entre 25 e 59 anos, que representam 66,9% do eleitorado amazonense e um crescimento de 9,7% em relação a 2010. Os quase meio milhão de eleitores jovens do Amazonas podem decidir um pleito em primeiro turno ou ainda forçar o eventual segundo turno das disputas. Nas eleições de 2006, o senador e atual candidato ao governo, Eduardo Braga (PMDB), alcançou sua reeleição nas urnas no primeiro turno, com 690 mil votos. Naquele mesmo pleito, o senador e atual candidato a deputado federal Alfredo Nascimento (PR) emplacou a sua vaga no Senado após conseguir pouco mais de 600 mil votos. Candidatos que visam “conquistar” esse eleitorado que hoje registra forte desinteresse na política - segundo pesquisa Ibope divulgada na segunda quinzena de junho deste ano e que representa quase 59% na Região Norte e 26% em todo o país - terão

RICARDO OLIVEIRA

Representando 21,6% do universo de votantes do Estado, este público entre 16 e 24 anos pode fazer a diferença no processo eleitoral. Juntos, eles somam 449,4 mil de um total de 2,2 milhões de pessoas aptas a votar no Amazonas que se desdobrar em seus comitês de campanha entre a capital e o interior do Estado. Do total de eleitores jovens, 246,1 mil votam na capital amazonense e outros 227,4 nos 61 municípios do interior do Estado, uma diferença de somente 4%. Legado dos protestos Pesquisas que avaliam o cenário das eleições nacionais apontam que o desânimo do perfil jovem com a política é parte do legado dos protestos de junho do ano passado. Desde lá, levantamentos dos institutos Ibope e DataFolha apontam constante aumento do “desejo de fortes mudanças no governo” entre os eleitores. É o caso da jovem Anna Souza Dantas, 19, que mora com os pais na Zona Norte da capital, e foi às ruas durante as manifestações que marcaram o país. “Tenho a esperança de que essas pessoas que pediram por mais saúde e educação nas ruas agora façam a diferença nas urnas e não escolham os políticos de

NÚMEROS

449,4 MIL

É o total de eleitores jovens em idade entre 16 a 24 anos no Estado do Amazonas. Desse universo, 246,1 se concentram em Manaus e 227,4 mil estão no interior do Estado sempre”, afirmou Anna, que sonha em fazer faculdade de direito. Mauro Pena Vital, 18 anos, mora no Vieiralves, na Zona Centro-Sul, e pretende ser militar. Durante as manifestações, ele optou por protestar nas redes sociais, campo de forte preocupação dos candidatos. Ciberativista, ele ainda não tirou título de eleitor. “No ano passado, discuti com amigos, espalhei ideias e as reivindicações pela internet. Fui atuante. Ainda assim, não quis votar agora porque não acredito em candidatos que não venham do povo, que não passem pelo suplício de depender do sistema de saúde e do transporte público”, afirmou. Ingenuidade, não Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marcelo Seráfico, não será fácil para os candidatos se lançarem como a via de renovação desse perfil de eleitor. “Os jovens tendem a formar uma opinião sensata sobre os candidatos que estejam em luta. A juventude não significa ingenuidade. A renovação também está associada somente a idade, tem mais a ver com a proposta. Muitos candidatos têm errado essa interpretação, o que evidencia uma falta de compreensão sobre a que deseja a juventude”, declarou. Segundo Seráfico, a insatisfação da juventude está associada aos índices de desemprego, mortalidade e ao sucateamento do sistema de saúde.

Há um ano, milhares de jovens foram às ruas em Manaus e no Brasil protestando contra o sistema político e pedindo mudanças

Perfil já é alvo das campanhas dos candidatos Candidatos ao governo nestas eleições, o senador Eduardo Braga (PMDB), o governador José Melo (Pros), além dos deputados Marcelo Ramos (PSB) e Chico Preto (PMN) já ensaiam estratégias para conquistar o voto dos jovens eleitores. O público é o favorito da campanha de Marcelo Ramos, que tenta se emplacar como candidato da “renovação”, postura adotada pelo seu palanque nacio-

nal, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e a candidata à vice, Marina Silva (Rede). Em seus discursos, o parlamentar costuma afirmar que “a população está cansada das velhas raposas da política amazonense”. O discurso é uma aposta do candidato para captar os votos do eleitorado descontente e forçar o segundo turno. Apesar de já ter sido governador por dois manda-

tos, Eduardo Braga também utiliza a estratégia nos seus discursos. A coligação do senador que agrega dez partidos foi nomeada “Renovação e Experiência”, iniciativa que é alvo de ataques do candidato do PSD ao senado, o ex-governador Omar Aziz. “Vejo gente por aí falando em renovação, sem representar isso. Quem já governou por 8 anos e outro por 12 anos não pode falar

em renovação, isso é discurso para quem nunca foi governador”, afirmou Omar, principal articulador da campanha de José Melo, em referência ainda ao ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT). A campanha de Melo aposta no deputado federal Henrique Oliveira (SDD), lançado como vice após declinar na candidatura própria, como ponte para captar o voto do eleitorado jovem.


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Política

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Barbosa pede que não demitam seus assessores

O país não precisa da criação de uma Futebrás”

Presidente do Supremo encaminhou, ontem, um ofício ao novo gestor da corte para que não demita seus assessores

COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

AÉCIO NEVES (PSDB) sobre a ameaça oportunista do governo de “intervir” no futebol

Nordeste pressiona Dilma pela vaga de Joaquim Um carioca, um paulista e um gaúcho são os mais comentados para ocupar a vaga do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, que irá “pendurar a toga” no início de agosto após 11 anos de magistratura. No entanto, as bancadas federais de deputados e senadores dos nove estados do Nordeste estão lutando para que o escolhido de Dilma para o cargo seja um conterrâneo. Sem nordestino Após a aposentadoria do sergipano Carlos Ayres Britto, o Nordeste deixou de ser representado no STF, a mais alta corte do país. Maioria do sul A dupla Lula/Dilma, que comanda o país desde 2003, já nomeou para o STF 12 ministros, a maioria de Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul. Primeira fila Os mais citados para o STF são o carioca Benedito Gonçalves, ministro do STJ, e o paulista José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça. Cotados O gaúcho Luis Adams, chefe da AGU, o carioca Luis Felipe Salomão e a gaúcha Nancy Andrigui, ministros do STJ, são cotados para o STF. Cartas marcadas na briga pela presidência da CNC As regras para a eleição na Confederação Nacional do Comércio (CNC) contêm detalhes pitorescos. Segundo o artigo 6º do seu Regulamento Eleitoral, eventuais impugnações às chapas ou candidatos serão decididas por ninguém menos do que o próprio Antônio de

Oliveira Santos, que há 34 anos se agarra à presidência da entidade como carrapato, e concorre ao seu 10º mandato consecutivo. Chapa 2 Único rival de Antônio Santos nos últimos 30 anos, Orlando Diniz será impugnado pela chapa de Antonio Santos, que também será o julgador. Porteira escancarada Após abrir a porteira para haitianos, o governo se vê diante de novo surto migratório: são esperados até mil “refugiados” de Gana. Nem aí Alheio à coleção de pedidos de impugnação à sua candidatura, José Roberto Arruda (PR) segue fazendo comícios diários em Brasília. Que Dilma? Nas bandeiras de propaganda de Armando Monteiro (PTB), candidato ao governo de Pernambuco, somente usando lente de aumento para conseguir enxergar o nome da presidente Dilma. E olha lá. Toma lá, dá cá O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), planeja colocar em pauta a indicação de Bruno Dantas ao TCU quando o Senado marcar a sabatina do desembargador potiguar Luiz Alberto Gurgel Faria para o STJ. Dantas é apadrinhado de Renan Calheiros, presidente do Senado. Riquinho É o senador Delcídio Amaral, no Mato Grosso do Sul, o candidato petista a governador mais rico a enfrentar as urnas em outubro. Ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 3,381 milhões.

Jornalista

Pobrinho Quando estender a mão ao eleitor, o candidato do PT ao governo do Rio, Lindbergh Farias, corre o risco de ganhar um trocado. Ele jurou à Justiça Eleitoral possuir patrimônio avaliado em apenas R$ 189 mil. Pole position A campanha de Renan Filho (PMDB) ao governo de Alagoas, tocada pelo marqueteiro gaúcho Adriano Gheres, tem sido elogiada pela qualidade no visual e conteúdo. E Renan começou a disputa na pole position. Senador Tilden Com a decisão Aécio Neves de se licenciar do Senado para se dedicar à campanha, assumirá o segundo suplente, Tilden Santiago (PSB), ex-petista que marcou época como embaixador do Brasil em Havana. O 1º suplente, Elmiro Alves do Nascimento, é candidato a deputado. Em dívida Além de apoiar Wilma de Faria (PSB), candidata ao Senado, Henrique Alves espera apoio de Eduardo Campos porque acha que ajudou a aprovar, na Câmara, a indicação da mãe dele, Ana Arraes, ao TCU. Sustentabilidade A construtora MRV plantou mais de 13 mil árvores. Só no Rio foram mais de 4,3 mil. Atingiu 43% da meta para o Ano da Sustentabilidade: plantar 120 mil árvores em 2014, diz seu presidente, Rubens Menin. Vai de ônibus? Na declaração de bens à Justiça Eleitoral do candidato Helder Barbalho (PMDB), filho do milionário Jader Barbalho, não consta nem um carro.

PODER SEM PUDOR

Senador interrompido O cabeludo Wellington Salgado era senador pelo PMDB-MG e naquele dia saiu às pressas do banheiro para ajudar o governo a assegurar o quórum da Comissão de Orçamento. Chegando ao plenário, reclamou de Heráclito Fortes (PFL-PI), que tentava obstruir a sessão. Língua afiada, o então senador Heráclito não perdoou: - O senador Wellington Salgado reclamou que saiu correndo do banheiro. Agora, pode retornar ao interrompido...

SENADO

CPI da Petrobras ouvirá gerente A CPI do Senado que investiga irregularidades na Petrobras volta a se reunir na quarta-feira (16), às 10h15, para ouvir o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da companhia, Glauco Colepicolo Legati. Ele deve dar explicações sobre as denúncias de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, também conhecida como Refinaria do Nordeste (Rnest). A obra, ainda em andamento, fica

no município de Ipojuca, na região metropolitana de Recife. Petrobras Alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), a unidade industrial teve em 2005 o seu custo estimado em US$ 2,5 bilhões. Mas, segundo a Petrobras, deve ser concluída até o fim de 2014, com três anos de atraso e um investimento total de quase US$ 20 bilhões, conforme a presidente da

DIVULGAÇÃO

Cláudio Humberto

estatal, Graça Foster. Já ouvido pela CPI, um dos acusados pelo superfaturamento na obra, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que a empresa errou ao divulgar dados preliminares relativos ao custo do empreendimento. “Esse dado era preliminar. A Petrobras errou ao informar esse número. Não podia ter sido divulgado - disse aos senadores, referindo-se aos US$ 2,5 bilhões”.

Joaquim Barbosa pediu que os 46 servidores do seu gabinete sejam mantidos no Supremo

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presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, encaminhou um novo ofício ao vice-presidente da corte, Ricardo Lewandowski, reiterando o pedido pela manutenção de 46 servidores do seu gabinete na corte, após sua aposentadoria. O documento foi recebido nesta sexta-feira (11) pelo gabinete de Lewandowski. No ofício anterior, de segundafeira (7), Barbosa havia enviado a Lewandowski uma relação de indicados aos cargos em comissão, funções comissionadas e demais servidores que “deverão retornar” ao seu gabinete de ministro assim que ele deixar a corte. O caso gerou novo, e talvez o último, embate entre Barbosa e seu sucessor na presidência da corte. Em novo ofício, datado do dia 9, Barbosa cita o regulamento interno do tribunal para justificar seu pedido. De acordo com as regras, quando um ministro está de saída,

seus assessores serão exonerados 120 dias após seus afastamento. Os servidores continuariam a trabalhar no gabinete que, após a aposentadoria de Barbosa, será ocupado por um novo ministro a ser indicado por Dilma. “Em face da clareza das normas internas, sigo na expectativa de que as tradições desta casa venham a ser observadas na presente transição, evitando-se, com isso, que se cause inesperado desassossego aos profissionais técnicos que, por longo tempo, vêm prestando inestimáveis serviços a este tribunal”, diz trecho do ofício. Quatro ministros do STF ouvidos pela reportagem dizem que o ofício de Barbosa, apesar de legal, não é comum. A praxe é o presidente que deixa o cargo entregar um pedido de exoneração de todos os funcionários. Os concursados são realocados, e os que não são deixam o Supremo. O gabinete sem o novo ministro tem de ficar aberto para consultas a processos existen-

tes. Para esse serviço, bastam quatro ou cinco funcionários, 10% dos 46 que Barbosa deseja manter empregados. Cada gabinete tem, em média, 30 funcionários. A relação dos indicados detalha cargos em comissão, funções de confiança, terceirizados, estagiários, motoristas e seguranças que deveriam retornar ao gabinete do futuro sucessor. Em nota publicada no site do STF nesta sexta-feira (11), Barbosa reitera respostas que havia encaminhado à reportagem na quinta. Ele diz também que nenhuma das normas internas que regem o processo de transição foi instituída por ele. “Portanto, é errôneo concluir que houve tentativa de ‘manobra’ para que alguns servidores de seu gabinete sejam beneficiados”. Ele afirma que encaminhou o primeiro ofício “seguindo estritamente normas internas da corte” com a lista de servidores que devem retornar ao seu antigo gabinete, assim que deixar o tribunal.


Com a palavra

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Roberto KRICHANÃ

‘A META é aprimorar a atuação DO MPC’ FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO

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A nossa expectativa é de continuidade ao trabalho que tem sido feito dentro do Ministério Público de Contas pelos dez procuradores. Tentando sempre subir degraus, tornar nossa atuação mais efetiva, tornar o Ministério Público de Contas mais conhecido e reconhecido pela sociedade”

lçado ao cargo de procurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), o procurador Roberto Cavalcanti Krichanã foi empossado na última quinta-feira, com o objetivo de efetivar a participação do órgão junto às fiscalizações das contas e gastos públicos, trabalho realizado em parceria com o TCE. Em seu novo gabinete, Krichanã recebeu a equipe do EM TEMPO um dia antes da solenidade, que marcou seu retorno ao comando do Ministério Público de Contas, lugar que ocupou no biênio 2008-2010. Em uma conversa direta, o novo procurador-geral disse que se sente honrado com a indicação de seu nome, sob a chancela do governador do Estado, José Melo, mas garantiu que a indicação política não lhe tirará as prerrogativas de ente fiscalizador dos atos públicos. Há 13 anos no MPC, Krichanã foi escolhido entre os procuradores Fernanda Cantanhede Veiga Mendonça; Evanildo Santana Bragança; Evelyn Freire de Carvalho; Ademir Carvalho Pinheiro; Elizângela Lima Costa Marinho; João Barroso de Souza; Ruy Marcelo Alencar de Mendonça e Elissandra Monteiro Freire de Menezes. Ele defende que a escolha do próximo chefe da instituição seja por meio da lista tríplice. EM TEMPO - Com quais expectativas o senhor chega ao cargo de procuradorgeral do Ministério Público de Contas? Roberto Krichanã - A nossa expectativa é de continuidade ao trabalho que tem sido feito dentro do Ministério Público de Contas (MPC) pelos dez procuradores. Tentando sempre subir degraus, tornar nossa atuação mais efetiva, tornar o Ministério Público de Contas mais conhecido e reconhecido pela sociedade e isso vem acontecendo. Hoje eu posso dizer que já chegamos a uma situação tanto quanto confortável, porque desde antes

da minha época, o MPC vem ganhando uma série de avanço. Vejo que a atuação vem sendo cada vez mais efetiva no controle dos gastos públicos e no combate a corrupção. EM TEMPO - Do que difere o trabalho realizado pelo Ministério Público de Contas ao do Tribunal de Contas do Estado? RK - Nós atuamos junto com o Tribunal de Contas do Estado, temos a mesma missão de controle, só que nossa função é um pouco diferente, como fiscais da lei. O Tribunal de Contas é um órgão auxiliar de controle do Poder Legislativo, no controle da administração pública. Não é vinculado à Assembleia Legislativa do Amazonas, mas presta esse auxílio. O Ministério Público atua junto com o Tribunal de Contas, incumbido de acompanhar e fiscalizar o cumprimento das normas. Ele pode representar o tribunal quando notificado sobre alguma irregularidade, a exemplo de denúncias vinculadas na imprensa, ou mesmo por denúncias de terceiros. O tribunal julga e emite parecer prévio sobre as contas dos gestores e o ministério dá parecer de mérito opinando em todos esses processos, até aposentadorias, pensões. EM TEMPO - Qual a participação do Ministério Público de Contas nos trabalhos referentes aos gastos com a Copa do Mundo? RK - Na verdade, na questão da Copa o tribunal já começou a trabalhar com o conselheiro relator e um procurador que também acompanha os processos. Como no caso da Copa, majoritariamente as obras são de cunho federal, nesses casos não temos jurisdição. Mas é na parcela equivalente à participação do Estado que entra o trabalho do TCE e do Ministério Público. EM TEMPO - Desenvolver um trabalho de fiscalização dos gastos públicos no interior continental do Amazonas é um desafio. Como o senhor encara a questão? RK - O interior do Estado é realmente muito carente e a maioria tem certa dificuldade nessa questão de informati-

zação, transmissão de dados. Inclusive o Tribunal de Contas entende e auxilia esses municípios. Mesmo sabendo das dificuldades é preciso que haja uma cobrança junto aos gestores, para que não utilizem desses artifícios como desculpa para a falta de transparência nas suas ações. Tem a questão da Lei da Transparência, onde os órgãos federativos são obrigados a manter portais de transparência com dados atualizados. Isso até foi pauta do procurador da gestão passada. EM TEMPO - Chegando agora ao cargo, qual o primeiro passo a ser dado? RK - Nesse momento estamos avaliando as condições atuais do MPC, para saber quais as necessidades. O que pode ser melhorado, o que deve ser mudado. A meta é sempre aprimorar a atuação do Ministério Publico e torná-lo mais conhecido e mais acessível à comunidade. Nosso gabinete é formado por dez pessoas que irão nos auxiliar diretamente no desafio. Os processos que já trabalhei e que já manifestei parecer, eles continuarão comigo até o julgamento. Agora, como procurador-geral, passarei a receber alguns processos específicos. EM TEMPO – E os processos que o senhor estava atuando antes de ser eleito chefe do MPC, como ficam? RK - Eu era da primeira procuradoria, das nove com suas listas de jurisdicionário, tanto do Estado como do município. Esses processos, a partir de agora, vão para o ex-procurador-geral, Carlos Alberto, que é quem vai assumir essa procuradoria. EM TEMPO - Quais as transformações positivas que o senhor pode apontar das últimas gestões do Ministério Público de Contas? RK – Basicamente, e mais antigo, é a questão dos procuradores passarem a atuar mais na forma de representações ao tribunal, a partir de denúncias muitas vezes recebidas por meio da imprensa,

ou por observação no Diário Oficial, o acompanhamento mais próximo das gestões. O que provoca o tribunal a investigar coisas mais específicas, aquelas fora das prestações de contas anuais. Mais recentemente, eu imputo justamente a criação das nove procuradorias, que dividiu em blocos de órgãos e prefeituras e secretarias, fazendo com que cada procurador acompanhe diretamente aqueles órgãos. Isso deu mais agilidade no acompanhamento da execução das despesas, porque cada procurador já tem delimitado, quais aqueles órgãos que deve atuar. Então, ele fica antenado para as notícias relacionadas em seu bloco, assim como também os relatores. EM TEMPO - O senhor já esteve reunido com os demais procuradores? RK - Reunião específica ainda não teve. Estava de férias e voltei na última segunda-feira, já para assumir o cargo. Mas, agora, depois da posse certamente vamos nos reunir para ouvir o anseio dos colegas. Isso é uma das metas dessa gestão, tentar reunir mais com os colegas e discutir e traçar objetivos comuns e relevantes para a instituição. EM TEMPO - O cargo ao qual o senhor foi indicado parte de uma decisão política, já que é realizado pelo governador do Estado. O senhor se sente à vontade com essa questão? RK – Primeiramente, me sinto honrado de ter sido escolhido pelo governador José Melo, que assumiu recentemente o cargo e vem fazendo o seu trabalho. Mas, isso não gera efetivamente nenhuma dependência, porque todos nós somos de carreira, concursados e temos as nossas garantias constitucionais e nós vamos atuar da mesma forma de quando era procurador de contas. É claro que esse sistema tem sido questionado em todos os níveis, a nomeação política para certos cargos. Eu particularmente simpatizo com o sistema de lista tríplice, como era antes. Acredito que daria mais legitimidade ao processo.

O interior do Estado é realmente muito carente e a maioria tem certa dificuldade nessa questão de informatização, transmissão de dados. Inclusive, o TCE entende e auxilia esses municípios”

Depois da posse vamos nos reunir para ouvir o anseio dos colegas. Isso é uma das metas da gestão, tentar reunir mais com os colegas e discutir e traçar objetivos comuns e relevantes para a instituição”


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Política

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Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

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Os novos artesãos amazonenses Economia B2

‘Pequenos’ que sobrevivem no segmento de ‘gigantes’ JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO

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radicionais ou recentes, os emprendimentos de pequeno porte tendem a sofrer com a hiper-competição travada com as grandes franquias, que expandem suas redes pela cidade a partir de “artilharia” financeira pesada para “abocanhar” a clientela por meio das grandes mídias. Apesar do cenário de “Davis” contra “Golias”, os pequenos negócios como drogarias, mercadinhos e lojas de materiais de construção sobrevivem no mercado de Manaus. Entre ameaças de falência e oportunidades, os microempresários montam estratégias particulares para não fechar as portas. Um bom exemplo de perseverança é a Drogaria Pinto, localizada na esquina da rua José Tadros, bairro Santo Antônio. Comandada pela família da dona Maria Auxiliadora Pinto da Silveira, 68, a pequena drogaria se mantém firme há 43 anos no mesmo local com o nome escolhido pelo irmão de Maria. O lugar é sinônimo de bom atendimento para os clientes, que juram fidelidade ao lugar. “Além de trabalhar com preços acessíveis, a Drogaria Pinto oferece um excelente atendimento. Personalizado mesmo! Coisa que muitas vezes não encontramos em lugares de grande porte”, ressalta o taxista Walter Cavalcante, 50. Feliz com a satisfação do cliente de longas datas, a microempresária confessa que se manter tanto tempo no mercado não é tarefa fácil. Ela lembra que além de ter que superar a competição com as empresas de maior porte, precisa ter paciência e tempo para atender a todas as exigências dos órgãos de fiscalização e atenção para quitar em dia as contribuições relacionadas aos

FOTOS: DIEGO JANATÃ

Empreendedores procuraram fazer a diferença no atendimento para sobressair às grandes franquias que expandem negócios “inúmeros impostos”. “É preciso estar atento às normas e legislações. Quem pretende ser microempreendedor, principalmente no ramo farmacêutico, não pode dormir no ponto. É necessário se planejar e observar seus limites. Caso decida cair de cabeça no negócio, precisa buscar uma boa referência e o caminho para isso é um atendimento de primeira”, analisa. Com mais de quatro décadas de trabalho, a Drogaria Pinto emprega os filhos da Dona Maria, que se tornaram farmacêuticos e pretendem levar para frente o negócio

TEMPO

Conforme dados do Sebrae, há uma década, aproximadamente a metade das pequenas empresas que nascem no Brasil fechava as portas antes de completar dois anos de vida no mercado que, em novembro, completará 44 anos. O local, que segundo a proprietária possui uma demanda considerável de clientes durante a semana, oferece atendimento por meio de disque entrega que dispara como o mais procurado entre os fregueses. “Temos que nos adequar às necessidades da clientela. O disque entrega é um ótimo artifício de venda”, garante. A sobrevivência do negócio de Dona Maria, que vem passando de geração em geração da família é comemorada pelos responsáveis em amparar o pequeno empresário. De acordo com dados do Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), atualmente de cada dez negócios criados, sete mantêm suas atividades após os primeiros dois anos.

Xisto Tuji, proprietário do Mercadinho do Japonês, no Vieiralves, aposta num ambiente organizado e na qualidade do atendimento

Dona Maria Auxiliadora mantém firme a drogaria da família de pequeno porte no bairro Santo Antônio há mais de 40 anos

Menos empresas criadas em 2014

Robério Diniz, comerciante de materiais de construção, trabalha sobre o erro dos “grandes”

De acordo com informações do Sebrae, os números apresentados pelas micro e pequenas empresas no Amazonas, durante o primeiro semestre de 2014, não foram positivos se comparados ao mesmo período do ano passado. Com base em dados da Junta Comercial do Amazonas (Jucea), foram constituídas no ano passado o total de 3.678 empresas,

enquanto neste ano o número chegou a 2.597, queda equivalente a 30% no registro geral de empresas. Já com relação ao microempreendedor individual, os registros de 2013 (4.178) também superam os dos primeiros meses deste ano (3.962). No quadro geral, do total de 114.888 empresas registradas no Estado, 34.942 são micro empresas, 3.025 são pequenas e

37.676 são micro empreendedores individuais, 14.225 são de médio porte e 566 de grande porte. As 24 mil empresas restantes estão ou inativas ou em fase de regularização. Quanto à geração de empregos, as estimativas nacionais apontam sobre 5% a 10 % da força de trabalho, haja vista que a micro empresa tem em média quatro empregados.

Bom atendimento é o segredo Consolidado entre a freguesia do conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona CentroSul, o Mercadinho Popular, ou, como é conhecido, “Mercadinho do Japonês”, é outro entre os pequenos que agrada há mais de quatro décadas pelo atendimento e pela variedade. O empreendimento que atualmente gera renda para mais de trinta famílias de Manaus, é comandado diretamente pelo comerciante Xisto Tuji, 58. Ele justifica as portas abertas durante tantos anos com a vontade de trabalhar e a oferta de preços justos e itens de boa qualidade, o que o deixa a um ponto acima de seus concorrentes nacionais e internacionais. “Eles são grandes e isso

às vezes pode atrapalhar. E trabalhar com pessoas é algo complicado. Gerenciar tantos empregados às vezes sai do controle. Mas, é aí que

FRANQUIAS

A cidade de Manaus é exemplo de metrópole brasileira que cresce economicamente com a instalação de grandes franquias dos segmentos de drogarias, varejo, materiais de construção saímos na frente. Nós gostamos de agradar os clientes e isso não passa despercebido. As pessoas chegam pela primeira vez e tendem

a voltar”, garante. Vizinho de uma das empresas líderes no mercado de construção, o Paraíba Materiais de Construção, localizado na avenida Alexandre Magno, bairro Parque das Larangeiras, conjunto Shangrilá, Zona Centro-Sul, “engatinha” no ramo, em seu primeiro ano de atuação. Mas, como contou o proprietário Robério Diniz, 37, tem sido bastante difícil a permanência no ofício. “Começamos com oito colaboradores e agora estamos contando com o trabalho de apenas quatro. Nós vamos sobrevivendo na observação das falhas dos grandes concorrentes. Procuramos nos diferenciar no atendimento, nos produtos e nos preços”, afirma.


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Economia

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Artesanato, a descoberta econômica para residentes FOTOS: DIVULGAÇÃO

Centro de reabilitação em dependência química capacita internos que são credenciados como artesãos profissionais

Vernior Valdison é um dos internos do centro de reabilitação que participou do curso, ganhou a carteira de artesão profissional e agora planeja sua vida econômica no segmento em Manaus e no interior

O

sonho de ter o próprio negócio e uma nova profissão começa a se tornar realidade para os residentes do Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz. Fruto de uma parceria entre a unidade de tratamento - do governo do Estado do Amazonas, localizado no quilômetro 53, da rodovia AM-010 (Manaus/Rio Preto da Eva) - e a Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab), 20 internos ganharão a Carteira de Artesão Profissional. Com o documento, o profissional formado pelo Centro de Reabilitação poderá vender seus trabalhos, financiar seu próprio negócio, emitir nota fiscal para quem comprar seus produtos, além de ter a isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os financiamentos nas agências bancárias credenciadas pela Setrab podem chegar a R$ 15 mil. A Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), também, oferece financiamento de até R$ 5 mil para o artesão iniciar seu próprio negócio. Para a gerente de economia solidária da Setrab, Socorro Papoula, com a Carteira de Artesão, o residente terá facilidade para vender seus produtos em qualquer Estado do Brasil, além de poder fazer exposições pelo país sem pagar impostos pelos produtos levados da capital amazonense. “Os produtores de artesanato não pagam imposto sobre suas mercadorias em um montante de até R$ 60 mil”, ressalta. Contente com a proposta, o residente Vernior Valdison de Oliveira Rocha, 35, conta que planeja ter seu próprio atelier. Ele colocará em prática o aprendizado do curso de artesanato que foi oferecido pelo centro de reabilitação, onde está próximo de con-

cluir o tratamento. “Em pouco mais de dois meses aprendi a fazer muitos produtos. Agora vou montar uma loja, produzir diversos artesanatos e vendê-los”, comenta, ao lembrar que deixará a profissão de industriário para se dedicar exclusivamente a nova profissão. Vernior salienta que o sonho é ainda maior. Ele pensa em montar também uma loja no município do Careiro Castanho (a 110 quilômetros de Manaus) e mostrar seu trabalho em outras cidades do

Recicláveis transformados

CAPACIDADE

O centro de reabilitação de dependência química foi um investimento de aproximadamente R$ 17 milhões, que atenderá, em média, 500 pessoas por ano, que terão oportunidade de mudar de vida Artesanato produzido por residentes em exposição na Aleam

Amazonas. “Minha irmã, que mora no Careiro, vai vender os produtos que eu vou produzir. Assim vou garantir mais uma fonte de renda para mim e para minha família, além de apresentar o que faço para as pessoas do interior”, afirma. O secretário de Estado de Saúde, Wilson Alecrim, destaca que, com apenas quatro meses de funcionamento, o centro de reabilitação já mostra resultados altamente positivos. “Quando nós desenhamos essa unidade, pensamos que ela só seria realmente útil se desenvolvesse, além do tratamento, a reinserção social e já podemos constatar que estamos no caminho certo, tratando e reintegrando as pessoas, dando a elas a oportunidade de vencer o vício e de começar uma nova vida”, comenta.

No curso, realizado por profissionais do centro de reabilitação, os alunos têm a oportunidade de aprender técnicas e conceitos de artesanato e a produzir de diversas peças como chapéus, tiaras, almofadas, brinquedos e enfeites. A maioria dos produtos é confeccionada com materiais recicláveis, do tipo: garrafas PETs, caixas de leite líquido, caixa de sapatos, entre outros. “Muitos deles desenvolveram a criatividade e criam seus próprios produtos a partir do curso ministrado no centro de reabilitação”, ressalta a professora Lúcia Jeffes. A diretora do centro, Anna Lopes, informa que os cursos de terapias ocupacionais, como o de corte e costura, biojoias, artes, também servem aos residentes como alternativas de profissões. “Vamos

possibilitar aos internos novas oportunidades para que possam começar uma nova vida após o tratamento. Quando sair daqui terá uma profissão e quem sabe o seu próprio negócio”, sustenta. O centro de reabilitação é uma unidade criada pelo governo do Estado do Amazonas, sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), em parceria a organização social Grupo Gös. A unidade faz parte da rede estadual de atenção em saúde mental e oferta tratamento de reabilitação para pacientes com diagnóstico de uso abusivo de álcool e outras drogas. O centro tem capacidade para internar 120 pessoas com alto grau de dependência química, por um período de 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, caso seja necessário.

Terapia ocupacional profissional O curso de artesanato iniciou no centro de reabilitação como um instrumento de terapia ocupacional, mas devido à dedicação dos alunos tornou-se uma possibilidade de nova profissão para muitos deles, além de garantir a seus familiares uma fonte de renda no período de internação, uma vez que todo produto confeccionado pelo residente será vendido e o dinheiro entregue a sua família. “Eles estão empolgados com a iniciativa de proporcionar que tenham uma nova forma de sustento de sua famí-

lia e a cada dia buscam desenvolver melhor suas habilidades individuais”, disse Lúcia Jeffes. Os residentes terão a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos com cursos diversos de artesanato que serão oferecidos pela Secretaria do Trabalho e Serviço Social (Setras), da Setrab. Após o curso, todos os residentes precisarão fazer um teste de aptidão junto à Setrab para comprovar que de fato é artesão profissional. Após esse teste, a secretaria disponibiliza a Carteira de Artesão.

Chapéus e biojoias estão entre as peças criadas no centro

Após período de recesso por conta da Copa do Mundo, no próximo domingo, o caderno de Economia voltará a receber a coluna PÁGINA DIGITAL, na B2, assinada pela jornalista Trícia Cabral


Economia

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Produção de tomate com 100% de aproveitamento SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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m 2009, o agricultor rural Walberto César apostou “as fichas” na produção de tomate na região. Apesar das relações climáticas e do solo desfavoráveis, o agricultor não se abalou e hoje em dia, dos mais de 2 mil pés de tomate salada e cereja que planta por mês, colhe em média quatro quilos por pé, aproveitamento de quase 100% da produção. No entanto, a produção ainda não é suficiente para suprir a demanda do Estado, que segundo Walberto, depende mais de 95% do tomate de outras regiões. “Nossa produção não preenche nem 5% do mercado local”, afirma. O tomate, um dos vilões da cesta básica em Manaus, de acordo com a pesquisa do Dieese, sofreu reajuste de 19,65% em maio, sendo que nos últimos 12 meses, apresentou variação no preço em torno de 28,36%. Com a produção local em desenvolvimento, o Estado pode diminuir os custos e oferecer o produto mais barato e com mais qualidade, segundo o gerente da unidade local do Instituto de Desenvolvimento

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Apesar das adversidades, agricultores amazonenses investem no cultivo do tomate, “vilão” da cesta básica em Manaus Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) em Manaus, Ofir Hage. Conforme o gerente de apoio à produção vegetal do Idam, Pedro Jorge Barros, existem sistemas de produção, com utilização de grande carga de tecnologia, capazes de conduzir vários ciclos produtivos de uma mesma área plantada com tomate, até mesmo no Estado do Amazonas. Segundo ele, há produtores rurais na Região Metropolitana de Manaus (RMM), que encararam o desafio de colher tomate no Estado com sucesso, como em Presidente Figueiredo, Manaus e Rio Preto da Eva. Expansão O próprio Walberto conta que seu cultivo está em expansão. Ele revela que não dá para ter uma previsão da produção para este ano, uma vez que se recupera de uma técnica que não deu tão certo. No entanto, daqui a 60 dias, vai colher 2,25 mil pés que semeou na semana passada. “Só depois desses três meses vou poder ter uma estimativa de produção”, diz ele, revelando que o tomate demora em torno de 110 dias para ser colhido.

Produtores de Manaus e região metropolitana plantam tomate salada e cereja, produção insuficiente para atender mercado local

Técnica para driblar doenças

Amazonas ainda é importador

Para driblar as doenças de solo, o agricultor Walberto César utiliza a técnica de enxertia, tecnologia que une duas plantas. Ele conta que no início usou a jurubeba, que é uma planta da mesma família do tomate e resistente ao solo amazônico. “Eu pegava o pé de jurubeba, cortava a parte de cima, jogava fora e, em seu lugar, colocava a parte de cima do tomate. A planta não morria e produzia tomate normalmente”, explica. Walberto continua usando a mesma técnica, mas não utiliza mais a jurubeba. Segundo ele, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agopecuária (Embrapa) de Brasília, que é especialista em hortaliças, desenvolveu uma variedade de tomate, cuja raiz é resistente as doenças do solo, no entanto, o fruto não é saboroso. Então, ele compra semente desse tomate e realiza a enxertia nele.

De acordo com o gerente de apoio à produção vegetal do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Estado do Amazonas (Idam), Pedro Jorge Barros, o Amazonas é importador de tomate de outras regiões em função das aptidões edafoclimáticas (relação clima-soloplanta). “No caso específico da planta do tomate, o seu fruto, lista no ranking dos produtos que de uma forma geral, possui grandes dificuldades no seu manejo em nosso Estado”, destaca o gerente. Ainda segundo ele, aspectos relacionados ao clima amazônico, como a alta umidade relativa do ar e a altas temperaturas, por exemplo, estão diretamente ligados ao aumento dos problemas fitossanitários da cultura do tomate (doenças fúngicas e bacterianas).

Essa nova planta, diz o agricultor, trouxe vantagens para a produção de tomate. “Na jurubeba, fazia enxertia com quase 77 dias. Já com o tomate desenvolvido pela Embrapa, faço em torno de 25 dias”, destaca. Com a utilização da enxertia, o agricultor afirma que diminuiu as incidências da parte do solo. Já as da parte aérea, ele faz uso da plasticultura, uma cobertura de plástico que protege as plantas com a diminuição da umidade dentro dos canteiros. “Com essas técnicas não tem mais perda de produto, existe outros fatores, mas são irrelevantes”, conclui. Walberto tem uma plantação de tomate de 3,2 mil metros quadrados, localizada no ramal dos Padres, no quilômetro 23, da BR-174. A produção é vendida aos principais supermercados da cidade, como Roma, Bonna Vitta e Veneza.

Tomate é um dos alimentos mais caros da dieta amazonense

Esses problemas, conforme Barros, encarecem os custos de produção do tomate no Estado, comprometem a saúde do agricultor familiar e do consumidor final, pelo aumento da necessidade de uso de agroquímicos para controle de pragas e doenças em seus plantios. Vida curta Mesmo tentando um controle eficiente, a vida útil de uma planta de tomate no Amazonas é menor que uma planta submetida a melhores condições de clima e temperatura. “Dificilmente atingiremos a autossuficiência na produção de tomate em nosso Estado, principalmente, enquanto não for desenvolvida uma variedade de tomate adaptada às nossas condições edafoclimáticas”, ressalta Barros.


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Pirarucu no cardápio de rede nordestina de restaurantes A

rede de bares e restaurantes “Boteco” chegou à cidade de Manaus há duas semanas e já se rendeu aos peixes amazônicos que não estavam no cardápio nos estabelecimentos da Região Nordeste. Depois de criar o Carpaccio de Pirarucu e receber vários elogios pelo saboroso prato servido no Boteco Manaus, situado no piso Castanheira do Manauara Shopping, o restaurante levará a iguaria para o litoral brasileiro e engrossa a lista de empresas que movimentam a economia local por meio da gastronomia. Ainda este mês, o Carpaccio de Pirarucu será servido nas unidades do Boteco de Recife, capital de Pernambuco. Para isso, serão transportados 30 quilos do pescado do Amazonas. A proposta é que testar e depois incorporar em definitivo o peixe amazônico no cardápio nordestino, caso os clientes de lá aprovem o produto. As remessas deverão alcançar até 50 quilos semanais, caso os pratos com o pirarucu façam sucesso. “Nosso público é especialmente aberto às novidades. Cheguei a Manaus para implementar essa unidade e conheci

todos os pratos preparados com o pirarucu. Imediatamente vi que ele poderia entrar no nosso cardápio nacional e já estamos criando toda a logística para isso”, afirma o sócio-proprietário do Boteco, Rui Silva. De acordo com ele, os primeiros quilos que serão transportados foram adquiridos no mercado municipal

AMBIENTES

O Boteco conta com dois ambientes: um com cara de barzinho, com mesas de bar e balcão de madeira de demolição e outro mais sofisticado, onde os clientes são atendidos em mesas exclusivas Adolpho Lisboa. “Fiquei impressionado com a qualidade do produto oferecido ao amazonense e faço questão de que nossos clientes dos outros Estados tenham a mesma qualidade nos novos pratos que serão apresentados”, salienta. Dentre os pratos que serão inseridos no cardápio estão o pirarucu grelhado e o car-

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Empresa que se estabeleceu em Manaus iniciará testes do pescado amazônico com clientes das capitais do litoral brasileiro paccio de pirarucu, criação exclusiva do Boteco. “Eu estava meio receoso com essa novidade, mas o prato foi preparado de uma maneira incomparável, com ervas regionais. Não temos medo de arriscar, pois sabemos que essa novidade exclusiva fará sucesso em todos os Estados em que mantemos operações”, aponta. Presença O Boteco possui unidades nas principais capitais do Nordeste como Salvador, Aracaju, Recife, Fortaleza, Teresina, São Luis e Campina Grande. No Centro-Oeste a rede está presente Brasília (DF). Conhecido pelo cardápio diferenciado, o restaurante trouxe para Manaus um sistema exclusivo de atendimento, que é o serviço volante de petiscos. Os garçons circulam por todo o espaço, oferecendo os petiscos aos clientes, que só consomem o que quiserem. Diferente do sistema de rodízio, os clientes só pagam pelos petiscos que consomem. O bar e restaurante fica no piso Castanheira do Manauara Shopping e tem acesso pela avenida Mário Ypiranga Monteiro (antiga rua Recife).

Boteco criou em Manaus o carpaccio de pirarucu e exportará a iguaria para o menu nordestino


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Feministas se dividem sobre ‘vagão rosa’ em trens de SP G

rupos feministas de São Paulo estão divididos sobre o “vagão rosa”, que é exclusivo para mulheres no metrô e nos trens da CPTM. Criada pelo deputado Jorge Caruso (PMDB), a medida foi aprovada na Assembleia no dia 4 para proteger as mulheres de abusos sexuais no transporte superlotado. O governo afirma estar estudando o projeto, que deve ser vetado ou aprovado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) nos próximos dias. A estudante Giulia Ribeiro, 18, do grupo Tática Feminista, se diz totalmente contra o vagão, pois ele “aumenta a segregação entre os gêneros”. “E os estupradores podem fazer suas viagens livremente sem serem culpabilizados”, completa. Militante da Marcha Mundial das Mulheres, Sonia Coelho, 55, também reprova. “Ele reforça o imaginário de que a mulher é culpada pela violência que sofre. Quem for agredida em outro vagão, que não o exclusivo, pode ser questionada sobre o motivo de não estar na parte das mulheres”. Já a estudante da USP Letícia Pinho, 26, do Mulheres em Luta, diz que o vagão não resolve o problema do assédio, mas seria uma medida protetiva importante - o coletivo já distribuiu, em estações da Grande São Paulo, alfinetes para mulheres se defenderem dos “encoxadores”. “A superlotação deixa a mulher mais vulnerável. Já que o

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Governo afirma estar estudando o projeto, que deve ser vetado ou aprovado por Geraldo Alckmin (PSDB) nos próximos dias transporte de qualidade está demorando, a gente precisa do mínimo de segurança urgentemente”, diz. O Juntas, grupo feminista ligado ao Psol, se posicionou a favor da medida. Os prós “Sou a favor porque tenho a impressão de que a população é favorável. Acho que falta ao movimento feminista ouvir mais as mulheres que enfrentam o transporte lota-

IDEIA

Criada pelo deputado Jorge Caruso (PMDB), a medida foi aprovada na Assembleia no dia 4 para proteger as mulheres de abusos sexuais no transporte superlotado de São Paulo do todos os dias”, argumenta Giulia Tadini, 24, militante do movimento. Pesquisa do Datafolha feita em abril apontou que 73% dos paulistanos se revelaram favoráveis ao “vagão rosa”. A vendedora Carolina do Nascimento, 19, aprova. “Seria ótimo. Já briguei com um rapaz que me apertou”, diz ela, que usa trem e metrô nos horários de pico. Um protesto contra o “vagão rosa” está programado para o próximo dia 18, na praça da Sé. Cerca de mil pessoas já confirmaram presença na rede social Facebook.

Feministas não querem exclusividade em vagões e sim o fim das agressões contra as mulheres que dependem do transporte


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FBI: Mandela era ‘ameaça’ A informação está em documentos secretos obtidos por um ativista e divulgados pelo jornal “The Guardian”. O FBI vigiou os encontros de Mandela com líderes mundiais, rastreou os movimentos de membros do CNA enquanto viajavam pelos EUA

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FBI, Polícia Federal dos Estados Unidos, monitorou Nelson Mandela dos anos 1980 aos 1990, entre o período em que esteve preso e foi libertado na África do Sul, por considerá-lo “uma ameaça comunista à segurança nacional”. A informação está em documentos secretos obtidos por

Documentos sofreram censura Como muitos dos documentos tiveram partes ostensivamente censuradas, Shapiro tenta obter agora os textos completos. Por mais registros sobre o movimento antiapartheid, o ativista também acionou na Justiça a CIA, agência de inteligência, a NSA (Agência Nacional de Segurança) e a Agência de Defesa e Inteligência dos EUA. Nelson Mandela morreu em dezembro de 2013, em Johannesburgo, aos 95 anos, para onde havia sido levado após passar quase três meses internado para tratamento de uma infecção pulmonar. O ex-presidente vivia em Johannesburgo com a mulher Graça Machel e sua memória é reverenciada por todo mundo.

IRAQUE

Faturamento milionário com petróleo Rebeldes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) arrecadam cerca de US$ 1 milhão (R$ 2,2 milhões) por dia com o contrabando de petróleo não refinado para a Turquia e o Irã, segundo reportagem do britânico “Telegraph”. O petróleo in natura é extraído de campos de exploração localizados ao sul da cidade de Mosul, área do Iraque conquistada pelos jihadistas islâmicos, e vendido por cerca de US$ 25 (R$ 55,54) o barril, preço estimado por especialistas. Intermediários que ficam na região curda do Iraque conseguem um lucro considerável sobre o produto in natura com a venda para exterior para o refino do petróleo e a obtenção de diesel, produtos mais valiosos. Segundo a publicação especializada “Iraq Oil Report”, a cidade de Tuz Khurmatu, na fronteira da região curda do Iraque, concentra a maior parte das negociações, onde compradores receptam comboios de tanques enviados pelo EIIL. O analista Shwan Zulal, especializado na indústria iraquiana de petróleo, afirma que os jihadistas islâmicos estão retirando o produto dos campos de exploração situados nos mais de 240 m² que eles dominaram.

um ativista e divulgados pelo jornal “The Guardian”. Agentes federais norte-americanos continuaram a monitorar Mandela mesmo após ele ser solto da prisão em fevereiro de 1990, ele havia sido condenado à prisão perpétua em 1964 por liderar o Congresso Nacional Africano (CNA), então ilegal. O FBI vigiou encontros de

Mandela com líderes mundiais, rastreou os movimentos de membros do CNA enquanto viajavam pelos Estados Unidos e acompanharam atividades antiapartheid do Partido Comunista dos Estados Unidos. Um dos registros divulgados é sobre um encontro de Mandela com o então presidente da Iugoslávia, Janez Drnovsek, na Namíbia,

ocorrido um mês depois que o sul-africano deixou a prisão. Informantes Outro documento mostra a decisão do FBI em enviar um informante de Filadélfia para Nova York, quatro meses depois de Mandela ser solto, para espionar um encontro entre o sul-africano e ativistas porto-ri-

quenhos. “A informação contida nesta comunicação é extremamente única em sua natureza em não deve ser disseminada fora do FBI ou forças-tarefas de terrorismo”, frisa o documento. O “Guardian” frisa que, mesmo após a queda do Muro de Berlim e a ascensão do sul-africano como líder democrático, o FBI ainda via Mandela “pelas

lentes da Guerra Fria”. Documentos secretos Todos esses documentos do FBI foram obtidos por Ryan Shapiro, especialista em liberdade da informação do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Shapiro conseguiu acesso aos registros por meio da lei de acesso à informação.


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Mundo

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Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

IONE MORENO

Padroeira mobiliza Parintins Dia a dia C4 e C5

Projetos sociais integram policiais e comunitários Atividades desenvolvidas pelo Ronda no Bairro atuam na prevenção à violência e sensibilizam crianças e adolescentes

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Atividades envolvem crianças e adolescentes em práticas desportivas e noções de cidadania, contribuindo para diminuir a evasão escolar e estimulando o conhecimento dos participantes

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conceito de polícia comunitária tem feito surgir novos projetos, frutos da integração de policiais e comunitários. É o caso de iniciativas implantadas pelas 30 Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms) da Polícia Militar, dentro da área de atuação do programa. Um deles é o projeto Santa Bola no bairro Santa Etelvina e no residencial Viver Melhor, bairro Lagoa Azul, ambos na Zona Norte de Manaus, coordenado por policiais da 26ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), onde crianças e adolescentes dos dois bairros participam de projetos esportivos que incluem, além de aulas de futebol e futsal, noções de cidadania. O objetivo dos projetos é oferecer uma alternativa que retire crianças e adolescentes das ruas, evitando a ociosidade e, consequentemente, o envolvimento com práticas criminosas. Atualmente são oferecidas aulas de futebol, futsal e, futuramente, também serão ministradas aulas de MMA. De acordo com o coordenador do projeto e comandante da 26ª Cicom, major Emerson Figueiredo, não são apenas ensinadas práticas esportivas. Os alunos recebem também

noções de cidadania. Ele destaca que a iniciativa pretende acompanhar o desenvolvimento dos meninos na escola, evitando a evasão escolar e incentivando os estudos, além de estreitar os laços entre polícia e comunidade. Na área da 13ª Cicom, em parceria com moradores do bairro Cidade de Deus, os policiais do Ronda no Bairro realizam o projeto Atroari Jiu-Jítsu, que consiste em

FINALIDADE

O objetivo dos projetos é oferecer uma alternativa que retire crianças e adolescentes das ruas, evitando a ociosidade e, consequentemente, o envolvimento com práticas criminosas aulas de lutas marciais para crianças e adolescentes. De acordo com o coordenador e comandante da 13ª Cicom, major Alisson da Silva Henrique, o projeto começou a ser desenvolvido em 2012. Ele destaca que as atividades são realizadas no prédio ao lado da 13ª Cicom e também no Centro de Esportes e Lazer Mi-

guel de Souza, atendendo aos bairros Cidade de Deus, Braga Mendes, Gustavo Nascimento, Nossa Senhora de Fátima II, Fazendinha, Alfredo Nascimento, Aliança com Deus e os Conjuntos Villa Nova e Ben Hur, bairros que possuem um grande número de crianças, adolescentes e jovens em condições de vulnerabilidade social. Na 15ª Companhia Interativa Comunitária (15ª Cicom), buscando um vínculo social com a comunidade, os policiais realizam o projeto Escoteiro Mirim, desde abril de 2013, que atende cerca de 100 crianças em três faixas etárias: de 6 até 11 anos (os “lobinhos”), de 11 a 14 (escoteiros), e de 14 a 17 (os escoteiros sênior). As atividades são desenvolvidas na Escola de Tempo Integral João dos Santos Braga, localizada no bairro Cidadão 12. De acordo com o comandante da 15ª Cicom, o major Frank Pacheco, o projeto conta com cerca de 10 voluntários da própria comunidade e vários policiais como o cabo Marco Aurélio Gomes. A ação atende cerca de 11 comunidades como o Renato Souza Pinto, João Paulo, buriti, Raio de Sol, Carlos Braga, Conjunto Cidadão 5, 6, 7 e parte do Cidadão 12.

Programas se tornam alicerces Para o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel PM Paulo Roberto Vital, desde a criação do Ronda no Bairro, os programas sociais são alicerces para a interação da polícia com a comunidade. Ele destaca que além dos projetos, que têm ações específicas, as vi-

sitas comunitárias também reforçam essa filosofia. “O programa veio para quebrar paradigmas e tem feito isso. A polícia mais perto da população, diariamente, tem aumentando a sensação de segurança em todos os bairros”, disse. Vital destaca que a forma-

ção de todos os novos policiais do Amazonas já passa pelo conceito de polícia comunitária. “Essa filosofia de policiamento comunitário vem sendo adotada em todos os cursos de formação dos nossos policiais militares, desde o soldado ao oficial”, disse.

Segundo o secretário Paulo Vital, programa aumenta também sensação de segurança


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Dia a dia

Henoch Reis começa

Entre as principais ações está a reformulação da recepção do fórum e a mudança do acesso para réus presos

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fórum”, diz a presidente. O desembargador Sabino Marques está com expectativas em relação às ações propostas pela presidente. “Essa é uma preocupação antiga, ainda da minha outra gestão, e que espero ser efetivada de fato. Sabemos que o prédio foi projetado com uma finalidade e, devido às necessidades que foram surgindo ao longo do tempo, ele acabou sendo ‘mutilado’ de tal forma que há um risco muito grande em todos os aspectos: saúde, segurança e higiene. Essas medidas vão resolver, em parte, os problemas atuais”, declara. Marques salienta, ainda, que a presidente está priorizando a reorganização do órgão de maneira geral. “O prédio é público e passam 6 mil pessoas diariamente por aqui – justamente por isso não se pode fazer qualquer coisa e de qualquer forma. Já colocamos um filtro para saber as prioridades. Com relação ao estacionamento, por exemplo, vamos realizar uma triagem para saber quem é servidor e juiz. Depois passaremos para os militares da auditoria, seguindo para os oficiais de justiça que, muitas vezes, passam por um embaraço ao sair para diligências e não encontram local para estacionar quando retornam”, esclarece. RAIMUNDO VALENTIM

Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, deverá passar por diversas mudanças em breve. Na última sexta-feira, a presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Graça Figueiredo, visitou o térreo e o subsolo do prédio. Acompanhada do desembargador Sabino Marques, diretor da instituição, e também por arquitetos responsáveis, ela sugeriu mudanças imediatas em vários setores do local. “As mudanças são elementares e urgentes. Questões como segurança e acolhida das pessoas estão sendo debatidas para sabermos a melhor maneira de solucionar esses problemas”, afirma. Dentre as mudanças propostas pela presidente estão a saída do setor médico que, atualmente, ocupa o quinto andar, e agora deve ir para o térreo, facilitando o acesso de ambulâncias e cadeira de rodas. Outra medida a ser adotada diz respeito à segurança. O prédio deverá ganhar novas saídas de emergência e desobstrução do corredor que leva ao Tribunal do Júri por se tratar de uma rota de fuga. “A partir de segundafeira (14) começaremos a dar andamento aos projetos parados que servirão na melhoria do

Modificações no setor médico No subsolo é possível encontrar parte do estacionamento, a secretaria do depósito público e a seção de armas apreendidas durante as operações. De um lado é possível encontrar capacetes, pás, pés-de-cabra, entre outros. O armamento apreendido é todo armazenado e, em seguida, encaminhado ao exército para ser destruído. O próximo carregamento será enviado em agosto e contará com 2,2 mil armas. Humanização Durante a inspeção ao fórum, Graça Figueiredo disse que não se concebe um setor médico funcionar no quinto andar de um prédio, dificultando o acesso de pessoas em macas, cadeiras de rodas ou que necessitem de socorro com urgência. A desembargadora determinou que o departamento seja reinstalado no térreo, imediata-

Presidente do TJAM verificou, na última sexta-feira, as instalações do Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco

mente. “Vou pegar um setor que tenha rampa de acesso para ambulância, ar-condicionado, para fazer o atendimento do povo, dos magistrados e advogados caso passem mal. É preciso ter esse atendimento médico de prontidão para as emergências”, explicou. A presidente do TJAM orientou o departamento de engenharia para efetuar as mudanças mais urgentes que, segundo ela, são “as mais elementares e fundamentais, como as de segurança”. “Por exemplo, o mesmo trajeto que fazem as pessoas e os juízes, fazem os presos de alta periculosidade que vêm algemados para as audiências. Aparentemente isso pode não aparentar nenhum problema, mas a gente não sabe até que ponto eles podem se rebelar e fazer uma pessoa de refém”, compar ou Graça Figueiredo.


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Fachada do Fórum Henoch Reis: mudanças anunciadas

ALEXANDRE FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO

a receber mudanças Um toque mais humano

Graça citou também que existem locais inapropriados para que os funcionários trabalhem. E salienta que para que o servidor tenha um bom rendimento ele precisa de um espaço que observe as regras básicas de higiene e limpeza, facilitando a realização de seu trabalho. “Nós precisamos melhorar muito, desde a limpeza, acomodações, questões de segurança, móveis obsoletos, móveis que precisam ser restaurados. Os que forem bons vou mandar para o interior”, avisa. Uma de suas preocupações será humanizar os espaços onde o público é recebido, que precisam de um toque que torne o ambiente mais leve. “As pessoas são recebidas em locais que não são acolhedores, não são agradáveis. A vista é feia, não tem banheiros bons, então há uma série de coisas que precisam ser melhoradas”, analisa a presidente. A presidente do TJAM com o diretor do fórum, Sabino Marques: dois anos para resolver diversos problemas das instalações

TJAM/DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014


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Dia a dia

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 11 DE JULHO DE 2014

Vândalos destroem novas paradas na Zona Leste C

onstruídos recentemente, os novos pontos de ônibus de Manaus - do tipo coberto por telhas de barro - já estão sendo alvos de vândalos. Muitos dos espalhados pela cidade podem ser encontrados pichados e em estado degradado por conta do vandalismo praticado por delinquentes. Exemplo disso pode ser visto na avenida Nathan Xavier de Albuquerque, no bairro Novo Aleixo, Zona Leste, próximo à avenida das Torres. Ao todo, quatro pontos foram construídos nessa via, sendo que três deles foram depredados. Um ainda está com o vidro quebrado. Os outros, pichados. Moradores locais e vendedores ambulantes informaram que o ato já é comum no bairro e que os autores são viciados em entorpecentes e pessoas alcoolizadas que retornam de festas na madrugada. Um comerciante até comentou que na última terçafeira (8), o vidro de um dos pontos foi quebrado, mas

reparado no dia seguinte. Na madrugada de anteontem, porém, outro abrigo teve a vidraça despedaçada. Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que lamenta o ocorrido e que irá, primeiramente, fazer um levantamento para definir os abrigos que estão necessitando mais de reparos. Ao todo, a pasta municipal informou que a cidade conta com 780 abrigos, sendo que 200 são os novos modelos. Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que foram gastos quase R$ 5,5 milhões na construção das 200 novas paradas, e que cada uma custou R$ 26 mil. Licitação A SMTU informou, por meio de assessoria de imprensa, que uma licitação, para a reforma (estrutura de ferro, iluminação, cobertura, bancos, pintura) daqueles pontos que estão necessitando de reparos, deve ser realizada ainda este ano. Além disso, o órgão vai levantar os custos dos prejuízos para iniciar a recuperação dos pontos depredados.

Uma das novas paradas destruídas por vagabundos na Zona Leste de Manaus: danos causados por viciados e pessoas bêbadas

SEMSA/DIVULGAÇÃO

VACINAÇÃO

MAUAZINHO

Lar Janell Doyle pede auxílio MICHELLE FREITAS Equipe do AGORA

Este ano, 6.477 cães e 1.539 gatos receberam doses da vacina antirrábica na zona rural

Campanha chega a 8 mil animais A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), vacinou 8.074 animais durante a Campanha de Vacinação Antirrábica na zona rural, iniciada no mês de maio. O número de animais vacinados este ano superou o do ano passado, quando foram aplicadas 7.937 doses, sendo 6.398 em cães e 1.539 em gatos. A campanha foi coordenada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e atingiu este ano um total de 6.477 cães e 1.597 gatos. O chefe do Núcleo de Controle da Raiva Animal do CCZ, José Horácio Pereira, informa que a campanha atendeu inicialmente as comunidades localizadas na área rural terrestre, o que compreende as localizadas ao longo da BR-174, até o limite do município de Presidente Figueiredo, e AM -010, até o limite do município de Rio Preto da Eva, abrangendo ramais e vicinais.

O trabalho na zona rural terrestre foi executado por duas equipes de vacinadores, que visitaram cada casa para a aplicação da vacina. A novidade este ano é que as equipes também atuaram aos sábados e não somente

NÚMEROS

O número de animais vacinados este ano na campanha de vacinação antirrábica superou o do ano passado, quando foram aplicadas 6.398 doses em cães e 1.539 em gatos na zona rural de segunda a sexta-feira, já que muitos proprietários de sítios e fazendas estão no local apenas nos finais de semana. Depois de concluir a vacinação na área rural terrestre, o CCZ iniciou a campanha nas

comunidades da área rural fluvial de Manaus, localizadas ao longo dos rios Negro e Amazonas. O trabalho foi realizado em parceria com o Distrito de Saúde Rural, com o apoio da Unidade Móvel Fluvial (barco Catuiara), que realiza viagens periódicas até as comunidades do rio Amazonas e do rio Negro, com uma equipe de profissionais formada por médicos, odontólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, bioquímicos e assistentes sociais. A vacina antirrábica pode ser aplicada em animais com mais de três meses de vida e que estejam em boas condições de saúde. “A vacina antirrábica para cães e gatos também é disponibilizada de forma rotineira na sede do CCZ, no bairro da Compensa”, lembra José Horácio. Na área urbana de Manaus, o CCZ vai iniciar a campanha antirrábica em setembro, com a previsão de atingir mais de 200 mil animais.

As 45 crianças que são atendidas pelo lar Batista Janell Doyle, localizado na rua Igarapé do Mauá, Mauazinho, Zona Leste, podem ficar no escuro a qualquer momento. Isso porque, segundo a diretora da instituição Magaly Araújo, as contas de luz estão atrasadas há três meses e a casa está sem recursos para quitar as dívidas. “A preocupação maior é com as crianças da casa, que não podem ficar no escuro”, disse. Segundo Magaly, apenas a dívida de energia elétrica gira em torno de R$ 3, 9 mil, mas existem outras despesas com material de higiene, limpeza e alimentação. “Nosso gasto é maior do que as doações que recebemos. Por isso estamos iniciando uma campanha chamada ‘Frete Solidário’, onde as pessoas que possam doar R$ 50 ou 100 avisam e mandamos uma pessoa buscar onde o colaborador estiver”, contou. A diretora destacou que as pessoas que puderam ajudar, podem ligar para os telefones 9214-8949 e 36158302, ou depositar na conta da instituição no Banco Bradesco: Agência 1999, Conta 025467-3.

JAPIIM

Operação remove carros abandonados nas ruas Quatro veículos foram removidos na manhã de ontem pela Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans). A remoção ocorreu durante a operação Sucata, no bairro do Japiim, Zona Sul. A operação permanente retira carros abandonados das vias e orienta os donos de oficinas a não realizar consertos em ruas ou calçadas. Vinte agentes de trânsito coordenaram a retirada dos veículos das ruas Nova e Minas Gerais, no conjunto 31 de Março. “O Manaustrans está intensificando a operação. É importante que os proprietários agilizem a retirada desses veículos velhos das ruas. A população não pode ser prejudicada”, alertou o diretor-presidente do Manaustrans, Paulo Henrique Martins. As equipes do Manaustrans mantêm o monitora-

mento em outras áreas da cidade para identificar veículos abandonados ou em situação irregular. Aviso Antes da remoção, os proprietários são avisados para encontrar locais adequados para guardar as sucatas ou para realizar o conserto. Abandonar veículos nas ruas é infração grave, com multa de R$ 127,69, com cinco pontos na carteira de habilitação. Os carros removidos são levados para o parqueamento da Prefeitura de Manaus no bairro da Paz, Zona Centro-Oeste. Para liberar carros apreendidos, o proprietário deve dirigirse ao setor de atendimento do Manaustrans, apresentar os documentos, pagar despesas com a remoção e outras pendências como impostos não recolhidos, licenciamento e/ou multas. MARCELO LIMA/MANAUSTRANS

FÁBIO OLIVEIRA Equipe do AGORA

FÁBIO OLIVEIRA/AGORA

Pontos de ônibus fazem parte das novas estruturas que custaram quase R$ 5,5 milhões aos cofres da prefeitura

Fiscalização percorreu várias ruas do bairro Japiim ontem


Dia a dia

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 11 DE JULHO DE 2014

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Fórum Henoch Reis passa por reforma na estrutura O

fim da lixeiras a céu aberto, a ampliação do muro para proteger os carros estacionados que ficam pelo lado de fora da área do prédio e a recuperação das vias internas do estacionamento que estão repletas de buracos. Estas são algumas das ações anunciadas pelo departamento de engenharia do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), para recuperar determinados setores do Fórum Ministro Henoch Reis, desgastados ao longo do tempo. A determinação para que o fórum passe por um serviço de manutenção, foi dada de forma urgente pela presidente do TJAM, desembargadora Graça Figueiredo. De acordo com a presidente, o fórum está passando por diversas mudanças estruturais para corrigir alguns problemas e, com isso, oferecer um melhor atendimento ao jurisdicionado e também ao servidor da instituição. O Henoch Reis concentra todas as varas cíveis e criminais da comarca de Manaus, os tribunais do júri e também as varas de família, as especializadas nas áreas da infância e do idoso, além das varas da fazenda pública e da dívida ativa.

Limpeza e segurança Praticamente, a desembargadora determinou que sejam executados serviços para melhorar a segurança, reorganizar o estacionamento, iluminar a área externa e acabar com lixeiras expostas em frente ao prédio, que atraía urubus e exalavam mau cheiro. Hoje, a área está completamente limpa.

CORREÇÕES

De acordo com a presidente do TJAM, desembargadora Graça Figueiredo, o fórum está passando por diversas mudanças estruturais para corrigir alguns problemas e, com isso, ter melhor atendimento “A lixeira de concreto que ficar aberta, expondo os resíduos, será fechada. O Ponto de Entrega Voluntária (PEV), onde o lixo era atirado de qualquer maneira, também será fechado”, explicou o engenheiro Haryson Otacy Rombaldy, do departamento de engenharia. Criada para recolher lixo reciclado, o PEV estava acumulando detritos de todo tipo, fugindo

dos reais objetivos para os quais foi criado, por isso a presidência decidiu fechar o quiosque. Também, segundo informou o engenheiro Rombaldy, será construída uma calçada na área lateral (que dá para a academia Cagin) onde hoje as pessoas caminham na rua. A calçada terá rampas de acesso a portadores de deficiência que utilizam cadeiras de rodas. Quanto aos buracos no estacionamento, que são muitos, um projeto está pronto para que as vias sejam repavimentadas. “Quanto o estacionamento, foi asfaltado pela prefeitura há alguns anos, não foi feito um serviço de drenagem. Agora, por determinação da presidente, estamos entrando com um projeto para recuperar o asfalto, mas com drenagem, esgoto e meiofio”, adiantou o engenheiro. O Fórum Ministro Henoch Reis foi inaugurado em 2001 e hoje recebe em torno de 6 mil pessoas diariamente, que vão em busca de soluções para suas questões judiciais. Funcionam ainda dentro do fórum duas agências bancárias, correios, as salas da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Amazonas (OAB/AM), Defensoria e Ministério Público, entre outros órgãos e entidades.

RAIMUNDO VALENTIM/TJAM

Diariamente, cerca de 6 mil pessoas transitam pelo prédio, inaugurado há 13 anos e que reúne varas criminais e cíveis

Buracos no estacionamento do Fórum Henoch Reis: projeto vai recuperar área com drenagem


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Dia a dia

Fuam inscreve para área relacionada ao projeto ao qual pretende se vincular. Para os candidatos é necessário, além da documentação exigida em Edital, apresentar duas cópias impressas do Projeto de Pesquisa, acompanhadas de uma cópia digital, salva em CD. O modelo do Projeto de Pesquisa também está disponível no site da Fuam, em Downloads.

EDITAL

Para concorrer a uma vaga, os interessados devem apresentar a documentação exigida no edital, disponível no site da Fuam, na sessão Comunicação/Downloads (http://www.fuam. am.gov.br/downloads/) O bolsista deverá dedicar 20 horas semanais às atividades de pesquisa, não possuir vínculo empregatício nem ser beneficiário de bolsa concedida por qualquer instituição de fomento, ter cursado o 1º período de seu curso e não estar estudando nos dois últimos períodos na data de ingresso no Paic/Fuam; além de ter bom desempenho acadêmico. O candidato também precisa

possuir currículo na plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br) e cadastro atualizado no banco de pesquisadores da Fapeam (http://sig.fapeam.am.gov.br). O candidato a bolsista também precisa inscrever projeto de pesquisa que apresente viabilidade técnica e econômica e que tenha mérito técnicocientífico; critérios julgados pela comissão institucional do Paic/Fuam. Caso a pesquisa envolva seres humanos, o projeto precisa ter sido submetido à apreciação do Comitê de Ética e Pesquisa da Fuam. Os interessados em atuar como orientadores de projetos de pesquisa precisam ser funcionários do quadro efetivo ou suplementar da Fundação Alfredo da Matta e estar desenvolvendo atividade de pesquisa na instituição. Os pesquisadores que não pertencerem ao quadro, mas que possuírem bolsa vinculada à Fuam como orientador também podem concorrer, desde que o período de permanência na instituição seja igual ou superior ao da vigência da bolsa. O candidato deve ter título de mestre ou doutor, experiência na atividade, além de ter coordenado ou ter participação efetiva em projeto de pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fuam.

As bolsas de pesquisa serão financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/ARQUIVO EM TEMPO

A

Comissão Institucional de Iniciação Científica da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), vai selecionar bolsistas, projetos e orientadores para o Programa de Apoio à Iniciação Científica - Paic/Fuam 2014-2015. De acordo com o diretor-presidente da Fuam, Carlos Chirano, as inscrições poderão ser feitas do dia 14 de julho a 15 de agosto, no horário de 8h às 12h e de 14h às 17h, no departamento de ensino e pesquisa, na sede da instituição, localizada na avenida Codajás, 24, Cachoeirinha. Para concorrer a uma vaga, os interessados devem apresentar a documentação exigida no item 4.2 do Edital 007/2014 - Paic/Fuam, disponível no site da Fuam, na sessão Comunicação/Downloads (http://www. fuam.am.gov.br/downloads/). O resultado das seleções está previsto para ser divulgado no dia 27 de agosto, no site da fundação. Serão oferecidas 15 bolsas de iniciação científica, financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por um período de 12 meses, para estudantes regularmente matriculados em curso de graduação reconhecido pelo MEC, no Amazonas, em

IONE MORENO/ARQUIVO EM TEMPO

Fundação Alfredo da Matta seleciona bolsistas, projetos e orientadores para o Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic/Fuam). Inscrições começam segunda-feira

Inscrição para o programa da Fundação Alfredo da Matta começa amanhã e vai até 15 de agosto


MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

iniciação científica

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DIVULGAÇÃO

UPA Tabatinga faz balanço Inaugurado pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam), no final de fevereiro deste ano, o complexo que abriga a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e maternidade Enfermeira Celina Villatrez Ruiz, em Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), já contabiliza quase dez mil atendimentos, em quatro meses (de março a junho deste ano). Segundo o secretário de Estado de Saúde, Wilson Alecrim, a obra faz parte do processo de ampliação e fortalecimento da política de atenção à saúde, no interior do Amazonas. De acordo com Alecrim, a unidade de saúde, cuja obra recebeu recursos na ordem de R$ 13 milhões, foi construída para desafogar o fluxo de pacientes, até então atendidos pelos profissionais do hospital de Guarnição de Tabatinga. Hoje, a nova unidade já absorve praticamente 100% dos partos realizados no município. Os números mensais mostram o aumento da adesão da população ao serviço. Em março deste ano, foram registrados 1.624 atendimentos. No mês seguinte, 2.327 e, em maio, 2.938. Em junho, o serviço alcançou a marca de 3.015 atendimentos, en-

tre partos realizados e na área clínica em geral, quase o dobro do mês seguinte à sua inauguração. Do total contabilizado, foram 331 partos realizados. O complexo conta, no Pronto Atendimento, com dois consultórios para atendimento clínico, de urgência e emergência. A maternidade possui 20 leitos à disposição da população. Para o suporte e apoio ao diagnóstico, a unidade de saúde também dispõe de raio-x, ultrassonografia, exames laboratoriais e aparelho de mamografia, em fase de implantação, com preparação de sala baritada, e que será utilizado a partir do Programa de Telessaúde. O exame será realizado em Tabatinga e o laudo será feito em Manaus, no núcleo do Hospital Universitário Francisca Mendes, que encaminhará o resultado para o médico local. Agentes transfusionais da unidade estadual atuam em parceria com a unidade de coleta e transfusão instalada no hospital de Guarnição do Exército, que prestam suporte nesta área específica aos profissionais do complexo. Unidade de Pronto Atendimento de Tabatinga recebeu recursos de R$ 13 milhões para desafogar fluxo de pacientes na rede local


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Dia a dia

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opiniao@emtempo.com.br

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Capa

fotografia de Thierry des Fontaines


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Ilustríssima Semana

O MELHOR DA CULTURA EM 8 INDICAÇÕES

BRASILEIRO

EXPOSIÇÃO | MULTITUDE A mostra, que traz mais de 20 obras de artistas como o turco Kutlug Ataman, o belga Francis Alÿs e os brasileiros Lourival Cuquinha e Dora Longo Bahia, aceita novos trabalhos relacionados ao tema multidão até o dia 20/7. Uma comissão curatorial está de plantão das 17h às 20h e, aos finais de semana, das 15h às 18h. Sesc Pompeia | tel. (11) 38717700 | de ter. a sáb., das 10h às 21h; dom., das 10h às 19h grátis | até 10/8

DIVULGAÇÃO

EXPOSIÇÃO | MARILÁ DARDOT A individual “Pouco a Pouco”, sob curadoria de Glória Ferreira, reúne nove trabalhos feitos entre 2002 e 2014 pela artista mineira. Na recente série “Cores, Nomes”, Dardot usa versos em que poetas definem cores, entre eles Manoel de Barros, Paulo Leminski e Gertrude Stein. No dia 23, às 19h, a artista guia pessoalmente os visitantes pela mostra. galeria Laura Alvim (RJ) | tel. (21) 2332-2016 | de ter. a dom., das 13h às 21h | grátis | até 17/8

LIVRO | PSICODRAMA “Autobiografia: J. L. Moreno” traz a história do psiquiatra de origem romena Jacob Levy Moreno (18891974). Crítico da psicanálise, ele foi o responsável pela criação do psicodrama, terapia em grupo que usa a representação teatral. trad. Luiz Cuschnir | Ágora R$ 53,10 | 184 págs.

EXPOSIÇÃO | ZEZÃO O grafiteiro paulistano, famoso por desenhos em azul claro com contornos em azul escuro, expõe pinturas inéditas sobre objetos descartados e uma instalação. O artista começou a pintar nos anos 90, em paredes de canais de esgoto e galerias de águas pluviais, além de casas abandonadas. Zipper Galeria | tel. (11) 4306-4306 | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h | grátis | até 9/8

POP

ERUDITO

‘Yellow, William’ (2014), de Marilá Dardot, a partir do poema ‘Primrose’, de William

EVENTO | TOM JOBIM A partir de quinta (17), a série Tom Jobim, 20 Anos de Saudade apresenta quatro shows, sempre às 19h15, dedicados ao compositor, com músicos como Mario Adnet e Alaíde Costa. No sábado (19), às 20h30, um debate entre Zuza Homem de Mello, Fábio Caramuru – curador do evento – e os maestros Júlio Medaglia e Gil Jardim discute legado de Tom. Caixa Cultural | tel. (11) 33214400 | grátis | até 20/7

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DEBATE | OS CARBONÁRIOS O jornalista e deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-RJ) lança edição de bolso de seu livro de 1980 (que ganha também versão eletrônica), com novo prefácio e um ensaio sobre os 50 anos do golpe. Antes da sessão de autógrafos, haverá debate com Daniel Cohn-Bendit, líder estudantil no Maio de 68, na França. Travessa Shopping Leblon | tel. (21) 3138-9600 | ter. (15), às 19h Best Bolso | R$ 22 | 504 págs. | Tix | R$ 19,90 (e-book)

ESPÓLIO DO FERNANDO PESSOA/REPRODUÇÃO

TEATRO | RAINER W. FASSBINDER “Gotas d’Água sobre Pedras Escaldantes”, com direção de Rafael Gomes, foi escrita pelo cineasta alemão (194582) de “Lili Marlene” (1981) nos anos 60. A peça trata da relação de dois homens, Leopold, na casa dos 50 anos, e Franz, um jovem de 20, e já virou filme, de François Ozon, em 2000. Instituto Capobianco | tel. (11) 3237-1187 | sex., às 21h30; sáb., às 21h; dom., às 20h | R$ 30 | até 21/9

Manuscrito de ‘Gladio’, de Fernando Pessoa

LIVRO | FERNANDO PESSOA Com organização e ensaios da professora da UFRJ Cleonice Berardinelli, 97, membro da Academia Brasileira de Letras, “Mensagem” ganha nova edição a partir de originais do poeta, corrigidos à mão. Único livro publicado pelo português ainda em vida, traz 44 poemas que exaltam o passado de seu país. Edições de Janeiro | R$ 34,90 | 176 págs.

ESTRANGEIRO Folha.com

Ilustríssimos desta edição DIVULGAÇÃO

ANDRÉ SANT’ANNA, 49, escritor, é autor de “O Brasil É Bom” (Companhia das Letras).

MOACYR LOPES JUNIOR, 46, é repórter fotográfico da Folha.

CASSIANO ELEK MACHADO, 38, é editor da “Ilustríssima”.

ODYR, 47, é quadrinista e mora duas ruas antes do fim do mundo, em Pelotas (RS). Ilustrou “Guadalupe” (Quadrinhos na Cia.), com roteiro de Angélica Freitas.

INGO SCHULZE, 51, escritor alemão, é autor de “Adam e Evelyn” (Cosac Naify).

SILVIA BITTENCOURT, 49, é jornalista, autora de “A Cozinha Venenosa” (Três Estrelas).

MARCELO BACKES, 40, é escritor e tradutor. MARTÍN CAPARRÓS, 57, é jornalista e escritor argentino. O texto aqui publicado foi originalmente postado no blog do autor, “Pamplinas”, no site do jornal “El País”.

GIUSEPPE BIANCO, 38, doutor em filosofia pela Universidade Lille 3, é autor de “Badiou and the Philosophers” (Bloomsbury), com Tzuchien Tho. VLADIMIR SAFATLE, 41, é professor de filosofia da USP e colunista da Folha, autor de, entre outros, “A Esquerda que Não Teme Dizer Seu Nome” (Três Estrelas).

LATINOS NOS EUA Leia nesta segunda (14) entrevista com o escritor dominicano Junot Díaz FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha FERNANDO PESSOA Leia ensaio inédito da imortal Cleonice Berardinelli sobre o poeta brasileiro >>folha.com/ilustrissima


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Entrevista FILOSOFIA

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Platão, nosso contemporâneo Alain Badiou revisita ‘A República’ RESUMO Filósofo francês revisita “A República”, de Platão, em livro agora publicado no Brasil, no qual coloca o pensamento do grego em diálogo com questões atuais. Nesta entrevista, Badiou comenta, além do recente trabalho, temas como a ascensão da direita na França e a sua visão da ecologia como um novo “ópio do povo”.

GIUSEPPE BIANCO VLADIMIR SAFATLE

Responsável por uma obra baseada na centralidade do conceito de “acontecimento” e em uma tentativa original de recuperação da ontologia a par-

tir de sua aproximação com as matemáticas, Alain Badiou é um dos filósofos mais relevantes do cenário atual. Professor emérito da Escola Normal Superior, o francês nascido no Marrocos em 1937 sempre aliou seu interesse filosófico a um sólido engajamento político, seja no interior das discussões sobre o destino mundial da esquerda, através de debates sobre a recuperação possível do comunismo, seja na luta contra políticas de discriminação de imigrantes, entre tantos outros temas com os quais ele se envolveu nas últimas décadas. Entre as bases que sustentam tanto sua experiência filosófica quanto sua atitude militante está o pensamento de Platão. Agora, sai no Brasil sua “tradução” de “A República”. Há que se colocar “tradução” entre aspas porque se trata, na verdade, de uma reescrita na qual problemas contemporâneos aparecem repostos no interior das estratégias textuais de um escritor milenar. Como diz o título, é “A República de Platão Recontada por Alain Badiou” [trad. André

Telles, Zahar, R$ 59,90, 384 págs.; R$ 39,90, e-book]. “Platão é nosso contemporâneo”, dirá Badiou. Assim, pelas suas mãos, o grego aparece, por exemplo, como um defensor de um comunismo por vir que muito teria ainda a dizer a respeito de nossa situação atual. Hoje, porém, boa parte do pensamento vê em Platão seu antípoda. Badiou procura inverter esta operação, transformando o filósofo grego naquele capaz de pensar o que nosso tempo teima em não querer pensar. Nesta entrevista, ele explica suas razões. Folha - Sua versão de “A República” é o resultado do seminário “Para hoje: Platão!”, que o sr. apresentou por quatro anos (2006-10) na Escola Normal Superior. Qual é, para o sr., a importância do seminário como formato e de sua atividade no ensino, de forma geral? Alan Badiou - Particularmente, esse seminário sobre Platão teve uma grande importância para mim. Mas, em geral, cada seminário é algo da ordem de

um laboratório, no qual testo publicamente teses e lanço hipóteses. Faço isso há muito. Trata-se, a partir do público e das pessoas presentes, de se interrogar sobre as condições de um ensino, a saber, sobre a transmissibilidade das verdades. O seminário, como todo ensino, é o lugar da transmissão de verdades. Entrando diretamente em seu projeto de reconstruir “A República”, por que recuperar Platão no momento atual? Qual a função dessa operação filosófica? O século 20 foi radicalmente antiplatonista. A desqualificação de Platão esteve tanto na recuperação heideggeriana do ser quanto no neopositivismo anglo-saxão ou em um certo marxismo, que definia Platão como “ideólogo de proprietários de escravos”. Nesse sentido, a razão positiva de minha empreitada consiste em mostrar como Platão nos permite combater aqueles que sempre foram os inimigos da filosofia, a saber, o sofismo, o ceticismo que não acredita

na existência de verdades e que hoje está tão presente. Platão nos permite compreender como é possível expor o pensamento à sua potência universal, como é possível para todo e qualquer um entrar no movimento das verdades. Mesmo se as verdades apareçam em um contexto ligado a um acontecimento, elas permanecem e têm um caráter universal. Como o seu platonismo trata, por exemplo, a afirmação de Gilles Deleuze, para quem as ideias platônicas estariam submetidas a uma lógica da fundamentação profundamente normativa, ligada à noção de representação e avessa à produção de diferença? Creio que, no final das contas, Deleuze tem um leitura bastante clássica de Platão; suas críticas são as que sempre foram feitas. Não me parece que haja alguma inovação em, por exemplo, contrapor o caráter eterno da ideia à fluidez do movimento da vida, que podemos também encontrar em Bergson e mesmo em Nietzsche. Note que Deleuze

foi, como Heidegger, uma espécie de pré-socrático, no sentido em que os gregos se referiam a eles, como físicos, como pensadores de uma totalidade que se desdobra na fluidez da vida. Neste sentido, Platão permitiu à filosofia referir-se a si, independente de toda contemplação acabada do universo. De que modo o sr. compreende interpretações como as dadas por Pierre Hadot, que definem a filosofia grega como uma questão de exercício e de ascese espiritual? Creio que a concepção da filosofia como exercício espiritual continua profundamente ligada a uma figura religiosa do ato filosófico. A partir dessa orientação, trata-se de uma prática cotidiana que se aparenta, de certa forma, à oração. Eu insistiria, ao contrário, que a filosofia tem a ver diretamente com certo tipo de saber que reestrutura a experiência de todos e possui uma dimensão universal. Foucault retomou a orientação que você menciona, sublinhando como a filosofia era uma prática ligada ao cuidado de si.


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Crônica

3 A Alemanha é muito melhor que o Brasil RESUMO Conto escrito especialmente para a “Ilustríssima”, depois da derrota do Brasil para a Alemanha dia 8. André Sant’Anna é autor do romance “O Paraíso É Bem Bacana”, sobre futebol.

ANDRÉ SANT’ANNA FOTOGRAFIA THIERRY DES FONTAINES

Ela amava o João Gilberto e pensava que um povo capaz de fazer aquela música devia ser o povo mais maravilhoso do mundo. Ela tinha assistido “Bye Bye Brasil” no cinema umas cinco vezes. Ela ficou completamente entusiasmada com o “Macunaíma”, do Antunes Filho, no teatro, lá na Alemanha. Ela não ligava para futebol, até perceber que o futebol era a maior expressão cultural do Brasil. E ela perguntou para o pai sobre o futebol brasileiro e o pai dela disse que o futebol brasileiro era um negócio mágico, mítico, poesia, e falou sobre os lançamentos em profundidade do Gérson para Pelé e Jairzinho e sobre o Clodoaldo driblando vários italianos sem tocar o pé na bola, na final de 70, e um tal quadrado mágico que ele tinha visto, ao vivo, na Espanha, em 1982, o Toninho Cerezo, o Falcão, o Sócrates e o Zico. Ela não entendia nada dessas coisas, mas ela sentia uma beleza muito rara naquelas histórias que o pai dela contava. E quando passava um jogo do Brasil na televisão, lá na Alemanha, ela assistia. Ela achava incrível como os brasileiros eram tão diferentes uns dos outros e tão iguais uns aos outros, a tal mistura de raças. Havia um louro muito louro, muito claro, e um negro muito negro, preto, e, entre o louro e o preto, havia todas as tonalidades de cor, branco, bege, marrom, negro, e ela não aguentou mais viver longe do

Brasil, aprendeu português e se sentou ao lado da Guiomar, no avião, quando voou para se misturar no Brasil. A Guiomar era o grande amor do Didi Folha-Seca e o Didi estava na poltrona ao lado da Guiomar, no corredor. E o amor de Didi e Guiomar era uma das histórias míticas do futebol brasileiro e ela não sabia quem era a Guiomar, mas achava lindo que, no Brasil, uma branca demonstrasse tanto amor por um negro. O Didi sempre se levantava para andar no corredor, por causa do problema na coluna, e a Guiomar ensinou para ela uma receita de moqueca de peixe e depois disse que o Didi ali era bicampeão do mundo e tinha feito o primeiro gol do Maracanã, o maior estádio do mundo, palco da poesia do Garrincha, aquela figura inacreditável. E ela pegou um autógrafo com o Didi, que parecia um rei com aquela elegância toda, e mandou para o pai dela, lá na Alemanha, assim que desembarcou no Rio de Janeiro, com a alma cantando. E ela conheceu o Brasil todo e amou o Brasil, essas alemãs valentes, de mochila nas costas. Ela conheceu umas aldeias de pescadores que

Ela não ligava para futebol até perceber que o futebol era a maior expressão cultural do Brasil [...] que o futebol brasileiro era um negócio mágico assavam uns peixes para ela, numas praias desertas, à luz da lua, os caiçaras tocando viola, rabeca e pandeiro, as mulheres cantando e batendo palmas. Ela cantou e bateu palmas vários dias seguidos, na Bahia, no Pelourinho daquela época que já faz uns trinta anos, e aprendeu capoeira e bebeu cachaça pelo gargalo e nem ficava de porre, só ficava feliz. Ela navegou pelo rio Amazonas, olhava para a floresta e parecia que a floresta respirava forte, parecia até que Deus existe. E pegou carona de caminhão e ouviu

histórias incríveis do Brasil. Ela viveu numa aldeia de índios e dançou com os índios e nadou nua naqueles rios, naquelas cachoeiras, com as crianças da aldeia, e chegou em São Paulo com o cabelo louro cortado que nem o dos índios, cheia de colares e pulseiras de miçangas e um brinco com três penas de arara, uma azul, uma amarela e outra vermelha. Ela achou a cidade de São Paulo meio feia no começo, mas depois foi descobrindo aquela imensidão, os italianos, os japoneses, os espanhóis, os libaneses, e começou a achar aquilo tudo muito louco, muito interessante, foi gostando cada vez mais daquela gente. Sentiu ternura até pelo porteiro da pensão barata onde morou, no centro da cidade, que, ao descobrir que ela era alemã, falou assim, achando que ia agradar: “Heil Hitler”. Ela viveu por muitos anos no Brasil sem voltar para a Alemanha. Ela não queria saber de Alemanha. Até que o Brasil se tornou o melhor país do mundo e o povo brasileiro se tornou o povo mais maravilhoso do mundo. Em toda parte, na televisão, ela ouvia dizer o quanto o Brasil estava ficando bom, melhor em tudo, se tornando uma potência econômica, querendo um lugar no Conselho de Segurança da ONU, um lugar na Opep, o presidente dos Estados Unidos dizendo que o presidente do Brasil era o cara, o presidente do Brasil dizendo para os brasileiros que eles poderiam ter carros incríveis, viajar de avião, e que os brasileiros deveriam consumir muito, comprar muitas coisas como batata frita, home theater e aqueles iogurtes que ajudam as mulheres a baixar o acúmulo. E tudo começou a ficar proibido e um dia, quando ela tirou a parte de cima do biquíni, na praia maravilhosa, uns brasileiros melhores do mundo fizeram um círculo em volta dela e jogaram areia nela e dois policiais melhores do mundo ordenaram que ela botasse a parte de cima do biquíni, já que no Brasil só pessoas do sexo masculino podem ir à praia sem camisa. Depois de muitos anos, ela

foi visitar os pais dela, lá na Alemanha, em Berlim, e notou que havia muita mistura de raças por lá. Árabes amando japonesas, africanas de mãos dadas com finlandeses, curdos com filhos mulatos e, no rádio, lá na Alemanha, tocava João Gilberto, Hermeto e Itamar Assumpção que não tocava no Brasil e ela percebeu que os alemães estavam

sempre sorrindo, que os rios estavam todos limpos, que as bibliotecas e centros culturais estavam repletas de crianças negras aprendendo. Na volta dela, o Brasil sediava a maior Copa do Mundo de todos os tempos e ela viu, na televisão, os jogadores alemães dançando com os índios amigos dela e vestindo a camisa do Bahia, todos

sempre sorrindo, e o narrador dos jogos da televisão dizendo como os alemães eram frios, pragmáticos e como os brasileiros estavam ensinando os alemães a serem felizes. E, na semifinal da Copa, aos 30 minutos do primeiro tempo, ela descobriu que a Alemanha era muito melhor do que o Brasil. Inclusive no futebol.


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Imaginação

PROSA, POESIA E TRADUÇÃO

4 Aniversário brasileiro Uma crônica do 8 de julho

RESUMO O autor é um dos principais escritores contemporâneos vivos de de língua alemã. Ingo Schulze escreveu esta crônica especialmente para esta edição da “Ilustríssima”.

INGO SCHULZE TRADUÇÃO MARCELO BACKES

Uma história sobre o jogo? Num jornal alemão, li que a probabilidade do resultado estava na relação de 1 para 7.000. Minha história tem uma probabilidade maior, mas começa com três acasos. Primeiro: o dia 8 de julho era o último dia de aulas antes das férias de verão, e minha filha mais velha, Clara, fazia 12 anos. Ela quis ganhar uma nova mochila de presente, porque agora entrará no ginásio, e uma bandeira brasileira. Ela ama o Brasil por causa das araras, ela sabe muito sobre araras e seu quarto é uma espécie de gabinete de araras. Ela inclusive me cobra por jamais tê-la levado ao Brasil. Ao Rio que seja, se a Manaus não dá. O segundo acaso: minha namorada, de quem ela ganhou a bandeira do Brasil, fez uma palestra sobre a literatura alemã contemporânea à tarde, e leu afinal de contas, todo mundo está falando de futebol, e apenas de futebol um trecho do meu romance Vidas Novas, no qual tento descrever a improbabilidade, ainda assim lógica, dos acontecimentos que levaram à queda do Muro de Berlim, 25 anos atrás, comparando tudo com um jogo da Copa dos Campeões da Europa de 1986. Nas quartas de final, o Dínamo de Dresden havia ganho por 2 x 0 em casa, contra o Bayer Uerdingen e, em Uerdingen, o primeiro tempo terminara em 1 x 3 para o Dínamo, que, no entanto, perdeu por 7 x 3 e acabou desclassificado seis gols num só tempo de jogo! Terceiro acaso: no dia 8 de julho de 1990, a Alemanha (Ocidental) ganhou a decisão da Copa do Mundo contra a Argentina. Um pouco mais tarde, quando o conceito enganador do fim da história foi popularizado por Francis Fukuyama, a vitória na Copa do Mundo foi adotada como a metáfora do fim da história alemã. Franz Beckenbauer, na época treinador da seleção da Alemanha, disse mais ou menos o seguinte: que lamentava muito pelo mundo, mas que agora, sorry, quando os talentos futebolísticos da Alemanha Oriental ainda se juntariam aos ocidentais, a Alemanha seria imbatível por um bom tempo. Clara e eu fomos a um bar de tapas, distante apenas alguns metros da porta de nossa casa, e achamos um lugar na terceira

fila diante da televisão, protegidos da chuva por uma marquise. Clara desdobrou sua bandeira do Brasil. Os garçons contemplaram a cena com gosto. Dois deles vestiam a amarelinha da seleção brasileira. Para desgosto de outros, que já acenavam havia eternidades, nós fomos servidos imediatamente. No jogo do Brasil contra o Chile eu torci pelos chilenos, no jogo da Alemanha contra a Argélia, pelos argelinos. Quando se trata de clubes, eu torço pelo Borussia Dortmund sempre! Sempre mesmo! Mas, no caso da seleção alemã, sou um torcedor incerto. Dessa vez eu me inclinava a torcer pela Alemanha, mas não podia nem queria deixar que isso fosse notado assim de cara. Ninguém, afinal, gosta de deixar a filha sozinha. Logo percebemos que valeu a pena ter ido, os ataques se sucediam de um lado a outro. No escanteio alemão, o narrador perguntou: Onde está Hummels?... Com Dante! que diálogo literário! Mas então acabou sendo Müller o autor do gol. Todos vibraram, menos Clara. Eu senti que meu braço direito estremeceu, minha mão se fechou num punho. Clara sorriu, tirou a bandeira do colo e a estendeu em torno dos ombros. Agora a seleção alemã afundaria sob os ataques maciços e furiosos dos brasileiros. A vantagem precoce não era boa, era boa apenas para Müller! E então o 2 x 0. Um garçom de camiseta amarela ficou em pé ao lado de Clara, viu o replay e sacudiu a cabeça! Depois da derrota de seus espanhóis por 5 x 1 no primeiro jogo contra a Holanda, nada mais poderia abalar Clara. A noite está longe de chegar ao fim!, tentei encorajá-la. O que aconteceu em seguida não tinha mais nada a ver com futebol. Ou até era futebol, mas futebol de um tipo inacreditável. Eu por acaso já não vivenciara isso um dia em 1986? Seis gols num só tempo de jogo? Quer dizer que tudo aquilo não passava de uma repetição, de mais uma tragédia anunciada? E não fazia pouco mais de um ano que a Alemanha ganhava de 4 x 0 contra a Suécia? E o jogo terminou 4 x 4! Talvez eu esteja apenas imaginando tudo isso: mas a alegria com os três gols que vieram a seguir era cada vez mais intensa, os gritos cada vez mais altos, mas também mais breves. A surpresa era demasiado grande. Mais tarde, no 4 x 0 marcado por Kroos, aprendi a controlar minha mão direita. Clara ajeitou seu manto e por isso acabou erguendo a bandeira um pouco. Alguém aplaudiu. Agora é que vocês vão ver!, exclamou uma voz de homem. Jamais vi jogadores tão perdidos como naqueles minutos. Pensei que a qualquer momento o jogo seria interrompido. Já não era mais justo o que estava acontecendo. Aquilo não tinha mais nada a ver com esporte, era uma aniquilação. Por que não fazem uma pausa? Escrevi um torpedo à minha namorada: Será que isso também não é terrível, por um lado? Antes mesmo de enviá-lo,

o quinto gol foi marcado. Eu passei a temer por Clara. Ainda está torcendo pelo Brasil, filha?, perguntei. Pai! Mas é claro! Estranho o fato de eu achar bom vê-la sentada ali com uma bandeira brasileira; se estivesse com uma bandeira alemã ela certamente não teria me agradado. Por acaso uma bandeira brasileira não é exatamente tão ridícula quanto uma alemã? Uma vez que não houve mais nenhum gol até o intervalo, tive tempo de refletir a esse respeito. A respeito da minha relação fraturada com tudo aquilo que tinha a ver com aspectos nacionais, e que acaba caiando e disfarçando as relações verdadeiras entre amigos e inimigos pelo menos cem anos após o começo da Primeira Guerra Mundial. E também pensei que ninguém usa a seleção alemã em seu próprio proveito com tanta habilidade quanto Angela Merkel. Mas nem de longe só Angela Merkel! No começo da Copa do Mundo eu me senti como há alguns anos com o Tour de France. Eu gostava de ver a competição dos ciclistas na televisão. Mas agora, depois de todos esses escândalos de doping, eu só conseguia achar a corrida ridícula. A Fifa, os protestos no Brasil, os escândalos de apostas pareciam alcançar o mesmo efeito. E mesmo assim minha mão se cerrava num punho? Por quê? No intervalo, as pessoas saíram do bar aos borbotões para fumar ou apenas para se mexer. Clara, com sua bandeira em torno dos ombros, não parava de responder a perguntas, era consolada, apontavam para ela mostrando compadecimento. Os garçons, disputados por todos, chegavam até a nossa mesa sem que os chamássemos. E logo recebíamos mais um refrigerante, mais uma cerveja. Os outros acabaram por se curvar às circunstâncias. Na televisão, o noticiário. Ataques a Gaza, guerra. As conversas sobre futebol eram altas demais para que se pudesse entender alguma coisa; por outro lado, ninguém estava interessado naquilo. Uma mulher chegou e perguntou se podia se sentar à nossa mesa. Ela estava vendo o jogo sozinha em casa e em dado momento não aguentou mais: De repente senti medo de que aquilo estivesse passando só na minha televisão! No começo do segundo tempo, passava um pouco das 23h, Clara ficou cansada. Será que ela se incomodava com o fato de o pai e os outros a tratarem como uma doente, ou como alguém ferido depois de um acidente de carro, ou será que ela percebia aos poucos que era a estrela secreta do bar? E então veio o gol do Brasil, e o incômodo de Neuer e companhia com o gol, o gol de honra: que vergonha! Clara e eu debochamos dele esse CDF tão talentoso! Quando finalmente vamos ao Brasil?, perguntou Clara. Tentei pagar a conta. O garçom fez um gesto, mostrando que eu deixasse pra lá. Nem mesmo a cerveja? Tudo certo!, exclamou o garçom.

ODYR/cartum


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Diário de Berlim O MAPA DA CULTURA

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O milagre de BH Para alemães é natural alimentar micos alheios

SILVIA BITTENCOURT

O maior jogo de futebol da Alemanha desde “o milagre de Berna”. Foram vários os comentaristas que aqui lembraram, por ocasião da recente vitória massacrante sobre o Brasil, da conquista da Copa pela Alemanha na Suíça, em 1954. Um pouco como o Maracanazo (e agora o Mineiraço) no Brasil, o jogo em Berna marcou a história do futebol na Alemanha. Mas em um aspecto positivo. Na final daquela Copa, a favorita Hungria fez dois gols nos primeiros oito minutos de jogo. Em vez de amarelar de vez, porém, o time alemão empatou dez minutos depois, para virar no segundo tempo e vencer por 3 a

2, tornando-se campeão do mundo pela primeira vez. Muitas curiosidades envolveram a partida naquele 4 de julho chuvoso – um dos heróis da Alemanha, por exemplo, foi o capitão Fritz Walter (1920-2002), que, por causa de uma malária contraída no cativeiro, depois da Segunda Guerra, só conseguia jogar bem no molhado – tanto que ela virou filme em 2003, “O Milagre de Berna”, de Sönke Wortmann. Este, aliás, é o mesmo diretor de “Alemanha - Uma Lenda de Verão”, documentário sobre a Copa do Mundo de 2006 no país, quando a equipe do então técnico Jürgen Klinsmann levou a nação ao delírio com um mero terceiro lugar. Agora a Alemanha vive no Brasil o seu “milagre de Belo Horizonte” e a sua “lenda de verão”, simultaneamente. Há 60 anos, quando par-

tiram desacreditados para a Copa na Suíça, os jogadores alemães deixavam para trás um país ainda destroçado pela Segunda Guerra Mundial. E voltaram como heróis. Já os meninos do técnico Joachim Löw foram para o Brasil deixando para trás uma opinião pública notadamente cética e desconfiada. Mas é certo que também serão recebidos de volta como heróis, independentemente do resultado de hoje. Simpatia Não faltaram nestas últimas semanas fotos, “selfies” e vídeos mostrando a equipe alemã como um grupo alegre e aberto aos brasileiros. Divulgar este material pode até ter sido uma boa jogada de marketing, mas o fato é que ele tem um lado autêntico. Ali, estão imagens dos jo-

gadores dançando com os índios pataxó de Santa Cruz Cabrália, vilarejo baiano que serviu como concentração do time alemão, arriscando uma capoeira ou vestindo o uniforme de times locais. Em outras, alimentam micos-estrela e fotografam insetos. Nada mais alemão do que ir atrás da natureza, das origens e dos costumes de um país exótico. Cantar vitória Apesar da frente fria e da chuva que assolou a Alemanha na última semana da Copa, prejudicando as festas do “7 a 1” e os happy-hours a céu aberto nos bares e cervejarias, o país é uma alegria só, nos jornais, rádios e TV. Ninguém parece ouvir o pedido de prudência vindo do técnico Löw, que odeia cantar vitória. Os comentários nas redes sociais mudaram de tom,

passando da descrença típica alemã para a euforia. Sobre o massacre de terça-feira, muitos leitores citaram em comentários na internet uma das manchetes da semana do jornal sensacionalista “Bild”: “Uma vitória para a eternidade”. Prejuízo Aparentemente, os únicos alemães que não gostaram da lavada sobre o Brasil foram os comerciantes que vinham oferecendo desconto de 10% para cada gol feito pelo time de Löw. Desde quarta-feira, muitos estabelecimentos comerciais do país, do ramo da moda ao da jardinagem, vêm registrando enxurradas de fregueses, atrás de descontos de até 70%. Espertinhos até tentaram remarcar preços na madrugada do dia 9, horas após o Mineiraço. Mas foram descobertos e voltaram atrás.


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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIA 08-07-14/FOLHAPRESS

A partida infinita Belo Horizonte, 2014

Jogadores da Alemanha comemoram quarto gol no Mineirão

6 MARTÍN CAPARRÓS TRADUÇÃO CASSIANO ELEK MACHADO FOTOGRAFIA MOACYR LOPES JUNIOR

Zero a dois. Zero a três. Zero a quatro. Zero a cinco. Às vezes, muito de quando em quando, acontecem coisas que nunca haviam ocorrido. Houve, no Mineirão, sete minutos que transcorreram um pouco além de qualquer lógica, mas do lado de cá da história. Entre os minutos 23 e 29, quatro gols acabaram com qualquer esperança brasileira e nos deram, a centenas de milhões, essa sensação extraordinária de estar vendo o que não pode acontecer: encarar o impossível. A partir desse momento, já nada importava: tudo era irreal, como se falsificado. Já não importava que esses gols alemães tivessem contado com a cumplicidade estranhíssima, inegável, da fraqueza e do

descompasso da defesa brasileira. Já não importava que o marechal da derrota, Luiz Felipe Scolari, houvesse jogado na fogueira um par de jogadores, substituindo-os no intervalo. Já não importava que seu projeto antifutebol, sua renúncia à tradição de seu país, tivesse afundado seu país na vergonha. Já não importava que tivessem se convencido de que podiam ganhar o campeonato sem jogar nada: só na força, só na camisa amarela, só no blablablá. Já não importava que acreditassem que o futebol não era o futebol. E não importava que a Alemanha tivesse jogado uma partida assustadora, com uma movimentação perfeita da bola e dos jogadores, que giravam e apareciam e desapareciam e se destacam como se fossem uma máquina germânica. E importava menos que tenham recorrido a velhos códigos de pelada de rua para não golear além do necessário: para serem condescendentes com suas vítimas. E menos ainda que milhares de torcedores brasileiros tenham tirado sarro de

seus próprios jogadores, fazendo coros de olé para os passes de seus algozes. E menos, menos ainda, que gente tão sábia como José Mourinho ou Edson Pelé tenha anunciado sem a menor hesitação a vitória brasileira. Começava a importar a história: como se contará, de agora adiante, essa noite impensável. Até o momento parece se impor a obrigação da catástrofe: falou-se tanto, nos últimos meses, o quão tenebroso seria para os brasileiros não ganhar sua Copa que agora milhões terão de encontrar suas maneiras de viver o naufrágio. Serão, sem dúvida, dias duros para muitos. Mas, depois, este jogo continuará a ser jogado. Será jogado ao infinito. Às vezes, muito de quando em quando, acontecem coisas que justificam tudo. De súbito, em algum momento, talvez quando o sexto gol culminou a melhor jogada coletiva do torneio, soubemos para que haviam realizado este Mundial: para que, enquanto houver futebol, o futebol se lembre desse jogo.


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Grupos locais abrirão o show do Revelação (92) 3090-1042

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FVO confirma festival

‘Louvarei’ para setembro D

epois de receber quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, a Arena Amazônia Vivaldo Lima tem um novo espetáculo previsto para marcar o “pósCopa”. No dia 12 de setembro vai receber a 6ª edição do Festival da Música Gospel “Louvarei”. A confirmação do evento foi dada na sexta-feira (11) pelo diretor-presidente da Fundação Vila Olímpica (FVO), Aly Almeida, responsável pelo gerenciamento do estádio, em reunião com a Di Campos Produções e representantes do Grupo Raman Neves de Comunicação, que apoia o show. “A data está confirmada e apenas aguardo uma decisão da Casa Civil do governo quanto ao valor a ser cobrado pelo aluguel do espaço que ainda inclui uma equipe móvel pertencente aos quadros da arena”, afirmou Almeida. A expectativa dos organizadores é de que 60 mil pessoas acompanhem o espetáculo, que terá quatro atrações nacionais: Thalles Roberto (que se tornou famoso ao tocar ao lado de expressões da música nacional, como Jota Quest, Jammil e Uma Noites e Ivete Sangalo), Aline Barros (ganhadora de cinco Grammys – o Oscar da música internacional), Bruna Karla (que canta pela primeira vez no festival) e o DJ PV (sensação entre os jovens que apreciam seus hits). “O ‘Louvarei’ é o maior festival de música gospel do Amazonas e o segundo maior do Norte. Ao contrário do que aconteceu nos jogos, nós temos a expectativa de receber cerca de 60 mil pessoas para o evento. Na última edição tivemos 28 mil, mas essa atrairá um público maior, pois grande parte dos fãs não teve acesso aos jogos na Arena e estão na expectativa para saber como é dentro do estádio”, justificou o empresário e organizador do evento, Nailton Campos.

FOTOS:DIVULGAÇÃO

Diretor-presidente da Vila Olímpica apoia a realização do evento de música gospel na Arena da Amazônia Alterações Além de ser o primeiro evento na Arena após o Mundial, é o primeiro evento “não-esportivo” do estádio de Manaus. Para isso, muitas alterações serão feitas. Ainda de acordo com o organizador, todas as medidas necessárias estão bem encaminhadas e o gramado será protegido. “O esquema, claro, em proporções menores, será como um dia de jogo”, comentou. De acordo com o diretorpresidente da FVO, Aly Almeida, antes do “Louvarei” há uma expectativa de um evento, “mas, ainda não foi confirmada a data”. “Muitas empresas têm se mostrado interessadas na Arena para vários tipos de eventos e estamos elaborando um calendário”, comentou, ao ressaltar que o estádio de Manaus é o melhor do Brasil e supera, em sofisticação, até mesmo o Maracanã – palco da decisão de hoje entre Argentina e Alemanha pela final da Copa do Mundo. “Do gramado aos refletores, nossa Arena é a mais moderna do país”, frisou Almeida. Ingressos Os ingressos do festival “Louvarei” estão à venda nas Lojas Disco Laser (rua Barroso, no Centro, e Grande Circular) e na Festiva (Parque 10). Os valores são: VIP (R$ 100); Extra-VIP (R$ 120); Cadeiras (R$ 35) e Camarotes (R$ 70). Os organizadores também dão a opção do público consultar o site da empresa www.dicampos.com. Capacidade Segundo Aly Almeida, a capacidade da Arena da Amazônia é de 44.600, mas com a utilização do gramado esse número sobe para quase 70 mil pessoas. “O que me deixou bastante tranquilo é que os organizadores vão proteger toda a extensão do gramado”, disse.

Aly Almeida (à esquerda), em reunião com Nailton Campos

Os organizadores do evento esperam atrair 60 mil pessoas para o festival na arena


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>> Vitrine >> Domingo (13) é dia de curtir a final da Copa do Mundo. Mesmo sem o Brasil na disputa, acompanhar a decisão pelo título é um bom motivo para se reunir com os amigos e promover um encontro regado a chope gelado e, de quebra, ouvir um bom pagode. No Copacabana Chopperia, o projeto “Pagodão do Copa” reúne todos esses ingredientes em um ambiente com gente bonita e ótima localização na avenida do Turismo. >> Os grupos Amizade do Samba e Pagode dos Amigos sobem ao palco, hoje, para embalar o Pagodão do Lappa. A festa começa a partir das 15h com cerveja Brahma liberada até as 18h. Ainda no domingo acontece a final da Copa do Mundo com a partida entre Alemanha e Holanda. O jogo também será transmitido no bar mais badalado do Vieiralves. >> No dia 26 de julho, o Paço Municipal de Manaus, no Centro, será o palco de uma noite dedicada ao glamour e à beleza da mulher e do homem manauense. Trata-se da entrega da coroa e da faixa para a Miss e para o Mister Manaus 2014. A festa, com apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult, será exclusiva para 300 convidados e irá reunir a imprensa, personalidades e formadores de opinião. O evento leva assinatura do multimídia Waisser Botelho. >> Na próxima quinta-feira, dia 17, inaugura mais um ponto de venda chique na cidade. Desta vez com assinatura da Top Intencional, no aeroporto Eduardo Gomes. O open house é com direito a um charmoso brunch elaborado por Cândida Barbosa, para imprensa e convidados.

A bonita Sheila Jacob no B-day de Kátia Sebben

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

INTERINO GUTO OLIVEIRA

>> Japão no Amazonas

>> Objeto de desejo

. O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Josué Neto, recebeu na última quintafeira, o novo cônsul-geral do Japão em Manaus, Kasuo Yamasaki. . A relação dos japoneses com o Amazonas foi o tema central da visita. O cônsul cumpre agenda de apresentação aos chefes dos poderes constituídos locais e em sua conversa com o presidente lembrou a boa parceria do Consulado com a instituição. . O cônsul Kasuo Yamasaki, que já foi representante diplomático do Japão em Manaus na década de 1980, ouviu do presidente Josué Neto elogios à participação dos japoneses na economia e na cultura amazonense. O cônsul, por sua vez, destacou a importância econômica das empresas do Japão no Polo Industrial de Manaus (PIM), que hoje tem menos de 10% das indústrias, mas gera 25% da produção industrial, além de uma grande geração de emprego e renda no Amazonas.

. A Fendi acaba de anunciar a novidade batizada de Furiosa Fendi. O novo perfume é uma verdadeira joia, que remete a concha de tartaruga. . O perfumista que assina essa fragrância é Francois Demachy. As notas de topo são bergamota da Calábria e pimenta rosa. As notas de coração são aleli, jasmin e gardênia. As notas de fundo são âmbar, incenso e madeira guaiac. A previsão de lançamento é para setembro.

>> Copa do Mundo . A grife Louis Vuitton publicou uma foto em sua página oficial do Facebook, na última semana, falando do orgulho de produzir o case que guarda a Taça da Copa do Mundo. Juntamente com a preciosidade está a modelo brasileira Gisele Bundchen, que promete causar frisson hoje, durante a final do Mundial.

>> Premium . Para aqueles que preferem estar mais próximos do ídolo Xande de Pilares, com conforto, tranquilidade, acompanhado dos amigos e tendo a melhor vista do evento, a opção é a Mesa Premium. . A novidade é que quem compra a Mesa Premium também tem acesso à área VIP do show. Os integrantes da mesa ganham ainda uma garrafa de Red Label. Os lugares são limitados e quem estiver à mesa poderá sentir a emoção de acompanhar de perto o último show de Xande à frente dos vocais do grupo Revelação.

A aniversariante da temporada Kátia Sebben e sua Ruth Prestes, no Bistrô Zefinha

CINE & VÍDEO

Parceria entre cinema e literatura O Cine & Vídeo Tarumã, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), apresenta esta semana uma mostra de filmes premiados que tomaram como base obras literárias. E, com esse propósito de demonstrar o encontro entre a literatura e a sétima arte, serão exibidos os filmes “12 Anos de Escravidão”, “Os Descendentes” e “Memória de Minhas Putas Tristes”. As sessões são realizadas às segundas, quartas e sextas, sempre a partir de 12h30, com entrada franca, no Auditório Rio Negro, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (Setor Norte do Campus Universitário). Amanhã, a atração é o longa “12 Anos de Escravidão”, dirigido por Steve McQueen. O roteiro é baseado na obra autobiográfica homônima de Solomon Northup, escrita em 1853. É a história de um escravo que precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de 12

anos, passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, explora seus serviços. O filme venceu o Oscar 2014 nas categorias Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante (Lupita Nyong’o). Acidente Na quarta-feira, dia 16, será a vez de “Os Descendentes”, dirigido por Alexander Payne e baseado na obra homônima de Kaui Hart Hemmings. Ambientada no Havaí, a produção apresenta a história de Matt King (George Clooney), um homem cuja esposa entra em coma após um acidente de barco. Ele, então, precisa cuidar das filhas Scottie e Alexandra, que estuda e vive em outra ilha do arquipélago. Quando é informado pelos médicos que sua esposa irá morrer em breve, Matt resolve

trazer Alexandra de volta e conta com a ajuda dela para revelar a notícia aos amigos e familiares, de forma que eles possam se despedir de Elizabeth ainda em vida. Mas, Alexandra surpreende o pai ao contar que sua mãe o estava traindo. O filme venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. A programação do cine clube será fechada na sexta-feira, dia 18, com a exibição de “Memória de Minhas Putas Tristes”, baseado em livro de Gabriel García Márquez. O filme tem direção de Henning Carlsen e conta a história de um solteiro convicto que nunca conseguiu se relacionar a fundo com uma mulher desde a morte da mãe. As mulheres de sua vida foram sempre prostitutas. Mas, às vésperas de completar 90 anos, ele pede à dona de um bordel que lhe apresenta uma jovem de 14 anos e, já no fim da vida, vai finalmente descobrir o que é estar apaixonado. DIVULGAÇÃO

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O ator Michael Fassbender (à esquerda) marca presença no drama “12 Anos de Escravidão”


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TELEVISÃO

Atriz vai interpretar a cantora Maria Callas O novo projeto da atriz Meryl Streep – vencedora de três Oscar e com outras 15 indicações ao prêmio na carreira – será interpretar a cantora de ópera Maria Callas (19231977), em um filme da HBO. O longa “Master Class” será baseado na peça de mesmo nome do dramaturgo Terrence McNally, vencedor de um prêmio Tony por sua adaptação de “O Beijo da Mulher Aranha”. Segundo informou a HBO pelo Twitter do canal, o filme será dirigido por Mike Nichols, responsável por longas como “A

Primeira Noite de um Homem” (1967), “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1966) e, mais recentemente, “Closer: Perto Demais” (2004). O diretor já trabalhou com Streep anteriormente nos filmes “Silkwood – O Retrato de uma Coragem” (1983) e “A Difícil Arte de Amar” (1986), e na minissérie “Angels in America” (2003). A HBO apresenta hoje uma das maiores produção de séries, minisséries e filmes para a TV, tendo recebido, ao todo, 99 indicações ao Emmy deste ano. DIVULGAÇÃO

James Franco (à direita) divide a cena com Seth Rogen

Coreia do Norte repudia

filme de James Franco Autoridades reprovaram em carta para a ONU a produção ‘The Interview’, sobre dois jornalistas que são convocados para matar o líder norte-coreano

A Meryl Streep estrela o filme “Master Class”, da HBO

utoridades da Coreia do Norte enviaram uma carta de reclamação ao secretáriogeral da ONU, Ban Ki-moon, repudiando o filme estrelado por James Franco e Seth Rogen, “The Interview”. No longa, que estreia nos EUA em outubro, James Franco e Seth Rogen são dois jornalistas que conseguem uma entrevista com o líder norte-coreano, e acabam convocados pela CIA para matá-lo.

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FESTIVAL

Cinebiografia de Paulo Coelho abre o Festival de Paulínia, no dia 22

Filme em pré-estreia mundial Os organizadores do Festival de Paulínia divulgaram na sexta-feira (11) a programação completa dos filmes exibidos durante o evento, que ocorre entre os dias 22 e 27 de julho, na cidade do interior de São Paulo. Somandose aos filmes nacionais já revelados anteriormente, sete longas estrangeiros terão suas estreias durante o festival. São eles “O Samba”, de Georges Gachot (França), “As Férias do Pequeno Nicolau”, de Laurent Tirard (França), “A Pedra da Paciência”, de Atiq Rahimi (Afeganistão), “Geronimo”, de Tony Gatlif (França), “Paraíso”, de Mariana Chenillo (México), “O Casamento de May”, de Cherien Dabis (EUA), e “A Imigrante”, de James Gray (EUA). Este ano marca a volta

do festival com uma programação internacional, a primeira desde 2011. No ano passado, uma edição enxuta do evento aconteceu em dezembro, com seis filmes na programação e

SELEÇÃO

O Festival de Paulínia é realizado na cidade do interior de São Paulo e, este ano, sete longas estrangeiros vão estrear durante o evento, entre eles, o afegão “A Pedra da Paciência” sem mostra competitiva. A abertura, no dia 22, terá a pré-estreia mundial do longa “Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho”, de Daniel

Augusto, e contará com a presença de nomes como Abel Ferrara, Jacqueline Bisset, Georges Gachot, Martinho da Vila, Toni Gatlif e Matheo Boisselier. Já o encerramento terá a exibição do longa “Bem Vindo a Nova York”, longa dirigido por Ferrara no qual Gerard Depardieu interpreta um viciado em sexo que comete uma agressão sexual contra uma empregada de hotel. O filme é baseado nos escândalos do ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn. Na cerimônia haverá ainda uma homenagem ao cineasta Cacá Diegues. Todas as sessões de filmes no Festival serão abertas ao público e terão entrada franca, sujeita à lotação do teatro. Os horários de exibição dos filmes podem ser vistos no site www.pauliniafilmfestival.com.br.

Segundo a revista “The Hollywood Reporter”, na carta, datada do dia 27 de junho, o embaixador da Coreia na ONU, Ja Song Nam, acusa os EUA de “patrocinarem o terrorismo” e cometerem “um ato de guerra” ao permitirem que tal filme seja feito. “Permitir a produção e distribuição de um filme sobre o assassinato de um chefe soberano de Estado deveria ser considerado o mais indiscreto apoio ao ter-

rorismo, assim como um ato de guerra”, diz a carta. “As Nações Unidas deveriam tomar ações imediatas e apropriadas para banir a produção e distribuição do filme já mencionado; do contrário, será completamente responsabilizada por encorajar e patrocinar o terrorismo”. Em junho, representantes do país asiático já haviam manifestado seu descontento em relação à produção, dizendo que o longa mos-

tra “o desespero do governo e da sociedade americana” e que “se a administração americana for conivente com a exibição do filme, estará chamando por contrapontos fortes e impiedosos”. O ator Seth Rogen respondeu às declarações em seu Twitter. “As pessoas geralmente não querem me matar por um dos meus filmes antes de pagarem US$ 12 para vê-los”, escreveu.


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RESENHA

Rumo ao horror

César Augusto de Oliveira é jornalista

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Friedlich (Juraj Kukura) e sua filha Erika (Sharon Brauner) com o bebê desta; e vários outros personagens unidos pela mesma trágica sorte. A viagem dos prisioneiros acaba se prolongando por cerca de uma semana, piorando as condições dentro do trem. Além da falta de alimentos e de higiene, a loucura começa a afetar alguns dos aprisionados. No vagão onde a trama se concentra, alguns prisioneiros tentam abrir um buraco no chão aproveitando as longas paradas do trem, na esperança de uma fuga aparentemente impossível, ideia incentivada por Albert Rosen ainda na plataforma de embarque, para a qual atrai Henry Neumann e outros judeus. Serrar as grades do vagão para tentar abrir a porta e permitir a fuga de todos também é uma tentativa desesperada, mesmo sob o risco de caírem sobre os trilhos ou serem baleados pelos guardas nazistas que vigiam os vagões. A cada estação, os pedidos de piedade são ignorados pela população – principalmente por medo dos nazistas – e levam diversão aos soldados que aproveitam cada apelo para revelar seu sadismo – sob efeito de bebida alcoólica, atiravam a esmo para dentro dos vagões lotados ou matando quem se atrevesse a reclamar das privações. Em alguns casos, a água

era conseguida quando os prisioneiros, através das brechas dos vagões ou pelas janelas, atiravam seus últimos pertences como forma de pagar pelo líquido. Escolhas A monstruosidade de um crime como o Holocausto, nesse filme, aponta fatos que acabam sendo, de um modo comovente, bizarros. Em uma cena, os prisioneiros veem, pelas grades do vagão, soldados armando forcas em uma das estações. Apavorados, aguardam pelo pior, mas ao verem que outros homens judeus foram escolhidos para serem mortos ali, abraçam-se em alegria, mesmo cientes do destino igual que os aguardava no final da linha. Ainda assim, continuam tentando abrir o buraco no chão do vagão após tentarem fugas infrutíferas ou fazerem escolhas terríveis para não enfrentarem

as câmaras de gás de Auschwitz: suicídios e assassinato dos próprios familiares. As viagens nos “trens da morte” durante o Terceiro Reich figuram apenas como sequências em outros filmes sobre o Holocausto, como “A lista de Schindler” e “O pianista”, mas aqui esse transporte macabro é o cenário permanente da história. Entram como personagens não apenas vítimas e algozes, mas pessoas que fizeram parte da engrenagem do extermínio. Um dos maquinistas, mesmo ciente da carga que transporta, parece se conformar, mesmo lamentando as condições às quais os judeus são submetidos, e seu colega, aborrecido, acaba por lhe revelar: fora apaixonado por uma judia que acabara sendo assassinada. Naqueles anos de loucura, até mesmo uma tragédia pessoal se tornava banal.

A cada estação, os pedidos de piedade são ignorados pela população e levam diversão aos soldados, que aproveitam cada apelo para revelar seu sadismo - sob efeito de bebida alccólica, atiravam a esmo para dentro dos vagões”

CINEMA DIVULGAÇÃO

PERFIL

m 19 de abril de 1943, 688 judeus remanescentes de Berlim, na Alemanha nazista, foram aprisionados e enviados em vagões de gado para o campo de extermínio de Auschwitz. Essa viagem infernal com destino à morte é contada em “O último trem” (Der letzte zug), traduzido também como “O último trem para Auschwitz”, produção alemã dirigida em 2006 por Joseph Vislmaier e Dana Vávrová. O trajeto dessas centenas de judeus de diversas origens e idades é marcado por privações terríveis e ignoradas pelos algozes nazistas, como falta de água e condições sanitárias nos vagões lotados – episódios que se repetiram por toda a Europa nazista durante a Segunda Guerra Mundial com a implementação da Solução Final. O que se passa durante a viagem fatídica é contado do ponto de vista de vários prisioneiros enfurnados em um dos últimos vagões – o jovem casal Henry e Lea Neumann (Gedeon Burkhard e Lale Yavas), sua filha Nina (Lena Beyerling) e o irmãozinho de colo; o ator idoso Jakob Noschik (Han-Jürgen Gilbermann) e sua mulher Gabrielle Hellman (Brigitte Grothum); o casal Albert Rosen (Roman Roth) e Ruth Zilberman (Sibel Kekilli), que tentam inutilmente fugir antes do embarque; o obstetra dr.

A cena dirigida por Padilha e que conta com Moura foi considerada como injúria pela igreja

Nomes fora do cartaz de filme O cartaz do filme “Rio, Eu Te amo” foi divulgado nesta quinta (10) sem os nomes do diretor José Padilha e do ator Wagner Moura, que fizeram um dos dez curtas que compõem a produção. A decisão acontece após a Arquidiocese do Rio, detentora dos direitos sobre o uso da imagem do Cristo Redentor, vetar a presença da estátua na parte feita por eles. O filme reúne dez histórias feitas por 11 diretores, e faz parte da franquia “Cities of Love”, que já retratou Paris e Nova York. Na história do diretor de “Tropa de Elite” José Padilha, o ator Wagner Moura

salta de asa-delta e, enquanto sobrevoa o Rio, fala com o Cristo sobre suas crises existenciais. A assessoria de imprensa da Arquidiocese do Rio diz que a cena foi considerada uma injúria contra a imagem do Cristo Redentor e vetou o uso de sua imagem ainda em abril. Por causa do veto, o filme será lançado em setembro com nove histórias – sem a de Padilha. Censura Pedro Buarque de Hollanda, da Conspiração Filmes, produtora do longa, diz que o episódio é uma censura à liberdade de expressão e

que houve diversas tentativas de reverter a decisão da Cúria, sem sucesso. “Não podemos entrar em uma briga de anos na Justiça. A versão final tem que ser entregue aos distribuidores internacionais até agosto”, disse. Curiosamente, porém, o Cristo está presente no pôster do filme. De acordo com a assessoria de imprensa da produção, a imagem é usada no cartaz como símbolo da cidade (da mesma forma como aparece em cenas áreas durante o filme), e não como personagem, tal como acontece na história de Padilha.


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

D5

Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate-rebate

TV Tudo Meio assim Não está rolando como os autores da Globo pretendiam as escalações das próximas novelas. Ficou tudo meio parado nos últimos dias, também por causa da Copa do Mundo. Viagem de apresentação Ao longo da semana que se inicia, Luiz Bacci vai viajar por algumas das principais cidades brasileiras, para se apresentar como novo contratado da Bandeirantes. Fortaleza, Brasília e Rio estão no circuito. Bastidor A direção da Bandeirantes tentou até o último momento evitar o Datena de cueca no ar. Mas ele fez questão de cumprir a promessa e mandou confeccionar dois modelos para a ocasião, um nas cores do Brasil e outro da Alemanha. Usou este último. É sério candidato ao Top Five. Justiça se faça Ainda a respeito da Band, mesmo com toda a patrulha instalada, o comentarista Neto foi um dos críticos mais severos da nossa seleção e do treinador Scolari. Preveniu desde

REGI

GLOBO / ELLEN SOARES

Bodas de Rubi Na próxima quinta-feira, 17, em “A Grande Família”, Nenê (Marieta Severo) e Lineu (Marco Nanini) completam 40 anos de casados e têm um encontro com eles mesmos quando recém-casados. Como suas versões jovens, Maria Eugênia Pacheco e Wagner Santisteban, em nova participação. o começo sobre o risco da traulitada e sofreu com isso. No fim deu o que deu. Está pronto O capítulo especial de estreia de “Império”, substituta de “Em Família” na Globo, com estreia dia 21, está pronto, inteiramente gravado. Não há mais o que fazer no tocante a ele. O diretor Rogério Gomes já passou a régua nessa questão. Está pronto 2 A equipe de “Império” promete um curso mais tranqui-

lo na Globo, em relação à atual produção do horário, “Em Família”. O seu pessoal conseguiu abrir uma boa frente. Nesse momento, inclusive, estão gravando cenas do décimo sexto capitulo. Ares de muito especial A Globo vai iniciar 2015, ano do seu cinquentenário, com uma grande festa no “Show da Virada”, escolhido para dar o start nas comemorações. A ideia é produzir algo mais arrojado comparado com os simples musicais realizados até agora.

• “O Clone”, da Glória Perez, está novamente em cartaz na televisão russa. • Bruno Gagliasso está “botando” terror nos amigos, nos preparativos do seu próximo trabalho na televisão, o serial killer da série “Dupla Identidade”... • O ator tem feito o tal “laboratório”, se preparado para gravações consideradas tensas, contracenando com os mais próximos... • Por exemplo, se alguém resolve fazer uma visita a sua casa, ele saca uma corda, amarra a pessoa na cadeira e desfila todo um repertório, típico do assassino em série que fará na Globo... • Essa é apenas uma das muitas situações que ele submete os amigos... • “Dupla Identidade” começou a ser gravada, mas ainda num ritmo tranquilo.

Todo mundo foge da novela Aqui já se deu um toque sobre isso, a estratégia das TVs do cabo em fugir descaradamente da novela das 9 da Globo. Os seus principais lançamentos só entram, propositadamente, quando o capítulo da novela da líder se encerra. No caso do TNT, chega-se ao exagero de iniciar “Falling Skies” após a meia-noite, que pode até variar para 0h40.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Cada vez mais, no Projac, aumentam os comentários de que Miá Mello não irá fazer parte da equipe da próxima temporada do “The Voice” na Globo. Uma outra atriz já estaria sendo procurada para exercer a mesma função, trabalhar no bastidor do programa. Entre os nomes cotados para fazer essa função aparece agora o de Fernanda Souza, futura senhora Thiaguinho.

Márcio Braz E-mail: novoasilva@yahoo.com.br

O porquê da seleção

MÁRIO ADOLFO

GILMAL

ELVIS

A derrota histórica da seleção brasileira na Copa do Mundo 2014 encobre uma série de situações que passa ao largo das análises mais sumárias. Não se trata, com isto, de evidenciar um sociologismo barato ou um psicologismo de taberna, mas mensurar como a nossa história dos sentimentos aliada ao poderio deformador (e por isso esmagador) da grande imprensa brasileira contribuiu para, num primeiro momento, criar um herói e um astro chamado Neymar Júnior, e num segundo momento inferiorizar os demais jogadores e rebaixá-los à “categoria de província”. Com isto, nossos “cracks” já entraram em campo com 7 x 1, de tanto que a imprensa inferiorizou os seus talentos e estagnou suas esperanças – e as nossas. Sabíamos que não estávamos diante de uma seleção de alto nível, melhor, uma escalação de alto nível, mas também não era o pior espécime de futebol. O perfil sentimental e personalístico do povo brasileiro é sempre o diferencial em momentos decisivos. Já vimos isso no esporte, na economia, na política e na cultura. A imprensa tem sido o multiplicador desta índole, o formador principal das opiniões do povo, opiniões esta, muitas vezes irresponsável em análise e percepção. Portanto, culpar unicamente os jogadores e o técnico é abstrato e irresistente. Claro que parte disto tem a ver com eles e com a falta de jogo tático e estratégico (lembram do perfil sentimental e heróico que falei acima?) onde a camisa amarela era assumida como um símbolo insuperável onde só o fato de vesti-la já lhe dava plenos poderes. Mas também é digno de registro a construção falsa sobre a seleção: a imprensa tem

criado e intensificado uma moral como se não tivéssemos em nossa tradição jornalística um grande cronista esportivo como Nelson Rodrigues e Armando Nogueira. Os dois já são um grande exemplo de poder de síntese e análise. Parece que não temos aprendido muito com eles. Mas se sabe que o brasileiro é um povo de fibra e compreensivo. Talvez até demais. O amazonense sofre em parte com o estigma da credulidade, cunhando um termo (leseira baré) por nosso excesso de. A Alemanha é um time preparado para o campo, para a Copa e para ser campeão. É um time pensado, estudado. É frio, concentrado e racional. O Brasil é justamente o oposto: é quente, desconcentrado e dionisíaco por demais. Numa comparação acadêmica, é quase a tese de Sérgio Buarque de Holanda a propósito da colonização hispânica e portuguesa na América. De um lado temos uma colonização extremamente racionalizada que é a colonização espanhola, e de outro uma bagunçada e aventureira, no caso, a portuguesa. Tipo isso Alemanha e Brasil. É fato que se nos voltarmos a compreender nossa personalidade vamos entender muito de nossas reações no último jogo do Brasil, assim como também nossa forma de assimilação e organização. Preparar os craques, os futuros craques, deve ser acompanhado de uma ampla política de educação para o esporte. Pensar e preparar são adjetivos de grandes nações. Parece que temos sido vítimas de ações que visam apenas o alto rendimento de atletas que por milagre chegaram no topo - por oportunidade e sorte, acrescentamos -, esquecendo que o estímulo e o treinamento começam bem antes e não além depois.

Márcio Braz* *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural

O perfil sentimental e personalístico do povo brasileiro é sempre o diferencial em momentos decisivos. Já vimos isso no esporte, na economia, na política e na cultura


D6

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

Programação de TV

SBT

REPRODUÇÃO

BAND

4H55 SANTA MISSA

6H POPEYE

5H55 AMAZÔNIA RURAL

6H30 SANTA MISSA NO SEU LAR

6H25 PEQUENAS EMPRESAS, GRAN-

7H30 SABADÃO DO BAIANO

DES NEGÓCIOS

8H POWER RANGERS + POPEYE

7H GLOBO RURAL

9H30 POPEYE

7H55 AUTO ESPORTE

9H45 INFORMERCIAL – POLISHOP

8H30 ESPORTE ESPETACULAR

10H15 IRMÃO CAMINHONEIRO

11H45 ESQUENTA

– BOLETIM

13H05 PRÉ-HORA (CERIMÔNIA DE

10H20 PÉ NA ESTRADA – BOLETIM

ENCERRAMENTO)

10H45 VERDADE E VIDA

15H FUTEBOL 2014: COPA DO

14H ELIANA

11H BAND NA COPA

MUNDO - ALEMANHA X ARGENTINA

18H RODA A RODA JEQUITI

14H30 COPA DO MUNDO DA FIFA

(FINAL)

2014

17H20 DOMINGÃO DO FAUSTÃO

6H IGREJA UNIVERSAL 7H BRASIL CAMINHONEIRO 7H30 PLANETA TURISMO 8H30

VRUM

9H SORTEIO AMAZONAS DA SORTE 10H DOMINGO LEGAL

18H45 SORTEIO DA TELESENA

5H30 – DESENHOS BÍBLICOS 7H – DESENHOS BÍBLICOS 8H30 – RECORD KIDS – PICA PAU 9H – AMAZONAS DA SORTE

19H45 FANTÁSTICO

20H SÓ RISOS

22H10 DOMINGO MAIOR. FILME: OS

23H DE FRENTE COM GABI

21H PÂNICO NA BAND

MERCENÁRIOS

0H DIÁRIO DA COPA

23H52 SESSÃO DE GALA. FILME:

0H30 CANAL LIVRE

TRAÍDOS PELO DESTINO

1H ALVO HUMANO

1H30 COPA DO MUNDO DA FIFA 2014

1H32 CORUJÃO I. FILME: TEMOS

2H PESSOA DE INTERESSE

– COMPACTO

VAGAS

2H30 SHOW BUSINESS – REAPRESEN-

2H55 CORUJÃO II. FILME: STREETDAN-

TAÇÃO

CE - DOIS MUNDOS, UM SONHO

3H20 IGREJA UNIVERSAL

4H30 SÉRIE

4H IGREJA UNIVERSAL

Cinema

– LOCAL 10H – DOMINGO SHOW

17H30 BAND NA COPA

3H20 BIG BANG

GREGÓRIO QUEIROZ

5H – SANTO CULTO EM SEU LAR

19H PROGRAMA SILVIO SANTOS

0H NIKITA

Horóscopo

RECORD

5H TARTARUGAS NINJA

5H JORNAL DA SEMANA

“Streetdance” anima o “Corujão II”, na madrugada da Globo

GLOBO

14H15 – HORA DO FARO 18H20 – DOMINGO ESPETACULAR 22H15 – TELA MÁXIMA – “MAIS VELOZES, MAIS FURIOSOS” 0H15 – PROGRAMAÇÃO IURD

Cruzadinhas

ESTREIAS

ÁRIES - 21/3 a 19/4 Sustente as boas relações, mesmo quando estiverem momentaneamente difíceis. Concentre-se nas relações familiares fundamentais para você encontrar seu próprio eixo. TOURO - 20/4 a 20/5 É tempo de assentar as rotinas, de incluir os novos afazeres, incorporando as novidades como se estivessem aí há muito tempo. Convém não perder o ritmo no trabalho. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Fazer com gosto, dando o melhor de si, é o meio de consolidar hoje as mudanças que vem empreendendo. Não importa o objeto sobre o qual se debruce, faça-o integralmente. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Momento em que você é capaz de mostrar uma nova imagem pessoal, com naturalidade. Nada de inventar problemas ou necessidades complicadas. Seja você mesmo, apenas. LEÃO - 23/7 a 22/8 A fase de problemas precisa ser bem lidada por você. Atenção a relações ou interesses que lhe tirariam de seu rumo verdadeiro, mesmo movidos por aparentes urgências. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Os projetos de trabalho são agora incorporados à rotina de vida, tenham eles se realizado plenamente ou não. Não obstante, continue se dedicando a eles com o mesmo afinco.. LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento adequado para você extrair certos conteúdos do mais fundo de seu ser. Considere que para estar inteiro é preciso incluir os sentimentos. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Estabeleça ordem em seus compromissos, relações e acordos. Não tente agora passos largos adiante. Fique onde está e utilize bem o que tem agora em mãos. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 O Sol aflige seu regente, Júpiter, indício de que pode gastar muita energia para erguer ou sustentar uma relação que, no fim, nem precisaria. Evite assim desperdiçar energia. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 As associações e alianças recém-formadas devem ser melhor integradas a sua vida. Mas ainda há muito a investir nelas. Não fique se poupando, mas trabalhe para valer. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Com seu trabalho e relações, você consolida certas posições, valores e comportamentos. O teste agora é enfrentar a realidade material e as responsabilidades que mais pesam. PEIXES - 19/2 a 20/3 É preciso manter-se concentrado nas relações familiares e afetivas, para que se consolidem e você comece a se valer de seus benefícios.

Aviões 2 – Heróis do Fogo ao Resgate: EUA. Livre. Dusty descobre que seu motor está severamente danificado e nunca mais poderá participar de corridas. Após algumas adaptações ele acaba realocado na brigada aérea de incêndio, onde conhece o veterano helicóptero Blade Ranger e a equipe terrestre conhecida como The Smokejumpers. Enfrentando o fogo diariamente, Dusty finalmente entende o significado da palavra “herói”. Cinemark 4 – 13h10, 15h25, 17h30 (3D/dub/exceto quinta-feira e sexta-feira); Cinemais Millennium 1 – 12h30, 14h30, 16h30 (somente sexta-feira, sábado, segunda-feira, terça-feira e quarta-feira); Cinépolis Plaza 2 – 12h30, 14h30, 16h30 (3D/dub/somente sábado, domingo, segunda-feira, terça-feira e quarta-feira); Cinépolis Ponta Negra 1 – 18h15 (3D/dub/somente sábado, segunda-feira, terça-feira e quarta-feira), Cinépolis Ponta Negra 5 – 14h30, 16h30 (3D/dub/somente sábado, segunda-feira, terça-feira e quarta-feira); Kinoplex 3 – 16h10 (3D/dub/diariamente), Kinoplex 5 – 13h20, 15h20 (3D/dub/diariamente).

Juntos e Misturados: EUA. 10 anos. - Depois de um primeiro encontro desastroso, Jim (Adam Sandler) e Lauren (Drew Barrymore) decidem viajar, por coincidência, para o mesmo resort familiar durante as férias, ao lado dos seus filhos de casamentos anteriores. Sendo obrigados a conviver, uma atração começa a surgir entre os dois. Cinemark 8 – 13h20, 16h, 18h50, 21h30 (dub/diariamente), 0h10 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 4 – 14h20, 17h10, 20h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 14h, 17h, 20h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 17h15 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 3 – 22h25 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 13h45, 19h30 (dub/diariamente), 16h45, 22h10 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 13h30, 18h20, 21h (dub/diariamente). A Marca do Medo: EUA. 14 anos.- Durante uma aula na universidade, um professor pergunta a seus alunos o que são fenômenos sobrenaturais, e se é possível provar que eles existem. Ninguém consegue responder à pergunta. Ele decide então reunir uma equipe com mais três alunos, para investigar o estranho caso de Jane Harper, uma garota aparentemente possuída por demônios. O experimento consiste em isolar Jane dentro de um casarão, fazendo uma série de testes para que os poderes paranormais na garota se manifestem diante das câmeras. Cinemark 4 – 19h50 (dub/diariamente), Cinemark 5 – 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 17h45, 20h15, 22h30 (leg/diariamente). BBC Brasil Selvagem – Enfrentando a Inundação: EUA. Livre. Venha desfrutar do fascinante mundo em que vivemos. Ser testemunha do ciclo da vida, dos segredos da natureza e maravilhosas histórias, por meio de imagens surpreendentes do nosso planeta. Viva em primeira mão junto com a sua família o extraordinário mundo natural que nos rodeia. Cinemark 3 – 11h (dub/diariamente). BBC Brasil Selvagem – Um Mundo Perigoso: EUA. Livre. Venha desfrutar do fascinante mundo em que vivemos. Ser testemunha do ciclo da vida, dos segredos da natureza e maravilhosas histórias, por meio de imagens surpreendentes do nosso planeta. Viva em primeira mão junto com a sua família o extraordinário mundo natural que nos rodeia. Cinemark 3 – 15h10 (dub/diariamente). BBC Brasil Selvagem – Resistência à Seca: EUA. Livre. Venha desfrutar do fascinante mundo em que vivemos. Ser testemunha do ciclo da vida, dos segredos da natureza e maravilhosas histórias, por meio de imagens surpreendentes do nosso planeta. Viva em primeira mão junto com a sua família o extraordinário mundo natural que nos rodeia. Cinemark 3 – 16h20 (dub/diariamente).

CONTINUAÇÕES

– 13h, 15h45, 18h10, 21h30 (dub/diariamente), Cinépolis

18h (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 13h, 15h40, 18h30 (dub/diariamente), 21h10 (leg/diariamente); Playarte 3

O Espelho: EUA. 14 anos. Cinemark 4 – 22h20 (dub/diariamente), Cinemark 6 – 14h20 (dub/exceto

Negra 5 – 18h30, 22h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 17h30, 21h (leg/diariamente); Kinoplex

Plaza 2 – 13h10, 15h50 (dub/somente quinta-feira e sextafeira), Cinépolis Plaza 4 – 13h30, 16h (dub/diariamente);

domingo); Playarte 1 – 13h, 18h20 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado). Causa e Efeitos: BRA. 14 anos. Cinépolis

3 – 20h30 (3D/dub/diariamente), Kinoplex 5 – 17h20 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 15h05, 20h25 (3D/dub/diariamen-

Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h20 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h15, 21h35 (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 13h, 19h (3D/dub/diariamente),

(dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 13h16, 15h51, 18h25, 21h01 (dub/diariamente), 23h36 (dub/somente sexta-feira e sábado).

Ponta Negra 7 – 17h (diariamente). Khumba: EUA. Livre. Cinemark 1 – 11h50, 14h, 16h10 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10

te). Os Muppets 2 – Procurados e Amados: EUA. Livre. Cinemark 4 – 13h, 15h20, 17h30 (dub/somente

Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h30, 15h45 (3D/dub/somente quinta-feira e sexta-feira), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 15h (dub/

Malévola: EUA. 10 anos. Cinemark 2 – 13h05, 15h30, 17h50, 20h10, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 14h, 16h20, 18h45, 21h10 (dub/dia-

– 15h15 (dub/diariamente); Kinoplex 5 – 13h20, 15h20

quinta-feira e sexta-feira).

diariamente); Kinoplex 1 – 16h (dub/diariamente), Kinoplex

(3D/dub/diariamente). Transformers - A Era da Extinção: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 18h20, 21h50 (dub/diariamente),

Violetta, O Show: ARG. Livre. Cinemark 4 – 11h10 (dub/diariamente). Um Plano Brilhante: EUA. 12 anos. Playarte

3 – 14h, 16h10, 18h15 (3D/dub/diariamente), Kinoplex 5 – 20h40 (3d/dub/diariamente); Playarte 5 – 12h40, 14h50, 17h, 19h10, 21h20 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente

riamente); Kinoplex 4 – 14h30, 16h50, 19h10, 21h30 (dub/diariamente).

Cinemark 6 – 17h05 (dub/exceto domingo), 20h30 (dub/diariamente), Cinemark 7 – 17h40, 21h10 (dub/ diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 18h30 (3D/leg/

2 – 18h30, 20h30 (leg/diariamente), 22h30 (leg/somente sexta-feira e sábado). Transcendence: EUA. 12 anos. Playarte 8

mente); Playarte 7 – 12h35, 14h45, 16h55, 19h05, 21h15 (diariamente), 23h25 (somente sexta-feira e sábado). No Limite do Amanhã: EUA. 12 anos. Playarte

exceto domingo), 22h (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 18h, 21h30 (3D/dub/diariamente),

– 13h40, 16h05, 18h30, 20h55 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado).

sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h (dub/diariamente), 22h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). A Culpa é das Estrelas: EUA. 12 anos. Cinemark 3 – 12h20, 18h, 20h50 (dub/diariamente), 23h40

Cinépolis Millennium 5 – 20h50 (dub/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 21h (leg/diariamente); Cine-

Como Treinar o Seu Dragão 2: EUA. Livre. Cinemark 5 – 12h10, 14h40, 17h15, 19h40 (dub/dia-

mais Plaza 2 – 18h30, 21h50 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 18h45, 22h10 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 19h, 22h10 (dub/diariamente);

riamente), Cinemark 6 – 11h40 (dub/exceto domingo), Cinemark 7 – 12h50, 15h15 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 13h30, 16h (3D/dub/somente quinta-

(dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 5 – 14h45, 17h30 (dub/diariamente), Cinépolis Millennium 6 – 16h10, 19h, 22h10 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 13h40,

X-Men – Dias de um Futuro Esquecido: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 7 – 13h50, 19h30 (dub/ diariamente), 16h40, 22h30 (leg/diariamente); Cinépo-

16h45, 19h30, 22h20 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 8 – 14h40, 17h30, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis

lis Plaza 6 – 14h15, 17h20, 20h10 (dub/diariamente); Playarte 2 – 13h30, 16h (leg/diariamente), Playarte 10

Cinépolis Ponta Negra 1 – 20h35 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 15h30 (3D/dub/exceto do-

feira e sexta-feira), Cinépolis Millennium 3 – 13h, 15h20 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 13h10,

– 12h50, 15h20, 17h50, 20h20 (dub/diariamente), 22h50 (dub/somente sexta-feira e sábado).

mingo), 21h30 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta

15h40, 18h20 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1

Ponta Negra 3 – 13h15, 16h15, 19h15 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 20h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h45, 21h15 (dub/diariamente),

– 13h15, 15h50, 18h25, 21h (dub/diariamente), 23h35

Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou: BRA. 14 anos. Cinépolis Plaza 5 – 13h45 (diaria-

9 – 13h40, 16h, 18h20, 20h40 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado).


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

D7

FOTOS: ANA CLAÚDIA JATAHY

Sala de Espera

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

Tentador Off Price A H. Stern, do Manauara Shopping, oferece descontos de 20% a 50% nas joias e relógios selecionados de coleções descontinuadas. É o chamado período Off Price que começa dia 16 e vai até o próximo domingo, no horário das 10h às 22h. Durante o Off, você encontrará brincos Móbile e Nagas com 20% de desconto. Já o pendente ILY, da linha UM, com plaquinha de ouro amarelo, tem 40% de desconto, entre muitas outras peças. Que tal?

Na divertida sessão parabéns da bambina Aliz, o irmão Ael com os pais Akerna e Álvaro Corado eram só felicidade

Aplausos

Começa amanhã

O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, foi agraciado com o Prêmio Mérito Corporativista Petrucio Pereira de Magalhães, maior honraria estadual de reconhecimento para aqueles que contribuem para fortalecer e desenvolver o segmento corporativista amazonense. A comenda foi concedida pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas.

As inscrições para o curso de Cuidador de Idoso realizado pela Fundação Doutor Thomas, em parceria com a Escola de Serviço Público Municipal. As inscrições encerram-se no próximo dia 31 e será ministrado a partir do dia 18 de agosto, disponibilizando 150 vagas. O curso é gratuito, mas é necessário pagar a taxa de inscrição de R$ 30, viu? No ano passado, três turmas foram formadas e cerca de 300 profissionais capacitados. Essa será a segunda turma de 2014.

Na festejada entrega da medalha do Mérito Acadêmico da Escola da Magistratura do Tribunal de Justiça, Maurício Viana Ghidalevich era só mimos com sua mãe agraciada com a honraria, meritíssima Lúcia Viana

O recém-empossado procurador-geral do Ministério Público, Roberto Krichanã, dividindo com o presidente do TCE-AM, Josué Filho, os confetes-com-flashes durante a sua concorrida posse

Apagando velinhas

Na concorrida posse de Krichanã como o procurador-geral do TCE-AM: Mirtil Levy e Tito Lindoso

A Prefeitura de Manaus está em festa. O motivo? O programa Bolsa Universidade completa 5 anos de atuação, neste mês, contabilizando mais de 60 mil estudantes beneficiados. Executado pela Escola de Serviço Público Municipal, o programa oferece bolsas integrais e parciais (de 75% ou 50%) em 14 instituições de ensino superior. Em comemoração ao aniversário, a ESPI promoverá um evento no próximo dia 15, às 10h, na sede da instituição.

LITERATURA

Personagem baseado em escritor dados da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) de 2014. Participa de mesa com a atriz Fernanda Torres, combinação que achou adequada já que seu novo livro, “À Noite Andamos em Círculos” (editora Objetiva), lançado no mês passado no Brasil, é sobre um grupo de teatro em turnê pelos Andes. Frustrado O protagonista é Nelson, um ator frustrado de 22 anos que “desaponta constantemente” o autor e o leitor, segundo Alarcón. “Não significa que seja uma má pessoa”, diz, citando o momento no livro em que o personagem termina com a namorada e

depois se arrepende. O personagem é em parte inspirado no próprio escritor. Nelson quer se mudar para os Estados Unidos, onde o irmão mais velho vive. “Ele é uma versão de mim, do meu drama imigratório”, diz Alarcón, que aos 3 anos se mudou com a família para os Estados Unidos. Como seu primeiro livro, “Rádio Cidade Perdida”, “À Noite...” foi escrito em inglês. É a língua que deixa Alarcón, considerado um dos autores mais promissores de sua geração naquele país, mais confortável para escrever, como diz. “É uma história do que teria acontecido comigo se não tivesse saído do meu país”. REPRODUÇÃO

Uma grande decepção marcou a vida do escritor peruano Daniel Alarcón. Aos 9 anos, ele viu dois jogadores de quem era fã, o brasileiro Sócrates (1954-2011) e o francês Platini, perderem pênaltis no jogo entre seus países no Mundial de 1986. “Eram meus jogadores favoritos. Lembro que fiquei arrasado. Foi uma das lições mais importantes que tive sobre a construção da narrativa dramática. Todo romance se apoia em uma decepção”, disse Alarcón, 37, em entrevista concedida após o massacre do Brasil na Copa deste ano, outra desilusão, segundo ele. O escritor é um dos convi-

O protagonista do novo livro do peruano Daniel Alarcón é inspirado, em parte, nele mesmo

Carlos Aguiar, Marcelo Alex Nunes e Sidney Almada estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Noemi Linhares convida para conferir seu jantar de aniversário, amanhã, no endereço chique da Morada do Sol. Merci pelo convite. Os pais de primeira viagem, Jeane Glay e Elvis Chaves são só felicidade com a chegada da esperada cegonha, neste domingo, trazendo a bambina Maria Izabel. A cerimônia de premiação do concurso Jovens Empreendedores Florestais orquestrado pelo Idesam será realizada, no próximo dia 15, com um Debate Florestal, na UEA. A banda Rahvox e a cantora Ketlen Nascimento são as atrações do projeto Música na Praça, do Manaus Plaza Shopping, hoje, de 19h às 21h. O acesso é livre e os shows são realizados na praça de alimentação do centro de compras. É para celebrar o Dia Mundial do Rock que a Sejel realiza, no Parque Municipal Pontes dos Bilhares, hoje, o festival com as bandas paulistanas Rebotte e Silent Cell – a partir das 15h. A entrada é gratuita. A Petrobras prorrogou até o próximo dia 31, as inscrições para a seleção pública do programa Petrobras Esporte & Cidadania 2014. As inscrições podem ser feitas pelo www.petrobras.com.br/ ppec2014. Cibelly e o pequeno Max vão comandar festim intimista para celebrar o niver do maridão Adjailton Bonfim, amanhã, no Eldorado.


D8

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JULHO DE 2014

Bandas locais ao lado das ‘estrelas’ nacionais

Vem K Sambar, Cuka Fresca, Nosso Caso e Calçada do Samba vão esquentar o público para receber o grupo Revelação

N

o dia 9 de agosto, a arena externa do Studio 5 vai se transformar num reduto do samba com o show de despedida do cantor Xande de Pilares, do grupo Revelação. E a festa também vai reservar espaço às bandas locais que farão o “esquenta” para o show principal. Serão três palcos, um exclusivo para a apresentação do grupo de samba carioca no formato 360º, e outros dois

– um montado na área VIP e outro na pista. As bandas responsáveis por abrir a festa e aquecer o público são Vem K Sambar, Cuka Fresca, Nosso Caso e Calçada do Samba. Promovido pela Fábrica de Eventos, o show contará com uma estrutura inédita com o formato de pré-show. A proprietária da Fábrica de Eventos, Bete Dezembro, garante que não vai faltar música e diversão na noite do dia 9 de agosto. “Os portões

serão abertos às 22h, os préshows iniciarão às 22h30. Já o grupo Revelação sobe no palco às 2h da manhã. Enquanto a atração nacional está se preparando, as bandas locais animam o público. As pessoas podem chegar cedo que vai ter música desde o início”, afirma. Bete destaca ainda que o formato foi pensado para valorizar músicos locais e agradar o público que estiver em qualquer local de acesso ao show.

Vem K Sambar

Pela primeira vez abrindo um show nacional, o grupo de pagode Vem K Sambar iniciou a carreira há três anos na cidade e há seis meses está com a nova formação com nove integrantes. O percussionista João Paulo Bentes destaca que o grupo se sente respeitado e com o trabalho reconhecido mesmo com pouco tempo de estrada. “A

oportunidade apareceu, nós vamos aproveitar ao máximo para mostrar o melhor do nosso trabalho e conquistar esse espaço para ganharmos visibilidade”, ressalta. Sobre o repertório preparado para a apresentação de estreia em pré-show nacional, João Paulo conta que tudo foi pensado de acordo com a banda do show

principal. “Como o show é do Revelação, logo a gente pensa que o público presente é aquele que gosta de um samba de raiz, partido alto, músicas que são bem pra cima. Para não deixar a peteca cair, vamos seguir essa linha fazendo Fundo de Quintal, Clareou, entre outros grupos desse gênero”, finaliza o percussionista.

Calçada do Samba

O grupo, que tem 25 anos de carreira, já teve outras oportunidades de tocar nesse tipo de evento. O Calçada do Samba já fez pré-show do grupo Fundo de Quintal, Grupo Raça e de cantores como Dudu Nobre e Arlindo Cruz. Márcio Melo, vocalista do grupo, destaca que todos ficaram felizes pelo convite e dessa forma percebem como o trabalho é reco-

nhecido. “Quem conhece o Calçada sabe que fazemos um show pra cima e dessa vez não vai ser diferente. Buscamos passar alegria e contagiar as pessoas através do nosso som”. O Calçada atualmente tem um novo integrante que divide os vocais com Márcio. O paulista Guilherme Albuquerque ressalta que a expectativa para esse show

é grande. “Queremos passar uma mensagem aos fãs e aos que também não conhecem o nosso trabalho. Estou ansioso até mesmo para saber como as pessoas vão reagir comigo que sou novo vocalista. O frio na barriga sempre vai existir, mas quando recebemos os aplausos nos soltamos e aí é só continuar a festa”, comenta Guilherme.

“Manaus merece esse tipo de evento com qualidade e a Fábrica sempre pensa no público. A pessoa vai poder chegar e, de cara, já curtir um show preparado para ela”, comenta. Os grupos Vem K Sambar e Cuka Fresca farão o pré-show para o público da área VIP. Já o Nosso Caso e Calçada do Samba terão a responsabilidade de esquentar os sambistas que estiverem na pista. Enquanto uma banda toca no palco pista,

outra toca no palco VIP. Já às 2h, o Revelação sobe ao palco principal em formato 360º. Comodidade Para aqueles que preferem estar mais próximo do ídolo Xande de Pilares com conforto, tranquilidade, acompanhado dos amigos e com a melhor vista do evento, a opção é a Mesa Premium. Quem optar por essa mesa também terá acesso à área VIP.

“Você e mais três amigos podem comprar a Mesa Premium e já ganham uma garrafa Red Label. E tem mais, o acesso é liberado à área VIP. Vale muito à pena pela localização e as vantagens do local de frente para o palco”, conclui Bete. Vale ressaltar que a venda da Mesa Pemium é feita apenas no stand da Fábrica de Eventos, no segundo piso do Amazonas Shopping, e o número de mesas é limitado.

Nosso Caso

O grupo composto por jovens com faixa etária de 23 anos promete surpresas para a apresentação do dia 9 de agosto. Esta será a segunda vez que o Nosso Caso abrirá um show de músicos conhecidos nacionalmente. Na primeira vez, o grupo fez o pré-show do Só Pra Contrariar e Imaginasamba.

“O nervosismo faz parte e dessa vez não vai ser diferente. Nosso objetivo é agradar o público e mostrar o que sabemos fazer”, diz Marcos Janndryne, vocalista da banda. Duas músicas autorais e sucessos como “Caraca Muleque”, do cantor Thiaguinho, são as surpresas prometidas. “Tem

ainda uma música nova do cantor Ferrugem, ‘Climatizar’, que pretendemos também levar ao público. Nosso intuito também é trabalhar essa linha e mostrar as novidades do samba e pagode que estão rolando pelo Rio de Janeiro, mas que a galera de Manaus ainda não conhece”, afirma.

Cuka Fresca

Mais uma vez na seleção de bandas convidadas pela Fábrica de Eventos, o Cuka Fresca garante um show para relembrar sucessos da carreira. Jefinho Briglia, vocalista do grupo, ressalta que o show será diferente e que o público vai curtir e dançar. “Vai ter uma hora de falar de amor, vamos fazer também uma sequência de funk no meio do show e relembrar sucessos de bandas como Soweto e Exalta, além de

músicas do nosso CD”, diz. O vocalista diz ainda que o frio na barriga antes das apresentações sempre vai existir mesmo com tanto tempo de estrada. O grupo se preocupa em fazer um show em que as pessoas possam se divertir. “A responsabilidade é grande, sempre temos a esperança de fazer com que as pessoas se sintam felizes com as nossas músicas”, finaliza.

SERVIÇO REVELAÇÃO 360º Quando: 9 de agosto Onde: Arena externa do Studio 5 Quanto: R$ 50 (pista/estudante), R$ 120 (VIP/estudante) e R$ 200 (mesa), à venda no estande da Fábrica


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EM TEMPO - 13 de julho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu