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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ
Eduardo Braga (PMDB)
FOTOS: ARQUIVO EM TEMPO
ANO XXVI – N.º 8.323 – DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
Rebecca Garcia (PP) Pauderney (DEM)
Átila Lins (PSD)
Sabino (PTB)
Praciano (PT)
Carlos Souza (PSD)
Henrique (SDD)
Silas Câmara (PSD)
Vanessa Grazziotin (PCdoB)
Alfredo Nascimento (PR)
O QUE ELES FAZEM EM
BRASÍLIA? QUE NÃO SE REÚNEM HÁ MAIS DE 1 ANO. NÃO SÃO TODOS, PORÉM MUITOS VIVEM DE TROCAS DE ACUSAÇÕES QUE REFLETEM DIRETAMENTE NO ESTADO. TAMBÉM FALTA VONTADE POLÍTICA. NA ÚLTIMA REUNIÃO DE PREFEITOS, TODA A BANCADA FOI CONVIDADA, MAS APENAS DOIS PARLAMENTARES APARECERAM. ÚLTIMA HORA A2, POLÍTICA A5, A6 E A8
DIVULGAÇÃO
NO MOMENTO EM QUE SE PLEITEIA MAIS UMA VAGA, OS PARLAMENTARES DO AMAZONAS (TRÊS SENADORES E OITO DEPUTADOS) TÊM COMO MISSÃO DEFENDER AS PROPOSTAS DO AMAZONAS CONTRA BANCADAS PODEROSAS COMO A DE SÃO PAULO, COM 594 REPRESENTANTES, MAS CONTINUA PECANDO PELA FALTA DE ARTICULAÇÃO. OS PRÓPRIOS PARLAMENTARES RECLAMAM
Marcas das badaladas como Iódice, Victor Dzenk e Herchcovitch mostraram as tendências da moda na 25ª edição do Fashion Rio. Elenco 21
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Bebedores de cerveja, fumantes e jogadores dominaram o debate no Reino Unido. O governo anunciou o orçamento de 2014 e beneficiou frequentadores de pubs e fãs do joguinho de cartela. Ilustríssima G6
Os frutos da barbárie buscam viver uma vida normal em meio a tantas memórias
Além das utilidades gastronômicas, o vinagre balsâmico, associado ao azeite de oliva, ajuda a reduzir a repentina inflamação e oxidação das artérias. Saúde F2
FILHOS DO
ESTUPRO
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.
As Nações Unidas estimam que entre 250 mil e 500 mil mulheres foram estupradas por milícias e grupos de hutus armados em Ruanda. Dessas violações, teriam nascido 200 mil crianças. Mundo B8
Vale a taça e as piadas entre rivais Rivais no nível máximo, Flamengo e Vasco se enfrentam neste domingo, no Maracanã, em busca da taça de campeão carioca de 2014. Pódio E5 TEMPO EM MANAUS
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Congresso Nacional teve desempenho pífio em 2013 Ao longo do ano passado, toda a produção dos parlamentares se reduziu na aprovação de apenas 186 proposituras
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O QUE ELES FAZEM EM
BRASÍLIA
N
o espaço de quase seis meses referente ao primeiro período legislativo de 2013 entre 2 de fevereiro e 17 de julho -, o Congresso Nacional aprovou só 76 proposições. Deste total, 49 delas foram provenientes de Projetos de Lei (PLs) (64%), 19 de Medidas Provisórias (MPs) (25%), três de Projetos de Lei Complementar (PLCs) (4%), igual número de Propostas de Emendas à Constituição (PECs) e duas de Projetos de Lei do Congresso Nacional (PLNs) (3%). Já no segundo período legislativo de 2013, compreendido entre 1º de agosto e 22 de dezembro, os parlamentares aprovaram 110 proposições, das quais 60 são provenientes de PLs (55%), 38 de PLNs (34%), 10 de MPs (9%), 2 de PECs (2%). Em termos quantitativos, a produção no segundo período legislativo foi 44% maior, saltando de 76 para 110 pro-
posições aprovadas, que teve o primeiro período legislativo. Quatro fatores contribuíram para este aumento. Entre eles, a eleição da mesa diretora das duas casas e das comissões temáticas ocorridas no primeiro período - que retarda o início efetivo das deliberações -, a rediscussão da proporcionalidade das bancadas na Câmara, com objetivo de contemplar a bancada do PSD, os jogos da Copa das Confederações, sediada no Brasil e o elevado número de PLNs aprovados no segundo período. Em números consolidados, portanto levando em consideração toda a produção do Congresso Nacional na Sessão Legislativa de 2013, os parlamentares aprovaram 186 proposições distribuídas na seguinte proporção por tipo legislativo: 109 PLs (59%), 40 PLNs (21%), 29 MPs (16%), cinco PECs (3%) e três PLPs (1%). Dos 112 projetos de lei e de lei complementar remetidos à sanção presidencial, 15 foram totalmente vetados pela presidente Dilma Rousseff, destes, sete foram mantidos pelo parlamento e outros oito estão pendentes de análise. Se verificados os números do segundo período legislativo e do período consolidado da última Sessão Legislativa, será notado que o Congresso Nacional aprovou em grande maioria PLs – com 54% e 59%, respectivamente, de toda produção –, e um elevado índice de PLNs – com 21% de toda produção no período consolidado.
Produção legislativa de deputados e senadores no Congresso Nacional tem ficado aquém das expectativas da população brasileira
Projetos aprovados de cunho orçamentário Quanto ao conteúdo das proposições aprovadas, verifica-se que o Congresso Nacional aprovou em maior quantidade proposições de cunho orçamentário e sobre a estrutura administrativa do poder público, com 24%
IONE MORENO
Carro com placa de Boa Vista (RR) foi usado para atacar uma adolescente de 13 anos
Trio é preso por estupro de menor Dois homens foram presos e um menor de idade foi apreendido em flagrante, na noite da última sexta-feira (12), após a prática do crime de estupro de vulnerável e corrupção de menores. O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), localizada no Planalto, Zona Centro-Oeste. O crime aconteceu por volta das 20h, na avenida Pedro Teixeira, por trás do Carrefour, quando os três rapazes, dentro de um veículo de modelo Palio Weekend na cor vermelha, ofereceram uma carona para a menor de 13 anos. Após recusa na primeira investida, os infratores propuseram dinheiro em troca de sexo. De início, a
de cunho social. Em relação ao segundo período legislativo, ao contrário da expectativa de crescimento gerada pelas manifestações populares de junho e julho, iniciou com baixa produção legislativa,
HABITAÇÃO
VIOLÊNCIA
ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
e 20%, respectivamente, de toda produção. Em termos de políticas públicas podemos destacar uma quantidade razoável de proposições versando sobre as relações de trabalho, educação, saúde e
adolescente aceitou, mas, em depoimento, afirmou ter se arrependido e pedido para ir embora. Segundo a delegada Joyce Santana, a vítima negou qualquer tipo de relação sexual com os acusados, mas afirmou ter ficado sem roupas dentro do carro com os três jovens e sofrido com as carícias do trio. Em depoimento, a menor afirmou não conhecer nenhum dos rapazes que tentaram violentá-la. Kedson Costa, 20 e Wanderson Silva, 18, foram encaminhados para a cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa. O menor de idade, que negou o crime e afirmou ter tido a intenção de apenas roubar o celular da vítima, foi levado para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai).
Interior Uma adolescente indígena de 16 anos da etnia ticuna foi encontrada morta sem roupas e com um pano na boca em Benjamin Constant (a 1.121 quilômetros de Manaus). Pelo corpo, havia três perfurações de faca no peito e um fio amarrado no pescoço. A indígena, identificada pela polícia como Noemia Torres, foi encontrada dentro de uma movelaria, pelo proprietário do local. Segundo a polícia, a menor de idade foi vista pela última vez na noite da última quartafeira, saindo da escola onde estudava em uma motocicleta na companhia de um homem não identificado. Uma equipe de policiais militares de Tabatinga foi enviada ao município para ajudar nas investigações.
Minha Casa, Minha Vida recebe 15,7 mil denúncias O primeiro balanço de investigação das denúncias de irregularidades no programa Minha Casa, Minha Vida foi divulgado, na noite do dia 11, e registrou 15.720 denúncias de ilegalidades ao longo dos 5 anos do programa. Do total, 8.964 (57%) notificações foram julgadas improcedentes, após investigação. Em 1.561 casos, as unidades ocupadas ilegalmente foram retomadas e devolvidas aos beneficiários originais e 5.195 denúncias continuam em apuração. Os números foram divulgados pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, e os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, avaliaram ser pequena a quantidade de queixas, considerando-se a magnitude do programa, que já entregou 1,6 milhão de moradias. As queixas repre-
sentam 0,98% do todo, e cai para 0,43% quando deduzidas as notificações consideradas improcedentes. As denúncias incluem ameaças e até apropriação indevida das unidades habitacionais, inclusive com expulsão de famílias. Diante dos problemas, os ministros destacaram a necessidade de intensas investigações. Milícias De acordo com Cardozo, a Polícia Federal (PF) recebeu a determinação de dar prioridade às investigações das ações de milícias, ou outros tipos de organizações criminosas, em programas habitacionais instituídos pelo governo federal. As prioridades são Maranhão, Minas Gerais e Bahia. Para contribuir com as investigações, denúncias podem ser feitas pelo 0800 7216268, de forma anônima. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
MCMV é o principal programa habitacional do governo
desvirtuando a tendência que se anunciara no final de julho e encerrando o movimento cíclico uniforme dos períodos anteriores. Os períodos de abril e junho, apesar do desfecho final baixo, foram fundamentais.
LATROCÍNIO
Homem é morto no Centro O autônomo Paulo Roberto Lira Lima, de 42 anos, foi agredido até a morte por duas pessoas, entre elas uma adolescente de 17 anos, durante um assalto praticado na madrugada de sextafeira para sábado. O crime ocorreu por volta das 00h30 na rua Ramos Ferreira, Centro, depois que a vítima saiu de uma festa na quadra de uma escola de samba nas proximidades. Testemunhas do latrocínio informaram aos policiais que, ao sair da escola de samba, o autônomo foi seguido pelos suspeitos, que o abordaram com uma faca e tomaram os seus pertences pessoais. Com os acusados, a polícia encontrou uma faca e R$ 80, além da bermuda e o tênis que foram levados da vítima. Os suspeitos, um homem de 20 anos e uma adolescente de 17, foram capturados e encaminhados ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), respectivamente. (AT)
Opinião
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Contexto 3090-1017/8115-1149
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Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
‘Não é uma obra qualquer’ A presidente Dilma Rousseff foi a Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, ontem, para a inauguração de uma obra do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), do governo federal, a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) da Ponta da Cadeia, na Zona Sul da cidade. Foi um momento de grande entusiasmo gaúcho. “Não é uma obra qualquer”, bradou o prefeito José Fortunati (PDT). “É a maior obra em volume de tratamento financiada pelo governo federal. Vamos tratar o esgoto e gradativamente devolver a balneabilidade do Guaíba. Poderemos voltar a tomar banho no Guaíba”, antecipou ele os resultados do tratamento de esgoto, que agora alcançará 80% dos lançamentos no rio que, desde os anos 1970 perdeu a “balneabilidade”. A balneabilidade era a saúde do rio Guaíba. A mesma do igarapé do Mindu, na capital amazonense, que também a partir dos anos 1970 deixou de manter uma rede de balneários que cobria praticamente toda a cidade. Não resta muito do Mindu e esse pouco não serve para nada. O impacto ambiental (que não é só derrubada de árvores) do “boom” imobiliário aproximou dos leitos dos igarapés o lançamento de dejetos das construções (era mais fácil e mais barato para as construtoras do que construir estações de tratamento). Não é à toa que o prefeito de Porto Alegre vislumbre uma esperança no fim desse atentado ao meio ambiente e à qualidade de vida dos gaúchos de Porto Alegre e região metropolitana: “Poderemos voltar a tomar banho no Guaíba”. É claro que a “mobilidade” da administração pública exercerá grande influência no organograma da limpeza do Guaíba. Manaus que já perdeu (pois não faz nada ao contrário), o Mindu espera que o rio Negro seja poluído para regozijar-se com um programa federal que lhe devolva a balneabilidade. Quem espera sempre alcança.
Nejmi, a cobiçada das urnas A ex-primeira-dama do Estado, Nejmi Jomaa Aziz, foi notícia na coluna da jornalista Sonia Racy do jornal on-line “Estado de São Paulo”. O blog cita o nome de Nejmi Aziz como a “bela cobiçada” pelos dois pré-candidatos ao governo do Amazonas, o atual governador José Melo (PROS) e o senador Eduardo Braga (PMDB). Coração não Um dos trechos da nota diz o seguinte: “Não, não se trata de coisas do coração. Querem convencer a mulher do agora ex-governador Omar Aziz, candidato ao Senado pelo PSD, a sair como… vice”. Brilha uma estrela No entanto, comenta-se nos corredores do Congresso Nacional que a direção nacional do PT teria feito uma exigência ao governamentável Eduardo Braga (PMDB-AM). O vice de sua chapa ao governo do Estado teria que ser do PT. Brilha uma estrela 2 Se a especulação for mesmo verdadeira, o senador tem como opção o deputado federal Francisco Praciano, o deputado estadual José Ricardo Windling ou o ex-senador João Pedro. E aí, vai de quê? Cotação O mais cotado seria João Pedro, ex-presidente do partido no Amazonas. A conversa, inclusive, já teria começado há alguns meses. De cabo a rabo Em Brasília, de passagem pelo Salão Nobre da Câmara dos Deputados, João Pedro comentou: — Estamos fechadíssimos. A aliança PT-PMDB é nacional, de cabo a rabo. Não dá para ser diferente. Vento em popa Pré-candidata ao governo
do Amazonas, Rebecca Garcia (PP/AM) trabalha em silêncio sua candidatura ao governo do Estado. Durante passagem do prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) por Brasília, Rebecca revelou que andam de vento em popa as negociações para compor com o PSDB. Vem comigo Rebecca já se reuniu com o presidenciável Aécio Neves na semana passada para tratar do assunto. E garante que quer apoio do PSDB, uma vez que ela mesma vai fazer palanque para o tucano. Tucanada Aécio Neves também já conta com o prefeito Arthur Virgílio Neto, principal cabo eleitoral do senador na Amazônia. Também turbinam a candidatura do tucano a presidente, o governador do Pará, Simão Jatene, e o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, também tucanos. No Acre Também está no barco de Aécio o deputado federal e primeiro secretário da mesa diretora da Câmara, Márcio Bittar (PSDB), bem avaliado nas pesquisas para governador do Acre. Viagra ice Um sorveteiro britânico acaba de criar o sorvete de Viagra. O produto foi desenvolvido por encomenda de um cliente que deu uma festa e queria um aditivo para esquentar os convidados.
APLAUSOS
elvis@emtempo.com.br
Lamba-me A sorveteria South Wales Ice Cream usou como slogan a frase: “Lamba-me, que eu sou delicioso”, segundo reportagens publicadas por sites britânicos. Tudo azul Cada casquinha do sabor Arousal leva o equivalente a um comprimido de 25 mg. Um toque de champanhe dá o gosto final. O sorveteiro está prospectando o mercado para decidir se lança comercialmente o sorvete que tem a tradicional cor azul do medicamento da Pfizer. ‘Frei Tito’ Você já ouviu falar de “frei Tito”? Se não, vai ter oportunidade, agora, de conhecer um dos mais emblemáticos personagens da luta contra a ditadura militar. Está saindo o livro “Um homem torturado - Nos passos de frei Tito de Alencar”, das jornalistas Leneide Duarte-Plon e Clarisse Meireles. Militância Com base em ampla pesquisa e após realizarem mais de 30 entrevistas no Brasil e na França, Leneide e Clarisse reconstituem a vida de Tito, abordando, sobretudo, a militância política do frade. Tortura e suicídio O livro narra a prisão de “frei Tito”, a tortura que o destroçou psicologicamente, o exílio e até o seu suicídio, em 10 de setembro de 1974, na França.
VAIAS
Rastro de uma Manaus glamourosa
ELVIS
Estacionamento do aeroporto
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Para a descoberta da pista original da praça da Matriz, feita à base de paralelepípedo, enterrada irresponsavelmente por camadas de asfalto em administrações passadas. A Seminfh removeu do local 51 centímetros de asfalto e concreto, revelando o piso característico do final da década de 50 e início de 60.
Para a empresa responsável pelo estacionamento do aeroporto Eduardo Gomes, que poderá ter seu alvará de funcionamento cassado por descumprir a lei, que estabelece a cobrança de tarifa fracionada.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Na escassez, o pouco é muito A não ser aqueles que constituíam seu estrito grupo de convivência, ninguém certamente conhecia a história pessoal de Dilma Rousseff e se alguém, há duas dezenas de anos, a ela se referisse publicamente, poucos brasileiros saberiam situá-la, identificá-la ou emitir a seu respeito uma avaliação ou um simples juízo de valor. É claro que a sua vida vinha sendo vivida como a de qualquer outro mortal. Passara pelos bancos das escolas, completara uma formação universitária, trabalhara em busca do sustento próprio, ao que se sabe, prestara serviços técnicos compatíveis com a sua formação ao governo do Rio Grande do Sul e a algumas empresas estatais. Por tudo isso, tinha uma história pessoal que poderia ser rastreada e relatada, coisa que ninguém certamente terá feito à altura, simplesmente porque não havia razão nem motivo para tal. Se a alguém, ou a ela própria, fosse dito que mais à frente, em alguns anos, estaria sentada na cadeira de presidente (ou presidenta) da República, em pleno Palácio da Alvorada, governando a República Federativa do Brasil e todos os seus milhões de habitantes, certamente apenas estaria dando motivo a risos. Na verdade, na sua trajetória, nada se encaminhava e nem sugeria esse destino. No plano político, sabe-se hoje, Dilma Rousseff atuava na resistência à ditadura e chegou mesmo à prática da guerrilha, pelo que foi presa e torturada, como ela mesma admite. Legítimo então supor que o elo de identificação e de aproximação com Lula da Silva, que o levou a conduzi-la ao seu ministério e depois à chefia da Casa Civil, foi principalmente de natureza ideológica, pois a história pessoal do
então presidente, sobretudo no movimento sindical, seguira o mesmo sentido de buscar a derrubada do governo dos militares. Sem querer interpretar e explicar os rumos da história, geralmente imperscrutáveis, mas apenas constatando o factual, nos tempos das lutas ideológicas travadas por Lula e Dilma, os ícones e os paradigmas de que dispunha a esquerda ideológica eram fartos e acessíveis em âmbito mundial. Depois, e pouco a pouco, o capitalismo selvagem, fomentador da pobreza de muitos e da riqueza de poucos, foi estendendo seus tentáculos e abarcando cada vez maior parcela do planeta e, ao mesmo tempo, se ajustando, de modo a se tornar mais palatável a todos, enquanto a utopia socialista, como modo de produção, se mostrava cada vez mais ineficaz para a geração da riqueza necessária ao sustento das sociedades que a ela tinham aderido. Esfacelou-se a União Soviética, na pulverização de várias repúblicas que se liberaram e se afastaram do governo central da Rússia e reconquistaram a autonomia de que já tinham usufruído um dia. Outros países que integravam a Europa oriental também, seguindo o exemplo pioneiro da Polônia, restabeleceram o direito à autodeterminação. Caiu o muro de Berlim e as duas Alemanhas voltaram a ser uma só, recuperando a condição de um ícone europeu. O que sobrou então para Lula, Dilma e o PT? Excluindo Fidel que, mesmo anacrônico, mantém o status de estadista, restaram figuras patéticas, sem crédito e sem autoridade ideológica, os Hugo Chávez, Nicolas Maduro, Evo Morales, Rafael Correa... É pouco? Mas, na escassez, o pouco é muito.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Caiu o muro de Berlim e as duas Alemanhas voltaram a ser uma só, recuperando a condição de um ícone europeu. O que sobrou então para Lula, Dilma e o PT? Excluindo Fidel que, mesmo anacrônico, mantém o status de estadista, restaram figuras patéticas, sem crédito e sem autoridade ideológica”
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Opinião
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Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Enfim, sós
Eu me sinto compelido a assumir pessoalmente todo o mal cometido por alguns padres, poucos em número, obviamente não comparáveis ao total de padres, e a pedir pessoalmente por perdão pelos danos que eles causaram por terem abusado sexualmente de crianças. Não queremos recuar no que diz respeito a este problema e às sanções que devem ser adotadas
Eduardo Campos e Marina Silva ficarão sozinhos no palco do evento marcado para selar a chapa do PSB à Presidência, amanhã. “No altar, só os noivos”, resume um dos mentores do ato, descrito como “minimalista”. Como no programa de TV do partido, as falas devem simular uma conversa. Ela falará primeiro, dizendo que aceita ser vice do ex-governador de Pernambuco. A expectativa é que, ao encerrar o ato, Campos deixe de lado críticas a Dilma Rousseff e enalteça a “noiva”. Ensaio Campos e Marina marcaram encontro para hoje à noite, em Brasília, para afinar o discurso. Conselheiros próximos de ambos também devem estar presentes. Tablado Além das atrações culturais, estão programadas falas de cinco ou seis pessoas de fora do mundo político antes dos dois, como acadêmicos e empresários. O escritor Ariano Suassuna confirmou presença. Blindagem A cúpula do PSB cerca o ato de cuidados para evitar questionamentos à Justiça Eleitoral. A ordem é que todos os discursos usem “pré-candidatura” para se referir à chapa Campos-Marina. Telhado Dos 123 inquéritos abertos em 2013 pela Polícia Federal para investigar fraudes no Minha Casa, Minha Vida, quase um terço foi aberto em Minas. O Estado tem 40 casos, bem à frente de São Paulo (12) e do Rio (10). Flashback Se depender dos petistas, o espinhoso debate sobre as Organizações Sociais de Saúde, que foi tema da campanha de Fernando Haddad à prefeitura em 2012, deve ressurgir na campanha de Alexandre Padilha ao governo paulista.
E agora? O deputado estadual Carlos Neder (PT-SP) organiza hoje plenária com críticas à terceirização do setor no Estado. Padilha foi convidado. Diferentemente de alas do PT, o exministro da Saúde defende um modelo misto de financiamento da saúde, que inclua as OSs. Guerrilha Depois de protocolar duas petições na semana passada para pedir a decisão imediata sobre o trabalho externo de José Dirceu, a defesa do ex-ministro deve bombardear o STF com novos pedidos, até que Joaquim Barbosa decida a questão. Primeira... Investigadores da operação Lava a Jato descobriram que, além da Land Rover de R$ 250 mil que recebeu de Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa tinha passagens aéreas em seu nome compradas pelo doleiro. ... classe Segundo documentos do Ministério Público Federal, a PF interceptou, na caixa de e-mail pessoal de Youssef, mensagem relativa à cobrança de bilhetes de avião para Paulo Roberto. Flaps No e-mail de Youssef, os policiais também encontraram “diversas mensagens” em que o
doleiro negociava a compra de um jatinho Learjet 45, cujo preço estimado no mercado varia de US$ 3,2 milhões (usado) a US$ 11,5 milhões (novo). Test drive O modelo é o mesmo da aeronave em que o deputado federal André Vargas (PT-PR) voou em janeiro, com outras sete pessoas. Frota Além do Land Rover de Paulo Roberto, a PF listou em seus relatórios outros nove carros que teriam sido comprados por Youssef e registrados em nome de terceiros. Entre eles, estão um Mercedes CLS500 2007, avaliado em R$ 144 mil, e um Volvo XC60 2012, de R$ 120 mil.
Papa Francisco pediu sexta-feira, 11, perdão pelos atos dos padres que molestaram crianças, em suas palavras mais fortes, até então, sobre o escândalo de pedofilia que atingiu a Igreja Católica, e anunciou a criação de uma comissão de especialistas para a proteção das crianças em todas as instituições católicas.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br
DIEGO JANATÃ
Frota 2 A lista tem ainda um Porsche Cayenne 2006, de R$ 125 mil, em nome de uma empresa que a PF diz ter como sócio Enivaldo Quadrado, condenado a pena alternativa no processo do mensalão e preso na Lava a Jato. Profilaxia Um motivo extra levou deputados a recomendarem a André Vargas (PT-PR) sua licença da Câmara: o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), viajaria à China e, como vice, Vargas deveria assumir o comando dos trabalhos.
Tiroteio
Sim, aquele time – o São Luís – que veio, sem medo de morder a língua, lá do interior do Rio Grande do Sul jogar na Arena Vivaldão, aqui, no interior do Brasil, com o Nacional de Manaus, tinha seu torcedor de plantão. Registre-se para reflexão: três mil espectadores em um universo de 45 mil. É muito pouco para tanta arena
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Aécio acusa o PT de barrar apurações, mas reclama quando um dos seus é exposto. Tem saudades do engavetador-geral da República. DO VICE-PRESIDENTE DO PT ALBERTO CANTALICE, sobre fala de Aécio Neves (PSDB) sobre a CPI da Petrobras e o indiciamento do tucano Pimenta da Veiga.
Contraponto
Com a devida vênia Às sextas feiras, um grupo de advogados costuma almoçar com o vice-presidente Michel Temer. Na semana retrasada, o ex-ministro do STF Eros Grau se engasgou com um osso. O advogado José Yunes passou a dar socos nas costas de Grau para ajudá-lo a respirar. Deu certo e, diante da cena inusitada, o jurista Antônio Carlos Mendes observou: - Foi a primeira vez que vi um advogado esmurrar um ex-ministro da mais alta corte e não acontecer nada!
Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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Mistério pascal A celebração dos Ramos, neste domingo, abre para a Igreja Católica a Semana Santa. Recordando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, cristãos católicos em todo o mundo iniciam a celebração do mistério pascal. O que significa esta celebração? Não se trata somente de recordar eventos fundantes da religião ou fazer representações de fatos que mudaram o curso da história, mas que permanecem no passado. Celebrar estes eventos salvíficos na liturgia nos faz entrar no Mistério que está mais presente que nunca, pois é a realidade fundamental das nossas vidas e de todo o criado. Para quem acredita, Jesus é o verbo que se fez carne e que habita entre nós. Foi por meio desse verbo que tudo foi criado e tudo existe para Ele. Esse verbo entrou na história e aí permanece. Entrando no espaço e no tempo assumiu a condição humana, o que inclui a morte. Assumindo a morte carregou sobre si todas as nossas culpas e pecados e assim realizou a obra da redenção. Sua ressurreição confirmou seu senhorio e seu messianismo. É este o Mistério Pascal. Entra-se neste mistério pela fé, pelo batismo e pelos outros sacramentos, de maneira especial a Eucaristia, e por esta razão na noite da vigília pascal são renovadas as promessas batismais e se celebra a missa. Entrar neste mistério é receber o dom do espírito, pois só o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade pode nos tornar participantes dele. A igreja não tem o monopólio deste mistério, mas está a seu serviço, vive dele e para ele. Seus ministros, seus rituais,
seus espaços sagrados estão todos em função desta sagrada liturgia, que é tão preciosa que deve seguir regras e preceitos elaborados ao longo dos séculos, no entanto com raízes nas primeiras comunidades cristãs e na própria vida histórica de Jesus de Nazaré. Liturgia não se inventa e nem é espaço para modismos e gostos pessoais. O mistério na verdade não tem nada de misterioso porque é vida e vida se mostra, se expande, se transforma em arte e beleza. O verdadeiro mistério não convive com a opressão, com a injustiça, com a violência. Rituais vazios sim. Superficialidade embrutece, torna as pessoas mesquinhas, justifica preconceitos e violência. A sociedade de consumo torna tudo espetáculo, diversão, entretenimento. Celebrar não é entretenimento, é comprometer-se com a vida. Celebrar a Semana Santa é entrar na vida e de maneira especial contemplá-la onde e naqueles em que ela foi ferida, machucada e destruída. A morte e a ressurreição de Jesus são a nossa realidade. É a vida que brota da morte, é a luz que ressurge nas trevas, é o sonho que se torna realidade, é o serviço que supera o desejo mórbido de poder, é o respeito que impede o prazer que destrói o outro. Para quem não tem fé tudo isto pode ser visto como um discurso metafísico e irreal produzido quem sabe com que fins escusos. Mas nos últimos dois milênios a fé no Cristo morto e ressuscitado tem transformado vidas, criado culturas, tem dado sentido a uma existência efêmera e dramática e confirmado no coração de multidões a esperança que não decepciona.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Celebrar a Semana Santa é entrar na vida e de maneira especial contemplála onde e naqueles em que ela foi ferida, machucada e destruída. A morte e a ressurreição de Jesus são a nossa realidade. É a vida que brota da morte, é a luz que ressurge nas trevas”
Política
MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
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Assim caminha a bancada do Amazonas em Brasília O Estado é representado por 11 parlamentares no Congresso Nacional: oito deputados federais e três senadores
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um momento em que volta à tona a discussão em torno de mais uma vaga para
diurtunamente por um bom desempenho, seja em ações concretas em favor dos interesses do Estado, seja em posicionamentos que possam “intimidar” o avanço predatório de congressistas de outros Estados contrários às conquistas do Amazonas. E essa “prova de fogo”, os atuais representantes ainda não conseguiram pular. Pelo menos é o pensamento de muitos eleitores, de empresários do Estado, vereadores, deputados estaduais, prefeitos do interior, autoridades, intelectuais, internautas, formadores de opinião e o povo em geral. Tornou-se corriqueiro se questionar o porquê de
a bancada do Amazonas não ser tão articulada quanto as de outrora? Por que não conseguem barrar o avanço dos algozes no cenário federal ou até mesmo neutralizar os ataques costumeiros que o Estado sofre, na maioria das vezes tendo como alvo certeiro o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e a manutenção de seus incentivos fiscais? Neste momento, a prorrogação da ZFM virou um “cabo de guerra” no parlamento federal. É bem verdade que a primeira etapa foi vencida a duras penas. Mas ainda faltam mais três “rounds” para lutar e, mesmo diante deste cenário tenso, o que se vê (ou o que
se mostra) é uma preocupação branda em torno do assunto. E, como em todo momento de crise, ninguém reconhece a culpa ou assume seus erros. Pelo contrário, acusam-se. E é justamente o que vem acontecendo. A própria bancada federal reclama de que não se reúne, de que não há discussão interna para alinhavar a defesa dos interesses do Estado. Criticam-se veladamente. No entanto, esse movimento se mostra contraditório, afinal de contas temos congressistas que figuram na lista dos mais influentes do Congresso, um líder do governo federal no Senado, deputados e senadores pelo Estado que ocupam
comissões importantes das casas legislativas, inclusive de caráter investigatório. Se pronunciam sobre problemas que assolam o país, inclusive do Amazonas. Prova da leniência de nossos representantes foi mostrada na última sexta-feira, quando todos os 11 foram convidados, inclusive formalmente, a participar de ato em favor dos prefeitos do interior – que lutam para manter seus municípios – e apenas dois compareceram: o deputado Henrique Oliveira (SDD) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), causando total desapontamento e irritação daqueles gestores. GUSTAVO LIMA/AGÊNCIA CÂMARA
O QUE ELES FAZEM EM
o Amazonas na Câmara dos Deputados, podendo elevar de oito para nove representantes, volta à carga também uma pergunta recorrente: “O que eles, nossos nobres parlamentares, fazem em Brasília?”. De fato, o Amazonas possui uma bancada pequena, com 11 parlamentares somando os oito deputados federais e os três senadores, tendo em vista bancadas robustas, como as de São Paulo e uma disputa quase que desleal para ocupar a tribuna de um Congresso Nacional, que contabiliza 594 congressistas (513 deputados e 81 senadores). Mesmo assim, os nossos 11 parlamentares são cobrados
O Congresso Nacional, que nada mais é do que a reunião dos parlamentares federais, soma hoje 513 deputados federais e 81 senadores, que representam os interesses de 27 Estados brasileiros
Rebecca de ‘olho’ nas eleições Pré-candidata ao governo, a deputada federal Rebecca Garcia (PP) tomou posse do segundo mandato na Câmara em 2011, exerceu o cargo por quase 2 anos e, em dezembro de 2012, assumiu a secretaria do governo de Omar Aziz (PSD). Em novembro de 2013, deixou o cargo para retornar à Câmara para iniciar as articulações de sua candidatura. Ao longo do mandato, Rebecca fez 44 pronunciamentos na tribuna, a maioria deles tratando de moções de parabenização e repercutindo pautas nacionais. Neste ano, ela se pronunciou seis vezes, todas sobre a prorrogação da ZFM, cuja PEC foi aprovada em 1º turno no mês passado. Desde que assumiu, Rebecca faltou a 29
de 233 sessões. O maior número de faltas foi em 2011, com 16 ausências. Em todas, ela justificou que participava de eventos e reuniões político-partidárias. A maior produtividade foi registrada em 2011, quando apresentou 14 das 19 proposituras que saíram de seu gabinete nos últimos 3 anos. Rebecca sugeriu projetos voltados para a sustentabilidade, como a etiquetagem de produtos pelo seu impacto ambiental e o que criava um sistema de redução de emissão de gases poluentes. Em seu perfil na transparência da Câmara não traz registros de gastos com a Ceap em 2013, pois quem estava em seu lugar era o suplente Dr. Luiz Fernando (PSD). De volta, ela gastou R$ 30,207 mil.
Átila Lins lembra a Amazônia Relator da PEC da ZFM, Átila Lins (PSD), um dos mais antigos parlamentares do AM na Câmara, faltou em dez das 113 sessões de 2013. Ativo, ele falou na tribuna por 120 vezes em 2013, sempre registrando presenças de nomes da política amazonense,
repercutindo pautas nacionais e trazendo informações sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ao longo desse período, ele usou R$ 386,062 mil da Ceap com serviços de aluguel de automóveis, passagens aéreas e despesas de gabinete.
Carlos Souza critica gestão de Dilma Em seu segundo mandato na Câmara, Carlos Souza (PSD) faltou a 45 das 339 sessões deliberativas em plenário, o equivalente a 86,8% de presença até agora. Em 2013, o deputado apresentou 74 proposituras, das quais 17 são projetos de lei tratando de procedimentos burocráticos da administração pública e duas são Propostas de Emenda a Constituição em tramitação. Com pagamentos de passagens aéreas, serviços postais e divulgação da atividade parlamentar nos últimos 16 meses, Carlos Souza gastou R$ 299,118 mil. Nesse período, ele usou a tribuna por 120 vezes para falar sobre economia, tecer críticas ao governo Dilma Rousseff (PT) e dar força a suas proposituras, sempre alinhadas a pautas relacionadas ao desenvolvimento econômico e sustentável da Amazônia.
Henrique Oliveira sem voz ativa Em sua primeira legislatura na Câmara, Henrique Oliveira (SDD) foi um dos campeões de votos para a bancada federal nas eleições de 2010. Apresentador de televisão e acostumado a dar ênfase aos problemas da população com um programa de tevê, em Brasília não demonstrou desenvoltura no enfrentamento de questões polêmicas. Durante um ano, Oliveira realizou 53 discursos no plenário, que abordavam temas como um transcurso de parabenização aos 140 anos da existência da Sociedade Portuguesa Beneficente no Amazonas, a falta de leitos na maternidade municipal Moura Tapajóz e as baixas notas obtidas pelos cursos de graduação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) pelas faculdades de Manaus. Segundo o próprio parlamentar, os deputados têm pouco tempo para discursarem na tribuna e a demanda é muito grande. “Na segunda e sexta-feira, o acesso ao plenário é livre, mas no restante da semana, temos apenas um minuto para falar, o que em muitas vezes é difícil condensar um raciocínio neste curto espaço de tempo”.
O deputado, que também compõe duas comissões – a de Ciência e Tecnologia e da Indústria e Comércio – diz que muitas vezes para que o projeto de um parlamentar vire lei é necessário duas legislaturas. “O processo para instalação de uma lei precisa ser revisto. Quando elaboramos uma proposta, ela é encaminhada, passa para uma comissão temática, em seguida vai para outras comissões até então chegar ao plenário”. Um dos projetos do parlamentar que está aguardando despacho é o que torna obrigatória pelo menos uma pessoa portadora de necessidades especiais nos gabinetes parlamentares da Câmara dos Deputados. A proposta espera votação há 2 anos. Em 2013, dos 23 PLs apresentados, nenhum ainda virou lei, 21 estão em tramitação em comissões da casa e apenas dois foram arquivados. Em relação à Ceap, no primeiro semestre de 2013, Henrique apresentou um gasto em torno de R$ 40 mil. Já no mês de julho – período de recesso parlamentar – o uso do cotão caiu para R$ 5.443 mil. No segundo semestre o índice de despesas diminuiu para R$ 30 mil.
Praciano frisa o discurso da ética na casa O petista Francisco Praciano, que já está no seu segundo mandato como deputado federal, destaca que na Câmara o espaço de plenário é pequeno e que o uso para tribuna são apenas duas vezes por ano, que são feitos por meio de um sorteio. Praciano destacou que tem presença marcante na comissão de Educação da Amazônia, onde discutiu questões importantes. Mas, ressaltou que na maior parte do tempo, os parlamentares ficam ociosos esperando a votação. “Temos muitas discussões que não nos levam a nada. São muitas audiências que não dão em nada. É preciso mudar este perfil”. O deputado destaca a ética que pautou em projetos que mexem com o Estado, como o que acaba com os Tribunais de Contas do Estado. “Essa rede não fiscaliza. Faz uma atividade inócua, inclusive 50% dos conselheiros são ex-parlamentares”, criticou.
Política
MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
Avelino retoma mandato e faz barulho em 3 meses
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
A CPI é inevitável” Jornalista
SENADOR RANDOLFE RODRIGUES (PSOL-AP), ainda confiando nas investigações
Temer e o líder do PMDB travam briga pela Funasa O vice-presidente da República, Michel Temer, encaminhou ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) o nome do diretor de Saúde Ambiental da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Henrique de Carvalho Pires, para a presidência da pasta, ligada ao Ministério da Saúde. A indicação é alvo de nova crise com a bancada do PMDB da Câmara, chefiada pelo líder Eduardo Cunha (RJ), que já refutou a indicação de Temer. Encrencado Desafeto do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), Henrique Pires é acusado na bancada de usar a Funasa para “cooptar prefeitos”. Briga interna Em crise com o governo Dilma, deputados do PMDB garantem que vão “partir para cima” de Michel Temer depois do feriadão da Semana Santa. Sem prestígio O vice Michel Temer está fazendo maratona de reuniões com diretórios estaduais do PMDB na tentativa de conter a rebelião da bancada. Tem para todos Empreiteiras, doações e “laranjas” são apenas o começo do caminho do escândalo da Petrobras. E o fim não será com os fundos de pensão. NY: consulado demite funcionário ‘sem banheiro’ Funcionário contratado há 24 anos no consuladogeral em Nova York, o motorista brasileiro João Luiz Navega, 53, foi dispensando sem direitos trabalhistas por urinar escondido num copo, atrás do carro, após trabalhar de 8h até
as 14h20 para a cônsul Ana Cabral Petersen. Com dor na uretra, foi impedido pelo porteiro do prédio de usar o banheiro. Teve que assinar a dispensa na rua, em 14 de março. Humilhação Sem poder abandonar o carro por falta de vagas, sob muita neve, Navega disfarçou com o casaco, mas não pôde se livrar do copo. Que loucura O sindicato dos servidores locais (Aflex) vai acionar o consulado, que alegou “conduta inapropriada” do motorista, acusado de “louco”. Sempre à mão Conhecido pelos políticos que visitam Nova York, Navega já recebeu carta elogiosa do senador José Sarney pelos “excelentes serviços”. Ponto de tensão A briga eleitoral em Minas pode virar alvo de desentendimento entre Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva, que quer ignorar acordo com Aécio Neves (PSDB) e lançar ambientalista Apolo Heringer ao governo. Tendência Ministros do Supremo Tribunal Federal acham que a tendência do plenário é derrubar medida do ministro Joaquim Barbosa que paralisou a análise do pedido de trabalho externo para José Dirceu. Ele é o único que tem direito ao benefício, mas Barbosa “sentou em cima” do pedido. Agora vai Uma retroescavadeira junto aos tapumes parece o primeiro sinal de obra da nova sede da UNE no Rio, prometida há dois anos. A velha e silenciada entidade já embolsou R$ 50
milhões do erário. Disputa petista Com a renúncia do encrencado André Vargas (PT-PR) à vice-presidência da Câmara, os deputados Arlindo Chinaglia (SP), Marco Maia (RS) e José Guimarães (CE) estão em campanha para o cargo. É bom lembrar Relatada pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), a MP 627, que limita multas a planos de saúde e está enxertada com mais de vinte outros “contrabandos”, ainda precisa ser votada pelo plenário do Senado antes de ir para sanção (ou veto) da presidente Dilma. Made in China Presidente do Solidariedade, Paulo Pereira (SP), vai expor manequim no Salão Verde da Câmara com camiseta do Brasil, boné, vuvuzela... E segurando a placa: “A Copa é no Brasil, mas empregos são na China”.
Nada nuclear Curiosamente, o programa do governo federal que recebeu a menor quantidade de verbas é a “Política Nuclear”, responsável por R$ 1.041 dos quase R$ 60 bilhões distribuídos até fevereiro. Torcida Em pleno ano eleitoral, a oposição sonha com o momento, ainda improvável, em que Youssef possa rimar com Rousseff.
Qualidade não vale João Agripino, pai do escritor Ariano Suassuna, era governador da Paraíba e começou receber notícias de que em Areia, terra de José Américo de Almeida, surgia uma liderança de oposição imbatível. Preocupado, resolveu cuidar pessoalmente do caso. Reuniu os correligionários em Areia e falou claramente: - Precisamos encontrar algum defeito, o ponto fraco desse homem. Um governista, levantando a mão, apressou-se em denunciar: - Governador, eu sei logo de dois defeitos desse sujeito... - Ótimo. E quais são? - O homem é cachaceiro e mulherengo! – disse o delator, orgulhoso. João Agripino respondeu de pronto ao caviloso correligionário: - Meu amigo, das qualidades do adversário que cuide ele próprio!
URNA ELETRÔNICA
TSE institui grupo de trabalho multidisciplinar mapear os requisitos de segurança das diversas fases do processo eleitoral, atuar como interlocutor nos tribunais regionais nas demandas decorrentes de denúncias de fraudes no sistema eletrônico de votação e elaborar um plano nacional de segurança do voto informatizado, para ser amplamente divulgado junto das Secretarias de Tecnologia da Informação
Experiente na Câmara, Pauderney esteve ausente por 11 meses ao ter assumido a gestão da Semed
Neste período, ele assumiu a presidência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal pelo ano legislativo de 2014, a mais importante comissão da Câmara.
Nada como ano eleitoral Depois das transferências obrigatórias para Estados e municípios e também a grana para o SUS, o Bolsa Família é o programa que mais recebeu verbas federais: até fevereiro já foram R$ 2,1 bilhões.
PODER SEM PUDOR
Estudar e propor soluções às questões inerentes à segurança do sistema automatizado de votação brasileira. Esse é o objetivo do grupo de trabalho criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio da portaria nº 215, publicada na última sexta-feira, no Diário da Justiça Eletrônico do órgão. De acordo com a portaria, compete ao grupo
Deputado preside a comissão mais importante do parlamento brasileiro: Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado
GABRIELA KOROSSY/CÂMARA DOS DEPUTADOS
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(STIs) dos TREs. Também ficará a cargo da equipe propor um modelo ágil de auditoria da votação e totalização dos votos, tal como auditoria interna, que possa ser aplicada pelos tribunais regionais durante e após as eleições, bem como elaborar material institucional que divulgue para a sociedade os mecanismos de segurança do processo eleitoral.
O QUE ELES FAZEM EM
BRASÍLIA MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO
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deputado federal Pauderney Avelino (DEM) ficou fora da Câmara por 11 meses, quando desempenhou o cargo de secretário municipal de Educação da prefeitura de Arthur Virgílio Neto (PSDB–AM). Retornou para Brasília, onde vem tendo um desempenho considerado “extraordinário” se for levado em consideração o tempo: pouco mais de três meses.
DESAFIO
Há dois meses, o deputado Pauderney Avelino assumiu a presidência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal. Ele esteve ausente por 11 meses A indicação foi definida na noite do dia 25 de fevereiro, após uma reunião da bancada do partido. Pauderney tem 59 anos, formação em engenharia civil e direito pela Universidade Federal do Amazonas e está no Democratas desde 1997. Ele substituirá Otávio Leite (PSDB-RJ) à frente do colegiado.
Com experiência de cinco mandatos como deputado federal, Avelino afirmou que vem desempenhando sua função com o mesmo afinco com que sempre marcou sua atuação, só que agora “com mais experiência”. Aos representantes do Ministério Público Federal, Pauderney adiantou a forma de atuação à frente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. — Nós estamos de portas abertas para recebermos as instituições. A comissão é um fórum importante de discussão de questões, que são extremamente sensíveis e importantes para a vida da população brasileira. Pauderney também ganhou destaque nacional durante o episódio da votação da Proposta de Emenda Constitucional que prorroga os benefícios para a Zona Franca de Manaus por 50 anos, aprovada em 1º turno na Câmara dos Deputados, na noite do dia 19 de março. A matéria deve voltar em breve ao plenário para uma segunda votação na casa.
Discurso em prol da Zona Franca Ao lado do então governador Omar Aziz (PSD), Avelino conduziu negociações que envolveram a bancada amazonense, as lideranças partidárias do Congresso e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais). No acordo firmado com governo e Legislativo, durante o interstício para se votar a matéria (intervalo entre 1º e 2º turno) será votada a prorrogação da Lei de Informática. O projeto de lei 6.727/13, de autoria do líder Mendonça Filho (DEM-PE), beneficia polos do setor em outros Estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. — Conseguimos trazer o compromisso do Executivo para o Congresso Nacional, para que a Lei de Informática também fosse prorrogada. Não seria justo
prorrogar a Zona Franca de Manaus sem prorrogar a Lei de Informática, que também é fundamental – disse Pauderney. Com a primeira vitória no plenário, o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, agradeceu aos esforços de Pauderney e enalteceu o seu conhecimento técnico sobre o tema. “O esforço que está sendo feito mostra a relevância do polo, a sua importância econômica e a sua viabilidade. O deputado Pauderney, que é uma pessoa que entende muito do modelo de Zona Franca, nos ajudou a convencer o governo e o parlamento disso”, declarou. O deputado também trabalhou para resolver o impasse na greve de funcionários da Suframa. Ele foi pessoalmente conversar com o ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro
Borges, para cobrar uma solução definitiva para pôr fim ao movimento paredista. Os 400 servidores públicos federais da autarquia estavam em greve desde o dia 19 de fevereiro. Eles paralisaram as atividades em toda a Amazônia Ocidental. Entre as reivindicações estavam a autonomia administrativa da autarquia e, principalmente, a reestruturação da remuneração. — Eu fiquei satisfeito em ouvir do ministro que pretende fazer uma reestruturação profunda na Suframa, inclusive a mudança na natureza jurídica e também uma reestruturação das carreiras e dos cargos para os servidores. Nós propusemos que o ministro Mauro Borges fosse até Manaus para selar esse compromisso. Essa sugestão eu dei e foi acatada por ele – ressaltou Avelino.
Com a palavra
MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
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Iran LIMA
‘Cansamos DE ESTAR COM O PIRES na mão’ FOTOS: IONE MORENO
ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
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Vejo que a única saída para termos autonomia própria e para que a cidade se torne mais fortalecida é o aumento dos repasses (..). De todos os recursos do governo federal, apenas 23,5% são repassados para as cidades brasileiras”
residente da Associação Amazonense dos Municípios (AMM), há 1 ano e três meses, Antônio Iran de Souza Lima afirma que os municípios do Estado nunca estiveram andando tanto de “pires na mão” como neste momento. Com cortes expressivos no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) feitos pelo governo federal, os gestores estão tendo que se equilibrar para manter as contas em dias. Cansados de esperar uma negociação pacífica por parte do governo de Dilma Rousseff (PT), os gestores municipais decidiram fazer uma paralisação e, na última sexta-feira, as prefeituras fecharam as portas em todos os municípios do Amazonas. A manifestação ganha corpo no próximo mês, quando será realizada a Marcha em Defesa dos Municípios, em Brasília. Na pauta de reivindicação está o reajuste de 2% do FPM, reformulação das leis de cobrança do ISS, revisão das desonerações de IPI concedidas pela União, distribuição equalitária dos royalties do petróleo e renegociação das dívidas previdenciárias. “Estamos vivendo um estado de calamidade, principalmente agora, quando estão ocorrendo essas enchentes. Esta sendo difícil administrar um município deste jeito”, lamentou. Prefeito de Boa Acre, Iran Lima afirma que tenta se dividir entre as duas funções. EM TEMPO – Todos os anos os municípios cobram o governo federal pelos seus direitos constitucionais. Como os municípios têm lidado com isso? Iran Lima – É muito complicado isso, chega até a ser humilhante. No meu entender, vejo que a única saída para termos autonomia própria e para que a cidade se torne mais fortalecida é o aumento dos repasses. Precisamos de uma melhor redistribuição de recursos, pois de todos os recursos do governo federal, apenas 23,5% são repassados para as cidades brasileiras. Nossa meta é o aumento desses recursos em 2%, o que não seria tudo, mas certamente daria uma melhorada nas finanças de cada região, e com isso também a estrutura da cidade. EM TEMPO – Qual é o quadro real dos municípios com o corte do FPM? IL – Estamos em um momento complicado. De 2000 para cá a situação só se agrava. Segundo
dados do governo federal tivemos aumento. Realmente houve um acrescimento no valor repassado, mas também tivemos um aumento nas despesas, o salário mínimo aumentou. E isso tem que ser colocado na balança. Mais da metade dos municípios está com dificuldades até de cumprir a folha de pagamento. Se continuarmos assim, daqui a alguns anos não teremos prefeitos limpos para concorrerem às eleições, pois iremos ultrapassar os valores de repasses destinados a cada situação. EM TEMPO – E caso ocorra esse aumento de repasse. Quais serão as mudanças das cidades do interior? IL – Pleiteamos isso há muito tempo. Se tivermos êxito neste aumento, teremos autonomia própria e poderemos fazer o que a população nos cobra, e com isso poderemos fazer muito mais investimentos e melhorias nas cidades, como asfalto, implantação de escolas e áreas de saúde. EM TEMPO – Agora vocês chegaram ao limite e resolveram decretar uma greve nas prefeituras de todo o país... IL – Sim, e essa paralisação ocorreu na última sexta-feira, quando as sedes de várias prefeituras do Brasil inteiro fecharam as portas e deixaram apenas os serviços emergenciais em funciona-
mento. No Amazonas, os 61 municípios aderiram em massa a essa ação. EM TEMPO – E qual é o objetivo de vocês com essa ação? IL – Chamar a atenção do poder público para a nossa situação. Queremos o reajuste de 2% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), reformulação das leis de cobrança do ISS, revisão das desonerações de IPI concedidas pela União, distribuição equalitária dos royalties do petróleo e renegociação das dívidas previdenciárias. EM TEMPO – No próximo mês haverá uma marcha nacional em Brasília. Qual será a pauta local que a Associação irá pleitear? IL – Essa será uma marcha de todo Brasil. A nossa pauta será a mesma, assim ficaremos mais fortalecidos. Não existe uma pauta exclusiva para o Norte ou Sul. Vamos todos pleitear a questão do aumento de 2% do FPM. EM TEMPO – Os nossos municípios ainda enfrentam o problema das cheias. Como fica esta questão diante de um recurso tão apertado? IL – O que tem salvado os nossos municípios desta situação é o governo do Amazonas, que se mostrou parceiro em colaborar com o que estamos
necessitando. Já solicitamos a ajuda do governo federal, mas até agora não tivemos nenhum retorno. Esperamos essa ajuda, pois as dificuldades são enormes. Estamos com 16 municípios em estado de emergência e um de calamidade, e daqui por diante não podemos esperar que as coisas aconteçam. É preciso nos organizarmos para esse tipo de acidente natural e minimizar o sofrimento do nosso povo. EM TEMPO – Na última sexta-feira, a AAM realizou um encontro entre prefeitos de todo o Amazonas e parlamentares da bancada federal. O que vocês solicitaram deles? IL – Queremos o apoio deles para colocarem em votação a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que discute a questão do aumento do FPM. E durante essa peregrinação recebi o apoio de todos os parlamentares da nossa bancada. Vamos precisar também mobilizar os partidos e até mesmo a presidente para aprovação desta proposta. EM TEMPO – Todos os parlamentares federais foram convidados para o evento, mas apenas dois compareceram. O senhor acha que isso demonstra desprezo com a categoria? IL – Reunimos no encontro 48 prefeituras e foi lamentável que os nossos parlamentares não acreditaram no potencial do nosso encontro. Quando iniciou o evento, recebi a ligação de todos da nossa bancada federal se desculpando da ausência e prometendo empenho e comprometimento com as nossas pautas. EM TEMPO – Estamos em um ano eleitoral. O senhor acredita que isso possa facilitar para a votação e liberação deste recurso? IL – Entendemos que a hora é essa e o momento é o mais adequado para avançarmos nesta conquista. EM TEMPO – Alguns municípios não apresentaram as prestações de contas junto ao TCE. Qual foi o motivo? IL – Geralmente estas pendências são relacionadas a gestões passadas. Percebo agora que todos os prefeitos têm se esforçado para colocar em ordem essas questões. O Tribunal de Contas também tem sido parceiro e tem nos ajudado a sair da inadimplência. Acredito que até o meio do ano possamos mudar esse quadro.
Reunimos no encontro 48 prefeituras e foi lamentável que os nossos parlamentares não acreditaram no potencial do nosso encontro”
Queremos o reajuste de 2% do FPM, reformulação das leis de cobrança do ISS, revisão das desonerações de IPI, distribuição dos royalties do petróleo e renegociação das dívidas previdenciárias”
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Política
MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
Senadores do Amazonas buscam projeção nacional Alfredo Nascimento já foi ministro dos Transportes. Braga é líder de Dilma e Vanessa preside a CPI da Espionagem
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epresentando a política do Amazonas no Senado Federal, Alfredo Nascimento (PR), Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) registraram no ano passado 276 proposituras, conforme dados disponíveis no site institucional da casa. Grazziotin figura como a campeã de propostas, apresentando 223 delas. No total, a comunista elaborou um projeto de decreto legislativo; 17 projetos do Senado; seis projetos de resolução; 194 requerimentos; e cinco Propostas de Emenda à Constituição (PEC): 13/2013; 29/2013; 41/2013; 44/2013 e 72/2013, todas sem impacto direto nos interesses do Estado. O envolvimento da parlamentar com comissões foi intenso. Dentre a bancada do Estado no Senado, ela foi quem mais transitou nos grupos formados para acompanhar assuntos de interesse público. Gazziotin foi titular de sete comissões/conselhos e suplente em mais seis. Uma das mais importantes foi a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que acompanhou as denúncias de espionagem do governo americano, contra o brasileiro. As informações do site do Senado ainda colocam Vanessa Grazziotin como a amazonense
que mais se pronunciou durante as sessões plenárias do Senado em 2013. Foram 223 discursos. Na pauta, estiveram entre outros assuntos, a necessidade de investimentos em segurança da informação e na inteligência do país, o financiamento público de campanhas eleitorais e registros da agenda de trabalho cumpridas no Amazonas. Além disso, a senadora participou da relatoria de 36 processos encaminhados ao Senado. Um dos projetos relatados por Vanessa está o que cria a tarifa social de água e esgoto, assinado pelo colega de bancada Eduardo Braga. Na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (Ceaps), ela registrou gasto anual de pouco mais de R$ 500 mil. Em sua prestação de contas aparecem gastos com compra de passagens aéreas, alimentação, publicidade e contas de telefônicas. Procurada, Vanessa afirmou que seu desempenho no Senado é fruto do trabalho conjunto dela e de sua equipe, que atua em Manaus e em Brasília. “Não sou do grupo de políticos que trabalha apenas em período de campanha, me imponho um ritmo de trabalho frenético, para responder a altura o voto dado a mim pelo povo”, disse.
O QUE ELES FAZEM EM
BRASÍLIA
Silas apresentou 265 propostas. Braga defende o governo Dilma. Vanessa, a que mais gastou, e Sabino e Alfredo, atuações tímidas
Estado e Dilma na pauta dos discursos Acumulando os cargos de líder da bancada do Amazonas e do governo Dilma no Senado, Eduardo Braga, por sua vez, apresentou 30 propostas, divididas entre três projetos de lei do Senado e 27 requerimentos. Um dos projetos foi o que dispõe sobre a criação do
Programa Nacional do Bioquerosene como incentivo à sustentabilidade ambiental da aviação brasileira. Braga foi titular das comissões de Assuntos Econômicos, Constituição, Justiça e Cidadania, Educação, Cultura e Esporte e Serviços de Infraestrutura. Para as co-
missões de Assuntos Sociais, Desenvolvimento Regional e Turismo e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle ocupou o cargo de suplente. Tendo que defender e convencer seus pares sobre as ações da presidente Dilma Rousseff, o peemedebista
teve muito que falar na tribuna do Senado e para isso realizou 171 discursos. As falas do parlamentar foram voltadas para a defesa de questões ligadas ao Executivo e as demais referentes ao Amazonas. Ele utilizou durante o ano R$ 377 mil do chamado “Cotão”.
Alfredo, em tom de despedida Com uma atuação mais tímida, o senador Alfredo Nascimento demonstrou números discretos. Líder do PR no Senado, ele apareceu como propositor de 23 documentos. Duas PECs, 12 projetos do Senado e três requerimentos. Com destaque para a PEC 33/2013 que solicita a modificação do artigo 201, inciso 4, da Constituição Federal, para retirar o auxílioreclusão do rol de garantias de cobertura do sistema de previdência social. Nascimento teve a responsabilidade de presidir oito comissões, entre elas a de Assuntos Econômicos (CAE), onde também foi suplente. Seus discursos ecoaram 46 vezes no plenário. Do “Cotão”, ele usufruiu R$ 327 mil durante 2013, sendo o senador da bancada que menos consumiu a verba no período. A reportagem tentou analisar os dados relativos à frequência dos três senadores, mas eles não estão disponíveis no site. Conforme a assessoria de imprensa do Senado, estas informações só podem ser liberadas por meio de requerimento ao setor de recursos humanos da casa, que o avalia e em um prazo não especificado as envia.
Desempenho Na Câmara Federal, Sabino Castelo Branco (PTB) e Silas Câmara (PSD) juntos oficializaram 269 propostas no ano de 2013. Delas, 265 são de Câmara e quatro de Castelo Branco. A conta feita a partir de dados do site da casa mostra ainda que Silas saiu na frente do petebista também nos pronunciamentos, 46, frente aos cinco de Castelo Branco. Em 2013, Silas Câmara ficou responsável por oito comissões e como suplente em outras quatro. Já Sabino Castelo Branco representou as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, a Comissão Especial da PEC da ZFM, PEC 215/00 Democratização de Terras Indígenas e Subcomissão Especial de Combate ao Tráfico Humano. Sabino esteve presente em 60 sessões, com ausência justificada em 44 e não justificada em nove. Silas, por sua vez cumpriu 65,5% dos seus compromissos em plenário, justificando todas as suas 39 faltas.
Atuação pífia Para o professor universitário e antropólogo Ademir Ramos, os números são irrisórios se consideradas as “derrotas” sofridas com frequência pela bancada federal do Amazonas. Na avaliação de Ademir Ramos, mesmo o grupo sendo pequeno frente aos representantes de outros Estados, as lutas pelas questões amazônicas deveriam ser encampadas com mais envolvimento pelos parlamentares. “É uma atuação pífia e mesmo que eles digam o contrário, as evidências são claras. Pequenas questões, que podiam ser conquistadas com mais facilidade, acabam sendo perdidas, por conta de desinteresse”, criticou. Ademir deu como exemplo a dificuldade da bancada em forçar a tramitação da prorrogação da ZFM e a extensão de seus benefícios para municípios da região metropolitana. “Um projeto do próprio governo, que tem como líder na casa um parlamentar do Amazonas, e mesmo assim eles ainda não conseguiram emplacar. É muito discurso para pouca prática. Não articulam, não argumentam e não executam de forma satisfatória”, repreendeu.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Valéria Costa REPORTAGEM Isabella Siqueira, Joelma Muniz, Mário Adolfo e Raphael Lobato
FOTOS Câmara dos Deputados, Agência Senado e arquivo EM TEMPO REVISÃO Gracycleide Drumond
DIAGRAMAÇÃO Leonardo Cruz Marcelo Robert TRATAMENTO DE FOTOS
Adriano Lima
Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
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IONE MORENO
Rio Preto da Eva preparada para a Copa Economia B4 e B5
Restaurantes ‘abocanham’ taxa de 10% dos garçons Sindicato da categoria sugere a regulamentação da cobrança e a inclusão do benefício no contracheque do trabalhador
GIOVANNA CONSENTINI
Dos mais de 40 mil profissionais amazonenses da categoria, aproximadamente 15 mil que trabalham em estabelecimentos que cobram a taxa de serviço não recebem o percentual correspondente ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
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o pagar os 10% de taxa de serviço incluso, na maioria das vezes de forma automática, em bares, restaurantes e similares de Manaus, consumidores se perguntam quanto ao destino dessa gorjeta. Os garçons por outro lado questionam-se, de fato, se aquele valor repassado a ele corresponde ao cobrado junto aos clientes. O secretário-geral do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares do Estado do Amazonas (Sechs-AM), Antônio Carvalho, afirma que aproximadamente 80% dos trabalhadores do setor não recebem o valor dos 10% arrecadados com a cobrança da taxa. De acordo com cálculos do sindicato, de R$ 10 mil arrecadados pelo estabelecimento na semana, por conta dos 10%, em média o trabalhador recebe apenas R$ 2 mil. “E o que é pior, por meio de um recibo, quando esse valor deveria estar dentro do contracheque”, reclama. Conforme o dirigente, atualmente em Manaus, há mais de 40 mil trabalhadores da categoria, dos quais 15 mil que trabalham em estabelecimen-
tos que cobram a taxa, não a recebem. “Seja por conta de repasse incorreto por parte do empresariado ou devido à política do estabelecimento, onde o garçom trabalha”, explicou. Um profissional que pediu o sigilo constitucional da fonte, conta que há dois meses trabalha em um hotel localizado no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus. Ele diz que a polêmica começa na cobrança dos 10%, quando muitos clientes
CAPACIDADE
Dados da Abrasel-AM apontam que os restaurantes associados trabalham em Manaus apenas com 80% da capacidade do quadro de garçons. Para cobrir os 20%, a entidade oferece cursos de qualificação se mostram insatisfeitos com a inclusão automática da taxa de serviço, percentual o qual afirma nunca ter recebido. Segundo o garçom, colegas do departamento dizem que os patrões só pagam 7%. “Vou fazer dois meses de casa e até hoje não recebi minha gorjeta. Eles não dão nenhuma explicação e nem previsão de quando
irão nos pagar”, revela. Para ele, o bom atendimento ao cliente é fundamental à recompensa da gorjeta. Debate O garçom Alberto Cruz, 64, que “puxa bandeja” há 42 anos, tem no currículo a passagem por diversos restaurantes como o do aeroporto internacional Eduardo Gomes, nos anos 1980, e de hotéis como Novotel, Taj Mahal e Tropical. Hoje no serviço terceirizado, ele lembra que a discussão sobre a taxa é bem antiga e vem desde quando iniciava a carreira, quando a maioria dos estabelecimentos não cobrava o percentual. “Quando começaram a cobrar, os estabelecimentos dividiam todo o valor entre os seus funcionários: garçons, cozinheiros, atendentes e serviços gerais”, afirma Alberto. Ele observa que faltava clareza nas informações prestadas por parte dos patrões em relação ao total do valor arrecadado com a cobrança dos 10%. Atualmente servindo na secretária de Estado da Fazenda (Sefaz), Alberto conta que o repasse nunca era feito de forma correta. “E isso despertava certa desconfiança por parte dos garçons”, lembra.
Divisão entre patrão e empregado A fórmula para evitar a dúvida no pagamento dos 10% aos garçons, na opinião do secretário-geral do Sechs-AM é a regulamentação da cobrança. Segundo ele, cidades como Goiânia (GO) e Salvador (BA) estabeleceram em lei os critérios de divisão entre garçons e empresários, onde o último pode reter 2% para subsidiar os encargos sociais e previdenciários de lançamento em contracheque.
“Quando o consumidor tiver a certeza que essa taxa de 10% vai para os garçons e seus familiares, já que é uma verba fundamental para o trabalhador sustentar sua família, qualquer consumidor vai ter o prazer de pagar o valor, não tenho dúvida disso”, sustenta Carvalho. O dirigente informa que a convenção coletiva da categoria prevê o acordo entre os estabelecimentos que co-
bram os 10% e diretamente com o sindicato. De acordo com ele, por meio de estudos ficou estabelecido que o empresário, interessado em regularizar a taxa de serviço, poderá reter valores de até 3,9% para bancar os encargos de inclusão da taxa no contracheque. Porém, Carvalho diz que os empresários desistem do acerto, por achar o ônus alto e unilateral.
Empresas enfrentam problemas O vice-presidente da Associação Brasileira de Bares de Restaurantes do Amazonas (Abrasel-AM), Mário Valle, reconhece o fato de alguns restaurantes não repassarem de forma integral o valor da taxa de serviço. Mas ressalta que o acordo é feito com empresários e o com o sindicato da categoria. “O pagamento depende do restaurante. Em alguns ele é feito na sua
totalidade, em outros é dividido com os funcionários da cozinha”, explica. Valle observa que, se aprovado o projeto de lei da regulamentação da taxa, que tramita no Congresso Nacional, desde 2010, a questão será elucidada. Conforme ele, por conta da taxa o setor enfrenta muitos problemas quanto ao recolhimento de impostos e serviços
que devem constar no contracheque do trabalhador e todo o ônus recai sobre o empresário. “Em causas judiciais entre empregado e patrão, o último sempre perde”, afirma. O dirigente da Abrasel-AM aponta que a taxa representa aproximadamente 70% dos ganhos do garçom, e há casos que chegam até 200% do piso salarial do trabalhador que hoje é na ordem R$ 800.
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Games são a nova aposta das lojas de informática BRUNO IZIDRO Equipe EM TEMPO ONLINE
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rodutos relacionados a games são a aposta para diversificar os negócios das lojas de informática em Manaus. Basta entrar nos principais estabelecimentos do ramo para notar que, no meio de placas-mãe, notebooks e impressoras, um espaço maior é dedicado a jogos, consoles e acessórios para videogames. Segundo o responsável pelo setor de games da Info Store, Eduardo Martins, o número de vendas de jogos só fica abaixo de tablets e de celulares. “Por mês, vendemos uma média de 5 mil peças entre jogos, consoles e acessórios”, informa. Com o crescimento do mercado e o sucesso na venda de games, a Info Store vai expandir esse setor com a inauguração de uma loja totalmente voltada para jogos - a Info Store Games. A inauguração da unidade ocorrerá amanhã (14) no Amazonas Shopping. “Vamos focar mais em promoções e eventos de lançamentos de jogos na loja especializada”, afirma Martins. A PCI Informática é outra grande loja de informática que aposta nos videogames. O responsável pelo setor de compra e venda de games, Luiz Henrique Vieira, diz que o crescimento do mercado levou a loja a investir mais nos jogos. “Hoje a parte de games é responsável por 25% das vendas da loja. Por mês, a média é de 2 a 3 mil peças vendidas”, afirma ao frisar que os números englobam jogos, acessórios e consoles. Um termômetro do quanto
DIVULGAÇÃO
Em alguns casos, jogos de videogames representam 25% das vendas de empresas de Manaus, que investem no produto o mercado de games está em alta foi sentido pela PCI Informática durante o lançamento do aguardado jogo GTA 5 no ano passado. Vieira afirma que o grande volume de vendas do game surpreendeu os lojistas. Mais de mil cópias do game de ação em mundo aberto foram vendidas nas primeiras semanas, sendo que o jogo é vendido ao preço de R$ 150. Com dois anos de atividade, a Player Games é especializada em venda de produtos relacionados a jogos e trabalha com as principais plataformas de videogames. O gerente da loja, Fabrício
EXPANSÃO Venda de games cresce no país. Pesquisa de mercado GFK mostrou que aumento das vendas de jogos de videogames foi de 25% de 2013 para 2012. Já as de consoles, incremento foi de 43% Sucesso das vendas de game levou a Info Store a inaugurar uma loja totalmente especializada em jogos para videogames
Simões vê como positivo o investimento de lojas de informática na venda de jogos. “A concorrência é bem-vinda e, se feita com produtos oficias e na legalidade, só fortalece o mercado de games”, afirma. No entanto, Fabrício revela que manter uma loja dedicada só para games ainda não dá lucro em Manaus. “O mercado de games cresce, mas ainda é instável. Fizemos um investimento de longo prazo e o retorno será em três anos”, conta.
Compras on-line é uma das alternativas A compra de jogos em lojas de internet, como Mercado Livre e eBay, por exemplo, são comuns, principalmente entre jogadores mais dedicados. Porém, a demora na entrega e preços de frete ainda são fatores que fazem alguns preferirem comprar em lo-
jas físicas. O biólogo Marcos Corrêa é dono de um Playstation 3. Ele afirma que ocasionalmente compra jogos para o console em lojas de Manaus para evitar a demora. “Se puder ter o jogo em mãos logo e em um preço em conta acabo
comprando em lojas daqui”, fala o profissional. Preço Já o estudante Isaac Guerreiro adquiria os seus jogos quase sempre em compras pela internet. “Quando tinha um Xbox 360 eu comprava na internet, princi-
palmente no ebay”, conta. A razão, segundo ele, era o preço. “Era melhor comprar na internet porque mesmo com frete ficava mais barato”, argumenta. Ele enfatiza que a compra de um jogo pela internet custava aproximadamente de R$ 70.
Vitrine Tech economia@emtempo.com.br
Troca de senhas Usuários de várias companhias de tecnologia foram aconselhados a substituírem suas senhas devido a um grave problema de segurança detectado pela Google. Tudo por causa do vírus Heartbleed, que afeta o OpenSSL, acervo de criptografia que embaralha informações sensíveis passadas de um computador para outro. Empresas como Yahoo!, Amazon
Bateria ‘incendiária’ gera alerta da Sony Quem usa o Vaio Fit 11A – aquele que tem a particularidade de virar um tablet -, precisa ficar atento. A Sony emitiu na última semana um alerta em que chama a atenção para o risco de a bateria não removível do aparelho pegar fogo. Pelos menos três aparelhos já se incendiaram, conforme divulgou a Sony. Segundo a empresa nipônica, até agora, foram vendidas 26 mil unidades do Vaio em 52 países desde fevereiro, quando a linha foi lançada, e a Sony não sabe dizer quantos computadores apresentam o problema. A bateria “incendiária” foi fabricada pela Panasonic.
Clicks *Desenvolvido por exalunos da Faculdade Fucapi, o site ‘Friends to go’ foi premiado no ‘Startup Weekend’, evento mundial realizado, semana passada, em Manaus. * A controladora do site Mercado Livre, a argentina MercadoLibre, fechou a aquisição de dois portais de venda de imóveis na América Latina - portalinmobiliario.com, no Chile, e guiadinmuebles.com,
no México. Os negócios giraram em torno de US$ 40 milhões. *A Amazon anunciou a compra da ComiXology, empresa que revolucionou a maneira de ler quadrinhos em computadores e dispositivos móveis. * Principal aposta da Zynga, o jogo FarmVille 2 - aplicativo do Facebook - perdeu 4 milhões de usuários em um ano.
Voz e Internet A Embratel e a CVC fecharam uma parceria que vai dar mais agilidade aos serviços prestados pela operadora de viagens, considerada a maior da América Latina. O acordo permitirá o fornecimento de soluções de Voz e Internet para toda a CVC no Brasil, expansível à rede franqueada da operadora. A novidade permitirá a realização de chamadas telefônicas locais, nacionais, internacionais e entre suas filiais para qualquer terminal fixo ou móvel com qualidade e eficiência.
WhatsApp popular Segundo dados da Nielsen e da Mobile Marketing Association, o WhatsApp está instalado em 74% dos smartphones brasileiros. Conforme o estudo, o serviço de mensagens é mais usado que o aplicativo do Facebook para dispositivos móveis.
e PayPal e A Tumblr foram algumas empresas que notificaram seus usuários. Batalha bilionária Em torno de US$ 2,2 bilhões. Este é o valor que a Apple tentará pegar da Samsung como indenização por danos causados em razão da suposta violação de cinco patentes, afirmou o consultor econômico Christopher Vellturo.
Brasil ‘espiona’ os usuários do Facebook
No segundo semestre do ano passado, o Brasil fez 1.165 solicitações de dados de usuários do Facebook referentes à 1.651contas. Porém, apenas 33,82% dos pedidos foram atendidos. O país ficou em 7º lugar no ranking dos países que solicitaram informações sobre usuários do Facebook, conforme relatório divulgado pela empresa de Mark Zuckerberg, no último dia 11. Os Estados Unidos reinaram absolutos no topo da lista com 12.598 solicitações de 18.715 contas.
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Parlamentares concentram esforços para Zona Franca
Empresariado e economistas cobram mais atenção para a infraestrutura e o desenvolvimento a outras matrizes econômicas IONE MORENO
Manutenção dos incentivos ao PIM é avaliada como necessária para manutenção dos 127,8 mil postos de trabalho direto e para que o Estado tenha fôlego para desenvolver os polos naval e mineral
O QUE ELES FAZEM EM
BRASÍLIA EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
A
pós 3 anos e três meses de trabalho da bancada amazonense no Congresso Nacional, empresários e economistas avaliam com olhar positivo a defesa ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), que aguarda um segundo turno para garantir de forma definitiva a sua prorrogação até 2073. No entanto, cobram dos parlamentares mais discussões sobre novas matrizes econômicas, com a finalidade de livrar o Estado da dependência exclusiva da ZFM. O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), empresário Wilson Périco, observa que a prorrogação é necessária não só para preservar os investimentos e as atividades que existem hoje no Polo Industrial de Manaus (PIM), mas, também para garantir fôlego socioeconômico ao Estado no desenvolvermos das novas matrizes econômicas. “Precisamos sair dessa dependência que o Estado tem hoje”, opinou. Périco avalia que a atuação parlamentar é importante nas questões econômicas do Brasil. Contudo, ele critica a forma como ela vem ocorrendo no Congresso Nacional. “As
decisões são na sua grande maioria políticas. Tudo que tem sido noticiado, principalmente os últimos acontecimentos denotam que ninguém mais discute aquilo que é bom para o Brasil. Apenas se negociam votações, aprovações e CPIs”, aponta. O empresário diz que essas negociações impedem que o Brasil vença deficiências como a de infraestrutura. De acordo com ele, a matriz econômica do Amazonas depende exclusivamente de uma lógica aeroportuários (porto e aeroporto). “Nós não temos estradas e não enxergamos nenhuma medida tomada pelo governo federal que indique quais soluções estão sendo tomadas”, salienta. O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Anselmo da Cunha Evangelista, diz que a percepção de modo geral é que a bancada amazonense está trabalhando em defesa da economia amazonense, principalmente com relação à ZFM. “É uma questão que não depende só da vontade da bancada, porque somos minoria, mas se todos tiverem alinhados teremos sucesso. Ainda temos um segundo turno no Senado e, por conta disso, a prorrogação deve demorar”, observa. Para Evangelista, a pauta do momento é a prorrogação do modelo, para as quais todas as atenções devem estar voltadas. Porém, ele sustenta que os outros modelos de desenvolvimento econômico já iniciados como o polo naval e o mineral não podem ser deixados como coadjuvantes. “Nesse momento a prioridade é o modelo Zona Franca, até porque sem as indústrias aqui não temos como desenvolver a economia. Sem ela, outras matrizes possíveis perdem força”, frisa.
Na defesa da PEC dos tablets
Saída da produção pelo Pacífico
Os parlamentares amazonenses apontam como a prioridade dos seus mandatos a defesa do modelo ZFM. Entretanto, ao avaliarem os 1.198 dias completados hoje, senadores e deputados apontam “grandes feitos” voltados à economia amazonense, em alguns casos até dividem a paternidade ou maternidade das iniciativas. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), bem como o senador Eduardo Braga (PMDB), lembra que, logo quando chegou ao Congresso, o primeiro grande debate se deu sobre a medida provisória 534/2011, que tratava da questão da produção de tablets. Enquanto ela seguiu nas articulações, Braga assumiu a relatoria da MP, que reduziu a zero a alíquota do Programa de Integração
A deputada federal Rebecca Garcia (PP), que depois de eleita em 2010 assumiu a Secretaria de Estado de Governo (Segov) em dezembro de 2012 e voltou à Câmara dos Deputados em novembro de 2013, afirma que no Congresso ela se fez presente na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (Cdeic), onde debateu questões da indústria, infraestrutura e setor primário. Entre as principais iniciativas voltadas para a economia amazonense, Rebecca que é vice-líder do governo, sugeriu ao Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior (Midc) propostas à logística da Região Norte e Nordeste, com a construção de uma
Social (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para quem produz tablets no Brasil. Conforme a assessoria do senador, para garantir a competitividade PIM, ele incluiu no texto benefícios que até então a ZFM não tinha, como a isenção fiscal para produção de bens de informática voltados à inclusão digital e crédito de 5,6% de PIS/Cofins para quem comprar tablets produzidos nas indústrias de Manaus. Outras iniciativas em prol da economia do Amazonas, Braga enumerou o aumento do Imposto de Importação para que a indústria nacional mantivesse concorrência com a China, também emendas a MP 540/2011, que possibilitaram proteção do setor de telefonia e televisor.
saída para o escoamento da produção para o oceano Pacífico. Ainda na comissão, a parlamentar debateu os gargalos e potencialidades do setor primário que, na sua avaliação, apesar dos avanços tecnológicos apresentados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que comprovam as potencialidades e o baixo impacto ambiental de atividades produtivas do setor, há ainda muito preconceito e entraves burocráticos. Relatora-revisora da MP 563, a deputada Rebecca comemora aprovação e a prorrogação dos incentivos fiscais da Sudam e da Sudene, que entre outros benefícios, propõe incentivos fiscais para diversos setores da indústria. WERTHER SANTANA/AE
Produção do aparelho em Manaus com vantagens comparativas foi garantida no primeiro ano de trabalho da nova legislatura
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Rio Preto da Eva pre Segunda cidade da Região Metropolitana de Manaus visitada pela equipe do EM TEMPO, apesar de problemas como ruas esburacadas, capacita jovens para atender turista estrangeiro JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO
O
ano de 2013 foi de instabilidade política no município de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus). O “troca-troca” de gestores gerou insatisfação de populares, que foram às ruas protestar. Passado o momento, a cidade foca no crescimento econômico, apostando suas fichas nos setores agrícolas e de turismo para atender os visitantes durante o período de festas da Copa do Mundo, que terá a capital entre as subsedes. A secretária municipal de Turismo, turismóloga Márcia Jacamont, diz que a cidade tem desenvolvido cursos de inglês básico para pessoas ligadas ao setor de atendimento, em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). De acordo com a turismóloga, um grupo de alunos concluirá o curso de guia turístico dias antes do mundial. Serão mais de 100 pessoas capacitadas para o atendimento ao turista estrangeiro. Para ela, a boa impressão que os visitantes devem levar da cidade deve estar ligada não apenas as condições da sua infra-
estrutura e de seus pontos turísticos, mas também das relações humanas. “A intenção é fazer com que o turista volte sempre. Bem atendidos e percebendo nossa preocupação com a capacitação profissional dos empresários e funcionários, temos certeza de que vão voltar e indicar Rio Preto da Eva para mais pessoas”, sustenta.
REFORMA
Réplica do Cristo Redentor, construída em um morro que possibilita uma visão privilegiada de Rio Preto da Eva, receberá luzes cênicas e durante a Copa do Mundo terá telão para a transmissão dos jogos Para aperfeiçoar as ações no setor de ecoturismo à comunidade, Márcia diz que o município conta com os programas de Hospedagem Residencial Alternativa (PHRA) e o de Sensibilização Contra o Lixo (PSCL). O último, segundo ela, tem suas atividades intensificadas nos finais de semana, onde a concentração de visitantes pela cidade é maior.
Balneários A cidade é conhecida por oferecer opções para quem quer apreciar da gastronomia amazonense ao lazer. Dentro da área urbana há três grandes balneários. O principal é a orla municipal Raimunda Cajueiro Oliveira “D’Loura”, com entrada gratuita todos os dias da semana. O local, que recebe em média 5 mil pessoas, nos fins de semana, conforme dados da prefeitura, conta com um anfiteatro, restaurantes e bares. A “Orla”, como é comumente chamada, passa por adequações de padronização, que segundo a secretária de Turismo devem estar concluídas para o mundial. Sete salva-vidas e técnicos de enfermagem trabalham nas suas imediações. O balneário do Gonzagão é outra opção para os visitantes. Mesmo sendo uma propriedade particular, o local é aberto ao público de domingo a domingo, localizado no quilômetro 1 do ramal Alto Rio. Os responsáveis oferecem serviços de bar e restaurante. No balneário do Manu, instalado logo depois do Gonzagão, é cobrada uma taxa de R$ 5 por barraca ocupada. Cercado por buritizais, também oferece serviço de bar e restaurante.
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Tapioca com banana frita e tucumã para o café da manhã
Monumento e gastronomia
O tatu-bola, mascote da Copa do Mundo de 2014, recebe visitantes na entrada do município
O visitante, que for a Rio Preto da Eva, terá a oportunidade de conhecer a Igreja do Cavaco. O monumento construído por populares, que usaram como matéria-prima pedaços da madeira conhecida como “cavaco jarana” é um Centro Ecumênico, que tem construído ao seu lado esculturas em homenagem às atividades agrícolas das colônias locais. A estrutura atualmente possui danos causados por vândalos e por falta de manutenção. Conforme explica a turismóloga, depende da aprovação de projeto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para ser reformada. Existem 18 empreendi-
mentos voltados à gastronomia em Rio Preto da Eva. O Café da Priscila é um dos mais procurados. De 5h30 às 20h é possível aproveitar as iguarias regionais como o tucumã, a pupunha e a farinha de tapioca. A proprietária do empreendimento, Priscila Carvalho, disse que a preocupação com o atendimento aos turistas estrangeiros e nacionais começou há tempos. “Contratamos dois profissionais que falam o inglês fluentemente. Os demais frequentam cursos de inglês básico. Além disso, encomendamos placas de informação e cardápios em inglês, português e espanhol”, ressalta.
Limpeza nas vias impressiona Apesar do volumoso número de ruas esburacadas e da necessidade de reparos no sistema de saneamento básico, chama a atenção no município a colaboração dos comunitários na limpeza das vias. O prefeito municipal, Luiz Ricardo Chagas (PRP), reconheceu a situação e disse pleitear com o governo do Estado uma ação conjunta para resolver o problema das ruas. Segundo ele, um sistema econômico está fragilizado por perdas no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A rede hoteleira do município é acostumada com a alta procura por apartamentos, uma vez que aten-
de a demanda gerada por eventos como o festival da Laranja e da Banana, realizados nos meses de maio e agosto. A feira da banana passa por ajustes em sua programação e neste ano acontecerá nos dias entre os dias 1º e 3 de maio. São mais de 100 empreendimentos no ramo, que inclui a pousada da Sereia, única de Rio Preto da Eva, certificada no Ministério do Turismo. Com o preço seguindo a média local, o empreendimento, localizado na rua Governador Álvaro Maia, dispõe de 15 apartamentos, dotado de frigobar, condicionador de ar e televisão. A diária varia entre R$ 60 e R$ 90. IONE MORENO
IONE MORENO
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eparado para a Copa
Bela vista da cidade do alto do morro do Cristo Redentor
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Barbosa diz que ‘Deus dirá’ se será candidato em 2018 Presidente do STF afirma que ainda é assediado pelas ruas e povo pede para ele se candidatar para as eleições deste ano
“D
eus, Deus dirá...” Com essa frase enigmática e ar descontraído, o presidente do Supremo Tribunal Federal respondeu se disputará a eleição de presidente da República em 2018. Segundo ele, muita gente ainda lhe cobra, pelas ruas, que dispute o Palácio do Planalto esse ano. “Sim (porque) as pessoas não sabem que o prazo já se escoou”, declarou, referindo-se ao prazo de desincompatibilização de seis meses antes da eleição para servidores públicos como ele. Barbosa, durante sua participação no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, afirmou que viu com “absoluta naturalidade” o episódio que ocorreu, recentemente, quando saía do Restaurante Frederic Chopin, em Brasília, quando foi hostilizado por militantes do PT. O pequeno grupo chamou o presidente do STF de “tucano” e “projeto de ditador”. Barbosa disse que nem “notou” a manifestação. “Quando fui notar já estava dentro do carro. Vi que eram três, quatro pessoas. O Brasil é uma democracia. Faz parte das liberdades”. Os petistas gritaram também: “Dirceu, guerreiro do povo
AG/BRASIL
brasileiro”. O ex-ministro foi condenado como o mentor do mensalão petista e está cumprindo pena na penitenciária da Papuda. Barbosa se recusou a falar sobre o julgamento do mensalão, que ele presidiu.”Por favor, vamos mudar essa fita, né. Ilustre A presença de Barbosa causou alvoroço no Fórum Ruy Barbosa. Funcionários, advogados e juízes se acotovelaram para ver, cumprimentar e tirar fotos com o ministro. Antes de participar do evento, visitou a cripta de Ruy Barbosa, onde estão os restos mortais do grande jurista baiano, no subsolo do Fórum. O principal petista do Estado, o governador Jaques Wagner, presente ao evento, e um crítico das condenações do STF no processo do mensalão, dirigiu palavras amáveis a Barbosa. “Vou dar mais uma vez as boas vindas ao ministro Joaquim Barbosa, que já tive oportunidade fazê-lo menos formal, no Festival de Música Clássica de Trancoso (Praia do extremo-sul da Bahia). Para nós, é motivo de orgulho, a presença do presidente do Supremo”.
Presidente ‘na cola dos mensaleiros’ Barbosa, apesar das críticas se mantém firme em suas decisões, como por exemplo, acusar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz de não querer investigar as denúncias de favorecimento aos presos do mensalão. “Em atitude de claro desdém para com a autoridade judicial, e desconsiderando o fato de as irregularidades terem sido divulgadas amplamente e comunicadas pelos órgãos do Ministério Público e Defensoria Pública em atuação junto à VEP, o governador do Distrito Federal deu indicação clara da sua falta de disposição para determinar a apuração dos fatos narrados e oferecer solução para o problema posto”, declarou. Presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa diz que as pessoas pedem que ele seja candidato
AINDA ESTE ANO
MEC terá 10 mil escolas inovadoras O ministro da Educação, Henrique Paim, afirma que o Ministério da Educação (MEC) tem a meta de chegar ao final de 2014 com 10 mil escolas que adotam o Programa Ensino Médio Inovador criado para apoiar e fortalecer propostas curriculares inovadoras nas escolas tornando o ensino mais dinâmico. Atualmente, 5 mil escolas adotam o método. Paim lembrou que o ensino médio é atualmente um grande desafio para a educação brasileira por concentrar a maior taxa de evasão e reprovação. “Pactuamos com Estados para que algumas escolas pudessem, a partir do financiamento do MEC, implantar metodologias inovadoras para fazer com que elas possam implementar currículos diferenciados para o ensino médio para que possamos construir um redesenho curricular. O cur-
rículo envolve integração com a educação profissional, trabalha a relação com a comunidade, por exemplo”, explicou. O ministro disse que esse
DESAFIOS
Atualmente, 5 mil escolas adotam o método. Paim lembrou que o ensino médio é atualmente um grande desafio para a educação brasileira por concentrar a maior taxa de evasão e reprovação programa foi o embrião para o Pacto Nacional pelo Ensino Médio em que secretarias de Educação estaduais e distrital assumem o compromisso pela valorização da formação
continuada de professores e coordenadores que atuam no ensino médio de áreas urbanas e rurais. O pacto tem a adesão de todos os Estados, segundo Paim. “O pacto começa pela capacitação de professores. São em torno de 600 mil no ensino médio”, disse. Tempo integral A ampliação das escolas de período integral foi outro tema tratado pelo ministro da Educação. Segundo ele, o governo vem empreendendo esforços nesse sentido. “De 2010 a 2013, tivemos um crescimento de 139% nas matrículas com jornada igual ou superior a sete horas”. Paim lembrou que o Plano Nacional de Educação (PNE) prevê a expansão da oferta da educação integral a 25% dos alunos e 50% das escolas de educação básica.
País
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Assédio sexual em metrôs é alvo de manifestação em SP Ato busca pressionar o governo para que atue contra o problema, como campanhas que incentive as mulheres a denunciarem
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Levante Popular da Juventude e a Marcha Mundial das Mulheres fizeram na sexta-feira (11) mais uma manifestação para denunciar o assédio sexual no transporte público da capital paulista. As ativistas panfletaram e distribuíram apitos e adesivos na Estação República do metrô, no centro da cidade. Segundo a militante da Marcha Mundial das Mulheres, Maria Júlia Monteiro, além de conscientizar os usuários dos metrôs e trens sobre o problema, o ato busca pressionar o governo estadual para que atue contra o problema. “Fazendo campanhas, constrangendo o agressor e incentivando as mulheres a denunciarem. Por isso, a gente trouxe o apito, para incentivar a solidariedade entre as mulheres”, disse. As manifestantes também cobraram a instalação de câmeras nos vagões e capacitação dos funcionários do metrô. Na avaliação de Júlia, nos últimos tempos aumentou o número de mulheres dispostas a denunciar esse tipo de violência. De acordo com a ativista, o próprio assédio tem aumentado. “As mulheres estão cada vez mais ocupando o espaço público, se colocando como su-
DIVULGAÇÃO
jeitos políticos e autônomos. E a reação a esse processo de mais autonomia das mulheres é justamente o aumento da violência. Então você tem uma reação machista contras mulheres que estão ocupando o espaço público”, opinou.
bem como agir ao presenciar assédio dentro dos vagões. “A gente não tem reação, porque se reagir acaba apanhando. O que a gente tenta fazer é avisar os guardas”, disse o rapaz que trabalha como estagiário em uma loja de departamentos.
Abusos A estudante de arquitetura Aline Lima disse que já sofreu
Campanha O Metrô lançou no dia 9 uma campanha de conscientização contra o abuso sexual que, segundo a empresa, está sendo difundida nas redes sociais e nos monitores internos nos trens. “O Metrô repudia o abuso sexual, crime que deve ser combatido dentro e fora do transporte público. A empresa trabalha continuamente com campanhas de cidadania e de alerta aos usuários sobre condutas que possam colocar em risco a segurança de todos”, informa comunicado da companhia. A empresa garante que age para evitar a prática de crimes no sistema de transporte. “As equipes de segurança tem agentes uniformizados e à paisana, além de câmeras de vigilância em trens e estações. São mais de mil agentes treinados para agir em benefício de todos os passageiros, sejam eles homens ou mulheres, idosos, adultos ou crianças”.
MEDIDAS
As manifestantes que encamparam o protesto também cobraram do governo do Estado de São Paulo a instalação de câmeras nos vagões e capacitação dos funcionários do metrô para atuarem contra o crime assédio. No entanto, a jovem reclama do atendimento prestado pela equipe do Metrô na ocasião. “Só saí de perto (do agressor), porque não adianta arrumar briga. O pessoal do Metrô, geralmente, não faz nada”. Jonathan Moreira, que pregou no peito um dos adesivos distribuídos no protesto, admitiu que não sabe muito
Campanha liderada por um grupo de mulheres pede providências para o crime chamado “encoxada”
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Mundo
MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
Rússia nega querer tomar mais territórios ucranianos
Ocidente acusa a Rússia de colocar 40 mil tropas perto da fronteira com a Ucrânia e estão preocupados que Moscou envie forças para o leste após anexação da Crimeia DIVULGAÇÃO
Nem todos os russos apoiam as ações do seu presidente, Vladimir Putin de tomar à força as penínsulas e territórios ucranianos
O
ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que o país não quer tomar mais territórios ucranianos, mas repetiu o pedido a Kiev para conceder mais autonomia às autoridades regionais, informou a agência de notícias RIA. Países ocidentais acusam a Rússia de colocar 40 mil tropas perto da fronteira com a Ucrânia e estão preocupados que Moscou envie forças para o leste do país após ter anexado a Crimeia, no mês passado. “Não podemos ter esse desejo. Ele contradiz os interesses centrais da Federação Russa. Queremos que a Ucrânia seja inteira dentro de suas fronteiras atuais, mas
‘GENOCÍDIO’
Ruanda: 200 mil crianças foram geradas após estupros Elas foram presas, espancadas e estupradas quando a irracionalidade e a violência assolaram Ruanda há 20 anos. Hoje, essas mães – que escaparam do genocídio que matou quase um milhão de pessoas – e os frutos da barbárie buscam viver uma vida normal em meio a tantas memórias. No entanto, embora tenham sido concebidos a partir de crimes sexuais, esses meninos e meninas não são considerados sobreviventes e, com isso, não recebem apoio do governo. Apesar de as estatísticas serem imprecisas, as Nações Unidas estimam que entre 250 mil e 500 mil mulheres foram estupradas por milícias e grupos de hutus armados. Dessas violações, teriam nascido 200 mil crianças. Os “filhos do genocídio” não viveram a carnificina que teve início no dia 7 de abril de 1994 e durou até julho do mesmo ano, quando a Frente Patriótica Ruandesa (FPR) comandada por Paul Kagame expulsou extremistas genocidas e o governo provisório após o acidente de avião que matou Juvenal Habyarimana – fato que desencadeou o massacre que durou cem
dias. Porém, cresceram com as marcas vivas de um passado que não testemunharam, mas que conhecem muito bem pelos relatos e cicatrizes deixadas em suas mães. “Eu perdoaria o homem que me estuprou, mas infelizmente não sei quem é. Foi mais de um. Se soubesse quem são e se essas pessoas viessem até mim e confessassem,
VÍTIMAS
Apesar de as estatísticas serem imprecisas, as Nações Unidas estimam que entre 250 mil e 500 mil mulheres foram estupradas por milícias e grupos de hutus armados eu perdoaria”, disse a Opera Mundi Naomie Mukakalisa, de 37 anos. Ela vive em Nyamata, no distrito de Bugesera, a 40 minutos de Kigali, e é produtora rural. Em seu pequeno lote, cultiva alimentos para subsistência própria e de seus dois filhos e, quando sobra, tenta vender no mercado local. DIVULGAÇÃO
inteira com todo o respeito pelas regiões”, disse Lavrov, segundo a agência. A Rússia nega qualquer aumento substancial de tropas na fronteira com a Ucrânia, mas diz que tem o direito de proteger os cidadãos de língua russa que são maioria em algumas regiões do leste da Ucrânia. A Otan e os Estados Unidos acusam a Rússia de instigar tumultos separatistas em cidades no leste da Ucrânia, onde manifestantes pró-Moscou invadiram edifícios da administração pública e exigiram mais autonomia de Kiev. Ocupação A decisão da Rússia de intervir na crise da Ucrânia tem desper-
tado reações no mundo todo. O Secretário de Estado americano, John Kerry, descreveu a medida como “um ato descarado de agressão em violação da lei internacional, em violação da Carta das Nações Unidas”. Em coletiva, ele acusou Moscou de esconder suas verdadeiras intenções na Ucrânia por meio de “intimidação e falsidade”. A Rússia, por sua vez, afirma que quer proteger os direitos humanos dos cidadãos russos na Ucrânia. Mas, qual a justificativa para enviar tropas para a região da Crimeia? Entenda: Interesse na Crimeia? A Rússia tem uma ligação histórica com a península desde a época de Catarina, a
Grande, no século 18, quando os russos conquistaram o sul da Ucrânia e a Crimeia, tomando a região do Império Otomano. Em 1954, a Crimeia foi presenteada à Ucrânia pelo líder soviético Nikita Khrushchev, de origem ucraniana. Apenas 10 anos antes, Joseph Stálin tinha deportado toda a população tártara da Crimeia, cerca de 300 mil pessoas, sob a acusação de cooperação com a Alemanha de Hitler. Quando a Ucrânia conquistou a independência, em 1991, o presidente russo Boris Yéltsin aceitou que a Crimeia continuasse parte da Ucrânia, com a frota russa do Mar Negro permanecendo em Sevastopol, alugando instalações do governo ucraniano.
Imagens das mães e jovens frutos do genocídios de Ruanda
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diadia@emtempo.com.br
ARQUIVO EM TEMPO/GIOVANNA CONSENTINI
Caderno C
Dia a dia
Prefeitura distribuirá pescado País C6
(92) 3090-1041
Marinor BRITO
NA LUTA contra UM crime INVISÍVEL FOTOS: DIEGO JANATÃ
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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Eu tenho certeza e estou denunciando que autoridades fazem vista grossa. Como a gente pode dizer que não tem vista grossa quando o governo federal tem apenas dois agentes da Polícia Federal por estado pra fazer fiscalização de fronteiras? E é trafico de drogas, de armas, de pessoas, de tudo
urante os 11 meses em que ocupou uma cadeira no Senado Federal, no ano de 2011, ela percorreu nove capitais brasileiras, entre elas Manaus para entender de que maneira as redes de exploração sexual orquestravam o aliciamento, tráfico e opressão de jovens brasileiros, principalmente em situação de vulnerabilidade social. As informações obtidas por meio da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, de autoria da atual vereadora de Belém (PA), Marinor Brito (PSOL) denunciou a fragilidade da legislação brasileira, o pouco interesse das autoridades em frear um mercado que chega a movimentar R$ 34 bilhões por ano, por meio da exploração sexual e da mão de obra de brasileiros que vêem na oferta de trabalho, uma oportunidade de melhorar de vida e acabam por ser ludibriados. Além de apontar as fragilidades, a CPI também originou um relatório com 200 páginas traçando um panorama do tráfico no país, e no qual foram ouvidos vítimas, acusados, sociedade civil, governo e polícia. Brito também criou um projeto de lei que altera o Código Penal Brasileiro (CPB) ao tipificar o crime de tráfico humano. De passagem por Manaus, a parlamentar concedeu uma entrevista ao EM TEMPO, sobre o assunto que se tornou tema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em 2011 a senhora foi autora e relatora da CPI em nove capitais brasileiras sobre o tráfico de pessoas. O que a levou a se interessar por este tema? Como venho de uma história de luta sindical e organização de partido de esquerda, sempre me envolvi com temas assim, sobretudo vinculados à luta pelos direitos humanos. Presidi a primeira CPI da Amazônia em Belém, que investigou a rede de proteção de crianças e adolescentes e a gente se apropriou de um trabalho que foi publicado pelo Congresso Nacional em 2003. Ele mostrava que nossa região Amazônica é uma região cujo grau de vulnerabilidade social do nosso povo favorecia e
concentrava as principais rotas de tráfico de pessoas do Brasil. Isto, naquela altura, me chamou muita atenção. Quais foram os resultados das investigações das CPIs? Fui a várias cidades brasileiras, vim a Manaus, ouvi vítimas, criminosos, levei gente para Brasília, ouvi sociedade civil e constatamos que a debilidade da estrutura do Brasil é muito grande. Além de conseguirmos deixar um relatório de 200 páginas aprovado (que inclusive serviu de base para novela Salve Jorge e acabou ajudando a criar outro olhar da própria sociedade sobre o assunto). Conseguimos dar entrada num Projeto de Lei para tipificar como crime o tráfico de pessoas. Minha alegria foi que, semana passada, foi aprovado no Senado e vai agora para a Câmara Federal. Fico alegre porque iniciamos o trabalho da Amazônia para lá e, ter conseguido colocar no Código Penal a tipificação desse crime, pra mim é uma vitória. Há dificuldades em obter informações precisas sobre o crime? Por que as próprias vítimas têm dificuldades de denunciar? Na Amazônia as pessoas se calam, têm pavor dos que orquestram e os facilitadores para o funcionamento desta rede. Elas são ameaçadas e as traficadas nem sempre se sentem vítimas, às vezes a vulnerabilidade delas é tão grande no interior onde elas moram, que ter comida e roupa já é um ganho, mesmo que esteja sendo explorada sexualmente ou tenha 24 horas de trabalho sem descanso e passaporte confiscado. Em Manaus chamou atenção que mesmo com a denúncia das redes que atuam na região - que envolve fazendeiros, políticos, grandes empresários, de certa forma a gestão pública porque tem conivência dos setores do Estado - mas tinham apenas três registros em 2011, de denúncias sendo analisadas pelo Tribunal de Justiça do estado. Mas como só três processos diante de tanto crime? A opressão aqui é muito maior, como é muito grande também no Pará, no Amapá. Os Estados da Amazônia brasileira estão mais vulneráveis, porque além da vulnerabilidade sócio-econômica do povo, tem o medo, o
coronelismo, o poder de oprimir, de perseguir a família. Qual o público de interesse das quadrilhas? Meninas, adolescentes e a maioria muito pobre com famílias desestruturadas. A senhora lembra algum relato de aliciamento? Há casos de tráfico de crianças para fins de adoção. Como o caso de uma mãe grávida do segundo filho, foi na unidade de saúde fazer pré natal e lá a aliciadora chegou. Diz que conhece um pessoal que tem ajudado, inventa uma história e oferece à mãe trabalho em Portugal, depois de ter nenê. Até hoje as crianças estão lá, foram adotadas e mandaram a mãe de volta. O juiz de lá não deixa as crianças verem a mãe. É sempre iludindo que a pessoa vai melhorar, vai ter oportunidade de trabalho. Do mesmo jeito acontece com exploração sexual. Meninas ribeirinhas são presas fáceis para serem utilizadas em grandes embarcações. Há estatísticas de quantas crianças e adolescentes no Amazonas estão na mira dos aliciadores? Muitas meninas de Manaus estão no Pará em área de garimpo, é tráifco interno e externo acontecendo. O grande problema é que Governo Federal não faz pesquisa no Brasil desde 2002, então não temos dados oficiais sobre o tráfico. Isso foi uma das recomendações que fizemos na CPI. Não temos registros, é como se o crime não existisse. É mais fácil encontrar instituições vinculadas aos direitos humanos terem informações que o governo brasileiro, do Amazonas, do Pará. Não temos dados oficiais sobre isso. Como ter o controle e evitar o tráfico principalmente em áreas de fronteira como é o caso dos Estados do Norte do país? Os Estados de fronteira são mais vulneráveis, mas não necessariamente. Uma surpresa que tive foi saber que Goiânia liderava os índices de casos denunciados. Tem diferença entre o que é denunciado e o que não é. Com a estrutura que o Brasil tem, as quadrilhas vão continuar lucrando facilmente. Há muitas redes e rotas denunciadas, tem nome de aliciadores, bar-
queiros, endereço, entregamos tudo à Polícia Federal. E eles dizem que não tem gente suficiente. Isto foi dito pela alta cúpula da Polícia Federal que chamei em Brasília para depor na CPI e cobrar ação na região Amazônica. No que é deficiente a legislação brasileira? Até hoje o Brasil não tem lei no CPB que criminalize tráfico de pessoas. É crime exploração sexual de criança e adolescente e trabalho escravo. Então toda vez que tinha uma situação que era caracterizada como tráfico, os promotores tinham que buscar alguma coisa vinculada à violação de direitos da criança e adolescente ou de trabalho escravo pra poder justificar. A rede começa com o aliciador, a pessoa que cerca a criança na porta da escola, a mulher no bairro, a mulher vulnerável que tem filho e não tem marido nem emprego, e convida para trabalhar. O projeto de lei que criamos e foi aprovado no Senado tipifica como crime todas as etapas e tem inovação de contar com elementos de proteção, que é função do Estado amparar cidadão desprovido de recursos. O que fazer agora para conter esta prática criminosa? Nós defendemos a liberdade, o direito de ir e vir, inclusive de trabalhar livremente em qualquer lugar do mundo. Nós não podemos concordar que as pessoas sejam enganadas, ou que pela vulnerabilidade sejam presas fáceis nas mãos dos traficantes. É uma realidade triste no Amazonas que faz fronteira com três países e sem nenhum controle. O que podemos fazer enquanto sociedade são campanhas de conscientização nas escolas, comunidades, chamar mais parceiros para que a gente faça uma rede de proteção. Insistir com as autoridades, denunciar casos que conhece, monitorar. Manaus assim como outras capitais brasileiras, que vão sediar eventos como a Copa, precisa fazer resistência. O Governo do Amazonas não pode continuar sem organizar um núcleo de enfrentamento com todos os atores para impedir que a vinda de milhares de pessoas seja prejudicial. O norte é local sem vigilância e fiscalização.
O modo operante é sempre muito parecido, eles dão propostas de trabalho de modelo, em boate, trabalho como prostituta, às vezes, é para ser cozinheira, faxineira, doméstica
O crime na internet é o grande boom, é o que fez crescer o lucro nos últimos anos. Eles fotografam e oferecem crianças, garotas e aí fazem a rede operar para deslocar a pessoa para outro Estado ou país
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Morador improvisa abrigo em parada de ônibus Penalizado com as pessoas que ficavam debaixo de sol e chuva aguardando o coletivo, catador de latas montou cobertura
FOTOS: REPRODUÇÃO
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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m fevereiro deste ano o EM TEMPO denunciou a ausência de abrigo em uma parada de ônibus na avenida Brasil, esquina com a rua Senador Cunha Melo, no bairro São Jorge, Zona Oeste. Dois meses depois, o problema foi resolvido. Incomodado em ver mulheres, crianças e pessoas idosas à mercê das intempéries, o catador de latas João Corrêa Pimentel, 51, morador da área, juntou material e resolveu construir sozinho o abrigo. Mesmo com as limitações físicas, João se solidarizou com os vizinhos, que enquanto esperavam o coletivo, ficavam sob forte calor ou chuva e também viu uma oportunidade de ganhar um dinheiro. “Depois do acidente que sofri, passei a juntar latinha. Um dia, vi as pessoas debaixo do sol de meio-dia se enfileirando numa beirinha de sombra do muro. Daí eu pensei que se tivesse um abrigo, as pessoas poderiam esperar o ônibus lá debaixo e, quem sabe, eu poderia vender pelo menos uma água para elas. Já ia ajudar em casa”, conta. Com alguns paus de escora que um vizinho ia jogar fora e
um pedaço de lona que tinha no quintal - que serviu para fazer a cobertura do abrigo -, o catador de latas arregaçou as mangas. Ele pensou até na comodidade dos usuários de ônibus, colocando quatro banquinhos usados, que uma vizinha cedeu. “Um vizinho viu que eu estava fazendo e doou umas telhas, mas sou deficiente físico, não tenho forças nos braços e as telhas estão encostadas ali porque não tive como levantálas”, diz. A estrutura levou duas semanas para ficar pronta. A iniciativa do morador chama atenção de quem passa pela avenida. “Parou um carro de polícia cheio de policial perguntando o que eu estava fazendo. Morri de medo e expliquei que era um abrigo de ônibus. O policial apertou minha mão e disse ‘Parabéns, sua atitude é de um homem de Deus”, emociona-se. Após a construção da estrutura, João ficou conhecido nas rendondezas. “Muita gente vem agradecer, dizer que melhorou muito e isso me deixa muito feliz. Hoje aprendi que fazer os outros felizes me deixa feliz. Se eu não puder ajudar, é porque não posso mesmo. Caso contrário, eu ajudo”, declara.
Apesar das limitações físicas, João construiu sozinho o abrigo improvisado, livrando os populares do sol e da chuva
Ideia é vender água no local
Usuários aprovam o improviso
Ao lado do abrigo ele estacionou um carrinho no qual pretende futuramente vender água e alimentos, mas aguarda autorização da Prefeitura de Manaus para ver se pode comercializar os lanches. “Ainda não vendi nada. Só deixo o meu carrinho aqui para mostrar a ideia e saber das autoridades se posso investir no lanche. Um lanche tem que ter higiene, é assunto sério. Não pode ser feito de qualquer maneira, por isso quero saber se posso”, observa. João mora sozinho em uma casa em frente à parada de ônibus. Por conta das limitações, quando pode, ele cata latinhas para se sustentar e ajudar a ex-mulher e os seis filhos dela - com idades de 1 a 12 anos. Para incrementar a renda, ele pretende investir na venda de água aos usuários de ônibus.
Mesmo com as visíveis dificuldades, João construiu o abrigo sozinho e é elogiado por quem utiliza a parada. “Foi muito boa a iniciativa deste senhor. Melhorou muito, ajuda a gente a se esconder do sol e da chuva. Todo dia venho para cá esperar o ônibus. Não tem porque tirar o abrigo, a prefeitura é que tem que melhorar”, declara a técnica de enfermagem Zeila Martins Pena, 47. O estudante Ebrain Soares, 11, aprova a estrutura montada. “A prefeitura não quis fazer e ele veio e fez. Achei muito bacana a iniciativa. Sempre pegava sol e chuva aqui e não pego mais”, afirma. Moradora do bairro Santo
Acidente Entretanto, a vida de João
nem sempre foi assim. Ele era proprietário de lanches próximo ao hospital Adriano Jorge e tinha uma padaria em Iranduba (a 35 quilômetros da capital). Após um acidente de motocicleta, em 2006, no
COMODIDADE
Sem poder cobrir o abrigo com telhas, João utilizou uma lona para a cobertura, além de colocar assentos no ponto de ônibus, para melhor acomodar os usuários da parada qual colidiu contra um poste, e passou 38 dias em coma, foi desenganado pelos médicos. “Minha cabeça partiu e meu lado esquerdo ficou paralisado. Meu ombro ficou torto, arriado, e minhas costas inchadas. Fiquei de-
formado. O doutor já tinha dito para minha irmã que eu poderia não resistir. Ele cuidou só de fechar minha cabeça e nem ligou para meu ombro. Passei três anos e meio para me lembrar das coisas, porque o choque atingiu minha memória”, relata. Quando conseguiu recuperar a memória, João percebeu que não tinha mais força nos braços e não poderia trabalhar como antes. Ele também havia perdido os bens injustamente. E, desde então tem buscado uma maneira de se sustentar. “Fui no INSS para ver se conseguia me aposentar, mas o rapaz que me atendeu disse que como eu não tinha perdido nenhuma parte do corpo, ainda poderia trabalhar. Eu expliquei que o acidente deixou sequelas, e que não tinha mais força, mas fui informado que não receberia nada”, lamenta.
MELHORIAS
A construção da cobertura, de acordo com os populares que utilizam o local, deve ser melhorado pela Prefeitura de Manaus, que não se adiantou em montar uma parada no local Antonio, a doméstica Iris Soares, 41, todos os dias utiliza a parada. “Achei ótimo, agora a gente não pega mais sol na cabeça. Se todo mundo se importasse deste jeito com o próximo, nossa cidade seria mais bonita”, observa.
Publicação A denúncia da ausência de abrigo foi publicada no dia 20 de fevereiro deste ano, pelo EM TEMPO. No local, debaixo de um sol às 14h, a reportagem encontrou na ocasião Maria do Socorro Santos, 19, que esperava o ônibus na calçada no ponto sem cobertura, para voltar para casa, com a filha de dois anos no colo. Quatro vezes na semana ela leva a filha para sessões de fisioterapia, no Centro de Convivência da Família. “É muito ruim esperar no sol, arde demais. E quando chove é pior, porque a gente se molha e não tem onde se esconder”, disse ela à época.
Enquanto João construía o abrigo, populares aguardavam, sem proteção, pelo ônibus
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Lei pretende identificar capacetes de motoqueiros Projeto aprovado na Câmara aguarda apenas a sanção do prefeito de Manaus, para ser publicado e posto em prática
ARQUIVO/REINALDO OKITA
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
A
possibilidade da inserção de mais um item obrigatório aos motociclistas tem gerado a polêmica entre a categoria. Aguardando apenas a sanção do prefeito de Manaus, Arthur Neto, o projeto de lei (PL) nº 256/2013, obriga a descrição da placa da moto no capacete do condutor e do carona. A proposta, de acordo com o autor, o vereador Joãozinho Miranda (PTN), é contribuir com a segurança pública, uma vez que facilitaria a identificação dos usuários de motocicleta. O projeto foi aprovado na Câmara Municipal de Manaus (CMM) no mês de março, e seguiu para análise do prefeito Artur Neto, que tem um prazo de 30 dias para sancioná-la ou não. O palarmentar acredita que a numeração da placa impressa no capacete pode facilitar a identificação dos condutores, principalmente daqueles que se aproveitam do veículo para cometer delitos, apelando para a agilidade do veículo e o anonimato oferecido pelo capacete. “A ideia principal é uma medida de segurança pública. Hoje
vemos acontecer inúmeros crimes de pistolagem, assalto à mão armada, comerciantes que sofrem com assalto e muitas vezes se tornam vítimas fatais de criminosos que chegam de moto, com placa dobrada, com capacete com viseira, assaltam e vão embora. Eles não são identificados com facilidade”, salienta.
SANÇÕES
Deverá ser cobrada do motorista uma taxa mínima, para a inserção do adesivo. Quem não atender à lei poderá ser detido e ter a motocicleta apreendida, conforme estabelece o projeto O vereador se inspirou em uma lei que vigora na Colombia. Para ele, além de dificultar a ação de bandidos, o projeto também facilitaria a identificação de vítimas em casos de acidentes. “Com a identificação no capacete, a polícia pode fazer a abordagem e se não tiver a numeração do capacete condizente com a placa, saberá que há algo errado. Na Colômbia
existe a lei e já contribui com a diminuição do crime de pistolagem”, apontou. Se aprovado, os proprietários de motocicletas terão o prazo de 90 dias, a partir do início da vigência da lei, para cumprir a norma estabelecida. Miranda explica que o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) deverá ficar responsável pela viabilização da norma. Viabilidade O presidente da Central Única dos Mototaxistas, Paulo Falcão, desconfia da funcionalidade da medida. “A placa no capacete não vai fazer diferença, na minha opinião não vai trazer mais segurança. As pessoas que usam a moto para o mal não vão se inibir em continuar e vai acarretar em mais encargos para o cidadão”, salientau. Ele lembra que com a padronização dos mototaxistas que atuarão na cidade, eles já terão no capacete e no colete um número de registro na Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). uma carteira de identificação e os veículos, que só serão usados em serviço, terão uma cor padrão.
Caso não seja cumprida pelos motoristas, a lei municipal prevê detenção e pagamento de multa
EDUCAÇÃO DIEGO JANATÃ
Em março deste ano, professores das redes estdual e municipal promoveram atos públicos
Professores farão atos públicos Professores da rede estadual e municipal de ensino decidiram paralisar as atividades e realizar um ato público no final do mês de abril, a favor de aumento salarial e melhores condições de trabalho. A programação foi definida durante assembleia na última sexta-feira (11). Nos dias 28, 29 e 30 deste mês os professores vinculados à Secretaria de Educação do Estado do Amazonas (Seduc) realizam uma paralisação de advertência. E os da Secretaria Municipal de Educação (Semed) programam um ato público no dia 30 abril, em frente ao paço da Liberdade, no Centro. De acordo com o coordenador da Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), Lambert Melo, a ideia do movimento é conquistar 100% de adesão dos professores estaduais. “Vamos fazer uma para-
lisação por conta da campanha salarial. Nossa database venceu em março e não foi paga. A legislação eleitoral estabelece o prazo de 7 de abril como limite, que também não foi respeitado. Queremos deixar claro que
DIVERGÊNCIA
A assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) explicou que o movimento realizado por outros grupos de docentes não é reconhecido pelo sindicato não se trata de greve e sim de uma paralisação de advertência”, explicou. O reajuste solicitado pela categoria está na margem de 20%. “Há um acordo das duas redes de pelo menos 20% de reajuste salarial.
Professores da rede estadual em início de carreira ganham cerca de R$ 900 e chega até R$ 1.200. Na municipal a diferença é de R$ 300, R$ 400, dependendo do nível de preparo. No município, há cinco anos não tem reajuste”, disse o professor Gerson Priante. Reivindicações Além do reajuste, a lista de reivindicações da categoria envolve melhores condições de trabalho, auxílio-alimentação, transporte, entre outros pontos. Segundo Lambert, no dia 28 acontece a paralisação dentro das escolas estaduais. Segundo Lambert, no dia 28 acontece a paralisação dentro das escolas estaduais. No dia 29 será realizado um ato em frente à sede governo, na Compensa e no dia 90, a partir das 8h, um ato na praça do Congresso, no Centro. (IR)
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Comunidade s Falsas promessas ou um grande número de obras inacabadas levaram comunitários da Rio Piorini a empreenderem uma manifestação cobrando do poder público uma atenção maior à comunidade, que sofre pela falta de infraestrutura
FOTOS: TENASOL FRANNK/DIVULGAÇÃO
I
ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
nfraestrutura, saneamento básico e insegurança são alguns dos problemas comuns aos moradores da comunidade Rio Piorini, no bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus. O descaso que a população residente naquela área da cidade enfrenta, torna-se cada vez pior. Os moradores recebem promessas de melhoria, mas as obras iniciam e ficam inacabadas, e para pedir socorro, na semana passada eles realizaram um protesto com a intenção de chamar a atenção do poder público. De acordo com eles, os buracos nas ruas contribuem para os demais problemas sociais no local. O eletricista José Airton Nicolau, 49, um dos integrantes da Associação dos Moradores, conta que desde o ano de 2010 quando foi asfaltada a comunidade, nenhum tipo de manutenção foi realizada nas vias. “Por falta da manutenção nas ruas da comunidade, que não ocorre desde o ano em que foi asfaltada, temos a presença constante de crateras que dificultam o tráfego de veículos, principalmente os de serviços públicos, como o transporte coletivo, carro de lixo e até mesmo ambulância”, detalha. O lixo acumulado presente em cada esquina se dá pelo fato do carro coletor não ter condições de trafegar dentro da comunidade e, por vezes, o lixo se espalha pelas vias, calçadas e até mesmo no esgoto. Os moradores relatam que por causa da distância da lixeira da via principal, uma boa parte dos resíduos é despejada no igarapé do Passarinho. As crateras também colaboram na insegurança da comunidade, pois não há condições da circulação das viaturas do
Ronda no Bairro. Assaltos são constantes nos mercadinhos, mas por medo de sofrer ameaças, os moradores preferem não denunciar. “Se alguém passar mal, precisamos procurar alternativas para levar a pessoa para o pronto-socorro, pois a ambulância não tem condições de trafegar. Outra questão é o transporte coletivo, que por causa dos buracos, não passa nas ruas das comunidades. Se tivermos que sair, a única forma é andar às vezes por 15 minutos, para conseguir chegar à parada de ônibus mais próxima”, desabafa Airton.
Faltam mobília e equipamentos em escola Outro integrante da associação dos moradores, Rosenildo Trindade conta que a comunidade ganhou o projeto da escola municipal Professor Raimundo Almeida Lúcio. Porém, as aulas não iniciaram por falta de mobília, equipamentos e material básico de limpeza e expediente. Segundo Trindade, os funcionários da escola conseguiram alguns dos materiais que devem ser utilizados no
início das aulas. “A escola tem dois bebedouros, por que os funcionários conseguiram. É inadmissível que alunos estejam sem estudar por falta de planejamento. Prometeram a escola para este ano, mas até agora nada passou de uma simples promessa”, declara. A Unidade de Saúde Básica (UBS-57) é outro prédio público construído, que não funciona por falta de equipamento e funcionários.
“Estamos cansados da ausência do poder público em nossa comunidade, que não oferece serviços básicos ou quando sinaliza algo deixa pela metade”, reclama. Igarapé A costureira Bel Pinto conta que há mais de 10 anos sofre com a falta de saneamento básico no local. Quando chove sua casa alaga por causa da subida do igarapé.
“Pagamos taxa de esgoto, IPTU e iluminação pública, mas é como se não pagássemos, pois nossa comunidade está entregue, não há saneamento básico, as águas da esgoto escorrem pelas ruas e pode nos trazer qualquer tipo de doença. Outro problema é o entulho das obras que são todos despejados no igarapé e por esse motivo, quando chove, a água não tem por onde correr e alaga as casas da comunidade”, conta Bel.
PROTESTO
Os moradores recebem promessas de melhoria, mas as obras iniciam e ficam inacabadas, e para chamar a atenção das autoridades eles realizaram um protesto na semana passada Ausência Dados não oficiais da Associação dos Moradores dão conta de que na comunidade Rio Pioniri vivem em média 6 mil famílias divididas em cinco núcleos. Por esse motivo, a comunidade clama por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e também uma escola. “Para nossos filhos estudarem é necessário saírmos do bairro, casos contrário eles perdem o ano letivo. A situação da saúde fica ainda mais difícil, pois a UBS mais próxima está no Monte das Oliveiras e muitas vezes não há vagas suficientes para os moradores do bairro, imagine para a nossa comunidade”, observa.
Comunitários e outros populares aproveitam o descaso para descartar restos de obras, colchões e outros entulhos nas ruas
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sem estrutura Equipe da prefeitura no local A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que o projeto de construção da Unidade Básica de Saúde da Família – Norte 57 (UBSF - 57) está 97% concluído. A Semsa detalhou que aguarda a entrega da UBSF pela empresa responsável pelo projeto de construção, além da contratação de profissionais para a formação do quadro de recursos humanos para inaugurar a Unidade de Saúde. Até a inauguração, o Distrito de Saúde Norte (Disa Norte/ Semsa) encaminha os pacientes para atendimento na UBS Sálvio Belota, no bairro Santa Etelvina, e para a Policlínica Dr. José Antônio da Silva, no bairro Monte das Oliveiras. Infraestrutura A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh), por meio de sua assessoria, informou em nota, que a
Divisão Distrital do Novo Israel, responsável pela manutenção dos serviços na comunidade Rio Piorini, tem executado os trabalhos normalmente. Conforme a nota, a secretaria informou que na sema-
ENTREGA
A Semsa aguarda a entrega da UBSF pela empresa responsável pelo projeto, para providenciar a contratação de profissionais para a formação do quadro de recursos humanos na passada uma equipe do órgão esteve trabalhando na alameda Rio Negro, nas ruas Rio Tocantins, Rio Tapajós, Rio Tefé e Rio Javari. Nesta semana serão inicia-
dos o serviço de drenagem profunda de 120 metros de extensão na rua Roraima. Ainda de acordo com a assessoria, as equipes encontram-se no local com serviços de infraestrutura, tendo como prioridade as vias principais de ônibus e atendendo as secundárias, conforme uma programação elaborada para o local. Instalação Por meio de sua assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a escola municipal Professor Raimundo Almeida Lúcio está sendo mobiliada e os condicionadores de ar estão em fase de instalação. As aulas na unidade escolar estão previstas para iniciar após a Semana Santa. Um calendáiro especial foi elaborado par evitar que os alunos percam o ano letivo.
Paisagem vivenciada na comunidade Rio Piorini é quase toda com o mesmo cenário: lixo e mato
Verdadeiros lagos são formados em ruas, ocasionados pelas chuvas, por falta de escoamento
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Congresso deve atrair mais de 1,5 mil pessoas E
m torno de 1,5 mil pessoas são aguardadas neste domingo (13), no encerramento do 4º Congresso Espírita Brasileiro, no Manaus Plaza Centro de Convenções. O evento teve início na última sexta-feira (11), com a palestra do conferencista Divaldo Pereira Franco, que falou sobre o tema central do evento: “O Evangelho Segundo o Espiritismo, 150 anos de Esclarecimento”. O congresso é promovido pela Federação Espírita Brasileira (FEB) e a programação local também engloba o 6º Congresso Espírita Amazonense, promovido pela Federação Espírita Amazonense (FEA). Divaldo Franco destacou que “O Evangelho Segundo o Espiritismo” completou 150 anos, levando bênçãos e consolação para a humanidade. “O Evangelho é o livro clímax da revelação espírita. Trata das leis morais, que são de caráter universal. É um convite para novamente ouvirmos o Sermão da Montanha, que modificou a estrutura psicológica e ética da humanidade para sempre”, afirmou. O vice-presidente da FEB, Geraldo Campetti, frisa que o congresso é um importante ganho para a divulgação do Espiritis-
mo, no Brasil. “O evento é uma grande oportunidade para levar às pessoas o ‘Evangelho’, que já é o livro espírita mais conhecido do público e é fundamentado no ensino moral de Jesus”, ressaltou. O congresso está ocorrendo, simultaneamente, em Manaus (AM), Vitória (ES), Campo Grande (MS) e João Pessoa (PB), com a participação de mais de 7 mil pessoas, no total. Neste domingo, a programação inclui, também, palestras de vários oradores como Alberto Ribeiro de Almeida (PA), José Alberto da Costa Machado (AM) e da presidente da FEA, Rita de Cássia Castro. “Neste ano, o evento vem falando
DIVULGAÇÃO
Encerramento do 4º Congresso Espírita Brasileiro ocorre hoje em Manaus, com a realização de palestras gratuitas sobre o Evangelho lembrando, acima de tudo, que Jesus é nosso modelo e guia. Para o movimento espírita do Amazonas, sediar o congresso é um momento de consolidação do Evangelho nos corações”, ressalta Rita de Cássia. A realização do Congresso Espírita, neste mês, marca as comemorações dos 150 anos de existência de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que é uma das obras básicas da Codificação Espírita, assinadas por Allan Kardec. A obra contém a essência dos ensinamentos de Jesus e foi publicada, pela primeira vez, em abril de 1864, na França.
PROGRAMAÇÃO OFICIAL 13 DE ABRIL DE 2014 (DOMINGO) “FAMÍLIA, ESPAÇO PARA APRENDER” Das 8h às 10h “Desafios para a vivência do Evangelho” Expositor: José Alberto da Costa Machado “Não separeis o que Deus juntou – laços de família” Expositora: Rita de Cássia Castro de Jesus Das 10h30 às 12h30 – Solenidade de encerramento “A construção do homem de bem” Expositor: Alberto Ribeiro de Almeida Ocorrendo simultaneamente em quatro capitais, o evento celebra os 150 anos do espiritismo
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Dia a dia
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Pescado será distribuído a 5 mil famílias carentes M
ais de 5 mil famílias cadastradas no CadÚnico da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) vão receber 50 toneladas de peixe, por meio da Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab), no período que antecede a Semana Santa. A parceria entre as duas secretarias beneficiará 19 comunidades e cinco instituições filantrópicas de Manaus. Os peixes serão distribuídos nos Centros de referência de Assistência Social (CRAS) na próxima semana, em calendário que será divulgado a partir desta segunda-feira (14). Cada Cras vai distribuir 300 kg de peixes. O pescado (jaraqui e pacu) foi adquirido pela Sempab junto à Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas (Fepesca/AM), com recursos próprios, e será distribuído gratuitamente. “No ano passado, não conseguimos fazer essa distribuição. Mas, este ano estamos muito felizes em poder levar o peixe, gratuitamente, às famílias mais carentes, seguindo determinação do prefeito de
GIOVANNA CONSENTINI/ARQUIVO EM TEMPO
Prefeitura de Manaus adquiriu 50 toneladas de peixes que serão repassadas a comunidades e instituições filantrópicas Manaus”, explicou o secretário da Sempab, Fábio Pacheco. A ação também vai beneficiar cinco instituições de caridade, a Casa Mamãe Margarida, o abrigo Moacyr Alves; a Escolinha Alternativa, o Coração de Pai e o Lar São Vicente de Paula. Comercialização Quem tiver recursos para a
BENEFÍCIO
A parceria entre a Semasdh e a Sempab irá beneficiar 5 mil famílias, de 19 comunidades, além de cinco instituições de caridade. O pescado foi adquirido junto à Fepesca/AM compra do pescado poderá adquirir o produto nas Tenda do Peixe, organizadas pela Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), nos estacionamento da Feira do Coroado, na Alameda Cosme Ferreira, e no Centro Social Urbano (CSU), no bairro Parque Dez de Novembro, com funcionamento de 7h às 22h.
Famílias carentes serão beneficiadas com a distribuição de 50 toneladas de peixes (pacu e jaraqui), na Semana Santa
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Dia a dia
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Inpa credencia laboratório de análise de alimentos EDUARDO GOMES/INPA
Laboratório de Físico-Química de Alimentos é o primeiro do Norte a integrar a Rede Nacional de Análise de Alimentos
De acordo com o pesquisador Jaime Aguiar, o Inpa pode auditar outros laboratórios do país
O
Laboratório de Físico-Química de Alimentos (LFQA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI) credenciou-se no início deste mês à Rede Nacional de Análise de Alimentos (Renali), passando a ser o único laboratório do Norte do país e o primeiro no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) a fazer parte da Renali. Isso significa que os resultados na análise de alimentos do setor produtivo do Norte terão a garantia de confiabilidade e qualidade nos testes e ensaios, sem a necessidade de serem feitos em outras regiões brasileiras. A Renali é formada por um conjunto de laboratórios públicos e de instituições sem fins lucrativos de todo o Brasil, que possuem sistema de gestão de qualidade implantado ou acreditado, baseado na norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005, requisito para a competência de laboratórios de ensaio e calibração. A missão da Renali é de promover a melhoria da competência dos laboratórios de análise de alimentos, apoiando ações estratégicas para atender as demandas do setor produtivo, contribuindo para a segurança alimentar e o desenvolvimento do país. “É de suma importância fazer parte da Renali e o Inpa resgatou a região como participante
dessa rede. Além disso, terá o reconhecimento de metodologias já utilizadas em nível internacional dentro das normas de qualidade da ISO 17025”, disse a líder do Grupo de Pesquisas em Alimentos e Nutrição na Amazônia, da Coordenação de Sociedade, Ambiente e Saúde (CSAS/Inpa), a pesquisadora Francisca Souza. A norma ISO 17025 não é apenas uma certificação. Serve para comprovar que
REDE
Contando com o Inpa, a Renali compreende 39 laboratórios pertencentes a 16 instituições em oito Estados brasileiros. Com investimentos iniciais via aporte direto da Finep, de R$ 11 milhões um laboratório executa suas atividades com precisão, garantindo um resultado final de alta qualidade. O responsável pelo Laboratório de Físico-Química de Alimentos, o pesquisador em Ciências de Alimentos, Jaime Aguiar, conta que o laboratório atua há mais de 30 anos na área de análise físico-química em alimentos de origem vegetal e animal. Também desenvolve atividades de aproveitamento de resíduos de
pescado e de frutos da Amazônia, como cubiu, camu-camu, açaí, pupunha e alimentos regionais, elaboração de produtos, caracterização de frutos amazônicos e compostos bioativos de frutos amazônicos visando agregar valor nutricional. O laboratório também elaborou a primeira Tabela de Composição de Alimentos da Amazônia, em particular das frutas, peixes e outros alimentos da Amazônia. Integrante do Grupo de Pesquisas em Alimentos e Nutrição da Amazônia, o laboratório realiza análise para alimentos na área de físico-química para diversos alimentos de demandas recebidas de órgãos federais, universidades e outros institutos da região e colabora na análise para algumas empresas. Está reestruturado e equipado com instrumentação em química analítica moderna cujas técnicas baseiam-se, principalmente, em cromatografia líquida (análise de vitaminas) e gasosa, e de absorção atômica (análises de minerais). Com o ingresso do Inpa à Renali, os pesquisadores Aguiar e Souza poderão auditar outros laboratórios em qualquer lugar do Brasil, desde que solicitados pela rede. “Acabamos de participar de uma capacitação para Auditor Interno da Qualidade nos credenciando como auditores da Renali”, informa Aguiar.
Atuação em demandas pontuais Contando com o Inpa, a Renali compreende 39 laboratórios pertencentes a 16 instituições em oito Estados do país. Com investimentos iniciais via aporte direto da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) de aproximadamente R$ 11 milhões e recursos institucionais de aproximadamente R$ 5 milhões anuais, a Renali oferece mais de 1,3 mil tipos de análises de alimentos, realizadas nas áreas de microbiologia, físico-química, sensorial e microscopia, bem como atividades de classificação vegetal. Atua com o intuito de superar exigências técnicas para o acesso aos diferentes merca-
dos, além de proteger a saúde e atender demandas estratégicas para o desenvolvimento do país. É ativa no apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) que necessitam de serviços de metrologia, normalização e avaliação de conformidade. Aporta recursos aos laboratórios membros da rede, distribuídos pelas diferentes regiões do país para adequação de infraestrutura, aquisição de equipamentos, aperfeiçoamento dos Sistemas de Gestão da Qualidade, aquisição de materiais de consumo e também para a ampliação do escopo de ensaios, de acordo com a demanda das empresas.
Sibratec A Renali é uma das redes temáticas que compõem o Sibratec Serviços Tecnológicos - um dos componentes do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), criado pelo decreto nº 6.259 de 20 de novembro de 2007, para atender os objetivos e as prioridades da política industrial. O Sibratec é um instrumento de articulação e aproximação da comunidade científica e tecnológica com as empresas para aumentar as taxas de inovação, o valor agregado de faturamento, a produtividade e a competitividade nos mercados internos.
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Plateia MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
plateia@emtempo.com.br
ARQUIVO/AGECOM
SEC tranquiliza agremiações folclóricas Plateia 3
(92) 3090-1042
Cristiane GARCIA
‘Não é fácil para NENHUM ARTISTA da terra ter que PENSAR EM PROJETOS’
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GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO
Manaus está bem atrás de outras capitais que possuem leis de incentivo e, por causa disso, não conseguimos alcançar os patamares que Belém, por exemplo, já conquistou em nível nacional”
Produção do suspense “Aquário” foi complicada
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om quatro obras lançadas, algumas premiadas em festivais de cinema, a produtora audiovisual amazonense Cristiane Garcia se prepara para lançar o suspense “Aquário”. Ao EM TEMPO, a artista fala sobre dificuldades, avanços e perspectivas para a carreira. Cristiane tem experiência na área de tecnologia educacional e já foi cantora, atriz e locutora. Recentemente, concluiu um projeto de pesquisa na área educacional, no qual um protótipo de soſtware facilita a aprendizagem de pessoas com deficiência, por meio de uma linguagem de programação onde a arte e as estratégias pedagógicas trabalham juntas. Atualmente, sua filmografia compreende os títulos: “Identidade” (2004), sobre desigualdades sociais; “Nas Asas do Condor” (2007), baseado no conto de Milton Hatoum, venceu como melhor roteiro, júri popular, ambos no Amazonas Film Festival (2006 e 2007, respectivamente), melhor ficção, no Fest Cine Amazônia (2008) e no Festival Ambiental do Ceará (2008); “Abóbora” (2009), vencedor de júri popular e júri oficial no Amazonas Film Festival (2009); e o documentário “14 de Janeiro: Terra, Samba e Santo” (2011), que ganhou Mérito Cultural e Social pela Câmara Municipal de Manaus e pela Associação Movimento Orgulho Negro do Amazonas (Amonam), em 2013. EM TEMPO: Dessas produções, qual foi a mais difícil para concluir? Por quê? Cristiane Garcia: “Aquário”. Por ser um filme de suspense, foi muito difícil encon-
trar uma criança para fazer o papel principal. As mães nunca deixavam. Havia muita superstição na cabeça delas. Encontramos uma menina de 8 anos e, após três meses de ensaio, mas por questões religiosas, houve desistência. Foi um desfalque. A produção parou. Perdemos verba. Felizmente encontramos o Odilon, um ótimo ator de 11 anos. Mas por ser menino e estar acima da idade do roteiro fomos obrigados a mudar totalmente a história, as locações, a perspectiva. O resultado ficou bom, mas sobrou muito pouco da proposta original. EM TEMPO: O que ainda representa uma grande dificuldade para a produção audiovisual em nossa região? CG: Dificuldades existem em todas as áreas da arte. Não se produz sem verba, sem apoio. O que precisamos, de verdade, é de leis de incentivo em nível municipal e estadual, onde empresas privadas possam participar associando suas marcas a produtos de qualidade. Já existe uma lei municipal (lei 710/2003), mas infelizmente não foi regulamentada até hoje. Quase 11 anos se passaram e até agora nada. Manaus está bem atrás de outras capitais brasileiras que possuem leis de incentivo e, por causa disso, não conseguimos alcançar os patamares que Belém, por exemplo, já conquistou em nível nacional. EM TEMPO: E o que você enxerga, por outro lado, como avanços? CG: O acesso às novas tecnologias é um deles. Hoje, todos os que querem fazer um filme, um videoclipe, podem comprar uma câmera fotográfica que filma em alta definição, chamar alguns amigos
e pronto. Não é bem por aí. Isso não significa qualidade de imagem e conteúdo. Para se tornar um bom realizador, a pessoa deve estudar, treinar o olhar, questionar muito, ter boas referências, senão corre o risco de fazer um filme vazio. Outro avanço é a quantidade de produtoras que surgiram. EM TEMPO: Festivais e mostras são alternativas viáveis para a consolidação de obras audiovisuais, na sua opinião? CG: Não é nada fácil para nenhum artista da nossa terra ter que pensar e escrever projetos, ter que esperar abrir os editais nacionais e regionais, tentar inscrevê-los e ainda contar com a sorte de que alguém o avalie como merecedor da liberação de recursos. E depois que o projeto fica pronto começa uma nova batalha, encontrar uma boa janela de exibição. Os festivais são importantes para aproximar os filmes de uma plateia seleta, pois promovem debates e encontros com outros realizadores, mas acredito que a televisão e a internet são as vitrines que mais aproximam a obra do grande público. EM TEMPO: Dentre os seus filmes, “Nas Asas do Condor” é o mais “proliferado” em salas de projeção. A quê você atribui isso? CG: Tenho muito carinho por esta obra. Acredito que as pessoas vêem nela uma forma de conhecer a Amazônia e uma história que retrata o nosso jeito de ser, pela forma simples como a história foi escrita por Milton Hatoum e levada às telas por mim e por minha equipe. As pessoas gostam muito desse filme, talvez por isso ele tenha criado uma rede de divulgação espontânea. Em várias sessões
“Abóbora” conquistou dois prêmios do Amazonas Film Festival
do filme em outros Estados, vi pessoas com olhos marejados, emocionadas. Este filme tem esse poder. A demanda para as escolas foi tanta que fiz uma versão com tradução para Língua Brasileira de Sinais (Libras). EM TEMPO: O que está em produção agora? CG: Neste momento, estou trabalhando em conjunto com a produtora Olha Já Filmes em dois projetos de DVD: “Meu Enquanto Canto”, de Sidney Rezende, e “Ritual”, de Márcia Siqueira. São dois importantes projetos de audiovisual que requerem tempo, dedicação e parcerias. Um deles já está 50% pronto. E para os dois, estamos buscando patrocínio. Acreditamos que os dois produtos chegarão às lojas até o fim do ano.
Para se tornar um bom realizador, a pessoa deve estudar, treinar o olhar, ter boas referências, senão corre o risco de fazer um filme vazio”
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Passarela
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>> Inaugurações . Conforme programado na agenda das primeiras visitas pelo interior, o governador José Melo esteve na sexta-feira em Barreirinha e Boa Vista do Ramos, onde inaugurou os terminais hidroviários e visitou obras de infraestrutura do sistema viário das sedes municipais. . Os investimentos nos dois municípios somam R$ 74,27 milhões e incluem ainda reformas e adaptação de casas para pessoas com deficiência, quadras poliesportivas, construção de escolas-padrão, recuperação de vicinais e construção do núcleo da Universidade do Estado do Amazonas. . Melo anunciou ainda a construção de três escolas em comunidades de Barreirinha. Ponta Alegre, Terra Preta do Limão e Freguesia do Andirá serão beneficiadas no projeto de expansão, a reforma das escolas rurais Padre Seixas e Otaviano Cardoso. Em parceria com a Prefeitura de Barreirinha, será feita a adaptação de 24 casas de pessoas com deficiência pelo programa Viver Melhor. O governador Melo tem sido recebido com aplausos por onde tem passado!
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Amigo da Criança . O Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), unidade de saúde do governo do Estado, recebe na segunda-feira, em solenidade às 16h30, o título de “Hospital Amigo da Criança”. . O evento contará com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, que será recebido pelo governador José Melo e pelo secretário estadual de Saúde e presidente do Conselho Nacional de Saúde, Wilson Alecrim. . O título de “Hospital Amigo da Criança” é concedido pelo Ministério da Saúde, Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) às unidades que cumprem os 10 passos da amamentação e atuam como referência nas ações de promoção, apoio e estímulo ao aleitamento materno.
O campeão de MMA Anderson Silva em seu momento top model na passarela do Fashion Rio 2014
>> Alta gastronomia
O governador José Melo
>> Dolce vita
Leandro e Camila Lins com a filha Maria, na festinha de seu aniversário no Vieiralves
. O elenco feminino supervip da cidade começa a ser acionado para o sunset-coquetel que irá comemorar o aniversário deste colunista, no próximo dia 24, no lindo Classic Eventos. . O evento está marcado para iniciar no fim de tarde com o DJ Pratinha levando seu set-list chic para o evento, que deverá reunir as principais socialites de Manaus. A festa terá ambientação sofisticada assinada pela equipe do Classic, que usará elementos na tonalidade ‘esmeralda’. O endereço de festas na estrada da Jonasa/Ponta Negra estará produzidíssimo para esse agito!
Júlia e Zé Raposo na festa de aniversário da neta Maria Lins, no fim de semana
>> Objeto de desejo . Quer dar um toque diferente no décor de casa? Antecipando as criações que vai expor no Salão Internacional de Design de Milão, na semana que vem, a Armani Casa apresentou algumas peças cheias de estilo que já entraram para a nossa lista de objetos de desejo. . Com pegada vintage, a linha inclui lamparinas, cadeiras, poltronas, escrivaninhas, vasos e pesos de papel monocromáticos. Wish list!
. Iniciando o projeto ‘Masterchef’, amanhã tem noite estrelada na Bodega da Vila. . O primeiro evento da série apresenta o chef Daniel Vassalo, de Miami, que mostrará pratos da culinária oriental e peruana com pratos como sushi, sashimi e ceviche. . Vassalo é formado na prestigiadíssima Le Cordon Bleu e atua no restaurante TiraDtoss, em Miami. Vale conferir.
Maria do Carmo e Wellington Lins, anfitriões na festa de aniversário da neta Maria, no endereço do Vieiralves
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Agremiações folclóricas debatem repasse de verbas MARIANE BARROCO Especial EM TEMPO
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falta de definição de uma data para a realização do Festival Folclórico de Manaus e o repasse de recursos e verbas estão preocupando as agremiações folclóricas, que resolveram criar este ano o Fórum de Defesa do Festival para tratar desses impasses. A liberação dos recursos por parte da prefeitura e do governo é uma das maiores preocupações das agremiações que temem que, para conseguirem a verba deste ano, tenham que cumprir as mesmas exigências impostas para as escolas de samba durante o Carnaval. “Nós estamos a poucos meses de junho e não tivemos nenhuma reunião pra saber de que forma será feito o repasse de ajuda financeira para os grupos. Especula-se que seja como foi feito com as escolas de samba, e algumas não conseguiram cumprir as exigências”, diz o presidente da Associação dos Grupos Folclóricos do Amazonas (Agfam), Nonato dos Santos. Para participar do Carnaval deste ano, as escolas de samba tiveram que obedecer
o Edital de Credenciamento exigido pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, que estabelecia, entre outras coisas, apresentação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e documentos referentes a INSS e FGTS. O presidente da Agfam afirma ser inviável para os grupos folclóricos obedecer o mes-
EXIGÊNCIAS
Este ano, as escolas de samba tiveram que obedecer o Edital de Credenciamento exigido pelo Tribunal de Contas do Estado do AM, que estabelecia a apresentação do CNPJ e de outros documentos mo edital. “Os grupos não dispõem de recursos e tempo para providenciar esses documentos. Mal temos dinheiro para montar nossas alegorias, quanto mais para esse tipo de gasto que pode ocorrer em cima da hora”, observa. Durante a última semana as agremiações realizaram uma reunião com os grupos, onde participaram também
alguns vereadores, deputados e o presidente da Manauscult, Bernardo Monteiro de Paulo, que garantiu que por parte da prefeitura o convênio deste ano será firmado da mesma forma que em 2013. “Todas as instituições que estiverem em situação regular receberão recursos do poder municipal. O compromisso firmado na reunião é que até o dia 15 de maio todas elas estejam regulares. Não depende só dos poderes para que eles recebam essa verba, depende do comprometimento dos próprios grupos”, explica. Já a Secretaria de Estado da Cultura ainda não divulgou como será feita a liberação dos recursos para o festival. “Não sei dizer o que constará no edital de 2014, mas trabalho cumprindo as exigências da lei. De qualquer forma, não faremos nada para empatar as manifestações artísticas. O governo sempre apoiou o folclore e vai continuar apoiando”, diz o secretário Robério Braga, que declarou não ter sido convidado para a reunião promovida pelas agremiações. “Então não posso falar o que foi discutido e decidido lá. Mas posso dizer que na hora própria vou chamá-los para discutir o que será feito este ano”, afirma.
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Representantes dos grupos temem que liberação de recursos seja feita da mesma maneira como aconteceu no Carnaval
Para tratar dos impasses em relação ao evento foi criado o Fórum de Defesa do Festival
Ensaios começaram em janeiro Para o presidente da dança nordestina Lampião Rei do Sertão, Mauro Sérgio, será difícil cumprir as exigências caso sejam feitas. “São documentos que não temos condições de tirar porque não temos como arrecadar fundos para isso. Se as escolas de samba que têm quadras
onde podem ser feitos eventos, shows e vender fantasias, tiveram dificuldades, imaginem um grupo de dança. A ajuda que recebemos eu uso para pagar os músicos, comprar tecidos, sapatos e pagar costureiras”, diz. Mesmo com todos os problemas, Lampião Rei do
Sertão está desde janeiro se preparando para o evento. “Chamei os músicos e avisei que só os pagaria quando recebesse ajuda financeira e eles entenderam”, afirma Mauro. O Festival Folclórico de Manaus está previsto para junho, no Centro Cultural Povos da Amazônia.
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/ARQ LUIZ ALREDO
RESENHA
L UIVO PESSOA
Genocídio
‘à brasileira’ TRICIA CABRAL Equipe EM TEMPO
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Tricia Cabral Jornalista, editora-chefe do EM TEMPO e autora do livro “Cinema Rebelde”
esde “Memórias de uma Guerra Suja”, dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, não lia um livro-reportagem tão rico de informações como “Holocausto Brasileiro”, escrito pela premiada Daniela Arbex, repórter especial do jornal Tribuna de Minas e expert em reportagens sobre direitos humanos. Aliás, é bom que se diga que minha nobre colega de profissão foi vencedora dos concorridos prêmios Esso e da Associação Paulista de Críticos de Artes em função desse trabalho investigativo e muito bem narrado. “Holocausto Brasileiro” reúne imagens, histórias de pacientes e relatos de atrocidades praticadas dentro do maior hospício do Brasil, o Colônia, situado em Barbacena (MG). As páginas vão revelando o que talvez não seja novidade para a sociedade brasileira – que durante décadas fechou os olhos para os acontecimentos maca-
bros no “hospital psiquiátrico” –, mas creio que é dever de todo cidadão ter conhecimento de que o país teve um campo de concentração “à brasileira”, que existiu por mais de 70 anos e foi responsável pela morte de pelo menos 60 mil pessoas. Ou seja, um genocídio. A maioria dos corpos era vendida para faculdades de medicina do país. Parece exagero? Infelizmente não é. O Colônia recebia a todos como loucos, mas 70% sequer tinham diagnóstico de qualquer tipo de doença mental. Para lá iam e eram tratados como loucos os alcoólatras, epiléticos, empregadas grávidas violentadas pelos patrões, prostitutas, homossexuais, jovens rebeldes e quem não concordasse com o governo também ia. No enorme hospital, crianças conviviam no meio de adultos, sob vestimentas sujas, jogadas em um pátio fétido. Muitos até andavam nus e eram obrigados a dormir do lado de fora dos pavimentos. Acabavam morrendo no frio da noite.
Inferno Do lado de dentro, o inferno de Dante – como alguns médicos e jornalistas que conheceram o Colônia chegaram a comparar, em alusão ao livro “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri – continuava. Os pacientes dormiam em camas sem colchão e quando esses “existiam” eram um verdadeiro foco de imundícies. Pessoas doentes nem saíam dos leitos e ficavam à mercê das moscas e do descaso. Os banheiros também eram imundos e a comida servida aos pacientes, da pior qualidade. Alguns funcionários que chegaram a trabalhar lá preferiram pedir a conta a ter de passar o dia vendo o descompromisso dos governos com aquela situação. O cenário deprimente relatado por Daniela Arbex comove até o mais frio dos leitores. A prestigiada revista “O Cruzeiro” foi a primeira
a mostrar o Colônia para o Brasil, com imagens registradas pelo repórter fotográfico Luiz Alfredo, que trabalhou por mais de 20 anos na famosa publicação. O fotógrafo, hoje com pouco mais de 70 anos, nunca esqueceu o cenário pavoroso que viu quando as portas do hospício foram abertas para a equipe de reportagem, na década de 1970. “Passamos pelo portão de ferro do manicômio e vimos uma gente maltrapilha andando largada pelo pátio em um silêncio sepulcral. Fiquei bastante chocado”, contou Luiz Alfredo a Daniela. Infelizmente, o Colônia demorou muito para fechar suas portas, mas algumas dezenas de pacientes conseguiram ser resgatadas por meio de denúncias da imprensa e da ajuda de religiosos. Não tenho dúvida de que “Holocausto Brasileiro” é leitura obrigatória, apesar de ser mais um capítulo triste da história deste país.
Imagem registrada pelo fotógrafo Luiz Alfredo, na época da revista “O Cruzeiro”
Infelizmente, o Colônia demorou muito para fechar, mas algumas dezenas de pacientes conseguiram ser resgatadas por meio de denúncias da imprensa e da ajuda de religiosos”
ÁLBUM
Ana Carolina reúne compositores Após 4 anos sem lançar um trabalho inédito, a cantora mineira Ana Carolina lançou o seu mais recente disco batizado de “#AC”. O trabalho rendeu a turnê de mesmo nome que estará em Manaus no dia 30 de abril (quartafeira), no Studio 5 Centro de Convenções, após passar por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Ao longo de 14 anos de carreira, este é o sexto CD inédito da artista. Atenta ao mercado digital, Ana Carolina foi a primeira brasileira a disponibilizar o novo álbum pelo streaming no iTunes. Nas lojas, ‘#AC’ chegou com 12 canções, incluindo “Libido”. O trabalho tem parcerias da cantora com nomes como Guinga (é deles “Leveza de Valsa”, que já ganhou um clipe dirigido pela própria artista), Edu Krieger (que divide com Ana os créditos de cinco faixas), Chiara Chivello, Antonio Villeroy, o italiano Bungaro, Rodrigo Pitta, Moreno Veloso e Carlos Rennó. Produzido por Alê Siqueira e Ana Carolina, ‘#AC’ viaja nos temas e na sonoridade contemporânea – grooves e scratchs comandados pelo badalado DJ Cia substituem dessa vez as baterias, dividindo os créditos com instrumentistas do porte de Lincoln Olivetti, Marcos Suzano, Carlos Malta, Danilo Andrade, Arthur Maia e Pedro Baby, entre vários outros. Um dos mais estelares nomes da música brasileira, o cantor e compositor Chico Buarque também está presente – ele faz uma participação para lá
de especial na faixa “Resposta da Rita”, em que Ana retoma a canção gravada por Chico nos anos 60 (“A Rita”). O violão de Guinga é uma das estrelas de “Leveza de Valsa” e a italiana Chiara Chivelo participa de “Um Sueño Bajo El Agua”. Sucessos Mesmo antes de chegar às lojas, o disco já tinha algumas de suas canções conhecidas do grande público, como é o caso de “Combustível” e “Luz Acesa”, ambas já incluídas nas trilhas sonoras de novelas da Rede Globo, respectivamente “Amor à Vida” e “Flor do Caribe”. Além delas, “Um Sueño Bajo El Água” e “Leveza de Valsa” ganharam vídeo clipes dirigidos por Ana Carolina, ambos já com milhares de exibições na Internet e bem executados nas rádios de todo o Brasil. ‘#AC’ traz em sua mistura 12 músicas inéditas selecionadas entre as cerca de 50 compostas por Ana Carolina ao longo dos últimos anos. Com a autoridade de quem coleciona grandes sucessos, a maioria na sua voz grave e quente, outros nas vozes de cantoras como Maria Bethânia (“Pra Rua Me Levar”, 2001) e Mart’nália (“Cabide”, 2005), ela conhece a força de um refrão – e há vários que grudarão nos corações e mentes de seu público, diversificado como sua obra. Em essência, ele é um disco de conexões. Por isso, o hashtag (#) – símbolo virtual que aponta palavras-chave no diálogo sucinto do Twitter – do título do CD soa natural.
SERVIÇO SHOW DA ANA CAROLINA - #AC Quando Quarta-feira, dia 30 de abril Onde Studio 5 Centro de Convenções (avenida General Rodrigo Otávio, 355, Distrito Industrial) Quanto PISTA - 1º lote inteira R$ 100,00 / meia entrada R$ 50,00 Pontos de Venda: Estande da Fábrica de Eventos do Amazonas Shopping, loja Shopping Cidade Leste, Minds English School, Ótica Veja, Bar Chopp Brahma e bilheteria do Studio 5. FRISA - inteira R$ 220 2X cartão / meia entrada R$ 110 2X cartão Central de Vendas: Stand da Fábrica de Eventos do Amazonas Shopping e Loja Shopping Cidade Leste. CADEIRA - inteira R$ 260 2X cartão / meia entrada R$ 130 2X cartão Central de Vendas: Estande da Fábrica de Eventos do Amazonas Shopping e Loja Shopping Cidade Leste. CAMAROTE – inteira por pessoa R$ 300 2X cartão / meia entrada R$ 150 2X cartão Central de Vendas: Estande da Fábrica de Eventos do Amazonas Shopping e Loja Shopping Cidade Leste.
Ana Carolina deve reproduzir a energia do último álbum em show em Manaus
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PERFIL
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo Deu um tempo Depois de avançar nas gravações e deixar o seu pessoal tocando por aqui, Amaury Junior viajou na quinta-feira para Orlando. Só deve retornar depois do feriado da Páscoa. Deixou cair A novela “Em Família” está demorando a deslanchar. Daqui a pouco não vai dar mais. As coisas não acontecem e todas as cenas apresentadas, sempre bastante longas, nunca concluem coisa nenhuma. O autor Manoel Carlos precisa virar rapidamente esse jogo. Enquanto é tempo. Tudo marcado Ainda com pequenas dúvidas em seu elenco, a novela “Buu”, do Daniel Ortiz com supervisão do Silvio de Abreu, deve disparar a sua produção ainda em maio. Em agosto começam as gravações em estúdio. Entrevista do Marin Duas coisas chamaram atenção na entrevista do presidente José Maria Marin no “É Notícia”, da Rede TV!, programa que será levado ao ar, logo mais, à meia-noite: 1 – “O nosso país é continental. Você querer basear o calendário de futebol brasileiro no europeu, você tá brincando.”
REGI
PAULO BELOTE/GLOBO
Segunda edição A Globo exibe neste domingo a segunda edição do “Super Star”, e com a torcida para que os problemas no aplicativo, motivo de várias reclamações, estejam solucionados. 2 – “recebi duas vezes membros do Bom Senso na CBF. Quando eu vi que era muito mais um movimento político do que uma sinceridade de melhoria, eu deleguei a uma comissão de clubes”.
da em “Falso Brilhante”. Ainda não tem um intérprete. Paulo Gustavo não pôde atender o chamado, por causa do teatro e TV paga, e a disputa, agora, está entre Nelson Freitas e Ailton Graça.
Disputa por ela Fernanda Machado, fora do ar desde “Amor à Vida”, não deve ficar muito tempo nessas condições. A exemplo do que aconteceu com Bruno Gagliasso, já existe briga pela sua escalação nos bastidores da Globo.
Cinema Malvino Salvador também está com as suas atenções para o cinema. Segundo ele, falta pouco, cerca de 20% em captação de verbas, para sair o filme do lutador José Aldo – Malvino fará o protagonista. E já com dois outros trabalhos no gatilho, “Qualquer Gato Vira Lata 2” e “A jaula de ouro”. Televisão, por enquanto, só no “Vale a pena ver de novo”.
Questão da Xana A personagem Xana Summers, uma “bicha do bem”, também permanece indefini-
• Continua um certo tumulto nos bastidores de “Em Família”... • ... A semana que passou foi de intensa correria nas gravações. É uma novela que está vivendo perigosamente. • Depois das férias, o “Esquenta” volta a programação da Globo neste domingo. • Globo vai iniciar as gravações da sua nova novela das 11 da noite, “O Rebu”... • ... Os trabalhos devem começar em externas, a princípio na Argentina... • ... O problema todo é a situação daquele país. A escolha de um outro, desde a última quinta-feira, passou a ser uma hipótese muito provável... • ... Talvez o Chile. • Eliana está de volta ao Brasil, após os trabalhos de gravação em Dubai. • Nos almoços no Projac, os atores ainda comentam o “Vem aí”. Um evento que desagradou muita gente, principalmente pelas falhas e demora nas gravações.
Globo na trilha da TV americana A Globo pretende fazer uma forte aposta no modelo de séries semanais, caminho trilhado com muito sucesso pela TV americana. Mas, se a ideia é copiar o que está dando certo lá fora, isso exigirá um empenho criativo de autores e diretores, e não apenas no desenvolvimento das próprias tramas, mas daquilo que vai ficar como “gancho”, para levar o telespectador a se interessar em assistir ao episódio seguinte. Elemento imprescindível, que nos EUA é feito em todas as situações e com raro brilhantismo.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini A novela “Lado a Lado”, vencedora do Emmy Internacional, estreia dia 17 no Canal Cuatro, de El Salvador. O Cuatro faz parte do grupo Telecorporación Salvadoreña, antigo parceiro da Globo e que já mostrou produções como “A Vida da Gente”, “Cordel Encantado”, “Insensato Coração” e “Araguaia”.
Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br
A lógica da imprensa
MÁRIO ADOLFO
GILMAL
ELVIS
Por reiteradas vezes, esta coluna buscou investigar o campo específico do jornalismo, sua formação, gênese e ação. Já falamos, por exemplo, que a principal instância de legitimação do campo político é o jornalismo; já identificamos o processo de espoliação em que vivem os jornalistas, presos na retórica dos empresários e na política de prebendas; e, por fim, reiteramos a vigilância constante, ao modo que Bourdieu nos sugere, do campo jornalístico, cuja linguagem não apenas legitima o campo político, como falamos, mas também o induz e, pior, conduz o povo à uma jornada sem volta. Também tratamos aqui sobre a linguagem televisiva que substituiu a notícia, a informação e a análise acurada pelo espetáculo e o sensacionalismo. Órgãos da imprensa como a famigerada revista “Veja” que tem rompido com todos os códigos de postura do meio, e a excelente “Carta Capital”, mesmo com posicionamentos de centro-esquerda à la direita, se veem presos, de uma forma ou de outra, neste jogo do escasso e relativo princípio da liberdade de expressão, enclausurados ad aeternum na lógica do mercado. Há algum tempo somos surpreendidos por comentários inautênticos de enternaiment’s, cujos comentários tem ganhado as redes sociais, sobretudo. Estes não apenas comentaram os episódios, por exemplo, envolvendo o aprisionamento de um jovem, – um “bandido”, como foi identificado por muitos – a um poste sob a alcunha de “justiça com as próprias mãos”, como também convocaram a população brasileira a adotar um bandido (um
entertainer em particular assim o fez), já que a Justiça e o Estado comuns eram incapazes de agir neste sentido. A partir daí inúmeros “sociologistas” e amantes do anarquismo sem fundamento foram ao encontro dessas opiniões, num exercício claro de dominação simbólica e cheio de perigos que só uma análise descuidada e injusta pode gerar. Assim como Jânio de Freitas, sabemos que o fato de pregarmos a liberdade de expressão não quer dizer que façamos tudo o que quisermos com ela. Aqui no Brasil, a ideia de liberdade é confundida com permissividade e libertinagem, onde é “cada um por si e Deus por todos”. Os “sociologistas” parecem ter esquecido disso, inclusive de que os próprios comunicólogos (os jornalistas sobretudo, com as exceções de praxe) tem se entregado a legitimar a barbárie através de um tipo de jornalismo que beira o impressionismo, o pieguismo, o babaquismo e a desinformação. Não há leis na Constituição Federal, um artigo sequer, que dê direito aos indivíduos de torturar e espancar a toda a sorte indivíduos feitos de carne e osso em nome de uma suposta liberdade. Como exigir o cumprimento dos direitos civis ao Estado? Bem, seria bom que a imprensa começasse a dar fim aos confrontos entre políticos e se entregasse a militância do confronto entre as ideias políticas buscando aquilo que é essencial na cidadania: os direitos à segurança, à cultura, à saúde, à educação para todos, sempre visando o benefício do povo. A busca pelo início dos problemas já seria um bom começo. Chegou a hora.
Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural
Não há lei na Constituição Federal que dê direito aos indivíduos de torturar e espancar a toda a sorte indivíduos feitos de carne e osso em nome de uma suposta liberdade
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
Programação da TV
DILVULGAÇÃO
SBT
GLOBO
5h Jornal Da Semana 6h Igreja Universal 7h Brasil Caminhoneiro 7h30 Aventura Selvagem 8h30 Vrum 9h Sorteio Amazonas Da Sorte 10h Domingo Legal 14h Eliana 18h Roda A Roda Jequiti 18h45 Sorteio Da Telesena 19h Programa Silvio Santos 23h De Frente Com Gabi 0h Nikita 1h Chase A Perseguição 2h Cult 3h20 Big Bang 4h Igreja Universal
1h40 – Show Business - Reapresentação 3h – Igreja Universal
BAND
4h55 Santa Missa 5h55 Amazônia Rural 6h25 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7h Globo Rural 7h55 Auto Esporte 8h30 Superliga De Vôlei Masculino - Cruzeiro X Sesi - Sp / Final 11h35 Esquenta 13h55 Temperatura Máxima 15h Campeonato Carioca - Flamengo X Vasco Da Gama 17h Domingão Do Faustão 19h45 Fantástico 22h05 Superstar 23h20 Tuf - Em Busca De Campeões 0h15 Lollapallooza (Melhores Momentos) 1h35 Sessão De Gala - Em Rota De Colisão 3h05 Corujão 4h30 Festival De Desenhos
5h – Power Ranger – Rpm 6h – Desenho 6h30 – Santa Missa No Seu Lar 7h30 – Sabadão Do Baiano 8h – Desenho 9h30 – Popeye 9h45 – Infomercial – Polishop 10h15 – Power Rangers – Super Patrulha Delta 10h45 – Verdade E Vida 11h – Irmão Caminhoneiro - Boletim 11h05 – Minuto Da Copa - Boletim 11h10 – Pé Na Estrada 11h35 – De Olho Na Copa – Boletim 11h40 – Só Risos 12h – Fórmula Truck 13h30 – Band Esporte Clube 14h – Gol, O Grande Momento Do Futebol 14h30 – Futebol 2014 – Flamengo X Vasco 16h50 – 3º Tempo 19h – Só Risos 20h – Polícia 24h 21h – Pânico Na Band 0h – Canal Livre 1h – Minuto Da Copa – Boletim 1h05 – Alex Deneriaz
RECORD 6H Santo Culto Em Seu Lar 6h30 Desenhos Bíblicos 9h Amazonas Da Sorte 10h Record Kids 11h Domingo Show 15h15 O Melhor Do Brasil 19h20 Domingo Espetacular 23h15 Spartacus 0h15 A Nova Super Máquina 1h15 Programação Iurd
Programa “Pänico na Band” garante risos esta noite
Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Você está inspirado para cuidar de seu trabalho. Poderá tomar ações certeiras com base na intuição. Por outro lado, a razão também funciona bem no trabalho e relacionamentos.
Cinema
Cruzadinhas
ESTREIA DILVULGAÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 Um sentimento de maior certeza e paz favorece sua estabilidade interior. Você se entende melhor com consigo mesmo se cultivar os bons hábitos neste dia. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Maior empatia com algumas pessoas, que podem ajudá-lo a se safar de problemas. Bom momento para lidar com compromissos materiais e cuidar do conforto pessoal. CÂNCER - 22/6 a 22/7 O trabalho é impulsionado por gestos decididos e fortes. Você passa a se situar melhor com os familiares. Atenção redobrada com a saúde, devido à baixa vitalidade destes dias. LEÃO - 23/7 a 22/8 Maior segurança emocional e boa relação com situações familiares As ideias refinadas estimulam boas ações no trabalho. Você pode fazer escolhas sob boa orientação. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você colhe os resultados de suas ações nos compromissos materiais. Admita o que foi conquistado por você, assim como aquilo que possa ter lhe faltado ou frustrado. LIBRA - 23/9 a 22/10 Um dia excelente para realizar boas coisas em seu lar e com a família. Traga as pessoas legais para perto de você, talvez até mesmo para dentro de sua casa. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Um dia de certezas bem fundamentadas, com as quais se sentirá seguro e poderá fazer opções razoáveis em sua vida. Veja se realmente completou os processos de eliminação. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Você retoma uma orientação pessoal mais estável, quanto aos sentimentos e aos afetos. Sua vida entra em ordem, novamente. Seja prático e objetivo diante de adversidades. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Reconheça o que você está sentindo em seu íntimo. As situações familiares devem se assentar. Cumpra suas responsabilidades até o fim, em casa e no trabalho. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Você é mais eficiente e objetivo nas ações voltadas para cumprir suas responsabilidades para consigo mesmo. Uma boa ambientação favorece o convívio familiar. PEIXES - 19/2 a 20/3 Você é capaz de pensar com maior objetividade e eficiência em seus projetos e sonhos de vida. Veja quais são os limites para seu dinheiro e as possibilidades de ação concreta.
Capitão América 2 – O Soldado Invernal: EUA. 12 anos. A história se passa 2 anos após os eventos mostrados em “Os Vingadores - The Avengers”. Steve Rogers luta para cumprir seu papel no mundo moderno, em parceria com Natasha Romanoff, também conhecida como Viúva Negra, para derrotar um poderoso e misterioso inimigo na cidade de Washington dos dias atuais. Cinemais Millennium – 14h, 16h40, 19h20, 22h (3D/dub/diariamente), 13h, 15h40, 18h20, 21h (leg/diariamente); 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h, 16h40, 19h20, 22h (dub/diariamente); 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 (3D/dub/diariamente), 13h, 15h40, 18h20, 21h (dub/diariamente); 15h, 17h50, 20h30 (dub/diariamente); Cinemark 3 – 19h, 22h (3D/dub/diariamente), Cinemark 5 – 12h (3D/dub/somente domingo), 15h (3D/dub/exceto sábado), 18h (3D/dub/diariamente), 21h (3D/dub/exceto segunda-feira e terça-feira), 0h (3D/dub/somente sábado), Cinemark 6 – 12h30 (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h30, 18h30, 21h30 (3D/dub/diariamente), 0h30 (3D/dub/ somente sábado), Cinemark 7 – 11h30 (3D/dub/somente sábado e domingo), 14h30, 17h30, 20h30 (3D/dub/diariamente), 23h30 (3D/dub/somente sábado); Cinépolis 1 – 17h35 (3D/leg/diariamente), Cinépolis 2 – 15h10, 22h10 (leg/diariamente), Cinépolis 3 – 19h45 (leg/diariamente), Cinépolis 5 – 13h, 19h (3D/dub/diariamente), 16h, 22h (3D/leg/diariamente), Cinépolis 8 – 14h15, 17h15, 20h15 (dub/diariamente), Cinépolis 9 – 15h15, 18h15, 21h15 (leg/diariamente); Playarte 1 – 15h20, 18h (3D/dub/diariamente), 20h40 (3D/leg/diariamente), 23h20 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 14h20, 17h10, 20h (leg/diariamente), 22h40 (leg/somente sextafeira e sábado), Playarte 6 – 13h20, 16h, 18h40, 21h20 (dub/diariamente), 23h58 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 16h01, 18h41, 21h21 (dub/diariamente), 23h59 (dub/somente sexta-feira e sábado).
CONTINUAÇÕES Toque de Mestre: EUA. 14 anos. Playarte 2 – 19h15, 21h15 (leg/ diariamente), 23h15 (leg/somente sexta-feira e sábado). Noé: EUA. 14 anos. Cinemais Millennium – 18h, 20h40 (3D/dub/ diariamente), 16h, 21h20 (leg/diariamente), 13h50, 16h30, 19h10, 21h50 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 13h40, 16h20, 19h, 21h40 (dub/diariamente), 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (dub/diariamente); Cinemark 2 – 22h10 (leg/diariamente), 19h10 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 12h10 (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h10, 18h10 (3d/dub/diariamente), 21h10 (3D/ dub/exceto terça-feira), 0h20 (3D/ dub/somente sábado), Cinemark 8
– 11h10 (3D/dub/somente sábado e domingo), 14h10, 17h10, 20h10 (3D/dub/diariamente), 23h20 (3D/ dub/somente sábado); Cinépolis 1 – 14h10, 21h (3D/leg/diariamente), Cinépolis 2 – 18h30 (leg/diariamente), Cinépolis 4 – 19h30, 22h30 (3D/leg/diariamente), Cinépolis 7 – 13h45, 17h30, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis 10 – 14h45, 18h, 21h45 (leg/diariamente); Playarte 1 – 12h40 (3D/dub/diariamente), Playarte 5 – 12h50, 15h35, 18h20, 21h05 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 10 – 14h20, 17h10, 20h (leg/diariamente), 22h45 (leg/somente sexta-feira e sábado). Rio 2: EUA. Livre. Cinemais Mil-
lennium – 13h20, 15h30 (3D/dub/diariamente), 13h45, 19h15 (dub/diariamente), 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (3D/dub/diariamente), 14h20, 16h35, 18h40 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h40, 16h50, 19h10 (dub/ diariamente); 14h10, 16h15, 18h40, 20h50 (dub/diariamente); Cinemark 1 - 13h30, 15h50, 18h20, 20h50 (dub/diariamente), Cinemark 2 – 14h, 16h45 (dub/diariamente), Cinemark 3 – 11h20 (3D/dub/somente sábado e domingo), 13h50, 16h20 (3D/dbu/ diariamente); Cinépolis 3 – 13h10, 16h10 (dub/diariamente), Cinépolis 4 – 14h30, 17h (3D/dub/diariamente), Cinépolis 4 – 14h30, 17h (3d/dub/ diariamente); Cinépolis 6 – 13h30, 16h15, 18h45, 21h30 (dub/diaria-
mente); Playarte 3 – 12h50, 14h55, 17h, 19h10, 21h20 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 9 – 13h40, 15h50, 18h, 20h10 (dub/diariamente). S.O.S. Mulheres ao Mar: BRA. 12 anos. Cinemais Millennium – 15h10, 17h20, 19h30, 21h40 (diariamente); Cinemais Plaza – 21h20 (diariamente); Playarte 8 - 12h50, 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (diariamente). Namoro ou Liberdade?: EUA. 14 anos. Cinemark 1 – 23h15 (dub/somente sábado); Playarte 2 – 13h15, 15h15, 17h15 (dub/diariamente). 300 – A Ascensão do Império: EUA. 16 anos. Cinemais Millennium – 21h10 (dub/diariamente); Playarte 7 – 13h40 (dub/diariamente).
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::::: Sala de Espera
O governador José Melo iniciou pelo Careiro da Várzea a primeira série de viagens ao interior do Estado. Melo inaugurou o porto da cidade, anunciou investimentos e assinou convênios com a prefeitura daquele município. Somados convênios e demais investimentos, o valor aplicado em obras ultrapassa R$ 60 milhões. Aplausos!!!
Marlene Santana está trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Amanhã, Enock Lunière, desembargador Arnaldo Carpinteiro Péres e Nelson Azedo estarão aniversariando. A promoção “Jogo do Compre e Ganhe” do Manauara continua um sucesso. Das 15 mil bolas disponíveis para a troca, mais de 10 mil já foram trocadas. A campanha segue até hoje.
HERICK PEREIRA/AGECOM
::::: Contraste Com a entrada de centenas de carros nas ruas de Manaus todos os meses, a dura realidade de que “estão faltando ruas e está sobrando carros” bateu às nossas portas. Por isso mesmo, olhar a Djalma Batista ou Constantino Nery no final da tarde e ver que metade das duas artérias está livre do engarrafamento é, no mínimo, surreal. No sentido bairro/Centro as duas avenidas sobram; já no sentido contrário, é um pesadelo. É hora de se adotar uma medida. Com a palavra os engenheiros de trânsito da prefeitura.
Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
Direto de Miami, o chef Daniel Vassallo desembarca em Manaus para pilotar a cozinha do Bodega da Vila nos próximos dias 14 e 18. Ele lançará o projeto “Masterchef” – que tem como objetivo difundir a riqueza dos sabores da cozinha internacional. Por lá, os participantes não irão apenas saborear uma boa comida, mas sobretudo participar de um evento gastronômico que visa apresentar a fusão das culinárias japonesa e peruana.
::::: Medalha
::::: Fé Hoje, na Catedral Metropolitana de Manaus, a nossa Igreja Matriz, acontece o pontapé religioso da programação à Semana Santa com o Domingo de Ramos, às 7h30, com dom Sérgio Eduardo Castriani, arcebispo de Manaus, celebrando a Eucarística com Benção dos Ramos, seguido de procissão.
::::: Explosão gastronômica
::::: Joia da coroa A força política da bela Nejmi Jomaa Aziz. Esse é o ingrediente especial que os dois candidatos buscam para compor suas chapas nas próximas eleições ao governo do Estado. Dona de um carisma absurdo, a ex-primeira-dama como vice é a cereja do bolo do governador José Melo e do senador Eduardo Braga.
O Instituto da Mulher Dona Lindu recebe (amanhã) em solenidade às 16h30, o título de Hospital Amigo da Criança. O evento contará com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, que será recebido pelo governador José Melo e pelo secretário estadual de Saúde e presidente do Conselho Nacional de Saúde, Wilson Alecrim. O importante título é concedido pelo Ministério da Saúde, Organização Mundial de Saúde e Unicef às unidades que cumprem os 10 Passos da Amamentação e atuam como referência nas ações de promoção, apoio e estímulo ao aleitamento materno.
No próximo dia 7, no auditório Gilberto Mendes de Azevedo, às 19h30, acontece palestra-show Criatividade Máquina de Resolver Problemas com Murilo Gun. No menu de hoje do projeto “Samba Social Clube”, do Buteko da Piscina, a partir das 15h, tem os cantores Adriano Arcanjo, Jorjão Pampolha do Ases do Pagode e o Serginho, do antigo grupo Insensatez. A pedidos, o Taboo – o restaurante que virou o queridinho da ala jovem da cidade – desde ontem está abrindo para os almoços nos finais de semana. Os talentosos Glau da Góes, Fernando Honorato e Igo Luiz, da Spank Project, realizaram apresentação com casa lotada durante a semana na divertida Move Lounge. O deputado Francisco Souza (PSC) participou do lançamento oficial da pré-candidatura do vicepresidente nacional do partido, Pastor Everaldo Pereira, à Presidência da República em Brasília.
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Plateia
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opiniao@emtempo.com.br
(92) 3090-1010
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Capa
pintura de Ana Elisa Egreja
1
Os androides e as ovelhas elétricas
2
A física após a partícula de Deus
E outras 9 indicações culturais. Pág. 2
Os discursos sobre o bóson de Higgs. Pág. 3
E Graciliano capturou Lampião
A entrevista imaginária do cangaceiro ao escritor. Págs. 4 e 5
4
É proibitivo fumar
5
Do arquivo de Alonso Alvarez
Diário de Londres. Pág. 6
São Paulo, 1990. Pág. 7
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Ilustríssima Semana O MELHOR DA CULTURA EM 10 INDICAÇÕES
BRASILEIRO DEBATE | ARQUITETURA A autora de “Tudo Sobre a Casa” (ed. Gustavo Gili), a espanhola Anatxu Zabalbeascoa, e o professor de arquitetura João Sette Whitaker, que prefacia a edição brasileira do livro, debatem a evolução dos espaços residenciais. Livraria Martins Fontes Paulista | tel. (11) 2167-9900 | qua., 23/4, às 18h30
TEATRO | ALAN BENNETT O grupo Tapa encena o espetáculo “Retratos Falantes”, formado pelos monólogos “Fritas no Açúcar” e “Brincando com Sanduíche”. Os textos do autor britânico são interpretados pelos atores Brian Penido e Zécarlos Machado. Teatro Mube Nova Cultural | tel. (11) 4301-7521 | sáb., às 21h30 e dom., às 18h30 | R$ 50 | até 27/4
LIVRO | OSWALD DE ANDRADE Na entrada do “garçonnière” do escritor na rua Libero Badaró, no centro de São Paulo, no ano de 1918, ficava um grande livro no qual seus visitantes podiam escrever e colar recortes. A reedição de “O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo” permite ver as páginas dessa produção interativa e coletiva que ajudou a construir o personagem João Miramar. Biblioteca Azul | R$ 49,90 | 286 págs. NINO CAIS/DIVULGAÇÃO
CINEMA | FRANCESES
EXPOSIÇÃO | NINO CAIS O artista paulistano exibe colagens, desenhos, objetos e fotografias na mostra “Um Toque Surreal”. O curador Paulo Gallina propõe “problematizar o que consideramos como comum e ordinário” ao selecionar obras que subvertem a percepção que temos de imagens aparentemente comuns. Sesc Santo André | tel. (11) 44691200 | de ter. a sex., das 10h às 21h30, sáb. e dom., das 10h às 18h30 | grátis | até 13/7
A ‘Ilustríssima’ faz três perguntas à cineasta e atriz francesa nascida na Argélia Nicole Garcia, que apresenta seu novo filme, “Um Belo Domingo”, no Festival Varilux de Cinema Francês, em cartaz em 45 cidades do país até 16/4.
ERUDITO
‘Sem Título’ (2013), da série ‘Guardas’, de Nino Cais
EXPOSIÇÃO | CAMILLE KACHANI Nascido no Líbano e radicado no Brasil, o artista expõe obras feitas com objetos cotidianos rompidos, nos quais a madeira comparece como elemento central. Para o curador Cauê Alves, é como se, na obra de Kachani, o material compartilhasse uma “história primordial” com a natureza humana. Zipper Galeria | tel. (11) 43064306 | abertura qua., 16/4, às 19h | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h grátis | até 10/5
LIVRO | POESIA GREGA A antologia de poemas do período arcaico (entre os séculos 9 e 6 a.C.) “Lira Grega: Nove Poetas e suas Canções” traz, em tradução direta do grego feita pela pesquisadora Giuliana Ragusa, da USP, textos de poetas como Safo de Lesbos, Píndaro, Anacreonte e Alceu. Hedra | R$ 38 | 290 págs.
DEBATE | DITADURA E CULTURA O artista paulistano exibe colagens, desenhos, objetos e fotografias na mostra “Um Toque Surreal”. O curador Paulo Gallina propõe “problematizar o que consideramos como comum e ordinário” ao selecionar obras que subvertem a percepção que temos de imagens aparentemente comuns. Sesc Santo André | tel. (11) 4469-1200 | de ter. a sex., das 10h às 21h30, sáb. e dom., das 10h às 18h30 | grátis | até 13/7
GUI GOMES/DIVULGAÇÃO
CINEMA | CANADENSES A partir de quarta (16), a mostra “Tão Longe, Tão Perto: O Cinema Canadense” traz filmes de cineastas já conhecidos por aqui, como Xavier Dolan, Denys Arcand e David Cronenberg, e de outros menos famosos, como Patrícia Rozema e JeanClaude Lauzon. Centro Cultural Banco do Brasil | tel. (11) 3113-3651 | R$ 4 | até 4/5
Qual a importância de ser atriz para o trabalho como diretora? No meu caso, o que favorece é a intimidade que compartilho com os atores. Quando escrevo as cenas, eu mesma as interpreto; para mim é sempre um teste de quão bem se comportam os personagens.
POP
Folha - Como os personagens de seu novo filme lidam com o conflito entre tentarem ser livres e o desejo de aceitação pela sociedade e pela família? Nicole Garcia - Baptiste [vivido por Pierre Rochefort] deve continuar a crescer fora do círculo familiar, o que ele encara como uma certeza profunda. É um dos aspectos da beleza desse personagem, que passa por essa ausência de compromisso.
Como avalia o cinema francês nos últimos anos? Com grande diversidade, prolixidade e vitalidade, o cinema francês se exporta de maneira satisfatória e luta corajosamente, como todos os cinemas europeus, contra o cinema americano. O cinema, como toda outra arte, deve ser protegido – ele é frágil por definição. A política cultural francesa privilegiou a vitalidade do excesso, e não uma seleção da qual jamais chegaríamos a definir os princípios.
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‘Sem Título’ (2013), de Camille Kachani
ESTRANGEIRO
LIVRO | PHILIP K. DICK A nova tradução do romance de ficção científica que originou o filme “Blade Runner” (1982) restaura seu título original, “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”. A edição traz ainda uma carta enviada por Dick (1928-82) aos produtores do longa de Ridley Scott, após ver um trecho da produção, e a última entrevista dada pelo autor. trad. Ronaldo Bressane | Aleph | R$ 39,90 | 272 págs.
Folha.com
Ilustríssimos desta edição ACERVO UH/FOLHAPRESS
ALONSO ALVAREZ, 57, é editor e autor dos livros “As Horas Claras” (Ficções) e “Era uma Vez Duas Linhas” (Iluminuras). ANA ELISA EGREJA, 30, é pintora; sua obra ganhou registro em livro homônimo (Cobogó). CASSIANO ELEK MACHADO, 38, é editor da ‘Ilustríssima’. FARLEY KATZ, 30, é cartunista da ‘New Yorker’ e escritor.
GRACILIANO RAMOS (1892-1953), escritor, jornalista e político alagoano. Autor de “Vidas Secas” e “São Bernardo”, colaborou como semanário “Novidade”, publicado em Maceió entre abril e setembro de 1931. LEANDRO COLON, 33, é correspondente da Folha em Londres. SALVADOR NOGUEIRA, 35, é autor de livros como “Rumo ao Infinito” (Globo) e escreve o blog Mensageiro Sideral, da Folha.
LITERATURA Reportagem de 1990 durante visita do poeta Manoel de Barros a São Paulo FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha TECNOLOGIA Erros causados pelo excesso de entusiasmo com o ‘big data’ >>folha.com/ilustrissima
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MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014
Física
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Cacofonia pós-Higgs Por que a descoberta deixa o futuro em aberto RESUMO Leva de publicações de divulgação científica que tratam da descoberta do bóson de Higgs expõe diferentes visões de cientistas quanto ao significado do feito. Três desses livros ilustram, ainda, os rachas ideológicos quanto aos rumos que podem ou devem ser dados à pesquisa no campo da física de partículas.
SALVADOR NOGUEIRA
A descoberta do bóson de Higgs, em julho de 2012, tem importância tão superlativa que é difícil enumerar as razões de sua relevância. Numa
tentativa modesta, cabe lembrar que ela completou a teoria física mais bem-sucedida da história da ciência, explicou de onde emerge a massa de todas as partículas e encerrou uma busca de meio século. Ter rendido um Prêmio Nobel aos físicos Peter Higgs e François Englert foi apenas a consequência natural de tudo isso. Diante da grandeza do achado, não é surpreendente que tenha dado origem a uma enxurrada de livros de divulgação, escritos por cientistas de diversas orientações com o objetivo de explicar ao público de que afinal se trata esse etéreo bóson de Higgs e o que há a se descobrir depois dele. Podemos separar os físicos em três categorias. Há os teóricos, que se dedicam a elaborar grandes esquemas de mundo capazes de explicar observações. Já os experimentais desenvolvem métodos para revelar novos fenômenos à moda de Galileu – uma abordagem empírica. Entre essas duas categorias, temos a dos fenomenólogos, que preferem, guiados por resultados experimentais, encontrar explicações
teóricas para eles. Cada um deles apresenta a descoberta à sua maneira – e logo se vê que eles não concordam muito uns com os outros. Entre os teóricos, podemos destacar a prestigiada física americana Lisa Randall, da Universidade Harvard, que publicou “Batendo à Porta do Céu - O Bóson de Higgs e Como a Física Moderna Ilumina o Universo” [trad. Rafael Garcia, Companhia das Letras, 576 págs, R$ 61,50]. Escrito antes mesmo da confirmação de que o bóson de Higgs havia sido encontrado, ele chegou ao Brasil no ano passado. O título dá bem o tom da obra. É quase a “bíblia” da física de partículas moderna, com descrições minuciosas de sua “terra santa” – o LHC (sigla inglesa para Grande Colisor de Hádrons), o maior acelerador de partículas do mundo. Foi lá, num túnel subterrâneo com 27 km de circunferência localizado entre a Suíça e a França, que o bóson de Higgs foi detectado. O livro de Randall deve agradar àqueles que se interessam pelas minúcias da física envolvida no achado. A própria
cientista chega a recomendar que se pulem capítulos caso pareçam aprofundados demais e, sabendo quão minuciosa é a obra, nos alerta logo de cara para o fato de que são, na verdade, dois livros em um. “[Ele] se alterna entre detalhes da ciência sendo feita hoje e reflexões dos temas subjacentes e conceitos que são integrantes da ciência, mas são úteis para compreender também o mundo mais amplo”. Com essa liberdade, a autora faz uma crítica do papel das religiões na tentativa de descrever a realidade física e comenta como as pessoas deveriam pensar a respeito de riscos, compreendendo como a matemática pode produzir resultados robustos que afastam temores infundados e altamente improváveis. Ela usa o exemplo do temor que chegou a existir de que o LHC fosse produzir um miniburaco negro que engolisse a Terra. Como não poderia deixar de ser, ela gasta boa parte do livro para dizer o que vem por aí depois do bóson de Higgs. Na condição de teórica, ela espera que o LHC possa revelar sinais
de outras dimensões, além daquelas que conhecemos. Tratase de uma previsão teórica que ela mesma fez. Especulações Os experimentalistas, contudo, não parecem tão animados em sair à caça dessas especulações. Um dos mais célebres deles, o americano Leon Lederman, aproveitou a deixa da descoberta do Higgs para apresentar sua própria visão do futuro da física de partículas – e criticar os teóricos que tentam moldá-la. “Nossos cidadãos são muitas vezes confundidos sobre o que a ‘big science’ [ciência produzida com investimento pesado, envolvendo muitos pesquisadores] está tentando fazer, talvez por culpa do que dizemos a eles, usualmente na mídia. Por exemplo, muitas vezes ouvimos que os aceleradores são construídos para ‘descobrir dimensões extra’, para ‘confirmar a teoria das supercordas’, para ‘descobrir a supersimetria’. Falso! Os aceleradores são construídos para revelar o que quer que esteja acontecendo na natureza nas menores distâncias, não
para acomodar as ‘agendas’ de várias facções de teóricos”. A afirmação enfática e crítica figura em seu livro mais recente, “Beyond the God Particle” [Prometheus, R$ 28,88 em e-book] (além da partícula de deus), lançado nos EUA no fim de 2013. Não custa lembrar que Lederman, um dos ganhadores do Nobel de Física em 1988, foi o criador do apelido “partícula de Deus”, hoje odiado pela maioria dos físicos por parecer dar cunho religioso ao bóson de Higgs. Em 1993, ele usou o termo como título de outro livro, para defender a construção do Superconducting Super Collider (SSC) (super colisor supercondutor), acelerador que seria maior que o LHC, mas acabou cancelado pelo governo americano. Na nova obra, escrita com Christopher Hill, Lederman volta a criticar a falta de visão dos líderes de seu país, que deixaram a glória de descobrir o bóson de Higgs escapar para a Europa, e apresenta novos projetos de física de altas energias que possam devolver a vantagem aos EUA.
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Literatura RESUMO Antologia que reúne escritos de Graciliano Ramos sobre cangaço atribui-lhe entrevista fictícia com Lampião. Publicado sem assinatura no semanário “Novidade” e inédito em livro, o texto traz marcas que o associam ao autor de “Vidas Secas”, colaborador do periódico, no qual pela primeira vez abandonou pseudônimos.
CASSIANO ELEK MACHADO ILUSTRAÇÃO ANA ELISA EGREJA
O sambinha não era tão popular quanto “Tico-tico no Fubá” ou “Com que Roupa?”, seus colegas no “hit parade” de 1931, mas traduzia uma verdadeira obsessão nacional daqueles anos. A voz de Castro Barbosa apregoava com garbo nas rádios: “Adeus, Amélia/ vou decidir minha sorte./Eu vou pro Norte./Vou pegá o Lampião”. Não havia quem não quisesse “pegá” Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, o bandoleiro mais famoso do Brasil. A muitos poderia faltar sede de vingança, mas a ninguém cairiam mal duas ricas recompensas oferecidas por sua captura: tanto o governo da Bahia quanto uma empresa, a perfumaria Lopes (do sabonete Dorly e pó de arroz Lady), pagavam 50 contos de réis, cada um, por sua cabeça. Embora o pescoço do cangaceiro tenha chegado intacto ao final daquele ano, coube a uma pequena publicação de Maceió cumprir, à sua moda, o desígnio da canção. Em sua edição de 16 de maio de 1931, um semanário chamado “Novidade” pegou Lampião. É verdade que a revista alagoana talvez não tenha satisfeito o apetite dos leitores fiéis, que provavelmente haviam visto uma semana antes um anúncio na página 2: “No próximo número: uma entrevista de Lampião à ‘Novidade’”. A conversa seria efetivamente publicada: perguntas e respostas ao “herói legendário do sertão nordestino”. Mas o texto (reproduzido ao lado), esclarecia-se logo na abertura, era uma entrevista fictícia: feita por “via telepática”. O bate-papo virtual poderia jazer só na memória de gerações de traças alagoanas, não fosse a suspeita de uma dupla de pesquisadores de São Paulo. Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla sustentam, em livro a sair no fim do mês, que a entrevista é criação de um dos maiores nomes da literatura brasileira: Graciliano Ramos (1892-1953). O postulado constará do volume “Cangaços” [Record, R$ 34, 224 págs.], compilação de textos sobre o banditismo sertanejo publicados pelo autor alagoano entre 1931 e 1941, em veículos de seu estado natal ou do Rio de Janeiro, então capital do país. Organizado pela dupla de gracilianólogos paulistas, o livro é composto por 14 artigos de imprensa e por dois capítulos de “Vidas Secas”. A inclusão no volume de fragmentos do romance mais celebrado do autor (lançado
3 O cangaceiro e o escritor na terra do faz de conta De quando Graciliano capturou Virgulino usando o poder da mente em 1938, está atualmente em sua 124ª edição) não é fortuita. Além de tratarem diretamente do cangaço, os capítulos dão cor a um dos sustentáculos do livro de Lebensztayn e Mio Salla: o livre trânsito entre Graciliano o articulista e o ficcionista. Emblema disso é uma frase empregada em “Cadeia”, capítulo de “Vidas Secas”, que pode ser lido como um conto (não à toa, o cronista Rubem Braga definiria o livro, anos depois, como “romance desmontável”). Nele, Fabiano, o protagonista, afirma convicto:
STATUS
A publicação ‘Novidade’ era o máximo. Feita nos fundos de uma livraria de Maceió, idealizada por dois jovens, durou só seis meses, mas reuniu a fina flor intelectual daquela região
“Apanhar do governo não é desfeita”. No texto de apresentação e num alentado posfácio sobre Graciliano e o cangaço, os dois organizadores do livro mostram que o escritor já havia usado a frase, igual, em três crônicas sobre o tema, duas delas publicadas antes que o próprio Ramos sofresse vicissitudes nas mãos do governo – no fim do dia 3 de março de 1936 ele seria encarcerado, em meio ao cerco aos comunistas do governo Vargas, e só seria liberado em janeiro de 1937. Mais do que incorrer no autoplágio, com o uso repetido da frase, Graciliano sublinhava seu “leit- motiv”: a resistência às injustiças sociais. É num texto sobre Lampião, seu primeiro artigo dedicado em especial ao rei do cangaço, que o slogan aparece a primeira vez. “Lampião nasceu há muitos anos, em todos os Estados do Nordeste”, começa Ramos, que descreve o bandoleiro como “zarolho, corcunda, chamboqueiro, dá impressão má”. Ele relata as mazelas da juventude de Virgulino Ferreira. “As injustiças e os maustratos foram grandes, mas
não desencaminharam Lampião. Ele é resignado, sabe que a vontade do coronel tem força de lei e pensa que apanhar do governo não é desfeita”, emenda o escritor, em texto para a mesma “Novidade” que publicaria a entrevista falsa com o cangaceiro. Fina flor A “Novidade” era o máximo. Feita nos fundos de uma livraria de Maceió, idealizada por dois jovens intelectuais da cidade, Valdemar Cavalcanti (1912-82) e Alberto Passos Guimarães (1908-93), a revista durou só seis meses, mas reuniu a fina flor intelectual da região. O romancista José Lins do Rego, o poeta Jorge de Lima, o futuro dicionarista Aurélio Buarque de Holanda e o antropólogo Manuel Diegues Jr. (pai do cineasta Cacá Diegues) foram alguns colaboradores regulares – de outras praças, viriam colaborações de figuras como o poeta Murilo Mendes. Mas o grande feito, pouco sublinhado a respeito dessa publicação quase esquecida, foi o de ter sido, em mais de um sentido, o veículo de estreia
de Graciliano Ramos. Reeditada em 2012, a biografia mais conhecida do autor, “O Velho Graça”, de Dênis de Moraes [Boitempo, R$ 52, 360 págs.], aponta que, aos 11 anos, o alagoano já publicara seu primeiro texto, o conto “O Pequeno Pedinte”. Mas, ao longo de décadas, a contar desta obra de engajamento mirim, publicada em “O Dilúnculo - Órgão do Internato Alagoano” em 1904, as dezenas de textos de sua lavra saíram sob pseudônimos. Eram assinadas por X, Lúcio Guedes, J. Calisto, Anastácio Anacleto ou Ramos de Oliveira.
CONTEÚDO
Nas 24 edições do semanário ‘Novidade’, só três entrevistas foram publicadas. A quarta, com o cangaceiro Lampião, foi a única ‘fictícia’. Fora da ficção, não era moleza entrevistá-lo
Como aponta Thiago Mio Salla, em outro volume recente organizado por ele, que compila só textos do alagoano inéditos em livro, “Garranchos” [Record, R$ 52, 378 págs.], foi apenas a partir de 1931, em sua contribuição para “Novidade”, que o autor passou a assinar como Graciliano Ramos. Ele tinha 38 anos, já havia sido prefeito de Palmeira dos Índios, ainda não havia publicado nenhuma obra de ficção. “Caetés”, seu primeiro romance, sairia só em 1933. Mas um dos capítulos desse livro, o de número 24, foi publicado em “Novidade” em junho de 1931, marcando oficialmente o começo do prosador. Ieda Lebensztayn, 38, desbravou por quase sete anos a história da revista alagoana, tema de seu doutorado na USP. Como aponta em “Graciliano Ramos e a revista ‘Novidade’: contra o lugar-comum”, artigo publicado em “Estudos Avançados” (USP, nº 67, 2009), “se a ‘Novidade’ se deseja como reação crítica ao lugar-comum da violência, aos estereótipos, à retórica dos bacharéis e políticos e expõe como problema o papel do intelectual num mundo de barbárie, os textos
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Lampião entrevistado Texto publicado originalmente no periódico ‘Novidade’, em 1931 GRACILIANO RAMOS
Lampião recebeu-nos com o punhal na mão direita e o rifle na esquerda. Vestia roupa de mescla, calçava alpercatas, trazia cartucheira, chapéu de couro enfeitado, camisa aberta, rosário, retrato do padre Cícero na lapela. Ofereceunos uma pedra para descansar, sentou-se numa raiz de baraúna e perguntou: – Que anda fazendo por esta zona? – Aqui marombando, capitão, assuntando, tomando a maçaranduba do tempo. Eu sou representante de “Novidade”. – “Novidade”? Pois eu não quero saber de novidades. Aqui ninguém conta novidades. Foi por causa das novidades que o Sabino levou o diabo. E não gosto de gente que assunta. O senhor é macaco ou bombeiro? Sentimos um baque no peito. – Deixe disso, capitão, não se afobe. “Novidade” é um jornal. – Um jornal? – Sim, senhor, um papel com letras para embromar os trouxas. Mas o nosso é um jornal sério, um jornal de bandidos. É por isso que estou aqui. Um jornal sisudo. Temos colaboradores entre as principais figuras do cangaço alagoano, temos correspondentes... Lampião mostrou a dentuça e grunhiu: – Uhn! Anda procurando um chefe. – Ah! não! protestamos. Já temos. O lampionismo em literatura é diferente do seu. O que eu quero é entrevistáPintura da artista Ana Elisa Egreja para representar o ambiente residencial nordestino na época de Lampião
de Graciliano nela publicados, anunciando a obra posterior, são sua melhor expressão”. No exame da íntegra das 24 edições de “Novidade”, conteúdo recém-incorporado à Hemeroteca Digital Brasileira, da Biblioteca Nacional (hemerotecadigital.bn.br), nota-se que só três entrevistas foram publicadas pelo semanário. A quarta conversa editada pelo veículo, aquela com Lampião, foi a única entrevista fictícia, gênero no qual se sobressairia depois o dramaturgo Nelson Rodrigues. Bate-papo Fora da ficção, não era moleza entrevistar Lampião. Autoridade reconhecida no tema do cangaço desde os anos 1980, o historiador recifense Frederico Pernambucano de Mello, 66, conta apenas duas entrevistas confirmadas com o cangaceiro-mor. A mais conhecida é uma dada em Juazeiro do Norte ao médico e jornalista Otacílio Macedo (jornal “O Ceará”, Fortaleza), feita em 1926, ano em que Lampião passou a ser conhecido em todo o Brasil. A outra, sustenta ele, foi dada a Demóstenes Martins de Andrade e teria saído originalmente em “O Serrinhense”, de Serrinha (Bahia), e depois no “Diário de Notícias”, de Salvador. “Nela, Lampião chega a elogiar as pastilhas Valda.” Há ainda um depoimento, dado a Benjamin Abrahão. Célebre por ter fotografado e filmado Lampião, o sírio-libanês radicado no Brasil foi tema do longa “Baile Perfumado”, dos cineaastas Lírio Ferreira e Paulo Caldas (1996), e de livro de Pernambucano de Mello, “Benjamin Abrahão: Entre An-
jos e Cangaceiros” [Escrituras, R$ 45, 352 págs.]. Graciliano, o “entrevistador” de Lampião, também não era dos mais entrevistáveis. Lebensztayn e Mio Salla estão concluindo uma pesquisa sobre os bate-papos feitos com o escritor alagoano. Eles serão publicados em livro, no segundo semestre, também pela Record, editora que concentra a obra do escritor desde o início dos anos 1970. Com nome provisório de “Falas”, o volume terá estimadas 22 entrevistas e deve sair à época de uma mostra audiovisual sobre o escritor prevista para o Museu da Imagem e do Som, de São Paulo. Mio Salla, 34 (e desde os 19 estudando a obra do escritor), diz que não há registros de outras entrevistas ficcionais de Graciliano, como a de Lampião que atribuem a ele. No entanto, o professor da Escola de Comunicações e Artes da USP diz que desde a primeira vez que bateu os olhos em “Lampião entrevistado por ‘Novidade’”, na Biblioteca Nacional, no Rio, em 2005, não teve dúvidas de que o texto era de Graciliano. “São inúmeros elementos que indicam sua autoria. Desde uma ironia muito peculiar, uma pilhéria presente em textos publicados por ele em jornais, até o deboche do chamado ‘lampionismo literário’”, afirma. Com linha semelhante de argumentação, um dos principais gracianólogos do Brasil, o professor Wander Melo Miranda, da Universidade Federal de Minas Gerais, concorda com a atribuição. “Sua visão lúcida e bem-humorada – no caso da entrevista imaginária, da qual podem ter
participado também Lins do Rego e Jorge de Lima – é uma ‘novidade’ para a época e até hoje. Sem estereótipos, sem a visão artificial de literatos e da ‘gente do asfalto’ sobre o assunto, Graciliano trata o ‘amável facínora’ como um astro pop ‘avant la lettre’, percebendo muito bem o que o mito popular revela e esconde: uma sociedade injusta, economicamente atrasada, submetida a desmandos de toda ordem e à aparição de heróis ou bandidos salvadores”, afirma, em depoimento à Folha. Surpresa Em janeiro de 1938, Graciliano Ramos escreveu, em crônica também recolhida em “Cangaços”: “A polícia do Nordeste continuará a perseguir o bandido, provavelmente o agarrará de surpresa e mostrará nos jornais a cabeça dele separada do corpo”. Seis meses depois, “pegaram” Lampião. Ele, sua mulher, a Maria Bonita, e outros nove cangaceiros do bando foram mortos e degolados – as 11 cabeças foram expostas na escadaria da prefeitura de Piranhas, em Alagoas. No artigo “Cabeças”, publicado dois meses depois, e também incluído em “Cangaços”, Graciliano Ramos sentenciou: “Cortar cabeças nem sempre é barbaridade. Cortá-las no interior da África, e sem discurso, é barbaridade, naturalmente; mas na Europa, a machado e com discurso, não é barbaridade. O discurso nos aproxima da Alemanha. Claro que ainda precisamos andar um pouco para chegar lá, mas vamos progredindo, não somos bárbaros, graças a Deus”.
lo, entende? – Que quer dizer isso? – É uma tapeação. O senhor larga umas lorotas, eu escrevo outras e no fim dá certo. É sempre assim. Às vezes, como agora, nem é preciso que a gente se encontre. – Por quê? – Por quê? Porque se eu fosse escrever o que o senhor diz não escrevia nada. Lampião matutou, balançou a cabeça e concordou. – Bom. Vamos começar. Pegue no lápis. E começamos: – Quais são as suas ideias a respeito da propriedade? O amável facínora tirou da patrona um pedaço de fumo e entrou a picá-lo com o punhal. – Eu, para falar com franqueza, acho que essa história de propriedade é besteira. Na era dos caboclos brabos, como o senhor deve saber, coisa que um sujeito agadanhava era dele. Depois vieram os padres e atrapalharam tudo, distribuindo terra para um, espelho para outro, volta de conta para outro” Fechou””se o tempo e houve um fuzuê da peste, que está nos livros. Mas meu padrinho padre Cícero não vai nisso. E eu também não vou. Isso por aqui é nosso: gado, cachaça, mulher, tudo. É de quem passar a mão, entende? – Perfeitamente. E que me diz do progresso? – De quê? – Do progresso, da civilização. Roupas bonitas, sapatos, frascos de cheiro, conhaque, doutores, vitrolas... Lampião fez um cigarro de
palha de milho, tirou o binga, bateu o fuzil e pôs-se a fumar. Depois falou: – Sapatos, como o senhor vê, não uso, mas o conhaque eu bebo. E gosto das vitrolas, são engraçadas. Quanto aos doutores, até hoje não me fizeram mal. Estudam nos papéis e falam muito. Creio que são uns inocentes. Enfim, não tenho queixa da civilização. – Como considera a justiça? – Aqui no sertão, quando um camarada tem raiva de outro, toca fogo nele. E vai um filho do defunto, agarra um mosquetão e uma rapadura, esconde-se por detrás dum pau, dorme na pontaria, espera 15 dias e queima o sobredito. É a justiça mais usada e não falha. Temos também a dos autos, demorada, mas que não é má, porque os promotores se enrascam sempre e os jurados são bons rapazes. – Sua opinião sobre a família? – De quem? – De todo o mundo. A família em geral. A mulher, os meninos, a rede, o baú, o rancho, o papagaio, o saguim, a trempe, as panelas, isso tudo. Lampião coçou o queixo e resmungou: – Para dizer a verdade, nunca pensei nisso. E o senhor é danado de fuxiqueiro. Mulher, meninos... Eu sei lá! Quando um sujeito é miúdo, nunca deve dizer que os filhos que tem em casa são dele. E quanto a mulher, hoje a gente pega uma, larga amanhã, arranja outra, casa aqui, descasa acolá, e assim vamos indo. Isso de mulher é bichinho que não falta. E se
um homem fosse se lembrar de todas com quem fez vida, estava arrumado. – A sua vida assim agitada lhe dá grandes lucros, capitão? – Lucros, lucros, não são lá grande coisa. Nem roubo hoje dá lucro. Não se tem mesmo o que roubar. Isso de dinheiro aqui, homem, uma bobagenzinha de nada. Nesse tempo parece o povo até nem aprecia ter dinheiro pra gastar tanto quanto se gasta com a vida de hoje. Agora o que eu não faço, nem pelo diabo, é deixar minha vida de agora pra ir trabalhar na enxada, que eu não sou... Lampião estacou, passou o lenço pelo pescoço. – Que calor danado! E nós, aproveitando a deixa: – E com todo esse calor, o senhor gosta mesmo do sertão? – Gostar, eu gosto, moço. Isso de calor é coisa com que a gente se acostuma depressa. Um coronel noutro dia me disse que o povo da cidade acha isso ruim, porque é deserto e quente por demais. Cidadãos que nunca viram o sertão falam dele como se tivessem vivido nele uma porção de tempo. É isso que estraga essa terra, não é outra coisa não. – E relativamente aos coronéis, que pensa o senhor? – Homem, eles até não são ruins. Há realmente alguns metidos a bestas, mas também existem pessoas direitas. Tenho boas relações com um bando deles. Estava finda a nossa missão. Despedimo-nos. – Muito obrigado, capitão Virgulino. E adeus.
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Diário de Londres O MAPA DA CULTURA
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Quem pita toma um pito Fecha-se o cerco ao fumo no Reino Unido
LEANDRO COLON
Bebedores de cerveja, fumantes e jogadores dominaram o debate recente no Reino Unido. A turma da birita e do bingo está feliz da vida. Quem gosta de um cigarrinho nem tanto. O governo acaba de anunciar o plano do orçamento deste ano e, para surpresa geral, beneficiou frequentadores de pubs e fãs do joguinho de cartela. O imposto sobre o bingo caiu de 20% para 10%; o do “pint” (copo de meio litro de cerveja) foi cortado em um centavo; e o do uísque foi congelado. Sobrou para o tabaco, que vai aumentar 2% acima da inflação, ou 28 centavos por maço. A medida relativa ao uísque é boa para os beber-
rões, mas é melhor para os escoceses, principais exportadores da bebida no Reino Unido. “O uísque escocês é uma grande história de sucesso britânico”, disse o ministro das Finanças, George Osborne. A decisão não é vã: setembro é mês do referendo sobre a independência da Escócia – ou seja, o governo do Partido Conservador dá aquela forcinha para tentar convencer a turma a votar contra a separação. Como, além disso, 2015 é ano de eleições gerais por aqui, os trabalhistas acusam os conservadores de populismo em busca de votos. Dias após o anúncio, o ministro Osborne apareceu num bingo em Cardiff, capital do País de Gales. Taxa O corte no imposto da cerveja coincide com a permissão anunciada há pou-
co para que os 49 mil pubs do Reino Unido funcionem até a 1h em dias de jogos da Inglaterra na Copa. Só houve algo parecido no casamento de William, em 2011, e no jubileu de diamante da Rainha Elizabeth 2ª, em 2012.
fumantes, sobretudo entre os jovens. Segundo o governo, 200.000 crianças entre 11 e 15 anos começam a fumar todos os anos – uma média de 600 por dia. Há 10 milhões de fumantes, numa população de 63 milhões.
O cerco aos fumantes Hoje um maço de cigarros custa em média 7,98 libras (R$ 30), 351% a mais do que há 20 anos. Entre 2006 e 2007, foram aprovadas leis proibindo fumar em lugares públicos fechados, bares e restaurantes. E o cerco vai aumentar. Logo depois de divulgar o aumento do imposto, o governo disse que vai levar adiante a proposta de padronizar cor e logotipo dos maços, como já ocorre na Austrália. Tudo igual, sem diferenciação entre as marcas. A aposta é de que isso reduziria o número de
O céu que se protege Um grupo de políticos, artistas, arquitetos e intelectuais declarou guerra a prédios altos, analisando os 200 projetos que podem mudar a cara de Londres nos próximos anos. Num comunicado, a turma diz que se está perdendo o controle sobre a visão do céu na cidade. A briga é pesada diante de altos investidores de construção atraídos pelo valorizado território – em um ano, o preço dos imóveis residenciais subiu 13,2% na cidade. Estima-se que em seis anos o valor médio da moradia
possa chegar a 647 mil libras (R$ 2,38 milhões). Um estudo do “think thank” New London Architecture diz que há 236 torres previstas, das quais 80% para uso residencial. Dos restantes, 18 projetos são corporativos, 8, de hotéis, 13 de uso misto, 7 comerciais e 1 será um instituto de educação. A maioria se concentra no leste e no centro de Londres. Mais de 30 prédios terão de 40 a 49 andares e 22 deles, acima de 50. A tradicional Catedral de Saint Paul, onde Diana e o príncipe Charles se casaram em 1981, é um dos monumentos que sentem as consequências. Quem faz o passeio de barco pelo rio Tâmisa já nota as torres encobrindo parte da vista da igreja do século 17. Creche 24 horas Um bairro no distrito lon-
drino de Brent quer oferecer a seus moradores o serviço de creche 24 horas por dia. Um líder trabalhista da região disse que passou a defender a medida após sua mulher receber apelos de pais que precisam trabalhar à noite, fora do horário comercial habitual, das 8h às 18h. Debate-se até que ponto isso é benéfico para as crianças, sobretudo porque abriria caminho para que pais as deixem o dia inteiro numa creche. Enquanto especialistas dizem que a proposta deixa em segundo plano a educação das crianças, principalmente das que têm menos de 5 anos. Outros a defendem em nome da economia, pois abriria caminho para empregar pais que recebem ofertas de trabalho mesmo em horários complicados.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
5 Manoel de Barros na avenida ALONSO ALVAREZ
Naquela época eu tinha duas livrarias: uma, diurna, em frente ao Centro Cultural São Paulo (CCSP); outra, noturna, no boêmio bairro do Bexiga. Certo dia me encantei com a poesia de Manoel de Barros ao ler uma matéria na Folha sobre o lançamento do livro “O Guardador de Águas” (1989). As estantes das minhas livrarias viviam forradas de livros de poesia e muitos poetas circulavam por lá entre os leitores frequentadores. Na hora liguei para a editora, com muita vontade de convidar o poeta para uma noite de autógrafos. O editor foi direto: “O poeta não quer saber de aparecer em público. Nada de lançamento, nada de autógrafo. Nada de entrevista em microfone ou telefone, só por carta. Ele não aceita nenhum convite, não adianta insistir”. Mas insisti. Consegui o endereço do poeta e mandei uma carta, convidando-o
para uma noite de autógrafos. E logo chegou a carta dele com o “não”. Depois de outras cartas trocadas, fui descobrir que ele chamava o microfone de “pau de ferro”, que não gostava de falar para essas coisas... E assim começamos uma longa amizade. Ali do outro lado da avenida, a agitada Leda Tenório da Motta cuidava dos eventos do Núcleo de Projetos Literários do CCSP. Um dia ela organizou, com o Augusto Massi, o ciclo “Artes e Ofícios da Poesia”, no Masp. Tentaram convidar o Manoel de Barros, mas ele, que era então a grande estrela no mercado editorial, não topou. Massi, sabendo da minha amizade com ele, chamou-me e disse que, se eu o trouxesse para o evento, teria uma noite no auditório do Masp para apresentar alguma coisa sobre o poeta. Mandei uma carta caprichada (sempre escrita à mão), convidando-o para o evento, justificando que a poesia, a arte do inutensílio, como dizia Paulo Leminski (e ele também, com o seu “escritório de ser inútil”), ia ter um grande encontro no Masp e que ele não poderia ficar de fora.
Para minha surpresa ele respondeu com um belo “sim”. Mas com algumas condições: não daria entrevista; não participaria de mesas nem de nenhum encontro formal; ficaria apenas circulando pelo lugar, sem qualquer compromisso. Claro que concordamos, e foi uma alegria geral. Assim ganhei uma noite para apresentar um “workshop” sobre a peça concebida a partir da poesia de Manoel de Barros, “A Sedição das Palavras”, por um grupo de teatro que existia perto da livraria do Bexiga, na escola do ator Wolney de Assis. Comentei com o amigo que me acompanhou quando fui buscar o poeta no aeroporto que estava preocupado com sua timidez. Mas chegando lá, Manoel de Barros nos esperava com uma mala, um quadro com uma pintura sobre sua poesia e uma sacola com as primeiras edições de seus livros para uma exposição no evento. Aí entrou no carro e não parou mais de falar. Conversamos tanto que chegamos a errar o caminho: ficamos perdidos na região do parque Trianon, andando com o poeta pelas calçadas da Paulista, carregando suas
malas e procurando o hotel. Ele fez o que prometera, e nós tentamos cumprir suas condições. Mas o assédio era grande. Ele ficava andando pelo Masp, sem falar com imprensa nem participar de mesas. Mas achei que aquele acontecimento merecia um registro e procureio no hotel para convencê-lo a dar uma entrevista à TV Cultura – que escolhi porque dava espaço para poesia e poetas, argumento que usei para que ele cedesse. Ele cedeu, sob a condição de não falar com o “pau de ferro”. Andaria com a jornalista pela Paulista e só conversaria com ela, sem gravação, enquanto seria filmado ao longe. Isso fizemos. Mas a jornalista deixou o gravador ligado. Num banco de praça, ele cedeu e leu um poema. Alertamos a jornalista de que ele detestava ser chamado de “poeta pantaneiro”, pois isso folclorizava sua poesia. Apesar de a edição da reportagem ter começado justamente pelo epíteto, ele me telefonou para dizer que tinha gostado do resultado.
ARQUIVO PE SOAL
São Paulo, 1990
Carta em que o Manoel de Barros confirma presença em evento em SP
G8
MANAUS, DOMINGO, 13 DE ABRIL DE 2014