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EM TEMPO - 13 de janeiro de 2013

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXV – N.º 7.882 – MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

O DESAFIO DE ARTHUR

FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

Vinte anos depois de ter enfrentado o mesmo problema em sua primeira administração, o prefeito Arthur Neto tem um reencontro com a história, que vem em forma de desafio: reorganizar o centro de Manaus, a verdadeira visão do inferno. Na avenida Eduardo Ribeiro, tudo é permitido. Dia a dia C4 e C5

Na principal avenida de Manaus, a Eduardo Ribeiro, toda a sorte de agressão é praticada. Da invasão de bancas que ocupam as calçadas e encobrem a fachada das lojas, à venda de verduras, churrasco e caldo quente. Na praça da Matriz, até o chafariz foi coberto por barracas de ambulantes (no destaque) AGECOM

GOVERNO

Omar investe R$ 395 milhões em Escolas de Tempo Integral Até o início de 2014, o número de Escolas de Tempo Integral passará de 25 para 70. Projeto do governador inclui ainda a construção de novas escolas no modelo padrão. Última Hora A2

TAXISTA

Encontrado morto na mala do carro

Completando 100 anos hoje, Nacional reúne histórias e personagens que enriqueceram o esporte, como plantel dos anos 60 (foto). Pódio E4, E5 e E6

Última Hora A2

PRÉDIOS ANTIGOS

História de Manaus vem sendo destruída Dia a dia C7

DIVULGAÇÃO

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VITROLEIROS

Amantes da música fazem culto ao vinil Grupo de jovens reúne-se periodicamente para ouvir música nos extintos bolachões, “relíquia” de outras gerações. Plateia D1

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

G

O DIVULGAÇÃO

A meta está inserida no plano de ampliação da rede estadual anunciado pelo governador Omar Aziz

DETOX

Uma faxina geral no organismo Regime alimentar elimina as toxinas acumuladas no organismo, com base em sucos e chás diuréticos. Elenco 5, 6 e 7

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 34

MÍN.:

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A2

Opinião/Última Hora

Taxista é encontrado morto no porta-malas

Contexto 3090-1017/8115-1149

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013

marioadolfo@emtempo.com.br

DIEGO JANATÃ

O crime contra profissionais da categoria é o primeiro de 2013 e o 15º somando todas as mortes do ano passado GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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As regalias do Parlamento Os problemas que causam indignação à opinião púbica no Amazonas, parecem ser regra geral a afetar todo o país. Levantamento feito pelo site Congresso em Foco revela que, nos Estados, ao menos 16 Legislativos pagam 15 remunerações por ano aos parlamentares. Essas Casas abrigam 721 (68%) dos 1.059 deputados estaduais e distritais do país, que se juntam aos 513 deputados federais e 81 senadores que também têm direito ao benefício. Ou seja, pelo menos 80% dos 1.653 parlamentares estaduais, federais e distritais são beneficiados com a regalia. E o salário, ó! A remuneração de um deputado estadual hoje é de R$ 20 mil. Isso corresponde a 75% dos vencimentos de um parlamentar federal, como determina a Constituição Federal. Olha nós Os salários extras são pagos atualmente aos deputados dos seguintes Estados: Acre; Amazonas; Bahia; Ceará; Goiás; Maranhão; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Pernambuco; Rio Grande do Norte; Rio Grande do Sul; Rio de Janeiro; Roraima; Santa Catarina; São Paulo e Tocantins. Aloprados No Maranhão, cada deputado tinha direito, até dezembro de 2012, a receber 18 salários por ano. No entanto passaram a receber “apenas” 15. Aqui tá valendo O pagamento está congelado em Goiás e São Paulo, graças a liminar da Justiça. Mas ainda não houve julgamento sobre o mérito. Mas, no Amazonas, está valendo. Livre do Leão Na maioria dos casos, além de receber a remuneração extra, os políticos ficam livres da tesoura do Imposto de Renda, que alcança seus vencimentos mensais. O argumento é de que essas verbas, chamadas de

auxílio-paletó em alguns Estados e de ajuda de custo em outros, têm caráter indenizatório e, por isso, não estão sujeitas ao Leão. Mais benefícios Além disso, em todos os Estados e no Distrito Federal, os deputados estaduais têm direito a uma verba que varia de R$ 15 mil a R$ 100 mil para cobrir despesas relacionadas ao mandato, como combustíveis, transportes, alimentação, hospedagem, contratação de consultoria e divulgação das atividades parlamentares. Mais babita Eles também recebem dinheiro para contratar funcionários para gabinetes e escritórios políticos. Carimbó e regalia Em alguns Estados, como no Pará – onde uma ajuda de custo de R$ 12.384 é paga no início da Legislatura e outra, no mesmo valor, no final da Legislatura –, quem mora fora da capital também pode requerer o auxílio-moradia. Mais humana Bastou limpar a cidade e realizar a capina dos canteiros centrais e meio-fio para Manaus mudar de cara. Agora é só pintar os canteiros, encher de flores para deixar a cidade mais humana. Nada mudou As carretas, carros baús e contêineres continuam

APLAUSOS

circulando descaradamente em Manaus a qualquer hora do dia. Apesar do decreto assinado pelo prefeito Arthur Virgílio, que regulamenta a circulação de carros pesados. Trégua Espera-se que, quando cessar a trégua proposta por Arthur, a nova regra seja cumprida. Se disciplinar o transportes de cargas, Arthur estará desmanchando um dos maiores gargalos do trânsito de Manaus. Deu no Diário O decreto do prefeito foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) de sextafeira, 11, e tem prazo de 60 dias para entrar em vigor. Lá em Brasília Meninas de 11 a 13 anos que estudam em escolas públicas e privadas do Distrito Federal vão receber em 2013 a vacina contra o papilomavírus humano (HPV). No Senado Em setembro, o Senado Federal aprovou um projeto de lei que prevê que meninas de 9 a 13 anos tenham o direito de receber gratuitamente na rede pública de saúde a vacina contra o HPV. A autora O texto é de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados.

VAIAS

Escola de Tempo Integral DIVULGAÇÃO

Para a decisão do governo do Estado de ampliar as Escolas de Tempo Integral de 25 para 70, até 2014.

História destruída DIVULGAÇÃO

Para proprietários de prédios antigos, que estão deixando a história ser deteriorada pelo tempo e descaso.

corpo do taxista Mamede Alle Marie Filho, 22, foi encontrado no porta-malas do próprio carro, na manhã de ontem, na rua 16 de Outubro, bairro Nova Vitória, Zona Leste de Manaus. Segundo informações de populares, o Novo Uno, de placa OAE-7997, foi abandonado por volta das 5h e os criminosos ainda tentaram atear fogo no veículo, sem sucesso. De acordo com os peritos da Polícia Civil, foram identificadas cinco perfurações de arma de fogo pelo corpo da vítima, sendo duas no braço, duas na barriga e uma nas costas. De acordo com o tenente Orleans, da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), da Polícia Militar, que atendeu ao chamado a partir de denúncia anônima, havia três pessoas no carro, além do taxista. “Suspeita-se que eles tenham ligação com uma tentativa de assalto na avenida Perimetral, do bairro Grande Vitória”, adianta. Segundo policiais do 30º Distrito Integrado de Polícia (DIP), ainda é cedo para determinar suspeitos prováveis ou mesmo a razão do crime. Contudo, os policiais trabalham com a hipótese de o assassinato ter sido cometido em outro local.

SUSTO

Novo Uno de Mamede Alle foi abandonado no bairro Nova Vitória

Digitais foram coletadas As digitais contidas em todo o automóvel foram coletadas pela perícia para o cruzamento de registros no banco de dados da Polícia Civil. O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Familiares do taxista assassinado não quiseram falar sobre o caso. O assassinato de Mamede Alle Marie Filho é o primeiro caso de homicídio de taxista registrado nes-

te ano de 2013. Considerando todas as execuções ocorridas durante todo o ano passado, este é o 15º crime. Mamede trabalhava para a cooperativa Alvorada Radiotáxi. O último crime contra taxista registrado em Manaus ocorreu em 20 de dezembro de 2012, quando foi encontrado o corpo de Cristovão Henrique Lima de Oliveira, 33, executado com quatro tiros, no bairro Vila Marinho, Zona Oeste da cidade.

META DIVULGAÇÃO/AGECOM

Princípio de incêndio no aeroporto O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes sofreu mais um princípio de incêndio na manhã de ontem. O sinistro durou, aproximadamente, 20 minutos e começou às 7h. As chamas foram controladas pela própria brigada de incêndio do aeroporto. No momento do incêndio apenas uma funcionária estava no local, e não sofreu nenhum ferimento. Mezanino O fogo começou no mezanino da loja Bobs, porém, a área foi desativada na sexta-feira por motivo de reforma. A primeira informação dos brigadistas é que o sinistro tenha começado por causa de um curtocircuito. Aberturas foram feitas nas paredes de compensado que cercam o saguão principal do aeroporto, para sair a grande quantidade de fumaça que se acumulou no saguão. Comerciantes começaram a retirar produtos das lojas com medo que a destruição fosse maior. O aeroporto está em reforma há mais de um ano. Com a ampliação, o terminal passará de 39,5 mil metros quadrados para 97,2 mil metros quadrados. O aeroporto de Manaus terá capacidade para 13,5 milhões de passageiros por ano.

Nove unidades estão destinadas ao interior do Estado

Escolas de Tempo Integral serão triplicadas no AM Até o início do ano letivo de 2014, o número de Escolas de Tempo Integral do Estado saltará de 25 para 70, praticamente o triplo do que existe hoje. A meta está inserida no plano de ampliação da rede estadual e melhoria da qualidade do ensino anunciado pelo governador Omar Aziz, que inclui, ainda, a construção de 11 novas escolas no modelo padrão em Manaus, além da reforma e ampliação de outras 56 unidades de ensino, na capital e interior. Fontes externas Os investimentos na construção, na reforma e ampliação das escolas devem chegar a R$ 395,6 milhões. Parte desses recursos, R$ 273 milhões, o governador Omar Aziz, de forma pioneira no Estado, conseguiu captar de fontes externas. Com o governo federal foi captado cerca de R$ 104 milhões para a construção de dez Centros de Educação de Tempo Integral (Cetis), que já se encontram em licitação na Comissão Geral de Licitação (CGL). O governo do Estado entrará com a contrapartida de 20%, da ordem de R$ 26 milhões, somando R$ 130

milhões na construção das dez unidades. Outros R$ 169 milhões foram captados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para financiar mais 13 Cetis, que estão em fase final de projeto para serem encaminhados à CGL até o final do mês de janeiro. A maioria das novas unidades será para o interior

LICITAÇÃO

Entre os dez Cetis em processo de licitação, um deles será para o conjunto Residencial Viver Melhor, recéminaugurado no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte. Os outros nove são para o interior do Estado. “Vamos ampliar a estrutura da rede para que possamos oferecer um ensino de melhor qualidade aos nossos alunos. Por isso, estamos priorizando as escolas de tempo integral, principalmente no interior, onde vamos construir 23 novas unidades nesse modelo”, observa o governador Omar Aziz.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013

A3

Fala leitor

Editorial

falaleitor@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Quando a cidade não é só coleção de buracos Já se falou à exaustão que a implantação da Zona Franca de Manaus mudou para sempre e para pior a paisagem urbana da capital amazonense. Não ficou pedra sobre pedra da cidade que fora pensada, não para ser palco da Revolução Industrial que se fortalecia na Europa, mas como um bucólico burgo, à maneira europeia, que acomodasse os serviços que atendiam no balcão do comércio, dos bancos os das repartições públicas. Para uma economia que ocupava mais gente nos seringais do que na cidade, os equipamentos de Manaus funcionavam muito bem. A zona franca foi saudada com a histeria de quem nadou, nadou e chegou à praia sem perder o fôlego. No primeiro movimento, o arraial de arrivistas de todos os matizes e de todos os países, motivados pelas facilidades do livre comércio perpetrou o primeiro movimento contra a cidade que fora projetada, inclusive com serviço de esgotamento e saneamento, de que nunca se ouviu falar com prática administrativa. Mas o livre comércio, além da anarquia, não conseguiu acumular capital para deslanchar o desenvolvimento econômico que a região até hoje reivindica. O segundo movimento isolou sua produção na Zona Leste da cidade e ali ficou sem dar satisfações a ninguém. A Zona Franca virou a miragem de um novo Eldorado, a mesma ilusão que cegara os primeiros invasores da região. Por isso, o Estado pode se orgulhar de ter ainda hoje 98% da sua floresta intocada. A grande ferida mesmo foi rasgada na cidade, que foi implodida e teve seus pedaços aproveitados para criar as suas primeiras favelas. A riqueza importou a febre do automóvel, paradoxalmente para um lugar em que não poderia ser movimentado a contento dos seus proprietários tão felizes quanto estressados. Os buracos de Manaus são o que mais preocupa aos seus habitantes motorizados. Nada de educação, ou saúde, ou habitação ou bem-estar. Se o prefeito conseguir (o que é improvável, pois as ruas foram tão mal construídas que jamais se livrarão dessa praga) tapar todos os buracos, Manaus não terá mais do que reclamar. Aí, sim, terá chegado ao Eldorado.

Uma reflexão, digamos, mais acadêmica sobre os rumos da modalidade de assistência social que deve ser praticada no Brasil esbarra, de início, na dificuldade de estabelecer parâmetros de avaliação. Um exemplo: de quantos e de quais brasileiros estamos falando? Dos 16,2 milhões que vivem em situação de extrema pobreza, citados

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em pronunciamentos oficiais com base em dados de 2010 do IBGE? Ou dos 60 milhões que outras fontes situam abaixo da linha de pobreza? Não importa o tamanho do problema. Uma visão mais pragmática e próxima da realidade indica que a educação e a formação para o trabalho são os dois principais fatores para o

resgate social. A educação, porque dotará o beneficiário de competências pessoais, senso crítico e consciência de seus direitos e deveres como cidadão. A formação para o trabalho, porque tornará esse mesmo cidadão independente, gerará autoestima e assegurará condições de uma vida digna a ele e à sua família.

Sempre dentro da tese de que, mesmo em ações de assistência social, é louvável dar o peixe a quem não tem o que comer e nem forças para pescar. Mas também é preciso – embora mais difícil – não descuidar do ensino da pesca, principalmente para os jovens. Ruy Martins Altenfelder Silva

Charge regi@emtempo.com.br

Olho da Rua

Mikio Kawai Jr.

opiniao@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br RICARDO OLIVEIRA

Da bacia do São Raimundo, onde em breve, espera-se se levantará uma versão do Prosamim, o pôr do sol tem nuances de glamour que só mesmo um momento fotográfico pode revelar. Mas como a bacia é do São Raimundo, a realidade é em preto e branco.

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O mercado livre de energia Sabemos que a energia é um dos insumos mais consumidos nas empresas e, no Brasil, também é um dos mais caros. De acordo com pesquisa feita pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), nosso país possui a quarta energia de valor mais elevado do mundo. O que muita gente não sabe, ou, ainda não se convenceu sobre, é o fato de que existe uma opção mais vantajosa e interessante para determinados padrões de consumo: o mercado livre de energia. Essa modalidade de contratação beneficia companhias com grande demanda energética, acima de 0,5 MW, que pode ser traduzido em valores próximos à casa dos R$ 75 mil a cada fatura. Estas empresas podem escolher seus fornecedores de energia, permitindo uma melhor adequação das ofertas do mercado e suas necessidades. Vale ressaltar que não estamos falando da instalação de novas redes de abastecimento, como fiação e postes, já que a energia, independentemente de quem a comercializa, chega até os consumidores por uma mesma malha de transmissão. Nos últimos anos, temos visto grandes companhias aderir cada vez mais a esta proposta de gestão de recursos, já que ela permite negociar itens como condições de contrato, preços, prazos e, ainda, reagir às oscilações do setor. Este segmento já é responsável por cerca de 30% do consumo energético no Brasil, enquanto no mercado europeu todos os consumidores,

inclusive residenciais, podem escolher seu fornecedor desde 2007. No Ambiente de Contratação Livre (ACL), é possível atuar de uma maneira mais flexível, como, por exemplo, optando desde a fonte de energia, tradicionais, como hidrelétrica, carvão e óleo, ou limpa, como eólica, gás natural, biomassa, solar ou biogás. E todas as escolhas são feitas de acordo com uma rigorosa análise de mercado, que toma como base não apenas os melhores preços, mas, também, com ferramentas de previsão do médio e longo prazo, de maneira similar ao que temos em um ambiente de bolsa de valores. Mais conhecido, sabe-se que o modelo é marcado por quem enxerga melhores oportunidades de acordo com as tendências ou expectativas do setor. Quando o assunto é energia, um bom planejamento pode contribuir para lucros mais significativos; enquanto um passo errado tem o poder de quebrar um negócio, o que exige muito conhecimento dos responsáveis por esse tipo de trade. É necessário compreender que o setor de energia sofre oscilações, isso porque é impactado diretamente por fatores como o clima e ações governamentais. O mercado livre de energia também sente esta volatilidade, mas as empresas que possuem contratações em longo prazo e que foram feitas baseadas em estratégias e previsões de especialistas, conseguem evitar surpresas e, em paralelo, gerar benefícios.

Mikio Kawai Jr. Economista pela FEA-USP (1995), mestre em economia pela Unicamp

No Ambiente de Contratação Livre (ACL), é possível atuar de uma maneira mais flexível, como, por exemplo, optando desde a fonte de energia, tradicionais, como hidrelétrica, carvão e óleo, ou limpa, como eólica, gás natural ou biomassa”.


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013

Na morte de Nathan vai Existem cientistas um pouco da nossa história e existem ‘cientistas’ Impressionante e inaceitável o modo como o povo desta cidade viveu com enorme neutralidade e até indiferença a notícia da morte de Nathan Xavier de Albuquerque. O fato ocorreu, parece, no dia 31 de dezembro passado e foi noticiado, apenas pela rádio CBN, no dia 8 de janeiro de 2013. É clara confirmação de que Manaus é, cada vez mais, uma cidade de arrivistas, de pessoas que vêm chegando de fora e que não se integram na história e na memória do que aconteceu há qualquer dezena de anos e que foi determinante para o que hoje está aí. Chegam, se apropriam e não fincam raízes. Se tivessem raízes saberiam que não faz muito tempo saímos da condição de “porto de lenha”, quando até a eletricidade e a água encanada deixadas pelos ingleses se esvaíram e que nossa economia só se reanimou em função desse modelo chamado de Zona Franca, mesmo que o reconheçamos como cheio de distorções e precariedades. Bom, pois, que saibam os que hoje usufruem e se beneficiam da riqueza que aqui corre e que amam aparecer nas colunas sociais e se apresentar como elite manauara, que Nathan Xavier de Albuquerque, amazonense legítimo, filho do respeitado médico dr. Xavier de Albuquerque, irmão do único amazonense que chegou a ministro do Supremo, o brilhante Francisco Xavier de Albuquerque, nosso querido Xavico, foi decisivo quando apresentou o modelo ao presidente Castelo Branco e, ajudado por outros amazonenses, como Artur Soares Amorim, graduado em Harvard e assessor do ministro Roberto Campos, do Planejamento, e Mário Guerreiro, industrial e pioneiro, conseguiu motivar o presidente e assim prevaleceu sua proposta sobre a de outra corrente de amazonenses, que queria a adoção do modelo de Hong Kong, baseado na isenção total do Imposto de Renda. Nathan, de inteligência brilhante, dominando vários idiomas, criou e comandou em Manaus, com a parceria de Geraldo Dantas e José Maria Teixeira, um conglomerado de empresas industriais e comerciais, sob a designação geral de Moto-Importadora, que fazia parelha com outros fortes grupos econômicos que seguiam sob a direção de Isaac Sabbá e Robert Philippe Daou. Foi Nathan quem trouxe para Manaus, como seus sócios, a Honda (aqui designada Moto-Honda), a fábrica de relógios Seiko e o Novotel. Um dia, a pesada mão do destino e do infortúnio, da desgraça mesmo, caiu sobre esse homem, que nunca mais conseguiu se recuperar e daqui se foi para nunca mais pisar neste solo. Primeiramente foi a trágica morte do filho mais velho, Nataniel, num violento acidente automobilístico. Até pelo livro de poemas que publicou depois, dava para perceber que sua vida acabara. Mais tarde perdeu a esposa e companheira de toda a vida, Dona Mundita. Restou-lhe o filho mais jovem, Anquises, que mora nos Estados Unidos e agora vive esta perda que é sua em primeiro lugar, mas que também é de todos nós, seus irmãos de tribo.

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

É clara confirmação de que Manaus é, cada vez mais, uma cidade de arrivistas, de pessoas que vêm chegando de fora e que não se integram na história e na memória do que aconteceu há qualquer dezena de anos”

Apareceram ultimamente em jornais, escritos, falados e televisionados notícias que alardeiam avanços científicos tão grandes que não precisamos de Deus para compreender o universo, nosso planeta, a natureza e tudo mais. Muitas pessoas ficaram impressionadas ou mesmo abaladas em sua fé. A arrogância de certos comentaristas arvorados em grandes cientistas transmitiu uma certeza espantosa. Sirva como exemplo a descoberta do bóson de Higgs que foi anunciada como a morte de Deus. Passados os primeiros momentos, todos eles cheios de euforia, os cientistas mais sérios colocaram as coisas em seus devidos lugares. Salvador Nogueira escreveu para a revista “Superinteressante”, de agosto de 2012, um artigo sobre o assunto com o título “O bóson de Higgs não deu para o começo”. Nele o autor expõe o avanço da descoberta feita pelos cientistas do Centro Europeu de Física de Partículas (CERN) e os benefícios que daí decorrerão para as ciências. Realmente foi uma grande façanha! Mas, a sinceridade dos cientistas os faz confessar que a teoria da função do bóson explica exatamente 4,6% de todo o conteúdo do universo. Falta explicar a matéria escura e a energia escura. Agora falando só entre nós, por que alardearam tanto a morte de Deus? 4,6% é muito pouco. Mesmo quando explicarem os restantes 95,4% do universo, não nos terão dito de onde proveio tudo o que está por aí. A revista “Ultimato”, de setembro-outubro de 2012, publicou artigo do professor de física da Universidade Federal do Rio de Janeiro que trabalha no CERN, Cláudio Lenz César. O título do artigo é “Não conhecemos 90% do que compõe o universo”. Lemos nele que “finalmente, cabe ressaltar que a física sabe muito pouco sobre a natureza”. Se o conhecimento atual convida os cientistas à humildade, causa nojo a atitude de pretensos entendidos que se julgam donos do saber. Que as ciências progridam é o desejo de todos, porque os segredos da natureza não estão aí para se manterem escondidos, mas para serem descobertos em benefício da humanidade. Paulo afirmou que “a ciência incha; é o amor que edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, ainda não sabe o que deveria saber” (1 Cor 8,1-2). Os pavões, magros em seu corpo, estufam-se todos com penas armadas e peitos cheios de vento para impressionar as pavoas e amedrontar inimigos. Terminada a exibição, eles voltam a sua estatura nada significativa. É o que assistimos no espetáculo de certos indivíduos que se chamam de cientistas, mas não passam de pavões, minúsculos no saber e maiúsculos na vaidade. Nos últimos meses, uma doutora inglesa apresentou em um simpósio internacional um fragmento de pergaminho copta do quarto século em que se insinuava o casamento de Jesus. Depois do estrondo inicial surgiram evidências de que o documento era falso. Que pena tratarem tão mal a ciência em nome da ciência! O importante é reforçar a certeza de que só a Palavra de Deus permanece.

Painel VERA MAGALHÃES

Conexão Nordeste

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus

A arrogância de certos comentaristas arvorados em grandes cientistas transmitiu uma certeza espantosa. Sirva como exemplo a descoberta do bóson de Higgs que foi anunciada como a morte de Deus”.

Dilma Rousseff fará este mês périplo pelo Nordeste para inaugurar obras do PAC e afagar governadores da região onde obteve mais expressiva vantagem na eleição de 2010. A caravana começa nos dias 17 e 18 pela Paraíba e Piauí. A presidente irá ainda ao Ceará, onde, ao lado de Cid Gomes (PSB), entregará a Barragem Figueiredo e a Zona de Processamento de Exportação. A agenda foi planejada pelo ministro Fernando Bezerra (Integração), da cota de Eduardo Campos (PSB-PE).

Marca Governistas querem que Dilma encampe a revisão do pacto federativo como uma das principais bandeiras para a campanha pela reeleição em 2014. A ideia é lançar o projeto em março, durante conferência de desenvolvimento regional. Copyright Auxiliares da presidente lembram que o socialista Eduardo Campos empunha a mesma bandeira na tentativa de se credenciar à corrida pelo Planalto. Escaldado No comando do STF a partir de amanhã, Ricardo Lewandowski evitará medidas polêmicas durante os 15 dias de seu plantão na corte. Deve deixar temas espinhosos para a análise do plenário, que retoma atividades em fevereiro. Escaldado 2 O ministro avalia que qualquer gesto durante o período de recesso será interpretado como teste de sua atuação na etapa derradeira do mensalão. Onde pega Advogados dos condenados no mensalão tentarão desconstruir, na fase de embargos, dois pontos nevrálgicos no acórdão do julgamento, que deve ser publicado no próximo mês. Domínio... Defensores do núcleo financeiro contestam a caracterização da lavagem de dinheiro. Entendem que os votos dos ministros indicam favorecimento real, crime com pena mais branda. Dizem não ter havido demonstração de que seus clientes objetivavam reinserir os recursos ilícitos no mercado.

....do fato O núcleo político, no qual estão José Dirceu e Delúbio Soares, questiona a tipificação de quadrilha. Faltaria, na visão dos advogados, a identificação da antecedência da montagem do grupo aos crimes que teriam sido cometidos. Terceiro... Fernando Haddad prorrogou por um ano contratos de três organizações sociais da saúde. Os aditamentos somam R$ 135,5 milhões. O tema foi objeto de polêmica eleitoral com José Serra. Ala petista era contrária às terceirizações. ...turno Haddad manterá o sistema, que inflou o custeio da prefeitura no início de mandato. Promete, contudo, tornar mais rigorosa a fiscalização de metas e resultados. Gesto Em atrito com Haddad quanto ao novo formato da operação policial na cracolândia, Geraldo Alckmin receberá o prefeito e seus secretários para “tête-à-tête” no dia 22. O encontro será no Palácio dos Bandeirantes. No atacado O tucano chamou seu primeiro escalão para discutir com a equipe do petista itens da agenda comum aos governos estadual e municipal. A pauta inclui transportes, saneamento, habitação, saúde, educação, segurança e Copa-2014. Recall De um antigo aliado de Serra, sobre o frenesi acerca de sua eventual saída do PSDB: “Na pior das hipóteses, ele aparecerá na próxima pesquisa presidencial. E à frente de Aécio Neves”.

Tiroteio

Frases Temos um governo de esquerda que olha para todos os brasileiros, mas que incentiva o setor privado como se fosse de direita. (...) Eu acredito que estamos no caminho certo

Abilio Diniz,, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, faz sua interpretação política dos resultados econômicos do país, nos dois anos de governo Dilma Rousseff.

O agronegócio reprimarizou a economia brasileira. Somos produtores de matérias-primas, vendidas e apropriadas por apenas 50 empresas transnacionais que controlam os preços, a taxa de lucro e o mercado mundial João Pedro Stédile, economista e dirigente do movimento pela reforma agrária, analisa a economia do país e diz que o governo federal ainda não entendeu a gravidade dos problemas sociais no campo.

Uma questão importante para pôr fim à divisão do país e conquistar a reunificação é acabar com os confrontos entre o Norte e o Sul. O passado mostra que o confronto entre compatriotas não leva a nada, a não ser à guerra

Kim Jong-un, líder norte-coreano, em mensagem de anonovo, surpreende a comunidade internacional ao anunciar uma revolução econômica no país e o desejo de reconciliação com a Coreia do Sul.

O PT tanto fez nos últimos dez anos que nos levou ao pior dos mundos: agora, além do crescimento pífio, temos inflação alta” DO EX-GOVERNADOR ALBERTO GOLDMAN (PSDB), sobre a alta do Índice de Preços ao Consumidor, que fechou 2012 acima da meta do governo.

Contraponto

Programa de auditório

Durante sessão da Câmara, em dezembro, Lincoln Portela (PR-MG) fazia longo discurso, quando foi interrompido por Miro Teixeira (PDT-RJ). Irritado com o acionamento, a cada minuto, da campainha que avisa o fim do tempo para cada parlamentar, o pedetista disse: — Esse mecanismo é desagradável. De repente, fica parecendo aquela coisa dos hipódromos: toca-se a campainha antes de se dar a largada para a corrida de cavalos. Sem ter seu pedido atendido, Teixeira completou: — Assim é melhor soar a campainha a cada 30 segundos. Vamos treinar para o “Se vira nos 30”, do Faustão.

Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Política

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013

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Gestão transparente é a proposta do Legislativo Parlamento municipal fixa a ideia de tornar público todos os atos do órgão. Presidente da Aleam não se manifestou DIEGO JANATÃ

O presidente da Câmara, Bosco Saraiva, tem adotado o discurso da transparência na casa ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

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pressão popular e a troca de presidentes devem provocar mudanças na postura do colegiado de vereadores, deputados estaduais, além das casas legislativas. Em fevereiro, os poderes ganham novos comandos, e a palavra de ordem nessa nova gestão, segundo os presidentes, será a transparência. O vereador Bosco Saraiva, novo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), afirmou que há um consenso de que é preciso dar mais transparência aos atos do Legislativo para evitar erros que transformaram a Câmara em alvo frequente de críticas e desgaste. Entre as principais metas para reformulação dessa imagem está a implantação do canal exclusivo de televisão para a casa. Além de transmitir todas as sessões plenárias, o espaço também servirá para apresentar o trabalho das comissões e dos parlamentares. “Quero fazer dessa casa um aquário. Nosso foco é fazer com que a população volte a acreditar nos atos da Câmara. Todos os processos licitatórios que fizermos serão transmitidos pela televisão, e será realiza-

do no plenário”, explicou. Saraiva também comentou que pretende criar um sistema on-line do site da Câmara, onde cada pessoa possa acompanhar os trabalhos da casa e ainda consultar processos. “Investimentos também na criação de uma rádio estão sendo preparados para dar maior credibilidade. “Queremos que a população acompanhe tudo e cobre do vereador.

ATUALIZAÇÃO

O departamento de Comunicação da CMM informou que a partir de amanhã deverá iniciar os trabalhos de atualização do site da instituição. Alguns itens estão desatualizados As reuniões das comissões também serão transmitidas”, garantiu o vereador. Atualmente, o site da Câmara apresenta atualização de dados somente até outubro do ano passado. No link “Transparência”, o perfil “demonstrativo de despesas” mostra a última atualização em outubro. Já as Cotas para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) estão desatualizadas desde setembro.

Site da Alem desatualizado No site da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) a situação também é semelhante. No link “Portal da Transparência”, no perfil balancete, a última atualização ocorreu há dois meses. No espaço destinado à publicação das verbas indenizatórias, a última atualização foi

em novembro. Procurado durante dois dias para esclarecer o fato e informar seus projetos no quesito “transparência” para o Legislativo estadual à reportagem, o novo presidente da Assembleia, deputado estadual Josué Neto (PSD), não foi encontrado e não retornou as ligações.

Salários serão publicados A folha de pagamento dos servidores e também dos parlamentares serão divulgadas mensalmente no site da Câmara Municipal de Manaus. Bosco Saraiva garantiu que vai distribuir esses dados ainda este mês. “Não quero nada debaixo do tapete. Se a lei nos orienta a divulgar, vamos fazer isso”, afirmou. Outra medida para dar maior transparência ao Legislativo será a ampliação das salas dos departamentos. “Vamos implantar nas salas dos departamentos janelas de vidros para dar mais transparência aos nossos atos. Aqui é a casa do povo e vamos nos posicionar dessa forma”, enfatizou. No ano passado, no mês de agosto, a Câmara chegou a publicar o salário nominal dos servidores no site da instituição. A lista, no entanto, se limitava apenas ao mês de julho. Depois disso, nenhum outro relatório foi divulgado. Lei de Acesso Em vigor desde 16 de maio de 2012, a Lei de Acesso à Informação fixa que “qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades”. A legislação atinge os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e os MPs.

JOEL ROSA

Josué Neto, eleito presidente da Assembleia Legislativa, não foi localizado para comentar o tema


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Política

MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013

COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

ARQUIVO EM TEMPO /SHANA REIS

Cláudio Humberto

www.claudiohumberto.com.br

Vou dar um tempo na política” Jornalista

EX-DEPUTADO CIRO GOMES (PSB-CE), prometendo apostar na carreira de jornalista

Pendurado A Justiça Federal considerou que Lula não poderia ser acusado após o fim do mandato. O processo está em apenso do mensalão no STF. Era do Gelo Uma remessa simples enviada dos EUA há 20 dias chegou à Noruega em 7 dias. O destinatário do Brasil mantém esperanças nos Correios. Sabor exótico O Brasil ainda vai patentear com a Venezuela a “diplomacia chiclete com banana”: você mastiga, mastiga, mas não engole a Constituição. Herança O deputado Giovanni Cherini (PDT-RS) lembra os dezenove anos que a presidenta Dilma passou no PDT e garante: “Ela continua brizolista”. ‘Mega’ antecipada na internet ainda intriga Persistem as “coincidências” na divulgação da cidade vencedora da Mega Sena da Virada, 16 dias antes no Orkut por suposto parente de um diretor da Caixa. Logo após

a confirmação do sorteio de Aparecida de Goiânia (GO), o site especializado apostebem.com.br tirou do ar a informação de que a cidade ganhou a Mega em 2007, e que três cidades goianas levaram a bolada entre agosto e dezembro de 2012. Caixa de surpresas A Caixa nega possibilidade de manipulação dos sorteios, mas mantém a exigência de não revelar o nome de vencedor, “por segurança”. O olho do dono... Após deixar a prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab planeja sair em turnê pelo país como presidente do PSD. Lenda urbana A Justiça da Venezuela deu sobrevida a Hugo Chávez, transferindo-o da UTI para a recém-criada UPI: Unidade de Presidência Intensiva. Naufrágio A Marinha não informou à coluna se é dela a lancha “Amazônia Azul” – uma Intermarine Azimuth de R$ 6 milhões, descaracterizada, que Dilma usou em passeio com dois governadores durante as férias na Bahia. Programão O subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita, Ernani Checcucci, podia poupar-se do “sacrifício” de viajar ao Azerbaijão para discutir “cooperação”. A embaixada do Brasil dá conta do recado. Tá difícil O senador Pedro Taques (PDT-MT) defende que o adversário de Renan Calheiros (PMDB-AL) na disputa a presidente do Senado seja do

próprio PMDB, “em razão da proporcionalidade da Casa”. Caso médico Falta Filgastrina para tratamento da hepatite C no Rio, após a Anvisa suspender uma das marcas. O governo do Rio não fornece outras e, com tratamento interrompido, pacientes dão queixa na delegacia. Briga feita O PV ameaça campanha contra Henrique Alves (PMDB-RN), candidato ao comando da Câmara, se ele tiver fechado com ruralistas de votar a PEC que atribui ao Congresso a demarcação de terras indígenas. Em alta A popularidade do ministro Joaquim Barbosa é crescente. Desde sua posse na presidência do STF, em novembro, surgiram páginas nas redes sociais em referência a seu nome.Só no Facebook, tem umas 50. Pior que tá, fica O deputado Antonio Andrade (PMDB) critica o governo de Minas por não ter “feito quase nada” para evitar tragédias com a chuva este ano. “Só resta pedir a São Pedro para chover, só que devagarinho”. Povo esquisito Feliz o país que pode adiar a votação do Orçamento de 2013. Os congressistas americanos passaram as Festas em Washington discutindo o “abismo fiscal” com Obama. Esses americanos... Santo de casa Na ditadura tínhamos o “milagre econômico”. Agora esperamos o “milagre da economia”.

PODER SEM PUDOR

Pistolão no PT O então ministro do Planejamento, Guilherme Dias, surpreendia assessores pela paciência e simplicidade no relacionamento com o cidadão comum. Certa vez, recebeu carta desaforada de um servidor, simpatizante do PT, e não só a respondeu, espantando o missivista, como resolveu o problema relatado. Em outra carta, dessa vez amável, o servidor federal agradeceu as providências e avisou: – Vou pedir ao Lula para manter o senhor no ministério. Assim o ministro ganhou o seu primeiro “pistolão” no PT.

VERBA

Impasse sobre FPE continua O ministro interino do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse na sexta-feira (11), que os novos critérios de repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) “estão em discussão”. Segundo ele, o depósito de R$ 2,6 bilhões liberado pelo governo foi feito segundo as regras aplicadas no ano passado. “Esse repasse de recursos está sob regras do ano passado. Tem várias regras jurídicas, várias posições sendo analisadas, sobre qual determinação deve-

mos seguir, qual regra a ser aplicada”, comentou. As normas de transferência seguem sem consenso. Após reclamação de alguns Estados, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que as regras para o repasse são inconstitucionais, e determinou que o Congresso Nacional estabelecesse novos critérios de partilha até o dia 31 de dezembro do ano passado. Mas o Congresso não aprovou a mudança a tempo. O assunto é polêmico e só será retomado por

deputados e senadores em fevereiro. No próximo dia 18, o governo deve fazer o primeiro repasse dos recursos arrecadados em 2013. “A tendência é seguirmos a interpretação preponderante, apresentada ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é seguir a divisão proposta pelo Tribunal de Contas da União, o TCU. O tribunal entende que o dinheiro pode ser repartido este ano da mesma forma que no ano passado.

Se o projeto for aprovado, quem cometer crime doloso poderá ser julgado pelo Tribunal do Júri

Tribunal do júri poderá julgar crime de corrupção Proposta do senador Cyro Miranda é que cidadãos comuns julguem crimes de corrupção ativa e passiva. PL está na CCJ

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Tribunal do Júri, formado por cidadãos em vez de juízes, pode passar a julgar crimes de corrupção ativa como passiva. Projeto de lei com esse objetivo, do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), aguarda designação do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa. De acordo com o Código de Processo Penal (decreto-lei 3.689/1941), quem cometer homicídio, induzir ou auxiliar a suicídio, infanticídio e aborto (os chamados crimes dolosos contra a vida) deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. O PLS 39/2012 altera o CPP para incluir crimes de corrupção entre os passíveis de serem julgados dessa forma.

Ao justificar a proposta, o autor ressaltou que o nível de corrupção de um país guarda relação com os obstáculos impostos à prática, bem como ao tipo de punição aplicada. Os corruptos, observou o senador, avaliam se os problemas e penalidades enfrentados valem a pena se comparados ao valor dos rendimentos advindos da conduta. “A penalidade para a corrupção é um conjunto de probabilidades de ser pego, e, uma vez pego, de ser punido. Isso é importante para que o indivíduo tome a decisão de ser corrupto ou não”, explica Cyro Miranda. Para o senador, ampliar a competência do Tribunal do Júri para julgamento de crimes de corrupção, tanto ativa

como passiva, vai dificultar a atuação de indivíduos corruptos e garantir mais respeito à democracia. Pesquisa da organização não governamental Transparência Internacional aponta que o Brasil ocupou, em 2012, o 73º lugar no ranking dos países mais corruptos do mundo, entre 182 países pesquisados, informou Cyro Miranda. Numa escala de zero (muito corrupto) a dez (muito limpo), informa o estudo, o Brasil obteve nota 3,8. Atualmente, ressalta o senador, a corrupção é tema presente em discussões sobre ética e política. Desde a posse da presidente Dilma Rousseff até janeiro de 2012, observou, seis ministros caíram em decorrência de denúncias e suspeitas de corrupção.

CADEIA

Vice-prefeito preso quer tomar posse O vice-prefeito eleito de Nazaré Paulista, Itamar Ferreira Damião (PSC), preso desde novembro no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na capital paulista, quer tomar posse do cargo na cadeia. Seus advogados encaminharam pedidos à Câmara local e à Justiça Federal de São Paulo para que o vice seja empossado “com as solenidades que a liturgia do cargo estabelece” mesmo estando na prisão. O presidente do Legislativo, Clóvis Aparecido de Oliveira (PT) já avisou que a posse atrás das grades não será possível, pois não está prevista em lei. “Isso não foi previsto na Lei Orgânica do município, nem no regimento interno da Câmara”, disse. Os vereadores decidem nesta segunda-feira, 14, em sessão extraordinária, se concedem novo prazo para a posse, já que, pelo regimento interno, o vice-prefeito deveria ter sido empossado, no máximo, até a quinta, 10. O pedido de prorrogação foi encaminhado ao presidente pelos advogados de Damião no último dia 4. “O regimento prevê que, em caso de força maior, aquele que não pôde tomar posse no dia 1º de janeiro, poderia fazê-lo nos dez dias seguintes. Vamos analisar se cabe um novo adiamento da posse ou ficamos sem vice-prefeito”, disse Oliveira.

REPRODUÇÃO

Lula ainda pode ser condenado por improbidade Extinto na Justiça Federal de Brasília em dezembro por “falta de pressupostos processuais”, o processo de improbidade administrativa contra o ex-presidente Lula pode voltar à pauta após o recesso do Judiciário, com novo recurso do Ministério Público Federal. Lula e o ex-ministro da Previdência, Amir Lando, são acusados de suposto favorecimento ao banco BMG no crédito consignado. O ex-presidente poderá ter seus bens bloqueados para devolver R$9,5 milhões.

Itamar quer ser empossado ao cargo de vice-prefeito na cadeia

Pedido deverá ser negado Pata tomar posse o pedido tem de ser aprovado pela maioria dos 11 vereadores. O presidente da Câmara não acredita que a Justiça mande empossar o vice na cadeia em que se encontra, como quer sua defesa.“Estamos vivendo uma situação parecida com a da Venezuela, só que lá se trata de um caso de doença”, afirmou. Nos pedidos encaminhados à Câmara e à Justiça, o advogado do vice-prefeito,

Antonio Fraga, alegou que seu cliente não foi julgado. O advogado pediu à Justiça que, na impossibilidade de ser dada a posse na prisão, o eleito seja escoltado até a Câmara para assumir o cargo. Damião foi preso na Operação Durkheim, da Polícia Federal, suspeito de integrar uma quadrilha que violou e vendeu dados sigilosos de juízes, políticos e empresários. Outras 32 pessoas foram presas na ocasião.


Política

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Luis Felipe

‘Tem que acabar o jogo de empurra’ FOTOS: DIVULGAÇÃO

O juiz não é um ser extraterrestre que não leva em consideração fatores para decidir. Quando vai decidir, pondera valores e procura ver a solução mais justa para o caso concreto”

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m 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu 275 mil novos recursos judiciais e julgou 362 mil processos, entre decisões individuais de seus ministros e coletivas, proferidas pelas turmas e seções do tribunal. Feitas as contas, descontados os dois meses de recesso judicial e os três ministros que não participam destes julgamentos (presidente, vice e corregedor), cada um dos 30 ministros do STJ proferiu 1,2 mil decisões por mês. Um volume que não encontra precedente em corte superior de nenhum outro país. É com os olhos nestes dados que o ministro Luis Felipe Salomão, presidente da 4ª Turma do STJ, afirma que o papel da corte foi desvirtuado por “um sistema recursal anárquico” que transformou o tribunal em terceira instância e o impede de cumprir a contento sua missão de uniformizar a interpretação da legislação federal no país. E, principalmente, julgar as questões que são realmente importantes para a cidadania. Em entrevista à revista Consultor Jurídico, o ministro aponta saídas para o engarrafamento judicial. Para Salomão, é preciso acabar com o “jogo de empurra” que interessa apenas a quem ainda usa a lentidão judicial como forma de ganhar dinheiro: “Todos estão acomodados. As empresas estão acomodadas. Os grandes litigantes do Judiciário estão acomodados porque transferiram o seu call center para a Justiça”. O ministro também enfatiza a necessidade de se aprimorar as técnicas de gestão eficiente do serviço judicial. ConJur - É possível construir uma jurisprudência que leve em conta a doutrina, as leis e as aspirações populares? Luis Felipe Salomão - Há alguns anos, a professora Maria Tereza Sadek fez uma pesquisa encomendada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Uma das perguntas era o que os juízes levavam em conta na hora de decidir: o impacto social, o impacto econômico, o impacto popular. A pesquisa detectou que os juízes calibram bem todos os aspectos em suas decisões. O juiz não é um ser

extraterrestre que não leva em consideração nenhum desses fatores para decidir. Leva sim, claro! Quando o juiz vai decidir, ele pondera valores, trás toda a bagagem cultural de sua vida e procura ver a solução mais justa para o caso concreto, mas também com o olho na consequência de suas decisões. A maioria age dessa forma. A doutrina tem um papel importantíssimo. A opinião da academia é valiosa. Nem sempre é correta para os casos em julgamento, mas é considerada. O juiz tem, sim, de observar os impactos sociais e econômicos de suas decisões. Mas o peso que será dado a esses fatores depende do assunto, das circunstâncias e da história de vida do juiz que vai prolatar a decisão. ConJur - O maior gargalo da Justiça ainda é a lentidão no julgamento dos processos. Recentemente a Corte Europeia de Direitos Humanos condenou a Grécia a indenizar um cidadão vítima da lentidão judicial. O senhor acha que isso pode ocorrer no Brasil? LFS - Se não houver prova de desídia e de má-fé do juiz ou de servidor, penso que não há direito a indenização. Mas a condenação do tribunal europeu não se deu só com a Grécia. A Itália é um país que tem uma série de condenações por lentidão judicial e até hoje tem uma legislação processual intrincada. Eu gostaria de ver a renovação de uma pesquisa feita pelo professor Mauro Cappelletti (doutor em Direito pela Universidade de Florença e professor da Universidade de Standford) em parceria com o professor Bryant Garth (doutor em Direito pela Universidade de Standford) que resultou no livro “Acesso à Justiça”. Eles compararam o tempo de duração dos processos em países variados, o custo e as soluções para resolver os problemas. A pesquisa foi feita há mais de 20 anos, com o apoio da Fundação Ford. Não conheço trabalho semelhante no mundo. O Banco Mundial financia algumas pesquisas... ConJur - Mas o foco é outro, mais econômico, não? É o foco da segurança jurídica para investimentos. LFS - São os negócios inter-

nacionais. Segurança jurídica para o ambiente de negócio. Seja como for, o fato é que precisamos cuidar da questão do tempo, da duração da demanda, que é um problema que aflige a maioria dos países civilizados. O Judiciário tem, sim, sua parcela de responsabilidade pela lentidão. Mas esse é um problema de política pública. Não é um problema isolado. É necessário trabalhar as soluções alternativas à jurisdição ou métodos alternativos de resolução de conflitos, sem que tudo acabe chegando à Justiça. Sem trabalhar fórmulas alternativas, não diminuiremos o fluxo de entrada, que hoje é muito volumoso. Sobretudo as chamadas demandas de massa poderiam ser resolvidas com um sistema de mediação mais adequado. Mas fica um jogo de empurra. Há também, por outro lado, a necessidade relativa ao treinamento mais adequado dos juízes e servidores para o tema da gestão judicial.

ConJur - O que é preciso fazer para solucionar isso? LFS - Dar um cavalo de pau. O CNJ vem atuando voluntariosamente com a Semana da Conciliação, por exemplo. É um esforço louvável. Mas é necessário o envolvimento dos três poderes da República e da sociedade organizada para resolver o problema. E, sobretudo, criar um caldo de cultura de mediação de conflitos. É questão de política pública do Estado Brasileiro, não só do Judiciário.

ConJur - Tem-se a impressão que há uma acomodação, uma resignação com o fato de que a Justiça é lenta, quase como se essa fosse uma característica intrínseca. LFS - Todos estão acomodados. As empresas estão acomodadas. Os grandes litigantes do Judiciário estão acomodados porque transferiram o seu call center para a Justiça.

ConJur - Mas o senhor identifica algum fator chave que dá combustível à lentidão judicial? LFS - São inúmeros fatores. Outro fator importante, além daqueles já mencionados, é o sistema processual. Temos um sistema de recursos anárquico, que permite transformar o STJ e o STF em terceira e quarta instâncias, desvirtuando o papel dessas cortes. Eu acredito também que dentro de pouco tempo deverá ser feita uma discussão séria a respeito da transformação da Suprema Corte do país em Corte Constitucional. Nós temos o sistema europeu de julgamento de recursos com o modelo americano de Corte Suprema. É hibrido. E isso leva a distorções. O desvirtuamento do papel do STJ e do Supremo está chegando a um ponto em que será preciso pensar em novos perfis adequados para estes dois tribunais.

ConJur - Por quê? LFS - Talvez porque isso implique redução de custos. Deve ser mais barato deixar acionar o Judiciário do que manter um call center que efetivamente resolva os problemas. Virou uma indústria em que muitos ganham dinheiro. Em todas as demandas se acrescem pedidos de indenização por danos morais e os recursos se multiplicam. Nós não temos a tradição de trabalhar soluções alternativas. Nas universidades não há cadeiras que tratem de mediação ou conciliação. Só cadeiras que ensinam a redigir petição inicial, contestação, recurso. O advogado aprende apenas a litigar, quando o foco, hoje, deveria ser compor conflitos.

ConJur - Como o senhor vê o ano de 2012 para o STJ? LFS - Um ano bom, apesar do volume imenso de trabalho. Nós tivemos questões relevantíssimas discutidas. Mas o que precisa ser urgentemente pensado é a questão da relevância, um filtro que seja efetivo para que o tribunal possa trabalhar melhor e julgar com mais acuidade as causas mais relevantes. Há alguns outros pontos que nós temos que efetivamente melhorar: dar um tratamento mais adequado aos recursos repetitivos, estruturar melhor o setor de distribuição e classificação dos processos. O foco principal para que o STJ continue vocacionado a atender a cidadania é a relevância da questão federal.

Todos estão acomodados. As empresas estão acomodadas. Os grandes litigantes do Judiciário estão acomodados porque transferiram o seu call center para a Justiça”

Temos um sistema de recursos anárquico, que permite transformar o STJ e o STF em terceira e quarta instâncias, desvirtuando o papel dessas cortes”


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Política

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Percentual de reajuste é criticado por senadores senador. A saída defendida por Cristovam é transferir a educação de base para a responsabilidade do governo federal num período de 20 anos. “Se fosse feita a federalização da educação, com um salário médio de R$ 9 mil ao professor, de uma maneira paulatina, no final de 20 anos, isso custaria ao governo federal somente 6,4% do PIB. Isso é possível”, defendeu. O senador Paulo Bauer ressaltou que, em alguns Estados e municípios, o piso do magistério é menor do que o de outras categorias, como a polícia e os profissionais de saúde. Para o senador, o pagamento dos proventos aos professores aposentados, incluído dentro dos 25% que os Estados e municípios devem gastar com educação, deveria ter um fundo independente e ficar fora desse percentual. “Se isso fosse feito, automaticamente Estados e municípios poderiam remunerar melhor os professores em atividade”, disse. Para o senador, o governo federal não tem se preocupado em melhorar a educação. Bauer afirmou que a União precisa buscar uma solução para melhorar o salário dos professores ativos.

Acréscimo será pago em fevereiro Com o aumento, o valor passa de R$ 1.451 para R$ 1.567 e já será pago, por Estados e municípios em fevereiro. A composição do piso leva em conta o custo anual por estudante dos últimos 2 anos, calculado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O reajuste do piso em 2013 não segue a tendência de aumento dos últimos 2 anos, quando foi registrado 22%, em 2012, e 18%, em 2011. Segundo o ministro Aloizio Mercadante, o reajuste menor é por causa da desaceleração da economia e da queda na arrecadação de receitas.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defende a federalização da educação brasileira

APOSENTADORIA

Seminários para esclarecer regras O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Previdência Social estudam a possibilidade de promover, a partir de março, uma série de seminários a fim de esclarecer a magistrados e serventuários as mudanças que ocorrerão em suas aposentadorias ainda neste ano. A parceria foi discutida na última quinta-feira, em reunião do conselheiro e corregedor nacional de Justiça em exercício, Jefferson Kravchychyn, com técnicos do Ministério da Previdência, em Brasília. O conselheiro explicou que as mudanças decorrerão da entrada em funcionamento, em 2013, da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp). Criado em 2003, com a reforma da Previdência, e regulamentado em setembro do ano passado, o fundo visa complementar a aposentadoria dos servidores públicos federais cujo valor base será equiparado ao teto de bene-

fícios do regime geral gerido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Esse fundo de pensão será constituído pelo recolhimento de percentual sob a remuneração dos seus integrantes, assim como pela participação

FUNDO

As mudanças, explicou o corregedor em exercício do CNJ, decorrerão da entrada em funcionamento, neste ano, da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público, que foi criado em 2003 do Tesouro Nacional. Kravchychyn explica que o servidor que ingressou antes da reforma da Previdência receberá a aposentadoria de forma integral. Quem ingressou de 2003 até a entrada em vigor da Funpresp poderá op-

tar ou não por contribuir com o fundo de pensão. Aqueles que, por sua vez, entrarem para o funcionalismo a partir de 2013, se não fizerem a adesão, se aposentarão segundo o teto do INSS, atualmente em R$ 4.159. De acordo com o conselheiro, existem muitas dúvidas entre os magistrados e serventuários sobre o funcionamento da Funpresp. A ideia dos seminários é dirimir esses questionamentos em eventos realizados com a ajuda das escolas da magistratura dos Estados. “Discutimos, na reunião, a realização de eventos com a participação de técnicos do Ministério da Previdência, para promovermos a educação previdenciária. Esses eventos seriam realizados por meio das escolas da magistratura, as quais o CNJ já está convidando para participar dessa iniciativa”, explicou o conselheiro Jefferson Kravchychyn. GLAUCIO DETTMAR/AGENCIA CNJ

O

reajuste do piso salarial dos professores de 7,97% para 2013, muito inferior ao que foi concedido em 2012 (22%), foi criticado por senadores. O valor de R$ 1.567, anunciado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na última quinta-feira, não valoriza a categoria, na opinião dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Paulo Bauer (PSDB-SC). Cristovam Buarque disse que o aumento é insuficiente e defendeu a federalização da educação. Autor do projeto que resultou no Piso Nacional dos Professores (lei 11.738/2008), o senador afirmou que a lei foi um grande avanço, mas que, infelizmente, fica amarrada ao valor do piso. “Não é possível atrair para o magistério os estudantes, os universitários, com um salário de R$ 1.567. E o mais grave é que, além de o piso ser muito baixo, está havendo um achatamento do salário entre o piso e o teto”, comentou Cristovam. A dificuldade que alguns Estados e municípios terão para pagar o piso, mencionada pelo ministro da Educação, também foi reconhecida pelo

RENATO ARAÚJO/ABR

Cristovam Buarque e Paulo Bauer argumentam que 7,97% de aumento aos professores é insuficiente e não concordam

Conselheiro e corregedor em exercício do CNJ, Jefferson Kravchychyn, quer explicar mudanças


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Economia

Liquidação pode se tornar armadilha Economia B3

AM ganha 1ª cachaçaria Empreendimento, orçado em R$ 600 mil, entrará em operação em Humaitá até o final do primeiro semestre deste ano RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO

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rçada em R$ 600 mil, a primeira cachaçaria do Estado deve entrar em operação no município de Humaitá (a 591 quilômetros de Manaus) até o final do primeiro semestre. No empreendimento, cuja instalação está em pleno vapor, serão fabricados aguardente, açúcar, caldo de cana in natura e pasteurizado, entre outros produtos derivados da canade-açúcar. “O projeto entrou em fase de conclusão e a expectativa é de que no máximo até junho as operações sejam iniciadas na unidade, que funcionará na comunidade Santa Luzia”, assegura o titular da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra, ao pontuar que o projeto, idealizado pelo governo do Amazonas no ano passado, alavancará o desenvolvimento do interior. Sobre a infraestrutura da agroindústria, Bezerra informa que a unidade, com 542 metros quadrados, está sendo construída em um terreno de 3,8 mil metros quadrados. “Todo o maquinário a ser utilizado no processo de fabricação dos derivados da cana-de-açúcar, como alambiques, caldeiras e tonéis, foi adquirido e está no município”, diz o secretário, ao pontuar que antes de entrar em pleno funcionamento, a agroindústria deverá passar por testes. Em relação à produção, a Sepror informa que na cachaçaria serão fabricados 400 litros de cachaça por dia e 200 quilos de açúcar diariamente. “Além disso, na unidade também serão industrializados rapadura, melaço, açúcar mascavo e outros derivados da cana-de-açúcar”, garante o secretário.

De início, a industrialização de produtos derivados da cana-deaçúcar no Estado serão destinados para o mercado local, conforme Bezerra. “Grande parte desses produtos é importado de outros Estados. Atualmente, o Amazonas possui uma produção, por exemplo, de açúcar mascavo pequena, mas com a agroindústria em Humaitá poderemos ganhar força na atividade e, futuramente, abastecermos o Estado”, comemora o secretário. Expectativa Em Humaitá, são boas as expectativas em torno da agroindústria, que será administrada pela Associação dos Produtores Rurais da Comunidade Agrícola

PRODUÇÃO

Na cachaçaria, serão fabricados 400 litros de cachaça e 200 quilos de açúcar, por dia. À princípio, conforme a Sepror, os derivados da cana de açúcar serão destinados para o mercado local Santa Luzia (Apraluz). “A iniciativa será fundamental para o fortalecimento da economia da cidade, o que também favorecerá a permanência do homem no campo”, explica a presidente da associação, Diva Basso. A dirigente destaca, ainda, que atualmente a entidade conta com 22 associados, número que deve disparar a partir do início das atividades da cachaçaria. “As pessoas estão empenhadas em produzir a cana-de-açúcar e, com a empreitada, esperamos que mais produtores se animem diante dos primeiros resultados do projeto a serem alcançados”, projeta.

Elevado potencial do município

Grande passo para a economia

De acordo com dados divulgados pela Sepror, Humaitá é o oitavo maior produtor de cana de açúcar no Amazonas. Em 2011, a produção no município atingiu 2.250 toneladas da planta, volume 25% superior ao registrado no ano anterior (1.800 to-

Atualmente, a economia de Humaitá depende da indústria madeireira, que não vive o seu melhor momento, da piscicultura e da pecuária e, segundo Eron, a instalação da agroindústria será um grande passo para o desenvolvimento socioeconômico

neladas). “A produção de cana de açúcar no município vem crescendo a cada ano, situação que favorece a atividade no local”, ressalta Eron Bezerra. O secretário salienta, ainda, que Humaitá tem capacidade para atender a demanda da

cachaçaria, mas a atividade também poderá beneficiar cidades adjacentes. “Poderão ser aproveitadas também as produções de Apuí e Manicoré no processo de fabricação dos derivados da planta, o que será um ganho também para a região”, ressalta.

do município. “A empreitada faz parte do processo de agroindustrialização no interior do Amazonas, ou seja, vai impulsionar a geração de emprego e renda nos municípios amazonenses”, garante o secretário. Ele ressalta, ainda, estar

otimista com as oportunidades a serem geradas por meio da cachaçaria no município de Humaitá. “Entre elas está a geração de renda para, pelo menos, 200 famílias que vivem da produção de cana de açúcar”, acrescenta o secretário.


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Economia

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Economia

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Produção de farinha em alta no interior do AM

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

para oferecer a inclusão de polímeros e enzimas, fungos e bactérias, de comprovada eficácia no controle de pragas e aumento da produtividade e salubridade natural. E não precisa inventar a roda das pesquisas que já f oram feitas e muitas que carecem apenas de mecanismos de comprovação e aplicação. Neste ano que apenas começa, mais de 50 pesquisadores de primeira linha do INPA vão sair por aposentadoria. E há um ano a instituição espera a inclusão de uma dezena de novos pesquisadores por meio de um concurso que encruou como maracujá de gaveta. O quadro adverso e de inquietação institucional se repete em outros centros da Amazônia onde o acervo de informação já consolidado sobre a agricultura de várzea, a economia dos campos gerais, o manejo e a produção de proteína de peixe, a pecuária bubalina e por aí vai...adormece nos escaninhos da inaceitável inconsequência de seu efetivo aproveitamen to. É preciso estimular as mudanças de paradigmas e posturas em curso daqueles que se atrevem andar adiante. Isolados e desprovidos de condições materiais e institucionais não irão longe. Estimulados, porém, com politicas públicas, investimentos substantivos, infraestrutura que viabilize esse casamento promissor entre ciência, inovação e desenvolvimento, o avanço será coletivo, factível, inadiável e promissor. No contraponto dessa via evidente e iminente de acertos está essa ladainha messiânica da prosperidade com a floresta em pé, que ironiza a lógica do desenvolvimento com racionalidade do bio e agronegócio. Uma saída que preconiza bolsas de sustentabilidade marota de R$ 50 ou R$ 100 por família, em nome de uma preservação perversa que declama uma poesia ambiental imoral e desumana, beneficia apenas os arautos dos econegócios travessos, e os projetos de cunho e viés eleitoral. De quebra, essa cosmovisão social e econômica da Amazônia, diz o noticiário, empurra indiretamente parcelas da população, inclui ndo grupamentos indígenas, ao ganho fácil do narcotráfico e outras contravenções que vicejam da ausência de politicas públicas efetivas e coerentes com as vocações da floresta. É preciso virar esse jogo e desencadear a transformação e a mudança... sem tardança.

Produtores aderem ao plantio mecanizado da maniva e saltam produção de duas toneladas para sete toneladas ARQUIVO EM TEMPO

A Amazônia e o agronegócio - Parte 2 Misturar Amazônia e agronegócio, na linguagem socioambiental de determinados contextos, significa cutucar onça com vara curta. Por isso, na carona dos comentários e críticas recebidas contra a primeira parte deste artigo, fonte de arrepio e indignação de preservacionistas raivosos, cabe retomar o assunto e explicitar algumas considerações e premissas. Uma delas é deixar claro que agronegócio na Amazônia, para mim, não significa necessariamente o aproveitamento puro e simples, sem manejo ou licenciamento, de áreas de com provada fragilidade socioambiental, como os campos gerais de Humaitá e de Roraima, fronteiras naturais de atividades agrossilvopastoris. São promissores e alguns consolidados, embora desconhecidos, os estudos da Embrapa, no Pará, na formulação de sistemas agroeconômicos para estes biomas. Infelizmente, em plena ebulição da comunicação digital e instantânea, é seletiva a circulação desse tipo de informação, à vista da prioridade de seu teor, ou quem sabe pela vaidade vesga de determinados pesquisadores, ou escassez crescente de cientistas de verdade. O fato mais relevante da querela é que a Amazônia não poderá ignorar a demanda global de alimentos e a abordagem da biomassa como alternativa energética, com aumento da demanda e do preço das glebas e outras especulações. Isso desafia a legislação, os compromissos ensaiados de sustentabilidade e os conceitos cristalizados e, no caso, inócuos de intocabilidade florestal. Não resta, pois, alternativa senão ordenar pelo conhecimento, racionalizar e otimizar pela pesquisa e inovação, o aproveitamento do bioma, assegurar pa drões objetivos de sustentabilidade e constatar aquilo que o bom senso e o mercado recomendam: o melhor mecanismo de conservação ambiental é assegurar uma finalidade econômica ao bem natural. É nesse contexto que o polo de fertilizantes e sucedâneos - que se ensaia a partir da ocorrência intensiva dos insumos agrominerais na região – merece a maior e mais acurada atenção. Não fará sentido recriar na Amazônia os mesmos padrões industriais da geoquímica tradicional em vigor, posto que as opções da biodiversidade tropical estão aí

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Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta

O fato mais relevante da querela é que a Amazônia não poderá ignorar a demanda global de alimentos e a abordagem da biomassa como alternativa energética”

Atualmente, o município de Uarini conta com 110 trabalhadores e 19 casas de farinha

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om investimento em tecnologia, capacitação rural e intercâmbio de experiências, produtores do município de Uarini (a 540 quilômetros de Manaus) conseguem mais que triplicar a fabricação de farinha na região. Após a adesão ao plantio de maniva mecanizado, a produção saltou de duas toneladas para sete toneladas, por hectare. O novo método só foi possível a partir da utilização do adubo químico e correção do solo com aplicação de calcário, diferentemente do utilizado anteriormente, em área de toco, plantadas pelos agricultores com enxada. Atualmente, o município de Uarini conta com 110 trabalhadores e 19 casas de farinhas. De acordo com o agricultor Manoel Lima, 52, todo o processo para a fabricação de farinha é feito em Uarini, inclusive as embalagens para a comercialização. “Desde a plantação até o produto embalado nós fazemos aqui. Estamos mudando nossa cultura de deixar a plantação de toco e passar para a mecanizada. Quem já mudou alcançou os resultados e aumentou a produção”, assegura. A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) também apoia os produtores com os cur-

sos ministrados a partir do programa Amazonas Rural, para que eles possam investir na qualidade do produto e aumentar a produção. O presidente da ADS, Valdelino Cavalcante, enfatiza que Uarini é um exemplo concreto de desenvolvimento sustentável. “O Amazonas Rural traz esse apoio ao agricultor, por meio de parcerias com diversos órgãos do governo. O programa é um exemplo de como aproveitar áreas degradadas para promover emprego e renda à comunidade”, destaca. De acordo com Cavalcante, a ADS participa desse processo dando oportunidades para os agricultores comercializarem o produto final por meio do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme). “Hoje a merenda escolar compra 500 toneladas de farinha, garantindo um preço justo e o incentivo à produção dos agricultores, que antes vendiam para o atravessador por um preço injusto”, ressalta. Gargalos Ao optar pela mecanização da produção da farinha, os produtores também levaram em consideração a logística, considerada um dos maiores desafios do agricultor, dado o acesso apenas por via fluvial.

Alternativa para melhorar logística De acordo com o produtor Sebastião Monteiro Pereira, 50, que há 40 anos trabalha na plantação de mandioca, os problemas com a logística levou os produtores a investisrem na região e no seu produto. Outro benefício de ter uma produção mecanizada é a preservação do meio ambiente. “A roça de toco afeta a natureza, pois é preciso sempre estar desmatando. Com a mecanizada e correção de solo, aproveitamos a área já degradada”, explica. O gerente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), José Maria Frade Júnior, relata que o órgão possui uma sede no município que presta auxilio técnico a, aproximadamente, 300 famílias de Uarini, entre produtores de várzea e terra firme.


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Economia

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Liquidação pode se tornar em armadilha para o bolso C

omeço do ano é sinônimo de liquidação para o comércio. É nessa hora que os consumidores aproveitam as ofertas tentadoras para “liquidar” o que ainda resta no bolso ou no cartão de crédito, atitude que pode se transformar em uma armadilha. “Compras por impulso podem levar o consumidor ao superendividamento”, alerta a Serasa Experian. Para os economistas da instituição, o Natal foi bom para o varejo, o que significa que os consumidores já estão endividados. Assim, aqueles que não conseguem controlar seus gastos devem evitar fazer compras sem necessidade. Antes gastar em liquidações, um dos passos é se lembrar que existem outras despesas no período, como os impostos de começo de ano, além da lista de material escolar. A Serasa orienta os consumidores a aplicarem um planejamento que permita aproveitar as liquidações, adquirindo apenas o que é necessário e vantajoso para o comprador. Antes de se deixar seduzir pelas ofertas, a pessoa deve fazer as contas e relacionar as dívidas que já tem, lembrando

também daquelas adquiridas nas compras do final do ano. “Só assim saberá se pode ou não aproveitar as liquidações do comércio”, orienta a Serasa. Outro ponto importante é procurar evitar os prazos longos, pois eles implicam mais riscos e descontrole. “Quem se endivida no início do ano terá financiamentos por pelo

PLANEJAMENTO Conforme a Serasa Experian, antes de “cair de cabeça” nas liquidações, o consumidor deve levar em consideração as despesas inevitáveis de fim de ano, como o IPVA, IPTU e lista de material menos todo o 1º semestre”, diz a instituição contando sobre o período em que há datas comemorativas importantes como Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados, nos quais o poder de compra do consumidor pode ficar menor nessa época. Além de tudo isso, é importante lembrar de outros gastos, que vão desde impostos de início de ano, como Imposto

SHANA REIS/ARQUIVO EM TEMPO

Orientação da Serasa Experian é de que os consumidores evitem fazer gastos desnecessários, especialmente no cartão sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), além das férias, material escolar e o próprio Carnaval, em fevereiro. Dicas Para evitar o endividamento nas liquidações de começo de ano, a Serasa Experian orienta os consumidores a anotarem no papel todas as dívidas para saber se há espaço no orçamento da família para novas compras. Planejar as compras, desde uma roupa até uma geladeira. Refletir se está realmente precisando daquele produto, discutindo a necessidade da compra com a família e sair de casa com a relação exata do que precisa comprar. Se você evitar se estender com as parcelas, o risco de se tornar um “superendividado” será bem menor. A Serasa também orienta os consumidores a ter cuidado ao usar o cartão de crédito, o “dinheiro de plástico” dá a falsa sensação de que não se está gastando. Verificar na fatura o valor total das compras antigas antes de fazer uma nova dívida com ele.

Antes de se deixar seduzir pelos preços atraentes, consumidor deve lembrar das dívidas que possui


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Economia

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País

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Preços de grãos ganham potencial para novas altas

Previsões Na avaliação dele, até a definição da safra norte-americana 2013/14 as possíveis pressões sobre as cotações dos grãos devem ser pontuais. “De uma maneira geral, a demanda continua aquecida, apesar da desaceleração econômica global”, avalia. André Debastiani, analista da Agroconsult, compartilha o otimismo de Galvão: “Os fundamentos de longo prazo são muito bons para essas culturas e todas têm potencial de ganhos no mercado internacional.” O aperto da oferta mundial e uma demanda aquecida devem manter a soja na lideran-

ça do mercado, diz Vinicius Ito, analista da Jefferies Bache. “A demanda foi muito forte nos primeiros três meses do ano comercial e os Estados Unidos correm o risco de ficar sem soja mais cedo”, comenta. Debastiani observa que a colheita sul-americana não será suficiente para recompor

PERSPECTIVA

A perspectiva para o preço do milho também é de alta, porém menos que para a soja. A demanda pelo produto norte-americano tem sido fraca. A chegada de safras acirrará concorrência Até a definição da safra norte-americana 2013/14 as possíveis pressões sobre as cotações dos grãos devem ser pontuais

os estoques mundiais da oleaginosa. “Seria necessário pelo menos mais duas safras para isso, então o produtor ainda pode ter bons momentos de preço”, afirma. É o que espera o presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, José Aroldo Gallassini: “Os preços estão bons e se nós tivermos uma safra boa ainda achamos que vão ser bons, talvez só um pouco menores.”

MARCELO CAMARGO/ABR

CONSUMIDOR

Telefonia e bancos estão no topo das reclamações

Procon-SP amplia serviços para atender nova classe C A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) planeja expandir as operações na capital paulista em 2013, com uma alta de 60,7% no quadro de funcionários para atender à demanda provocada pelo aumento da classe média no mercado de consumo. Já autorizado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), o concurso público para a contratação de 310 funcionários, que vão se somar aos 511 existentes, deve ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. “Também vamos investir mais na educação para o consumo”, disse o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, em entrevista à reportagem. “Queremos explorar mais as redes sociais.” Góes justificou esse investimento porque a chegada

da classe C de maneira vigorosa ao mercado de consumo nos últimos anos foi acompanhada pela entrada em cena de um consumidor carente de informações. Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular, instituto criado com o objetivo de estudar o mercado de consumo no Brasil, também observa essa carência. “Esse novo consumidor, por estar aprendendo agora a lidar com telefonia e bancos, por exemplo, tem uma dificuldade maior na utilização desses serviços”, disse ele. Topo das reclamações Telefonia e bancos ocupam nos últimos anos o topo das reclamações no Procon-SP. No primeiro semestre de 2012, houve 201.781 reclamações, das quais 62.711 foram desses dois setores.

Três cenários possíveis são traçados Fernando Pimentel, sócio-diretor da consultoria Agrosecurity, traça três cenários possíveis para as cotações da oleaginosa. Se confirmada uma supersafra no Hemisfério Sul, ele avalia que os preços devem oscilar

entre US$ 12,50 e US$ 14 por bushel. Para uma produção até 2% inferior ou superior ao previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) - 81 milhões de toneladas no Brasil e 55 milhões

de toneladas na Argentina -, Pimentel aponta um intervalo de US$ 14,50 e US$ 16 por bushel. No caso de uma quebra de 5% a 10%, a soja voltaria a operar na faixa de US$ 16 a US$ 18 por bushel, de acordo com o

sócio diretor da Agrosecurity. Em 4 de setembro de 2012, a commodity atingiu a máxima recorde de US$ 17,9475 por bushel, depois que a pior estiagem em décadas reduziu a produção dos EUA.

DISPUTAS

RESULTADOS

DIVULGAÇÃO

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epois de um ano de máximas históricas, os preços internacionais dos grãos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) têm potencial para novas altas em 2013. Limitações logísticas no Brasil devem minimizar a pressão sazonal da entrada da produção sul-americana no primeiro trimestre do ano. “A expectativa dos traders é de que haja um congestionamento nos portos”, afirma o sóciodiretor da consultoria Céleres, Anderson Galvão.

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As armas e os Barões assinalados Que da Ocident 50 al praia Lusitana Por mares nunca de antes nav 100 egados

Intervenção do governo tem efeito nas estatais A política de intervenção do governo nas empresas estatais teve repercussão direta no resultado financeiro e na capacidade de investimento dessas companhias. Prova disso é que, na última década, a Petrobras, tradicionalmente líder no pagamento de dividendos à União, perdeu o posto para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), alçado à posição de principal instrumento de estímulo à economia entre as instituições públicas. Caixa magro Com o caixa mais magro, a Petrobras está com a capacidade de expansão do seu negócio comprometida, apontam economistas especializados em orçamento público. O cenário é o mesmo para a Eletrobras, que, a partir do pacote de redução da tarifa de energia regulamentado pela Medida Provisória 579, verá a sua receita minguar. Caminho oposto percorre o banco de fomento, com o orçamento e desembolsos cada vez mais robusto. De 2000 até setembro de 2012, último dado do ano divulgado pelo Tesouro Nacional, o pagamento de dividendos pelo BNDES cresceu 26%, quase cinco vezes a expansão da Petrobras, de 6%, segundo cálculo do especialista em Finanças Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Gabriel Leal de Barros. A petro-

leira, que em 2000 pagou em termos reais R$ 979 milhões de dividendos à União, chegou a setembro deste ano com uma contribuição de R$ 1,9 bilhão. Já o pagamento do BNDES saltou de R$ 668 milhões para R$ 10,7 bilhões no mesmo período. A grande virada aconteceu em 2008, quando as duas estatais inverteram a trajetória de contribuição. O volume de recurso da petroleira iniciou um processo de queda ano a ano, enquanto o BNDES passou a contribuir

CAPACIDADE

Sem poder reajustar os preços dos combustíveis, a Petrobras teve a sua capacidade de investimento na exploração e produção de petróleo e gás natural limitada cada vez mais com a receita da União. “O ano de 2008 foi o de início de um período de capitalização dos bancos públicos com mais vigor, em que o governo deixou de ter como foco o resultado financeiro das estatais. A consequência poderá ser o estrangulamento também do BNDES”, ressaltou Barros, complementando que esta política foi adotada também nos anos de crescimento da economia, como em 2010 e em 2011, e não apenas como medida anticíclica.

Pacotes para investimentos elevarão o PIB entre 0,5 e 0,6

Leilões devem elevar para 10% rodovias concedidas O ano de 2013 promete intensas disputas entre as empresas interessadas nas concessões de nove lotes de estradas federais que, se concretizado o processo, elevarão para 10% a parcela de rodovias brasileiras nas mãos da iniciativa privada. Os leilões estão sendo aguardados na expectativa de garantias que afastem questionamentos na Justiça por parte de consórcios derrotados - como ocorre com a BR-101 entre Bahia e Espírito Santo - e em um ambiente que ofereça menores taxas de retorno. O primeiro grande teste ocorrerá ainda neste mês, quando está marcado para o dia 30 o leilão das estradas BR-040 e BR-116. Além do fato das concessões rodoviárias serem grandes geradores de caixa, a atratividade dos leilões está amparada pela perspectiva

de aceleração da economia brasileira em 2013. A primeira pesquisa Focus de 2013, divulgada no dia 7 de janeiro, mostra que o mercado espera avanço de 3,26% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ante previsão de alta de 0,98% em 2012. “Nossa expectativa é que o PIB cresça mais em 2013 e, portanto, o tráfego de veículos vai aumentar também”, diz o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte. Os pacotes para investimentos em rodovias e ferrovias - anunciados em agosto pela presidente Dilma Rousseff - elevarão o PIB do País entre 0,5 e 0,6 ponto porcentual, nos cálculos do sócio e diretor de Investimentos e Finanças Corporativas da LCA Consultores Fernando Camargo.


Mundo

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China quer diversificar exportação de agronegócio

GUANTÁNAMO

ONG recomenda que prisão seja fechada são identificadas como suicídio. A prisão foi construída em 2002 e reúne três bases. De acordo com a Ainistia Internacional, o caso que chama a atenção é o do libanês Khaled El Masri, que é cidadão alemão detido pela CIA, serviço secreto de informações norte-americano, e suspeito de ter sido torturado. Inicialmente, ele desapareceu e depois vieram à tona as informações sobre torturas. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou os governos da Iuguslávia e da Macedônia por ter omitido a informação do desaparecimento de Masri, além de ter promovido torturas e maustratos, registrando uma série de violações de direitos humanos.

Desde 2008, é o maior país importador do setor no Brasil e, em 2013, pode ultrapassar a União Europeia, maior bloco importador do conjunto de negócios

Promessa de encerramento de prisão foi feita por Obama

China é, desde 2008, o maior país importador do agronegócio brasileiro e em 2013 pode ultrapassar a União Europeia, maior bloco importador do setor. Em 5 anos, as vendas de itens agropecuários brasileiros saltaram de US$ 2,5 bilhões para US$ 14,6 bilhões, conforme dados do Ministério da Agricultura. Em 2011, a pauta de importação de produtos relativos ao agronegócio cresceu 99% ante 2008, atingindo US$ 220 bilhões, apontam números compilados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Nesse período, o peso do agronegócio na pauta de importação da China passou de 10,3% para 13,3%. Fatia pequena Apesar do crescimento das exportações brasileiras, a fatia do país nas importações chinesas do agronegócio é relativamente pequena, segundo o CEBC, e representa apenas 12,7% do total importado. Para mudar esse quadro, especialistas ouvidos pela reportagem apontaram oportunidades de avanço do Brasil no mercado chinês neste ano em milho, açúcar, carnes, café e suco de laranja.

DIVULGAÇÃO

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A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional recomendou à União Europeia pressionar o governo dos Estados Unidos para encerrar o funcionamento da prisão de Guantánamo, em Cuba. A promessa de encerramento da prisão foi feita pelo presidente norte-americano, Barack Obama, na campanha para seu primeiro mandato. Na ocasião, ele estabeleceu prazo de um ano para efetivar a decisão. A Anistia Internacional diz que há 166 detidos em Guantánamo, quase metade dos quais oriundos Iêmen. Pela prisão passaram 779 detentos, dos quais 600 deles, extraditados para outros países. Houve nove mortes, das quais sete

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O milho é um dos mais citados quando o assunto é aumento das exportações para a China

Cereal é um dos mais citados O cereal é um dos produtos mais citados quando o assunto é aumento das exportações para a China em 2013. Neste ano, o cereal brasileiro pode roubar espaço do norte-americano. “Com a seca nos Estados Unidos, tendemos a aumentar o market share na soja e no milho em 2013”, diz o sócio-dire-

tor da Agrosecurity, Fernando Pimentel. “A sobreoferta de milho este ano nos permite participar mais do mercado internacional. O câmbio melhor também favoreceu o custo de transporte.” Para o diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Nassar, a indús-

tria de carnes chinesa depende cada vez mais de ração importada, o que deve beneficiar o Brasil. “No caso do farelo, a China já é dependente de importações. Com relação ao milho, o país compra cada vez mais do exterior”, assinala. Entretanto, o cereal brasileiro compete com a soja na hora do embarque.


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Mundo

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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

IONE MORENO

Monumento esquecido e depredado Dia a dia C8 FOTOS: IONE MORENO

Na Reino Unido, leitura também pode dar samba! Campeã do ano passado, agremiação da Zona Sul busca repetir o título contando com muita folia a evolução do livro CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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ampeã da disputa do Carnaval de Manaus no ano passado, a escola de samba Reino Unido da Liberdade, que tem como símbolo uma coroa, levará à avenida este ano o enredo “O Livro: porque no Morro o samba é lê-ler”, uma forma de incentivo à leitura. O tema também homenageia o Instituto Reino do Amanhã, que estimula a formação de novos leitores no projeto Samba Lê-Ler, além de ajudar na formação de músicos e ritmistas da comunidade, abrindo espaço para os poetas amazonenses nas noitadas do projeto Poesia Solta na Rua. “Com este enredo, presta-se, também, uma grande e merecida homenagem a todos os poetas amazonenses, que eternizam em suas criações o mais puro sentimento do nosso povo”, explica Tadeu Souza, um dos responsáveis pela pesquisa e texto do tema. A apresentação do enredo, segundo os pesquisadores, acontecerá a partir das origens do livro passando por suas várias formas, até a tecnologia digital, que ao trans-

mitir conhecimento, evidenciou também as grandes transformações da humanidade. Fundada em 5 de setembro de 1981 (ainda como Bloco) e elevada à categoria de escola do Grupo Especial a partir de 1987, a Reino Unido possui oito títulos no Carnaval amazonense. Este ano, a agremiação deverá gastar de R$ 800 mil a R$1 milhão para colocar seu enredo na avenida, que terá 4 mil componentes. Os ensaios da escola acontecem às quartas, quintas e sextas-feiras, em frente à quadra da escola, na rua São Pedro no Morro da Liberdade. Aos domingos acontece o ensaio técnico, a partir das 15h30, saindo, a cada domingo, de um ponto diferente da comunidade em direção à quadra da agremiação, quando participam a Comissão de Frente, Alas Sincronizadas, Ala das Crianças, Ala das Baianas, Bateria e alas convencionais. De acordo com Fabio Pierre, toda a comunidade decidiu se empenhar para levar ao Morro da Liberdade o segundo tricampeonato (o primeiro foi nos anos de 1995, 1996 e 1997). O presidente da escola é Fabio Pierre; o carnavalesco, Fernando Dias; e o mestre de bateria, Iron Maciel.

A escola de samba sediada no Morro da Liberdade vai se empenhar para a conquista do segundo tricampeonato no Carnaval 2013

Grupos de jovens definiram as origens

Os ensaios técnicos da escola acontecem aos domingos

A escola de samba nasceu do desejo de jovens moradores do Morro da Liberdade, divididos em dois grupos. Um tinha à frente Jairo de Paula Beira-Mar e Ely da Costa Manso, que se reuniam aos finais de semana, na rua São Benedito, ou na oficina de carro do Abidon, na mesma rua. Esse grupo contava ainda com as presenças de Menezes, Chumbada, Roberto Benéfico. Aníbal, Chico Per-

neta, Pirulito, Zeca do Passo, Chocolate e outros. O outro grupo se reunia no Boteco do Lateral, na rua São Pedro, e tinha à frente Bosco Saraiva, o atual presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), e que contava ainda com Neto Bacurau, Caláma, Maleta, Rock, Sabá e outros. No dia 5 de setembro de 1981, após várias discussões sobre o nome, cor e símbolo, aconteceu a primeira roda de

samba oficial do Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Reino Unido da Liberdade, na rua Doutor Martins Santana, que estava tomada pelo público. No palco improvisado, Zeca do Passo (primeiro intérprete oficial do Reino Unido) canta o primeiro samba (de autoria do cantor e compositor amazonense Chico da Silva), ficando essa data considerada a data de fundação oficial do Reino Unido por

decisão da diretoria. Na segunda-feira gorda de Carnaval de 1982, o Reino Unido apresentava o seu primeiro desfile, ainda na avenida Djalma Batista, com aproximadamente 600 figurantes divididos em alas, uma bateria com 40 ritmistas e quatro carros alegóricos, idealizados e confeccionados pelo artista plástico Pepê Fonnã, primeiro figurinista e artesão do Reino Unido.


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Futebol une as mãos ao Carnaval na Vitória Régia CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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utebol e samba, duas paixões do brasileiro, estarão juntas no sambódromo neste ano, quando o Grêmio Recreativo Escola de Samba Vitória Régia levar à avenida o enredo “No centenário do Nacional, de verde e rosa no nosso carnaval”, que homenageará os 100 anos do Nacional Futebol Clube. Serão levados à passarela do samba 3,5 mil componentes, divididos em 25 alas e uma bateria com 300 ritmistas, além de cinco carros alegóricos e três tripés. O desfile está orçado em aproximadamente R$ 800 mil. “O Nacional possui mais de 40 títulos em cem anos de história. Não é qualquer time que faz um aniversário desses. Fizemos uma votação e todos estiveram de acordo com a escolha”, explica Alexandre Marques, o Lelé, presidente da agremiação carnavalesca. Criada em 1º de dezembro de 1975, a escola, que defende as cores verde e rosa, deve desenvolver o enredo em cinco setores: história do Leão da Vila, como é conhecido o Nacional Futebol Clube; os grandes campeonatos; títulos

ARQUIVO EM TEMPO/BRENO FREITAS

Escola de samba da Praça 14 de Janeiro, bairro que aniversaria amanhã, fará homenagem ao centenário do Nacional Clube conquistados e origem do símbolo do time (a águia). O presidente adianta que entre as novidades do desfile está o carro abre-alas, que terá um tipo de acabamento inédito em Manaus. “Estamos trazendo dos barracões das escolas do Rio de Janeiro uma nova tecnologia que facilitará o trabalho de mon-

ANÚNCIO

O presidente da GRES VItória Régia anuncia que a escola trará muitas novidades em seu desfile, com acabamento inédito no carro abre-alas e uma nova tecnologia para os carros alegóricos A escola Vitória Régia, do bairro Praça 14 de Janeiro, sairá este ano com tema homenageando o Nacional Futebol Clube

tagem dos carros alegóricos”, revela. As novidades também serão vistas, segundo ele, na comissão de frente. “Queremos renovar o Carnaval amazonense em 2013”, prometeu. Segundo Alexandre, até o dia 25 os trabalhos estarão concluídos. As fantasias já estão sendo vendidas também na quadra da agremiação. Os ensaios acontecem todos os dias, sempre das 20h às 22h30.

Da casa da ‘Tia’ Lindoca ao sambódromo A Vitória Régia foi fundada no dia 1º de dezembro de 1975, na casa da “Tia” Lindoca, na rua Jonathas Pedrosa, Praça 14 de Janeiro. Seus fundadores são Fernando, Chiquito, Zé Ruindade e a

própria Tia Lindoca, que eram descendentes dos fundadores da tradicional Escola de Samba Mista da Praça 14. A escola realizava seus ensaios no pátio da casa da Tia Lindoca até 1988. Em

1989, a agremiação ganhou sua quadra coberta, ao lado da igreja Nossa Senhora de Fátima, na rua Emílio Moreira. Da década de 1990 a Verde e Rosa colecionou vice-campeonatos (1992, 1993, 1994,

1998). O outro título veio em 2001, junto com as escolas A Grande Família, Balaku Blaku e Aparecida, e, finalmente, o título em 2002, com o enredo: “Parintins: fascínio e magia da Ilha Tupinambarana”.


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Fim dos terminais inicia uma era de modernização Desativação dos terminais 1 (Constantino Nery) e 2 (Manicoré) irá representar, finalmente, a solução de um problema antigo JOEL ROSA

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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onstruídos há quase três décadas, ainda na primeira gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes, em 1984, os terminais de integração das avenidas Constantino Nery (T1), no Centro, e Manicoré (T2), na Cachoeirinha, já estão com os dias contados a partir da decisão do prefeito Arthur Neto em desativá-los brevemente. Hoje, suas estruturas se resumem a telhado com telhas quebradas, inúmeras goteiras, buracos nas calçadas, lixeiras sem cobertura, banheiros insalubres e insuficiência de fiscais para suprir a demanda. Herança do tempo que a cidade não tinha o número de habitantes que tem hoje, esses terminais chegaram ao ponto de exaustão, o que levou a atual administração municipal a dar o veredicto da desativação. Na opinião da dona de casa Silvia Ambrósio, 25, moradora do bairro Santa Etelvina, Zona Norte, antes de a prefeitura desativar os terminais tem que haver opção à população para pegar os ônibus sem pagar nova passagem. “Não dá apenas para acabar e o povo ficar sem ter onde pegar o ônibus tendo que pagar mais uma passagem”, avalia. A mesma opinião tem o açougueiro Marcelo Fernandes, que pede à prefeitura que avalie bem a situação. “Aqui (T1) não tem uma boa estrutura, mas será que ao tirar daqui, nos darão melhores opções para usarmos o transporte público?”, argumenta. O vendedor de picolé Enéas Costa, 54, trabalha no T2 há 30 anos e critica o espaço por

não oferecer conforto a quem o utiliza. “Nem os bancos são bons para sentar. Estão quebrados e sujos”, sustenta. Sobre a desativação do terminal, ele pede que a prefeitura dê alternativas não somente para quem utiliza o transporte coletivo, mas para as pessoas que trabalham no lugar. “Muita gente está aqui há muito tempo e não terá o que fazer”, lamenta. Todos os dias, a doméstica Silmara Viana, 39, usa o termi-

PROBLEMAS

Hoje, as estruturas dos dois terminais da Zona Sul se resumem a telhados com telhas quebradas, goteiras, buracos nas calçadas, lixeiras sem cobertura, banheiros insalubres e poucos fiscais nal 2. Moradora do bairro Novo Israel, ela trabalha no Japiim. “Essa é minha opção para não gastar mais com passagens”, diz, completando que a estrutura do lugar é muito precária. “Não tem como abrigar corretamente ninguém. A gente pega chuva, cai em buracos. Isso aqui é péssimo”, lamenta. Dos dois terminais, somente o T1 teve ampliação para 3,5 mil metros quadrados de área construída, com seu deslocamento da entrada do Centro para até perto do início da avenida Epaminondas. Isso na década de 1990. O T2 só recebeu alguns reparos, mas nunca foi ampliado, estando praticamente com o mesmo aspecto de quase 30 anos atrás.

Terminal da avenida Constantino Nery foi o único da Zona Sul a receber uma reforma significativa, mas hoje está saturado

Novas linhas e projetos

Sistema ‘Recarga a bordo’

Como opção à desativação dos dois espaços, que deve acontecer até a Copa de 2014, a prefeitura deverá criar linhas para interligarem os bairros ao Centro; implantar o sistema de integração “carga a bordo” e construção de mais terminais em várias zonas da cidade. Outra alternativa, segundo Pedro Carvalho, presidente do SMTU, é a criação de várias paradas de ônibus no lugar onde funcionam os terminais. “Esses dois terminais estão saturados. Por isso, é necessária a desativação para melhorar o atendimento aos usuários, porém é necessário criar alternativas às pessoas”, disse, complementando que todos esses projetos serão implementados durante os cem primeiros dias desta gestão. Além disso, também explica que estão sendo feitos estudos para implantação do Bus Rapid Transit (BRT). “Estamos estudando como será a desativação do T1 e T2, assim como faremos a implantação do ‘recarga a bordo’. Posso adiantar que na (avenida) Constantino Nery prorrogaremos uma pista exclusiva, desde o boulevard (avenida Senador Álvaro Maia) até a avenida Sete

Com o “Recarga a bordo”, o usuário comprará uma tarifa com o cartão (similar ao de estudante), com o qual poderá fazer a integração em qualquer local da cidade, no período de duas horas. “A pessoa não precisará ir ao Centro para pegar outro ônibus, pois poderá fazê-lo em qualquer parada”, expli-

de Setembro”, antecipa. Sem evolução Carvalho recorda que esses dois terminais foram construídos numa época em que a população era menor. Os dois tinham, a princípio, aproximadamente 1.003,08 metros quadrados de área construída. Como Manaus cresceu bastante e esses terminais estão próximos ao Centro, segundo o gestor, a melhor opção é implantar também terminais na periferia para evitar que todas as linhas cheguem à área central. “Os usuários têm que ir até o terminal da Constantino para pegar um transporte para se deslocar até uma zona oposta da cidade. Com a integração temporal isso poderá ser feito em qualquer estação de ônibus, ganhando tempo e chegando mais rápido onde quiser”, aposta. Além da desativação do T1 e T2, a prefeitura tem projetos para recuperação dos terminais da Cidade Nova (T3), Jorge Teixeira (T4) e São José (T5), onde serão feitas pinturas e recuperação de gradil e das paredes, por exemplo. “Atualmente essas reformas não podem esperar”, garante.

ca. Carvalho assegura que a implementação desse tipo de bilhetagem não onera o sistema do transporte público e será implantado em até quatro meses. “Hoje o custo da bilhetagem eletrônica já está na planilha, e este tipo será apenas um incremento, sendo um item a mais”, diz.

No terminal da Cachoeirinha, espaço é insuficiente para usuários

No T2, as pessoas se arriscam caminhando pela pista dos ônibus

Além da má estrutura, o T1 também virou ponto de ambulantes


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Dia a dia

O inferno é a Considerado o coração de Manaus, centro histórico é uma faixa onde vale tudo e ninguém respeita nada MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

A cena seria engraçada, se não fosse trágica. Quem caminhar pela avenida Eduardo Ribeiro e direcionar os olhos para a esquina com a rua Henrique Martins, vai dar de cara com uma placa ridícula onde se lê “caldo quente”. Esta é apenas uma das barracas de guloseimas que se instalaram no meio da principal artéria de Manaus, transformada nos últimos anos num mercado a céu aberto, onde é possível comprar o popular “churrasquinho de gato”, pastel, caldo de cana, frutas, verduras e até peixes, comercializados em carrinhos de mão. Se alguém estiver interessado em formatar uma visão do inferno, vá passear no centro de Manaus. Se o roteiro escolhido incluir as ruas Theodoreto Souto, Marechal Deodoro, Henrique Martins ou pela própria Eduardo Ribeiro, talvez a caminhada não chegue ao final, tamanha a indignação que a barbárie que se pratica nessas ruas deverá provocar. Na esquina da Eduardo Ribeiro um camelô devora uma quentinha avidamente e, no meio da refeição, parece não gostar do alimento escolhido e atira a embalagem de alumínio com o resto de comida no meio da rua. Quem perdeu a capacidade de se indignar talvez não sinta. Mas quem ama Manaus, sofre. Vale tudo para sobreviver comercialmente na avenida mais famosa de Manaus. Erguer estranhas barracas cobertas por lona, plástico azul ou encerado que cobrem as fachadas de lojas e tomam quase que completamente as calçadas, obrigando o povo a disputar o asfalto com os carros. Vale também improvisar um restaurante com fogão de seis bocas, bancada e bancos, como o que existe no calçadão da Matriz, ao lado do

Relógio Municipal. Tem produto para todos os gostos, passando por armarinhos até chegar aos mais sofisticados, como óculos piratas de “marca”, celulares, computadores, calcinhas, soutiens, peças para fogões roupas, camisetas e brinquedos. Reordenar o centro de Manaus será o maior desafio da vida política do prefeito Arthur Virgílio Neto, um reencontro com a sua própria história 20 anos depois, quando, na sua primeira administração, resgatou a dignidade da cidade e entregou suas calçadas para a população. De acordo com o último censo do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento

ÍNDICES

De acordo com o último levantamento do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), hoje existem 2.243 ambulantes cadastrados no Centro, número que pode subir Urbano (Implurb), existem hoje no Centro 2.243 ambulantes cadastrados pelo Sindicato dos Ambulantes do Amazonas, mas, na realidade, esse número deve subir para 5.000 ou 6.000. “Houve muita invasão. Muitas bancas alugadas. Na verdade tem gente que consegue espaço para trabalhar pagando propina para funcionários da prefeitura. Isso que a imprensa publicou não e novidade, a gente sabia que vinha ocorrendo”, critica David Castelo, vendedor ambulante que trabalha há mais de 20 anos no mesmo ponto, a calçada da Matriz, um lugar onde não se vê nem mesmo o chafariz, tamanho é o número de barracas.

Esperança está no novo prefeito De acordo com David Castelo, o próprio camelô tem consciência de que está na hora de deixar o Centro, pois reconhece que a cidade está desfigurada. “Mas não adianta sair sem um local para ir. Estamos esperançosos que o prefeito Arthur Neto vai encontrar uma solução, porque sua equipe técnica já está fazendo um levantamento da situação”, diz o ambulante. De fato, o diagnóstico do Centro foi a primeira missão espinhosa que Arthur Neto delegou à Secretaria Extraordinária para Requalificação do Centro de Manaus, que será administrada pelo engenheiro Rafael Assayag, em quem o prefeito aposta todas as fichas. No primeiro levantamento, foram detectados que existem bancas de camelôs exploradas por lojistas, estrangeiros e funcionários públicos. Ao lado de uma agência do Bradesco, na esquina da Cruzamento da avenida Eduardo Ribeiro e rua Henrique Martins: totalmente desfigurada

Eduardo Ribeiro com a Saldanha Marinho, uma vendedora frita pasteis e mói a cana para vender o caldo, disputando o espaço com carrinhos que vendem verduras e bancas que vendem calcinhas. Num banco de madeira, os consu-

QUADRO

O diagnóstico do Centro foi a primeira missão espinhosa que Arthur delegou à Secretaria Extraordinária para Requalificação do Centro de Manaus, administrada por Rafael Assayag midores aguardam o pastel que vai sendo fritado no mesmo óleo queimado colocado pela manhã. “Esse cheiro de fritura invade até o banco. É insuportável”, queixa-se uma mulher ao sair do Bradesco. Um outro gargalo da ave-

nida Eduardo Ribeiro é o excesso de radiotáxis. Só na área do Relógio Municipal existem dois, e mais três instalados do lado esquerdo (de quem sobe) a avenida. Em frente à loja C&A, um ponto de taxistas ocupa uma boa parte das pistas das avenidas Sete de Setembro com a Eduardo Ribeiro. A cada diz que passa aumenta o número de vendedores ambulantes no Centro. Cada espaço é disputado no tapa ou em negociações que envolvem somas que vão de R$ 10 mil a R$ 20 mil. Se trabalhar o dia inteiro, e dependendo do produto que ofereça, um camelô pode faturar de R$ 400 a R$ 800 por dia. Um vendedor de acessórios para aparelhos celulares garantiu que nos dias em que a venda “bomba”, ele chega a ganhar R$ 700. Nada mal para quem ganhava um salário mensal de R$ 800 em uma empresa do Polo Industrial de Manaus (PIM).


aqui mesmo

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Ruas entulhadas de produtos de ambulantes atrapalham a passagem das pessoas no Centro

‘Está na hora de sair do Centro’ O presidente do Sindicato do Vendedores Ambulantes de Manaus, Raimundo Sena, disse que o centro de Manaus já era para estar “limpo” não fosse a intransigência de alguns setores da sociedade. A ideia da prefeitura de Amazonino Mendes era extinguir o terminal de ônibus da Matriz e deslocar as lojas de artesanato da praça Tenreiro Aranha para a área, colocando os camelôs no logradouro. Na época, o então secretário Manoel Ribeiro, do Implurb, também chegou a anunciar a interdição definitiva do terminal da Matriz, a construção de boxes para 48 artesãos e a transferência de mais de mil camelôs que ocupam as avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro para a Tenreiro Aranha. A primeira reação contrária foi da Associação dos Artesãos, que foi in-

De tudo se encontra na área central, até mesmo venda de lanches sem condições higiênicas

transigente com a proposta da transferência. “Muitos condenaram a ideia, criando um impasse. Assim como também descar-

Temos consciência de que a população é contra a ocupação das calçadas, do excesso de ambulantes que desfigura a cidade Raimundo Sena, presidente de sindicato

taram sem uma discussão a ocupação do galpão do Porto e do estacionamento da Alfândega”, disse Sena. Somente naquele espaço da Tenreiro Aranha seriam alojados mais

de mil camelôs. O presidente do Sindicato dos Vendedores Ambulantes de Manaus disse que os camelôs aceitaram a ideia e até se animaram. “Mas tudo ficou na promessa por conta da pressão”, disse. Sena também admite que a maioria dos ambulantes que invadiram o Centro não está cadastrada e é “invasor” que conseguiu o espaço alugando bancas ou comprando o espaço por “preços astronômicos”. “Temos consciência de que a população, embora compre com os camelôs, é contra a ocupação das calçadas, e do excesso de ambulantes que desfigura a cidade. Sabemos que está na hora de sair e vamos unir esforços para buscar uma opção onde todos possam continuar trabalhando por sua sobrevivência”, diz Raimundo Sena.

Calçadas foram totalmente ocupadas, deixando pouco espaço para passagem de pessoas

FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

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Praças do Centro revelam calamidade do patrimônio

FOTOS: JOEL ROSA

Insegurança, vandalismo e falta de conscientização dos próprios usuários marcam a “herança” da nossa capital GUILHERME ALVES Equipe EM TEMPO

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ios derrubados, lixo por toda a parte e falta de segurança são comuns de se encontrar no Largo do Mestre Chico, localizado na avenida Lourenço da Silva Braga, conhecida como Manaus Moderna, na Centro. Os moradores da área não se sentem mais à vontade para passear no local. De acordo com o comerciante José Joaquim Barros, 59, morador do local, sua prática esportiva mudou da noite para a manhã. “Eu fazia caminhadas durante a noite, mas agora evito, pois depois das 18h é muito escuro, torna-se perigoso e não temos condição de sair de casa”, disse. O morador ainda disse que aos domingos a questão da sujeira piora. “Nesses dias, é comum ver bastante gente brincando de papagaio, e depois que vão embora fica muita sujeira, não só pelos brinquedos usados, mas também pelas garrafas e latas jogadas de qualquer maneira”, reclamou.

A insatisfação alcança outros moradores da área. Segundo a aposentada Célia Guimarães, 70, a escuridão facilita a presença de usuários de drogas. “Todas as luzes que havia foram arrancadas, até mesmo da ponte (ponte de ferro Benjamin Constant, na avenida Sete de Setembro), e quando anoitece é comum

DECADÊNCIA

A falta de segurança e de iluminação estão entre as principais queixas de quem utiliza as praças, as quais, em boa parte, estão vandalizadas e tomadas por usuários de drogas ver pessoas usando drogas”, contou. Fios caídos da ponte de ferro até o chão do Largo e lixeira depredadas comprovam o vandalismo. As irregularidades não terminam por aí: no lugar onde antes era proibido passear de bicicleta,

hoje em dia até motos utilizam-no como atalho. Dentre as reclamações, os moradores ainda citam a falta de segurança como uma situação preocupante no Largo. “Antes havia os guardinhas que davam segurança não só para as pessoas, mas também para o patrimônio”, contou. O Largo do Mestre Chico fez parte de um dos projetos de recuperação dos igarapés do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Em nota, a assessoria do programa esclareceu que os espaços públicos competem à administração municipal e informou que um ofício foi emitido no dia 6 de agosto de 2012 pela Unidade de Gerenciamento Programa Social e Ambiental dos Igarapés (UGPI) para a Casa Civil, objetivando direcionamento definitivo sobre a administração do espaço. De acordo com Manauscult, além de estar em processo de transição de prefeitura os projetos para o Largo do Mestre Chico e demais parques devem aguardar o término do plano de 100 dias, lançado no último dia 2.

Abandono dos logradouros é evidenciado pelos sinais de vandalismo e sujeira nos espaços

Parque sem espaço para lazer Localizado na esquina da avenida Sete de Setembro com a rua Jonatas Pedrosa, no Centro, o Parque Bittencourt também sofre com o descaso. Ali, além de quiosques depredados e acúmulo de lixo por cima da grama, o campo de futebol está esburacado. “São muitos marginais

que passam por aqui e quebram tudo, mas acho que se tivesse algum tipo de segurança isso não iria acontecer”, afirmou um dos moradores de frente ao parque, que não quis de identificar. Uma rápida caminha na área ou um passeio próximo ao Bittencourt é

suficiente para notar o abandono do local. Mesmo com lixeiras ainda intactas, os detritos ficam espalhados por toda a área. “Durante a noite, passam muitas pessoas aparecem para mexer no lixo e deixam uma bagunça”, disse o morador. Em vários locais da cidade, as praças viraram até local para o sono de moradores de rua


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Velhos prédios, velhos problemas, novas ideias

Somente no Centro Histórico, segundo o Implurb, 116 imóveis estão em situação de total abandono, sem solução imediata FOTOS:DIEGO JANATÃ

Imóveis desgastados pelo tempo e abandonados representam também risco para a população GUILHERME ALVES Equipe EM TEMPO

E

m qualquer cidade, prédios, casas e monumentos antigos guardam uma história, mas no caso de Manaus, há lugares onde o que existe, em muitas situações, é o descaso e o abandono. A situação se agrava com o passar dos anos. O último levantamento do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) apontou 116 prédios abandonados na região do Centro Histórico de Manaus. A este número foram acrescentados seis imóveis em menos de dois anos, apesar de nem todos se encontrarem em situação de risco. Partes desses lugares estão tomados pelo matagal e servem de abrigo para moradores de rua e usuários de droga. De frente para a entrada do Porto Flutuante de Manaus, na rua Marquês de Santa Cruz, no Centro, localiza-se a fachada de um prédio antigo invadido pelo matagal. O local, que antes era abrigo para dependentes químicos usarem drogas, atualmente sedia, em sua parte lateral, um estacionamento rotativo. Na esquina da avenida Getúlio Vargas com a rua Leonardo Malcher, localiza-se outro imóvel que também é atrativo para moradores de rua e serve de abrigo para infratores. Os riscos de desabamento representam outra ameaça. Tanto no caso de riscos de desmoronamento quanto na

Muitos dos imóveis são transformados em verdadeiros depósitos de lixo e sofrem vandalismo

proliferação de espaços para a marginalidade, o instituto pode notificar o proprietário e lacrar o imóvel por meio do departamento de fiscalização. Nestes casos, os prédios ou terrenos podem ser lacrados com tijolos e protegidos com tapumes, cuja responsabilidade de colocação e execução é do proprietário. Segundo o Estatuto das Cidades, prédios ou construções abandonados podem ser requeridos pela prefeitura depois que o proprietário

IPTU Progressivo como solução

DIFICULDADE

Parte dos edifícios antigos no Centro de Manaus estão com aspecto de total abandono, tomados pelo matagal e servem de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas

for notificado pelo poder público municipal por conta da subutilização do imóvel e, mesmo após o prazo definido pelo órgão municipal responsável (Implurb), não der uma utilização à edificação em questão. Em 2011, projetos e ideias para se escolher um fim social dos edifícios já tramitavam nas secretarias responsáveis (Implurb, Instituto de Patrimônio Histórico Nacional - Iphan e outras), porém até hoje continuam no papel.

Prédios históricos abandonados: desrespeito com a história

Edifícios abandonados poderiam ser utilizados pelo município

De acordo com o vereador Massami Miki, foi apresentado um projeto em 2011, o IPTU Progressivo, que apenaria os proprietários em caso de abandono do imóvel. “O objetivo era fazer com que escolas ou creches fossem construídas nesses locais. O projeto não foi aprovado na época, mas ainda está em tramitação”, declarou. O Implurb informou que a regulamentação do IPTU Progressivo está em pauta na revisão do Plano Diretor da Cidade de Manaus, cuja tramitação ainda está na Câmara Municipal (CMM), e segundo o instituto, o presidente da Câmara, Bosco Saraiva, assegurou que a pauta será votada neste semestre. Este instrumento está especificado no Plano Diretor de Manaus, mas precisa de lei municipal complementar para sua regulamentação. O principal objetivo do imposto é ordenar o pleno desenvolvimento urbano e social da cidade. Em Estados como São Paulo, para a propriedade privada urbana que não cumpra uma função social, o IPTU Progressivo permite ao poder público, num prazo de cinco anos, caso

o proprietário não tenha cumprido as obrigações de parcelamento, edificação, utilização e quitação de dívida, desapropriar o imóvel. Nesse prazo também, em caso de não pagamento do imposto, o titular do prédio teria o valor aumentado progressivamente, dobrando a cada ano. Em relação aos projetos urbanos para o Centro de Manaus, o Implurb informou que há uma série

SOLUÇÃO

O vereador Massami Miki apresentou projeto do IPTU Progressivo, que apenaria proprietários no caso de abandono do imóvel, mas não foi aprovado na época

de intervenções em andamento, inclusive em parceria com outras secretarias da prefeitura, como a Extraordinária para Requalificação do Centro de Manaus, a cargo de Rafael Lemos Assayag. O desenrolar dos projetos está previsto para o fim do período de transição, nas próximas semanas.


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Monumento esquecido é danificado por vandalismo WILLIAM GASPAR Equipe EM TEMPO

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anaus, uma das cidades mais históricas do país, sofre de uma grave doença: o abandono de seus patrimônios históricos e culturais. Exemplo disso é o monumento que representa a inauguração da avenida Constantino Nery, localizado ao lado do terminal de integração (T1). Atualmente, o monumento, inaugurado em 1906, está desgastado pela ação do tempo e depredado pelo vandalismo. Poucas pessoas que passam diariamente pelo local sabem o que a estrutura representa. Nem mesmo quem mora próximo faz ideia. “Eu me mudei para cá tem uns seis anos e esse pilar já estava aí. Nunca me liguei em procurar saber para que ele serve”, admite a doméstica Cleide Cunha Lins, que reside em uma casa ao lado do marco. De acordo com ela, o objeto é alvo constante de pichadores e de bêbados que urinam na estrutura. “Há algum tempo a prefeitura passou por aqui e o pintou, mas como dá para perceber que não adiantou muito. Os galerosos riscaram tudo. Sem falar de quem acha que isso é banheiro. Vez ou outra

vejo alguém jogando água para diminuir o fedor”, afirma. Cleide conta ainda que, às vezes, alguns vizinhos reclamam da localização do monumento, uma vez que o mesmo está situado no meio da calçada. “Geralmente o pessoal reclama e diz que não pode ter nada no meio da calçada. Não tenho problema com isso e acho que

MEMÓRIA

Segundo moradores da região que desconheciam o aspecto histórico do monumento, a estrutura é alvo de pichadores e de pessoas bêbadas que o utilizam como banheiro ele chegou primeiro, logo, nossa calçada foi que invadiu o espaço. Sem contar o valor histórico que ele deve representar”, completa a doméstica. Sobre a manutenção do monumento, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou por meio de nota que nos 100 primeiros dias, a ação emergencial da prefeitura visa medidas paliativas nas vias e

IONE MORENO

Marco da inauguração da avenida Constantino Nery, escondido pelo terminal de integração, é vítima de depredação trechos de grande fluxo. Em um segundo momento, vão ser tomadas outras avaliações para recuperação de praças, parques e monumentos. História Segundo o secretário estadual de Cultura, Robério Braga, o marco foi construído para a inauguração da avenida, que de acordo com ele, foi batizada pelo então governador Constantino Nery como avenida João Coelho, em homenagem ao governador do Pará, João Antônio Luiz Coelho. “Ele, que foi governador de 1904 a 1908, homenageou o seu amigo e também governador”, explica. Apesar do que conta o secretário, em seu blog o historiador Carlos Zamith diz que a avenida Constantino Nery já mudou de nome cinco vezes. Segundo ele, a denominação foi oficialmente dada em 1905, pela Lei nº. 426. Cinco anos depois, a Intendência Municipal aprovou um projeto do intendente Alberto Botelho Coelho, subscrito por Carlos Studart, Agostinho César de Oliveira, Francisco Bernardo de Farias e Polidoro Rodrigues, propondo a mudança do nome para avenida João Coelho.

O marco da inauguração da principal avenida de Manaus está pichado e com estrutura precária


Caderno D

Plateia plateia@emtempo.com.br

(92) 3090-1042

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FOTOS: JOEL ROSA/DIEGO JANATÃ

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Que tal uma ‘vitrolada’? Grupo de jovens amigos faz reuniões esporádicas de apreciação musical ao redor de LPs, os discos de vinil. Uma das formas de manterem contato foi criando o grupo fechado no Facebook intitulado “Vitroleiros”, no qual discutem novidades GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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elo menos dez amigos, com idade média de 18 anos, compõem um grupo de apreciadores de música, que regularmente se reúne para ouvir artistas conhecidos ou nem tanto assim, em discos de vinil, os chamados long plays (LP). A mídia portadora de áudio, de tão antiga em relação à idade dos ouvintes, é considerada por alguns deles como uma novidade de última geração do mercado tecnológico. As reuniões nesse formato e com esse contingente acontecem há aproximadamente um ano, geralmente na residência da psicóloga Alessandra Pereira, que abriu as portas para receber os amigos dos filhos e, por conseguinte, seus também. Segundo ela, o hábito teve início de forma natural, partindo da ideia de um dos jovens de levar o “bolachão” de acervo pessoal para ouvir com o filho, Victor Neves, 16. Gradativamente, outros amigos se mostraram interessados na experiência e começaram a dar corpo ao que atualmente se referem como um evento, batizado de “vitrolada”. Para a estudante de psicologia, Juliana Gomes, 18, a oportunidade de ouvir os discos de vinil é libertadora aos ouvidos. “Eu não conhecia o vinil. Minha mãe ainda tem alguns em casa, mas não ouvia. Achei o som é melhor que o CD. Gosto muito e adoro ouvir minha banda preferida em formato de vinil, o Nirvana. Em casa, o acervo é mais voltado para a música brasileira mesmo, com títulos de Caetano Veloso e Chico Buarque, entre outros”, diz. Na mesma sintonia (ou rotação) que a amiga de infância, Izabelle Melo, 16, também considera o contato com os LPs uma inovação e ao mesmo tempo um privilégio para poucos. “Se eu ouvi vinil antes, quando criança, não lembro mesmo. Mas sinto que é mais gostoso ouvir as músicas nesse formato. Aprendo a observar melhor os detalhes das canções”, comenta. O bacharel em direito, Erick

Omena, é um dos amigos do grupo que mais possui exemplares em vinil. Sua coleção pessoal reúne aproximadamente 150 títulos diferentes, entre novos e antigos, de artistas que vão de Tom Zé a The Beatles, que adquire quando há conveniência e oportunidade para tal, seja pela internet ou quando viaja para outros eixos onde o produto é mais fácil de ser encontrado. Omena afirma que o disco de vinil, até mesmo pela sua dificuldade de acesso nos dias de hoje, é um veículo mais caro de comprar. “Em comparação ao CD, acho que ele é superior, mas tenho consciência de que não é uma

INICIATIVA

Segundo Alessandra Pereira, o encontro deu-se de forma natural, partindo da ideia de um dos jovens levar o “bolachão” de acervo pessoal para ouvir com o filho tecnologia imbatível. Contudo, por enquanto, ainda não conseguiu ser superado no tempo”, diz. Um dos pontos mais fortes do bolachão, para ele, a fidelidade do som gerado. “O CD, por exemplo, acaba soando artificial. É uma outra perspectiva. Além disso, quem ouve um LP, é obrigatoriamente convidado a prestar mais atenção ao conteúdo, e literalmente a parar para ouvir”, sugere. As reuniões da “Vitrolada” não tem, de fato, uma periodicidade predeterminada. Basicamente, os amigos se reúnem em datas aleatórias. Para facilitar o encontro e até mesmo para se manterem em contato todos os dias, criaram um grupo privado na rede social Facebook, denominado “Vitroleiros”, a partir do qual alimentam-se mutuamente de informações sobre música de uma forma geral, apresentando aos colegas novidades que um ou outro acabou encontrando durante, principalmente, passeios virtuais na internet.

Trinta anos colecionando os ‘bolachões’ Há três décadas, aproximadamente, o cearense assessor especial de cartório, especializado em regularização de terrenos, Antonio Barros Souza, coleciona discos de vinil. Até agora, o acervo pessoal chega perto de mil exemplares do bolachão. A paixão, segundo ele próprio, é pelo disco em si. Apesar de possuir gosto pessoal mais voltado para a Jovem Guarda e o rock dos ingleses The Beatles, a coleção reúne estilos diversos, incluindo “new age”, música clássica em ritmo de gafieira, e até discos de histórias infantis. Muitos dos discos que possui foram adquiridos em lojas, ao longo dos anos. Outros, porém, foram presentes. “Algumas pessoas queriam, na verdade, se desfazer dos vinis, quando eles começaram a perder espaço nas prateleiras para o CD, e me entregavam achando, talvez, que eu daria um fim

neles. Mas se enganaram, estão todos aqui”, conta. Atualmente, Barros se dedica, com a ajuda de um amigo, a catalogar os álbuns, separando-os por gêneros musicais. “Também tenho feito algumas conversões do LP para mp3 (compactação digital de áudio), para ouvir no carro, por exemplo”, diz. De tão bem cuidados, os discos tem aspectos de novos, independente do ano de fabricação. “Exceto as capas, que com o tempo realmente não escondem a idade, mas os vinis propriamente ditos estão intactos e os ouço toda semana”, afirma Antonio Barros, cujo envolvimento com a música vem desde cedo. Antes de mudar para Manaus, em 1979, atuava como músico em uma banda chamada “Os milionários”, em Crateús, interior do Ceará.

Antonio Barros possui discos de vinil de diversos gêneros


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Plateia

>> Esporte . A temporada de eventos esportivos do Amazonas inicia neste domingo, a partir das 8h, com largada e chegada na avenida Beira-Mar, no Coroado, da 9ª Corrida Rústica e da 2ª Corrida Ciclística.

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Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

FOTOS: DIVULGAÇÃO E MAURO SMITH

. Ambas as competições são realizadas pela Federação de Taekwondo do Estado do Amazonas (FTKDAM), com apoio do governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel). . O total arrecadado com as inscrições será dividido entre os três primeiros colocados da categoria geral (masculino e feminino) na corrida de rua. A organização da prova rústica distribuirá 200 medalhas de participação para os 200 primeiros atletas inscritos. Haverá também premiação em troféus para os três primeiros por categoria e equipe. A corrida de rua também é aberta aos atletas de 3 a 15 anos, que participarão, das 7h às 8h, de um Festival Infantil de Atletismo, com provas curtas de 100 m a 500 m.

>> Objeto de desejo . Homens chiques usam abotoaduras em ocasiões especiais. . Para garantir o charme da afirmação, os modelos Cartier em formato oval com o ‘C’ duplo da marca em prata de lei, acabamento em paládio e laca negra. Sofisticadísimas, não?

Efrem e Gisele Maranhão, Angela e Juarez de Lima em tarde de almoço no Ephigênio Salles

>> Apoio . A nova geração da ginástica rítmica de Manaus começa o ano de 2013 com um curso de capacitação. . A Clínica de Técnica de Base em Ginástica Rítmica terá como principal atrativo a presença de Bianca Maia Mendonça, amazonense que integra a seleção brasileira da modalidade. A programação é uma realização da Federação Amazonense de Ginástica (FAG), com apoio do governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel).

Deborah Camely e Selma Reis em festa descolada em Adrianópolis

Paulo e Aline Girardi durante evento cinco estrelas na cidade

>> Vacances . Agenda para iniciar semana que vem, a programação de férias do Amazonas Shopping envolve, entre outras novidades, uma programação de filmes de curta duração com a tecnologia 6D. . A novidade é apresentada em uma pequena sala equipada com tudo que transporte o expectador para ‘dentro’ da tela. Show!

. Sob o comando das professoras Sâmia Maia e Alessandra Balbi, a clínica acontecerá de 14 a 18 de janeiro, na quadra Luciano Soares, no Eldorado. O curso é voltado para ginastas de 7 a 13 anos.

>> Famosos

>>A paraense Gabi Amarantos se apresenta em Manaus no dia 25, na Arena dos Povos da Amazônia, em comemoração aos 350 anos dos Correios. >>A Calvin Klein entrou em liquidação. Lindas peças de verão. Vale conferir. >>Aliás, nesse clima de promoção também está a descolada boutique Officina. Aüslander e Reserva entre outras marcas.

. Vai dar samba a lista de famosos confirmados no Rio. A presença da lindíssima atriz Megan Fox promete ferver o carnaval carioca. . A atriz participa do primeiro dia de festa, no camarote da Brahma, na companhia do marido, Brian Austin Green, e Noah Shannon, filho do casal.

>> Vitrine

>>No dia 30 de março na piscina do Tropical Hotel, o cantor Naldo faz show com Monobloco. Não dá para perder. Silene e Marcio Andrade enchendo de charme evento high society

>>Gizella e Marco Bolognese estão de férias no Hawaii.


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A contradança da educação Pesquisadora busca em registros portugueses a influência do ensino da dança na formação de uma sociedade distinta. O resultado do trabalho da amazonense Gabriela Mavignier Dácio tende a ser o primeiro realizado em todo o Brasil Gustav Cervinka Equipe EM TEMPO

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pré-requisito para cidadãos em ascensão na sociedade conseguirem chegar à corte. “Pretendo ir a Portugal para poder ir às bibliotecas. É preciso reunir o máximo de informações que apresentem elementos que possam ser usados na formação não só do artista, mas do cidadão. Se era possível isso no passado, porque não agora?”, questiona. Como não existem esses registros no Brasil, a pesquisadora conseguiu algumas cópias via Biblioteca Nacional de Portugal, digitalizadas. Algumas peças foram apresentadas pelo próprio orientador de mestrado de Gabriela, professor doutor Márcio Páscoa. “Ao todo estou trabalhando com aproximadamente 25 fontes bibliográficas, mas até o fim da pesquisa deve subir para 40”, afirma. Para o orientador, o trabalho inédito

tem muito valor porque mostra a dança além do espetáculo. “É educação do corpo. A pesquisa junta a ideia de dança como contemplação e a ideia de dança como gestual, passando pela maneira de se comportar, de se dirigir ao próximo, de ter gestos educados, e a partir disso, evoluir”.

O trabalho realizado pela bailarina Gabriela Dácio tende a ser o primeiro realizado em todo o Brasil

Devoção à dança serviu como tema A escolha pelo tema da pesquisa de Gabriela Dácio é decorrente do fato de que toda a sua história de vida é voltada para a área de dança. Embora seja formada em ciências econômicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Dácio também é graduada em dança pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde concluiu anteriormente a pesquisa “Dança Criativa e o Potencial Criativo – Dançando, Criando e Desenvolvendo”, aliando novamente a arte com a educação e agora se dedica por meio dessa mesma instituição. “Percebe-se até mesmo em crianças que fazem o balé clássico, por exemplo, uma mudança comportamental como pessoas mesmo”, diz. A pesquisa deve ser defendida somente no início do ano que vem.

FOTOS: IONE MORENO

artituras de óperas, relatos de viajantes, livros de música e, sobretudo, tratados de dança, todos oriundos de Portugal, são as principais fontes sobre as quais se debruça a pesquisadora Gabriela Mavignier Dácio para determinar a influência dessa manifestação artística como elemento de formação e promoção pessoal. O resultado de seu trabalho tende a ser o primeiro no Brasil. Partindo dos conteúdos de pelo menos três tratados portugueses de danças, a pesquisadora busca compreender seus registros e criar uma espécie de manual de como executar as chamadas contradanças (comuns em bailes do século 18, sobretudo na Europa). “Esses documentos apresentam, inclusive, ilustrações de como todo o cenário do salão deve ficar, adotando os passos entre os pares. Mas, além de uma coreografia, as contradanças eram uma proposta de formação educacional da sociedade, porque envolvia considerações sobre como se portar e se relacionar entre as pessoas”, diz. A ideia, segundo Gabriela Dácio, é criar um material que sirva aos interesses de bailarinos profissionais, professores e demais interessados no tema.

“Não existe literatura desse período no Brasil referente ao assunto. O processo, portanto, consiste em buscar em Portugal algo que se refira ao nosso país, porque ali existem registros sobre como as colônias portuguesas eram incluídas nesse contexto”, comenta. O interessante para a pesquisadora é que quanto mais aprofunda na leitura e tradução dos arquivos, mas descobre coisas que se relacionam no mundo contemporâneo, como a música e as artes visuais, por exemplo. “Quando comecei a estudar esse tema, chamou a atenção justamente o caráter que a dança assumia naquele período, o que atualmente é puro divertimento ou, como se diz, “arroz de festa”. Ali, no século 18, dança era elemento obrigatório, incluído no currículo acadêmico. Daí, a elaboração dos tratados e de contratação de mestres de dança. As contradanças pareciam previamente ensaiadas porque as pessoas estudavam em casa. Os bailes eram verdadeiros momentos de exibição, no qual todos paravam para ver. G a briela afirma que a dança era, em outras palavras,

A bailarina amazonense Gabriela Mavignier Dácio iniciou seu trabalho de pesquisa em março do ano passado e pretende defendê-lo até o início do próximo ano na universidade do estado

MinC compra quadro de Cândido

Portinari por R$ 5 milhões

Biblioteca Nacional anula o resultado de premiação anual

Cicero e João Almino estão na disputa por vaga de Ivo

Depois de uma negociação que começou em setembro do ano passado, o Ministério da Cultura (MinC) comprou por R$ 5 milhões o painel “A Primeira Missa”, obra de 1948 do modernista Candido Portinari, que passará a integrar o acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. O quadro fora encomendado a Portinari para decorar a antiga sede do banco Boavista, no Rio, projetada por Oscar Niemeyer em 1946. Tombada pela defesa do patrimônio estadual do Rio de Janeiro em 1992, o painel de cinco metros de largura será exposto ao público do Museu Nacional pela primeira vez em março. A ideia é exibir a obra ao lado de outra tela com o mesmo tema, “A Primeira Missa no Brasil”, de Victor Meirelles. Com isso, duas peças que retratam cada uma a seu modo um episódio histórico do país poderão ser vistas lado a lado.

A Fundação Biblioteca Nacional voltou atrás na decisão de agraciar a obra “Poesia 1930-62” (Cosac Naify), de Carlos Drummond de Andrade (1902-87), organizada por Júlio Castañon Guimarães, no Prêmio de Poesia Alphonsus de Guimaraens. O novo vencedor ainda não foi anunciado. O resultado, divulgado em 21 de dezembro, foi questionado por recurso enviado pelo poeta Marcus Fabiano, que concorria ao prêmio. Uma petição on-line pela anulação do resultado reuniu, nos últimos dias, 250 assinaturas. O argumento principal para a anulação era o de que, segundo o edital, a inscrição só poderia ser feita pelo autor ou pela editora mediante autorização por escrito do autor -que, no caso, morreu há mais de 25 anos. Na lista divulgada pela FBN, Bernardo Ajzenberg, diretor executivo da Cosac Naify, aparecia como vencedor por ser “detentor de direitos autorais”. O recurso apresentado à instituição também questionava a possibilidade de a obra ter sido julgada como edição crítica.

A “sessão da saudade” para Lêdo Ivo (1924-2012), realizada na tarde de sexta-feira, dia 11, na Academia Brasileira de Letras (ABL), deu a largada oficial para a disputa pela sucessão da cadeira 10, que o poeta ocupava entre os imortais. Em menos de 24 horas, três nomes formalizaram interesse na vaga do alagoano, morto no dia 23 de dezembro. Foram eles o poeta Antonio Cicero, o diplomata e escritor João Almino e a jornalista Rosiska Darcy de Oliveira. A candidatura de Rosiska, segundo apurou a reportagem, tem o respaldo da presidente da casa, Ana Maria Machado, e da acadêmica Cleonice Berardinelli. Machado informou que, como presidente, mantém “uma posição equidistante e neutra”. Nos bastidores, alguns acadêmicos mostram receio de que a diretoria use seu poder para eleger Rosiska. Hoje só há quatro mulheres na ABL, que dispõe de 40 cadeiras.


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ariana Ximenes, que está no ar vivendo a jovem romântica e moderna Juliana, de “Guerra dos Sexos”, da Globo, revela que esse trabalho tem um sabor especial pelo fato de ela voltar a trabalhar com o amigo Reynaldo Gianecchini, ator que ela considera como sua alma gêmea na TV. A bela também está feliz por mais uma vez formar parceria com a dupla Jorge Fernando e Sílvio de Abreu, diretor e autor da trama, respectivamente, E para fechar 2012 com chave de ouro, a atriz, que já tem na bagagem mais de 15 anos de carreira, brilha no longa-metragem “Os Penetras” e torce para que, neste ano, bons trabalhos continuem a aparecer.

Mariana XIMENES

‘Eu e Gianecchini temos uma ligação muito forte’

É um privilégio esse encontro com o Gianecchini e foi muito curioso. Temos uma ligação muito forte. Fizemos “Passione”, um trabalho muito importante para nós dois”

Eu sou certinha. Trago até marmita para o Projac. Gosto de tudo orgânico, mas adoro comer. Tenho vários pratos prediletos que vai de feijoada até bobó de camarão”

Mais uma vez você repete a parceria com o diretor Jorge Fernando e com o autor Sílvio de Abreu. Como é fazer parte do elenco de mais uma novela comandada por eles? Mariana Ximenes - Pois é... Faz 10 anos que fiz “Chocolate com Pimenta”, com o Jorginho (Jorge Fernando, diretor), e fiz “Passione”, com o Sílvio de Abreu, que foi uma delícia. O Jorginho agrega todo mundo, tem uma energia que transborda e contamina a gente. Uma boa energia que impulsiona. Ele sabe exatamente o que quer. Tem muita ação, muita coisa acontecendo, muitos assuntos diferentes. Ele trouxe isso para a novela. Apesar de ser uma trama de quase trinta anos atrás, ele conseguiu dar uma linguagem completamente contemporânea. O Sílvio (Sílvio de Abreu, autor) me deu um papel muito marcante, que foi a Clara. Era uma vilã, mas não gosto de rotular. Ela era uma personagem complexa, meio psicopata, mas sofria também. Por falar em reencontros, mais uma vez você está trabalhando com o seu amigo Reynaldo Gianecchini? Como é voltar a dividir as cenas com ele? MX - É um privilégio esse encontro e foi muito curioso. Temos uma ligação muito forte. Fizemos “Passione”, um trabalho muito importante para nós dois. Acompanhei esse período da vida dele e, agora, estou aqui junto com ele de novo. Acho inusitado ter acompanhado cada fase de perto. No hospital, a gente já falava sobre “Guerra dos Sexos”, via os capítulos, e a novela o estimulava a ficar bem. Acho que podemos ter algumas almas gêmeas na TV e na vida. Tive tantos outros lindos encontros com as pessoas, que seria injusto eu citar apenas uma só. Mas também é muito justo, ao mesmo tempo, falar do Giane porque ele é, sim, minha alma gêmea na TV. Ele é meu amor, meu parceiro na vida. Temos laços fortes que vão além do que a gente vive em cena. Por falar em novelas e personagens, foi difícil construir o universo de Juliana? MX - Eu sempre traço um perfil psicológico da personagem. E a estrutura dela é de um pai desestruturado, que não qualifica muito a mulher. Ela perdeu a mãe. Então, cresceu no meio dessa guerra, em contrapartida com a avó. A irmã que tem outro temperamento. É prática com a vida. Eu fui muito a Londres no ano passado e reparei muito nisso. A mulher sai com um bolsão de manhã, trabalha e faz tudo do seu dia direto. Fui ver as donas das lojas de departamentos da cidade. Fiz pesquisa de moda também, mas tem o texto do Sílvio que ajuda e muito. A novela tem humor, muito humor. A Juliana abraçou os negócios da família, gosta de trabalhar. É aquela que vai à luta. Mas dizem que ‘sucesso no trabalho, azar no amor’. E ela é assim, coitada. Você foi para Londres somente para se preparar para

viver a Juliana? MX - Não! Fui estudar inglês e vivenciar Londres mesmo. Mas, na verdade, tem muita coisa que a gente pode fazer lá. Tem peça às duas da tarde, várias exposições. Andar de metrô, fazer piquenique no parque. Uma delícia e uma experiência incrível. E, de certa forma, eu sempre quis ter essa experiência de morar sozinha numa cidade, por um tempo, onde eu não conhecesse ninguém por lá e fosse atrás de aventuras. Por falar em humor, como é fazer uma novela mais leve, depois de viver a vilã Clara, em “Passione”? MX - Adoro! Estar ao lado do Tony (Ramos) fazendo comédia é um sonho. Mas o que me transformou para agora foi a peça que eu fiz, que era uma tragicomédia e tinha muito desse ‘time’ de comédia, que estou podendo exercitar em “Guerra dos Sexos”. Apesar de a Juliana não ter muitos traços cômicos, a gente sempre coloca umas pitadas porque é o clima da novela, que pede essa coisa leve. Você é uma atriz ainda jovem e com a carreira cheia personagens marcantes. Qual o balanço que você faz dos mais de 15 anos dedicados à dramaturgia? MX - São 15 anos já? Nossa! (risos) Bem, cada fase teve um momento especial, que me proporcionou encontros e exercícios diferentes. Cultivo muito a amizade e cuido muito dos meus amigos. Um dos valores que mais prezo na vida é o da lealdade. Eu não conseguiria falar de um trabalho só porque são vários marcantes.

Ele é meu amor, meu parceiro na vida. Temos laços fortes que vão além do que a gente vive em cena

Você quase não é vista em festas e badalações. Isso é uma postura adotada até mesmo para você se preservar? MX - Eu sou caseira mesmo. Sou tranquila, é o meu jeito. Porém, gosto de sair e encontrar meus amigos. Gosto de shows, almoço em casa, almoço na casa de amigos. Fui ao Vidigal (comunidade carioca) recentemente e como está legal lá. Eu adoro explorar o Rio. Adoro o Parque Lage. É um lugar lindo, incrível. Por ser tão caseira, tem um cantinho da casa que seja o seu xodó? MX - Não diria um canto, mas tem um jogo de pratos de cerâmica de um artista que eu adoro. É um jogo completo de um artista de Belo Horizonte, o Máximo Soalheiro. Como é a sua relação com a alimentação? MX - Eu sou certinha. Trago até marmita para o Projac (central de estúdios da Rede Globo no Rio de Janeiro). Gosto de tudo orgânico, mas adoro comer. Tenho vários pratos prediletos que vai de feijoada até o bobó de camarão. Eu não cozinho muito. Até sei fazer, mas não sou uma gourmet. Quando recebo gente em casa, peço para alguém fazer. Você é uma atriz que atua no cinema, no teatro e na TV. Em qual se sente mais à vontade? MX - Eu gosto dos três. Fiz minha peça e na sequência fiz dois filmes, “O Gorila” e “Os Penetras”. Mas adoro a TV também. Eu me sinto bem em todos os três. Por Márcio Mello


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate–Rebate

TV Tudo

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Enlatado O SBT exibe a partir deste domingo, depois do “De Frente com Gabi”, a série americana “True Blood”, da HBO, com Anna Paquin. Por sua vez, observa-se que os vampiros da parceira Warner (“Diários de Um Vampiro”) foram ou estão temporariamente escanteados. Esperando Na gelada Nova York, Sonia Braga aguarda os próximos passos da autora Glória Perez. A autora continua afirmando que a atriz fará uma participação especial na novela “Salve Jorge”. Ela, Sonia, oficialmente, ainda não recebeu nenhuma confirmação. Salgado Alguns atores de São Paulo, na expectativa de integrar o elenco da próxima novela das 9, na Globo, que também será gravada no Rio de Janeiro, já se preocupam com os gastos referentes à passagem e hospedagem. As despesas têm deixado alguns deles bastante assustados. Teatro O espetáculo “Cruel”, com Reynaldo Gianecchini, cumprirá apresentações no Teatro Leblon, no Rio, a partir de maio. O ator, atualmente em “Guerra dos Sexos”, também planeja levar a peça para Portugal. Planejamento Enquanto isso, na Globo, e só como exemplo também, imprensa e mercado já estão, há um bom tempo, com as informações sobre o “Big Brother Brasil 13”. O programa comandado por Pedro Bial, que estreou dia 8 deste mês,

Verão Letícia Wiermann agora comanda, nas noites de terça-feira da Mix TV, o “Rota Mix”, que faz parte da grade de verão da emissora. O programa aborda esportes praticados no litoral brasileiro, turismo de aventura, cultura e também não deixa de fora os principais pontos de azaração. terá a sua grande final no dia 26 de março. Distância O nome de Selton Mello chegou a ser comentado em uma reunião de elenco de “Saramandaia”. Mas não passou disso, uma vez que o ator, de

acordo com diretores da Globo, sempre cria muitos obstáculos quando recebe convites para trabalhos de longa duração. Dá toda a impressão que o seu negócio é o cinema. Cada vez mais.

• Aguinaldo Silva agora só tem olhos para o filme do “Crô”, com Marcelo Serrado. • A série “Doutora Priscila”, também do Aguinaldo, que estreia em outubro, por enquanto segue sob os cuidados de seus colaboradores. • Letícia Spiller, atualmente em ”Salve Jorge”, continua bem cotada para viver a protagonista. • Susy Rêgo, Nathália Rodrigues, Pedro Henrique Moutinho e José Rubens Chachá estão no elenco de “Divórcio”. • O espetáculo, dirigido por Otávio Martins, estreia dia 16 no Teatro Raul Cortez, em São Paulo. • Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo receberão apresentações do musical “Thriller Live”, baseado nos grandes sucessos de Michael Jackson. • A cantora e atriz Leilah Moreno, como informado aqui, participa desta turnê. • O novo cenário do “Jogo aberto”, programa de Renata Fan na Band, deverá ser conhecido entre março e abril. • A apresentadora, que foi estudar nos Estados Unidos, volta ao comando do esportivo na próxima quinta-feira.

“Planeta Extremo” terá agora uma versão saia justa O quadro “Planeta Extremo”, exibido no “Fantástico”, com o repórter Clayton Conservani em pautas radicais no Brasil e no mundo, passa a ganhar, em sua nova temporada, uma versão feminina. Internamente, na Globo, a novidade é creditada ao novo diretor-geral da emissora, Carlos Henrique Schroder. O trabalho será desenvolvido pela mesma equipe, especialmente para o “Esporte Espetacular”, movimentando a repórter Carolina Barcellos, que já está sendo chamada de “mulher extrema”. A primeira temporada do quadro, ainda sem título definitivo, reunirá oito episódios, com gravações no Brasil e no exterior. O “Planeta Extremo”, vale lembrar, no ano passado concorreu ao prêmio Emmy Internacional na categoria “Sem Roteiro”, mas não conseguiu a estatueta. O vencedor foi o “The Amazing Race Australia”.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini A Academia de Hollywood anunciou que a cerimônia de premiação do “Oscar 2013”, com uma homenagem à série de filmes do agente James Bond, vai acontecer no dia 24 de fevereiro. Daí, já se pode esperar pela tradicional mudança de grade na Globo, com o “BBB” no ar mais cedo e edição reduzida do “Fantástico”. O Brasil, uma vez mais, está fora da festa do “Oscar”. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau! DIVULGAÇÃO

LITERATURA

Brasil, o país que lê rock’n’roll Falar que as biografias de astros de rock formam um subgênero lucrativo no mercado editorial não é novidade. O que surpreende é a imaginação de alguns autores que engrossam esse filão. Entre os mais de 90 títulos lançados em 2012 no Brasil -compondo mais de 250 nos últimos três anos- há bizarrices como “A Biografia Espiritual de George Harrison” (Madras, R$ 30) e “A Sabedoria dos Beatles nos Negócios” (Campus, R$ 55). Nem é preciso entrar no mérito da escolha dos Beatles para inspirar um livro de gerenciamento -logo a banda inglesa, que perdeu milhões ao montar uma gravadorapara perceber que o exagero corre solto nas livrarias. Um volume curioso lançado há pouco é o livro de mesa “Tesouros dos Beatles”, que integra uma coleção da editora Lafonte. Os livrões são vendidos em caixas que trazem itens de colecionador, como reproduções de pôsteres de

shows, ingressos, listas manuscritas com o repertório das apresentações e fotos raras. A coleção tem, até agora, títulos dedicados a Led Zeppelin e Nirvana. Com o mesmo formato e preço (cerca de R$ 150), a editora lançou tam-

DESTAQUE

Em três anos, Brasil recebe mais de 250 publicações de rock. Somente no ano passado, as livrarias brasileiras receberam 90 títulos de obras sobre o estilo musical no país bém “40 Anos do Queen”, que inclui CD com uma entrevista da banda em 1977. Nêmesis dos Beatles, os Rolling Stones tiveram mais sorte editorial no ano passado. Além do ótimo livro de fotos “Early Stones” (Planeta do Brasil, R$ 60), saíram

as boas biografias “Mick Jagger”, de Philip Norman (Companhia das Letras, R$ 60), e “Ron Wood - A Autobiografia de um Rolling Stone” (Generale, R$ 55). As duas formam, ao lado de “Vida” (Globo, 2010, R$ 49), a autobiografia de Keith Richards, um trio de memórias dos Stones. Para completar, falta por aqui um livro sobre o baterista Charlie Watts. O único volume digno de nota sobre ele é “Charlie Watts”, de Alan Clayson. A última edição americana, de 2004, não é fácil de achar. Falando de livros estrangeiros, já existe uma nova leva de biografias lançadas nos Estados Unidos nos dois últimos meses que esperam futuras edições brasileiras. São livros sobre Prince e Bruce Springsteen e relatos pessoais de Rod Stewart e Pete Townshend. A autobiografia de Rod Stewart compõe uma leitura cruzada com a de Ron Wood.

Entre os principais temas das biografias e livros do gênero, está a banda The Beatles

Espaço para todos os estilos Além de medalhões, nomes de menor apelo têm espaço. Bom exemplo é “A Arrasadora Trajetória do Furacão” (Madras, R$ 32), história do New York Dolls. Quinteto de glitter rock dos anos 1970, os Dolls

foram pedra fundamental do punk. Mas nem só de veteranos vive o mercado. A boy band inglesa One Direction, fenômeno teen de 2012, tem sete biografias em português e mais 12 títulos

no exterior. Madonna e Lady Gaga, que vieram ao país há pouco, ganharam livros oportunistas. Pelo jeito, o negócio vai muito bem, obrigado. Por Thales de Menezes


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Programação de TV

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SBT 5:00 Aventura Selvagem – Reprise 5:30 Pesca Alternativa 6:30 Brasil Caminhoneiro 7:00 A Grande Ideia 7:30 Vrum 8:00 Programa da Manazinha – Local 8:30 Chaves 9:00 Sorteio Amazonas da Sorte – Local 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:40 Sorteio da Telesena 18:45 Programa Sílvio Santos 23:00 De Frente com Gabi 0:00 Série - O Mentalista 1:00 Série – Alvo Humano 2:00 Série – Chase 3:00 Encerramento de Emissora

15:00 Programa do Gugu 19:30 Domingo Espetacular – HD 22:15 Repórter Record 23:15 Série – Todo Mundo Odeia o Chris 0:15 Programação IURD

GLOBO 4:45 Santa Missa em Seu Lar 5:45 Sagrado: Compacto 5:55 Amazônia Rural 6:25 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:05 Globo Rural 8:05 Auto Esporte 8:38 Esporte Espetacular 11:30 Temperatura Máxima 13:53 Esquenta 15:17 Domingão do Faustão

RECORD

Eliana é destaque de hoje na programação do SBT

Horóscopo

4:45 Bíblia Em Foco 5:00 Nosso Tempo 5:30 Desenhos Bíblicos 7:00 Voto na Record – Local 11:15 Tudo É Possível 14:00 Top Model – HD

19:30 Fantástico 21:50 Domingo Maior 0:05 Sessão de Gala 1:48 Corujão 3:15 Sob Medida 4:00 Festival de Desenhos

REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça – Local 7:30 Igreja Internacional da Graça – Local 8:55 Break obrigatório 9:00 TV Shopping Manaus – Local 10:00 Show de Ofertas da Cidade – Local 10:30 TV Kids – Local 11:00 Igreja Internacional da Graça – Local 12:00 Fique Ligado – Local 13:00 TV Kids – Local 14:00 Encircuito – Local (Reprise) 15:30 Amazonas Mix – Local 16:00 Break obrigatório 16:05 TV Kids 16:45 Ritmo Brasil 17:20 O Último Passageiro 18:40 Super Bull Brasil 19:40 Star Trek 21:00 TV Shopping Manaus – Local (Reprise) 22:00 Cine Total 23:30 Dr. Hollywood 0:15 É Notícia 1:15 Bola na Rede 1:45 Igreja Internacional da Graça – Local

TV CULTURA 5:55 Abertura da Emissora/Hino Nacional 6:00 Via Legal 6:30 Brasil Eleitor 7:00 Palavras da Vida 8:00 Santa Missa 9:00 Viola, Minha Viola 9:30 Nova Amazônia – Local 10:00 Escola Pra Cachorro 10:15 Meu Amigaozão 10:30 Turma do Pererê 11:00 ABZ do Ziraldo 11:30 Anima TV Tromba Trem 11:45 Anima TV Carrapatos e Catapultas 12:00 Turma do Pererê 13:00 Dango Balango 13:30 TV Piá 14:00 Stadium 15:00 Os Protetores do Planeta 16:00 Ver TV 17:00 De Lá, Pra Cá 17:30 Cara e Coroa 18:00 Papo de Mãe 19:00 Conexão 20:00 Esportvisão 21:30 MPTV – Local (Reprise) 22:00 Roda Viva Amazonas – Local (Reprise) 23:00 Doc Especial 0:00 Encerramento da Emissora/Hino Nacional

Cruzadinhas

Cinema

GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Momento para mostrar competência nos estudos, na comunicação e ao estabelecer relação com as pessoas. Bom momento para se entender com seus parceiros.

CONTINUAÇÕES

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TOURO - 20/4 a 20/5 Procure arejar as situações no trabalho e atuar em cooperação com aqueles que lhe apoiam. Um dia positivo para produzir e para lidar com os bens materiais. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Momento para mostrar o que você é capaz. A autoconfiança favorece ações decididas e a independência quanto a tomar partido e levar adiante os empreendimentos. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Momento oportuno para superar antigos problemas pessoais ou dificuldades, por uma atuação confiante. Descansar em ambientes agradáveis é especialmente revigorante. LEÃO - 23/7 a 22/8 Momento para consolidar amizades e relações de teor construtivo, prático ou também intelectual. Você agora trabalha melhor atuando junto com as pessoas. VIRGEM - 23/8 a 22/9 As ações ponderadas e de longo prazo favorecem bastante o desenvolvimento da carreira profissional. Dê mais um passo na construção de uma situação sólida e próspera. LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento para constituir uma visão de mundo sólida e uma boa orientação de vida. Coloque seus ideais e valores em prática, e você irá se sentir seguro e confiante. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 A solução de questões materiais e financeiras está bem favorecida. Momento para pagar e receber o que é devido. A confiança sobrepuja e faz você superar possíveis temores. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Um dia para apostar nos relacionamentos consistentes, ou para lhes dar maior consistência. Acordos e parcerias podem ser bem construídos neste momento. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Uma grande fase para a construção de um melhor futuro profissional. Certos talentos seus ganham mais presença e evidência. Aproveite o aumento do prestígio pessoal. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Um dia excelente para a atividade mental, artística e cultural. Suas melhores qualidades intelectuais são capazes de gerar grandes realizações concretas. PEIXES - 19/2 a 20/3 Um dia favorável para construir algo em sua casa e para formar um bom ambiente doméstico. Os problemas nesta área podem ser tratados com confiança e consistência.

De Pernas Pro Ar 2: BRA. 12 anos. Maior bilheteria do cinema brasileiro em 2010, com 3,5 milhões de espectadores, “De Pernas Pro Ar” ganha uma continuação. Nesse segundo filme, a empresária interpretada por Ingrid Guimarães resolve abrir uma filial de sua sex shop em Nova York. Cinemark 1 – 13h (não será exibido terça-feira), 15h20, 17h50 (não será exibido segunda-feira), 20h10 (não será exibido segunda-feira) e 22h30 (não será exibido segunda-feira); Cinemark 6 – 11h30 (não será exibido terça-feira), 16h10 (não será exibido segunda-feira), 21h10 (não será exibido segunda-feira) e 23h30 (será exibido somente sexta-feira e sábado); Cinemark 8 – 12h20 (não será exibido terça-feira), 14h50, 17h10 (não será exibido segunda-feira), 19h30 (não será exibido segunda-feira) e 21h50 (não será exibido segunda-feira); Detona Ralph: EUA. Livre. Ralph é o vilão de Conserta Félix Jr., um popular jogo de fliperama que está completando 30 anos. Apesar de cumprir suas tarefas à perfeição, Ralph gostaria de receber uma atenção maior de Felix Jr. e os demais habitantes do jogo, que nunca o convidam para festas e nem mesmo o tratam bem. Para provar que merece tamanha atenção, ele promete que voltará ao jogo com uma medalha de herói no peito, no intuito de mostrar seu valor. É o início da peregrinação de Ralph por outros jogos, em busca de um meio de obter sua sonhada medalha. Cinemark 6 – 13h50 (3D/dub/não será exibido terçafeira) e 18h50 (3D/dub/não será exibido segunda-feira);

O Hobbit – Uma Jornada Inesperada – 10 anos: Cinemark 3 – 13h40 (dub/não será exibido terça-feira), 17h15 (dub/não será exibido segunda-feira) e 20h50 (dub/não será exibido segunda-feira); Cinemark 4 – 11h10 (3D/dub/não será exibido terçafeira), 14h40 (3D/dub/diariamente), 18h10 (3D/dub/não será exibido segunda-feira) e 21h40 (3D/leg/não será exibido segundafeira); Playarte 1 – 20h40 (3D/leg/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h59 (leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 5 – 13h20 (dub/somente segunda-feira), 13h20, 16h40, 20h (dub/ somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 6 – 13h21, 16h41, 20h01 (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h21 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 7 – 13h22, 16h42, 20h02 (dub/ somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h22 (dub/somente sexta-feira e sábado); As Aventuras de Pi – 10 anos: Cinemark 2 – 11h40 (não será exibido terça-feira), 14h30 (dub/diariamente), 17h30 (não será exibido segunda-feira), 20h30 (não será exibido segunda-feira) e 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemark 7 – 12h40 (3D/dub/não será exibido terçafeira), 15h30 (3D/dub/diariamente), 18h30 (3D/dub/não será exibido segunda-feira) e 21h30 (3D/dub/não será exibido segundafeira); A Origem dos Guardiões – Livre: Cinemark 3 – 11h20 (dub/não será exibido

terça-feira); O Impossível – 10 anos: Cinemark 5 – 12h30 (dub/não será exibido terça-feira), 15h, 17h20 (dub/não será exibido segundafeira), 19h50 (dub/não será exibido segunda-feira) e 22h20 (dub/não será exibido segunda-feira); O Mar Não Está Pra Peixe 2 – Livre: Playarte 2 – 14h20 (dub/ segunda-feira), 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 (dub/somente sexta-, sábado, domingo, terça, quarta e quinta e 22h20 (dub/somente sexta e sábado); Os Penetras – 14 anos: Playarte 3 – 14h10 (somente segunda-feira), 14h10, 16h10, 18h10, 20h10 (somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 22h10 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 4 – 14h11, 16h11, 18h11,

20h11 (somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 22h11 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 10 – 13h10 (somente segunda-feira), 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 (somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h10 (somente sexta-feira e sábado); A Vida de Outra Mulher – 12 anos: Playarte 8 – 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (leg/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado); A Sombra do Inimigo – 14 anos: Playarte 9 – 13h25 (dub/somente segunda-feira); 15h30, 17h35, 19h40, 21h45 (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h50 (dub/somente sextafeira e sábado).


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MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013

::::: Errado A coluna chama atenção, e não é de hoje, aos arquitetos que insistem em criar projetos paisagísticos de condomínios e centros comerciais tendo como toque de pretensa elegância o uso de palmeiras. Minha gente, palmeira não dá sombra! Por que não usar espécies da região criaturas? Parem com essa mania de querer transformar a cidade num arremedo de Miami! Pronto falei. A aniversariante de hoje, Gê Castelo Branco, divide com a bela-filha Ariela os confetescom-flashes da coluna

::::: Sinete

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: Agendável Em mais uma noite de gala aberta ao público, o Teatro Amazonas recebe neste domingo, às 19, mais uma imperdível apresentação da Orquestra de Câmara do Amazonas, sob coordenação do competente secretário da SEC, Robério Braga.

Eles são os queridinhos deste espaço e os festejados aniversariantes de hoje, amanhã e sempre: Gracinha e Marco Antônio Villela

::::: Canhão Pode até ser que fique bonitinha assim que estiver pronta, a nova rotatória do Mindu no Parque 10 de Novembro, mas não há como negar que aquela fonte parece um verdadeiro canhão apontado para o alto. Pela fé!

O anfitrião Garcia Neto, presidente do GRES Presidente Vargas, mais Elimar Cunha e Silva, presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial, na noite momesca que agitou o Rio Negro Clube

::::: Sala de Espera

A feirinha do Carnaboi 2013 já tem data para começar: será no próximo dia 29, no Largo do Mestre Chico. Falando em boi, a nação vermelha, se prepara para apresentação, na próxima terça, de sua porta-estandarte e das toadas do seu centenário. A “A Grande Familia” realiza, no

Vamos dar um tapa no closet? Aproveite: no período de 14 a 20 de janeiro acontece o primeiro Bazar de 2013 do Uai Shopping São José. O escritor Márcio Souza irá participar da próxima edição do “Encontro com o Escritor”, amanhã, às 12h30, no hall do Sesc Centro.

A entrada é gratuita. A atividade faz parte do projeto Férias no Sesc 2013. O espetáculo “Dilma Mais” mudou de data. Por dois motivos: o humorista vai gravar, no próximo domingo, para a grade da Globo seguido de participação do Ponto GG, por esses motivos sua aterrissagem no palco do Direcional ficou para o dia 31 de março. Ainda está aberta a inscrição para a promoção “Casamento Show”, que está sendo promovida pelo Grupo Dulcila, com o sorteio gratuito de uma festa de casamento, com trajes, buffet, cerimonialista, fotos, filmagens e outros detalhes. As inscrições para o sorteio estão sendo

realizadas pelo www.expoeventosmanaus.com.br. O Millennium Shopping estenderá até o próximo dia 27, a promoção “Férias no Cinema”, a cada R$ 300 em compras o cliente ganha um ingresso para uma das oito salas do Cinemais Millennium, inclusive para as sessões em 3D.

ALEX PAZUELLO/AGECOM

O show da famosa banda de reggae paulistana, Planta e Raiz, é a atração de hoje no Pegada’s Sertaneja, às 19h. De convidados: Johnny Jack Mesclado e Rahvox. Quem convida é o empresário Théo Alves.

próximo dia 19, a esperada festa de inauguração da sua novíssima quadra e a apresentação da Miss Brasil Teeneger 2011, Carolina Toledo, como rainha de bateria da escola de samba. A festa que tem cunho filantrópico e servirá de cenário para arrecadar latinhas vazias de refrigerantes e cervejas que serão doadas à Casa do Idoso São Vicente de Paulo para a venda.

::::: Reforma

Josy Tavares, Jefferson Coronel e João Virgílio estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

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A Praça 14 será palco, às 21h, deste domingo, do lançamento da edição especial do selo Parque Memorial Quilombo dos Palmares. Os selos serão lançados em frente à quadra da Vitória Régia, e faz parte das comemorações pelos 121 anos do bairro. Com o lançamento, o objetivo é dar visibilidade à cultura negra no Amazonas, tornando essa data um marco para a próxima década, que será de combate ao racismo. O projeto se concretiza a partir de uma parceria entre Correios, Consulado Geral da Venezuela em Manaus, representação de Mulheres Negras e Ameríndias e coordenação da Marcha Mundial de Mulheres.

Com o novo espaço da creche da Polícia Militar do Amazonas Infante Tiradentes, será garantida a qualidade no atendimento às crianças beneficiadas com o projeto de ampliação da instituição, que recebe a primeira reforma após duas décadas de funcionamento na capital. Tudo partiu de uma visita da primeira-dama NejmiJomaa Aziz, e projeto foi prontamente atendido pelo governador Omar Aziz. Sintonia é tudo, não é mesmo?


D8

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MANAUS, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 2013

Chaminé oferece diversão para crianças e adultos O público infantil poderá encontrar diversas formas de diversão sempre acompanhadas por profissionais especializados

E

m meio à temporada de férias escolares, quando muitos pais já não sabem como e onde entreter a criançada, uma excelente opção é o “Espaço Criança” no Centro Cultural Usina Chaminé. Com salas totalmente climatizadas e infraestrutura para receber grupos de até 60 crianças – entre 2 a 10 anos – por turno, o espaço oferece uma série de atividades monitoradas, divertidas e educativas para quem busca novas alternativas nesta e em qualquer outra época do ano. E o melhor: totalmente de graça. Pouco conhecido por pais e mães, o passeio de 90 minutos (em média), começa na sala das Lendas Amazônicas, onde os pequenos conhecem de perto algumas das principais histórias e mitos indígenas que há séculos são contadas em nossa região como a da Iara, da Cobra Grande, Boto Cor de Rosa e até a história de Macunaíma. As apresentações são feitas pela equipe de guias do próprio centro cultural em painéis interativos que dividem o espaço com a divertida decoração de cadeiras em forma de folhas, mesas em forma de flores e vários cenários amazônicos. Neste ambiente, as crianças têm uma série de jogos educativos e livros para brincar e se divertir. A próxima parada é a Sala de Pintura, onde uma grande quantidade de tinta, papéis e lápis de cor aguarda a criançada soltar a imaginação após instruções básicas de técnicas, mistura e uso das cores. Com um acervo de centenas de títulos que vão desde desenhos animados a filmes educativos para escolha do público, o Cinema Infantil é outra atração que agrada em cheio aos pequenos. “Os pais que quiserem podem trazer pipoca ou outros

lanches para tornar ainda mais agradável a experiência”, acrescentou a gerente do Chaminé, Edna Rezende. Nesta primeira parte do tour, a criançada também pode se divertir no teatro de fantoches onde são encenadas histórias clássicas como Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve e Cinderela, entre outras.

Espaço cultural é climatizado Apesar da excelente estrutura – todos os ambientes do Centro Cultural Usina Chaminé são climatizados, com música ambiente, segurança interna e externa no prédio e estacionamento próprio gratuito – e da variedade de atrações tanto para crianças como para adultos, o local é pouco frequentado pelos amazonenses, e são os turistas e visitantes de outros estados e países, os responsáveis pela maior parte das assinaturas no livro de visita da instituição nas últimas semanas. De acordo com a gerente Edna Rezende, a situação fica mais “complicada” nesta época do ano em que as escolas, principalmente as públicas, entram em recesso e o número de visitas ao Espaço Criança cai drasticamente. “Muitas vezes, temos que ir para a rua convidar pessoalmente pais e filhos para visitar e usufruir de uma

História De acordo com a idade da criança, o passeio também pode se transformar em um verdadeiro mergulho na história, nos costumes e tradições de nossa cidade e região desde o período pré-histórico, com

PASSEIO

O passeio pelo Centro Cultural Usina Chaminé pode ser realizado de forma gratuita e tem duração de 90 minutos. As crianças são acompanhadas por profissionais especializados em monitoria visitas às exposições fixas ”Arte Rupestre” e à premiadíssima “Sentidos da Amazônia”. Dividida em seis ambientes, nos quais os cinco sentidos – olfato, paladar, tato, visão e audição – são estimulados, “Sentidos” faz muito sucesso entre adultos e crianças pela interatividade e possibilidade de interagir com diversos recursos audiovisuais e peças como cocares, instrumentos musicais e aromas típicos da Amazônia. Do lado de fora do centenário prédio, o centenário bondinho anteriormente estacionado no Largo de São Sebastião é outra atração que não poderá faltar no passeio.

estrutura que é pública e que pertence a todos nós”, acrescentou Edna, que aproveitou a visita de um grupo de 34 crianças de uma colônia de férias esta semana – a primeira do ano – para reforçar o convite às escolas (públicas e privadas), instituições e famílias que tragam seus filhos e os amigos de seus filhos para conhecer e se divertir no local. Aberto de terça-feira a sexta-feira, a partir das 10h, e nos domingos a partir das 17h, o Centro Cultural Chaminé é mantido pelo governo do Estado por meio da Secretaria Estadual de Cultura. Quem quiser conhecer e levar seus filhos ou um grupo de crianças para se divertir no Espaço Criança pode agendar a visita pelos números de telefone 363330-26 e 3633-28-50. Todas as visitas são monitoradas por equipes de guias e são gratuitas, inclusive o estacionamento.

Experimentos científicos são um dos atrativos do espaço

Histórias são contadas ao longo da programação cultural

Crianças podem acompanhar a exibição de diversos desenhos

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Espaço cultural está com uma programação especial de férias, totalmente gratuita e monitorada por profissionais


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EM TEMPO - 13 de janeiro de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu