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EM TEM PO - 11 de novembro de 2012

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AMANHÃ ANO XXV – N.º 7.822 – MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

TRÂNSITO

Não dá mais para suportar ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

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Ações paliativas não têm sido suficientes para resolver os problemas do trânsito, cuja engenharia é desordenada e fora de controle na capital.

2

Entre as soluções para o problema está a implantação de medidas que exterminem “gargalos” em vias e cruzamentos nevrálgicos. Dia a dia C1 e C2

REVELAÇÕES

Como a ditadura ensinou técnicas de tortura aos índios Filme revela como a ditadura militar treinou a Guarda Rural Indígena com técnicas de tortura como o pau-de-arara. Ilustríssima G4 e G5

Segundo informações do Detran-AM, circulam atualmente em Manaus aproximadamente 600 mil veículos

‘DONA BONECA’

Histórias de quem sustenta a família recolhendo lixo

Com muita história para contar, Olendina Vieira, a “dona Boneca” (foto), diz que o segredo da longevidade é peixe, leite de amapá e... cigarro. Dia a dia C6

É HOJE?!

HUDSON FONSECA

DIEGO JANATÃ

Dia a dia C4 e C5

Aos 106 anos, ela é uma lição de vitalidade

Se a sorte e a matemática ajudarem, o tricolor das Laranjeiras, que enfrenta um cambaleante Palmeiras, pode sagrar-se ainda hoje tetracampeão. Pódio E4 e E5

OPORTUNIDADE

Amazonas terá ilha de garrafas PET Dia a dia C3

39,3 mil vagas de trabalho

Em busca de conhecimento longe de casa Economia B2

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

MARCELO REGUA/AE

FLUTUANTE

Fluminense tem pressa de virar tetra

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 34

MÍN.:

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Opinião/Última Hora

Incêndio destroi três casas no bairro Praça 14

Contexto 3090-1017/8115-1149

MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012

marioadolfo@emtempo.com.br

O incidente começou na madrugada. Suspeita de cometer o ato é uma mulher que sofre de transtornos psicológicos DIVULGAÇÃO

Moradores que perderam tudo no incêndio olhavam desolados a situação das casas destruídas CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

Constituição com ‘pitacos’ do povo Desde o mês de maio uma comissão formada por deputados estaduais e juristas responsáveis pela revisão da Constituição do Estado do Amazonas já havia modificado, até a última sexta-feira, 9, mais de 100 artigos que tendem a se adequar às normas federais. O presidente da casa, deputado Ricardo Nicolau (PSD), informou que a população contribuiu com pelo menos 30 ideias. O fim dos trabalhos de atualização da Carta Magna baré está previsto para a segunda quinzena de janeiro. Ainda este mês, a comissão mista terá mais duas reuniões para a entrega dos trabalhos finalizados das subcomissões. Via cibernética As contribuições populares chegaram ao Executivo estadual por meio do site da Aleam na internet, de órgãos públicos – como a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e a Defensoria Pública do Estado (DPE) – e de entidades civis – Associação de Delegados de Polícia do Amazonas (Adepol) e Movimento PardoMestiço Brasileiro. Logo depois A expectativa é que, após o fim dos trabalhos, uma versão atualizada da Constituição estadual seja impressa e distribuída gratuitamente com versões também em cópias digitais. Inclusive haverá versões para o Sistema Braille, a ser produzida pela Aleam em parceria com o Senado Federal. Todo gás Para acelerar o andamento das tarefas, os membros que revisam a Constituição se dividiram em cinco subcomissões, com um parlamentar e dois juristas. » Os capítulos e títulos da Carta Magna também foram divididos em cinco blocos, sendo cada um deles atualizado em sintonia com a

Constituição Federal pelas cinco subcomissões. Vanessa cobra Obam Ao destacar a reeleição do presidente dos EUA, Barack Obama, a presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), disse, da tribuna do Senado, esperar que ele cumpra a promessa ainda da primeira campanha de fechar a prisão da base Guantánamo, “condenada pelos democratas do mundo inteiro e que, infelizmente, ainda está em funcionamento, mantendo centenas de homens das mais diversas nacionalidades sob tortura e sem julgamento”. Se sobrar Quem acompanhou no meio de semana o anúncio oficial da Fifa sobre os locais de realização da Copa das Confederações, em 2013, ficou, no mínimo intrigado por dois motivos. O primeiro diz respeito ao percentual de assentos destinados ao grande público, limitado pelos organizadores da competição a implacáveis 47%. É isso mesmo! Boca no trombone Indignados, diversos leito-

APLAUSOS

res do EM TEMPO se manifestaram contrário à decisão da Fifa. Mesmo porque dos 829.286 ingressos adquiríveis, apenas 477.441 serão comercializados no site da confederação. Levando-se em consideração que a média de capacidade dos seis estádios é de 63 mil lugares, cada um dos 16 jogos terá à venda média de 29.840 ingressos.

ALÍVIO

Outra bronca O segundo motivo das diversas manifestações de desaprovação das resoluções da Fifa é relativo ao valor dos ingressos.

Travesti vítima de tráfico humano volta a Parintins TADEU DE SOUZA

» Os bilhetes da competição internacional custarão de R$ 57, referente à categoria 4, até R$ 418, correspondente ao mais caro na finalíssima. Para os estrangeiros, o valor fica entre 60 e 220 dólares (cotação da moeda americana fixada em R$ 1,90).

Fifa

DIVULGAÇÃO

REPRODUÇÃO

Para o Ministério Público do Estado, que abriu inquérito civil com pedido de intervenção da praia da Ponta Negra por não apresentar segurança aos banhistas.

Para a Federação Internacional de Futebol que, com uma decisão monocrática, segregou os fãs da bola com ingressos a preços exorbitantes para a Copa das Confederações.

Bruno é recebido com festa por amigos e familiares no município TADEU DE SOUZA Equipe EM TEMPO

Parintins (AM) - O travesti Bruno Amaral do Carmo, 23, desembarcou na madrugada de ontem no município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) depois de conseguir fugir de uma quadrilha de tráfico humano que o mantinha em cárcere privado em uma casa em São Paulo. No aeroporto, além de familiares e amigos, o presidente da Associação de Gays, Lésbicas e Travestis do mu-

culdade. Tentamos interná-la, mas ela foi à polícia e disse que queríamos prendê-la à força. Eles acreditaram nela”, diz Elizabeth, lembrando que a irmã já tinha feito algo parecido há algum tempo. A casa da mãe delas, onde moravam outras 4 pessoas, também foi destruída pelas chamas. Até o fechamento desta edição nenhum órgão tinha entrado em contato com as famílias, que ficaram somente com a roupa do corpo e abrigadas na casa de vizinhos. “Não sei o que vamos fazer, porque ninguém veio nos auxiliar”, diz deseperada, Elizabeth.

TELETON

Na rapa Os outros 351.845 bilhetes serão reservados ao Comitê Organizador Local, CBF, federações, confederações, afiliadas comerciais, patrocinadores, empresas com direito de transmissão, imprensa em geral, entre outros.

VAIAS

Ministério Público do Estado

U

m incêndio, possivelmente provocado por uma mulher em crise, aconteceu na madrugada de ontem, no beco Tarumã bairro Praça 14, Zona Centro-Sul, e resultou em três casas queimadas, sendo duas totalmente destruídas. O fogo começou por volta das 4h e só não alcançou maiores proporções porque o Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente. “Ouvimos um estouro, e ao sairmos para verificar o que

havia acontecido vimos duas casas sendo queimadas. Graças a Deus os bombeiros chegaram logo, senão teria acontecido uma tragédia maior”, explicou Jaime Cordeiro. Segundo Elizabeth Nunes, 38, que morava em uma das casas atingidas, a suspeita de ter provocado o acidente foi a irmã dela, que não teve o nome revelado, e sumiu logo após o incidente. “Ela faz tratamento porque sofre de transtorno bipolar, mas não gosta de tomar remédio. Na última sexta-feira ela estava muito agitada, pois tinha que entregar um trabalho de fa-

nicípio, Fernando Morais, recebeu Bruno. “Estamos todos felizes com o retorno dele”, disse Moraes. Bruno Amaral do Carmo, que usa o nome artístico de “Bruna Valadares”, contou que passou quatro meses em São Paulo nas mãos da quadrilha. “Era um inferno, vivia trancafiado em um cubículo e só saía à noite para trabalhar fazendo programas na rua, e ainda era espancado quando o faturamento não era alto, mas agora, graças a Deus, tudo ficou pra trás”, contou.

Meta será arrecadar R$ 25 mi Os apresentadores Silvio Santos e Eliana abriram o Teleton 2012 na noite da última sexta-feira, 9, e relembraram com muito carinho a madrinha do projeto, Hebe Camargo, que morreu neste ano. No ano em que o projeto em prol da AACD comemora seus 15 anos de existência, Silvio já estipulou a meta que gostariam de atingir para ajudar nos serviços oferecidos pela instituição. “A manutenção é difícil, principalmente para as pessoas que se relacionam com a AACD. Vamos ficar com o que já temos, e iremos precisar de R$ 25 milhões para manter o que vocês já fizeram. Vamos mais uma vez apelar para a solidariedade de todo o país”, contou ele. O apresentador destacou a importância da doação do público para atingir o valor que a AACD precisa para continuar cuidando dos pacientes. “É muito mais significativo os R$ 5 que você dá. Tem gente que diz: ‘Silvio Santos é muito pouco, tem empresas pedindo mais’. Você dá R$ 5 se puder dar, há pessoas que R$ 5 fazem falta, são essas pessoas que temos que agradecer, porque para elas é um sacrifício. Continuamos pedindo só R$ 5, não dê mais se não puder dar. Se não puder dar, vamos torcer para que a sua vida melhore e no próximo ano possa colaborar”, declarou. O Teleton encerra na madrugada de hoje.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012

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Fala leitor

Editorial

falaleitor@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Continua a política do ‘índio bom, índio morto’ A violência contras os povos indígenas só pode ser considerada pontual no país, porque as etnias são cada vez menores e em algumas regiões elas nem mais existem. No entanto, os crimes cometidos contra os indígenas nunca sofreram processo de continuidade. Pode-se dizer que o “assentamento” da civilização ocidental no Brasil deu-se em cima de cemitérios indígenas. E o processo está longe de parar: a perspectiva é de que não haja mais índios para atrapalhar o processo de desenvolvimento (seja o que tenha sido ou seja isso). “É importante que esse debate feito na frente das câmeras tenha uma confecção na prática, a qual não vem com declarações e, sim, com ações”. Com essa declaração que o procurador Marco Antônio Delfino de Almeida comentou a promessa do governo federal de continuar o processo de demarcação das terras guarani-kaiowá, no Mato Grosso do Sul após acompanhar a reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana , em Brasília, na última semana. Os guarani-kaiowá receberam ordem de despejo do acampamento Puelito, que ocupam na fazenda Cambará, no Mato Grosso do Sul, desde o ano passado, mas irão permanecer no território enquanto o processo de demarcação das terras continua. “Apesar da mobilização que está ocorrendo agora, essa é uma luta que já dura praticamente um século”, declarou o procurador do Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira, 50 entidades assinaram um manifesto criticando a atuação da Polícia Federal (PF) no confronto com os índios da etnia munduruku, ocorrido na manhã de quarta-feira (7) na Aldeia Teles Pires, na divisa entre os Estados de Mato Grosso e do Pará. Não há dúvida de que, apesar de ter produzido uma Constituição moderna e ser signatário de importantes documentos em defesa dos direitos humanos, na prática, o Estado brasileiro tem-se comportado como um inimigo do índio. Aqui, no Amazonas, o massacre de waimiris-atroaris, durante a construção da BR-174, na década de 1970, será (espera-se que sim) investigado pela Comissão da Verdade. A questão indígena não é pontual, mas um referencial para uma mudança no modo de produção, que só mesmo mudando pode ser verde, autossustentável.

Na primeira vitória de Barack Obama, um grupo de negros, certamente de uma nação africana, acompanhava pela televisão, no aeroporto de Amsterdã, a contagem dos últimos votos. Configurada a vitória de Obama, lágrimas corriam pelos rostos daquelas mulheres e homens calcinados pelo sol dos trópicos.

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Uma cena comovente, capaz de desfibrar os espíritos mais insensíveis. Ao longo da refrega pela reeleição, sentia-se a energia potencializada que brotava de Obama e de sua brava mulher e companheira, Michelle, que não pode ficar esquecida. Nenhuma mágica modificará um mundo estilhaçado. Não obstante, o homem é

um animal teimoso e persistente em seus propósitos construtivos, que se lança à semeadura no momento seguinte à lavoura arrasada. Essa é a mensagem atual do presidente reeleito, em substituição ao conhecido “yes, we can”. E esse poder de resiliência é o que diferencia e torna sublime a raça humana, como sublimes foram

as lágrimas vertidas pelos negros de Amsterdã. Amadeu Roberto Garrido de Paula

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Olho da Rua

Manfredo A. de Oliveira

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opiniao@emtempo.com.br JOEL ROSA

Uma brigada de urubus aterrissa nos limites de uma reserva ambiental, na BR-174, aparentemente para beber água e prosseguir viagem: essas aves são considerados “agentes de limpeza”, pois conseguem atingir locais em que a limpeza dos humanos não consegue e, às vezes, nem está interessada em chegar.

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Reestruturação progressiva Um tema que é hoje objeto de grande polêmica é o do alcance e do significado para a humanidade como um todo da crise que enfrentamos. O economista paulista Beluzzo a interpreta com razão não simplesmente como uma crise econômica, mas como algo que afeta radicalmente a civilização, seus valores e seus ideais, que se lutou por construir no pós-guerra. A crise significa em primeiro lugar o abandono dos sonhos de humanização que marcaram tantos movimentos e tantas lutas, o sonho da igualdade, da construção de uma vida social radicada na universalização de direitos e no objetivo de alcançar o bem-estar social para todos. Sua raiz está num novo individualismo que tem como base social a grande classe média que se gestou na longa prosperidade e nos processos igualitários que marcaram a época do capitalismo de orientação keynesiana, ou seja, aquele em que o Estado assumiu como sua tarefa primeira não só ser o promotor do crescimento econômico, mas o instrumento de efetivação da universalização dos diretos. Ora, o individualismo renovado vai pôr como grande valor da vida humana a competividade: todos são convocados a serem empreendedores e a competividade se encarrega de produzir o progresso e o bem-estar. Isso levou ao surgimento de milhões de empresários terceirizados e autonomizados que produziram mudanças profundas nos métodos de trabalho e na organização das grandes empresas. Isso significa que que a ordem internacional se configura a partir de outros valores: a competitividade do capital financeiro e produtivo constitui seu eixo articulador

e neste novo contexto o que realmente conta é o empenho agressivo e a capacidade de liquidar os outros. O verdadeiramente assustador aqui é que a competitividade não é apenas a categoria central do mundo dos negócios, mas ela se está transformando no valor cultural fundamental e enquanto tal passa a reger as diferentes relações sociais. A visão da economia e da sociedade subjacente a esses processos defende explicitamente a tese de que a vida humana é marcada pela concorrência darwinista de tal forma que o que na vida está em jogo em última análise é a sobrevivência do mais forte. O espetáculo que presenciamos nas últimas décadas é o de uma ofensiva gigantesca do capital frente ao trabalho efetivada através da flexibilização, da terceirização e da precarização. É como se o capital se vingasse das conquistas do Estado de bem-estar social, uma espécie de libertação do capital que livre da intervenção estatal consegue agora estabelecer o mercado como definidor das regras de toda a vida social. É justamente a intervenção estatal, sobretudo sua prerrogativa fiscal, que é hoje objeto de uma crítica violenta: resiste-se a qualquer interferência no processo de diferenciação da riqueza, da renda e do consumo vigente no mercado capitalista. Esse processo é acompanhado por uma reviravolta ética: a ética da solidariedade é substituída pela ética da eficiência o que conduz a uma radical rejeição dos programas de redistribuição de renda e assistência a grupos marginalizados. Caminhamos para a barbárie.

Manfredo Araújo de Oliveira Doutor em Filosofia e professor da UFC. Presidente da Adital

O verdadeiramente assustador aqui é que a competitividade não é apenas a categoria central do mundo dos negócios; ela se está transformando no valor cultural fundamental e assim passa a reger as diferentes relações sociais”.


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012

Diligência e competência no tratar do bem social

O prefeito e o elefante, uma parábola bem atual

Para nós, amazônicos, que não estamos acostumados, foi deveras assustadora a violência com que a natureza desabou sobre a cidade na noite do dia 30 do último outubro. Os ventos de grande velocidade, as descargas elétricas, os trovões e a chuva intensa, com efeitos devastadores sobre casas, placas, árvores e tudo mais que se colocasse à frente, somados à escuridão que invadiu a cidade, tudo contribuiu para disseminar o pavor em todos nós, precisamente porque em momentos como esses é que se percebe a nossa fragilidade, a nossa vulnerabilidade e a absoluta contingência da existência de todo e qualquer ser, inclusive dos humanos. Dias antes já soubéramos (os meios de comunicação que têm o poder de apequenar cada vez mais o nosso já não tão vasto mundo nos mostraram com imediatez) do desastre ainda maior que um furacão fora capaz de produzir no hemisfério norte, mais precisamente na América do Norte. Então, mesmo habitualmente poupada dos maiores cataclismos, a realidade acaba de nos mostrar que Manaus não é uma exceção absoluta e que também chegam até ela os estremecimentos com que a natureza costuma sacudir por vezes o planeta. Passados os primeiros momentos do susto e do perigo que, por sinal, não demoraram muito, ainda naquela noite e muito mais no dia seguinte e ainda no outro e no outro, veio a cabal demonstração da desarticulação, da inoperância e da incompetência que se generalizou no meio dos que deveriam ter assumido as responsabilidades da prestação dos serviços essenciais. Primeiramente não há como acessar a prestadora para pelo menos obter uma informação e um prognóstico e, se por fim consegue, vai-se perceber que a atendente sequer sabia do que acontecia e sobre o alcance da interrupção do serviço. Muito curioso ouvir de um porta-voz a afirmação de que nenhuma ocorrência fora registrada, mas que estaria enviando uma equipe, quando se veem os cabos caídos no chão e a cidade quase toda imersa em trevas. Depois vem a lerdeza e a complicação que não permitem, por exemplo, que uma equipe afaste uns galhos de árvore para remover uns fios, porque isso seria da competência da prefeitura, que não estava no local e nem sincronizada com a Eletrobras. Não houve realmente interrupção na produção da energia elétrica, que continuou disponível para todas as áreas que se mantiveram ligadas ao sistema. Ou seja, o que aconteceu foi a ruptura em vários pontos da rede de distribuição e o que se necessitava era precisamente reerguer os cabos caídos e religar os transformadores desligados. Para completar esse serviço foram necessários, parece, sete dias corridos e, já no décimo, uma primeira chuva, agora das comuns, bastou para de novo desligar várias áreas da cidade. E os apagões têm-se sucedido em todo o país, justamente no governo que tripudiou, pela mesma razão, do período em que o PSDB esteve no poder. Como o Lula tudo fez para sediar a Copa das Confederações, mais a Copa do Mundo e a Olimpíada assim será, se não ficarem às escuras os estádios.

Aconteceu em pequena cidade de Portugal, parece que nos inícios do século passado. Apareceu por lá um circo, cujas atrações eram o palhaço, a trapezista, a mulher barbada e um elefante. Era circo pequeno que já vinha se arrastando no meio de dívidas agravadas pela falta de frequentadores. Para piorar, a mulher barbada fugiu com um rapaz sem barba e foram bater com os costados em Lisboa. A trapezista, que era esposa do dono, cansou daquela vida sem parada, pegou o trem e mudou-se para Aveiro. O palhaço adoeceu de desgosto e de fome. O dono, não sabendo o que fazer, resolveu rifar o elefante para pagar parte das dívidas. Os habitantes da cidade se animaram e compraram todos os números. Todos queriam porque queriam ganhar o paquiderme. Chegou o dia do sorteio. Naturalmente alguém ganhou e fez aquela festa. Os problemas começaram a aparecer logo após a entrega do prêmio. Onde iria morar o bicho? O ganhador era bom administrador; arrumou logo um lugar no quintal de sua casa e para lá levou o elefante. O pior surgiu quando o bicho, sem se conformar com o tamanho do quintal comparado com as suas próprias dimensões, resolveu invadir os terrenos dos vizinhos. Como, porém, o animal era admirado pela população, tudo se acalmou. Aí surgiu a necessidade de dar água e arrumar alimento para o animal. O bicho deu de enfiar sua tromba em tudo quanto era caixa d’água até deixar as casas sem o precioso líquido. Assim mesmo todos foram compreensivos. E foi além: acabou com tudo o que era verde, desde folhas até verduras. Quem come e bebe faz digestão e podemos imaginar o tamanho de esterco e poças deixados por bicho tão grande. A cidade começou a ficar suja e ninguém conseguia educar o elefante. Um dia o animal começou a espirrar, o que provocou dois problemas: o primeiro era quem o poderia curar, visto que a cidade não tinha médico nem para os moradores; o segundo era o tamanho do espirro do bicho. Com aquele nariz comprido chamado tromba fazia voar o que estivesse na frente. A coisa passou. Para enfrentar as despesas, o proprietário resolveu usar o elefante para transportar os cidadãos de um lado para o outro. Foi um sucesso, mas havia tantos passageiros que alguns escorregavam e se machucavam. Além disso, o trânsito ficou um Deus nos acuda porque o animal não gostava de obedecer as leis e fazia o que bem entendia. Além do mais, seu tamanho e volume ocupavam toda a largura da rua. Um dia o proprietário cansou e resolveu desfazer-se do elefante. Não quis vendê-lo porque era útil à cidade e estimado pelos cidadãos. Depois de pensar um bocado, decidiu dá-lo ao cidadão escolhido pela cidade. Houve votação em nove pessoas que se apresentaram como candidatos. O escolhido fez uma grande festa e prometeu realizar um monte de coisas em favor do elefante e da cidade. Alguns comentaram que era preciso ficar no pé do homem para ver se seriam cumpridas as promessas. Que o novo prefeito conduza bem nossa cidade!

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

Tudo contribuiu para disseminar o pavor em todos nós, precisamente porque em momentos como esses é que se percebe a nossa fragilidade, a nossa vulnerabilidade absoluta e a contingência da existência”.

Painel RENATA LO PRETE

Pendura eleitoral

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo Metropolitano de Manaus

O palhaço adoeceu de desgosto e de fome. O dono, não sabendo o que fazer, resolveu rifar o elefante para pagar parte das dívidas. Os habitantes da cidade se animaram e compraram todos os números”.

A direção estadual do PSDB se recusa a assumir parte das dívidas da campanha de José Serra. A última negativa foi relativa a uma fatura de R$ 1 milhão em despesas gráficas. O comando paulistano da sigla também alega não ter caixa para ajudar no rateio. Já a equipe de Fernando Haddad ainda precisa recolher R$ 25 milhões até o dia 30 para fechar a contabilidade eleitoral no azul. Como é improvável que isso ocorra, débitos devem ser quitados pela direção nacional do PT. Excel Responsável pelo capítulo de finanças da transição de Fernando Haddad, a economista Úrsula Peres está incumbida de coletar nos ministérios de Dilma Rousseff dados detalhados sobre o portfólio de programas federais que o prefeito eleito deseja implantar em São Paulo. Refugiados Além da disputa por cargos entre correntes do PT, Haddad já enfrenta pressão para absorver na prefeitura paulistana “companheiros’’ de cidades nas quais o partido foi desalojado do governo, como Diadema, São Carlos e Suzano. Conexão... Geraldo Alckmin planeja reativar o escritório de representação do governo paulista em Brasília, fechado desde 2010. O tucano quer reforçar seu estafe na capital em razão da profusão de projetos que envolvem perda de recursos estaduais tramitando no Congresso. ...Planalto Com o mesmo objetivo, o governador receberá amanhã deputados de São Paulo para café da manhã no Bandeirantes.

Hierarquia Quem acompanha a rotina do Senado observa que Rodrigues mantém linha direta com Valdemar. “É o chefe”, diz, quando fala ao telefone com o dirigente. Encalhou Previsto para ser lançado na terça-feira, o projeto de concessão dos portos sofrerá novo adiamento. Um dos entraves é a dúvida sobre a legalidade da criação da Autoridade Portuária, cujas atribuições podem conflitar com as docas estaduais. Paralisia O infindável debate sobre os portos na Casa Civil prejudicou o funcionamento da menina-dos-olhos de Dilma: quatro reuniões da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade, comandada por Jorge Gerdau, já foram canceladas. Cadê? Além do adiamento do pacote dos portos, governistas temem atraso em lote expressivo do “PAC das Concessões”. Anunciado em agosto, o Programa de Investimentos em Logística destinará R$ 133 bilhões a rodovias e ferrovias, mas pouco saiu do papel até agora.

Rival comum Derrotado pelo PSD, de Gilberto Kassab, em Ribeirão Preto, Duarte Nogueira tem-se apresentado como nome consensual de Alckmin e Aécio Neves para suceder Sérgio Guerra na presidência nacional tucana.

Modestos Em reunião com Ideli Salvatti na semana passada, senadores do bloco PTB-PR-PSC desistiram de pedir ministério. Diseram que se contentam com cargos no segundo escalão, como diretorias da Eletronorte, ANTT e Conab. A resposta da ministra foi o silêncio.

Onipresença Presidente do PR, Alfredo Nascimento delegou poderes financeiros no partido a Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão. E, caso seja preso, Valdemar será substituído pelo senador Antonio Carlos Rodrigues (SP), seu aliado interno.

Poker Face Causou espanto no Planalto o inusual privilégio concedido à cantora Lady Gaga, que desembarcou nas bases aéreas do Galeão (RJ), Cumbica (SP) e Canoas (RS) para seus shows no Brasil. A gentileza, segundo averiguações, foi do governador Sérgio Cabral (PMDB).

Tiroteio

Frases São muitos terceirizados, que acabam saindo muito mais caro do que se fossem concursados. Isso foi algo bastante concreto que discutimos: tem que ter um concurso para a Funarte, porque se fizermos um concurso vamos economizar

Marta Suplicy,, ministra da Cultura, na primeira visita à sede da Fundação Nacional de Artes, no Rio, sinalizou que vai fazer a substituição de terceirizados por um quadro maior de funcionários concursados.

Deus queira que ele entenda que o presidente coordena, e não enfia goela abaixo o quer que seja. Nós somos iguais, nos completamos mutuamente. Não estamos ali para o relator colocar a matéria e sermos vaquinhas de presépio para dizer amém Marco Aurélio Mello, ministro do STF, critica o colega Joaquim Barbosa, relator do mensalão, que assumirá a presidência do tribunal, com a aposentadoria compulsória de Ayres Britto, dia 18.

Quando vamos chegando a uma certa idade, e no meu caso não começou agora, olhamos para trás e começamos a rever as coisas. O chato é que nem sempre ficamos muito satisfeitos com aquilo que já vivemos, dissemos e passamos Paulinho da Viola, fala ao “O Estado de S.Paulo” de como se sente às vésperas de completar 70 anos, tenta espantar fantasmas e entender questões que parecem estar sempre no fundo da alma de um sambista.

Cid Gomes fala pelo PSB, não pelo PMDB. Sobre 2014, a decisão é da presidente Dilma, que conhece a lealdade de Michel Temer” DO LÍDER DO GOVERNO NO SENADO, EDUARDO BRAGA (AM), sobre o governador do Ceará dizer que a vice na chapa à reeleição de Dilma deveria ser do PSB.

Contraponto

Papai (não) sabe tudo O senador Delcídio Amaral (PT), ex-presidente da CPI dos Correios, que originou a ação penal do mensalão, participava de reunião no PT de Mato Grosso do Sul quando recebeu um telefonema de sua filha caçula: — Pai, tenho uma prova de história hoje, e vai cair mensalão. O sr. pode me explicar o que foi o mensalão? Delcídio, que chegou a ficar estremecido com o PT na época do caso, mas recompôs as pontes, desconversou: — Filha, eu não sou a pessoa mais adequada para responder isso, e estou numa reunião. Sugiro que você pesquise no Google ou sintonize a TV Justiça. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Política

MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012

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Campanha milionária e somente um foi vencedor

Os nove prefeituráveis de Manaus arrecadaram no 1º turno R$ 9,9 milhões, suficiente para comprar 33 mil cestas básicas RICARDO OLIVEIRA

Em mais de três meses, as ruas de Manaus foi palco de uma guerra de publicidade em favor dos nove candidatos a prefeito da cidade. Nesse embate, o tucano Arthur Neto levou a melhor CAMILA CARVALHO Equipe EM TEMPO

E

m um período de três meses, os nove candidatos que disputaram a Prefeitura de Manaus conseguiram angariar R$ 9,9 milhões para serem utilizados na tentativa de convencer a população a votar em seus nomes. Esses recursos podem até dobrar após a entrega das prestações de contas finais das campanhas do prefeito eleito, Arthur Neto (PSDB), e da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). Eles duelaram no segundo turno e tem até o dia 27 para apresentar os informes financeiros. Os dados são referentes ao somatório das duas parciais com a prestação de contas final das campanhas entregue na última terça-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos candidatos. Com os R$ 9,9 milhões arrecadados, os candidatos poderiam comprar, por exemplo, 33.439 cestas básicas ao preço de R$ 298,22 ou 3,4 milhões de litros de leite longa vida ao preço de R$ 2,90 cada, de acordo com valores do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ao invés disso, os candidatos investiram R$ 7,6 milhões em ações de campanha. Entre os valores estão inclusos os gastos com produção de programas eleitorais, material publicitário como banners, faixas e placas, além de pa-

gamento de pessoal, locação de veículos e compra de combustíveis e lubrificantes. O deputado federal Pauderney Avelino (DEM), o que mais arrecadou, num total de R$ 2,8 milhões, foi o que também mais gastou. Conforme os dados informados à Justiça Eleitoral, nos três meses de campanha o parlamentar investiu R$ 2,4 milhões em ações eleitorais. Ele é seguido pelo colega de parlamento, deputado Henrique Oliveira (PR), que no mesmo período gastou R$ 860,2 mil. “Os recursos arrecadados foram para este fim (eleições)

RECURSOS

O deputado federal Sabino Castelo Branco arrecadou R$ 650,5 mil sendo a maioria dos recursos próprios. Os nanicos Jerônimo Maranhão, Luiz Navarro e Herbert Amazonas conseguiram R$ 107,4 mil e até mesmo por questões legais não podíamos gastá-los com outras coisas. Quem recusaria apoio financeiro para campanha? Muitas pessoas me paravam nas ruas pedindo as coisas e era difícil dizer que, por conta da legislação eleitoral, eu não poderia ajudar. Agora, estou ajudando como deputado, sugerindo projetos, emendas e ações que vão beneficiar a população de Manaus”, argumentou Oliveira.

O ex-prefeito Serafim Corrêa, o deputado federal Sabino Castelo Branco e o líder do PCB, Luiz Navarro, gastaram menos de R$ 1 milhão. Jerônimo Maranhão e Herbert Amazonas informaram não ter gastos. Arrecadação A “lábia” para sete deles não foi o suficiente para fazê-los passar do primeiro turno, mas foi a principal responsável pelas doações de correligionários e empresas. Os principais doadores para a campanha de Pauderney Avelino, 70%, foram empresas do setor da construção civil, entre elas a Capital (de sua família) e a Unipar Construções. Em segundo lugar no ranking está Henrique Oliveira (PR), considerado a surpresa das últimas eleições. O parlamentar ficou em terceiro lugar na disputa, após angariar R$ 1,2 milhões e 156,6 mil votos. Do total de recursos arrecadados, 40% foram doados pela Direção Nacional do PR que tem como presidente o senador amazonense Alfredo Nascimento e o restante foi obtido por meio de doações de pessoas jurídicas e físicas. Em terceiro lugar nas arrecadações e quarto lugar no pleito está o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa (PSB). Nos três meses de campanha, o ex-prefeito suou a camisa para arrecadar pouco mais de R$ 1 milhão. No segundo turno, ele apoiou o prefeito eleito, Arthur Neto.

Adversários arrecadaram mais O prefeito eleito Arthur Neto e a adversária Vanessa Grazziotin, que disputaram o segundo turno das eleições, arrecadaram nos dois primeiros meses de campanha R$ 4,1 milhões. Segundo estimativa do TSE, esse valor pode até dobrar dependendo das

informações prestadas pelos dois candidatos à Justiça Eleitoral até o dia 27 deste mês. No mesmo período, os dois gastaram pouco mais de R$ 3,4 milhões em um duelo nas ruas, com panfletagem, bandeiraços e guerra de cabos eleitorais. “Gastamos sim,

mas fomos para as ruas lutar junto com o povo”, argumentou Arthur Neto. A legislação eleitoral não estabelece um limite de valores que possam ser gastos ou arrecadados, no entanto, ambos informaram que arrecadariam até R$ 15 milhões.


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Política

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Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

...o presidente do Supremo coordena e não enfia goela abaixo” MINISTRO MARCO AURÉLIO dizendo pedir a Deus para que Joaquim Barbosa entenda isso

PV quer filiar Eliana Calmon para disputa de 2014 Com a saída da ex-presidenciável Marina Silva e o crescimento do PV nas eleições municipais, a cúpula do partido cogita convidar a ministra Eliana Calmon (STJ) a se filiar aos verdes e disputar a Presidência da República em 2014. Calmon ganhou fama de heroína do combate à corrupção e impunidade durante sua gestão à frente da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, quando enfrentou “bandidos de toga”. Clamor social Em pesquisas eleitorais, o PV identificou que a luta contra a corrupção é demanda crescente no eleitorado brasileiro. Opção interna Também é cotado para disputar a Presidência pelo PV o ex-deputado e jornalista Fernando Gabeira (RJ), membrofundador do partido. Sem força O Partido Verde também planeja esforço concentrado em 2014 para aumentar a bancada federal, que hoje tem apenas dez parlamentares. Articulações O PSC se reunirá nos próximos dias 24 e 25 em congresso em Salvador para discutir cenário político e as articulações para 2014. Minoritários, ‘rebeldes’ do PMDB resistem a Renan Após reunião na residência do senador Jarbas Vasconcelos (PE), um grupo de dissidentes do PMDB, minoritário na bancada, tentará fazer o senador Renan Calheiros (AL) sair da disputa pela presidência do Senado. Eles alegam

que há “inconveniências” de Renan. Jarbas garante que a iniciativa não constitui qualquer tipo de retaliação ou veto: “A disputa neste momento pode trazer transtornos ao partido”, diz. Agenda positiva Para Ricardo Ferraço (ES), é uma questão de “resgatar o prestígio que o Senado vem perdendo. O candidato precisa ter base numa agenda”. O preferido Apesar da resistência dos “rebeldes”, Renan Calheiros tem o apoio da presidente Dilma e da maioria da bancada para suceder a José Sarney. Apoiado por Dilma Segundo a praxe, o partido de maior bancada ganha o direito de indicar o presidente do Senado. O PMDB tem o maior número de senadores. Em campanha De olho no comando do PDT, que hoje está nas mãos de Carlos Lupi, o ministro Brizola Neto (Trabalho) planeja visitar o Congresso a cada 15 dias. Quer despachar diretamente com os deputados do partido. Furacão de volta Furacão da CPMI do Cachoeira, a ex-funcionária do Senado Denise Rocha apareceu com estilo na festa do Congresso em Foco. Desta vez, após posar para Playboy, estava acompanhada até de assessora. Alô, alô O Ministério da Justiça se orgulha de “nunca” ter apreendido celular nos presídios federais de segurança máxima. Desconfia da eficácia dos bloqueadores e “tecnologia e

Jornalista

recursos humanos” barram os celulares. A grande marcha O governo Dilma poderia mudar os nomes com ranço stalinista e maoísta dos planos, que todos sabem como começam e nunca quando terminam. Já basta o “acaciano” slogan “País sem miséria é país rico”. É com ele? O deputado Fernando Ferro (PT-PE) acusou Alagoas e Maranhão dos “piores dados do analfabetismo, vergonha que revela as elites que as governaram”. Ainda bem que o aliado Sarney é senador do Amapá. Prevenção O prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), já começou o périplo na Esplanada em busca de ajuda para evitar desastres no período das chuvas. Em outubro, uma chuva de granizo deixou 40 mil sem energia. Armário embutido O maluquete Evo Morales, presidente da Bolívia, justificou seu patrimônio de US$ 388 mil com os “presentes” que recebe da população, diz a agência Efe. Investigado pela Procuradoria, diz que só as “dezenas” de ponchos artesanais chegam a US$ 100 mil. Sobrou pro Nelson Do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) sobre a obrigatoriedade de decisão unânime no Confaz: “Até paralelepípedos de Nelson Rodrigues sabem que a unanimidade é burra. Isso é da época da ditadura”. Pai da aviação De Plano em Plano, o Brasil ainda acaba inventando o “ah!eroplano”.

PODER SEM PUDOR

Medo de avião Israel Pinheiro era presidente da Cia Vale do Rio Doce e tentava convencer um engenheiro americano, recém contratado, a embarcar num pequeno avião para uma jazida pertencente à empresa. O americano morria de medo de avião, mas Israel garantiu que o bimotor era seguríssimo. Quando chegaram no aeroporto Santos Dumont, o americano entrou em pânico: o aviãozinho era um minúsculo monomotor. - O sr. me disse que era um bimotor... – queixou-se o gringo. - Pois é, são dois motores. Um fica no avião e outro na revisão.

INDENIZAÇÃO

Anistias sem revisão no TCU O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que não vai revisar indenizações concedidas a anistiados políticos que foram perseguidos entre 1946 e 1988 no Brasil. De acordo com o Ministério da Justiça, o TCU havia equiparado as reparações econômicas dos anistiados políticos a pagamentos previdenciários e, nesse caso, o tribunal teria competência para registro de revisão dos valores.

Porém, segundo o Ministério da Justiça, a lei 10.559/02 instituiu regime próprio de natureza jurídica indenizatória, e não previdenciária, para os anistiados políticos. Por meio dessa lei, o Congresso Nacional deu ao Ministério da Justiça a competência para conceder anistia política a todos que foram atingidos por atos de exceção durante o período da ditadura e de reparar moral e economicamente os da-

nos causados pela ação ou omissão cometida pelos seus agente públicos. Em 2010, a AdvocaciaGeral da União e a Comissão de Anistia entraram com pedido para que o TCU revisasse essa competência. Os órgãos argumentaram que, para as vítimas, seria inoportuno e injustificável o Estado usar um novo procedimento de registro e de revisão das decisões proferidas, diferente dos constantes na lei.

Desembargadores do Tribunal Regional de São Paulo mantêm sentença de primeiro grau

TRE-SP mantém cassação de candidato a prefeito

Por votação unânime, os juízes entenderam que houve divulgação de publicidade institucional em período vedado

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a última quinta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve, a sentença de primeiro grau que cassou o registro do candidato a prefeito do município de São José do Rio Pardo, João Luís Soares da Cunha (PMDB), e de seu vice, Antonio Marcos Zanetti (PSD). Por votação unânime, os juízes entenderam que houve divulgação de publicidade institucional em período vedado pela legislação. Segundo o julgamento, foram divulgados atos e obras do governo municipal por meio de dois sites da prefeitura com mensagens que enalteciam Cunha, prefeito e candidato à

reeleição, e induziam o eleitor a concluir que sua condição de bom gestor o tornaria mais apto ao exercício do cargo. A corte paulista entendeu que a participação de Cunha nas matérias veiculadas indica sua responsabilidade sobre a divulgação da propaganda institucional nos três meses anteriores ao pleito. Os juízes afastaram a alegação da defesa de que o prefeito não tinha conhecimento das publicidades. Cunha e Zanetti concorreram na condição de cassados com recurso e não tiveram seus votos computados pela Justiça Eleitoral, aparecendo com votos zerados na divulgação

dos resultados. A situação dos candidatos foi mantida no Tribunal Regional paulista. Caso seja alterada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seus votos serão aproveitados. Maior votação Com 8.581 votos, Cunha teve a maior votação no município. O prefeito eleito, Santurbano (PSDB), teve 8.255 votos. A cidade de São José do Rio Pardo, com 41.286 eleitores aptos, está localizada na região leste do Estado. Os candidatos concorreram pela coligação “O futuro é agora” (PRB/PDT/PMDB/ PSC/PR/PV/PSD).


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Ademir RAMOS

‘Essa eleição NÃO FOI provinciana’

FOTOS: JOEL ROSA

ISABELA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

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A política é marcada por paixão, e esse momento que passamos agora foi o de reordenamento das forças políticas brasileiras, e temos isso por meio do partido político. Atualmente temos duas forças políticas no país, o PT e o PSDB, e outras duas siglas que também se saíram muito bem neste pleito, o PSD e o PSB”

ntropólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ademir Ramos é um dos intelectuais mais destacados do Estado. De opiniões fortes e ideias abertas, é reconhecido por se envolver em ações emblemáticas, como o movimento S.O.S Encontro das Águas, a defesa do sítio arqueológico das Lajes e o projeto Jaraqui. Membro do Núcleo de Cultura Política da Ufam, Ademir é enfático quando fala em política. “Não somos mais um Estado onde impera o voto de cabresto”. Durante entrevista ao EM TEMPO, o antropólogo falou sobre o processo eleitoral de 2012, da participação dos evangélicos no meio político, e da decadência das figuras patriarcais na política baré. “Manaus se tornou um Estado de nicho eleitoral, e não tivemos uma eleição provinciana, como afirmaram alguns políticos. O que tivemos foram muitos candidatos dando tiro no próprio pé”, ressalta. EM TEMPO - No dia da votação, costuma-se vender a ideia de festa da democracia. Na sua avaliação qual a real importância dessa data? Ademir Ramos – Esse momento é muito importante para a nação sim. A eleição é feita para proteger a soberania do povo, e passada a eleição é valido destacar a importância desse ato. Vivemos a repactuação dos objetivos de uma nação, quando o cidadão vota, ele segue determinadas propostas políticas que estão sendo discutidas. A eleição no processo da democracia é fundamental. A política é marcada por paixão, e esse momento que passamos agora foi o de reordenamento das forças políticas brasileiras, e temos isso por meio do partido político. Atualmente temos duas forças políticas no país, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e outras duas siglas que também se saíram muito bem neste pleito, o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB). EM TEMPO - Convencionouse, nas últimas eleições, polarizar o pleito como se estivesse acontecendo uma guerra na cidade. Como observador da política, como avalia essas atitudes? AR – Temos dois momentos: o primeiro e o segundo turno. No primeiro turno a agitação foi maior, porque eram vários candidatos na

disputada de dois cargos – prefeito e vereador – já no segundo turno, as forças de concentraram em apenas dois candidatos. Aqui no Amazonas tivemos grandes nomes na disputa ao cargo majoritário. Como a política é envolvida em paixão, nesse contexto usa-se uma estrutura de guerra e poder, e trabalhamos com essas estratégias. Às vezes é preciso atacar, recuar, fingir-se de morto para sair vitorioso. Este ano tivemos candidatos que deram o tiro no próprio pé. E tudo isso faz parte do jogo. O quadro que apresentamos este ano foi a vitória esmagadora de Arthur Neto, a derrota política de Eduardo Braga, a afirmação da inteligência de Amazonino Mendes e a participação efetiva de uma articulação montada pelo governador Omar Aziz. EM TEMPO - O uso da internet e das redes sociais como ferramenta na campanha pelo TSE, há dois anos, trouxe algum benefício para o processo? É uma ferramenta válida? AR – Sim, e essa ferramenta está cada vez mais ganhando espaço. As campanhas se tornaram mais dinâmicas. Com o acesso à internet tivemos maior participação da juventude. Muitas notícias que não saíram na grande impressa, eram veiculados nas redes sociais. Prova desse crescimento midiático foi que todos os candidatos estavam na mídia eletrônica. Porém, é importante que haja regulamentação do uso dessa ferramenta para não ocorrer o que tivemos no último dia 27, quando um hacker alterou um site de notícias e divulgou a morte do prefeito de Manaus, causando um grande desconforto à sociedade. EM TEMPO - Vimos nesta campanha eleitoral a intransigência de líderes evangélicos no pleito na garantia do voto de seus “rebanhos”. Qual a sua avaliação sobre isso? AR – Isso é uma característica da América Latina que ainda é muito rural. Em Brasília temos uma bancada evangélica formada por deputados que atuam na área dos evangélicos. O que precisamos é saber fazer o diferencial, temos casos de pastores que não estão na igreja apenas para ampliar suas almas, e sim para conquistar recursos para ampliar o patrimônio de suas riquezas. Porém, este ano, pudemos perceber de forma clara que o voto não foi de “cabresto”. Os próprios evangélicos votaram de acordo com a sua consciência e isso resultou na vitória de Arthur (Neto), apesar de todos os esforços da candidata adversária.

EM TEMPO – O senhor acredita que se a disputa fosse entre Arthur Neto e a deputada federal Rebecca Garcia esse quadro seria diferente? AR – É tudo hipótese, e isso é complicado de se avaliar. Primeiro, que ela não viria com a benção do Eduardo (Braga), e não sabemos se isso seria bom ou ruim. Só se conhece o jogo jogando, portanto, prefiro não levantar afirmativas. EM TEMPO - A história política da cidade durante muitos anos foi centrada em figuras patriarcais, como Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes. Há uma inexistência de novas lideranças nesse ramo na cidade? AR – Os contextos mudam. Gilberto Mestrinho, Plínio Coêlho e Amazonino Mendes se firmaram em oligarquias, e, principalmente, no voto do interior, que está vinculado ao voto do “cabresto”. Mas esse quadro está mudando. O Eduardo Braga tentou herdar isso, mas ele sem a máquina do Estado é um pau podre. Ele não tem a mesma força quando está no governo. A prova disso foi o resultado das eleições, onde o partido de Omar Aziz, que está no poder estadual, fez o maior número de prefeitos no interior, enquanto Braga só conseguiu emplacar um vereador na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ele precisa se renovar. Poucos políticos terão a mesma força de Amazonino, Gilberto e principalmente Jefferson Péres, que segundo pesquisas foi o maior político local de todos os tempos. EM TEMPO - Como o senhor analisa essa súbita importância que Manaus passou a ter, nesses quase quatro meses de campanha, para líderes de outros Estados que vieram pedir votos para seus apoiados? AR – Estamos em mudança no cenário nacional e o epicentro político está se voltando para o Amazonas. A derrota de José Serra em São Paulo descola a força motriz do PSDB para Minas Gerais com Aécio Neves, por isso foi importante a presença dele em Manaus em apoio à candidatura de Arthur no segundo turno. Tudo isso demonstra uma articulação para 2014. Lula e a presidente Dilma Rousseff (PT) também demarcaram espaço. Estamos formando duas forças políticas em disputa aqui, a de Arthur, com base em Minas e o apoio do PSDB, e a de Omar, que passa por São Paulo e Brasília, com a maior bancada política. Por isso, dizer que a eleição do Amazonas foi provinciana é não entender de política, ou querer reduzir o eleitorado local a um curral.

As campanhas se tornaram mais dinâmicas. Com o acesso à internet tivemos maior participação da juventude. Muitas notícias que não saíram na grande impressa, eram veiculados nas redes sociais. Prova desse crescimento midiático foi que todos os candidatos estavam na mídia eletrônica”

O Eduardo Braga tentou herdar isso, mas ele sem a máquina do Estado é um pau podre. Ele não tem a mesma força quando está no governo. A prova disso foi o resultado das eleições, onde o partido de Omar Aziz, que está no poder estadual fez o maior número de prefeitos no interior, enquanto Eduardo só conseguiu emplacar um vereador na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ele precisa se renovar”


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Economia MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012

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Produção de tambaqui em alta no Careiro

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(92) 3090-1045

Despesas do final de ano podem ‘furar’ orçamento

Consumidores chegam a comprometer quase 80% do orçamento com as despesas. Especialistas alertam sobre exageros ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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im de ano é época de festas e compra de presentes e, para alguns consumidores, também é o momento de pegar o lápis e fazer contas para “encaixar” os gastos no orçamento, e evitar entrar o próximo ano no “vermelho”. Isto porque, além das despesas típicas do período natalino, famílias amazonenses chegam a comprometer 80% da renda mensal com gastos escolares, renovação do guardaroupa e até mesmo reforma da casa, entre outros. A gerente de negócios, Luiza Helena Souza, 37, botou os números no papel e chegou à conclusão que vai precisar desembolsar em torno de R$ 5,6 mil para cobrir os gastos que planeja para a família. Só com a reforma da casa onde mora, na Zona Centro-Oeste, os custos previstos são de R$ 2 mil, mesmo valor que precisará para cobrir as despesas com a matrícula e o material escolar da filha de 3 anos. Já com a renovação do guarda-roupa e com as festas de Natal e Réveillon, os gastos, juntos, somam R$ 1 mil. E para não se apertar com as despesas, Luíza e o marido economizaram desde o início deste semestre. Já para bancar os R$ 650 que pretende gastar com presentes para o restante da família, ela planeja usar o 13º salário.

Mesmo com as despesas previstas representando em torno de 80% da renda familiar mensal, a gerente garante que os gastos foram planejados e não vão estourar o orçamento. “Sou muito consciente com os ganhos e gastos familiares. Ao contrário da maioria de minhas amigas, não sou consumista. Procuro comprar tudo que quero a vista e claro, aproveito as boas promoções de final de ano. Evito usar o cartão de crédito, assim não entro nos juros e, desta forma, o orçamento sempre fica enxuto”, enfatiza. Planejar também sido a palavra de ordem da secretária Milcah Cortez, 52. Mesmo com o orçamento baixo, ela já definiu as prioridades para os próximos meses. Desde o último mês de julho, a secretária guarda parte da renda mensal da família, de R$ 4 mil, para não ficar “sufocada” com os gastos de final de ano. Com a ceia, os presentes de Natal e a festa do Réveillon, ela estima que irá desembolsar em torno de R$ 1,2 mil, dinheiro que virá das economias guardadas neste semestre. “Presentes só mesmo para os afilhados”, conta. Já o valor do 13º salário tem destino certo: a reforma da casa situada, no Centro, que vai ganhar mais um andar. Segundo Milcah Cortez, a reforma da residência é uma das principais prioridades. “Vou pegar o dinheiro extra que vai entrar para ajeitar a casa, em janeiro do próximo ano e, por este motivo, não quero começar, 2013, com dívidas”, frisa a secretária.

Planejar é fundamental Na avaliação de especialistas, antes de começar a gastar, o consumidor precisa ter em mente que as despesas de final de ano devem ser planejadas. Segundo eles, o ideal é que esse planejamento seja feito com antecedência. O primeiro passo é avaliar, que além dos gastos extras, a pessoa terá os gastos comuns, aqueles mantidos ao longo do ano,

com luz, água, alimentação, transporte e moradia, entre outros. O economista Guebryan Rezende alerta que o 13º salário não deve ser usado na reforma da casa em dezembro, uma vez que, no último mês do ano, a mão de obra da construção fica mais cara. Segundo ele, se a pessoa não conseguiu economizar durante o ano, ela deve postergar a reforma para janeiro, quando os custos com a construção tendem a cair. “Neste caso, o 13º salário pode ser usado para fazer a reforma, como também pode ser utilizado para pagar gastos com matrícula ou material escolar, que são cobrados com descontos nesta época”, orienta. Quanto aos presentes, o especialista salienta que é preciso impor um limite de pessoas que vai ganhar o mimo natalino e também no valor das lembranças. “É preciso ter controle e programar as despesas”, explica o especialista.


Economia

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Profissionais locais estão cada vez mais buscando experiências profissionais fora do país. Europa e Ásia estão entre os mais procurados RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO

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nquanto milhares de pessoas desembarcam no Estado em busca de oportunidades de empregos, amazonenses fazem o caminho inverso. Para adquirir experiência fora do país, trabalhadores locais optam pelo intercâmbio profissional, a fim de incrementar os seus currículos com atividades em outros países, principalmente os da Europa. Disposto a sair do Brasil para dar uma guinada na carreira, o gestor educacional da empresa Descarte Correto, Edynaldo Bittar atuou em países como a Romênia e Rússia e planeja retornar à Europa para adquirir novas experiências. “A primeira vez que fiz o intercâmbio profissional tinha como objetivo aperfeiçoar o meu inglês e foi o que ocorreu na Rússia, onde trabalhei como professor de inglês”, disse o gestor, que cursa licenciatura em geografia na Universidade Federal no Amazonas (Ufam). Bittar informou que a primeira experiência fora do país ocorreu entre janeiro e março de 2011, o que ocasionou no upgrade no domínio da língua estrangeira por meio das aulas que ministrava como professor voluntário no período em que esteve na Rússia. “Foi algo engrandecedor e posso garantir que essa atividade é um diferencial a mais no meu currículo”, garantiu. Já na segunda vez que foi para a Europa, o gestor educacional optou pela Romênia para prestar seus serviços entre janeiro e abril deste ano. “Dessa vez eu já atuei ministrando palestras sobre multiculturalismo, o que trouxe benefícios para aperfeiçoar o cargo que eu ocupo atualmente na Descarte Correto”, relatou Bittar. “Como trabalho também divulgando a importância do

acesso à informática, as palestras de multiculturalismo na Romênia me ajudaram a entender melhor o meio em que as pessoas vivem, e pude aplicar isso nas atividades que exerço atualmente”, assinalou o gestor educacional, que planeja o terceiro intercâmbio profissional. O professor de idioma, Gilberto Oliveira, que já morou nos Estados Unidos onde cursou faculdade de ciência comportamental, traçou os planos para o intercâmbio profissional que pretende fazer no final deste ano. “Vou passar três meses na Rússia e um mês e meio na Hungria lecionando inglês na busca de ganhar mais experiência e aprender novas culturas”, destacou.

INVESTIMENTO

Apesar das adversidades econômicas enfrentadas por diversos países, o momento é propício para quem quer adquirir experiências profissionais em outros países, é o que garante a Aiesec

Oliveira disse que está otimista com o período em que vai trabalhar fora do país e pretende levar as experiências como professor adquirida em Manaus para as aulas que ministrará nos países europeus. “Além disso, também pretendo aprender durante o período em que ficarei fora para trazer na bagagem a experiência adquirida lá como profissional”, relatou o professor. Momento propício Mesmo diante das adversidades econômicas enfrentadas em diversos países estrangeiros, a Associação Internacional de Estudantes de Ciências Econômicas e Comerciais (Aiesec) garante

FOTOS: DIEGO JANATÃ

que o momento é propício para quem quer adquirir experiências profissionais fora do país, porém os interessados devem saber onde procurar as oportunidades. “Aquele mercados dos sonhos tradicionais, como Europa, America do Norte, não estão mais contratando. Mas em compensação, os países em desenvolvimento como a Rússia, Índia e China estão com o mercado aquecido e com muitas oportunidades”, garantiu o presidente da Aisec em Manaus, Rafael Moreira. O dirigente informou que demanda pelo intercâmbio profissional tem crescido ano após ano no Amazonas mesmo com o mercado interno aquecido com oferta de vagas de emprego. “Acreditamos que o motivo principal, é buscar um diferencial na experiência profissional, um “algo a mais” e a prova disso é que passamos por muitas seleções este ano, com muitos candidatos”, pontuou o executivo, ao salientar que neste ano a Aiesec deve intermediar o intercâmbio profissional de 37 amazonenses. Países mais procurados Sobre os países que mais despertam o interesse dos amazonenses no que diz respeito o mercado de trabalho estrangeiro, a Aiesec informou que, inicialmente, a Europa, America do Norte, Austrália e Oceania estão entre os mais procurados. “Depois de conversas e pesquisas, as pessoas geralmente se identificam com países na África, leste europeu, Ásia e na própria América Latina”, observou Moreira. Em relação ao tempo do intercâmbio, o presidente frisou que o período varia de seis semanas a um ano. “A maior parte dos nossos intercâmbios é de forma voluntária”, ressaltou.

Em seu segundo intercâmbio profissional, Gilberto pretende aperfeiçoar seu inglês na Rússia

Edynaldo foi buscar na Romênia e na Rússia experiências para aplicar na empresa que trabalha


Economia

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Figura do fiador começa a ‘sair de cena’ em Manaus

Ao perder espaço para o depósito adiantado, a exigência do fiador está menor no mercado imobiliário da capital amazonense DIEGO JANATÃ

ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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ormento de quem quer alugar um imóvel, a figura do fiador pode estar com os dias contados em Manaus. A exigência do mercado imobiliário por alguém que possa bancar os gastos, caso o inquilino não honre com os compromissos firmados no contrato de locação perde espaço na capital para a caução em dinheiro, ou seja, o depósito adiantado de até três meses do aluguel. Adotada geralmente como um plano B, a caução tem deixado de ser uma opção secundária e tornou-se principal exigência de imobiliárias e proprietários na hora de fechar um negócio. De acordo com o proprietário da imobiliária Kizem, Marcelo Kizem, o fiador é exigido em apenas 30% das transações feitas pela empresa como garantia para o negócio ser fechado. “A figura do fiador está desgastada. Aceitar fiador sem crédito é como trocar seis por meia dúzia. A caução oferece maior segurança para o negócio”, afirma. O gerente comercial, Messias Magalhães, desembolsou R$ 1,2 mil adiantado para alugar a casa, onde mora há

três meses com a esposa e a filha, no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste. Apesar de ter comprometido quase 17% da renda mensal da família no primeiro mês de aluguel, ele considera que fez um bom negócio. “Não chegou a pesar no orçamento. A caução foi a melhor opção, pois supriu minha necessidade, uma vez que eu iria ter dificuldades

INOVAÇÃO

Adotado geralmente como um plano B, a caução tem deixado de ser uma opção secundária e tornou-se principal exigência de imobiliárias e proprietários na hora de fechar negócios

para achar um fiador”, frisa, ao ressaltar que deixou de alugar outros imóveis porque uma das exigências era apresentar um fiador para poder sacramentar a transação imobiliária. Além do inquilino que não tem fiador, a caução é considerada como uma prática vantajosa também para donos de imóveis na capital. A empresária Sandra Gomes,

41, possui alguns pontos comerciais em um bairro nobre, na Zona Centro-Sul da cidade. Todos foram alugados depois que os interessados pagaram adiantado pelo valor do aluguel dos estabelecimentos. “É uma prática segura, pois receberemos antecipados por possíveis prejuízos com o imóvel”, comenta. É preciso ter cuidados O inquilino que aceitar pagar a caução em dinheiro precisa tomar alguns cuidados na hora de fechar negócio. A dica mais importante, segundo os especialistas, é não comprometer mais de 40% da renda familiar para pagar as prestações adiantadas. “A pessoa deve ter em mente que vai ter outros gastos. Portanto, é necessário planejar direito para não apertar o orçamento”, explica o diretor da C&Castro Imóveis, Jorge Ayub. Segundo ele, 80% dos contratos de aluguel de sua imobiliária são fechados mediante o pagamento de caução. “Embora considere o fiador como a melhor prática, a maioria dos acordos de aluguel é por caução, devido ao fato de as pessoas, principalmente, as de fora do Estado, possuírem dificuldades para encontrar um fiador”, conta.

Seguro-fiança é terceira opção Bastante comum em capitais do Sul e Sudeste do país, a cobrança do seguro-fiança é uma prática que está longe de ser corriqueira em Manaus. Conforme especialistas da área imobiliária, a modalidade praticamente não é aplicada na hora de alugar um imóvel. “O seguro-fiança é geralmente, a terceira opção do mercado local”, afirma o diretor

do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas e Roraima (Creci AM-RR), Paulo Júnior. Ele destaca que, apesar da perda de espaço, a figura do fiador continua sendo uma importante exigência dos proprietários de imóveis na capital. Segundo o diretor do Creci, em 90% dos casos, o locatário consegue encontrar um fiador. “Na maioria das situações, quem aluga

vem de fora a trabalho e a própria empresa acaba sendo a fiadora do negócio”, explica Paulo Júnior. Segundo o corretor Gilton Solart, o seguro-fiança tem o objetivo de indenizar o locador caso o locatário não pague as prestações do imóvel alugado. “O seguro-fiança não emplacou em Manaus por uma questão cultural”, frisa o especialista. REPRODUÇÃO

Mercado imobiliário tem se utilizado de cauções para garantir o fechamento de contratos


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Economia FOTOS: DIVULGAÇÃO

Careiro des produção de Perto de atingir a produção de 15 mil toneladas de pescado neste ano, município tem se tornado referência RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO

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Grande parte da produção do tambaqui-curumim será adquirida pela Conab a R$ 3,90, o quilo

atenção destinada à aquicultura e piscicultura no Amazonas surte efeito no Careiro da Várzea (distante a 25 quilômetros de Manaus). Neste ano, a produção de tambaquicurumim, criado em viveiros na cidade, deve atingir 15 toneladas, volume 87,5% superior ao registrado em 2011. O crescimento beneficiará 87 famílias, segundo a Agência de Desenvolvimento do Amazonas (ADS) De acordo com o presidente da ADS, Valdelino Cavalcante, o avanço na produção se deu por conta dos esforços dos governos em promover a atividades no Estado. “Além disso, os produtores estão mais organizados, e desenvolveram um projeto para produzir pescado criado em viveiros ainda em 2010”, disse. Ainda segundo Cavalcante, a produção deverá ganhar fôlego neste último bimestre de 2012 “Com o período da despesca, que ganhou força no mês de ou-

tubro, o município já produziu sete toneladas até a primeira semana deste mês. Porém a quantidade não deve parar por aí, pois neste último bimestre deverão ser produzidas mais 8 toneladas do pescado, o que somará 15 toneladas neste ano”, salien-

PROJEÇÃO

A expectativa é de que sejam produzidas mais 8 toneladas da espécie no município do Careiro da Várzea. Com isso, o volume do pescado atingirá 15 toneladas ao longo deste ano tou o dirigente. O presidente afirmou que a produção tem destino certo. “Grande parte do pescado será adquirido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o programa “Mesa Brasil”, que compra o quilo do peixe por R$ 3,90”, disse.

Organização A criação de tambaqui-curumim no Careiro foi iniciada há dois anos, quando pescadores do município se reuniram em associações e cooperativas na tentativa de alavancar a criação de pescado em território local. Entre as comunidades do município que já colhem os “louros” da organização do setor está à comunidade de Botafogo, que já iniciou a despesca de três mil toneladas de tambaqui-curumim. Para a ADS, a atividade no careiro da Várzea é o resultado de um dos principais eixos do Amazonas Rural, programa que visa o desenvolvimento do setor pesqueiro com a consolidação de cinco polos de aquicultura no Estado. “Com isso, a meta é sair das atuais 15 mil toneladas de pescado por ano para 100 mil, se tornando uma referência na produção de peixe em cativeiro”, relatou Cavalcante, ao pontuar que a atividade é fonte de renda para milhares de pessoas do Estado, dentre as quais 87 estão no Careiro da Várzea.


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sponta na e tambaquis Confirmação de bom momento Os que dependem da criação de tambaqui-curumim confirmaram o “bom momento” da criação. O líder da Associação Paraná do Careiro da Várzea, Francisco de Assis dos Santos, informou que a comunidade dispõe de 12 berçários para alevinos e 72 tanques de engorda de tambaqui-curumim, o que gera emprego e renda para dezenas de famílias

da localidade por conta do apoio do governo do Amazonas para o projeto. “Iniciamos a empreitada com muita dificuldade, mas tudo está conspirando a nosso favor. As primeiras remessas de alevinos nós recebemos do governo do Estado, que nos incentivou na prática, e essa atenção foi um início para que nosso projeto desse certo”, afirmou o líder. Ele pontuou

ainda que, após a parceria com o “Mesa Brasil”, a produção do pescado ganhou mais força no município. O pescador João Simas, 65, disse que a vida dos pescadores e das famílias que vivem da pesca mudou após a execução do projeto no município. “Agora temos a venda do nosso tambaqui garantida, e ainda aumentamos a renda familiar”, enfatizou.

Comunidade do Botafogo dispõe de 12 berçários para alevinos e 72 tanques de engorda

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Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

A alíquota da omissão Um debate acalorado nesta semana, entre deputados da situação, na Assembleia Legislativa do Estado, a propósito das dificuldades crescentes do Amazonas em lutar pela manutenção de suas vantagens comparativas no tabuleiro federal da guerra fiscal que vai afetar a socioeconomia local, levou o cidadão comum a prestar atenção no fenômeno. O espanto é de quem está desacostumado com a priorização de questões, assim essenciais, na pauta parlamentar. Um dos deputados, chamado de infantil por seu colega, pela utopia de propor o Plano B, denunciava a fragilidade (eufemismo provável para dizer da omissão e respectivo despreparo) da bancada federal e a necessidade urgente de elaboração de um plano alternativo para o modelo Zona Franca de Manaus. Nada mais lúcido, nem, a seguir, decepcionante. O bate-boca, entretanto, dizia respeito à disputa entre os grupos interessados em tomar de assalto a mesa diretora do Poder Legislativo, onde sobram vantagens e benefícios e se amplia o arco de mando e favor. Uma relação custo x benefício constrangedora para explicar. Os parlamentares, a rigor, porfiavam pela simpatia do Executivo para lhes abençoar a pretensão em torno da mesa abençoada. E nesse vai-e-vem da procura de se dar bem, vale até trazer à tona a discussão sistematicamente protelada do modelo de isenção fiscal sem sucedâneo. Foi oportunista e fortuita, pois, aventar a preparação dos mecanismos de emancipação das regalias fiscais, como Acre, Rondônia e Roraima, pra citar três vizinhos criativos, tem feito. No máximo, o comodismo político admite uma alíquota bem tímida e incapaz de exigir maiores empenhos e dedicação pra alterar o status quo. Não há consenso em relação à unificação das tarifas – como pretendem as

autoridades do setor e o bom senso - no próprio interior da equipe de governo estadual. Do ponto de vista do interesse nacional, a medida é urgente e inteligente. O titular da Fazenda estadual rebate o alarmismo de alguns, enquanto o maior especialista na matéria, ora segurando o timão da Suframa, argumenta que a unificação pode ajudar no esvaziamento dos polos como já está acontecendo, a despeito das vantagens atuais. Tudo isso revela, porém, uma crônica preguiça em encarar o debate, que se agrava na extrema e coletiva dificuldade em planejar e ensaiar uma saída coerente com a vocação regional de negócios, focados principalmente na inovação e prospecção da biotecnologia. Há três meses o Polo Industrial de Manaus anda fazendo água. O índice acumulado para os nove primeiros meses de 2012, especialmente no setor de telefonia celular, televisores e de duas rodas, assinalou recuo de 7,0% frente a igual período do ano anterior, com taxas negativas, já que nove das onze atividades pesquisadas apontaram queda na produção. Falta logística pra aumentar a competitividade local, mas alguns parlamentares fazem do problema uma oportunidade de negócios, não uma solução para os negócios da economia regional. Saídos de uma eleição que desfoca por meses a fio o debate do interesse público, os parlamentares estão empenhados, agora, em mesas diretoras e sedutoras, a barganha e a derrubação que aí se encerram como prioridade esse ncial. O Estado acaba de vencer mais uma no tapetão da disputa por suas vantagens fiscais, e protela,ao que tudo indica, o enfrentamento dos desafios e gargalos que põem em jogo sua sustentabilidade e manutenção. Até quando a justiça vai entender como procedente o privilégio de quem pouco ou quase nada está fazendo por merecê-los?

Alfredo MR Lopes Filósofo e consultor ambiental

Há três meses o Polo Industrial de Manaus anda fazendo água. O índice acumulado para os nove primeiros meses de 2012 foi de recuo na produção de 7 %, em relação a 2011


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País

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Movimento Social quer apurar violência em SP Balanço da Secretaria de Segurança Pública do Estado indica aumento de 96% no número de homicídios na capital

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Movimento Mães de Maio quer investigação federal para o aumento do número de assassinatos no estado de São Paulo, especialmente na capital. “Há a necessidade muito grande de uma equipe federal para acompanhar o desenrolar das investigações sobre os assassinatos dos civis”, disse a coordenadora do movimento, Débora Maria da Silva. Ela se reuniu na quinta à noite com representantes de outros movimentos sociais para definir formas de cobrar das autoridades uma solução para o problema. O balanço da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo indica aumento de 96% no número de homicídios na capital em setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 135 casos de homicídios, enquanto em 2011 foram registrados 69 casos. No acumulado de janeiro a setembro, a alta foi 22% na capital, com 920 casos de homicídios. Em todo o estado, no mesmo período, o aumento foi 8%. Especialistas ouvidos nos últimos dias apontam como causa principal da violência uma

OSVALDO PRADDO/AE

guerra entre a Polícia Militar e a facção criminosa que atua nos presídios paulistas. Detentos estariam comandando ataques contra policiais, o que já resultou no assassinato de 90 membros da corporação desde janeiro. As mortes de civis seriam uma forma de vingar esses assassinatos. O convênio firmado esta semana entre os governos federal e estadual para tentar conter o aumento da violência em São Paulo foi alvo de críticas durante a reunião. Segundo Débora Silva, em nenhum momento o convênio fala sobre os cidadãos comuns que estão morrendo. Agência integrada Na parceria, foi acordada a criação de uma agência integrada de inteligência para combater a violência no Estado. Além disso, ficou acertada a transferência de criminosos acusados de ordenar a morte de policiais para presídios federais de segurança máxima em outros Estados. Para Débora Silva, que acompanha as mortes em confronto com policiais e a atuação de grupos de extermínio desde 2006, há envolvimento de policiais nessas ações.

Especialistas dizem que o motivo principal da violência seria uma guerra entre a Polícia Militar e uma facção criminosa

Número de morte de jovens tem aumentado A educadora Fabiana Ivo, da Rede de Educação Cidadã (organização que trabalha em bairros periféricos), diz que tem sido observado um aumento significativo de mortes de jovens nas periferias, muitos sem envolvimento com o crime. “A gente tem tra-

balhado com levantamentos nos distritos do Campo Limpo, Jardim São Luís, Jardim Ângela e Capão Redondo. Dentro desses distritos temos recebidos informações sobre jovens, de 13 a 29 anos, que estão desaparecendo”, acrescenta. Segundo Fabiana Ivo, nos

últimos 15 dias pelo menos cinco jovens desapareceram. Ela conta ainda que seu primo foi alvo de um atentado em um bar na madrugada de quarta-feira (7) em Diadema, no ABC Paulista. Na ocasião, dois homens em uma moto atiraram contra todas as pes-

soas que estavam em frente ao estabelecimento. O primo de Fabiana foi atingido no braço. A Polícia Militar do Estado de São Paulo respondeu que o grupo deve formalizar a denúncia na Corregedoria da instituição, para que possa ser apurada.


Mundo

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Abismo fiscal será a 1ª ação de Barack Obama Presidente reeleito quer iniciar as discussões sobre o tema e convidou os líderes para o debate. Ricos pagarão mais impostos PETE SOUZA

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presidente Barack Obama convidou os líderes do Congresso para irem à Casa Branca com o intuito de iniciar as discussões que podem evitar o chamado ‘abismo fiscal’, mas salientou as tensões entre os partidos políticos sobre impostos dizendo que qualquer compromisso terá de incluir impostos mais elevados para os americanos mais ricos. ‘Eu me recuso a aceitar qualquer abordagem que não seja equilibrada’, afirmou Obama. A posição de Obama sobre impostos está em disputa com o presidente da Câmara, John Boehner (republicano por Ohio), principal líder republicano em Washington, que apenas duas horas antes havia dito que os republicanos não concordam com o aumento de impostos como parte do um acordo com os democratas. “Não podemos apenas reduzir nosso caminho para a prosperidade. Somos sérios em relação à redução do déficit’, afirmou Obama ontem à tarde na Casa Branca. ‘Teremos de combinar corte de gastos com arrecadação, o que significa pedir aos americanos mais ricos que paguem um pouco

Primeira ação de Obama, após reeleição, foi chamar líderes para debater sobre questões fiscais

mais de impostos.” Como exemplo de um possível compromisso, Obama salientou que o plano de redução do déficit divulgado por ele ano passado, dizendo que embora ele não seja ‘apegado’ a todos os aspectos do plano, ele aborda o ‘abismo fiscal’ de uma forma equilibrada. O presidente disse que também

COMBINAÇÃO

Ontem à tarde na Casa Branca, Barack Obama disse que terá de combinar corte de gastos com arrecadação, o que significa pedir aos americanos mais ricos que paguem um pouco mais de impostos planeja introduzir a abordagem da crise fiscal do ponto de vista de empresas, população e líderes trabalhistas. Pouco depois, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que Obama vetará a extensão dos cortes de impostos para a parcela mais rica dos contribuintes americanos. Em seus comentários, Bo-

ehner disse que espera ‘conversas produtivas’ com o presidente relacionadas com o ‘abismo fiscal’ na tentativa de chegar a um acordo para evitar uma combinação de aumentos de impostos e corte de gastos no final deste ano. Boehner deixou poucas dúvidas de que os republicanos vão continuar a se opor ao aumento de impostos como parte de um compromisso com os democratas, embora tenha deixado a porta aberta para novas receitas que são geradas a partir do fim de algumas deduções fiscais. ‘O problema com o aumento de imposto sobre os americanos mais ricos é que nós sabemos que mais da metade deles são donos de empresas de pequeno porte’, afirmou. ‘Também sabemos que isso desaceleraria nossa economia.’ No entanto, ele acrescentou que ‘é claro que há todos os tipos de deduções, algumas que fazem sentido, outras que não fazem’. Sem uma ação do Congresso, uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos entrará em vigor em 2 de janeiro do ano que vem. As informações são da Dow Jones.


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Mundo

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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

DIEGO JANATÃ

Catadora ajuda meio ambiente Dia a dia C4/C5

O péssimo trânsito nosso de cada dia

Totalmente desordenado e caótico, tráfego de veículos em Manaus é uma sucessão de erros agravados por ações paliativas ARQUIVO EM TEMPO/MICHEL MELLO

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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ngarrafamentos a qualquer horário, mesmo fora da hora do rush, filas duplas e às vezes triplas em vários pontos da cidade, vias pequenas para o número de veículos, condutores mal-educados, erros de engenharia de trânsito, além da ênfase no transporte de carros particulares em detrimento aos veículos de transporte de massa e falta de vias estruturantes (acesso de ligação e de conexão entre as ruas). Esses são apenas alguns dos fatores que contribuem para tornar o trânsito de Manaus um caos. Some a tudo isso (o que não é pouco), o fato de, atualmente, circularem pela cidade, aproximadamente, 600 mil carros, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito no Amazonas (Detran-AM). Considerando que a população manauense é de quase dois milhões de habitantes, isso equivale a um carro para mais ou menos três pessoas, outro fator que atrapalha a fluidez do trânsito, de acordo com especialistas, que também consideram a existência de uma solução se medidas corretas forem tomadas pelas autoridades de trânsito e a população ajudar seguindo regras básicas de educação, em algumas situações. Para Pedro Carvalho, engenheiro especialista em Transporte Público e Trânsito, o nú-

mero de carros que entra numa cidade (em qualquer parte do mundo) é muito maior do que o espaço viário destinado a eles e, por mais que haja uma engenharia de trânsito, acaba por não haver vazão à demanda. Fica assim impossível criar na mesma proporção lugares destinados aos veículos. Além disso, Carvalho aponta a questão cultural como uma das responsáveis pelo aumento do número de carros na cidade. Segundo ele, quando a pessoa começa a trabalhar já vai comprando um carro, ainda mais com as facilidades de hoje em dia, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Mobilidade A Lei Federal de Mobilidade Urbana nº 12.587/12, diz que toda cidade que possui mais de 200 mil habitantes tem que implantar o plano de mobilidade urbana, tendo como prioridade o transporte coletivo, sob pena de não haver liberação de recursos para investimentos no sistema viário. Carvalho cita que em algumas cidades do país houve investimento no transporte público e, com isso, os automóveis são usados apenas para passeios, enquanto que os ônibus são utilizados diariamente. ”O problema é que quando o transporte coletivo não é bom, o carro tem que ser usado. Não podemos pensar em trânsito sem pensar em transporte público”, enfatiza.

Integração ideal de projetos Para atender a Lei de Mobilidade Urbana, a prefeitura tem dois projetos, como explica Ivanildes Oliveira, analista de planejamento e transporte da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). “Em termos de grandes projetos temos o Bus Rapid Transit (BRT) Leste e um projeto preliminar também de um BRT para a continuação da avenida das Torres. O governo constrói a obra e deixa espaço para implantar esse sistema”, diz. Ela lembra que a prefeitura possui também um estudo de integração que deve ligar linhas de ônibus com o monotrilho, projeto do governo do Estado, e o BRT. “Seria igual ao expresso com linhas que alimentam o BRT ao longo do corredor, pois é inconcebível ter linhas indo ao Centro junto com o monotrilho”, analisa. Na opinião de Carvalho, os governos têm feito pouco para melhorar o trânsito. Em Manaus, diz ele, é escassa a criação de acessos alternativos, sendo necessário fazer verdadeiras “cirurgias” no trânsito. “A última via

estruturante construída foi a rua Maceió. Além dela, o governo do Estado construiu a avenida das Torres e a Manaus Moderna. Nos últimos dez anos, a cidade somente ganhou essas vias, o que é pouco”, diz, completando que está previsto também no Plano Diretor o prolongamento da avenida das Torres. Embora também tenham sido construídos dois complexos viários, no São José, Zona Leste, e Aleixo, Zona Centro-Sul, ele opina que esse tipo de obra geralmente resolve a questão pontual, porém o que precisamos é de vias de acesso e conexão para não provocar congestionamentos. Como exemplo, ele citou as avenidas Constantino Nery e Djalma Batista (que fazem ligação entre as zonas Sul e Norte), que afunilam e juntam-se na avenida Torquato Tapajós, fazendo com que qualquer pequeno contratempo gere um grande engarrafamento; e as ruas Pará e João Valério, Zona Centro-Sul, que funcionam como ligação entre as Zonas Leste e Oeste. (Continua na pág. C2)


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Medidas simples podem custar até R$ 20 milhões

Intervenções radicais nos ‘gargalos’ eliminariam problemas e contribuiriam para uma melhor fluidez no trânsito de Manaus ALBERTO CESAR ARAÚJO

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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lém do sistema viário, Pedro Carvalho aponta que existem várias medidas que podem ser implantadas para melhorar a fluidez do trânsito, como acabar com alguns “gargalos” que merecem obras, como a rotatória do conjunto Eldorado, a avenida Umberto Calderaro com rua Salvador (que precisa de passagem subterrânea) e o acesso ao campus universitário da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Outra medida é a implantação dos semáforos inteligentes (que possuem sensores, e de acordo com o volume de carros, ajuda na fluidez), que Manaus começou a implantar, mas precisa ampliar; proibição de circulação de carga pesada em horário comercial nas principais ruas; implantação de zona rotativa no Centro; e construção de baias em paradas de ônibus visando a fluidez do trânsito. “Tem uma série de pequenas medidas que podem ser feitas, porém não são fáceis, afinal é necessário dinheiro. Para colocar semáforos inteligentes em toda a cidade, o valor é de R$ 20 milhões”, explica. O diretor-presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), coronel Walter Cruz, também aponta medidas para a melhoria do trânsito da cidade. “As alternativas são investimento em transporte coletivo; implantação do BRT; implantação

de corredores exclusivos e ampliação da Central Inteligente de Semáforos”, diz. Após dois anos de criação do Manaustrans, ele cita algumas medidas implantadas para tentar desafogar o trânsito da cidade, como por exemplo, o investimento no sistema viário, com a inauguração do Complexo Gilberto Mestrinho (Coroado) e do bairro de São José. A prefeitura, lembra Cruz, também inaugurou o Centro de Controle Operacional (CCO); implantou a Central inteligente de Se-

SOLUÇÕES

Implantação de passagens subterrâneas e mais semáforos inteligentes, proibição de circulação de carga pesada em horário comercial e zona rotativa seriam algumas opções para melhorar o trânsito máforo e investiu em novos equipamentos de fiscalização eletrônica, além de ter lançado o Programa de Educação para o Trânsito. “Esse último é voltado ao desenvolvimento de ações educativas de forma permanente que contribuam para a valorização e o respeito à vida no trânsito de Manaus, com ênfase para a realização da campanha ‘Tô na Faixa!’, com o intuito de promover o respeito à faixa de pedestres, por meio da mudança de comportamentos e hábitos dos condutores”, explica. JOEL ROSA

O flanelinha José Augusto acha que o trânsito “não é tão ruim” JOEL ROSA

Simone Carvalho deixa o carro em casa para ir ao Centro

Engarrafamento em rua do Centro de Manaus no horário de pico: uso do veículo particular em detrimento do transporte público

Trânsito agora se torna disciplina transversal Outro projeto que tem como ênfase a educação visando a melhoria do trânsito em Manaus foi a implantação do projeto “Transversalizando o Trânsito”, que leva informações sobre o assunto à grade curricular das escolas públicas municipais, projeto que conquistou o segundo lugar nacional do Prêmio Denatran de Educação. Para Cruz, também é prioritário haver uma rotina de operações de fiscalização para proporcionar fluidez do tráfego e coibir, entre outros comportamentos errados, o estacionamento irregular, veículos abandonados, falta de equipamentos entre motociclistas e o uso de objetos para guardar vagas de estaciona-

mento em vias públicas. Centro Apesar de a maioria das zonas da cidade possuir centros comerciais e shoppings que reúnem diversos serviços, algumas pessoas ainda preferem ir ao Centro, mesmo tendo que enfrentar a falta de estacionamento, excesso de vendedores ambulantes e “flanelinhas”. É o caso de Cristiane Alves, 28, dona de casa que prefere fazer compras no Centro por causa da variedade de produtos e preços menores. Porém, deixa o carro em casa e vai de táxi pela falta de vagas para estacionar. Simone Carvalho, 45, analista de câmbio, também vai ao Centro e coloca o carro

INCLUSÃO

O projeto “Transversalizando o Trânsito” levou o assunto às grades curriculares das escolas públicas municipais para dar ênfase à educação no trânsito como discplina transversal em estacionamentos de lojas. “A gente é cliente e aproveita, mas é muito complicado o trânsito aqui”, revela. Para José Augusto, 43, que é “flanelinha” há 13 anos na área central da cidade, o trânsito não é tão ruim e em outras épocas já foi melhor. “Hoje só

tem engarrafamento e filas duplas em horário de pico. Antes, no dia 7, isso aqui (avenida Eduardo Ribeiro) estava lotado de carros e pedestre, hoje é bem diferente”, avalia. Na opinião de Pedro Carvalho, tem que haver melhoria do transporte coletivo do Centro para que as pessoas possam ir de ônibus e não de automóvel. Segundo ele, a área central da cidade destinada à circulação de veículos é pequena, sendo o pólo gerador o entorno da Eduardo Ribeiro e Getúlio Vargas, onde fica pior ainda o movimento. Segundo o Manaustrans, o monitoramento diário do Centro da cidade é realizado por 68 agentes de trânsito.


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Ilha PET traz inovação ao meio ambiente regional

Idealizada por um ambientalista local, o projeto entra na fase de implantação, reunindo beleza, criatividade e sustentabilidade FOTOS: DIVULGAÇÃO

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

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ma ilha flutuante artificial produzida com garrafas PETs vazias promete ser a grande inovação ambiental na região. O projeto, idealizado pelo ambientalista Rulian Holanda, está em fase de implantação, e no próximo dia 17 deverá reunirá voluntários para a abertura da primeira etapa de construção. O conjunto da obra ficará pronto no segundo semestre de 2013. A princípio, a ilha será instalada na área do Tarumã, na Zona Oeste, próximo à praia Dourada, mas como é feita de material flutuante, a ideia é que a ilha seja móvel e se desloque a várias regiões da capital, como a praia da Ponta Negra, marinas e até mesmo as cidades que compõem a região metropolitana. O idealizador da obra, Rulian Holanda, explica que a proposta surgiu após ter conhecido um trabalho semelhante produzido por um ambientalista mexicano. “Só existe um projeto desses no mundo, que fica no México, mas lá o profissional fez a ilha para morar. Aqui, nossa ideia é montar um espaço de consciência ecológica, onde iremos trabalhar com a multiplicação de ensinamentos da reciclagem, consciência limpa e serviços profissionalizantes”, revela Holanda. Mas, para entrar em fase de construção foram necessários quase dois anos recolhendo garrafas. Os trabalhos de arrecadação ocorreram em escolas, universidades, centros comunitários, igrejas e ações sociais. Um grupo de quase 500 voluntários trabalhou nesse segmento, conseguindo reunir mais de 200 mil garrafas PETs, que estão armazenadas em um galpão na avenida Raimundo Parente, no bairro da Paz, Zona Oeste, batizado de Ponto de Encontro Transitório (PET). No próximo sábado, 17, o grupo deverá se reunir no galpão para iniciar a primeira etapa do programa. “Vamos começar a fase de seleção e limpeza das garrafas PETs, tirar as tampas e etiquetas, depois faremos a lavagem. Depois disso, o material estará pronto para ser instalado nas plataformas. A proposta é criar três grandes suportes de 2 mil metros quadrados, e sobre essa plataforma implantar grama, árvores, riachos e uma espaço de desenvolvimento sustentável.

Maquete da Ilha PET, iniciativa do ambientalista Rulian Holanda, deverá ficar pronta até o segundo semestre de 2013 para colaborar com a educação ambiental

Investimentos no futuro Holanda explica que a ilha é um projeto sem fins lucrativos, e toda ajuda vem de voluntários e empresas parceiras que apostaram na ideia. Quando inaugurado, o espaço deverá reunir crianças, comunidades, igrejas e empresas que tenham interesse em multiplicar a formação sustentável em sua área. “Não vamos cobrar ingresso. A entrada será a doação de cinco garrafas PETs. No local queremos ter centros de ensinamento, aulas de reciclagem e palestras sobre meio ambiente”, afirma. Iranduba O hotel de selva Amazon

Interior adere ao projeto

FINALIDADE

Quando for inaugurada, a Ilha PET deverá reunir crianças, comunidades, igrejas e empresas que tenham interesse em multiplicar a formação sustentável em sua área

O projeto Ilha PET também tem tido adesão no interior do Amazonas. O município de Maués e a vila de Balbina, em Presidente Figueiredo, também já aderiram à ideia e iniciaram polos de construções de suas ilhas. “Temos uma equipe em cada município, trabalhando na aquisição das garrafas. Vamos fazer várias ilhas PETs na região amazônica. É um projeto seguro e barato, e garante uma consciência melhor para toda população”, ressalta Holanda.

Fish, em Iranduba, utiliza as garrafas como base de flutuação em sua estrutura. Ao todo, 70 mil garrafas PET mantêm as suítes que têm até televisão e ar-condicionado. Esse foi o primeiro projeto do segmento em todo país. Ideia segue modelo similar utilizado como moradia no México


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Dia a dia

Maria José, a heroína do meio ambiente Vivendo com a família em um pequeno barco, a catadora sobrevive da venda de material reciclável que coleta na orla da Manaus Moderna, contribuindo dessa forma para amenizar a poluição do lugar

LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO

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tualmente, reciclar é a palavra de ordem das organizações ambientais e de uma parcela da população que muitas vezes não tem estrutura de vida e é ignorada pela sociedade. É aqui que entra a dona de casa Maria José dos Santos Rodrigues, 56, que trabalha há 4 anos recolhendo material reciclável na orla da Manaus Moderna, no centro da cidade. Mesmo morando ali em um pequeno barco encalhado, ela se considera feliz com a profissão, e como não tem outra maneira de sobreviver, não pretende largar o que faz. A catadora nasceu no município de Novo Aripuanã (a 227 quilômetros de Manaus), onde trabalhava na roça para sustentar a família. Como qualquer interiorano, veio para a capital em busca de melhoria de vida, porém encarou a dura realidade da cidade grande. Sem conseguir emprego, foi morar dentro de um barco com seu marido e quatro filhos. Como a embarcação ficava ancorada na orla da Manaus Moderna, Maria José viu a quantidade de material reciclável que era jogado no rio e ficava amontoado no lugar, resolveu recolhê-lo e vendê-lo para as recicladoras. “Eu via muito lixo encalhado perto do barco na época da cheia, muitas latas de alumínio e garrafas PET. Como eu não estava trabalhando, resolvi catar esse material e vender, e desde lá já são 4

anos. Cato no rio no inverno, e no verão cato pela orla da cidade. Se um dia eu fosse mudar de profissão queria ser comerciante, mas sou feliz com o que faço. Aqui, além da renda para o sustento da minha família, eu ajudo a despoluir um pouco o meio ambiente”, comenta. “Meu maior sonho é ter uma casa em terra firme. Aqui, quando é inverno e cai um temporal é muito ruim, pois o barco molha todo e as tempestades são cruéis. No verão, é ruim também,

HISTÓRIA

Nascida em Novo Aripuanã, onde trabalhava na roça, Maria José veio a Manaus em busca de melhoria de vida, porém encarou a dura realidade da cidade grande e desde então mora num barco pois temos que deixar o barco encalhado, e o calor nos maltrata muito. O lado bom é que de qualquer forma tem material para nós recolhermos aí no beiradão. É uma luta diária, mas graças a Deus meus filhos estão com saúde, e apesar das dificuldades sou feliz da forma como vivo. Muitas pessoas pensam que tudo é lixo, mas esse lixo sustenta muita gente”, comenta. Dinheiro no lixo Apesar do esforço diário, a maior parte da renda da família de dona Maria vem

da coleta de material reciclável. Ela destaca que por mês chega a coletar aproximadamente duas toneladas de material. “Muita gente pensa que no lixo não tem dinheiro, mas por mês faturo entre R$ 800 e R$ 1 mil. Trabalho todos os dias pela manhã, e nos finais de semana o pessoal da cooperativa vem recolher. Com esse dinheiro que recebo, dá para comprar a alimentação para minha família. Já que não tenho estudo e nem como conseguir outra profissão, vou ganhando a vida ajudando o meio ambiente. Essa também é uma gratificação que a profissão me dá, acho que deveríamos ser reconhecidos por isso pelas autoridades”, destaca. Risco de doenças A catadora comenta que tem a atenção redobrada para não adquirir doenças, ou até mesmo ser atacada por animais peçonhentos, devido à exposição a que é submetida ao recolher o material, sem qualquer proteção. “Para fazer a coleta só preciso ter força nos braços para carregar as sacas com o material. Os riscos são muitos, pois trabalhamos sem proteção. Uma vez eu peguei uma coceira no meu pé e passei quase um mês sem trabalhar por conta disso, nem andava direito. Graças a Deus fui curada. Outra vez quase fui picada por uma cobra, quando fui pegar uma garrafa e não a enxerguei. Ainda bem que era pequena, e eu consegui afastá-la”, relatou.

O sonho de Maria José dos Santos Rodrigues é ter sua própria casa em terra firme


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Dona Maria José com o resultado de um dia de coleta em frente ao seu barco, onde mora com o marido e quatro filhos e trabalha na Manaus Moderna

FOTOS: DIEGO JANATÃ

A catadora com dois dos filhos: preocupação com doenças em meio ao lixo jogado na orla

Projeto para filhos de catadores Buscando retirar os filhos de catadores das ruas do centro de Manaus enquanto os pais trabalham, a Cáritas do Amazonas, instituição da Igreja Católica que dá suporte a projetos sociais da igreja, criou há 5 anos o projeto “Reconstruindo nossa história – com filhos e filhas de catadores de material reciclável”, que funciona no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, no Centro. Atualmente atende 32 crianças, de 3 a 15 anos, com aulas de dança,

música e reforço escolar, além de apoio psicológico e alimentação. “Primeiro fazemos uma busca ativa pelas ruas do Centro durante três dias. Quando vemos que aquela criança está vagando pela rua, nós a convidamos e a seus pais para visitarem o projeto. A partir daí, se ela gostar, eles ficam recebendo atendimento. As crianças que vêm para cá passam por situações adversas diariamente. Muitas são obrigadas pelos pais a trabalhar, outras

são discriminadas pela sociedade”, destaca a pedagoga do projeto, Marcela Dias Albuquerque. “Aqui nós tentamos dar um pouco de amor e carinho que elas não recebem em casa. Muitas dessas crianças e jovens atendidos chegam aqui sem expectativa de vida, e meses depois a gente pergunta para elas o que querem ser, e elas nos dizem que querem ser médicos, professores entre outras profissões. Esta é nossa maior recompensa”, finaliza a pedagoga.

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Leite de amapá, peixe e vitalidade em abundância IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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meia luz, ela entrelaça a linha na agulha com destreza, sem auxílio de óculos. E assim, tece os dias em companhia da filha e de um cigarrinho. A aparente fragilidade imposta pelos 106 anos de vida comemorados na última quinta-feira, 8, pode até enganar os desavisados. Mas, não é preciso nem meio dedo de prosa para se surpreender com o humor despachado de dona Olendina da Costa Vieira, a dona Boneca. “Criada no leite de amapá e no peixe”, que ela acredita ser o segredo da vitalidade, a novaolindense exibe memória invejável, temperamento surpreendente e, apesar dos 106 anos, muita disposição para o trabalho. Não faz muito tempo, a idosa saía de casa no bairro São Jorge, Zona Oeste, e ia até o Centro vender guardanapos bordados por ela mesma. Herança de uma vida de luta, em que teve que aprender muito cedo a se virar sozinha na “cidade grande”. Cozinheira, vendedora de café, carvoeira e até mesmo cantora e dançarina do Teatro Amazonas: todas essas atividades compõem o currículo de dona Boneca. “Essas mulheres de hoje são frouxas, não tem

FOTOS: HUDSON FONSECA

Aos 106 anos, Olendina da Costa Vieira, a dona Boneca, dá uma lição de jovialidade e lucidez enquanto faz seus bordados mulher ativa. Fui carvoeira, botava o saco de carvão nas costas e ia vender. Fiz muito dinheiro vendendo as coisas, comprei duas casas e vendi, depois comprei um flutuante. Era só eu com minha filha e meu filho, que estudaram e se formaram”, dispara. O apelido Os ofícios foram tantos que um deles até lhe rendeu o apelido que carrega até hoje. “Todos me chamam de Boneca porque foi apelido colocado na praia da Manaus Moderna, onde eu vendia café. Era ‘boneca’ pra cá, ‘boneca’ pra lá. Me achavam bonita”, lembra. A ousadia da moça foi tanta que ela conseguiu um trabalho no Teatro Amazonas, mas engana-se quem acha que Boneca se contentou com o anonimato das coxias. “Eu sou artista, trabalhei no Teatro Amazonas. Naquele tempo Manaus era boa, hoje não tem mais mocinha. Antigamente as mulheres trabalhavam no teatro e era aquele monte de moça, filha de lavadeira, de cozinheira, de empregada. Nas apresentações, a gente cantava: ‘Vamos todas caminhando nesse espaço de alegria, vamos ver o Deus menino que nasceu’. Eu era sem-vergonha e me botaram na frente, eu chegava, rebolava e cantava”, diverte-se.

Olendina da Costa Vieira completou 106 anos no último dia 8 de novembro e mantém o vigor adquirido com “leite de amapá e peixe”

Negros, brancos e ‘maranhudos’

Acendendo seu cigarro, dona Boneca relembra momentos de sua vida, sem reservar críticas às gerações contemporâneas

Filhos criados com sacrifício e preocupação Boneca teve três filhos, dois rapazes e uma moça. Cada filho lhe deu uma média de dez netos. Mas, criar as crianças sozinha, principalmente na primeira metade do século 20, não foi tarefa fácil. “Hoje não quero saber de ‘bofe’, me casei muito nova, e ele morreu logo. Me perguntavam: ‘Boneca, tu matou teu marido?’, e eu respondia: ‘Ele morreu porque era um frouxo’. Lá fui trabalhar para criar meus filhos. O meu filho estudou no colégio interno, e a minha filha, no Santa Doroteia. Todos são formados. Eu trabalhava com café na beira da praia e eles iam para o colégio”, comenta. A criação das crianças sempre foi motivo de preocupação de dona Olendina. Sem a presença do pai - que figurava como provedor e o esteio das famílias, no início do século

passado - Boneca tinha trabalho dobrado. Mesmo tendo que correr atrás do sustento, ela conta que sempre encontrava tempo para orientar e acompanhar o crescimento das crianças. “Não sou igual a essas mães que criam os filhos jogados na rua. Quando eles chegavam do colégio, tinham o que fazer: iam lavar louça, fritar pastel, filhós. Assim criei meus filhos, sem pai, mas criei com meu poder. Até hoje são educados, graças a Deus”, agradece. As mudanças de comportamento, sobretudo no que tange à educação dos filhos, é visto com espanto pela centenária. “Essas mães de hoje em dia não sabem criar os filhos. Ficam à toa para cima e para baixo, perdendo tempo falando da vida dos outros. Não sei como é a vida hoje... é diferente. Meus filhos não ficavam na rua. Sempre tive

cuidado. Eles ficavam dentro de casa estudando e aprenderam de tudo, graças a Deus, e eu fico feliz”, afirma. Com os filhos criados, os mais de 30 netos e bisnetos, Boneca aproveita a vida.

HISTÓRIA

Sem a presença do pai - que figurava como provedor e o esteio das famílias no início do século passado, Boneca tinha trabalho dobrado para cuidar das crianças, que sempre foram motivo de preocupação Disfarçada de avó tradicional - dessas que passam boa parte do dia sentadas na cadeira de balanço, fazendo crochê. “Às vezes encontro umas amigas da mocidade. Elas se surpre-

endem e perguntam ‘Boneca, ainda estás viva?’ e eu digo ‘E tu num tá também?’. Ainda tô viva, ainda tô ‘da pá virada’, não sou jogada fora não. Fico aqui em casa, fazendo meu crochê e fumando meu cigarro”, sorri. A companheira Para a filha de Boneca, Vera Lúcia Lima da Silva, 61, a história da mãe é motivo de orgulho. “Ela foi guerreira, trabalhava bastante. Vendia churrasco na cidade flutuante e também trabalhou no pesado. Mas sempre desse jeito, alegre”, conta. Hoje, Vera observa a inversão de papéis. E, conta que apesar da brabeza temporária, não é difícil conviver com dona Boneca. “Eu agradeço a Deus por ter minha mãe ao meu lado. Faço tudo o que posso por ela. Gosto de cuidar dela”, afirma.

Filha de um delegado e uma professora, ela se lembra, orgulhosa, da infância em Nova Olinda do Norte (a 138 quilômetros da capital), num tempo em que o ouro branco reluzia às margens do Madeira. “Sou Costa Vieira, Costa dos negros e Vieira dos brancos. Sou da parte dos pretos, dos ‘maranhudos’. Meu avô era pretão. Minha mãe era uma ‘maranha’ bem morena, bonita, sabida e educada, era professora. Meu pai era delegado. Lá no Madeira passava muito dinheiro por causa da borracha, o comércio era bom. A nossa família levantava as vendas lá”, afirma. Porém, a vida de Olendina tomou outros rumos após uma inocente brincadeira de criança. Em tenra idade, ela viu-se longe da família, sozinha em uma cidade distante e desconhecida. “Não tinha menina mais danada como eu era. Eu estava com um grupo

tomando banho de rio. Todos os meninos subiam no motor e pulavam dentro d’água. No que eu fui subir, o motor fechou a porta e me trouxe para Manaus e estou aqui até hoje. Fiquei pela beira da praia jogada e depois fiquei com uma família. Permaneci em Manaus até virar moça, quando comecei a parir os meus filhos”, conta. E é da mocidade rebelde que Boneca guarda as mais doces recordações. Ela relata uma experiência de vida mais liberal que a protagonizada por muitas mulheres, naquele período. “Tive um monte de marido, namorei bastante. Mas esses homens são muito frouxos. A gente quando é moça tem que meter a cara”, diz. “Quando eu saía com um namorado, já perguntava se ele ia pagar um guaraná. Hoje em dia os rapazes não são cavalheiros, eles é que têm que pagar”.


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Uma ferramenta segura para a cidade de Manaus Denúncias anônimas feitas via telefones 181 e 190 têm sigilo de fonte garantido para estimular a participação popular FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO

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s ligações feitas ao número 190, o Disque -Emergência, tem ajudado muito a polícia a prevenir e a evitar que crimes sejam cometidos em Manaus, mas ainda existe um pouco de insegurança quanto à utilização da ferramenta. Estatísticas do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), órgão responsável em fazer o atendimento das ligações feitas pela população, indicam que, de janeiro a setembro deste ano, já foram atendidas 885.746 ligações ao 190. Esse número representa uma diminuição de 19% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram registradas 1.096.571 ligações. O diretor do Ciops, coronel Oliveira Filho, explicou que é por meio das informações e das denúncias feitas ao 190 que a polícia vem conseguindo prevenir e esclarecer crimes. Foi assim que os policiais da 6ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) prenderam um homem que havia matado o próprio pai. O secretário executivo do programa Ronda no Bairro,

coronel Amadeu Soares, explica que tanto o 190 quanto o 181 (Disque -Denúncia) têm sido fundamentais no combate à violência e ao crime. “Posso usar como exemplo os resultados conseguidos com os foragidos recentes das penitenciárias. A polícia só conseguiu recapturá-los graças às ligações ao Disque-Denúncia”, afirma. Os resultados, segundo Amadeu Soares, são os mais diversos e ajudam a esclarecer homicídios, denunciar “bocas de fumo”, estupros, agressões e os crimes mais diversos. E para quem tem medo e acha que o número telefone pode “vazar” e chegar até quem está sendo denunciado, o secretário tranquiliza. “Pode fazer a denúncia à vontade que o sigilo total da fonte é assegurado”, afirma. O secretário executivo da Inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), Thomaz Vasconcellos Dias, reforça a declaração de Soares. “Trata-se de uma ferramenta importante com sigilo total das informações prestadas. Nada é repassado sobre os informantes, não havendo chance de vazar esses dados”, garante Dias.

Sala do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), onde são recebidas as ligações do Disque-Denúncia da cidade

Tecnologia de ponta utilizada

Thomaz Vasconcellos Dias: segurança no sigilo das denúncias

Depois da implantação do Ronda no Bairro, combate à violência ganhou reforço

Os resultados foram conseguidos pela polícia por meio do número 190 graças ao avanços de uma ferramenta com tecnologia de ponta. Trata-se do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), uma ferramenta tecnológica desenvolvida por uma equipe multidisciplinar de técnicos e profissionais da Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), da SSP e das polícias Civil e Militar. O sistema consiste na pessoa que atende a ligação no centro de monitoramento do Ciops anotar algumas informações consideradas importantes como o nome

de quem está ligando, o tipo de ocorrência comunicada, o local e principalmente o ponto de referência. Os dados anotados e contidos no Sisp são encaminhados ao centro de controle, responsável em repassá-lo à viatura mais próxima ao local da ocorrência. O tempo de resposta, ou seja, a chegada mais rápida da viatura ao local da ocorrência diminuiu muito pelo fato de a equipe que criou o Sisp ter feito o georreferenciamento, ou seja, a localização com detalhes de todas as ruas e logradouros de Manaus.

Viaturas com câmeras e GPS Outro fator que faz com que a polícia atue com mais rapidez e eficiência é o fato de o governo ter investido na compra de viaturas com câmeras e GPS que auxiliam o trabalho iniciado por meio da ligação ao Ciops. Atualmente, são 209 viaturas de quatro rodas equipadas com câmeras e GPS, e 199 de duas rodas (motos) usando os mesmos tipos de equipamentos. No centro de monitoramento do Ciops trabalham 30 atendentes por turno atendendo as ligações fei-

tas pelo 190. O diretor do Ciops afirma que nem todas as ligações feitas ao telefone de emergência são ocorrências policiais. “Os atendente recebem os mais diversos e estranhas ligações, como uma pessoa que quer desbloquear o celular ou então comunicar que um cachorro morto foi jogado na rua”. Porém, o que continua a dar dor de cabeça são os trotes. “Mas estamos tomando providências para pelo menos diminuir essas ligações que trazem um prejuízo à sociedade”, afirmou Oliveira Filho.


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“Vestido de Noiva” estreia em dezembro (92) 3090-1042

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Liceu celebra 15 anos

Centro de ensino artístico tem 20% do quadro de professores composto por ex-alunos do projeto PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

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o total de 272 instrutores, 20% desse quadro é formado por ex-alunos do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro (Laocs). O número é resultado dos 15 anos de trabalho desenvolvidos pela instituição. A diretora do instituto, Cristiana Brandão, comemora o índice de desempenho e afirma que o Estado vive um novo momento: o da criação de um mercado de trabalho na área cultural. O projeto conta com uma estrutura que abrange cinco unidades. Em todas, crianças, jovens e adultos podem ter acesso a cursos livres e de formação artística nas áreas de dança, artes cênicas, música popular e erudita, artes plásticas e visuais. Atualmente, o Laocs atende a aproximadamente 6,5 mil alunos. A diretora do liceu explica que não há como precisar o quantitativo de estudantes que chegaram a passar pela instituição durante esse período, porém, Cristina informa, que uma das vitória conquistadas pelo instituto é a profissionalização da comunidade local. “Boa parte de nossos alunos estão inseridos no mercado de trabalho amazonense e até mesmo fora do Estado. Isso é resultado de investimentos educacionais como a criação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a obrigatoriedade do ensino artístico nas escolas de ensino regular”, comenta. Cristiana também disse que durante esses 15 anos uma das principais dificuldades enfrentadas no processo de construção do ensino foi a falta de mão de obra qualificada. O trabalho era desenvolvido por artistas sem formação pedagógica. “Ao iniciar nossas atividades contávamos com artistas que se esforçaram, por um bom tempo, para obter uma aprendizagem satisfatória. O corpo técnico passou por um amadurecimento e hoje a situação é outra”, salienta. Segundo a diretora, em 1997, ano de fundação, o liceu oferecia cursos livres que em 2008 deram lugar a uma nova grade curricular, que permite a formação artística nas áreas de música e dança.

Projeto inclui deficientes Outro avanço citado por Cristiana foi a inclusão, em 2011, de um projeto que atendesse ao público deficiente visual e auditivo. Hoje, o Laocs conta com um coral em libras, um grupo de percussão especial direcionado aos surdos e aulas de balé para cegos, este último, citado pela diretora como pioneiro no Amazonas. De acordo com Cristiana, no próximo ano o Centro deve apresentar outras novidades. Uma delas é a criação do Grupo Experimental de Teatro Cláudio Santoro. “Sonhamos como essa possibilidade porque sentimos a necessidade de criar um núcleo de dramatização. Também queremos implantar um coral

jovem, que dá continuidade ao trabalho do coral infantil”, explica. Para o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga, o Cláudio Santoro além de contribuir com a formação artística e cultural dos amazonenses também permite a geração de emprego e renda, o que segundo o administrador resulta em uma herança de oportunidades ao público local. “A preparação técnica é um diferencial, que permite a possibilidade de novos quadros, inclusive o ingresso na UEA, que oferece cursos de dança, música, teatro e a partir de 2013, cinema”, anuncia. Atualmente o Laocs conta com a formação de cin-

co orquestras, uma delas semiprofissional, que é a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, também o Coral Infantil, que participa de todas as edições do Festival Amazonas de Ópera (FAO). Livro De acordo com Cristiana, um projeto que futuramente deve chegar ao conhecimento do público é o primeiro livro que conta a história do Liceu Cláudio Santoro. A SEC está em fase de pesquisas e de reunião de dados. “A vontade é imensa de chegar a ter esse exemplar. Temos muitas coisas para serem inclusas nesse texto. Histórias de vida, superação e de amor à arte”, finaliza.


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Plateia A próxima edição da Defensoria Itinerante já está agendada para o fim deste mês e atenderá os moradores do bairro Mauazinho. Esta é mais uma ação de cidadania que leva atendimento jurídico gratuito às famílias, num projeto da gestão Omar Aziz, sob o olhar atento da primeira-dama Nejmi Aziz, que tem acompanhado o projeto desde sua estreia

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Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br FOTOS: MAURO SMITH

>> Noite fashion . A empresária Carla Krishanã reuniu convidados em noite movimentadíssima, quinta-feira na Calvin Klein do Shopping Manauara, lançando a nova coleção da marca em Manaus.

>> Vitrine >> O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Ricardo Nicolau está convidando para a sessão especial de entrega da medalha do Mérito Legislativo Ruy Araújo ao presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, o querido Antonio Silva, através de propositura do deputado Orlando Cidade, no dia 29 de novembro, na sede do Poder Legislativo estadual. >> Com uma bela festa na quinta-feira, no Classic contando com a presença de Luiza Brunet e o high society de Manaus, Alex Deneriaz comemorou seus 50 anos. >> O secretário municipal de Meio Ambiente, Marcelo Dutra, será homenageado com o Diploma de Cidadão de Manaus, através de propositura do vereador Homero de Miranda Leão, no próximo dia 26, no Plenário Adriano Jorge, da Câmara Municipal de Manaus.

>> Hoje, às 11h, Rivaldo Pereira será reconduzido ao posto de presidente do Movimento Amigos do Garantido, em reunião no sambódromo. >> Neste domingo no palco da Tacacaria Parintins, no CSU- Parque 10, Edilson Santana será a atração principal, apresentando show acústico. >> A Gregory vai sacudir o Segundo Piso do Amazonas Shopping, na próxima quarta-feira, com o coquetel de abertura da loja, que acaba de passar por uma profunda repaginação, tornando-a moderníssima e chic.

Waltinho Oliva Pinto

. E a festa foi um sucesso! Regada a champagne e chocolates Brands, o evento sacudiu a CK apresentando os novíssimos e sensacionais modelos da griffe, incluindo os badaladíssimos jeans metalizados que são a sensação do momento.

>> Olga Nascimento Ribeiro, Baby Rizzato, Pedrinho Aguiar e Silvio Romano estarão aniversariando na segunda-feira. Cumprimentos da coluna. >> Os 99 anos do Atlético Rio Negro Clube serão comemorados no dia 13, com o tradicional ‘Porto de Honra’. O presidente Eymar Pereira estará de anfitrião.

Cristiane Dantas e Anne Cristine Cavalcante

A empresária Carla Krishanã, anfitriã na badalada festa da Calvin Klein

. O DJ Pratinha comandou o som do evento, com house music e lounge de primeira linha. Festa fashion!

Socorro Guedes, Darcley de Paula e Zenilde Pacífico

Luccas e Suely Nascimento

Jaqueline Chagas

Marilu Ramos

Luiz Margarido e Gigi Cunha

Dione de Markes e Andréa Araújo

Helenita Krishanã

Márcia Martins

Walderian D’avila, Leo e Jefferson Cunha


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Peça ‘Vestido de Noiva’ prevista para dezembro Após meses de ensaio, a Companhia de Ideias marca a data de apresentação do espetáculo com texto de Nelson Rodrigues

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PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

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ontagem clássica do centenário Nelson Rodrigues, o espetáculo “Vestido de Noiva” tem estreia prevista para acontecer em dezembro em uma capela localizada no terreno do antigo hospital Santa Casa de Misericórdia. Encenada pela Companhia de Ideias, o elenco, composto por cinco atores, desenvolve performances artísticas que agregam teatro, dança e projeção de imagens. O diretor da companhia, João Fernandes, explica que o grupo aguarda a divulgação da programação da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) para anunciar a data oficial do espetáculo. O trabalho é desenvolvido há quatro meses, tempo que segundo Fernandes, permitiu um amadurecimento do projeto inicial. O diretor afirma que o trabalho é norteado em uma pesquisa baseada no gênero masculino. No caso de “Vestido de Noiva”, as personagens femininas vão existir, porém, serão narradas por vozes masculinas, criando assim, um jogo cênico. “A figura feminina não vai deixar de

existir, apenas será representada de forma simbólica. Essa uma proposta que adotamos para esse trabalho. Queremos criar coisas diferentes para a Companhia”, fundamenta. De acordo com Fernandes, a iniciativa de desenvolver um espetáculo dentro da capela nasceu no ano passado, quando criaram o projeto “Lugares

ESTREIA

A capela da Santa Casa de Misericórdia será palco do espetáculo “Vestido de Noiva”, escrita por Nelson Rodrigues. A estreia está prevista para o próximo mês de dezembro

que o dia não me deixa ver” para concorrer ao Prêmio Funarte Artes na Rua, promovido pelo Ministério da Cultura (Minc). Ele afirma que a ideia principal é levar o teatro, assim como as demais vertentes, aos prédios antigos, comumente não frequentados. “Essa apresentação vem agregar arte à questão cultural. Esse projeto já existia dentro da Companhia

ANIMAÇÃO

DIVERSÃO

Reggae, rock, axé e samba em destaque no Tropical Hoje é o último dia do Manaus Summer Fest 2012 que encerra com shows de Chimarruts, Charlie Brown Jr. e Banda Eva no palco principal, além de Mumuzinho na área VIP Equador Petróleo e Santo Remédio. A festa começa mais cedo, a partir das 18h, no píer do Tropical Hotel. A programação inicia com o reggae do Chimarruts, em seguida tem o rock do Charlie Brown Jr. e termina, em clima duplo de despedida, com o axé da Banda Eva, atração indispensável no Summer. Esta será a última apresentação do cantor Saulo Fernandes com a banda em Manaus, já que ele se despede da Banda Eva no Carnaval de 2013. Ingressos Os ingressos para curtir apenas o último dia custam R$ 60 (abadá de pista – meia entrada) e R$ 160 (abadá área VIP Equador Petróleo e Santo Remédio – meia entrada), à venda nas lojas Granada Be-

ach (Amazonas Shopping e Manauara Shopping), Sandálias e Tal (Amazonas Shopping e Manauara Shopping), Mr. Pizzo (avenida Pedro Teixeira, 931, Dom Pedro), Japurá Pneus (avenida Djalma Batista, ao lado da Happy Ice) e pelo site www.ingressosbuy. com. Os valores podem ser parcelados em até três vezes no cartão Visa ou no Master, mas somente nos pontos de venda. Na área VIP Equador Petróleo e Santo Remédio o público terá acesso diferenciado, front stage, open bar, salão de beleza, bares e banheiros exclusivos. Quem deixou para comprar ingresso na última hora, contará com duas bilheterias: uma na lateral do Tropical Hotel e a da Arena VIP (no ginásio do Tropical). Ambas funcionarão a partir das 10h. A estratégia foi montada para garantir que o público evite comprar ingressos com cambistas, evitando assim, a compra de ingressos falsos. REPRODUÇÃO

SERVIÇO MANAUS SUMMER FEST Quando: 11 de novembro Onde: Praia do Tropical Hotel - avenida Coronel Teixeira, 1.320, Ponta Negra Ingressos: R$ 60 (abadá de pista – meia entrada) e R$ 160 (abadá área VIP Equador Petróleo e Santo Remédio – meia entrada) Informações: (92) 3648-6785 e 9175-5015

e como neste ano comemoram-se os 100 anos de Nelson Rodrigues e os 5 anos de nossa atuação, resolvemos unir tudo em um pacote e abrir a temporada com essa grandiosa obra, levando-a para um espaço alternativo”, conta. O diretor também anuncia que o grupo conseguiu a liberação por parte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a utilização da área interna do prédio, além de ter adquirido até o mês de agosto de 2013, a posse dos direitos autorais da obra. A concessão foi viabilizada por meio de contato com a filha de Rodrigues, Sonia Rodrigues, junto a Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus). “Estamos com todos os documentos formalizados e todo pronto para a estreia. Agora, é só esperar o sinal verde da SEC”, informa. Fernandes conheceu Sonia no início deste ano, momento em que ela disse estar interessada em vir a Manaus para assistir à montagem. “Conheci a Sonia durante uma viagem, falei sobre o projeto e ela aprovou, então, começamos a negociar sobre a questão dos direitos sobre a obra. Será uma satisfação poder recebê-la nessa estreia”, disse.

Saulo, da banda Eva, será uma das atrações de hoje

Rock e MPB com a Triton’s Band Clássicos do rock internacional serão o destaque do show da Triton’s Band, hoje, na praça de alimentação do Manaus Plaza Shopping. A banda fará apresentação das 18h30 às 20h30, tocando baladas internacionais e clássicos do rock mundial. Para não perder a brasilidade, o show também terá uma pitada de Música Popular Brasileira (MPB) e pop rock nacional. Repertório A seleção musical irá privilegiar rock ballads de Scorpions, Bon Jovi, Pink Floyd, Guns N’ Roses, The Police, Aerosmith e também de grupos que deram início à história do rock, como The Beatles e Creedence Clearwater Revival. O set list inclui as baladas que fizeram sucesso nas décadas de 80 e 90, como “Cryin” (Aerosmith), “Don’t Cry” (Guns) e “Your Last Song” (Scorpions), além de clássicos dos anos 50, como “Hey Jude” e “Let It Be” dos Beatles. No show, também serão lembrados os talentos de Brian Adams e Robbie Williams. Da música nacional e do pop rock nacional, a banda tocará sucessos de artistas como Jorge Vercilo, Djavan, Zeca Baleiro, Ana Carolina, Marisa Monte, Vanessa da Mata entre outros. Bandas como Titãs, Capital Inicial, Barão Vermelho e Legião Urbana também serão lembradas. Vale ressaltar que o show é gratuito.

Ao todo, estarão em cena cinco atores que terão a missão de apresentar a obra de Rodrigues

Figurino branco e vermelho O diretor ainda comanda a cenografia e parte do figurino, missão que divide com Mauricio Matos. “As roupas serão brancas e vermelhas. Buscamos transparecer limpeza e organização, tudo o mais clean possível, um figurino bem acabado”, cita.

Na cenografia Fernandes afirma que o público deve conferir algo dinâmico. O projeto, que também envolve o processo de carpintaria, tem a confecção projetada pelo arquiteto Rui Franco. “Queremos usar elementos que Rodrigues propõe em

seus textos. A ideia e que um cenário se transforme em dez. Criamos uma maquete que nos possibilitou visualizar a parte funcional”, comenta. “Não vamos utilizar recursos tecnológicos. Queremos utilizar novas possibilidades”, frisa.


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El Dorado será tema da nova exposição de Otoni GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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apel, gravura, pesquisa e experimentações definem a nova coleção de peças que o artista plástico Otoni Mesquita prepara para a exposição batizada de “Em busca do El Dorado”, que está prevista para ser inaugurada este mês, na sede do Serviço Social do Comércio (Sesc), no Centro. A escolha do título da exposição tem dupla justificativa, segundo o próprio artista, que também atua como professor do departamento de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “Primeiro o grafismo que utilizo há algumas décadas. Algumas vezes lembra referências de manifestações dos povos pré-colombianos. O segundo motivo é que, ao retomar à temática em 2007, quando retornei ao atelier de gravura em metal (Atelier Vila Venturosa, no Rio de Janeiro), e ao imprimir uma nova série, decidi que deveria utilizar a tinta de cor dourada. Mas para obter um resultado satisfatório foi uma tarefa árdua, e por isso denominei a série dessa maneira, querendo fazer uma referência à própria busca da cor dourada”, explica que tem formação em gravura pela Escola de Belas Artes, de onde saiu em 1983. O artista ainda não tem certeza de quantas peças serão selecionadas para a exposição, mas enfatiza que tem material cujo embrião foi plantado em 2008. “Foi quando continuei a desenvolver pinturas e algumas outras experimentações com objetos e resinas acrílica, nos quais inseri tons dourados. O curioso é que aquela busca que parecia se dirigir à sugestão do ouro, ou qualquer outro metal precioso, se voltou para

os elementos naturais. Passei a explorar recursos estéticos de folhas secas e pequenos insetos, mostrando que assim como aqueles viajantes que buscavam ouro acabaram concluindo que a grande riqueza da região estava guardada em sua própria natureza”, analisa a subjetividade de suas inspirações. Em verdade, algumas dessas telas foram expostas naquele mesmo ano, incluindo o chamado Zonarte, evento promovido pelo Sesc, e uma exposição coletiva no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (Icbeu), juntamente com os colegas e amigos Sérgio Cardoso e Jair Jacqmont. “Mais recentemente, durante o workshop da artista francesa Guillaine Querrien,

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Artista plástico e professor da Universidade Federal do Amazonas reúne e prepara peças para nova mostra este mês

O artista plástico Otoni Mesquita possui mais de 30 anos de carreira e prepara nova exposição no Sesc Amazonas, Centro

ARTE

Papel, gravura, pesquisa e experimentação são palavras que podem definir a nova mostra do artista plástico Otoni Mesquita que abrirá, ainda este mês, nas dependências do Sesc, Centro na Ufam, retomei a série de gravuras douradas e também alguns outros experimentos que envolvem a técnica da gravura e do papel artesanal, incrustação de papel e mesmo impressões digitais, além de outros pequenos detalhes que ao olhos do leigo passam despercebido”, comenta Otoni Mesquita, autoproclamando-se artesão. “Penso que depois de mais de 30 anos de estrada posso agora reivindicar para mim o status de artesão, considerando que artista, atualmente, não necessita meter a mão na massa, não precisa transformar materiais”, afirma. REPRODUÇÃO

MÚSICA

Grupo Orquestra Imperial entre sambas e boleros Basta assistir a um de seus bailes: o grupo Orquestra Imperial parece brincadeira. E talvez seja pela leveza do improviso amigável de 13, 15, 20 músicos - a formação ao vivo é flutuante - que os shows e os lançamentos vêm a conta-gotas. São feitos sem muito compromisso, ao sabor da vontade. “Fazendo as Pazes com o Swing”, segundo disco do conjunto, chegou às lojas só na última semana, 5 anos depois da estreia, “Carnaval Só Ano Que Vem”. O intervalo parece grande, mas Thalma de Freitas, uma das várias vozes do grupo, esclarece: “O Orquestra não funciona em escala industrial. Um trabalho a cada 5 anos eu acho até uma média boa”. Para ela, esse tempo foi muito importante para amadurecer o álbum, cuja ideia surgiu pela primeira vez logo após o lançamento do primeiro trabalho, ainda em 2007. Nesse meio tempo, canções não faltaram. Num grupo que une Wilson das Neves, Alexandre Kassin e muitos outros nomes relevantes da música brasileira, sempre havia al-

guém compondo. Quando um de seus fundadores, Berna Ceppas, decidiu tentar reunilos para a gravação do disco, há um ano, a gênese do trabalho se deu mais pela edição de um repertório do que pela criação de uma obra do zero. “Ela aconteceu no sentido de ver se tinha bolero demais aqui, se tinha muita música com voz masculina, etc. Foi uma questão de logística interna”, explica Ceppas. A “logística” majoritariamente sambista do novo trabalho é tanto novidade quanto notícia velha. Inicialmente um projeto de gafieira, o primeiro disco do Orquestra tinha samba, mas não só - por isso o nome, que adiava a chegada do gênero. Na produção do último álbum, Leo Monteiro (percussão eletrônica) fez o comentário que o batizaria: de volta ao samba, o Orquestra fazia as pazes com o swing. No som, muito balanço; na capa, um tanto de saudade. Com o rosto pintado, quem estampa o encarte é Nelson Jacobina, que morreu de câncer pouco tempo depois do fim das gravações do álbum, dedicado a ele.

“Fazendo as Pazes com o Swing” é o título do mais recente álbum do famoso grupo Orquestra Imperial que já está à venda

Arranjos de guitarras e violões diferenciados Companheiro de composição de Jorge Mautner, outro célebre integrante do conjunto, Nelson fez alguns arranjos e tocou os violões e uma das três guitarras do lançamento, sendo uma força criativa essencial do grupo. “Nós te-

mos um feng shui humano muito louco, cada um de um lugar, de um jeito. O Nelson era alguém extremamente iluminado, no meio de tudo isso”, afirma Ceppas. O “feng shui humano” é, de fato, uma das principais

características do grupo Orquestra. Para Thalma, por reunir veteranos e “novatos”, o Orquestra está entre a experiência de dinossauros e a visão de músicos mais jovens. “Eles (os mais velhos) vão legitimando a gente, e a gente

os vai atualizando”, comenta. Ainda bebê, a cantora sentou no colo de João Donato. Hoje, divide com ele, na composição e na gravação, a canção “Enquanto a Gente Namora”. Por Rafael Abreu


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Ministra pretende ampliar a Funarte Marta Suplicy quer aumentar o número representações da fundação no Norte

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A ministra da Cultura, Marta Suplicy, mostrou interesse em aumentar o número de representações no Norte e Nordeste do país

m sua primeira visita à sede da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no Rio, desde que assumiu o Ministério da Cultura, Marta Suplicy sinalizou, na última sexta-feira, que deverá atender a uma antiga reivindicação do órgão: a substituição de terceirizados por um quadro maior de funcionários concursados. Marta também demonstrou interesse em ampliar a capilaridade da fundação, com aumento no número de representações nas regiões Norte e Nordeste. Embora trate as duas questões como “possibilidades”, a ministra foi enfática ao afirmar que a entidade, considerada por ela o órgão mais importante do ministério em termos de execução, deverá ampliar seu funcionamento e presença no país. “Um dos vértices desse ministério é a inclusão social, e nós não temos a Funarte presente, assim como nós não temos representação regional em vários Estados do Norte e Nordeste, que são agrupados. Seria interessante que nós tivéssemos representação re-

gional, e uma representação da Funarte ali dentro, para ter essa capilaridade com o vértice da inclusão”. A instituição conta com cerca de 460 funcionários ativos e 350 inativos. Do total de ativos, apenas 232 são servidores concursados, mais de 100 são terceirizados e o restante é complementado por empregados cedidos por outros órgãos. “São muitos terceirizados, que acabam saindo muito mais caros do que se fossem concursados. Isso foi algo bastante concreto que discutimos: tem que ter um concurso para Funarte, porque se fizermos um concurso vamos economizar”, disse a ministra. O presidente da Funarte, Antônio Grassi, disse que o aumento no quadro de funcionários permitirá esse incremento na atuação da entidade em âmbito nacional. “A ministra veio com essa preocupação. Tornar a Funarte mais robusta para que ela possa ter uma atuação nacional foi uma questão que ela colocou com muita ênfase”, afirmou Grassi. Por Heloisa Aruth Sturm

Antônio Grassi afirmou aumento de funcionários da Funarte

DIVULGAÇÃO

REGIONAL

Edilson Santana com show acústico na tacacaria, hoje

SERVIÇO SHOW DE EDILSON SANTANA Quando: Hoje, a partir das 19h Onde: Tacacaria Parintins (CSU do Parque 10) Quanto: Entrada gratuita

Além de cantor, Edilson Santana é o amo do boi do bumbá Caprichoso. Hoje, ele apresenta show acústico, a partir das 19h

Um dos grandes nomes da cena musical amazonense, o cantor Edilson Santana será a atração de hoje no palco da Tacacaria Parintins, localizada no CSU do Parque 10, a partir das 19h. Ele, que também é amo do boi Caprichoso, fará uma apresentação em formato acústico, acompanhado apenas de seu violão. Conhecido e íntimo dos palcos locais, Edilson Santana tem quase duas décadas de experiência musical. É vocalista versátil que transita em variados ritmos, entre eles o forró, axé, black music, samba, pagode, toadas e flashbacks. Há anos defende o item “amo do boi” no festival de Parintins, onde já foi inclusive levantador de toadas do bumbá azul. Para o acústico na Tacacaria Parintins, ele irá apresentar um repertório eclético composto por canções da MPB e, principalmente, toadas do Boi Caprichoso. “Ele é querido pelo público do Caprichoso e respeitado pelos torcedores do Garan-

tido. Tem uma voz única, diferenciada e bem afinada. Será uma grande apresentação”, afirmou Bruna Innuzzi, sócia do empreendimento. Além do evento musical, o Movimento Marujada, responsável pela divulgação do boi Caprichoso na capital, lançará a campanha “Natal Solidário”, que visa arrecadar alimentos para o abrigo São Vicente de Paula. Para Bruna, o evento “une o útil e o agradável” já que além de levar diversão aos amantes da tacacaria, também possibilita uma ajuda aos que mais precisam, com a campanha “Natal Solidário” que sensibilizará os clientes do espaço. “Teremos um show musical e uma ação que visa ajudar o próximo, isso faz bem para o corpo e para a alma”, destaca Bruna. “Quem quiser doar basta levar os donativos para a tacacaria hoje, que terá uma equipe para recolher as doações”, informa. Os alimentos arrecadados serão doados ao abrigo São Vicente de Paula.


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MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012

Programação de TV SBT 5:00 Aventura Selvagem – Reprise 5:30 Pesca Alternativa 6:30 Brasil Caminhoneiro 7:00 A Grande Ideia 7:30 Vrum 8:00 Programa da Manazinha – Local 8:30 Chaves 9:00 Sorteio Amazonas da Sorte – Local 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:40 Sorteio da Telesena 18:45 Programa Sílvio Santos 23:00 De Frente com Gabi 0:00 Série - O Mentalista 1:00 Série – Alvo Humano 2:00 Série – Chase 3:00 Encerramento de Emissora

RECORD Eliana apresenta seu programa hoje na grade do SBT

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Alguma inquietação pessoal irá perturbar a relação íntima com a pessoa amada. É preciso encontrar um novo ajuste entre vocês. No trabalho, bons apoios lhe favorecem. TOURO - 20/4 a 20/5 Momento em que é necessário resolver as pendências e as carências que possam atrapalhar a aproximação ou os relacionamentos nos quais você está envolvido. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Organize-se melhor para receber as inovações, mesmo que isso remexa com sua rotina, de imediato. A rotina de trabalho precisa se re-adequar aos planos e projetos futuros. CÂNCER - 22/6 a 22/7 A noção de futuro e responsabilidade tende a mexer com sua relação amorosa. Não bastam os sentimentos, é preciso saber para que direção vai o relacionamento.

4:45 5:00 5:30 7:00

Bíblia Em Foco Nosso Tempo Desenhos Bíblicos Voto na Record – Local

11:15 Tudo É Possível 14:00 Top Model – HD 15:00 Programa do Gugu 19:30 Domingo Espetacular – HD 22:15 Repórter Record 23:15 Série – Todo Mundo Odeia o Chris 0:15 Programação IURD

GLOBO 4:45 Santa Missa em Seu Lar 5:45 Sagrado: Compacto 5:55 Amazônia Rural 6:25 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:05 Globo Rural 8:05 Auto Esporte 8:38 Esporte Espetacular 11:30 Temperatura Máxima 13:53 The Voice Brasil 15:17 Domingão do Faustão 19:30 Fantástico 21:50 Domingo Maior 0:05 Sessão de Gala 1:48 Corujão 3:15 Sob Medida 4:00 Festival de Desenhos

Cinema ESTREIA submundo paulistano a partir da trajetória de Hiroito de Moraes Joanides, auto-intitulado o “Rei da Boca do Lixo”. Compreendendo um intervalo entre 1952 e 1963, o longa relembra uma época glamourosa e elegante, ao mesmo tempo que retrata um estágio anterior ao crime organizado, mergulhando na complexa personalidade de seu protagonista, capaz de gestos ora afáveis, ora violentos. Um homem que queria ser amado e temido. O roteiro é baseado no livro “Boca do Lixo”, escrito pelo próprio Hiroito. Cinemark 2 – 15h30 e 18h (diariamente); Cinemais Millennium 3 – 19h30 e 21h45 (diariamente);

Os Candidatos14 anos. EUA. Quando o experiente congressista Cam Brady (Ferrell) comete uma grande gafe pública antes do início de um período eleitoral, um grupo de CEOs ultrarricos projeta um candidato rival para ganhar influência em seu distrito, a Carolina do Norte. O escolhido é o ingênuo Marty Huggins (Galifianakis), diretor do Centro de Turismo local. Cinemais Plaza 5 – 14h35, 16h40, 19h15 e 21h20 (leg/diariamente);

Selvagens EUA. 18 anos. EUA. O filme narra história de dois amigos que moram em Laguna Beach, Ben e Chon, eles dividem a mesma namorada, Ophelia, e um empreendimento de plantio e distribuição de maconha da mais alta qualidade. Mas, quando não se aliam a um cartel de narcotráfico mexicano, a namorada é sequestrada e o preço do resgate é todo o dinheiro que eles ganharam nos últimos cinco anos. Cinemais Millennium 2 – 14h, 16h40, 19h20 e 22h (leg/diariamente);

CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 As relações sociais podem causar sentimentos e afeições especialmente fortes. Mas há algo também de perturbar nessas relações, e nem tudo segue o rumo que você desejava. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Um dia propício para você superar algum obstáculo na vida profissional. A melhoria da comunicação e das relações é fundamental para isso. Adapte-se melhor às pessoas. PEIXES - 19/2 a 20/3 Momento positivo para você superar os obstáculos financeiros que as circunstâncias podem forçar sobre você. Procure novas saídas para os velhos problemas.

5:55 Abertura da Emissora/Hino Nacional 6:00 Via Legal 6:30 Brasil Eleitor 7:00 Palavras da Vida 8:00 Santa Missa 9:00 Viola, Minha Viola 9:30 Nova Amazônia – Local 10:00 Escola Pra Cachorro 10:15 Meu Amigaozão 10:30 Turma do Pererê 11:00 ABZ do Ziraldo 11:30 Anima TV Tromba Trem 11:45 Anima TV Carrapatos e Catapultas 12:00 Turma do Pererê 13:00 Dango Balango 13:30 TV Piá 14:00 Stadium 15:00 Os Protetores do Planeta 16:00 Ver TV 17:00 De Lá, Pra Cá 17:30 Cara e Coroa 18:00 Papo de Mãe 19:00 Conexão 20:00 Esportvisão 21:30 MPTV – Local (Reprise) 22:00 Roda Viva Amazonas – Local (Reprise) 23:00 Doc Especial 0:00 Encerramento da Emissora/Hino Nacional

Boca16 anos. BRA. Boca recupera a atmosfera do

VIRGEM - 23/8 a 22/9 Um dia em que boas conversas podem ser necessárias nas relações íntimas, para vocês acertarem o que vocês pensam e desejam. Pode haver diferenças a serem sanadas.

SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 As relações afetivas são preenchidas com desejos e anseios urgentes. Mas tudo tende a se precipitar de um modo desajeitado, se os sentimentos não forem bem conduzidos.

6:30 Igreja Internacional da Graça – Local 7:30 Igreja Internacional da Graça – Local 8:55 Break obrigatório 9:00 TV Shopping Manaus – Local 10:00 Show de Ofertas da Cidade – Local 10:30 TV Kids – Local 11:00 Igreja Internacional da Graça – Local 12:00 Fique Ligado – Local 13:00 TV Kids – Local 14:00 Encircuito – Local (Reprise) 15:30 Amazonas Mix – Local 16:00 Break obrigatório 16:05 TV Kids 16:45 Ritmo Brasil 17:20 O Último Passageiro 18:40 Super Bull Brasil 19:40 Star Trek 21:00 TV Shopping Manaus – Local (Reprise) 22:00 Cine Total 23:30 Dr. Hollywood 0:15 É Notícia 1:15 Bola na Rede 1:45 Igreja Internacional da Graça – Local

REPRODUÇAO

Marcados para Morrer14 anos. EUA. Depois de confiscarem um pequeno montante de dinheiro e algumas armas de membros de um temido cartel de drogas de Los Angeles, dois jovens policiais são jurados de morte. Cinemark 8 - 17h20, 20h, 22h30 (dub/diariamente); Cinemais Plaza 8 – 15h10, 17h20, 19h40 e 21h50 (dub/diariamente);

ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 É preciso saber se adaptar, integrando-se às mudanças deste dia. Os afazeres da rotina vão se bagunçar, indo contra sua vontade e afrontando o que você tinha estabelecido.

TV CULTURA

Cruzadinhas

LEÃO - 23/7 a 22/8 O ambiente familiar pode não estar tão bom quanto você esperava. Pode haver algo que não combina com seus valores e expectativas, e isso deve ser colocado às claras.

LIBRA - 23/9 a 22/10 As relações de negócio estão em fase de remodelação. Alguma modificação precisa ser introduzida para as negociações caminharem. Na vida a dois, também é preciso mudar.

REDE TV

REPRODUÇAO

PRE ESTREIA Saga Crepúsculo Amanhecer - Parte 212 anos. EUA. Após dar à luz a Renesmee, Bella Swan desperta já vampira. Ela agora precisa aprender a lidar com seus novos poderes, assim como absorver a ideia de que Jake, seu melhor amigo, teve um imprinting com a filha. Paralelamente, Aro é informado por Irina da existência de Renesmee e de seus raros poderes. Acreditando que ela seja uma ameaça em potencial para o futuro dos Volturi, ele passa a elaborar um plano para atacar os Cullen e eliminar a garota de uma vez por todas. Cinemark 4 - 23h55 (leg/somente quarta-feira); Cinemark 6 – 23h55 (dub/somente quarta-feira); Cinemark 7 – 23h55 (leg/somente quarta-feira).

CONTINUAÇÕES

Gonzaga: De Pai para Filho - 12 anos: Cinemark 3 - 12h10, 15h, 17h50, 20h40 (diariamente); Playarte 3 - 12h30, 15h05, 17h40, 20h15 (sex, sáb, dom, seg, qua), 12h30, 15h05, 17h40, 20h15 (ter) e 22h50 (sex e sáb); Cinemais Millennium 7 – 14h, 16h30, 19h e 21h30.

(dub/sex, sáb, dom, seg, qua) e 22h10 (dub/sex e sáb); Cinemark 8 - 12h45, 14h55 (dub/ diariamente); Cinemais Millennium 3 – 14h30 e 16h20 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 1 – 16h e 20h50 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza 7 – 14h30 e 16h30 (dub/diariamente);

007 – Operação Skyfall: 16 anos: Cinemark 1 - 12h50, 16h, 19h10, 22h20 (dub/diariamente); Cinemark 4 - 21h (dub/diariamente); Playarte 5 - 15h, 18h, 21h (leg/sex, sáb, dom, seg, qua) e 22h59 (leg/sex e sáb); Playarte 6 - 14h, 17h, 20h (dub/sex, sab, dom, seg, qua) e 23h (dub/sex e sáb); Cinemais Millennium 4 – 14h20, 17h30 e 20h40 (dub/diariamente); Cinemais Millennium 8 -15h10, 18h50 e 21h40 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 2 – 14h50, 19h10 e 22h (dub/diariamente); Cinemais Plaza 7 – 18h20 e 21h10 (dub/diariamente);

Diário de um Banana 3 – Livre: Cinemark 4 12h20, 14h30, 16h40, 18h50 (3D/dub/diariamente).

O Mar Não Está Para Peixe 2 – Livre: Playarte 1 - 13h, 14h50, 16h40, 18h30, 20h20

Atividade Paranormal 4 - 12 anos: Cinemark 7 - 12h40, 14h50, 17h10, 19h40, 21h50 (leg/dia-

Até que a Sorte nos Separe - 12 anos: Playarte 9 - 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (ter); 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (sex, sáb, dom, seg, qua) e 23h (sex e sáb); Playarte 10 – 12h10, 14h25, 16h40, 18h55, 21h10 (sex, sáb, dom, seg, qua), 12h30, 14h45, 17h, 19h15, 21h30 (ter) e 22h35 (sex e sáb); Cinemark 5 - 13h, 15h10, 17h30, 19h50, 22h10 (diariamente).

riamente); Cinemais Millennium 5 – 15h20, 17h20, 19h40 e 21h50 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 6 – 15h, 17h, 19h20 e 21h30 (leg/diariamente); Possessão - 14 anos: Cinemark 6 - 12h30, 14h40, 16h50, 19h, 21h20 (dub/diariamente); Playarte 4 - 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 (leg/sex, sáb, dom, seg, qua) e 23h10 (leg/sex e sáb); Cinemais Millennium 6 – 15h, 17h10, 19h10 e 21h20 (leg/diariamente); Cinemais Plaza 4 – 14h40, 16h50, 19h e 21h (dub/diariamente).

A Entidade - 14 anos: Playarte 2 18h20, 20h40 (leg/ sex,sab,dom,seg,qua) e 23h (leg/sex e sáb).

E Aí, Comeu? - 14 anos: Playarte 5 - 12h50, 15h0, 17h10, 19h20 (ter). Na Estrada - 16 anos: Playarte 6 - 13h, 15h45, 18h30, 21h15 (leg/ter). Magic Mike - 16 anos: Playarte 7 - 14h05, 16h20 (leg/sex, sáb,dom,seg, qua) e 23h05 (leg/sex e sáb).

Intocáveis - 14 anos: Playarte – 18h, 20h30 (leg/sex, sáb, dom,seg e qua) e 23h (sex e sáb)

E a Vida Continua - 12 anos: Playarte 2 - 12h50, 15h, 17h10, 19h20, 21h30 (ter) e 14h, 16h10 (sex, sáb, dom, seg, qua).

Frankeweenie – 10 anos: Cinemais Millennium 1 – 14h50, 16h50, 18h40 e 21h (3D/dub/ diariamente); Cinemais Plaza 1 – 14h10 e 18h50 (3D/dub/diariamente).

Billi Pig - 12 anos: Playarte 4 - 12h50, 15h, 17h10, 19h20, 21h30 (ter).

Ted – 16 anos: Cinemais Plaza – 14h45, 17h10, 19h30 e 21h40 (dub/diariamente).


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Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: De novo!? Na sessão homenagem da Business and Professional Women, no encerramento da Casa Cor Amazonas 2012: a empresária Valdenice Garcia divide com a anfitriã-homenageada Cristina Calderaro Corrêa os confetes-com-flashes

Mais uma vez a praia da Ponta Negra está interditada. O Ministério Publico Estadual quer saber qual é o problema com o balneário que já vitimou mais de uma dezena de banhistas desde a sua inauguração. O humor negro do povo dá conta de que lá é o melhor lugar para se praticar “suicídio seguro” em Manaus. Pela fé! FOTOS: JANDER VIEIRA

::::: Sala de Espera Amanhã, Baby Rizzato e Pedrinho Aguiar estarão trocando de idade. Os cumprimentos da coluna. Fernando Salignac comandará, no próximo dia 7, no Manaus Park Suítes, o desfile Manaus Moda & Estilo. A 39ª Feira de Exposição Agropecuária do Amazonas, a Expoagro, já tem data para acontecer. Será no período de 24 de novembro até 2 de dezembro com atrações nacionais, praça de alimentação das mais elaboradas e muita bossa. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência promoverá na próxima terça-feira, a partir das 8h30, um encontro com ONGs da capital e do interior do Estado que são conveniadas com o órgão.

O encontro tem o intuito de fortalecer a integração entre todas as instituições e a parceria com a Seped, discutindo como ampliar o trabalho em prol das pessoas com deficiência no Estado do Amazonas. Após uma temporada de sucesso o musical “… Mas Podem me Chamar de Chico” encerra suas apresentações no Teatro Direcional, nos próximos dias 14 e 15,com início às 21h. Hoje, às 11h, acontece no sambódromo, a aclamação da diretoria do Movimento Amigos do Garantido. O atual presidente do MAG, Rivaldo Pereira, foi reconduzido à diretoria, por mais dois anos. Sensato, prevaleceu aquele velho ditado: “Em time que está ganhando não se mexe”.

O cirurgião plástico Charleston Atala e sua Melissa no Espaço Número 1, eram só alegria

::::: Película Chega ao fim mais um evento de sucesso do governo do Estado. O 9º Amazonas Film Festival já é um evento consolidado na cena artística nacional e a cada ano colhe novos frutos para as artes locais. Agora, é esperar o curso de cinema da UEA, que vem para firmar ainda mais a cultura da sétima arte no Amazonas. O curso é resultado direto do festival e é um prêmio para quem quer seguir carreira cinematográfica em Manaus. De parabéns o secretário Robério Braga e o governador Omar Aziz.

::::: Tudo Rosa Jenny Ituassú, Kêmela Marques e Grace Zamperlini na noite concorrida pilotada pela BPW, na Casa Cor Amazonas

::::: Reparo

::::: Tucupi

Um dos blocos de pedra da centenária Ponte dos Bilhares, na avenida Constantino Nery foi derrubado provavelmente por algum veículo grande que o arrancou da base do monumento. O bloco está no chão há mais de dois meses e pelo jeito lá irá permanecer até a posse do novo prefeito. Oremos.

Para os chegados em uma boa iguaria amazônica, a Tacacaria Parintins irá unir o “útil ao agradável” neste domingo. O útil é a voz inigualável de Edilson Santana e o lançamento da campanha Natal Solidário do Movimento Marujada e o agradável é o delicioso tacacá servido pela tacacaria que fica no CSU do Parque 10. Agende que é ótimo aos ouvidos e ao paladar.

A primeira-dama Nejmi Jomaa Abdel Aziz comemorou o resultado da campanha do Outubro Rosa, da qual ela é a madrinha no Amazonas, em sensibilização das mulheres no combate ao câncer de mama e colo do útero. Foram mais de 21 mil exames realizados, entre eles mamografias e teste de Papanicolau, somente no mês de outubro, 37% a mais do que foi realizado no ano passado. Estes dois tipos de câncer são os que mais matam mulheres no Amazonas.

::::: Green Como previsto pela coluna no início do mês passado, os tenebrosos temporais que assolam a cidade neste período fizeram um verdadeiro estrago no combalido programa de arborização de Manaus. Mais de 60 árvores tombaram pela cidade afora e com certeza absoluta farão falta na hora que o verão voltar. Como se não bastassem as perdas, agora existe uma paranoia coletiva entre moradores próximos às centenárias arvores. Todos acreditam que elas podem cair e exigem do poder público que elas sejam derrubadas. É mole? DIVULGAÇÃO

ARTE

Vik Muniz estará no Louvre Em sua série “Versos”, Vik Muniz reproduz com fidelidade, em forma de escultura, a parte de trás de obras mundialmente célebres. A última das recriações, ainda inédita, foi feita a partir da pintura mais famosa de todos os tempos, a Mona Lisa. Nesta terça-feira, o artista paulista terá o privilégio de exibi-la ao lado da original de Leonardo Da Vinci, em um evento organizado pelo Louvre apenas para especialistas e pesquisadores. Uma vez por ano, o museu francês convida um grupo seleto para fazer um exame minucioso da obra-prima e de seus dispositivos de preservação e segurança. Foi em um desses encontros, em novembro do ano passado, que Vik ganhou uma autorização especial para fotografar o avesso do quadro de Da Vinci. A partir deste registro, conseguiu reproduzir, com a ajuda de dez assistentes, o lado de

‘Gioconda’ que pouquíssimas pessoas no mundo conhecem. Composta por uma variedade de materiais, que incluem madeira, ferragens feitas sob encomenda, silkscreen e metais, a escultura reconsti-

TALENTO

O artista plástico Vik Muniz terá sua mais recente obra exposta ao lado do quadro “Monalisa”, n Museu do Louve, em Paris. Além disso, no dia 1º de dezembro ele estreia como curador tui com riqueza de detalhes as marcas, anotações e até mesmo o aparelho embutido que mede a sua umidade. O artista chegou mesmo a comprar uma árvore inteira da espécie álamo, de modo a obter no corte da ripa a

mesma inclinação do veio da madeira original. Curador No dia 1º de dezembro, o artista faz a sua estreia na galeria Nara Roesler, como curador da mostra coletiva Buzz, dedicada exclusivamente à Op-Art (arte ótica). O paulista, que fizera trabalhos como curador para o Museum of Modern Art (MoMA) e o Metropolitan Museum, ambos em Nova York, e para o Museé d’Orsay, em Paris, selecionou obras dos brasileiros Abraham Palatnik, Israel Pedrosa e Waldemar Cordeiro, da inglesa Bridget Riley e do francês François Morellet – alguns dos principais representantes do gênero, cujo conceito se fundamenta na distorção da percepção visual do espectador. A seleção também inclui trabalhos de novos artistas, como Fred Tomaselli, Olafur Eliasson, Tauba Auerbach e Wayne Gonzales.

O artista Vik Muniz terá a oportunidade de expor uma de suas obras no Museu do Louvre


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MANAUS, DOMINGO, 11 DE NOVEMBRO DE 2012

Pioneiro da e-music no Brasil é atração do SMF Mau Mau, que começou tocando na cena underground de São Paulo, se tornou um dos DJs brasileiros mais famosos REPRODUÇÃO

SERVIÇO SEVEN MUSIC FESTIVAL Quando Quarta-feira, dia 14 de novembro (véspera de feriado) Onde: Píer do Tropical Hotel Quanto Segundo lote dos ingressos custam R$ 50 (pista), R$ 120 (área VIP) e R$ 250 (camarote), à venda nas lojas Fast Temaki e no site Ingresse.com Informações (92) 3342-4250

VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

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ioneiro da música eletrônica no Brasil, o DJ paulista Mau Mau é uma das atrações nacionais que figuram no line-up do Seven Music Festival (SMF), que realiza uma noite dedicada ao gênero no píer do Tropical Hotel na próxima quarta-feira, dia 14. Com 25 anos de carreira, Mau Mau se prepara para tocar novamente em Manaus, um de seus lugares prediletos segundo ele mesmo. Influênciado principalmente pelas pistas de dança underground da Europa e Estados Unidos, Mau Mau foi reve-

lado no fim dos anos 80 na boate Madame Satã, popular na cena alternativa paulista, e logo virou residente do Hell’s Club, famoso por disseminar a música eletrônica no país.“Comecei muito cedo, frequentando a Madame Satã. Ficava observando o DJ da casa noturna, acompanhando o trabalho dele, até que surgiu uma oportunidade de tocar. E não parei mais”, lembra. De acordo com o DJ, que atualmente assina como residente nos clubes D.Edge, Clash, Lions e Beat Club, quatro das mais famosas casas da maior cidade da América do Sul, a cena da e-music mudou muito nas duas últimas décadas, desde que ele começou a tocar

Comecei muito cedo. Ficava observando o DJ da casa noturna até que surgiu uma oportunidade de tocar. E não parei mais. Mau Mau, DJ

profissionalmente nos bares e boates undergrounds de São Paulo. “Quando comecei, era muito mais difícil. Hoje há muito mais clubes, eventos e DJs que movimentam o cenário”,

acredita. “O acesso à informação e tecnologia também ajudou a aumentar o número de pessoas interessadas (no gênero)”, acrescenta. Mas com a evolução da cena, Mau Mau também viu a necessidade de se renovar e ao longo dos dez álbuns e EPs lançados – o último em 2006 –, passou a ser um dos DJs brasileiros que mais se apresentam no exterior. “Em alguns lugares, a vibe é tão boa quanto no Brasil, mas nada é mais gostoso do que se apresentar aqui, para um público que realmente curte o que estou tocando”, ressalta. Sobre a apresentação em Manaus, Mau Mau revela que está preparando um setlist es-

pecial: “Gosto muito de tocar em Manaus, é uma das minhas capitais favoritas! Podem esperar muitas novidades”. Considerado um dos melhores DJs do Brasil pela mídia e público brasileiros, Mau Mau é dono de um estilo único e conduz a pista com maestria. Seu set é um mix de house e techno, sempre sintonizado com as tendências de vanguarda. O DJ também é produtor e criou dois selos, o Tropic Records e o M. Music. Sobre os artistas e selos que atualmente lhe influenciam, o paulista afirma gostar muito dos produtores do coletivo americano “UR – Underground Resistence”. “Mas há muitos selos novos que fico atento, principalmen-

te quanto à novidades como o projeto Hot Creations e a banda Black Keys”, comenta. Completam o lineup do Seven Music Festival (que ainda não divulgou todas as atrações da festa) nomes como Gui Boratto, Life is a Loop, Jamie Jones, Dubfire, Nervo, Eli Iwasa, Diogo Accioly, Daniel Khunen, Leo Janeiro, Guy Gerber, Felipe Litaiff, Stephan Mendon, Cézar Dantas, Marcio S. e Gláucio Neto. O SMF terá dois palcos com estrutura completa de som e iluminação utilizada nos maiores festivais de música eletrônica do mundo, com as pistas de dança montadas com decoração especial e vista privilegiada para o rio Negro. DIVULGAÇÃO

HUMOR

Peça aborda crises no casamento A trupe do grupo humorístico G7 volta a Manaus para apresentar o espetáculo “Manual de Sobrevivência ao Casamento”, que ganha o Teatro Direcional hoje, às 19h. A peça traz revelações dos segredos para um casamento feliz e duradouro por meio de um manual de regras sobre a boa convivência, com cenas cômicas que retratam situações do cotidiano dos relacionamentos e que, ao mesmo tempo, busca uma reflexão por parte do público. Ciúmes, traição, romantismo, dinheiro, saúde do casal e, como não poderia deixar de ser, sexo. Todos esses assuntos serão abordados sob o olhar crítico da comédia, com o objetivo de responder a seguinte pergunta: o casamento é o objetivo maior do amor? De um jeito ou de outro as estatísticas não mentem, pessoas casadas vivem mais. O espetáculo conta com um

texto divertido que busca passar uma mensagem positiva e respeitosa sobre essa poderosa instituição, além de provocar o espectador a pensar sobre si mesmo. Com 10 anos de carreira, apresentando espetáculos

SERVIÇO ESPETÁCULO NO DIRECIONAL O quê Peça “Manual de Sobrevivência ao Casamento” Quando Hoje, às 19h Onde Teatro Direcional (Manauara Shopping) Quanto R$ 80 e R$ 40 (meia-entrada) Informações (92) 3342-8030

pelo país inteiro, inclusive o famoso “Como Passar em Concurso Público”, o G7 cresceu bastante e realiza agora uma comédia mais madura, divertida e instigante, uma prova de que o aperfeiçoamento vem com o tempo. Cada vez mais uma referência no cenário teatral nacional, o grupo agora debruça seu poder criativo sobre o universo do casamento, por se tratar de um tema atraente para grande parcela da sociedade. O espetáculo conta a história de duas pessoas que decidem se casar no ardor da paixão e depois sofrem as consequências da vida a dois. Morar junto, dividir o banheiro, ronco, TPM, gerência dos trabalhos domésticos, falta de elogios e toalha molhada em cima da cama são algumas das oportunidades que o casamento cria para ameaçar a sua sobrevivência.

G7, grupo que traz o espetáculo a Manaus, considera este trabalho um humor mais maduro


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EM TEM PO - 11 de novembro de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu