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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ
ANO XXVII – N.º 8.708 – DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
O PERIGO NAVEGA AO LADO
RICARDO OLIVEIRA
DIVULGAÇÃO
ELENCO
POLÍCIA COMBATE PIRATAS NOS RIOS DO AMAZONAS
MÃE POR PARTO NATURAL A duquesa Kate Middleton (foto) surpreendeu a todos ao sair da maternidade 10 horas depois de dar à luz a princesa Charlotte, graças aos benefícios do parto normal. Elenco 10
DIVULGAÇÃO
PLATEIA
HUMOR QUE DÁ CERTO O nome do humor no momento é Paulo Gustavo (foto). Criador de personagens como D. Hermínia, ele conta o que mudou na sua vida após a fama e seus próximos projetos. Plateia D1
CURUMIM O jornalzinho celebra o Dia das Mães e conta que a ideia partiu de Anna Jarvis, uma menininha que, ao perder sua mãe, lutou para criar um dia dedicado a todas as mães. Curumim
VIAS FLUVIAIS ESTÃO SERVINDO DE CENÁRIO PARA QUADRILHAS DE PIRATAS E OS CHAMADOS “BARRIGAS D’ÁGUA”. EMBARCAÇÕES QUE TRAFEGAM PELOS RIOS DO AMAZONAS TÊM ATRAÍDO CADA VEZ MAIS A ATENÇÃO DE CRIMINOSOS QUE MIRAM NÃO SÓ O FURTO DE MERCADORIAS COMO TAMBÉM TRÁFICO DE DROGAS, PESSOAS E ANIMAIS SILVESTRES. ECONOMIA B4 E B5 E DIA A DIA C2 E C3
Dos menores que já passaram pelo abrigo “O Coração do Pai”, 23 foram adotados e 32 reinseridos nas famílias de origem. Porém, ainda existem 32 crianças cheias de esperança aguardando uma vida nova. Dia a dia C4 e C5
RAIMUNDO VALENTIM
À ESPERA DE UMA VIDA NOVA
COMEÇOU O BRASILEIRÃO O São Paulo recebe o Flamengo em jogo válido pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2015. Pódio E5
Abrigo tem 32 crianças esperando por novas famílias
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ROSBERG DE NOVO No treino classificatório para o Grande Prêmio da Espanha, o alemão superou o companheiro de Mercedes, Lewis Hamilton. Última Hora A2
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MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
MP da Suframa é vetada pela presidente Dilma Medida provisória 660/14, que garante a reestruturação dos servidores da autarquia, não passou pelo crivo da mandatária, que alega o ajuste fiscal das contas do governo
D
epois de ter sido aprovada por unanimidade no Senado, a Medida Provisória (MP) nº 660/2014 teve a emenda que garante a reestruturação dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vetada pela presidente da República, Dilma Rousseff (PT), na noite da última sexta-feira. A decisão do Executivo federal, em sintonia com as medidas de ajuste fiscal implementadas neste ano foi confirmada pelo senador e ex-governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), em seu perfil no Facebook. Omar se mostrou solidário aos servidores da autarquia e disse que iria lutar no Senado para derrubar o veto presidencial. “Não concordo, não aceito. Vou lutar no Senado para derrubar esse veto. Essa atitude é uma injustiça com quem produz. Uma injustiça que precisa ser corrigida”, indignado comentou o senador. Além de Omar Aziz, nenhum outro parlamentar amazonense se manifestou até o momento sobre o veto da presidente. Consultado pelo EM TEMPO há uma semana, o Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindiframa) já havia manifes-
DIVULGAÇÃO
tado temor de que o governo federal tomasse essa medida para evitar o eventual efeito cascata sobre outras categorias que pedem reajustes. Diante da decisão da presidência, a entidade convocou uma reunião ainda na noite de sexta-feira para definir o que a categoria fará a partir de agora, embora o sindicato já tenha sinalizado com a possibilidade de uma nova greve, caso o aumento fosse vetado. Em ocasião anterior, o diretor do Sindiframa, Gilvane Paiva, disse ao EM TEMPO que, nesse caso, o sindicato também trabalharia para que os parlamentares derrubassem o veto assim que a MP voltasse ao Congresso Nacional. Impacto discutível Aprovado pelo Senado, depois de passar por maioria na Câmara dos Deputados, a MP 660/2014 foi a saída mais viável para reenquadrar a folha dos funcionários da Suframa. O texto original dispõe sobre as tabelas de salários, vencimentos, soldos e demais vantagens aplicáveis aos servidores civis, aos militares e aos empregados oriundos do ex-Território Federal de Rondônia.
GP ESPANHA
Nico Rosberg é pole e larga em primeiro hoje São Paulo (Folhapress) - Nico Rosberg, da Mercedes, conquistou, ontem, sua primeira pole position no ano e vai largar na frente no GP da Espanha de F-1. A quinta etapa do Mundial será realizada hoje, às 9h. Lewis Hamilton completou a dobradinha da Mercedes, que havia dominado os treinos livres, com o segundo lugar. O inglês vinha
de uma sequência de quatro poles na temporada. Felipe Massa, da Williams, entrou na etapa final do treino em quarto lugar. Ele optou por fazer apenas uma volta rápida no Q3, mas encontrou a pista em condições piores e conseguiu apenas o nono lugar. O companheiro do brasileiro, Valtteri Bottas largará em quarto.
INFLUENZA
Campanha quer alcançar 400 mil pessoas em Manaus
Servidores da Suframa têm realizado protestos por seus direitos
Verba viria de recursos próprios O impacto do reajuste da Suframa, ora vetado era projetado em R$ 50 milhões, mas segundo o autor da proposta que busca a reestruturação dos vencimentos dos servidores
da Suframa, o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), a verba viria dos próprios recursos contingenciados da autarquia federal, estimada em R$ 1 bilhão.
Com a meta de imunizar 394.184 pessoas em Manaus foi lançado neste sábado a 17ª Campanha de Vacinação contra a Influenza (gripe). As equipes de profissionais da saúde, cerca de 4,5 mil agentes, se dividiram em aproximadamente 929 postos de vacinação, entre pontos fixos e volantes. A abertura oficial aconteceu na Unidade Básica de Saúde (UBS) Balbina Mestrinho, localizada no bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital. O público-alvo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) foi classificado entre crianças menores de 6 meses a 4 anos e 11 meses,
idosos a partir de 60 anos e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; a população privada de liberdade; e os funcionários do sistema prisional. Para o secretário da Semsa, Homero de Miranda Leão a meta é atingir 80% do público-alvo e a prioridade são grupos considerados de alto risco. “A prioridade para a vacinação contra a gripe são os grupos considerados de alto risco, ou seja, pessoas que têm mais chances de desenvolver algum tipo de complicação grave ou mesmo evoluir para o óbito por causa da doença”, alertou o secretário.
Opinião
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Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Professor ou saco de pancada? A polícia não aceita provocação de professor: baixa o pau. E quando levanta, baixa de novo, como aconteceu em Curitiba, com uma baixa de mais de 200 professores fora de combate, feridos, humilhados e com o governador Beto Richa (PSDB), esfregando as mãos limpas e dizendo: “Quem manda falar mal do governo?”. Mas não é só a polícia que exercita os músculos nessa malhação. Os alunos também estão desenvolvendo um ódio, como não se tinha notícia antes, de professores. Um professor de Rio Claro (SP) foi agredido por um aluno do primeiro ano do ensino médio durante uma aula. Em greve desde a semana passada, o professor voltou a dar aulas nesta semana. O aluno atrapalhava a aula e o professor pediu para que ele se retirasse e se dirigisse à diretoria. Ao sair da sala, o estudante pegou um tijolo de concreto e atirou no professor, quebrando-lhe o nariz e ferindo uma aluna, que não tinha nada a ver com aquela desavença. Em Manaus, nesta semana, professor, que tentava separar uma briga entre estudantes, dentro do colégio, levou um soco na cara. Antes dessa ocorrência corriqueira, outro professor fora espancado dentro da sala de aula da Universidade Federal do Amazonas, não por um aluno, mas por um “cidadão” que invadiu e saiu do campus, sem ser importunado, em nenhum momento do seu ato criminoso. No Acre, foi a vez da reitoria da universidade federal proibir eventos dentro dos campi, sem apresentar motivos concretos, segundo uma carta que circula na internet, com o texto da proibição e a resposta de um professor indignado. Esses “boletins de ocorrências” estão ficando cada vez mais frequentes. A sociedade está irada e precisa de bodes expiatórios. Escolheram os professores como sacos de pancada.
Regi
Olha nós no Plim, Plim! Como CONTEXTO já publicou em edições passadas, Manaus só é destaque no Jornal Nacional quando a notícia é negativa. A última, na sexta-feira, envergonhou nossa cidade e nosso povo. O JN veiculou o vídeo que circulou nas redes sociais, denunciando atos de abuso de poder de três policiais militares, espancando três adolescentes. Cidade refém Infelizmente Manaus vem sendo sacudida por uma onda de violência. Em 48 horas foram registradas 15 execuções. Durante entrevista ao EM TEMPO Online, o secretário de Segurança, Sérgio Fontes, lamentou: — Nós estamos muito entristecidos com essa situação. Não é o que queremos para a nossa cidade. Policial bandido Pelo menos, em relação ao vídeo dos policiais espancando os adolescentes, Sérgio Fontes garantiu que as providências já foram tomadas. — Os policiais militares já foram identificados e afastados de suas funções – disse. O braço de Braga Luiz Eduardo Barata é o novo homem de confiança do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Braga convidou o ex-presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para ser o secretário-executivo da pasta, em substituição a Márcio Zimmermann. Era o cara Zimerman já foi o cara do ministério. Comentava-se até que, no tempo de Edson Lobão, quem mandava era ele.
Distância
rais, chantagens.
Mas Zimmermann saiu por cima. Deixa o ministério para assumir a presidência da Eletrosul, subsidiária da Eletrobras. Confissões de Lula O livro-reportagem “Una oveja negra al poder”, sobre o governo de José Mujica, traz à tona uma “confissão” que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria feito ao ex–presidente do Uruguai em 2010, e está causando o maior bafafá. Ele sabia Mujica relembra um dos encontros que teve com Lula. Na ocasião eles falaram sobre o escândalo do mensalão – compra de apoio político – e Lula teria dito que aquela era “a única forma de governar o Brasil”. Angústia e culpa No entanto, Mujica diz que “Lula não é um corrupto como (Fernando) Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros”. — Mas viveu esse episódio (do mensalão) com angústia e um pouco de culpa. Coisas imorais De acordo com o relato de Mujica, quando o assunto veio à tona, numa reunião Lula lhe teria dito textualmente: — Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imo-
APLAUSOS
Única forma Para logo em seguida, emendar: — Essa era a única forma de governar o Brasil. Segundo Mujica, o ex-vicepresidente uruguaio Danilo Astori estava na sala e também ouviu a “confissão” do petista. Humor indigesto Piadinha de mau gosto que circulava nesta sexta-feira: — Coari entrou na listagem emergencial da Defesa Civil! — Pela quantidade de escândalos? — Não, por conta da enchente! Situação dramática A coisa é séria. Com Coari, agora são 21 municípios em situação de emergência, devido à cheia das calhas do Juruá, Purus e Solimões. Calamidade Aliás, são 20 em Situação de Emergência e um em Estado de Calamidade Pública, que é Boca do Acre. Alimentos O governo do Estado, por meio da Defesa Civil já destinou às cidades 374 toneladas de alimentos não perecíveis. Isso vai garantir a proteção alimentar dos ribeirinhos, que nesta época ficam com a produção agrícola comprometida.
VAIAS
Reação do senador Omar DIVULGAÇÃO
Para o senador Omar Aziz (PSD–AM), o único a reagir contra o veto da presidente Dilma ao enquadramento de carreira dos funcionários da Suframa que estava na MP 660. “Não concordo, não aceito. Vou lutar no Senado para derrubar esse veto. Essa atitude é uma injustiça com quem produz, uma injustiça que precisa ser corrigida”, bateu Aziz.
regi@emtempo.com.br
Veto da presidente Dilma DIEGO JANATÃ
Para o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) às emendas da PEC que resgatavam os salários dos servidores da Suframa, na sanção da Medida Provisória 660. A informação foi divulgada pelo senador Omar Aziz (PSD) em sua página no Facebook.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
A justiça que o valor faz A leitura de revistas e de outros periódicos é um hábito que há muito tempo me acompanha. Tão antigo que acredito já se ter consubstanciado em verdadeiro vício. Dele não abro mão porque, assim como as grandes obras literárias nos põem em contato com o mais elevado plano da criação verbal, essas publicações trazem até nós o puro e autêntico cotidiano, que precisa ser sentido e conhecido, a fim de que possa também ser refletido e criticado. Afinal, é nesse dia a dia que vivemos, dele nos nutrimos, por ele sofremos, nos frustramos, também nos satisfazemos e nos realizamos. É esse plano concreto, que preenche as páginas dos jornais e das revistas com a frugalidade dos episódios que logo passam e prescrevem, como prescreve o pão que compramos pela manhã e descartamos pela tarde. Não é certamente aí que o espírito se compraz e se sacia, mas é em saber ler e desvelar o que esse plano factual nos diz, que vai residir a possibilidade de um sábio relacionamento com a realidade. Assim, não é o que basta ao espírito, não lhe é o suficiente, mas com certeza lhe é necessário. Nessa busca daquilo que o cotidiano oferece à reflexão, vêm-me, entre outras, as oportunas informações que a revista Veja traz ao final de cada edição, a respeito da venda de livros, pura mercadologia, portanto como volumes consumidos. Na primeira das três categorias em que a revista agrupa as obras, são colocados os livros de ficção, portanto as criações propriamente literárias. Desde que comecei a ler semanalmente a Veja, e há muito tempo faço isso, assisto à ciranda dos livros que entram e saem da relação. Aliás, esse fluxo das preferências dos consumidores de livros não se restringe apenas à categoria literária. Curioso, por exemplo, foi
ver com que rapidez o livro de Edir Macedo despencou da primeira para a oitava posição. Nesse ritmo, dentre as obras de ficção, estouraram as vendas do “Código Da Vinci”, de Dan Brown, como se fosse um rojão junino, para logo começar a minguar até simplesmente desaparecer do rol. Os “tons do cinza” ou mais escuros, também pipocaram, para em seguida começarem a perder tanto a luz quanto a altura. Essa tem sido a regra geral: tudo o que sobe, logo começa a cair e vai ao chão. Há, entretanto, um caso insólito, na medida em que teima em se colocar à margem da rotina esperada. Saint-Exupéry publicou, precisamente em 1943, um pequeno livro que se apresentou, tanto pelas ilustrações quanto pelos textos, como se fosse uma história para crianças, ou seja, um conto infantil que logo deveria cair e permanecer apenas nesse plano. Entretanto, que seja do meu conhecimento, “O Pequeno príncipe” jamais esteve fora da relação dos dez mais vendidos, levantados pela pesquisa de “Veja”. Pelo menos em todos esses anos em que tenho comprado semanalmente a revista, lá sempre tem estado o pequeno livro entre os campeões de venda e, portanto, de leitura. Inclusive, frequentemente na primeira posição, como ocorreu nestas três últimas semanas. Como entender este fato? Apenas percebendo que há no texto um conteúdo moral e mesmo filosófico que toca as pessoas, escrito com talento, ainda que cifrado num ambiente aparentemente infantil. O “Pequeno príncipe” não é uma “armação” nem um estelionato literário para levar ao enriquecimento do autor. Caiu no gosto das misses porque é belo e fácil. Atinge os corações e, pela mensagem, também a inteligência daqueles que o leem.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
‘O Pequeno Príncipe’ jamais esteve fora da relação dos dez mais vendidos, levantados pela pesquisa de ‘Veja’. Pelo menos em todos esses anos em que tenho comprado semanalmente a revista, lá sempre tem estado o pequeno livro entre os campeões de venda e, portanto, de leitura”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Revoada tucana
Deveríamos tomar como exemplo Singapura, país expulso da Malásia em 1965, quando representava apenas um pântano na Ásia à beira do mar. O governo investiu no turismo, construiu o melhor porto do mundo, jardins botânicos, zoológicos e orquidários, que fizeram com que o país crescesse [...] e alcançasse um dos maiores índices de desenvolvimento humano do mundo
Pesos-pesados do PSDB vão desfalcar a sabatina de Luiz Fachin na CCJ do Senado nesta terça-feira. Aécio Neves (MG), José Serra (SP), Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Tasso Jereissati (CE) vão a Nova York prestigiar Fernando Henrique Cardoso, eleito pela Câmara de Comércio Brasil-EUA personalidade do ano, juntamente com Bill Clinton. Além das ausências, outro tucano, Álvaro Dias (PR), relator da indicação de Fachin ao STF, vai rasgar elogios ao escolhido de Dilma Rousseff. Álibi Para amenizar a debandada, os tucanos argumentam que a aprovação de Fachin na CCJ já é esperada e que estarão presentes na votação em plenário, quando a maioria da bancada do PSDB tende rejeitar sua indicação.
Deixa estar Integrantes da corte dizem que, quando for submetida ao controle de constitucionalidade, a exigência de nova arguição “não vai durar cinco minutos no plenário” do Supremo.
Voo solo Na sabatina, o papel de questionar publicamente o postulante deve ser desempenhado apenas pelo líder Cássio Cunha Lima (PB).
Sabonete Governadores do Nordeste que se reuniram com Joaquim Levy na sexta-feira tentaram apertar o ministro para garantir mais repasses para seus Estados. O chefe da Fazenda escapou e só repetia: “Estamos vendo”.
Par de vasos Senadores de vários partidos relatam constrangimento com a insistência do postulante ao STF em levar sua mulher, a desembargadora Rosana Fachin, às audiências. Sem clima A queixa dos parlamentares é que a presença da mulher inibe questionamentos mais duros à atuação pregressa do advogado, sobre a qual mesmo governistas manifestam dúvida. Deixa quieto O silêncio de Ricardo Lewandowski sobre a emenda que obriga ministros do STF a fazerem nova sabatina no Senado para se aposentarem aos 75 anos visa não tumultuar ainda mais o ambiente da votação de Fachin, para quem o presidente da corte está em campanha.
Inflação O governo vai pagar 25% mais caro que nos supermercados para abastecer os palácios de refrigerante. Serão compradas 200 garrafas de 2 litros de guaraná a R$ 5,34 cada. No varejo, a mesma marca custa R$ 4,25. Baixando... Preocupado com a vitória magra na aprovação do primeiro item do ajuste fiscal, o Planalto decidiu ampliar o espectro de busca por votos. ...o sarrafo Agora, a ordem é contemplar na partilha de cargos até parlamentares e dirigentes partidários que fizeram campanha para Aécio Neves em 2014.
Zerou o jogo “O governo não vai olhar para o retrovisor neste caso. Está olhando para a frente”, decreta um ministro. A prioridade é garantir uma base mais ampla, mesmo sem afinidade política. Camaleão O governo deve nomear, por exemplo, Wilson Santiago (PTB-PB) para uma vice-presidência do Banco do Brasil, no lugar de Valmir Campelo. Candidato a senador em 2014, Santiago formou chapa com o PSDB e subiu ao palanque de Aécio.
Jaime Benchimol, presidente do grupo Bemol e Fogás, ao ser comunicado pelo presidente da Fieam, Antonio Silva, sobre a Medalha do Mérito Industrial que receberá dia 22, lembrou as opções que o Amazonas tem, mas não usa, para se desenvolver.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br
RAIMUNDO VALENTIM
Irrigação O Palácio do Planalto espera que 150 cargos federais nos Estados, cobiçados pelos parlamentares em suas bases, sejam “descarregados” nesta semana. Cativeiro Em reunião na semana passada, senadores do PT desabafaram que não veem a hora de o ajuste passar pelo Congresso. “Não podemos continuar reféns do PMDB”, lamentou um petista. Sem saída Articuladores do governo decretam que a única maneira de Manoel Dias (Trabalho) permanecer no cargo é se o PDT votar em massa a favor da medida provisória de ajuste da Previdência. Avaliam, no entanto, que esse cenário é improvável.
Tiroteio
Por mais que se instrua, não se aprende a viajar de colete no banzeiro do rio Negro. Tem gente que acha que não afunda e pode ficar de bubuia, depois de um eventual desastre, como não afunda um tronco de assacu ou uma garrafa de plástico. Como diria um famoso político, diante de tamanha insensatez: “Então, morra!”.
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
A insistência de Fachin em justificar a situação ilegal compromete mais sua nomeação ao STF que a própria ilegalidade.
Mãe Alice
DO SENADOR ALOYSIO NUNES FERREIRA (PSDB-SP), sobre o indicado por Dilma ter exercido advocacia privada enquanto foi procurador no Paraná.
No Dia das Mães, é inevitável que falemos delas. Lembramos nossas mães vivas ou falecidas. Expressamos a dor da sua ausência quando já não estão mais entre nós e a gratidão por tudo o que significaram nas nossas vidas. Exaltamos o dom da maternidade e nos solidarizamos com as mães que sofrem a dor dos filhos, mas também sentimos o drama dos que não tiveram ou não tem mãe. Num dia de homenagens não poderia deixar de fazer o mesmo. A vida me deu a graça de ter tido, por longos anos, a presença materna e se sou quem sou certamente devo isto em grande parte a minha mãe. Professora, me ensinou a ler e a estudar, mulher trabalhadora, me formou na responsabilidade profissional, independente financeiramente me fez ver o valor de uma vida austera, feminina, me moldou no respeito às pessoas e, sobretudo, às mulheres. E graça das graças me transmitiu a fé, o maior dos dons. Ao longo da minha vida que já está na terceira fase, conheci muitas mães e testemunhei vidas doadas, machucadas, pacientes, esperançosas. Mas este dia das mães está marcado pela figura de Alice, mãe indígena, que conheci numa ocupação no bairro do Tarumã, em Manaus. Isto aconteceu no final do mês de abril e espero que ainda não tenham sido despejados. Alice é miranha, nascida na aldeia Miratu, no lago do Uarini. Há quatro anos ocupa aquela área urbana. São aproximadamente mil e trezentas pessoas, umas trezentas famílias de doze povos distintos. Um juiz federal, baseado em critérios legais decidiu pela reintegração de posse, e no dia que
Contraponto
Chá de sumiço Em reunião da Comissão da Reforma Política da Câmara, na última quinta-feira, o relator Marcelo Castro (PMDB-PI) demorou cerca de 2h30min para aparecer no plenário onde o grupo estava reunido. A demora provocou reações dos colegas de colegiado. --Ele foi abduzido! O PMDB tem poder até para isso “”troçou o deputado Esperidião Amin (PP-SC). Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente do colegiado --que também votara pelo ajuste na noite anterior--, brincou: --Ele sofreu um sequestro relâmpago, mas já tinha começado a pagar o resgate, votando a favor da primeira MP do ajuste do governo... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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a visitei haviam cortado a luz, o que traz junto a falta de água. Senti o drama das mães que, como Alice, veem seus filhos numa situação de extrema necessidade, sem compreender o que está acontecendo e sem entender um mundo que lhes nega o que há de mais básico: água para beber e para tomar banho. Fui até lá desafiado pelo Evangelho. Seremos julgados pela palavra de Jesus: era estrangeiro e não me acolhestes, tive fome e não me destes de comer, estava nu e não me vestistes, e assim por diante. A história de Alice e de tantas mães revelam uma sociedade excludente, insensível, onde gente é vista como detalhe descartável para que a legalidade se cumpra. Afirmações preconceituosas, falta de políticas públicas, generalizações que criminalizam a todos indiscriminadamente tornam o quadro perverso e tremendamente injusto. Mas o que mais me impressionou foi a paz e a paciência de Alice. Na sua fala de líder popular não havia nenhuma agressividade, embora fosse firme e revelasse um conhecimento jurídico, social e antropológico invejável. Ela tinha a paz dos fortes. Na sua fragilidade demonstrava uma certeza que a maternidade vivida concretamente dá: a vida é mais forte e tem a última palavra. Na ocupação do Tarumã provavelmente não aparecerão políticos que lá estiveram nos tempos de campanha. A insegurança da ameaça de despejo e a incerteza do futuro estarão rondando aquelas moradias improvisadas. Mas as crianças serão amamentadas e se sentirão amadas e restará um pouco de humanidade em meio a barbárie urbana. Feliz Dia das Mães, Alice.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Ela tinha a paz dos fortes. Na sua fragilidade demonstrava uma certeza que a maternidade vivida concretamente dá: a vida é mais forte e tem a última palavra. Na ocupação do Tarumã provavelmente não aparecerão políticos que lá estiveram nos tempos de campanha”
Com a Palavra
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
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Carlos SIQUEIRA
‘Precisamos DE UM crescimento ESTRATÉGICO’
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
SÍNTIA MACIEL Equipe EM TEMPO
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om a proposta de criar uma alternativa à polarização entre PT e PSDB, o PSB caminha para a fusão com o PPS. Na última quarta-feira (6), o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, esteve em Manaus, para o ato de filiação de mais de cem novos integrantes do partido e. em entrevista ao EM TEMPO, falou entre outras coisas sobre o futuro do partido, além dos cenários nacional e local da sigla.
As políticas públicas e sociais do Estado precisam ser integradas, capazes de dar uma solução como um todo a determinados problemas que são de países atrasados, num país que tem condições econômicas e poderia já ter resolvido tais problemas”
EM TEMPO - Quais os pontos em comum para haver a fusão entre o PPS e o PSB? Carlos Siqueira – O que houve de fato foi uma reunião da Executiva nacional, para que iniciássemos o processo de fusão. Houve apenas a abertura do processo de discussão sobre a fusão. A fusão, para acontecer, precisa passar por alguns trâmites legais. Esta semana houve uma reunião com os deputados federais do partido. Na próxima semana será com a bancada no Senado e todos os presidentes estaduais. Já convocamos um congresso para o dia 20 de junho e nesse congresso é que a fusão de fato poderá se concretizar. Conforme o nosso estatuto, precisamos de dois terços dos delegados. Há uma receptividade até o momento muito grande. A executiva aprovou quase por unanimidade a possibilidade de fusão e a bancada também está de acordo. Não se trata de uma soma de parlamentares. Somos duas forças políticas que tem uma longa história, na vida republicana nacional, e uma historia de lutas basicamente pela democracia, sempre, e por justiça social. Esse relacionamento do PPS com o PSB já se iniciou na década de 50, quando Miguel Arraes se elegeu prefeito de Recife (PE), e também em diversas lutas sociais pela reforma agrária, pela criação do SUS (Sistema Único de Saúde), por várias reformas de natureza social. Nós temos uma identidade histórica e política, em função das lutas sociais, que travamos juntos ao longo de muitas décadas. EM TEMPO - E a sigla, como vai ficar? CS – O que defendemos é que continue a se chamar Partido Socialista Brasileiro acrescentando o número 40, ou seja, PSB 40. Essa é uma marca do partido, que foi refundado há 30 anos, partici-
pou de todas as eleições municipais, estaduais e nacional e em todas as eleições ele vem num crescendo. É até uma marca de sucesso eleitoral que tem todo um significado histórico também, que nós não pretendemos abrir mão dele. EM TEMPO - Com a fusão haverá mudanças nas bandeiras defendidas pelos dois partidos? CS - Nós teremos a possibilidade de fazer a atualização do programa do novo partido, para responder às demandas da sociedade brasileira, que tanto clama por mudanças importantes. Tais mudanças têm a ver com a área do crescimento do país. Precisamos de um crescimento estratégico, que é o que falta ao Brasil, construir uma grande infraerstrutrsa e também na formação da mão de obra qualificada. Sem esses dois elementos resolvidos o país não terá um crescimento sustentável, durante vários anos. Como reflexo disso, temos uma questão muito grave no país hoje, que precisamos levar em consideração neste novo programa, que é a questão urbana. Mais de 80% da população brasileira vive hoje nas cidades. Isso se deu em cinco décadas e esse crescimento das cidades não foi acompanhado com uma estrutura adequada. Houve um inchaço, uma dificuldade muito grande na parte de mobilidade, de transporte público e também carências nas áreas de educação e saúde, para não falar da questão do saneamento básico. É inaceitável que o Brasil, com boas condições econômicas, tenha ausência de serviços básicos e essenciais. É algo alarmante. São desafios que se apresentam a um novo partido político que pretende estabelecer claramente as suas metas e que elas possam corresponder as exigências que o país necessita de um modo geral. EM TEMPO – E quais seriam as propostas desse novo partido para solucionar velhos problemas, que requerem respostas de médio e curto prazo? CS – Uma visão estratégica com políticas públicas integradas. Por exemplo, você não pode dizer que está cuidando da saúde da população, se você tem uma comunidade onde há um posto médico, mas em compensação não há sanemaneto básico naquele local, tem um posto médico mas a criança não se alimenta adequadamente. As políticas públicas e sociais do Esta-
do precisam ser integradas, capazes de dar uma solução como um todo a determinados problemas que são de países atrasados, num país que tem condições econômicas e que poderia já ter resolvido tais problemas. Defendemos um novo urbanismo, onde possamos fazer uma profunda e ampla reforma urbana, integrando as diferentes políticas de moradia, segurança, saúde, educação, cultura, esporte e lazer. Todas essas políticas precisam estar integradas e não realizadas apenas por um governo, mas com a integração das três estâncias de poder. EM TEMPO - Essas são as propostas para a área urbana, e como ficariam as populações que vivem no campo? CS - Temos 20% da poulação morando no campo, e ainda enfrentamos problemas fundiários que precisam ser resolvidos também. Portanto, a bandeira da reforma agrária tem o seu papel ainda. Há a questão da produção agrícola em grande escala, o agronegócio, mas também a agricultura familiar, que precisa ser apoiada técnica e financeiramente, uma vez que ela é responsável por abastecer a mesa da população urbana. EM TEMPO - O partido defende também a bandeira de um novo federalismo. Como seria ele? CS - Nós temos no Brasil uma Federação demasiadamente concentrada em Brasília: o poder e os recursos. Mas, na realidade, os problemas estão nos municípios, estão nos Estados, onde a população cobra desses governantes providências. Essa concentração no governo federal é nociva para a realização de políticas públicas e podam de certa maneira a criativaidade dos governos locais. Na verdade, o governo federal impõe a transferência de recursos voluntários a determinados programas que são do próprio governo federal e que nem sempre se adaptam às situações locais. Um novo federalismo é uma bandeira que pretendemos levar e discutir com a socideade e a classe política, para que possamos nos próximos anos ter uma federação democrática, desconcentrada e que permita aos governos locais (estaduais e municipais) realizarem as suas tarefas e enfrentarem os seus desafios. EM TEMPO - Há poucos meses, o PPS expulsou dois
vereadores de considerável expressão na Câmara Municipal de Manaus, assim como o PSB também expulsou o atual líder do prefeito na casa legislativa. Como o senhor analisa este cenário? CS - Se houve expulsão, é porque houve motivos. Na verdade, existe o instituto da fidelidade partidária. As pessoas que estão no partido, sobretudo aquelas que são detetentoras de mandato, precisam ter consciência de que não podem agir individualmente. Elas podem ter opinião, mas as intituições têm suas regras de posicionamento e as pessoas que participam de instituições partidárias devem se comportar segundo essas regras, que elas próprias podem contribuir até para mudar. O que houve aqui (em Manaus), de fato, foi parlamentares que não estavam obdecendo a democracia interna que há dentro dos partidos. Isto é uma situação à parte, mas o que podemos ver é que a união entre o PPS e PSB no Amazonas vai agregar bastante. O partido (PSB) vai ser beneficiado e obviamente vai ter mais perspectiva de crescimento já nas próximas eleições. EM TEMPO - Em relação às próximas eleições, o que há de concreto? CS - Estamos concluindo o nosso planejamento estratégico, mas temos prioridade para as eleições municipais nas capitais e nas 200 maiores cidades do país. Mas obviamente em todos os lugares nós estamos fazendo este incentivo para que os nossos filiados, direções estaduais e municipais lancem as suas candidaturtas. Nas capitais há a possibilidade de segundo turno. É uma necessidade do partido e nós temos hoje um quadro de pré-candidaturas bastante amplo. Os grandes partidos não tem tantas possibilidades de candidaturas como o PSB, Por exemplo, temos a possibilidade de candidatura da senadora Marta Suplicy (no final de abril ela formalizou a saída do PT, após 33 anos de filiação), pela prefeitura de São Paulo, do senador Romário, pelo Rio de Janeiro, além de Belo Horizone (MG), Recife (PE), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), São Luís (MA). Já temos um número de candidatos bastante significativo. As nossas perpectivas eleitorais para 2016, são bastante significativas e amplas. Seguiremos crescendo, apesar de ter perdido o nosso principal líder (Eduardo Campos).
O que houve aqui (em Manaus), de fato, foi parlamentares que não estavam obedecendo a democracia interna que há dentro dos partidos. Isto é uma situação à parte”
O governo federal impõe a transferência de recurso voluntário a determinados programas que são do próprio governo federal e que nem sempre se adaptam às situações locais”
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Política
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
Dilma acumula 7 derrotas e 3 vitórias no Congresso
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Ajuste fiscal é extremamente essencial para botar a casa em ordem JOAQUIM LEVY (FAZENDA), em defesa do arrocho diante de governadores do Nordeste
PDT marca reunião para deixar base governista O PDT trabalha na base governista sob “aviso prévio” e deve deixar o time dos aliados nas próximas semanas. O recado foi dado na traição de 13 dos 17 deputados que votaram contra a MP 665, do ajuste fiscal que corta direitos trabalhistas, de autoria do Executivo. Os pedetistas não escondem a insatisfação com o governo. Devem bater o martelo no próximo dia 12 em reunião do diretório nacional, no Rio de Janeiro. Largue o osso Após a traição, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, foi avisado que Dilma procura um substituto para ministro Manoel Dias (Trabalho). Sete vidas Dias já balançou no cargo no fim de abril, quando Lupi disse que “o PT roubou demais”. Lula mandou Dilma engolir o sapo e desculpar Lupi. A origem A rebelião começou no Senado, encabeçada por Cristovam Buarque (DF), que cobra de Lupi o rompimento com o governo Dilma. Adeus Carlos Lupi resistiu à saída por causa das boquinhas no Ministério do Trabalho, feudo pedetista. Voto vencido, teve de voltar atrás. Cunha insiste em construir shopping na Câmara Esse Eduardo Cunha tem coragem de beijar cobra na boca. Insiste no novo anexo da Câmara, com um shopping, que tem tudo para virar operação policial. Como as maiores empreiteiras não apareceram, até porque a Operação Lava Jato as forçou a perder a ousadia, Cunha chegou até a prorrogar o prazo para empresas concorrerem à licitação
da obra. Além do novo anexo, Cunha anunciou liberação de verba de R$ 85 milhões para a compra de 70 apartamentos para os deputados Prazo para compra Eduardo Cunha disse a líderes da Câmara que quer concluir a compra dos novos apartamento antes do fim do mandato na Presidência. Promessa A compra dos apartamentos faz parte das promessa de campanha de Cunha. As excelências adoram mordomias de apartamentos funcionais. Cifras vultosas No afã em agradar seus pares, Cunha já prometeu a construção de um novo anexo, que custará R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Provas da ladroagem Deputados desembarcam na sexta (16) em Londres para ouvir o ex-diretor da SBM Offshore Jonathan David Taylor. Ele prometeu entregar documentos que comprovam corrupção em contratos na Petrobras. Fundação Eduardo Campos Na fusão do PSB com o PPS, a bancada socialista de Pernambuco estuda mudar o nome da Fundação João Mangabeira por Fundação Eduardo Campos. Proposta tem apoio da maioria da executiva do PSB. Embromation O líder do PT, Sibá Machado (AC), é um coitado. Ele anunciava apoio do PT ao ajuste, quando o deputado José Guimarães (PT-CE) se irritou e mandou-lhe um bilhete: “Para de embromação”. Ele obedeceu. Plano sigiloso Michel Temer tem um novo
Jornalista
argumento para acalmar sua turma: disse a correligionários que a queda de braço de Renan Calheiros x Eduardo Cunha atrapalha eventual candidatura própria presidencial em 2018. Quem mandou aparelhar? Residente há quinze anos no mesmo endereço em Brasília, um leitor não recebeu uma encomenda por Sedex sob uma curiosa alegação do carteiro: “desconhecido no endereço”. A encomenda, enviada do exterior, voltou ao remetente. Às custas dos combalidos Correios, claro. Correria A Força Sindical botou a CUT para correr, no Dia do Trabalho, afixando cartazes de petistas favoráveis ao arrocho de Levy. “Eles saíram correndo para arrancar”, diverte-se o deputado Paulinho da Força. Insatisfação é geral É tão ruim a avaliação da gestão do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), com 60,9% de desaprovação, que mais de vinte nomes são citados pelos eleitores para substituí-lo, segundo pesquisa do Instituto Paraná. Pior é a rejeição à Câmara Municipal: 73,3%. Maior abandonado O senador Valdir Raupp (RO) tem feito juras de fidelidade a Renan Calheiros (AL). Mesmo no exercício da presidência do PMDB, Raupp não é chamado para nada. Só pelo Renan, e para tomar cafezinho. Pensando bem... ...após cair mais de 400 posições no ranking de maiores empresas do mundo, a Petrobras precisará de sonda de ultra-profundidade para sair da lama.
PODER SEM PUDOR
Hélio Costa votou contra Durante a votação da medida provisória que criava a Secretaria de Ações de Longo Prazo, a Sealopra, o ministro Hélio Costa (Comunicações) telefonou ao senador Wellington Salgado (PMDB-MG), seu suplente, para pedir voto a favor do governo. Era tarde para isso, mas o ministro não sabia, nem deixou Salgado falar, pedindo seu voto. Ainda ponderou, com ar grave: - Lembre-se, seu voto é como se eu estivesse votando. - Pois então saiba que você acabou de votar contra o governo... – respondeu Salgado, para informar que a MP acabara de ser rejeitada.
AVISO
‘Se beneficia quem vota com governo’ No dia seguinte à conclusão da primeira etapa da votação do ajuste fiscal, com a aprovação da MP 665 na Câmara, que restringiu o acesso a seguro desemprego e abono salarial, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, agradeceu a conduta dos aliados e avisou que eles “serão interlocutores prioritários na construção do segundo escalão”. Segundo o ministro, “é evidente que as votações são parâmetros fundamentais para fazer escolhas” e “quem vota
com o governo, especialmente nas votações relevantes, terá preferência”. “Como disse o vice-presidente Michel Temer, é evidente que quem ajuda o governo, quem vota com o governo, quem sustenta o governo, governa com o governo e tem prioridade nas indicações”, emendou. Mercadante prometeu “acelerar” as nomeações para o segundo escalão, que disse que serão feitas principalmente nos Estados, mas lembrou que elas não saem “de uma semana para outra” porque dependem de várias pesquisas
Em pouco mais de quatro meses de segundo mandato, e três sob o novo Parlamento, Dilma já encarou sete grandes derrotas
e análises técnicas. Informou, no entanto, que “onde houve acordo na base” as nomeações já estão em andamento e já têm sido feitas, à medida que são aprovadas, mas sem data definida. Ele citou que já estão “bem avançadas” as escolhas em Sergipe, Piauí, Santa Catarina e Goiás. Em relação a aliados como PDT, partido que fechou questão na votação contra o governo, Mercadante disse que houve uma “frustração” muito grande em relação a isso na base. Leia mais: Política A7
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esta semana, o governo de Dilma Rousseff (PT) teve momentos de alegria e de tristeza no Congresso Nacional: a aprovação da chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Bengala da terça-feira (5) foi mais uma das derrotas, enquanto a aprovação da MP (Medida Provisória) do ajuste fiscal foi uma apertada vitória. Os destaques que mudariam o texto também foram rejeitados. Em pouco mais de quatro meses de segundo mandato, e três sob o novo
Parlamento, a petista já encarou sete grandes derrotas no Legislativo e só garantiu três vitórias, de acordo com um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
» Arrecadação A Câmara aprovou uma regra para garantir a execução da lei que troca o indexador das dívidas dos Estados e municípios no prazo de 30 dias. O projeto revisa e diminui a arrecadação do governo, por isso o Executivo pediu ao Congresso mais tempo para
colocar a norma em vigor. Ao analisar a proposta, o Senado adiou a aplicação dos novos índices de cálculo das dívidas para 2016, atendendo a um apelo do ministro Joaquim Levy (Fazenda). Em abril, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), conseguiu uma autorização liminar da Justiça Federal para que a dívida da capital paulista com o governo federal seja paga com um novo índice de correção. O texto ainda voltará para a Câmara, que pode rejeitar ou aprovar as alterações feitas pelos senadores.
VEJA QUAL FOI O BALANÇO DAS PRINCIPAIS VOTAÇÕES NO CONGRESSO NO SEGUNDO MANDATO DE DILMA ATÉ AGORA:
» DERROTAS
» Orçamento Impositivo
Em um ano em que o governo tenta aprovar o ajuste fiscal e recomenda austeridade, a Câmara aprovou uma norma que obriga o governo a pagar emendas parlamentares. O texto também prevê um aumento gradual do percentual da receita da União a ser destinado à saúde. A PEC já foi promulgada.
» Terceirização
A Câmara aprovou um projeto de lei que amplia a terceirização no mercado de trabalho. A proposta autoriza que sejam contratados trabalhadores terceirizados para as atividades-fim, ou seja, as principais atividades da empresa. O governo e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) são contra o projeto. A própria presidente Dilma se encontrou com as centrais sindicais e se posicionou contra a ampliação da tercerização. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado.
» PEC da Bengala
A Câmara aprovou uma emenda à Constituição que eleva a aposentadoria obrigatória do STF (Supremo Tribunal Federal) de 70 para 75 anos. A proposta tira da presidente Dilma a indicação de cinco ministros da Suprema Corte que com-
pletariam 70 anos até o final de seu mandato. O texto segue agora para promulgação do Congresso.
» Desoneração de folha
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu ao Executivo a medida provisória que revisava as regras de desoneração da folha de pagamento de vários setores da economia. Como presidente da Casa, Renan tem a prerrogativa de não aceitar uma medida provisória durante o prazo de sua admissibilidade. A medida foi vista como um recado a Dilma de que o parlamentar estava insatisfeito com o governo.
» Redução de ministérios
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou um projeto que limita o número de ministérios do Poder Executivo a 20 ministérios. Atualmente, há 38 pastas no governo federal. A proposta é de autoria do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e é defendida pelo PMDB - partido que ocupa atualmente 7 dos 38 ministérios, além da vice-presidência da República, que assumiu as funções de articulação política. O Palácio do Planalto é contrário ao projeto, mas foi vencido em uma votação apertada (34 a 31). A pro-
posta ainda precisa ser debatida em uma comissão especial na Câmara e ser analisada em plenário, antes de ser votada no Senado.
» Maioridade penal
Uma proposta, que tramita na Câmara dos Deputados desde 2013, prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade. Governo, o PT, o Psol e o PCdoB são contra e tentaram obstruir a votação da admissibilidade do PEC, mas foram derrotados. A proposta está sendo analisada por uma comissão especial. Após essa fase, ainda precisa ser analisada pelo plenário da Câmara e pelo Senado.
» Trabalho escravo
A bancada ruralista conseguiu aprovar na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento Desenvolvimento Rural da Câmara um projeto que retira os termos “jornada exaustiva” e “condições degradantes de trabalho” da definição do crime de trabalho escravo no Brasil e altera o Código Penal. Na prática, o texto inviabiliza a PEC do trabalho escravo de 2014. O governo é contrário ao texto. A proposta ainda precisa ser apreciada por duas comissões e ir a votação no plenário da Câmara. Se aprovada, precisa ainda ser analisada pelo Senado.
» VITÓRIAS » Ajuste fiscal
A maior vitória do governo, até agora, foi a aprovação da MP 665, do chamado ajuste fiscal, na quarta-feira (6). O placar foi apertado: O texto passou por 252 votos a favor, 227 contra e uma abstenção. Os destaques, a maior parte vindos da oposição, foram rejeitados. O pacote de MPs visa reduzir o gasto público com previdência e benefícios sociais. O pacote fiscal tramita na Câmara e no Senado e foi recomendado pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda), que tem participado com frequentes reuniões com parlamentares para convencê-los a aprovar as propostas. No entanto, ainda falta a votação da MP 664, que torna mais rigorosas as regras para concessão de pensão por morte.
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Correção do IR O Congresso Nacional manteve o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) à correção de
6,5% na tabela do Imposto de Renda. A vitória do Palácio do Planalto, no entanto, foi apertada. Na Câmara, faltaram 18 votos para a rejeição do veto , eram necessários 257 para a derrubada e foram registrados 239.
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Transgênicos A Câmara dos Deputados aprovou um projeto da bancada ruralista que acaba com o símbolo de identificação dos alimentos transgênicos. A proposta exclui da Lei de Biossegurança e seus regulamentos a exigência da impressão de um “T” maiúsculo dentro de um triângulo amarelo nos alimentos que tenham presença de organismos geneticamente modificados em percentual superior a 1%. Apesar de petistas se posicionarem contra o projeto, o governo era a favor da proposta, de acordo com o Diap. O texto agora precisa ser analisado pelo Senado.
OUTROS DISSABORES
» Queda de popularidade
Pesquisa Datafolha mostra que a popularidade da presidente despencou. Em dezembro passado, Dilma tinha 42% de ótimo/bom e 24% de ruim/péssimo. Agora, marca respectivamente 23% e 44%. São as piores marcas de seu governo e a mais baixa avaliação de um presidente da República desde Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em dezembro de 1999 (46% de ruim/péssimo).
»
Impeachment Mais um ato pedindo o impeachment da presidente está sendo organizado nas redes sociais. A oposição diz que o tema não está na pauta, mas parlamentares discutem o assunto em debates no Congresso. Um advogado ligado a Fernando Henrique Cardoso (PSDB) encomendou um parecer jurídico sobre a possibilidade de Dilma sofrer um processo.
Política
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Bisneto denuncia negociata para aprovação da MP 665 HELTON DE LIMA Equipe EM TEMPO
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pesar da orientação dos partidos de cinco dos 8 deputados do Amazonas para votarem a favor da proposta defendida pela base governista, apenas três deles seguiram a orientação partidária: Átila Lins e Silas Câmara, ambos do PSD, e Alfredo Nascimento (PR). O deputado Marcos Rotta e a deputada Conceição Sampaio, do PMDB e PP respectivamente, votaram contrários à matéria. O deputado federal Arthur Bisneto (PSDB) afirmou que houve negociata e que muito em breve novas nomeações devem ocorrer, por conta da aprovação desta medida. “Fiquem atentos ao diário oficial, vai haver distribuição de cargos, pois o comportamento do congresso em relação à postura dos deputados diante da matéria mudou completamente da noite de terça-feira (5) para quarta-feira (6). Na terça-feira não aprovariam, e de repente, conseguem aprovar, mesmo que por poucos votos. Houve negociata, o governo federal comprou essa votação, literalmente, para aprovar algo que prejudica o trabalhador, por exemplo, o abono salarial eles
passaram de 30 para 90 dias; o seguro desemprego, de 18 para 12 meses (queríamos para 8). São duas medidas antitrabalhador de um partido que se diz dos trabalhadores. É uma decepção para o Brasil”, enfatizou. Bisneto disse ainda que foram apresentadas 11 emendas que modificariam o texto para que o trabalhador tivesse o mínimo de prejuízo possível, e que o governo agiu como um trator. “No momento que o governo vai perdendo todas as votações, por baixo dos panos ele conseguiu os votos necessários, por isso, muitas vezes o Congresso Nacional é desacreditado, porque na hora de fincar o pé e brigar pela população brasileira, muitos preferem a negociata e por trás dos panos o apoio ao governo federal que vem conduzindo o ajuste fiscal de forma totalmente prejudicial para o trabalhador e a população, somos a favor de ajuste fiscal. É preciso o corte de gastos, revisão de contratos, diminuição de ministérios, 24 mil cargos comissionados é um absurdo para um país com uma máquina pública inchada de forma que não consegue executar um programa de governo da melhor forma para todos”, argumentou o tucano.
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Tucano denuncia parlamentares que não seguiram a ordem partidária de votar contra a medida que reduz os direitos trabalhistas
Bisneto diz que houve negociata entre parlamentares do Amazonas para aprovar MP que reduz direitos trabalhistas
Vanessa garante que as perdas são mínimas A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) falou que muitas mudanças foram feitas na lei para garantir que os direitos do trabalhador fossem resguardados. “O governo abriu mão de
muita coisa, muitas mudanças foram feitas na lei. Tenho certeza que a medida será aprovada no Senado de forma bem mais tranquila do que ocorreu na Câmara e não haverá tanto
barulho e nem toda aquela cena triste a que assistimos”, destacou Grazziotin. A senadora Sandra Braga (PMDB) informou, por meio da assessoria, que ainda está lendo o texto e só vai
se pronunciar após a leitura e os debates no Senado. A reportagem procurou o senador Omar Aziz (PSD) e foi informada de que ele estava em viagem para tratar de assuntos particulares.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
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Economia B4 e B5
Negócios de mães e filhos Num país onde mais de 5,7 milhões de mulheres são donas do próprio negócio, o EM TEMPO conversou com mães amazonenses que dividem os sonhos, os empreendimentos e os lucros dos trabalhos com a prole SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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rabalhar com a família não é tarefa fácil para ninguém, uma vez que é preciso ter cuidado para não misturar os assuntos do lar e as possíveis divergências e discordâncias presentes no dia a dia profissional. Especialmente neste domingo, quando se comemora o Dia das Mães, o EM TEMPO mostra que os laços familiares são mais fortes, principalmente entre mães e filhos, os quais têm alcançado sucesso à frente dos negócios. No Brasil, aproximadamente 5,7 milhões de mulheres são donas do próprio negócio, de acordo com pesquisa da Serasa Experian. Desse total, cerca de 8% de toda a população feminina do Brasil é empreendedora. A pesquisa registrou que, entre todos os donos de empresas no país, 43% são do sexo feminino. Sendo que a idade média dessas mulheres é de 44 anos. Entre essas mulheres encontramos mães amazonenses que compartilham a atividade empreendedora com os filhos. É o caso da costureira Val da Silva, 44, que há doze anos divide os panos, as linhas e as máquinas de costura com o filho Glauber da Silva, 27. Parceiros da vida, mãe e filho trabalham com corte e costura em um ateliê montado em casa, no bairro Morro da Liberdade. Glauber conta que no início foi só para ajudar a mãe que trabalha-
va sozinha, mas depois gostou do serviço e agora faz porque gosta. “Não pretendo mudar de profissão. Quero me especializar ainda mais, montar um ateliê completo e divulgar mais o nosso trabalho”, salienta. Dona Val revela que a escolha do rapaz a deixou muito feliz porque, desta forma, o dom da família vai continuar. Ela também destaca que trabalhava numa empresa terceirizada, e depois que resolveu trabalhar
Eu tenho duas filhas pequenas, a Sofia e a Laura. A Sofia acho que vai pelo mesmo caminho que eu, porque ela ama ajudar quando estou fazendo os doces Grazielle Formoso, empreendedora
por conta própria o filho a acompanhou na nova empreitada e hoje não faltam encomendas para os dois. “Ele gosta mais do lado social, faz vestidos de festa, como casamento, formatura, 15 anos, já eu faço de tudo um pouco”, comenta. Doces A empreendedora Grazielle Formoso, 26, é outra filha que seguiu os passos da mãe, a dona Eunice Formoso, 50. As duas trabalham juntas na
produção de bolos, salgados, tortas e doces para festas. Atualmente, mãe e filha trabalham apenas com encomendas, mas o plano é expandir o negócio com a abertura de um ateliê com a marca Brigadeiro Formoso. As parceiras em casa e nos negócios também pretendem oferecer outros serviços para eventos, além dos doces e salgados. Grazielle relata que os trabalhos com a mãe começaram desde quando ainda pequena. Profissionalmente, ela afirma que faz uns sete anos. A empresária enfatiza que escolheu a profissão por conta da mãe. “Ela sempre precisou de ajuda e eu e minhas duas irmãs sempre estávamos ali. Só que as duas escolheram rumos diferentes e como eu fui gostando, gostando e gostando, comecei a ver vídeos no Youtube para aprender com tutorias na internet e com os cursos. Ela sempre fez salgado e bolo. Eu que já comecei com os doces”, conta. Para Eunice, a escolha da filha pela mesma profissão e o fato de trabalharem juntas é “maravilhoso”, porque desta forma uma ajuda a outra e, sobretudo, dá apoio para o fortalecimento do negócio, que logo em breve deve ser expandido. “No momento oferecemos só o buffet. Não tem a parte de decoração que as pessoas pedem muito, mas estamos preparando para sair com tudo. Também estamos sempre fazendo cursos de reciclagem”, salienta dona Eunice.
A costureira Val da Silva divide as linhas, os panos e as máquinas de costura com o filho Glauber
Unidas pelo dom de produzir doces e salgados, dona Eunice aprova a companhia da filha Grazielle na expansão da marca Brigadeiro Formoso
FOTOS ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Caderno B
Economia
Piratas agem nos rios da Amazônia
B2
Economia
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
Mulheres empresárias não abrem mão da maternidade D
a mesma forma que há mães que dividem os empreendimentos com os filhos, há aquelas que, mesmo com o peso da tarefa empresarial, resolveram assumir os compromissos da maternidade e ainda assim conquistaram espaços privilegiados no mundo dos negócios. É o caso das bioquímicas Sandra Costa e Janete Vaz, ambas com três filhos. Sandra é mãe de Marcelo, 37, Guilherme, 33, e Gabriel, 29. Janete, por sua vez, é mãe de Leandro, 35, Raquel, 33, e Rafael, 30. Em maio de 1984, elas fundaram a primeira unidade do Laboratório Sabin, em Brasília, com apenas três funcionários e atualmente a empresa contabiliza 163 unidades espalhas pelo país. Segundo Sandra, nos primeiros oito anos, foi preciso dividir seu tempo entre a empresa, o trabalho que ainda mantinha e a casa, com os filhos ainda pequenos. Ela comenta que o segredo para conciliar a vida da empreendedora com a vida pessoal da mulher e mãe é o equilíbrio. “Administrando o tempo e traçando objetivos e prioridades, é possível conciliar a atenção ao trabalho, à família, aos amigos e também reservar tempo para
cuidar da saúde e da beleza. Em função da carreira, as mulheres estão dispostas a tudo para superar as barreiras e não abrem mão da ascensão profissional pela maternidade e vida conjugal”, diz a empresária. Ela ressalta que as mulheres estão mais arrojadas, mais determinadas. “Aprenderam a lidar com as mil e uma jornadas
PRESENÇA
O Sabin tem 74 clínicas no Distrito Federal, 13 em Goiás, 24 na Bahia, seis em Minas Gerais, seis em Tocantins, 11 no Pará, oito em São Paulo, 12 no Mato Grosso do Sul e nove no Amazonas com determinação e sabedoria. Encaram a crítica de forma diferente, conseguindo se posicionar melhor no mercado de trabalho. São mais assertivas, conseguem se comunicar de forma clara. Têm foco e muitas vezes usam suas deficiências como desafios, nunca como desculpas”, salienta. A realidade era muito mais assustadora quando elas re-
solveram levantar a “pedra fundamental” do Laboratório Sabin. Janete explica que ainda existia muito o conceito de que um negócio sempre era dirigido por homens. “Várias pessoas me perguntavam quem era o ‘dono’ do Sabin, outros até afirmavam que conheciam o ‘dono’. Também nos eventos sociais, as pessoas chegavam ao meu lado e pediam informações sobre exames ou sobre o negócio para meu ex-marido, enfim, negócio que dava certo deveria ser de homens”, comenta Sandra. A empresária observa que o início foi uma fase difícil, mas as duas sócias conseguiram vencer o preconceito. De acordo com Janete, além das barreiras no mundo dos negócios e da tarefa de mãe, foi preciso acumular quatro empregos, tudo sem ter família e parentes ao lado para ajudar. “Eram 15 minutos para passar em casa, almoçar em pé e ajudar meus filhos a fazer o dever. Tinha preocupação de eles sentirem minha falta. Por isso, mais tarde, cheguei a buscar um psicólogo. Ele me disse que eu seria um bom exemplo, e que, um dia, meus filhos sentiriam orgulho da mãe. E foi verdade”, destaca.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Empreendedoras não deixaram de lado o papel de mãe e ainda assim conquistaram o sucesso no mundo dos negócios
Sandra Costa e Janete Vaz conciliaram o papel de mães e de empresárias e ganharam o Brasil
Business em ambiente familiar A empresária Ângela Martine também não teve receio em conquistar seu espaço no mercado empresarial com o pequeno Pedro do lado. Com pouco mais de 20 anos ela enveredou pelo ramo de hotelaria e o filho, a época com um ano, a acompanhava nas atividades do escritório. Atualmente, Ângela atua em outros segmentos e responde como sócia-proprietária de dez empreendi-
mentos junto a família, dentre as quais as lojas Dona de Si. O filho seguiu seu exemplo e hoje administra vários empreendimentos, além de ser formado em engenharia física. Segundo Ângela, o apoio da família foi primordial, não é à toa que os negócios giram em torno deste ambiente familiar. Ela salienta que sempre procurou organizar sua rotina para
conciliar com a do filho, como durante as refeições e em relação a escola. Para a empresária, não existe uma receita de bolo para conseguir ser uma boa mãe, mas a carreira e a maternidade não precisam andar desunidas. “É preciso ter em mente que o importante é a qualidade dos momentos que passamos junto ao filho, não a quantidade”, pondera.
Laboratório Sabin, criado em 1984, em Brasília, expandiu pelo Brasil até chegar ao Amazonas
Economia
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
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Cursos para ter ‘retorno rápido’ Formação técnica é opção para ser inserido logo no mercado de trabalho
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ntre as vantagens da formação técnica estão a metodologia com foco nas reais necessidades das empresas, a curta duração, a rápida colocação no mercado de trabalho e o retorno do investimento realizado ao longo do curso. De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Literatus (CEL), levando em consideração a média salarial do profissional, os alunos chegam a ter retorno financeiro em até sete meses, dependendo da área escolhida. Atualmente, um curso técnico possui duração de 11 a 20 meses e o investimento custa a partir de R$ 150. No curso de estética, por exemplo, que possui média salarial que varia de R$ 724 a R$ 2,5 mil, o aluno pode ter retorno financeiro em dois meses. Com salário que pode chegar até R$ 1,2 mil, os recém-formados em Recursos Humanos têm o retorno de investimento em até três meses. E os de enfermagem, com média salarial de R$ 1,2 mil a R$ 2.172, podem alcançá-lo em até quatro meses. Foi o que aconteceu com Paulo Flávio, que recentemente concluiu o curso de técnico de enfermagem e conta que, em cerca de três meses, teve retorno do
investimento. “Antes mesmo de me formar eu já estava atuando no mercado e isso ajudou muito na minha formação”, destaca o profissional. Ele afirma que devido à falta mão de obra qualificada, atualmente há muitas vagas em aberto em todo o Amazonas, nas áreas pública e privada, e isso trouxe a valorização dos profissionais da área. “Agora planejo fazer um curso pós-técnico para expandir minha área de conhecimento e dobrar o meu salário”, comenta o Paulo. Segundo Amanda Estald, diretora geral da Educação Profissional do Grupo Literatus, o cenário para os profissionais com formação técnica está propício, pois a demanda por esse tipo de profissional está aumentando mais rapidamente que a oferta, por conta dos concursos públicos, criações de cooperativas e popularização do serviço de home care (assistência domiciliar). Ela revela que no Centro Literatus, por exemplo, a instituição conta, até esse mês, com nove turmas de estudantes de técnico de enfermagem no turno noturno, ao contrário dos anos anteriores, quando, em média, esse total seria alcançado somente no final do ano, no mesmo curso e turno.
DIVULGAÇÃO
PARA JOVENS
Oportunidades são para candidatos entre 14 e 24 anos
País possui 3,2 mil vagas de aprendizagem abertas Um total de 3,2 mil vagas de aprendizagem estão abertas em todo o país. Os interessados devem se cadastrar gratuitamente no site www.ciee.org.br, ou em unidades da rede nacional do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). O programa Aprendiz Legal visa formar jovens com idade entre 14 e 24 anos para entrar no mercado de trabalho. Além de participarem de atividades práticas nas empresas, um dia por semana, recebem aulas teóricas, ministradas pelo CIEE nas modalidades: auxiliar de alimentação, auxiliar de produção, logística, ocupações administrativas, práticas bancárias, telemática, telesserviços, turismo e hospitalidade e comércio e varejo. Programa Com quase 70 mil aprendizes em capacitação no país, o CIEE conta com
amplo cadastro de jovens com perfil exigido pela lei, além de ser uma instituição certificadora, habilitada a ministrar os cursos teóricos de capacitação durante a vigência do contrato de aprendizagem. O programa possibilita que os estudantes tenham carteira assinada por prazo determinado e, as empresas, incentivos fiscais. O Aprendiz Legal é um programa de inclusão social, que insere jovens no mercado de trabalho, de acordo com a lei 10.097/00, que obriga as empresas a contratarem cotas de aprendizes. O CIEE oferece série de benefícios adicionais gratuitos aos jovens como: uniforme, lanches, palestras, oficinas, passeios culturais, atividades esportivas, apoio de assistentes sociais que interagem com as famílias dos jovens e com as empresas, entre outros.
Profissionais bastante solicitados na área médica da capital amazonense, enfermeiros têm média salarial de R$ 2.172, em Manaus
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Mundo
MANAUS, SÁBADO, 9 DE MAIO DE 2015
Europa celebra os 70
REINO UNIDO
anos do fim da 2ª Guerra
Cameron é reeleito premiê AFP
Para alemães, mais que o fim de um confronto armado, o final da guerra foi uma libertação de todo o continente
Angela Merkel ao lado de Clément Quentin, um sobrevivente francês da 2ª Guerra Mundial
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Alemanha lembrou nesta sexta-feira os 70 anos do fim do nazismo, em 8 de maio de 1945, comemorando uma libertação tanto para o país quanto para toda a Europa, durante uma cerimônia no Reichstag, sede da câmara baixa do Parlamento. O fim da Segunda Guerra Mundial foi “para todo o continente um dia de libertação”, mas não “um dia em que os alemães conseguiram se libertar sozinhos”, declarou o presidente do Bundestag, Norbert Lammert, que agradeceu àqueles que, pagando “o preço de perdas impensáveis, colocaram fim ao reino do terror nazista”.
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“Hoje, lembramos as milhares de vítimas de um trabalho de destruição sem precedentes, lançado contra outros povos e nações, contra os eslavos, contra os judeus europeus”, acrescentou Lammert. A cerimônia foi acompanhada pela chanceler alemã, Angela Merkel, pelo presidente, Joachim Gauck, e pelos deputados das duas câmaras do Parlamento alemão. O 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial ocupou grande parte da imprensa alemã neste dia 8 de maio. “O fim, o início”, afirmava em sua primeira página o jornal “Süddeutsche Zeitung”, que dedicava dez páginas ao acontecimento.
“O país mudou: em algumas décadas, foi estabelecida uma sociedade livre. Os filhos e os netos se esforçam para compreender este passado sombrio”, destacava o jornal conservador “Die Welt”. Segundo uma pesquisa da YouGov publicada no fim de abril, 76% dos alemães consideram o fim da Guerra uma libertação de seu país, mais que uma derrota. Em Washington, o presidente Barack Obama prestou homenagem à “geração que salvou o mundo”, convocando os americanos a seguir defendendo as liberdades pelas quais os heróis da Segunda Guerra Mundial combateram.
O Partido Conservador britânico conseguiu a maioria parlamentar com 326 deputados eleitos de um total de 650, segundo resultados oficiais. O primeiro-ministro inglês, David Cameron, se encontrou ontem com a rainha Elizabeth II para oficializar a reeleição no pleito legislativo e convidá-la formalmente para constituir um novo governo. O líder dos Liberais Democratas britânicos, Nick Clegg, pediu demissão depois do que considerou uma “derrota esmagadora” sofrida pelo partido nas eleições no Reino Unido. “Sempre pensei que esta eleição seria inacreditavelmente difícil, mas os resultados foram infinitamente mais esmagadores do que pensei”, disse Clegg, numa entrevista coletiva em Londres. “É o golpe mais duro desde que o partido foi fundado, em 1988”, acrescentou. Nick Clegg, de 48 anos, era vice-primeiro-ministro no governo de coligação com os conservadores.
AMÉRICA LATINA
Papa se reunirá com jovens e movimentos indígenas O papa Francisco realizará cinco missas para multidões, visitará hospitais e bairros pobres e se reunirá com autoridades políticas, religiosas, acadêmicas e organizações civis durante visita a Equador, Paraguai e Bolívia em julho, de acordo com o programa oficial da viagem, divulgado nesta sexta-feira. O pontífice argentino iniciará a viagem de oito dias em 5 de julho em Quito. Será sua segunda viagem à América do Sul desde que se tornou papa em março
de 2013. Sua primeira viagem à região foi ao Brasil, para participar da Jornada Mundial da Juventude daquele ano. Agenda O Vaticano disse que, no Equador, o papa celebrará uma missa no santuário da Divina Misericórdia de Guayaquil e outro no parque do Bicentenário, em Quito. Também se reunirá com o presidente Rafael Correa, com acadêmicos e representantes da sociedade civil.
NEPAL
Reconstrução do país deve ocorrer em até dois anos O primeiro-ministro do Nepal prometeu nesta sexta-feira recuperar edifícios públicos, escolas e a infraestrutura em até dois anos após o terremoto de magnitude 7,8 que abalou o país no mês passado. “O governo irá reconstruir edifícios públicos danificados, estradas, escolas, hospitais, instalações de telecomunicações, estações de energia e faculdades em dois anos”, afirmou o premiê, Sushil Koirala, em um discurso ao Parlamento. Ele ainda disse que o governo irá oferecer emprés-
timos de até 25 mil dólares com uma taxa de juros de 2% para a reconstrução de residências particulares. O anúncio acontece na esteira do pior terremoto do país em mais de 80 anos, ocorrido pouco antes do meio-dia de 25 de abril. Pelo menos 7.903 pessoas morreram, quase 18 mil ficaram feridas e mais de 541 mil prédios foram danificados. O governo afirmou que o custo da primeira fase da reconstrução será de 2 bilhões de dólares e que separou 200 milhões de dólares para este fim.
8/5/2015 19:15:54
Plateia
MANAUS, SÁBADO, 9 DE MAIO DE 2015
Canal 1
MÚSICA
Morre o baixista do ABBA
plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate DIVULGAÇÃO
TV Tudo
Cara nova Nesta última semana, foi acertado que Larissa Erthal será também uma das apresentadoras do “Band Esporte Clube”, em suas edições do sábado e domingo. Funções que ela deverá dividir com Maria Paula Limah e Adriana Reid. Parou por aí Que ninguém se anime com a reprise de “A Cura” no “Festival 50 anos”. Foi isso e somente isso. Na Globo não existe o menor desejo de retomar o projeto, o que os fãs da série lamentam. Reforçando a frota A Rede TV! está ampliando a sua frota, inclusive com duas novas unidades de externas. Tudo isso para atender o crescimento da sua carga de produção. Tem que melhorar O Esporte Interativo, agora sob os cuidados da Turner, precisa trabalhar com seriedade para melhorar – e muito – a qualidade da sua recepção.
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As reclamações são muitas e de muito tempo. Mais um Ricardo Fontenelle, um dos craques do jornalismo esportivo na TV, deixou a Band nesta última semana. Profissional com uma janela de respeito, seis Olimpíadas e sete mundiais de futebol. Pista livre A Bandeirantes informa que as candidatas que concorreram ao “Miss Sergipe” em abril, cujo resultado foi anulado devido a denúncias de irregularidades, poderão participar novamente do concurso se assim desejarem. Não existe qualquer impedimento quanto a isso.
• Luciano Faccioli assinou ontem contrato com a Rede TV! e estreia hoje na apresentação da “Super Faixa do Esporte” com Débora Vilalba. • A banda inglesa de indie rock “Imagine Dragons”, um dos grandes sucessos do cenário musical da atualidade, participa do “Caldeirão do Huck” deste sábado. • O canal Bis estreia dia 13, às 19h, o “Na voz delas”, focado em performances de músicas nacionais e internacionais de grande sucesso.... • ...como detalhe, o fato de que as sete meninas escolhidas para o programa ainda são desconhecidas. Produção da TX Filmes. • A equipe de “I Love Paraisópolis” se reúne segunda-feira, em um restaurante de Vargem Grande, no Rio, para assistir ao capítulo de estreia. • Márcio Vito, Armando Babaioff e Flávio Bauraqui estão filmando “O homem livre”, de Álvaro Forlani... • ...Vito, integrante do “Tá no Ar”, que retoma gravação em outubro, também vem com dois trabalhos no teatro, um deles ao lado de Glória Menezes, “Ensina-me a viver”. • Serginho Groismann fez o programa da Marília Gabriela no GNT... • ...e ela, Gabi, irá retribuir a visita no “Altas Horas” deste sábado.
C’est fini Com direção de Ulysses Cruz, “Segundas com Beatles” terá apresentação única, dia 25, no Teatro dos 4, Rio. O espetáculo tem à frente o maestro Roger Henri na guitarra. Henri que já compôs nada menos do que 1.600 músicas veiculadas em trilhas sonoras da TV Globo, dentre elas, o tema de abertura do “Supercine”, além da recente “Babilônia”.
Duas novelas ao mesmo tempo O sucesso de “O Rei do Gado” no “Vale a Pena Ver de Novo” mexeu com Benedito Ruy Barbosa a ponto de garantir que vai escrever outra novela “muito melhor que ‘O Rei do Gado’”. O “problema” é arrumar um jeito de tornar possível o pagamento dessa promessa. Em parceria com a filha Edmara, escreve a trama de “Velho Chico”, e trabalha na concepção de uma trama para as 21h.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
SÃO PAULO, SP - O músico e produtor sueco Rutger Gunnarsson, baixista em todos os discos do quarteto sueco ABBA, morreu aos 62 anos, informou a gravadora Universal Music. Ele morreu de maneira repentina em sua casa em Estocolmo, na Suécia. A causa da morte não foi especificada. Gunnarsson começou sua carreira musical na banda Hootenanny Singers, em que conheceu Björn Ulvaeus - mais tarde, os dois formariam o ABBA com Benny Andersson, Frida Lyngstad e Agnetha Fältskog. O baixo de Gunnarsson soa em todos os discos da banda sueca mais popular da história, e também acompanhou as turnês do grupo enquanto ele esteve em atividade, de 1972 a 1982. Durante sua longa carreira, colaborou com Ulvaeus e Andersson e outros projetos, além de outros músicos suecos, e trabalhou com figuras como Celine Dion e Elton John.
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País
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
Racismo motiva os altos índices de assassinatos M
ovimentos sociais afirmam que o alto índice de assassinatos de jovens negros no Brasil se deve ao racismo. Eles participaram de audiência pública na Câmara, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a violência contra jovens negros e pobres. Durante o debate em Brasília, na última sexta-feira (8), Geovan Bantu, representante do Fórum Nacional de Juventude Negra de Salvador, destacou que ele mesmo se encaixa no perfil de “suspeito padrão”, ou seja, o negro entre 15 e 29 anos de idade, morador das periferias das cidades brasileiras. Segundo Bantu, essa imagem do “suspeito padrão” está inserida na sociedade e suas instituições, principalmente as polícias, que veem esse jovem como um inimigo do Estado a ser eliminado. Nesta segunda-feira (11), a CPI promoverá nova audiência pública, destta vez na Assembleia Legislativa do estado da Bahia, a partir das 9h. Racismo institucional Geovan Bantu ressaltou que essa discriminação explica as estatísticas, segundo as quais
sete em cada dez vítimas de assassinatos no Brasil são negras: “Isso está dentro de um processo mais amplo, de um processo que nossa sociedade está instituída, que é o processo do racismo institucional”. “Nós não podemos, em momento algum, deixar de dizer que nós não abrimos mão de considerar que essa questão da
VIRTUAL
O presidente da CPI, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), informou que a CPI criou uma comunidade virtual para debater o tema, cuja página é: edemocracia.camara.leg.br violência do homicídio contra a população negra, do extermínio da juventude negra não esteja diretamente ligada ao racismo que nós vivemos no país”, acrescenta. “É o racismo que estrutura as relações dentro do Legislativo, dentro do Judiciário, dentro do sistema penitenciário e, de fato, desumaniza a população negra.” O representante do mo-
GABRIELA KOROSSY/AGÊNCIA CÂMARA
Afirmação é de integrantes de movimentos sociais participantes de uma CPI na Câmara que trata sobre o tema vimento baiano manifestou repúdio à proposta (PEC 171/93) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal. Bantu também cobrou providências das autoridades contra a banalização das mortes desses jovens. “Essas mortes não têm valor, não comovem. Não chocam. O corpo de um jovem negro no chão é como se isso fosse normal. Da mesma forma que a gente acha natural um menino preto vendendo bala num sinal. A gente acha que aquele menino faz parte da paisagem, daquele cenário”, critica. Omissão do Estado O rapper Neemias MC também participou do encontro. Abandonado aos 14 meses na rodoviária de Brasília pela mãe biológica, Neemias foi morador de rua e hoje é produtor e ativista social. Ele contou que chegou a cometer pequenos furtos para vencer a fome, foi preso e sofreu violência por parte da polícia. Neemias atribui a situação vivenciada por ele e outros milhares de jovens negros à omissão do Estado e ao descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA 8.069/90).
Nesta segunda-feira, outra audiência pública, desta vez no Senado, também abordará o assunto
País
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Com menos de 500 dias faltando para o Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos, a construção de vários locais de competição ainda não começou e algumas licitações sequer foram realizadas, o que aponta para um cenário de obras de última hora que provavelmente fará os gastos subirem. Pode parecer um roteiro familiar em eventos esportivos de grande porte. À medida que o início se aproxima, as manchetes invariavelmente se concentram nos atrasos e na correria para tudo ficar pronto a tempo, e mesmo assim as competições transcorrem sem grandes tropeços. Mas a Olimpíada Rio2016 pode se tornar um dos casos mais preocupantes de preparativos em cima da hora já vistos, resultando em uma corrida contra o tempo que pode acabar inflando o orçamento atual de quase R$ 40 bilhões e aumentará o fardo sobre a já fragilizada economia brasileira. A esta altura da reta final para a Olimpíada de Londres-2012, quase 80% das instalações e da infraestrutura tinham sido finalizadas. No Rio, apena 10% dos 56 projetos olímpicos em construção, reforma ou de energia estão prontos.
Projeto de lei quer expor lista de medicamentos A Câmara dos Deputados analisa projeto que obriga todas as farmácias que participam do Farmácia Popular a afixar em suas dependências a relação de medicamentos contemplados pelo programa. De acordo com o autor da proposta (PL 37/15), deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES), ainda existe desinformação da população sobre os benefícios. “A publicidade é necessária para que o programa atinja de forma otimizada seus objetivos, que são da mais alta relevância”, defendeu o parlamentar. O Farmácia Popular é um programa do governo federal que facilita o
Promovido pelo Senado, evento pretende analisar dados divulgados pelo Ipea, sobre a efetividade da referida legislação
acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns, como diabetes e hipertensão, com uma redução de até 90% do valor de mercado. Os remédios são subsidiados pelo governo, que possui uma rede própria de Farmácias Populares e parceria com farmácias e drogarias da rede privada, chamada “Aqui tem Farmácia Popular”. A proposta de Sérgio Vidigal possui o mesmo conteúdo de um projeto da ex-deputada Sueli Vidigal, sua esposa. Como Sueli não se reelegeu, o PL 6748/13 foi arquivado com o fim da legislatura passada.
HMENON OLIVEIRA/AGÊNCIA BRASIL
Obras no RJ ainda não iniciaram
Audiência interativa vai debater Lei Maria da Penha
FARMÁCIAS POPULARES
Conforme pesquisa do Ipea, o índice de homicídios diminuiu 10%, com a Lei Maria da Penha
HMENON OLIVEIRA/AGÊNCIA BRASIL
OLIMPÍADAS
Projeto pretende levar mais informações à população
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Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), do Senado, promoverá audiência interativa, na próxima terça-feira (12), a fim de debater a pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a efetividade da Lei Maria da Penha - lei número 11.340/2006. A referida audiência é de propositura da senadora Angela Portela (PT-RR). A pesquisa do Ipea, divulgada no início do mês de março mostra que o índice de homicídios de mulheres diminuiu 10%, desde que a Lei Maria da Penha (LPM) foi promulgada em setembro de 2006. A lei é fruto da luta da bio-
farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes para colocar o ex-marido na cadeia. O ex-professor universitário tentou matá-la duas vezes em 1983, a primeira vez com um tiro nas costas, que a deixou paraplégica. Outra vez ele a derrubou da cadeira de rodas e tentou eletrocutá-la. Ele foi julgado e condenado em 2002. Participação A audiência poderá ser acompanhada e os interessados em participar podem acessar os seguintes endereços: http://bit.ly/audienciainterativa. além do Portal e-Cidadania: www.senado. gov.br/ecidadania, e pelo Alô Senado (0800-612211).
Contraste A pesquisa “A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no Brasil,” apresentada em abril, no Ministério da Justiça, concluiu que há pouca adesão e resistência do sistema de justiça criminal à aplicação da Lei Maria da Penha de combate à violência contra a mulher. O levantamento foi feito pelo Centro de Estudos Sobre o Sistema de Justiça e pela Fundação Getulio Vargas (FGV). De caráter qualitativo, a pesquisa foi feita em 34 processos relacionados a homicídio de mulheres por parceiros na Bahia, em Mato Grosso, no Pará, em Minas Gerais, no Paraná e em uma vara em Santo André, em São Paulo.
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Mundo
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Mãe quer ser fertilizada com óvulos de filha morta U
ma mãe deu início a uma batalha legal para ser fertilizada com os óvulos congelados de sua filha morta e, assim, poder gestar sua própria neta. A mulher e seu marido, cujos nomes não foram divulgados, tentam derrubar a decisão de um órgão regulador independente que os impediu de transferir os óvulos de Londres para uma clínica de fertilidade nos EUA. A filha do casal morreu de câncer de intestino com menos de 30 anos. Eles afirmam que ela queria que os óvulos fossem fertilizados com o esperma de um doador e implantado no útero de sua mãe. Ela era filha única e decidiu congelar os óvulos em uma clínica de fertilização artificial em Londres em 2008 após descobrir que tinha câncer. Provas insuficientes Seu objetivo era, um dia, usar os óvulos congelados para engravidar, mas ela morreu antes que isso pudesse acontecer. Uma clínica em Nova York indicou que poderia dar à mãe, de 59 anos, o tratamento de
fertilização que ela deseja, com um custo de até US$ 92 mil (cerca de R$ 275 mil). Mas a Autoridade de Fertilização e Embriologia Humana (HFEA, na sigla em inglês) se recusou a expedir uma ordem para permitir que os óvulos sejam enviados aos EUA. O órgão tomou a decisão em 2014, afirmando que as evidências eram insuficientes para provar que a filha queria que sua mãe tivesse o bebê. Apesar de ela ter preenchido um formulário dando autorização para que os óvulos fossem armazenados após sua morte, a mulher não deixou um documento específico dizendo como queria que eles fossem usados. As minutas da reunião de um comitê do órgão mostram que a “maior e única prova” de que ela queria isso é uma suposta conversa com sua mãe enquanto estava no hospital em 2010. O especialista em fertilidade Mohammed Taranissi, da clínica ARGC, em Londres, disse que o caso é provavelmente inédito, porque envolve uma doadora de óvulos que já faleceu. “Nunca ouvi falar de um caso de barriga de aluguel envolvendo uma mãe e os óvulos de sua filha morta”, disse.
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Casal londrino trava batalha para que a Justiça libere o material genético, para realizar procedimento nos Estados Unidos
Falta de provas suficientes impedem que casal retire os óvulos de Londres para realizar o procedimento fora do país
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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
RICARDOOLIVEIRA
Criminalidade nos rios da Amazônia Dia a dia C2 e C3
A difícil missão das mães de retornar ao trabalho A licença maternidade de quatro meses ainda é encarada com dificuldade pelas trabalhadoras do Amazonas
IONE MORENO
O tempo de quatro meses de licença maternidade é insuficiente, pois a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica a amamentação como único alimento aos bebês até os seis meses de vida
hoje está com um ano e dois meses, lhe proporcionou um período de amamentação prolongado, como recomenda a OMS, e também o acompanhamento da introdução dos alimentos sólidos na rotina do bebê. Danielle conta que, ao retomar suas atividades, não se sentiu insegura pelo tempo que passou afastada e rapidamente se reintegrou às atividades da empresa, porque voltou com disposição redobrada. “A maternidade é um momento único na vida da mulher, mas a carreira também é importante, por isso o ideal é conseguir conciliar”. Diferente de Danielle, a psicóloga Sandra Torres teve apenas quatro meses de licença maternidade na empresa em que trabalhava. Ao final do período, ela optou por pedir demissão. “Não quis repetir o que ocorreu na gestação dos meus dois filhos mais velhos, de 12 e 10 anos, quando voltei para o trabalho após a licença de quatro meses. A experiência não foi boa, minha cabeça não estava tranquila, deixando os dois tão pequenos em casa”, explica. Produtividade A licença maternidade é sempre tema polêmico para as empresas, mas há quem
concorde que liberar a funcionária para gozar licença de seis meses é uma medida não somente boa para a mãe, mas que também se reflete, lá na frente, em aumento de produtividade para as organizações. “A mulher volta ao trabalho mais segura e disposta”, afirma o diretor presidente da Prodam, Márcio Silva de Lira. A empresa adota o benefício estendido desde 2010, sendo uma das pioneiras nesse sentido, assegurando o direito no Acordo Coletivo de Trabalho. A assistente social da Prodam, Helena de Castro Monteiro, explica que o período estendido é crucial na vida da criança. “Tudo isso se reflete diretamente na segurança e equilíbrio emocional futuros da criança e contribui para que a profissional retorne ao trabalho e consiga obter resultados satisfatórios”, ressalta. A licença maternidade de seis meses não é obrigatória para as empresas privadas. Para incentivá-las na adoção da medida, o assessor jurídico da Prodam, Erlon Benjó, explica que a lei 11.770/2008 criou o Programa Empresa Cidadã. “As empresas cadastradas, que adotam a licença estendida, em contrapartida, contam com a concessão de incentivos fiscais”, explica Benjó.
Projeto de lei para prematuros Na semana em que se comemora Dia das Mães (10), o deputado federal Hissa Abrahão (PPS-AM) protocolizou na Câmara, em Brasília (DF), um projeto de lei que aumenta os dias de licença maternidade para a mãe que der à luz a bebê prematuro. De acordo com o deputado amazonense, o projeto visa proteger a mãe brasileira, que atualmente acaba perdendo dias importantes no acompanhamento de seus filhos em caso de partos prematuros. Hissa ressaltou que a mãe terá direito a mais 120 dias de licença se o PL for aprovado no Congresso Nacional. “Uma gestação normal tem entre 37 e 42 semanas de duração. Um parto é considerado prematuro quando a mãe tem seu filho antes de 36 semanas e seis dias. Após o nascimento, o bebê prematuro pode precisar passar dias, semanas ou até mesmo meses na UTI neonatal, o que pode prejudicar o vínculo afe-
tivo com os pais”, disse. O parlamentar explica que pela lei, de sua autoria, a mãe que der à luz um bebê prematuro, os 120 dias de licença passarão a contar a partir das 36 semanas e seis dias. “Ou seja: se o bebê nascer antes de 36 semanas e seis dias, como prevê o Ministério da Saúde, a mãe vai somar os dias anteriores e terá mais os 120 dias de licença. Portanto, essa licença só vai contar a
partir 36 semanas e seis dias e as mães passarão mais tempo com eles”, declarou. Artigo O projeto acrescenta inciso ao parágrafo 3º do artigo 392 do decreto-lei 5452 de 1º maio de 1943, Consolidação das Leis do Trabalho, que institui o acréscimo de dias de licença maternidade nos partos prematuros. Quando se tratar de partos prematuros, acrescentar-se-á aos 120 dias da licença presente no caput deste artigo, os dias anteriores ao computo da 37ª semana.
ANA KABASHI
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studos em neurociência divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria comprovam que o carinho e atenção recebidos nos primeiros meses de vida melhoram a saúde e desenvolvimento da criança.E para as mães que trabalham, o desafio é grande porque na grande maioria das empresas a licença maternidade concedida é de apenas 120 dias. O tempo é insuficiente até mesmo para seguir o que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), ao indicar a amamentação como único alimento aos bebês, durante os primeiros seis meses de vida. São poucas as empresas que oferecem 180 dias de licença. A técnica administrativa da empresa Processamento de Dados Amazonas S.A (Prodam), Danielle Costa de Souza, conta que o período de licença estendida de seis meses, que é adotado na instituição, foi essencial para que se sentisse segura ao retornar ao trabalho. “Eu conheço mulheres que tiveram que voltar ao batente depois de quatro meses e deixaram seus filhos em creches, o que acabou gerando problemas ao bebê”, afirmou. Segundo Danielle, o tempo que passou com sua filha, que
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Rios amazônicos ocultam crimes sem investigação
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
Assassinatos e “barrigas d’água” (assaltos praticados por quadrilhas) não são denunciados por falta de conhecimento
Grandes dimensões dos rios amazônicos acabam favorecendo a ação de criminosos que aproveitam para roubar passageiros, mercadorias e cargas. Polícia Civil faz parcerias para combater essas ações DANIEL AMORIM Especial EM TEMPO
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oubos de mercadorias, tráfico de pessoas, animais silvestres e drogas são os tipos de crimes mais comuns nos barcos que trafegam nos rios do Amazonas. A grande quantidade de passageiros e cargas que circula em direção ao Pará, por exemplo, atrai a atenção dos criminosos, que se aproveitam das grandes dimensões das vias navegáveis para agir. A Amazônia Ocidental possui uma extensão de 22 quilômetros de rios navegáveis. A exemplo das calhas do Iranduba e rio Tarumã-Açu, o percurso de acesso ao Estado vizinho é considerado crítico pelo delegado Carlos Augusto Monteiro, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI). O setor, vinculado à Polícia Civil do Amazonas, atua também na repressão a crimes contra ribeirinhos que vivem na margem das comunidades. “Não há condições de mensurar essas ocorrências, pois são eventos bastante irregulares. É preferível verificar se o número de crimes aumentou ou diminuiu”, explica Monteiro. A carência de um efetivo que atenda à demanda – cerca de 2,7 mil agentes para uma população de dois milhões de habitantes no Estado – dificulta o trabalho de repressão. “O atual quadro é bastante reduzido. Na minha opinião, o contingente ideal seria de dez mil efetivos”, analisa Monteiro. Além disso, a dificuldade de acesso a certos municípios do interior, realizado via helicóptero ou aeromóvel quando há condições, acaba favorecendo a ação dos criminosos. Por outro lado, Monteiro afirma que a atual gestão da Polícia Civil, empossada em janeiro deste ano, tem se esforçado para garantir apoio às atividades da corporação. “Esse incentivo se refere também aos próprios agentes, que traba-
lham mais motivados hoje em dia”, complementa. Ele destaca ainda a parceria com as Forças Armadas e Capitania dos Portos, efetuada por meio de um “termo de cavalheiros”, como define o delegado. “Houve queda de 40% de crimes nos rios em comparação a janeiro de 2014”, informa. Em abril, o Departamento da Polícia do Interior realizou, pela primeira vez, uma ação em parceria com a Marinha. A operação Marinha Azul envolveu também equipes da Polícia Federal e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). Ao longo de uma semana percorrendo a orla de Manaus e municípios como Itacoatiara, Tefé, Coari e Parintins, agentes apreenderam drogas, armas e capturaram até criminosos foragidos. Ocorrências As denúncias são recebidas pela Delegacia Fluvial, cuja sede funciona num barco atracado em frente ao mercado Adolpho Lisboa, no centro histórico da capital. Após o registro da ocorrência, o processo investigativo é deflagrado e analisado por uma equipe da DPI. “É o que basta para efetivarmos uma operação. Por isso, nossas atividades não têm prazo definido para ser encerradas, e atualmente várias encontram-se em andamento”, esclarece Monteiro. O objetivo das ações do DPI é de ordem repressiva. Cabe à Polícia Militar, à Capitania dos Portos e à Marinha do Brasil executar o monitoramento propriamente dito. A Delegacia Fluvial funciona 24 horas por dia. Conta com sete investigadores, delegado titular, escrivão e duas cozinheiras. Desde 2007, a delegacia deixou de oferecer mero suporte logístico para as ações da polícia para atuar contra furtos de menor potencial e outros. Incluem-se aí os chamados “barrigas d’água” (assaltos a mão armada praticados por quadrilhas).
Número de denúncias é mínimo Os “barrigas d’água”, no entanto, ainda são confundidos com pirataria. Este termo, na verdade, se refere aos atos cometidos em lugares não submetidos à jurisdição de algum Estado, conforme a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM). Colocar as cargas sob os cuidados da tripulação e atenção aos pertences pessoais são alguns conselhos que o investigador Alessan-
dro Cardoso, da Delegacia Fluvial, recomenda aos passageiros. “É aconselhável também guardar a nota fiscal dos produtos e o ‘nada consta’ referente à situação de veículos”, diz. Ainda assim, boa parte das vítimas desconhece a atuação da delegacia. “Ouvi relatos de pessoas que deixaram de denunciar, pois achavam que os assaltos não seriam investigados”, exemplifica Cardoso. Por isso, os agen-
tes estão realizando panfletagem com material de divulgação do disque-denúncia (92 – 99277-3603). De acordo com a assessoria da Polícia Civil, a população é a principal fonte de denúncias, uma vez que não há câmeras instaladas nas proximidades dos rios. O último inquérito em aberto trata do roubo de uma lancha motor 250, ocorrido no início de março, no trecho entre os municípios de Coari e Tefé.
Operações conjuntas permitem o monitoramento de embarcações na orla dos municípios do Estado
Desafios para a fiscalização Os maiores desafios encontrados pela Marinha são embarcações sem inscrição na Capitania dos Portos e condutores não habilitados. “Nesse contexto, o Centro Técnico de Formação Fluvial da Amazônia Ocidental (CTFFAO) foi criado a fim de atender a grande demanda na formação aquaviária na área de jurisdição do Comando do 9º Distrito Naval, preparando profissionais qualificados e conscientes da importância da navegação segura”, afirma a autoridade em nota oficial. Com a chegada do Festival Folcórico de Parintins, a Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando do 9º Distrito Naval, iniciou no dia 23 de abril os preparativos para a operação Parintins 2015, com o recebimento das solicitações para a realização das Vistorias Especiais para a concessão do “passe” da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC). Essa operação tem o propósito de garantir a Segurança do Tráfego Aquaviário e a Salvaguarda da Vida Humana no período do Festival Folclórico de Parintins, que concentra o maior número de embarcações de passageiros e recreio no rio Amazonas.
Dia a dia
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Medo e descrença afetam vítimas de ‘barrigas d’água’ RAFAEL S. NOBRE Equipe EM TEMPO
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principal e mais antigo meio de transporte em longas distâncias no Amazonas é o barco - seja pela ausência de vias terrestres em todo o território, pelo elevado custo de passagens aéreas aliada ao baixo número de aeroportos ou pela tradição. É comum visitar amigos e parentes ou transportar mercadorias de Manaus para as outras 61 cidades do Estado, e vice-versa, por meio de embarcações. Mas a aparente calmaria que circunda esse ambiente caboclo das viagens de barco pode virar cenário de tragédias. A costureira Rute Suelem Costa, 53, visita parentes em Maués (a 257 quilômetros de Manaus) pelo menos uma vez por ano. Ela sempre vai de barco, acompanhada da filha de 27 anos de idade. No ano passado, Rute presenciou um assalto à mão armada, logo no início do trajeto. “Estava com uma hora de viagem quando duas lanchas grandes, bonitas, ficaram na frente do nosso barco. Eu já tinha visto de longe, mas não estranhei. Quando percebi que o nosso barco estava parando
levantei da rede. Aí vi os homens das lanchas com armas, apontando para nós”, contou Rute, que nesse assalto perdeu documentos, celulares e dinheiro dela e da filha. “A gente sempre vê pirata em filme. Foi a primeira vez que vi de verdade, na vida real”, disse Rute. Ela não fez Boletim de Ocorrência “porque não dá em nada”.
TESTEMUNHA
O carregador Radamés Silva testemunhou um assalto a um barco em que trabalhava em 2011. Todos os passageiros foram roubados e o dinheiro na cabine de comando foi levado pelos criminosos Situação parecida foi vivida pelo carregador Radamés Silva, 33, em 2011. Ele trabalhava como ajudante na embarcação Capitão Rio Negro. “Quase chegando na cidade de Barcelos [a 399 quilômetros de Manaus], levando quase só mercadoria, a gente foi abordado. Veio um barco pequeno e uma lancha. Tinha uns 12 homens armados. O nosso comandante tinha só
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Ataques em terra ou durante viagens são mais comuns do que se imagina, segundo depoimentos de quem os presenciou um revolver pequeno, mas nem chegou a pegar”. Silva tem sete anos de experiência em embarcações e essa foi a única vez em que passou por isso. “Eu mesmo não perdi nada, mas os passageiros foram assaltados. E levaram o dinheiro que estava na cabine de comando”. Assalto é comum Um empresário que trabalha no centro de Manaus, próximo à feira Manaus Moderna, à margem do rio Negro, e preferiu anonimato com receio por sua segurança, disse que assaltos a embarcações são “bastante comuns”. “Sempre ouvimos relatos. Quem é assaltado acaba falando para um e para outro. E não chegam com revólver pequeno não, chegam com escopeta e outras armas de grosso calibre”. Segundo o empresário, os donos de embarcações com quem ele negocia, e que foram ou não assaltados, reclamam da falta de segurança nos rios. “Aqui na Manaus Moderna e na [feira municipal] Panair até dá para se proteger. Tem como chamar a polícia, mas no meio do rio não. Lá não tem Capitania dos Portos, não tem Marinha, não tem ninguém. Quando eles aparecem é só para te multar”.
Na orla da Manaus Moderna, o que não faltam são histórias de quem foi vítima dos criminosos
Todos se previnem como podem
Em terra, maioria dos crimes acontece durante embarque e desembarque nos barcos
Temendo sofrer o mesmo destino de outros barcos que atracam na Manaus Moderna, o comandante Sabinael Barbosa, 27, conhecido como “Nael”, instalou 13 câmeras de vigilância nos três conveses de seu barco, o Água Viva. “Nael” estava preparando a embarcação azul e branca para enfrentar dois dias de viagem pelo rio Purus até Tapauá (a 448 quilômetros da capital), quando parou para receber a reportagem. Ele contou que desde os 15 anos de idade trabalha na área com seu avô e já ouviu várias histórias sobre assalto, a maioria nos portos, durante embarque e desembarque. “Mas a gente sabe que acontece, sim [assalto nos rios]. O problema é ter a quem recorrer. Graças a Deus, comigo nunca aconteceu. Quando a gente fica sabendo disso, o dono do barco
fica no prejuízo; nem polícia nem ninguém ajuda”. Segurança O proprietário da embarcação Rainha Vitória 2, Augusto Pinheiro, 49, disse que nunca sofreu assalto no
RECLAMAÇÃO
Quem testemunhou ou sofreu assalto em embarcações na orla ou em viagem conta que não sabe a quem recorrer para denunciar. Para eles, a denúncia não produzirá nenhum resultado rio, mas de vez em quando presencia pequenos crimes na balsa onde os barcos ficam, na Manaus Moderna. Os delitos são furtos de bolsas, carteiras e celulares, e ocorrem durante
embarque e desembarque de pessoas e cargas. Pinheiro disse que os donos de barcos e as próprias vítimas não chamam mais os policiais militares que ficam a poucos metros de distância, em frente à feira, em uma cabine, na avenida Manaus Moderna. “Eles nem saem mais de lá de dentro. Quando a gente ainda vai chamar, eles dizem que não podem fazer nada, mal anotam o que a gente fala. É difícil ver algum [policial] aqui embaixo”. A área à qual Pinheiro se refere fica próxima ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa e ao 24º Distrito Integrado de Policia (DIP), na avenida Manaus Moderna com a rua Lima Bacuri. O DIP foi inaugurado em fevereiro de 2014. Enquanto a reportagem esteve no local avistou apenas um policial militar. E ele estava dentro da cabine.
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Um lugar para re Das 98 crianças que já passaram pelo abrigo O Coração do Pai, 23 foram adotadas e 32 reinseridas nas famílias. Hoje, ainda existem mais 32 aguardando uma nova vida MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO
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uma noite abafada, no verão de 2013, a missionária Vânia Hall, diretora do abrigo O Coração do Pai, que mantém 32 crianças de zero a des anos, levantou e foi ao dormitório onde uma criança chorava sem cessar. O abrigo acabara de receber essa criança, que tinha menos de cinco anos e que foi muito machucada, torturada. Quando chegou ao abrigo, tinha terríveis traumas, acordava gritando no meio da noite, molhava a cama. Quando ela acordava assim, aos prantos, Vânia a pegava no colo e ficava balançando. Havia noites em que não dormia, só tentando ajudá-la a passar por aqueles dias. — Fiquei muito chateada de ver as muitas marcas no corpo daquela criança. Não é um ser humano que faz isso. Confesso que fiquei com muita raiva e disse que queria visitar
a pessoa que tinha feito aquilo. A vontade que tinha era de quebrar essa pessoa, mas não podia. Queria olhar no olho daquela pessoa e tentar entender por que tinha feito aquilo – conta a missionária. Vânia não revela nomes. Mas talvez a criança tenha sido torturada pelo próprio pai ou a mãe, desiquilibrados por problemas de drogas. Mas, naquela noite, estava difícil fazer a criança pelo menos sentir que o pesadelo havia acabado, que agora ela estava segura, sendo tratada por uma psicóloga, assistida por médicos, com alimentação regular, tempo para recreação e, o maior dos antídotos contra a dor da alma... o amor. Muito amor! Mas a criança não parava de chorar. — Nessa noite, a peguei no colo e chorei junto com ela, desejando que aquela pessoa que a tinha machucado sumisse da face da terra, morresse. Mas a criança levantou a cabeça, me olhou, enxugou minhas lágrimas e disse: “Tia Vânia, eu já entendi o que você nos ensina. Eu quero perdoar essa pessoa, tia. Não podemos viver com ódio”. Formada em teologia e missionária, Vânia Souza Hall conta que esta foi a maior lição que aprendeu durante os três anos em que está à frente do abrigo O Coração do Pai. — Era o poder do perdão surgindo mais uma vez em nossas vidas. Ainda mais vindo de uma criança tão pequena. Aprendi a perdoar com mi-
nhas crianças. Sou a mãe do coração, diretora é só para satisfazer as autoridades. Essa é uma das várias histórias de vida que acontecem no abrigo O Coração do Pai, localizado numa casa da rua D14, número 113, Japiim, Zona Sul. Ali, sem nenhum apoio do poder público, o casal Barry e Vânia Hall abrigam 32 crianças que estava vivendo em vulnerabilidade social. Mas o abrigo só aceita essas crianças depois uma decisão judicial. Com dois berçários, uma brinquedoteca, playground,
INFANTICÍDIO
O abrigo começou esse trabalho tentando salvar crianças indígenas que estavam sendo vítimas de infanticídio piscina, um carro para levar as crianças para a escola, atendimento médico e 29 funcionários com carteira assinada não tem sido fácil manter o abrigo. — Aqui todo mundo trabalha mediante salário e carteira assinada. Voluntário só eu e meu marido —, explica Vânia. Somente com a folha de pagamento o gasto é de R$ 23 mil e R$ 25 mil. Com aluguel, comida, chega a R$ 35 mil, R$ 40. Dependemos das doações de alimentos. Cada
mês é uma surpresa. O dinheiro para manter as despesas vem de missões estrangeiras que ajudam ONGs pelo mundo inteiro, de doações de igrejas ou de promoções realizadas pelo abrigo. — Também recebemos doações de pessoas que conhecem nosso trabalho. O povo amazonense é muito generoso –, comenta a missionária. O que leva alguém a largar sua vida pessoal, seus sonhos e vaidades para se dedicar a resgatar crianças com a infância interrompida por atos de violência, abandono ou doença? Vânia responde que algumas pessoas nascem com essa missão. Foi o que aconteceu com seu marido, o norte-americano de Orlando (FL) Barry Hall, que é missionário, veio trabalhar no Brasil há 28 anos. Naturalizado brasileiro, Barry se comoveu ao ler uma reportagem mostrando que crianças indígenas com problemas físicos ou mentais (e também filhos resultantes de relações extraconjugais) são enterradas vivas pelos líderes da tribo. — De fato, o abrigo começou esse trabalho tentando salvar crianças indígenas que estavam sendo vítimas de infanticídio. A ideia era conseguir adoção por outras famílias para evitar as mortes. Mas o trabalho foi evoluindo e hoje, por meio de encaminhamento judicial, nós abrigamos 32 crianças –, explica Vânia, fazendo questão de assegurar que 100% dessas crianças só têm acesso ao abrigo mediante uma ordem judicial.
Um lar para quem teve a infância interrompida
A psicóloga Patrícia Volpe ajuda a transformar o abrigo em um lar para as crianças
A piscóloga Patrícia Volpe divide com a missionária Vânia Hall a árdua tarefa de fazer do abrigo O Coração do Pai um verdadeiro lar para crianças que o destino marcou desde sua chegada ao mundo. São recém-nascidos ou crianças na faixa de zero a dez anos acometidas de processo profundo de subnutrição, síndrome de Down, autismo, desidratação. Em muitos casos, trazem marcas de tortura no corpo frágil, manchas roxas por espancamento, olhos profundos pelo sofrimento. Algumas dessas crianças foram torturadas, maltratadas, violentadas
pela própria família. Patrícia explica o processo para a criança cruzar o portão do abrigo O Coração do Pai: — A criança é acolhida por meio de denúncia ao Conselho Tutelar. Se os adultos responsáveis por ela não tiverem condições de permanecerem com a guarda, o Conselho Tutelar recolhe essa criança e encaminha para o acolhimento no abrigo. As crianças ficam aqui, até que a situação seja resolvida. Ou são reintegrados na família – se esta família conseguir se restruturar –, se não é colocada para adoção. O abrigo também acolhe crianças que são encaminhadas diretamente para adoção, que a mãe entrega, ou que é abandonada em hospital, lixeira, esses casos que volta e meia aparecem na televisão. — Enquanto eles permanecem aqui, trabalhamos o seu desenvolvimento, e garantimos a alimentação, moradia, saúde, e todas as necessidades das crianças para o seu crescimento. O tempo de acolhida da criança permitida pela lei é de até dois anos –, observa Patrícia.
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No Coração do Pai, 100% das crianças só têm acesso ao abrigo mediante uma ordem judicial. Hoje, 32 aguardam por adoção ou para ser reintegrada à família
econstruir vidas ‘Minhas crianças sabem o que é perder tudo’
A missionária Vânia Souza Hall diz que, no abrigo, tem mais a receber do que a doar
No abrigo, as crianças ficam no espaço de convivência inicial entre dez e 15 dias
EM TEMPO – Conte um pouco da história do abrigo. Vânia Hall – Somos uma ONG fundada pelo marido, Barry Hall, que é nascido nos EUA, em Orlando/Flórida. Ele é missionário, veio para cá há 28 anos, e trabalhava ajudando pessoas – no começo era apenas os povos indígenas, durante 16 anos em aldeias, pelo rio Ituí. Ele ajudava crianças indígenas vítimas de infanticídio. Em seguida, vimos a necessidade de ajudar também as crianças não indígenas, e começamos a atender ambas. Muitos casos chocaram o Barry, que foi procurado por líderes indígenas para que nós pudéssemos oferecer uma alternativa: ao invés de enterrar o filho vivo, entregar para ser cuidado. Eram crianças com lábio leporino, com um dedo a mais ou a menos. Era para mostrar que, ao invés de matar a criança, iríamos fazer cirurgia, cuidar, e mostrar que a criança não era amaldiçoada só porque tinha uma deficiência, e poder introduzi-la de volta na aldeia. EM TEMPO – Quantas crianças retornaram para as aldeias? VH – Nós não devolvemos, todos são através do Juizado da Infância e Juventude. Alguns voltam para a família, outros são adotados. Não posso dizer, estatisticamente,
quantos foram, mas 100% das crianças são encaminhadas pelo juizado. O trabalho do abrigo, hoje, é com crianças não indígenas. Começamos em 2011. EM TEMPO – Quem mantém o abrigo? VH – O abrigo é mantido 100% por doações e muito trabalho. Fazemos muita feijoada! De dois em dois meses. A nossa feijoada ficou conhecida, então muita gente ajuda. São 29 funcionários, com carteira assinada. Voluntários só eu e meu marido. Não recebemos verba pública. EM TEMPO – Quantas crianças são mantidas aqui, hoje? VH – São 32 crianças, entre zero e dez anos. Já passaram por aqui 98 crianças, do início até hoje. Todas são recebidas somente com ordem judicial, e todas voltaram à família ou foram adotadas da mesma maneira. Foram 23 para adoção, 32 reinseridos nas famílias. EM TEMPO – Como esse tipo de trabalho é visto na sociedade? Há muitas críticas? VH – Nunca tive ninguém para criticar. Sou amazonense e fico orgulhosa de ver que o povo é solidário. Ninguém agrada todo mundo, mas não dou ouvidos a quem não conheço e prefiro não contar com
isso. Digamos, um incômodo é quando fechamos a rua para o Dia das Crianças, e um ou outro reclama, mas fora isso, além de atender as que vivem aqui, atendemos as crianças que já saíram, com leite e fralda. Também atendemos 180 famílias da comunidade – todos com ajuda. Damos cursos profissionalizantes, aula de reforço escolar, cestas básicas e emprego. Todos os funcionários são do bairro Japiim, procuramos ajudar onde o abrigo está localizado. São sete cursos profissionalizantes, como bolos artísticos, salgadinhos, manicure, corte e costura, artesanato. EM TEMPO – O abrigo recebe verba do exterior? VH – Somos missionários, então recebemos ajuda de igrejas. A maioria é daqui, mas recebemos ajuda de brasileiros que moram fora também. EM TEMPO – Quanto vocês precisam para manter o abrigo? VH – Entre R$ 23 mil e R$ 25 mil, apenas a folha de pagamento dos 29 funcionários. Com aluguel, comida, chega a R$ 35 mil, R$ 40. Dependemos das doações de alimentos. Cada mês é uma surpresa. EM TEMPO – Qual o processo para as crianças chegarem aqui? VH – As crianças vieram
de casas em risco social, via ordem judicial, que foram retiradas da família, e viviam em vulnerabilidade social. EM TEMPO – Como você se sente fazendo esse trabalho? VH – É uma escolha de vida. Minha família escolheu fazer isso. Meu marido e eu resolvemos deixar uma herança diferente para os nosso filhos, de exemplo, de contribuir com a sociedade, ao invés de vivermos para nós mesmos. Então, o que sinto aqui não tem dinheiro no mundo que pague. Não tenho palavras para expressar. Recebo muito mais do que dou aqui. O olhar das crianças. Você imagina perder tudo? Nós não sabemos o que é perder tudo. Minhas crianças sabem, porque foram tiradas de suas famílias. A expectativa, a gratidão, o olhar de esperança que eles têm, faz você se sentir com uma força sobrenatural. Não tem amor maior. EM TEMPO – Vem alguma criança com problemas graves? VH – Pode ser que venha, mas fazemos exames. Recebemos autistas, com problemas neurológicos graves, com desnutrição nível 3. Temos um grupo de cinco irmãos gravemente desnutridos. Mas eles são as crianças mais lindas do Amazonas.
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Ser mãe e profissional: a rotina da dupla jornada P
ara um planeta que está sempre em movimento, mudar faz parte do “pacote” e adaptação é uma das bandeiras levantadas por diversas mães que, com o tempo, foram em busca de se desenvolver profissionalmente. Conciliar as duas rotinas é uma tarefa desafiadora. No Brasil, mais da metade das mulheres que são mães também trabalham, no mercado formal ou informal. São mais de 28,1 milhões de mães neste cenário, ou seja, 51,3% do total das 54,7 milhões mulheres, acima de 15 anos, com filhos, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em dados de 2012. Coordenadora técnica do Laboratório Sabin, a bioquímica Ana Zurra faz parte desta lista de mulheres que conciliam as duas rotinas. Por sinal, Ana exerce o papel de mãe duas vezes: tanto no espaço profissional, no acompanhamento das crianças e adolescentes que vão ao laboratório para realização de exames, quanto no lar, escutando os anseios do filho de 17 anos.
O adolescente Ícaro Zurra a acompanha desde o início dos estudos na área de saúde, já que engravidou no primeiro ano da faculdade de Farmácia. “Ele ia comigo para todo lugar. E tudo era cronometrado, seja para a hora do almoço ou para fazer as tarefas, justamente para acompanhar a rotina dele”, pontuou. A bioquímica ressalta que ser mãe não interferiu na sua conquista pelo espaço no mercado e também foi sempre foi presente na vida do filho. Segundo Ana, o lado materno é um reforço na responsabilidade do trabalho, na hora de trabalhar com pessoas. Ela também afirma que a ajuda do ex-marido foi fundamental para conseguir conciliar a dupla jornada. “Ele sempre foi muito presente e me ajuda com algumas tarefas. Tem que ter muita responsabilidade na hora de decidir ser mãe”, afirmou. Amadurecimento Responsabilidade não faltou para a agente de relacionamento Simone Palmeira Brilhante. Ao engravidar, na adolescência, ela teve que amadurecer cedo para cuidar do primeiro filho. Hoje, ela é
mãe de três filhos: Gabriel Henrique, de 15 anos, Hanan Palmeira, de nove anos, e Guilherme Alex de dois anos. No Setor de Relacionamento do Laboratório Sabin há seis meses, ela diz que sempre soube conciliar as duas funções, mas no início precisou bastante do apoio da mãe. “Quando tive meu primeiro filho, eu estava terminando o ensino médio. Minha mãe me ajudou e me ensinou a assumir minhas responsabilidades”, comentou. De acordo com ela, a maternidade foi o “gás” que precisava para construir a carreira e realizar seus projetos. Aos vinte anos ela já conquistava a casa própria, motivada pelo fato de garantir um lar ao pequeno Gabriel, o primeiro do trio. “De tudo que acontece nós podemos tirar pontos positivos. Corri atrás mais cedo das minhas coisas e também amadureci muito rápido”, observou. Ainda que seja preciso adaptar a rotina para garantir a qualidade de vida daquele pequeno ser que depende inteiramente dos pais, Simone reforça que não há qualquer empecilho na arte de ser mãe e conquistar seu lugar no mercado.
REPRODUÇÃO/JÁLBUM DE FAMÍLIA
Ser mãe não impede mulheres de se desenvolverem profissionalmente, como mostram Ana Zurra e Simone Brilhante
Ana Zurra e o filho Ícaro: processo da maternidade nunca interferiu na convivência familiar
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Mães usam filhos como força para sair das drogas “A
droga tirou minha dignidade, meus maiores tesouros: meus filhos”. Essa frase resume a vida de Valdilene Lima Pereira, 33, que há 13 anos adentrou no mundo das drogas e somente com ajuda médica está conseguindo superar parte dos problemas deixados pelo uso abusivo de entorpecentes. Agora, ela pretende lutar para ter de volta seus filhos, que foram tomados pela Justiça. Ao perceber que não tinha mais nem sua família, Valdilene resolveu lutar contra as drogas e iniciou o tratamento no Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz. A paciente está internada na unidade de tratamento há pouco mais de duas semanas. A previsão inicial é de que ela fique internada pelo período de 90 dias, em tratamento, e longe dos filhos, pois continua impedida judicialmente de vê-los. “Todos os dias lembro-me muito deles. Quero saber como estão, se têm tudo que precisam. Entrei em depressão por causa disso, mas estou lutando e vou vencer. E espero que eles nunca mais fiquem longe de mim”, relatou, emocionada.
Foi no Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz que a mãe de dois filhos iniciou uma nova etapa em sua vida e após concluir o tratamento terapêutico, pretende lutar contra o tempo para reconquistar o que perdeu. “A cada dia me fortaleço e vou conseguir vencer essa luta contra a droga, pois tenho o apoio de todos os profissionais do Centro de Reabilitação e agora de parte de meus familiares, o que me fortalece nessa dura caminhada”, frisou. Durante 13 anos, Valdilene ficou mergulhada no mundo das drogas e, por consequência, foi perdendo seus direitos, tanto como cidadã, quanto como mãe. “Minha vida foi devastada pela droga. Reconstruí-la está sendo muito difícil, mas vou conseguir. Como todo brasileiro, não desisto nunca”, afirmou. Perdas Valdilene esqueceu quantas datas comemorativas deixou de festejar ao lado da família por conta das drogas. “Este domingo [hoje] ficará marcado na minha história, pois será mais um domingo que não vou estar com meus pequeninos para festejar
meu dia”, pontuou. A mãe está focada em mudar de vida e já traça metas para se manter longe das drogas. Valdilene pretende participar todas as quartas-feiras da reunião com a equipe multiprofissional do Centro de Reabilitação para se manter focada no tratamento, que é contínuo, uma vez que a dependência química não tem cura. “O pós-tratamento é de extrema importância para que o paciente se mantenha em recuperação. Por isso, nas reuniões os familiares recebem orientações sobre dependência química e a necessidade de auxiliar os pacientes a se manterem aderidos a alguma modalidade de tratamento”, lembra o diretor do Centro de Reabilitação Pablo Gnutzmann. “Muitas e muitas famílias estão sendo dilaceradas por conta do uso das drogas e o Governo do Estado, por orientação do governador José Melo, tem assumido essa missão de trabalhar para tentar reestabelecer essas pessoas e devolvê-las ao convívio social e principalmente familiar e já temos vários casos de sucesso”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Wilson Duarte Alecrim.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Afastadas da família por causa do vício, elas conseguem encontrar mais motivação no seu tratamento de reabilitação
Valdilene Lima Pereira, em recuperação há duas semanas: esperança de poder rever os filhos
Filhos resgatam mãe do vício
Ana Regina com as fotos de seus filhos: decisão importante para superar a dependência
Por não aceitarem mais ver a mãe mergulhada no mundo das drogas, os filhos de Ana Regina dos Santos, de 29 anos, pediram que a mãe procurasse um tratamento médico, pois estava doente. “Foi a partir deste momento que caiu a ficha, percebi que minha doença estava afetando meus filhos. Então tomei uma decisão e nunca mais vou fazê-los sofrer”, relatou a mãe, que na última sexta-feira (8) concluiu seu tratamento no centro de reabilitação e retornou para seu lar, no município de Presidente Fi-
ESTÍMULO
Por não aceitarem mais ver a mãe mergulhada no mundo das drogas, os filhos de Ana Regina dos Santos, de 29 anos, pediram que a mãe procurasse um tratamento médico, pois estava doente gueiredo (a 100 quilômetros da capital amazonense). Ana relata que por conta das drogas ficou quatro anos
longe de seus quatro filhos e não aproveitava as datas comemorativas, como o Dia das Mães. “Meus filhos eram órfãos de mãe viva, pois tinham uma em casa, mas nunca a tinham perto quando precisavam”, ressaltou Ana, ao reconhecer que os pequeninos precisavam de apoio e carinho. “Minha mãe me deu todos os bens que precisa, no entanto, não me dava carinho, amor, afeto. Não sei como isso aconteceu, mas fiz com meus filhos o mesmo que minha mãe fez comigo”, finalizou Ana.
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Uso do Fundeb pela Seduc é aprovado por conselho O
Conselho Estadual de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) encaminhou na última terça-feira (5) ofício ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) informando, em parecer, a aprovação sem ressalvas das prestações de contas apresentadas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no exercício de 2014. O parecer, votado e assinado por um colegiado de nove técnicos representantes de diversos setores da sociedade civil organizada, indica que a Seduc aplicou de forma correta e sem desvios de finalidade os recursos oriundos do Fundo Nacional. Criado em 1996 como Fundef, em 2007 o Fundo recebeu nova nomeclatura e vigência assegurada até 2020. Por meio dele, Estados e municípios usufruem de recursos provenientes de impostos diversos e complementação federal para utilizar, exclusivamente, em investimentos na Educação Básica (que vai do Ensino Infantil ao Ensino Médio). Conforme arrecadação, recursos
mensais são repassados, com esta finalidade, para todos os Estados e municípios brasileiros. Em 2014, os repasses do Fundeb à Seduc somaram R$ 1.306.882.972,14. Pela legislação vigente que criou o Fundeb (Emenda Constitucional número 53/2006 e regulamentada pela lei número 11.494/2007 e pelo Decreto número 6.253/2007), 60% dos recursos gerados pelo Fundo e disponibilizados aos poderes públicos municipais e/ou estaduais devem, obrigatoriamente, ser empregados na remuneração salarial de professores e pedagogos. Conforme o recente parecer encaminhado ao TCE-AM, o Conselho Estadual cita que no que compete à remuneração salarial dos professores e pedagogos da rede estadual em pleno exercício, a Seduc investiu acima dos 60% exigidos por lei, registrando 63,06% para este fim, totalizando, segundo o parecer, um total de R$ 824.108.431,61, sendo R$ 712.502.906,36 aplicados na remuneração de professores do ensino fundamental e R$ 111.605.525,25, na dos docentes do ensino médio. Os valores remanescentes, conforme exigência legal, fo-
EDUARDO CAVALCANTE/SEDUC
Parecer positivo do Conselho Estadual de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb foi encaminhado ao TCE-AM ram empregados pela Seduc em outras ações de manutenção e desenvolvimento do ensino, no segmento da educação básica. Eficiência Segundo o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva, a aprovação das contas reforça o ideal de eficiência dos gastos públicos e de transparência na gestão estadual. “Temos compromisso com a legislação e procuramos, por meio de mecanismos internos de controle e planejamento orçamentário, seguir todas as diretrizes que regem a aplicação de verbas federais no segmento da educação. Dessa forma, no rigor necessário da lei, estamos assegurando os investimentos necessários ao desenvolvimento de nossa rede educacional”, apontou o secretário. Diferentemente de anos anteriores, em 2014, por ter aplicado 63,06% do Fundeb na remuneração de professores e pedagogos – superando o limite de 60% para esse fim – não houve a necessidade imposta pela legislação, de a Seduc oferecer abono salarial aos docentes em plena atividade de exercício.
Valores remanescentes do Fundeb foram aplicados em outras ações de manutenção do ensino
Caderno D
Plateia MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
plateia@emtempo.com.br
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Cuka Fresca e Cacilds abrem show da ‘TDP’ Plateia 7
(92) 3090-1042
Paulo GUSTAVO
O ATOR QUE ‘arrasta’ MULTIDÕES
FOTOS: DIVULGAÇÃO
BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO
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Acho que o carinho é o retorno que temos, significa que o que estamos fazendo está dando certo e o povo está gostando. Só não pode ser mal-educado, invasivo e achar que somos um bichinho de pelúcia. Não somos o Walt Disney, entendeu?”
uem acompanha a carreira do ator Paulo Gustavo certamente entenderá o título acima. Todos os seus espetáculos são lotados, os filmes que participa são sucesso de bilheteria e a quantidade de trabalhos estrelados por ele são inúmeros. Já os que não acompanham tão de perto, com certeza, ouviram falar em seu nome. Transparente e autêntico, por assim dizer, ele afirma que esses foram alguns dos fatores que conquistaram seu público. Somente em seu perfil no Instagram, por exemplo, ele acumula 1,7 milhão de seguidores com fotos que ultrapassam 30 mil curtidas. E todo o seu talento poderá ser conferido mais uma vez em Manaus, quinta-feira (14), no Dulcila Festas e Convenções, onde ele apresentará o famoso espetáculo “Minha Mãe É Uma Peça”, iniciativa do Amazonas Shopping para comemorar o Dia das Mães. Em entrevista ao EM TEMPO, o responsável pela personagem D. Hermínia, conta o que mudou em sua vida após a fama, como lida com as críticas e adianta a data de lançamento do filme “Vai Que Cola”. EM TEMPO – “Minha Mãe É Uma Peça” acumula números significativos. Seja como espetáculo, filme ou livro. Quando você decidiu criá-la, já imaginava esse sucesso? Paulo Gustavo – Tinha ideia de que iria fazer algum barulho, de que a coisa ia ser engraçada. Até porque, em todos os meus trabalhos, sempre busco escrever as coisas e testar. Testo uma piada, uma frase, um bloco de coisas engraçadas. Anoto tópicos do que vou escrever. Quando criei o “Minha Mãe é uma Peça”, aconteceu naturalmente. Fui escrevendo e mostrando aos meus amigos. Mostrei, inclusive, para o Marcus Majella, que morava no Rio de Janeiro. Tinha acabado de chegar e estudava com ele na Casa das Artes nas Laranjeiras (CAL). Lia uns trechos da peça e ele morria de rir. Lia para minha empregada Valdéia, para a minha mãe, para o meu primo. Então, quando o espetáculo estreou, eu já sabia que, no mínimo, ele ia ser engraçado. Agora, que faria esse sucesso todo e depois viraria filme e agora livro, isso daí já é um desdobramento de tudo que aconteceu.
EM TEMPO – De 2006, quando você estreou o espetáculo, até hoje, o que mudou na sua vida? PG – Mudou que não durmo mais. Agora conto as horas que vou dormir. E isso, às vezes, é um inferno, porque chego em casa agitado do trabalho, às 22h, tenho que me deitar para dormir e não consigo. E, muitas vezes, tenho um compromisso cedo na manhã seguinte. Agora, por exemplo, filmando o longa do “Vai que Cola”, tinha que chegar em casa às 22h e às 5h acordar. Porque em longa é tudo assim. Eles não têm criatividade nenhuma no horário no cinema. É tudo 5h, não tem outro horário. Se eu estivesse acordado a meia-noite, já falava: “Vou dormir meia-noite, uma, duas, três, quatro, cinco. Vou dormir cinco horinhas só”. Fui morar no Rio Janeiro, por exemplo. Antes morava em Niterói. Agora eu vivo nesse eixo Rio-São Paulo. Comecei a escrever minhas coisas, a produzir. Vou produzir o “Minha Mãe É Uma Peça 2” com a Iafa (Britz). Estou escrevendo ele com a ajuda do Fil Braz, que acabou de sair de um projeto da Samantha (Schmütz) e vai entrar de cabeça no roteiro comigo. Enfim, muito trabalho, muita coisa e pouco sono. EM TEMPO – O “Vai Que Cola”, como você disse, se transformará em filme. Como foi participar dele? PG – Para o filme, cheguei de Nova York, desci no Galeão, às 6h, peguei um carro e entrei no set de filmagem. Quem produziu o longa foi a Conspiração Filmes e uns quatro autores escreveram o texto. Não trabalhei no processo de criação, fui só o ator. E está um barato. A estreia está prevista para o dia 1º de outubro. EM TEMPO – Você é muito presente nas redes sociais e, juntamente com isso, nascem as especulações da sua vida particular. Como lida com elas? PG – A internet hoje em dia é terra de ninguém. Todo mundo fala o que quer. Tem pessoas que nos tratam com carinho. Na verdade, meu saldo é bem positivo, a maioria é com carinho. Uma pessoa ou outra que aparece para falar alguma besteira. Mas só mostro na internet, o que as pessoas podem, devem e o que eu quero que elas vejam. A minha vida pessoal mesmo, graças a Deus, ainda consigo preservar. Não que eu tenha alguma coisa a esconder, mas
é que a vida pessoal da gente é da gente. Acho que a nossa vida já é tão exposta que a gente meio que fica blindado, meio que se acostuma com isso. É como se você entrasse no BBB e depois do 20º dia as pessoas já agissem naturalmente naquela casa, já estão na piscina conversando descabelados, de sunga, de pijama o dia inteiro. É claro que existe a vaidade, nos arrumamos para sair, porque sabe que vai encontrar um monte de gente que vai pedir foto. Acredito que vamos sabendo lidar com isso de uma forma bem tranquila e natural. Também não sou nenhum galã de novela que fica com paparazzi o dia inteiro atrás de mim. EM TEMPO – As críticas te incomodam? PG – Não me incomodo com a crítica, não. Acho que sei ser criticado. No meu primeiro trabalho, quando fiz com o Fábio Porchat, o “Infraturas”, a Bárbara Heliodora (crítica teatral muito respeitada, morta em abril deste ano), disse algo como: “Excelentes atores, mas prejudicados pela falta de qualidade do texto”. Ela via que o texto tinha alguns altos e baixos. Ela não achava que era um texto totalmente preparado para entrar no palco, que algumas piadas eram ingênuas demais. O texto era do Fábio, mas também era meu. Aquilo me tocou. Mas fiquei pensando: “Será que ela, de repente, não está certa? Será que não precisamos receber isso dela de uma forma mais tranquila?”. E depois que lancei o filme “Minha Mãe é uma Peça”, o “Hiperativo” e o “220 Volts”, já li muita coisa legal e positiva, mas também muita coisa negativa. Mas se a negativa for construtiva, se estiver apontando coisas que realmente precisam ser mudadas, acabo pensando: “Será que não é isso mesmo?”. Só é difícil quando recebemos crítica que fica meio pessoal, porque tem crítico que não sabe criticar. Mas também já estou tão calejado com isso, que não me preocupo. Quando faço meu espetáculo, a minha maior preocupação é agradar o público. Porque o público é o que tem de mais valioso nas nossas carreiras. EM TEMPO – Você possui muitos fãs. Qual é o limite do fã? PG – O limite do fã é a educação mesmo, é o bom senso. Estamos sempre abertos a recebê-los com o maior carinho.
No final dos meus espetáculos, sempre atendo os meus fãs, sempre tiro fotos. Em São Paulo, agora, está acontecendo uma coisa que o teatro já “desemboca” direto na pista, na rua... Então, evitamos fazer foto ali por conta de segurança mesmo. Aí em Manaus, por exemplo, não vou fazer porque vai acabar o espetáculo e vou pegar o vôo direto para São Paulo. Então vou sair do espetáculo direto para o aeroporto. Acho que o carinho é o retorno que temos, significa que o que estamos fazendo está dando certo e o povo está gostando. Só não pode ser mal-educado, invasivo e achar que somos um bichinho de pelúcia. Não somos o Walt Disney, entendeu? Então quando dou um “coió”: “Oh, você está totalmente equivocado, não é assim que se aborda, não é assim que puxa. Estou almoçando, espera”, é sempre uma diversão do mesmo jeito. Eles entendem que eu tenho um lado meio Dercy Gonçalves e está tudo certo. EM TEMPO – Você possui muitas personagens mulheres no seu acervo. De que forma as mulheres influenciam na sua vida? PG – Fui criado por muitas mulheres. Minha família tem 70 mulheres e nove homens, praticamente. Então este lado feminino é bem forte, bem presente na minha vida. Também não sou nenhum (Sylvester) Stallone, nenhum estereótipo de machão. Já sou meio caminho andado para fazer mulher. Como sou careca, também tenho muita facilidade para botar peruca. Praticamente todas ficam boas na minha cabeça, porque eu tenho zero cabelo. Adoro fazer as mulheres que faço. Sou comediante, humorista, tenho milhões de personagens femininas e masculinas. Se tiver mais feminino do que masculino, não fico muito preocupado com isso, não. Fico preocupado em fazer um bom trabalho. EM TEMPO – Quais seus projetos ainda para 2015? PG – Em 2015, faço a temporada do “Vai que Cola”, que começamos a gravar dia 8 de junho. Lanço o filme do “Vai que Cola” nos cinemas no dia 1º de outubro. E continuo em cartaz com o “220 Volts”, que é meu espetáculo de teatro. Agora, estou em São Paulo, depois volto para o Rio de Janeiro e depois vamos faz uma “turnezinha” pelo país até janeiro do ano que vem. Então meus projetos, por enquanto, são esses.
Quando faço meu espetáculo, a minha maior preocupação é agradar o público. Porque o público é o que tem de mais valioso nas nossas carreiras”
Adoro fazer as mulheres que faço. Sou comediante, humorista, tenho milhões de personagens femininas e masculinas”
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>> Festa da coluna
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Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Fashion . A empresária Cris Topdjian abriu o casarão do condomínio Jardim das Américas, com uma noite de moda. Lívia e Cris Topdjian
. O evento era para lançar as novas coleções das labels Daslu e Mixed, produtos que fazem parte das marcas Zeal, que a empresária mantém no Vieiralves. A festa comemorava também o Dia das Mães.
. A tradicional festa do Dia dos Namorados que esta coluna promove anualmente, este ano será com clima de ‘arraial chic’. . O Diamond será totalmente produzido com a temática junina, no dia 12 de junho, reunindo os casais tops da cidade, que irão se divertir com uma charmosa banda de forró. Na noite, será servido um jantar com delícias da época. Reservas e informações: 98118-9717 ou 999851422. Agendem.
>> Balanço
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O prefeito Arthur Neto e o deputado O vereador Hiran Nicofederal Arthur Bisneto, no Jevian lau e Márcio Noronha Suely Yurtsever e Mônica Melo
Alessandra Brandão, Márcia Martins e Adriane Antony Gonçalves
Mônica Santaella, Alita Menezes, Mário Adolfo Filho, Roberto Moita e Bernardo Monteiro de Paula
. O deputado federal Artur Bisneto reuniu a imprensa, sextafeira, no Jevian, durante evento muito especial.
Dani Grosso e Gizella Bolognese
Alice Lins, na passarela do evento, em comemoração ao Dia das Mães
. O motivo do encontro? Apresentar um balanço dos primeiros cem dias de sua atuação na Câmara dos Deputados. Iniciativa que merece aplausos de pé!
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AUDIÇÃO
SEC seleciona jovens para coral do Liceu de Artes No próximo dia 19 (terça-feira), a partir das 14h, jovens com idade entre 13 e 17 anos poderão participar de uma audição externa para integrar o Coral Jovem do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro. A iniciativa é do governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). Os interessados em participar da audição externa deverão se inscrever no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, localizado no BlocoF – setor de Pedagogia, no sambódromo, no período de 11 a 15 de maio, das 8h às 12h e das 14h às 17h, e deverão preparar uma música de livre escolha. São 30 vagas oferecidas para a formação do Coral
Jovem, onde os alunos terão aulas de teoria musical e canto lírico, indo do repertório erudito ao popular. O curso também oferece aulas de expressão corporal, para preparar os alunos com relação à postura e performances nas apresentações ao público, como o Concerto de Natal, realizado no largo São Sebastião, e de concertos nos espaços culturais da cidade. Os ensaios acontecem duas vezes por semana (terças e quintasfeiras, das 14h30 às 17h), sob a coordenação do maestro Hugo Pinheiro. Os interessados devem chegar com 30 minutos de antecedência ao local da audição. Mais informações pelos telefones: (92) 3232-2440, 3232-2488 e 3232-1950. DIVULGAÇÃO
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SEC abre edital para uso de seus espaços culturais Ao todo são 16 lugares que poderão ser cedidos para eventos de dança, música, teatro, exibições cinematográficas, cultura popular, além de palestras DIEGO JANATÃ
DANIEL JORDANO Especial EM TEMPO
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Secretaria de Estado da Cultura (SEC) está com edital aberto até o dia 22 deste mês para cessão de uso dos espaços culturais do Amazonas. As inscrições são gratuitas e os interessados deverão protocolizar a proposta na sede da SEC, na avenida 7 de Setembro, 1.546, Centro, no horário de 8h30 às 13h. O início do período das cessões ocorrerá a partir do mês de junho e o término está previsto para 20 de dezembro deste ano. O edital está disponível no site www. editaisculturamazonas.com e prevê regras para o uso dos espaços públicos para
eventos sem fins lucrativos. Teatro Amazonas, Palácio da Justiça e outros 14 espaços culturais poderão ser cedidos para eventos com ênfase em dança, música, teatro, exibições cinematográficas, cultura popular, mostras, palestras, seminários, reuniões diversas organizadas por instituições, produtores e artistas de qualquer Estado ou país. A avaliação das propostas será feita por uma comissão nomeada pela SEC. A seleção será em caráter eliminatório, com o objetivo de verificar se o proponente cumpre as exigências previstas para inscrição do edital. O resultado das propostas aprovadas será divulgado no site www.editaisculturamazonas.com.
Teatro Amazonas entre os locais para eventos sem fins lucrativos
GASTRONOMIA
Pizzaria oferece café da manhã Inscrições deverão ser feitas entre os dias 11 e 15 de maio
A Pizzaria Távola Redonda (avenida André Araújo, 1.603, Aleixo) inova com mais uma opção. Agora, além de abrir para o almoço – com uma série de alimentos saudáveis – e para o jantar com massas, a casa funcionará no primeiro
horário do dia, ou seja, para o café da manhã. “A ideia surgiu depois que percebemos que havia a necessidade de se ter um bom café da manhã na região do Aleixo, onde fica localizada a Távola”, explica o proprietário Pedro Gaioto.
O cardápio conta com guloseimas como tapiocas, bolos, o tradicional café com leite e uma série de opções. Assim como no almoço, a Távola também disponibiliza alimentos light. Entre as especialidades estão dois tipos de tapioca: a com
queijo coalho e a com peito de peru. A pizzaria funciona com o seu café a partir das 6h30 e também na parte da tarde às 13h, com lanches e salgados. Informações pelo telefone 3611-4433 ou pelo Instagram (@tavolaredonda_pizzaria).
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Campeão de surf é entrevistado no SBT
Bruno Mazieri E-mail: brunomazieri@gmail.com
Um eterno caso de amor DIVULGAÇÃO
Gabriel Medina vai bater um papo com o apresentador Celso Portiolli, na edição de hoje do programa “Domingo Legal”
Celso Portiolli (à direita) entrevistará Gabriel Medina na residência do surfista, em Maresias
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oje, às 11h, no programa “Domingo Legal”, Celso Portiolli faz uma entrevista exclusiva com o campeão mundial de surf, Gabriel Medina. Celso conhece a casa e a família de Medina, em Maresias, litoral norte de São Paulo, e ele fala sobre o começo de sua vida no surf e como está a sua vida depois de se tornar um campeão mundial. E ainda, Celso leva para conhecer o surfista João, um garoto de 12 anos, que considera Medina uma inspiração. O programa também prepara uma surpresa
emocionante para o surfista. No “Passa ou Repassa” a competição será entre Renata Banhara, Mulher Melão, Talita Zampirolli, Valentina X Agnaldo Timóteo, Cássio , Gominho e Bambam. E vai rolar muita torta na cara. Tem também uma história emocionante e surpreendente, que é um verdadeiro milagre da vida, sobre uma mãe que mora na fronteira do Brasil com a Bolívia. Jéssica estava grávida de 7 meses e meio quando começou a ter contrações. Ela foi ao hospital, às 3h da manhã, mas como a
criança nasceria prematura, ela teria que ir até Porto Velho, a capital de Rondônia, por causa da UTI neonatal. Só que de ambulância demoraria muito e não daria tempo. Tiveram que acionar um avião público para levá-la até a capital. Só que depois de 20 minutos no ar, em um voo de cerca de 1h, o bebê de Jéssica nasceu no ar. No avião estavam dois pilotos, um médico, uma técnica de enfermagem e a mãe. Alyce nasceu no ar e eles estarão no palco do programa “Domingo Legal” para conversar com Celso Portiolli.
Nos conhecemos há 29 anos e desde então nunca mais nos largamos. Quer dizer, somente quando você tinha que tomar banho, comer ou coisa do tipo. Aliás, acredito que nem assim ficávamos separados, tamanha era a loucura que você sempre teve por mim. Ainda nesses nossos primeiros encontros, tínhamos conversas intermináveis nas quais você falava e eu escutava. Tá bom, volta e meia eu também tentava me comunicar de alguma forma, mas não sei se era compreendido. Dias tornaram-se meses, meses tornaram-se anos e, eis que um belo dia, nos separamos de verdade, pelo menos no período da manhã. Tive que ir para a escola. Não lembro de ter chorado, não lembro de ter sentido saudades, mas lembro de querer estar de volta nos teus braços. Te acordar cedo nos finais de semana era meu programa favorito, mas você sempre me colocava para dormir novamente utilizando o artifício do “dorme aqui mais um pouquinho”. E eu quase sempre cedia. Fui uma criança tranquila, mas bem diferente das outras. Brincava sozinho, muitas vezes, e, volta meia, pelo meu jeito diferente dos demais meninos do colégio sempre arrumava confusão. E era aí que você surgia, cheia de vontade de me defender, de evitar que qualquer pessoa pudesse, de alguma forma, me fazer chorar. Não que fosse mimado, mas eu tinha uma mãe leoa. E quem não desejava isso? Todos na verdade, sem exceção. Foi com você que eu aprendi a comer de garfo e faca, a dar nó no sapato, que era feio falar palavrão – e hoje em dia só falo isso – que o mundo era todo meu e bastava eu estudar que poderia chegar em qualquer lugar. Aprendi que meus melhores amigos são meus pais e que as pessoas podem sim ter inveja das outras, mesmo eu lutando para não acreditar em tal sentimento. Aprendi que o silêncio, muitas vezes, vale mais do que um tapa. E devo dizer que, nesse caso, você não segue ensinamento. Me fez fazer Primeira Comunhão, mas não conseguiu me obrigar a fazer Crisma. A bem da verdade, é que você sempre me deixou escolher o que fazer da minha vida. Isso, claro, dando vários pitacos que, muitas vezes, eu ouvi e nem ligava. Erro meu! Tornei-me um adolescente daqueles que teve muitos amigos e você sempre queria conhecer todos. Conhecer a família deles, se bebiam, se usavam
drogas, o RG e o CPF, se fosse o caso. E eu menti algumas vezes. Todos bebiam, alguns usavam drogas, mas todos eram maravilhosos e sempre cuidaram de mim, me amaram. E sei que você muitas vezes acabava fazendo vista grossa. Coisa de mãe. Quando terminei o Ensino Médio e decidi cursar jornalismo, nunca tive um questionamento teu, ao contrário do resto da minha família. Você sempre disse: “Faça aquilo que vai te fazer feliz. Ninguém merece trabalhar em algo que te deixe infeliz”. E não é que eu segui em frente? Tive muitas dificuldades e só Deus e você sabem quantas foram. Você esteve e está, até hoje, presente nas minhas vitórias, nas minhas tristezas, nos meus momentos de raiva e nos meus momentos de calma. Confesso que moramos no mesmo lugar, mas somos um pouco distantes, que não me faço tão presente na sua vida como você gostaria que eu fosse. Mas saiba que penso em ti todos os segundos, minutos, horas, dias, meses e anos da minha vida. Tudo o que eu fiz e faço é pensando em você, mãe. Desculpa pelos dias que te fiz chorar, pelos momentos em que você precisou de mim e eu não estive lá para estender a mão, quando fui ridiculamente grosseiro ou quando não te liguei. E obrigado por todo dia me amar, me dar carinho, me aceitar e, acima de tudo, por ser minha mãe. Tenho muito orgulho de ti! Estamos e estaremos sempre juntos, porque temos um amor que somente nós dois entendemos, que rompe as barreiras da amizade. E é por você ser tão maravilhosa e tão linda que eu estou aqui para desejar um lindo Dia das Mães, porque você é merecedora desse título. Pode ter a certeza que você criou um homem com princípios, valores morais e que se importa com o próximo. Você criou um ser humano digno de estar vivo e que luta, todos os dias, por aquilo que acredita. E por isso tudo que temos um caso de amor eterno. E deixo aqui um beijo para as mamães que são de sangue ou de coração, que estão grávidas, mas que já são mães; para as mães loiras, japonesas, negras, índias, para as que passam o dia fora de casa trabalhando, mas sentem saudades dos filhos; para os pais que também são mães, pois ocupam as duas funções. Para as vovós que são mães duas vezes. Enfim, parabéns, vocês são merecedoras desse título.
Bruno Mazieri Jornalista
Foi com você que eu aprendi a comer de garfo e faca, a dar nó no sapato, que era feio falar palavrão – e hoje em dia só falo isso – e bastava eu estudar que poderia chegar em qualquer lugar”
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo
Olha isso “Keké Isso na TV”, humorístico bobinho, feito na falida linha do “Zorra Total”, é uma das maiores audiências de todo o Nordeste. Criado pela TV Mossoró, faz muito sucesso em emissoras de Pernambuco e Ceará, por exemplo. Como se vê A moda do comprar pronto, comum nas grandes redes brasileiras, começa a se espalhar perigosamente pelas TVs regionais. O talento local terá, pelo andar da carruagem, dificuldades ainda maiores para aparecer. Essas emissoras pequenas sempre foram grandes celeiros. Aí é que está A Bandeirantes, no início
REGI
GLOBO
Toda mudança... No entanto, sempre causa alguma estranheza. O formato engessado de muito bem está dando lugar à informalidade, com o preço que precisa ser pago com isto. Ainda vai demorar um pouco para se chegar ao modelo ideal. Enquanto isso, alguns escorregões, em meio aos improvisos, serão inevitáveis, como o William Bonner, por exemplo, deixar escapar um “molhadinho” no ar.
Degrau acima Para a teledramaturgia da Globo, Daniel Ortiz foi aprovado com louvor com a sua primeira novela solo, “Alto Astral”. Soube levar o trabalho na boa e em todos os momentos mostrou segurança no que estava fazendo e a confiança de uma boa história nas mãos. da exibição da novela “Mil e Uma Noites”, estava abrindo apenas um intervalo comercial, que ajudou a capturar a atenção do público e chegar a uma boa audiência. Só que ao fazer esta boa audiência, para os padrões da Band, logo abriu um se-
gundo intervalo. E os dois estão cada vez mais longos. Fechou um horário Acabando “Império”, atualmente em cartaz na portuguesa SIC, a faixa das 22h30 passará a ser destinada a produções locais.
• No dia 25, uma segundafeira, o Fox Life exibirá, a partir das 21h, o penúltimo e o último episódio de “A Escrava Isaura” seguidos... • ...E cumprindo a promessa de mostrar o final inédito da novela, jamais exibido na TV... • ...No mesmo dia, às 22h30, a Fox promoverá a estreia do reality show “Lucky Ladies”, estrelado por funkeiras, direto, sem intervalos comerciais. • “Atrás dos bisturis” é o assunto do “Conexão Repórter”, do Roberto Cabrini, na noite deste domingo no SBT... • ...É uma reportagem completa sobre a morte de um jovem médico, assassinado com dois tiros nas costas e um na cabeça. • O investimento da Rede TV! nas suas manhãs, via “Melhor pra você”, já é muito comentado nas emissoras concorrentes..
Calma nessa hora As mudanças no “Jornal Nacional”, processadas recentemente, foram além da simples troca de cenários. Âncoras e repórteres estão interagindo de maneira diferente.
Correria Devido a todo o troca-troca que envolveu “Verdades Secretas”, para muitos do seu elenco, fim de semana é algo que não existe. A ordem é tirar o atraso das gravações.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Silvio de Abreu tem se desdobrado no comando da Teledramaturgia da Globo. Faz questão de acompanhar tudo de perto e contribuir com todos naquilo que for possível. Agora, por exemplo, irá supervisionar o trabalho de Paulo Nascimento, que vai escrever novos 16 episódios da série “Animal”. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz E-mail: mbrazsantana@gmail.com
Editais: modelo de eficiência
MÁRIO ADOLFO
GILMAL
ELVIS
No último dia 04 de maio, fora encerrada as inscrições dos editais de cultura da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos – Manauscult. Juntos, mais de três milhões de reais foram investidos em editais, e ainda estão previstos mais dois editais para 2015. Para não parecer cabotinagem por conta de que o autor que vos fala é funcionário da casa, justifico por argumentos plausíveis a insistência que temos tido em afirmar que uma política pública de editais é uma das formas mais eficazes no sentido das pessoas de uma cidade escolherem seus próprios fins em cultura. O papel do Poder Público, portanto, é ser facilitador e não diretor de uma política cultural; é estimular os artistas, os produtores, instituições, pontos de cultura, empresários etc - vale lembrar que não é só o Poder Público o responsável por promover uma política cultural, não existe hoje nenhum lugar no mundo em que uma secretaria promova uma política cultural sem o apoio de outros órgãos estatais e outras instituições e agentes civis, como nos Estados Unidos por exemplo – a refletirem sobre sua própria demanda, escolherem sua demanda. O que quero dizer é que o objetivo do Poder Público não é atender as demandas; o Poder Público pode estimular a demanda, fazer a demanda refletir sobre a própria demanda e inclusive negar a demanda. Este último é um pouco mais complicado no Brasil por conta do modelo de política populista que temos – diferente do Reino Unido onde as instituições são mais fortes que as pessoas, e estas respeitem em boa parte as instituições, e estas, por sua vez, respeitam as pessoas, há uma moral intrínseca, um respeito necessário para o bom andamento das ações –, mas não é impossível, por isso que o diálogo é importante. Mas não um diálogo do tipo eleitoreiro como o promovido pelo Ministério da Cultura - MinC que engana os
desavisados fazendo-os acreditar que são os principais responsáveis pelas suas ações, quando na verdade, são marionetes do governo e vítimas do populismo do governo (em outro artigo me explico melhor). Mas um diálogo sério, realmente participativo, e não diretivo como quer o MinC sem ser. Para que as pessoas escolham seus próprios fins em cultura, para que uma política cultural seja autossutentável – que é uma das metas desenvolvidas em muitos países onde o Estado passa a ser, de fato, um agente estimulador, facilitador, um “meieiro” – é necessário um diagnóstico preciso sobre os hábitos culturais locais e um levantamento crítico sobre o processo de formação da cultura em seus mais diferentes espaços. Por que é preciso tal registro? Para sairmos dos “achismos” de todos os tipos e dos estigmas também criados e mantidos por uma tradição que negligencia o passado e é herdeira direta de uma aristocracia que antes assassinava índios e espoliava trabalhadores através de promessas que geravam dívidas. Hoje olhamos a Zona Leste como o espólio da música de baixo calão, onde os valores socioculturais se mantêm ausentes. Mas não passa de conclusões rarefeitas, e tão baixas quanto a visão criada pela elite sobre esta importante área de Manaus. Por isso que a cultura é terreno para especialistas e não para o meu amigo de infância que é padeiro e precisa de uma “força” – nada contra o padeiro. Um mapeamento dos artistas e fazedores culturais, além dos equipamentos culturais nas seis zonas de Manaus nos dará um diagnóstico preciso onde, a partir daí, podemos divulgar, treinar os agentes culturais destas áreas para a participação em editais, e aí, escolherem seus próprios projetos a serem desenvolvidos em sua localidade, ou não. Mas bem, desenvolvo melhor posteriormente a questão.
Márcio Braz Ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Cultura de Manaus
Um mapeamento dos artistas, além dos equipamentos culturais nas seis zonas de Manaus, dará diagnóstico de onde podemos treinar agentes para participação em editais”
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Programação de TV
SBT
REPRODUÇÃO
GLOBO
4h45 Jornal da Semana Sbt 6h Brasil Caminhoneiro 6h30 Turismo & Aventura 7h30 Vrum 8h Chaves 10h Domingo Legal 14h Eliana 18h Roda a Roda Jequiti 18h45 Sorteio da Telesena 19h Programa Silvio Santos 23h Conexão Repórter 0h Série: Sobrenatural 1h Série: Rizzola & Isles 2h Série: Crimes Graves 3h Big Bang Sharon Raydor lidera divisão de polícia, em “Crimes graves”
Horóscopo
3h30 Igreja Universal
4h49 Santa Missa 5h50 Amazônia Rural 6h18 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 6h53 Globo Rural 8h Fórmula 1 – GP da Espanha – Motmeló – 66 voltas 9h57 Auto Esporte 10h17 Esporte Espetacular 12h Esquenta 13h03 Temperatura Máxima. Filme: Shrek Para Sempre 15h Futebol – 2015: Campeonato Brasileiro – São Paulo x Flamengo 17h Domingão do Faustão 20h Fantástico 22h26 Superstar 23h36 TUF – UM Busca de Campeões
0h33 Domingo Maior. Filme: A Última Bala 1h54 Sessão de Gala. Filme: Cyrus 3h15 Mentes Criminosas
BAND 5h Power Rangers – Resgate na Velocidade da Luz 6h30 Santa Missa no Seu Lar 7h30 Sabadão do Baiano 8h Power Rangers + Jimmy Neutron 9h30 Palavra Cantada 10h45 Verdade e Vida 11h05 Pé na Estrada 11h30 Os Simpsons 12h30 Band Esporte Clube 14h Gol: O Grande Momento do Futebol 14h30 Futebol 2015 –
Campeonato Brasileiro – São Paulo X Flamengo 17h50 3º Tempo 19h Sabe ou Não Sabe 20h Top 20 21h30 Pânico na Band 0h15 Canal Livre 1h50 Show Business – Reapresentação 2h40 Igreja Universal
RECORD 5h Santo Culto em seu lar 5h30 Desenhos Bíblicos 8h30 Record Kids – Pica Pau 10h Domingo Show 14h30 Hora do Faro 18h30 Domingo Espetacular 22h15 Repórter em Ação 23h15 Roberto Justus + 0h15 Programação Iurd
Cruzadinhas
Cinema
ÁRIES - 21/3 a 19/4
Esperar não é de seu temperamento. Você prefere sair fazendo. Mas, neste momento, talvez tenha que agir com a mente, isto é, refletir, ao invés de tentar sair fazendo coisas. TOURO - 20/4 a 20/5
Você tende a estar muito envolvido com algo que está sentindo em relação ao trabalho. As dificuldades materiais se afastam e você começa a pensar em novos projetos. GÊMEOS - 21/5 a 21/6
Momento estimulante para os relacionamentos próximos e associações. Mas o espírito crítico está presente, prejudicando aquilo que poderia ser muito melhor e mais completo.
ESTREIA O Franco Atirador: ESP/ING. 16 anos. Depois de uma longa carreira como matador de aluguel, Martin Terrier pretende se aposentar e passar o resto da vida ao lado de sua amada. Mas quando ele descobre que está sendo traído por pessoas de sua confiança, Martin começa uma viagem por toda Europa para acertar as contas com cada homem que tentou trapaceá-lo. Cinemark 8 – 13h30, 16h20, 19h, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 5 – 13h45 (dub/somente sábado e domingo), 18h30 (dub/diariamente), 16h15, 21h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 15h20, 17h45, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h, 19h40 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 16h50 (dub/diariamente), 22h10 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 13h30, 16h (dub/diariamente), 21h20 (leg/diariamente). REPRODUÇÃO
CÂNCER - 22/6 a 22/7
Momento para se dedicar às tarefas cotidianas, no campo do conforto e saúde pessoal assim como no trabalho. Suas esperanças se renovam pela abertura de novos horizontes. LEÃO - 23/7 a 22/8
É tempo de pensar em suas relações de um ponto de vista útil e produtivo. Mais do que discutir e tentar acertar pontos impossíveis com as pessoas,. Firme o que lhe faz bem. VIRGEM - 23/8 a 22/9
Momento favorável para cuidar da casa e do ambiente doméstico. Evite ser crítico com as pessoas próximas. As relações se enriquecem e trazem renovação para as esperanças. LIBRA - 23/9 a 22/10
Procure ser objetivo nos assuntos a tratar, mas sem ferir a sensibilidade alheia. Perceba como há no ar novas possibilidades rondando o trabalho. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11
As preocupações se voltam para a lida com posses materiais e dinheiro. Nada de importante deverá acontecer, mas seus sentimentos teimarão em se preocupar demais. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12
Disposição oscilante e imaginação muito fértil nas lidas de rotina. Depois de lidar com os pequenos problemas cotidianos, busque o contato com sentimentos e anseios profundos. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1
É tempo de se ocupar da produção material e organização de seus proventos financeiros. Estímulo para o convívio social, mas o espírito crítico pode gerar desconfiança. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2
Prepare o espírito para o futuro, contatando as esperanças que agora se renovam. Você se fortalece em seus sentimentos amorosos e naquilo que acende sua vontade de viver. PEIXES - 19/2 a 20/3
Tendência a se recolher e a dedicação exagerada às preocupações, talvez com saúde ou com problemas materiais. Convém não se deixar levar completamente por preocupações.
Super Velozes, Mega Furiosos: EUA. 12 anos. O filme é uma sátira aos filmes e aos personagens da série de ação Velozes e Furiosos, o policial Paul White (Alex Ashbaugh), trabalhando sob disfarce, chega junto à gangue ilegal de corredores de rua liderada por Vin Serento (Dale Pavinski), numa das provas noturnas do grupo. Vin e Paul provam no asfalto que são velozes, são furiosos e juntos decidem elaborar um plano para dar um golpe duplo num dos mais perigosos chefões do crime de Los Angeles, Juan Carlos de la Sol (Omar Chaparro). Cinemark 5 – 13h20, 15h50, 18h10, 21h (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Millennium 2 – 15h, 17h15, 19h30, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 14h15, 16h40, 19h20, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h10, 19h (dub/diariamente), 16h30, 21h30 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 17h25, 19h35, 21h45 (dub/diarimente).
CONTINUAÇÕES Cake – Uma Razão Para Viver: EUA. 14 anos. Cinépolis Ponta Negra 3 – 21h40 (leg/diariamente). Uma Longa Jornada:EUA. 16 anos. Cinemark 3 – 13h40 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 12h30 (leg/ somente sábado e domingo), 18h40 (leg/diariamente). Entre Abelhas:BRA. 14 anos. Cinemark 2 – 11h50 (somente sábado e domingo), 14h, 16h10, 18h30, 20h45 (diariamente), 23h (somente sábado); Cinépolis Millennium 7 – 14h30, 16h45, 19h15, 21h45 (diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 14h, 16h30, 18h45 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 16h40, 22h30 (diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h10, 19h20 (diariamente); Kinoplex 4 – 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (diariamente). Noite Sem Fim:EUA. 16 anos. Cinemark 4 – 15h40 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 21h30 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 21h (dub/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 15h30 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 21h50 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 15h (dub/diariamente); Playarte 9 – 13h45, 16h15, 18h45,
21h20 (dub/diariamente), 23h40 (dub/ somente sexta-feira e sábado). Os Vingadores 2 – A Era de Ultron: EUA. 16 anos. Cinemark 1 – 13h, 16h, 19h10, 22h20 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 18h20, 21h30 (3D/dub/diariamente), Cinemark 7 – 11h (3D/dub/ somente sábado e domingo), 14h10, 17h20, 20h30 (3D/dub/diariamente), 23h40 (3D/dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 1 – 14h45, 18h, 21h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 13h30 (3D/leg/somente sábado e domingo), 17h, 20h15 (3D/leg/ diariamente), Cinépolis Millennium 4 – 14h15, 17h30, 20h45 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 15h45, 19h, 22h15 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 15h45, 19h, 22h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 14h45, 18h, 21h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 3 – 13h45 (3D/ dub/somente sábado e domingo), 17h, 20h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 4 – 13h (3D/dub/somente sábado e domingo), 16h15, 19h30, 22h40 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h45 (3D/leg/somente sábado e domingo), 17h, 20h10 (3D/leg/
diariamente), 23h30 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado), Cinépolis Ponta Negra 4 – 18h (3D/dub/diariamente), 14h45, 21h15 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h10 (3D/dub/ somente sábado e domingo), 19h30 (3D/dub/diariamente), 16h10, 22h40 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 12h (dub/somente sábado e domingo), 15h15, 18h30 (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 14h20, 17h30 (dub/exceto quartafeira), 22h (dub/diariamente); Kinoplex 3 – 15h05, 18h05, 21h05 (3D/dub/diariamente), Kinoplex 5 – 14h30, 17h30, 20h30 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 12h, 14h50, 17h55, 21h (3D/dub/ diariamente); Playarte 5 – 14h, 17h, 20h (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 14h30, 17h30, 20h30 (leg/diariamente), 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado). Chappie: EUA. 16 anos. Playarte 8 – 15h20, 20h20 (dub/diariamente), 22h50 (dub/somente sexta-feira e sábado). Cada Um Na Sua Casa: EUA. Livre. Cinemark 4 – 13h10 (dub/diariamente);
Cinépolis Millennium 6 – 13h (dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Plaza 8 – 13h15 (dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h30 (dub/diariamente); Playarte 10 – 13h, 15h, 17h, 19h, 21h (dub/ diariamente). Velozes e Furiosos 7: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 16h30, 19h20, 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 15h15, 18h15 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 15h, 18h15, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 17h10, 20h20 (dub/diariamente); Kinoplex 2 – 18h30 (dub/diariamente); Playarte 2 – 14h15, 17h15, 20h15 (leg/diariamente), 23h05 (leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 3 – 13h, 15h45, 18h30, 21h15 (dub/diariamente), 23h55 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 13h01, 15h46, 18h31, 21h16 (dub/diariamente). Cinderela: EUA. Livre. Playarte 7 – 12h50, 15h15, 17h40, 20h05 (dub/ diariamente), 22h25 (leg/somente sexta-feira e sábado). Kingsman – Serviço Secreto: RUS. 16 anos. Playarte 8 – 12h50, 17h45 (dub/diarmente).
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015
D7
Bandas amazonenses abrem
show da Turma do Pagode
Cacildes e Cuka Fresca fazem shows de abertura da noite dedicada ao samba, que acontece no Copacabana Chopperia
M
anaus é uma das capitais do Brasil que sempre “abraça” o pagode. Exemplo disso é o público que comparece ao maior festival de samba do Brasil, o “Samba Manaus”. Durante todo o ano, diversas atrações do gênero musical sempre emplacam na cidade. Uma das mais esperadas pelo manauense é a Turma do Pagode, que estourou nas rádios alguns hits, como “Lancinho” e “Camisa 10”. Eles estão de volta, mais precisamente para o palco do Copacabana Chopperia, no Tarumã, onde se apresentam no dia 16 de maio, a partir das 22h. Para abrir a noite, dois shows de bandas locais vão animar o público: Cacildis e Cuka Fresca. “Esta é a primeira vez que vamos abrir o show de uma banda de renome que está estourada. Abraçamos essa oportunidade e vamos levar o melhor do samba para o público”, destacou Yury Santos, do grupo Cacildis. Eles, que estão ensaiando um repertório contagiante, garantem que as músicas da TDP sempre fizeram parte do set list dos shows que realizam em Manaus. “Algumas regravações que eles fizeram também fazem parte do nosso repertório. O
FOTOS: DIVULGAÇÃO
estilo que eles colocam no show, sempre pra cima, é algo que nos inspira. Procuramos seguir essa linha”, ressaltou. Cuka no palco O Cuka Fresca também estará nessa “prévia”. O grupo possui 8 anos de estrada e já teve a oportunidade de abrir shows nacionais, como dos
“Exaltamaníacos”, Bom Gosto, Sorriso Maroto, Jorge Aragão, Alexandre Pires, dentre outros. E dessa vez estarão no palco do Copacabana para abrir o show da Turma do Pagode. O Cuka Fresca é formado por Jefinho, Sonata, Rodrigo e Toinho. Juntos, eles mostram que entendem de samba, composição, e arranjo.
Cuka Fresca tem 8 anos de estrada musical
SERVIÇO TURMA DO PAGODE Quando dia 16 de maio Onde Copacabana Chopperia (avenida do Turismo, Tarumã) Quanto Pista 1º lote R$ 40 (meia-entrada); Área Vip com open bar 1º lote R$ 150 (meia-entrada) em até 2x cartão. Open bar de cerveja, caipirinha, caipiroska, água e refrigerante até as 3h da manhã Pontos de Estande da Fábrica venda no Amazonas Shopping, Loja da Fábrica no Shopping Cidade Leste, Óticas Veja e Loja Sinhazinha.com Vendas on-line: www.fabricaingressos.com
A Turma do Pagode faz show dia 16 de maio
D8
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015