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EM TEMPO - 09 de dezembro de 2012

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CONCURSOS

EMPREGOS NESTA EDIÇÃO ANO XXV – N.º 7.850 – MANAUS, DOMINGO, 9 DE DEZEMBRO DE 2012 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00 ARQUIVO EM TEMPO

Plano de segurança para a Copa de 2014

MUDANÇAS

Metro quadrado na Djalma Batista vale R$ 1 milhão Metro quadrado na avenida Djalma Batista é um dos mais caros do Brasil, de acordo com a superintendência do Sinduscon-AM. Economia B1

DESPERDÍCIO

Protetor solar é a dica para evitar danos à pele de quem se expõe ao sol

CUIDADOS

Os perigos do sol Especialistas recomendam o uso de protetor solar para preservar a saúde da pele e evitar doenças, como o câncer de pele. Saúde e bem-estar F6

CENTENÁRIO

20 milhões de livros com lixo eleitoral

Caprichoso faz contagem regressiva

Levantamento do TRE-AM mostra que o lixo produzido na campanha eleitoral poderia ser transformado em milhares de livros. Política A6

Inauguração do Clube Caprichoso hoso ício das comemorações marca o início do centenário do boi azul no festival folclórico de 2013. Dia a dia A7

DIRETO DA RÚSSIA

Bianca de férias em Manaus Pódio C4 CBG/DIVULGAÇÃO

JOEL ROSA

A Polícia Civil do Amazonas saiu na frente e foi a primeira organização nacional a apresentar, em Brasília, um plano de segurança pública para a Copa de 2014, incluindo o combate à criminalidade e o gerenciamento de grandes eventos. Última Hora A2

Poder dos MPs ameaçado Política A5

Egito à beira de uma guerra Última Hora A2

LEIA MAIS... CONCURSO

PREPARAÇÃO

Manauenses dão vida ao cinema local

Requintes de uma mesa para o Natal

Lançamento oficial dos oito primeiros filmes acontece na próximo semana. Outras oito produções vão estrear em janeiro. Plateia B5

Revista Elenco traz algumas dicas de como montar corretamente a mesa para as comemorações de fim de ano. Elenco 20 e 21

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 34

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Opinião/Última Hora

Polícia apresenta programa de segurança para a Copa

Contexto 3090-1017/8115-1149

MANAUS, DOMINGO, 9 DE DEZEMBRO DE 2012

marioadolfo@emtempo.com.br

JOEL ROSA

Polícia Civil do Amazonas é a primeira a apresentar em Brasília Programa de Reforma Estrutural para a Copa de 2014

Alfredo parece que acordou Até que enfim o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) deu o ar de sua graça e abriu a boca para defender o Amazonas, depois de um longo período de silêncio. Na tribuna, pediu o apoio dos demais senadores para a aprovação da proposta do governo federal de excluir a Zona Franca de Manaus da unificação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual. A medida, anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na terça-feira (4), teria como objetivo pôr fim à guerra fiscal. — Caso a Zona Franca de Manaus fosse incorporada na unificação de 4% do ICMS, meu Estado perderia uma receita de 75% da arrecadação vinda do setor industrial – afirmou o senador. Resistência O senador destacou que na década passada, quando o país sofria consequências do longo período de baixo crescimento econômico, a indústria de Manaus cresceu 67% entre 2003 e 2010. Diferenciado Alfredo observou que o futuro da Zona Franca de Manaus está intrinsecamente ligado ao tratamento diferenciado dado pelo governo federal. — A estabilidade futura da Zona Franca de Manaus não depende apenas de vantagem tributária, mas de um conjunto de incentivos locais. Inferno no Aleixo A prefeitura resolveu asfaltar ontem, às 9h30, a imensa cratera que abriu na alameda Cosme Ferreira. Interrompida uma pista, a que vai no sentido bairro-Centro, os guardas do Manaustrans desviaram o trânsito para a avenida Beira Rio do bairro do Coroado. O resultado não poderia ser diferente: um engarrafamento de estressar até monge budista. Absurdo Do conjunto Tiradentes para o viaduto Gilberto Mestrinho, por dentro do Coroado, o motorista gastou mais de 40 minutos. Bom senso O pior de tudo é que os tais “Marronzinhos” – os guardas da prefeitura – , mesmo com

uma das pistas interditadas, não tiveram o bom senso de desligar o semáforo. E aí o trânsito empacou. Enquanto o semáforo ficava no vermelho, um guarda mandava o motorista avançar. E quando este avançava, um segundo guardinha, achando que ele estava atravessando de sinal fechado, puxava o talão de multas. Covardia Dois erros graves dos operadores de trânsito do Manaustrans. Em ruas interditadas onde o trânsito foi desviado, não se deixa semáforo ligado, já que o guarda está comandando o fluxo de carros. O outro, é multar carros em situação extremas. É covardia! Por que multar? Um homem que avançou, ele fazia o retorno para pegar a avenida Beira Rio, foi multado quando fazia o retorno para entrar na Beira-Rio e o sinal fechou. Um policial deu o comando para ele avançar e o outro fez sinal com a mão para ele parar. Como já estava no meio da curva, o motorista prosseguiu e, quando olhou pelo retrovisor um dos guardas estava multando o carro. Recorra O motorista deve recorrer, pois esse tipo de multa, em situações fora do comum, deve ser repensado pelo Manustrans. Erro começa desde a interdi-

APLAUSOS

ção da pista para concertar rua em pleno horário do rush. Por que não fazer isso à noite, ou ao amanhecer? Falta comunicação E mais, por que a prefeitura não avisa antecipadamente que vai interditar a pista para que as possam se programar e buscar outras alternativas de tráfego. Muita gente que ia trabalhar chegou à empresa depois das 11hs. Vale-tudo Vale-tudo para o comércio atrair consumidor neste Natal. Tem shopping fazendo até sorteio de BMW e distribuição de bolsas ecológicas. Este é o caso do Manauara Shopping, que aposta em um crescimento de 15% no volume de vendas. Otimismo Apesar de muita gente falar em crise, os ventos de dezembro estão soprando otimismo. A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), mesmo com o cenário de incertezas na economia brasileira diante do quadro internacional, prevê que os shoppings centers no país devem ter um bom final de ano, tanto no fluxo de clientes quanto no faturamento. Repeteco Alguns economistas apontam que a ascensão das classes B e C foram fatores que impulsionaram o mercado em 2011. O fenômeno deve se repetir em 2012.

VAIAS

Joaquim Barbosa

Prefeitura, de novo DIVULGAÇÃO

DIEGO JANATÃ

Para o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, que defende a cassação de deputados envolvidos no esquema de corrupção do mensalão.

Para a Prefeitura de Manaus, que interrompe o fluxo de um trânsito já caótico, no sábado, para consertar ruas em plena hora do rush.

Com esta proposta a Polícia Civil saiu na frente ao enviar um grupo de profissionais a Brasília

E

m todo o Brasil as obras para Copa de 2014 avançam. Entre as determinações da Fifa está o investimento no Sistema de Segurança Pública. Tendo sido escolhida com uma das subsedes para o próximo mundial de futebol, Manaus também está se preparando e a Polícia Civil do Amazonas tem promovido estudos e projetos que visem proporcionar a segurança devida aos visitantes, combater a criminalidade e gerenciar grande eventos no que se refere as atribuições da instituição. Com esta proposta a Polícia Civil do Amazonas saiu na frente, tornando-se a primeira do país a

ROYALTIES

Veto pode ser votado neste mês Deputados e senadores dos Estados não produtores de petróleo conseguiram o número de assinaturas necessárias para pedir a votação urgente do veto da presidente Dilma Rousseff a parte do projeto de redistribuição dos royalties. O requerimento foi apresentado ao presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP). A data da votação deverá ser marcada na próxima sessão da casa. Os representantes dos Estados não produtores querem votar o veto ainda este ano. A presidente retirou do texto os recursos provenientes dos contratos já licitados. Com isso, os Estados não produtores terão direito aos recursos de contratos futuros. O senador Wellington Dias (PT-PI) garantiu que há mais assinaturas que o mínimo previsto. “Assim como consideramos legítimo o direito da presidente de fazer o veto, é também, da Constituição, o direito do Congresso Nacional analisar o veto e, inclusive, derrubar e aqui promulgar”, disse, ao destacar que os representantes defendem a destinação dos recursos para outras áreas deficitárias.

INICIATIVA

A proposta de segurança pública apresentada pelo Polícia Civil do Amazonas foi a primeira a ser recebida pelo comitê de segurança da Copa de 2014. Iniciativa foi elogiada pelos organizadores do evento enviar um grupo de profissionais a Brasília, onde o Programa de Reforma Estrutural da Instituição foi apresentado ao Secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, Valdi-

APROVAÇÃO

Direitos iguais a autistas Graças a um projeto que surgiu da pressão popular, brasileiros com autismo terão os mesmos direitos de pessoas com deficiência, para todos os efeitos legais. A garantia foi conquistada na última semana com a aprovação no plenário do Senado do projeto de lei que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A lei é vista por pais e especialistas como uma Carta Magna dos autistas no Brasil. A partir dela, essas pessoas vão, por exemplo, ter direito a tratamento multidisciplinar e diagnóstico precoce. As famílias também foram contempladas: além de acompanhamento psicológico, os pais ou responsáveis por pessoas com autismo terão horário especial no trabalho. No Brasil, não há estatísticas oficiais sobre o transtorno funcional, mas segundo a Associação em Defesa do Autista (Adefa), aproximadamente 2 milhões de brasileiros têm o problema.

nho Jacinto Caetano. Estavam presentes, além do delegadogeral Adjunto, Mário Aufiero, a diretora do departamento de Polícia Técnico-Científica, Lia Gazineu. “Apresentar pessoalmente nossas propostas para a Reforma Estrutural da Polícia Civil, nos proporciona mais credibilidade junto ao Ministério da Justiça. Nossa iniciativa foi elogiada pelo Secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), Valdinho Jacinto Caetano. “O secretário assegurou que irá analisar o nosso programa e em uma próxima reunião, marcada para janeiro, definirá o que será contemplado”, destacou Aufiero.

CRISE POLÍTICA

Exército do Egito pede diálogo As Forças Armadas do Egito pediram ontem que a oposição e o governo do presidente Mohammed Mursi entrem em um acordo para poder sair da atual crise política, causada pelos decretos que aumentam os poderes do mandatário e a nova Constituição. As duas medidas são os principais motivos das manifestações contra o presidente desde 22 de novembro e tiveram seus dias mais violentos na última semana, quando os opositores entraram em choque com partidários de Mursi. Em comunicado, os militares disseram que haverá consequências trágicas se não se chegar a um consenso. “O método do diálogo é o melhor e o único para conseguir os interesses supremos do país e dos cidadãos. Caso contrário, entraremos em um túnel escuro cujo resultado será trágico”, informou o Exército do Egito. As Forças Armadas advertiram que pretendem intervir caso a crise se torne mais violenta, mas disse que a continuidade do conflito político não beneficiará nenhuma parte e o preço será pago por todo o país.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 9 DE DEZEMBRO DE 2012

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Fala leitor

Editorial

falaleitor@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Oscar Niemeyer não era jogador de futebol, não O jornalista americano Thomas L. Friedman descobriu que o mundo é plano e este é o nome do seu livro. Ele descreve e tenta entender essa planície que se descortina diante dos seus olhos de qualquer um dos pontos cardeais e colaterais. Nada mais igual do que a China, a Índia, a França, os Estados Unidos, a Bahia e o Piauí brasileiros, depois de Brasília, claro.

É o ponto de vista pós-moderno que já enxergou o fim da história, da filosofia, do sujeito, mas ainda não teve a coragem de concluir que de tão plano o mundo, os oceanos despencam no espaço, no fim da Terra. Essa planura é a perspectiva, hoje, do futebol que se desenrola nesta Copa do Mundo 2014, uma Copa de Robôs, onde o futebol é um mero coadjuvante, como boi no espetáculo majestoso de Parintins, que também é plana. Já se culpou a especulação imobiliária pelo fim das várzeas que, no Brasil, não davam arroz, feijão, mas excelentes jogadores de futebol. As várzeas foram soterradas por toneladas de asfalto que atropelaram muitas gerações de Pelés, Garrinchas, Zizinhos e outros talentos abortados. No lugar da várzea, surgiram as escolinhas de futebol. Hoje, o país tem muitas delas que exportam adolescentes (com o assentimento dos pais ou responsáveis, claro, porque ser uma estrela pop do futebol é o sonho da garotada... e dos pais da garotada) para todas as regiões do planeta. O futebol também ficou plano, quer dizer, chato. Não se pode mais falar de uma seleção brasileira, francesa, uruguaia, no sentido de que a nacionalidade caracterizava um estilo de jogar. Os jogadores são pop stars. Eles fazem parte de um espetáculo, como a arquitetura, o refrigerante, o hambúrguer. Os jogadores não fazem mais parte de um coletivo em que os talentos, por mais individuais, que fossem davam a sintaxe e a dicção do esporte. Na África do Sul, os jogadores são brasileiros, franceses, holandeses de nascimento – mesmo o brasileiríssimo Cacau, que se naturalizou alemão – mas o futebol é um consórcio de empresas globalizadas. O mundo é chato, mais do que plano. A Copa é um desfile de robôs monitorizados por grandes patrocínios; uma “bolha” (não uma bola) pronta para estourar. Mas o futebol continua resistindo a todas as investidas que tentam desmoralizá-lo. Mesmo uma pop nem tanto star (mas já foi) como Carla Perez, de muito axé e pagode, não resiste à sedução do futebol, mesmo, como deixa claro no seu Twitter, que só entenda do assunto por ouvir falar. Neste final de semana, ela se desfez em lágrimas pela morte de um certo Neymar, jogador do Santos, que continua muito vivo (tão vivo que já desistiu do Brasil). Na comoção brasileira pela morte do arquiteto que redesenhou a sensualidade tropical do país, isto é, das mulheres e da geografia privilegiada do país, a antenadíssima Carla ficou três vezes “chatiada”, como escreveu cheia de emoção para dar, pela perda que atravessou as fronteiras nacionais. A menina, cujas curvas merecem um traço do gênio que se foi, confundiu arquitetura com futebol, e lá se foi Neymar para o estrangeiro e Niemeyer para o infinito. O futebol move montanhas, com ou sem várzeas para os treinos da seleção. O ser humano é mesmo chato.

As eleições municipais de 2012 tiveram ínfimo número de incidentes. Isso evidencia que, a cada pleito, nossa jovem democracia está avançando. Seria melhor ainda sem a atitude pouco cívica da maioria dos cabos eleitorais e numerosos eleitores, que poluíram os dias maiores do civismo, no primeiro

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e no segundo turno, sujando as cidades com milhões de “santinhos”, bottons, cartazes e outros materiais de campanha largados nas ruas e praças, além de saquinhos de papel e plástico, restos de comida e resíduos de diversos tipos. Para se ter uma ideia, o volume de resíduos retirados

das ruas, somente na operação extraordinária montada no domingo de eleições, foi três vezes maior do que a média diária. A grande maioria dos brasileiros já percebeu que o voto livre, consciente e soberano melhora o país, aprimorando e valorizando a democracia. Agora, é preciso consolidar-

se a consciência de que, muito além do discurso e da ação do poder público, o conceito de cidade limpa começa com a atitude cidadã de não sujar, contribuindo para que o ambiente urbano seja um dos pressupostos da qualidade da vida! Tadayuki Yoshimura

Charge regi@emtempo.com.br

Olho da Rua

Hamilton Picolotti

opiniao@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br DIEGO JANATÃ

Algumas atitudes espontâneas acabam por tornarem-se instalações artísticas, prontas para uma exposição em qualquer galeria com espaço que possa abrigá-las. Nesse flagrante em Puraquequara, será preciso, também, que o espectador tenha um lugar privilegiado, como um avião, por exemplo.

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Desafios do transporte rodoviário O governo do Estado de São Paulo, por meio do decreto 58.093 de 30 de maio de 2012, criou o Programa de Incentivo à Renovação de Frota de Caminhões. Com o objetivo de substituir a frota de caminhões antigos de forma gradual, a ação contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, aumenta a segurança nas estradas e, ainda, garante mais qualidade de vida aos profissionais do transporte rodoviário. Tal decreto determina às empresas que substituam seus caminhões equipados com motor Euro 3 pelos caminhões equipados com motor Euro 5. As transportadoras estão realizando a compra de veículos com o novo padrão e readaptando a estrutura operacional às novas normas. Por esse programa, os motoristas de caminhões terão acesso a linhas de financiamento com taxas de juros de 5,5% ao ano na troca de seus veículos e o prazo de parcelamento pode chegar em 96 meses, incluindo a carência de um semestre para começar a pagar. Apesar das facilidades propostas para alavancar o projeto, o novo padrão de operação implica em um custo mais alto de aquisição (de 8% a 15%) e de adaptação. O novo equipamento exige a utilização de outro combustível, com baixo teor de enxofre, comercializado pela Petrobras e denominado como S50, que em 2013 será substituído por uma fonte ainda mais limpa, o Diesel S10. Além disso, os veículos precisam do agente redutor Arla 32, uma solução de ureia usada no sistema de escape para diminuir em 60% as emissões de óxidos de nitrogênio. Para retardar a mudança, números do mercado apontam que no final de 2011 grande parte das transportadoras optaram por fazer uma compra expressiva dos caminhões Euro 3, pois até daquele ano era o prazo de compra do modelo, antes que saíssem de mercado. Essa postura das empresas desacelerou, no início de

2012, o processo de comercialização dos veículos com o novo motor. A estratégia de troca dos caminhões também continua sendo impactada pela idade média da frota brasileira, que é elevada. Caminhões que pertencem a empresas têm cerca de 8 anos de uso, já no caso de autônomos a idade dos caminhões em circulação sobe para 21 anos. Essa margem de idade impossibilita que esses veículos ainda em circulação tenham acesso às novas tecnologias já desenvolvidas. Um estudo publicado no “Journal of Transport Literature” este ano, mostra a importância da renovação da frota de caminhões de autônomos apontando que a economia gerada pela substituição de caminhões, com idade superior a 30 anos, por novos veículos representa mais de R$ 2 bilhões por ano. Outro ponto importante é que ao aderir ao programa, o caminhão antigo é retirado de circulação e encaminhado à reciclagem em centros especializados. Pelos cálculos do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) existem mais de 30 milhões de caminhões com mais de 30 anos de uso em todo o Brasil. No Estado de São Paulo a frota desses veículos é estimada em mais de 10,5 milhões. Do ponto de vista econômico, caminhões mais novos e melhor conservados significam custos de manutenção reduzidos, além de menor probabilidade de acidentes e outros benefícios. Por outro lado, para garantir o êxito do programa, o Brasil precisa vencer alguns desafios como criar centros de reciclagem que atendam à demanda de veículos sem utilização. Enfim, não é uma ação simples, pois envolve uma atuação efetiva das empresas e também uma postura estratégica do governo, do setor de transporte e logística e da indústria. Com o engajamento de todos os players desse mercado podemos ver um novo cenário positivo no segmento de transporte rodoviário no país.

Hamilton Picolotti Presidente da Confenar – Confederação Nacional das Revendas Ambev

A estratégia de troca dos caminhões também continua sendo impactada pela idade média da frota brasileira, que é elevada. Caminhões que pertencem a empresas têm cerca de 8 anos de uso”.


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 9 DE DEZEMBRO DE 2012

Arthur e Hissa: eles ou nós, em palpos de aranha

Temos uma sociedade que se chama solidariedade

Passaram-se décadas, os problemas urbanos de Manaus eram bem mais tênues do que hoje são, e o prefeito (o mesmo Arthur) era um jovem destemido, que se lançou na temerária empreitada de sanear a cidade e devolvê-la aos seus habitantes, ou seja, enfrentar um problema que ainda hoje persiste e em dimensão maior, mercê do populismo e da demagogia de sucessores imediatos. Percebi recentemente, durante a campanha eleitoral, certa postura de humilde contrição do candidato, como se sentisse o peso da culpa pelos confrontos que se desenrolaram nas ruas do Centro, àquela altura. Os conflitos houve. Eu mesmo presenciei alguns, mas a violência não foi prerrogativa exclusiva da Guarda Municipal ou da Polícia Militar. A determinação de que as calçadas fossem devolvidas aos habitantes não foi acatada pelos camelôs e, sobretudo, por aqueles que os patrocinavam e sempre que os agentes oficiais tentavam cumprir seu dever, eram recebidos com violência. Arthur limpou a cidade e foi aplaudido por isso, para logo ser alvo de exploração política rasteira. Infelizmente parece que aceitou a carapuça, quando apenas cumprira o seu dever e era assim reconhecido pela população quase toda. Agora volta a governar a cidade, mais problemática do que nunca. O Centro, berço da urbe, não nos pertence mais e sequer temos o direito do deslocamento nos espaços que deveriam estar destinados aos pedestres. A sujeira e seu peculiar odor, fedor mesmo, ofendem a quem se aventura pelas ruas históricas, onde “comerciantes” se instalaram com suas montras, seus estoques e até “provadores” a céu aberto, concorrendo com aqueles que pagam salários, impostos, energia etc. O que transborda e sobra para todos é a impressão de que esta é uma cidade sem governo e sem lei, o que torna tudo permitido, a depender apenas da audácia de cada um. Se quiser fritar banana em plena rua, assumindo o risco de queimar algum transeunte, pode fazê-lo e ninguém irá impedir. Já vi um homem armar um tablado na rua Doutor Moreira, a poucos metros da praça da Polícia, e improvisar um açougue. As vias que deveriam ser públicas deixaram de sê-lo, a depender apenas da vontade arbitrária dos desprovidos de senso social. Águas servidas são lançadas nas calçadas, cones são postos nas ruas para criar estacionamentos privados, calhas de chuva despejam sobre quem passa, e por aí vai indefinidamente. Agora, com as facilidades para compra de carros, a moda é avançar paredes nas calçadas, até o meio-fio, colocar grades e “criar” garagens, empurrando os pedestres para a pista de rolamento. Alguns rebaixam as calçadas e colocam sobre elas seus carros, com placas de “estacionamento proibido” nas paredes, a usurpar o espaço público e as prerrogativas dos órgãos de trânsito e da prefeitura. Pobre Arthur, pobre Hissa ou, na outra hipótese, pobres de nós, se persistir o fado que esta cidade, recém-eleita a pior capital do país, nos tem imposto.

Aconteceu há poucos dias. Depois da inauguração de uma bela igreja, todos foram convidados a participar de uma merenda. Para alguns convidados foi colocada mesa com três pratos de papelão grandes, cada um cheio de salgadinhos. O espaço era estreito e uma menina com da síndrome de Dawn esbarrou e lá se foi um prato de empadinhas. A menina com medo da bronca que poderia vir ameaçou um choro. O jovem, que distribuía refrigerante, percebeu e chamou para si a culpa pelo acontecido. A menina se acalmou e a festa continuou com a alegria de antes. O fato me passou despercebido e dele soube somente depois através das pessoas que me acompanhavam. O mundo não está tão mau como dizem! O problema é que o mal faz muita propaganda, enquanto o bem silencia. Os escândalos são como árvores que, ao caírem na floresta, fazem um barulho daqueles. As coisas boas se parecem com os milhões de plantas que crescem sem ruído. O povo do Amazonas e de Manaus teve em 2012 um ano marcado por desastres dolorosos. A cheia de nossos rios causou transtornos para os ribeirinhos e para os habitantes de várias cidades. Na capital, tivemos vários incêndios, dos quais o maior aconteceu recentemente na comunidade Arthur Bernardes. Centenas de famílias perderam tudo ou quase tudo. É nessas horas que se percebe se a sociedade é solidária ou não. A campanha “SOS Ribeirinhos”, encabeçada pela Cáritas, surpreendeu pela generosidade de nossa gente. Foram alimentos, água potável, filtros, redes e roupas. Agora no caso do incêndio, ofertas espontâneas chegaram em grande quantidade. Alguns jornais destacaram roubos de bens que as vítimas salvaram do fogo. Sempre há urubus prontos a buscar proveito da desgraça alheia. Em desastres estradais, roubam dos machucados inconscientes e dos mortos anéis, correntes e dinheiro. É o lado cão do ser humano. Mas, trata-se de miseráveis de espíritos que felizmente constituem minoria. O número dos grandes de coração é muito maior. Quando se tem roupa limpa em que aparece pequena mancha, logo dizemos que estamos sujos. A pequena nódoa cresce tanto a nossos olhos que não reparamos que o resto da camisa ou do vestido está limpo. Esse espírito de solidariedade do povo manauense tem as bênçãos divinas. Quando lemos no ensinamento de Jesus que o critério pelo qual seremos julgados por Deus é o amor ao próximo e um amor concretizado em dar de comer ao faminto, dar de beber ao sedento, vestir o nu, acolher o migrante, visitar o doente e ver o prisioneiro (Mt 25,3146), percebemos como existem por aqui muitas pessoas profundamente cristãs. Uma vez, no interior da Amazônia, uma senhora perguntou-me se eu já tinha passado fome. Respondi-lhe que sempre tive o alimento suficiente. Então ela me disse que a fome dói. A fome, a sede, o frio, a falta de casa, a enfermidade, a perda da liberdade doem. A solidariedade está em aliviar esse sofrimento com o pouco ou o muito que sejamos capazes de oferecer como gesto de amor.

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

O que sobra para todos é a impressão de que esta é uma cidade sem governo, o que torna tudo permitido, a depender apenas da audácia de cada um. Já vi um homem armar um tablado na rua Doutor Moreira e improvisar um açougue”.

Khaled Meshaal, líder do movimento radical islâmico Hamas, chegou ao território palestino ontem, pela primeira vez depois de 45 anos de exílio, para um “comício da vitória” na faixa de Gaza.

Nós não devemos estar desatentos a candidaturas alternativas, que começam a se desenhar. O cara [Aécio Neves] parece mais o presidente da Cemig do que candidato a presidente do Brasil Ideli Salvatti, ministra (Relações Institucionais), admite que a presidente Dilma Rousseff poderá enfrentar na eleição de 2014, além da oposição (Aécio), um candidato da base aliada (Eduardo Campos, PSB-PE).

RENATA LO PRETE

Peneira mais fina

Dom Luiz Soares Vieira

Arcebispo metropolitano de Manaus

Agora no caso do incêndio, ofertas espontâneas chegaram em grande quantidade. Alguns jornais destacaram roubos de bens que as vítimas salvaram do fogo. Sempre há urubus prontos a buscar proveito da desgraça alheia.

Frases Sonhei com esse momento histórico, de vir a Gaza, minha vida inteira. Peço a Deus para um dia morrer como mártir nesta terra.

Painel Diante do desgaste da operação “Porto Seguro”, o governo federal decidiu que novas indicações para cargos de confiança deverão passar pela triagem da Controladoria-Geral da União, além da que atualmente é feita pela Casa Civil. A avaliação no Planalto é que, sem recorrer à CGU, o pente-fino nos currículos não detecta irregularidades administrativas praticadas pelos indicados em passagens anteriores por cargos públicos nem a existência de processos disciplinares. Antecedentes Interlocutores do governo afirmam que a nomeação de José Weber Holanda poderia ter sido evitada com esse controle extra, já que ele estava na mira da CGU e de outros órgãos de controle por suspeitas de irregularidades desde 1998, por sua atuação no INSS. Tapa... Prestes a concluir a operação “Porto Seguro”, a Polícia Federal pode indiciar Rosemary Noronha por formação de quadrilha, o que não fez no início do inquérito. ... buraco Seria uma forma de se antecipar ao Ministério Público Federal, que já decidiu denunciar a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo também por esse crime, além de corrupção. Na marra A Comissão de Ética da Presidência da República se manifestou em duas ocasiões pela impossibilidade de Paulo Vieira, pivô do escândalo de compra de pareceres falsos em órgãos do governo, acumular as funções de diretor da ANA e conselheiro na Codesp, que administra o Porto de Santos. A primeira negativa foi em abril e a segunda, em novembro. Em campo Pré-candidato à presidência da Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG) tem no tradicional futebol dos deputados, coordenado por ele, um trunfo para cabalar apoio. Ele vai amanhã a Palmas com 25 deputados, entre eles Romário, Tiririca, Popó e Danrlei, para um jogo beneficente com cantores de música sertaneja de Tocantins. Blitz... Aeroportos controlados pela Infraero devem receber entre dezembro e janeiro de 2013 25 milhões de passageiros. O número, a ser

divulgado amanhã, supera em 10% a marca do mesmo período de 2011 e deste ano. ... antiapagão A perspectiva de aumento fluxo levou o órgão federal a reforçar equipes operacionais, de segurança e limpeza nos 63 terminais. Também ocorrerá manutenção preventiva de equipamentos de embarque. Ideia fixa A bancada do PT na Assembleia paulista quer convocar o presidente da Cesp, Mauro Arce, para explicar na Comissão de Infraestrutura as razões pelas quais a empresa não aderiu ao plano federal de renovação de concessões elétricas. Ideia fixa 2 Paulo Skaf irá à reunião do PMDB em Brasília, amanhã. Líder da campanha pelo barateamento da tarifa de energia, o presidente da Fiesp fará lobby para que os colegas peemedebistas do Senado fechem questão em torno da MP 579. Procura-se... Geraldo Alckmin deve anunciar nesta semana a decisão de desmembrar a Secretaria da Casa Civil em duas pastas, uma dedicada à coordenação de programas do governo e outra à articulação política. um gerente... Os cotados para assumir os projetos prioritários da gestão são Saulo de Castro, hoje nos Transportes, Barjas Negri, que deixa a Prefeitura de Piracicaba, e Marcos Monteiro, chefe da Imprensa Oficial. Jeton Afastado desde setembro da FDE, braço operacional da Secretaria da Educação, José Bernardo Ortiz continua recebendo salário de R$ 17,4 mil. O governo diz que cumpre decisão judicial.

Tiroteio A relação do governo do PT com Sarney é similar à de trabalho escravo: quanto mais o Planalto paga, mais a dívida cresce.

Daqui 50, 60 anos, um aluno de história vai estudar esse período da primeira década do século 21 e vai pegar os jornais e perguntar o que aconteceu. Os jornais falam uma coisa e a vida do povo diz outra coisa

João Paulo Cunha, deputado (PT-SP), condenado no julgamento do mensalão, está convencido de que a história vai julgar a “crueldade e a injustiça” que o PT sofre por parte da imprensa.

DO DEPUTADO FEDERAL DOMINGOS DUTRA (PT-MA), sobre a operação do governo para instalar o senador na Presidência, adiando a votação dos royalties.

Contraponto

Quer uma senha? Durante a reunião das centrais sindicais para anunciar medidas contra o fator previdenciário, segunda-feira, dirigentes reclamavam do tratamento do Planalto quanto à pauta trabalhista. O presidente da CUT, Vagner Freitas, interrompeu: Vocês reclamam, mas desde que fui eleito presidente da CUT, em julho, pedi audiência e a Dilma só marcou para janeiro de 2013. Um sindicalista brincou: Parece fila de consulta no SUS. Marca e espera seis meses para ser atendido. Se estiver vivo... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Política

MANAUS, DOMINGO, 9 DE DEZEMBRO DE 2012

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‘PEC 37/11 é um ataque à democracia da história’ Procurador-Geral de Justiça, Francisco Cruz se mostra preocupado com o avanço da proposta, que restringe ação dos MPs

ARQUIVO EM TEMPO

MEG ROCHA Equipe EM TEMPO

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possibilidade dos Ministérios Públicos (MP) serem impedidos de investigar tem gerado manifestações contrárias entre as direções dos órgãos de Justiça e de controle do Amazonas. A restrição está sendo proposta no Projeto de Emenda à Constituição (PEC) n° 037/2011 que tramita no Congresso Nacional, cuja propositura é de autoria do deputado federal Lourival Mendes (PTdoB/MA). A matéria foi aprovada no último dia 21 de novembro em uma comissão especial da Câmara dos Deputados e deverá ser apreciado no plenário da casa nas próximas semanas, seguindo depois para o Senado. O projeto que propõe a modificação no artigo 144 da Constituição Federal (CF) e a definição de competência para a investigação criminal às polícias federal e civil dos Estados e do Distrito Federal foi visto pelo Procurador-Geral de Justiça do Amazonas (PGJ), Francisco Cruz, como o maior ataque à democracia da história. “Estamos atentos

para que não seja aprovada essa PEC, e, se aprovada, iremos ao Supremo contra a constitucionalidade. A perda não será só do MP, mas também da sociedade que poderá perder um instrumento profícuo de investigação”, disse. Espaço para corrupção Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), Ana Fabíola Ferreira e Edmilson Barreiros, disseram que as mobilizações contrárias à PEC estão sendo organizadas de forma a sensibilizar a população e os parlamentares que apreciarão a matéria do prejuízo que a sociedade pode ter com essa mudança da CF. “Não só MPF como todos os Ministérios Públicos estão se organizando por meio das respectivas associações para conclamar a sociedade para se posicionar contrariamente à essa PEC. É importante que a sociedade saiba do que se trata. Quando nos posicionamos contrariamente, não estamos defendendo retirar a atribuição da polícia federal, das polícias Civil ou Judiciária, queremos é contribuir para combater a impunidade”, disse a procuradora Ana Fabíola Ferreira.

Francisco Cruz chama a atenção que, se a PEC 37/11 for aprovada, a perda não é somente dos MPs, mas de toda a sociedade

Medida pode beneficiar políticos corruptos Já o procurador Edmilson Barreiros frisou que a medida beneficia os políticos que foram penalizados por meio das investigações realizadas pelo MP e deixa o erário à mercê às ações ilícitas. “A PEC abre uma porteira para

os corruptos, não posso acusar de retaliação dos atores policiais, mas as classes políticas que se viram prejudicadas adoraram a iniciativa deles. Na esfera criminal, você não tem como colocar polícia em cada repartição.

Não tem como fazer investigação exclusiva com as forças policiais”, observou. Por outro lado, o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), conselheiro Érico Desterro, salientou de fato

que não cabe restrição ao MP porque o órgão colabora perfeitamente com as investigações dos ilícitos. “Acredito que é preciso apenas definir o papel de cada um, mas, jamais restringir a atuação”, ressaltou.


Política

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Lixo das eleições poderia produzir milhões de livros

COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

“Nós não devemos estar desatentos a candidaturas alternativas” MINISTRA IDELI SALVATTI (Relações Institucionais), sobre a eleição presidencial de 2014

PMDB fala em trocar Agricultura por Transportes Ansiosos com a minirreforma que a presidente Dilma deverá fazer no início de 2013, peemedebistas já falam em trocar o Ministério da Agricultura pelo de Transportes. Argumentam que isso agradaria o PMDB – que faturaria um ministério mais robusto – e o PR, que, além de ter interesse na área do agronegócio, hoje não se considera contemplado com o correligionário Paulo Passos, nos Transportes. Escambo ministerial Interessados no troca-troca alegam que “não seria ruim” para o ministro Mendes Ribeiro (Agricultura), que está em tratamento de saúde. Prioridade A cúpula do PMDB tem contido o apetite dos seus membros para não atrapalhar as eleições para as presidências da Câmara e do Senado. Quem é ouvido O único ministro que pede desculpas, mas vez em quando diz que madame está errada é Edison Lobão (Minas e Energia). E Dilma acata. Waterloo Piada no Twitter com o insuperável Lula e o escândalo Rosemary: “Ele está preparado para a guerra porque já tem dois canhões.” Parecer de Weber salvou acusada de improbidade A ex-chefe da Secretaria do Patrimônio da União na Bahia Ana Lúcia Vilas Boas, atual secretária estadual do Meio-Ambiente, contou com a ajuda de Luis Inácio Adams (Advocacia Geral da União) e do braço direito José We-

ber Holanda para voltar ao cargo. Sua demissão, após denúncia de improbidade, acabou revogada em razão de parecer de Holanda, avalizado por Adams – que, claro, dirá que foi enganado. Parecer salvador O parecer de José Weber Holanda, que sumiu na AGU, alterou o juízo do Ministério do Planejamento, contrário a Ana Lúcia Villas Boas. Área de atuação Intercepções da Polícia Federal, na operação Porto Seguro, mostraram que a Bahia era um dos principais locais de atuação da quadrilha. Muy amigo Na audiência no Senado, Luiz Adams disse que “vagabundos” citados pelo consultor-geral Arnaldo Godoy era Weber, o amigo e braço direito. Última tentativa O PSDB procurou durante a semana o PP, PTB, PSD, PSC, DEM e PMDB tentando apoio para derrotar o relatório da CPI do Cachoeira, que indicia o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO). Manobra protelatória O PSDB combinou, em jantar na casa do deputado Domingos Sávio (MG), em Brasília: se o relator Odair Cunha apresentar texto atualizado seria “novo relatório”, a ser lido de novo, com direito a pedido de vistas. Fidelidade às origens Dilma não esconde que entre os amigos de copa e cozinha estão três ministros: Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Mendes Ribeiro (Agricultura) e Brizola Neto (Trabalho). Dois gaúchos, um mineiro.

Jornalista

Bola de cristal Como antecipamos, a representante no Brasil da ArmaLite ganhou na quinta (6) a licitação internacional de 300 carabinas 5.56 da Polícia Rodoviária Federal, por R$ 1,3 milhão. A licitação “dançou” em 2011, com o anúncio desta coluna. Mas quem é vivo sempre reaparece. Comprou briga A bancada do PMDB ficou uma arara com o ministro do Turismo, Gastão Vieira, que ofereceu verba milionária do Prodetur para nove governadores, em vez de liberar emendas parlamentares. PT não perdoa Candidato a presidente da Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG) enfrenta forte resistência na ala lulista do PT. Ele foi relator no Conselho de Ética de parecer favorável da cassação de José Dirceu, em 2005. Lenda burra Geraldo Bentes, especialista em Turismo, fez palestra em evento de arquitetos em Maceió, e ouviu a asneira de um deles, nordestino: “É verdade que Niemeyer proibiu a plantação de árvores em Brasília?” Pedala, oposição Para o deputado Felipe Maia (RN), filho do presidente do DEM, senador Agripino Maia, a oposição precisa decidir o quanto antes se “partirá ou não para a pancadaria em 2013”. Pergunta na PF “Evaporada” desde a operação Porto Seguro, a superassessora “Rose” Noronha entrou no programa de proteção à testemunha?

PODER SEM PUDOR

Insolência procedente Jânio Quadros visitava o Recife e papeava informalmente com aliados quando um repórter passou a fazer-lhe perguntas impertinentes. Jânio manteve a fleuma até ser indagado sobre um célebre jantar, em seu tempo de governador de São Paulo, quando, sob a mesa, teria tocado o tornozelo de uma senhora. Era mulher de ilustre chefe militar, que depois se vingaria incluindo-o na lista de políticos a serem cassados. - O senhor é muito insolente! – gritou Jânio ao repórter, levantando-se. Diante do súbito silêncio dos presentes, ruborizado, como se estivesse prestes a explodir de indignação, entregou-se solene e teatralmente: - Há homens burros e mulheres feias, meu caro, mas aquele era um casal perfeito!

DENÚNCIA

Tortura é a principal reclamação Tortura nas prisões é a principal causa de reclamação ao Disque Denúncia, mantido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, de acordo com Ana Paula Diniz, coordenadorageral de Combate à Tortura da instituição. Em palestra, na última sexta-feira, no 1º Encontro Nacional dos Conselhos da Comunidade, promovido pelos ministérios da Justiça e da Saúde e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ela informou que 65% das reclamações relacionadas com o sistema penitenciário refe-

rem-se à tortura. Citando esses dados, Ana Paula Diniz pediu maior envolvimento dos conselhos da comunidade no combate a esse problema. “Os conselhos também são instrumentos de proteção dos direitos dos presos”, pontuou. O padre Valdir João Silveira, coordenador da Pastoral Carcerária, lembrou que os presos dependem da atuação da sociedade em defesa de seus direitos, porque eles mesmos não podem reclamar. “Se os presos se organizarem para debater seus direitos, será

Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral, divulgado na sexta-feira, mostra o grande desperdício de papel no período RICARDO OLIVEIRA

Cláudio Humberto

falta de disciplina, sujeita à punição”, afirmou. Valdirene Daufemback, ouvidora do Sistema Penitenciário Nacional, também defendeu maior articulação dos conselhos para combater os maus tratos nas prisões e para que as medidas aplicadas pela Justiça cumpram seu objetivo legal de reeducação e ressocialização dos infratores. Embora sejam previstos pela Lei de Execuções Penais, os conselhos ainda não se firmaram como auxiliares da política carcerária, concluiu.

Em Manaus, no dia da eleição do primeiro turno, capital amanheceu tomada pelos “santinhos”

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lixo produzido pelo material impresso da propaganda eleitoral de 2012 poderia ser utilizado para a publicação de 20 milhões de livros escolares com 50 páginas. Com o comprimento dessa quantidade de papel empilhado seria possível dar 143 voltas ao redor da Terra. Esses cálculos foram divulgados pelo juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulo Tamburini, no painel “Impacto ambiental da propaganda eleitoral”, apresentado na manhã da última sexta-feira no congresso em que se comemoram os dez anos da Escola Judiciária Eleitoral (EJE/TSE). Esse levantamento foi feito pelo juiz Paulo Tamburini com base nos dados declarados nas prestações de contas dos candidatos. Do total de R$ 2 bilhões que os concorrentes

gastaram com propaganda, R$ 800 milhões foram destinados a material impresso, como panfletos apelidados de “santinhos” e divulgação em jornais. Levando-se em conta que com R$ 250 se produzem 20 mil santinhos, o valor declarado é suficiente para a impressão de 57 bilhões deste impresso. Além do papel, para a produção deste material foi necessária a derrubada de 603 mil árvores e o consumo de três bilhões de litros de água. Para o juiz Paulo Tamburini, apesar dos constantes avanços do processo eleitoral, como a informatização do voto e a aprovação de leis como a da Ficha Limpa (Lei Complementar n° 135/2010), pouco ou nada se tem feito quanto ao impacto ambiental da propaganda. O juiz considera que, com o surgimento de novas mídias como a in-

ternet, há que se pensar em novas formas de se fazer propaganda eleitoral sem degradar o meio ambiente. “Está na hora de se buscar uma nova maneira de passar a ideologia dos candidatos”, concluiu o magistrado. O comandante do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, tenente-coronel José Albucacys de Castro, que fez este estudo ambiental junto com Tamburini, ressaltou que o lixo da propaganda entope as galerias de águas pluviais, o que pode causar alagamentos e enchentes. Para diminuir o impacto no meio ambiente, a viceprocuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, sugeriu a realização de campanha institucional da Justiça Eleitoral incentivando o eleitor a votar somente em candidato que não polua o meio ambiente.

SP E RJ

FPM pode estar subdimensionado Os coeficientes de participação de São Paulo e do Rio de Janeiro no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) estão possivelmente subdimensionados. Isso porque todas as capitais com população igual ou superior a 4,5% da população total de todas as capitais recebem a mesma cota, e Rio de Janeiro e São Paulo têm, respectivamente, 13,9% e 24,7% da população total. A avaliação é do senador José Pimentel (PT-CE), relator de três projetos que alteram os atuais critérios de distribuição dos recursos do FPM. As propostas tramitam em conjunto e deverão ser analisadas em reunião da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, na próxima quarta-feira. Em seu relatório, Pimentel alega que os atuais critérios de partilha do FPM apresentam várias distorções, e destaca alguns problemas que os projetos em análise buscam resolver. Ele explica que a classificação dos municípios em faixas de população e de renda provoca grandes saltos nos seus coeficientes quando pequenas variações nesses dois critérios resultam em mudança de faixa.

WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO

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Senador diz que coeficientes de SP e RJ podem ser alterados

Critérios geram contestações O relator considera que os dois critérios também geram muitas contestações administrativas e judiciais, o que emperra o processo de definição de coeficientes e impõe custos tanto aos municípios quanto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e ao Tribunal de Contas da União (TCU). A classificação dos municípios, disse, em faixas de população e de ren-

da per capita provoca grandes alterações nos coeficientes quando os dados de censo substituem as estimativas populacionais, o que passa a exigir mecanismos de transição para que alguns municípios não tenham perda súbita e relevante de receita. Pimentel avalia ainda que a falta de prazo hábil obriga o IBGE e o TCU a trabalhar com estimativas populacionais.


Dia a dia

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Indústrias da invasão são ameaças para Zona Norte Apesar de novas invasões não terem prosperado nos últimos anos, é preocupação das autoridades combater essa ilegalidade ARQUIVOEMTEMPO/REINALDO OKITA

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Zona Norte é considerada a região mais visada pela “indústria da invasão” nos últimos 4 anos, e nem mesmo o combate intensivo às quadrilhas impede que sejam iniciados novos conjuntos habitacionais. Lotes são trocados e vendidos por valores, na maioria das vezes, insignificantes e o desejo dos compradores em ter seu pedaço de terra também contribuem para que essa indústria se mantenha. Um exemplo recente é a invasão surgida na comunidade Nobre, Santa Etelvina, Zona Norte. No início do mês de novembro

as áreas do local começaram a ser demarcadas por invasores que afirmavam ser proprietários dos lotes. Um desses ditos proprietários foi identificado como Antônio Airton Brito de Oliveira, o “Capoeira”. Capoeira e o detento Agnaldo Pereira Gonçalves são apontados pela Justiça do Estado como responsáveis por uma grande parte das invasões que ocorreram e ainda ocorrem na capital. Agnaldo está preso no centro de detenção provisória de Manaus acusado de descumprir oito artigos do Código Ambiental do Estado, totalizando 16 anos de prisão no sistema fechado.

ANIVERSÁRIO

Contagem regressiva para o centenário do Caprichoso TADEU DE SOUZA Equipe EM TEMPO

Parintins (AM) – Depois de anunciar o tema do boi para 2013, inaugurar o Clube Caprichoso e iniciar a construção da sede da Escola de Artes Irmão Miguel de Pascalle, a presidente do boi Caprichoso, Márcia Baranda e a vice-presidente, Socorrinha Carvalho concentram energias na feitura do boi de arena para disputar, com o contrário, o Festival Folclórico de 2013, quando ambos disputam na arena o título do centenário. E o primeiro passo para essa disputa é a gravação do CD/DVD do boi. Para isso, amanhã, segundo a assessoria de imprensa do boi, terá início à audição das toadas para 2013. Serão 200 toadas inscritas. Essa é uma parte do trabalho para a apresentação do centenário. A outra, dire-

tamente ligada à evolução na arena é segredo. A presidente informou apenas que o bumbá vai trabalhar “a paixão de um centenário que construiu uma das páginas mais bonitas da história da cultura popular no interior da Amazônia”. “É o poder mágico e contagiante do azul que levaremos para arena nas noites de disputa”, ressalta a presidente. A atual diretoria do boi Caprichoso teve seu mandato prorrogado até 2016 em assembleia realizada na última terça-feira, 04. A iniciativa foi do sócio e um dos fundadores do Movimento Marujada, Sérgio Viana, que justificou a prorrogação do mandato salientando o bom trabalho que Márcia e Socorrinha realizam a frente do boi. A decisão foi contestada por membros do boi azul, que entraram com uma ação contra a decisão na justiça, em Parintins.

As invasões José de Alencar, Carbrás, Novo Milênio, Lagoa Azul, Grande Vitória, Cidade de Deus, Alfredo Nascimento, Raio do Sol, Monte das Oliveiras e comunidade Nobre são algumas que entram na lista das principais invasões dominadas por Agnaldo. Segundo informações da dona de casa Deniele Oyola, 34, Capoeira está desde a semana passada em Iranduba (a 27 quilômetros da capital) procurando um grande lote de terra onde possa ser instalada outra invasão. A área invadida deve receber o nome de Nova Veneza.

Luta contra novas intervenções Nos últimos 3 anos e oito meses, a Zona Norte foi a região que mais registrou tentativas de invasão. Das 175 invasões efetivamente combatidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), 90 ocorreram na Zona Norte, seguida das Zonas Oeste, com 27 registros, e Leste com 23. Na Zona Centro-Sul foram oito tentativas

de invasão, na Centro-Oeste seis, e na Sul, três. De acordo com a Semmas, em 2009 foram contabilizadas 35 invasões desarticuladas, em 2010 foram 33, em 2011 foram 44 e este ano, até novembro, foram 45. A secretaria ainda informa que as áreas mais visadas são Áreas de Preservação Permanente (APP). Elas são preferidas por estarem situadas próximas a

igarapés e corpos d’água. Conforme o secretário da Semmas, Marcelo Dutra, o combate às invasões permitiu ao município, manter a estabilidade quanto ao surgimento de novos bairros. “Desde o início de minha gestão trabalho para que as ocupações desordenadas não aconteçam, principalmente nas áreas protegidas e áreas verdes”, afirma.


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Polícia encurrala tráfico em ‘áreas vermelhas’

Apesar dos avanços no combate à criminalidade, ainda há muito a ser feito para que haja mais tranquilidade na cidade ARQUIVO EM TEMPO/SHANA REIS

NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO

O

s investimentos feitos pelo poder público em urbanização e infraestrutura têm mudado a realidade em algumas áreas da cidade e diminuído a existências das denominadas “áreas vermelhas”, que são aquelas com alta incidência de crimes como tráfico de drogas, homicídios e outros existentes na cidade. E elas não são poucas, ao contrário, são muitas, admitem as autoridades de segurança pública. Nesses locais existe um tipo um poder paralelo, onde quem manda é um criminoso, geralmente um traficante. As autoridades descrevem o perfil desse criminoso como uma pessoa perigosa, que se considera o dono do espaço. Esse traficante impõe seu “poder” na base da violência e cria suas próprias regras. Uma delas é a “lei do silêncio”, que vale para toda a comunidade. A ordem é proibir qualquer morador de comentar ou denunciar a atividade do tráfico existente no local. O “chefão” conta ainda com estrutura e logística para garantir a existência do negócio.

Ele possui o gerente da “boca” (braço direito); os aviões (responsáveis pela distribuição) e os pistoleiros (pessoas contratadas exclusivamente para matar desafetos). Os motivos dos assassinatos são basicamente dois: acerto de contas ou disputa por território. O secretário executivo do programa “Ronda no Bairro”,

DIFICULDADES

Os terrenos acidentados, as ruelas escuras, as pontes e precariedade na iluminação pública são algumas das dificuldades apontadas para o melhor combate à criminalidade em Manaus coronel Amadeu Soares, afirma que a polícia e o próprio governo do Estado estão conseguindo diminuir as denominadas “áreas vermelha” na cidade. Segundo o secretário, os resultados começaram com a remoção de famílias de algumas áreas às margens de igarapés e com a urbanização de bairros por meio do Programa de Saneamento

Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), e mais recentemente, com a implantação do “Ronda no Bairro”. No entanto, o coronel admite que a polícia ainda enfrenta dificuldades para atuar em “áreas vermelhas”. Uma delas é a geografia que caracteriza essas áreas, geralmente com terrenos acidentados com elevações, cortados por igarapés, com ruas estreitas, vielas, becos, pontes de madeira e iluminação precária. “Isso traz um problema muito grande, pois dificulta o acesso da polícia e, consequentemente o combate à criminalidade”, afirma. Problema para a polícia e benefício para os bandidos, uma vez que os traficantes, por exemplo, se prevalecem dessas dificuldades para tocar o comércio de entorpecentes e muitas vezes para andar livremente armados pelas ruas, sem serem incomodados. A outra dificuldade é a “lei do silêncio”. “Os moradores dessas áreas, infelizmente, ainda têm aquela cultura do medo, ou seja, de que se denunciarem serão ameaçadas ou mortas. Mas hoje a polícia dá total garantia do sigilo e de segurança a quem denuncia”, ressalta.

Revistas e abordagens são alguns dos métodos utilizados para identificar possíveis criminosos

Ousadia e combate ao crime Para as autoridades de segurança é inegável que as “áreas vermelhas” são os maiores focos de violência e de criminalidade na capital. Estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) indicam que são nesses locais que existe maior incidência de bocas de fumo e, em consequência, maior

número de homicídios. É também nelas que se escondem foragidos de Justiça, se formam integrantes de quadrilhas de assaltantes, latrocidas, entre outros. A ousadia dos traficantes é tanta que houve tentativas de expulsão e até assassinatos de policiais nesses locais. O tenente Gustavo Lehneman

foi um dos alvos dos bandidos e quase paga com a vida por tentar combater o tráfico de drogas. “Em represália os traficantes fizeram uma espécie de consórcio para arrecadar dinheiro e me matar. Os traficantes pagaram R$ 40 mil pela minha cabeça, mas não me intimidaram, vou continuar o meu trabalho”, afirma.


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economia@emtempo.com.br

‘Pequenas’ vendem mais para União Economia B2

(92) 3090-1045

Terreno sem obra chega a ser 700% mais ‘salgado’ Com base no CUB e IVV, em Manaus área construída sai mais em conta do que um terreno vazio ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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o prospectar a compra de um imóvel, o manauense pode se deparar com uma realidade nada convencional: o valor do metro quadrado de um terreno vazio chega a ser 706% mais caro do que uma área construída. Ao todo, o EM TEMPO verificou a variação em 12 bairros da capital amazonense: Adrianópolis, Aleixo, Cachoeirinha, Centro, Compensa, Dom Pedro, Flores, Parque Dez, Ponta Negra, Santo Antônio, Santa Etelvina e São Jorge. A pesquisa usou o parâmetro do Custo Unitário Básico (CUB) do metro quadrado, conforme tabela de imóveis divulgada pela Superintendência do Registro Imobiliário, Avaliações e Perícias da Procuradoria Geral do Município, referente aos meses de setembro a dezembro de 2012, e também o Índice de Velocidade de Vendas (IVV), do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (SindusconAM), no qual foi levado em consideração o valor do metro quadrado construído de imóvel de 100 metros quadrados. Em todos os locais verificados, a média do metro quadrado construído é de R$ 43,16, conforme o último IVV divulgado pelo Sinduscon-AM, no terceiro trimestre deste ano. Enquanto a maior variação registrada foi a da Cachoeirinha (706%), a menor foi de 55,58% verificada no bairro Flores, onde o Cub é de R$ 67,15. No tradicional bairro da Cachoeirinha, um dos mais antigos da cidade, o CUB do metro quadrado é de R$ 304,86, conforme a tabela da PGM. Porém, segundo o IVV do Sinduscon-AM, o valor da mesma área construída de um imóvel de 100 metros quadrados é de apenas de R$ 43,16, ou seja, sete vezes mais em conta do que um terreno vazio. “Por ser visto como uma área comercial, o bairro da Cachoeirinha apresenta um encarecimento no preço dos terrenos (vazios) situados no local”, explica o corretor da C&Castro Imóveis, Jean Caxeixa. O EM TEMPO tentou falar com o superintendente de Registro Imobiliário, Avaliação e Pe-

rícias, Júlio Bessa, mas não obteve sucesso. Entre as mais caras O metro quadrado na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul da cidade, é um dos mais caros do Brasil, de acordo com o superintendente do Sinduscon-AM, Cláudio Guenka. Prova disso é o preço do CUB no local de R$ 1.093,33, conforme dados da PGM. O corretor imobiliário Jean Caxeixa frisa que o valor do metro quadrado do terreno vazio é muito elevado em Manaus se comparado com o de outras cidades do país. “As pessoas que vem de fora estranham os preços dos imóveis e terrenos na cidade”, ressalta. Valorização As áreas no entorno da avenida Governador José Lindoso, conhecida como avenida das Torres, que foi inaugurada há aproximadamente dois anos, apresentaram valorização no CUB no último

VALORIZADA

O metro quadrado na avenida Djalma Batista é um dos mais caros do país. Na região, o preço do CUB é equivalente a R$ 1.093,33, segundo dados do Sinduscon-AM trimestre do ano em relação aos três meses anteriores. Conforme dados da PGM, o CUB na região registrou um crescimento de quase 25,8%, no último trimestre deste ano na comparação com o período anterior ao subir de R$ 312 para R$ 392,44. Segundo o corretor da C&Castro Imóveis, Jean Caxeixa, a valorização aconteceu em função da construção de um novo shopping no local e de uma nova via oriunda do Novo Aleixo que será conectada à avenida das Torres, facilitando o acesso de ligação entre as zonas Leste e Centro-Sul. A previsão é de que o preço do metro quadrado no local continue a crescer. “À medida que essas obras forem sendo entregues, a tendência é as áreas no entorno ficarem valorizadas nos próximos anos. Hoje, a procura por terrenos no local é grande, porém, quase tudo já foi vendido”, destaca o corretor.

DIEGO JANATÃ

Caderno B

Economia

FÁBIO MOTA/AE


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Economia

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Governo federal compra R$ 783 mi das ‘pequenas’ Montante adquirido pelo governo federal das micro e pequenas empresas representa 62% do volume de compras da União feitas no ano passado FÁBIO MOTA/AE

ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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mbora as micro e pequenas empresas do Amazonas tenham dificuldade em conquistar compras públicas municipais e estaduais, no âmbito federal o “extrato” é positivo. Em 2011, conforme dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o governo federal comprou em torno de R$ 783 milhões das “pequenas” no Estado. A gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae, Lamisse Said, afirma que o montante representa 62% do volume de compras do governo federal. “O governo está cumprindo muito bem o seu papel em relação às compras governamentais”, destaca. Em todo o Brasil, as aquisições da administração federal de produtos oferecidos por pequenos empreendedores, em 2011, somaram R$ 15 bilhões, o equivalente a 30% do total das compras públicas do governo no ano passado. Conforme dados do Sebrae, em 2002, essas compras representavam apenas 11% de tudo o que era adquirido em licitações pela União. Interesse De olho nas compras do governo federal, o empresário Ibrahim Saad criou, em abril deste ano, a Alpha Comércio e Serviços Tecnológicos para participar futuramente em licitações. A ideia é fornecer produtos de informática, segurança eletrônica e também prestar atendimento técnico para o serviço público. Na avaliação do empresário, as licitações diferenciadas para as “pequenas” vão favorecer as micros empresas, que ganharão mais espaço nas compras públicas. “Com certeza, os certames específicos criam um nicho muito grande, que será bom para o mercado”, destaca o Saad.

Em todo o país, as aquisições do governo federal das microempresas somam R$ 15 bilhões

Prefeitura poupa com licitações Em 2012, a Prefeitura de Manaus licitou em torno de R$ 64,5 milhões, economia de aproximadamente 19,38% em relação a 2011. Por meio da assessoria de imprensa, a Comissão Municipal de Licitação (CML) informou que micros e pequenas empresas venceram “algum item” em 23 pregões presenciais. A CML informou que a prefeitura promove licitações de até R$ 80 mil, em respeito a Lei Complementar n.º 123/2006. Contudo, o órgão atribui

à “falta de organização e ao desconhecimento do potencial competitivo dos empreendedores de pequeno porte”, o fato de haver um baixo índice de vitórias por parte de micro e pequenas empresas dos certames municipais. “O que se percebe é que essas empresas não se utilizam do benefício proporcionado pela lei, não tendo a prefeitura qualquer injunção sobre isso”, salienta a CML, em nota. O presidente do Tribunal de Contas do Estado

(TCE), Érico Desterro, enfatiza que o órgão tem feito recomendações aos entes governamentais para implantar leis que beneficiam os micros e pequenos empresários nas licitações públicas. “Temos trabalhado para que os municípios a normatizem e apliquem a lei existente”, frisa. O EM TEMPO procurou a Comissão de Licitação Geral do Estado, por meio da Agência de Comunicação do Estado (Agecom), mas o órgão não quis se pronunciar sobre o assunto.

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

Pioneirismo no Amazonas Manaus abrigou na semana passada, no espaço do Centro Cultural Palácio da Justiça, um evento da maior importância neste momento de definição dos rumos que o Amazonas precisa imprimir ao seu modelo de desenvolvimento e de sociedade, e no bojo das reflexões sobre os cem anos da debacle no Ciclo da Borracha. A iniciativa Pioneirismo Brasileiro e o Estado do Amazonas, sob a responsabilidade do professor Jacques Marcovith, com apoio do Ministério da Cultura, credibilidade da USP e acolhida do Governo do Estado e da Bemol, entre outras empresas, convidou-nos a revisitar os heróis de nossa resistência, na figura emblemática de Samuel Benchimol, o primeiro pioneiro amazônico, selecionado pelo projeto que já resgatou, na edição de três volumes, a saga de dezenas de brasileiros obstinados pela conjugação do verbo empreender, a despeito, ou por causa, das adversidades impostas pelo país, seu atavismo colonial e burocracia medieval. O terceiro volume contempla a saga dos pioneiros do Rio de Janeiro, Nordeste e Amazônia, que reúne as contribuições dos Lundgren, Luiz Tarquínio, Bernardo Mascarenhas, Delmiro Gouveia, Roberto Marinho, Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Samuel Benchimol e Edson Queiroz. O pano de fundo do projeto é o cenário econômico e social brasileiro, e mundial, nos séculos XIX e XX. E é gratificante, para quem se dispõe a entender a hora presente no debruçar-se sobre a História, flagrar homens apaixonados pelo que faziam, inovadores e visionários, dotados de uma grande abertura de espírito, extraordinária capacidade de trabalho e flexibilidade para mudar, ao perceber os imperativos do momento e tomar decisões que alteram rumos, estratégias e resultados. Todos eles, invariavelmente, alcançaram taxas elevadas de resultados, naquilo que se chama hoje de sucesso, tendo presente uma equação inteligente e eficaz: apostar no desenvolvimento do país tendo sempre presente o envolvimento direto em projetos sociais e de promoção humana, sobretudo dos jovens. Eis uma visão de futuro, atual e eficiente, com lições inequívocas de governança corporativa, fruto do empreendedorismo fecundo que deve animar o esforço daqueles que buscam mudanças estruturais e soluções para os problemas que desassossegam a brasilidade. “O que aconteceu é tão importante quanto o que está acontecendo e o que vai acontecer”, diz o professor Marcovitch, para quem, pioneiros como Samuel Benchimol e seus contemporâneos na Amazônia, se firmaram a partir das adversidades e choques culturais. Eles depositavam os conhecimentos adquiridos nos alvéolos de um favo interior, para utilizá-los na estruturação de prioridades ou nos embates de cada negócio. Isso lhes permitiu flexibilidade para mudar de estratégia; extraordinária disposição para o trabalho; engajamento em variadas iniciativas; presença marcante em projetos sociais ou de cunho filantrópico; uma singular habilidade para tratar e conviver com a incerteza. Foi a partir dessas premissas que os pioneiros transformaram as adversidades enfrentadas na sua juventude num patrimônio para a construção de vidas significativas; vivenciaram intensamente, e desde cedo, o seu entorno indo ao encontro do outro; adentraram o labirinto da vida, combinando razão e intuição, na busca permanente do seu caminho, onde integraram no seu projeto de vida o rigor econômico, a responsabilidade social, a sustentabilidade ambiental e o respeito a diversidade cultural viabilizando assim sinergias prodigiosas. Assim procedendo, fizeram da riqueza um meio para viabilizar seu sonho; da sabedoria, a valorização do outro; e do poder, a disciplina para a constante busca de um porto seguro e de conciliação dos tempos da urgência e da relevância na perspectiva de harmonizar a lógica dos resultados com a lógica dos valores. Numa palavra, o empreendedorismo dos pioneiros lhe permitiu a construção de seu futuro porque foram capazes de amar seu destino. Portanto, na construção coletiva do Amazonas que queremos a partir do tecido social que compomos, refletir sobre os pioneiros é amealhar subsídios, incorporar ensinamentos e fazer das lições novos roteiros, testemunhos em porongas que alumiam o urgente desafio de transformar, com inteligência, inovação e responsabilidade, bioma amazônico em prosperidade geral. Voltaremos ao assunto. (*) Alfredo é filósofo e ensaísta.

Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta

E é gratificante, para quem se dispõe a entender a hora presente no debruçar-se sobre a história, flagrar homens apaixonados pelo que faziam, inovadores e visionários, dotados de uma grande abertura de espírito”


País

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DF terá R$ 42,2 mi contra crack Governo federal investirá o valor no programa ‘Crack, é possível vencer’. Verba será aplicada em tratamento de saúde

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Distrito Federal receberá R$ 42,2 milhões do governo federal para combater o crack. Os recursos, que serão aplicados até 2014, fazem parte do programa “Crack, é possível vencer!” e serão aplicados para aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários, enfrentar o tráfico de drogas e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção por meio da educação, informação e capacitação. O termo de adesão ao programa foi assinado na sexta-feira (7), durante cerimônia no Palácio do Buriti, pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, pela ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello e pela secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki. Durante a assinatura, Agnelo disse que a iniciativa é um marco na construção de uma política intersetorial para o enfrentamento da questão. “Este é um dia muito significativo para todos nós. O combate ao crack e outras drogas não é uma tarefa fácil. É uma tarefa complexa e só mesmo com política pública articulada é possível ter êxito”, disse Agnelo. Tereza Campello disse que as ações do programa “Crack, é possível vencer!”

ANTÔNIO CRUZ/ABR

baseiam-se no trabalho conjunto do governo federal com Estados e o Distrito Federal. “Nós estamos assinando mais que um termo de adesão. Estamos consolidando um trabalho que foi construído de forma cooperativa e de forma conjunta entre as duas esferas de governo.” Centros de Atenção Do montante de recursos, R$ 26,6 milhões serão destinados à criação de quatro centros de atenção psicossocial – álcool e drogas (Caps-AD) para atendimento 24h aos usuários. Os centros oferecerão tratamento continuado aos usuários de crack e outras drogas e seus parentes. Também foi anunciada a criação de cinco unidades de acolhimento, sendo três para atendimento de adultos e duas para crianças, e serão implantados três consultórios de rua, para fazer abordagem dos usuários nos locais de consumo da droga. Regina Miki disse que o enfoque do programa é diferenciado das políticas tradicionais, que se concentram apenas na repressão do uso da droga. Regina disse que, na concepção do programa, o usuário é encarado como alguém que tem direito à saúde. “Ele tem direito a refazer o seu projeto de vida.”

Manifestação na Esplanada dos Ministérios, no começo do ano, pediu o apoio do governo no combate ao crack no Brasil

Ações de prevenção terão R$ 8 milhões Para as ações de prevenção, serão destinados R$ 8 milhões para capacitação de profissionais da saúde, educação, assistência social, segurança pública e para lideranças comunitárias. A meta é capacitar 24 mil pessoas. Os recursos também serão aplicados na publicação de

material informativo. Já na área de segurança pública, serão investidos cerca de R$ 6 milhões. As ações se concentrarão no combate ao tráfico e implementação de policiamento ostensivo próximo às áreas de concentração de uso de drogas. O Distrito Federal também receberá três

bases móveis com câmeras de monitoramento que se deslocarão para os lugares de concentração do uso da entorpecentes com o objetivo de inibir a prática de crimes e o tráfico. Além do Distrito Federal, 13 Estados já aderiram ao programa “Crack, é possível vencer!”.

No total, estão previstos R$ 4 bilhões em recursos federais até 2014, que serão investidos em ações de orientação da população, capacitação de profissionais, aumento da oferta de tratamento e atenção aos usuários, além do enfrentamento ao tráfico de drogas.


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Mundo

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Plano argentino frustrado Justiça estancou projeto da presidente Cristina Kirchner, que havia anunciado para sexta-feira (7) a entrada em vigor da Lei dos Meios, aprovada em 2009, e o começo do fim dos monopólios de comunicação audiovisual

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ma decisão judicial de última hora frustrou os planos da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Ela havia anunciado que esta sexta-feira (7), batizada de 7D, marcaria a entrada em vigor da Lei de Meios, aprovada em 2009, e o começo do fim dos monopólios de comunicação audiovisual. Mas a Justiça surpreendeu o governo ao anunciar que nada poderá ser feito até que haja a decisão sobre a constitucionalidade de dois artigos da lei. “O problema é que o governo transformou o 7D em uma data histórica, que marcaria o início do fim do Grupo Clarín, dono do maior conglomerado de comunicação do país”, explicou o analista político Rosendo Fraga. “Uma decisão adiando a Lei de Meios é vista, pelo governo, como uma derrota”, acrescentou. Suprema Corte O governo anunciou que vai recorrer à Suprema Corte, mas isso pode levar tempo. “No fundo, a Justiça decidiu que o 7D não acontecerá”, explicou Claudio Paolillo, chefe da missão da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) que chegou a Buenos Aires, na quinta-feira (6) para avaliar se o governo está violando a liberdade de expressão. A Lei de Meios determina que ninguém pode ter mais do que dez emissoras de rádio, um canal aberto de televisão e 24

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VALTER CAMPANATO/ABR

concessões de TV a cabo. O Grupo Clarín tem 240 concessões de TV a cabo – dez vezes mais do que o permitido. Mas não é o único que precisa se adequar à nova legislação. No total, 21 grupos estão em desacordo com a nova lei. Mas apenas o Clarín questionou a legislação na Justiça, ao entrar com pedido de liminar alegando que dois artigos (45 e 161) são inconstitucionais, porque violam direitos adquiridos e a liberdade de expressão. Inicialmente, essa liminar venceria na sexta-feira. O governo havia dado um ultimato às empresas de rádio e televisão: tinham até a meia-noite para apresentar seus planos de adaptação à nova lei. Quem não tivesse uma proposta voluntária, para reduzir suas licenças, deixaria a decisão nas mãos do governo, que escolheria o que licitar. “O Grupo Clarín acusa o governo de querer tomar a empresa pela força para calar a oposição. É mentira”, disse Martin Sabatella, presidente da Autoridade Federal de Comunicação Audiovisual, órgão do governo responsável por implementar a lei. “Só queremos democratizar a informação e dar uma oportunidade a todos para manifestarem suas opiniões. Não queremos deixar tudo nas mãos de poucos, mas não decidimos quem fica com o quê. Isso será decidido em um processo de licitação”, explicou.

Cristina Kirchner foi surpreendida pela Justiça, mas o governo já anunciou que vai recorrer à Suprema Corte contra a decisão

‘Lei não passa de estratégia’, diz Clarín Para o Grupo Clarín, a lei não passa de uma estratégia do governo para desmantelar a oposição nos meios de comunicação. “O governo fala em democracia, mas está se preparando para entregar as licenças a grupos amigos, que

receberão propaganda oficial em troca de apoio político”, disse o editor-chefe do jornal Clarín, Ricardo Kirchbaum. Queda de braço Mas, para muitos argentinos, tudo não passa de uma queda de braço política entre

o governo e o grupo. “Sou contra os monopólios de informação por isso acho que a Lei de Meios é boa”, opinou o engenheiro Carlos Sposato. “Mas o que me preocupa é como vão aplicar a lei. Se forem acabar com um monopólio privado para

criar um monopólio público, nada vai mudar.” Já a comerciante Consuelo Garcia diz que o 7D não está no topo da sua lista de preocupações. “O argentino comum está mais preocupado com a insegurança e a inflação”, disse ela.

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Cineastas manauenses dão vida a roteiros de concurso Os oito primeiros curtas-metragens selecionados, em um total de 16, serão lançados dia 15, no Café-Teatro, Centro FOTOS: DIVULGAÇÃO

VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

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1º Concurso de Roteiros do Amazon Sat, que inicialmente premiaria os quatro melhores trabalhos com a produção de seus filmes - curtas-metragens de até quatro minutos -, lançou os selecionados no último mês de agosto. O resultado, porém, foi melhor do que o esperado: a curadoria se animou com as 40 histórias que receberam que optaram por produzir, divulgar e exibir 16 obras ao todo, estendendo em dobro o tempo máximo de duração. O lançamento oficial dos oito primeiros filmes acontece no próximo sábado, no Les Artistes Café-Teatro, e os restantes – já em fases de filmagem ou finalização – estrearão em janeiro. O projeto foi idealizado pelos cineastas amazonenses Anderson Mendes, Saleyna Borges e Thiago Morais, em parceria com o Núcleo de Cinema do Amazon Sat, Casa do Cinema e a Associação de Mídias Audiovisuais e Cinema (Amacine). Juntos, e com mais alguns apoios e parceiros, conseguiram dar vida à ideia, no intuito de movimentar a cena na cidade, revelar novos talentos locais e promover a troca de experiências entre profissionais e iniciantes do universo cinematográfico. Anderson, que também coordena o núcleo de cinema do Amazon Sat, explica que depois de analisarem as obras inscritas, a diretoria decidiu lançar quatro filmes por mês, entre setembro e dezembro, com exibições no programa Cine Amazon Sat. Porém, os

cronogramas sofreram atrasos. Apesar dos quatro primeiros curtas já terem sido exibidos uma vez na emissora local, o lançamento oficial desses filmes, junto com outros quatro ainda inéditos, acontecerá apenas esta semana. “Mesmo que Manaus tenha consumidores (do cinema local), ninguém vai pagar para ver essas produções, então estamos exibindo de graça e disponibilizando na internet, também de graça”, afirma. Os oito primeiros curtas são

PRODUÇÃO

Os roteiros dos curtas “Chá das Cinco”, “H20”, “Lembranças do Amanhã”, “Traço Final”, “Peixe Monstro”, “Domingo Inesquecível”, “Eles Podem Voltar” e “Cumaru” foram os primeiros a serem produzidos O curta-metragem “Cumaru” foi um dos roteiros selecionados e estará na primeira parte da exibição do concurso de roteiros

“Chá das Cinco”, de Wander Luis; “H2O”, de Moacyr Massulo; “Lembranças do Amanhã”, de Bruno Pereira; “Traço Final”, de Sullivan Lopes e Paulo Rodrigues; “Peixe Monstro”, de Luiz Augusto Gomes; “Domingo Inesquecível”, de Livia Silva de Cristo; “Eles Podem Voltar”, de Roberto Nazaré; e “Cumaru”, de Wilson Vera Cruz. “Cada filme teve uma espécie de ‘padrinho’, que passou orientações e dava dicas, até porque se tratam de produções colaborativas: todo mundo dá um pouco de tempo e equipamentos para as filmagens”, explica Anderson, comentando que os “resultados foram bem satisfatórios”.

Experiência revela novos talentos locais Os roteiristas participaram efetivamente dos processos de montagens de seus filmes, acompanhando a rotina de ensaio e escolha de elenco. Apesar de que a maioria já tinha algum tipo de contato com o audiovisual, o concurso serviu também para talentos. É o caso de Sullivan Lopes, que assina o roteiro de “Traço Final”, mas foi o único que preferiu não dirigir o curta, por nunca ter tido uma experiência similar. O estudante

de química contou com ajuda de Paulo Rodrigues, que ele conhecia apenas de vista em encontros durante os festivais de Um Minuto. Mesmo assim, Sullivan ficou com o cargo de assistente de direção e aproveitou a oportunidade para aprender o máximo possível. “Aprendi muito, principalmente com as dicas do Paulo, e acredito que realizamos um bom trabalho juntos”, diz, revelando que já está finalizando um outro roteiro.

“Traço Final” foi escrito pelo roteirista Sullivan Lopes

Criação de núcleo cinematográfico

A ideia do concurso é dar vida a roteiros produzidos por jovens interessados no audiovisual

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O núcleo de cinema do Amazon Sat foi criado no meio deste ano, com o objetivo de ser um espaço para a exibição de produções amazonenses. “Mas ainda existe certa deficiência neste setor”, avalia Anderson. “Foi quando surgiu a ideia do Concurso de Roteiros, até com a proposta de ajudar na qualidade de filmes locais”, acrescenta o cineasta. De acordo com ele, a parceria com a Casa do Cinema possibilitou a integração entre vários cineastas da

cidade e ajudou no fomento à cena. “O diálogo com o pessoal do teatro e da fotografia da cidade também foi muito importante para a realização desses trabalhos”, ressalta, acreditando que esta é uma das ações necessárias para fortalecer o cenário do audiovisual do Estado. Todos os curtas produzidos pelo Núcleo, assim como trailers e making of’s, ficam disponibilizados no canal da rede social Youtube: www.youtube.com/cineamazonsat.

SERVIÇO LANÇAMENTO DO 1º CONCURSO DE ROTEIROS Quando: Sábado, dia 15, às 19h Onde: Les Artistes CaféTeatro (avenida 7 de Setembro, 377, Centro) Quanto: Entrada gratuita

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FOTOS: MAURO SMITH E BARROS

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Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@gmail.com - fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

Rosiane Lima

Nilda Corrêa, Nilson Coronin e Valdenice Garcia

Mary Tuma e Eliane Schneider

Marco e Gizella Bolognese

Cristiano e Alessandra Brandão

Nelsinho e Marlice Martins

Diego, Ingrid, Gracielza e Adjunto Afonso

>> Festa chic movimenta o society . A festa de fim de ano desta coluna, foi um dos eventos mais bacanas da temporada, congestionando a avenida do Turismo, no palácio dos eventos de Manaus – o Diamond Convention Center. . Foi ‘A’ festa! Pelo charme, pelo público, pelo cardápio, pelo décor, pelo astral, por tudo que aconteceu. O Diamond apresentou um menu de se aplaudir de pé com itens elogiadíssimos. Realmente a equipe comandada pela chic Helen Garcia faz do local, um espaço de eventos de igual performance aos bufês dos grandes centros do país. Capítulo à parte para a ambientação da festa assinada pelo Bandeirão – outra empresa genuinamente amazonense, das irmãs Dodora Cavalcanti, Fabíola Moraes e Deborah Boscá, que causa orgulho para a cidade. Na festa, decoração das tonalidades azul-marinho e dourado, com profusão de lustres de cristal e espelhos,

Cleide Avelino, Sônia Jinkings e Lucimar Augusto

très elegant. O Bandeirão se supera a cada momento, sensacional. O músico Felício deu o show de sempre no microfone com músicas que levam a turma para a pista de dança. Em seguida, o sertanejo Edu Guedes fez a alegria da turma do balanço universitário, animando até altas horas a pista. . O momento do sorteio de duas passagens para Nova York – o presente da coluna para os habitués do evento – sacudiu a turma. E deu Charuffe Nasser e Rosiane Lima, as sortudas premiadas com os bilhetes! Maravilha. A coluna agradece a turma de empresas apoiadoras do evento: EM TEMPO, Fametro, Papoula, BSN Veículos, Interdesign, Top Internacional, Brigaderia dos Deuses, Magistral, Contém 1 g, Amazonas Shopping e Diamond. O festão abriu a temporada de eventos de fim de ano! A movimentação continua.

Roberto e Ana Leitão e Helena e Júlio Verne do Carmo Ribeiro

Sérgio, Márcia e Alberto Martins

Waisser Botelho

Esther e Leandro Nunes

Elza e Bosco Araújo

Suelen e Marcos Pacheco

Ângela e Juarez de Lima

Hélio Marques e os arquitetos Achilles Fernandes e André Sá

Tereza Cristina Garcia, Norma Araújo, Lucia Viana e Indra Bessa


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Suzana e Fábio Mendonça

::::: Sala de Espera Luziane Figueiredo está trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. Um baile a fantasia dará o tom divertido à sessão parabéns da chique Gizella Ribeiro Bolognese, no próximo dia 14, no reino dos Bolognese fincado no Ephygênio Salles. Festim do tipo seleto e indispensável só para a ala interessante da cidade. A Companhia de Teatro Apareceu a Margarida retorna com a comédia “A herança maldita de Mercedita de La Cruz”, um de seus maiores sucessos, às 19h deste domingo, no novo espaço cultural da cidade, o Les Artistes Café-Teatro – na Sete de Setembro. No próximo dia 9, a bambina Alice Maria Fernandes Souza vai ganhar festão de aniversário no Planeta Festas, no Parque das Laranjeiras. A especialista em medicina ortomolecular, Heloísa Rocha – conhecida como a “médica das estrelas” – que atende com exclusividade na Clínica Dra. Montaha, estará atendendo no próximo dia 15. Aliás, ela é um dos nomes mais procurados

no Rio de Janeiro quando o assunto é emagrecimento. Agende.

Jander Vieira

No próximo dia 10, a joalheria JS Studio lançará promoção das mais concorridas para o Natal. Com condições de pagamentos do tipo livre-leve até o dia 14, viu?

jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

A administração da atuante Márcia Baranda, presidente do Caprichoso, se estenderá até 2015, com direito a inclusão de novos e simpatizantes sócios. Tudo aprovadíssimo pela maioria dos sócios na última Assembleia Geral Extraordinária do boi azulado – em Parintins. Que fique bem claro!

::::: Enlace chique Com direito a decoração do Bandeirão, bufê de Jamil Jr., animação da banda Órion e muita bossa, os educadíssimos Fabiana Lo Presti Mendonça e Carlos Eduardo Pinho Rosas pilotaram sessão flor de laranjeira das mais concorridas, na bucólica Marina Rio Belo, no Tarumã. A noite da última quinta-feira transpirou elegância na dosagem certa. Depois do badalado casório que varou a madrugada de anteontem, os recém-casados zarparam para lua de mel em Gramado. Uma chiqueria tremenda!

O Sistema Fieam convida para conferir o tradicional jantar de confraternização com a press local pilotado todos os anos pela federação. O encontro, que conta com um festival de sorteios valiosos, acontecerá no salão de Eventos do Clube do Trabalhador, a partir das 20h30, na próxima quinta-feira. Também no dia 13, a apresentadora Milena Reis orquestrará festim badalado duplo para comemorar o niver das gêmeas Mariah e Maitê, no Mega Planet, às 19h.

FOTOS: JANDER VIEIRA

Edmar, Gabriel, Naiara e Nazaré Rosas

Luiz d’Albuquerque Lima, Sasha Suano, Edson Rosas Neto e Caroline Carneiro

Helvécio Costa e sua Flavinha

Simone e Tainah Esteves

Fabiano Oliveira e Baby Rizzato

Carol e Kátia Sebben Helvécio Costa e sua Flavinha

Fabiana e Carlos Eduardo Rosas

Adriana e Ian Cohen

Leonardo Pessoa

Denize Santana

Jenny e César Ituassú

Anete Perrone

Tatiana Mori e Rhana Cohen

Lúcia e Edson Rosas Jr.


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EM TEMPO - 09 de dezembro de 2012 by Amazonas Em Tempo - Issuu