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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ
O EM TEMPO constatou que viajar para o exterior hoje sai mais barato do que se deslocar ao interior do Amazonas por meio do transporte aéreo
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RICARDO OLIVEIRA
DOMINGO
Grupo “Lady’s Beer” (foto) é formado por 30 amigas que têm um gosto em comum: degustar os mais diversos tipos de cerveja. Para isso, elas contam com o Beers & Beer. Elenco 14 e 15 DIVULGAÇÃO
DIEGO JANATÃ
ANO XXVII – N.º 8.470 – DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
VOAR PARA MIAMI PASSAGEM PARA O INTERIOR CUSTA ATÉ R$ 2,5 MIL
Economia A6 e A7 e Eleições 2
ELEIÇÕES
Conheça as propostas dos candidatos para a cultura
Mais de 120 milhões de mulheres jovens em todo o mundo foram vítimas de estupro ou violação até os 20 anos, segundo relatório da ONU. Mundo A11
Seis candidatos ao governo do Estado apresentam suas propostas para a política cultural amazonense. Plateia C1 DIVULGAÇÃO
Os números da violência contra mulheres jovens
DIVULGAÇÃO
VÍTIMAS
Alguns “quadradinhos” de chocolate amargo, diariamente, melhoram a atenção, reduzem a ansiedade e produzem sensação de bem-estar. Saúde & Bem-estar 2
O amor pelos bichinhos de estimação pode custar caro, se o dono não tomar cuidados com o revestimento dos móveis, o tipo de tecido usado nas mesas e cortinas e a higienização do ambiente. Salão 1 �����������������
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“LAVA JATO”
Ex-diretor da Petrobras dá nome aos bois Ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (foto) deu o nome de 12 senadores, 49 deputados federais e 1 governador envolvidos em corrupção. Última Hora A2 e Eleições 6
DIVULGAÇÃO
Uma em cada 10 mulheres jovens foi vítima de violação até os 20 anos
Coleção dedicada a apresentar no Brasil a literatura produzida em espanhol na América Latina cobre variedade de países e gerações. Ilustríssima 3
POLE POSITION
Lewis Hamilton leva a melhor sobre Rosberg O inglês Lewis Hamilton (foto acima) foi melhor que seu companheiro de equipe, o alemão Nico Rosberg, e fez a pole para o GP da Itália, que será disputado hoje. Última Hora A2
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Última Hora
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Marina empata com Dilma em 1º turno, afirma Sensus Pesquisa mostra que a candidata Marina Silva soma 29,5% das intenções de voto e Dilma Rousseff (PT) tem 29,8%
P
esquisa do Instituto Sensus, realizada entre 1º e 4 de setembro e publicada pela revista “IstoÉ”, mostra que a candidata Marina Silva (PSB) soma 29,5% das intenções de voto no primeiro turno. Está empatada tecnicamente com a presidente Dilma Rousseff (PT), com 29,8%, e em caso de segundo turno, Marina venceria Dilma, com 47,6% contra 32,8% dos votos válidos. Aécio Neves, do PSDB, tem 15,2% das intenções de voto, contra 21,4% na pesquisa anterior, realizada entre 9 e 12 de agosto, quando ainda havia disputa com o candidato do PSB Eduardo Campos, morto em acidente aéreo. Em cenário de segundo turno entre Dilma e Aécio, os índices seriam de 39,3% e 35,4%. Quanto à rejeição, 31,5% dos eleitores não votariam em Aécio, de 26% anteriormente. O número sobe para 44,3% para Dilma Rousseff e Marina Silva tem índice de 22,3%. A pesquisa também mediu o nível de aprovação do governo Dilma, que aumentou de 40,5% entre 9 e 12 de agosto para
46,3% na primeira semana de setembro. No mesmo período a intenção de voto na candidata do PT caiu quase 4% e sua rejeição cresceu 2%. O levantamento aponta que 44,4% dos brasileiros aptos a votar admitem a possibilidade de mudar o voto até a eleição.
| INTENÇÕES DE VOTO | 1º TURNO
| INTENÇÕES DE VOTO | 1º TURNO
| INTENÇÕES DE VOTO | 1º TURNO
| INTENÇÕES DE VOTO | 2º TURNO
DILMA ROUSSEFF-PT
MARINA SILVA-PSB
AÉCIO NEVES-PSDB
MARINA SILVA-PSB
29,8% 29,5% 15,2% 47,6% DILMA ROUSSEFF-PT
32,8%
DISPUTA
Marina está empatada tecnicamente com a presidente Dilma Rousseff (PT), com 29,8%, e em caso de segundo turno, Marina venceria Dilma, com 47,6% contra 32,8% dos votos válidos
| INTENÇÕES DE VOTO | 2º TURNO
DILMA ROUSSEFF-PT
39,3%
Segundo a pesquisa realizada em 136 municípios de 24 Estados, quase 20% do eleitorado não conhece o senador mineiro. Já a presidente Dilma é conhecida por 90,8% dos eleitores e Marina Silva por 89%. A pesquisa foi realizada com dois mil eleitores, registrada na Justiça Eleitoral sob o número 00541/2014.
AÉCIO NEVES-PSDB
35,4%
DELAÇÃO
Ex-diretor envolve base de Dilma A edição da revista “Veja” que começou a circular ontem (6) traz a relação de políticos que, segundo a semanal, foram apontados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como beneficiários de um esquema de corrupção na estatal operado por ele em sua passagem pela diretoria de Abastecimento, entre 2004 e 2012. Os nomes remetem a aliados das duas candidatas que lideram as pesquisas eleitorais para a Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). A relação dos citados pelo ex-executivo vai dos atuais presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – dois dos principais aliados de Dilma no Congresso – até o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em um desastre aéreo no último dia 13 e de quem Marina era candidata a vice-presidente. A participação de cada um dos mencionados ainda será objeto de investigação.
Nos depoimentos que prestou até agora para a Justiça, por meio da chamada delação premiada (acordo que prevê a redução da pena do acusado em caso de colaboração efetiva com as investigações), Paulo Roberto apontou o envolvimento dos seguintes políticos no desvio de dinheiro público da estatal. Investigados »Edison Lobão (PMDB) – ministro das Minas e Energia; »João Vaccari Neto (PT) – secretário nacional de Finanças do partido; »Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara; »Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado; »Ciro Nogueira (PP-PI), senador e presidente nacional do partido; »Cândido Vaccarezza (PT-SP), deputado federal; »João Pizzolatti (PP-SC), deputado federal; »Mario Negromonte (PP),
ex-ministro das Cidades, exdeputado e atual conselheiro do TCM-BA; »Sergio Cabral (PMDB), exgovernador do Rio de Janeiro; »Roseana Sarney (PMDB), governadora do Maranhão; »Eduardo Campos (PSB), exgovernador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência, morto no dia 13 de agosto em um desastre aéreo. Envolvidos Segundo a revista “Veja”, Paulo Roberto entregou, ao todo, os nomes de três governadores (considerando-se aí a atual governadora Roseana Sarney e os ex-governadores Sergio Cabral e Eduardo Campos), um ministro (Edison Lobão), um exministro (Mário Negromonte), seis senadores e 25 deputados, além do secretário de finanças do PT. O ex-diretor da Petrobras também confirma que houve pagamento de propina no negócio que resultou na polêmica compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
Ministério de Minas e Energia
ADRIANO JORGE
FÓRMULA 1
Hamilton sai na frente na Itália e Massa é 4º Em mais um treino dominado pela Mercedes, ontem (6), o inglês Lewis Hamilton levou a melhor sobre o seu companheiro de equipe, o alemão Nico Rosberg e fez a pole para o GP da Itália, que será disputado hoje (7). Hamilton foi o mais rápido do treino deste sábado ao cravar 1min24s109 no circuito de Monza. Já Rosberg garantiu o segundo lugar no grid com o tempo de 1min24s383. Valtteri Bottas, companheiro de Felipe Massa na Williams, vai largar na terceira posição. O finlandês terminou a sessão oficial de treinos com 1min24s697. Já Massa fez o quarto melhor tempo (1min24s865). Kevin Magnussen, da McLaren, largará imediatamente atrás do brasileiro. O dinamarquês será seguido pelo seu companheiro de equipe, o britâ-
MELHOR
Hamilton foi o mais rápido do treino deste sábado ao cravar 1min24s109 no circuito de Monza. Já Rosberg garantiu o segundo lugar no grid com o tempo de 1min24s383 nico Jenson Button. Em casa A Ferrari, que corre em casa, não tem muito o que comemorar, já que conseguiu apenas o sétimo lugar com o espanhol Fernando Alonso. O finlandês Kimi Raikkonen não conseguiu nem se classificar para a etapa final do treino. Ele vai largar na 12ª colocação. O GP da Itália, 13ª etapa do Mundial de F-1, acontece neste domingo, às 9h. DIVULGAÇÃO
AVISO DE INTERRUPÇÃO Nº 237/2014 PARA MELHORIAS NA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA Para possibilitar a execução de serviços indispensáveis à manutenção e ampliação da rede distribuidora, a Eletrobras Amazonas Energia comunica a interrupção do fornecimento de energia elétrica nos dias, locais e horários a seguir: Dia: 10/9/2014 NOVO ISRAEL: Rua das Missões, Tv. Santa Edwiges e adjacências das 9h às 15h. TARUMÃ – Estrada do turismo – Em frente a ASEEL das 9h às 15h. MONTE DAS OLIVEIRAS - Ruas Louro Gamela, Louro Chumbo e Louro Tachi das 8h as 12h. RURAL - Estrada BR 174 Km 51 das 9h as 13h. RIACHO DOCE - Rua Nova Esperança das 13h às 17h. Informações pelo telefone 08007013001 A Eletrobras Amazonas Energia agradece a compreensão de todos
Hamilton dominou o treino e é pole do GP da Itália
AM faz 1º transplante de fígado Um homem de 41 anos é a primeira pessoa a receber um transplante de fígado no Amazonas. A cirurgia, que começou às 6h30, aconteceu durante toda a manhã e início da tarde de ontem (6), no Hospital Adriano Jorge, localizado no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus. Até o fechamento desta edição, o procedimento aconteceu sem intercorrências e o paciente encontrava-se estável. De acordo com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), o receptor do fígado é um homem de 41 anos, diagnosticado com cirrose em decorrência de hepatite C, que estava na lista de espera da Susam. A internação para o início do procedimento aconteceu às 3h da sexta-feira (5), no centro cirúrgico do Hospital Adriano Jorge. O órgão foi transplantado às 8h20 de ontem. O doador era um homem de 41 anos que sofreu traumatismo cranioencefálico ao cair de uma laje, e estava internado no hospital João Lúcio, bairro São José, na Zona Leste. Sua morte encefálica foi declarada na quinta-feira (4) e, após exames e a confirmação de que esse era o desejo do paciente, a família autorizou a doação. A equipe médica é formada por profissionais do Amazonas, assim como especialistas do Grupo Hepato, formado por médicos paulistas e do restante do país. Segundo a Susam, os médicos da equipe farão o acompanhamento dos próximos nove procedimentos e, dessa maneira, os médicos amazonenses estarão capacitados a operar.
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Salve-se quem puder A Câmara Municipal de Manaus deverá se debruçar, ainda nesta semana, sobre um projeto de lei do vereador Hiram Nicolau, que pretende “acabar com o uso indevido dos chamados equipamentos de proteção” – o alvo são jalecos e similares – por funcionários da iniciativa privada, servidores públicos e acadêmicos da área da saúde fora do ambiente profissional. O projeto também elenca “aventais, estetoscópios e toucas”. Fora do ambiente de trabalho, claro. O argumento do vereador, segundo sua assessoria: “O uso dos equipamentos fora do ambiente profissional pode acarretar em aumento no número de contaminações, já que os micro-organismos têm alta resistência e se proliferam de forma rápida. Nossa proposta visa regulamentar melhor o uso desses equipamentos de saúde. Constantemente, vemos pessoas usando jalecos pelas ruas da cidade como se fossem roupas do cotidiano, sem se preocupar com a possibilidade de infecção hospitalar”. Segundo o conteúdo do projeto, será multado quem infringir a norma, se aprovada pela Câmara e sancionada pela Prefeitura de Manaus. Não existe motivo para não aprovar e sancionar. Não há quem não se alegre com a presença ruidosa de jovens, estudantes ou formados, enfeitando ambientes públicos com seus “uniformes” de médicos, enfermeiros e paramédicos. Toda essa preocupação, no entanto, serve para lembrar que o Ministério da Educação não dá a menor atenção ao boom dos cursos de formação de técnicos de enfermagem, enfermeiros e toda a mão de obra que os hospitais terceirizam, sem muita atenção também, e proliferam por toda a cidade. Ética é matéria curricular desses cursos. Mas se um vereador se preocupa é porque os professores não sabem o que estão formando e jogando no mercado. E o governo federal está pouco se lixando.
Regi regi@emtempo.com.br
Cabo eleitoral de luxo O cantor e compositor Chico Buarque nunca foi omisso politicamente. E não poderia ser agora. Ele acaba de declarar apoio ao deputado federal candidato à reeleição Jean Wyllys.
Um de nós Em sua conta no Twitter, o deputado compartilhou uma imagem em que a foto de Chico aparece com o nome e os números do candidato na urna. Na legenda, Wyllys escreveu um recado para o cantor: — Obrigado, Chico Buarque, você é um de nós. Felicidade e orgulho Depois disso, Wyllys comentou a declaração de voto do cantor. Ele disse: — Chico é tão importante, que felicidade e orgulho são palavras que não descrevem o que sinto por merecer seu voto nestas eleições. Tijolo por tijolo O empresário Joaquim Goveia, candidato a deputado estadual pelo PSB, já fez história em Manaus. Já foi dono de construtora Poderosa, presidente do Fast Clube, diretor da Fieam, diretor do Sindicato das Empresas de Construção Civil e até trabalhou na erradicação do analfabetismo nos canteiros de obras. Esqueceram de mim Por isso quer saber qual o motivo da cúpula do partido não abrir para ele
espaço no programa eleitoral. Os coordenadores da campanha do PSB em Manaus fogem de Joaquim Goveia como diabo foge da cruz. Só falta o papa Gouveia já falou até com Deus e o mundo, mas sua campanha continua sendo boicotada dentro do PSB. — Já falei com o Serafim pai, Serafim filho e agora só falta falar com o Espírito Santod, mas até agora ninguém me dá resposta! – protestou para a CONTEXTO. Te quero verde O aeroporto internacional Eduardo Gomes ficou “bonitinho” . Mas continua com problemas que bem poderiam ser evitados. Com a temperatura de Manaus elevada pelo verão amazônico, o estacionamento virou a sucursal do inferno, porque a empresa que fez a reforma achou por bem tirar todas as árvores da área. Tampa de chaleira O aeroporto é uma ilha de concreto, cercada de asfalto por todos os lados. Na caminhada do estacionamento para o saguão, o viajante sua mais do que
APLAUSOS
tampa de chaleira. Efeito estufa E no terminal de embarque a situação é ainda pior. O ar-condicionado não dá conta – parece até que está desligado –, e aí a reclamação é geral. Tiririca se deu mal O palhaço-deputado Tiririca resolveu ser engraçado mais uma vez e fez uma paródia para a música “O Portão”, de Roberto e Erasmo Carlos. Se deu mal e vai ser processado por usar a música sem autorização dos autores. — Engraçado ou não, vai ter que pagar! – avisou Erasmo. Ignorância Erasmo Carlos classificou a inclusão da paródia na campanha eleitoral do humorista como “ignorância” e “irresponsabilidade”. O chupão No vídeo divulgado na TV pela primeira vez no dia 19, Tiririca se veste como Roberto Carlos e canta: “Eu votei, de novo vou votar. Tiririca, Brasília é seu lugar” (com a melodia da música “O portão”).
VAIAS
Ensino público
Ensino privado REPRODUÇÃO
REPRODUÇÃO
Para o Amazonas, que ficou entre os quatro Estados do Brasil acima da meta do Índice do Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em função da rede pública estadual.
Para os índices da educação privada no Amazonas, que ficaram abaixo do esperado em 2013. Foram avaliados os primeiros e os últimos anos do ensino fundamental e o último ano do ensino médio.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Semear e colher É chegado o momento crucial para os políticos. Não para os políticos como nós, que não o somos por objetivo ou projeto de vida, mas simplesmente porque não podemos deixar de sê-lo, por inerente à nossa natureza. Tem importância o momento também para nós, pois nos chama para o instante da escolha cidadã que se materializará em efeitos sobre nós e sobre todos. Mas para eles, para os que fazem da política um projeto de vida, o momento, mais do que simplesmente grave, chega a ser dramático. É, como diz o povo, o instante de a onça beber água, a hora H. É a temporada da caça aos eleitores que foi agora aberta e liberada. São tantos os caçadores, digo candidatos, que até nos fazem pensar que seu número é excessivo e desproporcionado, se não atentarmos para a gigantesca quantidade de eleitores disponibilizada. Sumariamente, o tema de todos os discursos, ofertados por meio dos veículos midiáticos, cartazes, santinhos, rádio, televisão, debates e entrevistas é sempre, e repetidamente, o mesmo: todos se apresentam como “homens públicos”, ou seja, como pessoas que se põem a serviço dos outros, mais dos distantes do que dos próximos e que se dispõem a negligenciar, a esquecer mesmo, os seus interesses pessoais e familiares e a privilegiar o bem comum, público e social. Haja tanto altruísmo, tanta renúncia e tanta abdicação, que somos forçados a uma “re-reflexão” que nos leve a reconhecer que estivemos a fazer um mau juízo da humanidade que, afinal, é bem melhor do que pensávamos. Os gregos foram os inventores ou, pelo menos, os sistematizadores da “política”, enquanto ação social de governo em prol do bem-estar dos habitantes da “polis”. A questão, agora, é saber quem tem no seu íntimo e em primeiro
lugar a intenção reta e a vontade moral de colocar a sua inteligência (quando a possui) e a sua força de trabalho a serviço da sociedade à qual se oferece. Depois, é necessário avaliar se aquele “político” dispõe da competência teórica e ideológica para realmente identificar o que concretiza o bem comum. Afinal, há os que veem o bem social onde ele não está nem nunca esteve. Muito comum nos dias atuais ouvirmos as pessoas manifestarem a mais generalizada descrença a respeito dos postulantes a cargos eletivos e afirmarem que nenhum tem a honestidade de confessar seus verdadeiros objetivos, que seriam apenas ligados à autorrealização e ao sucesso pessoal. Afinal, há políticos honestos (em todos os sentidos, do subjetivo ao objetivo)? Em primeiro lugar, reconheçamos que é legítima a aspiração à autorrealização pela atividade política, como o é em qualquer das atividades humanas. Quanto à viabilidade do verdadeiro e bom político, é a própria história quem nos há de dar a resposta que buscamos e desde já que fique ressalvado que o bom político não poderá ser tido como um ser humano que sempre esteve imune a erros. No plano mundial, muitos exemplos há, como A. Lincoln, W. Churchill, T. Jefferson, C. De Gaulle, N. Mandela. E no Brasil, que mais interessa, é comovente e edificante lembrarmos Ulisses Guimarães, Fernando Henrique Cardoso, Cristovam Buarque e essa figura paradigmática que acaba de se recolher à vida privada, o senador Pedro Simon. Querer achar algum no Amazonas? Alguém ainda recorda do governador Leopoldo Neves? Receio que não, pois até retiraram seu nome da avenida e da ponte que o tinham. E, mais recentemente, será possível esquecer o irretocável senador Jefferson Peres?
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Muito comum nos dias atuais ouvirmos as pessoas manifestarem a mais generalizada descrença a respeito dos postulantes a cargos eletivos e afirmarem que nenhum tem a honestidade de confessar seus verdadeiros objetivos, que seriam apenas ligados à autorrealização e ao sucesso pessoal”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
De volta para casa
É mentira. Na época do Fernando Henrique [PSDB] o ministério emitia 150 licenças por ano e nós chegamos a quase 300 licenças. Na minha gestão saíram licenças importantes como a da BR-163, do São Francisco [obras de transposição] e de Santo Antônio e Jirau. Como podem dizer que a responsável pelos problemas que existem no setor de energia é uma pessoa que saiu do governo em 2008?
A campanha de Aécio Neves (PSDB) reconhece que um de seus maiores erros foi descuidar de Minas Gerais. Ele contava com uma vitória histórica em seu Estado, mas desabou para o terceiro lugar, com apenas 22% no Datafolha. “Nós relaxamos. Achamos que ele venceria por gravidade, pela força da natureza”, admite o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). Já de olho no pós-2014, o candidato pediu esforço máximo para evitar que um fiasco em casa comprometa suas ambições futuras. Fora do script Pesquisas encomendadas pelo PSDB detectavam a queda em Minas desde que Marina Silva (PSB) entrou na disputa. Mas ninguém esperava que Aécio caísse para o terceiro lugar. Apelo às bases O comitê tucano vai concentrar a distribuição de material no Centro-Sul. Além de Minas, os principais focos serão São Paulo e Paraná, dois Estados governados por tucanos. Terra perdida Aecistas acreditam que seria inútil tentar investir no Nordeste. Dizem que “ninguém vai perder tempo” para reerguer o presidenciável em Estados como Pernambuco, onde ele encolheu para apenas 2%. Cadê o toucinho Nos últimos dias, o candidato ouviu dezenas de relatos de voto útil em Marina em bases tucanas. Vários deputados relataram a migração de eleitores em suas cidades durante reunião recente em São Paulo. O gato comeu O vice Aloysio Nunes resume a situação: “Muitos eleitores nossos dizem que preferiam Aécio, mas acham
que só a Marina pode derrotar o PT. Essa é a pedreira que nós temos que enfrentar”. Ele afirma, no entanto, que ainda trabalha duro por uma virada. Descrente O sindicalista João Inocentini (SDD), dirigente da Força Sindical que colaborou com o programa de governo do tucano, foi para o time dos que jogaram a toalha. Ele diz que “a vaca do Aécio já foi para o brejo”. Curiosidade Paulo Maluf (PPSP) acalenta um desejo secreto caso Marina seja eleita presidente. “Eu queria botar um gravador e ouvir uma conversa dela com o Eduardo Cunha”. O deputado do PMDB-RJ é cotado para presidir a Câmara em 2015. Mistério Que tipo de assunto tornaria o diálogo tão interessante para Maluf? O deputado prefere desconversar. “Ah, meu querido, pelo amor de Deus. Você sabe!” Nós contra ela A campanha de Dilma Rousseff (PT) ajustou o programa de governo que será lançado nas próximas semanas para marcar diferenças em relação a Marina Silva. O objetivo é
tentar aproximar a candidata do PSB da “plataforma tucana”. Preto no branco O comitê petista quer se afastar ao máximo da ex-senadora para tentar retomar a preferência de eleitores identificados com o partido. Aliados da presidente esperam reconquistar lulistas que hoje declaram voto em Marina. Plim-plim A TV Globo decidiu convidar sete presidenciáveis para o último debate do primeiro turno, no dia 2. A emissora queria limitar o número de participantes a cinco, mas preferiu evitar uma briga com candidatos nanicos na Justiça Eleitoral.
Marina Silva, presidenciável (PSB), se defende das acusações de que ela, quando participou do governo de Lula, barrou as principais obras do país ligadas ao setor de energia elétrica.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO
Feira livre O recuo da emissora líder de audiência vai garantir a presença de Pastor Everaldo (PSC), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (Psol) e Levy Fidelix (PRTB), cujos partidos elegeram deputados federais em 2010. Cabo de guerra O PT ainda fará pressão para tentar antecipar a data do debate, que foi marcado para a antevéspera da eleição. A Globo afirma que é impossível atender ao pedido, porque sua grade já está fechada.
Tiroteio
Línguas ferinas, línguas de trapo, sem medo do próprio veneno, dizem para quem quiser ouvir que a sinalização na rodovia Manoel Urbano (AM-070) está causando uma série de transtornos aos motoristas que se aventuram por lá. Dizem, que, durante o Festival de Cirandas, quem saiu para Manacapuru foi parar em Iranduba ou Novo Airão
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
A delação mostra como o petróleo virou lama na Petrobras. Fica claro por que o PT ergueu uma cortina de fumaça contra Marina.
Pensando o Brasil
DE WALTER FELDMAN, coordenador da campanha do PSB, sobre a delação de Paulo Roberto Costa e os ataques a Marina Silva envolvendo o pré-sal.
O dia em que celebramos a nossa independência política, e que consideramos como a data em que nascemos como Estado autônomo é ocasião propicia para sonhar com o país que queremos. Sonhar é preciso e é vital para que as amarras do presente não nos imobilizem como nação e permaneçamos reféns de realidades que nos diminuem enquanto povo. O sonho se alimenta da memória e por isso se quisermos ter esperança é fundamental cultivar o passado comum, encha-nos ele de orgulho ou de vergonha coletiva quando não correspondeu aos nobres ideais de humanidade que devem nortear a vida daqueles que querem acima de tudo paz e liberdade. Mas o sonho precisa tornar-se pensamento e racionalidade para que gere esperança. Neste sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil idealizou um projeto nacional em comunhão com outras instituições que representam a sociedade civil e que historicamente sempre estiveram na luta por uma sociedade mais justa e mais fraterna, dando ao projeto o sugestivo nome de Pensando o Brasil, fornecendo assim a indicação de que não se trata de um projeto fechado e impositivo de quem tem todas as respostas e modelos mas um convite a um grande mutirão nacional. Todos concordam que o Brasil caminhou e caminha a passos largos em vários aspectos e tem tido conquistas importantes ao longo da história, sobretudo a recente. Mas basta olhar a realidade de frente, para constatar o fenômeno da exclusão que deixa à margem milhões de pessoas. Para caminharmos temos necessidade de várias reformas.
Contraponto
Nosso nome é Enéas Em 2002, o eterno presidenciável Enéas Carneiro abriu mão de concorrer ao Planalto para se candidatar a deputado. Na disputa, sofreu com a sombra de um clone: o ex-aliado Osvaldo Nantes Soares. Aproveitando-se da semelhança física, Soares incluiu “Enéas” no nome e se candidatou por outra sigla. O fundador do Prona tentou cassá-lo, sem sucesso. Numa ida ao TRE, cruzou com o sósia. – Vá viver sua vida! – bradou o original à cópia. Soares, que era praticamente idêntico a Enéas, olhou para a turma que esperava o elevador e devolveu: -- Mas você é bem feinho, hein... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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O nosso sistema tributário, o Judiciário, o sistema único de saúde, a previdência social, a educação, e várias outras áreas e dimensões da realidade nacional precisam ser constantemente repensadas para que aprimoradas não se tornem obsoletas, às vezes gerando efeitos contrários aos seus objetivos. Foi consenso entre as diversas instituições que a mais urgente das reformas é a política. Ninguém nega que temos uma Justiça Eleitoral eficiente e avançada que faz inveja a muitos países. Mas sentimos também que a representatividade que os eleitos devem garantir, pois num sistema democrático em que a maioria deve governar, está ameaçada. Todos concordam em quatro pontos. O primeiro é o do financiamento das campanhas e a sugestão é que ele seja público e se proíba o financiamento por parte das empresas. Em seguida viria à obrigatoriedade de alternância entre homens e mulheres nas listas de candidatos. O terceiro ponto é a valorização dos programas partidários que seriam votados num primeiro turno nas eleições proporcionais. Finalmente é preciso aprimorar os mecanismos de participação direta que são o plebiscito, o referendo e as propostas de lei de iniciativa popular. Existem muitas outras propostas, mas estas tem consenso. O importante é que se faça a reforma com ampla participação popular. Dos homens e mulheres que na propaganda eleitoral gratuita não se cansam de expressar o seu amor pelo Brasil esperamos grandeza cívica para que eleitos não atrapalhem o processo. O Brasil merece e agradece.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Foi consenso entre as diversas instituições que a mais urgente das reformas é a política. Ninguém nega que temos uma Justiça Eleitoral eficiente e avançada que faz inveja a muitos países. Mas sentimos também que a representatividade, que os eleitos devem garantir, está ameaçada”
Economia
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
A5 DIEGO JANATÃ
Verão deixa o mercado local da água ‘aquecido’ Setor de bebidas estima crescimento nas vendas de até 7% frente ao mesmo período do ano passado e boas vendas devem ir até o mês de dezembro
Distribuidoras de água mineral em garrafão e bebidas em geral afirmam que já alcançam no dia a dia um volume de vendas de 30% até 100% maior do que no período chuvoso de janeiro a junho
O
forte calor de verão, que neste mês de setembro chega a ultrapassar os 40 graus centigrados, incomoda a muitos amazonenses. O período, no entanto, é comemorado por alguns segmentos comerciais, principalmente pelas distribuidoras de água mineral da capital. O setor estima um crescimento no volume de vendas de até 7%, de acordo com a expectativa do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral de Manaus. Para o presidente do sindicato, empresário Antônio Silva, o forte calor é o “carro-chefe” para o aumento das vendas do segmento de bebidas no Estado. “Sem querer denegrir a capacidade de todos os nossos gerentes de vendas, mas é o Sol que alavanca as vendas deste período, pois a intensa temperatura nos induz a beber líquido. Desta forma, o consumo de água e refrigerantes tende a aumentar consideravelmente”, observa. Segundo previsões de Silva, as boas vendas do segmento seguirão até o mês de dezembro, influenciadas principalmente pelas festividades de final de ano. “As vendas já estão em alta e esperamos que continue assim”, comenta Antônio Silva, ao destacar que após dezembro, começa o período chuvoso em Manaus, o que afeta de forma negativa na venda de água. Na distribuidora Lukas, empresa do ramo de distribuição de água mineral e bebidas em geral, as vendas aumentaram 100% em relação aos meses de inverno, de acordo com o proprietário da empresa Jackson Mineiro. “Se antes nós vendíamos de 50 a 60 galões de água por dia, hoje nós já estamos
vendendo em torno de 100 a 120”, salienta. Segundo ele, o lucro da empresa situada na avenida Coronel Teixeira, Ponta Negra, Zona Oeste, também pode atingir até 100% neste período de verão, no Amazonas, se a distribuidora comprar direto das empresas responsáveis pela produção e fornecimento de água mineral na região. Recuperação Em média, o preço do galão de 20 litros sai por R$ 3 e as distribuidoras revendem no valor de R$ 6 a R$ 7. “Então, se vendermos bastante podemos até cobrir o prejuízo dos meses que não foram bons para o segmen-
Possibilidade de chuva pode interferir no setor O presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral, Antônio Silva, ressalta que não tem como mensurar com precisão o crescimento correto do setor por conta da sazonalidade, uma vez que o clima quente e úmido da região é benéfico, mas também prejudica. “Mesmo com esse calor, de repente cai
um ‘pampeiro’ d’água, uma chuva torrencial que interfere diretamente na compra, na venda e no consumo de água”, revela. O empresário explica que, assim como o calor influencia para o aumento das vendas do segmento, o clima frio também, só que de forma negativa, visto que as pessoas não
sentem vontade de tomar líquido com frequência. Segundo ele, em função da situação climática da região, há uma variação na demanda das distribuidoras, sendo que o aumento de até 7% está dentro da estimativa do setor. A movimentação de clientes em busca de comprar água mineral nas empresas
fornecedoras como Santa Cláudia Comercial e Distribuidora de Bebidas, situada na rua Maceió e Magistral, na avenida Mario Ypiranga, ambos no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul, é alta, mas nenhuma das fabricantes atenderam a reportagem do EM TEMPO para maiores detalhes sobre o mercado que atuam. IONE MORENO
SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
ESTAÇÃO
Empresários do setor apontam que as vendas de água mineral começaram a registrar crescimento já no final do mês de julho, quando a população, com o início do verão, recorre à água para matar a sede to”, avalia Jackson. A empresa Joaninha Distribuidora de Gás, Água e Bebidas em Geral, localizada no conjunto Shangrila 2, bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul, é outra empresa do ramo de distribuição de bebidas que já conta com um aumento aproximado de 30% na venda de água mineral. De acordo com a secretária da empresa, Edna Furtado Chagas, são vendidos, em média, por dia, 20 garrafões de 20 litros a mais que os meses do início do ano. “O crescimento está dentro da nossa expectativa e acreditamos que este ano a demanda está melhor do que o mesmo período do ano passado por termos mais clientes”, relata.
Nos sinais de trânsito da cidade de maior fluxo, as garrafinhas de água mineral são encontradas pelo valor de R$ 1 a R$ 3
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Economia
Voar nos céus do
Passagens aéreas para destinos como São Gabriel da Cachoeira chegam a custar R$ 1,9 mil, ida e volta, em empresas como a Trip Linhas Aéreas, do grupo Azul Linhas Aéreas, mais caras do que pacotes internacionais para destinos como Miami IONE MORENO
EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
C
onsiderado um dos Estados mais caros na prestação de serviço de aviação regional no país, o Amazonas possui atualmente 51 pistas de pouso e decolagem entre aeroportos e aeródromos públicos e particulares. Conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), estes aeroportos estão instalados em 31 dos 61 municípios amazonenses, incluindo a capital. A maioria enfrenta, entre outros problemas, a ausência de infraestrutura para o simples abastecimento de combustível e demanda de oferta, o que os permitiria entrar na lista daqueles que tem direito a voos regulares. Atualmente, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apenas oito cidades tem autorização para receber voos regulares das companhias Azul Linhas Aéreas e Map Linhas Aéreas. A maioria recebe apenas voos fretados ou da Aeronáutica. A Azul informou, por meio da assessoria de imprensa, que atualmente opera voos regulares nos aeroportos localizados em Tabatinga, Tefé, Eirunepé, Lábrea, Coari, Parintins e São Gabriel da Cachoeira. Já a Map, por meio de pesquisa no seu site, opera voos regulares somente em Lábrea e Parintins. As companhias, no entanto, realizam voos extras para o município de Carauari que, segundo a Infraero, não possui permissão da Anac para rotas
regulares. Desde abril de 2009 com operações no Amazonas, a Azul diz que está sempre aumentando as frequências e melhorando os voos no Estado. Mas, ao falar em expansão de rotas nos céus amazonenses citou como exemplo apenas o novo voo direto entre Manaus e Brasília. Sobre a composição dos preços das passagens aéreas, a companhia afirma que não leva em conta apenas a distância, uma vez que os valores
PANAIR
A Panair do Brasil por décadas dominou a aviação no país, inclusive no Amazonas. Em fevereiro de 1965, por decreto militar, suas linhas foram suspensas e em 1969 a Varig as assumiu variam de acordo com fatores como: origem ou destino em questão, sazonalidade, compra antecipada, combustível (preço do petróleo e alíquota de ICMS), oferta/demanda e concorrência. A Azul aponta que, as melhores tarifas das suas operações são encontradas geralmente com no mínimo 21 dias de antecedência na data da viagem. “Vale ressaltar que a maioria dos destinos no Amazonas em que a companhia opera não conta com o abastecimento de combustível, o que torna a operação ainda mais custosa”.
Map Linhas Aéreas opera voos regulares no Amazonas apenas para os municípios de Lábrea e Parintins e voos extras para Carauari
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Amazonas custa caro Map estuda novas rotas O gerente comercial da Map, Marcone Chagas, diz que a empresa aguarda autorização da Anac para iniciar voos para Tefé, Fonte Boa, São Paulo de Olivença, Barcelos, Santa Isabel, São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga. Os passos de ampliação das rotas regionais, a Map conectou recentemente Manaus até as cidades paraenses de Itaituba, Santarém, Altamira e Belém. Chagas afirma que todas as empresas aéreas trabalham com tarifas de acordo com o mercado. “Quando se faz um planejamento de viagem com antecedência, certamente o cliente encontra tarifas reduzidas”, comenta. Entre as tarifas aplicadas que impacta nos custos operacionais de cada empresa
Táxi-aéreo em média R$ 2,5 mil a hora/voo
FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
ele enumera: combustível, encargos trabalhistas, taxas aeronáuticas, impostos, manutenção das aeronaves, seguro, leasing e peças de reposição. Dos 51 aeroportos ou aeródromos instalados no Amazonas, 41 são reconhecidos pela Anac como públicos e dez estão na categoria de particular. Nesse cenário, 29 cidades possuem pistas públicas, com destaque para o município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus) que conta com 12 pistas divididas entre a sede da cidade, áreas indígenas e regiões militares. Entre os municípios que possuem aeroportos, Canutama e Presidente Figueiredo são os únicos que possuem apenas pistas particulares. REPRODUÇÃO
Destinos amazonenses com voos regulares partem geralmente do aeroporto internacional Eduardo Gomes ou “Eduardinho”
Panair do Brasil nos rios da Amazônia, em meados de 1960
A maioria dos municípios amazonenses que possuem aeroportos ou aeródromos é atendida pelo serviço de táxi-aéreo. As empresas que prestam o serviço no Amazonas, registradas no controle da Anac, atualizada semanalmente de acordo com órgão são: a TWO Flex com escritório na cidade na cidade de Itupena (SP), a Rima Rio Madeira Aerotáxi com sede em Porto Velho, a CTA Cleiton Táxi Aéreo endereçada no município
de Novo Olinda do Norte, a Amazonaves Táxi-Aéreo em Tefé e a Manaus Aerotáxi, Parintins Táxi-Aéreo e Rico Táxi-Aéreo com sede na capital amazonense. Custo médio O supervisor da base da TWO, em Manaus, Bruno Geber, diz que a hora/voo, calculado por quilômetro voado, custa em média R$ 2,5 mil. Segundo ele, dependendo do serviço contratado, o valor pode ser
negociado. Geber explica que um quilômetro voado na aeronave modelo Caravan, por exemplo, custa em média R$ 10,50. “O valor vai de cada empresa. Tem que levar em conta a qualidade do voo. Tem empresa que faz a R$ 10 o quilômetro fretado, tem outras que fazem a R$ 9, o mais barato. Mas aí tem que avaliar a qualidade do serviço prestado, se as aeronaves estão boas, se estão com a manutenção
em dias. Às vezes, pagar muito barato sai muito mais caro”, comentou. De acordo com a Anac, o serviço de táxi-aéreo é autorizado e fiscalizado pelo órgão. Ele frisa ainda que, o serviço só pode ser prestado por empresas que cumpram uma série de requisitos que tornam esse transporte o mais seguro possível. Atualmente, em todo o Brasil existem 162 empresas de táxiaéreo registradas na Anac e autorizadas a operar.
Qualidade das aeronaves ‘em cheque’
A companhia Azul Linhas Aéreas opera com voos regulares em sete destinos no Amazonas como Parintins, Tefé e Tabatinga
A qualidade das aeronaves que prestam serviço para a aviação regional amazonense foi colocada em cheque, nas últimas semanas, após denúncias sobre problemas nos aviões da companhia Total Linhas Aéreas, que presta serviço fretado à Petrobras. As reclamações partiram de trabalhadores da Usina Petrolífera de Urucu, instalada em Coari. O diretor de formação política do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo da Amazônia (Sindipetro-PA-AM-MA-AP), Silvio Cláudio, relatou, entre outros problemas, o vazamento nas
válvulas de combustível em algumas das quatro aeronaves, cabo de manche que quebrou durante procedimento de pouso, pneus que furaram durante decolagem e avião que pousou somente com uma turbina, porque a outra parou no ar. A Total, que desde 2008 não realiza voos regulares de passageiros no Amazonas, diz trabalhar atualmente apenas com voos fretados para grandes clientes corporativos em operações exclusivas. Com sede em Belo Horizonte (MG), a companhia sustenta que, independente da característica de sua operação, “a
empresa tem absoluto compromisso com a segurança de voo e a qualidade dos serviços prestados”. Controle De acordo com a Total, a empresa adota medidas de acompanhamento e controle da qualidade, tanto por meio de programas internos, quanto por meio de consultorias especializadas, e também via Anac, que monitora e regula, “com muito rigor”, o funcionamento do setor. “Temos absoluto compromisso com a qualidade e com a segurança, pilares que fazem parte de nossa missão e valores”, diz a companhia.
A agência reguladora disse que os passageiros podem registrar manifestações por meio dos seus canais de comunicação como o “Fale com a Anac” e o telefone 08007254445 (que funciona 24 horas, em português, inglês e espanhol). O órgão assegura que a sua fiscalização é realizada por meio de atividades de vigilância continuada e de ações fiscais para verificar se pilotos e aeronaves estão com todos os certificados em dia. “Nesse contexto, a Agência atua em suas inspeções de forma programadas, não programadas e motivadas por denúncias”.
Economia
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Final de ano estimula o comércio de espumantes
CONSUMIDOR
Celulares e PCs lideram a lista de queixas do Procon DIVULGAÇÃO
Crescimento deverá ser de 10% no último quadrimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2013
Produção de espumantes deverá ser ampliada com a proximidade das festas de final de ano
A
perspectiva do setor vitivinícola é que o total de vendas de espumantes no último quadrimestre deste ano seja 10% maior do que o registrado no mesmo período de 2013. Se o volume projetado for atingido, devem ser comercializados mais de 11 milhões litros da bebida ícone das festas de final de ano. Nos últimos quatro meses do ano passado, foram vendidos 10,2 milhões de litros do produto, o que significou um crescimento de 7,88% em relação a 2012. Já as vendas do suco de uva 100% devem seguir o ritmo de crescimento dos últimos anos e registrar
cerca de 20% de aumento em relação ao mesmo período do último ano, quando foram vendidos 28,8 milhões de litros. O tradicional crescimento de vendas de espumante neste ano é impulsionado pelas premiações em concursos importantes e por avaliações de críticos de renome internacional. Destaque para a análise do inglês Steven Spurrier, idealizador do lendário Julgamento de Paris, que posicionou os rótulos verde-amarelos como os melhores do Hemisfério Sul durante evento ocorrido no mês de abril em São Paulo. O vice - presidente do Conselho Deliberativo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin),
Dirceu Scottá, destaca o aperfeiçoamento na produção da bebida no país. “Ao provar os espumantes brasileiros, das mais diversas vinícolas, é possível perceber o alto nível e padrão na qualidade”, elogia. O gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, observa que o espumante é uma opção de presente no meio corporativo, já que, principalmente na Região Sul, é item fixo nas cestas de fim de ano. “Esse aquecimento nas vendas, principalmente de espumantes e sucos de uva, ajuda a popularizar os produtos e incentivar para que o consumo se estenda para outros períodos do ano”, avalia.
IPHONE 6
Problemas com produtos de informática e celulares são a maior causa das reclamações recebidas pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP). Levantamento divulgado, na semana passada, indicou que, de janeiro a junho deste ano, o órgão foi acionado 1,98 mil vezes por questões envolvendo microcomputadores e outros produtos de informática. Os aparelhos de celular vêm em seguida, com 1,87 mil reclamações no período. Eletrodomésticos da linha branca geraram 1,37 mil registros e televisores 762. A média de solução dos problemas envolvendo produtos de informática foi de 70%. A marca que mais apresentou reclamações, a Lenovo, respondeu a 61% das demandas dos consumidores. Os produtos da empresa geraram 829 reclamações. Em relação aos aparelhos celulares, 84% dos problemas foram solucionados. A Samsung liderou as reclama-
Pré-venda começará na China
ções, com 571 registros. Porém, a empresa resolveu 95% das queixas. Em quinto lugar nas reclamações sobre aparelhos de telefonia móvel, com 128 casos, a Lenovo deu resposta satisfatória a 67% dos problemas.
A China Telecom, uma das maiores operadoras telefônicas do país asiático, disponibilizou aos consumidores chineses a pré-venda online do ainda não oficial iPhone 6, da Apple. O novo smartphone da Apple deve ser lançado na próxima terçafeira (9) durante a conferência da empresa na feira eletrônica FIA que acontece até o dia 10 em Berlim. O anúncio veicula imagens laterais e especificações técnicas sobre o aparelho que condizem com o que tem sido especulado pela imprensa, como as telas de 4,7 ou 5,5 polegadas e a câmera frontal de 3 Mpixels. Mas não existe certeza de que as informações sejam verdadeiras.
Linha branca Foram resolvidos 81% dos registros envolvendo eletrodomésticos da linha branca. Com 335 casos, a Eletrolux liderou o ranking das reclamações. A empresa solucionou 88% dos problemas apresentados por seus produtos. Em quarto lugar, com 24 casos, a Esmaltec solucionou 35% das demandas. Televisores A Lenovo também liderou as notificações sobre televisores (165 casos), com solução para 60% dos pedidos. Em média, as empresas deram respostas satisfatórias para 76% dos problemas envolvendo aparelhos de TV. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil. DIVULGAÇÃO
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Imagens Segundo o site “TechCrunch”, a operadora chinesa adotou o mesmo procedimento no ano passado em relação ao iPhone 5C e o 5S. As imagens do primeiro acabaram por se provar completamente falsas, enquanto as do segundo corresponderam à realidade. Antes, a palavra “iPhone” aparecia com clareza no anúncio do site, mas agora está “borrada” - apesar de ser possível distingui-la com facilidade. Preço A China Telecom não divulgou informações sobre o preço no produto neste anúncio de pré-venda.
A maioria dos clientes reclama dos produtos de informática
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País
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Brasileiro prefere viajar de ônibus, revela pesquisa O
ônibus é meio de transporte preferido pelos brasileiros para viajar, revela pesquisa nacional anual feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (FecomércioRJ) e Instituto Ipsos com mil brasileiros em 70 cidades das cinco regiões do país. De acordo com o levantamento, divulgado na última sexta-feira (5), no Rio, 46,6% dos entrevistados optaram pelo ônibus. Em comparação à sondagem do ano passado, o crescimento atingiu cinco pontos percentuais. O transporte coletivo rodoviário colocou na segunda opção o carro de passeio (41,2%), que liderou a preferência dos viajantes em 2013. Conforme indica a pesquisa, as viagens de avião mantiveram relativa estabilidade: 13,6%, em 2013, e 13,3% este ano. Economista da FecomércioRJ, Christian Travassos recorda, em entrevista à Agência Brasil, que, nos 4 anos da pesquisa, o ônibus foi majoritário como opção para viagens até 2012, sendo ultrapassado pelo carro de passeio em 2013. Segundo ele, isso ocorreu por conta dos incentivos governamentais para compra do automóvel, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ele destaca que, entre 2013 e 2014, o brasileiro reduziu o consumo. “Indicadores da Fecomércio-RJ e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram isso”, salienta. “Então, o que valeu para o consumo em geral também valeu para viagens, principalmente porque, quando você corta despesas, focado em honrar compromissos já assumidos, percebendo impacto da infla-
FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
Levantamento feito pela Fecomércio do Rio foi realizado com mil brasileiros, em 70 mil cidades das cinco regiões do país ção no bolso, o arrefecimento da geração de empregos, além dos juros em elevação, é natural que corte despesas menos essenciais. O lazer é o que sofre primeiro na hora do corte de despesas das famílias”. Para Christian Travassos, a viagem de ônibus se tornou mais atraente por conta do preço. De acordo com a pesquisa, houve, também, queda na intenção de viajar dos brasileiros. No ano passado, 30,7% dos consultados se declararam viajantes. Esse número caiu para 24% em 2014, ficando
AVALIAÇÃO
A sondagem avaliou, ainda, o que os brasileiros acham da qualidade dos serviços turísticos oferecidos. De maneira geral, a constatação é que aumentou a qualidade da estrutura turística de todos os itens abaixo do apurado em 2012 (28,1%). Houve queda no uso do automóvel em viagens e no percentual de brasileiros viajantes este ano. Aumento da inflação e dos juros e redução do emprego fizeram o brasileiro diminuir o consumo, de modo a manter o poder aquisitivo. “O lazer é um dos primeiros cortes no orçamento”, reitera economista. As viagens realizadas dentro do próprio Estado em que moram continuou liderando a preferência dos consultados, com 63,9%, dez pontos percentuais acima de 2013.
Segundo a pesquisa, as viagens realizadas dentro do próprio Estado em que moram lidera a preferência dos entrevistados
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País
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Campanha quer acabar com prisões temporárias A
Organização Não Governamental (ONG) Justiça Global lançou, neste final de semana, uma campanha para tentar sensibilizar a população e as autoridades brasileiras para a necessidade de redução da quantidade de presos provisórios que aguardam julgamento. Defensora de mudanças nas políticas de segurança, a entidade sustenta que as prisões temporárias se tornaram fontes de inúmeras violações de direitos humanos, como o encarceramento prévio de suspeitos sem condições de contratar bons advogados e a consequente superlotação de presídios. “A quantidade de prisões provisórias no Brasil é alarmante”, afirma à Agência Brasil a diretora-executiva da Justiça Global, Sandra Carvalho. Segundo ela, dados oficiais apontam que cerca de 230 mil das 560 mil pessoas presas em todo o país ainda não foram condenadas. Embora encarceradas provisoriamente, algumas aguardam meses e até anos pela sentença. De acordo com os números, são vários os casos em que o suspeito ou é inocen-
tado ou, quando condenado, já passou do tempo de ser posto em liberdade. Por conta da superlotação de cadeias e presídios, os acusados que aguardam julgamento muitas vezes dividem celas com pessoas já condenadas, não raramente por crimes violentos ou envolvimento com organizações criminosas, o que fere
ALTERNATIVA
Uma das propostas defendidas pela Justiça Global é a implementação da audiência de custódia, com a qual todo preso terá de ser prontamente apresentado a um juiz para análise da legalidade da prisão a Lei de Execução Penal, que exige a separação. Além disso, o decreto de prisão preventiva muitas vezes é pautado por preconceitos de raça e classe, conforme aponta o relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Cidh), da Organização dos Estados Americanos (OEA), James Cavallaro. “Na América, quem tem
mais chance de responder a acusações em liberdade é quem tem condições econômicas e meios de contratar bons advogados. Enquanto isso, os pobres são lançados na cadeia sem condenação”, afirma Cavallaro à Agência Brasil. Em relatório concluído em dezembro de 2013, com base em informações de 2012, James Cavallaro ressalta que o recurso às prisões provisórias como política punitiva é crônico em praticamente todos os países do Continente Americano. Acrescenta que, no Brasil, os presos provisórios ultrapassam os 40% da população carcerária. Na Bolívia e no Paraguai, ultrapassam os 70%. “A lógica está totalmente errada. Essas prisões violam os direitos humanos e ferem normas internacionais vinculantes, das quais o Brasil e outros países são signatários. Em vez de ser um instrumento de exceção, aplicado apenas quando há o risco de o acusado fugir ou obstruir o processo, a prisão provisória vem sendo usada como regra, pois muitos juízes temem que o réu fuja ou cometa outro crime enquanto responde ao processo em liberdade”, observa Cavallaro.
HMENON OLIVEIRA/AGÊNCIA BRASÍLIA
Para a ONG Justiça Global, prisões temporárias são fontes de violações dos direitos humanos e superlotação dos presídios
Segundo o relator da Cidh, os presos provisórios ultrapassam os 40% da população carcerária
Mundo A11
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Unicef revela número de violência contra jovens
Poluição afasta turistas de Pequim, revela governo ATRAÇÃO
Devido aos seus famosos monumentos, entre eles a Grande Muralha, Pequim é uma das maiores atrações turísticas da China. Entre janeiro e julho, a capital chinesa recebeu 2,36 milhões de turistas Pequim é uma das maiores atrações turísticas da China. Nos últimos anos, porém, o céu poluído da capital chinesa, com dias seguidos sem sol e ruas cheias de pessoas com máscaras, tornou-se quase uma marca da cidade e uma fonte de descontentamento popular. Em março passado, o novo primeiro-ministro, Li Keqiang, prometeu “declarar guerra à poluição”. AFP
O número de turistas estrangeiros que visitou Pequim nos primeiros sete meses do ano caiu quase 6% em relação ao mesmo período de 2013, devido em grande parte à poluição, informou neste final de semana a imprensa oficial chinesa. Entre janeiro e julho, a capital chinesa recebeu 2,36 milhões de turistas, menos 5,9% do que no mesmo período do ano passado, acrescentou o “China Daily”, citando estatísticas da Administração Nacional do Turismo. A valorização da moeda chinesa é outra causa apontada para a queda do turismo. Um euro, que há cerca de seis anos chegou a valer 11 yuan, estava hoje cotado abaixo dos 8 yuan. Devido aos seus famosos monumentos, entre eles a Grande Muralha,
Cena comum em Pequim, pessoas usando máscaras
Segundo o estudo “Ocultos em plena luz do dia”, um quinto do total de vítimas de assassinatos são crianças ou adolescentes menores de 20 anos
M
ais de 120 milhões de mulheres jovens em todo o mundo, o equivalente a uma em cada dez, foi vítima de estupro ou violação até os 20 anos, segundo relatório divulgado nos últimos dias pela Organização das Nações Unidas (ONU). A agência de defesa dos direitos da infância da ONU, Unicef, afirma em um estudo sobre violência contra as crianças ao redor do mundo que um quinto do total de vítimas de assassinatos são crianças ou adolescentes menores de 20 anos. Em países latino-americanos como Venezuela, Colômbia, Panamá ou Brasil, a principal causa de morte de jovens de 10 a 19 anos é o homicídio, indica o relatório, intitulado “Ocultos em plena luz”. No Brasil, 11 mil crianças e adolescentes foram vítimas de homicídio em 2012. Este é o maior estudo realizado até agora sobre violência contra menores, e inclui dados de 190 países, segundo a agência. “Estes são fatos incômodos que nenhum governo ou pai quer ver”, disse o diretor-executivo da Unicef, Anthony Lake. “Mas a não ser que enfrentemos a realidade que cada estatística irritante representa (...) nunca mudaremos a mentalidade de que a violência contra as crianças é normal e permitida. Não é nenhuma das duas coisas”, afirmou. A violência sexual contra crianças tem consequências a longo prazo, adverte o estudo, dado que pode criar obstáculos ao desenvolvimento físico, social e psicológico da vítima. Também pode gerar comportamentos autodestrutivos, como a bulimia e a anorexia.
SHAREEF SARHAN/UN PHOTO
CHINA
Estudo da Unicef deixou de lado as guerras, que também afetam crianças e adolescentes
Unicef recomenda estratégias Outros abusos registrados são a perseguição, que regularmente afeta mais de uma em cada três crianças escolarizadas de entre 13 e 15 anos de todo o mundo. No que se refere à violência para impor a disciplina, o estudo descobriu que em torno de 17% dos jovens de 58 países eram alvos de du-
ras formas de castigo físico, entre elas tapas na cabeça, na orelha ou no rosto, ou espancamentos constantes. O relatório da ONU também aborda a mentalidade por meio de que tal violência é perpetuada e justificada. A Unicef recomenda seis estratégias para evitar a violência contra as crian-
ças, como “apoiar os pais e fornecer às crianças habilidades para a vida; mudar atitudes; reforçar os sistemas e serviços judiciais, criminais e sociais; e gerar exemplos e consciência sobre a violência e seus custos humanos e socioeconômicos, com o objetivo de mudar atitudes e normas”.
A12
Mundo
MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Caderno B
Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
diadia@emtempo.com.br
(92) 3090-1041
DIVULGAÇÃO
Aprendiz Legal forma nova turma Dia a dia B6
A fase do medo na escola FOTOS: REPRODUÇÃO
O bullying permanece como um comportamento complicado para ser debelado, em razão da falta da devida importância que deve ser dada ao tema, transformando jovens em pessoas com problemas de comportamento e relacionamento
Diferenças vistas como algo que é inferior ao indivíduo são algumas das molas propulsoras do bullying, processo de agressão a que são submetidos estudantes e outras pessoas na sociedade DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO
A
tos de intimidações e discriminações podem acontecer em qualquer escola. Ter uma aparência franzina, ser baixo e até usar óculos torna-se motivo para despertar diversos apelidos na classe de aula. Os comentários pejorativos do bullying podem ser confundidos como naturais da “fase de criança” que sabe apontar as diferenças, mas na vida das vítimas dessa violência os atos de discriminação trazem sequelas psicológicas e emocionais que as acompanham até a fase adulta. A vendedora Marcela (nome fictício), 24, sofreu com os insultos dentro de uma instituição de ensino particular em Manaus, por volta dos 10 anos de idade. Sua dificuldade de pronunciar algumas palavras era o principal motivo das chacotas em sala de aula. “Sem me conhecerem direito eles só me rejeitavam e criavam apelidos para mim. Os alunos da minha sala falavam que eu era feia. Quando eu tentava falar algo para me defender, eles ‘zoavam’ da minha voz e do jeito que eu falava, e diziam que ninguém iria me amar”, relembra. Os atos de humilhação vividos por Marcela dentro da sala de aula tornaram-na uma criança sensível, e sua tentativa de defesa à “zoação” progredia para ataques físicos na saída da escola. “Parecia que quando mais me irritava, mais tinham prazer em me ‘zoar’”, conta. De simples apelidos, a “brincadeira” progrediu para empurrões. Marcela chegou a ser seguida após sair da escola, foi empurrada pelo grupo e quase atropelada em frente à escola. O caso foi ignorado pela direção
do estabelecimento. A jovem acredita que esta fase a tornou ainda mais introvertida, insegura e repleta de pensamentos negativos sobre si. “Quando ficava triste, eu escrevia o que vinha na cabeça e depois jogava fora. Só depois de muito tempo busquei ajuda do psicólogo”. Hoje, Marcela diz ainda ter algumas sequelas das atitudes preconceituosas e do isolamento social a que foi submetida, como baixa autoestima e dificuldade nas relações interpessoais. Contudo, as melhoras vêm surgindo, com ajuda do acompanhamento psicológico e ela comemora o progresso conquistado. “Eu acreditava
LEMBRANÇA
Os atos de humilhação vividos por Marcela dentro da sala de aula tornaram-na uma criança sensível, e sua tentativa de defesa à “zoação” progredia para ataques físicos na saída da escola em tudo que diziam para mim e internalizava o que eles falavam. Hoje, consigo falar melhor com as pessoas, consigo bloquear pensamentos negativos que eu tinha daquela época. E o mais importante, sou capaz de me amar como sou. Disseram que ninguém nunca me amaria, e hoje consegui ter amizades, embora poucas, e sou casada”, comemora. Falar sobre essa opressão e fazer a denúncia é uma dificuldade para a vítima do bullying. Outro problema é a falta de atitude de professores e diretores das instituições de ensino.
Um caminho para o combate
O ponto alto do bullying chega à agressão física à vítima
Humilhação e perdas materiais O universitário Clair Fernando Nobre, 20, enfrentou a condição humilhante e a destruição proposital de seus materiais escolares ao ser transferido da rede particular para a pública de ensino. Ele diz que expôs aos pais a situação enfrentada, e quando comentava algo eles diziam para não se importar com os perseguidores. A perturbação aturada em sala teve que enfrentar na rua ao encontrar os inimigos de classe. “Na saída da escola, os mesmo apelidos maldosos que ouvia em sala por eles, tinha que ouvir aos gritos na rua. Era muito humilhante. Meus pais só foram reclamar ao saberem que eu havia perdido a motivação de ir ao colégio”, conta. Clair relembra que na conversa entre seus pais
com os diretores do colégio, eles tiveram a resposta de que não tinha muito o que fazer por ter sido fora da área escolar. “Aí meus pais me mudaram de escola, mas outros alunos me ‘zoavam’. Escondiam meus pertences e dividiam entres eles, desmontavam meu celular e dividiam as peças entre eles”, reclama. As transferências escolares se repetiram por duas vezes, e os motivos eram os mesmos: fugir das agressões e piadas de mau gosto no ambiente escolar. Isso aconteceu durante o ensino médio. “Isso seguiu na minha vida até uns 16 anos. Mudei de escola, mas tudo se repetia. E numa destas instituições tive que me defender de um aluno. Briguei com um garoto, pois havia chegado ao limite da minha tolerância”, conta.
O fato é que o bullying, termo dado a qualquer atitude intencional e frequente, seja presencial ou virtual, que acarrete violência física ou psicológica causando dor e angústia ao “alvo”, está presente em todas as camadas da sociedade. A coordenadora Maria do Perpetuo Socorro Trindade, do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto juvenil no Território Brasileiro (Pair) pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), pontua que o aluno não deve ficar calado, deve procurar um adulto e pedir ajuda - pais, professor, diretor, pedagogo ou mesmo um amigo. Socorro salienta que talvez os pais sejam tardios em apresentar o problema por não perceberem a real gravidade do bullying, e se envolvem no fenômeno sem saber o que fazer. “Acreditamos que agir desde bem cedo contra o bullying é uma medida muito sensata. Ensinar as crianças desde a mais tenra idade a respeitar as diferenças ainda é o percurso mais longo, mas é o caminho que trará os melhores resultados”. Ela apresenta que os alunos do sistema municipal possuem o apoio do Centro Municipal de Atendimento Sociopsicopedagógico (Cemasp), que faz o trabalho de prevenção por meio de palestras, reuniões com a comunidade, professores e alunos, visando a melhoria das relações intra e interpessoais do educando. “Este problema de violên-
cia é oriundo da sociedade e a escola deve assumir sua função de educar, mas com o apoio e envolvimento dos pais, crendo que a educação das crianças deve iniciar em casa”, conclui a coordenadora do Pair. Adriana Boh dos Santos, coordenadora do Centro de Atendimento Escolar (Caes) da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc) acredita que a ferramenta eficaz no combate ao bullying é o diálogo aberto entre o corpo docente escolar, alunos e a família. “É necessário ouvir os filhos na conversa conciliar”, pontua. A coordenadora do Caes diz que nesse relacionamento estabelecido pode se identificar a real motivação da rejeição e trabalhar na importância da liberdade da vítima diante das diferenças a que o praticante do bullying afirma ser superior. “O causador dessa prática é desarticulado ao encontrar a firmeza e a segurança de quem o afligia, por isso deve explicar às crianças que o uso dos óculos e aparelhos dentários é uma questão de saúde, e muitas vezes passageiro”, aponta. De acordo com Adriana Boh, as escolas vinculadas à Seduc têm incluído no calendário escolar o combate ao bullying e, além disso, as coordenadoras de unidade têm desenvolvido iniciativas para somar com a prevenção desse problema no meio escolar. “Em setembro e no próximo mês estamos trabalhando na temática pela promoção da cultura da paz”, frisa.
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Dia a dia
Contra a Aids, mai MICHELL MELO/ARQUIVO EM TEMPO
A combinação de medicamentos, conhecida como “3 em 1”, tem sido a nova forma de combater o HIV sem os antigos e incômodos efeitos colaterais nos pacientes. Apesar disso, a evolução de casos no Estado tem registrado crescimento
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ais de 10 pílulas - dependendo do caso - várias vezes ao dia, por toda a vida. E junto ao coquetel, a temida “saideira”: muitos não escapavam dos efeitos colaterais, que passavam de fortes dores no estômago, enjôos e até diarreia. Assim era a rotina de pacientes com Aids que seguiam à risca o tratamento. Era, porque há aproximadamente dois meses está sendo distribuído pelo Ministério da Saúde no Amazonas um novo medicamento que muitos acreditam evitar os efeitos adversos e facilitar a vida dos pacientes, o chamado “3 em 1”. São três medicamentos - Lamivudina, Tenofovir e Efavirenz - em apenas um comprimido. “É somente um comprimido durante o dia, então não tem desculpa que esqueceu porque são vários remédios ou que são vários
efeitos colaterais. Apesar de serem três medicamentos em um, a gente sabe que praticamente não há efeitos colaterais. Até agora, as pessoas tem se dado muito bem”, analisa a coordenadora estadual de DST/Aids e hepatites virais da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), a médica Silvana Lima. A nova medicação foi distribuída pelo ministério ao Amazonas e Rio Grande do Sul antes dos outros Estados brasileiros e está sendo visto como uma alternativa para simplificar o tratamento. Tanto na capital quanto no interior, os pacientes já estão administrando o medicamento. “Daqui a um tempo vamos ver como está a aceitação, mas com certeza veio para revolucionar principalmente a questão da adesão”, analisou. Ela explicou que a nova droga pode reforçar a adesão ao tratamento das pessoas que vivem com Aids, uma vez que se trata de apenas um
comprimido durante o dia e que gera menores efeitos colaterais que o coquetel empregado anteriormente. “A gente sabe que como qualquer outro tratamento de qualquer outra doença, todos os medicamentos tra-
PRIORIDADE
A nova medicação de combate à Aids, chamada “3 em 1”, foi distribuída pelo Ministério da Saúde ao Amazonas e Rio Grande do Sul antes dos outros Estados brasileiros zem efeitos adversos. No caso da Aids, esses efeitos podem ser mais intensos, menos intensos... Alguns pacientes não sentem nada, mas uma parcela importante sente algumas coisas que incomodam, como diarreia, dor no estômago e enjôo. E os medicamentos eram
muitos durante o dia, passava-se o dia todo tomando remédio”, afirmou. O tratamento dos 8.734 pacientes no Estado do Amazonas são preconizados no Ministério da Saúde, que é o órgão que disponibiliza os medicamentos antirretrovirais administrados em diferentes linhas de tratamentos, de acordo com a necessidade de cada paciente. Além do coquetel disponibilizado pelo ministério, o governo do Estado adquire medicamentos para tratamento das famosas doenças oportunistas. “As pessoas que têm o vírus da Aids, se estiverem com a imunidade baixa, começam a ter doenças oportunistas, que se aproveitam do momento de imunidade baixa para se instalar, como pneumonias, algumas infecções neurológicas como toxoplasmose, criptococose, alguns tipos específicos de diarréias. O paciente que chega ao serviço no FMT tem acesso a esses tratamentos”, explicou a coordenadora.
Como são os encaminhamentos Os pacientes estáveis, após avaliação médica, podem ou não na primeira consulta tomar o coquetel. Também são solicitados exames de rotina para acompanhamento. “Dependendo do grau da doença, ele vai retornar com uma semana para nova avaliação, ou três meses, de acordo com condição clínica dele. Os mais estáveis fazem acompanhamento ambulatorial normal. Os mais graves vêm para a fundação” disse Silvana. Contudo, o sucesso no tratamento depende exclusivamente da adesão, defende a médica. “Hoje a gente costuma dizer que as pessoas que têm o vírus morrem de outra coisa, mas não de Aids. Morre de velhi-
ce, de doenças próprias da idade, de outras circunstâncias. A não ser que não tome remédio direito”, disse. Ela explicou que os medicamentos disponibilizados fornecem uma resposta rápida aos pacientes com Aids, considerada hoje uma doença crônica. “Precisa tomar diariamente os medicamentos, como em qualquer doença crônica. Se o paciente parar de tomar ou tomar irregularmente, volta a adoecer, podendo evoluir para óbito. A gente sabe que a Aids é uma doença que ainda mata, mas quem inicia o tratamento e fica tomando regularmente, melhora seu estado imunológico, começa a recuperar o peso, melhora qualidade de vida”, diz. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/ARQUIVO EM TEMPO
IVE RYLO Equipe EM TEMPO
O que fazer quando se descobre a doença Descoberta a infecção pelo vírus HIV, é direito da pessoa buscar tratamento gratuito nas unidades de saúde administradas pela prefeitura ou pelo governo. De acordo com Silvana Lima, em Manaus há cinco serviços onde as pessoas recebem diagnóstico. Ligadas ao município estão o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em HIV-Aids, nas Policlínicas Comte Telles, na Zona Leste; José Antonio da Silva, na Zona Norte; Franco de
Sá, na Zona Oeste; e Antônio Reis, na Zona Sul. Administrada pelo Estado há a Fundação de Medicina Tropical (FMT) Heitor Vieira Dourado, que fica no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste. Na FMT existem 8.734 pessoas em tratamento, em todo o Amazonas. Em 2013, eram 7.120. “A fundação aceita pacientes de outros Estados, temos do Pará e de Roraima, e de outros países, como Peru, Colombia, Guiana Inglesa, Bo-
lívia e Haiti”, disse. Há também serviço de referência para tratamento de pacientes nos municípios de Parintins, Tabatinga, Benjamin Constant, Coari, Tefé, Eirunepe, entre outros. “Os que não têm, referenciam para a FMT”, informou. Nos centros de referência, o paciente é submetido à avaliação médica e, de acordo com o quadro clínico, é encaminhado para um tratamento especifico. “Se ele
chega em estado mais debilitado, é avaliado pelo médico e já inicia tratamento, porque hoje o protocolo já prevê isso. Dependendo da condição clínica, já inicia o tratamento, e aí são solicitados alguns exames de rotina. Aqueles que chegam em estado muito avançado e até mais grave são referenciados pela FMT, porque nós temos tanto hospital para receber, internar, como temos unidade de pronto atendimento”, apontou.
Médica Silvana Lima, coordenadora estadual de DST/Aids
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is luz no horizonte Casos ainda são crescentes no Amazonas
Jovens cada vez mais afetados
“A pessoa que toma irregularmente os medicamentos vai dar chance ao vírus de ganhar resistência e, logicamente, evoluir para um forma mais grave, podendo morrer”, disse Silvana. De 1986 até o primeiro trimestre de 2014, foram registrados 10.012 casos de pessoas com Aids, como também as pessoas contaminadas pelo vírus HIV em todo o Estado. Em Manaus, são 8 mil. Contudo, há estimativa de que os casos aumentem em 25% anualmente. O salto se deve, de acordo com a coordenadora,
Também são registradas novas infecções em um público cada vez mais jovem. “A gente percebe que as pessoas começam a relaxar na prevenção e isso é um fato, em todo o país, porque começam a saber que a Aids é uma doença crônica e que tem remédios que não trazem tantos efeitos colaterais. Temos que ir atrás de uma nova metodologia para reforçar a questão da prevenção, que é a melhor saída para a Aids”, ressaltou Silvana Lima.
Com o aumento da detecção, segundo registro do Ministério da Saúde, em 2002 o Estado era o 12º no ranking nacional passando para terceiro em 2012. A taxa de detecção do Estado é de 29,2 casos por 100 mil habitantes, sendo 44,7% maior que a taxa do país. “Esse número vai aumentar não só no estado do Amazonas, mas em todo o país. Estamos fazendo uma estimativa de crescimento de 25% anualmente. Essa é mais ou menos a estimativa que temos de pessoas que tinham
o vírus e não estavam sendo registradas”, disse Silvana. A ampliação do diagnóstico precoce que tem vencido as distâncias e peculiaridades geográficas da região amazônica também tem contribuído para a maior identificação dos casos. “Antigamente, o diagnóstico era feito na FMT e em pouquíssimos municípios do Amazonas. Desde o final de 2011, estamos implantando testes rápidos em todo o Estado. Logicamente, as pessoas vão começar a descobrir mais rápido, vamos pegar mais casos”, disse. ROBERTO CARLOS/AGECOM
principalmente à modificação na forma de registro pelos órgãos de saúde, à melhoria e maior alcance do diagnóstico e, claro, de novas infecções. Silvana explica que há dois anos era feito levantamento somente das pessoas que tinham a doença, e não as portadoras do vírus. “A partir de 2012, todo caso de HIV tem que ser notificado. No final de 2012 e início de 2013, estamos conhecendo a realidade global, ou seja, real. Logo, todas as pessoas que têm o vírus hoje devem ser notificadas”, disse.
Campanhas de divulgação dos cuidados para evitar contaminação por HIV são constantes, mas casos ainda são crescentes
Susto Há 15 anos, Evalcilene Santos, 37, descobriu ser soropositiva após dar à luz a filha, aos 22 anos. “Amamentei e depois descobri. Minha filha não é. Fiz prénatal e ninguém me falou que tinha essa doença. Tive pneumonia, aí vieram fazer o exame. Depois que fiz exame, foi um choque. É assim para todos que descobrem. Choram copiosamente, pensam que vão morrer”, lembrou. Com o diagnóstico, Santos abandonou o trabalho porque pensava que já iria morrer. “Não tinha
informações, e por isso hoje quis cuidar da vida de outras mulheres, para que não tenham a mesma desinformação que tive na época”, afirmou. Há 13 anos, ela é militante de movimento social que visa disseminar a prevenção e formas de tratamento de pessoas que vivem com Aids. “Entrei grupo de adesão, me fortalecei, fui estudando e me tornando militante de movimento social. Já fui coordenadora do fórum das Organizações da Sociedade Civil Aids e hoje estou na presidência da Associação de Redução de Danos do Amazonas (Ardam)”, disse. Nas reuniões com os mais variados grupos de jovens, mulheres, pessoas idosas, na capital e no interior ela passa sua experiência e ressalta a importância de não desistir do tratamento e se prevenir. “Não é legal tomar medicamento todo dia, não é gostoso. Gostoso é transar com camisinha. Passo informação para meus filhos, para todas as pessoas que têm que ter acesso a conhecimento”, disse.
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Teste rápido para HIV terá implantação intensificada A
Prefeitura de Manaus vai promover, de 8 a 11 de setembro, uma nova capacitação de profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para finalizar o trabalho de implantação do teste rápido para HIV, sífilis e hepatites (B e C) em 100% das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da rede municipal. Atualmente, o teste rápido já está implantado em 50 unidades, incluindo policlínicas. O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, explica que a prefeitura pretende encerrar o ano de 2014 com o teste rápido implantado em todas as 63 UBSs e nas sete policlínicas da rede municipal de saúde. “A implantação do teste rápido em todas as UBSs é fundamental para que se possa ampliar o acesso da população a um serviço que permite, de forma rápida e eficiente, o diagnóstico precoce de HIV, hepatite e sífilis, garantindo que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível e, consequentemente, reduzindo os casos de transmissão da doença”, destaca Homero. A nova capacitação em
Aconselhamento e Testes Rápidos vai acontecer na Escola de Serviço Público Municipal (Espi), na avenida Professor Nilton Lins, Bloco D – Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul, com duas turmas envolvendo 67 profissionais, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h. São profissionais de nível médio
META
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, a prefeitura pretende encerrar o ano com o teste rápido implantado em todas as 63 UBSs e nas sete policlínicas da capital e superior que atuam nos Distritos de Saúde Norte, Sul, Leste, Oeste e Rural (técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório, assistentes sociais, enfermeiros, bioquímicos e psicólogos) e representantes de organizações não governamentais. A chefe do Núcleo de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids
e Hepatites Virais da Semsa, Adriana Raquel de Souza, disse que a partir desta capacitação, a prefeitura também estará iniciando a implantação do teste rápido nas 71 Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs), as chamadas “Casonas de Saúde”, construídas em 130 metros quadrados. “Profissionais de cinco UBSs do Distrito de Saúde Norte já estarão sendo capacitados na próxima semana para que seja iniciada a implantação da oferta de teste rápido na Estratégia Saúde da Família. Esse trabalho terá continuidade em 2015 para a ampliação da oferta do teste rápido na Atenção Primária em Saúde”, alerta Adriana Souza. A capacitação vai abordar temas como Rede Cegonha, Co-infecção Tuberculose/ HIV, Epidemiologia da Infecção pelo HIV/Aids, Sífilis e Hepatites Virais, Normas Técnicas dos Testes Rápidos, Diretrizes para o Aconselhamento, apresentação dos kits de testes rápidos, interpretação dos resultados, marcadores sorológicos, Biossegurança e Dinâmicas sobre Aconselhamento.
AGÊNCIA BRASIL
De 8 a 11 de setembro, profissionais da Semsa receberão capacitação para implantar o teste rápido nas UBSs
Até o final deste ano, o teste rápido para HIV deve chegar a todas as UBSs e policlínicas
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Congresso de saúde mental chega ao término hoje M
anaus sedia até este domingo o 4º Congresso Brasileiro de Saúde Mental. O evento ocorre na Universidade Nilton Lins, localizada na avenida Professor Nilton Lins, 60, Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul. Realizado pela primeira vez em Manaus, o congresso foi aberto, na noite de quinta-feira (4), pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e pelo secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão. Quatro mil especialistas da área, de todo o Brasil, participam do congresso, que este ano aborda o tema “Navegando pelos rios da Saúde Mental da Amazônia: Diversidades culturais, saberes e fazeres do Brasil”. Além dos profissionais de Saúde Mental, há também representantes da comunidade científica, trabalhadores, gestores, usuários do Sistema Único de Saúde e representantes de movimentos sociais. “O 4º Congresso Brasileiro de Saúde Mental tem o objetivo de ser mais do que um encontro científico e vai buscar reunir militantes sociais que possam
contribuir com a troca de saberes e fazeres científicos e populares em torno da saúde mental e atenção psicossocial, ampliando os aspectos intersetoriais e transdisciplinares”, explica a gerente da Rede de Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Efthimia Simões Haidos.
TEMA
Este ano, a edição do Congresso Brasileiro de Saúde Mental teve como tema “Navegando pelos rios da Saúde Mental da Amazônia: Diversidades culturais, saberes e fazeres do Brasil” A Semsa conta com a participação de 90 profissionais da Rede de Atenção Psicossocial participando do Congresso, representando as policlínicas, os Distritos de Saúde, o Centro de Atenção Psicossocial – Sul (Caps – Sul), o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps – I) e o Serviço de Atenção Psicossocial, dire-
cionado para adultos com problemas decorrentes do uso abusivo de álcool e outras drogas. A Rede de Atenção Psicossocial é composta por serviços desenvolvidos pelo Município e pelo Estado, onde são realizados atendimentos médicos, socioassistenciais, psicológicos, terapêuticos, entre outros. “É um grande prazer voltar a Manaus para participar da abertura de um evento tão importante”, destacou o ministro da Saúde. “Nós temos o compromisso da colaboração com as ações do governo federal, bem como o compromisso de atuarmos com nossas próprias ações no município de Manaus para a melhoria dos atendimentos aos pacientes com distúrbios mentais. Estamos prestes a inaugurar dois novos Caps na cidade”, disse o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão. A programação completa do 4º Congresso Brasileiro de Saúde Mental, realizado em Manaus, pode ser acessada no site do evento: http://www.congresso2014. abrasme.org.br.
SEMSA/DIVULGAÇÃO
Evento nacional realizado pela primeira vez em Manaus trouxe à capital cerca de 4 mil especialistas do país na área
Ministro Arthur Chioro e o secretário municipal de Saúde, Homero Leão, na abertura do evento
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Aprendiz Legal forma nova turma no Amazonas O
Centro de Integração EmpresaEscola (CIEE) realiza na próxima quarta-feira (10), às 19h, a formatura da 30ª turma do programa Aprendiz Legal. Desta vez, 1.389 jovens se formarão em Manaus. Atualmente, 3.231 jovens participam do programa Aprendiz Legal no Estado do Amazonas. Desde o início do programa, em junho de 2003, mais de 33 mil já foram beneficiados. O Aprendiz Legal oferece aos jovens com idade entre 14 e 24 anos formação profissional, que une treinamento prático nas empresas e capacitação teórica ministrada pelo CIEE, com material didático desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho (FRM), parceira no programa. O evento será realizado no Manaus Plaza Centro de Convenções (avenida Djalma Batista, 2.100, Nossa Senhora das Graças) e contará com a presença de familiares de aprendizes, autoridades e representantes das empresas parceiras, como Samsung, Semp Toshiba e Whirlpool, que serão home-
nageadas no evento. Com mais de 60 mil aprendizes em capacitação em todo o país, o CIEE conta com um amplo cadastro de jovens com perfil exigido pela lei, além de ser uma instituição certificadora, habilitada a ministrar os cursos teóricos de capacitação durante a vigência do
FORMAÇÃO
A formatura da 30ª turma do programa Aprendiz Legal será na próxima quartafeira (10), no Manaus Plaza Centro de Convenções, com benefício de 1.389 jovens de Manaus atendidos
contrato de aprendizagem. O programa possibilita que os estudantes tenham carteira assinada por prazo determinado e, as empresas, incentivos fiscais. O Aprendiz Legal é um programa de inclusão social, que insere jovens no mercado de trabalho, de acordo com a lei 10.097/00, que obriga as empresas a con-
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Programa desenvolvido pelo Centro de Integração Empresa-Escola vai formar 1.389 jovens no próximo dia 10 em Manaus tratarem cotas de aprendizes. O CIEE oferece uma série de benefícios adicionais gratuitos aos jovens como: uniforme, lanches, palestras, oficinas, passeios culturais, atividades esportivas, apoio de assistentes sociais que interagem com as famílias dos jovens e com as empresas, entre outros. Para obter mais informações ou candidatar-se às vagas de aprendizagem oferecidas por empresas parceiras do CIEE, basta acessar o site do órgão, no endereço www.ciee.org.br. Reconhecimento Em 2012, o CIEE recebeu do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) o Selo Parceiros da Aprendizagem, pelo segundo ano consecutivo, concedido às entidades que atuam em consonância com o MTE no desenvolvimento de ações que envolvem a formação, qualificação, preparação e inserção de adolescentes, jovens e pessoas com deficiência no mundo do trabalho. Desde o início de sua atuação em apoio à lei, em 2003, o CIEE já beneficiou mais de 190 mil jovens.
O programa do CIEE oferece formação profissional a jovens de 14 a 24 anos em todo o Brasil
As atividades do programa permitem ao jovem desenvolver o senso de responsabilidade
A oportunidade de sonhar alto A vida de Felipe Machado Vilaça, 17 anos, não era fácil. Seu maior problema não era apenas a dificuldade financeira da família, mas também conviver com muitos conhecidos que estavam enveredando para o perigoso mundo das drogas. Além disso, era um garoto tímido, que quase não falava com ninguém. Há cerca de um ano, a mãe, dona Franciele Machado Vilaça, ficou sabendo sobre o programa Aprendiz Legal e sugeriu que ele entrasse no site do CIEE (www. ciee.org.br) para se inscrever. “Em pouco tempo apareceu a oportunidade de atuar na empresa CDL”, lembra Franciele. Há sete meses na empresa de logística e participando dos cursos de capaci-
tação teórica ministrados pelo CIEE, muita coisa mudou na vida do jovem. Agora já perdeu muito da timidez e auxilia no orçamento doméstico da família. “Além
SUCESSO
O caso de Felipe Vilaça revela que o programa permitiu que o jovem mudasse sua vida ao ter contato com os cursos de capacitação teórica ministrados pelo CIEE disso, meu filho está mais maduro e responsável”, orgulha-se dona Franciele. “Essa é minha primeira experiência no mercado de
trabalho e tenho a oportunidade de atuar na área de logística e adquirir conhecimento em finanças, marketing, gestão de produção e, principalmente, em trabalho em equipe, o que me ajuda até a melhorar minhas notas na escola e será muito importante no futuro”, conta Felipe. Satisfação A experiência está sendo tão satisfatória, que ele sugeriu aos três irmãos, de 14, 12 e 10 anos ingressarem no programa. “O de 14 até se inscreveu”, comemora. “Daqui a alguns anos quero estar concluindo a faculdade de psicologia, ter minha casa, meu carro, estar casado com minha namorada e constituir família”, planeja.
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Quimioterapia para Gist passa a integrar o SUS
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Procedimento para o tumor estromal gastrointestinal (Gist) terá disponibilização de mesilato de imatinibe
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Ministério da Saúde acaba de incluir na tabela SUS um novo procedimento de quimioterapia para o tumor estromal gastrointestinal (Gist) para pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, a rede passa a contar com o uso do medicamento mesilato de imatinibe também para quimioterapia adjuvante da doença, ou seja, um tratamento auxiliar recomendado para pacientes com risco de retorno da doença após retirada cirúrgica do tumor. Antes desta recomendação, o medicamento já era usado no SUS para tratamento de outros cânceres, como leucemia mieloide crônica e leucemia linfoblástica aguda e também para quimioterapia paliativa do próprio Gist. A estimativa é de que a medida beneficie cerca de 500 pacientes ao ano e gere impacto financeiro da ordem de R$ 5,8 milhões. O objetivo da incorporação do uso do medicamento na quimioterapia, após a cirurgia, é reduzir o risco de recaída e, assim, aumentar a sobrevida do paciente. O Gist é um tipo raro de câncer que atinge principalmente o trato digestivo. No mês de julho deste ano, o Ministério da Saúde publicou uma portaria de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Gist. Nesta atualização, foi mantido o uso do mesilato de imatinibe para a finalidade paliativa e definidos os critérios também para o uso adjuvante do medicamento. Mas ainda faltava incluí-lo na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS. Com a inclusão do procedimento na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais, os serviços podem registrar e faturar o procedimento ofertado e receber pelos atendimentos realizados, sendo o medicamento adquirido pelo Ministério da Saúde e fornecido pelas secretarias estaduais de saúde aos hospitais credenciados no SUS e habilitados em oncologia. A incorporação foi decidida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), que estabelece garantias tanto para a proteção do cidadão quanto para a segurança e eficácia de novas tecnologias incorporadas ao SUS, por meio da comprovação da evidência clínica consolidada e os estudos de custo-efetividade. Gist O Tumor Estromal Gastrointestinal é uma neoplasia rara. A doença ocorre em ambos os sexos e em qualquer faixa etária, entretanto, é mais comum em pessoas acima dos 40 anos de idade, com média de idade ao diagnóstico de 58 a 63 anos. Esses tumores correspondem a aproximadamente 1% das neoplasias primárias do trato digestivo, e estima-se que a incidência seja de 7 a 20 casos por milhão de habitantes. Os sintomas da doença são tumor, sangramento, perfuração e obstrução. Cerca de 20% dos casos são assintomáticos, sendo os tumores encontrados durante endoscopias, exames de imagem do abdômen ou procedimentos cirúrgicos, como gastrectomias.
Inclusão nas regras da Conitec A inclusão de qualquer medicamento no SUS obedece às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec),
que exige comprovação da eficácia, custo-efetividade e segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada. Radiografia de Gist: medida deve beneficiar cerca de 500 pacientes afetados pela doença ao ano
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Amazônia em imagens é tema de exposição no Inpa O
Paiol da Cultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI) abriu na última quintafeira (4) as portas para a exposição fotográfica: “Amazônia: Paisagens, Flora e Fauna”. As fotografias foram feitas pelo engenheiro florestal e técnico especializado em palmeiras e frutos amazônicos do Inpa, Afonso Rabelo, durante excursões pela Amazônia. A abertura da mostra contou com a presença de pesquisadores do Inpa, amigos e familiares de Rabelo, além de visitantes do Bosque da Ciência. A exposição conta com 35 quadros entre imagens e painéis de fotografias de espécies da fauna e flora amazônica, e paisagens. As fotografias foram tiradas entre 2009 e 2014 durante expedições em busca de frutos amazônicos, que é o foco das pesquisas de técnico no Inpa. Natural de Canutama (a 619 quilômetros a sudoeste de Manaus), Rabelo não é um fotógrafo profissional. A fotografia virou um hobby e uma forma de manifestar a sua paixão pela biodiversidade amazônica, e a ideia da exposição é compartilhar essas
paixões com as pessoas. “A sensação é de poder expressar a minha paixão pelos frutos nativos, pela Floresta Amazônica e pela sua biodiversidade. Não é um trabalho profissional. É um trabalho amador paralelo ao trabalho que eu faço, que é com os frutos”, disse Rabelo As imagens estão expostas em quadros que medem entre 75 x 55 centímetros a 85 x 60 centímetros. As fotografias são de espécies da fauna e flora amazônica. Borboletas, cutias, cobras, casas de cupim com formatos curiosos, macacos, paisagens e painéis com várias fotos de frutas nativas e exóticas encontradas na Amazônia compõem a exposição. Na abertura, além de apreciar as fotografias dos frutos, os visitantes puderam degustar iguarias como bolos da bacaba, do buriti e cupuaçu; pudim do buriti; mousses da bacaba, do buriti e muriciamarelo; sucos de camu-camu, jenipapo e murici-amarelo; vinhos da bacaba e buriti, além do licor caseiro do buriti. Para a assistente social Maria Salete, que visitou a exposição, o trabalho de Rabelo merece parabenização: “Muito bonito e sensível o
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Mostra fotográfica feita pelo engenheiro florestal Afonso Rabelo começou na última quinta-feira (4) e vai até 3 de outubro trabalho do fotógrafo. Achei legal o local, em formato de círculo, porque é mais fácil das pessoas verem a exposição. Estão de parabéns”. Outra visitante que se encantou com as fotos foi Terezinha Galácio que está em Manaus a passeio. Natural de São Paulo, Galácio disse que achou maravilhoso conhecer as paisagens da Amazônia. “As fotos são lindas. Meu marido até está filmando tudo para levarmos de recordação”, revelou. O Paiol O Paiol da Cultura fica nas dependências do Bosque da Ciência. De acordo com o responsável pelo Paiol, Ney Amazonas, o espaço é destinado a artistas profissionais e amadores que têm um trabalho de qualidade encantando os visitantes do Bosque. Para Ney, o espaço é um diferencial dentro do Bosque. “As pessoas vêm aqui para ver o peixe-boi, a ariranha e acabam se surpreendendo ao ver dentro de uma instituição de pesquisa uma galeria de arte”. A exposição ficará em cartaz no Paiol, de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h, até o dia 3 de outubro. A entrada da exposição é gratuita.
Exposição acontecerá até o dia 3 de outubro no Paiol da Cultura, nas dependências do Inpa
Especial
Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
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(92) 3090-1019
Eles nunca ganham, mas também jamais desistem RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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á anos na política amazonense, eles não são equipados de grandes estruturas de campanha, não costumam receber apoios partidários, mas nunca desistem de tentar o tão sonhado mandato eletivo. Incansáveis, os candidatos ao governo Luiz Navarro (PCB), Herbet Amazonas (PSTU) e a candidata ao parlamento federal, Riogocelia Costa (PRP), a “Mulher de Branco”, são exemplos de políticos que levam, há anos, ideologias que não são respondidas com vitória nas urnas. Figura lendária da política amazonense, o falecido professor Raimundo de Freitas Barboza, que ficou conhecido como “Barbozão”, ilustra também o espírito incansável de políticos que não desistem das disputas. Sem grandes estruturas, “Barbozão” repetiu em suas diversas candidaturas ao parlamento a mesma fórmula pela qual ficou conhecido e respeitado: Um fusca branco e um boneco carnavalesco gigante. Às vezes, para ir até os ribeirinhos, usava uma canoa. Discípulos de “Barbozão”, a disputa pelo governo nestas eleições reúne dois candidatos que tentam um mandato eletivo há pelo menos nove anos. Luiz Manoel Navarro (PCB), conhecido apenas como “Navarro”, dissemina os seus ideais esquerdistas desde 1986. Em 2006, estreou nas disputas se candidatando ao Senado e continuou tentando em 2008, na disputa pela prefeitura, em 2010, pelo governo, e em 2012, novamente candidato à prefeitura. Em todas as disputas de que participou, Navarro nunca chegou nem ao terceiro lugar, tendo ficado em quinto (2008), quarto (2010) e oitavo (2012), sucessivamente. Presidente estadual do partido, o candidato, todos os dias, agenda reuniões com grupos comunitários e conversa com populares da capital. Neste ano, Navarro achou que precisava reforçar a campanha no interior e então fez um
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Veja as histórias dos tradicionais candidatos a cargos eletivos no Amazonas que estão há décadas na disputa eleitoral empréstimo de R$ 30 mil para enviar panfletos aos municípios. “Nesse ano resolvi fazer diferente, fiz esse empréstimo para levar os panfletos para o interior. Mas nós não temos recursos para ir às ruas, viajar ao interior, nos limitamos à campanha no interior”, disse. O candidato, no entanto, diz que parar de disputar eleições não está nos seus planos prioritários. Segundo ele, é necessário, primeiro, encontrar um talento na juventude do parti-
BARBOSÃO
Figura lendária da política amazonense, Barbosão ficou conhecido por atuar nas campanhas políticas sempre carregando um boneco de orelhas grandes na mala do seu carro pela cidade Luiz Navarro na primeira foto de campanha, feita em 1986
Herbert Amazonas diz que não deverá desistir dos seus ideais
do que possa substituí-lo. Também na disputa pelo governo, o funcionário dos Correios, Herbert Amazonas (PSTU), tem registros de candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) desde 2006, quando foi candidato ao governo. Desde lá, o militante do movimento operário foi candidato a vereador (2008), não tendo figurado nem entre os 40 mais votados, ao governo novamente (2010), atingindo o quinto lugar e a prefeitura, em 2012. Parte da ala de políticos que não recebe financiamento para as campanhas, o militante, então, busca entre ativistas e operários do Polo Industrial de Manaus (PIM) as doações para manter as atividades. “Nossos amigos nos ajudam com R$ 100 ou R$ 50 reais, é o que eles podem”, afirma. Desistir das disputas também não está nos planos do candidato, mas, segundo ele, é hora de disputar “um cargo menor”.
Famoso por seu boneco, Barbozão nunca ganhou um pleito
Mulher de Branco ainda persiste Taxista há 46 anos, Riogocelia Costa (PRP), conhecida como a “Mulher de Branco”, por pouco não desistiu de novamente disputar estas eleições. Segundo ela, a candidatura a deputada federal só se tornou realidade por muita “insistência do partido”. Conhecida por ter adotado o exótico nome fictício, ela disputou por três vezes uma vaga no parlamento municipal: em 1996, 2000 e 2004, sem sucesso em todas as tentativas. A “Mulher de Branco” diz que o nome adotado não tem nada a ver com a lenda da mulher que assombra noites escuras. “Um dia eu simplesmente resolvi me vestir toda de branco e então todos os meus colegas taxistas resolveram me chamar assim, gritando esse nome na rua. Minha mãe dizia que esse meu gosto por roupas brancas é de família. Meu pai foi dentista e ele sempre só usava branco”, afirmou a candidata. Candidata à disputada vaga no parlamento federal, a taxista diz que, neste ano, está mais confiante na vitória. “Eu tenho o apoio dos taxistas, e estou muito confiante”, declarou. Mulher de Branco tenta agora, pela primeira vez, uma cadeira em Brasília e diz estar confiante
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Eleições 2014
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‘Falta de concorrência eleva tarifa de passagens aéreas’ Alto custo das passagens aéreas dentro do Estado é o tema proposto esta semana pelo EM TEMPO aos candidatos ao governo RAIMUNDO VALENTIM
O custo dos preços das passagens dentro do Estado chega, em certos casos, a ser mais elevado do que valores pagos em vôos para outros locais do país e até do exterior MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO
A
s pessoas que pretendem ou precisam viajar de avião de Manaus para cidades do interior do Amazonas pagam uma tarifa mais cara do que sair de Manaus para outros lugares para o exterior, como Miami. Diante dessa realidade do cidadão amazonense, o EM TEMPO buscou conhecer com os candidatos ao governo do Estado se há propostas para tentar baratear esses vôos ao interior do Estado. Os candidatos justificaram a baixa concorrência como um dos fatores para o elevado preço das tarifas aéreas regional. Para o governador do Estado e que busca à reeleição, José Melo (Pros), a concorrência no mercado é o principal indutor da baixa de preços no setor de aviação no Amazonas. Segundo ele, para que novas empresas apostem no mercado de vôos regionais, é preciso melhorar a infraestrutura dos aeroportos, medida que inclui a efetivação de investimentos anunciados pelo governo federal na adequação de aeroportos em 18 municípios e a construção de novos terminais em sete cidades do interior. “O governo federal tem que cumprir esse compromisso
feito com o povo do Amazonas para que a gente tenha segurança e esses aeroportos possam ser homologados. Acontecendo isso, acredito que as empresas serão atraídas, uma vez que oferecemos alíquota diferenciada de ICMS no combustível para vôos regionais. Penso que incentivos tributários também podem vir do governo federal e defendo que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) avalie a abertura de novas linhas para gerar concorrência, porque é somente assim que a passagem baixa. É mais barato ir a Miami que para Eirunepé e isso precisa mudar”, disse. Melo lembrou que, durante o governo Omar Aziz (PSD), a aviação aérea interestadual ganhou incentivo com a aprovação pelo Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), responsável pela análise de novos negócios a serem instalados no Estado com incentivos fiscais, do projeto da empresa MAP Linhas Aéreas. O projeto da empresa foi aprovado em reunião presidida por José Melo, à época vice-governador.
Voos domésticos no AM podem ser barateados O candidato pelo PSB, deputado Marcelo Ramos, criticou o governo Braga, o qual beneficiou, à época, apenas uma empresa para atuar no Amazonas. Para ele, a questão da concorrência também será responsável para diminuir essa alta dos voos domésticos na região. “O governo de Eduardo Braga criou uma lei alfaiate que só beneficiou uma empresa e permitiu a constituição de um monopólio na aviação regional”, disse. Marcelo acrescentou ainda que, como deputado, apresentou projeto que
mudou essa realidade e que com ação conjunta com o governo federal será possível executar reformas e manutenção nos aeroportos. “Como deputado, mudei a lei e hoje outras empresas têm acesso ao incentivo e, com isso, alguns municípios já têm mais de uma empresa operando e isso aumenta a frequência de voos e reduz o preço. Vamos estimular a concorrência atraindo mais empresas para a aviação regional. Também vamos executar, em conjunto com a nossa presidente Marina (Silva), obras de reformas
e manutenção dos aeroportos do interior, com recursos do Programa Federal de Auxílio aos Aeroportos (Profaa), para garantir segurança, conforto e frequência de voos. Alto custo O senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo pela coligação Renovação e Experiência, alega que o alto custo da aviação regional se dá pelas deficiências na infraestrutura aeroportuária. Segundo ele, é preciso irradiar o desenvolvimento econômico do Estado, por
meio dos modais de transporte rodoviário, portuário, aeroportuário e hidroviário, visando justamente reduzir os custos e elevar a competitividade dos bens e serviços. Como plano de governo, Braga pretende implantar infraestrutura aeroportuária de pequeno porte, incluindo a sinalização da pista e do pátio de estacionamento, em parceria com a Infraero e prefeituras. O candidato pretende implantar também o Programa de Formação de Brigadas Especiais de Combate a Incêndios em Aeródromos (Beca).
Tributos estaduais ajudam a elevar os preços Já para o candidato pelo PMN, deputado Marco Antonio Chico Preto, os tributos estaduais ainda são grandes causas dos valores elevados entre voos de Manaus para cidades do interior do Estado. Para ele, somente a partir da desoneração desses tributos, a população
amazonense poderá contar com passagens mais baratas. “Desonerar os tributos estaduais e estimular a competição entre as empresas que operam nos roteiros autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Dessa forma trabalharemos para que a população tenha
uma tarifa aérea regional mais barata”, explicou. Hoje, as passagens entre o trecho de Manaus para o município de Eirunepé, distante a 1.159 quilômetros e Manaus, estão em torno de R$ 2.5 mil ida e volta, enquanto que ir de Manaus para Miami, que tem o dobro
de distância (3.880 km), são encontrados vôos em baixa temporada de pouco mais de R$ 1 mil. A reportagem tentou contato com o candidato Abel Alves (Psol), pelo telefone celular 99XX-XX21, mas as chamadas não foram atendidas.
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Marcelo SERAFIM
‘IREMOS derrotar AS velhas OLIGARQUIAS’ FOTOS: DIEGO JANATÃ
JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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Eu serei senador pelo Estado do Amazonas, e permanecerei no cargo durante os oito anos para defedender que o Brasil tenha escola de Tempo Integral. Serei senador para brigar para que os medicamentos não tenham impostos altos”
residente estadual do Partido Socialista Brasileiro no Amazonas (PSB-AM), exdeputado federal e atualmente vereador na Câmara Municipal de Manaus (CMM), Marcelo Serafim é o primeiro dos candidatos ao Senado Federal que serão convidados a marcar presença na série do “Com a Palavra”, reservada para a apresentação de propostas eleitorais. Com a carreira política iniciada por meio de militância em movimentos estudantis, Marcelo Serafim é filho do ex-prefeito Serafim Corrêa e junto com o pai e o candidato do grupo ao governo do Estado, Marcelo Ramos, diz que encampou a missão de trabalhar no palanque pró-Marina Silva, (candidata à Presidência da República), para dar uma nova cara ao país e especialmente ao Amazonas. Defendendo a renovação política, Marcelo Serafim sustenta coerência na defesa de seus projetos e ressalta que com calma derrotará velhas oligarquias instaladas durante décadas no Estado. “Nós iremos derrotar as velhas oligarquias que estão no poder. Essa campanha é para senador, e tem candidato ao Senado que não sabe nem o que faz um senador”. EM TEMPO - O senhor já foi deputado federal, agora exerce o mandato de vereador em Manaus. O que lhe motiva a brigar pela única vaga disponível ao Estado no Senado? Marcelo Serafim - Quando fui deputado federal tive um bom trabalho, bem avaliado na capital e no interior do Estado. Uma eleição de deputado federal é extremamente difícil, e complicada, não fui reeleito, mas fiquei como 1º suplente. Depois disso, o prefeito Arthur Virgílio Neto me chamou e conversou comigo sobre a possibilidade de eu voltar para Brasília, caso ele nomeasse o deputado federal da nossa coligação como secretário municipal, mas eu disse que não queria. Meu objetivo era reconstruir a minha vida política a partir do parlamento municipal. No mês de março o exgovernador de Pernambuco, meu amigo Eduardo Campos, me chamou no Rio de Janeiro e pediu que disputasse a eleição para o Senado, que desse a ele a oportunidade de ter um palanque aqui dentro do Estado. Então, eu acatei e passei a disputar a candidatura para o Senado.
Quando a Marina se uniu à nossa chapa e me fez o mesmo pedido. Infelizmente, tivemos todos os acontecimentos tristes com o Eduardo, mas eu vou continuar levantando a bandeira da ética e moralidade, que as nossas candidaturas majoritárias sempre levantaram. EM TEMPO - Muitos dão como ganha a candidatura de um dos seus principais oponentes, o ex-governador Omar Aziz. O senhor enxerga essa uma luta entre David e Golias? MS - Com muita tranquilidade derrotarei o Omar Aziz e o Francisco Praciano nas urnas. A nossa candidatura representa coerência política dentro do Estado. Nós não mudamos de lado, o nosso lado sempre foi o lado das oposições, eu e Serafim Corrêa, Marcelo Ramos e tantos outros companheiros continuamos na mesma trincheira de batalha. Nós iremos derrotar as velhas oligarquias que estão no poder. Essa campanha é para senador, e tem candidato ao Senado que não sabe nem o que faz um senador. Tem candidato que já defendeu em entrevistas que o Senado deveria ser extinto, mas quer ser senador. Eu serei senador pelo Estado do Amazonas, e serei senador durante os oito anos de mandato para defender que o Brasil tenha escola de tempo integral, uma realidade que o Eduardo Campos implantou em seu Estado, e que precisa ser estendida para o restante da República. Serei senador para brigar com o governo federal, para que os medicamentos não tenham impostos, que as pessoas tenham direito de descontar do seu imposto de renda os valores gastos com medicamentos. EM TEMPO - O senhor tem mantido contato com a candidata Marina Silva. Quais os apontamentos dela para a campanha do PSB aqui no Amazonas? MS - Falei com ela ao telefone durante o final de semana. E ela me dizia da importância do Amazonas me levar para o Senado. E por essa afinação que estamos mantendo, temos confianças da vitória no dia 5 de outubro. EM TEMPO - O PSB no Amazonas vem com candidatos em várias frentes, e o que o eleitor pode considerar o carro-chefe do
partido nesse momento eleitoral? MS - A nossa meta principal é levar Marina Silva à Presidência da República. Eu e o Marcelo Ramos estamos focados não só nas nossas campanhas, mas em ajudar a Marina a passar por essa disputa. Tenho convicção que o Brasil não vive uma pequena onda de Marina Silva, o Brasil vive uma onda pela ética, pela moralidade, pela coerência na política. Os nossos adversários ao Senado demonstram ao longo da vida vários momentos de incoerência. A principal delas é de um candidato que sempre combateu os corruptos e que agora está com duas muletas ao seu lado. De um lado, Eduardo Braga e do outro Amazonino Mendes. Esses mesmos políticos que o Francisco Praciano tanto condenou ao longo da sua vida pública. EM TEMPO - Nossa bancada federal sempre foi bastante criticada e por vezes intitulada de inoperante. Caso eleito, como o senhor pretende se relacionar com os demais pares? O senhor almeja obter o posto de líder do grupo? MS - Sempre tive uma ótima relação com todos os setores da bancada amazonense quando fui deputado federal. Essa ótima relação perdura até hoje, chegando a Brasília não tenho a pretensão de ser líder de uma bancada, minha pretensão é de ajudar a presidente Marina a governar esse país. Com esse foco, com essa pretensão, nós chegaremos lá, conscientes de que é preciso unir o Estado do Amazonas. As duas candidaturas que são diretamente minhas adversárias para o Senado são duas candidaturas que desunem o nosso Estado. Não produzem a união, um brigando com A e outro brigando com B. Eu atuando na linha propositiva chegarei ao Senado para fazer a grande união que o Estado precisa. EM TEMPO - A palavra renovação faz parte da linha defendida amplamente pelo Partido Socialista Brasileiro. Mas, além de novos nomes, como o PSB pretende trabalhar a renovação no Estado? MS - O momento pede renovação e nós pedimos uma chance para fazê-la. Não adianta nós irmos aos milhares para as ruas, há um ano, e hoje não darmos a resposta nas urnas. O PSB é um partido de resistência, não se coligou aquelas velhas
raposas políticas que nada fizeram. Por isso representamos a renovação e por isso pedimos essa chance. EM TEMPO - Como o senhor, como senador, pretende trabalhar em prol do crescimento social e econômico do interior do Amazonas? MS - O interior é algo que conheço de maneira muito abrangente, quando fui deputado federal todos os meses do meu mandato, viajava pelo menos duas vezes para uma calha de rio do interior. As cidades do interior estão abandonadas e não é de hoje, estão abandonadas desde a época do terceiro ciclo, implantado pelo governador Amazonino Mendes. O abandono é geral, não há uma política desenvolvimentista para o interior do Estado. Não defendo a devastação da floresta amazônica, defendo que a pessoa no interior tenha a oportunidade de viver do extrativismo e da exploração sustentável da madeira que nós temos. Não dá para as pessoas continuarem passando fome e abandonadas, por conta de regras ambientais. O Amazonas tem um potencial hídrico enorme, um potencial de piscicultura enorme e nós não produzimos peixe. A nossa farinha é uma das mais caras do país, a famosa farinha Uarini, chegou a R$ 12 o quilo e isso aconteceu por conta de uma política equivocada do governo estadual, que vem desde a época de Eduardo Braga. Ele entregou a secretaria da Produção Rural nas mãos de um partido político e o Omar Aziz manteve o erro. EM TEMPO - Recentemente, o EM TEMPO realizou um levantamento sobre a qualidade dos projetos elaborados pelos parlamentares em Brasília. No estudo dos dados disponibilizados pelos portais da transparência mantidos pela Câmara Municipal e Senado Federal, observamos que em boa parte dos projetos faltou qualidade. Caso eleito, quais serão suas primeiras iniciativas na casa? MS - Nossos primeiros passos serão em prol do desconto no Imposto de Renda dos seus gastos integrais com a educação dos seus filhos e com medicamentos. O Brasil não fornece para a sociedade brasileira educação de qualidade que ela almeja, então ela tem que escapar para a educação particular. O senador é senador da República e não só do seu Estado, temos que discutir grandes temas brasileiros.
Os nossos adversários ao Senado demostram ao longo da vida vários momentos de incoerêncoa. Temos até um candidato que combatia corruptos e agora está com duas muletas”
O momento é de renovação e nos pedimos uma chance de fazê-la. O PSB é um partido de resistência e não se coligou com velhas raposas da política”
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MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
DIVULGAÇÃO
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Nenhuma das negociações de hoje passa a ter credibilidade” AÉCIO NEVES, sobre a demissão do ministro da Fazenda 4 meses antes de sair do cargo
Liberação de inibidores pode ser lobby de Youssef Documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, aos quais esta coluna teve acesso, revelam grande interesse de uma empresa investigada, Piroquímica, no sal químico sibutramina, inibidor de apetite. O mega-doleiro Alberto Youssef fazia lobby para reverter a proibição desse comércio bilionário. Investigadores suspeitam que ele está por trás da liberação de inibidores, definida pelo Senado no dia 2.
folha. O PT lidera em quatro Estados, o PSB de Marina Silva não lidera, mas pode levar três.
Proibição Por oferecerem riscos à saúde, os inibidores tiveram a comercialização proibida em 2011, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Mão na taça No Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB) lidera com folga espantosa, em relação ao rival Renato Casagrande (PSB), o atual governador.
Arrumadinho O laboratório Labogen, de Youssef, importava químicos, revendia à Piroquímica, que revendia a outra empresa, que vendia ao governo.
Aero-corrupa Chegam a ser engraçados os codinomes utilizados pelos envolvidos no escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato. Há emissários batizados de “Grandão” e “Careca”, que faziam o transporte do dinheiro sujo, em jatos, para o exterior e de lá para o Brasil.
A favorita A empresa Labogen é uma das principais investigadas na Operação Lava Jato, envolvendo inclusive o deputado André Vargas (ex-PT-PR). Eles sabem mais Os senadores alegaram que a Anvisa “extrapolou” ao proibir inibidores de apetite. A Anvisa, na verdade, exerceu suas prerrogativas. PMDB pode conquistar oito governos estaduais Maior aliado do governo Dilma, o PMDB pode ser o grande vencedor da eleição 2014, nos Estados. Se os cenários previstos nas pesquisas se mantiverem, o partido de Michel Temer pode eleger até oito governadores, dois a mais que o PSDB, segundo colocado nas projeções das pesquisas de Ibope e Data-
Quatro no Nordeste No Nordeste, o PMDB tem grande chance de eleger Renan Filho (AL), Eunício Oliveira (CE), Henrique Alves (RN) e Jackson Barreto (SE). Três no Norte No Norte, são favoritos Eduardo Braga (AM) e Marcelo Miranda (TO). Helder Barbalho (PA) não lidera, mas tem chance. Todos do PMDB.
Rigidez Uma das empreiteiras investigadas pela Policia Federal na Operação Lava Jato também tem nome esquisito: Rigidez. Nome que certamente não foi inspirado na atitude eticamente rígida dos responsáveis. Figurões na escuta A Operação Lava Jato leva pânico a vários figurões do Paraná que aparecem em escutas, ora em conversas indecorosas com o megadoleiro Alberto Youssef, ora com o deputado André Vargas (ex-PT). Lula candidato? Os aliados do governo no
Jornalista
Nordeste, inclusive petistas, estão se lixando para a candidatura de Dilma à reeleição. Nem usam sua imagem, nem pedem votos para ela. Só querem saber de Lula. PT lipoaspirado O PT deve eleger a 2ª maior bancada de deputados federais, segundo políticos experientes. A Operação Lava Jato inibiu o “caixa 2” e Dilma não abriu o cofre. O PMDB sairá das urnas com a maior bancada. Propaganda enganosa O Itaú anunciou redução para 0,99% ao mês os juros do financiamento de veículos, até o dia 10. No rodapé do anúncio, em letras miúdas, a real: a taxa soma 12,55% ao ano, mas, somadas tarifas e otras cositas, vai a 27,66%, mais que o dobro. E 27,66% ao ano são 2,06% ao mês. Vassalagem Ao atacar Marina Silva (PSB), apostando na sua “derrubada”, caso eleita, o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), prestava vassalagem à presidenta Dilma. Na visita a Fortaleza, ela desabafou que não se sentia bem atacando Marina. Ele se prontificou a fazer o serviço. Desconstrução Os ataques do ex-ministro Ciro Gomes a Marina fazem parte do “pacote” oferecido à presidente Dilma pelo irmão governador. Até se dispôs a percorrer o país tentando “desconstruir” a candidata do PSB. Últimos a saber Se Lula demitiu Cristovam Buarque da Educação por telefone e Dilma demitiu Guido Mantega pela imprensa, os ministros devem ficar ligados para não serem demitidos por sinais de fumaça.
PODER SEM PUDOR
Conversa de pescador Nos tempos de ditadura, dois candidatos da Arena disputavam a prefeitura de Conceição do Mato Dentro (MG), onde vivia Chiquito, cabo eleitoral particularmente esperto. Na campanha, ele não hesitou em subir no palanque e pedir votos para Sebastião Soares, da Arena 2, mas uma semana depois lá estava ele no outro palanque, de José Mascarenhas, da Arena 1, implorando os votos dos conterrâneos. Um deles, curioso, questionou a repentina mudança. Chiquito não se fez de rogado: - Eu não mudei, pesquei. Joguei o anzol no ceveiro do Soares, esperei e não deu peixe. Joguei no ceveiro do Mascarenhas, logo veio peixe.
PROMESSA
Dilma diz que não vai desempregar A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que tem compromisso com a meta da inflação, de 6,5%, mas que para isso não vai desempregar o “povo brasileiro”. A presidente criticou aqueles que, segundo ela, sugerem que a pressão inflacionária pode ser causada pelo pleno emprego. Na última sexta-feira, dia 5, o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), divulgou a inflação dos últimos 12 meses, que chegou em 6,51% em agosto. O teto da meta é de 6,5%. “Meu compromisso é com a meta de inflação. Eu procurarei sistematicamente buscar o centro da meta. Agora, para isso, não vou desempregar o povo brasileiro porque muitas vezes o que está por trás dessa discussão é: ‘vocês não
acham necessário desempregar um pouco, porque está muito alto o emprego? ”, disse a presidente. “A verdade é que no período de mais ou menos nos 15 anos em que temos meta de inflação, em nove anos sempre estivemos pouco acima do centro da meta. Nunca estivemos sistematicamente no centro, a não ser em três anos se não me engano”.
Candidato declarou que uma das prioridades dele será o combate à violência contra idosos
Marcelo Ramos debate sobre segurança pública
Candidato ao governo apresentou suas propostas para o ramo da segurança pública e o combate ao tráfico de drogas
O
candidato ao governo Marcelo Ramos (PSB) participou do programa “Segurança Agora”, da TV EM TEMPO, onde entre outros assuntos falou sobre a questão da violência contra o idoso. De acordo com o candidato, um governo tem que combater todos os tipos de violência, entretanto, salientou que existem grupos mais vulneráveis, como LGBT, mulheres, crianças e idosos. “Temos que reconhecer que esses grupos precisam de tratamento diferenciado”, disse. Num eventual governo, Marcelo Ramos salientou que os Distritos de Policia serão
transformados num Centro com ações transversais com psicólogos, assistentes sociais e médicos, além de atender as famílias em casa. “Transformaremos os DIPs em centros de atenção aos idosos com interação com as famílias”, afirmou, completando que quando há violência contra os idosos as famílias também tem que ser tratadas. Sobre segurança na fronteira, Ramos avaliou que nas áreas internas das cidades
que fazem fronteira com ouros países, a obrigação de garantir segurança é do governo estadual e completou que o sistema penitenciário no Amazonas precisa ser humanizado. “O preso entra num presídio e sai muito pior do que entrou porque não existem projetos para ele. No nosso governo investiremos em programas para ficar ocupado”, disse. Também voltou a argumentar que o programa “Ronda no Bairro” não combate tráfico de droga, crime organizado e homicídio e completou que o programa deve ser reformulado restabelecendo a sua lógica de polícia comunitária.
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Marina Silva diz ter vida ‘vasculhada’ por rivais A
candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse que está sofrendo “perseguição em todos os níveis” e que no momento “há quase que CPIs paralelas, informais vasculhando a minha vida em todos os lugares”. A candidata deu a declaração ao ser questionada sobre palestras que proferiu. O tema levantado por reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, segundo a qual entre março de 2011 e junho de 2014 a candidata recebeu R$ 1,6 milhão em palestras, o que, conforme o jornal, foi mantido “em segredo” por Marina. “Isso é um factóide que o PT está criando, é uma atitude lamentável, é uma verdadeira perseguição em todos os níveis. Neste momento tem quase que CPIs paralelas informais vasculhando a minha vida em todos os lugares mas eu tenho a consciência livre e tranquila com relação à minha honestidade”, afirmou. Marina disse ainda que os adversários estão “quase em desespero” e que, por serem “tão grandes e poderosos, conseguem ocupar todos os espaços para dizer inverdades a meu respeito”. “O que está acontecendo é que há uma situação quase que de desespero por parte dos meus adversários [...] Obviamente que eles são tão grandes e poderosos que conseguem ocupar todos os espaços para dizer inverdades a meu respeito. Eu não tenho a mesma estrutura que eles têm. A presidente Dilma tem 11 minutos de programa de televisão, o governador Aécio tem quase cinco. Eu tenho apenas dois minutos”, afirmou. Agronegócio Na entrevista, a candidata também foi questionada sobre o agronegócio. Ela disse que
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Candidata socialista à Presidência diz que há quase CPIs paralelas informais fiscalizando sua vida em todos os lugares o país deve ter ganho de produção com aumento da produtividade. A candidata afirmou defendeu ainda a agricultura sustentável. “Nós queremos é incentivar, sim, a agricultura brasileira. Porque ela é muito importante para o nosso país e para o suprimento de alimento, a segurança alimentar, de boa parte do mundo. E o que nós queremos é com o investimento, com crédito, com o apoio à ciência e tecnologia, inovação, que a gente possa aumentar a produção por ganho de produtividade. Os regramentos para que se tenha uma agricultura sustentável em todos os aspectos devem ser observados”, disse.
DESESPERO
Marina disse ainda que os adversários estão quase em desespero e que, por serem tão grandes e poderosos, conseguem ocupar todos os espaços para dizer inverdades ao seu respeito Marina Silva disse que situação está sendo ocasionada por conta do desespero dos seus adversários no pleito deste ano
Setor de energia A candidata foi questionada sobre críticas de que em sua gestão no Ministério do Meio Ambiente licenciamentos ambientais demoraram para serem liberados e que isso pode ter contribuído para uma crise no setor energético. Marina negou que tenha atrasado licenciamentos e alegou ter saído do governo em 2008, por isso não pode ser responsabilizada por problemas que acontecem na gestão atual.
Candidata diz que falta ‘visão estratégica’ Ela também disse que falta “visão estratégica” ao governo ao não combinar diversos tipos de energia, como a eólica, a solar e a de biomassa. “O problema é que nós temos uma situação em que a falta de visão estratégica está nos levando a poucas fontes de
relação. E quando não tem as chuvas, que não é culpa de ninguém, aí a gente fica na dependência apenas das termoelétricas tradicionais, que precisam ser acionadas para complementar o suprimento de energia”, concluiu. “Quantos anos já fazem que eu saí? Os licenciamentos
mais difíceis foram dados durante a minha gestão. Quando eu cheguei no ministério, existiam 40 hidrelétricas, 40 licenças que estavam paralisadas e algumas delas com questionamento do Ministério Público. [...] O setor elétrico é responsabilidade dela há 12 anos, Como
chefe da Casa Civil e como presidente da República. Ela esteve nos espaços de poder mais importantes para a agenda de energia. Como podem dizer que a responsável pelos problemas que têm no setor elétrico é uma pessoa que saiu do governo desde 2008?”, questionou.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA
JOSÉ MELO
Candidato faz visitas a comunidades do Médio Solimões.
MARCELO RAMOS
Candidato faz caminhada em bairros da Zona Sul de Manaus.
CHICO PRETO
Candidato pela manhã faz “adesivaço” da candidata Marina Silva na praia da Ponta Negra. À tarde, faz caminhada no município de Itacoatiara.
HERBERT AMAZONAS
Candidato não divulgou agenda.
NAVARRO
Candidato não divulgou agenda.
Candidato fará visita ao município de Presidente Figueiredo.
ABEL ALVES Candidato não divulgou agenda.
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Por delação premiada, 61 políticos são denunciados
Redução de pena Delação premiada ou colaboração com a Justiça é a figura jurídica que prevê a redução de pena quando um réu fornece informações que possam esclarecer outros crimes. Costa decidiu fazer uma delação premiada no último dia
22, depois que a Polícia Federal fez buscas em empresas de suas filhas, de seus genros e de um amigo dele, todas no Rio de Janeiro. Em uma das empresas, a Polícia Federal encontrou indícios de que Costa tem mais contas no exterior.
DISTRIBUIÇÃO
Os políticos receberiam, segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberta Costa, 3% do valor dos contratos da Petrobras na época em que ele era diretor de distribuição da estatal, entre 2004 e 2012 Em junho, a Suíça comunicou às autoridades brasileiras que Costa e seus familiares tinham US$ 23 milhões em contas secretas naquele país. O ex-diretor havia negado à polícia que tinha recursos no exterior.
A existência das contas na Suíça foi o motivo alegado pelo juiz federal Sergio Moro para decretar a prisão de Costa pela segunda vez, em 11 de junho. Costa também estava em pânico com a perspectiva de ser condenado a mais de 30 anos de prisão. A delação do ex-diretor da Petrobras é sigilosa e o teor de todos os depoimentos não foi revelado até agora. Operação Lava Jato A “Folha de S.Paulo” revelou que a prioridade dos procuradores da Operação Lava Jato era descobrir como o esquema de desvio na Petrobras alimentava políticos e como as empreiteiras operavam para fazer os recursos chegaram até os parlamentares. Costa foi responsável pela obra mais cara da Petrobras, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujo preço final pode ultrapassar R$ 40 bilhões. Segundo a Polícia Federal, os contratos eram superfaturados e o sobrepreço era repassado pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef. O doleiro, por sua vez, cuidaria da distribuição do suborno aos políticos.
Paulo Roberto Costa foi beneficiado por ter relacionado políticos envolvidos com a Petrobras
MÁRIO ADOLFO/ADYEL VIEIRA
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ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa deu o nome de 12 senadores, 49 deputados federais e um governador na parte de sua delação premiada que trata de políticos, segundo a reportagem apurou. Os envolvidos seriam de três partidos, ainda de acordo com a apuração da reportagem: PT, PMDB e PP. Costa dizia na cela em que está preso na Polícia Federal em Curitiba que não teria eleições neste ano se ele revelasse tudo o que sabe. Os políticos receberiam, segundo Costa, 3% do valor dos contratos da Petrobras na época em que ele era diretor de distribuição da estatal, entre 2004 e 2012. O depoimento chegou no começo desta semana ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o ministro Teori Zavascki homologue o acordo.
EBC
Ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa entregou à PF o nome de parlamentares que se beneficiavam com a Petrobras
S
ó não vale chutar na canela! Mas discutir propostas, programas de governo, dar respostas às demandas apresentadas pela sociedade, discutir os problemas do nosso Estado e apontar as possíveis soluções, isso pode!
única para que a sociedade conheça o potencial dos homens que querem governar o Amazonas. Eleição é coisa séria, debate também. Ao conhecer as propostas e perfis dos candidatos em 2h30 de debate, o eleitor vai identificar o seu potencial como gestor e suas qualidades, como Por entender que o momento eleitoral é crucial a inteligência e a experiência. para o futuro do Amazonas, a TV EM TEMPO/SBT, do Grupo Raman Neves de Comunicação, que Agende esse programa. Depois do Debate TV será realizado dia 9 de setembro às 21h30, vai EMTEMPO/SBT, que terá como mediador o jornacolocar José Melo (Pros), Eduardo Braga (PMDB), lista Marcelo Torres – âncora do Jornal do SBT –, Marcelo Ramos (PSB), Chico Preto (PMN) e Abel você terá maior convicção para digitar o número Alves (Psol) frente à frente. Será uma oportunidade de seu candidato e a tecla CONFIRMA!
Eleições 2014
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Aborto, maconha e religião segundo os presidenciáveis REPRODUÇÃO
Candidatos à Presidência da República debatem assuntos controversos e dão sua opinião sobre temas polêmicos
Pesquisa com 10 dos 11 candidatos à Presidência da República responderam questões consideradas polêmicas e que são controversas entre os eleitores brasileiros
C
om o início da campanha eleitoral, temas controversos passaram a fazer parte do debate político e os candidatos são instados
a todo momento a se posicionar sobre polêmicas. Dez dos 11 candidatos à Presidência da República falam sobre alguns assuntos acalorados, como a
descriminalização da maconha, do aborto e o ensino religioso obrigatório. Os candidatos também foram questionados sobre a redução da maioridade
penal, o fim da reeleição, a ampliação do Bolsa Família, a diminuição do número de ministérios e aspectos da economia como a reforma tributária, a meta de inflação
ideal e a independência do Banco Central. As respostas foram colocadas em ordem alfabética pelo nome do candidato. O candidato Rui Costa Pimen-
ta (PCO) ainda não havia respondido à solicitação de entrevista até a publicação desta reportagem.
CANDIDATOS SE POSICIONAM, OU NÃO, SOBRE TEMAS CONSIDERADOS CONTROVERSOS E POLÊMICOS » Descriminalização do aborto
» Descriminalização da maconha
Aécio Neves (PSDB) É contra.
Aécio Neves (PSDB) É contra.
“Sou a favor da legislação atual, sem mudanças”, afirmou o tucano em entrevista a uma revista em junho de 2013.
Dilma Rousseff (PT) É contra.
“Defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto”, afirmou em 2010, quando era candidata ao Planalto.
Marina Silva (PSB) Afirma “não defender” a descriminalização do aborto, mas diz ser favorável à realização de um plebiscito sobre o tema. Eduardo Jorge (PV) É a favor.
Defende a legalização do aborto, estabelecendo regras e limites de idade gestacional. “Não estimulamos a prática do aborto, pois ele sempre é traumático para a mulher... Porém, não podemos ignorar essa realidade de muitas mulheres que por algum motivo recorrem a ele a cada ano. Não concordamos em criminalizá-las”, diz o programa de governo do PV.
Eymael (PSDC) É contra.
“A posição da democracia cristã é a manutenção das três hipóteses que hoje existem (para o aborto): o estupro, o perigo de vida [para a mulher] e o feto destituído de cérebro”.
A posição difere daquela adotada por FHC, seu padrinho político.
assunto.
Marina Silva (PSB) Pessoalmente, se diz contrária ao uso da maconha. Apesar disso, defende a realização de plebiscitos para que a população se posicione sobre a possibilidade de descriminalização da droga.
Marina Silva (PSB) Embora, na campanha presidencial de 2010, tenha defendido o ensino religioso nas escolas, atualmente se coloca contrária à obrigatoriedade. “Tive 16 anos de atividade parlamentar e ninguém me viu apresentar nenhum projeto de lei defendendo a religião; respeito o Estado laico”.
Eduardo Jorge (PV) É a favor.
Defende a legalização da maconha para uso medicinal e recreativo, outras drogas mais pesadas devem ter estratégias para reduzir os danos de uso. Acredita que o uso da maconha deve ser tratado como o uso do tabaco e do álcool.
Eymael (PSDC) É contra.
“[A descriminalização] é um equívoco. A maconha é a porta de entrada da droga”.
José Maria (PSTU) A favor.
Levy Fidelix (PRTB) É contra.
Levy Fidelix (PRTB) É contra.
Luciana Genro (PSOL) A favor.
“Eu vejo que a gente precisa descriminalizar, para quê? Para acabar com essa hipocrisia e possibilitar uma discussão franca sobre o tema da maternidade, da contracepção”.
Mauro Iasi (PCB) É favorável.
”O aborto é um direito da mulher. Dessa forma, ele deve ser realizado na rede pública de saúde”.
Pastor Everaldo Pereira (PSC) É contra.
“Defendo os princípios cristãos, defendo a vida a partir da concepção, e sou a favor de todas as leis civis e penais que defendam o direito à vida. A criminalização do assassinato de vida intrauterina é tão importante quanto a criminalização do assassinato de vida extrauterina. As exceções que hoje constam no direito brasileiro já são mais do que suficientes para regular a questão”.
Aécio Neves (PSDB) Não se pronunciou sobre o
assunto.
Dilma Rousseff (PT) Afirmou ser contra nas eleições de 2010, quando era candidata. Na campanha atual, não se pronunciou.
José Maria (PSTU) É contra.
“Sou a favor que a legislação permaneça como está. Hoje é permitido fazer aborto em casos de anencefalia, risco de vida [à mãe]. No caso de estupro, não. Violenta o moral dela, mas não [pode] matar a criança”.
» Ensino religioso obrigatório
“Maconha? Pra mim, maconheiro, prendia todos. Todo mundo.”
Luciana Genro (Psol) A favor.
“Nós achamos que o primeiro passo, no sentido de se acabar com essa guerra às drogas que na verdade se transformou em guerra aos pobres, é a descriminalização da maconha porque a maconha é uma droga que causa tão mal quanto o álcool e o cigarro e deve ser tratada no mesmo patamar”.
Mauro Iasi (PCB) É favorável.
“Quem acaba sofrendo com a criminalização é exatamente a população pobre”.
Pastor Everaldo Pereira (PSC) Não respondeu diretamente.
Disse que “devemos reforçar o combate ao tráfico e ao consumo de drogas, pois está comprovado cientificamente que essas substâncias criam dependência química, distúrbios psicológicos e até psiquiátricos. Mais do que se preocupar com a descriminalização da maconha, o desgoverno atual deveria se preocupar com o crescimento do tráfico de drogas e a explosão de cracolândias”.
Dilma Rousseff (PT) Não se pronunciou sobre o
Eduardo Jorge (PV) É contra.
“O Estado brasileiro é laico. Proponho ensino da história das religiões como um exercício de tolerância e respeito à diversidade. Deus está onde o amor está (Tolstói)”.
Eymael (PSDC) Para ele, deve ser seguida a Constituição. “A Constituição diz que é possível. [Mas] não obrigatório”.
José Maria (PSTU) É contra. “A escola tem que ser laica”,
diz.
Levy Fidelix (PRTB) A favor.
“Tem que ter. Agora, naturalmente que não sou a favor que seja apenas pela maioria (religiosa). Hoje a Igreja Católica tem cerca de 70% dos brasileiros, nós temos os evangélicos... Deve se permitir que, dentro do colégio, a pessoa opte, digamos, pela sua fé”.
Luciana Genro (Psol) Não se pronunciou sobre o assunto.
Mauro Iasi (PCB) É contra.
Pois acredita que, em uma sociedade socialista, o Estado deve ser totalmente laico.
Pastor Everaldo Pereira (PSC) É contra.
“Somos a favor da descentralização do ensino público e liberdade educacional, respeitando-se um conteúdo onde o foco, nos ensinos fundamental e médio, deva ser o ensino de língua portuguesa e matemática. Escolas que tenham interesse em oferecer ensino religioso devem ser livres para fazê-lo, sem obrigatoriedade, mas com liberdade”.
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‘Guerra dos artistas’ entra nos bastidores da política Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) tentam explorar o apoio das classes artísticas e intelectuais
Rapper Rappin’ Hood já declarou seu voto em Dilma Rousseff
Estrelam: Zezé Di Camargo com a filha Wanessa, Chitãozinho e Xororó, Renato Teixeira, Chrystian (da dupla com Ralf), integrantes da banda Skank, Beto Guedes, Cris do Morro, Velha Guarda da Mangueira e outros. E cantam: “A força que o Brasil precisa, chamou / Aé, Aé, Aécio, eu vou”. A ideia dos marqueteiros do PSDB é dar roupagem mais pop aos programas de rádio e TV, que devem exibir imagens de apoiadores incensados ao menos duas vezes por semana. Em março deste ano, foi veiculada uma série de vídeos em homenagem ao aniversário do candidato com manifestações, inclusive, do jogador Ronaldo. Os ‘marineiros’ Desde 2010, Marina Silva contou com forte apoio de artistas, o que ajudou a disseminar sua candidatura, que tinha menos de um minuto de propaganda eleitoral. Agora, já exibe em suas redes sociais a adesão dos cantores Caetano Veloso, Lenine e Adriana Calcanhoto e do ator Caio Castro, por exemplo.
Marina Silva tem o apoio do ator da rede Globo, Caio Castro FOTOS: DIVULGAÇÃO
O
s candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) deram início à “guerra dos artistas”. Começaram a explorar o apoio das classes artística e intelectual às suas candidaturas nas redes sociais, em atos de campanha e até no programa eleitoral. Os petistas preparam um evento político com famosos no Rio de Janeiro, previsto para o dia 15 de setembro, e devem contar também com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os convites já começaram a ser feitos, mas ainda não há confirmações. Na corrida presidencial deste ano, já declararam publicamente apoio a Dilma personalidades como o teólogo Leonardo Boff, o cantor Otto, o cartunista Ziraldo, o cineasta Jorge Furtado e os atores José de Abreu e Henry Castelli. Aécio Neves já adotou estratégia mais agressiva e exibiu em seu programa eleitoral de TV na quinta-feira (4) um videoclipe com cantores famosos entoando jingle de sua campanha.
Zezé Di Camargo demonstrou que irá votar em Aécio Neves
Frejat encabeça organização em apoio aos artistas no país
Artistas enviam carta pública O Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música (Gap), formado por nomes como Frejat, Leoni, Ivan Lins e Fernanda Abreu, enviou esta semana aos candidatos à Presidência da República uma carta aberta com propostas à política cultural defendida nos programas de governo de cada um. Acusando os candidatos de silenciar sobre seus respectivos projetos para a cultura na campanha feita até o momento, os artistas e produtores que assinam o documento pedem a aprovação da PEC 150; o cumprimento da lei 11.769/2008, que determina o ensino da música nas escolas; a criação de um Instituto Brasileiro de Direitos Autorais (IBDA) e de uma Agência Nacional da Música; a ampliação de programas de fomento para a música;
a reforma da Lei Rouanet; entre outras propostas. “Até agora, nenhum candidato falou sobre suas propostas para a cultura, o que é muito preocupante. Nossa intenção é justamente que eles falem, que apresentem seu pensamento em relação a questões fundamentais como o Direito Autoral ou Lei Rouanet”, argumentou Frejat, sobre os motivos que levaram os músicos a formular o documento. “Queremos fazer isso também na esfera estadual. É importante deixar claro que o grupo não vota fechado, mas nós já estamos há um bom tempo atuando junto ao Estado para defender nossas posições. Até o momento, nenhum candidato se manifestou em relação à carta”, disse o cantor.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz, Rapahel Lobato e Assessorias
REVISÃO Dernando Monteiro e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Marconos Freire, Klinger Santiago, Marcelo Robert e Mário Henrique Silva
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima
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opiniao@emtempo.com.br
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Prolegômenos de Kant
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Deriva continental
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(92) 3090-1010
E outras 8 indicações culturais. Pág. 2
A ficção hispano-americana supera clichês. Pág. 3
Por um paradigma pós-colonial
Silviano Santiago e o estudo das letras brasileiras. Págs. 4 e 5
4
As rodinhas das malas dos turistas
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Do arquivo de Wandi Doratiotto
Diário de Lisboa. Pág. 6
São Paulo, 1996. Pág. 7
Capa
“Orquídea Humboldt”, da série “Herbário de Plantas Artificiais” (2014): objeto “made in China”, fotografia e desenho sobre cartão, de Alberto Baraya
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Ilustríssima Semana
O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES
BRASILEIRO RODRIGO BRAGA/DIVULGAÇÃO
EXPOSIÇÃO | SERGIO GUERINI Com curadoria de Sergio Fingermann, a mostra “Suítes” reúne 34 aquarelas do pintor, algumas com guache e nanquim. Mônica Filgueiras Galeria de Arte | tel. (11) 3082-5292 | seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 10h às 14h30 | grátis | até 20/9
EXPOSIÇÃO | RODRIGO BRAGA “Agricultura da Imagem” é a maior mostra individual do artista manauara, com 30 fotografias e três vídeos, além de objetos que fizeram parte das pesquisas para a realização das obras. Vencedor do Prêmio Masp Artista Emergente do ano passado, Braga faz imagens em matas e florestas, por vezes usando carcaças de animais. Sesc Belenzinho | tel. (11) 20769700 ter. a sáb., das 10h às 21h; dom. e feriados, das 10h às 19h | grátis até 30/11
DANÇA | SITE SPECIFIC 2014 Com a proposta “Procure-encontre uma Dança no CCSP”, o programa de novas criações do centro cultural espalha performances por seu prédio. Entre os dias 11 e 14, quatro coreografias ocuparão os jardins, a rampa de acesso ao metrô, corredores, o foyer e a bilheteria. Centro Cultural São Paulo tel. (11) 3397-4002 de qui. a dom., das 17h às 20h | grátis
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EXPOSIÇÃO | QUASE FIGURA, QUASE FORMA Com curadoria de Lorenzo Mammì, a coletiva comemora os dez anos da galeria Estação. Realizada em parceria com a galeria Millan, a mostra busca evidenciar pontos de convergência entre a arte contemporânea e a arte popular. Ana Prata, Paulo Pasta, Tatiana Blass e Amadeo Lorenzato estão entre os artistas. Galeria Estação | tel. (11) 3813-7253 | seg. a sex., das 11h às 19h; sáb., das 11h às 15h | grátis | até 10/10 JOÃO LIBERATO/DIVULGAÇÃO
LIVRO | UM LANCE DE DADOS A partir do contato de seus alunos de literatura francesa na USP com o poema de Stéphane Mallarmé (1842-98), Alvaro Faleiros lançou-se a uma nova tradução da obra (1897): o resultado, publicado em edição bilíngue que respeita as indicações de formato dadas pelo poeta, dialoga com a célebre tradução feita por Haroldo de Campos. O processo de retradução é tema de ensaio crítico no volume, que se completa com o prefácio original do autor e texto introdutório de Marcos Siscar, poeta e professor de teoria literária na Unicamp. Ateliê Editorial | R$ 40 | 104 págs.
LIVRO | MINHA PARIS A escritora canadense Gail Scott cria neste romance o diário de uma mulher que passa seis meses em Paris. Entre seus passeios pela Cidade Luz, encontra a capital francesa de Walter Benjamin, Baudelaire e Gertrude Stein. trad. Daniel Pellizzari A Bolha/Autêntica R$ 37 | 192 págs.
“Sem Título” (2014), díptico de Felipe Cohen
LIVRO | UM TESTE DE RESISTORES O motivo de Marília Garcia (Rio de Janeiro, 1979) é o deslocamento. Viagens, mapas, trens, paisagens, destinos inalcançados não só eram cenário e tema de seus livros anteriores (“20 Poemas para o seu Walkman”, Cosac Naify/7 Letras, 2007; “Engano Geográfico”, 7Letras, 2012), mas um modelo para a forma poética. Ler sua poesia se aproximava de ouvir uma língua estrangeira, da qual se conhecessem as palavras e a sintaxe, mas cujo sentido geral fosse fugidio, exigindo esforço, impondo dúvidas e reinterpretações. Ficando no mesmo campo semântico, neste novo título nos vemos diante de um diário de viagem, em que a poeta recorda trajetos passados e faz apontamentos sobre seu autoexílio em São Paulo. O percurso é metapoético: fala-se em escrever, fala-se em ler e fala-se em falar sobre poesia. O livro se interroga, em suma, sobre o que é (a) poesia. É essa pergunta fundadora que impele o texto livro afora, ou adentro: ela é a resistência que a poesia encontra. E, ao encontrar-se com ela, a potência – tudo o que pode ser matéria poética – se torna poesia, ao se afirmar como tal. (Francesca Angiolillo) 7Letras | R$ 29 (124 págs.) Lançamento na ter. (9), a partir das 18h30, na Livraria da Vila - Lorena tel. (11) 3062-1063
LIVRO | MARK TWAIN Publicado pela primeira vez no Brasil, “Diários de Adão e Eva”, do escritor americano (1835-1910), satiriza a vida no paraíso. Para tanto, estão reunidos ali fragmentos dos diários de Adão, de Eva e de Satã. “Acho que é um réptil, mas pode também ser uma obra arquitetônica”, diz a primeira mulher sobre seu companheiro de “estreia” da Terra, no primeiro dia. trad. Hanna Betina Gotz e Sergio Romanelli | Hedra | R$ 34,90 | 140 págs.
POP
ERUDITO
“Eclosão” (2014), de Rodrigo Braga
LIVRO | KANT “Prolegômenos a Qualquer Metafísica Futura que Possa Apresentar-se como Ciência”, do filósofo alemão (1724-1804), é uma introdução a sua “Crítica da Razão Pura”. Escrito depois de sua obra magna, o volume tem a intenção de rebater objeções feitas a ela por outros filósofos. trad. José Oscar de Almeida Marques Estação Liberdade | R$ 36 | 176 págs.
ESTRANGEIRO Folha.com
Ilustríssimos desta edição BRUNO MARON, 36, é quadrinista. ISABEL COUTINHO, 48, é repórter do jornal português “Público”. JÚLIO PIMENTEL PINTO, 50, é professor no departamento de história da USP e autor de “Uma Memória do Mundo: Ficção, Memória e História em Jorge Luis Borges” (Estação Liberdade).
SILVIANO SANTIAGO, 77, escritor e crítico literário, é autor de “Mil Rosas Roubadas” (Companhia das Letras) e de “O Cosmopolitismo do Pobre” (ed. UFMG). Tornou-se na semana passada o primeiro brasileiro agraciado com o Prêmio Iberoamericano de Letras José Donoso. WANDI DORATIOTTO, 61, é músico, ator e apresentador. Seu grupo, o Premeditando o Breque, se apresenta nos dias 13 e 14/9, no Sesc Belenzinho.
DANILO VERPA - 31.07.2014/FOLHAPRESS
CINEMA Antigo laboratório guarda filmes que nunca foram recuperados pelos donos FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha CHINA Política do filho único começa a gerar problemas psicológicos em crianças >>folha.com/ilustrissima
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Identidade Cultural
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Elogio da diferença Dicções da literatura hispano-americana RESUMO Coleção dedicada a apresentar no país a literatura produzida em espanhol na América Latina, indo além dos nomes consagrados internacionalmente que povoam as livrarias, cobre variedade de países e gerações. Resultado reflete heterogeneidade saudável, evitando o clichê de um ideal unívoco para o continente.
JÚLIO PIMENTEL PINTO
Todo mérito à parte, o prestígio dos nomes latino-americanos que dominam as prateleiras das livrarias – Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Julio Cortázar e Jorge Luis Borges – faz esquecer que esses não foram os primeiros nem os últimos a escrever na e sobre a América Hispânica. Não era possível pensar que território tão extenso e variado se unisse sob um projeto literário monolítico. Por isso é saudável que uma coleção que se propõe a apresentar a América de língua espanhola ao leitor brasileiro descarte qualquer sinal de unidade ou homogeneidade – como faz a coleção Otra Língua, coordenada pelo escritor Joca Reiners Terron para a editora Rocco, que se dispõe a reunir obras de diferente densidade e qualidade. Os oito títulos publicados desde o ano passado vêm de autores de seis nacionalidades e cinco gerações: o equatoriano Pablo Palacio (1906-47), o uruguaio Mario Levrero (1940-2004), os argentinos Roberto Arlt (190042), César Aira (1949) e Fabián Casas (1965), o hondurenho Horacio Castellanos Moya (1957), a mexicana Guadalupe Nettel (1973) e o boliviano Maximiliano Barrientos (1979). Mais do que proposta estética, nacionalidade ou geração, o que os livros revelam, lidos em conjunto, é outra dicção. Ou melhor: outras dicções, outras experiências narrativas. Delas surge uma América que pode ser muitas coisas, mas dificilmente o continente que repete, em fórmulas batidas, ocas e vãs, uma unidade que nunca existiu e, felizmente, jamais existirá. Uma América que se manifesta sempre de forma loquaz e plural, e que busca no passado o ar que lhe assegure a respiração (artificial?) do presente. Basta acompanhar as peripécias vertiginosas dos narradores dos ótimos contos de Pablo Palacio, reunidos em “Um Homem Morto a Pontapés” [trad. Jorge Wolff, R$ 32, 160 págs.; e-book R$ 21]. São muitos narradores, e todos dispostos a se apresentar e conversar diretamente com o leitor. Eles opinam, julgam, polemizam, espantam-se com as histórias que contam, intervêm nelas. Recorrem regularmente à ironia e flertam com o cinismo, em falas recheadas de interjeições. Publicado originalmente
em 1927, o livro reage à tradição finissecular do 19 e dialoga com as turbulentas vanguardas, em seu afã de interpretar e reinventar as nacionalidades e as formas de expressão. Já Roberto Arlt, em “Águasfortes Cariocas” [trad. Gustavo Pacheco, R$ 36,50, 256 págs.; e-book R$ 25,50], de 1930, dirige sua observação e seu interesse para o presente – errático, incerto, surpreendente, multifacetado. Conjunto de 40 crônicas escritas durante uma temporada no Rio de Janeiro, essas “águas-fortes” fazem parte das séries de textos – cáusticos como o ácido que marca o metal – que o autor escreveu para o jornal “El Mundo”, de 1928 até sua morte, 14 anos depois. A perspectiva com que Arlt enxerga o Rio reproduz, em boa medida, sua escrita peculiar, que paira sobre a literatura argentina e jamais pode ser classificada. Arlt combina registros literários diversos, passa do coloquial à norma culta na mesma frase, desobedece as regras gramaticais, insere variantes linguísticas, associa leveza e rudeza. Embora fale do Rio, Arlt jamais esquece Buenos Aires – nem ignora as tensões políticas e sociais que cortam Brasil e Argentina no auge da crise econômica desencadeada no final da década de 1920 e dos golpes de Estado que desmantelaram, justamente em 1930, as frágeis instituições políticas lá e cá. É nessa espécie de jogo comparativo que Arlt ancora suas melhores crônicas e consegue multiplicar seu olhar: enxerga as mazelas brasileiras como só um estrangeiro conseguiria, repensa os dilemas argentinos como o nacionalista expatriado que é. Também da Argentina chegam duas novelas de César Aira: publicada em 1993, “Como me Tornei Freira” [trad. Angélica Freitas, R$ 36,50, 256 págs.; e-book R$ 25,50] dá título ao volume que traz ainda “A Costureira e o Vento”, de 1994. Mais conhecido do leitor brasileiro, Aira combina o irracionalismo de suas tramas com a precisão e o rigor lógicos do manejo da linguagem. Irracionalidade e lógica, marcas decisivas de uma América abarrocada; irracionalidade e lógica, que compõem o díptico da memória por onde circulam os personagens das duas novelas. Na primeira, a menina-menino César Aira – personagem central e narrador – revisita um episódio decisivo da infância e identifica os caminhos difusos e improváveis que sua vida assumiu desde então. Na segunda novela, o fabuloso invade o território do real e o contamina: personagens espantosos confundem-se com reais, diálogos e desdobramentos imprevisíveis mesclam a percepção da vida adulta e da infância. No singular mundo da ficção de Aira, a realidade é sempre fluida e porosa, divisa-se com a vertigem da imaginação e transborda para o texto recheado de detalhes e do esforço de contenção e compreensão. Ao leitor que aceita o confronto entre os dois mundos, resta o fascínio ininterrupto do incomum projeto estético de Aira. É também a memória que articula as histórias de “Os Lemmings e Outros” [trad. Jorge Wolff,
R$ 29,50, 160 págs.; e-book R$ 20,50], que Fabián Casas publicou originalmente em 2005. Os relatos parecem se construir no compasso das lembranças, que, por sua vez, são embaladas por um conjunto heterogêneo de referências, em que a música pop dos anos 1970-80 convive, aparentemente sem hierarquia, com o futebol, as histórias em quadrinhos, as perseguições políticas da ditadura militar argentina (1976-83) e o horror da Guerra das Malvinas (1982). A vida se desenha, para os personagens de Casas, a partir das relações que o passado constrói: relações humanas – a força das ações coletivas, a reinvenção do indivíduo quando se torna parte de um grupo –, sociais e políticas –um país à beira do caos, que tenta se reerguer –, morais – os limites da maldade num mundo de valores instáveis – e, claro, as relações entre a literatura e a realidade. A necessidade de narrar vem da ânsia de compreender um mundo exageradamente complexo: aquele em que somos forçados a crescer e no qual envelheceremos e morreremos. Um mundo que só é possível compreender se nos esforçarmos para construir um tipo de autoficção da vida em grupo: afinal, nós, americanos, dispomos ou não de um passado compartilhado, compartilhável? O terreno sempre instável e pantanoso da memória – suas falésias, seus abismos – e a revisitação do passado estão presentes, ainda, em “O Corpo em que Nasci” [trad. Ronaldo Bressane, R$ 34,50, 224 págs.; e-book R$ 24], de Guadalupe Nettel, de 2011. A narradora – que se confunde facilmente com a autora– relata sua formação ao leitorterapeuta: os passos da vida de alguém que descobre, na infância, uma mancha branca sobre a córnea do olho direito. De um lado, expõe a limitação física e íntima; de outro, a turbulência da vida que vaga por geografias diversas, por idades contrastantes – da juventude à maturidade – e pela custosa construção da consciência individual em meio à tensão política das décadas de 1970 e 1980. O aprendizado de si mesma não difere, afinal, do reconhecimento do chão que ela pisa, das pessoas que a circundam. Do mundo que queríamos que fosse nosso, mas não o é. Fuga Em meio ao desconsolo do lugar-nenhum, para alguns resta a fuga, e essa é a opção dos protagonistas de “Hotéis” [trad. Joca Reiners Terron, R$ 24, 128 págs.; e-book R$ 15,50], de Maximiliano Barrientos. No livro, de 2011, eles veem o mundo como um filme, pela janela do carro em movimento. Simultaneamente, um filme traduz a viagem em outra linguagem, espécie de documentário do tempo vivido, e cada personagem enxerga seu passado e seu presente por um prisma distinto e flexível: todos querem lembrar, mas às vezes optam por esquecer; estão lado a lado, mas seus olhares são autônomos e, entre fantasias e remorsos, quase sempre divergem; encontram-se e se desencontram. Assistem, numa angustiante paralisia, à des-
truição das próprias vidas, à dissolução do futuro. Também de derrocadas trata o excelente “Asco” [trad. Antônio Xerxenesky, R$ 23,50, 112 págs.; e-book R$ 16,50], de Horacio Castellanos Moya, publicado originalmente em 1997. Nele, um homem chamado Edgardo Vega volta a El Salvador, país que abandonou anos antes, e confirma suas piores predições: por lá nada presta. Vega destrincha a repulsa – o asco do título – frente à aparência de seu local de origem e do que essa aparência esconde: um universo de mentiras e fracassos, de bebidas ruins e pessoas sem escrúpulos. Tudo é crueza no longo relato de Vega, que o leitor conhece
BRUNO MARON | cartum
através de Moya, seu interlocutor. Moya escuta o amigo e transpõe seu discurso para o papel: é o narrador do romance; narrador aparentemente discreto, mas incisivo na maneira como amplifica a voz alheia, (re)articula seus argumentos, adensa sua voracidade. Se Vega é o olhar de fora – talvez por isso consiga ser tão ríspido e rude, iconoclasta absoluto –, Moya é o olhar de dentro: pode passar despercebido ao observador incauto, mas seu silêncio de concordância é eloquente. Não por acaso, o livro de Castellanos – que, embora hondurenho, viveu dos 4 aos 22 anos em El Salvador – gerou reações enfurecidas no país. A indignação devastadora de
“Asco” é substituída, em “Deixa Comigo” [trad. Joca Reiners Terron, R$ 27, 160 págs.], de Mario Levrero, original de 1998, por um jogo ácido de acertos e enganos, pela interferência decisiva do acaso e da inconsciência na construção da realidade e da ficção. O narrador é um escritor que tem seus originais recusados numa editora, mas, em troca, é incumbido de procurar outro escritor, tão extraordinário quanto desconhecido, autor de um manuscrito que entorpeceu o editor. O paradoxo da identidade – eu, espelho do outro – se instala enquanto ele avança pelo interior do país, segue pistas precárias – num simulacro das narrativas policiais que tanto agradam a Levrero – e desvenda, à primeira vista, o mistério da autoria. O narrador sabe que nenhuma autoria é fixa e nenhum texto tem mão única, aprende que toda identificação é encontro, reconhecimento e perda. Por isso, rapidamente assume outras missões e prossegue.
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MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Identidade Cultural 2 RESUMO O conceito de “formação”, como proposto por Antonio Candido, alçado a paradigma acadêmico, isolou a literatura brasileira da revisão pós-colonialista. Crítico defende que o estudo das letras nacionais não mais se dê sob a perspectiva de seu desenvolvimento, mas do ponto de vista de sua inserção no panorama internacional.
SILVIANO SANTIAGO ILUSTRAÇÃO ALBERTO BARAYA
Os dois volumes da “Formação da Literatura Brasileira”, notável obra historiográfica de Antonio Candido, eram o principal companheiro de trabalho de todo jovem que, em fins da década de 1950 e durante as décadas seguintes, iniciava os estudos universitários em história da literatura nacional. Passado mais de meio século, torna-se indispensável invocar o dom do livro ao estudante e a afeição do aluno ao livro e ao seu autor. Uma palavra, ou melhor, um conceito os fascinava e atava definitivamente os três – formação. O metódico saber literário que o aluno recebe na faculdade de letras é parte capital na sua ampla formação universitária e se confunde, na teoria e na prática da leitura em casa ou na sala de aula, com o saber que o pesquisador lhe doa sob a forma de livro em que analisa e interpreta a nossa iniciação literária. Pela escrita da “Formação da Literatura Brasileira” e pela sua leitura, pesquisador, aluno e a própria literatura escrita por brasileiros desde meados do século 18 significam estar em vias de chegar à plenitude de suas respectivas e variadas vidas. Tanto as figuras humanas quanto as letras envolvidas por eles ainda eram verdes, por isso trabalhavam em uníssono a favor das respectivas formações. O aprendizado escolar do estudante se espelha no trabalho original de pesquisa do universitário que, por sua vez, se espelha no próprio objeto de estudo – a literatura brasileira no processo de sua afirmação como necessariamente adjetiva no interior de um conjunto bem mais vasto e fascinante. Unidos, os três vivem o lento, sofrido e gradativo processo da sua formação. Vivem o lento, sofrido e gradativo processo de interiorização de um saber que lhes é exterior, embora cada um e os três saibam que, sem a apreensão histórica e crítica daquele saber estranho, daquele saber intruso, não conseguiriam elaborar o alicerce indispensável para a grandeza plena das respectivas personalidades. Como se esculpidos na cabeça dum alfinete, esse aluno, aquele livro e seu autor podem ser hoje vistos de maneira emblemática como corresponsáveis pela produção intelectual do século 20 brasileiro, inaugurada no ano de 1900 pelas memórias de Joaquim Nabuco, “Minha Formação”. Nesse título o vocábulo – então definitivamente conceito – também tinha ganhado direito de cidadania em língua portuguesa e carreava o significado da sua importância no
3 Anatomia da formação A literatura brasileira à luz do pós-colonialismo
processo de amadurecimento pessoal e cultural do indivíduo e do cidadão brasileiro na passagem do século 19 para o 20. A boa formação era então – e até hoje, infelizmente – uma dádiva da família ou do Estado aos privilegiados. No correr do século 20, o conceito de formação se torna mais e mais elástico por nossas terras. Em 1942, o historiador Caio Prado Jr. investigava a “Formação do Brasil Contemporâneo”, enquanto o economista Celso Furtado, nos anos 1950, a “Formação Econômica do Brasil”. E um dos prováveis discípulos de Antonio Candido, Paulo Eduardo Arantes, de perfil semelhante ao do universitário já mencionado, informava os estudiosos sobre – e o cito – “a formação da filosofia uspiana (uma experiência dos anos 1960)”. Arantes aproveitou o adjetivo “uspiano” para lançar sua irônica defesa da boa formação: “[...] afinal um pastiche programado em início de carreira é bem melhor do que uma vida inteira de pastiches inconscientes”. T. S. Eliot se referia a esse fenômeno quando, nos anos 1920, estabeleceu a célebre distinção entre “talento individual” e “tradição”. Não é fácil represar neste curto depoimento a abrangência semântica de “formação” no nosso século 20. Mas, caso se recorra ao conceito de “episteme” como definido na história das ideias por Michel Foucault, pode-se considerá-lo único e elástico na sua rentabilidade discursiva. E intenso na multiplicidade de visões históricas e de versões identitárias do brasileiro e da nação brasileira, a que ele deu curso. Ao se elevar à condição de paradigma, “formação” funda e estrutura, no século 20 brasileiro, os múltiplos saberes confessionais, artísticos e científicos que compartilham certas características gerais ou formas do nosso ser e estar em processo de desenvolvimento.
De posse desse paradigma, o analista deve destrinçar menos os discursos acabados e publicados sobre o brasileiro ou a sociedade brasileira, de responsabilidade de X ou de Y, e dedicar-se mais ao conhecimento das condições materiais e linguísticas da produção de um feixe exemplar de narrativas afins e complementares. Jogos Dentro do paradigma, o vocábulo se empresta a inevitáveis jogos semânticos. No sentido que lhe empresta Antonio Candido, o do processo soberano e moderno de construção do Brasil literário, “formação” reativa uma rede discursiva de carga histórica que arrebata o adolescente interessado pela literatura (nacional) no período de sua “formação”, agora tomada no sentido que lhe empresta Nabuco, o do amadurecimento pessoal e cultural do cidadão brasileiro, aqui ou no estrangeiro. No interior do paradigma, a ideia de formação comporta, pois, vários e diferentes galhos semânticos, embora guarde sua origem única germânica: “Bildung”. “Bildung” tem indiscutível conotação pedagógica e designa a formação, qualquer exemplo de formação, como lento e longo processo de interiorização do saber. É instrumento pedagógico contemporâneo da própria data que Candido designa para o começo da literatura brasileira – a segunda metade do século 18, quando vêm à luz os poemas de Cláudio Manoel da Costa na província das Gerais. Por uma dessas coincidências extraordinárias, a data do século privilegiado “”o 18’ coincide com a idade em que o estudante brasileiro presta normalmente o vestibular para a faculdade eleita. A data do século e a idade do aluno – no que se refere às respectivas formações – são coincidentes, embora não sejam gratuitas. Na Europa, o
conceito de formação é cunhado pelo idealismo alemão e se torna peça importante no surgimento do ideário iluminista. Confunde-se com a “paideia” dos gregos e o “humanitas” dos latinos. Os três traduzem a indispensável busca pela excelência humana para chegar à idade madura letrada, tanto no plano individual quanto no plano comunitário e coletivo. Se cerceado pelas categorias de estilo de época e transposto para a produção literária descrita por Antonio Candido, “Bildung” passa a qualificar nosso desejo literário de independência e de liberdade sob o jugo do poder colonial da cultura portuguesa, nosso desejo de autonomia política e literária. Ele nomeia o trabalho indispensável dos cidadãos privilegiados e letrados para que o adjetivo “nacional” aposto à literatura – ou à nação e sua história, economia, etc. – possa se afirmar como autêntico e se manter estável e rentável no conjunto das nações modernas do Ocidente. Como o próprio autor afirma, sua obra maior relata “a história dos brasileiros no seu desejo de ter uma literatura”. Fala sobre o espírito do Ocidente à procura de uma nova morada nesta nossa parte do mundo. Trilhos Trens de ferro – e bondes – descarrilam. Os sistemas de pensamento e as metodologias de leitura também e, ainda, os paradigmas do saber. Às vezes, o descarrilamento vem da falta de manutenção das condições ótimas de funcionamento dos trilhos. Não é o caso do paradigma “formação” tal como o configuramos rapidamente com a ajuda de Foucault, ou do sistema literário proposto por Candido. Grandes intelectuais brasileiros, alguns já citados, atestam a favor da sua boa manutenção. Às vezes, a avaria que leva ao
descarrilamento do sistema literário nacional é tão imprevista quanto uma tempestade. Logo após a Segunda Grande Guerra Mundial, o Primeiro Mundo atravessa uma fase de grande euforia econômica e social e, de repente, é questionado nas raízes pelo drama político das diversas nações colonizadas do continente africano, de que foi exemplo maior a Guerra da Independência Argelina (1954-1962). As colônias lutam a ferro e fogo contra o poder metropolitano. Buscam a independência das potências colonizadoras europeias, conquistada pelos brasileiros ainda no século 19. Aparentemente, diz o famoso e chocante provérbio português, o cu nada tem com as calças. África colonial, de um lado, e Brasil moderno, modernista, do outro. Mas sistema algum está isento de descarrilamento imprevisto na agenda e no calendário. Em outras palavras, sistemas influentes de pensamento não são autoimunes, embora este ou aquele paradigma, este ou aquele sistema tenha sido apetrechado em favor da própria imunidade. É o caso do sistema literário proposto por Candido. Ao cortar ao meio a história cultural brasileira pelo conceito disciplinar de arte literária no Ocidente, o historiador injeta no corpus da produção cultural no Brasil, de 1500 ao presente, a vacina que nomeou “manifestações literárias”. Com isso, imuniza o sistema competentemente estetizado, preservando-o do descarrilamento pela África colonial. Libera o estudioso das letras do potencial semântico oferecido pelos quase dois séculos e meio de vida em terras brasileiras do vírus colonial lusitano. Oceano Informe-se que, em 1959, ano em que se publica “Formação da Literatura Brasileira”, o moçambicano Rui Knopfli estreia na poesia com o livro “O País dos Outros”. Vivendo na costa leste da África colonial, banhada pelo Oceano Índico, o futuro grande poeta se beneficia, no entanto, do português literário mestiço, do português atlântico descolonizado que os modernistas Manuel Bandeira (“Evocação do Recife”) e Carlos Drummond (“Consideração do Poema”), entre outros, lhe oferecem em coleções de poemas que chegam de navio à pátria colonial. Pelo viés combativo e cosmopolita, os versos dos já canônicos modernistas brasileiros desestabilizam a pachorrenta e pouco poética identidade nacional da colônia moçambicana e levam Knopfli, como observa
Luís Sousa Rebelo, “a escrever uma poesia sem os exotismos gratos ao gosto do leitor metropolitano”. Leia-se o belíssimo, sofrido e corajoso poema “Terra de Manuel Bandeira”. Quando me torno bolsista do governo francês em 1961 e parto em viagem de estudos a Paris, o vírus colonial lusitano passa a me afetar no cotidiano europeu tomado pelos plásticos explosivos (“plastic”) dos argelinos e resolvo tratá-lo com afeto (afinal ele é parte indireta da minha formação) e criticamente. Vale dizer, o afeto evita que eu me imunize com a vacina. Com o corpo tomado por virose pós-colonial, deliro. Instruído pelos intelectuais e escritores africanos e pela França, apaixono-me pela poesia de Aimé Césaire. Leio as revistas “Temps Modernes” e “Présence Africaine”. Ao final do ano escolar de 1961-62, ocorre um segundo descarrilamento na formação do jovem latino-americano, que me retira às pressas de Paris e me leva a interromper a redação da tese de doutorado sobre André Gide. Concorro ao posto de professor na Universidade do Novo México, nos Estados Unidos da América. Passo de doutorando em literatura francesa moderna na Sorbonne a professor das literaturas brasileira e portuguesa em antigo território indígena norte-americano, cujo centro ultramoderno é a cidade de Albuquerque. O vírus colonial lusitano é inerente à minha atividade docente. Na sala de aula e diante dos alunos, ele convive lado a lado com a vacina brasileira injetada por Candido no corpus da nossa história cultural. Em 1963, por exemplo, exercito-me a comparar o “Canto 9” de “Os Lusíadas” com famoso poema de “Claro Enigma” e ouso falar de tradição no modernismo. Escrevo sobre o “tópos” da “máquina do mundo” em Camões e Drummond. Em poema que recebo pelo correio (hoje na “Poesia Completa”), intitulado “A/Grade/Cimento”, o itabirano acusa a leitura do ensaio. Pelo prefixo “a”, rejeita tanto a “grade” de leitura quanto o “cimento” que solda Cammond & Drummões, para retomar o título do poema e o verso irônico inicial. Impulso Tendo por impulso as consequências funestas do duplo descarrilamento, falo sobre o período que vai de 1962, ano em que chego a Albuquerque, a 1972, ano em que inicio o movimento de regresso ao Brasil universitário. Inicialmente, o período de dez anos se informa pelo abandono gradativo do conceito de lite-
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ratura (no sentido de “belles lettres”) e o desejo de legitimação da abrangente noção de cultura (posteriormente, ela se tornará mais substantiva na elaboração da disciplina estudos culturais). Ao desconstruir o conceito disciplinar de literatura, devidamente afiançado pela periodização por estilo de época e adotado pelas faculdades de letras, a atitude indisciplinada e corrosiva do jovem professor apelava para a busca do conhecimento de outra e anterior formação, a dos discursos culturais identitários do Brasil, de que as “belles lettres” seriam apenas a parte sublime e nobre. Por outro lado, a abordagem sociológica da produção discursiva colonizadora começava a ratear nas nações africanas e asiáticas recém-descolonizadas. As narrativas de nítida origem europeia tinham de ser contrabalançadas pelos textos dos falantes nativos, que desconheciam a escrita fonética. A produção cultural das nações independentes é magnetizada pela oralidade, assim como será a fala dos subalternos latino-americanos – por exemplo, Rigoberta Menchú, indígena guatemalteca. No meu caso, a etnologia – então sendo desbravada pelo extraordinário trabalho de Claude Lévi-Strauss em “Tristes Trópicos” (1955) – conduzia à abordagem multicultural no exame do vírus colonial e se impunha como ferramenta auxiliar. Graças a ela, entenderia melhor os vários processos de alteridade articulados pela relação cultural entre metrópole e colônia, ou seja, pela sobreposição à etnia indígena dos valores culturais da etnia europeia.
Sem ser mero silêncio, o outro brasileiro não seria – embora estivesse sendo dado pela tradição eurocêntrica – o mesmo europeu. Duplicata. Por essa fórmula simplificada, fui levado a questionar o conceito de identidade e a conjurar, enfatizandoa, a noção de diferença, de que Jacques Derrida será o grande teórico a partir de 1967. O mesmo europeu modelava e instruía o outro brasileiro, na maioria das vezes de maneira cruel e sanguinária, como atestavam os bons estudos sobre aculturação. Se havia história dever-se-ia escrevê-la a contrapelo da fé e do império (como poetava Camões), ou seja, do ponto de vista dos vencidos. Em minhas anotações e na sala de aula, abandono gradativamente o objeto livro e me adentro analiticamente pela sua fragmentação em texto, cuja prática de leitura me fora inculcada por formação francesa. Refiro-me à famosa “explication de texte”. A explicação de texto serve para retirar o objeto – qualquer texto do período colonial brasileiro – da leitura feita pelos notáveis historiadores e eruditos luso-brasileiros. Como me valer do bom aprendizado teórico e ler textos – sem prejulgá-los – que escapam totalmente aos princípios estéticos determinados pelos formalistas russos da qualidade literária? Antes de ser uma disciplina de estudos, a literatura me fornecia tanto uma metodologia de leitura quanto alicerçava os primeiros passos no que viria a ser definido como teoria pós-colonial e estudos culturais. Jogava e, munido das fichas de jogador, fiz uma aposta. Catava metáforas no texto da época co-
lonial e, a partir delas, apreendia o modo como cada uma servia para montar e revelar, na superfície meramente descritiva do texto, as manobras eficientes do colonizador, embora enrustidas a olho nu e ainda cercadas de mistério nas primeiras narrativas historiográficas que iluminavam o Brasil. Aparentemente inocente, a metáfora carreava carga semântica inexplorada e explosiva e, por isso, requeria a descodificação por parte do leitor pós-colonial brasileiro. Este entregava o texto historiográfico à sua visitação literária e etnográfica, ao mesmo tempo em que abria sua historicidade no mais profundo da dilatação da fé e do império pelos marinheiros lusitanos. O estudo de cada metáfora mostrava a organização de um padrão linguístico ambíguo que estava na base dos textos identitários, escritos por estrangeiro e, depois, por brasileiro, que se tornariam canônicos com o correr dos séculos. Cobaia Minha primeira cobaia foi a “Carta de Pero Vaz de Caminha”, que líamos na edição em português arcaico e moderno dos Nossos Clássicos, evitando com cuidado a poderosa edição de Jaime Cortesão. Intuía que, pelo privilégio concedido a certa(s) metáfora(s), o texto da carta abria uma fascinante descendência na história da cultura e da literatura brasileira, cujos tataranetos no modernismo brasileiro são “Macunaíma” (Mário de Andrade) e “Poesia Pau-Brasil” (Oswald de Andrade). A primeira metáfora privilegiada, dada, aliás, como “principal” pelo próprio texto, foi “semen” em latim, semente em
português, e sua descodificação pode ser feita a partir do sintagma de origem bíblica: “Semen est verbum Dei” (A semente é a palavra de Deus). No momento em que o rei de Portugal toma posse da carta como legítimo destinatário, também toma posse da terra e dos seres humanos por ela descritos pela primeira vez. A carta cria para a história o acontecimento da descoberta do Brasil por país europeu. Os cinco séculos de uma sociedade, sua organização social, política e econômica estão lá. Paralelamente à metáfora “semente”, levantei outra, que servia para caracterizar o indígena desconhecido dos portugueses. Ainda na língua latina, os jesuítas dirão que ele era “tanquam tabula rasa” (como tábua rasa). Já aí meu bom auxiliar era o então desconhecido livro de Mecenas Dourado, “A Conversão do Gentio” (1950), encontrado na biblioteca da Universidade do Novo México. O simulacro analítico da carta de Caminha associa a metáfora da semente à metáfora da tábua rasa para oferecer ao leitor o relato histórico na sua verdade colonial: a palavra de Deus se imprimiria com toda a facilidade na página em branco da mente indígena. Tal como recomposto hermeneuticamente pelas metáforas de alto poder colonizador, o modo de pensar, de observar e de escrever de Vaz de Caminha predetermina o encontro imprevisível entre duas etnias que se desconheciam mutuamente. Não havia possibilidade de conflito sanguinário. Os bons valores ocidentais seriam naturalmente escritos na mente virgem e acolhedora
dos indígenas. Ainda no excepcional 1959, Sérgio Buarque de Holanda publica o esplêndido “Visão do Paraíso”. Por sua leitura eu acertava (como se acertam ponteiros de relógio) minha proposta: “Como nos primeiros dias da Criação, tudo aqui era dom de Deus, não era obra do arador, do ceifador ou do moleiro”. De acordo com o simulacro analítico que então esboço, a descendência colonial de Caminha passa – em movimento de repetição e de diferença – pelo padre Antônio Vieira e o “Sermão da Sexagésima” (1655). Inspirada pela parábola bíblica do semeador (Mateus, 13, Marcos, 4) e com apoio nas pernas das duas metáforas que caminham de maneira otimista pela escrita de Caminha, a fala na Capela Real de Lisboa tem ¾ do seu conteúdo tomado pelos descarrilamentos ocorridos durante o primeiro período de evangelização no Brasil. Passa também pelo romântico José de Alencar e “Iracema” (1865), onde a metáfora bíblica ganha conotação amorosa e serve a traduzir o processo conturbado, embora pacífico, da posse pelo macho português da fêmea indígena. O licor de jurema, oferecido a Martim, escancara o escândalo da miscigenação sem estupro. O sêmen de Martim fertiliza o corpo virgem de Iracema e dele nasce o mestiço Moacir, cujo nome em tupi-guarani significa “filho do sofrimento”. Naquele momento, a descendência colonial da semente ia até o pré-modernista Lima Barreto e o romance “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1915). Se atar a observação de Sérgio Buarque, já citada, a Jacques
Derrida, direi que Lima Barreto era o primeiro a desconstruir a metáfora da semente. Nada no Brasil, dizia o romance, seria obra de Deus. O discurso literário desconstruía a primazia do discurso espiritual sobre o material, primazia estampada nas muitas narrativas que descrevem o processo da colonização lusitana/jesuítica nos trópicos. Refiro-me à segunda parte do romance de Lima Barreto, onde se frustra o desejo de Policarpo em cultivar a semente (agrícola) em território brasileiro. Anos depois, Mário de Andrade escreveria em “Macunaíma”: “Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são”. Já então o texto da carta é motivo de paródia. Pouco a pouco, o esquema inicial foi-se enriquecendo e redundou num curto e temeroso ensaio, “A Palavra de Deus”, que escrevo no final da década de 1960 e publico no número 3 da revista “Barroco” (abril de 1971), dirigida por Affonso Ávila. Pouco mais tarde, ele foi também testado no primeiro curso que dou na PUC-RJ como professor visitante. Levava o título de “A semente, ou a impossibilidade de se escrever a origem”. Associada a “semente”, a palavra “origem” é um tanto pedante, mas julgava-a importante para trabalhar a distinção entre “origem” (valores ocidentais) e “começo” (valores brasileiros), que tomei de empréstimo a Joaquim Nabuco. Encaminho os dois conceitos, com a ajuda de Derrida, à desconstrução da literatura comparada. Para ir até à origem, eu tinha de abandonar o campo adjetivo em que a literatura nacional fora inserida e me adentrar, por fim, em uma literatura comparada.
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Diário de Lisboa O MAPA DA CULTURA
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Os tuk-tuks vão a Alfama Após ‘Oscar’ turístico, a capital apinha-se
ISABEL COUTINHO
A abertura do Cinema Ideal, na rua do Loreto, números 15 e 17, entre o Chiado e o Bairro Alto, a 28 de agosto, foi o acontecimento da “rentrée” lisboeta. O mais antigo cinema de Lisboa – que já se chamou Salão Ideal, Cinema Ideal, Cine Camões e Cine Paraíso – reabriu no mês em que cumpre 110 anos. Quer ser um cinema de bairro e a alternativa aos cinemas dos centros comerciais. É uma iniciativa da distribuidora Midas Filmes, de Pedro Borges, e da Casa da Imprensa, dona daquele edifício histórico. Tem projeto arquitetônico de José Neves, Prêmio Secil de Arquitetura 2012, e é fruto de investimento de 500 mil euros, que incluiu o equipamento de projeção e de som. A sala, com plateia e balcão, como antigamente, tem cerca de 200 lugares e haverá uma cafeteria e livraria. A programação tem a particularidade de ser feita pela Associação Cultural Cinema Ideal, 30 pessoas que sabem do assunto, entre os quais realizadores, atores e produtores. Em exibição está “E Agora? Lembra-me”, o premiado documentário de Joaquim Pinto – um diário de um ano de tratamento experimental e o peso de duas décadas de vivência com os vírus HIV e hepatite C, e a história de amor de Joaquim e de Nuno Leonel – premiado em Locarno (Prêmio Especial do Júri e Prêmio da Crítica Internacional) e no DocLisboa (Grande Prêmio em 2013). Também em
exibição no Cinema Ideal está um clássico: a versão digital de “Rastros de Ódio” (1956), de John Ford. Seguir-se-ão mais filmes portugueses entre os quais a esperadíssima adaptação de “Os Maias”, de João Botelho (haverá uma versão de três horas). A abertura de um cinema no centro de Lisboa, no ano em que pelo país se assistiu ao encerramento de muitas salas, é sintomática do boom turístico que aconteceu neste verão na cidade. Considerada pelos World Travel Awards (o Oscar do turismo) o sítio perfeito para escapadelas, Lisboa está na moda. Ruas antigamente abandonadas ganharam vida. Quando no início dos anos 1990 vim morar para Alfama, um dos bairros mais típicos de Lisboa, não havia esta agitação dos tuk-tuks, (veículos de três rodas) importados da Ásia, com turistas divertidos a subir e descer as ruelas ou turistas em fila indiana, em cima de patinetes elétricos Segway. Na Calçadinha de Santo Estêvão, as escadinhas onde fica o balneário público e a igreja de Santo Estêvão, todos se conheciam. Na rua da Regueira havia muitas vezes zaragatas. Quem subisse a estreita rua de casas pombalinas geminadas admirava-se com papelinhos brancos espalhados pelo chão, fosse de dia ou de noite. Eram restos do intenso tráfico de droga. Se se ouviam assobios, sons agudos a atravessar as ruas estreitas, já se sabia que a polícia entrara no bairro. Avi-
savam-se uns aos outros, e o bairro protegia os seus. Em todos estes anos nunca fui assaltada, mas houve épocas em que amigos ficavam só o tempo de jantar e eram assaltados. Os turistas eram avisados para não entrarem no bairro sozinhos nem com câmeras na mão. As peixeiras ainda apregoavam na rua de São Miguel e ainda existia a mercearia da dona São, onde se podia ser surpreendido por um rato a correr entre os caixotes de legumes. Abriu o Museu do Fado, as tascas e as casas de fado prosperaram, há esplanadas, os paquistaneses tomaram conta das mercearias do bairro, há barbearias fashion e lojas a fazer de conta que são gourmet, ginjinha, souvenirs de galos de Barcelos, sardinhas em lata e t-shirts com Fernando Pessoa. Há novos espaços como o das austríacas, com strudel, e o dos italianos, com pizzas à fatia. Ouve-se constantemente o barulho das rodinhas das malas dos turistas – que passaram a ser os vizinhos que não se conhecem –, a subir e a descer as irregulares calçadas. Casa sim, casa não há um letreiro “aluga-se”. Em 2015 deverá estar pronto o novo terminal de cruzeiros em Santa Apolônia, com capacidade para fazer entrar em Lisboa 1 milhão de turistas em barco por ano. Há quem receie que este turismo “massificado” esteja a transformar Lisboa e os bairros históricos num parque de diversões, e Alfama a perder a raça.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
ACERVO PESSOAL
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Meire chamou o síndico São Paulo, 1996
O CD de Tim Maia autografado pelo cantor para Wandi, em 1996
WANDI DORATIOTTO
Numa das manhãs em que passeava de bicicleta em companhia de meu pai, no bairro da Água Branca, vindo da Lapa, bairro onde me criei, paramos pra observar a movimentação naquela obra de grandes proporções que surgia. Perguntei ao pai o que seria, e ele achava se tratar de mais uma fábrica que ali se instalaria. Estávamos em meados dos anos 1960. Anos depois, soubemos que era o início das obras da futura Fundação Padre Anchieta. Jamais poderia imaginar que passaria mais de 20 anos de minha vida adulta colaborando com a TV Cultura, que ali se instalaria em junho de 1969. Tive o prazer de participar como ator na série infantil “Rá-Tim-Bum”, na qual interpretava o personagem Zé da Câmera, juntamente com a dona Darlene. Já no “Castelo Rá-TimBum”, criei as músicas do “Como se Faz” (“eu vou mostrar para a moçada como fazer...”). Por fim, em 1991, iniciamos o programa musical “Bem Brasil”, que permaneceu no ar até 2008, levando 775 shows ao vivo para todo o Brasil. Por lá passaram artistas como Paulinho da Viola, Dominguinhos, Pitty, Daniela Mercury (se lançando em Sampa, em 1992), Gal Costa, Rappa, Chico Science, Hermeto Pascoal, Lulu Santos, Altamiro Carrilho, Sivuca, Cássia Eller e tantos mais. Quando Elza Soares fez o programa, numa manhã fria e chuvosa de inverno, o público não compareceu. Fiquei constrangido de saber que estava diante de uma das maiores artistas do mundo e não teria o calor da plateia habitual. Resolvemos falar com Elza para que ela decidisse se faria ou não o show, uma vez que podíamos colocar uma reprise, e ela voltaria outro dia. Aí é que sua grandeza se consolidou. Nem cogitou a possibilidade de não fazer, em respeito aos telespectadores de todo o Brasil. Daquele dia em diante, nunca mais me preocupei com a quantidade de pessoas na plateia.
Em 16 de junho de 1996, estava a caminho do Sesc Interlagos, onde gravávamos o “Bem Brasil” de então (o início foi no Anfiteatro Romano da USP), um pouco preocupado com a sessão ao vivo daquela manhã de domingo. O motivo: o convidado seria o síndico, o grande Tim Maia. Todos sabem que o senso de compromisso com horário do Tim era inversamente proporcional ao seu talento. Chego ao local onde rolava o programa, um palco montado sobre o lago daquela unidade do Sesc, por sua vez coberto por um toldo que lembrava vagamente uma asa delta. Dez horas da manhã de domingo – o programa ia ao ar das 11h às 12h30 –, vou descendo a rampa que me levaria ao camarim, ouço o Tim Maia passando o som. Já era um susto e uma satisfação; chegou antes de mim e, ao me ver, pergunta: “Wandi, e o Premê?”. Susto maior, pois conhecia o grupo em que eu tocava (que não era famoso e integrava a chamada Vanguarda Paulista). Ele me leva para o camarim dele, liga para o Almir Chediak e sugere que faça o songbook do Premeditando o Breque, além de me presentear com seu CD autografado. Dali pra frente, só alegria. O show começa; a Vitória Régia ataca, um tempinho depois o homem entra, e a maravilha se instaura. Olho pra plateia, imensa, e vejo a dona Meire, uma antiga seguidora do programa, na primeira fila. Ela amava o Tim Maia e vivia me perguntando quando ele iria ao “Bem Brasil”, porque nunca tinha visto seu show ao vivo, em função do alto preço dos ingressos. Nossos olhares se cruzam, ela tira um lencinho da bolsa, enxuga os olhos e começa a dançar com a massa. Enquanto o síndico canta, escrevo uns versos na ficha de apresentação: “Ouvidos atentos! Escutar Tim Maia É despertar Nossos melhores Sentimentos”.
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Caderno C
Plateia teia MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
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(92) 3090-1042
Mudanças na política cultural LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO
Seis dos sete candidatos ao governo do Amazonas revelam suas propostas para a política cultural. Entre as mudanças, a redistribuição do orçamento e ampliação de eventos em municípios do interior
RESGATE
DIVULGAÇÃO
MEMÓRIA ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
DIEGO JANATÃ
REGIONAL
“A política cultural do Estado é alienígena e não foca nas nossas regionalidades. O governo não valorizou a cultura local, o folclore, inclusive os festivais dos municípios. O foco foram espetáculos de artistas do Sul de custos caríssimos, sem resposta de nossa realidade. Quero avaliar a questão dos festivais de ópera, de jazz, que são interessantes, mas não podemos ficar num gueto cultural. Precisamos resgatar elementos da cultura popular porque o que se vê é muito boibumbá de Parintins e temos várias outras manifestações culturais. Não vamos bancar o que não faz parte da nossa realidade.”
“O nosso projeto cultural passa pelo resgate da cultura de raiz, que significa que nós precisamos incentivar os nossos artistas para que eles retomem os seus trabalhos artísticos. Os artistas perderam espaço e motivação ao longo dos anos. Uma outra ação é a criação de circuitos permanentes que funcionem de domingo a domingo, como por exemplo no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, que nós queremos transformar num grande centro cultural e gastronômico aberto a população e para o turista.”
“Nossos projetos são levar os eventos culturais ao interior e desenvolver as atividades culturais dos municípios. Proteger a memória e o patrimônio cultural do Estado. Vamos criar o Museu do Desenvolvimento Econômico e Sustentável no Centro Cultural Povos da Amazônia com foco nos temas ‘ocupação territorial’, ‘diversidade etnico-cultural’ e ‘Zona Franca de Manaus e conservação da biodiversidade do Amazonas’. Vamos criar o Núcleo de Projetos Culturais para dar subsídios às prefeituras na elaboração de projetos e captação de recursos nacionais e internacionais.”
Abel Alves, candidato pelo Psol
Chico Preto, candidato pelo PMN
Eduardo Braga, candidato pelo PMDB
CAPACITAÇÃO
RUTH JUCÁ
RECURSOS DIVULGAÇÃO
IONE MORENO
CONSELHO
“A atual política cultural não atende às necessidades do povo amazonense como um todo. Atividades como os festivais internacionais são restritos e queremos que a população tenha mais acesso à cultura. Há eventos em que as pessoas ficam do lado de fora do teatro assistindo a espetáculos por meio de telão e isso é um desrespeito. Achamos que essa política cultural também deveria chegar até a periferia e a municípios próximos. Nosso governo não trabalharia com a figura do secretário Robério Braga, mas sim com um conselho de cultura do Estado com a participação de artistas e profissionais ligados à área.”
“Pretendo implantar um programa de valorização dos conhecimentos populares e tradicionais. A cultura popular e os artistas dos beiradões precisam se profissionalizar por meio de cursos de capacitação. Quero também apoiar a realização de festas populares representativas do saber e do fazer próprio de cada município. É importante implantar novas unidades do Liceu de Ofícios Cláudio Santoro no interior. Quero intensificar e promover a política de museus e centros culturais com a criação de polos no interior.”
“A minha primeira questão relacionada à cultura é firmar o compromisso de trocar o secretário de Cultura. Com qualidades e defeitos que o Robério Braga certamente tem, o ciclo dele na cultura do Amazonas acabou e é preciso inaugurar um novo tempo. É preciso descentralizar as decisões reestruturando o conselho de cultura, descentralizar do ponto de vista físico os espaços onde as ações da secretaria da cultura se dão e descentralizar a aplicação dos recursos para que você tenha maior lotação para iniciativas de cultura popular, principalmente ações inclusivas de grupos que existem já organizados na periferia.”
Herbert Amazonas, candidato pelo PSTU
José Melo, candidato pelo Pros
Marcelo Ramos, candidato pelo PSB
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>> Lunch
>> Honey moon
. A vibrante Charufe Nasser vai assinar, com seu tempero inconfundível, uma grande feijoada no próximo dia 14. . O evento, organizado por seus amigos, será no Morada Buffet, no próximo sábado. O almoço irá reunir uma turma linha de frente do society local.
. O big astro Brad Pitt teve uma razão bem importante - ou talvez 13 milhões delas - para interromper sua lua de mel com Angelina Jolie na ilha de Gozo, em Malta. . De acordo com o site “Page Six”, o ator, junto a Leonardo DiCaprio e Robert De Niro, ganharam cada um o valor de US$ 13 milhões (cerca de R$ 29 milhões) por dois dias de trabalho no novo filme de Martin Scorsese. A produção? Um curta-metragem Tulio e Suzana Mêne em noite de festa no Diamond para promover os cassinos e resorts da empresa asiática Melco Crown Entertainment, que teve um custo total orçado em US$ 2,3 bilhões (cerca de R$ 5 bilhões). . Segundo informações do site, o curta ainda conta com roteiro de Terrence Winter, que escreveu “O Lobo de Wall Street” e episódios de “Família Soprano”, além de ser o criador da série “Boardwalk Empire”. O filme será exibido no ano que vem em um resort temático em Studio City, Macau. É a primeira vez que o trio de atores trabalha na mesma produção. E que lucro, hein?
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Bola de cristal . Carlos Augusto Montenegro, dono do Ibope, não quer saber das especulações sobre a sustentabilidade do sucesso de Marina Silva até o final das eleições. . Para ele, a eleição já está decidida: a candidata do PSB se elegerá no segundo turno com uma diferença de 20 milhões de votos. Convicto, ele tem dito que todas as pesquisas e projeções que seu instituto fez vislumbram esse cenário. A noticia saiu no badalado site da colunista de São Paulo, Joyce Pascowitch.
A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, desembargadora Graça Figueiredo, e o desembargador Flávio Pascarelli, aniversariando, ganhando homenagem pela data
>> Objeto de desejo
BENOIT FOURNIER/DIVULGAÇÃO
Kamila Barbosa e Amin Aziz enchendo de charme noite de festa no Parque das Laranjeiras
. Chega no mercado de novidades o “Q Bracelet”, o carregador de celular mais fashionista da temporada. Apesar de, à primeira vista, o bracelete parecer uma simples pulseira, ele é na verdade um carregador para o seu celular. . O tipo de acessório para quem não suporta ficar sem bateria. Corra em busca do seu.
Gisele Alfaia, Alexandre Prata e Norma Araújo durante dinner-party no Ephigênio Sales
>> Livro . Paulo Stephan, diretor geral de mídia da agência Talent, lançou seu livro “Os Homens Mudaram” quinta na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo. . Nas últimas duas décadas, o universo masculino passou por transformações importantes e, partindo dessa reflexão, o autor escreveu seu livro. Embora a emancipação feminina tenha um relevante impacto nesse cenário, o autor pretende demonstrar que este não é o único motivo. Há, atualmente, novos valores e convicções que regem as atitudes dos homens e que determinam uma significativa transformação de seu papel social nas diferentes dimensões da vida.
. A inspiração de Stephan partiu não apenas de sua própria experiência, mas de sua trajetória profissional - como um dos mais competentes profissionais de propaganda. Seu trabalho não se limita à investigação das tendências de consumo, mas implica a compreensão dos processos de transformação social, determinantes nas grandes mudanças de comportamento em termos de consumo. O livro é resultado de um trabalho complexo e minucioso sobre a nossa época, marcada por constantes mudanças e que coloca diante de todos nós os desafios de compreensão e de adaptação. Leitura das boas.
CONCURSO
A fotografia “Terra de água”, de Benoit Fournier, foi vencedora pelo prêmio do júri oficial na edição do ano passado
Inscrições seguem abertas para o Prix Photo Web
SERVIÇO INSCRIÇÕES PARA PRIX PHOTO WEB 2014 Quando até 2 de novembro inscrição gratuita
quanto de 12 a 19 de Votação novembro popular Cerimônia de en-
trega dos prêmios: 26 de novembro
As inscrições para participar do concurso fotográfico Prix Photo Web 2014, promovido pela Aliança Francesa, estão abertas e vão até 2 de novembro. As inscrições são gratuitas e devem obedecer ao tema “Dia de festa na França ou no Brasil”. Os fotógrafos devem apresentar dez fotografias relacionadas ao tema. O primeiro lugar leva um prêmio de R$10 mil (dez mil reais) brutos e o segundo colocado, R$5 mil (cinco mil reais), brutos. Um terceiro trabalho será eleito pelo voto popular e premiado com uma passagem aérea de ida e volta para Paris. Os dois vencedores do prêmio do júri oficial poderão participar também de exposições itinerantes pelas Alianças Francesas no Brasil e no exterior. O concurso busca privilegiar o olhar sobre a essência desses dois países para além dos cartões postais. “Dia de festa” faz referência a todos os tipos de festa: familiar, popular, institucional, etc. O Prix Photo Web é um concurso cultural promovido pela Aliança Francesa do Brasil, com patrocínio da EDF Norte Fluminense, Total E&P do Brasil Ltda e Air France. Cada fotógrafo inscreve uma série de dez fotografias coloridas ou preto e branco, manipuladas ou não, e obtidas por meio de equipamento analógico (câmera de qualquer formato, pinhole ou outra técnica) ou digital sobre o tema relacionado. Os interessados devem ter no mínimo 18 anos e
serem de nacionalidade brasileira ou francesa – mas devem morar ou trabalhar no Brasil. O júri oficial será formado por cinco membros de reconhecimento nacional e internacional na área fotográfica, entre críticos, curadores, artistas e acadêmicos e o Diretor Geral da Aliança Francesa no Brasil. Já a votação relativa ao prêmio júri popular será exclusivamente eletrônica, realizada através do site www. prixphotoaliancafrancesa. com.br, entre 12 e 19 de novembro. O regulamento completo e a ficha de inscrição se encontram no mesmo endereço eletrônico. Quem são O júri oficial será composto por 5 personalidades, como Eugênio Sávio (atual presidente da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil e fotógrafo publicado em diversas editoras, fez coberturas internacionais importantes como 4 Copas do Mundo e as Olimpíadas da China), Walter Firmo (vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo com a reportagem “100 dias na Amazônia de Ninguém” e de 9 prêmios Nikon) e Jean Paul Léfèvre (serviu em vários países atuando em serviços culturais das Embaixadas e Consulados franceses, tendo organizado vários eventos, inclusive no campo da fotografia, e acompanhou atentamente a criação do festival Foto Rio, junto com Milton Guran e Jean-Luc Monterosso, diretor da Maison Européenne de la Photo (MEP) em Paris).
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Exposição de arte infantil celebra Dia das Crianças Dezenas de obras feitas por crianças do ateliê ‘Mão na Massa’ são leiloadas em prol de instituição de caridade SERGIO VICTOR Especial EM TEMPO
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Dia das Crianças será comemorado de um jeito especial no espaço Thiago de Mello, localizado na livraria Saraiva MegaStore, dentro do Manauara Shopping. Entre os dias 5 e 12 de outubro, cerca de quarenta quadros desenhados por crianças irão compor uma exposição que irá beneficiar uma instituição de caridade. Os quadros, que foram produzidos pelos pequenos artistas do ateliê infantil “Mão na Massa” desde o mês de julho, são sobre o tema “Super-Heróis”. “Foi uma responsabilidade e tanto para eles pintar esses quadros, mas eles se divertiram muito. Os deixamos livres para desenhar sobre super-heróis e eles criaram os seus próprios, misturaram os já conhecidos, e alguns desenharam perfeitamente os personagens”, conta o idealizador do evento, o jornalista William Gaspar. Lucina Severo, criadora do ateliê, afirma que os 41 alunos se envolveram profundamente com o projeto e estão ansiosos com o dia da exposição.
“Já trabalhamos há 2 anos com exposições em Manaus e sempre fomos muito bem recebidos. Nossa última exposição, que também foi no Manauara, vendeu todos os quadros. Mas, agora, os alunos sabem que irão ajudar outras crianças e estão querendo que tudo dê
Nossa última exposição vendeu tudo. Os alunos sabem que irão ajudar outras crianças e estão querendo que tudo dê certo Luciana Severo, criadora do ateliê
certo”, explica a artista. Luciana também vai leiloar um quadro de sua autoria na abertura do evento para ajudar na arrecadação do dinheiro, porém, acredita que as obras das crianças serão as mais procuradas. “Todos os alunos estarão no evento acompanhando suas obras. Acredito que eles serão bas-
tante assediados. E eles gostam disso, são muito exibidos”, brinca a criadora do ateliê. O ateliê foi criado por Luciana em 2012, no bairro da Urca no Rio de Janeiro, e foi transferido para Manaus em 2013, por conta do trabalho do marido que é militar. Limitando a faixa etária entre 5 e 12 anos, o lugar acolheu alunos rapidamente e, atualmente, tem uma lista de espera com crianças que desejam participar. “Nosso trabalho foi muito bem divulgado na mídia local e acredito que Manaus talvez tenha uma necessidade de espaços assim. Por causa do trabalho do meu marido, teremos que sair daqui no final ano. Mas, a ideia fica para aqueles que quiserem fazer crianças felizes com a arte”, comenta. Os quadros disponíveis na exposição terão valor mínimo de R$ 80 e poderão chegar até R$ 150, podendo ser negociados diretamente no local. A organização do evento ainda está escolhendo a instituição de caridade que será beneficiada, porém, Luciana garante que a exposição vai atingir seu objetivo. “Teremos um ótimo retorno”, enfatiza.
Os quadros, produzidos pelos pequenos desde julho, têm como tema central “Super-Heróis”
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Vida de Pablo Escobar é dissecada em série de TV
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Mesmo sem alimentar qualquer denotação de que a personagem-título fosse uma espécie de herói, audiovisual recebeu críticas por fazer apologia ao crime
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a infância simples e das primeiras contravenções até se tornar o narcotraficante mais temido do mundo, o colombiano Pablo Escobar (1949-1993) tem sua vida dissecada na série “Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”, que estreia no Brasil no dia 15 no canal pago +Globosat. Segundo Juana Uribe, produtora da atração, quase tudo o que se vê na série aconteceu de fato - apenas os diálogos foram criados, sempre com base em documentações, sobretudo do livro “La Parábola de Pablo”, de Alonso Salazar. “A realidade foi muito pior”, afirma ela em entrevista. “Tivemos que omitir algumas coisas para poder mostrar na televisão”, diz. Assim como o colega Camilo Cano, com quem desenvolveu o projeto, ela é parente de vítimas do narcotraficante. Sua mãe, Maruja Pachón, passou sete meses sequestrada por Pablo Escobar (a história é registrada em “Notícia de um Sequestro”, de Gabriel García Márquez). O tio, o político Luis Carlos Galán, foi morto pelo “capo”. Ambos aparecem representados em sequências durante a trama. Para ela, a Colômbia sempre contou muitas histórias sobre violência, mas nunca com “nome próprio”. “Trata-se de uma etapa posterior da narrativa sobre
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o tráfico”, comenta. Uribe conta que estava “obcecada” para que o tom da série fosse o mais realista possível. A escolha do protagonista se condicionou à semelhança física com o personagem real. O selecionado foi o colombiano Andrés Parra, 36. “Era uma grande responsabilidade interpretar alguém tão vivo no imaginário das pessoas”, diz o ator. “Por sorte, só fui ter consciência do problema em que havia me metido muito depois de começar a gravar”. Segundo Parra, desde o começo, o desafio foi tentar chegar o mais próximo possível do original.
Justin Lin (à esquerda) no set de “Velozes e furiosos”
Lin deve dirigir episódios da série ‘True Detective’
Apologia Juana Uribe afirma que uma das preocupações da equipe foi não dar ao protagonista contornos de herói. “Era importante que o público não simpatizasse com ele, que entendesse que é possível ser inteligente e carismático, mas ao mesmo tempo ser também um assassino terrível”, diz. Mesmo assim, algumas críticas surgiram na Colômbia, acusando a produção de fazer apologia ao crime. “Acho um discurso velho”, defende Parra. “A série é apenas um reflexo dessa vergonhosa e dolorosa etapa da nossa história recente.” Por Vitor Moreno
Para Uribe, histórias da violência nunca tiveram nome próprio
Embora diversos nomes de atores já tenham sido especulados para a segunda temporada da série “True Detective”, pela primeira vez um diretor foi veiculado ao projeto: trata-se de Justin Lin, cineasta da franquia “Velozes e Furiosos”. Segundo a revista “The Hollywood Reporter”, Lin está em negociação com a HBO para comandar ao menos dois episódios da próxima temporada da série, que foi sucesso de crítica em sua estreia. Os episódios da primeira temporada foram todos comandados por Cary Fukunaga, que levou um Emmy de melhor de diretor em série dramática pelo trabalho. Fukunaga, assim como os astros Matthew McConaughey e Woody Harrelson, não
retornará a “True Detective”. A proposta é que, a cada temporada, a série conte uma história completamente diferente. O pouco que se sabe sobre a segunda temporada é que ela está sendo escrita pelo criador da série, Nic Pizzolatto, e deve se passar na Califórnia, com três protagonistas. Colin Farrell, Taylor Kitsch e Vince Vaughn estão entre os mais cotados para assumir os papéis principais. Os trabalhos mais famosos de Lin no cinema são os quatro filmes que ele dirigiu de “Velozes e Furiosos”. As filmagens estão marcadas para começar no final de setembro, mas ele ainda não fechou contrato com a emissora.
SHOW
Solteirões do Forró no ‘Copa’ Uma das bandas de forró mais conhecidas e respeitadas do cenário forrozeiro estará em Manaus para uma festa exclusiva no dia 13 de setembro (sábado). O grupo “Solteirões do Forró” sobe no palco do Copacabana Chopperia para um show que promete animar os manauaras. A banda que é sucesso em todo o Brasil está em turnê com a festa “Solteirões Vip”, inédita em Manaus. A noite regada de muito forró também não poderia deixar de contar com a presença de bandas locais.
Subirão também no palco do Copacabana as bandas Forró Ideal, Xote com Pimenta e Xiado da Xinela e Dj Evandro Jr para fazer a alegria do público. Sucesso estourado “Solteirões do Forró surgiu com o objetivo de atingir o público forrozeiro que gosta de dançar e curtir um forró de qualidade. Ao longo dos anos, a banda se tornou conhecida pela tradição de unir o autêntico forró nordestino ao contemporâneo, fazendo os instrumentos antigos entrarem em har-
monia com os eletrônicos. Esta foi a fórmula para produzir música de qualidade sem esquecer as raízes”. A banda foi criada em 2005 e em seu histórico consta a participação obrigatória nas principais vaquejadas de diversos estados do nordeste. Nos vocais está Zé Cantor, conhecido pelo seu jeito carismático, um dos fundadores da banda e dono de uma legião de fãs em todo o norte-nordeste. Entre os principais sucessos estão as músicas “Vida de rei”, “O Empresário”, “Vou te amar”, entre outros. DIVULGAÇÃO
SERVIÇO SOLTEIRÕES VIP Quando 13 de setembro (sábado) Copacabana Chopperia
Onde Pista 1º Lote R$ 40 (estudante)
Quanto Área Vip Front Stage R$90; Vip Premium R$150 ( todos meia entrada) VENDA: Skyler do Manauara Shopping, Mikas Chopp Eldorado, Edmilson Lanches Parque 10 e www. ingresse.com
A banda de forró está em turnê nacional com “Solteirões Vip”, inédita em Manaus
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo Nova fase Klebber Toledo, Leonardo em “Império”, vai se envolver também com mulheres na história, como já informado por aqui. Além de Adriana Birolli, o seu personagem entrará, ainda, no alvo da Nanda Costa. Curioso Dentro e fora de lá, o jornal da madrugada do SBT é, e sempre foi, conhecido como “jornal do Hermano”. Que só agora vai deixar de ser. Hermano Henning, inclusive, passará a formar dupla com Karyn Bravo no “Jornal do SBT”, em todo começo de madrugada. Corta, corta! Sempre muito irreverente e desbocado, o cantor Leonardo também gravou o “Bem Sertanejo”, quadro do Michel Teló no “Fantástico”, da Globo. E ele deu muito trabalho para a equipe técnica, no momento de editar o material. Quem acompanhou de perto a entrevista, diz que foram muitos os palavrões proferidos. Deve rolar o festival do “pi”. Corta, corta! 2 Essa entrevista do Leonardo e muitas outras farão parte da segunda temporada do quadro “Bem Ser-
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SBT
Trabalhando duro Rachel Sheherazade está trabalhando duro no seu livro, com foco nos principais males do Brasil. E tem dedicado várias horas do seu dia a ele. O lançamento está previsto ainda para este ano pela Editora Mundo Cristão. tanejo”, que serão exibidas no “Show da Vida” após o primeiro turno das eleições. Paralelo a isso, o Teló já se garantiu em alguns especiais de fim de ano da emissora. Aí, depende Se acontecer uma terceira temporada de “O Negócio” no HBO, haverá mudanças no elenco, com outras três atrizes para os lugares de Rafaella Mandelli, Juliana Schalch e Michelle Ba-
tista. Oficialmente, ainda não há nenhuma informação sobre a continuidade do programa. Outra vez A Globo já está rascunhando a sua programação de fim de ano. Roberto Carlos, como sempre, está confirmado. Xuxa ainda não. Uma vez mais, foram confirmados os shows sertanejos marcados para o Villa Mix, em Goiânia. A gravação será no dia 14.
• Gal Costa fez show no Conrad, em Punta, neste sábado... • O programa do Amaury Junior, com o próprio, foi lá fazer a cobertura. • César Filho, além de apresentar, também resolveu fazer reportagens para o seu jornal das manhãs no SBT. • O “Viva o Gordo”, do Jô e muita gente boa, volta a ser apresentado no Viva a partir desta próxima quinta-feira. • Tom Cavalcante é tão maluco pelo Ceará, que mesmo fora do Brasil faz questão de encontrar algum jeito para acompanhar o jogo... • Na quarta-feira, fez isto mais uma vez, em Las Vegas, na derrota para o Botafogo. • Astrid Fontenelle estreou nova temporada do “Chegadas e Partidas” no GNT... • ... Com a classe, competência e elegância de sempre. • Diretor Boninho já está concentrado no próximo “BBB”.
A culinária na TV virou prato A culinária, dentro do que é possível observar, se tornou o assunto do momento na TV e em vários dos seus setores. Esta virou a aposta cada vez mais afastada do trivial possível de todos os dias – o arroz com feijão, para se aproximar do requinte e exotismo de outros pratos que nem sempre tem a ver com a realidade brasileira.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini “Alto Astral”, substituta de “Geração Brasil” na Globo, vai mostrar uma Rosanne Mullolhand muito diferente da professora Helena de “Carrossel”, do SBT. Débora, sua personagem, é definida pelos autores Daniel Ortiz e Silvio de Abreu como “uma víbora”. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz* E-mail: plateia@emtempo.com.br
O estado: pai-patrão sem a benção
MÁRIO ADOLFO
GILMAL
ELVIS
A política petista tem se mostrado eficiente em uma coisa: a de proliferar aos quatro cantos sua vitória na batalha pela inclusão social e de ter tornado mais participativa as decisões de suas políticas. Há quem comungue desta opinião; e há àqueles que, compreendendo que estar servidor público é além de uma tarefa dificílima, exige tato e especialização por parte dos servidores, competência e espírito de gestão e sagacidade política em lidar com situações atrozes e populistas. Talvez seja fácil enganar um miserável, um homem sem grandes oportunidades, sem casa, comida e analfabeto. Por isso são alvos fáceis deste tipo de manipulação populista. As bolsas aperfeiçoadas pelos governos petistas carecem de estudos técnicos, e são um fim em si mesmas, assim como o sistema de cotas, o sistema de cultura etc. Os diversos interesses provenientes das mais diferentes categorias da sociedade civil (médicos, sindicalistas, agricultores, artistas, empresários etc) são vistos mais por seu corporativismo do que por sua real solução. E é o Estado quem deve “levar porrada” por tudo isso, como ouvi absortamente outro dia. O Estado não comporta ações ou políticas que solucionam todas as demandas. Muitas destas demandas devem ser analisadas pelo viés do poder público, saber se realmente há interesse público nas propostas, se é devido o gasto dos pagadores de tributos para matérias muitas vezes irrelevantes do ponto de vista socioeconômico. E é o gestor público quem deve ter não só a habilidade política para consecução destas ideias,como também é ele a quem cabe a decisão destas escolhas. Na democracia representativa é eleito o governante a quem os cidadãos depositaram confiança com a promessa de que o valor dos tributos
pagos diariamente, mensalmente e anualmente sejam bem geridos. Acontece que todas as modalidades e categorias da sociedade civil que citei acima querem mais investimentos nisso ou naquilo: os sindicatos reivindicam melhores salários para seus associados; os empresários, melhores condições tributárias e renúncias fiscais; os banqueiros, juros mais altos; os artistas, pagamento de cachês; os pobres, a ascensão à classe média. O que faz o Estado pensar que tudo – observado por este ponto de vista - é prioritário. Mas, pensando tatcheristicamente, alguém é obrigado a fazer as contas. E quem faz esta conta é o Estado. A primeira questão é saber se o Estado tem empregado bem o dinheiro público, não observando a questão de forma canhestra e sem poder de análise, mas de ter a percepção mais clara do sistema político, de enxergar se, de um ano ao outro, de um contexto ao outro, houveram mudanças significativas, não exatamente e tão somente na forma, mas no conceito, no meio de entrada.Se a forma for um fim si, desconfie. Na política cultural, isto é mais evidente. Em Manaus, eventos são justificados como “bom” gasto dos recursos públicos, como uma vez se disse da famigerada Virada Cultural. Hoje, passados dois anos do fim desta, ninguém sente falta justamente porque o público encontrou bons lugares para beber. Era para isto que servia o projeto. Ou então para ver de perto, a altos custos, o cantor que a mídia te empurrou goela abaixo. Uma política pública eficiente é feita através de parceiros. E ousadia. E coragem. E compreensão de sua função. Sem estas perspectivas você será mais um populista da cadeia alimentar eleitoreira e servilista ou vítima deste.
Márcio Braz *bacharel em Ciências Sociais pela Ufam, membro do Conselho Municipal de Política Cultural, ator e diretor de espetáculos.
Uma política pública eficiente é feita através de parceiros. E ousadia. E coragem. E compreensão de sua função. Sem isso, você será mais um populista da cadeia alimentar eleitoreira”
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MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Programação de TV
SBT
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5h Jornal Da Semana 6h Igreja Universal 7h Brasil Caminhoneiro 7h30 Planeta Turismo 8h30 Vrum 9h Sorteio Amazonas Dá Sorte 10h Domingo Legal
5h25 Amazônia Rural
22h20O Rebu
5h55 Pequenas Empresas, Grandes Negócios
23h13Jornal Da Globo
6h30 Globo Rural
23h45Programa Do Jô
7h35 Mundial De Fórmula 1: Grande Prêmio Da Itália
1h Rizzola & Isles 2h Pessoa De Interesse 3h20 Agora É Festa 4h Igreja Universal
0h55Programete - Rumo Ao Pódio
9h33 Auto Esporte
1h05Corujão - Vivendo No Limite
9h53 Esporte Espetacular
3hSérie
11h50 Esquenta Louca Nos Bichos
0h Nikita
ÁRIES - 21/3 a 19/4 Você poderá se sentir bem procurando ambientes que lhe sejam sossegados. Mas sempre haverá alguém a lhe chamar a atenção e exigir que você saia de seu mundo.
21h35 A Grande Família
18h Roda A Roda Jequiti
23h De Frente Com Gabi
GREGÓRIO QUEIROZ
4h25 Santa Missa
15h Futebol 2014: Campeonato Brasileiro - Atlético Mg X Botafogo 17h Domingão Do Faustão 19h45 Fantástico 22h10 Domingo Maior. Filme: Vovó...zona 3 – Tal Pai, Tal Filho 0h03 Programete: Rumo Ao Pódio 0h14 Sessão De Gala. Filme: A Caminho Da Felicidade 2h Corujão I. Filme: Operação – Fim De Jogo 3h27 Hawaii Five-0 4h12 Série
Cinema
20h Top 20 21h Pânico Na Band
20h20 Império
13h10 Temperatura Máxima. Filme: Deu A
19h Programa Silvio Santos
Horóscopo
19h30 Propaganda Eleitoral Obrigatória
14h Eliana
18h45 Sorteio Da Telesena
Eliana traz a animação da tarde de domingo, às 14h, pelo SBT
GLOBO
0h Canal Livre 1h Alex Deneriaz 1h35 Show Business – Reapresentação 2h25 Popeye 3h Igreja Universal
RECORD 5h Santo Culto Em Seu Lar
BAND 5h Tartarugas Ninja 6h30 Santa Missa No Seu Lar 7h30 Sabadão Do Baiano 8h Power Rangers + Popeye 9h30 Popeye 9h45 Informercial – Polishop 10h15 Power Rangers – Zeo 10h45 Verdade E Vida 11h Irmão Caminhoneiro – Boletim 11h05 Pé Na Estrada 11h30 Copa Petrobras De Marcas – Ao Vivo 12h30 Band Esporte Clube 13h55 Gol: O Grande Momento Do Futebol 14h25 Futebol 2014 – Ao Vivo 16h50 3º Tempo 19h Só Risos
5h30 Desenhos Bíblicos 7h Desenhos Bíblicos 8h30 Record Kids - Pica Pau 9h Amazonas Da Sorte - Local 10h Domingo Show 14h15 Hora Do Faro 18h20 Domingo Espetacular 22h15 Tela Máxima – “Agentes Do Destino” 0h15 Programação Iurd
Cruzadinhas
ESTREIA
TOURO - 20/4 a 20/5 Hoje é daqueles dias em que não terá algo do que imaginou gostaria de ter - aliás, há muitos dias assim. Você fará melhor em tentar adequar sua rotina às possibilidades. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Tem coisas que você gosta e parece que hoje você não pode se afastar delas nem um pouco - o que, obviamente, não é verdade. Não se desperdice em gozos imediatos. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Seu humor muda conforme seus pequenos desejos e caprichos sejam atendidos ou não. Como alguns tendem a não ser atendidos, você poderá ficar bastante amuado. LEÃO - 23/7 a 22/8 O contato com as pessoas afeta sua sensibilidade, mas de maneira descabida. Nem tudo merece um tratamento tão dramático. Não faça de suas emoções o centro do mundo. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você poderá ser privado de alguns pequenos confortos ou de iguarias e prazeres que tanto imaginava usufruir. São pequenas coisas, e você passa bastante bem sem elas. LIBRA - 23/9 a 22/10 A situação no trabalho pode não estar de acordo com seus gostos e pontos de vista. Será exigido de você fazer coisas que não são assim tão de seu agrado. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Sua subjetividade está agitada e embaralhada. Anseios e impulsos inconscientes misturam-se com o que parecem ser ideais nobres. Respire fundo, antes de tudo. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Você quer se divertir com as pessoas, mas obrigações práticas podem lhe arrastar para outro lado - que, no entanto, pode não ser tão desagradável assim. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Difícil é se acertar com as pessoas no trabalho. Seja em negociações ou onde a cooperação é requerida, cada parte parece desejar ir para um lado diferente. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Você trabalha de um jeito, mas planeja as ações de outro jeito. Assim, pouco consegue. Veja se é possível orientar convergentemente a idealização e a prática em suas tarefas. PEIXES - 19/2 a 20/3 Os sentimentos para com as pessoas próximas lhe são conflitantes As peças parecem não se encaixar, não importa em que posição tente encaixá-las. Olhe melhor a situação.
Hércules: EUA. 14 anos. Um filme de ação e aventura baseado em uma série de quadrinhos de Steve Moore. No exílio de sua nativa Atenas, o herói grego Hercules aceita trabalhar como um mercenário para o cruel e tirano rei de Trácia e descobre que está sendo usado para a formação de um sangrento golpe de independência. Cinemark 6 – 14h40, 17h10 (3D/dub/somente sábado e domingo), 19h40 (3D/dub/diariamente), 22h (3D/dub/exceto segunda-feira), Cinemark 7 – 11h40 (dub/somente sábado e domingo), 14h05, 16h20, 18h50, 21h15 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sábado). Cinépolis Millennium 1 – 13h, 15h20, 19h55 (3D/dub/diariamente), 17h35 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 21h55 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 13h, 15h15, 17h30, 19h45, 22h (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 16h15, 20h45 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 19h10 (3D/dub/diariamente), 13h10 (3D/leg/somente sábado e domingo), 16h10, 22h15 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 15h15, 19h45 (3D/dub/diariamente), 17h30, 22h (3D/leg/diariamente); Kinoplex 3 – 14h, 16h20, 18h40 (3D/dub/diariamente), 21h (3D/leg/diariamente), Kinoplex 5 – 21h30 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 16h50, 18h55 (3D/dub/diariamente), 21h (3D/leg/diariamente), 23h05 (3D/leg/somente sábado e domingo). Anjos da Lei 2: EUA. 14 anos. Depois de enfrentarem o colégio (pela segunda vez), grandes mudanças esperam pelos oficiais Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) quando eles encaram uma missão infiltrados em uma faculdade local. Cinemark 4 – 12h20 (dub/somente sábado e domingo), 15h, 17h40, 20h30 (dub/diariamente), 23h30 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 8 – 14h, 16h25, 18h45, 21h05 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 18h10, 21h10 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 13h30, 19h15 (dub/diariamente), 16h15, 22h10 (leg/diariamente); Playarte 7 – 14h10, 16h35, 19h, 21h25 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado). Se Eu Ficar: EUA. 12 anos. Este drama narra a vida da jovem música Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) até o acidente de carro que levou à sua morte, aos 17 anos de idade. Cinemark 5 – 14h20 (dub/diariamente), 19h, 21h30 (dub/exceto quarta-feira); Cinépolis Millennium 4 – 13h30, 16h, 18h30, 20h55 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 15h, 17h25, 19h50, 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 15h10 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 13h45, 18h15 (dub/diariamente), 15h45, 20h45 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 13h30, 18h30, 21h05 (dub/diariamente). A Cem Passos de Um Sonho: EUA. 10 anos. Na França, a respeitada e autoritária chef gastronômica Mallory (Helen Mirren) está cada vez mais preocupada com um restaurante indiano que abriu ao lado do seu estabelecimento, e pode acabar roubando seus clientes. Cinépolis Ponta Negra 3 – 20h10 (leg/diariamente).
CONTINUAÇÕES Deus Não Está Morto: EUA. 10 anos. Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h15, 16h45 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 14h30 (dub/diariamente). No Olho do Tornado: EUA. 14 anos. Cinépolis Millennium 2 – 20h, 22h10 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 17h50, 20h, 22h15 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 19h30, 21h45 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 16h10 (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 13h35 (dub/diariamente). Lucy: FRA. 16 anos. Cinemark 1 – 11h50 (dub/somente sábado), 14h10 (dub/exceto domingo), 16h10 (dub/diariamente), 18h40 (dub/exceto quarta-feira), 21h (dub/ exceto sábado e quarta-feira); Cinépolis Millennium 6 – 13h40, 15h50, 18h, 20h15 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 14h20, 16h30, 18h40, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h45, 20h (dub/diariamente), 17h45, 22h20 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 17h, 19h10, 21h50 (dub/diariamente); Playarte 5 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somente sexta-feira e sábado). Sex Tape – Perdido Na Nuvem: EUA. 16 anos. Playarte 9 – 13h, 15h, 17h, 19h, 21h05 (dub/diariamen-
te), 23h05 (dub/somente sexta-feira e sábado). Os Mercenários 3: EUA. 16 anos. Cinemark 8 – 12h30 (dub/somente sábado e domingo), 15h10 (dub/ diariamente), 17h50, 20h45 (dub/exceto quinta-feira), 23h30 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 5 – 14h55, 17h50 (dub/diariamente), 20h40 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 13h40, 16h25, 19h10, 21h55 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 8 – 17h, 22h25 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 15h, 21h (dub/diariamente), 18h (leg/diariamente); Kinoplex 4 – 15h35, 18h15, 20h55 (dub/diariamente); Playarte 6 – 13h05, 15h40, 18h15, 20h50 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 10 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h20 (leg/diariamente), 22h50 (leg/somente sexta-feira e sábado). O Que Será de Nozes?: EUA. Livre. Playarte 4 – 13h10, 15h, 16h50, 18h40, 20h30 (dub/diariamente), 22h20 (dub/somente sexta-feira e sábado). Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho: BRA. 14 anos. Cinépolis Millennium 2 – 14h30, 17h10 (diariamente).
As Tartarugas Ninja: EUA. 12 anos. Cinemark 3 – 12h15 (dub/somente sábado e domingo), 14h50, 17h20, 19h50, 22h20 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 15h, 17h20, 19h35 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 14h, 18h30 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 6 – 13h15, 15h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (3D/dub/diariamente); Kinoplex 5 – 14h20, 19h45, 19h10 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 12h40, 14h45 (3D/dub/diariamente). Vestido pra Casar: BRA. 12 anos. Cinemark 2 – 11h30 (somente sábado e domingo), 14, 16h40, 19h30, 22h10 (diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 14h20, 16h40, 19h, 21h30 (diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 14h40, 19h45 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 14h10, 17h10 (diariamente); Playarte 2 – 14h55, 17h, 19h05, 21h10 (diariamente), 23h15 (somente sexta-feira e sábado), Playarte 8 – 13h50, 15h55, 18h, 20h10 (diariamente), 22h20 (somente sexta-feira e sábado). Guardiões da Galáxia: EUA. 12 anos. Playarte 3 – 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado).
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MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
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::::: Sala de espera Marcos Ataíde e Carol Mourão estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.
Jander Vieira As amigas desembargadoras Liana Mendonça, Célia Simões e Iara Lanza em sessão carinho com a querida Carmen Novoa Silva em tarde elegante que movimentou o endereço da imortal no Centro Antigo
Necessário A Seminf acaba de treinar seu quadro técnico de engenheiros e arquitetos para utilização da nova tecnologia Building Information Modeler em seus projetos. O treinamento foi realizado na Intranorth, representante credenciada para a Região Norte da americana Autodesk, autora do famoso soſtware de engenharia AutoCad. Com a adoção da nova suíte completa de soſtwares, será possível simular e analisar antes de construir (protótipos digitais), além de gerar todos os quantitativos e desenhos (vistas 2D e 3D, Maquetes Digitais) necessários à orçamentação do custo de cada obra.
Hoje, termina o Bazar de Calçados e Bolsas promovido pela Amazonas Shopping desde o último dia 3. Para quem ainda quer aproveitar, são produtos masculinos, femininos e infantis com descontos de até 70%, em 34 lojas do segmento no centro de compras. A ação faz parte de uma campanha nacional da BRMALLS, envolvendo outros 32 empreendimentos em todo o país.
Para onde ir? Os manauenses estão cada dia mais viajados, mais aventureiros e mais decepcionados com a falta de opções da nossa cidade. Sair para comer algo gostosinho à 0h é dar “viagem perdida” em Manaus. Fica a dica aos senhores empresários da gastronomia noturna.
A PMM vai promover, de 8 a 11 deste mês, uma nova capacitação de profissionais da Semsa para finalizar o trabalho de implantação do teste rápido para HIV, sífilis e hepatites (B e C) em 100% das Unidades Básicas de Saúde da rede municipal. Atualmente, o teste rápido já está implantado em 50 unidades, incluindo policlínicas. O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, explica que a prefeitura pretende encerrar o ano de 2014 com o teste rápido implantado em todas as 63 UBSs e nas sete policlínicas da rede municipal de saúde.
Uma foto por um sorriso Com o objetivo de arrecadar recursos para sua manutenção, o Lar Batista Janell Doyle realiza, em parceria com o Estúdio Cacau Mangabeira, uma promoção especial que conta com o apoio do Shopping Ponta Negra. Nos próximos dias 9 e 10, os clientes do mall poderão ajudar as crianças atendidas pela instituição participando de sessões de fotos em um estande que será montado no Espaço Cultural do centro de compras. Aplausos!
LIVRO
Zeca Baleiro lança ‘A Rede Idiota e outros textos’ Zeca Baleiro lança “A Rede Idiota e outros textos” no dia 9 de setembro (terça-feira), às 18h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. O novo livro do cantor e compositor maranhense sai pela Editora Reformatório. A Rede Idiota e outros textos é um livro de crônicas afinadas e afiadas, qualidades que não são novidade para quem conhece a arte, a inquietação e a indignação de Zeca Baleiro. Em textos que são mistura de crítica, reflexões e filosofias (de boteco, segundo o autor), o multifacetado artista desfia as cortinas de um mundo cada vez mais fragmentado pela internet e pelas redes sociais. O livro reúne textos inéditos, alguns escritos eventualmente para jornais e revistas, e dedica um capítulo aos artigos publicados na coluna que manteve na IstoÉ e outro aos que escreveu sobre música para a seção Questões Musicais, no blog da revista Piauí. Com uma capacidade de conversar com o leitor, Ba-
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leiro se mostra nestas páginas um talentoso sectário da arte de Rubem Braga e, com estilo e voz própria, mistura bom humor, lírica e saborosas nostalgias. Depois de seu primeiro livro do gênero, “Bala na Agulha” (2010), e alguns anos escrevendo em diversos veículos, com A Rede Idiota e outros textos, o consagrado cantor e compositor garante vaga como titular na seleção dos grandes cronistas da atualidade. Zeca Baleiro nasceu em São Luís/MA. Seu primeiro disco (“Por Onde Andará Stephen Fry?”) foi lançado em 1997. Desde então, lançou outros oito discos de inéditas, alguns projetos especiais, sete DVDs e um Blu-ray. Zeca Baleiro construiu uma carreira sólida, sempre surpreendendo público e crítica a cada trabalho. Com melodias e arranjos elaborados e poesia, Além disso, o cantor tem se revelado bastante envolvido com novas áreas, como o teatro e a própria literatura. DIVULGAÇÃO
Baleiro reúne textos inéditos, alguns escritos para jornais
Os mantenedores da Faculdade Martha Falcão, Geraldo Pio e Nelly Falcão, anunciaram durante inauguração dos novos laboratórios da faculdade, que em 2015 a instituição passará a contar com os cursos de engenharia civil, arquitetura e urbanismo no seu portfólio. Pela primeira vez foi criada pela Crocs uma coleção exclusiva e desenvolvida apenas para o Brasil, em parceria com a Mauricio de Sousa Produções: a Turma da Mônica. Serão três modelos com desenhos inspirados nas tirinhas e que estarão disponíveis nas cores vermelho, verde e amarelo. Dia 9, acontece a abertura da Exposição Naturaleza Fragmentada, às 19h. Onde? No Centro Cultural Palácio da Justiça. Encerra hoje, o quarto Congresso Brasileiro de Saúde Mental. O evento, realizado pela primeira vez em Manaus, acontece na Universidade Nilton Lins.
Nejmi Jomaa Aziz com os filhos Johara, Enzo e Emjen juntos na campanha “McDia Feliz” do Grupo de Apoio à Criança com Câncer. Foi uma mobilização linda em prol da causa social do GACC, que tem Nejmi como madrinha
ZANELLO
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Bazar
jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br jandervieira
Norma e Antônio Silva comandavam mesas das mais animadas na apresentação da banda Roupa Nova, assinado pela Fábrica de Eventos, ontem – no Studio 5.
Psicóloga lança ‘Saúde mental’ Doutora em psicologia, Valeska Maria Zanello de Loyola, fez o lançamento, na sexta-feira (5), da obra “Saúde mental e Gênero” no Espaço Alternativo Diversidade Cultura e Interatividade, durante a programação do 4º Congresso Brasileiro de Saúde Mental. O evento acontece em Manaus, no prédio da Unicerter, na Universidade Nilton Lins, até hoje. A leitura da saúde mental sob o viés de gênero é ainda incipiente. No entanto, pode trazer importantes conseqüências epistemológicas e práticas para este campo. Deste ponto de vista, pode-se apontar ao menos um tripé que se vê questionado: a epidemiologia, a semiologia e o diagnóstico. De um ponto de vista pragmático, de acordo com o livro, tem-se o questionamento do que está sendo medicalizado e de como o gênero poderia ser utilizado como potencializador da eficácia no tratamento clínico. O livro tem como objetivo apresentar uma leitura do campo clínico da saúde mental sob o viés de gênero, abordando os seguintes aspectos: qualificação do conceito de “pathos”; patoplastia dos sintomas; semiologia simbólica; hermenêutica do diagnóstico; epidemiologia como tecnologia de gênero; medicalização e invisibilidades gendradas; usando o gênero nas intervenções. Na oportunidade, outros autores também lançaram seus livros, dentre os quais, Paulo Amarante, presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), “Saúde mental e Atenção Psicossocial”; e Massimo Canevacci, com “Sincrétika: Explorações etnográficas sobre artes contemporâneas”. O evento realizado em Manaus é composto de atividades diversas, incluindo palestras, rodas de conversa, debates, feira de economia solidária, mostra de cinema, apresentação teatral, vídeos, mini-cursos, abraçando a participação de um universo de mais de três mil pessoas.
Obra foi lançada no 4º Congresso Brasileiro de Saúde Mental, em Manaus
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MANAUS, DOMINGO, 7 DE SETEMBRO DE 2014
Amazônia exposta no Rio de Janeiro
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Museu de Arte do Rio (MAR) apresenta a exposição “Pororoca - A Amazônia no MAR”, com um acervo de arte da região amazônica até o mês de novembro
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á 2 anos – desde antes de sua abertura, em março de 2013 –, o MAR vem construindo uma coleção de arte da Amazônia. Com cerca de 500 objetos provenientes de mais de 50 doadores, o conjunto é tido como o mais completo acervo do gênero fora da região, cobrindo uma diversidade cultural que atravessa a tradição dos povos indígenas, o ribeirinho e a modernidade. Entre a visualidade amazônica, a violência social, a arte relacional e o processo de metropolização, dois séculos e meio de história crítica estão retratados em instalações, pinturas, esculturas, fotografias, artes gráficas e decorativas, vestuário, mapas e objetos arqueológicos. Com base nesse material, o museu apresenta ao público a exposição Pororoca – A Amazônia no MAR. Sob um olhar analítico e não cronológico, a mostra oferece uma sobreposição de universos e tempos culturais que vão desde as diversas etnias indígenas à realidade dos centros urbanos da região amazônica brasileira, levando em conta o que o poeta Blaise Cendrars chamou de “caudal amazôni-
co da linguagem”. Entre os registros históricos estão a primeira imagem publicada de uma seringueira – realizada a partir da expedição de La Condamine em 1743 – e documentos pombalinos e imperiais sobre a região. Destacam-se ainda brinquedos do Círio de Nazaré e um álbum com 132 aquarelas do baixo Amazonas. Artistas Perto de uma centena de artistas estão representados em Pororoca, muitos com suas obras-primas: Luiz Braga com Rosa no Arraial; Miguel Chikaoka e seu Hagakure; Elza Lima e a série dos ribeirinhos da década de 1980; Walda Marques e os retratos das vendedoras de ervas do Mercado do Ver-o-Peso; Paula Sampaio e a Transamazônica; o silêncio nas imagens de Octavio Cardoso; e Krajcberg com suas imagens de queimadas. Estão incluídos ainda trabalhos emblemáticos como um tríptico da série Marcados para morrer, de Claudia Andujar; Judeus na Amazônia, de Sergio Zalis; as imagens de povos indígenas de Milton Guran; a série Nazaré do Mocajuba, de Alexandre Sequeira;
o vídeo Antigamente Éramos Muitos, de Armando Queiroz; a instalação as Facas do meu pai, de Lise Lobato; e as procissões e romarias de Guy Veloso, entre outras. Também estão presentes realizações de artistas da Amazônia, tanto nascidos na região (Ismael Nery, Quirino
NOMES
Também estão presentes obras de artistas da Amazônia, tanto nascidos na região (Ismael Nery, Quirino Campofiorito, Osmar Dillon, Aluisio Carvão, Bené Fonteles, Rodrigo Braga) como viajantes
Campofiorito, Osmar Dillon, Aluisio Carvão, Bené Fonteles, Rodrigo Braga) como viajantes (Wiegandt, Pierre Verger, Marcel Gautherot, Cildo Meireles, Milton Gurán, Valdir Cruz, Adriana Varejão, Arthur Omar, Oriana Duarte, Romy Poczttaruk, Delson Uchoa, Helô Sanvoy, Ivan Grilo). Além disso, o conceito de “visualidade amazônica” elaborado pelo pensador e
teórico João de Jesus Paes Loureiro, tem sua estética contemplada por Emmanuel Nassar, cuja obra utiliza cores tórridas e vibrantes. Parte das diretrizes do museu, a Escola do Olhar apresenta no período uma série de atividades educativas vinculadas à exposição. Em novembro, o programa MAR na Academia promove um seminário sobre o pensamento crítico na Amazônia. E, em 2015, o MAR realiza um simpósio com intelectuais indígenas para definição de um programa permanente do museu com sua cultura. “É importante pensarmos na Amazônia como uma singularidade do Brasil”, afirma o curador Paulo Herkenhoff, que há mais de 30 anos realiza um trabalho ininterrupto relacionado à região. Ele revela que, no futuro próximo, o acervo deve se expandir para contemplar a arte de todos os países amazônicos. Pororoca – A Amazônia no MAR fica em cartaz entre 9 de setembro e 16 de novembro, no segundo andar do Pavilhão de Exposições. Na abertura, às 11h e às 15h, haverá Conversa de Galeria com a participação de diversos artistas e o curador Paulo Herkenhoff.
“Rosa no Arraial”, de Luiz Braga, também está na exposição